Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01036


This item is only available as the following downloads:


Full Text
r
ANNO XXXI. N. 120.

SEXTA FEIRA 25 DE MAIO DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!,
DIARIO DE
BNCAMtEGADOS li.V SI IISCHIIm:A';.
Kecife, o preprieterio M. F. de Paria ; Rio le Ja-
neiro, o Sr. Jo" l'ereira Marlius ; Babia, n Sr. I).
fjuprad ; Marci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ituica ; Parahiba, o Sr. Gcrvazio Virlor da Nalivi-
rfado ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pcreir Jnior ;
Araran, o Sr. Antonio de l.cinos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgea ; MarauiAo, n Sr. Joa-
qirim Marques Rodrigues ; Piauhv, c Sr. Domneos
Hrrculano Ackiles Pesoa Cearenci; l'ara, oSr. Jus-
tino J. Raaos ; Amazonas, o Sr. Jeronvmoda Cosa.
CAMBIOS.
Sob Londres, a 27 1/2 d. nor 19.
Paris, 3.5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Anfics do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bebcribe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de letiras de 8 a 10 por 0/0.
HETAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 vellias.
de 69400 novas.
de 49000. .
l'rata.Palacoesbrasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .

1>AU'HI,\ DOS CORREIOS.
29*000 I Olinda, lodos os das
169000 i Caniar. Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16*000 Mlla-liclla, lioa-Visia, ExeOuricury, a 13 c 28
99000 Goianna e Paraliiba, secundase sexlas-fciras
1*940 Victoria e Natal, as quinlas-feiras
lt^l .. ntKAJIAIt I>E HOJE.
19860 Primeira s 11 lloras e 42 minutos da manha
I Segunda s 12 tioras e G minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas o quinlas-feiras
Rolaco, torcas-feiras e sabbados
Fazonda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPDEMERIDES.
Uo 2 Loa huia as2lunas, 17 minutos e
39 segundos da manha.
9 Quariominguanle as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manha.
1G La nova a 1 horas 43 minutos*
36 segundos da tarde
n 23 Quartocrescente as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manha
PARTE IFF1CIAL
das da semana. -.
21 Segunda. Ss. Mancos, TJieopompoe Vleme.
22 Terra. S Rila de Cassia viu. ; S. Quilcri.
23 (Juarla. S. BV/ilio are. ; a. I)zidcso b. m.
24 Otiinia. S. Vicente de Larins ; S. Manahem.
25 Sexta. S. Gregorio 7. p.; S. Maria Magdalena
96 Sabbado. S. Felippc Nery fundador da C.
27 Domingo Pascoa do Espirito Santo. S. Joo
p. m. ; S. Ranulfo m. S. Eulropio.
,r Si
GOVERNO SA PROVINCIA.
Expediente do dia 2( de malo.
OllicioAoExm. commandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Recite, rerommendan-
ilo a oipeilicAo de tua ordens allm de que seja dis-
pensado doservicoda mesma guarda nacional o es-
ludaiile Afcrcolino Augusto da Silva Villar, que se
cha alistado no primeiro balalhao de infantaria.
DiloA E\ I, liansinilliudo por copia a rolarlo nominal que
acoinpanhou ao aviso da repartirlo do imperio de
1-2 do crreme, do. lentes e substitutos Horneados
par aquella l'aculdade, bem como dos que foram
jumrmtos.Igual copia se remellen a Ihesouraria de
'atend.
UiliAo Exm. mare|hal cummandante das ar-
ma, inleirando-o de baver expedido ordem nao s
ao inspector da Ihesouraria de fazenda, para que
mande passar guia de snccorrimenlo ao majnr re-
fermado de 1." tinli.i Manoel C.limaco deSexas Car-
dlo, alim de seguir para a Boina, aonde pretende
lijara sua residencia^mas tambemao agente da
companhia das barcas d vapor, para mandar Irans-
-porlar para aquella provincia.no vapor que se ca-
peta do norte. Eipediram-se as ordens de que
i (rata.
DitoAo nirsmo, transmillindo por copia o aviso
da repnrlicao da guerra de 11 do crrante, doqual
consla haver-se permiltidoque o alferes quartel-
meslre do 5. balalhao de infamara Leopoldo Bor-
gts (jalvAo L'coa, venha servir na guarnirlo deste.
provincia.
DitoAo Exm. presidenle do conscllio admiui-
Iralivo do patrimonio dos orphaos, eomintiuirando
quo, por porlaria desla dalafconcedera seis mezes de
Ihaiica com ordenado, ao professor de sade do col-
legio dos orphaos Dr. Joao Jos Pinto, afim Europa tratar de sua sade.
I> loAo inspeclor da Ihesouraria de fazenda, de-
clarando que, por decreto de 28 de abril ultimo, se-
gunr o conslou de aviso do ministerio da fazonda de
4 do correle, fura removido o !. escriplurario da-
quella Ihesouraria Jos Francisco Goncalves, para a
do R o Grande do Sol.
DiloAo mesmo, transmillindo por copia naos
o iTr da repartirlo da guerra de 10 de crranle,
mas limbcm a tabella a que elle se refere, da dis-
Iribuicao do credilo aherto a esla provincia, para as
desperas que se tem de fazer por cnnla da mesraa
repartiriio, noexercicio do 1855 a 1856. '
DinAo memo, commouicainln que, por decre-
to de 516 de abril ultimo, segundo cousloujde aviso
da> mirislerio da fazenda de 30 do correle, foram
provid.w os lagares daquella Ihesouraria, atfandega
e consulado, mencionados na rol-rao qire remelle
por eo|ia.

