Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01034


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Full Text
"1-
NNO XXXI. N. 118.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 23 DE IHIAIO DE 1855.
#
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCAIUIEGADOS D.\ SUBSCRIPCA'O-
Kecife, o prtiprielrio M. F. de Fara ; Rio le Ja-
neiro, o t-r. Joao Pereira Marlins; Baha, o Sr. 1).
Duprad; Ma "ci, o Sr. Joaquim Heanlo de Men-
donca ; l'arailia, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
lade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnior;
Aracaly, o Si. Amonio de Lentos Brasa; Ceaf, o Sr.
Victoriano Augusto Borgea ; Marauliao, o Sr. Joa-
quim,Mirquis Rodrigues ; Pauhv. c Sr. Domingos
llertalano A.-kile Pessoa Cearence ; Pai, oSr. Jos-
lino J. lUmt s ; Amazona*, o Sr. Jerouymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre landres, a 27 1/2 d. por 1$.
Varis, 3iS a 350 rs. por 1 f.
' Lisboa, 98 a 100 por 100.
< Rio de Janeirq, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acr6es do banco 40 0/0 de premio.
da coiupanhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 6-3400 vellias.
de 63! 00 novas.
a de 49000. .
Prala.Palacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORBEIOS. AUDIENCIAS.
29JOO0 j Olinda, todos os das Tribunal do Commercio, segundasequintas-feirasj
163000 Caruar, Bonito e Garanhuns aos dias 1 e 15 dj^ ,... r;.> n.j
t;*nnnvn un u v r, n Kelacao, lercas-feiras e sabbados
IO>000| Villa-Helia, Boa-Wa, LxueOtncury, a 13e28 *- *
93000 Goianna e Parahiba, segundas e sexias-eiras Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
1940 Victoria e Natal, as quintas-iiras juiz0 ue orp|,aoS, segundas e quintas as 10 horas |
19940 I VKV \M \\ DF 110JF
13860 i Primeira s 10 horas G minutos da manh *" vara do cive,> seg"nuas e sextas ao meio dia
[Segunda s 10 horas e 30 minutos da larde | 2* vara do cvb!, quartase sabbados ao meio dia |
KI'I I F.M CRIDES. DAS DA SEMANA.
Maio 2 La cheia as 2 horas, 17 minutos e 21 Segunda. Ss. Maero, Theopompo e Vleme.
39 segundos da manhaa. 22 Terca. S. Rita de Cassia viu. S.. Quitea.
9 Quartominguanie as 3 horas 9 mi-i 23 Quarta. S-Bazilio are. ; S. Dezidesio b. m.
nulos e 38 segundos da manhaa. 24 Quinta. 8. Vicente de Larins ; S. Manahem.
,16 La nova a I horas 43 minutos e | 25 Sexta. S. Gregorio 7. p.; S. Mara Magdalena
36 segundos da tarde 26 Sabbado. S. Felippe Nery fundador da C.
23 Quartocrescenle as 10 horas 18 | 27 Domingo Pascoa do Espirito Sanio. S. Joao
37minutos 40 segundos da manhaa | p. ra. ; S. Ranulfo m. ; S. Eutropio.
____parte ornciAi.
B?I SISTERIO DA GUERRA.
DISTRIBUICVO PELOS DIFFERENTES COR-
POS DO EXERCUO DOSTENENTES E AL-
FEHES PROMOVIDOS POR DECRETOS DE
11 DE A*RIL DO CRREME ANNO.
Arma de artilharia.
1. balalhao a p.
Of segundos-lene ule* Francia o Villela de Castro
Tatures. Jo; o BaplisU Seraphico Antonio Villela de Catiro Tavares.
.IRMA DE CAVAL1.AR1A.
!; regiment'.
O lenle Francisco Mauoel Ja Costa Pereira.
O alferes Gaspar Jos Menna Brrelo.
2. regiment.
O, tenent.'s Francisco Jos Menezes de Araorim,
Sabino Martina de Aroorim.
0>.alferes Luiz Jos Nunes Pnhero, Francisco
Augosto Pinto Peixoto.
3." regiment.
O alferes Francisco Augurio Ferreirada Silva.
4." regiment.
O alfere Paulo de Caslro Palma para quartel
iiicslre, Joaquitn Rodrigues de Almeida.
. regiment.
Oa lenen es Joao Piales Fanislein, Juno Jote de
Bruce, Miguel Pereira de Oliveira Meireles.
Os alfere Joaqun) Pedro Salgado, Rodrigo Nu-
nes Galvo, Germano Jos da Rosa, Anlonio Pedro-
o Brrelo de Albuqcrqoe, Francisco Lucio de O-
liveirn Nella, Dionisio Jos 4a Oliveira.
(ORPO EMA1TO GROSSO.
O lo.nenl: Joo Teixeir a de Brilo para quartel-
meslre.
O alfere Joao Chrisostomo Moreira.
ARMA DE INFANTARIA.
1. batalhSo.
O tenerles Joaquim Ferreira de Paiva, Francis-
co Joaqun de Souza Bolelho.
2. batalhao.
Os tneotes Augusto Lopes Villas-Boas, Arsenio
de Sania A.ma Leilo.
Oa alferes Pedro Mar'jui, Manoel Mara Lardoso.
Manoel Fraucisco Imperial para secretario.
3. bataljiao.
O lenle Jos Mara de C.ar\allio.
Os alferkftoaquirujJjjLu/.de Souza,Joo Soares
doCanlo, Libralo Jos Feliciano da Silva Kell),An-
tonio Pedro Vaz pare secretario.
\." balalhao.
Oa lenei tes Tilo Liviu da Suva, Manoel Baplis-
ta Ribeim ila Faria.
(Valieres Joaquim Jos Coi te Imperial, Frede-
rico ChriUiaoo Buyi.
6.o balalhao.
Osleneales Pedro de Alcntara Monteiro, Jos
AnUitt* cte Lima.
O alfifiis Severiano Rebello da Silva Pereira.
". balalhao.
ttlMta Alexaore Floreuliuo de Albuqcr-
qoe.
Osalfees Luiz da Cunlia e Cruz, EtlevSo Jos
Fer'faa, I.aii Antonio Ferraz Jnior, Fraucisco An-
looio P ii eni i Bueno.
. 8.a batalhao.
Os lemmtesGaldino da Silva Villas-Boas, Manoel
Jos de Menczes.
Os aHe-es Manoel Joaquim de Oliveira Cnrxatuz,
Gracindo Pinto Kiliciro de Bo'.hOes.
9.-, batalhao.
O leiiii le ManoelGarueiro Machad) Freir.
Os alfiles HerculiinoGeraldo deSouza Magalhes,'
Manoel E-asmo de Crvalho Moura.
10. balulliao.
Os ten ules Domingos Eustaquio da Cunlia, Ma-
noel Ale> andrino de Alboquerqoe Pila.
Il.o batalhao.
O laujnle Carlos Fredcriro Avellos (oes de Brilo.
Os alfiles Pedro da Cunta Bar)iosi de Vasconcel-
lot, MaiiJfl AiiIoum LeUo Bandeira.
IS. batalhao.
Os altere* Francisco Vctor de Mello e Albuquet-
qoe par ajudanle, Joaquim Jos Ramos pata quar-
lel-meslic, F/aneiseu Anlon Jlo de Ssnl'Anna Meira, Joao Paulino Lopes de
Seixas, .1 jAo Pedro Correa.
13. batalhao.
Os allt-re* Misuel Vctor de Mello e Albuqcrqoe
para ajudanle, Pedro Joaquim Nunes de Mesqui-
la para secretario. Anlonio Florencio Pereira do
Lago.
HalatMo do ileputilo da curte.
O leo iiute Pedro Joao Refugio.
Balalhao de Matlo-rosto.
O leiM'iilc Francisco Bueno Pe Iroso.
O aire res Joo de Alincoarl Sabo de Oliveira.
^'orpo de guarnirao fi.ru da fahia.
O alferes Aulonio Mauricio da Fonsera Lessa.
- "orpo de fuarnirao fij-a de Hoya:.
0 alferes Manoel Riymundo Cordeiro para secre-
tario.
7orpo de guarnirao /xa de Minas.
O len-nite Antonio Jos Baplisla Camacho para a-
jodaole
Os all|tres Tedro Francisco de Toledo Ribas, Jos
Libaaia ae Souza.
( orpo de jiiarwpio fixa de S. Paulo.
O tenimle lele xrMs I.ocio de Miranda.
'n BvtajKqo do Cear.
Oe-afires Mdtlnas Ba/basa dos Sanios, Corolauo
"a Caslr Silva.
Comgaiihia fii-f'ddWo Cande do Norte.
O (envple Bellarn^io^rrda da Silva.
CompunlUa )m da Parahiba.
O alfada Anlonio Franeisco da Cosa.
Secretaria demaiodel85,;
JMiliio Austulu.ia Cunliu Mallo-.
documentos c un- papis que devolve, mande pa-
gar ao alferes Joaquim Autonio de Moraes a quiu-
lia de 86>100rs., que dispendera quaudo coinman-
daule do deslacamenlo do Bonito. Inleirou-se ao
marerbal commandanle das armas.
DitoAo mesmo, aulorisando-o vista de sua in-
formarlo, a mandar adiantar ao alferes Dionizio Jo-
s de Oliveira 3 mezes de sold, para llie serem des-
contados nos termos do art. 28 da lei n. 514 de 28
deouluhro de 1HW. Communicou-se ao marechal
commandanle dus armas.
DitoAojuiz relator da jaula de Justina, traos-
mUiudo para serem relatados em sesSo da menna
junta, os processos verbaes felos aos sobfcMolWWB^
halalliao de infanlaria Mauoel Joaquim I e Jos
Marlins da Silva Braga. Participou-se ao mare-
chal commaodanfesjas armas.
lrjAo inspector do arsenal de marinha, prev-
hiudo-o deque marcara o prazo de um roez para
dentro delle apresenlar a mai do recruta Chrislovao
Bezerra de Menezes, que se acha recolhido ao cala-
bouco daquelle arsenal, as isencoes legaes que dizler
o mencionado recruta.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, re-
comineiidando que depois de prestar lianc'a idnea o
vinario da freguezia ileTaquara Manoel Vicente de
Araojo, mande Smc. enlregar-lhe por conla da con-
signaran volada m> artigo 11 da ledo orramento
vigente a quanlia de 5009 rs., para ser applicada
aos reparos da matriz daquella freguezia.
DitoAo administrador do correio desta cidade,
recommendando que eiija resposla dos agentes, que,
sendo ltimamente Horneados, deivaram de aecusar
a recepcao da cominuiiica^floque a respeito llie foi
expedida, e bein assim qu por sua parle d todo o
andamento possivel, para que laes agencias come-
cem quanlo antes a funecionar.
DitoAo commandanle do corpo de polica, in-
teirando-o de liaver expedido ordeui ao inspector da
thesouraria provincial para mandar pagar a quantia
de llolOO rs., em que importa o pret que Smc. re-
melleu das elapes abonadas a escolla de paisanos do
termo de Garanhuns, que foi receida no quartel
daquelle corpo;
DitoAo presidente da junta qualificadora da fre-
guezia de Jaboatao, aecusando recebida a lisia ge-
ral'que Smc, remetteu dos cidadaos qualilicados vo-
tantes naquella freguezia.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
fornecerao carcereiro da cadeia desta cidade, 12 cor-
rentes com machos proprios para ferropear os cal-
celas destinados ao servco de limpeza dos quarleis e
praras mililares.Communicou-se ao chefe de po-
lica.
DilaConcedendo a Amaro Fernandes Dallro
mais nm mez de prorogaro para conclusSo dos re-
paros da primeira parle da estrada do Pao d'Alho,
com a convicio porm de pagar a multa de que Ira-
la a'quarta clausula do seu contrato.Fizeram-se as
necessaras commuiiicaroes a respeito.
guerra cslrangeiros que as potencias que tem trata-
dos de commercio com a repblica e agentes diplo-
mticos ou consulares na capital qu'zerem desliuar
ao porto da Assumpco para o servco da sua corres-
pondencia ou para transporte de algom agente di-
plomtico.
(i Art. 2. Recommenda-seque lodo o vapor de
guerra que em conformidade com o antecedente art.
i' entrar as aguas da repoblica,. d fundo em
frente do quartel du commando la polica fluvial da
bocea do rio Paraguay, e faca slli conhecer sua na-
ciunalidade e o objeclo da sua agenta capital.
"' Arl. 3* Communique-ac esta disposi^ao pelo
ministerio dos negocios estrangeiros da repblica
aos do igual classe signatarios dos ditos tratados, e
publique-se no Semanario de Jvi'oi.
a Assumpc.iii, 22de marco de I8.W.
Carlos Antonio Lape:, a
i Jornal do Commercio do Rio. )
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel-ceoeral do commando 4.AfJ*****
Feraambnco na crdade do Reclf, ena ?2 da
malo de 1855.
ORDEM DO DIA N. 17.
O ui.irechdt do campo commandanle das armas
declara para os fi.ns couvenicnles.que tiesta dala con-
trahio novo engajamiilo por mais 6 anuos, nos ter-
mosdo ri-milainciilo de 1 i de dezembro de 1852, e
do decreto n. 1101 de 10 de junho do anno pasca-
do, preerdendo inspecelo de saude, o cabo de es-
quadra da primeira companhia do 10. balalhao de
infanlaria Marcolino Aulonio da Costa, o qual per-
cebera alm dos vencimentos que por lei lhe com-
petrem, o premio de 4003 rs. pagos na forma do ar-
tigo 3. do cilado decrelo, e finito o engajarnenlo urna
dala de trras de 22,500 bracas quadradas. Se des-
ertar, ncorrer na perda das vantagens do premio,
e daquellas a qua liver direiln ; ser tido como re-
crulado, dcscoulando-se no lempo do engajarnenlo
o de pri*ao em virlude de senleiira, averbaudo-sc
este descont, e a perda das vanlageus no respecti-
vo tifulo, como he por lei determinado.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens eucarregado do delalbe.
EXTERIOR.
MJTOMIO DA PROVINCIA.
TWiweevane o la lo de malo.
Ollicic Vn Fxm.ctulimlindanlc superior da guar-
' nacional do municipio do Recife.Bspondendo
qa-ci>uu1tH V. ic. emeu ollicio de l do cor-
ite n. W, oTerece-se-me dizer, que Miando cm
pela ooiorsanisaeao a anti-a guarda wcional
daafregn /i,islo Pocoda l'anella e Varze.1, Cojos
ollieiaes. i|uaMW ainda enislara, diflicilmenle se po-
dero real ir paca prereder-se a respectiva quliU-
cacao, jtil.,0 mais adoplavel v que lembra V. Excima polenciase havia de humilhar a pedir esta per-
de esperarse mais um pouco que aprsente sua pa- ssflo, liuba poslo mais este obstculo commu-
tenlo tonenle-coronel uomeado llimaimnle para OMarIo.
PARAGUAY.
Aasumprai),/22 de marro.
Qecreto.
He sabido por todos aquellas que lem urna leve
linluri do direito das gentes, que os Estados sobe-
ranos linos de ros, eslreitos e golfos interiores,
lem o iiicnnlestavel direito de permillir ou de ne-
gar a entrada dos seus ros e eslreitos aos barcos de
guerra estrangeiros.
Confiando o governu da repblica noseu direilo,
e era que no meio da civilisacao de que se desvane-
ce o seculo se respeilaria esse direilo, nao julgou ne-
cessario recorda-lo por meio de um resolucao espe-
cial ; lano mais quaudo vio que esse direilo era
com ceiia respeitado, e que antes de se internar
no rio um vapor de guerra, o seu commandanle Ira-
lava de avisar a sua viuda e de pedir a respectiva
licenca.
Assim linba procedido o vapor de guerra norte-
americano H'nier "Wcr quaudo veio em 1853,
porm o commandanle deste mesmo barco, lao be-
nvolamente acolhido pelo governo e pelo paiz, nao
lardou a mostrar que mesmo entre gente que se ga-
ba de culta, e que pertence a nacoes civilisadas,
ha muilos hnmens de carcter violente e brutal, que
nada respeitam. O commandanle do Water ll'ilch,
sem previa provocaran, e sem motivo se quer plau-
sivel, rommelleu o insulto atroz de carregar os seus
canlies e de assesla-los conlra a capital a de por a
sua guarnirao a poslos.
Este insulto mostrou ao geverno que era necessa-
rio fazer vigorar o seu direilo, e para o fazer respei-
lar e\pedio o decreto de 3 de outubro de 1854, para
se reservar o direilo de conceder ou de negar aos
navios de guerra estrangeiros a navegara'! de seus
ros.
Aqu lies quejolgam ligeiramenle e sem reflexao
lem visto nesse decreto nao sabemos quantos phan-
tasmas ; lem-se dito entre oulras cousas que o go-^
venia paraguayo he inimigo da communicacAo fre-
q-uente com o exterior ; e que sabendo que nenliu-
o balalhao 1. Joao Francisco de Crvalho Paes de
Andrade, tiara enl.lo proceder-se a revisa,, da qaa.
lilic*;ao. I
DiljAn inspector da thesouraria do fazenda,pa-
ra maular pegar ao captflo Feliciano de Souza A- '
guiar, os neus vencimentos como diredor interino la
colonia militai de l'imeulciras. a contar do dia eu
Nada eslava mais longe das inlcnres do governo
e deinoiislra-o a declaracao que inserimos em segui-
da : he a melhor resposla a lodas as accusacOas dos
alamiislas do exterior.
I ica a repblica du Paraguay.
" O presidente da repblica.
Deiejandu evitar que ao decreto de 3 de oulu-
qoe enliouj cm excrcicio. | bro de l",(, qlle prohibe aos navios de guerra es-
DitoAJi mesmo, aulorisando-o, em vista de sua i traiigeiro entrar lias aguas da repblica sem previa
iuformac.aol a mandar pagar aos majoics graduados permissao, ,,, d urna exlensao que nSo lem. julgou
reformados Beueveonlo do Souza Marii.hoe Manoel I canvcnicnle precisar aquclle decrelo, limilando-o
*uas Machado, os sidos a que liverera aos termos que o supremo governo leve em- vista,
direilo em Sali das suas reformas, indepeiidenle da
aprcsenlaca) das respectivas pateules, observando
S. S. para tase fim o que se acha dispotto as ordens
circulares ele 3 de abril de 18.">2, e 2t de Janeiro de
1833.Participou-se ao marechal comuiaudanle das
riMs.
DiloAo mesmo.lrecommeudando, que vislados
queroi impedir que o seu territorio fosse violado
pelaforca, ouqueseabusasse da forra no porto, e
para este fim expede a seguinte declaraco:
Art. 1- O arl. 1- do decrelo de 3 de outubro de
IBM, que prohibe aos navios de guerra estrangei-
ros a entrada nos tos da repblica sem previa per-
missao do governo, nao se estende aos vapores de
O BRASIL Sua situacao' finali-
ce ra.
Sr. redactor em chefe da ndepndence belge.
Mario..... 1855.
Seu peridico de 21 de dezembro passado conten
urna caria de Paris, a qual faz urna exposicao da
situaran e do progresso do Brasil, condemnando urna
obra publicada ultiman ente em Bruxellas sobre o
mesmo assumplo e leudo por titulo : O budget do
Brasil ou incestigorcs sobre os recursos deste im-
perio em suas reanles europeas de commercio e emi-
gracao, pelo conde Augusto Van der Straten.
Seu correspondente espera do patriotismo dos Bra-
sileiros a rectificarlo peremptoria e completa das
sssercijes do autor ; julgo me com direito de respon-
der a este appello, poslo que me n3o seja diri-
gido.
O (-rdito do Brasil he um dos pontos que o seu
correspondente entende ter que defender. As par-
ticular! lados que elle toma no curso dos fundos p-
blicos par* provar o bom estado financeire do impe-
rio, pareceu-me que podem ser sustentadas por con-
sidrameles de urna miilem dulciente e nao menos
importante, laes como eslas : u No Brasil a admi-
nistraraii da divida publiea he sem defeilos; he um
fado que, at cerlo ponto, deve fazer desculpar mul-
los abusos e defeilos encontrados no exame dos ne-
gocios deste paiz.
O sentimenlo nacional, que no meio das crlses
da anarchia e da violencia dos desvarios de urna ra-
fa de Meiodia, respcila as exigencias da digni lade
externa, salvando os empenhos pblicos dos males
inlenuis, d ao Brasil um diteito manifest svm-
pathia do mundo. He este ao mesmo lempo o li-
tlo mais iiiconleslavel i sua ronlianca e a melhor
garanta do cumprmenlo dos destinos do novo im-
perio, quaesquer que sejam as provares, que dellas
o separem.
A corrupc.au social, os vicios das leis, os abusos
de sua applirar.'io. a demora do apefeicoamento.d.n
iii'litiiicoes podem ter causas secundarias ou tem-
porarias: ntrela n i o rouvm a-si gn al ir OS seus re-
WmWWaTV^roilw'JiiM Blssao moral, un-
versal, que ilevc ligar-se ordem por toda a parle,
onde ella se manifesla; mas nao se pode sem injus-
ticia tomar estes faclos para pronunciar a condemna-
cao geral de um privo.
Pelo contrario, urna Indican dehonra, a qual atra-
vessa os lempos e rudes provaces sem se desmen-
tir, legitima as indures as mais extensas. Ella
provean mesmo do eorarao da naco, he um dos seus
inslinclos, que a inspiraran! sempre, quando cslo
em jugo grandes inleresses.
Estas linlin- sao exlrahidas dd Budget do Brasil,
lomo 1, pag. 235.
A soiiriiude do governo imperial pelos melhora-
mentos iulernos, se prova sem diivida pela prolec-
r.a das emprezas, que indica o seu correspondente,
mas be principalmente em um vasto systema de ex-
ploracoese vas de communir.arao, que esta poltica
se revela. L'm documento, que tomou lugar nos an-
naes dos progressos do Brasil exp6e toda a impor-
tancia e toda a grandeza do designio. S3o as ins-
trucrOes que. por ordem de S. M. o Imperador, o
visconde de Monl'alrgre, ministro do imperio, deu
em 29 de Janeiro de 1819, ao presidente da provin-
cia de Goyaz, para o eslahelerimeulo de poslos mi-
litares e de ceiros de populacho, de cultura e de
commercio as margeos do Araguay e do Tocantios,
meios de abrir por estes vales urna sahida e um ac-
cesso is regies cenlraes do paiz.
Este dociimenlo he muilo extenso para ser refe-
rido aqu; mas acha-se publicado no lomo III do
Budget do Brasil, pag. 128, e he acompanhado
destas refleses .-
" Procurando na caria do Brasil, a que se referen)
as particularidades destas inslrucces," he fcil de
encontrar a execur.ln diste mesmo plano, que linha
cimerailo por nraa cadeia de poslos militares a oniao
do Canad e da Luisiana. Os fortes do Ohio de-
viam proteger os estabelecimenlos da Franca conlra
as colonias ingleas e conlra os indgenas, abrndo
emporios para as permutas dos vales do Mississipi e
do Sao Lourenro.
o A respeito du Brasil, as exigencias da seguranza
conlra o estrangeiro s existen) na segunda linha
do systema de suas aguas, islo he, nos vales dos
rios Ainazonjls e Paraguay; mas os Indios, as distan-
cias, a solidoslo boje as regios do Sao Francisco,
do Tocanlins, do Araguay e do Paran, os rnesmos
inimigos, que a Fraoqa linha eraprehendido sub-
jugar em suas colonias da America do Norle.
v O pensamenlo das instrucrOes recebidas pelo
presidente de Goyaz, apparece com os caracteres des.
las inspiraces, que abracam os planos mais vastos
e emprehendem leva-Ios aoseu fim pela persistencia
da convccao e a sciencia dos pormenores. Con-
diQOcs do successo dos grandes designios.
o Nao he pois urna chimera livrar as geraces da
eniigraraa contempornea para as extremidades da
regio meridional, que se aproxima dos 16 graos e
dasramificaedes das fontes do Paran, do Araguay,
do S. Francisco e do Tocanlins. O movimenlo da
regiao do solsoffter a attrarao da regiao do norte ;
este se penetrar de vnlidade por suas vas nave-
gareis sujeilas ao systema creador, que acaba de
manifestar, e ruja cneigica execucao seria bastante
para garantir a um reinado paginas gloriosas na
historia o Badgeldo { Brasil tomo III, pag 134. )
O verdadeiro patriotismo brasilciro be muilo es-
clarecido, sabe que impulso reclaman) os inleres-
ses fundamentaes do imperio e os obstculos que
lhe oppoem as susceptibilidades das populacOcs, e
a eveitacaoque dSo a um falso amor proprio.umasve-
zes as paixes polilicas.outras vezes os especuladores.
He assim que os negocios, pela maior parle estran-
geiros, conseguirn) muilo lempo ni,nter-eu trafi-
co, fazendo crer ao paiz que havia solidariedade
entre sua honra e a resistencia aoa meios de su-
primir o tratado dos africanos.
lie este mesmo patriotismo, ao qual seu corres-
pondente dirige seu appello, que nos debates do par-
lamento nao neroli i a naraa neiihoma verdade ulil
elle se inspira de suas iuleucoes justas c dedicadas,
c nao repellir o concurso da obra citada mais ci-
ma, adiando nella eslas linha- : Quaudo se lem
examinado o orrainenlu do Brasil as minuciosida-
des da despeza de cada administradlo, os abusse
os vicios, que se derivan) da* proprias iii-.tiliii._-r.es
ou dos bomens, lem sido enumerados sem hesla-
edes nao ol>slanle os documentos iuconleslaveis de
que se lem sempre cercado, semelhaule rigor lem
podido apparecer falto de equidade.
< Com effeito. em um pnvo, que na i est em de-
cadencia, cujo progresso pelo contrario he mani-
feslos, os julgamenlos que cundentaam suas imper-
fei.es, licam na opiniao publica, ao passo que os
facto, sobre os quaes ellea >e fundan), se enfraque-
c.'in e desapparecem ; porlanto ule he jamis rom a
inliMirao de conilemnar um paiz em scmclhanle es-
tado de cousas, que seus negocios devem ser apre-
ciados. A Justina iudevivcl nao deve apparecer ah
senao como eterna exigencia da mralidade no mun-
do, apoderando-se das cousas, mas poupando os bo-
mens.
Ainda quando se enumerasaetn com tanto ri-
gor os males do Brasil, oulros peatsatneutos ile'ani-
niarrii) haveria a respeitu da equidade da empreza.
He pelo quadro de suas necessidades e de seus pe-
rigos. que este magnifico imperio deve ser levado
a ulilisar-se de seus incalculaveis recursos; quanlo
mai* os meios de sua seguranra, de sua riqueza e de
seu poder parecessem inaccessiveis ou de urna tenta-
tiva temeraria mais coiivinha demonstrar a neces-
sidade, e o uzo de organi a O orgulho nacional era pois excitado a vultar-se
para suas verdadeiras grandezas e nao a humilhar-
se as l'iaque/.as do presente.
a O que ha de assuslador para um povo he ter ex-
perimentado a fadga da inoralidade e dos meios que
o tem tornado floresceule ; mas o Brasil nao esl
uesla decadencia ; pela morosidade de sua marcha
no meio de numerosos obstculos que lhe oppoem as
circumstaucias, elle se acha em urna situarao iin-
perfeila, em queaimobilidade seria desastrosa ; mas
o Brasil tende para recursos infinitos.
Quando pelo contrario um povo soflie na de-
cadencia, que he suaobra, os perigos lhe vem da
diffkuldade de adiaroutra vezas Torras que tem
consumido ou abandonado. O enfraquecimenlo que
lhe lem feilo perder sua riqueza, o impede dea tor-
nara adquerir. { Budget do Brasil, tomo III, psg.
231. )
Creio que a obra, da qual sao tiradas as cilaces
precedentes, nao he inleiramentc indigna de con-
lianca ; ella emprebendeu chamar a atlencu dos
Brasileiros sobre as exigencias dos povos europeos,
cujo concurso importa prosperidade do imperio,
como os recursos do Brasil sao indispensavels a estes
mesmus povos. Os tres volumes da obra nao sAo
mais que o desenvolvimenlo desta idea : A Euro-
pa reclama do novo mundo o auxilios de seus es-
pacos para as popularles agitadas pelo espirito de
emigrarlo, o soccorro de seus mercados para as po-
pularcs manufaclureiras.a garanta da ordem e de
eslahelidade das instiluices para os inleresses mo-
raes e physicos, que v3o procurar o contarlo da or-
g,misaran sucial e poltica dos povos america-
nos.
Por urna combina(o de providencia toda divi-
na, as tres ordens de soccorro, que a Europa pede
a America corresponden) as tres bases do futuro po-
der do Brasil. I ( Budget, lomo I, 12. )
O pensamenlo da solidariedade dos iu(eres-es eu?
ropeus e brasileiros se reproduz alm disto uestes
lm... Cll^n,!,,.!!! ||| |, I,
lecimenio na Ierra estrangeira, com o conhecimenlo
das con liro-s do paiz, e da solicilode do governo
imperial para diminuir, nos limites dos esforros hu-
manos, os mates da empreza, o Brasil ohler urna
emigraran robusta, a qual se sentir rom valor e
forra de passar o ocano para ir vencer obstculos
rcconliecidos aiilecipadameule. He este o meio de
organisar urna emigracao, que arrastre a emicrarao.
nica solurao do'problema da execucao do cultiv0
regular e civilisador.
.Mas os emigrantes embarrados romo frele. os co-
lonos arra-l.i'los por promessas falla/es, ou seduzidos
pela appareulc facilidade da empreza, vao suecum-
bir na America a urna larefa*superior s suas for-
ras ; elles nao desapparecem sem deixar aps si rui-
nas, que, apezar da exlensao dos mares, se elcvain
(liante dos europeus para provar, nao a naptidSo
dos repatriad' -. mas a insuificiencia da Ierra, umle
foram procurar urna nuva patria. Os Brasileiros
nao podem fazer ao imperio um servico mais patri-
tico do que poupan In-llie una tal experiencia, e se-
bein entendido no sentido pralico e material. O
congresso entretanto nao eslava do certo tao inac-
tivo como o presumiam ; pois que discuta c votava
urna lei das mais importante- sobre a supresso do
di/imo e sua conversan em urna conlrilnirao
territorial mais regular, e linha de elaborar diver-
sas leis acerca da crearao de nina ronlribuirao ur-
bana, da prolecjao da emigraran, da concessao de
urna linha de navegado a vapor pelo eslreilo de
Magalhes. Assim se lerminava a sessao no fim de
outubro.
O propro governo nao experimentara a reper-
cnssao desses pacficos movimenros de opiniao ".' Ex-
tranho a iss>i nao ficav"; pois no consellio, o que
parece agilavam-seas mesmas qUestOes.
Esle negocio cerlamenle nao tinlia o carcter de
urna crise, comtudo entrevia-sc a possibilidade de
algumas inodilicarOes no gabinete, que se compu-
nha enlao de Anlonio Varas, Ochogavia, Walding-
lon. E quem seriam os successores desles minis-
tros Eram designados Crvalho principalmente.
ra a duradoura recompensa do autor do Budget do\ ministro plenipotenciario dos Eslados-L'nidos.Tocor-
Brusit ler a convccao de que empregou nesla raes-
ma causa os esforros mais solcitos.
Queira recebar, senhor, a segurtmea de minha
consideraran a mais dislinrla. A. S. P.
{Indepndence belge.)
------- KIOIII
dos auspicios da monarchia, o Brasil fez para si um
litlo incontestavel a gratidaodo mundo e aos suflra-
gios que a historia impde aos seculos futuros, u
Nao obstante a seducao das theorias, que pre-
valecan) naquella poca e contra a correle, que ar-
raslava entao os negocios de moftos estados, o Bra-
sil parou ouvndo o genio e as Iradicoes de sua ra-
ea. Para camuhar para as incertezas do futuro
apoiou-se as inspiraces do herosmo, que o nome
porluguez derramou po passado desde os campos de
Ouriqoe al as extremidades do Oriente. A vilali-
dade do velho mundo, a monarchia e a uuidade ca-
tholica foram conservadas a nova na .fin ; esla obra
que o Brasil emprebendeu, elle a realisara'. ana'
ni- liliiiroes e seu traballio devem mover-te na mes-
ma direcrfio, favorecendo-se muluamente....
o Desle modo v olla-e outra vez ao ponto de par
lida, isto he, a necessidade imperiosa e nial que
soffre o Brasil em achar um contingente de po-
planla estrangeira, e contar com as exigencias
dos paites, que podem fornecer-lhe.
Desde eolio, o lodo e os pormenores dos meios
de explorarlo da riqueza phisica do Brasil, da esla-
bilidade de suas instiluices, como de progresso pa-
ra sua organisacVio social, vem a ser inleresses, que
nao se eucerram nos limites do territorio ; elles se
elevam a proporces inleruaconaes. A America do
Sul e a Europa, representadas urna por seu estado
mais vasto e mais floresceule, a outra pelos paizes
de emigracao e de industria mauufuclureira, se apre-
scntan aqu como altas parles contratantes, allrahi-
das urna para a outra pela inlelligencia de suas ne-
cessidades muluas.
a He sem duvida hem manifest que no dbale
das garantas, que ellas lem de coitceder reciproca-
mente, os tactos da situacao actual, relativamente
ao Brasil, nao podem ser invocados com urna halar*
prelado de responsabilidade oude descrdito para os
coniempoianeos, mas someute como circumstancias
que a prudencia nao pode remover em sua solicilu-
de do presente e do futuro. A elevarlo de lao gran-
des deveres tica sendo, pois, inaccesivel a loda mes-
qoinlia susceplibilidade de amor propro nacional ;
nao perlence Europa coudemuar o Brasil pesqui-
sando suas fraquezas c suas mperfeices para as de-
nunciar a opiniao du mundo e aos julgamenlos da
historia.
Entre as duas cathegorias de males, que resul-
tan) da rapidez da decadencia e dos obstculos do
progresso, pode eslabeleccr-sc urna compararan dos
elleilns, mas nao da responsablidade de origem de
causas. O Brasil, por lano, lem probabilidades
melhores que as da maior parle dos estados euro-
peus, e he menos criminoso de seos soffrimenlos, do
que aquelles estados dos seus. {budget do Brasil,
tomo III, pag. 46.)
Depois destes diversos testemunhos, deve parecer
impossivel attribuir ao autor do Budget disposires
desfavoraveis ao Brasil ; nao se pode procurar dis-
cutir aqu as opinies, que conlm esla obra, onde
ellas se collocam como parles de om lodo, de que
nao devem ser separadas ; ellas receben) ah seu ca-
rcter e sua siguificarao.
Os progressos do imperio diminuirn cada dia as
applicares liradas dos faclos consignados no Bud-
get do Brasil. Tal he a sorle de un lvro desta na-
lureza. e o que seu correspondente diz com umita
razao ;mas em compensarlo desla rxartid.o, o Bud-
ged, eovelhecendo, receber a auloridade dos in-
dicios da rcalisacao auccessiva dos grandes deslinos,
que elle allribue a monarchia americana.
Se os seus lelores chegarem a 1er esla carta, bao
de pensar sem duvida, que podem conceder o que
acabo de pedir aos Brasileiros. islo he. qile nao se
prev inain conlra o aulor do Bulgel do Brasil, e
sejam generosos em nao querorem coudemuar, antes
de (er lido a obra, que heassignalada sua descun-
fianca.
Se descobrir-se nella urna ti linha, que compro-
mella o successo de urna boa civilisacao, seja risca-
da como um erro, inleiramenle reconhee;ido re-
provado. Resultar disto a nlnigaran de repara-la.
porque a obra da cultura domina todos os negocios
do imperio e suas relaces com a Europa.
Seu maior perigovem da fascinaran, que exercem
sobre urna emigracao enferma, os quadros brilhau-
tes dos enlliusiastas ; resulla d'ahi decepres, s
quaes se deve oppor a realidade das cousas.
Com a previsao da fadiga, dos solTrimenlus e dos
dissabore inseparaveis da eipatriaso e do eslabe-
p CHILE
Presidente da repblica Manuel Monll.
Situaran geral do Chili em 1853.O governo e os
partidos.Poltica interior.O congresso e o mi-
nisterio.Quesles exteriores.Poltica do Chili
na guerra do Per e.da Bolivia.Siinaro ma-
terial.Lei sobre a conversan da dcima.Ser-
viro a vapor entre Liverpool e o Chili.Cami-
nhos de ferro.ConclusAo e rendas do estado.
Se o Chili se lem feilo frequentemcnle noiar en-
tre as repblicas do continente tul-americano pela
calma nao interrump la da sua existencia, ou ao
menos por urna certa consistencia no meio das pro-
vane, que leve de airavessar, este laclo nao cessa
de ser hoje verdadeiro, e he tanto mais lenivel
ii'um anno, |rm que lodos os llagcllos publicos
arnulam a mor parle dos estados da America do Sul.
Podc'ser isso devido i condires especiaes, a urna
po-i...'i scographica particular: sao eslas causas co-
nhecidas; mas evidentemente concorrem lambern
hahilos mais regulares, e um espirito nmis sensalo
nos poderes publicos, como as populares.
Entrando na carreira arriscada dos estados elec-
tivos e populares, o Chili menos esmerou-se em
exagerar o principio do seu novo rgimen, que em
precaver-so conlra seus perigos. Elle deu-se, ou
deixou-se-lhe dar urna constituirn, que satisfaz as
primeiras necessidades de ordem e de conservado ;
nao se julgou obrigado a mudar peridicamente o
depositario do po ler supremo, se por ventura viesse
a eslar salisfeilo com urna primeira administradlo
do homem da sua esculla, e urna certa eslabelida-
de se acliou assim ron -liada com a ualnreza el
(iva da auloridade publica: Desde vinle e e:
j ..l.l,^,. ..'..,.-. o ("hit,, cuno e sabe. C""' --nl^tre*
presidente. Os predece-iures do actual presidente
coiiservaram-se cada um iet anuos no poder me-
danle a reel.-ico ; c p.ideram tolos receber, exer-
cer e entregar a auloridade legalmente. Talvcz es-
se carcter conservador, que a repblica Chilena ha
mautido se explique por urna circunstancia.
O governo da repblica foi duas vezes confiado a
nal e l.azcano, que representavain diversas cores do
partido conservador. O homem mais indicado so-
breludo para representar o primeiro papel nessa mo-
dificaran do gabinele era Crvalho, que pareca de-
ver substituir o principal ministro, Varas. Affirma-
va-se que Crvalho proporia ao chefe do poder exe-
culivo'um programma, cujo poni essencial era urna
amnista completa.
Os negociosestavam ueste p, miando Monll, em
sua recente mensagem do 1 de junho de 1854", se
explicava acerca da queslao da amnista pela mi-
urna seguinte :
Cedeudo aos meits senlimenlos.lenho continuado
econtinuarci a cobrir com o veo do esquecimeuto os
ci ros passados ; lamento que espiritos obseccados
afaslem a opporudrulede pedir-vos vossa coopera-
cao para e-leu le esla indulgencia al onde a mnha
prerogativa nao bastara. A eslabilidade da ordem
interna he de Wo grande importancia, ella lem
tamaita influencia sobre a prosperidade do paiz, e
sua cnn-erv.irn imp tal respoiisabilidade, que lo-
da a cimiinsperrfio em medidas que a poderiam en-
fraquecci, he nao s um negocio de conveniencia
publica, mas al um dever. Ante um dever neces-
sario calar devem oseri!imeiilos de benevolencia.
Foi com efleilo mudado um s inembro do gabinete,
e foi esle, Waldinglon, ministro da fazenda, que te-
ve por successor Jos Maria Itergin/a. Sao inci-
dentes esles, advirtamos, que, se ser vem para ca-
racterizar a situacao do Chili, cerlamenle nao sio de
nalureza a perlurbar-lhe a paz.
As relaces exleriores da repblica chilena nao
lem urna apparenciatnenos regular. O Chili, na
verdade, nao se acha implicado em ueohuma des-
sas difliculdades, que pe os oulros estados da Ame-
rica do Sul em lula coinsigo mesmos, ou cora a Eu-
ropa ; elle est empaz com lodosos paizes. Os ne-
gocios, que por ventura elle tenha a deslindar, -fio
de nalureza daquclles que se resolvem pelo trabalho
ordinario das negociaces ; tal lieo negocio dito -SlJ
aaJua.era desHwuiuuiis anuos proseguido
da vida civil ; mas, quaesquer que lenham sido o<
depositarios do puder, a influencia poltica tem,tica-
do o privilegio de urna classe social superior, que
enire a Uespanha e o governo de Sani,)o, que este
ullimo se comprometiera a ajusUr. Trala-se dos
iieiis seque-lrados duranle.a guerra da Independen-
cia aus Hespauhues, e em favor dos quaes o gabine-
te de Madrid reclamava utua nderanisacao cujo
principio ja havia sido admitilo pelo Chili. Em
execuefiu desse compromsso o congresso de 1853
generaes, e hoje esl confiado a um homem sabido .havia volado urna lei pela qual se deve> proceder a
co.isolidaco das seminas entradas no Ihesouro pu-
blico a titulo de sequestro.
A nica queslao de poltica exterior, que oflerece
lem em seu favor as tradieces, a riqueza ou illus- I sera importancia para o Chili, por isso que aflicta
Iracalu, e he successivamenle recrulada de todos os ]seus inleresses, e obrgi at cerlo ponto sua aec,ao,
bomens engrandecidos par sua propria capacidade. ,,e guerra sobrevinda entre o Per e a Bolivia.
Nao existe naturalmente no Chili nenhuma distinc- Confinante dos dous paizes, o Chili fica uatural-
ra i de classe; aquelles que liuliam lilulos os ab-
dicaran). Urna completa igualdadc nao reina all
menos ,1o que as oulras repblicas.' Nao ha ves-
ligio algum de subordinaran civil ou poltica de
urna classe qualquer; porein, os costme', mais for-
tes que as leis, teem deixado sobreviver ale boje o
ascendente da classe mais propria para a direrrao
dos negocios. He nsso que os poucos 'partidarios
das ideas democrticas, que lenlaram, ha alguns an-
uos, Iransplatilar o socialismo para esse lugar re-
moto da Ametica do Sul, cerlamenle enxergam o
vicio da repblica chilena ; mas, na realidade, he
o que explica o porque o Chili tem escapado de tan-
tas perturbares e dilaceraces anarrhicas. Ha re-
sultado ilalii mais estabelidade no podr, *mais en-
cadeaineulo nos planos do governo, e urna poltica,
que lem podido se concentrar loda as reformas po-
sitivas, nos melhoramentns pralicos, e no desenvol-
vimenlo dos inleresses rcaes du paiz. Esla he a
poltica que reina ainda lioje, depois de se ter victo-
riosamente desembarazado das crises, que assig-
nalaram a entrada do poder de Monll, presidente
actual.
No primeiro de junho de 1853, quando se abria
a sessao annual do congresso, Monll s linha pois a
fazer constar em sua mensagem urna situacao per-
feitamenle regular, que se tem ainda manlido de-
pois dessa poca. O partido revolucionario, que
havia sido duplicadamente vencido no fim de 1851
pelo vol legal do paiz na eleico do presidente, e
pelas armas na insiirreicalo que logo depois tentara,
nao se tinba levantado da sua derrota. O governo,
por toda a parte, seguro c obedecido, ficava senhor
de se inspirar, cm sua poltica, de lodas as diversas
necessidades inherentes ao estado do Chili. Os in-
leresses ainda urna vez dominavam as quesle'ies de
partido. Eram muilu menos objeclo das prenecu-
paees as theorias abstractas, e as lulas de opuics,
que o desenvolvimenlo da agricultura, as reformas
administrativas, a iuduslria, a coloni-aco eosca-
minhos de ferro.
Em face dessa pacificarao interna o governo po-
da sem perico despojat-se ante o congresso da au-
loridade excepcional que lie havia-sdo conferida
em 15 de setembro de 1852. Estando a ordem no
paiz consolidada, comprazo-me, dizia Montt em sua
munle molestado em seu coniaaeicio. Sua siluac.au
poltica geral pode ella mesma sollrer com nina
guerra prolongada. E perianto, poda elle ficat io-
dilferenlena pi escura das duas repblicas limitrophes.
Mas qual o ion lo de accao que adoptara para ma-
nifestar o seu interesse na ce.sac.ao das hostilidades V
S linha a escolher entre a intervenan armada, que
nada explicava e a inlervenrao conciliadora. A es-
le ullimo expedieulese aleve desde o comero o go-
verno chileno.
No mez di juulio Garrido, eucarregado dos nego-
cios do Per em Lima, com efleilo propuuha ofiicial.
mente do Peni a inediarAo do seu paiz, que oulro
lint nao linha, dizia elle, senao nlerpor os bons < I -
licios de amigo comrjium.sem pretender impr o sa-
crificio deuciihum direilo legtimamente reconhe-
cide. O Peni aceitava esle ollerecimenlo com a
rundirn porem de que elle nao implicava da sua
parte o abandono das salisfaces e reparantes pedi-
das. A mesma proposico era feita Bolivia, que
aceitava lamben) da sua parle, mas com reservas
anda mais fortes. O governo boliviano exiga pri-
meiro que ludo, a evacuado do porto de Cobija oc-
cupado pelas forjas peruvianas, e urna indemnisa-
c.io de .30,000 piastras pelas despezas, que linha sido
obrigado a fazer cm coasequenca dos movimenlos
revolucionarios suscitados, segundo dizia, pelo go-
verno peruviano no sul da Bolivia.
Como se v, a mediacao se cumplicava extraordi-
nariamente. A recitar o Chili a situacao em que o
coll.n ivam nao era mais obrar como mediador, era
inlervir em favor de urna das partes belligerantes.
Em vez de conservar urna psito neutra, era se pro-
nunciar acerca da juslic.i ou injusticia de certos fac-
los, adiautar-se a respeito de certos potitos, e (izar
antecipadamenle condires. Assim o fazia ver o
ministro dos negocios cslrangeiros do Chili, Varas,
ao goveruo boliviauo em urna ola de 14 de selem-
bru. O gabinete de La Paz n'uma resposla data-
da de 24 de novembro, aceitava de novo os bons of-
licios do Chili, mas declarava sempre que nao en-
trara de modo algum em negociantes antes da eva-
cuado do porto de Cobija.
He nessas circumstancias que a guerra entre os
dous paizes se complicava com tentativas revolucio-
naras tanto na Bolivia como no Per. A mediarn
apresenlava como o ponto de partida de oulras mo-
dificaces no systema geral das contribuirles. Nao
podia todava fazer grande llusao; porque a
primeira condirao para essa mu lauca lornar-se.uma
realidade era ter-se um cadaslro, e para se fazer es-
se cadastro inisler era pessoas habilitadas, e nada
disso tem o Chili.de maneira que o governo fazen-
do a reforma tem encontrado toda a serle de difli-
culdades, que nao julaa poder vencer senao mandan-
do vir engeuheiros da Europa. V-se pois dahi que
nao basta s decretar reformas.
l'm dos principar* objeclos da allencao e aclivida-
te do governo chileno na ordem de emprezas rta-
leriaes lie multiplicar as vias de communicao inte-
rior, e desenvolver reante? regulares entre o Chili
e a Europa ou os outros paizes da America. No fim
de 18,33, o governo conlratava com o inglez Grifliii
o eslabelecimenlo de ura servco de clippers entre
Liverpool e o porto de Caldera pelo eslreilo de Ma-
galhes. Griffin obriga-se a empregar nesse servido
seis clippers, munidos de machinas de vapor a hli-
ce, e de lolarao de 1,500 loueladas. O servco ser
organisado de maneira que de seis em seis semauas
parla um paquete de Liverpool e de Caldera. A
viagem se fara m G2 dias. O governo da sua parle
concede a Griflin urna subvencao annual de 60,000
piastras por esparo de dez anuos, e o privilegio ex-
rlusivn communicacAo directa entre o Liverpool
e o Chili. Tem mais Griffin o direito de explorar
as minas de carvao de pedra, no territorio de Maga-
lhes para as precises da empreza. Os paquetes
sao sents de lodos os direilos de lonelagem ou de
ancorasen). Esla empreza he mais que um projec-
to, visto que ha quasi recebdo um comeco de exe-
cuclo. ou que repousa sobre um cmralo assignado,
e nao pode senao contribuir para'augmentar as re-
laces do Chili com a Europa ; ainda existe um pro-
jeclo mili ln.mais gigantesco, que oceupava os nimos
uesles ltimos tempos : he o abrimenlo de tuna gran-
de linha de roinmunicarao do Ocano-Pacfico'para
o Oceano-Aliaolico pelo meio das provincias ar-
gentinas. L"m caminho de ferro cooduziria de San-
tiago s faldas da cordilheira, oulra va frrea, par-
lindo de mira viuda das Andes, se dirigira para o
conlluenle do Paran edo Uruguay, e ira encontrar
a grande va navegavel do Prala. Reslava, he ver-
dade, transpor a cordilheira, e he esse obstculo que
faz, por agora, a execucao de um tal projeclo muito
problemtica.
Ha no Chili oulros Irabalhos desle genero mais
pratiraveis que seguem seu curso. Assim a va de
'erro que deve ligar Valparaizo e Santiago esl em
plena execoco. O caminho de ferro de Copiapo
he levado at as minas de Chanarcillo. Teem sido
felos os necessarios cstudos para oolra linha entre
Serena eo porto de Coquimbo. Emfrm urna va fr-
rea he aborta entre Tom e Chillan. A colonisac,a
loma igualmente certa exlensao ; ella tem, como se
sabe, osen principal focu na provincias do Sul.
Citn-se com especialidade tima pequea colonia fun-
dada cm Llanqgihue, e que, n'um anno, conatgnio
pslabelercr-se em condires suflir entes all onde
i.a- h.va pouco am^ nr.w moa H.n.i, mii. (K
colonos, pouco numerosos ainda, teem conslruida
as suas halt lares, feito suas sementeiras. e lem
podido se convencer que ba-tan seu Irabalho e sua
industria para fecundar a Ierra. O que ha de mais'
nolavel, he que esses colonos jase eflereceram para
abrir om caminho de ferro. Assim xe proseguem os
Irabalhos triis tiesta repblica, e esperando qoe es-
ses Irabalhos se desenvolvam n'uma mais larga esca-
la, as rendas do estado se v3o sustentando pela re-
gularidade da administradlo, e prosperidade mesma
do paiz. As receilas publicas elevavam-se em 1853
a 5,552, 484 piastras, cifra superior das receilas de
1852. As alfandegas linham rendido 372,983* pias-
tras mais que no anno precedente, o que indica o
progresso do commercio.
O presidente do Chili em aua mensagem dirigida
ao congresso no 1 de jet I leo de 1854 resume esses di-
versos resultados. Elle aprsenla o paiz calmo,
em paz com lodos os estados, e prosesuindo no cami-
nho dos melhoramentns ulei-. E poder-se-lia dizer
que o Chili elle mesmo esteja livre de todo perigo,
e que o desenvolvimenlo da sua prrsperidade seja
asss forle para neutralisar toda a influencia revolu-
cionaria '.' Infelizmente para essas novas repblicas
o que se podo chamar a sua civilisacao, be sempre
cousa muito relativa. Bastar tavez um Iriumpho
das paixes revoluciunara'para que esle eslado re-
lativamente prospero desappareca sbitamente, e
manifestem-se as mesmas causas de fraqueza, as mes-
mas incoherencias, os mesmos perigos. He tmen-
le pela manutencan prolongada de urna poltica con-
servadora e inlelligente, que o mov im tito inaugura*
do no Chili pode tomar consistencia e um carcter
permanente.
/ (Annuairedes deu.r monde-.
mensagem. em depor ante vos os poderes de que me i" achava naturalmente suspensa, e aprazada para
inveslisles o anuo passado, salisfeilo com liaver cor-1 lempo mais opporluno. Assim ao meuos parecii a
respondido coufianra com que me honrastes. O I considerar o presidente Montt em sua mensagem de
poder ordinario do geve no presentemente he sufli-
cienle para a marcha regular e tranquilla do esta-
do, n As preoecupaces puramente polticas teem
lido depois desse lempo poucas occases de se des-
pertareni no Chili.
Todava, dessa mesma siluacao, islo he, da victo-
ria do governo, nasca urna queslao nova. Alguns
espiritos comecavam a se interrogar se nao era che-
gado lempo de apagar com urna amnista o vestigio
das recentes discordias internas. Nao era isso de
maneira algiuna o efleilo de nm regresso de opiniao
em favor do partido revolucionario; era pelo con-
trario a persuasao qoe se linha da sua importancia
e u desejo de fazer dcsapparcrer de alguma sorle
essas recordantes de guerra civil para inleiramenle
dirigir a publica para o melhoramento material.
Que apoo ochava esla poltica no congresso ? Ac-
cusavam-uo talvez um pouco de permanecer urna
assembla departido, de nao entrar deccdidamenlc
oa va das reformas. Elelo no dia seguinte da in-
sui reirn ele 1851, em um linimento de reacro. pa-
ra prestar enrgico apoio ao governo, o congresso
linha conservado, dizam, o espirito da sua origem,
quando ja liaviam mudado as circumstancias. Don-
de resultaba, como o dizam ainda, que a situacao
era mais progressisia que os bomens,progressista
1851, caraclcrisando -s diversas negociares que lia-
viam lido lugar. A mediaro, diz elle, aceila ao
principio em termos que a teriam tornado ineflieaz,
o foi ao depois com limilaces que comquanto impo-
iibain ao mediador maior esforro, permillem-lhe to-
dava empregar os seus bons nllicios com alguma es-
peranza de feliz xito, de Irabalhar em beneficio da
paz, o maior dos bens para oa estados americanos. >
A posse deste bem he justamente oque raractensa a
situacao do Chili em conlraposico da Bolivia e do
Per.
Nada pois, no aspecto interior como exterior, he
de nalureza a desviar a poltica do Chili do lint que
lhe he assignado pelo desejo dos povos, e* que com
lodo o esforru se dirige o governo. Esse lim he a
reguiaiisir.i') administrativa do paiz, e o desenvol-
vimenlo dos seus recursos malcraos. O congresso de
1853, diziamos us, volou urna lei que suprime ou ao
menos transforma o dizimo, que fonnava a princi-
pal renda da igreja. A economa dessa lei pode fa-
cilmenlese resumir. O dizimo be substituido por
una contriburao nova que devera ser bascada so-
bre o valor territorial das propriedades ruilicas, mas
que por ora, ser pe reluda na propongo do ren-
diuenlo. Esla reform ora acolhida com grande
appruvacao, subretudo provavelmente porque se
IIEGVEI
k
A interpellariu fela na sessao pauada por lord
William Graban a lord Palmerston soire um tpico
do discurso recente de sir Roberto Peel, mostrou
que a opppsicao soflre urna penuria miseravel de
meios de ataque, e lendo-se aunouciado formal-
menlQ a intenriu do nubre lord para fazer semelhan-
le interpellacad1, a alten-ao estrauha dos membros a
noro da sessao passada, fez ver com videncia que
se esperava alguma cousa extraordinaria.
Em tempos meuos crticos os cheles da opposico
nao teriam perrailtido que alguns dos seus partida-
rios fizessem semelhante nterpellaro. No fim de um
discurso eleiloral, que parece ter sido imperfeita-
menle referido, sir Roberto Peel animou os dignos
eleilores de Tamworth cora algumas obiervaces ge-
raes a respeito dos negocios polticos, e foram ellas
lao poucas e tao vagas, e inleiramenle comprehendi-
das nos limites ordinarios dos discursos eleitoraes,
que nenliom homem judicioso jamis as julgaria dig-
nas de serias inlerpretaces. Uferio-se que o hon-
rado baronele houvera dito : que nenhuma solu-
cao da queslao oriental podia ser alisfucloria, sem
que a Hungra e a Polonia fossem restauradas.
Sir Roberto Peel pode ou nao ter empregado as pa-
la vns que lhe sao allribuidas aqui, ou p algumas observaces de um carcter mais palpavel,
cuja nomeacao lem dado urna fraca mas adulterada
idea, porm nao se evidencia o qoe se luppoe que
o honrado baronele quizera dizer com a expressao:
restaurar a Hungra e a Polonia. Estes dous paizes
nao eslao filialmente no mesmo caso, como far ver
um rpido odiar sobre*a sua historia modernissima.
Poder-se-hia comprehender o restaurar a Polonia,
mas nao he lao fcil determinar, como o mesmo pro-
cesso pude ser applicado Hungra, na pisroem
que lem eslado por mulns seculos, a respeilo do im-
perio auslriaco.
Parece que lord Palmerston nao perdeu lempo em
explicar a difliculJade que assim lhe apresenlavam;
f-lo rain sua promplidao habitual e an mesmo lem-
po com cooliancd. Encoulraudo alguns olbares de
0scarneo, que linham sido arriscados conlra o proce-
dimenlo de sir Roberto Peel. o nobre visconde deu-
se presa! em declarar que nao se prestara a iusidio-
sa censura da opposii;ao. e rxpres-ando a satisfacAo
que linha de que seu nobre amigo ti vase aceitado
um lugar no ministerio, declarou sua lirme esperan-
ca, de que a hablidade natural e a nolavel energa
de carcter de sir Roberlo Peel fariam delle om or-
namento do aervco publico e o habilitaran- para
honrar a memoria de um Ilustre pai. Todos os ami-
gos de sir Roberlo Peel conliam que elle justificar o
cavalli-iio.il elogio, tao exponlanramente feilo por
seu chefe poltico. Se lord Palmerston Iralou do ob-
jeclo da queslo de lord'WUliam Graban, nao foi


"


DIARIO DE PERnAMBUCO QUARTA FEIRA OE MAIO DE :S55
ledamente por oulro molivoi, enAo porque convi-
nha nao perinillir que fossem levadas para fra im-
||ress6es falsa?, que a 0S0 ser isto, Uvera passado por
elle como urna cousa iuleiranieule insignificante.
O uobre lord u3o ousou aflirmar que o governo
austraco linha jutgado compalivti coro a toa digui-
dadeconliecer de ama expresac olla ao accaso era
im discurso eleitoral, pobremonl referido, e alero
disto toado tmente a opiuiao pessoal do membro
t un mojo ou subordinado da adminislraco. O pri-
neiro ministro sabendo como' as menores palavras
dos polticos brilauuicoa sao desnaturadas no exte-
rior, seritio a importancia de reprimir ao mesmo
I :mpo intento de fazer-se crer que o governo bri-
l iinico, fallando enlre seus membros, tinha sanc-
c onado a idea de falta de boa f para a Austria. En-
l e o dous guveruos da Inglalprra e da Austria lein
havido sempre urna perfeta inlelligencia a respeito
da Hungra, e o governo britannico, segundo lord
I almerstoufconsrtleraria urna infclicidade para a Eu-
rDpa, sea Hungra fosse separada da Austria, porque
a existencia do imperio austraco be essencial na ba-
1 inca do poder da Europa. He de esperar que lAo
i Dstica declararlo ponha fim especularlo de certos
lanhadorcs a respeito da Hungra, posto que ella nao
Neja necesitara aos tiomcns sensatos.
ILord Palmerslon fui mais grave e menos claro a
speito da l'ulonia, sendo ao mesmo lempo o eu
ensamento bastaule obvio para aquelles que en-
!wam philosopliicameute os negocios da humani-
lade. A Polonia, segundo o nobre visconde, nao
az parle dos ajustes projectados ero Vienua, porem
orno a Polonia be urna constante .meara a Alle-
inanha, as potencias tem reservado para si o direito
conforme as circumslancias da guerra, de accrescen-
far aos quatro poolos todas as e^lipulaces que pos-
ura ser consideradas como necessarias nara evitar-
le os perigos provenientes da actual constituido do
reino da Polonia e de suas retardes com a Kussa.
Seria urna grande vantagem para a causa da inde-
pendencia polaca, se esta queslo fosse livre de sen-
timentalismo, e uzease urna parte de algn: syslema
pralicavel de poltica europea.
I A discussao suscitada na cmara dos lords por lord
Lyndliurst sobre a posirao da Prussia, ser lida
com o maior interesse qui e no exterior. Talvez
seja poucodigno de lord 1.x iidhursl o ler empregado
no seu argumento oarracoes apocrypha de discorsos
moribundos da fallecido czar ou manifestos mera-
mente formaes do actual imperador ; entretanto lia
no resto de seu discurso muilo com que sustentar o
poderosissimo caso, quo o nobre e Ilustrado lord
provou contra a Prussia, e para justificar as observa-
res raais enrgicas de lord Clarendon. Pela alti-
lude dos (ovemos francez e inglez parece evidente,
que elles senlem que hecbegada a occasio de urna
aecao decisiva relativamente Prussia.
A lingoagem de lord Clarendon, seguindo tao de
pecio o recente despacito de Mr. Drpuyn de Lhuys,
nao deixa nenhuma duvida ueste ponto. A Aus-
tria, diz o ministro dos negocios estranizeiros, tem
adherido firmemente aos tratados das potencias oc-
cidenlaes, a passo quea Prussia tem ha longo lempo
divergido delles. O publico inglez eestrangeiro lera
com o maior interesse a emphatic expusirAo. que
lofd Clarendon faz da dobrez da Prussia, e a con-
descendencia que se llie lem mostrado as negoci-
ares. Algumas vezeso ministro britnico tem jal-
gado compalivel com seu dover fallar com lana
franqueza, como fez lord Carendon na sessito pas-
sada, e < nobre conde tem invariavelmente mostra-
do lal discricAo em lodo quanlo diz respeito as re-
l.ic,es eglraugeiras da Inglaterra, que o publico po-
de acceilar seu discurso, como una garanta da im-
portancia le ludo quanlo faz, e mais anda de ludo
quanlo impede que se fac,a a respeito da conduela
actual da ilussia. A voz universal da Europa e-
chi.ir ao mesmo lempo esta asser^Ao : quo a extra-
ordinaria conduela da Prussia, denunciada por elle
em lingoagem lio vigorosa como medida, lem sido
a causa real, porque a paz nao linha ha muilo tem-
pe coroado os perseverantes esbirros do diplmalas
de Franca, Inglaterra e Austria.
( Momiiig Chroniclc. )
TEMOR.
RIO SE JANEIRO
i I de maro de 1835.
O paquete inglez ~u//.mu, ef.iraoo honiem oo Rio
da Prala, Iraz datas de Monlivido al 5 e de Bue-
nos- A j res at 2 do cor renle. ,
Da Repblica Oriental nada ha de interesse pol-
tico. O seu estado financeiro cm nada porm linha
melhorado, e he essa a chaga que corroe o palz e
conserva js nimos em constante inquietaran-
\> governo hav apresent.ido i cmara dos repre-
sentantes um projecto de lei que linha por fim au-
torisa-lo a receber na alTandega bilbetes consolidados
pela quarta parle dos direilos, cmquanlo nflo podcs-
se pagar os juros da divida.
A cmara quiz alterar o projecto, ao que se oppoz
0 governo. Entretanto, pastaram as alteracGcs por
quasi nnaiiimidade de votos, e o projecto, assim
emendado, foi mandado para o senado. All lem o
governo maioria, e suppunha-se que a lei seria re-
jeitada. A commissao de fazenda propoz o seu adia-
mculo al 1856, o entre as razoes que apresentou
disse que o projecto nao poda se r approvado, por-
quanto nesles momentos o Brasil cumpriria o seu
dever como a Repblica cumprira o seu,consolidan-
do sua divida de accordo com os tratados.
Esta razio, diz o Commercio del Plata, faz crer
que a commissao suppoe que o Brazil so prestar ao
pedido que lhe fez este governo para que o ajude a
pagar os juros.
A cmara dos representantes approvou os estatu-
ios do banco Meuck, roas o senado fez-lhe grandes
altcracfles. Tinham de voltar segunda cmara,
onde a sua sorle he sobremanera duvidusa.
izia-se que o governo mandara a esta corte um
agente especial. ,
Em Buenos-Ayres leve lugar no dia 1. de maio
1 abertura da assembla legislativa do Estado, Na
mensagero do governador l-se o seguinle trecho re-,
Utivamente s relaces daquellc estado com o Bra-
sil :
Em consequencia do fallecmenlo do Sr. Rodri-
go de Souza da Silva Pontes, ministro do Brasil, e
que apezar de acreditado na confederarlo argentina,
residi entre nos, e eslava autorisado pelo sou gover-
no para man ler as relaecs diplomticas com o nosso
estado. S. M. o Imperador do Brasil servio-se no-
mear o Sr. Joaquira Tliomaz do Amaral, eocarrega-
do de negocios junto do nosso governo.
O governo de S. M. declaran que esla nomea-
<.-2o linha lugar emqoanto nao era acreditado oulro
de igual categora do Sr. Silva Pontes.
a Em consequencia das differenc.s havidas enlre
o imperio e o Paraguay, fez o primeiro alguns pre-
parativos navaes na sua marinha de guerra que de
via dirigir-se pelos uossos rios para chegar aquella
repblica.
A legarlo de 8. M. linha dado explicares con-
lideacial e verbalmenle a respeito daquella expedi-
do, e mu explcitas seguranzas do seu carcter pa-
cifico.
Entretanto, e por solicitar o chele da esquadra
brasileira as isences do eslylo para diversos navios
uacionaes mercantes que linha frelado como trans-
portes, o governo que nao linha receido parlicipa-
cao^ollicial do objecto da expedicao, julgou necessa-
ro, para garanta da neutralidad?, e em guarda dos
direilos do estado sobre aqnelles rios, pedir infor-
males a respeito.
O governo obleve explicares, mas leudo-se ve-
rificado a interna;!0 da esquadra sem a sua explcita
acquiesccucia, apresentou ao plenipotenciario de S.
M. I. as poderosas razoes que lhe assislem, e o seu
modo de ver nesle assumpto, nao obstante as segu-
ranzas dadas por aquelle, no sentido da poltica pa-
cifica do Biasil.
As lc que permitiera e regulan) a navegar,;!
do Paran s concedem de um modo explicilo a pas-
sagaai aos navios mercantes. Se em alguns casos o
governo a lera tolerado aos navios de guerra de di-
versa .nacoes, lem sido em virlude das circumstan-
ciasem que o paiz se achava, do diminuto numero
(lestes, e dos fins conhecidamente innocentes do seu
transito.
c Submettido este assumpto ao conhecimenlo do
governo imperial, este ratificou as declararnos paci-
ficas da sua legaran. Mas pretende que a interna-
cao da sua esquadra no Paran he um acto a que se
considera com direito por nunca se ler prohibido a
paisagem i ootros navios de guerra estrangeiros : e
porque nao impedindo explcitamente a lei de 28de
oulubro de 1852 a navegaran do .navios de guerra
naquelle rio, consenta, segundo elle, licitamente,
por este fado.
c 3 governo discutir em termos pacifico e ra-
aoaves estes e oulros argumentos daquella resposla;
e pensa que esla diflerenca deopintSes ser fcilmen-
te aplanada, procedendo com a boa f e nobreza que
distinguen) o carcter das relaces d amisade enlre
o Brasil e o estado.d
Sobre a iuvasao dos Indios uo territorio de Bue-
nos-Ayres dia a Chroniea o segointe:
A invasao eflectuou-se nos dias 28, 29 e 30 de
marco, e foi dirigida pelo cacique Calfucuru, que he
um dos principaes caudilhos dos barbaros. Os in-
dios iuvasore andavam de 1,500 a 2,000, ainda que
varios orgaos da imprensa, defensores do Sr. minis-
tro da guerra, pretendan) que nao passavam de 300.
Os selvagens fizeram a sua excursao impunemente,
e reliraram-se com lodos os despojos sem seren in-
commodados, o que era natural, porque nessa vas-
la extensAo de fronlcira nao havia um s piquete de
soldados para guarda-la, e a forra mais inmediata
eslava no Azul, que dista 22 leguas da Tandil.de
modo que quando chegaram os re forros j os indios
tinham desapparecido.
h Militas foram as xclimas desta excursao vand-
lica, e especialmente em Baha Blanca se commel-
teram os raaiores e mais horrorosos criines ; os in-
dios sorprendern) os habitantes que moravam fora
das fortificares do lugar, e sacrificaran) todos
quantos encontraran). A muguen) perdoaram, e
havia pessoas com vinte c mais feridas no corpo.
Em Tandil foram morios 6 individuos.ehouve mui-
tos feridos.
Carecemos de dalos para calcular a omina to-
tal das perdas, que sem duvida alguma devem ser
de grande importancia. Em Tandil as perdas mon-
tan) a mais de 5 miliies de pesos, e por consequen-
cia nao nos parece exagerado o calculo de 20 mi
Ihes de pesos para as perdas li.laes.u
as provincias confederadas nao ha noticia digna
de inr'ii;.;,..
Do Paraguay ha noticias al 21 de abril. O tra-
tado de commercio e navegacao com o Brasil eslava
concluido. A troca das ratificares deve ler lugar
dentro do 8 mezes.
O Sr. Pedro Ferrcira de Olveira tralava de fa-
zer subir alguns dos vasos de menor calado da divi-
sa o imperial at as primeiras povoa;0es brasileras
no Paraguay, e ordenara o regresso para o Rio da
Prata dos navios de maior porte.

S. PAULO.
7 de maio.
Sao chegados os eogenheiros iuglezes Charles El-
liot, e Johu Cameron, contratados em Londres pe-
lo Sr. Sergio, por autorsacao do Sr. Saraiva. Esles
profissionaes lem em Londres urna replalo; sao
competentes para o fim que se Ihes destina.
Na assembla provincial muilo fallou o Dr. Ba-
rata contra n'vnda desles hoinens, e aqui alguns
poucos lem adiado cara esla acquisrao. He um
prejuizo : daqui a um auno, se'muilo, os fados fal-
larao em contraro em opinio firme e desapaixona-
da, he este um dos actos da actual administrado que
muilo abono |he garante. Todava, a diminuta des-
afleir" do actual presidente tem censurado exarla-
mente osseus melhores aclos; aquelles que lem a
marca da falliblldade' humana, e que he forca que
existam em urna presidencia, nSo foram considera-
dos; a opposirao profigou suas melhores medidas, c
nao fallou em algura ponto, ainda que solado, de
que poda tirar vantagem.
A arqnisiran desles eogenheiros comporta um acto
frtil em resultados de grande momento para a pro-
vincia; pensar em contrario he pensar sem reflexao
da materia, he olhar nicamente para osalgarsmos
que se vao dispender, e nao para as vanlagens que
elles compra rao no futuro.
O juizo de Mr. Itendell, abaliodo engenheiro na
Inglaterra, lem muiU for^a. Esla aulordade, ao
referr-se-lhe a dea do Sr. Saraiva. observon ser
muito acertada, dizendo que se a Inglaterra livesse
obrado com cssa previsao e melhodo, se leriam pou-
pado mulos milhdes esterlinos uispendidos em em-
prezas que, subidamente consideradas, parecam
proveitosas e que mais tarde goraram. Essas em-
prezas teriam sido mclhor apreciadas se se livesse
desde o principio traeado um plano gerl de meios
de communicaco e transporte, como preleude-se
nesta provincia. Sao palavras do nosso ministro em
l*dre, cuja nota lenho visla.
Para fbrrar-me a bram traball po^o-frr a pu-
blicaran do onlcio do Sr. Sergio, que muito poder
aproveitar a oolras provincias.
O mesmo pedido faro em relara s instrucre
que a presMeneia deu aesses engenheiros. Por el-
las se reconhecer de que monta he n ulilidade que
a provincia vai tirar dos Irabalhos desles homens,
que, na phrase do Sr. Sergio, s.1o homens de mrito,
e bem recorameu Jados pelas notabilidades da pror
fissao.
Quanlo a mim, limilo-me a dzer que o lovanla-
menloda ptanlageral das estradas da provincia, as
proporrf.es dictadas pelo Sr. Saraiva, j sera um
graude passo dado no camnho do progresso da pro-
vincia em materia de vias de communicarao.
De feilo, a direccao de nossos caminhos nao he a
mais conveniente; mo#vos peculiares arredam as li-
nhas deseus Irados nalnraes e convenientes. Os en-
genheiros iuglezes, desligados de compromissos de
MftO ou interesse, poderao erigir urna planta que
exprima com clareza o novo syslema de viabilidade
que rlesapaixonadamente Ibes parecer melhor, e os
lugares que as estradas devem locar, sem atteurao a
nteres-es privados, para quea provincia tcnba urna
rede de caminhos que facilite a exportaran de lodos
os seus producios.
Urna plaa, as condires exigidas, he a base de
lodos os importantes Irabalhos que se rao operar.
Pormeio della a assembla e o presdeme ficam ori-
entados a respeito do que cumpre fazer para o me-
Ihoraraento dos caminhos.
Cessou o dominio dos ratoneiros, que em noite de
Ppectaculo faziam suas correras. A ultima casa vi-
sitada foi a do negociante Ricardo. Quatro ladroes
lhe invadirn) a loja s 11 horas da noite; sendo lo-
go presentidos, nao liveram lempo de ganhar a ra;
mctleram-se pelo interior da casa, e invadiram os
quintaos da visinhanra. Acudirn) miis de 200 pes-
soas, porque, a final, se quera descobrir quem eram
os amigos. Foi una noite de alvoroco na cidade;
a polica leve de, na pessoa de seu subdelegado, com
sua forja, escalar muros no alcance dos ratoneiros:
Foi um capturado, mais tarde oulro : estes desco-
briram os collegas.
Como arderam as barbas do visinho nada mais
occorreu. Procede-so na formacao da culpa, eo
jury se encarregan do resto, isto he, de absolv-
los.
A noticia da escolha do Dr. Silveira da Molla
causn vivo prazer a seus numerosos 3mgos. Per-
milla que era nome delles eu saude a -esse distincto
Brasilciro. /
Vai represenlar oulra provincia: mas deixar elle
de ser nosso O desinteresse, a dedicacao com que
sempre servio provincia de S. Paulo dizem que
nao.
Seja pois elle ainda onosio orgo no velho parla-
mento; o fro da Siberia nao enregele a estima que
empre volou aos Paulislas. Assim esperara os seus
amigos. He mais urna voz eloquente que se vai
ouvir no senado brasileiro pela couservarao de nos-
as in-iiluices. Seja ella bem fadada:
A assoeiatao do ensaio philosophico, que per-
dura lia cinco annos, fez hontera abertura solemne,
presidida peloSr. conselheiro Gurgel.
Estamos anciosos pelo Josephina, deve aqu ci-
tar amanhaa. Ha muila historia da carochiv.ha que
aqu se vai contando relativa modificare ministe-
rial.
Pensam algnns que o credo liberal val ao polei-
ro, e que ah vem a reaccao com todas as suas for-
mas. Pensam assim aquelles que anda esperam
possivel-um goxerno que nao arxre o principio da
modrrarao.
O bom senso repelle islo : crc-se que no Brasil j
nao he possivel as antigs denominaroes; acrcdila-se
mesmo que quem pode aconselha om governo com
principios moderados.
Venha pois essa refusao de ideas : ha por aqui
muila gente qne est de observarlo para lomar um
dos partidos novos.
Os anligos odios morreram : ramos conceber no-
to.
Podamos hoje mesmo ter, noticias da corlo : o
Josephina viaja em menos .de 20 horas: Mas con-
cedern) 20 horas para se Irazer a mala de Santos a
S. Paulo. Apre, he muilo. Costuma vir em 10 a
15. Hei de pedir ao meu amigo Luz para que res-
trinja: Tenho f que me om ira.
8 de maio.
Havia aqui (aula auna pela mala do Josephina,
quanta lem os amigos funeconarios da thesouraria
geral pela promoro. Tambem lem elles razao ,
os dorminhoes da provincial igualaram-se-lhes em
vencimi-ntn, mas nao em hora. Foi tima bomba
em casa de cada um, appellam para o parlamento,
que Ibes ntlmder se liouver lempo para isso ; o
que eu duvido : no Rio de Janeiro faz multo calor.
Ora, sem duvida ; quem esl ah nesse forno pode
l lembrar-se de quem curie o fri da madrugada,
alravessando o largo do Collegio, e infinito corre-
dor de palacio '! Vinguern-se, pois, meus charos to-
cadores de el-rei ; (riten) bastante, pois quem mais
grita he quem lem razao. Um conselho : agarrem-
se a farda do nosso amigo senador novo dou pala-
vra ao Mercantil, do correr da penna, que esle ho-
mem he meu amlao, e nao ha inconveniente que seja
do Todo e nada.)
Foi m pouco longo o parenthesis ; nSo sei qne
ia dizendo. Nao importa : vamos adianle, que o Jo-
sephina sabe boje.
Como dizia, \>i\p o mundo esperava ancioso pelo
Josephina.: diziam os entendidos, que desta vez vi-
nham cobras o lagartos ; nao ficava poeira do mi-
nisterio conciliador ; at correu, que o Sr. Cimpos
M. ia substituir o Sr. Nabuco. Cousas da vida ; foi
ludo pela ; apeuas veio a nomeaca* do Dr. Almei-
da, e a escolha do Sr. Miranda, a quem significo
meus parabens : sempre pilhou. A senatoria larda,
mas uo falta ; o proverbio he de consolo a muila
gente.
Assim pois, sei, veja como cstou adianlado, que
o gabinete est firme : se minio, minio com um
Ilustre lycurgo da Baha, que n.io uega fogo, e cuje
carta bispei.
A proposito do Sr. Miranda : cutan, pouco a pou-
co vBo tirando os magualasda quatriennal'! Euto
vai acousa bem para a rapaziaia, que ir lomando
poslos, c dalli pasla he um pulo.
Oh meu Dos, estes piies-de-l ah da sua corte
sao llteralinente cousa multo bna.
I'ara do conta que ludo islo foi exordio de menino
de jury ; vamos obriL'arao.
Continuo a significar-lbe que vamos em paz : sem
pre he noticia a que Vmr. nao pode responder or*
reu o Meces. Os assnssinatos v3o diminuindo con-
sideravelraeule, segundo nos conta o correio das
villas; quanlo ao mais eslou in albis : ja lhe escre-
vi pelo [tambe, que daqui sabio antes de bonlem.
A allenrao publica liga-se aos raelhoramentos ;
se vivermos, daqui a um anuo podereraus agradecer
ao Sr. Saraiva o que as cousas promeltem.
Se me nao falla a memoria, ja lhe noliciei o acto
presidencial, que manda vir 100 operarios, cujas ser
vir,os van ser applicados aos caminhos pblicos. Na
assembla muilo se impugnou em cerlo circulo esta
medida ; mas urna grande maioria approvou a idea,
llevo poij crer que he boa. Nem posso presumir
que os nossos deputados sejam dolados de tal versa
tilidade que inostrem urna volara" na sala, e oulra
nos corredores.
Ja e-lao preparadas rancharas no alio da ierra do
Cuba tao, que vai ser o centro ou a primeira residen-
cia dos trabalhadores.
Pelo principio de ro cpita lot sententi foi esla
medida desapprovada. Mas eu, que tambem lenho
direito de pensar no caso, acho boa ; ao menos
vou pela bulha de muila gente gratula que a ap-
prova.
Fallou-se no inconveniente de seren ambulantes
os taes trabalhadores, e produziram se razoes que
nao abalara a execurao da idea.
O numero de operarios que se espera lem por
muito lempo de (car adslriclo a certa residencia
de trabalho. Sobran) caminhos que requeren) per-
manencia de servjlo ; uAo resulla tal ambulancia,
que, mesmo em certos termos, nao seria preju-
dicial.
Ora, ah temos as estradas importantes de Jun-
diahy a Campias, de Ubatuba, da capital a Santos,
de Constituirn a Campias: em todos estes pontos
compre aquartelar, por bom lempo, o corpo de ope-
rarios.
Demais, as obras da capital, que devem avultar
se cahir a mesquinhez com que se olha para ella,
e nao se chorar com tanta amargura quando se lhe
vota cinco patacas ; as obras da capital, digo, pre-
cisam de operarios, que uellas se empregarao sera
ambulancia.
Pera se opponha.com o principio dominante, que
as obras da provincia vao ser feilas, quando possi-
vel; por arremataran ; pois que o arrematante ser
lgicamente obrigado a tomar os trabalhadores que
respectivamente Ihes serao destinados ; os arrema-
tantes substituirao a provincia ua mesma obrig;rio
enntrabida para com os engajados.
Tenho mesmo ouvido dzer, que nao se arlini.da-
r o fcilmente estes estrangeiros, enlrt> os quaes
virao individuos n3o sadios, turbulentos, ele. Sup-
pondo mesmo que o contrato na Europa fusse feito
sem atiendo ao* interesses da provincia contralin-
le, sem escolha de pessoa I, s ve ainda que nao
subsistem laes inconvenientes.
No alto do Cubalao esl preparado om grande
arraial coro devidas accommoda^es, ahi serao rc-
ceb los ; esse poni he o centro e a residencia dos
engajados, ahi residirao, se aclimatado.
Ainda ha o recurso de serem tomados pelus fazen-
deiros, quando conven ha ;daqoi om grande uzopaia
a coloinsarao.
E qual he o fazendeiro hoje na provincia que re-
cuse lomar colonos por parceria ?
C com os meus boles espero que, com boa
directo, esse corpo de operarios vai ulilisar
muilo.
Falla-se na despeza ;e quanlo se dispende com as
cou O meu collega do Mercantil, que ja desco-
bri.... ole, se descohri; al sei que, nem que o as-
sem, quer ser depulado provincial ; esse collega
largou una graude dcscalradeira na fallecida depu-
tarao provincial ; pensa mesmo que a quarta parte
nao renascera de suascinzas...
Apre, meu cahro, he muita cousa ; deixe entrar
mais alguem.
A bem do men socego, cumpre-rae declarar que
slo nao he polmica, nem menos declarar o de guer-
ra ao collega, de qaem sou amigo. Preciso mesmo
delle, para que taramos um coro rabulejando pelos
interesses do noso S. Paulo. Ambos somos de el :
compre que nos unamos : a uniSo faz forca; como
dizem cnthuslasticamente os estudantes de direito
das gentes.
lima errata, ja que est na moda ; tao na moda
que quem dellas nao coslava, ja gosla.
Refere-ie ao que disse sobre o lempo marcado
para o estfela que condoz a mala dos vapores de
Santos a S. Paulo fazer sua vijgem. Houve enga-
o nos algarismos ; o que ha de ver.lade he islo.
Hoje o lempo marcado he maior que danles ; pde-
se fazer a tiagem em lempo mais breve.
< Sr. Luz. me dizem. fui obrigado permittir a
modificarao no contrato, por emergencias que igno-
ro. Mas, como he elle um empregado que nao dei-
xa mal o seu correspondente das estrelUnhas, espe-
ra-seque remover as razoes que nos privara, por
algumas horas, de ler noticias e petas da corte.
O Sr. Saraiva prepara-se para partir Besta qoin-
zena. A cmara municipal nesta dala recebe or-
den) para dar posse ao Sr. Roberto de Almeida.
Creio que osr. Fernando da fon-era o substi-
tuir na polica, pois que o Sr. Tavares Basto uo
gosla desles negocios em que he preciso a gente ser
Sartines.
E, pois, no Sr. Saraiva desejo vento gageiro emar
de feicao ; ao Sr. Almeida alta de elei(dcs ; e ao Sr.
Fonseca horrivel caresta de ladroes.
Sao 5 horas ; v esta com prrssa ao correio. Ja
me est parecendo que o Guimares decreta por esta
OS duze xinlon-.
Oh he caro, he quente.
P. S. Sabe que mais ? Appareceu ahi ura jubilen,
certas quaulias que elle decreta o Sr. bspo quer
fazer reverter para o seminario "
Oh... Scnhnr Que Iremcndo, horrivel o colos-
sal seminario Senhor Dos, misericordia, grilam
os pobres da caixa pia.
Carta particular.)
{ Jornal do Commercio do Rio. )
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PEBXAMBUCO.
Alagoas.
Macei 20 de maio.
Era miulia ultima epstola de 3 do frrenle atre-
vi-me a depor a minho penna de chronista para ga-
ratujar algumas linhas relativamente administra
r do Exm. Sr. S e Albuquerque nesla provincia.
Ilevia ser grande o seu desaponlamento, quando ao
abri-la em vez da costumada chroniea nconlroa
Vmc. aquella dilatada perlenga ; leona paciencia
que muila gente boa lambem soflre desses calem-
bourgs ; ma sendo enormissiuio o meu receio de
eslomaga-lo apresso-me, para fater as pazes, em em-
polgar de novo o garranchoso slylete afim de que
nao fique inlrrompida a nossa disiaburosa chroniea.
Infelizmente pouco lenho a uoliciar-lhe, e apezar do
longo periodo de 25 dias que ha decorrido, eslou
perfeilamenle baldo ao naipe uovidade.
O ultimo dias de abril foram consagrados a
Terpsichore; tioha-lhe cu dito que dous soires ha-
viam tido lugar, como em despedida a S.Cxc, se-
guiram-se mais 3 nos dias 28, 29 e 30 dados pelos
Dr. S e Benevides, Raposo e Silveira 4 Maranhao;
creio que se mais se demoras-e o Exm. Sr. S e Al-
buquerque mais soires haveria : assim ambos os
partidos deram-se as maos para manifestar ao exi-
mio presidente o muilo que se achavam penhorados
pela sua ptima aduiinislr.irao. Os tres ltimos soires
esliveram muilo animados, a elles concorreram as
pessoas mais gradas da capital, terminando o ulti-
mo as 3 horas da madrugada.
A assembla legislativa provincial encerrou-se no
dia 4 ; esleve no final muilo calorosa e Irabalbou
bastante : coufecciouaram-se varios actos legislati-
vos de importancia que foram sanecionados ; deixan-
do apenas de o ser o projecto da forc,a policial : en-
lre os aclos legislativos promulgados merece espe-
cial raensao o que approvou o contrato celebrado
pela presidencia com o procurador da companhia
l'ernambucana. Tomara eu j veros vapores da no-
va companhia soleando as aguas do nosso liltoral
Dsseram-me que eslava indigilado para comman-
danlc do paquete que lem de navegar na linha de
Macei o Sr. Joaquira Alves Moreira, que aqui es-
teve por alguns dias no mez passado, como commau-
danle da escuna Lindoya : fazemos votos para que
sej.i esse Sr. lembrado para esse lugar ; pois ti ve-
mos occasio de communica-lo e nos pareceu um
perfeilo cavalleiro, mu delicado e polido ; alm ds-
so pessoas de cousiderar nos informara que tem
elle as precisas habilitare* nuticas, e que possue
perfeilo conhecimenlo do liltoral ao norte desta ca-
pital.
Da colouia militar Leopoldina remelleu o Exm.
Sr. S e Albuquerque aoExm. Sr. 1. vice-presi-
deute Calheiros de Mello o otlicio de entrega da
presidencia: segundo declarou o Ilustrado presi-
dente deixava a provincia em perfeila paz o tran-
quillidade. No dia i lomod conta da administraran
o Exm. Sr. Dr. Calheiros. Tanto fallei no anno pas-
sado sobre as eximias qualidades dcsle Ilustrado,
probo e digno alagoano, que Vmc. rae dispensar.
de accrescenlar mais alguma cousa, dizendo-lhe
apenas que longe de degenerar val proseguindo cada
vez cora mais lino, e granjeando a geral sympathia.
la-me esquecendo de dizer-lhe que na vespera da
partida do Exm. Sr. Sa e Albuquerque fez-lhe a
opposic.o a sua despedida no genero quousgue tn-
dem '. he quasi a mesma repetirn da scena do an-
no passado com o Exm. Sr. Saraiva ; devo porm de-
clarar-lhe que o procedimenlodo orgao opposirio-
nisla foi censurado e reprovado mesmo pelas pessoas
mais sensatas da opposirao!
Oraras a Divina Providencia a hygiene publica
vai sem uolavel allerarao ; algumas aves de mo
agouro presagiaran), e mesmo annunciaram, febres
amarellas no Pilar ; pessoas fidedignas porm nos
alianram que he falso o boato. O ceranico de maio
nao falhou esle anno ; ragressamos aos ardores da
cancula ; as poucas ebuvas que cahem naosaosuf-
ficienles para abrandar o intenso calor que actual-
mente reina.
A seguranr individual prosegue em mui lison-
geiro estado: sao anda os benficos fructos que es-
tamos rolhendo' da enrgica e Ilustrada administra-
ran policial do Sr. Dr. Neiva. Nao me consta que
lenha ltimamente occorrido attenlado nlgum grave
contra a vida e propriedade do cidado. A adminis-
trara da juslira que ia dando esperanzas lsonjeiras
ltimamente cabio as interinidades : as varas de
direito da capital, P. Calvo, Imperalriz, Penedo e
Matta Urande estao em raaos de snpplanles, e bem
cedo acontecer o mesmo na Alalaia I
Acaba de fazer o seu apparecimento aqui um pe-
ridico hebdomadario, de pequeo formaloe impresso
em papel de cor, ten lo por titulo o Esludante ;
apezar do titulo nao me pareceu produccao escolas-
lica, salvse fordealgum veterano ; promette ins-
truir e deleitar ; Dos o fade bem !
Em a noite de 12 leve lugar urna recita da compa-
nhia dranwiio-inaggiorr-. a..tteca etcollijda ha i
muito vista e anliga, permita que eu mecalTJu (o ao seu desempenho, pois nao quero censurar ; o
mesmo porm nao direi da farra ou vaudeville, em
que o Mximo e o Raphael deram goslos e foram
mui merecidamente applaudidos.
Os gneros de primeira necessidade x indos do es-
Irangero lem subido a excessivos precos ; creio que
o mal he geral ; sao consequeueias da guerra euro-
pea : os paes sobreludo lem do n'um diminuendo
tao progressivo que hei grao medo que se lornem
menores qne glbulos homeopticos ; felizmente os
gneros do paiz coiiservam-se em presos razuaveis ;
emquanlo houver farinha de mandioca nao havemos
de raorrer de fome !
__________ ''"''
Villa do Passo 8 de maio.
Eslimadissimo senhor. Aproveitando o hiale
A'oco Deslino, que ora segu para ahi, n3o quiz
perder occasio de dar espansao ao meu genio, envi-
ando mais um contingente para as paginas do seu
importante jornal.
Fiquei algum tanto macambuzio, por causa de
minlia ultima remessa, apparecendo tao disforme e
desfigurada, que eu o pai da supra-dita, desconheci
o lilho de mullas entrauhas ; e para evitar d'ora
avante taessofrimenlos nasrainhas insulsas produc-
rc6, desde j auloriso a Vmc, para na melhor for-
ma c via de direito sugeita-la ao e-scalpcllo desua
inlelligencia, a qaem de boa menle cedo todos o'
meus poderes. ,
Saiba Vmc. que estamos no mez de maio, o que
assaz me convence, de ter affronlado inclume os
quatro climatricos mezes antecedentes, que apezar
derecheados d'excarceos ; todava consentiram que
anda me conlasse pa falange dos vvenles. Grande
e importante victoria to esta para inhiba individna-
lidade.se allender-se que sou um pobre velho de-
crepito, curvado do< pesares e borrascas da vida,
felizmente ainda eslou saboreando os gozos e praze-
res, que tornam nossa existencia, um nianncal
fecundo de venluras e prosperidades, per omnia s-
cula seeulorum. Amem.
Nao vai mao o exordio, mas ho massada. Nao
ha estrada, mea charo senhor, anda a mais espacio-
sa e maendamisada, que nao offerera ao viajante lon-
ga serie 'obstculos, sendo mnitas vezes impellido
i arrepiar do trilho incelado, faltando a urna entre-
vista, a um emprazamento, de cuja realisar;5o de-
penda, talvez, a solur" de urna necessidade palpi-
tante para o sea existir. Acontece lambem que
sendo o viajante desses homens que ludo arrostran)
com impavidez, nesse caso ve-lo-hemos saltindo por
sobre todos os bices, marchar ufano, at que no oc-
roso do sua excursao depara afinal, rom o ante-mu-
ral que nessautemenle lentou combater. Eis aqui
minha Irste positAo- Naturalmente ousado, apenas
havendo acriamento sondado o terreno, fiz urna bre-
ve comparadlo dos pros e prccalro* de minha mis-
so, e desde enlo conheci.'que esles sobrepujavam
aquelles ; porm, considerando a obrigar a que
me havia imposto, e mesmo nao preenehendo certas
clausulas nada fazia a prol a nimba constituinle ; es-
queci certas considerares, e desprezei oslprejuizo
que ainda senta. Resolv, porlanto penetrar no
gludio, prorapto para ludo envidar, embora fras
carantonhas desses quo collocados no alto da copula
de suasposires, encarara o restante da humaoda-
de, como vis servos da gleba, e que mais he, obr-
gados 3 provar lanamente quanta protervia, quan-
lo desmando ahi vai por esse mundo de nos todos.
Emquauto me couservei expectante, no passivo
papel de mero noticia.lor, ludo me sorria fazuciro,
ludo devisava com risonho aspecto, eu era o non
plus ultra das scienras humanas I Sahi do acanha-
menlo qoc tanto me contrariava, penelrei no antro
do mal.levaolei o sudario que cobria feilos asquero-
sos, tralei porlanto de provar a existencia do genio
do mal que de longa dala acaslellado em seu- fortes
reductos, pretende redozir esta pobre villa urna
roansao sepulcral, quando encerra todos os ger-
raeus para ser a morada dos prazeres e da poesa !
Caminharei, caminharei, qoal Jadeo Errante, la-
do arro-tr.irei a prol desta Ierra, e quanlo aquel-
les que nescios concorrem para esle estado de ahjec-
r e vilania, nao me lerrarao por certo suas bra-
vatas, rcspundendo-lhes como meus amigos ma-
tulos :
Nao me assirstara carantonhas,
Nem seu beco arrebilado ;
Eo nao sou lo pequeniuo,
Que m'engulam d' um boceado.
Continua esla villa saboreando as doruras de urna
paz perene.
A salubridad.' publica nao vai muilo de accordo
al esta dala"; os mais perseguidos sao as crianras
accommellidas da ophlhalma e de nina toce con-
vulsiva, felizmente taes flagellos iula nao facilita-
ran) os com quibu ao meu camarade Suman, que
he aqui quem faz cantar o sino. Nao me resta a
menor dnvidaque o rapaz que mencionei na minha
ultima, fallecer da maldita febre que importara
dessa piara, ainda que ella nao leve propaga;*o>
isto era o que faltava para dar com este lugar em a
contra-costa e anniquilar sua existencia !
O velhusco invern prosegue invariavel na sua
mima, em pe lindo os ros a sahirem de suas rbi-
tas, tomando as estradas nlransitaveis, e finalmen-
te incitando os flagellos insepiraveis do tempo de
sua unuda influencia.
Ja vai lornardo-se massanle, j enj6a tanto chu-
ver! A rcligio vai tomando mais algum calor, j
meus ouvido grzam a satisfar de onvir o roaqae-
nho tom do sino, chamando os fiis para casa da
oragAo.
Temos diariamente missa, faltando-nos porm no
domine ; mas isso nao jliejmssixel. por cslarem os
sacerdotes contratados em diversos engentaos.
Souhe agora que eslou para ler um contendor, um
erudito adversario, que talvez ollendido por algu-
mas expressoes que empreguei, quando allribu o
iudiflereiilismo religioso a lodos, e principalmente
aos Srs. padres desta villa. Nao imporla, |veuhain
Ss. Ss., nao receio entrar na peleja, aceito a luva,
declarando desde j que se a lula for a que soc bran-
dro humera civilisado eslou prompto, uo caso
contrario rctirarei meu fardo, conservaudo-me na
estacado al aplacar-se a lempestade.
Abala-se o mundo em seus exoi,
O globo nos pollos oscilla,
Dos devoradores cerrada-filia,
Prepara audaz sdenlos queixos !
Realisou-se finalmente a vinda de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, chegando no dia 2 do cor-
rente, depuisde havor dormido no engenhu do dis-
tincto cidado o Exm. Sr. commendador Jos Pauli-
no. Apenas chegadn, recebeu S. Exc. as coatinen-
cias do eslilo, que com toda galhardia lhe prestou
urna guarda de honra que hivoacara na noile ante-
rior a espera de S. Exc.
Descancou aqui apenas urna hora sahiudo logo
para a Varzea de Souza, propriedade do capilAo
Jos de Barros Pimeotel, acnde aguar'dava am lau-
to almaro.
Dahi parti S. Exc. para Buenos-Ayres, engenhu
do Dr. juiz de direito, noude pouco sedemorou, se-
guindo para o engenbo Maranhao, ahi urna sumptu-
osa n repc.o o esperava aa som de msica marcial
(que dizem ser; do batalha n. 12. No dia 3 final-
mente seguio S. Exc. para a colonia Leopoldina.
Eis aqui meu chaio, quagto tenho a notciar-lhe,
tendente a administrativa igressao de S. Exc, qne
na verdade escolheu mao tempo, quandus os rios no
seu maior apogeu, as estradas intraositveis, torna-
vam sua vagem impossivel.
Resla-me agora narrar-lhe o desapponlimenlo
que houve nesla villa, causado pela rapidez da via-
gem deS. Exc. Os membros da commissao do ce-
milerio, os professores que aguardavam a vizila de
S. Exc, recebendo assim o incentivo, que os an-
masse as laboriosas fadigas de sea magisterio, final-
mente a pobre villa, que como sempre ficou pran-
teando sua mesquinha e infeliz sorte.
E o pobre de meu amigo Campos que a lempos
dava tratos a musa, germinando urna saudarao, e fi-
cou com feicoes de cousa nenhuma !
Passou aqui no dia8 em segumento i corteo de-
pulado Dr. Majioel Joaqun), que sem duvida vai
com sua forte alavanca sustentar o edificio nacional !
Esl na vara de direito o Dr. Eduardo, recem no-
meado juiz municipal da villa de Porto Calvo, por
se achar doente na capital o Dr. Ribeiro Netto.
Muito caminhou o Dr. Eduardo alcanzando com
lanta rapidez esla excellenle manjuba !
Ecomo porm indemnisar o governo a divida que
havia contrahido cora o fallecido veterano da indepen-
dencia o coronel Jos de Barros, que tao mal pago
foi durante sua vida, senao spargindo por sobre
seus descendentes esse bolo das gracas que tao mal
se ha propagado ?...
A nossa polica conserva-so estacionaria, nao nos
tullo de picMjiTclatTo sorraforforatn
evolur^-
O nosso foro andou aqui em um estado calamito-
so, passando-se mais do vinte dias sem haver udi-
encia com grave preteralo para os litigantes e mais
empregado. E porque nao passaram a vara ao 3."
supplente Bahiense '.' Ahi he que est o n gordio !
O nosso commercio continua em prosaico aspecto,
os gneros de primeira iuluirao carissimos, e senao
chega urna barrara do Macei conduzindo 400 arro-
bas de charque c mais bacalhso, eslavamos em mo
lencoes Emquanlo- a fazendas esl o commercio
parausado, c tanto mais que appareceu na poxoac,ao
de S. Miguel um tal Chiquinho Inglez, que assurain-
do as fuicces de baraleiro. esl mercadejando por
precos lo commodos, que nao ha bspar um freguez;
porque lodos all vo supprir-se em geral prejuizo
para esla villa. Quanlo* terao dexado de pagar a
seus credores d'aqui, para cora os cobres compra-
ren! all'.'Ainda mais esta !
Muilo sentio e continua a sentir a nossa agricul-
tura por causa doexcessivo invern, felizmente os
avallado precos do assucar compensaran o longo ca-
thalogo de prejuizos soffrilos. Acaba de partir para
Europa o distincto e collossal proprielario o major
Manoel Cavalcanli de Albuquerqne, que sincero en-
thusiasta dos melhoramentos agrcolas, foi all bus-
car os coiihcciinen tos proprios a libertar esle impor-
tante ramo do terrivel carrancismo que lano o cur-
va. E nao ser esle bello esemplo seguido por ou-
lros que como aquelle Sr., tem o mesmo interesse no
progresso desse importante sustentculo do paiz da
Sania Cruz !
Chamo a aliento de Vmc. para a leilofa de um
importante artigo de fundo que impresso no Tempo
n. 278,sobre as causas que concorrem para o atrazo
de nosia agricultura, e seu autor ganhou, quanlo a
miro, o jus e o respeito dos homens sensatos e ami-
gos dcsle paiz.
Sabe Vmc. que muito se tem fallado do syslema
homeopalhico, do xarope do bosque, e salsa parrilha
de Prestol e Sands; mas ainda nada ou vio tendente a
urna celebre mana que se apossou de certos Srs. des-
ta villa ; inania por sem duvida exquisita, estupenda
e origiual que excitara o riso de Quaker : nao ha
pessoa que nao possua um relogio, aonlecmento-
mui comeznbo ; mas nao he ahi que est o busiltis,
todosquerein por fas ou por nefas dar preferencia
ao seu, resultando dabi contestares, discussoes e
ludo quanto acaba em oes como toleires Diz o
l.ulu de Barros, que o seu infallivel he superior a
todos, que nos Paizes-Baixos, ua Cochinchina, nao
se eucontra igual. Salla-lhe no encalco o eapito a-
gente, e depois de um extenso discurso, prova a e-
videncia de sea infallivel. O Wanderley nao fica
mudo, e por tanto, sustenta que fora o seu impaga-
vel que coucorrra para o fabricante aleancar o 6re-
cet d'intention na ultima exposirAo de Londres, e
tiualmenle o Joaquim Goularl diz que o autor de
sen invariavel morrra de desgosto, por ver que nao
seria possivel fabricar idntico, como esles oulros
senhores... E como classilicar esta man
Bem
faz o major Cobra e o Innoeencio de Macei, que
nao tratara disso, e nem dao o menor cavaco, assim
he que ho obrar.
Saiba Vmc. que fechci a loja resolvido a nada
mais escutar tendente guerra do Oriente Succe-
dem-se os vapores, e em ultimo resultado encer-
ra-se o negocio no mesmo aspecto Ja partira S.
M. Napolclo III Ou ainda espesa a solur.io dos
protocolos que se ngitam l as margen do Rheno '.'
He para empansiuar a serie de metamorphoses ope-
radas desde que se avivoo tal gaerra !
Resta-me agora agradecer as delicadas cxprcsscs
de alguns senhores correspondentes dessa provincia'
que, no apogeu desua bondade, se dignaram applau-
dir minha apparirao no jornalismo, dignando-se
piestar-mc o honroso litlo de collega. Nao aspiro
lana honra '. conheco a insufflciencia dos meus re-
cursos, sem nenhumas nores ter do bello e do agra-
davel, destituido de hermenutica, o que posso ser
O que podere presentar queme autorise a nivelar-
me aos dislinctos, prestrnosos e Ilustrados cam-
pees desta provincia, qne (anta irradiaran de inlel-
ligencia hSo exparsiilo no jornalismo da corle, Ba-
bia e essa provincia Miseravcl pigmeu estulla
individualidadc o que posso eu apresentar de uola-
vel nesia brilhante peleja do progresso ? Nao ambi-
ciono, pobre JoAn Fernandos tantas honras, ape-
nas pretend, ao lancar-me nesta luta, pagar urna
divida que havia conlrahido cora esta villa e seu
habitantes, de quera lenho recebdo continuadamen-
te nAo equivocas provis de affavel hospilalidade.
Se quem lem estas vistas e as executa he corres-
pondente, e tem direito a essas honras, desde ja of-
fereo-me aos Hiladores dislinctos para, apezar de
velho e estropeado, acompauha-los em os meus de-
bis recursos, fllrmanilo-lhes desde j que trepida-
rei muito brevemente da senda encelada. Bala.
Esl Vmc. eslranhaudo esla longa massada, per-
de-me, nAo quiz esperdicar o papel, apenas agora
o Sr. Morpheu esl tocando-me as palpebras, por
isso vou dar fim as minbas idaes divagacoes.
Ainda... deixe-me, Sr. Morpheu... Ora, dase
que embirrancia !... Vou fechar o aranzel.
Saude c relicidade no centro d sua familia, acom-
panhadas daqtielles gozos que tornam nossa existen-
cia urna Australia de venluras.
Eis-aqui os sinceros desejos do
Cosmopolita.
Parahiba 14 de mato. '
Foi tao estril de fados e novidades a semana que
jaz uos abysmos do passado, que nao sei em verdade
por onde lhe pegue para comerar esta, que forcosa-
mente devo hoje enderecar-lhe.
Poderia, para encher lempo e oceupar papel, co-
piar-lhe algumas poesas ou versculos desle ou da-
quella aulor, clar-lhe um ou oulro faci curioso e
inleressante, referir-lhe mesmo alguma ancdota
chistosa e divertida, como soem fazer aproprad-
menle muitos dos meus Ilustrados collegas, que se
enconlram em iguaes embaracos ; porm, que quer
se nem isso mesmo parece occorrer-me no momento.
Entretanto ronbero perfei lamente que he preciso di-
zer-lhe algaraa cousa, ou ainda nada dizer-lhe, se-
melhando dzer muito. Mas ahi he que esl a diili-
culdade, o busilis da historia !
Quanto nao dara eu, nesta dura emergencia, pa-
ra poMair, livre e desembargada de qualquer onus
ou bypolheca, a fecundidade de um certo cmara-
da, amavel moca, que de quando em vez costuma
honrar-me com os seus estirados discursos, prece-
didos de difusos exordios J Ah se cu pilhasso esta
inexgotavel ferllidade, ( de deasjase sabe ) que
jamis se exhaure, anda as crises mais speras e
iuclemeutes, por certo que lhe mandara esta folha
de papel escripia dos qualro lados, rhcia das mais
encantadoras banalidades, rechciada das mais agu-
daveis multaras !
Porm eu, que nAo Uve o dom de ser mimosiado
pela madre natura, com tao valiosas prendas, que
nao lenho esles recursos de perenne inlelligencia,
nem essa robustez de ideas inextinguivel, Vejo-me
apernado, seriamente amotinado e em horrivei
apuros para produzir qualro palavras, quando ha
deficieuca de materia !
Iloc opus, hic labor ist.
Al o iufallivel e exacto Meireles, pretende tam-
bem vexar-roe hoje, pois anda nao live o gosto de
hispar-lhe alala esta manhaa. Elle que ludo v e
ludo sabe, sem duvida lera alguma cousa para oo-
liciar-me.
Ocaso he que eslou tao habituado sua a--i-Ien-
ra nesle laboro, que Gco de maos aladas na sua au-
sencia. Supponho que se (arde chegar vira ainda em
lempo para o caso. Muilo bem, esperemos, que de
esperancas se alimenta muita gente de grvala em
p. Elle tambem nAo pode tardar ; e a malla que
fecha-se no correio ac meio dia t Se oAo lemesse
denunciar-me inandava pedir ao Sr. administrador
que demorasse um ratito o postilhAo.
Mas que... nessa nAo cahe o lilho do meu pai...
assim era eu tolo...
Deixe levar a fama quem leva, que, pela minha
parle, vou passando soffrvelmeule sem essas hon-
raras.
Porm li necessaro comecar por dizer-lhe algu-
ma ron-....
Excommungado Meireles, deixa eslar que hei de
esquenlar-le as orelhas, pelo que boje me lens fei-
to. bem entendido depois de colher-le as noticias
que deves Irazer.
Quanto ao Benlinhn, esse desculpo de boamente,
pois que esl muito atrapalhado com a aferifAo, oo
cousa que o valha, de certas medidas e pesos que
lhe lem dado que fazer, e nao ho bom dislrahir o
h.miera de tan louvavel occopar.lo... licitemos por-
lanto viver a humanidade em santa paz.
Mas por onde principiarci 1 Ah l j achci! La
xrai... tictor serio.
Encetaiei, pois, a presento com alguma cousa im-
portante, e he ella dar am leslemunho de aprecia-
rlo succinla expsito feita por S. Exc. o Sr. Dr.
Paes Brrelo, do estado actual desta provincia, que
rae vio nascer, no acto de passar a presidencia ao
Exm. Sr. Dr. Flavio.
A lucidez com que S. Exc. se exprimi a respeilo
dos differentes ramos da publica administrarlo mui-
lo me salisfez e forlificou-me, se nao corroberou-
me na opiniAo cibal queja tinha, de que S. Exc.
he um distincto e hbil governante.
Salisfazendo esle humilde trbulo ao mrito tao
altamente enllocado, conven) acrescentar com a
minha habitual franqueza, filha da idade que j
conlo, que esta simples demonstrare suggerida pe-
la leitura da mesma expsito, he geralmenle sen-
tida e manifestada por lodos os meus comprovincia-
nos, sem excepco de cores polticas.
Nesla coaforraidade saiba Vmc. que nao son eu o
nico contente e fantico pela administrarlo do
mesmo Exm. Sr. mas sim posso aflirma-lo, urna
provincia nteira que lhe tributa adhesao, profundo
respeito e recoohecida gralidao, pelos innumeraveis
beneficios legados lo sabiamente, em bem curto es-
paco de tempo.
He necessaro igualmente notar, que o Sr. Dr.
Paes Brrelo foi sempre prodigo de benevolencia e
atteurao para com todos os individoos que o (re-
quemaran), e que ninguem, segundo rao consta,
delle se qaeixra, em sentido opposlo ao que lhe es-
erevo. L'nia porlanto fina delicadeza energa do
sea carcter.
Entusiasta, como sou, pelos melhoramentos ma-
terias de minha pobre provincia? que lem propor-
es para vir a ser algum dia, orna das mai rieas,
assim estas proporroes sejam animadas e desenvol-
vidas, li cora acurada allenrao ludo quanlo assiza-
damenle S. Exc. expendeu nesle sentido. -
Em consequencia tenho por averiguado e d sim-
ples intnirSo, qne o nosso pessoa! scientifico das
obras publicas deve ser de prompto augmentado,
pois qrte nms engenheiro nesla provincia, por mui-
to hbil e intelligente que seja, como de facto he o
que actualmente lemos, nao pode, nem he possivel
qne possa acudir a lodas as necossiddes do serviro,
e inspeccionar em boa forma os Irabalhos diversos,
que lhe estao encarregado*.
Tanto tem feilo e (rabalhadn o actual engenheiro,
que admira redmenle ao fro observador, e em
abono da verdade nAo posso deixar de dizer-lhe, que
he elle dotado por excedencia de urna actividade
prodigiosa. Se fosse oulro, amigo da ralararia, por
cerlo j linha arreado a carga, que nAo parece ser
das mais portaltis.
S. Exc. qneixa-se, e com razan, da poeca celerda-
de na obra da cadeia ; mas isso foi devido em parte
a negligencia do Sr. Pereira da Silva, que nao man-
dou collocar a cantara na opportuna occasio.
OSr, capitn Aflonso, como sabemos, principiou
lular, desde que aqui chcgnii, com muitos embara-
zos nesta obra, os quaes a muilo custo foi superan-
do, al que finalmente foi ella emprei.tada a ficar
era estado deadmtlir a coberla.
A casa do mercado, quo foi mandada fazer confor-
me a planta fornecida pelo referido engenheiro,adia-
se prompta do empedramento que lhe faltava, e
breve dever ser entregue a cmara municipal.
Este edificio, emquanlo a mim. esl apropriado
aos recunos da cidade e ficou muilo elegante.
Certos visionarios queran) que elle fosse maior.
que tivesse cerlas proporcoes, mas fique na inlelli-
gencia, que a obra esla como deve ficar. I'ara que
mercado maior Eslejam descansados, meus ami-
guinhos, que todos havemos de caber l dentro.
Ora, gracas s cabaras, que ja chegou o Meireles.
Bem diza eu que elle chegaria ainda a lempo.
Comer por dizer-me que nada lhe consta ter uc-
cedido contra a (ranquillidadc publica, e que a segu-
ranza individual continua segura.
O thuggs deram Iregoa por ora i humanidade.
pois de suas obras nada elle tambem sabe.
Os permutantes de quadrupedes parece que aim/a
nao olvidaran! o sea anligo officio, segundo diz Mei-
reles que ouvio am malulo queixar-se, que lhe ha-
viam bifado um, com desfaramenlo de meslre.
He necessaro olho vivo coro os taes esperlilhes,
do contrario voltaremos ao passado, de quereos me
defend, em boa hora o diga.
A saluhridade publica nao tem melhora alguma,
segando u renitentes cmaras e sezet coma at
aqui, de parceria com as bexigas, que vio apparecen-
do bastantes.
Diz lambem Meireles, que lhe disseram no Vara-
douro ler morrido de febre amarella um manijo in-
glez, pertenceute a um navio dessa nafo ancorado
no porto. NAo sei que crdito mereja esla noticia,
ma o que be certo, he que fineu seu dias am sub-
dito de S. M. B. como oulros muitos lem aqui aca-
bado. Meireles embirra formalmente com o trata-
menlo, ignoro o porque. Ser muilo para lamentar
que este flagello reappareca entre nos, e ao governo
compete tomar em lempo medidas higinicas que
previnam ou aplaquem Uo fatal epidemia.
Refere mais Meireles ama ancdota c da Ierra,
que por curiosa, lh- transmiti una e erua, islo he,
sem commentos oo floreo :
Um procurador da illuslrissima, distincto pela sua
casaca verde de boles amarello e exquisito talhe.
mandou chamar ao mais pequeo dos nosos escola-
pios para tratar de algum, pewoas de sua casa, que
estavam enfermas. O escolapio, que alias nSo he
dos perores que c temos, conseguio .arar lodos os
lenles.-* feito isso retirou-s. d. ca, n. mehW in-
lelligencia do mundo. Pasaram-se quinze da-, e
nesle periodo, nao leudo o esculapio mandada cobrar
0 importe das visitas, enlendeu o procarador, coro
lodo o seu lat.m, que o curativo era gratuito, ficou
nesta convicrao tanto que, para nao andar airar, em
generosidade, resolveu remunerar o esculapio com
uro present, quo de faci mandou, constando de
leiloas, galiiuhas. per., patas, laranjas, ele. Ei-
aqui em verdade urna boa aceto paga co'm o*lrn.
Vamos agora o resultado da historia, ou ao som-
breado do qnadro. O esculapio recebe a ouerla do
procurador, e escrevendo-lhe urna carta de agrade-
cimento, rematou-a da seguinle maueira : wap-
proveito a eccasao para incluir-lhe a cotila das visi-
tas feilas em sua cata, a qual imporla na quanlia de
tanto, que se servir logo maridar-me O procu-
rador, que depois do tal presente nao esperava wme-
Ihante destempero, ficou inleiramente confuso e des-
apontado. Mas, dalido volla ao milo, occorren-lhe
urna felialerobranca. Pegou na penna, e tralou de
respouder em cima das bocha carta do escolapio
aeeusando a recepToda conla com oagradecimen-
t, dizendo que ludo eslava direilo, mas acreecen-
1 indo, que como nao linha obrisacAo alguma de fa-
zer-lhe mimos, baixo remellia-lhe o custo de tbdo
que ha pouco lhe linha mandado. E com efleito fez
a conla ao presente, de maueira qne o esculapio vi-
nlia ainda a reslar-lhe 560 ri, a respeito dos quaes,
dizia o procurador em ultimtum, que poda man-
da-Ios pelo portador. Eis-aqui a ridicularia de am
paga com a ridicularia deootro. E digam que o pro-
curador nao he espirituoso I
O nosso mercado de genero continua nominal,
presistindo as colares anteriores, sem alterare al-
guma.
A nlrada de algodao subi a semana passada a
1,320 saccas, e os compradores conlliaam'a mostrar
influencia.
Despachou-se em 5 do andante para Hamburgo a
escona dinamarqueza Helena, manifestando 2,200
couros seceos salgados com 2,100 arrobas.
Finalmente depois de muito tretalho e paciencia,
conseguirn! os consignatarios do aavio I-Usa, proce-
denlede Barcelona, lirar da alfaodega os efieilos
que lhe pertenciam, sendo eolio que pude examinar
a qnalidade delles e sorlir a niiiha'dispensa. Sup-
ponho que o mercado fica abastecido por nlgum lem-
po, principalmente de vfnlios e azeile, -pois que lo-
das as casas de negocio.leem-se aproveilado da occa-
sAo para se preencherem.
Saude, patacos e felicidades lhe desojo, ele.
PEMANBUCO.
COMARCA DO BONITO
16 de maio.
Sir compadre, vou malaic
De dous dias para ca
Bati mao do le roi,
Engoli-o sem demora,
J eslou melhor agora.
He remedio de que gosto,
E de qne sempre goslei;
Nunca jamai consullei
Ao vomitorio ou purgaule
Sen mclhorar n'um instante.
Tambem o seu afilhado
Nao vai l muito correle,
Tem soffrido un peu d'um denle,
Q'esla noite se arrancou,
Porm nao alllviou.
Ergo, pois, charo compadre,
Como v, tudo vai mal,
Tenho em casa um hospital,
Pois at o meu chien
Non se porte fort bien.
Hade haver emergido de tout cegu jtvteiu
de vous dir que nao ha por c mar de rosa, e nem
mesmo de outras flores. Fallo dos hlenles para
denlro.
Aqui est o Ur. juiz de direilo presidiado o jury,
que boje mesmo (para quando foi marcado J princi-
piou a funecionar, he isto urna raridade rara na his-
toria desse Ir/banal dos pares, porque mesmo ahi
tostignoria bem v que de tempo nao leva s vezes
para se reonirem 36 bpedes !
Cerno nao chorara os juizes de fado (fallo dos de
c) eses 15 dias .
Tenho ouvido a muitos queiiarem-sa amargamen-
te por nao ter t o presente se lembrado o governo
de Ihes marcar um ordenado entretanto que tudo
he, dizem, para os Srs. doulores, cuja vida, apezar
dessas felicidades, nao invrjo ; e as razoes sao lanas
e tao claras que esc uso dize-las. Volleoros ao jnry.
Apresentou, se me nAo engao, o juiz municipal
22 processos. Hoje eulrou em julgamenlo um
Dias do Nascimenlo, coja aortc ainda ignoro. L i
para o fim Ihedarei urna conla crranle de tudo.
Esquecia-me dizer-lhe que c ciegaram os presos
do Reci fe in pace Domini.
Todo o territorio da repblica stguem sem novi-
dde. F.sl muilo pequeniuiilu, nao he asm ;
Po:s trauscreva a seguinle poesa do nosso precioso
poeta tionralves Dias, de cujas pri)ducc,es sou pha-
ualico apreciador pela originalilade.
(Jueixumes.
i.
Onde estis, meu senhor, meui aores ?
A qno Ierras tao longe rugiste ?
Onde agora leus dias se escam '.'
Porque foi que de mim le partiste?
2.
Nao te lembrai.' quando eu lrjra
Nao le fosses de mim lAo wiutr;
Prometleste-me breve ser bmiI*' -
la vida que o mar me rub,*a.
3.
l'ao amigo do mar fosletagyfCi
Porque amigos talvez uioachasle!
era carinhos, nem pr.alM le ameijaui .'
Nem por mim, que |f nava, u dciasle '.'
i.
Vejo alm o lugar ude eslava
Tua esbella fragali aucorada,
Mu alegre jogaudo aflagaaa
Do galerno que amigo a cbamava.
Da partida era fnebre instante,
Breve instante de altliclos terrores
Quando mar traicoeiro inconstante,
Me roaftava meus puros amores.
6.
luda chor essa noite medonha,
Longa noite de m.r despedida !
leu amor me deixasle nos bracos
Nos leus bracos levasle-me a vida !
7.
Oh rrafcl, que enlao fosle rotrrigo,
Que te hei feilo que punes-me assim'.'
Tcu navio que tantos'levava.
Nao poda levar mais a mim '.'
8
Mus a mim !que importava que eu fusse '.'
Nao me ouvra a tormenta a chorar,
E morrer me seria mais doce
Junto a lique o mea triste penar !
9.
Junto a li me era a vida bem chara,
Oh bem chara se ledo sornas,
Se pemavas sozinho e profundo,
Se agras dore comligo corlias,
10.
Eu le aroava, senhor !nem poda
Denlro em mim convencer-me que fossC
Oulra vida melhor nem mai doce
Nem que amor se acabae ilgam dia.
ILEGVEL
.- .. s
MUTILADO



K
DIARIO OE PERMMBiO, QUARTA FEIROE MAIO DE (855.
OE
s
a.
Di 17.
Pela pressa do portador riao posso continuar. O
reo de hootem saliio absolvido, po'rcm o juiz appel-
luu. Hoje entrara os daOnca. Adeos. .fu revoir.
(Carla particular.)
.'l-l!
Vi a
V.
EDITAES.
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 21 de maio.
Illm. e Exra. Sr:Levo ao conhecimenlo de
Eic. que das differenles participarnos honlem e hoje
receladas nel repartida.- consta que foram presos :
A ranilla ordem Antonio Margal dos Santos, para
averiguacoes.
Pela subdelegada da freguetia do Recite, o roa-
rujo iniile Eduardo Brine, a requisito do respec-
tivo consol; o pardo Francisco Freir de Meneies,
por ferimentoa.
Pela subdelegada da freguezia de Santo Antonio
Alejandre Jos l'ereira. Jos Porfirio de Souza, am-
bos sem declaradlo do motivo, Jo.lo Manoel Rodri-
gues, por briga, e Hcmolerio Aureliano de Can-a-
lbo, por (erimenlos.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, Antero
Jos Beols Sabino, e Manoel Alves Bezerra, para
averiguares.
Pela sub delegada da freguezia dos Afogudos, Joa-
qoim Jos de Lima e o portuguez Antonio Chaves
ais Carvalho, sem declarado motivo.
E pela subdelegada a freguezia do Poco da
Panella, Joaquim Ferreira do Monte, Francisco Jos
Carneiro, e Thomaz Jos de 01vc(ra, lodos lam-
fcem sem declararlo do motivo.
O delegado do 1. deslricto deste termo, rommu-
uicou-m por officio desta data, com referencia a
participado que Ihc fuera o subdelegado da fre-
Kuezia dos Afogados, qm liontem pelas 1 lioras da
Urde a parda Joquina Maria da Conceicao, mora-
dora naquella freguezia. indo banhar-se em um
dos pocos que esi.tcm.uo luarar da Pi ranga da raes-
ma freguezia, fallecer immediatamente afogada, e
que procedendo-se ao corupelenle came no referi-
do eadaver, reconheeeu-se que a morte previera do
estado de embriaguez, cru que constantemente vi-
va essa infeliz.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 21 de maio de 1855.Illm. e Eira.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cundo e Figucircdo,
presidente da provincia. O chafo de polica Luiz
Cario de Patea Teixeira.
DIARIO DE PERMBUCO.
Nao-lendo chegado honlem no vapor Imperador
ama das malas da correspondencia do Rio de Janei-
ro para esta provincia, conlendo 787 cartas, suppoz-
te que por algum descuido tena ella ficado no cr-
ralo da curte, e que provavelmeute chegaria no va-
por iuglez Great-lVestern, que se lite seguio ; mas
aportando este lionlem i note sem Irazer a dita ma-
la, otuaou um desapoutamenlo geral ao commerclo e
populacho desta cidade. A ninguem sera desconhecido
o iranstorno que todos causara semelhaute falla ;
enmpria pois lomar alguma providencia para averi-
guar o caso. EnUo o Exm. Sr. presidente da pro-
viada como tino, quelite he proprio, lembrou-se
de dirigir aa administrador do correio o oflicio que
abaixo transcrevemos ; lao acertada medida produ-
jo o mais feliz resultado, pois sendo encontrada a
mala que cima nos referimos dentro de urna das
que eslavam com direccao para o Maranbao, foram
aasop/itditas cartas entregues seos donos. que an-
siosos as desejavam. Louvores por tanto ao admi-
nistrador providente, e parabens aos que j.i suppu-
uham perdidas suat cartas.
Illm. Sr.Nao havendo o vapor Imperador, que
ehagou lionlem este porto, conduzido as cartas
(em n. de 787) constantes da relacao, que Vmc. me
enviou com o seu eflicio'n. 10, a que Ihe devolvo ; e
nao tend*9ido ellas remetidas pelo vapor inglei Greo
Western, que se seguio, e que tambera chegou hon-
lem, o que indica nao baverem ellas ficado no cor-
reio da corte ; mas que talvez teuliam sido por al-
gum descuido incluidas em alguma das malas, que
seguem para as provincias do norte : cumpre que
Vmc. mande receberpelo empregado competente de
loa repartirn, qnalqW das malas, em que se riossa
suspeitar vir a correaptndeneia desta provincia, afim
de que sejam abarlas ua prosenna do agente da com-
panhia, edo commandaute do referido vapor, para
se verificar se com elidi houve o engao que se
suppoo ; devendo neste caso, e a visla das listas res-
peclivas lirarem-se aquellas cartas, que forera en-
contradas com direccao para aqu ; depois do que,
fechar-se-ha a mala com o sello do estyla. dando-se
parte circurastanciada ao agente A provincia i que
perleucec; devendo Vmc. com urgencia communi-
car-me o resultado desla minha ordem. Dos guarde
a Vmc, etc.Sr. administrador do correio.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 21. .
dem do dia 22.......
201:8338982
4:932017
4
206:785i>999
Duearregam hoje 2:1 de maio.
Logre inglezChnjsolelemercaduras.
Brigue iuglezU'm. Tucherbacalho.
Palacho americanofloniofarinha e Tazendas.
Hiate americanoRosamondfarinha de trigo.
Hiate hrasileiroindo Paquetepipa vasias.
Hiate brasileiroAuroragneros do paiz.
Imporlacao .
Palhabote nacional Lindo Paquete, viudo do Pa-
ra e Maranhao, consignado a Antonio de A Uncid,i
Gomes & C, manifeslou o seguinle :
200 saccas com 1060 arrobas 11 libras arroz, 125
saccas farinha, 8 paneiros tapioca,'* viradores de
piassaba, 1 caixao guaran, e j;l,"> mcios de sola ;
aos consignatarios.
1 engenho e 1 caixao diversos ferros para o mes-
mo, 6o barricas sardinhas, 5 barris guarazes, 2 bar-
ricas alpisla, 100 voluracs barricas vazias, 5 virado-
res piassaba, loOO caixas 40 mil libras da salan, 672
llecas 2913 arrobas arroz ; a ordem.
22 pipas vazias, 4 barris azeile de coco ; a Marce-
lino Jos Aiilun.es.
6 caixas agua de Cologne ; a L. Lecomle Feron &
Companbia.
10 canastras alhos, 3 barricas cevadinlia ; a B. &
Uliveira.
10 barris paios, 10 ditos chouriras ; a Novaes &
Companhia.
65 saccas carrapalo ;a A. Bertrnnd.
2 caixes rap 183' libras ; a Domingos Alves Ma-
locas.
1 encapado raupa ; ao Dr. Luiz Rodrigues
SaHe.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 21. 22:326-3322
dem do dia 22........ 4:4119174
26:7378193
DI VERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I .a 21..... 2:0566939
dem do diz 22. ,...... 4149971
2:4713910
x Exfortacao'.
Arataty, hiate hrasileiro Davidoso, de 43 tone-
ladas, condn/io o seguinle : I taixo com 15 libras
de cobre, 3 barrica* cara 19 arrobas e 31 libras de as-
near, 1 lavatorio de amarcllo. 1 mesa redonda idem,
1 marqneza de angico, 10 nielas barricas com 12 ar-
roba* e 1 libra de assucar, L.sacco com 16 libras de
fio da Babia, 30 caixas com 60 libras de cha, 8
amarradas com 76 cahoesde.doce.
Manelha, polaca fraoceza Adelinas, de 233 to-
neladas, conduzio o segoltile : 3,000 saceos com
15,000 arrobas do assucar.
BECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....17:8519339
dem do dia 22..... 678-J494
18:5293833
CONSULADO PROVINCIAL.
Raodimentododial a 21..... 26:5399126
dem dodia 22........ 3*08jiH
30:3579537
MOVIMENTO DO PORTO.
Xaviot saltillos no dia 22.
Soullianipton e portos intermedios Vapor ingle/
Crea! U'iltrn, commandnte Bevis. l'assagci-
rosdesta provincia. Dr. Joao Jas Pinto, Jos An-
tonio da Costa Azevedo, Nicola Bruno, Eduard
de A. Borle. Joaquim Das de Braga. -John \V.
Studarl, II. II. Svrifl, Jos Ricardo Coelho, Luiz
Lucien Paulara. Mr. Diaiz e saa familia, Flix
Sauvage.
Pan e portos intermediosVapor brasileiro Impe-
rador, commandante o lente Torrezio. Passa-
geiros desta proviocia. Dr. I.onrein'o Francisco de
Almeida Catanho, Clemeoiino Americo '.eite,
Mo de Souza Castro, D. Maria Isabel da Concei-
cao, 2 desertores, 1 pardo de nme Jos, e 2 as-
emos.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
aial, em rumprimento da ordem do Exra. Sr. presi-
dente da provincia de 5 do corrente, mauda fazez
publico, que nos dias 29, 30 e 31 do mesmo mez,
ao meio dia perante a junta da fazenda da mesma
thesouraria se ha de arrematar a quem mais der, os
impostos abaixo declarados.
Taxa das barreiras das estradas e ponles seguinles:
Giquio, por anno........7:1105000
Magdalena, por anno.......4:7403000
Motocolomb, por anno......2:0003000
Cachangi,por auno.......2:3009000
Jaboatao, por anno.......5:0009000
Ponte dos Carvalhos, por anno. 1:310900(1
Tacaruua, por anno....... 6509000
Bujarj.por anno........ 5009000
Viole por cento sobre o consumo da agurdenle
no municipio do Recife, por anno 12:5109000.
As arrematarnos serao feilas por lempo de 3 an-
uos, a contar do 1. de julho docorrente anno, ao fim
de juuho de 1858.
As pessoas que se propozerem estas arremata-
dles comparecam na sala das sesses da mesma junta
nos dias cima indicados, com seos fiadores compe-
tentemente habilitados.
E para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de Peruam-
buco 7 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr, inspector da thesouraria provincial
em cumprimenfo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 7 do correnle, manda fazer psjblico
que nos dias 4, 6 e 6 de junho prximo vindouro vai
a praca para ser arrematado a quem maior preco of-
ferecer, um sitio ua estrada de Belem, com casa de
pedra a cal e copiar na frente,e no fundo da casa um
grande lelheiro coberlode lelbas sobre pilares, com
bastantes fucleirAs diferentes, baixa para capim, om
mven o para peixe, duas cacimbas, cercado em parle
com cerca do liraao, e porlao de madeira, avaliado
em 3:375900Q rs., o qual foi adjudicado a fazenda
provincial porexecucaocoutra o ex-thesoureiro Joao
Manuel Mendes da Cimba e Azevedo e oulros, pelo
alcance da mesma thesouraria.
E para constar se maudoo allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bucp 9 de mato de 1855.O secretario,
Antonio F. d'AnnunctacSo.
t O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cuinprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 14 do correnle, ninda fazer
publico que no dia 6 de junho prximo vindouro,
perante a junla da fazenda da mesma thesouraria,
se ha de arrematar a quem por menos fizer a obra
dos canos de esgoto de que precisa a ra do caes do
Apollo, avallada em 1:7209000 rs.
A arrematado ser feila na forma da le provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 1854, e ob as clausu-
las especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo,
comparecam na sala das sessoes da mesma junla,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o prsenle e
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciarao.
' Claututat especiaes para a arrematarSo.
1.a A continuacao do cano de escoto na exIenrSo
de 28 bracas correles uu lugar do caes de Apollo e
em frente as 4 ras, ser execulada de couformida-
de com o ornamento approvado pela directora em
conselho e apresentado a approvaran do Exm. Sr.
presidente da provucia na importancia de 1:7209
ris.
2." O contralador dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir no de Ires mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei provincial
n. 286.
3." O pagamento da importancia deste contrato
ser feilo em duas [preslacdes iguaes, a primeira
quando esliver executada a nielado da obra, e a se-
gunda depois do concluida que ser logo recebida
definitivamente.
4.' O contralador empregar ao menos melade dos
Irabalhadores livres.
5.a Para o que nflo estiver deterrainado as pre-
sentes clausulas o no orcamento segair-se-ba o que
dispoea le provincial n. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
da^ao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin
cial em cumprimenlo da resoluto da junta da fa-
zenda da mesma thesouraria,panovamenle em pra-
ca a obra dos reparos urgentes do que precisa o a$u-
de de Caruar, avahada em 1:0129000 rs".
A arrematadlo ter lugar no dia 21 de junho pro-
limo futuro.
' E para constarse mandou afiliar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
boco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resnluc.io da junla da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 14 de junho
prximo futuro, vai novameuie a prac,a para ser ar-
rematada a quem por menos fizer a obra de calra-
mento do 18 lauco da estrada da Victoria, avahada
em 8:3609000 ra.
E para constar se mandou afliiar o prsenle e pu-
blicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da proviocia de 10 do crtenle, mauda lazer
publico que no dia 28 de junho prximo vindouro,
perante a junla da fazenda da mesna Ihesootaria,
se ha de arrematar a quem por menos lizer a obra
do acude da villa do Buique, avahada em 3:3009.
A arrematado ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno Gudo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
|, As pessoas que se propozerem a esta arrematado,
comparecam na sala das sessOcs da mesma jnnta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Peroam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'AuHunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras do ajudc do Baique serao feilas de
couormidade com a planta e ornamento approvados
pela directora om conselho e apresenlados a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente na imporlancia de
3:3003000 rs.
2." Estas obras deverio principiar no prazo de 60
dias e serao concluidas no de 10 raezes, a conlar da.
dala da arremalarao.
3." A importancia desla arremalarao sera paga
em 3 preslares da (mancha seguinle : a primeira
dos dous quintos do valor total, quando tiver con-
cluido melade da obra, a segunda igual a primeira,
depois de lavrado o termo do recebimento proviso-
rio; e a lerceira filialmente de um quiulo depois do
recebimento definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a communicar
reparlicao das obras publicas com anlecedencia de
30 dias o dia fio, em qne tiver de dar principio
eiccur.ra'dns obras, assim como trabalhar seguida-
mente 15 dias afim de qoe possa o engenheiro en-
carregadoda obra assistir aos primeiros Irahalhos.
5. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as prsenles clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei regulamonlar das obras publicas.
ConformeO secretario, A. F d'Annunciarao.
Ofl'r- Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara do civel e do commercio
nesla cidade do Recife e seu lermo, por S. M.
I. e C, ele.
Faco saber em como por esle juizo da primeira va-
ra do commercio requerimenlo de Bernardo Jos
da Cuuha.abri a sua fallcncia pela senlenca do theor
seguinle :
Vistos estes autos etc.Allendendo a que o com-
merciaale Bernardo Jos da Cunha, estabelecido
com gneros de estiva no trapiche desta cidade, ces-
sou seut pagamentos "cmmereiaes, como diz pelas
causas referidas em sua exposico folhas-2, a qual
junlon o balanco geral do seu a;livo e passivo, con-
forme a disposic,ao do art. 805 do cdigo commer-
cial, declaro o mencionado commercianleem estado
de quebra, e"he filado o lermo legal de sua eiistcn-
ca desde o dia 1. do corrente mez. Nomeio para
curador fiscal o credor Jos Vicente de Lima, que
prestar o devido juramento, depois do que se proce-
der immcdialamcnte como mandse procedan in-
ventario de lodos os bens, livros e papis do fallido,
Meando assim dispensada a apposicao dos sellos,
vista do que se ha ponderado na referida eipasiso a
folhas, leu lo lugar esse acto de inventario no arma-
zem de Jos Joaquim l'ereira de Mello, que lca no-
meado depositario interino, al screm nomeadjos os
depositarios de elei'.ao dos credores, como lado per-
miltem os arts. 809 do mesmo cdigo, e 816 $ 4 e
117 do rcgulamento n, 738. Pralicadas e>(as a\\\-
sencias, c publicada e afiliada a prsenle senlenca,
se aulorisara a primeira reuna i dos. credores, con-
forme as providencias regulamentarcs. Recife 4 de
maio de 1855.Custodio Mrinoel da .Silva taima-
rais.
E havendo sido por representado do fallido deso-
nerado do cargo de curador fiscal o nomeado em di-
ta minha senlenca, Jos Vicente de Lima, foi por
inim nuraeado para o substituir o credor Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo, que preslou o devido ju-
ramente. Em cousequencia do que os credores pre-
sentes do dito fallido, comparecam em casa de mi-
nha residencia; na ra da Concordia n....?, s 11 ho-
ras da manha.i do dia 24 do correnle, alim de em
reiinilo se proceder o nnmeac.ao de depositario ou
depositarios, que provisoriamente adminislrem a
masa* fallida.
E para constar mandei pastar o presente c mais
tres do mesmo llieor, sendo nm pela imprensa e Ires
afiliados nos lugares do cosluuic.
Dad
1855.
igan
cid?
Dado nesla cidade do Recife em 21 de maio de
COMPANHIA DE BEBER.BE.
Nao se tendo reunido sufliciente nume-
ro de votos para liaver assemblea geral
dos senhores accionistas da companhia
de Beberibe, o Sr. director convoca
de novo a' assemblea geral para o diu
(jiiarla-feii-a 2? do corrente ao meio-dia,
prijveniudo aos senhores accionistas que
nao podera' haver dividendo sem eme se
reunam em tjssemblea geral, aim de de-
termina-lo e proceder-se a eleirao da ad-
ministracao, por ter a actual terminado
o lempo de suas tuncrOes. Escriptotio
da companhia de Beberibe 16 de maio
(le 1855.O secretario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
Eu Joaquim Jos l'ereira dos Sanios escrivao o
subscrevi. Custodio Manoel da Silva Guima-
raes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolocao da junta da fazenda
da mesma thesouraria, manda fazer publico, que nos
dias 12, 13 c 11de junho prximo vindouro. se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as imprcsses
das trabalhos das diversas reparlicftes publicas pro-
vinciaes, avahadas em 3:5003000 rs.
A arremalarao sera feila por lempo de um aun,
a contar do 1." de julho prximo vindouro, ao fim
de juuho de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arremalarao
comparecam na saladas sesses da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
biieo 21 de malo de 1855. O secretario, Antonio,
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimenlo da resoluto da junta da fazenda,
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e 14 de
junho prximo vindouro, perante a mesma junla se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o forneci-
menlo dos medicamentos e ulensis para a enfermara
da cadeia desta cidade, por lempo de um anno a
conlar do 1. de julho do correnle anno a 30 de ju-
nho da 1856.
As pessoas que se propozerem a e^a arreniatacao
comparerm na sala das sessoes da misma junla nos
dias cima declarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas, que ah lhe serao prsenles o for-
mulario c condires da arremalarao.
E paraconslar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diuriu.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco 21 de maio de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e
14 de junho prximo vindouro, se lia de arrematar
em hasla publica, perante a mesma junta a quem
por morios fizer, o servico da capalazia doalgodao do
consulado provincial, avaliado cm 2:4759000 rs. por
anno.
A arremalarao sera fcita por lempo de Ires anno-,
acontar do I. de julho do corrente anno a 30 de
juuho de 1858.
As pessoas"que se propozerem a esta arrematadlo
coiupareram.ua saladas sessoes da mesma junla nos
dias cima indicados pelo meio dia, cumpetentemeu-
le habilitadas.
E para constar se maudou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bnco 21 de maio de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O coronel Francisco Mamede de Almeida. juiz de
paz do primeiro districto da freguezia de S. Frei
Pedro Goncalves, em virtude da lei ele.
Fajo saber aos que a presente carta de edilos vi-
rem ou delta lenham noticia, rfuc Joaquim Jos de
Amorim, me euderecu urna peliro do theor se-
guinle :
l'rtir.io.Diz Joaquim Jos de Amorim, nego-
ciante estabelecido nesla cidade, que quer fazr ci-
tar a Aulonio Ferreira Bailar, oulr'ora morador
na freguezia de S. Frei Pedro Goncalves, para ver
se pelos meios conciliatorios quer pagar ao suppli-
canlea quantia de 5329500 rs., provenientes de di-
nheiros de igual quanlia recebida do supplicaule, e
como o supplirado e acha ausente em lugar nao
sabido, vem o supplicaule requerer a V. S. que ad-
miltindo-o a justificar essa circunstancia,como pres-
creve o art. ."> i I do regula raen lo n. 737 de 25 de
novembro de 1850, se digne mandar proceder a ci-
lacao do supplicado por edilal,segundo dispOe 0 arl.
25do mesmo rcgulamento. afim de que lenha lu-
gar a conciliaco requerida : pede a V. S. Illm. Sr.
juiz de paz do primeiro districto do bairro do Reci-
fe assim o delira.Espera receber*merc.Joaquim
Jos de Amorim.
Despacho.Como requer.Primeiro districto do
Recife 10 de maio de 1855.Mamede.
Nada maisconstava em dila pelirao e despacho, e
procedendo o supplicante sua juslilicaco. e sond-
me os aulos conclusos nclles profer minha senlenca
do theor seguinle:
Sentenca.Julgo procedente justificarlo em vis-
ta dos dcpoimenlos das testemnnhas de II. 3 a fl. 4
verso e da clisposirao do arl. 25 do decrelo de 25 de
novembro de 1850, combinado com o'art. 53 do mes-
mo decreto. O escrivao passeedilaes com o prazo
de 30 dias para seren afiliados nos logares pbli-
cos do costumee publicados pelos jornaes, de con-
formidade com o S 2 do arl. 45 do citado decrelo, e
pague o justificante as custas. Primeiro districto da
freguezia do S. Frei Pedro Gonc,alves2l de maio de
1855.Francisco Mamede de Almeida.
Em observancia do que man lei passar a prsenle
carta de edilos com o prazo de 30 dias pelo theor da
qual hei por citado o supplicado Antonio Fejreiru
Bailar, pelo conlendo da pelicao nesla incerta, afim
de comparecer por si ou por seo procurador a pri-
meira dest juizo logo que lindemos ditos Iludas pa-
ra se conciliar com o supplicante sob pena de revelia.
A visla do que toda e qualquer pessna, amigos ou
condecidos do supplicado lhe poderao fazer scicnte
do que cima tica expendido e o porteiro do juizo
publicar e afiliar a presente no lugar do costume
ese publicar pela imprensa. '
Dado e passadn nesta cidade Recife aos 22 dias
do mez de maio de 18-55.Eu Manuel Alciaudre
Gomes de Mello, escrivao o escrevi.
FrawAsco Mamedcde Almeida.
Por esta secretaria se faz publico que as fallas dos
esludantes desla Faculdade, dadas no mez de
marro do corrente anno s3o as seguintes :
Primeiro anno.
N. 2. Benjamin Franklin de Oliveira Mello, deu
9 fallas, as quaes foram abonadas; n. lO.AIvaro Bar-
balho L'cha Cuvalcauli de Alhuquerque, deu 1 falla
abonada ; n. 26. "Pedro Cavalcanti de Alhuquerque
Maranhao, deu 6 faltas abonadas ; n. 27. Aristide;
Leibculz da Silveira Lobo, deu 4 faltas abonadas ;
n. 30. Cornclio Cicero Dantas Martin;, deu 11 fal-
las abouadas; n. 37. Carlos Jos de Mallos Waui-
que, deu 1 falta abonada ; u. 39. Americo Tenan-
dea Trigo de Lourciro, deu 1 falla abunada : n. 47.
Rajmundo Ahilio Ferreira, deu 1 falla nao abona-
da ; n. 57. Carlos Speridiao de Mello e Mallos, deu
1 falta n3o abonada ; n. 72. Juvino Ferreira Mon-
des Guimaraes, deu 5 fallas sendo qoalro abonadas
e una n.lo abonada ; n. 73. Aureliano Augusto Pe-
rchado Carvalho, deu 1 falla abonada ; n. 76. Ma-
noel .Sello Carneiro de Souza Bandeira, deu 1 falla
abonada ; n. 78. Pedro Lucanse CalaaSM, deu 2
faltas abonadas ; n. 79. Jo.lo da Costa Ribeiro Ma-
chado, deu 1 falla abonada ; n. 80. Americo Muniz
Cordeiro Gilahy, den 4 faltas abonadas ; n.8l. Joao
Gonzaga Barcellar, deu 4 fallas abonadas; n. 82.
Jos Figueiredode Andrade, deu 5 fallas abonadas ;
n. S.'i. Francisco de Salles l'ereira Pacheco, deu 6
fallas abonadas ; n. 1. Francisco Manoel Paraizo
Cavalcauli, deu 7 fallas abonadas; n. 85. Rufino
Coclboda Silva, deu 9 fallas abonadas ; n. SG.Fran-
cisco Ignacio VVerncque, deu 9 faltas abonadas ; n.
87. Jos Gomes de Si Brrelo, deu II fallas abo-
nadas.
Segundo anuo.
N. 3. Eduardo da Silva Rahcllo, deu I falla abo-
nada ; n. 4. Filippe llonoralo da Cunha Minina,
deu 2 fallas sendo urna abonada, e a outra nao abo-
nada ; n. 7. Francisco Luiz Correia de Oliveira An-
drade, deu 2 fallas, na primeira cadeira abonadas,
M segunda cadeira nia abonadas ; n. 10. Joaquim
Jos de Oliveira Andrade, deu f fnll abonada ; n.
12. Jos Calandiioi de Asacado, deu 1 falla abona-
n. 13, Joao Ju,cuno Ferreira de Aguiar, deu
2 fallas abonadas ; n. 15. Jos Silvano llerinogenes
de Vascoucellos, deu 2 fallas, sendo urna abonada,
e a ontra nao abonada na segunda cadeira ; n. 21-
Miguel Joaquim de Almeida Castro, deu 2 fallas
abonadas ; n. 23. Paulino Ferreira da Silva, deu 1
falla abonada ; n.24. Pedro de Alhuquerque Aulran
deu I falla abonada ; n. 29. Aucusto Elisio da
Fonscca, deu 1 falta abonada ; u. 30. Landelino Ter-
tuliano Marinho Falcu, deu II fallas abonadas ; n.
32. Antonio Jos de Amorim, deu 1 falla.alionada ;
u. 36. Innocencio Jos de Almeida, deu 1 falla abo-
nada ; n. 39. Manoel Candido de Araujo. Lima, den
I falla abonada : n. 40. Salvador Vicente Sapucaia
deu 1 falta abonada ; n. 41. Leandro Francisco Bor-
ges, deu 1 falta nao abonada ; n. 42. Anlero Si-
n,Oes da Silva, deu 1 falta abonada ; n. 43. Migoel
Luiz Viauna, deu 1 falla abonada ; n. 48. Anlonio
Joaquim de Magalhaes Castro, deu 1 falla em dia
de sahbalrna na segunda cadeira, nao abonada ; n.
49. Duarle Jos de Mello Pilada, deu 1 falla abona-
da ; n. 50. Jo.lo Candido da Silva, deu 1 falta abo-
nada ; n. 52. Pedro de Alcntara de Miranda Veras,
deu 1 falla abonada ; n. 53. Jos Francisco Vianna,
deu I falla abonada-, n. 60.Pedro Secundino Mendes
Los, deu I falta abonada ; n. 61. Ignacio Lovola
de Souza Junior, deu 1 falta ua.i abonada ; n. 61.
Benjamn Pinto Nogoeira, deu 2 fallas abonadas ;
n. 65. Jos Goncalves de Moura, deu 2 fallas abo-
nadas ; n. 69. Thomaz Anlonio de Paula Pessoa.
deu 1 falla ahouada.
Terceiro anno.
N. 6. Antonio Joaquim Rodrigues Junior, deu 3
fallas abonadas ; n. 10. Antonio Columbano Serfi-
co de Assis Carvalho. deu 3 faltas abonadas ; n.
II. Cordolino Barhoza Cordeiro, deu 2 faltas nao
justificadas ; n. 12. Domingos Antonio Alves Ribei-
ro, den i fallas abonadas ; n. 13. Francisco Ferrei-
ra Correia, deu 2 fallas abonadas; n. 16. Gentil
llomem de Almeida Braga, deu 1 falta nao abona-
da ; n. 17. Goncalo de Almeida Soulo, deu 1 falta
nao abonada ; n. 19. Joao de Aguiar Telles de Mc-
nezes, deu 2 fallas, sendo urna abonada, o outra nao
abonada na segunda cadeira ; n. 21. Joao Floren-
tino Meira de Vasconcellos, deu 12 fallas abonadas ;
n. 23. Joao Severino Carneiro da Cunha, deu 1 fal-
la abonada ; n. 25. Jos Alexandre de Amorim Gar-
ca, deu 1 falla nao abonada ; n. 29. Ladislao Acri-
sio de Almeida Fortuna, deu 4 fallas abonadas; n.
31. Manoel Caelano da Silva, deu 1 falta abonada ;
n. 33 Padre Joaquim Graciano de Araujo, deu 2
falla, sendo nma abonada e oulra n5o abonada na
segunda cadeira ; n. 34. Jos Ignacio de Andrade
Lima, deu I falta nao ahuilada ; n. 35. Joao Bap-
isi.i do Amaral e Mello Jnior, deu4 fallas abona-
das, ; u. 37. Manoel Carneiro de Oliveira Juoqueira,
deu 1 falla nao abonada na segunda cadeira ; n. 38.
Ileurique de Cerqueira Lima, deu 1 falta nao abo-
nada na segunda cadeira; n. 39. Anlonio Jos de
Alcovia, deu 1 falla n5o abonada ; n. 41. Filippe de
Mello Vasconcellos, deu 2 fallas nao abonadas ; n.
7. Manoel Alves de Lima Gordilho, deu 2 fallas
nao abonadas, sendo urna em dia de sabbatina na
primeira cadeira ; n. 53. Anlonio da Cunha Xavier
de Andrade, deu 1 falla abonada; n. 56. Bazilio
Ouaresma de Araujo Torreio, deu 2 fallas nao abo-
lladas na segunda cadeira ; n. 58. Vicente Cyrillo
Marinho, deu 3 faltas, duas abonadas c urna nao
abonada ; n. 61. Francisco Maria Sodr l'ereira.
deu 2 fallas nao abouadas ; n. 62. Manoel da Fon-
seca Xavier de Andrade, deu 1 falla nao abonada
na primeira cadeira ; n. 66. Conrado Alvaro de Cor-
dova Lima, deu 2 fallas nao abonadas na segunda
cadeira ; n. 73. Filippe Xavier de Almeida, deu 1
falla nao abonada : n. 75. Jos da Rocha Vianna,
deu I Talla nao abonada ; n. 76. Joao Peixoto de
Miranda Veras, deu 1 falla nao abonada ; n. 77.
Joaquim I hcodoio Cisnciro de Albuquorque, deu 1
falta abonada ; n. 78. Tertuliano Ambrozinn dn Sil-
va Machado, deu 1 faila nao abonada ; n. 79. eo-
lindo Mendes da Silva Moura, deu 1 falta nao abo-
nada ; n. 81. Domingos, 'Monteiro Peixoto, deu 2
fallas urna abonada c oulra nao abonada.
da ; n. 4. Felishino Mcndonca de Vasconcellos Di-
uiz, deu 1 falta abonada; n. 6. Gastan Ferreira de
Gouveia Pimcnlel, den 1 falla abonada ; n.9. Joa-
quim do Nascimeulo Cosa Cunha e Lima, deu 1
falla abonada ; n. 13. Julio Amando de Caslro, deu
1 falta nao abonada ua primeira cadeira ; n. 11, Jo-
s Roberto de Moraes Silva Junior, deu I falta alio-
nada ; n. 20. Sallusano Orlando, de Araujo Costa,
deu I falla abonada ; n. 22. Jos Vicente de Aze-
redoCoulinbo, deu 4 faltas abonadas ; n. 23. Agos-
linho da Silva Vianna, deu I falta abonada ; n. 2i.
Manoel do Nascimenlo Machado 'orlella, deu II
fallas abonadas ; n. 31. Carlos Theodoro Bustaman-
le,deu 3 rallas abouadas : u. 32. Luiz Gomes l'erei-
ra. deu l Talla abonada ; n. 36. Joao dos Sanios
Sarabyba, den 3 Tallas abonadas ; il. 38. Gustavo Ju-
lio Pinto Pacca, deu 1 ralla abonada ; n. 39. Luiz
Carlos de Magalhaes Breves, deu I falla abonada ;
n. 40. Joai|uim Baptista Rodrigues da Silva, deu 1
falla abonada ;as. 41. Joao Francisco Nogueira Cas-
lello Branco, diu 1 falla abonada ; n. 42. Marian-
no Joaquim da Silva, deu 4 fallas abonadas.
Secretaria da FaculJade de Direito do Recife 2 de
maio de 1855.liduarrlo Soares de Albergara, se-
cretario interino.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de l'criiambuco se faz publico, que honlem
se malriculou uesle_ tribunal n Sr. Francisco Gau-
dencio da Costa Junior. cidadao portuguez, domi-
ciliado na cidade do Belem, provincia do Grao-Pa-
ra, na quahdade de commercianle de crosso tralo.
Secretaria 22 de maio de 1855.Luiz Antonio Si-
queira, secrelario.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de m irinlia,
manda fazer constar, que em cumprimenlo do dis-
poslo no aviso imperial de 15 de abril prximamen-
te lido, e ordena do Exra. Sr. presidente da pro-
vincia, audai.i em praca publica por venda ua porta
do almoiarifado nos dias 26, 28 e 29 do corrente
mez, o brigue escuna de guerra I.egalidade, com
os pertenece de navegado, desarmado neste porto
pelo seu e-Lado de ruina, sendo a venda feila na
ultima praca a quem mais der sobre o valor dos ub-
jeclos, que ser patente na primeira.
Inspeccao do arsenal de marinha de Pernambuco
22 de maio de 1855.O secrelario, Alexandre Ilo-
driguesd s Anjo:.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
QUARTA FEIRA 23 DE MAIO DE 1855.
Beneficio da primeira dama
MARA LK0P0LDI\A RIBEIRO SAKHES.
Depois de execulada urna bhlhariteouvertura, lera
lugar pela primeira vez neste lliealro a represenla-
efio do cxcellenlc drama em 5 aclos, do Sr. Mendes
Leal Jnior
OS HOfflENS DE MARfflORE.
Personagens.
D. Luiz Coulinho. .
D. Beatriz ....
D. Ignez ....
Estevo de Moura .
Diogo Travassos .
Simplicio Lobo .
Fernando Lima .
D. Leonor Muniz
Yenaiicia ....
Manoel Maria .
O Doulor ....
Um procurador .
Criados, etc.
Torna-se desnecessario lecer encomios a esla uV
lima prodcelo do Sr. Mendes Leal, lao frentica-
mente applaudida no thealro de D. Mara cm Lisboa
ej.i descripla com tanto enlhusiasmo as correspon-
dencias do Diario de Pernambuco.
Findar o espectculo com a ciccllcnte comedia
em 1 acto.
A MOLEIRA DE MARLV.
Com este espectculo, espera a beneficiada a con-
currencia do respeitavel publico.
Principiar;! s 8 horas.
Adores.
O Sr. Senna.
A Beneficiada.
A Sr." D. Leunor.
O Sr. Bezerra.
)> .Mendes.
Costa.
n Lisboa. "
A Sr." 1). Auna.
n. *;.
O Sr. Senastiao.'
Pinto.
> Rozendo.
Quarla-feira, 23 do correnle, i 1 hora, na por-
ta da alfandega, o agente Roberts pora em leilaoos
seguinles objeclos, quc Tatlaram no leilao de 21 por
estarem na alToidega : sendo 1 chronomelro, 1 ba-
rmetro, 2 tullas do marear, 3 peras de lona, que
serao entregues pelo maior prTjo que se offerecer.
James llallidaj rara leilao por intervengo do
aeentc Oliveira, e por coula c risco de quem per-
lencer. de porcao de culilrria a ferragens com ava-
da ; e assim mais de parean de oulras ferragens e
nini lo/.i- em bom estado, inclusive varios rticos
proprins para sellciro: quinta feira 24 do correnle
as 10 horas ila mauh.ia. no seu armazcm ra da Cruz
do Recife.
O Sr. Von Sohsln lendo de fazer urna viagem
a Europa, far leilao por inlerveni.-.i > do agente Oli-
veira, di lu uioliilia existente no sitio do Sr. cn-
sul da II di tinta, era que reside, silio no principio
da ponte de L'rhoa, roiisislindo em sofas, consolos,
mesa ile meio de sala e nutras inclusive de miar,
cadeiras, aparador, camas de ferro para casaes e
sullciros, espelhos, loiicador. cumraodas, guarda-
vestido, um piano de excellenles vozes, e muilos ar-
ligos muidos de loura, vidros etc.. e algumas obras
de prala, assim como um elegante carro americano
quasi novo, o qual ser vendido com os respectivos
arreios e cavallo: segunda-Teira 28 do correnle as
10 horas da niauhaa, no indicado sitio do Sr. cn-
sul hullandez, na ponte de Uchoa.
C. J. Aslley & C. farao leilao pela inlciven-
cao ilo agente Roberts, de 150 barricas com garrafas
dea, cervej lendo a terca parte cm meias nrralas de
marca II, viudas no lugre inglcz Chrysolete, quin-
la-l'eira 24 do correnle as 10 lloras "da manhaa na
porta da alfandega.
AVISOS DIVERSOS
PUBUCAQO RELIGIOSA.
Sabio u luz o novo me?, de Maria, adop-
tado pelos reverendissimos padres capu-
chinliM de N. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Conceicao, e da noticia histrica da
medallia milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho : vende-se tnicamente na livia-
na n. G e 8 da praca da Independencia,
a I.SDOO.
Francisco Joao de Barros, embarca para a Eu"
ropa o seu iilho Francisco Joao de Barros Junon
Brasileiro e de 10 anuos dcfidade.
I'recisa-se de nina ama Jorra ou es-
Cravupara casa de pouco servico: nesta
typograpliia se dir' quem precisa.
A mesa resedora da irmandade de iNossa Se-
nhora da Conccii;ao dos militares, scienlifica a lodos
os seus irmios, que ella Gira convidada (cm dala de
20 do correle) pela do Divino Espirito Santo erecta
na nossa iereja, para acorapauhar a procissao solem-
ne do Divino Padroeiro, que no ilia 27 do andante
s 3 Ij2 horas da larde, pretende a presentar i vista
dos fiis, e para cujo acto c maior hrilhanlismo con-
vidamos aos uossos irniaos.
Lauriano Pcreira exisa s pc*oas que tem pe-
nhores ha mais de auno em seu poder, paia que no
prazo de 15 dias os vrnhain tirar, do contrario sero
vendidos para pagamento do principal e juros.
Aluga-se um sobrado de 1. andar, cujo alu-
guel nao exceda a 259000 mensaes, dando-se prele-
rencia no bairro de Sanio Antonio ; a tratar uu lar-
go da Ribeira, armazcm de farinha u. 7.
Precisa-se de urna ama captiva ou forra, que
saiba cozinhar hem, e seja desembararada em todo
wrvioo de casa, paga-se bem agradando: na ra da
Roda n. 52.
Precisa-se de um padeiro que calenda perfei-
lamente de romo e de Icndeddra : aquelle que se
adiar as circumslancias, poda dirigir-se ra lar-
ga do Rosario n. 18, que achara com quera tratar.
Na mesma tambem precisa-se de um moro para en-
tregar pao na ra.
Jos Cardo/o Areia retira-se para a Enropa.
Aluga-se urna casa terrea nos Arrombados : a
halar com Marlinho Jos de Souza Reg, no aterro
da Boa-Vista n. 12, ou em Olinda com Jos de Mel-
lo Cesar de Andrade.
Aluga-se nina preta que seja esrrava, para, lodo
servico de urna casa de familia, para comprar e ven-
der na ra : quem tiver c quizer alagar, dirija-sc
ra da Conceicao da Boa-Vista n. 46.
No piimciro andar do sobrado da quina que vi-
ra para a ra das Cruzes, enfeitam-se bandejas de
bollinliol para eli.i, fazem-se bollos, pudins, po-dc-
l, pastis de nata, cromo que na lo. doce de ovos
devarias qualidades, tortas de ovos, assim como faz-
i-pre/.untos de fiambrecoberloscom ovos, Tregidei-
ra, empadas, pers arados, gallinhas elidas, lom-
os c lodos os preparos para um janlar : ludo por
prero coramodo, a contento das pessoas que qui-
zerem.
DECLARACO'ES.
AVISOS MARTIMOS.
Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos, se ha de arrematar em hasta pu-
blica na sala de suas sessoes em o dia 29 do corren-
le mez, a renda das casas do iiiesmo patrimonio
abaixo mencionadas por lempo de um anno.que lem
de decorrer de 1." de julho prximo futuro a 30 de
junho da 1856, a saber : ra do Encantamento ns.
74, 75, 76, loja 76 e 77 ; ra da Seuzala Velha ns.
78, 7!), 80, 81 e 82; ra da Cuia ns. 88 c 8i; roa do
Trapiche n. 85 ; horco da langucia n. 86, ra da
Cruz ns. 87, 88, 89 e 90. Os lirilaulcs bajara de
Comparecer com seus fiadores, em a sala das sesscs
do mesmo conselho as 10 horas da manhaa do men-
cionado dia 29.
Secretaria do conselho edminislrativo do patri-
monio dos orphaos 21 de maio de 185.).O secre-
lario, Manoel Anlonio liegas.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma c da'
lettras sobre o Ilio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1S35.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Mediros Reg.
Quarto anno.
K. 3. Anlonio Sampaio Almendra, deu 11 fallas
abonadas ; n. 7. Claudiano Bezerra Cavalcanti, deu
1 falla abonada ; n. 9. Emigdio Marques Santiago,
den 2 fallas abonadas ; n. 10. Emiliano Castor de
Araujo, deu 12 fallas abonadas; n. 13. Francisco
Bapllsla da Cunha Madureira, den 3 fallas abona-
das ; n. 15. Francisco Joaquim da Silva, den I falla
abonada ; n. 19. Gustavo Gabriel Coelho de Sam-
paio, den II faltas abonadas; n. 20. Heraclito de
Alencaslro Pereira da (iraca, den I falta abonada
o. 21. Herculano de Hendonca' Vasconcellos Diniz;
deu 1 falla abonada ; n. 21. Joao Alfredo Correa de
Oliveira Andrade, deu 3 fallas abonadas ; n. 25.
Joao Antonio dos Sanios, deu 3 fallas abonadas ; n.
28. Joaquim Antonio da Silva Birata, deu 1 Talla
abonada ; n. 29. Joaquim da Costa Barradas Jnior.
leul falla alionada ; n. 31! Jos Bonifacio de S
Pcreira, deu 1 falla alionada ; B. 31. Leopoldino
Deliran de Ahrcu, deu i fallas abonadas ; n. 37.
Padre Patricio Manuel de Souza, deu 12 fallas abo-
nadas : ii. 52. Francisco Augusto da Costa, deu 1
falla abonada ; n. 52. Seralim Moni/. Brrelo, den
I falta abonada ; n. 53. Carlos Augusto Ferraz de
Abreu, deu 1 falta abonada ; n. 56. Francisco An-
lonio Pessoa de Barros, deu I ralla abonada ; n. 59.
Genuino Correia Lima, deu 12 faltas abonadas; n.
60. Elias Eliaco Elizeu da Costa Ramos, deu 12 fal-
las abonadas ; n. 63. Anlonio Ferreira Garcez, deu
I falla abonada ; n. 64. Jos Honorio Bezerra de
Menezcs, deu 9 fallas abonadas ; n. 67. Luiz Mar-
ques Piulo Wanderley, deu 3 fallas abonadas ; n.
68. Eneas Jos Nogueira, deu 4 fallas abonadas ; n.
70. Antonio de Souza Lima, deu 1 falta abonada.
Quinto anno,
N. 1. Annibal Andr Ribeiro, deu 1 falta abona-
RIO DE JANEIRO.
Segu com multa brevidade para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
GA, eapitao Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros e escravos
a frete, trata-se com os consignatarios
Novaes& C, na ra do Trapiche n. 54, ou
com o eapitao na praca.
ParaLisboa, a bem conherida barca porluguc-
za Gratidao, de primeira marcha, segu com a maior
brevidade : quem nella quizer carregar uu ir de
passagem, para o que lem os mais acciadoscommo-
dos, dirija-se aos consignatarios Thomaz de Aquino
lonseca Si Filho, na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar, ou ao eapitao na praja.
Para o Aracaty,
segu em poneos dias o bem conhecido hiate 7api-
baribe ; para carga e passageiros, trala-se na ra do
Vigario n. 5.
PARA O CEARA'
sane com brevidade o hiate Anglica, por (er par-
le da carga prompta : quem nelle quizer carregar.
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
audar. '
PARA LISBOA
seguir a galera portngueza Magarida, da qual he
eapitao Joao Ignacio de Menezes, e o pretende fazer
com brevidade, por ter parlo do seu carregamenlo
prompto : quem na mesma quizer carregar, ou se-
guir de passagem, para o que tem bons c.ommodos,
po.le cnlender-se com o eapitao na prara, ou com o
consignatario Amorim Irinaos A; C, na ra da Cruz
numero 3.
Para o Rio de Janeiro
segu c>m multa brevidade u brigue brasileiro Con-
ceicao por ter parte da carga prompla : para o resto,
passageiros e escravos a frel, trata-sc cora Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche n. l.
Ceara' e Para'.
Espcra-se na presente semana a escuna bras|era
Emilia, que regressarn em poneos dias para aquellas
pollos ; recebe carga e passageiros, que com anleci-
pajilo trala-sc com o consignatario I. B. da Fonseca
Jnior, ra do Vigario n. i.
Para a Babia segu em pouros dias a veleir.i
garopeira Horacio ; para o reslu da carga, trala-se
com seu consignatario Domingos Alves Malheus.
MARANHAO PASA'.
O veleiro ejV bem co-
nhecido palhabote nacio-
nal EINO PAQUETE,
eapitao Jos Pinto Nimes,
tem de seguir com brevi-
dade aos portos cima indicados : para a
pouca carga que lhe falta e passageiros,
trata-se com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C, na rita do Trapiche
n. l segundo andar, ou com o eapitao
na praca do Commercio.
' Para o Maranhao segu em poucos dias o ve-
leiro hiate Caslro, do qual he capito Francisco de
Caslro, por j ter a raaiur parle da carga prompta
para o resto, trala-se com seu consignatario Domin-
gos Alves Malheus, na roa da Cruz do Recife.
LEILOES.
O agente Oliveira far leilao. por aulorisaro
do illm. Sr. Dr. juiz de direito dn coinmerrio, a re-
querimenlo do depositario da ina-sa fallida de Andre
.auzcr, de lodos os uleucilios, movis, c mais oilo
escravos do eslabelceimenlo de padaria, o de urna
venda de molhados, silos no aterro da Boa-Vista,
pcrlencenle uiasa do dito fallido : quarta-feira. 23
do correnle, as II horas em ponto, na indicada pa-
daria,
O asente Borja em
eu armazem na ra do
Collcgio n. 15, Tara lei-
lao de um completo
sorlimenlo de obras de
marcinriria, e de mui-
los objeclos que se aclia-
rao patentes no mesmo
armazem e -urna cscra-
va : quinta feira 24 do corrente, as 10 horas em
ponto.
miitii nnn
^Sahio nesta provincia a sorte dos 2:000$
rs., em meio bilhete da lotera 10 das
obras publicas de Nicteroy, jj. 025; o
possuidor queira vir receber na ra do
Collegio n. 21 primeiro andar. Acham-
se a venda os novos bilhetes da lotera
53 do Monte-Pio Geral, cuja roda devia
correr na Santa Casa da Misericordia, a
18 ou 19 do corrente : os premios serao
pagos a' chegada das listas
Havendo dilliculdade em se receber
no Rio de Janeiro a importancia dos bi-
Ihetes com premio superior, quando estao
com o norae emendado no verso destes,
pedimos aos senhores compradores que
nunca emendem os nomns que liouverem
posto, porque dado o caso de sabir premio
grande, e estando o bilhete com o nome
emendado ouriscado, nao sera' pago por
ns e terao o trabalho de mandar rece-
ber no Rio de Janeiro.
Os senhores socios da sociedade Har-
mnico Theatral, que quizerem assignar
para a sua reorganisarao, dirljam-se a
casa do respectivo thesoureiro na ra de
Apollo n. 4A, Istono prazo de tres dias,
lindos os quaes se entender'que nao que-
rem es que deixarem de comparecer.
O Dr. Joao Jos Pinto, tendo de re-
tirar-se por algum tem popara a Europa
em consequencia do seu mau estado de
saude, e nao podendo por essa mesma
razao despedir-se pessoalmente "de todas
as pessoas de sua amisade, o faz pelo pre-
sente annuncio, e ollereceo seu diminu-
to prestimo em qualquer parte onde pof-
ventura se achar,
Tendo o Sr. Jos Estevao de Barros Lobo de-
clarado perante o Illm. Sr. juiz de paz de S. Lou-
renro da Malta, que linda contratado vender a par-
te, que lem na propriedade da (iurguca, ooglc eisle
urna eugeuhoca a cahir, da qual se Taz senhor; um
dos ronsenhores da mesma propriedade faz publico
para que rhegue ao conhecimenlo de quem preten-
der comprar a dila parle, e ao depois se u.1o chame
a ignorancia, que essa engenhoca e mais bemfeilo-
rias p3o sao do dominio exclusivo do Sr. Jo-e Esto-
van, a exceprao da inoenda c um caldeirole,porquc
a m.i.i d'obra foi parle paga, e parle feila por An-
tonio Kuliuo de Araujo Cavalcauli, quando esleve
de rende ir o da dila propriedade e o mais como la ka-,
furos, a mesraa lelba e oulros accessorios foram do
engenlio Vclho, que Sr. Jo-- Estevao conduzio pa-
ra all; pelo que todos os consenhores da proprie-
dade lem parle neslasbemfeitorias. Eso se quizer al-
tender ao erando extravio que o Sr. Jos Estevao
deu a cousas perlencentes ao cngeiiho Velho, como
fossem Tnros, correnles, paroes da casa de purgar,
cobres da casa de caldeira, lelbas, parlas, e jauellas
de varias casas, resulta que nada Ihf pode tocar do
pouco que resta, pelo contrario muilo lem elle an-
da que repor.
Quem precisar de urna ama secca para casa
de honirin solleira ou de pouca familia, dirija-se a
ra das Anuas-Verdes n. 72.
IRMANDADE DAS ALMAS 1)0 RECATE.
O eacrivo da irmandade das almas erecta na ma-
triz do Corpa Sanie, por deliberaran da mesa rene-
dora, convida a todos os seus rmaos, para se reum-
rcm cm mesa geral hoje 23 do correnle, pelas 5 ho-
ras da larde, no consistorio dn mesma irmandade.
FRONTISPICIO DO CAKMO.
Os quarlos bilhetes da lotera ns. 2590 e 2(115 que
corre a 2b' do corrente mez, pertencem a sociedade
Frontispicio do Carino.
Deseja-so' saber por onde he o curso do rio Si-
bir na parle que corla o territorio Jas freguezias
de Ipojuca c Scrinhaem.
Srt. Redactores.Vezo que mo expliquem por
onde he n curso do rio,Siluro na parte que corla as
duas freguezias de Ipojuca e Serinhaem, pois estou
na duvida a qual das duas pcrlenro.Seu leitor,
Um morador de Sibir.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ra Bella n. 20.
-W ... .
lo din 20 do crrenle desappareceti n negra
Ci.iiij, crioula. com idade de 50 anuos, veio do en-
golillo Harmona, lem urna belide em um olho do
qual nada ve, Icvouargolas as orelhas e panno da
cosa, quem a pegar leve-a a ra larga do Rosario
n. 22, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 2 do correnle do lugar
do Salobu. fwguezia do Cralo-do Bom Jardim, o
esriavo Joaquim, de nacao Ai,Kola, idado 24 auno.
pouco mais ou menos, altura regular, barbado, den-
tes limados, venia chai, e parece crionlo, tem orna
ferida em um quadril a qual deve estar quasi sSu :
quem o pegar entregando-o na ra do Queimaao n.
1, a Gaspar Antonio Vieira Cuimaraes, uu a Feli-
ciano Joan#da Silva, no lugar mencionrdo, ser re-
compensado.
No dia 21 docorrente pelas 7 horas da noite,
auenlou-se a escrava crioula de uomtv Joanna, fi-
Iha do sertao villa de Campia-grande, fazenda de
Bode-Conz, e veio conduzide para esta paja pelo
Sr. Bento Joaquim Brcckenfeld, ha dous mezes pou-
co maisou menos, e> foi vendidji nejta praca a Sra.
I). Escolstica, moradora na ra do Cotovelo bairro
da Boa-Vista, e no sertao foi escrava do Sr. Jos
Antonio de tal, morador na mesma villa de Caropi-
na-grande; suppe-se andnr vadiando na cidade de
i Un,da, aoule lem conhecimenlo, e tambem pela
Caixa d'Agua, aonde consta que tambem lem conde-
cidos; levsiu veslido' de" chita branca com titiras
azues ja desbolado, clieia do corpo, estatura baixa,
hem preta, bocea grande, olhos pequeos, vistas
bailas, nariz grosso, falla alguma cousa descansada:
roga-se as autoridades policiaes e capitaes decampo
apprehendc-la e leva-la rna do Colovello n. 45,ou
i ra do Collegio n. 21 terceiro andar, que ser re-
compensado generosamente.
. Custodio Jos de Carvalho (iumaraes retira-
se com sua familia para fora da provincia, e deixa
por seus procuradores os seus amigos Cuilherme Au-
gusto Rodrigues Selle, e Joaquim Jos Das Pe-
reira. '
Jos Ricardo Coelho, pela rapidez de sua via-
gem nao pode despedir-se pessoalmente de seus ami-
gos e freguezes, aos quaes pede desculpa offerecen-
doscu prcslirao cm l'aris onde pretende demorar-se
alguns mezes.
Fugiram do encenho Jardim, na madrugada do
dia 18 do corrente, dous molecoles, um de nome
l.ourenro, narao Angola, altura regular, meio sec-
co do corpo, bem preto, e sem barba, alm disto lem
urna marca de ferida na canella, e urna feridiuha no
caicanhar proveniente de bobas; levou caira de
brimzinho escuro, camisa de madapoln e chapeo de
palha oleado : o oulro de nome Clemente, de appel-
lidn Cangilla, de Angola, mais moro do que o pri-
meiro, mais baixo, da mesma grossura do corpo, bem
prelo, rosto redondo e sera barba, (em Talla de 1 ou
2 denles na fenle, tem urna feridiuha na canella,
pernas srossas e ps sadios e bonitos ; levou 1 caira
azul, 2camisas, 1 azul c oulra de madapoln, echa-
lln de palha j usado ; ambos sito mui Indinos e
passam por crioulos : quem os pegar leve-os ao refe-
rido engolillo, a entregar ao seu senhor Joaquim de
Sa Cavalcauli do Alhuquerque, que recompensar
generosamente. Adverle-se que ha presumprcs de
lerem sido aliciados os referidos escravos, visto co-
mo nunca fugiram.
Alugam-se o 1. e 2. andares do sobrado da ra
do Rangel n. 73 : a Iratar na ra eslreila do Kosa-
rio n. 11.
AVISO AS AUTORIDADES E MAIS MORA-
DORES DE PAJEL' DE FLORES.
Do engenho Tamalapc, de Flores, comarca de
Nazarelh da Malla, fugio em 1813 o escravo Joa-
quim, crioulo, com idade 20 annos, baixo, cheio do
corpo, pernas um lano arqueadas, barbado, nariz
chalo, cara redonda, e ralo muilo feio, habilidoso,
sabe ler, loca viola e he mui pachola, he de crer que
esleja de nome mudado e passando por forro, consta
que anda Irahalhando de pedreiro na villa, mora
nos suburbios dclla : quem n apprehender e levar
ao referido engenho, receber do abaixo assignado
2003000 de gratificarn.
Jvaquim Cavalcanti de Alhuquerque e Mello.
No dia 11 de maio do correnle anno fueio d
ensenho Tamatape, de Floros, comarca de Naza-
relh da Malla, o escravo Joaquim, Congo, comprad"
em 1850, no Recife, lolllin. Sr. Dr. Joao Florines
Dias Brrelo, o quat escravo he baixo, cheio do cor-
po, cara larga, representa ler W annos de idade,
muilo prelo e bem feilo de ps, j morn no Brejo
de rea, lendo sido comprado a um hornera la ser-
ijo ; levou em sua companhia a mullier, cahrinha
de 26 annos, baixa, chela do corpo e nao" Tela, algum
tinto descorada : quem os apprehender e levar
ao referido engenho, receber 2005000 de gratifica-
do do abakn assignado.
Joaquim Cavalcanti de Alhuquerque e Mello.
_ Ausenlou-sc desde 7 do corrente a escrava Ju-
liana, de narao Cassange, idade :IS a VO annos, de
estatura baixa, olhos pequeos e avermelhados, com
falla de denles superiores, um signal na face, que
parece do hticas, una glndula ou cousa seme-
ntante junto a um dos colovellos, a qual trajava ves-
tido de chita roio e panno da Coslr. velhos, sendo
este guarnecido de malnmrs hrancos com franjas do
mesmo panno da Costa, que he azul e branco : roga-
se as autoridades poliriaes e de campo a sua captu-
ra, e entrega na ra da Cadeia de Santo Antonio,
sobrado n. 30.
_ As melhores apostillas de analyse constitui-
rn do imperio, para os acadmicos do segundo au-
no : no paleo du Collegio, loja n. 2.
Obras de cabello, ao Tnadamismo do
bom gosto.
Na roa estreila do Rosario n. 7, ha sedimentos de
aderemos completos,.e oulras obras, como sejam:
aunis, Irancelins, correnles de relogio, com o me-
Ihor guslo e segiiranra ; tambem se recebem encom-
mendas ao gosto dos compradores, a quem se dar
amostras, cxeculando-se com prompttdao por M.
Randc.
Precisa-se de om forneiro que saiba bem cor-
lar massas, e que sej> perito em sua arte : na ra
Direila, padaria n. 79.
D. Maria Isabel Lagos vai para Lisboa, levan-
do em sua companhia sua lilha menor.
Arrenda-se o engenho Comportas, na freguezia
de Muribeca, distante i legoasda cidade, com muilo
boas Ierras de plaulacao, inoentc e correnle: quem
o pretender, dirija-se ao engenho Sanl'Anna, para
Iratar do regodo, com Francisco Pedro Soares
Brandao.
N3o me sendo possivel despedir-me pessoal-
mente dos meus collegas e amigos, como muilo de-
sejava. sirvo-me deste meio para ollerecer-lhes o
raeu diminuto prestimo ro Ccar, para onde sou
obrigado partir por causa de minha molestia. A-
proveilo a occasitlo para agradecer ao Illm. Sr. Dr.
Joaquim de Aquino Funseca a solicitude e maneiras
aaveis com que iratou rae durante o lempo em que
estive aqui cm remedios.
Monoel Flismonlanha Ribeiro Soares.
E. A. Burla por iocommodns de saude nao p-
de-se despedir pessoalmente de alguns amigos, por
isso pededesrulp aos mesmos, a quem oflerece os
seus servijos em Pars.
Joias.
Os abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabog n. 11, confronte ao pateo da matriz
e ra Nova, fazem publico, que estao sempre sorli-
dos dos mais ricos e melhores gustos de todas as obras
de ouro necessarias, tanto para senhoras como para
homens e meninas, continuara os procos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha uma.conla com
responsabilidade, especificando a qualidade do ou-
ro de 14 a 18 quilates, tirando assim garaodo o
comprador se ipparecer qualquer duvida.
Seraphim (t Irmao.
Aluga-se nma casa lerrea na ra dos Coelhos
n. 13, com 7 quarlos, 2 satas, cozinha Tora, concer-
tada e pintada de novo : quem precisar, dirija-sc a
ra do Qudmado n. 10, loja.
A lugae um armazem muilo grande, com por-
lao de cocheira e quintal, na ra dos Coelhos n. 13
A : quem pretender, procure na ra do Qucimadn
n. 10, loja.
ROB I.AFFECTEliR.
O nico aulorisado por decisao do conselho real e
decrelo imperial.
Os mdicos dos hospilacs recommendam o Arrobe
de Lallecieur, como sendo o nico aulorisado pelo
goveruo, e pela real sociedade de medicina. Bale
medicamento d'uin gosto agradavel, c fcil a lomar
em secreto, esla em uso na marinha real desde mais
de 00 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
uorn pouca despeza, sem mercurio, as aiVccces da
pelle, impigens, as consequendas das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, o da
arnmnnia hereditaria dos humores; convm aos ca-
tarrhos, a bexiga, as conlracrfics, e Trnqueza dos
urg.los, procedida dif abuso das injeccoes ou de son-
da!. Como anli-syphililico, o arrobe cura em pouco
tempo os fluvos (ecentes ou rebeldes, que volvem
inca-sanies era consequencia do emprego da copai-
ba, da cuhcha. ou das injertes que rcpresenlem o
viras sem neotralisa-lo. O arrobe Laflecteur he
especialmente rrrnmmendad.) contra as (locuras, in-
veterada* ou rebeldes, ao mercurio c ao iodurelo de
polassio. Lishotiue. Vei.de-sc na botica de Brrale de
Anlonio Feliciano Alves de Azevedo,praca de II. Pe-
dro ii. 88, onde acaba de rhegar nma grande porcao
de Miiafas grandese pequeas vindas directamente
ile Pari>, de casa do dita Bovveau-I.aflccleur 12, ru
Riclicii a l'aris. Os formularios dao-se gratis cm
casa do agente Silva na praca de D. Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Bahia, Lima A; Irmao-. ;
l'er lamburo, Soum; Rio de Janeiro, Rocha A; Fi-
Ihos ; el Moreira, loja de drocas; Villa Nova, Joao
Pendra de Magales Leilc; Rio (irande, Fran de
Paulo Coulo & (..
Na ra Bella n. 13. precisa-sc de urna ama es-
crava, qoe saiba cozinhar bem.
Precisa-se de urna ama forra uu captiva, que
saibu fazer o servico diario de nma casa de pouca
familia : a Iratar na rna do Collegio n. 15, arma-
zem.
Precisa-se alugar nm molequc on criarlo para.
servico de casa, que seja fiel e enfeuda de rozioha :
no Corpo Santo o. 48.


- 1
T^m A

.4
01 ARIO DE PERMIUCBO, QUAnT FIRAVQL MAlO QE 1855
Mi
ur om
Lava-se e engomma-se coro nceio e prompli-
dao : no becco do Rosario n. 2.
Narciso Jo da Cosa, lenda encontrado oulro
de igual nome, o qual lie empregado como pairan ilo
esealer do lacre da alfanilega, w iiti(niri de hoje
cid dianle por Narciso Jos da Cosa Pereira.
O Sr. Jorge Antonio de Almeida queira dirigir-
se ao escriploriode J. B. da bornee* lunior, na rna
do Vigario n. 4. para lliesnr entregue peseoalmenle
urna caria que Me lu dirigida do Maranuo.
J>-! Baplisla ila KonseVa Jnior deseja saber
seeiisle nesla provincia o. Sr. Marcelino Jeronyin"
Kerreim de Axevedo, que em IK17 veiode Lisboa n"
palacbo Clementina ; o invino senlior ou quein Ibe
-nlia infociiiir, queira dirigir-se roa* do Vigario
11.4.
*-#*' ??:.
tt A*cha-"ic a venda o MANUAL do Guarda t
ja) Nacnuial, uu collecro de lodas as leis, regu- fi
9 lamentos, ordena e avisos r ncernenlesa mes- j>;
9 ma guarda nacional, organisado pelo capitn i
0 secrclarii. do cumulando superior da guarda f;
ja) nacional da capital da provincia do Peinara- j
\,l buco Kirmino Jos de Oliveira, desde a sua f)
i nova organtoafAo ale 31 de dezembro de J
1854, relativos uSo siino processo da qualili- ?J
9 cacao, recurso de revista ele. ele, senaon eco- %
0 nomia dos corpo, organisacAo por municipios, 9
tt balalhoes. compinhias ; com mappas, mo-
O dlos etc., etc.: vende-se nicamente no pa- 1$
< teo do Carino n. 9 1. andar 59000 reis por Q
tt rada volume. ,;
EDUCADO DiS FILHAS.
Entro as obra do grande t'enelon, arcebispo de
Cambra), merece nuil particular meDfic otrtalo
da educaran das.meninasno qual este virtuoso
prelado ensiDa como asmis devem educar suas fi-
Ihas. para ura dH chegarem a oceupar o sublime
lugar de mi de familia ; torua-se por lanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeiru ramiulio da vida. Esl a refe-
rida obra Iradu/ida em porluguez, e veude-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
dimioulo preco de 800 rs.
*
i
HOMOFATHIA. i
FEBRE AMARELI.A. '**
Alguns casos de FEBKE AMAREI.I.A $
se tero ltimamente manifestado nesla ci- .^
dade. O Iralamento hoiiuropalhico hein Hr/
dirigido lem mostrado sua .superioridade A
anliga medicina. Os doenles, pois. que ^
a homiropalliit quizerem recorrer, pode- lo-hao fazer, sendo soccorridos de preferen- .
cia iquclles que neiihum remedio hajam ^?
tomado. j)
Consultorio central homrropalhico, ra fA
de S. Francisco inundo novo' n. 68 A.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito. (y)
CONSULTORIO DOS POBRES
AO BA NOVA I TOAR O.
O Dr. I*. A. Lobo Moscozo d consullas bomeopalbicas todos os dias aos pobres, desde 9 la ras da
iii.inli.la aleo meio da, c cm rasos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou uoile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operac,5.i de cirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer inullier quo esleja mal de parlo, e cujas circumstancias n3o peruiiltam pagar ao medico.
m CONSULTORIO DO DR.' f. L LOBO I0SG0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de meddirina homeopalhica do Dr. G. II. Jabr, traduzido em |ior
tugue/ pelo Dr. Moscozo, qualro vnlumes encadernadns em dous e acompanbado de .
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... 201000
F-la obra, a mus i ni |>ortante de lodas as quelralam doesludo c pralica da homeopalbia, por ser a tnica
que eonlm a base fundamenta] d'esla doutriiiaA l'ATllOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconbecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se qiiercni dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerem
eiperiinentar a i'oulriua de Ilahnemann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella : a lodos os
faiendeirosc senborcs de cugcnlio que eslaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaes de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deiiar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sSo obriga-
dos a prestar id conlinenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-merum do hnmeopalh.i ou IradurcAn da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambein til s pessoas que se dediram ao esludo da homeopalbia, um volu-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... |ii.-(i;mi
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardeuado. .'IgOUO
* Sem verdadeiros e beni preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalbia, c o proprielario deslc eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ningue.ni duM la boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.........._........... 85000
Boticas de '24 medicamentos em glbulos, a 109, 123 e 15JO00 rs.
....... .... 20*000
........... >000
........... 309000
........... 60*000
Tubos avulsos........... .............. tj>000
Frascos de meia onra de lindura................... -jnhiiI
Dilo de verdadeira lindura a rnica................. 29000
Na mesina casa ha sempre venda grande numero de lubos de rrjstal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer cncominenda de medicamenloscom toda a brevida-
de e por piceos minio commodos.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
extraiiioo di: ruoff e boex-
ninghausen e outros,
posto em ordem alphahclii-a, rom a descripro
abreviada de lodas as molestias, a indicacao physio-
I losica e ihcrapeuliga de lodos os medicainenlos ho-
meopathiros, seu lempo de acc^io e concordancia.
: seguido de um diccionario da HgaiSeacJIe de lodos
i os lermos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
Di las 36 ditos a
Dilas 48 dilos a
Dilas 60 ditos a
Ditas 144 ditos a
Desappareceu na noile do dia 18 do correnle,
doengenho Sapucaia. fregneiia de SmilnAmaro de
Jaboalao, aescrava Joaquina, comossicnaesseguiu-
les : altura regular e grossa, cor fula, cara redonda,
denles limados, hraeos grossos, e bonila figura, lem
urna cicatriz na testa de um lalho, oihos esperlos,
bstanle di-larcads. foi do sertao, porm lodo desejo
be ir para o Kecife ou lugar de pnvoaco ; levou bas-
tante roupa, vestidos brancose outros de cores, rovo,
azul e encarnado, levou argolas de ou.ro e mitro par
de prata: quem a apprehender (eve-a ao dilo euge-
nho, que ser generosamente recompensado pelo seu
seiibor, que he Jos Cavalcauli de Albuquerque
Vauderlej.

I0WE0PATHIA. S
Remedios eflicacissimos contra
S M bexigas. .y
41 [Gratuito para ot pobrei.) &
0 No consultorio central homiropalhicu, ra 34
9 de S. Francisco (mundo novo) n. 68A." $
# l)r. Sabino Olegario Ludgero Pinito. $j
Precisa-se de urna creada 'que saiba bem en
gominar e coser, paga-sebem : na ra do Crespo n.
ti, terceiro andar.
i
i

i
.'IBUCACAO' DO INSTITUTO 110 g!
lifOI'ATHICO DO BRASIL.
THESOLUO IIOMEOPATHtCO g
ou n
^VDE-MECUM DO |||
HOMEOPATHA.
Melliodo conciso, rlaro e seguro de cu-
rar homeopalhicamenle lodas as molestias
que affligem a etpteie humana, e par/i-

(jft alrmente aquellas que rehiam no lira- (A ; das pessoas do povo, pelo
J7 sil, redimido segundo os mellones Irala- I
DR. A. J. DE MELLO MORIS.
a

#
AO P
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do GoRegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
preco mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
c6es, como a retallio, afiiancando-
se aos compradores uta s preco
para todos : este estaheleciment
alnio-se de cmbinacao com a
maior parte das casas commerciacs
inglezas, raneczas, allemaat e suis-
sas, para vender fazendas mais em
con tu doquese tem vendido, epor
isto oll'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Coliegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
No dia 23 do correnle mez, depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz dos feilos, em praca presidida pe-
lo mesmn senhor. se hao de arrematar os segundes
bens. penhorados por e\ecura da fazenda nacional
contra seus devedores, a saber: 1 esrravo pardo, por
nome Manuel, penhorado a Juaquini Duarle Pinto
da Silva, avahado em600SO00 ; lOcadeiras, 1 com-
moda, 1 marqueza, i bancas, 4 mangas de vidro e 4
caslieaes de casquinha, ludo por -213000, a JoSo
Evangelista Bello ; urna porcAo de movis de casa,
ludo por 1143000, a viuva "de Guilherme Palricio
Bczerra Cavalcauli ; 1 cavallo caslauho por 30-3000,
a Joio Francisco do Reg Maia ; 6 cadeiras de an-
gico e > mesas de Jacaranda, ludo por II3OOO, a
Francisco de Barros Cor rea ; 1 casa terrea na ra
dos (jatos, em Olinda, n. 1, com 26 palmos de fren-
te e 74 de fundo, em 111.10 eslado, por 309000, a viu-
va de Manoel Leonardo Sudr; 1 sobrado de um an-
dar na rna de S. Benlo, em Olinda, 11. 47, com 24
palmos de frente, 74 de fundo, e bstanles commo-
dos, por JO9OOO, aos herdeiros de Manuel de Azeve-
do do O' ; 1 casa terrea na ra de S. Pedro, em
Olinda, n. 18. com 20 palmos de largo e 50 de fun-
do, por 7O3OOO. a Apolinario Francisco Furlado ; 1
dita na ra'do Varadnuro, em Olinda. n. 6, com 15
palmos iWrenie e 50 de fundo, por lOOgOOO, a Joa-
qun! Jos Jaiuinu ; 1 dila Icrrea na ra Direila de-
la cidade, contigua ao fundo da igreja do l.ivramen-
(o n. I, com 9 palmos d largo e 40 de fundo, por
2005000, penhorada a mesma irmandade do l.ivra-
inenlo ; 1 dila terrea lia roa de Malinas Ferreira,
em Olinda. n. 12, por 3IKI&000 ; oulra dila na mes-
ma ra n. 13, por 4009000, a Joan Carneiro da Cu-
nta ; 1 diUjio Pojo da Panella n. 7, com 45 palmos
de frente e 70 de fundo, grande silio cercado e par-
le murado, com minias lienileilonas.porem arruina-
das, principalmente a*casa, por 2:090{O00, aos her-
deiros de D. Isabel Kosa Carneiro Monleiro; 1 silio
de Ierras no lugar ila Imblribeira, com 750 palmos
de frente, casa de taipa com 29 palmos de largo e 38
de Tundo, per 6008000, preco por qu foi adjudicado
a mesma fazenda na execueao contra o Dr. Pedro
Uaudiano de Balis e Sjlva ; 1 caixao de' ourives
imitaco de commoda, com 4 columnas e caiiilbo
envidracado, 1 balanca grande de hilan c 4 cadeiras
dejacarand, ludo por 269000, i viuva dejse Ig-
nacio do Monle ; 20 balus e 1 jogo de malas, ludo
por 229WO, a Antonio Ferreira da Costa Braga ; '
.. ; 1, sen fllio Jolo Licio Marques Jnior, brasileiro
jaqueta de alpac?, 1 farda de guarda nacional e 4 9 annosdeidade. *
dos de liomeopalhia, lauto europeos romo
t& americanos, e segundo a propria eiperi-
" enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgeru -
Pitillo. Esta obra he boje reconhecida co- (^)
a, ni a mellior de lodas que iralam daappli- : w eaeJM homeopalhica no curativo das mo- y^
) leslils. Os curiosos, principalmente, nao (ffl
X^ podem dar um passo seguro sem possui-la c /a
"S9 consult-la. Os pais de familias, ossenlio- *fj
(A res de engenho, sacerdoles, viajantes, ca- (,
Zipilacs de navios, sertanejosetc. ele.,-devem 7*
le-la a in.io para occorrer promptamente a
qualquer caso de molestia.
Dous voluntes cm brochura por IO9OOO
1 encudernados II9001) ^jjf
Vende-se nicamente em casado autor, *
Wt no palacete da ra de S. Francisco (Mun- W
(A do Novo. n. 68 A. @)
Novos livros de homeopalbia uiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
ilalineiuann. tratado das molestias chronicas, 4 vn-
lumes............ 20COO
Teste, irolestias dos meninos.....69000
Hering, homeopalbia domestica.....7^000
Jahr, pharniaeopea homeopalhica. 69OOO
Jabr, novo manual, 4 volumes .... I69UOO
Jahr, molestias nervosas.......69OOO
Jahr, molestias da pclle.......89OOO
Hapou, historia da liomeopalhia, 2 voluntes 16JOO0
Harllimaui, tratado completo das molestias
dos meninos..........IO9OOO
A Tiste, materia medica homeopalhica. 89OOO
De Favolle, doulrina medica houieopalhica 79000
Clnica de Slaoneli .......69OOO
Casting, verdade da homopalhi&. 4.^KHl
Diccionario de Nvalen.......lOjOOO
Altlas completo de aualomia com bellas es-
tampas coloridas, conlcndo a descripc,ao
de todas as parles do corpo humano 3O9OOO
vedem-se lodos estes litios 110 consultorio homeopa-
tbico do Dr. I.obo Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro audar.
DENTISTA. f
9 Paulo Gaignoui, denlisla francez, estabele &
& cido na ra larca do Rosario 11. 36, semiudo 9
9 andar, enlloca denles com gensivas arliliciaes, 9
9 c dentadura completa, ou parte della, cora a 0
^ pressao do ai.
Rusario n. 36 segundo audar.
Aluga-se uroa rasa terrea ou de sobrado, .1111
qualquer das ras que licam entre u becco do Virgi-
nio e o piteo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EXCELLENTE PITADA.
Rap francez lino,
o mais superior de lodo quanlo lera vindo a este
mercado, lem a propriedade de nunca mofar, assim
como de nao ferir o nariz : na ra do Crespo n. 11.
Arrenda-se o engenho Bertioga, na freguezia
de Ipojuca, inocule com agua do niesmo rio : quem
o pretender, dirija-se ao engenho L'liiiga de cima,
na freguezia do Cabo.
Manoel .los Leite
declara que arrematou em
leilo tocias as dividas que
deviam a Maitoel Pereira
de Curvalho, na inipoitan-
cia de 48:924^000 ris;
convida pois aosiievedores
do dito Carvalho a que s
paguen* ao aununciante,
para o que se podem diri-
gir a sua loja, sita na rna
do Queinmdo n. 10.Re-
cite 14 de niaio de 1855.
- Cumpra-se no Hospicio n. 8. urna esrrava que
seja moca, de boa figora.quecpsa perfeilamente, la-
ve e engorme, sendo a conteni.
Coinpra-se a gcouietria por Euclides : na ra
do Coliegio n. 13, segundo andar.
Compra-se a geometra por Lacroi* : na na do
Colleei ii. 8, loja.
VENDAS.
PPEL PINTADO.
Jos Nogueira de Souza, com Hija de enraderna-
rAo e livros oa na do Colleain n. 8. acaba de rece-
ber uina purc/io de papel piulado, de boin gosto e
qualidade. proprio pura enea.le i.acfles, o qual ven-
te em resmas, em mao- e em follias. por preco m.n-
eoniino lo dn que em nutra qualquer parle.
Vende-se um cscravo crioulo, de dade 21 .ni-
os, de bonila figura, bom carreiro e bum oleiro.
neurascrinulas. sendo 2 boas engoininadeiras e boas
C07.inlieir.is : na ra do l.xraincnlo u. h.
Vende-se um nrgro peca, que sabe bem rn/i-
nhar o diario de urna casa, e be proprio para lodo o
servieo : a (ralar no sobrado n. 21. segundo andar,
delimito da botica do Sr. Piulo, na ra dostjuarleis.
Vendem-se ceblas cm rateas a 500
rs. o cento : no pateo do Terco n. '21.
m
Suliscreve-se para esla obra no consultorio borneo,
palbico do Dr. I.OBO MOSCO/O, rna Nova n. 50-
primeiro andar, por 9O0O em brochura, e 69000
eucadernado.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, PauluCai-
guoux, dentista francez, chumba os denles com a
masta adainauliua. Essa nova e maravilhosa coin-
posirAu lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adqucrindo
em poucos instantes solidez igual a da podra mais
lima,e proraelle restaurar os denles mais estragados,
cora a forma e a cor primitiva.
Casa de consignaco de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de rotninissao, lano para a
provincia como para fra della, ollerccendo-se para
islo loda a seguranra precisa para os dilos escravos.
Pede-sc ao Sr. Jos de Mello Cesar .-pro-
curador da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de I.uiz Roma, pois basta de
cassoadas, licaudo ccrlo que em quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir este aiinuncio.
--.Na ra da Cadeis do Kecife n. 3, primeiro an-
dai, confronte o escriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, desparham-se, navios, quer tiaciunaes ou eslran-
geros, com loda a pruuiplidao ; bem como liraic-se
passaporles para fra do imperio, por presos mais
coinniodos do que em oulra qualquer parte, c sem o
menor Irabalho dos pretendentcs, que podeui tralar
das 8 da manila;: as 4 horas da larde.
S J. JANE, DENTISTA,
tf continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
sss@e3ssg
Pcrgiinla-se ao celebre Jos Rodrigues do Pas-
so o que lenciona fazer com os seus credores, porque
eslandovenhorada a heranca de seu finado logro llc-
lem, pelos mesmos ciedores ;mais de 20) e propoudo
o ine-ino Passo urna aeeoiiiiiudaeaii, al boje nada
em l'eito na furnia de seu coslum.Um credor.
Os abai\o assignados, administrado-
res da massa do fallido Antonio da Costa
Ferreira Estrella, iazem saber aos deve-
dores do mesmo fallido que ellcs esto au-
torisados por lei a receber, e por isso os
eonvidain a virem lites pagar at o Jim do
con ente mez, eos que assim nao iizeiem
terao o desprazer de ver seus noms em
praca. Pernambuco 11 de maio de 1853.
Tasso Irmaos-
LOTERIA DA MATRIZ DE SANTO
ANTAO'.
Aos 6:0006'000, 2:0006'000, l:T)OO.sOO0.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeitavel publico,que a lotera supra
corre no dia 26 do correnle. As suas cautelas eslSo
sujeitas ao descont de 8 por cento da lei uos pre-
mios grandes. Os seus bilheles inteiros nao soflrem
dilo descont, os quaes acham-se a venda na praea
da Independencia, lujas ds. i, 13, 1 e40, e as o-
Iras do coslume.
Recebe por inleiro
com descont
Boas velas de carnauba puro, em
camnhas de trinta e tantas libras, vindas
do Aracaty : vende-sc na ra da Cruz n.
~)\, primeiro andar.
Vende-se um escravn moco de bonila figura,
sem vicios nem achaques : na rna de Apollo n. 10,
terceiro audar.
Vende-se um lerreno na estrada de Moloco-
loiiih, j.i beneficiado; a tratar na na Direita n. li.
A 280 US. OCOVADO.
Alpacas de quadros de palmos de largura pelo
baratissmo preco de 280 rs. o covadn : vendem-se
na ra do Qucima Jo n. i), luja de Azevedo & Car-
valho.
Urna caba parida (bicho) com inuilo e bom
leite, vende-se ou troca-se por oulra que nao te-
lilla puntas : na roa da Cadcia de Sanio Antonio
n. 30.
Vende-se na ra da Cruz no Rccife, loja' de el-
Icro n. 6*. sellins ingle/es do patente, avariados,
com loros, silbas e rabicho.
Vende-se nina prcla com 2 anuos de idade,
muito boa eugoiuiuadeira. roznilieira e lavadeira de
sabu, sem vicio algum e mallo fiel ; e ao compra-
dor se dir o motivo por que se vende : quem quizer
comprar procure no silio, na estrada de Jolo de
Barros, o segundo depois de passar o Olho do Boi, e
tica defronle do silio da Cscala.
Na ra da Scnzala Nova, paduria u. 30, vnde-
se um uelo Oe meia idade, bom canoeiru.
Na casa de llebrard e Blandi, ra.do Trapi-
che n. 20 e 22, veude-se azeile doce francez verda-
deiro Plagniol, o nico que se aeha no mercado, sa-
lames de Lyon de superior qualidade, c mullo fres-
co, assim como vinlios de Champagne, Boideaux,
Cognac, ludo vende-se por prego razoavel.
Vendem-se saceos com i 1|2 arrobas de gom-
ma, por "9000 cada um : na ra da Cidea do Rc-
cife, loja n. 19.
PECHINCUAS NO PASSEIO N. 9.
Pegas de algudo corr, loque, por todo o preco ; a
ellas.
VINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BAKRIS DE OIIAVO.
Vende-se a prego coinmodo : no armazem de
Barroca & Caslro,na ruada Cadeia do Recife nume-
ro 4.
RELOGOSDE ALGIBEIRA
uiglezes depalenle : vendem-se a preco muito com-
modo, no armazem de Barroca A Caslro, ra da
Cadeia do Recife n. i.
Attenco !
Vende-se superior fumo de mile, segunda e capa,
pelo baratsimo prego de 3900 a arroba : na ra
Direila n.76.
Para os Srs ofliciaes de cacadores.
Panno fino verde e de nutras cores : na ra Nova
n. 16.
Plits c chapeos.
Calilos de panno lino, de alpacas e de risrado*,' p '
cliHpeosfraiicer.es. os mais modernos e de linda fiir- a
mas : aa ra Nova, taja n. 16, de Jos I.uiz Pereira.
Bom, e com modo.
Vcndem se cassas Iraiirezas de bonitos padres e
eores*li\as a 200 rs. o eovado : na loja dd sobrado
amarello da ra do Queimado n. 29.
Vende-se urna rarrora grande para ser puxa-
da por 2 bais, bem ronslruida. por prego mudo rom-
modo : na Iravcssa dn Pouciiiho. armazem de raale-
riaes, indo parat a radeia nova, ti. 26 A.
Cutes de vestidos de seda.
Crls de vestidos de seda a 16gOO0. 25*100 321
rs., chapeos para senbora. de lindos gosiosa 1."i-7000,
crimbraias piodernas a 720 e8l)0 rs. a vara, dilas de
quadros em corles a ;V*)00, chales c romeiras de re-
Iroz, dilos de seda, cortes de vestidos de ramliraia de
seda, alpaca de seda, lil delinho para roupioho ou
visita, cortes de cama-chHa, selins e sedas para ro-
vados, sarja pi ola lisa e lavrada, luvas de seda, chi-
tas finas de padies modernos, e nutras fazendas que
se venden) barato : na ra Nova n. 16, loja de Jos
I.uiz Pereira.
-MATEHIAES.
No lim do becco Largo,dcfmnle tl.i ponte proviso-
ria, exisleum armazem. e nclle arhardo os freguezes
cal branca e prela, lijlos de loda a qualidade, le-
llias. arca e barro, e ludo se vende por prego muilo
commodo.
20*000 RES.
Corles de seda de quadros coin-18 covados cada
um pelo diminuto prego de 20900o ris, (estao-se
acabando'; : na ra Nova n. 10, loja Ira me/a.
Bilheles 9800
Meios 29800
Ouarlos 1U0
Ollavos 720
Decimos 600
Viaesimot 320
6:(HXWM)0
3.-7609000
1:.3800000
6U090I.H)
3S4000
2769000
Joo Licio Marques embarca para a
Europa o
e de
rlleles de Ida e seda, ludo por 89OOO, a Jacob de
Santiago ; urna armaran de loja, de madeira de pi-
11I10, com balcao, 3 liteirus, 6 caixilhosda mesma ar-
marAo, envidraeados. e 1 mesa de pinho, tudo por
(00, a Joflo Tiburco da Silva Guimaraes : os
pretendentes comparegam no lugar do costme, as
10 horas do dia cima declarado. Recife 19 de maio
de 1850.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro te.
_ O abaixo as.ignado, lendo de retirar-se pata o
Rio de Janeiro, declara, que nao devendo quanla
alguma nesla cidade nem fra della, smenle he de-
vedor de innmeras obrigaroes aos habitantes desla
bella e importante provincia, onde morando por es-
pago de 27 anuos foi sempre ir.dado com minia, al-
Icngiiese toda a considerarlo, pelo que protesta seu
elerno reeouhecimenlo ; oulro silh, podendo acon-
tecer, que alguns dos seus amigos nao lenliam rece-
bido as suas despedidas, o faz por esle modo, pedin-
Jo-lhes desculpa, e assegura-.ido-lhes que, all ou em
qualquer parle, podem disper de sua inulilidade.
Recife 21 de maio de 1855.
Firmino Percha Mimteiro,
Precisa-se de urna ama do leite, parda ou pre-
la, forra ou escrava : no becco do Abreu 11. 1.
Attenrio.
R. A. I>. Tupinambo faz ver mu expressamente
.10 publico, que lem iberia 11 sua loja no pateo do
Carmo n. 18, e na ru do l.ivr.iinenlo 11. 30, nllerecc
os felizes bilheles e cautelas no cau. lisia Vicente
I ilnircio Curnclio Ferreira ; a muta loja denomi-
nada Gisa da Ice estar aberta lodos os das al as 9
horas da uoile, afiui de com mais faciiidade as fami-
lias podercm eeolher seus bilheles para varea se
arerlam com a fortuna 1.1o desejtda ; oulro lim, logo
que se fag.an as distribuiroes das lisias immediaU-
uieiile pdenlo receber os premios que forera vendi-
dos com a rubrica do mencionado caulelisla.
Precisa-se alugar urna ama para cozinhar e en-
lommar par urna casa de familia, forra ou captiva:
quem quizer procure no aterro da Boa-Vista 11. 33,
segundo andar.
O mesmn caulelisla declara, que quanlo aos seus
bilheles inteiros, que sao vendidos era originaes,
apenas se obriga a pagar os 8 por cenlo, logo que se
Uie aprsenle o bilhete.
LOTERA DA MATRIZ DE SANTO
ANTA'O.
Aos 6:0009000, 2:0009000, 1:0009000.
Corre indubilavclmenle sabbado, 26 de maio.
O caulelisla Salusliauo de Aquiuo Ferreira faz
cenle ao respeitavel publico, que as suas cautelas
esli sujeitas ao descont dos oilo por cenlo da lei.
Os seos lideles inleiros nao soh'rem o descbulo de
oilo por cenlo do imposto fiera I. Acham se venda
as seguinles lojas: ra da Cadeia do Recife n. 2i
c 15 ; praea da Independencia n. 37 e 39 ; ra
Nova n. i e 16 ; ra do Queiraado n. 39 e 4i ; ra
do Livramcnlo ix 22 ; e ra estreita do Rosario
MOLIERE.
VAHA tllAS
n. 17.
Bilbele inleiro 5800 Recebe por inleiro 6:000
Meios bilheles 2->SIKI com descont 2:7609
(Juarlo 19110 i) i) 1:3805
Quintos I9IOO i) 1:1049
Oitavos 720 11 ii 6909
Decimos 600 a 5VJ-5
Vigsimos 320 a 2769
O referido caulelisla faz ver ao respeilavcl, que
se responsabilisa apenas a pagar os oilo por cento da
lei, sobre os seus bilheles iuteiros vendidos em ori-
ginaes, logo que Ihe for apresenlado o bilhete, indo
o possuidor receber o premio respectivo que nelle
sabir, na ra do Coliegio n. 15, escriptorio do Sr.
Arrumacao.
Precisa-se de urna ama forra ou capliva para co
/iiib.ir era casa de hornera solleiro : a Iralar na ra
do Queiraado, loj u. 52.
OSr. Theodoro Jos dos Sanios queira vir res-
gatar os penhores que lera na ra do Trapiche n. 16,
dentro do prazode 8 dias, contarlos desladata, senao
sero vendidos em satisfaga de seu debito. Recife
19 de maio de 1855.
Acaba de chejjar o dcimo caderuo
da BIBLIA SAGRAA : os senbores as-
signantes queiram vir ou mandar bus-
car na agencia os seus exempiares.
Aluga-se um excellente sitio com
bai\a para capim, bastantes arvores de
fructo e ptima casa de vivenda, com es-
tribarla e quartos para pretos, no lugar
do Cordeiro. a margem do Capibaribe:
quemo pretender dirija-se a ra da Ca-
deia do Recife n. 4.
A Sra. Francisca Pereira da Conceigao,propie-
taria de uns chaos na ra doQuiabo, nos Afogados,
mande receber os foros vencidos c juntamente qs t-
tulos de sua posse.llernardino Francisco dos San-
tos O/i reir. #
CASA DA AFERICAO'. PATEO DO TERCO
N. 16.
O abaixo asignado scienlfica, que no escriplorio
daquella casa d-se expediente todos os dias uteis,
das 9 horas da manha.1 s 1 datarde ; oulro sim, que
a revisao leve principio no dia 2 de abril prximo
passado, eque lindo o prazo marrado pelas posturas
inuniripae-, incorrerAo os coulraventores as penas
do artigo 2,lilulo 11 das sobredilas posturas.
Prxedes da Silva Gusmao.
Ihesoureiro Francisco Antonio
nainbuco 15 de maio de 1855.
de Oliveira. Per-
COMPRAS.
l linAlltiV
Um lindo e vanado sortimento de modellos para
varandas e gradaras de goslo modernissinio : na
fundigao da Aurora, em sanio Amaro, c no deposi-
|o da mesma, na ra do 1 um.
Vende-se um lerreno de quina na rna do Seve
bnirro da Boa-Visla,. ja com militas bemfeilorias, e
proporgfies par duas boas casas cora grandes qum-
laes, por ler ill palmos de largura, e mai de 300
de comprimenlo ; lem frente para o caes da ra da
Aurora prximo ;, rampa que se esl fuzendo, funifo
[iara o Hospicio, ura oilao para a ra que divdelo
mesmo lerreno e a casa de sobrado onde foi o col-
iegio de Sanio Antonio, oulro rom a casa terrea de-
junlo, lendo desse lado mciag.lo 110 0A0 da uiesrna
casa, muro e cacimba. Acrescendo a ludo islo a boa
localidade b aehar-st multo viiinllo a Faculdade de
Direilo, lugar boje muilo procurado para morada :
a tralar na ra Nova 11. 50, segundo andar.
Na bem ronhecida loja da ra Nova n. 12,ven-
de-se pelo diminuto prego, a dinheiro vista as se-
guinles fazendas de gosto: riscados I ranee /es a 260
o covado. barege de la a 320, panno azul e cor de
caf a 2*i00,corles de la para calcas a 19600 cada um
ditos de brim de cores a I9IO e a 19600, luvas de
lorgal a 500, liaasa 640, cambraias de gosto 640 a
vara, ditas a 320, chapeos broncos e pretos de mas-
sa 1 I9OOO, damasco de algodAo a 400 o covado, al-
pacas de seda finas e de goslo a 700 o covado, e ou-
tras nimias fazendas que com a vista agradarao ao
comprador.
Vende-se urna escrava : na ra Nova n. 52.
Vendem-se saccas com feijilo inulalinho muilo
superior pelo diminuto prego de 59000 a 69OOO rs.
no caes do Ramos, debaixo do sobrado encarnado
u. 4.
Vendem-se bois mansos muito bons, quarlaos
afeilos na Ierra, po.le-se ver justar : na ilha da
Pedra silio entre S. Joo e Curado na Varzca.
CORTES DE VESTIDOS DE SEDA DE
CUADROS. A 150000
Vendem-se cortes de vestidos de seda de quadros
largos, pelo barato prego de 159000 o curte, abeliuas
de seda escoceza. reos goslos, a I9OOO o covado, al-
paca de seda de lindos padrees a 700 rs. o covado.
chales de merino bordados a *eJa a 99OOO, dilos de
casemirade cores a 69000, luvas de seda para senbo-
ra a 1280 a par : na ra do Queimado 11. 40, loja de
llenrique & Sanios.
CORTES DE CASEMIKA DE CORES A
2J5O0
Vciidcni-se corles decaseinira de cores, de lindos
padres, rom pequeo loque de mofo, pelo barato
prego de 29500 o corle, casemira prela selim a 69OOO
o corle, panno prelo lino a 3-9000, corles de rlleles
de l'11-l.oi. finos, a 600 rs. : na ra do Queimado,
em fenle do becco da Congregagao, passando 1 bo-
tica, a segunda loja n. 40.
No paleo do Carmo, quina da ra de Horlas n.
2, vende-sc doce secco de caj' a 480, dilo de goiaba
emcaixoesde libra, gomma a 80 rs., araeixas a
160, passas novas a 560, cevada a 220, alpisla a 200
rs., azeile doce a 721), chuurigas a 140, peneiras de
rame para refinadores e padeiros a 6g) a 7jO00, bra-
gos do autor llom.n proprfbs para balrflo a I69OOO,
baiiha bem alva em han is e a relalho. azeite de car-
rapalo a 210, turraba do Maranhan a 160.
Vendem-se 3 casaes de paves : quem quizer
comprar, dirija-se ao engenho das Maltas, de Anto-
nio de Paula Souza LeaO, 00 ;i na do Queimado, ta-
berna de Joaquim de Almeida e Silva.
Chegaram rccenlemenle sapaloes de couro de lus-
tre de varios modellos e de excedente qualidade,
assim como boi/eguiis de borracha por prego mais
commodo do que em oulra qualquer parte : na ra
Nova 11. 10 loja franceza.
SOKVETES.
Os excellentes sorvetes 'eitos a
franceza c sem gelo. vendem-se a's
>2S1 segundas, quaritas e sabbados:
no aterro da Boa-Vista n. 7).
PECHIMCHA.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 8, DE-
FRONTE DA BONECA.
Ceholasde Lisboa muilo supeiiores, ebegadas ul-
tiiiiaiueute a 320 c fiR) rs. o cenlo, fieos de comadre
a 400 r-.. puaaa a 560, araeixas a 400 rs. a libra, e
muilos uulros gneros por pregos razoaveis.
Attenco. x
Vende-sc vinhn verde de Lisboa, muilo superior,
pelo prego de I96OO a caada, e 240 a garrafa, sen-
do a dinheiro a vista : na praga do Corpo hanto,
junio a loja de funileiro, casa n. 4 ; assim como
Umhem se vende em barrisde 4." em pipa.
Farinha de mandioca de Santa Catharina
Vende-se muito superior em saccas:
a tratar na jua da Cruz do Recife 11. 49
primeiro andar, ou nos armazens em
trente da al'andega e do guindaste da
mesma.
Vendem-se loalbasc longos de labvrinlbo de
muilo bous goslos, e gomma do Aracaly, em saccas,
tudo por prego commodo : na ra da Guia n. 9.
Na loja das seis portas, em frente do Li-
vramento.
Curtes de cassa-chila de bonsgoslos c tinta segura
a dous rail rs., vestidos de seda pan meninas de 3
al 5 anuos asis mil rs., mangas de fil bordadas
para senhoras a dez luslOes, filia bordado e liso por
prego barato, chitas bonitas c de bons pannos a meia
pataca, nove vintens, e a dous lustes finas, lengos
brancos a piulados para mAo a meia pataca, riscadi-
iihos de linho para roupade meninos e palilita doze
vintens, riscados escures para roupa de escravos a
meia pataca, c nutras mullas fazendas por prego ba-
rato.
Palitos baratos.
Psilsde ganga aniarella muito bem feilos a 39
rs., dilos de alpaca prela liua a 5-5500: na ra do
Queimado, loja 11. 21.
Vendem-se espingardas de 2 canos e
de espoleta, muito boas e por baratissi-
mopreco: na ra da Cruz n. 20, primei-
ro andar.
Vei:dem-sc abertutas para camisa,
de muito bom gosto, vindas de Franca e
por preco baiatissimo: na rna da Cruz
n. 20, primeiro andar.
ATTENCO AO BARATEIRO.
Ra da Cadeia do Recife, loja n. 50 da esquina,
acnde-se:
corles de seda branca e com lislras de cores, com 20
covados 209, novas melporaenes de quadros acha-
malolados com quasi vara de largura a 900 rs. o co-
vado, corles de cambraia fina de cor com barra a
3i00> chitas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a 180 o covado, cambraia de ludio Tina, ptima
para camisas de noivos a 59, panno de lenges su-
perior cora mais de 11 palmos de largura a 29100 a
vara, cassa delislra para hallados a 220 rs. a vara, e
19600 a pega, caseniiras de corea escuras para caiga
a 49500 o corle, panno de cor com msela de seda,
proprio para palitos e vestidos de montara a 39 o
covado, panno prelo fino a 4-9 e 498OO o covado,
corles de gorcorilo para colleles a 19 e da fuslao
alroxoado a 800 rs., merino prelo muilo fino a 39600
e 40 o covado, luvas de lio da Escocia do cures com
algum mofo a 160 rs. o par, assiui como nutra.
muilas fazendas que a dinheiro ti visla se venden)
em atacado, e a letalho por liaralissimos pregos, e
dao-se amostras.
ATTENCO', Ql'E HE PARA ACABAR.
Ijlas com lislras de seda, e qualro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a prsenle esta-
rn, pelo diminuir, prego de 440 rs. o covado : na
ra da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas-labricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n. 27.
Evtra superior, pura baunilha. 19020
Exlra fino, baunilha. 19600
Superior. 19980
Quem comprar de 10 libras para cima, tem um
abale de 20 % : venda-se aos mesmos pregos e con-
digoes, em casado Sr. Rairelicr, uo alerro de Boa-
Visla 11. 52.
Chales de merino' de cores, de muito*
bom gosto.
Vendem-se na ra dn Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO D\ I \BR1C\ DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber 4
da Cruz 11. -S, algodao tran-
cado da|iiella fabrica milito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escla-
vos,.por preco commodo,
Em casa de J. KellenVC,
da Cruz n. lia para vendei
lentes piano* viudos ltimamente
burgo.
Vende-se urna balanca romana com Indos os
sans perlcnres.cm bom uso e de 2,000 libras : qnem
pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem u. 4.
CEMEMO mm BRAMO.
Vende-se cemeiilo romano branco, rhegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do theatro, arma-
zem de labnas de pinho.
A El.I,ES. ANTES QUE SE AC BEM.
Veiidein-so rrles de casemira de bnm goslo a 39.
i- e 59OOO o corle ; na ra do Crespo 11. 6.
Superior vinho de champagne e Bor-
dea u\ : vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, ra da Cruz n. 08.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento era barricas e a rela-
lho, tfo armazem da ruada Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por prego mais em conla.
Vendem-se em casa de S. P. Joli.is-
ton ex C., na ra de Senzala Nova 11. 4 2.
Sellins inglezes.
Belogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bromeados.
CliumLoem lencol, barra e mun i cao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para cairo.
Barris de graxa n. 07.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. "W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cari o
sem despeza ao comprador.
Vende-se nina porcaodo verdadeiro
vinho Bordeaux tinho e branco engarra-
fado, (pie se vende muito em conta para
se liquidar contas : na ra da Cruz n. 2(i,
primeiro andar.
Moinhos de vento
'ora bombasderepnxo para regar horlas e baixa,
derapim. na fundigade D. W. Bowman : na ra
do Brum us. 6,8e 10.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esqoina que
volla para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu".
Veude-se poi menos prego que em oulra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigue Andra-
de& Companhia, ra da Cruz n. 19.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
, Vende-se um prelo carniceiro e coiinheiro, da
meia idade, fiel e sem vicio, por commodo prego:
no armazem da ra da Praia n. 31.
RIJA DO CRESPO \ 9
LOJA ENCARNADA.
\ ende-se panno verde escuro, pelo ba-
rato preco de i.<000 rs. o covado.
CEMEMO ROMANO
da mellior qualidade, ecl.egado no ulti-
mo -navio de* llamburgo, vende-se em
unta : ua ra da Cruz n. 10.
sr excel-lg N ende-se cobre ^atTf.^dTS
ede Ham- T^ 2(J ate 8 oncas.
Vende-se a casa da ra do l.ivrameuto n. 19,
com una boa c funda luja para qualquer genero de
negocio, e um bom sobrado com ura pequeo sotao
com commodos para orna pequea familia. O lerre-
no em que ella esla aventada he proprio ; runde an-
Compram-se 300 travs de cmhiriba de 30 pal- i nualmenle 360 a 1003000, o que se prova com os
mos de comprimenlo e 1 em quadro : na ra Velha I recibo dos que neila tem morado : ;i tratar na ra
n. >.
Compra-sc efleclivamenle bronze. labio e co-
bre vclho : no deposito da fundigao d'Aurora, na
ra do tlruin, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundigao em S. Amaro.
Compra-sc urna raoa em hom 'estado, que
carregue rail lijlos pouco mais ou menos : no palco
do Carmo n. 17.
Precisase de comprar 30 ps de sapulis de
boa qualidade e 10 ps de larangeiras de umbigo e
selela : qurra liver para vender promplas em caixas
para embarcar, procure na praga do Corpo Sanio
n. 6, escriplorio.
Oompra-se prata brasileira e hespauhola : na
ra da Cadeia loja n. 54.
Compra-se urna canoa a berta que peque 800 a
1.000 lijlos, eque esleja em bom eslado : na ra
da Cadeia do Recife loja n. 51.
Compra-sc nina ou diia* casas Ierre as as se-
guinles mas do bairro de Sanio Antonio: llores,
Carabea do Carmo, paleo do mesmo, ra de S. The-
re/.a. dila de Hurlas, dila estrella do Rosario, dila
das Cruzcs, paleo do Paraizo, rna das Larangeiras,
dila das Tnnebeiras, o dita do Rangel ; quem liver
c quizer vender dirija-se a ra das Trincheiras nu-
mero 20.
Compra-se um viotao em bom eslado, c com
boas vozes: na ra larga do Kosario 38, loja.
Attenco.
Compram-se escravos de ambos us setos, de idade
de 12 a 25 minos, sendo bonitas figuras paga-se bem,
e tambera se recebem de coiumissao : na roa do Li-
vrameuto u. i.
larga do Rosario u. 28, segundo andar.
Vendeni-so inissaes romanos : na ra do En-
cantamento, armazem n. 76 A.
ATTENCO*.
Vendc-sc urna bonita negra de 20 anuos, labrado
cozinhar perleilamcnle o diario da casa, e engoraran
sofriveliiieule : na rna dos Marljrius n. 14..
Vende-se um oilanle em hora eslado : na ra
de Apollo u. 9. '
No armazem de Tasso Irmaos, ha
a venda:
Superior vinho champagne em gigos.
Dito Brdeos em quartolas.
Dito, ditoein garrafoes.
Agurdente cognac, em caixas de dii/.ia.
Licorea linos lrancezes, dem.
Azeite refinado l'agniol, dem.
Garrafas va/.ias em jigos.
Papel almaco verdadeiio de Georg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cunhetes.
Tudo bom por preco mdico.
V1NHIIO l)E LISBOA,
em barris de 10 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, ua ra da Cadeia do Recife u.
18, primeiro andar.
He cheeado novainente de Franca a deli"
ciosa pitada deste rolo francez, e se acha
a venda nos lugares ja' designados, na
escriptorio na rna da Cruz n. 26 primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos' Lo-
pes e Barros & Irmao, outr'ora de Car-
dea I,' na ra larga do Rosario n. 38 e
10.
Ceblas baratas
Na Iravessa da Madre de lieos, armazem de JoAo
Martina de Rarros, vcudem-se ceblas muito boas, e
muilissimo baratas.
ATTENC&O.
Na ra do Trapiche n. .>i, ha para
vender barris i.le ferro ermeticamcntc
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores pie se
tem descoBerto para este im, por nao
exhalaren! o menor cheiro, e apenas pe-
/i.in l(i libras, e custam o diminuto pc-
eo de l.S'000 rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior coenac, cm garrafas, a 123000
a duzia, e 1-3280 a garrafa : na ra dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, etn saccas (pie tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem del'ronte d porta da
nllandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
CEEEHTO MIAO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraz do
Iheatio, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
com os pregos
oncas.
mtk Zimo para forro
^T competentes.
** Chumbo em barrinhas.
W Alvaiade de chumbo.
1$) Tinta branca, preta e verde, em
($ oleo.
^ Oleo de linhaca m .botijas de 3
fjg) galoeS.
ug I'apeld embrulho.
j2 Vidro para vidracas.
Cemento amarello.
Armamento de todas
dades.
Cenebra de Uollanda
queipas.
Couros de lustre, marca grande.
Arreos para un e dous ca-
9 vallos.
9 Chicotes para cario e esporas de
<$) aro prateado.
j Formas de ierro para fabrica de
* Papel de peso inglez
^^ Champagne marca A &C.
L nm resto pequeo de vinhos do
Bheno de qualidade especial:
no armazem de C. J. As-
tley & C.
i
as quali-
em iras-
m
POTASSA'BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- Q
(9, bricada no Rio de Janeiro, che- 3k
S gada lecentemente, recommen- A
@da-se aos senbores de engenhos os &*
. seus bons elfeitos ja' experimen- S
W tados: na ra da Cruzn. 20, ar- JJ
'& ma/.em de L. Leconte Feron i w
*$) Companhia. (?j
Vende-se excellente laboado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na mi de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se com o adrainis
rador do niesmo.
AOS SEHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inven^a' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagetn para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber iS Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Devoto Chtictao.
Sabio a luz a 2.a edieao do livrinho denominado
Devoto Chrisl3o,mais correcto e acrescenlado: vnde-
se uuicamenle na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Na ra do Vigario n. O, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e llanta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
"Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de encllenles vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C,, ra da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
BALSAMO liMEMO SYVA-
TU1C0.
I voraveluieiite acomido en. todas ai provincias
do imperio, e Ido gerat cuino devidainetuc apreciado
pur mi.i- .uiiiiii,mi. virtudes.
MOLES TAS CURA VEIS
POR MEIO UESTE FOfiTfc,\T0SOALSAH0
FER1AS DE 101)0 O CENEKO, uua que
sejara com laceruce de carne,e queja eslivessemuo
euidv' ue cliagds cliiouicas, esponjosas e ptridas.
Logo depois Ua applicnto cessum as dures.
ULCtKAS E CANCHOS VENEHEOS, escorbu-
to, sarna, erygipelas, uiuleslias cutaueaa ou perpe-
tua-, e sarillos, mohecidos |>elu falsa nome Ue liga-
do uos pellos, rheumalisrao, dielezede todas as qua-
' ,1ifL-.S.U'.l?.\'VCl,a!;';s e f,a OLHIMAUCHAS, qualquer queaeja a causa e o
objeclo que as produzo.
O MESMO BALSAMO se teiu applicado cora a
raaioi vanlagem as molestias eginulea : porm ad-
verle-se quesosedeve recorrer elle em caaos e
ireinus, ua lata .insoluta ou invussivel de se obter
a assisleucia de mu facultativo.
IJl'ISIL'I.AS, era qualquer parle do corpo.
1 jl.tl.MliltlljAs, nao excepluando a lema ou soli-
taria.
MUKEDUKAS de qualquer especie, anda que
sejain as oais veuenesas.
DORES clicas ou de Barriga, debillda'de de esto-
mago, obslruccao das glndulas ou eulrauhas, e ir-
regulai idade uu Talla da incuslruajao; e sobretudo,
iiiUaiumaees do ligado e do baco."
AH-ECCO'ES iie peilu, degeneradas em princi-
pio do pllivsica le. Vende-se na ra'larga do Ro-
sara u. 3b.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
n grande sortimento de taichs tanto
de abrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos oslogares
evistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
preros sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. 4 C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos d" ferro de --fr qualidade.
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
svnthe encaixotado, por barato" preco:
na ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gmeoho com pouco dinlieito.
Vende-se brim trancado de lislras e quadros,de pu-
ro linho, a SOOis. a vara, dilo liso a 640,, ganga
aniarella lisa a SBP o covado, riscados escures a imi
laeao ile casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais bailo a 100, cantores de loda as co-
res a 200, 2U e .120 o cotudo: na ra do Crespo
n. 6.
, Alpaca de seda.
Veinie-se alpaca de seda de quadroi de bom goslu
a 72" n covado, enres de 13a dos melhores Kstosqoe
lem viudo no meneado a 4&5O0, dito* de cassa chita
a I98OO, sarja preln hespauhola u 23400 e JjOO o
covado, selim prelo de Maceo a 20800 e392O0, guar-
danapos a'damascaJos feilos em Guimaraes a 39600
a duzia, loalhas de rosto vindas do mesmo lugar a
99000 e 129000 a duiia : na ra do Crespo n. 6.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, propria para a esta-
co prsenle, por commodo preco : na roa do Cres-
po 11. 6,
CASEM1RAS A 2?i00 E 39000 O CORTE.
Na loja deaiacs & lleuriquei, ra do Cres-
po n. 3, vendein-s* corles de casemirl ingleza, pelo
baralissimo preco de 29400 e 39000 cadaum.

Aa fabrica da espirilos da roa Direila n. 84,
novr.mrnle aberla. veude-se alcool ratificado a ha-
uho Maria, licor fiao, entre fino e ordinario, de dif-
ferenlcs qualidades, em garrafa* tjfv caadas, ge-
nelira em frascos e era caadas, agurdenle do reino,
liuta preta e rxa para eserever feda em alcool (ta-
co, agua da Ccllonia era Ira-quiulus e era garrafas,
banha para cabello de dillcretles cofes, oteo de ma-
esssa, liiilo lii'in preparado,(e poLfrerocommodo,
garrafas brancas Hatea, proprlaififta licar fino, oleo
de ricino e laropei. ,^___
Deposito de- vinlio de chatn-
91 pagne Chateau-Ay, primeiraqua- w
^ lidade, de propredade do conde ty
tde Marcuil, ra da Cruz do Re- $$i
cile n. 20: este vinho, o melhor g|
I de toda a Champagne, vende-se j
2C a oSOOO.rs. cada caixa, acha-se 1
fe nicamente em casa de L. Le- g
comte Feron & Companhia. N. W
9 B.As caixas sao marcadas a fo- tt
:S gConde de Marcuile os ro- i
$0 fulos das garrafas sao a/.ues- 0
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Vellia, es-
criplorio n. 12, vende-sc muilo superior polasaa da
Itussia, ainerieana 9 do Rio de Jaueiro, a presos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recua, de llenry Gibson, o mais superio-
res relogios fabricados era Inglaterra, por precas
mdicos.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escures, grandes e "pe01;"
nos, a I9200 e720 cada um : na ra do Crespo n. 6.
Vende-se acn era cunhetes de um quicial, por
preco muito commodo : n* 'armazem ( Me. Cal-
monl & Companhia, pra^a do Corpo Sauta n. 11.
,
I
ESCRAVOS rti&pos.
Roa-se a ;>utridadnn)fli(Pav aos munici-
paes, rapililes de campo, 011 utiaque: pessoa do po-
vo, niamlem prender ou prteiflAii o preto Chrislo
vAo, fgido desde 3 de maio di) rranle anuo, com
os signai- seguinles : baixo .n'gro, 4e Angola, re-
presenta ler Oannos. cara descarnada, otnos fun-
dos, pequeos e larvas, gen* becca reilo provenanle do a/, p/enatinaa e arqueadas,
ps grossos, milito vivo e "Prto, andar muilo ligei-
ro no que parece oxear, niaito alale, Talla apret-
sadae alrapalhada, fcchande oa ollios, ka canoeiro,
pelo que he aqu miiile conhecido puriaadar tirando
a rea, he Irepadur duroqueiros em fWi; "foi escravo
do fallecido Bartode llamarac, e millo conhecido
naquella illia par estar muilo lempa n engenho
Amparo, assim como* nd Mauguinlra a Hospicio,
aqu 110 Renfa; levon 4 caansas, urna de bata en-
carnada, oiiira de eslpa, unta da algodao da Ierra,
nolra do m4\>o\*o, urna calca de algoMo nal, ou-
lra ruin 1 ccroola de estopa, 1 cobertor de bala
encarnada, chapeo de pnlha, ljela, pralot, 1 bule,
roupa r /onra usada ; desconfia-se ande pelos ence-
nhos de Ilamarac, soccorrido pelos escravos dos
mewnns engenhos, que no cose de ser verdadeira a
descouliaura, leiu-A coran cerlo a prisan por ordem
dos Srs. dos engenhos da liba, de cuja lloara e bon-
dade ludo confia o senhor do prelo : quem delle
snuber on o apprehen ler, leve-o 1 na do Rangel n.
54, dislilarao de Viclorino Francisco dos Sanies, se-
nhor do prelo, que pagar generosamente ; e nos
domingos, no aterro dos Afogados, casa do-mesmo,
frenle azul, on\uirue ida o. 174.
I)e.)ppareccuda roa larga do Rosarlo n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alio, olhos grandes, coln
urna cicatriz no rosto, cabellos c barba grandes ; he
oficial de sapateiro, anda decalca e jaqueta, ralra-
jo, e diz-se forro : quem o apprehender e entregar
ao seu senhor, sera recompensado.
CEU MIL RES DE CRATIF1CACAO'.
Desappareceu no da G de dezembro do auno pr-
jimo passado. Benedicta, de 14 anima de idade, ve<-
ga, cor acaboelada ; levou um veslido de chita com
lislras cor de rosa ede caf, e oulro tambem de chi-
U branco com palmas, um Icu^o amarello no pesco-
coja desbolado: que'm a apprehender conduza-a i
Apipucos, 110 (lileiro, em casa de Joao I.eile de Aze-
veilo, ou no Recife, ua praca do Corpo Sanio u. 17,
que recebar a graliiiiac,o cima.
-______________,_----------------1---------------------i
PERN. TVP. DE
\
MiiTimnn



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