Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01031


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Full Text
-.* '
MXI. ANNO N. 115.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mozos vencidos 4,500.
SABBADO 19 DE MAIO DE 1855.
r.
*
y
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
FA'CARKK<;.\IM)S DA Sl'BSCRIPCA'O.
Recite, o proprietario M. F. de Farin ; Rio ile Ja-
neiro, o ^r. Joan 1'ereir.i Marlins ; Babia, o Sr. .
Duprad; Macen., o Sr. Joaquim Bernardo cloM ; I'jralnli^, o Sr. Gervazio Vctor l.i Nativi-
dad*; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnniir;
Ararat, o Sr. Amonio de Lemas Braza; Coar, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhan, n Sr. Joa-
qun) Marques Rodrigues ; Piaahv, c Sr. Domingos
flerculano Adules Pessoa Ccarence ; Para, oSr. Jus-
tino >% Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d.'por 1.
Pars, 3*5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aires do banr-o 40 0/0 de premio.
da companhia de Bebcribe ao par.
.da companhia'de seguros ao par.
Discomo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas' .
Modas de 69400 velhas.
> de 655OO novas.
de 49000. .
Prata.Patacocs brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29J000 Olinda, lodos oe dias '
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16000 V illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuri.mry, a 13 e 28
9S000 Goianna e Parahiba, segundas e seWas-feiras
1*940 Victoria e Natal, as quintas-feiraa
iloe n PREAMAR DE 1IOJE.
li?8t>0 Primeira s 6 horas e 54 minutos da manhaa
[Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde
PARTE OFFICIAL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrrio, segundasequinlas-feiras
Relaco, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas 'e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos^ segunofe e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados o meio dia
GOVERNO DA PROVINCIA.
Exasdleate o dia 15 a malo.
Offieto Ao Exm. presidente do Paran, aceusan-
do recebidos doos evempbues do relalorio por S.
Etc. apresentado a assembla legislativa daquella
provincia por occasiao da abertura de sua segunda
ns BatoAo Evm. commandanle superior da guan;
nacional do Recife, aulorsando-o a mandar dispen-
sar do semen da mesina guarda nacional, logo que
apremien certificado da capiUnia do porto, os in-
dividuos que, erando matriculado, como capinteiros
c calatales de eslaleiros particulares, fizerera parte
dos corpos da supradita guarda nacional__Commu-
nicon-se ao capitao do porto desla cidade.
DitoAo mesmo, recommendando a expedirlo
ds suasordens para que sejam dispensados do ser-
vic da mesma guarda nacional, os esludantrs Er-
nesto Baesiann de Soaea Peixe e Joaquim Jos da
Rocha Montenegro, este do 1. batalho de infama-
a, e o 2." da mesma arma perleucentes a guarda
nacionil desle municipio.
DiloAo Em. mareclial commndante das ar-
mas, devolvendo os processos verbaes dos soldados
do 10. batalho de infamara, Laurenlitm Jos
Correa Manoet Jacintho do Amor, alim de que
mande dar execucao as sentenras nelles proferidas
pela junta dejustica.
DitaAo Exm. director geral interinn da inslruc-
rao publica, declarando de conformiuade com a in-
formado dathesouraria provincial, que a pesaoa no-
meada para substituir ao professnr de prneiras lel-
Iras da villa do Brejo, Manoel de Mello e Albu-
querque, durante o seu impedimento devo perceber
a quarla parte do ordenado relativo aquella cadei-
ra.Coipmunicou se a thesouraria provincial.
DitoAo Inspector da thesouraria do fazenda,
dizendo que, visto serem insufllcienles os credilos
aberlos esl.i provincia para as despezas da rubri-
*capitana do porto, material e obrai do mi-
nisterio da marinha no correnle exercicio, cumprc
ajueS. S. emqoanto o governo imperial nao resol-
ver o contrario, mande pagar sob a responsabilidade
da presidencia, as despetas que forem corfeudo pe-
las sobradias rubricas depuis de esgolados os mea-
cionados crditos.
Dilo ao mesino, recommendando a expedirlo
das ordena, par que osescripturaros daquella Ihe-
soaaaria, timbelino Gaedes da Mello e Cosme das
Travas Teiara, se apresentem amaniata s 10 horas
do dia ao jai municipal da primeira vara, afim de
daporom, caam tosleaaaahas, em urna justificado
dopreio Jos Ribeiro (rfaimaracsConaaiuiiieou-se
ae upra dita juta.
DitoAo eiesmo, inleirando-o de haver o baeha-
ral Jos Mara Mosoaso da Vaiga Pessoa participa-
da que, no dM 7 do crrente, reasiuinira o exercicio
do-seu cargo de juiz municipal de rollaos do ler
*H> da fcu**Ut ikm.....ni gf.ajtaHni-
to presidente da relacao.
DiloAo juiz relator da junta de justica, tr.ins-
miltindo, para ser relatado em sessao" da mesma
janta, o proeesso verbal taita ao soldado do 2. ba-
talbflii de infantaria, Manuel Antonio.Parlicipou-
se ao mareclial commndante das armas.
ituAo inspector da thesouraria provincial, in-
teirando-o de haver approvado a compra que man-
duu fazer o director das obras publicas para a obra
di casa de detenrjo de 749 alqueires de cal prela
a 420 rs. e de 200 ditos da branca a IjJttO rs. -Of-
liciou-se a respeito ao mencionado director.
DitaAo mesmo, communicaudo que, de contar -
midade com a sua informaran deferir favoravel-
_ reente o raqaerimento em qae Miguel Joaquim do
tego Barros, ex-arrcroalanle do empedramento do
:!.?, 4." e">.o liinros da estrada da Victoria e do 650
braca, no 1.",. lanco da mesma estrada, pedia para
serebsnlvidn da mulla que Ihe foi imposta por por-
tara de 8 de agosto de 1831.Igual cummunicarito
se fez ao director das obras publicas.
. DiloAo juiz municipal do termo do Brejo, de-
clarando rjtie com o parecer, que remelle por copia,
do conselhejro presidente da relacao, responde ao
officio em que Smc. consulta acerca da difTerenra
que ha entre bens de ausentes e os do evento.
DitoA administracao dos eslabelecimentns de
eardade. Itajatn Vmcs. de informar-mc se por essa
aitmiiiistrar,Ao consta o motivo porque se nao tcm
dailo execujao ao arl. 44 da lei provincial n. 94,
na parte que manda encorporar aos eslabelecimenlos
de eardade os bens do hospital da misericordia de
Olmda ; e se nao julgam Vmcs. conveniente que se
aproveileaquelleestabelecimenln para servir a al-
Kiiiii ilos misteres dn grande hospital, como por ej-
emplo, conservar all urna enfermara de conva-
kwcenca, oh para qualqucr nutra pplicacao til.
Dito,V mesma. Queiram Vmcs. dar-me seu pa-
recer sobre a conveniencia de ser transferida a roda
dos exposlos para sua antiga casa junto a igreja do
Panizo, addicionando-se-lhe o edificio em que ac-
tualmenle se acha o lyceo, vislo ser fcil a commu-
nitacSo de ambos, e me parecer mui inconveniente
a estada dos exposlos na casa em que ora se acham.
Dilo-A junta qualiucadeira da freguezia de Cim-
bres, devblvendo.|>ara seren orgnnisadas de confor-
midade com a lei re,ulamentar das eleicoes, as duas
copias das acias daquella junta.
PortaraAo agente da companhia das barras de
"apor, recomme nasudo que. mande transportar pa-
ra a corle, no'vapor que se espera do norte, ao al-
fares do 2,o batalho de infantaria, Jos Joaquim
Rodrigues Brauanr, a desertor do halalho do
deposito, Joao (iabrld, ebem assm para a Babia
a familia do soldado"Jos Severino Alves, composta
de sua rnullier e i lillips,Participou-se ao mare-
clial commndante das armas.
DitaAo mesmo, para mandar dar passagem pura
a corle, no vapor que esperado norte, aos cadetes
Laureulino Caelano Soares, Leo|ioldo Augusto de
Noronha l'eital, e para a Babia ao soldado desertor
do 2." litalh,"io de artilharia a p, Jos Severino
Alves.Iuteirou-seao marechal commandanle das
armas.
DilaAo mesmo, recommendando a expedirn de
suas ordens para que, no vapor que se espera do sul,
sejam transportados para a Parahiba os soldados
desertores do meio balalho provisorio daquella pro-
vincia, Antonio Marcellino dos Santos e Manoe1
Jos Bezerra.Tamhem sn coinmuuicoii ao mare-
clial commandanle das armas.
DilaProrogaudo por dous mezes o prazo dentro
do qual o arrematante da obra do 3. lauro da es-
Irada da Escada, Manoel do Reg Barros, deve fa-
zer entrega definitiva da mencionada obra.Exped-
ram-se a respeito as necessarias coinmunica;Oes.
EPIIEMERIDES. DAS DA SEMANA. .
Maio 2 La cheia as 2 horas, 17 minutos e 14 Segunda. S. ftil ;Ss. Bgnifacioc HonediaDa.
39 segundos da manhaa. ir, Terra. S. Isidro lavrador ; S. Dympnu.
9 Quano minguanle as 3 horas 9 mi- 10 Quarta. S." Joo ^epomucallo conego nr.
utos e 38 segundos da manhaa. 17 (^ujnia. >5< Assencao do Senhor.
16 La nova a 1 horas 43 minutos a 18 Sexta. S.Venancio m ; S. Flix de Canlalicio
36 segundos da tarde 19 Sabbado. S. Pedro Celestino" p. ; S. lyo f, *
43 Quariocresccnle as 10 horas 18 20 Domingo. S. Bernardino de Sena f. : S. Pau-
37minutos 40 segundos da manhaa | lilla viuva ; S. Culumba deRiolle v.
EXTERIOR.
0 PAHA1Z0 DAS MILERES. (*)
Por Paula Feral. ,
TEICEIR.v: PARTE.
, O DOCTOR Slll'intl
CAPITULO VIII
Garridicede Chi/fon.
O homern que assobira era o nosso amigo Ro-
blo!, e sua companheira era Virginia, a amanle in-
liel de Ethclred. Pens que fora'm tomar um cono
de vinbo em alguma parte perlo do Odeon.
Cuando Rnblol sabia as>im para amores, Tolo (iic-
quel licava sosinlio lecendo ligas. Urna vez Roblul
levou o primo a um baile, e Tolo abi enconlrou urna
rapariga picarda que agradou-lbe. Quiz galanlca-la
a maneira da Bretanha, isto he, dando-lbe murros
ai castas ; rmrm como'na Picardia o amante Irsle-
monlia sa afTeicao esmagando os pos da ainada, To-
ta foi repellido. Com ludo a picarda furlou-llie'qiia-
renl odos que ajumara das ligas. Desde enia To-
lo tiicqucl desgnslado da liberlinagem, applicou-se
nicamente ao fabrico das ligas.
O pobre Lorio! tinlia alguroa razflo de ler eiumes.
Seu ioslinclo de namorado. embora reeemnascido!
niuslrava-se j perspicaz. Atraz das cortinas rica-
mente bordadas do sabio de Rostan, liuliam-se passa-
du cuusas que nada valiam para o pobre l.oriol.
reroando apezar de sua mucidade, possiia urna
experiencia consumada, e rouhecia perfeilamente m
INGLVTERRA
22 de marro.
A posicao' da Fmsala relativamente as netocia-
fo'ei em Vleua.
O conde de Clarendon :My lords, pen-o que
Vv. Excs. comprehendemasdiniculdades sob queme
levanto, nao a lim de responder ao discurso do mcu
nobre e illustrado amigo, mas para fallar sobre esla
que na sua hbil e elaborada narrado da diplomacia pru-
siana, espero que elle nao allribuir isto falla al-
guma de respeito a si da minha parte, ou a qual-
qucr desejo de nilo reconbeccr a importancia do
assumplo, ou a qualquer desejo que en lenha de
lornar-me o apologista da diplomacia prussiana.
Espero que o meu nobre e illustrado amigo se re-
cordara que menos responsabilidade he ligada
as suas palavras do que s inhibasnao porque
concorde com o meu nobre e illustrado amigo que
nenbuma responsabilidade he ligada ao que elle dis-
sepelo contrario, peuso que nenhum de Vi, Etcs.
tem direilo a considerar se irresponsavel pela sua
|linguagem ou opinies, particularmente a respeito
de negocios eslraogeiros.
Desde que live a honra de usar dos sellos do Ko-
reingn-f)ftre, tive razio para conhecer a importan-
cia, que se liga no exterior a qualqucr discurso pro-
ferido em ambas as cmaras do parlamento, impor-
tancia que he sempre augmentada em referencia ao
nobre pessoal e ao earacter politice do orador.
Nealas circunstancias, o discurso do meu nobre a
iHustrado amigo nao podadeixarde prndu/ira raaior
ensa^io no e>lerior, e ralis particalarraente na
coMe prussiana, a qual nao pode dcixarde ficar ini-
presaionada da maneira primorosa caen que o meu
nobreeUto-hado amigo se appresenloa informado,
e escreveu os aconlecimentos dos ltimos daza me-
zes. Crea que a meu nebre c illustrado amigo nao
ate bada censurar qnaado aunque > yoaaaa du l veis curo Prusjia. a v-Ja uceupar
comento algnm para emiltir un juizo como o que
elle fez, oque elle se illu lio ( est u convencido que
o nao fez intcncionalmenle ) acerca da Boasl posicao
e dasnossas iutentoes. Todav'a pens que satisfa-
r i o mcu dever ptimamente de acrordo com a re-
serva que a minha posir.lo nrcessariamente me im-
pe, e rm vez de acumpanhar o mcu nobre e illus-
trado amigo nos varios pontos que Iralou aventu-
rar emsupprir corla deficiencia quanto as commu-
niracts que livuraui lugar entre o governo do sua
mugestade c o goverpo do imperador doi Francezes.
Porque era substancia he neslas communicacoes
que Vs. Excs. se senliram mais inleressados, c por
isso eu me esforarci para suhmeller a esla cmara as
commuiiicaces que bao-sido feitas, cojos resultados
peza-me dize-lo naosalisfizeram de maneira alguma
porque mo posso considerar o oslado das nossas re-
laces com a Prussia tao satisfactorio como pede-
ramos desejar, c. mo repu laria feliz se vase a MfH
allianr-i com aquella potencia no mesmo p em que
se achara na primeira parle do anuo passado quan-
do a Prussia se uni com nosco declarando que a
guerra qne a franja e a Inglaterra tinbam empre-
hendido era urna guerra justa e poltica, e quandn
renunciou lao inergicamenle como nos a polilica
a'ggressiva da Russia, c s uni com a Austria lias
mais enrgicas intimarocs dirigidas Russia.
Nao lenlarei dizer sealguem suppoz que esleap
pello unido era irresistivel, e que o nosso triumpho
seria completo ; mas a recusa positiva da Russia em
condescender com as intimacoes parecia fazer va-
cillar a resolucao da Prussia, quando por condes-
cendencia com a exigeiu-ia da Austria, as intima-
roes do conde Ituol, os representantes das corles
franreza c ingleza eslavam promptns para assislir
conferencia foi-lbes dilo, que nenbuma conferco-
ca podia ler lugar porque a Prussia recusara assis-
lir. O governo ausIriacoBcansado 'de esperar en-
vin esla resposta a< corles de Londres e de Pars,
e o governo de S. M. assim como o governo do im-
perador dos Francezes nao se demoraram em pro-
nunciar urna opimao decidida a este rospeilv. Ver-
dade he que o ministro prussiano nesta corte disse-
medepoisqoe se esperava um representante da
Prussia. A minha resposta, depuis da urna com-
municacau com a corle de Franca foi que era enlao
muilo larde, porque os go ver nos ingleze, francez,
e austraco tinham convidado a Prussia a dar urna
opiniao, e a dra nesles termosque occasionar urna
reun o da conferencia fazer urna communicarao do
mesmo despacho era meramente ridiculo. A nota
de8de agosto foi en lio (rocadas enlre os tres gover-
nos da Austria, Franca c Inglaterra. A accessao da
Prussia foi de novo sollicilada, e de novo recusada.
A siluacao da Austria e Prussia para com as poten-
cias alijadas foi mais justamente caracterisada pelo
meu nobre e illustrado amigo.
() Vidao/Jian'on.lli.
mulheres. Alcm disto tinha ( o que he (alisman
dos seduelores ) o dom supremo de amar sincera-
menle no momento preciso em que jurava amar para
sempre: isso Iriplicava-lhe a eloquencia. O gallo s
be rei de amor, quando arrasla a aza, e elles arras-
la-a na liora de amar.
I'oram os poetas que inventaram Don Juan men-
tiroso. Se Don Juan exislio, seu ardor incuravel fui
ao mesmo lempo seu prestigio e sua excusa. Don
Joan al pode mentir i mulher vencida, e no dia se-
gunde.
Fernando era um Don Juan pequeo. A mulhe-
resamariam a Don Juan anda menor. Assm Fer-
nando encontrara poucas crueis em sua vida.
olange ira talyez a Doled que Ihe resistir franca-
mente, e o unico"ado verdaderamenle bom de sua
vida era na conduela para com Solange.
*le amara a marqueza Astrea ; (labriella de Mor-
stf deslronara a marqueza ; Chifln deslrnnou tia-
briclla de Morges. He misler.ser Allemao para amar
essas sombras paludas ; Fernando era Parisiense.
,A condes-a de Morges, mai excediente, p,., ,r-, m_
bre a liUia desxlc seis semanas de lal sorle que tla-
briella nao pensara ncm viva mais. Era um ente
fraco : a idea de obedecer malava-a ; mas ella nem
cuidava era resislir. Ningoem poderia dizer se cor-
1 espaldera em seu coracao ao amor leviauo e ele-
gante de Fernanda,ou ao amor tmido e cavillciroso
de Itogeiio ||C Martroy. Esses dous nomes pronun-
ciados en sua presenra faziam-na corar oiilr'ura, cis
smenle o qUe sabemos.
A mai dkisera-lbe : Fernando he um libertino. Ro-
gerlo be um lonco, c ambos sao pobres como Job.
Disscra-llie l.nibcm : As raparigas n3o conhecem a
* '"!5mp5: e *' a.s mlis sabem ler no fundo ,1o cora-
ran das Idlias. Nio podes ser feliz seno com o du-
que de Knslaii.
1) reiTrufle! Cabriella cborava. e empallidecia
desde esse lempo. No linba ...ais esper.inc. nem
desejo. Fcrnjndo dexou de ama-la por piedade. e
cuslou-lbe ramio a reparar uessa mudenca. Foi
Chillan quero Iha moslrou.
A Austria tem adherido firmemente a sua polilica
e aos seus esforcos, ao passo que a Prussia tem cons-
tantemente divergido deltas, e o resultado disto tem
sido a desuna,, germnica. Anles que o tratado
fosse assignado a Prussia foi convidada, mas recii-
sou ; depois que o tratado foi assignado, solicilou-se
a sua accessao e esla foi tambe... recusada. Toda-
va a Prussia informou depois aos governos inglez*
francez que a sua honra e dignidade n3o linham
sido sufficientemtnle consultadas no tratado ; que
nelle hfvia urna clausula relativa aos principados
que Ihe irio interessava; que onlra clausula era of-
fensiva a sua honra e dgnidade^uc lenha grande ra-
zao para queixar-se da Austria, e que eslava pre-
parada para entrar em um compromisso anlogo a
esle com a Austria. Eti'gia ser incondicionalincnte
admillida a conferencia, em qne tinha recusado lo-
mar parte, tinha sido convidada a reunir-se ni con-
ferencia, e esla nao tinha lido lugar em consequen-
cia da sua rerusa a unir-se-lhe, e era um erro sup-
por que a conferencia prestes a ter lugar fosse a con-
linuacao da primitiva conlerencia.
" Na mez de oulubro o governo austraco pedio
aos governos francez e inglez que reunissem outra
.conferencia. Respondemos que o lempo das confe-
rencias e dos protocolos ja era passado, mas que se
ella se reuni-sc em arraujos para a guerra eutao ten-
taramos ver se a paz era praticavel. A Prussia
queixou-se d'Austria. Demos-lhe as mesmas expli-
catoes, e pediraos-lhe que assignasse os mesmos pro-
tocolos, c respondemos-lhe qne se ella se collocasse
na mesma posicao para com as potencias ocridenta-
es como a Austria linba'feito, seria admillida por
nos na conferencia ; mas para a Prussia reclamar to-
dos os privilegios, e nao parlilhur risco algum, de
urna grande conferencia europea, que podia condu-
zir paz, ou podia levar guerra, e consideravel-
menle desenvolver a esphera desla guerrasem de-
clararas suas intenees ou asna poltica,cm enlrar
em compromisso algum, ou dizer se enlrava na con-
ferencia como amigo ou comoinimigo, era totalmente
'mpossivel (Applausos.)
Era esle o p em que o negocio se acliava aclu-
almenlc, e esla he a minha resposla pergnnta do
meu nobre e Ilustrado amigoxt a Prussia foi ad-
millida \ cooferencia ? Verdade he que urna mis-
sao especial foi depois enviada a esle paiz, e nao pre-
ciso dizer a V. Eic. que ama recepcao mais amiga-
vel foi dada ao hourado e excellenle cavalleiro que
veio da Prussia a esle paiz. O mesmo procedimiento
foi seguido em Paris, ese os negociadores houvessem
sido aulorisados a adrailtir as nossas propnsic.es, o
tratad ja leria do arranjado. Infelizmente nao
era este o caso. Nao desespero totalmente de que
as negocacoes com a Prussia cheguem a urna amiga-
vel inlelligencia. Com efreilofcasnegociardcs foram
feitas apenas ha trez ou qualro dias. A conclusao
do estado dos negocios, que ecima descrevi lem sido
que importantes negociares ja come^arum, ao passo
que a Prussia conlinua excluida dellas. Podemos
ler smenle o ulerease de eslar em rclacOes amiga-
a alta pasie.i i
que lem jas. A grande cxlensao lerriloral da Prus-
sia, a sua somma de populaco, e a sua vasla orgni-
sarao militar, dao-lhe direilo a ser urna das grandes
potencias europeas. Por tapaos de um secuto, ella
(omou parte em todas as qucsloes durante este lem-
po, c (em sido um espectculo melanclico ver a
Prussia abdicando, com esla, a all posieao que
lemjus. (Apoiados.) Ha sido um melanclico es-
peclaculo vc-la esforcando-se para reduzir a maior
quesiao dos lempos modernos se a Europa ser inde-
pendenteou suecumbir poltica aggressiva c insi-
diosa da Russiae ve-la esforcando-se para restrin-
gir esta grande questao dentro dos eslreilos limites
do exrluvivismo germnico.
Tenho para mim que nao existe paiz na Euro-
pa em que a guerra possa ser mais justamente temi-
da do que na Prussia. Talvez que em a nossa posi-
cao insultada rallemos na guerra com leviandade,
mas ella lera, vista dos aconlecimentos passados,
muila razao para temer a guerra e as suas calamida-
des. Mas estes sentimeutos nao devein ser levados
lio longe, porque a patulea de senlimento n3u he a
polilica para salisfazer as obrigacOesde urna grande
Dolencia europea, ou maiiler a sua nacionalidade-
A Prussii lem sempre dilo que a paz era a sua poli-
lica, e nao duvido da sinceridade dos seus desejus
pela paz. A paz he tao claramente a vahtagem da
Inglaterra, Franca e Austria, assim como da Prussia,
e he bem sabido que nao prolongaremos a guerra
um dia mais do que for necessario ; mas o compoi-
lamenlo que a Prussia ha seguido lem alhoje tor-
nado a paz impralicavel. Nao duvido do direilo que
a Prussia lem para adoptar a poltica que Ihe aprou-
xer. He peritamente verdade que a polilica cons-
'anle da Prussia ha sido conservar a Allemanha tra-
ca" por via da desuniao. Nao pude uuir-se com a
Russia e marchar contra a Austria, e insultar vinle
milhocs de Allemaes.porque sube que a consequencia
desla ..llianca nao natural seria que, no lim da guer-
ra, icaria ,'. merco da Russia. Nao se unir com a
Austria, e o resultado geral da polilica da Prussia
ale boje ha sido frustrar a uniao, impedir essa uni-
dade i|e linguagem que ja nos leria assegurado a
paz que laoanciosamenle desejamos, e assegurado i
Allemanha as garanas de qae lem grande necessi-
dade.
Assim, digo que a Prussia se tem collocado
n'uma posicao falsa e solada, e por consequencia
desamparada, a qual, posto que possa ser salisfaloria
aos seusinimigos, deve ser profundamente lamen-
tada pelos seusalliados, e he profundamente lamen-
tada para sua valenle e patritica popularo (Apoia-
dos.) He desta situacau que nem honra nem vaula-
gem pode ser alcancada, e he desla siluacao que o
governo de S. mageslade e o governo do imperador
dos Francezes bao sido mui anciosos para lira-la.
Ale boje os seus esforcos lem sido dirigidos a esle
objerlo,e pean asseverar a V. Excs. que esfurrn al-
gum sera poupado para assegurar a cooperaran da
Prussia. Tenla-lo-bemos sempre n'un) espirito ami-
gavel, e sempre com o respeito devido .i honra e
dignidade de urna grande e independente potencia
alle.naa. 'Apoiados.) *
(Times.)
IITEEIOR.
CORRESPONDENCIAS IK> DIARIO DE
PERXUim (O. -I
Alagoas.
Maceia :t de maio.
He um dos principios geraes da moral quelave-
mos guardar nossa palvra, e cumprir ludu quanto
houvemos prometlido salvo se livermos inconsi-
deradamente promellido fazer alguma cousa con-
traria as les ou aus bons costamos.) Proinelti-lhe
na epstola passada fazer nimbas despedidas au
Exm. Sr. A. C. de S e Albiiqucrque na primeira
missiva do correnle mez, he ehegada a" occasiao.
Devo porm antes disto dizer-lhe que seriara j ho-
ras da manhaa do dia 1., quando numerosa cavalgi-
ta, !omposla das pessoas mais nolaveis da capital
deslilava pela estrada do Poco, indo na freule o pre-
sidente da provincia, que, pondo em pralica o sen
projcclo, seguiu por Ierra para essa provincia, alim
de visilar em camnho as colonias Leopoldina c de
Pimenleras : via-se nos semblantes da maior parle
das pessoas queacompanhavam a S. Exc. estampada
a Irisleza, era que o Evm. Sr. So Albuquerque
pelas suas bellas qualidades e delicadas maneiras ti-
nha sabido grangear aqui sinceras affcicOes, quer
como presdeme, quer como particular; esses que
iam Irislonbos eram seus amigus'que receiam em seu
singelo egosmo, que o governo imperial queira apro-
veilar em mais ardua e diflicil gerencia o compro-
vado lino administrativo, e illuslracao do egregio
presidente O riacho Jacaracica foi a ponto da des-
pedida, regressando dahi para a capital os que li-
nham ido acompanbar a S. Ex., e segiindo com elle
os Srs. lente coronel Vicente de Paula Carvalbo,
capiao Serfico, Dr. Amhrozio Macludo da Cunha
Cavalranli.
Agora permita, que eu dirija ao illustre viajan,
le a minha despedida, a qual consistir em urna vis.
la retrospectiva sobre alguus pontos mais culmi-
nantes de sua adiniislraco, que lio preconisada
ha sido. A minha despedida ser um pouco edru-
xula e descominuual, e leri o titulo seguate :
Um lemextre da administrarao dn Exm. Sr. So. e
Albuquerque, na provincia das Alagos.
A 12 de uulut.ro do anuo passado, aqui apor-
tan o Tocanlins, trazendo o nuvo presidente Humea-
do, o Exm. Sr. A. C. de Sa e Albuquerque, que lo-
mou posse no seguinte dia. Nao era elle hamem
novo, que viesse fazer aqui seu tirocinio adminis-
tralivo : ja havia com muila houra e gloria presidi-
do pelo capaes de 22 mezes a provincia da Parabr"
b, o anda boje os bons Paralibanos confessaja o
mullo que dvem benfica presidencia I8,"i2e 183:!; havia, pois, loda a prol.abilidado para
crer-se que sera prospera a nova administradlo ,1o
Exm. Sr. Sa e Albuquerque : com cffeilo au fo-
ram Iludidos os Alagoanos em suas prexisoes c cs-
perancas.
I.
O primeire cuidado do illustrado adminislrador
foi firmar em sulidas bases o melhoramenlo em que
arhoii a seguranra individual ; para o que empre-
gou loda a diligencia : era esse um Irabalho bem
diflicil, e que exiga muilo lino edministralivo.
Prosegoindo em a nobre senda do seu digno anle-
cessorconliiiuou a acoroeoar e |dar presligia s au-
taridades, anteriormente menoscabadas pelos faci-
noras e seus patronos, e foi entibiando at aniqui-
lar a perniciosa influencia desles i todo este Iraba-
lho linha sido gloriosamente encelado pelo actual
presidente de S. Paulo, e conlinuado pelo mui dig-
no primeiro vice-presidenle da provincia ; mas,
ler-schia malogrado senao fosse 13o enrgica e h-
bilmente sustentado e corroborailo pelo Em. Sr.
Sa c Albuquerque : as curdas tinham sido de lal
forma .Muradas, que, se ameslrada m8o as nao de-,
dilhasse e afinasse, cerlo quo se arrcbenlariam, ou
dcsaudariam Mas, a perseguidlo e prisao de cri-
minosos poocp he, quando nao Ibes segu ajusta
punicao infligida pela lei: nos Iribunaes dn jury
conlavam os facinoras com intalhvel absolvilo ;
era pois de indecliuaxel necessidade cauterisar esse
cancro corrector da moralidade publica ; para isto
porem era preciso arrostrar de cerlo modo com a le-
mivel barreira da independencia do poder judicia-
ro ; toruava-se de raister ostentar acoragem civi-
cj do adminislrador ; foi o que elle fez, iuduindu
flHfn quanto lite permitliam as lei/, sendo coroado
de bom xito.'
Compulse-sc o bem elaborado relalorio dirigido
a assembla legislativa desla provincia, no dia 1.
de marco do correnle auno, e ver-se-liao os atlcn-
ladus de sangue reduzidos a melado, n numero dos
facinoras capturados elevado ao duplo, o das absol-
visoes do jury diminuido consideraxclmenle, aug-
meiilando-se pelo contrario ooloriamenle a somma
ilos julgamentos, condemnac/ies e appallar/ies: o
que bem claramente demonstra o senisvel progresso
que vai fazenda essa instiluicao. A gloria que re-
sulla desle importante mclhorameolo de seguranca
individual e adminislraco de juslica he no seo
lauto comparlilhada pelo Ilustrado actual presiden-
te de S. Paulo, e pelos dignos primeiro vice-pre-
sidenle e diere de polica desta provincia, como
declarou mesmo em sua falla o Exm. Sr. 5 e Al-
buquerque, mui nobre, elevado e generoso para
deixar de dir a cada nm o que Ihe compele.
II.