Iielario a que se refere o offtch tupra.
Thesouraria.
Primeiro escriplurario.
Podro de Alcntara Pinliciro.
Terceiro dilos.
Cliristovit de Santiago e Oliveira.
Heliodoro Fernandes da Cruz.
Amanuense da secretara.
Frarrcco de Salles de Andrade Li.ua.
Mesa do consulado.
Feitor.Jos Thomaz de.Auui.ir Pires.
2. escriplurario.
Joaquim Pedro dos Santos Bczerra.
Amanuense.
Predecid Carneiro LeAo.
Alfandega.
Amanuense.Maximianofrancisco Peixolo Hilarle.
Di* Ae rlicfe de poficia. dizendo que pode
mandar entregar ao capitn Manoel Joaquim (lo-
mes, as chaves da casa que servia de qiialquer
guarda da eailcii velha, e prcvlnindo-o de que cx-
|iedira ordem nao s para seren retiradas d'alli as
tarimha; e mais objeclos perteucentes fazenda |iu-
Wica, maslambem para que ce-se o \pagamenlo do
ategiiel la mencionada casa. Epediram-se as or-
ileni de que se I rala.
DiloAo juiz relator dajunia >leJustina, transmil-
lindo para sercm relatados einsessao da mesma jun-
ta, o proressos feilos aos soldados J Caslro e Jos de Souza Barbosa, pcrlencenles ao
meio balalhao provisorio da Parahiba.I'arlicipou-
teaoExm. presidente daquella provincia.
DitoAo capllao do porto, inleirando-o de haver
em vista de sua informae.lo. concedido dous rhezes
de licenea ao 1." pralico Jos Vicenle Ferreira Lej-
a, para ir cidade do Aracaly.
DitoAojuiz municipal da 1. vara, declarando
baver o cominandante do presidio de Fernando par-
ticipado, que Me nao foram entregues pelo con,mn-
dame do patacho f'irnpuma, os sentenciados Boa-
ventura Jos do Prado e Jos Kibeiro iiimariles,
c devolver! as guias dos referidos sentenciados,
afim de que llics-dc o conveniente destino.
DiloAo mesma, (ra*nsmittndo as guias de ller-
culanode Andwde Pessoa, padre Antonio Carlos da
Fonceca Benevides. Jos Maria da Cruz e Manoel
David, os quae* rendo f'nalisado as senlencas a que
haviam sido Qon^emuados, regressaram do presidio
de Fernando uo placlw l'irapama, onde se acham
a soa dispasico.OOieiou-se neste sentido ao ins-
pector do arsenal de rriarinha.
Dilo- Ao director do arsenal de guerra, recom-
mendando que, mande substituir o africano JoAo,
que se aelia ao servir^ do collegio dos orphtoj, pelo
de nome Franclsro, iqne ja all esleve e ora exislc
no arsenilde iliarinha, -o\ por oulro chamado Joa-
quim, qio,ictaluicn(B esta empregado no hospital
dos lauros. CoK)isrticou-M ao director daquelle
collegio.
I'it-lj administrador do corrcio. .Nlo btivendo
o vapor ,hper3/tor^i\e ebegnu bonlem esle por-
to coiidundiM* caria in n. de 787) constantes da
reanlo, quejVea*, me eiNviotrcom n seo of.icio n.
10, eque nWdtvolva ; Vriso Icndu sido ellas remcl-
liifas pelo vapor mudez Great ll't'ttrn, que se se-
miio.ecne lamliem chegon bonlem, o que indica
".lo haveren eHas licado no correio corle ; mas
uetalnzlonham sido per algum descuido inclui-
as eni al goma das malas, que seg'ucro pata as pro-
vincias do orle : cimipre que Vine, mand'recebe1"
poloempiegado competente de soa raparlicflo. cjual-
quer das malas, em que se poisa suspeilar vir a or-
respouiiencia desla provincia, afim de que njale,
ras n presenca do ageikte da companhia. e do:
remmand inlo di referidu vapor, pira se verificar se
com efJVrt > livuvc u caigano que se siippoe ; devendo
neste caso, c i vista das listas respectivas tiraren) se
aquella* curias, que forem encontradas com direccao
para aqu..; depois do que fechar-se-ha a mala rom
o sello do elv lo, dando-se parte circumsmciada ao
agente da provincia if que pertencer ; devendo Vmc.
coro urgencia commuuicar-iiic o resultado 'de>la mi-
nba ontam. '
DiloA cmara municipal do Recite, inteiran-
do-a de baver approvado provisoriamenle as postu-
ras addiciotiaes d'aquella cmara desiguanjo qual a
largara que devem ler a casas que so edilkarem em
terrenos uovos e enviando urna copia das referidas
posturas a iiu de que teuha execucilo.
PorlariaExonerando do exercico de director da
colonia militar de Pimenteirns ao eapito do quarln
balalhao de nrlilbari a p, Feliciano de Souza
Aguir emcocisequencia do seu mo estado de saude.
DitaA) agente da companhia das barcas de va-
por, recominendaiido a expedido de suas ordens pa-
ra que os soldados do polica Manoel Fernandes e
Albino Antonio de Medciros, viudos da corte no va-
por Imperador, sigam no mesmo vapor para a Pa-
rahiba escoltando a presa (ierlrudes. Cummuni-
coii-se ao E\m. presidente d'aquella proviucia.
DitaO presidente da provincia resolve que na
organsacAo dos dous batalhes de infanlaria crea-
dos na freguezin de Ipnjuca do municipio do Cabo,
'em virludc dos decretos expedidos para a nova or-
ganisai;ao da guarda nacional do mesmo municipio
se observe o sc^uinte :
IV Ao balalhao da scdeda'diU fregoeza, o qual
era provisoriamenle a numeraran de 2\ pertencero
os guardas residentes lias Ierras dos engenhos Guer-
ra, Boacica, Sacco, Pndoba, Arambi, Bem-fica,
Timbn-assn, e as que ficarn ao uorle dapovoacao de
Ipojuca.
2.' Ao li.ilalli.io do centro Ja dila freguezia que
lora a numeraran de 3", pertencero.os guardas res-
llenles as Ierras dos engenhos Salgado, Vermelho,
l'indohinha, Agua-Fra, Caclisera, Sania Rosa, Si-
birn, S. Joao, c as q*e licam ao -ul da menciona-
da povoacflo.Keinellcu-se copia da porlaria cima
ao respectivo commandanle superior.
DilaO presidente da provincia, leudo em vista o
que Iherepresenlou o Dr. rhefe de polica em ollicio
de 18 do crrante n. 379, resolve desouerar do cargo
de subdelegado da freguezia dos A togados, a Dellino
(ioncalves l'ereira Lima e aos actuaes supplcnlesdo
mesmo, c nomear para os referidos cargos aos cida-
dAus abaixo declarados.
Subdelegado.
Tenenle coronel Fafjjicisco Luiz Maciel Vianna.
Supplenes.
I. Sebastian Antonio do Reg Barros.
2.o Seralim l'ereira da Silva Monleiro.
3.o Manoel Zcferino de Caslro Pimentel.
i."'Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
.o Luiz Carlos da Cosa Campello.
6.o Antonio Caldas da Silva.
Commuulcou-se ao referido chefe de polica.
Tendo sabido com urna inexaclidao o arl. 3- do
reguUmenlo publicado no Diario de honlem a res-
peilo do emprestimo provincial, boje o Irauscreve-
mos por extenso e ja corrigido.
O presidenlo da proviucia ordena, que para execu-
Jo da Iri provincial n. 35i de 2.3 ae selembro de
1851, seoliseive o seguinlc
. REGULAMEMO.
Arl. 1.' Para occorrer asdespezas das obras dc-
cretadaspe le do orcainenjo llgenle, fica a Ihe-
souraria "provincial cerarregada ile conlrahir utn
empreslno at 20():tM)OS0OO, que vertcerao o juro
annual de K por cenlo, pago por semestres a contar
do dia |" de'julho de 1855.
A snpradila qoanlia er amorlisada em 5 anuos
por meio de urna annuidade de 40:0009000 alcm dos
joro.
Arl. 2.' Esle einpiesliino se realisar pnr metorlr
apidices do valor de 1003000 cada vima, repartida
em 5 series guaM correspondentes aos 5 anuos nc-
cessarios para a amorlisicao da divida.
Art. 3.' Estas apolices serio emillidas ao par,
por venda ou dando-se em pagamento e a sua im-
portancia bem como a da despeza a que for ella ap-
plicada scrao levadas ao liara raixa da receila geral
da provincia.'
Arl. i.- As apolices serao a pagar u ordem do pri
meiro powuidor que n receber, rubricadas pelo
presidente da provincia, e assignadas pelo inspector'
Procurador fiscal, e Ibesourciro da Ihesouraria, c
conlr,lo alem da dala era que cometa o cmprcsli-
moc da serie, numero, capital, e juro semestral, a
dia do vrncimrulo do mesmo capital (mod. n. 1.)
Arl. 5. A transferencia de um a oulro possu idor
sera fcila por meio da seguiulc declaracao : Fica per-
(cncendo ao Sr. V.....talada e aasignada pelo pos-
tuidor.
Alin desla declaracao de transferencia he prohi-
bido escrever-sc qualquer signal ou palavra na face
oo n,o verso da mesma apolice.
Arl. 6. A entrada e sabida das apolices na Ihe-
souraria al serem dadas em pigameulo ou vendi-
das, ser.lo feilas em visla das guias e ordens do res-
peclivo iuspector,abrindo-se estila ao thcsoiyeiro em
livro especial. Os lanramenloa das entradas scrSo
assignados pelo Ibesourciro e o oscriv.lo, e os das sa-
bidas por esle ultimo e pela parle.
Arl. 7. Alem deste livro hovera oulro denomi-
nadoCaixaonde ser debitado o thesoureim pelas
dolaces que receber, e crcdilado pelo importe das
filliasou rclacesdos pagamentos do capital e juros
que tiver frito.
Arl. 8. Eslas ielac,oes ou folhas annuaes quanlo
ao capital, esemeslraes quanlo aos juros, serao tun-
tas quanlas forera as series das apolices, orgausadas
segundo a ordem da numeraran, ficando espaco na
mesma linha para o portador que for pago assgnar
oseuuome, e processadas e revistas pela conla-
doria.
Arl. 9. O pagamenlo dos juros de cada apolice,
proporrao que se fizer ser lainbem indicado na fren-
te delta, logo abaixo da parte escripia, c nao no ver-
so, que se acba reservado para as (ransferencas.com
o carimbo do semestre que pertencer, e o do ca-
pital com o carimbo depagaalem do recibo
do portador para servir assim de documento des-
peza.
Arl. 10. Os dous livros cima mencionados ser-
virao durable o lempo do emprestimo e seu paga-
menlo; purera dous mezes desala deste prazo serao
recolhidos contadura com as folhas ou relacoes, e
mais documentos respectivos paca definitiva liquida-
cao e lomada de conlas.
Palacio do aoverno de Pcrnambuco 15 de maio de
1855.7os fenlo da Canha e Figue*redo.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel-ceneral do commando dai arma de
Pcrnambuco na cidade do Recite, em 24 de
malo de 1855.
ORDEM DO DIA N. 49.
0 marechal de campo commandanle das armas
faz publico para riinliecimenlo da guariic.ao e dev-
daobservancia, que o governn de S. M. o Impera-
dor bou ve por bem, por aviso de i de abril prxi-
mo lindo, mandar servir no balalhao de engenheiros
o Sr. primeiro lenle ajudanle do quarlo balalhao
de arlilharla a p, Manoel Deodnro da Fnnseca ; e
por oulr aviso de > do dilo mez, mandar passar
para o dcimo balalhao de infanlaria, os Srs. alteres
Antonio Cardozo da ('.osla e Caelano Xavier de Oli-
*eira. clc do terceiro, c aquelle do dccimo-sesimdo
da mesma arma, segundo conslou de ollicio da pre-
sidencia datados de honlem.
O mesmo marechal de campo declara, que a refe-
rida presidencia f"i servida nomear, por (Mirlara da-
tada de 2 do correle, o Sr. capitn do segundo ba-
lalhao lamhem de infanlaria, Jos Gomes de Alun-
la, l'ara evercer interinamente o emprego de direc-
lor ila colonia militar da Pimenleiras, ficando na
inlelligencia de que quanlo antes dever seguir para
aquelle lugar.
. Jote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudaulc de
ordens encarregado do detalhc.
grandes arterias nao banham o solo do mesmo mo-
do; as planicies inmensas, que se eslendem desde
Abapo al a< fronteras do norte, romprehendem
urna distancia de cerca de dnzenlas e setenta leguas
de exlensAo sobre cenlo e dez de largura, alravez
das quaes enrrem tres grandes ros principaes, rece-
bendo cada um delles um numero consideravol de
alllueiiles, c sendo navegaveis, os primeiros para na-
vios a vapor, eos segundos para barcos de .diversas
dade exuberante, como ja povoadas em grande parte,
grecas as antigs misses dos jesutas. Este vasto
paiz s espera para desenvolverse a pssiiiilid.ide de
expqslar seas producios.
O Pilcomyo.parlindo de sua cscala de Guarapc-
landi al o'Paragua), liso alravessa em seu curso,
senAo deserlos habiladns por barbaros, cujas incur-
Sea a.....i.nes cau-am tao grande destruibles aos
criadoros de gado. Embaracado por duas caladu-
pas, seu curso se ahsorve as ateas em lempo de ve-
ro : nenhuma induslria, nenhuma cultura existe
uaquellas margeos, e do poni, queja citamos, at
i fronlcira argentina, a distancia he apenas de cin-
coenta a essenla leguas. Purlauto he inconlesla-
vel que o fuluro da grandeza boliviana esl em sua
navegado do norte, e depende da desapparirao das
cataratas do Madeira, que se levantara boje, como
o nico obstculo.
' ls pai/es, que a rol,misaran lera de fecundar, sin
m 11011-11* e de orna ferlilidade inaudita. Ja temos
fallado dos productos, que all crescem espontanea-
mcnle._ O arroz de Santo Corazn1 d mil por um,
e toda cultura tropical pode dar-sc na mesma pco-
porrao de successo. Nao podemos resistir ao desejo
de dar a esle respeiloa traduccao de urna passigerf)
da obra de Mr. Dalance, bomem tmido e desapai-
xouado, que parece recejar sempre delxar-se domi-
nar pelo enlhusiasmo.
ii A Ierra, diz elle, offerecc entre os Guarayos
urna inversan completa na e.perularn europea com
a \meriea ilo Sul, a qual cnnsisle' boje no frele de
ida,sendo ihccrlo oda volla; applicar-se-lhc-ha a
grande roncepc.io ingleza, que consiste em especu-
lar com as materias primas, das quaes a GrSe-Breta-
nha se faz o maior agente, e pagar essas materias
primas rom mercaduras das manufactura- da Eu-
ropa. He fcil de comprehender-se o impulso in-
menso, que liff BiU mudanca; as materias primas,
dimenscs. As provincias sao nao s de urna fertili-''producios agrcolas, medicnacs, He tinturara ou
mineraes, rao ter aos grandes mercados brasilelros,
para ah serem vendidos as casas eerupas.
Sendo a permuta fcita por producles mauifartu-
rado, seguir-se-ha ufalivermeiile dahi urna baixa
no prero deslcs ltimos, que, sendo considerados co-
mo moeda, serao vendidos logo que sua Tanda apr-
senle pequea vaulagem. He a cala combinaeo,
que as fabricas inglczas devem em parle sua supre-
maca sobre as nossas no e-trangeiro. Nessos arma-
dores especulara sobre a mercadura enviada, igno-
rando quasi sempre qual seja a volla e o lucro
final.
Resulla dahi em primeiro lugar, que qunsi sempre
elles falsifican! as remessas e se entregam a urna roul-
li laude ridiculas frandes para augmentar o lucro da
venda; em segundo lugar, que a incerteza dellas os
abriga a exigir um prcc,o mais elevado ao compra-
dor, e estn finalmente em una poscao inferior aos
Inglezes, porque s couhecem nm dos termos de
sua especulacao, da qual a nutra se acba entregue
ao acaso. O armador inglez estando pelo contrario
pcrfeilamente a par do preco das materias primas
que se veudein a soa vista, especula com a sua com-
pra ao longe e sen transporte no mercado.
Estando sempre em contacto com o paiz, em que
negocia, pelos cscriplorios, que neile eslabelece, e o
informain sobre as necessidadea, elle condece toda a
-iiiiaro, quarido compra os productos fabricados,
que devem servirdo moeda. Sua especulacao por-
uma vegelacSo pomposa, que excede o pensamenln; lano pote ser dupla e produzir um lucro sobre a
EXTERIOR.
BOLIVIA
NmugifSe e coloniaro.
A Bolivia v MecerM meio de seus rochedos os
us nos, que receben ,m seu curso lodos os alTIu-
enlcs, que nascem as cordilheiras; mas estas duas
ludo quanlo all c v, lem o cunbo de urna gran-
deza maravilhosa : as planicies sao vastas e cuberas
de grama, que Trnete ao gado um alimento silbo-
roso e forte; asOoreslas sao formadas de arvores gi-
ganlescas,das quaes a maior parle nos sao desconlie-
cidas; as monlanhas vestidas de bosques frondosos,
povoados de animaes de toda especie, e sobrelwlo
de urna infinita variedade de bugios e passaros; os
fruclos da mesma iialureza dos de Chiquitos e Mojos
sao de urna qualidade exquisita.
A noz do cacao, que se encentra as florestas,
he superior a de Cabinas; a baonilha apparece em
abundancia e em qualro qualidales difiranles,
iguaes em perfume, assim como a noz vmica c ou-
Iras especies adoripheras, rujoa nones ignoramos; a
canna de assucar cresce espontneamente em multas
qualidades e todas abundantes de sueco; o tabaco,
que be de urna qualidade superior, nao cedera em
nada ao de llavana. se losse cultivado por pessons
pr.ilicas; encontram-sc all era profusio todas asra-
-inas, gomma clstica, arbica, copal, sangue de
"dMRii, blsamos de mulacn, de cupaliiba, de maria,
de cusa, celebre para .o rrescimenlo dos cabellos, e
mil oulros nao anahsados. O algodao he deexcel-
lenlc qualidade, o mapajo, substancia lanfera, qu1-1
se colhe nos bosques o que, suave no tocar, bri
Ihanlc e lustrosa corfto a seda, he susceplivel de re-
ceber todas as tinturas; esla la be adiada em bo-
las de tres pollegadas de dimetro. As substancias
de tinturaras sao representadas pelo ail fino, pela
nopal da rochonilha, pelo acluola, chapi, especie do
granea, pao brasil, campeche o um passaro dcsco-
nhecido dostinlureiros europeos, o qual d urna cor
escarale. Todos os fruclos se colhem alli, e o ma-
ui, o caf, a amendoa grande, muilas variedades de
cocos e no/.es pretas sao o alimento dos macacos, aos
quaes eslao abandonados.
o As immeusas florestas, que cobrem aquelle ter-
ritorio, conlm naturalmente toda especie de madei-
ra de runsirucro e de uiarrniaria. Cilarei aqu so-
mente aquellas, quo o accaso me fezconbecer, e sao :
muilas variedades de pinbeiros, o loureiro, que che -
ga a urna graude altura, o cedro, o souto, o cuchi, o
lajivo, o moradillo, a latnjuba, o niara, a copabiba,
o acaj, o Jacaranda, o cocobolo, o curupau negro
(linda especie de bano), o curupau amarello, e es-
carale, ea goiabeira gigante.
A parte occidental dos Guarayos he bandada pe-
los ros Sao Miguel, Madaglena ou Ilouoma. N"
centro correm o Rranco, mais cophecido pelo nomc
de Ranaca e o Paragua, que se rene ao Serra. A
leste fica o rio Verde e rios navegaveis, que se lan-
cam no llenes, e alm desles, a provincia poesue do-
l lagos no interior de seu territorio, sem fallar dos
qoe licam do lado do oriente o de numerareis ribei-
ros, que enriquecem os rios de urna agua salubre e
constante. Eslas circunstancias a lornam prcferivel
aos Majos e aos Chiquitos; nao leudo que receiar as
inun lacees da primeira provincia, ncm os gelos,
que opprmem algumas vezes a segunda. Os habi-
tantes sao brando, doces, bem feilos c robustos; us
cavallusque alli se criam, sio grandes, deforma bel-
la e de um vigor.igualais das inclinares racas rabes.
Finalmente ,i famosa cadea de monlandas, que co-
cumpra, corno sobre o pegamento, assim como pode
contenlar-se com um lucro simples e dar as merca-
dorias de troca pelo seu justo prero ; em lodo caso,
negociando fundado em clculos mais solidos, suas
operares podem elovar-se a urna eteala maior e do-
murar o mercado !
Eslas regras applicadas aos erriparios braileirus
lliescommunicaro quasi iiislanliiieamenle um de-
senvoli imenlo immenso, Einqnante a navegacao,
vencendo os obstculos que fecbain a Bolivia, der
aquelle paiz a pussibidade do exportar seus pro-
ductos e a certeza de um consumo constante, em-
quanlo a agricultura na lldivia, como no Per' ex-
lender-se na primorea., dos lucros enormes, que
produzir o Irabalbo do solo, os emporios do Brasil
allr.ibiro logo em seu seio Indas as industrias e
todas as espeoulacoes. lli para elles que a emi-
grarlo europea ha de vir meusalmcnlc Irazer a
onda de bracos e de inlelligencia, que alli se grupa-
rojjKa ramilicar-se depois, quando o centro tiver
adejetrdo bailante poder.
Com elleilo.iiinguem se deve illudir a respeito da
culonis-iro : esl no carcter do emigrante collocar-
se*o mais pcrlo possivel do centro, onde se faz sua
permuta, e do qual espera auxilio e proleccfm ; de-
pois os que chegam por ultimo, avanram eonquis-
lando o solo, que acaba por povoar-se lodo. Assim
acontecer aos eslabelecimeulos, que a navegacao
dos rios da America val determinar. Os ceiros
brasileiros serao os primeiros em adquirr a impor-
lancia, que dao os capilaes e os bracos, ao passo
que as cidades bolivianas semeadas entre a emboca-
dura do Memoro e de Sania Cruz de la Sierra", re-
cbenlo em primeiro lugar os eslabelecimeulos ne-
cessarios i compra e remessa dos producios do
paiz.
Eslas cidades se engrandcelo depois por sua
vez, reagiudo sobre sua circumferencia, porm fi-
cara sendo por longos anuos anda a escala neces-
saria das especulares, e o eulermediario forcado
enlre a Europa e a America^ Vc-se por isso que
Interene poderoso o Brasil lem de dar a cssa nave-
gacao gigantesca e que importancia inaudita devem
dar aquello imperio estas novas relacoes. Ser sem
rnnlradirlo um dos ttulos de, gloria da adminis-
lracc/io, que inaugurar a sua abertura, e nm motivo
de aeco do graras ao soberano, que o tiver sancio-
nado com o seu nome.
A marcha, que urna companhia de navios e urna
sociedade da colonisacao deve seguir, esl Iracada
pelo que precede. Crcmos indispcnsavel para o
bora successo esta dupla aceao, porque ao mesmo
lempo que a companhia de Irausporles cslabelccer
tima i'ommtiuicac.lii regular, devora oceupar-se ac-
tivamente em Irazer os bracos necessarios para a
fi ueiiliraeo de sua exlciieu. Ora dcxando par-
le o Per'que esl fora de.nnssa aprcciaeu, j com-
panhia de vapores eslabelecida no Amazonas, ten
em Macapa urna agencia geral, que resumir loda a
navegacao interna, e cuja importancia sempre cres-
ecnle. far daquella enfade a Kew-York do Brasil.
A'companhia lera oulra agencia em Tamandu para
realisar alli o carrcgamenlo c a descarga des navios
| de vela, quesobirem at alli. O paiz fertilissimo
meca pelo Caparrus e acaba pelo Sao Simn, aira- dos Guamos tem sua sabida no Guapor, o o de
vessa o tcrr.torio e promelle urna abundante ceifa Mojos vem ler igualmente alli por um lado. Ainda
de ouro, a quem for explorar. que se poSsa subir vapor al s Pedras, defronle
Rccciamos fatigar o leitor reproduzindo as descri- das minas de ouro deS. Carlos, eslas consideraroes,
pees do sabio Mr. d'ljrbigny sobre o paiz dos Majos
e dos Chiquitos, e remellemos essa conscicncosa
obra, aquelle- que quizerem ler um conbecimento
exaclo dos lugares e coslumes daquclles paiz-s inle-
ressaules; he bastante dizer que, no dia em que o
inleresso mixto do Brasil e da Europa tiver passado
as barreiras do Madeira, um mmenso mercado se
abrir a induslria e colonisacao, mercado que se
acba ucsie momento em embryiio, mas que nao lar-
dar a lomar nm descnvolvimenln fura de loda prc-
visao. Fallaremos do inleressc do Brasil, porque
julgamos que esla potencia be chamada para gozar
dos primeirns beneficios da navegarn do Amazonas,
que convm torna-Ios visiveis a lodos os olbos, afim
de nao dar materia aos preconceitos, que se levan
tam contra ludo quanlo he novo.
K3o he suflicente smenle a inlelligencia do sobe-
rano, ainda quando se firme na capucidade de con
selheiros habis: em um peiz sobretodo constitucio-
nal, convm que a opiuio publica sirva de base, e
se for possivel, de impulso. Entau he que se lenlam
as grandes emprezas, e as naces prosperam. Ora,
o Brasil, senhordo Amazona, be por conscguinlc o
eairnnhn. que necessariamenle devem seguir todas
as produccoes daquelle paiz, assim como o Ucayali
deve Irazer os fruclos do norte do Per. A navega-
cao a vapor tari por couseqiiencia inmediata a for-
inaeo de um emporio geral de mercadorias cm Ma-
capa, para os navios de vela, que nao subirem o rio.
U emporio para a Bolivia ser feilo em Tamandu
margem do Madeira, e para o l'eru no ultimo poni
de subida para os navios de vela, em quanlo que Ma-
capa, poni central, adquirir urna importancia ins-
auanea. Os fados valem mais quo as palavra, e
nan podemos dar um exemplo mais notavel do que
o da protperidadcMe Valparairo, que at boje lem
gozado o privilegio de abastecer a Bolivia exclusiva-
mente c o Per cm parle. Sao dous ou Ircs novo
Valparnizos, que a navegacao fundara necessaria-
menle em menos de dez anuos no territorio brasilei-
ro, com elementos rnuilo mais poderosos de succes-
sos; porque os navios viudos da Europa at o Paci-
fico slem para a volla guano.cobre e piastras fortes,
ao passo que os navios que forem ao Amazonas, le-
rao todos os productos dos trpicos, iesullar disto
devero determinar o eslabclecimcnlo de urna ler-
ceira agencia no forte de Beira. ( 1 ) Esle local,
leudo as aguas do rio maior prolun lid.ule alai, per-
millira' receber lodos os producios, que desceren)
pelo Guapordesde Mallu-Grosse, ou pelo Magdale-
na, rio Verde e Baurel, e lomara rpidamente urna
grande evten-u.
Os Monajoj sao o povo mais navegador da Ame-
rica do Sul, e cm algum mcllioramenlo feilo cm
suas canoas ^ 2 ) e algumas vanlagens no prero do
seu Irabalbo, poder-se-bia lirar om partido conside-
ravcl deeun aptidao. O paiz de Mojos he como se
sabe, o mais industrioso c um dos mais feriis da
Bolivia ; o algodao cresce alli em abundancia a-sim
como lodos os productos dos trpicos ; os habitantes
de C.onceieo fabrican! chapeos de palba, bengalas,
:baruleiras da mesma materia, bengalas de osso e
movis marrheladns de conchas. Os mesmos objec-
los so fazem na Exallacao sobre o Mamor, e um
pouco mais cima em Sanio Ignacio no Tijanachi.
(I) A fortaleza do Principe da Beira csl.i alnada
na margem dircita do llenes, cm una eminencia
encantadora, mas o clima desse lugar he muilu du-
enlio. Alli reina urna febre terina, que muilas ve-
zes lem o carcter I vphoidc e o nuil da ciirruprflu,
quo he muilu coinmum no Brasil. Ele mal con-
siste cm una inllaiinnar.io lerrivcl dos ntestiuo,
degenerando em gangrena'. C.uram-na com uma
soliicao de pn ile ag ( pimcnla vcrinclha ) c lmSo
que scemprega como bebida e como applicaeao. A
lorlaleza da Beira he um edificio sumptuoso cons-
truido em forma de qaadrilalero : dizem que cus.-
tou Ires milhes de pa-Iras, mas presentemente as
arvores lem enchido os palcos e lseos, c coberto
qdasi as suas casas. He gutirdada por vinlc fuzi-
leiros rom um commandanle poltico o militar.
( 2) Etnpregam-se nos rios Mojoso Chiquitos duas
especies de barros ; sao as canoas ordinarias, cava-
das em um sii (ronco de arvorc, c as gariteas, espe-
cie de grandes barcas, feilas de mullas peca mais
seguras e atis rnmmodas do que as outras. e podem
carregar ile 31 a 60 arroba'. 750 a 1,500 libras .
Da-se a cada nina por da, quando a canoa lie (reta-
da por particulares, 6 varas ( i metros e HO cent-
metros de panno de algudao crosseim.ou una faca
mu instrumento de agricultura ou qualquer oulro
objeclo do mesmo valor. Navega-se de dez a quin-
te Icg'ias por dia, quando se sobe o rio, conforme a
destreza dos remadores e a correnleza que se tem
de vencer.
O estado pnssue qualorzemil arvores de racis, e os
naluracs um numero mais consdcravel ; mas toda
esta industria esl entretanto em un estado de
nascimento.
Os jesutas, por nao tercm meio de exlraccao, nao
tem podido dar, o menor dcsenvolvimenlo a cultu-
ras, que devinta adiar quasi lodo o seu consumo
na provincia. Ora, o departamento l.o extenso .lo
Beni, banbado pelo Guapor, Mamorc e Beni, nao
tem cinroepta mil habitantes, e o commercio be
feilo mancira dos selvagcu pela troca de colar de '
perillas, do. machado, e-da-paunos. Acrescentemos
que o calor he alli excessivo, as fehres ronslanles
c os mosquitos sao um verdadeiru flagello. Eslcs
obstculos dcsapareceriam com a cultura, venda
das florestas e a boa direcro das aguas, porque nio
ha alli iicnhuma oulra molestia grave. N.lo se co-
nbere uem o cholera, nem a febre amarella. e lando
o cuidado do escolher os lugares perfeilainenle
saos ( 3), a colonisacao u3o leria de esperar inuilos
anuos para firmar-se alli slidamente.
Alm doslprodurlosnaluraesdo snlo.lcmosindicado
o.fabricn do rrvslal, quo se podero eslabelecer em
Sania Anua de uma mancira rnuilo vanlajosa. Exis-
te uma estrada, que une Sania Anua Sania Cruz
da Sena, a navegacao do Guapay abastecera o in-
terior da Bolivia, e quer pelo Barbado ou pelo Pa-
ragua. ambos navegaveis, os objeclos fabricados pe-
deran! ganhar o Guttpor e ir ler ao Brasil com
uma vaulagem evidente de transporte sobre os pro-
ducios scmelhaiiles vindos da Europa.
A quarla agencia deveri.i ser fundada proviso-
riamenle em Bivose sobre o Guapav, al que se
livesse fcito desappareccr a caehoeira, que existe en-
tre aquella povoaeaoe Pavas, cujocaminho pede
ser percorrido po r carros na distancia de dez le-
guas de Santa Cruz. Este estabelccimenlo recebe-
ra os productos do deparlamcnlii de Santa Cruz,
da provincia de Azero, de Mirique, de Tonnina e
mesmo de Cboquisaca, quando se tornar possivel a
navegacao desde Barca. Descndo o Guapay, elle
recebera as prodceles da Cochabamba pelo Chapor
e Secur, e alimentaria as colonisaroes que nao dei-
xariam do estabelecer-se al a ExaltacSo, para en-
Iregarem-se a creacan do gado, que d resultados
lao vaulajosos em loda a America do Sul.
A nlences liberaes do governo boliviano silo
laesqucas podem altrabir para as margens do Gua-
pay onde militares de buis se mulliplcam no esludo
livre, e poderiam ser comprehendidos as concesses
que a convenci lem autorisado o poder execulivn a
conceder aos e-lrangeiro como aos uacionacs. L'm
honrado Francez ja lomou posse de dbze leguas qua-
dradas, que Ihe foram concediilas ni provincia de
Yuracarees. Estes terrenos, que eaUtu separados de
Cochabamba por uma cordilheira elevada, san ba-
nbado, pelos Chapar e seus alllucnles, dos quae- os
principaes sao o Maur, Chimore e Com. He cm
Vincluela na margem o que deslc ulliiuo rio.onde
se cncoulra o primeiro porto, que pode admilljr
barcos grandes.
Esle pono est distante de Cochabamba Irio-
la e qualro leguas, e os caminhus s,1o lu mo,
que se pagara 85 ( W fr. ) por ti arrobas 150 lh .
einquanlo que (una carga dupla de Santa Cruzo
Lucre 0o cusa mais de f ( 31) fr. ) por uma via
gemdel^T leguas. Pode-se puis calcular, que o
frele abaixar, logo que a abertura da navegacao ti-
zer sentir a uccessidade de melborar os camiubos
impralicaveis liojev e quo deverao servir de pa-sa-
gem a todas as produccoes dos valles lao ricos de
Clisa e de Cochabamba.
O terreno dos Yuracarees he de uma ferlilidade
maravillosa produz esponlaneamenlc loda especie
de plantas dos Iropicos. O milho, que he quasi o
nico alimento dos naluracs, d tres colheilas por
anno ; a car'a e a pesca sao abundantes. O paiz es-
la ainda pouco povuado e apenas conla 1,500 babi-
lanles, governado. por misionarios franciscanos ;
e se vcslem da casca de uma arvore chamada bibosi,
pinlam u roslo e se eufcilam com raissanga de lo-
das as cores. Sua estatura be bem proporcionada,
seus Iracos regulares, seu carcter alegre, sao ob-
sequiosos e inlelligentes.
Semelliaule a lodos os Indios,-5o de uma indolen-
cia exlrema, plaulam milho, cacam, pescam e pas-
sara o reslo do lempo em testas, as quaes abundara
as libaroes.. Quando eslao ebrios, uns inlrodu/em
um osso puntudo entre a pille e a carne nos bracos
e barrigas das pe'rnas dos oulros. Esla opera cao
lerii no seu entender, o cuello de dar destreza mi
manejar o arco e dar forja para as fadigas da mar-
cha. Oulro uso mo menos bizarro he o que elles,
observam no* seus casamento*.
Quandohima moca he pedida.seus pais paraarcm
uma idea de sua robusteza a encerram na cabana
de palmeiras, que deve servir-lhe de habitado, e a
deixam por oilodias sem dar-lhe o menor alimento
ao cabo desse lempo, abre-se a porta com grande
.pompa, c ile ordinario a moca esl agonisanle ; mas
em poneos da ella volla ao seu estado de laude e o
casamento se conclue. O calor he excessivo. os
mosquitos abundantes, e exceptuando-se as febres
tercia, o clima he gcralmente sao.
Logo que o primeiro eslabelecimenlo livor sido rci-
to pelo zelo de imsso compatriota, os colonos pdenlo
Iransporlar-se para ello cun as precauces hvgieni-
cas, que exigem os trpicos, c adiar uma vida abun-
dante medanle um Irabalbo fcil.
Oolro eslabelecimenlo consideravel de colonisacao
poderia ser mais immcdialamaute tenlado em uma
propriedade de cincoenla leguas de superficie, silua-
da no confluenle do Azero e do Guapay. Esles ter-
renos lem a vaulagem de lrem ja culturas eslabele-
cidas, rain indo smenle augmenta-las.
Divididos cm valles c colinas, oflcreccm uma va-
riedade de temperatura, que permiti uma aclima-
eflo fcil dos europeused a possibilidade de rccolhcr
todos os rruclo-, desde o trigo e a btala, que s pro-
duz na zona lempcrada, al o assucar, que exige o ca-
lor mais Intento. Os jesuila, que cram bous apre-
ciadores em rasos laes, tinham eslabelccido alli vas-
las plantaroesdc cana.e as ruinas dos seus engenhos
provain a grandeza de suas cxploraccs.
O arroz que com a cana he a nica cultura actua
d uma colheila prodigiosa, 'i) O gado achava pasla-
gens abundanles, c nao precisamos acie-cenlar que
alli, como em qualquer parle, enconlram-so todas as
essencia, balsamo, substancias para a linrluraria, as
quaes se encontrara por loda a parle uaquellas re-
gies. A vaulagem iuronlestavcl, que uma coloni-
sacao loria naqucllcs lugares, seria acbar-se quasi
na mesma distancia de Chuquisaca c Corliabambn,
onde os pro lucios poderiam ir ler, esperando aber-
tura da navegacao, e poder servir-se quasi com igual
ulilidade da via do Vermelho e da do Amazonas. ()
caminan esla delineado por este ultimo rumo, pul-
que o Guapay, antea de juntar-te .ao Azero, tem ja
2 varas vl m. lio; de profundidade na baixa mar. As
barcas de grandes lunuelagens poderiam pois detee-
: O general Balliviati, que se linha Decapado
muilo do departamento do Bevi, linha* escolhidi
pura edificar alli a capital da provincia a ftorenava-
que pequea aldeia, que rievia chamar-te cidade
Diluvian. Esle lugar lem duas leguas de exlcnso
sobre lesua c niela de largura, dislanle 1 ,(i00 mc-
Iros do Beni e il ps cima da maioret innunda-
Joea. A temperatura he ardeule, porm sa.
j I na arroba (SS libras' de arroz produz de tillo
a 71)0 arroba,ruin uma despesa decullura de 35K 250
fr. Cada arroba callando 9 reales (1 fr. 25 c. de
transporte al Chuquisaca e vendendo-sc alli a 91. I
;S fr. 75,, da um lucro liquido de 38J0, isto he, l(i'.,
vezes o valor do que se empregou, corppreheudidas
todas as despezas de cultura c transporte.
lo at Bivose ou Payla, onde estara a agencia da
companhia. A respeito do caminho pelo Vermelho,
trataremos delle, quando fallarmos da navegacao,
qoe se leve eslabelecer naqoelle rio.
finalmente a ultima agencia deveria ser fundada
uo confluente do Caca com o Beni, e seria destinada
a receber nao s lodos os producios do Apolobamba.
onde se colhe caf Ida perfumado, como o de Moca e
cacas que nao he inferior ao de Guayaquil, scmlo
lamhem lodo o ouro lirado nos dislriclot aurferos do
lipuani e Guanay. Esla agencia que ao nosso ver,
seria uma das prmeiras, que se deveria iiistallar nes-
la linha, lornar-sc-hia uma das mais importante da
companbia, porque oCoroico Ibfc Iraria todas asxique-
Ml dos Yungas c o pona cm communicarao direcla
com la Paz, abaslecendo n3o sai esta capital, mas lo-
do o norte da Bolivia e toda a parle do Per, situada
s oriente da cordilheira .
Os productos dos Yungas se elevam, segundo um
calculo de Mr. Dasence, acerca de 8 3,3l9.!)('r2,
ou 16,599,810 fr., dos quaes se deve iledu/.ir }
2,6*7,962, ou 13,239,819 fr. da produccau da coca,
o que daria um valor immedialu de 3,:{60,000 fr.,
cujo transporte a agencia leria seguro. As expor-
'acies de quinaquina tnmariam necessariamenle es-
le caminho, e sao perlo de 20,0tK> quintaes anuu-
alraenle, valendo uma temla de 1,300.0frj fr.,
pelo prero de compra na Bolivia. Porlanto be um
valor total de .f ,660,800 fr. de exporlarao, cujo
Iransporle a agencia leria de cfler.tuar, desde o pri-
meiro anuo, transporte esle que duplicara comas
mercadorias enviadas em retorno. Nao recejamos
dizer que ao cabo do dous anuos, esla somma seria
quadruplicada so pela proviucia de Yungas, pelo
impulso que a agricultura leria de receber da aber-
tura dos meios de consumo.
Entretanto a navegacao do Beni Bao dexa de
apresenlar numerosos obstculos, por causa das Tra-
queles cheias e dos bancos, que obstruem sea cur-
so. As explorarles feilas at aqui, qoer em janga-
das ligeiras, quer cm barcos indgenas, nao tem si-
do feilas com a -ciencia uecessaria, e a observaeao
nos parece realmente incompleta. He por esta ra-
zan que, fazendo sobresabir a vaulagem incnnlesta-
vel do.su vias fluviacs, aconsejaramos, que se
adiasse loda a applicaeao pratica, al que um reco-
nlieciuieulo minucioso lenha sido feilo por homens
eminentes, queconriliem finalmente as informares
conlradicloiias dadas por cada novo viajante. Po-
de-sedizer somente, romo prova irrecusavel de pos-
sibilidade, que o'tabioTheod. Haeuke linha propos-
lo em 17I2 emprehender a navegacao dos rios do
norte da Bolivia al o Amazonas, e se julgava com
certeza do successo. A incuria do governo liespa-
nhul, negou-lhe a aulorisarao.
Portante uma companhia formada para a navega-
cao do Amazouas, poderia eslabelecer cinco agen-
cias, situadas em Macapa, Tamandu, forlc da Beira,
Bivose ou Pavas e o confluenle do Caca como Beni.
As las primeiras o a ultima daran) um pmiuclo
s.illnicnte lalvcz paro cubrir as despezas da rxplo-
raeaog a respeito das oulra, muilos anuos se pas-
sariam provavelmenlc, anles que as despezas fos.
eui excedida pelas vanlagens; mas seu eslabeleci-
menlo leria uma 1,1o grande nflu-ncia no futuro das
litabas, que percorressem, que seria do dever do Bra-
sil c da Bolivia ajudarem com uma subvenriio suf-
ficienle a companhia que livesse (ido a idea de se-
mclhanlc empreza (5)
Jul-......- ler demonstrado as vanlagens, que o
Brasil e a Bolivia teriam de' retirar da exploradlo
do Amazonas e de seus Cnnflucnlcs, de modo a n.lo
deixar duvidas aos mais incrdulos. Todava en-
tendemos qoe esla navegado deve ter adiada, e a
lorio Vermelho emprebendida em primeiro lugar;
a respeilo do Pilcomayo. posto que este rio possa con-
correr um dia para a prosperidade da Bolivia, dever-
se-ha primeiro reconbecer realmente o seu curso, re-
mover os obslaculos naluracs das cscalas e das
arrias e'repellir oo civilisar as Iribus de Tobas, as
quaes seriara boje uma amcaca perpetua paraos no-
vo eslablecimentos.
O Pilcomayo, ao nosso ver, deve chamar a alien-
cao dos governos e dos colonisadorrs, quando o
Amazonas e o Vermelho csliverem em plena via de
successo. O Amazonas, ao menos a rcspeilo dos
seus allluenlei na Bulivia, nao poder dar lucros
cerlos, tenlo quando as calaralas do Madeira, do
Mamorc e do Beni tiverem ilesapparecido debaixo
da dupla aecjta' dos bracos e dos capUaea. Ora, co-
mo nao procuramos aqu onhus do futuro, mas
aquillo que pode ser praticamenle tentado ppra a
prosperidade positiva dos paizes da America, e o
desenvolvimento commercial da Europa, nao hesi-
tamos dizer que o esforca da Bolivia, do Brasil e das
provincias argentinas, assim como a inlelligencia
especuladora dos Europeus, devem derigir-se imme-
dialu e exrlusivamenle sobre a navegarn do Vcr-
inrlho e do Paraguay.
Ncnhum obstculo obslruc o curso desles iluus
rios; nio se enconlram nelles nem cscalas nem ca-
choeiras; apenas seria preciso algum Irabalhode es-
cavano, para facilitar a passagem dos barcos no ve-
rao. Em otea primeira parle referimos as expe-
didles consideraveis, que lem subido o Paraguay al
o ,1 aiiru. e sobre o Vermelho nao ha mais duvida a
respeilu do livre accesso de suas aguas.
Tentada a 5 de agosto de 1780 pelo coronel Corne-
jo, a descula deste ro fo cxcciilada trez vezes com
successo, desde o Bio-Grande de J tijuy al o Cor-
rientes : a primeira vez a 15 de novembro de 1780
pelo padre Morillo; a segunda a 27 de junho de
1790 pelo mesmo Cornejo c a terceira finalmente a
5 de junho de 1826 por Pablo Sona. A especuladlo,
que se eslahelccessc pois no Vermelho, nao lem na-
da de desconheeido, que se poeta temet como ope-
raclo material. A -nimia dos barcos a vapor he
corla al ao confluenle do Rio-Grande de Jujuy, no
vero, c ale a reunio do Vermelho e do Tanja,
durante os oilo mezes da grandes e medias endien-
tes. Conhecidoa esles Tactos, s resta examinar que
inlcre-.o as provincias Argentinas, o Brasil e a Bo-
livia. podem ler uesta iiavcgaeao, c que recursos a
Europa encontrara nclla, quer como colonisacao,
quer mesmo debaixo do poni de vista restricto de
uma simples companhia de transporte.
Parece ocioso, primeira vista, tercie demonstrar
as vanlagen, que deve lirar a repblica Argentina
da navegacao regular do Paragua] e do Vermelho.
Enlrelanlo aquelle. que conbecem o paiz e os pre-
conccilos dos l'ortenhos 6, sabemque lluenos-Av-
res nunca drscjou a liherdade dos rios, e qoe boje
mesmo o nosso governo pode encontrar naquella ci-
dade nina oppusirao aos seus projectos (7), Roas
linha pretendido confiscar todo o commercio inter-
no cm provrilo da capital, o as falsas nores, sobre
as quaes baseava ,eu bV.lema, Unraram raizes, que
nao ser.i fcil extirpar de repente. O commercio
de Buen -es-A) ros, de posse do Iranzilo para as pro-
vincias, teme que esse trafico Ihe escape no dia cm
que os navios noderem Inauport** al Santa-Fe'
5 I) Sr. I'alacios, em sua inleressantp viagem s
calaracla do Madeira. pensa que a liba formada pe-
lo confluenle do Mamore c de Beni seria admira-
vel paja o estabciecimenlo de uma grande popula-
ro. Esle lerrcno, abrigado das iuundacocs, produz
o cacao de duas especies exquisitas, amendoas, hau-
nilha, n moscada c oulros fruclos preciosos. Tai-
vez se podrsse eslabelecer all a terrena agencia em
lugar de o ser no forle de Beira. coja posicao he de
uma iualiihri.ladr exlrema.
6 Nomc que se d aos habilanlcs de Buenos-
Avres.
,7/ Esle Irabalbo, feilo mesmo na America, be an-
terior aos ltimos aconlecimeulot.
c Corrientes e os v apures at Oran, os productos das
manufacturas da Europa, e (omarem alli carrega-
meulot de volla.
Esle receio he pueril, e vamos prova-lo em pou-
cis palavra. Todos sabem quil he a atlraco dos
grandes contros de capilaes: he nelles que se com-
binara as operares importantes, e dellet he que
pode vir o successo. Ora eis-aqui a marcha infal-
livel que lia de imprimir no commercio de Buenos
A\res a abertura do rios do interior. As grandes
casas de exporlac.lo da Europa j lem seus repre-
sentantes e seus depsitos na capital do Prala; el-
las couhecem as necessidades' do consamo interno e
os recorsos que o paiz Ibes aprsenla, porlanto, logo
que um vapor seguir para Corrientes, A-sumpro e
Oran, sen inlcre-e claramente Iracado sera eslabe-
lecer uma agencia nos pontos de desembarque esco-
Ihidos pela companhia de transporte.
Eslas agencias serao njio s abastecidas dos objec-
los manufacturados, cuja exlrac.lo local seja certa,
senao ainda aplas para receberem em compensadlo,
quer como troca, quer por compra na productos na-
turaes e as malcras primas, que nao podem subsis-
tir euo com a diminuirn do prero do frele e pot-
-ibilidade do transporte. O commercio pois passani
todo para as milos dos negocianles de Buenos-Avrct
que vira a ser o quarlel general, o emporio univer-
sal, a prac,a de commercio exclusiva, nao smente
de todas as provincias, coja posicao as ponda em
communicacao com os rios, mas ainda de todo o
sol c centro da Bolivia, cujas relacoes soll'rer.lo uma
trnnsforuiaco radical. Ainda mais ; reennbecida
a navegacao do Paraguay al o 1auru, poder-se-ha
lalvez reiftii-lo a do Guaporejpor um canal depooca
exlensao, e deste modo permiltira a Buenos-Ayres
explorar os producios das provincias de Mojos e de
Chiquitos, anles mesmo de se ler pensado seriamen-
te nos irabalbo preliminares, que se devem execu-
lar no Madeira.
A huilln.lu-.e mesmo que as cousas nao tivessem
lugar do medo porque indica o bun sent, e que os
negocianles da capital se iimitassem a esperar em
suas casas os resultados desla grande medida, que
tuccedera O capitalistas europeus nao te arris-
cariam cortamente fuodajao de estabelecintenlos,
dianle dos quaes o commercio de Buenos-A v res ti -
vesse recuadn. Cerlos de acharem na capital retor-
nos sempre mais consideraveis por causa das chega-
das do interior, e de negociaren) com mais segaren-
ra. onde a concurrencia he mait animada, elles se
limilariam a augmentar -uu expedires em propor-
rao do con.iiir.ii e das vanlagens que liras apresen-
lasse um mercado supcrabundaiito em gneros Iro-
picaes. Boenos-Ayres ficaria sendo ainda forcou-
menle o centro do commercio co commissario obri-
gado ile todas as novas Iransaces, que la rao decu.
piar sua popularn e sua importancia. Nio he Indo
e niio nos admiramos que os espiritas serios tenliam
podido seguir por lano lempo o ex-dictador em um
caminho, que paral y toa o desenvolvimento do paiz.
A abertura da navegacao per barate preco, do
Pargu^'a,rjJ*)Veriiiellin,lereni resunadoTramedia-
lo substituir Buenos-Ayres a Valparaizo. anniquil-
lar Cobija, e transportar ao negocianles do' Prala
um niovimenlo de lranacccs que,segundo as cifras
ollciaes, se elevou cm I86 a somma de 92,457,781,
ou 12,2SS,'I5 francos de importar.lo somente, e po-
de ser calculado, termo medio, em dous milhes de
piastra annualmeiile. Ora, como a iraporlacao he
apenas um dus lermos do commercio, sao qualro mi-
Ihes de piastras que seis mezes depois da abertura
da navegarn panao imrnedialamenlc Jas mios
dos consignatarios de.Valparaizo para asilos negoci-
anles de Buenos-Ayres.
Poderiamos acresccnlar que a imporlarao na Boli-
via eslava paralysada pela pobreza desla repblica,
e que a impossihilidade de adiar retornos, opponha
nm obstculo invencivel a todo o dcsenvolvimenlo
commercial. Conhccemos as cidades principaes,
perduremos cesludtinos ennscienciosaraente aquel-
le paiz, e nao hesitamos em dizer que um europeu
nao cnconlra all uma s das commodidades as mais'
vulgares do velho mundo. Uma viagem he uma
serie de prvacoes e de solTrmentos, das quaes ne-
nhuma narrarn pode dar uma dea, e a capital, cu-
ja civilisaco esl muilo cima da das provincias,
nao pode ser comparada, em recursos e gozos male-
riact.a ultima cidade de nossns departamentos. Por-
lanto, ludo alli esta por fazer, e no dia em que o
Boliviano poder dar suas Mas, seus algodoe, sua co-
chonilha o lodos os seus productos dos trpicos em
Iroca dos objeclos manufacturados da Europa,o com-
mercio cresccr geomtricamente, seu movimenlu
ser centuplicado em dez annos.
Desafiamos os pessimislas de Buenos-A\ res, para
qu achem um s argumento contrario, e pensamos
que os espirilos solidos se uninlo para inaugurar com
toda a rapidez possivel um syslema, quesera a ri-
queza futura da capital do Prala.
Temos mostrado Buenos-Ayres subsliluindo Val-
paraizo, ahsorvendo em si lodo o commercio da Bo-
livia, e infiltrando-se no iuteriur das provincias ar-
gentinas por meio de agencias espalhadas as mar-
geos do Paraguay e do Vermelho. Estas provincias
mesmo condemnadas boje a eslerilidade pela impos-
sihilidade de dar evatao aus seus producios lomarn
promptamente sua parle no desenvolvimento geral,
e virio ainda augmentar a importancia da capital.
O inleresse da repblica do Prala he pois nao da
ullima evidencia, senao de uma vantagem inmedia-
ta, o que he muilo.mais raro na induslria.
Vejamos agora qual ser o do Brasil.
As prnporrfies parecen) menos grandiosas para es-
te imperio, do que do lado do Amazonas. Macapa
deve ser no futuro, oque Buenos-Ayre ser no pre-
sente, e receber os producios do nor'le do Per e da
Bolivia. Mas* nos ja temos explicado as causas, que
adiavam essa importancia para uma poca ainda des-
conhecida ; ao passo que Buenos-A) res esla alli cora
seos inmensos recursos de capilaes, com um consu-
mo, quo ir sempre crescendo, com esse imn de at-
lraco, que far abluir lugo a onda da emigrarlo.
Ora, o Brasil possue pelo menos dozcnlas legoas as
margens du Paraguay, sem contar o Guapor, que
elle deveria unir a "esta navegacao, e seu inlerets
evidente he atlralur para aiii a colonisacao o a in-
duslria agrcola. Collocada como um cordSo ben-
fico, a rivili-aen da margens do Paraguay e a das
praiat do Atlntico, cultivando e roteando sempre,
acabariam por liear-se em seus esforc,os, comple-
tando desle modo a conquista pacifica de uma das
mais ricas parteada America.
He al provavel que, segundo esle camioho, a co-
lonisacao do Madeira e do Amazonas se fizesse mais
rpidamente, tomando sua origem no Paraguay, do
que principian.lo mesmo por Macapa. Em todo o
caso, o Brasil deveria emprchende-la resolulameo-
le pelas duaa eilremidades, o que duplicara sua im-
portancia e sua vaulagem.
At vanlagens do lado da Bolivia sao de uma nalu-
re7a muilo mais imperiosa c importante. Esla re-
publica esta fatalmente condemnada a perecer, se o
Irabalbo Ihe for prohibido anda por muilo lempo
o so podesalvar-se pela navegacao, que Ihe atsegu-
rar a evatao dos seus productos. Temos demons-
trado que u Amazonas devia lirar fechado por um
lempo, que ninguem pode limitar, ao passo que o
Vermelho eslava ah sua porla, vohende auas
aguas parificas para a Europa, olfereccudo-lhc um
mciu sempre proraplo para livra-ls da prbao, que
a mata, tiquea opprime, be a pas-acem da Cor-
dilheira, he o frele enorme, qoe faz que nao venha
de fora mercadoria volumosa, c rondemna lodo pro-
ducto agrcola a seccar no solo, que o vio amadure-
rer. Por isso o capital de reserva d,-apparece ca-
da anuo c o dficit rcl augmenta ; por isso as nc-
ce-sidades do Ihcsourn fazem considerar o fabrico da
moeda sem titulo, como um recurso indispensavel,
com grande detrimento da fortuna futura, e tem
que ninguem possa indicar um remedio para lanos
males.
O remedio he fcil, e aquelle que quizer rellerlir
e calcular,- o achara come nos.
O termo medio do frele da Europa Cobija, com-
prebeodido o seguro, be de 9 21 por tonelada; o


MUTILADO



rr:


