Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01032


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Full Text

AMO N. XXXI. 116.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
.SEGUNDA FEIRA 21 DE MA10 DE 1855.
*
Por anno.adiantado 15,000. ".
Porte franco para o subscriptor.
oa
/,
DIARIO DE PERNAMBUCO
HKARftBGADOS I>.\ SCRSCRIPI.VO.
ReciCe, o proprietorio M. F. de Tarn ; Rio neiro, o Sr. Joan Pereira Martina ; Rabia, o Sr. I).
Hopead ; Macei, o Sr. Joaquim Remani lo Men-
douca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Virlor da Nativi-
dadc ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracal), o Sr. Amonio de l.emos Brasa; Ceara, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; MaranhAo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Hen ulano Arkiles Pessoa Cearenc ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jcronjmo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1&. | Ouro.
Pars, 3lo a 350 rs. por i f.
Lisboa, 98 a 100 por J00.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate. I
Acces do banco 40 0/0 de premio. [ Praia.
da companhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Discomo de ledras de 8 a 10 por 0/0.
MF.T.VES.
-Oncas hespanholas- .
Modas de G3>40l> velhas.
de 6$ 4 00 novas.
de 4J00O. .
-Pataces brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
20000
165000
169000
95000
19940
19940
15860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias
Caruart, Bonilo e Garanbims nos dias 1 e 15
Villa-Belfa* rioa-Yista.ExeOiiricury, a le28
Goianna e Parabiba, secundas e sexlas-eiras
Victoria e Natal, as quinlas-feiras
REAMAR DE 1IOJE.
1 Pnmeira s 8 horas a 30 mininos da manh.ia
I Secunda s 8 horas e 54 minutos da larde
AIDIEXCIAS.
Tribunal do Commerrio, segundase quinlas-feiras |
Rclarao, ter<;as-feiras e sahbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orpliaos, segundas e quintas s 10 horas |
1" vata do civel, segundas e sextas ao meio dia
2" vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia
EPtlK.MKRIDES.
Maio 2 La cheia as 2 horas, 17 minutos e
9 segundos da manhaa.
9 Quariominguanteas3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manha.
16 La nova a 1 horas 43 minutos
36 segundos da larde
13 Quarlo crescente as 10 horas 18
37minulos 40 segundos da manha
PARTE OFFiCIAL.
CrOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 16 de malo.
OffleioAo Exm. commandantc superior da guar-
da nacional do municipio do Recite, para mandar
dispensar do srrvico da mesma suarda nacional, ao
estallante de geometra Jos Izidro Borges l.eal.que
se awtta alistado no 3. batalh.io de infamara.
DitoAo memo, autorisando-o em visla de sua
informaran, a mandar excluir do estado elTeelivo do
nalalhao de ai lidiara da guarda nacional deste mu-
nicipio o ten miIc Jo.clinilhormeCiuimar.lc*, que fi-
xuu -i sua residencia na provincia do Para, cum-
prinde que se llie passe a guia de que trata o artigo
l d> decreto n. 1130 de 13 de marco de 1853.
Dita Ao inspector da Ihesouraria de Fazcnda,
transmillindo para n fin conveniente, o aviso de
lelir.i sob n, W, na importancia de 2:536$320 rs.,
saetada pela thesouraria de fazenda da provincia do
Rio tirando do Norte sobre a desla. Parlicipou se
ao B-tm. presidente daquella provincia.
RilaAo commandante da eslacAo naval, recom-
roendando que mande dar transporte para a Bahia
no brisue de guerra Capibaribe, o cscrivAo c des-
penseiroque serviram lio briguc escuna Legalida-
de.Commuoicou-se ao inspector do arsenal de ma-
naba.
DitoAo inspector da Ihesouraria provinciil, pa-
ra ma'ldar pasar ao agente da companhia das bar-
cas de vapor, a quantia de 15-3 rs., importancia das
pastasen* du criminoso Jos Nuncs, de Ircs praras
qae o escoltaram, e liem assim do orphAo Andr A-
velino da Silva, que vieram da l'arahiba para esta
primaca no vapor Imperador.Communicou-se ao
supradilo agente.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, dizen-
do, qne cor as copias que remelle do ollicio do ins-
pector da Ihesouraria de fazenda, e do parecer do
respec'ivo procurador fiscal acerca da venda do bri-
cue escuna /galidade, responde ao oflicio de
Smc. sob n.98S.
DiloAo lenlo coronel encarregado das obras
militares, inleirando-o de liaver expedido ordem a
thesonraria provincial, para qoe vista daconta que
Snc. remellen, mande pagara quanlia de 169500,
era que importaran! 3 enehameis e 3 taboas de lou-
ro qne foram comprados para o pequeo reparo da
fortaleza das Cinco Ponas, onde actualmente te a-
clia o corpo de polica.
DitoAo mesmo, para informar acerca do estado
em que se acliam as obras das cocidas de cavallaria
e quanto se lem gasto al boje.
DitoA o diriclor das obras publicas, declarando
que eom o parecer que remelle por copia do procu-
rador fiscal da Ihesouraria provincial, responde ao
oflicio em que Smc. propoz as doviilas em que se a-
chava. relativamente a obra da ponte dos Afosados,
depois lo parecer da eommissao las obras publicas
da assembla legislativa provincial, que destieron o
respectivo arrematante de tuda e qualquer raspn-
sabilidade para o reeebi ment detinitvanla inoncin-
nada obra.
DiloAo cuinmandanle do corpo de polica.
Em visla do juc Ymc. expoz em os seus luus ofii-
cos datados lo l.a II do correle, convcnboem
que sejam enviado, para o presidio de Ternando, a
lina de all cumprirem as penas que Ihe foram im-
postas os soldados do corpo a seu commando Jos
Vicente Barbosa, e os de que Irata o incluso reque"
rimeato.
GOMBKADO DAS ARMAS.
Qaartel-reoeral do commando das aran de
Peraambaco na ddade do Recite, em 19 da
aalo da 1866.
ORDEM 1)0 DIA N. ili.
O marcrbal le campo commandanle das armas
declara pasra os lins convenientes, que nesla dala
rontralun-sc para servir por Ires annos na bamla de
mnaica do segundo balalhAo de infantatia, na qua-
iidade de msico de lerceira classe, nos termos la
imperial resolnc.ao de 27 de novembro de 1852,
preeeilcndo inspecciin de saude, o paisano Daniel
da Cimba Simio Maior'. o qual percebera alem dos
vencimenlos que por le Ihe compelirem o premio
, de 150:000 rs., pagos na forma do artigo 3," do de-
creto n. HOI de 10 de junho do anuo prximo pas-
tado.
Jote-Joaquim Coclho.
i Conforme.Candido Leal Ferreira.
Ajndaute de ordens encarregado do dctalbe.
PERNAMBUCO.

