Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01030


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Full Text
XXXI. ANNO N. 114.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 meies vencidos 4,500
HW
>,
^
/
/
DIARIO DE
SEXTA FEIRA 18 DE MAIO DE 1855.
Por anno adantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
NAMBUCO
KXC VIUVKtiADOS DA SI ttSCKIPC.VO.
Hecifc, o proprieterio M. F. de Faria ; Kio de Ja-
neiro, o $t. Joan Pereira Marlins; Babia, n Sr. I).
Duprad ; Macelo, o Sr. Joaqun) Bernardo ilc Men-
donra ; parahiha, o Sr. Gervazio Virlor ilu Nalivi-
rtade ; Nalal. o Sr. Joaqnim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaty, o Sr. Antonio Victoriano Augusto Borges ; Maranlin, n Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Heretano Adules Posma Cearenre ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por ijf.
Pars, 35 a 350 rs. por 1 (.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aceoes do banro 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par..
da companhia do seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
KETAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29*000
Modas de 65540o velhas. 165000
de 655100 povas. 16000
dedJOOO. 9000
Prala.Pataecs brasileiros. 191H0
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos. .... l8f>0
TARTIDA UOS CORREIOS.
Oliii'la, todos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex cOiiriwiry, a 13 e 28
Goianna e i'arahiba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Nalal, as qtiintas-feiras
PREAMA8 DE IIOJE.
Primeira s G lioras e 6 minutos da manhaa
Segunda s 0 lioras e 00 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relajo, tereas-feiras a sabbados
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 lioras
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
KPIIK.MKRIDF.S.
Maio 2 La cheia as2horas, 1"? minutos e
39 segundos da uiaiiha.
9 Quarto minguante as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da inanlia.
16 I.ua nova a 1 horas 43 minutos
36 segundos da tarde
a 53 Quarlo rscente as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manhaa
DIAS DA SEMANA.
14 Segunda. S. Gil ;Ss. Bonifacio e Henediana.
15 Terca. S. Isidro lavrador ; S. Dympna.
16 Quarta. S. Joo bcpomucuiio conego m.
17 Quinta. *? Assencao do Senhor.
18 Sexta. S.Venancio m ; S. Flix de Cantalkio
19 Sabbado. S. Pedro Celestino p.; S. lyo f,
20 Domingo. S. Rernardino de Sena f. : S. Pau-
tillii viuva ; S. Culumba dcRiette v.
PARTE 0FF1CUL.
QOVERNO DA PROVINCIA.
LE N. 3G6.
Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Fac.o saber a todos os
seus habitante*, que a assembla legislativa provin-
cial decrelou e eu sancrionci a rcsolpc.lo seguiile :
Artigo nico. Os limites entre as frcg.ier.ias le
Serinhiem e Ipojuca serSo determinados pelo curso
do rio Sbir, na parte que corla o territorio das
ditas freguezias.
Os referidos limites recularan tamhem os do ter-
mo de Serinhaem e comarca do Rio-Formoso com
os termo* e comarca do Cabo: ficando derogadas a*
disposices em contrario.
Mando, por lauto, a todas as autoridades a quem
o conhecimenlo c execurilo da referida resolucilo
pertencer, que a cumpram e facam cumprir lo in-
leiraroente como uella se conlm. O secretario da
provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernambuco, aos 10 de roaiu
de 1855, trigsimo quarto da independencia e do
imperio.
L. S. Jos Benlo da Cunlta e Figueiredo.
Carta de lei pela qual V. Exc. manda execular a
resolurao da assembla legislativa provincial, qur
sanccionou, declarando os limites entre as fregue-
zias da Seriolijrem e Ipojuca/ na parte que corta o
territerio das ditas freguezias, e bem assim que os
referidos limites regularSo os do termo de Seri-
nhaem e comarca do Rio Formoso com os do termo
e comarca do Cabo.
Para V. Ene. ver. Joao Domingues da Silca
.a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 10 de maio de 1855.Joaquim
Pires Machado Porlella, official-maior servindo de
secretario.
Registrada a fl.... 4p livro 3. de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 11 de maio
de 1855.Joio Domingues da Silva.
LEI N. 367. !
Jote Benlo da Cunha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernarahuco. Fajo saber a lodos os
seus habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decrelou e en sanecionei a resolucao seguinlc :
Artigo nico. O presidente da provincia fca au-
lorisado a Conceder jubilaran, na forma do ,irl. 51
do regiilamenlo de 12 de maio de 1851, aos pro-
fessores Aureliano do Piulio Borge?. de inslruccao
primaria de S. Lourenro da Malta, c Miinocl Tilo-
mas da Silva, da segunda cadeira do segundo grao
da Boa-Vista. Ficarn derogadas as disposices cm
contrario.
Mando, por tanto, a todas as autoridades, a quem
o conhecimenlo da referida resoluto pertencer, que
a cumpram e facam cumprir lo inlciramentc romo
nella se contcm. O secretario da provincia a Taca
imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recite de Pernambuco, aos 10 de maio
de 185), trigsimo quarlo da independencia e do
imperio.
L. S. Jos' Benlo da Cunha e Figueirelo.
Carta de lei pela qual V. Exc. manda execular a
resoluto da asssmbla legislativa provincial, que
sanecioneu, concedendo ao presidente da provincia
auturisar.lo para jubilar aos profe-sores pblicos Au-
reliano de Pioho Borgcs, e Hanoel Thomaz da Sil-
va, na forma do arl. 51 do rcgulameulo de 12 de
maio de 1851.
Para V. Etc. ver. Joao Dimiitgue; da Silca
a fez.
Sellada e publicada nesla secretaria da provincia
de Pernambuco, ios 10 de maio de 1855.Joaquim
Pires Machado Porlella, ofllcial-maior servindo de
secretario.
Registrada a i., do livro 3. de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 11 de maio
de 1855. Zoilo Domingues da Silca.
LEI N. 368.
Jos Beato da Cunha e Figueiredo, presidente
da provincia de Pernambuco. Faro saber a lodos os
seus habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decrelou e eu sanecionei a resolurao seguiule :
Artigo l'nico. Fca o presidente autorisado a con-
ceder a gratificarlo, de que trata o arl. 60 do regu-
lamenlo de 12 de maio de 1851, a Miguel Vleira
da Barros Marrec.i, professor de instrucrao elemen-
tar do segundo gr*o do bairro do Recife, a Joaquim
Antonio de Castro INunes, professor de inslruccao
elementar do segundo grao do bairro de Sito Jos, e
Alejandrina de Lima e Albiiqucrque. prufessora
de inslruccao elementar em Sanio Antonio do Reci-
fe : derogadas as disposices cm contrario.
Mando, por lanto, a todas as autoridades, quem
o ccnhecimcnto e execurao da refera resolurao
pertencer, que a cumpram e facam cumprir tao in-
lciramentc como nella se contm. O secretario da
provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Ci'lade do Recife de Pernambuco aos 10 de maio
de 1855, trigsimo quarto da independencia o do
imperio.
L. S. Jo*'' Rento da Cunha e Figeiredo.
Crla de lei pela qual V. F.xc. manda execular a
resolurao ila assembla legislativa provincial, que
sanecionou, aulorisando u presidente da provincia
a conceder aos professores pblicos, Miguel Vieira
de Barros Marreca, Joaquim Antonio de Castro
Nunes e Alexandrina de Lima e Alhoquerque, a
gralifiracao de que (rala o arl. 60 do regulamenlo
de 12 de maio de 1851.
Para V. Exc. ver. Joao Domingues da Silca
a fez.
Sellada r oublicada nesla secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 10 de maio de 1855.Joaquim
Pires Machado Porlella, ofllcijl-maior ser indo de
secretario.
Registrada a fl.... do livro 3." de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco. aos II de
maio de 1855.Joao Domingues da SUca.
Mi
Expediente da da 12 de maio.
filcio. Ao Esm. command.inlc superior da
guarda nacional do Recife, inleirando-o de haver
concedido as brencas par quatro me/es que solici-
laram para ircm ao Rio Grande do Norte, Jos An-
tonio da Costa e S ejoao Antonio da Costa e S,
este primeiro lente e aquelle segundo do batalhao
de artilharia da mesma guarda nacionaL
DitoAoExm. marechal commandanle da armas,
para mandar pr em liherdade, visto terem aprc-
senlado tambara legaes, os recrutas Manuel Tavares
Moreno, Francisco Antonio da Silva e Ludgero da
Silva i Inorado, que se acham cm deposito.
. DitoAo Exm. presidente do conselho adminis-
trativo do patrimonio dos orpliaos, devolvendo ja
competentemente rubricado o livro do tombo do pa-
trimonio dos orpbaos, e diiendo em resposla que,
quanto ao sello est elle arl. 52, cap. 3." do regulamenlo de 10 dcjulho de
1850, e quanto ao inais que consulta, convm para
maior aulhencidade, que sejam conferidas por la-J
belliao publico os tratados que se fueren) dos lanra-
menlns do anligu livro do tombo.
DiloAo inspector da Ihesouraria do fazcnda,
transmittindo, para os convenientes exames, copia
da ata_do cooselbo adniiiiislralij^Piu^Kforiaecirnwi-^
lo do arsenal de guerra datada d" "8 de abril ul-
limo.
DiloAo chefe de poicia.ilizendo que pode aulo-
risar ao delegado do Cabo r,3o so a alugar urna casa
para servir de quarlel ao destacamento daquelle ter-
mo, mas tamben) mandar construir as guarilas de
que Smc. trata, e inteirando-o de haver recommen-
dado ao director das obras publicas, que mnnde or-
ganisar um novo orcimenlo para a obra) do actual
quarlel do mencionado destacamento.Odiriou-se
nesle sentida ao referido director.
DiloAo jui/. relator da junla de justica, trans-
milliudo, para ser relatado cm sessao da mesma
junla, o proces# verbal feilo ao soldado do 2. ba-
lalba i de infanlaria, Manuel Joaquim Rernardino.
Parlicipou-se ao marechal commandanle das
armas.
DiloAo lencnlc-coronel Jo^c Joaquim Rodri-
gues Lopes, declarando que expedir ordem ao ins-
prctor da Ihesouraria provincial para pagar a impor-
tancia das desperas feilas com o reparo do quarlo
da fortaleza das Cincn-Ponlus, em que se arha a
bomba de apagar incendio perlencente ao corpo de
poliria.
DitoAojuiz municipal da primeira vara desla
cidade, para mandar apresentar ao commandanle da
fortaleza do Bruin dous calcetas para serem empre-
gados no servico da me*ma fortalezaParlicipou-
se ao marechal commandanle das armas.
Dilo.Ao commamUnte do corpo de polica, re-
commendando a espedidlo de suasordens para que
na* nuiles em que houver representarlo no thealro
de Santa-Isabel siga para ah a di gado do primeiro districto dcste lermo urna guarda
de III praras daquelle corpo, commandada por um
oilicial inferior.Inleirou-se ao marechal comman-
danle das armas.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, ap-
provando a arremalacao que fez Antonio do Santos
Souza Leao da obra do 8." lanco da estrada da Es-
cada com o abale de 1 por cento no valor do res-
pectivo "remenlo, e sendo fiador Barlholomeu
Francisco de Souza.
DiloAo mesmo, dizendo que pode aceitara pro-
posta que fez llenrique Luir, da Cosa Gomes, dando
por fiador Jos Francisco da Cosa Gomes, para se
encarregarda factura da obra do acudo do Limoci-
ro, com o abale de 6 por cento e sol) a condico de
a principiar no de setembro prximo vin-
douro.
DiloAo mesmo, para mandar pagar ao inspertor
do 5. circulo lillerario,Francisco Luir. Maciel Vian-
na,aquanliade 1655780cm que importamos objeclns
por elle remecidos a aula de inslruccao primaria da
povoaro do Peres, os quaes consta da conla que re-
melle.
DiloAo delegado do termo de Pao d'Alho, in-
leirando-o de haver espedido ordem para que o des-
tacamento de polica existente naquella comarca seja
substituido por outro de primeira linlia composto
de II pravas de prel.
DiloAo delegado do termo de Garantan*, rc-
commendando que faca regressar para o destaca-
mento do Rio Formoso as pracas que dclle seguiram
para o lermo de Caruari.
DitoAo delegado do lermo do Rio Formoso, or-
denando que, quando chegarem aquella cidade as
.praras llalli enviadas para o termo de Caruar, faca
Smc. regrcssari esla capital as pracas de primeira
linha com que foi ltimamente reforcado o desta-
camento da mesma cidade.
PortaraMandando admillir ao servico do excr-
cilo, como voluntario por lempo de 6 anuos, o pai-
sano Jos Mureira Vieira da Silva, que perceber
alera dos vencimentos que por lei Ihe competirem o
premio de IWJO.Fizeram-se as necessariascommu"
nieafOea a respeito,
11
OflirioAo Exm. presidente das Alagoas, devol-
veado julgados pela junla de juslica os processos
verbacs dos soldados Manuel Jos de Dos, Manoel
Correa da Costa, Miguel dos Anjos W., Joa-
quim Antonio Claudino Gomes de Araujo, e do al-
feres Jos Francisco de Maraes e Vasconcellos, per-
lencenles ao 8. batalhao de infatuara. Tambem
foram devolvidos ao Elm. presidente da Farahiba
os dos soldados do meio balalliao provisorio dall Ma-
noel Francisco das Mcrcs, Damiitu Soaresde Souza,
Rento Jos de Queiroz e I.anrentino Jos de Sania
Anna ; c ao Exm. presidente do Cear, o do soldado
do meio balalban de caradores daquella provincia
Beii"dicto Francisco dos Santos.
IiiiuAn Exm. marechal commandanledas armas,
devolvendo os processos verbacs das pracas de pri-
meira Jinlia inenrionailas na relcelo que remelle,
fime que maSle"a*r~rdertda eiecucaiTas-'sflTel)--
cas nellcs proferidas pela junla de juslica.
Belacao a que se refere o officio supra.
Companhia tixa de cavallaria.
SoldadoBclarn.ino Soares Mangabeira.
Segundo baulUo de infantaria.
SobladoIzidro Baptista do Rosario.
Manoel Jordao.
i) Jos Ignacio,
i) Manoel Flor de Secla.
i> Leoncio Professor.
Manoel Francisco.
n Claudino de Souza Pereira.
AlteresJos Joaquim Capislrano.
Quarto batalhao de artilharia a p.
SoldadoAntonio de Souza Pacheco.
Boavenlura Cardoso Piulo.
Oilavo batalhao de infantaria.
SoldadoGabriel Jos de Mesquila.
i) Pedro Manoel.
i> Firmiano Barbosa,
o Benedicto Vilella.
n Francisco Muir, da Guerra.
h Jacnlho dos Passos Guedes.
i) Claudino Jos Francisco.
n Manoel Francisco da Silva.
Joaquim Jo Goncalves.
Igual ao commandanle do corpo de polica, devol-
vendo os processos das praras daquelle corpo, men-
cionadas na relacaoque se segu :
SoldadoManoel Joaquim de Sania Anua.
Jos Vicente Barbosa.
Antonio Bezerra Leile.
Joao Antonio Correa.
Jos de Souza Araujo.
Simplicio Ignacio de Oliveira.
Gervasio Pires Ferreirti.
Dilo Ao inspector da thesodraria de fazcnda,
para que, vista da relacSo e recibo que remelle
0 rABAIZO DAS MILHERES. (*)
Por Faalo Feral.
TERCEIUA PARTE.
o doitor MLriiio.
CAPITULO VII
A caberada.
Fernando foi o primeiro que rio de ler sido enca-
nado por esse ingenuo e grosseiro estratagema. Os
de Morges imilaram-no, e o notario lornou a pr os
ncul, murmurando :
Isso nao me oflende. Recehi deelaraeoes, c
dei-lhes a forma legal..... Esse caso j apresen-
toa-se...
Ol I en desconfiava disso 1 exclamou Sensili-
ve. F.sse rapazinho lem o rosto cheio e alvo e a re-
dondez de lindas que dislinguem as rapariga*...mas
ha cerlo perfume... como eiprimirei a sublil delica-
deza do mcu pensamenlo ?... A inulher eshala, j
que son obrigado a servir-me de termos vulgares,
um aroma impereeplivel, e alias particular.... |)e-
mais'a mulher revela-se andando... Incesta paluit
dea... posto que seja muilo mais fcil reconhecer
urna mulher disfarcada em liomem do que nm ra-
pazinho disfarcado em mulher...
A marqueza eslava verdadeirarnenlc fulminada.
A colera, a vergonha ea admirarao periurouvam-lhe
a phvsionomia. Toda essa trama lito penivelnienie
urdida rasgava-se como urna tea de aranha. feria
talve/. acolbido com urna Iranquillidado apparcnle a
prova de que a rapariga apresenlada por Sulpicio era
a verdaileii.i Mara de Ro-lan ; mas essa evideucia
repentina, essa queda profunda !
Sahc dsse ella a Loriol : enganaste-me in-
dignamente... Se o desprezo e apiedide nao me im-
ppilissem, lerias de responder pelo leu mine dianle
dos tribunaes.
Qual crime? pergunlou Loriol de boa f. Ves-
li urna saa em vez de calcas... .Nao be utna aeco
boa... ma< estou bem cerlo de que osjjuizes no me
fariam corlar o pescoco |>or isso !
Sabe repeli a marqueza imperiosamente.
Loriol imploroii Chifln com o ciliar, e esla come-
ron dirigindo-se a sulpicio :
Votas laaha-BM promeltnlo...
Eu linha-te prnmellido que lomaras a ver...
agora promello-lc que ser.io reunidos... Dcixa essa
mulher obrar.
Chifln desviou o rosto, e Loriol culia-se Uo cul-
pado para com ella que eslo movimenlo abateu-n.
Dirigio-se para a porta em pronunciar mais una
palavra. e a marqueza sabio aps dclle.
O re Trufle cliamua Irene, a qual abrac.iva Ga-
briel!" immovcl e como nseniarel, e dissa-lba :
Teu marido nao quer curar-me. e obslina-se
em detestar aquelles que amo... Viste essa pobre As-
trea como est triste?...
Com razao diste a condessa de Morges. O des-
astre be cruel, ao momento de g.iubar uina partida
tao bella !
em duplcala, eslando nos termos legaes, mande pa-
gar a Joaquim Candido Fcrrcira, a qifanlia de 6*2(0
rs., que pelo juiz de direilo do Bonito, foi cipendi-
da'com os recrulas Marcelino Jos de Franca e Joao
Principe de Portugal, que vieram de Caruar para
esta capital.Fez-se a respeito o necessaro espe-
danla.
DiloAo mesmo, recommendando que visa da
nota que remelle, mande abrir naquella Ihesoura-
ria, o asseutameiilo de praca do tambor Jos Muuiz
de Sania Anna, que secoulraluu para servir no
lerceirn bilalbao de guardas naconaes do municipio
do Kccife, pro idenciando ao mesmo lempo para que
seja elle pago dos ssus vencimentos.Communicou-
so ao respectivo commandanle superior.
DitoAo chefe de polica, inteirando-o de haver
expedido ordem, nao s ao agente da companhia dos
naqudes de vapor, para fr.er receber e transportar
al* Parabiba, no primeiro vapor que pasar para o
norte, os criminosos Joaquim Carial e Antonio Fcr-
rcira de Moraes mas tambem ao rnmmaiidanlc do
corpo de polica para far.er apresentar, quando por
S. S. for requisilada, a escolla que liver de acompa-
nhar aos referidos criminosos.Expediram-se as or-
dens dequ* se traa.
DitoAo mesmo, declarando que expedir ordem
ao inspector da Ihesouraria provincial, para mandar
pagar a conla que S. S. remeltcu das desprzas fcilas
com o sustento dos presos pobres da cadeia do Boni-
to, nos mezes de Janeiro a marco dc*le anno.
DiloAo commandanle da presidio do Fernando,
dizendo que com a copia que remelle do parecer do
inspector da Ihesouraria de fazenda, responde ao sen
oflirio de 5 de abril ultimo, relativamente aos 3 en-
fermemos por Smc. nomeadoi para servirem na en-
fermara daquelle presidio.
Dilo Ao director das obras publicas, para man-
dar desinfectar a cadeia velha desla cidade, e bem
assim serrar as respectivas grades croqnanlo so as-
stnla na applicirao que deve ler aquelle edificio.
Ofliciou-sc ao chefe de polica para mandar entregar
ao supradlo director as chaves do mencionado edi-
ficio.
DiloAo mesmo, dizendo que pode mandar far.er
rom preferencia o ralramento da Iravessa de San
Pedro, visto nao r unir que continu o da ma Di-
reila, sem que esleja elle prompto. Communicou-
se Ihesouraria provincial.
Dilo Ao mesmo.Annnindo ao que Vine, me
requisilou em seu officio de 7 do crrenle, soh n.
217 acabo de recoinmciid.ir ao chefe de polica a ex-
pr lirio das conveneiitesordcns,para que nao s seja
restrictamente observada a tabella reguladora do tran-
sito da ponte do Cachang, mas tambem senao co.n-
sinta que as boiadas passem pW cima da menciona-
da poule, c bem easim ao comVandanlc do corpo de
policia,-qtrmade apreseular A arrematante da res-
pectiva barreira mais dous snldiirKs daquelle corpo.
O que communico a Vmc. para seu conhecimenlo,
e em resposla ao rilado oflirio, cumprindu que de
sna parle d as neeessarias providencias a resprilo.c
mande farer a guariladc que se trata.Evpediram-
se asrdeos cima mencionadas.
DiloAo mesmo, inlerando-o de haver expedido
ordem ao inspector da Ihesouraria provincial, para
que, empresenta do compeleule certificado, mande
Pagar ao arrematante do tereciro laen da ramifica-
cao da estrada do Cabo, a importancia da segunda
preslar.lo a que elle lem direilo.
Dito Aojuiz municipal de Iguarass, dizendo,
que rom o parecer que remelle por copia do conse-
Iheiro presi lente da relarflo, responde ao seu ollcio
de 21 de abril ultimo, acerca do* lugares de distri-
buidor, partidor, contador c depositario daquelle
juizo.
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial,
para mandar por cm hasta publica a obra dos canos
de esgolo de que precisa a ra do caes do Apollo,
servindo de base a essa arremalacao o orcamcnlo e
clausulas queremelte por copias. Communicou-se
ao director das obras publicas.
OrtoAo mesmo, recommendando, visto achar-sc
promplo o ramal que deve fbrne>-.er a agua precisa
para a ca*a de detenr.-lo, que nos lermo* do rcsperl-
vo contrato, mande Smc. fazer os necessarios paga-
mentos nos devidos lempos, a contar do dia 11 do
rorrenlcem que prinripiou scmelhanle fornecimen-
to.G>mmunicou-se ao director da companhia de
Beberibe.
DiloAo director doarsenal de guerra, para man-
dar substituir por oulraa africana Emilia que se a-
cha ao servido do collegio das orphaas.Parlicipou-
se aoExm. presidente do consclho administrativo do
patrimonio dos orphos.
Dito Ao administrador do corrcio, dizendo que
com a infnrmacao queremelte por copia, dada pelo
inspector da Ihesouraria de fazcnda, responde an of-
ficio de 7 do correle, em que Smc. participa adiar-
se anda paralysada a rommunicacao do correioter-
reslrc entre esla capital ca cidade de Goianna.
DiloA* cmara municipal de Cabrob, respon-
dendo rom copia do parecer do conselheiro presiden-
te da relacao ao -cu oflirio, consultando se podem
ou nao os vereadores arrendar ou arrematar bens
pcrlenreutesa mesma cmara.
COKMANDO DAS ARMAS.
Quartel-ceneral do commando das armas de
Pernambueo na cidade do Recife, em 16 de
mato de 1855.
ORDEM DO DIA N. i5.
O Illm. e Exm.Sr. marechal de campo Jos Joa-
qnim Coelho couimandante das armas, manda pu-
blicar para conhecimenlo da guarnicao desla pro-
vincia e fins convenientes, as sentcncas absolutorias
proferidas no conseibo da guerra e na junla de jus-
lira no processo verbal instaurado coulra u Sr. at-
ieres do 2." h ilalli'i i de infantaria Jos Joaquim Ca-
pislrano, acensado de haver feilo mo uso de sua
haliilidaile, escrevendo c mandando inserir no 'Dia-
rio Je Pernambuco de 21 de dezemhro do anuo
pass.ido um aniiuncio em nonic do lente do mes-
mo balailco Gabriel de Soasa Guedes, acerca do
I ornee iiiienio de gneros para o rancho, no qual an-
nuncio ferio a honra de seus superiores com oflensa
da disciplina.
Senlenra do conselho de guerra.
Vendo-se nesla cidade do Recife o processo verbal
do reo Jos Joaquim Capislrano, alferes do 2. ba-
talhao de infantaria, auto de rnrpo de delicio, tes-
temunbas sobre elle pergiiutadas, interrogatorios fei-
Ins no reo, sna defeza c. documentos, decidi o con-
senso de guerra por unanimidade de votos, que o
crime de que o dilo reo lie argido nao se acha pro-
vado, c nem elle delle convencido; por quanto, 1.
o examc de fl. 15 v. em que se basea o prsenle
processo n.lo lem a forra precisa para aulorisar
a ciuidemnarao do reo, nflo s porque deixou de ser
feilo com aquellas solemnidades que a orcl. liv. 3."
Iit. 1. prescreve, visto como nao foi o reo rilado
para assislir ao dilo exime, c no acto delle requerer
o que Ihe conviesse, como porque anda quando ros-
as feilo com a regnlaridade que a le exige apenas
prodnziria um indicio, que nos termos do arl. 36 do
cdigo criminal nao pode dar motivo para imposicao
de pena, ejamais urna prova legal porque como diz
Pereira c Souza as suas bubas criminacs nota 33t,
a arle que alguem lem de imitar o carcter de let-
tras de oulros torna faltar o juizo de comparacao de
Miras ; 2." porque o depoimento da lerceira lesle-
iiiunli t a il. 25 v. que suppoe ser o reo quem es-
crevera o annuncio II. 19 pela semclhanca da lellra
do mesmo com a do hilhele fl 16, que llie dirigir,
nenlium peso pode ler, j pelo que fica dilo, j por-
que contra essa lestcmunha recahem graves suspei-
tas de ser o aulor do annuncio cm questan, como diz
a primeiro leslemunha de 11. 21,rondado: 1.em ler
sido pretendente ao lugar de agente do batalhao,
2. em se julgar ollndi lo com o bilhete que o reo
Ihe mandara cobrando certa quantia, 3. em ler ca-
pacidade para pralicar semelhanle accao; c nao ha-
vendo atguma oulra pera no processo, que prove a
cuipabilidade do reo, o conselho o absolve e appclla.
Sala das saasoes do eonaelbo de guerra no quarlel
general 3 de abril de 1855.Alexandre Bernardina
dos Res e Silca, auditor de guerra interino.Joao
Scpomuceno da Sika Porlella, major presidente.
Lu: Domingues de Araujo, capilo interrogante.
Joo de. Souza Tci.reira. capitao vogal.Andr Ac-
doli l'inheiro, capilo vogal.Manoel Pereira de
Sousa Burili, capitao vogal.Jos Manoel de Sou-
za, lente vogal.
Senlenra da junta de justira.
Confirman) a senlenra do conselho de guerra que
absolver o alferes Jos Joaquim Capislrano, que
cm sna defeza e rom as proras dos aulos se lem ple-
namente justificado.
Recife em sessao da junla de jusiira 10 de maio
de 185").Figueiredo.Souza.Figueiredo.La -
menha I ins.Salgueiro.Itebello.Santiago.
Candido Leal Ferreira,
A luanle de ordens cncarregado do delalhe.
que permanecen) as quesles suscitadas na Europa
pelo ultimo czar da Russia. Estas qucstes sao ainda
buje debatidas mai particularmente pela diploma-
cia e pelas armas : em Vienna, onde a conferencia
comecmi e prosegu suas deliberarnos corn o mais
profundo segredo ; na Crimea, onde os efercilos, em
presenra unido outro. accumulam seus trabalhos e
dan combates parciaes, porm morlferos, esperando
o choque mais geral, se pnrvenlnra tcm de vir. Pa-
ra estes dous pontos he qu^ se vnlvem arilcnlemenle
todos os olhos. como para ir ao encontr da noticia,
que pode cortar ou aperlar o mi lerrivel, c como es-
la nio ebega, crian), imaginam-a, fazem fallar a di-
plomara ou poe os cxercilos em movimenlos, assig-
nam protocolos ou dao balalhas al o dia seguinle,
em que oulra noticia sucredo a da vespern. Esla
vulgarisacao de noticias lem lomado una intensida-
de singular sobreludo nestes ultimo* dias, que por
diias ou Iros vasas a paz j devia eslar feila oo as
conferencias rompidas ;maso cerlo he que nesla serie
de compliracoes, de que se compoe ha dous annos a
historia da Europa, nao liouvc jamis um mon.cnlo
mais decisivo e mais incerlo:nias decisivo, por
que as circumstancias actuacs lodos sahem que
ebegamos mui pcrlo a urna solucio qualquer, o res-
labelecimcnto da paz ou a enrgica continuadlo da
guerra ; mais incerlo, porque de ludas as pnhabi-
lidades, que simultneamente se oflorecen), de lodos
os indicios que se manifcslam e se atrnpelam, um
s nao ha que dei\e pcrcelrfjr o carcter desla solu-
c3o, todava llo prxima, haveudo apenas dous fac-
los positivos, que resumen) a situaran prsenle das
cousas: a Europa com seus represntenles cm Vi-
enna, c estes deliberando sobre as condicocs de um
arranjn, que implique urna transformaran do estado
do Oriente, ao passo que a lula do seu lado se des-
cnvolve com suas peripecias sanguinolenta*. Ora,
quaes s;1o as relames desla* duas ordens de fados
no momento actual i* Que influencia excrcer i mar-
cha das hostilidades sobre a disposico dos gover-
nos'! Em urna palavra lera a guerra lempo de Ira-
*er algum fado novo e decisivo para o meio d)s de-
liberacijes de Vienna, uu antes as negociadles se tor-
nando mais rpidas do que i guerra por um promp-
to o encro,ro esforz de ronciliacao, que consolide o
socego do mundo Tal he a alternativa suprema,
que se acha estabelecida boje e para a qual a Euro-
pa foi invencivelmenle levada.
() Vida o Diario o. 113.
Aquella que eslava encarregada de vigia-lo,
responden Irene em voz baixa ao rei Trufle, arha-sc
na prisao aecusada de ler querido aasassina-to,
Solange pronunciou o duque com voz altera-
da ; nao fallc-me de Solange !