DIARIO OE PRMMBUCO SEXTA FEIRA 25 DE MAIO DE 1855.
termo medio-do Cobija a Chuquisaca se eleva a cifra
enorme ,le >i6 por urna dislaiiciado:200 leguas ,8 !
Ora era 18l, a imporlagao feila sement pelo porto
ile Cobija, o qual abastece Chuquisaca e o sul, cle-
vou-se a 15,944 toneladas ed-o lunar por cflnseguin-
te a urna dspota de frelc da Cobija a Chuquisaca de
S 'i.uNO.Klli. lin augmento no prego da-venda, sen-
do un rude obstculo para o consumo, nlo lena to-
dava sean una dcslneag.1o de eapilaes, se os em-
prehendedores do transporte i'usscm todos Boliviano*,
e em deliniliva alo haveria perda positiva para a
fortuna geral do paiz; mas nao be assim.
Os arrieiros ou condudoreidos mulos silo Argenti-
no ou Peruviano* em urna peoporgao dosdous lerdos:
portanto so realmente '5 S,i20,597 que devem ser
pagos pelaBolivia, como o frete da Europa e!t com-
pra das morcadoria. Pondo nm momento de parte,
o que um augmento de frete de o -277 por mil kilo
grammas ti de exorbitante, oceupamo-uos rnen-
te do effeilo prudu/ido na fortuna do paiz por essa
despeza forrada. A Bolivia v sabir do seu Ibesouro
urna sumir*) de perto de dous mil lides setecentos e
cincoente mil piastras, sero que esta somma lenha
produzrflo cnusa algama.
Vejamos um pouco, que revoluto Irar a navega-
gao do rio Vecroelbo esta ordem de cuusas.
O frete da Europa a Buenos Ayres vana entre 8
e 10 piastras por tonelada: ornemos a cifra
maior..............9 10
Em 1833 o frete de Buenos Ayres a As-
sumprao, quarenta leguas mais cima da lo/.
do Vermelho, era de i reales por arroba: o
de Corrientes .i Oran devora ser muito me-
nor, e Arenales er u.lo exacerar, calculando
a eMengao total a 4 reales por arroba, o que
daria frete de Buenos Ayres a Oran a I rea-
les por arroba, urna tonelada.....9 40
A carga de mulo, calculada era 10 arro-
bas liquidas, cusa de Tanja a Potos, 9 7,
Kr caminhos medonhos e na distancia de 80
juas. Cremos pois poder calcularen) 8 tO
o frete de Oran Chuquisaca, slo he can
um augmento de 50 leguas smente, e por
caminhos muilo mais facis do que os segui-
dos al hoje. 0 frete de Sania Cruz a Chu-
quisaca, em urna distancia de 127 leguas e
por pessimos caminhos, varia entre 8 6 e7
a carga. Ha razos para crer que este prego
nao seria excedido peloslransporte de Oran a
Chuquisaca, seguindo-so o plano, que indi-
caremos mais adianto 3 por carga daria to-
nelada.............8 80
Ou para frelo total da Europa a Chuqui-
aca..............
s iso
He pois urna differeuga de 8 117 por tonelada,
isto he, mais de metade, qu i se economisaria no fre-
te smente, ou ama somma de 8 -2,343,327, e sup-
pondo, o que nao he provavel, que os arrieiros es-
trangeiros eittrcm sempre por dous lergos no lucro
do transporte, nao sabina mais da Bolivia, sen3o a
somma de 8 850,18. em lagar de 8 -2,720,597, ou
em oulros termos, polo nico fado da mudanca da
dirccgSo, ocommercio "boliviano economisaria sobro
mesla mercadera importada uina somma total de
8 2,33,327, entretanto qje a nagao, sem diminuir
o consumo actual, conservara em seos cofres urna
somma de 8 1,870,411, que deiles sahe hoje pelo ca-
niiuho de Cobija.
Ora segundo o calculo de Mr. Dalencr, a differen-
ga entre a importaran do estranneiro e a produegao
total da Bolivia fo de 8 14,316,148 no espago de 21
aunos, ou 8 681,722por aun i. Esta riifferenga que
se roproduz constantemente, aniquilla o capital de
reserva e condernna a Bolivia a urna decadencia que
nao e a Cobija, esse estado anormal aeaha-se como por
encantamento; as difliculdades desapparecem, o ca-
pital de reserva rcappareo;, e em lugar de uin dfi-
cit animal, o tbesouro nacional se enriquece cada
anuo com um excedente de producan de mais de
um milhao de piastras.
Keflicta-se agora que os 15,941 'oneladas importa-
das em 1851 por Cobija nSo represeutasseam na com-
pra senao a somma de 8 1,685,444, entretanto que as
despezas de transporte fossem de 8 4,415,657 ; que
a economa feila pela mudanca smenle de direccao,
seja sobre o frete de 8 2.343,327, a conclusao he "que
sem mudar nenbum dos termos acluaes, sem contar
cora os retornos que a navegado fura possives, abs-
Irahindo do todas as industrias e de todas as culturas
que vo nascer pela diminuirn do prego das merca-
dorias, o movimnlu commercial augmentar com
toda a economa obtida sobre o frete; e a Bolivia,pri-
vada hoje de urna mullido de objectos necesarios,
gragea a caresta e a difliculdade de transporte, po-
dan triplicar su.i -importaran, sem oulros recursos
aM> daquelles de que ella dispoc boje.
Cremos al ter exagerado o prego do frete pelo
Vermelho, porque he impossivel que urna compa-
nha de navecarSo qucir.i 8 40 pela viagem de Bue-
nos Ayres Oran, como demonstraremos depois, e
a economa ou o auzmenlo do commercio augmen-
tara com toda esta diffeicnga.
Assim.pns, a Bolivia no estado actual de suas re-
lagoes com a Europa e de seus meios de transporte
por Cobija, sasla animalmente. S 1,685,444
Frete da .Europa a Chuquisaca. 8 4,415*657
Total.......$ 6,101,101
Observando-seque as exportages pelo termo me-
dio indicado por Mr. Dalenre, deivam nm dficit de
8681,722 que deve ser supprido pelo capital de re-
serve, a Bolivia em um lempo dado, estar na irapos-
sihilidade de continuar suas importaeoes.
A Bolivia comprando Europa a
mesma somma de........
So pagara de frete pelo rio Verme-
lho a somma de........
8 1,685,444
| 2,072,330
8 3,757,774
2,343,327
da colonia nova experimentar os mesmos obstcu-
los, porque nao se deve esperar que os roteiainenlos
lenham losar sem febresJergaas. Aquelles terrenos
Uto feriis nlo se conquistaran**! infinitas priva-
gocs, mas gragas sciencia moderna a passagem he
curia e um rgimen severo na alimeDUgSo, permit-
i que o europeo se aclimate promptaucntc e sem
perillo para sua vida.
Julgamns pois que os primeiros emigrantes deve-
r.1o dirigir-se para perlo de Santa Fe no Paraguay,
lira.nlo deste modo em communicag.lo rpida com
Buenos-Ayres e recebendo os productos da provincia
de Cordova. Esle primeiro elabelecmento deveria
l lugar na foz do Salado, grande rio navcgavel para
grandes barcos e subindo quasi altura de Salla. O
segundo se filara na foz do Vermelho, na margem
direila, a urnas dez leguas de Corrientes. He inlei-
rameule indispensavel collocar as agglomeragoes co-
Inniacs na proximidede das cidades, onde ellas po-
dem adiar o primeiro consumo para os fructos de
seu trabalho, e o que he muilo mais importante, esta
seuuranga moral, que d urna vizinhanga prxima
previne o desanimo uo europeo sempre promplo a
lamentar a patria.
O lerceiro eslabelecimento lera lugar no confluen-
te do Kio Grande do Jujuy e do Vermelho, uo ponto
em que a uavegagao a vapor deve chegar na baixa
mar : isto he, dezeseis lesnas distante de Oran, ein-
coeula de Jujuy e sessenla a setenta de Tarija. Elle
receberia todos os producios da rica provincia de
Salla pelo rio l.avayen, que se une ao Kio Grande
de Jujuy.
A quarla colonia deveria estabclecer-se no con-
fluente do Tarija e do Vermelho, a quinze leguas ao
norte de Oran, onde os barcos a vapor subiran) du-
rante os oilo mezes, em que as aguas se conservan)
em urna abertura meda. ( 9 ) Ela colonia estara
em communicagao com Tarija por um caminho, que
seaue o curso do Vermelho, e com o resto da Bolivia
pelo Kio Grande de Tarija e do ltau. Sua'posign
de fronleira entre i Bolivia e as provincias argenti-
nas deven nsseeurar-lhe rpidamente m commer-
cio consiileravel de emporio, e nao hesitaremos acnn-
selhar, que e lancera os seus fundamentos uo mes-
mo da, em que o primeiro barco a vapor deitar a
ancora no confnenlo do Tarija. Os negociantes lo
interior da Bolivia poderiara crear all um commer-
cio ventajoso de Iroca dos productos de seu solo e
dos objectos manufacturados da Europa, sem seren
(dirigidos a ir abaslecer-sc em Buenos-Ayres. Mos-
traremos logo que probabilidades de suCcesso teriam
os colonos relativamente cultura e industria a-
gricola.
A quinta expedigao poderia disseminar-se pelas
margeos do Tarija e do ltau, prolongando-se por pe-
queas asglomeraroes al o Pilcomayo. All novos
est.-ibelc menlos alrave-sariam o rio e se lormariam
em urna exlensao de 50 leguas pelo caminho, que
devora ir ler a Abapo sobre o Guaypay. Estes colo-
no, assim espalhados cslariam lodos prximos das
aldeias j existentes, o que permute que clles se di-
vidan) em um espaco maior sem temer os inconve-
nientes da solidan.
(Continuar-se-ha.)
1TERIQR.
Com .' | 'I ollar ni
Oblera assi*i urna economa de fre-
te de .f ,......,
c admillindo-so amplamente os arrieiros eslrangclros
o dficit de 5 681.722 se converteri em um exceden-
tede 81,188,689, o qual perrotlera que a Bolivia
nao sii pagasse suas importaeoes com os recursos de
sua producgAo, como duplicasse essas importages
sem exceder esles recursos.
Eis-aqu o que pode fazer e o que f.u em menos
de um anuo a uavegagao do Vermelho, deixando a
induslria agrcola da Bolivia no tlalu quo de impo-
tencia ao qual o tinha condemnado a Cordilheira.
Mas agora, se alguem refleclir que os couros, o sebo,
Ua, o cifc, o assucar, o cacao, todos os productos
dos trpicos vSo seguir as aguas do Paraguay e do
Verraelho e arbar em Buenos Ayres urna extraego
e um mercado para a Europa, quem pode dizer at
onde ir a prosperdade commercnl daquelle paiz e
oengrandecmento de sua fortuna '.
Sn nos admiramos de urna cousa, e he que fados
tao visives nao tenham aberlo at aqu os olhos me-
nos pendrantes ; he que o govemo e os particulares,
lodos os Bolivianos em massa n?o se lenham colisa-
do al o ultimo bolo para execularcni, sem o auxi-
lio de uinsuem.uma obrA, que nao smente os salva,
mas Ibes abre um futuro de riquezas, coja exlcnsao
ninguem pode medir.
A possibildade de navegar o Paraguay e o Verme-
lho, o inleresse do Brasil, das provincias Argentinas
e da Bolivia s3o pois incnnlestaveis.' Qual ser ago-
ra o da Europa, e que meios deve ella empregar para
,tirar a maior vantagem ?
Nao precisamos demonstrar aqui a ulilidade das
emigragfies do vclho mundo. Temos visto homeiis
jovens, fortes, cheius de capacidade e vonlade, sem
poderem procurar o pao de cada dia. Sem investi-
gar as causas disto, examinamos um Tacto, e aflirma-
mos que na Europa a vontade alo he bastante para
achar trabalho. He preciso protcegao para o mais
ridiculo emprego, e os sollrimcntns 'da falta de tra-
balho accommettem fatalmente lodo operario fraco
de corpo ou de inlelligencia. As dores da fome pre-
dispe para as re ollas, a-im como a abaslanga e a
faclidade Je meios de subsistencia so as barreiras
mais solidas conlra as perturbages polticas. Por
lano entendemos que he de um grande e poderoso
inleresse dar sahida a essa superabundancia de bra-
Sos e de saber, que obstrue enlre nos lodas as portas
la riqueza, atrir as intelligencias limitadas um moio
fcil de eduea s.ia familia e lirar s revohigSes fu-
turas sua razao de ser, quando das sao baseadas na
fome.
As euiigragocs sao destinadas a servir de vlvulas
a toda cta efervescencia de solTrimenlos verdadei-
ros, de desojo* comprimidos, de aspirages ambicio-
sas, que se maiiifeslain peridicamente enlre mis por
uma.explosao sbita. Pela emigraglo o operario
lornar-se-ha proprielarin. o caixeiro negociante ; os
snnhiis phantasiieos da fortuna poderao realisar-se, e
al a paixao da ociosidade poder achar seu lugar
em um mando, onde a ualureza e encarreaa de pro-
ver csponUneameiile ludas as suas necessdades ma-
leriaes.
Portanto ha razao de estado em'levar para lenge
os espirilos inquietes, as almas a\ utas de emogao ou
de dinheirn ; ha previdencia benfica em procurar
para aquelles qoe sofirem, um trabalho. que Ibes he
negado na Ierra nalal. Demais ha nisle calculo sa-
bio e prosperdade futura para a mai patria na for-
magao dessas colonias pacificas, que transportara
para longe os uos da mrtmpole e lornam-se im-
mensos consumidores sem cuslar um cntimo ao
budgcl.
. Nenbum paiz parece mais propicio fundaran de
guaes estabelecimenlos do que a parle da America
do Sul. comprebeudida entre Bucnos-Ayrese a nas-
cenle do Parauuav de um lado c do oulro o Ver
ineiliii air a liuliva. O clima he benigno e se ap-
proxima da temperatura do meo dia da Italia. O
solo he fecaiido e as einanaroes febril, que sao os
access-irius iisP|,aravois de toda cultura em um soln
viraeni, >s>BpaaeeeB* sradualmcnte debaixo da di-
roegao inlelligeule do aaricultor.
Ouando Oran fo fundada era 10 de julho de 1794
pelo governador f. Ramn Garda Pizano. junio do
confluente do Cenia mi lruja e do Vermelho, as
doengas decmarain>% nova populago durante min-
ios anyos ; por falta de livsiene e de conhecinienlos
mdicos a febre Ierra all reinnii no estado endmico,
e as mulberes dema i tai lilhns .lisformes ou surdos
raudos. Hoje que a civilisarao he presenlnla na-
qudles lagaa, as Cebras leaa deeapparacaVaasai in-
teiramcnlr. c popularao nasco sa c robusta. To-
(8) (Uila mulo carrega 12 arrobas ou ;IOO libras
hespanlndas ; mis deve-se deduzir duas arrobas para
o peso do avparejo; especie de albarda, u que re-
duz a caraa de niercadnrias a 250 libras. A carna do
mulo paga-sc pur 8 24. prego mais baixn, porcii) so-
be muitas vezes al g 40, que foi o prego dnanno
pastado (1851. O p.ego commum he de .-? 32 pur
2.50 libras ou 8 2ti por 2.OU0 libras. Ainda asim
nao contamos com a ligereaba das libras bespanbn-
las e de kilogramina, que be de 8 por cenlo ou 160
por looelada.
RIO HE JANEIRO.
SENADO.
Da 7 da mato de 1855.
A's 10 horas, reunido numero suflicienle de Srs.
senadores, abre-se a sessao,
Lillas e api ovadas as actas das sessoes de 4 e 5, o
primeiro secretario d conta do seaninte expedi-
ente.
Selle olllcos do Sr. ministro do imperio, remet-
iendo os auloaraphos sanecionados das resolugoes da
aembica eeral legislativa, autorisando o governo
para reformar a academia das Bellas Arles ; para
conceder caria de naluralisagao de cidadao brasileo
ao padre Joaqun) Ferreirados Santos, bacharcl Ber-
nardo Texeira de Moraes l.eile Velho, Duarle'Gn-
Iherrae Correia de Mello, JoAo Jos de Almeida Crnz
e padre Jos Gneceo ; para conceder as companhias
Anglo-Brssileira e Luzo-Brazileira, e outras quaes-
quer que se apresenlarem em idnticas circunstan-
cias, os mesmos favores e iseneoes concedidos |Keal
Comp mina de Soiilliampinn ; autorisando a cmara
muuicipal da corle aencorporar companhias para o
fim de fazer abrir a ra do Cano- al o largo do
Pago ; approvando tanto a ronces-,m 4a do subsidio
mensal de50l)-s, a que "se refere o decreto n. 1066
de 13 de novembro de 1852, pela conduco das ma-
las do correiro enlre e-ta corle e a cidade de Sanios
em barcas d vapor, como a quinta, a que tambera
se refere o citado decrelo, isenlando de quaesquer
direilos a acquisgo e matricula dos vupores des-
tinados para as viageus contratadas : approvando- a
pen-.ni concedida ao guarda nacionel Francisco Ma-
Iheus da Silva ; e approvando as la bel las de ordena-
dos e aratificagoes annexas aos derrelus ns. 1386 e
1367 de 28 de abril de 1854.Fica o senado iulei-
rado, e manda-se communicar cmara dos Srs.
depulados.
Dous olucios do mcsmoSr, ministro, rcmellcndo
as copias aulhenlicas da cleigao primaria de um se-
nador a que se proceden na provincia do Paran, e
a aulhenlica dadila eleig.ao na freguezia de Tibagy
com inforniagao da cmara municipal da villa de.
Castro.A archivar.
Uous officios do Sr. ministro da (azenda, rcmet-
lend ossjulographos sanecionados do decrelo da as-
sembla gerl legislativa, fixando a despeza e er-
rando a receita geral do imperio para o cxcrcico de
1855 a 1856, e das resolugoes, approvando as apo-
sentadorias concedidas a Joaqnim Antonio Leilao e
a Jos Lopes Rosa, c concedeudo cmara munici-
pal ila cidade da Victoria o lelheiro que oulrora ser-
Yira para arrecadag.lo do dizimo do peixe.Fica o
senado interado, e manda-se communicar cmara
dos Srs. deputados. .
Oualro officios do Sr. miuislro da jusliga, rerael-
Icnilo os aulographos sanecionados do decrelo da
asscmbla geral legislativa, declarando competir aos
Iribunaes do commercio o julgamenlo em segunda
instancia das causas cnmmerciacs com algada al
5:0008 ; e das resolugoes autorisando o governo
para mandar pagar ao padre Leonardo Anluncs
Meira Henriques ov|u4 se he dever da congruo
vencida como gario geral da bispado de Pernam-
buco ; e approvando as aposenladoras concedidas
ao bacbarei Cyrino Antonio de Lemos, ao desem-
bargador Pedro Rodrigues Fernandos Chaves, c aos
juizes de dircito l.uiz l'aulino da Cosa Lobo, Jo-
aquitn Jos Pacheco c Fraucisco de Souza Mar-
lins.
Um officio do Sr. ministro da marinbn, remetien-
do um dos autbf-raphos sanecionados da resolugn da
assembla geral legislativa nutorisando o governo a
transferir para o corpo de engenheiros, na qualidade
de el lores alumno, o guarda marrana Anlonio da
Costa Barros Vellozo.
Fica o senado interado, e man la-so communca
a cmara dos Srs. depu'.adus.
Outro do primeiro secretario da sobredila cmara,
participando haverein sido sauccionadas as resolu-
goes da assembla geral leaislaliva : prmeira, auto-
risando o governo para alterar a tabella que regula
o quanlilatvodas csmolas das sepulturas, e o prego
dos caixes ele; segunda, iscnlndo a fazenda pro-
vincial do paamento de eerlos impostos ; lerceira,
declarando roniprebendidas na disposigo do art. 12
da lei n. 586 de 6 de selembro de 1850 as duas lo-
teras concedidas pela assembla provincial do Mi-
ranho para as obras do convento de Sanio Aulonio
da capital da mesma provincia, exlrahidas em 1852
e 1853 ; quarla, autorisando o governo para refor-
mar assecrelarius de esladn dosnegocios do imperio,
juslira e estranaelros, e as decretaras de polica da
corle e provincias, e para despender varias quanlias
com a fundaran de um instituto de cceos, com a
construegao c reparos de edificios para os seminarios
episcopaes, e com a crearan de facilidades Iheologi-
cas em dous dos acluaes seminarios episcopaes; e
qoinla, autorisando o governo para conceder carta de
naluralisagao de cidadao brasileo a Manuel Fran-
cisco Ribeiro de Abreu, e oulros nclla menciona-
dos.Fica o senado interado.
Dous ollirios do mesmo acompaiiliando as segra-
les proposigoes :
A assembla geral leaislaliva dcrrela :
o Arl. 1. Haver conselbo de jurados as cabegas
ilc comarca, as quaes sern pelo governo designadas;
c as cidades e villas populosas que livercm 100 ju-
rados pela qualifieago actual.
<( A creagao ou cunservagao du ronsellto de ju-
rados nns referidos luaares, assim como a do foro
civil naquelles em qoe nao liouver conselbo, depen-
dein de decrelo do governo.
" "5 O ju/y julgar os crimes inaliangaveis, os
pblicos de que trata a seaunda parle do cdigo cri-
minal al o cap. 4, lit. inclusive, os do arl. 119
do mesmo cndiao, e as calumnias, rom cxcepgao das
referidas no arl. 17, j 1, do cdigo do processn
criminal.
a g 2. Os crimcsariangaveissero jolgados defi-
(9, Os Srs. Mova e Ondarja, que escrupulosa-
menle exploraran) o Tarija, peusain que se deveria
eslabelecer o porto em Cliurque. Os barcos subi-
riam desle modo at menla t oilo leguas mais ci-
ma das Juntas do Jujuy, e so eslariarn distantes do
tanja Irnla e cinco leguas.
inh\ ament pelos ju^zos de direilo,
para as relagoes.
h S 3. Os crimes pnlicias, as infraegoes das pos-
turas municipaes, c bem assim os crimes em qu os
reos se livrara sollos, ainda que sejam vagabundos e
semtiomicilo,ierao processados c julgados pelos ja-
zesmuiiiripies,|com appellaglio para os juizes de di-
reilo.
i. As competencias eslabelecidas nos ante-
cedeulcs cmpreheudeni lambem a Icntalivae a com-
pllcidailo.
S A formagao da culpa nos crimes de que
Ir.tiam us Ss 1. e 2., salva a disposigo do art. 2.,$
I., compete exclusivamanle aos jnizes munieipaes,
cora recurso necessario ou cx-o/fino para o juizo de
direilo.
S 6. As disposiges dos^ antecedentes naopre-
judicain a competencia que actualmente tom os jui-
zes de direilo de julgar definitivamente os crimes
de respousabidade. c os de quo trata 'a lei n. .562
de 2 de julho de 1850, era a competencia eslabele-
cida |ior oulras leis esperiaes.
" S A sllrlbuigao que tom os juizes de direi-
lo de julgar os crimes referidos no S; precedente
comprehende por connexao os crimes concomitan-
tes.
" S 8. Na falla de juiz municipal letrado em urna
enmarca, a subsIituigAo dos juizes de direilo comna-
liri aos juizes municipaes mais prximos.
ci S 9. Assuspeiges dos juizes de direilo em ma-
teria criminal torta processadas e julgadas como no
civel.
n S 10. Nos casos em que por virlude do arl. 79,
,5 I, da lei de 3 de dezembrodc 1841, se decretar se-
gundo julgamenlo, esle lern lugar na capital da
provincia, quando o primeiro julgamenlo houver
sido fura della
S II. Quando o reo nao quizer responder ao
inlcrrogalorio, o juiz proseguir no processo, lavran-
do-sc termo desta circumslancia.
n !j 12. Se o feo por patavras ou aclos vilenlos
oflciider o tribunal, c perturbar a sessao ou audien-
cia, depois'de advertido pelo juiz, poden ser reuni-
do e julgado i revelia.
o S 13. A prenuncia *|* suspende o dircito de
volar.
Arl. 2. Os cheles de polica poderao ser no-
meados d'enlre os bichareis formados em direilo,
ainda que nao sejam juizes de direilo ou desembar-
gadores.
( 1. Os cheles de pulira nao sao privados por
esla le das allribuigoes que Ibes compelen) pela de
3 de dezembro de 1841.
S 2. Quando a Iranquilldado publica ou a se-
guranga individual o exigircm. poder o governo
nemear delegados de polica qoe exercerao em urna
ou mais comarcas a auloridade de chefes de polica,
e lerao os vencimentos e o privilegio de foro que
compelem aos juizes de direito.
policiacs.
a 4. Osdclinquenles sendo presos sern ira-
mediatamente remetti los ,i auloridade competente
para a I rjnac.io da culpa, com parle circumslan-
ciada do fado, interrogatorios, inquirinos, rol de
leslemunhas, corpo de delicio, informages, docu-
mentos, c mais provas colligidas pela polica.
; 5. Os chefes de polica, delegados e subdele-
gados darao as providencias necessarias para a promp-
ta remessa dos presos e processo, e para conipareci-
ineulo das tcstemunlias,- procedendo s nqirigOes,
veslnrias, exames e diligencias que os juizes de di-
rcito ou municipaes requisilarrra para descobrimen-
toda verdade.
Arl.3.Compete ao promotor publico,ou aos seus
ajudanlcs, a denuncia e aecusaru de todos ss crimes
pblicos, particulares e polieiaes, com a excepgao
dos crimes conira a scaurauga da honra qoe forem
atiangaveis, do adulterio e das calumnias e injurias
nao referidas no arl. 37, 1, do cdigo do processo
criminal.
a 1. Os delegados e subdelegados de polica s3o
de direilo ajudanlcs do promolor publico.
2. Os promotores pblicos sern agentes do
ministerio publico na parlo civil, serocuradores ge-
raes dos orphans, pessoas semrlhanlcs oumiseraveis,
promotores de residuos e capellas, c das cousas pu-
blicas ; sao competentes para proporcm e conlradi-
zerem, na forma do direito ostabelecido, as acges
respectivas, c devem ser citados e ouvidos sobre lo-
dos os negocios que Ihe sao ronce i nenie-.
S 3. as grandes caplies haver promotores
pblicos especiaes do civel.
4. O governo era rgulamenlo slelerminar o
modo c forma por que, quando humor parle, esla
exercer o seu direilo em concurrencia com o promo-
lor publico, relativamente i qoeixa e denuncia,
accasagao, recursos, appcllages e recusages.
Art. 4. Os desembargadores serao nomeados
dcnlre os juizes de direito que liverem 15 airaos de
efleclivo servgo.
1. Os juizes de direilo.desembargadores e mi-
nistros do supremo tribunal de jusliga que conlarem
30 anuos de cITeelivn exercieio, poderao ser aposen-
tados rcm o ordenado por inteiro, se o requceren,
e se acharem impossibiflados de servir.
b g 2. Os que lverera mais de 10 annos de servi-
go, e ficarem physca ou mnralmente impossibilila-
dos de servir, serao aposentados com o ordenado pro-
porcional.
o 3. Aquelles que achaudo-sn em alaum dos ca-
sos ibis ; anloeedenles nao requererem aposenlado-
ra, depois de uolificados para solicitarem-a, serao
pelo governo aposentados, precedendo consulta da
secgao de jusliga do consciho de estado, e proceden-
do-se previamente aosexames e djigencias necessa-
rias, ouvido o magistrado por si, ou por um cura-
dor no caso de impossibilidadu moral.
n Art. 5. No julgamenlo das causas civeis c cri-
hnes se proceder tas relagoes pela maneira se-
grale :
5 I. A pronuncia nos delicio* c erros de officios
ser proferida pelo desembargador a quem for o fei-
lo distribuido, sem adjuntos.
k S 2. O juiz da pronuncia nao fica impedido para
o julgamenlo.
S 3. As appellagOes civeis e crimes serao sem--
pre vistas c julgadas por tres desembargadores ; as
revistas porm serao julaadas por toda a relarao.
. j 4. Os julgamenliis dos crimes de rcspoi'-sahili-
dade, acaravos, recorsos crimes, concesses de ha-
beos-Corpus, e prorogagScs de inventarios, serAo de-
cididos por lrcsjuir.es, sendo um relator com voto e
dous sorteados.
o S 5. A's relagoes corapele julgar os juizes de
direito c os chefes de polica nos crimes individuaes,
pela mesma forma e processo porque sao elles jnl-
gados nos crimes de responsabilidade.
k 6. as comarcas 50 leguas distantes do assento
das rclages compele aos juizes de direito, em 2a
instancia.com aleada al 1:00(19,o conhecimenl6 dos
interdictos ou questes possessorias.
a Arl. 6. A revista versar simiente sobre a in-
jusliga notoria ou mrito da causa.
1. As nuilidaJ.es serao propostas e decididas
no sopremo tribunal de justira como preliminares,
c as suas ilecisies nesla parle se haverAo por defini-
tivas e suprema-.
| 2. Fica compelindo ao supremo tribunal de
jusliga cassar e annullar os jirovimentos geraes da-
dos em correigao pelos juizes de direito.
ii Arl. 7. He aulorisado o governo :
o 1. A applicar ao processo civil, com as necessa-
rias modificarnos, o regulamonlo n.737de SS de no-
vembro de 1850.
" 2. A regular o processo nos crimes de abuso de
liberdade de imprensa.
a 3. A rever e alterar o prucesso da qualilicarAo
dosjiirados, licando elevado an duplo o ron.lmenlo
annua' exigido para ser jurado.
i A regalar o numero, nalureza c provimcnlo
dos officios de justira.
a 5. A dar os reglamentos ncressarios para exe-
cugao desla lei, nos quaes poder impor penas de
mullas al 200-3, a de prisao ate 3 mezes.
ii Arl. S.lioam revogadas todas as dsposiges em
conlrario.
ii Pago da cmara dos depulados, em 11 de se-
lembro d 1854./ UmJe de Baspatdy, prwid**-
le.I'rajtriseo de Paula Candido, I. secretario.__
Oconego Feliciano Jos I tul, serviodo de 2. secre-
tario.
A asscinhlca geral Ugislava resolve :
Arl. I uico. Ficam approvadas as secuin'cs la-
bellas, que rcaulam os direilos parochiaes c eraolu-
meiilns que se devem perceber pelas funcges eccle-
siaslcas em lodas as freguez.i.is do arcebispado da Ba-
bia, do hispa.lo do Rio Grande do Sul. do de S.
Paulo, do du,Maranhao, du de Goyaz, e do de Ma-
rianna, organisadas pelo arcebispo melropolilano e
pelos respectivos bispos suflraganeos: revogadas
quaesquer leis o disposiges em conlrario.
(i Pago da cmara dos depulados, em II de se-
lembro de 1854___lifcond de Jlaependy, presiden-
te.Francitco de Paula Candido, 1. secretario.O
conego Feliciano Jote Leal, servindo de 2. secre-
tario, n .
Tabella dosdireilos parochiaes e emolumentos que
ae dever perceber pelas funeges ecclesiasticas em
todas as freguezias do bispado do Maranhn. or-
ganisada pelo respectivo hispo diocesano, em data
de 21 de Janeiro de 1851.
l'arochoi.
Por urna missa solemne cantada na ma-
triz............
Por urna missa cantada por um te padre
na dita...........
Por urna missa solemne cantada fura da
matriz...........
Por unta missa canlada par um so padre
fura da dita.........
I'or urna missa de defunlocanlada.
Por urnas vesperas cantadas.....
I'or urnas vesperas de defunlos cantadas.
Por urnas malinas cantadas.....
I'or urnas malinas cantadas de defonlos.
Por cada um dia de novena.....
Por um Te-Deum laudamos canlado. .
Por urna encoramendago de adulto re-
zada ...........
Por urna dita de prvulo rezada. .
Por urna dita de escravo adulto rezada.
Por urna dita de dilo prvulo rezada. .
Por urna cncommendagao solemne no
cemilerio ou na groja, incluiudo o
acompanhamento- do corpo .
Peio ncompanhamenlo do corpo ao ce-
milerio, oslando esle fura dos muros
da cidade ou viila.......
Pela enrommendagSo rezada no cemilerio