Quaudo a raosla fehre amarella aporlou nas pla-
gas do imperio ceifando embravecida numerosas
Na verdade. desde que Fernando chegra idade
de amar ( e elle chegara a essa idade muilo cedo )
nunca se Ihe ouerecera vista urna creatura mais de-
liciusamenle linda. Chifln era a grata personifica-
da, e linha a elegancia inlusa. Nao queremos dizer
que assemelhava-se perfeitamenle a urna mocinha
educada era Oiseaut ouvio Sacrc-Oeur ; mas lie-
variou o encanto como a belleza. A grata de Chif-
ou linha alguma cousa do sabor que distingue a ca-
ta selvagem dos animaes domsticos.
O leitor nos perdoar esla comparatao gulosa e
baixa em altenc.in sua soberana-justeza.
Ninguem infira daqui que he melhor dansar nas
feiras do que aprender no collegio a geograpbia e o
piano. Chifln era a perola que o gallo de Lafon-
laine achou, onde nao as ha, e assim como a perola
perdida no ruonturo cahira de algum adorno real,
Chilln, a linda flor, livera sua bastea separada de
um tronco illuslre.
Emquanlo a marqueza Astrea esleve no salao, Fer-
nando nao ousou approiimar-se de Chifln ; porm
muilo anles de ler-He fallado, seu olhar a linha per-
turbado. Ella di/i.i rom-un j,i comino vid,i. Nunca
ninguem cncarou-mc assim !
Era o dia de crisc para l.oriol e Cl.ilion. O senti-
raenlo varonil Descera nesse mesmo dia no coracao
de Loriot ; Chifln que era rapariga desde muilo
lempo, n.isri.i na mesma hora para o prazer de ser
admirada.
E o admirador nao era o amigo l.oriol. Vejam
como elle era puuido cruelmente pelas suas Iraves-
suras !
Eis como portava-se o sabio do rei Trufle tima ho-
ra depois da expulsa.) do infeliz Loriot. A roafque-
7. eslava em conferencia com Fernando, o qual a-
chava tnslavia meio de lancar de quandq em quandn
um olhar a raadamesella Mara de Roslnn. O rei
Trufle apoderara-sede Sulpicio, I'.bil,..., Irene e (ia-
briella formavam um pequeo circulo. Os de Mor-
ges, xensitive e o notario conversavam sobre os ne-
gocios do lempo.
A's qualro horas dn larde um criado veio prevenir
Astrea de que alguem desejava fallar-lhc em seu apo-
sento.
De duas colisas urna, disse a marqueza a Fer-
nando levan(ando-se ; ou o senhor quer sor duque e
dez vetea nrtllionarie, ou nao eme lecahir no fun-
do de sua existencia precaria e miseravel... Dir-lhe-
liei francamente o negocio de que trata-se... e o se-
nhor escolher.
Fernando beijou-lhc a mo, celia sabio.
Apenas a marqueza sabio, a voz do re Trufle ele-
vou-se mais livremente, como se elle livesse um peso
de menos sobre o peito.
Ella lem sido sempre boa para comgo, disse o
duque ao doulor ; laz-me compauhia... be minha en-
fermeira.
Ah !... disse o doulor ; gniao vossa excedencia
lera-lira urna verdadeira alfeicAo !
Misturada de reconheciinento...
Nao (eme-a '!
Nao.... nao de certo...
O doulor encarou-o, e debaixo do raa firme e po-1
nelrante que parlia-lhu da papilla, o pobre rei Iruf-
fc parecen Jular um lisiante. Emfim respoaidcu
Com allll.va.) :
Ah sim, temo-a... temo sobre ludo aquulle
horaem... o marquez...
Lancou ura olhar espantado em Ionio de s para
ver se alguem podera ouvi-lu.
O doulur lomou-lhe a mo, e apcrlou-a entre as
suas, dizendo-lhe :
Assigne o projeclo de testamento, senhor du-
que ; se vossa cxcrllencia obedecer-me pontualmen-
te, creo que o curarei.
Meu salvador meu salvador balbuciou o po-
bre humem ; laea-im- viver c sere seu escravo...
Fernando bavia-se reunido ao circulo pequeo
composlo de Irene, Cabrelia e Chifln. Irene e tia-
briella bordavam ; a Chifln nao linha sua cos-
tura.
Nao sei como isso acooteceu. Sobre a mesinha
vidas, a medicina para poder debellar a ptenle in-
vasora,' estudou sua marcha, planos de ataque e ar-
mas, c unnimemente apontou como as mais morli-
feras os focos de emanarnos mephilicas existentes no
meio dos povoados, cendemuando e reprovando
com loria a vehemencia e forea o pessimo coslume
da inhumacao nos lemplos. Desde enlio coraera-
ram-se a edificar na corte, e em ahumas capilaes
e cidades principa, remtenos arreiladus da massa
do povo e situados em lunares em que os ventos
reinantes nao podessem conduzir sobre a popularao
os miasmas peslilenciaes que se erguem pela de-
cornposicao dos cadveres.
O governo imperial, solicito pelo bem eslar dos
Brasileiros, recommendou a seus delegados nas pro-
vincias, que envi.lassem os.esforras para melborar
quanlo ro do-sc dos povoados as causas infeccinenles ; c au-
xiliou mesmo os cofres provinciaes com quulas e-
peciaes para esse importante servico. Quera conhe-
cc as innmeras causas que dan origem' insaluhri-
dade da atmosphera avalia devidamenle a immensa
difliculdade com que leria de lutar quem de impro-
vise prelendesse remover todas.: seriara necessarias
despezas por certo minio superiores s forras dos
cofres provinciaes, e aos auxilios que podesseni
em seu favor dispensar os geraes: peta, cnlrariam
nesse numero o encanamenlo de baa agua pulavel
e o insano Irabalho do dessecamento de vaslissimos
paulaiius e aguas enxarrarias, onde se elaboram
constantemente vapores febriferos, causas eflicien-
tes das intermitentes, qu.irl.las e nutras m.deslas
endenicas ; a remoca.. dessas causas, porem, s po-
der.i ser eflecluada em melhor quadra ; encela-la
agora seria um verdadeiro disperdicio dos dinhei-
ros puulicos. O adminislrador cauteloso e previ-
dcnle coiiheccu os quasi insuperaveis bices, e tcn-
tou o que era mais urgente c exequivel: por sem
riiivi.la, que nesse caso eslavam os cemilerios ; con-
cenlrou pois para ah suas forras, diligencias ze-
|0. Tenho teslemunhado o rpido adiantamenlo do
cemilerio du capital c da respectiva capella, as subs-
cripte por S. Exc. promovidas nesse intuito no
Penado e Pilar, e ltimamente fui convertida para
urna .oiistruccao desle genero a somma subscripta
no Passo para urna fonte econmica.
Quando a noticia da pnssbilidade da invasao do
cholera nos paizes inlcrtropicaes aterrou o imperio,
o administrador das Alagoas nao foi dos ltimos em
premunir seus administrados contra o lerrivel inva-
sor ; mandou logo encelar um lazareto em lugar
retirado para receber os afl'eclados, e segrega-los da
popularao. Quando a febre amarella fez suas Tu-
ncslas visilas a Porlo-Calvo e ao Pilar, ao annun-
cio do flagello seguiram-se mmcdialaoienle as am-
bulancias e habis mdicos enrarregados de minis-
Irar remedios e prestar os socorros da arle aos indi-
gentes aneciados, o mesmo promptu soccorro final-
mente encontraran) os subditos britnicos da barca
Thnmaz Porrts, aflecli.dos da raesma fehre, c os
bexlgucnlus em Jaragua, Se o administrador das
Alaaoaa coweirui pw aaas eneea;iea anatadaa
providencias suhlrahir minias victimas ao pinili d
e bacamarlc do sicario, lambe... pode pela sua so-
liciludc c promplos soccorros arraucar muilas vidas
das garras da pesio He assim, que um dos mais
habis mdicos desla capital o Dr. J. S. A. Pinhu
em seus injaressantes apon/amentos para a topo-
graphta physica e medica de Maneto o appellida
promotor dos mclhoramcntos sanitarios da pro-
tinnia.
III.
Aiem das obras de que acabo de tratar leuden-
es ao melhoramenlo do eslado sanitario da provin-
cia, appUcou elle lodo o seu zelo e cuidado em dar
avanca a mitras obras que 'e achavam em ndame-
la ; alheio vangloria de querer a lodo o custo
assenlar n'uma pedra, ni pira ler o goslo de gravar
seu nome em lamina melalica, culendea que havia
mais proveilo o real ulilidado em concluir as que
se achavam em conslruccn: melhorouronsideravcl-
menle o pessoal das obras publicas, punindo os
empregados prevaricadores, e nao se dedignnndo de
por si mesmo fiscalisa-las, laria dessa oceupcao seu
passeio quoli.liauo, em todas as (ardes ; com o que
lucraram os cofres, e adiautarara-sc as obras da ca-
pital : enlre ellas farei especial mensao do ho'pital
dt eardade, onde a miseria desvalida esl prestes
a encontrar ura bom abrigo em suasenfermidades.
Pur mais de urna vez tenho lulo occasiao de fallar
sobre esle pia eslabelecimenlo, fundado por alguna
homens caridosos, compungidos de ver os indigentes
desvalidos, sem abrigo em suas molestias : o pri-
meiro que disperlon a feliz lembranca desla Canda-
rlo fui ujjigario desla freguezia Joao Barbosa t'.or-
deiro ; ep ceden em seu favor o direilo de desobli-
ga; o prestantes enfadaos P. J. Pinhu, e o majar
A. J. de V. Pinbeiro fizeram seus donativos pecunia-
rios; o engenheiro civil P. J. de A. Srbrambach
levaiitnu gratuitamente a plaa, e fez os mais Ira-'
bullios graphicos ; o generoso advogado J. C. de
Araujo oflertnu o terreno; e no dia 7 de selembro
de 1851 Coi, laucada a primeira pedra do edificio
pelo Sr. Sobral, que entao administrava a provin-
cia, como primeiro vice-presidenle. Principiou es-
le eslabelecimenlo mal agourado por lodos quanlos
na Calla de recurso; c meios pecuniarios viam sua
inexequibilidade, c na realidade muilo deve o es-
labelecimenlo i solicilude e diligencia do Sr. So-
bral, do Exm. consclbciro Jos Benlo, c do Exm.
Sr. Saraiva, os quaes, como administradores, ihe
prestaram os auxilias deque podiam dispor ; porem
principalmente ao inCaligavel zelo e diligencias do
prcslanlissimo coronel Cosa Moraes deve-se o seu
rpido adiantamenlo.
Urna obra deslas nao podia ser tratada pelo Exm.
Sr. S e Albuquerque como cnleada ; logo que aqu
chegou Iratou-a elle como urna de suas lilhas predi-
lectas, liberalisando-lhe lodos os recursos deque
podia dispur, e soccorrendo-a com parte do dinheiro
pelo governo imperial destinado para auxilio das
obras provinciaes. A assembla provincial nao havia
lirado surda aos --midos da liumanidade afilela,
na lei do oreamento de 1851 varios paragraphos .le
receila foram applirados para despezas' desse pi
eslabelecimenlo ; com esses valiosos auxilios a obra
marchan a gigantescos passos.
O mui digno agente procurador desla nessa pro-
vincia, J. O. de Albuqnerque, oflcrlou-ll.p lambem
aV!'.r#,>00 rs., producto liquido de orna apprelienvlo
por elle feila em W saceos de assucar ; o generoso
ci ladan Lucio S. de Albuquerque E. ranunciou em
seu beneficio as diarias e ajuda de custo como di-
putado provincial : al o bello sezo alagoano, mui
dignamente representado pela Exm. esposa do h-
bil e inlclligenle adminislrador do consulado pro-
vincial, Ciiilhcrme Jos da enlre as virtudes que anjnha em seu peilo, avalla
a eardade, .loando urna cama de ferro com a com-
pleme roupa para os miseros enfeimos ; consla-me
que o Exm. Sr. presidente fizera igual donativo, c
que oulras pessoas caridosas lencionam coneprrer
enm alguroas esmolas dessa especie. Honra, pois,
ao bello sexo alngoano, mil louvores aos philanlro-
picos sentimeutos do bom povo maceioense 1
l.emhrarei anda duas obras deliberadas somcnle
por inlimo du nobre presidenten cadeia de S. Mi-
guel e o caleamento de Jaragu : a primeira ja se
acha em cuoslrurtao ; para a segunda se ajnntam
ainda maleriaes. Sao duas obras devidas tnicamen-
te benfica influencia pessoal do Exm. Sr. S e
Albuquerque, o qual pondo era contribuirn a ami
zade e xrapathia que lem sabido inspirar onde quer
que apparece, dellas e lem servido em bem d.T
provincia ; foi tambera por sua influencia que se
conseguio tirar em subscripto nvultada qu.-inlia pa-
ra a compra de nm sino grande para a malriz da ca-
pital.
IV.
Ao mesmo illustrado administrador compete a glo-
ria de ler sido primeiro presidente que nesla pro-
vincia applicou serius cuidados sobre um ramo im-
portante de riqueza do solo brasileiro : quero fallnr
da mineraloga. Considerando elle preseiilemen)
como um dever das administrares, mandar aztr
adagafOe, exames e exploracies sobre semelhante
assumplo, veio no conbeciraento de que exi-lcm na
provincia varias preciosidades desle reino da nata-
reza, laes como o marne, o imau, pedra frrea e cal-
carea, schisle bituminoso em extraordinaria abun-
dancia, (formando um systema de lages qae acom-
panl.ain todo o litoral ) e finalmente o lignile*. Ac
lualinenle parecem de pouco' inleresse semell.anle,
descoberlas, mas para j> futuro podem ler um alcan-
ce e ulilidade immensos para a industria e navega-
do a vapor, se por ventura for o chisto bituminoso
reconbecida bom combnslivel, visto como existe em
quautidade extraordinaria, segundo disse.
V.
Filho de agricultor, c elle mesmo versado na arle
ile cultivar a trra, nao podu o nosso administrador
deixar de prestar seria alencao lo decadente estado
da agricultor, sobre a qual lem fcilo profundos c
aturados esludos : prun uncin-se abertsmente con-
tra a velha rolina, e apontou magistral c calbegori-
dades de semelhante inslituirao fez S. Exc. ver que
nao eram irrealisavcis e insuperaveis, sobre lodo se
os poderes geraes do eslado nos soccorreren e coad-
juvarcm com sua valiosa firma. ,
.A Afla de raias communicarao, he ama das
causas de langr e entorpecimenlo da agricultura
que nao pode ser removidta de improviso, o remedio
he obvio; fallecein purein meios e recursos: no en-
tanto se as vas terrestres sao dificeis e mui dispen-
diosas, as martimas nao oflereeem us mesmos: bices
c vao tendo notavel melhoramenlo. Pela parte do
sul ja cxislem os vapores da companhia Santa Cruz;
bem cado taramos pelo Norte os vapores da compa-
nhia Pernahicana, cujo contrato ja foi definiti-
vamente approvado pela assembla -provincial por
influencia do presdeme, qoe entre as respectivas
cundices, conseguio inserir orna de muim alcance
para esla provincia ;hea9., na qual he feito pela
companhia o offerecimenlo de um capilal at 8:0003
reis, correspondente a subvengo de 1 anna, para ser
empregado em actes da companhia que se projecla
para a navegario a vapor nas lagoas desla mesma
provincia.
Os pesados impostes,' que acabrunbam os princi-
paes producios de nossa lavoura sao causa de de-
sanimo e e desacorocoamenlodos agricultores, e aqui
revelou S. Exc. quo o misero, lavrador paga de di-
reilosde exportares3o' !!! afora os impostos de im-
portacao a que Uosujeilosos principan objectos de
quecarece, e as impositoes e dizimo sobre os ins-
trumentos e animaes do Irafego. Alem desles exor-
bitantes grjva-mes,ha anda para o assucar um no-
vo imposto na provincia exportadora, no acto
da exportacao em que elle he 'confundido com
o da provincia de Pernambuco ; de maneira qne o
Insta agricultor v impossivel ronsumir-se somcnle
em pasamento de impostos mais do terco do valor
de seus gneros! He este um horrendo mal que
ha mnilp solapa agricultura ; ninguem, porm,
anda o linha palomeado em sua hediondez, esla-
va reservada essa larefa para aquelle que manifes-
lan lo-o, moslrou desejo e firme proposito de pr-lhe
ura dique : para isso pedio e obleve da assembla
provincial aulorisacao para celebrar com o Exm. Sr.
presidenta de Pernambuco urna convenci, que le-
nha per lim isenlar o assucar e atgodao alaguanode
duplos impostos provinciaes.
Muilo linha anda que dizer acerca das acertada
medidas lomadas pelo presidenta das Alngoas sobre
os differenles ramos da administrara publica ; mas
lemo por um lado abosar da sua paciencia e'per mi-
tro quero reservarme para uccasiflo mais propria ;
pois nulro a esperanra que esla minha despedida
nao he um ad'eit ; mas apenas um au reroir.
A provincia permanece em perfeilo socego ; o es-
lado da seguranca individual e de prgpriedade pro-
segue mu lisunaeiru, a bygiene publica nao tem
solfrido allerac.iu. Esperamos que a radeira presi-
dencial seja oceupada no (fia 4 pelo illustrado pri-
meiro vce-presidente. Dr. Roberto Calbeiros da
Mello. "ilt.
Ro Grande do Norte.
Villa-Flor 22 de abril.
Meu amigo.A apparicao de minha
primeira
camenle as causas jirincipaes que fazcm a agricullu- m":'lva lem causado suas c'ucegas no municipio.e lo-
que esfava no meio du salao, havia um lbum con-
tando ns retratos phaulaslicos de Waller Scolt. Fer-
nando e Chillan foram contemplar as estampas. Fer-
nando disse-lhe que nenbuma daquellas lindas mu-
Iberes linha seu sorriso aduravel, e Chifln nao levou
isso a mal.
Encarou-o me Cessar que aclmu-u bello. Pensando dilTerenlemen-
le, ella leria dado prova de m.io goslo.
Ah I a iraagem de Loriot veio protestar ; mas l.o-
riol eslava vestido de rapariga. Coiladiulio lirita-
va em baile .liante da porta, lodo molbado pela chu-
va. Alm dislo nao fallava mino Fernando. Sua
galantera ebegava nulr'ora a dizer :
Nao s mais bonita do que eu, Cbiflonninha !
N.lo devenios dissimular que raadamesella Mara
de Rostan dixerlio-sc quanto pode vendo as muflie-
res de Waller Scull...
Apenas Irene etiabriella flearam sos, Irene disse :
Vate nao pedio-me noticias de Mr. de Mar-
Iroy ?
J o vio, respondeu Gabriella ; elle s fallou-
rae de Solange... Deve haver muila paz e felicidade
no convento, nao he assim, Irene ?
Isso d materia para una comedia, dizia Sen-
sitivo... Crcio que o nosso Fernando galanleoii um
puuco o pequeo al.leao disr.irca.ln em rapariga.
E-lo agora galanteando a onlra, acrescenlou a
condessa.
Mas onde est o marquez .'.' perguoluu Mr. de
Morges.
Esta bullendo, respondeu Sensilivc ; a embria-
guez desse humem lem nao sei que poesa som-
bri.....
Fernando ga^nlea a lodos, disse .. condessa, e
o senhor acha poesia em ludo ; cada ura lem sua
mana.
Sensitivo co.nerou logo um discurso fatigante, no
qual provou que com efleitu 1.a poesia em lodo, e lu-
do est na poesia. Collocou uesse discurso muilas
cousas lindas qoe sao aun propriedade, o lique-laque
ra permanecer no eslado caduco c lastimoso em que
se acha aqui, c em lodo a imperio, indicando ao mes-
mo lempo os meios mais proprios e eflicazes para re-
move-las. Infclizmeiilc a cscacez e eslreileza do
lempo n3o Ihe permillio anda applicar lodos os re-
medios lnguida enferma, cuja molestia diagndsli-
cou cora loda a sagaci.laile preciso e seguranra. Se-
ria lemeridade minha o extraordinaria ousadia pre-
tender ajuular urna idea acerca desle assumpto.de-
pois do inleressaulissimo e lucido arligo do Relalorio
de S. Exc., que inereceo lana aceilarao e apreco,
que foi Iranscriplo pelos peridicos mais importantes
do imperio !
As 5 causas primordiaes, quo poderosamente con-
curren) para o estado de atraa e decadencia da agri-
cultura, furam indicadas pelo Ilustrado'presidenlc
da segiiinlc maneira : falla de bracos, falla de eo-
nhecimcnini profissimaes, falta de capilaes, falta de
riax de cnmmimicacao e em descont abundancia
de pesados impostas. Coda urna dellas foi analisada
e dissecada com cerleiro esralpello, guiado porlheo-
ria profunda e consumimda pralica, sendo apuntado
a par do mal o medicamento adequado : he assim
qiic/u,iatfr&ni/Y..soppoz a regularisaeao no sys-
leraa de exportarlo de escravos; fMa de c'mhcci-
mentns profisonaei, a conveniencia do cnobreci-
inrnto do trabalha agrcola e o est.ihecimenlo de col-
lekios de educandos agrcolas para educar o povo, e
iniciado nos mxslcrios da vasla e proficua scicucia
da cultura do campo, e debellar os vclho preconcei-
tosc seculares pfrjuizos herdados de nosso anlcpas-
sados.
Cabe aqui consignar a acedada medjda lomada
pelo presidente de mandar por coula da provincia
dous -cubares de engoiili.. ao Rio de Janeiro com o
fim de observarem e esludarem a maneira pralica,
pela qual no termo de Itaguahv, dous illa-irados in-
glezes, os Srs. Dogdson e Coals, planlam a canna e
fabricara o assucar. A esculla recado sobre os 2
proprielarios Jos Vicira de Araujo Peixolo, c Dr.
Manoel Rodrigues Leite Oiticica, reeonhecidaracnle
inlelligenles, e que gozam da estima geral e conside-
raean na provincia. Moslram-se clles animados e
presurosos em partir para a corle, compenetrados da
importantecomraissao deque se acham encarrega"
dos; furam-lhes facilitados os meios de transporte
e inlru.l.icc.u ; e,luvaiu cartas de aprcsenlacao para
o Exm. Marquez de Barbacenae paraos 2supramen-
cionadus inglezcs.
O remedio indicado para a falla de capilaes, be a
inslituirao de um banco lerriloral accommodado s
forras da provincia : aponlando as grandes diflicul-
cumpra, com o que
oque,
dn rqoinho, o chairo do sanfeno e as grandes quali-
dades de colorista do Creador que leve o bom goslo
de enllocar as centaureas enlre o Irigo.
No seguudo andar Joao Touril e a marqueza esla-
vam reunidos no r.im.iriin desla. O anligo curan-
deiru afleclava sagazmente a indiflerenra ; mas sua
face era agitada de cunlracces nervosas*.
A gente aqui nao esl a commodo para conver-
sar, minha rica, dizia elle nesse momento. Temo
sempre qoe essas paredes brilbanlcs leuliam nuvidos,
c tirando os oculos da caita, murmurou :
Rico eslofu bellos quadros linda douradu-
ra !... Tudo isso deve costar sommas Cabulosas.
Estamos aqui em tao pernota seguranca como
em la casa, velho Joao, disse Astrea respondendo-
Ihe us primeiras palavras.
Pode ser replicn o rei dos Irapeiros ; mas
aqui nao posso Irala-la ramiliarmenlc, senhora mar-
queza... J por dez vezes lem-me vindo bocea nos-
sos anligos nomes de amizade : Morgalt, Vclhaqui-
nha. ele, e nao lenho animo de pronuncia-Ios.
Isso he intil ao menos, velho Joao.
Nao... Quando a genio conslrange-se. conver-
sa mal.
Nao eslamns aqui para conversar junio da lo-
go... Eu j le disse a pura verdade : temos lardado
muilo.
Por la colpa, lornou Bi-louri ; recusaste es-
lar roinunsco na momento do tiro...
Fiz mal... agora eslou determinada a ludo.
.Viu esqueremo-nos do concilibulo feito na eM
grande da ra da Goullc d'Or. O resultado, que
podemos adevinbar por ahumas palavras escapadas
no sumiio maguelicode Irene, o resultado dessa con-
ferencia Cora o assassiuio projeclado do doulor Sul-
picio. Pelas Cendas do repartiraenlo do solAo em
que ilorm.rain Chilln e Loriot na casa da ra de
Saint Denis, vimos os dous montos de moedas de
cinco francos, junto dot-quaes Nieul roncava como
um justo.
Era a paga; pois Nieul linha-se encarregado do
do elle esl mais empenhado em dcscobrir, quem
seja o Belladona, que os alliadosa lomarcra Sebas-
topol : a dsc, dizcm, fora muilo forte, mas ainda
assim, nao preduzio o effeito ambicionado, o que
me tarn feilo duvidar por instantes das verdades de
Habnemann; comludo eslou na expectativa, a-
guardando ao menos um lenitivo dos males chro-
nicos, que persegucm a illuslrissima municipal, mi-
nha cadavrica malriz, madama polica, etc.
O meu eslado mrbido, c mais quo ludo, os 1ra-
balbos agrcolas, tem grandemente concorrido, para
que nao Ihe escrevesse em o dia 15, como desejava';
porem cmaosles obstculo lenham dcsapprecido,
'urroso lie ame rcligiosimenle
convencionamos.
Os agricultores desta Haunicipio cshlo salisCeilos
rom o invern pela sua temperatura, e, si assim
continuar, a rolheita ser abundante, com
ellos e a provincia muito folgar.lo.
* Ja que Ihe fallo era agricultura, vem muila
proposito, dizer-lhe alguma cousa acerca de um
projeclo, que apezar de sua ulilidade Os dignisii-
rnos provinciaes o lem envilhecido la na casa, onde
cada um s he bom para si, pouco imporlando-se
com a lei que deve ser o seu Dos, eo bem publi-
co, seu culto, mas exubcranlamenle leem provado,
que sao apostatas dessa religiau : Desmamcaram-mt
este negocio, e cu com sua licene i, vou descarora-lo:
Attendiic et tidele.
O amigo deve recordar-se do que na minha pri-
meira missiva Ihe disse, qae a agriultura desta
municipio caminhava, graras aos valiosos esforcos
dos agricultores, para um estado salisfalorio, porque
felizmente havia einaUeao, e amor ao Irabalho ;
com efleilo, he real ; porem lutain estas pobres, es-
quecidos dos diguissimosda provincial, com um po-
deroso bice, que muilo lem concorrido, e desgra-
cadaraenle continua, para que nao baja o incre-
mento desejavel nas plantas das lavouras, porque
consomem parle do lempo, o mais precioso era cer-
car um mappa mundi de terreno, quando devia ser
applica.lo em augmenta da cultura : nesta sentido
supplicaram a illuslrissima provincial, para que (i-
zesse rclirar o gado vaceum e cavallar dos logares
agrcolas, marcando porm urna linha divisoria, que .
fosse convenienle as parles e compalivel com a le~
calidade. Eis o tamandu de lodos os annus, eos
agricullores vivem a espera das adlaces, emendas,
e loda traquinada, que os meninos sabem.
Como sou forido do mesmo* mal, porque vivo do
arado, nao posso deixar de argir o proceder des-
les meus senhores, que reunindo-se com o mea
MUTILADO
negocio: uinguem evade-se das gales para ficar de
brafos cruzados como um burguez pregui;oso.
Tudo eslava ouveucionado. Tinha-sc adiado nm
meio mui sagaz de apandar o doulor no lato, um
meio verdaderamenle diablico e digno da Morgalle,
Judo Touril o approvra, e Nieul consenta em ser
o instrumento. Mas em loda a empreza (rallo das
melhor combinadas) ha sempre tardanfas; porque
os-socios mais proporcionados lem discnssdes e desa-
veiiras. As cousas desle mundo s c.minham direc-
tamente nas comedias quando o autor nao neces-
sila de circuitos.
No dia em que reuuiram-se para marcar o lugar e
a hora da eiecurao houye dilieuldades. Joao Touril
exigi que a Morgalle eslivess- presente, ou ao me-
nos que nao sahisse da casa durante o ataque. Eis-
aqui a razao que den:
Reconhem, minha rica, qoe ja me lens prega-
do mais de urna pee. He o leu inslinclo, e he assim
que amo-le; mas a experiencia he mai da descon-
fianca. Nieul e eu arriscamos a cabeta....
Nieul que eslava presenta fez um signal de appru-
vacao enrgica.
Se ficasses la no leu bello palacio de Rostan,
fonlinuou o anligo curandeiro, nao eslariamos tran-
quillos... Tem havido pe-soa;. astutas como to, ve- -
Ih.iqiiinha, que faziam assassinar com urna mo o
hornera que os iicomraodava, e com a outra enlre-
gavam suhtilmenlc justita os amigos...
Oh !... quiz Aslrea protestar.
Defendes-tc de ter lido esla idea, velhaquinha?
Faxes bem. Todo o caso mo pode ser negado... po-
rm ile nossa parle devemos lomar preeauroe-.... Se
recusares esta cundirn, nada se fara!
Astrea pleitean o melhor que pode, e seus argu-
mentas foram tao eloquenles que Bistouri ficeu con-
vencido de que ella linba segundas (ences. .0 enli-
go curandeiro tai inflexivel. Astrea oflercceu mais
cem rail francos, duzenlos rail francos ; pois o di-
nheiro nada cuslava-lhe, sobre ludo em promesjas:
porm Bistouri respondeu-lhe:
swwr"



N.\*
OIUIO DE PCRUMBUGO, SBADO 190EMMO DE I855.
Volinh para o que me dao^-Extn. Sr. eleilor
Ires ias antes, e oulros lanosdepois, nlo Iralam de
animar, e proteger o nica ramo de industria, que
abastece o cutres provinciaes, resultando do scu
patriotismo fofo grave damno tanto par* a provin-
cia, como para os particulares. Em conclusa, res-
ponda m-mc senhores dignissiraos, seos lacros, que
a provincia tira, resultado do dizimo do agreste, se-
rao superiores aos da agricultura 1 A .provincia nao
lirai. por ventura maior somma de interesses, soa
posioonSo se engrandecermuito mais llrese imeu-
to desle lo emportante ramo do industria, fonle
perenne de tanta riqueza, do que com o dizimo de
urna oh oulra porreo de gado, muilo diminuta, que
existe aqui u all ? O Carnea diz que sim.
Tenha paciencia, madama, lome esta dse para fi-
vraraihe^do defluxo, qne ora grassa e com carcter
bem irraligi'o. ,
De poltica nada esmungo, poique ainda nao
pudc|compruheude-la,pormcomludQlenhomeu par-
tido sim eu....tenho meu sistema, que me ensinouo
Castrado : ei-lo : Approvo o justo, e repproxo o in-
juslu. Mas vamos no que convem : Kecebi em o
ilia il do crrenle urna carta de um amiguinho da
capital, que me commucica n seguale :
Ja se falla aos candidatos para a legislatura vji-
doura, os endigilados sau os seguintes : O Exm.
presidente, Oclaviano, Lol, Pinag, Brandao,
Wauderley, (jonazga, e mais dous marrecos que
com a vista....