O mal lem vindo desde o dia em que Solange
deixou sua cabeceira.
O pobre homem cobrio o roslo com as inaos, e.
lornou :
Ha momentos em que desconfi...
Astrea vnllava ; o re Trufe nao acahou.
Expeli-o dsse Astrea ; teria podido far.er
peior !
Quer abracar-mc, linda senhorinha ? acres-
centou ella dirigindo-se a ChilTon.
Nao, senhora ; respondeu esta recuando.
A marqueza pz-se a rir, e disse :
Eu esperava isso mesmo ; mas queria r ei lili -
car-me.
Eis-aqui o que tinha-se passado no segunda andar
do palacio de Rostan, habitado pela marqueza. Lo-
rio! perder um ponco de sua coragem vendo-se s
com ella.
Donde conhecc* essa rapariga que lomou o no-
me de Mara de Rostan ? pergunlou-lhe Aslrea su-
b ndo.
Donde conheco-a ?... repeli Loriol que nao
queria responder.
Sen nstindo dispertado dizia-lhe que esa mulher
era a inimiga mortal de Chifln. 'Ora, elle amava
hava cinco minutos a Chilln a ponto de sacrificar-
se pnr alia.
w Nao lentes enganar-me mais lornou a mar-
queza imperiosamente.
Ella be de teu paiz ".'
Sim, sim, respondeu I.oriol.
Mearan de Saml Casi
De Saint Casi ?... lalvez seja de l.i ou dos arre-
dores.. (Uto sei.
Ella vr-io da Brclanha com ligo \>
Da Brrlaoba... ou da Normandia... Encon-
Irei-a na estrada perto da cidade de l.aval... entre
La val e Mogunria... Moguncia e Mans...
A marqueza o fez entrar no seu quarlo, onde o
fiel P. J. GrWaine a esperava.
EnlAo, acahou '.' pergiinlnn esle.
Aslrea lanrou-sc sobre urna pollroua : eslava suf-
focada.
Tira todo csse vestuario, dise ella a Loriol,
nao dianle de mim ; entre com elle no meu louca-
dor, Mr. Gridaine, e ajiulc-o !
Elle !... repeli Tudo-para as-Mullieres. Que
significa iss> .'
Significa que o senhor dcixou-se engaar como
eu. apezar de sua pretendida habilidade... engaar
vergonliosa e. ridiculamente I... Significa que 8 pe-
quea aldeaa era nm pequeo aldeao que zoiiibou do
senbor e ite mim !
De veras? disse P. J. Gridaine rt.imiixiu lo
ruriosamenlc uosso Loriol. lie cerlo que ninguem
deve jurar nada. Eu julgava-me peta ininha prolis-
s.1o e meus hbitos ao abrigo de scmelhanle engao...
E que rcsulloii -le ludo isso ?
Hei de dizer-UYo mais larde, respondeu a mar-
queza agitando forlemenle o leque. Despoje-o de
ludo o que perleme-me, torne a veslir-llie os fa>-
rapos, vou inaula-lo laucar na ra pelos meus
criados.
Loriol linha a cabeca baixa e o olliar feroz.
Nao quero conservar sua roupa, disse elle ; mas
hci de mudar o irage losiaho...
A marqueza mnslrou-lhe o'loucador, dizendo :
Seras examinado quando sabires.
Apenas Loriol desappareceu airar, da porta cnlre-
aherla, a marqueza fez signal a Tudo-para-as-Mu-
llieres de que se Ihe approximasse, e dissc-lhe em
voz baixa e breve :
Sulpicio esl feilo senhor ; (raz urna Maria de
Rostan que he talvez a verdadeira... ao menos asse-
mclha-se muilo... Nao alaron ainda a Fernando, mas
ha de ataca-lo...
Pode-se cnnlar com isso, se as cousas forem as-
sim, disse Mr. Gridaine.
E elle se servir lambem dos aulos como do
urna machina de guerra... He misler que esse me-
nino desapparec,a.
Comocnlende a senhora a palavra desappare-
cer'.' pergunlou Tudo-para-as-Mullieres.
Loriol despiudo-se, oppficava o ouvido i feudo da
porta. Agradeceu muilo a Mr. Gridaine ler feilo
essa pergonla.
Meu Dos respondeu a marqueza erguendo
os hombros ; hem sabe que n:lo sirvo-me do senhor
para cousas que excedem os limites da comedia.....
Desapparecer signika deixar Pars...
I.oriol respirou.
Ir lo longe, continuou a marqueza, que nao
possa mais vollar.
Loriol conlinuou a despir-se.
Teuho lido algunslivros de direilo, conlinuou
Aslrea, nao sao tao enfadnnhns como inuitos preten-
den)... Vi que i falla do que chama-se corpo de de-
licio .torna a persegnic;o sempre diflicil, e muitas
vezes impossivel... Como provar que os autos >ao.fal-
sos sem adiar o rapazinho '?
Se o rapazinho nio tr arha.lo. apoou Gridai-
ne, nao se |iodera provar que he homem.
Isso he evidente... Por conscguinle he misler
que boje mesmo o senhor lome o caminho de ferro
de Orleans...
E meus negocios, linda senhora ? interrom-
peu Mr. Gridaine. Tenlio um numero consideravcl
de negocios S para as oprame* da Bolsa lenho
as mitos os inleresses de mais de cem clientes jo-
vens, lindas c nobres pelo nasrimento, pelo talento e
pelo amor... Como quer que abandone ludo isso?
O senhor lem sua mulher e seus caixeiros....
Dcmais he necessaro !
Se a senhora marqueza deseja isso absoluta-
mente, disse Tndn-par,'-as-Mulheres inclinando-se,
c se a indeinni-ar.iii he conveuienle...
Aslrea abaixou o leque ; Mr. Gridaine nao a-
cahou.
O senhor lomar o caminho de ferro do Or-
leans, repeli a marqueza, e ira al Nanles... Se po-
der embarcar o pequeo ter qutnhcntos luir.es pe-
los tres dias... Basta ?
E se nao poder embarca-lo?
Dei>a-lo-ha cm Saint Nazaire, c ter Irezenlos
luizes.
Lorio! qoe acabava sua mudanca de Irage, novio
que queriam embarca-lo, e alias goslava bem pouro
da marinha.
A marqueza levanlcu-se, e foi abrir o btele.
Mollino urna penna na Unta, tracou rpidamenteal-
gumas palavrasen um papel, e depos envolvcu-o.
Esse bilhete era dirigido a Mr. Bislouri ua ra d
Goulle d'Or perlo de Pars, e rontinha nina linha.
Yenlia rainedialamenle ao palacio. Digo imme-
di lmente, a
isao havia assignalura.
A-lrn tirou de urna gaveta dous rolos de cincom-
(a luizes, e melteo-os na mao de Mr. Gridaine, di-
zcndo-lhe:
He misler que esta carta chegue em vintc mi-
nlos ao seu destino ; he misler que no lim de urna
hora n senbor esleja na estacan de Orleans.
. Mas se o palifinho resistir? pergunlou Tudo
para as Mulheres.
Ameace-ode mellc-lo na prista... elle naoco-
nliece nada, e ir.
Tudo isto era ditoem voz basa; mas nosso Lo-
riol linha bons nuvidos.
P. J. Gridaine metleu o dinheiro no bolso das cal-
cas com urna satisfago visivel.
Entao, pergunlou a marqueza levantando a
voz, tiraremos aqu al amanhaa?
Loriol cmpiirrnii a porla, e lornou a apparecer lo-
go em vestuario de Bretona de opera cmica.
Como podemos engaar-nos ? raurmurou Mr.
Gridaine.
He misler ser ceg accrescentou a marqueza
passando 10 camarn).
Fez a visloria dos despojos de madamesclla de
Rostan e de suas joias; tudo ahi eslava.
Eiarr.inc-o, disse ella comtudo a Mr. Gridaine,
e accrcsccnlou-lDe ao ouvido :
He misle'r que elle nao tenha um cenlimo... do
contrario voltaria de Saint Nazaire
I.onoi nada linha na* algiheiras.
Levc-o, nrdenoua marqueza.
Teuho minh.i carruagem porta, dsse Gridai-
ne despe lindo-se. al ontra vista.
De hojea tres dias.
Gridaine sahio empurran.le dianle si Lorio!, e a
marqueza vollou, como vimos, para o sabio do rei
Trufle.
A senhora marqueza deu-me ordem de laucar-
le na ra, disse P. J. Gridaine ao rapazinho deseen-
do a csrada ; mas lenho pena de li.... Vou meller-
le no meu carro e levar-te i minha casa para dar-
le um vestuario perlcnccnlc ao teu sexo c algum di-
nheiro.
Obrigado, meu senhor, respondeu Loriol rc-
conheeido e dcil.
Eis-aqui um palife de velho, que mereca ser
estrangulado! dizia elle comsigo.... levar-me al
Saint Nazaire para fazer-me grumete.... nao estou
por isso!
Passaram a porla principal do palacio, c P. J.
Gridaine alunlo a porlinhola de urna sege velha
que linha, lisse a Loriol:
Sobe!
Nao! respondeu o rapazinho, daqui a Nanles
he muilo longe.
P. J. Gridaine lanc,ou-se a elle para igarra-lo ;
mas Loriol esquivou-sc, deu-lhe na ilharga una ra-
becada a maueira da Brelanha, c corren cmquanlo
Tudo-para-as-mulheres rabia no fosso doosgofw.
P. J. Gridaine sritou ; mas a ra eslava deserta,
e antes que ocoebeiro lvesse descidode seu assenlo,
Loriot linha desapparecido.
Ese Loriol purlava-se ha muilo lempo mal. De-
pois da primeira laranginha que comeo s lem feilo
iolices. Esperamos que o leilor ver como nos, um
comeen de espiaran ni's-a boa cabreada que deu em
Mr. P. J. Gridaine. Se Loriot perseverar nessa car-
rera recobrar a estima geral.
Loriol conheciaja Pars: asm nao corren ao ac-
caso. Alravessou o bairro de Saint llonore e diri-
gio-se para o Temple. S linha urna idea, lomar a
lomar os signaes distinctivos de seu sexo, e vollar
lambern correado ra de Matigoon, alim de aguar
EITEMOR.
CBRONICA DA QU1NZENA
Paris 31 de marco
A primeira impressao causada pela morlc do im-
perador Nicolao vai-se dcsapparecendo, ao passo
Nesle cncadearaenlo de incidentes c complicares,
no momento mesmo em que se tenia um grande es-
birro diplomtico, ha cerlainenlc um fado que do-
mina ludo : he o carcter extraordinario desla ram-
panlia da Crimea, he o herosmo desse cxcrciln ar-
rcmessado longe de sen paiz, entregue a seu pro-
prio impulso c que ser o primeiro, o glorioso ios-
Irumcnto da paz, se ella se concluir. Ilouvera sido
sem duvida um resultado mais completo e Uiais no-
tavel, se ao primeiro tiro, a bandeira dos alliados
lvesse podido fluctuar sobre os muros de Sebasto-
pol ; asas acredilou-se demasiadamente um momcii-
lo nessas lerrivcs secnas inesperadas, para nao sen-
lr-sc ainda, como urna verdadeira decepcSo, as mo-
rosidades neeessarias e inevilaveis da guerra ; toda-
va medile-se na constancia c vigor de quc.se liouvc
misler para eslabeleccr se no lerriloro inimigo, pa-
ra rollocar-se em posires inexpugnaves, exeeutar
trabalhos gig)nJ/;scos, dar todos os das cmbales,
lular contra os rigores de nm invern excepcional
e uo lim de todas eslas provaeoes, arhar-se com esta
forca moral e esle bom humor intrpido, que o* nos-
sos soldados tcm conservado, nao obstante urna re-
sistencia lerrivel, que o* Rustos lem oppo'sU, res-
pondendo aos nossos Iraballio* com oulros Iraballios,
e cercndose de (oda a especie de obras : he urna
lula de terraplenos e fortitiracoes, mas sem preten-
deren) todava diminuir a energia de sua defeza, e
sem poderem igualar o ardor irresislvcl de nossos
soldados, sobreludo desses lerriveis partidarios da
frica, desses Zouavcs, que se precipitara na lula
como um forado srm dar un s tiro, e que tcm me-
recido o nome dos priineiros soldados do mundo.
Os /. iii ives mostraran) o quepo lian) na batalba do
Alma, Inkermu ; moslraram ainda urna vez nesse
combale sanguinolento, que se deu em a noilc de
2.1 para 21 de fevereiro. A operacAo que deu logar
a este combate, linha por fim destruir uina obra le-
vantada pelos Russos dianle da dreila de nos*as li-
nhas, c essa dcslruicao foi cxeculada na mais pro-
funda obscuridade c no meio das emboscadas arma-
das pelo inimigo ; chefes e soldados pcnclraram na
fortificacao dcbaixo do logo mais violento e all Ha-
varam urna lula corpo a corpo : o general Monel,
ferido cinco vezes, nao deisnva esle lerrivel campo
de batalba,*a nossos soldados reliraramase depos d"
terem conseguido seu fim, nao podendo conservar
dar a passagem de Chifln, a qual elle vira to lin-
da, e amava ja como um louquiulin.
Eis o* lilho* de AdSo! Quando ludia Chifln junio
de si a todas as horas, elle nao coulemplava-a; to-
dava ella era tamhem mu gentil nesse lempo com
sna tirara c sen vestido de li-lra-. Esse Loriot eslou-
vado amava ludo que brilha. Coraco bom que sof-
fria nesse momento a doenca da muda, Loriol linha
alem disto o deslumbramenlo'dc Pars. Desculpcm-
no, senao elle se dispensar disso.
Em vinle minutos chegou ao Temple.
Em um dia de munificencia o grande Roslan que
ainava-o muito sem saber porque, dera-lbo urna
moedinba de ouro de dez francos. Loriol a esconde-
r na bocea. Medanle o vestuario brciao que deixou,
e os dez francos um rabe honesto deu-lhe urnas
calcas de algodao, um rllele velho de merino, urna
l iqueliiiba de Orleans, um trapo de seda para servir
de grvala, c um chapeo agonisanlc.
Loriol mais ufano que Arlaban mirou-sc no espe-
Iho do rabe.
Essa idea, pensou elle com a sinceridade de
sen orgulho, essa idea que live de veslir-mc romo
mulher! He como hornera que sou mais bello!...
Chifloninha querer ler-me novamenle quando
vir-me l.lo gentil!
l)espedio-se do rabe e vollou pela roa Thcli-
pcaux ; porm nao ia mais as cegas, como pouco an-
tes, Suas calcas estavam assciadas, e convinha nlo
enlames-las." Avstava as carruagens a urna legua;
e cncoslava-se as portas para deixa-las passar.
Gastou urna liora em seguir o mesmo caminho
que andar cm vinle minutos; mas eslava limpo
como um sold novo, quando chegou ra Ma-
tignon.
O cor.ir.lo palpitou-lhe visla dossa casa, onde
passra um mez inleiro. Seria ura sondo? Abando-
nara seu sexo c seu nome: fluanle ura mez fr>ra
chamado madamesclla Maria, e nenlium i vez o re-
raorso viera vi*ila-lo. Mesmo nesse momento Loriol
nSo linha o que se podesse chamar remors'; mas
admirava-se, c era a primeira vez.
He necessaro explicar isso"? Pliilosopliicamenle
he mui simples. Paris era novo para elle, e aprc-
sentava-se-lhe como um inundo composto de cousas
absolutamente novas. Suas ideas, pobres ideas do
bem e do mal, deviam perlurbar-se dianle desse ca-
bo'. Mil leguas distante do paiz natal, qualquer he-
sitara ronhecer seu proprio irm.lo. Loriol eslava
Uo convencido de sua ignorancia a respeito de Paris
que fedira os olhos para ir mclhor ao acaso. O pou-
co que sabia tinha-se afngado na sombra, e guando
surgia-lbe urna idea coolierida, dizia comsigo de boa
fe : Nao he possivcl! engano-me.
Por ventura urna conscicncia da Brelanha pode
servir em Paris? Loriol assentou-sc perlo do pala-
cio de Rostan esperando siraplesrnentc ChilTon para
dizcr-lhe: Qucrcs segiir-meouquerrsqde eu le siga?
Concordan que Chifln era mellior que elle, e
nao suppunha-lhe rancor; mas lemia urna cousa :
Chilln poilera passar cmquanlo elle eslava no
Temple.
Passou urna hora. O lempo eslava fri, e urna
chuva fina comct;ou a cahir. Loriot sentio virem-lhe
a* lagrimas aos olhos. ma* conleve-se ; porque j era
homem.
Ali! esa chuva fina Iraspassa brevemente as ja-
quelas de Orleans. Loriol dizia comsigo: MiuhaChif-
ln tarda muilo!
Eslremeceu ; mas a causa disso Dio era o fri
urna posirao exposta ao fogo da artilharia inimiga.
Noste ataque, oito companhias de Zouaves*se ar-
rojaran) com a baionela calada sobre rtis mil Ros-
sos, para abrrem urna passagem, sendo cerlo que
sollreram cruelmente no feliz surresso de sua em-
preza. Cousa singular Quando na Europa ha du-
vidas, nqnieiaces, impaciencias, sao estes soldados,
sempre expostos ao fogo e ao trabalho, que estilo
rheins de conlianca e nao duvidam do resudado.
Agora o desenvolvimento immenso dos trabalhos de
assedio, a volta de tima estacan favoravel, a neces-
sidade mesmo de acabar, deixarn presentir opera-
roes mais geraes e mais decisivas. Quac* lerao es-
tas operaroes? A queslSo, tal como se aprsenla,
parece consistir Inda em um assalto immediato o
urna campanba contra o excrcilo russo ; bferva-se
alm disto que, dcbaixo de qnalquer forma, que a
guerra continu, ella nao lem senas um fim, he con-
quistar um paz solida e cfllcaz, assegurar Euro-
pa as garantas de seo socego, e he neale ponto que as
operaees militares se ligam intimamente cora as
negociacoes dplomalicas, das quaes vflm a ser um
dos clemenlos.
Com eflelo he diplomacia qoe pertencehoje fi-
xar o valor dos esforca>, que se lem feilo, marcar o
ponto em que a guerra conseguir seu fim, e alm
do qual nao seria mais do que urna perturbaran
intil. Tal he a grande questao que se agita em
Vienna entre os grandes representantes das poten-
cias, que lem lomado parte na crise actual, ainda
que nao Iridiamos a preleurilo de mohecer as par-
ticularidades dos debates que Um lido lugar al aqu
na conferencia, porque ellas sao ainda do dominio
los gabinetes. Alm dislo haveria urna questao mui-
lo mais importante, que realmente seria a primei-
ra, e da qual tudo o mais poderia ser deduiido ;
esla qne-Iao consistira em saber, em que disposi-
eijes reaes os governos se lem aprcsenlado as con-
ferenciai, que acaban) de abrir-se. Ora, debaixo
d-sle poni de visla ludo ndica que as potencias
ocsidenlars entraran) cm negociadles diplomtica*
com ura pensaraento sincero de concilac,o e de
moderarlo ; a Inglaterra e a Franca, que aceitaran)
a guerra desde o principio, e a^Austria que est em
armas, nada lem abandonado evidentemente das
garanta*, que reclamavara, da* coudces estrictas
de sua pacificacao conforme com o inleresse publi-
co da Europa; mas sua allilude mesmo demonstra
que ellas tem (do a idea de fazer urna tentativa
seria, e lalvez que a Inglaterra seja conduzida para
ah por esse vago scnlimenlo de desconlentamento,
que a atormenta depois de algn* dias.
A viagem do nosso ministro dos negocios cslran-
geiros, o qual acaba de dirigir-se a Londres, deven-
do partir logo depois para Vienna, prova bstanle a
importancia que o gabinete francez d as negocia-
coes, e a viagem que o imperador deve fazer In-
glaterra no mez prximo vindouro indica pelo me-
nos o adiamento de sua partida para Crimea. ,
Quaes sao de outro lado as disposrcs da Russia ?
Cnsullando-se smenle as apparencias, devemos
ronfcs-.il que se experimentara certo embarace em
dize-lo ; porquanto o imperador lem pronunciado
mais de urna palavra que nao deixa de ser bellicosa,
e o appello que o sanio synodo de S. Peteraburgo
acaba de dirigir ao povo russo em nome da f orlho-
doxa. esl cheio desse phanalismo religioso, debaixo
do qual se occulla sempre a ambirao de dominar no
Oriente, ainda que a ultima circular do Sr. de Nes-
sclrode com data de 10 de marc,o, seja ao mesmo
lempo de um espirito mais conciliador. Resumindo
debaixo de seu poni de visla e anceionandode no-
vo as con licoi's. que se tornaran)' o ponto de parti-
da das negocame* acluaes, o chanceller da Russia
elude, he verdade, a quesiao principal, que se refe-
re ao mar Negro, moslrando-so lodavia promplo
paraaccilar urna, Iransaccao honrosa para terminar
a* rivalidades da* grandes potencias no Oriente.
Dilo islo, observado com cuidado o estado prsenle
das cousas, apreciada* as iHsposices geraes.da paz
mohecidas, lalvez seja mais fcil dar cpnla dos 1ra-
balhos da conferencia de Vienna. Esle trabalhos
deven) ler tido necesariamente' por objecto, em
primeiro lugir a aceilacao explcita, claramenle
formulada da parle da Russia, dasqualro garantas
estipulada* pelas polenrias europeas, e alm dislo
a explicaran prntica das primeiras destas garantas,
que s.1o na verdade a* primeira* sobre as quaes he
mais fcil enlcnder-se, e a respeito dasqaaes, como
de lodas asoutras rnndiees, a venladeiras riifllcul-
dadoss npparecenloquando houver de se Iraduzir
eslas eslipulares em fados reaes e praticos, quando
se tratar da questao da organisacao dos principados,
da aholirao dos tratados da Russia, do estado das
populamcs oriculaes, das medidas eflectivas, que se
nem a chuva ; era um pensamenlo mais pendrante
que o trio, e mais triste que. a chuva.
Acabava de ver em sua lembranra o solao da na
de Saint Dinis. onde haviam dous cnxerges. Sobre
nm Chifln dorma cmquanlo ello veslia-se branda-
mente para ralo acorda-la.
Deu um murro na fronte, dizendo comsigo mesmo:
Como pude far.er semelhanle cousa !
Ah meu Dos! accrescentou elle, quando
cuido que eslive prestes a levar o dinheiro lodo pa-
ra mira.' Ah meu Jess! por isso eu iria afogr-
ate I
Poz-sc a procurar laboriosamente na cabera os das
em que pensara em Chifln emquauto era rico e fe-
liz. Nao achou muilos ; pos quas todas as vezes
que lembrara-se della fura para representa-la me-
nos rica e peior voslida que elle.
Mo celo mao coraco convinha quebrar a
cabeca s morrada*. A propor^o que a chuva ca-
ba mais forte c mais fria, a conscicncia do pobre ra-
pazinho perlurbava-se. Seu chapeo ainda mais in-
commodado que a consrencia calua-lhe sobre a fron-
te, e dava-lhc a phvsionomia mais triste que se po-
de imaginar.
A noile veio pouco a pouco, os lampeos accende-
ram-se. e Loriot vio as alampadas brilharem alraz
das cortinas bordadas do sabio do rei Trufle.
Ahi os felir.es nao senliao a chuva, linham um fo-
go vivo na ehumli de marmorc para aquecercm-se,
e um janlar copioso aguardava-os na sala qucnlc e
esplndidamente Iluminada. Loriol j conhecia lo-
dos esses prazeres, e como sabemos, nio desdenhava
os bens materiaes da vida. Era sensual como lodos
aquelles que lem boa saude e estomago generoso;
poiin nao cuiilava.no* tpeles manos, nem no fog>
da chamin, nem na loalha coberla de bons pratos :
eslava espiritualista essa noile. Com os pos na agua
e o nariz chuva, ello s via urna cousa atraz das
cortinal bordada* : Chifln, a qual um murmurio de
admirarao acolhcra era sua entrada, e que lano o
mereca!
Talvez nese momenlo Fernando fallava-lhe em
voz baixa.... e que dizia-lhe ? Chifln responda ?
Loriot desejava poder dizer a s mesmo que Fernn,
do era feo ; mas como ir contra a evidencia ?
Fernando era um mancebo elegante e afeito s
bellas maneiras. Oh dehalde a chuva fria rabia,
I.oriol suava copiosamente.
As vezes linha vonlade de levantar o marlello da
porla e subir. O Inmem que protega ChilTon e que
pareca um rei, nao le-lo-hia expellido.
Como Chifln achara e*e protector ? Se tiveso fi-
cado com ella no solAo de Saint llenis, o protector
de Chifln leria sido o seu.
Loriot linha febre, linha ciume* a ponto de deli-
rar, e aperlava convulsivanicnle as mos para agar-
rar a carne desse Femando odioso.
E as horas erara lao longo-. !
Todava Chifln linha-o abracado. Chifln lo
lerna e lao boa nao podia ler-se esqiiecido na seu
amigo; mas quando a marqueza o expedir ella nao
o soccorrera.
Ah que faziam riles l em cima desde tanto lem-
po? Cada minuto parere-lhc um secuto.
Havia mais de duas horas que linha anoilecido,
quando Loriol ouvio as olas de om piano, e depois
um cauto. I.embrou-se do oulro canto longinquoe
harmonioso que ouvira 'cm Maintenon debaixo do
palheiro. Mas nessa noile elle nao eslava ssinho.
Que bello serao!
Loriol reconheccu a voz de Fernando. Chifln
achava lalvez cs*a voz bella....
Passou-se ainda urna hora. Depois houve um mo-
vimenlo no salao, c muitas sombras passaram dianle
das cortina*. Emlim a porta principal abrio-se, e as
carruagens que esperavam approiimaram-se.
Eram duas: a do doulor Sulpicio e a de Fernan-
do. Loriol eslava na calcada opposta encoslado pa-
rele, e retinha a repraco temendo ser visto.
Elle que aguardara esse instante com urna impa-
ciencia tao ardcnle para lancar-se ao encontr de
Chifln e dizcr-lhe...
Dizer-lhe o que ? eis-ahi o embaraco lerrivel!
Fernando sabio primeiro, lomou o guarda-chuva
das m.1os do cocheirode Suljlicio, e conservou-o sus-
penso sobr a cabera de Chifln, cmquanlo ella su-
ba ao carro.
Se ao menos Loriot houvesse lido a idea de fazer
oulro lano!
O rapazinho reparou que Chifln elava corada, e
que o olhar de Fernando fazia-lhe abaiiar os olhos.
Irene c Sulpicio ubiram lambem. Fernando lau-
dou respeitosamentc e a cabera de Chifln iiirlinou-
se porlinhola.
As duas carruagens parliram ao mesmo lempo; a
de Fernando dirigo-se ao bairro de Saint llonore, a
de Sulpicio vollou para os campos Eseos.
Fernando allumiado pelas lanlernas do carro li-
nha um ar de fatuid.idc Iriumphante. Oh quanlo
Loriot o odiava! O rapazinho furioso c impotente
seguio a carruagem durante siguas passos, encheu
a mao de lama e lanjou-a contra o couro da cober-
tura. Vnganca de lonco, vinganra de mosca !
Parou e disse comsigo :
Sei onde elle mora, haveraos de baler-nos !
A lama laucada delraz nao o consolara; porm
elle alegrou-se i idea de baler-se. Quando nio sao
envardes, os rapazinhos da Brelauha lornam-*o
diahos.
0 que Loriot nao sabia era a habitarlo de Cni-
fe n c lodavia queria sabe-lo. Deixoo por consegua-
le a carruagem de seu rival feliz, e correu aos Cam-
pos Elseo*. O carro de Sulpicio j ia longe; porm
Losiot que era mais ligeiro que orna lebre alcau-
cou-o na ponle da Concordia, c pos-se a trotar dian-
le da porlinhola, or.de eslava Chifln.
Esperara ser visto; mas na verdade Chifln esla-
va mui pensativa essa noile. Nada via. e nem mes-
mo leria sabido dizer de que fallavam Irene a o
dulor.
A carruagem parou na ra de lournon, e Chilln
deseen sem ver Loriot que eslava na calcada a quin-
zc passos della. '
Quando i porla do doulor Sulpicio frehou-se, Lo-
riot escondeu o roslo as maos, e desfez^-se em la-
grimas.
L'm homem conlemplava-o do oulro lado da rus.
Loriot caminhou no acaso chorando, c o hornera se-
guio-o de longe.
1 ns (incenla passos distante da babilarao deSul-
picio havia urna casa em cnnsirurr.lo. Lorio! sal-
tn dentro, deilon-ie sobre os cavacos c adormeceu.
As lagrimas produzem esse effeito.
O homem vollou com asmaos nos bolsos cantan-
do enlreos denles. Parou dianle da casa de Sulpi-
cio, e metteu dous dedos na bocea para assoviar
forlemenle.
Algn* minutos depois sahio ums rapariga da ha-
bilarao do doutor, e o homem deu-lhe dous beijos
:ra cada face.
^Continuar-u-ha,
MUTILADO

.." -. .- '. --,- "-; I '"


DIARIO DE PERMMBUCO. SEXTA FEIRA 18 DE MAIO DE 1855.
devem lomar para aasegurar-se a livre iiavegajao do
Danubio, e o que sera ainda, quando >t tocar na
queslao raais espiuhosa, a da limilajlu do poder ras-
so no n\ar Negro t Esta limitajao pode fazer-se
sem duvida de militas maneiras ; deslro.ic.1o de
Sebastopol lie urna dellas. l'orveiiliira ha cerlea de
que cscolhadiurna outra corr.binijao rena ficil-
menle todas a* vontadet ? De torios os meios que se
icm aprcsentndo para conseguir o fim ultimo, he
provavel que a potencias nfto lenham repellido ne-
nlium, assim como lambem nao aceitarlo senao a-
quelleque for pira ellas tima garanta eflicaz contra
ai usurpares da Russia.
