Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01033


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Full Text


J w
ANNO N. XXXI. 117.

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 22 DE MAIO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000. *
Porte franco para o subscripto!.
y
DIARIO DE PERNAMBUGO
ENCAItREOADOS DA SIIBSCRIPCA'O-
Recite, o prvprieterio M. F. de Faria ; Kio de Ja-
w-iro, o .T. Jim Pereira Martins; Babia, Sr. I).
Ihiprad ; Mrei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ilonc ; Parahiba, o Sr. ervazio Vctor da Nativi-
dad* ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, o Si. Antonio de l.emos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; MaranhAo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, t Sr. Domingos
llerrnlann Ackiles Pessoa Cearenc* ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona., o Sr. Jernimo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 d. por 19.
l'aris, 35 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Actjes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia do seguros ao par.
Discanto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 velhas.
de 63100 novas.
> de 4*000. .
Prata.Pataces brasileiros. ,
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29*000 Olinda, todos os dias
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias le 15
169000 Villa-ltella, Boa-Vista, ExeOurir.ury, a 13 e 2
99000 Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-eiras
19940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
1 940 PREAMAR DE IIOJE.
19860 Primeira s 9 horas 18 minutos da manha
I Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
I 2" vara do civel, qnartas e sabbados ao meio dia
EPIIKM1.HIDKS.
Mato 2 Lita cheia as 2 horas 17 minutos e
39 segundos da manha.
9 Quarto mingtiante as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manha.
16 Lita nova a 1 horas 43 minutos
3j> segundos, da larde
23 Quarto crescente as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manha
DIAS DA SEMANA.
21 Segunda. Ss. gneos, Theoporofe'Vflente.
22 Terca. S. Hita de Cassia vtu. ; S. Quiteria,
23 Quarta. S. Bazilio are. ; S. Dezidesio b. ro.
24 Quinta. S. Vicente de Larins ; S. Manahem.
25 Sexta. S. Gregorio 7. p.; S. Marta Magdalena
26 Sabbado. S. Felippe Nery fundador da C.
27 Domingo Pascoa do Espirito Sanio. S. Joio
p. m. ; S. Ranulfo m. ; S. Eutropio.
prte orriciii.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Kxpodiente do dia 8 de marro.
Ao presidente das Alagoas, remellen lo eopia do
decreto de demissAo pedida por l-'innino dos Santos
de Carvalho Cmara do emprego de segundo escrip-
tnrario da thesouraria.
Ao do L'ar, remitiendo os ttulos de nomea-
5io de Joaquim Jos da Gama Jnior e Boaventura
4a Silva Coitubra para continuos da Ihesourari.
Ao do mesmo, remetiendo os decreto* de iin-
meacAo para diverso., empregos da thesouraria de
fazenda, de que trata a seguinte relaco :
Jos Francisco da Silva Neves, para segundo es-
cripturario.
Antonio Alves de Menezes. idero.
I.niz Alindo Mnuteiro Baena, dem.
Manoel Maria Duarle, para lerceiro escriplu-
rario. ,
Januarhp Antonio de Moraet, dem.
Jet Leocadio do Aroaral, dem.
Antonio Concalves de Barros, para quarto escri-
turario.
A' Ihesourari da Baha, declarando que devia
ter mandado pagar ao secretario interino dos Dia-
mantea ns Sincor, que lie escrivao da collecloria da
villa de Santa Isabel, nAo o ordenado por inteiro, e
sim a quinta parte, segundo a pratira seguida em
tae> casos, e que tem por base disposires antigs
anda em vigor; peto que, tanto ao [dito secretario,
como aos demais empregados em igualdade de cir-
rumstancias, e mandardeduzir deseos veneimen-
tos o que indevidamente receberara.
Ao presidente do Amazonas, remetiendo o de-
creto de nome.ir.lii do segundo escripturario da Ihe-
sonmria Aristides Justo Mavignier para o logar de
chefe de seceso.
- A' thesouraria do Paran, declarando que os
veneimentos do inspector geral da medirAo e demar-
caeo das tetras publicas, e os dos respectivos agri-
mensores, deverAo ser por em quanto o mximo es-
labelecido nos arls. 12 e 13 do regulamenlo de 8 de
raaio do anuo find ; que aos individuos que com o
dito inspector geral tem de servir, como desenlia-
dos;, ajudante c cscrevonles, constantes da relacao
que nesla dala se envia, se abonaran asquanlias na
mesma retaban designadas ; e aos medidores, abri-
dores de picadas, etc., os salarios que frem arbi-
trados pelo presdante Ma provincia; cumprindo
qae o inspector providencie i! modo que, por fal-
la de dinlieiro para salisfazer lao- despezas, nao se-
jam nterrompidos os tmbaldos, e oulrosim que, na
liypothese de nJo baver collecloria na vtzinhanca
da localidade ein qne o inspector, geral estver tra-
balhando, nem ser possivel enviar-se para ah di-
nlieiro por vi de letra, Ihe entregue a quantia or-
eada para dous nn (res mezes de servico, devendo
lie prestar conlas.
Ao Inspector da nllandcga da corle, mandando
entregar, livrcs de direitos, ao cnsul geral do im-
- pono da Rus.ta. unta caixat duas barricas conten-
do objeclos para uso do eneirregnlo de negocios da-
quelle imperio, e vi
gnez Brasil l'ackel.
quelle imperio, e indas a bordo d
i deneg
hamhor-
Ao me-m mandando entregar, livre de direi-
ros. ao enearregado de negocios da Santa S, urna
caixa com ornamentos sagrado, vindi a bordo do
navio GiuHo II, procedente de Genova.
9
Aopresidentes de provinciaes.Circular.Illm.
e Eim.Sr.Nao convindo qoe o reqoerimentos
do empregados de fazenda as provincias, que por
qualquer motivo prelcndemlicencis, deixetn de ser
previamente informado pelos respectivos inspecto-
res da* thetourarias n pelos presidentes, sendo por
estes oficialmente, dirigidos a esta secretaria de esta-
do, manda S.M. o Imperador que V. Em., pelos
moioj competentes, assim o faca constar aos referi-
do empregados, dectarando-lhei que nao scrao laes
reqoerimentos aceito e tomados em consideraran
pele governo imperial sem que traxam preenchida
a clausula mencionada. Dos guarde a V. Exc.
Sr. presidente da provincia da Baha.
Ao administrador da recebedoria, mandando
restituir aos banqueiros Mau, Mac Gregor & C.,
a importancia de selo que pagaram pelo primeiro
contrato social que celelir.ir.im, visto que tiveram
de pagar novo sello pelo novo contrato, e hayer sido
aquello annnllado por acto do governo.
-10
Ao presidente do Rio Graude do Sul, participan-
do que o tribunal do tliesouro indeferio a preteneAo
de Eduardo Alves Ribeiro, oflicial da exlincta pa-
gailoria militar, de pagar em preslaroes de 509000
mensaes, deduzidasde sen nrdenado, o alcance em
que esta p ara com a fazenda nacional como encar -
regado que oi ds pagamentos militares as villas
de Cacaipava c S. Gabriel: visto ser tal prelonco
contraria i disposicao doarl. 43 da lei de 28 de ou-
labro de tSW, e Hie nao ser applieavel a circular
He J3 de selembrn de 1851.
Aomesmo, enviando os decretos do nomeac3o
de Antonio de S Brito, .Casiano Xavier Percira de
Brito, e Manoel Coelho da Rocha, para inspector,
eseriAo e feilor da ilfandega do Rio Grande do Sul;
de JooRoballo llarceltos, Jos Saturnino dos San-
to Paita, Benjamim Antonio di Rocha Faria e
Theodoiwdo A Ionio da Rocha,para ajudante dos
conferentes,(cripMario, > cscripturarin e ama-
iimos da dit aifandega; c de Joio Luir. Valerio,
Framitco Jos d'Csta Arnujo, I.niz Antonio da
Rocha Jnnior e llumaz Dcschamps Montmorenc>,
para ajadante dosconferentes, I.- escriplurario.se-
gondo etenpturario t amanuense da aifandega de
S. Je do Norte.
A' thesouraria do Para, declarando para faze-
lo constar a aifandega, que, com quanto nos arts.
14 jj 10 e 180 do regulamenln de 22 de jiiuho de
18^16 se arhe dis|osto que s p*ss*am as emharca^es
ser visitadas depeis de completamente descarrega-
da, nao fio inhibido aos inspectores das alfandegas
permittirem que o sejain, lendo alguma carga a liur-
do, aquellas cmharcacOus que por lia construcrilo
necessilem para sua segusanc.a conserva-la at rece-
berem soffleientc lastro, on nova carga; comanlo
qne a remanescente possa ser examinada, e devas-
sado o porJo, e comUnto que tenha lugar o recebi-
menlo do lastro ou carga no mesmo ancoradouro da
descarga, onde se devera fazer a do resto do carre-
gamenlo qne para seguranra lionver do Picar a bor-
do. E pelo que respeita barra ingle/a Hiena, que
leu lugar a esta decisio, dever o inspector da ai-
fandega consentir no recebimento do lastro requeri-
do no aneadour.i da descarga, se esla nilo liver sido
concluid^, nos termos que ficam declarados. Com-
municou-scao ministerio de estrangeirus.
A' do Kio Grande do Sul.coinmunicando ter sida
approvada a entrega de 1203, por ordem da presi-
dencia, ao l)r. Manoel Pereira da Silva Ibaluba,
como ajuda de cusi da viagem que, como niembro
da eommissAo de hygiene publica, tez ao municipio
de Santo Antonio da Palrulha. *
14
Ao ministerio da justica, para que declare qual
a parU da congrua que deve competir ao vigario
ncommendado substituto por impedimento de pro-
nuncia do collado da freguezia do Rio Bonito, visto
. congrua integral, e para que fue regra acial a se-
guir era casos semelhantes.
Ao Sr. presidente da Babia, declarando que a
tliasouraria obrou de cooformidade com o dqcreto da
10 de novembro de 1850 ordenando que a Jos Ja-
come Doria se fizesse o descanto da quinta parle do
ordenado pela licenca de tres ru>"7esquc obleve da
presidencia, visto que os empregados das extinctaa
conladorias de marinba das provincias fnram posto
disposicao do ministerio da fazenda, e considera-
dos empregados de fazenda, cujas liecncas se regem
pelas disposicoes do citado decreto.
A' thesouraria do Amazonas, approvando o seu
procedimento quando negou ao 1" supplente do juiz
municipal da capital os veneimentos que pretenda
de direito da comarca e chefe de polica do lempo
em que o substituid, por estar este lercendo n lu-
gar de vire-presidente, por estar do conformidade
com as ordens do thesouro, que tem declarado que
o supplcntes dos juizes municipaes nio tem direilo
aos veneimentos desles quando os subsliluem.
Ao inspector da aifandega, para que permita
a Jos Goncalves de Carvatho Jnior, para uso de
sua fabrica denominadaBoa-Vista, |no munici-
pio de Angra dos Res, o Jespacho livre de direitos
de 125 qnintaes de potassa, soda ou barrilha ; 100
ditos de minio ou azarcAo ; 37 l|2 ditos de salitre ;
10:1 ditos de otydo de ni.ingane;; 7 1|2 lons. de pe-
dra calcrea e 7 l|2ditas da barro para fornos e
potes; devendo porm cessar esta concesso logo que
for mandada execnlara nova tarifa.
Ao administrador da recebedoria, communi-
rando que, vista do arl. 15 do regulamenlo de 16
de abril de 1842, o tribunal do thesouro indeferio o
reqnrrimcnto em que o coronel Egas Muniz Tello
de Sampaio recorre da mu lia que Ihe fui imposla por
nao ter havido na escriplura a Iranscripco do co-
nhecimento no lalao, e nao constar eslar paga a de-
cima vencida da credio da ra do Sacco n. 95, de
que era co-proprielaro o supplicanle.
MINISTERIO DA GUERRA.
Boletm de 16 a 30 de abril de 1855.
.Vomeofoei.
" O capil.lo reformado JoSo Rodrigues Seixal, para
almojarife da escola de applicacilo.
O alferes reformado Rodrigo Lope da Cunha Me-
nezes, para escriplurario da repartirn de quarlel-
mestre-general.
Lente de pliysira da escola militar, o substituto
Dr. I luillierme Schucb de Capanema.
Dispenselro do hospital militar da guarnirn da
curie, Jacinllio Pereira Valenle.
Pralicante, sem vencimento, da contadura gera|
da gnerra, Jos Alhano Fragoso Filho.
Reforma.
Ao brigadeiro graduado e aggregado do corno de
engenheiros, Antonio Joito Rangel de Vasconcellos.
Demittes.
Ao 2." cirurgiao do hospital militar da guarnirn
da edrte, Constantino Jos da Silva Franzini.
Ao padre Joo Baplisla Rorcalbagliata, dacom-
missilo de capelllo, por assim o pedir.
A Jos None de Miranda, do posto de alferes do
i." regiment de cavaltaria ligeira, por have-la pe-
dido.
Ohitot.
O lente do corpo de guarnirn fiza de S. Pan-
to, Manoel Martins de Almeida, na provincia do
Rio de Janeiro, a 11.
O marcchal de campo reformado Joo da Costa
Brito Sanches, em Sanios, a 14.
O alferes reformado Seralim Pereira Barbosa, na
corte, a 15.
O major do corpo de engenheiros, Antonio dos
San*t>s Cruz, a 1K. na corte.
O major reformado Domingos de Azeredo Couti-
nho, na corte, a U8.
Baixat.
Ao I. cdete 1. sargento do balalhSo do deposi-
to Jos Ricardo de Bilancourt Leile; ao cadete do 1.
de artilharia h p Luiz Francisco Padilhi; ao 2.
sargento do 5. regiment de ravallara Joaquim da
Cunha Bilancourt; aos cabos de esquadra do 1." re-
giment de ras altara ligeira Francisco Jos da Sil-
va ; do balalh.10 do deposito Manoel Francisco ; do
1." deinfanlaria Joaquim Manoel do Espirito Santo ;
e do 2. da mesma arma Manoel Soares de Assump-
r.lo ; aos soldados do 1.".regiment de rasallara li-
geira Domingos Jos Alves, e do asylo de invlidos
JoSo Ras mundo, c ao ferrader do dito 1." rogimen-
lo Francisco Fcrrcira Maritns1.
Ao soldado do inoo halalhao do Cear Liberato
Rodrigues Parriao, julgado incapaz.
Pasiagem.
Para o batalbAo de engenheiros, ao furriel do ba-
lalMN do deposito Jos Maria de Oliveira Barbosj,
ean soldado do 1. de infantara Damin Alvares
Peqneiio.
Para o 1. regiment de artilharia a cavallo, ao
1. cadete do 3.i de cavaltaria Jos Thom Salgado
Flho.
Para o 1." regiment de cavaltaria ligeira. ao 2.i
cadete t.isargento do 3. da mesma arma Joao da
Silva Barbosa.
Para a provincia de Pemambuco, ao cabo de es-
quadra da companhia de invlidos da curte Jos
Raymnndo de Carvalho.
Para a guarnidlo do liaranhSo, ap soldado do l.
de infantara Adelo Henrique Franco.
Para o 10. batalhao do iufanlaria os alferes An-
tonio Caetano da Costa e Caetano Xavier de Olhei-
ra, este do 3.i e aquelledu 12.i, por devercm mu-
dar de clima.
Licenrai.
Para se malriculnrem na escola militar:
A Americo Vespurio de Almeida Nogueira, a Jo-
s Francisco 8a Paxo, ao alferes do 5. batalho
de infantaria Leopoldo Borges Galvio Ucha, e ao
soldado do l.i de artilharia Clemenlino Jos Lis-
boa. ,
Para esludarem o corso de sua arma :
Ao -l." argento do 1. batalhao de arlilharia a p,
Severiano lliurlino Porlella, e ao soldado do mes-
mo Licurgo Jos de Mello, ao soldado do I." regi-
ment de cavaltaria ligeira Joaquim Augusto de Al-
meida, ao 2.i sargento do batalhao do deposito Bar-
tholomeu duedes da Rocha Fagundes. ao particular
do S. de infantaria Joa Fernandesde Araujo San-
ios, e ao soldado de cavallaria do corpo de goarni-
o fixa deGoyaz Antonio Rodrigues Mnreira.
Ao (apilan do estado maior de 1. classe Joaquim
de Almeida II.i Gama Ldbud'Ec,a, qualro mezes para
ir a Sania Calharina.
Ao lenle do l.i regimenlo de cavallaria ligeira
Francisco Jos de Souza c Silva, prorogaco por tres
mezes.
Ao alferes do 3.i da mesma arma. Gaspar Kran-
Cjsc Menna Brrelo, tres mezes para se tratar. .
Aocapilodo ',. da indita arma, Jos Crspi-
niaiioContrciras eSilva, prorogaeao por seis mezes.
Ao lenle do ti. batalhao de infantaria, Jos Lo-
,pes de Olisi'ira, uin me/, de prorogaeao para ir a
provincia deS. Pedro.
Ao lente do 12." da mesma arma, Antonio do
Reg Duarle, tres mezes para tratar de sua sande
em S. Paulo.
Ao enrivao da fabrica de ferro de S. Joo de Ypa-
nem, Jos Mara de Macedo Rangel, dous mezes
com veurimenio para tralar-se.
Ao oflicial da secretaria do consellio supremo mi-
litar, Joaquim Augusto Conrado, prorogaeao por
Ire mezes.
Commioet.
Approva-se qne 0 brigadeiro giaduado Joao Pro-
picio* Mohii Brrelo se ronserve provisoriamente no
exercicio de roinmaudanle da *. brigada da proviu-
cia de S. Pedro.
Seguem para o Rh> Grande, para serem empre-
gados na fronleira de Misses, o capil.lo Pedro Luiz
Osorio e alferes Diogo Alves Fecraz, ambos do 2."
regimenlo de cavallaria ligeira.
O I.0 lenente-ajudanle do 4.' batalhao de arlilha-
ria a p, Manoel Deodoro da Fonseca, vai servir no
batalhao de engenheiros.
Manda-se que continu addido ao 1. regiment
de cavallaria ligeira o capitn do 3. da mesma ar-
ma, Jos Feliciano Neves Gonzaga.
Ficam disposicAo do ministerio do imperio o 2.
cirurgiao Francisco tioucalves de Moraes, Horneado
para servir na colonia militar de Pimentn a-, e o
alferes de cavallaria Rodrigo .Nones GalvAo, Hornea-
do vice-drector da colonia militar do Uruci.
Ditpotire ditertas.
Mandamse abonar vanlagens de commisso ac-
tiva aos prnfessores do curso de infantaria e caval-
laria do Rio Grande durante o lempo em que esli-
veram em exercicios pralicos no campo.
Manda-se alionar ajuda da custo aos ofticlaes da
guarda nacional de S, Borja que se recolheram de
Montevideo.
Declara-se que as pracas estrangeiras dos corpos
do Rio'Grande que so reengajarem, quando per-
cebam as vanlagens concedidas pela legislarlo M*
nacionaes, nAo accumularAu as que naqurlla qua"
lidadcs tiveram por occasiao do primeiro engaja-
menlo.
Mandam-se recolher aos respectivos corpos os ca-
pilaes do 10.1 halalhao de infantaria Francisco An-
tonio de Carvalho, e o do 5.i da mesma arma Hen-
rique Jos de Carvalho.
Manda-se elevar a 400&annuaes o \encmenlo rio
Imoxarife das obras de Obidos, e a 3008 o do es-
crivao e de fiel.
Delerroioa-se que d'ora em diante seja o ahna-
nak militar organisadn pela cummissio de promli-
ces.
Manda-se addr ao I." regimenlo de cavallaria li-
geira o lente do estado-maior de 1. classe Anto-
nio Clemente dos Santos, para se habilitar nessa
arma, conforme exige o regulamenlo de 31 de mar-
co de 1851.
Avp$,
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra, em 16 de abril de 1855.Illm. e Etm. Sr.S.
M. o Imperador, a quera foi presente o sen odlco
n. 9 de 9 de Janeiro deste anuo, ha por bem nppro-
var a decisAo por V. Exc. dada em sentido negativo
sobre a representacAo do marechal de campo com-
mandanle da.s armas dessa provincia para o abono
de raees de vinho ou agurdenle as pravas que mar-
charam para a fronleira de Misses ; porquanln,romo
muilo bem entendru V. Exc. tabella annexa a
instrnrces de 29 de dezcinhrn de 1829 nAo pode a
respeilo do abono de laes races ler sentido lao la-
to que abranja o caso de mudanca de aquartcla-
mento.
Dos guarde a V. Ese.Pedro de Alcntara Itel-
legarde.Sr. presidente da provincia de S. Pedro.
Kio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra, ero 16 de abril de 1H.55.-lllm. eExm. Sr.
Patio s mAps de V. Exc. a inclusa tabella dos aog-
menlos fcilus nos crditos concedidos s provincias
do Para, Amazonas e Minas-Geraes no correnle
exercicio, na importancia de 132:4.5652.57, conforme
b tabella inclusa, afim de qoe V. Exc. se sirva or-
denar que se lornem elTcctivos os dilos augmento
na respectivas thesouraria.
Dos guardea V. ExcPedro de (confara Bel'
legarde.Sr. marquez de Paran.
Ro de Janeiro.Ministerio do negocios da goer-
ra, em 23 de abril de 1855.Illm. e Exm. Sr.
Tendo ido augmentado o crdito aberlo provin-
cia de S. Paulo no correnle exercicio, com a quan-
tia de 1:7008 para a verba.Arsenal de guerra
armazens de arligos bellicos : rogo a V. Em. ba-
ja de expedir as suas orden a respectiva thesoura-
ria para que se leve etTelo o dilo augmento.
Dos guarde a V. ExcPedro de Alcntara Bel-
'.egarde.Sr. marquez de Paran.
/lelarao doi officiaes e cadete* promocidoi por de-
creto de I di abril do correnle anno, para ai
differentcs arma do exercilo.
Arma de artilharia.
Para segundo lenle,, o segundo cadete do pri-
meiro batalhao a p, Antouio Vilclla do Castro la-
vares.
Arma de cara/loria.
2.i regiment.
Para capilAo, o lenle do mesmo regimenlo Luiz
Joaquim de Brilo, para a 2." campauhia.
4. regiment.
Para major, n capitao do eorpo de guarnirn l\a
da Babia, Francisco Joaquim Pereira de Carvalho
Jnior, por anligudnde.
Corpo de guariiicio fina da Baha.
Para capAo, o lente do segando regiment,
Anlonio Francisco de Cjlslilhos, para a primeira com-
panhia.
Para lenle, o alferes da mesma arma Sabino
Martins de Amorira.
Para alferes, o primeiro cadete do lerceiro regi-
menlo d.o mesma arma, Francisco Augusto Pinto
I'eixoto.
Para alferes alumno, o segundo cadete do pri-
meiro regimenlo da mesma arma, Benjamim Cons-
tanl Bolelho.
Arma de infantaria
3.i batalhao.
Para capil.lo, o lente do quinto batalbAo, Fir-
minoJos de Oliveira, para a 6." companhia,
O lenle do meio batalbAo do Cear, Joaqnim
Cavalcanli de BulhOes, para a oilava compa-
nhia.
7. batalhao.
Para rapi(3o, o tenente-ajudante do quinto bata-
lhao, Jos Manoel Braga, para a lerceira compa-
nhia.
9. batalhao.
Para rapitAo, o lenle do mesmo batalhao, Ma-
noel Claudinude Oliveira Cruz, para a 8." compa-
nhia.
10.1 halalhao.
Para capitn, o lenle do meio batalbAo do I'i-
auhy, Jos Aurelio de Moura, para a oilava compa-
nhia.
Por decreto da mesma data, foi transferido para
o corpo de eslado-maior de segunda classe, fcando
aggregado emquaulo uAo houver vaga, o capitao do
segundo regiment de cavallaria ligeira, Joaquim Jo-
s Pinto.
Libanio Augusto da Cunha Mallo*
I e Taques ; e os Sr. senadores : viscon fe de Sapu-
j cali), \ i.ronde de liberaba, Cuub. Vasruncellus,
' marquez de'Mnnt*Alegre, liarAo de Alitnniia, .Mon-
des dos Sanios, Viveiros. Muniz, Jobim, harao de
Moritibn, visronrie riellaboraliy (Paula Pessoa ; e
par a deputarao que tem de receber a S. M. a Im-
peralriz, osSrs. depolados Borges Monleiro, Fecraz,
Belforl e Luiz Carlos da Fonseca, e osSr. senadores
marquez de Caxias e vsconde de Albuquerque.
A' 1 hora da tarde annunciando-se a chegada de
SS. MM. II., subern as deputardes a espera-la. i
porta do edificio. Entrando S. M. o Imperador na
sala, lio ahi rerehirio pelos Srs. presidente e secreta-
rios, osquae unindo-se a depntac.lo. arompanliam
o mesmo aucnslo -enhnr at o ihroi.o, ho qual loma
assenlo. Sua Magest -de manda assenlarem-se os Srs.
deputados e senadores, e pronuncia a seguinte
FALLA.
ir Augustos e dignissimo Srs. representantes da
narasi.
i Possuido do spilimenlo de jubilo que sempie
mo anima ao verme noseio da represenlacao na-
cional, vrnho abrir a prsenle sessn legislativa.
( O imperio permanece em paz. e tudo prometi
qoe esla situaco nao ser alterada.
J) meu guverno lem aproveilado;lao feliz ense-
jo para que a applicacAo dos meioscom que o (endos
habilitado,afim He desenvolver os gennens da rique-
za e prnsperdade nacional, prod,uza os mais benfi-
cos resultados!*
A guerra, que infelizmente alewi-se entre as
principies potencias da Europa, nao lem influido
sobre a renda publica lo scnsivelmente como era
de receiar. O estado de uossas liuanc.is he linda sa-
lisfarloro.
Nossas relurfie inlcrnacionaes manlem-se as
ron liees da boa ntelligencia e amizarif, que lenho
sempre procurado cultivar com as deaiais poten-
cias.
Celebrei com Sua Mageslade el-rei de Portu-
gal urna ruinencan. que temblor fim reprimir e pu-
nir o crin)* de falsificaAo da inoda e.papeis de ere-
dito com circularlo legal esn cada um dos dos pai-
ze, quando praticado no territorio do outro.
sta convencao ser-vos-ha presente para tibler
a vossa apprnvario na parte em que depende de ac-
to legislativo.
A desagradavel oceurrencia qne spbreveio as
relaces do imperio com a Repblica do Paraguay
terminou por um modo honioso para ambos os pai-
zes, prestando-se o governo paguayo reparacAo
que nos era devida. Espero que a missAu que enviei
aquella repblica conseguir igualmente um accor-
do salisfactonn acerca de mitras quesliies pen-
dentes.
O snbsidio pecuniario que o meu governo foi
autorisado a' conceder ao da Repblica Oriental do
Uruguay findou com a prestaran do mez de novcni-
brn do anuo prximo passado.
A furca de Ierra, cuju auxilio fura requisilado
pelo mesmo governo, anda se conserva no territo-
rio oriental.
a O liria e a disciplina de que lem dado provas
esta parle do meu etercilo Ao dignos de especial
Inuvnr.
Comprazo-me em annunciar-vos que nenhuma
lentaiiva tgm havidode trafico de Africanos. A adhe-
s.lo do paz e a vigilancia ruin que continua a ser
feia a polica do nosso litoral dAo-me a seguranza de
que nAo reapparecer es.U* criminoso commercio.
a O meu governo prosegue com particular -olci-
lude nu empenho de promover a colonisacrin, da
iial lo essenciahne'nle depende o futuro do paiz.
onlo que nAo serlo infructferos os seus e-forro.,
auiiliados, como sempre o tem sido, por vossaa
luze, e me liante o concurso de todos os Brasi-
leiros.
O meus ministros dar-vos-hAo circuinsLuicia-
das informacoea-sobre. sel da da* lillereuUs tainos
da publica adminislracao, e sua mais urgentes ue-
cessidades.
llerommi'ndo-vos os projeclos que. pen lem de
vossa deliberacAo, conceruenles s reformas judicia-
ria e hypothecara, .rearan de um conselho naval,
e i proiiioc.io do oiciaes da armada, bem comj as
medidas indispensaveis para melhorar a organisa-
cAo do exercilo
o Augustos e dignsimos senhores representantes
da nacao Confio no franco e leal apoio que lendes
prestado ao meu governo, e que a presente sessAo
ser lo frtil como as anteriores em medidas ade-
quadas pros'peridade do imperio, objeclo dos
meus mais ardentos voto e musanles desvellos.
Esla atera a sessAo.
Terminado este acto retram-ae SS. MM. II. com
o mesmo ceremonial cum que hasjjHBnsidu recehid s,
idenle levanta a sessu.
IIIEBIOR.
RIO DE JANEIRO.
SESSAO' IMPERIAL DA ABERTURA
DA
AsM-iiibl a s< ral legislativa,
EM 3 DE MAIO DE 1855.
Prndatela do Sr. Manoel Ignacio Caralcanti de
Mierda.
Ao meio dio, reunidos os Srs. deputados e sena-
dores no pac) do senado, silo elelos para a depula-
c.lo que tem de receber a S. M. o Imperador, o Srs.'
deputados Dulra Rocha, Paula Fonseca, .Macedo,
(jorrea das Neves, MagalhAes Castro, Carneiro de
Campo., Fausto, .Machado, Olivcir.if Monleiro de
Barros, Vicha de Mallos, Henrique, Siqucira Quei-
ruz, l.ivrainento, conego Leal, vigario Silva, Can-
dido Mendes, Castro Machado, Theophiln, Souza
franco, Uouva, Teixeira de Souza, Araujo Lima,
rior da guarda nacional dos municipios da Franca,
BalalaeseCasa Branca, da dila provincia, Antonio
liarcia ile Fjgueiredo e Jos Francisco de Carvalho
Jtinqueira.
Capil.lo secretario geral do dilo commando, Jos
de Andradc Diniz Junqueira.
CapilAo i.' secretario dilo dito, Joaquim Alves
Ferreira.
Capillo cirurgiao-mor dito dilo, Joao Baplisla
Freiie.
Foi transferido no mesmo posto como aggregado
\ para a reserva, o capilAo secretario geral do com
mando superior da guarda nacional, do municipio
do Lagarto da provincia de Sergipa, Jos Pereira
Soares.
Foi reformado no mesmo poslo o major da ex-
lincta 2. legi.lo da guarda nacional do municipio
de Santa-Isabel de Paraguassii da provincia da Ba- .
hia, Francisco Antouio de Alhavde.
[Diario do Rio de Janeiro.
e inmediatamente u Sr. presid
7 de maio.
Por decreto de -26 de abril ultimo leve merco Joa-
quim Jotde Sant'Anna Baplisla da serventa vita-
licia dos officios de labelliAo e escrivo de orpbAos,
e privativo de ausentes do termo de Camama, da
provincia da Baha.
Por decreto de 27 do mesmo mez foi amnistiado
Joao dos Santos Lima dos fados, porque possa s. r
argido, por se baver envolvido :ia rebelliAo, que
leve ltimamente lugar na provincia de Pemam-
buco.
(Jornal do Commercio.)
-II-
Pelo vapor Camilla, entrado honlem do Rio da
Prata, recebemos folhas de Buenos-Ayres, cujas
dalas alcancam al 2, e de Montevideo al 5 do cor-
rente.
* O Commercio dil Plata, da ultima dala, diz o
seguinte a respeilo dos negocios do Paraguay.
i nimiamente fundeou em nosso porto o vapor
de'guerra fraucea Ftamheaxi, sabido da AssumpcAo
em 22 de abril, e que chegou aqnem 10 dias. Com
referencia a este barco e disse que a qucsblo esla-
va arranjada no que diz respeilo ao Sr. Leal, agen-
te do Brasil no Paraguay, ruja eipulsAo rialli he
urna das razes allegadas para as pelires que -o
imperio faz aquella repblica porm quautu ao
que diz respeilo ao limites de navegaran, nada se
havia adianlado. Diz-se que o presidente Lpez
quera que ambas fossem resolvidas simultneamen-
te, masque o ministro brasileiro pedia qoe o fossem
separadamente.
Afora o Ypiranga, que eslava em Assompcao, o
reslo da esquadra brtsileira se achava anda as
Tres Boceas, as ordens do Sr. Barroso, chefe do
estado-maior. *
Rcceiava-se que a baxa das aguas diffleullasse
muilo a desrida dos navios. senAo live-e lugar
promplamenle.
O vapor de S. M. B. Ri/leman, que se achava no
Paraguay, era esperado era Montevideo todos os
dias.
De Entre-Rios consta, segundo diz La Tribuna
de Buenos-Ayres, quedepoisde se baver suhmetlido
Caceres e lendo-se prestado cum facilidade a suh-
meller se disposicao do governo nacional, elle,
qualro chefe, e cerca de un tessenla soldados, fn-
ram cnnduzido ao Paran, escoltados smenle por
um oflicial e dez soldados ; ma aproveilando-se da
pequenez da escolta, fugiram em |direccao ao Uru-
guay, provavelinenle com designio de passar Ban-
da Oriental ou ao Brasil. Diz-se que eram perse-
guidos.
O Sr. Buclienlal propoz e ajustn com o governo
nacional um arranjn para o estahriecimento de om
Banco em grande escala no Kusariu. Como ignora-
mos ainda a sua bases, nAo poderaaf emitiir a
nossa npiniAo sobre este projecto.
O mesmo senhor entrn em outro ajuste para
realisar, por meio de armes, representando elle a
empreza. o caminhb de ferro entre o Rosario eCor-
dova. Tamben, foi avisado para accelerar vinda
de colonos, que ffereceu mandar > sua cusa S.
M. o re das Duas Sicilias.
( Diario do Rio de Janeiro.)
----------1
1i -
Por decreto de" de maio correnle, foi rerondu/.i-
do o liarh.irel Antonio Augusto da l'onceca, no lu-
gar de iuiz municipal c .orpbAos dos lermos reuni-
dos de l.imeira c Rio Claro, na provincia de S.
Paulo.
Por decrelo deO do mesmo mez fnram amnistiado
Anlonio Mauricio da Rocha e Pedro Alejandrino
de Brito, dos Tactos porque possam ser trniidos,
visto terem-sc envolvido na rcbelliao que leve lu-
gar em Pernambuco, em 1849.
Por decretos de 12 do dilo mez, foram rome-
ados :
Tenenle-coronel chefe de estado maior do com-
mando superior da guarda nacional dos muncpius
do Pilar e Mamanguape, da provincia da Parahiba,
o hachare! Antonio Filppe de Albuquerque Ma-
ranho.
Major rommandante da seclo do batalhao D.8.
da guarda nacional da reserva da provincia de S.
Paula. Fernando de Almeida Leile.
Chefe de estado maior do commando superior da
guarda nacional dos municipios de Tmbale, S.
Luiz, Pinriamunhangaba e Challa, da dila pro-
vincia, Antonio de fiodu) .Molina.
Majoresajudante* de ordens do commando supe-
Parco Saval.No dia 17 do correnle llavera um
grande pareo naval na enseada do Bolafogo, em prc-
senra de SS. MM. II. Eis o programma :
Presidente.O Sr. marque/, de branles.
JUs".O Sr. chefe de divisas) Joaquim Jos Ig-
nacio.
Arbitros.Os Srs. capilAo de mar e guerra Fran-
cisco Jos Mello, o capilAo de mar e guerra Anlonio
Flix Correa de Mello, o capitao de fragata Raphael
Mendes de Moraes Valle, o capilAo lente Anlonio
Alfonso Lima.
Aldante do juiz.O Sr. capilAo de Trgala A.
P. l'ereira.
l-.nrarregadosda polica.Os Srs. lenles Mar-
cos Joso Evangelista, Pedro Cuna da Cunha, An-
tonio Alves rio Sanios, Benlo Jos de Carvalho e
Jo.io Ignacio dos Sanios.
DirectoresOs Srs. Joaquim Marques Lisboa,
Jcronymo Martiniano Figueira de Mello, Bernardo
Augusto Nascentcs de Azamhuja, Jos Lopes Perei-
ra Babia, Jezuino 1.aniego Costa. Manoel lime- de
Oliveira, JoAo Baplisla Vianna Drummnud,' Joa-
quim Leile Ribeiro. Theotonin Meirelles da Silva.
fmbarcaroe' que Jecem formar a linha do pn-
rlwJ-Vapof Santa Cruz (do servido particular de
S. M. I.) vapor de guerra Recife, dilo dito Col/i-
nho\ hiale Parahubano, cter C.uarany.
Ap corrida principiaran do lado da ponte das bar-
ras m linha recta a casa do banbo de SS. MM. II.,
e 111 taran as pranchas que ahi se acham com os
arbitros.
Un tira de peca disparado do culer (iiiaramj se-
r o signal da partida de cada pareo.
A nenhum escaler ou bule lie permillido corlar a
linha que marra o pareo, pasear para o lado da
Ierra, podendo dirigir-se para embarque ou desem-
barque ao lim da praia entre ponte das barcas e o
morro da Praia Vermelha.
laverAo escalercsal 2 1|2 boras na ponte im-
"Perial, para o embarque dos convidado* e sucios que
quizrem ir para burdo dos diversos vapores assislir
regala, regressando depois de finda a mesma, i
desembarrar nesse lugar.
Nal ponle imperial s podem atraer escaleres de
guerra nacin es *ou eslrasigeiros, quer antes, quer
depois da regala.
laverAo sele corridas e sele premios, da maneira
seguinle :
l. Corrida s .1 horas em ponto. Escaleres pe-
queos de navios de guerra nacionaes c eslrailgei-
ro.
-'..* Escaleres dirigidos por amadores e Iripolados
por nlarinheiros.
'!." O guigiie haleeira do brigue de S. M. Brilan-
nica Express, e os contendores da marinba de guer-
ra brapleira que se Ihe oppu/.erein.
\." Escaleres com i remos dirigidos c Iripolados
por- amadores.
">." Escaleres de 0 remos dirigidos c Iripolados por
ndate.
6." Escaleres dos navios mercantes.
7. Escalares grandes dos navios de guerra nacio-
naes e eslrangeiros, e arsenal de marinlia.
Os premios serAo dislrihuidns a liordo do vapor de
S. M. o Imperador, em presenea dn juiz, arbitros,
directores, commandanles e olliciaes dos navios de
guerra nacionaes c eslrangeiros.
No lim do pareo os convidados e socios se renni-
rio a tomar um copo d'agua na casa p.r esse elTei*
tir destinada em frente ao chafariz (propriedade do
Sr. Leile Ribeiro'. ; servndu para isso os ai loe. dis-
lrihuidns pela directora.
San Pedro do Sul.
f.ilailc do Rio (irande, !'> de abril.
Tenbo a salisfarao de principiar esla caria dandn-
llie a agradavel noticia de que o Sr. Dr. Sinin.lni
nAodeixa par ora a adnini-lrarai. desta provincia, e
que eslava em erro quando o contrario Ihe annun-
ciei na raiuha ultima. He um dos grandes heifefi-
cios com que o imperador felicita a Ierra do nosso
nascimenlo. Sabemos lodos que nAo ha no Brasil
senAo um s homem necesario, que nao erra, que
nAo pecca e qne he finalmente muilo poderoso para
fazer o bem, e infinitamente impotente para fazer
o mal: alm desse homem nenhum ha que seja iii-
fallvel e necessario ; porlanlo, quando o Dr. Sinm-
b deitasse a presidencia nAo fallara ao governo do
imperador brasileiros tilodisliuclos, habis econsum-
mados estadistas como o Dr. Sinimh para dirigir os
deslinos da provincia de San Pedro. Ha porm urna
dilTcrenea que nAo deixa de Irazer graves inconve-
nientes para a causa publica na mudanza quolidia-
na de urna qualquer administrarlo ; esta dillercn^a
consiste em que o novo administrador nos primearos
das de sua gerencia nos publica)) negocios, por mais
hbil e inlelligenlc que seja, jflBfnpre varllame e
ignaro das essencialdades d
ico neg
ite>F
pe-so
iOOcoiitus, sendo ilesle urna oilava pBrle garanlida
por duas firmas desta prac,a. e as outras sele parles
com u-na firma do logar do descont, e oulra deou-
tros lugares da pruvincia, quas na generalidade da
cidade de Pellas; e a verdade, a nao ser alterado
este paragrapho, o melhur sera mudar o ausento da
caixa filial para aquella cidade, ou enlAo lerAo os
capilaes disponiveis da caixa de permanecerem sem
demanda ou emprego, em pura perda e annullaco
de lo ulil e.tabeloriir.riilo. Consta-nos que a di-
rectora representa nrsle sentido c pede a modifica-
rij deste paragrapho para que fiqnp como eslava es-
'aluido nos anteriores estatutos.
Como esla disposicao, encontram-se nutras impra-
aveis ; por exemplo, no capitulo 2- ; pelo arl. 18
caixa ser administrada por urna directora de 5
memhros. Pelo arl. 19, serAo nomeados lambem 5
supplenles. O arl. 20 requer para ser membro di-
rector, que possua este pelo menos, e deposite na
rai :lil acms, as quaes serAo inaliemven em
quanto durarcm suas respectivas fnnecoes. O arl.
24 manda que, alem das commissoes qne Torcm de-
signadas no regul.miento interno, haver elfecliva-
menlc em servico urna commissao de descont, com-
posta de 2 direclorcs, donde se v que nAo poder
baver ncsla cidade lautas pessnns habilitadas que sa-
lisfacam lodas estas disposicoes, para que possa
marchar regularmente a administracAn da caixa,
porque poneos, e, segundo me consla, lao poucos
sAo os accionistas qoe reunem estas rondicos, que
liflicil ser encontrar urna oulra turma para os
substituir no seguinte anuo, e sem vanlagem alguina
particular, porque ahi na corle podero tirar os
memhros da riirecKia urna commissAo de 6 a 7
cotilos annuae-. porm que aqu nesta caixa filial
apenas chegar essa comailoanimal a 3009000 rs.;
n somenle por inleresse geral do commercio, se ha
quem sacrifique urna semana inleira em cada mez
a esses interesses, por cerlo qne nao poder encon-
Irar-se numero sufliciente para compur a direcloria
de nossa caixa, quando se pretenda que um mtn-
merciante, que lano tem que se occopar na geren-
cia de sin casa, reparla melado do lempo, ou Iraba-
Ibe seis mezes no anno no inleresse da communi-
tlade.
Ha perianto impossibilidade real de organisar-se
a directora c seus supplenles nAo sendo modificada
a disposieo do artigo 20. c assim lambem as do arl.
2, acerca do numero dos directores que lem de
servir na commissAo de desconlos. Julgamos que a
direcloria da caita representar direcloria gera'
do Banco acerca deslnsdifliculilaries, e para isso tem
ella tazos bastantes, quando nAo livesse o direito
que Ihe confere o $ 7 d'o art. 21. Esperamos que
estas modificaron serAo feilas nos estatuios de 22 de
fcverero deste anno.
A ordcmjdo dia nos crculos ,dns commerrianles
nacionaes c eslrangeiros desta praca versa sobre a
inesperadas -ulula morle do imperador Nicolao, e
com grande inleresse se discute a marcha do impe-
rador NapolcAo III para 1 Crimea.
Lemos no /{ehnomiita, joru.il de Londres, n. 601.
de '1 do me/, passado, a caria de um correspondente
de Pars com iluta do I." da mesmo ata. e dcllaev-
Iraclamos o seguinte :
Paris, l.o de marco de 185").
n A visita temeraria do imperador a 'Crimea he
considerada em lodos os crculos como urna folia tal,
que militas pessoas recusan) dar crdito sua re.ili-
sar.io. Verdede he que em quanto o imperador
nAo pailir ainda poder cscular cousclhos mais pru-
dentes e renunciar a esle projeclo; porm as preria-
raees se fazera com lana activo!,ule que nAo se
pode duvidar da serie kt le tlesle projeclo. Como
lodos os seus conselheiros o reprovam, o imperador
procurou a approvarAo dos trahalhadores. Os agen-
tes da polica tem visitado lodas as fabricas e ofllci-
nas, pergnntando aos donoi qual a opiniao de seus
obreiros a respeilo da viagem do imperador Cri-
mea. Na verdade, por esta classe de domen be a idea
muilo applaudda ; muilos enlre elles admiram o
espirito emprebendedor de Napoleao III, e alguns
que sAo inimigos doli eslAo satisfeilos de v-lo sa-
bir da Franca para correr lanos perigos, nos quaes
poder encontrar a morle.
h Eu j Ihe disseque deram avisos'e conselhos de
lulas as parles ao iinperetlpr, o marechal Vaillanl,
Mr. Dronvn de l.buys c al Mr. de Persigny, que he
o mais temerario de seus companheiros, nao poup>-
ram suas nslancias. Dizem que lord Palmerslon Ihe
mandara prevenir de que a expedirAo na Crimea era
urna empreza europea, c que licaria exclusivamente
franceza se u imperador fosse para a Crimea como
rommandante em chefe, e que o exercilo iuglez se-
ria reduzido a tima posicAo subordinada, o que nao
podia ser lolerado pela Inglaterra.
Ha alguns receios que este passo do imperador
dos Francezes ponha termo allianca anglo-fran-
ecza. Nao se pode ler confia Ira n'om homem que he
capaz de urna til lemcrdade, e que pode por em
as e das colisas Peri.o a causa geral, somenle para seguir seu amo'
da .nlininisii, rao, a que primeiro tem de riar-se ao
esludo para entao poder imprimir sua acr;o admi-
nis|ralia*con: vanlagem da causa publica. He por
esla razan que a provincia inleira agradece ao im-
perador a conservaran do presidente Sinimh. Al
continuas mudanzas nesta provincia lao rica, tao
frtil em lodos os ramos dos productos com que a
nalureza proiliiosameiile a riotou, e que nexplora"
veis ainda em si encerra, tem sido urna verdadeira
calaiiiidade. que a lem reduzido i pobreza e miseria
em que se lem adiado dos grandes monumentos in-
duslriaes de que carece, c que a elevariam ao alto
grao de civilisaco c prosperidade de que he credora
esla importante parte do imperio, como lem elevado
a outros povos menos favorecidos.
Ha um erro gravissimo em que constanlemenle
laboram as diversas adminislrac,oes cenlraes nessa
corte, que forca de reclamarnos e prejuizos ha de
pelas aventuras e gloria pessoal.
a Sabe-so que a imperatriz, em lugar de procurar
desviar a seu esposo de tAo louco projeclo, pelo con-
trario anima-o a emprehend-lo. Ella intenta acom-
panha-lo al Constanlinopla, edel. fazer urna pe-
rigrinarao ao Sanio Sepulcro.
Continuaremos a dar-lhe noticia do estado pros-
pero da companhia de seguros martimos Fideli-
dade. Temos a vista o ultimo relalorio do segundo
anno de sua existencia, lindo ero novembro do auno
passajo.No referido periodo tomn a companhia ris-
cos de mar no valor de 1,695:5905101. estando pen-
dente, ou em risco effectivo, 295:1195, comprehen-
didos 125:0005 de seguros por determinado lempo;
foram estes seguros effectuados, a saber : Para o
Brasil 1,329:2675972, Rio da Praia 1U:27l5"32,
Europa :l;920, frica 5;6305100, Eslados-Unidos
6:3005, llavaua 8:0005, S. Calharina para Monlc-
afinal dissipar-se, e vem a ser promover-se ahi urna video 1:0005, 14 navios por cerlo tempo 103:0005
medida qualquer para ser exeeulada na corle e pro- O premio dos seguros montn a .'10:1675111, corfes-
vincia do Ro de Janeiro, e logo se allende a lodas as
dilTerenles circunstancias apreciaveis para sua rea-
lisa^Ao, e quando a querem geiieralsar pelas mais
provincias, copiam-se as suas disposicoes laes e quaes.
e as mandan) executar sem previo exame e alinelo
de suas especialidades. Assim se fez com a primeira
lei da guarda nacional, com o- regulamenlo das al-
fandegas, e finalmente com a insliluirAoda nova cai-
ta do banco creado nns provincias.
Lemos os nnvos estatuios modificando a organisa-
(Jlodl caixa filial eslahelecida nesla cidade, impres-
sos no seu Jornal n. s't de :ll de marro.
Ha ahi disposicoes que no Rio de Janeiro sAo p-
timas e adaptadas s suas circumslancias, porm
que nesla provincia sAo Ulo prejudicial como nexe-
quiveis. Por exemplo, no S 1 do arl. :i se estahele-
cc como excepcAo do regra, que s poderSo ser g.i-
ranlidas as letras e papis de crdito por urna assig-
natura de pessoa residente no lugar do descont,
nao exceden lo a imporlancia dos tilulo- assim des-
contados nunca dcima parle do fruido effectivo da
eaiva Ora. nessa corle, com o Banco geral, nao s
pelo seu grande capital effectivo, como por innme-
ras asignaturas de pessoas notoriamente alionadas,
a cousa be possivel e nao soffrerAo as operantes ; po-
rm nesla cidade ellas telurio completamente, por-
que alm de ser diminuto o fundo elfeclivo da caixa,
nAo abundan) essas firmas notoriamente abonadas
pac. lo las ellas -ouiente garanlrem o descont da
lolalidade do fundo efiVclivo da caixa ; pelo contra-
ro he sabido que as operaces feita dn comeen da
nova caita al boje subirn) os desconlos a mais de
pondendo a mais de 100 \ o premio das respectivas
acc,es. O capital de 300 conlos foi augmentado por
decreto imperial n. 1108 de 3 de julho do anno pas-
sado com mais 200, e he conseguiulemente boje de
500 contos.
lie admiravel a felicidade qne lem arompanhado
a todas as transacees desta companhia. A Divina
Providencia a tem preservado tos continuados sinis-
(ros que uestes ullimos lempos se suceederam com
os movimenlos perigosos da barra. De fin de ou-
liibro do anno passado al boje encalbaram e safa-
rain com avaria o patacho iuglez ll'illiame Maria
viudo de Cdiz, o palhaholc nacional Deotinda vindo
do Rio de Janeiro, escuna dinamarqueza lifroztna
de Buenos-Ayres, polaca franceza Alerte de Cdiz,
barca americana May-Qaeen de New-Yol k. patacho
nacional TrinmphoAe Paranagu, e galeota oldcm-
btirgueza llrrmiiie de II.imhurgo, e perderam se
inli llmenle o brigue nacional l'icloria da Babia.
patacho ingle/. Cuardian de Lisboa, paladn nacio-
nal yanta Cruz de Pernambuco, escuna franceza
Ilelne de Lisboa, Abraham e Sara de Cdiz, es-
cuna dinamarqueza Diana de Montevideo, brigue
inglez lldiantu* de Buenos-Aires. Perrieram-se
no alio mar o brigue escuna Isabel e o Harmona.
e o hriguc Eugenia, e de lodos osles sinislros s
couhe o pequeo prejuizo do Isabel, que foi ainda
feliz emsalvar-se parle do carregamenlo, eso pagou
ponlnalmeule 16:7S9>7IO.
'Tem-se suscitado ha punco graves qiiesloes sobre
as medidas preventivas- nula la- pelu governo im-
perial para repressan do contrabando escandalosa-
mente exercido na lagoa Merim por alguns avento-
reirosqne lem lirado avullados lucro.
Por informaeOes inexaclaa de algn desse* iiile-
ressados no contrabando, foram suscitadas as ret'.ri-
minaces contra a autoridad da provincia cum
que. o Sr. D. Juan Pedro U.imires. senador pelo de-
partamento de Cerro Largo ao congressn nacional da
repblica Oriental de Uruguay, se preslou a fazer
as mais grosseiras e estupenda accusarCes ao digno
presidente tiesta provincia. Principiarei recapitu-
lando os pontos de queixa que o nohre senador D.
Ramires, suppondo-se ferido em seus particulares
interesses, e dandu ouvidos aos especuladores de
que cima Iralei, julgou prudente em sua alia sa-
bedoria e acrisolado patriotismo, dirigir ao Sr. pre-
sdeme Flores orna represenlacao, que 08 inleres-
szdosse apressiram a mandar publicar nos peridi-
cos desla cidade.
Nessa celebre representarlo comer o Sr. I). Ra-
mires por di/er ao presidente da repblica Oriental
do Uruguay, qne o presidente da provincia do Ro
Cande ndoplou a resolucaode prohibir a livre na-
vegacAo do rio Jaguarn e da lagoa Merim, pela
qual sao affeclados os interesses dos habitantes do
Cerro Largo, garantidos pelo tratado do rommereiu
e navegaran entre a repblica e o imperio celebrado
em 12 de oulubro de 1851.
Depoi desenvtilve o illustrado senador ampia-
mente a desconveniencia do arl. -i desse tratad),
quanloaos interesses concedidas repblica; e volla
a carga contra o presidente da provincia, .tllribiiimhi
a S. Exe. a idea de destruir catvpleiamciite o diraito
que fora dado a repblica de exportar 01 pro-
ductos do gado para a provincia como produelo 't
mesma pruvincia, em virtude do que se havia esti-
pulado que ficava totalmente abolido o direito qi
a repiihliea ruhrava pela exporlarAo do gado para
a mencionada provincia, annullantloarhilnriamenie.
nm compromlsso solemne que linha creada um di-
reilo para a repblica e eslabelecido um dever pata
o imperio, e conclue satas infundadas queixas com
inslita e grosseira accusac/ln de qoe a presidente
desla provincia resolver prohibir essa navegaji
por um calculo formado para orna sitmcao dadii.
alimde prejudicar os proprielarios das xarqueaaai
situadas no littoral da lagoa Merim e seps afflaen-
tes, fechando desla arle a fronleira brasileir* par
exporlarAo de seu producios, no momento em que
essa xarqoeadas se acham ahaslecidasdeproducloe,
para inutilia-los e tornar mais valiosas n'xarqnaa-
das de S. linncalo. Eis ao que se resume o pali-
vreado do illoslre representante do departamento do
Cerro Largo.
Bem sabemos qne nAo cabe nos limites da notan
correspondencia esplanar a* inexactidoet e ab-
surdo que levou a D. Ramires a abracar a nuvem '
par Juno, prestando-se assim a advogar, em vez
do inleresse lcitos de seus eoncidadAosraii Rieres-
so de meia dazia da coulrabaatlista qae lauta taaa
preju lirado a* finaacas do Sitado OriMlalaaao aa
do imperio; porero na momcnla) im que esMo dafwi-
tivamente ajustados o liuille de ambos estes pai-
sas, quando sao legalinentc conhecidas a rajas fjae
os dvidem por estelado, ni* ser menos apreciada
a nnv.iin rte en tare a|ina tw panaivaj ateait.
que temos sobre a navegaran da lagoa e rio Jagua-
r.lo, eslabelecendo mcios de fiscalisar esla navega-
cao como os de que tralam os arts. 51 e 55 do regu-
lamenlo provisorio da mesa de rendas de Jagua-
rn, creada pelo decreto n. 1110 de 11 de abril de
18.53.
Para pulverisarmos a primeira acensarn e a mais
importante do dignissimo representante do Cerro
Largo, basta que se saiba que pelo tratado de 13 de
oulubro de 1851, arl. 4.", pertence 10 Brasil a so-
berana e exclusiva navegacao da lagoa Merim e
rio Jaguarn. E nem se diga que o Estado Oriental
comu nac.in fraca cedeu ao Brasil um direito que Ihe
poda ser contestado por qualquer oulra naco mais
poderosa.
Segundo o direilo internacional, sempre perlen-
ceu ao Brasil a exclusiva navegarAo de qne se trata,
e muiexpressamenle esse direito foi recnnhecidn
por urna convenrao celebrada em 1819; e quando
islo se nao dsse, loriamos em nosso favor os princi-
pios de direilo internacional proclamados por Hen-
rv YYhealnn e observados pelas ames civilisadas,
de que o territorio do um estado comprehende os
lagos, os mares e os ros inleiramente encerrados em
seus limites. Os ros que corren) alraves de om Es-
lado fazem parte tamhem do seu territorio. Logo
que um riu navegavel forma a fronteira entre dous
Eslados, o meio do leito desse rio be considerado
eomo a linha de fronleira dos dous Estados, e assim
a navegae.lo he livre a ambos. Entretanto esla pre-
sumpcAo pode ser destruida se ezislirem provas da
ler um desses Estados eiercido por longo lempo di-
reitos de soberana sobre o rio em queslao.
Que, no caso om que nos echamos, o nosso direilo
esl plenamenle reconhecido pela repblica visinha,
nao padece riuvida; nem he possivel que pelos trata-
dos e convelieses qne acabamos de citar o nohre se-
nador o Sr. D. Ramires posta desconhecer o direilo
que tem o governo do Brasil de regular a navega-
cao tle que se trata; porlanlo o regulamenlo da no-
va mesa de rendas de JagaarAo, prohibindo essa li-
vre navegado, como prohibi, nao esl emopposieao
aoart. ido tratado de 12 de oulubro de 1851. E tanto
isto he assim, que no momento ero qoe o Sr. D. Joan
Pedro Ramires formulava a sua represenlacao, o seu
socio na arqueada i|ue este possoe por detrs dasilhas
de Taqnary, pouco cima da embocadura deste rio,
oblinha licenra da presidencia para fater navegar os
seus diales afim de transportar dalli os productos de
sua industria para o mercado desta cidade, medan-
le as cautelas necessarias para que com essa navega-"
cao se nao alimente o contrabando ou importado
em territorio do imperio de mercaduras provenien-
tes da industria europea, mas smente das que sen-
do produzidas no Eslado Oriental podem, por effei-
to da disposi.il) do arl. 25 da lei n. .169 de 18 de se-
lembro de 1815 e tratado de 12 de onlubro de 1851,
ser importadas no territorio brasileiro livres de di-
reilns, fcando esla providencia dependente de ap-
provacao do governo geral; e nao foi s ao socio do
Sr. D. Ramires que o Sr. Sinimb deferio a licenra
pedida.
S. Exc. den igual permissao 1 Salgoes e Theulc,
0. Clara Ahina Augusta, e ao coronel Thnmaz Jos
de Campos, pelo que o Sr. D. Ramires se deve con-
vencer qoe se deiiou grosseiramenle Iludir pelos
contrabandistas, que vram na medida do governo
imperial poderosos embaracos ao seu trafico Ilcito,
o por isso menos prudente e summamcnlc injusto
atribuio ao Sr. Sinimbu o que na rcalidade eram
resoluce- da governo geral, lomando providencias
contra u escandaloso contrabando que se lem eier-
cidp em grande ccala pelas fronleira do Cerro
Largo c Maldonado.
No Jornal do (Sommerria de 15 desle mez l urna
correspondencia em que o Sr. f'm Rio Grdente
parece aecusar-me de nAo Ihe ler dado noticia do
fado de nAo haver nesta cidade quem queira ser
juiz na eveetteao ipie o Sr. Cv priaito dos Santos Oli-
veira promove contra um commercianle honrado
desta praca, o Sr. Francisco da Silva Flores. Pro-
cure nformar-me|para salisfazer a esse seu corres
pondenle ; eis o que sube :
O Sr. Cypriano tos Sanios Oliveira, em eooic
quencia tle certas duvidas em cotilas que tinha com
u Sr. Flores, desprezaudo as propostas desle qoe li-
ndan) por liiu sujeila-las aqu, ou mesmo no Rio,
decislo de arbilros, e preferindo lanrtr-se nos in-
*
MUTILADO