Nao quero aqlecipar juizos, julgo os candidatos
snflicientemenle hibilitados ; mas senipre be bom
lembrar provincia, que deve ter por fanal limito
patriotismo ; e seria muito para desejar, qoe uestes
astados lizesse um esforco par.i irMtfar o coraporla-
ment de suas irmaas.
Itecumiueiido ao subdelegado, que tome em con-
siderarn o proceder do inspector do Inga, de sua
jursdiccao, que prendendo um individuo para re-
crula, soltara-o, mediante I i bagaroles, acoberlao-
do-se com o manto da polica.
O delegado contiuoa a dormir o somno profundo
da indiflerenca, emquanto meia duzia de charinadas
campeaoisincolumcs de um liemisplierio i oalro.
Capturar os pronunciados, manter o socego publi-
co, e e... para elles sao bagalellas. Que diz ; meu
Villar ? Smc. que impnrla-se com a vida de ca-
da qual, quano cada qual nao imporla-se com a
vida (lacada um ? Nao he assim ? Consulte -ao Cas-
trado '
Oh '. recer'.ndistxme pater Caminliava para a
coneluso de rondia missiva, quando lembrei-me de
S. reverendsima, c seria inaudivel filaucia um
tal esquecimento, e grave injuslira : Veja meu Cura
sic transil gloria munii. Como ai dos seu sin-
commodosem companbia da espoza... a matriz? a
dos que eflefto produzio ? Breve llie diegar o Ca-
rnea com o Castrado para applicarem um remedio
mais efliraz uossa cadavrica... bem me ei.leu-
de...
Mande suas orden* an seu constante amiguinho.
Belladona.
lio, para onde os fizera remeller a di legado ,'tspeclivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 18.de maio de 1855.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunhi e Figaeiredo,
presidente da provincia. O chefe de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeira.
Sr. redactores.Comeco esta retMendo Vmcs.
os meu, emboras,pela bondad? com que cdignaran)
acolher as minhas humildes letlras as columnas
do seu ensVtlopedco jornal; possa a imperfeiro do
meu Irabalho satiifazer a espectativa de Vmcs.
Ora, nao hegraca, tenho-me vislp em papos de
aranha, vendo o 'momento que sou levado para o
olho'da ra, pois, com a ininlia apresentaco no
campo epistolar, nao fallam investigadores e rrili-
cos.Sim, senhores doulores e meio doulores, licen-
ciados e merinbos, padres e sacristAe, leigos e
homeopatas, lodo este rancho de pagodislas he (ra-
que morando um pouco distante da villa, faz tim-
bre em nao fallar as sessoes da cmara. Um bom
camarista he um cidadao prestante, he um dos ser-
vidores do estado cora qoem deve contar o throno,
contrario sensu se deve dizer do mo camarista;
digo isto smenle para que > preslabilidade dos nos-
sos camaristas nao degenere, e as nossas necessida-
des mur.icipaes merecara maior desvello da nobre
corporac,3o : assm, as nossas minguadas rendas mu-
nicipacs necessilam de melhor li-calisacAo, e sabe-se
que, de, urna ra.i arrecacao.ha de previr o alrazo de
flnanras em que a cmara sempre vive I A cansa
de m,ios fiscaes tem sidu suflicenle para que as at-
Iribuiroes que Ibes sao inherentes se relaxem pela
inaneira escandalosa porque temos visto, d'onde e
vi' que, infelizmente o ridiculo tem sempre gubsli-
luidn aos negocios mais serios da mesma cmara, e
as suas decises em lunar de ser observadas com a
gravidade que llie he devida,pelo contrario, servem
de escarneo e ludibrio Entretanto, sendo este ml
rremediavel, porque a cmara nao tem a possibi-
lidade neceasaria para preveni-lo, seria conveniente
dirigir ao podr compelite urna ola,representando
sido para o dominio das conjerluras,e aliual nao me
consta anda a quem competir a palernidade da a urgente necessdade de ter ella m Bical pago pe-
crianr ; seja como for, nao leuho gustado muilo do los cofres pblicos, o qual, overeen do ponlualmenlc
PERNAMBUCO.
CIM.4R DO BONITO.
12 de maio ou 22 Boreal.
Cada da que se passa, Sir compadre, he urna fo-
llia que se rompe no misterioso livro da vida ; sup-
ponlio qu ninguem pora emduvida o pobre peosa-
menlo, porque infelizmente exprime urna ver-
dade !
Ao Icmlir3r-me, Sfon cher, que ao meu apenas
restam unas paginas ja Iraradas, que o senhor /irm-
po contina a devorar, e que quando chegar a ulti-
ma, lera o pesado brome de mover-se para annun-
ciar o irremissivcl passamento, nao sei como fleo, o
fri horror se apodera de meus membros.... he tao
curta esla existencia !
Contam que Malhusalm, essa vida marliedonle,
nunca quiz fazer casa por Uto pouco lempo (900 an-
uos), eoque (aria elle se nascesse na era do cha e
do caf, que ha no entender dos melhoret pensado-
res, a causa de nao vermos mais hoje esses lexicn*
e vademecos da anliguidjle, e sim caderuos e folhe-
tos, (sendo a vida umMyro). Autores escreverarr.
qne o geoero humano i "degenerando, que o liomem
d'agora nao he o das primeiras geraces. Semclhan-
te opiniao, porm, j esl riscada dos livros moder-
nos ; e a ser ella verdadeira iramos ao absurdo de
que havia de chegar urna poca, em que os nossos
'naos faziam de soberbos gigantes lalvez oulra, em
que qualqucr prximo seria de grandeza de urna
pulga... e s vezes urna, pulga nao he tao fe-
liz !
Ao positivismo. Tudo por ca bem, de lodos os
angulas deslc termo ouve-se a palavra amiga-
paz.
Consla-me queja estao presos, nao sei aonde" os
dous pretos que iiltimaraenle malaram a Filippe em
Bezerros. Dos o permita.
Ouvi dizer que o subdelegado j os poz sob o an-
uo do nascimentoi
G esla o promotor Iralando do preparo dos pro-
cessos do jur\, para o qual ha ama boa porcilozinha
delles..
As cliuvas v3o chuvendo regularmente. A- feira
de hoje foi excrllente, naos pelos preces, cqmo pe
la afflaencia dos compradores e vendedores.
A fnrinha dea a 16 patacas, a carne a 10. Por
maisque tiz nao pode esla ser extensa.
Adeosinho, meu charo,
Tenh sade e dinheiro,
Se devirta, encha lajpansa.
Alm dislo o qoe he real ?
Seu compadre au recoir.
(Carta particular.)
KEPARTIQAO SA POLICA.
Parte do dia 18 de maio.
Illm. e Exm. Sr:Levo ao conhecimenlo de V.
Exe. que das differenles parliciparoes hoje recebidis
uesla repartic,a.i consta que foram presos :
A minha ordem, o pardo Jos Luiz, para averi-
guac,oes.
Pela subdelegada da freguezia do Recife, o ma-
nijo inglcz John Malheson, a requisirao do respec-
tivo cnsul, e um manilo hollaniic/.. cojo nome se
ignora; por desordena.
E pela subdelegara da freguezia de S. Jos,
Antonio Manoel, e llenrque Jos Ribeiro, por se-
ren duserlores da armada, e Jos Thendoro Pereira
da Silva, sem declararan do motivo.
Por oflicio de 1"> do corren! communcou-me o
delegado do termo de Santo AulSo, que, no dia 8,
fora zravemenle ferido com i facadas Andr de lal,
por Estevao Jos de Sena, sen lilbo de nome Bene-
. dicto, os quaes se pozeram em luga, lendo o mesmo
delegado procedido ao competente auto de, vestori.a
para form.ir.~ie da culpa o fleava empregando todas
as diligencias para a captura dos criminosos.
O delegado do termo da Escada, tsommunicnu-me
em oflicio da 1 i desle ftiez que fura all preso Anto-
nio Mara das Neves, c Manoel lilipp* de Sanl'An-
a, por serem criminosos de morle m termo do Ca-
lal briuqueilo, porque, em ultimo resultado lerei de
me ver abarbado com diflculdades na mauifesUco
de verdades qoe lalvea nao devam ficar no esque-
cimento dos turnlos ; enlretanto, entre a causado
bem edo mal procurareiconservar-meem um equi-
librio tal,que nao irrite nein a Gregos ncn a Troia-
nos, e por isso creio que requeslarei as afleiroes em
vez de odios. Assim o desejo.
A tranquillidade publica, c seguranza individual
marcliam.de presente sem troperos, gracas ao espi-
rito de ordem de nossa laboriosa populaco e o acerl0
de medidas prevideotes lomadas pelo governo da
provincia.
A administraran da justica tem milhorado consi-
deravelmenie de lempos a esla parle, sendo quet na j cumes
parte que diz respcilo ao crime do-se infelizmente
giaves inconvenientes que cumpriria remove-los se
Bananciras com seus 30,000 habitantes 'nao soffresse
tanto ostracismo ; digo isto, porque nao ha e nem
pode haver nesta especie boa regularidadc: a
vasta exlensao de territorio, e a impossibilidade em
que se poe a primera auforidade da comarca cm
percorrer lodo o termo duas vezes por anno, servem
de fuidainenlo ao que levo dito. A polica resen-
(e-se de algom defeito, e sendo dirigida cora alguma
exageraran e excesso, eremos pamente que ir me-
Ihnrando de forma, porque ja boje o governo provin-
cial acha sea par das complicai-Oes da villa, Dios d
caneca a quem nao livor juizo O que boje nao
soffre conle-l.icao he, que a administraran do dis-
uado Sr. Paes Brrelo veio encher de vida, de mo-
vimenlo e de aielhoras os negocios pblicos deste
termo, os bens que de tal admnislrarao nos tem re-
sultado sao inconteslaves, e porque lenho em m-
xima considerarlo os serviros do Sr. Paes Brrelo
feilos Paralaba cm geral ; se o verdadeiro eiithu-
siasmoeiilhusirfsiuo sincero he admissivel em pe-
los parahibanos, me permitlirao que diga cheio de
orgulho e de prazer :Viva o Exm. Sr. Paes Br-
relo Viva a sua administrarlo Lamento,porrai
qne esse cidadao prestante, esse homem de merilo
n.lo livesse vindo para a Paralaba ha mais lempo, ao
menos ha tres anuos airas, pois, nao leriamos visto a
lula encarnizada e acrimoniosa lomar vulto entre
os diflerenles membros de urna poltica tao cheia de
gloriosas tradiccoes, sim ; a lal respeito drei que, o
actual estado soca! desle termo he pessimohe hor-
rivl ha bem poucos lempos o estado social deste
municipio servia de modcllu a uuiao parahibaaa,
hoje porm, d-sc inloiramen'.e o inverso, hoje lo-
do he intriga, ludo he confusao, ludo respira odio
e vingauras porque os interesses e ciumes polticos
teem posto os espiritas em alarma, infeliz humani-
dade! qule dementia capitlll A poltica, es-
se llagello mil vezes peior que todas as pragas do
Egiplo, so tem radicado nos coraees dos homens a
mentira, a IrisAo e a falsidade, daqui pendem lo-
dos os nossus males '. he dessa fonle impura que nos
cabera em parlilhaa retrogradarlo e nada, mais !!!
Mas compre sahiriaos de urna (al (ligressao, e
ovante marchar em uosso verdadeiro caminho, a res-
pcilo do que, o Ieilor nos desculpar buudadosapien-
te ; e as honrosas exceptes que nos esquecemos de
fazer quando tratamos dos meins de que se serve a
politica para levar ao cabo sua perigosa missao, fl-
cam a priuri sobenteodidas.
Por deliberarn do poder legislativo provincial,
fura creada urna radeira de lalim para esta villa, e
al o presente nao teve lugar a sua respectiva pro-
moran com gravssimo detrimento da nascenle e a-
vultada mondado o nosso municipio, e porque ra
/o se ha de dar tanta omissao e emperr a respeito
da prompla execucao de urna medidade alia impor-
tancia e ulilidade ? lie com sobrada razo que o
nosso experienle c bomMancofallando contra
as tbeorias e palriolegens do 'secuto, grita as vezes
com bem calor e gaialisse :sebos p'ra patria !
tibi< p'ra clli com eileil >. a jocosidade do nosso
interessanteMangonao be urna dessas parvoices
que deixe de excitar Am quel-que-chose de reflcxo
em relaro as v3as tbeorias com que tanto se tem a-
pavonado esse chamado secuto das lu/.es.... O pa-
triotismo cm favor dos melhorainenlos materiaes e
inoraos de que necessitamos, he hoje muilo sedieo,
sao coosas'de que todos se julgam habilitados para
(ralar, mas, quando se trata de por em pratica os
meios concerncnles a tal fim, o echo da palriotagem
emudece, e as coasas continuain como danles em
seu eslado de pessimismo : eis aqui por lauto o im-
perio das llieociss dominando os jespirilos, o que,
escandalizando ao nossosimpalhicoManjo^faz elle
gritarsebos p'ra patria tibis p'ra ella !.. (ex-
pressOes proprias.)
Quando porcui, coosidero no pernicioso atraso mo-
ral em que vai a minha Ierra, lamento de meu po-
bre tugurio lanta proslrarao. lauta a\ llmenlo !
Faram la o quequizerem, em quaotose nao cuidar
mui seriamente da verdadeira prodigalidade pelo
geral derramamentoda iostrucrao publica, emquao-
la iiohouver om impulso heroico e realmente patri-
tico na e-st-iliil la le dos melhoramentus de que lau-
to neccssila.a educarao da mocidade ; leremos de
vver no centro de urna sociedade desanima.lora, e
sempre ojcsprlo e a materia cm reacr.oes continua-
das, o erro substiluindo sempre a verdade, a manei-
ra d'um Cabroa insapporlavel e perseguidor cons-
laale da prudencia humana. Convra preveair ao
espirito investigador de algutn curioso, que nao te-
mos em vistas fazer alluscspessoaes; o uosso fim he
outro mui diverso, fallamos em these e oa generali-
dade das cousas que se van succedendo, se li mi la-
no as nossas humildes reflexoes, ludo que assim
nao for estaremos (ora das suspeitas e de rnos jui-
zos,
A nossa mnnicpalidade camnha na senda de seas
Irabnlhos, mas nao como o desejaramos, pois en-
xergamos nella um pouco de frieza e iuacrao e at
(permitlirao que diga) muila omissao da parle de se-
nhores, que morando Tora da villa quasi nunca sao
'pontuacs no cumprimentode seas deveres, dessa re-
gra, porm, faz exreprao o incansavel Sr. Silvestre,
lodos os misteres de sua profligan, se ha de ver quan-
lo nao maullaremos nesle poni.
Nao tivemos ainda este anuo jurados! leoulinuam
os desgranados presos soflrer um acre roartyrio
cora a prolongaro de seus julgamealos mal esle
qoe lia de perdurar sempre ealre nos,' porque o3o
he possivel que a vastissima evlencao da comarca a
que pertencemos, d lugar a que o respecitvo juiz de
direito a percorra com a vclocidade do raio. A esle
respeito leremos de dizer alguma musa, mostrando
a injuslica palpitante porque foi orgauiada a nova
divisao das comarcas.
O novo regiment de cusas judiciaras tem dis-
pertado a espectativa dos interessados, eenchidode
aos ambiciosos, pelo que, nao falla boje
quem senao queira inculcar,cnusa em os negocios da
juslira, com tanto que participen! das grecas, e so a
cobii;a continuar_ nao sei aonde iremos ler ra3o !
nao hecassuada, al entre a classe femenil lem ap-
parecido suas observaroes; e aqai temos urna senho-
ra que contando 90 e tantos annos de idade, e es-
tando ainda tao durara, que vvendo de fazer ren-
das, noque faz sua profissao habitual, suppre um
grande numero de freguezias : diz,*qe querse es-
tablecer no foro desta villa como procuradora de
cousas, e tem tratado te seus mullios no sentido de
arranjar-se ; a vellia he experta e gosta mais de ou-
ro do que galo de coco : nao sei, porm. se lal his-
toria sera verdica, cont pela carregacjto, e corra
por conla e risco do Macedo, que seguodo me diz o
agencia.Inr das noticias que lenho junto a mim, (ora
elle que llie transmillira.
Achamo-nos as entradas da semana sulla, e o
caso he que ca na Ierra lia bem poucos apreciado-
res do lempo quaresmal, o que prova a irreligiosi-
d.idc em um seculo em que o chrislianismo he o
primeiro luzeiro que serve de guia a essa obscuri-
dade pagan dos lempos anliquarios, a idea do Eter-
no desponta radiante e magestosa no primeiro alvo-
recer de nossa existencia, e o ente moral compre-
hende-a fcilmente no meio de seu eslado seuerelico,
ojo he urna illusan.hu ama verdade mathemalica, he
mais ainda, e llavera duvida, quaudo se trata de sa-
bir, se a liulia recia he a mais curia entre dous pon-
tos dados, ou se todo d efleilo provm de ama causa?
Se he islo um axioma, urna 'verdade absoluta aos
olhos de lodos ; nao podia dcixar de ser absoluta-
mente verdadeira, a idea que fazeraos ao entrar
ueste grande todo, do Ente Supremo. Se pois, sa-
bemos que existem verdades eternas, porque o nos-
so senso intimo di-lo, e porque os livros santos no-
las eusnam, porque rn/ao nos havciii is de portar
comanla frieza e irreligiosidadc,quaodo se (rala de
reoder o coito devido ao ser dos seres '.' Bananei-
ras a este respeito lem-sr lomado digna da mais
acre censura, e Dos nao permita que coi.tinuemos
assim, e cm semelhanle eslado de Incredulidade,
porque elle hilando n seus apostlos disse : Qui
crediderit, et batitalus fuerit.salcus erit : qui vero
non crediderit condemnahitur. i San Marc. cap.
16. Devemos, porlanlo, ter muilo em vislas a san-
'.i recommendarao.
Temos aqui nm snior missonario apostlico ro-
manesco, quesea lo provisorio, c nao havendo apre-
senlado as credenciaes do nosso prelado, lodavia, ca-
sa e descasapor sua conla e riscohe o que me di-
zem, veffdo
Ir existe.
() invern parece querer macaquear o do auno
transado, e se assim acontecer adeos lavouras
adeos comidas *
A caresta dos gneros de primera necessdade tem
subido a um poni excessivo, e a continuar lanta
exorbitancia, creio queso passaro bem os nova-
mente lavorecidos peloregiment das cusas judi-
ciaras.
O Peixoto e o Marcos prepnram-se para fazer suas
redamamos aos poderes competentes, porque ilizem
elles, que achando-.e no ultimo quartel da vida, c
lendo ambos prestado innmeros serviros ao seu
paiz, oao podem tolerar o tamanho desprezo a que
sao votadps no quiuhao das graras e honras que se
lia repartido com oulros menos prestigiosos do que
elles, em'm, sao braucos la se avenham.
Por ja ir um pouco adiaulado, dexo de dar coalas
dos pre{os correnles de todos os gneros do nosso
mercado, breve o farci.
Na minha transada epistola n.ilei dous engaos
que nao sei donde realmente partiriam, mas nao de-
vendo levar isto em lnba de conta, cumpre rectifca-
los, e-los : A dala a queme refer, Iralando di
origa-m do engrandecimento de nossa Ierra foi __
188S em lugar de 1788 ; e a quanlidade do as-
sucar que os eogeohos daqui labricam foi 19,000
arrobas em lugar de 9, como l esla.
Coocluo aqui por oada mais ler qoe se contenha
em ditos autos ; e de mivo pero a Vmcs- que me
recnmmcodem ao seu interessante e romanfleocorres-
pondenle de Ipojnca, dizciido-lhe que, em um pas
seio que pretendo dar a essa Babilonia do norte, clie-
garei aos dominios de'sua residencia, alim de ihe dar
um abraca, pois nisto (enho summo prazer e inle-
resse.
Reservar-mc-hei lambem em oulra occasiao mais
favoravcl, para reoder ao Ilustrado e jtdicioso cor-
respondente da capital de minha provincia, os meus
sinceros protestos de respcilo e admirarlo.
tale.
Bananciras 28 de abril de 1855.
i pela carregarSo, porm o padre mes-
. Se insistes, meu charo anjo, vou deixar-le !
Forcoso foi ceder. Astrea consenlio em compro-
meller-se fiara tranqiiillisar seus ajudanles. Nessa
mesma larde Nieul foi esperar Sulpicio perto de sua
casa, e quando este passou, cliamoii-o e pedio-he
soccorro contra o que senta no peilo.
Com efleilo, disse-lhe Sulpicio, Vmc. esta mui-
lo paludo e vai ter urna doenra mu grave.
Foi Nieul quem conloa essa" aventura marqueza
o a Kistouri. Apenas o dootor Sulpicio pronunciou
as palacras precedentes, Nieul sentio realmente urna
dnr vilenla no peito.
Volle para sua casa, grilou-lhe o doulor pela
porlioholT do carro, deite-se e mande chamar-me.
Era esse precisamente o resultado que Nieul vie-
ra procurar. Erain como os preliminares da embos-
cada armada ao donlnr Sulpirio ; porm esle fazia
melade da larefa. Teria podido rcteilar ahi mesmo ;
mas pareca na verdade prucurar os meios de fazer
urna visita a Nieul.
A cousa mais extraordinaria foi a docnca sbita
quealacou Nieul. Elle nao teve o lempo de voll.ir
para a ra da (mulle d'Or, e foi transportado a um
oasehre que indicou aira/, do l.ouvemburgo. Sulpicio
sendo avisado, oi ve-loe dsse-lhequando cnlrou:
Porque nao est cm sua casa 7
Nenhiiiu acnnlccimcnto bouve senao a rpida cu-
ra de .Nieul: era a terceira vez que o doulor o lovaii-
tjva da cama.
Eis porque havia passado um mez inleiro sem que
o plano da marqueza houvesse sido execulado.
Nieul andava cm pe havia oilo das; mas eslava
impressonado. Assm quando a marqueza disse a
Bistouri quo acha va-se determinada a ludo, este me-
ueou a rabeca gravemente e tornou :
Nao respoinierci : be larde, porque nunca he
larde para obrar bem... mas seremos mal sucre li-
dos... e lalvea agora aos sej necessaro algum lem-
po....
Tcmpo repeli a marqueza levanlandu-sc ;
nao me compreheudesle!
Oh! meu Ibesouro, quero dizer... A derrota
Srs. Redactores.-Em satisfarn ao compromisso
que sobre mim lomei na assemhlca provincial, cm
referencia ao que disse do engenheiro llenrque
Augusto M ilel ,\ enho rogar-I bes que facam inserir em
seu jornal os dousdepoimenlos de leslemunhas que
a esla acompanham.e a carta que poraquclle enge-
nheiro me fora dirigida, e a quetive occasiao de re-
ferir-me na asscmbla. De proposito deixo-a sem
analv se, porque nao quero entreter com semelhanle
homem polmica alguma, e porque me coosidero
cima de suas malvolas aggressoes : publi-
co-a porque desejo fazer saliente o desafio que elle
me fez para apresenlar a prova de que alguem boa-
vesse recebido dinheiro para acompanha-lo esla
cidade na occasiao em s lnba de assentsr a prime-
ra pedra da casa de delencJo. Com a publicarlo
dos documentos a que cima alludo, pens ler dado
essa prova ; e qoanlo as outras proposi;0es coudas
na carta, cu invoco o juizo do publico. Pudera pu-
blicar mais alguns documentos que possuo, mas abs-
leuhc-me de faze-lo, por coasiderar os qne presen-
temente prodozo, de loda a forra.
Sou, senhores redactores de Vmcs., venerador e
e criado
Lu: FUippe de Souza Ao.
Traslado da pelico que ao Dr. juiz municipal da
primera vara, enderecou o Dr. Luiz Filippe de
Souza l.eao, e do depoimeoto dado por Jos Igna-
cio de Muir l-'errn, que tudo he do theor se-
guinle: '
Diz o hachare! Luiz Filippe de Souza l.eo, quc
a bem de seu direito precisa fazer depor Jos Ig-
nacio de Meir Ferro, actualmente nesla cidade.
adperpetan reimeinoriam.com citaran do enge-
nheiro llenrique Augusto Mdel, sobre o seguate :
Que recebera do mencionado engenheiro, uo lem-
po em que era feilor da estrada da Victoria, aulori-
sacao, para chamar, mediante paga, s pessoas que
nao era ai empregadas no Irabalho da referida estra-
da, para como taes se apreseularem Desta cidade,
na occasiao em que se liaba de collocar a primera
pedra da casa de detcncao, que esla paga se rea-
lisara, bem como o fado de que se fez menr ~in ; e
que o referido engenheiro J~m consequucia desle
serviro que por elle Ihe fora prestado, Ihe augmen-
tara o salario, E como o referido Meira he mora-
dor em lugar remolo desla cidade, e lem necessda-
de de se recolher a sua casa, o supplicaule requer a
V. S. que se digue de marcar um dia e hora prxi-
mos para a rilaran do referido Milel, e depoimenlo
da teslemunha.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz municipal da pri-
mera vara Ihe defira como he de justicia. E recc-
ber murro.
Luiz Filippe de Souza Leao.
Despacito.
Sejam feitas as citacOes requeridas e para a fim
indicado, devendo ler lugar a inquericao da tesle-
munha amanilla, pelas4 horas da tarde.
Recfe 1 de maio de 1855. Manoel Filippe.
Certiiuo.
Certifico que sendo no lugar da Piranga cile ao
engenheiro llenrique Augusto Milel por todoocon-
teudo da peticao e despacho retro.de que se deu por
entendido, o referido he verdade.
Recife 2 de maio de 1855.O pflcial de jusiiea,
Braz Lopes.
Certifico, que nolifique a (cslemunha Jos Igna-
cio de Meira Ferro, por lodo o conteudo da peticao
retro que ficou entendido.
Recife 2 de maio de 1855. Em f de verdade.
Joao Soraica de Araujo (alcao.
Inquericao de teslemunha ad perpeluam re mc-
moriam. Aos dous [de maio jde |1855, nesta ci
dade do Recife de Pernambuco em casa de residen-
cia do Dr. juiz municipal supplente da primeira va-
ra Manoel Filippe da Fonseca onde eu cscrivSo de
seu cargo me achava, ahi pelo dilo juiz foi jura-
mentada e inquerida a teslemunha que se segu de
que flz este termo. Eu Joao Saraiva de Araujo Cal-
van, escrvao escrevi.
Jos Ignacio de Meira Ferro, braoco, casado, de
33 tinos de dade, morador no engenho Coqueiros,
que vive deagricultara, lestemnnha jurada aos San-
ios Evangelhos que prometteu dizer a verdade e
do costme disse nada. E sendo pergunlado pelo
conteudo da petiro que Ihe foi lida : Disse que sen-
do empregado na estrada da Victoria no lempo cln
que os trabalhosdaadminislraro eram dirigidos pe-
lo engenheiro llenrique Augusto Milet, na qual-
dade de feilor fura incumbido pelo mesmo de con-
vidar algumas pessoas, e que ja nao Irabalhavam na
estrada,para vrem como trabalbadores assistira col-
locacao da primera pedra da casa de detengo des-
ta cidade, qoe essas pessoas acompanharam a expe-
dirlo, que por isso receberam do mesmo engen-
heiro a paga que Ibes foia prometlida, isto he, que
pessoas queja lioham trabalhado na estrada, vieram
recebendo paga, como se tivessem continuado a
trabalhar, sendo que apenas se concluio o fado do
assentamenlo, se reliraram lodas essas pessoas, que
ja nao eram trabalbadores para suas casas, perce-
bendo igualmente os salarios correspondentes aos das
que levaram em sua viagem, a que depois disto fi-
caram augmentados, naos osen salario, como os
daquelles seus companheiros que linham sido in-
cumbidos de igual commissao. Perguotado a reqe-
rimenlo do supplicado, se no convite que fez para
os trabalbadores virem assistir a collocar.au da pedra
da casa de delenco foram convidados somente os
trabalbadores da eslrada, oa se a tarto e a direito
lodo e qualquer homem que se prestasse a vir 1
Responden qne foram convidados nao s aquelles
qge efleclvamenle tinham trabalhado na estrada, co-
mo os que ja linham deixado de faze-lo ; pergunla-
do se aquelles que foram por elle teslemunha de-
clarado terem deixado de trabalhar na estrada o li-
nham feilo temporariamente, ou efectivamente''
Respondeu que muitos vollaram dcpoislpara o Iraba-
lho, sendo que alguns daquelles qoe deixaram de v ol-
lar foram convidados para assistir a collocacao da j
primeira pedra da casa de delenro, como eflecliva-
mente fizeram. Perguntado se na occasiao do con-
vite nao se espalbara o boato de liaverem uesle por-
to vapores promplos a conduzrem os malo! os para
o Rio Grande do Su!, e se em razao desse boalo mui-
los dos Irabalbadores convidados deixaram de jppa-
rrcer, e se elle teslemunha coudazio loda gente de
sua companbia ". Respondeu que quando teve lu-
gar o convile (eilo pelo engenheiro Milel, espalhoo-
se um boato que nesla cidade estavam ancorados
quatro vapores para conduzirerr. como recrulas os Ira-
balbadores que marchassem, pelo que raailos deser-
taran!, vindo elle teslemunha com os poucos que
licaram, com os que foram convidados, e que ja
nao Irabalhavam mais na eslrada, sendo muilo me-
nos gente do que aquella com que costumava a tra-
balhar, e mais nao disse e lido asaignaram com o
juiz. Eu Joao Saraiva de Araujo* Calvan, cscri-
vao escrevi. Manoel Filippe Jos Ignacio de
Meira Ferro Lu: Filippe de Souza .edo__
llenrique Augusto Milet.
Joaquim Soares da Silva, pardo, casado, de ida-
de de quarenla c oilo anuos, morador no engenho
deQueimadas, que vive de agricultura, (estemunha
jurada aos sanios Evangelhos, que prometteu dizer
a verdade, e do costume disse nada. E sendo per-
gunlado pelo conteudo da pelirao do supplicaule,
qoe Ihe foi lida : Disse, que teodo sido convidado
pelo feilor Manoel Tbomaz do Souza para conduzir
a ferramenta dos trabalbadores empregados na es-
lrada da Victoria, no lempo cm que os Irabalhos
dessa eslrada eram dirigidos peto engenheiro Milet,
a islo se prestara com scu cavallo, e tando chegado
ao lugar denominado Barro, ahi descansara e per-
noilra : no dia seguate Ihe fui ordenado pelo re-
ferido feilor, que dizia camprir as ordeus do enge-
nheiro, que acompanhasse os Irabalbadores at a ci-
dade, ao que respondeu ello teslemunha, que nun-
ca lendo Irabalhado na eslrada nao Ihe eslava bem
obedecer essa ordem. visto como lendo elle sido
nicamente portador da ferramenta, devia ficar on-
de tinha sido dispensado o servico de seu cavallo :
o feilor insisti, mandn que tomasse um dos ins-
trumentos, que serviam na estrada, e que carre-
gaudo-o seguisse os trabalbadores, porque quanlo
mais gente bouvesse melhor seria, em vista do que
elle teslemunha obedecen e veio assistir a collocacao
da pedra, em coja occasiao foram lodos pelo enge-
nheiro banqueteados. De volta elle tornou seu ca-
vallo, o recebeu alem do frele 13800 ri., alm de
mais dinheiro que Uvera para comida. Sendo per-
guadado se sabe se comparecern! rauilas outras
pessoas, que nao eram trabalbadores da eslrada.