NAo ha refugiando-se na ambiguidade dos termos,
ou por alguma raeia medida, que se pode conseguir
transformar em urna seria realidade polilica a con
dirAo capital, que consiste em prender a existencia
do imperio ollomauo al) equilibrio europeu, e faier
cenar a preponderancia ejercida pela Kussia no O-
rienle, ealiu disto, se as potencias occidenlaes con-
sentissem em suspender suas operajdes contra Sebas-
topol antes da tomada desta cidade, seria provavel-
niente urna razio pira que a Kussia devesse fazer do
seu lado eoncessoes mais Ibrmaes, ou pelo menos
cquivtlenles as que se llie faziam, e do natureza laes
qoe podessoro allegar, qne o objecto da guerra esta
conseguido. A I nglaterra e a Franca uno somcnle
etlao uterestadas insto, como se acham compro-
metalas por todas as considerajes de sua situajao
militar e lalvez man do que se pensa, pela opiniao
publica. Pela nossa parle admiramos a facilidade e
a prompldln con) que se rcsolveu todas estas ques-
tftes cheias de perisos, e se representa a conferencia
ilc Vicnua como a pontos de entenderse; lalvez se
eslivesse mais perto da verdade, sedissessem que o
ponto-principal nao foi tratado anda, que anda se
nao abri nenhuroa discusslo a respeilo da limita-
rlo 1U3 forjas da Russia no mar Negro, e que al a
Inglaterra e a Franja anda nao fuerana conhecer o
que entendem pralicamenlo por esta coinlijlu. de
sorto que se, como so tem pretendido, os plenipo-
tenciarios russos lem pedido novas inslrucjOes a S.
I'clersburgo, he de sua propria vontarie e sem serem
obrigados a islo pelos incidentes das negociajes.
I>ev*-se concluir dahi que, se as deliberajcs abec-
lasem Viennasa-iuma tentativa muito seria, para a
qual as potencias occidenlaes eslo dispostas a levar
o maior espirito de conciliaelo, islo nao quer dizer,
queseestejajresclvido e que a paz seja to cerla
quanto se pode crer; infelizmente antes de vir a ser
urna certeza, a p:z tem de passar anda por mais
de urna provari o seria, e lodos os esforjos nlo
silo demasiados para conseguirem esta obra difli-
1. _
Entretanto a Prussia nao tem querido cooperar
para esta obra, e recusar collocar-se no terreno em
que eelavam as oalras potencias, era excluirle a
si mesmo, e com etTeilo as conferenciss enmejaram
e conlinuaram sem que o gabinete de Berlim seja
representado nell.is; cis-aqui o resultado mais cvi.
dente da polilica prussiana. Como poderia ser de
oulro modo t O gabinete de Berlim passa seu teni-
po,depoisde alguns mezes, em desfazer no da se-
gbate o que fez na ves-pera, e quando tem tomado a
apparencia de urna resoluto, Tica elle rqesino ater-
rado, torna para traz, e querendo pr-se ao abrigo
de qualqaer difliculdade, a procura com todos e na-
da prova islo tao bem, como o ultimo incidente di-
plomtico, que leve lugar na Allemanha a respeilo
da decsao da dieta de Francfort, que regula a nio-
bilisajao dos contingentes federaes, e esta decisao
era tao manifeslamerfte a consequencia da posijao
lomada pela confederadlo germanna na queslao do
Oriente, que a Austria leve de interpretar assim;
ora he slo oque a Prussia contestn, prctendendo
dar decisao de8 de fevereiro o senlido de uro acto
conservatorio, que nao leria nenhuma connexao com
a convenci de 20 de abril, e procurara nicamen-
te proteger a independencia da Allemanha a respei-
to de lodos os belligeranics. *
As potencias occidenlaes podiam ver nslo urna
ruanifeslacao indirecta coutra ellas; e he sobieo
senlido real da deefsao federal de 8 de fevereiro
que se cmpeiihou urna guerra de circulares e despa-
chos entre a Prussia e a Austria, que nao podia evi-
dentemente aceitar a interpretarlo do gabinete de
llerlini. Comprehenrier-se-ha que as corles de Lon-
dres u de Pars n;lodeviam lo pouco admiltir a al-
lilude singular tomada pela Prussia, tanto mais
quanto esta altilude eslava em contradicho com as
missoes do Sr. d'Usedon e do general de Wedtll.
Infelizmente a queslao foi mais longe, e a pretexto
de defender polilica prussiana, oSr. de ManteuHel
dirigi ao ministro do re Fredcrico Gtlilherme em
Paris urna nota, em que se queixa alguma cousa de
todos, da Austria, da Franca. Este despacho, que
N foi communicRdo ao governo francez, embora
se Irale delle, nao dcixa provavclmenlo de ter re-
cebMo boje urna resposla, e o mais curioso he a ma-
neira por que o Sr. de Manteuflel encara a situajao
do sea governo.
A Prussia, seguodo o chefe do gabinete de Berlim
estara na posijao de orna potencia, que nada pede-
ra, pelo contrario, seria solicitada para dar sua ad-
liesSo, sen concurso, Ninguem pode sem duvida,
descunlieccr a vanlagem do concurso di Prussia e
naodependeu dos gabineles de Londres o de Pars,
que ella nao figurasse as conferencias de Vienna;
enlreUnlo cumpre que nos entendamos. Prten-
la ra lie a Franca que tem expedido misses extra-
ordinarias ? O Sr. tic Wedcll he nm general tran-
ca! enviado Berlim ? Resulla de lodos esles inci-
dentes que a Prussia nAo tem feilo senlo complicar
suas relajet com a Austria e com os gabinetes do
Decdeme, o como ullim coneluslo, as probabili-
dades de sua entrada no concert europeu tem di-
minu lo na roosma medida. Um homem de expe-
riencia diplomtica, examina com um zelo esclare-
cido, em urna brochura rcenle sobre o estado da
Europa mprincipio de I85j, quaes sergo o resul-
tados da erise aelual para cada potencia ; a Franca
lera mostrado urna vea mais seu ascendente militar,
a Austria lera lomado urna posijao consideravcl.
Que ter ganhado a Prussia 1 O ler ficado s c rc-
pellida para urna stuacao, cujas eonsequencias pe-
sarao sobre sua poltica,'anda que a piz fosse feita
boje mesmo.
Eslas peripecias*] obra militar cdiplomalica, que
seeieeulara, ligam-se naturalmente aos incidenles
da vida inlerna de cada povo, e oceupam ahi um
grande lugar. A opiniao as segu com esse inlercsse
ardenle, qao se lem pelas grandes cousas; observa os
tymploraas e lem tambem suas crencas, que se Ira-
duzem na Bolsa o fazem os lances felizes dos ha-
bis.
Os negocios pralicos em Franca se resumen) quasi
boje na espectativa da exposijilo universal e nos tra"
balhos -lo corpo legislativo, cuja sesslo acaba de ser
prorogada por igaos das. A ultima e mais impor-
tante dfseussao do corpo legislativo versa sobre urna
grande queslao, a das instituirles militares; como
todos sabem apresentou-se urna lei para transformar
o systema actual de subslitoijlo, tirando livre a ca-
da um eionerar-se do tendeo militar mediante una
somma.cuja importancia sera diaria cada armo, sen-
do paga na r.aixa de dotarlo do exercilo, a qual lie
desuada a .ivorecer com Tantagens pecuniarias os
novoftalislamentos e melhorar a posijao dos vellio'
soldado--. A orglnisajo da forja militar em Fran-
ca emana, como ninguem ignora, das leis de 1818 e
.le 1832. He da applicajlo desta legislarlo, que
sabio o exercilo actual, o qual be a imigcm do paiz,
a expressao lo seu espirito, e resume seu herosmo.
Mudara a nova le eslas condjoes'.' A osle respeilo
lem apparecido naturalmente todas as opnines; os
adversarios do projeclo julgaram ver o perigo de
urna lucrarlo do espirito do exercilo riebaixo dos
pontos de vistas millar e poltico; os defensores se
tero esforrado em mostrar que o projeclo nao faca,
senao sub-liluir um modo mais regular eptaulajosn a
substituidlo como se pralica boje; a lei foi definiti-
vamente votada; mas para todos tralava-se indubi-
lavelnienlc de manter o exercilo francez na altura,
em que se acha eollocado, nesse poni em que, dc-
pofa de se ler mostrado a forja disciplinada e pre-
servado da sociedade interna, lem sidu o instru-
inenlo heroico da defeza europea.
A historia poltica boje, embora Icnha suas enm-
pcacOes c p'.rlurlianies, nao he felizmenle o lu-
dibrio dCMM grandes cilaslroplte, que arrastavam
M iiovos, e apenas os deixam desrancar. No
rneio <1as que-loes geraes, que se desenvolvm, ex-
i-lem innitos inlcresscs e urna raultidao de quesloe*
proprias de cada paiz, e riesse lodo de cousas nasce
o movimenlo contemporneo, com seus caracteres
diversos. A Blgica pela sua parle, como se sabe,
eslava depois de algumas semanas debaixo do peso
que finalmente prevalecen, ja flnha sido tentada ha
poneos das, e era a obra de um dos membos mais
eminentes do parlamento, o Sr. de Decker. En-
trelanto pur nina circumslancia, que nflo foi expli-
cada, ella se malograva no ultimo momento, e o
rei mandara chamar o Sr. Thosch, deputado d? Ar-
lon, que nao lancou mao dos poderes, que lhe li-
nham sido dados pelo re ; foi entao que a combina-
rAo, que se tinha precedentemente malogrado, foi
realsadi. Os principaes memhros do novo gabinete
sao : o cundo Carlos Vilain XIV, ministro dos ne-
gocios eslrangeiros e o Sr. de Decker, ministro do
reino, perlencendo ambo ao partido calholico. O
Sr. Viliin era primeiro rice-presidente da cmara,
o ja foi ministro plenipotenciario junto as corles da
Italia. He um homem de um espiilo nolavel e es-
timado de todos. O Sr. Decker se lem assignalado
sobre ludo por sua obsiinajao em proclamar a neces"
sidade da eonciliajio dos partidos, e por sua oppo-
siri o a toila polilica exclusiva. Os oulros memhros
do gabinete sao os Srs. Mercier, ministro da fazen-
da ; Dumon, ministro dis obras publicas ; o gene-
ral rcindl. ministro da guerra, e Nothomb, minis-
tro dajuslica. OSr. Nothomb he irmao do baro
Nollmmb, mtnislro do rei Leopoldo em Berlim, e
um dos primeiro- estadistas da Blgica.
Ja se acha esqnecida a emorao, que tinha causado
em Bruxcllas o pensamento de que urna pressao es
Irangeira linha podido determinar a ullimacrise mi-
nisterial ; entretanto era islo falso, como diziamos
oulro dia, e o chefe do gabinete precedente, o Sr.
Ilenrique de Brourkcre, veio declarar no parlamen-
to que nenlium fundamento hara absolutamente
naquelles boatos; por tanto, he em urna situajao
perfeitamente livre, que o novo ministerio entra
nos negocios e podeni apresentar-se no parlamento.
A cmara dos representantes dere reunir-se de no-
vo a 17 de abril, e entilo ser sem duvida permillido
julgar estas condicoes de forja e do vilalidade do
gabinete, que acaba de formar-sc cm Bruxellas.
Infelizmente he por nutras provajdes que a Iles-
panha tem passado desde algum lempo ; suas crises
sAo mais profundas, locam cm lodos os elementos
da situajao polilica e tinanceira. A assembla cons-
lituinle de Madrid progrede lentamente na obra
que se lem proposlo, sendo muitas vezes sentida por
incidentes, que revelan) a incoherencia, cm que a
iillima revolujao dcixou o paiz. Anda ha poucos
das se agilava as corles, urna discusso cerlamen-
te curiosa por mulos ttulos : tratava-se de saber,
se a revolujao linha realmente destruido a constilu-
jAo de I8i5. A esle respeilo linha-se emitlido du-
vidas muilo serias, mas quein exprima estas duvi-
das'.' O ministro da fazenda do gabinete formado
em :10 de julho pelo duque da Victoria, o Sr. Col-
lado, o qual dava urna razao, que nodeixa de ler
seu valor.
O decreto que o linha nome.idn ministro, o desig-
na va como senador, e se elle era senador, he por-
que o senario exista sem duvida e a coiislituijao,
da qual provinlia. A nica resposla, que se lhe
pode dar, foi que se eslava oceupado em discutir urna
nova constituirn. Que ser esla nova conslilui-
jao ? He um grande problema que se ha de resol-
ver, e he para duvidar-se que ella seja urna garan-
ta bem eflicaz de seguranra para a Hcspanha.
Olanlo as liuanjas o ministro actual, o Sr. Madoz,
nao deixa cortamente de ler actividade ; infeliz-
mente nao tem tido mnilo successo, e por islo aecu-
sa as animosidades irritadas em desacreditar e per-
de-lo.
Entretanto, a llespanha precisa conservar toda a
sua forja e sua liberdade de aejao, e naca prova
mclbor rio que a conspiradlo, que acaba de romper
em Cuba, que nem poupava ao capillo general, qne
devia ser assassinado. As ramincajoes da consp-
rajo se eslendam por loda a ilha; o general Concha
leve de mostrar a maior energa para suflocar esles
germens, o a Iranquilliriade se resiabeleceu pouco
a pouco riebaixo da influencia deslas primeiras me-
riidas de represlo.
A America do sul continua em suas dssensOes,
cm snas pcrturbajnes e reroluroes : fruclos amar-
gos de urna raja, que nao tem sabido al aqu ser-
vir-se da liuerriarie e da independencia senAo para
se dilacerar e e'golar suas forjas em conflictos este-
ris. Os aconlcciinenlos mais regnlares e mais fa-
voraveis aparentemente Irazem em si mesmo esle
trisle cunho. Em ama Iransmissao legal do poder
ou cm urna paz, que se conclue, revela-so quasi
sempre mais lassidflo e fraqueza do que vilalidade
fecunda.
Nao acontece quasi o mesmo debaixo de diverso*-1
pontos de vistas, em Venezuela, e na repblica ar-
genlina. dous dos paizes mais agitados do continente
bispano-americano"! Em Venezuela, a autordade
suprema acaba de mudar de mitos, rollando para
o general Tadeo Monagas, irmao mais velho do ul-
timo presidcnlo, o general Oregorio Monagas. O
general Tadeo tomnu as redeas da adminislrajao
ha pouco lempo, e na clevarao desle novo presi-
dcnlo todos se comprazcm de ver uro penhor de
mellioramento no estado rio paiz ; entretanto, o ge-
mir 1 Tadeo hcaqoelle que em 1818 riispersava o
congresso a tiros de espingarda, e um dos creado-
res desse eslranlio svslema de governo, que se com-
pe do democracia, e muito sobreludo de dicta-
dura.
Para qnc'o autor do golpe de eslado de 2i de Ja-
neiro de I88 possa ser considerado como um repa-
rador, conven) cerlamcnle, que seu predecessor te-
lilla feilo um uso singular do poder, e de fado,
ludo se reunia para assignalar aquella administra-
cao, como um ideal, inesino na America..... Violen-
cia, exiires, dominajao de pessimos inslinctns,
desorriens nanceiras, anarchia permanente, nada
falln. As insurreieocs se succeriiam naturalmen-
te, c mo l'a/.iam mais do que exasperar esse Irisle
poder. O general Tadeo Monagas, que mais de urna
vez lem salvada sen irmao, passava por dar-lhe con-
sclhos, que nao eram ouvalos, c islo valeu a sua
*lcij3o.
Na adminislrajao que acaba de ler fim, leve lugar
um fado singular e Icmivcl ; o general Gregorio
Monagas, segundo seu svslema democrtico, e para
conseguir alguma popularidade, linha procurado
favorecer os negros, e nao s fez proclamar sin
emanciparlo inmediata e universal, Malo ainda os
'inlia nlrocluzido por loda a parte; os negros rs-
lavam na administrarlo, no exercilo, linham-se tor-
nado um perigo e una ameaja. Nos ltimos mo-
melos mesmos do general Gregorio Monagas, nesla
especie de interregno entre as duas adminislrajes,
pJe-se recear um movimeulo negro, com o lim de
eslabclccer urna dictariura, e impedir a clevajAo
regular rio novo presidente, suspeilo de preferir em
lodo o raso os brancus aos negros. A cidade de
Caracas eslava ja ueste terror, quando o general
Tadeo Monagas desconrertou torios os planos, che-
gando mais cedo rio que se esnerava. I."m inri-
denle caraclerislico veio assgnalar sua lomada de
posse da auloridade suprema ; appareceu nella um
hispo, -cheio de annos, e que s nao receiou em
sua allocujAo fazer-lhe o quariro rio eslado lamenta-
vel rio paiz, conjuranrio-o a quo reparasse lanos
desastres com um governo melhor. Ainda que lu-
do islo fosse directamente contra seu irmao, o ge-
neral Tadeo Monagas na > mustrou nem descomen.
lamento, nem arimirajAo ; pelo contrario, musirn-
so disposlo pira a conciliario. Dahi nasceram
algumas esperanjas, que os fados conlirmaro ou
desmentirn, mas llcam sendo por agora como um
dos elementos da situarlo de Venezuela no corne-
jo da nova adminislrajlo. V-se, que esta Irans-
missao regular do poder nao dcixa todava de oc-
cultar muilas incertezas e muitas causas do anar-
chia.
Dar-se-ha caso, que o mesmo lenha lugar coiu a
paz, que acaba de ser concluida na repblica ar-
gentina t Ninguem esqueceu ainda os cstranhos re-
saltados das ultimas rcvolucOes rio Prala ; a pro-
vincia de Bueuos-Ayres conslilnio-se um eslado
sepralo, nicamente por odio ao general Lrquiza,
quo ella nao queria aceitar por chefe ; as oulras
provincia' argentinas organisarain-se em confede-
rarlo, e elegeram para presdeme o mesmo general
Lrquiza.
Seguio-se dalii o que devia seguir-so necessara-
nienle. um estado permanente rieaiilaonismo e de
hosliliriarie, c o que ha de mais curioso, he que lo-
rias as tentativas que se li/eram, nAo serriram se-
uAo para mostrar a fraqueza de Buenos-Arres em
destruir a posjlo Uo general Urquiza no reslo da
confederajlo, o a fraqueza de Urquiza em vencer
Biienos-Avres. Procurou-se cnlao viver era paz
nesla dislocajao verriaricira do paiz, e nao he para
duviilar que semelhanle paz seja muilo precaria,
de una crise ministerial, que ia prolooganrio-se ; es- Ainda ltimamente alguns emigrados refugiados na
bos os lados rorrrram as armas, e a guerra esleve
n ponto de rebenlar de novo; felizmenle, o gene-
ral I rquiza, ein um pensamento de conciliario, se
deu pressa em reprovar a tentativa que acahava de
ser feila, e dirigio-se directamente ao governo de
Buenos-Ayres, propondo-llie regularisir, tanto quan-
to fosse possvel a siluaj-io actual ; foi o que se fez
por um tratado assiguiido em Buenos-Ayres a 20
de dezembro do 1854.
As duas parles contraanles concordam cm cessar
lodos os preparalivos militares, relirar suas forjas
das pnsij6es qne occapavam e flear em paz, e alm
dislo prometlem jamis recorrer s armas para so-
lujao de loda questo, que possa apparecer entre
ellas. Esla paz foi celebrada com grande pompa
em Buenos-Ayres, c mereca esla aceitarlo como
urna victoria do espirito de conciliario, como nm
primeiro passo para a reconstituirlo da repblica
argentina em um mesmo estado. Qual he o tnico
obstculo para esla reronsrtluijao ? Ha sobre ludo
muilas paixocs pessoaes c riumes locaes ; por ventu-
ra ludo islo nlo desapparecer pouco o pouco pela
aproximajAo dos bonicos e pela soliilarieriade dos
intersate ? Desde este momento a conciliario pa-
rece al lerriado um passo de mais: um novo tra-
tado, que nlo foi ainda ractificado, he verdade.
foi assignado em 8 ric Janeiro pelos delegados rio
chefe da confederajao e do eslado de Buenos-Ay-
res. Os dous governos se obrigam a nao consentir
em nenhum desmembraraento do territorio nacio-
nal, e a pr-so inmediatamente de accordo para a
defeza commum, se a inlecridadc rio paiz for amea-
jada, e devem concertar seus meios de acjau as
fronleiras conlra as incurses dos indios sehagens:
as leis geraes, que regiarn a Meh ficam em vigor,
e os navios argeulinos, quer de Buenos-Ayres, quer
da confederajlo, Iraro o pavilhlo nacional; a en-
trada dos productos respectivos das duas parles da
repblica he livre de lodo odireito, e os passapor-
les dados por um governo, servirSu no territorio do
oulro. Em urna patarra, sao mais duas frarces
de um mesmo paiz momentneamente separado, do
que dous estados indcpentenles tratando juntamen-
te, procurando eslas duas fracjAes garantir o melhor
possivel seus inlcresses, esperando o reslabelecimcn-
to da uuidade nacional, e esla inlelligencia ja he
demasiada para o commercio, para a industria e
para o trabalho, c lalvez que o porto de Buenos-Ay-
res jamis nao vio entrar mais navios do que nestes
ltimos lempos. Dizcm que a colonisajao he lam-
bem oobjeclo da allenjo dos dous governos, mas o
essencial he que as paixes nlo venham ainda urna
vez embarajar as tendencias acluaes, porquo con-
ven! nlo esquecer que se falla da America, onde a
paz he muilas vezes lio faclicia como as agita-
rnos.
As agilajes c as lulas sanguinolentas tem infe-
lizmente a maior parte nos negocios da America do
Sul, ha poneos das vio-se um exempio dislo, no
que acabou de passar-se em a Nora Granada, onde
a dictadura revolucionaria foi vencida. No Per
acaba de (riumphar urna rcvolurlo. O presidente
lecal, o general Echcnique, foi dennitvamenle ba-
lido e derrotado em um combate, que se den a pou-
ca distancia de Lima ; desle modo acabou urna ad-
minislrajao, que entretanto liiiha coinejado debaixo
dos melhores auspicios.
No momento em que o general Echcnique sabia
a presidencia era 1831, recebia regularmente, o po-
der das nulos do general Castilla, achavao paiz cal-
mo e relativamente lloresceule ; seas primeiros ac-
tos linham o cunho de um espirito liberal e intelli-
gcnle. Como pois, acabou esla adminislrajao tao
tristemente'! Urna das primeiras causas da queda
dp general Echenique foi a guerra declarada Bo.
livir, a qual feria certamente osinteresses da rep-
blica boliviana, mas feria ainda mais lalvez os do
Peni pela cessaclo do commercio entre os dous pai-
zes. lima causa muilo mais poderosa e mais im-
mediata da revolujao, que acaba de consamar-se,
he a maucira porque foram dirigidos os negocios
linanceiros, sendo isto sobreludo o que pCrdeu a
administrarlo do general Echenique. Ainda que
islo seja raro entre as repblicas sul-americanas, o
Peni linha linanjas muilo prosperas, e o devia prin-
cipalmente a esse produelo de um immenso rendi-
menlo, chamado guano, com o qual pagava todas
as suas riespezas, linha regalado sua divida exter-
na e fundado seu crdito, a ponto de a divida pe-
ruviana, que se podia comprar a principio a 20 ou
23 por cenlo, subia em poucos annos ale 109 na In-
glaterra.
Fallava consolidar igualmente a dirida interna,
e por elevada, que fosse esta'divida por causa da ad-
misslo de litlos pouco importantes, poderia ler si-
do regulada sem duvida com o mesmo successo no
paiz. O general Echenique enlcndeu de oulro mo-
do, e entlo inlerveio urna misslo que o general
Mendibiirn. ministro da fazenda, foi encarregado
de ir cumprir em Londres. Nlo he esle o memento
de entrar nos pormenores das operarnos linanceiras
do general Mendibun, as quaes consistiam princi-
palmente em converter a divida estrangeira primi-
tiva e augmenta-la em urna propnrjlosiillicicnle pa-
ra extinguir a divida inlerna Iransformando-a. O
enviado do general Echenique foi o objeclo de mili-
tas accusajes.que senloporienaturalmenlc|vcriricar;
mas desla misslo resullava logo, que a* divida pe-
ruana caba era 18 e os ttulos novamenle emdidos
para cohrir a divida interna, eram excloidos da Bol-
sa rie Londres. Foi cm consequencia ricstas opera-
enes, que um homem cousideravel rio Peni, o Sr.
Domingo Elias, dirigi ao general Echenique cirlas
que se lornaram celebres na America c ia tentar
movimenlos revolucionarios cm diversos pontos do
paiz. Estas tentativas eram pouco serias anda
quando Ibes den gravidade a intervcnjlo do general
Casulla, ei-presi lente.
Depois de ler tentado sem successo excrcer urna
influencia directora sobre o governo e provocar urna
mudanja de ministerio, o general Castilla parta se-
crclamcnle do Calilo, indo desembarcar no sul em
urna prai.i desella, e caminhando algumas leguas
com a sela as costas a espera de um cavailo, acaha-
va de eliegar em' Arequipa no momento em que
acabava de romper urna rcvolujlo. Desta vez a re-
volujao eslava constituida, linha seu chefe e sua
baudeira, c all coruejava seriamente essa lula, que
durou um anno inteiro.
De um lado era a insorreirao, que tinha por si o
prestigio immenso do jiome do seu chefe, comme-
rava em um paiz, que poda fornecer-lho soldados,
mas faltava-lhe qualqaer oulro recorso de riinheiro,
de armas e rie munijoes. De seu lado o gorerno li-
nha por si lodos os meios admiislraliros, um exer-
ciln disciplinario c grandes recursos linanceiros, mas
nao ic menos verdade que o general Castilla fazia
progressos pouco e pouco e avanjaurio de provincia
para o norte, acabara por organisar um governo re-
volucionario, que diriga circulares ao corpo diplo-
mtico em Lima, ao passo que o verdadeiro gover-
no via seus generaes successivamele balidos e seus
meios de defeza diminuidos.
O general Echenique resolva-se pela primeira
vez a ir pessoalmenle comba'.er Castilla, acampado
no valle de Jauja ; mas engallado por nm movimen-
lo rie seu hbil adversario e recelando fcar cerca-
do, o presidente relirava-sc para Lima, c islo u3o
contribuid pouco para enfraquecer moralmenle sua
auloridade. Filialmente dous aconlecimeiilos,
dous combates sanguinolentos vinlinm (ermnar
osla longa lula. Coi desees com bales linha lugar
em Arequipa, onde se achava o Sr. Elias, no I de
dezembro ric I S3i
na legajan ingleza, donde pode partir depois para
riirigir-se a Europa.
O general lirn pois completamente senhor do po-
der, que exerceu precedentemente, e era digno de
o reconquistar por oulros meios ; elle goza de urna
grande influencia no Per,mas tera rie contar sem du-
vida com todas as nutras influencias, qne o lem auxi-
liado,e a queslao esla cm salier.se lodas eslas preten-
jOes poderlo ficar de accordo ; alem dislo as revo-
Incoes alumas vezes se be forjado a laucar mao de
meios perigosos, que logo depois sao em embarajo.
Citamos somcnle em exempio ; o general Echenique
linha concedido a liberdade aos negros, que servis-
sem no exercilo : era urna medida extrema para ter
soldados ; a isto o general Castilla responden decre-
tando a cmancipajao completa e inmediata dos os negros. Se elle hoje sustentar esta medida,
arrisca-se muilo a descontentar os proprielarios de
escravos e a arruinar a agricultura, se a revocar, ex-
poe-se ao perigo das paixoes, que (em excitado ;
entretanto sen ascendente pode servir para aplanar
eslas diflculdades, assim como a prudencia e a mo-,
(lerajao que moslrou na adminislrajao precedente,
noriem coadjuva-lo em vencer o vicio de origem do
poder, que lhe coube outra vez. Nesle momenlo
he esla a melhor probabiliriadc do Peni.
{feme des ex monde.)
ISTERIOR.
mo padre Francisco merece dislincla menjlo, pelo
zelo easiiduidade que desenvolre nesle santo mi-
ler, j comparecendo aos actos puntualmente, j ex-
hortando o povo com edificantes platicas.
Sobre o commercio pouco ha a notar.
A entrada do algodlo inuuloii a semana passada
era 870 saccas, que se venderam de 5&1O0 a .">jtiii.
As cotaroes do anucar c couros continuara no-
minaes.
Despachen no dia 3 do correle para Marseilha a
galera franceza Sumatra, manifestando 7,000 taceos
com .'13,000 arrobas de assucar mascavado. Eslt na-
vio, por motivo do seu muilo calado, s tomou oes-
te anenradourn 3,300 saceos, e foi receber o retan-
le, 1,300 saceos, fora da barra no lugar denomina-
do Lagamar.
O rendimenlo das reparlijoes administrativas no
passado mez de abril foi o seguintc :
Alfandega........
Consulado .
Rendas internas
Ks.
1:0705635
H:4t'.:te-3l!
1:9833601
17:3265773
la crise acaba de ler o seo destecho; am gabinete
es!.i formado hoje e as nomeajes dos novos minis-
tros ja foram atsignadas pelo rei. A combinarlo
provincia de Santa Fe invadiam a provincia de Bue-
nos-Ayres, e a responsabilidade desta invado era
logo laucada sobre o general Urquiza. De am-
As tropas do gorerno s ordens do general Vivan-
co e do general Moran curriam para -saltar a cida-
de ; mas de urna parte Vivineo era batido e com
gran le difliculdade consegua salvar-se com um fe-
rimenlo, eniquanto qujj o goneral Moran naufragava
por sua vez no ataque de Arequipa. Infelizmente
o general Moran era feilo prisioncirn na acrao, c
este velho soldado da independencia, que linha lo-
mado parle na batalha de Ayacucho, e em lorio o
caso nlo fazia mais do que seu dever, era desapie-
dadainenlc espingardeado depois de um julgamenlo
derisorio. Se o general Castilla se Itvessc apresenta-
do do seu lado (liante de Lima debaixo da imprcsslo
immcriiala jilos acoiilecimenlos rie 'Arequipa, nao
uvera enconlrado lalvez senao urna fraca resistencia
lio prol'uiiila era esta impresslo. Eulrelanlo rieio-
rou-sc ainda e s appareceu nos primeiros riias des-
le anuo, quando ninguem mais o esperava.
A 3 de Janeiro os dous exercilos eslavam dianlc
um do outro, e eram quasi igualmente numerosos.
A lula era travada em nome do governo pelo gene-
ral Pezcl, seguido logo pelo general Deuslna, que
nlo larriava em ser morlalmenle ferirfo ; cm tu ra-
ma, tres horas rie combale deririiam a victoria a fa-
vor do general Casulla, que, ferido levemente, fazia
nesse dia sua entrada era Lima, lendo o general
Echenique lempo apenas para procurar um asylo
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBCCO.
Parahiba.
7 de maio.
Pela urna hora da larde de 2 do crrente mez de
maio, appareceu inesperadamente nesle porto o re-
loz Tocantins, procedente do Para, com a riolen-
lissima riagem de 6 das Crcio que he a mais rpi-
da, que se lera feilo at hoje. Pelo menos nlo me
consta que haja outra melhor, salro ultcriore ju-
dicio.
O quo em verdade nao goslei foi da promptidao
rom que nos disse adeos.
