Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01035


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Full Text
UNO XXXI. N. 119.
i
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 24 DE MAIO DE 1855/

Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

DIARIO DE PERNAMBCO
ENCARRILADOS DA SUllSCRl-Cil'O.
Hcife, o propneierioM. F. de Faria; Rio de. Ja-
miro, o -r. Jlo Pereira Martin ; Baha, o Sr. D.
Uuprad ; Mare, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Parlliiba, o Sr. Gervazio Virlor da Nativi-
dad* ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
A acaly, o Sr. Antonio de l.emos Brasa; Cea ni, o Sr.
Victoriano Aagusto Oorge*; Maranho, o Sr. Joa-
q*lni Marques Rodrigues.; Piauhy, o Sr. Dominios
HM ulano Arkiles Pessoa Ceerene'e ; Para. oSr. Jus-
ti'ia.J. Rimo* ; Amazona*, o Sr. Jcronymo da CoaM.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por lj>.
Paris, 345 a 350 rs. por 1 f.
c Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aojoes do banco. 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberihe ao par.-
da companhia'de seguros ao par.
Discomo ile lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onceas hespanholas' .
Modas de 65400 velhas.
de 63 i00 novas.
doiaOOO. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIR DOS CORREIOS.
29000 Olinda, lodos os dias
169000 Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16*000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
9v>000 Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras
1940 Victoria e Natal, as quintts-feiras
!5oJ n PRKAMAR DE IIOJE.
t<5860 Pnmeiras 10 horas e 54 minutosd manhaa
I Segunda s 11 horas e 18 minutos da larde
.
1 PARTE ornciAL.
MUNISTERIQ DA JUSTig A.
DECRETO N. 1597 DO 1. DE MAIO DE 1855.
D regulamento para os tribunaes do commercio.
Hei por bem, em virlude do arl. 1. da lei n.
799 de 16 de setembro do anuo pretrito, decretar
segunde :
TITILO!.
Da /uri.'dirao commercial.
CAPITULO NICO.
nuposiciits gemet.
Arl. 1. A jurisdieco commercial voluntaria, ou
contenciosa e administrativa, comprehende a todo
os commercianles matriculado* ou nao matricula-
da!..
:rt. 2. Smente aos commercianles matriculado
eaaipete a protccpflo que o cdigo liberalisa a favor
4o commercio. ( Artigo 1 da cdigo do .commer-
o. )
E.la protervo consiste as prerogalivas eslabele-
*aa> pelos rts. 21. 22, 309, 310, 825, 898 do cdigo
do cunmereio, li e"15 do titulo nnico do mesmo
cediun, arl. 3S I. 321 e 343-$ 3. do regulamento
a. 77 de 1850. (Art. 28 da lei de 19 de setembro
e 1850.)
Ar!. 3. He creado um tribunal de commercio na
capitlil da provincia, do Maranho. tirando suppri-
midi i junta do commercio eslabelecida pelo regula-
"* o- 738 de 25 de novembro de 1850. (Lei n.
799 dti 16 de Miembro de 1854, art. 2.)
titAo II.
Da jurisdieco administrativa.
CAPITULO I.
Dot tiibunacs de commercio como tribunaes admi-
nisfrgiiios.
Art. 4. Os Iribunaes do commercio na parte ad-
Mimiilialiva continuaran a reger-se, quinto sua
rompa enca, orden e forma do seu despacho, pelo
titulo nico do coligo dp commercio, e til. 1 do re-
ptante nto n. 738 de 2i de novembro de 1850, cujas
diiposii.Je ficam em vigor em ludo que nao for
exaretaaraente derogado por este resolamenlo'.
Arl. 5. A jurisdieco administrativa dos mesmos
tribunaes era exercida somenti: na respectiva pro-
vincia. Arl. 1, til. nico do cdigo do commer-
fe.)
Arl. 6. Todivia sen extensiva aa mesmo dislriclo
da relirio a jurisdieco dos tribunaes do commercio
aos caaos, segu ules : ,
S I. Quanto i matricula dos commercianles, cor-
rrlores, ligentes de leilo, trapicheiros e administra-
dores du armazens de depsitos, e a expedirlo de
saos lilu.os.
2. Qoanlo eoncesso ou donegncao de morato-
ria*.
$ 3. '.mulo rehabilitarlo dos fallidos.
4. Quinto ao registro das sociedades commer-
aiies.
V Q*aa*o a rgaaiiarSo t urna tabella tixan
d a imeimo e mnimo ila rommissita qae os .jnizes
do catan) >rcio portera conceder aoscuradures fiscaes,
d*pa*ilarios, c administradores* da massa fallida.
(Arl. U39 do cdigo do commercio.)
6. (Jiiaiilo demssao dos corretores e dc'mais
apeles auxiliares do commercio.
Arl. T, Consideram-se como exclusivamente per-
tencenles jurisdicca'o administrativa os casos de
qae trid o artigo antecedente.
, Art. 8. Das decisoes dos tribunaes' do commer-
cio
1. Concadeudo moratorias ou a rehabilitado do
aHido.
2. Prohifcimlo ou annnllando o registro dos con-
Iratos de sociedades commercites.
3. Mull indo,suspendeiulo ou demitlindo os corre-
tere e lemais agentes auxiliares do commercio.
4. Mull indo os administradores de trapiches al-
fanrjesrado. e capilaes de navios. (Art. 18 SS 8 e 12
do regulronlo n. 738 de 18507)
Ha recu ro, sem effeto suspensivo, pura o cuiise-
Iho de esti lo.
CAPITULO II.
Bo'prestdtnle e'fitcal do tribunal do commercio na
parle administ.-alica.
Art. 9. Compete ao presidente ,do tribunal do
commercio, alero das allribuiriVes que actualmente
Ihe pertem ero (aru. 30 de regulamento n. 728 de 25
de noveml,ro de 1850):
S 1. Advertir e reprehender aos empreados do
tribunal qnando faltarem ao suu dever.
. 2. Saupend-los par quinz; dias ate dous nie-
les.
3. Prc mover n responsabilidade dos mesmos
empregadoi quando for caso dola.
A snbslitiiiro do presidente he regulado pelo ar-
tigo 51.
Arl. !0. Ao 4cal compele requercr ao tribunal a
prohibicao u aunnUccao do registro dos contratos
de sociedade* nelloj por falla de solemnidades subs-
AEDIEXCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relacao, terjas-feiras e sabhados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel; segundas e sextas ao meio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao jneio dia
lanciaes, e inlerpor os recursos eslibelecidos no art.
8 SS 1 e !.
Este rerurso nao oxclue o das partes, e deva ser
interposto em dez dias.
CAPITULO III.
Do contertadore* do commercio as prorinciat em
ove nao. ha tribunats do commercio.
Art. 11. as referidas provincias haverito conser-
vadores do commercio, que as capilaes martimas
serao os i ispoctoresda alf.indega e administradores
de mesas de rendas, e as oulras capilaes os inspec-
tores- d> thesourarias.
Y rain sunprmidas as juntas de commercio.
Art. li!. Compele aos conservadores do commer-
cio as capilaes martimas: .
1. O registro das embarcarnos brasileiras desti-
nadas n navegacAo do alio mar. (Decretos n. 861 de
17 de novembro de 1851, e n. 930 de 10 de marro
de 1852.;
S 2. A rubrica dos livros dos commercianles e
agenlcsaniliarrs do commercio. (Decreto n. 930 de
10 de marco de 1852.)
3. O registro dos documentos que os commer-
cianles sao obrigados a nscrever no registro publico
do comm;rcio, salva a disposir.lo do arl. 6, 5. (De-
creto n. 030 de 10 do rnarco de 1852.
4. As allribuirOe que o art. 18 2, 3, 4, 9>
10, II e '3 do regulamento n. 738 de 25 de novem-
bro de 1850 confere aos Iribunaes do commercio.
5. Multar e suspender com recurso para o tri-
bunal do commercio dodistriclo respectivo ou cor-
retores e agentes auxiliares dq commarcio. (Art. 18
do decrelj n. 738 de 1850, 6, decretos ns. 806, 858
e863 de 1851.
6. Pi-opor ao tribunal do commercio respectivo
a demissio ou deslucSo dos referidos agentes au-
xiliares do commercio.
7. Multar com recurso para os mesmos tribu-
naes os Irapicheiros, armadores, e capules de na-
vios. (Decretos ns. 862 e879 de 1851, e 916 de
1852.)
Art. 13. Compete aos conservadores do com-
mercio d;.s provincias ni)o martimas as altriliuicoes
referidas no artigo antecedente SS 2, 3,5 c 6.
Arl. 1 i. Para o expedient da conservatoria do
commercio serao nomeados pelos inspectores das al-
randegas,'administradores de mesas de rendas e ins-
pectores de thesourarias um official e um archivista
d'entre os empregados respectivos, aos quaes rao ap-
plicaveis as disposicOes dos arls. -H e 45 do regula-
menlo n. 7:18 de 25 de novembro de 1850.
Art. 15. Os conservadores do commercio as pro-
vincias martimas terao os seguinles livros':
1. Do registro das embarcacoes. (Arl. 12, 1.)
S 2. Do registro publico dos documentos. (Arl.
12. 3.)
3. f)a correspondencia.
! I. Dos emolumentos.
Art. 1(5. Alm das livros mencionados no artigo
aiilecedeiiltAiveriio os qu* forem conveniente* e
feto gove roo appTpjado'.
Art. 17. O conservadores do commercio das pro-
vincias nto martimas lerSo somonte os dous livros
seguintes :
1. Do registro publico dos documentos. (4rl.
13.)
S 2. Ha correspondencia.
Arl. 18. S5o applicaveis aos conservadores do
eommerrio ns disposicOes do art. 73 do regulamento
D. 738 do 25 de novembro de 1850.
TITULO III.
Da jurisdicnio contenciosa e voluntaria.
CAPITULO 1.
Dosjuizcs de 1. instancia.
Arl. 19. A jurisdiccao dos jues especiaesdo com-
mercio lie extensiva smenle i comarca das capilaes
em que Mes forem creados e lero aleada aleSOOS.*
Nos termos das nutras comarcas esla jurisdicrao
sera exereida pelos juizes. do civel ou municipaes.
(Arl. 6 do regulamento n. 737 de 2". de novembro
de 18S0.)
Arl. Ficam creados juizes especiaes do com-
mercio aa capital do imperio e lias provincias da
Bahia, I'ernambuco e Maranho. (Lei n. 799 de 16
desetembro de 1851, art. 2.)
Arl. il. Os juizes de dreilo especiaesdo commer-
cio serao substituidos nos'scus impedimentos pelos
juizos di: direlo da comarca da capital, pelo di 1."
vara aor.de houver mais do um, e pelo da 2." na
falla le le.
Arl. Ui Os juizes de direlo especiaes do com-
mercio vencerflo o mesmo ordenado e grallicac;So
dos demaii juizes de direlo, e terilo os emolumentos
que compeiem nos juizes mnncipaes.
. SECCAO I.
Da jiirisdicrAo voluntaria.
Arl. !>3. Os juies de direito especiaes do com-
mercio e os demais juizes, alm da jurisdieco vo-
luntaria que actualmente exercem (arls. 21 e 22 do
regulamenlo n. 737 do 25 da novembro de 1850',
terao as aUribuieoes que compeiem ao presidente do
EIMIfcMKRIDES.
Mato 2 La cheia as 2 horas, la" minutos e
39 segundos da manlia.
9 Qtiaitominguanteas 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manhaa.
16 La nova a 1 horas 43 minutos
36 segundos da tarde
23 Quarto crescente as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manhaj
DIAS DA SEM VNA. '
21 Segunda. Ss. Mancos. Theopompo c~Valenle-
2? Terr,a. S. Rita de Cassia \iu.-; S. Quitea.
23 Quarta. S. Bazilio are. ; "S. IJezidesio b. m.
24 (Quinta. S. Vicente de Larins ; S. Manahem.
2o Sexta. S. Gregorio 7. p.; .*i. Maria Magdalena
26 Sabbado. S. FelippeNery fundador da C.
27 Domingo. Pascoa do Espirito Santo. S. Joao
p. m. ; S. Rauulfo m. ; S. Eutropio.
OLHSTIM.
til
HIZO IUS NI LHERES. (*)
Par Panto JPtwal.
jTl^^RA PARTE.
IHH TOR .I l.I'K IO
saWtulo X
PrfdceJs ott retulei'ro.
0_dolor Sulpicio sendo consultado, disse ao ami-
al |]ab execatatse ex;tamente as ordens
a joias, e deu-lhe moedas de
Iribunal do eommercio e aos mesmos, Iribunaes as
causas de fallencia, salva a disposicao do arl. 6, SS
2, 3 a 5.
SECCAO II.
Da jursiliran contenciosa'
Arl. 21. Aos mesmos juizes (art. 19) compele em
1.a instancia o julgamento da causas commeriaes,
entre is qies se comprehendem as de fallencia.
CAPITULO II. '
Dos tribunaes do commercio como tribunaes di 2.
blaannaanV
SaSCCA I.
Composirao dos Iribunaes.
Art. 25. I) jrilianal do commercio da capital do
imperio para funeciooar como Iribunal de 2." ins-
tancia he compoito: ,
S i. Do|presidcnte.
S 2. Do fiscal.
S 3. Dos seis depulados commercianles.
4. De (res desembargadores adjuntos designados
pelo governo d'entre os da relarSo doRiode.Janeiro
que noli.i tenbam exercicio.
Art. 26. Os Iribunaes do commercio da Bahia,
Pernambuco e Maranho para o mesmo m serao
compostos :
S 1. Do presidente.
; 2. Do riscal.
3. De quatro depolados commercianles.
S 4. De dous desembargadores adjuntos.
. Art. 27. O presidentes dos Iribunaes e dos adjun-
tos deivan o elleclivo exercicio da relacao, vencendo
o mesmo ordenado e gratificare?.
Arl. 28. So caso previsto pelo art. 83 do regula-
mento de 3 de Janeiro de 1853, antes de serem cha-
mados os juizes de direito para o julgamento de I-
gum feilo, o presidente da relacao cenvocar o ad-
junto ou adjuntos que fore m precisos'para comple-
tar o numero. *
SECCAO II.
Das conferencias e audiencias.
Arl. 29. As conferencias para julgamento das
causas commereiaes terao lugar nos mesmos dia,sem
que actualmente os Iribunaes fazem-as suas sessoes,.
e logo depois que estas se lindaren).
As conferencias durarao atj s 3 horas da larde,
e for preuiro.
Arl. 30. Os adjuntos (nmarao assenlo na mesma
mesa, direita e esquerda do presidente, por sua
antiguidade.
Arl. 31. I-indas as conferencias terao lugar as au-
diencias rejjascada emana e alternativamente por
um dos adjuntos.
SECCAO' III.
. Da competencia dos tribunaes do commercio.
Arl. 32. Compete aos tribunaes do commercio,
em -2.' instancia, o julgamento das appelliccs in-
.terposta das sentencas proferidas pelor juizes de di-
re lo especiaes e demais juizes do commercio. (Arl.
Art. 33. Odlricioda junsi]icr.io dos tribunaes do
commarcio era >> iusUncia he o masmo das retacees.
SECCAO' IV.
Do julgamento.
Art. 1. Ascausas commereiaes serao julgadas por
qualro juizes, dos ques dous serao desembargado-
res, e dous depulados commercianles.
Entre os desembargadores que. podem ser juizes
se comprehende o fiscal.
Art. 35. No caso de empate, ou seja a questao pre-
judicial, incidente ou principal, n decisao compete
ao presidente, que lera vol de desenfpale.
Arl. 36. O relator ser sempre um dos desembar-
gadores a quem por Jistriliuic.'to couber esle encargo.
O oulro deserobargador ser uimmedato ao relator.
Os dous depulados commercianles que devem julgar
a caosa serio sorteado no acto do julgamento.
Arl. 37. Se algum dos depulados commercianles'
for suspeilo oo impedido na causa-, ser substituido
por oulro sorteado.
Art. 38. No caso desuspeic.lo ou impedimento do
relator proceder-se-ha a oulr distribuirlo; o deseni-
bargndor immedialo ser substituido pelo que se Ihe
seguir, e se todos forem suspeitos ou impedidos, o
presidente do tribunal deprecar ao da relacao que
nom'c um detembargador para subslitui-los.
Arl. 39. Inlerpnsla, recebida e seguida a appella-
sao, o secretario do tribunal lavrar termo de rece-
bimeiiln, e a ^presentara ao presidente, que por seu
despacho mandar dar vista s partes para arrazoa-
rem, concedendo o prazo improrogavel de dez dias
a cada urna, seja ella singular ou collecliva.
Art. 10. lindos os termos, e independelemeole
de despache ou solicitado das partes, o eacrivao co-
brara os autos com allegaces ou sem ellas para pro-
ceder-se distribuidlo do relator.
Arl. 42. O relator antes de ludo examinar seo
feilo esla nos termos de ser proposto, e por seu des-
pacho ordenara' as diligencias precisas, como paga-
menlo-de direito-. nomeacao c audiencia do cura-
dor, iiiquiricf.es. exames uu veslorias.
BO
ce Chinan.
rmro.
Ttmou
n
Oamigo Loaiot pone logoera campb. Os traba-
Hiariorei-ila tan que eslava em conslruccilo linham
clia o iwb Loriol deilado sobre os eavacos e ron-
cando cont justo. Esesciniicoe honestos ha-
am-lhe offlameido ,o dizimo d padaco de paoque
cada um lev >vi debaito do brajo, eprodgalisavam-
II* eonselMi a reapeito da preiuira e da vadi?ao.
larriot coiVM u o ,ao o aehou^) bom, porque luha
grande appe He. yoaulo aos conjelhos, a idea de fa-
ier-seapr>?niiw de pfdreirosoma-lhe mediocremen-
qnem nflo possue rendas deve trihalhar
e Lori^t conlemplava jn trislemente a
te. Todavii
para vi ver.
apresan tou-s
-------------1 j.i irnicmcilir t,
carrelinha 1.moa areia e a cal, quando Hoblot
: (liante d* porta.
Lonot n r conheceu
nlieiro da diligencia, e n
pnmeira vista pelo mart-
ille in corarA
se. Lorio! n:
cea loco.
sei .fue esperanca veio-
Koblut fez-lhe signal de qi'fe sahis-
adeceu aos sen* luinfeilores, c obede-
- lloni.M.,, patricio,disseUoblol.ainoagosta das
laranginUai'.'
I.orol en-i ron i de travs.
Os mariinheiros s,io o dalo, rjiziaxn os pedrei-
ros entre si : iquelle vai levar o pequeo barreira
cUciioisniigueni lera m.n- noticias sua
Pcrgun o-llie, patricio, repeli Roblo! sera-
menle, se gola anida das laranginhas.
- Quem ilis.sc-lhe.que eugoslavade laranzinlus"
Loriol.
para
laranginha se
respondeu
Fui o njieu dedo mnimo....Um valenlao
*her lada!. ... OTerero-lhc urna
quer.
Loriol leria logo aceilado ; mas veio-lhe a idea de
que era alburia.
Lancou4im olhar sobre os pedreiros, os quaes enn-
linuavam sua larefa.
Roblol balen no bolso, e esle deu um ludio som.
Eiilao T luriiuu o inariiihcirn.
Varaos, espondeu Loriol son indo.
Roblol deu he o brajo, e ainuos dirigiram-se para
(> Videoiort'oii.ll6.
i
os lugares "menos solemnes, onde vendem-se as la-
rangiuhas.
Quando os dous patricios acharam-se dianle do
balean de um mercador de conservas do Odeon, Ro-
blol disse :
'l'em havido princezas que lem-se enamorado
de um g.igeiro ou mesmo de um calafate... nunca de
um guarda de alfandega.... porque a alfandega....
bmiim hasta... Es muito feliz, pequeo !
Loriol devorou a laranginha, e bebeu o caldo.
hlT 0oeres ,Be eu Pa86-le oulr ? pergunlou Ro-
Loriot fez dm sg'nal affirmativo e amigavel : as
maneiras desse marinheiro agradavam-lhe.
Porque diz que sou feliz ? perguntoo elle to-
dava. .,
Porque a ventura le sorri, mcu amiguinho, res-
pondeu Roblol. Gustaras de fazer urna ou duas via-
gens a birdo de um bello navio
Nac (enho inclinacao pata a marinha, respon-
deu Lonrt tragando a segunda laranginha.
Sobre gostos nao ha disputa proounciou Ro-
blo! gravemenle. Para que oflicio tens iuclinacilo '
Anco consullando-me, disse Loriol.
Muito bem nao tacamos nada loa c sem re-
llexao... tens cumquibus para esperar e refleclir ?
O r.ipa;-.inlin meneou a cabera.
Nao lens/-umquibus lornou Roblol, e o anoe-
tile'.' vv^
Excedente !
Eolio he miseria !... proponho o conselho em
(orno do mastro grande enlre nos... e comeco. O
olllcjo de pedreiro agrada-te ?
Mu pouco.
E o rieapadeiro ?
. Aquelles que andam com camisas azucs e per-
nas mas >ao !
Alfaiale 1... carpinleiro ?... .
Eu ireferiria... comecou Loriol.
Oue preferiras, mcu pomhinho?
'Lorio! Iiesilpu, e emlim nada respondeu. Roblo!
poz-se a rir, e lornou :
Qoeres que cu'diga-le que oflicio preferiras
-~ Quero.
Nao lie necessario ser'feilirero para adevinhar
isw... o officio para que nasceste. meu clian.. he o
"6 Mirliftor. c Olibrius que lem pomada no cabello,
perfumes no lenco, camisa encommada.todos os dias
meias, esearpins, chiliatinha, chapeo sobre a orclba
esquerda, lavas amarellas. felogio no bolso com pe-
rendengues.. .E vas vagar lodo o sanio dia pelas ras,
vendo a modislas e costureiras alravez das vidra-
jas. e os peloiiqueros nos pracas... De mul no bai-
le Moiile-quieu perlo do Palais Boyal Iravas amizade
com a rapariga mais viva e espirituosa...
E I e csse 0 ollicio de Vmc. ? perg':ntou I.oriot
eraqiianln Kobtot lomava respiraco.
O niar-nheiro beben unvropo de agurdente bem
merecido c lornou mudando de lom :
Eu pollera repr^senlar te o quadro voluptuoso
dos pnzeres de toda a especie qlle enconlram-se a
cada pass, na rsp.tal. chamad* o paraizn das mulh'e-
res.porque ellas ah acham-se menos esquivas e me-
Ihor atarazas do que ea. qualquer oulro ponto do
Arl. 42. Tambem compele ao relator processar e
julgar as habilitarles que sobrevierem.
Arl. 43. Estando a causa em termes de ser pro-
posta, o rala tora entregara' em conferencia ao des-
.embnrgador immedialo em antiguidade eom relato-
ro escripto, em o qual nao revelara' sea voto.
Art. 44. Odcsembargador immedialo, leudo exa-
minado o processo o apresentar ao prndenle, que
marcar o julgamento para mesma acoaferencia-ou
para a seguinle.
Arl. 45. Sorteados os dous depulados commerci-
anles, relatado o feilo e discutido pelos quatro jui-
zes, decidir-se-ha a causa pluralidad de votos
e conforme o veucimenlo o relator na mesma con-
ferencia ou a seguintc lavrar o accordao, que por
eHes sera assignado. Todava sera adiado o julga-
mento para conferencia seguinle se algum dos de-
pulados commercianles pedir esle esparo para ver
os anlo..
Arl. 46. Proferida a sentenca, publicada em au-
diencia, sendo passados cinco dias, sera exlrahda
do processo se o vencedor a exigir.
Arl. 47. A sentencia ser assignada pelo re-
lator, e tambem pelo presidente se liver havido
desempate.
Art. 48. Nos embargos oppostos ao occordao se
proceder como dispoe o regulamento n? 737 de
1850, arls. 662, 663 e 664.
Arl. 49. Para o julgamento de embargos nao lla-
vera nova distrhiiirao.
SECCAO V.
Do presidente do tribunal do commercio como
tribunal da segunda instancia.
Art. 50. Ao presidente do tribunal do commer-
cio na parte judic'ara compele :
S l\ Dirigiros Irabalhos, rr.anter a ordem ni
discussao e fazer executar as Icis e regulimenlos
commereiaes.
2. Distribuir pelos adjuntos as appellars.
$ 3. Decidir os aggravos de pelirSne instrumen-
to, assim como as cartas lesleinunhaveis.
4. Tero sello do Iribunal para fazer sellaras
sentencas exlrahidas dos accordos.
5. Expedir em seu nome e com ua assgnatu-
ra as portaras ou ordens tendentes a execurAo das
decises do tribunal.
S (i. Julgar as suspeices de sua competencia.
Arl. M. O presidente ser substituido pelo vice-
presidente,' e em falta desle pelo, desembargador
mais anlgo que nao for o fiscal.
Arl. 52. Quando algum dos adjuntos exercer a
presidencia por mais da duas conferencias, ser
substituido como relator, passando os feilos a ou-
lro adjunto.
SECCAO VI.
Do secretario c demais nfliciaes. c empregados
. dos juizos e tribunaes do commercio.
Arl. 53. As funcees do secretario do tribunal
( arls. 76 c 77 do regulamenlo de 3 .do Janeiro de
1833 ) senio eiereidas pelo ohidal-maior da secreta-
ria do tribunal, o qual vencer, a tirulo de grati-
licarao, melade do ordenado que percebem ou vie-
rem. a perceber os secretarios das relacOes, entran-
do| porm os emolumeutos para a caia respec-
tiva.
Art. 55. A secrelaria lambem ser a mesma, lia-
vendo nclla porm os livros precisos para a distribui-
rlo em os_quaes* se atienden as diversas especies ou
objectus delta.
O modo da rlslribuirao nos respectivos livros,- e
da entrega dos autos aos adjuntos, juizes, advuga-
dos e fiscaes, ser o mesmo usado as relars.
Arl. 55._Em cada um dos Iribunaes do commer-
cio para o exercicio da respectiva jurisdieco, alm
dos empregados existentes, que serio communs na
parte judiciaria e administrativa, haver ;
1. Dous escri\aes de appellars e aggravos.
2. Doos continuos : -
3. Dous ofliciaes de j-i-lira,
Art. 56. Os continuos e ofliciaes do juslira terao
as mesmas funches que aos das relaces incumbe o
regulamento respecliv o, e serilo nomeados pelos pre-
sidentes
'Elle* servirn tambem na parte administrativa,
compelndoaos ofTi,ciaes de juslira as diligencias que
boje estao incumbidas ao porleiro.
Art. 57. Oscontinuos veneero 4809 de ordena-
do, e os ofliciaes de justiro 2409.
Alm dos dilos ordenados, vencern os mesmos
emolumentos que compeiem ou rompelirem aos em-
pregados das rclaces.
Art. .58. Os contadores e distribuidores de ge-
ral serao lamben) dos Iribunaes e juizos do com-
mercio. ,
Arl. 5. O juiz especial do commercio da capilal
do amperio lera duus escrivaes, e os das oulras pro-
vincias om s, os quaes serao nomeados, sendo pos-
sivel, d'entre os acluaes. Estes escrivaes serao lam-
bem labellaes privativos do protesto das lelras de
cambio, Ierra, e de todos os ttulos que o exigen).
universo, do qual posso fallar sabiamente, pois te-
nho-o percorrido em todas as direcres com a chuva
e com o bom lempo... Mas basta... nao devemos la-
garellar duas horas... E's muito feliz, pequeo !
Eslendeu o copo para locar o Je Lorio!, e conli-
nuou :
Dize-me : queres calcas justas, meias finas de
algodac, colleles de quadros, sobcecasacos graciosos.'
Esa he boa disse Loriol.
Urna fada, de cojos beneficios para comtigo sou
o canal, formn o projecto de alimpar-le desde a pa-
vezada at ao poro!
Urna fada repeli Loriol.
Urna reodeira.
- Oh lornou o rapazinho, urna reodeira !
Ficou pensativo : a imagnalo j Irabalhava-lbe.
Urna bironeza, urna condessa ; emfim que impor-
ta ? lornou o marojo. O cerlo he que ella vio-te
qnando passasle.
Quando? interrompeu Loriol.
Silencio !... sso he um itmlerio.
-*- Como chama-se ella '!
Silencio, sso he um segredo !
.He bonita ?
E.bella como um aslro.
E quer casar comigo '?
Essa he boa repeli Roblol.
Loriot refleclia profundamente.
Porque, disse elle emfim com embararo, estou
enamorado.
Ah lornou o marujo ; e de quem ?
Lembrn-se da rapariguinha gentil que eslava
comigo na estrada ?
E no passelo publico '!
Juslamenle.
I ma.rapariga magra... feia...
Loriol la beber, mas poz o ropo sobre a mesa, e
disse :
Vmc. nao enlende disso Chiffoniiiiiha he mui
linda.
Conforme os goslos.
Se Vmc.
ca...
Entao ella esl rica ? pergunlou Huido!.
Oh sim... ella enriqueceu, miirmurou o ra-
pazinho suspirando.
E como ?
Essa he boa !...
Como se enriquece em Paris !... pronuncou
Roblol com dcxJem.