Respondeu que ouvio dizer que sim, e que os nao
conheccu, porque nunca liuha feilo Irabalho algum
na eslrada, e mais nao disse, e lido assignou o jui'
com o peticionario, assignando pela teslemunha por
nao saber escrever, Miguel Archanjo Fernandes Vi-
anna. Eu Jo3o Saraiva de Araujo Calvan, esrrivu
o escrevi. Manoel Filippe. Miguel Archanjo
Fernandes I'auna Luiz Filippe de Souza Leao.
Illm. Sr.S. S. bastante me uisullou na assem-
bla, sem oalro motivo, ao que suppooho, alm das
divergencias quehouve entre a minha humilde pes-
soa, e os seus prenles da eslrada da Victoria, e
de nao ler poupado as Ierras de Jurissaca com pre-
juizo dos cofres pblicos e dos proprielarios vizi-
nhos. Pode ser que nao se publique ja a resposla
cabal que ha de dar as..... de V. S., por isso desejo
que aiba desde ja que lenho por calumniosas, e, par-
lindo de interesses udividu'aes, lodas as aecusaees
que o Sr. me ha feilo, e desde ja o emprazo para
apresenlar o homem de sou conhecimenlo que rece-
beu 59 ra. para marchar comigo ao dia 8 de Jezem-
bro de 1850, quando por ordem da presidencia e do
chufe de minha repartirlo eu Ironxe para o Recife
os empregados trabalbadores das obras a meu
cargo,
Soa mailo poltico para qaallficar o procedimenlo
de V. S. a meu respeito, e sou por V. S. atrozmen-
te calumoiado. //. A. Milet.
Piranga 9 de abril de 1855.
Srs. redactores.He a gralidao um dos mais na-
bres senlimeutos do coracao humano ; eu nao me
posso furlar a dar deste scnlimeiito urna publica de-
monstraran a dos homens que foram os instrumen-
tos, de que se servio a Providencia Diviua para
augmentar alguns annos minha vida amearada de
locar com brevidade o seu termo por ama longa e
grave cufermidade : estes homens sao os Srs. Dr.
Jos Joaquim de Moracs Sarment, e cirurgiao Jos
Francisco Piulo tiumaraes.
lia bastantes anuos padeca eu a lerrivel molestia
de carnosi.la lo nos escrotos, era ja lo monstruosa
que me privava de andar, e en resignado soffria as
atormentadoras consequencias de tao grande mal,
e centava mui prxima a morle ; alguns amigos rae
persuadiam a que lizesse a operacao ; miaba ayanca-
da idade,e oulros achaques filhos da velhicc me desa-
uimavam, e cu fui por muilo lempo sardo aos coa-
seibos dos que desejavam ver-ine livre desse mal
lerrivel; as instancias cresceram, e eu por fim de-
liberci sujeilar-me a esla dolorosa operaran.
No dia 21 de abril passado os Srs. Drs. compare-
cern! em nosso convenio, e leve lagar a operarn ;
trabalharam com lauta pericia e delicadeza que ape-
zar de oao ter cu cedido em lodo o esparo de lempo
accao do chloroformio, a operacaojme foi suave,
quero dizer, pouco ou nada sent, e hoje acho-me
Ja de lodo reslabelecido, sendo que durante o perio-
do que decorreu desse dia al boje, fui sempre as-
sislido pelos mencionados senhores com lodo o zelo,
caridade c constancia.
Rccebam os Srs. Pinto e Sarment estas minhas
palavras to simples, como -lo puus as minhas in-
(enroes, como um voto solemne de minha sincera e
perpetua gralidao.
Fr. Jos da Circumcisao.
Recife 18 de maio de 1855.
por mais pequea que seja, exige ama eabeca, nm
pensameiitodircclur. Por consequencia, a pratica do
chefe he o exercico combinado com a artiv idade in-
lellectual ecom a actividade plivsjca. Sea prime-
ra domina em excesso, arrisca-se a desvairar-se no
dominio da abslraccao ; se a segunda ullrapassa o
necessaro, ja nao passa de ama rotina, e o chefe nao
he mais queum simples operario que trabalha com
os respectivos bracos, o.lo passa de um simples ama-
dor de exercicio, que gasla os seas sapatos ou eaosa
os cavallos de sella. N'uma palavra. vejamos csses
horneas de ferro, esses rampeoes da actividade phy-
sica : personifican! o movimenlo perpetuo ; se se-
guirmo-los em suas marchas e contra-marchas, dire-
mos que represenlam o papel da mosca de coche.
Vao e vera ; mas he 13o rpido o curso delles, que
seria nociva noseslabelecimanlos que nao tem urna
espacialidade dominante, em relacKo com a aptido
particular do chefe. Se elles se deizssem absolver
por nm nico serv ico, ver-se-hiam em breve, nos
oulros serv icos, inlroduzir-se abusos e crear-se in-
dividualidades que o habito de ama independencia
demasiado grande levara a desconbecer os deveres
da hierarchia. Esle faci seria nm resultado fu-
nesto: um bom* administrador deve preveni-lo,
exercendo a sua autoridade sobre lodos os serviros,
a islo da urna maneira eoutnua. Conseguir este
resullado/c souber distribuir o lempo enlre a cultu-
ra, o gado, os armazens, o escriptorio, as relames
exleriores, e se, nao desprezando nanea o servico
correte, empregar as horas de descanso em aperfei-
coara sua obra. Cousegur esle resallado especi-
naodexam vestigios sensiveis. eso pram em fados almenle, se escolher para auxiliares dos cheles de
insigoificaules. Nelles, nao ha nada seguido era re- i ierviro especiaes bem conveucidos de que, se o lem-
fleclido ; mas ordeos sobre ordens, eonlradicces po Ibes fallar para executar por si proprio a sua ta-
sobre contradeces. Homens diflices de servir, por refa, nao Ibes fallar i capacidade para manda-Ios,
qae nao sabem mandar. Cerlamente, quasi que sao | viga-Ios, reprehende-los e julga-los segundo o me-
talhados para o bom exilo. se lem o infortunio de rilo de cada om.
AGMCILTIRA.
est no campo... Basta um gesto defse homem.p ira
derribar lodos os leus cusidlos de cartas... Nao cs-
carnecerei de li pelo rapazinbo disfarado cm rapa-
riga, isso no sera generoso... Mas nossos testemu-
nhos nulbciilicos'.'...
~ O menino desappareceu, disse Aslrea.
Como desappareceu elle'.'
Enviei-o a Nanles...
A's nove horas pela eslrada de ferro '. excla-
mou Bistnuri, estamos bem garantidos !
Lembras-le d> que cO disse-le ha dezeseis an-
nos? lornou elle depois de nm silencio. Era na fa-
mns noile... eu disse-te: Velbaquinha, fazemns
smenlc melade da larefa.... deixamos genle atraz
de nos...*
Ti veste razo, interrompeu Aslrea com impa-
ciencia ; porm nao Irata-se mais disso !
Em vez de enviar o menino a Nanles, lornou
Bislouri brandiiminl", teria sido melhor dar-m'o
para guardar.
lavia como um resabo de crucldade cm scu sor-
riso cynico.
He verdade. disse Aslrea. teria sido melhor....
porum nao he mais lempo... I.ivremo-nds smente
Somente!... repeli o velho Bislouri menean-
do a rabera pela segunda voz.
I.evanlnu se tambem, e poz-se a percorrer o quar-
locniiseu.pa.so p sulo e preguiroso. I'a-saudn
junio da jauella, avistou no jardim a Francisco Ros-
tan que andava rabishaixo e com o cachimbo na buc-
ea. Mo-lroii-n com o dedo marqueza sem dizer
nada, e Astrea, segundo seu costume, ergaeu os
hombros.
Nieul nao ss atrever mais a ferir, disse Joo
Touril.
Astrea recuou om pauso, e exrlamoa:
Esse liomem lem cniao um demonio familiar
que o protege'!
Assim o oreio. responded framente Joao
Touril.
BASES DA EMPRE/.A RURAL.
Tres elementos constituem urna emprea agrcola :
o emprezario, que communca o movimenlo a lo-
das as forjas productivas; a Ierra e o capital, que
represenlam a parle material posta em movimeulo
pela nlelligcncia directora.
Um emprezario de melboramentos agrcolas de-
ve ser considerado sob a relaro : 1. da sua apli-
dao professional ; 2. do seu ttulo de cultivador i
3. do lempo de que dispOe, do genero de vida, da
familia e da residencia. Todas estas candieles devem
ser lomadas em coosdcrac.(cs ; porque o homem
valle tanto quantn valle a trra.
SeccSo 1. Aptidiio agrcola.
A aplidao agrcola he o complexo de conhecimen-
tos Iheoricos e praticos, de facilidades moraes e phy-
,icas, que collocam um chefe de cultora na allurada
larefa. He por meio desla qualidade qne elle con-
sagra o seu ascendente sobre os seus subordinados,
e qae sabe sempre pensar, obrar e sentir nos limites
do necessaro e da opportunidade.
Mas be forra que lodos os homens, principalmen-
te aquelles que seguem a carrera dos mellioramen-
los, exerram sobre as suas facilidades o imperio que
sempre permute dominar as circumslancias. Muitos,
cedendo a urna iaruld-.de dominante, peccam mul-
las vezes por excesso de imaginarn, d'acrilo ou de
senliraento ; muilos lem os defeilos das suas quali-
dades. Ora, nada he mais desagradavel n'uma pro-
fissao positiva, que implica urna responsabilidade
grave entre os cheles de eslabelecimenlo.
Enlre estes Ijpos, mais ou menos exaltados, que
perlenrem historia dos grandes revezes agrcolas,
a precedencia cabe de direito aos homens de imagi-
narao que. como,nao lem sufllcienlemenle estuda-
do a sacuda agronmica em bons autores, han obe-
decido forra de attraerito que exercem os mclho-
ramenlos agrcolas sobre os espritus euthasiaslas.
Dedicados prnseriir.au de melhor ideal, varios des'
les espirito- elevados leriam podido preparar novas
estradas aos applicadorcs, se tivessem a prudencia
de se nao encarregar di; cstabelecimenlos considera-
veis. Mas tal era precisamente a soa ambirao de
operar sobre jima grande eseala. Deixaram somente
ruinas, que attestam, mais de urna vez, que a, agri-
cultura reclama urna alteorao de todos os das e
qae, para prosperar n'uma exploraro, releva saber
parar em ccrlo atado de cousas melhora-la antes
por va do reforma do que por va de revolurfln.
l'oder-se-bia dizer acerca desles homens excessiva-
niente excitados, que linha a febre agrcola ; pois
qoe depois da crise veio o abatimento. Partidos com
enlhusiasmo, vollaram da campanba agrcola com o
desanimo !:..
O excesso de aclividade phvsica produz quasi o
mesmo resultado. Debalde, sob pretexto de reac-
cao contra a nlelligcncia, a actividade corporal se
decora exclusivamente com o titulo de pratica agr-
cola. Esle titulo he usurpado: qualquer cultura,
Mas elle loma a olTensiva, tornou a marqueza...
Alguma cnisii grii.i-me que elle prepara-se para es-
magar-nos.
He essa a minha opiniao, disse o antgo curan-
deiro:
E nao acharemos ningoem !... comecon a mar-
queza.
Joao Touril apcrtoii-lhe o braco mostrando-llie
novamente Francisco Koslan, cujo perfil apparecia
c des.ipparena enlre os (roncos das amores.
A noile approximava-se, e o jardim lornava-se
sombrio. O passo do grande Roslan pareca lento e
pesado ; mas quando erguia-se, soa alta estatura
desenbava-se .na sombra como o phalasma do um
athlcla. *
Nieul sera o engodo, disse em voz baxa o ve-
lho Bislouri ; esle feriria.
Elle nao querer.;. "bjedoua marqueza.
Tanto peior .' lornou o anligo curandeiro sec-
cameute. .
Depois areresrenlou :
Elle amou-le e foi amado por ti... He forte e
bravo.
Era tudo isso. respondeu Aslrea com desdem.
Dize Ihe que o amas, c laze-o duque, elle fe-
rira !
Aslrea relleclio um instante, c murmuroii :
l'de-se prometlcr-lhe.
' O velbo Bislouri Inmou-lbc a mao. dizeudo com
bondade.
O que alegrarme, velbaquinha, he que leu
Fernando zoinbar de li. Talvez j comerou... Em-
lim lu Ihe prometieras... Desejo que sejas feliz Es-
lou promplo lodos os das e a loda a hora.
Um criado veio advertir a marqueza de qoe o jan-
tar eslava sobre a mesa. Ella at^io n jauella c rha-
mou o grande Rostan.
Nao queres janlar ?
Janlo fra, respondeu Francisco debaix,vendo
a sombra do doulor desenliada as cortinas do saiao.
Mandei por um lalher para t junio de mim,
lornou a marqueza. Sabe... quero fallar-te.
oceupar-se em melliorar as Ierras, sem anterior-
mente se terem melhorado a si proprios. Tirefas
diflices, especialmente a segunda !...
Nao menos perigosa se aprsenla a carrera dos
mellioramenlos para os homens de sensibilidade
exaltada ; com efleilo, pelo fado smenle de que
essas almas impressionaveis scnlem vivamente, sao
muitas vezes Iludidas pelos homens e pelas cousas.
A generosidade he o seu lado fraco. e os homens es-
pertas das villas assm como os das cidades u3o lar-
dam em encontra-lo para lavra-lo em proveilo del-
les. Dahi, llusoes que nunca aconleceram, se os
homeusde sensibilidade exaltada, no lempo da res-
pectiva eslrea. se contivessem 'ura estado de obser-
varn, al que houvessem encontrado pessoas dignas
da sua coulaiica. Tudo oiiia mudara de aspeelo. e
a generosidade poderia ser empregada com ulilida-
de ; porque poderia adiar os bons e afasiar os mos.
Em torno de semrlhantcs chefes, cada am saber a o
que espera : s boas inlenr,oes a estima ; s ms o
desprezo.
No dominio das cousas ou dos interesses mate-
riaes. o espirito sentimental tambem enconlra dc-
cepces. A agricultura he ama sciencia de fados ;
cumpre ob-erva-los e n.lo invcnla-los. Ora, o enlhu-
siasmo he um mo instrumento de ptica para estas
observaces : impede que se vejam as cousas de san-
gue fri ; sabstilue a paxilo razao; arrasta sempre
alm da tealdade. Nao dizemos que seja prenso re-
pelli-lo, fora excessivamente malerialisar a agricul-
tura, fora aflsta-la dos homens uleis. Dizemos s-
menle que, se grandes larefas reclamara o fogo sa-
grado que aquece as dedica enes e gera as inspira-
mes do genio, importa poder quebrantar, em caso
de necessdade, esla disposico sentimental, cojos
excessos j tem comprometlido muitos espirtos ge-
cerosos.
Agora que lemos visto 071ra nio concern ser pa-
ra cooseguir-se bom xito em agricultura progres-
siva, cejamos o que he preciso ser.
Duas situarnos principaes se apresenlam para uti-
lisar as aplidSes agrcolas : por um lado, a organi-
sarao das dominios ruraes, que exige homens qoe
possuam o espirito dos fundadores ; por oulro lado,
a adminhtrarao, qae reclama homens que lenham
perseveranca as cousas.
Os organisadores sao chamados a substituir um
rgimen novo a um aoliga estado de cousas que ja nao
lem razao de ser. Devem ler a concepro rpida e
segura, o espirito livre de preconcetos e predilec-
roes. A larefa desles he diflicil: versa sobre as cou-
sas oao meaos que sobre os homeos. Em torno del-
les fallam os esclarecimentos : releva muitas vezes
supprimr esla ausencia de documentos por urna es-
pecie de instincto que sabe fazer fallar dos fados
mudos pelo vulgacho. Mais do que nunca o habito
das viagens, das comparares, presta immensos ser-
vicos ; mas, apressemo-nos em dizer, sdie dado aoi
homens seriamente versados natheoriae na pralica
lomar em considerarlo as localidades reconliccer o
lado fraco de um systema He cultura, proceder por
dedoccao, e fazer sahlr quasi do cilios um mundo
'nleiramente novo. Assim, como observa M. de Gas-
parn. nada he mais frequenle do que impotencia
dos organisadores emse applicar por muito lempo a
urna mesma obra. Emqaando possuem o poder de
actividade, preferem dexar a outros o cuidado de
admioistrar os dominios de que se tem apnssado. O
papel delles parece terminado assim que o novo
proeesso de cultura chega ao seu cumulo, ao seu es-
tado normal, sua marcha regular. A vida desles
homens he cheia de grandes accidentes. Seguir de
dia a da os Irabalhos ordinarios de urna herdade
parece-Ibes ama larefa prosaica, que nao podem
aceitar porque os fados materiaes nao andam tao
depressa como o pensaraenlo. Mais de um desles
homens emprehendedore* cabe cnlo na apalhia, se
as circumslancias o prcodom adminstraro de upi
dominio antes que a idade, a necessidade de descan-
so, o espirito sedentario da familia nao o tenha em-
penbado n'um genero de existencia que, para estes
espirtos rdanles, parece o repouso.
Os administradores tem a preencher um papel
mais modesto, mas sedentario : sao cncarregados de
continuar urna obra largamente esbocada, seguir um
caminho Irarado por outros. Todava algumas vezes
lema reparar fallas comraellidas, aperlar os limites
de urna organisaro que exceden o alvo. Homens
moderados e prudentes, devem especialmente pos-
snir a grande arle de nao prodigalisar a inlelligen-
cia de um s jacto, mas despende-la medida que as
circumslancias reclamaran. Triamphos mediocres
mas nao interrompidos, eis a base solida da repula-
cao agrcola dos administradores. Os rasgos do genio
nao Ihe perlencc. Observemos a respectiva estrea
annouciam homens que, pretendendo enraizar-'*
n'um paiz, procuram conquistar a opiniao publica, e
islo sem qae sacrifiquen! cousa alguma dos seus
principios nem das suas convieces aos preconcetos
do lugar. He porque prelendem mover os homens e
as cousas, as ideas t os fados. Ue porque sabem
cobrir o fundo com a forma. He lambem, he espe-
cialmente porque, segundo a maneira porque esla
belecem as queslOes.adeviuha-se nelles os homens da
pratica as im como da sdenca. Crangeam as sym-
pathiassem difliculdades : estes homeos possoem cm
grao supremo o tlenlo domando, porque conbecem
os movis das acms humanas: exercem sobre os
seus subordinados o prestigio salular que sustenta a
arrao, que dimiuue as fadigas, que n'uma palavra
desenvolve a energa dos Irabalbadores. E comludo,
i excepcao das grandes occasiOes em que se requer a
propria pessoa do chefe, quasi que nao se sent a
falla da soa presenra, lio regularmente sio Irans-
millidas as suas ordens. Aqu, nao ha palavras mo-
lis ; mas tudoquanto Impreciso, somente o que he
preciso e na forma que convem.
He escasado dizer que os admnistradores devem
associar o espirito de undade ao espirito das parti-
cularidades. He a sua misso de chefes supremos
assiguar a cada ramo de callara a sua importancia
relativa, classificir as operarles por ordem de ur-
gencia, dar alinelo a cada cousa em lempo mil.
Qualquer predilecrao damasiado assignalada Ibes
O grande Rostan murmurou, mas sobio directa-
mente sala de janlar sem passar pelo saiao. Achou
Aslrea no lumiar, qual Que furor de passear! e com semelhanle lempo!
Se esse homem continuar a vir aqui, respon-
den o marquez, proferir! abandonar a casa.
Enlao elle faz-te muito medo, meu pobre
Francisco ?
Elle incommn la-me...
Ei-lo... Sauda-o para nao dares a mohecer
muito leu embaraco... Talvez elle nao le incoramo-
dar mais muito lempo.
O doulor enlrava com efleilo sustentando o passo
pesado e trmulo do re Trufle. Sensilve dava o
brac.0 condessa de Morges, o \ i lama de l'miiard
acompanhava Irene, c Femando era o cavalleiro de
Cbiflbn : a pobre Gabriella eslava reduzida ao no-
lario.
Esse notario lnba a honra de ser drinker. Com-
puzera em sua inoridade urna tragedia intitulada
l'elopida. O barao l'otel socio de Gambard empres-
lara-lhe algum dinheiro para comprar o carlorio de-
baix da mullirn expressa de que o nolirio faria
passar o dilo Putei por um libertino al.jeclo entre
seus chontes. -
O grande Roslan saudou o doulor rom cerlo cons-
liangiinenlo. Todos assenUram-se mesa. Fernan-
do fez por nao separar-se de Chilln ; Sensilve col-
locon-se ao acaso. Era hbil emcxlralur a poesa da
sopa e de todos os pratos; porm Apollo, dos dos
versos, concedera-lhe o dom de permanecer magro
comendo como am giboia.
O poeta gordo he ainda porta'.'
Eis-aqui minha vida, charo doulor, disse o rei
Trufle. Todos os das assenlo-me mesa... e vejo os
outros coraerem...
O senhor ha de comer hoje, respondeu Sul-
picio.
O pobre homem encarou-o com admirarlo.
Sulpicio sarria, lomou o primeiro prato de sopa
cheio pela marqueza, qoe fazia as vezes de doaa da
casa, e disse poodo-o diante do rei Trufle :
Em resumo, os administradores sao homens de .
perseveranca, de lino, das occasies, qne possuem o
graode talento de collocar as suas acertes, os sena
pensameulos, os seus enlimenlos na altura das cir-
cumslancias e especialmente dos principios cujo Iri-
umpho procuram. Nao he urna larefa vulgar quan-
do he dignamenla execatada ; as mais bellas inlel-
ligencias podem ambiciona-la ; mas antea de alguem
applicar-se a urna obra de foturo remoto, deve exa-
minar escrupulosamente se perlence a classe de ho-
meos que sao capazes de grandes usas, comanlo
que a energa seja sempre sustentada por grandes
difliculdades a vencer, oa cniao oulra classe de
homens perseverantes que apazar da regularidadc,
da uuifurmidade das oceupaces, podem aceitar urna
vida pacfica, porque todas as suas facilidades sabem
achar um alimento, ala um estimulante, n'uma ad-
ministrado normal. Ao primeiro caso, cumpre que
o liomem seja orgaaisador al que a idade quebran-
le-lhe a actividad; no segundo, cumpre que seja
director de culturas orgaoisadas.
Segundo 0 que precede, be fora da duvida que os
i-j.mis.idures e os administradores de cerlo valor
se nao improvisara: as circumslancias, o imperio so-
bre si proprios, o vivo desejo de bom exilo, eis o
que os forma successivameule. Comludo, releva
que ninguem se illuda acerca deste capitulo, e, 10b
pretexto de aperfeicoar-se com o lempo, estrear sem
certa dose de aplidao, de conhecimenlos, de quali-
lades moraes e physicas. Todas as-ebronicas loraes
estao ebeias desles homens audaciosos que, contando
com os annos, enlraram na carrera agrcola sem
que para Isto se houvessem suflicientemente prepa-
rado. Veja-e em qae estado se acham a maior
parte dos nossos campos. Os ignorantes dir.io que
a agricultura Ilustrada nao passa de urna chimera;
os homens que remontam os efleilos as cansas, dirao
com pezurque, por falla de inslrucjao conveniente,
todos estes reformadores, alias nlclligeoles sob ou-
tro ponto de vista, bao comprometido por cansa da
suas exageraroes, das sua sciencia baomplela, s
causa do verdadeiro progressu.
Assim podemos repetir com os homeos de ejperi-
eucia, mestres de lodos nos: acontece na carrera
agrcola o mesmo que em todas as outras: ella im-
pe aquello que a abraca condice* de aplidao, e
por consequencia o primeiro deverda pessoa que es-
lrea he fazer exame de capacidade e de carcter. Se
as circumslancias o obrigarem a aieller raaos obra
aolcs de se acbarem na altura do papel, dever du-
plicar em energa, porque be sempre urna obra dif-
licil instiiiire um homem ao mesmo lempoque
pralica. Sabemos que as aituacoes novas cream ho-
mens novos, que se revelam, se transformara sob a
pressao das grandes necessidades. Mas, ainda re-
pilo, o fardo da pralica he muilo pesado para ser
carregad o quando o homem esl afcmo da larefa.
Seccao II. Titulas de gozo.
O melhoradororrupa, relativamente ao solo, urna
das posires segoinles, que elle deve apreciar ma-
duramente antes de fazer adiaulameolos' realisaveis
n'um fulurasnais ou menos remoto. He : primeiro
uroprielarjo que cultiva por si proprio oa por agentes
sob suas ordans. segundo rendeiro, lercairo feilor.
1.Do proprietario que cultiva.
Se he verdade qae o passado he para os espirtos
prudentes a ligan do futuro, releva convir qoe a his-
toria dos melboramentos agrcolas he riea delir...',
saluiaius para os proprielarios que coraecain. Mais
d.i que nunca podem coinprehender que, se aterra
lie lavrada em certos pair.es por camponezes pobres
e nao Ilustrados, dahi oao resulla que homens ins-
liuidose ricos possa rn, sem tirocinio, lavrar aterra
com vaolagem. Sabem que de verdade, se arriscam apagar ludo ma caro, a ven-
der tudo mais barato, porque tal be a respeito del-
les o Cdigo da Commercio em vigor em lodos os
campos. Apenas admilte-se que am pensamenlo
de especulaco, de lucro, presida sua empreza.
Para a maior parte das peswi, de aldaia, fazer valer
como proprietario, he cultivar como amador, como
-ii'iaioque busca oagoaolda vida campestre e que
quer crear para si um 1 residencia agradavel. Mui- "
tos proprielarios, em consequencia da prodigalidade
as despezas d edificios, de planlajoes, de gado e
le insiruiiienlos, Uo legitimado de'tal sorle esta
supposirao, que'm verdade ninguem se deve ad-
mirar que ella lenha conquistado o privilegio da po- -
p ularidade.
Por tanto aunca sera ocioso repetir o conseibo
que a alta experiencia de M. de Uasparn d aos pro-
prielarios neopliv tos em agricultura : islo he, que se
acaulelem de far o tirocinio em toda a extenso
dosseus domioios;-que escolbam. nos arredores da
habitarlo, urna reserva 4 trra, e qoe ahi ensaiem
as suas forras, a sua vocarao agrcola. Mais larda,
quando esliverem seguros a respeito de si proprios e
da familia, quando liverem renunciado a vida das
grandes cidades, poderao successivamente augmen-
tar a soa importancia. Mais tarde tambem cuida-
rao era construir, em aformosear a soa residencia.
Assim pralicam os homens prudentes : cada anno
v augmentar a sua instrucrao, os seus lucros, a sua
boa repularao. Se conservan! em torno de si
rendeiros inlelligentes, dignos de> confianca. se en-
tendera para execular em vantagem commum me-
llioramenlos cuja necessidode be recoaheeida. Estes
proprielarios sao homens preciosos, atis entre lo-
dos. He do sea concurso tornado iudispensavel,
que a agricultura aguarda em grande parte os seus
progres sos.
Entretanto, o que he qae ten/ atoolecidp aos pro-
prielarios que lem comecado por abracar mais do
qne podem, por edificar raslellos 1 As mais das ve-
zes sao obrigados a abandonar a vida agrcola, ou
porque revezes, tedio, decepeej, teuhara des-
gn-lado; ou por que a familia e as mligas relares
os cbamcm para a sociedade, prawiro Ihealro dos
seus triamphos. EnUo lado s realisa em perda ;
edificios, mellioramenlos, gado, instrumentos, vive-
res. Ninguem leva em conlalanUs despezas fura
dos usos locaes. E o espirito d* rotina registra am
argumento de mais coairaleultun do propriela-
rios !...
i

i
f
l

i
Essas senhoras me ((escalparan. .
O duque hesilou ; porm depois as ventas eulu-
meceram-se-lhc, um pouco de sangue veio-lhe s
faces, e elle murmurou :
Essa sopa lem um cheiro excellenle.
He a magia benvola e quasi paternal dos medi-
ros asss fortes para lomarem imperio sobre os (len-
les. Debaixo do olhar poderoso e protector do ho-
rnera que cura, o pobre valetudinario senle vollar-
lhe um appelle ficticio, come alegremente lembran-
do-se do lempo em que seu estomago triumphava
de lodos os alimentos, e o que elle come nasse dia
nao faz-lhe mal.
O rei Trufle devoroo a sopa e creio que mandou
reflzcr o pralo.
Meu Dos! dizia Fernando a sua visinha, a
qual pulo contrario procarava em van sea appelle
babiliial. o acaso conduzio-me a Pars em quanto
Vmc. licava na nossa Brelanba... O acaso laurou-
rae as sociedades mulo cedo... En eslava sosinbo
e exposlo a todas as teularOes... mas no meio desses
prazeres ruidosos procurava alguma cousa... se me
livessem perguntado o que era. nao teria sabido di-
ze-lo... meu coraran eslava vasto... Nesse immenso
jardim eu mo acliava minha flor... Como explicar-
llie iso, senliora Maria?
Oh ruinprelieiiilo bem! disse Chifln com al-
tivez, eslou ha nm mez cm Paris.
Fernando oceultou seu sorrsn, e disse com-
sigo:
Ella he adoravel; mas a victoria ser mullo
fcil.
O qae admiro, lornou Chifln, be que neste l'a-
raizo das Muflieres o senhor tenha procurado lano
lempo sua flor.
Vmr^nao eslava aqui... murmurou Fernando.
Chilln mrou, mas sorrio.
Meu Dos! cono o pobre Loriol trilava de fri
nesae momento na ra!
O senhor duque tem all ama nova natureza
mora, disse Sensilve entre dous boceados.
Senhor !... comerou o re Trufle.
Elle nao comprebeudia, e applicava a si mesmo a
phrase, dando-lhe nma signiflcaro fnebre.
Quero dizer, tornou Sensilrve que vossa excel-
lenca coraprou um quadro de caca com fructos...
Nao sei justamente a que mestre allrboa essa pagi-
na... mas ella perlence evidentemente escola hol-
landeza... e mesmo poderiamos dizer com alguma
certeza...
Foi |o filhn do porleiro, interrompeu o re
Trufle ; dizem que elle lem drsposiedes.
Sensilve tornou a pdr os oculos, e dea urna den-
la la furiosa em am lomho de linguado que nao po
dia mais.