Estava-me preparando para escrever-lhe duas li-
abas, linha ja o papel em pnsijiio, a penua aparada,
quanrio entra o Meireles dizendo-me, que linhacsa-
hido no corrcio, fechar-sc a mala s duas horas, islo
he exactamente tima hora depois da chegada do
vapor !
Com (al nova dcsacorocoei em regra, vi que nao
me reslava lempo nem para corteja-lo, e, por tanto.
depuz a penua desconsoladamente, licandjio Meire-
les com cara d'asno, ou vice-versa, que rcm a dar
na mesma cousa.
Benlinho que se achara prsenle, esbrarejou lar-
gamente contra os commandantes de vapores, que,
nesta boa Ierra, todo periem e ludo alean jam, sem o
menor embarajo. Finalmente loi applacado por seu
amarel genilore, que tem o dom de accommodar ra-
zoarelmenle la sagesse, com la prudence.
Despersuadido por lano, de cscrerer-lhe, resig-
nei-me com a rontade do correio, e tralei de cuidar
de nutra cousa.
Porcm, que sorpreza !... Nesse dia accidenlal-
menledcsjo ao Varadooro, (que he bairro oude roo
raras vezes) acompanbado pelos meas dos iasepara-
reis. diego ao porto e tico pasmado, mesmo estu-
pefacto, de ver ainda o vapor no Boqueiro I Ar-
ranco da cebolla, alUrmo-me bem, e cont... cont
seis horas menos am qaarto Oh formal de-
cepc-ar !..
Fiquei esquenladissimo, mas a pera nlo era para
menos ; procuro urna viclima em que desrarregasse
a rainha zanga, mas infelizmente nao a encontr...
Meireles e Benlinho linham-se escafedido sublil-
raente.
Nesla conjundura fiz logo minhas tenjes de qoei-
\ ir me do corrcio, que no mea entender foi o culpa-
do de nao ter podido escrever-lhe, sobretodo cons-
lando-me, como soube d*pois, ter S. Exc. o Sr. Dr.
vice-presidentc, mandado prevenir antecipadamen-
le, quea correspondencia do governo s flearia promp-
ta s i horas. Ora, lo! clarissimo que, at essa ho-
ra, deveria a mala es ir franca aos particulares,mor"
mente viudo aquella-WTTcspoiidcncia, como de fado
veio, muito alcm.'Vla hora marcada.
Isto he muito man, c pedimos a quem competente
fr, laucar suas vistas para semelhanle atr-
pelo.
He um completo vexame !
Tambera otivi dizer a um negociante no Varadou-
ro, que o pobre commercio rio-sc em urna fna,
sendo que, a maior parte das casas deixou de man-
dar a sua correspondencia.
Com bastante repugnancia rejo-me forrado a Ira-
lar do correio, porque lenho minhas sympalhias pelo
seu administrador, e desejaria al que me proporcio-
naste occasics de lecer-lhe elogios. Como, porcm,
n3o ha outro remedio, pcjo-lhe que nlo se zangue,
pois que a cousa nao he para tanto.
Esqueci-me dizer-lhe na roinha antecedente missi-
ra, que o Sr. Dr. chefe de polica regressou do Bre-
jo d'Areia em 2-1 do passado, leudo all instaurado
o processo de um cerlo Cabagd, que, segundo diz o
(ialdino, eslava patrocinado por alguns fguroesl da
trra. O Sr. chefe de polica qtiiz mostrar que exer-
cia a sua auloridade por toda a provincia, e nao s
na capital como disse um jurisconsulto de maocheia,
muito do meu conhecimento.
Por isso pessoalmenle drigio-se quelle fim, e
concluio o que desejava. Como ficaram os laes se-
nhores de l Consli-me tambem pela bocea do
mesmo i ialdino. que o respectivo Dr. juiz de direto
nao visilou a S. S., que lhe pagou a corlezia na
mesma especie. Elles l se cnlcndem...
Conlra a seguranja individual nada chegoa aos
meusouvidos, e sobre a Iranquilliriade publica va-
mos indo sem novidade.
Apenas sei que. nestes dias passados, indo escol-
lado para responder ao jury ri- Cabaceiras, um pre-
so1 de nome fodriguet, foi elle arrebatado do poder
dos soldados, por riiflerenles memhros da familia
Barros, daquella villa. Dizcm-me que semelhanle
altentado, logoquechegouao conbecimenlo do Exm.
Sr. vice-presidente foi tomado na devida considera-
jlo, pelo que, supponho, se acham dadas as necessa-
rias providencias a respeilo.
He at onile pode chegar o alrevimento, inslen-
le audacia, e falla de respeilo para com a aulori-
dade 1
Taes escndalos devem ser refredos, e reprimidos
com exemplar energa, do contraro serao repelidos
indnbitavclmenle.
No dia 4 do correle parlio para a villa do Pilar,
o misso muito integro juiz de direito o Sr. Dr. Ba-
zilo, para all abrir o respeclivo jury, c no dia se-
gumle foi urna forte escolla commanladi pelo alte-
res, hoje tencnle Bel armio Correa da Silva, condu-
zr Irinta e tantos reos, que devem comparecer a
barra do tribunal, uns naquella villa, e oulros na
Independencia.Para esle lugar seguir logo o mes-
mo lenle com o resto dos presos, tirando os do Pi-
lar sob a guarda c vigilancia do alteres de polica
Fortnalo da Silva Neves.
O hotel ticen mais alliriado com esla segundt des-
carga.
Fazemos rolos para que, as decises rio jury des-
sas parageos, sejam selladas pela juslija, e nao pe-
lo patronato.
Ouanlo a salubridade publica continuamos com
poucas melhoras. As cmaras ainria exislem, e rao
la/en lo falalmenle suas riclimas, e as seses seguem
accommellendn tambera a pobre humanidade.
Os esculapios eslo na sua safra, e andam atarefa-
dos. Ha lal que nlo lhe sobra lempo, era para ca-
lar as pulgas.
Antes que esqueja deixe-me dizer-lhe, que o
Meireles ficou zangadissimo, e esquenladissirao a se-
mana passada, por ser multado na quanlia de 109
rs., por um fiscal da illuslrissima, em consequencia
de ter matado um boi fora da arrobacao, mandan-
do depois para o arengue.
O fiscal dizia que o tal boi tinha morrillo de mal
Iriile, porcm Meireles aflirma que nlo, c qne o ma-
ln de perfeiia saude, o que eu pamente acre-
dita.
Acho bem pouco jnslo mullar-se um lio digno e
couspicuo iiieuibio da illu.-hc corporarlo. Se eu
fosse o cabera da ditao fiscal seria logo destituido
do lugar, para expiarlo da falla e satisfarn rio of-
A polaca hespanhola Hlisa, procedente de Bar-
celona, ja eslava descarregtda e visitada na sexla
leir ria semanafinda : porm os seuseffeitos persis-
lem anda dentro da alfandega, apezar dos esforrns
e diligencias que os consignatarios leem empregado
para despachados e recebe-los.
Esla repartirlo, segundo aflirma o Barrozo, cada
vez vai rie mal a peinr, turio slo embarajos, difficul-
dades, impedimentos, perlurhajues etc.
At ha feilor que anda armario de rarinhas para
medir capacidade dos lquidos?! Veja Vmc, se
por la os steriometras da alfandega tambem usara
de.-les in*iruiiirntns. He dcscoberla de arrumba !..
Nenhuma duvida ha, que a alfandega desta cida-
de foi mu bem administrada, quando esleve na ins-
pectora, interinamente serviudo o Sr. Castru, mu
hbil chefe de secjao da Ibesouraria geral.
Nesse lempo o commercio, a par da corlezia com
que era tratado, leve sempre facilidade em seu des-
pacho.
Quanto a mim entendo, que nem por muilo aper-
rear as parles, e zombar da sua paciencia he que
se adminislram bem, c se zelam mesmo os inters-
ses da fazenda.
Assim s podem pensar cabejas roabas e estupi-
das, cuja inlelligencia he por conseguate supina-
menre crassa.
Ninguem ignora a necessidade urgente que temos
de animar com lorias as forjas o nosso commercio
direclo ; porm ilo se lorna altamente difliculloso
e;i presenja de ubsiaculas de loda a-sorle, de syn-
(licancias em excesso ridiculos, que se lhe anlepoe
por parle da alfandega. J um brigue de Lisboa
abandonen o porto, e nao larda que o mesmo nos
succeda com o b'lisa '.
Saude, gordura, e patacos lhe desojo, lirre de bir-
ras, rexames, atrpelos, etc.
--------*
uniaopara rencer o que he infinitivamente su-
perior as forjas de todo o mundo: vejo, qu sessentt
familias apenas, s porque se unem, eirprehendem
o impossirel. Vejo mais que o mesmo Dos lan-
o respeilou auniaoqoe tomou a peilo deelrui-
la; nao porquo esse fosse o nico rneio, de que
podia dispr para acabar com a louca empreza da
edificarao da lorre ; mas, para nos eosinar que, as-
sim como ludo se pode com auniao,sem ella, a
mais fcil empreza lomase impossirel.
Pesou bem Vmc. lorias eslas razes T Agora di-
ga-rae : ter preciso ser propheta para, cm face do
eslado da prorincia, aflirmar rom seguranjique o
partido do norte, dividido em rustot e alliados, tem
de perder na lula eleilnral 1 Os polticos da capi-
tal, qoer runos, quer alliados entendem que os seas
clculos, dictados nicamente pelo proprio desejo, ou
esperanja, so^Iheoremas,cujas verdades nao po-
dem falhar: e l de seus gabinetes es. rov era cartas aos
papalvosc do mallo, e he quantum satis ; sal-
vou-se a patria Os chamados polticos c do mal-
lo recebem as taes carias (que bem se pariera cha-
marde lirias);e julgam que o que nellas se con-
ten, lem a rirlude do^riragao da fbula ;e cada
sem appelln nem aggraeo, ou anles, com appello
e com aggraco, islo he, appello para a esperanja,
e aggrai-o para is pessoas que deriam afagir, vao
creando novas difliculriaries, que nao poderlo
aplainar. E qual seta o resultado f Eu o digo :
honre um lempo, em que, sendo os cleilores quasi
lodos dosal,os representantes da prorincia (ca-
so estupendo !) foram do part'do do norle : o mes-
mo acontecer pelo areso ; os elcilores slo c serao
donorte,mas o producto das eleijes ser do
sul.Como aquillo aconleceu, nlo sei ; mas como
islo ter de realisar..', eu sei, e ja dei a razio.
Dizem-me, que durante ou por occasilo dos tra-
balhos da assembla provincial lem de fazer-se urna
coalisloentre os chamados trumphos do parti-
do do norte. Nlo he a primeira coalislo, que se
tem feilo; mas os mesmos trumphos sao os que,
subscrevendo as condicoes do ajuste, dizeni ao de-
poisdescendamus. el confundamus ihi linguam
eorum :e aqui est, como secosluma dizer :
O carro nu toco,
Os bois na lama,
O diabo na cachorra,
Adeos, lia Anna.
E de que servir urna coalisao, onde a palavra
dos que a admitiera, he para logo desfeita pelas
obras ? Canrohert, embora esleja agora debaixo do
anno do nascimenln rio czar, nlo ser o mesmo que
te, poique ella j vollou de sua excursio artislica, e
inaug ron suas represenlajoe.
J livemos depois da chegada ria companhia a esla
provincia dous espectculos bem iuleressanles; e oh.
servamos que a companhia nSo s se lem esforjado
para m;lhorar.a execujaodosdramasquerepresenta,
como tambem procurou augmentar o seu pessoal. A-
Icm dos artistas que todosnsconheceinos, contahoje
a companhia um bem soDrivel galn, cuja falla era
bailante sensirel, e a mpossibililararfe Itrar a ace-
a alguns dramas de rdem superior.
Temos para nos que o Sr. Lisboa com mais esludo
corrigndo alguns defeilos, filhot da ralla de escola,
ha de ser um actor diilincto. Postue um orgao so-
noro e agradavel. declama com clareza e nilarali-
dade, e parece ter urna memoria felil, qualidade
essencial em um actor para desempenhar o papel
de que se encarrega.
A feconcitiataa e os Tres mores, dramascom que
eslreou a companhia, foram bem desempenhados;
e os prucipaet arlislas que lomaram parle na repre-
enlajo, salisfizuramem geral a espectativa publica.
O Imparcial.
CIDADE DA VICTORIA.
14 de maio.
Misericordia,el reas ohriarunt
sihi: justitia, el paxnsculala? sunl.
A misericordia e a rerdade se
'neonlraram: a juslija e a paz se
leram osalos. (Psalmo 24 c. 11.)
Srs. Redactores.He a jastija fllha dot Ct, por
isso a Ierra os homens lhe rendem coltot, he o tol
radiante, qae nos illumina em figura de Dirinda-
de, fazenrio conhecer aos homens os deveres que thes
foram marcados para complemento da obra da crea-
rlo, be finalmente a mantenedora dos homens aos
olhos uns do oulros, aos olhos mesmos daqaellet
que mais delta se desriam. (V juslija, qnlo feliz he
aquelle que le abraja e que le segu I Os meas vo-
las le s3o offerladot, porque em ti recouhejn, como
um emblema divino na Ierra, yue testamento te
nao rolarlo os povos da anliguidade pagua, cono
i liegos e Romanoi, que ehegaram a diviiiisar-te de-
baixo do nome du Astra e de Themis! He assim
que os magistrados de Santo Antio procaram resta-
blecer o sancluar o desta densa, rendendo-lhe to-
das as homenagens, e queimando incens sobre seu
altar. Aqui vm-se honrados magislradus, como ver-
daderos sacerdotes da lei distrihuirem i juslija com
lem sido ? Se a arataca, que o czar armn, he bas- | igualdade, prolcgendo aos grandes como aos peqae-
hfldido
Chcgou sabbado do Sul o vapor (uanabara, sem
nada Irazer-nos do novo, a cxcepjao da promojlo de
alguns olliciaes do nosso mcio bala Hilo prorisur
que ficaram 13o salisfeitos, como cachorro com
pulgas.
Esta sj oftciando na igreja malriz desla cidade,
desde o primeiro rio prsenle mez, a devoclo do mez
Marianno, em honra e louvor da Sanlissima Vir-
gen). Tera sido muilo concorrida, e o revereudissi-
Rio Grande do Norte.
Guianninha 2 de maio.
A caria, em que por parbolas lhe expuz o eslado
poltico (ou impoltico desla provincia, excitou em
extremo a curiusidade dos que a leram ; todos que-
riam saber quem era o Cnrobert, quaes os allia-
dos, e quem o czar: a solujlo nao passou depje-
sumpjo.Quanto a mm, menos .se deviam era-
pregar em conhecer os nomes, do que o eslado,
que a provincia tem chegado: o ponto principal
consiste em saber que os homens eslo divididos, e
fazer por dar a morle divisan. Houre emliin
quem me chamoudepropheta.Nunca peior: mas
que culpa lera o filho de meu pai que elles ou
nao conhejara o que esla paipavelmente sob o do-
minio do publico, ou, se conhecem, nlo tenhim ani-
mo de manifestar o que sentem!* Veja se tenbo
ou nao razao, sem ser propheta, no que lhe e--
crevi.
Ilavia c dous partidos, um do norte, e outro
do sul : esle, por sua avanjaria idarie no poder, pa-
gan o tributo da mesma idade, cadocou : aquelle,
ain.'g se^Tilava-no berjj d
zem as crianjas, que por ludo brigam, e se div-
riem. O do sul, que so podia adiar garanta na
uniao, uoio-se : o do norte, que julgou-se inexpog-
navel a lodos osrespeitos, dividio-se, e esta satis-
feilo,' E anles quo Vmc. me peja a razao desta
satisfarn, cu Ih'a riou. O partido do norte, ape-
zar do seu crescimento, he muito menino ainda ; e
por isso deixa-se levar menos do enlendimento, que
da ptianlesia. Primeirumenle sonha a phanlesa, lo-
go prometle o desejo, de seguida prophetisa a es-
peranja, e a senhora imaginario reprsenla como
existindo aqoillo, que nao passa do ideal ; e ainda
que a soltura destes sonhos, o curaprimenlo destas
promesas, o prazo deslas prophecias, e a verdade
deslas represen la joes nunca hao de chegar ; o par-
lirio do norte cnnten(a-sr com a sorle damaripo-
sa,abraja-sc com a luz, que hade queima-la.
Mas eu, que nem sou menino, nem mariposa, ra-
Iho-me da historia, que he o pharol do homem no
mar tempestuoso desle mundinho, e digo, como ja
lhe disse: as duas frarjoes do partido do norte bao
de perder na lula: agora he fcil saber a quem per-
lencera a ricloria.
A historia, que me guia, nlo he de Carlos Mag-
no, nem demil e urna noiles,nao, senhor; he a
sagrada. Nem me estranho eu raler-me dclla para
o caso ; porque sou ehrsllo, e como lal, obrigado
prefcri-la todas as oulras. Tome tabaco, alim-
pe-se, e peso o que lhe rou conferir, que ludo he
do livru rio Gnesis, cap. Il : a Depois do dilurio
unircrsal, entendern os poucos homens. que entlo
vi\i un. que deviam fazer urna cidade e urna lorre,
cuja altura chegasse ao eco, e cujas ameias fossera
topetar com as estrellas ; e isto, antes que se divi-
dissera.Faciamus nobis cicitatem, el turrim, ca-
jus culmen perlingat ad ccrlum; el celebremus
nomen nostrum, antequam dicidamur.Ter Vmc.
reparado, como eu, naquelleantequam dicida-
mur 1Com serem lio analphabetos os homens da-
quelle lempo, nao ileixaram de conhecer que, uni-
dos, ludo I iiiam, e sem a uniao nada absolutamen-
te. Agora, no scalo das luzes, no apuro dos co-
nhecimenlos humanos, os meus patricios Irocam a
essencia das cousas, e pensam que, divididos, ludo
failo '. Dcixemos a digresso, e vollemcs ao nosso
caso : lome tabaco para aliuar-lhe a alinelo.
Iteunidos os laes da poca posl-diluviana, melle-
ram mos a obra : e o que me diz Vine. '.' O mes-
mo Dos leve seus sustos de que elles chegassem a
invadir os seas dominios celestes : nao he cajuada :
0 mesmo texto sagrado expressamente o diz:
1 nu* est populas, el uitum labium mnibus ; nec
desisten! u cogitalionibus suis doee tas opere cm-
pleanl: descendamus, el confundamus ibi linguam
eorum.Entlo, he punta ou cabera ? a Esles ho-
mens (diz Dos no texlo citado) estao unidos (re-
pare bem na expressao^ttNb unidor,) e lodo8
fallam pela mesma lingua ; nlo .hao de'desistir do
que rom. ear.im. einquanto nao concluirem a obra :
importa dividi-los e confundr-lhes as linguas.
Fajamos aqui urna pausa. Levantar a torre era
empreza por muilos ttulos impossivel : impossivel
pelo silio, impossivel pela materia, impossivel pela
remuelo, e por oulras mil causas impossivel. Im-
possivel pelo silio, porque em todo a mundo nao
liavli um campo, ou terreno capaz, para nelle se
lanjarem os fundamentos a filo enorme edificio :
impossivel pela materia, porque todo o globo da
Ierra nao podia ministrar materias bastantes para a
fabrica de lio iminensas rauralhas : impossivel pe-
la condujlo, porque em muilos tnilhoes deseculos
nao se poderia guindar urna pedra a 13o iuaccessi-
vel altura. E dado o caso que houvessem machi-
nas minia,quando os ohreiros chegassem a se-
gunda reglo do ar, adeos minhas encummendas, o
agudissimo friodaria cabo de torios: e dado oulro
caso que se meltessem embarracas de madeira__
semelhaules s que Luiz Napoleao mandn para o>
seus soldados na Crimea, l mais em cima os espe-
rava a esphera do fogo, em rujas chammas arrieriam
barracas c operarios, E se era lat impossivel, ou
se lanos iraposslves envolva aquella louca empre-
za, que razao leve Dos para temer que os laes ho-
mens a concluissem '.' Muita : o que he impossirel
arle e natureza, he possirel a unio. Que poderes
e prodigios nao lem em si a uniao Era, he e ser
impossivel que no mundo se achc alguma forra, ou
potencia, que d receio c cuidada i Dos; mas, no
caso de harer para islo alguma possibilidade, esla
possibiliriade s pude eslar nauniao.
Ora, eu, que em lio boa hora o digo, lenho lido
por rezes a Escriptura, nao posso prescindir de
confronta-la com o producto dos lempos ; porque
legerc, el non inleligere, burrigereE o que re-
jo? Vejo aquelle poro, filho legitimo da mais su-
pina ignorancia, comprehendendo a necessidade da
lanle para reduzir a zero o Canrohert ; mas esle
sabe 'que os planes nesta prorincia representam
riramenle o monte as dores -lo parlo ; que logo
apparecem os padrinhos, e que ludo lira cm nada :
c que durida lera em fazer o que por rezes tem
feto 1 He rerdade, que i tal arataca pode ser tam-
bem armada por qualquer comhateule ; mas, nao
ser este accessirel aos pedidos ? Em rerdade con-
fesso-lhe que nao quera ser Canrohert; e porque ?
S para nao rer armadas conlra mm lanas arala-
cas, que raehumilharlam, quantos sao os memhros
do partido russo.
Ainda tinha o qae narrar-lhe ; mas, por mais que
chame a mim toda a minha alma, a preguija inlor-
pece-me a lembranja : por isso aqui lindo, dese-
jando-lhe boas renturas. A*.
REPARTIfAO DA POLICA.
Parle do dia 16 de maio.
Illm. e Exm. Sr:Levo ao conhecimento de V.
Exc. que das differentes parlioipajoes hoje recebidas
nesta repartirla consta que foram presos :
Pela delegacia do primeiro dislricto desle termo,
o preto Francisco, escravo de Manoel Antonio Lo-
pes, para averiguajes policiaes.
E a requisirlo do depositario geral, o pardo Ma-
noel, escravo de Jo3o Paes Brrelo, sem declararlo
do motivo,
pndei; fez~o qtrrrfa-s -) delegad? do,r~-nero disln-to rfesle Ierran eom-
muncou-me, por oflicio desla dala em referencia a
parlicipaelo que lhe lizera o.subdelegado da fregae-
zia da Boa-Visla, que boje apparecera arrojado pe-
lo rio junto a ponte de Santo Amaro, o cadver do
preto Jos, escravo de Francisco Bolelho de Andra-
de, c que lenrio-se procedido a competente vistoria
reconheceu-se ter sido a marte proveniente de affo-
gamenlo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco 16 de maio de 18.V.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Camba e Figueircdo,
presidente ria provincia. O chefe de polica Luiz
Carlos de Paica Tcixeiru.
C011IM4D0S.
No dia 4 do correnle parlio para o Maranhlo, uo
vapor (luanabara, o Sr. Dr. Joan Paulo Monleiro
de Andrade, que vai tomar conta do lugar, para que
fora noraeado, de juiz de direilo da comarca de Pas-
tos-Bons daquella provincia. Fazctnos volus para
que esse magistrado, cujas boas qualidades reconhe-
ceraos, encontr all as maores provas da sympa-
Ihia c c.insiriera, de qoe se faz merecedor ; e ao
(rajroslas linhas, muilo nos congratulamos com os
habitantes daquella Incalida.le. que sem duvida le-
rao'de apreciar pralicamenle o acert de lal esculla.
O Sr. Dr. Joo Paulo he um mojo de inqaesliona-
vel moralidade e honradez. Como promotor do ter-
mo do Cabo nesta prorincia, satisfez sempre com in-
lelligencia e ponlualiilade os seus deveres ; e quan-
do passou a exercer as funcres de juiz municipal
daquelle mesmo termo, nao desmentid de modo
algum o bom conceilo que ja linha adquirido ante-
riormente, sendo para notar que no riescmrenho de
qualquer um (lestes cargos conseguio conslanlemen
te a estima e a considerarlo de lodos. Esperamos,
pois, que o Sr. Dr. Jlo Paulo, entrando nessa no-
va misslo, pira a qual o chamara o governo do seu
paiz, continuar a desenrolrer o mesmo carcter
que lano o distingue, c que por certo lhe dere re
alear cada ve/, mais o conhecimento pratico das ma-
terias de sua pro'fissao.
Sao estes os senlimentos que nutrimos a .tal res-
peilo, e estamos convencidos de que o nosso digno
comprovinciano saliera conseguir dentro de bem
pouco lempo o mais elevado conceilo de lodos a-
qnelles com quo vai viver.
TIIEATRO DE SANTA ISABEL.
O theatro he certamente um dos passatempos
mais deliciosos que a cvilisajao proporciona ao ho-
mem, reproilu/indo ao ri-pectador vido rtcemojes
as accies bailas e sublimes das gerajoes passadas,
os segredos de camarins que nao podem ser apa-
nhados pelos olhos do hisloi ador, fascinando a in-
genuidade das mulldes com os Irajos phanlasticus
oin que brilhitin o otiro, as pendas e os brilhantes
que ornara o eolio da amante devolada, e com essa
dedicajio ideal que s a musa do poeta he capaz de
crear e comprehender.
Ainria nao possu irnos urna lilteralura nacioial que
nos reproriuza ot, mysterios la nossa sociedaric, nem
as paginas trgicas e heroicas da nossa historia, alias
to fecunda em licjo.es para o futuro; porque ain-
ria nao atlingimosaodesenvolvimentu integral de to-
das os elementos da vida de um povo porque ainda
nao conseguimos a salisfajao plena de lodas as
necessidades da vida material, eonriijlo iudispensa-
vel para a criaeli. de urna lilteralura nacional. Eu-
lrelanlo imitarlo de oulros povos, podemos encher
essa lacuna cun os pro.lucios ria musa eslrangeira,
recorrendo especialmente tos repertorios dramticos
das najes mais adiantadas.
Hoje a necessidade mais instante que podamos
sentir era a de urna companhia que interpratasse as
creajfles das|inspirajestransatlhanlcas. Felizmen-
le esla necessidade he satisfeila sullicienlemeule pe-
la companhia empresaria do Sania Isabel, a qual en-
cerra cm seu gremio nao pequeo numero de ar-
lislas dislnclos, e nao lem poupadn esforjeos nem
fa.ligas para nos dar noiles de agradaseis djistrajocs.
E aprovelamos esla occasilo para renderraos-lhe o
nosso Irib lo de graldlo publica, e ao mesmo lem-
po pedir a sua Exc. em nome d'arlc c do nosso Ihea-
Iro nascenle que prelia a proposla da actual em-
preza a outra qualquer que se olTereja, pois que a
lunga experiencia do passado entre us e a historia
Jas cinprezas Ihcalracs na Europa, nos convencen)
de que o artista he a eutidade mais capaz e melhor
habilitada para dirigir o* trabadlos do palco, e desta-
z* as intrigas de bastidores que sempre apiiaiccem
as emprezas desla urdem.
A ausencia da companhia dramtica que cifremos
durante alguns mezes, j nos ia sendo um pouco
afllictiva; mas esse eslado desagradavclja nlo exs-
nos, aos amigos, como inmigos, aos reconhecidos,
como aos ingratos; aqui re-se finalmente o eonten-
timento estampado em todas as clnsses, porque ellas
conlam com a segnranrado seu direito, encontrando
nos cora joes destes conspicuos magistrados prolec-
clo a lodos aquellos qae procurara o beneficio da
lei, e a energa [ira punir severamente o erime,
nnde quer que elle se ache. Desde j mil partbeas
riou ao gorerno pela feliz eseolha qae fe* de homens
(ao probos para drgirem os deslinos desla comarca.
O' ricloria recebe lambe tambem as minhat feliei-
tacocs. por teres (m leu seio magistrados, que com
os olhos em Dos as leis as maos sabam compre-
hender religiosa minie a misso que Ibes foi dada na
Ierra. Embora etbrarejem insensatos lancera de
suas viperinas fauces aliloi venenosos, que de nen-
huma sorle embaciando o mrito de laes magistrados,
nao os obrigaro i sabir do trilito da honra. Dislo
estou convencido e os horneas sensatos lambem o co-
nhecem, porque sabem dar a Cenar o que lie de Ce-
zar.
Queiram Srs. redadores, aceitar em seo respeila-
vel Diario esla dedicajio feila ao mrito, qoe muilo
grato lhe ser. o amigo da jurtira.
Srs. Redactores.Lendo u seu bem conceiloado
Diario de 30 de abril prximo pastado, encontra-
mos duas correspondencias desta cidade, frmalas
urna a IK e nutra a 27 do mesmo mez de abril, as
quaes o seu correspondente, noticiando o naufragio
do brigue inglcz Piala, dizque muilas sao as cau-
sas, a que o povo lem attri^raiidoe'ise naufragio, f/e-
tenrienrio uns que elle fura devirio ao perigo da
barra, oulros ao pratico, e oulros ao capillo, cheganrio
at a riizer-se que dahi rieran) ordens positivas pa-
ra se perder o navio por ser velho; e como dito cor-
respondente, procurando destruir as causas,perigo
da barra c pratico, deixon oassar sem rommento as
(Icmais, que, se poivenlura fossera reae, nao pode-
riam ricnar de prejudicar a reputarlo de pessoas,
que julgamos probas e incapazes de coucorrerem pa-
ra tao reprovado fim, vamos lambem dizer algumas
cousas acerca do tohredito naufragio, declarando a
causa nica que, segundo estamos informados, den
lugar a tao lamenta' el aconlccimenlo.
No dia 13 de abril prximo passado o brigue in-
gle/. Plata, estando carregario e promplu para seguir
ao porto dn seu deslino, leudo a bordo o pratico da
barra e patrlo-mr do porto Jos Dias Pimenta,
fez-se a vella as :i horas da tarde com rente tussu-
eslc e raar de endiente, e navegando assim al che-
gar em frente ria Baixinha da Barra succedeu qne
ahi o rento se passasse derepenle para leste, os pan-
nos tocassem em rento, e a embarcarlo paraste a
sua carreira: em consequencia do que o pralico
mandou arribar para virar de bordo, mas o navio
nao obedecendo proraplamente cuslou sobremanera
a rirar, e entao tere de pegar da poupa na ralda
das coras do oesle da mesma Baixinha; eulrelanlo
comejou a rasar a mir, c o nario a encher-se
d'agtia. (Cumpre notir que o pratico, quando vio
que o iiario-se demoravt em virar de bordo, en-
lendeu que o homem do leme, que eslava junto
eom o capillo, nlo havia arribado como elle linha
mandado, e por isso torreu immeriiatamcule ao le-
me, mas chegando vio que elle eslava voltario con-
venientemente, segundo declarou em um oflicio que
dirigi ao Exm. presdanle da provincia, e que li-
vemos occasilo de v-lo.l
Para logo a for(aleca da barra fez signal de cm-
barcajao em perigo, e o Dr. chefe de polica, e o con-
signatario do mesmo Irigue, o negociante Domingos
Ilenrique de Otiveira, mandaram immedialamenle
o soccorro, que estarii ao seu alcance afim de rer se
podiam salvar dita embarcarlo, mas ludo foi balda-
do, porque ella j fazia urna braja d'agoa. Desen-
gaados assim de salvar o navio, Irataram de salvar
a carga que podessem succe lendo no dia II per-
rier-se lambem as mosmas coras urna barcaja do
referido negociante Domingos Ilenrique de Olireira,
rinda de bordo do brigue com duzenlas saccas de
assucar, que com grarde perigo pederam salrar, a
bagagem da tripolaclu e parle desla, pereceado nes-
sa occasilo >o medre da mesma barcaja e quilro
marinheiros do brigu?.