RECIPE 19 DE MAIO DE 1853.
S HORAS DA TARDE.
RETKOSPECTO SEMANAL.
Se a caresta dos gneros, como prelcndeu ou-
tr"ora Mr. Thitrsem um famoso discurso na ultima
comliluiilc da Trinca, fosse um signal ccrlo de ri-
qoezi, e a bitrateza, pelo contrario, um signal
de pobreza, eiilAo poderiamos afonlamcnle jac-
tar-M deque a nossa cidade lo Recito, be lalvez
a mait tica do Brasil, ou pelo menos urna las mas
ricas da mundo. Em verdade, ludo bem conside-
rada, poneos lujares llavera onde a vida seja mas
cara do que entre nos, e a caresta, longede tornar-
se estacionaria, Icnde forlemenle a crescer. Esta-
mos no coraro invern, c a carne vende-se por al-
io prero ; a familia quasi qne pelo mesmo, e o pei-
xe niio desee jamis de sua cundirn aristocrtica.
A mesma cousa se pode dizer dos mas generosali-
menlicios produzdos no paiz ; e quanlo aos que nos
vem de fiira, a conten la russo-torca ou|alliada col-
locou-nns em sravrs apuros, empciorando conside-
ravelmenle a nossa silnacao econmica,
Sem embarso, conforme a doulrina do illnslre
orador franrez, sumos ricos earanrams cada dia
mais no raminbo da prosperidade material UJnfeliz-
mcnle Mr. Thrs engannu-se, oa commetteu. se-
gundo a pbrase de um dos seus mais dislindos com-
patriotas, um grnsieirosophisma. Longe de ser um
signal de riqueza, a caresta he um grande obst-
culo para chegarmos a ella, por que, se riqueza
quer dizer realmente rommodidade, ahastanca,con-
forto, he claro que o baivo preco das cousas neces-
sarias c uleis i vida, permillindo-nos adqneri-las
mais fcilmente, offerece-nos o caminlin mais breve
para chegarmos a esse estado. E como osnossos
loilores. tanto por experiencia, como por Ibes dizer
o simples hom senso, sabem muilo bem que abun-
dancia be synonimo de baralcza, assim como rari-
dade ou penuria he de caresta, nao tomaremos
aqu o trahalho de lemnnstrar longamenlc como sai
a baralcza poilc ser considerada, o signal o a eonse-
quencia normal lo augmento da riqueza e dos pro-
gressos da verdadeira civilisacAo, nAo sendo a dnn-
Irina de Mr. Tbiers, mais que e resultado de urna
nbservacao incompleta ou superficial dos fados. '
A defiicicncia quasi absoluta de farinha de trigo
no nosso mercado, (inha reduzido o pilo, como fize-
mos notar em nossa revista passada. a proporees
quasi microscpicas, ou a objeelo de briuqiiedo para
os meninos, e os pjderos escudados no cusi de sua
prodcelo, niio podiam razoavelmcnle ser argidos
pela caresta de um genero, que entra em grande
parle no suslenlo la populacho. Tendoporm che-
gado no dia 13 de l'biladelphia a barca americana
Conrad, trazendo ao mercado2,100 barricas de fa-
riuba, era de esperar que diminuisse o mal la ca-
resta, o que al o presente nao tem succeddo, nern
lalvez siiccclcr.i l.io cedo, podendo-se de algama
sorte comparar a alca do prei;o de certos gneros ao
lancainenlodc um imposto, motivado por urgen le
necessjdade, e que, passada esta, contina anda a
subsistir por muilo lempo, quando niio chesa mes-
mo a clernisar-sc. Em geral, os productores de um
genero de pi uncir necetsidade quando asrircums-
tancias Ibes sao favoraveis e adversas massa dos
consumidores, nao lem o menor escrpulo de exi-
^Rir um pre;o superior ao preeo xemuneradnr, e a
lei da offcrla e da procura be par elles rutnprhla
em todo seu rigor, sem nenhuma altcncao mora-
lidadce juslica que devem reinar as tracas, as-
sim como em todos os aeloa da vida humana.
Alm disso, pode-ac lambem receiar no baja por
abi algum abarcamento. como nos consta Icr-se ja
convencionado acerca de um novo carregamento
qne se espera, e entao \ eremos o ifionopnlin fazer-
nos pasar a pilo lo mesmo modo qne j o fez e
ameaca anda fazer enm a carne.
f>o la 13 cbesoii do Ro de Janeiro, com 12 dias
de viasem. o brisue brasileiro Conceinio, Irazendo
jornaes le 29 e :M) do passado, os quaes nada
adiantaram de interesse. 0 vapor Imperador, que
devia sabir para os portos do nurlc a 10 do rorrele
desde bonlemque he esperado, mas al a prsenle
hora nao be apparecido. Daqu se pode con-
jeclurar, que nao sendo-elle tao m.io caminbeiro
como a S. Salvador, lalvez fosse transferida para
oulro dia a sua partida.
Ao amanhecer do dia lf fni encontrado na ponlp
de S. Amaro, fregoezia da Boa-Visla o cadver de
um prclodc nome Jos, escravo de Francisco Bo-
lelbo le Andraile, e procedendo a polica rompe-
lenlc velloria, reconhcceu-sc que morrera alegado o
dilo prelo.
A facilidadc los hanhos que enconlracerln laia de
gente nos ros que cortan) a cidade. reunida ;i es-
tupidez ou irrellexo com que c aliram marc no
estado de agilacAu e al coberlos de suor, explica a
frequencia de laes acoulecmenlos, como sempre
estamos a mencionar.
A falla de moedi miuda para trucos, de que ha
tantolempose ressente o mercado, continua a subsis-
tir, e mesmo a tornar-se cada dia maior e mais
seusivel, cre-cenlo em propongo os vexames do
povo. Esperamos por tanto que o governo, lomando
em considoracao esse mal qne nao be pequeo ncm
de pouca durarao, tralar de rcmedia-ln convenien-
lemenle, visto que o poder publico, reservamlo-se
a faculdailc de fornecer exclusivamenteo numerario,
lomou lambem sobre si proporcona-lo, e em lodos
ossenlidosasnecessiilades da circularAo.
Rendcu a alfamlega :tt),li358lti rs.
Tallecern. 56 pessoas : 10 bomens, II mnlhcrcs
c23 prvulos, linea ; 5 bomens, 5 mulhcres e i
prvulos, escravos.
DIAS DA SKMANA. .
21 Segunda. Ss. Jferujos, Theopompoe Vajente.
22 Terca. S. Rita de Cassia vii. ; jj. Quiteria.
23 Quaria. S. Bazilio are.; S. JJezidsio b. m.
24 Quinta. S. Vicente de Larins ; S. Manahem.
25 Sexta. S. Qregorio 7. p.; S. Mara Magdalena
26 Sabbado. S. Felippe Nery fortlador da C.
27 Domingo. Pascoa do Espirito Sanio. S. Joio
p. ra. ; S. Ranulfo m. ; S. Eutropio.
0 PARAIZO 0\S MILIIERES. (*)
Por Paulo Feral.
TERCE1R.V PARTE.
O OOITOH l 1.1*11 lO.
CAPITULO JS
til'eraliddede Chi/fon.
Nao nos be necesaria dizer queojanlardo re
Irufte era eiccllente.
Todos levantaram.se da mesa alesrese talitleitot.
O duque erdia-se remorado dez annos, e foi elle
mesmo quem propoz o enlreteiiimento da moica.
Teudo-llie a condessa de Moraes feilo ao ouvido urna
de suas allusoes sagazes e matrimoniae., o rei Truf-
fe esleve reates a comprebender. Elle contemplon
.bnella ; mts isso limmuio-lhe a alegra. Eslava
lio triste e tao paluda !
Irene cantob, e quamlo ella arabou, odunue abra-
rou-a. '
(olemos islo de passasem. |>epnj, qe |.oriol .
lura, o doutor Solpicio nao proferir urna palavra
ncm lizera um geslo que podesse aununciar sua in-
lenrao de atacar a idenlidade de Jofto de Kostan na
pessoa de Tcrnaudo, e todava este nao approiimara-
e le Irene.
Esse innao o essa rm;la permanecam absolula-
menle etlranhos um ao oulro. Todot ah pareriam
esqueerr-se de scu grao de parentesco.
Igualmente bouvera apenas una -aud icao lon-
ginqua nlre I rancisco Roslan e Irene, o'nai e a
Giba.
Nada do quo perlencia a Solpicio podia mislurar-
se com os salellites de Aslrea. Ilavia dous campos
separados e inconciliaveis : a familia do rei Truflc
era atsim.
Entretanto madnmesella de Roslan e Fernando
serviam d excepto a essa regra. O olbar le Irene
ja liiiba advertido a Sulpicio minias yezes ; mas o
lonlor no fizera caso dsso.
A condessa de Morgcs quiz conduzir dnbriella ao
COMIIMCADO
Desejando saber se nesses pontos da America Sep-
tentrional, em que a febre amarclla be endmica ou
reina frequenlemente, baria algum tralamento es-
pecial contra ella empregado com proveilo, mandei
l*) Video Diario o. 115.
piano ; porin a voz da pobre rapariga morrcu-lbe
na garganta.
Temando assenlon-so- ao piano. Era bom mnsi-
co e liuba urna voz bella. Cantou um romance amo-
roso. As palavras lernas e tolas do romance moder-
no, locara dircrlamenle o coraco das moras. As-
sim Chifln tomara para si quanlo o romance dizia
le Kosila ou de Nelly. Sua fronte estova corada, e
o eoraco palpilava-lbe forlemenle.
(liando Temando vullou. Chiffon recebeu-o em
silencio e com os olhos bajos : ulo quera mais rir
com elle. NAo sei o que Temando disse-lhe : mas
os olhos encheram-se-lbe de lagrimas.
Eis a razan porque Chifln eslava dislrahda quan-
do subi a carruagem do doutor sabindo do palacio
de Itoslan ; eis a razilo porque nAo vio o pobre l.orint
que a esperara na oiilra calcada. Se ha quem tenha
olhos para nao ver. segundo a exprcssAo da Escrip-
tura, be a rapariga que scisma.
Desnedndo-sc do rei TrulTe, Sulpicio d'sse-lhe :
Nao recuso Irala-lo, se lver a certeza de que
maus consajlios serAo seguidos. Es-aqui as condi-
t"icsqiie impoobo... Entrena carruagem amanhAa
antes do almoi.n. sem dizer a ningoem o lim de seu
passeio... No aminho onlene ao cocheiro que con-
duza-o a minba casa... l'm aposento Ihe sera ah
preparado, e vossa excellencia nAo voltar para o seu
palacio.
E... disie o pobre hornero indeciso : o senhor
me curara '.'
Assim o espero com o soccorro de Dos, i e-pon-
deu Sulpicio.
O doutor despedio-se, e o rei Trofle vollando-se,
vio Aslrea alraz de si.
No dia seguinte Chilln acor Ion rom a enheca pe-
sada e o corai.-Ao Irisle. Desejava cborar sem saber
porque, ludo o que passra-se na vespera era para
cllaxromn a lembranca estril e falisanlc de um so-
nho... Sonbra com l.oriol. e o pensamenlo lo ra-
pazinho nao fUa o nnico que Ibe oCCUpira o es[iri-
lo iluraue 0 res(0 ,| ,|jfl- Como podara ser isso '!
Indagmdn como isso acontecer, islo he, pemran-
ooa taaa de l.oriol no fondo do coracao. Chilln
aenon dnate de si o molivo de seu esqiiecimenlo :
rernaudo.
, A imagen de Fernando p'iz-se como o proprio
lernai.do entre ella e a imagem de seu l.oriol. lie
aiimiravel quanlo l.oriol perder a seos olhos de-
baiM do vestuario de rapariga !
Com luno ChhTon nAo quera amar Temando ; so-
rL"n-1,"i,'"i0,^ "TH-cer-se ,le l.oriol, e Inlava
para pensar ade ...mente.
neiTii^r56 Se".'"" Fe""""<' impedir-me assim de
pensar no meu l.oriol, simo que o detestare! I
vir dos Eslados-l'nidos o melhnr e mais moderno
trabalbo, que a respeito dessa febre alli se tvesse
publicado, e bavendo recebido as Lecturet on
i/ellotr-ferrer do Dr. J. Haslings, dado a luz em
l'biladelphia no anno de 1848, nelle enconlrei o Ira-
lamento, que vai Iraduzido mais abaixo. O traba-
lbo do Dr. J. Haslings acba-e apoiado por locu-
menlos importanles.quc ronlirman. saas asserces ; e
snas expresses, francas e positivas, e a pratica, que
diz e mostra ler. inspiram conlianca.
Desde 1850, e antes le ter recebido a obra do Dr.
.1. Haslings, mando sansrar aquellos doenles de fe-
bre amarella que, por alguna symptoma, ma pare-
cem devor se-lo. Durante a epidemia o liz com pro-
veilo, sendo nm dos que loram sangrados o Sr. coro-
nel Trancisco Jo da Cosa : depos o liei (eilo em
oulros com hom resultailo, podendo citar denlre es-
le< o capitn e diversos nessoas da tripulacAo do hri-
gue portuguez Concerni de Mara que Iralei
em 1852, e o pillo do brigoe da mesma nacito
Oriente ; e prelenlo faze-lo todas as vezes
qaejolgar conveniente recorrer a este meio ; aflir-
mando que nunca tive arrependimenlo de o llover
frito, parecendo-me que nao leria procedido mal se
sangra harnease recorrido em mais algum
caso.
Dizer se que a sangra he ma.s porque doenles lem
urciimhido a febre amarella bavendo sido sangra-
do, liceslabelcccr quo tollos os meos at hoja empre-
sailos contra essa afleccAo, sem exceptuar um, sAo
infrucliferos; pois que nao ha medicamento, que no
(enha sirio impotente em muitos casos. NAo isnoro
que ha um preconceilo popular de qua ninguem,
qoe se sangra, estando acommettido pela febre ama-
rella.deixa desuccoiiibir.e mdicos lia, que se acham
dominados ou parecem estar por esse preconceilo,
que ncm escriplos, nem a pratica juslificam ; e tanto
he exacto o que digo, que eu mesmo posso aflirmar
ler (ido mais terminaees favoraveis em individuos,
que foram sangrados, do que falaes ; entretanto qne
hei visto suecumbir oulros qoe o nAo haviam sido, e
lalvez escapassem se o fossem.
Sei bem que a sangra nAo deve ser empregada
quando se vAo manifestando as hemorrhagias, ou o
pulso so abale e-concentra rapidamenle : para nAo
recorrer a este meio em similhanles casos nao basla
mais do que ter um diploma merecidamente adqui-
rido ; mas, quando o lenle se ocha lias circumstan-
cias, que descreve o Dr. J. Haslings, a sangra nao
pode deixar de ser recommendada. Recuar dianle
lo preconceilo he proceder conlra a ra/So. Muilos
pretenden) que a sangra naapoplexia he segnidado
morte ; entretanto, em minba opiuiao, errara o me-
dico que deixasse de applica-la. > Ouando a febre
amarella, diz n professor la Escola de Medicina de
Pars (risolle em seu excellente Iralado de radiolo-
ga interna, ataca individuos robustos, e que te
acompanha de viva rcaccAo inflammaloria, conven
recorrer promptamenle sangra geral. Ha mesmo
autores que acnnsclliam que seja repelida diversas
vezes, principalmente nos prroer 'eslia. Janlcs o Dr. I.evarlier queexerceu a me-
dicina em Santa l.ncia dorante qualro annos, em sen
Cuide medical dea Antilles el de.' regiM interlra-
pirules, oceupando-se do Iralamenlu da lebre ama-
rella, bavia dito : i as constituiees sanguneas e
visorosas, quando o facies acha-se I urgido, a cepba-
lalgia be atroz, o pulso ebeio e forte, s dores epi-
gstricas vilenlas, a respiracAo qucnlc ; quando es-
Icssymplomas dominam reunidos ou scparadamenle.
a sangra lo braco cas applicaces las sanguesugas
as Cuntes, alraz das orclbas e no anus sao boas no
comee.., e obram Cavorovelmenle sobre o curso da
molestia, n
Dr. Dr. J. de quino Fonseca.
I(i de maio de 1855.
Tratamenlo da febre amarolla pelo Dr! Jonb Has-
linas dos Estallos-Unidos da America do Norle-
extrahido e Iraduzido de sua obra :
fjeturet on Yelloie-fcrer.
Tendo examinado com todo o cuidado os orgaos e
parle do organismo alterados pela febre amarella, e
lambem a natureza eeilensAodas allcracoespor el-
la causadas, vamos apresentar agora algumas consi-
derac.es acerca desculralamento, o qual pnr si mes-
mo se torna evidente visla dos svmptomas e das
estructuras alTecladas. Parece impossivel que a esle
respeito baja maisde orna opiniAo ; islo he 1,1o cla-
ro quanlo a luz meridiana.
Os symptomas da febre amarella comecam por
urna grande perturbado do svslema nervoso, deter-
minando efleitos que se parecem com os da bysleria,
ora fazendo o doenle cahir por Ierra, eomo ferido do
raio, oracausando-lheum frenes inexplicavel. O
calor excessivn da pelle, sensibilidade do estomaso
e figado qoanilo sao comprimidos, a grande sede se-
guida de vmitos, as forlissimas dores de cabera e
|ombos acompanhadasile insomnia.de caimbras'nas
cxlrcmidales, coma e convulscs, juntas ao que na
autopsia se cnconlra, sao bstanles para convencer a
qualqucr, que ludo islo niio he sanie o resultado de
urna intensa inllammacAo da substancia cerebral e
mednilar, e de suas membranas ; ollerecando o fi.
gado e estomago argumentos em favor de seu eslado
de inflammacAo, que o medico nao deve perder de
visla.
Qual be, pois,nsystema de tratamenlo,que conven)
empregar para impedir que a febre exerca suaaecao
sobreas delicadase importantes membranas, sobre el-
las depositando umaquantidade de lympha coagula- | se preste sto a objerco, porquanto nao s as nau-
vel. pertubando por consequencia as suas fancrAes, | seas e vmitos sao rrequenlemenlc applacalos de-
e aderando ao mesmo lempo as eslrocloras de orsaos | pois da applicacAn desses mcdicamciilos, senAo no
Ah ellas dizem comsigo dessas cousas seria e cons-
cienacsamenle !
I'elas.sete horas da manhaa, Virginia, a mais Ili-
terato das camaristas, diegos esbaforida ao quarlo
de Cbiffon. Quando Virginia chesa-va de manhaa
eslava ordinariamenle esbaforida : Roblot morava
longe.
Scnhora Mara, exclamou ella, conhece Tolo
(jicquel ?
l'arcce-mc que lenbo ouvido o doutor fallar
delle, respondeu Chifln.
Esse Tolo Gicquel, conlinuou Virginia, he um
pobre innocente como ha um nos Monlanheze* da
Eicosiia e oulro no Capitn Itaymundo... Ha lam-
bem nm no Abismo de Sandicorth... e ale esse cabio
no fondo do abysmo. onde achou papis importan-
tes que serviram para fazer sanhar a demanda de
sir uncaii, padrinbo de Malcolm... pois sem esses
papis a heranra toda leria locado a lord Cornwall,
primo do velho Mac-Donald...
Mas que queres dizer-me desse Tolo Ciequel !
interrumpen Chifln.
UeUe? exclamou Virginia com desdem, oh!
meu Dos! coilado nada absolutamente... Foi seo
primo Koblot quem coutou-me o laclo.
Qoe faci ?
A scnhora vera... Roblo! nao he um manijo
sombro como Chrislian Goftawsohn nos Pirata'
Suecos..... be om inarinhciro alegre.....um bomem
cujo semblante nAo he fallo de carcter ; mas que
lem brincos as orelhas...
Chilln cucaron Virginia com ama verdadeira cu-
lera, e disse-lhe :
Se nAo fallares ja, vou despedir-te
Virginia deixou ralir o saiote que eslava reviran-
do, e repeli indignada :
Despedir-mc '. A pobre Sidonia rhega lambem
a essa humilhacAu na Abbadia de llosenlhal..... O'
minba mai minha mil !
Invocun isualmcnle Elhelrcd.
Oh minha pobre Virginia, lomou Chifln ar-
rependida, fiz mal... NAo lia muilo lempo que eu
eslava em maior pobreza do que lu... anda nAo cs-
queci-me disso... perdoa-me !
O' nobre e generosa senhora exclamou a ca-
marisla erguendo as maos ao co, quem deixara de
ama-la !
Eu quera dzer-lhe, lomou ella acabando de
enxugar as lagrimas, que Hoblol ronloii-me que vio
Vmc. vollar as dez horas...
Chifln ardia de impaciencia.
Eram lalvez dez e um quarlo, conlinuou Vir-
ginia, mas cerlamenle anda nao linham dado dez e
lAo importantes vida, como sejam o cerebro, a ine-
dulla espinal e ligado, c produzindo em 15o poneos
dias, portal rpida e destructiva inflammarAo', a
completo dasorgauisaco da membrana mucosa do es-
tomago?
Pode haver um si. meio de Iratar imilhanV aflec-
cao Nao, por cerlo. Somos de opiniao que os
meios empregados devem consistir na applieacao de
ludo, que possa concorrer para mligar o crelhismo
nervoso, e impedir o pernicioso fluxo de sansue ou
a congcsiao sangunea de orgaos imporlanlcs, preve-
nindo a secrerAo e deposito da lymplia coagulavel
sobre certas membranas, e liminuindo a forca in-
flammaloria do syslema seral. Estas iadicaoBaa de-
vem ser execnladas sem perda de lempo e com ener-
ga, empregando-se os melhores meios que esliverem
ao nosso alcance, porquanto a pralica expectante
nesla afleccao ou arruina para sempre a sadedo en-
fermo, ou a morte lie o seu resudado, como succede
em Indas as aflerees, que se reverlem de um ca-
racler forlemenle inflammalorin.
Quaes sAo, pois, i visla do que lomos dilo, os meios
que podem melhormenle conseguir o lim desejado ?
Um s nao conhecemos, que mais satisfactoriamente
corresponda aos nossos desejos loque a sangra, os
rol,uncanos, o op0 ou suas prepararles, os con-
Ira-slimulanles, os purgatorios salinus eos desleres
excitadles.
A accAo da sangria reduz a Torca geral do corpo
em dez minutos, lano quanto operara em um mez
urna dieta absolua : ella nAo s abale a Corea da
circulacao, senAo acalma logo todo o orsansmo,
obrando com energa sobre a excitacAo nervosaje sis-
tema sanguneo, lomando-so por islo um senle in-
dispensavcl. O queem segundo lugar se deve pro-
curar conseguir lieaacro do mercurio, o qual obra
Cavoravelmcnle, determinando lodos os sens eflei-
tos. A proprieilade sedativa dos calomelanos tende
a calmar u eslado de excilamcnto do orsanismo, e a
purgativa em reduzir a sua forca ; mas o que o tor-
na mais rccommendavel nela molestia be sua ines-
limavcl propriedade de oppor-seao deposito da lym-
pha coagulavel nos tecidos, e de diminuir a tenden-
cia, que elle lem para adquir-la, reduzindo ella a
accAo inflammaloria. Por lano o efleilo directo c
poderoso dcste medicamento I urnae evidente a
qualqner intedigencia. O conlra-slimiilo he mui-
lissimo vanlajoso para estabelocer, por meios arlifi-
ciaes, urna accAo antagonista sobre qualqucr parle
sAa, que com facilidade pii.le serallieiada ; mas estes
meios servem por algum lempo para chamar a cir-
cularan a oulros poMoa, adaja ar-su initacao exis-
tente e a accao rnorbida tjHe ai-se dirgindo a or-
g.uH imprtanlas a vida. Os elleilos desla indicacn
s* conaaRuem mais aaliafaloriameute por meio dos
veriaaUuio., dos dos aiaapsmos, do clisteres exci-
lantei, sendo estes oa que mais conlribuem para di-
minuir a rnusetlAu cerebral. Oopio c anas prepa-
racoes tervfm mt rallar n afillwmn tm>na da.
ranle o periodo de excilarn. Elle, ern vez il obrar
como narctico on como stimulanle, determina um
efleilo sedativo sobre o syslema nervoso, ajmlando
por este modo lodos os oulros meios empregados na
inlcncao de calmar a rralacao ou o eslado mrbido,
c ao mesmo lempo de alliviar de urna maucira ma-
leral a eonges.Uo sangunea do cerebro, da mcdulla
espinal, e provavelmcnte de oulros orgaos.
Quem duvidara dejque faz a excitacAo nervosa,
augmentar o limo em qualqner parle L'm exem-
plo mui conveniente e familiar se observa no rubor
das faces das pessoasque coram, cujo fluxo de san-
sue he indnbilavelmenle devido excitacAo nervo-
sa : o mesmo se ola no estado violento do coraco,
quando se aclia sob a impressAo repentina c fnrle do
syslema nervoso, Por lano a influencia peculiar
deste medicamento he proveilosa quando se tem de
rombater o estado de .ilteraoao Ja economa, obran-
do ce,iijuiii lamente com os oulros meios ja conside-
rados.
Desla maneir i soinenle c por unix serie de fados
he que urna pralica proveitora e philosophica pode
sor applicjda com vanlagem a qualqner molestia.
O medico, que nao examinar com toda a critica a
natureza da molestia, e nao adquirir um conheci-
inenlo exacto do carcter preciso do eslado mrbido
e dos eslragos que elle determina na economa, pa-
ra applicar-lhe os agentes therapeuticos aconselba-
dotpor nina pralica, que nao he tenao o resudado
de um exame serio e perfeilo, nao si hilara na in-
certeza, como pr-se-ha merc la fortuna, c nao
dasciencia medica, para suia-lo nesselabyrinlho de
opinioes. Tendo examinado a accAo curativa dos
medicamentos, passaremos pois a considerar as suas
immediatas applicaces.
Se o doenle for visitado no periodo do fro, que
dura de seis a oilo horas, convem applicar um largo
vesicatorio, que se eslenda da rogiAo epigstrica ao
hypecondrio drelto: isto far calmar em pouco
lempo os vomlos. EnlAo se Ihe dar um escropu-
lo de calomclaoos a que junlar-se-ha um grao de
sulfato de morphina, tendo-se em considera^ao a
excilac.au nervosa. Poder-se-ha dar no comcro da
molestia a ipecacuanha na dse vomitiva, ou com o
mesmo fim o cblororelo de sedo em agua moma,
subslancia que hei applcado com bom resudado em
algumas occasies, mas nao como regra geral; e nao
meia... Fui no lim da ra que Roblot reconheceu a
carruagem do doutor... Um rapazinho mal vestido
corra alraz...
Um rapazinho '! repeli Chifln.
Nao era l.oriol; pois eslava em trage de mulher.
Um rapazinho, proseguio a camarista, que eslava
muilo esbaforida, segundo disse Boblol... e lodo mo-
Ihado pelachuva... Roblol conhece-o bem...
Ah Roblot o conhece '.' disse Chifln.
Conhe^o-o por te-lo j enconlradn duas vezes...
Urna vez na entrada de Mans... em urna larde lam-
bem rhuvosa....
Chilln eslava immovel e relinda a respirarlo.
Ootra rez, acabou Virginia, no passeio publico
dos Capuchinhots...
E essas duas vezes, perzontou Chilln Icnla-
men?, elle eslava ssinho ?
Ao.
Eslava... comcrou Chifln.
Eslava... repeli Virginia aballando os olhos.
Cnm quem ?
Com Vmc.
Chifln saltn fra do lei lo ecalcou aschinellas
apressadameule. Virginia lancoo-lhe um penleador
sbreos hombros. A rapariga eslava mui corada e
as sobrancclhas franziam-se-lhe. Virginia lomou is-
so por colera e disse:
NAo convem que a scnhora agaslc-sc por lio
pouca cousa...
Toi isso smenle que Roblol le disse'.' persun-
tou Chifln, a qual liiiha-se assenlado junio do
Cogito.
Quasi... Elle seguio o rapazinho para v-lo de
pcrln, e cerlilicar-se... O rapazinho chorara c liri-
lava.
Meu l.oriol! exclamou Chilln cajos olhps en-
cheram-sc de lagrimas, meu pobre l.oriol!
Ah quAo longe eslava nesse momento
Tcrnaudo!
Roblol quera lambem er, loruon Virginia,
se elle morava no quarleirao...
Esse Roblol sabe onde elle mora ? persunlnu
Chifln vivamente.
Ah senhora, responden Virginia, a qual co-
ndeca que mostranilo-se coinpassiva agradara a jo-
ven ama; ah! elle nAo mora em parle algama?
Como nao mora em parle alguina '
Koblot nao.leve o Irali illci de segui-lo muilo
lempo... Vmc. sabe a rasa que esto alli em rnnstrue-
co *
Sim. disse Chifln perdeudo repentinamente
as cores frescas.
la-se lendencia para o augmento da circulacao da
superficie do corpo.
Logo que a febre ou pyrexia eslabelecer-se rom-
pida mente, recorrei a lncela cnm toda a coragen;
pois que ella he a ancora salvadora de noaaaa es-
perancas na cura desla moleslia. Sangrae ale o de-
liquio, sem atiende! i quanlidade do sangue ; dei-
xai o correr al que o pulso se abala e a pelle la
lionto se torne liumi la. Esta he urna regra urea,
que quasi sempre upra urna cura certa guando he
applicada com disccmimenlo. Coslumo pois san-
grar largamente, aperlandn mesmo em algtimas oc-
casies a vea com o dedo, quando o doenle vai que-
remlo cahir em desmato,{O que ordinariamente uc-
cede depois de haver perdido algumas onjas de san-
gue c cnlAo dou-lbe a beber um pouco d'agua Cria
isto muilas vezes o Caz reanimar-se, conservando
todava as dores de cabeca, e a pede quenlc e secca.
Deixo correr segnnda vez urna quantiilade de sansue
anda maior, oque o doenle cnlAo supporla mais Ca-
cilmenle, seguindo-se dahi que desapparerem com-
plelamente as dores de cabeca, as dos tombos e cos-
as. A pelle, depois da sangra, torna-te humilla, e
o doenle goza de um somno agradare!, nico lalvez
que tenha lido depois de 18 horas. Seis ou oilo doras
depois de leremsiduapplicados oscalomclanos.poder-
se-da dar nina onc.a de sulfato de magnesia, que ge-
ralmenle desemharara us inleslinos ; mas, se assim
nao siiccedcr, podar ser repelido na mesma dse. A
ferida de vesicatorio ser tratada applicaiido-sc-lhe
pommada mercurial, alim de conservar o syslema
sob sua influencia, e enlretar-se-ha un ligeiro ply-
alismo porespaco de 72 bores, contadas da iiivasai
da moleslia, e durante esse periodo a abslinencia de-
ve ser completo, porquanto, na pfocedende-se por
esle modo, reapparecerlo os vmitos ; ma<, se esle
se manifeslarem, dar-se-ha com proveilo um quarlo
ou meia sola de creosoto, dissolvidt em elher ou em
acido actico de hora em hora, al que ressem ; jun-
tando-se-Uie pequeas dosel de morphina, se ho.ivoi
grande excitimenlo do syslema nervoso, ou deixan-
do-se de faze-lo, se esla rirrumslancia senAo der.
Se em cada dia nAo hotiver dejecees alv inas, ap-
plicar-se-ha um clister de duas oncas de leo de ri-
cino, quatro da Iherebenlina e quanlidade snflicen-
te de ainido, on de qualqucr oulro vehiculo, que
nidia bem os intestinos. Esse clister deve ser appli-
cado urna ou duas vezes no dia ;' no caso de persis-
tirem os vomilos, ou quando se manifest algum in-
dicio le somnolencia ou coma, far-se-ha o mesmo.
Sobre a cabeca applicar-se-ha agua gelada, e con-
servar-se-dAu na bucea pedacos de gelo, alim de mi-
ligar a sede, lendn-se o cuidado de nAo engulir a
agua, que for resollando de sua liqucfaccAo, porque
convem ler o estomago cm repouso. So a pelle apre-
tenlar-ae quenle ou secca. sobre ella passar-se-ha
urna esponja embebida d'agaa Cria. Os sinapismos c
oulros meios irritantes devem ser applicados na di-
i da columna vertebral, na intencao de alli-
viar as dore- dos lomba-, iiio s.o as mai- intensase
persi-lcnlcs, que experimenta o doenle.
Succede por vezes qo, depois de viole e qualro
ou quarenta c oilo horas, ou anda mais, a pede
torna-se quenle e secca, c dores se maniCeslam nos
tombos, acompanhadas de intensa eephalalgia o de
un desojo de deilar-se. Se islo se der. recorrei
oulra vez i sangra. Eslou convencido de que hei
salvado muilas vidas por ler empregado segunda
vez esle meio naquelies casos, em que os sympto-
mas [ebria se rcpcliram. Anda que a neces-idade
de segunda sangra nSosi faca sentir sean em um
caso denlre duzenlos, ou ao menos cem ; todava,
quando apresentar-se caso smlhanle, convem nao
lesprcsa la. Se esle modo de tralamento he res-
Irclamenle excrulado, cm geral no quarlo, ou qua-
si sempre no quinto dia o doenle acha-se 'ivre de
toda a febre, nao resta um ai m.io symplom.i o de-
soja lomar alimentos, que, se Ihe forem concedidos,
consislirAo em urna pequea qu mlidade de mingo
de tapioca, ou le qualqucr oulro alimento de l'acil
digeslAo, adocado, adabada com especiariarios, e
temperado com vinho : islo concorrer para o r-
pido reslabeleciinenlo. Qualro ou cinco dias de.
pois se Ihe permittir.i beber um pouco da agur-
denle misturada com agua :esle he um dos medio-
res estimulantes que podem ser empregidns ;mas
seu uso deve ser com moderacAo e gradual : desde
entAo oulro qualquer medicamento nao he necesa-
rio alm de pequeas dses de extracto de coloqiiin-
lidas ou de laraxaco e algumas pillas inercuriacs-
Sa,osyslema nervoso ac^ar-sc mui perturbado po-
dem ser addiciona las pequeas dses de slrychnina',
intermediendo-a com os pos de Seidlilz, em qmu-.
lidade sufllcienle para despertar a accao peristltica
dos intestinos ; pois que esles. durante ajru'ivales-
cencia, apresenlam tendencia para a constipacAu de
venlrc.
Passado o stimo daao doenle ja se p le permillir
o passeio, nAo obstante ser mui vagaroso o comple-
to reslabelecimento; mas, se elle conservar se em lu-
gar, onde reine a febre, expoem-se a conlrah-la
segunda e lerceira vez : na verdade, se permanecer
no dislriclo, em que conlrahiu-a, corre mais risco
de ler logo depois oulro ataque, cm conseguencia da
deblidade em que se acha, do que anteriormente.
No vcrAo passado vi no golfo do Mxico maisde du-
zenlos casos similhanles.
Reconheco que me acho em opposicAocom grandes
opinioes, exprmindo-mc por esle modo ; mas, pa-
Icnleando as muidas deas, nAo devo deixar que a
modeslia faca calar a verdade ; e por isto son com-
pedido a expor os fados como elles se nassaram. pois Caarlamamle naoprncpalmen.e lendo-lh* recusado
qn. eslou persoadnlo qoe a ninguem podem injuriar, umi Mr|l| de f3Vor para 0 sllbdeleg,do ,, lio.
podendo ler algumas yezes o bom efleilo de prev- t, m. m.,.,im.m a .. ,:______' ___
Sr. coronel Joaquim Comes da Silveira, que foi les-
temunha de urna lAo vil disputa e de om comporla-
menlo 1,1o infame, que deve ainda hoje hrrrorisar-te
quando de (al se recordar ".'
a idea de
Pois bem, senhora... o rapazinho deilou-se so-
bre os cavacos...
Chilln cruzou as mos paludas sobre os joelhos
murmurando:
Todo linchado, tiritando de fri e lalvez com
tome !
Provavelmenle disse Virginia.
Chilln linda os olhos usos e pareca absorta.
Quero fallar a esse Roblol, disse ella repenli-
namcnle.
A pnmeira vez que eu o encontrar.... come-
cou \ irginia.
Quero fallar-lhc agora mesmo .'
Nao sei se elle est ainda no palacio...
Quero quero! repeli Chilln baleudo com o
pe no chao. Vai chama-lo ja e j!
Virginia sabio cu rendo.
Ticaiido s, Chifln melteu a cabeca enlre as mos
e poz-se a chorar.
Meu Dos dormir sobre os cavacos nAo era
grande cousa oulr'ora; mas bavia um mez que Chif-
ln dorma sobre colchos Je pennas.
Era rica e nAo pensava mais sem estremecer as
privaces da miseria, prinrpalmeufc tralando-se de
l.oriol. *
Represenlava-o a si mesma deitado si'isnbo sobre
as palhas com o rosto banhado de lagrimas, tremen-
do de Cro, e com o estomago vario. Alm disto l.o-
riol Cora sempre menos valeroso que ella ; goslava
das commodida le- e nAo sabia sullrer.
Mr. Roblo!, disse Virginia na antecmara, ele-
vando bstanle a \o/. para ser melhnr onvida, nAo
goslo de fallar os hoineus. Toi minha ama quem
encarregou-me de chama-lo, e cumpro minba com-
raias ao....
Acahaslel disse Roblol afastando-a para pasear.
Entrn tirando o chapeo para saudar rorlezmenle.
Chifln corrcu-lhe ao encontr exclamando:
l'0i\mr. quem ovio! reconheco-o.... Vmc.
lem oar le hnmem honesto.... vou confiar em Vmc.
Roblo! licou assuslado por es-e ataque repentino ;
mas screnou se logo c respondeu :
Bom dia. minha duda senborinha... Ti eu
que o vi... reronheco-a lamhem.... c quanlo a ser
honesto, creio que nao he defeilo... Confie em mim
que sempre ha de achar-me uo caminho da franque-
za da honra!
Virginia cxperimenlava o cnflrmenlo da mulher
superior que casou com um paludo. Tinha dito ao
marinheiro como deva responder; mas o amigo
Roblol, h.iliiioado as conquistas n.lo cnuservava um
respeito profundo pela mulher subjugada.
Chifln eslendeu-lhe a mao, e elle apertou-a fran-
camenle.
prev
nirque cxeepes nao sejam eslabelecidas como regras.
Procedendo por tal sorte, nao refiro o que oovi di-
zer ; mas o qoe eu mesmo hei observado ; fd quera
Iralou esses bonicos em ambos os ataques de fehre;
vi-us na convalescencia, oto s duranle o lem-
po que esliveram no mesmo clima, senao quando se
acliavam exposlos s cautas solantes da moleslia ;
vislci-os por lias, semanas e mezes, quamlo exer-
ciamsuasdiflerenlesocciipaces, e entao fui leslemu-
nha de lerem sidu acommettidos segunda vez, mor-
rendo algn, em consequencia disto. Eslou por lan-
o pe redmenle convencido do que acabo de dizer ;
e d'ahi infiro que sera muitissimo perigoso aconse-
Ibarquelles que esiao aclimailos, ou que aulerior-
mcnle solrerao da febre amarella, o permanecerrm
denlre do risculo de sua influencia, quando ella rei-
na epidcmicomcnle, suppondo eslarem fura du al-
cance los seus golpes.
CORRESPONDENCIA.
Sr*. redactores. l.i rom asco, permillam-me a
expressao, pois he a onica correspondcnlc ao que
senl, a correspondencia ullima, o segundo cmboy
de mentiras que conlra mim fez publicar cm seu
onnoi'il nado Diario de Ili de dezembro do anno pas-
sado o paparrolao Evaristo Sabino de Oliveira e Mel-
lo, e cm verdade o primeiro pensamenlo que me
occorreu Coi leixaraos l'arahibanos o julgar-no-, e
lsnr;ar o verdcl sobre o calumniador e falsario :
mas pensando cum maior reflcxao e allendendo que
o seu Diario he lidocm muilus lugares e por pessoas
que nao lem conhecimenlo peseoal de mim, e pre-
zando summamenle minba reputoslo, eiubora nao
lenha a fortuna de ser urna culidade do peso e qui-
lale do Sr. Sabino, entend que devia juslilicar-me
e desmascarar esse improvisado senhor de um fulur
ro engeoho, cuja lopographia ainda he desconheci-
da nesla provincia.
Eu pudera em duas palavras responder Sqoelle fi-
dalgole. que lem rendas e apanagios que a dispen-
sam de trabalhar, di/.en lo-llie que as rdicularias e
villezas; de que usou.sao muilo proprias de lAo il-
lnslre ligurao. mas ja que entro na qoeslao quero
pr-lhe a calva inleirameule i mostra, para ver te
assim, por urna reacio, pode ao menos urna ve*
cobrir-se de pejo.
A ingralidao he a menor das titubantes qualida-
des que o ornam, e lera essa em grao tao subido,
que se irrita c enfurece somenlc com a recordaran
du beneficio recebido.
Desconhece e nega be muilo'.) que em 1812 Ihe
estendi mao bendice e protectora.
Cerlamenle este Msoorrfa nome que perleila-
uienlo. Ihe quadraj julga-se seguro a tin mu itaai
rama est convencido le que nunca mais necessita-
r de minha uiillidade.
Pode ler a seguranr,-, que sua f robusta se lio
que acredita cm cousa algum.i. o que llovido ) Ihe
permillir ; mas essa Ihe nAo deve fazer esqoeeer fac-
los rcenles c principalmeule um que he publico e
lbhfo por lodos darte I usar.
Eu nao lenho cerlamenle a importancia e menos
a contideracao que elle goza, c nao quero le-la ;
mas lonliii cum os bomens honestos quanto he ns-
tame para um dia prolegc-lo q.iando com elle
mas urna vez se verificar o rifan lamo faz a ra-
poza na semana que no domingo nAo vai i mssa.
A eonsideraco que gozo entre os bomens hones-
tos em cujo numero lenho a honra e prazer de nAo
ronlar u Sr. Evaristo nao dimnuria se pescasse de
rede e nem diinuiue por ler eu curraes, c oulras ar-
m chillas como lodos os habitantes do litoral ; entre-
tanto porem que Smc. para medoestnr nao leve re-
ceio de mentir despeja,lamente.
Dir-lbe-hei ja que Smc. lidalgole como be nao sa-
be disso. que mais honesto he Irabalhar em pescara
ou qualquer uolra induslria ;licla bem entendido;
lo que fazer yelhacadas calotear c dar por mcus ac-
tos occasiao a que juslamente se diga no publico e
particular que roubei a alguem islo ou aquillo romo
lenho ouvido dizer de algum fdalgo que enlendc
que he injurioso pescar e vender pex. Smc. diga
rinseramenle, anda nio leve occasiao de vender eu
peixinbo ?
Dispa-so do rgano de Melgo que Ihe assenla
lano romo bolas cm kagado, e falle francamenlc.
Eu son pobre, mas lenho-me romo honrado, c me
nao envergonbo de forca le honesto trabadlo fa-
zer a minha subsistencia ; ao contrario tenhu con-
viccAo de que a este devo a eslima geral ; naodige
bem, a esljma dos mcus comprovincianos honestos ;
assim como ler vivido desde os mais lenros anuos
entre os bomens prncipacs recebendo dcllet signaes
de considratelo e al oceupando cargos pblicos.
Assim pois, senhores redactores n3o soo esse hornera
desvalido cmiseravel cumo quizera o Sr. Evaristo.
Mas, o que levia cu esperar de um lal enle 1 Te-
ria eu mais litlos para ser por elle respeiladodo que
reu lio e padrinbo que ha poucos anuos soflrcu delle
os maiores insultos e al andaram aos empuchocs e
nao conteni o cbamou peranlc o subdelegado o
llena-nos, disse a rapariga a Virginia.
Era milito A camarista nao esperava por isso.
Todos os dias engodavam-na com algum mvtterio sa-
boroso e romntico para retirarcm-lhe o boceado no
momento em que ia trgalo ; era o cruel supplicio
de Taalo.
Vollou altiva e resignada. Passando a porla, amea-
rou o co com o punho como Oresles, e depois mur-
niurou tristemente :
Nao teiibn Celicidadc I
Senhor Koblol, dala entretanto Chifln, he
mislcr que \ me. ache o meu l.oriol... Comprehen-
de-me'.'
Isso se far, respondeu o marinheiro ; nao sou
minio inepto quando quero dar-me ao trabadlo.
Va ver primeiramenle no lugar onde elle dor-
mio... He verdade que elle tiritara7
N3o pouco... a chuva eslava fresca.
Esse pensamenlo resfria-me al o curado !...
Apenas Vmc. adiar, de-lbe dinheirn.
Nao lenho dinheiro, disse Koblot. doconlrario
eu ler-Ihe-bia adianlado de bum grado algDma
quanlia.
O bello semblante de Chifln exprimi um tosan-
te a angustia, e ella murmurou :
Eu lambem nao lenho dinheiro, nao linda
pensadu nisso.
.Mas exclamou logo ;
Tardo joiatl Vmc. venden minhas joias...
forera... quiz Roblol objeelar.
Nao recuse-mc lornou Chifln tomando Ihe
as mos grosseiras para aperla-las entre as suas
as joias tao minhas... o doulor den-mas... Ceve mi-
Teria mas mero ment) do qoe a lia que o creou
a qual elle lodos os momentos faltav ao rsped
castigando os seus escravos sem a menor alleoco e
conlra a sua vonlade?
Teria mais mcrecimentndo que seus prenles com
os quaes sempre andou aoscouces, e pedradas na
roa desla povoa^ao'.'
Teria mas merecmenlo do que sua pmpria mi
que adoecen, e morreo por causa de lima desordera
bavida enlre elle e alguna prenles '.'
Cerlamenle nao ; e esles imporlam-se lano com
elle, que nao hoove um so que atsistisse a molestia
e morle daquella infeliz ; c nem mesmo pnmei-
ra missa do irman V
Rem quisto, como elle se acha, somrnle frequen-
to a nfima classe da sociedade.e vinga-se doi bomens
honestos quejo desprezam,pregando as esquinas pas-
quins insultantes e calumniosos conlra elles.
Melhor seria que pescaste a vendesse peixe....
Entretanto porem elle ntende que melhor he ir
para o sitio do Marco Joao cm carniza, sem calcado,
e escanchado em um cavado em osso, com escnda-
lo aos q>ie o enconlravm; ou servir de lacaio de bai-
les populares.
Sao goslos. Achoi muilo a proposito, he misler
confessa-lo, a lembranca do seu engenho, com qoe
quiz persuadir a quem o nio conhece que o lem.
He o sublima do ri lenlo lenho runo-idade de
saber quintos pes faz o iidalgo. Se elle m'a satis-
fizese eu Ihe provava quanlo lenho dito, e mais al-
garoa coala, que por brevidade. omiti.
A nica verdade que o Sr. Evaristo mrncioooa
em seo arantel, foi que eu nao sou igoal a elle ; e
em verdade s me considero igual aos bomens ho-
nestos, laboriosos, e pacficos, nAo quero ter aos Ira-
'anles, e impudentes.
Desla vez creio que o sabio Sr. Evaristo nAo ter
occasies de dar-me quinaos; mas quando a eocoo-
tre muilo eslfrnarei, porque conheceria qoe o meu
discipnlo nao perdea seu lempo contra a m nha es-
peclaliva quando Ihe dei a primeira caris dn a-b-c.
Naquelle lempo, lalvez se nio record, porque
sempre me parecen modo estpido, Ihe perdoei mais
le urna duzia de bolos, allendendo a que nAo era
culpa sua a falla de intelligeocta, que mostriva ; ho-
je porem que conheco, que alem de inepto he per-
verso e mentiroso, de muilo boa vonlade Ihe dara
nAo s urna como doze.
E diz que he bomem de bem Me nAo rio por-
que lenho lastima de tanto destacamento em lo
pouca idade. Etquecia-mc de responder aarguirao
de urna mulher que diz ter eu lido em minh.i com-
panhia. He cerlo que live nana menina minha pu-
pila, desde menor idade ; c qae cmaiieipands-ee, o
nao querendo viver honestamente, a mandei embo-
i ra taiisio nido lempra muilo bem tintado sonroslo
estove em minha casa, como he notorio.
Elle, porem que lirn de casa dos padrinlms Iret
orpliaos.ob.esuhrcplicamenle oblevc a tutora delle
lo juiz le orphos, e quiz cscravisa-lbs, be quem
me Caz nma lal arcusacao '?
Sr. esludanle da mulla i'rn,bcm fez quem o quiz
Irancaliar para o rccrulamcnlo Taes eram toas
maiihas. que apezar de esludanle in nomine o qoi-
zeram applicar a melhor carreira.
Eu que nunca esludei duranle o lempo que le-
udo excrcidoo cargo de subdelegado, hei cumplido
meus deveres conforme posso, sem nota que me in-
jurie, ou envergonhe, Smc, porem em Ires diusjque
infelizmente exerceu esse cargo, nao sabia nem ain-
da corapr as parles, o |que incutr.hia a pessoas de
sua casa.
Eu que nunca fui esludanle, lenho merecido a
honra de ser encarregado por alguns administrado-
res da provincia desse cargo, o Sr. Evaristo, fidal-
go, nobre, sabio, e rico quercra lambem ter boni-.
lo? ainda oAo mereceu que Ih'o confiassem por
maisde tres das.
Ja v, Sr. Evaristo, qoe, apezar de minha igno-
rancia das regras grammalicaes, sei quanlo basla
para desmascara-lo, c pr-lhe as mazclasao sol. Pa-
ra dizer que o honesto he bom, e o tratando indigno,
nAo be misler ser escriplor publico. Todos melhor
ou peiormenie maniCeslamos nossos pensamenlos,e a
melhor, ou peior manera de faze-lo, nAo augmenta
nem diminue, a razia de cada um, nAo d o nem
lira realce a verdade.
Quando Smc. quizer provarei quanto lenho dilo.
He bstanle que o exija judicialmente, ou enlAo qoe
declare os pAes de assucar de sua safra.
Queiram, endures redactores, publicar eslas li-
ndas, cnm o que muilo obrigarao aos seo constante
leilor.
I.ucena 28 de fevereiro de 1855.
Antonio lilias Pessoa.
LITTER/VTIRA.
Da longcridadc humana e da quanlidade de vida
sobre o globo, por Mr. Flourens.
Primeira analyse.
Vou fallar de om livro dos mas curiosos, que le-
nbo lido ; he peqoeno o breve, como os bons livros ;
prar-lhe umis lindas calcas prelas como as do se-
nhor Temando. .
Porm nao conheco as caltas do senhor Fer-
nando.
l--o he indiflcrenic... bolas lustrosas.... Um
cohete de velludo... L'ma sobrecasaca bem Ceda....
Eu quizera que Vmc. livesse visto a do seohor Tcr-
naudo.
Sim, mas...
L'ma grvala.... um chapeo de seda de abas
corlas...
A rapariguinha inlerrompeu-se para sallar de
alegra balendo palmase exclamando:
Oh.' como elle ficara gentil como flear
gentil !
O ccrlo he, disse Roblot trinqoillamenle,
que esse garolinho nAo he mai apessoado !
Que diz ... pergunlou Chifln atliva como
urna princeza.
Oh! perdoe-me... digo qoe o peqoeno nao he
Ceio.
Chifln poz-se a rir, e baleu-lhe no hombro di-
zendo :
Vmc. be um bom rapaz.
Roblot dirigio-se para a porta.
Espere espere lornou Chilln ; urna ben-
gala!... quero que elle tenha urna bengala com cas-
illo de cornalina... e urna charuleira !
Isso he muilo justo !
E luvas amarellasr. Ah senhor Roblol, nao
linha-mos Callado da habitado... Quero qoe Vmc.
alugue-lhe um bello quarlo a ra Vivienue...rom
nha correnle. meu relogio... leve ludo e va. va ja! selosias as portas, urna chamine... urna boa pol-
\a logo, exclamou Cdiltoiicom urna impacien- tnma... rorliuas bordadas... um pete...
cia louca. Elle lem Crio e fome... Se Vmc. nao vai
i rei eu mesma !
A senhora mesma repeli Roblol. nao pense
nisso!...
A rapariga ergueu-se repenlinamenlc e lornoo :
Nao lemo ningoem, senhor Koblot!
Viva Dos! disse o marinheiro ; se essa nao
he umi verdadeira Rostan, quero que o di abo me
arrebato !
Eia, minlia senborinha, conlinuou elle, nao
nos agaslemns. Tal qual me v, serv a seu pai com
o patrio Sulpicio. Tomo suas^oias e vou vende-las
ja que Vmc. assim o quer... Al a oulra visla.
Chifln releve-o quando elle ia sabir, dizendo-
Ihe :
Espere ; eis-aqui o qae deve fazer...
Primeiramenle acha-lo...
Depois leva-lo a toja de um alfaiale... com-
Apro disse Roblol pesaodona mao a corre-
le e o reoslo...
Chilln laoeou-se n mesinha onde eslava um lin-
do brcetele, e vullou correudo e sallaudo como
urna iloudinha.
Tome, disse ella, um colchan azol de pennas e
as cortinas do ledo da mesma cor.....ma mesinha...
Emfim, o que he necessario... Va asora, vi... Meu
Dos como Vmc. he vagaroso e lomaodo-o pelos
hombros o fez girar sobre si mesmu craquanlo Ro-
blot perturbado dizia
Al a oulra vista...
Apre cootinuou elie> na anle-camara.
E acabou na oseada :
Qne amor Muda gente qui/era estar no lu-
gar desse l.oriol! todava vou conversar um pou
quinho a esle respeito com o doutor Sulpicio.
{Continuar-u-ha.)
.
MUIIUOO


\rh i*

DIARIO DE PERMIBUCO StGliNA FEIRA 21 E MAIO DE !S55
m
*

uo lem orna pagina sem Vi Tacto, uro* phrase aero
uro pensamenlo, quasi ama linha aero oro coaceito.
Em cada mmenlo de leilura senle-se a dupla posi-
cSo do aulor, membro ao nesmo lempo da acade-
mia das aciencias e da academia franeexa.
O hlulo desperla a curosidad, que ae devide ero
duas especies, a primeira he esle destjo humano da
longevidade, e a vonlado sempre 18o ardeote, de
procurar os procesaos possiveis para consegui-la ;
sede alema, que occopou :oda a idade media, du-
rante a qual os alchimistas empregaram a vida na
pesquizn do grande tegrido, de que a pedra philo-
sophal era urna das palavras. Esle lim parcial de
sua obra era an seus olhos o menos imporlanle, tal-
vea seja conseguido em pouco lempo em nossos la-
boralorios : a IrsusmiilacAo dos melaes nSo sorpre-
Iiiidcjioje a ninguem ; n3o lenho necessidade do o
dizer*porque. Depois da dcscejierla do polassium,
lodos bs chimicos raLem que lornararo-se rouilo li-
vres as upnioes sobre nalureza ampolla destes
corpos.
Mas u que animava particularmente a Raymundo
Lulle e Indos esses grandes investigadores, que o pu-
blico escarneca cheio de medo, era a febre de Fanst,
a carreira para o desconhecido, em cojo termo esla-
va a elernidade terrestre. Esses peniveis, e deve-
nios dize-lo, esses nobres trabalhos nos valeram as
primeiras conquistas da chimica. Procurando o
elixir da longevidade, enconlrava-se de passagem o
gaz acido carbnico, o phosphoro,o antimonio eo ar-
snico.
Eis-aqui agora, sem todos estes bellos sonhos, o
elixir gue nos he offerecido pelo secretario perpetuo
da academia das sceocias; para a sua preparadlo
nao se ha roister de foles, forjas, lempo, ero de mis-
terios ; a receita he simples c a prova he clara. Sede
sobrios; vivei regularmente; evilai as aguaraes
ph\ sicas a moraes ; preveni a< molestias em seu co-
meco ; sabei ser velhos, quando o toriles; e nao ha-
vendo accidentes, vossa idade provavel ser de cem
anuos.
Na verdade he o inverso da doulrina de Desan-
girs. que, contando o velho Laojon, cuja carreira
foi urna extema primavera, escla-nax a 1
a lie esta a roaneira
De viver cem annos !.
Mas esta receila he apresentada com lo serios e
13o habis raciocinios, que se tero desejo de admlti-
la, sobreludo depois das demonstrantes, que vem em
seu apoio. Fallarei ja della.
A segunda especie de coriosidade, que excita o
titulo escolhido por Mr. Floureus. he de oulra or-
dem ; nao vai directamente auinstinc(n, mas occo-
pa logo o espirito. Que significa a quantidade de
vida sobre o globo ? A esle respeilo vi contestantes
entre pesso.is, que ainda nAo linham iberio o' livro;
tambem ellas lerdo lugar enlre pessoas, que o five.
rem lido, como tantas vezes tem acontecido depois
da leilura do bello romance de Stendhal, le Rouge e
le Noir, que niio deixa adwinhar a razao desle ti-
tulo. Mr. Flourens quiz explicar o seu, mas com
lodo o respeilo lhe pedirei que o mude na mais pr-
xima das numerosas edicoes, que sea livro ha de
ler. Oanhara lano mais rom islo, quando ese ti-
tulo nada exprime do que coolm sua lerceira e
magnifica parte : Daapparirao da vida tabre o glo-
bo, que em suas 50 paginas, he um corso completo
de gealogia.
Mr. Flourens prima Disto depois de Mr. Aragu,
anda nao appareceu propagador da sciencia, que
lhe fosse igual, e excedo a Mr. Arago na phrase es-
ludada, Iliteraria com seu perfume acadmico ; nao
quero dizer com islo pretenciosa e aneciada, mas
sim ornada e escnlhida, enm o ligeiro esforro ne-
cessario para vestir n pensamenlo de uro cerlo tra-
je, e n3o dar-lbe urna expressao coramuro, quando
quer ser faceto e alegre. Mr. Flourens cila militas
vezes Fontenclle, e tem alguma analoga com elle,
tendo a vantagem de ter descoberlo muito, entretan-
to que seu espirituoso predecessor nao fez jamis
senao contar em termos encantadores, o que os ou-
tros dcscobriam. Alm disto no livro, que nos oc-
cupa, seu mrito est em offerecer um dosexemplos
mais notaveis de longevidade. Fonlenelle era tido
como homem muito cheio de egosmo, e nao he com
esle triste accessotio, qoe a velhice nos lie apresen-
tada por Mr. Fourens. Elle a faz bella e lorie, se-
rena e doce, ebeia sobreludo de seiva inlellcclu.il e
de senio profundo ; por essa razao elle demora a
sua vinda e classifica a idade humana de um modo
singular. Firmando sua doulrina em longas obser-
varles, elle divide a idade em qualro series, cada
urna duplicada :
Infancia Primeira, do nascimenlo al 10 annos ;
Segunda .adolescencia de (O a 20 a unos
Mocid.ide Primeira, de "20 a 30 annos.
Segunda, de 30 a 40
Idade viril. Primeira, de 40 a 55
Segunda, de 55 a 70
Velhice Primeira, de 70 a 85 a
Segunda, de 85 ale a morle.
Esta classilicaro ha de satisfacer sobreludo a-
quelles, que so julgavam velhos aos 69 annos, sa
beudo que eslAo na idade viril. Islo pode dar lu-
gar a facecias, mas debaixo do ponto de visla serio,
islo he, debaixo do poni de visla physiologico, na-
da ha mais exacto, por conseguinle mais sensato do
que este modo declassificar a idade.
Mr. Flourens prolonga a adolescencia al -20 an-
nos, porque se nesse lempo he que acaba o desen-
volvimenlo dos ossos e por conseguinle o cresci-
menlo do corpo.
Se elle prolongan mocidade al -10 annos. he per
que enlao termina o deseavolvimenlo do corpo em
grossura. Passado esse lempo so pode sobrevir de
mais alguma accumolacjio de gordura.
'Alcm disto se e-tende a idade viril al 70 anuos,
he porque a precede um trabalho de tigoracilo, o
qual loma todas as parlesdo corpo mais firmes, mais
acabadas, o o organismo inleiro mais completo, sen-
do feito esle trabalho dos 50 aos 55 annos, e se con-
serva depois at seteola annos pouco mais uu me-
nos.
Enlao comer a velhice ; o signal desla idade li
liara o autor a perda da torca de reserva, que exis-
te as outras idades. velho s lem a forra acliva
do momento. Todo istn repouza sem dnvida nenhu.
roa na mais clara phvsioiogia.
O livro de Mr. Flourens, como o famoso tratado
de Cicero, faria desejar-te a velhice, tanto elle exal-
ta ai calmas tlocuras e as alias preoecupacoes, Ira/i-
das pela phase ultima da vida.
Sao de seduzir os exemplos que aprsenla, ainda
que fosse o de Buffon, seu mestre, cujo panegyrico
to merecido est sempre pendente dos bicos de sua
peona. Esle grande hornero chamava a velhice urna
preoecupaejin, e acrescenlava que, senao fosse uossa
arillimetica. nao salteriamos que euvelheciamos ; c
para prova dizia, que os animaes o nao sabem.
Islo he bom de dizer-se, quando se he Buffon, e
quiodo se escreve as lipocas da Sature-a na idade
em que muitos oulros doudejam. Mas o genio nao
habita infelizmente com a saudc todos os involucros
humanos, e muitos colillero eu, que nao lem neces-
sidade da arilhmclica para couliecer que estao ve-
lhos, e al (lecrepilos'anles desse minuto da exis-
tencia, em que Buffon sejulgava eom justa razao
lao joven e lao (enro.
Para chegar a apreciarlo do ultimo termo da vi-
da possivcl do hornero, he sempre a physologia,
que goia Mr. Floureus, serviudo-se tambem da his-
toria. Nlo fallam exemplos de existencias huma-
na de cento e vinle, cenlo e trinta e cento e cin-
cocnla annos; a possibilidade frequonle deslas lon-
gevidades nao he duvidosa, porem Mr. Fluuren*
moslra alm disto com muila arle que ellas nao silo
limito extraordinarias, devendo a durarlo normal
da vida do homcm ser pouco mais ou menos de
cem annos.
Elle parlo do.de facto bem observado em lodos os
auimaes, que a duraran da vida pode medir-sc pela
durarlo do lempo do crescimenlo. Buffon ja o li-
nha dito, mas sem nor;ao das medidas cerlas; per-
lence a Mr. Flonrens o le-las adiado.
He no momento em que os ossos eslAo reunidos
as suas epiphesys, que o animal deixa de cresccr.
Esla reoniAo lem lugar geralmenle no homem aos
vintt anuos, no i-avallo aos cinco, no leAo aos qua-
Iro e no clo aos dous anuos ; ora, o cavallo vive
vinlc e cinco anuos, o leo vinle annos, o cao de dez
a dozc ; he pooco mais ou menos cinco vezes a du-
raeo do crescimenlo. A vida do homem, suppon-
do-se calma e ao abrigo de accidenles, deve por-
lanto ir pouco mais ou menos a um secuto.
que o homem pode, em lodo o caso, viver duzenlos
anntfs." Deus nos livre disto a lodo* nos
A segunda parte do livro de Mr. Flourens he
reriamenlc a mais nolavcl ; aqui o aulor sabe do
dominio um pnuco conjeclural, para onde deviam
(iMo arraslado suas meditarles sobre a velhice, e
traa sobreludo de seus proprios trabalhos, que lem
esclarecido a physologia com una luz Uo nova, e
cuja applicarao se faz lAo naturalmente a todas as
questoes, que elle suscita a respeilo da vida, de sua
origero sobre o globo, de seu modo de Iransmissao
e de durarn.
O aulor comer aflirroando duas cousas f 1., que
o numero das especies vivas diminue desde a crea-
cao ; 2., que o numero dos iodividnos augmenta
nas especie que reslam, de lal sorle que se esta-
befece um equilibrio, pelo qual a quantidade de
vida he sempre a mesma sobre a Ierra. Sendo im-
possivel provar absolutamente este#uilmo poni,
nao sei porqoe Mr. Flourens trata delle, a nao ser
para procurar ahi urna razao para o seu segundo ti-
tulo, que nem por sso fica mais claro.
Dos, cujas obras Mr. Floureus se compraz de
celebrar, nao he semelhanle a um livreiro, que pre-
cise ter sempre suas conlas reguladas pelo deve e
hade hacer. A vida he medida por elle em propor-
eoes, que nos sao desconhecidas e que nao mohece-
rnos jamis, elle ainda crea sem duvida, ao passo
qoe disserlamos sobre suas creares passadas.
Demais, para que havemos de restringir a vida as
que elle manifesla nas especies, que nossos olhns
podem ver? Ainda que todas ellas fossem aniquila-
das, nao restara anda esse inmimeravel mundo mi-
croscopio, no ar, nas aguas, e mesmo no seio das
carnadas mineraes :' Digamos, que a vida est em
toda a parle, e diremos a verdade. Nao se pode
pois medir a quantidade ; pouco nos importa que
ella seja eslavel ou nao ; oque nos importa he sa-
ber, se iiv ha engao nos diversos syslemas, que
tem apparecido sobre este grande phenomeno da
vida, o qual he o maior de lodos, porque encerra
lodos; ora, a esle respeilo Mr. Flourens he cheio
de lucidez, de bom senso e de brilho.
Sobre a sua primeira asserco. a dminnico do
numero das especies, nao he duvidosa ; a lista das
especies d esa p par eradas he longa, citaremos somen-
le as grandes, o mammouth, omastadonle, o dino-
iherium, o megalherium, todos estes mamferos co-
lossaes da natureza primitiva nao exislem mais se-
nao em nossas collecroes de historia natural, onde
assim mesmo s os encontramos aos fragmentos.
Osreptis gigantescos dos primeiros lempos, o ech-
thyosaurus, o plcsiosaurus, (iveram o mesmo des-
lino. Desde os lempos histricos tem desapparecido
especies, entre outras o dmnte, enorme passaro das
ilhas de Franca e de Bourbon, que os portuguezes
alli encontraran] noseculo XVI, eo thur, vari Ia-
de de boi, que se va ao mesmo lempo nas planicies
ila Russia. Alm listo perdeu-se a rara primitiva
do cavallo; os cavallos selvagens, qoe erram em gru-
pos na America e na Asia, nAo sao mais que antigos
cavallos domsticos restituidos liherdade. Em
nofsos dias mesmo, vemos raras ootr'ora numerosas,
iliminuirero pouco e pouco; a girafa, o hippopola-
mo, o lobo, o tigre e o leo. He que ludo quanlo
he intil e prejudicial ao homem desapparece, onde
elle eslende sen imperio.
A respeilo deste poder do homem e do efleilo que
prodoz na dimiiioiclo das especies, lie que Mr. Flou-
rens achou bellas nspirores, Iradozidas por urna
sublime linguagem; lembrou-se lalvez da phrase ex-
pressiva do velho Plinio, fallando do homem que
nasce : t'lens animal, cwleris imperaturum (nm
animal que chora ehade dominar os nnlros animaes'
quando escreveu eslas palavras: o Arremessado
fraco e nu superficie do slobo, o homem lornou-
se pela sua inlelligeneia o melhor armado e o mais
terrivel de lodos os seres creados. Descobrio o fo-
go; eom elle forjoo o ferro; combaten, desterrou pa-
ra longe de si os animaes, que podiam offender-lhe;
associou-se quelles que podiam ser-lhe uteis; desde
enlao pode ver sua especie desenvolver-se, cres-
cer, derramar-se por loda a parle, e por loda a
parle onde tem apparecido, dominar logo as ou-
tras.
Mas para chegar ahi, donde parlio o homem ''.
Que era o hornero selvagem.sabido das m3os do Crea-
dor, na iinmensa serie dos lempos, que tiveram de
preceder os primeiros rudimentos decivilisarfln, me-
nores ainda do que quelles que sao observados nos
selvagens de hoje? Qual era enlo sen rgimen na-
tural/ lie o que Mr. Flourens procura eslabe-
lecer.
No seu entender, o homem liasceu frugvoro, co-
mo os bugios. Seus denles molares n3o sao corlan-
tes como os dos carnvoros, nem tuberculosos como
os dos perbivosos; elle nAo lem estomago aperlado
nem os intestinos muito curios dos carnvoros, nem
lo pouco lem os estmagos mltiplos nem os intes-
tinos mu lo longos dos herbvoros. Nada oaproxi-
ma desla duas classes; mas seus denles incisivos e
sua mao, lao bem disposta para lomar e colher frac-
Ios, o fazcm muito proprio para o genero de ali-
mento primitivo, que lhe ussign.i o aulor. Logo
quo o homem achou o fogo, logu que soube amoltc-
cer, abrandar, preparar igualmente as substancias
animaes c vegelacs pelo cozimenlo, elle pode reu-
nir lodos os rgimen*.
O que .Mr. Flourens afuma melhor, he a qualidade
immulavcl das especies, c limila-se apenas a mos-
(rar que as descripres de Aristteles, que lem dous
mil anuos de dala, sao a inda exactas boje, ou que as
mumiasde homens e lennimaes,queoantigo Egypto
nos tem legado, nos offerecem a representarlo pre-
cisa dos (ypos acluaes. Mr. Flourens nos offerece
as melhores provas e sAo suas proprias experiencias.
Jamis naturalista algum as fez mais roncludeules c
em pontos mais elevados na ordem das ideas philo-
sophicas. Sua poicao de professor no Jardim das
Plaas lhe lem permillidn fazer p'ralicar ajunlamen-
los de animaes do mesmo genero c de especies
differenles, por exemplo, o cAo e o chacal, pcrlencen-
do ambos ao genero cAo. Elle lem podido acompa-
nhar seus resultados e tem lido lempo para ver que
o producto destes ajunlamcntos sao esteris no fim
[le tres ou qualro gerardes, como acconlcce com o
produelo do cavallo e da jumenta, da cadella e do
bu, e que estes seres arlificiaes nAo sao finalmente
senao mulos. Nao se pode fazer urna nova e;pecie,
nao obstante os esforros do homem. As nicas es-
pecies que duram e podem durar, sahiram das mAos
de Dos.
Mas as experiencias de Mr. Flourens lem um al-
cance anda maior na sciencia ; deslruiram para
sempre urna theoria, que linha anda seus represen-
tantes, a da pree.cMencia dos germen. Os maiores
homens,c l.eiluiil/ sua frente, linham achado urna
explicado muito commoda do phenomeno da gera-
nio dos seres. A primeira femea continha em um
s ovo todos os ovos indcfinitaraenle englobados, que
deviam nrodu/.ir lodos os individuos da especie al
seu aniquilamcnto definitivo. Enlre (odas as ideas
sobre o modo porque a vida corocr,ava e se propaga-
va, esla prcvaleceu por rouilo lempo, e o proprio
Cuvier se julgou obrigado a segui-la. Mas, como
diz Mr. Flourens em urna phrase, que elle lem di-
reito de escrever, porque malou esle syslema sem
dcixar-lhe r.enhuma probabilidade de ressurreir;o,
acontece sempre aparecerem os tactos no momen-
to em que om sxstema, qualquer que seja, nao pode
ser mus conservado.
Ora os fados tiveram lugar. Mr. Flourens fez
crusnr um chacal com urna cadella. O produelo
participa os caracteres physicos de ambos, sendo
todava mais chacal. Tem asnrelhas direitas. a cau-
da pendente ; nao ladra, he selvagem, linalmeule
be mais chacal que cAo. I.embro-me de ter vislo
um mislicn desla sorle em Perigueux, quando fui
prefeito alli. O general Bro o linha Irazido de
frica.
Um segundo crusamento leve luaar com urna ca-
della ; o producto nao lale ainda, mas lem as ore-
Ihas pendidas ; he menos sclvagem.
No terceiro cru^-imenlo, o producto ladra, lem a
cauda erguida, nao he mais selvagem.
No qoarlo crusaroenlo, he perfeilamenle um cao.
Tem lugar o inverso, quando o segundo c mais
rrusnmentossAo feitos com a femea chacal. O ulti-
mo producto he um chacal completo.
Por esles resultados, he evidenlissimo que a pre-
existencia dos germen* he urna pura diluira. Se
o germen cltacul existisse na primeira femea do cha-
cal criada, nao podia dar nascimenlo a uro cao em
cousequencia de gerardes diversas, nem Uo pouco a
urna metade, a um lerco de c.An a de chacal, como
acontece nas experiencias do sabio phvsiologisla,
he possivel fazera soa analyse, deveriamos copia-lo.
Liroilo-me a diier que o autor, depois de ter feilo
couliecer a serie modernsima de trabalhos, que nos
tem levado a saber que a vida nem sempre exislio
no globo, e depois de ter glorificado' os grandes no-
mes, como os de Bernard Palissy. Slenon Delue,
que se referem a la nova luz, chega a Cuvier, que
resumi ludo ueste sentido.
0 pouco que elle nos offerece para ler, da mais
que pensar do qoe nao o fariam dez voluntes cheios
de minuciosidades e argumentos.
Antes da vida parecer, era preciso que se aca!-
ma-.e no planela em que vivemos, o terrivel calor
de suas primeiras. idades ; era nii-ter que a esfera
immensa de vapores, que lhe servia de aureola al
milhesde leguas, livesse lempo de se condensar em
lquidos ; que os vegelaes podessem nascer, final-
mente para dizer em urna palavra, era necessurio
que a vida, como a vemos hoje, se tornasse possi-
vel ; nem sempre ella o foi, hoje he. Diante deste
grande resollado, Mr. Flourens brada religiosamen-
te antes de fechar seu volme.
Todas estas condicOes necessarias ,i vida, e das
quees se urna s fallasse a vida seria impossivel, a
agoa, o ar, o oxigenio, u vegetal para n sustento do
animal herbvoro, o animal herbvoro para o ali-
mento do animal carnvoro, todas estas rondiees
necessarias, lAo adniiravelmeole combinadas e pre-
paradas para o momento preciso, em qoe devia ?pa-
reccr a vida, provam a existencia de Dos e de Deo*
nico. Aparentemente nAo eram doos, se o fossem
nao se leriam podido eulender lambem.
Nosereieu quem blaslleme Mr. Floorens por
esla ultima reflexao ; eslou bem convencido de que
o e cabos existira ainda, e a crearao livesse sido
diteutida. A. Romieu.
i Manileur.)
\f.RIClLTlR\.
Porem, o aulor vai mais longe ; lirmaudo-se na
opiniao de Haller e em exemplos inconleslaveis de N3o sei que haja nal sciencias demonslraeo'mais
extremas longevidades de passaros, de peines, de
maniferos, classifica a vida em dous grupos : a vida
ordinarii t a vida extraordinaria, a qual pode
completa.
J disse que o livro de Mr. Flourens acabava em
um pequeo primor de obra, um resumo completo
prolengiwe ao duplo da oulra ; donde resultaran dos conheeimentw geolgicos de nossos dias. Nlo
BASES DA F.MPKE/.A RURAL.
;. 2." Do rendeiro.
Quando se examinain os anligos arrendamcnlos
de 3, 6, 9 annos, v-se que ludo he combinado pa-
ra que, n'um breve prazo, mas sem atlenco fer-
tilidade do solo, as duas parles inleressadas, o ar-
rendador e o arrendatario, liram da prapriedade
arrendada lodo o partido possivel. O proprielario
estima especialmenie os arrendamentos a prazos cur-
ios, porque lhe permillem aproveilar as mais das
vezes o acrescimo de valor locativo do solo, o qual
acrescimo nAo exige delle sacrificio algum quando
resulla da concurrencia dos rendeiros, da reacrao da
pequea cultura sobre a grande, e do progresso ge-
ral da riqoeza publica. Por oulra parle, o rendeiro.
verdadoiro cultivador depassagem, trata a trra co-
mo paiz conquistado. Para elle, a agricultura he a
arte de cxhaiirir o solo, be a arle de lomar na Ier-
ra, que lhe uo pcrlence como propriedade toda a
sua parte perissicel, loda a sua riqueza, e nAo dei-
xar nu lempo da entrega da Ierra, seno a parte
imperissivel, a que se nao pode transformar em co-
llieitas de venda, em capital circulante. Em outros
termos, quando o proprielario, sem se importar com
o futuro, s v n**m arrendamento o diuhero dos
alugueis, o rendeiro s v na Ierra orna machina
de cuohar moeda, tomando para materia prima lo-
do o cstrume conteiido nesla Ierra.
Em taes condires, he fcil comprehender que lo-
dos esles anligos arrendamentos se deviam bascar so-
bre o antagonismo, e nAo sobre a solidariedade
das parles contratantes. Os propietarios viviam en-
lao aIIastado, dos seus dominios ; varios de entre el-
les, humen de nobreza, de loga e de finanzas, s
viam nas suas heales propriedades de rendimcnlos
ci de recieio. Quauto aos re; lmenlos, preferiam
rendas liquidas e. immedialas a rendas de lar-
dia realisacAo e complicadas de despezas de melho-
ramenlos. Quanlo ao recreio, reservavam para si
o dreilo exclusivo de cara : era preciso semear tri-
go nos campos para abrigar a caca, nao ler caes de
cara em seus campos, nutrir os coelhos, manter os
espinhaes, conservar reservas em torno dos ninhos
de perdizes, nAo cortar cousa alguma verde. F.m
lim, era um complexo de clausulas restrictivas, mu
notaveis lalvez sol a relac/io feudal da montara,
mas certamentc incompaliveis com a independencia
necessaria boa agricultura.
i .(llanto aos rendeiros, em geral eram pobres, e s
podiam seguir um syslema de cultura em relajo
coro os seus recursos e as uecessidades da poca. O-
brigados a mobiliar a herdade, a encellen ar as co-
Ihelas, alojar cerlo, somenle offereciam ao arrenda-
dor, privilegiado entre lodos os credores, um pe-
nhor iasufficiente para o pagamenlodos alugueis.
A propria colhcita apenas constitua o penhor im-
perfeilo, pois que na falla de (odas estas garantas,
o proprielario exiaia urna caoeAo equivalente a dous
ou Ires anuos de renda e representada, ou por urna
affeclarAo hypolecara como primeira inscrsp^o so-
bre bens imrooveis, ou pela entrada de urna somma
em numerario ou em inscripe/tei de rendas. Ceda-
roenle eram garantas ; mas, sobre oulra relaco
mais elevada, nAo seria islo diminuir os meos de
cultura lo rondeiro, arredar da sua empreza urna
parle dos seus recursos, p-lo em lula com o sen ta-
iman e o seu dever, condemna-lo i rolina ? Por
ootro lado, esla rauro mmovel he um penhor pe-
rigoso ; com effeilo, nao seria certo que um rendei-
ro hbil, fazendo valer em urna mesma localidade
duas propriedades immoveis, das quaes orna a titulo
de rendeiro, nao interessado no melhoramenlo do
solo, e a outra n liluln'de proprielario, seria, pela
forja das cousas, levado a melhorar a sua proprie-
dade i cusa do dominio arrendado E quanto
caucan em valores consignados, nao seria algemar
uro rendeiro e impedir que offerecesse ao propriela-
rio, por meio do urna boa cultura com adantamen-
los ao solo, um penhor tambem real, tambem ga-
rantido pela propria le, po^ern mais vauajeso para
a"s duas parles, porque em lugar de existir sob a
Jornia de loralisaeAo por um lucro mdico, fosse re-
presentado por valores empenhados aob urna forma
agrcola, ou em gado ou em movis, ou em colhei-
tas mais abundantes ?
Melhor inspiradtjl do que os seus predecessores,
os novos arrenilaraenlns i le licrdades admilliram co-
mo principio que, como os proprietarios e os ren-
diros tem um inleresse commum nos mrthoramen-
tos dos dominios arrendidos, importara estipular
clausulas especiis para que cada, urna das duas
partes tornasse a entrar nos teus adiantamentos.
Tal lem sido, nesle sentido, o progresso das ideas
qoe os grandes proprietarios, segundo a jusla com-
paraeao de lord Kames, lulo sido reduzidoi a tralar
os rendeiros como reis, isto he, a liga-Ios de ma-
ueira que I lies deizam toda a liherdade para os roe-
Ihorameulos, mas'ncnhuma para offender.
O principios dos melhoramenlos terriloriaes pode
ser consagrado nos arrciidamenlos de duas roanei-
ras- sao execiiladas : 1., pelo proprieiaro ; 2.,
pelo rendeiro.
Mut naturalmente, o proprielario loma asen car-
go os grandes melhoramenlos, os que tem om ca-
rcter de permanencia, que nao podem desappare-
cer sem ilcmolirao, que sao por, assim dizer, im-
morlacs em quanlo sao manliilos. Taes os verda-
deiros melhoramenlos terriloriaes que consislem em
edificios, em obras d'arle, em planlacSes, em gran-
des alerros. Neslas despezas extraordinarias, o pro-
prielario faz Indos os adiaulamenlos, exceprAo de
carrosas e das despezas de costeio qoe de ordinario
deixa a cargo do rendeiro. Pela sua parte, esle ul-
timo garante ao arrcudalario o juro desles adianla-
menlos sobre a laxa de 3. i ou 5 por 100 ao anno
ou porque esles pagamen|p de jilros sejam contados
a parte, ou porque se confundam com os arrenda-
mcnlos, que desde enlo se auzmenlam segundo u-
ma proporeao Uvada de commum accordo. Taes
combinaces se (ornam freqorntes em Brie, onde
seapplicam especialmenie ao escoamenlo e a urna
operaran que he o seu complemento til : o iplai-
namenlo do solo por meio da charra. Semelbanles
operacoes devem ser animadas ao infinito. Quanlo
aos proprietarios, conslituem urna somma de inte-
resses auuuaes. e cujo objeclo he a mesma propri-
dade territorial. Olanlo ao rendeiro, permillem-
llie nao ler capital de mellioramenlo, c converlcr
lodo o seu aclivo em capital inovel e capital circu-
anle.
Certos proprietarios, desejosos de contribuir para
o melhoramenlo do gado e para o desenvolvimculo
das cultoras de forragetis, lazem aos seos rendeiros
o adianlamento avahado por peritos, primeira vez
ao entrar na herdade, segunda vez no lempo da sa-
bida do rendeiro. A somma desla primeira avalia-
{3o fixa a quautia que o rendeiro deve pagar ao ar-
rendador, ou inmediatamente em principal, ou
siiccessivameiile em lucros, rom reembolso do prin-
cipal uo lim do arrendamento. Pelo contrario, a
avala;3o de sahida regular a somma que o proprie-
lario paga io tndeiro pela recepto do gado alaga-
do sustentado pelo dito arrendeiro, dorante todo o
seu gozo, no mesmo p de cfleclivo, e com eropre-
go de garandas escolha do rendador. Sendo o es-
(roroe na razao do gado sustentado, he urna excel-
leute combinarlo quando as duas parles se conhe-
cem como economa do gado.
Quando o rendeiro loma a sea cargo os ivanros
para melhoramenlos, varias coovenc,es podem pro-
teger os inleresses. SSo : 1.", um arrendamento a
longo prazo-, com ou em rendas proaressivas ;2.,
o reembolsos dos avanzos no fim do arrendamento,
segundo a clausula de lord Kames ;:.!.". o resgate
dos annos de gozo ; %.", a faculdade de comprar o
dominio por um preso e n'um prazo determinados;
5., a isenjao do alogoel dorante om ou varios
annos.
He certo que um airen lamento a longo praso
permute a um rendeiro melhorar o solo pela pro-
pria cultura.islo he, pelo eslrume, pela prepararlo
das semenles, pelos trabalhos profundos, pela des-
truirn das hervas daninhas. e pelos afolbamenlos
como baze das forragens. Mas, por outra parte, o
proprielario nao deve perder de visla qtle estes me-
lhoramenlos sao essencialmenle exhauriveis, tem-
porarios. Assim, be de loda juslica prescrever ao
rendeiro, mas tendo em considerarn circumslan-
cias locaesque lhe permillam vender as suas palhas
as suas forragens. c comprar estrume : eulreler
sempre um efl'eclivo de gado ; de renda e de traba-
lho de um valor determinado c seguro contra as epi-
zootias e o incendio por urna companhia solva-
vel ; nAo arrolcar nem crear prados de urna ex-
(euc.i fixada e nas Ierras designadas ; nao co-
lher em grao as forragens vivaces ; nao conservar
enlre as Ierras cheias de hervas certa proporc,3o ;
margar ou deitar cal ao Irigo, todos os annos, certo
numero de geiras, c em tal ou tal dse, com au-
loriiaeo de extrahir as correcries do dominio;
por em bom estado de ren lmenlo as trras vagas
ou as landes designadas :eslrumar e regar os
prados ;plantar nas pocas fixadas e alimentar as
arvores ; abrir e conservar caminhos, fossos e ala-
medas ; e ainda nos ltimos annos da sua posse :
seguir tal rolaeAo.prohiliindo a colheita de dous cer-
caes consecutivos ; reslabelecer em tal poca os
alqueives e o paslo dos rebanhos em cerlas partes do
dom'uio ; deixar consumir as palhas e os resto5
pelo rendeiro que entra ; deixar este ultimo se-
mear forragens na ultima ceara, sem que o rendei-
ro que sabe, possa ulilisar do colmo dela colhe-
la ;deitar, ao relirar-se, (al quantidade de es-
lrume. Em que pode-se estipular que a arrenda-
mento cont varios periodos durante o respectivo
lempo.
que a maior quautia que obtm do seu novo rendei-
ro he inferior aquella que o rendeiro precedente of-
ferecia nagar. Com effeilo; ludo islo pode aconte-
cer. Mas o que se deve concluir dahi, senao que o
proprielario, salvo razos particulares, devera acei-
tar a probosta do seu anligo rendeiro .'
Mithieu de Dombasle presin o apoio de seu ta-
lento a-oulra clausula, chamada a clausula de res-
gate dos annos de gozo, em virlude da qual, um
rendeiro, gozando de oro dominio depois de alguns
nonos e por um arrendamento de curto prazo, mas
pelo menos de 9 annos, prope, a Ululo de lwa*,
resgatar os annos decorridos. Se o proprielario
consciite no resgate, a duraco do arrendamento se
prolonga durante o numero do anuos resgatados.
Todava he mu claro que o resgale do passado sup-
poe o pagamento dos termos vencidos.
Operando sobre eslas bases de prorogajao, be cer-
lo que as duas partes contratantes s se compromet-
iera por um futuro mui limitado, pois que cada au-
no so pode recomecar a operario do resgale. Eis-
ihi urna primeira vantagem, que permute a um
rendeiro regular o seu romportamento sobre o com-
portamenl do proprielario. Com effeilo, suppo-
nhamos que um rendeiro de nm arren lamento de
9 annos exige o ragala tres annos depois da saa en-
trada no gozo, porque deseja continuar os seus me-
lhoramenlos, e que seis annos nao lhe seriam suffi-
cientespara recuperar as suas despezas. A esta exi-
gencia o arrendador responde:ou afllrmativamen-
le, e ueste caso o primeiro conserva a sua marcha
progressiva com grande proveito do dominio;ou
negativamente, e enlao o primeiro cessa as suas des-
pezas : na falla do futuro, elle goza do prsenle.
Muito Iludido seria o proprielario que acreditasse,
na expiraeVi de tal arrendamento, augmentar os
seus prazos na proporeao do que lhe desse o syslema
de resgale. Terra melhorada e Ierra exhausta sAo
duas cousas de valor mui differenle.
Oulra vantagem de resgale he que anles de ence-
lar esta queslAo, as duas parles lem lempo de apre-
ciar por si a propria obra. L'm rendeiro aprende a
couliecer a sua Ierra anles de propor as primeiras
luvas. Por outra parte, um proprielario aprende a
couliecer o seu rendeiro; verifica a sua exaelidAo nos
seus contratos, observa-lhe a maueira de cultivar.
Depois, como diz Malhieu de Dombasle, ha nesla
necessidade frequenle de commuuirac.io entre os
dous interessados urna garanta de boas retantes; por
que no da emque ellas cessassem, o resgate se ter-
naria impossivel. Por que razao he necessario que
o nosso syslema de registro, mais fiscal do que agr-
cola, difliculle a gencralisaco desles arrendamen-
tos com faculdade de resgale dos anuos de gozo de-
corridos t
Os arrendamentos com reserva de resgale do do-
Verdade he que eslipnlaces desla nalureza so sao, min0 pei re,|cro, porum preco e n'um prazo es-
possiveis entre partes contratantes que sabem ap-
preci.tr urna situarlo agrcola, e que, longe de fixar
cousa alguma quanlo as particularidades de folhi-
menlo, limitam-se a enlender-se sobre as bases
principaes da cultura. Por isso he que alguem
desejoso de conciliar o inleresse do solo com a li-
herdade de acnlo do rendeiro, lem procurado ou-
Iras garandas para as duas parles.
Assim em certos arrendamentos, o proprielario
depois de se ler entendido como seu rendeiro sobre
a nalureza e o valor aproximado dos melhoramen-
los que este devera execular por sua conta durante
o seu gozo, se obriga a reemholca-lo, no fim do ar-
rendamento acerca do valor calculado, l.avram-se
dous termos, em consequencia destas eslipulaces
um na entrada, o oulro na sabida do tomador. Ora,
neste ultimo termo, feito contruditoriamente, figu-
raiu, nao s as congruentes, vat-s. caminho-. plan-
lanos, escoamenlo, ele, mas ainda, e islo he mui
imporlanle, os melhoramenlos culluraes proprias
mente ditos, o cstrume, as correcroes, os trabalho'
profundos, os empcdramenlos, etc. Acontece
mesmo com os prados permanentes ou temporarios e
com as colheitas no p em qoe o rendeiro deve. co-
mo se estipula alguma vezo, deixar na oecasiAo
da sua sahida. Ouanlo a estaa colheitas, decide-se.
no lempo da formacAo do arrendamento, se serao
reembolsadas na raz.Ao das despezas de cultora ou do
valor commercial em ceda poca do anno.
.Tranquilisadu d'ora em vanle sobre a cobrani-a de
todos os seus adiantamentos, o rendeiro goza do so-
lo como bom pai de familia, c quasi como proprie-
lario cuidadoso do futuro. Mas este modo de ves-
loria s lie praticavel nos paizes de arrendamento
adianlados em agricultura. E todava, oestes paizes
ha lugar muilas vezes para tomar-se em considera-
co a tendencia dos praticos em favorecer o ren-
deiro cusa do proprielario. Na Inglaterra, onde
as vestorias desta nalureza s3o frequenles, onde os
pralieos lambem sao rendeiros nao he sem exem-
p(0 enconlrar-se cultivadores especuladores que pro-
curan! os arrendamentos a prasps curtos baseados
nesle modo de rembolro, porque enlre lodos os ren-
deiros de urna mesma regiao, ha reciprocidade de
reconhecimenlo pelos servidos prestados por oecasiAo
das vestorias no tim do arrendamento. No da se-
g inte rclribuero ao cnnipanheiroo servico prestado
na vespera. Mas,lio eslado actual dos hbitos fran-
ceses ; e nos paizes em que os pratiebs se podem en-
contrar entre os proprietarios lavradores, fora le-
var um pouco longe o espirito de desconfianza nao
applicar algumas vezes a clausula do reembolso,
cuja maior gcneraliwao somenlepoderia arrastar
abusos.
M. de Gasparin, para evitar eslas vestorias, no
que loca i fixac,Ao dassommas devidas pelos proprie-
larios, propoz o arrendamento a premios, no qual o
arrendador enuncia de inlemo a somma qoe dar
ao seu rendeiro, na occasiao de sabir, pelos prados
arlificiaes de bom crescimenlo e de diversas idades.
Enlao, os pralicos se limilam a verificar o estado
destes prados, a maneira porque siio guarnecidos por
boas plantas ou mas hervas ; ellos dizem, n'uma
palavra, se podem ser receblas.
A clausula ingleza de lord Kames, introduzida por
Malhieu de Dombasle no seu arrendamento de Ro-
ville, tem igualmente por fim remediar o inconve-
niente das vestorias por tercos, e garantir ao ren-
deiro a entrada dos seas melhoramenlos, ou que o
arrendamento seja proregado, ou que o proprielario
prefin indemnisa-lo. Em lodo o caso, o rendeiro,
no lempo da formaco do seu arrendaroenln, sabe
que pode melhorar com todo o proveito.
Em virlude desla clausula, um rendeiro, por um
arrendamento da mesma duraran, offerta de urna
somma de 1,000 francos, por exemplo, de maise
por cada anno de arrendamento. Se o arrendador
recosa esla r(Terla, paga ao rendeiro o decuplo da
somma offerecida. Segundo o nosso exemplo, se-
rao 10,000 francos de indemnisarAo. Pelo contra-
rio, se elle adhere, o arrendamento he renovado
pelo novo preco offerecido e consentido.
Comprehende-sc a posicaodas duas parles.
Sb o rendeiro fica oo sahe, (orna a entrar nos seos
avancos.Se o proprielario recosa, tica possaidor
dos melhoramenlos feitos pelo rendeiro por urna
somma ao menos igual aquella que esle ultimo re-
cebcu per indemnisarao. Se aceita a ollera, per-
cebe urna renda supplemenlar, que talvez oulro
rendeiro nao lenba dado.
Mas, dir alguem. esta clausula prolege o rendei-
ro, e de maneira alguma o proprielario. Que acon-
tecer se, em lugar de melhorar, o rendeiro exhau-
re o solo Onde estar, nesle ultimo caso, a indem-
nisarao a que o proprielario lem dreilo '.'
A isto pode-se responder que n'um mesmo arren-
damento podem figurar ao mesmo lampo, urna clau-
sula de prorogaran, para animar os melhoramen-
los, e urna clausula de annullaciw, para desani-
mar as deteriorares. E por oulro lado, dar-se-ha
caso que um rendeiro melhorador nao deve iuamen-
tar o valor dos seus movis, do seu gado, das suas
colheitas, isto he de ludo o que, segundn artigo
2102 do cdigo civil, serve de penhor ao crdito pri-
vilegiado do proprielario '.' E dedc enISo, segun-
do a maneira porque um rendeiro comeca, segundo
a maneira porque a fnrmosea a sua herdade, e por-
que trahalha e estroma as suas Ierras, ser misler
rouilo lempo para ver se a cultura melhora ou pero-
ra '! Por consequencia, dar-sc-ha que um proprie-
(ipulados na oecasiAo da assignalura do proprio ar-
rendamento, collocam evidentemente os rendeiros
na condirAo dos proprietarios, e desl'arle Ibes per-
mitiera comei;ur os melhoramenlos desde a sua en-
trada em gozo como locatario..
E me resla cilar oabandonodos aforamentos feitos
pelos proprelarios de dominios em mo estado, du-
rante um ou varios annos, com a cundirn de que
os rendeiros effectuem certos melhoramentos pres-
criptos no termo do arrendamento.
S 3. Do Feilor.
Cnusiderando as funcr/ies do feilor sol o aspeclo
da cultura melhorada, um faci provoca primeiro
que ludo a attenro : he que o feilor nao tem, por
assim dizer,capital, e que so participa da cultura
pelo seu trabalho e pelo da sua familia. Por con-
sequencia tirar deste (rahalho lodo o seu effeilo til,
lal he a divisa do feilor ou do colono interessado.
Elle a pe em pralica, augmentando, tanto quanlo o
toleram os coslumes locaes, as culturas iseotas de
pardilla com o proprielario. Taes sao as cultoras do
jardim, os legomes e o canhamo.
Da mesma sorle, ulilisa, tanlo qaanlo pode, a ap-
ddao herbiphera do solo, ou deixando Ierras in-
calas, ou deixando rresrer a herva nas plantaees
de Irigo, porq-ie esle desprezo de cultura se conver-
le em prnveilu to gado. Ora, quer esle gado per-
tencha completamente ao patrao ou ao feilor, ou en-
Uo seja a sua propriedade commum, sempre he
cerlo que os seas productos dAo ao feilor menos tra-
balho a oblerdo que os productos do solo.
Assim, o iuleresse do feilor nAo he duvidoso : su-
geilo i pardilla dos tractos, pouco lhe importe, com
lano que a sua parle augmente, diminuir a do pro-
prielario. Mas, em eompensacAo, registremos este
faci precioso : o colono interessado be levado a au-
gmentar o gado.
Com effeilo,todos os proprietarios melhora lores
sabem perfeilamenle olilisar-n desla predilecto do
feilor pafa com o gado. Poem o gado em commum,
aproveitam-se assim da habilidade do colono nas
vendas e nos resgales, e fazem dinheiro, fazendo ao
mesmo lempo eslrume.
Mas o augmento do gado he fatalmente limitado
em quanlo um feilor, para nutrir este gado, nAo
lem oulro expediente senao a incultura do solo, a
creac.30 de capim c de hervas damninhas. Releva
ajuda-lo desenvolved lo prados e pastos arlificiaes.
Para isto, pode-se, com M. A. de Gasparin, propor
ao feitor que faca todas as despezas de estrume de
um prado, com a condico de guardar todo o pro-
veito desle prado para si al o reemboleo integral da
despea. Operando desl'arle, o aulor citado reco-
brara (odo o seu avanro ao cabo de (res annos; e,
por consequencia, a datar desta poca, o feitor que
linha feito todos os trabalhos da creaco do prado,
era admiltido a lomar parle em metade dos fructos.
Verdade he que este feilor nao linha exercido o seu
dreilo de partilha durante Ires annos; mas nao leve
lugar de arrepender-se, pois que leodo passado o
terreno de urna renda de 70 fr. a 256, esle excesso,
aproveitando ao mesmo lempo ao pairan, lev por
fim melhorar a posieao do feitor.
Poder-se-hiam ainda dar premios em dinheiro
nos arreiulamentos de dentados. O essenrial he nun-
ca perder de vista que o feitor, nAo leudo oulro re-
curso senio o seu trabalho para se nutrir a si e aos
seus, he juslo nao compromette-lo em emprezas de
longo prazo que o collocariam na impossibilidade
de sustentar a familia. Transpor o primeiro periodo
do mellioramenlo he para elle cousa diflicil : com-
pele a um proprielario inlelligente, qoe conhece ca-
balmente o seu feilor, fazer avanzos, recompensan-
do mais lardo quando os resultados tivercm creado
a ahaslanra na fazenda. Pnrm, mais do que nunca,
importa que o proprielario resida no seu dominio,
porque lano mais formelhorando, quanlo mais a sua
vigilancia deve au gmenlar.
.S'ecfo ///. Residencia, genero de vida, lempo
disponivel do emprezario.
Salvo se mais graves inlertsses o chamarem para
oolras paragens, o lugar de um emprezario de me-
lhoramenlo- agrcolas he oo meio dos seus loabalhos,
especialmenie no lempo de lavrar. Nao hasta que as-
sisla com o corpo, cumpre ler o espirito livn de
distraernos. Pensar ao mesmo lempo em oulros ne-
gocios, seguir grandes operacoes finaoceiras, ou n-
duslaiacs ou enlo ainda, procesaos, he cerlamen-
te querer entregar-se a urna tarefa que ser sufiici-
enle em alguma das suas parles.
He o caso em que se deve lomar medidas contra
as influencias de familia. Dever-se-ha um dia, ou
para a educacAo dos fllhos, ou para seguir as ineli-
naces de orna familia lomada mais rica, deixar o
campo pela cidade? Eslar o individuo seguro da
sua propria vocarAo agrcola '.' Ser o effeilo do urna
decepsAo experimentada no mundo ou de um eo-
tbosiasmo inspirado pelo aspeclo de bellos campos e
pela leilora de obras agrooomicas 1 Sera o'fogo sa-
grado bstanle dorador .para que a obra rhegue aos
seus lilis f Encontrar o homem das saines na soli-
dan dos campos um elemento sempre suflicienle pa-
ra urna Inlelligeneia elevada lera o goslo das ex-
periencias scientilicas, das leituras, dos Irabalhos de
gabinete, para empregar as horas de descanco do in-
vern? Taes sao as quesles que cada um deve pro-
por a si antes de se consagrar diseusso de urna
empreza de melhoramenlos ruraes.
Em difiniliva, ser a agricultura o qoe alguem
sabe ou quer fazer '.' Simples rodna e profisses pa-
de e verdadeira felicidade. Seguramente o nosso es-
pirito nacional teria ludo a ganhar se, como os
grandes proprietarios nglezes e allemaes, os nossos
compreheiide.seniulin.il que, habitndoos seus cam-
pos, podem servir ao mesmo lempo aos seus inle-
resses e aos do paiz. Mas nao esla verdade vai ca-
minhando devagarinho : um velho coslume que da-
la do seculo de Laiz XIV, a que a cenlralisar-ao
administrativa cenlralisou em lodas as classes os-
iroidas, ainda impelle para as cidades, para os fa-
vores do eslado e da corle urna parle dos proprie-
tarios ruraes. Permuta Dos que este mal di oulra
poca nunca se torne o que j foi Praza aos cos
que os felizes do dia se nAo esquecam que os lugares
que boje oceupam lambem fonal oceupados por
homens que presentemente se ronsolam nos campos
da sua grandeza passada. Em qaanlo esle pensa-
menlo salular subsistir, comprehenderAo que se nAo
devem aflaslar de urna earreira que mais eslavel do
que lodas as outras, he, por si mesma, a paz do
paiz c a das familias.
Repeli-lo-hemos seropre. importa a dignldade, a
Iraiiquillidade ilo paiz, que a inlelligeneia e o capi- !
lal venham vivificar os nossos campos. Ha ahi bel-
las e uleis posiees para o futuro. Da vira em que
as nossas populantes ruraes comprehenderAo que a
sua maiorldade, maior que as das cidades. perlence
aos homens que. interessados no progresso agrcola,
se tornam desl'arle os melhores defensores do inle-
resse geral do paiz. Releva que os proprietarios ho-
je empregados uesta tarefa conlinuem s seus esfor-
Sos: que deem trabalho em torno de si-; os seus
herdeiros Ibes deverAo, com orna fortuna hourosa,
urna reputaran, que he urna fortuna para os homens
justos e de inlelligeneia.
E por oulro lado nSo se deve crer que a vida ru-
ral seja de lal sorle austera, que nao teiiha os seas
prazeres. A este respeilo, as nossas impressGes fran-
rezas entenebrecen! o qoailro; porque vivemos sem-
pre sobre a recordado de um estado de causas poo-
co dxnraveis agricultura. Para nos oulros Fran-
cezes, o campo he o isolamenlo, be o caminbo en-
lameado, he o lumulo da vida iulellectual. Vejamos
cerlas herdade- como sAo mal raladas que as-
pecto repllenle riada daquillo que he coufoda-
vel, que constitue o interior dos proprietarios alle-
maes ou inglezes. Exageramos lodas as cousas : ou
uro luxo ridiculo, ou urna simplicidade em excesso.
Sob pretexto de que he necessario produzir eslrume.
andamos por toda a parte na lama, no estreo. Em
resumo, para viver em cerlas herdades, nAo se deve
deixar os tamancos e a blusa. He urna exagerarlo,
e o nosso pouco goslo pelo gado depende, mais do
que alguem er, da maneira porque o traamos.
Nao ha duvida que, em lugar de ve-lo em apriscos
baixos, obscuros e privados de lodos os cuidados de
limpeza, enconlra-lo-hiain em apriscos rsticos, mas
vastos, a rejado-, com corredores, ninguem leria um
verdadeiro prazer em renovar mais frequenlemeute
semelbanles visitas. N3o ha duvida lambem que a
crearlo e o melhoramenlo das vas de communica-
<;Ao de qualquer especie ha de fazer sabir as nossas
aldeias desle lorpor que as collocava em eslado de
bloqoeio no meio da nossa civilisaeo. Pela uossa
parte aguardamos melhores efleilos do exemplo da-
do pelos homens ricos e inslruidds qoe. se inspiran-
do em melhores foules, sabem tornar para si pro-
prios, e especialmente para quelles que os cerram,
a residencia dos campos agradavel. Esle problema
nao he de soluroo diflicil. Comludo desla solurao
depende a Iranquillidade domestica de um chele de
eslabelecimenlo. Este homem assegura o seu futu-
ro ; nao lera mais tarde que temer, na sua propria
familia, influencias que affligiudo-o lodos os dias,
aproveitando-se dos menores slgnaes de desanimo, o
delerminariam a abandonar a saa obra antes de po-
der ceder a boas eondir/ies.
H. Lecouleux, director do antigo instituto nacio-
nal agronmico.
[Journal d'Agricullure.)
em larga escala. Enlre oatro, vendidos por precos
verdaderamente fabulosos, citam-se a coUeccao das
obrat relativas historia e lopographia de Ingla-
terra, de Heme, 65 voluntes, vendidos por 1:100 ;
as obras completas de Shakspear, |.a edicao, 1623,
acompradas por r. 600 a 3.a edicto da mesma
obra vendeu-se por 200JL
Para os ratos guisos e nao os gatos.
L'm habitante de urna provincia de Paa de Cariis,
(Franei) era horrivelmenle perseguido pelos ralos,
que lhe devoravam e eslragavam lodo quanlo linda
em casa, ja bava empregado lodosos meiosem uso
para destruir esses animaes damninhoi, gatos, rato-
eiras e veneno, porm os ratos cresceram em Home-
ro e corpulencia, em vez de diminuir!. Um dia,
leudo agarrado dous ralos, lembrou-se de pdr no
pescoro de cada um delle- urna coleira de guisos e
-olla-Ios, assim o fez : e o caso he, que desde enlo
nem se quer seolio mais uro ralo, fugiodoat da vi-
zinhanra os laes bichinhos.
PlBLHAfV A PEDIDO.
Estado comparativo entre a receita c a dea-
pisa da Companhia de Beberib em se cin-
co ltimos semestres.
RENDA DESPEZA.
1852. Novembro I. a abril
30de 1853, ultimo semes-
tre de srremaiHcao TO:3O6s(J00 3:799025'
dem. Maio 1." a oulubro
de 1853, l. semestre de
adminislracalo......33:Ol5tj800 I:l5(i-;71l
1853. Novembro 1" a abril
30 de 1851, -2. semeslie
de admnslrac,3o .... 36:064^060 7:0823110
1854. Maol.aoulubro31
de t85l, 3. semestre de
administrarlo......32:0369100 8:324o528
dem. NovembroIo a abril
30 de 1855, 4. semestre
de adroioistrarilo.....33:8543380 15:5653518
Diflerenra para mais ua despeza do ul-
timo semestre de arremalarAo ao 1.
de administrarlo........... 366-3477
I)ilTcrenr,a para mais na despeza do 1.
semestre de administracAoao 2. idem 2:925-3369
Difierenca para mais na despeza do 2.
semestre du administrarn ao :!. idem 2129418
Ditlcrenra para mais na despeza do 3."
semestre de administrarn ao4. idem 7:2103990
Diflerenra para mais na renda do ulti-
mo semestre de arremalarAo ao 1, de
adminislratao............. 2:709800
liiflerenra para mais na renda do I.9se-
mestre de admistrarAo ao 2." idem. 3:0185260
Diflerenra para menos na renda do 2.
semestre de administrarlo ao 3. em .027">960
Diflerenra para mais na renda do 3. se-
mestre de administrarlo ao 4." idt-m. 1:818-3380
26:6153736
Cozinha doe.iercito.
L-se no Daily Seics qoe um cerlo M. Sover,
endo ero vista melhorar siluac^o dos soldados na
Crimea, imaginara om aparelho de cozinha a qos
poz o oome de coimna do ejercito, cada um destes
apprelhos pode aproroplar em doas horas ojanlar
para 1,000 soldados, bastando 3 oo 4 serventes ou co-
ziuheiros para o seu servico. Esle melhoramenlo
seria ullissimo, porque reduziria o grande numero
de cozinheiros de que carece o eiercito. Cada um
dos taes apparelhos deve cuslar !X) libras iris
850-3000.)
Ai damas russai e os alUados.
O Constitucional publica um diario do cerco de
Sebastopol, no qual se t o scguinle :
Ha dias que foram mandadas para o convento
de S. Jorge algumas lindas raparigas que linham
permanecido nos arredores de Balaclava, protegidas
pelos dous exereilos. Esla interessanle familia com-
poe-se de urna turnio.a rapariga, cujo marido per-
lence a guarnirn de Sebastopol, e de duas on tres
sobrinbas tambem lindas. Havia ji entre os gentis
cavalleiros dos exercitos adiados e eslas damas cer-
tas relac.es, que muilas vezes levavam os primeiros
a affaslarcm-se do seu camiulio, para irem passar em
Trente das janellas das formosas Rusias. Releriam-
se a seu respeilo muitos ditos e casos galantes. Por-
que andam os Francezes em guerra comnosco ? di-
zia a esposa do granadeiro russo, nos queremos-lhe
tanto Conhcerao em frente de Sebastopol que
nos lambem temos o nosso orgulhosinho nacional.
E para salisfazerem esse orgulhosinho nacional, a.
bellas mandavam dizer ao marido eao lio certas
cousas, que apezar da galantera frailea as barbas
grisalbas vindas da frica julgavain saspeitas. Foi
por este motivo que se pedio s taes meninas que
fossem invernar no conveuto de S. Jorge, onde i
bera do mar vissem os capellaes da esauadra russa,
eonde as bellas desterradas poder juntamente
com 20 poderosos abbades ou popes pedir a Dos a
S. Nicolao que ponharo lermo a esles arrufas de a-
manes, a
Demanaa canina.
L-se em um jornal de lleroe, que nesle canlao
exislia urna vclha solleira, que ais suas declarar/.es
para o lancamento dos impostos, dizia possuir onz"
caes, dos qdaes pagava regularmente o imposto. A
mulher morreu, e conheceu-se depois da soa mor-
le qae em vez de 11 linha lyaes. O fisco reclamou
dos herdeiros da defunla w imposto dos 7 ces nao
manifestados, e alcm disso a multa que a lei impe
as pessoas que defrandam as contribuirse?. Os her-
deiros recusaram salisfazer a exigencia do fisco, al-
legando que nao eram responsaveis pelos aelos lle-
gaos platicados pela testadora, e que logo depois do
seufallecimenlo ellas tinham abandonado os 18 ces.
O fisco levou este negocio ao tribunal civil, onde
est pendente.
Conttrucriies de igrejas em Inglaterra.
Os aretiileclos de Inglaterra conlinuam a em-
pregar a maior actividade. A restaurarlo da igreja
romana de Silver Street em Linelo est concluida,
e o edificio entregue ao culto. A antiga igreja de
Soatn-Stoneliam, prxima a Soutliamplon, foi ree-
dificada : a'23 de novembro leve lugar a ceremonia
da inaugurarao. A 12 do mez passado, a igreja de
l.nndoii-ufjfjpfern (Shropshjre) ahrio-se de novo
depois das repararles que lhe fizeram. eque quasi
formam urna reedilicaco completa. A igreja de
Croxton (Staflbrdshire) loi completamente recons-
truida. Ioaugorou-se a 23 de novembro. Ha 15
dias pouco mais ou menos, que se lancou a primeira
pedra da nova igreja de Barnsley.
A Prussia e a expotico.
O numero dos industria* prutaiinos, qae se lem
inscripto para tomar parte sa exposicao universal de
Paris de 1855, sobe at boje a 1.100, ene de epe-
rar que esle numero aogmente at o termo marca-^
do para a inscripc,o. O iiumea dos jae devem fa-
zer remessas de obras de arte,' manta j a se-
tenta.
MedaH* da /inmaculada Conceirao.
O sanio padre mandn ruuhar 800 medalhas para
serern repartidas pelos bispos qua se achavam em
Roma no dW 8 de dezembro.
Eslas medalhas lem a segninte ioicricoo : t'.vpri-
mitiiaiiri Auslralw, Beata Mari l'iri/lnis sine
labe ctnceptie Piu 9. e no reverso o emblema da
Immaculada ConcecAo, com eslas palavras : llono-
rifccnlia pnpnli ttri.
larioaiao seja sempre capaz de fazer valer os seos ra uns, tornase induslria productiva e sciencia pa-
direilos em lempo til, provocar tima annu!lac.ao, I ra oulros. He de recear que para espirilos incultos,
para corares estragados, para homens apalhicos,
ella nao lenba nada que a faca estimar. Mas por
oulro lado o que de certo, he que muitos caracteres
nobres, muilas nlelligeocias elevadas s poderatn
aproveilar-se do seu privilegio de credor. receber
loda a indemnisarao estipulada pela deteriorarn da
sua propriedade ?
Oulra stnarAo se podo apresenlar com a clausula
Producto liquido da renda, dedozidas as
despezas, no ultimo semestre de arre-
matarlo................
dem, no 1. semestre de adminis-
trarn .................28:8.'>99059
dem, no 2." semestre de admioinis
IracHo................28:9819950
dem, no i." semestre de adminis-
trar".................2
dem, no i." semestre de adminis-
IrasSo.................18:2889862
OBSERVACO'ES.
Pelo (rahalho comparativo cima exposto se v
que a despeza da Companhia vai sempre em aug-
meuto sencivel, enlrelanlo que a renda nem sem-
pre tem ido em augmento, pois que, haveudo che-
gado a 36:0649060 no semestre de novembro de
de 1853 a abril de 1851, segundo de adminislrarao,
descresceo; e se esse augmento de renda se d em
relaco ao ultimo semestre de arrematarlo, nao he
elle oa proporeao da despeza ; de soile que, a con-
tinuar por tal modo, nao parece prospero o futuro da
Companhia. Diz-se-ha que essas despezas sAo fritas
em beneficio da mesma Companhia. islo he, em
augmentar os chafarizts ele. porque del les pro-
cede mais renda ; mas, a prevalecer esla razao,en-
lao a renda ira seropre em augmento, pelo menos
ua proporrao da despeza, o- que se nao observa.
Desda que os lucros de urna empreza nAo cobrem as
despezas, e'as se tornam prejudicial ; he por isto
que o dividendo do ultimo semestre nao pode ser
de mais de 29 por cada apolicc ; entretanto que
anteriormente era de 2*500. Para convencer-se
qualquer disto que dizemos, nao lem mais do que
considerar no producto liquido de cada um dos se-
mestres, confronlando-o roma dcupeza de cada um.
Veremos o que dar o diveudo do correnlc se-
mestre.
Condernnaco de madame Stoltz.
Madama Stoltz oa soa escriplora eom a adminis-
trarlo da opera franceza, linha estipulado, que po-
deria romper a soa escriptura quando lhe aprouves-
se, medanle i indemnisarao de 50,000 francos (reis
8:0009.)
No dia 4 deste mez, madame Stnllz declarnu a
Mr. Crosnier.administradnr geral da opera, qoe pre-
tenda osar do seu direito, estando prompts apagar
a indemnisarAo convencionada. Mr. Crosnier acei-
(oa esta declararlo, e em 9 de dezembro inlimott
Mad. Slotlz para pagar a malta. Mad. Stoltz nao
enmprio a intimaran e Mr. Crosnier eiloo-e permi-
te o tribunal do commercio. Mid-Slollr nAo lendo
comparecido, o advogado de Mr. Crosnier, requeren
que o seu pedido fosse j (ligado i rrvelia, e o Iribu-
oal con temnou com efleilo Mad. Slollz, a pagar os
50,000 francos e as cusas.
VARIEDADES.
de lord Kame. Nao lendo um proprielario aceita- encontrar na vida rural ama consolaco para assoas
do a offerta do seu rendeiro, foi ohrisado a conlar-
Ihe, no lempo da sua sabida, urna somma decupla
da que esle rendeiro propunha. Ora, nenhum ren-
deiro novo quet\chesar a somma ollerecida "pelo
rendeiro que sahe. Portanlo, releva que n proprie-
lario, depois de ter pago urna indemni-acn, eon-
sinta em um novo arrendamento com prejuuj, pois
esperancas malogradas n'oulra esphera. Foram for-
lalecer-sc na agricultura, foram beber nella.uma
nova illii-iracn, homens que linham oceupado os
mais bellos empregos pblicos, e que entretanto nos
poderiam dizer, com a auloridade de urna experi-
encia dupla, ludo quanlo a vida agrcola bem com-
preheodida lhe den de independencia, Iraoqoillida-
ANNU.NCIO SINGULAR.
Mary W.... de Loudres, na oecasiAo de ser pro-
carada por sua familia em om dos ltimos domingos
hora de tuissa. linha desapparecido' de casa : seus
prenles lhe pedem por meio de um aniiuncio, qoe
ella d noticias suas, c que quando isto nao qucira,
Ibes maade a chave da adegn, que levou com-
sigo.
Subseriprao para o Oriente.
A esposa do celebre general carlista Cabrera sobs-
creveu com 500 duros (5509 ra.) para melhorar a si-
luacao do exercilo alliado na Crimea.
/extraordinario ralor de Herv velhoi.
Motive ha pouco em Londres um leilao de livros
raros em que a paixo dos alfarrabios te manifeslou
Dicertimentos e4r"MRl0.
Roston Eslado--1 nulos postua oualro titeados,
alm dos panoramas e oulros esptdicutos, que estao
aberlos lodas as noiles excepta sobbado. Sao
muilo frequenles os coacedos, < no invern lu salas
de leiluras publicas. A papaleo le Bostn e dos
arrabaldes calcola-se em UM** almas.
Nova-York tero 8 lliealrcs I muitos ontros diverli-
menlos, como concerlos e* prelos. etc., qae eslAo
aberlos (> das na semana. Nova-York e os arrabal-
des de Borcklyn, Jern>-Cit>. ele., conta urnas
800,000 almas
Por tanlo, Nova-Vork proporcionalmente conla
meaos diverlimenlo' pblicos que acidade puritana.
FHYSIOLOtilA DA VO
Balzaz poza phxsiologia em moda ; por elle e de-
pois delle lados os senlimenlo!, toda as funecoes. os
goslo, as oceupac^es, cerlos sacramentos, at cer-
tas destrejas, foram explicadas em sea modo de ser.
Verdade lie que a sciencia pouco ganhou com os des-
cobrnenlos daqoelle escriplor e de seas discpulos ;
es/amos porm em poca de reformas, e hoje que
(udo se emancipa, porque hade o,absurdo, esse es-
clavo, esse servo, esse pichen, continuar a viver a
luidla Ixrannira da verdade,lodibriado.cscarnn ido,
pateado, maltratado'.' Nao lem elle direito a os foros
da liherdade '.' E porque f Nao lem por si todos os
ttulos de auloridade que se contam na trra '.'
A realeza, por exemplo. prevalece-se da anligii-
dade-como do um de seas mais valiosos titulo. E o
absurdo nao he to antigo como a razao humase,
que o deu luz logo no seu primeiro dia de exia-
lencia '.'
Todo que procura fazer poca nesle mundo
nAo se prevalece da auloridade dos grandes pensa-
dores '.' E qual he o grande pensador qoe oao pro-
fessou pelo meaos vinle absurdos de mAo clieia '.'
A forc nao he lambem um elemento de aulo-
ridade'! E por ventura o absurdo nao dispe da
forra e em larga escala "! Por ventura a esta hora
o imperador da Raisia nAo est dando qne fazer aos
"xercitos inglez, turco e francez ?
O absurdo pois dispe dos tres grandes e princi-
#
i
MUTILADO


DIARIO OE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRI 21 DE MAIO O 1855.
paes elementos de autoridad* Da Ierra : o lempo, o
Iwroeo e a forca.A elle pois os foros de cidado Hvre
da grande repblica do mando ; a elle pois o dircilo
de fanar.de propor.deelgr,de sereleiloa respailo
destes dous ullimos direlos, fallando a verdade,
ha moile lampo que se acha na sua poste, e nao le-
ra qe ganhar ; o abundo elege e be eleilo desde
tonga dataque Ibe seja livre faier-se ouvir de lo-
dos o ouvidos pelas cem mil hoccas da imprenta i
que Ibe teja livre corlar u espaco as locomotivas
frreas, romper ondas no fumeganle vapor, fender
as nuvens noassombroso aereoslatico, qnecorra, que
gyre, que toe.
Dir-me-hio que elle faz ludo isso. Sim ; faz, be
xerdade, bem se ve : o Papa est em Roma. Luiz
NapoleAo na Franca, na Russia exerce o Knnt sobe-
rauas fonocfiet, no conselho de estado em Pars
propoc-se leis contra a imprensa, no Brasil ha es-
cravos, Vctor lingo esl exilado, Kosasaind.i vive,
Haynau morrcu tranquillo na Hungra, os frades
leem convenios.
Bem se sabe disso ; o que se quer porcm he que
mnguem se admire dessas cousas, que se ac bem de
orna vez os murmurios em voz lia xa, o escarneo
pelas costas, as continuas ameaoas de que lia de vir
futuro, o prugresso e lodos esses phantasmas que
de tao prognoslieados j uao ha quem cora elles se
aseaste.
Vamos pois tambera por uossa parle concorrer no
artigo phisiologia para 'a consagrado dos direilos
do irmio gemeo da verilade.
Fallara 9o olhar, c dizem que he nelle que a al-
na se roanifesla com mais verdade : he nm erro.
No olhar i alma Iransluz apenas, na voz a alma
expande-sc.
O olhar.be flor que se abre, a voz o perfume que
se desprende.
O olhar vive da luz que nao esl em nos mas To-
ra da nos, deve-llie suas' reflexAes, u sea fogo, as
suas eeotelhas, osseus desmaios ; a voz em suas ia-
flexSes, em sua harmona, em seu canto,, em seus
gemidos, em seus gritos, nada, ou bem ponen, deve
aos agentes externos ; be toda nossa, lie toda do in-
X,
consignado a J. P. Adoor & Coropanhia juanifetlou
o seguinte :
46 caixis azeile doce, 4 caixas absynthe, 2 caixas
kiersch, 6 ditas licor, 3 dilas cognac, 4 ditss chapeos-
120 toneladas lastre de pedia ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Reudimento do da 1 a 18.
dem do da 19. .
14:3783298
2:2788949
16:6575247
DIVERSAS PROVINCIAS.,
Rendmento do dial a 18.....' 1:9389094
dem do da 19........ 61)1055
1:9993149
Exporlacao .
Parahiha, hiale brasileiro Flor do Brasil, de 28
toneladas, cooduzo n seguinte : 202 volumes g-
neros estrangeiros e uaciouaes, 2 calas com 4 arro-
bas e 19 libras da velas de carnauba, II saceos com
55 arrobas de caf, 4 dilos com 17 arrobas e I libra
de arroz.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS UE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendmento do dia 1 a 18.....16:3058282
dem do dia 19........ 6339820
16:9399102
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodn da 1 a 18.
dem do dia 19.....
20:4249113
2:0049968
i olhar recebe, a voz d.
Ponda o mando em tretas, e a voz sera a sua
luz.
No olhar nao ha nada que corresponda ao que na
voz se chama o timbre : todo que ha no olhar se
qualifica, mas o timbre da voz nao lera nome.
Qaando se quer exaggerar a forca de um olhar, lii-
se que elle falla.
Dizem que se mente muilo com o- labios, c pou-
o> com os olhos : he que os olhos fallan) raras ve-
zas.
No sei que escriptnr moderno fez a seguinte ob-
servteau da mais rigorosa exaclidao : que a convi-
vencia prolongada de doos enles que se imam aca-
ba por torna-Ios nao s moral como physicamente
semelhantes ; tomam nm do outro eertos gesto, os
modos a os maneios, assim como tomam as ideas e
o principios. He sobre ludo quanlo a voz que este
Jacto se verifica com mais exaclidao.
He que a voz lie a correspondencia roais directa,
mais intima das almas
Tudo que ha de grande na natureza falla : Ma
o hornera, falla o mar, fallam as florestas, a lera-
pestade ; ludo que ha de bello tambem falla, e de
llm modo particular : as aves cantara, o regato mur-
mura, a brisa cicia.
Nos excessos da dor ou do prazw as lagrimas veem
us olhos e empanara o olhar ; quindo a alma que-
bra a cadeia de emojjo, expande-se, e as vezes pa-
rece que toda inleia, n'un grito nico.
O prauto he cloquate ; mas a voz tambem cho-
ra : os gemidos sao suas lagrimas.
Na escala immensa que a voz percorre. desde o
suspiro quasi raudo, apenas murmurado, at ao gri-
to agudo, pugeote, dilacerante, lia urna ola para
cada emocao. A voz falla e bem claramente, mu'
to antes de ser palavra, e he entao que ella mani-
fest a alma cora mais exaclidao e pureza. Quandn
a voz se modifica na palavra. comee. a desnaturar-
se ; a palavra pode ser a mentira, a voz be scrapre
a verdade. Quanlas vezes a palavra esl dizendo
nao quandn a voz esl dizendo sim '!
Quem nanea vio o poder em lula com o amor'.'
, Um combale com a palavra, he o pudor 'MJgtjn
com a toz, he o amor. He o mesmo quando a ca-
lumnia lula com a consciencia : a palav* d o ju-
ramento falso -. a voz protesta pela tdH
He por isso que em todas as linguas orna mesma
palavra pode 1er dous sentidos absolutamente diver-
sos : cora umnaopode aflirmar-se, e com um
simnegar-se.
Entre a voz e a palavra lia quasi tanta di (fe renca
como entre o corpo e a alma.
Se algumas mulheres soubessem qual o anconi0
da toa, enhilaran) menos os cabellos, e conlrafa-
riam meuos o riso !
Nao contara a historia de um ceg de nascenca
que amou lano a imilher como lem amado aquelles
qua podera ver o rosado das faces, e cor dos olhos,
as pcrolas do riso
Adevinhon elle a belleza pela voz '.' Talvez ; mas
antes creio qne elle amou, porque a voz que ouvio e
que o encantou tinba por si os atlribolos que des-
pertam o amor.
Nao coiiheco nada de mais voluptuoso, riera o
fogo oolhos, iieni as ondularon do movimentd,
de que o som de urna yoz qae, perfumada pelo ha-
bito, nos murmura junto a face,anda mnmo quan-
do uao percebemos bem o sentido das palavras, por-
qae de ordinario estas palavras* nao o lem.
Pens que a voz be ludo que Dos creou de mais
parfeito ; devia ser a sua ultima creaco, porque
nella lado se resume.
Mas, como j diste, a voz he a alma, e, roeu Dos,
he isso o qae ella lem de mao. era todas as almas
sao boas almas ; ha com effeto tozes que sao lado
que ha de mais antiptico ueste mundo.
Ha muilu car feia, verdadeiras calamidades de
carne e osso, que, postas nos hombros de um ho-
mem, o acompanliam por toda a vida, fazendo qae
o cerque sempre um cortejo de antipathias, de re-
pagnaocia, deescrneos, mas a final chega a gente
laeostumarte cosn ellas,e seuaoa ama-las,ao menos
a tolera-las. Porm ha vozes tao amargas nmas,
laa asedas outras, tao repugnantemente lnguidas,
tao asoalicameula fufas, tan ocas, (ao dissaboridas,
qoeoem mesmo o coslume 'es vale...
Matdtssat nos oceuparemos quando nos der ou-
Iro dia a mana de philatophar por conla e risco do
abtardo. Exlr.
Feriodico dos Pabre do Porto.) '
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 19 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Coiies ofllciaes.
Omaso sabr Lsndraa 27 1|4 d. 60 d|v. a prazo.
Dito tabre ditoa -Z \, 90 d|v.
m mascavtdo etpecial13000 por arroba.
Ditaesoolbido19800 idera.
aLFAMIEUA.
Rendmento do dia t a 18.....183:6339262
dem do dia 19........ 9:4309568
________________ 22:4299081
PRACA DO RECIFE 19 DE MAIO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
HsDli/a semanal.
Cambios---------Sobre Londres tacou-se a 27 l|2
e 27 11 d. por* 19 a 60 e 90 das,
sobre Pars a 350 por fr. e sobre
Portugal a 98 por ceuto de pre-
mio.
Algodao Entraram 491 saccas, e os precra
variaran) em proporco da quali-
dade, vendendo-se o regular a
59400, um pouen melhor 53600 e
o muilo bom a 5s800 por arroba.
Assucar Os presos foram mais firmen, ob-
lendo os brancos de 29100 a 38
por arroba ; o mascavado regular
de 19500 a 19660, oescolhidode
19750 a 19950 e algum muilo su-
perior de 29 a 29050, e o inferior
a 19100 por arroba.
Couros ----- Venderam-se de 185 a 190 rs. por
libra dos seceos salgados.
Bacalho Tivemos dous carregamentos, um
dos quaes consta foi vendido a
preco oculto, e o oulro esta em
ser. Retalbou-se de 1*9 a I69 por
barrica e o mercado esta bem su-
prdo.
Carne secca- Chrgaram tres carregamentos,"sen-
do um de Buenos Ayres com no-
ve mil arrobas que anda nao a-
brio preco; e dous do Rio Grande,
um dos quaes esl vendendo de
4980O a 59200 por arroba ; e o
oulro por ler entrado hoje esta
em ser.
l-'arinlia 4b'rigo- Tivemos dous carregamentos, iim
entrado a 13 procedente de Phila-
delpba com 2,300 barricas, e ou-
lro hoje viodo de New-York com
1,600 ditas ; aquello est descar-
regando e tem vendido cerca de
600 barricas de 325 a 333 ; e este
anda nao sabemos o que se deci-
dir.
Disconlo--------Continuaran) de 9 a a 12 por cen-
lo ao anno.
Frcles- Dizem se effectura um frelamen-
to de algodao a preco occallo. Pa-
rece que o assucar obter 10 e 5
por cenlo.
Demandaran) nosto porto 24 erobarcaces. das
quaes b vieram em lastro, 3 com carne secca, 2 com
bacalho, 2 com farnba de trigo, 2 com carrega-
mentos da Europa, 1 com azeile de peixe que veio
refrescar, e 8 com diversos gneros das provincias do
Deixarm o ancoradouro 15 ditas, sendo i com
imperio.
carregamenlode assucar c mais gneros para os por-
los da Europa, 6 ditas para as provincias, 3 em las-
tro, 1 a crusar e finalmente um de guano, que se-
guo seu deslino.
Ficaram no porto 53 embarcares a saber: 5 a-
menearas, 21 brasleiras, 2 dinamarquezas, 5 fran-
cezas, I hamburgueza, 12inglezas, 4 porlnguezas, 1
sarda e 2 suecas.
MOVIMENTO OO PORTO.
Vatios entrados no dia 19.
Camarsgibe2 das, hiale brasileiro A'oro Destino,
de 21 toneladas, mestre Eslevao Ribeirn, equipa-
gem 4, carga assucar e arroz ; a Jos Manoel Mar-
Mus. Passageiros, Manoel Caetano de Olveira,
Joaqum Ignacio Moreira, Jos Luiz.de Barros.
Ro Grande do Sul31 dias, patacho brasileiro .in-
fria, de 147 toneladas, capilao Joo Ignacio Fer-
reira, equipagera 11, carga 7,515 arrobas de carne
secca ; a Bailar & Olveira.
Aracalylidias, hiale brasileiro Aurora, de 37
toneladas, meslre Eslacio Mendes da Silva, equi-
pagem 5, carga farnba de mandioca c mais gene-
ros ; a Manoel Jos Martn..
New-York42 dias, patacho americano Bonito, de
276 toneladas, capitao J. L. Shackford, equipagm
10, carga 1,600 barricas com farnba de Irigo ; a
Roslroo Rooker & Compatihia. Vem a seu bordo
4 Iripolanles da galera americana tieorge L. Som-
pson, a qual se incendiou no mar.
Nados tahidos no mesmo dia.
Colinguiba Hiale brasileiro Sergipano, meslre
Heorique Jos Vieira da Silva, em lastro.
Liverpool pelo Rio Grande do NorteBrigue inglez
Barkhill, capullo Thoraaz Eales, em lastro.
.Vacos entrados no dia 20.
Ilha de Fernando3 dase 1|2. patacho brasileiro
Mrapama, comraandanle Camillo de Lellis Fou-
seca. Passageiros, Manoel Thomaz dos Stntos e
sua famiht, Innocencio Xavier Viauna, Francis-
co Jos dos Santos, Theodora Mara de Jess, Ma-
ris do Carmo da Soledade, 2 cadetes, 1 furriel,
13 soldados e 3 sentenciados que lindaran a sen-
tenca.
Maranhao24 dias, hiale brasileiro Lindo Paquete,
de 205 toneladas, meslre Jos Pinto Nunes, equi-
pagm 13, carga arroz e mais gneros ; a Antonio
de Almeida Gomes.
Ututo sahido no mesmo dia.
New-BedfordBarca americana Monlgomery, ca-
pillo Jacob Cliford, carga a mesma que Irouxe.
193:0638830
Deiearregam aoje 21 de maio.
Barca ameritan Centradfariaftre fazendas.
Brigoe inglez';!. Tncberbacalho.
Patacho americanof.'or-.WanjAamidem.
Lugre ioglez Chrytolete--mercaduras.
Chalana porlugueza(Juilha de Ferropipas de
vi 11 lio.
GaropeiraLxrrardo fomo e clurulos.
lliate brasileiroCauro dem.
Importacao .
Escuna ingleza Cltrtjsolttt, vinda de Glascow,
consignada a Adamson Howie & C., manifeslou o
segainte :'
150 barris cerveja ; a C. J. Astley & C.
caixas lecidos de algodao ; a Rasssell Mellors
di Campanilla.
4* caixas tecidos de algodao ; a Paln Nash '&
Ceatpanhia.
8 caixas lecidos de algodao ; a J. Reller 4 Com-
panha.
85 lenelladas carvao. e 50 dilas ferro ; 1 or-
dem.
1W fardos 116 eaixas lecidos de algodao, Ifi
barricas tinta em oleo, 2 caixas e 26 fardos lecidos
e linho, 10 fardos fios. 18 dlos lecid^ de algodao
i! linho,44 ditos cordas, 1 btrrira farnba de milbo,
1 caixa carne e conserta, 189 barricas cerveja ; a
Adaaaasn Howie & C.
7 embrulhos e 50 caixas amostras ; a diversos.
rlgua frincez Palanquim, vhido de Marselha,
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ibesoorarla protio-
oial, era cumprimenlo d ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 5 do correle, manda fazez
publico, que nos dias 29, 30 e 31 do mesmo mez,
ao meio dia peraule a junta da fazenda da mesma
thesourara se ha de arrematar a quero mais der, os
mposlos abaixo declarados.
laxa das barreiras das estradas e pontea segainles:
Gquin, por anuo........7:1108000
Magdaleua, por anno.......4:7408000
Molocolomb, por anno......2:000-9000
Cachang.por anuo.......2:3009000
Jaboalo, por anno.......5:0008000
Ponte dos Carvalhos, por anno. 1:3109000
Tacaruua, por anno....... 6509000
Bujary, por anno........ 5009000
Viole por cenlo sobre o consomo da agurdente
no monicipio do Recife, por anno 12:5108000.
As atremalacoes serao feitas por lempo de 3 an-
uos, a coalar do 1. de jalho/locrrenle anno, ao fim
dejunbo891858.
As pessoai que se propozerem a estss arremila-
r6es comparcram na sa\a das sessAes da mesma jonla
nos dias cima indicados, com seus fiadores rorr.pc-
lenlemente habilitados.
E para constar se mandou afllxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretara da thesourara provinciti de Parnam-
buco 7 de mao de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaeilo,
O Illm. Sr, inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimenfo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 7 do crrenle, manda fazer publico
que nos diaa 4, 6 e 6 de junho prximo tindouro vai
a praca para ser arrematado a quem raaor preco of-
ferecer, ara sitio na estrada de Belem, com casa de
pedra e cal e copiar na frenle.e no fundo da casa um
grande telbeini coberto de (elbas tobre pilares, com
bastantes fucteiras diOerentes, baxa para capim, um
vivero para peixe, duas cacimbas, cercado em parle
com cerca de lmaos e portao de madeira, avahado
era 3:3759000 rs., o qual foi adjudicado a fazenda
provincial por execucAocontra o ex-lhesoureiro Joao
Manoel Mendes da Cunba e Azevedo e onlros, pelo
alcance da mesma Ihesouraria.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesooraria .provincial de Pernam-
buco 9 de mato de 1855.O secretario,
Antonio F. d"Annunctarao.
Pela inspectora da alfandega se faz publico
que no da 23 do correnle depos de meio dia se bao
de arrematar em Insta publica a porta da mesma re-
partidlo, sendo a arrematacao livre de direitos ao
arrematante, 42 camisas de la sem pello por dentro
avahada cada urna m 18 rs., apprehenddas pelo
guarda nacional Francisco Dias Ferreira de Olvei-
ra, no da 15 do passadu ao marujo Antonio Fran-
cisco dos Sanios, 00 acto de serern desembarcadas
para serem sublrahidas aos direitos.
Alfandega de Pcrnamboeo 18 de maio de 1855.
O inspector, fenlo Jos Fernanda Barrot.
O Illm. Sr. inspector da |lbesouraria provin-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de li do correnle, manda fazer
publico que no dia 6 de junho prximo vindouro,
peraule a junta da fazenda da mesma Ihesouraria.
se ha de arrematar a quera por menos lizer a obra
dos canos de esgolo de que precisa a ra do caes do
Apollo, avahada em 1:7208000 rs.
A arrematacao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 3t3 de 15 de maio de 1851, e sob as clausu-
las especaes baxo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao,
comparecen) na sala das sessoes da mesma junta,
110 dia cima declarado pido meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou ahitar o presente e
pohlicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesourara provincial de Pernam-
buco19 de mao de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annuneiarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a A cootinoacao do cano de esgoto na extencao
de 28 bracas correnles 110 lugar do caes de Apollo e
em frente as 4 ra, ser execulada de conformida-
de com o orcamenlo approvado pela directora em
conselho e apresenrado a appcovacao do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 1:7209
ris.
2.' O conlratador dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir no de tres mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei provincial
n. 286.
3.a O pagamento da importancia dcsle contrato
ser feito em duas preslares iguaes, a primeira
qaando estiver execulada a melado da obra, o a se-
gunda depos de concluida que ser logo recebida
definitivamente.
4.* O conlratador empregar ao menos melado dos
Irabalhadorcs livres.
5." Para o que nao estiver determinado as pre-
sentes clausulas e no orcamenlo segur-se-ba o que
dispoea lei provincial n. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
eiarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimenlo daresolucao da junta da fa-
zenda da mesma Ihesouraria,pie novamenle em pfa-
Sa a obra dos reparos urgenles de que precisa o ata-
de de Caruar. avahada em 1:0128000 rs.
A arrematacao ter lugar no dia 21 de junho pr-
ximo futuro.
E para constarse mandou afinar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
boeo 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annuneiarao.
O Illm. Sr. inspector da thesourara provin-
cial, em cumprimciilu da resnlucAo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 14 de junho
prximo futuro, vai novamenle a pra^a para ser ar-
rematada a quem por menos fizer a obra de calca-
menlo do 18 lango da estrada da Victoria, avahada
em 8:3608000 rs.
E para constar s mandou afinar o presente e pu-
blicar pelo piara.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnara-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annundar.ao.
O Illm. Sr. inspector da thesourara provin-
cial em cumprimenlo da orden) do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do crlente, manda lazer
publico que no da 28 de junho prximo vindouro,
peraule a junta da fazenda da raes na ihesouraria,
se ha de arrematara quem por menos lizer a obra
do acude da villa do Buiquc, avahada em 3:3008.
A arrematacao ser feila na forma dn lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno findo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
compare^am na sala das sessoes da mesma junla, no
dia cima declarado pelo meio dia eompelenlemenle
habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara provincial de Pernam-
buco 19 da maio de 1855.O secretario,
A. F. d"AununciarHo.
Clausulas especiaes para o arrematacao.
1. As obras do aeijde do Buique serao faitas de
conlormidade com a plaa e orcamenlo approvados
pela directora em conselho e aprsentelos a appro-
vacjto do Exm. Sr. presidente na importancia de
3:3008000 rs.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de 60
dias e serao concluidas 110 de 10 mezes, a contar da
dala da arrematacao. '
3." A importancia desta arrematacao sera paga
em 3 prestaces da imaneira seguinte : a primeira
dos doas quintos do valor total, quando tiver con-
cluido raelade da obra, a segunda igual a primeira,
depoisde lavrado o lerrao de recebimento proviso-
rio; e a terceira finalmente de um quinto depois du
recebimenlo definitivo.
la* O arrematante ser obrigado a commuricar a
repartirlo das obras poblicat com antecedencia de
30 dias o dia lixo, em que liver de dar principio
execuc/o das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente 15dias alim de que possa o engenheiro en-,
carregado da obra assistir aos primeiros trabalhos.
5. Para ludo o mais que uao estiver especificado
as prsenles clausulas teguir-se-lia o que determi-
na lei regulamenlar das obras publicas.
ConformeO secretario, A. F. d'Annuneiarao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimara'es, juz de
direto da l,a vara commercial desta cidade do
Recife, por S. M. I. eC. etc.
Fa^o saber aos que a presente caria de edictos
vrem ou della noticia liverem, que Joao Cardoso
Ayres me fez a petiro do theor seguinte :
Illm. Sr.Diz Joao Cardoso Ayres, que achando-
se Antonio Francisco Bandeira, Alipio Autran jla
Malla e Albuqucrque, Joao Donsley, Jos Mara da
Silva Porlo, Jos Francisco de Souza, Jordao da
Costa Franca e Brilo, Livio Lopes Caslello Braoco,
e Tempett,debitados para com o supplicanleo 1.
na quanta de 1068605 rs., o 2 na de 239600, o 3.
na de 409880, o 4. na de 2009000, o 5. na de
759965, o 6." n de 2138564, o 7." na de 968830. o
8. finalmente em 6289660 rs. ; nao lem at o pre-
sente satisfeito os dbitos, e como acontece que os
supplicados se tenham mudado destt cidade, onde
os contrahiram para lugar incerlo o nao sabido do
supplicanle, e assim nao Ibe seja possivel procra-
los para haver o seu pagamento, no entretanto que
os dias para se completar, segundo o cdigo com. o
prazo dat prescriplas ; por esla raz3o vem o suppli-
canle requerer V. S. que o admita a justificar a
ausencia dos supplicados e incerleza do lugar de
suas residencias, alim de que se passe caria de edic-
tos ;om o termo de 30 dias, para intimar aos sup-
plicados o protesto que pela presente faz o suppli-
canle com o fim de interromper a prescrpc.lo. Por
tanto, requer que lomado por termo o protesto, pro-
ceda-se as juslilicacoos eo mais que for de dircilo :
o qoa pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juz da primeira
tara do civel e commercio assim Ihe delira.E R.
Me.J0U0 Cardoso Agres.
E mais se nao coolioha em dita peticSo, na qoal
dei o despacho do theor seguinte :
D. Como requer. Recife 23 de abril d 1855.;
Silva Guimariet.
E mais te nao eonlinha em dito despacho, em
virlude do qual foi a petic^o declarada cima dis-
tribuida ao escrivao que esta subscreveu. o qoal la-
vrou o lermo de protesto do theor segainte :
Termo de protesto.Aos 24 de abril de 1855, nes-
la cidade do Recife de Pernamboco, em roen cario-
ro veio Joao Cardoso Ayres, e disse peraule mm e
as lesleraanhas abaixo assignadas, quo protesta lu-
do de conformidade coma pelico retro, e de como
assim o disse, fiz este termo em que se assignnu o
protestante com as testemunhas abaixo assignadat.
EuManoel.Jos da Molla, escrivflo o esrrevi.Joao
Cardoso Ayres Estanislao Pereira de Oliveira.
Faustino Jos da Fonceca<
E mais se nao eonlinha em dilo termo de protes-
to, depois do que o supplicanle prodozio suas leste-
munhas, e sendo os autos sellados foram conclusos,
nos quaes dei e profer a sentenca do theor seguin-
te :
Julgo por sentenca e cusas a justificado fl., e
mando que se aflixem edilaes na forma requerida.
Recife 11 de maio de 1855. Custodio Manoel
da SUca (luimaraes.
E mais se nao eonlinha em dla senlenra, em vir-
lude da qual o referido escrivo mandou passar a
prsenle, pela qoal e sen theor te chama e cita para
o conleudo na mesma pe nao e lermo de protesto
aos supplicados, com o prazo de 30 dias da afixar,ao
e publicarn desta.
E para que ebegue a noticia de todos mande'
passar editos que serao afiixados nos lugares desig-
nados pelo cdigo commercial, e publicado pela im-
prensa.
Dada e passada nesla cidade do Recife capital da
provincia de Pernambuco. aos 18 das do mez de
maio de 1855. Eu Manoel Jos da Molla, escrivo
osubscrevi.
Custodio Manoel da Silva Gttimaraes.
Joao Ignacio de Medeiros Reg, commerciante ma-
triculado, deputado commercial do tribunal de
commercio da provincia de Pernambuco e juz
commissario nomeado pelo mesmo tribunal.
Fajo saber que nao leudo comparecido na rcu-
niao, que leve lugar no dia 23 do correnle, os ere-
dores da casa Tllida de Oliveira Irmaos & Compa-
nhia, Leonino Brothers, Jacomo & P. Irms
Carboni, Gamba Scomio & Mello, Freres Bosaner.
Antonio Joaqum de Olveira Mello, Novaos iS Pa
sos, Vinva Seve, Sebastiao Jos de Figuercdo, que
residen) fora deste imperio, ou denlro delle, ma-
em domicilios nao condecidos, por nio ler sido s
convocado feila segundo o art. 135 do regulameno
lo n. 7:18 de 25 de novembro de 1850, convoco pe-
lo presente edital a ditos credores para que compa-
recain 110 dia 4 dejunho do correte anno, pelas 11
lloras da inanhan, em casa da minha residencia na
ra da Cruz n. 9 do bairro do Recife, alim de que
reunidos em miuba presenca, com todos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquen) osseus
crditos, se forme o contrato de uniao, e se proce-
da a iioineaco de administradores dos bensda di-
la casa fallida, adverlindo que nenhum credor se-
r admiltido por procurador se este nao tiver pode-
res especiaes para o aclo, e que a procurarlo nao
pode sor dada pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credores. Em cumprimenlo do que
lodos os credores da referida casa fallida compare-
oam em dilo dia e lugar designado, sob pena de
se proceder a suas revehas.
E para que chegue ao conhecimenlo*ae lodos,
niaudei passar o prsenle edital, que ser aflixado na
praca do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco. Dado e pasado nesta cidade do Re-
cite de Pernambuco aos 27 dias do mez de Janeiro
de 1855. Eu Dinamerico Auguslo do Reg Rangel,
Escrivo juramentada a eeerevi.Joo Ignacio de
Medciro* llego, juz do commercio,
Jos Antonio Bastos, commercairte matriculado,
dcpulado commercial do tribunal do commercio
da provincia de Pernambuco, e juiz commis-
sario.
Fajo saber, que no da 9 de junho do correnle
anno pelas 11 horas da nianhaa na casa d miuba
residencia na ra da Cadeia do bairro do Recife
n. 34 ha de ler lugar a reuniao Jos credores da casa
commercial fallida de Richard Roy le na conformi-
dade do arligo 135 do regulamento n. 738 de 85 de
novembro de 1850, afira de que reunidos em minha
presenca todos os credores, verifiquen) os seus cr-
ditos, formero o contrato de unio, e'procedan) a
nomeacan de administradores dos bens da referida
casa fallida, adverlindo que nenhum credor ser ad-
miltido por procurador, se este nao tiver poderes
especiaes para o acto, c que a procurado nao pode
ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous
diversos credores. Em cumpriroajajo do que losdo
os credores da referida casa falliSeamparccam em
dilu dia e lugar designado, sob pena de se proceder
as suas revelias.
E para que chegue ao cnnhecimenlo de todos,
mandei passar o presente edital, que ser aflixado
na praja do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco.
Dado o paseado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 8 dias do ratz de fevereiro de 1855.
Eu Dinamerico Augusto do Reg Rangel, escrivo
juramentado o escrevi.Jos Antonio Basto, juiz
commisario.
Joao Pinto de Lemos, commendador da ordem de
Clirislo, commerciante matriculado, dcpulado
commercial do tribunal do commercio da provin-
cia de Pernambuco e juiz commissario :
Faco saber que nao tendo comparecido na reuniao
que leve lugar no dia 19 de Janeiro do correnle an-
no, os credores da casa commercial fallida de Deanc
\oule & C, qae residen) foro desle imperio oa deu-
Iro delle, mas em domicilios nao conbecidos, por
nao ler sido a convocado feila segundo o arligo 135
do regulamento n. 738 de 25 de novembro de 1850,
convoco pelo prsenle edilal a dilos credores, para
que cumparecam no dia 11 de junho do correnle
anno pelas 11 horas da manha, na casa da residen-
cia dos mesmos fallidos, na ra da Cadeia do bairro
do Recife n. 52, alim Je qua reunidos em minha
presenta lodos os credores da referida casa fallida,
verifiquen) os seus crditos, deliberen) sobre a con-
cordata ou formen) o contrato de uniao e procedan)
a nomeacao de administradores dos bens da dita ca-
sa fallida; adverlindo que nenhum credor ser ad-
mitlido por procurador se este nao liver poderes es-
peciaes para o aclo, e que a procurado nao pode ser
dada a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores. Era cumprimenlo do que todos os credo-
res da referida casa fallida, cumparecam em dilo
dia e lugar designado, sob pena de se proceder as
suas revelias. E para que chegue ao coiibecimcnlo
de todos mandei passar o presente edilal, quo ser
aflixado na praca do Conunerci e publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dado e passado nesta ci-
dade do Recife de Pernambuco aos 9 de fevereiro
de 1855. Eu Dinamerico Auguslo do Reg Rangel,
escrivo juramentado o escrevi. yoiio Pinto de Le-
mas, juiz commissario.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaracs, juiz de
direilo da primeira vara do commercio nesta ci-
dade do Recife de Pernambuco por S. M. I. e
C, o Sr. D. Pedro II, quo Dos guarde, ele.
Fa;o saber que por eslejuizose ha de arrematar
por venda em praca publica, que ter lugar no dia
21 do correnle mez a urna hora,na casa das audien-
cias, 1 cavados, sen.I > I prelo, I foveiro, c I roda-
do, avahados em 259900 rs., cada um total 759000
rs., embargados a F'rancisco Lucas Ferreira, por Je-
suino Ferreira da Silva.
E para que chegue noticia de todos mandei pas-
sar o prsenle edital que ser publicado pela impreu-
sa c dous do mesmo theor, que serao afiixados na
praca do commercio e na casa das audiencias.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 8 de maio de 1855.Eu Manoel Joa-
qum Baplisla, escrivo interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLARADO ES
Peraule o conselho administrativo du palrimo-
niodosnruhaos, se lia de arrematar em hasta publi-
ca, na sala das suas sessoes, em o dia 22 do correnle
mez,a renda das casas do mesmo patrimonio,que dei-
xaram de ser arrematadas no dia 18 por falta de li-
cilantes.as quaes sao as seguinles : pateo do Colic-
o 11. 1, segundo andar, n. 1. sala, o. 1, loja, n. I,
oja, ra das Laraogeiras n. 5, ra do Rangel 11. 6,
roa dos Piresn. 13, rOa de San Gonraln n. 10, e ra
da Madre-de-Deos ns. 22, 23, 96, 27, 33. 34 e 36 :
os licitantes hajam de comparecer com cus fiadores
em a sala das sessoes do mesmo conselho, as 10 horas
da mandilado mencionado din 18.
Secretaria do conselho administrativo do patrimo-
nio dosorphSos IN de maio de 1855. O sfccrelario,
Manoel Antonio liegas.
1 No dia 21 d correule continua a estar em
prasa no paro da cmara municipal desta cidade a
obra dos reparos da casa n. 7 da ra da Florentina,
oreada em 6939030, e j annanciada. \
Perante o conselho administrativo Vio patrimo-
nio dos orphaos se ha de arrematar a quem mais der
em hasta publica, na sala de suas sessea, em o dia
22 do correnle mez, a renda das casas do.mesmo pa-
Irirrionio, abaixo mencionadas, por lempo de um
anno, que tem de decorrer de 1." de julfto prximo
futuro a 311 de junho de 1856, a saber: becco'das
Boias ns. 37, 38, 39 ; ra da Lapa ns. 40, II ; ra
do Cordoniz ns. 12, 43; ruada Moeda ns. 14, 45,
46, 47 ; ra do Amorim ns. 48, 19. 50, 51, 52, 53,
54, 55, ,56 : ra do Azeile de Peixe ns. 57, 58, 59,
60, 61. 62, 63, 64 rrua da Cacimba ns. 65, 66, 67 :
ra do Burgos ns. 08, 69: roa do Vinario ns. 71,
72. 73.
Os licuantes hajam de comparecer rom seus fia-
dores em a sala das sessoes do inesrnn conselho, as
10 horas dif mauhan do mencionado dia 22.
Secretaria do conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos 15 de maio de 1855.O secretario,
Manoel Antonio l iegas.
COMPANHIA PERNAMBl CANA DE
VAPORES COSTEIROS.
A direcoao tendo de manat aterrare
fazer d caes em frente do terreno fine a
Companlila Pernambucana possue no
Forte do Maltos, e desejando que taes
obras se faram por arrematacao, convida
as pessoas que se proponliatn a encarre-
jar-sedas mesmas, a procurar o Sr. F.
Coulon, no seu escriptorio da ra d Cruz
n. 20, alim de com o mesmo seiilior, com-
binarem a respeito do preco e de outras
condiees.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da"
lettras sobre o Rio de Janeiro- Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1.855.O se-
cretario da direcrao, Jofio Ignacio de
MedeirosRego.
Acba-se nesla subdelegada um cavado nppre-
hendido por furlado : quem for sen dono pode com-
parecer munido de seus domnenlos. Subdelegada
da freguezia da Varzea 19 de maio de 1855.O sub-
delegado, Francisco Joaqum Machado.
A adininisirarao geral dos eslabelerimenlos
de cariddc manda fazer publico, que nao se tendo
eflerluado hojea arremataran da renda da ilha do
Nogueira, vai de novo a praca 110 dia 24 do correte.
Administraran geral dos eslahelccimentos de ca-
ridade, 18 de maio de 1855.O escrirao, Antonio
Jote Gomes do Crrelo.
COMPANHIA DE BEBEBIBE.
Nao se tendo reunido sufliciente nume-
ro de votos para haver assemblea geral
dos senliores accionistas da companbia
de Beberibe, o Sr. director convoca
de novo a' assemblea geral para o dia
quarta-feira 25 do corrente ao meic-dia,
prevenindo aos senliores accionistas que
nao podera' haver dividendo sem que se
reunam em assemblea geral, a fllh de de-
termina-lo e proceder-se a eleicao da ad-
ministracao, por ter a actual terminado
o tempo de suas 'nnccoes. hscriptorio
da companbia de Beberibe 16 de maio
de 1855.O secretario, Ltliz da Costa
Portocarreiro.
Para Lislua, a bem conhecida barca porluguu-
za GraUdo, de primeira marcha, segu com a manir
brevidade : quem nella quitei rarregar eu ir ie
passagem, para o que lem os roais aceiados comini-
llos, dirija-te aos consignatarios Thoma/ de Aquino
Fonseca A; Fllho, na ra do Vigario n. 9, primeiro
andar, ou ao capilao na prac,a.
Para o Aracaty,
tegoe em poucos dias o bem conhecido hiale ("1/11-
baribe ; para carga e passageiros, Irata-se na ra do
Vigario o. 5.
Para o Porto.
O patacho portuguez especulador pretende sabir
imprelorivelmenle para o Porto no dia 23 do corren-
le ; anda pode receber alguma irga a frete : quem
pretender faze-lo, enlender-je-ha com us consigna-
tarios, 11a ra da Cadeia Velha, escriplorio 11. 12.
PARA O CEARA'
sahe com brevidade o hiale ngelica, por ler par-
te da carga prompta : quem nelle quizer carregar.
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
audar.
PARA LISBOA
seguir a galera porlugueza Magarida, da qoal He
capitao J0A0 Ignacio de Menezes, e o pretende fazer
rom brevidade, por ter parte do seu carregamento
promplo : quem na mesma quizer carregar, oa se-
guir de passagem. pav o que tem bons commodos,
pode entender-se com o capitao na prac.a, ou com o
consignatario Amorim Irmaos & C, na ra da Cruz
numero 3.
MARANUAO' E PARA'
Seaue em poucos diaspnr ler a maiur parle do car-
regamenlo prompte u brigue Canceirao : para o
resto e passageiros (rata-se cum Manoel A Ivs
Guerra Jnior na ra do Trapiche n. 14.

-v-
LEILOES
Sociedade Dramtica Emprezaa.
QCARTA FEIRA 23 DE MAIO DE 185.5.
Beneficio da primeira dama
MARA LEOPOLDNA RIBEIRO SANOS.
Depois de execulada urna brilhanleonvertura, ter
lugar pela primeira vez nesle Ihealro a representa*
cao do excedente drama em 5 actos, do Sr. Mendes
Leal Jnior
OS HOMENS DE MARMORE.
I'ersonagens.
D. Luie Coulinbo. .
D. Beatriz ....
I). Ignez ....
Eslevao de Morir .
Diogo Travassos .
Simplicio Lobo .
Fernando Lima .
I). Leonor Muniz
Venancia ....
Manoel Maria .
O Doulor ....
Um procarador .
Criados, ele.
Torna-se desneeessario lecer encomios a esla ul-
tima produccao do Sr. Mendes Leal, tao frenetica-
menle applaudida no Ihealro de D. Maria em Lisboa
eja descHpta com lano enlhusiasmo as correspon-
dencias do Diario de Pernambuco.
Fiidar o espectculo com a excedente edmedia
em 1 aclo.
A MOLEIIU DE IARLV.
Actores.
O Sr. Senna.
A Beneficiada.
A Sr. I). Leonor.
O Sr. Bezerra.
Mendes.
i> o Costa.
- n Lisboa.
A Sr. 1 D. Anna.
N. N.
O Sr. Sebastiao.
Pinto.
Rozendo.
LEltA'O
Que faz o agente Roberts, por ordem
do capitao Joao Cliraaco Marques e por
conta e risco de quem pertencei-, de to-
dos os os objectos salvados da galera bra-
sileira FELICIANA encalhada na praia
do Brum, arribada a este porto com agua
aberta, vinda da Babia com destino a
Marselha, consistindo em um rico chro-
norhetro, um barmetro, duas agulhas de
marear, tres pecas de lona, tima lancha,
dous botes, um leme, cerca de quarenta
cascos com agurdente, sessenta e tres
ditos vazios, mastros, massames, masta-
reos, vergas, vellas, gurups, correntes,
ferros e ancorles, porcao de cobre de
'orro emaisoutros objectos que patente
se cham para serem examinados pelos
pretendentes, no caes de Apollo trapiche
do Ferreira : segunda-feira 21 do cor-
rente as 10 horas da manhfia.
O agente Oliveira far leilao por despacho do
Illm. Sr.juiz dos feitos, da mobilia penhorada pela
fazenda nacional a Oliveira Irmaos & C. consistin-
do em urna mesa redonda de meiode sala com pe-
dra, dous consollos com dilas, eadeiras usuaes.-de
bracos, de balando e sof, ludo de Jacaranda, um so-
berbo piano rom carieira-riadilainadeira, lanternas,
serpenlipas, jarros para flores, garrafas de cristal,
copos para agua, dilos para vinho, apparelho para
cita completo, capachos, nm guarda louca e mesa de
janlar elstica de amarello, aparadores com pedra,
eadeiras de amarello, qutrlinheira, guarda vestidos
de amarello, lavatorio de Jacaranda com pedra, Icito
para casal e escadinba de amarello, guarda roopa,
mesinba de pe de cama, eadeiras estufadas de mar-
roquim e mesa de cozinha : na mesma 00 asan ven-
der-sc-ha por conla de uulrem arligus diversos e
obras de prata. inclusive 1 cabriole! americano de 4
rodas em perfeilo estado, com arreius para um ca-
vado: segunda feira 21 do correnle s 10 horas da
manha onde mura o Sr. Antonio Ignacio de Medei-
ros Reg, sitio confronte ao do Sr. Delflno G. P.
Lima, na Magdalena.
O agente Oliveira far leilao, por aulorisarao
do Illm. Sr. Dr. juiz de.direiu>do commercio, re-
querimenlo do depositario da massa fallida de Au.lr
Nauzer, de lodos -os olencilios, movis, e mais oilo
escravos do cslabelecimcnlo de padaria, e de urna
venda de molhados, silos no aterro da Boa-Vista,
periencenle i massa do dilo fallido : quarl-feira. S.\
do correnle, as 11 horas em ponto, na indicada pa-
daria.
AVISOS DIVERSOS
Com este espcelaculo, espera;
correncia do respeilavel publico!!
Principiara s S horas.
Deliciada a con-
AVISOS martimos.
RIO DE
JANEIRO.
O brigje nacional MARA, LU7.IA : s
recebe passageiros e escravos a frele para
_ os quaes da as melhores accommodacOes e
ralameiilo: para o ajuste, na ra do Trapiche 1,.
16, segundo andar, com os consignatarios Antonio
de Almeida Gomes Compendia.
MARANHAO E PABA'.
O veleiro eja' bem co-
nhecido palhabote nacio-
nal LINDO PAQUETE,
capitao Jos Pinto Nunes,
tem de seguir com brevi-
dade aos portos cima indicados : para a
pouca carga que lhe falta e passageiros,
trata-ce com os consignatarios Antonio du
Almeida Gomes & C, na ra do Trapiche
n. 11) segundo andar? ou com o capitao
na praca do Commercio.
Keal Companbia de Paquetes Ingleies a
Vapo*
No da 22 des-
le mez espera-
se do sul o va-
por.'rea///'-
tern, ComUMB-
danle llevis, o
qual depois da
demora do cos-
lume seguir
para Soulamp-
on, locando nos portos de S. Vicente. Tenerife,
Madeira e Lisboa : para passageiros. etc., Irata-se
com os senles Adamson Hovvie&C, na ra do
Trapiche Novo n. 12.
RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidade para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
CA, capitao Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros e escravos
a frete, trata-se com os consignatarios
NovaesiS C, na ra do Trapiche n. i, ou
com o capitao na praca.
PUBLICAQAO RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo mez de Maria, adop-
tado pelos reverendissiinos padres capn-
cln'hos de N. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Coneeicao, e da noticia histrica da
rredalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho : vende-se nicamente na livra-
ria n. G e 8 da praca da Independencia,
a l 000.
EDUCACA'O DiS FILHAS.
Entro as obras do grande r'enelon, arcebispo de
Cambra), merece moi particular nieucao otratado
da educaran das meninasno qual este virtuoso
prelado ensilla como asmAis devem educar suas li-
dias, para um dia etiegarem a occopar o sublime
lugar de mi de ftmilia ; torna-se por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no vrrdadeirocaminho da vida. Esl a refe-
rida obra Iraduzida em porlugaez, e vende-se na
Imana da praca da Independencia n. 6 e 8. pelo
diminuto preco de 800 rs.
Precisa-se fallar ao Sr. Cincinato
Mavignier : na praca da Independencia,
livraria n. e 8.
Precisa-se de urna ima forra ou escrava, para
casa de pouco servico : nesla Ivpograpbia se dir
quem precisa. '
OSr. Tlicodoro Jos dos Santos queira vir res-
galar os peuhores que lem na ra do Trapiche n. 16,
dentro do prazo de 8 dias, contados desta dala, 1 nao
serao vendidos em satisfazlo de seu debito. Recife
19 de maio de 1853.
Acaba de chegar o dcimo caderno
da BIBLIA SAGBADA: os senliores as-
signantes queirm- vir ou mandar bus-
car na agencia os seus exempiares.
Aluga-se um excellente sitio com
bai\a para capim, bastantes arvores de
fructo e ptima casa de vivenda, com es-
tribaria e quartos para pretos, no lugar
do Cordeiro. a margem do Capibaribe:'
quem o pretender dirija-se a ra da Ca-
deia do Recife n. V.
Precisa-se de uina miillier para o servico in-
terno e externo de ama cata de poura familia: a fal-
lar com a professora da Boa-Vista, ro* primeiro an-
dar do sobrado n. :(0, na praca.
O Sr. Manoel Ignacio de Carvalho lem urna
carta na ra do Trapiche n. 10, no segundo andar.
ENCLISI1 HOTEL.
Tcrca-feira, 22, haver sopa de tartaruga das 11
horas do dia al as 2 da larde.
Desappareceu desde o dia 13 do correnle a
prela Arenos, de nacao Congo, reprsenla ler 30
annos, pouco mais 011 menos, altura regular, rheia
do corpo, e alguma cosa bruta, e na apparencia se
condece ser de rutada, a qual negra foi escrava do
Sr. I.ui/. Pires Ferreira, da pouco arrematada ; le-
vou vestido de chita j osado, com ramagm encar-
nada, e cabeC/lo de algodozinho: quem a pegar,
leve-a ra do Sebo n. 13, que ser recompensado.
LOTERAS DA PROVINCIA.
Aos C:OOO.S()0 2:OOO.sOOO e I:000.s000.
Corre imprclerivelmenle 110 dia sabbado, 26 do
correnle, no consistorio da igreja de N. S. do l.ivra-
mi'iii.i, a 2.a parte da 1. Marta da matriz de Santo
A111.01. Ocaulclista VicenteTiburcioCornelio Ferrei-
ra faz scienle ao respeilavel publico, que as suas
cautelas eslito snjeitas ao descont dos oilo por cenlo ijyqofi,
da lei quando tenham a favor qualquer dos Ires
premio maiores ; as-seus bilhetes inteiros, porm,
n3o soffrerao o mencionado descont do referido im-
posto vendidos em original. Os mesmos bilhetes e
cautelas arham-se venda nos lugares seguinles:
ra .Nova, lujas dos Srs. A vedar e Jos Francisco
Carneiro : ra do Rosario, loja doSr. Hermino Fer-
reira da Silva ; ra do Queimado, loja dd Sr. Mon-
Iciro da Cruz ; paleo do Carmo, loja do Sr. Tupi-
nambo), c ra do Crespo, loja du Sr. A. Francisco
Pereira. Precos dos bilhelcs :
Bilhetes .leMO Recebe por inteiro tiiOTUrjOOO
HekM 25800 com descont 2:7605000
Quartos 19140 1:3803000
Oilavos 720 (i'Htsioo
Vigetimos 320 2763000
Cheguem aos abacachis.
O abaixo atsignadu, dono da cnnleitaria da ra da
Cruz n. 21,' previno aos seus fregaezes que lem i
venda urna grande porcao desta impagavel frucla, e
que podem j de hoje vir fazer os seus ajustes, vislo
se achar prxima a chegadn do vapor. Tamben) se
enconlraro abacachis plantado, proprios para qual-
quer prsenle para fra do imperio.
'liguel Ferreira Pinto.
A Sra. Francisca Pereira da t'.onceicao.proprie-
lara de uns chaos na ra doQuiabo. nos A togados,
mande receber os foros vencidos e juntamente us li-
tlos desaa poste.Uernardino Francisco dos San-
ios Oliveira.
Srs. redactores.Como eu no eicesso de minha
dor ti vase feito publicar alguns de-pachot, que o
St. Dr. Custodio Manoel da Silva liuimares, juiz
de direito da primeira vara civel desta cidade, pro-
ferio na cansa, que rae mova. Joaqum da Silva
Mourao, rogo-Ibes, que queiram tambem publicar o
documento, que Ihes remello, do qual se v, qae eu
com effeilo tinna rao de sobra para queuar-me
daquelle juiz, eque n respeilavel tribunal da rela-
cao, compenetrado da raza, que me assistia, repa-
rou as clamorosas injuslicas que se me havia feito.
Aprovelto a occasio para agradecer aos lllms.
Srs. desembargadores a ju*lica que me zeram. e
ao meu advogado o Illm. Sr. Dr. Cervatfb Concal-
ves da Silva os desvellos com que trana da minha*
causa; sei, e sao pblicos os desgostos posqiA.S. S.
passou com ella, e, pNiis, he esle mais um motivo
para ser eterna a minha gratidao, e a de minha fa-
milia. Soa seu cooslante leilajJos Dias da
Silva.
Recife 28 de abril de 1855.
Illm. e Evm. Sr.-Diz Jos Difs da Silva, qae
por bem de sea direito precia que V. Eic. mande,
que o escrivo Peres lhe paste por certido o aecor-
dao ltimamente proferido nos autos de appellacao,
que o tppplicanle litiga com Joaquim daSilva Moa-
rao, pelo qae
Pede a V. Ezr. se sirva de mandar passar a cer-
tido requerida.E reeeber merc.
Manoel Peres ('..impeli Jacorae da Cama, escri-
vo das appellaciies crimes e civeii. e dos aggravos
do superior tribunal da relacSo da cidade do Reci-
fe. districto de Pernambuco, por S. M. I. e cons-
titucional o Sr. 1). Pedro II, que Dos guarde, etc.
>Certifico, que revendo os autos de appellacao,
nelles se ach o accordau pedido por cerlidao, cu-
jo theor be da forma, modo e maneira seguinles :
Accordao em relacao, ele. Que reformara a sen-
tenca a folbas 189, appellada a folhat 199, pela
qual foram desprezados e julgados por nSo prova-
dos os embargos binas li, opposlos pelo appellan-
le penbora e' eiecuQo que lhe promova appel-
lado, em virtude da sentenca billas 129, qae jnl-
sando procedente a comminacao reqaerida a rolhas
123, condemnara o mesmo appellanle ao pagamen-
to da quantia de 60:3815898, sera que se apreseu-
lassem oslivros indispensaveis para a verificarlo da
quantia qae se devia liquidar, e do saldo da casa
do appellado, que pela conciliaco a folbas JO fora
entregue ao appellanle para seu pagamento: por-
quanlo, inandando-se pelo accordao folbas 83, quo
se procedesse a um ajuste de cenias, avista do ba-
l.inco e inventarlo dos efieilos existentes na loja,
para se poder exactamente conhecer se os bens
chegavam, excediam, ou fallavaro, para desta forma
seexecutarperfeitamente a Iransacsao feila pela re-
ferida conciliaQo, nSo he permilido, segundo o
direilo commercial, que por meio de.urna coamina-
cao. anda mais summarfa, qne a citadlo para em-
bargos primeira. julgada por sentenca, como foi
pela de folbas 129, fosse condemnado o appellanle
sem ser ouvido e convencido, a que possa ptogre-
dir a presenlearrecncao de tal sentenca nulla, e in-
juridica.A liquidaban, consequeneia do accordao
folbas 83, ou esso ajuslaroenlo de comas, devendo
faier-se segundo o Inlanco e inventario dos effeilos
existentes na loja ao lampo da entrega, e depois .
pelos livros que existan), alo se devia julgar aver-
bada pelo simples pretexto de nao se apresentar
nm ou mais livros, visto como devia apresmrter-se
esselivro, que o mesmo appellado jalgava necessa-
rio, e era o meio legal o da exhibicao, tanto mais
quando senao ignnravatjj>ejae existiam os lim, a
aonde, como se ve a fe lhas.137 e folbas 128,pelo que
ojulgamento da. roreainacao folbas 123 verso, foi
tumultuario, e"illegalmenle proferido. Ora, sendo
a liquidaran de ama sentenca o exordio, dspoic,lo
c parle neCessaria da execc^So, nao he legtima-
mente operada, feta por arbitros, senao qaando
formulada a conta do dado e do recebido, so pode
compensar o debito o o crdito; a essaliquida-
cao deve preceder o bataneo, que somente pelos li-
vros se pode formular, podendo-se por isso ordenar
ex-ollicio a apresenlao.no delles para se exirahir o
qne respeila demanda ; mas v-se nesles autos,
que nao oram observa las ns regr.is e rondices le.
gaes, qie bouvera atropello, e que ao obstante a
declarado do arbitro a folbas 128 verso, de oo
poder proceder a nm examc eircamslanciado, por
eslarem os livros no deposito geral, e ser necessa-
rio quo bssem presentes .tos arbitros para os exa-
minaren! em suas caas. sem se allender a tal exi-
gencia, e sem o accordo dos arbitros, se jalgara con-
cluida a liquidarlo, prescindindo-se dos meios in-
dispensaveis, e exigido! pela lei. Prirlanto, refor-
mada a senlenra appellada, julgando provados os
embargos folbas l.l, julgara nulla a prsenle exe-
cucao por ser originada de ama sentenca nolis, se-
gundo o direito, e que nao pode ser execulada, ndo
tendo havldo legal condemnaco, e mandan) qae por
i*so se relaxe a penbora de folhas, condemnam o
appellado as castas: o descara os autos aojuiza
quo.Recife 28 de abril de tflflfl lliHaflI, pre-
sidente. 1 llares, vencido. Batios.Luna.
Souza.Rebello.
E mais se nao eonlinha em dilo accordao, copia-
do lielmcnlo dos proprios autos, aos qaaes me re-
porto, e a presente vai sera cousa que duvida faja,
concertada na forma do estylo, e por mim subscrip-
ta e assignada nesta cidade do Recife de Pernambu-
co aos 28 de abril de 1855.Subscrevi e assignei.
Em fe de verdade.Mctrbel Peres Campello Ja-
co me da Gama.
No dia 23 do correnle mez, depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz dos Cellos, em pra^a presidida pe-
lo mesmo senlior. se hao de arrematar ns seguinles
bens. penhorados por eve m.ao da fazenda nacional
contra seas devedores, a saber: 1 escravo pardo, por
nome Manoel, penhorado a Joaquim Duarte Pinto
da Silva, avaliado em 60000 ; 10 eadeiras, 1 coro-
moda, I marqoeza, 2 bancas, 4 mangas de vidro e 4
caslijaes de casquinha, ludo por 21JJ000, a JoSO
Evangelista Bello ; urna porreo de movis de casa,
ludo por 1148000, a viuva de Gailherme Patricio
Bezerra Cavalcanti ; 1 cavado caslanho por 30000,
a Joo Francisco do Reg Mata ; 6 eadeiras de ao-
gicoeirnetas de Jacaranda, ludo por 1IS000, a
Franrisco de Barros Corroa ; 1 casa terrea na ra
dos Gatos, em Olinda, n. 4, com 26 palmos de fren-
te e 74 de fundo, em mo estado, por 509000, a viu-
va de Manoel Leonardo So Ir ; 1 sobrado de ara an-
dar na ra de S. liento, era linda, n. 47, cora 24
palmos de frente, 71 de fundo, e bastantes commo-
dos, por 550S00D, aoi herdnires de Manoel de Azeve-
do do O' ; 1 Ctisa terrea na ra de S. Pedro, em
Olinda, n. 18, com 20 palmos de largo e 50 de fun-
do, por 709OOO, a Apolinario Francisco Furlado ; I
dila na ra do Varadouro. em Olinda, n. 6, com 15
palmos de frente e .50 de fondo, por 100>000. a Joa-
quim Jos Jacomo ; 1 dila terrea na roa Direit* des-
la cidade, contigua ao fundo da igreja do Livramen-
to n. t, com 9 palmos de taren e 10 de fondo, por
2OO5OOO, pandorada a mesma irmandade do Lvra-
menlo ; 1 dila terrea na roa de Matdias Ferreira.
em Olinda. n. 12, por 3009300 ; nutra dila na mes-
ma ra n. 13, por 4OO3OOO, a Joao Carneiro da Cu-
nda ; 1 dila no Pojo da Panella n. 7, com 45 palmos
de frente e 70 de fundo, grande sitio cercado e par-
te murado, com muilas hemfeiturias.porm arruina-
das, principalmente a casa, por -J:IIU0300U. aos her-
deirosde D. Isabel Rosa Carneiro Monleiro; 1 sitio
de Ierras no lugar da Imbiribeira. com 750 palmos
de frenlo, caa de laipacom 29 palmos de largo e 38
de fondo, per 6OO3OOO, preco por que foi adjudicado
a mesma fazenda na execucao contra o Dr. Pedro
Gaudiano de Ralis Silva ; 1 caixo de ourives
milpean de conimoda, com i columnas e caixilho
envidrando, 1 balanca aran le de latao c 4 eadeiras
de Jacaranda, ludo por 26-3000, viuva de Jos Ig-
nacio do Monte ; 20 babs e I jogo de malas, lado
por 22300, a Antonio Ferreira da Costa Braga ; 1
jaqueta de alpaca, 1 farda de guarda nacional e 4
rodetes de laa e seda, tudo por 88000. a Jacob de
Sautiagu ; urna arniacao de laja, de madeira de pi-
oln, com baldo, ,1 luciros, 6 caixlhosda mesma ar-
marao. envidracados, e I mesa de pinho, ludo por
a Joao Tiburrio da Silva liuimaraes : os
pretendentes cumparecam no lugar do costme, as
10 horas do dia cima declarado. Recife 19 de maio
de 1855 O solicitador do juio,
Joaquim Theodoro Aires.
CASA DA AFERICAO'. PATEO DO TERCO
N. 16.
O abaixo astignado scienlifica, qne no escriplorio
daquella casa d-se expediente lodos os das otis,
das 9 horas da manha s 4 da larde ; oulro sim, que
a revisto leve principio no dia 2 de abril prximo
passado, eque lindo o prazo marcado pelas posturas
rouniripaes, nenrrerao os contraventores as penas
do artizo 2,titulo II das sobredilas postura".
Prxedes da Silva Gusmo.
O abaixo assiguado, lendo de relirar-se para o
Rio de Janeiro, declara, que nao devendo qnanlia
alguma nesla cidade nem fora della, tmenle he de-
vedor de innmeras obrigaces aos habitantes desta
bella e importante provincia, onde morando por es-
pado de 27 annos b sempre tratado com muilas al-
lencr.es e toda a consideraban, pelo que protesta seu
eterno reconheeimenlo ; outro sim, podendo acn-
tecer, qae alguns dos seus amigos nao tenham rece-
bido as snas despedidas, o faz por este modo, pedin-
do- Ihes descolpa, e assegurando-lhes que, all oa em
qualquer parle, podem disper de tua nulilidade.
Recife 21 de maio de 1855.
Firmino Pereira Monleiro.
m
Precisa-se de urna ama de leile, parda ou pre-
ta, forra ou escrava : no liecco do Abren n. 1.
MiiTiiAnn
.
-'"-


OURIODE PERRHIUCBO, SEGUNDA FIRA 21 DE MAIO DE 1855.

m<
Acha-se a venda n MANUAL lo fiuaru %
8 Nacional, ou collecro de lodas as le*, regu- (fc)
lamento*, ordena e avisos concernenleso mes- (9
aje raa guarda nacional, organisado pelo eapitilu Q
(j) secretario do commando superior da guarda -
flj) nacional da capital da provincia de Peroam- (,%
U buco I irmino Jos de Oliteim, desde a -
' nova organisacAp al 31- de dezemhro de i
1854, relativo* nao sao proecs da qnalili- S
SJt cacao, recurso de revista etc. ele, senaoa eco- 9
9 norma dos corpos. oru.inisacSu por municipios, $)
W bilnlhes. .companhia* ; cun mapj^*) mo- 49
9 (lelos etc., (le: vende-se nicamente no DO- 9
0 leo do Carino n. 9 1 andar .'igOOO res por 6)
0 cada volme. 9
**f**e@-93@9eS--S::-:
Manmiano da Rocha Wanderley, proprielario
do-ungenho Anseos, na freguezia de Una, lem fu-
gidosol seus escravos Alejandre c Joanna, mullier
do mesmo, e um.i lilhinha com idade de 5 mezes, des-
de & de abril prximo passado, que fra procurar pa-
ra o comprar ao Sr. Joaquim Boarque de Sampaio,
senhor do Aofenho>Maisaocanada provincia de Ala-
goasfccujo seiihur recebe-os ditos nieus escravos e
quer cmpralos, mas que, nao me couvem vende-los
porque nao sou djssipador dos meus bens que eslao
sujeitus as dividas do casal do meu tinado pai. Eslou
trabalhando para desempenbar-mc, se podesse rom-
prava antes escravos e nao vender. Faco, porlanto,
certo, por raeio deste annuncio ao dilo Sr. Sampaio,
que lenha em segormra dilos meus escravos, vislo
que nio quiz fazer dos mesmos entrega qundo os
mandei buscar, obrigando-me por tal procedimeulo
a protestai por meio deste annuncio conlra dilo e-
nlior, e baver perdas e damnos ale o dia que dilos
escravos me forem restituido!'.
Aluga-se um grande armazem na ra dos Coe-
Ihos. proprio para alguma ollirina: quem o preten-
der, dirija-se a ra do ijueimado, loja n. 1U.
Precisa-se alugar um moleque ou criado para
serviro de casa, que seja fiel e emenda de cozinlia :
no Corpo Santo n. 48.
Francisco Lins Paes Brrelo indo desla cidade
para o engerido Guerra, do Cabo, perdeu urna car-
teira vetde, coolendn alm de oulros papis de im-
portancia as letlras seguintes : uma aceita pelo Sr.
Filippe Santiago Vieira da Cunha da quanlia de
4509000, a vencer-se em Janeiro de 1836 ; outra j;
vencida aceita pelo Sr. Miguel Aflonso 1- en eirCa-
pobreda quaotia de "OOgOO ; oura do Sr. Jos
Antonio de Campos da quanlia de 2009000, e oulra
do Sr. Manuel Jeronymo Wanderley da quanlia de
1209000 : roga-se n quem acbou dila carleira com as
mencionadas letlras. o favor de as mandar entregar
ao annuncianle ou a Exma. Marqueza do Kecife,
moradora na roa do Seve ; assim como roga-se nos
Srs. aceitantes que as n3o paguem, ou tacara Iran-
saccao alguma senao ao annuncianle ou a mesina
Exma. marqueza a quem perleacem.
O Srs. credores da massa de Manoel Pereira
de Carvalho, que nao se acharem quites com o nies-
mo, hajam de mandar uma nota de seus crditos
originaes em casa de Itusscli Mellon & Companhia,
na ra da Cadeia do Recite n. 36, al segunda-fira,
21, para se fazer, o dividendo na Ierra, do cr-
reme.
O abaixo assignado previne as autoridades po-
liciaesque no dia 14 de abril ausetitou-se o seo ts-
cravo Matbeus, crionlo. de idade 18 anuos, estatura
ordinaria, corpolenlo, nanPchalo, baslanle prelo,
olbos pequeos, lesla larga ; suppde-se andar em
Nazarelh da Malla, no engenlio Jundi ou S. Joo
Baptisla, onde foi criado, e protesta conlra qualqoer
pessoa que o liver occullo, sobre perdas e damnos.
Recife 16 de maio de 1855.Florenmo Rodrigues
de Miranda Franco.
LOTERA da matriz de santo
ANTAO'.
Ao 6:000>000, 2:000$000, 1:000*000.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues de Souza J u-
nior avisa ao respeilavel publico.que a lotera supra
corre no dia 26 do corrente. As suas cautelas esiao
sujeitas ao desconlo de 8 por cenlo da le nos pre-
mios grandes. Os seo bilheles inleiros nao sofTrem
dilo desconlo, os quaes acham-se venda na praca
da Independencia, lojas naftt, 13, 15 e 10. e as ou-
tras do ceslume.
Recebe por inleiro
l com descoolb.
B
Di las 36 dilos a
Pilas 48 dilos a
Ditas 60 dilos a
Ditas 144- ditos a
Bilheles 598(10
Meios 2H00
Ouartos 154I)
Oilavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320
6:0X109000
2:700cOO0
1:3803000
690301HI
552S000
276-jOOO
'3800. Recebe por inleiro 6:0003
23800 i> com desconlo 2:7603
19440 l 1:3805
13160 i B 1:104a
720 1 B 6903'
600 B 5523
320 a 276
8 8
B B
O mearon caulelisla declara, que quanlo aos seus
bilheles inleiros, que sao vendidos em originaes,
apenas se obriga a pagar os 8 por cenlo, logo que se
lhe aprsenle o bilhele.
LOTERA da matriz de santo
ANTA'O.
Aos 6:0008000, 2:0003000,1:0008000.
Corre indubilavelmenle sabbado, 26 de maio.
O caulelisla Salustiano de Aquiuo Ferreira faz
scienle ao respeilavel publico, que as suas cautelas
esli sujeitas ao descont dos oilo por cenlo da le.
Os, seos lideles inleiros nao sofTrem o desconlo de
oilo por cenlo do imposto senil. A cha ni-se venda
as seguales lojas: ra da Cadeia do Recife n. 24
e 'i5 ; praca da Independencia n. 37 e 39 ; ra
Nova n. 4 e 16 ; roa do Queimado n. 39 e 44 ; ra
do l.ivrainculo n. 22 ; e ra estrella do Rosario
u. 17.
Bilhele inleiro
Meios bilheles
Quarto-
Quintos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
O referido cautelista faz ver ao respeilavel, que
se responsabilisa apenas a pagar os oilo por cenlo da
le, sobre os seus bilheles inleiros vendidos em ori-
ginaes, logo que lhe for apresenlado n bilhele, indo
o possuidor receber o premio respectivo que nelle
sahir, na roa do Collegio n. 15, escriptorio do Sr.
Ihesoureiro Francisco Antonio de Oliveira. Per-
Dambuco 15 de maio de 1855.
II. H. Suifl, gerente da casa commercial de
llenry Torster & Companhia, lem constituido na
sua auseuciu para seus procuradores, em primeiro
logar Thomaz J. llarding, e segundo Ilenrv Forsler
llilch.
Desappareceu ermsetembro prximo pastado,
um pardinho forro de nome Severino, de idade 10
annospoueo mais ou menos, re forrado do corpo, lem
uma marca de ferida no peilo direilo, eslava apren-
dendo a barbeiro na ra eslreila do Rosario ; re-
commenda-se a qualquer pessoa que delle souber,
oo liver noticia, hajam de participar- no alerro da
Boa-Vista n. 14, que alm de se tirar obrigado, se
gratificar generosamente, logo seja entregue.
Na ra do Seve primeira casa Ierra com lolao
precisa-se de orna mullier forra ou captiva com
bom.leile para- criar um menino de poucos dias,
mas que seja capaz e d fiador sua conduela, pois
se pagara a conteni.
Ofierece-se uma ama para casa de familia es-
trangeira para se empregar em costura ou Iralar de
meninos, lambem se obriga a acompanhar alguma
familia para qualquer paz eslrangeiro: na ra das
Cruzes n. 29 se dirajquem he.
A arremataran da loja e armaran, sila na ra
do Livramento. por eiecuco de Leonardo Schuler
& C. conlra Domingos Tertuliano Soarcs, lem de
se effecluar no dia21 do rorrele depois da audien-
cia, em dila loj, por despacho do Sr. Dr. juiz do
commercio da primeira vara.
O silio da Campia do ilarbalho, que he pro-
priedade da mullier c filhos de Luiz Antonio Ro-
drigues de Almeida, por doarao deMarcolino Gon-
ralves da Silva, c que fora rifado, n,1o pode ser ali-
enado, porque deve ser entregue ao possuidor do bi-
lhele de dila rifa que o tirara.
Na madrugada de 10 para 11 trhou-se um ca-
vallo, oqual vagava pelas ras : quem for seu dono,
dirija-se ra doMondego n. 82, que dando os sig-
naes cerlos c pagaudu as despezas, se lhe entregara.
Quem liver rutilas ron Ira a barca ingle/a John
BriglU, arribada a este porlo na sua viagem de Cor-
rioga com deslino para Londres, queiram apresen-
la-las al o dia 21 do corrente ao meio dia, no con-
sulado britnico, depois desla dala nilo se fica res-
ponsavel por conla alguma. Consulado britnico em
Peruambuc 18 de maio de 1855. ,/. Augutlus
Cooper, consnl.
Joo Licio Marques embarca para a Europa o
sen filho Joan Licio Marques Jnior, brasileiro, e de
9 annos de idade.
Luiz Antonio da Cunha. sobdilo porloguez,
vai i Lisboa, levando em sua companhia sua esposa
o 3 filhos menores.
Arrumarlo.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva para co
zirfhar em casa de hemem solleiro : i Iralar na ra
do Queimado, loja a. 52.
Aluga-se uma casa na ra dos Coelhos n. 13
com 8 quartose 2salas : qoem pretender, dirija-se
a ra do Queimado, loja n. 10.
Vicente Ferreir da Cosa venden a sua taber-
na do alerro da Boa-Vista n. .so ao Sr. Joo Alves
de Carvallo Porlo.
-*9'
CONSULTORIO DOS POBRES
ftO RA 3?ff O VA 1 JTOAR 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualqoer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operac,fm de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, e cujas circumslancias nao permitlam pasar ao medico.
SO OHDLIMIO 00 DR. I L LOBO I0SC0ZI.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homcopalhica do Dr..G. II. Jahr, Iraduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia. anatoma, ele, ele...... 203000
Esla obra, a maisimporlaule de lodas asquclratam doesludne pralicadahomeopalhia, por ser a unir
qneconlm abase fundamental d'esla doa4rinaA PATI10GENESIA OU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEroiiherimentos qoe nao podem dispensar as pes-
soas que se quercm dedicar a pralica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mediros que quizercm
experimentar a doolrina de llalinemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senliores de engenho que esiao longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capiles de navio,'
que uma ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que mra sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti oS primen os soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha oo Iraducrao da medicina domestica do Dr. Hering, -
obra lambem ulil as pessoas que se dedicam a esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de mrAlieina...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. 39000
Sem verdadeirns e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passn seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario desle eslahelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem dovida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.........._.......... 83000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 123 e 153000 rs.
.... 20-5000
.... 25JOO0
.... 309000
.... 6X9000
Tubos avulsos......................... 19000!
Frascos de meia onca de lindura.................. 29000
Dilos de verdadeira lindura a rnica................. 28000
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos (amanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamenloscom loda a brevida-
de e por presos muito rommodos.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAL'SEN E OLTROS,
posto em ordem alphabelirn, com a descripro
abreviada de lodas as molestias, a indicarao phvsio-
logira e Iherapeulica de lodos os mcdicnmenlos ho-
meopalhiros, seu lempo de acc,Ao e concordancia,
seguido de um diccionario da signficarSo de lodos
I os termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 10RAES.
Subscreve-se para esla obra noconsuilorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, na Nova n. 50-
primeiro andar, por 59OOO em brochura, e (000
eucaderuado.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista fraucez, chumba os denles rom a
1. Essa nova e maravilhosa com-
lagein de encher sem prcsso dolo-
rasa lod.as as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez iguaUa da pedra mais
dura.e prometle restaurar os denles mais estragado?,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quar"te8 n. 24
Compram-sc e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, ofierecendo-se para
isto toda a seguranra precisa para os dilos escravos.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-pro-
curador da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os licrdeiros de Luiz Roma, pois basta de
cassoadas, tirando cerlo que em quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir esle annuncio.
Na ra da Cadeis do Recife 11. 3, primeiro an-
dai, confronte o escriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, quer nacionaes ou eslrau-
geiros, com toda a promptidao ; bem como liram-se
passaportes para fra do imperio, por presos mais
commodos do que em oulra qualquer parle, c sem o
menor Irabalho dos prelendeules, que podem Iralar
das 8 da nianhaa as, 4 horas da larde.
Os reclamadores dos volumes abaixo declra-
los, carregados a bordo da barca ingleza Rnterpriu,
capiao J. 11. Wade, sabida de Anvers, com desli-
no a Babia, queiram dirigir-se ao escriptorio de J.
R. Lasserre & C.
Marca P n. 1|30, 50 caixas rom vidros.
Marca Z J n. 1|5, 5 caixas com pregos.
@9Jj:@ a a
I J. mi DENTISTA, 1
^ continua a residir na ra Nova n. 19, primei- Q$
> ro andar. 5^
Na ra da Roda, cocheira nova e piulada de
amarello, recebem-se cavallos para scrcm Iralados
por mez e por dia : a Iralar na mesm cocheira com
Josc Joaqnim da Silva Samico.
Na Ponte de Uchoa, no silio da senhora viuva
Amorim, ha para vender uma vacca de Lisboa, mul-
lo nova, c de rara tourina : a pessoa que a preten-
der, pode ir ve-la no mesmo silio, aonOc se ajustar
o preco.
Oiretece-se uma mullier para casa de
homem solteiro, ou de pouca familia, a
qual sabe cozinhar e engommar: na ra
do Hospicio, casa do Sr. Tliomaz de Aqui-
no Fonseca.
Pergunta-se ao celebre Jos Rodrigues do Pas-
so o que lencioua fazer com os seus credores, porque
estando penhorada a heranra de seu finado sogro He-
le 111. pelos mesmos credores* (mais de 20) e propondo
o mesmo Passo uma arcomundacan, al boje nada
em feito na forma de seu costume.i'm credor.
Oflerece-se uma mulher Je boa conduela para
o serviro ile casa de um homem solleiro, ainda mes-
mo para algum nillo perlo da praca : quem precisar,
dirija-se a Boa-Visla, berro dos Ferrciros u. 4.
I'recisa-se de uma ama de Icile : paga-se bem
na ra do I.mmenlo n. 4.
O bilhele n. 1721 da 2." Prle da l. lotcria da
matriz de Santo Anlao perlcncc ao Rvm. Fr. Anto-
nio do Eepirilu Sanio Tifara, e lie em |ioder de Jos
Brandan da Rocha.
Attenco.
II. A. H. Tupinambo (al ver mui cxpressamenlc
ao publico, que lem hera a sua loja no paleo do
Carmo n. 18, e na ra do l.ivramento n. 30, nll'erere
os felizes bilheles e cautelas do caulelisla Vicenle
Tiburcin Cometi Ferreira : a mesma loja denomi-
nada Casa da Fe eslara aberla lodos os dias al as 9
horas da noile, afim de com mais farilidade as fami-
lias pnderem escollier seus bilheles para verem se
arrrtam rom a fortuna tilo desojada ; oulro sim. logo
que se faram as dislriliuiroes oas listas immedial.-
menlc poderao receber os pninins que forem vendi-
dos com a rubrica do mencionado caulelisla.
Precisa-se por alugue' de uma preln cscrava,
que nAo seja pimpona, poli he para todo o.servico
inlerno e externo de uma rasa de pequea familia,
n.lo seolha a preco : na na do Collegio n. 21, pri-
meiro andar, das i) horas da manhaa a< 3 da larde.
Da-sede vendutero azeile de carrapaln: na ra
de S. Francisco bu Mundo Novo n. 4i.
NO dl\Sl 1TORI0
DO DR- CASANOVA-
RLA DAS Cltl ZES N. 28, Jg
vendem-se carleiras de homeopalhia de lo- S
ecosmuiloem ronta. 3
.IBLICAfAO" DO hSTITLTO 110 '
HEOPATHICO DO BRASIL.
THESOLRO HOMEOPATHICO '
OU '
VADE-MECUM DO I
HOMEOPATHA. I
Mtthodo conciso, claro e seguro de ru- I
, rar homeopathicamente todas as molestias
' fue af/ligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no lira- i
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, taulo europeos romo '
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario 1.misero
l'inhu. Esla obra he boje recouhecida co-
mo a mellior de lodas que Iratam daappli-
ca^ao hoiueopalhica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar om passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os senho-
r res de engenho, sac.erdolcs, viajantes, ca- massa adamantina.
? pitaes de navios, serlancjoselc. ele. devem 2 l'osi'10 lem a vanli
le-la m3o para occorrer promptamenle a
E qualquer caso de molestia. /A
W Dous volumes em brochura por 10JOO0 J^
A a encadernados 1134)00 fgf
/ftf. Vende-se nicamente em casado autor, *
w no palacelc da ra de S. Francisco (Mun-
() do Novo) n. 68 A. 6p>
__Novos livros de homeopalhia ujefrancez, obras
lodas de summa importancia :
liahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. ...........205000
Tesle, rroleslias dos meninos.....651100
Hering, homeopalhia domestica....."5OOO
Jahr, pliarmacnpa homeopalhica. 65OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 165000
Jahr, molestias uervosas.......65OOO
Jahr, molestias da pelle. .,.....8-3000
Rapou, hisloria da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
llarllimar.il, tratado completo das molestias
dos meninos...........
A Tesle, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario deNvslen .
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conteodo a descrip;o
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros oo consultorio hnmeopa-
lliico do Dr. Lobo Mostoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro audar.
105000
85000
75000
65OOO
45000
IO5OOO
305000
dos os (amanhos, por prcens
Elementos de homeopalhia, 1 vori. 65OOO
Tinturas aescolhcr, cada vidro. IffOiK
. Tubos avulsos a escollier a 500 c 300
Consultas gratis para os pobres.
NAVALH.VS a contemo e TESOLRAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de AubikIo C. de A breo, ronli-
nuam-se a vender a 89000 o par (prero fixo, as j
bem ronhecidas e afamadas navalhiis de barba feilas
pelo hbil fabricanle que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alm de doraran extraordina-
riamente, naosesentem no rosto na aceto d corlar;
vendem-se com a condicao de, nao asradandn, oo-
dercm os compradores devolvc-las al 15 dias depois
pa compra reslilnindo-se o imporle. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes
mo fai'canle.
Precisa-se alugar urna ama para cozinhar e en-
gnmmar para uma casa de familia, forra 011 captiva:
quem quizer procure no alerro da Roa-Vista 11. 83,
segundo andar.
I). Leopoldina Mara da Cosa Kruger, em al-
iento ao publico smenle, participa ao mesmo, que
ella pretende vender o seu silio na Torre, para cu-
brir as despezas que infelizmente lem de fazer na
quesiao de uma ledra falsa, relia por uns malvados
que se uniram para rouha-la ; espera porm na jus-
lira e as leis do paz de vencer sua jusla cansa ; nu-
tro sim faz publico, que alm de uniros bens, ella
possue uma casa de sobrado na ra Nova, no valor
dobrado da lellra em queslao, e que nao pretende
vender ; esla pois claro que o annuncio publicado
honlem no Diario s lem por lim desconceilua-la
peranle o publico.
Madama John Poiogdeslre relira-se para In-
glaterra.
DEITISTA.

O Paulo Gaiguoux, dentisla fraucez, eslabele
H rido na ra larga do Rosario n. 36, segundo 9
f| andar, colloca dentescom gengivasarliliciaes, @
fj e dentadura completa, ou parte della, com a 9
pressao do ar. 9
}} Rosario n. 36 segundo andar. 0
** s
Aluga-se uma casa lerrea 00 de sobrado, em
qualquer das ras que ficam enlre o beceo do Virgi-
nio e o piteo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer'de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utnisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo anda da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Joaquim Lopes rfe Barros Cabral Teive.profes
sor de desenlio da imperial academiadasHelias Arles
da corle, leudo chegadn a sla provincia, com licen-
^a do governo, abri uma aula de desenlio e pinlu-
ra, na ra da Aurora, segundo andar, junio ao Dr.
Aguiar, seudo a aula das 3 as 5 da larde, nos dias
uteis.
EXCELLENTE PITADA.
Rap -ancez lino,
o mais superior de lodo quanlo lem viudo a esle
mercado, lem a propriedade de nunca mofar, assim
como de nao ferir o nariz : na ra do Crespo n. 11.
COMPRAS.
Compram-se 300 travs de embiriba de 30 pal-
mos de comprimento e 1 em quadro : na ra Velha
n. 22.
Compra-sc uma cscrava ou esrravo prelo ou
pardo de idade de 2 a 1 annos : a Iralar no hotel
da Europa, ra da Aurora.
, ATTENAG",
Compram-se escravos de ,,mbos os sexos, sendo
pardos c creoulos de 12 a 25 anuos, lano para a pro-
vincia, como para fora della, sendo bonitas figuras
paga-se bem, assim como se recehem para vender
de commissao: na ra do l.ivramento 11.4.
Compra-se uma canoa em hom estado, que
carregue mil lijlos pouco mais ou menos: 110 paleo
do Carmo n. 17.
Attencao .
Compram-se escravos de ambos os sexos, sendo
pardos e crioulos, de 12 a 25 annos, lano para a
provincia como para fra della, sendo bonitas figu-
ras paga-se bem, assim como rccchcm-se para ven
der de commissdo : na ra de llorlas n. 60.
SOMETES.
()s cxcellentes sorvelcs fcitos a
france/.n e sem gelo, vendem-se a's
segundas, quartas c sabbados : i
no aterro da Boa-Vista 11. ~>
PECHINCHA.
ATERRO DA BOA-VISTAN- 8, E-
1 RONTi: DA BONECA.
Ceblas de Lisboa mnilo superiores, chegada l-
timamente a 320 e 600 r, o cenlo, figos de romadre
a 100 rs., pa-sas a 560, ameixas a 400 rs. a libra, e
minios oulros genero por procos razoaveis.
Attencao.
Vende-se vinho verde de Lisboa, muilo superior,
pelo preco de I56OO a caada, o 2i0 a garrafa, sen-
do a dinheiro isla; na praca do Corpo .Sanio,
junio a loja de funileiro, casa n. 1 : assim como
lambem se vende em barrisde 1." em pipa.
Vendem-se duas negras creoulas de idade de
22 a 21 anuos, sendo urna boa rozinheira c engom-
madeira, o um negro de idade de 21 anuos, bonila
figura : na ra do Livrameulo 11. 4.
Farinlia de mandioca de SantaCatharina.
Vendc-se muito superior em saccat:
a (talar na ra da Cruz oo Recife n. 49
primeiro andar, ou nos armazem em
frente da alfandega c do guindaste da
mesma.
Vendcm-so loalhasc lenrns de lalnrinlho de
muito bous goslos, e gomma do Aracaly, em saccas,
ludo por preco commodo : na ra da (Juia n. 9.
Na loja das seis portas, em frente do Li-
vramento.
Curies de cassa-chila de bonsgoslos e linfa segura
a dous mil rs., vellidos de seda para meninas de 3
al 5 annos a seis mil rs.. mangas de fil bordadas
para senhoras a dez lusles, fil bordado e liso por
prcc.0 baralo, chitas bonitas e de hons pannos a meia
pataca, nove vintens, e a dous lustocs linas, lenrns
hrancos e piulados para mfto a meia palaca, riscadi-
nhos de 1 i tiln para roupa de meninos e palitos a doze
vintens. riscados escuros para roupa de escravos a
meia palaca, e oulras minias fazendas por prero ba-
rato.
Palitos baratos.
Palitos de ganga amarella muilo bem feilos a 38
rs., dilos de alpaca prela lina a 55500 : na ra do
tjueimado, loja 11. 21.
O o!) A, confronte ao Rosario de Santo
Antonio,
he quem vende a verdadeira bolacha villa-verde, a
mclhor nesle genero.
Na rua das Cruzes n. 22, vendem-so 2 cscra-
vas crioulas, de 24 a 26 anuos, bonitas figuras, en-
goinmadciras croziuheiras, cosem bem chao e lavam
de sahao c barella.
0 ESTO
das fazendas da arrematarlo da loja n. I'i da rua do
Crespo, vende-se para acabar merino a 18000 e 640,
lila muilo fina a 300 rs., alpaca a 320, dulas prelas
a 160, dilas de cores, linas, a 160, llanda a 320, bae-
lilha para coeiros a 210, lencos de seda a 19500 e
2(000, dilos de cassa bordados e pinta'dos e de chila
a 160, 200 rs. e 240, luvas de seda 320. manas de
seda a 29500 e 3(000, damasco de la a 600 rs., dilo
de algodilo e lilaa 180, meias de seda prelas, selim
In amo a 600 rs., brius para calca a 200 rs.. 240 e
320. meia casemira a 360, brim branco de linho a
610 a vara.
Vendem-se 3 cscravas, sendo 1 mulalinha da
16 anuos, de benita figura, a qual cose e engomma,
e 2 crioulas, sendo 1 perita engommadeira e cozi-
nheira : na rua de Borlas n. 60.
Na rua do Queimado 11. 20. ven-
dem-se saccas com feijao mulatinho, por
preco commodo.
Vende-se urna cabra (bicho) cbm
dous cabritos, e que da' uma garrafa de
leite por dia : na ruada Cruz n. 26, pri-
meiro andar.
I HOMOmillA.
Remedios ellicacissimos contra
as be\igas.
{Gratuitos para os pobres.)
No consultorio central homiropalhicn, rua
0 de S. Francisco (mundo novoi n. 68A.
9 Dr. .Sabino Olegario l.udgero Pinito.

m
m
e
i
O abaixo assignado declara, que nunca tenrio-
oou vender casa alguma como diz o Sr. Jos Rodri-
gues do Passo, o que ha he que a casa velha da rua
de Apollo, que pela fraque/a e imperfeirao de sua
edilinr.iu. esla fechada, e o abaixo assignado nao ha
de pagar decima sem renda, e avisado Um sido para
corlar a frente, pois que impede o Iraosilo, e como
esla em frente do bello edificio do Sr. Araujo, elle
propot urna permuta por casas de superior valor pa-
ra o deroolir, e que felizmente somos bem conhecidos
e relacionados.Francisco Ribeiro Pires.
Arrcnda-se o engenho Berlioga, na freguezia
de Ipojoca, moenle com agua do mesmo rio : quem
o pretender, dirija-se ao engenho Ulinga de cima,
na freguezia do Cabo.
Os abaixo|assignados, consenhores e herdeiros
do silio da estrada la fazenda a Joao Manoel Mendes, e como esle silio
pertence a varios herdeiros. os qaes inlerpozeram
recursos para o supremo tribunal de Justina, do qual
esperara provimenlo favoravel, em consequencia,
pois, fazem esla publicarlo por terem visto anim-
nos para arremataran, e mesmo para evilarem ques-
les para o futuro.Joagnim Mendes da Cunha
Azexeio, Manoela Miquelinu Vieira da Cunha.
Aluga-se um silio muilo perlo da praca com
excellenle casa de sobrado.reedificada de novo, com
muilo bons commodos, 2 cacimbas, banheiro, lalri-
na,c muitas arvores de fruclo : a Iralar na Iravessa
da Madre de Dos, armazem de Joao Martins de
Barros.
Precisa-se por aluguel de uma prela escrava,
quesaiba Iralar de criauras : quem a liver, dirija-se
a rua de S. Francisco, sobrado 11. 8, ou enlenda-so
com o porleiroda alfandega desta cidade, na mesma
alfandega das 8 horas da manhaa as 4 da larde.
Manoel .Jos Leite
declara que arrematan em
leilao todas as dividas que
deviam a Mauoel Pereira
de Carvalho, na importan-
cia de 48:924^000 ris;
convida pois aostievedores
do dito Carvalho a que s
paguem ao annuuciante,
para o que se podem diri-
gir a sua loja, sita na rua
do Queimado n. 10.--He-
cife 14 de maio de 1855.
D. Bernarda Maiia dos Prazercs, com aula
particular de inslrucco elementar para meninas, na
rua do Sebn. 13, feralmente aulorisada, oljerece
o seu presumo aos pais de familias para o ensillo de
ler, cscrever, contar, doulrina clirisISa, coser, bor-
dar de todas as quahdades, labvrinlho, e ludo o mais
conccrnenle ao ensino de meninas ; recebe igual-
mente pensionistas c meio-pensionislas, e prometle
trata-las com loda a delicadeza e esmero.
Precisa-se de urna ainasccra para rasa de pou-
ca familia : Irala-se na rua da Senzala Velha n. 96,
padaria.
Luiz de Medeiros Amorim, subdito porluguez,
relira-se para Portugal.
I.uiz de Oliveira I.ima manda para Lisboa o
sen filho I.niz de Oliveira Lima Jnior, brasileiro,
de menor idade.
IIOMOMIIIA.
VENDAS.
W FEBBE AMABELLA. Vi
($) Alguos casos de FEBBE AMABELLA
.j*. se lem ultimameulc manifestado nesla ci- /y.
w) dade. O Iralaroento honiu'opalhico bem W&
ll dirigido tem mostrado sua superioridade )
,- i auliga medicina. Os (lenles, pois, que Z
^7 a* bomieopalhia quizercm recorrer, pode- l@P
) lo-hao fazer, sendo soccorridos de preferen- Sk
^ cia aqucllcs que nenhuin remedio hajam W
\pf lomado. tJ}
ift Consullorio central Immiropalhico, roa ^a>
V) de S. I ranal H(muudo novo) n. (18A. '
(^ Dr. Saaap (llegar m Ludgtro l'inho. <0j
Os abai\o assignados, administrado-
res da massa do fallido Antonio da Costa
Ferreira Estrella, fazem saber aos deve-
dores do mesmo fallido que elles estao au-
torisados por le a receber, e por isso os
convidam a virem Ibes pagar ate o lim do
crtente mez, eos que assim nao fizerem
terao o desprazer de ver seus nomes em
praca. Pernambuco 11 de maio de 1855.
Tasso limaos,
i Na rua Bella n. 13, precisa-sc de uma ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
Precisa-se de orna ama forra ou captiva, que
saiba* fazer o serviro diario de uma casa de pouca
familia : a Iralar na rua do Collegio n. 10, arma-
zem.
i AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
^ de fazendas, linas e grossas, por
iM precos mais baixos do que em ou-
S! ta qualquer parte, tanto em por-
j roes, como a retalbo, afliancando-
I se aos compradjajres um s preco
H para todos : este estabelecimento
| alirio-se de combinacao com a
D maior parte dns casas commerciaes
> inglezas, ranc%zas, allcmas e suis-
g sas, para vender fazendas mais em
j* conta do que se tem vendido, epor
US islo ollcrccciido elle maiores van-
s tagens do que outro qualquer ; o
Di proprielario deste importante es-.
! tabelecimento convida a' todos os
J seus patricios, e ao publico em gi>
I ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
H baratas^, no armazem da rua do
i Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Kolim.
jPrecisa-se da quanlia de 2:IKKI?KKXI matsoa
menos, sobre o casco, carga de assucar, hubo e paos
para tinta, efreteda barca ingle/a ./o/i/i llrighl, rom
deslino para Londres, para pagar as despezas do fa-
brico felu a dila barca ueste porlo ; recebem-se
propostas em caria fechada, no consulado inglez ale
o meio dia de 21 do correle mez. ./. Augustus
Cooper, consol.
MATERIAES.
No fim do becco Largo,defronte ila ponte proviso-
ria, existe um armazem. e nelle acharilo os freguezes
cal branca e prela, lijlos do toda a qualidade, le-
Ihas, ara e barro, e ludo se vende por preco muilo
commodo. .
Vende-se uma negrinha de idade de 8 a !l an-
nos, com principio de costuras :, casa lerrea de uma porla c duas jauellas do lado di-
reilo, viudo do Recite.
Vende-se uma carrora grande para ser pina-
da por 2 beis, bem construida, por preco minio com-
modo : na Iravessa do l'oucinho, armazem de male-
riaes, indo para a cadeia nova, u. 2li A.
Crtrde vestidos de seda.
Orles de vestidos de seda a ItfeOOO, -isOOO e 329
rs., chapeos para senhora, de lindos goslos a IjjOOO,
cambraias modernas a 720 c 800 rs. a vara, dilas de
quadros em corles a ."5OOO, chales e romeiras dee-
Iroz, dilos de seda, corles de vestidos de camhraia de
seda, alpaca de seda, fil de linho para roupinho ou
visita, cortes de cassa-chila, selins e sedas para co-
vados. sarja prela lisa e lavrada, luvas de seda, chi-
tas linas de padroes modernos, e oulras fazendas que
se vendem baralo : na rua Nova n. 16, loja de Jos
Luiz Pereira.
Para os Sis olliciaes de caradores.
. Panno lino verde e de oulras cores :' na rua Nova
n. 16.
Palitos e chapeos.
Paulos de pauno lino, de alpacas e de riscados,
chapeos trnceles, os mais modernos e de lindas for-
mas : na rua Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira.
TEXTO
PARA VOLTARETE.
Na mida Cruz n. 26 primeiro andar vendem-se
licascamiihasenvcrnisadas com lentos para marcar
jogo de vollarele, por preco commodo.
MOLIERE.
Chegaram recenlemenle sapaloes de couro de lus-
tre de varios modcllos c de enclleme qualidade,
assim como horzeguini de borradla por preco mais
commodo do que em oulra qualquer parle : "na rua
Nova 11. Ill loja franceza.
cada
RES.
Corles de seda de quadros rom 18 covados
um pelo diminuto prero de 20)000 reis, (eslao-s
acabando; ; na rua Nova n. 10, loja franceza.
Vendem-se caias com agurdenle de Franca :
no armazem de Joilo Tavarcs Cordeiro.
Vendc-se prala miuda, simiente mndas de
IjOOO : na rua do Trapiche, armazem n. |p, se dir.
Vendem-se harris vasios de varios (amanhos, e
em conla : no becco do Carioca, armazem de Anto-
nio Pinto de Souza.
Sedas de cores.
Contina a haver completo sortimento de corles
de vestido de seda de cores, modernos goslos e supe-
riores qualidades, por prero commodo : oa loja de
i portas, na rua do Queimado n. 10.
Para vestidos.
Miirronas de cores, fazenda inleiramenle nova,
com palmos de largura, goslos modernos e cores
linas a 300 rs. ocovado : vndese na loja de i por-
tas, na rua do Oueimada n. 10.
Bom, e commodo.
Vendem se cassas francezas de honilos padrese
cores Uvas a 200 rs. o covado : na loja do sobrado
amarello da rua do Queimado n. 29.
No armazem de Tasso limaos, ha
a venda: *
Superior vimiochampagne em gi
Dilo Bordeo! emquartola.
Dito, dilo em garrafbes.
Agurdente cognac, em caixas
Licores linos francezes, idem.
Azeite refinado Pagniol, dem.
Garrafas va/.ias em gigos.
Papel almaco verdadeito de Georg Mag-
na ni.
Dito de copiar caitas, as resmas.
Fai inha de mandioca.
Ac em cunlietes.
ludo bom por prero mdico.
\ INHHO DE LISBOA,
em barr- de 10 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recite n.
48, primeiro andar.
Vcnderr-se espingardas de 2 canos e
de espoleta, muito boas c por baratsi-
mo preco: na rua da Cruz n. 2G, primei-
ro andar.
Vendem-se aberturas para camisa,
de muito bom gosto, vindas de Franca e
por preco bai alissimo : na rua da Cruz
n. 20, primeiro andar.
Vendem-se bombas de carnauba de muilo boa
qualidade para cacimbas, saceos com gomma, roda
de arcos para pipa, sola e courinhos de cabras : no
armazem do Sr. Guerra, defronte do trapiche do al-
godao.
Pecliincbas, no Passeio, loja n. 9.
Pecas de algodSocom loque a lOOO, 1?280. 13600
e 2SHKI. pecas de madapolao com loque a 29500, 39
e 39500 ; a ellas, que s.lo punca-.
ATTENCAO AO IIABATEIRO.
Rua da Cadeia do Recife, loja 11. 50 da esquina,
vende-se:
corles de seda branca e com lislras de cores, com 20
covados 209, novas melpomenes de quadros acha-
111.ilola.Ir- com quasi vara de largura a 000 rs. o co-
vado, corles de camhraia lina de cor com barra a
2-ioo. chitas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a 180 o covado, camhraia de linho fina, oplima
para camisas de noivos a 59, panno de lenres su-
perior com mais de II palmos de largura a 29400 a
vara, cassa dolislra para bahados 221) rs. a vara, e
1-SiiKla pera, casemiras decores escuras para caira
a 49500 o corte, panno de cor com msela de seda,
proprio para palitos e vestidos de montara a 39 o
covado, panno prelo fino a ij e l.>stm o covado,
cortes de gorgorito para rlleles a 19 e de l'u-1.10
alcoxoado a 800 rs., merino prelo muilo fino a 396OO
e 49 o covado, luvas de fio da Escocia de cores com
algum molo a 160 rs. o par, assirri como onlras
muitas fazendas que a dinheiro vista se vendem
em atacado, e a ictalho por baralissimos precos, e
do-se amostras.
ATTENCAO', OLE HE PARA ACARAR.
Lilas com lislras de seda, e qualro palmos de lar-
gura, fazenda mnilo propria para a prsenle esla-
rao, pelo diminuto preco de 440 rs. o covado : na
rua di Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do cbocolate francez, de uma
das mais acreditadas labricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Exira-siiperior. pora baunilha. 19920
Evlra fino, baunilha. 1*600
Superior. 1^280
Oum comprar de 10 libras para cima, lem um
abate de 20 % : venda-so aos mesmos prero. e con-
diees, em casa do Sr. Barrelicr, no alerro de Boa-
Visla n. 52.
Veode-se ac em cunhetes de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, prara do Corpo Sanio n. 11.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
rolla para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua. da Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito propr i o pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo, .
Em lasa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. ."),'> lia para vender cxcel-
lentes piano* viudos ltimamente de Jlarn-
burgo.
Vendc-se uma batanea romana com Indos os
seus perlenres.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem u. 4.
.CEMENTO ROMANO IBACO.
Vende-se cemento romano branco, rhegado agora,
de superior qualidade. muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as tinas : alraz do Ihealro, arma-
zem de lahoa, de pinho.
A ELLES, ANTES Ql E SE ACABEM.
x eiidcni-se corles de casemira d bom goslo a 39,
49 e 59OOO o corte ; na rua do Crespo n. 6.
Superior vinho de cbampagneeBor-
deau\: vende-sc em casa de Schafliei-
tlin & C, rua da Cruz n. .18.
CEMENTO ROMANO.
Vende-sc superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Amo-
nio de maleriaes por preco mais em conla.
Vendem-se em casa de S. P. Jobns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes".
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de monlaria.
Candieirosc casticaes bronceados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas par, engenho*.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bovymann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, ppr
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
-jVei"de-se uma porcaodo vrdadeiro
vinho Bordeaux tinbo e branco engarra-
fado, mese vende muito em conta para
se liquidar contas : na rua da Cruz n. 2G,
primeiro andar.
Moinhos de vento
'ornbombasderepuxopara regar borlase baixa,
dccapiii. na fundirn de I'. W Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja di rsqoiua que
volta para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracatv e Assu'.
Vende-se por men, prero que em oulra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de& Companhia, rua da Cruz n. 19.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-te farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tido.
CEMENTO ROMANO
da mclhor qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de Hamburgc, vende-se em
conta: ua rua da Cruz n. 10.
i
m
a
9
quali-

POTASSA BBASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada ecen temen te, recommen-
tla-se aos senliores de engenhos os
seus boiis elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
e
ros.
tic du/.ia.
He chei'ado novamente deFrancaa dch*
ciosa pitada deste rolo france, e se acha
a venda nos lugares ja' designado, na
escriptorio na rua da Cruzn. 26 primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos Lo-
pes e Barros & Irmao, outr'ora de Car-
deal, na rua larga do Rosario n. 08 e
10.
Cellas baratas
Na Iravessa da Madre de lieos, armazem de Joao
Marlins de Marros, vendem-se ceblas muilo boas, e
muilissimo baratas.
ATTENQO.
Na rua do Trapiche n. i, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fucilados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
exhalarem o menor cheiro, e apenas pe-
zam l libras, e custam o diminuto pc-
eo de i.sOOO rs. cada um.
COGNAC VEBDADBIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 12^100
a duzia, e I92KO a garrafa : na rua dos Tanoeirns n.
2, primeiro andar, defroule do Trapiche Novo.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem nm alqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens 11. .">, 5 e7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior ccmenlo em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
MIITIlAin
Vende-se excellenle laboado de pinho, recen-
lemenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Cluietao.
Sabio a luz a 2. edicao do livrinho denominido
llevlo Chrislao.mais correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 c S da praca dt In-
dependencia a 610 rs. cada eiemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio deJpieiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de encllenles voze, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. h.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & O,', rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias mopndas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se mnilo bom arroz a 80 rs. a libra, a
1K1) a cuia, bolachinha de aramia muito nova, de
fra, a 610 rs. a libra, feijao mulatidho a 400 rs. a
cuia, cevadinha a 320 : na taberna da roa de llor-
n- o. 4.
**$$$ ssssstt
Deposito de vinho de cham-
Iiagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o mclhor
de toda a Champagne, vende-Se
a os'000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
rjoConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
*$*$:$:*
Fajtassa.
No anligo deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vendc-se muilo superior polassa da
Itussia, americana e do Itio de Janeiro, a precos la-
ralos que he para fechar contas.
Na rua do Vid ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
cada recenlemenle da Amrica.
Vendem-se no armazem o. 60, da rua da Ca-
bala do Recife, de llenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prec,os
mdicos.

Vende-se cobre para Jorro de.
20 ate 28 oncas.
Zinco para forro com os pregos
competentes.
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde, em
oleo.
^ Oleo de lindara em botijas de o
S galoes.
(>* Papel de embrulho.
^ Vidro para vidraras.
Cemento amarello.
Armamento de todas as
dades.
($ Genebra de llollanda em fras-
3 Cotilos de lustre, marca grande.
3 Arreios para um e'dous ca-
< vallo.
(9 Chicotes para carro e esporas de
({$) ac prateado.
^ Formas de ferro para fabrica de
m* assucar.
<& Papel de peso ingle/..
X Champagne marca A &C.
w E um resto pequeo de vinhos do
w Rheno de qualidade especial:
$ no armazem de C. J. As-
tlev & G.
BALSEO HOlOttENIO SYIPA-
IIIICO.
Kavoravetmenle acolhido em todas as provincias
do imperio, e tao geral como dev idamente apreciado
por suas admiraveis v rinde.
MOLESTIAS CURA VEIS
POR MEIO DESTE P0RTEM0S0 BALSAMO
FEKIUAS DE TODO O GENEKO, amda que
sejam com lacerarnos de carne.e queja eslivessem no
estado de chagas clirouicas, espunjosas e ptridas.
Logo depois da applicir.iu cesMim as dores.
ULCERAS E CANCHOS VENREOS, escorbu-
lii, sarnas, ervsipela, molestias cutneas ou perpe-
luas, e scirrlios, conhecidos felo falso nome de liga-
do nos peilos. i lieumi tisnio, dieleze de Iddas as qua-
lidades, galla, inrhares e fraqueza nas arliculaces.
nl'EIMACRAS, qualquer qoe seja. a causa e o
objeclo que as pioduzio.
O MESMO BALSAMO se lem applkado com a
inaioi vaulagem uas moleslias .-e.uinles: porm ad-
veile-se que s se deve recorrer a elle em casos ei-
Iremos, na falla absoluta oo impossivel de se obler
a assisieucia de um tacullilivo.
FSTULAS, em qualquer parle de corpo.
LOMBRliiAS, n.'io exceptuando a lema ou soli-
taria.
MOBOEDUBAS de qualquer especie, ainda qoe
sejam as mais venenosas.
DORES clicas oo ele barriga, debilldade de esto-
mago, obstrueco das glndulas u enlranhas, e ir-
regularidade ou falla da tnrnslruacao ; e sobretudo,
inllainmaees do ln-.id i e do haro.
AFKECCO'ES do peilo, degeneradas em princi-
pio de plhysica etc. Vende-te ni rua larga do Ro-
sario n. 36.
Vende-se o verdeiro licor de ab-
sjnthe encaixotado, por barato preco:
na rua da Cruz n. 26, primeiro andar.*
FO M FOLIIA.
Na ruado Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Sanios l'inlo. ha muilo superior fumo em folha de
lodas as qualidades, pa charutos, por preco com-
modo.
FEIVO MIMT1NH0.
Na rua do Amorim n. 30, armazem de Manoel dos
Santos Plnlo, ha muilo superior feijo mulatinho,
em saccas, por preco commodo.
COBERTORES.
Vcndcm-se cobertores escuros, grandes e peque-
nos, a 1?-200 e 7:20 cada um : na rua do Crespo n. 6.
Grande sortimento de brins para quem
quer serasmen lio com pouco dinheiro.
Vende-aajprn trancado de lislras e quadros.de pu-
ro linho, a 800 rs. a vara, diloJisn a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuros a imi-
latao de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abgiio a 160, caslores de lodas as cob-
res a 900, 210 e'320 o covado : ni rua do Crespa
n.6.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom gosto
a 720 o covado, cortes de laa dos melhores gustos qoe
lem viudo no mercad* a 49300, dilos de cassa chila
a 15800, sarja prela liespaoliol.1 a 29100 e 2200 o
covado, selim prelo de Macan a 25SOU e 39200, gtiar-
danapos adamascados feilos em (taimarles a 39600
i du/.ia, loalhas de rosU vindas do mesmo lugar a
IfaOOO e 1^000 duzia; na rua do Crespo n. 6.
Capa de panno.'
Vendem-se capas de panno, propria para a sia-
riio presente, por commodo preco: na rua do Cres-
po n. 6,
CASEMIJUS A 29100 E 30000 O CORTE.
Na loja de liuimaracs & Ilcnriques, rua do Crrs-a
po n. 5, venrfem-se corles de casemira ingle/a, pelo
baralissimo preco de 29100 er!9000<:ada~um.
.\j fabrica de espirilos da roa Direila o. 81,
novaiDfiile aberla, vende-se alrool ratificado a ba-
ldo Maria, licir fino, enlre Uno e ordinario, de dif-
rerenlcs qnalidades, en garraras e em ranadas, ge-
nebra em frascas e em caadas, agaardenle do reino,
linla prela e rxa para escrever fe' co, agua da Ccllonia em frasqoinhos e em carrafas,
han ha para cabello de differenles cores, oleo de ma-
cssii, ludo liem preparado, e por prero commodo,
garrafas brancas va-iis, proprias pira licor liuo, oleo
de ricino e xaropes.
ESCRAVOS FD0!al>Os".~"
Roga-se as autoridades policiaes, aos munici-
pacs, capil.les de campo, on qualquer pessoa do po-
vo, mandem prender nu prendan o prelo Chrtsie-
vao, fgido desde 3 de maio do corrente anno, com
os signaos seguinles : baixo e marro, de Angola, re-
prsenla ler O annos, cara desramada, olhos fun-
dos, pequeos e lurvos, geiio na'bocka do lado di-
reilo proveniente do ai, pernaflirwt arqueadas,
pi-s grossos, muito vivo e esperll. indar muilo ligei-
ro no que parece coxeaf, moiloalegre, .(alia aprs-
enla c .lira palliada. fechando o olhos, he Canoeiro,
pelo que he aqu muilo conhecMo por andar tirando
ara, tic trepador de coqueiros soto pi; foi escravo
do fallecido llanlo de llamaraci, e mullo coohecido
aquella riba por oslar mnilq lup no engenho
Amparo, asijm como no Mangutnhp e Hospicio,

i
aqu no Recife : levou camfs'*, de baca en-
carnada, mitra d eslpi, nmaaVagodao da Ierra,
oolra de madapolao, uma caj* di /odo aiul, ou-
lra c uma cumula d* estyP't.f roberlor de bala
encarnada, chapen de paln/Vnii pralos, 1 bule,
roupa e loura usada ; di'srtttfiW inde'pelos enge-
nhos de Itamaracii, soorawi* T^a eieravaa dos
mesmos engenhos, que no ais de er verdadeira a
desconfianra, lem-se coinrf!Flo.a f'iso por ordem
dos Srs. dos engenhos di TlM- de coj honra a bon-
dade ludo coalia o senil* do peer : qnem della
sonher ou o appreherier. Idve-o acrol do Ranget- n.
">i. dislilaoo de Vidoriai l'rancjxjo dos Sanio, se-
nhor do prelo, qu pagara generwamenle ; e nos
domingos, no alerruli A fogdos, rasa do mesmo,
frenle izal, envidricada n; 171.
Dcsappirecen no dii 1;2jrio frrenle, um es-
cravo de narilo, de nome Sirmo, representa ter mais
de 30 annos de *4%de, eoW o signaes seguinles : boa
eslalUra, cktio do corpo. abetlos bnetus e cortados
bem reir, barba branca, muito regrisla, rosto um
lano descarnado, cor prela, com lodos os denles na
frenle, qnandoanda puta orna peral qoe pouco se
divulga, fevon vestido eal<;a e camisa d algodlo de
h-ir.- iniidinhns. oqual escravo fot ounprado a se-
iilin D. Maria Francisca Pires Ferreira, o mes-
ni j.i esleve fgido em Ierras do engenho Santa Ro-
.,1. da freguezia de Sanio Amaro de Jahoalao ; por
isso rogase a lodas as autoridades rwhciaes e capi-
les de campo, hajam de o apprchender t levara
sedono Sr. Pedro Miliano da Sil.eir, l.cs*. mo-
ndor no engenho Camnrim Grande, freguezia de
Agua Prela, ou nesla praca na rua d.i l'raia n. 20,
que sera hem recompensado.
Desappareceu da rua larga do Rosario n. IJ, o
esrravo \ cenle, pardo, alto, olhos grandes,'com
urna cicatriz no rosto, cabellos e barba grandes; he,
nflicial de sapaleiro, anda de calca ejaqueta, calca-
do, e diz-se forro : quem o apprchender e entregar
ao seu scnliorv.sera recompensado.
CEM MIL RES DE GRATIFICACACT.
DcsapparcceQ no dia 6 de dezembro do anno pro-
simo passado, Benedicta, de 1 i uunos de idade, ves-
Ka, cor acaboclada ; levou um volido de chila com
listrss cor de rosa e de caf, e oulro lambem de chi-
l< branco com palmas, um lenco amarello oo pesce-
co j:i desbotado: quem i apprchender conduza-a
pipocos, noOilciro, em rasa de Joao l*ile de Aze-
vedo, ou no Recife, na pnca do Corpo Santo n. 17,
que recebera a gralilicacAo icima.
PERN. TVP. DE M. F. DE FAtUA. fB.


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