1-Teil,

IIEGIVEI
Servindo com urna graca pevfeila. a marqueza
acliava ao mesmo lempo meio de fallar em voz baxa
ao grande Rostan, seu visinho. Ilav.a alguns au-
nos que elle nao via-sc era .semelliaulv fe-la.
Francisco, disse-lhe ella em tnm serio e iiene-
Irado, no innmeuln em que a alegra mais ruidosa
rodeava a mesa, reronbero que tonlio commellido
fallas para com ligo, e eslou arrependida.
Que leus boje, Aslrea .' perguutou o anligo ti
dalgole com admiracu :
Pensas que pode-se esquerer inleiraraenle o
passado? murmurou ft marqueza ahaixando os
olhos.
Vascanlar-mco romance: Todos vsllain sem-
pre aos primeiro- amores ?
N3o ombe-, Francisco... lloave fallas de
parle a parle... Se mudares de conducta, e lomares
a resoluco de ajudar-me seria e corajosamente em
meus projeclos....
Ah!... disse o marquez; necetsilamos do braco
de Rostan!
Talvez.
O precioso Fernando njo pode seivir-le... e
ioterrompendo-se para laucar a vista sobre o man-
cebo louro, dea ama eatroudosa gargalhala.
wmmaim
O despeita fez a marqueza cmpllldccer, porque
todos os nlhas dirigim-ae ja para ella.
Que ha enUtof pergunloo o rei Trufle.
Urna idea jarosa que passa-me pela cabera,
respondeu Francisco Rostan.
Astrea o bata servido ibundanlemeate de vinlio.
e o marquez (aba perdieo sua timidez incivil e
triste.
Vosa* "'a dcvoraiiur boje, meu primo accres-
ceulnu elle dirigindo-se ao duque.
Vi>-lo com appetle, tornou em voz baxa. e
vcr-lf amavel. miiibi mulher, he uma novidade !
Porque risle ? pergiinloa a marqoeza quando
ascanversires particulares renovaram-se.
Porque vi alli a causa de loa araabilidade, res-
pondeu Francisco Roslan ; o l-'ernaiidinho empre-
headeu conouislar a pequea... ella he a Aslrea contcmplou o joven casal, e disse :
Adevinhasle talvez, em lodo o raso qoe te im-
porta n motivo, se proponho-le a paz plena, o es-
quecimento do las fallas e volla ao anligo estado
de cousas'.'
Ella he linda!... repeli o grande Rostan cm
vez de responder ; mas assemelba-se a alguem... Nao
goslo de conlcmpla-la.
Francisco ignorava ludo o que liuha-se passado
no da.
Ah !... 1 irnou elle : qoe he feilo da oulra Ma-
ri..?...
Ilei dedizcr-le isso, respondeu Aslrea.
Ja sei a quem ella assemelha-se... Ser mora co-
mo a mi ?...
Bebeu um copo de vnho, a fronte cobrio-se-lhe
de uma nuvem mais sombra.
Havemos de conversar extensamente e em par-
ticular a esse respeito, disse-lhe Aslrea ao ouvido.
Nao quero occullar-te qae ha que fazer...
Veremos se quera* ser duqae.
(Continuar-se-ha.)


*r\"'--:
MUTILADO


DIARIO OE PtRMISUCO SBADO 19 mE IMIO DE !855
Assim lio indispensavel qae os possuidorrs do so-
lo, teja qual for o pretexto com que empreguent ca-
pilaes da mellinramenlos, possam preciar porte
proprios a opporlunidade e Of resollado desle adi-
anlamentos. Vejamos agora como he qne um pro-
prielario que cultiva deve organisar o son sysle-
ma administrativo, relativamente ao pcs.oal direc-
tor.
Djus sysleinas se apresenlam su.i escolha. Po-
de delegar os seus poderes, I. a varios cliefea de
servidos eipeciaes cultura, gado, armazn j e conla-
bilidade), 2." i um senle m lis ou menos instruido,
IMii ou menos retribuido, chamado contra-roestre,
caixeiro ou administrador.
( primeiro destes svslemas implica forreramente
a residencia permanente do proprielario que culti-
va, que conserva para si so a directo do todo. Pela
nalureza e pela pronria espeeialidade da suas tune-
cSa, os seus logares lenles sao naturalmente ex-
clusivos : releva todos os dias, no interesa da har-
mona geral, dar-llies ordens em terapo npportono,
vigia-los, receber as suas observaces. Em oulros
termos, pertence ao chefe supremo s representar o
duplo papel de motor e regalador : por que se Taz
mover toda* as rodas, deve lambem prevenir os cho-
ques, os rompimentos, as aee-eloraooes ou o afrou-
lamento de celeridade. lima grande herdade que
l'unrcioua desla maneira he verdaderamente bella
de ver : ahi reina o principio da dirimo do trabalho
com todas as suas vanlagens; em parte alloma as
aplidoes, asvocaro>s sio melhor ulilisadas em pro-
veilo das particularidades c da unidade ao mesmo
lempo.
O segundo svslema he menos directo que o pri-
meiro; com elfeilo, se a unidade de poder anda re-
side n'um mesmo chefe que centralisa a direco.ln de
todos osservicojltesle chefe, j nAo he o proprielario
que desde entao nn est adslriclo a residencia : he
um gente revestido da conlianca e da aulnridade
do proprielario. He esencial que entre estes ho-
mens, um mandatario, outro delegado, as funceics
sejam perfeilainenle trucadas; por qne a autoridade
de um chefe de pessoal, aiilc de descer os degraos
da hierarchia, deve sempre apparecer tima, forte,
decidida. Se houvor diviso, eslremecimento no
alto, havera indecisao, molleza, desobediencia rm
haiio. Se os subordinados lem o direito de appelli-
rao para o proprielario contra as ordens do chefe
immedialo, havera anarchia. Saber fazer respeilar
o representante da su i propria autoridade, eis, em
militas si luanes a larefa dilllcil dos proprielarios.
ludo conspira para llies a lomar delicada. De ama
parle,* administrador se loma a peiluos inleresses do
seo palmo, nao recua diaute de refirma alguma de
abuso : eicita desconlenUmcnlns; viola posicoes d-
queridas antes por prescripe,an do que por ttulos de
servico. Os parsitas, que sabem sempre viver
cusa dos castillos c que eiercem tilo infelil influen-
cia aubre o bons operarios, so expellidns inexora-
velmenle. lude ira. O numero dos conjurados
augmenta : aguardam-se as occasies: nliram ou
fazemobrar sobre o espirito do castellao e di sua fa-
milia. Quantos litulos i comtniseracao nao so in-
vocados E depois, vein as recordacAes da familia:
esle foi rutilo de leile do proprielario : a m desle
outro presin laes e lacs serviros. Dentro cm pou-
co, releva que o administrador seja mu hbil, ate
na arte de fater o bem, para resistir a seme-
ntantes argumentos que se dirigem aos senlimcntos
mi gneros e Iriumphaiii faclieule. Assim he
iudispensavel primeiro que ludu, que o administra-
dor se enlenda a este respeito, pec,a ao proprielario
nma lista dos seus protegidos, procure tirar destes
protegidos o melhor partido possivel, e se se traa
de pessoas indignas de tal confianra, fazer que o
protector abr na sua conlabilidade urna conla de
obra* pias. Anda repelimos, sin he cssencial, es-
pecialmente n'uma empreza de mellio ramelos, por
que ahi, miis duque entoulra qualquer, a repula-
cao do. administrador he ataco la, nao s pelos inle-
resses prejudicados, mas inda pelo espirito de ro-
lin.i.
O proprielario que obra por va deadmuiislrai-.il
pode reservar para si a fuuccflo de organisadnr do
seu dominio, e entao confiar s^nieiiie~Soliii agente
as funcees de administrador. Neste caso, esle ul-
timo eiecula um plano que nao conceden : repre-
senta um papel roais ou menos passivo; sei podera
ser ri'sponsavel pela eiaenrao das particularidades-
e de maneira alguma pelo*resaltados du todo. Scr-
he-ha necessario muilo tacto pira reduzir o pro-
prielario a ama marcha mais racional, se realmente
esle, como acontece frequenlemeulc aos organisado-
res, nao tem escolhidn boas bases para o seu plano
do cultura e de melhoramento. Um dos seus prin-
cipies deveres ser linda nunca ser encontrado des-
prevenido por falta de ordens emanadas do proprie-
lario em lempo til. Esperar que o chefe supremo,
muitas vezes absorvdo por oolros inleresses, trans-
mit! assius instriicroes. he encerrar-so n'um pa-
pel de inercia, de apalhia, que nota um espirito, se-
an limitado, ao menos indillerenle e al hostil.
I m administrador que obrasse tiesta pequea guerra
de emboscada, nao seria ccrlamenle um agente dig-
node ser conservado. Compre ir adianto das neres-
sidades do servico, o se os litulos de que elle est re-
vestido, em certas medidas importantes, nao Ihc dao
n direito de iiia/iiajde e.rerioiio, lem o direito de
iiiicialicadcprepotinio. Ora, esle ultimo he sem-
pre um boro traro-de-unio entre dous liomcns que
lem o desojo de se entender.
(luirs vezes, o propri.lario encarrega o seu ad-
minislrador de apresenlar-lhe um projeclo de cul-
tura. Esle projeclo apresenlado, o proprielario o
examina, o discute, o approva. Ao partir desta ul-
tima formalidade o projeclo loroa-sc a lei das duas
parles, do socio costeador assim como do agente en-
enrregado do* fundo. As duas parles se entende-
r.un sobre o capital disponivel para as opersres.
Tem-se distinguido precisamente a parle do capital
destinada a cada um dos melliorameutns pr ojela -
dos e a parle ipplicavel cultura prnpriamenle di-
la.ou em outros termos, lem-se classilicado as despe-
zas em extraordinarias e ordinarias. Tem-se de-
terminado as pocas em que se farao as entradas de
fundos. O administrador particularmente lem pro-
curado prevenir o proprielario contra a dea de en-
trar nos seas adiahlamenlns antes do lempo oppor-
luno. Tem lomado em cousiderar.au, no sea pro-
jeclo de cultura, o caso em que o proprielario poder
occorrer a todas as despezas de urna cultura que eli-
ge um capital sufllciente, c uitlro caso, mu f requen-
se, em que. nao podendo nem querendo o proprie-
lario fater os adianlameolos necessarios, releva ado-
ptar nm syslema de cultura que crea por si mesmo
os seus capilaes, e desde enlAo pro segu antes pelo
lempo do qne pelo dinheiro. Em primeiro lugar,
a cultura he levada ao seu mximo de despezas
quanlo siluaco t he activa, nao recna dianlc de
despeza alguma til. Em segundo lugar, pelo con-
trario, conleiiiporisa. procede de vagar, so empre-
liendo aquillo que lemconvierto de levar a bom re-
sultado. Ficar em caininho, suspender, por falla
de foudos, operaees comec-aj.is, eis o seu grande
recele, por que ella sabe que um tnb illm nao aca-
bado, he um eutprego de dinheiro cajos juros eSlo
coinproniellidos, se nao perdidos.
l'or lauto, o ysteuta de administracAo, assim co-
mo ludo ueste mundo, tem as suas condenes de
bom xito e d revezes. Km resumo s pode ronvlr
entre pessoas que se coniprehendem, que sabem fa-
zer reciprocamente mutuas concessoes, e que espe-
cialmente conseguem, desde o ciineco, entenderse
sobre m tres prineipaes qaestes segniiles : a escu-
lla do pessoal, o syslema huanceiro da empreza, o
syslema de cultura; nisto, quasi sempre, esljo casa*
belU das duas parles contratantes, quando nao lem
de_ commum accordo fixado as prineipaes bases da
empreza. Semduvida, nao .e rhega logo ro primei-
ro dia a esle accordo; em duvida lie nlil qne um ad-
ministrador lenha lempo pitra estud ir o lerreno, c u
proprielario ao administrador. Mas qaando estos
cnndiems fundamenlaes sao preenchiilas, quando as
duas partes se conhecem lauto melhor quanln sao
vi-las oceupadas no Irahallio, a conlianca reciproca
tem solidas garantas de duraeao. Pode-se canii-
nhar : as dilliculdades da estrada se aplainarao sol
influencia de duas vonlades que proseguem para
um alvo commum fixado de nntemilo.
(Jornal d'.t;iricvltura l'ratia.
Minhat memorial ou cu ao natural, escripias -em
dez minutos
I.
Meu nascimento.
A 12 de marro de 170") sahi das Irevas para ver a
luz. Kui medido, pesado c baplisado. Nasci sem
saber porque, e meas pas deram grness Dos sem
'ambem saberera de que.
"
lUinha educaran.
Ensinaram-metoda a sorlede cousas, e toda a es-
pecie de linguns. A' forc,a do ser impudente e char-
lalao, passei algumas vezes por um sabio. Minha ca-
liera liiriinu-se urna bibliotheca desmontada, de que
ep guardei a chave.
III.
Sttu* so]frmenlo*.
Kui atormentado pelosmestres, pelos alfaiates V't
me faziam a roupa sempre aportada, pelas mulheres.
pela ambirao. pelo amor prnprio, pelos pezares imi-
tis, pelos soberanos e pelas recordarcs.
IV.
Pricares.
Kui privado de tres g-randes gozos da especie hu-
mana : o roubo, a gula c o orgulho.
V.
pocas memrate**,
Aos IM) anuos renuncici dansa, aos 10 an bello
sexo, aos 30 opinrto publica, aos (i) ao pensar, e
lornei-me um verdadeiro sabio ou egosta, que he a
mesma cousa.
VI.
Iletrato moral.
Kui teimoso como urna bcsia, caprichoso como
una namoradeira. alegre como urna crianza, pregui-
oso como um marmota, activo como Bonaparle, e
o mais vontade.
Vil.
fesolurao importante.
Nao tendo podido nunca assenhorear-me de mi
nha physionomia, sollci as reiicas lingua e contra
h nmo costume de pensar alto. Isso trouxe-me al-
guns prazeres e muitos inimigos.
VIII.
O que ui e o que poderla ser.
Fui muilo sensivel amizade, confianca, e se li-
vesse nasrido na idade de ouro tera sido um com-
pleto homem de bem.
IX.
Principios respeilarels.
Nunca me impliquri em Basamentos ou hisbilhn-
tairices. Nao Uve trato com cozinheiros nem mdi-
cos, por conseguinte nunca allenlei contra a vida do
p relimo.
X.
Meu* goslos.
Cmstei das pequeas sociedades e do passeio pe-
los bosques. Dedicava una veneracAo voluntaria ao
sol, o seu desapparecimeutn me entristeca muilo.
Das cores, coslava do azul; das comidas, do moc-
lo ; das bebidas, da agua fresca ; dos espectculos,
a comedia e a Inri ; das hnmens e das muflieres, as
physionomins aberlas e expressivas. As corcundas
dos dous sexos tinham para mim um enranto que
niiucapude dtfinirr.
XI.
Minhas acerse*.
Udiava os tolos e os velhacos, as mulheres intri-
gantes c hypocrilas ; a afleccAo desgoslava-me, os ho-
mens pintados e as muflieres arrebicadas rausavam-
me pena e aborreca de morle os ratos, os licores, a
metaphysica eo rhuibarbo, e liulia medo da justica e
dos anmaos ferozes enraivecidos.
XII.
A analyse de minha vida.
Esporo a morle sem medo e sem impaciencia.. Mi-
nha vida tem sido um mao melodrama de grande es-
pectculo, onde represeutei de heroe, de lyranno,
de galau, porcm, nunca de criado.
XIII.
Recompensa lo cea,
Minha grande fortuna be ser indepcndenle dos
tres individuos que dominam a Europa. Como sou
rico. nAo cuido de negocios, e iudiirorenle musir
caitas com 600 libras de rap ari-a preta, 3 rolos
com 10 arrobas e 2 libras de fumo, 10 caitas com'
370 libras de sabao, 4 saceos com 20 arrobas de rafe,
1 dito com 3 arrobas e 27 libras de carnauba, 3 cai-
tas com22 libras de cha, 100 arrobas de carne, 8
sacros com 400,000 reis em cobre.
Lisboa, brigue portagoez aia //, de 308 tone-
ladas, conduzo o seguinte : 2,182 saceos com
10,910 arrobas de assucar, 362 cascos mel, 600 va-
quetas, 10 pa*ilcs cravo girlo.
Colinguba, liialc brasileiro Sergipano, conduzo
o seguinle : 2 tambores de ferro para engenlw,
; caivas com 130 libras de rap ar-a prela.
HECEBEDOUU DE KENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PEKNAMKUCO.
Hendimento do dia 1 a 16.....14:7968863
dem do dia 18.....; 1:5069119
16:303*282
CONSULADO PROVINCIAL.
Reiidimenlododia 1 a 16.
dem do dia 18.
18:8143771
|:379|343
20:424jtl3
MOVIMENTO DO PORTO.
yacas entrados no da 17.
Babiati dias. garopeira brasileira l.rraro, do id
toneladas, mcslre Joaquiui deSouza Coulo, equi-
pagem 6, carga tabaco e mais gneros ; a Domin-
gos Alves Malheus.
Clasgon e Scellydo ultimo porto 30 dias, luger
ingjez Chnjsolile, do 277 toneladas, capilao Pe-
ler Cumming. equipagem 13, carga fazendas c
mais gneros ; a Adamson Bowie & Companhia.
Terra Nova 30 dias, brigue inglez ll'Hliam 'J'u-
cher, de 161 toneladas, caplo I. Le Messurer,
equipagem II, carga 2,138 barrica) com bacalhno;
a Mr. Calmont & Companhia.
Ilha do Kaial:ll dias, euler porlugucz ijiiilhtt de
Ferro, de 76 toneladas, caplto Antonio Jacinlbo
Velloso, equipagem 11, carga vinho ; a Thomaz
de Aquino Konseca i Pililo,
'i'ados sahidos no mesmo dia.
Parabiballiate brasileiro (amiics; meslre I/idoro
Brrelo de Mello, carga bacalho e mais genero.
Passageiro, Jo3o Gomes Moreira, Antonio Fran-
cisco de Olveira, Jos Antonio F'ernandes.
LisboaBrigue porluguez l.aia II, capilao Caelano
da Costo Marlins, carga assucar.
LiverpoolBarca inglezi Jes Baker, carga guano. Passagciros, F'rederico Au-
gusto /.ctz e sua familia.
Rio (raudo do Sul pelo Rio de JaneiroBrigue bra-
sileiro Algrete, capitao Manool Pcreira Jarilim,
carga assucar.
Em commissaoBrigue de guerra hradleiro Capi-
baribe, coinmandanle nprimeiro-lenenlc Ludgcro
de Salles Ohveira.
Varo entrado no dia 18.
Marselha16 dias, barca france/.a Palanqun), de
211 toneladas, capitao I. Palanquim, equipagem
II, em lastro; a Adour& Companhia.
Sa.ios sabidos no mesmo da.
Montevideo por Buenos-Ayres Ilialc argentino
Obligado, meslre Lourencu (darlos ftielsou, carga
assucar e agurdenle.
ParabibaHialc braseiro l-'lnr do llrasil, meslre
Joao Francisco Marlins. carga bacalho c maisge-
ncros. Pa-sageii-o, Manoel de Almelda Lima.
XIV.
Meu epilaphio.
Aqu jaz descansado, com urna alma enfastiada
(blase), um coracAo gasto e um corpo estragado ;
um pobre diabo morlo. Meus seuhores e senltoras,
passai adiaute !
XV.
Dedicatoria ao publico.
Cao publico Orgao desafinado de todas as pai-
xies tu que le elevas ao co e le mcrgulhas no ro-
do, que elogias e calnmnias sem saber porque, ima-
gem do rebate, echo de (i mesmo, lyranno absurdo,
verme asqueroso, cxlrato dos venenos mata finos, dos
aromas mais suaves, representante do diabo junto :
especie humana, furia mascaraib com a candado
rhri-la Publico que cu tem quaudo erianra,
respeilei quando homem c abnrrero boje velho ; he
ti que eu dedico minhas memorias. Gentil publi-
co cmlim. eslou lora de leu alcance porque rslnii
morlo, e por consequenria surdn, ceg e mudo. Pos-
sas tu gozar dadas vanlagens para leu descanso e pa-
ra o do genero humano !
[Peridico dos pobres no Porto.)
COMMERGIO.
o couselhe de qualilicacao da mesma parochia, e
trabalhara no consisloric de N. S. do Terco por es-
paro de 13 dias, na forma das instrucees de 23 de
oulubrode 1830, e decreto n. 1130 de 12 de marro
de 1833.
E para que rhegue ao conhecimenln de quem
convier, mandei passar o prsenle, que ser afiliado
na porta da.igreja de N. S. do Terco, e publicado
pela imprensa.
Secretaria do conselho de qualhcac,o da fregue-
sia de S.Jos 12 de maio de 1833.
Eu Joaquim de Alliuqucrque e Mello, capilao da
primeira companhia c secretario do conscllio o es-
crevi.Hodolph ino llarala de Almcida.
Domingos AITonso Nery Ferrcira, commendador da
imperial ordcni da Rosa, coronel e commandanlc
do primeiro batalhlo da guarda nacional do Re-
cife por S. M. I. etc.
Varo saber a lodos os inlorcssados, que no dia 20
do correnle se reunir o conselho para revrtSo da
qualilicarao da guarda nacional da freguc/.ia de
Santo Antonio, e trahallutru no cuusistnrio da ma-
triz da mesma Ircguczia, segundo o disposlo as
instrucees de 23 ele oulubro de 1830, e decreto n.
1130 de 12 de marco de 183:1.
Ouartel do commando ilo primeiro batalhlo de
nfanlaria da guarda nacional do Recifc,l3 de maio
de 1833.Domingos Alfonso Sery Ferreira.
O Dr. Rufino Augusto de Almeida, jui/. municipal
supplenle da segunda vara do civcl c ronimercio
nesla cidade do Rccfe de Pernamburii etc.
Faco saber aos que o prsenle cdilal virera, em
commo por este juizo no dia 19 de maio do corrente
anuo na sala das audiencias, e linda a mesma se ha
de arrematar em praca publica a quem mais der a
renda annii.il de urna casa terrea sita na ra da
Praa do Rangel n. 20, avahada em 4009 cuja
casa foi penhorada n Francisco de Anejo de Barros
por s e como lulor de seus i raos, c oulros por ex-
ecucao de Antonio Perera Mendos. Toda a pessoa
que cm dita casa Jquizer laucar, o podrr fazer no
dia da praca cima indicado, e este sera publicado
pela imprensa o afiixado nos lugares do coslumc.
Dado e passado nesla cidade do Rccife de Per-
nambucoaos28 de abril de 1833.
F^u Pedro Tertuliano da Cunta, cscrivao subs-
crevi.Hufino Augusta de Almeida.
Pela inspectora da alfandcga se fjz publico
que no dia 2't do correnle depois de meio dia se bao
de. arrematar cm hasta publica a porta da mesma re-
parlicao, sendo a arremalacao livre de direitos a >
arrematante, 42 camisas de lAa sem pello por dentro
avahada cada urna em 13 rs., apprehenddas pelo
guarJa nacional Francisco Dias Ferreira de Olvei-
ra, no dia Ib do passado ao marujo Anlonio Fran-
cisco dos Santos, no acto de ferem desembarcadas
para serem subtrahidas aos direitos,
Alfandcga de Pernanibuco 18 de maio ele 1833.
O inspector, liento Josv Fernanda llanas.
mesma companhia, 170; cordao de la prcla de urna
lnha de grossura para vivos das sobrecataca do I."
balalhSo, varas 650 ; clcheles prelos.pares 211.
Para o meio balalbao do Caer.
Bonetes, 100 ; grvalas, 100 ; panno azul, ova-
dos, 230 ; brim branco lizo, varas 300 ; algodAozi-
nho, varas 300;paniio preto, covados 40 ; mantas de
aa ou algodao, UM) ; esleirs, 100 ; clcheles pretos,
pares 200 ; sapalos, pares 100 ; luies brancos, gro-
zas 10 ; dilos grandes convexos de metal dourado,
7 linhas de dimetro, 1,600 : dilos pequeos de dilo,
1,100 ; ci-ciiiira verde para vivos, covados 21.
Quem quizer vender estes objeclos aprsente as
suas propuslas em carta fechada na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 21 do correnle mez.
Secretara do conselho admiiiislrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 12 de maio de 1833.
Jos de lirilo Inglez, coronel prcsdenlc. llernar-
dn l'ereira do Carino Jnior, VOgal e secreta-
rio.
EDUCADO D1S FILHAS.
Entre as obr,.s do grnele Fenelon, arcebispo de
Cambra), merece mui particular mencAo otratado
da educaijan das meninasno qual "esle virtuoso
prelaelo ensina como as mais devem educar suas fi-
Ihas, para um dia chegarem a occopar o sublime
lugar de mai de familia; lonia-sc por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam cui-
alas no verdadeiro caiuinlio da viiU. Est a refe-
rida obra Iradu/ida em porluguez, e veiulc-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto prec de 800 rs.
PHOYAS DA EISCELENCIA DO
MKTODO CASTILIIO.
OiTerecidas cordialmcnte ao Illustie
Sonhoi S. correspondente do Jor-
nal do Commei ci do Rio de Janei-
ro, por seu umilde criado, Francisco
deFieitas Gamboa.
Illms. Srs. Pedalorrs do Diario de Pernambwo.
Arrumarao.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para eo-
ziuhar emeasa de homem solleiro : a Iratar na ra
du Queimado, luja n. 32.
Alaga-se urna loja com armario, e lamhem s
vende mesma armacAo para qualquer negocio, na
ra do l.ivramento n. 30 : a tratar oo mesmo sobra-
do com o proprielario.
Aluga-se urna casa na ra dos Coelhos n. 13
com 8 quarlnsc 2 salas : qnem pretender, dirija-se
a ra do Queimado, luja n. 10.
Vicente l'erreira da Costa venden a sua taber-
na do aterro da Boa-Visla n. 80 ao Sr. Joo Alves
de Carvillio Porlo.
Na madrugada de 10 para 11 achou-sc um ca-
vado, o qual vagava pelas ras : quem for seu dono,
dirija-se ra do Mondego n.82, que dando os sig-
naes cerlos c pagando as despezas, se Ihe entregar.
Oflercce-se nma mulher de boa conducta para
o servico de casa de um homem solleiro, anda mes-
mo para alcum tillo porto da praca : quem precisar,
dirija-se a Boa-Vista, becco doslerreiros n. 4.
EDITAES.
Pela inspcccAo da alfandcga se faz publico, que
exisfem no armazem da mesma os voluntes abaixo
descriptor, alcm du lempo marcado pelo regulamen-
to, e pelo prsenle sAo avisadles os respectivos doims
e consignatarios para os despachar no prazo de 30
dias, contados desta dala, lindo o qual serio arrema
lados em hasta publica na forma do arl. 274 do mes-
mo regulamenlo, sem que cm lempo algum se possa
reclamar contra o cfieilo desta venda.
Armazem n. 8.
Marca JSI.C, n. 20, urna caita viuda na batea
Rogo a \ mes. dignem-sc inserir os nomes dos ar- Precsa-se alugar um escravo que sirva de co-
islas qo rreqentam a minha aula deloilura repen- peiro, e para o mais servico interno de urna casa : a
lina, as lices nolurnas, ras quaes apenas empre- tratar na ra do Trapiche Novo n. 6, segundo audar,
go urna ora para a Icitur.i e nutra para contabelida- consulado hespanhol.
MarieJasat
Sociedade Dramtica Emprezatia.
DOMINGO 20 DE MAIO DE 1833.
Depois de execulada urna das meliiores ouverlu-
ras, cstrear.i o espectculo a comcuia em um acto
Iraduzidado original francez, c que tem por ti-
0 ASNO HE SEMPRE ASNO.
Scguir-se-ha depois a ropiesenlacaoda sempre ap-
plaudida e desojada come.la de coslumes brasileiros
cm 3 actos, ornada de excellcule msica
0 HIAMaSMA bbanco.
Com a qtinl lindar o espectculo.
Principiar;! B K hora-.
DECLARACO'ES
oTTftTimTiBf^^ro^om^tolsl^^ "l>[" ''a ?" ~ \a *> Hrentina,
j_i A. F. Coulon. ^ -orrfita etn 6'j:t-J30, e ja annuuc\|da.
Marca P, n. 21, urna barrica vinda na escuna in-
glezaTaen, em II de abril de 1833 ; a J. Cablree
& Companhia.
Marca P, n. 23, nma caica, idem.
Marca diamante IIKYV, n. I a 50, 50 barricas viu-
das no brigue dinamarquez Louize, era 8, 9 e 10 de
marco de 18-33 ; a C. i. Aslley & Companhia.
Alfandcga de Pernambuco 10 de maio de 1833.
O inspector liento Jos Fernandes Barro*.
O Illm. Sr. inspector da lliesoiiraria provin-
oial, cm cumprimento da ordem do F.xm. Sr. presi-
dente da provincia de 5 do corrente, manda azez
publico, ipiaims dias 29, 30 e 31 do mesmo mez.
ao meio dia perante a junta da fazenda da mesma
Ihcsouraria se ha de arrematar a quem mais der, os
mpostos abaixo declarados.
Taza das barreiras das estradas c pontea segundes:
PRACA DO RECIPE 18 DE MAIO AS 3 ,
IIORAS DA TARDE.
Colaces ofliciaes.
Assucar mascavado regular1a330 por arroba.
Dito dito inferiorISiOO idem.
ALFANDEGA.
Rendimenlodo dia 1 a 16.....173:319905
dem do dia 18. ...... 10:283}337
7:110->000
i:7i(r000
2:11009800
2:3005000
5:0003000
1:3109000
6309000
5009001I
ADMINISTRACA'O DO CORREIO.
O bial nacional Comi dt> Xortc recebe a mala
para o Aracalx, boje 19 :,s 2 horas da tarde.
Perante o conselho administrativa do palrimo-
niodosnrnhnos, se ha de arrematar em hasta publi-
ca, na sala das suas seasoes, em o dia 22 do correnle
niez.a renda das casas do mesmo patrimonio,que dei-
xaram de ser arrematadas no dia 18 por falla de li-
cilanles.as qua"s sao as scguinlcs : pateo do Collc-
gion. 1, segundo andar, n. 1. sala, n. 1, leja, n. 1,
loja, ra das Lsrangeiras n. 5, ra do Rangel n. 6,
ra dos Pires n. 13, ra de San Goncaln n. 10, c ra
la Madre-de-Dcos es.22, 23, 26, 27, 33, 3i e 36 :
os licitantes bajam de comparecer com seus fiadores
em a sala das scsses do mesmo conselho, as 10 horas
da manda* do mencionado dia 18.
Secretaria do conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos 18 de maio de 1833. O secretario,
Manoel Antonio Viegas.
' No dia 23 do correnle continua a estar em
praca no paco da cmara munhripal dcata cidade a
183:6335262
l'olha,
caf.
Descarregam naje 19 de maio. *
Lugre inglesChrytolelemercaduras.