Daqui he maoifesto qne nem ao perigo da barra,
nem ao pralico, e nem lambem ao capillo se pode
de boa-fe attrihuir o upradilo naufragio, e que s a
repentina mudanja d* rento fui a causa de seme-
lhanle aconlecimenlo.
A barra com efleilo n3o he das melhores para na-
vios de vella, mas tambem nao he das peiores.e, se-
gundo temos otivido dizer a pessoas entendedoras
da mnleria, nadaba a recetar htvendu um pralico
intelligente e zeloso, como felizmente lerans na pes-
soa do aelual palrao-rar do porto Jos Dia Pi-
me,nta. He necessario esperar vento e mar con-
venientes, c estas duas circumslaoeiaa se deram
quandu o Piala se fez a vella, pois o vento sussues-
lo e a raar de endiente sao as mais proprias para
se sabir ria barra. Parece-not portanlo qae nem o
perigo da barra e nem o pratico, cuja honradez e
pericia no seu oflicio he por lodos recouhecida, po-
da ser causa do naufragio.
Entendemos lambem qae dito naufragio nao pode
ser allribudo ao capilla ; porquaolu as manobras
ordenadas pelo pratico foram ponlualmenle execu-
ladas, como elle mesmo confetti, o que por certo
nao Taa se porread ira livesse reconhecido alguma
culpa da parle do referido rapitao.
A idea de se lerem mandado ordens positivas pa-
ra se perder o navio por ter velho, lie na verdade
urna idea trisle, eque s a malignidade poderia tug-
gerir : felizmenle ella nlo achou apoiu, e se acha
iuleiramenle desvanecida. Nlo sabemos quem ahi
podesse inleressar em semelhanle perda para man-
dar estas ordens positivas, e muilo menos a quem el-
las poderiam aqui ser dirigidas: nessa praja nao
conhecemos outro inleressado uo navio alm dos ne-
gociantes Johnslon Pater A C, na qualidade de car-
regadores, e estes ju gamos incapazes de terem man-
dado ditas'ordens. ai quaes em taes casos deveriam
ler sido dirigidas ao consignatario da embarcarlo, o
negociante Domingos Ilenrique de Oliveira, o qual
de certo nlo se prestara a fazc-las cumprir; sua
honra e prubidade j miis o consentira dar pisto al-
gum para este fim, < ot soccorros que at curo peri-
go de vida preslou ao brigue na occasilo do naufra-
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0IJR10 OE PERMMBUCO SEXTA FElRft 18 DE MAIO DE 355
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Rio, demonstrara qoc elle de forma alguma roncorre-
ra pura e efiecluar dito naufragio. Alm disso se-
ria necessario que o pratiro se prcslasse a cumprir
essas.orden* positivas, mji- eslo he por lodos reco-
nhecido como Incapaz de pralicar scmelhanle aclo.
Estamos ponanlo convencidos de qne a perda do
brigue ingle Piala, foi debida somcnle a mudanca
repentina do vento.
Qneiram pois, Srs. rodadores. inserir estas toscas
linhas em seu bem conceiluado Diario, pelo que
Iho- Gcar agradecido o Pio-Grandense.
Rio-lirande do Norte, 8 de maio de 185S.
* i
Srs. redactores.Acabo de conhecer que as len-
tares milito repelidas, fazem que a final pratiqle-
mos alguma cousa, se loao as nao repellimos com a
idea de quanlo noasnggerirem ; ora, se ellas ac-
cresre ura pouco mais de estimulo, he em dnvida
muito fcil, he mr-smo ferroso sabir do campo do
nada, nao tlcar ua inercia, ou como melhor se possa
oii deva diaer.
l'ois bem, ha muilo que me sentia com uns de-
sejos vasos de alistar-me na lileira dos seus nume-
rosos correspondentes, cojo trnbalho muilo louvo e
aprecio, como inloressanto que me parece ; essesde-
sejos, porm, vinham e vollavam, tornavam a vir e
se au-enlavam finalmente, ficando en por nlo sem-
pre fra do cargo de cscriplor publico, 1.1o pesado
cargo, que mal me animo de presente a entrar na
larefa ; mas emfim chegou a necasio.
Tendo-se cantado em prosa e verso lanos lagares,
leudo-se (ornado lao comroum a pralica de noticiar
as occurrtncias qne se dflo pelas varias localidades
do imperio, en entend quo nao devia deixar no ol-
vido esta anliguissima villa de I'omlial, que ainda
lioje he de fado a capital de urna nao pequea co-
marca, desdo a Serta da Borborema al os confina
dcsla provincia.
A' visla disto, e vendo de mais ;i miis que da mi-
nlia viziuha e nova cidade de Souza surgi, nao ha
muilo, um correspondente do seu conceiluado Dia-
rio, disse eu c com os meus hnlo.es : no lio assim,
Pombal desla vez fura a casca e tambem ha de piar.
E, pois, dito e feito ; psssri a man no meu lahaquei-
fn depona de earneiro. saquei-lhe fura a lampa
nao sem um bom estalo, tirei urna gro9sa e larga
pilada do rescendenle caco, levei-a ao nariz, dei-
Ihe meia duzia de empurradellas com o ndex pol-
legar (oh qne bella eousa ) ajuutei-lhe mais qua.-
Ira esfregacaes e meia, rpidas e horisontaes, com o
meu lenc.o rajado ; eis-mc. porlanto, leslo e agudo
para eserevcr-lhe a minha missiva, cuja remessa le-
rei a honra de fazer-lhe brevemente.
Folgo de noliciar-lhe que um dos primeiros pas-
sos, que lenho dado, foi buscar hons ajudantes pa-
ra aeroprera de que me lenho encarregado, e pro-
pondo-me a nnliciar-lhe sobre toda a comarca, se-
gundo me pareceu acertado, ltenlas as relaees de
uns com oulros termos, conheci que era esta orna
grande dirAculdade, embora.... lenho-a vencido e
cont bons camnradas, em enjo numero alcancei na
cidade de Souza, com salisfacSo indizivel, douscam-
podes de subido valor,o meu veterano amigo Abran-
te, j por Vmc. coihecido, e o decano e nunca as-
tas lembradn Francisco AragRo, vulgo Xico Pataca.
O prhneiro he noliciador por eicellencia, o segundo
offied de juslica, porleiro da careara e carrereiro,
rene em siura triamvralo. O branle* dar-me-
ha noticias principalmente dos negocios relativos a
Santa Madre Igreja, pois tem com esla sua (al ou
qual relatan, ao passo que omeuincljlo Pataca
far-me-lia sciente dos pleitos e roais.'negocios fo-
renses, de qiianlo se resolver la pelos pacos da mu-
nieipalidadcedns qne forein poslos em diela de sol,
chuva e sereno.
Em Patos conlo eu com o sobejo preilimo do meu
velho e dilecto amigo Palme!ru, que he sem contes-
larao um dos raiinrcs tlenlos da poca em materias
de saber o que corre por ele mundo. Escrivao de
orphose retirando per aecden-s ;i este cargo o de
sacrisUo da matriz, elle aclia-se desl'arte a par dos
vivos e communica por duas vias com os morios,
ora em casada residencia do juiz manejando a i/lii-
ma, ora n! eslauciados morios demarcando ao coveiro
a fria e Irisle habitarlo para os que se va*o, c mais
nao pdem voltar.
Ora, digi-me Vmc. nSo lenho obrado com acor-
to, buscando homens de profisso '.' Parece-me que
o lenho (eilo sem duvida, e conlo nada menos obler
dos de mais lugares, cujo respeito nao me he ain-
da licito communicar-lbc o que lenho obtido neste
seta litio.
Comecarei di/.endo, por ser a noticia mais i ule
rcasante c para nosso* sertanejos, que o invern
enmecou em principio desle mez com profusao da
l.lo desejada chuva, como de relmpagos e Irovoes,
os quaes fizeram rezoar por toda a parle o cntico
de mil beatas,qne ergueram a sua voz desconcertada
e trmula pelo terror de to inslitas bombardadas.
O que, meo charo'. bombardadas?! Sebastopol inlei-
ra ardendo as chammas do exercito adiado nao
seria capaz de occasionar lao medonhas delonaeoes;
pareca as veres que essa abobada sam limites, ira-
tr'ora ISo serena e pacifica viiiha sobre a Ierra cs-
oHar-not de um s golpe ; iroves ouvimos que
parecam ranser, oulros liniain e rcliisiam, ou-
ceu-me pagar de sobejo nquillo que pndia flear de
grac, e assim pois esperamos firmemente que a jtis-
tira do lugar de n trocode lilo duro e excessivo pa-
gamento, quem manifeslou tanta propensao para
o crime.
tros finalmente no estampido enorme e indescripli-
vel deixavam-nos sem lino e com a caliera lao ator-
doada, que mal poder comprehende-lo quem ain-
da n3o provou urna dessas raridades atmospheri-
cas. Dos relmpagos nao lhe fallo, bem v jjuaescl-
les teriam sida, a vesUania era impetuosa ; e nesse
amalgama iucomparavel figuravase-me ver os Cy-
clopes as fornadiasdo Elhua niancoinmunados com
osdeoses rivaes, Eua e Nepluno, cujo vaslissimo im-
perio pareca enipoltr-se sobre ss nossas caberas.
Nesla mesma noile cabio em uma casa no silio
San-Jos, tres leguas distante desla villa, um raio
que dexou queimadas duas mocas, uma da cintura
para cima, e oulra para baixo : firaram muilo (len-
les ambas, porm nao consta qne hajam mnrrido
al o prsenle. '
Prescindindo desle Irisle incidente, vai muilo bem
o invern entre nos, massas enormes d'agua brren-
la volvem-se rpidas por esse leilos de arda onlr'ura
vasus c seceos; a Ierra que nao ha muito symbolisa-
va a eslerilidade, traja agora da liudis-imo verde, j
nos extensos plainos, j as eminencias das lurtuo-
sMierranias ; u papagaio confundindo-sn com a ver-
dura dos campos, Taz-se apenas condecido pela voz
impertinente que sola de longe tm longe, a marreca
desSora clieia de garbo a superficie dos lagos ; o too-
ro andando pausado e grave muge temivel por essas
pastagem immensas; e oque lio meilioi e mais nos
inlcressi, ja saboreamos o nosso pralo de coalhada,
e preparamos o par da queixos para o saboroso pe-
tisco do melhor de quantos queijns se pdem fazer.
Depon desla primeira aalicia animadora c para nos
e tambem para Vmc. a quera felicito pela carne
gorda que ha de, comer, passo a communicar-llie
ahuma cousa de oulro jaez.
Na dia 15 de Janeiro, noile, varios individuos i
cuja frente se achva o inspector do quarleirao de
Sau-Francisco no termo de Souza, leudo de captu-
rar um escravo da casa do vigario Jos Antonio
Marque*, fizeram a diligencia pur (al maneira, que
o infeliz escraypjpasiou dcsla a mcllmr em um abrir
e fechar de odie. O autor desse brbaro assassina-
!> porque nenhnm oulro motivo se den alm de
sua perversidaile nao dcsconherida. evadio-se f-
cilmente c sem o menor acommodo o juiz muni-
cipal j inslaurouo processo, c de sua base, qua foi
o corpo de delicio, recouheceu-se que o crime fora
commedido com um tiro, consttnle de urna bala
e do um numero fabuloso de carossos de chumbo :
M dilos das testemunhas e a oolordadc publica estilo
em commum iccordo, impnlando o faci um cer-
lo Jom Rodrigues, que auxiliou todas as prova de
sua rriminalidade com a fuga em que so por. lai-
mei'ialamentc.
No dia !26 brigaram no silio Retiro, distante uma
legua desla villa. Silvano c Germano com l.aurcn-
lino, lodos Perciras o prenles, segundo se me u-
formoa, e o resultado do tal cerfamrn foi que o ul-
(imo provoa aleun choques a cacelc.produzidos pelo
primelro, lendo-se visto em peiores lenees com o
sesundn : aeliam-se j com o anno do naseimenlo as
costa, faltando prestar contas no tribunal do jury.
No ultimo do mesmn mez um sujeito de nome
l'rancisco, morador em .-asa de Antonio Cardoso no
termo de Palos, retribuio uma prelo fagua, aue
deilou-llie um menino orphdo de pai, com um for-
midavl pedaco de lijlo na face, o qual deilou-o
por ierra e pro.liiio varios ferimentos. Nao louvo.
antes detesdo o enlrudo com todas as loucuras de
que te far. acninpanhar ; todava chei descommu-
nal o proeedimenlo de tal individuo, que pelo dedo
bem mostrou ser gigante; pagar uma molliudufa
fresca e branda no lempo da baratezaentruaal com
a remessa de um pedaco de lijlo, spero e doro,
ensopar de taogue a quem molhou com agua, pare-
No dia 19 destereunio-sc era Souza o tribunal do
jury.cujos Irahalhos terminaram no dia 2i. Cinco
reos fnram jnlgados all, segundo me roinmunirou
o Pataca, de quem recebi a seguinle infoimacan :
Pedro l.uiz Serino, aecusado por crime de ofTensa
physica e resistencia, nn segunda parte foi con-
demnado por ambos i revelia visto haver-se evadido
j ha lempos: consta que fra para a cidade de
Oeiras, d'onde veio quando commelleu laescrimes;
Maiioel Soares do Nasciracnlo,aecusado por amea-
^.is e uso de armas defezas, foi igualmente condem.
nado ;
Francisco Jos, aecusado por crime de homicidio,
leve igual sorle;
F'oram absolvidos, Joaqum Ferreira dos Sanios,
acensado por tentativa de homicidio e Francisco (jo-
mes da Silva.
O juiz de direitn appcllnu das duas ultimas deci-
ses, no que fez justiea. conforme se me tem com-
murucado. Desl'arte ficou smenle sollo o segundo,
porque baria j prestado lianza, ao passo que o
primeiro passou pelo dissabor para a cadeia, aonde
o conserve Dos por dilatados annos.
Muilo preconizada tem sido por aqui a administra-
rn do nosso Exm. presidente, parece-me que far
poca em nossa provincia. Na verdade, deixando
de parle oulros actos louvaveis de sen governo, ? per-
segualo legal feita aos sicarios tem sido nolavel;
S. Exc. com a carreira que ha encelado, prepara
uma gloria immorredoura sua administrarlo.
Antes de concluir esla nao posso deixar de dizer
alguma causa acerca de varias noticias que li na
missiva do seu benemrito correspondente de Sou-
za, inserta no seu Diario de 10 de Janeiro prximo
pasnado.
Enconlrei all uma censura ao nosso vice-pres-
denle o Dr. Flayio por baver creado nesla comarca
um destacamento volante, no qual nlo descobre o
collega ullidade alguma, considerando-o como uma
imitarlo infundada e a smo.
Rcspondendn a islo direi apenas que a conlinua-
jlo desse destacamento durante o governo esclare-
cido do Exm.Sr. Paes Brrelo, que o tem conserva-
do, (az declinar a opinian d collcza, pois nao deve
ella ser jnljada superior ao proceaimentn accorde
de dous adminislradores da provincia : nada direi
mais pirque sera longo: deixo o resto aos factos.
Quanln ancommaudantedesse destacatnenlopossoas-
severar ao collega que he assas inlelligente, nem
consLi por factos que deixe de ser activo e zeloso..
Em continuaclu den o collega a noticia de nao ler
fuuccionadn o jury em Souza por se haver procedi-
do irregularmente ao sorleio qua fora presidido por
om juiz formado, o que, diz elle, muilo eslranhou o
branles, de quem ouvio o faci/m rerbis.
O caso foi o seguinte : No dia da reunilo, feita a
chamada, appareceram dous de entre os sorteados
observando ao juiz de direilu, que pela junla reviso-
ra, de que fizera parle como presidente, havam si-
do dispensns de ser juizes de fado ; vista de se-
melhanle allegarlo fez-se o necessario exame, depoi'
do qual fui reconhecido ser verdade quanlo diziam,
assim como que os seus nomes achavam-se indevi-
damente na urna, quando se procedu ao sorleio.
Basta islo para quera nlo esla de muilo m f, e
se o branles narrou este fado ao collega ips< ver-
fts.adniirn que lhe tivesse causado a eslranheza com
que o descreveu : esso juiz tem a necessaria iutelli-
gencia e rene a esla as unirs qualidades precisas
seu cargo.
Uma oulra noticia deu a Vmc. o seu correspon-
dente pela qual nlo podemos poupar-lhe uma so-
lemne contestarlo, pois afiirmou que apenas entra-
ra em julgamenlo perante o jury de Pianc em.ou-
lubro do anno prximo passado o facinora Julin.
um dosassassinos do snbdeleeado Estanislao Lopes
Aa Silva,- accrescentando que a nlo sabia a razio
porqne deixou de responder por este crime, e so-
mente foi aecusado por um dos oulros muilos que
'em comnaettido, sendo apenas condemnado 10
annos de prislo.
Saiba agora Vmc. que essa noticia he inexacta, e
comente he verdade o que passo dizer-lhe : Foram
iolgados pelo jury de Pianc, Jolino Alfonso Serra
e JoBo Honorato Rezerra; o primeiro foi condem-
nado a li annos de prislo simples, o sesundo de
15 annos, (i nie/.es c '20 dias. Aquello, deixou de ser
julgado por oulros crimes, pelos quaes se acba pro-
cessado, porque o nico hachare! que appareceu na
villa, depois de Icr feito as duas defezas instancias
do juiz de direilo interino, declamo que nlo lhe era
possivel conlinuar por incommodo de saudc : todas
as diligencias se empregaram para que algumas ou-
Iras pessoas lomassem a sen cargo esse trabadlo ,
lodavia nlo foi possivel consegui-lo.como he all sa-
bido por lodos. ,
Concluirei di/.endo que amaldade do delegado Dr.
Medeiros est por provar, e como cousa lio odiosa
nlo deve ser allegada, somente compre demons-
tra-la.
Tenlio por de mais me estn lulo ; a primeira vi-
sita devia lalvez ser breve, porem Vmc. me desciil-
par por sua bondade; cont, sempre que me for
possivel, cora exactas e nlo parciacs noticias des(a
comarca. Desejo a Vmc. saudc vigorosa, moeda
forte e socego de espirito. Vale.
O I'ombalense.
28 de marco de 1855.
zaque se extena, e a rcligilo que aconselha a re-
signadlo..... entre um apostlo de Jess Christo e
um fillio ausente de seas pais c irmos immorso as
mais acerbas angustias!....
Oh como harmonisar nessa transido rcrrivel a
nalureza com a religilo, estando a idea do moribun-
do inleiramentc occ upa la com a lembranra de seus
carinhosos pais, irmlos, runfiado-, lodos em gran-
de distancia, eque cumpredeixar para sempre ?
Prodigio admiravcl !
Myslerio sublime!
Elle eleva suas ralos, e adora a vonladc su-
prema.....
Ja fortalecido como o pao dos anjo?, deixa desu-
sar pela face uma lagrima, que lesa asn a familia au-
sente, e placido reclina-so no Icito da morle, legan-
do a Ierra a materia, a Dos o espirito.
A Ierra lhe soja leve.
Americo Xavier Pefeira de tirito.
. Engenho Progrcsso 15 de maio de 1855.
COMMERCIO.
PRACADO RECIFE 16 DE MAIO AS 3
. HORAS DA TARDE.
C.olac.es ndiciaes.
Cambio sobre Londresa lld|v. 27 M.
Assucar mascavado regular15550 por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 15.....16.1:1453228
dem do dia 16........ I0:20i677
173:3Wjfl05
Descarregam hoje 18 de maio.
Barca americanaCom-ndfarinha de Irigo.
Patacho americano-Geor-Manghambacalho.
Escuna hrasilciralamegadiversos seeros.
Ilrigue hrasileiroConceit-tloidem.
Barca brasileiraSaudadepipase barricas vasias.
CONSULADO ERAL.
Rendimenlo do dia I a 15.....11:6693157
dem do dia 16........ 1:2301996
12:922015:!
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 15.....
dem do dia 16........
1:7569971
83)898
1:85G\jl99
Exportacao'.
Liverpool, barca ing cza Jess> Byne, condir
zio o seguinle : 300 toneladas de guano, 277 lar-
dos de lia de earneiro, 6icaixes com 16 toneladas
de ped a- de ouro.
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 15.....11:320*805
dem do ilia 16........ 7690S6
14:7969863
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia 1 a 15..... 17:191*121
dem do di 16........ 1:6508650
18:81iS771
MOVIMENTO DO PORTO.
Nucios entrados no dia 16.
Babia5 dias, lale brasileiro Castro, de 53 tone-
ladas, meslre Francisco de Ca rarj.i tabaco e mais generes ; a Domingos Alves
Malheus. Passageiros, Delorisann Pinto de Arau-
jo, Mannel Brilhanle da Molla e Jos Piulo.
Rio de Janeiro19 dias, patacho brasileiro Nytke-
roy, de 15i toneladas, meslre Mannel Pedro
(arrido, equipagem 10, carga carne sc:ca : a
Isaac & Compnnhia.
Sanio sabido no mesmo dia. ,
Granja pelo Acaraclliate brasileiro Arago, mes-
lre Jos Francisco de Souza, carga fazendas c mais
eneros. Passageiros, Jos Itfiymundo Ferreira,
Zeferiuo Gil Pires da Mulla, Jos Felicin de Oli-
veira, Viconte da Cunha Souto Maior, Joao Anto-
nio Rodrigues llu-sjo. Sabio honlem as 6 horas
da larde. ,
EDlYEsT
Pela inspecrlo da alfandegase faz publico, que
exisfem no armazcm da mesma os volumes abaixo
descriptos, alm dn lempo marcado pelo regulameu-
lo, e pelo prsenle sao avisados os r^speclm ii.....
e consignatarios para os despachar no prazo de 30
dias, contados desla dala, lindo o qual scr-io arrema-
lados em ha-la publica na forma do arl. 274 do ines-
mo regulainenlo, sem que cm lempo alguin se possa
reclamar contra o effeilo desta venda.
Armazem n. S.
Marca JSI.C, n. 20, uma caixa vinda na barca
(ranceza Comte lloger, em 31 de mareo de 1852 ; a
A. F. Coulon.
Marea P, n. 2, uma barrica vinda na escuna in-
glcza Taken, em 11 de abril de 1853 ; a J.' Cablreo
\ Compauhia.
Marca P, p. 25, uma caica, idem.
Marca diamante IIRW, n. 1 a 50, 50 barricas vin-
das no brigue dinamarquez Louize, cm 8, 9 e 10 de
marro de 1853 ; a C. J. Aslley & Companhia.
Alfandega de Pernambueo 10 de maio de 1855.
O inspector Hento Jo*c Fernandez Barros.
I
UBLICUIAO a pedido.
Uma lagrima sobre o tmulo de Fran-
cisco Luiz Pessoa de Siqueira C-
vale anti Jnior,
i
rudo he ficticio, ludo he rao no mundo,
lie t real a norte.
S. l'imeniel.
Mais ama vida ceifada pela raio importuna da
morlc!.......
A omnipotencia divina naexccneao de seu? decre-
tos, atlinge promiscuamente a altura dos Ihronos, e
a baixeza dos tugurios,Je ah ao passo que corla pela
raiza arrore frondosa de lismgeira e ranca para sempre de junto mais charos objeclos
de amor e respeito.
Nao valem altares que verguem ao peso de custo-
aas olieron la, nao valem a innocencia sera lagrimas,
nem a familia cm pranlo, i lei he immutavel, nada
demorar lhe pode a execuclo.c menos ainda desviar-
Ihe a imposirlo fatal !
E a victima qne lem de ser sacrificada ao imple-
mento da lei da aniquilarlo material, cabe por
Ierra para erguer-se nesses escaro* incomensuraveis
daetcrnidadc.ondc j surge sob oulra lei inicia uma
nova vida mysleriosa que jamis lera fim.
II
Pneterite enim figura liujus mundi.
{Hpist aos Corinth.J
Mais uma vida ceifada pela mo impiedosa da
morle. '. !........
Os nossos desejos desce sepultura, a imagina-
rio se exalta, sent a exlenslo da perda, perda irre-
paravel d'um ente querido.!........... .
N'esta disecarlo da dor, a evidencia parece um
snnho, mas e9le logo se dissipa, vis'uinbra a reali-
dade, eo ultimo instante do prazr, he conlado
pelo primeiro da leitura.
Nlo fi um lonho, nao fie orna illuslo, sim, j no
existe Francisco Luiz Pessoa de Sequcira Cavalcanli
Jnior 1..........
III
On dnit de. egards aux tioanlt,
Ou ne doit auxntorts que la cerilr.
(Vollaire.)
Entre padecimenlos e agonas, eilnlo- da fehre
amarella, curvou Francisco Luiz Pessoa de Siqueira
Cavalcanli Jnior, a cabera a lei da aniquilaclo !
essa cabera sempre plena de elevados peusamentos '.
e a lemclbanea da mimosa Dor que desabrocha ao
despuntar da aurora, e crcslada no correr do dia por
um sol tropical, desbula suas cores, e acaba por pe-
recer, itnninoii elle a carreira que Iho fra marca-
da, deixando aps elle uma esleir luminosa de de-
ejos elevaio*, o amor, a sabedoria.
O quo si, interroga nm sabi" hornera, dez, viole'
aortas, para UIn ser m'rnorlal As penas
O Illm. Sr. inspector do tbesouraria provin-
jial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 5 do corrale, manda fazez
publico, que nc dias 29, 30 e 31 do mesmo mez,
ao raeio dia perante a junta da fazenda da mesma
Ihesuuraria se lia de arrematar a quem mais der, os
m poslos abaixo declarados.
Taxa das barrenas das estradas e puntes seguales:
t'iiquia, por anno........ 7:1109000
Magdalena, por auno.......4:7408000
Molocolomb, por anno......2:0009000
Cachang,por anno.......2:3009000
Jaboatlo, por auno.......5:0009000
Ponte dos Carvalhos, por anno. 1:3109000
Tacaruna, por anno...... G5A900O
Bujary, por anno........ 300-9000
Vinle por cento sobre o consumo da agurdente
no municipio do Recife, por anno 12:5109000.
As arrematar/es serlo feilas por lempo de 3 an-
nos, a contar do I. de judio docoi rente anno, ao lira
de junho de 1858.
A pessoas que se propozerem eslas arremala-
res compareeam na saladas sesses da mesma junta
nos dias cima indicados, rom seus fiadores compe-
lenteraenle habilitados.
E para constar se mandn aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
bueo 7 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da .4nnunciaro.
O Illm. Sr, inspector da tbesouraria provincial
cm cumprimenfo da ordem do Exm, Sr. presidente
da provincia de 7 do crrenle, manda fazer publico
que nos dias 4, 6 e 6 de junlro prximo vindouro vai
a prac.a para ser arrematado a quem maior prero of-
frrecer, um sitio na estrada de Bolera, com casa de
pedra e cal e copiar na frenlc.e no fundo da casa um
grande telheiru coberlodc tedias sobre pilares, com
bstanles fucleiras dille-rentes, haixa para capim, um
vivero para peixe, duas cacimbas, cercado em parte
com cerca de limlo, e porlao de madeira, avadado
em 3:3759000 rs., o qual foi adjudicado a fazenda
provincial por excrurao contra oex-lhesourciro Julo
Manuel .Mondes da Cunha e Azevcdo e oulros, palo
alcance da mesma Ihesoiiraria.
E para constar se inandoo aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria ^provincial de Pernam-
bueo 9 de malo de 1855.O secretario,
Antonio F. d*.-lnnunckcSo.
Jos Candido de Barros, nesoeiante matriculado da
prara de Pernambueo, vice-consul da Russia,
oflicial da imperial ordem da Rosa, lenen(e-co-
ronel e commandanle do tereciro balalhlo de
fuzileiros da guarda nacional do municipio do
Recife, e presidente do cuuselbo do qualifica-
io da parnrhia da Boa Visla, por S. M. o Im-
perador a quem lieos guarde etc..
Faro saber que da dala presente a olo dias tem
de fuuccionar o conselho de qualificac,ao desla pa-
rochia.deconformidade com a resnlucao da legBJI la
parle do artigo 9 do decreto n. 1130 de 12 de marco
de 1853, tendo lugar asseses do racsinoconselho un
consistorio da igreja matriz da Boa Visla, as quaes
devera durar o lempo necessario e designado no arl.
10 do decreto n. 722 de 25 de outubro de 1850, e
que por isso devcrlo comparecer todos os cidadlas
ndla residentes, para serem qualilicados na con-
formidade da lei.
E para que cbegiic a noticia a todos, mamld) pa<
O lenle coronel Rodolpho Jlo Barata de Almeida
oftirial da ordem da ttosa, cavalleiro da ordem de
Chrslo, commandanle do segundo balalhlo de in-
famara da guarda nacional do municipio do Re-
cife, e presidente do conselho de qualicacau da
parochi de S. Jos.
Fajo saber a todos os inleressados, que no dia 20
do eorrente, lerceira domina de maio, se reunir
o conselho de qualificaco da mesma parocba, e
trabalhara no eonsisloric de N. S. do Trro por es-
paro de 15 dia, na forma das in-trurre de 25 de
outuhrode1850, e decreto n. 1130 de 12 de mareo
de 1853.
E para que rheguc ao conhecimenlo de quem
convier, mandei passar o presente, qae ser afinado
na porta da igreja de N. S. do Torro, e publicado
pela imprensa.
Secrelaria do conselho de qoalilieaco da fregue-
sia de S. Jos 12 de maio de 1855.
Eu Joaqum de Alhuquerquc c Mello, capillo da
primeira companhia e secretario do conselho o es-
erevi.liodolpho loao Ilarata de Almeida.
