Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01029


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Full Text
XXXI. ANNO
Por 3 meses sdisntados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 16 DE MAIO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
KNCAIUIEUADOS DA SLHSOUIPCAT).
Ilecife, o proptietario M. F. de Faria ; Rio ile Ja-
ni'iro, o ir. Joan Pereira Martina ; Babia, o Sr. I.
Duprad ; Macen, o ir. Joaquim Heanlo tle Men-
donra ; Parabibi, o Sr. (jervazio Viclor da Nalivi-
riaric ; Natal, o Sr. Joaquim lunario Pcreira Jnior ;
Ararat), o Sr. Amonio de l.emos Draga;Cear, o Sr.
Victoriano Augusto lorges ; Maranliio, o Sr. Joa-
qun! Marque Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
llerculano Ackiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. llamos ; Amazona, o Sr. Jcrnnymo da Cosa.
CAMBIOS.
^obre Londres, a 27 1/2 d. por 1$.
Pars, 35 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro. 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Diseonto de Ietlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 6JJ400 velhas.
de 65100 nova*.
de 4000. .
Praia.Pataces brasileiros. .
Pesos columnarios, .
a mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29*000 Olinda, lodos os dias
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 el5
168000 \ illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOurieury, a 13 e 28
95000 Goianna e Parahba, secundas e sexias-feiras
1*940 Victoria e Nalal, as quintas-feiras
19940 PREMIAR DE MOJE.
15860 Pri metra s 4 horas e 30 minutos da larde
! Segunda s 4 horas e 64 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerrio, segundasequintas-feiras
Relacao, tet^as-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Jizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
! vara do civel, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
r.i'in Mi.iiiiii.s.
Maio 2 La cheia as2horas, \"> minutos e
39 segundos da manha.
9 Quariominguante as 3 horas 9 mi-
nutse 38 segundos da manha.
16 La nova a 1 horas 43 minutos
36 segundos da tarde
23 Quariocrescenle as 10 horas 18
37tnintttos 40 segundos da manha
DIAS DA SEMANA.
14 Segunda. S. Gil ;Ss. Bonifacio e Hcnediana.
15 Terca. S. Isidro lavrador ; S. Dympna.
16 Quarla. S. Joo N^pomnceno conego m.
17 (Quinta. >< Assenca do Senhor.
18 Sexta. S.Venancio m ; S. Flix de Gnnlalicio
19 Sabbado. S. Pedro Celestino p.; S. lyo f,
20 Domingo. S. Bcrnardino de Sena f. : S. Pau-
tilla viuva ; S. Cttlumba deRtctle v.
PiRTE orncL.
MINISTERIO DA MARISMA.
expediente do dia 20 de marro.
Ao quarlel general, remetiendo, nAo so as derro-
tas feitas pelo primeiros lenles Antonio Joaqitiin
de Santa Barbara, Domingos Joaquim ra Fonccra c
Berilo Jos de Garvalli, na qiialiriaric de comman-
danles do vapor S. Salvador, patacho Thereza e
hrigue llnntrica ; mas imbem os pareceres que a
respeito deltas dera a cummissao rio exame da orga-
ni-ac,Ao du pessoal e material da armada, afiai de fa-
zer arcliivar ludo, t dar conhacimenlo dos ditos pa-
receres aos referidos ofliciae, notando a todos a fal-
la de observares para a determinara" '.da longilurie
e ao I lente Santa Barbara a omissAo dos ealru-
los com que ohleve as laiiinries e longitudes que
marrou em soassingraduras.
Ao chefede esquadra Frederico Marialh, tran-
mitlindo com o oUko n. 7 do presidente de Per-
nambuco a planta do litoral daquella provincia, le-
vantada pelo primeiro lente Manoel Antonio Vi-
tal de Oliveira, e a copias a que se refere o dito of-
firio, sendo urna do que dirigir ao Jilo presidente
o respectivo capullo do porto, o as onlras da descrip-
i;So dos portes, rios, recitas e baixoi que guarnecen!
o mencionado litoral, e da expo-ir-io dos traballms
qae o sobredi lo I" teen to reputa mais necessario
para ohter-se o mellioramnto da navogarAo fluvial
e a dosobslrucr-lo d > algum barras e porto; afim
de que a cuimiisa i rio oame da organisar.Ao do
pessu-ri e material ila armada examine o- citados Ira-
ballios e nterponlia sobre elles o sru parecer.
Ao mesmo, aeeii-ando a recepcAa doofliciu com
qr.e i cemmisso do tumi da organisacAo do pe-
seal e material ila armada fez acompanhar a pro-
posta de um de seos membru. n rapilAn de mar c
guerra Lab Antonio ila Silva Bellrao, para se or-
denar ao commsairianlc de navios de guerra que fa-
r,am uso diariamente do Ihermomclro para o fim de
que traa a mesma proposta; e significando que a
dita coramissn devepropo'r o complexo de inslruc-
res que se devam expe lir ans mencionados com-
manrianles, nAo para aquelle fun, como para for-
mar-se, com o andar do lempo, ara perfeilo roteiro
du navegacAo ao longo da costa do Brasil at o Rio
da Prala ; convindo que nesa occisAo lenlia cm
vista o qn foi solicita lo da mariulia imperial pelo
lenle Maury, coma autor das cartas das corrcnles
atmospliericas e martimas.'
A' intendencia, significando que o vapor Gut-
piassu' deve ser vendido em hasta publica, "ti no
can de nAo appacecer comprador, ulilin lo para de-
posito ou barcara, visto que pelo man e-lado em que
.*e*acha carece de um fabrica tres ve/.c superior ao
valor que tem actualmente; prevenin lo-a t-f(|Ue-Tvo1,in,0.(tt **,,,, i4em,,,e ^."j
sanecionou. autorizando o governo da provinria a
rlispender pela renda do ejercicio de 1855 a 1856,
a i{iianlia to .'>: I |.s->sM rs., com o pagamento da di-
vida de exerccios findos, e bem assim a de 1:070*815
com a indemnisarAo do que se deve ao vigario da
freguezia de Aguas Bellas, eao prnfessor de gram
matica latina Jos do Santos Fragozo, tudo como
cima se declara.
Para V. Exc. ver. Jo> Dominguet da Silva
a fez.
Sellada e publicada nesla serretaria da provincia
de Pcrnainbueo ao 10 de maio de 1855.Joaquim
Pires Machado Porlella, oflicial-maior servio.lo de
secretario.
Registrada a fl..... do livro 3.-da leis provin-
ciae.
Secrelaria do governo de Pernambnco 11 de maio
de 1855.Jalo Domingues da Mica.
Qaadro da divida passlva prorlncl il dea ejer-
cicios de |8(6 a 185(, liquidada at o ulti-
mo de mareo de 18S6.
tnstrucriio publica.
Maria Coellio da Silva, anno finanrei-
ro de 1851 a 1852. .......
Mera, idem, de 1852 a 53 .
JosSoaae de Azevedo, idem de 1852
a 53"...........
Antonio Jos de Souza, idem de 1852
a 53. ........
Jos Izidoro dos Sanios, idem de 1852
a 53......_.....
Luiz Paulino de Mollanda Valenra,
idem de 1852 a 53......
Luiz Ignacio de Olivcira Jar lim.iilem
de 18.52 a 53........
Alexanilre Jos Dornellas, dem de
1853 a 34 .........
Manoel Joaquim de Olivcira Macicl,
idem de 1853 a 34......
Domingos Antonio Borges, idem de
1853 a 54 ..........
I.oizCyriacoda Silva, idem de 1853 a
54...........
Manoel Joaquim re Oliveira Maciel,
idem de 185) a 1834.....
Jos l< mullirlo ila Cosa Menezes,
idem do 1851 a 52.......
Llem re 1852 a 53.......
dem de 1853 a 54.......
Manoel Francisco Cesar, idem de 1853
a 54. ..........
Victorino Jos da Ass.impAo, idem de
1S.51 a 51 .......
Antonio Jos de Souza, idem de 1850
if 51.
359000
35S000
38000
2.55480
78760
489160
385.50
39590
1570
758000
18795O0
568248
139000
109000
308000
ora se determina que a respectiva machina seja ron-
rertada e reservada para oulro vapor, a repeito de
cuja cunslruccao posteriormente so deramas ordena
ntressarias.
A' presidencia de Sania Citharina, approvarf-
do a deliberarlo que tomara de declarar ac respectivo
. capitn do porto qn? nao recebssso sem nova orrlem
da secretaria de eslado, por adiar -e mais de niela-
rle hwervivel, o mrvio de pe Ira que alli fora aprc-
sentadu pjir parle do negociante Joaquim Ferreira
Alves, afim de ssr comprado, conforme o contrato
que celebrara com a intendencia para a venia nadi-
ta provincia de iOO toneladas do mesmo combusli-
vel ; comprimi perianto que no caso de oslar o
carv.lo com effeilo embarricado, e de nAo ter sido
lodo visto, como diz o sobredilo negociante, faca
proceder a novo exame, e quando por esle se ver i-
lique acbar-se as condices exigida, depois de se-
porado de lodo a muinha propriamenlc dita, o man-
de reccher no numero de tonelada que prnluzir,
dando do resoltado parte i secretaria de estado.
A' do Para approvnndodefiniliva menlea delibe-
rar;*) que tomara de aulorisar que se lranferisse da
povoarAo das.Salinas para a proximidade da torre do
res)ieclivo pliarol a estacao dos signaesque se fazem
(ios navios para rereberem pratiro ; convindo, quan-
In ao regiment de signaos, que mande observar o
prnposln pela commissAo de exame ila organisarAo
do p?soj| o malcra! da armada, com as inslrurces
anuexas ; e que, eolrosim, allondeniln ao que sobro
a pralicagem prope a dra commissAo, ordene ao
capilodi- porto que organise um prnjecln de regu-
lamentu, Icndo'cm villa as inriiraro que Pila faz
o o regulamenlo que acompanbou o aviso|de 28 de fe-
verciro do anno pasado, para a pralicagem da costa
e porto da provincia de Prrnambuco.
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE N. 365.
Jos Benlo da Cunda e Figneiredo, presidente da
provinria de Pernambuco. Fajo s iber lodos os
seus habitantes, que a assmhla legislativa provin-
cial decreliiu, e eu sanecionei a lei seguinle :
Arl. linico. Fica o governo lulorisado a disprn-
der peta renda do eiercieio de 1855 a 1856, rom o
pagamento da divida deexercicios nudos, constante
da rclacAo que a esla lei acompanha, a quanlia df
5:11888:12 rs., bem rumo a de 1:0708815 reis, sen-
do 2769260 reis riara pagamento do que se deve ao
vigarioda freguera de Aguas Bellas, c 7948.555 r.
a que tem dircito o profesor de grammalica latina
Sot dos Sanio Fragozo ; deveiflo a conla de lae*
despezas ser dada com a das despeas do menriona-
doexercicio : revogadaia disposires em contrario.
Mando, por tanto, a todas as autoridades i quera
o conliecimeuto e eteeurfm da referida lei perlen-
cer, que a comprara e larnm curaprir lAo inleira-
menle como uella se contem. () secretario da pro-
vincia a faja imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 10 de piaio
de 18>5, trigsimo quarloda independencia e do im-
perio.
L. S. Jote Benlo da Cunho e Figueiredo.
Carla de lei pela qual V. Exc. manda executar a
decreto da assmhla legislativa provincial, que
a 54..........
JoAo Braulio Correa c Silva, idem de
1853 a 31 ." .
dem, idem de 1833 *a 5i.....
Obras publicas,
Jos Da da Silva, anno linai.reiro de
1850 a .51.......' .
dem, idem de 1851 a 52.....'
Stguranra publica.
JoAo Jos de Oliveira, anno nanceiro
de 1853 a* 54 ......
Arsenal de duerra, idem do 1853 a 54
Soccorro de beneficencia.
Manoel Pereira de Carvalho, anno fi-
nanceiro de 1833 a 54. : .
Thesonraria da fazenda, idem de 1853
a 51............
Presos pobre de Ouricurv, idem de
1853 a 51. ....... .
dem de Cimbres, idem de 1853 54.
Cullo publico.
Manoel Francisco Pereira. anno finan-
nanceirorlc 1850 a 51.....
dem, idem de 1851 a 52.....
dem, idem de 1852 a 53.....
Merdciros de Jos Ignacio Pereira do
Lago, idem de 1853 a 34. .
dem, i.lem de 1850 a 51.....
Antonio Thomaz de Aquino, idem de
. 1833 a 51...... .
Jos Flix da Silva Rosa, idem de
1853 a 54....... .
Damazo da AsumprAo Pires, idem de
1853 i -54........
AndrcCorsino de Araujo Pereira,idem
de 1852 a 31........
Siman de Azevedo Campos, idem de
1851 a 52. ........
Manoel (jomes de atrito, idem de 1851
a 52...........
Manoel Francisco Pereira, idem de
1850 a 31.........
dem, idem de 1851 a 52.....
dem, idem de 1852a 33.....
128320
1^350
879500
139635
2S0R0
.58840
6679983
7S720
138740
2IM60
119730
1:9859720
1:99784.50
1193760
1619385
1369800
"9680
Francisco dos Reis Nones Campello.
idem do 1853 a 54. .... .
Aposentados e jubilados.
Herdeiros de Francisco Rodrigues
Xanda, idem de 1852 a 53. .
dem, idem de 1816 a 47.....
dem, idem de 1847 a 48.....
dem, idem de 1818 a 19.....
dem, idem de 1819 a 50.....
Jos Ignacio Rufino Trapos, idem de
1833 a 54.........
Olvida publica.
Diversos credore, que lendo sido con-
templados em quadrns anteriores,
nAo foram todava pagos ....
Krenluaes.
Jo Pereira Lina, anno fnanceiro de
1833 a 54.........
Delfino Augusto Cavalcanti de Albu-
querque, idem de 1853a 54. .
Convenio do Carmo de Olinda, dem
de 1817 a 48........'
dem, idem de 1848 a 49.....
dem, idem de 1849 a 50.....
Idemv idem, de 1850 a 51.....
dem, idem de 1851 a 52.....
dem, idem de 1852 a 53.....
dem, idem de 1853 a 54. ." .
Alexandre Norherln dos Sanios, idem
de 1852 33........
Caelano Alves da Fnnscca, idem do
1853 a" .34.........
Porfirio da Silva Tavarcs Coulinhn,
idem de 1853 a 54. '.....
Manoel da Silva Barros, idem de 1853
a 54...........
JacinlhoJos de Mello, idem de 1853'
a 54...........
Jezaine Claro dos Santos eSilva, idem
de 1853 a 54........
Francisco das Chagas Almonia, idem'
de 1852 a 53........
Idem, idem de 1853 a 54.....
Delegado do termo de Ingazeira, idem
de 1853 a 54........
Total.
28713
1919882
259926
1039240
1668666
1668666
338333
SOoOOO
6758831
2599749
108000
38840
88000
88000
88000
89000
88000
89000
88000
68000
338833
728000
69000
58000
268666
98000
108800o
128000
4539339
5:1178742
vios a fazerem aqnelle trafico. He necessario ser
ceg para nAo ver, e ser sordo pira nAo ouvir, que
um navio de urna cerla quantidade de toneladas, nAo
pode levar seno um eerlo numero de passageiro na
proporrAn marcada na lei ; Indas as vezes que levar
um numero que exceda aquello que comporta o nu-
mero das tonelada, e se levar esses passageiros sem
passaporle, ha duplicado crime, ha o crime de con-
trariar a lei que marca o numero de passageiro de
acenrdo com o numero de toneladas, e ha o crime de
levar a sen bordo homens sem passaporle. Chegam
ao Rio de Janeiro ; seo cnsul repilo, e repito urna
c mil vezes nAo dsse abrigo e guarida aos capilAes
de navios ; te o cuiisul de Pernambuco quando l
r'iegasse um navio com Irezenles Portuguezes, sem
Irczentos pasaporles, contrariando urna lei expre-sa
que marca o numero de passageiros de accordo com
> numero de toneladas, arreslasse o navio, se logo,
immedialamente a esle procedimenlo do cnsul, o
governo tralasse, por lodos oe meios brando oo seve-
ro, de cohibir a conlinuacAo daquellc allentadn, o
caso nao se reproduzia. O caso reproduz-se pela
impunidade. Podra, nAo O capilAo de um navio
leva uir. passageiro, mata-o quasi fome, rhega ao
Rio de Janeiro, ganda com aquelle passageiro, por
o\ompo, (]uni enli on cincoenla moeda, he negrcio
de trezentos por vento ; podra nAo querer ronli-
nuar E depois ehega aqni a Portugal, e contece-
Iho como aconloceu ao capitn do patacho /Irro-
gante, chegou aquelle bom homem ao porlo da llha
Terceira, foi preso, esleve dous diasna cadeia, e de-
pois foi sollo O commandanle do patacho Arro-
gante, aquelle bom hornera, quedevia ser castigado
severamenlo'. passeia solt adi por onde quer A-
quelle brbaro criminoso chegou llha Terceira,
o-love (pironla e nilo horas preso, e depois solla-
ram-no E nilo quercr.i o commandanle do palarho
Arrogante fazer oulra carregaeAn ".' Podra, nAo !
Se este assnmplo nao merece, que o governo lome
urna resolurAo enrgica e vigorosa, que arahe urna
vez por lodas, com estas poucas vrganhas, rom es-
las abominaroe, cnlAo nAo sfei o que poder provo-
car a energa e a indignacAo dossenhorrs minis-
tros.
Presto a devida honienagem as inlen^cs do Sr.
mini-tro do reino, estou nteiramente convencido de
que o nohrc ministrse liouve nesle negocio, na par-
le que Ibc diz resneito, como Ihc cunipria ; mas
desconfo que o Sr. ministro da mariuba nAo tem
andado, como deve, nesle negocio. Desojo que o Sr.
ministro da marinha, que anda sempre a dizer-iios
que faz ludo quanlo deve, nos diga agora qual he a
consulla do procurador geral da coroa, Eslou farlo
de ouvir aos ministro o seirWoprio elogio ; j te-
nhn nirvido a S. Exr.s, e ita sua propria bocra,
que sAo muilo honrados ; nAo %; ataco na sua honra.
cial-maior servindo de secretario.
COMMAJIDO DAS ABBIAS.
Quartel-geoeral do eommando das armas de
Pernambuco na cldade do Recife, em 15 da
malo de 1865.
ORDEM DO DIA N. 44.
Determina o marecbal de campo commandanle
das armas que, nos exames dos objectos perUncenles
ao Hospital Regimenlal, que por incapacidade de-
ven) ser diidos em consumo, assulam com o respec-
tivo conselho administrativo, o delegado do r ir urg jo
murrio excrcito, e u facultativo incumbido do mes-
mo hospital, aquelle fazende as vezes do director, e
esle do cirurgiAo mor de que trata o artigo 26 do
regulamenlo de 17 de fevereiro de 1832.
Assignadq,fose Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
0 PAKAIZO DAS 9WLMfii.ES. (*)
Por Paulo Fetal.
TLRCEIRA PARTE.
O DOCTOR SULPICIO.
CAPITULO VI
liatalha de mulheres.
O limitar Sulpicio nAo linlia polo os ps desde
milito das cm casa doaei Traite, cinbora osle livcs-
>e manda lo rh una-lo dez vezes pelo menos. Irene
pareca ter se laniliom afaaladu. Sahiudo do pala-
cio, ella .Uvera una entrevi.la cura o marque? de
Rostan, seu pai, qual vollando de.a entrevi-la,
beber mela garrafa de agurdenlo, e a embriaguez
o Riera chorar amargamente.
Sulpicio luinoii a inAo do rei Trille c recondu/io-o
i poltrona, onde u pobre duque asentou-se Iremon-
ilo. O doutor ficou em p junio ilollo rorn os albos
filos nos seus e sem sollar-lhe a nulo. Heinava um
grande silencio no sali.
Parcce-me que a vida volla-me. disso o rei
TrnlTe, cii)as palpebras abaixaram-se rom nina lagri-
in i ; a ralor torna a descer-me as peritas, ininha ca-
bea esl menos ardente, e a respirarao nao olfende-
ini! mais o peilo.... Sri o senhor podia curar-me....
Porque abandonou-me'.'
() Vide Diario d. 112.
4559625
35*278
508000
98722
209633
318000
89266
438040
318000
11?720
43986
423777
359277
509000
.-722
3918423
Cobranra, arrecadarao e fiscalisarao das rendas.
Herdeiros de Thomaz Pereira Pinlo,
anno finanreiro 4a 1853 a 51. 179777
Manoel do Nascimenfo Rodrigues
Franca, idem de 1833 a 54. 43439
Manuel dos Sanios Leal, idem de 1833
a 51........... 459439
Nicolao Vieira da Silva, idem de 1852
.53........... 839514
Senhor duque, responden Sulpicio, o medico
tem ac^Ao sobre a molestia, e a medicina obra
por meio de remedio'... Vossa excellencia lem ou-
iros inimigos alm da molestia, e muils vezes nAo
Iriilui-llie adiado o vestigios que mcus medicamen-
tos .leu.im api'is de si.
tem sei que fui Irahido exclamou o pobre
liomrm. V. S. quer fallar da desgraciada Solange...
Eu que amava-a lano !.., eo que aedamava muida
lllia :.., H
Sulpicio sidlou-lde a mAo, e disee sem abaixar a
voz :
Era eu que linda enllocado Solange Beaovais
junto de vossa excellencia, senhor duque. Solange
Beanvais nada fez sem minba ordem.
Ter-se-dia nuvidn una mosca voar no silAo do rei
TrulTe, to profundo era o silencio que ahi reinava.
Juslica lardia inurmurou Fernando depois de
um lonco silencio. Essa confissAn fcita a proposito
leria poupado a Solanse muilus dias de tormenlo.
O dnilor m>o responden a Fernando, nem ollmu
para cs-o lado.
Senhor duque, tomn elle, so osse rapaz be co-
mo di/.em o fildo do l'ranci he sua irmAa... r.ondeeo csc rapaz... condeon lodas
as pessoas que rodeam a vossa excellencia... Foi por
i-so que deixci do prcslar-llie mcii cuidados.
Hi uve um murmurio. O rei Trofle ergueu-se, e
exrlaraoii cun a energa do raedo :
Oliera quer permanecer meu amigo deve calar-
se quando u doutor falla !
Depois arresreiittiu, dirigindo-se n Sulpicio :
Senhor doutor, lenda piedade de mim !... Se
quer, enlrczar-mc-liei inleiramcnle i sua dispoi-
i.ao... Irei morar cm>ua casa... V. S. sera meu ber-
deiro...
Sulpicio fez um gesto tilo altivo, que o pobre rei
Truffc ficou mudo e de bocea aberta.
Oeslierdei Irene de Rostan, quando dei-lhe
PORTUGAL.
Cmara dos senhores deputados.
Sessao de 11 de abril de 1855.
O.Sc. Cunha Sott!o-Maor:Sr. presidente,eu li-
milei-moa rilar um (arlo ipie me parece escndalo- ,.
nAo arensei formalmenle o governo. E podia acen-
sar formalmente o governo, poriue esles fados re-
petem-se pela impunidade que lem havidn ; porque
os capidle, que commerciam naquelle infame tra-
fico, sabem a proleccAo que o consol de Pernambuco
achou perantc o governo prirlugucz. Se o governo
livesse procedido para com o cnsul de Pernambnco,
como devia ; se o governo nAo rslivesse illudindo a
cmara e o paz ; se o governo nAo nos viesse aqui
com a mizeria de qoe, para proceder contra aquelle
agente consular, era-lhe necessario ouvir antes o pro-
curador gcral da coroa ; se o governo em fim, lives-
se cumprido o seu dever ; os mesmos nuoulros capi.
laes, nAo se teriair ahalanrado a repelir o fado. O
governo de culpado, miiilissimo culpado.
Disse que o governo firava impassivel. A palavra
he severa c exprimo nmn idea cruel, mas he exacla ;
como pode o governo juslificar-se peranle o paiz ?
Ha j;i um anno... e ainda nao leve a consulla do
procurador gcral da coroa Anda nao sabe como
proceder contra o cnsul de Pernambuco ? Pois o
governo nAo lem sufilciente Inteligencia para deci-
dir, sem accessor.se o cnsul de Pernambuco se bou-
ve bem ou mal'! Seo cnsul se hoove mal, nao tem
o ministro poder para o dimiltir '.' Se se houve bem,
nao lem Torca para refutar as calumniase arguiees
fcilas aquelle funecionario t O que be islo '.' O que
significa dizer um ministronAo posso proceder con-
tra o cnsul de Pernambuco, sem ouvir o procura-
dor gcral da coroa E passar-se irm anno, e aca-
mara nao sabe o que disse o procurador da co-
roa !
Sr. presidente, o cnsul de Pernambnco he cul-
pado de ludo islo. Os cnsules porluguezes no Bra-
sil sAo os que convidara e animara os capilAes de na-
1\ico da asscmblca legislativa provincial de Prr-
namduca em 28 de adril de 18.55.Conforme o ofli-
rial-majur. ilorino, l'rancjsco Duarte, Cacito.
Conr^lUiao9i.(.N Pire. Mechado l^ftaToflt" +^*^&*S&**'t C"m"
meu neme' com o meu amor, pronunrfou o doutor
lentamente. Ella nAo lem mais pai, porque despre-
zo-lhc o pai, e nAo lem mais familia, porque son sua
familia.
Em compensaran ella lem um amant, murmu-
ren Fernando sorrindo.
Sulpicio alravessou o circulo, e disse-lhe sem co-
lera :
Ouvi, sc.ilior Fernando, embora Vmc. (enda
fallado mu haixo... Estas palavras provam-me que
Vmc. lie um impostor e nAo esl engaado... pois
JoAo de Rostan anda quando tivesse seu passado,
nAo insultara a irmAa !... O senhor chama-me feili-
ceiro quando escarnece de mim, Quer que eu tire-
llie o horscopo "!... Reslam-lbe tres dias de vida,
c he Mr. de Calieran quem lia de mata-lo.
Fernando jiAo era covarde ; todava um peso ter-
rivel conservava-o pregado nacadeira.' Eslava mais
lvido que um defunto.
Que disse elle '! pergnnlou a marqueza Aslrea
quando Sulpicio as*entou-*e no meio do circulo.
Nada, responden Fernando passando as cosas
da mAo pela fronte, como quem desperla.
Houve oulro silencio. O grande Rostan veio ver
quem entrara no saino ; mas apenas avislou o dou-
tor Sulpicio. vollou, e foi acabar de fumar seu ca-
chimbo no fundo dn j.irdim.
So Sulpicio permaneca sereno. Os de Morges e
Sensitiva liuham essa emorAo que experimenla-se no
Ihealro na proximidade de urna siluacAo capital.
NAo eram directamente inleressados na queslAo ; mas
os de Morges leriam ajudado de boa vontade a des-
feila de Aslrea.
O nolario folheava os papis com nma impaciencia
visivel.
I.nriol nao solivia muilo a influencia do doutor
Sulpicio, que obrava lAu poderosamente sobre os ou-
Iros as-islenles. Fitava no doutor um olhar um lau-
to espantado, mas curioso ; pois Lera recoahecia o
primenlo rio seus deveres. Cm^minislro da niari-
nba ou do reino pode ser muilo honrado, e ser um
pessimo ministro, nsrn romo pode Ser mu hom mi-
nistro e ser um refinado traanle. He necessario nao
fazermos da poltica um antagonismo social : o Sr.
ministro do reino he bstanle Ilustrado para prece-
der a divisAo que ha entre a poltica c a moralidade.
Os rnrpos constituidos in leem alma.
Ha duas cousas contra as quaes me puz ulli-
mamenle em revolla aberta ; a primeira, he a Soli-
darieiladc minislerial, banalidade ridicula qii? nAo
significa cousa alguma ; que nem salva nem mala ;
que apenas paleia, mas parvamente, os ambararos de
urna ruim siluacao ; a segunda, he lodo o ministro
que a cada passome declara que he um homem hon-
rado; que nAo furia cousa alguma.
NAo acruso os senhores ministros pela sua honra ;
aecuso-os pelo dcleixo com que tratara as cousas pu-
blicas. He o Sr. ministro muilo nobre, muilo hon-
rado, glorio-me com esla noticia.
Sr. presidente, o cnsul de Pernambuco, n'oulro
qualquer paiz, n'oulr.i qualquer siluarAo. cum oulro
qualqucr governo, eslava deraillido ; o governo, nAo
leudo baslantc coragem para declarar que o ha de
conservar, diz que o quer demiltir ; mas que p nao
pode demiltir sem ouvir anles o procurador geral da
coroa, porque o cnsul he um alto funecionario de
elevadssima ratlicgoria Ei duus principios nnvos,
inventados pelosacluaes ministros ; o cnsul de Per-
nambuco lie um alio fnnreinnario ; o governo nao o
pode demiltir sem liccnra do procurador geral da co-
roa ; principios falsos, erro de dotilrina e erro de
faci, que urna cmara nAo pode ouvir sem cslrc"
mecer !
Solicito do governo providencias enrgica, que
lornem impossivel a conliimarAo dedes crimes ; es-
les crimes hito dr, porm, continuar, se o governo
nao for severo, como llie cumpre, contra os cnsu-
les, porque cllessao os primeiros culpados nesle ne-
gocio.
O Sr. ministro do reino i Fonseca MagaldAes) :
Sr. presdeme, eslou muilo longe de querer excitara
palrioitca billi do meu nobre amigo o Sr. Cunha.
O Sr. Cunha Souto-Maior : Olhe que j nao
posso ter a palavra. Pelo sincero desejo que leudo
de o estimular, muilo embora me doam a mim as f-
rulas das sellas com que o Ilustre depulado me serve
de quando em quai.do.
Sr. presidente, eu devo comcrar por procurar dar
um refresco .i memoria do Ilustre depulado. Pare-
ce, segundas. Exc.disse, que os minislros nao fazem
aqui oulra cousa, quando leem de dar alguma ex-
plicace-, ou de responder a alguma inlerpcllac.lo,
senflo dizereu bem o meu paiz. Julgo que o Ilustre depulado
ainda aqui nAo ouvio islo da bocea de minislro ne-
nhum, Idlvcz que desejasse ouvir, parque era mate-
ria larga para inlcrcssanles commcnlarios ; mas as-
srguro-lhe, que nenhum leria a imprudencia, a leve
jamis, a lera nunca, qualquer ministro que seja, de
vir aqu romper immodestamente no seu proprio
elogio, chamando-se a si, homem honrado, e cdclo de
serviros ao seu paiz.
Sr. prcsidcnle, o illuslre depulado mudou de mar
homem da hospedara de Mainlcnon, do qual disse-
ra : lie bello como um rei !
Lembrava-se de que cse homem fallara com bon-
dade, e afagra a face de Chuln leudo o presos dos
pralos na lisia, o que determinara sua fgida da
hospedara.
Desde enlAo l.nrot linda comido muilas cousas
meldores, que nada Ide baviam castado. Mas Chif-
fon a pobre Cliiffonniuba Desde a manbaa l.orol
uvera urna Idea. Chiflen que era nina mulhcr ver-
dadeira e gentil, linda achado (alvez com que per-
dor-se... I.nriol pensara uisso mais de dez mnalos
em dille! ente- vezes.
Se eu soubesse onde ella est, dizia consigo,
Ihe enviara com que... para ella nAo perder-se.
Convm nolar que l-oriol procurara os meios de
perder-e : mas nAo quera que Chifln fizesse o mes-
mo, embora gnorasse o qoe isso era.
Devo continuar a leitura '! pcrgnlou o no-
tario.
O rei Truflc cncarou Sulpicio com ar tmido.
Nao agora, rosponileu Aslrea.
Rogo-lhc que continu, disse peto contrario
Sulpicio asscnlando-se, vim para ouvir isso.
SAo negocios de familia... quiz a marqueza ob-
jectar.
Minha mulder chama-se Irene de Rostan, re-
plicou simplesmenle o doutor.
A pozar da opiniAo de Sensilive, que achara mui-
lo encanto no autos, pouparemos ao leilor a decla-
rado das nutras Ires teslemundas. As doas primei*
ras, a viuva Rio e Joao Touril, aflirmavam o que
dissera Duran.I de I.apierre em lermos idnticos. A
lerceira, Pedro Candeau que vimos no prologo (testa
historia conformar-se 10 appellido de Fricandeau.
derlarava que JoAo e Maria de Rostan, ambos reco-
lliidos pelo sen camarada Nicolao Meruel, haviam
deixado a parochia de Saint Casi-desde muitos an-
no, e linham-se dirigido provavelmenle para Pars.
leria: exlinrla que foi a do palhahote Inrngiiilo-t
reviven a do cnsul de Pernambuco. Ora, eu devo ]
fallar aqu rom Inda a canduru, assenlando qire he
cse o meu primeiro dever: nAo gnslo da lal polti-
ca que lem urna eslrcila ligaro, que se congenia
muilo com a perver-idade e com a lalsulade. Se o
illuslre depulado da como possivel a exislencia de
um homem immoral e ao mesmo lempo excellenle
poltico, eu desconhern lal ente, negn ; um piiile
ser, nAo comprehendo como possa ser.
Sr. presidente, o nogocio do cnsul de Pernam-
buco nao me he eslranho, pela parle que devo lo-
mar no inleresse das cousa publica da governaoAo
do paiz ; em quanlo as circum.-tancias peculiares
delle, inleiramcnle Ihe son alhein. Vi e li as ac-
cosaees, vi e li a defeza, e se alguma cousa me po-
de induzir a desconfiar das acensarnos, (e islo nao se
refere ao illuslre depulado, porque o illuslre depu-
lado nio foi o primeiro que as foi ranino, o illuslre
depulado leve muilas iiiformares, e de muila" par-
le) be de que houve um empeubo parlirulari-simn,
e j.i o liavia anles (declaro, e declaro alio e bom
som, ja o bavia ante daquelles fados, que deram
lugar a esla accusar,Au.) de se demiltir o consol de
Pernambuco, para Ihe substituir urna oulra indi-
vdualidade ; e appaiccendo-mc os mesmos aecusa-
dores anteriores ao faclq, os que prepnraram essas
aecusaroe, e que modestamente as apresenlavam
como objeclo da opiniAo publica em Pernambuco,
para ser inveslido algum dePes no lugar de consol
desconfiei, e desconfi ainda da verdade de laes ac-
cusares. Sei a sua histotia, e islo basla para cu
nao dar lauto crdito, como o illu-lre depulado d,
ao que respeila as mpularoes feilas aquelle indi-
viduo. NAo o dou por innocente, longe ; nao lenho
pronunciado o meu joizo, nAo leudo sido encarrega-
do de o julgar, nem na minha posiro o podia f.fzcr;
mas digo, taas accusace.s, e lAo repelida, pelos
mesmos que, antes daquelles arlos, o pretendan)
substituir, apparecendo-me depois, induzem-me a...
O Sr. Cunha Souto-Maior : Esl j, despa-
chado.
O Orador : Despachadov.nAo entendo...
O Sr. Cunha Souto-Maior : Digo, que um dos
individuos, a quem V. Exc. se refere, j' foi despa-
chado.
O Orador : O illuslre depulado nAo pode sa-
ber a quem eu me reliro...
OSr. Cunha Souto-Maior : Sei, sei...
O Orador : Seja quem for, declaro, sol pala-
vra de honra, que nAo sei se foi despachado ou nao,
mo sei dislo nada ; digo soque ha muila tenacida-
dc, muilo empeubo, mesmo um empenho ardente,
em adiar o cnsul de Pernambuco culpado no fado
criminoso do patacho Arrogante ; sendo alias corlo,
que dos lestemunhos da auloridade judiciaria e ad-
ministrativa de Pernambuco, sededuz, se deinoslrou
o contrario. E quando vejo um lAo insi/tente, con-
tinuo, e incessanle desejo de dirigir aecusacoes a
un hornera, que se abona com o leslemundo das au-
toridades locacs, da auloridade judicial, e da auln-
ridade administrativa a respeito do seu prncedimen-
l->, nao sei como e possa dizer com seguranzao
culpado do crime commellido pelo caplao do pala-
dn Arrogante, foi o conul de Pernambuco
Agora, diz o illuslre depuladoo governo nAo se
lem atrevido a demiltir este con
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