Brigue inglez ll'm. Tucherbacalhuo.
Paladn aiiiiMcannl.enr-.Mitin/hamidem.
Barra americanaConradfamilia de trigo.
Chalupa porluguezaijuilha de Ferropipas de
vinho. t
Escuna brasileira/aniegao resto.
GaropeiraLiirarao ramo c charutos.
Importacao .
Ilialc Castro, viudo da Babia, consignado a Do-
mingos Alves Malheus, mauifesloo o seguinle :
1 embrulho com urna peca de seda ; a Bruuii
Pracg/r & C.
2 saceos alfazcma, 101) caixas charutos ; a Anlo-
nio l.ui/. deOlivcira Azevedo.
47 barricas abatidas, 317 fardos tabaco cm
10 caixcs o .330 caixinhas charutos, 65 saceos
2 caixas azeite de deudo, 6 urres ignora-se, 8 po-
tes ; a ordem.
I raixa charutos : a Manoel dos Santos Pinto.
I elila dilos ; a Jos Antonio da Cunta & r-
telo.
Brigue llllitm Tucher. viudo ele Terra Nova,
consignado a Me. Calmont. & C, manifeslou o se-
guinle :
2,1.38 barricas bacaihao ; aos consignatarios.
Chalupa Ijuilha de Ferro, viuda de Faial. consig-
nada a Thomaz 'le Aquino louseca & Filho, mani-
feslou o seguinle :
101 hans, 86 pipas c i lianis vinho
nalarios.
Gur-peira l.icracao, vinda da Babia, consignada
a Domingos Alves Mathcus, manilo.ion o se-
guinle :
1 barrica missanga ; a Anlonio Lopes Pereira de
Mello.
500 caixas charutos-, a Lima Jnior & Compa-
nhia.
29 fardos tabaco, 60 saceos caf, 2 caixas e 1,306
caixinhas charutos, 20 latas azeite de mamona, 40
fardos algodao,800quarliiihas, 5 fallas de louoa, 19
fardos fumo ; a ordem.
CONSULADO
Kendimenlo do dia l*a 16.
Idem do dia 18. .
aos consig-
VVRIEDVDE.
I.KUAL.
12:9225153
1:4569145
I4:378f296
ROSTOPCIIINE.
Ataba desahir ,i luz em l.eipsig urna noticia bio-
graphica e bibliograpbica, cojo principal objeclo re-
fere-se a essa famosa persouagem.
Roslnpchine/oi o celebre commandanle dos in-
cendiarios que destruirn) Mosco em 1812.
Eis-aqoi as suas memorias cscriplai por elle
mesmo :
UlVEltSAS PROVINCIAS,
Reodimenlo elo.lial a 16..... 1:8409199
dem do dia 18. ,..... 97895
1:9385094
Exportacao'.
Parabiba, Itiale brasileiro Camoet, de 31 tonela-
das, conduzo o seguinte :112 volumes gneros es-
Irangeiros e nacionaes, 19 saceos com v5I arrobas e
15 libras de arroz, 1 lata cora 2 arrobas Je fumo, 6
Giquin, por anuo......
Magdalena, por anuo.....
Molomlomlin, por auno ....
Cachanga.por auno.....
Jabuatao, por auno.....
Ponte dos Carvalhos, por anno.
Tacaruua, por anuo.....
Bujarv, por anno......
\ inie por cento sobre o consumo da agurdente
no municipio do liedle, por anno 12:5105000.
As arremtameles scrao feitas por lempo de 3 an-
uos, a contar do I. de jullio docoi rente anno, a^ fin
de junho de 1838.
As pessoas que se prupozerem estas arrcmala-
ees coinparecam na sala das sesses da mesma junta
nos elias cima indicados, com seus fiadores compe-
tentemente habilitados.
E para constar se mandnu aflxar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da the.-ouraria provincial de Pernam-
buco "de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
cm cumprimenfo da ordem lo Imii. Sr. presidente
da provincia de 7 do correnle. manda fazer publico
que nos dias 4, 6 e 6 de junho prximo vindimm vai
a pra^a para ser arrematado a quem maior preco of-
l'crecer. um sitio ua estrada de Belem, com casa de
pedra e cal e copiar na frcnle.e no fundo da casa nm
grande tclheiru cuhertodc tullas sobre pilares, com
bastantes fucleiras diflcrenles, baixa para capim, um
viveiro para peixe, duas cacimbas, cercado cm parte
com cerca de liinao, e porlflo ele madeira. avallado
em 3:37.35000 rs,, o qual foi adjudicado a fazenda
provincial por xeruraocontra o cx-lhesoureiro Joao
Manoel Mendes da Cunha c Azevedo c oulros. pelo
alcance da mesma thesouraria.
E para constar se mandn allixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria {provincial de Pernam-
buco 9 de mato de 1835.O secretario.
Antonia F. d'AnnunrtarSo.
Jos Candido de Barros, negociante matriculado da
praca de Pcinambuco, vicc-cunsul da Rumia,
oflicial da imperial ordem da llosa, tonente-co-
ronel e commandanle do lerceiro batalhao de
fuzileiros da guarda nacional do municipio do
Recife, e presidente do conselho de qualifica-
cao da parolina da Boa Vista, por S. M. o Im-
perador a quem Dos guarde etc.,
Faro saber que da data presente a oito diast em
de luni'i louar o conselho de quallliracao desta pa-
rodiia, de ronforiniilade com a rcsnluoao da segunda
parle do artigo'.) do decreto n. 1130 de 12 demarro
de 1833, tendo lugar assesios do mcsmeiconselhn no
consistorio da igreja matriz da Boa Vista, as quaes
devem durar o lempo necessario e designado no arl.
10 do decreto n. 722 de 2.5 de oulubro de 1830. e
que por isso deverilo comparecer lodos os cidadan.s
uelia residentes, para serem qualificados na con-
formidade da lei.
E para que clieCue a noticia a todos, mandei pas-
sar o prsenle, que ser publicado pela imprensa, e
ootros de igual llieor. que serilo aluzados nos luga-
res mais pblicos da parochia.
Ouartel do commando do lerceiro batalhao de fu-
zileiros da guarda nacional do municipio do Recife
cm 12 de maio de 1855.Jos Candido de Barros,
teuente-coronel, presidente do conselho.
[O lente coronel Rodulpho Joao Barata de Almeida
oflicial da ordem da Kosa.cavalleiro da ordem|de
Chrislo. commandanle do segundo batalhao de in-
fanlaria da guarda nacional do municipio do Re-
cife, e presidente do conselho de qualilicarao da
parochia de S. Jos.
Faco saber a lodos os interessados, que no dia 20
do, correnle, lerceira dominga de maio, se reunir
Pela subdelegacia de San Josb.dn Recife se faz
publico, que tora encontrado vagando um rav,tilo
ruco com cangalha : quem for seu legitimo dono,
justificando Ihe sera entregue.
Subdelegacia deSan Jos do Recife 15 de maio
de 1835.Osobtelegadn. Eduardo Frederico Ranks.
Perante o conselho administrativo elo patrimo-
nio dos orphaos se ha de arrematar a quem mais der
em basta publica, na sala ele suas scsses. em o elia
22 do correnle mez, a renda das rasas do mesmo pa-
trimonio, abaixo mencionadas, por lempo do um
auno, qae tem de decurrer de l.dejulho prximo
futura a 30 de junho de 1836, a saber : becco das
Bolas ns. 37, :t8, 39 ; ra da Lapa ns. 40. 41 ; ra
do Cordoiiiz ns. 42, 43; ruada Moeda us. ii, 43,
46, 47; rua do Araorim ns. S, 49, 50, 51, 52, 53,
"n. 35, 56 : ra do Azeite ele Peixe ns. 57, 58, 59,
60, 61, 62, 63, 61 : rua da Cacimba ns. 65, 66. 67 :
rua do Burgos us. 68, 69; ruado Vigario ns. 71,
72. 7.1.
Os licitantes bajam ele comparecer rom seus fia-
dores em a sala das scsses do mesmo conselho, as
10 lloras da manira de mencionado dia 22.
Serrelaria do conselho administrativo do palrimn-
uio dos orphaos 15 de maio de 1853.O secretario,
Manoel Anlonh Fiegat.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES COSTE.ROS.
A direccao tendo de manda aterrare
fazer o caes etn (rente do terreno que a
Companliia Pernainbneana possne no
Forte do Mallos, e desejando que taes
obras se facam por arrematarao, convida
as pessoas que se proponham a enearre-
gar-se das mesmas, a procurar o Sr. F.
Coulon, no seu escriplorio da rua da C-ti/.
n. 2(5, alimdecnmo mesmo senhor, com-
bina rem a respeito do preco e de oulras
condioH's.
, BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da"
leltras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direcco, Joao Ignacio de
Medetros Rej;o.
COMPANHIA HE BEBEBIBB.
Nao se tendo reunido sulliclente nume-
ro de votos para haver assemblea geral
dos senhores accionistas da companhia
de Beberbe, o Sr. director convoca
de novo a' assemblea geral. para o dia
ijiiaila-feira 25 do corrente, prevenindo
aos senhores accionistas que nao podera'
haver dividendosem que se rcunam etn
assemblea (;eral, aliin de delermina-lo e
proceder su a eleicao da adminUtracab,
por ter a actual terminado o tempo de
suas fanecoes. Escriptorio da compa-
nliia de Beberbe 113 de maio de 1855.
O secretario, I.uiz da Costa Portocarreiro.
CONSELHO ADMINISTBATIVO.
O conselho administrativo, cm virtude de Bulo-
i isacilo do Exin. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos se^uiulcs :
Bonetes de panno verde, sendo 37 para 9." bala-
lula de infanlaria e 166 para o 10." haialha > da
mesma arma, 903 ; bonetes de panno azul, sendo 23
para o 4 batalhao de arlilharia a n<>, t para a
companhia de artfices e 47 para a de-ravallaria, 71-
panno-azul para sobrecasacase calcas para o -2." ba-
talhao de infanlaria, companhia de artfices e eaval-
larla, covados 253 ; panno verde escuro, para sobre-
casacas e calcas paran 10." batalhao ile infanlaria.
covados 60i ; panno preto para polainas para o 4."
Intalhao de arlilharia a pe, 2." de infanlaria, 9. o
10." da mesma arma, c companhia de artfices, co-
vados 452 ; ludan la de forro, covados 772 ; brim
branco lizo para lrdelas e calcas para os mosinos
cornos, varas 4,693 ; aluod.Vozinho para camisas pa-
ra os ditos corpos, varas 4,611 ; boles brauros de
osso, grnzas 145 ; dilos prclos, ditas i-*) ; grvala*
do sola ie lustre, 280 ; bandas de laa para o ." ha;
lalhao de arlilharia a pe, 35 ; mantas de laa ou al-
godao para o dilo batalhao de arlilharia a p, 9." e
l'J." de infanlaria, e companhia de artfices e (aval-
lara, 253 ; esleirs para os referidos corpoe, 1 ,:l;
sapalos para os meamos, pares 1,301 ; lavas brancas
de algodao para a companhia de cavallaria, pares
165 ; colburnos para a mesma cnmpauhia, pares
12 ; boles grandes convexos de metal bronzeado
com o n. 10 de metal amarello, 2,282 ; dilos pe-
queos cantazos de metal bronzeado, com o n. 10
de metal amarello, 1,936 ; ditos grandes convexos,
de metal dourado para a companhia de cavallaria,
638 ; dilos pequeuos convezos de dilo metal para a
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE
JANEIRO.
t) hrigie nacional MAMA LDZIA, ca-
pillo Manoel Jos- Presidio, vai seguir com
brevidade, lem grande parle do sen carre-
(amenlo promplo : para o resto, passagciros c cs-
cravosa frele, paraos quaes olleroce as mclhores
aoroinmodacfies, tratase rom os consignatarios An-
lonio de Almeida (jomes i\ C, ua rua do Trapiche
n. 16, segundo andar.
Real Companliia de Paquetes Inglczes a
Vapor.
No dia 22 des-
le mez espera-
se do sul o Va
porGreai (Fes-
ten, comman-
danle H 'M-. O
qual depois da
demora do cos-
tume seguir
para Soulamp-
on, locando nos porlos de S. Vicente, Tenerin,
Madeira e Lisboa : para passaneiros. etc., Irata-se
com os asentes Adamson IIomc&C., na ruado
Trapiche Novo n. 42.
Para Lisboa, a bem condecida barca porlugue-
za (iralidao. de primeira marcha, segu com a manir
brevidade : quem uella quizer carroar ou ir de
passagem, para o que lem os mais nceiadosrommo-
dos, dirija-ee aos consignatarios Thomaz de Aquino
Fonseca v. Filho, na rua do Vigario n. 19, primeiro
andar, ou ao capilao na praca.
Para o Aracaty,
seguo cm poneos dias o bem conhecido hiale Capi-
barilie ; para carga e passageiros, trala-se na rua do
Vigario u. 5.
MARANHA'O E PARA'.
Segu em poneos dias o brigue escuna
LAURA : para carga e passageiros, tra-
ta-se com os consigdatarios Jos' Raptisla
da Epnseca Jnior, na rua do Vigario
n. *.
Para o Porto.
O patacho porluguez Fspeculador pretende sabir
imprlcrivelmenlc para o Porto no dia 23 do corren-
le ; anda pude rcrobcr alguma carga a frele : quem
pretender faze-lo, enlender-se-ha rom os con-igna-
larios, na rua da Cadeia Velba, c-cnplorio n. 1.
PABA 0 CEARA'
sabe com brevidade o hiale Anglica, por ter par-
to da carga prompla : quem lie quizer carregar,
dirija-se a rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
ndar.
PARA LISBOA
seguir a calera porlugueza Magarida, da qual be
capilao Joao Ignacio de Menezcs, e o pretende fazer
com brevidade, por ter parle do seu cairegsmenlo
promplo : quem na mesma quizer carregar, ou se-
cuir de passagem, para o que lem bons commodos,
pode oiilendor-se com o capilao na praca, ou com o
cousigualatio Amoriin limaos v\ C, na'rua da Cruz
numero 3.
MARAMIAO' E PAKA
Segu em poucos dias por ter a maior parle do car-
rogamento promplo o brigue CcnceicSo : para o
resto e passageiros trala-se rom Manoel Ahes
Guerra Jnior na rua do Trapiche n. t.
RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidade para o
Bio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
CA, capitao Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros e escravos
a fete, trata-se com os consignatarios
NovaesvV C, na rua do Trapiche n. ."H, ou
com o capitao a praca.
LELO ES.
ile e escrita.
As pessoas incrdulas poderao vir certificar-sena
minha aula da rua do llosario n. 48, da idenlidade
do- alumnos.
Migel Areanjo, Is ano., com 120 horas, faz con-
la de repartir, le Siinao de Nanliia.
ErculanoJozGomes, 21 anos, II horas, est
no uiosiiio adianlamcnto.
Anlonio Inicio Cardozo, 26 anos. 180 horas, es-
ta em conla ele multiplicar, le"- o mesmo.
Jos da Costa Arouca, iO anos, 190 horas, est
em conla ele diminuir, le o mesmo.
Jos Antonio da Coala Meire, 18 anos, lera (10
dias ltivoa, osla om diminuir, le'- n mesmo.
Vicente Alves Moreira, -28 anos, lera 40 dias l-
tivos, esla cm conla de diminuir, le o mesmo.
Joz Joaquim Coelho Brandao, 21 anos, 80 ho-
ras, osla em conla de niulliplicar. l o mesmo.
Mcimo Joz de Andrade, 25 anos, lem 3^i ho-
ras, est em multiplicar, \v nomos.
Janunrio Marlinlio Paco, ti anos, 22 horas, es-
ta cm conla* de diminuir, l uonies.
Joao Becerra de Barros Neto, 28 anos, tem 12(1
horas, rlbi om conla ele sumar, le nomes.
Antonio Joaquim dos Paros, 18 anos, 202 ho-
ras, esta cin conla desornar, le- nomos.
Os dous ltimos, por dofeilo intcletual, -eri.ui
hesp
O abaixo assisnado declara, que nunca lencio-
nou vender casa alguma como diz o Sr. Jos Rodri-
gues do Passo, o que ha he que a casa velba da rua
de Apollo, que pela raqueza e imperfeirao de sun
edicacao, esla fechada, e o aballe assisado nio ha
de pagar dcima sem renda, e avisado lem sido para
corlar a frente, pois que impele o transito, e como
estem frente elo bello cAilitio elo Sr. Araojo, ello
propoi urna permuta por casas de superior valor pa-
ra o demol r. e que felizmente somos bem conhecidos
c relacionados.Francisco libeiro Pire*.
Maximiano da Rocha Wanderley. proprielario
do engenho Angicos, na freguezia de Una, lem fu-
gidos os seus escravos Alexandre e Joanna, mulher
do memo, e urna filhinha com idade de 5 mezes, des-
de 8 de abril prozimo passado, qua fura procurar pa-
ra os comprar ao Sr. Joaquim Buarque de Sampaio,
senhor lo cncenho Massaoganada provincia de Ala-
B'ias, enjo senhor rerebe-os ditos meus escravos e
quer compra-Ios, mas que, nao me convem vende-los
porque nao sou dissipador dos meus beus que estao
sujeitos as dividas do casal do meu finado pai. Eslou
Irabalhando para desempenhar-me, se podesse com-
prava antes escravos e nao vender. Faco, porlanto.
certo, por meio elesle annuncio ao dilo Sr. Sampaio,
que lenha em seguranea dilos meus escraves, visto
pelo a.il.en mtodo,condenados a n.lo aprendercm: | que nio quiz fazer dos" mesmos enlrega quando os
"erara* ao KiscelcnlicimoSr. rnnselheiro Auto- mandei buscar, obrigan.lo-me por tal procedimento
nio l-clio.ano .le Castillio, qe mo vciu su.- como diz I a protestar por meio deste annuncio conlra dilo se-
em sua, maviozas eisproooes libertar a infancia. nhor, e haver perdas c damnos ate n dia qne dilos
qetes rostinhosoe lem n dom de xorar e rir ao mes- escravos me forem resliluido.
no lempo. \ eio fazer com osen iinmnrtal niclo-
Aluga-se um grande armazem na ruados Coe-
lhos, pruprio para alguma ollicina: q uem o preleu-
der. dirija-se i rua do (.intimado, loja n. 10.
Precisa-sc alug.T um moleque oo criado para
servido de cusa, que seja fiel c enteoda de rozinha :
no Corpo Sanio n. 48.
Francisco Lins Paes Brrelo indo desla cidade
para o cnsenho Guerra, to Cabo, perdeu ama car-
teira veide. conlendn alm de outros papis de im-
portancia-as leltras seguinle : urna aceita pelo Sr.
lippe Santiago Vieira da Cunha du quanlia de
iiOjOO'J, a vencer-se em Janeiro de 1856 ; nutra j
vencida aceita pelo Sr. Miguel Atlonso FerreiraCa-
pobreela quanlia de 700*000 ; oulra do Sr. Jos
Antonio de Campos da quanlia de 200J000, e oulra
do Sr. Manoel Jeronvmo Wanderley da quanlia da
1203000 : roga-se 1 quem achoit dla" carleira com as
mencionadas leltras, o favor de as mandar entregar
ao annuncianle ou a Exma. Marquexa do Recife,
moradora na rua elo Seve ; assim como roga-se aos
Srs. aceitante* que as nao paguem. ou facam tran-
saran alsuina sean ao annoncianle ou a mesma
Exma. niarqueza a quem pertencem.
Os Srs. rredores da massa de Manoel Pereira
de Caryalho, que nao se acharcm quites com o mes-
mo, hajam de mandar urna ola de seos crditos
originaos em casa de Russeil Mellors & Companhia,
na rua da Cadeia do Recife n. 36, al segunda-feira,
21, para se fazer o dividendo na lerca, 22 do cor-
renle.
O abaixo assisnado previne ns autoridades po-
liciaesqueno dia 11 do abril ausonlou-se o seu es-
cravo Malheus, ci ionio, de idade 18 annos, estatura
ordinaria, corpolento, nariz chato, bastante preto,
olhos pequeos, lesla larga ; suppe-se andar em
Nazaretb da Malla, 110 engenho Jundi ou S. Joo
Baplisla, onde foi criado, e protesta contra qualquer
pessoa que o liver occullo, sobre perdas e damnos.
Recife 16 de maio de 1855.Florencio Rodrigues
de Miranda Franco.
LEILA'O
Que az o agente Itoberts, por ordem
do capitao Joao CM maco Marques e por
conla e risco de ipiem pertenec-, de to-
dos os os objectos salvados da galera bra-
sileira FELICIANA encalhada na praa
do liruiii, arribada a este: porto com agua
aberta, vinda la Haliia eom destino a
Marselha, consistindo em 11111 rico cliro-
nometi'o, um barmetro, duas agullias de
marear, tres pecas de lona, urna lancha,
dous botes, uin letne, cerca de quarenta
cascos com agurdente, sessenta e tres
dilos va/.ios, mastros, massames, masla-
rt'os, vergas, vellas, gurapes, correntes,
ferros e ancorles, porcao de cobre de
forro e mais outros objectos que patente
se acliam para serem examinados pelos
pretendentes, no caes de Apollo trapiche
do Ferreira : segunda-leira 21 do cor-
renle as 10 horas da manliaa.
1) asente Oliveira far leilao por despacho elo
Illm. Sr.juiz dos feitos, da mobilia penhoraela pela
fazenda nacional a Oliveira Irmaos (\- <;., consislin-
do era urna mesa redonda de meio du sala com pe-
dra, doos cousollos com dilas, cadeiras asnea, de
bracas, de balaoco e sof, ludo le iaearaad, um so-
lierbo piano com cadeira daililamadoira, lanternas,
serpenlii-as, jarros para flores, carrafas de cristal,
co|M>s para agua, ditos para vinho. apparolho par
cha rompilo, capachos, um guarda louoa e mesa de
janlar elstica de amarello, aparadores com podra,
cadeiras ele amarello, qir.rlinhcira, guarda vestidos
de amarello, lav.-.lurio de Jacaranda com podra, Icilo
para casal e escadinlia de amarello, uuarda roupa,
mesiilha de p de cama, cadeiras eslufadas de inar-
roquim e mesa de cozinha : na mesma occasiao ven
der-se-ha por conla de outrem ardeos diversos e
obras do prata, inclusive 1 cabriole) americano de 4
rodas em pe Icilo estallo, com arreius para um cn-
vallo: segunda fcira 21 do corrente s 10 horas da
inanba onde inora o Sr. Antonio Ignacio de Medei-
rns Rasjo, sitio coiifionlc ao du Sr. Dcllino (j. P.
Lima, ua Magdalena.
AVISOS DIVERSOS
PUBLICAfO RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo inez de Maria, adop-
tado pelos reverendissimos padres cap!i-
e liiuhos de N. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Conceicao, e da noticia histrica da
rredalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho : vende-se nicamente na livra-
ria n. G e 8 da praca da Independencia,
a 1JJ000.
do de leilura, germinara luz nos euleudiinenlus
ainda o* mais oblatos, corar ai gtgezes, restituir a
rala aos iudos, qe nao forem surdos, finalmente al-
liabir as escolas aqeles mesmos, qe fusiam dlas!
.Nao lie polo engnln de frutas, nao; pois aos artistas,
nao prudigali/.o taes premios, e escola nocturna he
frcqeulada por lo los os meninos, qe podem oblcr
lironca de qem os governa, para virera volontaria-
ineulo parlicipardas linios noluinas,o qe so hedevi-
doa inicuidade do ineHlo. Muilos mais artistas
poderia apresentar om maior .idianlainento. porcm
como'.' -o olea apenas sabem ler mal. aduar o seu
nome, a Tazer urna peqcna conla ele soinar. dezapa-
reccm da escola, sem ao menos se despedirem do
meslre.' (.manto aos discpulos meninos, nao falla
oje na capital deslc imperio qem lenha usio os pro-
grecos, dos qe apenas eontam eluis a Ircs mezes nesla
escola, e o Illm. Sr. Dez. Firmino, qe (cz-me a mi-
ra ele ventar a minha aula, e qe cm breve se acha-
ra no Km de Janeiro, podera de viva voz informar
ao lllii-lre correspondente do Jornal do Commercio
e ao Eiscelentirimo Sr. Caslilho. Acompanha-ine.
porem, o senlimenlo de, por minha idade e lipa
lia ao mar, nao poder alcancar a dita de ser tej
discpulo, porque bem conlicijo a minha insuficien-
cia, o porqe
Non quaurumqucmanuiti perfulsnsannullus ornal;
Ne ruburdcxlra qualibel onsis babel.
l-ranrsco de Freilas C.amboa, profesor autorizado
pelo governo da provincia de Pernambuco.
Pernambuco 7 de maio de 1853.
Sao validas as conciliaces feitas no
juizo de paz do segundo districto da Boa-
Vista, sendo juiz o cidadfto Rulino Jos
Crrela de Almeida, por ser elle o legi-
timo supjdenle dos tres juizes mmedia-
los, porque achando-s impedido o jui/.
do lerceiro anno, oSr. Amaro de Barros
Correia, que devia Cunecionar no corra-
te anno, e tendo fallecido 0 do tpiarto
compete-lhe o e\ercicio como primeiro
substituto do do (piarlo anno, (pie devia
Substituir o doterceiro anno na forma do
aviso explicativo n. .18, de l.~> de jtilhode
ISi.i, citado pelo annunciante (pie no
DIARIO de liontem declarou serem mil-
las as conciliacoes feitas no supra-mencio-
nado juizo.
II. II. Suifl, gerente ela casa commercial de
llenry t'orster & Companhia, lem constituido ua
sua ausencia para seus procuradores, em primeiro
luear Thomaz J. Ilarding, e sesundo llenrv l-'orsler
Hilen.
Desappnrccou em selomliro prximo passado,
um pardinho forro do nome Scverino, de idade 10
annos pnuro mais 011 menos, reforcadodo corpo, lem
urna marca de ferida 110 prito direito, eslava apren-
dendo a barbeiro na rua estreita do Rosario ; re-
commenda-se a qualquer pessoa que delle souber,
ou livor Delicie; hajam de participar no aterro da
lioa-Vista n. 14, que alcm de se tirar obrigado, se
gratificar senerosamente, logo seja entregue.
O ahaito assignado comprou por conla e ordem
do Sr. Dr. Candido (oncalves da Rocha, do enge-
nhdSip, os biltietcs inleiros da 2. parte da l. lo-
tera a benelicio da matriz de Santo A alan. n*.2713
e 3138. yoo C. Pacheco Soare*.
. Na rua do Seve primeira casa trra com sotao
precisa-se de urna mulher forra ou captiva com
bom lcite para criar nm menino de poucos dias,
mas que seja capaz c de liador sua conducta, pois
se pagara a contento.
Offerere-se urna ama para casa de familia es-
Iraugeira para se empresar em costura un tratar de
meninos, lambem se obriga a acnmpanhar alguma
familia para qualquer pan eslrangciro : na na das
Cruzes 11. 29 se dir quem he.
A arrematao.lo da loja e armario, sita na rua
do Livrameulo, por ezeruco de Leonardo Schuler
& C. contra Domingos Tertuliano Soares, lem de
se efTecluar no dia 21 do correnle depois da audien-
cia, em dita lojii, por despacho do Sr. Dr. juiz do
commercio da primeira vara.
O silio da Campia da Barhalho, qye ha pro-
priedade da mulher e lilhos de I.uiz Antonio Ro-
drigoes de Almeida, por doacaa le Marcolino Gen-
calves da Silva, c que fura rifado, nao pode ser ali-
enado, porque deve ser en! regu ao possuidordo bi-
|hele de dita rifa que OTtirara.
Prcrisa-se de urna ama de leile : paga-se bem
na rua do l.ivramento 11. 4.
Rosa-se as autoridades polioiaes, aos munici-
paes, capillas de campo, 011 qualquer pessoa do 00-
vo, ni ni 1,011 prender ou prendam o prelo Christo-
VJo, fgido desde 3 ele maio do corrente anno, com
os aignaes segoiotea : baivo e maaro, de Alisla, re-
presenta lor 5 anuos, cara desramada, olhos fun-
dos, pequeos e lurvos, geilo na bocea do lado di-
reito proveniente do ar, pernas linas e arqueadas,
pos gressat, muito vivo c esperto, andar muilu ligei-
ro no que parece cozear, muilo alegre, falla apres-
sada e alrapalhada, fechando os olhos, he canoeiro,
pe oque he aqui muilo conhecido par andar tirando
aroa, he trepador do coqueirns sem pea; foi escravo
do fallecido Barao de Itamarac, e muito conhocido
naquella illra por e-lar muilo lempo no engenho
Amparo, Mim como no Manguinho e Hospicio,
aqu 110 Recife -, levou 1 cainisas, urna de baeMa en-
camada, oulra de estopa, una da aUo l.in da Ierra,
oulra de madapolao, urna calca ele algodge azul, ou-
lra e nma ccroula do estopa, 1 cobertor do hacia
encarnada, chapeo de paltia, ljela, pralos, 1 bule,
roupa e louoa usada ; desconna-se ande pelos enge-
nhos de I lmar ac, soccorrido pelos e mesmos engeabus, que nu caso de ser verdadora a
descoDfJanca, tem-se romo certo a prisilo por ordem
dos Srs. do engenhos da Ilha, de cuja honra e bon-
dade ludo confia o senhor elo preto : quem delle
souber ou o approhen ler, leve-o a rua do Rangel 11.
54, dislirarao de Victorino Francisco dos Santos, se-
nhor elo preto, que pagara generosamente ; e nos
domingos, no aterro dos Afosados, casa do mesmo,
frente azul, envidrac,ada 11. 171.
Precisa-se da quanlia de 2:000O)0 mais ou
monos, sobre o casco, carga de assucar. Iinho c pus
para tinta, e frele da barra iusleza/oA fright, rom
desuno para Londres, para pagar as despezas do fa-
brico fcitei a dita barca neste porto ; recehem-se
propnsla: em carta fechada, no consulado inglez al
o moio dia de 21 do crrenle mez. A. Augustas
Cooper, cnsul.
Oiiem liver conlas contra a barca insloza John
Brighl, arribada a e-ie porte na sua viageaa doCor-
ringa com deslino para Londres, queiram apresen-
ta-las ale o dia 21 do crrente ao meio dia, no cou-
aulada britnica, depois desla data nao se fica res-
ponsavel por cunta alguma. Consulado britnico em
Pernambuco 18 de maio de 1855. a. Auquslus
Cooper, consol.
Precisa-se de urna ama para todo o servico de
urna casa : na rua da Lingoela, taberna n. 1.
Joo Licio Marques embar-a paro a Europa o
son filho Joan Licio Marques Jnior, brasileiro, e de
'.' anuos de idade.
Francisco Jo3o ele Barros embarca para a Eu-
ropa o seu lilho Frarcisco Joao de Barros Jnior,
brasileiro, e de 10 annos de idade.