Pela dita canlada........
Pelo nlli.il> de sepultura......
Por um mcmcnlo cantado na sepultura
nos dias 3.", 7. e 30, e arraiversario
da morle..........
Por um dito re/.ado........
Por urna encummendagAo cantada dos
prvulos, incluiudo o acompanha-
menlo do corpo........
Pelo acompanhamento do corpo ao ce-
milerio, estando esle situado fura dos
muros da cidade........
Pelo acompaubainentn do corpo de-
defunlo adulto, ou prvulo, em sege
de dia...........
Pelo dilo de dito em sege de noile. .
Por urna procissao........
Por urna dita quaresmal......
Pela offerta do baplismo solemne na
matriz. -.........
Pela di'.a de dilo fora da matriz, em
igrejaou capella filial, com licengado
ordinario ou de seus delegados .
Pell dila de dito em oratorio approvado,
ou levantado para esse fim em casa
com licenga do ordinario ou de seos
delegados, nao sendo em acto de deso-
brga............
Pela dila de dilo em acto de desobriga.
Pela ollera de um casamento na matriz.
Pela dila de dilo em igreja, ou capella
filial com licenga do ordinario. .
Pela dila de dilo em oratorio approvado,
ou levantado para esse fim em casa
com licenga do ordinario ou de seus
delegados. ........
Pela publicaran de bandos.....
Pela cerlidao da mesma......
Pelas certdesde baplismo, casamento,
e obln.qualquer que seja o lempo que
lenham os assenlos ,......
Pela cerlidao de desohriaa.....
Pela conhecenga de desobriga na malriz,
de um chefe de familia '.....
Pela dila dos filhos, ou aggregados livres.
Pela dila dos escravos.......
Por levantar aliar fura da matriz para a
desobriga as parachias do campo, c
ainda as das ddadese villas, que lem
binaos, segundo o uso da diocese.
Pela conhecenga do chefe da famlha. .
Pela dila dos filhos e aggregados livres.
Pela dila de escravos.......
Pela publicagao do edilal de patrimonio.
Pela dila do mandado de pablicandis
as habililagoes de vla el moribus,
cerlidao e nomcago de leslemunhas.
Por leVanlar aliar para Sacramento aos
enfermos moradores distante da igreja
malriz...........
Pela informagao as carias de segredo
sobre habililagoes de genere, e nomca-
go de leslemunhas........
Pela inquirirn de leslemunhas por com-
msso do ordinario, ou de seus de-
legados, as juslificagoes de baplismo,
casamento, bito, sevicias, estado li-
vre, menor idade, de genere, patrimo-
nio, e vla el moribus, o que esl
marcado no" regiment dos auditorios
civis.
O mesmo aos escrives que nomearem.
Pela inquirirn de leslemunhas por com-
mian do ordinario, ou de seus dele-
gados, as juslificages de premissas
para o fim de se obler dispensa de im-
pedimento dirimente do matrimonio.
Aos escrives. que nomearem, o que Ibes
pertencer de suaescripla segundo o re-
giment dos auditorios civis. .
Pela alleslagao de pobreza.....
Pela dita, uu inlormagao ao ordinario so-
bre a pobreza dos que pretenden) ob-
ter dispensa de impedimento dirimen-
te do matrimonio.......
Pela dila dila ao ordinario sobre a vra-
cidade das premissas dos que preten-
den) obler a mesma dispensa, ainda
que nao sejam pobres......
Sacerdotes-
Pela esmola da missa rezada.....
Pela dila dila de corpo presente, 3o, 7o c
30 dia, e annversarioda morte. .
Ministros do altar.
Por cantar o evangelho na missa solemne.
Por cantar a epstola na missa solemne.
Por cantar olexto no domingo de Bamos
ou na sexla-feira santa......
Por cantar a parle do Chrslo, u o bra-
dado............
Por cantar o preconio no sabbado sanio.
Por cada um dia de novena.....
Por urnas vesperas.......
Por urna procissao........
Por urna dila de quircsroa.....
Por carregar a cruz em qualquer procis-
sao ............
Por um Te-Deum laudamus.....
Por urnas malinas solemnes. ....
Por urnas dilas de defunlos.....
Pela cncommendagao solemne de adul-
to ou prvulo, indurado o arompanha-
menlo...........
Sendo de noile.........
Estando o cemilerio situado fura dos mu-
ros ou villa da cidade......
Sendo de noile.........
Por um officio de sepultura.....
Estando o cemilerio situado fura dos mo-
ros ou villa..........
Por canlar um memenlo na sepultura.
Mes/res de ceremonias.
Por diriair as ceremonias- nasmisas can-
tadas ou de defunlos.......
Na missa de domnao de Bamos. .
Na dila da quinla-feira sania e procis-
sao ............'
Na dila de sexla-feira santa.....
Na dila do sahbado sanio......
as vesperas solemnes......
as malinas solemnes ou de defunlos. .
Nal dilas de quinla-feira sania. .
as dilas de sexla-feira santa. .
as ditas de sabbado sanio. ....
Em cada dia de novena......
as procissdes solemnes......
Subchantres ou regentes da% Cantonas.
Pela regencia de urnas vesperas solem-
nes, ou de defonlos, alm do que Ihe
pertencer como cantor...... 8100
9000
48000
68000
68000
48000
28000
29OOO
38000
38000
28000
28000
18600
18280
19280
18000
18700
18000
1;O00
1|600
25OOO
18000
gratis.
18600
18000
48000
88000
38000
49OOO
8610
18280
48000
18000
18000
29OOO
43000
8320
8320
8610
8160
8080
8040
8020
48000
8320
9160
J08Q
$640
8640
gratis.
gratis.
Pela dila de urnas malinas solemnes, ou
de defunlos .........
Pela dila de una encommcndagAo de pr-
vulo ou adulto........
Pela dila de um ofiioio de sepultura. .
Sacrtitiies das paroeltias.
Por servir em urna missa cantada qual-
quer............
Em urnas vesperas........
Em cada um dia de novena.....
Em um Te-Deum landamu*.....
Em urnas malinas cantadas solemnes ou
Por levar a cruz parochial nos enlerros.
Sendo o cemilerio situado fura dos muros
da cidade ou villa.......
Por servir em urna semana santa inleira.
Por servir nos baplsmos solemnes e ca-
samentos na iareja malriz.....
Fura da matriz, em capella ou oratorio.
Por preparar o altar e credencias para
quaesquer festividades solemnes. .
Por acompanhar um enterro em sege. .
fe noile...........
Por marcar urna sepultura.....
Pelos signaes fnebres excepto por
aquellos a que be a parochia obrigada.
e que se fazem gratis.' .
Pelos repiques de sinos por anjinhos. .
Acolylns.
Por servir as missas cantadas solemnes,
ou de defunlos........
Por servir em urnas vesperas canladns
solemnes 01 de defunlos.....
Em urnas malinas dilas solemnes ou de
defunlos..........
Em um Te-Denm laudamus.....
Por servir como Ihuriferarios as vespe-
ras solemnes.........
as malinas solemnes.......
Em um Te-Deum laudamus.....
as missas solemnes e de defunlos. .
as procsses.........
Por levar os cjriacs as procisses. .
Por levar a calderinha de agua bcnla
nos enlerros.........
Fabrica da igreja.
fe cada urna missa cantada solemne. .
I>e cada um officio de defunlos. .
fe cada uraa prncissao solemne.
De cada um enlcrrro solemne. .
Todos esles emolumentos eslabeleridos na
18000
8200
8200
8800
8600
8600
8600
8800
8600
8800
18000
9320
f610
8600
18200
29100
5200
I9OOO
I9OOO
gratis.
8
gratis.
gratis
9600
9500
9-500
9500
8600
9600
9600
8800
8900
9300
8600
9600
9600
9600
8200
pre-
sent tabella, serao cobrados em moeda crrente do
paiz.
Pago da cmara dos depulados em 11 de selembro
de 1855. l'isconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, 1." secretario.O
conego beliciami Jos Leal, servindo de 2." secre-
tario. m
L"m officio do Sr. senador Francisco de Paula de
Almeida o Albuquerque, offerecendo 160 cxempla-
resde urna sua publicagao, e pedindo a decUao do
que expoz no seu ofliciu quo dirigi ao senada por
intermedio do Sr. senador. Dantas.He recebida a
oflerla com agrado.
Dez ofilcios dos presidentes das provincias do Para,
Rio Grande do Norte, Santa, Catharina, S. Pedro,
Goyaz e Minas Geraes, remeltend.0 aclos legislativos
das respectivas assemblas legsRilivas.A' commis-
sao de assemblas provinciaes.
Qnalro officios dos presidentes das provincias do
Para, Piauhy, Rio Grande do Norle e Goyaz', envi-
ando as fallas com que abrirn) as respectivas assem-
blas provinciaes. A' commissao de assemblas
provinciaes.
Urna representaran da assembla provincial de
Goyaz, pedindo que seja considerada proprio pro-
vincial a casa em que actualmente ella se rene.
Oulra da assembla provincial de S. Pedro do Rio
Grande do Sul, conlra as leis provinciaes de impos-
tes de imporlagao qoe cobram as provincias do Pa-
ran, S. Paulo e Santa Catharina, por considera-los
oppostos ao arl. 12 do aclo addiconal. e oflensivos
dos direilis da sua provincia.
Oulra da assembla legislativa da provincia dcS.
Paulo, pedindo a insliluigao de um credilo bancal,e
a coucessao de urna linha do ferro de Sanios para o
interior da provincia.
Sao remcltidas commissao de assemblas provin-
ciaes.
Um oflicio do Sr. minislro da fazenda, remetiendo
o mappa n. 558 das operages da assignalura e subs-
(ituigao do papel-moeda at odia 30 de abril ulti-
mo.A' commissao de fazenda.
rica o senado interado das parlicpages de in-
commodo de saude dos Srs. senadores Vallasques e
Alencar.
He mandada commissao da mesa urna proposta
de l.uiz. Antonio Navarro de Andrade para a publi-
cagao dos debales do senado no Diario do Rio de Ja-
neiro.
lie lido o parecer sobre a .eleioao de um senador
em suh-iiiuieaii do fallecido Jos Antonio da Silva
Maia, o qual he approvado sem dbale, e o mesmo
Sr. proclamado senador pela provincia de Goyaz.
Passando-sc a ordem do dia, en ira em 1.a discus-
s3o a (iroposirao da cmara dos depulados creando o
cabido da S do bispado de S. Pedro.
He apoiado e approvado o seguinle requeri-
menlo :
Proponho que esle projeclo v a cummis-,iu de
negocios ecclesiaslicos.Mrquez de Olinda.a
He approvada em 1." e -2. discusso, para passa-
i 3.i, a proposigao da cmara dos depulados appror
vando a'aposenladoria concedidaa Joaquim dos Res
Pertfea.
O Sr. Presidente convdaos Srs. senadores para
trabalharem as commisses, e d para a" ordem do
(lia a conlinuagao da prmeira discusso da proposi-
gao da oulra cmara, alterando o decrelo n. 671 de
13 de selembro de 1852 sobre ns colleaioideilnraes;
e prmeira discusso do parecer da commissao de
constiluigao sobre o oflicio do senhor senador Paula
Albuquerque, datado de 25 do fevereiro do anuo
passado.
Levanla-se a sessao ao meio dia.
M
Immediatos em votos : os Srs. Perera da Silva 31
votos ; Ferraz 29 ; Neb as 25.
Commissao de coystituicao e poderes (69 cdulas.)
Os Srs. Macedo 46 votos, Figueira de Mello 41 ;
Zacaras 40.
OSr.i." Secretario, ohlendo a palavra pela or-
dem, l um oflicio do Sr. minislro da fazenda pedin-
do designadlo do dia e hora para apresenlar a esla
cmara propostas do poder eieculive e ler o relato-
rio da repartigao a seu cargo.
Marca-se o dia 7 I hora do larde.
Constando acha/-se na sala mmediata o Sr. mi-
nislro da guerra, he iulroduzido comas formalidades
do coslume, loma assento an lado direilo do Sr. pre-
sidente, e lo o seguinle :
o Auguslos e dignitaimoa Srs. representantes da
nagao :
a Satisfazendo o preceilo da lei. venho de ordem
de S. M. I. apresenlar-vosa seguinle
Propotta.
Arl. 1. As forgas de Ierra para o auno financei-
ro de 1856 a 1857 conslarao :
a 1. Iiusnilioiaes dos corpos movis e de guarn-
gao, dos q uad rus da repartigao ecclesiaslica, corpo de
saude, estado-mainr de 1." e 2.-1 classes, engenhei-
ros e oslad.1-inai..r general.
11 S 2. De 18.000 pragas de prel de linha em cr-
cumslancias ordinarias, c de 26,000 em circunstan-
cias extraordinarias.
3. De 1,040 pragas de prel' em companhias de
pedestres.
4. A difierenga para mais ou para menos do
estado efleclivo do exercilo em relagao aos quadros,
lera lugar por augmento ou diminuig.lo das pra-
gas de prel, sera alleragaodo pessoal dos cascos dos
corpos.
a Arl. 2. As forgas fixadas no arligo precedente
complctar-se-hao pelo enaajamento voluntario : e,
na insulTiciencia desle meio. pelo rorrutirnenlo, em'
conformidad* das disposiges em vigor, sendo ele-
vada a 6OO9OOO a quantia que exime o ro. rulado do
servigo.
ii Os que sealislarom voluntariamente servirao por
6 annos, e os recrutados 9 annos. ,
a Os voluntarios percehern urna gratificagao que
nao exceda i quantia de 1009 ; e concluido o seu
lempo de servigo lerao urna data de trra de 22,500
bragas quadradas.
O contingente necessario para complelar as di-
las forgas ser distribuido, em circunstancias ordi-
narias, pela capilal do mperio'c provincias.
Art. 4. O governo fica aulorisado para destacar
al 4,000 pragas da auarda nacional em circuns-
tancias extraordinarias.
Arl. 5. Fica lambem o governo.autorsado para
conceder s provincias o numero de recrutas para
preenchiraento dos corpos de polica, nao sendo esle
meio excluido pelas respectivas leis provinciaes que
reaularem a organisagao de laes corpos.
a Arl. 6. O governo fica aulorisado desde j a dar
nova organisagao arma de infaaUria.
O Sr. Presidente :A camafi"tomara na devida
considerago a proposla do poder execulvo.
O senhor ministro retira-se com as mesmas for-
malidades, e o senhor presidente declara qoe a pro-
posla vai ser remedida commissao de marraba e
pII.
Achando-se na sala immediata o Sr. ministro da
marinha, be introduzido com as formalidades do es-
lv lo. (orna assenlo a direila do Sr. presidente o l o
segoinle:
a Augustos e dignissimos Srs. representantes da
nagao :
De ordem de S. M. I. venho, em conformidade
da lei, apresentar-vos a proposla sobre a fixagao da
urca naval para o airan de 1856 a 1857.
Proposta.
a Art. 1. V forra naval p.na o anno finanecirode
18561857 constar :
0 1. Dos oflciacs da armada e das demais classes
que fr preciso embarcar, conforme as lotagoes dos
oavios, e eslado-maior das divisoes navaes.
k 2. Em cirenmstancias ordinarias, de 3,000
pragas de marinhagem e de prct dos corpos de ma-
rinha embarcados em navios armados e> transportes,
e de 5,000 em circnmslancias exiraordinarias.
Arl. 2. O governo continua aulorisado para
complelar o corpo de imponaos marinheiros da pro-,
vincia de Matto-Grosso, conforme os especlivos re-
gulamentos. .
Arl. 3. A forga cima mencionada ser prcen-
cbida pelos meios autorisados no arl. 4." da lei n-
613 de 21 de aeoslode 1851.
Arl. 4. Ficam revogadas quaesquer dsposiges
em contrario.
O Sr. Presidente faz declaragao iguala que fez ao
Sr. minislro da guerra ao Sr. ministro da marinha, e
relirando-se S. Exc. he a proposla remetlida com-
missao respectiva.
Continua a ordem do dia.
lndo-se proceder a eleigo da piimeira commis-
ao de orgamcnlo, recunhece-se nao haver casa ;
procede-se chamada c vrifica-se tercm-se retira-
do sem causa participada os Srs. conego Leal, Ma-
chado, Bandeira de Mello, Silva Guimaraes, Maga-
Ihaes Castro, Almeida e Albuquerque, Barbosa da
Cunha, Taques, Araujo Lima, Luiz Soares, Perera
da Silva, Zacaras, Theophilo e Fausto. OSr. pre-
sidente levanta a sessao.
milAIBlICO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Dia 7 de malo.
A's II horas, fcita a chamada e reunido numero
sufficiente de membros, abre-se a sessao.
finir 1 em discusso a acia da anterior.
O Sr. Mondes de Almeida :Pego a palavra pe-
la ordem.
O Sr. Presidente : Tem a palavra pela or-
dem.
O Sr. .Vendes de Almeida :Apenas tenho a no-
tar, Sr. presidente, que existe na acia urna inexacli-
<1ao quando elilre os nomes daquelles Srs. depulados
que nao se arhavam prsenles na occasiao em que se
fez a chamada no fim da ultima sessao, sal o meu
nome ; achava-me prsenle, c respond a chamada,
e rogo a o nobro 1. secretario se digne declarar se
assim nao foi. {Apoiados.)
(O Sr. primeiro secretario faz um signal affir-
maliro.)
O Sr. Paula Fonmea :Eu lambem reclamo por
que eslava na secretaria, e"desejo repellir o anallie-
ma que nos foi langado.
O Sr. Presidente (dirigindoie ao Sr. Mendes de
Almeida" :Far-se-ha na acia mengao do seu re-
clamo.
Nao haven.lii quem fizesse mais observages sobre
a acia, he approvada.
O Sr. 1. Secretario d conta do seguinle
EXPEDIENTE.
Lm oflicio do Sr. ministro da fazenda, enviando
um dos aulographos sanecionados da resolugao decla-
rando que na venda dos bens e Ierras da capella de
llamho, na |iroviucia de Pernambuco, o governo
poder allronlar aos individuos que se acharem de
posse dos ditos bens c Ierras.A archivar-se.
Oulro do mi.ino Sr. minislro, remoliendo o map-
pa das operages occorrdas na secgao da assianalu-
ra e subsliluicao do papel-moeda al o da 30 abril
prximo lindo.A' commissao de fazenda.
Officios do Sr. primeiro secretario do senado dala-
dos do anno 'prximo passado, communicando que o
senado adoptar* c dirigir a sanegao imperial varias
29000 |irnposigiies. e que S. M. o Imperador bouve por
0 bem sancci011.11 diversas resolugoes.Fica a cmara
inleirada.
I'm requcrimenlo de Joao Salerno Toscano de
Almeida. pedindo demissao do lugar que oceupa nes-
ta cmara.A' mesa.
Passando-st a ordem do dia, procede-se i eleirao
das commissfies.
Commissao de desposta falla do throno v68
cdulas.)
Os Sr. Bandeira de Mello 36 volos, Taqoes 36,
fjay-ao Lobato 34.
gratis.
&f10
19000
18600
18600
48000
48000
4000
18000
18000
18000
28000
38000
18000
38000
39000
8600
I52OO
8800
18600
28000
29400
8600
1*600
28000
29000
2s000
28000
25000
28000
29OOO
1-9000
28000
REPARTIGAO DA POLICA.
Parle do dia 23 de maio.
Illm. e Exm. Sr.Levoao conhecimento de V.
Exc. que das diflerentes parlicipagdes hoje recebidas
nesla reparliga- conila que -foram presos:
Pela subdelegara da freauezia de S. Jos, os pre-
los esesavos Anlonio e Andr, eslj por emporrar a
outro que trazia rabera urna pprgSo de louga, e
(ate-la quebrar, e aquello por insultos.
E pela subdelegara da freguezia dos Afngados,
Antonio Jos de Sanl'Anna, para averigoages po-
lieiaes..
O commandanle do corpo de polica, na sua parle
diaria de boje refere, que pela palrulha do districlo
de Fora de Portas, Ihe fora participado que um sol-
dado do quarlo batalhao de arlilharia, cujo nome se
ianora, dera duas faradas em urna muJher, nao ten-
do sido possivel caplura-lo por se ler immediala-
mente evadido.
Dos guarde a V. V.\c. Secrelaria da policio de
Pernambuco 23 de maio de 1855.Illm. o Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figoeircdo,
presdeme da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeira.
a Dor de cabega frontal, ra ligeramente lanci-
nante, ora pulsativa, ora pressiva, e:;istindodurante
o andar, cessando durante o repousn.
Dorde cabega constrictiva e iradiva alraz das
rbitas.
Sensago de beliscadela e de couslricgao na tes-
ta, como se fosse nos ossos. Senle-se a cabega doen-
le como ao approximar-se um delirio.
11 ConsiricgSo na lesla cima da miz do nariz, co-
mo se se fosse perder o juizo, aggravaodo-se ao an-
dar ao ar livre.
o Dornas magas do rosto, como e um abeesso se
formasse 110 interior.
Taes sao os factos svmptomaticosda aegao electiva
do acnito sobre a cabega e a face.taes qcaes nos ap-
presenlou cm seu principio a escola hsnemanianna.
A' prmeira vista eslalonga enumeragSode svmplo-
mas parece profundamente cstranha c ridicula.
Tem-se rido muilo disso, e c por mim a primeira
vez que me veios maos urna das numerosas palho-
genesas deslas.nao pude deixar de encolher os hom-
bros. Esla mpressao he lo real, tao forte e 19o ae-
ral que parece at mesmo actuar sobre os mdi-
cos que de forma alguma sao contrarios as ideas de
Hahnemann.
Era um novo jornal, a Arte Medica, de que re-
cebi presentemente o primeiro numero danciro de
1855), e que acaba justamente de Iraduzir da pri-
meira obra de Hahncmann seus sludos sobre o ac-
nito, M. J. A. Tessier exprme-se assim :
k A exposigo dos elTeilos obtidos no hornera s3o>
por va da experimeulagao directa, comparada com
os elTeilos assignalados pelos medicar, mostrar con-
junrlamente o carcter original ea profunda erudi-
oao de Halmeraonn. Todava nos nao garantimos
exaclido d lodas as citagnes: algumasso de segun-
da pessoa, devidas a discpulos c difliceis de se veri-
ficar. B
Os traductores julgam de seu dever ler lambem
alguma reserva a respeito da exaclido talvez dema-
siadamente minuciosa, um pouco allema demais,
com que lem sido untados lodos os pheDoraeuos sen-
tidos pelos experimentadores.
Eis, creio, o que se pode dizer de mais razoavel
c de mais seffsato sobre esta quesUln :
O qoe fez Uabnemann e seus discpulos ? Expe-
rimentaran) em si mesmos o acnito ou qualquer
oalro medicamento, e contaran) cada um a seu
modo os diflerentes phenomenos porque passaram.
Os doze 011 quinze symplomas, por exemplo, que
s3o relativos aegao electiva esludada actualmente,
nao represenlam senao fados resultantes de doze ou
quinze-eipericncias. Estes fados lem sem duvida
seu valor como todo, como aegao electiva geral ;
mas seria preciso reservar-se de aceita-los como re-
gra constante al emseus mais minuciosos delalhes.
Qualquer que seja o pouco valor de eerlos delalhes.
nem por isso elles deixam de ser verdadeiro e bas-
ta experimentar o medicamento para se convencer
disso. Posso fallar disso com tanto mais confianga.
uanlo ha qnalro anuos que tenho experimentado e
:1 un n i-ira lo o acnito em muitas e diversas circnms-
lancias. e posso allirmar pela realida.le de lodos es-
tes delalhes ainda mesmo os mais minaciosos.
Noisa sciencia, afina!, nao vive era certo sentido
seno de factos iguaes,- e se a (-incenla annos se
nao bouvesse estudado rnm nllenrao orna mullido
de pequeos factos dsprezados al enlao, nao se te-
ra feilo as precisas conquistas com que se ha enre-
quecido em particular nossa syraptomalologia. A
cellula cancerosa he lambem urna minucia e nem
por isso deixa de ter bstanle valor.
O nosso melhodo francez de observago, tao pre-
ciso e tao rigoroso, llahnetnann o applicou ao eslu-
do da materia medica. Uahnemann nao be mais me-
recedor de ridiculo nesio genero do que M. I.ouis, por
exemplo, no da pathoiogia. Tcm-se querido tam-
bera algumas vezes mofar do melhodo de observa-
gao desle medico celebre :jiao ba mais direito para
isso do que a respeilo de Hahnemann.
Tamben) se lem mofado muito das dores cavantes,
dilacerantes, pungitivas, constrictivas, pressicat,
etc., expresases que frequentemeute se enconlram
as palingenesias desta escola. Mas examine-se
com cuidado os diversos caracteres da dor as ne-
vralgias, as do roslo em particular; interroguen)-
seos doeules, escreva-se oque elles dictaren), rtor
assim dizer, e ver-se-ba se a dor lem ou nao lodas
estas variedades de forma e muitas outras mais.
Halracinann escreveu segundo a ualureza; e seria
tan feliz que escrevesse por inspjracao'.''.
Eu pego aos opposiciotiislas que leiam com illeu-
g.1o a seguinle passagem de Mr.. Valleix; rrei<{rjjue
se nao pode zumbar desle dislincloobservador:i> l.ns
diz elle na descripr.lo geral dos symplomas da neo-
ralgia facial, senliam urna dor abrazante, urna dor
dilacerante, perforante) de arraocamenlo, um senli-
mento de ten-a ; unirosenmparavam sua dor a urna
fasca elctrica, a um repuxamento. a um belisca-
mcnlo etc. Alguns senliam urna especie de calofro
limitado s partes doentes. (Valleix, tratado das
Nevralgias, p. 34" Pars 1841.) Evidentemente Ha-
hnemann nem he mais ridiculo nem maia minucioso
que MM. I.ouis c Vallis, e enlao por qoe nega-se-
Ihe o uso do mesmo diccionario'!
As expcrimenlagoesde Hahncmann sao pois legi-
timas everdadeirasi assim como suas descripges:
resta somente determinar-Ibes o valor tanto no todo
como nos delalhes; porque he esla a questao capilal.
Dire a respeilo duas palavras mais adianle.
yogt.Vegt he um medico allemao que publr-
oHu um tratado de materia medica de eslima (/>-
irbuch der Pharmaco Dynamick, Nicn, 1831.) Elle
nac perlence de maneira alguma a escola liahneraa-
nianna.
ir Tem-se observado moilas vezes, diz elle, sob a
influencia do dormito, elfeilessedativos haslanlemen-
COMUNICADOS.
HOMEOPATHIA.
(Conlinuago do n. 15.)
Estudo sobre a accao electiva do acnito obre a
cabeca e o ervos da face, em [tuas relaco'e* com
ai propritsdade antinevralgicaa deite medicamen-
to 1 por Xr. A". Imberl-Gourbeyre, profeator aup-
plente da escola preparatoria de medicina de
Clcrmoot-Ferrand.
Hahnemann. He preciso remontar a este cele-
bre therapeulista para ver a aegao do acnito sobre
a cabega c a foco, esludada em grande detalhe. Lo-
se em urna obra que foi om primeiro cnsaio de sua
materia medica pura fragmenta de ririhus medi-
calorum posilMs,site insano corpore humano ,l.ip-
sia?, 1805,) a descripgao seguinle desla acg^o electi-
va particular, e eu a Iraduzo de proposito ao pe da
ledra:
a Cephalalgia pungitiva, por assim dizer pressiva,
super-orbilaria. cslendendo-se ao maxillar superior
com nauseas; ou semelhantc a que produz ordinaria-
mente um vomitorio.
Chephalalgia pressiva, pungitiva, com nauseas,
super-orbitaria e eslendendo-se ao maxillar supe-
rior.
Cabega tomada, como aps de urna bebcileira,
com pressao sobre as fonles.
a Cephalalgia como se os olhos fossemsahir da ca-
bega.
a Cephalalgia como se o cerebro eslivesse para
sabir para fra. ,
Dor de cabega como se urna porgan do cerebro
(osse levantada, ora sobre um ponto, ora sabr nutro,
dor provocada e augmentada pelo menor movimen-
to, mesmo pela aegno de fallar e de ler.
Cephalalgia pungitiva, palMttVI. como no caso
de um abeesso interior, nnpedindo algumas \etet de
fallar.
le rpidos no caso de dores, e dabi lem se lirado con-
cluses de propriedades narcticas; porm exami-
nando de mais perlo v-se que elle lem dado bons
resultados no caso de dores rheumalicas e gotlosas
que cedem promplamentc logo que se reslabelece a
transpiraran. Ver i fica-se pelo conlrario muilo mais
vezes tom o acnito urna exallacao it ttnsibilidade
e os melhores pralicos o recommendam ahlcs em
sujeitosdolado de pouca sensibilidad, e nos osla-
dos paral v ticos. M O auloraccresccnla que em gran-
de dse o acnito produz urna cephalalgia s vezes
muilo doloroso. N3o reconhecendo elle uenhema
propriedade narctica uo -acnito, na deixa to-
dava de o rlassilicar enlre os nareolico-acres. A
classificagao, por fim, he a mesma io so a quem
como alera do Rheno. (Vefam bem: nSo sao os ho-
meopathas que estao fallando : sao os allopalhas :
c que allopalhas '. '. Lentes de cadmras de escolas
europeas e autores de obras importantes: niio he
nenhum canlo presungoso.
J. C. de Man, autor de um eicecnle tbese so-
bre o acnito ISPECIMEN MED-l-^ACti. de AC-
NITO l.ugd. Bal., 1841) cilaa passagem preceden-
te de Vogl, e. sob a inllueacia do tulor allemao
conclue uestes termos: /a neifdg"* P"ris non ad-
hibeiidnm. nisi profiscantur a- ito rlteumalico
tel arthrilico. Todava a, simples obsavagSo dos
fados oobrga aconlradzer-sidaipaneirj seguinle:
Hace lamen corollaria eutrdam abierciftiones tu
mor bis minus probant. t) que cusuflicieiilesneii-
le precisei em minha prmeira memoria.
Exemplo singular da influencia das llicurisque
nao s3o bascados ea* fados I Vogl pU abservagao
physiologira verica que o acnito em vez de dimi-
nuir a sensibilidad, pelo conlrario a exalta, con-
cloe que elle deve ser empregado somante em pes-
soas pouco sensiveis. Seu discpulo doxe annos de,
pois repeic.lue na deve ser administrado, o que a
olisenago diariamente conlradiz. Assim gragas a
urna lliooria falsa, privam-se de um recurso precio-
es em un mal muitas vezes atroz, da mesma /urina
que gragas a theoria dos humores pecantes que rei-
na e govrena ainda lortlira-se lodosos dias popula-,
ges inteiras com denesridos remedios c exutorios
que causam nojo. .; alloputhia tem se aptrfeieoado
quanlo he possicel ueste ponto, e por conscguinle
estnbelecido em aphorysmo, quo qunlo mais fedo-
renlo e enjoativo he o remedio, tanto mais effeilo
produz, e que quanlo mais enfarruseado anda o do-
entc de pommadasc ungentos rancosos tanto mais
depressa se cura;: I ica a allopathia racional e seut
adeptos'. 1 Viva 11
Erro de duulrina, conlradicgao pralica, rejeigao
de remedios preciosos nos casos mais bem indicados
V
\
1
S
l.isciras pulsages aqui e all na oabega.
Chephalalgia, batimentos no lado esquerdo da applicagao absurda de remedios muitas vezes peri-
lesla. acompanhados por momento- de pancada- vio-
lentas na parle direila.
11 Sonsacan de o epitarao no nariz, uas fonles < na
lesla.
a Dor formiganle as faces.
Na prmeira edigao de sua materia medica pura
[Reine arzneimittellehre, resden, 1811,) jUIrae*-
manfl, ijnnltm ts ymptomas segointes:
uosos e notis, eis a conclusao mcwtavel : lano he
verdade que nao se deve pr o espirito nos fados,
mas sim os factos no espirilo. Na presente epecie
quaes sao os fados? O acnito, phvsiologicamente
produz nevralgias; o acnito, de outro lado as cura.
Eis dous fados parallelos, incontestaveis: qual he a
relagao que os liga Y he evidente. Os nonos col-
legas se se ofrenden) com isa* lenham paciencia,
MUTILADO