Jlo Ignacio de Medeiros- Rezo, commercinnte ma-
triculado, dejiulado ronimereial do tribunal de
commercio da provincia de Pernambueo e juiz
eommissario nomeado pelo mesmo tribunal.
Faro saber que.nlo tendo comparecido na reu-
nilo, que leve lagar no dia 23 do eorrente, os ere-
dores da casa f.dlida de Oliveira Irmlos & Compa-
nhia, Leonino Brothers, Jacomo A P. Irms
Carboni,- Gamba Scomio &^Iello, Freres Bosaner.
Antonio Joaqum de Oliveira Mello, Novaes A l'a
sos, Viuva Scve, Soba-han Jos de I'~igueiredo, que
residem fora desle imperio, ou dentro delle, nu-
era domicilio- nlo mohecido-, por nlo ler sido s
convocarlo feita segundo o arl. 135 do rcgulameno
to n. 7:18 de 25 de novembro de 1850, convoco pe-
lo presente edital a dilos credores para que compa-
reeam no dia i de junho do concnle anno, pelas 11
horas da manilla, cm casa da minha residencia na
ra da Cruz n. 9 do bairro do Recife, afim de que
reunidos em minha presenca, com lodos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquera os seus
crditos, se forme o contrato de unilo, e se proce-
da a noiiu-aran de adminislradores dos bens da di-
la casa fallida, advcrlindo que nenhnm credor se-
r admittido por procurador se este nao tiver pode-
res especiaes para o aclo, c que a procurarlo nao
pode ser dada a pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credores. Em cumprimenlo do que
lodos os credores da referida casa fallida compare-
eam cm dito dia c lugar designado, sob pena de
se proceder a suas revelias.
E para que cheguc ao conhecimenlo de lodos,
mandei passar o prsenle edilal.quc ser aflixado na
prara do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambueo. Dado e passado nesla cidade do Re-
cife de Pernambueo aos 27 dias do mez de Janeiro
de 1855. Eu Dinamerico Augusto do Reg Rangel,
Escrivao juramentado o escrev..Amo Ignacio de
Medeiros Reg, juiz do commercio,
Jos Antonio Bastos, commerrianle matriculado,
dcpulado commercial do tribunal do commercio
da provincia de-Pernambueo, e juiz eommis-
sario.
Faro saber, que no dia 9 de junho do torrente
anno pelas 11 horas da manhaa na casa d minha
residencia na ra da Cadeia .do bairro do Recife
n. 3i ha de ler lugar a reunilo Jos credores da casa
commercial fallida de Richard Royle na conformi-
dade do artigo 135 do rcgulamcnlo n. 738 de 23 de
novembro de 1850, afim de que reunidos cm minha
presenca Jodos os credores, verifiquera os seus cr-
ditos, formem o contrato de unilo, o procedam a
nomcarlo de adminislradores dos bens da referida
rasa fallida, adverlindo que nenhnm credor sera ad-
mitlid" por procurador, se este nao tiver poderes
especiaes para o aclo, e que a procurarlo nao pode
ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador reprcsenlar por dous
diversos credores. Em cumprimenlo do que tosdo
n- o i-, doro- .la referida ca fallida compareeam cm
dito dia e lugar designado, sob pena de so proceder
as suas revelias.
E para que-ebesue ao conhecimenlo de todos,
mandei passar o presente edital, que ser aflixado
na prar,n do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambueo.
Jalo o passado nesla cidade do Recife de Per-
nambueo aos 8 das do mez de feverciro de 1855.
En Dinamerico Augusto do Reg Rangel, escrivao
juramentado o eserevi.Jos Antonio Basto, juiz
commisario.
Jlo Pinto de Lemos, comraendador da ordem de
Christo, commercante matriculado, depulado
commercial do tribunal do commercio da provin-
cia de Pernambueo e juiz eommissario :
Faro saber que nao tendo comparecido na reuna o
que leve lugar no dia 19 de Janeiro do eorrente an-
no, os credores da ms commercial fallida de Deanc
Ynule & C, que residem fora desle imperio ou den-
tro delle, mas cm domicilios nao ennheridos, por
nlo ter sido a convocaelo feita segundo o artigo 135
do regulamenlo n. 738 de 25 de novembro de 1&50>
convoco pelo prsenle cdlal a dilos credores, para
que compareeam no dia 11 de junho do crranle
anno pchs 11 horas da manhaa, na casa da residen-
cia dos mesmos fallidos, na ra da Cadeia du bairro
do Recife n. 52, afim Je qua reunidos em mrnha
presenca lodos os credores da referida casa fallida,
verifiquem os seus crdito-, deliberen! sobre a con-
crdala ou formem o contrato de onilo e procedam
a nnmearao de administradores dos bens da dita ca-
sa fallida; adverlindo que nenhnm credor ser ad-
nillido por procurador se esle nlo liver poderes es-
peciaes para o aclo, e que a procurarlo nlo pode ser
dada a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores. Em cumprimenlo do que todos os credo-
res da referida casa fallida, compareeam cm dito
dia e lusar designado, sob pena de se proceder as
suas revelias. E para que rhegue ao conhecimenlo
de lodos mandei passar o prsenle edital. que ser
aflixado na praca do Commercio e publicado pelo
Diario de Pernambueo, Dado e passado nesla ci-
dade dn Recife de Pernambueo aos 9 de feverero
de 1855. Eu Dinameriro Aususto do Roen Ranzel,
eserhlnjuramciitado o eserevi. Joan Pinto de Le-
mos, juiz eommissario.
DECLARACOES
nio dos orphlos, se ha de arrematar a quem mais
der em hasta publica na sala de suas sc*soes em o
dia 22 do correnle mez, a renda das casas do mesmo
patrimonio abaixo mencionadas, por lempo de um
anno, que lem de decorrer do primeiro de julho
prximo futuro a 30 de junho de 1836, a saber :
lieceo das Boias ns. 37, 38, 39 ; ra da Lapa ns. 40,
41 ; ra do Corduniz ns. 42, 43; ra da Mor da n.
44, 45, 46, 47; ra do Amonm ns. 48,49, 50, 51, 52,
53,54,55,36; ra do Azeile de Peixe ns. 57, 58,
59, 60, 61, 62. 63, 64 ; ra da Cacimba ns. 65, 66,
67 ; na do Burgos ns. 68,69 ; ra do Vigario ns.
71,78.73.
Os lidiantes hajam de comparecer com seus fia-
dores em a .sala das sesses do mesmo conselho, as
10 horas da manilla do mencionado dia 22.
Secretaria do conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphlos 15de maio de 1855.O secretario
Mannel Antonio liegas.
Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphlos si: ha de arrematar a quem mais der
em hasta publica, na sala de snas sesses, cm o dia
18 do correle mez, a renda das casas do raesmo pa-
trimonio, abaixo mencionadas, por lempo de um
auno, que tem de decorrer de 1." de judio prximo
fuluro a 30 de junho de 1856, a saber: bairro de
Sanio Antonio, laruo do Cefiegio, segundo andar e
lojas da casa n. 1 ; ruado rrltsmo nome n. 2; largo
do Paraizo n. 1 ; l.jrangeiras n. 5 ; Rangel n. 6 :
bairro da Boa-Visla, praea n. 7 ; ra Velha n.8 ;
Gloria n. 9 ; S. Gonealo n. 10 o II ; Sebo n. 12 ;
Pires n. 13 : Rosario B. 14 : bairro do Recife, roa
da Cadeia ns. 16, 17, 18 e 21, Madre de Dos ns.
22,23.25.25,26,27, 28,29, 30, 31, 32,33,34,
35 e 36. Os licitantes bajara de comparecer com
seus fiadores em a sala das sesses do mesmo conse-
lho, as 10 horas da manilla do mem-inmolu dia 18.
Secrelaria do conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphlos 10 de maio de 1855.O secretario,
Manoel Anlonii I iegas.
COMPANHIA PERNAMI31 CANA DE
VAPORES COSTEIKOS.
A direcrao tendo de manda atrrate
fazer o caes em lente do terreno que :\
Companhia Pernambucana possue no
Forte do Mal tos, e desejando que taes
obras se faram por arrctnataeao, convida
as pessoas que se proponliam a encarre-
gar-se das mesmas, a procurar o Sr. F.
Coulon, no seu escriptorio da rita da Cruz,
n. 20, alimdecnuio mesmo senlior, com-
biiiarem a respeito do prero e de oulras
condiroes.
ANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambueo .toma e da"
lettras sobre o Rio de Janeiro. Raneo de
Pernambueo 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direcrao, Joao Ignacio tle
Medeiros Reg.
COMPANHIA DE BEBERIIIE.
Nao se tendo reunido sulliciente nume-
ro de votos para haver assemblea geral
dos senbores accionistas da oompanliia
de Beberibe, o Sr. director convoca
de novo a' asscmblea geral para o dia
quarta-feira do eorrente, prevenindo
aos senbores accionistas que nao podera'
haver dividendo sem que se reunam em
assemble'a geral, afim de determina-Io e
proceder-se a eleiciio da administrarao,
]>or ter a actual terminado o tempo de
suas funcroes. Escriptorio da compa-
nhia de Beberibe 16 de maio de 1855.
O secretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de aulo-
risaclo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinlcs :
Bonetes de panno verde, sendo 37 para 9. bala-
blo de infaiilaria e 166 para o 10. balalhlo da
mesma arma, 203 ; bonetes de panno azul, sendo 23
para o 4 balalhlo de ylilharia a pe, 1 para a
companhia de artfices e 47 para a ele eavallara, 71,
panno azul para -obrecasaease eal,;as fiara o 2. ba-
lalhlo de infanlaria, companhia de artfices o caval-
laria, covados 253 ; panno verde escuro, para sobre-
casacas e cateas para o 10. balalhlo de infanlaria,
covados 604 ; panno prelo para pnlain para o 4."
balalhlo de arlilharia a pe, 2. de inlVnlaria, 9.0 o
10. da mesma arma, e companhia de artfice*, co-
vados 442 ; bollan la de forro, covados 772; brim
branen lizo para frdelas e raleas para os mc-mos
corpos, varas 4,693 ; algodlozinho para camisas pa-
ra os dilos corpos, varas 4,611 ; boloeS brancos de
osso, grozas 145 ; dilos prelos, ditas 129 ; grvalas
de sola de lustre, 280 ; bandas de lia para o 1. ba
lalblo de arlilharia a pe, 35 ; mantas de lia ou al-
godlo para o dito balalhlo de arlilharia a pe, 9. e
19." de infanlaria,e companhia de artilicos e caval-
lara, 253 ; esleir^ para os referidos corpe, 14,34;
sapalos para os mesmos, pares 1,301 ; luvas brancas
de algodlo para a companhia de ravallaria, pares
165 ; col luirnos para a mesma companhia, pares
12 ; boles grandes convexos de metal brorizeado
como n. 10de melal amarcllo, 2,282 ; dilos pe-
queos convexos de melal bronzeado, com o n. lo
de raelal amarello, 1,956 ; dilos grandes convexos,
de melal dourado para a companhia de ravallaria,
638 ; dilos pequeos convexos de dito metal para a
mesma companhia, 170;eordlo de lia rela de uma
11 ola de grossura para vivos das sobrecasacas do l.
balalhlo, varas 650 ; clcheles prelos,pares 211.
Para o mcio balalhlo lo Ccar.
Bonetes, 100 ; grvalas, 100 ; panno azul, cova-
dos, 230 ; brim bi aneo lizo, varas 500 ; algodao/.i-
nho, varas 300;paiiDO prelo, covados 10 ; mantas de
la ou algodlo, 100 ; esleirs, 100 ; clcheles prelos,
pares 200 ; sapalos, pares 100 ; h iles brancos, gro-
zas 10 ; ditos grandes convexos de metal dourado,
7 linhas de dimetro, 1,600 : ditos pequeos de dito,
1,100 ; caaemira verde para vivos, covados 21.
Quem quizer vender esles objeclos aprsenle as
suas proposlas era carta fechada na secrelaria do
conselhojja 10 horas do da 21 do correte mez.
SecrelMa dn conselho administrativo paia forne-
cimenlo do arsenal de guerra 12 de maio de 1835.
Jos de Brito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
Para Lisboa, a bem eonbecida barca periugue-
71 i.niiiliio, de primeira marcha, segu coma maior
brevidade : quem nella quizer earreaar ou ir de
passagem, para o que lem os mais acciados commo-
dos, dirija-se aos consignatarios Thomaz de Aqoino
Poniera \ JFillio, na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar, ou ao capillo na prar,a.
Para o Aracaty,
segoe em poucos dias o bem ennhecido hiale Capi-
barib ; para carga e passageiros, Irata-se na ra do
Vigario n. 5.
MARNIIA'O E PARA .
Segu em poucos dia? o brigue escuna
LAURA: pa carga e passageiros, tra-
ta-te com os consigdatarios Jos Baptista
da Fonseea Jnior, na ra do Virario
n. *. "
Para o Porto.
O patacho porlugiicz Especulador pretende sahir
mprelervelraente para o Porto no dia 23 do corren-
le ; ainda pode rcreher alenmacargaa frete : quem
pretender faze-lo, enleuder-se-ba rom os consiena-
tarios, na ra da Cadeia Velha, c-criplorin 11. 12.
PARA O CEARA'
sabe com brevidade o hiatc Anglica, r-or Icr par-
s da carga prompla : quem nelle quizer carregar
Aluga-ae orna casa na ra dos Coelhos n. 13
com 8 quariosc 2salas : quem pretender, dirija-sai
a ra duQziciraado. ioja n. 10.
Precisa-se de uma prela escrava. que seja fiel,
para todo servir de uma casa : ua roa da Aurora
n. 30.
Vicente Ferreira da Cofia venden a sua taber-
na do aterro da lloa-Vista n. 80 ao Sr. Jlo Alves
de Car vi. Iho Porto.
Na madrugada de 10 jara 11 irboo-sc um ca-
vado, o qual vaeava pelas ras : quera fiir seu dono,
dirija-se ra doMoudego 11. 82, qne dando os sig-
naes cerlos c pagando as des|iezas, so lhe entregar.
Oderecc-se urna mulber de boa conducta para
o servio de casa de um hornum solteiro, anda mes-
mo para alKum sitio prrto da praca : quean precisar,
dirija-se a Boa-Vista, becco dos Ferreiros n. 4.
Prerisa-sc alugar um escravo qucsi/vde co-
pero.e para o mais.servico interno de uma casa : a
tratar na ra do Trapiche Novo u. 6, 'segunda andar,
consulado hcspaubol.
O abaixo assisnado decl; rafquemunra leneio-
nou vender casa alguma como diz o Sr. Jos Rodri-
gues do Passo, o que ha he que a casa velha da ra
de Apollo, que pela fraqueza ; inxperfeiclo de sua
edificarlo, est fechada, e o abaixo nssignado nao ha
de pagar decima sem renda, e avisado lem sido para
cortar a frente, pois que impede o transito, e como
andar"*' "" ^ C!"'Ca (l RCC'fe "' 49' pr'lneiro es,a em fre,,,e *> ello edificio do Sr. Areujw. elle
propo urna permuta por Ci,sas de superior valor pa-
ra o demol r. e que felizmente somos bem conheeidos
- ==!T=r
seguir a galera porluaueza Magarida. da qual he j e relacionados.Francisco Ribeiro Pirtc.
capillo Jlo Ignacio de Menczes, e o pretende fazer ;. Aa mj^. ....
rom brevidede. por ter parle do seuPcarregan,e.o rcU7a le 'ra 1 ofgal 'Ubd"0 P0""8""'
promplo: quera na mesma quizer carregar, ou se- rc,ITa ^ Parl Portugal.
Luiz de Oliveira Lima manda par* Lisboa o
seu lidio Luiz de Oliveira Lima Jnior, brasileiro,
de menor idade. #
Maximiano da Rocha Wanderlcy, proprielario
do ensenho AngicA. na freguezia de" Una, lem f-
gidos os seus escravos Alexandre e Joanna, mulher
do mesmo, e uma filhinha com idade de 5 mezes, des-
de 8 de abril prximo passado, que fora procurar pa-
ra os comprar ao Sr. Joaqum Buarque de Sampaio,
senhor do engenho Massaoganada provincia de A ta-
guas, enjoisesjtor recebe-os ditos meos escravos e
quer corrrpraWos, mas que, nlo me convem vende-los
porque nao -ou dissipador dos meus bens que estao
sujeitos as dividas do casal do meu finado pa. Eslou
Irabalhando para descmpcnliar-me, se podesse com-
prava antes escravos e nao vender. Faco, porlanto.
cerlo, por mcio desle annuncio ao dito Sr. Sampaio,
que lenlia cm seguranea dilos meus escravos, visto
que 11J0 quiz fazer dos mesmos entrega quando os
mandei buscar, obrigando-me por tai proeedimenlo
a protestar por meio desle annuncio contra dito se-
nhor, e haver perdas e damnos al o dia que dilos
escravos me forem restituidos.
Aluga-s* um grande armazem na ra dos Coe-
Ibos, pruprio para alguma oflieina: quem o preten-
der, dirija-so a ra do Qucioiado, loja n. 10.
Prccisa-sc alugar um moleque ou criado para
servicude csa, que seja fiel e cntenda de cozinha :
no Corpo Santo 11. 48.
Slo nudas as conciliaces feilas pelo joizo de
paz du segundo dislrirlo da Roa-Vista, sendo juiz o
Sr. Rufino Jos Correia de Almeida por nlo lhe
conjpelir a supplenria dos tres juizes inmediatos e
oulros quaesquer cm idnticas cirt.umslancias, em
"isla do aviso explicativa da lei, publicado em 13
de judio de 1813, e do cdigo do processo.
Francisco Lina Paes Rarrelo indo desla cidade
para o engenho Guerra, do Cabo, perdeu uma car-
leira veide, cnnlendo alm de oniros papis de im-
portancia as ledras segoiules : uma aceita pelo Sr.
Fjlippe Santiago Vicira da Cunha da quanlia de
t.'iOgOOO, a venecr-se cm j-meiro de 1856 ; oulra j
vencida accila pelo Sr. Miguel Alfonso FerreiraCa-
pobreda quanlia de "(KI3O0O ; oulra do Sr. Jos
Antonio de Campos da quanlia de 2008000, e oulra
do Sr. .Manuel Jeronvmo Wanderley da quanlia de
1209000 : roga-se a quem achou dita carleira com as
mencionadas ledras, o favor de as mandar entregar
o aununcianle ou a Exma. Marquesa do Recife,
moradora na roa do Seve ; assim como roga-se aos
Srs. aceitante- que as nlo paguem. pu faeam Iran-
saceao alguma seulo ao aununcianle ou a mesma
Exma. marqueza a quem pertencem.
Os Srs. credores da inasss de Manoel Pereira
de Carvaibo, que nio se acharem quites com o mes-
rao, hajam de mandar urna nota de seus crditos
originaos em rosa de duell Mellon dt Companhia,
na ra da Cadeia do Recife 11. 36, al segunda-feira,
21, para se fazer o ditidendo na terca, 23 do cor-
renle.
Em virtode de o Sr. Ihesoureiro da irmandade
de N. S. da Conceiclo dos Mudares haver pedido o
consistorio da mesma igreja cm consequencia da
fesla que nella lem de celebrarse so Divino Espiri-
to Sanio, no dia 27 do correnle. O Sr. Ihesoureiro
das loteras coinmuuira ao respeilavel publico, qne a
lotera de .Sanio Aullo corre no consistorio da igreja
do Livramenlo desta.ridade. The-ouraria das lote-
ras 18 de maio de 18V>.O escrivlo das loteras,
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
O abaixo assignado previne as autoridades po-
liciaesqueno dia II de abril ausenlou-se o seu es-
cravo Malheus, crinlo, de idade 18 annos, estatura
ordinaria, corpulento, nariz chalo, bstanle prelo,
olhos pequeos, testa larga ; suppfte-se andar era
Nazarclh da Malta, no engenho Jundi ou S. Joo
llaplisla, onde foi criado, e protesta contra qualqoer
pessoa que o tiver occullo, sobre perdas e damnos.
Recife I6(de maio de 185.Florencio Rodrigues
de Miranda Franco.
LOTERA DA MATRIZ DE SANTO
ANTAO'.
Aos 6:000.s000, 2:000,s000, 1:000000.
O caulelsla Anlonjs) Jos Rodrigues de Souza Ju-
nio; |a\ i-1 ao re-peitavel publico,que a lotera supra
corre no dia 'Jil do Arente. As suas cautelas eslo
sujeitas ao deajJKo de s pot cento da lei nos pre-
mios grandes. Os seu- hilheles inleiros nio sollrem
dito (le-corgMfe quaes acham-se a venda na prara
da Indeper^TJjrpH "
Iras dn costabte.
Bi I heles 98O0
Meios 29800
carregar, ou se-
guir de passagem, para o que lem bons commodos,
pode entender-se com o capillo na prara, ou com o
consignatario Amorim Irmlos C, na ra da Cruz
nurrtero 3.
MARANI1AO" E PARA'
Scene cm pouros dias por ler a maior parte do car-
regamento prompto o brigue CtMceirOo : para o
resto e passageiros irata-se com Manogl Alves
Guerra Jnior na ra do Trapiche n. 11.
RIO DE JANEIRO.
Segu com multa brevidade para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
(A.capito Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros e esclavos
a lete, tratante com os consignatarios
Novaes & C, na ruado Trapiche n. \, ou
com o capitao na praca.
COMPANHIA uRASlLEIRA DE PAQUE-
TES DE VAPOR.
O vapor Cua-
nabara, com-
mandanle o I"
lenle J. Sa-
lom Ramos,
espera-se dos
porlos do nor-
te a 21 do cor-
rente, dbven-
=^ei do seguir para
is do -1 I no
" da seguinle ao
da sua entrada : agencia, na ra do Trapiche n. 10,
segundo andar.
PASSAC.ENS.
Cmara Convec
Para o Ro de Janeiro 10OJO00 229000
Rabia -4V80OO 10-
i) Macei 300000 laOOO
Concede-se aos passageiros da cmara 25 palmos
cbicos para hagagem : havendo excesso, ele. rece-
bera na razio de 300 rs. por palmo.
LEILO'ES.
o os praier.es aeesvaem como um phantasma, a vi- sar o prsenle, que ser publicado pela imprensa, e
da se esgola n um momento, de sorle quo por si su oolros do igual theor, que serlo aflixados nos luga-
ella nada he, lod o seu valor depende do seu em- res mais pblicos da parocba.
'8- Ouarli I do eommando do lerceiro balalhlo de fu-
zileiros da guarda nacional do municipio do Recile
em 12 de maio de 18.Jos Candido de Barroi,
(nenie-roronel, presidente do conselho.
Que sconi de consternasao pois se me offerece a
iiuagiuaciu '.'
Eu vejo o combate mais porfiado enlre a nature-
Prla subdelegacia de San Jos do Recife se faz
publico, que fra encontrado vagando um cavado
ruco com cangalha : quem for seu legilimo dono,
justificando lhe sera entregue.
Subdelegacia de San Jos do Recife 15 de maio
de 1855.O subdelegado, Edaardo Frcderico Banks.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm cumprimenlo do
arl. 22 do regulamenlo de 11 de dezembro fe 1852,
faz\niblico, que foram aceitas as propostasMle Jos
llaplisla Braga, Domingos Franci-ro Ramalho. An
Ionio Ferreira da Costa Braga, llenry Cibson, Sou-
za & Irniio, Daniel Cesar Ramos, Timm Mnmsen
& Vinassa, Ricardo de Freilas & C, Jos Nones de
Oliveira, Manoel Jos de A/.evedn Amorim J-
nior c Antonio Francisco Correia Cardoso, para for-
necercm :
O I., 27 dreles para us msicos do 2. balalhlo
de infanlaria, com punhos dourados, bainhas de cou-
ru predi envernrado, com bocaes e pouteiras doura-
dos, a 2I9OOO ; 6 resmas de papel almaeo, a :lg(KiO
rs. ; 2cauiveles de 2 folhas, a 800 rs. ; I alqueire
pela medida velha de areia de moldar, por 'i-ihin
rs.; um sino novo por um quebrado, a I65OOO rs. ;
2 arrulla- de zinco em barras, a 160 rs. a libia.
0 2." 50 bonetes para os remitas do 2. balalhlo
de infanlaria,* I93T5 rs.
U 3.", 127 grvalas de sola, de luslre, a 370
ris.
O .. 20 covados de panno prelo. a 2-9600 rs.
200 meios de sola cseolhidos, a 2?800 r.
O 5", 15 grozas de botos brancos de osso, a :ilHI
rs. ; 400 peanas de ganco, a 800 rs. o cenln ; 6 du
zias de lapi-, a 210 rs.
O 6., 50 esleirs de palha de carnauba, a 240
ris.
07., 50cobertores de algodlo, a I9IOO rs,
O 8., 800 pennasde ganen, a l9000.rs o cenlo ; 6
garrafas de tinta prela, a 180 rs. ; 20 carta de a, h,
c, a 60 rs. ; 20 laboadas. a 60 rs.. 6 exemplaAs de
grammaliea porlugueza encade! na,10-. a 640 rs. ; 6
piulas, a :0,rs. 20 traslados Ivlugraphados. a 30
ris.
O 9., para abrir as armas mperiaes c legenda era
um sinele dn conseibo adminislrativo do patrimonio
dos orpbaos, por 149000 rs.
O til.1, i caixas cora vidrosde 11 a l: polcada-do
comprimenlo e 111 a 12 de largura, a 89000rsy.
O 11., 10 lenees finos de cobre, a 810 rs. a li-
bra ; S arrobas de chumbo era barra, a IH-'^HXIrs. o
quintal.
E avisa aossupradilos vendedores que devem re-
colher ao arsenal de guerra os referidos objeclos 110
dia 18 do correnle mez.
Secretaria dn conselho adminislrativo para fnrne-
cimento do ar-enal de guerra 15 de maio de 1855.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
Perante o conselho adminislrativo do palrimo-
Viclor l.asne far leilln, por intervencjto dn
agenlc Oliveira, de um novo sorlimenlo de fazendas
as mais proprias do increado : sexta-feira, f8 do
correnle, as tO horas da manbia, no seu armazem,
na ra da Cruz;
O agente Borjaj em
seu armazem na ruj do
Collegio n. 15, far lei-
lio de um rompilo sor-
limenlo de obras de
marcineria novase usa-
da-, e oulros muilos ob-
jeclos quo se acharan
patentes no mesmo ar-
mazem 110 dia duleilio;
assim romo ao .neo da em poni fant leillo de (
ptimos escravos muros de ambos os sexos: sexla-
feira 18 do correnle mez.
LEI LAO
Que faz o agente Roberts, por ordem
do capitao Joo Cliraaco Marques e por
conta e risco de quem pertencer, de to-
dos os os objectd salvados da galera bt|a-
sileia FELICIANA encalhada na prnia
do Rritm, arribada a este porto com agua
aberta, vinda da Rahia com destino a
Marselha, consistindo em um rico chfo-
norr.etrb, um barmetro, duas agulhag de
marcar, tres pecas de lona, uma lancha,
dous boles, um leme, cerca de qnarenba
cascos com agurdente, sessenta e |tres
rlitos va/.ios, mastros, massames, malsta-
retjs, vergas, vellas, gtirupe's, corren tes,
ferros e ancorotes, porcao de cobre de
forro emaisotttros objectos que pat.'nte
se acham para serem examinados felos
pretendentes, no caes de Apollo trapjiche
do Ferreira : segunda-feira 21 do cor-
rente as 10 horas da manhaa.
O agente Oliveira far leillo por despc 10 do
Illm. Sr. juiz dos feilos, da mnbilia penhoradn pela
fazenda nacional a Oliveira Irmlos ei C, constin-
1o em uma mesa redonda de meio do sala com pe-
dra, dous consollos com ditas, caderas usuais, de
bracos, de bataneo e sof, ludo de Jacaranda, qm so-
berbo piano com cadeira dadilamadeira, Unlernas,
serpenlipas, jarros para llores, garrafas de cristal,
copos para agua, dilos para vinho. apparelbo
para
cha completo,capachos, um guarda louca e mesa de
janlar elstica de amarcllo, aparadores com "olra.
cadeiras Vle amarello, quarlinheira, guarda v sli los
de amarello, lavatorio de jacarando com pedra, leito
para casal e escadinha de amarello, guarda loupa
mesinba de p de cama, cadeiras estufadas de mar-
rnquim c mesa de cozinha : na mesma occaso ven
der-se-ha por conta de uulrrm arligus diversos e
obras de prata : segunda fcira 21 do correnle |is 10
horas da inanhaa onde mura o Sr. Antonio Ignacio
de Medeiros Reg, silio confronte ao do Sr. Del lino
G. P. Lima, na Magdalena. '
AVISOS DIVERSOS
, lojas ns. 1, 13, li e 10, c as uu-
lleceb
ehe po
cara
r inlciro 6:0009000
descont 2:7609000
n 1:3809000
" t 6909000
55^9000
0 2769000
Sociedade Dramtica Emprezaria.
IIOMINI.O 20 DE MAIO D 1855.
Depois de executada uma das mcliiores ouverlu-
ras, eslrear. o espectculo a comedia em ura aclo,
Iraduzidado original franco/, c que lem por ti-
tulo
0 ASNO HE SEMPRE ASNO.
Scguir-se-ba depois a represeniaelnda sempre ap-
plaudida e desejada comedia de coslumes brasileiros
em 3 aclos, ornada de excdeme musir
.O.rilA\T\SM\ BRAMO.
Com a qual lindara o espectculo.
Principiara .is 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
TIO DE
JANEIRO.
O brigie .nacional MARA l.l'ZIA, ca-
pillo Manoel Jos Pre-tello, vai seguir rom
brevidade, lera grande parle do sen earre-
gaiiieulo prompto : para o resto, passageiros o es-
cravos a frele, paraos quaes olferece as tnelhorcs
acconioio 1,00,0-, trata-se rom os consignatarios An-
tonio de Alinela Comes & C, na ra do Trapiche
n. 16, segundo andar.
Real Companhia de Paquetes Inglezet a
Vapor.
No dia 22 des-
le mez espera-
se 1I0 -ni o va-
pnr.'rea II'et-
Icrn, cenirnan- 1
danta Ile>i-, I" o prsenle agraderer-lhes
qual depois da i U"ln ',r"mo ",n l,0V01^io "-Apipuros. 01
demora do eos- e "" 1u:ll1uer tal* que para o futuro
turne seguir
para Soutarap-
on, tocando nos porlos de S. Vicente, 'l'enerlf,
Madeira e Lisboa: para passageiros etc., Irata-se
om os agentes Adamson lio ic & C, na ra do
Trapiche Novo n. 42.