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0"
Irifados Irineauos di chicana, demandou nesla ci-
dade ao Sr. Flores ; a cauft prosegulo seos termo,
e ro a final julgadacooln o autor o Sr. Santos Oli-
veira.
Interposla appellagao para t relsgo du dislrict,
csla confirmo a sentenga da inferior Manci.i, mas
o Sr. Santos Oliveira, oppondo embargos, conscnuio
la mesma relajo un accordao em seu favor. O
Sr. Flores recorren para o supremo tribunal dejus-
tiga, onde por injustiga notoria a revista Ihefof con-
eedjda pela teguinte forma :
Vistos, exposlos e relatados estes Satos civeis,
entre parlen, retorrente Francisco da Silva Flores,
e recorrido Cyprinuo dos Santos Oliveira, conceden
a revista pela injustira notoria dos aceordaos n. t'JO
fl. 2lN.~oue reformaram o de l. 169, c a sentenga
de fl. li : purquaiilo, fiiiid.nido-sc os ditos aceor-
daos eja gue nos carregamenlos que fazem objecto
da aegao nao haviam sido irapridas as nrdens do
reccorVido, nao devera este ser condemnadu a sof-
frer os prejaizos a que nao dera causa ; una tal ra-
zao nao pdb ser applicavel pelo que respeila ao
brigue Minuano, cujo carregamento, na importan-
cia de b:535S23U, mostrndose da substaucia dos
autos ter sido comprado por coula de ambos, recor-
renlc e recorrido, em cenformidade da carta (Je or-
dem fl. 117, e pedida para o porto ah designado
a risco e perigo dos mesmos.
E, pois, que aaceilagao e execueao desse ulterior
mandato importa urna verdadeira sociedade cm con-
ta de participacao, previsto no art. 325 do cdigo
commcrcial, em virlude do qual as perdas e lucro
saocommunsa lodo os associados, na proporgao
dos fundos com que enlraram, iniqua e injusta foi
paranlo a decisao de que se recorre, na parte em
quejulgou deverem cahirsobreo recorrente exclu-
sivamente todos os prejnizos acontecidos no men-
cionado carregainenlo. a pretexto de nao ser oxar-
que de boa qualidade, e deja estar revocada a ordem
respectiva ao lempo em que fura efl'ecluado; e, pois,
o coulrario se roanifesta da inquirigao fl. 22 e fl. 38,
correspondencia ex fl.
Hemeltara-se os autos a relngfe do Maranhao
quedesignam para revisao, o novo ulgamento. Kio
de Janeiro, 13 de maio de 1853.Duarle, presiden-
te; Cerqueira Urna, Veiga, vencido; Siqueira,
PerdigSo, Malheiros, Conidio Franca, vencido;
Castro Mascarcnlias, Pinto, Almeida, Ponce, Car-
rteiro.
Ora, a rolarlo do Maranhao, fosse l pelo que
fosse, enlcndeu que o supremo tribunal de justiga. a
cabeca do poder judiciario, jinao regulava, nem Ihe
era dado distinguir o justo do injusto, e entao pro-
nunciando-se contra esta decisao do supremo tribu-
nal de juslira, mais fez saliente o seguinte absnrdo:
Um tribunal inferior pode nesle nosso Brasil julgar
improcedentes os fundamentos da decisao de um tri-
bunal superior !
Deste fado c desla anomala a imprelisa deu co-
nhecimenl ao publico, e, quaulo a mim, urna justa
e uobre indignaban que par* logo se manifestou nes-
la cidade motivara as diTflcnldades de que se qqeixa
o Sr. Santos Oliveira para levar ao cabo a sua n-
quel e injusla,exigenca, assim declarada pela sobe-
rana do poder judiciario.
Ha certas oceurrencias que melhor fra nao cha-
malas discussSo publica, para que o estrangeiro
nao lenha occasiao de fazer urna triste idea da m
organisagao e desconcert do poder judiciario entre
nos.
Acha-se nesla cidade, onde foi recebada e leve to-
da prpteccflo e agazalho possiveldo vice-consul ftan-
cei o Sr. P. I.erou, toda a tripolacao da barca da
mesma nagao Hcloire et UHo Havre, capilao
F.Catel.e immediato E. Briffard, que foi a pique
no dia 13 do correnle na lal. 33 42' S., o 51 10
long. O., tea/lo sabido poneos dias antes de Mon-
tevideo em lastro para S. Thomaz, as Anlilhas, ou
llhas Virgens.
Esta tripolacao, constante de 11 pessoas, procu-
ren salvamento na lancha da barca Vicloire et Lite.
que abandunaram.e vieram submergir-se a 70 lesnas
da costa, e com 13o feliz xito sallaram na lancha,
que arrojados pelo vento e pelas ondas para a costa
desla provinciaahi foram encontrados pela catraiada
pralicagem que os lomou a reboque, sendo esla tam-
bera rebocada de fra da barra pelo vapor Commer-
cio, que all se achava.
28 de abril.
Sukdou-se na cidade de Pella, com um enlpe
de navalha no pescogo, que cerceou-lhe as arterias
jugulares, Ivo Jos da Silva Lopes, na madrugada
de 23 do ciirrente. Atlribue-se geralmenle este ac-
lo de loucura ao estado de paral)sia completa que
lia annos solida, e ao eslado de indigencia a que por
esta razao via reduzda sua familia.
O lente-coronel Dr. Kicardo Gomes Jardim.quc
cuno ja Ihe noticiamos, liaba desembarcado em S.
Jos do Norle, e dalli se (ah dirigido para o estabe-
Iccimenlo de praticageiB da barra, afim de dar prin-
cipio aos trabalhos de sua commissao, muduu ulli-
mamenle a sua residencia para esla cidade. Tire-
mos occasiao de fazer-lhc a .nossa visita e apreciar
suas maneiras attenciosas, bem como as provas de
seu anlcnle desojo de salisfazer o melhor possivet
soa importanle rummis-ao.
Por vezes lem voltado a examinar o eslado da bar-
ra, fazendo-a sondar minuciosamente, segundo nos
consta, dentro e fora dos bancos, demorando-se ali'
para observar a direceau das vagas as occasiOes*c
endiente o das correles de vazante prximo* em-
bocadura d barra ; nao poupando-se a oulras inda-
gaees relativas ao melhoramenlo da mesma, nao
obstante a mo tempo que lem corrido. Ignoramos
a sua opiniao, ou o que por ora juina acerca da pos-
sibilidadc de profundar-se e fiar-se para o fuluro a
mesma barra, como muito seria para desojar. Ou-
vimos porm que elle est cada vez mais convencido
da necessdade de um bom vapor de reboque para
melliorar o servir da pralicagem, e que lem confe-
renciado com o capillo do porto e com o primeiro
lenlo encarroado do mesmo servio sobre a ariop-
gao do um systema de signaes simplices, e apropri-
ados para iutelligcncia da Atalaia cor os navios
que demandara a barra.
O commercio desla cidade nulre as mais lsongci-
. ras esperanzas com a acertada escolha do Dr. Jardim
pelos seus vastos conhecimentos de engenharia hi-
drulica, e espera lambem que o mesmo eiigeuhei-
ro suggerira a presidencia desla provincia a idea de
^algnin melboramento importante no ancoradouro
'desla cidade, cujo amo consta que Ihe fra recom-
meuitado pela mesma presidencia.
A depulacao da provincia segu nesle apor quasi
in lolum.
Nflo vio os doulores Barcellose Bello, qnc consta-
noshaverem cominnmc uln cmara municipal da
capital que na podiam ir tomar assento esle anno ;
quanlo ao Dr. Burcellos, sentimos sobremaneira que
este dislincto Rio Grandense anda por esta vez en-
tregue ao desprezo e recuso a acceder aos votos de
seus amigos e comprovincianos, que nelle reconhe-
. cem muito tlenlo e dignidade, para com vanlagcm
da provincia que o elegeu, coadjuvar seus dignos e
illuslrados collegas da cmara temporaria.
O Sr. liara de Quarahim mandou lomar camarote,
poreni ote tai ueste vapor, mas consla-nos que ira
no secuinte.
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERQA FElRl'E MAIO DE 1855
o capitn W. I.ange. Cnnila-no) porm que na se-
gunria-feira lem o mesmo capillo de responder em
outro processo pur crime idntico commettido cm
novembro de 1853, mas espera-se que o jury igual-
mente o absolver.
(Carla particular.)
V ABAN A\
Coriliba, 19 de abril.
Principiarci dando-lhe grata,noticia de que al
a prosele data nSo tcm havido em toda a provino
ca um so assassinoto. Esle fado, mais que oulr-
qualquer,' Ihe pode dar urna idea da moralidnde
dos Paranacnses e da vigilancia das autoridades a
respeito do uso das armas defezas.
No dia K do correte encerrou-se a nossa as-
semblea legislativa provincial. Na forma do regimen-
t, seu digno presi.lente, o Sr. Pinto Bandeira, re-
citou u secuinte discurso, no qual expiie todos os
trabalhos cxeculario* durante esla secunda sessao.
l'or elle ver Vmc. que os nossos legisladores em-
precaram bem o seu lempo, e que sao cicdores dos
agradecimenlos do publico.
Senliores.Esl.lo concluidos os nossos (rahalhos
la primeira lecislalura provincial. Nao lenho ex-
(i Passaudo logo o municipio de Lages a fazer par-
ce le da provincia de Sania Catharina, com seus an-
a ligos limites, como podem estes comprehender ler-
ci renos de que nao cogilaram Pardinho nem Faria,
a por serem entiio absolutamente desconhecidos?
n Alm deste raciocinio, to simples quaulo vigo-
roso, oulras considerarles ha que desabonara a pre-
lencao da provincia de Sania Cathariua. Em verda-
de, quer se recorra historia do descobrimento de
Palmas, quer se encare a queslo pelo lado geogra-
phico c administrativo, nao pode aquella provincia
flrmar-so em regraalgnma de direito nem de conve-
niencia para chamar-se posse dos terrenos que es-
li Cmprehendidos entre o Iguass e Uruguay. Os
campos de Palmas foram dcscobertos e povoados por
naliiraes da provincia do Paran, e longe de ler lo-
mad parte nesle aconlecimenlo um so habilante de
Santa Catharina, he fado que, separados do territo-
rio de Lages por sereles, serranas e deserlos que
infestan] tribu selvagens, nenhuina communicar-ao
lem com aquelle municipio, a nao ser polas estradas
do Paran e Rio Grande do Sul, o que obrica a um
trajelo nimiamente longo. E poderia convir, au-
gustos c dicuissimos seiihore#quc Palmas, que dista
apenas K das de viacem da capital do Paran e 2
da florescenle villa dn Gnarapuava, viene a perlcocer
i provincia de Santa Catharina, cuja capital, situada
o litoral, Ihe demora lito distante ? E se as razes
pcenOM com que possa louva a vossa assiduidade
osscli-s, a sabedoria com.que vos bouveslcs n que houve para que l.age fcasse encorpnrada a
- territorio daquella provincia foiam as continuadas
resolucau das quesles de interesse geral para a
nossa provincia, e as demais provas de dedicacao que
justifican) o acert com que procedern! aquellos
que vos cousliluiram seus representaules. Nesla ses-
(So prestastes, como na antecedente, a maior allen-
cao ti publicas necessidades, e se o lempo nao deu
lunar a que se fnrmulasse manir numero de leis, he
eerlo, lodavia, que militas providencias se loma-
ram, que demonstram o vosso zelo pela causa pu-
blica.
DccreHes a lei da fixacao da for$a policial, e
approvaates o respectivo reglamenlu dado pelo go-
verno.
Na lei do orcamento provincial puzestes dis-
l>o-ii.ao do nov o mi os mcios necessarios para facili-
tar os mellinramcnlos de que mais precisa a nossa
provincia, nolavelmente as estradas, a instruccao
publica e as igrejas.
No orcamento municipal alten lestes as neces-
dades peculiares a rada urna das nossascidades ovil-
las. A agricultura merecen os vossos cuidados, co-
mo o demonslrasles em duas excellcnles .leis ; em
urna pnimovendo a entrada de colonos, que veiibam
na s augmentar o nurAer le br.ic,ile que lano
precisamos, como lambem por cm pratica esses pro-
cessos que devera combalcr a rutina dos nossos la-
vrailores ; a oulra autorisou o governo a eslabelecer
una sera normal.
A planlaca do trico, que formava oulr'ora urna
grande parle da riqueza do nsso paiz, decahio de
lal sorle, depos que a mideslia vulgarmente chama-
daferrugema accommetleu, que poucas sao bo-
je as pessoas que se entregara cultura deste ce-
real. Coovem de novo animar esla industria, e
cerlamenle o conseguiremos, lugo que a scara nor-
mal, onde so deveni ensaiar os meios de evitar
essa c ouras causas de destrincan, mostrar prali-
c.iinenle a vantagem de urna cultura que nesle
clima deve lalvez ler a preferencia a oulra qual-
quer.
Foram discutidas, e convertidas em lei, as pos-
turas das cmaras municipaes, que ein lempo che
garam ao vosso conhecimeul. Altendeudo ao bem
estar dos povos de diversos dislrictos, e depois de
havido o eonsentimento do Exm. e Revm. hispo
diocesano, devastes catliegoria de freguezia as ea-
pellas de Palmas, Iguassii, v'uluyerava e Porto de
Cima.
A povoacao de Pona Grossa foi elevada a ca-
Ihegoria de villa, cathezuria a que Ihe dava jus sua
cresdda popula^ao, seu commercio e industria. En-
corpuraslcs ao municipio de Guarapuava a colonia
'l'liereza, que faia parle do de Caslro, com o que
Tuestes um servico importante aquella nascente po-
vohc^o. Creastesum archivo publico, onde searre-
cadem lodas as memorias relativas n historia e geo-
graphia da provincia. Este estabeleciraento nosd a
seguranca de termos em boa guarda lodos os docu-
mentos retaleos aquello objeclo, de sorle que possam
os vindouros dispor ilesses maleriaes, que de oulra
aggressfics dos selvagens, como se querer hoje redil
zir Palmas as mesmas rniidices em que se achava
aquella villa, afaslando-a d'esses promplos recursos
que recebe do Paran quand as hordas bravias a
acommettem, como ainda acontecen n.lo lia muitos
dias 1 Cerlamenle, se cm vez de se lomar por guias
as imperfeilns cartas geograpliicasdaquejlc territorio
se eslndassemos verdadeiros intere--os. tanto da pro-
vincia de Sania Catharina cmodos habitantes de
Palmas, nao se faria urna proposla que n.lo tendn por
base nem a justica. nem a publica conveniencia,
moslra apenas a deficiencia de dados quae'squer sobre
as circunstancias lopographicas do territorio contes-
tado.
Entretanto, augustos e dignissimos Srs. repre-
sentantes da naca, cumpre por um termo a este es-
lado de duvil.is que torna litigiosos os limites eutre
esta provincia e a de Santa Calliarina, e islo se conse-
guir tomando por linha divisoria os accidentes na-
turaes que cxislcm enlre diversos municipios desla
provincia e a de Santa Catharina.
a Estes accidentes sao : I.o rio Canoas, desde a
sua continencia no Pelotas at continencia do rio
Marombas, e p>r osle cima al a sua nascenle prin-
cipal, e desla em linha recta, na direcrao de L, at
a serra do mar.
a 2." A serra do mar desde a interseco.! desla
liuha al o parallelo da nascenle principal do rio Sa-
hy-Guass.
3." Rio Sahy Guass desde a sua nascenle prin-
cipal al o Ocano. .
Sao estes limites lio naluraese convenientes pa-
ra ambas as provincias, que nao pulcra dar logar a
nenhuma reclamarlo justa por parle da de Santa
Catharina. Todava, se se quizer deferir a represen-
tarlo dos habitantes dos campos Corilibanos entre
Marombas e Canoas, sera a linha divisoria : 1." o rio
Canoas desde a sua confluencia no Pellas at a sua
origem principal, e desla cm linha recia na direcca
de lesle alea serra do mar.
2. A serra domar desde a interseclo desla li-
nha al o parallelo da origem principal do rio Saby-
Guasst'i.
3. O rio Saliy-Guassii al o Ocano.
b Os documentos que csla assemblea lem a honra
de vs ofTcrecer sao :
o 1." L'm extracto do relalorio do presidente da
proviucia do Paran de I i de jullio de 185i.
2. Um extracto do relalorio do mesmo presi-
dente de 8 de fevereirn do correle anuo.
3. A copia do alvar de 20 de selembro de 1820.
i. Urna memoria do brgadeiro Jos Joaquim
Machado de Oliveira.
5. Urna representarlo dos habitantes dos cam-
pos Corilibanos pedindo a sua encurporacao a esta
provincia.
6. Urna carta gengraphica relativa queslae de
limites entre as duas provincias.
Augustos e (lignissimot Srs. representante* da
sorle chegariam diflicil c precariamente ao seu co- naco, a assemblea legislativa provincial do Paran,
nlicrimciil.. Convencidos das desvanlagens que ha Veconliecendo
ni iiv>inl,n> !! i .' .__i ___M ___ __a
Sobre o commercio, por mais esludos e diligencias
qae fizesse, n seria possivel dar-lhe noticias mais
circumstanciadas e evadas do que as que puhlicou
lionlem o Diario do /o Grande, que como ja tive
occasiao de inl'orni.ir-lhe, he a folha commercial
mais inlercssante que temo na provincia.
As noticias que aqu temos da esquadra e da mis-
sao do Sr. Pedro Ferreira de Oliveira no Paraguav
nao adiautam ao queja be sabido nessa corle; espe-
ra-se anciosamenle o desfecho das conferencios de S.
Eic. com o presidente Lpez.*
Desde hontem rnmeoou o jury desla cidade a sua
primeira sessa ordinaria. Consta-mc agora que dos
sde processos crimes que esiao preparados para se-
rem julgados nesta lenao, leve lugar boje o que per-
lence ao capillo da barca americana Ocerman \V.
Laiine. que foi absolvido do crime pelo qual fiira
processado em dezembro do anuo passado, cujo Tac-
to tanto alarniou esta ci.lade como enl.lo Ihe com-
muniquei. A defeza do capitao W. Lange limilou-
seaconressarquehava ferido o Portuguez inari-
nbeiro ManoelNunes, poreni que por esse fado nao
poda ser considerado crimnala, nem julgado pela
legislaco ou aulorda les hrasileiras, mas sim nos
trbunaes dos Estados Unidos, por se ter o facto da-
do a bordo do seu navio, que devia er considerado
pelo direito das gentes territorio dos Estados Unidos.
A aecusacao replicn demonstrando que se tinham
dado as circumslancias de ha ver sido invocado o soc-
corro das autoridades do paiz, e por aquelle fado se
haver perturbada a tranquillidade do porto, pelo
qOe era este o caso de que devia tomar conhecimen-
to a juslira de paiz. O jury nao obstante absolveu
em manlcr isoladamcme s cadeiras de ensillo se-
cundario, e reconlieceinlo a conveniencia de concen-
tra-las na capital da provincia, decreta.le. a extinr-
cjlo da cadeira de latim da cidade de Paranagu.
Todas estas leis se acbain saneciodadas, sem excep-
cao de urna s.
Alm deslcs actos, puramente legislativos, oulros
houve que sao ainda urna prova da vossa coiistaulc
solicilude a bem da provincia que representis.
Foi.o primeiro a manifestarn da nossa gratidao
para com o arlual presideule desla provincia o con-
clli.iro Zarbarias de Gcs e Vasconrellos. Em ver-
dade, os hons servicos prestados por esle hbil ad-
ministrador, donde lem resultado a ordem qne ex-
iste, e que no* anegara essa tranquillidade asom-
bra da qual devem prosperar as insliluiees que fe-
lizmente nos regem, nao podiam deixar de ser de-
vidamenle apreciados por vos. Uma cnmmisso do
seio desta assemblea foi, pois, encercegada nao s
de Ihe exprimir o reconhecimenlo que Ihe deve a
provincia, como lambem de Ihe expor a convenien-
cia da coutinuaca* do sen governo nesla provincia.
a l)uas represenlaces dirigisles ao corpo legisla-
tivo. Va primeira expu/.estes o eslado de duvida
que exi-te a respeito dos nossos limites com a pro-
vincia de Santa Catharina, pedindo que os supre-
mos poderes do eslado hajam de marcar a linha di-
visoria de modo que se ponlia de uma vez termo a
uma quesliio que preiudica necessariametile o inte-
resse dos povos comrcaos. Na segunda pedistes a
crearlo de um eollegio eleitoral compreheudeudo as
duas villas de Antonina e Morretes. A difliculda-
de. das cnmmunicarcs entre esles dous municipios
e a cidade de Parauagu Taz sentir a necessidade da
medida proposla e provavd He que a vossa suppii-
ca soja turnada cm cousiderac.ao.
Sao esles em resumo, senliores, os trabalhos
qoe vos orcuparam durante esta sessao. Ao encer-
ra-la devo cordialmente agradecer-vos a benevolen-
cia com que me trataste*, sendo a maior prova della
a honra qua anda desla vez me coube de dirigir os
vossus trabalhos. Rccolhendo-nos agora ao seio das
nossas familias, alimeflc-nos a esperanca de que
iipprirAo as futuras legislaturas as faltas que por
ventura houvermos commetlido.
Esta encerrada a sesso, e assim se vai pralic-
par ao presidente da provincia.
n Joaquim Jo* Piulo Bandeira.
Cidade de Coritba, 8 de abril de 1855.
Offereco-Jlic a Miara da seguint- representa-
cao que a respeito dos nossos limites com a provin-
cia de Santa Catharina .dirigi ao corpo legislativo
geral a nossa assemblea provincial, lie esla uma
queslao que inleressa os habitantes de uma e outra
provincia. Temos a certeza que o Sr. Zrharias ha
de defender na cmara nos depulados os diretos do
Paran rontra as pretenres da provincia vizinha.
o Augustos e dignissimos Srs. representantes da
na(ao.
A assemblea legislativa porvincai;dn Paran,
rernnhercndo a conveniencia de se resolveren! de
urna vez as duvidas que existen) relativamente i
quesia de limites entre esla provincia e.a de Santa
Catharina, vem pcranle o corpo legislalivo expor lu-
do quaulo Ihe occorre a esle respeilo, afim de que
os supremos poderes do eslado providencien) como
em sua sabedoria julgarem coaveniente.
ci He sabido que a provincia de Santa Catharina
foi desmembrada da de S. Paulo por provisao de 11
de agosto de 1738. Quanto aos limites que foram
entao adoptados enlre as nbece esta assemblea por falla de documentos que os
alleslcm ; mas o que pode affirmar be qoe pelo lito-
ral sempro se recoiiheceu por linha divisoria o rio
Sahy-Guass (O, que sanara o municipio de Guara-
tuba do de S. Fraudar. Pelo interior nlose pode
duvidar qne era a serra do Mar a extrema occiden-
tal da provincia de Santa Catharina, vislo que s no
auno de 18, por alvar de 9 de etemhro, Ihe foi
encorporada a villa do Lages, a qual, situada nos
lerronos de serra cima, perlcncia ao territorio da
provincia de S. Paulo.
Naqoolte alvar declara el-rci o Sr. D. Joao VI,
de honrosa memoria, qne o motivo que o determi-
nava e esle acto era que sendo a villa tic l.ages a
OMil meridional das da provincia de S. Paulo, pela
grande dislancia em que se achava da capital nao
pedia ser promplamculc soccorrida com opporlunas
providencias qae a fizessem elevar-se do eslado de
decadencia em que se achava, procedida dos respec-
tivos dainos, que os indgenas selvagens seus vizi-
nhos raziam no seu territorio ; e qoe reunindo-se ao
governo da capitana de Sania Calliarina. donde no
lia ser mais fcilmente auxiliada, se lomaran) me-
nos- atrevidos aquelles malfazejos selvagens, e lal-
vez se Sujeilassem oo se retirassem, deixando os co-
lonos com a seguranca precisa para se aproveitarem
da grande fcrlilidade das Ierras do termo da mes-
ma villa.
I la vendo com o lempo cessado as causas que al-
legou o legislador de ei.iao, seria boje occasiao asada
para que a villa de l.ages, depois da creacilo da pro-
vincia do Paran, fesse restituida ao territorio de
que fa/.ia antigamenle parle, porque sao mu fre-
qiienles as relaees commerei.ics entre aquelle mu-
nicipio e os de Paran, situados nos terrenos de ser-
sa cima. Se sealtender aos inletysses dos habitan-
tes de l.ages, nonliuina duvida ha que elle* preferi-
riam eslar sujcilos ao governo du Paran e nao ao
de Santa Catharina, com cojo litloral poucas com-
municarOcs cnlretem.
" lodavia, augustos c dignissimos Srs. represen-
tes da iiae.io, se nao he o intento da assemblea le-
-i-laliva do Paran pedir a realiluieao daqnclle ter-
ritorio, tambera nao he sem espanto que chcgoii ao
seo conheahmenlo a prelencSoda provincia de San-
ta Catharina, manifestada pelo seu representante
na cunara dos Srs. deputados, de que liquem per-
tenecido aquella provincia os terrenos ao sul do Rio
Nesr< e Iguass, entrando, por tanto, nesta desi"-
naedo os campos de Palmas e de S. Joao, que fa-
zem parle do municipio de Garapnava.
o Para demonstrar a injustira dessa pretencao
basta raciocinar como o fez o Ilustrado presidente
desla provincia o consellieiro Zacaras de Giles e
Vasconeellos na segiunte psssagem do sen relato-
rio : A descoberta do municipio de Lages, diz
elle, he muijanliga, sendo a primitiva design'aro
deseas limites obra do euvidor Raphacl Pires
Pardinho, rectificada por seu lecumoi Manoel
Jos de Faria; o i descoberta dos terrenos que
demorara ao sul do Jguass he aen(ecimcnto de
a recente dala, como ninguem ignora.
o interesse que vos merece o bein-es
tar dos povos das diversas provincias do Brasil, con-
fia que tomareis na devida considerac.o a presente
representadlo que ella lem a honra de fazer chegar
ao vosso tonheciment.
Paco da assemblea legislativa do Paran, em 22
de maro de 1855.//. de Beaurepaire Pohan___
Rozeira.
Parlicipei-lhe na minha dfj 20 do passado que
os indios selvagens haviam dado ena uma fazenda em
Palmas. Posso agora dar-lhe lguns oormenores a
este respeito. O ataque leve lugar na imite de 3 pa-
ra 1 de fevereiro na fazend.i iko capitao Hermogencs
Carneiro Lobo Ferrejra.- Ue parle a parle houve
alguraas inurte-, e entre ellas a do cacique, o qual,
(en lo sido feiln prisioneiro e posto em tronco, fui
moi to pela gente do eapitSo Hermogenes, dnico inco
que liiilnm ao seu dispor para amcdronlar e a Ingen-
iar o nimigo.
Logo que o cacique Viri, nosso alijado, soubc do
aconlecimenlo, marchou com um magote da sua'
gente em perseguidlo dos selvagens, disposlos a i-
los atacar nos seus alnjamentos ilo Paiquer. Na
mesma occasiao mando aviso aos difierentcs caci-
ques nossos amigos que habita tu o Nonohai. Esles
caciques sao Conde, Aicof. Nicafi, Foug, Caiaran e
Kercran, lodosos quaes nutrem contra os do Paiquer
um odio que vu agora ler a occasiao de salisfazer.
Assim pois lemos a guerra do Occidente, c veremos
como se sahem os nossos alliados. Esperemos enlre-
tant que o governo tome as providencias que sao
necessarias para que lenha fim esse estado de confla-
gradlo que tanto nos prejudica.
Nao ha muitos dias foi em Guarapuava atacada a
fazenda do Sr. Francisco Ferreira da Rocha Loures,
mas liveram de se retirar us selvagens com perda de
algumas vidas.
Os trabalhos di estrada da Graciosa vilo em an-
damento debaixo da direcrao do engenheiro Villalva.
Oque mais o oceupa agora be a abertura do atalho
que vai da borda do campo ao Tacoary. Uizem que
os trabalhos que elle lem executado "em toda esta
cxlensao nada deixam a dezejar em perfeicio, tanto
que essa picada, que ainda ha poucos mezes nao era
transitavel, oilerere boje commoda passagein, e he
por ella que pretende o Sr. Zacaras fazer o seu tra-
jelo para Antonina, annuindo assim ao convite que
Ihe veio fazer o Sr. Villalva.
As militas chuvas que livemos durante o verao
lem succedido uma temperatura mui agradavel, e
julga so que esle invern ser mais rigoroso que o
passado.
Um esplendido baile," o melhor que so tem vislo
na Coriliba, leve lugar na note de 8 do em rente,
em obsequio ao Sr. conselheiro Zacaras. Eis como
a'este respeito se exprime o liezenore de Dezem-
bro : o baile offerecilo a S. Exe. o Sr. conselheiro
Zaeariaa de Ges c Vasconeellos leve lugar pji noile
de 8 do correnle. A elle concorreram cerca de du-
zenlas pessoas, coraprehendidas ma'is de setenta se-
nhoras perlcncenles s familias mais gradas da capi-
tal e de alguns municipios vizinhos. O sala estere
magnficamente ornado, o servro explcndidn e a or-
ebestra numerosa. Tudo Jem "fim contribuio para
dar realce a esla reuna, como odeviam desejar os
distinctes cidadaos de todos os credos polilicos que o
premoveram.
Pelas 8 horas da noile, S. Exc. c S. Exma. con-
sorte, cuja chegadaJiiiviii sido annunciada pelas gi-
rndolas que parlaran do largo da Ponle, foram re-
cebidos porta .feTlian pelas pessoas encarregadas
ile fazer as honras da casa, e cniao iirncipiou o
baile.
Sem procurar dar conla ao nossos leitorcs das
emncOcs dessa note de lie saudo*as recofdacoes,
apenas referiremos, como incidente notavel, es-
ponlaneidade com que lodas as familias na hora em
que S. EExc. se recolhiam, deram por findo o bai-
le para lercm a satisfazlo de os acompanhar al pa-
lacio.
As demonstraeiies de amizade c cenaideraeao
que a pessoa do Sr. conselheiro /cana--de Gcs e
Vasconcdlos Iribulam os Paranaeuses fnulliplieam-
se li porporeao que se approxima a epnca da ana re-
liraila para o Rio de Janeiro. Como que a porfa
(iroeuran os habitantes desla provincia exprimir a
S. Exc, por lodos os meios ao seu alcance.o reconhe-
cimenlo qoe Ihe devem. pelos valiosos servicos presta-
dos a causa publi.-a durante a sua administrarlo. i
A renda cnmmumpJa provincia para o excrcicio
de 1834 a 1855 fui oreada e I7(i:i00a: Pelas contas
apremiadas na theseuraria at 15 do correnle,
sendo em grande parle somente da renda cobrada
al 28 de fevereiro passado, ja se lem arrecida lo
203:(<>d>">N. islo be. mais 27:2!):!;08 do que a
quanlia oreada. He de presumir que a receita
commum ebegue a 250:000?). A renda das harreiras,
oreada para o mesmo oxercicio em 2rt:0O0S, ja tem
prodiuido ale 28 de fevereiro passado 17:8359290,
apezar das grandes chuvas de janeara a esla parte.
Basta este fado para prorar a exacta liscalisacao
que se lem observado na repartidla de fazenda. "()
escrpulo rom que lem sido feits pelos Srs. conse-
lheiro Zacarius e JoaoCaelano as nomcaces para
os lugares de rolleclores, ca promplidao com que he
deiuild aquelle que falla ao ciinipriinenl do seu
dever, tem prndozido o offeilo que devem anhelar
os bous administradores e n publico.
Muito confiamos que esle eslado de moralidade
eonlinae ser a base do governo nesla provincia. O
Sr Theopbil Ribeiro de Kc/.eiide, que goza do bem
merecido nome de magistrailo henate, ha de neces-
sarianirnle ser o continuador desa poltica que lem
al agora fcilo a fclicidadc na nossa provincia.
Para Ihe dar uma ide i da caresta do novo
mercado, eflorecn-llic o seguinte quadro dos precos
correntes cm Coriliba :
laiiiihade mandioca, alqueirc. .
de milho, ...
l, O comeilesle rio varia conforme os mappas
Em alguns he simplesmenle chamado Sahv.
Azeile doce,
Vinhodo Lisboa
do Porto
Agurdente,
Cerveja,
Leite,
Pao,
Ovos,
Gallinha,
Frango,
Oueijo flamenco,
Courus seceos,
Cavados hons (nao ha)
regulares.
Iteslas de carga.
Agua,
Lenha,
Capim,
Charutos ordinarios,
regulares.
Cigarros
Ceblas,
Goiahada cm lata.
quartilbo.
garrafa.

4 lincas .
duzia .
uma .
um .
um
barril .
carrada.
(alba .
cento.
'
duzia .
restea .
13000
5800
2WMK)
MHII
SJSOO
9120
OSO
?-HHI
aioo
9240
3.-1(100
89OOO
.80al009
90i0
I9OOO
1-9000
3WMK}
-mu
9020
9320
lati
Arroz,
F'eijao,
Milho,
Carne verde,
Toucinho,
Xarque,
Banba,
Sebo em rama.
Anacer refinado,
Cafe,
Mautega,
Cha,
ftacalli.io,
Sabo,
Presunlo,
Salsaparrilha,
Velas de espermacele,
de sebo,
arroba
libra

la


i.-SHm
29000
(5tHK)
29000
l>280
69000
:{9oo
109000
IXIIKI
795O0
89000
19280
:l-s',ii
>'I20
W
15000
19GO0
IJ3O0
19000
Alera desles gneros que mais inlcressain o con-
sumo, ludo he porporconalmentc maiscaru que n
Rio de Janeiro, como seja o feitio da roupa, lan-
gera e cugommado, ele. O alluguel das casas e dos
criados tem subido de prego. Temos aqu casas ter-
reas de 50-9,159. Mfc 93*i M9, etc. Nos que somos
do tempo em que a mellnu casa da Coritba nao se
alug.iva por mais de 109, e iss0 mesmo quando po-
da alcanrar um inquilino, nao nos podemos habituar
a essa caresta que pesa actualmente sobre a nossa
popular.picudo jsso ao grande numero de gente
que para ra lem viudo depois da installacao da pro-
vincia. Felizmente a par do maior miqiero de con-
sumidores lem tambera crescido o de productores
pela allliienria de Alleraes que tem emigrado da
colonia Joinvillc, e provavel he qued'ura cm diantc
tenhhinos mais abastanza.
Acha-se montada a reparlicln especial das Ier-
ras publicas nesta provincia, sendo delegado do di-
rcclr geral o Sr. engenheiro Feliciano Nrpomuce-
110 Frates, e inspector geral da medica o Sr. enge-
nheiro Pedro Taulois. Segu este brevemente para
o Assunguy, afim de dar comeco as. seus Irahalh-.
Esta localidade foi bem cscolhida pelo presidente da
provincia, vislo que lem a vantagem de oflerecer
grandes exIensOcs de terrenas disponiveis, e de re-
conbecida ferlilidade e ao abrigo de qualquer assal-
lo da parte dos selvagens, o que a torna preciosa
para o cstabelecimeute de colonias agrcolas.
21 deabril.
Foi boje um dia de novidades pora nos. Chegnu a
mala do vapor, a qual nos trouxe oJornaldo Com-
merrio al 12 do correnle, e por elle souberoos do
lalleeimeniii do imperador Nicolao.
De Caslro chegou o Sr. r. Carvalhaes, o qual se-
gundo se suspeila. ficar aqu exercendo as funcres
r>e rbefe de polica durante o tempo em que q_"Sr.
Ribeiro de Rezende excrcer as de vice-presicTenle
da provincia.
Dizem-me tamhcm que veio um diviso ao pre<-
ilcntecbamando para|o|Ro de Janeiro o Sr. leneote-
coronel Beaurepaire Roban, noticia que desojo nao
se verifique.
Finalmente foi demitlido du lugar de chefe de
secca da Ihcsouraria provincial o Sr. Laura. Este
senhor que a pretexto de doenca tem deixado de
comparecer .1 sua reparticao desde o' dia 28 do pas-
sado, procura lornar-se Inlereasante peranle um pu-
blico que nenhuma consideraca Ihe presta. Seu
procedimeuto como empregado publico (era sido re-
provado por todos os seus companbeiros, sem excep-
(ao de 11ra s. Por cofhpaixao alguns o procuram
insislindo para que elle comprela reparticao ;
mas o Sr. Langa entend que pode ganhar a "vida
sem o onus de empregado publico. Crcio que adop-
tar a carreira potica, e que, qual novo vate, dedi-
car odes aos agraciados com |lilu!os e condeco-
races, medanle a competente oflerla. O que Ihe
posso affirmar he que o governo n.lo hade tolerar
que um empregadinho d impunimeiitc samelhanles
exemplos de insuhordinagao. Sei que etle pretende
responder ao tpico da minha carta de20 do passa-
do- no qual censurei seu prncedimento. Estou an-
rioso por ver essa peca. Felizmente os demais em-
pregados da Ihesouraria lem-se comportado cxcel-
lentemeiile, oque Ibesjlem grangeado a estima
publica.
O corro deve partir na prxima madrugada e
vai ser fechada a mala esta noile. Nao lenho lem-
po de Ihe fazer a menor reflexa sbreos Argot,
/Irhtide'.e mais pscudonymos de qae usa o meu col-
lega, nem elle merece as'honras da menor resposta.
/'. S, Ia-meesquecendo de Ihe dizer que chegou
aqu o decreto que crea uma mesa de rendas na vil-
la de Antonina. Esta plenamente salisfei lo esse de-
sidertum dos Corilibanos.
(dem.)

CrOTAZ.
Goyaz2l demarco de 1S55.
Comecarei tratando de mesmo objerto de que Ihe
fallei, creio que cm ultimo lugar, na minha cariado
mez passado.
Os melhoramenlos maleriaes da provincia, a aher-
lura de novas estradas, e sobreltido da que vai desla
capital ao Pilar, oceupam boje a alteurSo geral.
Ate agora, lulando com lodas as diliculdades que
nos uflereciam estradas inlransitavcis, ou antes tri-
Ihosincerlos e rodeados de serios perigns, nao poda-
mos levar a efloilo um plano de reformas nestesen-
lido.porque a issose oppunbam mil bices, devidos
uns > mesma adminislracao, eoutros as circumslan-
cias do paiz, e ao nenhum espirito de empreza que
se M da parlcdos nossos pacilieos comprovincianos ;
porcm feiizmeule o .Sr. Craz Machado, durante a
sua presidencia, tem-se oceupado mu de perlo com
este importante ramo do servico publico, e boje j
podemos dizer que temos alguma cousa feilo. "
Depois da nova estrada que desla cidade segu
para oUruh, caminho de Minas, S. Paulo, etc., e
qae j se ada feita em grande parte, Iralou S. Exc.
de levar a efleito a do Pilar ; e, gracas i sua solici-
lude o zelo pelo bem da provincia, achar-se-ba ella
dotada muito em breve de oplima estrada para esse
inleressante municipio.
A este respeiie nermitla que Ihe pera que publi-
que como parle desla o que diz o Tocanlins de bo-
je, sob o titulo : A noen entrada do Pilar, e por
ahi vera V me. de quanta vantagem he csla obra,
pela qual tan vivamente nos inleressamos :
A NOVA ESTRADA DO PILAR.
J por diversas vezes se tem dito que se alguma
provincia havia no imperio que neces-dlasse de im-
pulso e animagao, afim de se podercm desenvolver
os fecundos germens de sua prosperidade, segura-
mente era essa a de Goyaz, por uatureza encravado
no coraco das mallas, louge da accao poderosa do
governo central, e por elle quasi que esquecida.
a Nem por ser um fado lamcntavel poder li-
guen) contesla-lo ; esla provincia at algunv tempo
em vez de progredire fortalecer-se, relrogradou, e
tanto qne os povos, j> acostumados a iliaco o in-
diflereiica, assisliam frise impassiveis | decadencia
do seu paiz, sem que o menor cforr fizessem para
suste-lo na beira do abysmo.
Goyaz," seguindo a sorle de torios os terrenos de
mineragao, depois de um breve c ligeiro lamplode
vida, ephemera e passageira nuvem de 011ro que so
engaa aos incautos c inexpertos, decahio desde o
momento cm que seccou a tenue veia de sua rique-
za fugaz ; acostumados porm oseus habilante* a
emhaUr-se com sonhos vaos e fantsticos, despreza-
ram por muito lempoo cultivo desses elllcazes meios
de solida riquezaa agricultura e o Commercio.
A grangearia dos campos, o aproveilamenlo das
erras, as vantagens emfim da lavoura, mereciam
Ue pouco a sua al(enc3o como os grandes resultados
de um commercio activo e incessante. Compre po-
rm desde j confesssar que para islo mui directa-
mente concorreu sempre o nao termos estradas por
onde pudessem ser transportados os producios do in-
terior da provincia.
o O municipio de Pilar, distante desta capital 38
leguas mais ou menos, de caminho asperrimo e in-
Iransilavel, importante pela uberdade do seu solo.e
pela sua maior prodcelo em rel.rg.io aos oulros pon-
tos vizinhos, via os seus productos sem valor e sem
consumo inulilisarem-se pela impossibilid.ide do
commercio, ao passo que aqui compravamos, e ain-
da hoje compramos, os gneros alimenticios por em
prego fabuloso, que n.o esla em proporcao com as
Torras do uaiz ainda pobre e necessitado.
Foi riestas circumslancias que S. Exc. o Sr.
Cruz Machado, animado por esses mesmos bons de-
sejos que o lem guiado sempre na administragao da
provincia, conceheu a possibilidade da abertura de
uma nov estrada mais breve e melhor, que commu-
nicando o municipio da capital com o de Pilar, pu-
desse Irazer para aquelle as mesmas vantagens de
que estese aproveilaria desde que eslivesse cm con-
tacto com um ponto inipuiUnte da provincia.
'< Bem failada parece ter sido a hora em que se
resolveu abertura da picada que deveria demons-
trar a possibilidade desse importante melhoramenlo!
S. Exc. enrarregou, cm dias de Janeiro passado
mediante uma mdica gratilicagio.ao Sr. major Ca-
cliapuz, da factura de uma picada que, em direcrao
tapera da P.iulisla, evitasse a passagem do rio Ver-
melbo ; o oulra que era rumo de norte, a partir de
Canaslras, fosse dar ao rio S. Patricio, distante do
Pilar 10 ou II leguas mais ou'menos. Comalas
disposires linha S. Exc. em vista substituir terri-
vcl estrada que passa pelo Carretao, outra que com
2(i leguas mais ou menos viesse diminuir e evitar a
demasiada exlensao c os troperos da primeira. e tor-
nar alem disso aproveilaveis, cm beneficio do abas-
tecimcuto de vveres para a capital, os feriis ler-
renos de Canaslras c S. Patricio.
a Tao bem calculada medida foi coroada do mais
Miz sucress : a 21 de fevereiro, participou o em-
prezario presidencia que ?elido comerado a picada
em Canaslras, por entender que era'esse o ponto
mais conveniente para c-se lim, rom ella seguir
ato esse dia em extensao de 13,110 bracas, sem de-
parar com obslacillos in-uperaveis, e'apenas com
aquelles qoe em grande parle se deveriam allribur
a estacao chuvosa ; e a 25 do mesmo mez comma-
nicou quo j havia atravessado o rio S. Patricio,
abano da aldcia do Carrelo cerca de \ leguas, e que
dalu a D. Severina conlavam-se 3 leguas mais ou
menos, velo que esperava l chegar em G dias, fi-
cando porlanto rednzida a extensa da'picada a 15
leguas, que finidas as 3 que o separavam do enge-
nho de I). Severina, e.is 8 que desle poni se con-
lam a Pilar, sommaria ludo 2G leguas mais ou
menos.
Rcalisadn assim esle plano, cujos proveitosos re-
sultados em breve se tornara bem sensiveis, tralou
S. Exc. de contratar com o mesmo emprezario a der-
ribada c queima necessaria para se tornar aprovei-
tavel desde j a picada aberla, e com effeito em da-
la de I i do correnle assignou-se o contrato, pelo
qaal obrigou-se o Sr. major Cachapuz pela quanlia
, de 1:7399970 a fazer esae servigo, devendo ler a
derribada tres bragas de largura, e nunca menos,
: em uma extensao de 11,3*0 bracas, ou 43,020 bra-
! gas quadrada-, alm de tirar a seu cargo o tirar do
lei lo d) estrada lorias as madeirasque ulravancarem,
e islo al fin* de julho do correnle anno.
a Esle contrato feilo sobre bises conhecidas, e sob
acertadas condices, que melhor poder! ser apre-
| ciadas por aquelles que se dereui ao Irahalh de ex-
amina-las, pV)is quejase acham no dominio do pu-
blico, offerece, no nosso entender, sufliciente garan-
ta para os inleresses da fazenda, ao passo que pro-
metle ao emprezario alguma vantagem, que bem
quizeramos que servisso de iucenlivo a que hnuves-
se quem quizessn dar-se a esta especie de trabalhos,
e se eiicarreg.isse da administrarlo 011 direccao das
obras publicas at boje muito desprezadas.
0 Oulra cunsiderago nos occorre que deve ser
convenientemente al tendida, sendo a dilIVronca qo
j se ola entre a picada e a estrada aclual'de 12
leguas para menos, alm de ser o caminho melhor.
1 livre de alcantilados rnchedos e de muilos oulros de-
feilo* que hoje lomara pessima esla ultima, e temi
aquella em loria a sua extensao apenas 7ou 8 leguas
de malla, ainda grandedirainuioo se far prnvavel-
incnte n 1 somma das 26 leguas" com que contamos
nesle momenl ; porqoanlo, h non I riaqui a Ca-
naslras !t leguas, he cerlo que pelos melhoramenlos
que se va fazer podem licar elllsrednzidas a 7 Iii ;
desle ponto a S. Patricio acham--e demarcadas 3 3li ;
dalu a I). Severina, dando-sc 3 e 8 quando muito a
Pilar, nao se calculando a dillarencj para menos,
que seguramente ainda hatera devida ao fado de
deixar acucada oengcnho de Severina direito
e seguir cm rumo de norte a Pilar, lemos que pode-
rla rnntar-c desta capital a essa villa apenas 23
leguas, c lalvez menos.
(i Finalmente, a nova estrada do Pilar nos sug-
nere anda una rcflevjo ; nao hit s esse municipio o
que vem della utilisar-ie ; redutiria a dislancia que
rielle nos separa, poder-se-ha abrir oulra picada, e
sabemos mesmo qUe S. Exc. pretende mandar fa-
ae-la, que parlindo ilesse ponloi passe o mais prxi-
mo posssivel dos presidios da margem esquerda do
Maranliao, e va ale o sitio do Cirrente, junio au ri-
beirao das reas, alflucnle do Rio Saula-I'here-
za ; nesse lilla comega a estrada, que paseando
direila do rio vai ler a povoacl do Peixe sobre a
margem esquerda do Tocantns, de cuja abertura
fui eucarregario o Sr. lenenlc-coroncl Jub.
1 Assim se lomara franca uma nova via ric fcil
communicacao com as villas .le Palma, Nalividade,
Porlo Imperial e oulras rio norte ria provincia, boje
de nos separadas por immensas difliculdades.
(i Dando publicarlo aos importantes trabalhos
com que se lem ltimamente oceupado a presiden-
cia, nao podemos deixar de lecer-lhe porisso os mais
merecidos elogios ; S. Exc: lem laucado as bases de
nm melhoramenlo muito notavel para a provincia ;
e estamos eerlos que sua louvaveis diligencias pro-
duzirao os desejados efleitos ; quando, despertando
do longo lorpor em que ate agora lem eslado a pro-
vincia, assistir ao magnifico rsprctuculo do riesen-
volumen! de lodos os elementos de civilisacan e
riqueza, reconhecer que i sua prudeule e bem di-
rigida ailminislragiio deve ella (oda a sua prosperi-
dade e ventora.
Nenhnm successo notavel tem vindo interrom-
per a iniiiiatonia do nosso viver uestes ltimos lem-
pos : a provincia toda continua tranquilla ; e a ca-
pital, sohreturiii, OOia um recoihimenlo evangellico,
o rom espritu iiildraiiieiile religioso (ao menos as-
sim o eremos), prepara-se para assislir devotamente
aos ofliciosda Semana-Santa, que prxima se acha,
e que aqui be celebrada coma pompa c perfeigao
compativeis com o lugar.
(dem.)
(fontal do Commercio do Rio.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
l'ERXAMBCCO.
Rio 14 de maio
Depois da respeitabilissima matsada, que Ihe ar-
rome] na primeira caria, que. d'esla gloriosa capital
do imperio, Ihe dirig, estive em resolugao de deixar
de escrever-lhe por moilo tempo, para dar-lhe roi-
ga; mas os fados succedem-se aqui com ama rapi-
dez e frequencia admiraveis, e eu. pobre provincia-
no, vejo tanta cousa tao arimiravel, na ordem do ma-
ravilhos,. e ridiculo, que nao posso resistir a len-
laglo de communicar-lh'as.
S eu o pilhra aqui para om commum fazermos
nossos commenlns e reflexes, cerlamenle, que as-
saz uos divertiramos; porque V. tem sublil laclo
para perceber o que ha do bom, e apurado paladar
para aproveilar; mas solado, como me acho, sem
um companheiru d'esses, que nao riansam nos bailes,
na abreui a bocea no lyrico, nao dormitara no dra-
mtico, nao seemhashacam aopc de uma joven viva,
e gazoza, c nao fazem poltica nos mnibus, gn-
dolas, e barras rio vapor, estou fra de meu centro,
sinto falta de melado rie mm, e nao lenho remedio
senao escrev-r uma carta com as dimensoes de um
artigo noticioso da Europa, d'esses que abraugem as
quatro parles do mundo, com os respectivos gabine-
tes, e poucas palavras a respeito da Crimea.
Tenha paciencia e recummende-a seus assig-
nanles, e ineus leilores; porque eu au lenho esto-
mago para deixar passar por alto muitas das Icousa,
que vejo,_
Depois que Ihe escrevi deixei o tal Pharoux ou
feroz, e lomei pouso em casa.de uma velba critico-
uoticiosa (traste que me lie aqui indispensavel) que
me arrendou um quarto. e meia duzia de trastes Ve-
Ihos, c obrigou-se a dar-rae coilea quantum satis por
uma paren qiianlitas pecuniaria. Ja v que meus
negocios internos, que a mais importante da vida,
esli arranjad, econmicamente, o que para mim
he de suinina importancia; pois nao lenho onde pe-
dir um crediso suppleinenlar, se por ventura em
meu orcameni apparerer dficit.
A tal velhinha, que falla por nove linguas, e sabe
quanlo se passa no mundo, me dispensa, pelo me-
nos, as ssignaluras do Jornal do Commercio, o
Mercantil. Estao, pois, lambem arranjados os ne-
gocios exteriores,
Ainda me n.i pude aproximar a um ministro, c
me dizera, que nao he prudente faz-lo, em quanlo
nao a presentaren! seus relatorios, e nao for discutida
a resposta da Falla do Throno. D'aqui al Ir dao
costa os meus bolsos.
Se eu fra Augusto proporia um d ut des, e en-
tao oulros gallosme canlariam, principalmente ago-
ra que os votos leem agio no mercado.
Nao extranb? o meu desembarago, porque esta
corle he uma grande Bolsa, onde quem nao merca-
deja, deve ler alguma chelpa de que viva; e a maiur
parle da humanidade anda, como en, balda ao naipe.
Almdeqiic, lembrado dorifaose fores a Roma,
faz-le Romanoquereria fazer-me negociante, ja
que estou no paiz das permutas.
Em qualquer parte ougo companhia, acgOes.agios,
cambios, capilaes, fundos, e centenares de conlos.
S me livro d'essas montonas palavras (monto-
nas para mim, que nao lenho os im fundo quando
diego a um circulo politico; mas lenho a necessria
perspicacia para comprehender, que elles leem in-
tima relagao enlre si, que a palavra, gabinete, cor-
responde a companhia; pasta a acedes; eleicao a agio;
cambio, emprego a capilaes, votos a fundos; e pol-
tica a cjjilK, era maior ou menor numero, confor-
me for mais, ou menos alia a poltica.
Est em maos lenco es, como v, o meu nego-
cio.
Tenho visitado algnmas ras d'esta immensa cida-
de, e por mais de uma vez tenho escapo a naufragar
cm mixta lama, genero de que mais abunda esla bel-
la capital.
A perfumara do toilette atesta Princeza da Ame-
rica nao he dai de Pirer; mas seu autor merece ara
brecet d'iucenlion, c uma medalha de ouro.
Trala-se cora o maior afn de inaugurar uma
estatua cqueslre ao fundador do Imperio, e j ha
cenlo e tantos contos de rcis em caixa, arrecadados
de subscripges.
Disse-me a minha velhinha, que o Sr. Breves
mandara dizer aos enrarregarios da obra, que raan-
riassem tratar d'ella, que cjle satisfara o restante.
Eis um bello rasgo de nobre patriotismo.
Un sojeitos. lalvez caneados de andar com os
pos sobre a superficie deste planeta terrqueo, que-
rem fazer uintuiscengao la em um enorme baldo,
que para isso com licenca da mnnicipaldade Ilus-
tre estao fazendo no campo de Sania Auna. Dizem
que vao armados de exccllenles oceulos de alcance
para verem o ataque de Sebastopol. Levara um fio
do lelegrapho elctrico para irem noticiando, anos
oulros, as diversas phases da acc.lo.
A polica lemendo que elles nao queiram repel-
lir o riuclo, que leve lugar, no me record onde,
enlre dous aeronautas, quer qnc o balao v preso a
urna corda, afim de ser cacado pelos seus pedestres
logo que baja nelle algum inovimenlo crirrlinoso. He
muiln providente e providente !< polica da corte.
Eu Ihe commiinirarei o resultada ria 'subida, bem
com as noticias da regiao aerea logo quo me sejam
transmitldas.
Tral.i-sq,l.iinbcm de uma celebre regala, que lera'
lugar se Dos nao mandar o contrario, no dia 12 do
andante. Ha um desalio enlre uma balieira ingleza,
e qualquer barco brasileo. Os desoecupados estao
uiuitu nlcrcssadus na quesillo ; c lodos senlem nao
ler om rhavero para entrar 110 curro ou parto. Os
premios valem a pena.
Euse, cm coinmodidale, poder obter um lunar,
ire ver a brinc.idoira, que n3o sera' m.
Vi, com o auxilio de um aminocompadre de mi-
nha hospede, uma caixa.muito bem trabalbada, que
vai para a cxposioo de Pars, conten.I seria brasi-
leira. He ella obra de um arlisla brasileiro, e feita
cantenlo c Untas qaaHdadei dWeVenles de madei-
ras indgenas formando um engraradoe armnico
colorido. Na parte exterior rio lampo lem a cora
brasilcira, c Icllras ricamente embutidas, de madei-
ra, que dizem ser industria hra-ileira, e Ma parle
interna um nulrn lellreiro declarando, que aquella
seria he ria companhia stropedica rio Brasil
Dos queira, que este exemplo excite a emulara
era nossas artistas, pois os temos excellcnles para a-
zerem-nos(gurnr as exposgoes europeas.
Que ric ricas obras temos nos visto de artistas bra-
siieiros, que fioam no olvido, por n.lo lerem pro-
lectores, que as ipresenlem,e amadores quo as apre-
cien) '.'
O nosso enverno podia fazer a bjuma cousa cm fa-
vor de nossas arles ; mas, por .ora, anda alarefado
com cousas mais importantes...
F^iii no da 12 do andante a Nictheroy cm nmadas
barcas, que, de ora em ora, largara des'ta corle para
aquella capital.
N.lo sabe o quanlo be apreciavel. c eminente-
mente instructiva, e noticiosa uma viagem cm um
vapor dessas nequen.-.s carreira, em um mnibus,
ou gndola. Eu creio que esses vehculos muito bre-
ve roubam imprens.i a gloria d civlisadora. Em
qualquer delles erlamos em uma e-pecie de acade-
mia. Mosaico, Muzeu (como melhor Ihe agrade) on-
de encontramos polticos. Iliteratos, astrnomos,
me lieos, advogados, solicitadores, noliciadores em
todos os gneros, pedantes p observadores. Ao pri-
meiro movimenlo das rodas entramos torios em ac-
c.i. como locados por molas oceultas.
Cada qual diz o que sabe, minias vezes sera saber
o que diz. A vida alheia quasi sempre da assurnp-
lo a todas as conversas ; c feiizmeule presta-se ad-
niiravelmenle a especialidado de qualquer dos pr-
senles. Admira cuma o medico, o legisla, o sabio,
o noticiador, ennuncia principios do seu oflicio ao
mesmo lemp>em que inotte irudinente o denle no
prximo.
He misler, porm, confessar-llie (digo-lh'o em
senredo que a classe mais msoporlavel he a das
narauradas; porquejna adiautam idea, e quando
ellas sao caiihes'.'! Oh! s3o borrivelmenle insu-
portaveis.
Advirto-lhe que no dicciouario do galanteio enr-
lezaoranhaohe sinnimo de megera.
Kulrei na barca e achei-me enlre um ranhao con-
quistador, que arrojava electricismo para todos os
lados: mas sem elid, e um medico montado a
onofre, u canho collocadn a barbeta fuzilava no
simicirculo ; mas alirava por elevago e seus pro-
jecti* erara perriirios. Finalmente ilepois de militas
olhadellas, careta,, risadas, c necedades creio que
conseguio ferir um reformado do lempo da conven-
gao e licou com elle, tratando de modas, e enfeiles,
ahormada rie excedencias que sem d Ihe arrumava
0 invalido.
O medico que linha um olbo fura rie alinbamenlo,
era segundo dizia, um ante-peslifero. L'msdoen-
le Ihe nao morreo, que elle livesse curado. Eu
acreilitei-o e Vmc. tamben) deve faze-lo.
He chamado para as quatro partes do mundo; c o
muilo a fazer Ihe n3o tem permillirio concluir um
novo systema de curar. He um lalenlaeo. Nao
olhand quem alurasse, quiz ferrar-me o dente;
mas cu fiz-me sarde.
Em minha frente vis a vis, como se diz na dan-
sa) eslava um politico, capaz de endircilar o mundo,
e de declarar as inteneocs de lodosos gabinetes, an-
da mesmo o inglez. Importante pera qae anda,
por nossos males, deslocada ; e que dria movimen-
lo regular a machina do mundo, lie pena ; n\as pa-
ciencia. No parlamento faria bichas, n'um gabine-
te milagros; e entretanto contcnlava-se com ser
pocleiro de qualquer desses cstshrlerimento* de ca-
ridade.
Em diagonal nao sei se me exprimo secumlum ar-!
lem) arrolava conlos um banqneiro futuro, que o
miico defeiln visivel era ter as pantaln um pouco
surradas. Tem capilaes em lodas as compaiihias, e
empresas ; mas infelizmente n'aquella occasiao Ihe
esquecera troco para comprar o btlhele de entrada.
No outro lado eslava um critico que tesourara na
pelle de um sujeilo, de quem era muito araigu.e em
cuja casa ia jantar ; mas que, como homcm, linha
seus defeilus que por raridade eiiuii mera va, para niio
perder occasiao de referir os conselhos que Ihe dava
como amigo, j se sabe.
De oulro lado eslava uma matrona, vnluraosa e
encastuada em iim enorme chapeo, que bem podia
servir de salva-vidas, com prelence* a lillerala.
(oslara de Lamarliue, Chateaubriand, Cervantes,
Pope. Camcs, Magalhcs, e al creio que de Paulo
de Koek.
Sabia perfeitamenlo a historia de Inglaterra, e que
Maria Stwart fra uiulher de Henrique VIII.
Mais alm eslava um riilelaiiti, quo depois de
canlarolar pedaros da Norma, Semiramis, Somnan-
bulas e IIarhoir de Siviglia, iustenlava que mada-
ma Charloii tinha muila chimica. .
Finalmente mais distante ouvia-se um rapazola,
que provava ante duas mogoilas pretenciosas, que a
sociedade nao lem direito de impor a pena de morte.
Veja, meu amigo, qne rico Iheatro apreciei com
cem ris de despeza. Em minh.is horas vagas, nos
dias que nao forem de audiencia, embarco-me lio
primeiro vehculo, e n.lo indago para onde he a
viagem ; e depois riar-lhe-bei noticias minhas.
Nada Ihe direi da belleza da inmensa baha, que
via exlender-se diante de mim, limitada por uma
linha simcirculare dentaria rie alcanlilados morros,
e nem do pitloresco das poticas libas, que sar-
giam do mar ; porque Vmc. sabe ludo isso melhor
do qne posso dizer-lhe ; s sim Ihe assevero que
iinic-imenle um to lindo panorama me faria perder
as importantes discussocs que giravam ao derredor
,de mim.
Chegamos a romntica cidade, capital da provincia
e eu achei-a alegre, e aceiada. Se houvera de re-
sidir n'esla provincia, cerlamenle que o faria
n'aqnelle lugar, onde present um ar de meu paiz.
Parece que elli se goza mais lberdade, mais espa-
co, e melhor ar.
Goslei sumraamentc da edificacao, e dos lindos
jardins, que ornan) as entradas de" quasi lodas as ca-
sas. Os arvoredos, que Ibes assombram asenlradas.
as lindas flores, que asornam, e embajeamam, en-
cantan), e enebem de ainmaclu a quem deixa o bur-
burinho da aclivissima e buligasa corte.
Vollei cheio de saud.irics, porque, como Ihe disse
cheguei a illuriir-me, suppondo-me por mmenlos
em nosso querido torra.
No dia 13 do corrale, estando no Iheatro gvnasio
a apreciar os Vandevilles, que all esiao no tom, e
com razao, as oito horas da noile, ouvi o lgubre
som dos sinos, annunciado fogo na proximidade.
Arrastado pela onda, que se levanto, cheia de
curio3dade. e anciosdade, fui conituzdo contra mi-
nha vontade, al a ra da Valla quina da du Ouvi-
dor. Oh! Nunca linha vislo espectculo lao lerri-
vcl Incendiara-se uma fabrica de velas as proxi-
midades de urnas vendas, que tinham muita porgao
de oleo e alcatrao. As ch 1111111,1. subiam a urna al-
tura espantosa, e alluniiavam a enorme distancia.
CrepilavarA horrivelraenre, e aineagavam engu-
1 ir loda cidade.
Os jorros d'agua atirados pelas bombas, formavam
mil cores, e faziam augmentar o arruido. Bem Ion-
ge de dominaras chamraas. elles parecan) dar-Ibes
incremento.
A mullidas crescia de onda em onda, e ja era pe-
rigoso estar all. Consegu, depois de uma lula afa-
nosa, desembaragar-mc da columna ; mas maldi-
zendo os nossos humeas e cousas, por quanlo as
bombas, qae se aprescnlaram, liuliam urnas a* man-
gas rotas, e somente pareciam ter por fim entrudar o
novo, e oulras nao tinham movimentu, lao enferru-
jadas se achavam I .
Se houveise a menor brisa, ou nao livessem ap-
parecido as bombas dos navios de guerra eslrangei-
11'.. com as suas guarniees, cerlamenle que a nxi-
pm laui i-sima ra dn Ouvidor seria hoje cnzas.
As tripolages dos navios de guerra inglezes e
francezes prestaram niporlanlissiiiios servigos ; e
um ofljcial francez licou ferido levemente, c crcio
que dous artfices do arsenal de guerra. At este
momento em que Ihe escrevo [4 de larde) ainda nao
est de lodo extinelo o incendio, e somente enriado,
e cm risco para os predios vizinhos. Queimaram-
se sele casas, segundo me informa a minha velhinha.
as augusta e dignissima vai tudo sem novidade.
Marchara suave e naturalmente.
Nao posso ser mais entenso. Saude e felicidades
llie-de-eju ; e d lemhrancas aos amigos.
-------MOfl--------
Baha 18 ale mala.

Vendo eu, que o seu Diario be hoje I i Jo em loria
a parte, e que habis correspondenles espalham nelle
as oceurrencias que possam nleressar ao publico,
lembrei-me rie fazer parle dessts insimlenlos noti-
ciosos, que loin.1111 um jornal mais lirio e procura-
do ; hoje principalmente, que a imprensa, alm de
ja ter prestado immensos beneficios a sociedade, he a
bussula da poltica c da liberdade, por ser o carril
da civilisagao e do progresso o jornalismo, como o
echo vivo do* povos. Nao tenho a necessaria capa-
cidade para tal cnmmisso, porque a falla de conhe-
cimentos, arauh no! as minhas ideas, langa-me fra
do combale ; porm o desejo de fazer parle da gran-
de empreza da publcidade, obi ga-me a esle sacrifi-
cio ; cerlo de que, para riesempenhar as funcges rie
um corrcsponilcnte conscleiicioso, serei amigo da
verdndc, leudo por norte o meu pcnsaatcnlo a im-
parcaliriade ; com quanlo saina, que os partidos tu-
do desfazenrio, considerara que era poltica todos os
meios sao lcitos, c o ser imparcial be uma ficcao ou
va,l rhiinera.
Era algumas necasies poaco haver que dizer ;
porm nao abrangeudo a inissao de um correspon-
dente smente a uarracao dos Tactos, precncherei
como puder este Irahalh, ainda que seja para dizer
nicamente, como praticam o* prcsdenles de pro-
^m Pr "!.r din"na^ m' dirigida. Illimamen-
ie em uma de suassesse* disse um depulado da mi-
nora, e que se lem em ronta de grande legislador
que usavade seu direito assim pralicando, porqne
eslava ganhando com o suor de seu rosto a diaria de
'lepulado, e que prolelaodo os trabalhos se valia de
um meto muilo iicilo para oecorrer s suas necessi-
ata2 .f .. ;ynin"> Ml, atienta a indepen-
<"nc,a tao exaltada, de quem assim retratava-se, com
di,1.Ta!C".',,c" lrn1ul11' o> que sabia o que estova
aizendo iSo senhor de si.
trame" r!. concurs t pessoas gradas que auis-
Wra,tlCml,ar(|U,e d. Exm- Sr- l,r- Joao'Mauricio
ir i. ar ,5" q. deixou Patencia da Baha para
aUr os ,i,;e" n* cam'ra cTue n 01,10Zr ,,m,^0, d0 ,Krnfad0 maBiilrada, al
?ita Jnd?,, -.""* ,lone"0, nbem avahar o me-
n admhUir r-dni,'rador desta provincia, cuj, li-
K^,?I?^,r?_,? "Me, da illus.r.g.0 .'pro-
Itid.ide.
MUTILADO
incia, danto parle no governo geral do.que vai por
quellas sob suas adminislr.ires ; e imitando en
sse singular laconismo, direi lambem a Vmc.', quan-
do nada houver para noticiar gue csla produca
esla em paz. '
Nao me eutregarci pollica com os olhos venda-
dos, porque nao ignoro, que os que vivem della, ape-
zar de cegos e maiihosos, sao muito afilados e exper-
tos ; arci pos.nella o joco pcrmillido por le, e para
nao abusar das minhas acuidades, jamis terei por
guia a mentira, que he uma dama pouco decente, e
no baile da adtllicjto cosluma fazer a corle quem
cerra ile cima, nascendo das falsas deuionslrages as
injustigas pratcadas por lodos os governos que se
deixam seduzir por ellas. Dahi deve concluir Vmc,
que serei fiel aos meus principios conservadores, ten-
rio para mim que o melhor partido hequella que
altenrienrio lei, souber respeilar a auluridade legal-
inenle constituida ; c o governo mais til aos povos,
he o qoe dirigindo 1 nao do estado, trilhar o cami-
nho da ordem, e na distribuigao das gragas e favores
bzer juslira a todos, avallando o mcrilo o I fiaari
riaric devidamentc, desprezando certas cousideragOes
lilhas do egosmo, das exigencias dos partidos c.ilos
erros ria natureza. para que alguns nriiviriuos nSn
se jiilgucm necessarios, nem fagain parede a aulori-
riade, e esta niio se esquega do que deve ao paiz, o so
cuide de si e dos seas.
Acha-se na admirn-lraca desla provincia o Dr.
Alvaro Tiberio de Moncorvo l.ima, emanada do fina-
do Dr. Aprigio Jos de Souza. desse fiel partidario
da aelualidade, cuja perria anda hje lamrulam os
seus amigos polilicos, porque sabiam avahar a capa-
ciriarie riaqucllc filustre finado. Cidadao importan-
te pela sua illiistiaci e honradez, descmpenlia o Dr.
Tiberio como o seu antecessor essa espinbusa com-
mis-ao. Nao se pode negar que o parlid, que hoje
est no poder, possuo grandes capacidades, embora <
a opposig.lo para chegar seus fins, s veja nn nu-
mero dos descontentes marlyres, notabilidades e
liomens necessarius ; c enm essa* loucuras exaltadas,
fazem os partidos o sacrificio rie se uullilicarem.
A nossa assemblea provincial ainda funeciona, c
jila vao iluas prorogaees, devida sera duvida ao
capricho de uma minora despeilosa, mesquiuha e n-
leresseira, que deixamlo de parle es interesse* rdate-
riaes da provincia, vinga-e assim ria aclualidarie :
felizmente, porm, a opposgo da assemblea da Ba-
ha, apezar de atrapalhir as discussoes, nada pode
. :.v-V r
delicadas e ainda mhZV ,piM 5Uas mi,neiri,,
sen, rbardiaido,m:Mv^^rl;e^"r.o"7b1,rso;,'
que tanto fazem rtesmerecer um. i,""i' ',
c.assc : hbil, inslruirio como K. E e'mns roa"o
noverno geral com a sua nomeeea. pa, cmrn,irt,r
as arma, riesta provincia, que biaVpr.r da"ad-
menle a fa la do valen.e marechal CeeK,"m ou.ro
su. enltalo do tbrono e da inlegridade do im-
peno.
Depois da relirada da companhia dramtica dahi,
que Irabalhou alguns mezes com grande, applausos
no nosso Iheatro, chegaram mais tres canlore.. h
nos, um primeiro tenor, um basso profundo e um
basto bulo, os quaes se acham conlralados por dous
anuos : se viverem, nao ir agora lual o Iheatro lv
rico, que apezar de ser o furar da poca, nem or
isso son muito apaixonado doli.
Como o enterramenU) as igrejas est abolido, pe-
dio a me-a da Saola Casa ria Misericordia desla ci-
dade o privilegio de conduzir os morios para o te"
milero. dirigindo uma representoslo assemblea
provincial para conccd-lo. Como esl babililadi
para isso, creio que "hiera o dito privilegio.
Comegou uo riia 3 do correnle o pharol do morro
de S. Paulo dar a sua uicomparavcl luz aos via-
jantes, a qual he mais brilhanle que a do da Barra,
segundo me dissernm.
Dcsahou 110 dia 11 du correnle, na ladeira da I're-
guiga, districl da freguezia da Conreigao da Prala
desla cidade, uma proprieriade, resullando de seme-
Ihanle riesaslre a morte de um v.elho que a habiiava
com sua familia, licando lambem a expirar a mulher
rio mermo, que se prie tirar das ruinas aiuda viva,
porwn bastante maltratada. Prevenidos os morado-
re daque le lugar pelo respectivo subdelgalo, s
aquelle infeliz casal eixou de abracar Uo ulil aviso,
para ser victima da sua imprudencia.
O nosso estado sanitario lem-se conservado menos
a-suslador respeito da febre amanilla nao lendo
sirio victimas dessa epidemia seno alguns eslrangci-
ros marifimos.
A tranquillidade publica lambem nao ha sido al-
terada em parle alguma desla provincia ; e assim
vao-se desengaando os partidos que as ideas exalta-
da* j boje nada podem produzr, pjrque lodas as
inslituigoes s,lo boas, quando o rgimen governa-
mcntal basea-se na fiel execugao das leis, e as auto-
ridades conduzem os povos no caminho das ideas
conservadoras. ,
Quando os orgaos ria opposiro dcsifinam na mi-
seria de sua* idea* exaltadas e pela falla de materia
prima deixam de apparecer a luz, esla annunciado
o apparec nienlo de um novo peridico intitulado o
Caixeiro Saciongl.aComo ainda nao appareceu,
nao posso julgar as suas ideas ; porm a bandeira he
muilo mohecida : veremos se consegoem os seus re-
dactores alguma cousa, apezar do descrdito, que ha
sido a parlilha dos exaltados. -
Nao havendo mais nada boje a tratar, depois de
improvisar estas linbas, seccou-se 1 penna aqui,tiran-"
do os dedos emparedados ; v por lano esla merc
rio lempo aparirinhar-se com Vnac., liada na bene-
volencia dos leilores do seu Diario ; se, porm, va- .
ler a pena, curra ella o inundo, exposta as colom-
nas do um dos primtiros jurases desle imperio ; e
quando nSo merega as honres'da publcidade, nem
pur isso ser grande o sacriQeio de uma penna mar-
lyr, que vai peregrinar o bem acolhiroento, sem as
habililagoes necessarias.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Chegou hontem dos portos do sul o vapor Impe-
rador, Irzenrio-iios jomaos rio Rio de Janeiro quo
a lean cara a 12 du correule, da Rahia a 16 e de
Macei a 19.
Kealisoii-se no dia 3 a abertura solemne da as-
semblea geral legislativa, cuja sessao damos inte-
gralmente esa outr lugar.
Em as (amaras haviam sido lirios os competentes
projectosde resposta a falla do tbrono, leudo o se-
llado principiado a discutir o seu.
Tinbam sido presentadas a cmara dos depnla-
dos as propostas dos Srs. ministros da fazenda, ma-
riulia e guerra, das quaes opportuaameule iuleira-
remos sos leilores, assim como dos demais trabalhos,
tanto desla romo da oulja cmara.
Foi esenthido senador peta provincia de Matto-
lirosso, o Sr. desenibargador Joflo Antonio da Mi-
randa.
l'or participacao oflicial feita directora da J-'a-
culdade de Direilu desla cidade, consta qae foram-
Humeados :
Lentes cathedraticos os senliores : riezembarganor
Manoel Mendcs da Cimba Azevcdo, para a segunda
cadeira do primeiro anno, de loslilulas de Direilo
Romano, por decreto do de julho de 1854; Dr.
Jeronymo Vilella de Caslro Tavares, para a primei-
ra cadeira do quarto anno de Direilo Civil Patrio,
por decreto de 26 de 'abril prximo passado ; Dr.
Joaquim Vilella de Caslro Tavares, para a segunda
cadeira do quarto anno, dt Direito Martimo e
Commercial, por decreto da mesma data ; Dr. Za-
caras de Croes e Vasconeellos. para a lerceira ca-
deira rio quii auno,, de Direilu Admioisiralivo,
dem ; Dr. Joao Jos Ferreira de Asaiar, para a
seguoda cadeira do terceiro anuo, rie Direilo Cri-
minal, idem :
Cenes substituios os senliores : Dr. Joao Dahney
de Avellar Brotero. Dr. Braz Florentino Henrique
de Souza, Dr. Joflo SiWeira rie Souza, r. Jos
Antonio de Fieoeiredo, Dr. Vicente l'ereira dn
llego.e Dr. JotRonfacio de Audrarie e Silva, lodos
por decreto de. 26 de abril pruiimo passado.
Foram jubilados os senliores : Dr. Filippo Jansen
de Caslro A/buquerquc e Dr. Francisco Joaquim
das Cha'gas, o primeiro lente da segunda cadeira
rio terceiro anno, o segundo lente da segunda du-
quarto.
linha lomado posse da presidencia da provincia
do Rio de Janeiro o Sr. Dr.. Jos H\cardo de S
ego.
Eslava Hornearlo chefe de polica interino da corle
o Sr. Dr. Joaqun II uuleir i de Gouveia.
Por decreto de 7 do passado for agradado por S.
M. I. com a comraenda da ordem de Chrislo o Sr.
Dr. Jos Joaquim Monlero dos Sanios.
O Sr. Dr. Francisco Ferreira de Alireu foi Hornea-
do segundo cirnrgiao do hospital militar da corle.
O Sr. c pil.lo-lenenle Joaquim Jos de Almeida
Cmara Manoel foi uomeado director da conloara
do arsenal do marinha da mesma.
O capillo do brigue nacional Sella, chegario
corle no dia 4 do torrente, referi que no dia 17 do
passado entrara na barra du Rio (raudo uma lau-
cha com a tripolacao do brigue fraaeez /-.lisa, que
fra pique om grao ao mar riaqucllc porto, com
carregamentu de sal.
Em lugar competente acharan' os leilores trans-
cripto o mais que "deparamos nos, jornacs da corle
digno rie ser referido^
Da Bal.a nada lemos a acresenlar a caria do
nosso correspondente, que vai exirada em outra
parte.
De Abigoas nada eucontramo nos jornaes qae
merega ser mencionado.
Depois do imperador, enlrou tjfabem hontem a
(arle o vapor inglez G'real Htstir, Irazcndo-nos
gazetas da Curte at 15 do corrauli.
Tinha sido approvado nu> set*f para passar a
ultima rii-eussloo respectivo, prj.lo rie resposta a
falla do tbrono.
A cmara dns dcpularius iuvjf conrluido o (raba-
Ibo da nomo.icio das comnjs servava aquoe assumptoJi.isrjilcpui* de lulos o dis-
tribuidos lodos os relatorios.
Um grande incendio maneslou-sa pelas 8 horas
da noile de 11, em uini fa/riea de yellis, csiabele-
cida na na da Valla. 0 Togo. alimentado pelo ae-
ho c pnr 40 barris deM'le. deposiUdos na fabrica,
lavruu com a maiur violencia, comuuuicaodo-se a
mais seis casas conlisuas, as'quaes tn((as,,apezar dos
auxilios prestadas, fcariu,reriuzids rsiuas, con-
servando apenas era pilbis puede sdafteate.
O governo araba va rie publicar um decreto or-
denando quo,a execugo n cuntralu ullimmenle
cclebrsdo en) Londres pc)o ministro brasileiro para
uma nova es/rada de .ferro na corte, seja ceuliaria a
uma cumoiisslo, para a qual foram norueados!: pre-
sidente o Se. Visconrie ilu Rio Bnnilo, e mciubros os
Srs. Dr. Carlano Turquim de Almeida, Milil.lo
Maxinn'de Souza, Jos Carlos Mavrink-e Jos Bap-
lisla il Fonceca.
l.-se no Corrtia Mercantil i '
Emfim O Brasil ao ser representado, na
exposigao de Pars, smenle pelo diamanta da Ita-
Sagem. Vimos houtem na oficina de Sr. Nello uma
caixa artsticamente construida de pcitatinhos de
madeira- do Brasil, comprebendendo mais de 158
variedades, dentro da-qual serao remMlidifs amos-
tras ria magnifica seda da fabrica dellaguahv. A
ieinbranca he do Sr. senarior Joto Antonio de Mi-
randa, presidente da companhia seropedica.
No da 12 foi execulado no largo da Prainha o par-
do Agoslinho, que assassnara seu senhor osiegocian-
le Jicinlho Jos Mnniz Feij.
Nflo lendo o vapor Imperador Irazido a mala das
carlas para esl# provinci), esperava-se que viesse
ella pelo Great H'esl-rn, porm assim nao socee-
deu, com ailmirac.lo de todos, sem que se saiba a
causa rie uma "ocurrencia desta natureza, e que
lanto lem de extraordinario como de preiudicitl aos
inleresses do publico.
i
THEATRO DE SANTA ISABEL.
Beneficio daSr." Maria Leopoldina.
Quarta-feira 23 do correte teri lagar um


(aculo inlerewinte cm beneficio da actriz illuslre,
que rom justicn he reputad* a primeira no palco
brasileiro.
Os Inoro merecidoi, que colheu nesla provincia
nosonnos de 1851 e 52, e lodo* aquello, que ha sa-
bido conquistar cm oulras do imperio, lornamo aeu
nome popular, e constituem urna aureola lirillianle.
qoe Ihe cinge a fronte olympicn, e faz com que seja
sempre acolhida pelo publico com fervor e enthu-
siisrao.
A senhora Maria Leopoldina Ilustrada pelo eslu-
do e pela arle, e nohrcmenle favorecida da naltire-
xa, conserva todo o vigor e elevadlo do seu magnifi-
co (alalo, reunido aos dotes phiicos, e nilo vulga-
res, que a distinguen.
A immurlalidade e a gloria sao us privilegios do
genio.... Divinisado pela sua aproximado com a
causa infinita e suprema parece que al a mo ou-
sada do lempo o respeila : e au paso. que as cousas
csmmuns, ou as individualidades ordinarias, que i
excitara a allenrao pelo prestigio ephemero da novi-
dade, gaslam-se e caliem no olvido, o genio cada
ve roais enobrecido, e respeilado por um merilo in-
trnseco e sempre crcscente, prende e subjuga a ad-
mirarlo, que llie be tributada como um culto, e no
meio de homenagens e ovacoes florcsce, triuraplu
sempre, aloque, soando a hora cm que deve ilesa p-
parecer. deixa anos si um fanal de gloria immorre-
doura, que Ihe Ilustra a memoria, e a transmute a
posteridad!; cercada de venerarlo e de applauso !
Um bello tlenlo, presenta ag'radavel, orgao sono-
ra, e alma delicada e impressionavel para bem assi-
milar-se e reproiluzir as entornes ternas, ou aspai-
xofts enrgicas, siio os attribulos que ornam e cons-
tituem o merilo elevado da actriz dislincla. Nin-
guem melhor do que ella fcbe despertar no fundo
d'alma as doces vibracocs do amor, voluptuoso ou
platnico, exprimir os frene-is do ciume, os amonios
da colera, o us furores da vinganca. A jovialidade
e a sraca, o sal lo epigramma, o picante da irona,
e a elegante desenvoltura da malher garrida, a fazem
sobresaliir como hbil interprete das inspiraces do
gusto francez.
Infelizmente a rompanbia dramtica nao, lem le-
vado scena por esla vez as pegas trgicas, as
qoaes sobresalte mais o genio da actriz insigne. Ro-
gamos-lhe que vario de espectculos, enosprupor-
cipne algumas horas dessa nobre distraerlo, era que
a alma do espectador se eleva earrebata na contem-
plarlo das grandes scenas, que o pincel de Sliok-
peare, de Vctor Hugo, Dumas, lrar,aram com as vi-
vas cores, e a frvida imaginadlo de verdadeiros
poetas.
Asslm realrar anda mas o mrito dos seus bons
artistas ; e a herona da scena americana consegui-
ra novos (rophos, c ti lulos c.ula vez mais inilisputa-
veis ao favor e admiraran publica, com que esta-
mos certos Jera de ser acolhida na noile slc 23 do
correule.
SANTO MEZ DE MARA.
Direi apenas ilnas palavras a respeilo do presente
mez MARIANNO. He admiravel, he maravilboso
observar a mullidan da celebrantes da devocan do
me de Maria, ja nos templos da capital, j us tem-
plos do* suburbios, jallas casas da cidade, ja as do
campo, j nos palacio, j as r.huupanas; mas ludo
isso anda he pouco para o que deva ser, porque
comparativamente a popularlo, e numero de habi-
tc/ue he muilo pouco e parece jazer na indolencia
gianditnimo numero de pessoas principalmente ri-
cas, qunndo oulras louvam sua mai do eco. mas
qual a causa desta ingralidio? Ter recehido dn co
muilos bens para pastar Vem grandes cuidados, ou
jazer atolado na immonla cloaca da torpe amance-
bia. etc., etc., oulros por Ama inercia occasionadal
pela tentar,! do nimigo. e lambem por ignorancia ;
assim pois armai-vos. de valor com o soccorrp dos
fracos, que he a mesma seahora, e filai a vossos
semelhantes louvando a misericordiosa rainha do
universo; nilo duvtdeis c nem fraqueispor nao ter
principiado no comero do corrente mez como era
da rulo; principiai adora mesmo, e asslm uni-vos
a lodosos devotos de Maria, continua ateo fim do
mez, para que participis das tiraras que tan lihe-
ralmente se defuudem por lodos os devotos, nao du-
videis, repito.porque qual sera o filho eviternamente
amoroso para sua mai, quo nao agradera, e nao re-
compense aquellos que honram, loavam e obse-
quiam sua mai ? Pois se islo he assim, vede qual se-
ra a recompensa, o favor c o premio que deve rece-
ber de fiosso Senhor Josu< Christo o devoto de Ma-
ri* San tissima? Anda repilo, nao julgueis que por
. ser larde, nao he possivel reeeher tanta recompensa
como os oulros, pois o mesmo Sen lio r Jess Chrislo
na parbola dos ohrciros da vinha se exprimi as-
sim:O reino do Co he semelhanlc a um pai ilc
ramilla, que sabe multo cirio pela mantisa, e ai
buscar gente para (rabalhar em a sua vinha, ajus-
fando com elles, o que lites ha de dar de jornal, a
dermis sahindo perlo das nove horas, vio algn* he-
inens na praca que nada faziam, aos quaes dase,J
ida tratalhar a innlia vinha, e eu vos dar* o que
lar justo, islo mesmo fax ao meio dia, e as tres ho-
ras da tarde, mas aahindo no fim do dia vio alguna,
que estavam sem fazer nada,' c perguntando-thes
porque estavam ociosos, e Ihe respondern-i que nn -
guem os finita oreopado, e o pai uc familia os man-
do* lambem para sua vinha, como (tos oulros, pro-
metiendo-Ibes aquillo que foase justo. Chegttda a
noile aaanrinu o pai de familia chamar aquelles jor-
nateiros para Ihes pagar, e prineipioii o pagamento
pelos que foratn em ultimo linrar, e assim foram
chamados primsiro, os que foram de (arde, e rece-
lieram o mesmo jornal que o pai de familia linda
ajustado com ,os primeiros, e os que tinham sido
rhamidos ao romper do din entenderam que como
tintan (rabalhado mii* que os outros receberiam
maoor estipendio, porcm como nao receliernm mais
do qae o que tinham ajustado, murmuraran) contra
o pai de familia dizendo, os ltimos nao irabalharam
mais qae sma hora, e vos os igualis a nos, que
Vahalliamos lodo o dia axposlos ao calor do sol?
I'ormo pai de familia respondendo a um deste
Uta dase : ineu amigo, eu nao vos faro injurio, nao
ajsotosles contigo o vosso salario? Pois ah o ten-
des, irie-vos etnbora. quero dar a esles ltimos lan-
o como a vos : nao me sera licito fazer o que qui-
zar? Porvenlura sois mitos, porqoe eo sou bom"?
Assim accrescenlou Christn, os ltimos serao os pri-
meiros, e os primeiros serao os ltimos, porque ro
muilos os chamados e poneos os, escolhidos.
Assim pois, homens soberhos, pelas vossas rique-
zas, pela vossa dignidade, pela vossa presumida so-
beduria () vinde proslrar-vos aos pea da mai de
misericordia, pedindo-lhe socCorrn para Iriomphar-
ilea dos vossos vicios, aprovailai os poneos das que
reslam paro terminar u santo mez Marianno, e o
lampo do jubilen ; e vos, inmundos amancebados,
aproveitai lambem o lempo das graeas, emenda
vossa vida, vinde lavar-vos as salutferas aguas da
penitencia.
PIBLHMO A PEDIDO.
Imp orlacao .
lAHIO OE PERNAMBUCO TERCA FEIRA 22 t)E MAIO DE 355
v 'por nacional Imperador, viudo dos porlos do
Sul, consiguado a agencia rnanifestou o seguinle :
1 baln; a Juan Neporauceno da Silva Por-
tella.
1 eaia ; a Manoel Rodrigues l'ereira da Silva.
1 ca xa ; a Manoel Ir ni.lo.
1 encapado ; a Novaes & C.
1 volume ; a Jos Pires Carneiro.
2 encapados; a Ricardo de Freilas & C.
3 ditos ; a Bastos & Lemos. *
2 caias ; a orderu..
1 caita jolas ; a Luiz Peixolo Lcenla Wernek.
4 volumes ; a Vicente Jos de Brilo.
2 volumes esleirs ; a L. Lecomle Ferou & Com-
panhia.
Icaixa joias ; a Justino & B. Noral.'
1 embrnlho ; a Daniel Cesar Ramos.
1 volume ; a Vicenle T. Pires de Figueiredo Ca-
roargo.
2 ditos ; a Tintn Morasen & Vnassa.
2 folhas ; a Manoel Lobo de Miranda Heuri-
ques.
1 volume; a Demesse Lerlerc & C.
1 dito ; a Antonio de Alenla (ornes & Compa-
nhia.
1 caiiole ; a J. Germann.
2 encapados ; a Gustavo Jos do Reg.
1 caiiote ; ao desetnbargador Agoslinho trine-
lindo de l.rao.
50 barris manlega ; a Tasso limaos.
1 encapado ; a Jo Cavares Cordeirn.
I caxole ; a Joaquim T. Cinlra e Silva.
( dito ; a Manoel Alves Lima G.
1 volume ; a Manoel Peixolo Lacerd.i Wernek.
1 boceta ; a Joao Goncalves daSilv
Briguc Lindo Paquete, viudo do Pura e Mara-
nhao, consignado a Antonio de Almeida Gomes &
C, rnanifestou o seguinle :
22 pipa vazias, e l barris azeile de coco ; a Mar-
celino Jos Antunes.
6 caixs agua de flor do laranja ; a L. Lecomle
Feron J C.
10 caoaslras albos, 3 barricas cevadinha ; a Bailar
& Oliveira.
2 barricas alpisla ; ao capilao.
10 barris paios e 10 ditos chouricas ; a Novaes &
Companha.
65 saccasearrapalo ; a A. Berlrand.
i viradores piassaba, 1 caixa guaran ; a Anlonio
de Almeida Gomes & C,
2 caixas rap ; a Domingos Alves Malhelis.
1 encapado ; ao Dr. Lu Rodrigues Settj.
100 volumes barricas vazias, 100 caixas sabao, 53o
meiosde sola, 5 barricas igoora-sc, 15 saccas fari-
nha, 5 paneiros tapioca, 872 saccas arroz, 5 amar-
rados piassaba, 1 engenho, 1 caixole perlences do
mesmo, 65 barricas sardlnha ; a orden.
lliale americano Rosamonil, vindPde Philadel-
phia. consignado a H. Korslert C. rnanifestou o se-
guinle :
817 barricas farinha do trigo ; aos consignata-
rios.
lliate Aurora, vindo do Aracat, consignado a Jo-
s Manoel Maftins, manifeslou o seguinle :
8o saccas gomma ; a Tasso Irmaos.
12 couros salgados, e 78 mullios courama ; a An-
tonio Joaquim de Souza Ribeiro.
142 couros salgados, 120 suecas arinlia, um fardo
e 100 pares sapalos, 20 libras pennas de ema, 3
barricas sebo; a Caminba & Filho.
170 esleirs de palhas, 22 chapeos dil.i, 52 pares
de sapalos; a Vellozo.
67 caixas cera de carnauba ata velas, 6 ditas sa-
palos, 23 saccas gqmma, 217 couros salgados, 2 bar-
ricas sebo, 28 molhos esleirs, 25 saccas cera de car-
nauba. 1 fardo chapeos de palha, 1 sacco fcijao, 150
molhos pelles de cabra, li pipas abatidas ; a or-
den).
CONSULADO GEKAL.
Rendimento do dia 1 a 19.....16:6579247
dem do dia 21........ 5:6699075
22:3269322
IMVEHSAS PROVINCIAS.
Reuilimenlo dodia 1 a 19..... 1:9999149
dem do dia 21........ ,-)98790
2:0569939
RECEBKDORIA DE RENDAS INTERNAS UE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kmdrmenlo do dia 1 a 19. 16:9399102
dem do dia 21........ 9129237
17:851#339
CONSUI^DO PROVINCIAL.
Kendimentododia 1 a 19..... 22:4299081
dem do da 21........ 4:1109045
26:5399126
PAUTA
dos prtros corrtntis do atsnear, algodtio, e mais
leero* io paiz, que re detpaeham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana ie 21
a 26 ale uuzt'o de 1855.
Assucar ero caixas branco 1. qaalidade
2. a
mase.........
bar. e sac. branco.......
mascavado.....
refinado ..........
AlgodSo em pftma de 1. quahtlade
<8>
2.
3.-
NECROLOGIA
Marrer!... terrivel idea, que assatla a iulellgen-
cia hwnana em todos os momentos da vida. E o que
heavida'.' he urna luz que se eilingue,'sombra
qua desapparecc e que confunde as Irevas do nada,
um sao qae M perdena immcnsidade, abalado pe-
las rajadas do veno, sonho, de que a morle he o ni-
co despertar. Al! equantas lagrimas, quanlos ge-
jnidos ala arrauc) d'auna um pai, de om esposo, de
am amante o passameMe de urna fillia, de urna es-
pina, e da amante, qu anida houlem nos sorria,
alafre, eheia de vid, como a flor nos das da prima-
vera, {cerniente dos perfumes da cando ra e da ai
noeesMia 1!. A Errla. Sra. 1). Emilia Teixeira Lo-
pes Callo contando nenas 18 anuos de idade, flor
na belleza, anjo na ciuuura, txpo dos senlimentos
mais pros e lernos, qe a natareza tcm concentrado
nessa ente mx-tico e incoinprehen-xcl, e divino,
que nos chamamos miilher. eixou seus pais feridos
da mais.pungente dr, na noile do dia 15 (leste
mai.... sua alma, livre das prisoesd'argilla, desfruc-
ta em paz o sempre-terrto oso de que abunda a ce-
lestial maii,lo, e"'eu corpo sem csse espirito que o
animara, qoe o eVibcllecia, j naje se oceulta enlre
as lagea do Inmolo, para servir de paslo aos roedores
vermes"..... A1Hi se acaba a belleza .. mas nao se
acaba em nrihha alma a saoxlade que dola conservo,
e que ah dorar cm quanln estixer presente a sua
imagero querida:.... Assim possam lambem seus
pas encontrar Unitivos a sua amarga dftr, na lem-
branja de pra/ares qne sai alm,-, desfrocla, e sera
menos cruel asna saudade, sen corado citaracon-
forto, e se conformara com a volitarte suprema !....
Seja-lne piedoso o Joiz Eterno.
_ flm amigo de ieu pai.
a

a

i)
i)
canaila

era caroeo......
Escrito de agurdente .
Agurdenle cachaca.....
di; caiinii.......
resillada.......
Gcnebra..............
............... botija
I"icor...............caada
" ................ garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alquerc
em casca...........
A/eilc de mamona......
H mi-laloliiui c de coco
Cacan............
Avea arara^-.......
["apainvios.......
Bolachas............
Biscuitos............
Caf bom..............
caada
urna
um
i

COMMERCIO.
PaUCA DO RECIFE 21 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaroes ofliciaest
Cambio sobre Londresa 27 1|4 60 d|v. a prazo.
AI.FANDEGA.
Reiidhnenlo do dia 1 a 19.....193:0639830
dem do dia 21........ 8:770|I5
201 339982
Desearregam hoje 22 de maio.
Ilriene inglezIVm. Tueherbacalluio.
l-ugre inglez C/ir-yaofefemercadorias.
Palacho americanoBonitofarinha e fazendas.
Hiale americanoRosamondfarinha.
Hiale brasileiro-4urortigneros do pai?.
lliate brasileiroUndo Paquetesrbilo e pipas va-
lias.
Hialc braaileiro-Cfli/ro-fumo e charutos.
(*) Digo preaumida labtioria, porque so be sabio
qncm sabe lalvar-ae.


cento
..ai
'
rnslolho........
^ im casbr t......
muido.........
Car secca ........
Coco com casca......
Charutos bons.......
ordinarios ....
regala e primor
Cera de carnauba.....
em velos.......
Cobre novo raao d'obra ...
Couros do boi salgados.......
expixados.........
verdes........... i)
de onra..........
a cabra corldoi.....
Doce de calda..........
goiaba........... b
seceo ............ o
" jalea .....
Estopa nacional.......
eslrangeifa, mao d'obra
Espanadores grandes...'..
pcqneitos....
Farinha de mandioca ....
> milho.......
aramia.....
fcijao ..........
Fumo hoj..........
* ordinario .......
" caj ruii,a i,om........
" ordinario......
" reslolho...... b
Ipecacuanlia.......
Gomma.....
Gcngibre......
Lenha de achas grandes .
pequeas.....
loros......
Pranclvas de amarello de 2 costados urna
louro.........
Coslado de amarello de 85 a 40 p. de
c-e 2jia3.de!.....
9
9
9
29-500
19700
39200
59600
sgato
4980t0
19100
9600
5400
9i80
9480
9580
9210
9480
8210
59600
19600
9560
19600
19280
59000
IO9OOO
39OOO
79OOO
83960
4-3500
39OOO
39-500
69400
59000
39840
19100
9600
29200
II9OOO
133000
9160
9190
jan
9100
159000
* 9210
9-200
9160
5400
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19000
29000
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alquerc 2920
29OOO
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alqueire 69001
de dito usuaes.......
Costadinho de dito........
Soalho de dilo...........
Ferro de dilo...........
Costado de louro.........
Costadinho de dilo........
Soalho de dilo...........
Forro de dilo.......... .
cedro .........
Toros de (tajuba.........
Varas de pnrreira.........
aguilhadas........
quiris..........
Em obras rodas de sicupira para c.
" eix'os i) n
Mclaco...............
Milho.............
Pedra de amolar.........
filtrar..........
rebolns.........
Ponas de boi...........
Piassava..............
Sola 011 vaqueta..........
Sebo em rama...........
Pelles de carneiro.........
Salsa parrilba...........
Tapioca....._,........
Unhas de boi...........
Sabilo...............
Esleirs de perperi........
Vinagre pipa........ .
Caberas de cachimbo de barro. .
quintal
duzia


par
canaila
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urna
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189000
3|aD0
9210
3120
9160
3O3OOO
">9000
RIO DE JANEIRO 14 DE MAIO.
Colicoes ofliriaes da junta dos corredores.
Cambio Londres: 27 1|4 a 60 e 90 dias, 27 3t8 e
27 f|2 a 90 das. ^
Pars : 355 a 60 e 90 dias.
Apolicesdc 6 por cento: lio por cenlo.
Accesde companbias Ratiro do Brasil loto e
lo--- de premiu.
As Iransaroe. em cambio laoje foram imp.-ranles
aa colaroes. Consta-nos que o Bovcrno lomou na tar-
de de sabbado 30 l.u 40,000 a 27 3|8 a 9Q dias;
e lambem alguma cousa boje.
Calculamos approximadamenle o total das Iransac-
joes sobre Londres por este vapor em 310,000 .
Caf.Pouco fcito.
Fretes.Frelou-sc um navio belga a 60| para An-
luerpia. ^
Cambios.
Londres 27 1|4 a 271i2.
Paris 855 a 60 e90 dias.
Lisboa nominal.
Ilamhurgo 658 a 660 90 dias.
FRETES.
Antuerpia 6O1. Il.ivwpool iOi.
^aiaal.....0|a 62|6 Londres 40|.
Eslados-Unidos 80 a 100 c. Marselha 70 f. c 10 % 11.
Hamburgo 50|. Mediterrneo 6O1 a 70i.
Havre. 70 fr. e 10 % TrieslenOi.
METAES E FLNDOS PBLICOS. '
METAES. Oncas hespaiiholas 309000 a :!0-5(M)
# da patria. 299700 a 309000
Pecas de 69400 vclbas. I69OOO
Mocdas de 49a ... 9000
Soberanos.......898OO a 99000
Pesos hespanhes I9940 a 2&000
o da patria .... 1g920 a* 19960
Palacoes.......Nominal.
Apolicesdc 6 ......: 110 *.
provniciacs........103S|alOj.
Jornal do Commercio do Rio.)
MOVIMENTO DO PORTO.
Vario* entrados no d>a 21.
Baltimore44 das, hiale americano Rosamondn.de
130 toneladas, capilao Elles, equipagem 6, carga
farinha de Irigo ; a Henry Forster Companhia.
Rio do Janeiro e portos inlcrmedios8 dias e 13 ho-
ras, vapor brasileiro Imperador, conimandanlc
0 1.- lenle Torrezno. Prnaai li mu, o desemhar-
gador Manuel Mondes da Conlta Azcvedo, 2.* l-
enle Augusto \elto de Mendoura, alteres Leo-
poldo BornesGalvao Ucba, radeto Pedro de Bar-
ros Cavalcanli de Albuquerque, Alfredo.de Barros
Cavalcanti de Albuquerque, Jos Francisco Gon-
calves llern.irdiiio. Eduardo P. Nelson e 1 criado,
D. Maria Isabel da Conceic,ao, padre Loureneo de
Albuquerque Lecola, Manoel Jos Alves de' la-
ras, Dr. Pedro Antonio da Cosa Moreira, Joa-
qun) Dias Braga, Manoel Antonio Lopes da Silva
Moritiba, lenlo joaquim Medciros, Jezoino Jos
Gomes, Anlonio dos Sanios Conde, Jos Anlonio
dos Santos Andrade. Eustaquio Gerno, Joaquim
Bernardo de Mendoura. Joan Antonio Machado,
Francisco da Silva Boa-Vista, Maroel Jos Macha-
do, Manoel Jos Rodrisues Brasa, Henrv l.urs,
1 oscravo a entregar, l mulata forra Zahina, 1
rnrrlel, sua mulher e 3 fillios, 1 dmerlor, 4 pratjls
. de polica, 1 preso e 2 ex-pracas. Seguem para o
norte : D. Jastina Francisca Castro e Cunha, 4 II-
Ihos e 1 escravo, Dr. Pedro Pereira da Silva Gui-
maraes, Domcnico Ruca, sua senhora e 3 lilhos,
B. Nevell, Jos Rodrigues Ferreirn Jnior, o eapi-
tao de fragata Jos Antonio Corris, Jos Domin-
' gos Veira Pinto, lente Duarle Guillierme Cor-
reia, Jos da Rocha Carvalhu, PoUearpQ Francisco
de Vasconcellos e 1 criado, Joao Lins de Cerquei-
ra. 27 pracas do exercilo, 7 ex-prar/as, 3 mulheres,
2 filho, 1 escravo e 2 africanos livres a entregar.
Marselha62 dias. brigue francez Uruide, de 174
toneladas, capilao E. His, equipagem II, em las-
tro; a N. O. Bieber & Companha.
Rio de Janeiro e Babia6 das, vapor inglez Greal
Western!, enmmandante Bevis.
ti'atio safado no mesmo dia.
New-BedfordGalera americana C lezenn, com a
raesma carga qne Ironxe. Suspenden do lameirlo.
EDITAES.

um
B
alq.
I
cenlo
"9500
39OOO
69000
49000
33000
409000
39000
19500
29100
9900
109000
I69OOO
79000
259000
O Illm. Sr. inspector da tbesocraria frovin-
aial, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 5 do crrente, manda fazez
publico, quo nos dias 29, 30 c 31 do mesmo mez,
ao meio dia perante a junta da fazenla da mesma
thesouraria se ha de arrematar a quem mais der, os
mpostos abaixo declarados.
Taxa das barreiras das estradas e ponles seguintes:
Giquia, por anuo........7:1109000
Magdaleua, por auno.......4:7403000"
Molocolomb, por anuo......2:0009000
Cachanga.por auno.......2|IO&000
Jaboalao, por anno.......5:0003000
Ponte dos Carvalhos, por auno. 1:3109000
Tacaruna, por anuo....... 6509000
Bujary, por anno...... 5009000
Vinle por cenlo sobre o consumo da agurdente
no municipio do Rccife, por anno 12:5109000.
As arrematarles serao feitas por lempo de 3 an-
nos, a contar do 1. de julho doeurrenle anno, ao fim
de junbo de 1858.
As pessoas que se propozercm eslas arrema la-
ques comparejam na sala das sesses da mesma junta
nos dias cima indicados, com seus fiadores compe-
lenlemente habilitados.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria proxincial de Pernam-
buco 7 de maio de 1855.
O secretario,
Anlonio Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr, inspector da Ihesourarta provincial
em cumprimenfo da ordem do Exm. Sr. prcsidenle
da provincia de 7do cnenle, manda fazer publico
que nos dias 4, 6 e 6 de junbo prximo indouro vai
a prar,a para ser arrematado a quem maior prero of-
ferecer, um sitio na eslrada de Belcm, com casa de
pedra e cal e copiar na frente,e no fuudo da casa um
grnde lelheiro cobertode telbas sobre pilares, com
bstanles fucleiras dih"erenles, baixa para capim, om
viveiro para peixe, duas cacimbas, cercado em parte
com cerca de limao, e portan de madeirn, avahado
era 3:37o9000 rs., o qual foi adjudicado a Jazenda
provincial por execucaocontra o ex-thesourcro Joao
Manoel .lleudes da Cunha c Azevedo e outros, pelo
alcalice da mesma thesouraria.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria jprovincial de Pernam-
buco 9 de malo de 18.55.O secretario,
Antonio F. d'Annunciarao.
Pela iuspecloria da alfandega se faz publico
que no da 23 do crrenle depoi de meio dia se bao
de arrematar em hasta publica a porta da mesrna re-
partirn, sendo a arrematarao livre de direitos ao
arrematante,42 camisas de lila scn pello |tor dentro
avaliad.i cada urna em 19 rs., apprehcndidas pelo
guarda nacional Francisco Dias Ferreira de Olivei-
ra, no dia 15 do panada ao marujo Antonio Fran-
cisco dos Santos, no acto de screm desembarcadas
para serem sublrabidas aos direlos.
Alfandega de Pernambuco 18 de maio de 1855.
O inspector, eno Jos Fernandez Barros.
~~ O Illm. Sr. inspector da |(hesouraria provin-
cial, m cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi.
denle da provincia de 1 do correte, manda fazer
publico que 110 dia ti da junbo prximo \ indouro,
pcranlea junta da fazenda da mesma thesouraria,
se ha de arrematar a quem por menos lizer a obra
dos capot de caglo de que precisa .1 ra do caes do
Apollo, avaliada em 1:7209000 rs.
A arrematarlo ser feita na forma da le provin-
cial 11. ;H3 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las especules abaixo copiadas.
As pessoas que e prupozerem a esta arrematadlo,
coinp iieram na sala das sessoes da mesma junta,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 18-55.O secretario.
Antonio F. d'Annunciarao.
Clautulas especiaes para a arremalaco.
1." A continuaran do cano de esgoto na eilenrau
de 28 bracas correutes 110 lugar do caes de Apollo e
em frcnle 15 4 ras, ser execulada de couformida-
de com o ornamento approvado pela directora em
conselliu-e aprcscnlado a approvajao do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 1:7203
ris.
2.' O conlralador dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir no de tres niezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei provincial
n. 286.
3." O pagamento da importancia deste contrato
ser fcito cm duas preslacoes iguaes, a primeara
piando esliver execulada a melade da obra, e a se-
gunda depois de concluida que ser logo recebida
definitivamente.
4.a O contratador emprear ao menos meladedos
trah-I dadores 1i\rc-,
>.' Para o que nao estver determinado as pre-
sentes clausulas e no ornamento seguir-se-ha 0 que
dispoeaVi provincial n. 286.
ConformeO secretario, Anlonio F. d'Annun-
ciaro.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial cm cumprimento da resolurao da junta da fa-
zenda da mesma thesouraria,pe novameute cm pu-
ta a obra doa reparosurgeouw de que precisa o arru-
dc de Caru.m. ivaliada em 1:0129000 rs.
A arremalaco 'era lugar no dia 21 de junbo pr-
ximo fuluro.
E para constarse mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maiu de. 1855.O secretario,
A. F. tVAnnunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, era cumprimento da resnlurao da jimia da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 14 de junbo
prximo fuluro, vai novameute a praca para ser ar-
rematada a quem por menos lizer a obra do calra-
mento do 18" Unco da eslrada da Victoria, avaliada
em 8:3609000 n.
E para constar se mndou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da proviucia de 10 do conenlc, manda lazer
publico qoe no da 28 de jando prximo vindouro,
perante a junta da fazenda da mes.-na thesouraria,
se ha de arrematar a quem por menos lizer a obra
do acude da villa do Buique, avaliada em 3:3009.
A arremataran ser feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do anuo lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
Aa pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia compelenlemenle
habilitadas.
E para constar sa mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 le maio de 1855.O secretario,
A. F. d' Aunundarao. '
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1.a As obras do acude do Buique serao feitas de
couformidade com a plaa e orramenlo approvados
pela directora em consclbo e apresentadosa appro-
vacao do Exm. Sr. presidente na importancia de
3::M)09000 rs.
2. Estas obras llvenlo principiar 110 prazo de 60
dias e serao concluidas 110 de 10 mezes, a contar da
dala da arrematarao. *
3." A importancia desta arrematarlo sera paga
em 3 prestasf.es da [mancira sesuinle : a primeira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido metade da obra, a eguuda stual a primeira,
depois de lavrado o termo de recebimento proviso-
rio; e a Icrceira finalmente de um quinto depois do
recebimento definitivo. ,
4. O arrematante ser obrigado a coramunicar
reparlirao das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fixo, em que liver de dar principio
exerur'o dns obras, asim como trabalbar seguida-
mente Lidias afim deque possa o engenheiro en-
carregadoda obra assistir aos primeiros ira baldos.
5. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as prsenles clausulas seguir se-ba o que determi-
na a lei regulamcnlar das obras publicas.
ConformeO secretario, .4. F- d'Annunciarao.
O Dr. Ernesto de AquinoFonseca juiz moncipal e
orphaos edo commercio da comarca do Cabo, por
S. M. I. c C.que Dos euarde ele.
Faz aaber.que por estejuizo municipal aehadear-
rcmatar em basla publica por venda o engenho liba.
desta frexuczia do Cabo, penhorado por. execucao
de AnlonipGomes Villar avahado anuualmente por
um coiilo e duzentos muris, para pasamento da
quantin de 8:8:109869 rs., principal, juros e cusas
feitas at o prezenle e as que houverem de accres-
eer al real embolr.o (t Jool'ranciscoPaes Barrctd).
E para que cbegiie a noticia a todas mandou o
dito juiz fazer o presente edilal para ser fixado nos
lugares mas pblicos desU villa e comarca.
Dado e passado nesla villa e comarca do Cabo, aos
16 dias do mez de maio de 1855.
Eu Igualo Tolentino de Figueiredo Lima, escri-
van o cscrevi.Frnesto de Aquino Foiueca.
Ao sello300 rs. Valha sem sello.e.r causa- Aquino
Fonseca.Numero 6, 160, pasou 160 rs. de sello,
Cabo 16 de maio de 1855..Wao;o.Ferreira.
E inaissenaoconlinha em dilo edilal aqu copia-
do bem e fielmente do proprio a que mo reporto, e
vai sem couza que duvida faca, conferida e concer-
tada na forma do estilo aos 16 de maio de 1855, 34-
da independencia e do imperio do Brasil. Escrevi e
assignei em publico e razo de mens signaes de que
uzo.Em testcmunho de verdade, o tabelin pu-
blico. Ignacio Tolentino de Figueiredo lima.
DECLARACO'ES.
CORREIO GERAL.
As malas que dve conduzir o vapor Imperador
para os porlos do norte principiam-se a fechar hoje
22 a 1 hora da larde, e depois dessa hora al o mo-
mento de lacrar, recebem-se correspondencias com o
porlc duplo: os jornaes devem achar-se no correio
3 horas antes.
Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos ornhaos, se ha de arrematar em hasta publi-
ca, na sala das suas sessoes, em o di 22 do Cmate
mez.a renda das casas dumesmu patrimonio.que dei-
xaram de ser arrematadas no da 18 por falla de l-
cilanles.as quaes sao as seguintes : paleo do Collc-
gio n. 1, segundo andar, n. I.o sala, n. 1, loja, n. 1,
loja, ra das Laraogetraa n. 5, ra do Rangel n. 6.
ra dos Pircsn. 13, nara de S. Goncalo n. 10, e ra
da Madre-de-Deos ns. 22, 23, 26, 27, 33. 34 e 36 :
os licitantes hajain de comparecer com seos fiadores
em a sala das sesses do mesmo consclbo, s 10 horas
da manliaa do mencionado dia 18.
Secretara do conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos 18 de maio de 1855. O secretario,
Manoel Antonio liegas.
Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos, se ha de arrematar em hasta pu-
blica na sala de suas sessoes em o dia 29 do corre-
le mez, a renda das casas do mesmo patrimonio
abaixo mencionadas por lempo de um anno.que lera
de derorrer de 1." de julho prximo fuluro a 30 de
junbo dj 1856, a saber : ra do Encantamento ns.
, 75, 7(i, loja 76a77 ; ra da Sen/ala Vclha ns.
78, 79, 80, 81 e 82; ra da Guia ns. 8:1 e S; ra do
Trapiche 11. 85 ; berco da l.ingueta n. 86, ra da
Crol ns. 87, KK, SO c 90. Os liritanlcs hajam de
comparecer com seus fiadores, em a sala das sessoes
do mesmo conselho as 10 horas da manhaa do men-
cionado dia 29.
Secrclaria do conselho administrativo do patri-
monio dos orphaos 21 de maiu de 1855___O secre-
larip, Manoel Antonio Hega*.
. Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos se ha de arrematar a queaa,mais der
em hasta publica, na sala de suas sessoes, cm o dia
22 do correle mez, a renda das casas do mesmo pa-
trimonio, abaixo mencionadas, por lempo de um
anno, que tcm de decurrer de 1." de julho prximo
fnturo a 30 de junbo de 1856. a saber : becco das
Boias ns. 37, 38, 39 ; ra da Lapa ns. 40, 41 ; ra
loCordoniz ns. 12, i:|; ruada Moeda ns. 44, 45,
ti, 17 ; roa do Amorim ns. 18, 49, .50, 51, 52, 53,
5, 55, 56 : rita .do Azeite de Peixe ns. 57," .58, 59,
60, 61. 62, 63, 64 ; na da Cacimba ns. 65, 66, 67 :
ra do Burgos ns. 68, 69; roa do Vigario ns. 71,
72, 73.
MUTILADO
Os licuantes hajam de comparecer com seus fia-
dores em a sala das sesses do me-mo conselho, as
10 horas da manhaa do mencionado dia 22.
Secrelaria do conselho administrativo do patrimn,
uio dos orphaos 15^de maio de 1855.O secretario,
" Manoel Anton'n riegas.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
ledras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direcrao, Joao Ignacio de
Medciros Reg.
COMPANHA DE- BEBER I BE.
Nao se tendo reunido sulliciente nume-
ro de votos para liaver assemblea gctal
dos senhores accionistas da companhia
de Beberibe, o Sr. director convoca
de novo a' assemblea geral para o dia
quarla-feira 2 do crtente ao meio-dia,
prevenindo aos sensores accionistas que
nao podeta' liaver; dividendo sem que se
rcunam em assemblea geral, aim de de-
lermiiia-lo e proceder-se a eleicSo da ad-
ministradlo,,por ter a actual terminado
o tempo de suas fimcces. Lscriplorio
da companhia de Beberibe 10 de maio
de 1855.O secretario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
QUAKTA 1EIRA 23 DE MAIO DE 1855.
Beneficio da primeira dama
MARA LEOPOLDIW RIBEIRO SAMIIKS.
Depois de eiteculada tima brillianleouverlura, lera
lugar pela primeira vez ncslc llieatro a representa-
rlo do cxcellentc drama em 5 actos, do Sr. Meudes
Leal Jnior
OS HOMENS DE MARMORE.
Personagens.
I). Luiz Coulinho. .
D. Beatriz ....
D. Ianez .
Eslevo de Moura .
Diogo Travassos .
Simplicio Lobo .
Fernando Lima .
I). Leonor Muniz
Venanca ....
Manoel Maria .
O Doutor ....
I.'m procurador .
Criados, ele.
Tornaa desuecessario lecer encomios a esta ul-
tima prodcelo do Sr. Mendcs Leal, lao frentica-
mente applaudida no Ihealro de D. Maria em Lisboa
e ja descripta com lano entliusiasmo as correspon-
dencias do Diario de Pernambuco.
,1'indara o especlacolo com a encllenle comedia
em 1 acto.
A 10LEIBA DE MRLY.
Com este espectculo, espera a beneficiada a con-
currencia do respeitavel publico.
Principiar s 8 horas.
Adores.
O Sr. Senta.
A Beneficiada.
A Sr." D. Leonor.
O Sr. li' /erra.
Mendes.
" Cosa.
Lisboa.
A Br.o I). Anna.
N. N.
O Sr. Senastiao.
11 l'inln.
o Kozendo.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidade para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
CA.capitao Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros < esclavos
a fete, trata-se com o consignatarios
NovaesA C., na ra do Trapiche n. ,%u
com o capitao na praca.
I'araLisboa, a bem conhecida barca portugue-
za (iratitUio, de primeira marcha, segu com a maior
brevidade : quem nella quiter carregar 011 ir de
passagem, para o que lem os mais acetados commo-
dos, dirija-se aos .consignatarios Thomaz de Aquino
onseca & Filho, na ra do Vigario 11. 19, primeiro
andar, un ao capilao na prac,a.
Para o Aracaty,
segu cm poucos dias o bem conhecido hiale Capi-
haribe ; para carga e passageiros, trata-se na ra do
> igario n. 5.
Para o Porto.
O patacho porluguez Fspeculador pretende sahir
impreterivelmente para o Porlo no dia 23 do corren-
le ; ainda. pode receber alguma carga a frele : quem
pretender faze-lo, enlender-se-ha com us consigna-
tarios, 11a ra da Cadeia Velba, escriptorio D. 12.
TARA O CEARA'
sabe com brevidade o hialc Anglica, por ter par-
le da carga prompta : quem nelle quizer carregar,
dirija-se a ra da Cadeia do Recife 11. Vi, primeiro
andar.
PARA LISBOA
seguir a galera porlugoeza Magarida, da qual he
capitao Joao Ignacio de Menczes, e o pretende fazer
rom brevidadp, por ter parte do sen cargamento
prompto : quem na mesma quizer carregar, ou se-
guir de passagem, para o que lem bons commodos,
pode enlender-se com o capilao na prafa, ou com o
consignatario Amorim Irmaos & C, na ra da Cruz
numero 3.
Para o Rio de Janeiro
segu com muita brevidade o brigue brasileiro Con-
ceiro por ter parle da carga prompla : para o resto,
passageiroi e escravos a frele, trata-so com .Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche 11. 14.
Ceara' e Para'.
Espcra-se na presente semana a escuna brasileira
Emilia, que regressar em puncos dias para aquel lea
poilos ; recebe carga e pssaceiajJBaue com antec-
pacilo trata-se com o consigualar^rl. B. da Fonseca
Jnior, ra do Vigario n. 4.
l'ara a llahla segu em poucos dias a veleira
garopeira l.icrarao ; para o resto da carga, Irala-se
com seu consignatario Domiagos Alves Malheus.
LEDLOES.
O agente Oliveira far leiblo, por autorisarao
do Illm. $r. Dr. juiz de direilo do commercio, re-
qucrimcnlo do depositario da ma-.i fallida de Andr
Nauzcr, de lodos os ulencilios, movis, e mais olo
escravos do eslabelecimento de padaria, c de urna
venda de molhndos, sitos no aterro da Boa-Vista,
pcrlcncente. maesa do dito fallido : quarta-feira, 23
do corrente, as 11 horas em ponto, na indicada pa-
daria.
O agenlc Borja ero
sen armazcm na ra do
Collcgio n. 1.5, for lei-
lao de um completo
sorlimento de obras de
marrineiria, c de mui-
los ohjeclos qoe se acha-
r3o patentes nn mesmo
_ armazem : quinta feira
2i do corrente, as 10 horas em ponto.
i.ltiarla-feira. 21 do corrente, a I hora, na por-
ta da alfandega, o agente Roberts pora em leilaoos
seguintes objectos, que fallaram no leilao de 21 por
eslarem na alfandega : sendo 1 rhrnnoraetrn, 1 ba-
rmetro, 2 agulhasde marear, 3 pecas de lona, que
ser3o cnlregues pelo maior prero que se offerecer.
AVISOS DIVERSOS
PUBLICADO RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo mez. de Mara, adop-
tado pelos rcverendissiinos padres capM-
cliinlios de N. S. da Petaba desta cidade,
augmentado com a novena da Seoitora
da Conccicao, c da noticia histrica da
medallia milagrosa e de N. S. do Rom
Conselho: vendr-se nicamente na livia-
na n. (ie 8 da praca da independencia,
a l.sOOO.
Francisco Joao de Barros, embarca para a Eu-
ropa o seu lillio Francisco JoSo de Barros Jnior,
Brasileiro e de 10 aunes de'idade.
Lava-se e engomma-se com aceio c prompti-
dao : no horco do Rosario 11. 2.
Precisa-se de urna ama jorra ou es-
clava para casa de pouco servico : nesta
t\ pogrpla se dir' quem precisa.
Lauriano Tereira ivisa s pessoas que lem pe-
nhores ha maisjde anno em seu poder, para que no
prazo de 15 dias os venham tirar, do contrario sern
vendidos para pagamento do principal e juros.
.sr. redactores.Como eu no excesso ne*miiilia
dor (ivesse frito publicar alguna despacho, que o
Sr. Dr. Custodio Manoel da Silva liuimaraes. juiz
de direilo da primeira vara civel desta cidade, pro-
ferio na cansa, que mo mova Joaquim da Silva
Mourao, rogo-Ibes, que queiram lambem publicar o
documento, que lhes remello, do qual se v, queeu
com efieiln linha razio de sobra para queizar-me
daquclle juiz, e que o respeitavel tribunal da rela-
cjlo, compenetrado da razSo. que me assislia, repa-
rn as clamorosas injusticia* que elle me havia feito.
Aproveilo a occasiao para agradecer aos llluis.
Srs. desembargad ores a juslira que me lizeram, o
anulen advogado o Illm. Sr. Dr. (iervasio Ijonral-
ves da Sdva os desvellos com que tralou da iniha
causa ; si-i, eso pblicos o* desgasto porque S. S.
I'.issou com ella, e. pois, he esle mais um motivo
para ser elerm a niinha gralido, e a de miaba fa-
milia. Sou seu constante Iciloryosc Dias da
Silia.
Recite 28 de abril de 1855.
Illm. c Exm. Sr.Diz Jos Dia da Silva, que
por bem de seu direilo precisa que V. Exr. mande,
que o cscrivao Peres Ihe passe por rerlidau o accor-
dao ltimamente proferido nos autos de appellacao,
que o siippliranle 'itiga com Joaquim da Silva Mou-
rao; pelo que
Pede a V. Exc. se sirva de mandar passar a cer-
tdo requerida.E receben merc.
Manuel Peres Campello Jarome da Cama, escri-
vao das appellarfies crimes c civeis e dos aggravos
do superior tribunal da relacao da cidade do Reci-
fe, dislriclo de Pernambuco, por S. M, I. econs-
lilucional oSr. D. Pedro II, que Dos guante, ele.
Cerlilico, que revendo os autos de anpellacn.
nelles se acha o accordao pedido por certidao, cujo
llieor he da forma, modo e maneira segoinlea:
Accordao em relacao. etc. Oue reforman) a sen-
lenca a folhas 18!, appellada a folhas l'.l'J, pela
qual foram desprezndos e julgados por nao prova-
dos ns embargos folhas Ifi, opposlos pelo appcllan-
le penhora e execucao que ihe promove o appel-
lado, em virlude da scnlenra folhas 129, que jul-
gando procedente a commiuaVao requerida a folhas
1211 condemoara o mesmo apellante ao pagamen-
to da quantia de 00:381.58118, sem que se apresen-
laaoem os livros indisponsaveis para a veriliearao da
quantia que se devia liquidar, c do saldo da casa
do appellado. que pela conciliacao a folhas i lora
enlregtie ao .ippellaute para seu pagamento : por-
qiianlo, mandando-se pelo accordao folhas 8:1, que
se procedesse a um ajuste de conlas, avista do ba-
lanco c inventario dos cITeilos existentes n> loja,
pata se poder exactamente conberer se os bens
ehegavam, exceiliam, ou fallavam, para dista forma
se executar perfeilamenle a trausace.ui feita pela re-
rerid? conciliarAo, nao he perraillido, segundo o
direitocommcrcial, que por meio de urna comina-
rao, anda mais summaria, que a citaran para em-
bargos i primeira. jnlada por senlera, como foi
pela de folhas 121), fosse cundemnado o appellante
" ser ouvido c convencido, e que possa proare-

y
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
10. a favor das obras publicas de Nic-
tlieroy, c\Irahida em 1 de maio de
1855:
1 N 288..........20:000#
1 .-U1I2. .... 10:000$
1 *i*9. .... . 4:000$
1 402."i. .... . . 2:000
t .. BBS, 1208 , 2765 ,
4381 , 5*65, 5596 . 1:000,s'
10 ., 861 , 1 454 , 1907 ,
3003 , 5244 , 5575 ,
4864 , 5018, 5756 ,
5796. .... . ." -400$
21) 82, lo,. . 227 , -
255 , 566 , 965,
1779 , 2115, JUt ,
2751 , 2912 , 5121 ,
. o2G6 , 7)547 , 3338 ,
."950 , i 559 , 4945 ,
5265 , 5767. 200$
60 122, ill, 586, 611,
675 , 725 , 787 ,
891 , 900 , 998,
1055 , 1507 , 1595 ,
1911, 1957 , 2262 ,
2668, 2699 , 2784 ,
2802 , 2825 , 2898 ,
2914, 5079 . 5087 ,
5526 , 5564 , 5155 ,
5475 , 3571 , 5666 ,
5725 , 5765 , 5795 ,
5S15 , 5981 , 4221 ,
4276 , 1291 , usa,
4551 , 451)9 , 4572 ,
4651 , 854 , 4907 ,
5025 , 5065 , 5150,
519i , 5205 i 5278,
5i89 , 5497 , 5592,
5595 , 5866 , 5907 ,
5978 , 5990 . * 100$
10 iremios de 40$
1800 ditos de : . . 20?
dir a presente execucao de lal senlera nulla, e in-
juri'lict.A liquidarao. ronsequencia do accordao
folhas ,<:), 011 esse ajustamento de conlas, devedo
fazer-se segundo o balatiro e inventario dos cITeilos
existentes na loja ao lempo da entrega, e depois
pelos livros que exisliam. nao se devia julgar a ver-
bada pelo simples pretexto de nao se apresentar
um ou mais livros, vislo como devia apresentar-se n .. ,
csse livro, que o mesmo appellado julgavt necessa- ~ 1 or descuido denou-fe honlero pela manida,
_i J nm tm-i .1. 1. -~..i.1- .1..
Temos c\posto a' venda os novos bilhc-
tesda lotera 55 do Monte Pi, cuja roda
devia correr na santa casada Misericordia
do Rio de Janeiro a 18 011 19 docorrente.
pagos a' chegada das
os premios serao
listas.
rio, e era o meio legal o riu exhibicao, tanto mais
qnando senao ignorava, que exisliam os livros, e
aonde, como se \ folhas 127 e folhas 128, pelo que
o julcameuto da cominarao follus I1 verso, foi
tumultuario, e illcgalmenle proferido. Ora, sendo
a liquidaran de urna etitcnca o exordio, disposira
e parte necessaria da -execucao, nao he legtima-
mente operada, feila por arbitros, senao qunndo
formulada a cnnla do dado e de recebido so pode
compensar o debito e o crdito ; e a essa liquida-
cao deve preceder o bataneo, que somenle pelos li-
vros se pode formular, podendo-sc por isso ordenar
ex-oflicio a apresentacao dcllcs para se exlrahir o
que respeila .1 demanda ; mas v-se oestes autos,
quo nao foram observadas as regras e condiccics Ic-
gaes, que houvera alropelln, e que nao obstante a
dcrlararao do arbitro a folhas 128 verso, de lian
poder proceder a um exan.c circumstanciado, por
eslarem os livros no deposito geral, e ser neressa-
rio que fossem presentes aos arbitros pan os exa-
minarem em suas casas, sem se altender a tal exi-
gencia, e sem o acrordo dos arbitros, se jolgara con-
cluida a liquidaran, prescilldindo-SC dns ineSiis in-
dispensaves, e exigidos pela lei. Pnrtanto, refor-
mada a seulsnea appellada, julgaudn provados os
embargos folhas 1.">I, jttlgam nulla a prsenle exe-
cucao por ser originada de una senlenca nulla, se-
gundo o direilo, e qu nao pode ser execulada, nao
leudo havido legal condemnaro, o mandara que por
isso aa relaxe a penhora de folhas, rondemnam o
appelladu as costas: ede-cam os autos aojuiz
quo.Recife 28 de abril de 18.').").Azecedo, pre-
sidcnle. Filiares, vencido. Bastos*Uao.
Souza.Ilebello.
E mais se nao cnntinha em dito accordao, copia
lo lielmento dos proprius aulos, aos quaes me re-
porto, c a prsenle vai sera cousa que duvida faa,
concertado na forma do estylo, e por mim subscrip-
ta e assignada nesla ci lade do Recife de Pernambu-,
co aos 28 de abril de 18."). SubVcrevi e assignei-
Etn f do verdade.Manoel Peres Campello Ja-
come da Cama.
Aluga-se um sobrado de 1. ailar, cojo alu-
guel nao exceda a 258000 mensaes, dando-so prefe-
rencia no bairro de Sanio Anlonio ; a tratar no lar-
go da Ribeira, armazem de farinha n. 7.
Precisa-se de urna ama captiva -ou forra, que
saiba cozinhar bem, e seja Jesembaracada em lodo
serviro de casa, paga-se bem agradando: ua ra da
(toda 11. 52.
Precisa-si de um padeiro que enlcnda perfei-
lamenle de forno e de lendcdeira : aquelle que se
achar as cireumslancias, pode dirigir-se ra lar-
ga do Rosario n. 18, que achara com quem (ratar.
Na mesma lambem precisa-se de um moro para en-
tregar po ua ra.
Joaquim Pereira Ramos faz publico, que com-
proo a taberna da roa de S. Francisco 11.68, ao Sr.
.Miguel remandes Eiras, l'vre e desembarazada de
qualquer divida.
Miguel Fcrnandes Eiras, lendo annunciadn no
Diario de Pernambuco 11.... a venda de sua taberna
na ra de S. Francisco n. (58, ahi Ihe appareceu o
Sr. Beriiardino Francisco de Azevedo Campos, com
quem Iratou a venda do ditoestahelecimeiito, (can-
do o comprador obrigado a pagar de promplo u pra-
ca a quantia de quinhentos e mu mil e lautos res
que o ,1 onii ocian le devia de gneros comprados para
o dilo estabelecimento, e a vollar-lhe o resto em
moeda corrente. Feito desta sorle o negocio, deu se
halanco, e da dita casa lomou posse o Sr. Campos.
Dous dias depns vollou o annuncanie para liquidar
o negocio e Ja achou o Sr. Beriiardino de ontro ac-
rordo, islo he, a n.lo querer pagar de promplo aos
seus credores (como linha tratado a quem fez cha-
mar por esia folha para apresentarem sais conlas. f
limilandn-se a passar duas leltras, a primeira para
pagamento dos credores com o prazo de 1)0 dias, e a
segunda para rel embolso do vendedor com o prazo
de 9 noves!!'.! Nao querendo o annuiiciaiile annuir
a senielhanlo negocio, pois que assim o nao havia
tratado, reclamou e fez ver ao Sr. Ilernardino, que
desta sorle faltava a sua palavra e ao seu trato, mas
para evitar maior questo aceitn o annuncanie as
duas leltras, entregando a primeira ao seu maior
crednr o Sr. Anlonio de Sa Lopes Fernaudes, para
no seu vencimenlo pagar-se e pagar a seus credores,
que bem coutra sua voutade lem de esperar o dilo
prazo, e lhes roga queiram-lhe desculpar nina falta,
para a qual nao concurren nem por pensamenlos.
Oflerece-se aos Srs. negociantes desla praca que
liverem dividas pelos matos," urna pessoa que esl
habilitada e d fiador chao e abonado a sua condue-
la t aquellos que quizercm mandar receber s divi-
das, anniiiicieiii a sua morada por este jornal para
seren procurados,' c Ibes dir quem he n seu abo-
nador.
Precia-se alogar una amr. que saiba cozinhar
c fazer lodo o mais servico de casa : 110 Palco do
Terco n. 41.
Jos Cardozo Areia relira-sc para a Europa.
Aluga-se urna casa terrea nos Arrombados : a
tratar com Marliuho Jos de Suuza Ileso, 110 aterro
da Roa-Vi lo Ce.ar de Andrade.
Aluga-se urna preta que seja escravo, para lodo
serviro de urna casa de familia, para comprar c ven-
der na ra : quem liver e quizer alngar, dirija-se a
ra da CooneieJM da Boa-Vs!a n. id.
Narciso Jos da Costa, lenda encontrado oulro
de iguaj iinme. o qual he empresado como palrao do
escaler do lacre da alfandesa, se assiguara de boje
em dianle por Narciso Jos da Costa Pereira.
OSr. Jorge Antonio de Almeida qoeira dirigir-
se aujCscriptoriode J. II. da F'onseca Jnior, na rua
do Vigario n. i, para Ihe ser entrene pe>soalmnte
urna carta que Ihe foi dirigida do Maranbao.
Jos Baptista da Fonseca Jnior deseja saber
se existe nesla provincia o Sr. Marcelino Jeronymo
Ferreira de Azevedo, que em 1817 veiodc Lisboa no
palacho Cleinenlina ; o mesmo senhor ou querrr Ihe
saiba informar, queira dirigir-se a rua do Vigario
i), i.
Attenqao.
A irmandade ereela na igreja de N. S. da Assump-
cao, na imperial capaila, na Eslancia, vem avisar
ao respeitavel publico, que a mesa du auno de 18.51
licou recleila em virlude .le estar dando passos a be-
neficio da dila capella, liovendo somenle urna peque-
a modificaran em alguns musarios.Joao Silcestre
Francisco de Mello, aserila actual.
Dcsappareceu na noile do dia 18 do rorrete,
do engenho Sapucaia. fregucsa de Sanio Amaro de
Jab.ialiio, aescrava Joaquina, rom os signaes seguin-
tes : altura regular e grossa, cor fula, cara redonda,
denles limados, bracos grossos, e bonla figura, lem
urna cicatriz na Insta de um lalho, odios esperto*,
bastante distarrado, foi do cerlao, porcm lodo desejo
he ir para o Recife ou lugar de povoacao ; levou bas-
tante raspa, vestidos brancosc outros de cores, roxo,
azul e encarnado, levou argot de ouro e ootro par
de prata : quem a apprehemler leve-a ao dilo euge-
nho, que sera ceiierosamcnle recompensado pelo seu
senhor. que he Jos Cavalcanti de Albuquerque
Vauderley.
Pede-so a companhia dramtica queira levar
scena o lo engranado duelo do O Philosopho do
Caes e o Praia Grande.
cm nma das jancllas do andar terreo da Faculdade
de Direilo, o 1.- volume de jDrlila,-medicina legal:
roea-se a algum senhor acadmico que o achou, baja
de entresa-lo no aterro da Boa-Vista o. 12, que se
agradecer.
Precis,i-sc de ama creada que saiba bem en-
gomm.ir c coser, paga-se bem : na rua do Crespo a.
II, lerceiro andar.
Desappareccu do abuio assignado um escravo
de nome Manoel, nacao angola, idade 30annos pou-
co mais ou menos: he de eslalora regular, chem'do
eorpo. bem fallante e imberbe, lem na I esta arma
cicaliiz proveniente de nm talho, e n'uma das facas
nm signal, assim como nm principio de calva de pe-
sos que carro-a va : sendo alcm disto dado a bebidas
espirituosas : levou camisa de madapolao engoroma-
da e caira nova de quadros, e nutra preta ja usada ;
desconfia-se que elle lenha seguido raminho do ser-
ian, e por issu roaa-se ns autoridades policiaes e aos
cepilaes do campo hajam de prende-lo e mandar en-
tregar na rua larga do Rosario sobrado n. 30, onde
serao generosamente recompensados, e desde Ji pro-
lesla-se proceder no rigor da lei contra quem quer
que o lenha acoulado, obrigando-o a pagar os dias
de serviro.
Joo Policarpo dos Santos Campos.
Oflerece-se urna senhora para amo, o quol *n-
gomma com toda a perteirSo : qnem a pretender di-
rija-se rua das Aguas-Verdes, casa de sotas que
vira para os Peccados Morlaes, junio ao n. 13.
Precisa-se do um caixeiro para padaria que
afiance sua conduela : na rua da Senzala Velba o.
106, armazem.
D. Francisca Romana de Azevedo subdita por-
lugueza, retira-se para Portugal.
Precisa-se de Om bomem para feilor de um si-
lio em Apipucos: ua praca da Boa-Vista n. 8.
A nova casa de paslo na rua do Amorim, lem
sempre prompla toda cqualquer comida coma maior
lin>i>u:i, ionio na mouna como pira foro, e preco
coro mudo.
Precisa-se alugar orno casa lerna com bstan-
les commodos,se liver eoiau melhor sera.ou doas com
menos, porra sendo pegadas e com bons quintaos ;
quem liver onunncie, pois paga-se bem.
Precisa-se por aluguel de urna preta eoerava,
que nao aeja pimpona, poia he para lodo o eerric.o
interno e externo de urna cosa de pequea familia,
n.lo se olha a preco : na rua do Collegio n. 21, pri-
meiro andar, das 9 hora* da manilla a :i da tarde.
D. Leopoldina Mara da Coala Kroger, em al-
inelo ao publico somenle, participa ao mesmo, que
ella pretende vender o seu sitio na Torre, para cu-
brir as despezas que infelizmente tcm da faier oa
questao de urna lellra falsa, feila por uns malvados
queseuniram para rouha-la ; espera porm oa juo-
lica e nos leis do paiz de vencer asa justa causa ; os-
tro sim faz publico, que olm de oulios bens, ella
posaue urna casa de sobrado na rua Nova, no valor
dobrado da lellra em questo, c que nao pretende
vender ; esta pois claro qoe o annuncio pablicado
honlem uo Diario s lem por fim* descsoceilsa-la
peranlo o publico.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
UNGENTO HOKLOVVAY.
Militaros de individuos de todas as naces podeto
teslemunhar as virtudes deste remedio ncomparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo uso- que del-
le lizeram, lem seu corpo e membros inleiamenle
saos, depois de liaver empregado intilmente outros
Iralamenlos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas curas marav ilhosas pela leilura dos peridicos
quo llt'as relatam todos os dias ha muilos annos; e,
a maior parte deltas sao 13o sorprendentes que admi-
ran! os mdicos mais clebres. (Juantas pessoas re-
cobraran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernos, depois de ler permanecido longo
tempo nos hospilacs, onde drviam soflrer a ampu-
tarlo Helias ha mulas que havendo deixado esses
asxlosde padecimeulo, para se nao submetlerem a
essa operaran doloroso, foram curadas completamen-
te, mediante o uso desse precioso remedio. Algu-
mas das laes pessoas, na efuso de seu reconbeci-
inenlo, declararam esles resultados benficos dianle
do lord corregedpr, e oulros magistrados, afim da
mais aulenlicarem sua aflirmaliva.
Mftguem desesperara do estado de sua saude sa
tivcsse bstanle couauca para eusaiar tsle remedio
constantemente, seguindo alstim lempo o Irata-
menloque uecessilasse a natureza do mal, cujo re-
sultado seria provar inconteslavelmenle : Que ludo
cura !
O ungento he ulil mais particularmente nos
seguintes casos.
matriz.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.'
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfenmdades da culis
em geral.
Eiilerinidades do us.
Ei ititees escorbticas.
Fstulas 110 abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor as extremidades.
F'riciras.
(jengivas escaldada-.
Incliaia o'.
Irillamniaeao do figado.
da bexiga.
Lepra.
Males dos pcriiao.
dos peilos.
de olhos.
.Mordeduras de replis.
Picadura de mosquito;,
t'ulmcs.
juei modelas.
Sarna.
Supuratoes ptridas.
finita, em qualquer par
(c que seja.
Tremor de ervos.
I leers na bocea.
do figado.
das arliculaeoes.
Veas torcidas, ou soda-
das uas pernas.
Vende-se este ungento no eslobclecimcnlo geral
de Londres, n. 2H,.S"lran ticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadasde
sua venda em luda a America du Sul, Uavana e
llespan.. 1
Vende-se a 800 res cada bocelinha, contcm urna
inslruccao em porluguez paro explicar o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito geral be em casa do Sr. Soom, phor-
maceutico, na rua da Cruz n. 22, cm Pernam-
buco.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. -18, primeiro an-
dar, escriplorio de Aueuslo C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 88000 o par (prejo fixo, as j
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante quo foi premiado na exposieo
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao oe senlem no rosto na accao d cortar ;
veudeiu-se com a cnudican de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra restiloindo-se o importe. Na mesnvi coy
sa ha ricas (esourinhas para unhas, feitas pelo aneo.
mo fakficante.

! Upa 'rV
aar-



V-
DIARIO DE PERNAMUCBO. TERCA FEIRA 22 OE MAlO DE 1855.
**-** *t f a

m
s

# Acha-se a venda o MA.M'AL-do Guarda
Nacional, ou codeccao de lodos as leis, regu-
0 lamentes, orclens e avisos esneernentesa mes-
mi guarda nacional, organisado pelo capitn
jg secretario do Mamando superior da guarda
jf nacional da capital da provincia de Peniam-
tt buco Firmino Jos de Oliveira, desde a sua m
' nova organisac* al 3t de dexrmhro de T
* 1K>1, relativo nao mimo procos* da jualili- '
t nornia dos corpos, organisacjlo pormunieipos, Jif
i$ haladme*, companhia,; eum mappas, mu- fi
K dlos etc., le: vende-se unicainenie un pa- .:?
iK leo do Carino n. 9 1" audar SgOUO rol por 4
i cada volumr. ;;?}
OLLEGlO PARA MENINOS, KM WA-
EkSBECK, SIBLRBIODEHAM-
L'RGO.
11 abiin assignado" lem a honra de participar ao
publico, que mudou o seu collegio nesleannn.de
(tamboreo paja Windsberk, e est agora habililado
de poder aullar mais algn* pensionistas. A situa-
i.'Ao do lagar he a mais saudavel de lodos os arrabal-
des de Hamhurgu. e a distancia dessa < i.l.i.U' permu-
te o gozo de todas as vantagens das cidades grandes,
issim como ella iropossibilila o gozo das desvanla-
gens para meninos. Ao entrar no collecio os meni-
nos nilo devem ler cedido a idade de 10 annos, e
maior cuidado e zelo se empregara cm favor delles,
nao s para o seu bein phvsico como iulelleclual.
Files ttrao lices em todas as lingual modernas, his-
toria, geographia, historia natural, malhemalica,
assim como os principios necessarins para o commer-
cio, ou as linguas antigs, sciencia das anliguMa-
des, philosophla, etc., como preparos para o esludo
na universidade. As despezas do ensillo, sustento e
casa importan) em 1,000 marcos,JOOsOOO pouco
mais ou menos. Os pais deverao dar roupa, assim
como pagar msica e ensino de dansa, caso o dese-
em.C. uolckshausen.
Este collegio podemos rccommeddar as pessoas que
queiram dar urna educaeo ejemplar aos seus lilhos,
por ser um dos melhores na Allemanha, e ollerece-
iio-nos a dar todas as ioformaces a quem precisar:
oa roa da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
Brunu l'raeger & Companhia, ra da Cruz n. 10
recommendam as pessoas de bom goslo, seu escolhi-
do sortimento dos melhores pianos, lano horison-
laes como vei licaes, que por sua solida construccao
o harfioniosas vozes, assim como por sua perfeiln
obra de railo se distinguem. Todos eles pianos s3o
leitos -por encommenda, escolhidos e examinados,
e por islo livres de qualquer deleito que se eucontra
mollas vezes em os pianos fabricados para eipor-
larSo. ,
EDUGACAO DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular menclc otratado
da educacao das meninasno qual este virtuoso
prelado ensiua como as mais devem educar saas fl-
uas, para um dia chegarem a oceupar o sublime
lugar de mai de familia ; torna-sc por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeirocaminho da vida. Esta a refe-
rida obra traduzida em porlugoez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
OSr. Theodoro Jos dos Santos queira vir res-
gatar os penhores que lem na ra do Trapiche 11. 16,
dentro do prazo de 8 dias, contados desla dala, sean
scrao vendidos em satisfago de seu debito. Recite
19 de maio de 1855.
Acaba de chegar o dcimo caderno
da BIBLIA SAGRADA : os senhores as-
signantes queiram vir ou mandar bus-
car na agencia os seus exempiares.
Aluga-se um excellente sitio com
baixa para capim, bastantes arvores de
fructo e ptima casa de vi venda, com es-
tribarla e quartos para pretos, no lugar
do Cordeiro. a margem do Capibaribe:
3uem o pretender dirija-se a rua da Ca-
eia do Recife n. 4.
Precisa-se de urna mulher para o semen in-
terno e externo de urna casa de pouca familia: a fal-
lar com a professora da Boa-Vista, ro primeiro an-
dar do sobrado n. 30, na praca.
O Sr. .Manoel Ignacio d Carvalho lem urna
carta na roa do Trapiche n. 16, no segundo andar.
EN'GLISU HOTEL.
Tcrca-feira, 22, haver sopa de tartaruga das II
Iteras do dia at as 2 da tarde.
Desappareceu desde o da 13 do corrente a
preta Acrefna, de nacao Cons. representa ler 30
nnos, pouco mais ou menos, altura regular, clieia
do corpo, e alguma cousa bruta, e na apparencia se
ronhece ser de enxada, a qual negra foi escrava do
Sr. I.uiz Pires Kerreira, ha pouco arrematada ; le-
vou vestido de chita j usado, com ramagem encar-
nada, c rabcro de algodSozluho. quem a pegar,
leve-a a rua do Sebo n. 13, que ser recompensado.
A Sra. Frsnaiaea Pereira da Cuuceicao.proprie-
laa de uns chaos na rua doQuiabo, nos Afogados,
mande receber os foros vencidos e juntamente os t-
tulos de sua posse.Bernardino Francisco dos San-
to* Oliveira.
No dia 23 do corrente mez, depois da audien-
cia do Sr. l)r. juiz dos feitos, em praca presidida ape-
lo mesmo senhor. se ho de arrematar os seguinles
bens, penhorados por eiecucao da fazenda nacional
contra seas devedores, a saber : 1 escravo pardo, por
nome Manuel, penhorado a Juaquini Duarle Pinte
da Silva, avallado em 6OO5OOO ; lOcadeiras, 1 com-
moda. 1 marqueza. 2 bancas, 4 mangas de vidro e 4
rasticaes de casqainha, ludo por 219000, a Jnao
Evangelista Bello ; urna porcao de movis de casa,
tudo por II49OOO, a viuva de Guilherme Patricio
Bezerra Cavalcanti ; 1 cavado castanho por 309000,
a J0S0 Francisco do Reg Maia ; 6 cadeiras de an-
gieo r -J mesas de jacarando, ludo por II5OOO, a
Piaucuco de Barros Qgrreia ; 1 rasa terrea na rua
dos Gato*, em Olinda, n. 4, com 26 palmos de fren-
te e 74 de fundo,' em mo estado, poc 509000, a viu-
va de Manoel Leonardo Sadr; 1 sobrado de um an-
dar na rua de S. Benlo, em Olinda, n. 47, com 24
palmes de frente, 74 de fundo, e bastantes comino-
dos, por 5509000, aos herdeiros de Manoel de Azeve-
do do O'; 1 casa terrea na rua de S. Pedro, em
Olinda, n. 18, com 20 palmos'de largo e 50 de fun-
do, por 709OOO, a Apolinario Francisco Furladu ; 1
dila na rua do Varavloaro. em Olinda, n. 6, com 15
palmos de frente e .50 de fundo, por lOOgOOO, a Joa-
quina Jos Jacomo ; t dita terrea na rua Direita des-
la cidade, contigua ao fundo da igreja do I.ivramen-
lo n. 1, com 9 palmos d largo e 40 de fundo, por
2OO9OOO, penhorada a mesma irmandade do Livra-
mento ; 1 dita terrea na roa de Mal las Ferreira.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 1A mO-WA. 1 JTDAB ftO.
O Or. P. A. I.oIki Moscozo d consultas linmeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manlia aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qaalquer hora do dia ou noite.
Oerece-se igualmente para praticar qualquer operac,. de rirurgia, e acudir promplamenle a qual-
ruer mulher que esleja mal de parlo, e cujas cireumstancias nao permitlam pagar ao medico.
N CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 RUA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complete de meddicina homeopalhica. do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes enradernados em dous e ncompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, .cirurgia. anatoma, etc., etc. ...... 209000
Esta obra, a mais importante de (oda* asquetralam doestudoe pralicadaiiomeor.alhia, por sera nica
que conlm a base f.indamenlal '''esta doutrinaA PATllOGE.NESIA Ol" EFFETOS DOS MEDIG V-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcouhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar a pialna da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que quizerem
experimentar a doutrina de llahneuiann, c por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirose senhores decnuenho que estSolotige dos recursos dos mediros: a lodosos capilesde navio,
qne urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu iiu de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumslancias, que neiu sempre podem ser provenidas, sao Abriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encrdenado. :l-ikki
pem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprietao deste estabelerimento se lisongaia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 89OOO
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 105, 129 e 159000 rs.
Hilas 36 dilos a ............
Hilas 48 dilos a............
Hilas 60 ditos a............
Ditas 144 ditos a............
Tubos avulsos..................
Frascos de meia nuca de lindura.............
Dilos de verdadeira tinctura a rnica...........
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rrystal de
. 209000
. 259000
, 303000
. 603000
. I9OOO
29000
. 29000
diversos tamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamenloscom toda a brevida-
rte e por precos muito rommodos.
# .'l'BLICACAO' DO INSTITUTO 110 g
NEOPATIIICO DO BRASIL.
W THESOLRO IIOMEOPATHICO g
W ou 0
VADE-MECUM DO B
' HOMEOPATHA.
(A Melhodo conciso, claro e seguro de cu- (^)
2Z rar homeopalhicamenle todas as molestias S
^9 que affligem a especie humana, e part- w)
tJ cularment aquellas que re'tnam no Bra- (gj|
J? til, redigidn segundo os melhores Irala-
V; dos de homeopalhia, lauto europeos romo
fc* americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera
(0} l'inho. Esta obra he hoje reconhecida eo-
raii a melliqr de (odas que tralam daappli- iA
ca^So homeopalhica no curativo das mo- *^
A leslias. Os curiosos, principalmente, nao A
X podem dar um passo seguro sem possui-la e l
^f ronsulla-la. Os pais de familias, os senho- W
/ res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- {j}
zZ pitaes de navios, serlanejosetc. etc., devem SL
(09 'e-la mao para occorrer promplamenle a <&)
qaalquer caso de molestia. *
Dous volumes cin hrochura por IO3OOO J
B encadernados U9OOO B
Vende-se nicamente em casa do autor, ia
V/ no palacete da rua de S. Francisco (Mun- W
A do Novo) n. 68 A. ()
1
m
Novos livros de homeopalhia uicfrancez, obras
tedas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. ..........209000
Teste, rrolestias dos meninos.....63*100
Hering, homeopalhia domestica.....73000
Jahr, pharmacopa homeopalhica. 63OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas...... 69OOO
Jahr, molestias da pelle.......89OOO
Itapnu, historia da homeopalhia, 2 volumes IG3OOO
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... 109000
A Teste, materia medica homeopalhica. 8-301X1
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Staoncli .......63OOO
Casting, verdade da homeopalhia. 1.301x1
Diccionario de Nysten ....... 1O3OOO
Aulas completo de analomia cvm bellas es-
lampas coloridas, conletido a descripjao
de todas as parles do corpo humano 309000
vedem-sc todos estes livros no consultorio horoeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova n. 50 pri-
meiro audar.
** 9
DEHTISTA. i
V Paulo Gaignoui, dentista francez, cstabele 9
9 cido na rua larga do Kosario n. 36, segnndo
9 andar, colloca Uentescom gengivasarliliciaes, 9
9 e dentadura completa, ou parte della, com a 9
^ presso do ar. g
9 Rosario n. 36 segondo'andar.
# $
Alnga-se urna casa terrea 00 de sobrado, em
qualquer das ras que licam entre o becco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na rua Nova n. 69.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde c4tatinua a receber alum-
nos internos eexternos desdeja' por m-
dico prero cmo lie publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Joaquim Lope de Barros Cabral Teive.profes
sor de desenlio da imperial academia das Bellas Arles
da corle, leudo chegadn a esta provincia, com I icen -
ca do governo, abri urna aula de desenho e pintu-
ra, na rua da Aurora, segundo andar, junto ao Dr.
Aguiar, sendo a aula das 3 as 5 da tarde; nos dias
uteis.
EXCELLENTE PITADA.
Rap francez uno,
mais superior de lodo quanto lem viudo a este
. Est a sahir a luz no Rio de ,'aneiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RIOFF E ROEX-
NINGHAISEN E OLTKOS,
poslo em ordem alpliahetiea, com a descripcao
abreviada de tedas as molestias, a indicacAo phvsio-
logira e Iherapeotica de lodos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de accilo e concordancia.
seguido de um diccionario da significaran de todos
os termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 10RAES.
Suhscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova 11. 50-
primeiro andar, por SgOOO em brochura, e 69000
cncaderuado.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario 11. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
mas?a adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posirao lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em poucos inslaules solidez igual a da pedra mais
dura.e promette restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de esclavos, na rua
dos Quarteis n, 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissao, tanto para a
provincia como para fora della, ollerecendo-se para
isla toda a seguranra precisa para os dilos escravos.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar cx-prd1-
curadorda cmara de Olinda, que veulin entender-
se com os herdeiros de I.uiz orna, pois basta de
cassoadas, (cando cerlo que cm quanto mo se en-
tender com os mesmos ha de sahir esto annuncio.
Na rua da Cadeis do Recife n. 3, primeiro a-
ila,, confronte ocscriplorio dos Srs. Barroca & Cas-
Iro, despacham-se navios, quer nacionaes ou cstran-
geiros, rom toda a promptid.lo ; bem como lirarn-se
passaportes para fra do imperio, por pre coinmodus do que em oulra qualquer parle, e sem o
menor Irabalho dos prelendeiiles, que podem tralar
das 8 da mandas as 4 horas da larde.
Compra-se urna escrava ou escravo prelo ou
pardo de idade de 2 a 4 annos : a tratar no hotel
da Europa, roa da Aurora.
ATTENGAO',
Compram-se escravos
le ..intus os sexos, sendo
pardos e rreoulus de 12 a 35 annos. tanto para a pro-
vincia, como para fora dejla, sendo bonitas figuras
pa^a-se liem. aisini como se rerehem para vender
rfc roinmisso: na rua do Livramenlo 11.4.
Compra-se urna canoa em bom estado, qne
carregue mil lijlos pouco mai* ou menos : no pateo
do Carmo 11. 17.
VENDAS.
MATERIAES.
No fim do becco Largo.defronle da ponte proviso-
ria, existe um arinazem, e nelle acharo os freguer.es
cal branca e preta. lijlos de Inda qualidade, le-
Ihas, arca e barro, e tudo se vende por preco muilo
commodo.
RES.
?.\"t3-Jl- '" SLS?10?0.' ""i 'l";, "" meS_ "'cado, lem a propriedade de nunca mofar, assim
como de nao ferir o nariz : na rua do Crespo n. 11.
Arrenda-seo engenho Berlioga, na freguezia
de Ipojuca, moenlc com agua do mesmo rio : quem
o pretender, dirija-se ao engenho L'tinga de cima,
na freguezia do Cabo.
Os abaixo|assignados, consenhores e herdeiros
do sitio da estrada de Jnao de Barros, penhorado pe-
la fazenda a Jo9o Manoel Mendes, e como este sitio
pertence a varios herdeiros, os quaes inlerpnzeram
recursos para o supremo tribunal de justica, do qual
esperam provimenlo favoravel, em consequencia,
pois, fazem esta publicacao por lerem visto annun-
cos para arrematarao, e mesmo para evitaren ques-
(oes para o futuro.Joaguim Mendes da Cunta
Azevedo, Manuela Miquelina Fieira da Cunta.
* Na rua do Seve primeira casa Ierra com sotao
precisa-se de urna mulher forra ou captiva com
bom Icile para criar um menino de poucos dias,
mas que seja capaz e d fiador sua conduela, pois
se pagara a contento.
-- Manoel .los Leite
declara que arreinatou em
leiio todas as dividas que
deviam a Mauoel Pereira
de Carvallio, na importan-
cia de 48:924^000 ris;
convida pois aosevedores
do dito Carvalho a que s
pagueiu ao annunciante,
para o que se podem diri-
gir asua loja, sita narria
daQueimado n. 10.Re-
cife H de maio de 1855.
ma rua n. W, por 4OO5OOO, a Joao Carneiro da Cu-
nta ; 1 dila 00 Poro da l'anella n. 7, com 45 palmos
de frente c "0 de lando, grande sitio cercado e par-
le murado, com muitas bemfeitorias.porm arruina-
das, principalmente a casa, por 2:0009000, aos her-
deiros de 1>. Isabel Rosa Carneiro Mouteiro ; 1 sitio
de trras no lugar da Imbiriheira, com 750 palmos
de frente, casa de laipa com 29 palmos de largo e 38
de fundo, per 6009000, preco por que foi adjudicado
a mesma fazenda na execurao contra o Dr. Pedro
Gaudiano de Ralis e Silva ; 1 caixo de ourives
imilaco de commoda, com 4 columnas e caixilho
envidracado, 1 haUuic.i grande de lato e 4 cadeiras
de Jacaranda, ludo por 269000, viuva de Jos Ig-
nacio do Monte ;. 20 bahs e 1 jogo de malas, tudo
por 2294OO, a Antonio Kerreira da Costa Braga ; 1
aqueta de alpaca, 1 farda de guarda nacional e 4
rolletes de 13a e seda, tudo por 89OO, a Jacob de
Santiago ; urna armacSo de loja; de madeira de pi-
nho, com balean. 3 luciros, (i caixilhos da mesma ar-
macao, envidracados, e I mesa de pinho, tudo por
233800, a JoSo Tiburcio da Silva Guimaraes : os
pretendentes compare^ara no lugar do costme, as
10 horas do dia cima declarado. Recife 19de maio
de 1855.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Altee.
CASA DA AFERICAO', PATEO DO TERCO
. N. 16.
O abaixo assignado scientilica, que no escriplorio
daquella casa da-se expediente lodos os dias uleis,
das 9 horas da manlia s 4 da larde ; oulro mu, que
a revisao leve principio no dia 2 de abril prximo
passudo, eque lindo o prazo marcado pelas posturas
municipaes, incorrerao os contravenlores as penas
do artigo 2,titulo 11 das sobreditas posturas.
Prxedes da .S'i/ra Gusmao.
O abaixo assignado, lendo de retirar-se para o
Rio de Janeiro, declara, qne nao devendo quantia
alquma nesla cidade nem fura della, smenle he llo-
vedor de innmeras obrigacoes aos habitantes desla
bella e importante provincia, onde morando por es-
paco de 27 annos foi sempre tratado com muitas al-
lences e toda a considerarao,' pelo que protesta seu
eterno reconhi-cimento ; oulro sim, podendo acon-
tecer, que aluuus dos seus amigos nao tenham rece-
bido as suas despedidas, o faz por este modo, pedin-
do-lhes descutpa, e asscgurando-lhes que, all en em
qualquer parle, podem disper de sua inutilidadc.
Recire 21 de maio de 1855.
t-'irmino l'crc'ia Mnnteiro,\
Precisa-se de urna ama de leilc, parda ou pre-
ta, Torra ou escrava : no lecco do Abreu n. 1.
Precisa-se de urna ama de leite : paga-se bem
ua rua do Livramenlo 0. 4.
Attencao.
B, A. R. Tupinambo faz ver mui expresamente
ao poblico, que lem .iberia \ sua loja no pateo do
Carmo n. IN, e na rua do Livramenlo n. 30, nfTerece
os felizes bilheles e cautelas do catitelisla Vicente
Tiburcio Cornelio Ferreira ; a.mesma loja denomi-
nada Casa da F estara aberta todos os dias at as 9
horas da noile, afun de coin mais facilidade as fami-
lias poderem escolhr seus bilheles para verem se
acerlam com a fortuna t3o desejada ; outro sim. logo
que se faram as dislribuicoes das listas imiuedialn-
mente pdenlo receber os premios que forem vendi-
dos com a rubrica do mencionado cautelisla.
Precisa-se alugar urna ama para cozinhar e en-
gommar para ama casa de familia, forra ou captiva:
quem quizer procure no aterro da Boa-Vista n. 33,
segundo andar.
I J. mi, DENTISTA,
@ continua, a residir na rua Nova n. 19, primei-
0 ro andar.
-Na rua da Roda, cocheira nov.i e pintada de
amarello, recebem-se cavallos para seren tratados
por mez e por dia : a tralar na mesm cocboira com
Josc Joaqnim da Silva Samico.
Ollerece-se una mulher para casa de
homem soltciro, 011 de puca iamilia, a
(|tial salae cozinhar e engommar: na rua
do Hospicio, casa do Sr. Tliomaz de Aqui-
no Fonseca.
Pergunla-se ao celebre Jos Rodrigues do Pas-
so o que lenciona fazer com os seus credores, porque
estando penhorada a hernur.i de seu lio.ido sogro lie-
lem, pelos mesmos credores mais de 20) e propondo
o mesmo Passo urna accommodarjlo, at hoje nada
em feito na forma de sen cosime.Um credor.
Os abaixo nssignados, administrado-
res da massa do fallido Antonio da Costa
Ferreira Estrella, fazem saher aos deve-
dores do mesmo fallido que elles esto au-
torisados por lei a receber, e por isso os
convidam a viremlhes pagar ate o im do
crlenteme/-, eosqtte assim nao lizerem
terao o desprazer de ver seus nomes em
praca. Pernambuco 11 de maio de 1855.
Tasso limaos.
Na rua Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o servico diario de urna casa de pouca
familia : a tralar na roa do Collegio n. 15, arma-
zem.
i Precisa-se alugar um moleque 011 criado para
servico de casa, que seja fiel e entenda de. coziuha :
no Corpo Sanio n. 48.
LOTERA da matriz de santo
ANTAO'.
Aos 6:OOOsO(M^2:000,Sl)00, 1:000.<;00U.
O cautelisla AmRo Jos Kodrizurs de Souza J-
nior avisa ao respeitavel publico,que a lotera supra
corre no dia 26 do corrente. As suas cautelas estao
sujeilas ao descont de S por cenlo da lei nos pre-
mios grandes. Os seus bilheles inleiros nao solTrem
dito descunto, os quaes acham-se venda na praca
da Independencia, lojas ns. 1, 13, 15 e (0, e as o-
Iras do costume.
Recebe por iuteiro
com descont
Vende-se um terreno de quina na rua do Seve
hairro da Roa-Vila. ja com mollas hemfeilorias, e j
proporcfies par.i dnas boas casa-, com grandes quui-
laes, por ter il palmos de largura, e mais de 300
de romprimenln ; lem frente para o caes h mu da
Aurora prximo a rampa que se est tacando, fundo
para o Hospicio, um 01IS0 para a rua qne divdelo
mesmo terreno e a casa de sobrado onde foi o coi-
legio de Santo Antonio, oulro rom a rasa terrea de-
junto, leudo desse lado meiacao no oiao da mesma
casa, muro e cacimba. Acresrendo a tudo Uto a boa
localidade e achar-ac molto vizinho Facuidade de
Direilo, lugar boje muilo piocurado para morada :
a tralar na rua Nova n. SO, segundo andar.
Vende-se nina cama de ferro no vi : na rua do
Aragao 11. 37, cocheira de carros.
Na bem condecida loja da ma Nova n. 12,ven-
de-se pelo diminuto preco, a iliuheiro i vista as se-
guinles fazeudas de goslo : risrados franeezes a -J(ii)
o rovado, barege de l a 320. panno aV.ul e cor de
caf a 29G00,corlcs de la para cairas a I96OO cada nm
dilos de brim de cores a IsiiO e a 19B00, luvas ,|e
lorcal a.5IH), ligasa 040. cambraM de gaste 640 a
vara, ditas a 320, chapeos bronco* e prclos de mas-
sa a 49OO, damasco de algodao a 400 o covado, al-
pacas de seda finas e de goslo a 7011 o Covado, e ou-
Iras muilas fazeudas que com a vista agradarao ao
comprador. ,
Vende-se urna escrava : na rua Nova n. 52.
Vendem-se saccas com feijflo mulalinho muilo
superior pelo diminuto preco de 59000a 69000 rs. :
no caes do llamos, debaixo do sobrado encarnado
n. 4,
Vende-se nina escrava com algumas habilida-
des: na rua de dorias 11. .
\ einlem-se boia manos muilo bous, quarlos
afelios na Ierra, pode-sc-ver a (Justar : na ilha da
Pedia sitio entre S. Joao e Curado na Varzea.
RLA INI'CBESPO ^. 9
LOJA EXCARNADA.
Vende-se panno verde escuro, pelo ba-
rato prero de i.s'O rs. o covado.
CORTES DE VESTIDOS DE SEDA DE
QUADROSA 15x000
Vendem-se corles de vestidos de seda de quadros
largos, pelo barate prero de 159000 o corle, abelinas
de seda escoceza. r;cos goslns, a l>000 o rovado, al-
paca de seda de lindos padrocs a 700 rs. o covado,
chales de merino bordados a seda a 99000, dilos de
casemirade cores a 65000, luvas de seda para senho-
ra, a 19280 a par: na rua do Jueimado u. 40, loja de
IJeiirique & Saulos.
CORTES DE CASEMIKA DE CORES A
2|500
Vendem-se corle de casemira de rores, de lindos
padres, com pequeo toque de mofo, pelo barato
preo de 29500 o corle, casemira prela selim a 69000
o corte, panno prelo lino a 3-5000, corles de colleles
de fustao, linos, a 600 rs. : na rua do Queimado.
em frente do becco da Congrcgaco, passando a bo-
tica, a segunda loja n.40.
No paleo do Carmo, quina da rua de Ilorlas n.
2, vende-se doce secco de caj' a 480, dito de goiaba
emcaixuesde 4 libras, gomma a 80 rs., ameixas a
160, passas novas a 560, cavada a 220. alpisla a 00
rs., azenedocea72il, chauncas a 410, pendras de
rame para relinadores e padeiros a 69 e 7J)H)0, bra-
cos do anlor Rom3o proprios para balco a I69OOO,
lianha bem alva em harris e a rclalho, azeile demar-
ra palo 20, farinha do Maranhan a 160.
\cndem-se 3 casaes de paves : quem quizer
comprar, dirija-se ao engenho das Maltas, de Anto-
nio de Paula Souza Lean, 011 rua dn (Jueimado, ta-
berna de Joaquim de Almeida e Silva.
Vende-se um prelo rarniceiro e rozinheiro, de
meia idade, fiel e sem vicio, por commodo preco :
no armazem da rua da I'rait n. 31.
Vende-se a caa d rua do Livramcoto n. 19,
rom urna boa e funda loja par qualquer genero de
negocio, e um bom sobrado com nm pcqueuo'sotao
com commodos para urna pequea familia. O terre-
no em que ella esl.i asse^iia la he proprio ; rende an-
nualmente 360 a 4009000, o que se prov.i com os
recibos dos qoc nelln lem morado : .i tratar na ma
larga do Rosario n. 28, segundo andar.
Vende-se urna halanra para balcao, sendo o
braco de Roin.lo & Cninpaiihia, e as conchas e cor-
rcnles de metal amarello. um oulro braco grande
com ronchas de pae, dous temos ele pesos de ferro,
sendo um de duas arrobas a meiu quarla, e oulro de
urna arroba a meia quartn, um lerno de medidas de
pao para seceos, qualro caixes que foram de taber-
na para amostras, duas medidas de caada, de pito,
lodo em.bom estado, urna porcao de meias garrafas
e frascos vasios : na rua Nova 1*1. 65.
Cortes de seda de quadros rom 18 royados rada
um pelo iliminute preco de 209000 rii-, eslao-se
acabando) : na rua Nova n, 10, loja france/a.
Vcndem-se raixas rom agurdenle de Franra :
no rin.i/i'in de Joan lavares Cordeiro.
TESTOS
PARA VOLTARETE.
Na rui da Cruz o. 26 primeiro andar vendem-se 1
iras caixinliasenvernisadas com lentos para marrar
jogo de vallareis, por proco commodo.
MOLIERE.
Chegaram recentemente sapales de couro de lus-
tre de varios modellos e de excellente qualidade,
assim como borzeguins de borracha por preco mais
commodo do que em oulra qualquer parle : na rua
Nova 11. 10 luja franceza.
SOMETES.
Os excellentes sorveles 'eitos a
franceza c sem pelo, vendem-se as
segundas, qnartas e sabbados :
no aterro da Roa-Vista 11. .1.
PECHINCHA.
ATEKKO DA ROA-VISTA N. 8, DE-
FRONTE da roneca:
Ceblas de Lisboa muilo superiores, chegadas l-
timamente a 320 e 600 rs. o rento, figos de comadre
a 400 rs., paisas a 560 ameixas a 400 rs. a libra, e
minios oulros gneros por preros razvaveis.
AI ten cao.
Vende-se vinho verde de Lisboa, muito superior,
pelo preco de I.56OO a ranada, e 210 a garrafa, sen-
do a dinheiro visla : na praca do Corpo Santo,
junio a loja de fuuileiro, casa n. 4 ; assim como
tambem se vende em harris de 4. em pipa.
Vendm-sc duas negras rreoulas de idade de
22 a 21 anuos sendo urna boa cozinheira e engom-
madeira, e um negro de idade de 24 annos, bonita
figura : na rua do I.ivramentn n. 4.
Farinha de mandioca de Santa Catharina
Vende-se muito superior em saccas:
a tratar na rua da Cruz do Recife n. 49
primeiro andar, ou nos armazens em
Frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
Vendem-se loalhase lencos de labvrinlbo de
muilo bous goslos, e gohima do Aracaty, em saccas,
ludo por prero commodo : na rua da liuia n. 9.
Na loja das seis portas, em frente do L-
vramento.
Corles de cassa-chila de bonsgostos c linla segara
a dous mil rs., vestidos de seda para meninas de 3
at 5 annos asis mil rs., mangas de fil bordadas
para senlmras a dez Insles, fil bordado e liso por
preco barato, chitas bonitas e de bons pannos a meia
pataca, nove vinlens, e a dous lustes .linas, lencos
bra ticos e pintados para mao a meia pataca, riscadi-
nhos de linbo para roupa de meninose palitos a doze
vintens, riscados escuras para roupa de escravos a
meia pataca, e oulras minias fazendas por preco ba-
rato.
Bilheles
Meios
Ouarlos
Oitavos
Decimos
5*000
29800
19410
720
600
Vigsimos 320 o
G:0O0-;O00
2:760000
1:3805000
6903000
.5529000
2765000
O mesmo cautelisla declara, que quanlo aos seus
bilheles inleiros, que sao vendidos em originaes,
apenas se obriga a pagar os 8 por cenlo, logo que se
llie aprsente o bilhele.
1 LOTERA DA MATRIZ DE SANTO
ANTA'O.
Aos 6:0005000, 2:0005000, 1:0009000.
Corre indubilavelmenle sabbado, 26 de maio.
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferreira faz
sciente ao respeitavel publico, que as suas cautelas
esiao sujeilas ao descont dos oilo por cenlo da lei.
Os. seos biheles inleiros nao -ollrem o descont de
oilo por cenlo do imposto geral. Achamse venda
as seguidles lojas : rua da Cadeia do Recite 11. 24
e 45 ; praca da Independencia 11. 37 e 39 ; rua
Nova n. 4 e 16 ; rua do Queimado n. 39 e 44 ; rua
do Livramenlo n. 22 ; e rua eslreita do Rosario
i. 17.
Rilhele inleiro 59800 Rece be pur inleiro 6:000f
Meios bilheles auno com desmido 2:760.3
Quarlo 19440 a 1:380.3
Quintes 19160 1:101-3
Oitavos 720 690|
Decimos 600 552)
\ igesimos 320 a 2763
Precisa-se de urna ainasccca para casa de pou-
ca familia : Irala-su na rua da Senzala Vclha o. 96,
padaria.
J0S0 Licio Marques embarra para a Europa o
sen filbojoao Licio Marques Jnior, brasileiro. e de
9 annos de idade.
" Luiz Anlonio da Cunha, subdiln porlugiicz,
vai .1 Lisboa, levando em sua companhia sua esposa
e 3 filhos menores.
Arrumadlo.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para co
zinhar emeasa de homem soUeiro : a tratar na rua
du Queimado, loja n. 52.
Aluga-se 011 vende-se urna casa com
soto e sitio no lugar da Torre, junio ao
sobrado do Sr. IVivotq, com todas as com-
modidades para Iamilia, cocheira, estri-
bara, quartos para feitor, etc.: na rua
da Cruz n. 10.
1) referido raulelula faz ver ao rcspcilavel, que
se responsaliilisa apena a pagar os oito por cenlo da
lei, sobre os seus bilheles inleiros vendidos em ori-
ginaes, logo que Ihc fr apresenlado o bilhele, indo
o ponaidoi receber o premio respectivo que nelle
Mhr, na rua do Collegio n. 15. escriplorio do Sr.
thetoaroiro Francisco Antonio de Oliveira. Per-
nambuco 15 de maio de 1855.
II. II. Suifl, gerente da casa rnmmeicial de
lleury Forsler & Companhia, lem constituido na
sua ausencia para seus procuradores, em primeiro
lugar Thuinaz J. Ilarding, e segundo lleurv Forsler
Hilrh.
Desappareceu em selembro prximo pastado,
um pardinho forro do nome Scverino, de idade 10
annos pouco mnis ou menos, reten adodo corpo, tem
urna marra de frula no peilo direilo, eslava apren-
clendo a barbeiro 11,1 rua eslreita do Rosario ; re-
commenda-se a qualquer pessoa que delle souber,
nu tiver noticia, bajara de participar no aterro da
Roa-Vista 11. 14, que alcm de se licar obligado, se
gratificar generosamente, logo seja entregue.
COMPRAS.
Compram-se 300 travs de rmbiriba'de 30 pal-
mos de coinprimenlo e 1 era quaCro : na rua Velha
n.22.
\emlem-se missaes romanos : na rua do En-
cantameiito, armazem n. 76 A.
ATTF.NCAO'.
Vende-M urna bonita negra de 20 anuos, sabendo
cozinhar perteilamcnteo diario da casa, e engommn
sollrivelmente : na rua dos Martyrins n. 14.
Vende-se um oilante em bom estado : na rua
de Apollo n. 9.
Attencao !
Vende-se superior fumo de rhi<)le, segunda e capa,
pelo baralissimo prero de 39000 a arroba : na rua
Direita n. 76.
MOENDAS SUPERIORES.'
Na fundico de C. Starr & Compatible
em Santo Amaro, aclia-se para vender
mocnilas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores
VINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BARRIS DE OITAVO.
Vende-se preco commodo : no armazem de
Barroca & Castro,na ruada Cadeia do Recife nume-
ro .
RELOGIOSDE ALGI6EIRA
ingieres de patente : vendem-se a preco muilo com-
modo, no armazem de Barroca \ Castro, rua da
Cadeia do Recife n.4.
VtlMHAS E GRADES.
L'm lindo e vanado snrlimcnto de modellos para
vaiaudas e gradaras de goslo modernissima : na
fundirao da Aurora, em Sanio Amaro, e 110 deposi-
te da mesma, na rua do Brum.
Vende-se urna carroca grande para ser posa-
da por 2 bois, bem construida, por preco mullo com-
modo : na travessado Pouciuho, armazem de malc-
raos, indo para a cadeia nova, n. 26 A.
Cortes de vestidos de seda.
Corles de vestidos de seda a 169000, 259000 e .'23
rs., chapeos para senhora, de lindos goslosa 15.3000,
cimbraias modernas a 720 e800 rs. a vara, ditas de
quadros em corles a 55000., chales e romeiras de re-
Iroz, dilos de seda, corles de vestidos de cambraia de
seda, alpaca de sedi, fil de I111I10 para roupinho ou
visita, corles de cassa-chita, selins e sedas para ro-
vados. sarja prela lisa e lavrada, luvas de seda, chi-
tes finas de padres mudemos, e oulras fazendas que
se vendem barate : na rua Nova n. 16, loja de Jos
Luiz Pereira.
Para os Sis olliciaes de caradores.
Panno fino verde e de oulras cores : na rua Nova
n. 16.
Palitos e chapeos.
Palitos de panno lino, de alpacas e de riscados,
chapeos franeezes, os mais modernos c de lindas for-
mas : na rua Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira.
Rom, e commodo.
Vendem-se cassas franrezas de Ronilos padres e
cores (ivas a 200 rs. o covadu : na loja do sobrado
amarello da rua do Queimado 11. 29.
No armazem de Tasso limaos, lia
a venda:
Superior vinho champagne em {;i; Dito Brdeos emquarflas.
Dito, lito em garrafoes.
agurdente cognac, emcttixas do du/.ia.
Licores linos franeezes, idem.
Azeite relinado Pagniol, dem.
Garrafas vazias cm ;;os.~
Papel ajinara verdadeiio de Georg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac i'in cimhetes.
Tudo bom por prero mdico.
VIMtIlo DE LISBOA,
em banis de 10 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recite n.
48, primeiro andar.
Palitos baratos.
Palitos de ganga amarella muilo bem feitos a 9f
rs., dilos de alpaca preta fina a 59500 : na roa do
Queimado, loja 11. 21.
Vende-Sc urna cabra (bicho) com
dous cabritos, e que da' urna garrafa de
leite por dia : na ruada Cruz 11. 2G, pri-
meiro andar.
Vendem-se espingardas de 2 canos e
de espoleta, muito boas e por baratsi-
mo preco: na rua da Cruz n. 26, primei-
ro andar.

Vendem-se aberturas para camisa,
de muito bom gosto, vindas de Franca e
por preco bat atissimo : na rua da Cruz
n. 20, primeiro andar.
Vendem-se bombas de carnauba de muilo boa
qualidade para cacimbas, sacros com gomma, roda
de arcos para pipa, sola c courinlios de cabras : no
armazem do Sr. liueria, defronle do trapiche do al
godao.
Pcchinchas, no Passeio, loja n. 9.
Pecs de algodao com loqoe a I9OOO, 19280, I96OO,
e 25OOO. peras de madapolo com loque a 29500, 39
e 3950O ; a ellas, que sao pouras.
ATTENCAO AO ItARATEIRO.
Rua da Cadeia do Recife, loja n. 50 da esquina
vende-sc:
corles de seda branca e com Ijslras decores, com 20
covados 209. novas melpomees de quadros acha-
malotadus com quasi vara de largura a 900 rs. o co
vado, corles de cambraia fina de cor com barra a
23t00. chitas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a 180 o covado, cambraia de linbo fina, oplima
para camisas de noivos a .59, panno de lences su-
perior com mais de 1.1 palmos de largura a 29400 a
vara, cassa de listra para bahados i 221) rs. a vara, e
1-3600a peca, casemiras decores escuras para calca
a 49500 o corle, panno de cor com msela de seda,
proprio para palitos e vestidos de montara a 39 o
covado, panno prelo fino a 49 e 4800 o covado,
corles de gorgorao para colleles a I9 e da IheUe
alroxoado a 800 rs., merino prelo muilo fino a 39600
e 4-3 o covado, luvas de lio da Escocia de cores com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como unirs
muilas fazendas que a dinheiro visla se vendem
em atacado, e a letalho por haratissimos preros, e
do-se amostras.
An-ENCAO1, Ql'E HE PARA ACARAR.
. Laas com listras de seda, e qualro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a presente esla-
oao. pelo diminuto prero de 440 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Recite n. 3.5.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Victor Lasne, rua da Cruz
n.27.
Extra-snperior, pura bannilha. 19920
Extra lino, baunilha. I36OO
Superior. 19380
Quem romprar de 10 libras para cima, tem um
abate de 20 % : venda-se aos mesmos preros c con-
dires. em casa do Sr. Rarrelier, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
Vende-se aro em cimbeles de um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de. Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
OLAS. FlflCEZ.
He chegado novamente deFrancaa deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se aclia
a venda nos lugares ja* designados, na
escriptorio na rua da Cruz n. 26 primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos Lo-
pes e Ranos & Irmao, outr'ora de Car-
deal, na rua larga do Rosario n. 38 e
iO.
Ceblas baratas
Na (ravessa da Madre de Dos, armazem de Joao
Marlins de Barros, vendem-se ceblas muilo boas, e
muilissimo baratas.
ATTENCaO.
Na fu do Trapiche 11. 34, lia para
vender barr de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barr sao os melhopes que se
tem dcscobrlo para esle im, por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 hhras, e custam o diminuto pie
CO de i.sOO rs. cada um.
.COGNAC VERDADElftO.
Vcnde-c superior cognac, em garrafa, a 129000
a duzia. e l3K0 a garrafa : na roa dos Tanneiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas que tem umalqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens 11. r>, e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
ajlandtga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemente em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : alraz do
thealro, armazem de Joaquim Lopes de Alinela.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua dn Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
DEPOSITO DA FaBRICV DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Keber 0\
C, na rua da Cruz n. i, algodao I
fado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escla-
vos, por prero commodo,
Em casa de J. KellerivC, na rua
da Cruz n. 35 ha para vender e.\cel-
j lentes piano* viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna balanra romana com Indos os
stiis.perlcnres.em bom uso e de ',000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
.r.ElEW0R01AX0BIA!TC0.
V ende-se cemente romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do thealro, arma-
zem de laboas de pinho.
A ELLES. ANTES QCK SE ACABEM.
Vendem-se rrles de casemira d bnm goslo a 3a,
? e :>^HK1 o corle ; na rua do Crespo n. (i.
Superior vinho de champagne eBor-
deau\: vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz n. 38.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a reta-
llio; no armazem da rua da Cadeia de Santo Anlo-
nio de materiaes por preco mais em conla.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova 11. -i 2.
Sellins inglezes.
Relogios patente ingle/..
Chicotes de carro e de montana.
Candteirose rasticaes bronceados.
Chumbo emlencol, barra c muniriio.
Farello de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para cairo.
Barris de graxa n. 07.
Taixas part engenhos.
Na fuidicao' de ferro de I). W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cbafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asrjRaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza a o comprador.
Verde-se urna porcao do verdadeiro
vinbo Bordeaux tinho e branco engarra-
fado, cpiese vende muito em conta para
se I<|indar contas: na rua da Cruz n. 2G,
primeiro andar.
Moinbos de vento
"ombombasdcrepuxopara regar borlase baixa,
de capim, na fundicafide D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8e10.
Riscado de listras de cores, propno
para palitos, calcase jaquetas. a 160
o covado.
loja da esquina que
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda, construccao vertical, e com
todos os melboramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21.

m
Vende-se na rua do Crespo,
volta para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos prero que em oulra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
dcix Companhia, rua da Cruz n. 19.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca lira
tidao.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio do Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
"da-sc aos senhores de engenhos os
seus bons eleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de
Companhia
L. Leconte Feron &
%
Vende-se excedente taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : .na ra de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Cruz. n. 4.
Devoto ChrastFio?
Sabio a luz a 2. edicto do livrinho denominado
llevlo Un islan.mais correctoe arrescentado: vende-
se'unicamente na livraria n. 6e 8_da praca da In-
dependencia a OO rs. cada exemplr.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tifdo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excedentes vozes, e precos com-
modos em casa do N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n,4.
Vendem-se lonas da Russia por prarp
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O- Bieber &C rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor. Rua
Senzala nova n. 43.
;. da mclhor' qualidade: vende-se
em casa ileBnmn Praegrrcv C,, rua
da Cruz n. 10.
CHAKOPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
Iholomeu Francisco de Souta. na rua larga do Kosa-
rio u. 36 ; garrafas gralides."K)500 e pequeas 39000.
IMPRTAME PARA 0 PIRLICO.
Para cura de phlisica em todos os seus dillerenles
graos, quer motivada por conslipacCg, tosae, asth-
ma. pleuriz. escarros de sanaue, dor de costados e
peilo. palpitarlo no corante, coqueluche, broncbile
dor na garganta, e todas as molestias dos ergios pul-
monares.
mxMM&mtmsM& mwmkmsm
lli'imii l'raeger A C, tem para |
g vender em sua casa, rua da Cruz
8 n. 10:
* Lonas da Russia.
j| Champagne.
|$ Instrumentos para msica.
3S Oleados para mesa.
g Charutos de liavana verdadeiros.
* Cerveja lamburgueza.
Ijumina lacea
mxmwmmmsttm
IECBaHISIO PARA EBSE-
NHO.
NA FUNDICO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. ,>A
RUA.DORRUM, PASSANDO O oUA-
FARIZ,
ha semp'e um grande sorlimento dos seguinles ob-
jeclos de mechaoisinos proprio para engenhos, a sa-
ber : moenda e meias rooendas da mais moderna
cons rucean ; taixas de fero fu mi ido ,. batido, de
superior qualidade e de tollosos tamanhos; rodas
dentadas.para agua oo animaes, de todas as propor-
ees ; crivos e boceas de forualha e registros de bo-
eiro, aguilhes, bronzes, parafusos e cavilhoes, moi-
nbo de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICO.
se eieculam (odas as encommendas com a snperio-
ridade j conhecida, e com a dcvida presteza e coin-
modidade em preco. .
tWmM E MALS rCGHlNH-\.
NA RUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, aro
magnifico sortimento de burzegvins para senhora,
lodos de iluraqur. mas qne pela delicadeza com que
sao feitos e consistencia da obra, muito devem agra-
dar ; arcrescendo alm diste preco que apenas he
de jlOO rs o par, pagos, na occasiSo da entrega.
Vende-te o verdadeiro licor de ab-
synthe encaixotado, por barato preco :
na rita da Cruz 11. 26, primeiro andar.
FIMO EM FOMIA.
Na roa do A morim n. :19. armazem de Manoel dos
Santos Piulo, ha muilo superior fumo cm folha de
tedas as qualidades, para charutos, por preco com-
modo. ,
FUI VO MI LVriMIO.
Na ma db Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha muilo superior fejao mulalinho,
em saccas, por preco commodo.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escures, grandes e peque-
os, a t!r200 e 720 cada um : na roa do Crespo n. 6.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gemenlio com pouco diniteiro.
Vende-se brim trancado de lislras e quadros.do pu-
ro liulin. a siki rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escaros a imi-
lac.io de casemira a 360 o covado, dilo de Polio a
280, dilo mais a ha i m a 160, entures de todas as co-
res a 'JOO, 210 e 320 o covado: na roa do Crespo
n. 6.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bon* goslo
a 720 o ovarlo, corles de IAa dos melhores goslos que
tem viudo no mercado a ojtm, ditos de cassa chita
a 15800, sarja prela hespanhola a 2O0 e 23200 o
covado, sol i m prelo de Mani a 25S00 e3j200, guar-
d ,i na [ios adamascados feiloj em I mimarais a 39600
a duzia, loadlas de rosto vindas do inrsnio lugar a
99000 e 129000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
Capade panno.
Vendem-se capas de pauno, proprias para a ola-
cSo presente, por commodo pre;o : na rua do Cres-
po n. 6,
CASEMIKAS A 29100 E 3J000 O CORTE.
Na loja de (iaimaraes g Henriqaes, rua do Cres-
po n. veudtm-se eiirles de casemira inglez. pelo
baralissimo f reco de 29O0 e 39U0O cada um.
Aa fabrica de espiritos da rna Direita n. 81,
novameltle aberta, vende-se alrool ratificado a ba-
ldo Mara, licar lino, entre fino e ordinario, de dif-
lerenlcs qualidades, em garrafas e em caada, ge-
nrhra em frascos e em caadas, agurdenle do reino,
(ma prela e roxa para eacrever te'la em alcool fra-
co, agua da Cnllouia em frasquinhos e em garrafas,
li.uilia para cabello d dillerenles corea, oleo de nv-
cai, ludo bem preparado, e por preco commodo,
garrafas brancas vas'us, proprias para licor fino, oleb
de ricino e laropes.
da
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se muilo bom arroz a 80 rs. a libra,
180 a cuia, bolachinha de araruta muilo nova, de
fra, a 610 rs. a libra, feijio mnla nlho a 100 rs. a
cuia, cevadinha a 3*20 : na taberna da roa de Dor-
ias n. i.
Deposito de vinho de cham- %h
ff pngne Chateau-Ay, primeira qua- Q
^ [idade, de propriedade do conde &
A de Marcuil, rua da Cruz do Re- 2
fA ctle n. 20: este vinho, o mclhor ^k
i de toda a Champagne, vende-se
i a56s000 rs. cada caixa, acha-se 3
W nicamente cm casa de L. Le- 1
? comte Feron A Companhia. N. \
%& B.As caixa* sao marcadas a lo- %f
m goConde de Marcuile os ro-
S lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
Nn antigo deposite da roa da Cadeia Velha. es-
criplorio n. 12f vndc-se muilo superior potassa da
Kussia, americana c ilo Kio de Janeiro, a preros ba-
rates que he para techar contas:
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro aodar, lem a
venda a superior flanella para forro deselliiiscbe-
gada recentemente da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenry (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
ESCRAVOS FGIDOS.
Boga-se as aoterhlades policiles, aos munici-
paes, candiles de campo, oh qualquer pessoa de no-
vo, mandem prender ou prndame prelo Christo-
vSo, fugido desdo 3 de maio do corrente anuo, com
on sigoacs seguales : haito e magro, de Angola, re-
prsenla ler 50 annos. cara descarnada, olhos fun-
dos, pequeos e lurvos, geilo na lincea do lado di-
reilo proveniente do ar, pernas linas e arqueadas,
pos grossns, muito vivo e esperto, andar muilo ligei-
ro no que parece eoxcar, muilo alegre, falla apres-
sada e alrapalhada, fechando nsolbos, h canoeiro,
pelo que he aqui muilo conUecito por andar tirando
arca, he trepador de cequeiros en pea; foi escravo
do fallecido liaran de llamarari, muito condecido
naquella tilia por eslar muilo tropo no cngnhn
Amparo, assim romo no Mangotiho e Hospicio,,
aqu no Recite ; levou i carnnus, fa de bai-ta en-
carnada, oulra de estopa, non di algodao da Ierra,
miira de ruadapol.lo, urna calca.dealgodo azul, ou-
lra e urna ceroula de eslpa. i tenerlor de haeta
encarnada, chapeo de palli.'tile, pratos. 1 bule,
roupa e louca usada ; desconiaae ande pelos enge-
nlios do I (amarara, soccnrridfr pelo escravos dos
mesmos engenhos, que no ysq de ser verdadeira a
desrnnlianra, lem-se como ceno a priso por ordem
dos Srs. do engenhos da M*, de eo)a honra e bon-
dade ludo confia n senhor do prelo: quem delle
souber ou.o appreheuJrr, |eve-o a rua do Kangel n.
.M, dislilarite de Vicloriw Francisco djps Santos, te-
nbor ilo prelo, que pagar generosamente ; e nos
domingos, no aterrodosAli'gsdos, etsa'do mesmo,
frente azul, envidtfca'da n. 17?.
__Uesapparecru no da 12 do rorrenle, nm es-
cravo de ta^Hd, 9* nome Siirftrl, resrsenla ler mais
de :) annos de idade, cor o *ignaeseuiiiles :,ba
estatura, ebeio do corpo, cabellos brincos e corlados
bem rente, oarba branca, milito resrisla*, rosto um
lanto descarnado, cor prela, oim tmlea os denles na
frente, quando anda (iiu una pernqae pouco se
divulga, levou vestido calca e camisa de algodao de
lislrasmiu linhas, oqual escravo foi comprado a se-
nhora I). Mara Francisca Pires Ferreira, e o mes-
mejiesteve rugido em Ierras do engenho Santa Ro-
.. da freguexia de Santo Amaro de JabuaUo ; por
i (3es de campo, hajam de o apprehcader levara
sen dono Sr. Pedro Miliano da Sil.eir 1.dssa, mo-
rador nncngenha* C.amorim lirande. freguezia de
Agua Prela. ou nesta prara na roa da Ptaia n. 90,
ue sera hem recompensado. ,,
Desappareceu da rua larga do Rosario n. 2, n
escravo Vicente, pardo, alio, odios grandes, rom
una cicatriz no rosto, cabellos c l>-rba grande; he
nflicial de sapateiro, anda de caira e jaqueta, ralea-
do, e diz-se forro : qaem o appreheudere entregar
ao sea sennor, sera recompensado.
CEM MIL RES DE GR.YTIFICACAO'.
Desappareceu no dia 6 de dezembra do anno pro-
limo passado, Benedicta, de 11 annos de idade, ves-
ga, cor araborlada ; levou um vestido de chita rom
listras cor de rosa ede cafe, e ontro tambem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarello no pesco-
co ja desbolado; quem a apprehendrr ronduza-a
Apipucos, no Oleiro, em rasa de Joilo Leite de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo n. 17,
que recebar a eral tiraran runa.
PERN. TVP. I

IE M. F. D FAR1A. 1855.
miitii Ann


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