'
DIARIO DE PERMMBUCO SiXTA FEIRA S OE MAIODE 355
V..
roa en acra 4**eo da minha dignidade, e pera jol-
es ler perdido o fotos ; se alguem uppe isso,
aesenganc-see por urna s vez !) allopalhas j se
conteneeram deque o acnito cura a febre e a r-
nica s lesfie mecnicas, mu o mo costante he a
itabo e o uso do cachimbo poeta a bocea torta : re-
ceilam tintura de acnito para tomar as qotlas em
infusao de borragens c tiln adocada rom sarope de
florei de laranjeiras,o agua sedativa na cabezal I !
Ora isto pdese mai< chamar lindura de acnito
e esperarse effeito detle'. Tamben j cao manilo
da tintura de rnica, desse remedio admirare! e
um igual para as lesiies mecnicas, porem para
dar-lke mais forra, ajunlam-the camphora e os bo-
ticarios fazem o mesmo para torna-la melhor. ra-
Iha a ctrdade : do primiro fado fallo com certeza
porque tenho at em minha miio teceilas e isto em
suda deshonra o autor, porque cada um he senhor
das suas. acroes e e las filhas das ideas : do segundo
porto por fe, porque aluda nao ti receita nem uso
da rnica das botica,e se astim he poder rnica
misturada com camphora ser anda rnica 1 seo
remedio produz um effeito certo e quasi infallirel
Vara que mistura-lo com nutro, que nao faz. sendo
ieslrnir-\he as suas tirtudett Isto he que he ma-
na dt misturar \ I 1 )
Deve-se tanlo maisaeraderer a Volgot de ter pos'
lo em relevo a propriedade que lem o aconilo de
exiliara sonibilidade, quanlo elle foi o primiro,
creio, lora da escola de Hahncmann, que formulou
esle faci, oque debadle se procurara em Pereira,
(iacomini e Trousseau.
Turnbull.Esle medido ingloz, b.isl.nle cotille-
ado em Franca pela monoaraphia que publicou so-
bre veratrin.i, a delphimua e a acomuna, nao he
um discpulo de Hahncmann. Parece mesmo igno-
rar lotalmenle ostrabalhos Oeste ultimo: est ad:an
lado mas niio ha de ell igmrar ot calomelanos
e a soda.) Elle privou-se nisso de documentos pre-
ciosos; porque llahnemaun leria posto ao alcance
de ima multidao deacroes electivas destos medica-
mentos mais interesantes urnas que as oulras. Sua
brochura oh tht medical properties nf he nal
orier ranuncitlacete, LonIon 1SDI que he quasi
inleirameote consagrada ao esloB da vtratrina, te-
ria sido muito menos incompleta. Eu direi nutro
lante de algiitis Irabalhos publicados rccenlemenle
em Franja sobre a applicacSo therapeulicn da vera
trina em certas molestias. A ignorancia quasi com-
pleta das accoes electivas desle medicamento impor-
tante, e a applicacao que se llie fez da falsa lei de
hypostcni.i da escola italiana, me parecem diminuir
ninito o valor intrnseco destas experimcnlares.
Quando o acnito, diz Turnbull, lie administrado
interiormente e em pequea dosc, elle acta como
diurtico c diaphoretico, e accelera o pulso. -So se
continua por mais lempo com elle, comeen a aflec-
lar o syslema nervoso, o occasiona cephalalgia,
nauseas.... e urna sensato notavel de repuchimen-
los em diversas partes do corpo, particularmente na
caneca, no rosto c as extremidades. Esta ultima
circomslancia foi notada pelo doulor Duncan Jnior
como acompanliandn senipre a remisso das dores,
nos casos de sciatica tratados pelo extracto de aco-
nilo.
Como se vi-, Turnbull indica confusamente a aceito
electiva do acnito sobre a cabera e a face, porem
elle a verifica.
Cahl Hencke (de Riga).Esle medico llaline-
nianno experiinentnu directamente o acnito em si
mesinu e alguma e outrns pessoas. Publicou os re-
sultados de suas experiencias no jornal allemao Ar-
chic far hom Heilk^l. XX, 1, 481.)
Voa appresenlnra analyse notando que nao se cx-
trafce destas experiencias seno os symptomas rela-
tivos ts dores nevralgicas da caneca ou de alauma
oatra parte do corpo. Era intil para a presente
qnesLio reproducir lo los os symptomas tao adversos
que se lem appreseulado em cada observado sob a
inllueucia do medicamento. Fiz outro tapio a res-
peito das ohservacOes dos experimentadores de Vi-
enna de que fallarci logo. fScguem-sc as obser-
vares que todas conten symptomas nevralgicos da
cabera e do rosto, e julgamos desnecessario estar a
reproduzir. )
Experimentadores de Henna.Em I82 se ha-
va formado em Vienna de Austria una sociedade
de mdicos, a mor parte discpulos de lialiiieinann
com o lim de fazerem experiencia* patliosenicas de
diversos medicamentos. He a estas sociedades at-
inis, porque a de Vienna nao lie n unir .i que M.
Tifciseau renden utna hotnenagem itnparcjal e nao
susjtetta, na passagem seguinte que se le na intro-
docfSo dn sen 1 rolado de Therapeulicn : Todos
os medicamentos tem sido eusaiados sobre o homcn
sao por' mdicos, que cscolher>do-se mesmos para
ohjeclo de suas experiencias, nao lem sabido, he
verdade, evitar illusoMsystmaticas ; mas que do-
tados de muita paciencia e attenrao o nao operando
seno com substancias simples, tem constituido sua
materia medica pura, d'onde sahirb muitas nores
predosisfima*sobre as propriedades dynamiras do-
medicamentos, e sobre urna mullido de parliru,
laridades de sua acrAo que mis ignoramos lotalmens
e em Franja. Esta ignorancia he a causa de que
nao condenamos dos agentes Iherapeuticos senao as
propriedades geraes mais grosseiras, e que em fa-
ce de molestias que appresenlam matizes l,\o varia-
dos de in lic.ic.'Ki, eslejamos baldos militas vezes de
modificador' appropriados a estes matizas. (Trous-
ssou. Tratado de Therapeulica, 187.)
Na comacp desta memoria disse;*dr>- therapeuli-.a
imlaurandi est ab imis, c em oulra arle (Mon.
doshosp. 185i, n. 102 : A estola do llahnemann
he a escola das inqjcarGes. >'ao fiz senao traduzir,
sob urna forma mais clara, a mestna opiriio do Sr.
professor Trousseau, opiujp a que anno completa-
mente. (1)
As numerosas e pacientes esperimentaedes dos
mdicos de Vienoa sobro o acnito foram consigna-
das na escolente monographia do l)r. ti erreI {Der
Slumul, Afnilum nappellus, W'ien, 18W). Eis a
analyse : { Segue-se a descripcSo dos symplomas
quo varias pessoas soffrerao por lerem tomado o
acouilo em experiencia. )
Jiilgo intil proieguir na citaran destas longase
numerosas experiencias dos mdicos de Viennn e
em particular as dos Drs. Frizd Schevarz, Job.
Slezz, C. Wachlt.Walzke, Weinke.Wuzstte Wurm.
No meio de um cortejo muito variado de sympto-
mas que constiluem em cada experiencia formas
diversas de molestias medicamentosas, vemos figu-
rar seropre a cephalalgia nasjontes e sobre as rbi-
tas, as ponladas nos lados do peito. dores as arti-
cularles e nos msculos das extremidades rom ri-
geza, peso nos mrmhros e difTiculdade nos niovi-
menlos. Entre as numerosas dores nevralaicas de-
senvolvidas sob a influencia do acnito, he a ne-
vralgin super-orbitarla a mais rrequentc, c entre as
dores mosculare", as dos msculos do pescoro.
A eiposirao tao completa que fez o Dr. Gerslel em
urna monographia de todas as experiencias dos m-
dicos de Vienna, lertru'na-se pelas do professor Jo-
seph von Zlnt irovich. Este distincto professor da
Ficoldade de me licina de Vienna nao leve receio
de experimentar em si mesmo,' rie combinaban com
a sociedade de qne fiiHamo, e seos resultados con-
cordara perlinamente eom os precedentemente in-
dicados.
Fleming. Esto medico inrtez publicou urna
rnnnograptiia importante sobre o acnito, da qual j;i
fallei em minha primeira memoria. ( An inquiry
into Ihe phys. and med. properties of the aconi-
ium napellas, l.ondon IwWi. ) Como Tnrnbull, seu
compatriota eantepassado. elle nao falla absolula-
(1) Heeorioso ver como M. Trousseau jnina o
acnito em sen Tratado de Therapeulica : (Juaudo
um meilicanienlo. diz ellp, be naalconliecid. quan-
d i su.i- preparajoei tilo quasi sempre mal reitas on
alteradas ; quando nenhuma serie de experiencias
exactas tem altriboido ao acnito propriedades es-
peciaes que o i ecominemlem ans pralicos quando
pelo contrario os experimentadores eslAo lodos dis-
corlesu relativamente aos resultados lliera|ieulicos
que eflesoblem. lie deverde um medico prudente
arrmjar ato nova ordem o acnito na classe dos me-
dicamentos, cojo uso pode ser perigoso.
lie para prcenclier esla lacuna e fixar os praliew
sobre as verdadetras propriedades do acnito, que
tenho feito a inuitos annos numerosas inda8ac5es e
experiencias sobreas propriedades deste medicamen-
to, nuanlo s prepararle do acnito, cheguei a
consegu-las, nao sem diflirullaile, fiis c segaras :
era este um ponto importante. Iloutle m.iudava
ver o acnito das mnntanbas da Sui*sa ; eu so me te-
nho servido ein minlias experiencias do aconilo sel-
vauem colhi I no nnsio monte Dore,tilo afamado por
soas aguas mineraes. Tenho sido poderosamente
ciadjuvhdo nisso por M. (iantier-l.acroze, phar-
mac.-iilico chimico em l.lermonl-Ferrant. Seria
para desejar quo esle pharmaceutico, to modesto
2u3o hbil, publicaste um dia seus nmeros estu-
os botnicos e cilindros sobre o acnito do monte
Dore, e suas indagajes sobre o modo de prepararles
seguras para obleresle precioso medicamento.
mente dos Irabalhos de Hahnemaiiti sobreest me-
dicamento.
Suas experiencias plnsiolngicas san baslanlemcn-
le numerosas, e bem que mnito incompletas a imii-
los respeitos, ellas conlirmaiii entretanto os resulta-
dos dos experimentadores precedentes no que toca
i accHo electiva esludada ueste momento : elle unta
smenle um estado geral de dormencia e do repu-
chamenlo, urna sensajAo particular na raiz dos den-
le., caplialaluia, verliaens.
A dormeucia, diz o autor, e os repuchamenlos
lio caracleristicos da aceflo do aconilo, indicara urna
aeco sedativa sobre os ervos, o que procede evi-
lonlemente de sua coincidencia constante com a
rtimiuuiyao da sensibilidnde. Anlet le se genera-
lisar, estas sen as partes em que a acrao nervosa ou vascular he
excitada, como no caso de urna articulado atacada
de rheumalismo ou de um membro atacado de ne-
vralgia. Nao he possivel contradizer-se mais do
quefazaqui Flaming, reronhecendo de um lado o
faci primario da exaltarlo da scusibilidade e nc
gando-n do outro.
autor cita em muitas vezes que se tomou o me-
dicamento em diversas experiencias, o torpor, os
repuchamenlos dn lingua e dos labio*. No fin de
sua obra, da algumas observaces de envenenamenlo
pelo acnito, em que elle verifica alm de oulras
muilas vezes o symploma cephalalgia.
Se o autor houvessc experimentado em si mesmo.
cerlamente teria descripto melhor, do que o fez, as
accOes physiologicas diversas. Em 16 observaces
que elle cita, nao ha senao urna, a ultima que seja
urna experimentacao verdaderamente palhogeneti-
ca, pois que todas as oulras se referem .a molestias
agitas ou chronicas.
Em compensarlo, Flammg deu-se a numerosas
evp'.M niiontnr.'ie- em caes e coelhni : Iflo em numero
de 33. Como em tolas as experimentaefles deste
genero, os resultados sao de pouco valor, pela sim-
ples rallo de que se nao pode descobrir nos animaes
senao alguns svmptoma* obj?clivos grosseiros ;e que
os symptomas subjectivos que alias sao os mais im-
portantes, escapara completamente : o mais inlelli-
gentc dos caes poderia jamis dar conta da arrito
electiva do acnito sobre todo ou parle do ervo Iri-
gemeo ?
Todos estes hecatombes, e creio pamente que bo-
je em pleno cliristianismo sacrifica-se mais scien-
cia que os pagoes em algum lempo a seus deuses fal-
sos, lo los estes hecatombes, [) digo, mo sao em
geral de grande ulilidade para os estuilos pharma-
codynamicos. Que se compare, por exemplo, a res-
pcito do acnito, as coucluses dos loxicologsias,
experimentando na rara canina, com os bellos es-
tudos palhogenelicos de llahnemann, dos experi-
meoladores de Viennn e os do professor SchrolT, de
que fallareiadinnle : que pobreza de um lado, que
riqueza do outro'! O primiro melhodo experi-
mental he totalmente inferior ao segundo ; para o
por em paralello coro esle ultimo, seria preciso vol-
lar ao lempo em que os brutos fallacam. {Anda li-
le falla algum, porms abre a bocea para dizer
muita sandtee.
( Finalisar-se-ha. )
THEATRO DE SANTA ISABEL
Podemos dizer que a empreza actual do Santa-
Isabel esla prestes a lindar o seu lempo, c por Uso
nao ser fura de proposito aventurar algumas pa-
lavras acerca da maneira com que preencheu a sua
larefa.e do direfta que Ilie as*sle a continuar a mes-
ma obra.
He incontestavel que a compatdiia emprezsria
sempre se esl'orcou para salisfazcr as suas ohrigaces
com todo desvelo, dando, no publico espectculos
agradaveis com pecas escolhidas e de gosto, re'pei-
tando severamente as exisencias scenicas, reclama-
das pelos autores dos dramas, e procurando comple-
tar a coinpanhia com a cscriplura de urna das pri-
meras artistas brasileiras. Sob a relacao linanceira
houvesc rom lauta discricAo.que nAo sii evilou o es-
clito do dficit, comodeitou de sobrecarregar os co-
fres pblicos com subsidios siipplemeutares, como
infelizmente acontecen com asemprezas precedentes,
i exceprin de urna nica.
Consta-nos que lodos os actores da companhia se
acham pagos e satisfeitos, e que o guarda-roupa do
thealra conta hoje nAo pequeo numero de trajo*
novos. c hisloricainetile preparados. A harmotiia
que he Uo indispensnvel emprezas seinelhnnles
lera sempre reinado na companhia emprezaria, c he
de esperar que nao seja interrumpida. Felizmente
ella leve a prWTeircia de poupar ao publico o pesa-
do encargo dos beneficios, tributo oneroso que fazia
que a sala ficasse deserta nos das de representacoes
ordinarias, o quo mullo concurra para o alcance
dos emprezarios. Foi tao escrupulosa sobre esle
ponto, que se pode dizer que o auno scenico pas-
sou-se suavemente, poi* que apenas livemos Ir ou
qualro beneficios, concedidos aos primaros artistas
da companhia.
A' vista das vanlagens rcaes que a|compnnhia em-
prezaria proporriouuu ao publico, e que sao neral-
mcnle reconbucidas, fra injuslica se ella nAo con-
linuasse no anuo futuro. C on effeito, alm das ga-
rantas queella olferec com o seu passado, e das
fadigase Irabalhos que cmpregnti, be natural e ra-
zoavel que tenha aleuma compensacAo ; porque para
poder agradar ao publico na sua p'rimeira empreza
e fazer jas a continuar na mestna calhegoria, ne-
cessariamente leve de fazer despezas avultndns, le-
vando a scena pecas como o Saufragio da Medusa
e oulras de igual magnilude, e por isso pouco ou
n.i l.i luc no. A*m m linios para nos que ningucm
lhe disputar o direi(oT|ue lem a continuar.
Entretanto consla-nosqne o Sr. Kaphael l.ucci so-
licita a empreza futura do thenlro de Santa Isabel.
e que para eslefim ja oflererera as enndiees respec-
tivas, as quaes se acham em poder da directo do
mesmo thenlro. Nao pretendemos offender ao Sr.
l.ucci, mas somos obligados a ilfcer verdade, im-
pugnando a preposla deste Sr.,porque ella nenhuma
vanlancm offereep ao publico, encerra urna condi-
o immoral e nao passar.i de urna deseas mystifica-
c,es em que sao fertcisalguns emprezarios italianos,
e cujo resultado real scrii o goveruo dar para o fu-
turo o subsidio que o Sr. I.ucfi regeila presente-
mente, e alem disso pedir algnma avallada indem-
iiisaru. dando afinal algnns concert* em que fi-
gurara rom o seu piano ou alsum artista de t-
lenlo insignificante.
,K*a lolpria ou quino, que nao p.nsa de um jogo,
e por consequencia do urna immoralidade, nao t
ridicularisaria o uossu elegante llieatro, senAo viria
acorocar a tendencia que infelizmente entre mis se
achn tAo pronuncinda, e que ns lei* dn paiz directa-
mente lulminnm. Seria mais tima nova fonte de
corrupc.'io que, semelhaoca do lasqucnet, vria
augmentar a juina das lamiiias, como vai fazedo o
jogo que aponamos como exemplo. Com effeito,
boje quem nAo serve de pnrreiro no voltarele he um
intruso em certas reunies, quem nAo se expoe a sor-
te do lasqucnet, nAo est na moda : se fosse admlt-
lidoooui/iodoSr. Ruphael l.ucci, quem nao fosse
ao thenlro nAo gozara da vida, na phrase daquelles
que sd cncontram prazrr a mesa dojogo, e entAose
perdera csse pequeo gosto que entre nos existe
pela arle dramtica, e por vezes esse mesmo quino
dara losar n scenas desazradaveis, que afugeula-
ram do Iheatro as familias honestas.
Alem desses inconvenientes que ollerece a propos-
la do Sr. l.ucci, pensamos que lhe seria dfiicil, se-
nao itnpossivel. reunir urna companhia. porque a sua
amabilidadeoffereccr pouca ledaeeo nos nrlisla*
que aclualment entre mis existan ; e fora daqui
podemos asseverar que seus esforcos 9criam impo-
tentes, porque os poucos actores de mrito que ex-
islem estilo escripturados com vanlagens e enran-
tins satisralorins, no Rio, Karanhlo e Para, e he
natural que nao deixassem o certo para se exporem
aspbantaslicaspromesiasdoSr. Kaphael l.ucci.
O Imparcial.
Exportacao.
MaranhAo e Para, hrguc escuna,brnsiieiro Lau-
ra, coiidu/.io o seguinte : 3,400 coco* com casca,
211 barriquinhas e _*> barricas r.nn 1,1-28 arrobas c
i:t libras de asucar, II caitas p 3 caixoles doce, 100
earrafes espirlos, fi-J latas cha, 1 podra para rampa,
0 fardos fumo, 1 roda de ferro fundido, I barrica
cigarros, M garrafes agurdente, M sarcos caf, 1
caixote charutos, 1 ciixAo imagem c ruupa usada, I
baca de rame, laixos de cobro, I cama de vento,
I espelho, (i.'i saceos cafe, m!) harriquinha* com
3,260 arrobase I i librasr de aMucar, t) fardos fu-
mo, 1 caixotiiihiic 1 caixao doce. 1 dito charutos, i
barricas licor, 1 caixn rap, ."><( gnrrnfcs agurdenle,
\ camas de veulo, 1 lata de folha.
Cear, Mata brasileiro Novo Olioda*, rie R"> tone-
ladas, rnnduzio o sesuinlc : 17 caixas, 11 lardos,
10 pacoles e I etnbrullio fa/.enda*, II caixn* c I fnr-
dinho mude/.as. 1 barrica presos, 7 barricas e 3 cai-
tas ferragens, ditas linha, 3 ditas papel. 5 ditas
chapeos, honcles e preparas, \ ditas perfumara*, 7
ditas tonca c vidn;*, ."> conhetes ac, ,"i barris chum-
bo, 1 barrica grata, I cunliele faenes, > barricas en-
xadas de ferro, i caixas rlaviimtes e espingardas, .')
duzins de ps, Id fogareiros, 1 caixas foco da Chi-
na, 108 barras de ferro, !) vergalhes de dilo, l fei-
xes de arcos, t caixa lanternns de vidro, ii ditas afei-
te doce, :t barricas e 2 caixas drogas, 2 fardos papc-
lao, saceos lar, los, I caixn pastithas, I emhrulho
serrns bracaet, I raixa espelhos, 1 barrica salitre. 2
fardos fio, 1 paeole couros de lustre. 1 sneco erva-do-
ce. 1 cnixa cjt, 1|2 arroba desrame, I caixa um
piano, I caixa objectos militares, I barril c 3 earra-
fes alcool, 1 barrica dulcirs de ferro, I dita Inicias
de rame.
Rio Grande de Sul, patacho brasileiro oAmizade
Feliz, de lili toneladas, conduzo o seguinte :100
barricas e (30 barriquinhas rom .">,8.>i arrobas e fifi
libras de as*ucnr. 50 courns seceos, 1 caixAo com 99
garrafas de vinbo de caj'.
KECEKEHORIA DE HUNDAS INTERNAS HAES DE PEKNAHBUCO.
Rendimento do da 1 a 23.....19:1599778
dem do dia 24......'. 133*192
19:8919970
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendmenlododia I a 23..... 32:616*263
dem dodia 2i........ 1:3994892
itllllijl.).
MOVIMENTO DO PORTO.
iVaeM entrados no dia 2.
Rio Grande do Sul pelo Kio de Janeiro dn nllinio
porto 13 din*, brncae brasileiro Sella, de 20i to-
neladas, capitn Antonio Travasso dn Rosn. cqui-
pagem I i, carga 9,990 arrobas decarne e 135 cuti-
ros ; a A mon ni IrtnAos ^ C.
Rio de Janeiro18 .lias, bngne brasileiro Feliz
Deslino. de 207 toneladas, capilio Jonquim Soa-
res Eslnnislno, equpagem 12. cara varios gne-
ros ; a Isaac & C.
Sidney1>5 dias, barra inglexa Sarah Ann, de
352 toneladas, capito Gray. equpagem H, car^a
la e mais seeros ; ao capillo. Conduz 5 pnssa-
geiro*.
Rio de Janeiro8 das, bngne brasileiro Rerile,
ile 226 toneladas, capilao Francisco de A-sis Gon-
calves Pennn, equpagem 13, carga varios gneros;
I Manoel Francisco da Silva Carnee. Passageirn,
Manuel Moreira de Freilas Bailar.'
dem10 dias, luare hamhurguez Emilie. de lio
toneladas, capilao C. Meiar, equpagem 10, em
lastro ; a Amnrlm Irmao. $ ('..
Rio Grande do Sul2i das, briaiie brasileiro Ma-
fraa, de 270 toneladas, rapito Jos Jonquim ias
dosPrazeres, equipagem l, carga 10.532 arrobas
de carne secca ; a Amorim Irmioi A I'..
Rio de Janeiro15 dias. brigne brasileiro DamAo,
de 23i toneladas, capilao Cleto Marcolino Gomes
da Silva, equpagem II, c.-.rga 3,000 saceos com
l.it uilii de trigo ; a Machado & Pinbeiro.
Navios sabidos no mesmo dia.
CeariHiate brasileiro Novo Olinda, meslre Cus-
todio Jos Vianna, carga f.izcndas e mais genero*.
Passageiros. Francisco Coelho da Fon teca. Fran-
cisco Fidelles Barroso, Manoel Mues de Mello,
Antonio Coelho da Fonseca, Jos Pacheco de Me-
deiros.
PortoPatacho porlusuez '(Especulador, capital
Manoel Jos de Aratiju, carga assucar.
MaranhAo c ParaBrigne escuna brasileiro Laura,
capitAo Manoel da Silva Santos, carga assucar e
mais gneros. *
AracaljHiate brnsiieiro Correio do Morlen, mes-
lre o pratico Jo Vicente Ferreisa, carga l'.i/.cii la-
e mais enero*. Passageiros, Manoel Theopkilo
Alves Ribeiro, Bicnrdo Ferreira dos Santos Cami-
nha,
demHiate brnsiieiro nDuvidosoe, niestre JoAo
Ileuriques de Almeida, enraa fa/.etidns e mnis g-
neros. Passasero*, Antonio Antones de Olivera,
Manoel Ribeiro Soires, Antonio Joo Alves, JoSo
Machado de Souza Puneolel, Jos Cypriano Car-
neiro Monleiro, Custodio Jos de Carvallio Gui-
inares e sua famila.
demHiate brasileiro ExalacAo. meslre Jo
Joaqoim iluarte, carga fa/.endtis e mai* gneros.
Passageiro*, Porfirio Theopbilo Alves Ribeiro e 1
criado, Cnmillo Kodrisues de Fiaueirodo, Anto-
nio Luiz dos Santos, Benedicto Bruno c 1 subri-
tilio.
EDITAES.
COMMERCIO
aLFANDEC.A.
Rendimento dn dia 1 a 23. .
dem do dia 2t.......
211:9719796
12:479; S52
224:451*248
Descarregam hoje 25 de mato.
Patacho americanoCoii/ofnrinha e fazendas.
Escuna brasilcira/mi/tapipas valias.
Imporlacao.
Escuna nacional ICmiltn, viuda do Cear,'consig-
nada n Jos Bnptisla da Fonseca & C, manifestou o
seguinte :
4 barris paira poma ; aos consignatarios.
10 pipas, fiquartolas. lid barricas, e 13 hnrris aba-
tidas, 7 feixcs arcos de po, 1 saceos cera de car-
nauba, 6 caixas velas de carnauba ; a Luiz Jos de
S,i Araujo.
. 1 caixn aalhelasc mamadeiras de vidro, 1 raixa
cadeiraa de halance : a Antonio Joaquim^eve.
2(i pipas vazias; 68 saceos fnrinhn, 22 saceos nrrnz,
00 ditos milhn, 36 ditos cera de carnauba, 3,062
paueiros sal, 150 couros salgados ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia I a 23.....29:2371528
dem do dia 2i........ 1:5389040
30:7758568
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento ,lo da 1 a 23..... 2:731*393,
dem do di j........ (27X319
2:8588712.
( ) HccaomiV qUer dizer sacrificio de cera bois,
oannimaes da mesma especie, que os anligos fa-
zian em honra aos seus deoses. Nao sabemos qual
sera o numero dos que Magende c outros lem sa-
crili po.s jirar illacso para u soas applicac.es especie
humaia. Pobre humanidade a quautos caprichos
n io eskis lojeita !
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
ein cumprimento da ordem do ExiB. Sr. presidente
da provincia de 19 do correnle. manda fazer pu-
blico que no da 21 de jnnho prximo viudouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar, n quem por menos fuer, a obra
dos reparosMo 7. lauco da estrada do sul. avaliada
em 4:895|.
A arrematacao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anuo findo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem esta arremata-
ran comparec,am na sala das sesses da mesma junta
no dia cima declarado pelo mcie dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annuncarito.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1." Os reparos do 7. lanco dn estrada do sul fjr-
e-hao de conformidade com o orenmento e perfiz
approvados pela directora em conselho, c presen-
tados approvaeao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia de 1:8!)58.
2.'1 O arrematante dar principio s obras no pm-
zo de 15 dias e as concluir no de 3 mezes ambos
contados pela forma do arl. 31 da lei n. 286.
3.a O pagamento da importancia da nrremataco
venlicar-se-ha em duas prcslacoes iguae*, a pri-
meira quando estiver prompla metade da obrs, c a
segunda depois de concluidos os reparos.
4." Nao haver prazo de responsabilidade.
5. Metade do pessoal da obra ser de gen^e
lvre.
6.'1 Para ttldo o quo no se nchar determinado mis
presentes clausulas nem no orenmento, seguir-sc-ha
o que dispoe a reapeito a lei n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. da Annunciaro.
O Illm. Sr, inspector dn Ibesoiirnra provincial
em cumprmenfo dn ordem do Exm. Sr. presidente
dn provincia de 7 do correnle, manda fazer publico
que nos dias i, (! e 6 de jiinho prximo viudouro vai
a praea para ser arrematado n quem maior preco of-
ferecer, um sitio na estrada de Belem. com casa de
pedra e cal e copiar na frente.e no fundo da casa um
grande telheiro cobertode tclbas sobre pilares, com
bastantes focteiras ajurenles, baixa para capim, um
viveiro para peixe, duas cacimbas, cercado em parle
com cerca de limito, e porlao de miniara, avallado
em 3:3759000 rs., o qual foi adjudicado a fazenda
provincial porexccucAocontra ocx-thesoureiro Jo3o
Mnnoel Mcndes da Caoba e Azevcdo c outros. pelo
alcance da mesma Ihesouraria.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria jprovinrial de l'ernam-
buco !lde malo de 1855.O secretario,
Antonio F. d' vmunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, m cumprimento da ordem do Exm, Sr. presi-
dente da provincia de !i do correle, manda fazer
publico que no dia (i de jnnho prximo vindouro,
petante a junta da fazenda da mesma Ihesouraria.
se ha de arrematar a quem por menos lizer a obra
dos canos de cagte de que precisa a ra do caes do
Apollo, avaliada em 1:7208000 rs.
A arrematacao sera fei'.a na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de I85i, c sob as clausu-
las especiaes abati copiadas.
As pessoas que se prupozerem a e*ta nrremataco,
comparecam na sala da* ses-es dn mesmn junta.
no din cima declarado pelo meio dia compclenle-
menle habilitadas.
E para constar so mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da Ihesooraria provincial de l'ernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. W'AnnunciarSo.
Clausulas etpeciaet para a arrematacao.
1.a A coutinuaeo do cano de esgolo na exIencAo
de 28 brajas correules no lugar do caes de Apollo e
em frente a5 4 ra?, ser exceulada de conformida-
de com o ni -cntenlo npprovado pela direcloria em
rnnsclho e apresenladn a approvaeao do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de. 1:7209
ri*.
2.1 O contralador dar principio as obras 110 pra-
zo'do um inez e as concluir no de Ires mezes, am-
bos contados na forma do nrt. 31 da lei provincial
n. 286.
3." O pagamento dn importancia desle contrato
sera feito em duas {preslacoes iguaes, a primeira
quando estiver executada a melada da obra, e ase-
gunda depois de concluida que sera logo recebida
definitivamente.
4." O contralador empregarao menos meladedns
(rabalbndores livres.
5." Para o que nao estiver determinado as pr-
senles clausulas e no orcamento seguir-se-ha o que
dispflea lei provincial 11. 2Wi.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
ciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumplimento da resolurilo da junta da fa-
zenda da mesma Ihesouraria,pfte novamenlc em pn-
ce a obra dos reparos urgentes de que precisa o aco-
de de Caruar, avaliada em 1:012-7000 rs.
A arrematacao ter lugar no dia 21 de juuho pr-
ximo fuluro.
E para constarse mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretnrin dn Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 1!) de mnio de 1855.O secretario,
./. /". d'Annunna<_~o.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial; em cumprimenlo da resolucAo da junla da fa-