PUBUCACAO RELIGIOSA.
Saliioa luz o novo me?, de Mara, adop-
tado pelos reverendsimos padre* dap't-
cliinlios de N. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Conceirao, e da noticia histrica da
rpsdallia mUagron e de t, S. do Bom
Conselho: vende-sc nicamente na livra-
ria n. li e 8 da praca da Independencia,
a l.sOOO. -
EDCACA'O DAS FILHAS.
Enlre as obr. do grande lenelon, areebispo de
Camhr.iv. mcrcrc mui particular menefle oHalado
da educaran das meninasnn qual esle virtuoso
prelado ensina como asmis devera educar suas fi-
Ihas, para um dia cheg.irein a oceupar o sublime
lugar de rniii de familia; toma-sc porlanto uma
neccssidaile para todas as pessoas que desejam gui-
a-las nn verdadeiroraminho da vida. Est a refe-
rida obra Iradiwida em porlyguez, e vende-se na
livraria da praea da Independencia n. (1 e 8, pelo
diminuto prero de 800 rs.
Alug.i-e urna loja com armar;!, c tambem se
vende a me-nia armacao para qnalquer, negocio, na
ra do Livramento n. 30 : a tratar no mesmo sobra-
do cum o proprielario.
O abaixo assignado j por esle Diario 11. 110
de 12 do correnle, pedio ao seu credor, que pinei-
pion a mimosear com o seu anniiiiriu nn Liberal de
II do frrenle, que quizesse as-ignar o seu nome pa-
rarse lhe responder, e como este incsmu Sr. credor
cnnlinuasse a mimosear ao abaixo assignado pelo
Liberal at 15 do correnle, sem nunca a-signar o
Bilbele inlciro 59800
Meios hilheles 29800
(.loarlo IsilO
Quintos i--ii;n
Oilavos 720
Decimos ClK)
Vigcsimus 320
fjuarlos I50
Oilavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320
O mesmo caulelsla declara, que quanlo aos seus
hdhele inleiros, quc,sAo vendidos 111 nriainaes,
apenas se obriga a pagar os 8 por cenlo, logo que se
lhe aprsenle o bilbele.
LOTERA da matriz de santo
ANA'O.
Aos 6:0009000, 2:0009000, 1:0009000.
Corre indubilavclmenle -abluido, 26 de maio.
O cautelisla Salusliano de quino Ferreira faz
sciente an respeilavel publico, que as suas cautelas
estar sujeitas ao descont dos olo por cenlo da lei.
Os seus billetes inleiros no soQrem o descont de
oilo por cenlo do imposto geral. Acham-se venda
as segundes lojas : ra da Cadeia do Recife 11. 24
e 15 ; praea da Independencia n. 37 e 39 ; ra
Nova n. 1 e 16 ; ra do Queimadu n. 39 e 44 ; ra
do Livramenlo n. 22 ; c ra eslrcita do Rosario
u. 17.
Recebe por inleiro 6:11009
com descont 2:7609
>. 1:3809
> 1:104
6909
552*
276
O referido caulelsla faz ver ao respeilavel, qoe
se responsabilisa apenai a pagar os oilo por cenlo da
lei, sobre os seus hilheles inleiros vendidos em ori-
ginar-, logo que lhe for apresenlado o bilbele, indo
o pnr.suidor receber o premio respectivo que nelle
sabir, na ra do Collcgo 11. 15, etcriplorio do Sr.
Ihesoureiro Francisco Antonio de Oliveira. Per-
nambueo 15. de maio de 1855.
Furlaram no dia 11 de maio de 1855, do cerca-
do do engenho Ginipapo, comarca de Santo Anido,
3 cavados, sendo 1 caslanhn, 1 ruco e 1 rardSo pe-
drez ; esle ultimo carrega bem baixo, e todos 3 es-
tao ferrados em i parles cm cima de ambas as ancas
e as 2 p.is ; por isso pede-se aos lllms. Srs, dele-
gados c subdelegados, e a lodos os senbores de enge-
uhose lavradores, queiram por suas benignas bonda-
des, caso appareeam ditos cvallos.ou sejam oRereci-
dos por venda, os lomera ou ponliara em deposito, a
eominuniquem ao abaixo assignado, que pagar to-
das as despezas; assim como o mesmo abaixo assig-
nado ofleroce 209000 por cada nm cavado, as pes-
soas que souberem onde e-lao dilos cavados, ou os
le\areui no dilo engenho, ou roetterrm em deposito.
Jos do Reg Dantas Cnulinho.
O secretario da irmandade do Diviun Espirito
Sanio, erecta no convento de Sanio Antonio do Re-
cife, convida aos seus charissimos irmos mesarlos e
ex-mesarios, para no dia 20 do correnle, pelas 9 ho-
ras da inanhaa, acbareo-se reunidos no consistorio
da irmandade, para a eleirio da nova raes* que tem
de reger mesma irmandade no anno de 1855a 1856.
Na taberna da ra do Livramenlo n. 38, dcsc-
ja-se fallar com o Sr. Dudases, emprecado do consu-
lado provincial, e com Sr. mnjor Filippe Duarte
seu nome. o viudo nn dinj!6 tamhem'do correnle oc-
eupar as columnas desle Oinrio.por isso lorna oabai- Pereira.
\o a--ignado a pedir que queira asignar o seu nome | Honlem, 12 do correnle, fugio um sabia do se-
para se poder responder ; islo n;lo he cusloso a S. S., gumlo andar da ra do Amorim n. 33 : quem o li-
I ver apanhado.qiierendo restitui-l",sc lhe gratificara,
alem dse lhe tacar obligado.
vislo ser credor e nao devedor.
Jos Rodrigues do Passo.
Oabaixo assignado, tendo recehido dos lllms. Da-se ne cugenho Arariba,
Srs. lenenle-roroncl Manoel Itolemherg de Almeida,
maior Sehasliao Antonio do Kego Barros rapilaes
Francisco Antonio de Carvaibo, Joao Pires Cmese
Pedro A6011-0 Ferreira, lenle Joaqoiin Jos do-
Santos Aranjo e alferes-ajudanle Antonio Raviniiu-
do Lina Caldas", dn 10. balalhan de. e;adorea de I.
hnha. minia-alinenos

do Pimentcl, na
Iregue/ia do Cabo, 2 gratules sitio de lavradores : a
fallar cora seu proprielario no raesmo engenho.
J.ouis l.ucion Pniilain rclira-se para Franca.
Margariila do Sacramento faz publico, que nao
passou procuraelo alguma a seu marido Manoel
., Cri-pim do llego e nem a oulra qualquer pessoa,
^or^^^:'::^'^:'^|,or e,ia -*,r ^&*
illcreceido seu liu i de um- "i"0de coa,leir<" P"'ecente a seu casal,
uro' onde mora : P< Pona de Pedras, de que alguem preten-
se i de tomar posse como comprador, pele que ludo
Sebastiao A/ionso do llego Barros, i ?"a"1? ar^il lem. fei,s he "f1" c >!ln-
1 lo, e que do mesmo modo o sera todo o negocio que
O pratico da mala Nicolao Jo< Pereira de i dilo seu marido fuer com oulro sitio do mesmo ca-
Mello faz sciente so respeilavel publico, que elle he sal, para o que for exigido a sua asaiguatura, por
morador na freguezia de S. Josa', na ra da Calcada | quanlo a annuncianle esla determinada a no pres-
t. 49 : quera delle precisar acba-lo-ha a qualquer la-li. e ludo quanlo apparecer sera falso, por quan-
liora em sua residencia. I to a mesma aununcianle nao sabe cscrever.
MUTILADO




:
------fi.

4
l,
DIARIO GE PERMNUCBO. SEXTA FIRA 18 DE MAlO DE 1855.
CONSULTORIO DOS POBRES
so muA now. i AjnjkR 50.
No Varadouro, em Olida, deseja-se : illr ho
W. Rayraundo Alves Feilosa, sobre a llanca de ons
banhos para tea casamento.
Arrenda-.eo engondo Boa-Sorte, siloao sul ib
eidade da Victoria, de moer rom agua, coin exeel-
lenles Ierras, c esta com propnrcOe para safrejar de
2 a :l mil pao*, muito bou* eoi q rr. pm ^# |j0no ifogcnto d consultas lionieopathioas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
res grande*. No duvi.la-se fancr algum oulro neRo- in,in|,ja ;,i,. ieo din, e ein casos extraordinario a qualqucr hora do (lia ou noite.
no rom ipicm lenli ** I1 ar.i rima e ijuri- ()f|erece-se igualmente para pralicar qnalquer aperarn da cirurcia, e acudir promptamenle a qual-
ra tomar conta do engendo como lavralor, plantan- ,iUcr mulher que esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nio permutara pagar ao medico,
ilo nos partidos da fa/.endit, ou administrando o en-
gendo. sendo loe suji'ilt os escravos ao traballio do
iiicsmu : a fallar cun o Dr. llego llantas, juiz de di-
reilo do Cabo.
a rauco.
|. No armazem de fazendas bara-
* fas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
.ele la/.endas, linas e grossas, por
precos "maiS baixos to (pie einou-
tta qualqucr parte, tanto em por-
coes, como-a refalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleci ment
ahrio-sc de combinaciio com a
man ir parte das casas cominera a es
inglezas, franeczas, aeoias e suts-
sas, para vender fazendas maii em
corita do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qnalquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de fip
Antonio Luiz dos Santos & Rolim. gg
Aluza-sc urna prela boa eozizinheira e com-
pradora : no aterro da Boa-Vista n. 33, lercciro
andar.
Precisase de. una ama secca para casa de pou-
, ca familia : trala-se na ra da Seuzala Velira o. 1IG,
padaria.
Precisa-se de ama ama forra ou captiva, que
saida fazer o servico diario de nina casa de pouea-
familia : a Iratar na roa do Collegio n. 15, arma-
zem.
D. Bernarda Marn dos Prazeres, com aula
particular de inslrucco elementar para meninas, na
ra do Sebo n. 13, legalmenlc autorizada, olTerece
0 seu presumo aos pais de ramillas para o ensino de
ler, escrever, contar, doutrina cdrislaa, coser, bor-
dar de todas as qualidades, labyrinlho, e ludo o mais
concernenle ao ensino de meninas ; recebe igual-
mente pensionistas e meio-pensionistas, e prometi
1 rata-las com (oda a delicadeza e esmero.
H
Precsa-se de urna ama para lodo o servido
de orna casa de pouca familia : no oiluo do Li-
vraniento n. 12.
so consiiiniio o dr. p. a. lobo mmm.
50 RA NOVA SO
VENDE SE O SEGDINTE:
Manual cmplelo de meddicina homeopalhca do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadcinados em dous e arompanliadnde
um dicciouario dos Icrmos de medicina, cirurcia, analomia, etc., etc.
209000
Esta obra, a mais importante de rodas as qoctralam docsludn e pralicadalinmenpalliia, por ser i nica
que contera aliase fundamental r>'esla ilouliinaA PATII0E1NESIA 01' EITEITOS DOS MEDICA-
SI CM OS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconltocimenlus que nao podem dispensar as pes-
soas que sequercm dedicar a pralica da verdadeira medicina, rnteressa a lodos os mediros que quizercm
experimentar a i'oulrina de llalincmanir, e. por si meninos se cnnvencrrcui da verdade d'ella: a lodos os
fazeniteiros e senliores de cngcnlio que estilo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos caplcsde navio,
que urna ou nutra vez nao podem deixar de acudir a qualqucr iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia qne por circumslaririas, que inm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soecurrus em suas enfermedades.
O vade-mecum do liomeopalha ou IradoccAo da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lamhem til as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
mc grande, aconipanliado do diccionario dos termos de medicina. ..... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, ele, ele, eucardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, c o propriclario desle eslabelerimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel c
ninguem dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 8JJ000
Boticas de ->\ medicamentos em glbulos, a 109, I-" o 159000 rs.
.... 209000
. 25*000
. 30NKK)
.... (309000
Tubos avulsos.......................... I9OOO
Frascos de meia 0115a de lindura................... 29OOO
Ditos*le verdadeira lindura a rnica................. 29000
Na mesma rasa ha sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualqucr eurommenda de medicamentos com loria a brevida-
de e por precos muilo commodos.
Cimslando-me que a Sra. D. Leopoldina Ma-
ria da Cosa Krnger pretend; alienar seus bens de
rai/, previno aos que os qriizerrm comprar de que
movo cnnlra a dila senhora arco decendial, pelo
juizo da primeira vara do rommercio rio Reeife, para
me pagar da quanlia cidos, c que esses bensesio sojcilns ao referirlo
pagamento, afim de nao se chamaren! os comprado-
res ern lempo algum ignorancia. Reeife 10 de
maio de 185.5.Mathias l.npetda Cosa Mata.
WBat^:X83:KS9^l6($*(
NO GMSIITOUI 1
DO DR. CASANOVA.
RlA DAS CUI7.IS.N.28,
vcnrlem-se carleiras de homeopalhia de lo- wv
dos os lamanhos, por precos muilo era ronla. 2
Elementos de homeopalhia, I vols. 6;00O
Tintara! acsrolhcr, rada vidro. 190110 ka
Tubns'avulsos a escolher a 500 c 300 21
J8J Comua* gratis para os pobres. "-.'
E. A. Burle vai' i Europa, e durante a toa
ausencia deixa para gerente de -cus negocios con
procuraran bstanle, en primeirn Irrgar o Sr. I.iiiz
Jos Boilrigues ele Souza, e em segundo, Claudio
Duliouv, e em lercciro N. Maria Carneiro.
A pessoa que inniinriou querer comprar um
balui usado de 4 palmos de romprido ; dirija-te
rna da Seuzala Vellia 11. 2i.
COMPRAS.
Ditas 36 dilos a
Di las 48 ditos a
Ditas 60 dilos a
Ditas 1 dilos a
i
HOIHOPATHIA.
FEBRE AMAKEI.I.A.
Alguns casos de FEBI1E AMAKEI.I.A
se lera ullimameqlc manifeslado nesta ci-
liado. Otratamento honuropalhico bem
dirigido lem mostrado sua superioridade
ulica medicina. Os doenles. pois, que
a liornu'opallri quilereni recorrer, pod-
lo-hao fazer, sendo soccorridos de preferen-
cia aquellos que nenhum remedio hajam
tomado.
Consullorio central homieopalhico, roa
de S. Francisco (mundo novo) n. 68 A.
Dr. Sabino Olegario Lutlgero Pinho.
i
9 .'IBLICAtlAO' DO INSTITUTO 110- g
NEOriTHlGO 1)0 BRASIL.
TUESOURO IIOMEOPATH1CO g
ou 9
tt VADE-MECUM DO B
^ HOMEOPATHA. O
&$L Methodo conciso, claro e seguro de cu- (0)
2 rar homeopalhicamenle todar as molestias 4,
V|P5 que affligem a elpecie humana, e par i- W
ftA adormente aquellas que rc.inam no lira- (A
7 sil, redigido segundo os melhores Irala- J-
(^ dos de homeopalhia, lano europeos como l|5'/
americanos, e segundo a propria esperi- ^
encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgern V'
Pinho. Esla obra he boje reconhecida co- ({)?)
mu a melhor de todas que tratara daappli- sgk
cacao homeopalhca no curativo das mo- vj
les'lias. Os curiosos, principalmente, nao (f)
podem dar um passo seguro sem possui-la c /a
consulta-la. Os pais de familias, os sculio- *
( res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (jc#)
? pitaes de navios, scrlanejosetc. ele, dvem X.
W
i
ie-la mSo para occorrer proraplamentc a
qualqucr raso de moleslia.
Dous volumes em brochura por 109000
encadernados 119(K)0
Vende-se nicamente ero casa do autor,
no palacete da roa de S. Francisco (Mun-
do Novo) u. 68 A.
i
Vende-se a botica ir. 42 da rua larga do Rosa-
rio, por nao poder seu dono continuar na arle, o nao
|ior oulro ipialquei inoluo, pois esta enllocada em
lini bolillo local.
__> ovos liyrosde homeopalhia oiefraocez, obras
loda* de sunma imporlancia :
Hahiicmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
O ahaiito assignado fjz scienle, que eomprou
a Vicente Ferreira do Costa a sua taberna do aterro
da Boa-Visla n. 80. Recifc 12 de raaio de 1855.
Joao Alret de Canalho Porto.
SANTA CASA DAMI/.ERICORDIA DE
LOANDA.
()s senliores proprielarios das casas abaiio me'nciu-
nsdas, enjos chaos sao forciros a Sania Casa da Mi-
zcri.'onlia de Luanda,silo convidados a vir pagar
caa do respectivo procurador, dcfronle do Trapi-
che Novo 11. 0, as importancias que devem tic furos
vencidos, alias se lera de usar dos incios facultados
pelas Icis.
Ruasdo l.ivrameiilo e Penha, canas de sobrado ns.
6, 25, 35,27, 29, 29, 34 e 35.
Rua Dircila, casas de sobrado ns. 34, 88, 93, 100
e 121.Decimas 8 e 58.
Ba Direila, casa* terreas, ns. 62, 61, 66, 76, '83,
95, !I7,101, 103, 109,111, 113, 115, 122, 123 e 125.
Decima 60.
Ba rio Muro da Penha ou da Assump^lo, casas
terreas*. 2,20, 27, 29, 37, 44.Decimas 25,29, 31,
32 e 52.
Rua do Padre Floriano, casas de sobrad.0 ns.
5 e27 ; casa terreas, ns. 17, 17, 18, 20, 26, 27,
28, 30, 32. 33, 37, 40, 42. 43, 43, 47, 48, 52, 53,
72 e 75.Decimas 19,21, 24,28, 28.
Rua das Aguas Verdes, casas de sobrado ns. 70 c
78; casas terreas ns. 39, 43,45. .56, 74, 71, 76 c
96.Decimas 9, 11, 11, 19 e 23.
Rua de Dorias, casas terreas ns. 43, 45, 49, 51.
63 e 65.
Krra dos Marlyrios, casa lerrei n. 17.
Rua da Viraco, casa de sobrado oJk casa ter-
rea n. 31.Deciraa26.
Ruado Fagondes, casas terreas ns. f, 2, 3, 4, 6,
8'e 9.
Rua do Terco,casas ilesntradn ns. 16 e 31 ; casas
lerrcas n. 5, 14, 33,35 e 37.
RuadosCupiares, casa de sobrado n.3; ter-
reas ns. 2, 14,16, 17, 19. 26, 29, 31, o, 36, 38, 40,
42, 45,55,;6I, 63,67, 70 e 73.
IIOATIlli. 1
g Remedios eflicacissimos contra
O as bexigas. 9
(Gratuitos para ns pobres.) ;-
08 No consullorio central huiniropalhiro, rua @
# de S. Francisco (mundo novo', n. (18A.
9 Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinho. (
209000
63000
790OO
69OOO
169OOO
69000
89OOO
169000
lumes.....*......
Teste, rroleslias dos meninos ... i
Ucriug, homeopalhia domestica.
Jahr, pharmacopea homeopalhca. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle. ...'.. .
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarllimanii. Iralado coraplelii damolestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhca. .
De Fayolle, doutrina medica lioineopalhica
Clnica de Staoneli .......
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Altlas complclo re analomia com Mas es-
tampas colorirlas, rontendo-a descripcao
de ludas as parles do corpo humano .
vedom-sc todos estes livros no consultorio liomcopl
Ihiro do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova 11. 50 pri-
meiro audar.
IO9OOO
89000
79000
69000
4.9OOO
10JOOO
DENTISTA. i
9 Paulo Gaignoui, dentista francs, eslabele
Jp cido na rua larga do Rosario n. 36, segundo 9
a) andar, collocd denles com genitivas artificiaos, 9
9 c dentadura completa, ou parle della, com a O
9 prcsso do ar. Cf
m Kusario n. 36 segundo andar. SB
Joaquim Pereira Ramos tem justo .1 compra da
taberna da rua de S. Francisco n. 68 com o Sr. .Mi-
guel Fernandes Eiras ; por isso avisa aos credores
da mesma, que dentro era 3 das aprcseiilem suas
coritas 110 inesiuo estabclecimenlo.
Avisase as pessoas que linliam relogios era
poder do frllccido Domingos Rabelln da Luz, csla-
belccido que foi no becco Largo, no Rccife, Icnham
a boudade de vir lira-Ios dentro do prazo de 7 dias,
na rua do Amorim, defronte de Tasso, depois do
qual serao vendidos para pagamento do concert dos
meemos.
Ha 100 barricas de bolacha das IIhas, que an-
da reslam, o se dao a 49500 a arroba, e sendo todas.
mais barato : no Corpo Sanio, armazem n. 6, de
l'alincira & Beltro.
99999999999-99999999999
ATrENCA'O. S
9 Ij'ma pessoa habilitada abri um curso de (g
9 navegacao nesla chinde, na rua de Apollo n. @
(ti 9: explica arilhmetica, algebra e geomelria <
pelo melhodo adoptado na academia de mari- 1
9 nha : quem se quizer utilisar do seu presumo 3
9 Pdc procura-la das 4 as 6 horas da larde, ou :>
9 manhaa. al as 9 horas e meia.
0 99999@SsSit9-899999999
Precisa-sc por' aluguel de urna prela escrava,
que saiba Iratar de eriancas : quem a liver, diriia-se
a rua deS. Fraucisco, sobrado 11. 8, ou enlenda-se
cora o porleiroda alfandega desta cidade, na mesma
alfandega das 8 horas da manhaa as 4 da tarde.
Maiioel .os Leite
declara que arrematou em
leilo todar as dividas que
deviam a 31a!ioel Pereira
de Carvalho, na importan-
cia de 48:924.^000 ris;
convida pois aostievedores
do dito Carvalho a une s
pagnem ao annonciante,
para o que se podem diri-
"P Vllti In'l Slu ll-irii't IOes |,'ira futuro. Joaguim
-,11 rtf>Utl lUJcl, Hila i\< r\lil().1:evedo, Manoela Miquelitm I
do Queiinado n. 10. Re-
eife 14 de maio de 1855
Qsabaixo assignados, administrado-
res da raassa do fallido Antonio da Costa
Ferreira Estrella, fazem saber aos deve-
doresdomesmo fallido (|tie ellos estro au-
lorisado* por lei a receber, e por isso os
convidam a viremllies pagar ate o lini rio
conente mez, eostjtte assim nao lizerem
terao o desprazer de ver seus nomes em
prara. Pernambnco 11 de maio de 1855.
Tasso limaos-
v Aluga-se urna casa lerrca ou de sobrado, em
qualquer das ras que licam entre o becco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na rua Nova n. 69.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Fcrrer de Albucpfer-
quemudou a sua aula para a rua do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Na rua Nova n. 10, ioja franceza, *
acaba de receber um lindo sortimento de ricas fa-
zendas, como sejara : sedas furia-cores de lindos pa-
droes, dilas de quadros. pentes de tartaruga para
ala/ cabellos, luvas de varias qualidades, chales de
seda e de merino cora barra, muilo linos, breus de li-
ndo e re seda, prelos e brancos, de blond, bicos pre-
los de laa, e muilas outras fazendas novas e de gos-
lo, chapeos de seda para senhoras, enfeiles de cabe-
ca, etc., ludo por preco comraodo.
. Joaquim Lopes de Barros Cabial Jeive.profes
sor de desenlio da impcii.il academia das Bellas Artes
da corle, temi chegado a esla provincia, com licen-
ca do governo, abri urna aula de desenlio e pintu-
ra, na rua da Aurora, segundo andar, junto ao Dr.
Aguiar, sendo a aula das 3 as 5 da larde, nos dias
uteis.
D. Anna Joaquina l.ins Wauderley participa
ao respeilavel publico, que de boje em liante se as-
signara 1). Amia Accioli l.ins Wandcrley, islo por
Iraver oulra senhora de uorac igual.
Na rua Bella n. 13, precisa-sc de urna ama es-
crava, que saiba cotinhar bem.
Um hoinem viuvo precisa de urna
senhora de 40 annos de idade, que seja de
bonscostumes, para companhia de duas
lidias : na rua da Conceicao n. 52.
F. Souvagc vai fazer urna viagem i Europa.
P. Souvage i\ Companhia, na ausencia do socio
gerentr; K. Souvase, lem constituido para seus pro-
curadores, cm priraeiro luear ao Sr. Mariuho II.
Ilernel. em segundo aoSr. Eduardo II. I'ingeon, era
lercciro aos Srs. J. B. I.asserre & Companhia.
l'recisa-se de urna ama que saiba bem cozi-
nha : a Iratar na rua da Mangueira n. 1 .
EXOELLENTE PITADA.
Rap iraocez lino,
o mais superior de lodo quanln lem viudo a esle
mercado, lem a propriedade de nunca mofar, -assim
como de nAo ferir o nariz : na rua do Crespo n. II.
Offerece-se urna na porlugueza para casa de
homem sollciro, para cotinhar eeiigomrnar : na So-
ledadc n. 60.
Guilherrae Selle precisa de srvenles forros ou
captivos, o paga a tiiO rs., para a obra da rua da
l'raia, casa amarella n. 27.
Arrendarte o engenho Berlinga, na freguezia
de Ipojuca, inocule cora agua do mesmo rio : quera
o pretender, dirija-se ao engenho Utinga de cima,
na freguezia do Cabo.
Os abaiio|assignados, cousenhores c herdeiiys
do sitio da estrada de Joao de Barros, penhoraUo pe-
la fazenda a Joan .Manuel Alendes, e cuino este sitio
perlence a varios berdeiros, os quaes inlerposcran
recursos para o supremo tribunal de juslica, du qual
esperum provinienlo favoravel, em conseqoeiida,
pois, fazem esla publicaeao por lerem visto aiiniin-
enrs para arremalacao, e mesmo para evilarem que
hiendes da Cunha
ieira da Cunha.
Na casa de paslo da rua das Croles n. 39, tem
comedorias a toda hura do dia, e da-sc almoCM c
jantares para fura.
*
Os abarlo assignados fazem publico, que desde
o dial, do crrenle tires perlence a Ioja de miiidezas
da rua larga do Bosario n*36, por compra que del-
la lieram ao Sr. Jos Disrla Silva Cardcal, naquel-
la data, Tirando as dividas activa* e passivas a cargo
rio mesmo vendedor, e para clareza lazero o prsen-
le annuncio. Berilo 15 de maio de 1855.
farros \ Irniiio.
Aluga-se um silio muilo perlo da praca com
eicellerrle casa de sobrado, reedificad a do novo, com
muilo bous commodos, 2 cacimbas, banheiro, lauri-
na, e muilas arvores de fruclo : a tratar na Iravessa
da Madre de Dos, armazem de Joao Marlins de
Barros.
Est a sabir a luz no Bio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTKAHIDO DE KIOIT E BOE.N-
NINGHAL'SEN E OLTROS,
c poslo cm ordem alphahelii'.i, cora a desrriprn
alneviadade (odas as molestias, a indicacao phvslo-
logira e Iherapciilica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lem|>o do acr.lo e concordancia,
seguido de um diccionario da s'ignilicac.to de lodos
os termos de medicina a rirursia, c poslo ao alcance
das pessoas do pnvo, pelo
DR. A. J. DE MELLO lORiES.
Sobscreve-se para esla obra no consultorio horneo,
pallico do Ilr. I.OBO MOSCOZO, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por 5JO00 cm brochura, e 68000
cncadcriiado.
MASSA ADAMANTINA.
Rna do Bosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoui, dentista fraucez, chumba os denles com a
mas;a adamanlina. Essa nova c maravilhosa cora-
posico tem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa (odas as anfractuosidades do denle, adquerindo
cm poucos instantes solidez igual a dn ped a mais
dura.e promette restaurar os denles mais estragados,
com a furnia e a cor primitiva.
Casa de consignacao de escravos, na rua
dos Quarteis n. 2-
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se veuderem de commissao, lano para a
provincia como para fra della, ofl'erecerulo-se para
islo loda a seguranca precisa para os dilos escravos.
Pede-se ao Sr. Jos do Mello Cesar -pro-
curador da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de l.uiz Boma, pois basla de
cassoadas, Tirando cerlo que cm quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir esle annuncio.
Na rua da Cadeit do Reeife n. 3, priraeiro an-
dai, confronte oesrriplorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, quer nacionaes ou estran-
geiros, com loda a promplidao ; bem como liram-se
passaporles para fra do imperio, por precos mais
commodos do^uc em oulra qualquer parle, c sem o
menor (rabalho dos prctendentes, que podem Iratar
das 8 ra manhaa as i horas da larde.
Os reclamadores dos volumes ahaivo declara-
dos, carregados a bordo da barca inglesa BlUerpritt,
espita J. HAVade, sabida de Auvers, rom desli-
no a Baha, /rneiram dirigir-se ao escriplorio de J.
R. Casserre 0^ C.
Marca 1' n. 1|50, 50 eaisas comvidros.
Marca Z & J n. I|5, 5 caixas com pregs.
Francisco Tihurcio de Souza Neves annuncia
(er dcsapparefidn unra lellra da quanlia de iii"-~iHKI,
aceita por Joao Pereira da Silva, morador na Parala-
ba, a qual linha sido remedida para ser cobrada; por
isso previne ao aceitante que nao pague dila luir.
pois a mesma 1 lie perlence.
Mollina e Julio Alevamler. subdilo francez
rcliram-sc para fora do imperio.
I J. JANE, DENTISTA. I
continua a residir na rua Nova n. 19, primei- &>
ro andar. .j_
ft?@g'@Ki3Ees@
Compra-se urna canda em hora estada, que
carregue mil lijlos pouco mais ou menos: no paleo
do Carino n. 1".
Corapra-sc re lima a 5 perlas de amarello cm
meio uso : quem liver annuncie.
Compram-se escravos de ambos os sesos, de
idade de 1-J a 30 anuos : na rua do l.ivramcnlo n..
Atteneao
Compram-se, escravos de ambos os sexos, sendo
pardos e crioulos, de. 12 a*35 annos, lano para a
provincia coran para fra della, sendo bonitas liga-
ras paga-se bem, assim como recehem-se para ven-
der de commissao : na rua de Hurlas n. 60.
Cnmpra-sc elfeclivararnte brunze, l.ilao e co-
bre vclho : no deposito da fundicao il'Aurora, na
rua do Bruin, logu na entrada n. -js, c na mesma
fundicao em S. Amaro.
VENDAS
SOMETES.
Os excedentes sorvetes lei tos a
franceza c sem gelo. vendein-se as
segundas, quartas e sahhados
no aterro da 15oa-Vista n. 3.
PAK.A VOLTARETM
Na roa da Cruz n. 26 primeiru andar vendem-se
ricas caixinhaseiivernisadas com lentos para marcar
jogo do vollorclc, por preco conanudo.