I.uiz Antonio da Cunha, subdito porluguez,
vai a Lisboa. levando em sua companhia sua esposa
c 3 lilhos menores.
LOTERA da matriz de santo
ANTAO".
Aos G:00o.s000, 2:000f;000, 1:000.s000.
O caulelista Anlonio Josii Rodrigues de Sonza J-
nior avisa ao respeitavel publico.que a lotera supra
rorre no dia 2G do correnle. As suas cautelas estn
sujeilas ao ijesconto de 8 por cento da lei nos pre-
mios grandes. Os seus hilhetes inleiros nao snffrem
dilo'desciiulo, os quaes acham-se venda na aneja
da Independencia, lujas ns. 4, 13, 15 e40, e as o-
Irai do costume.
Recebe por inteiro
com descont
o
Bilhetss 59800
Jleios. 29800
Ouarlos l.-in
Oilavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320
h^mjooo
2:760fOOD
1:3808001
690S00O
552J000
27HS000
O mesmo cautelisla declara, que quanlo aos seos
hilhetes inleiros, que s3o vendidos em originaes,
apenas se obriga a pagar os 8 por cento, logo que se
Ihe aprsenle o bilhele.
LOTERA DA MATRIZ DE SANTO
ANTA'O.
Aos fiilOlteOOO, 2:11008000, 1:0008000.
forre indubilavelmenle sabbado, 26 de mau.
O cautelisla Salu-tiano de Aquino Ferreira faz
sriente ao respeitavel publico, que as suas cautelas
estao sujeilas ao descont dos oilo por cento da lei.
Os seus billetes inleiros nao sollrem o descont de
oito por cento do imposto geral. Acham-se venda
as segrales lojas : roa da Cadeia do Recife o. i
c 5 ; piara da Independencia n. 37 e 39 ; rua
Nova n. 4 e 16 ; rua do Queimado n. 39 e 44 ; rua
do l.ivramento u. 22 ; e rua eslrcila do Rosario
11. 17.
Rilhcle inteiro .58800 Recebe por inteiro 6:0008
Meios hilhetes 28800 ii com descont 2:760
l.luar 0 18440 1:3808
Quinte 18160 a > 1:104
tjitavis 720 i) 690
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\ I--0SIII1OS 320 B 276
MUTILADO
O referido cautelisla faz ver ao respeitavel, que
se rrs|>onsabilisa apenas a pagar os oilo por cento da
lei, sobre os seus hilhetes inleiros vendidos em ori-
ginaes, logo que Ihe for apresenlado o bilhele, indo
o posasidor receber o premio respectivo que nelle
sabir, na rua do Collegio n. 15, escriplorio do Sr.
Ihesoureiro Francisco Anlonio de Oliveira. Per-
nambuco 15 de maio de 1855.
Furlaram nodia 11 de maio de 1855, de cerca-
do do engenho Ginipapo, comarca de Santo Anlao,
3 cavallos, sendo 1 castanhn. 1 ruco e 1 card&o pe-
drez ; esle ultimo carrega bem baizo, e lodo* 3 es-
tn ferrados em 4 parles cm cima de ambas as ancas
e as.2 ps ; por isso pede-se aos Illms. Srs. dele-
gados e tnbdelegados, e .1 lodos os senhores de enge-
nhos e lavradores, queiram por suas benignas bonda-
des, raso appaiccaiii dilos cavallos.ou sejam oflereci-
dos por venda, os tomern ou ponham em deposito, e
.comniuuiquem ao abano assigoado, que pagar to-
das as despezas; assim como o mesmo abaizo assig-
nailo aflercrc 208000 por cada om cavado, as pes-
soas que souberem onde esUo di'os cavallos, ou os
levarem no dilo engenho, ou melterrm em deposito.
Jos do Reg Dantas Coutinho.
secretario da irmandade do Divino Espirito
Sanio, erecta 110 convento de Santo Anlonio do Re-
cife, convida aos -?ns cbarissimos irmos mesarios e
ex-mesarios. para no dia 20 do corrente, pelas 9 ho-
ras da maullad, arharem-se reunidos no consistorio
da irmandade, para a eleicao da nova mesa que lem
de reger a mesma irmandade no anno de 1855 a 1856.
llontem, 12 do correnle, fogio um sabia do se-
gundo mular da rua do Ainnrim n. 33 : qocm o li-
ver apauhado.querendo restilui-lo,se Ihe gratificara,
alm de se Ihc ficar obrigado.
Da-sc no engenho Arariba. do Pimeritel, na
freguezia do Caito, 2 grandes los de lavradores : a
fallar com seu proprielario no mesmo eugenho.
I.ouis Lucion Poulain relira-se para Franca.
Margarida do Sacramento faz publico, que n3o
passou procurado alguma a seu marido Manoel
Crispim do I\ego e nem a oulra qualquer pessoa,
para vender ou por ella assicnar a venda da parle
de um silio de coq-.iciros prrtencenle a seu casal,
na praia de Ponta de Podras, de que alsuom preten-
de lomar posse como comprador, peto que ludo
qnanlo a respeito se tem Teilo he nullo c fraudulen-
to, c que do mesmo modo o sera Iodo o negocio-que
dilo seu marido fizer com oulro silio do mesmo ca-
sal, para o que for ezigido a sua assignatura, por
quanlo a annuncianlo esla determinada a nao pres-
ta-la, e ludo quanld apparecer ser falso, por qnan-
lo a mesma aununcianle nao sabe escrever.
I M CONSULTORIO
D DO DR. CASANOVA
H tu a has cruzes k. as,
3 vendem-se carleiras de homeopatlna ele to-
g dos ns lmannos, por preoos muilo ero conla.
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 68000
Tinturas a escollier, cada vidro. t0<)0
Tubos avulsos a cscolhera 500 e 300
Consultas gratis para os pobres.
^ ConsTando-roe qne a sTSr D. Leo| UY-
ria da Costa hruger pretende alienar seus bensTde
raiz, previno aos que os quizerem comprar de que
movo contra a dita sonhora acu decendial, pelo
uizo da primeira vara do commercio do Recife, para
me pagar da quanlia de 4:8808000 e dos juros ven-
cidos, e que esses bens estao sujeitos ao referido
pagamento, afim de n.lo se chamaren! os comprado-
res em tempo algum i ignorancia. Recife 10 de
maio de 1855.Mathias Lopes da Costa Maia,


SIMIO CE PERIU1ULBO, SkBAUO 19 DE MAIO UE 1855.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a or na botica rie Itar-
tholoineu Francisco de Simia, na ru.i larsa. do Hora-
rio n. :l(i; garrafas grandes 5"OO pequeas 33000.
IMPORTANTE TABA 0 PUBLICO.
Para curada pl.lisiea era lodos ns seus riiflerenlcs
graos, quer motivada par eenslipaces, losse, aslh-
m.i. plenri/. escarns de sanguc, dr de costados e
peito, palpilaeflo no eoracAo, coquelucne, brunchite
diir na garganta, e (odas as moleslias dos urgos pul-
monares.
No Varadouro, ->m Olinda. deseja-se fallar o
Sr. Itavmundn Alvrs : eilosa, sobre a banca de uns
luidlos para seu casamento.
Arrenda-..e o engenho Boa-Sorlc, sitoao sul da
cidade da Victoria, de moer cum afina, com cxccl-
lenles torras, c estas com proporcoes para safrejar de
9 a S mil p3e., muito bons coininodos para lavrado-
res grandes. Nao duvida-se fazer algum oulru nego-
cio com quem lenhade lOescravospara cima cquei-
ra tomar conla do euguidio como lavradur, plantan-
do nos partidos da fazenda, ou administrando o cn-
genho, sendo que sojeile ns escravos ao Irabalbo rio
mesma : a fallar com o Bfc Reg Dantas, juiz de d-
reilo do Cabo. %
Precisa-se de orna ama secca para cas? de pou-
ca familia : trata-so na ra da Seuzala Vellia u. 90,
padaria.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, quo
saiba fazer o servico diario de urna casa le pouca
familia : a tratar na ra do Collegio n. 13, arma-
zem.
SANTA CASA DAMIZERfCORDIA DE
LUANDA.
O* senhores proprielario* das casas abaixo mencio-
nadas, cujos chitos sao foreiros a Santa Casa ila Mi-
zeri;ordia rie Loanda, s,1o convidados n vir pagar
pasa do respectivo procurador, defronte do Trapi-
che Noto n. ti, as importancias que dcvem de foros
vencidos, alias se tera de usar dos lucios facultados
pelas leis.
Kuas do Livramento c Penha, casas de sobrado ns.
6, 25, '-'"i. 27, 29, 29, :t e ai.
ua Direila, casas de sobrado ns. 34, 88, 93, KM)
e 121.Decimas 8 e 58.
Ra Direila, casas terreas, ns. 62, G1, (i(i. 70, 83,
95, 97, 101,103, 109,111, 113, 115, 122, 12:1 e 125.
Decima 60.
Ra rio Muro da l'enha ou da Assompcito, casas
terreas ns. 2,20, 27, 29, 37, 44.Decimas 25,29. 31,
32 e 52.
Ra do Padre Floriano, casas de sobrado ns.
e 27; casas terreas, ns. 17. 17. 18.20, 26, 27.
28, 30, 32, 33, 37. 10, 42, 13. 15. 47, 18, 52, 0:1,
72e75.Decim-s 19,21, 24,28, 28.
Ra das Aguas Verdes, casis de sobrlo ns. 70 e
78; rasas terreas ns. 39, 43, 45, 56, 7, 74, 76 e
*>.Decimas 9, 11, 11, 19 e 23. .
Ra de llortas, casas terreas n. 43, 45, 49, 51.
63 e 63.
ua dos Marlvrios, casa terrea u. 17.
ua da Viraco, csa de sobrado n. 31 ; casa Icr-
n. 31.Decima26.
Ruado Fagundes, casas terreas us. 1, 2, 3, 4, 6,
8e9.
Rua do Terco, casas de sobrado ns. 16 e 31 ; casas
terreas n. 5, 14, 33,35 e 37.
Ra dos ('.tipiares, casa de sobrado n.3; Ier-
re. ns. 2, 14,16, 17, 19, 26, 29, 31, .15, 36, 38, 10,
, 45, 55, 61, 63,67, 70 e 73.
205000
CONSULTORIO DOS POBRES
ttO mUA 2XT017A & AX&MWL &0
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consultas liomeopatbir.is lodo os dias ios pobres desde 9 botas da
mauhaa aln meio dia, e cm casos extraordinario a qualquei hora dodia ou noiie.
Oflerecc-se igualmente para pralicar qualquer operario deciruraia, e acudir promplamcnte a qual-
quer mtilher que esleja mal de parlo, e cujascircumslanria? no permillam pagar ao medico.
NO COSSLTORIfl B DR.
50 RU NOVA SO
VNDESE O SEGU1NTE:
Manual completo de meridiana homeopalhica do Dr. G. II. Jabr, traduzido em por
luguc7. pelo Dr. Moscozo, quairo velumes encademados em dous e acompatibadode
un diccionario dos lernios de medicina, rirurgia, annlomia, ce etc
Esta obra, a mais importante, de todas as quetralam do esludo e pial ira da homepa'thi'a, por ser ., nica
que conten aliase londaineiilal d es-la douliinaA PATIIOCENESI \ ()( EFFEITOS DOSMKDUV-
MENTOS NO OKC.ANISMOE.M ESTAD.. DE SADE-conhecimentos quenl.pode.ndi'penMr 's pes-
soa que seqiicrem dedicar a praliea da verriaririra medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerern
experimentar a .'oulr.na de Dali.ie.nann, e por i) mesmos se convenccreni da verria.le ri'ella : a bulos os
fazenrie.rosc senhores rtc engenho que estn longe dos recursos dos mdicos: a Idiosos capilla de navio,
que urna ou outra vez nao podem rimar de arudir a qualquer inrommodu seu ou de seis tripulanles
a todos os pas de familia que por rirromslanrias. que n.m sempre podem ser prevenidas, sao obriua-
ilos a prestar n conlinenti os pnmeiros sorcorros em suas ciifermidades.
O vade-mecum do homcopalha ou traducido da medicina domestica do' Dr. llerin"
obra tambera ulil as pessoas que se dedicara ao esludo da bomeopalhia, um volu-
nto grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... llrMtOO
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia.analomia, etc., etc., encardenado i-'kki
Sera verdadeiros c bem^preparados medicamentos nao se pode dar um passo "sesuro na ortica da
homeopalhia, e o proprielario leste eslal.clerimenlo se lisongcia de te-lo o mais bem montado possivel e-
ninguem duviila boje da grande superiondade dos setis medicamenlos.
Boticas a 12 lobos grandes............... Satino.
Bolicas de 21 medicamentos cm glbulos, a 10, 120 e 1.59000 rs. "
Dilas 48 dilos a............... 258000
Ditas 60 ditos a......... "ii-Muin
Ditas 144 ditos a........... '. '. \ '. [ goftOOO
lubosavulsos.......... .......... txKn
Frascos de meia onca de tinctura............J J ." .' ^-"OOO
Ditos de verdadeira tinctura a rnica..........".".'.".'.'. ->-moO
I*a mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crysla de diversos lamanho.
vtdros para medicamenlos, e aprompti-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
por preces muito rommodos.
de
g UHICAAt)' 1)0 hSTITITO 110 g
iHOPATIIICO lio BRASIL
W THKSOL'KO IIOMEOPMII1CO W
m ou m
m VADE-MECrM DO (A
1I0ME0PAT11A. )
^) Melhodo conciso, claro e seguro de cu- (&)
i rar homeopathieamente todas as moleslias ^
V' t/uc af/ligem a especie humana, e part- ypi
( cularmente aquellas que relnam no lira- Mj
Jl sil, redigido segundo os raelhorcs (rala- 1~
1$) dos de liiinieopalliia, lano europeos romo (fl
/ americanos, e segundo a propria experi- (/*.
'j^ enria, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgeru *^
ij) Piaba. E-la obra be boje reconhecida co- '>
rao a melhor de loria jiue iralam daappli- ,-a
i- v9
cicao bomeopalbica no. curativo das mo
leslias. Os curiosos, prinripalmeiile, n.lo
pudem dar um passo seguro sem possui-la e
consulla-la. <)s pais de familias, os senbo-
Esla a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGBAUSEN E 01 TKOS,
noria em ordem alpliabeliea.'coiii a dcscriprau
abreviada de lorias as moleslias, a indicarAo plivso-
logira e Iherapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de' acrao e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de lodos
os termos de medicina c rirurgia, c pasto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORIS.
Sobscrevc-e para esta obra no consultorio humeo,
palhico do Dr. LOBO MOSCO/O, rua Nova n. ."^1-
pnmeiro andar, por 55000 em broebura, e 65OOO
cucaileiiiado.
MASSA ADAMANTINA.
R'iia do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
cnoux, dentista francez, chumba os denles cora a
1 res_ de engcnbo, sacerdoles, viajantes, ca- (M) maiM adamantina. Essa nova e maravilhosa cora-
pitaes de navios, scrlanejoselc. etc., dcvem *: posieao lera a vanlagcm de enclier sem pres-aodolo-
1 le-la a mao para occorrer promptumeulc a ly;
qualqucr caso de molestia. ff.\
Dous voluntes cm brochura por 109000 jjj'
) j> encademados 1I-.HKI (^
X Vcnde-se nticamente cm casa do aulor, /*
* no palacete da rua de S. Francisco (Mun- V
k do Novo) n. 68 A. 6Ji
mefrantez, obras
Coroadas por suas virtudes
, A VERDADEIRA
AGUA DOS AMANTES.
Quem fdf amante u3o pode
Su'nyuu rieixar de comprar.
Tira pannos, sardas, espinhas,
l-az_a pelle clarear.
Refresca, luslra e suavisa a culis,
'lira rugas, bortoejas, que primor !
(Juera com a .Igua dos .tanles
Nao gozar do amor '.'
Asnossas bellas patricias
Dcsla agua devem usar,
P'ra mais bellas lirarcni,
Mas bellas de fascinar.
He liquido saoespecifico,
(Jue deve ser procurado.
Pois (orna o ente querido
Muilo mais formoseado.
Dous mil ris a garralini 11,
Pode qoalqucr comprar,
Ca ua rua do Queimadc,
Vinle e sele procurar.
He o sea nico deposilo,
Deposito mu afamado,
Aonde tal elixir
He pdr todos procurado.
O dnplo do importe se devolve
NAo sendo eflicaz em curar,
Urna so queixa inda nao hume !
U que todos pdem apreciar.
Acha-se venda na rua do (Joeimado 11. 27, ni-
co deposito.
COLLEGIO PARA MENINOS, EM WA-
DSBECK, SUBURBIO DE HAM-
URGO.
O abaixo ssignado tem a honra de participar ao
publico, que inudou o seu collegio ueste anuo, de
Hamburgo para Wandsbeck, e esl agora habililado
de poder aceitar mais alguns pensionista!. A situa-
rn do lagar he a mais saudavel de lodos os arrabal-
des de Hamburgo, e a distancia dessa cidade permu-
te o gozo de todas as vanlagens das cidade grandes,
assim como ella impossibilila o gozo das desvanla-
gens para meninos. Ao entrar no collegio os meni-
nos nao devem ler excedido a idarie de 10 anuos, e
maior cuidado e zelo se empregar era favor delles,
nao so para o seu bem phvsico como inlelleclual.
Elles temo licoes em lodas as linguas modernas, Iiis-
toria, geograpliia, historia natural, malhemalica,
a-snn como os principios necessarios para o commcr-
cio, ou as linguas antigs, scieucia das autiguida-
des, pliilosopbia, etc., como preparos para o esludo
na universidade. As despezas do ensino, sustento e
casa'importara em 1,000 marcos,5009000 pouco
mais ou menos. O pais devera dar roupa, assim
como pagar msica e ensino de riausa, caso o dese-
en!.C. Il'olckshausen.
Este collegio podemos recoramcddar s pessoas que
queiram dar ama educacao exemplar aos seus filiaos.
por ser uin dos melhores na Allemanha, e ollerece-
mo-uos a dar lodas as iuformacoes a quem precisar :
na rua da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
Brunn Praeger A Compaobia, rua da Cruz n. 10
recommendam as pessoas de bom gosto, seu csculbi-
d sortimento dos inelhores pianos, lano horison-
laes como verlicaes, que por sua solida construcrao
e barmoniosas vozes, assim como por sua perfeila
obra de mao se dislingucm. Todos esles pianos sao
feilos por encommenda, eseolhidos e examinados,
e por isto livres de qualquer defeilo que se enconlra
muilas vezes era us piauus fabricados para expor-
tacio.
LINDO SORTIMENTO DE CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Josf oaquim
Morara, ha um bello sortimento de cal-
lado para senliora, que pela sua ([tialida-
de e preco muito deve agradar as senlic-
ras, amigas do bom e barato: os preoos
sao os seguintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de como de lustre. l.siOO
Borzegiiins com salto para senliora. 5{500
Ditos todos gaspeados tambem com salto
para senliora. V.S'oOO
Sapatos de cordavao de muito boa quali-
dade. 1-jOOO
VINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BARRIS DE OITAVO.
Veude-so a preco commodo : no arraazem de
Barroca & Castro,na ruada Cadeia do Recite nume-
RELOGIOSDE ALGIBEIRA
in.-liv.es de patente : vendera-se a preco mnito com-
modo, no armazcm de Barroca i\. Castro, rua da
Cadeia do Recife n.4.
M.UWAS E (RAES.
Um lindo e variado sortimento de modelios para
varandas c gradaras de goslo modernjtrimo : na
fuudicao da Aurora, em Sanio Amaro, e 110 deposi-
lo da mesma, na rua do Brum.
Luiz de Medeiros Amorim, subdito porfnguez,
relira-se para Portugal.
I.tiiz de Oliveir Lima manda para Lisboa o
seu lilli Luiz de Oliveira Lima Jnior, hrasileiro,
de menor idade.
Novos livros de bomeopalhia
lodas de suinina importancia :
Hahucmaiiu, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
lumes............. 20.^Ki
Teslc, uoleslias dos meninos..... 65000
Hcring, homeopallna riomeslica..... 7,-SHIO
Jahr, pliarmacopi'a lininenpalliica. 6c<100
Jabr, novo manual, 4 volumes .... I630OO
Jahr, moleslias nervosas.......- fisouo
Jahr, moleslias da pelle....... S-34MKI
Bapou, historia da bomeopalhia, -J volumes I63OOO
ll.ii-iliinann. Iralado cmplelo das molestias
dos meninos.......... IO9OOO
A Teslc, materia medica homeopalhica. 8>000
De Favulle, doutriua medica homeopalhica T-ihhi
Clinica di Slaoncli ....... (IKlO
Casling, verdade da bomeopalhia. ... f. h 11 >
Diccionario de Nvslen....... I;o00
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descrip^ao
de lodas as liarles do corpo buraaiio 305000
vedem-sc lodos esles livros no consullorio bnmeopa-
thico rio Dr. Lobo Moscdso, rua Nova 11. 50 pri-
meiro
ludar.
DENTISTA.
V Paulo Gaignnux, denlisla francez, eslabele
cido na rua larga do Rosario n. 36, segundo Q
andar, colloca denles com gengivasartiliciacs, 9
e dentadura cmplela, ou parle della, cora a Qf
presso do ar. gg
JS Rosario n. 36 segundo andar. $
Aluga-se urna casa terrea 00 de sobrado, era
qualquer das ras que licara entre o becco do Virgi-
nio c o pateo de S. Jos : na rua Nova n. 69.
. AULA DE LAT M.
O padre Vicente Ferrer de Albucpier-
quemudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onle continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por me-
dico preco como be publico : quem se
quizer ntilisar de seu pequeo prestiino o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer bora dos dias uteis.
Joaquim Lopes de Barros Cabral Tcive.profes
sor de desenlio da imperial academia das Bellas Arfes
da corle, leudo chegado a esla provincia, com liccn-
ca do governo, abri urna aula de desenlio e pintu-
ra, na rua da Aurora, segundo andar, junio ao Dr.
Aguiar, sendo a aula das 3 as 5 da larde, nos dias
alis.
I). Anna Joaquina Lins Wanderley participa
ao respeilavel publico, que de boje em diaute se as-
signara D. Anna Accioli Lins Wanderley, islo por
haver oulra senliora de nomo igual.
Um liomcn viuvo precisa de tuna
senliora de 10 anuos de idade, que sejade
bonscostumes, para cotnpanliia de duas
liilias: na rua da Conccirao n. 52.
EXCELLENTE PITADA.
Rape raocez lino,
o mais superior de lodo quanlo tem vjndo a este
mercado, lem a propriedade de nunca mofar, assim
como de nao ferir o nariz : na rua do Crespo 11. II.
Arrcnda-sco engenho Berlioga, na freguezia
de fpojura. moentc com agua do mesmo rio : quera
o pretender, dirija-se ao engenho L'linga de cima,
na freguezia do Cabo.
Os abaixo|assignados, rousenhores e herdeiros
do silio da estrada de JoAo de Barros, pcnborado pe-
la fazenda a JoAo Mauocl Afeudes, e como esle sitio
pertence a varios herdeiros, os quaes iulerpozerain
recursos fiara o supremo tribunal de juslira, do qual
esperam provimcnlo l'avoravel, em consequencia,
pois, fazem esla publicado por lerem visto annuu-
cios para arremalacan, c mesmo para evilarem ques-
loes para o futuro../nayuim Mendes da Cunha
Azecedo, Manuela Mii/uelina Veira da Cunlut.
Aloga-se um sitio muilo perlo di praca com
cxcellenle casa d sobrado, reedilicada de nov, com
muilo bons commodos, > cacimbas, banheiro, lalri-
na, c muilas arvores de fructo : a Iralar na travessa
di Madre de Dos, armazcm de Joao Martina de
Barros.
Precisase por aluguet de una preln cscrava,
que saiba Iralar de crianzas : quem a liver, dirija-se
. 1 rua de S. Francisco, sobrado 11. 8, ou enlenda-so
com o porteiro da alfandega desla cidade, na mesma
alfaiidcga das 8 horas da manliaa as 4 da tarde.
-- illaitoei Joa Leiie
declara que arrernatou em
leo toda.' as dividas que
deviain a >Sa oel Pereira
de Curvalha, naiuipo. tan-
da de 48:924^000 ris;
conv.da )ois aoscievedoies
do dito Carvalho a oue so
|)iguoii5 ao annuiiciante,
para o que se podem diri-
gir asna loja, sita ama
do Queiinado n. 10.Re-
cife \'t de niaio de 1855.
D. Bernarda Hara dos Prazercs, com aula
particular de iuslruiro elementar para meninas, ua
rua rio Sebo o. 13, legalmcnlc auu>n*ria, ollerece
o seu presumo aos pais de familias para o ensino de
ler, escrever, contar, doutriua cbrisISa, coser, bor-
dar de lodas as quahdades, lab) rindi, e ludo o mais
concernenle ao ensino de meninas ; recebe igual- j
mente pensionistas e meio-pensionslas, e punidle
trata-las com toda a delicadeza e esmero.
pees*
rasa (odas as anlracldosidades do denle. aJqiicrindo
em poucos instantes solidez igual /da perira mais
dura.c promelle restaurar os deiitcs mais estragados,
cora a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de cscravos, na rua
dos Quarteis n. 2-
Compram-se e recebem-se esrravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissao, lano para a
provincia como para fra della, ulli:rerendo-se para
islo loda a seguranra precisa para os dilos cscravus.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-pro-
curador da cmara de Olinda, que vcnlia entender-
se com os herdeiros de Luiz Koma, pois busla de
cassoadasf l'n-ando ccrlo que cm quanlo nao se en-
tender cora osmesmos ha de sabir esle annuntio.
Na rua da Cadeii do Recife n. 3, primeiro ,111-
dai, confronte oescriplorio dos Srs. Barroca c\ Cas-
tro, despacbarii-se navios, quer naciunaes ou estran-
geiros, com loda a prompliduo ; bem como tirara-se
passaporles para fra do imperio, por prcros mais
commodos do que em oulra qualquer parle, e sera o
menor Irabalbo dos preleudeiiles, que podem Iralar
das 8 da mauhaa as 4 horas da tarde.
Os reclamadores dos votumes abaixo declara-
do, carregados a bordo da barca ingleza Enterprise,
capilAo J. II. Wade, sabida de Anvers, com desti-
no a Babia, queiram dirigir-se ao cscriplorio do J.
K. Lasscrre i\- C.
.Marca P n. 1|0, 50 caixas comvidros.
Marca /. & J n. ||5, 5 caixas com pregos.
Francisco Tiburcio de Souza Neves annuuria
ler dcsapparecirio urna letlra ila quanlia de 4239000,
aceita por Joao Pereira da Silva, morador na Parahi-
lia, a (pial linha sido remedida para ser cobrada; por
iso paevinc ao aceitante que nao pague dita lelra,
pois a mesma Ihc perlence.
Mothon (Julio Aleander), sulidilo francez
relira-se para fora do imperio.
J. JANE, DENTISTA, |
continua a residir na rua Nova n. li), pr.mei-
E. A. Burle vai' Europa, e durante a sua
ausencia deixa pina gerente de sena negocios rom
procuraeao batanle, era primeiro lugar o Sr. Luiz
Jos Rodrigues de Souza, e em segundo. Claudio
Dubcux, e cm lerceiro N. Maria Carneiro.
A pesaoa qun anniinriou querer comprar um
bah usado rie i palmo de comprulo ; duija-se i
rua da Senzala Velha n. iU.
COMPRAS.
Compram-se 300 Iravrs de emhiriba de 30 paf
moa de coinprimeulo e f era quadro : ua rua Velha
n. 42.
Comprase nina csrr.ua un es-ravo prelo ou
pardo rie idade rie 2 a i anuos : a Iralar no hotel
ria l'.uiopa, rua da Aurora.
ATTEHQA0'. .
Compram-8e cscravos de ..inlios os sexos, sendo
pardos e crcoulos de 12 a 25 anuos, lana pan a pro-
vincia, romo |iara fora della, sendo bolillas figuras
liago-se bem, assim como se receben) para vender
de commissao: na rua do Livralneiilo n.i.
Compra-se urna canda era hom alado, que
carregue mil lijlos pouco mais ou manos : no paleo
do Carmo n. 17.
Attcnriio
Compram-se cscravos de arabos os sexos, sendo
pardos e erioulos, de 12 a 25 anuos, lano para a
provinria como para fura della, sendo bonitas ligo-
ras paga-ac bem. assim como recebem-se para ven-
der de commissao : na rua de Hurlas n. 60.
Compra-se ellertivanu ufe bronxe, Lilao e co-
bre velho : no deposito da l'iin.lieao d'Aurora, na
rua do Brum, logo na entrada u. 28, e na mesma
fundlrao em S. Amaro.
VENDAS.
m
ro andar.

Na rua da lloda, eocheira nova c piulada de
amarello, recebem-se cavados para sercm tratados
por mez e por dia : a tratar na mesma eocheira com
Josc Joaqnim da Silva Samico.
Na'Ponle de L'choa, no sitio ria senliora viuva
Amorim, ha para vender urna vacca de Lisboa, mui-
lo gova, c de rara lourina : a pessoa que a preten-
der, pode ir ve-la no mesmo tilia, aonde s ajustara
o preco.
OH'eiece-se urna mullier para casa de
liomem soltciro, ou de pouca familia, a
(pial sabe eozinhar c engommar : na rua
do Hospicio, casa do Sr. Tliomaz de Aqui-
no Fonseca. .
Precisa-sede tima negra para o ser-
vico de urna casa de pequea la mi lia : no
pateo do Hospital do Paraizo n. lo.
Em t. dororrchle appareceu em casa doahai
xo assignado, urna raulber parda, de nome Maria.
que representa ler 22 anuos, pediudo para que a ad-
millisse para ama de casa, riizcudo que era forra e
linha fgido ria compaobia de urna lia, era Sanio
Ailo, pelos maos Iralos que cla Ibedava; eo
abaixo assignado faz publico pelo prsenle, que nao
se responsabilisa pela mesma em caso algum : na
rua da Madre de Dos n. Mi.Josc /ibeiro l'ontcs.
AO PUBLICO.
O abaixo assignado, em virlmledc urna caria fin-
da de Alagoa-Nova da provincia da Paralaba, previ-
ne ao publico, e com especialidade ao caulelisla Sr.
Antonio da Silva Cuunaraes, que negocio algum fa-
earh cora o raeio bilhclc n. 3404 da |. parie da 4.=
loleiia a benclieio da igreja de N. S. do Guadelupc
de Olinda, porque esse raeio bilhele perlence ao le-
nenle-corouel Patricio Jos I reir Mari/e Domingos
K".ligues de Souza, moradores naquella villa, epor
ambos assignado no verso ; leudo lirado a maior sor-
le o dito numero, e leudo lirado o meio bilhele em
poder do sucio Domingos, elle negouse de jpparc-
ccr a seu socio, o que moslra dolo ; por isso previ-
ne-se ao publico, que negocio algum l'aeam a (al res-
peilo sera a pi escura de ambos, e do abaixo assigna-
do. Kccifc 12 de maio de IS55.