zenda, manila fazer publico que no dia I de juihn
prximo futuro, vai novainentc a praca para ser ar-
rematada a quem por menos lizer a obra de calcu-
inento do 18 lan.co da estrada da Victoria, avaliada
em S:3G09000 rs.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Peruam
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
.!. F. d'Atuiunciaciio.
O Illm. Sr. inspector da thesnuraria provin-
cial em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do concille, manda lnzer
publico que no din 28 de jnnho prximo vindouro,
permite a junta da fazenda da me-n.i Ihesouraria,
se ha de arrematara quem por menos fizer a obra
do acude da villa do Buique, avaliada em 3:3008.
A arremalacao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 313 (le 15 de mnio do anuo lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As' pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para .constar se mandou aDixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria dn Ibesournria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
A. F. d'Aunundarao.
Clausulas especiaes para o arrchiatarao. .
1.a As obras do acude do Buique serSo feitas de
conlormidade com a planta e ornamento approvados
pela direcloria em conselho c apresenlados a appro-
vac.ao do Exm. Sr. presidente na importancia de
3:3009000 rs. .
2.a Eslas obras deverao principiar no prazo de 60
dias e serAo concluidas 110 de 10 mezes, a contar da
dala da arremalacao.
3.a A.importancia desta arrematacao sem paga
em 3 preslacOes da maneira Seguinte : a primeira
dos dou* quintos do varor total, quando liver -con-
cluido metade-da obra, a segunda isoal a primeira,
depois de lavmdo o termo de recebimcntn provios-
rin; e a terceira finalmente de um quinto depois do
recebimenlo definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communicar
reparlicAo das obras publicas com antecedencia de
30 dias o din fizo, em que tiver de dar principio
execuc/o das obras, assim como trabadura seguida-
mente 15 dias afim de que possa o engenheiro en-
carregndo da obra assistir aos primiro* Irabalhos.
5." I'ara ludo o mais que uAo estiver especificado
as presentes clausulas srguir-se-ha o que determi-
na a lei regulamentr das obras publicas.
ConformeO secretario, ./. f d'Aunundarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial!
em cumprimento dn resolucAo da junla da fazenda
da mesma Ihesouraria, manda fazer publico, que nos
dias 12, 13 e Ii de junlio prximo vindouro.se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as impresses
dos Irabalhos das diversas repartieses publicas pro-
vinciaes, avaliadas em 3:500*000 rs.
A nrremataco sera feita por lempo de um anno,
Contar do t. de julho prximo vindouro, no fin
de jiinho de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparejam na sala das sesses da* mesma junla nos
dias cima indicados pelo meio dia compelentemen-
'e habilitadas.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernnm-
bueo 21 de malo de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimenlo da resoluto da junla da fazenda,
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e 11 de
junho prximo vindouro, perante a mesma junta se
ha de arrematar a quem por menos lizer, o forneci-
menlo dos medicamentos e uteusis para a enfermara
da cadeia desla cidade, por lempo de um anno a
contar do 1. de julho do correnle anno a 30 de ju-
uho de 1856.
A* pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparecam na sala das sesses da mesma junla nos
dias cima declarados pelo meio din, competente-
mente habilitadas, que atii lhe serAo presentes o for-
mulario e condiees da arremalacao.
E'parnconstnr se mandou ndixnr o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de I8*>5. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaro.
O illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cuiiiprimeulo da resolucAo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e
l de junho prximo vin louro. se bn de arrematar
era ha-la publica, perante a mesma junta a quem
por menos lizer, o servico da capalazia do algedao do
consulado provincial, avalado em 2:1759000 rs. por
anno.
A arremalacao sera feita por lempo da Ires annos,
acontar do 1. de julho do correnle anno a 30 de
junho de 1858.
As pessoas'que se propozerem a esla arrematacao
compsrecam na saladas sesses da mestna junta nos
dias cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afinar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de mnio de 1855, O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaro.
A cmara municin! desla cidada mana pu-
blicar para cnnhecimciito dos seus municipos". a pos-
tura abano transcripta, que foi approvada provi*o-
rlamente pelo Exm. Sr. presidente da provincia em
21 do correnle, lim de que seja executada da data
da pubhcacao desle em diante.
Paco ta cmara municipal do Recife em sesslo de
23 de maio de 1855. BarSode Capibaribe, pre-
sidente.No impedimento do secretnrto, o otliciul-
maior, Manoel Ferreira Accioli.
Postura addicional.
Arl. I nico. A* casas que se edificaren! em terre-
nos novos. nAo poderAo ter menos de 30 palmos de
largura, contados livres no interior deltas, (cando
prohibida a construe(3o de predios de quarenta c
cincuenta palmo-, devididos ao meio: sob pena de
30- rs. de molla c de ser demolida n parede divi-
soria.
Pace da cmara municipal do Recife em sessSode
Iti de maio de 1855. -BarAo de Capibaribe, presi-
dente.Jos Maria Freir Gameirc. Francisco
Luil Haciel Vianna.Antonio Jos de Olivera.
Francisco Mnmcde de Almeida.
Approvo provisoriamente.Palacio do goveruo de
Peroambuco 21 de maio de 1855. Fguieredu.
Conforme, Antonio l.eile de Pinho.
parecer cont seu* lindores cm a sala da--esses do
mesmo conselho as 10 horas da manlili do mencio-
nado dia 5.
*;c'crplaria do conselho administrativo do patri-
monio dos orphAos 22 de mnio de 1855.O secrela-
rio, Manoel Antonio Hegas.
Pela adminislracan da me* 1 do cnnsuladn, pre-
cia-se comprar para o expediente da mesma, duran-
te o anno Pnancriro de 1855 n 1856, os seguinlcsub-
jecloi :00 resmas do papel de diversa* qnalidades,
2 ditas de dito de HoP.auda, l dita de dilo mata-bnr-
r.1o, 4,000 pinina* de secretaria, 2 grosns de Inpis,
100 massos de ubreins, 2 espan.idores e mnis ohjeclns
miuiliis, ele. etc. : ns pessoas que (iverom dito* se-
eros e se quizerem enearregar de fazer este fornc-
cimeuto, comparecam na mesma reparlic.lo nos dia*
litis, das 9 hora* da maullan as 3 da larde, munidos
das competentes amostras e seus precos. Mesa do
consulado de P*rnambuco24 de maio de 1855__Pelo
eacrivlo, o I.- escriplurario, Francisco de Paula Lo-
pes Reis.
Pela subdelegada da fregmnia d.t Boa-Vista
se faz publico,.pie dir recolhida a cadeia, por andar
fgida, a preta Joaquina,que diz ser escrava de Jos
Cnvalcnnti de Albuqucrque ; seu legitimo senhor
romparera permite a mesmn subdelegada. Subdele-
gada da regneein da Boa- Vista 24 de mnio de 1855.
O subdelegado em cxercieio, A. F. Marlins Ri-
beiro.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, en. cumplimento do
arl. 22 do regulamenlo de li de dezembro de 1852.
faz publico, que fnrnm aceitas as proposlas do lio-
mingos Francisco Ramalho. Antonio Ferreira da
Costa Braga. Joo Pinto de l.einos Jnior, llcnrv
Gibson, Tunm Morasen & Tillas, fox Brolher..,
Isaac Curio \ C, Joaquiui Jos Dias Pereira, Sou-
za \- Irm.lo e Antonio Pereira de Oliveira Ramos,
para furnerorem :
O L, I (NI bonetes pnrn o meio balalho do Cea-
r, a IciSO r*. ; 203 ditos de pauno verde, a 1-oSO
rs. ; sendo 37 para o 9." halalhae e Itifi para o 10. ;
2! dilos pnrn o 4. bntall.Ao de arlilharia, a l$550
rs. ; 1 dito para a companhia de artfices, por l>400
rs. ; 17 dilos para a de cavallaria, n 1-00 rs.
O 2.1. 380 grvalas de sola de lustre, a 350
ris.
O 3., 255 covados. de panno azul, a 28300
reis.
O ., 250 covados de panno azul, a 25300 rs. ;
2,456varas de algodaoziono, a l!)5rs. ; 100 covados
de panno prelo, n 23400 rs.
O 5.", 2,i()0 varas de l.ritn brnneo liso, a 410 rs.;
2,455 ditas de algodaoziiibo, a I90rs. ; 230 covados
de panno preto, a 2*160rs.; 446 ditos de dilo ver-
de, a 2950 rs. ; 772dilus de hollanda de, forro, a
105 rs.
O 6., 1,590 varas de brim branco lizo, a 420 rs. ;
152 covados de panno prelo, a 23100 rs.
O 7.", 1.203 varas de brim, a 44(1 rs.
O 8.", 1,531 esleirs de palbn de carnauba, a 199
ris.
09., 155 grosas de botos branros de osso, a 240
rs. ; 129 dilas de dilos prelo*, a 240 rs.
O 10., 650 varas de cordAo de la preta, a 60
ris.
E avisa nossupraditos vendedores que devem re-
colhpr no arsenal de guerra os referidos objectos no
dia 26 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 23 de maio de 1855.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal c sc-
crelario.
COMPANHIA DO BEBERIBE.
O Sr. caixa da Companhia do BH>er-
be, Manoel (ioncalves da Silva, esta' a-
totisadopela assembkia {jeral da mesma
cotnpanllia, a pagar o 1 i dividendo na
razao de 2a'000 rs, por accao. Escriplotio
da Companhia do Behctibe 2") de maio
de 1835.O secretario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
Perante o conselho administralivo do patrimo-
nio dos orphaos, se ha de arrematar em hasta pu-
blica na sala de suas sesses rm o dia 29 'lo corren-
to raez, a renta das casas do mesmo patrimonio
abaixo mencionadas por lempo de um anuo,que tem
de derorrerde 1. de julho prximo futuro a 30 de
junho da 1850, n saber : ra do Encantamento n.
74. 75, 76, loja 70 e 77 ; ra da Senzaln Velha ns.
W, 79, 80, 81 e 82; ra da (iuia ns. 83 e 8; ra do
trapiche 11. 85; heeco da l.inguela n. 86, ruada
Cruz ns. 87, 88, 89 e 90. Os licuantes hajnra de
comparecer com *eus lindores, em n sala das sesses
do mesmo conselho ns 10 horas da manilla do men-
cionado dia 29,
Secretaria do conselho cdmnislrativn do patri-
monio aos orphAos 21 de maio de 1855.O secre-
tario, Manoel Antonio liegas.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lellras sobre o Bio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direccao, Joo Ignacio de
Medeiros Reg.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de inarinhn-
manda fazer constar, que cm cumprimenlo do dis-
posto no aviso imperial de 15 de abril prximamen-
te lindo, e orden* do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, andar em praca publica pnr venda na porta
do almoxarifado nos dias 2l, 28 e 29 do correnle
mez, o brigne escuna de guerra /.egalidade, com
os perteuce? de navcgacAo, desarmado nesle porto
pelo seu eslado de ruina, sendo a venda feila na
ultima praca a quem mais der sobre o \alor dos ob-
jectos, que ser palete na primeira.
InspeccAo do arsenal de marinha de Pernambuco
22 de maio de 1855.O secretario,. Alexandre fo-
drigucs dos Anjos.
A enmara municipal desla cidade di principio
a sua scssAo ordinaria no dia 30 do correnle.
promplo : quem na incsnia quizar carrejar, nu se-
unir ile passagem, para 11 que lem bous ceeaasodos,
piulo imlender-'Ve com o capitn na praca, on* tona ,i
consignatario Amorim limaos & C, na ra da Cruz
numero 3.
I'aia o Rio dejaneim
segu rom muita brevidade o brigne brasileiro Con-
ceiciio por ler parle dn carga prompla : para o resto.
1 :-- geiros e eseravos a frete, Irala-se com .Mnnoel
Aln1- tiuerca Jnior, un ra do Trapiche n. 14.
Para a Babia segoe cm poneos dias a veleirn
garepeira Ucrafio -. paran resto da carga, Irala-se
rom seu consigiinlario Domingos Alves Malheos.
MARANHAO E PARA'. THEATRO DE APOLLO.
'
'Sociedade Dramtica EmprezaYia.
BABBADO 26 OE MAIO DE 1853.
Depois da execu^o de urna bella ouvertura, tero
principio a reprosenlaco do sempre applnndido dra-
ma vaudevillc em 5 acto*, intitula 1
A GRACIA DEDEOS.
1'inalisdr.i o especia, ulo com a neva e muito en-
graenda tarja em I arlo
0 FOGO \0 CHIMAL.
Na qual se locar nina bullanlo arvere de fogo,
execulndn pelo bem conhecido artista o Sr. Jusc
Alves.
Principiara as S horas.
AVISOS MARTIMOS
DECLARACO'ES.
A mala que lera de oondosjr |o brigue brasilei-
ro oAinria l.uzia pnrn o Rio de Janeiro, sera le ha-
da boje 25, ao meio dia.
' Per.uile o cou*elho administrativo do patrimo-
nio dos orphAos so ha de arrematar a quem mais
der hasta poblica, na sala de ana* sessSej em o
dia 5 'le junho vindouro. a renda das casas do mes-
mo patrimonio nb.iiuj mencionadas, por lempo de
um anno. que lem de decurrer do 1. de julho pr-
ximo futura), a 311 'le junho de 1856, a saber: rnn
de l-or.t de Portas 11*, 91, 92. 93. 94, 95, 9(i. 97, 98.
99, 100, 101, 1(12, 103, 104 e 105, sitios um no lu-
gar de I' iitiamcirim n. 2, nm ililo no Rosarinho n.
3, um dito na Mirueira n. *, e um dito no Forno da
Cal, em Olinda n. 5. Os licitantes hajam de eom-
RIO DE
JANEIRO.
Segu o mu i veieiro brigne na-
cional M.VHIA LZIA, no dia (i
do correte impreterivelincnle; os se-
nhores carregadore sirvam-se renaetter
seus conliecimentos antes do dia 25, e
quemquizer embarcar escravos (pan os
quaes tem o navio as melliores accommo-
(l.-ires; nio de Almeida Gomes &C, na ra do
Trapichen. I'i segundo anda, ate o dia
25 ao ineio dia.
RIO DE JANEIRO. .
Segu com muita brevidade para o
Bio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
GA, capito Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros> esclavos
a (rete, Irala-se com o consignatarios
NovaeSA C, na ra do Trapiche n. 5i, ou
com o capilao na praea.
Para* o Aracaty,
segoe era poneos dias o bem conhecido biale Capi-
baribe ; para caraa e passageiros, irala-se ia ra do
Vigariu u. 5.
PARA 0 tXARA'
sahe cora bre\idndc o luale Anglica, por ler par-
le da carga prompla : quem nolle quirr carregar,
dirija-se n ra da Cadeia do Recife n. 19, primiro
andar.
PARA LISBOA
secuir a calera portugueza Magarida, da qual he
capilao JoAo Ignacio de Menezes, e o pretende fazer
com brevidade, por ler parle do seulcarregamento
veleiro e ja' bem co-
nbecido palhabote nacio-
nal LINDO PAQUETE,
capilao Jos Piulo Nunes,
lem de seguir com brevi-
dade aos pullos acuna indicados.: para a
pouca carga que lhe Talla e pnssageiros,
trata-se com os consignatarios Antonio de
Almeida 'ornes A C, na ra (lo Trapiche
n. lii segundo andar, ou com o capito
na praca do Commercio.
Ceara' e Para'.
Segu em poneos dias a e*cunn Fmilia, recebe
carga e passaaeiro* : Irala-se rom o consignatario J.
II. da Fonseca Jnnior, run do Vignrio 11. 1.
Real Companhia de Paquetes Inglc/.es a
Vapor.
No dia 31
.desle mez (ou
tal vez miles..
e*pera-se da
Europa um
dos vapoie*
da Companhia
Real, o qnal
depois da de-
mora do cos-
ime seguir pnrn o snl : pnrn passageiros, etc.,
Irala-se rom os asentes Adamson HnviectC., na
ra do Trapiche Novo 11. i2:
LEILOES.
O >r. \ on Sohln tendo de fazer urna viagem
a Europa, faro leilAo pnr inlorvencAn 1I0 agente Oli-
vera, da sua mobilia existente no sitio do- Sr, cn-
sul iln llollandn. em que reside, sitio 110 principio
ih ponte ile l'rhoa. consislindo cm sotas, consoios,
mesa de meio de saine oulras inclusive .le janlar,
eadeiras, aparador, camas de ferro para rasaes c
sulteiros, espelho*, loneador, coinmodas, goarda-
veslido, um pinito de etrcllcntcs vosea, e muilos ar-
io* miados de lauca, vidro* etc.. e algumas obras
de prala. assim como um elesnnle carro americano
quasi novo, o qual sera vendido rom os respeclivos
arreios e cavallo : segumla-feira 28 1I0 correte as
10 horas dn mntib 1, 110 indicad -itio do Sr. cn-
sul hollando, 1111 ponte de L'clioa.
AVISOS DIVERSOS.
PUBLICAC&O RELIGIOSA.
Salo a luz o novo mez de Maria, adop-
tado pelos reverendissitnos padres captt-
chinlios de :\. S. da Pcnha dcsta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Conceicao, e da noticia histrica da
rredalha milagrosa c de N. S. do Bom
Conselho: vende-se nicamente na Ivim-
rian. (i e 8 da praca da Independencia,
a IsOOO.
INFORMACOES OU RELACOES
SEMESTRES.
Na livraria n. 0 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relaees semes-
traes por pieco commoilo, e qilerendo res-
mas vende-se a inda mais em conta.
Francisco Severino Raposo da Costa, brasileiro.
relira-sc pnra a tranca.
Precisa-se de nina ama paia todo o
servico de urna casa de pouca familia: a
tratar .na ra Direita 1,. 102.
Irino Jatiuurio de Oliveira, procumdnr
bstanle de Joo Jos Gome* Pinbeiro, por si
e por parle, do mesmn senhor, agradece pelo
prsenle a lodas aquellas pessoas que pelo fl-
lecimenlo de Antonio Jos Gome* Pinbeiro,
lhe preslaram os seus sceseos e com especia-
H lidadeaos [lints. Srs. Joaqira Ferreira de A-
I raujo (iuimarAes, lletirique de Oliveira Soa-
I res, Jos Rodrigues ae Carvalhe, e Joar|uini
f;! Antonio Pereira : approveita a oceasilo para
ollerecer o seu diminuto presumo nos mesmos
senhorc*. Recife 23 de maio ,le 1855.
I
O propriclario do recreio da praca da Ron-
>isla, Francisco Alves de Cnrvalho, avisa aos seus
freguezfs. que o mesmo recreio eslora aberto ale
meia noite, conservando caf com leile e ludo mnis
do coslume ; esperando assim a bella rap.izh.da.
Na osa de pasto da run das Cruzes n. 39, lem
comedorias a lodas as horas do dia, da almocos e
jantnres para fora, e tem mAo ae vacca nos'do-
raings.
Roga-se ao Rvdm. Sr. padre Antonio fe tal,
Vlgano da freguezia do Riacho do Sangue, que an-
nunciesua morada, 011 dirija-sc praca da Indepen-
dencia 11. (i c 8, para se lhe entregar urna carta vin-
da do serlo.
PRINTI.NG !.
The Indcrsigned undcrl.kcs lo execole in the
besl sl\le aod wilh lalelv importad new lypc, for
lhe resident foreigit me"rc;,nlile bonses, every des-
criplion nfpriiiling, viz : Circulars, Charter- Par-
lies, Rills of Ladina. Accounls, Notes ele. ele, al
the lowe.-l pric.es posaiMe. no : E. foberfs."
Run do Trapiche 11. :IS.
FUER DAS MERCANTILE PDBLICCW
In der Uruckerei des Uiilcr/.eichnelcn werden alie
zum Gesrhaefte gehoerende Drurk-ncben. al* Cir-
culnire, Schillsconlracle.Gonnoissemciile. Rerhniin-
aen. Notas etc. etc., billig und gal .lusefuehrl.
no : /;'. foberls. Ra do Trapiche n. 38^
Na quarln-feirn de trevss ucsappnreceu de ca-
sa do major Anlonio da Silva GusmAo, rnn Imperinl
n. 64, a sua escrava I'here/.n. reprcscula ler (1(1 an-
uos pouco mnis 011 men*, baila, um pouco reforca-
l.t, cabello) branros, lestn estreita, olbos um pouco
npertados, nadegas muito salientes, que parece Ir'a-
zer pannos para tazedlas appnrecer, paren so nalu-
raes, lem em um dos lados dns cosas ba'tantes ca-
lombo*. e em um dos ps o dedo junio no minimo
trepado pnr cima dos outros, levoo veslido de chita
cor de caf com flores miadas : quem a pegar leve-a
a indicada casa, que sem gcueosamente reconpen-
cado.
Aluga-se a 10? rs. por mez. nina casa Ierren
cm Olinda, roa da Bica de S. Pedro 11. f, com duas
porlns e duasjanelhis de frente. Ires sala*, qualro
quarlos, erando co/.inha. quintal aramio murado
com porlao fiara run, cacimba, estribara para tres
011 qualro ravallos, c casa para preto., e lambem se
vende: a tratar .-om Anlonio Jos Rodriaucs de
Souzh Jnior no Recife, run do Colleaio n. 21, pri-
miro ou segundo andar.
Os senhores socios que assignarsm para a reorga-
nisncAo da sociedade, poderAo mnndar'buscar os
hilhetes para a recila de sabbado 2(1 docorreule em.
casa do ibesoureiro, rita de Apollo n. 1.__A.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio* Joaquim
Marques dos Santos, para negoejo de seu iularesse :
no anua/ein de JoAo Marlins de Barros.
O abano n**ignado faz publieo. ryie venden a
nrmnoao g miudc/as cusientes na loja quo poesaia
ale 31) de abril prximo passado, na ra larga do Ro-
sario n. .]H, convida lodas as pessoa que lhe devem
a laUsfaier seus dbitos al!) do prosimo futuro mez
<1cjiiiiho,p> pel lo- judicialmente, sem dependencia de novo an-
nuncio seu.Jos Has da Silra Cardcal.
Ileseja-sc saber por onde he o corso do rio Si-
hirti na parle que corla o territorio das freguezias de
Ipojuca e Seriiihaem.
Srs. redactores.Peco que me cipliquem por
onde he o curso do rio Sibini na parte que corla as
duas freauezias de Ipojuca c Serinhaem. por eslar
11 d 11 vna a qual das duas perlencp. Seu leitor.
L'm morador de Siluro.
Perderam-se uns oitavos de n. 4729 da presen-
te lotera de Santo AnlSo, e por esla causa roga-se
aos Srs. caulelistas 11A0 facnm Iransaccao com ne-
iibum delles, pois que so quem os vendu foi o Sr.
Gregorio Anlunes. no a(erro da Boa-Vista, e esta
previnido.
A praca em que lem de serem arrematados os
bens penborados por everucao da fazeuda nacional,
aunnociada para o dia Ido correte, firou transfe-
rida para o dia 2f do andante mez : os pretendentes
compsrecam no luaar e tiora do cosame. Recife 2*
de mnio de 1855.O solicitador do juizo. Joaquim
Vheodoro Alces.
_ Quem nnnunciou querer comprar um jogo de
diccionarios ingleze, por Vieirn, em formato grande,
pode dingir-se ra do i.lueimndo n. -28, ter. tiro
andar.'
, Arrenda-se um sitio na estrada que vai n Casa
lorie, com sollrivcl cnsa de morada, estribara, ar-
vores de fruclo. bem earreeadas, capim de planta cm
vanea, bom terreno, c oulras Invouras bem criadas:
quem o pretender, auuuncie ou dirija-se 110 seu do-
M Lino Cavaleanti, ou no trapiche do Ramos a Fran-
cisco Jorge de Souza.
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Lucas
Ferreira, no pateo do Paraizo n. 18,
O Sr. Jo* Gomes Pimenlel (em urna caria na
ra da Madre de Dos n. 38, taberna.
OITerece-se urna mulher de boa conduela para
0 servico de c.isn de um homem solleiro, ainda mes-
mo para nlaum sitio perto da praca : quem precisar,
dirija-se .1 Boa-Vista, beceo dos Ferraros n. 4.
O abaixo assignado faz sciente ao re.speilavel
publico, que desde o dia 20 do mez prximo passa-
do vender a sua Iota de sapalos da ra Direita n.
48, ao Sr. Jlo Francisco dos Santos Gavio.
Simplicio da Silva Barbosa.
Jonquim da Silva Mouro previne a quem in-
leressar pasea, que todos os bens do Sr. Jos Dias da
Silva, movis, senioveules c de raiz, estila sujeitos
no pagamento do que elle lhe deve, pelo que no
pode o me*monliena-los, e nem de qualquer forma
di'piir delles. em prejuizo do annunciante, que pro-
leila usar de seu direilo, nullifioando qualquer ven-
dn ou disposicAo desses bens.
Conslando-me que a Sra. D. Leopoldina Ma-
ri.! da Costa ksuger pretende alienar seus bens de
raiz, previno nos que os quizerem comprar, de que
movo contra a dita senhora acro decendial pelo jui-
zn dn primeira vara do commercio do Recife. para
me pagar da qunnlin de l:880j>00() e dos juros ves
cidos, e (pie eases bous eslAo sujeitos ao referido pa-
gamento, afim dp ate *c chamarem os compradores
em lempo nlaum u ianotanrin. Recite 10 de mnio
de 1855.Matliias r,opes da Costa Maia.
Toma-sc 1:200.5000 ao premio de 1 1]2 dan-
do-*e por segnranca ama propriedade perio des(a
prnen : ,1 quein convicr este negocio, falle com o en-
cnJernador na ruadas Trinchuiras n. 61 A.
Igoacia Maria das Dores lem justo e tratado
comprar a Manoel Luiz da Veiga um terreno livre
de foro, na frente dn run do Lim 1, cm Santo Amaro,
com 71 palmos de frente e 178 de fundo.
L'm homem rom muita pratica de serviros de
enaeuho, bom mesliede assucar, e faz o assenlameii-
lo de fazer o mesmo pelo melhor melhodo, faz o re-
lame, distila aguldenle, lavrn nerfeilameule de
arado de (oda qunlidade, com o qual faz a planlaco
da mandioca, e entende de qualquer obra de cara-
pina ; quem de seu presumo se quizer utilisar, an-
iiuucie para ser procurado. 1
A Sra. Felicia Joaquina ou o Sr? Joaquim An-
tonio de Mattos appareca na ra larga do Rosario
n. 17, que o abaixo assignado Ihes deseja fallar.
, Bernardo Aires Pinheiro Jnior.
OITerece-se urna mulher pata ama, a qual en-
commn com lodn perfei^Ao : quem a pretender, di-
rija-se 11 run das Agoss Verdes, cnsa de solio, que
vira para os Ferrados Morlaes, junto a de n. 13.
D. F'rancisca Romana de Azevedo, subdita por-
(agneza, retirase para Portugal.
Precisa-se-de um homem para feilor de um si-
lio, em Apipucos : na pra^a da Boa-Vista u. 8.
I urlnram no dia 21 do correnle, da casa do
pateo do Carino n. 17, urna hacia grande de rame,
com o peso de mais de urna arroba, cuja bacia lem
um pequeo buraco no fundo : roga-se a quem lhe
for offerecida que a apprehenda, 041 quem delln der
noticia na referida casn, se recompensara.
O Sr. Mnnoel Anlonio Pinto e Silva queirn
ler a bondade de npparecer na rna do Colleaio n.
1 agencia de latios, a negocio que lhe diz respei-
lo, por ignorar-sc sua morada.
DA MATRIZ DE S.1 ANTAO.
Amauh&a, sabbado 26
de maio, he o iiulubtavel
andamento da referida lo-
tera, as 10 i?oras da ina-
iibila, o consistorio da
greja de N. S. do Livra-
nieii'.o, os meas bilhetes e
cntelas s estao a venda
at as 10 horas da ma-
nhaa; a.el!es que esto no
resto. Pernambuco 2o de
uiai.0 de 1855.O caute-
i'sta, Salmliano no Ferreira.
nm D 1AI!R0.
Saliio nesta pi-ovi ncia a sorte das 2:00^
rs., em meio billiete da lotera 10 da
obras publicas de Nicteroy, n. 4025; o
possuidor queira vir receber na ra do
Collegon.21 primiro andar. Acliam-
se a venda os novos billietes da lotera
>o do Monte-Po Geral, cuja roda devia
correr na Santa Casa da Misericordia, a
18 ou 19 do corrente : os premios serao
pagos a' chegada das listas
i la vendo difliculdade em se receber
no Rio de Janeiro a importancia dos b-
llietes com premio superior, rmando estao
com o nome emendado no verso Jdestes,
pedimos aos senhores compradores que
nunca emendem os nomes posto, porque dado o caso de sabir premio
grande, e estando o bilbete com o nome
emendado ou rscado, nao sera" pago por
nos e terao o traballio de mandar' rece-
ber no Kio de Janeiro.
Joias.
Precisa-se alagar urna preta, que seja fiel e di-
ligente : na run doa Marlyrios n, iiti.
Os abaiio assisnndon, donos da loja de ourives, na
ra do Cabus.i n. II, confronte ao paleo da matriz
c ra Nova, fazem publico, que estilo sempre sorli-
dos dos mais ricose melliores sostos de lodas as obras
de,ouro necessarias, lano para senhoras como para
homens c meninas, couliuuam os precos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passarse-ha urna conta com
responsabilidade, especificando a.qoalidade do ou-
ro de 14 a 18 quilates, ficando assim -.r,ntido 0
comprador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim \ Irmao.
Aloga-se urna cnsa Ierren in ra dos Coelhos
n. 1:1, com 7 qaarles,*S salas, cozinha fi'ira, concer-
tada c pintada de novo : quem precisar, dirija-se i
rna do yucimado n. 1t), laja.
Aloga-se uinnrmnzem inuio crande, enm por-
Uo de cocheira e quintal, na na dos Coelhos n. 13
A : quem pretender, procure na run do Uueimado
n. lo, loja.
PROCiSSAO DO DIVINO ESPI-
RITO SANIO.
A protissao do Divino Espirito
Sanio snhirn da
icrejn do Nossa Senhora da Couccico dos Milila-
-Oprovedordairmandadedopatriarchn^ Jo- ,', "V. T w* is^F correle, e
percorrendo as ruaa Mova, Cabana, Praca, Cruses,
se apreseulnr quanto antes seu
Ireitn do 11 osario n. 1SJ,
loja. pnrn venlicnr.lo dos me
cer o verdndetro numero d
reribos na ra es-
rua Nova. Se,
pr.me.ro andar, ou n. 19, estiver devidamente limpa. ella
nomos afim de se conhc- ; que ;, mesa julaar conveniente.
los conlrtbuinles. | ga aos jrm5os que 0n;ereceram fu
porem. qualquer destas ras no
lomar a dirciru
A mesa regednra ro-
que olTerecernm figuras, as mandem
I'recisa-se de nm homem de pouca familia, j *slira horas Ins, que s 3 horas da larde em ponto
quesaiba lalim e mnsicn, para cnsinar em urna casa *c achera na igrejd.
no mallo, JO leauas disTanle desla cidade, e poea-se Est para alugar-se o segundo andar com so-
bem : quem a isso se propozer, dirija-se ii ra da tilo, de um sobrado Iraz do thenlro deS. Francisco-
Cadeia do Kecife n. fi, escriplorio do Sr. Miranda, i a Iratar com l.niz Gomes Ferreira, do Mondego.
scasH