MOLIERE.
-i- Aluga-se ou vende-se urna casa com
solao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sohradodoSr. Peixoto, com todas as com-
modidades para lamilia, cocheira, estri-
bara, quartos para feitor, etc.: na rua
da Cruz n. 10.
Precisa-se de um homem porlugucz ou das
libas, para os Irabajhosdc um silio: a Iratar na rua
estrella de Bosario n. 7, ou no silio do fallecido Sil-
va & Companhia.
Na rua da Boda, cocheira nova e piulada de
amarello, recebem-se cavallus para serem (ralados
por mez e por dia : a Iratar na mesma cocheira com
Jos Joaquim da Silva Samico.
Na Ponte de Uchoa, no silio da senhora viuva
Amorim, ha para vender urna vacca de Lisboa, mui-
lo nova, c de rara luuriua : a pessoa que a preten-
der, pude ir ve-la no mesrao sitio, aonde se ajustar
o preco.
Oli'eicce-sc urna mulhcrpara casa de
homem solteiro, ou de pouca lamilia. a
qual sabe cozinhar e engommar: na rua
do Hospicio, casa do Sr. Thomaz de Aqui-
no Fonseca.
Precisa-sede urna negra para o ser-
viro de utna casa de pequea ami lia : no
pateo do Hospital do Paraso n. lo.
Era 1. docorrenlc appareceu em casa doabai
xo assignado, urna mulher parda, de nome Maria,
que representa ler 22 annos, pedindo para que a ad-
millis-e pata ama de casa, dizcndo que era forra e
linha fgido da companhia de urna lia, em Sanio
Aula, pelos mos tratos que esla I lie dava ; c o
abaixo assignado faz publico pelo prsenle, que nao
se responsabilisa pela mesma em caso algura : na
rua da Madre de Dos n. 36.Jos fibeiro Ponte.
AO PUBLICO.
O abaixo assignado, em virlude do urna caria viu-
da de Alagoa-Nova da provincia da Paralaba, previ-
ne ao publico, e com especialidade ao caulelisla Sr.
Antonio da Silva (luimaraes, que negocio aleiiin fa-
gan cora o meio bilhelc n. :l50i da l. parle da4."
lotera a beneficio da igreja de N. S. do Cuadelupe
de Olinda, porque esse meio bilhele perlence ao le-
nenle-coronel Patricio Jos Freir Mariz e Dumingus
Itodrigues de Souza, moradoius naquella villa, epor
ambos assignado no verso ; tendo (irado a raaior sur-
te o dito numero, e leudo lirado o meio bilhele cm
poder do socio Oomingos, elle negou-sc de apparc-
ccr a seo socio, o que inostra dolo ; por isso previ-
ne-se ao publico, que negocio algum facara*a tal res-
peilo sera a pie-enea de ambos, e do abaixo assigna-
do. Reeife 12 de raaio de 1855.
/:/fa /iliaco EUstU da Costa Hamo*.
Chegaram reccnlcmenle sapales de rouro de lus-
tre de varios mndellos e de excellentc qualidade',
assim como borzcgiiins de borracha por preco mais
coramodo do que em outra qualquer parte : ua rua
Nova n. 10 Ioja franceza.
20*000 EIS.
Corles de seda de quadros com 18 covarlos cada
um pelo diminuto preco de 20J"O0t) ri, (eslao-se
acabando) : na rua Nova n. 10, luja franceza.
Vendem-sc caixas com agurdenle de Franca :
no armazem de Joto lavares Curdeiro.
Vende-se prala miada, smenle moedas de
15000 : na rua do Trapiche, armazem n. IV, se dir.
0 RESTO
das fazendas da arremalacao da Inja n. 19 da rua do
Crespo, vende-se para acabar merino a 15000 e 610,
lila muilo lina a :|00 rs., alpaca a 320, chitas prelas
a 160, ditas de cores, furas, a 160, lmela a 320, bae-
(illia para coeiros a 210, lencos de seda a 13500 o
2*000, dilos de cassa bordados e pintados e de chita
a 160, 200 rs. c 210. luvas de seda a 320. mantas de
seda a 2}500 a 38000, damasco de laa a 600 rs., dilo
ile algodao e laa a 480, meias de seda prelas, selim
branca a liOi) rs., brins para calca a 200 rs.. 240 e
320. meia casemira a 360, brini branca de linho a
610 a vara.
Vende-se um excedente escravo de afio, sem
o menor defeilo, com 20 annos de idade, pouco mais
ou racnos: os prelendentes dirijam-se a cocheira da
rua da Florentina.
Na rua das Cruzes n.-22, vendem-se 2 escra-
vas crioulas, de 2i a 26 anuos, bonitas figuras, en-
aomraadeiras c cozmliciras, cuscm bem chao e lavam
de salan e barella.
Vendem-se barris vasios de varios lamanhos, e
em conla : no becco do Carioca, armazem de Anto-
nio Piulo de Souza.
POTHIER OBRAS COMPLETAS,
8 volumes, vende-se por 20.s'000., e a as-
signatura do ndice da Legislarao Brasi-
leira pelo Dr. Furtado, por 20.S00 rs. :
quem quizer dirija-se a esta typogra-
phia que se dir* quem vende.
Yendem-sc dous pianos fortes de
Jacaranda', construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
hurgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21. *
mechan para enge-
nho.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENG
NIIEIKO DAVID W BOWNIAN. n'A
RUA DO IsRUM, PASSAXDO O dlA-
k FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguidles ob-
jectos de meclianismos proprios para em.euhos, a sa-
ber : moendas e meias moeinlas da mais moderna
construccao ; laixas de ferro fundido c balido, de
superior qualidade c de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou auimaes. do ludas as propor-
ees ; rrivns e horcas do fornalha e registros de hn-
ero, aguillies, bromes, parafusos e cavilhes, moi-
nho de inandioca. ele, etc.
. NA MESMA FUNDICAO.
se exceulam lodas as encommendas com a superio-
ridade j condecida, c com a devida presteza e com-
modidade cm preco.
Vende-se urna negra criodla, de idade de 22
anuos, bua coziuheira e engommadeira perita : na
rua do l.ivrfmeuto n. 4.
O 7t\) A,c onfronte ao Rosario de Santo
Antonio ,
he quem vende a verdadeira bolacha villa-verde, a
melhor ueste genero.
i
CARROS FNEBRES.
No cslabciecimenlo de carros funebres, silo
no palco do Paraizo casa n. 10, de Jos Pinto
de MagalhSeS 6; C, se fomecc carros da I" a
4* ordem, com ricos adornos, lano para de-
funtos como para anjos c dunaelas, alugam-se
caixes para cunduces c para depsitos, e ven-
dem-se niorlalhas de pinlio: osaiinunciaulcscii-
carregara-se de fornecer carros de pasaeio, ar-
rancias, cera, msica, guia e licciica, ele, pa-
ra o que se achara habilitados, alo leudo ou-
lro inlcressc' do que o fiirneriuienlo de seus
carros, pelos preces estipularlos no regulameu-
lo do i-i miii'i io.
Sedas de cores.
Conliniiaa haver romplelo sorlimenlo de corles
de vest lo de seda de cores, modernos goslos e supe-
riores qualidades, por preco commodo : na Ioja de
i parlas, na rua do (Jueimado n. 10.
Para vestidos.
Mnrculinas de cores, fazenda inlciramenle nova,
cora i palmos de largura, goslos modernos c cores
lisas a 300 rs. ocovado : vende-se na Ioja de 1 por-
las, na rua do Oucimada n. 10.
Pergurrla-se ao celebre Joso Rodrigues du Pas-
so o que Icnciona fazer com os seus credores, porque
estando penhorada a heran^a de sen finado sugro Be-
lean, pelos mesmos credores (irais de 20 e propondo
o mesmo Passo urna accominodarao. al boje nada
em feilo na forma de seu coslurne.<" m credor.
Quem precisar de urna pessoa descnipedida
para apromptar almoros, janlarcs e ccias, ludo cora
muilo aceio o promplidao, e de lodas as qualidades
de manjares, annuncie por esla Ddba para ser pro-
curado, cora a condicao de fazer estes arranjos na
casa da mesma pessoa, ou se fart ludo conforme o
ajuste que se frzer.
Il-se 4005000 a premio sobre hvpolheca' ou
boa firma : na rua do Kosario da Bpa-Visla n. 44.
se dir quem iLi.
Ileseja-se fallar com o Sr. Antonio Mximo de
Birros Leile : na rua Dircila a. 50.
liun, e commodo.
Vendem -se cassas Irancczas re bonitos padres e
core (ivas a 200 rs. o covadu : na luja rio sobrarlo
amarello da rua do (lueiinado n. 21).
Vendem-se balalas muilo novas s 60 rs. a li-
bra, familia do M.iranhao a 110 : na taberna da roa
de Hurlas n.4.
Vendem-se missaes romanos : na rua
do Encantamento, armazem n. 7(iA.
No armazem de Tasso Irtnaos, ha
a venda:
Superior viabochampagne cm gigos.
Dilo Bordeo* emquarlolas.
Dito*, diloem gana Cries.
agurdente cognac, em caixas de duna.
Licores linos francezes, dem. *
Azeite relinado I'agniol, dem.
Garrafas vazias em jigo:
Papel almaco verdadeuo de Georg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Aro em cunhete*.
Tudo hom por preco mdico.
VIMIHO DE LISBOA,
em barris de 10 cm pipa : vende-se em rasa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recite u.
48, primeiru audar.
Vendcm-se saccas com milho : na
rua da Praia n. \.
Na rua do Queiinado n. 20. ven-
dem-se saccas com icijao mulatinho, por
preco commodo.
Vende-se piala miud.i snmenle moedas de 19
rs. : na rua du Trapiche armasen! 11. 10, se dir.
Vende-se verdadeiro vinho -de Bunlens. em
quarlulas eem garrafas : na rua da Cruz, armazem
n. 19.
Vende-se um casal de escravos de nacao, sendo
a negra boa vendedora de rua, lie! e sem vicio, r o
negro de ludo serviro de campo: na'rua du Parir
Floriano n. 35, das u ,is S horas da manhaa, e das II
em diante. ,
Vendem-scVisi tas aoSS. Sacramen-
to : na rua do Encantamento, armazem
n. 7A.
Vende-se um casal de pavfics: na
rua do Encantamento, armazem n. 76A.
Vende-se superior estamenha: na
rua do Encantamento, armazem n. 7fiA.
BELOIOS DE OURO PATENTE INGLEZ.
No escriplorio do agente Oliveira, rua da Cadeia
do Recifc, est a venda piaran de rclngios deouro,
patente Ingles, drogados pelo ullirao paquete.
Vende-se urna cabra (bicho) com
dous cabritos, e queda' urna garrafa de
leite por dia : na ruada Cruz ti. 2G, pri-
meiro andar.
Vendem-se espingardas de 2 case
de espoleta, muito boas c por baratissi-
mopreco: na rua da Cruz 11. 2G, primei-
ro andar.
Vendem-se aberturas para camisa,
de muilo hom goslo, viudas de Franca e
por preco baralissimo: na rua da Cruz
n.'2, priraeiro andar.
Batatas desembarcadas da Cratido, escolla-
das c graudas a l?2H0 a arroba : no armazem do
Mello, dcfronle da cscadinha.
Vendem-se na rrra Dircila n. 10. latas com
bularhrnha de ararula muilo nova a 29500, o um
candieiro francez le .'! lucos, muilo era conla.
M V 1)0 QUEMADO \. 38.
Vendem-sc curies de casemira a 39000
Dilos de meia dila a -J-'M)
Hilos de casemira lina a 4SS00
Alpaca de seda escocesa, o covado a 720
Camhraia franceza. a vara a .560
Oar-se-hao as amoslias deixando penhor.
Vendem-se bombas de carnauba de muilo boa
qualidade para cacimbas, saceos com gomma, roda
de arcos para pipa, sola c courinhus de cabras : no
armazem du Sr. tiucrra, definido do trapiche do al
godao.
CORTES DE VESTIDOS DE
SEDA A 16:000.
\endem-se corles de vestidos de seda csrocezes o
mais Inm i u possivel. pelo barato preco de !(>? cor-
le, abdinas de seda (oslo escoces a 15 o covado,
alpaca de seda novos padrOes a 720 o cuvado : na
rua do Queiinado Ioja n. 40, de Henrique i Santos.
CORTES DE CASEM1RAS DE
. CORES A 2,800.
\endem-se corles de casroiras de cores de lindos
padroes a 29800, corles de casemira preta a K. cor-
les de rolletes de seda a 29600 : na rua do Queiina-
do n. 40 dcfronle do becco da Congregac,ao, pia-
lada a lu I ir a. a segunda laja.
Pechinchas no Passeio, Ioja n. 9.
l'ecasde algodfiocom loque a 19000, 19280, 19600
e 29000. pecas de m.i l.,pnl.'i.i com loque a 29-iOO, 1(9
e 3930O ; a ellas, que silo punca-.
ATTENCO AO ApATEIBO.
Bua da Cadeia do Kccifc. Ioja 11. 50 da esquina
vcnile-se:
curies de seda branca e cora lislras decores, com 20
covados 209, novas mclpomcnes de qnadrus acha-
nialoladus com quasi vara de largura a 000 rs. o co-
vado, corles de camhraia fina de cor com barra a
2^100. chilas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a ISO o covado, camhraia de linha fina, ptima
para camisas de nuivos a 59, panno de lenos su-
perior com mais de It palmos de largura a 29400 a
vara, cassa delislra para babadas a 220 rs. a vara, e
l-9fOOa pera, casemiras decores escuras para calca
a 19500 o corte, panno de cor rom msela rlc serla,
prop u para palitos e ve-tidos de montara a :;-- n
covado, panno preto fino a 4-9 c tS800 o covadq,
cortes de gorgorito para rlleles a 19 e da fuslto
alcnxoado a 800 rs., merino prelo muito fino a :t-i00
e 49 o covado, luvas de lio da Escocia de cores cm
algum mofo a 1G0 rs. o par, assim como outras
muilas fazchdas que a dinheiro visla se vendem
era atacado, eaietalho por baralissimos precos, e
dao-se amostras.
ATTENCO', QIE HE PABA ACABAR.
I.Aas com lislras de seda, e quatro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a prsenle est-
cao, pelo diminuto preco de 410 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Bccife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura bannilha. 19920
Exlra lino, baunilha. IV600
Superior. i-9280
Quera comprar le 10 libras para cima, tem um
abale de 20 % : venda-se aos mesmos precos e ron-
diees, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 52.
Farinha e arroz da trra.
Vendem-sc saccr.s com farinha, dilo com arroz da
Ierra novo e hom, por preco commodo : na rua da
Cadeia do Becife n. 23.
Vende-se ac,o em cimbeles de-um quinlal, por
preco' muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
nionl & Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
ES
lie chegado novamente del" rancaa deli"
ciosa pitada deste rolo l'rance/., e se acha
a venda nos hipares ja' designados, na
escriplorio na rua da Cruz n. 2(j primei-
ro andar,' e as lojas de Ala noel Jos Lo-
pes c Uarros & Irraao, outr'ora de Car-
dcal, na rua larga do Rosario n. ,18 e
iO.
DEPOSITO D\ FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Iicber &
C, na rua da Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella l'abrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e ioupa para escra-
vos, por preco commodo,
Ceblas baratas
Na Iravessa da Madre de Dos, armazem de Joao
Marlins de Barros, vendem-se ceblas muilo boas, e
muilissimo baralas.
ATTENCO.
Na rua do Trapiche 11. 34, ha para
vender barris de ferro ermelicamente
fechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nio
cvhalaiem o menor eheiro, e apenas pe-
zam 1 libras, e custam o diminuto pc-
eo de 4s()00 rs. cada um.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. ..5 ha para vender exccl-
lentes piano* viudos ltimamente de Ham-
buigo.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
stus perlenres.em bom uso e de 2,000 libras quem
pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem 11. 4.
CEMENTO ROMANO BRAMO.
\ ende-se cemento romane branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de latinas de piulo .
A EI.I.ES, AMES QUE SE ACABEM.
Vendem-se rrles de casemira de hom goslo a 39,
19 e rSKX) o corle ; na iua do Crespo n. fi.
Superior vinho de champagne cRor-
deaux : vende-se em casa de Sclialhei-
llin & C, rua da Cruz 11. TiS.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento cm barricas e a rela-
Ibo, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por preco mais em conla.
sea *-%
d Acha-se a venda o MAM'AI. do Guarda @
5$ Nacional, ou collcccao de lodas as leis, regu-
A) lamenlns, ordena e avisos conrernenlea mes-
S uia guarda nacional, iirganisadn pelo rapitAo
secretario do commando superior da guarda
*f nacional da capital da provincia de l'ernam-
Bt buco I irnnnii Jusc de Oliveira, desde a sua
1 nova orgauisacao al 31 de dezembro le
1851, relativos nflo s ao processo da qualili-
v rac,o, recurso de revista ele. etc., senaoa eco-
J noini.i dus curpos. organisacAo por municipios,
i't halallmes. companhias ; cum mappas, roo-
O dlos etc., ele.: vende-se uuicamcnlc no pa-
9 leo do Carnio n. 0 1. andar 59000 rois por
Jff rada volunte.
Vendem-se 3 escravas, sendo I mulalinha de
lli annos, de bonita figura, a qual cose o engomma,
e 2 crioulas, sendo 1 perita engommadeira e cozi-
uheira : na rua de Moras n. 60.
VIDROS PAR* VIDRACAS.
Ver lem-se era caixas, em casa de Barlhomeu
Francisco le Souza, rua larga do Rosario n. 36.
ffilEYTO R0IA90
da melhor (pialidade, e chegado no ulti-
mo iiuvio de llamburgo, vende-se cm
cunta : ua rua da Cruz 11. 10.
5YSTEMA AltDICO DE 1IOI.LOWAY
v.
i
PILLLAS HOLLOWAY
Esle ineslimavel especifico, composlo inlciramen-
le de hervas medicinaes, nao can lem mercurio, nem
oulra alguma substancia dclecterra. Benigno a mais
lenra infancia, e compleiran mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o nial
na coinpleicjomais robusla; be inleiranienle inno-
cente em suas uperaroe* e elfeilas ; pois tni-ia e re-
move as doenca de qualquer especie e grao, por
mais antigs e tenazes que tejara.
Entre militares de pessoas culadas rom esle re-
medio, muilas que ja eslavam as portas da morte,
perseverando era seu uso, conseguirn! recobrar a
saridc'e furias, depois de haver tentado intilmente
lodos os oulrns remedios.
As mais afilelas nao devem enlregar-se desespe-
rac,lo ; lacam um compelente ensato dos efllcazes
elleilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
peraran o beneficio da saiide.
Nao se perca lempo em tomar csse remedio para
qualquer das srguinirs rnfcrmidadrs :
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
lon & C., na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins ingleses.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaet bronzeados.
Chumbo em lenrol, barra c municao-
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas par:, engenhos.
Na fundicao' de ferro de 1). W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas di ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promplidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vci'de-se urna porcaodo verdadeiro
vinho Bordeaux tinho e branco engarra-
fado, (pese vende muito em conta para
se liquidar contas : na rua da Cruz 11. 2(i,
primeiro andar.
Moinhos de vento
'omliombasdc repuso para regar borlase baixa,
decapim, na fundirn de D. W. Bowman : na rua
da Brum ns. ti,,Se 10.
Riscado de Iistras de cores, prop io
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, Ioja da esquina que
volla para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assui
yende-se por menos preco que em oulra qualquer
parle, 110 armazem de Domingos Rodrigues AdrM
dc& Companhia, rua da Cruz 11. 19.
Na rua do Vigario o. 19, primeiro andar, ven-
de-se trelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
<$) POTASSA.BRASILE1RA. 0
(g) Vende-se superior potassa, fa- |
(>A bricada no Rio de Janeiro, che- (A
2 Iada 1 ecentemente, recommen- zgs
f2 da-se aos senliores de engenhos os ^*.
w seus Ixins elleitos ja' experimen- 3
W tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
B inazem de L. Leconte Feron &
O Companhia.
v'cnde-sc excellentc taimado de pinho, recen-
lenienlc chegado da America : na rui de Apodo
trapiche do ferreira. a entender-se com o admira-
rada r du mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao" do Dr. Eduar-
do. Stollc em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em lata de 10
libias, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bicber Cruz. n. 4.
Devoto Chtislao.
Sabio a luz a 2." edir,lo do livrinho denominado
Oevoto Chrislao.raais correlo e acresccnlado: vende-
se uuicamenlc na livraria n. 6 o 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo c flauta; como
sejam, quaurilhas, valsas, redovras, schc-
tiekes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Ro de Jpneiro.
Accidentes epilpticos.
Alporras.
Ampolas.
Arelas nial d' .
Aslhma.
Culicas.
Coiivulscs.
Dcliiliiiadc ou exlrnua-
cao.
Dehilidade ou falla de
I uea- para qualquer
cousa.
Dcsinleria.
Iler de garganta.
" re barriga.
nos rins.
Dureza no-vertir.
lailerniiilaile- no ligado.
n veneris
Enxaqueca.
Ilervsipela.
Icbres bihusas.
inlermillentes.
Kebre loda especie.
Gola
lleiiiuriluiidas.
11} Iropl-ia.
Irlericia.
Indigesles.
lulliminacues.
Irregularidades da mens-
ll liaran.
I.onibngas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
1 il'-lrirrc.io de veulrr.
I'lil lisica mi cousumpcao
pulmonar.
Kel .'iieao d'ourina.
Illu uinali-ino.
Svntplomas secundarios.
Temores.
I ieo doloroso.
Cceras.
Venreo (mal).
COGNAC VB8DADEIR0.
Vcnrle-se superior cognac, cm garrafa, a lcOOO
a dtizia, e 152H0 a garrafa : na roa dos lanoeiros n.
2, priraeiro andar, defronte do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. Ti, 5 e 7 defronte da cscadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C. na rua do Trapiche n. i,
primeiro andar.
einl
CEHEKTO EOIANO.
Vee-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambera vendem-se as linas : alraz do
Ibeatrn, armazem de Juaquiui Lopes de Almeida.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, Ioja da esquina que
vo|(a para a cadeia.
Vcnrlem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de excellenles vozes, e precos com-
modos em rasa de N. O. Bieber c\ Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O.. Bieber & C rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Mcor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com caberla e os com-'
ptenles arreios para um cavallu, lodo quasi novo .
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr-
.Miuel Segeiro, e para tratar 00 Becife rua do Trapi-
che n. i, primeiro andar.
W Deposito de vinho oe cham- W
0 pagne Chateau-Ay, primeiraqua- $$
^ lidade, de propriedade do conde &
(A de Marcuil, ruada Cruz do Re-
gx cife n. 20: este vinho,.o melhor
O de toda a Champagne, vende-se
, a 36.V000 rs. cada caixa, acha-se
J nicamente cm casa de L. Le-
comte Feron <9 B.As caixas sao marcadas a fo-
0| goConde de Marcuile os 10-
jfe lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anlgo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superiorfjolassa da
Bussia, americana e do Bio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua du Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior ilanella para forre de sellins che-
gada recntenteme da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Becife, de Henry (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
I mdicos.
Vendem-se eslas pilulas no estahelecmiento cera
de Londres, u. 211, Strand, t na luja de lodos os
boticarios, droguistas e nutras pessoai enrarregadas
de -11,1 venda em loda a America do Sul, rlavana e
llespanha.
Vende-se as boeelinhas a800 res. Cada urna del-
la- cunlem unta instrucciln cm porlbguez para ex-
plicar u modo de se usar d'eslas pillas.
O iiepa-iin geral he cm casa do Sr. Soum, phar-
maceullco, na roa da Cruz n. 22, em Peinam-
buco.
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
synthe encaixotado, por barato preco:
na rua da Cruz n. 26, primeiro andar.'
FINO EN Flll.ilA.
Na rna do Amorim n. :I9, armazem rte Mannel dos
Sanios Pinto, ha muilo superior fumo em ffllha de
lodas as qualidades, para charutos, por prec,o com-
modo.
FELUO ll'LATINHO.
_ Na rua do Amorim n. :I9, armazem de Mannel dos
Sanios I'into, ha muito superior feijio ntulalinho,
em saccas, por preco ommodu.
COBERTORES.
Vondem-se coberlores cscurus, grandes e peque-
os, a 13200 e720 cada um : na rua do Crespo n. 6.
Grande/iortimento de brins para.quem
(pter ser grmenlio com pouco dinheiro.
Vende-se brim li aneado de luirs e quadros.de pu-
ro liiihii, a S00 rs, a vara, dil) lis a 6W, ganga
amarella lisa a 860 o cuvado, riscados escurusa imi-
lacAo de casemira a 360 o covndo, dilo de linho a
280. dilo mais abaixo a 160, c; -lores de lodas ai co-
res a 200, 210 e 320 o covadu : na rua do Crespo
11. 6.
Alpaca desela. >
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom coste
a 720 o covadu, corles de laa- dos melhores gaslus que
lem viudo no mercado a IJIV, dilos de cassa chita
a 19800, sarja prela hespanholn a 2IOi> e 29200 b
covado, selim prelo de Macan i 9S0O e 39200, suar-
danapos adamascados feilos em tiaimaraes a 3J600
a duzia, loalhas de ru-lo vimlis do mesmo luear a
99OOO e I29OOO a duzia : na na do Crespo u. 6.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, pruprias pira a esla-
cao prsenle, por commodo preco : na rea do Cres-
po n. 6,
Vende-se por mitit commodo preco urna du-
zia de radiaras novas, de amarello. e do ultimo gos-
lo : no largo da ribeira de S. .los n. II.
CASEMIBAS A 25100 E :190o O CORTE.'
Na luja de Cuimarcs J llenriques, rua do Cres-
po n. ."i, vendem-se curies de caseaAira ngleza, pelo
baralissimo proco de 29100 e 39000 cada um.
\ ende-se cera de carnauba c courinhos de ca-
bra : na rua da Madre de llens, Ioja n. 31.
Vdhde-se urna negra rrioula, de idade 30 an-
nos, ponn mais nu menos, cm um moleque de 3
para t annos, eozinha o diaria de urna casa, lava de
salan e comprj na rua : quera pretender, dirija-se
.1 roa da Guia n. 9.
Vendem-se relogios de uuro, palele inglez, os
melhores e ja bem condecidos ueste mercado, linha
de algodao em novellos, branca e de cores, e lucos :
em rasa de Busell Mellors & Companhia, rua da
Cadeia du Becife n. 36.
.Na fabrica de espirilos da rua Direila n. 84,
novamrnle aberla, vende-se alcool ratificado a Ba-
nda Maria, liciir fipo, entre lino e ordinario, de dif-
ferenlcs qualidades, em gar ala- e em carradas, ge-
nrhra em frascos c cm ranadas, agurdenle do reino,
linla prela e roxa para escrever feda eni alcool fra-
ro, agua da Cellonia em fras'qninhes e em garrafas,
banda para cabello de iiillcrc mes csres, oleo de ma-
cassa, tudo bem preparado, e por preco commodo,
garrafas brancas vasias, pruprias para licor lino, oleo
de ricino e xarupes.
______________________________________________________1_________________
ESCRAVOS FGIDOS.
No da 9 do riirrenle, pelas6 horas da manhaa.
fugio do primeiro andar do adrado n. 2, junio a
igreja dos Marlyrios, a negra Miqaelins, que repr-
senla ler 10 anuos de idade. de nacao Costa, levando ,
vestido de edita branco com flor encamadas a j
desholarlu, panqoda Cosa de lislras ames, urna Irou-
xa de suaruupa, a qual negra lem es sfgnaes segra-
le- : estatura alta, bem prela, aWdfl*da, falla mui-
lo comparado que mal se percebe, coro a falla um
lano pegada, anda sempre fallan'' sii que d indi-
cios de maluca, ou que 'lltetlyesse dado o ar,
dizendo que de forra e qua qusr ir para o Aguiar,
cosluniando andar cora ura larXo branco ou ale cor
amarrado a roda da cabecj : is.a-se a qnalquer ca-
pillo rlc campo ou policial, apprehendam e le-
vem ao sobredilo sobrado, (fe*ser recompensado.
ATTXCAO'.
Em principio do corrale mez de maio, fugio da
rua da Aurota n. H/eid escravo lolo, de rtornjj
Caelano, de iilade ila.'l annos, peuM mais ou me-
nos : quem o pegar 011 delle liver noticia, pode di-
rigir-se a dila casa, que ser* recompensado.
Desapparerqi ao dia 12 cravo .le naco, d nome SlrrM, reprMIta ler mais
dn SO annos de idade, conio signaes "esuinles : lua
estatura, chcio do corpo, cabellos brancos e corlados
bem renlc, barba branca, minio regrisla, rostd um
lano descarnado, cor prela, com lodosos denles na
frente, quando anda puta urna perita que pouco se
divulga, levou vestido cjlr;a e camisa de algodAo de
lislras initi'lnlias, o qual escravo foi comprado a se-
nhora V. Maria KraliCisVa Tirrs 'FerreiVa, t o mes-
mo j.iesleve fgido em Ierras do engenho Saa la Ro-
sa, da freguezia de Sanio Alnaro de JalMialAo ; por
1--0 ruga se a (odas a< autoridades poTtciaes e capi-
(Aes de campo, Itajam de o appredender e levara
seu dono Sr. I'cdro Miliano da Sil .Cira Lesea, mo-
rador iiocngenlio Camorim Grande, freguezia de
Acua l'rela, ou nesla praca na rua da Praia p. 20,
que ser.i bem recompensado.
Ilesappareceu da rua larga do Rosario n. (2, n
escravo Vicente, pardo, alio, olhos grandes, com
urna cicalriz no rosto, cabellos e barlia grandes ; de
nflicial de sapateiro, anda decalca ejaquela, calca-
do, c diz-se forro : quem o appredender e entregar
ao seu senlior, sera recompensado.
.CEM MIL RES DE GRATIFICACA'.
Dcsapparccco no dia 6 de dezembro do aqno pr-
ximo passado, Benedicta, de II nnnos de idade, ves-
ga, cor acabildada ; levou um vestido do chila com
lislras cor de rosa ede cafe, c oulro lamhem de chi-
la branco com palmas, ura lenco amarello no pesco-
co ja deshelado: quem a apprehender ronduza-a a
Apipncns, no (lileiro, cm casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no Becife, na prara dn Corpo Sanio n. 17,
qne recebera a gralificacilo cima.
PERN. TVP. DE M. F. E FAKIA. 1855.

MiiTiiann


Full Text
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