/.lias /iliaco lilizeu da Cosa /tamos.
CARROS FNEBRES.
No eslabclecimenlo de carros fnebres, silo
no palco do Paraizo rasa n. 10, de Josc Pililo
de Magalhaes i C, se foruecc carros ria I a
(a urdm, cora ricos adornos, lauto para rie-
funlos como para aojos e donzclas, alugam-se
caixcs para conduroe- c para deposilos, even-
dem-se moilalbas depinho: osannunciaulescn-
carregam-se de fornecer carros de |asseio'. ar-
inncoes, tera, msica, guia e licenra, ele.4 pa-
ra o que se aebam habilitados, nao leudo ou-
Iro mleresse do que o fornecimenlo de seus
carros, pelos precos estipulados no regulamen-
to do cemiterio.
Pcrgunla-se so celebre Jos Rodrigues do Pas-
so o que lenciona fazer com os seus credores, porque
estando penhorada a heranea de seu finado sogro lle-
lem, pelos mesmos credores vmais de 20) e propondo
o mesmo Passo urna accommudarao, al boje nada
cm feilo na forma de seu coslume.6>/i credor.
Quem precisar rie urna pessoa dcseuipcdida
para apromplar alinoros, janlarcs e ccias, ludo com
muilo aceio e promplidao, e le lodas as quididades
de manjares, annuncie |ior esla fullia para ser pro-
curado, com a condicfio de fazer esles arranjos na
rasa da mesma pessoa, ou .se far ludo conforme o
ajuste que se lizer.
Di-se iOOgOOO a premio sobre hvpolbeca oji
boa bruta : na rua do Rosario da Itoa-Visla n. 44.
se dir quem da.
Os abaixo assignados. administrado-
res da massa do fallido Antonio da Costa
l'erreira Estrella, fazem saber aos deve-
dores do mesmo fallido que elle estao ati-
torisados por le a receber, e por isso os
convidam a virem Ibes pagar at o im do
(oriente me/., eottiue assim nito lizcrem
ferao o desprazer de ver seus ......ns em
praca. Peinambuco 11 Tasso limaos.
Na rua Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba eozinhar bem.
Na loja tas seis portas, em frente do Li-
v nimcnfo.
Corles rie cassa-chila de bous gustos u tinta secura
a dous mil rs., vestidos de seda para meninas rie 3
al 5 anuos asis mil r*., mangas de fil bordadas
para senlwras a dea tusloes, tilo bordado c liso por
preco barato, rhilus bonitas e rie bons pannos a meia
balaca, nove vnfens, e a dous fnaioes linas, lencos
brancos e piulados para mao a meia pataca, riscadi-
nhos rie liulio para roupa le meninos c pililos a riozc
vinlens, riscados esruros para roupa de cscravos a
meia pataca, e oulras muilas fazendas por preco ba
rato.
Palitos baratos.
Palitos rie ganga amarella muilo bem feilos a .'ti
rs., ditos (Jueimado, loja n. 21.
Vcnilem-sc duas negras rrroulas rie idade de
22 a 24 aullo-, sendo urna boa ro/inbeira e engom-
madeira, eum negro de idade .le 24 anuos, bonita
figura : na rua do Livrameulo n. i.
colleccaO de leis port-
guezas. redigidas por Delgado em !) gran-
des volumes, vende-se por HO.sOOlV rs.,
obra que se vende por ISO.s : (|uem qui-
zer dirija-se a esta typographia.
Vende-se urna prela com urna cria,
a (jtial cozinba e lava: na rua da Guia
n. 9.
Farinlia de mandioca de Santa Catliarina.
\ende-se muito superior em saccas:
a tratar na rua da Cruz do Recife n. i!)
primeiro andar, ou nos arinazens em
lente da alfandega e do guindaste- da
mesma.
Vcndem-se loalhase lencos de labvrinlbo de
muilo bons gustos. ,. gomma do Aracaly, era saccas,
Indo por preco commodo : na rua da Guia n. !.
PECHINCHA.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 8; DE-
FRONTE DA BOXECA.
Cbelas de Lisboa muilo superiores, chegadnt l-
timamente a 320 e I1IH1 rs. o renlo, fiaos de comadre
a 400 rs.. pansas a 56(1, ameixas a 4(10 rs. a libra, e
mu i los oulros gneros por precos razoaveis.
v AltlJIiC^O.
Vcnde-se vinho -erde deTTsi*j!i,-^muiltrsiT>eTf>rT
pelo preco de IgfJW) a caada, e 240 a garrafa, sen-
do a dinheiro a visla : na pra^a do Corpo ."sanio,
junio a loja de fiinileiru, rasa n. ; assim como
lambcni se vende em barra de em pipa.
..jmxsEmsst mpmmmim
Biunn Praeger C., tem para
g vender em sua casa, rua da Cruz
I n. 10:
^ Lonas da Kussia.
^ Champagne.
]i Instrumentos para msica.
M Oleados para mesa.
*| Charutos de llavana verdadeiros.
* Cerveja Hamburguezi.
igjj (lomma lacea.
Mmmmmmmm nmmmm
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Slarr & Companhiu
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
SOMETES.
Os cxcellentes sor-vetes finitos a
tanceza c semg'-lo. vendem-sea's
segundas, rpinrtas e sabbados:
no aterro da Boa-Vista n. 5.
paua voltarktj:
Na rinda Cruz n. 2G primeiro andar vcndem-se
iras raixiuhaseuvernisailas com teios para marcar
jogo de vollarcle, por preco cumir.odo.
MOLIERE.
Cbegaram rccenlemenle sapalcs de rouro de lus-
tre de varios modellos e de cxcellenle qualidade,
assim como bor/eguins de borracha por preco mais
commodo do' que em oulra qualquer parle : na rua
Nova li. 10 loja franerza.
20 000 BEIS.
Corles rie seria de quadros rom 18 covados cada
um pelo diminuto preco de 20500U ris, (csiao-sc
acabando) : na rua Nova n. 10, luja franecza.
Vendem-se caixas com agurdenle de I-ranea :
no arraazem de Joao Tavares Cordeiro.
Vende-se prala miuda, smenle mndas de
1:000 : na rua do Trapiche, armazcm n. 19, se dir.
Vendem-se barra vasios rie varios lamauhos, e
em cenia : no becco do Carioca, arraazem de Anto-
nio Piulo de Souza.
Vcnde-se um cxcellenle escravo de n.irao, sem
o menor defeilo, rom 20 auno, de idade, pouco mais
ou menos: os preleudenlcs dirijani-se a eocheira da
ruada Florentina.
Sedas de cores.
Conliiiiiaa haver completo sorlimenlo de corles
rio vestido de seria de cores, modernos goslos c supe-
riores qualidades, por prceo commodo : na foja de
i porlas, na rua do Oueim.ido n. 10.
Para vestidos.
Murculinas de cores, fazenda inleiramenle nova,
enm 4 palmos de largura, goslos modernos e cores
Hxaa a 300 rs. o covado : vende-se na loja rie i por-
las, na rua do (Jucunada n. 10.
Bom, e commodo.
Venricm-sc cassas franrezas de bonitos parires e
cores lixas a 200 rs. o rovariu : na loja rio sobrado
amarello da rua do (.inclinado n. 29.
Vendem-se missaes romanos : na rua
do Encantamento, armazcm n. 7A.
No armazcm de Tasso limaos, ha
a venda:
Superior vinho cbampagne em gigos.
Dito Brdeos emquartolas.
Dito, dito em gariafoes.
Agurdente cognac, em Chixas de-(razia.
Licores linos francezes, dem.
Azeile refinado l'agniol, dem.
Garrafas razias em gigos.
Papel almaco ver/dadeno de Georg Mag-
na ni.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cit-.lietes.
Tildo bom por preco mdico.
VINHHO DE LISBOA,
em barris rie 10 era pipa : vende-se era casa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Kccil'e u.
48, primeiro andar.
O 30 A, confronte ao Rosario de Santo
Antonio,
he quera vende a verriadoira bolacha villa-verde, a
melhor ueste genero.
Na rua das Cru/.es n. 22, vendem-se 2 osera-
vas crioulas, rie 21 a 20 anuos, bonitas figuras, en-
gommarieiras cco/.inbeiras, rjiscm bem chao e lavara
de sabao c harella.
0 RESTO
das fazendas ria arrcnialaeflo da loja nrl!) ria roa do
Crespo, vndese para acabar merino a Igoofl e (ii"-
lila muilo lina a 300 rs., alpaca a 320, dulas prelas
a llil, ditas de cores, linas, a 160, dela a 320. bae-
lilli.i para roriro. a 2'|0. lencos de seda a 1.J.VKI C
HBUD, diloade rass bordados c pintados c rie elisias
a 100, 200 rs. c 210, lavas rie seda a 3211. mantas de
seda a 2?500 c 39000, damasco rie la a (KMI rs.. dilo
rie algoriau e lila a iSO, meia- de seria relas, selim
branro 000 rs., brins para calca a 200 rs.. 240 e
V0. meia casemira a 360, briin branro le Itabo a
(lio a vara.
Vendem-se 3 escravas, sendo 1 mul.diuha do
10 anuos, de bonita figura, a qual cose e eugoiuma
e 2 crioulas, sendo 1 perita eugominaricira e cozi-
nheira : lia rua rie Hurlas n. 00.
Vcndem-se saccas com milbo : na
rua da Praia n. \.
Na rua do Oueimado n. 20, ven-
dem-si' saccas com feijao mulattnho, por
preco commodo.
Vende-se vardaileiro vinho rie Brdeos, em
quarl' la. c em garrafas '. na rua da Cruz, armazem
n. 19.
RELOGI06 DE (U lio PATENTE l.Nl.E/..
No cscriplorio rio agente Oliveira, rua da Cadeia
rio Recite, e>ta a venda porr patente ingiez, ehegarios pelo ullimo paquete.
Vende-se nina cabra (bicho) com
dous cabritos, e (pie da'urna garrafa de
leite por dia : na ruada Cruzn. 20, pri-
iiieiio andar.
Vendem-se espingardas de 2 case
de espoleta, muito boas c por baratissi-
mo preco: na rua da Cruz n. 20, primei-
ro andar.
Vendem-se aberturas para camisa,
tic muito bom gosto, viudas de Franca e
por preco batalissimo : na rua da Cruz
u. 2(j, primeiro andar.'
RUA 1)0 OlEHIVnO N. 38.
\ enriem-se corles rie casemira a 33000
Ditos rie meia riiia a 2&5O0
Dilos rie casemira lina a I98UO
Alpaca de seria esroceza. n covario a 72"
Cambraia franecza, a vara a 500
l)ar-se-hao as amostras ricixaudo pcnlinr.
Vendem-se bombas le carnauba rie muilo boa
qualidade para cacimbas, saceos com gomma, roda
rie arcos para pipa, su|a e cortanos rie cabras j no
armazem rio Sr. Guerra, defronte do trapiche do al
gorlao.
CORTES DE VESTIDOS DE
SEDA A 16:000.
\cndcm-se corles de vestidos de seria cscocezcs o
mais bonito possivel. pelo barato preco rie I65 o cor-
le, abelinas rie seria goslo escoeea a I90 covado,
alpaca rie seria novos padrees a 720 o covario : na
rua rio Oueimado loja n. 10, de llenriquc i\ Sanios.
CORTES DE GASEMIRS DE
CORES A2;800.
\ enriem se cortes riecaseuiiras rie cores de lindos
parirnos a 2S800, corles rie casemira prela a (>, cor-
les rie rolletes rie se.la a 25000 : na rua do Ouenna-
do 11. 40 defronte rio becco da Congregacao, pas
sadaa botica, a seguiida loja.
Pecbinchas, no Passeio, loja n. ).
Peras de aleodilo cora loque a I.5OOO, 19*280, I9OOO
e 29OO. peras de mad.pul.lo com loque a 29500, 3
e M95H0 ; a ellas, que -lo poneos.
ATTEKCt) AO IIARATEiKO.
Kua da Cadeia do Itecife. loja n. 50 da esquina
vende-so:
ifc :'-eria '--"rit-s rom li.lrsi dr rnrst: niini 'JO
covados^09, novas melpomencs de quadros aelia-
inalntados rom quasi vara de largura a tltMI rs. o eo-
vadn^orlcs rie cambraia lina rie ror rom barra a
23W0.eliilas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a'180 n covado, cambraia de Iinbo lina, ptima
para camisas de noivos a 58, panno de lenres su-
perior com nuis de 11 palmos de largura a *2ciOO a
vara, cassa delistrapara baados 220 rs. a vara,
19600a pera, casemiras decores escuras para caira
a 49500 o corle, panno de cor rom msela de seda,
proprio para palitos e vestidos de monlaria a .19 o
covado, panno prelo fino a 49 e 49SOO u covario,
corles rie rorgorao para rolletes a 19 e rie rustan
alcoxoado a 800 rs., merino prelo muilo fino a 39600
e 4-9 o covado, I uvas rie fio da Escocia de cores com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como unirs
muilas fazendas que a dinheiro vista se venriem
em alarado, ea lelalho por baralissimos preros,
rio-se amostras.
ATTENCAO', que he para acabar.
Litas com lislras rie seda, e quairo palmos rie lar-
gura, fazenda muilo propria para a prsenle esla-
ro, pelo diminuto preco de 410 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Recife 11. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
eincasa dc-Vittor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura baiiuilha. 19020
Extra lino, baunilha. 19600
Superior. 1.-2K0
Ouem comprar rie 10 libras para cima, lem um
abale de 20 % : venda-sc aos mrsmos precos e ron-
dicies, em rasa do Sr. Rarrelicr, no aterro de Boa-
Vis W 11. 52.
Farinha e arroz da trra.
Vendem-se saccas com farinha, dilo com arroz ria
(erra novo c bom, por preco cominorio : na rua da
Cadeia do Recife 11. 23.
Vcnde-se ac em cimbeles rie um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem rie Me. Cal-
mont A; Cnmpanhia, praca do Corpo Santo n. 11.
H

I le chegado novamente deFranca a deli-
ciosa pitada deste roldo francez, e se acha
a venda nos lugares ja" desiijnados, na
cscriplorio na rua da Cruz n. 2(p primei-
ro andar, e as lejas de Manoel Jos Lo-
pes e llanos & Irmao, outr'ora de Car-
acal, na rua larga do ltosario n. 08 e
iO.
DEPOSITO DV F\6RIC\ DE TODOS
.OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Hieber c\
C, na rua da Cruz n. i, alfjodao tran-
cado da(piella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar c roupa para cscra-
vos, por preco commodo,
Ceblas baratas
Na (ravessa da Madre de Dos, armatem de J010
Mariisde Barros, vcndem-se ceblas muilri boas, e
muilissimo baratas.
ATTENCAO.
Na rua do Trapiche 11. .Ti, ba para
vender barris de ferro ermelicamente
fechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes barris sao os nlelhores que se
tem descobcrlo para esle im, por nao
evhalaiem O menor cheiro, e apenas pe-
/;im I li libras, ecustam o diminuto pre-
co de -.sOOO rs. cada um.
COGNAC VERUAUEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafa, a 12^)00
a rilicia, c 19280 a garrafa : na roa dos Tauoriros n.
2, primeiro andar, dcfronlc rio Trapiche Novo.
FARINHA l)K MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas (pie tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 7>, e 7 defronte da escadi-
hha, c no armazcm defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no eseriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. Si,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vcnde-se superior ccmenlo em barricas grandes ;
assim como tambera vendem-se as linas : alrazdo
Ihealro, armazem rie Joaquim Lopes de Alenla.
Chales de merino' de cores, de muito
bom goato.
Vendem-se na rua dn Crespo, loja da esquina que
vo]ta para a cadeia.
Em casa de J. Kcller&C, na rua
da Cruzn. 55 ha para vender e\cel-
lentes piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
-. Vende-se urna balanra romana com lodos os
sus perlences.em bom uso e de 2,000 libias : quera
pretender, dira-*c i rua da Cruz, armazem n. 4.
vGEME^TD ROIANO BRA10.
Vende-se eemeulo romano blanco, cheg;>do agora,
rie superior qualiriarie. muilo superior ao do consu"
ni i, em barricas c as linas : alraz do Ihcatrn, arraa-
zem de bilmas ricpinlio.
A EI.I.ES. AMES QUE SE ACAI1EM.
Vendem-se corles de casemira de. h. 15 e 58000 o corle ; na na do Crespo n. (i.
Superior vinho de champagne eBor-
deaux : vende-se em casa de Schafhei-
(lin tV C. rua da Cruz n. 58.
CEMENTO ROIANO.
Venile-sc superior ccmenlo era barricas e a rela-
lli, no armazcm ila ni ria Cadeia de Sanio Anto-
nio de maleriaes por preco mais cm coula.
C i : ff-e$;*&-?;ee-eet
Acha-se a venda o MANUAL do (inania }jf
<{ Nacional, ou collercau de lorias as leis, rege- *)
1$ lamentos, orriens e avisos coneernenles a mes- *
'j ma guarda nacional, organisado pelo rapilAo H
secretario rio cominanrio superior ria guarda j;j
nacional da capital da provincia rie l'ernam- 0
iX bojeo l'irmino Jos de Oliveira, riesrie a sua *J
i nova organisarilo ale til rie riezembro rie i
a IH.ii, relativos nSo sao preceasa (la qualili-
cacao, recurso rie revista eic. ele, senao a ero- S
f noinia dos Corpus. urganisarAo por municipios, ti
-Jj batalhoes. coaipanhias ; cora mappas, mo- f
9 dlos etc., ele: vende-se uuicamcnlc no pa- K-
......lo (armo n. ) lo andar gOOO reis por ;-'J
;t rada vulume. 3^
>> tummii
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins ingleses.
Ilelogios patente ingle/..
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros c casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao-
Farello de Lisboa.
Lonas inglezat.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de l). VV.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e balido de 5 a 8 palmos de
bocea, asrpiacs acham-se a renda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador
Vende-se urna porcaodo verdadeiro
vinho Bordeaos tinho e branco engaiTa-
fado, (pese vende muilo em conta para
se liquidar contas : na rua da Cruz 11 20,
primeiro andar.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar hurla- e haixa,
decapim, na fundicao de I). W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6. S e 10.
Riscado de listi as de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vcnde-se na rua ado Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty c Assu'.
Vende-se por menos preco que em oulra qualquer
parle, no armazem rie Domingos Koririgucs Anrira-
de& Companhia, rua da Cruz n. 19.
Na rua do-Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
ile.-sefarclo.novo, che.ado rie l.i-tua pels-barca Gra-
tiilao.
$) POTASSA BU ASI LE RA.
(^) Vende-se superior potassa, fa- (^
(rf) brieada no Rio de Janeiro, che-
tt Iac'a iccentemente, recommen-
l da-se aos senhores de engenhos os
9 seus Iwns elfeitos ja' experimen-
w tados: na rua da Cruzn. 20, ai-
'y) mazem de' L. Lecont Feron A '$)
ty) Companhia. j^)
Vende-se eicellenlc tahoario de pinlio, recen-
lemente chegado ria America : na ni 1 de Apiri.o
lr.ipic.be rio l'erreira. a eolenricr-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empreado as co-
lonias inglczas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mclhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Clu sstio.
Sabio a luz a S.* eriicAo do livrinho denominado
Devoto Cliri-Uii.mais correcto e acresccnlado: vende-
.e unicainenle na livraria n. 6 e 8 da pra^a da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro anidar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, rpiadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Venriein-se ricos e moriernns pianos, rccenle-
menle chegados, de e\cellenlts vozes.'e precos com-
modos em casa de N..O. Bieber A; Companhia, rua
da Cruz 11. 1.
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bielier&C,. rua da
Cruz n. \.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e mcias moendas para engenho, ma-
chinas de vapoi, e taixas de Ierro batido
e coudo, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se muilo bom arroz a 80 rs. a libra, a
180 a ctiia, bularhinha de ararula muilo nova, rie
lora, a 640 r*. a libra, feijao mulatidho a 100 rs. a
cuia, ccvadinba a :tjii : na taberna da rua de Hu-
la- n. .
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, eseriptorio de Augusto C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fho, as j
bem conhecidas e afamadas navalhns de barba feilas
pelo hbil fabricante que fbi premiado na expoaieao
de Londres, as quaes alera de riurarcm evtraarriia-
riamenlc, nao se seniora no rosto na acrao ri rollar \
venriem-se com a condicjjo rie, nao agradando, po-
.lerem os rorr.pradurcs ilevolve-las ate 15 riias rirpois
pa compra restiliiinrin-.ie o importe. Na mesma ra-
sa ba ricas lesvurinliM |iara iinhas, eitas pelo mes
mo f.il 'iranle. ,
REMEDIO I1ICOMPARAVEL
UNGENTO IIOKLOWAV.
Militares de iudividuos deludas as naces podera
Icslemunhar as virlodesricsle remedio inroraparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo aso que del-
Ic lizer.m, |m seu corpo e raembros iuleiamenle
saos, depois de haver i.'mpregado inulilmenle oulros
Iralanienlos. Cada pessoa p-jder se-ba convencer
ilessas cures maravilbosas pela leilura dos peridicos
que Ibas relatara lodos os das ha inultos anuos; e,
a m.101 parle riellas s.lo lau sorprendente que admi-
-"i us mdicos mais iclebres. Ouanlas pessoas re-
rarara com esle -o lerauo remedio o u.-o de seus
Alporras.
Cambras.
Callos.
aceres.'
_ iladuras.
Ut'ires de caliera.
das cosas.
dos'merabros.
ifcrmidades da culis
rni geral.
remudados iloanus.
11 nenes escorbticas.
I11las.no abdomen.
ialdsdc.au falla rie ca-
lor as extremidades,
nenas.
icngivas escaldadas,
icha fijes.
Ifainmaeilo do ligado.
Deposito de vinho de cham-
Iiagne Chateau-Av, primeiraqua-
ulade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a -"o.sOOO r. cada cai.xa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a lo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sa8 azues.
s@s
Potassa.
No anligo deposilo da roa da Cadeia Velha, es-
eriptorio n. 12, vende-se muilo superior polas.., da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na rua do Vig ario o. 19 primeiro andar, tema
venda ,1 superior flanella para ferro de sellins che-
gada rerenleme'..!e da America.
Veudem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenry tiibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
rain
i'oll
^..----- ...^ j.^iinim icillVtnu U U>U U SCU9
bracos e nenias, depois de ler permanecido longo
('lllllll lili. l,i,. t.ll ., .... 1 ^
.-----a- *- > |
nos hospilaes, onde deviam soffrer a aropu-
llcllas ha muilas que havendo deixado esses
los de padecnneiilo, para se nao submelterem a
operario dulorosa. foram curadas eomplelamen-
inedianle o uso desse precioso remedio. Aleu-
das taes pessoas, na efusao de seu reconheri-
nlo, declararam esles resultados.benficos dianle
lord corregidor, e oulros inagislrarios, lira de
is aulenlicarein sua allirmaliva.
Ningiiein desesperara do estado de sua saude se
livesse bastante confianea para eusaiar tslc remedio
"nslanleinenle, seguiudo algum lempo u Irata-
nloque necessilasse a natureza do nial, cojo re-
sultado seria provar inconlesUivelmenle : C>ue ludo
-ira !
O ungento he til mais particularmente nos
sega,ules cusot.
lem
tari
isv
essa
le.
mas
me
do
11,1
EnjK
e
Cu
Ei
11
I-'.
Ir
lie
[nc
lui
matriz.
Lepra.
Males das pernas. .
dos pellos.
de olbos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
I'ulinoes.
(Jueiraadclas.
.Sarna.
>u puraees ptridas.
Tihha, en qualqoer par
le que soja.
Trnnor de ervos.
Cceras ua bocea.
do tigario.
rias arliculaocs.
Veas lorcirias, ou uoda-
das as nenias.
da hexiga.
\-endc-se esle ungue.ilo no eslabelerimeaUo geral
de Londres,n. m.SIrw*,, na loja de todes o. !.-
Iicanos, droguislss c nulrai pessuas encarregadasde
liesZu e'" Am"ica do Sul> Havana e
Vende-se a 800 ris caria bocelinha, conlm ama
iiislruc^o em porluauez para explicar o modo de
lazcruso rieste ungueulo.
1) rieposilo geral he em casa rio Sr. Soum, i.har-
nniceui.co, na rua da Cruz ... 2, em I'ernam-
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
synthe ehcaixotado, por barato pen.:
na rua da Cruz 11. 26, primeiro andar.'
FIMO EM FOLIU.
Na ruado Amorim n. 39, armazem de Manuel dos
sanios finio, ha muilo superior fumo era ralba rie
lodas as qualidades, para charoles, por prero eom-
modo.
m FEIJW MILATIMO.
Na rua do Amorim n.., snnazrm rie Manoel des
Santos finio, ha milito nupeiior feijao mulalinho,
em saccas, por preco commodo.
COBERTORES.
\ enriem-se cobertores escures, gratules e penne-
nos, a I5-200 e-20 cala um : na rua do Crespo n. 6.
Grande sortimento de brins para quem
(fuer ser jrmenlio com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado de lislras e quadros.de pu-
ro fin... a 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella |i,a a 800 o covado, risrados escuros a imi-
laeao rie casemira a :10 o covario, dilo rie Iinbo a
811, dilo mais abaixo a 100, castores rie todas as co-
res a 200, 10 e 3J0 o covado : ua rua do Crespo
Alpaca desella.
_Vcnrie se alpaca rie seria de qua.lros de bom gosto
a ,->(i covado, corles rie laa dos melhores guslosqae
lera viudo no mercado a >>00, ditos de cassa chita
a 15KIK), sarja prela hespanbola a 2*100 e 200 o
covado, selim prelo e Macno a 5SOO e3}00, aIiar-
rianapos ailamasr.idoi feilos em (iiiimarSes a :)30O0
a riuza, loalhas de rosto viudas rio mesmo lugar a
93000 e 123000 a duzia : na rua rio Crespo 11. 6.
Capis de panno.
\ endem-se capas de panno, proprias para a esta-
can prsenle, por commodo preco : na rua do Cres-
po n. 0,
Vende-se por muilo commodo preco urna du-
zia de cadeiras novas, de amarello, e do ullimo gos-
to : no largo da riheira de S. Josc 11. f 1.
CASEMIRAS A 2!00 E SJOOO O CORTE.
-Na loja rie Cuimar.les & llenriques, ruarioCrrs-
Eo 11. .,, vendem-se corles de casemira iesgleza, pelo
aralissJmo prero de 29100 e 3000 cadmnm.
Vende-se cera de carnauba c courinhos de ca-
bra : na rua dt Madre de Dos, loja 11. 3*.
Vcndem-se reloaios de oaro, patente ingiez, os
inelhores e ja bem coi.hccidos nesle mercado, linha
rie algoilao em novellos, brauc r. rie core, e hicos :
em casa rie Kussell Mellors & Companhia, rua da
Cadeia do Itecife n. (i.
S* fabrica de espirilos ria rua Direila n< 84,
novamente aberla, v.mde-se alcool raliOcado a ba-
iil.o .Mana, licor lino, cnlre lino e nrriinario. de df_
lerenlcs qualidades, era garraas e em canarias, oe-
ni-ora em fraseos c cm canarias, agurdenle do reino,
tinta prela e rxa para escrever feria em alcool ira-
co, agua ria Ollonia em frasquinhns e em garraa-,
banba para cabello rio dilTereiiies cores, oleo de ma-
ciss.1, ludo bem pre| arado, e por preco cominexfo,
garrafas brancas vasiis, propriaspara licor-fino, oleo
rie ricino e xaropes.
ESCRAVOS FGIDOS.
No riia 9 docorrcnle, pelas 6 horas da manbaa.
fugio rio primeiro andar do sobrado n. 2, junto a
igreja rios Marlvrios, < negra Miquelina, que repr-
senla ler 10 anuos de Nade, de nacso Costa, levando
vestido de chita branco com flores encarnadas e j
de-bolado, pannn.da Cosa de lislras azues, urna Irou-
w rie sua roupa, a qual negra lem os signaet segra-
les : estatura alia, ben. prela, desdentada, falla mui-
lo compararlo que mal se percebe, e-com a falla um
lano pegada, anda sempre fallando so que d indi-
cios de maluca, ou que Ibe tivesse dado o ar
lizemlo que he Torra i; que quer ir para o Aguiar.
roslumanilo andar com um lenco branco ou rie cor
amarrado a roda da calieca : roga-se a qualquer ca-
pitn de campo ou policial, a appiehcndam e le-
vem ao sohredilo sobrado, que ser recompensado. *
ATTENCAO'.
Em principio do correle mez rie maio, Tugio da
roa da Aurora n. 8, em escravo crioulo, de noene
Caelano, rie idade rie :).". annos, pouco mais 0.1 me-
nos : quera o pegsr 011 delle liver noticia, pode di-
ngir-sc a ri.la casa, que ser recompensado.
Desapparceen no .lia 12 do correnle, um es-
cravo rie iiaeao, de nome Siro5o, representa ler mais
de SO anuos de idade, rom os signaes seguintes : boa
estatura, chcio rio corpo, cabellos brancos e corlsuos
bem rente, barba branca, muito regrista, roslo um
lano descarnado, cor prela, com lodosos d enees na
frente, quanriu anda mu urna per na que posteo *e
divulga, levou vestido cilea e camisa de argoda de
lislras mu Indias, o qual escravo fui comprado a se-
nliora I). .Maria Francisca Pires Fcrreira. e o mas-
moja esleve fugiiloem Ierras do engenho Sania Ro-
sa, ria freguezia de Santo Amaro de Jaboalao ; por
iso rogase i todas as autoridades policiaes e capi-
laes de campo, hajam seu rionn Sr. Pedro Milia 10 da Sil,eir l.cssa, mo-
rador no engenho Camorim (irande. freguezia de
Agua fela, ou ncsla prtca na roa da Praia n. 20,
que sera bem recompensado.
Desapparereu da rui larga do Rosario n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alto, ollm-. grandes, eom
una cicatriz no roslo, candios c barba grandes ; be
ollirial rie sapaleiro, anda decalca e jaquela, ralba-
do, c riiz-se forro : quem o apprehendcr e entregar
ao seu sen1.01, sera recompensado.
CE.VI MIL RES E GRATIFICACAO".
Desapparereu no da G de dezembro rio anno pr-
ximo passado. Benedicta, de 1 i anuos de idade, ves-
ga, cor arahoclaria ; lerou um vestida de chila rom
lisios cor de rosi crie caf, e oulro lambem de chi-
I branro com palmas, um lenco amarello no pesce-
50 j desbolado: quema apprehender conduza-a i
Api puro*, noOiteiro, cm casa de Joao Leile de Ae-
vedo, ou no Recife, na praca rio Corpo Sanio n. 17,
que recebara a gralificarflo cima.
PERN. TiP. E M. F. DE FARIA. 1853.
1
a
4
t
^
Mil TI! Mili


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