MUTILADO


I
-V
[HIRI OE PLMM.UCBQ, SEXTA FURA 25 OE MAIO UL Ih55.
i $) leo do ('.armo n.'J 1
6$ raila voitime.
Narciso Joc da Cosan lenda enconlrado oulro
de igual norue, o qual he empreado como patrio do
caler do lacre da alfandetta, se alienara de hoje
cm dianle por Narciso Jos da Cosa Pereira.
<$ Acha'-se a venda o MAM AL 'lo Guarda C-;
$4 Nacional, ou eolleegao de todas as lei, regu- a
t$ lamentos, ordens e avisos cMio-rncnlcs a mes- #$
C-{ na sarda nacional, orgauisadn pelo eapiUlu *,
jj) secretario do ro,limando superior da guarda
d da capital da proviurffi de Pernam-*ag
f> buco. Firininn los de Oliveira, desde a sua
i nova arganisacAo al :1 de de/einliro de i
i. relativo, n.it. io prorrsso da qualifi-
o, recurso de revista ele. ele, senas) n eco- .' ,"
(9 unma du* cairpos, orcanisarao por municipios, '.i
9 bal.-illioes. coinpmliias ; com mappas, mo- 9
0) dclu-Vtc, ele.: vende-se nnicamenlc no p- 9
andar .'VrrOtKI res por e
9
EDCACAr'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcehispo de
Cambra}, merece* mui particular mencae otratado
dacducacau das meninasno qual este virtuoso
prelado ensilla como as mais leveui educar sitas li-
llias, para un dM chegarcni a oceupar o sublime
lugar de mai de familia ; (otna-sc por (aillo urna
necessidad* para todas as pessoas que dewjam Boi-
a-las no verdadeirocaminlio da vida. Esl a refe-
rida obra Iradu/ida em purlugiiez, e veude-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
l'ede-se ao Sr. Jos de Mello Osar ex-prn-
curador da cmara de Olinda. que venba entender-
se coiu os bordein- de Luir. Boma, pois basla de
cassoadas, licando cerlo que cm quanlo nilo se cn-
teuder coiu osmesmos lia de sabir esie annuuiio.
Na ra da Cadeia do lenlo n. 3, primeiro an-
dai, confroule oesrriptorio dos Srs. Itarroca i\ Cas-
tro, despacham-se navios, quer nacionaes ou eslran-
geiros, com toda a prumolidao ; bem como lirau.-se
passa portes para fura do imperio, por presos inais
rommodos do que em oulra qualqucr parte, e seiu o
menor Irabalbo dos prelendentes, que podem tratar
das 8 da manhaa as 4 horas da larde.
9 *!@IS:3{* :53 < 3
3 J. JANE, DENTISTA, %
$$ cuutina a residir na roe Nova n. 111, prinici- Q
<-, ro andar. $$
* a> 5 p i 9 & 9 9 &
l'crgunla-se o celebre Jos Rodrigues do l'as-
so o que (encioua fazer rom osseus credores. porque
estando peuborada a herauca de seu finado sogro Bo-
lem, pelos mesmos credores ,mais de '2tV e propendo
o mesmo l'asso iim.i arcommodario, al hoje nada
em feilo na forma de seu custume.l.m credor.
leudo o Sr. Jos Eslevao de Barros Lobo de-
clarado peraulo o lilil. Sr. jui de pal de S. I.ou-
reuco da Malla, que linba contratado vender a par-
le, quelein na propriedade da Gorguea, onde existe
una eugenlioca a Cahir, da qual se faz. senhor ; uni
dos consenhores da mc-ina propriedade faz publico
para que chegue ao coiibecimenlo de quem preten-
der comprar a dita parle, e ao depois se uAu cbanre
a ignorancia, que essa engeohoca o oais hcinfeilo-
rias ausa., do dominio delusivo do Sr. Jos Esle-
vao, a exccpcAo da inoenda c un cableirole.porquc
a mo d'obra foi parte pasa, e parle feila por An-
tonio Buliuo de Araujo Cavalcauli, qunudo esleve
de rcudeiro da dila propriedade e ornis cumulaixas,
furos, a mesma lelba eoulros aoces-orios forara do
engenbo Velbo, que o Sr. Jos Eslevao ciuduzio pa-
ra alli; pelo que lodos os consenhores da proprie-
dade tem parlenestas bemfeilonas. Ese scquizeral-
tender ao grande extravio que o Sr. Jos Eslevao
deu a cousas pcrteuceiites ao cngeiiho Velho, como
fossem furos, crrenles, paroes da casa de porgar,
cobres da casa de caldeira, lelhas, parlas, c janellas
de varias casas, -resulta que nada lhc pode locar do
pouco que resla, pelo contrario muilo tem elle an-
da que repor.
CONSULTORIO DOS POBRES
. tto mtr* sffovA i 4unAR 50.
O l)r. P, A. Lidio Moscozo da ronstillas homeopalbiras tmloa os dias aos pobres, desde 'J horal da
manhaa aleo meio dia. e em rasos extraordinarios a qualquor hora do da ou noile.
Oflerccc-se. -..alenlo para pralicar qualquer operaeao do cirargw. e acudir promplameule a qual-
quer iiiulherque estoja nial de parlo, e cujas circunstancias nao periniltaui p,:gar ao medico.
SO N8DLIBIIB DO M. f. A. LOBO I0SE0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGOTNTE:
Manual romplelo i!e meddicina boinconaihica do l)r. (1. H. Jahr, traduzido em por
tagne! pelo I)r. Moscozo. qualro vrlumes encadernados em dous e acompanhado de
un diccionario dos termos de mediciua, cirurga, aualouiia, ele, ele...... "205(100
Bita obra, a maisimportante de lorias nqnelratam do enlodo e pralica da homeonalhia, por ser a nica
queconieni a bise fundamental r>'esla doutrinaA PA'l'IIUliENESlA OU EFFEITOS DOSMEDICA-
SfeNTOSiO ORGANISMOEMESTABO DESAUDEconhecimenlos que uao podemdis|nur as pes-'
suas que se querem dedicar a pralica da vdrladeira medicina, inleressa a lodos os mediros ijue qui/erem
experimentar a ''nutrina de Ilabneinaiiii, e por si meamos se convencrieni do verdade d'ella: a lodos os
faxendeirosc senhorea de engenbo que eslao longo dos recursos dos mdicos: a lodosos rapitSesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incominodo seu ou de scus Iripulanlcs :
a todos os pais de familia que por circiimslaucias, que n*m sempre pndem ser prevenidas, sao ohrisa-
dos a prestar in contiiteiili os prirneiros raMMTO) em suas enfermidades.
O vade-ineriiin du homeupatha ou Iradurc.ln da medicina domestica do llr. Ilcrinc,
obra tainbeui ulil as pessoas que se dedicain ao esluibi da homeopalbia, um volu-
me grande, acompanliado do diccionario dos termos de medicina...... KI5OO1)
O diccionario dos termos de medicina, cirurcia. analomia, etc., ele., encardenado. :ia(KK)
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalbia, e o proprietano desle estabelecimeulo se lisoimeia de le-lo o mais bem motilado pssivel e
ninsuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 1:2 tubos grandes..................... 89OOO
Boticas de i'i medicamentos cm glbulos, a 103, 12a e 135000 rs.
ditos a
ditos a
dit >s a
ditos a
Ditas :;
Dilas 48
Hilas (O
Ditas 144
Tubos avulsos.........
Frascos de meia nuca de lindura. .
Hilos de verdadera lindura a rnica.
Na mesma ca-a ha sempre a venda grande numero de lubos de crvslal de diveYsos tamaitos,
vidros para medicamentos e aprompta-se qualquer enrommenda de medicamentos com loda a brev ida-
de e por |irecos muilo eommodos.
209000
259000
:i(isHi
lid.-SHKI
lOOO
2)000
2CO00
W iBUIxl. 1)0 WSTITUTO 110- g
$ MEOPATHICO DO UUASIL 1
TIIESOLH IIUMEPATIUCO f
OU (^
VADE-HECUM DO ($)
UOMEOPATBA. 0
iv'i.i a sahir a li
/. no Hio de J;ineiro o
S
tt
Melliodo conciso, Caro < seguro de ru-
rar homeopathicameiile lata* as molestias
i/ue af/lii/em a especie humana, e parti-
cularmente aquellai til, redigido segundo os melhorcs trata-
do! de bomeopalhia, tanto europeos como
i. 17.
Bilhcle tnlciro sieoo
Meios btlbeles 2WU0
(.luarlo IjlO
Ouintos 15KKI
Oilavos 790
Decimos lain
\ igesnuiis :igo
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio-n. 2,
vende-sc um completo sortimento
de fazendas, linas e grOMM, por "
preros mais baixos do tea qualquer parte, tanto em por- g?
eoes, como a retallto, amaneando- tifa
se aos compradoi'es um s pieco ra
para todos : este estabeleciment l
nfariese de combinarao- com- a jjij
maior parte d-is casas commerciaes Cjj
inglezas, rancczas, aUemaas e-suis- n
sas, para vender fazendas mais em P
conta do que se tem vendido, epor ^
isto olierecendo elle maiores van- "3
tagens t'otjue outro qualquer ; o j
proprietano desle importante es- {
EBj tabelecimento convida a' todos os
| seus patricios, e ao publico em ge-
ni ral, para que venliam (a' bem dos
scus injeresses) comprar fazendas
H baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
| Antonio Lui/. dos Sanios & Itoliir. R
LOTEllJA DA MATK1Z DE SANTO
ANTA'O.
Aos 6:00SO00, 2:0003000, 1:000s000.
Corre iiidubitavelmenle sabbado, 2(i de maio.
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira faz
scienle'ao respeilavel publico, (|ue as suas cautelas
eslAo sujcilas ao descont dos oilo por canto da lei.
Os seus billetes inleiros nao solfrem o descont de
oilo por cenlo do imposto geral. Acham-se venda
as segu i lites lojas : ra da Cadeia do Becifc n. 2
e i.">; praca da Independencia n. 37 c 3!t ; ra
^iova ti. i e 16 ;rua do (Jueimado n. 3'J e 4i ; ra
do Livramvulo n. '22 ; e ra estrella do Kosano
Bccebc por iuleiro 6:0004
coiu descont 2:7603
o 1:3809
ii 1:1049
i n 0909
n ii 5921
ii 276
O referido caulelisla faz ver ao respeilavel, que
se responsabilisa apenas a pagar os olio por cenlo da
le. sobre os HOS bilheles inleiros vendidos em ori-
ginacs, logo que lhc Mr apresenlado o bilbele, indo
o pojwidot receber o premu respectivo que nelle
sabir, na ra do Colleaio n. 13, escriptorio do Sr.
Ihesourciru Francisco Anlonio de Oliveira. l'cr-
uambuco 15 de maiu de 1855.
MASSA ADAMANTINA.
Ba do Bosahu n. 36, segundo andar, l'aulo (iai-
Snoux, dentista francez, chumba os denles cun a
aua adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
po-ico tem a vanlagem de eneber stm pressaodolo-
r.ist (odas as aulracluosidades do dente, adquerindn
em poucos inslanles solidez igual a da podra mais
dura.e proinclle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
_ As melhorcs apostillas de analyse couslilui-
co do imperio, para os acadmicos do segundo an-
uo : no paleo du Collegio, luja n. 2.
Obras de cabello, ao madamismo do
bom gosto.
Na ra estrella do Bosano n. 7, ha snrlimcnlos de
ulereos completos, e oolras obras, como sejam :
armis, tranceln., correles de relogio. com o me-
nor gosto e sesnranra ; lambein se recebem cncom-
mciidas ao gosto dos compradores, a quem se dar
amostras, eveculaudo-sc com promplidao por M.
Kand. '
I'recisa-se de um forneiro que sailia bem cor-
lar massas, c que seja perilo em sha arle : na na
llireita, padaria n. 70.
1). Mana Isabel Lagos vai para Lisboa, levan-
do em sua conipauhia sua liiba menor.
Arrenda-sc o engenbo Comportas, na freguezia
de Miinbera. lisiante i leguas da ciilade, com muilo
boas Ierras de planlaco, nioente e corrente : quem
pretender, dirija-se ao engaito Sanl'Anna. para
iralar do regocio, com Francisco Pedro Soarcs
llr.indao.
Na rita Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
g HOMOFATHIV. f
FEBRE AMABEI I A. <$)
(^ Alguns casos de FEBBE AMAREI.LA t
( m lem """""nenie manifestado nesta ci- S
J dade. Olralaineiilu liouiii'opalhico bem V'
iS) dirigido tem mostrado sua aoperioridade ($>
(/a a anltga medicina. Os dot nles, pois, que ^2
^/ a homniipallua qui/erein recorrer, podl
f lo-bilo fazer, sendo soccorridos de preferen- U^
*1 cia aquelles que iienhun remedio hajain Vi
'ft lotnailo. (?)
^Jj Consollorio central hotnoaopathtco, ra z/.
* de S. Francisco miiudo iiovo) n. 68A. V'
^ l)r. Sabino Olegario Ludfero PixMo. ^)
Ossenbores socios da sociedade Har-
mnico Tbeatral, que quizerem assignar
para a sua reorganisaro, dirijam-se a
cata do respectivo tbesoureirona ra de
Apollo n. \A, islono prazode tres das,
lindos os (jtiaes se entender'que nao que-
letn es que deixarem de comparecer.
Precisa-se alugar urna escrava oujescravo para
andar com fazeuda, aconriaiiliado com oulra pessoa:
na ra do Hospicio o. 34."
a propna cxperi-
i Olegario Ludgero
toje reconhecida cn-
amencanos, e scguuih
enca, pelo llr. Sahiu
Pinbo. Esia obra he
mo a melhor .le Unas que iratam daappli-
Cacjlo homeopathica no curativo das mo-
leslias. Os curiosos, 'principalmenle, nao
podem dar um passo seguro sem pussui-la e
cnusulla-la. Os pais de familias, os scuho-
res de engenbo, sacerdolcs, viajantes, ca-
piles de navios, serlauejoselc. ele, devem
te-la a mao para occorrer proinpUmenle a
qualquer caso de molestia.
Dous voluntes cm bruchura por 1(15000
i) 11 encadernados H|000
Vendc-se iinicanienle em casa do autor,
nu palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 68 A.'
i
I
0