Loriol levanlou-se, poz-lhe a mo sobre o hombro,
e disse-lhe resolutamente :
Nao se se sou forle ou fraco, porque nunca
alrev-me combater... mas havemos de baler-nos,
se Vmc. fallar mal de Cliiffoaninh*.
Oh disse comsigo Rublo!, o garotinbo he
bom !... embora nao volha a pequea.
Rebeu um copo, e lornqu : .
. Entao, meu cantarada, euearregas-me de agra-
decer u rendeira e de dizer-lhe pode ir balr oulr
porta... Nao queres Irage novo nem hengahoha eom
casillo de cornalina .'
A cornaliua lie bella ? pergunlou Loriot.
livesse visto vestida com clcg.ni-
lie o que esl mais em moda...
Loriol enxugou a fronle coberla de suor: urna ru-
de balalha dava-se nelle. Cnnvm nolar que na ves-
pera anles de ter visto ChiOon, elle nao se teria dado
ao trabalho de combater. Sen tenso moral disperla-
do pelo amor nascente era anda muito joven.
De que me servira esse Irage novo *.' disse
elle emfim ; nao lenho com que comer nem onde
dormir.
A rendeira, responden Roblol, offerece-te nm
quarto mobi lirado, e urna pensao de tres -francos e
cincuenta ceutimos por dia para o alimento.
Era RoJilnl que tomava sobre si marcar essa enor-
me somma.
Loriot deu um longo suspiro, e pergunlou :
Ella he moc,a ?
. Est bem conservada, respondeu o marojo, e
cheirn a agua de Colonia.-
Que conselho d-me Vmc. ?
Roblo! fez,-lhe om signalzinho confidencial, o dis-
se-lh:
Tenho visto muitas amantes dosas ; vou com-
muoicar-le a maiicir* de servir-te dellas... Ficas
enamorado de la Bobinelte, Simonelle... emfim o
nome que ella lem... e lomas os prsenles da prin-
ceza.
Mas essa accao nao he honesta I"
Os homeiis sao feilos para carambolar as mu-
ll eres.
Loriot bebeu melanclicamente, e disse :
Vou ver se acho em que Irabalhnr.
Hoblot esleve prestes a abracado; mas leve a m
idea de levar avante a provacao. Tomou o rapazi-
nho, ecollornu-o dianle de um espelho.
A chuvawla vespera a neite passada sobre os ea-
vacos linham reduzidn 6 vesldario do pobre Lorio! a
um eslado verdaderamente dcploravel.
Emquanto elle mrava-se com ar Irislc, Roblol ag-
ton os luizes de ouro no bolso, dizendo :
Eu eslava encarregadu de arranjar Judo isso.
Irr.i exclamou Loriot repentinamente. Chif-
ln nem ao menas olhou.para iilim hoiitem noile...
Quero ser vestido como o rapaz que beljbu-llio a mao
quando ella subi ao carro.
O senhor Fernando! disse Roblol. He justa-
mente o quceslnu cnesrregado de fazer!
Urna hor depois o nosso Loriol arhava-se rom um
vestuario novo e urna bengallinha flexivel com cas-
to de cornalina. Embora as cavas das mangas an-
da n3o estivessem teitas, elle eslava lindo como um
cravo, e a ra Ma era assaz larga para deixa-lo pas-
sar. lano ensoberbecia-o a conscienca de sua nova
belleza,
Agora, dizia elle comsigo, Chifloninha me con-
templara !
Quera deslumhrar al a fantstica rendeira ou
princeza. Passando pela loja de um oculista pedio
ao marinheiro que Ihe corftprasso urna tunela para
in- iltar as mullicres.
Envergonhava-se agora de Roblol, sen amphitriao
e sua nica consolarao era pensar que o tomaran)
por seu criado.
Roblol alugou-lhe um quarto na ra Vivienne, a-
CAPITLO II.
Do processo.
SECCAO I.
Do processo commercial em I.* instancia.
Arl. 60. As causas commereiaes coulinuarao a
ser processadas pela forma esfbelecida no regula-
mento n. 737 de 25 de novembro de 1850.
Arl. 61. Os recursos neressaros da pronuncia ou
nao pionuncia no raso de quehras serao inlerpos-
los para os juizes de direito do crime sendo profe-
ridos pelos juizes municipaes, e para as relaccs
quando forem dos juizes de direlo especiaes.
Dos despachos dos juizes de direito do crime
quaudo substiluirem os juizes de dreilo especiaes
nao haver tecurso.
Art. (2. o proceso das quehras nao ser mais
dividido cm duas parles, porm seguido conforme a
ordem chronologica dos artos, e loceeado driles es-
labelecida pelo cdigo commercial, alvo se osses
aclos puderem ser simultneos e deverem correr em
separado.
Arl. 63. Podem ser simultneos com outros actos
comerando todava nos termos legaes :
S 1. O bataneo ( arl. 817 do cdigo ) e a averi-
guaran das cansas da fallencia ( arl. 818 ), sendo po-
rm esenciaes um e oulro para a qualificacAo da
quebra e pronuncia do fallido.
2. A avaliacao e venda dos bens logo depois do
inventario e sem prejuizo ou interrupcao dos actos
de que trata o 1.'
3. Os embargos do fallido.
K Os aclos de arrecadai-ao e adminisIr.-icAo.
5. Os incidentes ou emergentes dos quaes nao
deprndain os aclos seguinles uu definitivos.
Concluidos estes actos o juiz mandar reunir ao
processo por sua ordem os que forem essenciacs, fi-
cando osoutros appensos.
Art. 64. Os juizes de direito especiaes eos demais
juizes de mmercio exercerao conjuntamente as
funcres de juizes conimissarios, que ficam suppri-
midos.
Art. 6.5. Podem todava os tribunaes do commer-
cio e os juizes do direlo especiaes commelter aos
juizes municipaes as diligencias necessarias com ex-
cepcao do julgameulo definitivo ou inlerlocu-
toro.
Arl. 66. He licito no fallido, em vez de embar-
gar, usar do aggravo de pelicAo ou instrumento.
O aggravo porm nao suspender a apasicao de
sellos.
Arl. 67. As funrciies que no processo de quebras
compeliam ao desembargador fiscal ante o tribunal
do commercio, serao ejercidas pelo promotor pu-
bico.
Arl. 68". A nomeac.lo do curador-fiscal nao impe-
de a qualquer credor de requerer ou promoVero
que for a bem da massa fallida.
II licito tainliein ao promotor publica inlervir,
requerer c promover peranle o jaita rommercia!
luds os actos do processo depois da ali-rlura alca
qualili -arito da quebrn e pronuncia do fathilo.
quandn o mesmo processo fur abanduuado pelos
credores por transarlo ou pbbreza da massa fal-
lida.
Arl. 69. As providencias do decreto n. 1368 de
18 de abril de 1854, art. 1. sao oxtrnsivs aos casos
dos arls. 870 c 900 do cdigo commercial.
Arl. 70. Nao querendo o^redor nomeado aceitar
a nomeacao de carador fiscal depositario ou'qoalquer
encargo ou incumbencia legado juiz podem nomear
para substitui-lo algum que nao seja rredor.
Assim por igual proceder o jujz quando entre
os credores nao houver pessoa idnea pura curador
fiscal.
SECCAO'II.
Do processo em segunda instancia.
Arl. 71. O processo das causas commereiaes em
segunda instancia sera" regulado pelas disposres
deste regulamculo e dos regulamerits ns. 73/ e 738
de 1850, e nos casos omi.sos, pelo regulamento de
3 de Janeiro de 1833.
SECCAO-III.
Dos aggravo.
Arl. 72. Os aggravos de pelieSo e inslrumentos
terao lugar :
1. Nos casos marcados no regulamento n. 737
de 25 de novembro de 1850, arts. 441 e 669.
S 2. Das decisoes proferidas no processo de que-
bras que au forem expressamrnte casos de ppel-
laco. ( Cdigo do commercio, arls. 851 e 860. )
3. No caso do art. 66 deste regulamenlo.
S 4. No casos de incompetencia da juiz ou pri-
sSo por elle decretada, anda que causa caiba na
aleada.
Arl. 73. Para os presidentes dos tribunaes do
commercio sao ndmissiveis os aggravos de pelc.lo
dos despachos dos juizes de direilo especiaes e de-
mais juizes commereiaes al 5 leguas, e os de ins-
trumento al 20 leguas.
Arl. 74. Fora das 21) leguas das capilaes em que
ha tribunaes do commercio os aggravos de pelicao
fim de cumprr exactamente suas instruccOes. De-
pois despedio-e dizendo-lbe que a princeza mvste-
riosa tiuha os olhos sobre elle.
Loriol pissou urna hora e meia dianle do espelho,
e no fim desse lempo .ichou-se pcrfeilamente acos-
tiimadn sua nova siluar.io. A sorte devia-lhe essa
melamorphose, e at havia lardado mniln. Devia
grande reconltecimenloao deslino indigno que o dei-
xra dormir sobre os eavacos'.'
Experimenlou o leito, e depois reeostou-se na pol-
trona. Todas as vezes que ouvia uo pateo um ru-
mor de passos, dizia cumsigo :
He a princeza que vem ver-mc...
I.evantasa ocollarinho da camisa, e drspunha-se a
mostrar-ie cruel. Porm a rendeira nao foi verlo.
Para quem he (,1o bello,lie perder o lempo nao ap-
parecer em publico. Loriot tomou diante do espelho
.urna ultima lii.ao de porte gracioso, e sahio.
Na ra todos o contemplavam. Ello produzia nm
eOcilo prodigioso. Isso constraugia-o e deleitava-o
ao mesmo lempo. Enlrou em um corredor para ten-
tar susler a luneta no canto do olho ; mas nao pode :
ludo nao aprende-se era om dia.
Quando eucontrava alguroa mulher coberla de veo,
empertigava-se logo porque pensava :
He talvez mnha rendeira!
Porm Chifln oceupava-o sobre ludo; era a ella
que Loriot quera noslrar-se em sua gloria. Chifln
eslava mui linda ve'slida com elegancia ; mas.elle
tambem o eslava.
Urna cousa embaracava-o : nao sabia o nome da
ra em que a carruagem do doulnr parara na noile-,
antecedente. Durante o mez que fura- rapariga, Lo-
rio! satura smenle em sege cun a marqueza Aslrea,
e assim au cunhecia anda bem Pars. Para adiar a
ra de Chifln elle nao Imaginou um meio melhor
do que galibar a ma Matignnn c vjllar para os Cam-
pos Elseos como fizera na vespera de noile. Dahi
seguira directamente pela ponte da Concordia c pe-
lo caes.
Esse caminlio Dean longo; mas era corto. S as
bolas linham de padecer, o era urna grande dnr para
o pobre Loriol ver a cada instante algum salpico
novo de lama sobre o como pouco antes Uo lustroso
de -i u calcado.
Foi entao que reconheccu que urna linda cbibali-
nha mo vale urna carruagem.
Chcgou em bom estado a curruzilhada de Bucv,
onde o espelho de um rabelleireiro servio Ihe para
ref.izer o laCo da grvala. O cabelleireiro venda,
como era seu dever, bigodes po.tiros, e Loriot leve
grande Vontade de comprar uns; mas disse comsigo:
Cliiffoninba me lomara por oulro.
Prefera mandar tirar seu retrato a daguerrentv-
po para envia-lo a Chifln em um quadro do vinle e
cinco sidos. Chegcu emfim ra de Tournou, e re-
conheceu a casa em conslrurc-io, onile passra a noi-
le precedente. Que mu.laura Quanln ifesdenhava
no fundo do miaran os cavaeo* hospitaleiros !
A halut,can de Chiffnn devia ser uns Irinta passo
depois dejse edificio. Loriol emperligou-e e ineli-
nou miis o chapeo sobre a orelha. Quando passava
assim em todo o rigor de seu excelleule porte dianle
serao inlerposlo para os jnizes de direito das res-
pectivas comarcas, sendo de petizo al 5 leguas e
deinslrumnlo alm dessa distancia.
Arl. 75. Todavia os aggravos que versarem sobre
competencia do juizo por nao ser a causa commer-
cial, qualquer que seja a distancia e a jurisdieco,
serao iulerpostos para os presidentes do tribunal do
commercio.
Arl. 76. Os aggravos de qoe traa o art. 72, <3 2.
podem ser lomados em separado sem prejuizo do
processo se aojuiz parecerem fule's e tendentes a
embararar o curso da causa.
Art. 77. O que nesla secro esl dsposto quan-
lo aos aggravos he appcavel as orlas testemu-
nhaveis.
SECCAO' IV.
Das suspeiroes.
Art. 78. Das suspeices postas aos juizes espe-
ciaes do commercio, depulados commercianles c es-
crivaes dos Iribunaes, condecen) os presidentes
dclles.
Arl. 79. Das suspece postas aos jnizes dn com-
mercio cuiilurem o* juizes de dircilf, daquellas que
se pu/ercm aos escrivaes e demais oflic'aes do juizo
da primeira instancia cnnhrcem os respectivos
juizes.
Arl. 80. Das suspeices postas aos desembarga-
dores adjuntos conhece o tribunal; aquellas porro
que se puzerem aos presidenles do tribunal serii
decididas pela relarJo do dislriclo.
Arl. 81. Qoanlo ao processo das suspeiroes se-
guir-se-ha u.que esta' disposto no regulamenlo n.
737 de 25 de novembro de 1850.
SECCAO' V.
. Da revista.
Arl. 82. Excedendoa 5:00 pedida ua accao lera' lugar a revista, que continua
a ser processada e julgada pelo supremo tribooil de
justica pelo modo al agora pralirada, e no* termos
dos arls. 666 e 667 do regulamento r. 737.
Art. 83. Concedida a revista das accordins pro-
feridos pelos tribunaes do commercio da Babia, Per-
nambuco e Maranho, sera' a causa julgada pelo da
corle, e sendo o accordao proferido pelo tribunal do
commercio da corle sera' revista* julgada por aquel-
lo que for designado.
Art. 84. As causas de revista serao julgadas por
seis juizes. sendo tres depulados commercianles, e
tres desembdrgadores, dos quaes um sera' o relator,
e os dous revisores.
Arl. 85. Fallecendo alguma dos parles depois
de lercm subido os autos ao supremo tribnnalde
justica, s depois deconceddo a revista lera' lugar a
hahililacao na execucao.
SECCAO' VI.
# DisposicOes diversas.
Arl. 86. Os processos commereiaes pendenies ua
diversas varas das capilaes aunde funecionarem os
Iribunaes do commercio serao remellidos un eslado
em ipie se acharen) aos juizes especiaes, e ao cario
rio d> respectivo, escrivAo ou por dislribuirio a
um delleaonde hovs>r mais qoa om.
Arl. S7. Os processos julgados pelos Iribunaes co-
mo arbitros-, eque peirderem deappell.icao interpos.
la para a retar.m. sero em tempo remetlidos para
estas quando ja nao lenham sido apresentados para
serem julgados em segunda inslapcia.
jArt. RS. As appellars'pendentes por embargos
serao decididas pelas relaces, para as quaes serao
remellidos'tambem os embargos oppostos a execu-
cao. (Arl. 583 do regulamenlo n. 737. )
Arl. 89. Al appeltaces que nao tiverem accor-
dao decisivo oo dia em que *os iribqnaes do com-
mercio comecarem a funeciouar em. segunda ins-
tancia sjrSo remetli.las aos mesmos tribunaes.
"Arl. 90. As revistas dece ldas e as que o forero
cm processos decididos serao julgadas pelas relaces
que forem designadas.
Arl. 91. as causas intentadas anles di lei n. 799
o julgadas pelas relaces pudemas parles inlerpor
a revista anda que a questao delta seja menor de
5:000, com tanto qae seja maior de2:0f)09
Art. 92. Os Iribunaes do commercio da capital
do imperio, e os da Baha e Pernambuco, comer-
rao a funcionar em segunda instancia no I. deju-
Iho, e o de.Mnranhn oito das depois de eSeclua-
da a eleieao dos respectivos depulados.
Arl; 93. Se o commercianle nao for matriculado
e constar em juizo por notoriedade ou inquir cao
que o fundo mercantil com que a casa fallida com-
merciava nao exceda de 10:00f*} o juiz commer-
cial, prncedendo de plano, verbal e summariamenle
or leara' logo e sem dependencia da npposiro de
sellos o inventario, avaliacao, venda e deaosMo dos
bens ou de seu preco, outrosim sucessiva ou simul-
tneamente, se for possivel, fara' as inquiriees, in-
terrogatorios, exame e averiguaees necessarias,
qualificandoa final a quebra e pronunciando o reo
ou absolvendo-o.
Pronunciado o reo seguir-se-ha o concurso das
preferencias, com caja decisio, salvos os recursos
legues se terminara' a causa.
de urna casa, vio sahirdella urna carruagem. O aca-
so servia-o maravilhosamente. Loriot lanrou os
olhos pela portinhola, e vio Chifln dentro ssiuha.
Ficnu com um p no ar e a bocea aberta.
Chilln encarou-o com admiraran, c depois deu
urna risada. A carruagem passou emquanto Loriot
vermelho de indignaran procurava urna palavra pa-
ra exprimir sua colera.
Chifln linha rilo tinha escarnecido delle! To-
das as suas esperanca orgulhosas cabiam. Eslava
mais abalido qoe um autor apupado. Seu chapeo de
seda, eu collele de velludo, sua sobrecasaca e suas
bolas lustrosas nao linham sido felzes. Chifln rira!
Devemos confessar que Loriol teve nesse momen-
to o pensamento de espanca-la. se alguma occasiao
favoravel se Ihe apresentasse. Rr delle de sua gr-
vala de sua luneta de sua bengalinha!
O pobre Loriol ficnu Uo perturbado que perdeu a
consciencia de sua nova dignidade. Assenlou-se co-
mo se.fnsse ainda um pobrsiuho sobre urna das ba-
lizas collocadas nos dous lados do portao, esqueceu-
se da chibatinha entre as pernas, e enchugou o
olhos com as cos js da mao esquerda.
Todava linha um lenro; mas foi um instante de
prostrar,ao completa-. Elle nutrir lauto a esperanza
de deslumhrar Chiffdn Esqueceu-se durante dez
minutos de ludo o que requera sen vestuario, pois
ficou lo bi esse tempo assentado sobre a baliza. No
fim de dez minutos um incidente singular veio tra-
lo do somng. .
Ouvio junto de si um passo furtivo, ergueu as
olhos e vio urna mulher vestida de luto, que veio
por-lhe a mao sobre o hombro.
Eslava paluda como um cadver, e seos olhos
grandes e prclos parecan) fatigados pelas lagrimas.
Loriot fez um esforz para levanlar-se; mas a
mulher releve-o pondo-lhe n oulr mao sobre o ou-
lro hombro, oruntuiuou a conleinpla-loem silencio.
Era mui bella apesar de sua pallidez e de seu ar
de soffrimenln; mas seus olhos eslavam espantados.
Loriol pensou logo quo era a rendeira. Depois
mo se que idea vaga alravessou-lhc o espirito ruino
um relmpago, senlio-sc altrabido para essa mulher,
6 o corarao palpilou-lhe.
Quem he Vine'! pergunlou elle.
A dcsconhecida lirou-lhe o chapeo,' o qual deixnu
cahir sobre i calcada, e ali-ou-llie com ambas as
niaos os/abellos loaros e annlados.
-7- Ah !... di-se Loriot querendo apanhar o cha-
peo de seda.
Pica/..', murmuruu a mulher de luto.
Loriot eslava muito rommovidn, porque o olhir
da ilesronhecida^exprimia urna ternura apaixonada.
Repentinamente aano-so urna porta no paleo da
casa e sahiram duas criadas. A mulher de luto den
um longo suspiro.
Ei-la aqu exclamou mu das criadas.
Tive muito modo disse a oulr.
Ambas dirigiram-se desronhrcida, e tomaram-
na cada urna por um braco.
-*- Desculpc-a, senhor, disse urna a Loriol em voz
baixa : ella he douda.
Art. 94. A venda dos bens, ou o concurso de
preferencia, podem ser sobrestadas ou suspensos se
os credores, concedendo concordata ao devedor, re-
quererem aojuiz que os beus sejam entregues ao
mesmo devedor, ou algum idmir.islrador qoe elle
nomearem.
Arl. 9,5. A'vista do requerimiento, dos credores,
o juiz prncedendo ao exame, inquirieras, interroga-
torios e averiguaees necessarias para a instrurcao
do processo, qualificarao da quebra e pronuncia do
devedor, satisfar ao requerimiento dos credores se
nao houver din ida sobre sua qualidade.
A entrega dos bens se nao fara sem que sejam in-
ventariados e avahados.
Arl. 96. Os emolumentos dos juizes e tribunaes
do commercio, e as cusas dos precessos respectivos,
serao provisoriamente as mesmas que se percebem
no civel pelo decreto n. 1569 de 3 de roarc.o do cor-
rente.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conse-
lho, ministro esecrelario de estado dos negociosda
juslija, assim o tenha entendido e faca executar.
Palacio slo Rio de Jeneiro, "em r, 1. de maio de
1855, trigsimo quarto da indepeodencia e do im-
perio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jote
Thomaz Xabuco dr. Araujo.
3.* Secrao.Ministerio dos negocio da justica.
Rio de Janeiro, ero.30 de abril de 1855. lllm. e
Eim. Sr. Levei ao conliecimento do S.M. Im-
perador o oflicio de V. Exc. datado de 21 de marco
ultimo, sob n. 92, no qual expe : 1,, qae ojuiz
municipal e de orphaus do termo da Chapada dessa
proviuca Ihe communicra, no oflco qae remet-
leu por copia, ter dado comeco ao processo crime do
roo Manoel Vidal de Araujo. e que encontrando
muitas difficuldades na indagarlo das proTas, fon
obrigado a usar de um expedienta extraordinario,
qual o de urna informarao geral escripia em sepa-
rado, para depois escolher-se ar tislcmunhas miis
sabedoras do faci, fim de deporem no proceso ;
2., que V. Exc. ihe responder que, por maior quo
seja a solicitude e z*)o da auloridade no descobri-
iiiento e punirn dos criminosos, convinha guiar-se
sempre pelas disposices da le, quo era obrigada a
respeilar, e cuja violara) nao poda ser justificada
por causa ou pretexto algum. Que essa inormisao
geral, previa ou prparalora, alm de occasonir
um processo duplicado,que rnlardivi a formaoito da
culpa, a qual devia terminar em tempo breve, faria
com que fosse inquirido um numera arbitrario de
teslemunhas,quando o arl.-265 do regulamento o.
120 de 31 de Janeiro de 1842 fiza o numero das quo
poden} ser inqueridas : por ronsequencia, que nao
sendo essa a marcha aulorisida no nosso processo
criminal para o desrnbriuijuto do delinqueule, ou
para a formarlo da culpa, mas sim a que se acba
proscripta n5s arls, 142, 11:5 e 147 do dito codiga\ e
nos arls. 263 at 270 do regulamento de 31 de Janei-
ro de 1842, campria a ello juiz procedo! quaolo
antes ao respectivo summar!. para a formarlo da
culpa do dilu reo, leudo cm villa as lisposijoes quo
regulam a materia, llavendo o mesmo augusto se-
nhor por bem njpproini a decisao poi V. Exc. dada,
assimdh'o comuiunico para sua intelligenca, e para
o fazer constar ao soliredilo jui, municipal ede or-
pb.os do termo da Chapada.
Dos guarde a V. Exc Jos Thomaz Nabuco de
Jraujo.Sr. presidente da provincia do Maranho.
.* Seceao. Ministerio dos negocios da juatica.
Rio de Janeiro, em 30 de abrWde 1855. Illm. e
Exra. Sr.Participa V. Exc. no sea oflicio n. 93 de,
26 de marco ultimo, que dirigindo-he o chefe de
polica desoa provincia o oflicio que remellen por
copia, no qual prope como um meio de remover a
difiiculdide que ola baver as diligencias para a
capturados criminosos, que os delegado a subdele-
gados mandem declarar, ni formarao dos processos
enmes de reos presos, e em um auto separado, o
signies di pessoa do delnqueme, e pergunlem s
teslemunhas sobra os mesmos sigmes nos processos
ausentes, V. Exc. Ihe responder que, devendo xis-
lir as cadeiae, conforme determiua o arl. 158 do
regulamenlo n. 120 de 31 de Janeiro de 182, um
livro para nelle lancar-sa o norhe, sohreoome, da-
de, naluralidade, filiacao, a ignaes particulares dos
presos que para ella enlram, julgari desnecessaria a
medida proposU, al-porque esse auto especial seria
miis um.termo e fonnalidade na formadlo da colpa,
que as leis do processo criminal nao prescrevcni; a
quanlu segunda providencia, isto he, de pergun-
larem as ditas autoridades as tcslemuchas sobre os
signaes dos delinqucnles nos processos dos reos an- "
senles, que s Ihes era determinado assim procedft-
ren, quando os reos eram desconhecidos, como sa
deprehendia do art-79 3." do cdigo do processo,
e art. 26, do citado regulamento. Que V. Exc. en-
tretanto'ofcira aos juizes municipaes, e ordenara
ao chefe de polica que o mesmo fizesse nos delega-
dos e subdelegadossujeitos sua jurisdieco, recom-
mendando-lbes que nos oflicio* eprecatoriai que Ji-
rigissem para a prisa dos criminosos viessem men-
Para que sabe assim de casa, senhora Magda-
lena ?... Ser misler traze-la debaixo de chave.
A mulher de lulo seguio as duas criadas sem fa-
zer resistencia ; mas al passar o limiarda casa, con-
-ei vou a cabera .vollada para Iraz, c nao afastou a
vista de Loriol. No momento de desapparecer arre-
dondou os beicos como para envinr-lhe un beijo.
Loriot apanhou o chapeo e alravessou a ra para
ver a fachada da casa onde morav Chifln, bem Co-
mo essa pobre douda, cuja vista commovera-lhe
lantd o corarao.
Esse pobre Loriol nao sabia adevinhar enigmas.
Torlurou a cabeca durante dous minutos, e renuu-
ciou a isso; mas esse trabalho inlellectual fatigou-o
prodigiosamente. Resolveu repousar o relio do dia,
e foi jantar em urna dessas milagrosas casas de pas-
to que dao por quarenta sidos orna sopa horrivel,
(res pralos infames, urna garrafa de tinta roa, a nao
sei que sobejos irnico baplisados por sobremesa.
Os provincianos econmicos suslentira essaa famosas
tabernas, porque estao como Mithridates ao abrigo
do veneno.
Loriol jantou melhor do que um principe : leve *
pelo quarenta sidos urna sopa de camarfles, oral
tombo de rodovalho, orna iza de faizaO assada,
dous verdelhes e urna salada de aniniz.
E digara que o panizo das mulheres nao he
tambem o dos mandrioes!
Por um franco de supplemento Loriol leria tido
(abaras da Ierra com vinbo de Champagne ; mas
preferio retirarse agoarda-lo para as laranginhis.
A carruagem em que Chifln ia ssinha deseca a
ra de Tournou e a ra Dauphnie para atravessar a
Ponte Nova. Irene devia acompanhar Chifln ; mas
firra relida em rasa por um novo cuidado. O ret
Truffe cumplir a promessa que fizera na vespera, a
eslabelecera-se nessa manhaa na habitacifo de Sul-
picio.
Ora Chifln nao queria differir sua larefa para o
dia seguinle, c Irene agr,idecera-lhe. abrac,ando-a.
Quem sabe como sao as raparigas:' Chifln rira ha
pouco ns gargaHudas vendo I.oriot; agora eslendia-
se pensativa e triste sobre o coxins da carro. Nao
cuidava mais na missan de que eslava encarregada :
pensava smente em Loriol.
Tinlia-o adiado bello debnixo de seu novo vestua-
rio, e rira-se por pura alleclacao, porque envergo-
nb.-ira-se de eslar tao Commovidi.
Oh certimeule, Loriot nao linha a bellas ma-
neiras do senhor Fernando, o modelo supremo; po-
rm era mais lindo e ilguns dias basteo para habi-
tuar o vestuario ao homem.
Ella roediteva anda e sempre no seu Loriot
quando-a carruagem parou diante da porta triste de
Saint Lazare. Chifln desreu e pergunlou por mada-
mesella Snlange Beauvais.
Respondern!-Ibc que a hora de visitar as presas
ja lina passado; mas a rapariga lirn da carleira
nina ordem assignada pelo ministro do interior, ea
porta da prisiio Ihe foi aberta.
[Continvar-M-ha.)
"
MiiTitann



n
*
DIARIO OE PERMMBUCO QUNTA FEIM U O MAIO OE :355
eiooauh os signaos particulares desle, senijo o a os
reos evadidos das cadaias extrahidos do livro de que
trata tu 158 do reguUmenlo de 31 de Janeiro de
l**2i c| dos reos que por estarem ausentes nao fo-
rain presos, colindo |or meio de infermaces a que
as meinias autoridades devera proceder ; com o que
entenJt remolida diillculdade que se nota uas di-
ligenciis para captura dos reos por falla de seus sig-
uaes caractersticos. S. M. o Imperador, a cujo co-
uhecim'nto levei semelhante negociq, liouve por
bem approvar a decislo e prudencias dadas por V.
Eic. O que llie coiiiiniiaico para sua intelligencia. e
para o fazer constar a> chefe de polica dessa pro-
vincia, i
Den ^uarju a V. Eit.Joi Thtmaz Sabuco de
ATamjo. Sr. presidente da provincia do Maraohao.

MINISTERIO DA MAtUNUA.
Erpedien de -i de marro.
A' lli s-soura i asa Bahia, declarando, ein Soluc.ai) ti
duvida tm quis "ello se ada a respeito das come lo-
rias qut perlencem aos capilaes-teuenles Hermene-
gildo Antonio Barbosa do Almeida e Ernesto Au-
gusto dos Reis. esteajudanie .da capitana do porto,
aquel le empregado disposicae da presidencia,
que as 1 uvas cumedorias lmente competcm aos of-
ficlaes electivamente embarcados, devendo abonar-
se as aliagas, ou anteriores a tabella de 10 de feve-
reiro de 1852, que fui revogada, aos que se acliarem
eni coinuiisses a que corresponde ess? venciraentn,
como dispe a 6. observaeao da tabella que baia
cpm o i|eereto n. 366 de 15 de abril de 1851 ; e que
consegulnlemenle nao competcm aos mencionados
capitSesilenles as coinedorias desta ultima tabella,
devendej-se dedaik de seus futuros vencimenlos o
que deiiais leuliam recebido.
-26-
A'in^peccao do arsenal, para que mande organi-
sar e reinetla secretaria de-estado o orcamenlo e
risco de um vat>or com 10 palmos ou menos de ti-
rante drk agua, e capacidarlc propria para emprear-
se especialmente no trrico da provincia do Para,
devendrt ser destinaila a esse vapor a machina do
Guapia\su', como se prevenira no aviso de 20 do
eorreol|.
A'jpresidencia da Haliia, significando, em ros-
posta ai- oflicio que acompanhara a copia do que Ibe
dirigir;o respectivo capillo do porto a respeito do9
erantes: dos machinistas que se acham empregado s
nos vapares daquella provincia sem a approvarao
delenniaada no arl. I." das instrucciles que- baxa-
ram coin o decreto n. 1551 de 10 to mez passado,
que deye comiounirar ao referido rapitao do porto
que a letra daquelle artigo he mni clara e termi-
nante, e segundo ella levera taes exames ser feilos
n cario, onde se acham os profegsionaes mais habi.
litados icste ramo do servido naval, eque, comqnan-
lo dabi 'resulte algum detrimento para os candida-
to, nlc.jte pode desattender aquella ratita, e uni-
formid. de e igualdade que cotrvera haja nos actos e
approviies ; accrescendo a consideracao de que a
raesma pralica seda a respeito dos pilotos que que-
rem habilitar-se em conlbrmidade da lei; sendo que,
em atfeucao difticuldade que alguns candidatos
podem achar em vir corle habilitar-se, foi que se
Ibes co icedeii o prazo de que traa o mencionado
ailijto'.
30
Ao iquartel general, declarando, em soloelo
duvida suscitada pelo commandantc da estaco na-
daranhln, que os voluntarios que tveram
nterionnente ao decreto n. 1166 de 25 de
do auno passado, sem contrato por lempo
nado, podendo relirar-se quando quize'rem,
So no caso dos contratados a que se refere a
1 parte do arl. 2.,- e devem porlanto perce-
arl. 1.<
A
do mesmo decreto.
> mesmo, declarando, em resposta ao ofQcio
que di igira em consequoncia de haverem alguns
comma idanles de estacos navaes, depois da publi-
cado lo decreto n. 1166 de 25 de oulubro do anuo
lindo, lollicilado expljcaces acerca dos vencimen-
tasque devem mandar abanaras pracas iU marinha-
gemtque servem de criados por "isso que estes sao"
todos voluntarios, quo os criados anda que volunta-
rios, se nao forem lirados d'entre os marinheirosou
grumetes de profissao, e nao cstiv'erem porlanto alis-
tados nio taes, em conformidade do referido de-
creto e:avisos regulamcntares de 28 do dito mez de
outubn, c 15 de Janeiro do correle anuo, 11,10 tem
direilo ao augmento de sold que, o mesmo decreto
sement conceden as praois da marinliagem que ef-
fectiva fienlu o forem, caso era que nao eslao s cria-
dos, a quera apenas se concede a praca de grumete
ou de marioheiro*para fuar o seu vencimenlo a
bordo.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 19 de mio.
< lllicioAo Exm. marocha! commandanle das ar-
mas, inteiranndo-o de baver marcado o prazo de 20
das para dentro delle apiesjiilar a mai do rcrula
Jo3o Principe de Portugal, que se acha recolhido
M deposito, as Isencoes legaes que diz tcr"o men-
. rionado recrula.
DiloAo mesmo, declarando que expedir ordem
a llicsourari.i de fazenda para que, .estando nos ter-
mos legaes os documentos que S. Eie. remelteu,
pague a quanlia de 439680 rs., que dispendera o
alferes do segundo lia tal han de infantera Luiz Vi-
cente Vianna com a condujo de sua bagagem
desta capital para a comarca de Garanhuns.
DitoAo Exm. director geial da inslrucco pu-
blica, aulorisandn-o'a mandar fornecer, avista do
orramenlo que devolve, os movis de que necessita
a aula de primeiras lellras da pavearn de S. do
O' termo de Olinda, conviodo porem, quo se lenha
ein otlencao o numero do alumnos que pode ter a.
dita aula, para que se nao comprem movis supe-
rabundantes.
DitoAo inspector da Ihesourariade fazeeda, di-
zendo que pode mandar encommendar em Franca
. os objeelos que foram requisilados para a aula de
geocraphia do Collegio das Arles, e que nao so en-
roniram a venda nesla praca.Communicou-se ao
Exm. director da Faculdade de Direilo.
DitoAo-mesmo, recommendando a expedidlo de
suas ordens, para que seja entregue ao capillo quar-
lel-mcstre-da guarda nacional dete municipio a
quanlia de 509rs. para papel, c mais nhjectds preci-
sos para o expediente dos consellios de qualilicarao,
e de revista da mesma guarda nacional.Parlici-
pou-se ao respectivo commandanle superior.
DiloAo mesmo, communicando, alim de que o
lacjn constar" ao inspector da alfandega e ao admi-
nistrador da mesa do consulado, que o cnsul in-
terino dos laizes Baixos- nesta capilai, parti-
cipara havor nomeado o cidadao Frederico Lopes
liiimares para, durante a sua ausencia, exercer as
fenles daquelle consulado.Fzerara-se as oulras
cummunicaces.
DitoAo mesmo, dizendo que pode effecluar com
a casa de le. Galmonl & Companhia, o fretamento
do brieue ioglez H'iUkam Tucker, ob as condisoes
por S.S. iodicadas.emseu oflicio n. 306,am de con-
duzir para Londres 2700 a 2800 quinaes de pao bra-
sil que se acham nos armazens desla provincia,nos da
l'arahlba e Rio (jra,ude lo Norte.
DitoAo chefe de polica, devolvendo para ser
paga na conformidade da sua informadlo a conta
na importancia de 405 rs., de um livro q'ue foi com-
prado a Ricardo de Frcilas & Companhia, para a
entrada e saliida dos presos da cadea desla cidade.
DiloAo director das obras publicas, devolvendo
a_copia do contrato celebrado com Jos donealves
Kerreira Costa, para a ronstroeco de dous leos
do caes do Capibaribe, alim deque fara declarar no
mencionado contrato que o pagamento da importan-
cia daquella obra ser sali: feilo em apolices da di-
vida publica. ,
Dita Ao inspeelor do arsenal de marinba, para
MBreroovrt quanln antis a remessa da plvora que se
destina a diversas provincial do norte, conforme ja
se Ibe recommendou.
DiloAo inspeelor da thrisouraria provincial, re-%
rommendando quo mande por em hasta publica a
obra dos reparos do que precisa o 7." lanjo da estra-
da do sul, sentado de base a essa arrematacao o or-
cameuto e clausulas que remelle por copia. Com-
inuoicou-se ao director das obres publicas.
DitoAo mesmo, recommendando a expedirlo
de suas ordens, para .que seja rlesappropriada urna
pequea casa de Domiciana Maria da Coneeic.ao,
sita na direccao do 6.- lasco da estrada do Norte,
alim de aun pona ter lugir a execurao da nova es-
liada.Inteirou-se ao director das obras publicas.
IHloAo cnmmaiidaule de corpo de policia, para
fazer apresentar ao chefe do policia urna forra de
12 pracas e um inferior .laij lelic corpo pera col-
tarem ale a comarca do Rio Formoso seis crimino-
tM, qne devem ser julgados 110 jury do termo de
Barreiros.Uinmunicou-se ao referido chefe de po-
lica. .
DiloAo director interino do lyceu. Tendo em
vista as mformarnei de Vine, e do director geral da
111slr11c1.M11 publica, acerca do requerimenlollo pro-
fessor adjinrto Filippe Nery Cailaeo, qoe pretende
que eja rectificada no respectiva livro do ponto do
mez de abril, a nota que se r;fere ao supplicanlc
jiilgn que provado como se acha o zelo da directora
do lyceu. m'n> esl menos provado o Tacto de adiar-
se o supplicante em casa de a residencia no da
20 do cilado mez, e porlanto lenho por justificada a
s 11 falla, fazendo-sc dislo roensao no registro res-
pectivo.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar trasportar para a corle por
contado soverno, no vapor que se espera do norte
iiypolito Manuel Antonio, que leve escusa do ser-
vijodoexercito.Parlkipou-si) o rnarechal com-
maodaate das armas.
O presidente da provincia ordena, que para execu-
So da lei provincial n. 354.de 23 de SetembrS de
851, se observe o segninle
REGULAMENTO.
Arl. 1." Para occorrer as despezas das obras de-
cretadas pela lei do orcamento vigente, tica a llie-
souraria da provincia er-carreguda de conlrahir um
mpreslimo at 200:0009000, quo vencerao o juro
annii.il da 8 por cento, pago por semestres a contar
do dia 1' de julhode 1855.
A supradila quanlia ser amortisada em 5 annos
por meio de urna innuldadc de 10:0009000 alm dos
juros.
.Arl. 2." Esle empreslimo se realisar. por meio de
apolices do valor de 1009000 cada urna, repartida
em 5 series iguas Correspondentes aos 5 annos ne-
restaros para a nturilsic.lo da divida.
Art. 3. Estas apolices ser 10 emiltidas ao par,
por venda ou dando-se em pagamento e a sua im-
portancia bem como a da despeza a que for ella ap-
plicada serio levadas ao livro caixa da receita geral
da provincia para ter por ella a devida applica;ao,
seja qiial for^i modo porque sejam Uadas em paga-
mento ou vendidas.
Arl. 4.- As apolices serlo a pagar a ordem do pri-
meiro ]osuiilnr que as receber," rubricadas pelo
presidente da provincia, e assignadas pelo inspector,
procurador Fiscal, e Ihesoureiro da. Ihesouraria, c
conlerao aJem da data em que cometa o empresli-
mo e* da serie, numero, capilai e juro semestral, o
dia do vencimeiito do mesmo capital ;mod. n. 1.)
Art. 5'. A transferencia de um i otro possuidor
Rr feila por meio da seguidle declaracao : Fica per-
lencendn ao Sr. F.... dalada c assignada pelo pos-
suidor.
Alm desla declaradlo de transferencia he prohi-
bido escrever-se qualquer signal ou palavra na face
ou no verso da inesm 1 apolice.
Arl. 6. A entrada e sabida das apolices na Ihe-
souraria ale seren dadas em pagamento ou vendi-
das", ser3u feilas em vista das guias e ordens do res-
pectivo iitspector.abrindose conla ao Ihesoureiro em
livro especial. Os lancamentos das entradas serao
assignados pelo Ihesoureiro e o escrivao, e' os da sa-
bidas por esle ullimo e pela parte.
Art. 7. Alem desle livro haver oulro denomi-
nadoCaixa onde ser debitado o Ihesoureiro pelas
dolarles que receber, e creditado pelo importe das
follias ou ndaeiies dos pagamentos do capital c juros
que (ver feilo.
Arl. 8. Estas iclares ou folhas annuaes quanlo
ao capital, esemestracs quanlo aos juros, serao tan-
las quantas forem as series das apolices, organisadas
segundo a ordem da numeradlo. Picando espado na
mesma linha para o portador que for pago assignar
o seu nome, e processndas e revistas pela conla-
doria.
Ar'- 9. O pagamento dos juros de cada apolice,
1 proporcio que se fizer, ser lambem indicado na
frente della logo abaixo da parle escripia, e nao no
verso, que se acha reservado para as transferencias,
com o carimbo fo semestre a que pertencer, c o do
capital com o canmbo depagaalm do recibo do
portador para* servir assim de documento. des-
peza.
Art. 10. Osdouslivros cima mencionados ser-
virlo durante o lempo do empreslimo e seu paga-
mento; porm doas mezes depois deste prazo serao
rjcolhidos couladoria com as folhas ou relaces,
e.'mais documentos respectivos para definitiva liqui-
daban e lomada de coalas.
Palacio do governo de Pernambueo 15 de raaio
de 1855.Jote Bento da Cunha e Hgutiredo.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios do im-
perio 19 de abril de 1855..
Illm. e Exm. Sr.Passo as maos de V. Ex. pare
que faja publicar pela imprensa dessa provincia, a
inclusa tradcelo do annuncio feilo aos navegantes
pido governo das Duas Sicilias acerca do estabele-
circniode p.haroes nos cabos de Gallo, e construi-
dos as cosas da Sicilia.
Dos guarde a, V. Exc. Luiz Pedreira do Cauto
Ferraz.Sr. presidente da provincia de Pernam-
bueo.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernambueo
21 ile maio de 1855Figueiredo.
j Traducrao. Aviso aos navegantes. Faz-se
constar ans navegantes, que a partir do dia 30 de
oulubro de 1851, sobre o cabo do Oallo, a N. O. do
go pho de Palermo (na lalilude de 38., 14. 3."N.
e na latitade II-, 4* E, calculada pelo meridiano
do Paris ) ser aceso um apparelho cata litrico de
quarta ordem, em ponto grande, de luz constante
e inv.iriavel. O foco desle apparelho ser elevado
45 nileos cima do nivel do mar, e a luz poder
sei- vista na distancia de 15 milhas de 60 ao grao. O
pliarol do cabo Passero ( na lalilude 36*, 41% 30
N. clongitude 12-, 49-, II-E.) ser substituido
por um apparelho catadiolrico de quarta ordem a
fugo lixo, variando de explendorde 3 em 3 minutos,
tfqual era aceso do dia 20 de unvembro de 1854
em dimite. O fogo desle apparelho sera elevado 39,
40 graos cima do nivel do mar, e a sua loz- pode*
r avislar-se ua distancia de 14 milhas de 60 ao
grao.
Conforme.Fatuto Augusto de .guiar.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quji-tel-eneiMl do oommando das armas de
Ir'emambnco na ctdade do Recite, em 23 de
raaio de 1865.
ORDEM DO DIA N. 48. *
O rnarechal de campo commandanle das armas
faz publico, para roiihccimenlo da guarnirao e Fina
convenientes, que o governo de S. M. o Imperador
hume por bem permiltir por aviso do ministerio
do negocios da guerra de II do andante mez, que
o $r. alferes quarlel meslre do 5. balalhao de inl'aii-
laria Leopoldo Ilorges Galv.lo Ucha, viesse servir
na guarnirao desta provineia, c que tendo esle se
nliur oflicial feilo lioulem a sua apresenlac.io no
quarlel general, fica na qualidade de addidS ligado
ao 10. balalhao da mesma arma, para nelle fazer o
semico que Ihe competir.
Faz publieo igualmente, qoe a presidencia na da-
la de 21 do crrenle foi servida exonerar do empre-
go de director da colonia militar de Pimenteiras o
Sr. capil.10 do 2. balalhao de artilharia a pe Feli-
ciano de Souza Aguiar, emconscqueiicia do seu mo
estado de saude ; e na dala de hontem "o Sr. 2. ci-
rurgiao lente do corpo de saude do exercito.Dr.
Francisco (ionralves de Moracs, da commissao de
que se aclmva eucarregado na referida colonia.
Jote Joaquim' Coelho. .
Conforme.Candido Leal Ftrreira, ajudante de
ord;ns eucarregado do delalhe.
Saude publica.
Os Srs. Viveiros, 21 ; visconde de Gequilinhonlia,
13 ; visconde de Caravellas, II.
tedacr'ut das leis.
Os Srs. Mendes dos Santos, 21 ; visconde de Sepi-
tiba, 20 ; visconde de Gequilinlioiiha, 15.
/'t'ilisticu. calchese e cotonintco.
Os Srs. marquoz de branles, 23 ; Cunha Vascon-
celos, 21 ; Araujo Ribeiro, 12.
Assembleas provinciaes.
Os Srs. visconde de Uberaba, 27 ; Souza Ramos,
25 ; baro de Quaraim, 22.
O Sr. Presidente d para ordem do dia a 1.' e 2.a
discusslodas proposicOes da camarades depulados,
creando o'cabido da S do bispado de S. Pedro, e
approvamlo a aposenladoria concedida a Joaquim
dos Reis Parns ; seguiudo-^e trabadlos de commis-
ses, o levanta, a sessao.
N'o dia 5 nao liouve scss/lo.
mam 1------
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS-
Dia 5 de maio.
I.idas e approvadas as arlas das sessOes dos dias
2, 3e i do crrenle, passa-se a eleicau da mesa, e
correndo o escrutinio para a eleirao de presidente,
recolbidas 59 cdulas c sendo apuradas, he elcito o
Sr. visconde de Baependy com cincuenta e quatro
volos.
I'assando-se eleirao de vice-presidente, c achan-
do-se na mesa 61 cdulas, lie cleilo o Sr. Luiz An-
tonio Barbosa com 54 volos,
.S'effre/arios.
Para I. secretario, em 58 cdulas he eleilo o Sr.
Paula Candido com 46 volos.
O Sr. Paula Fonseca :Pero a palavra.
O Sr. Pretidente :Ser conveniente inlerrom-
per o acto da eleirio da mesa ?
O Sr. Paula Fonseca :Te'nho negocio urgente.
Nao estando completa a depulsrao de Minas, desejo
apresentar urna indicaeao alim de que se chame o
primeiro supplenlc, o Sr. Mello Franco. ( Apoi-
ados.)
O Sr. Presidente :Vou consultara casa.
Consultada a cmara sobre a urgencia, he eslaap-
provad.
Lese pois, a segninle indicaeao, e remctle-se com
urgencia commissao de poderes :
Indico que se chamo o Sr. Mello Franco como
supplenlc da deputarao de Minas Geraes.S. R.
Sale das sesses 5 de maio de 1855. Paula Fon-
seca.
Continuando a eleirao da mesa, corre o escrutinio
para segundo secretario, e em 59 cdulas salte eleito
o Sr. Antonio Jos Machado com 35 volos.
Para 3. e 4. secretarios, em 59 cdulas, sao elci-
los os Srs. Lindolplu) Jos Correa das Neves, 3. com
2i volos ; e Francisco Jo de Lima, i. com 21 vo-
tos; ficando 1. supplenle o Sr. Diogo Tcixeira de
Macdo, com 15 volos, e 2. o Sr. Francisco Xavier
Paes Brrelo, com 14 volos.
Os Srs. 3. e 1.'secretarios tomam assenlo na me-
sa por convite do Sr. presidente.
L-se o segninle expediente.
Um oflicio do Sr. ministro d.i guerra, pedindo dia
e hora para apresentar a proposLa de fiacao das for-
ras de Ierra para o anno linanceiro de 18K a 1857.
Designa-se o dia 7 do crreme, ao meio dia.
Oulro do Sr. ministro da marinba, fazendo igual
pedido para a proposla de (ixacao das forras navaes
Designa-se o mesmo dia 7, mcia hora depois do
meio dia.
Oulro do Sr. ministril do imperio, communican-
do ter expedido as precisas ordens para que sejam
ehanfadus os supplenles que devem preencher os lu-
gares de depulados que se acham vagos por falleci-
menlo dos Srs. Aprigio Jos de Souza e Joao Uar-
te Lisboa Serra.ln letra da.
Oulro do Sr. I. secretario do senado, communi-
cando a eleirao da mesa daquella cmara quo tem de
servir na presente sessao.Inleirada.
Oulro do mesmo, remetiendo copia aulhcnlica da
falla com que S. M. .0 Imperador abri a 3." sessao-
da actual legislatura.A' commissao da resposla
falla do llirono.
Oulro dosr. depulado Luiz Alves Leile da jOli-
veira Bello, participando que por motivos de fami-
lia nao pode assislir presente sessflo.A' commis-
sao de poderes.
Outro do Sr. depulado Israel RodrieuesBarcellos,
communicando que por motivos de familia nao po-
de vir j tomar assenlo na cmara, mas que conla
poder comparecer brevemente. A' mesma com-
missao.
lindo o expediente, e indo a procedcr-se elei -
cao da commissao de resposta i falla do llirono, re-
conhece-se nao baver casa.
O Sr. t. Octaciano (pela ordem):Peso se pro-
ceda chamada, para que o paiz rnnlicra aquellos
que allam. e sobre elles recaa a sua censura.
O Sr. Ferraz :Apoiado. Falta lambem o Sr.
ministro da marinha.
Procedendo-se chamada, verifica-se nao haver
easa.
Ein consequoncia o Sr. presidente, d para a or-
dem do dia 7 do corrente eleioAo das commisses, e
levanta a sessao:
No dia 4 nao liouve sessao.
IBTMOR..
* RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Da 4 de malo de 1S5S.
Lidas e approvadas as actas de II de selembro
do auno passado, de 27 e 30 de abril, c de 1 e 2 do
corrente mez", o 1." secretario* d conta do seguinte
expediente.
Ct lia imperial que nomea senador lo imperio ao
Sr. Jos Ignacio Silvoira da Mulla*, lleremetlida
commissao de constituir com urgencia, conjuncta-
meme com as acias da respectiva eleicao a que se
proceden na provincia de Goyaz.
I-i-a o senado inleirado da participarlo que fazo
Sr. marque/, de Atirantes de arhar-se imposibilitado
de comparecer por cmquanto no senado.
Pracede-se nomeaeao da mesa, c sahem elei
tos :
Presidente.
O Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli de Lcenla,rom
a maioria absoluta de 21 volos.
I'ice-presidenle.
O Sr. Cassiano Spiridiao de Mello Mallos, com a
maioria absoluta de 27 volos.
I. Secretario.
OSr. Jos da Silva Mafra, com 28 votos.
3." Secretario.
O Sr. Jos Marlius da Cruz Jobim, cora dezesele
volos.
2. Secretario. '
O ir. Manoel dos Santos Marlins Vallasques, com
28 velos.
i." Secretario.
O Sr. Jos Joaquim Fernandos Torres, 'com 27
volos.
1. Supplenlc.
O Sr. Jos Martiniano de Alencar.
2. Supplenle.
O Sr. Herculano Ferreira Penna.
Segue-se a eleirao das commissocs, e sSo eleitos
para a 1 de
Hesposla ri falla do throno.
OsSr. bario de Muriliha, 25 votos ; marquez de
branles, 22 ; Mondes dos Sanios, 17.
Consiiiuinlo e diplomacia.
Os Srs. Visconde de Sapiicahy, 27 volos ; marquez
de Olinda, 25 ; Maltoso Cmara. 22.
Fazenda.
(U Srs. visconde de Ilaborahy, 25 votos ; Vianna,
25 ; marquez ie branles. 22. ,
Ij-jjislai-an.
Os Srs. Pimeula Bueno, 25; visconde de Maran-
gnape, itl ; Mendes dos Sanios, 21.
Marinha e guerra.
Os Srs. Souza e Mello, 29; mjrquet visconde de Albuquerque, 17.
Coivmercio, agricultura, industria e artes.
Os Srs. Vergueiro, 26; marquez do Mout'Alegre,
25 ; marquez de Valenca, 17.
Instruccao publica e negocio* eccIttiatUcos.
OsSrs. BaplistadeOliveira, 25 f Araujo Ribefro,
20: Ferri'ira Penna, 19.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
I'ERNAMBUCO.
Rio 12 de maio.
Charo mi '.
Sem ludo quanlo reluz heouro.
Sabe, e escusado lie dizer-lli'o, qoe contra sua
sabia opiniau vim a esla corle com deslino a obler,
per [as ou nefas, um dos lugarizilos de juslira, que,
com as cusas do Exm. Nabuco, sao boje appeleci-
veis: mas, o que nao sabe, e por conseqnencia ne-
cessita que Illa diga, be que fui bem, e merecida-
mente castigado, porque, alm de sollrer q'uanto
adianlc Ibe direi, eiicoiitrci-mc com urnas malditas
erratas ao salutar regiment, que me pozeram de
cara banda.
Sim, senhor; he lal qual II1-0 digo, in fide amici,
e guarde-o para si, afim de que algum lulo do meu
adarme caia em igual esparrela, para que nao fi-
que somonte desapuntado este seo amigo velbo.
O Exm. Nabuco declarou, por intermedio do offi-
cial-maior respectivo, que errou o Jornal do Com-
mercio, erraram o Mercantil e o Diario do Hio,
errei eu, e errou lodo o genero humano (menos el-
le) quando pensamos, que tal regiment cmloso era
urna California, Australia, ou El-Dourado, onde se
achara metal sonante aos punliados. Esla he de desa-
ponlar, principalmente so atlendermos a que por
causa, das cusas paguei eu as dilas em todos os
sentidos, e no tresdobro na forma das ordenarnos.
Per di, pois, o meu Irahalho, e despezas, meus in-
commodos c sollYimcntos, meu enjoo, e dicta, mi-
nha resignadlo, c coragem, minlius lagrimas e sau-
dades, c os cariulios de minha av ; e depois de laes
desditas, se nao obliver algnma cousinlia para a
proa, protesto nunca mais viajar em paquetes a va-
por per omnia sacula smculorum. Amen.
Dizem-me, que nao perca a espranos, que este
he o paiz dos milagres, a regido dos improvisos, a
palria das notabilidades, o lugar em que ludo tem
seu preslfmo, e que finalmente, quem porfa mala ca-
ca ; mas, meu charo amigo, Vmc, que me conhece,
sabe bem, e sem offensa a modestia posso dizc-lo,
que esta minha cachola he urna pedra, e que eu le
nho um ar lao provinciano c.alelajmado, que so-
monte manifest ter sido lalhado i molde para em-
pregado da juslira. Assim, pois, o que pretende-
re i aqui enlrc as sumidades, que me cercam, que
compense dous" dias de penitencia a bordo de um
paquete vapor da companhia Brasilcira ') O futu-
ro Ihe mostrar se tenho, ou au sobrada tallo.
Deve eslar ansioso por saber o como pasci de
viagem, o que vi na corle, o que pens a respeito
desta grande capilai. Vou salisfazer-lhe a volitado
mas, comecarci prcvenimlo-o contra miaas primei-
ras impressoes, porque nao podem ser as mais exac-
tas: enlrclaiilo,'procuraa-i approximar-mc, quanlo
possivol for, verdade.
Desculpe, de ludo quero prcveni-lo, algnma ob-
servacao ociosa, e do quilate daquella-, que em nos-
sa linguagem franca de provincianos, chamamos
nsnaticas ; porque ueste lurbilh 1 de rousas admi-
rareis, nao he muifo para estranhar? que um pobre
rocciro perca a cabeca, ou a esquee 1 na ra do
Ouvidor na casa de algum desses Francezes, que en-
gorduram, empl islam, ntaviam, e despem a gente
com estupenda facilidade e bom modo admiravel.
Nao Ihe deve ler esquecido .0 dia 18 de abril, em
que nos demos as nudosas despedidas no caes do
Arsenal; assim como a mim nilo esqueceu, que en-
tdo, apezar do deule voraz da cruel saudade, cu es-
tiva cheio de esperanzas, e Vmc. de desconfianzas ;
e nem etquecerei jamis, que foi exactamente na-
quelle dia, que effectuei a mnior asneira de minha
vida.
Depois que o deixci no caei segui para bordo do
Imperador, e vascolejado palas orneas, com 1.1111,1
horaeopalhica, pude em alio mar ganhar aquello bar-
co, que qual pettea em maos belicosas de meninos
traquinas, brincou comigoojogo doesconde-escon-
dedei\ando-me por mais de urna vez estendido de
costas na alvarenga que me couduzia.
Cuttei a (omar-lhe o estribo, mas apenas o se-
gurei, de poucos polos puz-me na sella. O bichi-
tibo esteve acuado, s popas e bufando por muito
lempo, e eu senti tal movimento pelo interior, que
encaixando-mc n'um gavclo, que me deram, nao
dei f dos companhelros, que romigo se achavam
naquella espelunca. .
A gaveta, que me conbe por sorle, linha servido
para guardar nao sei que gneros de cheiro acre, e
incommodalivu, que combinado com o que exala-
vam quai treunla pessoas que all se achavam,
o fumo do carvao de pedra, e nao direi mais o que,
era capaz de asphixiar o maior fnrmigueiro.
Creia-mc, charo meu, que nao ha saudades, sen-
sibilidadc, e nem raciocinio, possiveis em um tal
ambiente. Eu nao pude maldizer por muilo lem-
po a tal.companhia de paquetes, que nos pe em
coramtun com urna centena de pretos, oulra de mi-
seros recrulas, e meia de pobres prai;as de prel, que
porcorreceo, ou oulro qualquermotivo, seguem para
a curte; que recebe maior numero de pessoas, do que
admitiera os commodos e lotac,ao do vapor ; final-
mente, que nos expe a dormir a chuva e ao reledo
por uns poucos de dias, como se foramos fardos sem
avaria provavel.
Eu, charo mi, suppuz, em mu bestunto, que
assim como a policia nao consente, que nos thcalrosi
onde estamos momentneamente, entre maior nu-
mero de individuos do que sua capacidade admitte,
lambem po lera prohibir, que os navios recebessem
a bordo numero do passageiros superior a sua lola-
;,io ; mas buje conhero a grossa asneira, que linha
na cachola.
Tambem entenda, que deveria haver alguma pro-
videncia, afim de prevenir a falla de bracos, que a
extraordinaria exportarlo de escravos, unida ao re-
crnlamenln, tem de produzir agricultura do norte.
O que eu entendo sempre he errado, e romero a
desconfiar de minha intelligencia.
Logo que me acoslumei ao cheiro, que se recebe,
e ao ar que a bordo se respira, pude ver o muzeu
em que me achava, e pata o qual concorria com a
minha quota parle. Se o cruzeiro inglez nos pilha,
estavamos, e com sobeja razio, a esla hora, ou em
oulra qualquer, na Serra Leda.
Negros de todas as nacOes e idades, tapias e ma-
cacos de mil especies, kagados e passaros, papa-
gaios e depulados, recrulas e senadores, devotas c
padres, caes e gtjlas, Indo em um redemoinho in-
fernal. As miserias, nunca podidas expressar, do
trafico maldito dos Africanos, reproduzcas, senao
augmentadas, com criaiiciulias, que a infame avare-
za separa de seus pas, rom prelas grvidas, acerca
de urna das quaos disse o malvado traficante. se
morrer a cria, a mi compensar o prejuizo !!...
E isto perante as autoridades do paiz ; perante os
represenlantes da naci; de urna nacflo civili-
sada 1 !
Os recrulas e soldados, os mesmos passageiros de
proa, lem igual tratamento. Os de r lambem nao
Ihes ficam muilo distantes. E he assim, que a com-
panhia quer acredilar-se, e concorrer com as da Eu-
ropa ? He assim, que ella faz direilo a exigir sub-
vengo do governo "f O seu melhor vapor, o Tocan-
lint, lem por commandanle o homem de mais gros-
sa casca, que eu conlieco... A aso respeito logo
direi mais alguma cousa.
Astim, entre miserias, privacoei,/alla 'de esparo,
e rigorosa dieta, cheguei no dia 19 s II horas da
manhaa, gracas ao corrido dessa provincia, que
adiantou quanlo pode soas mallas, a Macei.
Eu lomei Ierra, e dinsi-me casa de pasto, ho-
tel Thomnico, que all encontrei.
Quando la me achei, suppuz-mc anda a bordo da
tasca Imperador. .Se eu Mra grammatico, diria,
que elles concordan) em genero, numero e caso.
O patro do hotel, o Sr. Trime, he um anligo
militar (assim. diz elle porque foi soldado; com a
mesma liberdade com que chama hotel a sua naiti-
ca) que lem as costas um meio secuto, e que chupa
sua pinga com bastante desembaraco, diz o que Ihe
nao pergunlam, cala o que ignora, promctle ludo, e
nuda cumpre, porque, em abono verdade, nada
lera.
Urna preludia, que tem ons poucos do sobreno-
mes, he chamada por elle, ora por um, ora por ou-
tro, para assim, com a variedade de'nomes, afleciar
abundancia de criados, especular >, que emprega
com seu peixe assado e vinho.
Se Vmc. vira a arrogancia com que elle pedo ser"
vico para um, para dous, ou tres, conforme a con-
currencia dos freguezes, rir-se-hia a bandeiras des-
pregadas, como eu.
Mr. Thom, aqui para nos, nao honra muito Ma-
cei, assira.como sua tasca nao honra o titulo dobra-
do, que tomn ; comludo, viole o quatro horas de
oslada-a bordo do Imperador lornam snflrivel aquel-
la restauran!.
Sem duvida, julgar-me-ha muito prevenido contra
aquello vapor ; mas crea-rae, que as boas mineiras
do seu commandanle Torrezao, e immediato Farias,
me fazem ser um puuco benigno com a companhia,
que quer obrigar aos commandantes de seos paqu-
ques a tralarem homens de certa qrdera com o ridi-
culo quinto das passagens, hoje barateadas, quando
anligamente lhes dava para isso a quarta parle : as-
sim como os obrigou a serem bolequineiros, ven-
dendo vinhos e refrescos.
Disse-me um passageiro, que me pareceu homem
entendido, que a companhia adoptou o qoe ha de
peior na ingleza.
Se lodos pensassem comigo, ou a cpmpanhia Bra-
sileira melhorava, ou icaria rcduzida a conduzir
escravos e recrulas. Assim seja.
Nao Ihe descreverei Macei, porque muilos de seus
correspondentes o lem feito, e nao quero fazer urna
pintura inferior ao que merece aquella cidade nas-
cenle, e que prometi um bello fuluro.
Cheia de recursos, e animaran, ella lem urna vida,
que prometle ser gloriosa. Vi all importantes edi-
ficios pblicos, e he pena que ainda nao csteja col-
locado o apparelho de seu pharol, que me consta ha-
ver chegado.
Deixoi saudoto o meu hospede Thom, e voltei
para bordo s cinco horas da larde do mesmo dia, e
as seto da noile giraram as ptenles rodas. O infer-
no, charo mi, deve ser um fac simile de urna ma-
china a vapor. Conhsso-lhe, que desaoimei quando
vi aquello labyrinto em movimenlo.
He indubitavelmente doido, quera confia seu far-
do a tal traquinada.
Nunca mais rae aproximei ao respiradouro d'aquel-
le animal de ferro, assim "como a entrada da sala de
jantar. All os olhos se perturbara, aqui o olphato
he cruelmente marlyrisado.
Depois que vi do que eslava dependiendo minlia
vida, entregue aos caprichos dos dous elementos fo-
goeagua, pas de um lerreiro,* vapor, bem digno de
seus progenitores, senli que urna cousa, mais forte,
do que as saudades, me impressionava. Se nao fe
temor nao sei o que foi.
Nao quero com isto dizer, que nio tive minhas
saudades dos amigos, mas pcrmilla-me dizer-llie,
ao p das caldeiras de um vapor.a elfervesceucia das
saudades nada he. Eu cu pensa assim.
Ao romper do itia 21 lindamos varado a barra da
Rabia, c por mais um pouco, que chegaruos ao Rio,
asseverando, que a Babia se_ havia perdido, como
aconleceu aos modernos argonautas dal'urqoia.
Felizmeale a alampada de I'hebo nos veio mostrar
Ierra, e convencer, de que lindamos de tornar atraz
urnas milhas para vernios o paiz de Tu Pan. A's
oito horas entramos a barra, o apreciamos o lindo
panorama, que se nos apresentava. As casas consu-
lares eslavainTbem como os navios cslrangeirns, de
gala, em consequoncia de um taro matrimonial.
As girndolas de fugelos, to ifaliveis diaria-
mente na Bahia, como os pirojas, me convencern!
de que eslava na Chypre Brasileira.
Bem hajam os Bahiaiios. quo|sabcm dcsfruclar esle
mundo.
Sallei em trra, c embucei-me na priraeira cad'ei-
A' noile houve Ihealro Ivrico, e um baile; mas eu
nao assisli a nenhuin desses passatempos. Gastei
nuite em urna amavol reuniao de familias, depois
de haver arrumado ao eslomago volumosa carga
de carurii e acassd no hotel F'iguereido.
N'etse hotel lirei, como se coslum dizer, meu
venlre de miseria.
Depois que d'ahi sahi foi a primeira vez, que, em
consciencia, posso dizer que com.
Ainda tenho saudades da Bahia. Nao sei I em se
ser da cidade, ou das interessantissimas habitantes.
Por mira passaria all aquello dia, para aprecia-las'
no passeio publico, pois era domingo, ; mas eu.uao
poda deliberar da viagem, c deixei de ver as yayas.
No dia 22 s II horas deixei a aprasiveL Bahia, e
o confartablt hotel para retomar o Imperador', i.iue
contrasto Em qualquer paiz da Europa aquelle
vapor servira para conduzir rarro.
A urna hora pr-se em movimenlo a machina,
lendo recebido a horJo mais de cincuenta novos
passageiros. Se houvesse qualquer sinislro a bordo,
se se desenvolverse a febre ara trolla, que gra-sava na
Bahia,ccrtamente,queestavamos bem aviados com os
nossos Irezentos e tantos passageires. No primeiro
e segundo dias de viagem, tivemos mo lempo, e
chuvas, que pozeram em aperlo aquellos que nao
linham pilele;ras, em que se abrigar.
Creio que uao exagero quando digo, que vi um
fac simile do purgatorio.
Nao val a pena ser deputado, 011 senador, ter um
uguslu e dignissimo, urna Exc. favor, c vi/.itas
ministeri es. sendo para isso misler Iranspor o a-
llanlco no venlre de um paquete da companhia Bra-
silera....
Mas o que '... Val muito mais a pena, do que
ser-se prclendenle de um lugar de Justina, ver no
lal muzeu em miniatura, n'aquelle armazem de ra-
tos e baratas, e ao Iranspor o Pao d'Assucar, eocon-
Irar-se um homem com urnas malditas erratas, e
que mais he, cora a incerteza do apparecimento de
oulras.
Seja ludo pelo amor de Dos !
Tivemos dous dias de podre calmara, durante os
quaes ornar licou bruido como um espelho.
Nao sentamos o mais leve movimenlo, a nao ser
o tremidos das rodas, que no Imperador se faz horr,
velmente sentir.
Ha um inelhoramento n'squelles inslrumentos-
quefaz cessar nqmlle marlyrio, e o C,uaabara e
Tocantins o possuem ; mas a companhia n.lo quer
perder os velhuscos cAatccos, com que encetou sua
especuladlo ; nem mesmo o S. Saloador, verdadei-
ra carrora de lana da muucipalidade fluminense.
Cdcgamos no dia 26 as II horas da manhaa. Es-
cuso rcpelir-lhc o que sabe a respeito da entrada da
barra do Rio de Janeiro.
S tim Ihe direi que he magcstosa.e que muito me
impressionou. Oh Ao pasear o Cabo-Fro, e ao
divisar a nao descontinuada serie de cordilheras,
queorlam a cosa da capital do imperio, eus^nli nao
sei que impressao de saudade, que me %rredatou a
um mundo desconnecido. Parecia-me, que aquella
serle de morros, que unidos vista, e por nma ad-
miravel illuso, representara formas, e objeelos va-
riados, era ugi muro insuperavel, que me separava
eternamente dos mais charos objeelos de meus pensa-
mentos, como as portas da eternidade separam o
mundo dos vivos da regulo dos morios. Por todos
os Indos cercado de abvsmos insondaveis ou de mon-
tanjias inaccessiveis, somenle ao pensamenlo era li-
cito t^anspo-las para ir ler o querido lorrae de meu
nascimento; mas incompleta satisfazlo para desejos
lao ardentes! Nao Ihe sei descrever quanlo senli..
Seja fez alguma viagem a-regiao'lnnginqua, seja
sleve distante de amigos e prenles, sej sentio os
crueis golpes da saudade, enmprehender perfeila-
ineniu o que un Ihe nao sei discrever. Nao quero
renovar recordarnos, porque ainda me acho bastan-
temente affectado.
Logo que a lasca ambulante lancnu-ancora, cu
tomei a primeira fala, bote, escaler, ou como em
direilo melhor norae tenha, para ganhar a Ierra fir-
me, da qual eslava saudosssimo.
Fiquei maravilhado do labyrinto de fnavios do
guerra, mercante, nacionaes, e estrafeiros, vela,
e a vapor, que encontres ancorados nesla enormsi-
ma bahia. Eu quasi roe nao entenda com tal cno-
fuso. Eslava estupido, 'ou pelo menos assim o pa-
reca.
Apenas, porm, cheguei Ierra condec que nem
ludo que luz he ouro porquanto tive de desem-
barcar em urna pra imumnda, quanlo o pode ser
o despejo de urna grande corte como a do Rio de
Janeiro, que fica fronleira ao paro imperial!!
Lembro-rae, que um de seus correspondentes dis-
sera, que essa cidade era urna dama ataviada com
os ps na lama ; pois bem, esta curte he urna prin-
ceza asscnlada era monluro, pulrida lama c mate-
rias fecaes. Quem qaizer desmentir-me, traga c o
nariz, e eu Ihe provarei que he verdade, ainda no
sentido do esludanlc, que a venda.
Cahio-me o corarao aos ps quando vi esla corte
laosoberba com sua riqueza enorme, com sua civi-
lisacao, com seus meos collossaes, que gasta milhes
en. Ihealros, bailes, calramentos, hospicio de doi-
dos, com ministros, depulados, e senadores, com lu-
do quanto he intil, patinhando na lama, rodeadi
de esterquilinios !! Oh miseria das miserias !
Calcamento doplo. de parallelo piples, gasmetro,
estrada de ferro, barcos a vapor, carros e mnibus,
muzeu e biblioteca, e nada de caes t
Sallei como Dos me ajndou, porque nio eslou
acoslumado com essa lirapeza corlezan, e tome i o
hotel Pharoux, que era uro dos meus sonhos de pro-
vinciano.
Entenda, que quem nao mellesse a barba n'um
prato daquelle hotel, nao linha direilo a urna com-
meuda, a um haronalo, ou viscondado ; quanlo me
Ilud Ainda nem ludo quanln luz he ouro o
tal holel.he um vapor Imperador, correlo e anuo-
lado cora "beefs a antropophago, quero dizer, ver-
tendo sngue, com sopa de verdura (a Juliene) cos-
lelelas ricas, pao negro, mustarda azeda, vinho me-
dio enlre o vinagro e batatas com pellc.
Custando ludo isso oilo mil e tantos reis diarios,
era boa raoeda circulante. Tudo isto he corle, as-,
sim como he ahehedeira dos Allemes, que no dia de
minha chegada, lomaram para si a noile, em urna
sala prxima a mira, e me estrugiram, os ouvidos
em saude palria ou aquem Ibes cortn o umbigo.
Fortes palifes !
No oulro da fui procurar um ministro (linha cu-
riosidade de ver pm homem de pasta ) mas, nem
tudo quanlo luz he ouro vi um de passagem, e he
assim pouco mais ou menos como um homem sem
pasta, purera muito distrahido, appc/ssado, vexado,
enfastiado, cauradu, alarefado, quediz sim, por dis-
traerlo, quando devia dizer n,lo que falta quan-
do promelte, recusa quando-Ihe pedem, oflerera
quando recusam, e que parece estar conslrangido
naquella po-iro.
He indubitavelmente um hornera digno de lasti-
ma, um pobre ministro....
Disseram-me que elles andam lodos assim, prin-
cipalmente agora, que lemem nao haver numero
U)e depulados para abertura da assembla. Ainda
nisso me convenc, de que nem ludo quanto luz
he ouro, porque eu suppunha, que elles deviam es-
limar, que la n'um ou n'oulro anno nao houvesse
assemhlea,pela simples razio de nio lerem taabalho
na factura dos relatnos.
Por fallar em relatnos, dir-lhc-hei. que tambem
nao sao ouro, apezar de luzirein, parque eu enten-
da que elles cram cvangclhos, e um patusco asseve-
rou-meha poucos das,que sao proprios de figurar no
dia 1. de abril.
Tenho visto milita cousa bella nesta corte, c,como
pretendo demorar-me, ir-lhe-hei dando conla de
urna urna, conforme o vagar e pachorra.
Esta aqui na ordem do dia urna nova estrada de
ferro para o interior da provincia, que cada um
quer para si ou sen aflilhado, e lem laucado a dis-
cordia no campo de Agramante ; o um terceiro the-
atrohrico, que nan seja provisorio, e sim Pedro II.
Essas dnas emprezas tcem posto os nimos em irr-
labilidad'1 nn polo nlercsse publico, que dolas
possa resollar, mas sim pelo particular e individual,
nica corda que anda vibra nestes corarnos empe-
dernidos.
O calor tem estado exagerado ncsles ultimas das
e en, com quanlo do norle, tenho soflrido alguns
incommodos ; mas, e.n geral, a salobridadc publi-
va-tos scena urnas cincuenta veies ; sendo o maior
milagre o ler ainda espectadores. O Ihealro lyrico
e>corou-se no Trovador, que lambem ja cha-
mara milagres. e lem crapansinado o publico com
urnas trez duzias de recitas. Nada como a corle.
Ua lal a inania dos Trovadores, que a noile era
qualquer canto, onde encontrar tres rapazes ,1 pas-
seio, ouvir, que canlam pedacos daquella opera
com (oda a forra de seus pululos. Todos os pianus,
Indas as rahscas, armnicas, flautas, rialejose gaitas
de folies, (ocam pedamos daquella opera ", os galos
miam Trovador, os ces ladram Trovador ;
e at creio que as diferanles do bello sexo espirram
o lossern Trovador. Eu ei de aprender a opera
para catilar-lh'n quando vollar, e entilo ver o
Imill.
As sobre-casacas de izas de barata nao eslomais
em moda, porlaulu mande quanlo antes aparar a
sua ; assim como uo est mais no dandismo as bar-
bas Sans3u.
Conven) no artigo barbas, dexar simiente bgodes
ou entao uma elipse de cabellos ao redor da bocea e
queixos. Faz um cuello admiravel a tal moda, m-
xime se na garganta conserva uma franja de cabel-
los,com visos de escora de per velho.
A nazarena cabelleira est era moda, porm o ul-
timo tom he cabeca rapada, assim desertor do pa-
lacio de Jos Clemente. Eu inclinu-me segunda,
at mesmo porque dispensa aos calvos a cabelleira.
Tambem se usa, quem nao quer ir ao jury, de-
pendurar-se pelo pescoco ; es'im como a menina ro-
mntica, que, tendo promcllido sua m,lo a joven
poeta, encontrar por casa impedimentos realisar,ao
da promessa, decepar a nao direita e arroja-la pela
janella ao Adonis. Ess uso he um pouco complica-
do, porque exige nma sucia de deliquios, exclama-
res, tentaleas de suicidios e oulros accessorios tr-
gicos. Creio qne nio lera pegado, porque tenho
encontrado poucas manetas, e mesmo porque taes
haveria, que ainda tendo maos como amona nao
cumpririam todas as promessas.
Sabe que o nosso paiz inandou figurar na exposi-
cao de Paris uma vacca de scispernas. Os France-
zes sao muito bregeirus e cu lomo quo tenhainos
muito breve no Journal pour rire algum caiem-
bourg, que nos cubra de ridiculo. Autos mandas-
sernos o celebre bode quo d lele, parque ao menos
pagaramos os fraif d'esprit francezes com leile de
bode.
O receiocom que eslavam os ministros do que no
dia constitucional nao fosse aberla a asscmbla, fez
coro'que raandassem ao sul o Imperador, arreba-
nhar dignssiraos, e com elfeilo elle desempenlmu sa-
tisfatoriamenle sua commissao tra/.endo na v espera da
abertura uns Oito que abarrotaran) a medida. Fi-
cou salva a palria.
A espirituosa Semana do Jornal do Commercio
disse, que os depulados do norte, apezar dos com-
modos de um ptimo vapor (o //aparador e S. Sal-
vador) linham licado iui amavel ocio, para, como as
senhoras, chegarem ao Ihealro depois de comerada
a recita, fazerem grande arruido e desaliaren) assim
as altences do respeilavel. Foi muilo bem lembra-
do o simile ; mas para approveita-lo nao era misler
torturar a verdade improvisando os taes commodos.
Teve lugar no dia 3.a abertura com as solemni-
dades do ritual, e S. M. fez sua /alia que ver dos
Jarnaet.
Della ver que os negocios vao ptimamente, tan
tola pelo Paraguay que nos deu dignamente as de-
vidas salisfaces como, e principalmente pelo paiz
das finanras que camindi no progresso.
Os mal inleacionados sustentan) que os Paragayos
nos nio satisfizeram, mas eu os nao creio, porque sei
a m vonlade que lhes assiste actualidade. He
genle que ainda nao foi conciliad.
O Souza Franco, o camplo da opposiro radical,
tomou assenlo pela morte do Pntenla Magalhaes, e
ausencia do Angelo Custodio, porlanto l-lo-hemos
indubitavelmente na montanha. Dizem, porm, os
meninos da Candnha que elle cusluu muito a re-
solver-se a tomar assenlo ;e que est disposto a con-
servar silencio. J que eslou na corle, quero apre-
ciar essa tacilurnidade que para mim he limito elo-
quenle.
Os augustos leem esla lo muilo prcguig.osos. No
dia 4 deixou de haver sessao falla de numero le-
gal. No dia 5 houve ; mas eleila a a|esa, relira-
ram-se alguns pelo que defxou de continuar a elei-
rao das commisses.
Querem uns quo essa retirada fora de proposito,
por causa da eleirio da commissao da resposta a fal-
la do throno visto que a eleicao da mesa indicara
que os augustos presentes nao eslavara muilo de vo-
taren) chapa. Outros, porm, e eu sigo essa opi-
niao, sustentan) que tal proposito nao houve, e que
a eleicao da mesa nada tem de hostil ao gabinete.
Tenha ou nao lenha eu ra/au, o que he corto e in-
dubilavel he que, nolprimeiro dia de sessao,correndo
a 1 otarn da comraisslo de resposta aquella falla,
pode o grupo, que se diz em opposiro fazer entrar
n'ella o augusto Sajan Lobato, e deixar os oulros
augustos F'errai e Neb as bem porto. Coro um pe-
queo empurrlu elles estariam dentro.
Procedeu-se a eleicao de uma oulra commissao ;
equando se quiz continuarnao havia ca.sa.No
dia immetliato gazearara os augustos e lambemos
dignissmos.
Parece que estam enfastiados do sys'.cma ; assim
como eu ja eslou das enormes preprenos que esta
tem lomado.
Se entender, que eha-he longa em demasa, d-
Ihei o deslino que julgar conveniente, e disponha
da preslabilidade de quem com estima e considera-
rlo se ssigna amigo.
N. B. Naoesqueca de remelter-me'os ns. do seu
Diario, para que eu possa saber o que se passa l
pela chara patria.
ra, que se me apresenlou. Al n'isso moslram elles jca vai sem novidade, e dizem os mdicos, que nun-
qoeslo eommo lisias. Que necessidade tem um na- | ca viram lio pouca mortalidad".
clutcaz de magoar seus pesinhos as pedras, se de- 9e assi.ni he, crca-me, nao he pelas medidas hy-
pendurado aos toutiros de dous alentados africa-
nos, pode perpendicularmenle ir onde quer '
O halancudu cadera lie um prazer, quo nos do
Norle desconhecemos, e que, quanto a mim, he me-
lhor do que o fumo do charuto, e mesmo do que
movimento montono de nossas preguicosas redes.
gienicasadoptadas, porque.a tal respeitosouco bel-
las llitoi 11-,
Os Ihealros funecionam, e cada um afferrou-se a
uma peroa. na qual leem encontrado os empreza-
rios ua california. O Joao Caelano soccorreu-se
dos Milagros de Santo-Antonio, e tem feito le-
I !! 1 ,
ALAGO AS.
Villa do Passo 21 de maiq.
Parece na verdade impnssivel que esle lugar lao
circunscripto, distante dessa praca o de Macei, en-
tretendo apenas um limitado commercio (ora bem
cen eailo admira, na verdade, que com toda esta
insipidez de fados, facilite materia para uma cor-
respondencia mens3l, nao digo bem, quinzenaria !
Se eu que bem conheeo minha nullilade individual
tenho arrastrado c a longa existencia de qoatro me-
zes, que diramos de alguma capacidade, que rc-
cheada dos recursos de vasta intelligencia, tomasse
a si a dircci.lo desdi nnsslo '.'.
Conclue-se, pois, de quanlo hei expendido que es-
la Ierra nao he assim lao desprovida, e que conse-
quenlemente nao mello nenhoma langa em Afrira,
por me ter eucarregado desta empreza. Basta.
Nao sei se he por ter um genio inleiramenle prosai-
co, propenso a solidlo, e como lal detestando o con-
tacto da mull lio, he corlo que desde o momento
que lauco mao da penna para tracar alguma cousa,
tudo que antes me pareca risonho e potico, torna-
se, mo grado, mnnotuoo e prosaico. E d'ahi q-ie
serie de reOexes si-iio germinar no meu pensamen-
lo Record na minha atlribulada mente essa co-
horte escandalosa .de peripecias e arlirnanhas. esse
fatal amalgama da protervia e docrime, esse emhro-
glo finalmente de lulas que aglam o mundo !
Maldita "especie humana raca de vboras, a que
nada pode hartar sua sede insaciavel exclamo no
auge da minha indignaran Por toda parle lavra a
.discordia, os flagellos vomitan) sua lerrivel explo-
ao, e rfmundo assim asseraelha-se ao lerrivel Vo-
suvio, expelliinln felaes e destruidoras*lavas.
Passo em resenta essas continuas lufes de um po-
der com outro poder, esses medonhos calaclismas,
que na sua marcha desastrosa ludo calcam, ludo an-
niquilam, em geral detrimento da pobre e misrri-
ma humanidade, nica sofliedora ncss*s pleitos do
orguldo e de ambicio !
Sem pretender *~emon(ar-me a eras remolas, sem
tentar profanar a anliga historia, sem querer pene-
trar arcanos, que encobren) lautas lenos ctinlinua-
mcnleesquecidas, eu vou apenas Iralar do prsenle.
E o que vejo A paz resliliiiudo o mundo anliga
era de Saturno '! Os homens regendo-se por urna
legisiaco universal, as classes niveladas, o homem
encontrando apoio e seguranca nas leis e uulorida-
des de seos paizes '.'... Nada, nada, ludo he horror,
horror he tudo I As BejAM escravisadas, os povos
servindo de manivelas, aulhomalicamenle movidos
ao talante dos colossos, a liberdade em inteira cora-
presso, o crime erguendo hirsuta fronte, ronsl-
luiudo-se como ornato honroso e aprecavol Oh
meu Dos !
Roma, a sede do ratholicismo manielada pelo ler-
rivel fanatismo, apresentando ainda o lerrivel es-
pectculo do cadaftlso e das perseguriles f por toda
a parte he o cidadlo italiano perseguido A Fran-
ja", (iaiz das almas nubres, a palria de tamos h-
roes, a larra classica da sciencia e da liberdade, ora
agrilhoada por um poder elevado sobre os cadveres
dos Francezes! L'm Vctor Hugo, um Bedeao, ora
Lamartine, um Garuier Pages e tantos oulros exila-
dos cm solo eslranho, mendigando o pSo do dester-
ro, ausentes da patria que os vio nascer A Ingla-
terra, essa naco audaz, que lano se ha elevada
cusa dos destroces da humanjdaJe, ei-la lambem
ora Isujeita aos mesmos embales, apresentando por
occasio desta guerra que agita as iiac^oe, 0 espect-
culo de sua miseria, conientiado roilhares de seus
subditos expiraren) extenuados de fem, de nudez
e de mil oulros flagellos A Heepanha, a patria *
do valeute Cid, ora entregue aos terriveis escarceos
de uma revoluco, sendo os povos continuamente
despenhadns na mesma crtera que inlenlaram des-
truir e anniquilar ; apeando um Narvaez. elevando
um Esparlcro : fou e'ati la meme rhose Portu-
gal, a palria de um Gomes Freir, de ura Fernan-
des Thomaz, ora dominado por uma camarilha, pre-
sidida por ura velho que enconlra sua saUaco na
supuraran de uma chaga qu o vai desmoronando!
E tu, pobre Brasil, tu a quem o supremo Dos
lano da concedido, prodigo adornando-te deseas
riquezas fabulosas, tu, Brasil patria dos Ainlr.i-
,|as, Canecas, Rom, Nones Machado, que-papel he
n leu nesse Ihoalro a que chamara mundo Esta-
cionario., exhausto de tudo, relalhndo pelas arabicoes
e intrigas mesquiuhas ou partidos, manivela fiual-
raente de lodos os goveruos, que h.io dirigido o
eme do estado !... Basta.
Tenha paciencia, meu charo sanhor, permita
mais esle desabafe a um peito livre, a um corarlo
que s respirando liberdade, sent a pranleia por
consequencia os desastres que ahi alo, conculcando
na sua senda desastrosa, os priueipios da sciencia,
religiao e do progresso, que uaicos'fariam a felici-
dade das naces.
Anula continuamos em paz,
A saluhridade publica nao est boa, lodos se quei-
xara, todus padecen), mas de que ningaem sabe.
E para ainda mais aterrar-nos, as noticias aterrado-
ras das fehres amarellas em Porto Calvo na povoa-
cao de S. Miguel, ainda mais vem augmentar os
nossas justos bem fundados rereos. Dos queira
que ellas ni* cheguem al esla villa ; porque faltos
de recursas, que triste sorte nao seria a nossa !
A nossa policia que ua minha de 7 participe es-
lar estacionaria, liberlou-sc do marasmo, eei-la as-
sumindo formas hercleas Comame que parte ama-
Ohaa urna ferca de 60 pracas encarregada de explo-
rar os nossos centros at capturar uma cfila de as-
sassinos que ha lempos impunemente passeam ousa-
dos (talvez protegidos) atTrontando as leis e as auto-
ridades. Muilo bem, Sr. major Belmiro, avante
ua exlinccao desses anlropophago, dessas feras, que
iufestam.nosso interior. Permitla-me S. S. que de-
cline 'do bom resultado desse bellico aparato, e que
consequentemcnle applique-lhe Parturiens raons
nascitur ridiculus mus. o
Em quanto o criminoso tiver a certeza da protec-
e,ao, em quanlo os colossua fundaren) seu prestigio
na impundade e prolccao (felaes roonslros, em
quanlo o jury proseguir na sua,obra deabsolvics,
baldados se/ara todos os esfercos Sincero enlhusias-
ta do progresso, amante dedicado dos melhoramen-
los muraos e maleriaes, ha lempos qoe en gaslava
intilmente meu lempo, por provar acera genle as
vantagens que resultaran) ao Brasil, a esta provin-
cia, a esta villa finalmente, da-navtgarao a vapor
desde o Prata ao Amazonas. Era iponlado como vi- .
sionario, excntrico, utopista, e oque mais he, ma-
niaco Agiiardei que o lempo dfmonslrasse a eftt-
cacia Je minhas razos, o que era de antever ltenlo
o geral movimenlo do mundo.
Despontou para o Brasil essa hora feliz e portento-
sa, ja com prazer vemos solear em lodo o lilloral
do paiz da jaula Cruz velleiros vapores. Ja as com-
panhias se vao reunndo, os capilaes longo lempo
aferrolhados nos cofres dos nzurarios vao appare-
ceiidu a luz do dia ; e finalmente o espirito das 0111-
prezas vai assumiudo formas gigantescas e auribri-
Ihanlcs.
Esta provncia-finha em seu seio lodosos germens
de prosperidade, mas como cuninhar, como mar-
char oslentaodq suas gallas, se sua existencia viva
condemnada ahjeer.lo !
Foi a companhia Pernambucan de vapores cos-
leiroj, quem rompendo o veo espessu que encobria
as grandezas que cncerra o lorrlo alagoaoo, turnan-
do em considerar! 1 seu estado calamitosa, resolvea
em seu importante desejo de elevar esta provincia,
de extender ou reunir pontos de navegara, crean-
do urna nova era de progresso e prosperidade.
Nao de s o Brasil, nao sao as provincias do Sal e
Norte as nicas privilegiadas, nao ; tambem esla
provincia goza o inauferivel direilo de ver.sulcarem
os vapores as aguas do immenso S. Francisco, e
brevemente gozarlo do mesmo beneficio os portos
de Barra Grande, Porto Calvo a Passo de Caraara-
gibe 1
Gracas sejam rendidas 1 ilustre e importante
companhia, ao Exm. Sr. S e Albuquerque, *o dis-
tinelo Dr. Salvador Correa de Sa e Benevides, que,
encanalados desse importante negocio, lado envi-
daran) a prol da realisaraa dessa idea portentosa !
E tu pobre villa do Fas, j podes elevar a- fronte
altiva, toa existencia afiliante vai desapparecer,
cumpre que tambem por la vez acampauliando a
peleja ou mclhoramenlos, occopes finalmente um
lugar a que leus direilo pola fecundidadedo tenslo,
pela belleza da le pusirlo, e por lodos os germens
que enceirras !
Domingo 13 do corrente, mesmo ao sabir da bar-
ra de Comaragibe, perdeu-so uma pequea bareac.i
que conoWa 75 saceos e 9 barricas com assucar,
rcmettiriS, n.lo digo bem, perlencenls aos negoci-
antes acavem Barbosa e C. de Macei !
Dfz-se que nao fora por colpa do mestre e dono,
oulros asseveram que o mesmo havia condozido
mais carga que aquella que podia receber o vacuo
da mesma, mas indagando-se luilo.fieamo inteirados
do erro em que laboravam, porque oonheceu-se que
a carga fora sufliciente e nao de mais.
Veio mais esse faclo.alis muito comesinho e mili-
tas vezes repelido, coroborar minhas razOes, e de
raonslrar .1 palpitante necessidade da navegaran a
vapor, sem o que teremos de ver os mesmos con-
tratempos continuadamcnle reprodudos.
SaibaVmc. que o major Cobra, qne se apresenlnra
nesta villa com lodo o arreganho.c glfbo mililar.pre-
lendendo reduzir esle balalhao ordem e disci-
plina, aflrmando aperfeicoa-lo alao poolo de mar-
char para a Crimea, vai deixar-not per ler sido di*
pensado do convite que o encarrtgara o Exm. Sr.
presidente. Se nao pretenda demsrar-sc al 1.
ao limacmpreza, purque veio, para que tellou tal
commissao? Nao valia a pena tanto lncororaodo*por
to diminuta bagalella. Em ultimo resollado, meu
charo Sr., foi muito prior a emetda que o so-
neto.
Vai proseguir tudo como de aelis,e lalvez peior,.
porque da vipda do Sr. major rsoKan) mais trans-
tornos, creou-se uma serie de npasicoes lal, que
muito he de temer essa influeacii. a>
E assim marcha ludo nests 'it51- l'aulo faz, Cos-
me desfaz, eslo eleva, aquelfcoate ; e nesle amal-
gama de conlrariedades, Ion marcha incerlo, nada
offerecc seguranca. Dos m'amercie de eos, man-
dando-nos o roci de ujslisndades:
Basta, me* charo Sr., Matante exlense hei sido,
porem assim me era erecise.
') CnsmopMe.
P. S. Mais m fado para augnteqtar a chro-
nca de atrocidades. .Sabio hnntrtn anta diligencia
de 20 pracas para capturar nm.lal Pedro Nogueira,
aecusado de have assassiuarlonm lal Joio, morador
no engenKn Pestaa. Ahi (llegada fot posta a-casa
ein cerco e intimada a ordem de pfelo, Infeliz-
mente o malvado contumaz assentou qw devia re-
sistir, bramando que, morrer sim, masque enlre-
gar-sc nio, .
Arnyu-se porlanln, c trufen de (ugit, e assim a-
brinde a porla Iralou de sallar, porem nao se lem-
li.-.uiilo qne a tropa eslava de baionetaj calladas.
I recipihin-sp. resullando desse seu arrojo ficar lodo
espetado, espirando ilahi a nin quarlo ile hora*. Eis
aqui o resallado da impundade. haquelongo lempo
passeava esle reo impanemrnle, sem que as autori-
dades promovessem a soa captura, cuiisenlndo que
elle vvesse zumbando das. leis !
.
PERMBIJCO.
REFARTiqAO DA POLICA.
Parle do dia 22 de maio.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhccimenlo re V.
Exc. que das differenics parlir.ipacOcs boje recehidtt
nesta repai licla consta que foi nicamente preso : -
Pela subdelegada Ja freguezia dos A Togados,
Francisco Antonio de Lima, porsuspeilo.de ser cri-
minoso de morle.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambueo 22 de maio de 1855.Illm. e Exm.
Sr. cnselhciro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
Dresdeute da provincia. O chefe de policia Luiz
Carlos de Paiva Teixeira.


MUTILADO



*\i
DIARIO DE fERMMBUCO. QUINTA fEIRA U DE MAIO DE 1855.
COMUNICADO.
s
A eemarca ilo Cabo rom creada par lei provine al
n. 86 da 1810, eolio o scu lerrilorio .comprehendia
as fregueiie* de Ipojuca, Cabo o Muribcc -, sendo
que a primeira lirailava rom a de Serifthacm naquel-
la poca, pelo riacho do Sibir do Cataleanli a bar-
ra de Sarnhaem. Oulra lei provincia*, n. 102 de 2
de malo do 1812, den urna nova divsaoslos limite*
daquellas duas freguezias ; por oulra lai provincia.1
n. 219 de 1848 passou para o termo do ReciTe a fre-
gueiia de Muritieca, e por oulca lei u.,225 deu una
ontra dvisao as ditas freguezia de Ipojuca e Seri-
nhaem.; linalmenle a lei provincial n. 238 roo aeo, poz termo a ledas estas roudancas, man-
dando que a freguezia de Serinhaem e Ipojuca limi-
Imkb pelos sea amigos limites/que era justamen-
te pelo riacho Sibir do Cavalcanli barra de Ssri-
uhaem ; e ficou assira nao so a fregiieziu de Ipojuca
restituida do seu lerrilorio, que se Ihe havia lirado,
como que a comarca igualmente restituida daqoclla
parle, %mbora livesse perdido a freguezia de Mri-
hec. Conservava-se a comarca com pooca exlen-
so, mas em um estado que se Ihe poderia dar o no-
me i comarca. Hoje, porem, que a lei provincial
n. 366 do frrenlo mino, passa-lhe a dar por dvisao
o riacho Sibir da Santa Cruz, que seguido o seu
etrso corta mais da melado da freguezia de Ipojuca,
nao sabemos que nome devenios agora dar a comarca
do Cabo, se de comarca, ou de termo ; pois ella Tica
apenas reduiida a freguezia do Cabo, e metade da
de Ipojuca. Neste estado de cousas nao podemos dei-
xar de lamentar a sortc-da comarca do Cabo, queem
pouco* annos de vid lem soflrido tantos cortes fe-
laes : o que he corlo lie que a comarcado Cali
quando viva se fezia digna de melhor suele, pois que
nos parece, incontesln'vel que ueuhuma,mais que el-
la, tem prestado valiosos serviros ao governo, mas
nada Ihe lem valido ; creada com 3 freguezias como
j distemos, /ora reduzida a duas, e hoje a urna e
mtia, isao para te augmentar comarca do Rio For-
moso, que se compile de 3 termos, e qualro fregue-
zias.ao passo que a do Cabo nao tem termo nenhum;
he cario que ella hoje s se pode chamar lermo, pu-
rera Km ter comarca. Agora s Ihe resta cuntor-
mar-se com a lei, e obedecer o seu mandado, e qoei-
xar-sedesua pouca sor le. *
.S'r. redactores.Sendo murador.distante dessa
praca, e entregue sempre ao laboro de meus nego-
cios, larde chegou abmeu conhecimenlo a correspon-
dencia desla comarca do Liaioeiro, publicada em
seu bemcdnceiluado Diario n. 39 de 17.de toverei-
ro prximo paseado, na qual sou aecusado de ter
vendido um escravo perlencente a nrphaos, sem eou-
senlmeoty do juiz respectivo, assiin como una es-
crava qut dizem ser livre. Com quinto nenhum
caso faca de accusacOes vagas, muilo mais, porque
conhec.o que s de pessoa minlia inimiga podia o
Sr. correspond ule colher semelhante noticia, com
tudo por amor daquelles que- me nao conhecem,
cumpre-me declarar que be falso ler eu- vendido o
escravo Napotoao, toque a escrava foi por mim com-
prada ao >r. Francisco .Mauoel Cavalcanli, mora-
dor Vm Pacassunga de-la comarca, e se acha devida*-.
mente justificada minha posse pelo juizo municipal
desla .comarca, como pode o Sr, correspondente ve-
rificar, j que luiiiou o Irbalho de publicar factos
deque naotem inleiro conhecimenlo ; e eu o convi-
do a feze-lo por amor verdade.
Nao posso, senhore redactores, furlar-me a cou-
selhar a esse Sr. correspondente, que quando qui-
aer contar alguma cousa escolha melhores informan-
tes, para nao solfre'r qaebra, as-irfi como que
havendo muitas outras conos de interesse publico, e
de que pode vir bens^ao paix, uao se oceupe com
fados que podem ser conlraditus.
Dando publicidadc. a estas' mal (ranadas linhas,
muilo obrigarAo Vmcs. ao seu assignante.
Attxandre Barboza de Soma.
Picad* 8 de maio de 1855.
Senhores Redactores:
A Imprecado Divina caia, sobro a catfeca do me-
dico Arbuk!
A Execrarlo iviaa o persiga por onde elle
andar I
A Justina DivDa]decepe-lhe a cabeca excandecida'
Esl.i a parlir para Inglaterra, segundo dizem,
o medico Arbuk de execravel recordaban, aquelle
fementido facultativo, que com a sua clnica anglo-
furibunda, lirou a precila existencia de ama inuo-
cenle e anglica creatura-de Dos, de dous annos de
idade ; olTuscando o criterio de scu consternado pai
e indmindo-o com palavras especiosas a dar-lhe a
beber meio grao de sulphalo quinino por dia para
cura-lo de ophlalmia ; occullando sempre a accao
corrosiva do medicamento,-apresentandu-o como t-
nico, sendo elle um drstico vilenlo ; como acabo
de onheccr por triste, dolorosa ejterrivel experien-
dla.
Va para a Inglaterra.!) Irucidador do mcu un ico
filh l Vai para Inglaterra em. paz o reo convicio
de lasa humanidade, deixando Um pai extremoso'
com o coracao partido de dor e de affliccilo par ja
nao tac entre seus bracos nico objeclo de suas es-
peranca ; quem embeltosava, sua,boje pezada,exis-
tencia !
Vai para Inglaterra o sacrificador de una .'inno-
cente cranla ; e va deixando uma mi carinbosa
entregue a desolarlo de sua dor pngeme, debulha-
da coq^aaaniente em lagrimas, por nio apertar mais
em mu olio wialerno o seu meigo e anglico filhi-
nho,' nico penhor da sua ternura e de suas ca-
ricias !
Vai Vai, nao le demores: adasla-te brevemen-
te* dulas rsonhas plagas ; anles que com tua trucu-
lenta clnica sacrifiques outra victima Vai nao.le
demores, va ; e nao voltes para que nao tires aqu
do regaro de outra familia o nico amado encan-
to da sua .ternura Vai e tica-te para sempre ; afino
de quena botes oulra famla mergulhada no pran-
to a na afflicc,o, e a envolvas no crep da tristura,
depois de faze-la beber o ultimo Irago da displicen-
cia.
Vai, se supnes, nao ests iberio com o anathe-
ma geral; vai eerlo que pesa lodavia sobre tua ca-
bera excandecida a execrarlo toncada, por todos os
corac&es compassivos! !!_
Anda, senhores redactores, venho incommoila-lot
pedindo-lhes um lugar no seu conceitoado Diario ;
poiseslou como que vendo constantemente junto de
mira soir.b'ra do meu innocente e anglico filliinbo
(ruciaado por um ir.ouslro de Esculapio, exorando
a rada iustanle, que com todas as forras dos- meus
palmees brade .
A Imprecaran Divina caia sobre a cabera do me-
dita Arbak:'.
A Execrado Divina o persiga por onde elle
" andar 1!
A Jntica Uiviai derepe-lhe a cabeca excandecida!
m Sou cordealmcnle de Vmcs. ohrigailo e criado,
jutlini Martyr Correa de Mello.
Pal grande allaencia de pblcardes apparecidas
nerita das nao fei ola correspondencia publicada
em lampo.
" OsR.R.
Srs. rtiacUrei. Impaciente de nio atinar com
a verdadera causa qaa por tanto lempo lem Irazido
arredado da acea pernartSbocana um dos seqs rae-
Itiores e anligoaalorcs.soccorrn-iBedo seu bem con-
ceituado jornal a verse por raridade chritlaa acho
quem me esclarec a respeto),' e -im ponba termo
a minha curiofjdadc : falto de nosso patricio o Sr.
Antonio Lopes Ribeiro, actor que lendo encanecido
sobraa cena sempre com grande aceilacao, e ap-
plauso geral hoje fura dclla, separado por uma nu-
vem, dos olhosde todos que o applaudiam, e se di-
ziam saus amigos, jaz asquecido, apartado inteira-
raeule da soeiedadc, e sem pao para s e seus filhos !
Qneeircumslariria' ocondemnaram a tao croispa-
dccimenlos, ser por ventura a sua avancada idade,
Alarga nutrieao J llevo suppor que nSo ; parque
Je<* estado elle conserva odom'da pronuncia, e
^'xiao.seiido corcovo, trmulo, ou defciluoso pela ve-
y W'ice cali apto para bem dsempenhar os caracteres
f de"anciaos, ceiros, c oulros H*(uroes ; ser.... nao
aventuro mais o meu? juizo e continuo a lastimar
que Vernamlitico tao hospilaleiro e.atc prodigo enm
* eslraohos, conserve as maos da mis-.-ria um seu
lillm cidadao honesto,'e honrado pai de familia, po-
deado quando nada relitbtlila-lo a viver damesma
prolissao em que consumi as primeras esta^es de
a vida; porem uulro a esperanza que nao larda-
ra atoito que o faca o Exm. pre>idenle da provincia
e actual direccAo do Ihcatro im premio de (a im-
"letecida exclusSo; atsim o e?pera.
O amigo do mrito.
ZZBJBLCACOfiS A PED1D07~
MINSTERIO DA JUSTICA.
Illm. a Exm. Sr.Foi presente regencia o ofii-
cio de V. Exc. de 12 do mez passado, servindo ue
informado ao reqaerimenlo de 'Manoel Joi Fer-
nandet uimarles, a que pretende ser considerado
subdito portuguez e itenlo do servico da guarda
nacional, apezar de residi ues|a provincia, e della
nao ler sabido desde 1811 ; e, em resposta ordena a
mesraa regencia em nome do Imperador, que visto
insistir o supplicanlecm querer ser subdito porlu-
guez, sopara, seevadir ao seriici da guarda nacio-
nal, oblendu at para esse fim p(,eleta do respectivo
cnsul, V. Exc. o faca rtaotr da guarda nacional,
como o mesmo supplicaule requer ; o depois, co-
mo eslrangeiro e perigoso capia do Brasil, o faca
sabir immediatamente para lora do imperio no pri
mero navio que largar para Europa, e o mesmo
dever V.' Exc. fazer a respiilo daquelle que, s
parase eximir -do servico da mcsina guarda,
chegou ao arrojo de justificar., que .pegouem ar-
mas contra a independencia d) Brasil, a a favor do
general Madeira.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Janeiro
em 3 de Janeiro de 1834.A indiano de Souza e
Oliveira Coulinho. Sr. presidente da provincia
da Baha.
poesa
Paita por oecaalao' da Infausta noticia da anor-
te a Exm. Sra. D. Mil mea Rita dos San-
toa Gollaeo, oamreclda ao seu esposo e mea
especial amigo Dr. Fillpps Nery Collaco.
Ma*, ay '. que luego el bien y la alegra
En llanto y desventura te troco: '
Tu e.rplendor empan niebla tombria;
6'oo un recuerdo al corazn qued
D. .1. Espronceda.
Seus negros ollios, fulgurantes, Mos,
I inundados de luz celeste e pura, '.
Mostravam-lhc alma inteiira embriagada
Em deliciosos sonhos de ventura .'
Ni doce quadra de seus verdes annos
Ella era um astro de virtude e aores ;
Pieparava-lhe o esposo devolado
Um eterno porvir de brancas flore?.
Seu corceo formou-se luz das arles ;
Era nella delirio o amor da gloria ;
A paixflo do saber que a dominav, .
Trazia mente de Corina a historia !
Carmelita amiga Ihe embalara o burgo :
De Berro i campa sempre idolatrada,
Inspirava no esposo orna ancia eterna.
Do amor intenso, com que fra amada.
Sua voz era o echo da ventura,
Qoe cm tres annos de amor elle goz; ra ;
Os seu passos encha o lar de encantos,
De Inz, de aromas, de meigaice nira.
Quum o crera jamis !... Em breve esta astro.
Em densas Irevas sbito euvolveu-se !
E a rosea vida que sonhava o spo o
Em (iranios de amargura converteo-se.
Um.i sella de dor Ihe vara o peito ;
Saiiara-lho a morle cada fibra d'alma ;
De bsnthio cruel a (ara esgota ;
Orna-lhe a fronte do naarljrio a palma.
O* exlases do amor, qie oinebriav; m,
Mudaram-se em cruentas agonas ;
A dor be seu prazer, e seus pezares
Sao do mninl.) fallz as alegras !
Nem um fructo sequer do amor nascido !
Tudo a morle ceifou despiedosa !
|aEntri os govos da campa se estol liara
De seus amores a purpurea rosa. .
Onde existi no mando dor lamanln ?
Todo o seu eoragSo desfaz-se em pranlo.
Nao ha mais affeirSo, que all reben e.
S da saudade existe o culto s.uilo.
O seu sol, sua luz, e seu Ihesuaro
Tudo acaba-se em rpido monienlt? ;
Nessa tormenta d'alma que o arrebata,
Naufiaga-lhe t mesmo o pensamenlo !
Ao dispertar ninguem ha de aflaga-lo ;
Nem mais a doce voz, que o entorne-ia.
Ha de. nos lances desta amarga vida,
D'alma arrancar-lheo espinhu da agona.
De tanto amor que resta T Uma lcmhranca
Que como um dardo Ihe lncela o peito.
Todo esse quadro de venturas tantas.
Ante a lagem da campa est desfeilo ."...
Contra este acoule da fortuna adversa,
Quem pode oppor ingloria resistencia '!
Sobo golpe cruel, qne nosesmaiia,
Ah beijemos a mao da Providencia !
f'rancs'seo de Araujo Barros.
Macein 10 de maio de 1855.
MOVIMENTO DO PORTO.
Xavios entrados no dia 23.
Para, Marauhio o Cearado ultimo porto 17 dias,
escuna brasilcira Emilia, de 111 toneladas, ca-
pil.io Jos Manoel Rodrigues, equipagem 8, carga
farinba de mandioca e mais goneros ; a Jos Bap-
lisla da Fon Narbal Pamplona.
Rio de Janeiro12 dias, barca imleza Naomi, de
403 toneladas, capifao James Colhay, equipagem
17s em lastro ; a Viuva Amorim & Filhos.
Nados sabidos no mesmj da.
LondresBarca ingleza John Brigbt, capil.lo John
Mellis, carga a mesma>que trouxe.
MarselbaPolaca franceza Adeline, capitn Gaal-
berl Mare, carga assucar.
Parahibalflale brasileiro Concei^ao de Mara,
meslre llernardno Jos Bandcira, carga ferragens
c mais gneros.
EDITAEST^
A hordo do vapor Guanabara segm viagem para
a corte, um dos dignos magistrados di magistratura
brasilera, o Illm. Sr. desembrgador Kirmino Pe-
rera Monleiro. Quando juiz do direiln da comarca
do Limoeiro desta provincia, all soube grangear pe-
lo seu corado aflavel toda eslima e consideracilo dos
primeiros ciladaos daquella comarca : escolbido pe-
lo governo da provincia para juiz -de Jireilo da no-
va comarca do Cabo em 1840, nella esteva por mais
de 11 annos, onde leve e lem por amigos lodos osho-
mens da primeira classe, e eslma nao s daquella,
como da todas as mais. Magistrado ntelligente,
probo e honrado a toda prova. Nomeado .desembar-
sador da relarSo de Pernambuco, ah esAo os seos
faitos de jiwiira e -abednria ; coulinuando por lan-
o a merecer as sympalhias 'dos seus amigos, e de to-
dos os que lioliam a honra de o conhecer. Um
dever po,em o fez separar-se dos seus amigos ; esle
deyr toi o*seio de S. excellenlssima familia no seu
pai/. natal, e assim saudoso deixou todos os seus a-
migos, que hoje anhelam-lbe uma, feliz viagem ao
porto do sea destino, eqne noseio do laia excellen-
lssima familia goze (odas as venturas que se pode
desejar.
Rogo-Ibes, senhores redactores, a iniercAo deslas
linhas por gratidao ao mrito. Cm Cubista.
GOMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 23 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colacfies olliciaes.
Assucar mascavado regalartpjoo por arroba.
AI.I-ANDEGA.
Rendimenlodo dia 1 a 22....." 206:78jjJ999
dem do dia 23........ 5:itefl797
211:9718796
Desearregam hoje 24 de maio.
Lugre inglezCArt/ioleemercaduras.
Patacho americanofionoferinha e fa/*ndas.
Hiale americano/tosawondfarolia.
Hiale brasileiroLindo Paqueten resto.
Imporlacao .
Patacho americano Bonito, vindo de Nt w-Vork,
consignado a Rostron Rooker & C, mauifeslou ose
guinle :
300barris bren, 50 rolos esleirs, 50acca pimen-
la da India, 200 barrls banha de porco, 103 fardos
25 volumes e 124 caxas lecdos de algodao, 750 bar^
ricas e 868 toeias dilas farinba de trigo, 200 meias
caitas cha, em embrulho amostras ; aos consignata-
rios.
CONSULADO GERAL.
Reudmento do dia 1 a 22. ; 26:7378493
dem do dia 23........ 2:500*1035
29:2378528
IMVERSAS PROVINCIAS.
Reudmento do dia 1 a 22.....
dem do dil 23.......,
2:1718910
259-8183
2:7318398
Exportacao".
Arucalj, hiate brasileiro Exlarao., de .'I? lone-
adas, ennduzio o 3eguiutc'. 82 volumes fezendas,
1 pipa e 5 barrisde >. vinho. 2 pipas vinagre, 20
caixas genebra, 5 botijas oleo, 1 barril manleiga, 7
volumes ferrasens. 2 taixas do torro, 2 chapas de
ferro para tozo. 20 fetbas c 1 laixo de cpbre, I bar-
ril cemento, 2 volumes tonca, I caxa espelboa, 1
bacia de rame, 2 voluntes drogas, 1 sarco cravo da
India, i ancoreras azeilonas. 1 canaslra rolhas de
corlira, 1 bahu' 207 pecas de ouro emobra, 4 narria
inel, 90 caixas dore. 1 dita cha. 12 caixinbas charu-
tos, 1i2 moendide ferro, tsof, I rama, 1 mesa.
Porto, patacho portusuez Especulador, de 140
toneladas, cooduzio o seguinte: 1,160 saceos, 90
barricas, t barriquinba e 1 caina com 6.378 arrobas
e 26libras de assucar, 15 meias pipas, 42 barrisde
f.-, 83 ditos tto 5.-, 11 quartolas e 1 barril de 6.'
mel, 300 saceos fariilha de mandioca, 157 meios de
sola, 112 pipa agurdenle, 1 embrulho 4 barras de
prala com 2,060 oilavas.
KECEBEDOlUA DE RENDAS INTERNAS GE-
IlAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 22.....18:5298833
dem do dia 23. '..... 998945
19:4598778
CONSULADO PROVINCIAL? ~'_
Rendimeutododia 1 a 22..... 30:3478537
dem do dia 21.....* 2383*786
32:6158263
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presideule
da provincia de 19 do correle, manda fezer pu-
blico que no dia 21 de jnnho prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma thesouraria, se
ha de arrematar, a qubm por menos Qzer, a obra
dos reparos do 7. lanco da eslrada do sul, avaliada
em 4:8958.
A arrematarlo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se prupnzerem esto nemata-
c.io ciiiiiparecan na' sala das sesses da mesma junta
no dia cima declarado peto meic dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes pqra a arrematarao.
I.- Os reparos do 7. lanc,o da eslrada do sul far-
se-hao de confrmidade com o orcamenlo e perfiz
approvados pela directora em*conselhu, e apresen-
lados approvaco do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:8958.
2." O arrematante dar principio s obras no pra-
zo da 15 dias e ai concluir no de 3 mezes ambos
contados pela forma do art. 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematarlo
verificar-se-ha em duas preslacoes iguaes, a pri-
meira quando esliver prompta metade da obra, ea
segunda depois ne concluidos os reparos.
4." Nao haver prazo de respotisabilidade.
5." Metade do pessoal da obra sera de genle
livre.
6.a Para ludo o que n3o se acbar determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que dispOe a respeilu a lei n. 286.
Conforme.Uaeecretario', A. F. da Annunciacao.
O Illm. Sr, inspector da thesouraria provincial.
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 7 do correle, manda fazer publico
que nos dias 4, 6 e 6 de junho prximo vindouro vai
a pra^a para ser arrematado quem maior preco of-
ferecer, um sitio na estrada de Belem, cqm casa de
pedra e_cl e copiar na fre'nle.e no fundo da casa um
grande lelheiro coberto de lelbas sobre pilares, com
bastantes facteiras dilferenles, baixa para capim, um
vivero para peixe, duas cacimbas, cercado em parte
com cerca de limao. e porlac de madeira, avahado
em 3:3758000 rs.,-p qual foi adjudicado a fezenda
provincial por execucaoconlra o ei-thesoureiro Jnjo
Manoel Mendes da Cunha e Azevedo. e qulros, pelo
alcance da mesma thesouraria.
E para constar se raandou affixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria ^provincial de Pernam-
buco 9 de mato de 1855.O secretario',
Antonio F. d'.tonuntfacao.
O 4llm. Sr. inspector da ;fliesonraria provin-
cial, em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 14 do correle, manda, fazer
publico que no dia 6 de jiinbo prximo vindouro,
[icianle a jimia da fazenda da mesma thesouraria,
se lia de arrematar a quera por menos lizer a obra
dos canos de osgoto de que precisa a ra du caes do
Apollo, avaliada em 1:7208000 rs.
A arrematarlo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a es(a arrematadlo,
coraparecam na sala das sessoes da mesma junta.
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflxar o presente e
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciacao.
('lamillas especiaes para a arrematacao.
1. A contmuarao do cano de esgolb na extencao
de 28 bracas correles no lugar do caes de Apollo e
era frente as 4 ras, ser executada de confrmida-
de com o orcamenlo approvado pela directora em
conselho e apresenlado a approvaco do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 1:7208
ris.
2. O conlralador dar principio as obras no pra-
zo de um mez e'as concluir n de res mezes, iajn-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
3. O pagamento da importancia deste contrato
ser feilo em duas (prestares iguaes, a primeira
quando estiver executada a metade da obra, e a se-
gunda depois do concluida que sera logq recebida
definitivamente.
4.* O conlralador empregarao menos melado dos
Irabalhadores livres.
5. Para o que nao esliver determinado |nas pre-
sentes clausulas e no orcamenlo seguir-se-ba o que
dispea lei provincial n. 286.
ConformeO secretario, Anlomo F. d'Annun-
ciarao. .
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em citmprimenlo da resoluco da junta da fe-
zenda da mesma thesouraria,pe novamenle em pra-
ca a obra dos reparos drgenles de qu precisa o acu-
de de Caruar, avaliada em 1:0128000 rs.
A arrematarao lera lugar no da 21 de juriho pr-
ximo futuro.
E para constarse mandou ahixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria ta Ibesournria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em ciimprimcuio da resnluc.lo da junta da fe-
zenda, manda fazer publico que no dia 14 de juulm
prximo futuro, vai novamente a praca para ser ar-
rematada a quem por menos lizer a obra do calca-
menlo do 18 lanco da eslrada da Victoria, avaliada
era 8:3608000 rs.
.-E para constar se mandou aflixar-o presente e pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Prrnam
buco 19 de maio de 1855.O 'secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presi-
diente da proviocia de 10 do correnle, manda lazer
publico que no dia 28 de juftho prximo vindouro,
perante a junta da fazenda da mes na thesouraria,
se ha de arrematara quem por menos lizer a obra
do acude da villa do Buique, avaliada em 3:3008.
A arrematarlo sera feita-na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarao,
comparecam na sala das sesscs da mesma* junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constarse mandou aflxar o presente c pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de inaio de 1855.O secretario,
./. F. d'Aununciaro.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
I As obras du acude do Buique serAo feitas de
conlormidade com a planta e orsamento approvados
pela directora em conselho e apresenlados a appro-
vaco do Exm. Sr. presidente na importancia de
3:3005000 rs.
2." Estas obras deverSo.principiar noaprazo de 60
dias e serao concluidas no de tO jnezes, a contar da
data da arrematarao.
3." A importancia desla arrematarlo sera rfega
em 3 prestaces da (maneira seguinte: a primeira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido metade da obra, a segunda igual a primen-a,
i depois da lavrado o lermo de recebimento proviso-
rio; e a lerceira linalmenle de um quinto depois du
recebimento definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a communicar
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fixo, em que tiver de dar principio
execuc^o is obras, asm como Irabalhar seguida-
mente 15 dias afim de quo possa o engenheiro en-
carregadoda obra assistir aos primeiros Irabalhos.
5. Para tudo p mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei regularaentar das obras publicas.
CuntormeO secretorio, A. f d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial'
em cumprimeulo da resoluc.lo da junta da fezenda
da mesma Ihesouraria, manda fazer publico, quo nos
dias 12, 13 e 14 de junlio prximo vindouro, se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as mpressoes
des Irabalhos das diversas repiirlires publicas pro-
vinciacs, avalladas em 3:,50OO00 rs.
A arrematacao sera fcila por lempo de um anno,
contar dq 1. de julho prximo vindouro, ao fim
de junho de 185G.
As pessoas que se propozerem a cla arrematacao
coinpare{am na sala das sessoes da mesma junta nos
dias acinvi indicados pelo meio dia compatenlemen-
'e Habilitadas.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de malo de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento da resolucao da junta da fezenda
manda fazer publico, que os dias 12, 43 e 1i de
junho prximo vindouro, perante a mesma junta se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o forneci-
menlo dos medicamentos e utensis para a enfermara
da cadeia desta cidade, por lempo de um anno a
contar do 1. de julho do corrente anno a 30 de ju-
nho de 1856. .
As pessoas que se propozerem a esla arrematarao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
diascimadeclarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas, que ah Ihe serao prsenles o for-
mulario e con lices da arremalacao.
E para constar se mandou aflxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr.' inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugo da junta da ff-
zeuda. mauds fazer publico, que nos dias 12, 13 e
14 de junho prximo vindouro, se lia de arrematar
-mi hasta publica, perante a mesma junta a quem
por menos fizer, o servido da capatazia do algodao do
consulado provincial, avahado em 2:4758000 rs. por
anno.
A arremalagao sera feita por lempo de tres anuos,
acontar do 1. de julho do correnle anno a 30 de
junho de 1858.
As pessoas^que se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesraa juuta nos
diascima indicados pelo meio da, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle c pu-
blicar peto Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secretorio, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
posto no aviso imperial de 15 de abril prximamen-
te (indo, a ordens do Exm. Sr. presidente da "pro-
vincia, andar era praca publica por venda na porta
do almoxarifado nos dias 26, 28 e 29 do corrente
mez, o brigue escuna de guerra f.egalidade, com
os pertence- de iavejacao, desarmado neste porto
pelo seu estado de ruina, sendo a venda feita na
ultima praca a quem mais der sobre o valor dos ob-
ieclos, que ser patente na primeira.
InspeccAo do arsenal de marinha de Pernambuco
22 de maio de 1855.O secretario, Alejandre Ro-
drigues dos Anjos.
A cmara municipal desta cidade d principio
a sua ses>ao ordinaria no dia 30 do correnle.
O Dr. Francisco de Asss de Oliveira Macicl, juiz
municipal da segunda vara, edo commcrcio nesla
cidade do Recito, e seu lermo por S. M. I. e C.
etc.
Faco saber em como por esle juizo se ha de ar-
rematar por venda a quem mais der em a praca pu-
blica no dia 24 do correnle, os bens sesunles : Joilo
Congo idade de 40 annos, avliado em 4008000 rs.
Caelano Mocarabique, idade 35 annos, por 5008000
rs., Maria de nacao, idade 30 annos. por 5008000
rs., om relogio, e lodos os ulenrilios de pada'ria por
5008000 rs., penhoradas viuva Forme & Filhos.por
execucao que Ihes movem Tasso vi Irmao, Manoel
d. Silva Sanios e onlros...
E para que chegue a noticia de lodos niandei pas-
sar o presente e mais dous do mesmo Iheor, sendo
um publicado pela imprensa, c dous afiliados pelo
respectivo porleirp nos lugares do costume.
Dado nesla cidade do Recito em 14 de maio de
1855.Eu Joaquim Jos l/.reir.i dos Santos, escri-
vflo subserevi. Francisco de Assis de OUceira
Maciel
DECLARA^O'ES.
' HTTaWWlri a^aasMasMaaaaaaaaaaaaa
Conlando-me que a Sra. D. Leopoldina Ma-
na da Coala Krugex pretende alienar seus hens de
r.iz, previno aos que os quizercm comprar, de que
movo contra a dita senbora accao decendial pelo jui-
zo da primeira vara do commerrfo do Recito, para
me pagar da quanlia de 1:8808000 e dos jaros ven-
cidos, e que esses bpns esl.1o sujeitos ao referido pa-
gamento, aiim de nao se cbamarem os compradores
em lemoo algum a isnorancia. U"ri> Id linansaraocpectaculocoinancvae muilo en- da ^yi.-Matl.iasLpesdaCosTlLa
Soi iedado Dramtica Emprezaria.
SABBADO 26 DE MAIO DE 1855. '
Depois da exccucAo do u.na bella ouverturn, ter
principio a representacao do sempre applandido dra-
:"c em 5 actos, nlilulado
ma vaudevil
(/RICA DEDEOS:
gracada farca em 1 acto
() FOGO m QIETAL
Na qual se locara uma brilhanle arvore de fogo.
executada pelo bem corihecido artista o Sr. Jos
Alves.
Principiar s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
INiSOHMAjGO'KS OU REL'AgO'ES.
SEMESTRES.
Na llvraria n. 6 e 8 da praqa da In-
dependencia, vende-se relac-oes semes-
traes por preco commodo, e querendo res-
mas vende-se anda mais em cunta.
Precisa-se de uma ama para todo o
servico de uma casa de pouca familia: a
tratar na ra Direita n. 102.
MeaeaVe^^^l^aeMeeeaBeileee*
Irino Jannario de Oliveira. procurador
lta-!;inte de Joao Jos Gomes Pinheiro, por s
e por parle do mesmo senhor, agradece pelo
presente a lo tas aquellas pessoas que pelo fel-
lecimento de Antonio Jos domes Pinheiro,
Ihe presteram os seus servaos e com especia-
lidade aos Illms. Srs. Joaquim Ferreira de A-
raujo Guiarles, llenrique de .Oliveira Soa-
res. Jos Rodrigues de Carvalho, e Joaquim
Antonio Pereira : approveila a occasiSo para,
oflerecer o seu diminuid presumo aos mesmos
sent,.res. Kecito 23 de maio de 1855.
para o
O hiate .foco Olinda recebe* a mala
Cear hoje (21) ao meio dia.
O patacho nacional Amizade Feliz recebe a
mala para o Rio Grande do sul hoje ao meio da.
Pela subdelegada da freguezia dos Afosados se
faz publico, que sendo apprehendidos pelo inspector
de qu.irteiro de Tigipi 2 ra val os caslauhos. com as
competentes caugalhas e 5 saceos com varios objec-
tos, acha-se ludo depositado para ser entregue a
quem justificar o dominio que nelles lem. Subdele-
gada jJa freguezia dos Atogados 22 de maio de 1855.
Alces da Fons.eca.
. CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm cumprimento do
art. 22 do regulamento de 14 de dezembro de 1852,
fez publico, que foram aceitas as propostas de Do-
mingos Francisco Ramalho, Antonio Ferreira da
Costa Braga, Joao Pinto de Lemos Junior, Henry
Gibson, Timm Momsen & Vinassa, Fox Brothers,
Isaac Curio 4 C, Joaquim Jos Dias Pereira, Sou-
za & Irmao e Antonio Pereira" de Oliveira Ramos,
para tornecerera :
O l., 100 bonetes para o meio balalhao do Cea-
ra, a 13380 rs. ; 203-dlo de panno verde, a 1380
rs. ; sendo 37.para o 9. balalhao e 166 para o 10.";
23 ditos para o 4. balalhao de arlilharia, a 1JJ550
rs. ; 1 dito para a companhia de alfitete, por 1MOO
rs. ; 47 ditos para a de cavallaria, a 16600 rs.
O 2., 380 gravatas do sola de lustre, a, 350
ris. .
O 3., 355 tovados de panno azul, a 2300
ris.
O 4., 250 ovados de panno .azul, a 2S300 rs. ;
2,456 varas de algodaozinho.'a 195 rs.;. 100 covados
de panno prelo, a 2jSO0 rj.
O 5., 2,400 varas de brim branco liso, a 410 rs./,
-! .Vi dilas de algodaoziuho, a 190rs. ; 230 covados
de panno prelo, a 23160 rs. ; 446 ditos de dito ver-
de, a J500 rs. ; 772 ditos de bol lauda de torro, a
105 rs.
O 6.", 1,590 varas de brm branco lizo, a 120 r. ;
158 covados de panno prelo, a 23100 rs.
O 7.", 1,203 varas de br-n, a 440 rs.
O 8.". 1,534 esleirs de palhu de carnauba, a 19^
ris.
09.", 155 grosas de boles brancos de osso, a 240
rs. ; 129 dilas de ditos prclos, a 210 rs.
O 10., 650 varas de cordao de 13a prela, a 60
ris.
E avisa aossupradilos vendedores que.dcvem re-
colbcrao arsenal de guerra os referidos objeclos no
dia 26 do corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
ciineivto do arsenal de guerra 23 de maio de 1855.-
mrnardo Pereira do Carmo Junior, vogal e se-
cretario.
COMPANHIA DO BEBERIBE.
O Sr. caixa da Companhia do Beberi-
bc, Manoel Goncalves da Silva, esta' au-
torisado pela assemble'a geral da mesma
companhia, a pagar ol- dividendo na
razao de 2,s-000rs. por accao. Escriptorio
da Companhia do Beber i be 25 de maio
le 1655.O seci'etario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
. Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos. se ha de arrematar cm hasta pu-
blica na sala de suas sessoes em o dia 29 do corren-
le mez, a renda das casas' do mesmo patrimonio
abaixo mencionadas por lempo de um anno.que lem
de decorrer de > de julho prximo futuro a 30 de
jnnho dj 1856, a saber : ra do Encantamento ns.
74,75, 76, leja* 70 e 77 ; ma da SenzalaVelha ns.
78, 79, 80, 81 c t; rua da C.uia ns. 83 e 81; ra do
Trapiche n. 85 ; becco da Linguete n. 86, rua da
Cru% ns. 87, 88, 89 e 90. Os licitante* bajan! de
comparecer com seus fiadores, em a sala das sessies
do mesmo conselho as 10 lloras da manhaa do men-
cionado dia 29.
Secrelaria do conselho ?dminislralivo do patri-
monio nos cirphacis 21 de maio de 1855.O secre-
tario, Manoel Antonio liegas.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lettras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direceao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha,
manda fazer constar, que em cumprimento do dis-
RIO DE
JANEIRO.
Segu o mui veleiro brigue na-
cional MARIA LZlA, no dia 2(i
do crtente impreterivelmcnte; os se-
nhores ca regadores sirvatn-se remetter
seus conhecimentos antes do dia .">, e
quem qui/.er embarcar escravos (paraos
quastem o navio as melhores accommo-
dacoes) dirija-se aos consignatarios Anto-
nio de Almeida Gomes &C, na rua do
Trapichen, l segundo andar, at o dia
25 ao meio dia.
RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidade'para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAMEr
CA, capitao Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros e escravos
a I'rete'. trata-se com o consignatarios
Novaesi C, na rua do Trapiche n. 34, ou
com o capitao na praca.
Para Lisboa, a bem mohecida barca"porlugne-
za Gratidao, de primeira marcha, sigue com a maior
b.evidade : quem nella quizer carregar ou ir de
passagem, para o que tem os mais acciadns commo-
dos, drija-se aos eoaatgnatarioi Tbomaz de Aquno
Fonseca A Flho, na rua do Vigario u. 19, primeiro
andar, ou ao capitao na praca.
Para 6 Aracaty,
segu cm poucos dias o bem conhecido hiate Capi-
baribe ; para carga c passageiros, Irala-se na rua do
Vigario n. 5.
PARA-O'CEARA'
sahe-com brevidade o hiato Anglica, por ler par-
te da carga prompta : quem nelfe quizer carregar,
dirija-se rua da Cadeia do Redi fe n. 49, primeiru
audar.
PARA LISBOA
seguir a galera porlugueza Magarida, da qaal he
capitao Jo3o Ignacio de Menezes. e o pretende fazer
com brevidade, por ter parle do seu carregamento
prompto : quem na mesma quizer carregar, ou se-
guir de passaaem, para o que tem bous commodos,
pode enlender-se com o capitao na praca, ou com o
consignalario Amorim Irmaos & C., na"rua da Cruz
numero 3.
Para o Rio de Janeiro
segu com muita brevidade o brigue brasileiro Con-
ceirSo por ter parle da caraa prompta : para o resto,
passageiros e escravos a frete, Irala-se com Manuel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
Ceara' e Para'.
spcra-se na presente semana a escuna brasileira
Emilia, que regressar em poneos dias para aquelles
pollos ; recebe carga e passaeiros, que com anteci-
pacao Irala-se com o consignatario I. B. da Fonacca
Jnior, rua do Vigario n. 4.
. Para a Babia segu em poucos dias'^i veleira
garopeira l.icrar.ao ; para o resto da carga, trata-se
com seu consignatario Domingos Alves Malheus.
MARANHAu E PARA'.
O veleiro eja' bem co-
nhecido palhabote nacio-
nal LINDO PAQUETE,
^ capital? Jos Pinto Nunes,
tem de seguir com brevi-
dade aos portos cima indicados : para a
pouca carga que Ihe falta e passageiros,
trata-se coni os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C, na rua do Trapiche
n. (i .segundo andar, ou com o capitao
na praca do Commercio.
Para o Maranbao segne em pouco dias o ve-
leiro hiale Castro, do qual he capitao Francisco de
Caslro, por j;i ter a maior parle da carga prompta :
para o resto, trata-se com seu consignatario Domin-
gos Alves Mallieus, na rua da Cruz do Recito.
Toma-se 1:2003000 ao premio de 1 1|2 %, dan-
do-se por sesoranca ora prop'riedade perlo testa
praca : a quem convieresle negocio, falle com Ocn-
cadernador na rua das Trincheiras u. 61 'A.
Precisa-se por alusuel de uma prela escrava,
que nao seja pimpona, pois he para todo serviro in-
terno e externo de uma casa de pequea familia, nao
se olha a preco : na rua do Collesiu n. 21, primeiro
andar, das 9 horas da manhaa a- 3 da larde.
Precisa-sc alagar uma casa terrea contrastan-
tes commodos, se liver sotao melhor ser, ou duas
com menos, porm sendo pegadas, e com bons quin-
laes ; quem liver amiuncic, pois paga-se bem.
Ignaria Maria daa Dores lem justo e tratado
comprar Manoel Luiz da Vetea um terreno livre
de toro, na frente da rua'do Lima, em Santo Amaro,
com 74 palmos de frcnle e 178 de fundo.
I in humen) rom muita pratica de servcos de
ensenho, bom meslrcde asaetear, c fez o enlmen-
lo de fazer o mesmo pelo-melbor methodo, fez o re-
lame, distila agurdente, lavr pcrfeilameutc de
aradlo de toda quaiidade, com o qual fez a plantado
da mandioca, e enlende de qualquer obra de cara-
pina ; quem de seu presumo se quizer ulilisar, an-
nuncie para ser procurado.
. "~ A Sra. Felicia Joaquina ou o Sr. Joaquim An-
tonio de Mallos apparera na rua larga do Rosario
n. 17, que o abaixo assignado Ihes deseja Miar.
Bernardo Alces Pinheiro Junior.
OHerece-se uma inulber pata ama, a qual en-
cortina com toda perfeicao : quem a pretender, di-
rija-se i rua das Aguas Verdes, casa d soto, que
vira para os Peccado/ Mora*, juulo a de n. 13.
Precisa-se de um calleara para parlara, que
afiance sua conducta : na rua da Seniala Velha n.
106, armazem.
D. Francisca Romana de Azevedo, subdita por-
lugueza, retira-se para Portugal.
. Precisa-sc de um homcm para feilor de um si-
to, era Appucos : na prac,a da Boa-Vista u. 8.
RIO GRANDE DO NORTE 16 DE MAIO DE
1855.
O abaixo assignado declara, que nao se responsa-
bilisa pela ma qualid. le do assucar que appareeer
em saceos marcados com o segujiite teireirn-Rio
Grande do NorteOliveira)), carrejados ueste porto,
desla data em dianle ; por quanto, lendo sido arre-
matados pelos Srs. Fabricio Genros & Companhia
261 Saceos com assucar avariado de agua sainada,
salvados do naufragio do brigue inglez Plata, o cfis-
co do mesmo brigue e os saceos com o assncar mo-
ldado que nelle se achassem, foi cedida parte dessa
arremalacao a diversos e por esle vendido em rela-
Iho ; sendo que. de i.iOO saceos de assucar, lolal do
carregamento, 1,357 tinham o supradito letreiro, c
podem ser ainds vendidos com o referido assocor,
visto ser notorio quc*porcao de arrobas se tem secca-
do, apezar de ler estado mais de 8 das molhado de
a:ua salgada.Domingos llenrique de Olireira.
Precisa-se alugar uma escrava ou escravo para
andar com fezenda, acompanhado cam oulra pessoa:
na rua do Hospicio n. 34.
Furteraro no dia 21 do correnle.'da casado
paleo do Carmo n. 17, urna bacia arando de rame,
com o peso de mais de uma arroba, cuja bacia lem
um peqneno buraco no fundo : roga-se a quem Ihe
fiT offerecida que a apprehenda, ou quera della der
noticia'na referida casa, se recompensar.
O abaixo assignado fez icient'e ao respeitavel
publico, que desde o dia 20 do mez prximo passado
vender a sua toja de sapatos da rua Direita n. 48,
ao Sr. Joao Francisco dos Santos Gaviao.
Aluga-se uma casa Terrea nos Arrombados : a.
tratar com Martinho Jas de Souza Reg, no aterro
da Roa-Vista n. 12, ou em Olinda com Jos de Mel-
lo Cesar de Andrade.
Aluga-se orna prela que seja escrava, pare todo
sorvico de uma casa de familia, para comprar e ven-
der na rua : quem liver e quizer alugar, drija-se
rua da Cvncecao da Boa-Vista n. 46.
No primeiro andar do sobrado da quina que vi-
ra para a rua das Cruzes, enfeilam-se bandejas de
bollinbos para cha, fazem-sc bollos, podios, pao-de-
In, pastis de nata, creme queimado, doce de ovos
de varias qualdades, tortas de ovos, assim como faz-
c prezunlQS de fiambre cobertoscom ovos, fregidei-
ras, empadas. persarados, galliuhas cheias, tom-
bos e lodos us preparos para um janlar : t jdo por
preco commodo, a contento' das pessoas i,ue qui-
zercm.
Custodio Jos de Carvalho Gui maraes-retira-
se com soa familia para fura da provincia, e deia
por seus procuradores os seus amigos Guilherm Au-
gusto Rodrigues Selle, e Joaquim Jos Dias Pe-
reira. .
Alugam-so o I. e 2. andares do sobrado da rua
do Raugel u. 73 : a tratar na rua eslreila do Rosa-
rio i,. 14.
Precisa-se de uma ama para casa de pouca fa-
milia : na rua Bella n. 20.
. Precisa-se de uma ama torra ou captiva, que
saiba fazer o servico diario de uma casa de pouca
familia: a tratar na rua do Collegio n. 15, arma- "
zem.
E. A. Burle por incommodns de saude nao p-
de-se despedir pessoalmenle de alguns amigos, por
isso pede desculpa aos mesmos, a quera oflerece os
seus seavicos em Pars.
Joias.
Os abaixo assignados, dnnos da toja de ourives, na
rua do Cabogp n. II, confronte ao paleo da matriz
e rua Nova, fezem'publico, que estao sempre sorli-
dos dos mais ricos e melhores goslos de todas as obras
de ouro atees arias, tanto para senhoras como para
homens e meninas, continuara os precos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha uma corita com
responsabilidad!', especificando a quaiidade do ou-
ro de 14 a 18 quilates, brando ^ssim garantido o
comprador se appareeer qualquer duvida.
Seraphim & Irmiio.
Aluga-se uma casa terrea na rua dos Coelhos
n. 13, com 7 quarlos, 2 salas, cozinha fura, concer-
tada e piolada de novo : quem precisar, dirija-se a
rua do Oueimadn n. 10, loja.
Aluaa-se um armazem muilo grande, com por-
teo de cocheira e quintal, na rua dos Coelhos n. 13
A : quem pretender, procure na rua do Queimado
n. 10, loja.
* Sabionestapi-ovi ncia a sorte do2:000$
rs., em meio bilhete da lotera 10 das
obras publicas de Nicteroy, n. 4025; o
possuidoi- queira vir receber na rua do
Collegio n. 21 primeiro andar. Acham-
se a venda os jiovos biihetes da lotera
55 do Monte-Po Geral, cuja roda devia
correr na Santa Casa da Misericordia, a
18 ou 19 do corrente : os premios serao
pagos a' chegada das listas
Havendo difliculdade em se receber
no Ilio de Janeiro a importancia dos bi-.
Ihetes-com premio superior, quando estao
com o nome emendado no verso destes,
pedimos aos senhores compradores que
nunca mendem os nomes que bouverem
posto, porque dado o caso de sabir premio-
grande, e estando o bilhete com o nome
emendado ou riscado, nao sera' pago por
nos e terao o trabalbo de mandar, rece-
ber no Rio de Janeiro.
Os senhores socios da sociedade Har-
mnico Theatral, que quizerem assignar
para a sua reorganisacao, dirijam-se a*
casa do respectivo thesoureiro na rua de
Apollo n. \A, istono prazode tres dias,
lindos os quaes se entender' que nao que-
rem es que de\arom de comparecer.
LEILOES.
O agente Bnrja em
seu' armazem na rua do
Collegio n. 15, fer le-
la de um completo
Mirtimenlo de obras de
m.iii-iik'ii i.i. c de mni-
los objeclos que se acb,.-
rao plenles no mesmo
armazem e uma escra-
va : quinta feira 24 do correnle, as 10 horas em
poni.
Quarla'-feira, SI do corrente, a 1 hora, na por-
to da alfemtesa, o agenle Koberls pon em leilao ns
seguinles objeclos, que fellaram no leilao de 21 por
eslarem na alfendega : sendo 1 cbronomelru, 1 ba-
rmetro, 2 agulhas de marear, 3 pecas de lona, que
serao enlregnes pelo maior proco que se oflerecer.
James Ualday tora leilao por iulcrvcnrSodn
agenle Oliveira, e por conta e risco de quem per-
tencer. de pnrcSo de culileria e ferragens com ava-
ria: e assim mais de porcao de outras ferragens e
iiiMi lc/nr em bom estado, inclusive varios arligos
proprios para selleiro : quinta feira 24 do correnle
as 10 horas da manhaa, no seu armazem rua da Cruz
do-Recito.'
O Sr. Von Solan lendo de fazer uma viagem
a Europa, fer leilao por inlervencao do agente Oli-
veira, da sua mobilia existente no sitio do Sr. cn-
sul da Hollanda, em que reside, sitio no principio
da ponte de L'choa, consstindu cm sofas, contlos,'
mesa de meio de sala e outras inclusive de janlar,
cadeiras, aparador, camas de ferro para casaes e
soltciros, espelhos, loucador, cimmodas, guarda-
vestido, um piano de excellenles vo/.cs, e muilos ar-
ligos miudos de louca, vidroi etc.. c alguinas obras
de prala, assim como nm elegante carro americano
quasi novo, o qual ser vendido com os respeclivos
arreios c cavallo: segunda-feira 28 do correnle as
10 horas da manhaa, no n lirado sitio do Sr. cn-
sul hollandez, na ponte de Lcboa.
C. J. Astley & C. far.lo leilao pela interven-
cao do asente Koberls, de I.50 barricas com sarrafe*
dea, cervej lendo a terca parte em meias aarrafesde
marra II, viudas uo lugre inglez CUrysolete, quin-
la-fcira 24 do correnle as 10 horas da masilla na
porla da alfendega.
AVISOS DIVERSOS
PUBLICACAO RELIGIOSA.
Sahioa luz o novo mez de Maria, adop-
tado pelos reverendissimos padres cap;i-
chinhos de N. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senbora
da Concecao, e da noticia histrica da
rredalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho: vende-se nicamente na livra-
ria n. t e 8 da praca da Independencia,
a 1*000.
Francisco Severino Raposo da Cosa, brasileiro,
retira-se para a Franca'.
Precisarse de uma ama so para engonimar, que
seja escrava : quem a tiver pde-a mandar na rua da
Cadeia do Recito, loja de cambio n. 21, que se dir
quem quer.
O meio h'ilhele n. 2052 da lotera da matriz de
Sanio Antao, pertence ao Sr. reverendo conego do
seminario do Alio Amazonas Joaquim Ooocarves de
Azevedo.
D-se 4O0?000a premio, ou em pequeas quan-
lias, sobre penhores : na rua do Uosario da Boa-Vis-
ta n. 44, se dir quem d.
Joao Cardoso Avres declara que mal e indevi-
dameute toi publicado o nome do Sr. Alipio Autrau
da Malta e Albuquerque (no Diario de -e.un I i-fei-
ra 21 desle cora outros nomes de seus devedores au-
sentes em lugar nao sabido ; por quaiilo es*a divida
j eslava pana desde julho de 1851. Servindo esla
declararlo de arredar de sobre o dito Sr. Alipio qual-
quer dezar que com aquella publicar.au Ihe possa re
cahir.

Esl para alngar-se o segundo andar com so-
tao, de um sobrado atraz do tbeatro de S. Francisco:
a tratar com Luiz (jomes Ferreira, no Mon lego.
No dia 25, as 11 horas, na sala das audiencias,
desos de linda a do Sr. Ur. juiz de orphaos, se bao de
arrematar us movis e escravos do finado Torqualo
llenrique da Silva, a reqiierimeulo da \iuva e do
lulor dos menores. *
No dia 25 do correnle, depois de (inda a au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz do'civel, na sala da
mesma, se ha de arrematar por ser a ullima praca.
uma casa terrea n. 88, sita na rua das Cinco Pon-
as, avaliada por 1:2009000, penhoradn por execucao
de Manoel de SnuzaTavaraj contra Antonio Rodri-
gues Brrelo esua mulher. Escrvao Santos.
PROCISSAO DO DIVINO ESPI-
RITO SUTO.
A procissao do Divino Espirito Santo sahir da
igreja de Nossa Senbora da Gincoicao dos Milita-
res s 3 .'i horas da larde do dia 27 do correnle, e
percorrendo as ras Nova, Cahug, Praga, Cruzas,
Cadeia, dito do Recito, Cruz, Lingoela, Cnrpo Santo,
vigario, Encantamento, Madic de Dos, Cadeia do
Recito, Crespo, Queimado, Livramento, Direita,
lorias. Carino, Gamboa, Flores, se recolher pela
rua .Nova. Se, porm, qualquer deslas ras nao
estiver devidamente limpa, ella tomar a directo
que a mesa julgar conveniente. A mesa, regedora ro-
ga aos irmaos que oflereceram figuras, a, mandem
vestir a horas tees, .que as 3 hora da tarde era ponto
se achem na igreja.
Monlem 22 do corrente, pelas 4 horas da tar-
de, pouco mais ou menos, desappareceu um cachor-
ro prelo un ponco adoenlado, com as urelhaa>grar,-
des e cabello, os ps calcados de branco. o .ju.il jul-
ga-se perdido : portento roga-se encarecidamente a
pessoa que o acbar. de o levar a rua Nova n. 21, ou
de participar na mesma, que alm de se Ihe gratifi-
car generosamente, se Ihe ficani obrigado.
O fiscal da freguezia de S. Antonio da quem
queira tirar, o estreo existente no becro que fica
nos fundos das ras de S. Francisco., oulr'ora Mun-
do Novo, c da Roda : quem pretender, enlenda-se
com o mesmo fiscal.
Da rua larsa do .'Rosario taberna n. 50, de-
sappareceu no ilia 22 do crrenle um cavallo casla-
nfi'', com os dous ps e uma mao calcados, pescoco
roniprido, teste ou cara branca, rom as dinas da
cabeca crlalas, levou caagalha rom inquirideiras
c cabrcslo.cujo cavallo pertence ao engento) d'Agoa:
ruga-sea qualquer pessoa que o|lenha encontrado ou
atiba delle de dar parle ou leva-lo referida taber-
na que sera recompensado.
Os Srs. rredoros da maesa fallida de J. A. de
Tarta Abren e Luna, que teem de receber a sua
parte noquarlo dividendo, quebrara dirigir-se, mu-
nidos dos seo* respectivos crdito*, para que possa
ii.i parte respectiva ser cumprido o art. 867 do coli-
go comnicrcial, a Miguel Jos Alves casia da ad-
miuislracaoda mesraa massa : rua do Trapiche casa
n. 6.
Aluga-se um sobrado de 1. andar, ojo alu-
icl nao exceda a 259000 mensa**, dando-se prefe-
rencia no hairro de Santo Antonio ; a tratar no lar-
So da Ribeira, armazem de farinba o. 7.
Precisa-se de uma ama captiva ou torra, que
saiba roziuliar bem, e seja desembarazada em lodo
servico de casa, paga-se bem agradando : na rua da
Roda n. 52.
guel i
Precisa-se de um padeirov|ue enlcnda perfei-
tamrnle de torno e de tendedeira : aquelle que se
achar as circunstancias, pode dirigr-se rua lar-
ga do Rosario n. 18, qae achara com quem tratar.
Na mesma lambem precisa-se de um moco para en-
tregar pao na rua.
Jos Cardozo Areta retira-se pant a Europa.
M CONSULTORIO
DO DR. CASANOVA
RLA DAS CRUZES N. 28,
vendem-se carteiras de homeopalhia de lo-
dos os tamaitos, por precos moito em conta.
Elementos de horaeopa'thia, 4 volt. 69000 j
Tinturas a escolber, cada vjflVo. 1JOD0
Tubos avulsos a escolher a 500 e.300
Consullas gratis para os pobres.
wmBBmamr
Tendo o Sr. Jo-c Estovan de Barros Lobo de-
clarado perante o Illm. Sr. juiz de paz de S. I.on-
rencij da Malla, que lnha contratado vender a par-
te, que tem na propriedade da Gurguea, onde eiisle
urna engenhoca a cahir, da qual se faz senhor ; um
dos consenhores da mesma propriedade fez publico
para que chegue ao cohhecimenlo de quem preten-
der comprar a dita parle, e ao depois se u3o chame
a ignorancia, que essa engenhoca c mais bemfeito-
rias nao sao do dominio exclusivo do Sr. Jos Esle-
v3u, a eveepcao da moenda c um raldcirole,porque
a mao d'obra fui parle paga, e parte feita por An-
tonio Rufino de Araujo Cavalcanli, quando esleve
de rendeiro da dita propriedade c o mais como taixas,
furos, a mesma Ceiba eoulros accessorios torara do
engenh'i Vclbo, que o Sr. Jos Estevao conduzo pa-
ra all; pelo que todos s consenhores -da proprie-
dade lem parle neslas bemfeilorias. E se se quizer at-
(ender ao grande extravio que o Sr. Jos Estevao
deu a cousas pertencentes ao eegenho Velho, como
fossem faros, correnles, parees da casa de purgar,
cubres da casa de caldeara, telhas, portes, e jauellas
de varias casas, resulta o)uo nada Ihe pode locar do
pouco que resta, pelo contrario muilo tem elle an-
da que icpor.
Quem precisar de nma ama secca para 'casa
de Iiiuiii ni solleiro ou de pouca familia, dirija-se a
na das Aguas-Verdes n. 72.
. 'c. STARR & C.
respeilosamenle annunciam que no,seu extenso es-
labeleciinenlo em-Santo Amaro,conliuuam a fabricar
com a maior perfeicao e promplidao, toda a quaida-,
de de machinismo para o uso da agricultura, na-
vegado e manufactura; e que para maior cnjmodo
de seus numerosos freguezes e do publico era geral,
leem aberlo em um dos grandes armazens do Sr.
.Mosquil i na rua do Ifriim. atraz do arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilp seu eslabelecimeulo.
All acharan oscompraderes um completo sorli-
mento de moendas de canna, com todos os melbora-
meiitos (alguns dclles novos o originaes) de qne a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vaporle baixa e alta pressao,
taixas de todo tomando, tanto batidas como fundi-
das, carros de mao e ditos para conducir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, tornos de-ferro balido para farinba, arados de
ferro da mais approvada conslruccao, fundos para
alambiques, crivos e portes para tornadlas, e uma
infinida te de obras de ferro, que sera enfedonho
enumerar. No mesmo deposito eiisle uma pessoa
inlelligerdc e habilitada para receber todas as en-
coinmendas, etc., etc., que os annuiiciatiles contan-
do com a capacidadede suas oflicinas e machinismo,
e pericia de seus olliciaes, se comprometiera a fazer
execular, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
confrmidade com os modelos ou dcseuhos,e iostruc-
ces que ibes forem remecidas.
LOTERA da matriz de santo
'AfJTA'O.
Aos 6:0005000, 2.0009000, 1:0009000.
Corre indubitavclmenle sabbado, 26 de maio.
O cauleiista Salustiano de Aquino Ferreira fez
scienle ao respeitavel publico, que ai suas cautelas
estao snjeilas ao descont dos oito por cenlo da toi.
Os seus biheles inteiros nao snITrem o descont de
oito por rento do imposto gem. Arham-se venda
as seguiutes tojas : rua da Cadeia do Recito n. 21
e 45; praca da Independencia n. 37 e 39 ; rua
Nova n. 4 e 16 ; rua do Queimado n. 39 e 44 ; rua
do Livramento n. 22 ; e rua estreta do Rosario
u. 17.
Ililbele inteiro 59800 Recebe por inleiro 6:0009
Meios biihetes 23800 com descont 2:7609
Quarto 1140 n s 1:3809
Quintos 13160 1:104
11 iilavo- 720 s 6909
Decimos 600 552
Vigsimos 320 a % 2769
O referido cauleiista fez ver ao respeitavel, que
se responsabilisa apena> a pagar os oilo por cenlo da
lei, sobre os seus biihetes inteiros vendidos em ori-
ginaes, logo que Ihe for apresenlado o bilhete, indo
o possuidor receber o premio respectivo que nelle
sabir, na tua do Collegio n. 15, eferiptorio do Sr.
thesoureiro Francisco Antonio de Oliveira. Per-
nambuco 15 de maio de 1855.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
i gnoui, dentista franrez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
pusicAn tem a vantagem do encher sem pressao dolo-
rasa (odas as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e promette restaurar os dentes mais estragado*,
| com a forma e a cor primili va.
MUTILADO




5?. .w

DIARIO DE PERMIUCBO, QU NTA FEIRA 2*DE MAlO OE 1955.
'
2DC
Narciso Jo da Costi, leoda encontrado oulro.
de i^ual nome, o qual lie empreado como pairan .lo
escaler do lacre da alfandeg, se iseignar.i de lu.je
em diante por Narciso Jos da Cosa Pereira.
OSr. Jorge Antonio de Almeidaqucira dirigir-
se ao escriplorio de J. B. da Fouseca. Jnior, os ra
do Vigario h. 4, para llie er enlresae pe ama carta que llic foi dirigida do MaranhUo.
Jos Baplislada Fonsea lunior deseja saber
se existe nesta provincia u Sr. Marcelino Jeronymo
Ferreira de Azevedo, que em IS'iT veio de Lisboa no
patacho Clementina ; Jgpiesmo senhor oa quem Me
igr-so ra do \ igl rio
saina informar,
ii. .
que
i ."Vi"
9 Acha-se a venda MANUAL do Guarua $)
At NaClonal, ou collcrSo te (odas as lei, regu- %
% lamentos, ordens e avisos ronc?riienles a mes- f)
W JJia^guarda ucional, organisado polo capitn f)
?secretario do commando .superior da guarda Jj}
nacional da capital da proviilcia de l'crnam- A
0| buco Firmino Jos de Olivcira, desde a -na
' nova orgaijjsarao ale 31 de dezembro de
* 1854, Pelalivos nao so no processo da qualili-
carao, recurso de revista ele,ele, senSo a eco-
G) nomia dus corpos, oresnisarao por municipios,
9 balalhei." rompanliias ; coro mappas, mo- 99
(B dlos ele, etc.: vende-se uuicamenle no pa- ;:;
9 teo do Carmo n. 9 1. andar a jjJOOO rcis por
(0 cada volunte. %
>- $g
EDCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande renelon, arcebispn de
Cambray, merece mui particular inenrfio otratado
da educado das meninasno qual este virtuoso
prelado ensina como asmis devein educar suas li-
Ihas, para um da chegarem a occapar >.sublime
lugar de mai de familia ; lorna-sc por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeiro raminlm da vida. sta a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-so na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
Frecisa-se de urna creada "que saiba bem en-
gommar c coser, paga-sjibcm : na ra do Crespo q.
11, terceiro andar.
Precisa-se alugar una ama para cozinhar e en-
gommar para urna casa de familia, forra ou captiva:
quem quizer procure no aterro da Boa-Vista n. 33,
segundo andar.
Os abaixo assignados. administrado-
res damassa do'fallido Antonio da Costa
Ferreira Estrella, i'azem saber aos deve-
dores do mesmo fallido que elles estao au-
torisados por lei a receber, e por isso os
convidam a virem Ibes pagar at o im do
con ente mez, eos que assim nao izerem
terSo o desprazer de ver seus nomes em
praca. Pernajnbuco 11 de maio de 1855.
Tasso Irmiios.
Pede-so ao Sr. Jos de Mello Cesar ei-pro-
caradorda cmara de Olinda, que venha entender-
se com os lentenos de Luiz Koma, pois basta de
cassoadas, licando cerlo que em quanto nao se en-
tender com os mesmos lia de sabir este annuncio.
Na ra da Cadeia do Becifo n. 3, primeiro an-
dai, confronte oescriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despachm-se navios, quer uacionaes ou eslran-
geiros, com loda a promptida ; bem como liram-se
passaporles para fura do imperio, por procos mais
comntodos do que em oiitra qualqucr parle, e sem o
menor (rabalho dos prelendenles, que podem tratar
das 8 da manha as 4 horas da (arde.
***:
: J. JASE. EMISTA." *
% contina a residir na ra Nova n. 19, printei-
{$ ro andar. (a)
. <*}
Pergunla-se ao celebre Jos Rodrigues do Pas-
so o que lenriona fazer com os seus credores, porque
estando penhorada a lieranra de seu finado sogro Be-
lem, pelos mesmos credores (mais de 20) e propondo
o mesmo l'asso urna aceommudacao, at boje nada
.e m feilo na forma de sen costume.Um credor.
IECHA8ISM0 PARA ES3E-
CONSULTORIO DOS POBRES
so tUA nova i *amab 5o.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consultas homeopathicas lodos os dias aos pobressdesde 9 horas da
manlia at meio dia, e en casos extraordinarios a qualquer hora dodia ou noile.,
Oflerec-se igualmente para pralicar qualquer operarao decirurgia, e acudir promptamentee qual-
quer mulher que aleja mal de parto, c cujas circunstancias lulo perinillaiii pagar ao medico.
SO-COSSIILTOIUO DO DR. ?. A. LOBO I0SCZ0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Mosrozo, qualro volumes eocadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., e(c...... 208000
Esla obra, mais importante de lodasasqoelratam doesludn e pralica da domeoealdia, por ser a nica
que conten aliase fundamental d'esta doutrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS OS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAU DEcouhecimentos que nao podm dispensar as pes-
soas que se querem dedicar i pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doutrina de llahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella : a lodos os
fazemleiros e senliores de_ engendr- que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capilar- de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deiiar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumstancias, que iwm sempre podem ser prevenidas, silo obriga-
dos a prestar in coiUinenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou IraducrAo da medicina domestica do 'Dr. Hering,
obra lamlicm ulil s pessoas que se dediram ao estudo da homeopathia, um volu-
mc grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10S000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., etc., encardenado. 'igOOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao e pode dar um passo seguro na ortica da
homeopathia, c o proprietano deste estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida lieje da grande superioridade do; seus medicameulos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 8J000
Boticas de 21 medicameulos em glbulos, a 109, 12? e 158000 rs.
Mas 36 ditos a..........%....... 20S000
ilas 48 ditos a.................. 000
Dilas 60 ditos a...........%,.*..,. 09000
Ditas. 144 ditos a.................. 608000
Tubos avulsos................. ......... 13000
Frascos de meia nuca de lindura................... 20000
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. 28000
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos lmannos,
vidro?4>ara medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamento* com loda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
Est a sabir a luz no Rio de laneiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHUSEN E OCTROS,
posto em urdem alphahelh^i, com a descripeo
abreviada de I idas as molestias, a indicarlo pll\so-
logica c Iherapeulica de lodos os medicameulos ho-
meopalhicos, seu lempo de acr,no e concordancia,
seguido de um diccionario da significado de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAS.
Subscrevc-se para esla obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rila Nova n. 50-
primeiro andar, j>or 53O00 em broclmra, e 65OOO
encadei nado.
Casa de consignarao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Coropram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissilo, lano para a
provincia como para fra della, offerecendo-se para
islo loda a seguranra precisa para os dilos escravos.
ROMANCES.
Collecces de romances, dramas e oulras publica-
ries Iliterarias dosnelhores autores ronliecidos :
l.eonc l.eoni, por (ieerge Sand. >
Minlias memorias, por Diinia-,
Impressoes de viagem, por dem.
I'a-tor O'Ashbourg. por idem.
Vinia de knalvcii. por Sur.
Palacio de Lamherl. por dem.
t'.arlo- Brodchi, por Scrilie.
Fillni do diabo, por P. Feral.
Saldu de conlas, por idem.
A lillia dos rcis, por dem.
Os homens de marmore. drama, por Mendes Leal
Jiinior.
Poesas de Bocage.
Hilas del.. A. Palinciriu. ,
Genio do rhrisliaiiismo.
Fistos da igreja."
O novo amigo dos meninos, obra ipprovida para
uso das escolas de inslruceao primaria, pelo ine-
thodo Casiilh.
\eiidcin-se por procos muilo commodos, ua casa
n. 6, defronte do Trapicho Novo.
CEMENTO
j^)t*fca^fc^*k s^ft<
8
** da mellior qualidade: vende-se
em cata deBruun Praegeri C,, ra
da Cvut n- 10.
# .'UBLICAIAO' D nSTITUTO 110 g
MEOPATHICO DO BRASIL.
TIIESOURO HOMEOPATH1CO g
m ou ^
(^ VADE-MECUM DO tt
< HOMEOPATHA.
^ Mtthoio conciso, claro e teguro de cu-1$)
S rar homenpatInca nenie todas a molestias A*
^ que affligem a especie humana, e part- W)
A cularmente aquellas que re.'mam no lira- A
? sil, redigido segundo os meihores Irala- J2
!g) dos de homeopatliia, lauto europeos como tj?5
^#1 americanos, e segundo a propria experi- ^k
2 enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera JZ
t) Pinito. Esla obr.i he boje reconhecida en- 1^)
/,* mo a melhor de todas que Iratam daappli- a
S'' ca^So homeepathica no cu/alivo das mo- jj
1t leslias.' Os curiosos, principalmente, nao ()
podem dar um passo segura>sem possui-la e a
consulla-la. Os pais de familias, os scuho- (,-v
(At res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- ( T? pitaes de navios, sen a nejos ele. ele, devem ^
|g) te-la i nnio para occorrer promplameole a O
qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 108000 J
(ffl d s encadernados 118000 (f
Vende-se nicamente em casado autor, /jA
no palacete da ra de S. Francisco (Mun- w
Sh do Novo) d. 68 A. a
SHO.
NA FUNICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. L\A
RA DO BRUM, PASSAN'DO O oilA-
' FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jectos de mecliaoismos proprios para en^enhos, a sa-
l>er : raeendas e meias moendas da hiais moderna
construcco ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos lamanlios ; rodas
dentadas para agua ou anjmaes,' de todas as propor-
fes ; crivos e boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, aguillies, bronzes, parafusos e cavilhes, moi-
uho de mandioca, etc.-, ele.
NA MESMA FUNDICA O.
se execulam lodas as encommendas com a superio-
ridade j condecida, e com a devida presteza e copi-
modidade em preco.
GHAROPE
DO
BOSQUE
O uuico deposilo conlina a ser na bolica de Bar-
tholomeu Francisco de Snuza, na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas graudes 58500 e pequeas 38000.
IMPORTANTE LtfA 0 PtRLICO.
Pra cura de phlisica em lodos os seus dillerentes
graos, quer motivada por constiparles, losse, aslb-
ma, pleuriz, escarros de saogue, dpr de costados e
peito, palpitarlo no corarao, coqueluche, bronchile
dr na garganta, e loda%as molestias dos orgaos pul-
monares.
COLLEGIO PARA MENINOS, EM WA-
DSBECK, SUBURBIO DE HAM-
URGO.
O abaixo nssignado lem i honra de participar ao
publico, que muriou o seu collegio nesle anuo, de
liamburgu para Wandsbeck, e esla agora habilitado
de poder aceitar mais alguns pensionistas. A silua-
cao do lagar he a mais audavel de lodos os arrabal-
des de liamburgu, e a distancia dessa cidade permu-
te o gozo de lodas as vanlagens das cidades grandes,
assim como ella impossibilila o gozo das desvaula-
gens para meninos. Ao entrar no collegio os meni-
nos nao devem ttr excedido a idade de 10 annos, e
maior cuidado e zelo se empregar em favor delles,
nao su para o seu bem physico como inlelleclual.
Elles lean lices em lodas as linguas modernas, his-
toria, geographia, historia natural, malhemalica,
assim como os principios Decenarios para o commer-
chj, ou as Maguas aoligas, -ciencia das antiguida-
des, philosophia, ele, como preparo) para o estudo
na universidade. As despezas do ensino, sustento e
casa importan) em 1,000 marcos,5009000 pouco
mais ou menos. Qi pais deverao dar roupa, assim
como pagar msica c ensino de dansa, caso o dese-
em.C. li'olckshausen.
Este collegio podemos recommeddar os pessoas que
queiram dar urna educarlo etemplar aos seus filhos,
por ser um dos meihores na Allcmanlia. e oerece-
mo-nos a dar lodas as iuformaccs a quem precisar:
na ra da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
Bruna Praeger & Companhia, ra da Cruz n. 10
recommeodam as pessoas de bom goslo, seu escolhi-
do sortimento dos meihores piauos, laAlo horison-
taes como verticaes, que por sua solida couslruc^ao
e harmoniosas vozes, assim como por sua perfeita
obra d mao se dislioguem. Todos estes pianos sao
feilos por encommenda, escolhidos o examiuados,
e por islo livres de qualqucr defeilo que se enconlra
inuitas vezes em os piauos fabricados para expor-
jaso.
- Aluga-se ou vende-se urna casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr- Peixoto, cor todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
barla, quartos para feitor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
_ As meihores apostillas de anlv se conslitui-
caodo imperio, para os.academicos. do segando an-
uo : no paleo do Collegio, toja n. 2.
Obras de cabello, ao madamisnio do
bom gosto.
Na roa estreila do Bosario n. 7, ha sorlimenlos de
adereros completos, e oulras obras, como sejara :
aunis, Irancelins, correles de relogio, com o me-
lhor goslo e seguranea ; tambem se receben, encom-
mendas ao gosto dos compradores, a quem se dar
amostras, evecutando-se com iiromptidao por M.
liando.
Precisa-se de-um forneiro que saida bem*cor
lar massas, e que seja perito em sua arle : na ra
Dircila, padaria n. ,9.
D. Maria Isabel Lagos vai para Lisboa, levan-
do em sua companhia sua tilda menor.
Arrenda-sc o engenho Comportas, na fregoezia
de Muribeca, distante i legoasda cidade, com muito
boas Ierras de plantarn, moente e correte : quem
o pretender, dirija-se ao engenho Sant'Auna. para
Iralar do negocio, com Francisco Pedro Soires
Brandan.
Na ra Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
era va, que saiba cozinhar bem. a
Precisa-se alugar um moleque ou criado para
servido de ctsa, que seja fiel e oleada de cozioba :
no Corpo Sanio o. 48.
Novos livros le domeopalhia uiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............20SO00
Teste, rrolestias dos meninos.....65000
Htring. homeoprilhia domestica......75000
Jahr, pliarniacnpcn homeopalhica. 6e000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I63OOO
Jahr, molestias nervosas.......65OOO
Jahr, molestias da pclle. '......KrOOO
Kapou, historia da homeopathia, 2 volumes I65OOO
llai llimann, tratado completo das molestias
dos meninos. *. .
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fajolle, doulrina medica homeopalhica
Dioica de Slaoneli .......
Casling, vcrilade da liomeopalhis. .
Diccionario do Nvslen .
AMIlas completo de anatoma com bellas cs-
lampas coloridas, contendo a descripeo
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se lodo*estes livros to consultorio homeopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro andar.
lOjflOO
KcOUO
73000
631OOO
45OOO
OJOOO
3O3OOO
& umyi liiii
9 Paulo Gaignoux, denlisla Trancez, estabele
5 cido na ra larga do Kosario 11. 36, segundo
$ andar, colloca dcnlescomgengivasartiiciaes,
8e dentadura completa, ou parle della, com a
presso do ar.
ft Rosario n. 36 segundo andar.
COMPRAS.
Aluga-se urna casa terrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que ficam enlre o becco do Virgi-
nio e o pateo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n., 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desdeja' por m-
dico prero como he. publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EXCELLENTE PITADA.
Rape rancez fino,
o mais superior de lodo quanto lem vindo a este
mercado, ten) a propriedade de nunca mofar, assim
como de nao ferir o nariz : na ra do Crespo n. 11.

Manoel Jos Leite
declara que arrematou em
leilo todas as dividas que
deviani a Manoel Pereira
de Curva!liorna importan-
cia de 48:924^000 ris;
convida pois aos lie vedo res
do dito Carvalho a que s
paguen, ao annunciante,
para o que se podem diri-
gir a sua loja, sita na ra
do Queimado n. 10.Re-
cife 14 de maio de 185*5.
Acaba de chegar o dcimo caderno
da RIRLIA SAGRADA : os senliores as-
signantes queiram vir ou mandar bus-
car na agencia os seus exempiares.
Aluga-se um excellente sitio com
bai\a para capim, bastantes arvores de
fructo d ptima casa de yivenda, com es-
tribara e quartos para pietos, no lugar
do Cordeiro. a margem do Capibaribe:
3u6m o pretender dirija-se a ra da Ca-
eia do Recie n. 4.
CASA DA AFERICAOy PATEO DO TERCO
N. 16."
O abaixo assignado scienlilica, que no escriplorio
daquella casa d -se expediente todos os dias uteis,
das y horas da maullad as i-da tarde ; oulro sim, que
a revisao leve principio no dia 2 de abril prximo
passado, eque lindo o prazo marcado pelas posturas
muuicipaes, inenrrerao os contraventores as penas
do artigo ,titulo II das sobreditas posturas.
Prxedes da Silca GuimlO.
LOTERA da matriz de santo
ANTAO'.
Aos 6:000s00(), 2:000,0000, I:00().s000.
O cautelista Antonio Jos Kodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeilavel publiro.quc a loleriu su|irj
corre no dia 6 sujeilas ao descont de 8 por ceulo da lei nos pre-
mios granm-s. Os seus bilheles inlciros nao soiTrem
dilo descont, os quaes acham-se n venda na praca
da Independencia, lujas us. 1, l-:i. 15 e40, o as ou-
lras do coslume.
Bldeles 55800 Recebe por iuleiro CcOOO-OOO
Mein- 28800 com descont 2:760|000
Quarlos 10440 i 1:380j000
Oitavos 720 (i'JOaOlKI
Decimos 6(K) a .VS'Oo
Vigsimos 30 27I>S(KI0
* O mesmo caulelisla declara, que quanlo aos seus
bilheles inleiros, que sao vendidos em nriginaes,
apenas se obriga a pagar o8 por cesto, logo que se
aprsenle o bilhcle.
Compram-se 300 travs de cmdiriba de 30 pal-
mos de comprimenlo e 1 em quadro : na'ra Velha
n.22.
Precisa-se* de comprar 30 pes de sapolis de
boa qualidade elOps de larangciras de umhigo e
selela : quem tiver. para vender promplas em caixas
para embarcar, procure na praca do Corpo Sanio
n. 6, escriplorio.
Compra-so prata brasileira e hespanhola : na
rua da Cadeia loja n. 54.
, Compra-se urna canoa abcrln que peque 800 a
1,000 lijlos, e que esleja em bom estado : na rua
da Cadeia do llecife loja n. 54.
-* Compra-se urna ou duas" rasas Ierre as na se-
guinles mas do bairro de Sanio Anlonio: Flores,
Camdna do Carino, paleo doa-nesmo, rua do S. Ine-
rcia, dita de llnrlai, dila eslreila do Rosario, dila
das Cruzes, pateo do Paraizto, rua das Larangeiras,
dila das Trincheiras, e dita do Rangel ; quem liver
e quizer vender dirija-se a rua das Trincheiras nu-
mero 20.
Compra-se um violao em bom estado, e com
boas vozes: na rua larga do Rosario n. 38, loja.
Attenco.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de idade
de 12 a 25 annos, sendo bonitas figuras paga-se bem,
e tambem se recebem de commissao.: us rua do l.i-
\ ramelo n.4.
Compra-se no Hospicio n. 8, urna escrava que
seja moca, de boa figura,que cosa perfeitamente, la-
ve e engoinme, sendo a contento.
Compra-se a geometra por Enriles : na rua
do Collegio n. 13, segundo andar.
Compra-se a geometra por Lacroix : na rua do
Collegio n. 8, loja.
Compram-se palacoes brasilcros e columnarios
a 1$960 rs. : na Iravessa da Madre de Heos n. 18,
armazem.
Compram-se escravos de ambos os
sexos e recebem-se de commissao: na rua
Direita ir. 5.
VENDAS.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Oidca do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Auewslo C. de Adren, ronli-
nuam-se a vender a 8^000 o par (proco lixo, as j
bem condecidas e afamadas navallias de barba feila.
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, naosesentem.no roslo na aeco d corlar ;
yendem-se"com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores dcvolve-las al 15 diasflepois
pa compra resliluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, fritas pelo mes
mo tal 'iranio.
wmmmwmsm mmm. _
lii nuil Praeger & C, tem para
g vender'em sua casa, rua da Cruz
H n. 10:
fc Lonas da Ru.ssia.
S Champagne.
| Instrumentos para msica.
I Oleados para mesa.
H Charutos re llavana verdadeiros.
5 Cerveja Uamburgueza
jj| Gomma lacea.
* Vcndein-s do'us pianos fortes de
Jacaranda construccfio vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo viudo no ultimo navio de Ilam-'
burgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21.
PAPEL PINTADO.
Jos Nogueira de Souza. com loja de encaderna-
can e livros na rua do Collegio n. 8, acaba de rece-
ber urna porcao de papel piulado, de bom goslo e
qualidade, proprio para encadernacocs, o qual ven-
de em resmas, cni maos e em folhas, por prec mais
commodo do que em oulra qualquer parle.
" Vende-se um cscravo croulo, de idade 2i an-
nos, de bonita figura, bom carreiro c bom oleiro,
4 negrascrioulas, sendo 2 boas engommadeiras e boas
coznheiras : na rua do l.ivramenlo n. 4.
Vende-se um negro pec,a, que s-he bem cozi-
nhar o diario de una casa, e he proprio para todo o
servico : a tratar no sobrado u. 21, segundo andar,
defronte da bolira do Sr. Pinlo, na rua dos Quarleis.
Nos qualro cantos da Boa-Vista n. 1, vende-se
um guarda-rnupa novo, viudo da casa do marcinei-
ro, por commodo preco.
Vende-se urna escrava mora, do nac,ao Rebol-
lo, com alsumas habilidades, cose chao, engomma c
enzinha solTrivel : quem pretender, dirija-se rua
das Cinco Ponas n. 54, das 3 horas da tarde em di-
anle, que achara com quem Iralar. "
TAIXAS DE FERRO.
Na fundieao' d.'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um gfande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional* corno estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, patinenas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou cabros livres de. despeza. O
precos sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na tundirao' de C. Strr. & O. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos ", ferro de -'-ric- qualidade.
Na rua da Senzala Nova, padaria n. 30, vende-
se um pelo de mcia idade, bom canoeiro..'
Na bem condecida loja da rua Nova n. 12,ven-
de-se pelo dimiuulo preco, a dindeiro vista as se-
guiulea fazendas de goslo : rscados francezes a 260
o cova'do. bareue de la a 320, panno azul e cor de
caf a 25 dilos de hrim de cores a 13110 e a 13600, luvas de
lorcal a 500, ligas a 010. cambraias de ansio 610 a
.vara, dilas a 320, chapos broncos e prclos de naa-
M a 451100, damasco de alodo a 4(K covado, al-
paca* d seda linas e de goslo a 701) o covado, e ou-
lras militas fazendas que com a vista agradara ao
comprador.
Vcnde-se urna escrava-: na rua Nova n. 52.,
Vendem-sa. saccas com feijao imilalinlio muilo
superior pelo dilfiimito preco de 5?*O00a 6-30f>0 rs. :
no caes do Ramos, dcbaixo do sobrado encamado
n.-4.
Vende-se uro terrena de quina na ruadoSeve
dairru da lloa-Vi-ta, ja com nimias hemfeilorias, e
pro|Hirces.parrt duas boas casas com grandes quin-
laes, por ler 10 palmos de largura, e mais de 300
de comprimenlo ; lem frente para o caes Ja rua da
Aurora prximo a rampa que se est fazendn, fundo
para o Hospicio, um oilo para a rua que divide^o
mesmo terreno e a casa de sobrado onde foi o col-
legio de Santo Antonio, mitro rom a casa terrea de-
junlo, leudo desse lado motaran no mio da mesma
casa, muro cacimba, .xcresceiido a ludo islo a boa
localidade e achar-se muilo vizinho a Faculdade de
ilirei.ro, lugar boje muilo procurado para monda :
a Iralar na rua .Nova n. 50, segundo andar.
Attcneao !
Vende-se siiperiorfumo de milo, segunda e capa,
pelo dariHis-inni prec.o de 39000 a arroba : na rua
Direita n. 76.
Para os Srs. olliciaes de caradores.
Panno lino verde c de oulras cores : na rua Nova
11. 16.
Palitos e chapeos.
Palitos de panno lino, de alpacas e de rscados,
chapeos Trnceles, os mais modernos c de lindas for-
mas : na rua Nova, loja 11. 16, de Jos Luiz Pereira.
Bom, e commodo.
Vendem -se rassas franrezas de bomlos padres e
cores fi\as a 200 rs. o covado : na loja do sobrado
amarello da rua do Queimado.n. 2!f.
Cortes de vestidos de seda.
Corles de vestidos de seda a 16gO0O, 2->000 e 323
rs., chapeos para senhora. de lindos goslosa 153000,
camhraias modernas a 720 e 800 rs. a vara, dilas de
quadros em corles a 53000, chales e romeiras dfc re-
Iroz, dilos de seda, corles de vestidos de cambraia de
seda, alpaca de seda, fil de hubo para roupinho ou
visita, corles de cassa-chila, selins e sedas para co-
vados, sarja pida lisa e lavrada, luvas de seda, edi-
tas finas de padres modernos, e oulras fazendas que
se vendem barato : na rua Nova 11. 16, loja de Jos
Luiz Pereira.
. SORYETES.
Os cxcellentes soryeles feitos a
tranceza c semgelo. vendem-seji's
segundas, quartas*e sabbados :
no aterro da Boa-Vista 11. ~>,
Ide
Lava-se e engomma-se com aceio e prompli-
dao : uo becco do Rosario u. 2.
CORTES DE VESTIDOS DE
SEDA DE'QUADROS A
15,000.
\ endem-se. cortes de vestidos de seda de quadros
largos, pelo baralo preco de 153000 o erte, adefinas
de seda escoceza, ricos gostos, a 13000 o covado, al-
paca de seda de lindos padres a 700 rs. o covado,
chales de merino bordados a eda a 93000, dilos de
casemira de cores a 69000, luvas de seda para senho-
ra a 13280 a par : na rua do Queimado u. 40, loja de
Henrique & Santos.
RSCADOS WARSOVIANGS.
A lO rs. o covado.
llonita fa/.enda de quadros de cores, de 4 palmos
de largara : venjem-se nicamente na loja n. 2 da
rua do Queimado, esquina do becco do Pene Frilo.
CORTES DE CASEMIRA DE
CORES A 2,500.
Vcndem-se corles de casemira de cores, de lindos
padres, com pequeo loque de mofo, pelo baralo
preco de 23500 o corle, casemira preta setim a O3OOO
o corle, panno prelo lino a 33000, corles de colleles
de fuslan, finos, a 600 rs. : na rua do Queimado,
em frenle do becco da Congregarlo, passando a bo-
lica, a segunda loja 11.40. *
Vendem-se relogios de orno de algi-
beira patente inglez, chegados pelo ulti-
mo paquete, por preco muito commodo:
no escriptorio do agente Oliveira, rua da
Cadeia do Recie.
Vende-se a muito acreditada o bem
sortida loja de louca da rua Nova*n. 7,
cuja loja ollerece grandes vantagens tan-
to por ser o seu local na muito acredita-
da rua Nova, como pela commodidade
que ollerece o mesmo estabelecimento ao
comprador, denella poder recolher qual-
quer factura, sem ser preciso alugar casa
separada ; a mesma se vende a dinheiro
ou a prazo com boas firmas: a tratar
na mesma, 011 na rua do C&buga', loja de
mittdezas de i portas.
Vende-se um prelo moco bonita figura com
um pequeno defeilo em urna poma : na rua da
Cruz n. 46,
Vendem-sc saceos com milho muilo superior:
no caes do Ramos ir. 4, debaiso do sobrado en-
a.rnado.
Vestirlos de seda.
Conlina haver grande sorlimenlo de cortes de
vestidos de seda de cores e broncos, que se vendem
por prcc commodo : na loja de 4 portas, na rua do
Queimado 11. 10.
CASEMIRAS DE CORES.
Vcndem-sc corles de calca de casemiras francezas,
de cores, boa qualidade e dons padres a 43000 cada
corle : na loja de 4 porlas, na rua do Queimado
n. 10.
Vende-se na rua do Collegio, casa n. 3, pri-
meiro andar, o inclinlo Canille, para violo, novo,
e por commodo preco.
Vende-se I mulalinha de 15 annos, muilo lin-
da, 2 prelas de 30annos, 1 de mcia idade, loda com
habilidades, 1 mualo de 20 annos, pedreiro : na
rua largado Rosario 11. 26, segundo andar.
Na loja do Bourgard, rua da Cadeia do Recife
n. 15, vende-se rodlo hamburguez, em garrafas, e
rolao francez, fino, as libras.
Vendem-se ceblas em resteas a 500
rs. ocento : no pateo do Terco n. 21.
Boas velas de'carnauba pura, em
caixinhas de ttintae tantas libras, vindas
do Aracatv : vende-se na rua da Cruz n.
54, primeiro andar.
A 280 RS. O COVADO.
Alpacas do quadros de 4 palmos de largura pelo
baratissimo prero. de 280 rs. o covado : vendem-se
na rua do Queimado n. 9, loja de Azevedo & Car-
valho.
Urna cabra parida (bich) com muilo e bom
leite, vende-se ou troca-se por oulra que n9o le-
nha ponas : na rua da Cadeia de Sanio Anlonio
n.30. '
Vende-se na rua da Cruz no Recite, loja de sel-
leiro n. 61, sellins inglezs do patente, a\aliados,
com loros, silbas e rabicho.
Vcnde-se urna prela com 21 annos de idade,
muilo boa engnmmadeira, cozjnheira e lavadeira de
sahao* sem vicio algum e muilo fiel ; e ao.compra-
dor se dir.-i o motivo por que se vende : quem quizer
comprar procure no sitio, na eslrada de Jo9o de
Barros, o segundo depois de passar o Odo do Boi, e
fica defronte- do sitio da Cscala.
Na casa de tlehrard e Blandi, rua do Trapi-
chan. 20 e 22, vende-se azeile doce francez verda-
deirn Plagniol, o nico que se arda no mercado, sa-
lames de Lvnn de superior qualidade, c muilo fres-
co, assim como vinhos do Champagne, Bdrdeaui,
Cognac, ludo vende-se por proco razoavel.
Vendem-se accos enm 4 1|2 arrodas d.e gom-
ma, por 73000 cada um : na rua da C den do Re-
cife, loja 11. 19.
PECIII.NCHAS NO PASSEIO N. 9.
Pegas de algodao com loque, por lodo o preco ; a
ellas.
Vendem-se dois mansos muilo bons, quarlos
afeilos na Ierra, pode-se ver e aju-lar : na ilda da
Pedra sitio enlre S. Joao e Curado na Varzea.
No paleo do Carmo, quina da rua de Borlas n.
2, vende-se doce secco de caj' a 480, dilo de goiaba
end cauesde 4 libras, gomma a 80 rs., ameias a
160, passas novasS 560, cevada a 220, alpisla a 200
rs., azeile doce a 720, rhooricas a 410, peneiras de
rame para refinadores e p.ideiros a 63 o "3000, bra-
jos do autor Rom.1o proprios para balcao a I63OOO,
banha bem alva em harris c a relalho, azeile de car-
rapalo a 210, farinha do Maranlian a 160.
Vcnde-se a caa da roa do l.ivrameulo n. 19,
com urna boa e funda loja para qualquer ge*nero de
negucie, e om bom sobrado com um pequeo solao
com commodos para urna pequea familia. O terre-
no em que ella esla assenlada he proprio ; rende an-
imalmente 360 a 003000, o que se provn com os
recibos dos que nella tem morado : tratar na rua
larga do Rosario o. 28, segundo andar.
Vendem-se misacs romanos : na rua do En-
cantamento, armazem 11. 76 A.
ATTENCAO'.
Vende-se urna bonita negra de 20 anuos, saliendo
cozinhar perfeilamcnleo diario da casa, o engomma
soflrivelmenlc : na rua dos Marlyros n. 14.
Vende-se um oilanle em bom eslado : "na rua
de Apollo n. 9.
No armazem de Tasso limaos, ha
a venda:
Superior violto champagne em gigos.
Dito Brdeos emquartolas.
Dito, dito em garrames.
Agurdente cognac, em caixas de duzia.
Licores linos francezes, idem.
Azeite refinado l'agniol, idem.
Garrafas razia! em gigos.
Papel alinaco verdadeito de Georg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Aro em cunlietes.
-Tildo bom por preco mdico.
VINH.nO DE LISBOA,
em barris de 10 em pifa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Adran, oa rua da Cadeia do Recite n.
48, primeiro'andar.
.Familia de mandioca de Santa Catharina
Vende-se muito superior em saccas:
a tratar na rua da Cruz do Recife n. Vfl
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da alfandeg'a e do guindaste da
mesma.
Vende-se um prelo rarniceiro e cozinheiro, de
meia idade, fiel e sera vicio, por commodo prero :
00 armazem da rua da Praia n. 31. -
RLA DO CRESPO R. 9
LOJA ENCARNADA.
Vende-se-paniio verde escuro, pelo ba-
rato preco de tyOOO rs. o covado.
Na loja das seis portas, em frente do Li-
vramehto.
Corles de cfassa-chila de honsgoslos c tinta segura
a dous mil rs., vestidos de seda, para meninas' de 3
al 5 anuos asis mil r*., mangas de fil bordadas
para senderas a dez tu-tes, tilo dordado e liso por
prero baralo, editas bonitas e de bons pannos a meia
pataca, nove vintens, e a dous lusles finas, lencos
brancas e piulados para mao a meia pataca, riscadi-
nhns de lindo para roupa de meninose palils a doze
vinlens, rscados escuros para roupa de escravos a
meia pataca, e oulras minias fazendas por prero ba-
ralo.
Palitos baratps.
Palils do nanga amarella muilo bem feilos a :\-
rs., dilos de alpaca prela fina a 53500: ua rua do
Queimado, loja n. 21.
Vendem-se espingardas de 2 canos e
de espoleta, muito boas e por baratissi-
mo preco: na rua da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Vecdem-se aberturas para camisa,
de muito bom gosto, vindas de Franca e
por preco baratissimo : na rua da Cruz
n. 26, primeiro andar.
ATTENCAO AO 1IARATEIRO.
Rua da Cadeia do Recife, loja n. 50 da esquina1,
vende-se:
corles de seda branca e com lislras de co/es, com 20
covados 203, novas melpomenes de quadros acha-
malolados com quasi vara de largura a 900 rs. o co-
vado, corles de cambraia fina de cor com barra a
23100, cilas boas ile diversas qualidades e cores se-
guras a 180 o covado, cambraia de linho fina, oplima
para camisas de noivos a 53, panno de lences su-
perior com mais de II palmos de largura a 2300 a
vafe, cassa delislra para bahados 220 rs. a vara, e
13600a pera, casemiras decores escuras para calca
a 49500 o corte, panno de cor com msela de seda,
proprio paro palils t vestidos de montana a 33 o
covado, pauno preta fino a 43 e 43800 o covado,
corles de gorsorao para colleles a I- p iti fusfito
alcoxoado a 800 rs., merino prelo muilo fino a 336OO
e 43 o covado, luvas de fio da Escocia do cores com
algum mofo a 160# rs. o par, assim como onlras
muitas fazendas que a dindeiro vista se vendem
em atacado, e a relaldo por-baratissimos precos, e
dao-se amostras.
ATTENCAO', Q1E HE PARA ACABAR.
Lilas com listras do seda, e qualro palmos de lar-
gura, fazendn muilo propria para a presente esla-
co, pelo diminuto preco de 410 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,-
em c:isa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Exira-sirperor, pura baunillra. 13920
Ivvlra lino, daiinillia. 1-litio
Superior. 13280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
abate de 20 % : vendarse aos mesmos precos e con-
dirnes, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 52.
Chaira de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Veudein-se na rila do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na rua da Ciuz n. V, algodao tran-
cado da(|iiella-fabrica muito 'proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escru-
vos, por proco commodo,
'Em casa de J. Kcller C, na rua
da Cruz n. ">"> ha para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ilam-
burgo.
Vende-se urna balanea romana com lodos os
seus pcrtenres.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4. -
CEMENTO R0I.4M MANCO.
\ende-se cemento romano-bronco, chegado agora,
de superior qoalidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do I dea tro, arma-
zem de taimas d pind.
ELLES. ANTES QUE SE AC BEM.
\ endem-se cortes de casemira d bom goslo a 39,
3 e 5SO00 o corte ; na rua do Crespo n. 6.
Superior vinho de champagne eBor-
deau\: vende-se em ca^sa de Schafhei-
tlin & C, rua'da Cruzn. .18.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a rela-
ldo, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anlo-
nio de maleriaes por preco mais em emita.
Vendem-eem casa de S. P. Jolms-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezs.
Ilelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e munic^o-
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa h. 97.
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na 'rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e', com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se urna porcao do verdadeiro
vinho. Bordeaux tinho e branco engarra-
fado, que se vende muito err confa para
se liquidar cniilas: na rua da Cruz n. 2G,
primeiro andar.
MoinhoB de vento
'nni hnnidasdo repuxo para regar borlase baixa,
de capim, na fundirn de 1). W. Bowriran : na rua
do Brum ns. 6,8el0.
Riscado de listras de cores, proprio
pai a palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esqoina que
volta para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos preco que emoutra qualqucr
parle, no armazem da Domingos Rodrigues Audra-
di\\ Compaiidia, rua da Cruz 11. 19. '
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, edegado de Lisboa pela barca Ura-
tido.
He chegado novamente deFrancaa deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se aclia
a venda nos lugares }a' designados, na
escriptorio na rua da Cruz n. 26 primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos Lo-
pes e Barros & Irrqao, outr'ora de Car-
deal, na rua. larga do Rosario n. 38 e
?0.
. Celtqjas baratas
Na Iravessa da Madre de Dos, armazem de Jo.lo
Marlins de Barros, vendem-se ceblas muilo boas, e
muilissimo baralas.
ATTENC&0.
Ka rua do Trapiche n. .T., ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris. sao os meihores que se
tem descoberto par este fino, por nao
xhaiaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 111 libras, e custamo diminuto pc-
eo de VsOOO rs. cada um.
COGNAC VEKDADEHtO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 12J000
a duzia, c 1-280 a garrafa : na rua dos Tauoeiros n.
2, primeiro andar, defronte do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. Ti, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro ailar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-e superior cemento em barricas grandes ;
assim como lamhem vendem-se as linas : alraz do
Iheatro, armazem de Joaqun Lopes de Almeida.

POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-,
* gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engenhos os
seus bons elhYtos ja' experimenr
w fados : -na rua da Cruz m 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
s
Vcnde-se excellente taboado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enleuder-se com o adminis
rador do raesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento. do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.a edicAo do livrinho denominado
Devolo Cdrislito.mais correlo e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca de In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Na rua do-Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas.para .piano, violao e flauta, como
sejam. quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
- Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menlc chegados, de excellenles vozes, e precos com- i
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. .
MATERIAES.
No lim do boceo Largo,defronte da ponle proviso-
ria, evisle um armazem, e nelle acharo os freguezes
cal brinca e prela, lijlos de loda a qualidade, le-
das, a roa e barro, e ludo se vende por preco muilo
commodo.
I.IMIII SOHTIIIKM 0 DE CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jose'f oaquim
Moreira, na um bello sortimento de cal-
jado para senhora, que pela sua qualida-
de e preco muito deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato: os precos
sao os segiiiutes," ja' se sabe, a dinheiro
sem descont. "- .
Sapats de couro^eJustre. 1 S<>00
Borzegoins com salto para senhora. 5^500
Ditos todos gaspeados.tambem com salto
pa ra senhora. 4#500
Sap.;tos de cordavao de muito boa |1$000
dade. quali-
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
svnthe encaixotado, por barato preifo:
na rua da Cruz n. 26, primeiro andar.
Grande sortimento de brins para quem
quer. ser gfmenho com pouco dinheiro.
Vende-se hrim (raneado de listras e quadros.de po-
ro linho, i 800 rs. a van, dilo lis a 640, gan|*J
amarella lisa a 860 o covado, rscados escuros a imi-
lacao oe casemira a 360 o covado, dilo de lindo a
280, .lito mais abaixo a 160, caslores de lodas as co-
res a 200, 240. e 320 o covado : na rui do Crespo
o. 6. '
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de boro goslo
a 720 o covado, corles de la dos meihores gslosqoe
lem vindo no mercado a 49500, ditos de cassa chita
a 15800, sarja prela despalillla a 29100 e 29200 o
covado, setim prelo de Maco a 29800 e 39200, Ituar-
ilanapo-, adamascados feilos em I,uimaraes a 39600
a duzia, loaldas de roslo vindas do mesmo lugar a
99000 e 129000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
Capas de panno.
_Vendcii>e capas de panno, propria* para a esla-
cao presente, por commodo prero : na rua do Cres-
po n. ti,
CASEMIRAS A 29100 E 39000 O CORTE.
H loja de 1 iuimaraes & Henriqoes, rua do Cres-
po n. 3, vendem-se corles de casemira ingleza, pelo
baratissimo preco de 29400 e 39000 cada um.
.Vi lubrica de espirito.da rua Direita n. 84,
novamenle aberla, vende-se alcool ratificado a be-
rilio Mara, licnr lino, enlre fino e ordinario, de dif-
rerrrites qualidades, em garrafas e em ranadas, ge-
nebra em frascos e em caadas, agurdenle do reino,
dula prela e rxa para escrever feila em alcool fra-
co, agua da Collonia em frasquinhos e em garrafas,
banha para cabello de difterenles cores, oleo de ma-
ctssa, ludo bem preparado, e por preco>commodo,
garrafas brancas vasiis, proprias. para licor fiuO, oleo
de ricino e xaropes.
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 20 do correte desapparecen a negra
Cnsma, crioula. com idade de .XI unos, veio do en-
geuho Harmona! lem urna belide em urn odo do
qual nada v, lev ou argolas as orethas e panno da
cosa, quem a pegar levcTa a rua larga do Rosario
p. 22, qae ser recompensado. ,
Dcsappareceu no dia 2 do trrenle do lugar
do Salol.ro fregoezia.do Cralo do Bom Jardim, o
escravo losquirn, de nacao Angel, idade 24 annos
pouco mais ou menos, altura regalar, barbado, den-
tes limados, venia chala, e parece crionlo, lem dma
ferida eio um quadrila qual deve estar quasi lia:
quem o pegar entregando-o na rua do Queimado n.
1, a Gaspar Antonio Vieira Gnimarles, ou a Feli-
ciano Joao da Silva, no lugar'mencionado, ser re-
compensado.
No dia 2t do crranle rftlas 7 horas da noile,
ausenlou-se escravaoriool de nome Joanna, Tr-
ida do sertao villa de Campia-grande, fazenda de
Llode-CoogA, e veio coodbzida para esla praca pelo
Sr. Bedlo Joaquim Breckenfeld, ha dous mezes pou-
co inaisou menos, e foi vendida nesta praca a Sra.
I>. Escolstica, moradora na rua do Cotovelo bairrb
da lio.1 -\ i-l,i. e no serillo foi,escrava do Sr. Jos
Antonio .le tal, morador na mesma villa de Campi-
a-grande; soppoe-se andar, vadiaodo na cidade de
Olinda. aonde (em eohecimenlo, e tambem pela
Caixa d'Agua, aonde consta que tambem lem conde-
ci lo-; le\ou vestido de chita braua com ristras
azuesj desbolado, chcia do corpo, estatura baixa,
bem prela, bocea grande, olhos pequeos, vistas
bailas, nariz grosso, falla alguma cousa descansada:
roga-sc as autoridades policiaes e rapilges decampo
npprehende-la e leva-la rua do Colovello n. 10,or
rua dn Collegio n. 21 terceiro andar, qae ser re-
compensado generosamente.
Fogiram do engenho Jardim, na madrugada do
dia 18 do correte, dous molecoi.es, um de nome
l.ourenc'i. nacilo Angola, ajtura regular, meio sec-
co do corpo, bem prelo, e sem barba, alm disto tem
urna marca o> ferida na ranella, e urna feridinUfl no
calcanhar proveniente de bobas; levou caifa de
drim/.inlio escuro, camisa de AiadapoMo e chapeo de
[inllia ideado : o outro de nome Clemente, de apvtel-
lidoCaiigills, de Angola, mais mo^o do que o pri-
meiro, mais baixo, da mesma grossura do corao, bem
prelo, rosto redondo e sem barba, tem falle de 1 ou
2 denles na frente, tem urna feridinha na canella,
-pernas gressas e ps sadios e bonitos ; levou t caiga
azul, 2 camisas, 1 azul e oulra de madapolaO, e cha-
peo de palha j usado ; ambos sao mai Indinos e
passam por crioulos : quc'm os-pegar lefe-os ad refe-
rido engenho, a entregar 10 seu senhor Joaquim de
Si Cavalcr nli de Alhiqnerqrre, que-recompensara
generosamente. Advotle-se<|ue ha presumpctJs de
terem sido alicjidos ts referidos esotevos., *4ilo co-
mo nunca fugiranr.
AVISO AS AUTORIDADES t MAIS MORA-
DORES DE PAJEL'* DB FLORES,
Do engenho Tamalaiipe, de flores, comarca de
Nazarelh di Malla, fugio em' 1843 o escravo Joa-
quim, crioili, com idade 20 annos', bsixo, cheio do
corpo, paris um lanto arqueadas, barbado, nariz
chito, cari'redonda, e nao muilo fe, habilidoso,
sabe ler, toca viola e he mui pachol, he de crer que
estoja Je nome mudado e passando por.forro, consta
que inda tr.ihalhando de pedreiro na villa, r mora
no., suburbios della : quem o apprehender e. levar
so referido engenho, recebera do abaixo assignado
2009000 do gratiflcarao.
Joaquim Cacalcanti de Albuquerque e Mello,
No dia 14 de maio do crrenle anno fuaio do
enceidio Tamatipe,* de Flores, comarca de Naza-
reth di Malla, o escravo Joaquim. Congo, comprado
em Isti, no Recife, aollhn. Sr. Dr. Joao- t'loripes
Dias'Brrelo, o qual escravo be InUxo, chein do cor-
po, cara larga, reprsenla ler 40-annos de idide,
muilo prelo e bem feilo de ps, jix morou uo-Brrjo
de Ara, lerdo- sido comprado a um homem do ser-
lio j levou em sai compaqhia a utnlher, cabrinha
de 26 annos, baixa, chcia do corpo e nao feia, algum
lano descerada : quem os apirehender e levar
ao referido engenho, receder 2lrjOOO de gralifica-
Vendem-se lonas da Russia.por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O- Bieber Si C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.

Neste estabelecimento continua a ha-
ver um complet sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os tamauhos, para
dito".
B Deposito d vinho de cham-
pagne Chateau-Ay*, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re- ag
h cife*n- 20 : este vinho, o mlhor ajjfc
* de toda a Champagne, vende-se
]J a 56,S'000 rs. cada caixa, acha-se
P nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron <& Companhia. N.
** .B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
I
y

i
K

MUTILADO
Potassa.
No anligo deposilo. da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Itussia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que lie para fechar corita?.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior ti.mella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
-"- Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Ilenry Gjbson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por preco;
mddicos.
COBKRTOKKS.
Vendem-se cobertores escuros, grandes e peque-
os, a 15200 e720 cada um : ni rua do Crespo n. fi.
Vende-se aro ero lindeles de um quintal, por
proco muilo commodo : no armazem de Me. Cal^
motil & Companhia, praca do Corpo Saulo o. l.

Joaquim Cavalcanli de Al)w Ausenton-sc desde 7 do crrante a escrava Jo-
liana, de ncelo Cassange, ida^e J8 a 40 annos, de
estatura baixa., olhos pequeos i Hermelhados, cora
falla de deoles superiores, umsrtnal na fice, qae
parece de bergas, e ama glndula ou eoun seme-
llunle junio i um dos colnvel'os, i qual Irajava ves-
li lo de chita rdxo e .panno di Cttit elhos, sendo
este guarnecido de malames branWs com franjas do
mesmo panno di Costa, qu^leaznle hrauco : rogi-
se as autoridades policiaca e.ibr cafP a sua capta-
ra, eentreg;- na rua da Cadeii i Santo Antooiof .
sobrado n. IIO.
Roga-se as .latoh'dadis po*!, aos mnnki-
p'aes. rapiaes de campo, Hl q*latier pessoa do po-
vo, mandem prender i'prejltaui prelo Ch/isto-
vao, fgido desde 3 de truiie**0"^! inno, com
os signaes seguinles : ba|\o fsagrode Anaola, re-
presenta ler 50 annos. esra descarnada, olhos fon-
dos, pequeos e lurvos, ge" **'batea do lado di-
relo proveniente do ar, ptrnas lina* e arqueadas,'
pes crossos, muito v*oeWr>erto,:nilar mnilo tigei-
ro no que parece ceiear, muilo alegre, falla apres-
sada e alrapalhada, Rcftahdo'ki olfc, he canoeiro,
peloqne he nqul moflo cothecidojme andar tirando
arda, he Irepidorrle coquairos iem pe; foi escravo
do fallecido Bar**de llamrac, dnmHo conhecide
naquella ill P" e'3' rnnito Ie4oo no engenho
Amparo, assi ""omo o Manguiano e Hospicio,
aqui no Red* 1 Jevou 1 tamisas, um de baila en-
carnada, oulii 1* estopa', rima di ilsodo da Ierra,
oolra de nn'l rpolao, um calca de abjwlao azul, ou-
lra e uom ceroula ib eslrta, 1 cpierlor de baria
encargarla, chipn de, palha, lijela, T>riHs, 1 bule,
roupi Ion?! usada ; desconlia-se anOe pelos enge-
I ios de llainarac, soccorrido peln escravos dos
mesmos engeohos, que no caso de ttr verdadeira a
rfrsconlianra, lem-se como eerlo a prisa Pr orderr
dos Srs. dos.engeqhos ds Illa, de coja Honra e tjerfi.
dade tudo confia o/enlior do prel : jaem 0elle
souber ou o npprehen ler, leve-o ,i na do Rangel n.
M, dislilacao de Victorino Francisco dos Sanios, se-
nhor rio prelo, que pagara generosamente ; e un-
dominaos, no alerrodos Afog'dos, casa do mesmo,
frenle azul, envjracada n. 171.'
Dcsappar'ecea da rua larga do Rosario n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alto, olhos grandes, com
ama cicilria no roslo. cabellos'e barba grandes; lie
ollicial de sapateiro, inda d alea e jiquela, cali;a-
,lo. e diz-se forro : quem o appreheuder e entregar
ao seo senhor, ser recompensado.
CEM MIL RES DE GRAtFICACAO'.
Uoappareceo no dia 6 de dezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, de 11 annos de idade, ves-
sa, cor acahoclada ; levuu um vestido de chita com
listris cor de rosa e de caf, e oulro lamhem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarello no pesco-
50 j desfiotai o: quem a apprehender conduza-a
Apiparos, no Oileiro, em casa de Joilo I.eile de Aie-
vedo, ou no Recife, na pra{a do Corpo Santo n. 17,
que recebar 1 grilificacao cima.
PERN. TVP. DE "M. F. DE FABU. 1855.
i
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