g
i

i
0
8
8
8
Novos livros de lionieopalhia ujcfrancez, obras
bulas(ie summa importancia :
llabncmauu, tratado las molestias chronicas, 4 vo-
lumes........... 2030011
Teste, iroleslias los meninos.....f>c(X)0
Hering, homeopalbia domestica.....7000
Jahr, phaimacopa bomeopalbica. 69000
Jahr, novo manual, 4 voluntes .... 16*000
Jahr, molestias nervosas.......69OOO
Jahr, molestias da pello.......ts.;
Kapou, historia da bomeopalhia, 2 volumes ljoyo
ilarthmaun, Iratado cmplelo das molestias
dos meninos..........
A leste, materia medica bonieopalhic.l. .
De Favullc, duilriua medica lioineopathiea
Clnica de Slaoueli .......
Casting, verdade la hou.eupalhia. .
Diccionario de N,sien.......
Alllas romplelo de analomia cum bellas es-
tampas coloridas, conlcndo a descripcao
de lodas as parles do corpo hiimanu .
vedem-se lodos osles livros uo cousullorio hnmeopa-
Ibico do llr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50*, pri-
meiro audar.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTKAH1D0 DE KUOFF E BOEN-
N1NGHALSEN E OUTROS.
poslo cm ordem alphabetica, rom a descripcao
abreviada de lodas as molestias, a indicarlo phvso-
logica e lbera|ieulica de lodos os medicamentos bn-
ineopalhicos, seu lempo de arcilo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de lodos
os lermos de medicina c cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
lili. 4. J. DE MELLO MORAES.
Subscrcvc-e para esla obra no consultorio horneo,
palbico do Di. LOBO MOSCOZO, na Nova n. 0-
primeiro andar, por 53000 cm brochura, e C5OOO
encailernado.
Casa de consignacao de esetavos, na ra
dos Quarteis 11. 2-i-
Compram-sc e recebem-se cscravos de ambos os
sexos, para se venderem de cninmissao, lano para a
provincia como para fra della, nfrerecendo-se para
islo loda a seguranra precisa para os dilos escravos.
AMA.
109000
Tattoo
i-MKKl
10^000
309000
i-
DENTISTA.
999*:::.;....;
9
Paulu Gaignoux, dentista francez, eslabele
cido na ra larga du Bosario n. 36, segundo 39
jj) andar, collora lentescom gcngivosartilicii
( edentadura cmplela, uu parle della, coiu a ;
. C prassfio do ar. c _
*2 Bosario n. :t(i segundo andar. ^
999+69Q89&991t &
Aluga-se urna casa terrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que iieam entre o becco lo Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na na Nota u. ti'.l.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudon asna aula paran ra do lian-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos Internos eexternos desdeja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quzer uttlisar deseupe([uenoprestiinoo,
)ode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uleis.
EXCELLENTE PITADA.
Rape francez lino,
o mais superior de lodo quanlo tem viudo a este
mercado, lem a propriedade de nunca mofar, assim
como de nao ferir o nariz : na ra do Crespo n. 11.
Al a noel ."os Le i te
declara que arrematla em
leilo toda? as dividas que
deviaui a Mawoel pereira
de Curvaio, oaimportan-
cia de 4S:9(i4^000 ris;
convida j)oisaosi;evedores
do dito Carvalho a ue s
pagneni ao aiinunt-iante,
para o que se podem diri-
gir asna toja'sita ama
do Quemado n. 10.Ke-
cife de maio de 1855
Aluga-se um encllente sitio com
batva paro capim, bastantes arrores de
fructo e ptima casa de vi venda, con> es-
tribarla e (piarlos para pretos, no lugar
do Cordeiro. a margem do Capibarbe:
quem o pretender dirija-sea ra da Ca-
deia do Recite n. 't.
CASA DA AFERICAO', PATEO DOTEBCO
N. 16.
O abaiiu assignado scienlilica, que no escriptoriu
daqnella casada-se expediente ludes us dias uleis,
das 9 horas da manhSu >s i da larde.; oulro si ni, (|ue
a revisSo leve principio no dia -1 de abril prximo
passado, eque liu.lu u prazo marcado pelas posturas
n.unicipaes, incorrerao os conlravejilores as penas
do arligo '2,titulo 11 das sobreditas posturas.
I'ni.redes da .Si/io GtWnito.
LOTERA DA MATRIZ DE SANTO
ANTAO'.
Aos 6:0005000, 2:0005000, 1 :OOO.sOOO.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Sou/.a J-
nior avisa ao respeilavel publico.que a lotera supra
corre uo dia 26 do corrale. As suas cautelas csISo
sujcilas ao descont de 8 pul cenlo da lei nos pre-
mios grandes. Us seus bilheles inleiros nao solliem
dilo dcsconlo, os quaes arbain-se a venda na praca
da Independencia, lojas ns. !:;, |j e u, e as o-
Iras do cosliiine.
Becebe por inleiro
11 com dcMronlo
Precisa-se de urna ama so para engommar, qne
seja escrava : quem a livor pde-a mandar na na da
Cadeia do Becifc, laja de cambio n. 24, que se dir
quem quer.
O meio bilbele u. 2052 da lotera da nalriz de
Santo Anto, pertence ao Sr. reverendo reneg du
seminario do Alto Amazonas Joaquim Gun<;alve,s de
Azevedo.
f>-sc 4005000a premio, ou em pequen.is quan-
(ia, sobre penliores: na roa do Kusario da Boa-Vis-
ta 11. i i. se dir quem da.
No dia 25, as 11 horas, na sala das audiencias,
depois de (inda a do Sr. Dr.juizdeorphaos, se bao de
arrematar os movis o escravos do tinado Torqualo
Delinques da Silva, a requcriiuculo da viuva e do
lulor dos menores.
No dia 25 do corrente, depois de fmda a au-
diencia do lllin. Sr. I)r. juiz do civel, na sala da
mesma, se lia de arrematar por ser a ultima praca,
una casa lerrea 11. HK, sila na ra das Cinco Pon-
la-. a\aliada por 1:200c de Manuel de Souza lavares conlra Anlonio Rodri-
gues Brrelo esua mulher. Escrivlo Santos.
llontem 22 do corrente. pelas horas da lar-
de, pouco mais ou melles, lesappaieceu um cachor-
ro preto om pouco adoenlado, com as orcinas gran-
des e cabello, os pes calcados de brance, qual jul-
ga-se perdido : portanlo roga-se encarecidaments a
pessoa que o achar, de o levar 1 ra Nova n. 21, ou
de participar na mesma,. que alin de se lhc gralili-
car generosamente, se Ihe jicara obligado.
O fiscal da freguezia de S. Antonio da a quem
quena lirar, o eslerco existente no becco que lica
nos fundos das ras de S. Francisco, oulr'ora Hun-
do Novo, e da Boda : quem pretender, eutenda-sc
com o mesmu fiscal.
Da ra larca do Bosario taberna n. 30, de-
sappareceu no dia 22 do corrente un) cavallo .casla-
nbo. com os dous pes o una niau calcados, pescoeo
cumprdo, testa ou cara branca, com as dinas da
caber-a corladas, levou cangalha coai inquirideiras
e calircslo.cuju cavallo pertence au engenbo d'Agua:
roga-sea qualquer pessoa que o.leoba encontrado ou
saiba delle de dar parle ou leva-lo a referida taber-
na que sera recompensado.
Os Srs. credores da massa fallida de J. A. de
Paria Abren e l.inu, que leem de recebsr a sua
parte nuquailo dividendo, queiram dirigir-c, mu-
nidos dos seus respectivos crditos, para que pona
na parle respectiva ser cumprido o arl. 867 do co li-
go cornmcrrial, Miguel /os Al ves cana da'ad-
minislracaoda mesma massa : ra do Trapiche cm
n.6.
Precisa-se de urna ama captiva ou forra, que
saiba cozinhar bem, e seja desembaracjda em todo
servico de casa, paga-se bem agradando : na ra da
Boda n. 52.
Custodio Jos de Carvalho (luimaraes reina-
se ruin -ni familia para bu., da provincia, e deixa
por seus procuradores os seus amicot liuilbermc Au-
gusto Rodrigues Selle, e Joaquim Jos Das Pe-
reira.
Alugam-se o I. e 2. andares do sobrado da ra
do Baugel n. 73 : a Iralar na ra estrella do Kosa-
no 11. 1 i.
1
, Precisa-sede urna ama para rasa de poura fa-
milia : na ra Bella 11. 20.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba azer o servido diario de una casa de punca
familia : a Iralar ua ra du Collegiu 11. 15, arma-
zem.
E. A. Burle por neommodos le saude nao po-
de-se despedir pessoalnierile de alguns amigos, por
isso pede desculpa aos incsmos, a quem oflereceoa
seus servicos cm Paria.
COMPRAS.
I sienas da India.
Na ra da t.ulei 1 doRecife.lojan.il, In para
venders excellcnles esleirs largas da ludia, viudas
da America, proprias para forro de sala-, camas etc.
Conlinua-se a vender unirciibuas le cores, pro-
prias para vestido, temi naliiiu. de largura, boni-
tos gustos, cores fijas, r bizcada inteirameiile nova
a 300 rs. o rovado : na luja da piulas, 11, ra do
(Jueiinadu 11. III.
^ Venile-se urna ca-a terrea na areal de N. S.
lo Pilar, com 2 salas, 2 qoarlos o um terreno no
fundo, pruprio para edifir.ir-se : quem pretender,
dirija--e ra lo Pilar 11. 101.
Vendo-se nms porr.i de ptimas vareas de lei-
te : os preletiileiiles dirijaine a lastrada .Nova, en-
genbo Poeta, que acbarao ruin quem Iralar.
PEfliM. E 1IS PECUHOIA.
NA ROA NOVA N. S, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba le receber pelo ultimo navio francez. nn*
magnifico sorlimenln le ber/.'guins para scnhnra.
lodos de ihiiaque, mas que pela delicadeza coni que
sao fcilus e consistencia da ulna, muilo devem agra-
dar ; decrescendo alm disto o preco que apenas he
de 2$f0 rs o par, pagos na ocrasiao da entrega,
CORTES DE VESTIDOS DE
SEDA DE QABROS A
15,000.
Vendem-se corles de vestidos de seda de quadros
largos, pelo barato preco de 158000o corle, andinas
le seda eseoceza. reos gostns. h ISMMI o covado, al-
paca de seda de lindos padries a 700 r. o rovado,
chales de merino bordados a seda a 99000, ditos le
raseinira de cores a 69000, linas de seda para senbu-
ra a 19280 a par : na ra du (Jueimadu 11. lo, leja de
llcuriquc A; Sanios.
RISGADOS WAHSOVIANOS.
A 260 rs. u covado.
Bonita (alenda de quadros do cores, de palmos
le largura : vendein-rse nicamente na luja n. 2 da
ra du Oueimado, esquina do becco lo l'ci.ve Frito.
CORTES DE CASEMIRA DE
CORES A 2,500.
Vendem-se corles de casemira le cores, de lindos
padrees, com pequeo loque Be mo, pelo barato
preco de 2$500 n corle, rasemira prela seliin a 69OO
o corle, panno prejo fino a 39000, corles de colleles
de fustn, linos, a 600 rs. : na ra do Oueimado,
em fenle du becco la Coigregacio, passando a bo-
lica, a segunda leja 11. 10.
Vendem-se relogios de ouro dealgi-
beira patente iuglez, cfaegados pelo ulti-
mo paquete, por preco muitQ commodo :
no escriptorio do agente Oliveira, ra da
Cadeia do Ilecie.
Vende-se a milito acreditada o bem
sortida loja de lourn da ra Nova n. 7.
cuja loja oflerece graades vantageot tan-
to por ser.o seu local na muito acredita-
da ra Nova, como pela cornmodidaile
(pie olFerece o mesmo eslabelecimento ao
comprador, denella poder recollier qual-
qtier lactina, sem set [ireciso alugar casa
separada ; a mesma se vende a dinlieiro
ou a prazo com boas firmas: a tratar
na mesma, 011 na ra do Csbuga], loja de
miudezas de portas.
Vende-sc um prelo moro bonita figura com
um pequeo defeito em urna perna : na ra da
Crufn.46.
Vestidos de seda.'
Contina baver grande sorlimenlo de corles de
vestidos de seda le cores e brancos, que se veudem
por preco commodo : na loja de 4 porta, na ra do
Oueimado n. 10.
CASEMIKAS DE CORES.
Vendem-se corles de calca de casemiras francezas,
de cures, boa qualidadee bous padrdes a 1?O0Ocada
corle : na luja le 4 portas, na ra do Oueimado
11. 10.
Vende-se na ra do Collegio, casa n. 3. pr
meiro ailar, o melhodu Canille, para violao, novo,
c por commodo preco.
Vende-se I istulalinha de l anuos, milito lin-
dn, 2 prelasde 30anuos, I de meia hlade. lodas com
habilidades, 1 mnlalu le 20 anuos, jiedreiro : na
ra larga du Bosario n. 26. segondo ambir.
Na loja do Bojargard, ra da Cadeia do Recite
n. 15. vende-sc roblo hamburgus, em garrafas, e
rol 10 francez, lino, as libras.
Veidoin-so ceblas em resteas a 500
F8. ocento : no paleo do Terco n. 21.
Capas le panno.
\ enilcm-se capas de panno, proprias para a esla-
cao prsenle, por cummodu preco : na ra do Cres-
'''' PPEL PISTADO.
Jos Nogueira le Souza. com loja le eneaderna-
cau e livros na ra do Collegio 11. H. acaba le rece-
ber nina purcao de papel pintado, de bom gnsl
qualidaile, pruprio para enradei nacoes, o qual ven-
de em resmas, em niaos e em fnlhas, por [ireco mais
commodo do que ein oulra qualqucr parte.
Vende-se om escravo crionlo, le id,ule 21 an-
uos, de bonita figura, bom cariTiro e hom ulciro.
I negras crinlas, sendo 2 boas engoimnadeiras e boas
cozinbeiras : na ra do l.ivrameiilo n. 4.
Vende-se um negro peca, que sabe bem cozi-
nhar o diario de una casa, e be pruprio para todo o
servico: a Iralar no Sobrado 11. 21. segundo andar,
defroulc da Indica do Sr. Pinto, na ra dos IJuarleis.
Nos qualro calilos da Bua-Visla 11. 1, veude-se
um guarda-roupa nevo, viudo da casa du man mel-
lo, por roinmudo preco.
Vende-se urna escrava moca, de iiar,an Bebol-
lo, com algumashabilidades, COSO chao, engoinma c
cozinha solfrivel : quem prylender, dirija-se a la
das (anco Ponas 11. 'i. las 3 horas da larde em di-
anle. que achara rom quem Iralar.
Alpaca de sella.
Vende-se alpaca le seda de quadros de bom go-ln
a 720 o covado. coito de laa dos nielhures gustos(|ue
lera viudo no mercado a 9500, dilos de cana chita
a I98OO, sarja pela hespanbola u 29400 29200o
rovado. scliin pulo de Macan a 29>*00 e 39200, guar-
danapos adamasrados feitosem lnlmarars a 396OO
a dnzia. loalhas de rosto viudas do mesmo lugar a
UgOOO e 123000 ailuzia : na ra do Cres|...... (.
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
svnthe encai na rita da Cruz n. di, primeiro andar.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser g inenbo com ponen dinheiro.
Vende-se briin li aneado de lislras e quadros.de pu
ro linbo. a ROO rs. a vara, dito lisa a (UO, ganga
amarcll 1 lisa a Mili n covado, riseadOS escures a iuii-
ta<;an de ca 280, dito mais abailO a 100, a-luies de ludas as co-
res a -i'iit, -'in e 320 o covado : na ra do Crespo
n. ti.
Na ra da Seuzala Nova, padaria n. 30, vende-
sc um prelo de meia dade, bom cauoeiro.
.Na bem conbecida luja da ra Nova n. 12.ven-
dc-se pelo diminuto preeu, a lltiheiio a vista as se-
guinles fa/en las degusto: riscados francezes a 2liO
o covado, baiege de la a 320, panno a/ul e cor de
i..... a 23600, corles de hipara alcas a 5600 Cada um
ditos de briin de ole. a l.-'illl e a 1-CilMI, luvas de
torcal a 500, ligas a *JtO, cainbraias de gosto 640 a
vara, lilas a 32(1, chapeos broncos e pretos le mas-
sa i 19000, damasco de algodilo a 100 o covado, al-
pacas le seala boas e de gusto a700 covado, e ou-
Iras inuilas hundas que com a vista agradarao ao
comprador.
AttencSo !
Vende-se superierfumo de midi, secunda e rapa,
pelo baralissimo pfeeu de n^MlO a arroba : na ra
Direila n. 7.
Para os Si s oltlciacs de cactulorcs.
Panno lino verde e de outras cores : na ra Nova
n. 10.
Pal!Ii'is e chapeos.
Palitos de panno lino, le alpacas e le riscados,
chapeos fraiico/.cs o- mais modernos c de lindas for-
mas : na ra Nova, luja n. 16, le Jos l.uiz Pereira,
Bom, e commodo.
Vemlem -o cassas Irancezas de bonitos padr&es e
res Das a 2IK) rs. o covado ; na loja do sobrado
amarello la ra du Quemado n. 20.
Calos de vestidos le seda.
l'aaia- de vestidos do ella a 169000, 259000 329
s., chapeos para senhura. le lindos goslosa l.-SXKI,
amhraias modernas a 720 eSll rs. a vara, lilas de
uadros em corles a .".-iliHI. diales e romeiras le re-
Iroi, ditos de seda, corles de vestidos de cambra de
eda. alpaca le seda, libi le linbo para roupinhu ou
risita, curtes de cassa-cbila, setins c se'las para co-
rados, sai ja prela lisa ,. lavrada. Invas de seda, chi-
tas linas de padrees modernos, t miras blendas que
se vcnilem barato : na ra Nova n. 10, loja de Jos
l.uiz Pereira,
Bilheles 5)800
Meios :-- i
(Juarlos 19440
Oilavos 720
Decimos (oo
Vigsimos 320
I: I80J: <
552900(1
2769000
() mesmo caulelisla declara, que quanlo aos-cus
bilheles inleiros, que s3o vendidos em originar ,
apenas se ubnga a pagar os 8 por cenlo, logo-q
Ihe aprsenle o bilbele.
H0.M0PATIIIA.
Remedios eflieacissimos contra
as bevigas.
I
v/D [Graluilot para 01 mores.
36 No ronsullorio ceulral Uoniieopathiro, rua S
, de S. Francisco (mundo novo n. tiS\. y,
Ve. Sabino Olegario l.udgero I'mho. {fj
Compram-se .'00 travs de cmhirilia de 30 pal-
mos le comprimento e 1 em quadro : na ra Velha
n. 22.
Precisa-se de comprar 30 pes de sapulis de
boa qualidade c 10 pes le larangeiras de umbigoe
selela : i|uem tiver para vender prosapias em calvas
para embarcar, prucure na praca lo Corpo Sanio
n. (', escriplorio.
Compra-sc prala brasilein c hespanhola : na
ra da Cadeia loja n. 54.
Compra-se urna canon abarla que peque800 a
l.tKKI lijlos, eque estoja em bom estado : na ra
da Cadeia do Becife loja n, 54.
. Compra-sc una ou duas casas Ierre as as se-
guidles mas do barro le Sanio 'Antonio : Flores,
Camboa lo Carino, paleo lo mesmo, ra de S. The-
re/.a. lila de Hurlas, dila estrella lo Bosario. lita
las Grases, paleo do Paraso, ra das Larangeiras.
dila las Irineheiras, c dila lu Baugel ; quem liver
c quizar vender dirija-se a ra das Irineheiras nu-
mero 20.
Compra-se um violto em bom cslado, c rom
boas vozes: na ra larga do Rosario n. 38, luja.
AttencSo.
Compram-sc escravos de ambos os sexos, de dade
de 12 a 25 anuos, sendo bonitas figuras paga-SO bem,
e lambein ft recebem de commissao : na ra du l.i-
vrauento n. 1.
Compra-se a geometra por Enclldes: na ra
do Collegio n. 13, segundo andar.
COMPRA-SE urna .secretarla com
uteiro em cima, de qualquer madeira:
na rita de ll"l las n. (2, casa lerrea com
a trente pintada de azul, ou nesta tvpo-
graphia.
Compra-se om cavallo que csrregue baixo c
que nao lenba achaques : a pessoa que o (iver para
vender, aiinuncie u sua inorada para ser procurada.
Compram-se escravo: sexos c recebem-e de commissSo : na ra
Direlia n. .".
VENDAS.
Vende-se urna cama de ferro, nova ; na
do Arabio u. 37, cocjieira de carros.
ra
Boas velas de carnauba pura, em
Caixinhas de liintae taas libias, viudas
doAracaty: vende-sena ra da Cruzn.
")'(, primeiro andar.
Lina rabia parida bicho com muilo c hom
leile. vende-se oo lruca-sc pur oulra que au le-
nba ponas ; na ra da Cadeia de Santo Antonio
n. 30.
Vende-se na ra la Cruz nu Becife, loja de sel-
Iciru ii. (i, scllins inslezes de palele, avariados,
com lurus. silbas e rahicho.
Vcndc-se una prela com 24 anuos de dade,
muilo boa sngommadeira, rozinbeira e lavadeira le
sabio, sem vicio algum e muilo fiel ; e ao compra-
dor se dir o molivo por que se vende : quem qui/er
comprar procuro no sitio, na estrada de Joao de
Barros, segundo depois de passar u Olhu du Boi, e
licadefrunle lo siliu la Cscala.
Na rasa de llebrard e Blandi, na do Trapi-
che n. 2'l e 22, vende-sc azeile doce francez verda-
deiro Plagniol, o nico que se acba no mercado, sa-
lames de l.von de superior qualidade, e muilo fres-
co, assim como vinhos de Champagne, Bordeaux,
Cognac, ludo vende-se por preco raxoave).
Vendem-se saecus enm I 1|2 arrobas de gom-
ma, por 79000 cada um : na ra da Cadeia do Be-
cife, loja n. I!l.
PECULNCHAS NO PASSEKl N. '.).
Pecas le algodio com tuque, pur lodo o preco ; a
ellas.
No paleo lo Carmo, quina da ra de llorlas n.
2, vende-se doce seccu de caj' a 180, dilo de goiaha
emraixoesde (libras, gomma a MI rs., amenas a
160, passas novas a 560, cevada a 220, slpnla a 200
rs., a/ene bu-e a 21b chauncas a 140, penciras de
rame para refinadores e padeiros a e 79000, bra-
cos do autor Burilan proprius para balean a I69OOO,
banba hem alva em harris e a relalho, azeile de Car-
ra palo a 240, lamilla do .Maranh.iu a 160.
No armazem de Tasso Irm3os, .ba
a venda:
Superior vinbo champagne em gigos.
Dito Brdeos emquartolas.
Dito, dito em garrafiies.
agurdente cognac, emcaixaa de duzia.
Licores linos franceses, dem.
Azeite retinado Pagniol, dem.
Garrafas vazias em gigos.
Papel aJmaco verdadeuo de Georg Mag-
uani.
Dito de copiar cartas, tis resinas.
Parinba de mandioca.
Ac em cifibetes.
Tudobom por preijo mdico.
VINHHO lili LISBOA,
em barris de 10 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. le Abreu, ua ra da Cadeia do Becife u.
48, primeiro audar.
SOMETES.
Os excellentes sorvetes l'cilos a
(ranceza e seingelo, vendem-se a's
^51 segundas, quartas e sabbados :
no aterro da Boa-Vista n. 5.
Farinha de mandioca de Santa Catbarina
Vende-se muilo superior em saccas:
a tratar na ra da Cruz do Recil'e n. Vil
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
Vende-sc um prelo ctirniceiro e cozinheiro, de
meia dade, bel e sem vicio, por commodo prei/i:
uo armaiem da ra da l'r.i.i n! 31.
UA DO CRESPO I\. \)
LOJA ENCARNADA.
Vende-se panno verde escuro, pelo ba-
rato prCCO de 'tJiOOO rs. o ovado.
Na loja das seis portas, em (rente do Li-
vramenlo.
Curies de cassa-diila de bonsgoslos e tinta segura
a Ion mil rs., vest los de seda para meninas de 3
al 5 anuos a seis mil rs., mangas de Gl bordadas
para senderas dea luslots, fil bordado e liso por
preco barato, rbitas bonitas e de bous pannos a meia
pataca, nove vinlens, e n dous lustoes linas, lencos
brancos e pintados para mAo a meia pataca, rscadi-
nhos de linbo para roupade meninose palitos a dore
vinlens, riscados oscuros para roupa de escravos a
meia pataca, e uutra- mollas fazendas por prego ba-
rato.
Palitos baratos.
Paiibis le ganga aniarella muilo hem feilos a 39
rs ditos de alpaca prala lina a 39300: na ra du
Quemado, loja n. 21.
Vendem-se espingardas de 2 case
de espoleta, multo boas e por baratissi-
mo preco i na ra da Cruz n. 2(i, primei-
ro andar.
Vendem-se aberturas para camisa,
re milito bom {oslo, viudas de Franca e
por preco baralissimo : na ra da Cruz
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO Di FABRUA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vcndc-se em casa de N. O. Ilicber &
C, na rua da Cruz n. i-, algodao tran-
cado daqnella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assttcar e roupa para escra-
vos, por preco ciunmodo,
Em casa-de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 lia para vender excel-
lcnles piano* viudos ltimamente de llam-
burgo.
Vende-se urna batanea romana com iodos us
scus perlences.em bom uso e de ^.'MtO libras : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armattm n. i.
CEMENTO ROMANO BR^ffl.
\ ende-se cemento rumano brauco, chaado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do ronsu
mo, em barricas e as linas airas du Ihcalro, arma-
zem de laboas le pinho.
A ELI.ES, ANTES que se acaben.
\ enilcin-se curtes de casemira de hom gosto a :i.
'O e ."i^KKl o corle ; na na do Crespo n. Ii.
Superior vinlio de champagneeBor-
deaux : vende-se em casa de Scbafliei-
tlin & C, rua da Cruz n. S.
GEHENT ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a reta-
Iho, no arina/.ein da rua'da Cadeia de Santo Anlo-
nio le materiaes por preco mais ein coula.
Vendem-se em casa de S. P*. Jojnis-
lon i5 C., na rua de Seuzala Nova n. 4 2.
Scllins inglezcs.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candleiiosc casllcaes bronzeados.
Chumbo cm Icncol, barra e munico.
Farelle de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio Vaquetas de lustre paratcarro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas par:: engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafan/. continua liavcr um
complelo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
Vct'de-se una porcaodo verdadeiro
vtnlio Bordeaux tinbo e branco engrra-
fado, que se vende muito em contapara
se liquidar contas : na rua da Cruz a, 2,
primeiro andar.
Moinhos de vento
'om humbasde repuxo para regar borlase baja,
de capim. na ftindicaudc D. W. Bowman : na rua
lu Hniin ns. r. .se i(>.
Riscado de listras de cores, prop 10
para palitos, calcase aquetas, a 160
O COVado.
Vendc-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assn.'.
Yeude-se por menos preco que em oulra qualquer
parle, nu armaiem de Onmiugos Rodrigues Andra-
Na rua du Vigariu o. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca Ura-
tiao.
Vendem-se saceos com mili,,, muito superior
no caes do Raino n. 1, uebaixo do sobrado en-
arnado.
YINHODO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM bahbis be oitavo.
Vende-se a preco rommudo : no armazem de
".....ca \ Caslro.ua ruada Cadeia du Becife nume-
ro 4.
RELOGIOS DE ALG1BE1RA
inalezes le patente : vendem-se a prt-m umilo com-
inndo, no artna/em de Barroca A Castro, rua da
Cadeia lo Becife n.4.
MINAS E h,
Lili linilu e varimlu sorliiiiculo le modellos para
varanilas c gradaras le Kst modenrissimo : na
undicau ,1a Aurora, cm Sanio Amaro, e no deposi-
to la inesina, na rua tu Brum.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
IMLILAS HOLLOWAY
Esle iuesliiuavcl espccibco, composlo iileiramen-
le de beivas mediciiiaes, nao conlein mercurio, nuil
oulra alguma substancia ileierlerea. Benigno a mais
tenra infancia, e a compleiso mais delicada, lie
igualmente promplo e sepure para desarraigar o ma-
na eoinplcicao mais robusla ; be inleramenle inno-
cenle em suas uperacucs e clleilos ; pois busca e re-
liioye as doencas le qualqucr especie c grao, por
mais auligas e lenazesquesejam.
Enlre miliares de pessoas curadas com esle re-
medio, militas queja eslavam as portas da morle,
perseveandoem seu uso, conseguirn! recobrar a
sade c turcas, depois de Imver ieulado intilmente
lodos os uniros remedios.
As mais aiTl irlas nao devtm entregar-se desespe-
racao ; lacam um xompclenle ensaio do* eflicazes
(lleiie>desla assortj^osa me.licina, e prestes recu-
perariu o henelicio da sade.
-Nao se perca lempo em lomar ose remedio para
qualquer .las stgumies ciifcrniuladrs :
POTASSA BBASILE1JIA. <$
Vende-se superior potassa, fa- /^
bricada no Rio de Janeiro, che- ^
gada teceiiletnente, recommen- ^
da-se aos senhores de engenbos os


seus bons elleitos ja' experimen- jj
tados: na rua da Cruz n. 20, ar- jf
n. SO, primeiro
anda
ATTENCAO AO I1ABATEIBO.
Ba da Cadeia du Becife, loja n. M da esquina,
vende-se:
corles de seda branca e cun listras decores, com 90
covado* 30$, novas me-lpomenrs de quadros acha-
inalulados coiu quasi vara le largara a !HKI rs. o co-
vado, corles de ramhraia lina de cor com barra a
2"itMI. ellilas boas de diversas qualidade* e core se-
guras a ISll o covado, canibraia le linbo lina, ptima
para camisas le uoivos a ."o, panno de leneuos .u-
perior rom mais de 11 palmus de largura a SIGO a
vara, cas-a lelislra para babados a 20 rs. a vara, e
IJSjOOa peca, casemiras de cores escuras para calca
,-MMl o corle, panno de cor rom msela de seda,
proprio para patitos e ve-lids de montara a 35 o
royado, panno prelo fino a '15 c 5>S(MI o evado,
'orles de Rornorao para rolletes ,1 1$ e le fusta,.
alcoxoada a HHIrs., merino prelo muilo lino a33600
e 13 o covado, lavas de lio da Escocia de cures com
algum mofo a 160 is. o par, assim como unirs
militas fazendas qoe a dinheiro vi-la se ven.lem
ein alacado, eaielalbo por baralissimo* preces, e
dao-se amostras.
ATTENCAO', QUE HE PARA ACABAR.
Utas com listras de seta, e qualro palmos ,1c lar-
gura, fazenda muilo piopria para a presente esta-
can, pelo diminuto preco de 11(1 rs. o covado :'na
rua da Cadeia do Becife 11. 33.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
1111 casa de Viclor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Evtra-supcrior, pora haunilha. 19920
Extra lino, haunilha. I36UO
Superior. 19280
Quem comprar de lo libras,para cima, tem um
abate de -JO % : venda-se aos niesmos procos e con-
dicf.es. em casa du Sr. Barrelicr, no aterro de Bua-
\ isla n. 7rl.
Stn H ?\ 'T uXAu rtAiiku^M
He chegado novamente deFranca a deli-
ciosa pitada dcste rolan francez, e se acha
a venda nos lugares ja' designados, na
escriptorio na rua da Cruz n. ti primei-
ro andar, e as lojas de Manuel Jos Lo-
pes e Barros & Irmfio, outr ora de Car-
dea I, na rua larga do Bosario n. 38 c
N).
ATTENCAO.
Na rua vio Trapiche n. 54, lia para
vender barris de ferro ermeticamente
lechados, proprius para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melbores que se
tem descoberto para esle lim, por nao
evhalaiem o menor cheiro. e apenas pe-
zara l libras, e custam o diminuto pre-
co de .sOO rs. cada u.
COGNAC VERDADEIRO.
Vendea' superior cognac, cm garrafa--, a SHMI
a duzia, a I 2, primeiro andar, ilelroi,le do Trapiche .Novo.
FARINIIA Di: .MANDIOCA.
Vende-se superior farinba de mandio-
ca, ein saccasque tem umalqtieire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5.e7 deronte da escadi-
nha, e no armazem deironte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes :C., na rua do Trapiche n. .Vi,
primeiro andar.
-E1EHT0 ROMANO.
Vende-sc superior cemento em barricas grandes ;
assim como lamben] vendem-se as lina-: atrado
Ihealro, armazem de Joaquim Lupes de Almeida.
mazem de L.
Cumpanliia.
Leconte Letn &
1
veude-se evrellenle taimado de pinito, recen
lemenlo chegado da America : na rui de Apolo
trapiche do Ferreira. a enlcnder-sc cum oadminis
rador du mesmo. *
AOS SENHORES DE E.NGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invntalo' do r. Eduar-
do Stolle em Berln, em pregado as co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de vaulagein para o mellioraniento do
assttcar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o mctliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
.\. O. Biebcr & Compartida, na ruada
Cruz. n. i.
Defolo Cln istao.
Sabio a luz a '2.a edican do livrinho deuominido
Uevoio Chrislao.niaiscorreloeacrescculado: vende-
se uuicamente na livraria n. 6e S da praca da In-
dependencia a (i rs. cada eiemplar.
ta rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para apiano, violao e flauta, como
sejam, (ptadrtllias, valsas, rcdowas, sclio-
tickes, modlnlias tudo modernissimo ,
chegado do Kio de Jcnciro.
Vendem-se ricos e molernos pianos, rccenlc-
menle chegado*, de encllenle* vozes, e presos eom-
modos cm rasa do N. O. BieberS, Companhia, rua
da Cruz n. .
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C, rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Scnzala nova n. 42.
Nesle eslabelecimento continua a ba-
ver um completo sortimento de moen-
das c metas tnoendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os tamaubos, para
dito.
Accidentes epilpticos.
AI poicas.
Au,polas.
Arelas mal d' .
Aslbma.
Clicas.
la.nvillses.
Debilidade ou extenua-
do
l'ebre loda especie,
'.ola
llcmorrhoidas.
Jrjyilropisia.
Ictericia.
Inilijesles.
Inilammacoes.
Irregularidades da rociu-
Dehil.dade ou falla de Lombngas de (oda espe-
foreas para qualquer cie.
Mal-de-pcdra.
M.nndas na culis.
Obstruceao ile veulre.
I'b'bi-ica ou cousumprao
| ulmonar.
Belenciio d'ourina.
Bheiimatisaio.
Svmpiuiiias secundarios.
Temores.
Tico ilolnro-u.
l'lrcras.
Venreo mal).
> eiiueui.se estas pilla- n0 cslabelecnnento aera
J Londres, n. i, sirand. e naoj. d iodos os
iiolicanos, droguistas e outras pessoas encarresadus
le sua y cu, em luila a .vmeric j0 gui navalliI a
llespanha.
Vende-se as bocelinhas aSOBris. Cada urna del-
las conlcm urna inslrucrjo ero porluguer para ex-
plicar u modo de se usar d'eslas pilulas.
O deposito gcral he cm casa do Sr. Soum, pbar-
rnaceutlco, na rua da Cruz n. >, em Pernam-
buco.
couaa.
Desnileria.
Uur de garganta.
n de barriga.
us ras.
Dureza no vcnlre.
Euleriuidades no ligado.
venreas
Enviaqueca.
Hervsipela.
I'ehres biliosas.
inlermillenles.
Vend
' -
Dcposiio de vinbo de clttitn-
f& nafjnc Cliateau-Ay, primeirarpta-
pf lldade, de propriedade do conde
(A de Uarcuil, ruada Cruz do Be- 2
za cife n. 20: este vinlio, o mellior /^
a^ d toda a Champagne, vende-sc '4
V/ a 56<000 rs. cada cabra, acha-sc W
tnicamente em casa de L.' Le- '*'
comte Feron & Companbia. N. 0
. B.As cal xas sao marcadas a fo-
"$ ,"Conde de Marcuile os 10- r^
_. lulos das ;;arrafas sao azues. &

>'
. Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vendc-se muilo superier polassa da
Russia,americana < do Rio le Janeiro, a procos ha-
raios ]ue be para rochar eonlas.
Na rua do Via ario 11. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llauella para forro de sellins clic-
gada reccnlemeiile da Amenca.
Vendem-sc no armazem n. (10, da rua da Ca-
deia do Becifc, de llonrv (iil.son, os mais supeiio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por prego*
mdicos.
COBERTOBMS.
Vendem-se cobertores escoras, grandes e pena-
nos, a l&Ot) e720 cada um : na rua lo Crespo 1. o.
#\'en.le-se ac em rindiles de um quinUV POT
prego muilo cummudu : no armazem de M'- Cal-
uioul vV Cumpaiihia, praca do Corpo Saulo n.t 1-
CASEMIRAS A 5100 E IlOOO O CORTE.
Na luja de Guimarae) & llenriques, rua do Cres-
1 n. 5, vendem-se cortes de casemira ingleza, pelo
baralissimo preco de 2&00 e 3a(JU0 cada um.
ESCRAVOS FDGIDOS.
Desappareceu no diad do curenle do lugar
do Salubru freguezia do Curato do Bom Jardim, o
escravo Joaquim, de nacflo Angula, dada -Ji unos
pouco mais ou menos, altura regular, barbado, den-
les limados, venia chala, c parece crioulo, tem urna
(erla cm um quadnl a qual leve estar quasi s.i.i :
quem'o pegar eulrcgando-o na rua do tjueiinauu n.
1. a (aspar Anlonio Vieira (juimaracs, ou a Feli-
ciano Joan da Silva, no lugar mencionado, ser re-
compensado.
l'ugiram do encenhn Jardim, na madrugada do
lia IN lo corrente, dous molecoles, um de nome
l.ouienco, naeao Angola, altura regular, meio ser-
r do corpo, bem prelo, e sem barba, alm lisio lem
una marca de erida na ranrlla, e uina feridinha no
calcanhai proveniente de bobas ; leou caifa de
hrimziiiho escuro, camisa de madapoln e chapeo de
palhaolearlo : o oulro de nome Cleincnle, de appel-
lido Cancilla, de Angola, mais inoco do que o pri-
meiro, mais baixo, da mesma grossura do corpo, bem
prelo, rosto redondo c sem barba, lem falla de 1 ,.u
2 denles na frciilc, lenr uina feridinha na canella,
tiernas gro-sas e pes sadios e bonitos ; levou 1 calca
azul, camisa-, I azul c oulra de madapoUo, ccha-
pe., de palha j usado; ambos silo mu ladinos e
passan por crioulus : quem os pegar leve-as ao refe-
rulu engeiiho, a'enlregar to seu seuhur oaquitn do
S Cavalcauli de Alhuqucrque, que recompensar
generosa,nenie. Adverlc-se que ha prenimprcs de
Icrem sido aliciados os referidos escravos, vi'slo co-
mo......ca fugirem.
AVISO AS Al TOBIOAIIES E MAIS MORA-
DORES UE PAJEL' OE FLORES.
Do engenbo Tamalape, le Flores, comarca de
Nazaretb da Malla, fugio cm 1813 o escravo Joa-
quim. ciioulo, com idade 20 annus, baixo, cht-io do
corpo, pernal um lauto arqueadas, barbado, nariz
chalo, cara redonda, e nilo muilo feio, habilidoso,
sabe ler. loca nula c he mui pachola, bode crer que
esleja ,le nome mudado e pa-saud por forro, consta
que anda Irabalhando de pedreiro na villa, t mora
nos suburbios della : quem o apprehender e levar
ao referido engeaho, rereber do abaixo assicnado
205KH1 de graliRcarao. f .
Joaquim Cavalcauli de Jlbuquergue e Mello.
No dia 1 le maio do correle anuo fugio do
eiigenho Tamalape, de Flores, comarca de Naza-
relh da Malla, o escravo Joaquim, Congo, comprado
em 1830, no Becife, aolllm. Sr. I)r. Joao Floripes
Das Brrelo, o qual escravo he baivo, cheio do cor-
po, cara larga, reprsenla ler il anuos de dade,
muito prelo e hem feilo de pes, j morou no rejo
le Arca, leudo sido comprado a um liomein do ser-
Lio ; levou em sua companhia a mulher, calumba
de 2'i anuos, liaixa, cheia do corpo r nio feia, algum
lano descorada : quem os apprehtoder e levar
ao referido engenbo, recebera 21K1J0O0 de gralilica-
cao do ahauu assignado.
Joaquim Cavalcauli de Albuquerque e Mello.
Ausenlon-se desde 7 do crrente rescrava Ju-
liana, de naci Cassange, idade 38 a W annos, de
e-tatura bata, olhos pequeos e avermelhados, com
billa do denles superiores, om simia I na face, que
parece le hevigas, e una glndula uu cousa seme-
Ibanlc junio a um dos cotovellos, a qual Irajava ves-
lido de rliila riiio e panno da Cos; venoa, sendo
este guarnecido de malames brancos com franjas do
mesmo panno da Cosa, quetlieaztfl Hranco : roga-
se as autoridades policiacs e 4ev4iaifo^ sua captu-
ra, e entrega na rua da Cadeia ie ianlo Antonio,
sobrado u. 30.
Roga-sc as autoridades solitae*. *ts munici-
ines, rapilies de campo, oh qualquW pessoa do po-
ro, maiiilem premier ou pea4i"" o preto Chrislo-
v.lo, fi,o|,|u desde 3 de inaioil frrente Mino, com
os signaos seguinles : baivo *nw|lro, de inania, re-
prsenla ler O anuos, cara descarnada, olhos fun-
dos, pequeos e torvos, geilo na bocea d ladb d-
reilo proveuienle do ar, jiernas finas e arqueadas,
ps grossos, muito vivo c esoerlo, andar muilo ligei-
ro no que parece coxear. nfiilealpgr, falla apres-
sada c alrapalhada, fecliaiulo.jis olhos, he canoeiro,
pelo que he aq.ii muito conliccido por andar lirando
arca, be (regador Iffcoqueims fem.ptiat foi escravo
do fallecido Burilo de llamarar, e muilo ennhecido
naquella illia por estar milito lempo no engeiiho
Amparo, assim como no Jlangiiinho e llospirio,
aqu un Becifc; levoii 4 camisas, urna de bala en-
carnada, oiirr.i de estopa, una da algodao da Ierra,
oulra de nudapolio, nina calca de algodao azul, ou-
tia e um ceroula de estopa, 1 cobertor de bala
encamad1, chapeo de palha, ljela, praliis, 1 hule,
roopa e tonga usada ; desrnnfia-se ande pelos eiigc-
iiIiih de llaniarac, sorcoriido pelo* crravos los
momos engenbos, que no caso de ser verdadeira a
ifesriinliaiica, tcm-w como'cerlo a prido por ordem
du- Srs. los engenhos da llha, de cuja honra e bon-
l.nle ludo tonlia n senhor do prelo : quem delle
Miuber ou o appreben ler, leven a roa do Itangel n.
"il. ibslilac.ln de Victorino Francisco dos Santos, se-
nhor do prelo, que pagara generosamente ; e nos
domingos, no aterro dos A Togados, casa do menino,
frente azul, envidracada n. 171.
Desappareceu da rua laan do Bosario n. \2. o
-lavo Vrente, pardo, alto, olhos grandes, rom
nina cicalriz no rosto, cabellos e barba grande*; he
ollirial de sapateiro, amia de calca jaque la, ralea-
do, e diz-se forro : quem o apprehendere entregar
a*sea senhor, sera recompensado.
CEM MIL RES DE CUATIFICACAO'.
Ue-appareceu no dia t de dezembro do auno pr-
ximo pas-ado. Benedicta,lia 14 ai.no. de idade, ves-
^a, rir acahoclada ; levuu um vestido de chita mn,
listras cor de rosa de cafe, e uuiro tambem de cbi-
li bronco com palmas, om lenco amarello no pesco-
eo ja deshelado : quem a apprebei.iler conduzn-a
Apipuc.s, no Oileiro, em casa le Juilo Leile de Aze-
vedo, ou uo Becife, ua praca lo Curpo Sanio n. 17
que recelwra a graliliragflo cima.
l'ERN. TP. DE M. F. DE FARIA. 1855.


J
>
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPGR7IAY4_3UD7ZI INGEST_TIME 2013-03-25T13:11:17Z PACKAGE AA00011611_01036
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES