Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01028


This item is only available as the following downloads:


Full Text
XXXI. ANNO N. 112.
Por 3 meies adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500-
TERQA EEIRA 15 DE NI A10 DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
MU
DIARIO DE PE
t:\CARIlEUAItOS DA SUBSCRIPC.VO.
Reoife, o proprielariu M. F. re Furia ; Rio de Ja-
neiro, u Sr. Join Pereira Martn*; Baha, n Sr. D.
Iluprad ; Maroi, o Sr. Joaquuti Bernardn de Men-
donca ; Paralaba, o Sr. Gervazio Viclor ila Natrri-
da le Natal, o Sfi Joaquim Iguaria l'oreirii Juniur ;
Ararat), o Sr. Antonio de Lentos Braga; Ceant, o Sr.
Victoriano Augusto Borge*; MaranliAO, o Sr. Joa-
quim Marques llodrigues ; Piauhy, < Sr. Domingos
H milano 4ekile* Pesoa Cearenre ; Para. oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona', o Sr. Jcrnnymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
Paris, 315 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 93 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.
Prala.
METAES.
Orinas hespanholas* . . 299000
Modas de 65400 velhas. 169000
> de 69400 novas. . 169000
de 48000. . 99000
Patacoesbiasileiros. . 19940
Pesos columnarios, . 1J940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
01 inda, lodos os dias *
Caruan'i, Ronito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16*000 Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 c 28
Goianna e Parabiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PRKAMAR Di: HOJE.
Primetra s 3 botas e 42 minutos da larde
Segunda :is 4 horas e 6 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relacao, te tijas-fe ras e salibados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia
LPIIKMICKIDKS.
Malo 2 Luacheia as2horas, 17 minutos e
39 segundos da manha.
9 Quarlo minguanle as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manba.
* 16 La nova a 1 horas 43 minutos a
36 segundos da tarde
23 Quarto crescente as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manha
DIAS lA SEMANA.
14 Segunda. S. Gil ;Ss. Bonifacio c Uencdiana.
15 Terra. S. Isidro lavrador ; S. Dymr-na.
16 Quarta. S. Joo Nepomuceno conei;o m.
17 Uuinia. w Assenea do beohor.
18 Sexta. S.Venancio m ; S. Flix ifo Caiitalido
19 Sabbado. S. Pedro Celestino p.; S. lyo f,
0 Domingo. S. Bernardino de Sena f. : S. Pau-
lilla viuva ; S. Culumba deRielle v.
\
PARTE 0FF1CIAL
BUNISTEF.IO DA GUERRA.
BOLETIM DO I. A 15 DE MARCO DE 1855.
Decreto n. 1585 da 4 de abril de 1855.
Approra o plano do uniforme* do balalhao de en-
genheiros.
Hei por bem approvar o plano dos uniformes do
balalhao da engenheiros. que rom este haixa a*sig-
nado por Pedro de Alcntara Bellegarde, do meu
conselhn, ministro e secretario de estado dos nego-
cios da guerra, que assim o tenha entendido e faja
ejecutar euro os despachos necessarins.
Palacio do IIio de Janeiro em 4 de ahril do 1855,
trigsimo quarlo d independencia o do imperio.
Coro a rubrica de S. M. o Imperador.I'edro Je Al-
cntara Bellegarde.
Plano dos uniformes do batalhSo de engenheiros, d
que se re/ere o decreto desla data.
Uniforme dos ofliciaes.
Os rapilaes usarlo o segundo uniforme do corpo
de engenheiros com o bon eslabelecido para as pra-
cas de prel, porm guarnecido na parle inferior de
iim gaUo de ouro de 5 linhas de largura, e os ofli-
ciaes em rommi*ao no dito balalhao o segundo uni-
forme dos corpo oh armas a que pertencerem, com
o bonet j designado.
Uniforme das proras de prel.
Sobrecenen.
De panno, igual em dimensdes de que usam as
pracas doscorpos do ejercito, com boloes amarel-
lo* lisos conevxos, gola e pestaas do ranhes
pretas.
Bonet..
De panno, de cor e qualidade do da sobrecasaca,
de forma eonira. pela horizontal com virola, listrade
panno prelo e avivado de branco, leudo por divisa
urncaslellode metal amarello collocado sobre a lis
Ira ser a eiceder.
Platina.
De panno prcto, avivada de branco, com a (tama-
da palmatoria de laa branca.
Calca.
Ds panno azul, lisa e branca da forma ordi-
naria.
Polaina.
De panno preto, aboloada por 5 botes de osso da
mesma cor. 0Mat
Para o trabalho e servido do'quarfel a suhrecanra
ser substituida por urna camisola de algodan
trancado azul, dispensandn-se a grvala e po-
lainas.
Armamento e corrame.
O armamento das prac-as de prct con-lar de da-
vina, cinturita com carluxeira de coiiro prcto, cor-
rea com eswTTtnfia e agulela," fercadoTcto refor-
cad:"
Equipa ment.
O eslabelecido para os corpus de caradores do ej-
ercito.
Palacio do Rio de Janeiro em 4 de abril de 1855.
Pedro de iUanlara Bellegarde.
Proinoro.
A capelln lferes da repartirlo ccclcsiaslica o pa-
dre Beato Jos Pereira da Maia.
Perdilo.
Desejando manifestar por acto de minlia imperial
clemencia o profundo respeito que consagro aos sa-
grados myslerios da Paixu e Mor le de .Nosso Se-
nliorJesusClirislo, e atlendendo a conduela que tem
mostrado na prisao ns soldados dos corpos allcinaes
Constantino Baader,Koberlo lleyder eCarlnsHrandl,
hei por bem penloar aos dous primeirns o resto do
lempo que lite* falta para cumprirein as penas a
que foiap coudemnados, c cununul.ir ao nlliino a de
niorle, a ^ue est sentenciado, na de carrinlio per-
petuo.
Peda* de Alcntara Bellegarde, do mcu consrllio,
ministro e secretario de'estado dos negocios da guer-
ra, assim o leona entendido, e expela os despachos
neeratarie*. **
Palacio do Rio de Janeiro em 6 de abril de 1855,
trigsimo quarlo da independencia e do imperio.
Com a rubrica deS. M. o Imperador. Pedro de
Alcntara Bellegarde.
ReaulucSode consulta.
Pela de 31 de margo se manda que conlinuem a
perlencer l. classe do ejercito, sem clausula, o
capilao Fernando Antonio Rosauro, e os lente*
Vicente Paulo Rios de Olivcira, e Jos Ferreira da
Cosa.
Nomeares.
Ajudanle do director do arsenal de guerra de Per-
uainbuco, o capilao do 2. balalhao de artilhana a p
Joao Evangelista Nery da Fon-cea.
CapellAo da fortaleza dos Santos Iteis Magos, o pa-
dre Joaqun'. Francisco de Vasconcellos.
Manda-seempregar na escripiararan do hospital
militar a Jos Joaquim Alves Jnior, com a gratifi-
carlo raensal de 209.
Commissoes.
Passa a ser empregado no balalhao do deposito da
corle o 2. cirnrgiAo-alferes Joao Jos de Freitas
Bahicnsr.
O alferes do dcimo balalhao de infanlaria Ti-
lo l.ivio da Silva, be addido a uin dos corpos da
corle.
O alferes do 3. balalhao de infanlaria Jos Anlo-
nio de Lima, ni servir no Rio Grande.
O Dr. Carlos llenjamim Petrasi, 2. cirurgio, se-
gu para Montevideo a servir em um dos corpos da
divisan auxiliadora.
Vao servir no regiment de cavallaria ligeira, o
alferes do 5. da mesma arma, Jos Procopio Taja-
res, no I. balalhao de infanlaria, o alteres do 5.
balalhao Joao Lniz lavares.
O lente reformado Ilygino da Silva Cosa Frei-
r, he poslo a disposioo do miuislerio da marinha,
que o rrquisitou.
AVISO.
Rio ile Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 10 de abril de 1855.S. M. o Imperador ha
por bem determinar que Vmc. a^roveitando-se da
viagem que tem de fazer Europa com o fim de as-
sistir a ejposicao em Paris, aprsente por esla se-
cretaria de c*lado um relalorio do que alli observar
sshre armamento, equip*menlo, corrame, e, em
gerali sobre qnae-quer invenios ou melhoramenlos
relativos a arle de guerra. O que communico a Vm.
para scu conhccimenlo e etecurao.
Dos guarde a Vmc.Pedro de Alcntara Belle-
garde.Sr. (iuilherme Schuch de Capanema.
Baixas.
Ao 2. cadete 2. sargento dol, balalhao de inl.iu-
taria Jos da Natix-idade Dantas, e ao soldado do 1.
regiment de cavallaria ligeira Lniz Lionidio Lope*
da Cosa.
Por incapacidade phvsica.
Aos soldados de 1. regiment de cavallaria ligeira
Camilln Jos do Amaral, do dcimo balalhao de in-
fantaria Carlos Ferreira Marlins Biheiro, do corpo
de guarnirn fija de (oyaz. Jos Pinlieiro Caldas e
Roberto Rodrigues da Assump^Ao, e do balalhao do
deposito* du corle Jos Vicente de Souza Rabello.
bito.
Alferes ajudante reformado Honorio Francisco de
Almeida Coelho, a 14 de fevereiro, em Santa Calha-
rina.
Passagens.
Ao 1. cadete do 13. li.Ualhan de infanlaria Hcnri-
que Augusto de Sepulveda Everard, para o 1. dear-
lilharia a p.
Ao cabo de esquadra do corpo de guarnicilo fija
de S. Paulo, Antonio Canuto de Olivcira, para o 1.
balalhao de infanlaria.
Ao 2. sargrnlo do i. balalhao de arlilharia a p,
Francisco Jos da Silva, para o corpo de guarnicao
fija da Babia.
Ao 2. cadete do 10. balalhao de infanlaria. Lau-
reulino Caetauo Soares; para o regiment de ca-
vallaria ligeira.
Aosoldadoda companhia fita de Sergipe, Jos
Joaquim de Santa Auna, para o corpo de guarni-
rn fu da Babia.
Ao segundo cadete da referida companhia, Joa-
quim do Mcdeiros Chaves, para o quinto bataltiAode
infanlaria.
Ao2. cadete do 10. balalhao de infanlaria, Leo-
poldo Augusto de IS'oronlia Feital, para o balalhao
do deposito da corte.
Ao 1. cnlcle ilo 11. balalhao de infanlaria, Igna
ci Leopoldo ile Albilqueii|SM^faranliau, para
meio balalhao provisorio da Parahifta.
Ao \. ca'lele do I., liatalh.lo de iiifautaria, Ednar-
do Comes da Silva, para o balalhao do deposito da
corle.
Ao espiigardeiro do 2. balalhao de arlilharia a
p, ("Lu Iiiiii Jos da Silva, para o balalhao de en
gvuhciros. *
Ao2. sargento do quarlo balalhao de arlilharia a
p, Joao Soares Marlins, para o segundo da mesma
arma.
Ao soldado do 1. halalhao de arlilharia a p, I.ui/
Bispo da Triiiilade, para o balalhao de engenhei-
ros.
Ao ansperada do I. balalhao de infanlaria, Jos
Pedro de Olivcira, para o meio batalhao do Ccar,
sendo reengajado.
Ao 1. cadete do 3. balalhao de arlilharia a p.Jo-
s Gomes Vieira da Silva Coqueiro, para o 1. da
mesma arma.
Ao primeiro cadete do 13. balalhao de infanlaria,
Joaquim de Pontos Marinho, para o nono da mes-
ma arma.
Licencas. ,
Ao chefe de scceAo da contadoria geral, Jos Ru-
fino Rodrigues de Vasroneello*, mais 3 mezes com
meio ordenado.
Ao atieres de civallaria do corpo de guarnirlo fi-
ja da Babia, Bozendo Monleiro de Lima, 2 mezes
para tratar de sua saude.
Ao alferes do nono balalhao de infanlaria, Theo-
lonio Joaquim de Almeida Fortuna, por tres me-
zes.
Ao cadete do referido balalhao, Lnurentino Anto-
nio Moreira de Carvalhn, para frequenlar o cnrso
jurdico de Pernamhuco.
Ao I. lente do corpo de engenheiros, Freileriro
Augusto do Amaral Sarment Mcnna, 6 mezes com
sold e etape.
Ao capcllao Fr. Francisco da Sanli-sima Trinda-
dc, fi mezes com sold e etape, para tratar de sua
satule.
Ao feilnr do arsenal de guerra da curte, Manuel
Antonio Lopes, prorngaco por 2 mezes.
Ao alferes do I. regiment de avallara ligeira,
Firmino Herminio Mcnna Brrelo, 4 mezes para ir
ao Bio Grande.
A' prac,a do I. regiment de arlilharia a cavallo,
Lucas da Bocha Fragoso, para continuar a estudar
o curso geril da escola militar.
Ao lenle do eslado-maiur da 2.'- clsse Jos Joa-
quim Alves, prorogarJIo por 6 mezes.
Ao 1. cadete do 3. regiment da cavallaria ligeira,
Joao Lopes Cirneiro -la Fonloura, para continuar a
esludar na escola militar.
Ao sargento do 13. balalhao de infanlaria Jos
Francisco da Silva, prorogacao por tres mezes, sen-
do considerada de favor a urtica com que veio do
Bio Grande.
Para estudarem o corso de sua arma :
i) FA14IZ0 DAS MILHERES. (*)
Por Pulo Feral.
TERCE1IU PAUTE.
O DOCTOR Si I l'K IO
CAPITULO V
Autos.
Elavam lodos tres assenlados junto do fogao, Chif-
ln. Irene e Sulpicio. CbilTon eslava r.o meio, e li-
nha de responder a douf carinhos.
Que lerias feilo, pergunlnva Irene em voz bai-
xa, na prisao com o carcereiros e guardas '.
Ea leria rogado lano, responden Chillen, que
elles ler-me-luan deixado entrar no quarlo da pobre
Solange.
Mas la nao ha piedade, inhiba filha. Debaldc
roga-se e ehom-se... Eu lainhein lu fui...
Oh niinh i prima, vns- he boa inlerrompeii
1'JiilTon laiirninl., ao doulor um olhar de travesso
rancor.
Sulpjrio alisavu-llie os cabellos rom a mflo.
Elle lainliein lie inclhor do que todas ns^ dis-
se Irene.
Sulpicio leve um dos sorri davam-lhe a plnsionomia uina expressilo 13o parti-
cular.
Maria, disse elle, voss1 ser a primeira que ve-
r Solaoge. Quero que a felicidade venha-lhe por
v.i--r-... Ir sosinha e a presa jo I gara ver sen anjo da
guarda.
Chilln lanfou-lhe os bracos em lorno do peocoeu,
pergoulando :
() Vide o Diario n. 111. ~
Ao particular 2. sargento do 8. balalhao de infan-
laria, Bernardino Candido de Araujo.
Ao cauele de arlilharia a p, Americo Clemente
Duarlc Pereira.
Ao cadele do 1. de infanlaria, Sebastiao Carlos Na-
varro de Andrade.
Ao 2. cadete do balalUo do deposito da corte.AI-
bino Jos de Faria.
Aos segundos cadetes do 1. regiment de arlilha-
ria a cavallo, Oelfino Ferreira Soares, Manoel dos
Passos Figueiroa e Antonio Mascarenhas Telles de
de Freitas ; ao 1. cadele Julio Anacletu Falcilo da
Frota, e ao particular Jeito Tbomaz de Canlunria.
Disposires diversas.
Avisos.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocias da goer-
ra em 2 de abril de 1855. De ordem de S. M. o
Imperador, declaro a Vmc, que emquanlo se Hito
preencher a vaga de almojarife do arsenal de guer-
ra da corle, serviro interinamente como laes, rada
nm em sua respectiva -classe, os respectivos fiis,
subslituindo-se mutuamente no impedimento mis
dos uniros.
Dos guarde a VmcPedro, de Alcntara Btlle-
garde.Sr. director interino do arsenal de guerra.
Rio de Janeiro.Miuislerio dos negocios da guer-
ra em 9 de abril de 185.lllm. e Exm. Sr.'leudo
sido augmentado o crdito aberto a essa provincia
un corren le ejercicio rom a quanlia de 1:8709998
para a verba.llospilae', como consla da tabella
inclusa ; previno a V. Ejc de que nesta dala se ex-
pede aviso ao Sr. ministro da- fazenda para que-se
lome efleclivo o dito augmento.
Dos guarde a V. Exc.Pedro de Alcntara Bel-
legarde. Sr. presidente da provincia da Para-
biba.
Bio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 9 de abril de 1855.lllm. e Exm. Sr.Ten-
do sido augmentado o crdito aberto a essa provin-
cia nocnrrenle exercicio, com a quanlia de...........
T6:1159i88, distribuido* na forma seguinte :arse-
nuesde guerra, 200S ; hospiUes, 1:2009 ; comman-
do de armas, 109080 ; ofliciaes do exercjloe refor-
po de saude, 1:8275866 ; repartico ecclesiastica,
444 ; gralificasiies diversas, 2:4869099 ; reerula-
menlo, 5:0009 ; obras militares, 1:7889315 ; diver-
sas despezas e eventuacs, 1:8209 como consla da
tabella inclusa, previno a V. Exc. de que nesla da-
la se expede aviso ao Sr. ministro da -fazenda para
que se torne eCTectivn o dito augmento.
Dos guarde a V. ExcPedro de Alcntara Bel
legarde. Sr. presidente da provincia das Ala-
goas.
Riojdc Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 9 de abril de I8.">.lllm. e Exm. Sr.Ten-
n, /.o svdo ^pigmentado o crdito aberto-essa previo
ca no correle exercicio, com a quanlia de qualro
cunto* doris, para as obras de um quartel na cilia-
do de Santos, conforme a autorisaeao dada a V.
Exc em 2 de marco ultimo; previno a V. Exc de
que nesla data se cipede aviso ao Sr. ministro da
fazenda para mandar levar a effrilo o dito aug-
mento.
Dos guarden V. ExcPedro de Alcntara Bel-
legarde.Sr. presidente da provincia de S. Paulo-
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 1 i de abril de 1855.Remello a Vmc, para
mandar pagar, o incluso prel dos aprendizes meno-
res do arsenal de guerra da corte, pertencente ao
mez de marco ultimo, na importancia de .1:6519680.
E o previno de que d'ora em dianle estes prels Ihc
sero remedidos directamente pelo director do dito
arsenal para screm pagos, in'dcpcndcnlemente de or-
dem de<(a secretaria de estado, como se pratica com
os dos corpos.
Dos guarde a VmcPedro de Alcntara Belle-
garde. Sr. inspector interino da pagadoria das
tropas. i
Permille-se o reengajamento ao -oblado do pri-
meiro regiment de cavallaria ligeira Antonio Jos
daCunha, passando para o meio balalhao do Ceara.
Manda-se recolber ao corpo o alferes do 3. regi
ment de cavallaria ligeira Gaspar Francisco Menta
Brrelo.
Resumo do mappa dos recrutas no me: d marc,n.
Qualidade da prara;Jol"n!;,,;0S.....'"
v Keci litados.....139
Somma........I t;
EXTERIOR.
Ser hoje '.'
AmanliSa, respnudeu Sulpicio. Agora, queri-
da prima, v preparar-se... Solange tamhem necessi-
la que voss caa na grara do senlinr duque... Hilan-
do disse que nao quena essa riqueza, Maria, voss
nao pensava quanlas pe*soas pode-se fazer felizes
com ella,
He verdade, tomn Chifln, levantando-se ale-
gre, meu Lnriol ser rico !
Kcijando-a, Irene dise-lbe ao ouvido :
Obligada por clip e por mim '.
Foi Mr. de Calieran quera furlou ? pergunton
estnuvailamenle Chiffon. .
Irene encarno-a com admiracao, e murmurou :
INAn Ihc falle nunca disso !
Eis alii entradas e saludas: disse Virginia,
quainlo arbuii-se novamente junto de sua joven ama,
n3o gosto de lodos esse* mysterios... elles irri lam-
ine., por pauco eu meplespediria !
Que, Virginia, queres deixar-me !
Soii-lhe affeicoitda, senhora Maria, assim como
o ferro ao imn, respondeu a camarista, assim como
a vinba an olmo do bello co da Ociania, como
desgrata aferra-se as rrealuras primorosas... Mas nao
lie agradsvel o que acaba .le acontecer-me... Tcnlio
lido muitos romances...nunca deijei um s no meio...
embora lenlia baviilo algn* mui ililliceis de aca-
bar !... vou scinprc al ao Gm... He pois a primei-
ra vez que fico como dizem, em jejum. lsso liutni-
Iha-me.
Tranquilti*a-le disse Chilln, iremos juntas
turrar a pulir Solange...
De veras !... isso nao acaba trgicamente ?
Acaba bem, nimba rica !... nao ebora-se mais
senao de alegra 1
Ah dis-e Virginia contrariada... nao valia a
pena t
Bal ai leiloraa lem geralmenle mui bom corar.lo.
Ninguein poliuria dizer onde ella* sabem antecipa'da-
menle o lia, a hora e o lugar das execuees. EnUlo
levanlam-se s rias horas da madrugada, e muilas
nem deitam-se para lomasym logo seos lugares. Nao
desejam nenhum mal ao condemnado ; mas se por
acaso o governo perdoa, maldizem o governo.
Conhecem o algoz assim como conhecem os actores
LONDRES.
G de ahril.
A historia da formaran do desenvolvimenlo, c da
decadencia dos partidos polticos suggerem um dos
mais curiosos c obscuros problemas nos anime* dos
estados livre*. Qiiem altribuir a* ondas da opinian publica, que semelhan-
le as mares que circalam o globo, levanlam-se, se
enlumecem, e por fim (se quebrara sobre a praia '!
As vezes por urna idea, as vezes por nm chefe,
militas vezes por um accidcnle, raramente por in-
tencao aqui sob a influencia do enlhosinsmo re-
ligioso, alli por causa de independencia poltica
em certas pocas por sublevarlo, em o u iras por
amor de instiluicOes existentes sao os partidos insc-
paraveis das condiees da vida poltica ; sao perpe-
tuados pelas tradees, sao guardados pela hon-
ra, e enraizados na propria natureza humana.
Cnmludo he diflicil dizer nulo se origina o po-
der, que exerce l.lo constante superintendencia
sobre asopinies e aceite* das largas massas do gene,
ro humano. Pela mor parte sao o* proprios parti-
dos ignorantes da fonte do impulso a que obedecem,
do Ihealro. A exeruen capital he apenas para ellas
um melodrama. As que lem as lagrimas facis s3o as
mais perigosas : fariam corlar o pesenco a um inno-
cente de proposito para lerem o prazer de chorar.
Sulpicio e Irene eslavam sos no salao. O doulor
linha lomado um livro.
Voss nao qiier fallar-me, Sulpicio? pergonou
Irene.
O doulor fuclinu logo o livro, Irene aperloo-lhe a
man, e cnnlinuou ahaixaudn a voz :
Rogo-lhe de joelhos, Sulpicio, meu marido, lo-
me precauces...
Esa mulher quer malar-me, nao he verda-
de ? ntcrrnmpeu o doulor com um sorriso de zom-
barla.
; Sim, essa mulher quer mala-lo, estoo certa
disso. Os meios acham-se preparados. O assassino
j recebeu a paga e a arma.
Como sabe voss disso, Irene, se nao desobede-
cen-me ?
O olhar da mullicr abaixou-se dianle do de Sul-
picio.
Son ni u i I o orgulhoso para ler ciumes, Irene,
biniou elle... mas meu amor por voss era sua con-
lianra o sua obediencia...
Meu amor, nlcrrompeu Irene apaixonadamen-
tc, meu amor por voss, Sulpicio, be todo o meu ser...
Para que deu-me outr'ora urna parte de sua vida, se
nao quera que eu o amasse nicamente e sobre lu-
do ?... He voss- que est em mim mesma, Sulpicio,
e o que chamo meu pensamcnlo olla ao sen princi-
pio iodo para vose. A's vezes aquellos pie sao mili-
to lories lem a vista muito elevada, e nao veem o pe-
rigo qoe est a scus ps...
Sulpicio bocejou levemente, c disse :
He a hitorio do astrlogo que deixou-se cahir
no fundo de um poru !...
Elle nao costumava responder assim por urna zom
baria vulgar a expressao de um senlimento terno.
Meu marido, meu marido, nSn o reconhero
mais balbnciou Irene com lagrimas nos olhos.
Vosse exagera ludo, di*se Sulpicio desviando o
rosto. Vio sua mai esta manbaa "
Vejo-a lodoi os dias.
e sao mais hbil linimento oceupados pelo excilamen-'
lo das lulas, do que pela importancia dos seu* re-
sultados.
Se eslas nb.ervaci's se ipplieam aos partidos do
nosso proprio paiz, onde todas as dislincce* desla
natureza sao de vagaroso crescimento e posuem nm
carcter tradicional, sao milito mais applicaveis a
roiilirao poltica dos estados unidos, onde o cresci-
mento e flucliincan dos partidos sao mais repenti-
nos, espontneos, e inconteslaveis. As inslituices
daquelle paiz prescrevem a eleir.o de qualrn em
quatrn anuos,nao s do presidente dos Estados-1'ni-
dos, mas de lodo o patrocinio da repblica. Por-
lanlo a organisacao de partidos he urna constante
ocrupacan do cidadao americano porque elles sabem
que o bom xito no manejo dos partidos enlloca sub
a sua superintendencia os deslinos de urna das pri-
meiras naces no mundo. D.iqni a rpida sucecs-
sio do* partidos, que se tem apresrntado sob varias
dtuiitninacoes extravagantes, como candidatos ao
favor do povu dos Estados Cuidos. l.iicofo-
co*. Bnin, Bumers, c presentemente Know-no-
Ihings. Coufessamos a nossa inhabilidade para de-
terminar clas designajies segundo a respectiva ori-
gem, ma* todava a derivacao das immurtaes deno-
minacocs de Whig, eTnry silo fantsticas e obscu-
ras ; e contenlamo-nos em conhecer alguma cou*a
dos principios, que representan).
l.emos com grande interese um documento le es-
lado, que dos parece ser Hadado com bahilidade e
moderacao, em favor do Know-nolhings, ou romo
prefere chamar-se o partido americano nos Eslados
Cuidos. Ele partido ja lem ublido urna ascenden-
cia decisiva nos eslados septenlrionaes da|L'niao e he
exlremamente provavel que nomeie o snecessor do
presidente Pierce na seguinlo eleicao presidencial.
Mas o principio sobre que o partido he formado he
de miiiln maior importancia do que quaesquer con-
secuencias pessoaes, que possa produzir, porque
este principio podeoccasionar permanentes resolla-
dos na poltica da L'ni.li. Com elTeito o partido
americano enllocase em opposic,ao s prelencocs
rivaes dos antigos chefes polticos, e gnha-sc de que
a sna nrganisaran lia sido completada inleiramente
sem a coadjovacao destes chefes.
O objecto dos scus fundadores lem sido preser-
var os seus designios dos resultados do* uniros
partido* al que possam confiar na sua pro-
pria forra ; e para este fim declarara mui curio-
samente que (i a sua organisacao be mais ou menos
serreta na accaoequasi lotalincnle secreta as fon-
lea deque lira os scus con*clhos e designios. i> Cnm-
ludo a despeito dcsle myslerin que parece tao pinico
adoptado aos costumes polilios do* Estados Luidos
o partido tem inqiieslioiiaveliieutc (atibado terreno
cora singular rapidez. Dzve |iorlanlo representar
ma'ojiitiaiir'jiartilhada pelaaMandes massas do do-
to americano. Osen principal^Jjieclo cnnsislc se-
gundo be declarado, em rchaliilitat os fin origi-
naos da Cniao, reviver o espirito nacional do paiz,
esmagar as faccous, jiue bao convertido a priwperi-
dade dos partidos em urna mera cnnlenda pelo po-
der de dispensar patrocinio e principalmente resis-
tir ao crescimento das influencias cslrangeiras nos
E-lados Cuidos.
Ele ultimo motivo he'mais especialmente o pe-
culiar e inmediato objecto do partido Know-no-
tbings. Declara que nao menos de meio milliao de
estrangeims sao annii dmente levados pela pobreza
ou desordem a augmentar a popularan dos Eslados
l.'uidos; e.que embora eslaacquisieocle trabalho seja
sob ccrlo respeilo ulil a communhao comludn.esles
cniigrantessaognorautesdas|nstituices,das leis.eal
da linguagcm do paiz, e animadbs por um espirito
mui difierente daquelledoscidadaos americanos. Sem
embargo eslas pessoas sao mu promptametile revis-
tadas com a franqueza e o exercicio do poder poli-
tito.
Esta emigraran la exageradlo de phrase, ser chamado o estado
i dislincto na nossa repblica. A sua mar sempre
a crescenle he visivel era toda a communhao. He
a reunida em combinaces mais ou menos separa-
dos nossas mui condecidas e familiares massas de
'i ridadaos nativo*, por lacas de parentesco rstra-
nho, por nacionalidades nao esquecidas e sempre
ii amadas, e por sympathias estranhas ao espirito
< que unir menle mantm o nosso peculiar, lempe-
ii rado c complicado s\tema de liberdade. Peior
do que *to lem desafiado e estimulado a rehira
ii de aspirantes polilicos inleresseiro* e demagogos,
ii os quaes mui fcilmente a tem reputado um plaii-
ii sivel recurso para o uso dos partidos, e a lem
a adulado, lisongcado c seduzido as lucirs dos corn-
il bates departido e desl'arte dado-lhe. urna conse-
ii quencia e influencia mais poderosa para roailjuvar
o perversas ambiges, mais lulalmenle impnlenlc
para realisar qualqucr fim honesto para que as
ii mais alias prerogoiivas de cidadao* foram origi-
nalmentc designadas. A islo podemos arcros-
centar, que ella exerre urna indevida c quasi ex-
clusiva influencia americana, que sempre se esli
'-lureando para perturbar os Estados-Cuidos para
scus proprios intentas sinislros com as poteneias eu-
ropeas, e que he dirigida pelos renegados c aune
xacionistas de lodos os climas que tem procurado
refugio alem do allanlico.
Mas os designios do partido americano nao se li-
mitam a isto. Observa, que mui grande porcSo
lesla eraigraf.ao annual perlcnce a igreja de Roma
cnrpiir.ieaii considerada com desconfianza pelo
maior numero do poro americano, profesando ao
menos urna vassalagem moral a urna potencia estran-
geira e absoluta, e organisada. de urna manen a pe-
culiar para a proninrAo dos fins calholicos-romauos
a cusa das libcrdades que estas pessoas exerceni e
gozara. A*sim o partido americano proclama que
se levanta cunta a accan da igreja calholira romana
nos Eslados-Cnidos, nao por intolerancia das dou-
Irnas desla f; mas por cnnviceaodo que a tenden-
cia do-ta igreja he encorporar os seos adherentes em
um partido, rujo* fins esto em desharmonia enm as
inslituices o espirito nacional do povo americano.
Eslas declarace* sao em grande exten-ao novas
na historia do* Eslados-Cnidos. At hoje no limi-
tadas facilidades c animacao bao sido dulas a emi-
grarlo, e os partidos polticos na communhao bao
professado absoluta indiflerenca para enm a f reli-
giosa dos seus memhros. A experiencia parece ter
convencido ao menos a nina consideravel seccao da
communhao americana, que c*te* privilegios nilo
podem ser sempre tao lilieralmcnlc concedidos
como Inlo sido al boje; e he obvio que os prin-
cipios de*lc novo partido sao principalmente dirigi-
dos contra o acrescimentiAejIraorilinariii do ele-
mento rlantlcz entre a populaco americana, -nao s
e-lraiilios, como papista*. Em inuilos nutro* tpi-
cos o manifest preserva^discrelo e significante si-
lenci, provavclmenle porque embora o Knon-no-
Ibing* seja corilcalmenlc unido sobre alfana pontos,
esta nniSo nilo se estende a lado. Assim a vital
questan de escravidao he deijada em olvido porque
em M.i*sachusells por ex. o Know-iiothings se lem
declarado pela emaucipacan, ao passo que nos ou-
Irusestados tuleram a le sobre os escravo- fgido*.
Anda mais a annexacao de Cuba e de oulros ter-
ritorios nao lie tratada, provavelmente porque gran-
de exlen-an do territorio habitado por pessogs da
raca hcspanbola e da f calholica romana deve ten-
der a enfraquecer o carcter nacional americano na
Luan.
Se estes sao os principio* cslabelecidos do partido
Know-nothi-igs s no- he dado considera-los com
grande s\ mpalhia. Temos sempra contemplado com
sincera .idniiraeao o progresso dos Eslados-Cnidos
emqiiniito he dirigido aos legilimos ohjerlos que s"
devem enconlrar dentro dos magnifiecs territorios
da Cuiao. Cma opiniao menos favoravel da sua
poltica c rniiilr.in foi formada somenlc e ejpressa-
da na Europa quando a opiniao publica nos Eslados
Cuidos foi descarreada por agitadores, ou mal diri-
gida a objeelos incumpativeis com os ilireilos dos ou-
tros! A forra da Cnilo e a paz do mundo seriam
protegidas c mantillas por tuna poltica, que profes-
sa concctilrar a forca do povo americano sobre ob-
jeelos americanos. A linguagcm do novo partido
nos parece ser patritica c prudente, c muito mais
consenlanea com os verdadeiros principios dos fun-
dadores da repblica do que as escandalosas tentati-
vas dos demcratas modernos para cortejar a popo-
laridade a cusa da linnestidadc .6 da honra. O
Know-nolhings deve a sua existencia a urna reacrao
contra as loucuras e excessos dos meetings de Kos-
sulli, do jnrnalismo iran,le, dos sacerdotes roma-
no-, c los ministros de Mr. Pierce, e nao he impro
vavel que Consiga constituir o cgninto governo dos
C*l.ido*-Cndo*, assim como j envin urna maioria
ao novo congresso. {Times.)
Como est ella ?
Tem mais razao, e lembrancas mais precisas...
Queixa-se muilas vezes de nao o ver mais, Sul-
picio.
Falle-lhc a meu respeito o menos possivel, Ire-
ne, disse o doulor mudando de Inm. Eu quizera que
ella me esquecesse, se fosse possivel.
He mpossivcl tornou a mulher vivamente,
Magdalena de Boslan jamis se esquecer de seu sal-
vador. ,
Meu Dos, disse Sulpicio como querendo pela
sua iniplTidade aflectada reprehender o calor com
que Irene fallava, he simplesmenle um desejo de me-
dico... Repilo que deixei de proposito de ver sua
mai. Tenlio necessidade de ncrescenlar que meu
respeilo e minha dedicaran 11.I0 diminuiram '.'... Tor-
no a dizer que para o bom xito de minha tentativa
suprema desejaria que momentneamente ella podes-
se esqneccr-me.
Irene guardn um instante o silencio, c Sulpicio
lommi o livro.
Grossas lagrimas correram pela* faces pallidtis da
mulher, a qual levautoo-se e altavcssou o salao sobre
a pona dos ps. Sulpicio fingi n.lo ouvi-la ; po-
rrt apenas Irene desappareccu, apoiou a cabera na
mao, e murmurou :
Ella val buscar a filhiiiaia.
Depois acrescenlou :
A mulher lenla sempre afaalar a hora do com-
bate... Pobre Irene querida !... Depois de-la lula
nutras... he assim a vida... Se sabir vencedor aqui
dei de applicar-me sciencia... o a sciencia absorve
o linmcui todo... c o hornera nao ve-lhe o fim...
Irene volloo com efleilo, Irazcndo nos braros una
menina lao rosada e 13o linda como a de Sommersct-
Hmi-e. a obra prima de l.awronce, o pintor que faz
sorrir e chorar todas as mais.
Deixe esse livro, disse ella quasi alegremente,
e lome Magdalena sobre os joelhos.
Sulpicio esteodeu os braros. eestremereu apertan-
do a ftlbinha ao coracto. A linda menina gorgea\a.
Que tlizia ella ? lsso aborrece aos ioditTereules ; mas
o pai e .1 mai rsciitam : be mais bello que urna phra-
se de Beelhoveu, mais terno que urna eslrophe de
Ser lord Palmerston o ultimo dos oligarchas ?
Representar um estril principio de governo, que
.(era de ser seguido por tuna revolueao 11 da espe-
cie que o moderado e pralico povo inglcz alguinas
vezes aprecia "' Ou he apenas um accidente algu-
ma causa laura 11 na superficie do trbido Irabalhn
do*elementas polticosum obstculo arcan be-
nfica de um anligo, posloquc anda vigoro*o sysle-
ma, antes do que o seu congenial cxponcnle '.'
Quando lord Palmerston foi chamado a assumir
urna e-pecie de dictadura, e*perava-sc que rcslabe-
lecessea aecao harmnica da machina desorganisada
da governo. A derrota nunca foi contada um mo-
mento do lado de um hornera cujos admiradores o
linham prolegido a fater lano e por isso a na-
ci apena* pergunlava o que viria depois delle.
Com ludo naufragou totalmente, naufragou egre-
giamente perdeu urna popularidad c influencia
que neiihiim estadista gozou desde Pili ou Pcel e
agora enmecam a pcrgunlar, o que deve ser substi-
tuido Dever o systema ir-se cflm elle ou os
Torycs-, 011 oulro qualqner partido poltico no eslado,
poderao desl'arte purificar, e reivindica-lo de ma-
neira que possa outra vez funeciouar 7 Urna cousa'
parece estar universalmenle assentada que nao
pode ser permillido que 05 negocios permanecam
Como se acham. As quesles universaessao o que
he que deve ser feilo ? E quem he que deve
faze-'lo ?
He extraordinario que ambos os ladosna Eu-
ropa continental junio s nossas praias, c ao longe
no Occidente por um semrlhante processo, se te-
lilla chegado s mesmas concliises, pnstoque de
preminsa* mui dillercntcs. Os E*tados-linido* ule
lem sido governados por tima oligarchia. A demo-
cracia, na sua mais pura c mais livre forma, lem
ilumina lu os destinos daquelle immcnso c anda nao
desenvolvido paiz. Comludo o povo nao esl.i satis'
feilo com a ordem de couss ; e um grande parli.
do nacional ha sido silenciosamente formado, o qual
j ameaca fazer sombra a lodos os oulros na com-
munhao. He nolavel a precis.lo com qoe se applica
a situacao do Reino Cuido a descrpr.lo dada, no
manifest do Knnw-nolhing*, da cndilo dos par-
tidos nos Eslados-Cnidos na aclunlidade. Palavra
por palavra o calhalogo delle- serve para censurar
os uossos proprios partido* Whig e Torv, Radical,
Poltico-Econmico, on Calholico-Irlandez. To-
dos os bomens confessam, dizem estes perspicazes
Americanos, que os partidos velhose familiares slo
apenas condecidos pelos lejos orignaos de opiniao
dislinrta. Nos seus Traeos esforcos, he igualmente
apparenle que han cabido n'uma rondicao em que
lem perdido muito da runfianca do novo. E*llo ex-
poatean censura de substituir a* differciicas honestas
de julgamentn sobre quesles de inleresse publico
oulras de lerrivel importancia, e al de maligna,
ejtravagancia. M-uitos assiimplo* interessanles que,
nos preludios do nosso progresso legtimamente di-
vidirn! a opiniao publica, tem manieslameute perj
didn a sua signiflcarao na estima actual ; e o paiK
lem vilo com pozar que como e-Ios tenham sid|>
perdidos de vista, nuvns lopicos, c menos dignos, de
di-russao bao sido colloc.idos em sen lugar tpicos,
que devem ser principalmente notados por baivas
paixoes, para que appellam, c pelos humildes moti-
vos, que prope a urna lula continuada. Parecem
mauter divises em proveilo daquelles que podem
prosperar por m-io dellas. n'uma rarreira, que nao
lem em mira ohjeelo algttm de hunroa ambifao e
apena* lingo referir-se an bem publico. A accao dos
pailidos tem desl'arte, era grande grao, perdido to-
da a dignidad alera da de mera ronlenda pelo po-
der de di-pensar patrocinio, c lem feilo qiiaeto po-
da para infiltrar no espirito do povo una opiniao
de que o governo he apenas um complicado syste-
ma de recompensas para os solicitadores deemprc-
gos, em quem o mrito da fnlelidadc he a ultima e
a menor qualidade que se exige presentemente, a
He precisamente destes miles que o povo da In-
glaterra faz agora ns suas queijasao principio
baixinho, mas depuis em alias vozes tem cedido os
poderes legislativo e administrativo a urna oligar-
chia, e se lem contentado de vacillar entre os dif-
ferentes partidos emque se acha dividido. Masesles
partidos lia 1 a cahido em urna cundirn em que
lem perdido a coiifiauc.a do povo. O povo da In-
glaterra lainhein se vai tomando rpidamente
11 Kiion-nothings. Vai comecando a limitar a alten-
cao a urna grande quc*lo como se conseguir ade-
quadamcnle a execuciio da grande obra do governo.
Vm he porque csteja preparado para arregimeular
agitadores em orna cruzada contra a aiislorraria co-
mo instituirn. Nao deseja fazer-uma revoluto alim
do collocar alguns homens ambiciosos o. pretenciosos
em alias posires. A semclhanca do rampnnrz da
China na historia de l.amh, nao incendiar a rasa
afim deassar o sea leiUo. Nao : prccjsa de homens-
Se poder consegui-los. adopla-los-ha inslanlanea-
mcnle. O* aristcratas seriara antes em sen favor do
que contra. Mas homens seu*, c isto quanlo antes.
Pensava que tinha adiado em lord Palmerston o
que precisara. A sua decepcSb converteu-sc rapi-
dainetilc em ndignaeao. D'aqui o perigo de con-
fundir o honiem com o syslcma e, dependo um an-
uiqiilar o outro.
Em Franca o povo nos lem de alguma sorle pre-
cedido e aos Americanos. O imperador NapoleSn 111
he smente em F'ranca a Know-nolhings. Pensara
alguem que ello he l.lo admirado e respeilado por
sr luonaparlc '.' Nao do ccrlo. O Itiionaparti-mo o
ajudoa a clevnr.se eminencia em que se ach, por
que opnvo vagarosamente se foi arrt fecendo, e afina]
(ornon-se grato ao seu heme moflo. Mas o Buona-
parti-mn, 11'um sentido dymuaslico, n.lo o fez o qoe
elle he actualmente o goveruador da Franca,
au por dircilii de sua descendencia, mas em razao
dos seus fados. Verdade hoque elle representa o
Biiuiiaparlisino como o lio desjala fazc-lo ; mas
tem-lhc imprimido o seu proprio cinho. OBuona-
parlismo, como elle reprsenla, n Know-nnthitigs a
smente a grandeza e a properid,idc da nacio, a
jusla adraiiii-lracan do* negocios pul lieos ea viguro-
sa org.-iiii-acao, e inspeccao dos servicos pblicos e
militares. Napoleao III 11 Know-nolhings dos par-
(ido*, dymuaslico, ou poltico. N.lo legisla para
classes, e he magnnimamente abstinente de crear-
se urna nova aristocracia titular. He urna alavanra
antes para levantar do que para demolir.
He porque lem substituido um forte, salutar, e
vigoroso syslema de gnverno ao estado anarchiro dos
partidos que o precederam estado dos partidos
semelhaiile aos que exstem actualmente na Ingla-
terra e na America e lem creado urna igual.bule
pratica em beneficio de todas .1-classes, que vai
agora sendo considerado como o humera do seu
lempo, e se lem "rapidamenle formado o dolo dos
scus roncidadaos. Se as nossas classes governalivas
repararem noque eslao praticaodo, o povo inglez se
lomar kuow-nolhings ;_e islo nao meramente
no sentido a que nos referimos. J la vai om quar-
lo de serillo que elle totalmente levantou-sc para
tratar dos seus negocios. Doe-nos profuiulamrnle
manifestar a conviccao de que iia elementos promp-
los para omovimenln nacional, mu dillerenles da-
quelles organisados engaos que liinmpharam de-
pois por demagogos rommerciaes ou religiosos
um snhlevacao real do espirito e vonl.ide nacio-
naes alguma cousa que uascera nao das paixoes
ou dos interesses, mas de couvieces profundamente
enraizadas. Se islo coniecar e nunca he prudente
dormir sobre um volrao onde ir parar '.' Nao he
necessario profligar publicistas, demagogos, anuny-
mos ou declarados para chamar islo a coutas. Se
urna iioe."in se infiltrar no espirito nacional de que
aquelle* que al hoje tem sido encarregados da obra
do governo tem interpretado mal ou de-prca lo a
sua mi-sao, nao peder islo fazer que o povo inglcz
se (orne a Know-nolhings de partidos ou privile-
gios, de Iradices ou costumes, e lome com indigna-
ran a trela despiezada ? Nao he irapossivel que
um espirito de juslica leve um destes partidos a urna
nova provajao. Existe alguma cousa 110 actual com-
portamenlo dos Toryes, que antes torne propicio o
senlimento publico, do que o contrari. Mas sertam
elles adequados para a obra '.' Se disto se moslras-
sem dignos nenhum senlimento de partido*se iuler-
ferira na sua Ilimitada popularidade.
Lamartine. E as pessoas maiores e mais graves sao
as que mais graca acham nisso. .
Magdalena eslava sobre os joelhos do doulor.
Bem v. disse-lhe Irene, que voss nao lem o
direilodc arriscar assim a vida !
Sulpicio ergueu a filhinha cima da cabera, e
disse :
Sers urna boa mulher, Magdalena, obedecers
bem a teu marido "!
Nao, respondeu firmemente a menina, quero a
cavallo !
Sulpicio cedendo a esse desejo legitimo, monlou-a
sobre a perna e a fez trotar. A menina gritava e
ra de alegra.
Ha muflieres que possncm o marido inleira-
mente. d/ia comsigoa pobre Irene.
Nao he verdade, Magdalena, tornou ella, que
morrena* se perdesses leu pai ?
Ol sim, respondeu Magdalena, mais mais!
a cavallo !
Na idade que ella tem j era* minha, disse Sul-
picio... Eu aninava-te... amava-te...
Mais do que presentemente.
Que devo eoUto fazer para provar-le que a-
mo-l t
Onvir-me.
Sulpicio depz a menina nos bracos da mai, e
tomn: '
Irene, ucee- ilo de loa vida a**m como neces-
sitas da minha. I)i**e-lc que arriscava* a vida todas
a- vetea que entraras em um estado de somnambu-
lismo ; mas reenrreste a um homem para ires contra
minha vonlade. lsso he mais que una desobedien-
cia, he quasi nina Iraic.lo. Nilo somos um casal or-
dinario, Irene, c aquellos qoe conhecem o coraco
humano sabem que esses lacos muito aperlados sao os
mai* facis de quebrar-*e... Dcixa-me fallar, e Me
le des ao Irabalhn de defender-te ; pois nao le ac-
enso... Eu sonlii! de la primeira entrevista com Mr.
de Calieran em Saint Pierre de Berebere... Nao po-
des objeclar-me que eu inesmn a havia dirigido ;
pois a entrevista precedeu minha caria... Tambera
soubede la visita a esse mesmo Calieran em sua ra-
sa na ra nova dos Mathurim... Se me livesses pe-
l,oril Palmesston esl no carainho, lem desapunta-
do a todos. Qual Sansao faz pasmar, e fascina os po-
lticos friticeiros, que quizerein provat sua ruina.
O ministerio nao he respeilado nem no paiz, nem *
no exterior- Estamos estacionarios quanlo a legisla-
cao domestica, comtodoo lempo precioso vai sendo
consumido em negociacOes, qoe o publico j cometa
a considerar como Ilusoria*. O 11 Dn-nnihiug* n po-
de ser substituido pelo Know-nothings ( nada fa-
zer-equivale a nada saber); eeslere.* como se
acham n- negorin* presentemente, a Inglaterra pode
eutender que semclhante medida seria para peior.
(Morning-Chronicle.)
O Peni'e a Bolivia,
Presidente da repblica peruviana, o general D.
Jos Bu fino Kchenique. Presidente du Bolivim,
o generalD. Manoel Isidoro Belzu.
O Peni em 18,13.Symptomas geraes.A guer-
ra com a Bolivie e a* rendas do estado.Carla do
Sr. Domingos Elias.O congresso de 1853 |e o* tra-
halhos legislativos.Invaso do Peni pelo general
Belzu.Insurrcicao dp lea e de Arequipa.O Sr.
Elias e n general Castilla.Guerra civil.O gover-
no e a insnrreirao.Negocios exteriores.Queslo
da navegac.lo do Amazonas.O Brasil, a lnclaterra,
os Eslados-Cnidos c o Per.ColonisacAo.Ren-
das do estado e divida publica.A Bolivia et.i 1853.
A paz interna e exlerna he sem duvida nenhuma
a principal rundirAe, o primeiro bem para o paiz
onde ludo esta anda por fazer. Hej uina i/rande
victoria para um paiz, como os do novo continente,
quando desorganisado por movimeulos contrarise
rcvoluces successvas, chegar a urna certa regtila-
ridade, e poder se conservar algum lempo no estado
de tranquillidade. A paz traz-lhc a vanlagem de
dar lugar a se furmarem o se eslenderrm os interes-
ses, a progredir a industria, e a searraigarem os h-
bitos regulares, romo que adquire ella mesma pata
bem dizer, novos dados de duraran ; a paz Iraz pois
com sigo sua propria garanta, c lorna-sc urna rea-
lidade fecunda, lie isso Ihcoricamcnte urna verda-
de, e o deveria ser ; infelizmente purera a America
do Sul, na variedade de suas provares e de soas
aguardes, offerecc ainda o leslemunlra de que a paz
pode ser lao facticia como as revnlucnc*, pode nao
passar de urna Iregoa, de urna pausa maisou menos
longa.depois do que um paiz se torne a achar sbita-
mente 1, nradn em Indas as rondires de incerteza,de
que se havia um momento crido livre. Tal he a
historia da repblica peruviana.
Desde 1815 que o Peni, protegido por um gover-
no rcgulamenlo sustentado e legalmenle renovado,
goz\a nina paz completa. Ha Ires annos, o gene-
ral I). H-'111011 Castilla enlregiva o poder sem abalo
c sem difficuldadc* ao actual presidente o general
Jo'.Rulino Echenique. O Pcrii linha sem duvida
muilo por fazer anda para aperfeicoar a sua admi-
nifllracao, desenvolver os scus recorso*, e i 11 laceases
nasceutes ; porm j havia realisadu mais de um
melhnramcnto, linha urna legislaran coinmercial
mais liberal, c se havia necupadn em fazer penetrar
a vida e o trabalho as regiOes as mais ceutraes do
seu territorio : einlim pareca entrar lenla e pro-
gressivamcnlena carreirada civilsaclo pralica. Ho-
je acha-se o Per preza do 11111 duplo flagello, a
guerra estrangeira c a guerra rivil ; esla veio servir
de anxiliarquella c al eclipsa-la. Ha j um anno
que esta siluacn se prolunga, e a lula continua. O
governo dispoc das forcas regulares do paiz ; e a in-
surrcicao lem presentemente sua frente homens
importante* e populares, tacs sao o anligo presiden-
te principalmente, o general Ramn Castillas, os che-
fes militares, o* gencrae* Veraneo, e Sao-Bumio o
um homem de grando crdito no paiz, Domingos
Elias, que foi o inaiigiiradnr desso movimenlo.
Se a revolueao fin- vencida permanecer de cerlo
o vestigio por muilo lempo, e se for vencedora, se
dar urna infraccao da ordem legal. O poder, qoe
enlao surgir ha de ser um poder fraco, e fcil de ser
derrocado ainda,senao comprimir todas as ambiees,
todas as rivalidades pessoaes disperladas e lalvez
lambem esse provincialismo que corneja a se mani-
festar, c que a nada menos tendera do que a orna
vilenla sciso da repblica peruviana. E donde
nasceu essa nova explnsan da anarcliia americana
n'om Ihealro que pareca pacificado ? Sem duvida
da guerra estrangeira,dcsa necessidade de agita-
ran que se alimenta sempre nesses palles,ilo mo-
vimenlo das ambiees pessoaes cuntidas por orna diu-
liirna paz,talvez tambera dos erros e embarazos do
governo. Tudo conspirou para precipitar a nova
crise, e moltrar que ale a mesma paz he facticia
nesse atormentado solo da America.
No annn passado dua* que*les mu diflcrentes
dominavam ns negocios do Per, urna aflectando as
rclariies exleriurcs do paiz, a oulra a sua siloaclo
fiuanceira, ambas igualmente graves c preocupan-
do os auimos. O Peni eslava em guerra com a Bo-
livia, ej se sabe o que deu lugar a esla guerra.
Desde muilo lempo exisliam difliculdades entre n
dous paizes por motivo d'uma moeda falsificada pela
Bolivia, derramada do Peni, e qoe lornou-se um
elemento de perturbarlo em todas as tfansaccoes.
Por nm tratado de 18iT, assignado em Arequipa, o
governo boliviano se havia obrigado a por termo 11
emissao dessa falsa moeda, e nao obstante canlinoa-
va nesse cslranho commercio. Instado pela execu-
rao dos scus compromissos, onlro meio nao achara
o governo boliviano para se subtrahir a toda recla-
madlo, senao expulsar de urna maneirt assas des-
curte/, o enearregado dos negocios do Per, o Sr-
Paredes. Islo aconteca em marco de 185;!. Em
seguida deste Tacto pouco diplomtico, o governo de
Lima decrclava varias medidasque (iravam as mer-
ra lorias boliviaaas exportadas pelo porto peruviano
dido conseibo, talvez nao o livesses esculhido para tan
grande nitin.iil.iile.
Eu quera saber, disse Irene. Quando um pe-
rigo anieara-te. sinto-o. Quera salvar-le !
Torno a dizer-le, replicou Sulpicio, nao te're-
prehendo de nada do que a snriedade chama criiue
ou mesmo falla, reprehendo-te por (eres querido soc-
correr-me contra minha vonlade. reprehendo-te de
poro* ten juizo no lugar do meu com o risco de im-
pedirme o caminho.
Mas ludo isso n.lo agradava a esse bello anjinho de
Magdalena, a qual pedia imperiosamente :
A cavallo, paizinho, a cavallo !
Sulpicio tornou a loma-la sobre os joelho--. e con-
tiiiiinii por algum lempo um galope franco :
Lina boa mulher deve sobre tudo obedecer...
nao lie assim Magdalena *?... Quando q-jizeste reve-
lar-me o pretendido perigo, que ainrara-iiie. rrcpsei
ouvir-le... Dahi resullaram toa tristeza c las lagri-
ma*... Berusei ouvir-le, porqne ja sabia antes de li
o que queras dizer-me, c porque desi pprovava a
maneira pela qual tinhas sabido is*o. Mr. de Cal-
ieran ama Solange ; isso rehabilila-o ao* teus olhos
e lalvez aos meus ; mas nao he ama razio para pti-lo
entre ti c mim... Devo agora fallar-te da socieda-
de 'i... Magdalena, meu Ihesouro, sers urna excel-
lenlecavalleira !... Sci aflronlar a sociedade ; porm
ometile quando be necessario : sao lourus aquellos
que lanrain .1 sociedade um desafio intil... Mr. de
Calieran nao he o homem que recompensar 11 futu-
ro de Solange : certas fallas s resgalam-se pela
morlc...
Que !... quiz Irene inlcrrompcr.
Oh '. Magdalena, minha penda como ests co-
rada !... Repouscmos agora, poi* n3o convm abusar
da equiiaeo... e deilandn a menina sobre o peilo
como urna mai. tornou :
Solange nao conbece seu proprio corceo....
Mas he de li mesma que quero fallar, Irene.., Qoe
soubeste em leu somuo t Que palavras Mr, de Calie-
ran nolou no canhenho f Que le disse a famosa
tranca de cabellos '.'
Knlau he verdade que sabes ludo'.' halbuciou
Irene.
A marquezaaiuer malar-me, continnoa Sulpi-
cio : como poderla acontecer de nutra maneira, se
eu incommodo-a, e ella nunca recuou diante do san-
gue ?... Seu cmplice he Joao Touril : isso he natu-
ral... o instrumento escolhido para ferir-me he
Nieul, anligo criado do caslello.
Mas o laco que ho de armar-te... disse Irene.
A marqueza he hbil. O laco he bem imagi-
nado, embora seja um tanto romntico...
Elle era lerrivel, Sulpicio, lerrivel riissa Ire-
ne mui paluda ; se nao livesses sido prevenido... Os
mdicos sao como os sacerdotes... nao podem recu-
sar nosso ministerio... E esse Nieul queja trataste
por caridade...
Nieul era bem escolhido..... A Morgalte lie
hbil.
A linda Magdalena em vez de dormir, appUcava
todo o seu cuidado em desalar a grvala branca do
pai. Suipicio tirou-a do pesclo e enlregou-lh'a.
N.lo havia menina que souhesse romper como Mag-
dalena 1
J que descobri*le todo, disse Irene, Tico tran-
quilla ; pois ainda que Nieol mande chamar-te, nao
irs.
Irene nao fallava segundo seo pensamenlo.
Irei. disse Sulpicio.
Depois acrescenlou animando-se gradualmente :
Foram vosse* todos qne lanc,aram-me ueste ca-
lumbo... Meu pai esl no co, e dn nao sci o que he
a vintenes... Nao Irabalhn para vingar meu pai, po-
rm para obedeccr-lhc... Elle teria feito o que fa-
11... lalvez raelbor... mas nao teria podido dar a
urna dedicurtto maior parle de sua vida. Nao fallo-
te muilas vezes disso, Irene, porque quero tea amor
c nao leu reconliccimenln.,. Minha tarefa he difli-
cil... Tcnbo dianle de mim obstculo*, em qoe nem
podcsle pensar... So eu eslivesse dianle de um ho-
mem, leria para respnnder-lhc o jugo valeroso e es-
tpido da espada... Se eslivesse em face de qualqner
mulher, poderia recorrer juslica humana... Mas
essa mulher usurpnu o nome de Rostan, c nao quero
macular previamente pelo escndalo o ninho dnde
ahita a nova raca de Rostan, que sera minha obra .
com a permissAo de Deas. Quando eslou eueinho,
interrogo meu pai,.. Convm que o nome de Boslan
permaueea puro.
Mil Til A11


de Aiici .. hendido da Truiquia estipulada pelo Ira-
I.1.I0 .1- Arequipa. Tambera Taxi* chegar ao go-
verno boliviano um verdadeiro ullimalum.peloqual
pedia o destituir,, .lo ministra das relacoes exterio-
res, I.a Paz, o rcslabdecimento da legaco peruvia-
na com lodas as hmir. ,Ue Ib. erara dividas, a
seguranea da eiecurao immediata do Iralado de
Arequipa tcame a falsa raoeda, urna indemnisa-
So polas emissoes anteriores.
Ogoverno boliviano repellio estes pedidos. Des-
de enlao o gabinete de Lima levou mais longe ain-
il annonciava aos Peruvianos que nao ia fazer-
ies a guerra, mas sim levar-lhe* a paz, que outro
lo era o seu o fim, senao coinbaior um governo
"" no- ,l9 nm acto lemporario de pura que liavia destruido as relacoes naturac, o commcr-
ra um governo que nao atiende ncm os ci e a industria dos dous paizes; dizia mais que o
.ssos direilos, nem ao seu d.ver. l'm bloqueio general Eebenique era nico fautor da, hoslilida-
acarrclanaumainterrupc.o de commercio paraos des ocluaes. Depon desla demonstradlo ameacado
poros ncuiios. r;li mtn .-, se demorara em V0||ar paia Q le;r|o-
A oceuparao mililar.que nao he de cerlo um fac- rio boliviano. I'or este lempo, Elias, que se tinha
to raro uo tempo de agora por dillcrenraa interna- ^cixado lirar, como o dissemos, cm Guayaquil, or-
cionaes, garante ao commercio estrangeiro e aos> ?a,li*"v''1 '"na expedirao e desembrcala ao orle
mesmos povos da Bolivia a ronlii.uacao de suas ope
rarocs, e poupa luda violencia qutr nao for eiclusi- 5
vameiile dirigida conlra o governo agressor.., O ''"contra elle o general Tnico, ministro da guerra,
general Eebenique discursiva um pouco, cumpre masantes da chegada das Turcaslegaesja nao exis-
dize-lo como o imperador Nicolao. Qualquer de- ''amis a temeraria c desgrasad? empreza de Tum-
nominarao que desse a medida, era esta evidente- '"* Elias liaba desapparecido. Para onde leria el-
mente a declarado da guerra. O presidente da '" ''"'' '--------
- r,.-...*. \j |hcsiuciuc u .....- Longe de liear desacoroooado com um pri-
Bolivia o general Belzu, por sua vez, responda com meiro revez, parece que se dirigir para Lima, on-
um manifest uellicoso. e amera de invasao do ter- ^p ,,n ,,',,,'* ar- ----------'-
rilorio peruviano. Tal era o estado das cousas sobre
esle poni.
A segunda questilo, toda Blerior, que pesavaao-
bre a siluariio do Per era o desenvolvimento da
divida poblica, que se resolva n'ura dos mais dif-
licultosos encargos. Em veidi.de, a divida interna,
depois de urna liquidado prolongada, que chegava
a seu lermo, se elevava a somma de quasi 21 mi-
IhSea de piastras. L'ma conversao de urna parle da
divida estrangeira, que acabavade ser negociada em
Londres, resuma dita divida a 22 milbes. O Pe-
r se havia alm disso, reconliecido devedor de 2
milhes ao Chil, e para com os estados da anlga
Colombia de cerca de 4 railhoes. m Iralado ne-
gociado com a Hespanha razia presagiar o reeonhe-
cimenlo de urna nova divida. A retirada da moeda
boliviana da circulado linlia de crear outro encar-
go, que muilos calcu!avam em 10 milhoes quasi. A
divida peruviana nao podia.pois, ser no lodo de mo-
nos de 60 milhoes de piastras ou 300 milhoes de fran-
cos. Todos concebem que a opiniao publica se agi-
ta fortemenle comum tal estado de cousas. A pri-
meira quesiaoque a cada om se apresenlava, era o
saber c.imo a isso remediara o estado. Assim a
guerra coma Bolivia e a perigosa exlensao da divi-
da erara um duplo motivo de preocupaees, quando
se produzio um incidente que justamente diza res-
peito a esta ultima questao da divida, mas que na
realidade occullava um verdadeiro alcance po-
ltico.
Domingos Elias, bomem mui conhecido no Per
pala sua grande posicao commercial, assim como
pelos seus precedentes polticos que conlava nume-
rosa Clientela, c (inha com o proprio governo um
vanlajoso contrato para o' carrosamente do guano,
publicara a 12 de agosto de 18">:) urna caria dirigi-
da ao presidente da repblica a respeito da siluacao
linanceira do Per, c das ultimas opcrarf.es relati-
vas a divida. Elias prelendia que a consolidarao
da divida interna havia dado lugar aos mais escan-
dalosos abusos, que linham sido admiltidos ttulos
falsos ou mal justificados, muilos dos quaes em lo-
do o caso, haviam passado por muito baixo prero dos
primeiros possudores para alguns especuladores que
se linham aproveilado para fazer fortuna, exploran-
do escandalosamente o estado. Se nao aecusava cla-
ramente o presidente, aecusava ao menos os que o
cercavam dse baverem prestado essa fraude. As
mesmas impulaccs fazia Elias a respelo das opera-
res fcilas em Londres para a conversao da divida
externa, e neulpavn o proprio ministro da faz'enda
Manoel Mcndiburu, que fui o encarregado de ir di-
rigir essa negnciacao. Emfim, reunindo lodos os
elementos da divida, a elevava ao enorme algaris-
mo de l.">0 milliies de piaslr,-s, no que havia tima
evidente exagerara,). Alm disso accrescentava Elias
que se havia adrede exagerado sem termo, como para
se ter mais espansao, o producto do guano, recurso
destinado para fazer face a esse enorme encargo.
No seu pensar os depsitos de 5110/10 eslarinm es-
golados dentro em poucos anuos,e o Per licaria op-
primido sob o peso de urna banca-rota inevilavel.
Poder-se-hia objectar que o principal aggravo
que fazjam estas revelaces, era contribuir a enfra-
quecer o crdito de que tanto precisava entao o paiz
is nao deixa,iam de produzir urna singular im
O general Eebenique responda publica
;le com recriminarnos, que por sua vez denun
ciavam a Elias, e 0 fguravarn como bavendo pro
Callao.
de alMima aorlo a cnndicao da sua partida ; mas i
gresso se oceupava demais disso cm numerosos Ira-
baln de erginaca polilica ; elaborava orna le
orgnica das municipalidades, volava nm cdigo
criminal que com o cdigo civil, o do processo civil
e o Rediga do commercio recenlemente promulga-
dos, forma urna legislaco completa mais .racional,
melhur adaptada ao espirito do lempo "presente.
Aulorisava o governo para retirar da circulacin
moeda boliviana, c aprovnva emfim diversos trata-
dos diplomticos feilo com a Franca, a Sardenba.
Nova-Granada e Venezuela. O congresso prosegua,
pois, sem incidentes serios o corso da sua sessAo le-
gislativa, carnerada e terminada por aclos de inteira
adhesau poltica do governo.
Todava urna especie de incerteza geral parecia
reinar por toda n parle. A carta de Elias era como
o signal de reunan das upposicoes. Aponlavam-se
as fortunas levantadas, e qifc ae to levantando por
mete deesas operares da divida ; aceMva-se por
outro lado o governo de inaceflo na guerra da Boli-
via ; em lumun manifeelava-se um desgoslo uni-
versal, que noera talvez a menor causa da hesila-
coes do governo.qoando dous fados vleram palenlear
quo critica era essa siluacAo n'um duplo ponto de
vista. Em fins de outubro,. general Belzu. i fren-
te do exereito boliviano, invada o territorio pera-
DIARIO OE PERNAMBUCO TERQ* FEIRA 15 DE MA10 OE 1855

-------.............""" .<* o".- > aniin ooiiviano, invada o lerritorio peru-
ua as represalias commerciaes, e demais a mais en- viano, e oceupav. loso Zepila, Pomata e Juli no
' alsumas tropas e urna frolinba ao mando do departamenlo de Puno. Belzu se fazia preceder por
almirante 1-orcellodo para occopar o porto d. Cobi- um manifest qoe nao era fallo de habilidadc, e no
ja, muco que a Bolivia possoia no Ocano-Pacifico, qu-'
Eataoccuparao, dizia o genera! Echeniqne, nao tein lio
absolutamente por objecto pretencoes sobre o lerri- na
e de bable era procurado pela polica. Alli se re
atavam com effeit lodos os fios de urna mais vasta
conspirarlo. Protegido em sua retirada sem duvi-
da por mais de urna complicidade, inulilmenle per-
seguido, Elias rcapparecia a 20 de dezembro em
Ira a frente de um novo movimenlo, A insurrei-
eflo de lea proclamava a necessdade da reuniao de
um congresso geral para reslabelecer os direilos do
povo peruviano, e a inlegridadc das insliluicOes
violadas pelo governo do general Eebenique. O
chefe real desle movimenlo, Elias, parecia todava
ceder ao general Dom Bamon Castilla, que era Ho-
rneado chefe poltico da repblica al a convocarAo
u congiesso. Urna quesillo bastante grave se offe-
recia, a saber: lea a siiblevacao ramificacocs ?
Nao seria alm disso usurpado o uome do genera1
Casulla, ou seria o anligo presidente efleclvamente
cmplice dos insiirgenlcs '! f.is o que eslava anda
em duvida. A' vista dos sympiomas- de nsurreicao
que se manifeslavam, ogeneral Casulla se dirigir,
segundo parece, ad-^governo, oflerecemlo-se para
mediador, e a ir apaciguar os alcvanlamentos com
sua presenca, sem forjas militares ; elle deixava
presentir que a revolucao serla provavelmenle au-
xiliada por Arequipa c Cuzco. Como o cover-
no nao aceilasse esla modiacao, o general Castilla
pedio licenja para se retirar i Tarapaca, acrescen-
lando que so desembainharia a sua espada conlra o
iuimigo estrangeiro, ou conlra urna tvrannia que a-
mear.asse destruir as instituees.
Entrelanlo. poucos das depois, segundo Castilla
o tiiiha dito, a revolucao rcbcnlava.em Arequipa e
7 de Janeiro de 18M, e por u.n manifest de 13 se
via que Castilla eslava frente do movimenlo. Es-
se manifest resuma lodas as qneixas conhecidas
contra a admnislracao do general -Echenique. Ac-
cusava-se ncllo o governo de ler deixado o paiz in-
defezo contra a invasao boliviana, de se ler servido
da guerra para dominar o congresso, e arrancar-lhe
a approvacao dos ullmos regulamcntos linanceiros,
e de governar" o paiz pela lyrannia e corrupcac-,
Muilo haveria que dizer sobre essa proclamaca, e
mais liada sobre esse novo papel de um homem,
que primeiro fundara a ordem legal no Per. Cer-
lo be que o general Castilla com a sua presenta da-
r inmediatamente um carcter dos mais serios \\
revolucao. Elle era proclamado libertador, gene-
ral em chefe das forcas insurgentes, e ah corneja-
va urna nova ordem de incidentes.
Era a revolucao urna diversao- poderosa, que lan-
Cava em esquccimenlo a guerra com a Bolivia, ou
antes vinha realmente em auxilio do governo boli-
viano, atteabindo necessariamenle sobre si toda a al-
lencao e lodos os esforros da administraban do Li-
ma. O general Belzu nao se liavia nisso engaado,
e deu-se por sufficieiilemeiile defendido do lado do
Per pela iusurreirao, e se enlre elle e os insurgen-
les nao ha urna allianra formal, ha ao menos um
muluo apoio tcito, que resulla da forca das cousas.
A ailuacao do Per, ha seis mezes, que acha-se
inleramenle as alternaljas, c peripecias desla lu-
la. E se procurar-se resumir os prmeipaes factos,
diflicil ser pronunciar para que lado plnda a ba-
lanza. Incerla e mal definida, a revoluto comeca
em Tnmlies, onde he rapilamenle sufocada ; dis-
perta-se em lea para ser anda vencida, mas para
r--------------------r..._ ,,v,,_,s cl lt )lilra 5cr alnua fenciua, mas para
o com urna guerra cumecada ; e ainda assim reapparecer dias depois com mais forca em Arequi-
i- pa. Sustentada pela popularidada de Elias, e pelo
i- prestigio militar do general Castilla, a revolucao
i- parece enlao estender-se, e com effeito ganha Ari-
. .... ,,.- ca, Tacna c Moquegua. Aos levantamenlns do sul
tentar a delicadeza do presidente, e querido responden) iguaes movimentos i.o nnrle, e n'um
ia parle nesi consolidacao, que era o objecto cerlo numero de provincias contraes ; e outros ge-
alaqnes. Nao parara ahi o general Eche- nemes al entao expalriados cliegam para se uni-
nique, como lalvez devera, ja que linlia julgado de- rem i insurreican.
ver responder, e mandou lancar a Elias em prisao, rwn. io,i ..:. j ,
_.,: i i-i i,.isinia. leudo orsanisado nina csnccip de exprri.
e vio-se [peo o governo mais cmbara5ado cora o seu ... n.rl,011I m, A
t io iie msurcoiie:, marcha de A reauina nara ( ii7rn
preso do que rom seu contradictor lvre. Tambera ,\i, "equipa para luzco,
,,3n r.. rfim.-nu. bi- j- Ayacuclio, e Jumn ; mas nada lenha de bem deci-
ofo, dincul.oso a Elias evad,r-se o refugiar-,. sivo. Sovemo lam,(em '
S!Z;:;'' adeVm a rr0" -"''. -endo de se defender no nortea
EUa 4 t d a"Ca' emb"C"-'e em Mandando o governo imm.dialamente contra
.liasd.v.a-se dinmr para a Europa ; era Cas.itla o ministro d, guerra, o general Turrico
la aorlo a cundirn da n,ri;,l. .,. _. llv"i
esle nimio bem snecedido ; e relirava-se
r.aa,a ii r '-------- na era ene muuo ncm snecedido ; e relirava-se
^ m omnta;-6 "", Vt ^ "" ^ Cm '^^ ^ "e '-er matado do se"
am compl,caCoes aclu.es do Per,,. peaueno eicrc|o mi, e lrfre,|los ^^^ quc cm_
i consas se passavam ao lempo que o pesiaran) o paiz, e se rrmstrava pouco disposlo a fi-
we.oqual se rene no periodo de dous car na poltica. O general Viil lambem nao era
cabavade se reunir para urna aessilo de mais feliz em Lambajequc e Cajamarca. A estes
O congresso nao se assignalava pelo revezes sobrevieram outros desastres imprevistos.
r opposicao alguma conlra o governo,an- Lm balalhao de oito ceios homens embarcado na
lo contrario lodos os seus actos e conceda fragata Mercedes pereceu lodo no naufragio des-
e poderes extraordinarios reclamados desse navio. O general Eebenique mulliplicou os
umslanrias ; aprovava tambera o seu pro- esforjos para reparar csses revezes e essas perda., .
uto nos aegoeios do Bolivia, e ratificava a. foi-se por i nenie do exereito. deixando o com-
((etflaaacairasrealisadasem Londres. O con- mando das forcas militares de Lima ao general 1
Brean ae arciinava lUrnii iUcCn nn, ......._____ i i___,_ -,- ,
Fuente. Tal he o poni a que ha ebegado esta re-
volucao que domina boje a siluacao interna da re-
publica peruviana.
Em quanlo esses fados se desenrolam no mcio
incerteza geral, os inleresscs cxleriores nao lem ni-
os seo lugar na existencia do Per em 1833 e 1854.
Algomas complicares se linham dado onlre o nos-
so encarregado de negocios, c o governo do Lima
por motivo de rcclam.ic,Gcs pecuniariasem favor de
muilos dos nossos oaconacs lesa.tos em seus interes-
ses. Essas complicaccs foram aplainadas. Talvez
ainlcrvcncao do clicfc das fortas navaes francezas
sorvisse para moderar opporlunamenle o que bava
de um pouco forte as reclamaccs do encarregado
de nesocios, o Sr. de Kalli-Menton. O Per n3o
i da
Mas enlao... disso Irene.
E com ludo, lornoa Snlpicin, he misler que cs-
sa mullier morra. Emquanlo ella river, nao haver
aMauca para o lilbo de la m3i. nem para a lilha
de Victoria... Emquanlo ella viver, minha obra es-
tira incompleta.
Oual lie teu designio?...
Irene, se Nieul mandar ebamar-me durante
miliba ausencia, n.lo m'o encubras... manda-ine pro-
curar quanlo antes... Nao lentes ajudar-mo... vamos
cliegar no lim, e ? temo a ti.
Irene abaixou a eabefa. Sulpicio tomnu-lhc a
mao que eslava celada c beijou-a : depois disse le-
vaiilando-sc :
Ol Magdalena, adormeceste, e sorris rnmn
um chernbim do eo. Em que sonliam esses anjos
para ler semelhanles sorrisos ?
He a consciencia das boas arenes que d os so-
iiIhis ilelicosos, e a linda Magdalena linlia redutido
a farrapo- a>grvala brincado duulor.
rfujJB llora havia alegre rouniao de familia na ca-
sa do rei Trufl'e. Em lomo"da rhamine collocavam-
se os senhorts de Morgo, Aslrea, Fernando e a ou-
tra Mara de Bastan, rival do t.bidn que era o nos-
so patinillo de Loriol. Francisco de Koslan Tumava
nojanlim. Tinba diminuido]desde um mez, embora
lwl>es.cv> duplo- linha desgottos.
Porcm o '|"e uBls entristeca era a mudaneo pro-
dazida nesse pobre rei TrulTe. Eacava anda balofo,
mas deseania lamenlavelinciitc, romo se cada urna
de snas faces fosse urna bexica mal cheia. Seus ollios
Clavam embaeiados, suas sombraucclh.v quasi sem
ror, e seus cal. los mcio branroi uniam-sr-llic a
fronte ilepnim I... iodos perginiu.vameomaigocotno
elle consrvala anda a forma humana.
Solangc, a envenenattara, nao eleva mais ahi, c
depois de sua saluda rc TiulTe deperecia rapida-
O xelho medico, lypo e smbolo que vimos noaa-
ho.dainarquez-i Aslrea, explieava milito bem esse
plienomeno provando com exemplos nolaveis c nu-
merosos, que m pessoas habitoadas a aer'enveaona-
I.ariamente inorri-ni logo que deixam de'ser as-
aa niadas.
t-m qnanto ao mais seno relacoes pacificas com a
Franca c a Inglaterra ; a 13 de outubro de 1853 as-
sinnava artigos addicionaes convengo postal de
13 de agosto de 1851, a qual regula a maneira de
troca das correspondencias pelos paquetes do Oca-
no-Pacifico. I m agente diplomtico do Per, Bar-
tolom Herrera, assignava ainda cm 1* de junho de
1853 ; com a Sardenba um tratado de commercio e
navesacao, no qual os dous paizes eslipulam mutua
proteceflo aos seus nacionaes, flxam os direitos res-
pectivos de seus agenlcs diplomticos ou consulares,
e se aaranlem reciprocamente vantagens commer-
ciaes. -Esla tratado he valioso por seis annos.
Mas o negocio exterior de maier gravidade por
soa natureza, assim como por suas consequencias
para o fulnro lestes paizes, he o qoe se prende
navesacao do Amazonas e de seus affluentes, e que
he de um inleresse rommum entre muilos paizes,
como ja se vio quando traamos doEquador. Re
feriamos, ha um anuo, que o Per tinba assignado
Cpm o Brasil um tratado pelo qual os dous estados
regiilavam a navegado do Amazonas, e se conce-
dan) um direito reciproco de commercio por esta
grande arteria, que lhes he commum, assim como
por oulras vas navegaveis. D'ahi nascia immedia-
lamenlo urna das mais importantes quesles : qual
o sentido que as partes contratantes ligavam sua
convenci? Prelenderiam ellas reservar exclusi-
vamente para si os beneficios, ou lambem fazer par-
ticipantes dellcs as demais nacios ?
Assignado em 1 de outubro de 1851, o tratado
sobre a navegajao do Amazonas s foi ratificado em
1852, e definitivamente publicado nos primeiros
mezes de 1853. Desde a sua publicado a Inglater-
ra e os Eslados-Cnidos, cm virlude dos seus trata-
dos com o Per, rerlamavan por via de pandado
as mesmas vantagens concedidas ao Brasil. O minis-
tro americano em Lima, Randolph Clay, princi-
palmente diriga em 9 de mareo de 1853 orna nota
ao governo peruviano, exponuo-lbe os dircilus dos
eidadloa .los Eslados-Lnidos a gozar dos favores fei-
tos aoBiasil. o gabinete do general Erbciiique,
sem responder directamente a essas eommuiiiraces,
satisfazla todava da maucira mais liberal por um
decreto de 15 de abril do 1853, que resolva lodas
as duvdas, o organisava jis territorios do Amazo-
nas para os abrir ,i nave|frio. No artigo 2 desle de-
creto se reconheca que as oulras najes que lem
com o Per tratados, que Ibes garanten) o trata-
ment mais favorecido, leriam direito, na poreao
peruviana do Amazonas, as vantagens oblidas pelo
Brasil. Este decreto alm disso abra ao commercio
estrangeiro os parios de l.oreto c .Nauta, marcando
esle ultimo na foz de Ucayali por limite extremo da
navegacao permillda as aguas peruvianas.
O decreto de 15 de abril deu logo motivo para o
ministro brasileiro em Lima fazer reclamaeOes; e
versavam estas sobre dods pontos. O ministro im-
perial, q Sr. Cavalcanti de Albuqucrque, fazia ob-
servar que, segundo o tratado de 23 de outubro de
1851, o Brasil tinha o direito de navegacao e com-
mercio nao s na parle superior do Amazonas, mas
lambem cm lodos os rios interiores do Per, entre-
lanlo que o decreto de 15 de abril limilava estas
vantagens ao porto de Nauta. O Sr. Cavalcanti con-
teslava aoPer [rousa muito mais sera) o.direito de
fazer extensivo as oulras nares os privilegios de
navegajo no Amazonas. Aos olhos do agento im-
perial nenhum tratado estipulando vantagens reci-
procas poda applicar-so a esle rio, cuja navegacao
he loda interior, e so o Brasil, que o pussue n'uma
extensao de 600 leguas, tinha a faculdade de abrir
ou fechar osseaa porlos, donde rcsultava que os go-
vernos riberinhos, em suas convenees com os,ou-
Iros estados, nSo podiam estipular sobre a navega-
cao do Amazonas sem o coiisenlimenlo do Brasil.
O ministro das relacoes exteriores de Lima em sua
nula de 20 de junho de 1853 manlinha todava o di-
reito do Per. O Iralado cora a Inglaterra especial-
mente nao poda deixar duvdas, pois que conceda
aos subditos britnicos a plena liberdade de entrar
em todos os lugares, porlos e ros que fosem aber-
tos as oulras nacoes. Conformando-se as suas obri-
gacoes, o Per nao tinba disposto sen,lo noque I he
tocava sem olTensa dos direitos reivindicados pelo
Brasil como possuidor da foz do Amazonas.
E demais, por urna circular de 13 de julho, o
ministro dos negocios estran^eiros do Per, qne en-
tao era Jos Manuel Tirado, convidava lodos os esta-
dos nlcrrssados como ribeirinhos do Amazonas ou
seus allluentes, a saber: o Brasil, o Equador, Ve-
nezuela e a Nova-Granada, a se reunirem cm con-
ferencia para um accordo sobre esla grande questao.
O que he cerlo lie que a Inglalcrraie os Estados-Uni-
dos nao consideravamseus direilos como duvidosos,
e que o mesmo Per o reconheca naquella occa-
siao de urna maneira explcita quanlo Grao-Brela-
nha, c implcitamente a respelo dos Americanos
do Norte.
Tera o Per depois dessa poca modificado a sua
poltica pela influencia brasileira ? ao menos pa-
rece nao estar mais o negocio tao claramente deci-
dido. L'm novo ministro, Gregorio Paz Soldn,
succedeu a Jos Manoel Tirado, e longe esla a sua
liiigiiagem de ler o mesmo carcter a respeito do
direito das nares eslraugeiras. Esla tendencia no-
va ja se manifeston pelo decreto de i de Janeiro de
I85i, que, debaixo de forma de inlcrprctarjo veio
dar um sentido mais restrictivo ao decreto de 15 de
abril de 1853.
Plena satisfarao foi concedida ao Brasil locante a
navesacao dos* rios interiores, emqnanto que o di-
reito das oulras nares se aeha singularmente es-
curecido, se he que nao est posto em duvida. No
artigo 3 do sobredlo decreto de 185i se diz que,
quanlo aos estados que sejulgarem baseados a re-
clamar a sua admissao no Amazonas, o'governo es-
tatuir segundo os tratados em vigor, e debaixo da'
mais justas cindices ; o que nada absolutamente
resolve. O decreto, como lie de pensar. n.lo deixou
de provocar novas reclnmaces. Em urna ola de
II de fevereiro de I85i o encarregado dos negocios
da Inglaterra, Salivan, nssignalaudo a aberraran da
poltica liberal al ontlo seguida pelo Per, nao
admilliii duvida alguma a respeilo dos direilos con-
feridos aos subditos britnicos pelo tratado conclui-
do a 10 de abril de 1850 enlre a repblica peruvia-
na c a Grao-Bretanha.
Sem se pronunciar abiolulamente Paz Soldn prn-
curava argumentar sobre o carcter especial das es-
lpulac,3es com o Brasil, e sobre as condie.es de re-
cprocidade, accrescenlandoque os favores c conces-
soes a que tinha dire'o a Grao-Brelanha erara os
que exisliam ao lempo da assignatura do tratado de
1850. Muito mais expliclo era ello ainda n'uma es-
pecie de polmica diplomtica trava'da com o mi-
nistro dos Eslados-L'nidos. Nem o Amazonas,
ncm os seus alllaenies perlenccnles ao Per nao fo-
ram. nem serao abortos ao commercio estrangeiro,
dizia Paz Soldn em um despacho de 1f> de Janeiro
de 1851. O tratado com o Brasil, longe de os abrir,
declarou e reronheceu o principio de que sua nave-
gacao deve perlencer exclusivamente aos estados ri.
engorda e da frescura. Era esle. segundo dizem. o
nico segredo de Ninon de rEuclos. A difliculdade
esla em saber servir-se dclle.
Assim o rei TrulTe murria por falla de arsnico, e
o bom vclho receilavaslhc sangras accrescciilando
todas as manhias com a alegra que o tornava lio
agradare!:
Oscnhor duque vivera cen anuos!... cem an-
nos .,. salvo o caso de forra malar.'
Era a_ marquesa Aslrea que servia de camarista
ao re irulle: devemos pensar que elle era bem
Iralado.
A estrella da familia de Murces eclipsava-se nola-
velmenle. Do balde a eondessa explicara ao duque
que as raparigas snenles extravagantes que repel-
len) aquillo que mais desejam ; o duque coroprehen-
dera a repugnancia .le Gabriolla. a qual quera en-
trar no convento, a eondessa o vidam de Pomard
coineeavain a desesperar.
Nao cuidavam mais que am tirar um pe ou aza da
b. ranea; pois o re TrulTe declinava vesivelinenle.
O notario almncava o janlava na rasa. Muilos pro-
jectosrte testamento haviam sido foitos c desfeitos, e
n dmpie moslrava cerla re|Miguanca por esse gene-
ro ile recreiacao.
A marque/, i oceupava o lugar de honra bullante
deseicni.lade ede otilen. Junio drlla eslava Lo-
nelle que nSo desagradara ao duque, e que poda
pa-.ir por sua ber.leira presumptiva.
Do oulro Indo de l.onelle achava-se Fernando de
Rostan remorado pelo ar modesto candido que to-
rnava. Depois o notario rominonsal, depois o poela
Senatlfve, que nao desesperava de teralgum quinhan
na beranra. depois os seiihores .le Uorges um tanto
aborrecidos, depois Gabr-ella partida e triste ionio
do re Irulle loergulhadoem urna leve snmnolencia
Nao be necessano dizer que Lorictle era quem
animara avonversacao. Todos admiravam-lho a gen-
tileza, a randura e a graei. \ raarqueza empregava
sua destrelfl em imprlli-la. quando era neeessarin,
e ronte-la quando Lunotle lomara n freo nos denles.
O rei TrulTe applaudia lambem as vetes os grace-
jos dessa querida menina, e Fernando piscava-the
O ._,, jos dessa querida menina, e remando piscava-lhe
arsnico entre oulras substancias calaraniadas l ternamenie os olhos, por ordem-da marqueza ;poi,
0 duque alagara o sonlio de ver os dous herdeiros
indos peto casamento.
Isso stibdiluia-lhc o coroamento da aldea virtuosa
e pobre, ctralava-se ja das particularidades da cere-
monia.
Quanlo a Scnsltive, esse espirito verdaderamente
sublil, o rheiro do samfonoe da papnula que exalava
essa joven Bretona embriaaava. Elle ovia quando
ella fallava do iique-laque dos moinhos, ou da voz
severa do ocano sobre as praias. Bastava-lhe ferhar
os olhos para ver ranialhetcs de centaureas, espigas
entrelazadas, ancinhos, carrctinlias de mao e fouci-
nhas.
Tinha j pergunlado duas ou Ires vezes:
Ascnhora Mana nao lem saudades do charo
cheiro dos curraes !... Ali ab a vacea preta a
cin/.enla !.... e a que lio enalbada de ruco como os
hois ile nao sei mais quem I
Sensitive esquecia-se de boa vontade do nome dos
poetas seus collcgas.
Diga-me, tornava elle, prefere a pervinca i flor
de chicoria silvestre?... Conheeo ludo isso !... Ire-
mos a Mi'uilou este verJo, o a seanora la achara a
bella nalureza...
Sao as primaveras que fazem os bellos rama-
Hielos, responda Lurielte, e nao ha vaccas cin-
enias.
Tmlos desalarain a rir, c Scnsilive licava mu con-
lentc.
Es.se aroma campestre, fazia elle observar aos
seus visiuhos. sabe-me como un copo de exctenle
liquor... l'm ranasinha nao lena respondido isso....
os rapazinhos aldees sao selvagens... as rapangui-
nbas ile aldea lem o espirito levemente escarnece-
dor e mui fagueiro... Pordoe-me, sunliora Maria, se
emprego o termo ilc rapariga de aldea fallando de
\ me... niuguem respciu mais do que eu seu nome
1 Ilustre.
O pol;i saudou o rei Trufl'e.
Nao ha alTronla nisso, responden Lorielle.
Ese pequeo Loriol portava-e admiravelmenle
I bem, c tinba um desembarazo a loda a prava. Era
um mez Chilln havia perdido quasi todas as loeu-
roes aldcaas: era urna Parisiense predestinada. Lo-
beirinhot. Por esle Iralado nada foi concedido as
oulras potencias da L'niao cojo governo possa recla-
mar a applicarSo, allegando ni direilos de nar,o fa-
vorecida. Quando se fez o Iralado com os Estados-
Unidos, nao se conhecia a importancia da navegado
do Amazonas, e nso era do certo um objeclo que se
pudesse suppor comprchendi lo n'uma convencao ge-
ral de commercio. O governo do Peni nao pode
d.ixar de respeilar seus Imtados com o Brasil, me-
nos que proceda prematuramente em fliar suas idas
sobre um negocio nBo ainda bem examinado.
Baudolph Clay, bem se comprehende. nio se da va
por vencido, e resumindo loda a qnesiao n'nm des-
pacho de 4 de fevereiro, proteslava formalmente
contra toda interpretarlo tendente a diminuir o di-
reito dos Estados-Unidos a gozar das vantasens da
narao mais favorecida. Em summa he evidente-
mente da parte do Per urna maneira menos liberal
de considerar a questao, e Ift devido a influencia vi-
sivcl do Brasil que elle rocolheu-se a urna reserva
ISo pouco favoravel ao commercio estrangeiro e a si
proprio. A discussao lodavia nao se arha de cerlo .
terminada, fica sendo um dos mais importantes ob- '
jectos da poltica da America do sul e parlcolarmen- !
le do Per.
Se esle negocio tem, como se ve, um lado todo ex-
terior, debaixo de oulro aspecto elle se prende ao
desenvolvimento interior do paiz: he a questao mes-
mo da rolonisarao. O decreto de 15 de abril de 1853
tenda a favorecer a emigracao para os paizes do
Amazonas com vantasens teitas aos colonos, conces-
socs de Ierras, isences de loda contribuido, e
pela iirsansacao de um rgimen administrativo of-
ferecendo ao mesmo tempo garantas de protecsao
e de liberdade.
Logo depoi-', em 1 de junho, o governo fazia um
contrato com Damin Sehulz e Manuel Ijurra para
o desenvolvimento da emigracao. Sehulz e Ijurra
se obrigavam a inlroduzir 13,000 colonos no espaco
de ti annos, recebendo por cada colono nula pas-
Iras e trras, urna purea i das quaes lhes perlcnceria
e a oulra seria di.tribuida pelos colonos. Os sig-
natarios do contrato parliram quasi immedialamente
de Lima para o Amazonas cora o primeiro Iraca de
emigrados em numero de 00; havia allemaes, fran-
cezes, italianos, americanos do norte, irlandezes, e
algiins peruvianos; e novos colonos parliram de-
pois. Nestes ltimos annos porcm a emigracao nao
se lem desenvolvido senao com certa morosidade.
De 1850 a 53 a cifra tolal loi de 3,932, sendo 2316
cbius, 1,0% allemaes, e 320 irlandezes. O cresci-
menio de urna popularan laboriosa he entretanto a
cnndicao do desenvolvimento material do Peni, e
desgrana Jmente as revolueOes ii'o Sao o' melbor
meio de favorecer esse pacfico movimenlo de todos
os interesses.
As dillieuida les financeiras, como o indicavamos,
sao urna das cansas da crise existente ; ao menos foi
i) sua re elacao o primeiro signal desla conflagraran
interior. Ora qual he nesle aspecto a siluacao do
Per ? Ella se corape de diversos elementos. O
budgel sempre fixado para um periodo bisannol,
era sobmelldo ao ultimo congresso. As despezas
de 1852 a 1853 linham sido de 11,219,634 piastras ;
as de 1854 a 55 cram avahadas pelo governo em
21,733,867 piastras, mas o congresso as reduzia ci-
fra de 19,882.808 piastras, isto he a pooco mais de
9 milhoes de piastras ou 15 milhoes de francos por
anno. Havia ainda urna asss notavei differen^a en-
tre o periodo que se findava eo que ia comecar. Es-
te augmento de despeza se explieava pela acquisi-
cao de navios de guerra cujo costeio lornava-se mais
dispendioso, pela alTecUe.lo de 3 milhoes para obras
de utilidade publica, e finalmente pela consolidacao
e conversao da divida. Es com effeito o elemente
principal da situar.lo finauceira do Per, puis que,
sobre o budgel latal, o ministerio da fazenda s ab-
sorve mais de 7 milhfles de piastras, e a divida ron-
la nesta cifra mais de i milhoes de premio. J se
sabe pois como se decorape a divida do Per. E
quanlo a operario mais censurada, isto he, a con-
versao que leve lugar em Londres, em que consista
ella ? '
O Per derla a lrglaterra 7,700,000 piastras com
o premio de 6 portento. Entre os credores e o
governo peruviaun levaularam-se dilliculdades pela
ohseuridade do regolamenlo que livera lugar em
1849. Os credores pretendan* principalmente que
a amorlisaeao da divida devcriil.ser ao prejo da pra-
ca c nao ao par, islo be, pelo valor real representado
pelos bous. Alem disso recusavam ao governo seu
devedor n faculdade de dispor da fraccao dos rendi-
mentos do guano excedente da melade alTeclada no
pagamento da divida. Ncstas circomslancias man-
dou o gabinete de Lima o ministro da fazenda Ma-
nuel Mendiburu a Londres, como ministro pleni-
potenciario para um acord com os credores, ou pa-
ra negociar novo empreslirao, afim de pagar os por-
tadores dos aoligosfions. Mendiburu. chegado em
Londres, adopten o ultimo meio, e estendea um
pouco a sua operaran.
Ora o Per deva lambem ao Chli doos milhoes
de piastras a 6 por 100 de inleresse. e linha mais
urna divida interna privilegiada de 1 milh.lo a 9 e
12 por lOO.o que ludo reudido aos bons ingieres fr-
mala i somma ile 10,700,000 piastras, Mendiburu
por lano contrado um empreslimo de 13 milhoes
de piastras a 4 % para cobrir estas diversas dividas.
O que pois resultava desta operarao ? Um augmen-
to, he verdade, de capital mas em realidade urna
reduccjlo na cifra do inleresse animo. E demais,
pelo sistema de amorlisaeao adoptado, seguia-seque
segondo a combinacao nova, linha de ser consagrada
a exlincao definitiva da divida urna somma muilo
menor do que as condicOes que exisliam at entao:
a divida dilTerida de 3 por c^nlo, que orcava em
8,300,000 piastras, cm igualmente objecto le um
regulamento, cujo resultado era, combinando algu-
inas vantagens de amorlisaeao cm favor do estado
devedor, adiantar a poca em que o capital leria de
gozar um inleresse completo.
Como quer qoe seja, a divida em seu lodo, nao
constilue menos a grande difliculdade financeira do
Per. Al aqu se tem a isso prvido com a ajuda
de um producto inesperado ; mas a divida nao linha
as proporrOes que boje lem, e o governo do Per
lalvez lenha demasiadamente confiado nesse recurso
natural, que nao exige nem trabalho, nem industria.
E o ouano estar destinado a se esgolar breve ? Es-
se lempo n5o est prximo sem duvida. O produc-
to liquido do guano fura em 18)1 de 2,390,365 pias-
tras, em 1852 de 4,293,080 piastras, e no bodget de
1854 esta calculado era 4.300,000 piastras. A In-
glaterra s absorve tOO.OuU toneladas; o Estados-
Unidos leen) excedido em dous annos de .'(8,000 ; a
75,000 toneladas. Ha casas consignatarias na In-
glaterra, nos Estados-Unidos, em franca.na Hespa-
nha e na China ; mas, qunlquer que seja o prero
desle recurso para o Per, he evidente que Ibe re-
sultar mais perigo que proveilo, se nSo accrescer
urna oulra riqueza muilo mais solida, qual o que
nasce do desenvolvimento da agricultura, do com-
mercio e industria. He essa riqueza que deve ser
o objeclo natural das primeiras preocupaees de um
riol nada havia perdido nem ganhado. Tinha na ver-
dade om ar de raparigoinba de aldea que enganava
a todos. Simiente Sensitive dizia mais lolires que os
outros, e Loriol linha-IUe una allririo particular
por isso. Sensitive era o bnfao inspido dessa come-
dia. Esle typo nao foi posto no Ihealro por ser fas-
tidiosamente grotesco.
Demais Loriol nao era de ncnhum.i sorte cmpli-
ce rto enredo que Iramava-se em torno de si. Nao
Ihe fra feita nenhuma confidencia, c elle n3o era
curioso. Sua posicao presrnle agraibiva-lhe muito e
n3o podia ler o pensamenlo de tancar a visla fra.
dozava da vida com toda a sensualidad do um mo-
ro chelo de saude e dolado de um appelile devora-
dor. Coma qualrn vezes por dia sem contar os con-
fcilos e bidinhos ; dorma noiles de doze horas dei-
lado em leneees linos e roncando sobre Iravesseiros
guarnecidos de rendas; perfnmava-se continuamen-
te, e a historia diz que abrncava militas vezes a cama*
rsla, urna linda rapariga que comprava-lhe agur-
denle s escondidas.

Se o poela Sensitive livesse sabido que madame-
selle Maria de Koslan a dora va a agurdenle, leria
sem duvida dito: L'm rapaziiiho nao faria isso. .
Loriol viva assim feliz desdcnbaiido o passado, e
sem nenhum cuidado do futuro.
A conversai-o languescia desde alguns minutes
no salao do re Trufle. A marqueza aceitara ao nota-
rio, o qual approximra -se do duque, e aceitara lam-
bem a Fernando, o qual lomara a mao um tanto
vermelba da sua prima Lorielle. A marqueza levan-
too-sc, e rhegando se ao duque disse ao notario com
ar de reprehenso;
Senhor, eu linha-lhe pedido que nao faligasse
nosso charo primo... Nao ha tempo de sobra para
cuidar em todos esse negocios ?
Tempo!.... icpetio o rei Truffe, euio pobre
semblante ennohreria-se pela tristeza, tempo, minha
bella prima... se os annos podessem ser comprados
com o ouro !...
Mas, grande Dos.' exclamen a eondessa de
Moigas, quem metle-lbe semelhanles ideas na cabr-
ea, meo charo duque!... Vossa excedencia falla co-
me se eslivesse para morrer... ao pesso que, gracas a
governo prudente e inlelligente; mas hoje a siluacao
material do Per acha-se necessariamenle dominada
pela dupla complicarlo da guerra civil e da guerra
tslrangeim.
A guerra civil leve por effeito suspender a guer-
ra estrangeira quanlo ao Per. E deu-se islo se-
ment para urna das parles belligerantes ? A Boli-
lla ella mesma nSo gozava de mais Iranquillidadr,
lambem eslava agitada por loda sorte de movimen-
tos revolucionario. O chefe da repblica bolivia-
na, o general Belzu, leve mais frequenlemenle de
lutarem 1853 contra tos perigos internos do qne
contra a forra estrangeira, c dahi sua ineflicacia e
rpida retirada depois da invasao do mez de no-
vembro.
Se o general Bella achon om auxiliar na insur-
reieu peruviana, nao menos favorecido foi o Per
pelos levantamcnlos, que se manifestaram succes-
sivamcnlc em diversos pontos da Bolivia as pro-
vincias de Tarija, e de Santa Cruz. Os raimigas de
Belzu approveitaram a nccasiao para dar-lhc novo
assalto. Diversas tentativas foram feitas petos seus
competidores ao poder, n Dr. Linares, os seneraes
Velasco e Agreda. Era urna anarchia que se esten-
dia quasi por lod? a parte, e nm s laclo basta para
dar a dea.
Ogeneral Belzu havia, pelo que parece, poste a
premio a cabeca de nm prente do general Balli-
vian, o qual fallecen o anno passado no Bio de Ja-
neiro ; levados pelo engodo do ganho, os indios ma-
laram por engao outro homem, estimado no paiz.e
nem por isso dcixaram de reclamar do governo o
preco do sangue derramado. O governo foi ohriga-
do a pagar-lhes a somma c s depois foi que eni-
dou em fazer procurar os matadores. He uessas
obscuras c sanguinolentas lulas que se resume a his-
toria interior desla repblica. Alm de que se
concehe bem que, por sua posicao a Bolivia soflre
de urna maneira particular com o estado de guerra.
As doas vas de Cohija e da Arica.que Ihe dSo sabi-
da para o Oreano-Pacilico Ihe esiao fechadas. Seo
commercio exterior se acha snpprimido por este fac-
i, e I- los os seus recursos interiores estao esgola-
do. He urna suspensao real de lodos os inteiesses.
E o qoe perianto concluir dahi se deve ? Que a
siluacao actual nao hmenos desastrosa para um que
para o oulro paiz, uo meio dessa confusao de guer-
ra e de revolucao. Assim lem-se, n'um duplo e
vivo exemplo, o espectculo dessa contradicen per-
manente enlre paixoes que conduzem incessanle-
menle a lulas esteris, e urna civilisacao material
sempre contrariada e aprazada, e sempre desviada
do seu fin pratico.
(Annuairc det deu.r mondes.)
IHTERIOR.
RIO DE JANEIRO
29 de abril.
Pelo vapor 1'iamSo, chegado bou lem do Rio d
Prala, recebemos jornars de Montevideo al 20 e d
Buenos-Ai resale 18 do crrenle.
Por Via de Montevideo temos noticias de Corrien-
tes at 8.
A tentativa do general Caceres foi mallosrada. A
29 do mez de marro chegou este general ao Salto
com 4 i bofes, 7 ofticiaes e 19 individuos, lando pas-
sado o I rusa no riada de Mendes. A' sua rllega-
da, apresentou-se o commandanle Abella, com urna
terca para desarmar os refugiados.
O governo de Corrientes augmenlou as suas tor-
cas consideravelmeale, e refurrou-aa na fronleira de
Entre-Rio;.
O general Urquiza havia mandado qualrn divises
de 1,500 homens para a dita fronleira.
A ebos.ida do general Casseres ao Salte, foi in-
terrogado peto chefe poltico e pretenden) alguns,
que lizera revelarles importantes. Com a submissan
de Caceres, Iranquillisou-se completamente a pro-
vincia de Corrientes.
O riamao Irouxe -nos noticias do Paraguay at 12.
As iiegociaroes entre o governo do Paraguay e n
plenipotenciario brasileiro conliuuavam a fazer-se
em na harmona, e licava sabida do vapor Humea-
do um plenipotenciario para entrar cm ajuste defi-
nitivos com o nosso governo.
lie ludo quanlo nos refere o Commercio dfl l'lali,
e que com satisfarao transmitamos aosleilores.
De Montevideo nada ha de imprtame.
Fra disculjdo e appravado com modifieaees, o
piojelo para a creacaode um banco nacioi al." '
O Sr. coronel Balite pedio e obleve demissao do
cargo de ministro da fazenda, e foi nomeado para o
substituir o Sr Asell.
De Buenos-Airres nada tambera ha a referir,
alm do reccio de urna invastode Indios, que todos
os dias se mostrain mais indmitos. A imprensa de
Buenos-Ayres reclama medidas enrgicas com o fim
de comer os Pampas. Aconselha lambem a uomea-
e.iu de enviados, que tralem tamigavelmente com os
caciques mais poderosos e ricos.
Temos datas do Pacifico al 1 i de marco.
O Chile ronlina em perfeila Iranquillidade. No
dia 25 devia procedor-se eleieao dos deputa-
dose senadores, e nao se nolava nenhuma agi-
tarn nos circuios polticos em consequencia da sa-
tisfcelo que todos linham pela boa marcha dos ne-
gocios.
No Mxico continua a guerra civil. O general
S.iiirAnn,i siislenta-sc, porm a revolucao faz pro-
gressos c cr-se que outro caudilho mais prestigioso
oceupara o lugar de San!'Anua, apezar de ir dando
um resultado satisfactorio a volacAo que elle impoz
ao Estado, relativamente sua pessoa.
Do Panam consta que a grande obra da unblo
dos dous mares, por intermedio de nm caminho de
ferro, est de toda terminada.
A 28 de (evereiro eulraram no Panam as loco-
motivas e trens, que sahiram de Colon no mesmo
da. Este aconlecimcnlofoi celebradonolslhmo com
grande enlbusiasmo.
Do Per muito pouco podemos dizer de provei-
loso para esla repblica. .
Com a entrada de D. Domingos Elias para o mi-
nisterio da fazenda, he provavel que melhore a si-
luacao.
Convocou-se a convencao para o dia 15 de julho.
No decreto de convocado se liega o direito de ci-
dad.'io a lodo aquello que liver servido ,i causa de
Eebenique, desde o dia 20 de raaio de .1851. Esla
medida foi considerada altamente impoltica.
Hnu'vcrain no Per alguns conflictos diplomti-
cos, enlre o governo e os ministros francez, inglez e
brasileiro, em consequencia do una circular que
obrigava os asilados as legarnos a pedirera seus
passa portes para o Panam.
Belzu, presidente da Bolivia, apresentou urna
mensagem ao congresso, que coirvocou exlraordina-
jiameute, na qual renuncia ao poder. Os jornaes
de Valparaso, tratan.lo dessa renuncia, sligmatisam
o procedimcnlo de Belz, e declaram que be mais
um meio empregado para se perpetuar no poder, c
que nao veem uo seu modo de obrar, oulra cousa
mais do que o seguimenlo da polilica do ex-dictador
de Buenos-Ayres.
Por decreto de 16 do curenle levo merce Fran-
cisco Urimo Machado, da serventa vitalicia do olTi-
cio de asertos* de orphaos e ausentes do lermo de
Inhamhuqiie da provanria da Babia.
Por decrete de 23 do dito mez, foi nomeado o la
helliio Nomnalo Jos da Silva I --citas, para ser-
veiiliiariu uo olllrio de tabelliao do registro geral das
hypolhccasda comarca da Pomba da provincia de
Minas Geraes.
( Diario do Rio de Janeiro.)
PERMBICO.
COMARCA DO RIO F0RM0S0.
Villa de Serinhaem 1 de maio.
Saibam quanlos esla minha carta virem, que eslou
Dos, os bolrtins do doulor sao cada vez mais Iran-
quillisadores.
O rei TrulTe meneon a cabeca.
Ah lornou a eondessa inclinando-se-lbe ao
oovido. bem sci o que Ihe falta, meu pobre amigo.'...
O s'enlior he tao bem feito para apreciar as lernas
delicias do coracao!... Urna eompauheira amorosa e
dedicada...
O rei Traite volveu seus olhos lnguidos para Ga-
briclla, a qual sonhava lambem pallida e muito mu.
dada.
Ella recobrar ao mesmo lempo a alegra!
disse alternamente a eondessa.
Aslrea inclinada ao oulro ouvido, tomou as raaos
do duque e murmurou :
Veja esses dous pequeos, qie quadro- delicio-
so para um pai!... E nao he vossfl com effeilo pai
del les, pois prclcn le faze-los venturosos *
He justamente para assegurar o futuro dellcs...
quiz insistir o notario.
A eondessa de Morges. o vi lama de Pomard e As-
lrea exrlamaram juntamente. Sensitive goslava mu-
lo de ouvir filiar de testamento, dava buhles de
Ihealro ao notario e viva de esperan;..
Smln me fraro boje, disse o pobre duque re-
costando a caber, sobre a poltrona.
He lempo, insinuou a eondessa; tenlio minha
nevralgia da fonlc esquerda.
Se isto nada reiider, dizia comsigo ovidama
de Pomard, n*o ha juslica nesle mundo !... Ter vi-
vido assim faslidic-iamenio durante mezes inteiros!..
Volloii a cabeca para dissimular um hocejo deses-
perado.
Pobres pequenos I lornou o rei Trofle endio-
sando nina lagrima, porque o pensamenlo de seu
fim prximo fazia-o chorar militas vezes: terao vos-
ss saudades de mim *
Dirigia-sc a Fernando e Lorielle. Esla respoqdeu
simplesmente sim; Fernando fez um discorso.
Que deslino extraordinario! exclamen Sensi-
tive. Nascidns no mesmo lugar... un lomado Pa-
risiense e ornado de lodas as gracas da civilisacao...
o oolro rhegando dessas praias primitivas, onde a
lem pealada...
E ambos encnnlrando-se era minha casa, c-
vivo, e bem vivo; peto que passo ;dnr-lhe noticias
miuhas.Sim, meu charo, amigo a prova da que
ainda nao morri lie que Ihe posso escrever esta, por-
que vivo, lao lepdo, e vigoroso, gracas Dos e
apezar dos meus cincoenla cajus bem como qual-
qoer mancebo de boa caladura, e forte tempera.-
He verdade, que .i malditos febres quasi me ra-
para o volto, e arraslr.m-me contra minha vontade,
e de minha chara familia p,ra o fresco paiol do meo
Bvm. vigano. o qual talez ja eslivesso com o olho
em mira preparando-mo a competente licenea para
meu ngresso, e bda viagem assim como ou'tro, es-
taara a espera de serem preferidos na enrommen-
da da armeeao, da musita, e mais concomitancias,
porque como sabemosmorrera unt para bem de
onlros.-Hojc nao sci como agradeca Providencia
por haver-me restituido saude, e salvado a vida,
assim como nao Idilio expressoes para elogiar ao
meu Esculapio, que acerlou com a cura, e logrou
loda aquella genle da igreja,|que ja me esperava!...
Ah .'meu charo amigo, quero fallar-lhc do famige-
rado, e lllm. Sr. Dr. Ignacio Nery da Fonseca, que
prximo desla freguezia reside e com a maior promp-
ldao possivel presla-se, e acode aos mizaros enfer-
mos, pelo que he o nico Santelmo dos moribundos,
ou safra rida., como Ihe chama o Honorio, desla
villa ; homem de dilos chistosos, e opropriados ) lal-
vez a semelhanra de cerla cousa de borracha des-
coberta, e usada para alivio, e refugio dos nufra-
gos.Isto posto, e sem mais rumprimcnlos passo a
dizer-lhe o que ouro, o vejo pois tenho oovidos para
ouvir, olhos para ver,e nao sou habu' de ninguem.
Comerarei por dizer-lhe, que por aqu as bexigas
e as febres eslao lavrando em grande escala, e leem
feito victimas sem conta.Ha bem poucos dias sou-
he, que um pobre homem vindo do sul em urna bal-
sa de raadeiras foi accomellido daquelte -lerrive1
coiilagio.e delle suecumbio nesla villa de Serinhaem
longe de sua infeliz familia, a qoem s Dos sabe
quanlo nao ser irreparavel e sensivel a sna perda.
Tambem no dia 20 do mez ultimo fallecen das
malditas lebres Manoel Alexandre de Sou/a, rom
senhor de engenho Ubaqoinha, laborioso agricultor
c culail.lo pacifico, e honeste.
Por aqui appareceu ltimamente nm Escolapio
de nome Dr. Simplicio" propagando a vacena, no
que foi feliz, e lambem pouco se deleve a lista das
ordens, que Irazia. Parece que o governo nao pro-
cura avahar dcvidamenle o grande numero de ci-
dadaos qoe animalmente perde no interior da pro-"
vincia pela falta absoluta dos necessarios recurso*, e
perfeilo abandonoapenas adoecem. Na verdade,
contrista a Iodo homem sensivel a lembranra de que
muilos conlos de ris se cscoam cada anno inulil-
menle, quando ao menos alguma qnanlia se pedera
applirar para ler-se em cada municipio do interior
um facultativo hbil, c unta boa amholanrii para
prestar os respectivos soccorros aos enfermos pobres,
tanto mais quanlo em todos osorcamenlos provin-
ciaes se v sempre consagrada a verba de 5009000
para um rirurgiao de partido da eaiuara municipal
do Becifecom o encargo os enfermos pobres, os
quaes nao devem merecer mais enmmiserarao que
os de outra qnalquer parle, pois ao menos ahi
ha outros facultativos e outros recursos que
se Ibes prestara Igraluilamenle.e no interior lu-
do falla completamente. Era para desejar, que os
honrados memhros da assembla legislativa desta
provincia, conscios da deficiencia dos patrimonios de
algumas cmaras municipaes. e por isso da impos-
sibilidade do preenchimenlo do que a respeilo lhes
lie incumbido pelo arl.69 da le do 1- de oulubro
de 1828. se lembrassem dessa salutar medida pira
firmar mais um titulo de acrisolada gralidao da po-
pulacho do interior, a qual tambem tem de eoncor-
rer em setembro do correle anno para recomposi-
cao daquella represenlac,ao.... Para bom entende-
dor meia palavra basta....
Nao menos notavei he a falta da necessaria repa-
rarlo no importante edificio da cmara municipal de
Serinhaem sendo ecrlo que se a elle nao se acudir
infallivel ser a total desmoronarlo. No pavimen-
to terreo desse vasto predio acha-se collorada a ca-
deia publica tao ^-u> la qoe raro he o mizeravel
all entrado que nao sabe com mais urna molestia do
que a que leva, se por ventura nao passa muilo lam-
pero para as pralelciras do reverendissinio vigario,
assim como he lao pouco segura essa pri gue de carne humana, que por innmeras e fre-
quenles vezas fogem da gaiolla lao innocentes pas-
saros, como ha bem poucos dias que a arrumbaran)
iara-se transferindo para ar mais puro, e lugar
mais livre, se nao tora a revelacaoque fez um dos
presos o qual por esta forma quiz inspirar confianza
c por oulros bons modos e brandos metes agradar ao
carccrciro para o separar dos oulros, e colloca-lo om
ponto mais franco, donde fcilmente se pode evadir
como pralicou no meiado do crrente.Coilado !
era um pobre homem i quem apenas se imputavam
tres mnrics feilas no mesmo tempo, e com a barba-
ridade de um fra sanhuda !!.... Todos os annos
our.ii dizer que se consignara fundos para reparos e
coocerlosdascadeias, mas para a de Serinhaem nun-,
ca appareceu esse beneficio, donde he conscqucnlr,
ou que por aqui ninguem deve ser preso,nem mesmo
os criminosos, ou alias se deve tolerar a evasilo dos
que assim la cstao { sem ser pelo que nos fizemos )
aliin dse realisar o dito aos morios sepultura, e
aos presos escpula.
Ja nao fallo na obra da matriz desla freguezia,
porque a considero.e chamode Santa Eogracia
era razio de nao ler fim. Estou persuadido, que
nao sera possivel concluir-se essa obra so com os
soccorros oblidos pelas continuas choradeiras do
honrado vigario pelas casas dos fiis, e os tenusi-
mos recursos pecuniarios prestados pelos cofres pro-
vinciacs, porque lie preciso sabor-so que a reedifica-
cao dessa igreja he desde os alicerces, c ella lem de
constituir om magsetoso templo, para o que aquello
digno pastor ha ludo delineado, e poste em acrao
cora zelo singular. Necessariamenle dar-se-ha que
nao lia dinheiro para lautas cousas, mas sera islo
exacto quando vejo superabundar capilaes para
ciiiislruccJo de thealros, e oulras obras de luxo
Pois s fallara, e escaceam-se a capilaes para a edi-
ficacao da casa de Dos 1 Nao somos chrisiaos, e
nao he nosso dever propagar o culto da santa reli-
gSo que seguimos, verdadeira, a nica base de lo-
da a civilisacao ? Ol sim, o mesmo Dos ha de
ajudar aos que em tao pouca conla leem essas cou-
sas mui dignas de especial veneraran Muera diria
que a villa de Serinhaem, o Ihealro de lanas c 13o
gloriosas accoes referidas na histeria nacional, se re-
duziria ao estado de consummado, e perfeilo aban-
dono cm que se acha, como a mais mizeravel e ri-
dicula aldeia ?!.... So a mais inqualificavel indille-
renea lindera a isso dar lugar.
No convenio dos religiosos de Son Francisco da
villa de Serinhaem, na semana santa ullima, apenas
commeraorou-se o acto do Descernmcnlo da Cruz, e
houve a procisso de Enterro acompanhada da ban-
da de msica de paucadaria aqui existente, sendo
que gostei muito de ouvir aoRvm. padre mestre fre
crescentou o rei TrulTe, he a mao da Providencia....
He misler que sejam telizes.
Ergueu-se ajudado por Aslrea e tornen com os
olhos uui tanto animados :
Mtoha delcrminaeau est temada ; ninguem
raorre por fazer suas disposires...
Pelo contrario disse o notario.
Eslou aqui rodeado da amigos, conlinuou o rei
TrulTe; leia-me o projeclo de testamente eos autos.
Aslrea deu um longo suspiro, a eondessa curvou a
cabeca, eo vidama proferio inleriormeule urna mul-
lido de pragas. Gabriella nem sabia de que irala-
va-se.
O notario tirou do bolso um maco desses papis
robustos e amarcllados que desprezam com ra/ao o
papis de carias. Por esses papis Scnsilive infiel le-
ria renesa lo o pilrileiro Mondo, sombra telha-
gem do azevinho, e mesmo os lagarlinlios que cor-
rcni zgucagiie pelos muros radiados.
Houve um silencio. O notario alimpou o olhos e
eo mor mi :
No anno de mil oilocentos e cincoenla e dous,
aos vale e nove das de novemhrn. comparecern)
peranle... e seu coltega : primeiro o senhor Jos Pe-
dro Corenlino Durand de Lapierre empregado no
commercio maior, residente em Pars na ra do
Vicux Colombier n. :1 abaixo assignado ; segundo
a senhora Celestina Sidnnia Ko vinva rendeira,
maior, residente em Pars na ptaca do Caire n. 1
abaixo assignada; lerceiro Jnao franiisco Tunril ne-
gociante, maior, residente na chapelle Saint tems
perto de Parts na ra daGnulle il'Or n... aballo as-
ignado ; qoarto Pedro Mara Goudeau Quicial infe-
rior da alfandega, apo-enladn. maior, residente em
Plouesnon cotias do norte) abaixo assignado.
De orna parle.
De oulra parte:
Primeiro o senhor JoSo de Rosten rendeira, me-
nor, resllenla ero Pars na roa.de Matsimo abaixo
assignado ; segundo a senhora Maria de Koslan ren-
deira, menor, com a meama residencia.
E foi declarado:
Primeiro pelo senhor Durand de lapierre, que aa
dia quatro de novembro de mil oilocentos e trinla e
Ignacio de Santa Urabelioa, a ao Rvm. vigario desla
freguezia, o padre Demetrio Jacorae de Araujo, que
pregaren) dous excclleules sermoes fnebres, e bem
apropriados : para a celebrarlo desles aclos reli-
giosas muito concorreu o Sr. Joao Fcrreira da Fou-
seca chrismado por Joo cibera em razaa do
seu estro potica, que audou a padir esroolas por to-
da esta feguezia, mpenho esle mui touvavel em
ama apoca de poraphilosophismo, oa aciutoso me-
nosprezo do culto di sagrada religiao, principalmen-
te ncslas alturas, em qoe qeasi a lolalidade dos seus
habitantes pela distancia de seos alvergoas sede da
villa, onde ha igrejas, e pela grande falla dolas al-
gores, s ouvom missas e vao aos templos, quando
muito nos primeiros dias santos do Natal. Que bel-
lo progresso Viva a patria !
Ia-me esquecendo de dizer-lhe, que na procis-
so de Enterro muilo distinguise o Dr. Simplicio,
de quem cima fallei, fazcudo o papel de ('.entu-
nan.
A ordem publica nesle termo conlini a ser nal-
teravel, e reina a paz octavian., sendo que apenas
um tresloucado ousoo, ha poucos dias, resistir jas-
tita publica, quem tora tomar-lhe essas contase fa-
ze-lo expiar caro o sou loqco arrojo.
Quanlo i seguran;*- individual, apenas lioove nm
assassinalo no engenho San-Gaspar, e ootro no
engenho Ubara, em consequencia de lulas havi-
das enlre os que foram beijar o p de Chrislo a os
que os mandaran), e evadiram-se mais depressa do
que passaros quando voam avista do cacador. Tam-
bera houve um espancamento no enganho Serri-
nha e achou-se enforcado um prelo torro nos li-
mites do engenho Palma -, por suas proprias
mais. segundo dizem, noque nao Ihe loare o salto,
se bem que em goslos nao ha escolha.
Finalmente, nao deixarci de mencionar um oulro
assassinalo brbaramente feito as vizinhancas do
engenho Carneiro.
Na ulliroa'sessao do tribunal do jurv deile termo,
presidida pelo mui digno juiz de direilo o lllm. Sr.
Dr. Joao Baptisla Goncalves Campos, foram julgados
Ires reos, sendo dous por crime de morte, dos quaes
um loi condom.iado a gales perpetuas, e oulro, que
era escr.vo, acontes, e o lerceiro por offensas phy-
sicas foi absolvido.
Oulros processos fora o submetlidos, mas pela oc-
currenle necessdade de certas diligencias para me-
Ihor desrohrimenlo da verdade e apreciarlo da justi-
ca, deixararr. de ser julgados, assim como nao o foi
mais oulro por ler o reo opposto a excepcao do toro
da soa culpa, a qual foi recebda. Na verdade, lor-
na-se notavei, e merecedora de elogios, a maneira
porque aquella Ilustrado magistrado preside ao dito
tribunal, nao s pela restricta observancia de todas
as solemnidades, senao pela ereumspecrao e urbani-
dade com que se porta.
Posso affirmar-lhe. que o Sr. Dr. Campos tem sa-
bido al hoje mantor nesla cmara a dignidade da
sua posirao, fazendo-se respeilar por lodos sera ex-
repcao, e oblendo a sympalhia a estima geral, nao
s pela sua inleireza a loda prova e impsrrialidade
cm suas decisoes, como pela illuslracao e cavalleiris-
mo a par de plena modestia, que sobremaneira o ca-
raclerisam, no qne so prestamos preilo' ao seu reco-
nliecido mrito, porque nao estamos acostomadea a
lisonjear, nem delle dependemos, nao obstante hon-
rarmo-nos de sermos seus apreciadores ltennosos.
Corre que em breve elle viraresidir nesta villa, afim
de ver se com a miidanca de clima consegue algo-
mas melhoras em mis pequeos tumores, que Ihe
sobrevieram em urna das pernas, pelo que lodos
esperara anciosamente, fazendo fervorosos votos pe-
lo seu reslabeleciraenlo. Outro tanto j nao se pode
dizer do nosso juiz municipal o Sr. Dr. Theodoro
Machado Freir l'ereira da Silva, o qual pooca co-
pia deu de si los poucos dias que por aqui esleve.
Dizem que esle moco lie inlelligente. mas he inne-
gavel que est ainda um pouco neophilo em pralica
forense: tambem Ihe dito os epithetos de inflexivel,
c sizodo, o que no ponho em duvida. Entretente,
he para desejar, que o Sr. Dr. Theodoro, para bem
poder administrar juslica, v perdendo as ideas de
roeleic3o;porque'para mim.qnem exerce o sacerdocio
da magistratura, nao pode involver-se ni polilica,
entidades diversas e inconciliaveis, assim como Ihe
pedimos com instancia, que esteja em suarda cem
um seu prente, que veio advogar peranle o seu jui-
zo, pois isso ha de dar que fallar, principalmente
quando elle decidir a favor dos dientes daquelte seu
ronsanguineo. Parcce-me que nm magistrado devo
ter todo recalo no seu proceder para que soa repo-
lacao se torne inmaculada. Perdoc-me o Sr. Dr.
Theodoro por Ihe fltennos cora esta franqueza a
lealdade, de qnem nao desoja viMo desacreditado no
principio de sua carreira, por cerlos maganos enca-
necidos no inleresse, bem como plantas parsitas-
que s serven) para absorver o suero das nutritivas.
Acredite o Sr. Dr. Theodoro, que as nosaas palavras
nao leem por fim doesta-lo, e anles as nessas inten-
efies, e puros anhelos, slo para qoe elle faca om bri-
Ihanlc qualriennio da sua judicatura, e nella pros-
pere rpidamente, pelo que nao deve tonar a rae
parte o qoe Ihe dizemos em prl da sua propria dig-
nidade. Oxal, que elle imite ao seu antecessor o
Dr. Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drummond,
cuja falla ainda hoje he geralmente sentida.
Urna ver. que Ihe lallei acerca do Sr. Dr. Theoia-
ro, digno juiz municipal do* dous termos reanidos
de Serinhaem, e Rio Fnrmoso', nao serei mudo sobre
os que o Acarara subslituindn durante a sna au-
sencia.
Ficou em exerccio em Serinhaemo primeiro sup-
plenleo Sr. Dr. Manoel de Barros Wanderley Lins,
c no Rio Fnrmoso nessa qnalidade o Sr. Dr. Fran-
cisco Caldas Lins. O nrimeiroo Sr. Dr. Mauael de
Barros Wanderley Lins, he om desses homens que
lilliciluiente se eneontrampara exercer a magistra-
tura, porque, alm de ser dotado de urna natural
candura, e demonstrar liaver rerebido aecurada edu-
caejio, he de um carcter juslieeiro, e imparcial a to-
da prova.,i par de energia a gravidade bstanles, de
sorte que, possundn tao distinrtas e raras qualida-
des, lodos os seus aclos sao geralmente apreciados,
dignos da maior considerado, e por isso vai gran-
geando a opiniao, estima e confianca dos que pecan-
te elle pleileiam. Podcriamns cilar alguns fados.
que teem chegado ao nosso conbecimento, mas como
elles fallam bem alio, escasado he com a sua referen-
cia comprovarmos as nossas aiserrcs destituidas da
lodo inleresse e lisonja, sendo que apenas diremos
que, acerladissima foi a escolha desse magistrado, e
he para deplorar que o governo imperial nio o apro-
veile para melhor emprego, e nao procure animar o
eu zelo pete serviro publico, desparhaodo-o pira
lugar mais importante, que o do termo do Paran,
para onde foi ha pouco nomeado, e se aceitar sera
com sacrificio da sua posicao, e o senlimenlo geral
dos habitantes desta localidade.
Quanlo ao Sr. Dr. Francisco Caldas Lins, soa in-
terinado por nm amigo de certo sogeilo do Rio Far-
inoso chrismado por palavra de Dos, (depois
que fez a sua conversao as ullima misades alli ha-
cinco a senhora Victoria Felidd.de Maria de Rostan,
lilha do fallecido conde Rosten do Boacq. que tora
rapilao de mantilla, dera i luz urna menina, cojo
pai era Amonio de Hoslao marquez de Maurepar. o
primo da dita Victoria, nesse lempo coinlemuad
por contumacia por facto de rehellio. Havia pro-
messa de casamento. A dita menina depositada na
iioile de seis de novembro no cemilerio de Saint
Casi, fui rccolliii a por Nicolao Meruel, guarda da al-
fandega da brigada de Saint Jacul-en-.Mcr, e rece-
beu o nome de Maria na pa bapliainal. O abaixo
assignado nunca perdeu-a de vista e aflirma debai-
xo de juramento, que he a senhora Maria de Rostan
de que cima lratou-se.
O segundo peto mesmo senhor Durand de Lapier-
re que na noile le seis a sete de novembro do mes-
mo anno de mil oilocrntos e trinla c cinco.*
Se o senhor duque desoja, posso abreviar, in-
terrompeu o notorio.
Lea ludj, respondeu o rei Truffe.
Essns formulas antigas-e venera veis, disse Sen-
sitive que so han perpetuado a Iravez da lautas re-
voluces, lem nao sei que perfume...
Lorielle lirha ,omno, o joven Fernando alteetava
urna candida ndilterenra, e a eondessa de Morges
havia dilo j Ires rezes :
Isso nao lera nenhom valor legal.
Alm de que laso prova que mad.mesella de
Koslan he urna flllia natural, airrcacentora o vida-
ma dr pomard.
Cunvm adverlir-lhc, respondeu n notario,
que estes autos nio leuden) a constituir direilos de
beranra ; mas unir.an.enle a estahelecer a ulentida-
de dos dous ltimos descendentes da casa de Koslan,
e tomando a lomar os papis, dispunlia-sc a conti-
nuar a Miara, qunndo a porta abrio-sc rcpcnliua-
meiilc, e um criado aunuiirinu em voz alta :
O sentar doulor Sulpicio!
A marqueza Aslrea aperlou o braco do notario,
o* de Morges sorriain, Fernando empallideceu, e o
rei Truffe levantamlo-se com dimculd.de, deu dous
ou Ires passos vaciluinies ao encontr de Sulpido,
Continuar-te-na.)
y
\
MHTiiflnn
>Mg|


DIARIO OE PERNAMBUCO, TERQA FEIRA 15 DE MAIO DE 1655.

\
*\
/
T
/
\>

vsdu)que este moeo vai servindo bem, e contento
di opinwo publica, demonstrando aterto tnteireza
e circumspecrAo em Indas as tnas deciioe*.
Men charo amigo, nao me leoha por lisonjelro e
sespcito, qaandn assim me exprimo acerca dos ma-
? irado* destc lugar, que se vio portando bem, e
So elogiado*, porque seiente de que um juiz mao
h peior qoe am azurrone, e lorna-se mais lerritel
rpte urna epidemia para os misero povos, qnundo
vejo algum que procura desempcnhar exactamente
a Hua alia missao, amo-o e idolalro-o de lodo o co
raro, como urna preciosidade rara.
A proposito de magistrados, nao sei o motivo por
qoe nlo sa ha de separar este termo do do Rio
Fcsrmoso, e crear em Serinliaem um juiz municipal
ellectivo. He na verdade um Iranstorno para i
administrncAo Ha justira publica a actual dependen-
cia e reuniao dos doos termos,'pois basta conside-
rar-te que s o da Serinliaem lem cerca de vinte
mil almas, quasi mil e duzenlos volantes, segundo
0 Mimo arrolamenlo, e abrange treze legoas de
cxtensAo e cinco de largura, o que assaz demonstra
a aeeetsidade indeclinavel de se instituir aqui um
juir.ado muniripal privativo, do mesmo modo que
se pralicou em Caraarn, termo do Bonito, na Escada
termo da Santo AnlAo el reliqua. He um principio
bem sabido, que os povos devem ler a justira ao pe
da |wrta, para nAo Ir mendiga-la longe e tardamente.
Nu sai parque te Iral* a Serinhaem rom Unta in-
differenca, poit he urna localizado de boa gente, j
avalla no mappa eleiloral e conrorre para os cofres
da Calenda publica com qualro a cinco contos de
rendimento da respectiva collecloria, e por ludo
islo e mais dos autos merece mais alguraa conside-
rarse, como agora he de esperar da coslumada
juslici.
Por aqu resenle-se dous grandes inconvenien-
tes, isle lie, a falla da agencia do enrreio, de sorte
que So tei como llie possa enderessar as minhas
mi vas. Ontrosim, ouco grandes queixas acerca
da mudam-a da collecloria provincial deste lunar para
o Kiu Formoso, porque qoando se efecta a compra
de algum eteravo, he precito ir all pagar a mcia
sia, alem de que bem possivel ser perder a fazen-
da provincial pela ausencia do sea agente, aqui, a
cobmnea de alguns dus onlros seos impostas, parc-
ce-m que a raido que milita para a fazenda na-
cional ler aqui urna eslacSo, fiscal ou collecloria
ser H mesma, para que a Ihesonraria provincial nAo
remora a >ua para duas legoas de distancia.
Aoles que me esqueca. dir-lhe-hei, que faeo-lhe
remis nesta oecasiao de ama preciosidade para
oeu Bem eooceituado peridico, e vem a ser : urna
copia do juramento que certo juiz de outra comarca
cosloina a deferir as lestemunhas que elle tem de
inquirir ante ama imagam de Chrislo e duasvcllas
acosan, o que bem lonse est de conformar-se com
a tonuda dada pelo rrosso cdigo ; essa curiosa pera
me fri transmitlida por pessoa qoe a copiou verbo
ad verbum do proprio original, e |H>r isso a ella
me reporto, sem cousa que duvida faca cm tesle-
mm h e fe de verdade.
Brefemente vamos ter rhrisma administrada pelo
Kvm. padre visitador, que para esse mesmo fim j
te ach na cidade do Rio Formoso.
lista vai astaz lonea, e por isso aqui paro, rescr-
vaodo-me para Ihe dizer mais alguma cousa que for
oo-orriMido uas minhas seguinles missivas, cerlo de
qoe nada lenho exagerado, e s refiro o que me
consta depon de averiguados .os fados, e por isso
n;o me ser difficil prova-los, se liouver quem os
fKmha em duvida. Adeos mea charo amigo, ale bre-
viimeme, seja muito feliz romo merece e Ihe deseja
o sen amigo velho O Y. *
En Fulano, juro e prometi a Dos dizer a ver-
dade que souber, e me for pergunlada a respeilo
dn faci tal argido a Sicrano, assim Dos, que me
uvern proleja, hincando sobre mim suas bencAos
mi eu dister a verdade, ou me condemne laucan.lo
sobre mim, minha familia, e minha gerarao a sua
horrivel maldirao, se eu fallar a ella, o punindo-me
ceea as penas do inferno da mesma forma com que
puni a Ananias por termentido ao Espirito Santo.
[Caria prfcuiir'.)
DIARIO DE mMBtJCOT"
Pelo brigue Conceira chegado do Kiode Janeiro,
recebemos jornaes de 29 e 3o do pastado, nos quaes
simiente encontramos as noticias >|tic \3oem lugar
complanle.
gas, fui entilo horrorisado apresenlar oulra vez a
innocente victima ao sacriflcador, e referiodo-lbo o
que cima fica exposlo, .cunsigui a seguinte resposla.
n Isto he nada, a inchar.io he porque o menino es-
t fraco, e anda carregado. E estas manchas Sr.
Dr., perguntei, moslrando-as, o que sao '.' Sao nada
(respondeu-me) o menino verle bem, opera bem,
n,T indica nada de perigo. o Mas, Sr. Dr., repliquei
eu os olhos aindi eslAo ricsle estado havendo decor-
rido *vin(e dias de uso do medicamento. Inter-
rompeu-me com espanto. Vinle dias 1 Nao he
nada vinle dias '. Vosae ha de continuar com o
remedio 3 mezes, para salvar a sua crianra.
Ha, senhores redactores, Calas ultimas palavras li-
raram-me da lelbargia em que eslava, destruirn)
muito larde a parsoasAo arlifiriosaiiieulc prduzida
pelo sacrificadordo mcu charo filliinho, c passainlo
eu a examina-lo minuciosamente conheci, que elle
eslava com suas enlranhas queimadas pelo quinino,
ele, e que era irremediavel a scu passamenlo ; e
assim se realisoo no dia 10 do corrcnle.
u
alqucire
milbo......
i ararula .....
FeijAo............
Fumo lioai.........
" ordinario .......
cm folha boni.....
si) oidinario. .
ii i) ii reslolho .
fpccacuanha ........
(iomma...........
(Jengibre...........
Lenha de adas grandes .
i) pequeas .
loros....... )>
Pranchas de amarello de i coslados urna
o louro......... a
Costado de amarello de 35a 40.p. de
el! ,', a 3 de I. ....
de dito usuaes.......
Cosladinho de dito'........ a
Soalho de dito...........
alq.
9
ccnlo

Ferro de dito .
Agora, senhores redactoresperlcncc aVmcs. e *>*> Costado de lour
publico sensato, c nao a mim o decidir, se o fami-
gerado Dr. receilou estes medicamentos ; approsen-
lando urna rllicacia Delicia, eoceultandoa corrosiva.
por ignorancia,ou|maldadc: sclpnrgnorancia esta des-
truida a sua n'omeada.e se foi por maldadc: que mo-
tivo o levoua islo'.'Nenhum.cerlamenle. Antes a edi-
licarAo propria da sua clase e a doulrioa deslas pa-
lavras de Jess Chrislo em meu nomc, a mim mesmo acolite: enquelle que
houver escandalisadn a urna deslas crtancinhas, que
em mim creen), melhor fora. Ihe pozesse ao peseoco
a m de um moinho, e a arremessasse no profundo
do mar, cram raze*. mais que sufficienles para
arreda-lo de comnieller um diliclo lAo'horrcndo.
Em fim, senhores redactores, pesso-lhes que ha-
jam de publicar estas mal traradas linhas, cuja pu-
blicacAo nao servindo de lenitivo a all]cao do meu
corarao transido, serve todava de aviso a oulros pais:
favor que muito agradecer o publico e eu que con-
fesso cordealmenle ser, de Vmcs. obrieado e criado.
Justino Marlyr Correa de Mello.
P. Sulfacto de quioino, } grAo.
Curato de ferro, 1. o
I'" aromtico, 2.
M.
F. am papel e com esle doze.
14455.
Dr. Arbul;.
PUBLICACiO A PEDIDO.
Teudo sido por nos) aceita a dcrr.issAo que Vmc.
nos supplicou do ministerio de vigalio gcral desla
diocese. he misler que Vmc. mande entregar ao sen
successor o Itvdm. Jos Aiilnnio Pereira Ihiapina,
lodos os papis existentes emseu poder, respectivos
ao dito ministerio.
Dos guarde a Vmc. Palacio da Soledade 27 de
abril de 1854. Joan, fitpn Piocetano.Kvdm.
Sr. Leonardo Antones Meira Henrqucs.
COMMERCIO
PRACADO RECIFE 14 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotacoes officiaes.
Cambio sobre Londresa 60d|v. 27 '..d.
Descont de ledras de 2 mezes9 ao anno.
Assucar mascavado regularI850O por arroba.
ALKAISDEtiA.
Kendimenlo do dia 1 a 12.....156:9201014
dem do dia 14........ 1-864$064
Dttearregam hoje 15 de mato.
Barca ameriranaConradfarinba de trigo.
Patacho americanoCeo-Mangham\)3e\\\i\o.
Brigue brasilciroConreirdo-^-pipas e barris vasios.
Escuna brasileira1 aniegafumo e barricas vacias.
Hiale hrasilciroAnglicagneros do paiz.
Hiatc hrasilciroCapibaribedem.
Un. fedactodet. Traspasado da mais pungen-
te alfliceAo, ferido no intimo do meu corarao pater-
no, lauco mao da minha fraca penna, para narrar
oa tacto estupendo e horroroso,di=no pela sua enor-
miade, de orcapar um lugar listincto no seu con-
ceiluado Diario ; atim de cliegar aodominiodo pu-
Uieo, e servir de castigo a quem o pralicou.
Estando o meu nico lilho menor de dous anuos
dotntt de ephtalmia chrouica, a dcspeilo de nume-
rlas diligencias, que empreguei para cura-ln, no
comeco de Ma molestia, usando de lavatorios e dif-
ireme colirios de muilo crdito, ludo ti cando inu-
tiltsado, porque a criancinha nao deitava jamis
alieir os olhos para serem applicados em regra, re-
corr a hoineop.ilhii, e nao sendo feliz oom ella,
lenle outra vez a cura com outros colirios anda
mais bem combinados e acreditados, o nAo alcancei
retallado feliz. Assim o mal pelo decurso do lempo
ia xacer bando -se mais. Refer islo a um amigo
oflicioso, e vendo elle o estado receioso em que eu
eslava, conduido da minha torle, aconselhou-me,
que me dirigiste ao Sr. Dr. Arbul.; porque nao i
era ipnnUdo como um dos primeiros mdicos resi-
sideilet tiesta cidade, como lambeni elle linha leslc-
inu liado urna cura feila a um homcm atacado de
idntica molestia anda mais aggravada, porque era
mais anliga do que a do meu filho.
Nao liesite um t momente em abracar o conse-
Iho. Dirigi-me na mesma occasAo bubilaco do
mencionado Dr., e fallando com elle a csse eespei-
to disse-mc, que levasse o doente no seguinte dia
antes das sele horas da mauliia. Assim o fiz de--
grapidameotc no dia 14 do inez p. p. apresentando
o meu filhoaoSr. Dr. Arbuk o qual examinando-
lhe os olhos vio qne o direilo ainda eslava perfeilo
e o esquerdo, que semprc foi o mais inflamado, ja
linha nev, que cubra a pupila, e eslendia-se a r-
bita, mas, nao sendo- expessa dislinguiam-se rslcs
objerlo vituaes. l'crgunlandoa idade do menino
pastea o referido Dr. a recelar, como mostr com
a rereila junta, meio grao de sulphato quinino,
um cito de silralo de ferro e dous de pii aromtico,
i|iie divididos em duas parles iguaes,di*sse, mistura Jo
em tnel da assucar, a beber urna demanhAa e oulra
a lar*e. Ao escrever a receila recominendou-me,
que levasse boa botica. E quando entregou-m'a,
disse-me, est, dizem, que islo he quenle, mas
dcite-04 fallar, use desse remedio, e lave os oihss
com cozimento de poplas brancas.
Vim pressuroso,cuidando que Irazia a salvaco de
meu nih, mandei preparar o medicamento, e dei-
lhc a beber a primera dote antes das 9 horas do
mesmo dia, o qual leve durante o dia vilenlos te-
nesmos, dei segunda, depois da qual leve os msenos
un ominados durante a noilc ; duu terceira no do-
mingo de manhAa (15; teve tenesmos lAo vilenlos
que bolou oanusde fora em compriment de um
dedo. Parei com o- medicamento nao dando a
quarla a tarde, e, na segunda-feira de manhAa,
apresnlei a innocente victima ao Sr. Dr. Arbuk, e
etpuz-llie o que fica rcteriilo, o qual depois de ou-
vir-nie, pergunlou-me. u Nunca bolou 1 Nunca,
respond eu. a Pois isto cara-s fcilmente, conti-
nu com o remedio dando-lhe urna dose por
dia em vez de duas. Que veio a ser um quarlo de
1,-r.io de 'sulfato, meio dito silralo, e um de p, que'
divido ludo em dnas parles igiiaes.era urna para de
manhAa e oulra para a larde. E esleja cerlo,disse-me
mais, que esle lie o unico remedio que pode salvar
a sua crianra, Tormaes palavras nAo lia oolro, pois
nao ha Inico mais proprio para enancas do que es-
te misturado com prepararoes frreas, a
l'oram estas palavras proferidas por'um faculta-
tivo, cuja fama o apregoa como primeiro, na occa-
siAo rm (|ue cu ji linlia csgutailo oulros recursos
sem poder applicar colirio algum com proveilo ;
porque a crianra reralcilrava na occasiflo da appli-
rarAo ; e quando eu s almejava achar um remedio
que usado internamente pro luzisse um effcilo sa-
lular, que nenhuma resislencia acharan) na minha
aensibilidade para prodozirem a persueaao. O que
desejamns fcilmente acreditamos.
Coutiuuci pois cegamenle a applicar o medica-
menlo que linha de corlar, era poocot dias, o lenue
fio da vida do meu lenro c temo filhinlio. E quan-
do elle appareceo com as pernaleps incitados, bra-
co! e mios, com manchas rutas pelas costas e nade-
Importacao*.
Patacho Ceorge, vindd de Dunkerque, consigna-
do a J. P. Adour & Compauhia, inanifeslou o sc-
ginle : -* tjg-
10 raixas. papel, 14 ditas porcelana, 5 dilat cha-
pos de fel|ro, 25 barris cemento, O dilos alvaiade,
2(NI garrafftes varios, 15 pipas vazias, 126 toneladas
carvaode pedra, 31 barris oleo de linhara; aos con-
signatarios.
Brigue Ceorge Moitgham, vindo de Terra Nova,
consignado a Malheus Ausliu & C, monifesluu o
seguile:
2,600 barricas bacalho ; aos consignatarios.
CONSULADO GEBAL.
Iteiidimento do dia 1 a 12..... TXBf/S^I
dem do dia 14........ 1:4i5S81
9:2725928
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo dodia I a 12..... 1:3959394
dem do dia 14........ 271713
Cosladinho de dito .
Soalho de dito ....
Forro de dilo ....
redro .
Toros de lalajtiba .
Varas de parrera .
aguilhadas .
quiris .
....
....
.... quintal
.... du/.ia
.... u
.... i>
Em obras rodas de sicupira para c. par
eixos n i.
Melaro...............caada
Milho..............". alqueirc
Pcdra de amolar.........urna
n filtrar..........
rebol"-.........
Ponas de boi...........cenlo
'iassava..............molho
Sota ou vaqueta..........meio
Sebo cm rama...........,>
Pclles tle carneiro _.........urna
Salsa parrilha..... % -. @
Tapioca..............
Cnbas de boi...........cenlo
Saban............., %
Esleirs de perneri........una
Vinagre pipa...........
Caberas de cachimbo de barro. mlheiro
39500
71000
7*500
3-J000
89000
49000
39OOO
409OOO
3-^K
19500
2J00
9900
IO.3OOO
1690IMI
79OOO
259000
10.NKKI
99OOO
69OOO
1)000
6)000
5iaoo
39200
292IHI
39000
1)380
19600
i-;i2ii
45KK)
209000
.-2-11
1)600
-i,u
GgOOO
8800
1)000
)320
Boo
9240
189000
38200
?2I0
9120
9160
3O9OOO
5)000
MOVIMENTO DO PORTO.
cVereM entrado no dia 11.
Montevideo26 dias, barca americana Kale Whce-
lern, de 358 toneladas, espitan Stilson, equipagem
11, em lastro ; ao capillo. Veo refrescar e se-
gu para Ncw-York.
Rio de Janeiro16 das, barca chilena Tres Ami-
gos, de 361 toneladas, capilao Antonio Dtunin-
no, equipagem 15, em lastro ; a Ainorim Irmaos
& Companhia.
dem18 dias, escuna brasileira nTamega, de 116
toneladas, capilao Mauoel dos Sanios Pereira e
Silva, equipagem 8. carga cafe mais gneros ; a
Novaes & Companhia. Passageiro, Jos Dias de
Sampaio.
Mar Pacifico, lendo sabido de New-Bedford ha 3 an-
uos, galera americana nCilezenn, de .'160 tonela-
das, capilao A. C. Bale, equipagem 24, carga
azeile de peixe ; ao capilao. Veio refrescar e se-
gu para New-Bedford.
Navio sabido no mesmo dia.
LiverpoolBrigue inglcz Itunn*. meden, com a mes-
ma carga qne trouxe. Suspemieu do lameirao.
EDITAEST
158:7840~8 O oflirial-maior servindo de secretario do go-
verno, faz publico de ordem de S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, que tundo fallecido o amanuen-
se da respectiva secretario Ra\ mundo Nonalo Scbilk
fica marcado o prazo de 20 dias, a contar desta data,
para ler lugar n concurso na forma do arl. 4o 5 Io
da resolurao de 26 de Janeiro de 1853 aballe trans-
cripto, devendo os roncurrcnles apresenlar suas pe-
tiresem forma, dentro do referido prazo.
Ai 1. 4. S I. O emprego de amanuense ser dado
por meio de concurso, em que os candidatos moslrem
que saben) a grammalica da lingiia nacional, e es-
creve-la jorre; lainenle, principios geraea. jlearilh-
^lrPaja^asqualro pfrmeirasnerres, e aTliei>fl_
de quebrados e fracrOes decimaes, bem como princi-
pios geraes de geogiaphia e historia, clraduzir cor-
rectamente a liugua franceza, devendo alem dislo
ter boa leltra e boin comporlamenlnc a idade de 18
anuos completos. Em igualdade de circumstancias
lerao preferencia os que sonherem nutras linguas.
Secretaria do governo de Pernambiico 10 de maio
de 1855.Joaquim Piren Machado Porlella, ofli-
cial-maior servindo de secretario.
1:6673107
Exporta cao.
tiranja com escala pelo Acaracu', hiate brasileiro
aAragWl, conduzio o seguinte : 223 volumes g-
neros estrangeiros e nacionaes, 15 l|2 barricas e 12
mcias ditas com 150 arrobas e 35 libras de assucar,
4 pipas com 736 medidas de azeile. 4 barricas com
499 botijas de geuebra, 3 ditas com 121 garrafas de
licor, 1 caixa com 600 charuto?, 1 sacco com 4 arro-
bas e 27 libras de caf.
HECEBEDOH1A DE RENDAS 1NTEKNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlo do dia 1 a 12.....12:15X5213
dem do dia 14........ 1:09.>*>398
13:5539611
CONSULADO PROVINCIAL.
Keiidirnenlodo dia 1 a 12.
dem do dia 14.
PALTA
13:1325293
1:282*867
14:4159160
Pela inspccrAo da alfandcgasc faz publico, que
exisfem no armazem da mesma os volumes ahaito
descriplos, alem do lempo marcado pelo regulameu-
lo, e pelo prsenle sao Avisados os respectivos donns
e consignatarios para os despachar no prazo de 30
dias, contados desta dala, lindo o qual seno arrema-
tados em hasta publica na forma do arl. 274 do mes-
mo rcgulamenlo, sem que em lempo algum se possa
reclamar conlra o cffeilo desta venda.
Armazem n. 8.
Marca JSI.C, n. 20, urna caita viuda na barra
franceza Comlc foger, em 31 de marro de 1852 ; a
A. F. Coulon.
Marca P, n. 21, urna barrica vinda na escuna in-
glc/a Taken, em II de abril de 1853 ; a J. Cablree
& Companhia.
Marca P, 11. 25, urna caica, idem.
MarVa diamante HRW, u. 1 a 50, 50 barricas vin-
das 110 brigue dinamarquez Louize, em 8, 9 e 10 de
marco de 1851 ; a C. J. Asllev & Companhia.
Alfandrga de Pernamhuro 10 de maio de 18)5.
O inspector fenlo ./ose Fernande Barros.
*
do> preroi cofrenlet do assucar, algodo, e mais
gneros do paiz, que se despachan) na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 14
a 19 de maio de 1855.
Assucar emcaixasbranco l.a qualidade
i) 2.i o
n mase.........
bar. e sac. branco. ......
11 11 mascavado.....
a refinado ..........
AlgodAo em pluma de l.a qualidade
11 2."
. )> l> t 3.
n cm caroca. . . .
Espirito de agurdenle
Agurdenle cachaca . . .
i) de caima . . .
rcstjlada . .
Genebra . . . .
ranada

o ............... botija
Licor...............caada
11 ................garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueirc
n em casca...........
Azeile de mamona........caada
r mendobim c de coco
ii de peixc.........
Cacan............... @
Aves araras .........urna
> papagaios.........um
Bolachas.............. (l
Biscoilos..............
Caf bom..............
- i-istolho...........
, m casia........
muido..........
Car- secca.........
Caccb com casca.....* .
Charutos bous......
i) ordinarios.....
n regala e primer .
Cera de carnauba......
em velas........
Cobre novo mao d'obra...... $
Coaros do boi salgados.......
11 expixados......... n
verdes...........
b de onca.......... >,
u n cabra corlidot..... a
Doce de calda........... b
a goiaba.......... >
secro............ 11
11 jalea .'...,........
Estopa nacional.......... a
11 cslrangeira, mao d'obra
Espanadores grandes.....
o pequeos....
Firinbade mandioca .
9
9
I
2500
19800
3)200
59800
.".-'.to
.58000
19130
8500
8380
9180
9180
8580
9240
8180
8210
59600
19600
8560
19600
18280
59000
109000
38000
59120
79680
1)500
39000
3)500
69OO
59000
38840
19400
9600
28200
II9OOO
135OOO
8160
9190
8200
--KKI
158000
92W
9200
8160
400
9320
19280
I9OOO
29000
i) 19000
alqueirc 2)240
u

i)
cenlo


!>
O Illm. Sr. inspector da Ihesonraria provin-
aial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 5 do correle, manda fazez
publico, que nos dias 29, 30 e 31 do mesmo mez,
ao meio dia peranle a junta da fazenda da mesma
Ihesonraria se lia de arrematar a quem mais der, os
mposlos abaixo declarados.
Taxa das barreiras das estradas e pontea seguinles:
Giquia, por anuo...... 7:1109000
Magdalena, por auno.......4:7408000
Motocolomb, por anno......2:0009000
Cachanga.por auno.......2:3009000
JaboalAo, por anno.......5:0009000
Ponte dos Carvalhos, por anno. 1:3109000
Tacaruna, por anno....... 6505000
ujary, por anno........ 5005000
Vinle por cenlo sobre o consumo da agurdenle
no municipio do Kecife, por anuo 12:5109000.
As arrematarles serflo felas por lempo de 3 an-
uos, a contar do 1. de julbo do coi rente anno, ao fim
de jiinho de 1858.
As pessoas que se propozerem estas arremata-
rnos rompareram na sala das sesses da mesma junta
nos dias cima indicados, com scus fiadores compe-
tentemente habilitados.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
! Secretaria da thcsoiiraria provinciii de Pernam-
buco 7 de maio de IH.V1.
O secretario,
Antonio Ferrcira da Annuilciarao.
O Illm. Sr, inspector da Ihesonraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 7 do correle, manda fazer publico
que nos dias 4, 6 e 6 de junho prximo vindouro vai
a praea para ser arrematado quem maior preco of-
ferecer, um sitio na eslrada de Belcm, com casa de
pedra e ral e copiar na Ironice no fuudo da casa um
grande telhciru roberlodc lelhas sobre pilares, com
bastantes fucleiras diflerentes, haixa para capim, nm
viveiro para peixe, duas cacimbas, cercado cm parte
com cerca de limAo, e portAo de madeira, avahado
cm 3:3758000 rs., o qual foi adjudicado a fazenda
provincial por execucAoconlra o ex-thesoureiro Joao
Manuel Mondes da Cunlia c Azevedo c oulros, pelo
alcance da mesma Ihcsouraria.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da drcsotiraria Jprovincial de Pernam-
buco 9 de malo de 1855.O secrelario,
Antonio F. d'Annuncianto.
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuimarAes, juiz de
direilo da primera vara do commerrio ncsla cida-
de do Recife e seu termo, por S. M. I. C,
ele.
Fajo saber aos que a prsenle carta de edilos vi-
ren), ou della noticia livrrein, cm como Benlo Fer-
nandes do Passo me dirigi por escripia a pelicAo
do llieor seguiule : '
Diz Benlo Fernandos do Passo, que Ihe sendo Jo-
s Gomes Moreira e Izidro Jos Pereira, desedores
daquanlia 8O89OOO rs., de 3 lellras c dos juros na
mesma estipulados, cojas lellras sAo provenientes de
sola e outros ubjeclos, que o aceitante comprou para
sorlimenlo de sua loja de couros, as quaes fornm pelo
primeiro supplicado endorsadas ao supplicaule, quer
o supplicaule os fazer citar para, na primeira
audiencia do juizo, verem se Ibes assignar os 10 dias
da le. e nella allegaren) os embargos que liverem, e
la os allegando ou sendo improcedeoles, serem
audiencia que se seguir ao prazomarrado 110 odital
para nolificarAo do primeiro supplicado.
Nestes termos pede a V. S. Illm. Sr. juiz da pri-
meira vara do cummcrcio assim Ihe delira. E R.
M. llenrique da Silva.
Nada mais se conlinha cm dita pelicAo, a qual
sendo-me aprsentela, nella dei o meu despacho do
Iheor seguinte :
Distribuida,como requer. Recife 19 de marro de
1855.Silra Cuimarilcs.
Nada mais se conlinha em dilo mcu despacho. E
havendo o suppliranlt- Benlo Fernandes do Passo,
provado por meio de depoimcnlos os quisilos de sua
pelicgo nesla supra iircrta, e me fazendo o respecti-
vo etrrivSoos autos conclusos, nelles dei c profer
minha senlenca do Iheor seguinle :
Julgo por senlenca a juslicarao a ll, e mando que
se allixem edilaes na forma ila le por 30dias, cum-
prindo-se qiianlo ao mais pela forma prescripla no
arl. 55 doTeguJameuln cruslas. Recife II de maio
dp 1855. Custodio Muno.l da Silca (uima-
re*.
Pelo que hei por citado o supplicado Josc Gomes
Moreira por toda a conlcndo da pelicAo nesla insera,
afim de que coparefa peranle esle juizo por si ou por
seu procurador, c nao comparecendo nem por elle
oiilrem na primera audiencia que te seguir ao pra-
zo marcarlo em dila minha seutenra, que se contara
da data desla em disote, correr a causa a sua reve-
lia ate final senlenca e sua execurao, pelo que to-
dos os prenles, amigos, e condecidos presentes do
dilo Jos Gomes Moreira, o poderao fazer scienle do
que lira exposlo. Em virlud do que mandei pas-
sar a prsenle que ser publicada pela imprensa e
aflixada pelo respeclivo porleiro.
Dado nesla cidade do Recife de Pernambuco em...
de maio de 18.55,
Eu Joaquim Jos Percirados Santos escriv.lo a
suhscrcvi.Custodio Manuel da Siloa Cuimaraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuimarAes. juiz de
direilo da primeira vara do rivel e commercio,
neta cidade do Recife e seu termo, por S. M. I.
c C. etc.
Taco saber aos que a presente carta de edilos vi-
rcm, ou della noticia liverem. em como Jos Morei-
ra Lopes me dirigi por escripia a petic.Ao do Iheor
seguinle :
lliz Jos Moreira Lopes, commercianle de fazen-
das, matriculado no tribunal do commercio, e esla-
belecido nesla Draga, que sendo Manoel de Mello
Montenegro Pessoa, devedor ao' supplicanle da
quaniia de 701)500 rs.de fazendas, que lite comprou
a 25de novemhrode 1818, ede cujo valor Ihe passou
na mesma dala a letlra junta com o prazo de 6 me-
zes, vencendo o premio con\encional de 2 por cenlo
ao inez, e ubrigando-se expressamente na mesma
letlra a responder no foro desla comarca, succede,
que pussuindo o supplicado muilos eslabelecimenlos
raraea em diversas paragens da provincia do Rio
Grande do Norte, ora reside em um. ora em ou-
lros desses estabelecimentos, mas sem domicilio cer-
lo, sendo por isso incerta a jurisdirao que perten-
ce, c lendo o supplicado deludo de vir a esla ci-
dade ha anuos, requer a V. S. que se digne de o ad-
millir a justificar a ausencia do supplicado, e a in-
certeza de seu domicilio, alim de que provada
qiianto baste se passe edilacs com um prazo razoa-
vel, para seren afllxadosnos lugares pblicos, e pu-
blicados pelos jornaes, na confurmidade dos artigos
15, e 53,9 du regulamenlo n. 737, para que pas-
tado 0 termo marcad nos edilacs. com cerlidAo do
ofiicial seja o supplicado liavido por citado, para na
primeira audiencia seguinte da citarAo edilal Ihe
serem assignados os dez das da lei. ou para pagar
ao supplicaule o principal, juros e cusas, ou para
dentro dellea allegar por va de embargos as excep-
tes e del'ez.i que Ihe assislircm, c nAo comparecen-
do, nomcar-sc Ihe curador para com elle correr o
feitoos seus devidos termos sua revelia, ale fi-
nal senlenca. e sua execuco na forma dos arligos
54, e 57 do cilado regulamenlo, visto ja nAo (cr com-
parecido no joizo de paz para conciliar-s com o
supplicanle ; que assim pede.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz de direilo do
commercio que Ihe delira-, mandando que distribui-
da esla se proceda na forma requerida. E R. Me.
Advogado, Reg.
Nada mais seconlinha em dila pelirao, a qual
seudo-mcaprcsenlida, nella dei o meu despacho do
Iheor seguinle.Distribuida, romo requer. Recife
19 de abril de 1855.Silva Guimaraes.E havendo
o supplicanle Jos Moreira Lopes provado por meio
de depoimcnlos osquesitos de sua Delicio nesla in-
ccrl*, e fazendo o escrivAo respeclivo os autos con-
clusos nelles profer a minha senlenca do Iheor se-
guinle :
Julgo por senlenca e cus ana juslificnrAo Toldas,
cm \ ilude di qual mando que'se aflixeni edilaes na
firn.ida lei por 30 dias, procedendo-se depois nos
lemos requeridos e prescriplos pelo arl. 54 do regu-
lameiilo. Vk
Recife t^d*ma1 de 1855.fjjVs.lod.io Manoel da
Silva GuimarAes. '\
Pelo que hei por rilado o supplicado Manoel de
Mello Monleneuru Pessoa por lodo o conleudo da pe-
licAo nesta inserta, afim de que compaVoea peranl
esle juizo por si 011 por seu procurador, e nao com-
parecendo, nem pof elle oulrem na primeira au-
diencia n que se seguir ao prazo marcado em dita
minha seutenra, que se contar da dala desle em
dianle, correr a causa sua revelia at filial sen-
lenca esua execuco : pelo que todos prenles ami-
gse ronhecidos do dilo supplicado o poderAo fazer
scienle do que fica exposlo. Em virlude do que
mandei passar o presente, que s?r publicado pela
imprensa c afhxado pelo respectivo porleiro. Reci
fe de maio I 185).
Eo Joaquim Jos Pereira dos Sanios, escriv.lo a
suhscrcvi:
Custodio Manoel da SUrn Cuimaraes.
Joan Pinlnde l.i'iiuis Jnior, negociante matriculado,
(dalgo cavallciro, cavalleiro da imperial ordem
do Cruzeiro, lenenle-coronel,commandante du ba-
lalhao de ai lilli.u 1,1 da guarda nacional do mu-
nicipio do Recife -por S. M. I. etc., c presidente
do conselho de qualificarao do mesmo mu-
nicipio.
Faro saber que da dala do presente edilal a oilo
dias prefixos comecara o mencionado conselho
fiinrrioiiar no consistorio da matriz de S. Frei Pedro
Gonralves desta parnrhia, desde r.s 10 horas da ma-
nhAa at as 2 da tarde, como determina o artigo 10
das nstrueces de 25 de outuhro do 1850, e peranle
o mesmo conselho dcverAo comparecer lodos os c-
dadAos residentes em dila parochia, para serem
qualificadosna conformidade da lei.
E para que chegue ao conhecimcnlo de lodos,
mando aflixar o prsenle nos lugares do coslumc,
e publicar pela imprensa.
i.iuai l'l do caminando do halalliAo de arlilharia
da guarda nacional do municipio do Recife aos 12
de maio de 185.Joan Pinto de Lemas Jnior
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Maciel, juiz
municipal da segunda vara, e do commercio nesta
cidade do Recife, e sea termo nor.S. M. 1. e C.
etc.
Faro saber cm como por esto juizo se ha de ar-
rematar por venda a quem mais der em a prara pu-
blica no dia l'i do cor re 11 le. os heus seguinles : J0A0
Conu'i idade de 40 anuos, avahado em 4009000 rs.
Caetano Moramhique. idade 35 anuos, por 5008000
rs., Marta d"e afio, idade 30 annos. por .">009000
rs., nm rclogio, e todos os ulencilios de padaria por
50O9000rs., penhuradas viuva Forme &Filhos,por
execucAo que Ihe movem Tasso & ImiAo, Manuel
da Silva Santos e oulros.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar o presente e mais dous do mesmo Iheor, sendo
um publicado pela imprensa, c dous afiliados pelo
respectivo porleiro nos lugares do eattame.
Dado nesla cidade do Recife em 14 de maio de
1S55.Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos. e vao subscrevi. Francisco de Assis de OUceira
Maciel
28000. que justificado te passe edilal com prazo razoavel. 35 c 36. Os licitantes liajam de comparecer com
39500 notificando para o fim requerido, suhsistindo a noli- | seus fiadorescm a sala das sesses do mesmo conse-
loacao feila ao segundo supplicado al a primeira lho, as 10 horas da manhAa do mencionado dia 18.
Secretaria do conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphAos 10 do maio de 1855.O secrelario,
Manoel Antonii liegas.
. COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES COSTEIROS.
A direccao tendo de mnnda aterrare
fa/.er o caes em lente do terreno que a
Companliin Pernambucana possue no
Forte do Mnltos, e desojando que taes
obras se 'aram por arrematadlo, convida
as pessoas que se proponham a encarie-
gar-se das mentas, a procurar o Sr. F.
Coulon, no geu escriptorio da ra da Cruz
n. '26, nlimdecomo mesmo senlior, com-
binronla respeito do puco e de oulias
condicSes.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O Illm. Sr. director da Companhia de
Beber i be, para os lint prescriplos no arl.
II) dos estatutos da mesma companlila,
convoca a assemblea jeraI dos Srs. ac-
ionistas para odia l do conenle, ao
meio-dia, no respectivo escriptorio, na
Nova n. 7.O secretario. Luiz da Costa
Portocarretro.
Pela suhdelegaca de Sanio Antonio se fas pu-
blico, que se acha competentemente depositado um
ravallo eaxilo, que fra cuconlrado vagando pelas
ras desla cidade, de cangalha : quem for seu dono
comparera, que justificando. Ihe ser entregue.
Subdelegada de Sanio Antonio \> de maio de 185).
O subdelegado em excrcicio,
Jos da Costa Dnurado.
Pela subdelegada de Sanio Antonio se faz pu-
blico, que foi encontrado na ra, perdido, um alli-
nele de onro. de senhora : quem delle for dono com-
parara para Ihe ser cnlrecuc, provando. Suhdele-
gaca de Santo Antonio l de maio de 1855.O sub-
delegado cm etercicio, Jos da Costa Dourado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lettras sobre o-Rio de -Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1835.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros Repo.
Pela capitana do porto se faz publico para co-
nhccimcnln dos nlcressados, que o art. 05 do regu-
lamenlo das capitanas fui por decreto 11. 1582 de 2
de abril do corrcnle anuo, substituido pelas disposi-
riies seguinles:
Todos os calafates e carpinleiros de cnibarcares,
que cflcctivamenle exercerem cssas profissoes, serao
matriculados as capitanas dos porlos, e igualados
as oiitrasclasses comprcheniliilas na mesma matri-
cula em conformidade do regulamenlo respectivo que
baitou com o decreto n. 117 de I!) de maio de 1816.
Os pmprielarios de eslaleiros ou ofleinas da cons-
IruccAo naval, nAo poderao admillir em seus cstahe-
lecimcntos operarios dos subredilosofcios, que nAo
estilo matriculados as capitanas.
Secretaria da capitana do porto de Pernamhoco
cm 9 de maio de 1855.O secretario,
A\exandre Rodrigues dos Anjos.
A administrarAo geral dos eslabelecimenlos de
candado manda fazer publico, que cm ennsequencia
de ser dia sanio de guarda o dia 17 do rorrete, fica
transferida para o dia 18 a ultima prara da arrema-
tadlo da lllia do Nogueira. Administraran gcral dos
eslahclecimenlus de caridade 10 de maio de 1855.
O escrivAo.Antonio Jos Come% do Correio.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, e:n virlude de aulo-
risarAo do Em. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os ohjeclos seguinles :
Bonetes de panno verde, sendo 37 para '.). bala-
|h.Vi de intratarla e 166 para o 10. lialalbAo da
mesma arma, 203 ; bunelcs de panno azul, sendo 23
para o i balalhAo de arlilharia a p, I para a
companhia de arl Mices c 17 para a de ravallaria, 71!
panno azul para sobrecasacas c calcas para o 2." ba-
lalh.io de infaiilaria, companhia de arlilices e caval-
laria, ovados 255 ; panno verde e-euro, para sobre-
casacas e cairas para o 10. batalliAo de infamara,
covados 601 ; panno preto para polainas para o 4."
balalhAo de arlilharia a pe, 2." de infinitara, 9. o
10. da mesma arma, e companhia de artfices, co-
vados V2 ; bollan la de forro, covados 772 ; hrim
branco lizo para frdelas e cairas para os mesmos
corpos, varas 1,693 ; algodAozinhn para camisas pa-
ra os ditos corpos, varas 1,611 ; botes hrancos de
osso, grozas 115 ; dilos pretos, ditas 429 ; grvalas
de sola de lustre, 280 ; bandas de l.i.i para o 1." ba_
lalh.lo de arlilharia a p, 35 ; maulas de lAa ou al-
godAo para o dilo balalhAo de arlilharia a pe, 9. c
10." de infanlnri 1, o companhia de artfices e caval-
laria, 253 ; esloiras para os referidos corpos, 14,31;
sapa los para os mesmos, pares 1,301 ; luvas brancas
de algodAo para a companhia de ravallaria, pares
165 ; colhurnos para a mesma companhia, pares
12 ; hotoes grandes convexos de metal hronzeado
com o n. 10 de metal amarello, 2,282 ; ditos pe-
queos cmvexos de melal bronzeado, com o n. lo
de metal amarello, 1,956 ; ditos grandes convexos,
de metal dourado para a companhia de estallara,
658 ; dilos pequeos convexos de dilo melal para a
mesma companhia, 470 ; cordAo de l.la nrela de urna
linha de grossura para vivos das sobrecasacas do 1.
batalhAu, varas 650 ; clcheles prelos.pares 211.
Para o meio balalhAo do Cear.
Bonetes, 100 ; grvalas, 100 ; panno azul, cova-
dos, 250 ; brim branco lizo, varas '500 ; algodAozi-
nliu, varas 3O;panno preto, covados 10 ; msnlas de
|Aa ou algodAo, 100 ; esleirs. 100 ; clcheles pretos,
pares 200 ; sapalos, pares 100 ; botoes hrancos, gro-
zas 10 ; dilos grandes convexos de metal dourado,
7 linhas de dimetro, 1,600 : ditos pequeos de dilo,
1,100 ; casemira verde para vivos, covados 21.
Quem quizer vender estes objeclos aprsenle as
suas proposlas em caria fechada na secretaria do
conselho as 10 horas dodia 21 do correte mez.
Secretaria do conselho administrativo para lorne-
cimentn do arsenal de guerra 12 de maio de 1855.
Jos de frito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Vereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
KIODE
JANEIRO.
O brigre nacional MAKIA I.UZIA, ca-
pilao Manoel Jas Prcslello, vai seguir com
brevidade, lem grande parle do sen rarre-
gameuto promplo : para so resto, passageiros e es-
cravosa frele. paraos quaes oirercce as melhores
arcommodariles, Irata-se com os consignatarios An-
tonio de Alnieida liiinics i C, na ra do Trapiche
n. 16, segundo andar.
Real Companbia dt Paquetes Inrjlezcs a
Vapor.
No dia 22 des-
le mez espera-
se do sul o va-
\ lem, comman-
danle Bevis, o
qual depois da
demora docos-
tume seguir
para Soulamp-
in, locando nos porlos de S. Vicente, TencrifT,
Madeira e Lisboa : para passageiros. ele, trala-se
com os agentes Adamson Hawie&C, na ruado
Trapiche >iovo n. 2.
MARAMIAO E PARA'.
Segu em poneos dias o brigue .escuna
LAURA : para carga e passageiros, tra-
ta-secom OSconsigdatarios Josci llaplisla
da Fonseca Jnior, na ra do Vigario
11. 4.
Para o Porto.
O patacho porlugue/. Fspccutador pretende sabir
imprelerivelmeiile para o Porto no dia 23 do corre-
le ; ainda pude reccher alguma carga a frete : quem
pretender faze-lo, eulender-se-ha com os consigna-
tarios, na roa da Cadeia Velha, vscrptorio n. 12.
COMPANHIA BRASILEIRA DE PAQUE-
TES DE VAPOR.
O vapor Cuanaliara, commandanle o primoiro-te-
nenle 1. Salom Ramos, espera-se dos porlos do nor-
Ic a 21 1I0 crrenle, devendo seguir para os do sul
no dia seguinle ao da sua entrada. Agencia, na ra
do Trapiche 11. 40, segundo andar.
PASSAliENS.
Cmara Convez
Para o Itio de Janeiro lOOjOOO 928000
a Babia i-hxi 109000
Hacera 205000 "13000
Onccdc-.se aos passageiros da cmara 25 palmos
cbicos para hagaizem : havendo excesso, ele. rece-
hera na razan de 300 rs. por palmo.
LE LO ES
DECLARACOE3
um
CORREIO GERAL.
O brigue Algrete receb as malas para o Rio
Grande do Sul e Rio de Janeiro huje (15; as 11 ho-
ras do dia.
Peranle'o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphAos, se ha de arrematar a quem mais
der em hasta puhlica na sala de suas sessoes cm o
dia 22 do crreme mez, a renda das cases do mesmo
patrimonio abaixo mencionadas, |>or lempo de um
anno, qne lem d decorrer do primeiro de julbo
prximo futuro 30 de junho de 1856, a saber :
hecco ilas limas ns. 37, 38, 3!l ; rua da l.apa ns. jo,
41 ; rua doCordoniz ns. 42, 13; rua da Morda ns.
44,45, 46, 47; rua do Amorim ns. 18,49, .50, 51, 52,
53, 5, 55. 56 ; rua do Azeile de Pcite ns. 57, 58,
50, 60, 61, 62, 63, 61 ; rua da Cacimba ns. (i",, 6(,
67 ; rua do Burgos ns. 68, 69 ; rua u> Vigario ns".
71,72.73.
Os licitantes hajam de comparecer com seus fia-
dores em a sala das sessoes do mesmo conselho, as
10 horas da mantilla do mencionado dia 22.
Secretaria do conselho administrativo do patrimo-
nio dosorpliaos 15 de maio de 1855.O secrelario
Manoel Antonio Ciegas.
Tendo a Ihesonraria de fazenda desla provin-
cia 0:11 conformidade de ordem do tribunal do llie-
souro nacional de 18 de abril p. p., de contratar o
frele de um navio para condnzir para Londres desta
provincia, da Paraluha c do Rio Grande do Norte o
pao hrasil que existe nos respectivos depsitos, man-
da o mesmo Illm. senlior inspector convidar os pro-
priclariosde emharcacoes ou scus consignatarios, que
quizeretn fazer'esse ronlralo, para que Ihe apresen-
lem s:?as proposlas em carias fechadas, at o dia 18
do corrcnle mez.
Secretaria da Ihesonraria de fazenda de Pernam-
buco 14 ilc maio de 1855.O ofiicial maior, limilio
Xavier Sobreira de Mello..
Peranle o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphitos se ha de arrematar a quem mais der
em hasta publica, na sala de snas tessoes, cm o dia
lis do crrenle mez, a renda das casas do mesmo pa-
trimonio, abaixo mencionadas, por lempo de um
anno, que lem de decorrer de 1. de julbo prximo
futuro a 30 de junho de 1856,
. a saber : bairro de
Santo Antonio, largo do Collegio, segundo andar e
coudemiiados na qnantia constante das lellras, juros lojas da casa n. 1 ; ruado mesmo nome n. 2; largo
e cusas. Mas lendo-se ausentado desla cidade para
Portugal o primeiro supplicado Jos Gomes Morei-
ra, sem se saber para que lugar de Portugal fdra, e
nelle esleja, quer o supplicanle o fazer por edilos.
Requer, poit, a V. S., o admita a justificar a incer-
teza do lugar em que se acha Jos Gomes Moreira, e
do l'araizo n. 4 ; l.vangeira n. 5 ; Range n. 6 :
bairro da Boa-Visla, praca 11. 7 ; rua Velha 11. 8 ;
Gloria n. 9 ; S. Gonralo n. 10 e II ; Sebo o. 12 ;
Pires n. 13 : Rosario 11. 14 : bairro do Recife, rua
da Cadeia ns. 16. 17, 18 e 21. Madre de Dos ns.
22,23,21,25,26,27, 28,29, 30, 31, 32,33,34,
Sociedade Dramtica Emprezaria.
QLARTA-FEIRA 16 DE MAIO DE 1855.
Depois da execucAo de ama escolbida ouverlura
ter principio a representar,ao da nova comedia em
1 acto, Iraduzida do original francez, que se in-
titula
IINKU MlJLHEi E 0 MEU EMPfiEfiO
0 MARIDO SOLTEiRO
'ersonagens. Adores.
O conde Eduardo.....O Sr. Mendes.
Frontino, seu mordomo. .> Monleiro.
Pranco, criado do conde. Rozendo.
Lapierre, cocheiro..... N. N.
A condesa, mulher do conde A Sra. 1). Auna.
Di nii/ia, camponeza. ... D. Amalia.
A scena passa-se no castello do conde.
Seguir-se-ha depois (pedido de militas pessoas )
a exccucAn da excedente comeda de coslumes bra-
silciros denominada
O agente Rorja, de ordem do Illm.
Sr. Dr. juiz de direito do civcl e com-
mercio Custodio Manoel da Silva Guima-
ias, a requet imento de Jorge Patchett
curador fiscal da massa lallida de Leo-
poldo (W Silva Queiroz, ara" leilo da lo-
ja do dito fallido, sita na rua do Queima-
do n. 22, consistindo em um esplendido
sortimento de fazendas franeczas ejngle-
zas de dillerenles cpialidades, outros mui-
tos objectos, etc., e tima excellente arma-
cao pertencente a dita loja : quarta-teira
16 do corrente as 11 horas em ponto.
O agente Borja cm
scu armazem na rua do
Collegio n. 15, far lei-
lo de um completo sor-
timento de obras de
inarcincria novas o usa-
rlas, c entra muilos ob-
jectos que se acharo
patentes no mesmo ar-
mazem no dia do Icilao ;
asiin romo ao meio dia em ponto Caf leilAo de 3
npliinns cscravos mocos: sexta-feira 18 do corrente
mez.
Joilo Climaco Marques, capilao da galera bra-
sileira Feliciana,far loilao por iulervcnc,aodo agen-
te Roberls, c por conla c risco de quem perlencer,
de cerca de 150 fardos de fumo em folha avahados,
salvados da mesma galera, arribada c encalhad.-i ues-
te porto ile sua rcenle viagcmdo porlo da Rabia ao
de Mancilla : quarta-feira, 16 do correnle, no Ira-
piche do l'erreira.no caes de Apollo,ao meio dia em
poni.
Vctor Lasnc far leiln, por intervencAo do
agente Oliveira, de um novo sorlimenlo de fazendas
as mais propasa do mercado : scxla-feira, 18 do
corrente, as 10 horas da manhaa, no seu armazem,
na rua da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
PUBLICAQAO RELIGIOSA.
Saino a luz o novo mez de Mara, adop-
tado pelos reverendissimos padres capu-
chinhos de N. S. da Penlia desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Concetcao, e da noticia histrica da
rredalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho : vende-se nicamente na livra-
ria n. be 8 da praca da Independencia,
a l.sOOO.
O Sr. inimigo do abuso lenha a hondade de-
clarar primeiramente quem sao os empregados da
lliosoiiraria .le fazenda, que frequenlam as aulas de
preparatorios as horas do expediente, para poder-
se-! ie responder ron\onenlemenlc.
SANTA CASA DAMIZERICORDIA DE
LOANDA.
Os senhores pmprielarios das casis abaixo mencio-
nadas, cujos chaos sao foreiros Sania Casa da Mi-
/.eri onlia de Luanda, sAo convidados a vir pagar
rasa do respeclivo procurador, defrnnle do Trapi-
che Novo n. 6, as importancias que devem de foros
vencidos, alias se lera de usar dos maios facultados
pelas leis.
lluas do Livramenlo o Ponha, casas de sobrado ns.
(i, 25, 25. 27, 29, 29, 34 c 35.
Rua Dircila, casas de sobrado ns. 31, 88, 93, 100
e 121.Decimas 8 c 58.
Rua Dircila, caas terreas, ns. 62, 61, 66, 76, 83,
95, 97, 101. 103, 109. 111, 113, 115, 122, 123e 125.
Decima 60.
Rua do Muro da Penha ou da AssumprAo, casas
terreas ns. 2,20. 27, 29, 37, 41.Decimas 25,29, 31,
32 e:>2.
Rua do Padre Floriano. casas de sobrado ns.
5 e 27 : casas terreas, ns. 17, 17, 18, 20, 26, 27,
28. 30. 32. 33, 37. o. 12. 43, 15, 47, 48, 52, 53,
72 e 75.Decimas 19,21, 24,28, 28.
Rua das Aguas Verdes, casas de sobrado ns. 70 e
7S; rasas terreas ns. 39, 13, 15, 56, 74, 74, 76 e
96.Decimas 'J, II, 14, 19 e 33.
Rua de Moras, casas terreas ns. 43, 45, 49, 51.
63 e 65.
Rua dos Maiiyrios, rasa terrea n. 17.
Rua da Viracao, casa de sobrado n. 31 ; casa ter-
rea n. 31.Decim:i26.
Ruado I-'agmides, casas terreas ns. 1, 2, 3, 4, 6,
8 o 9.
Rua do Terco,casas de sobrado ns. 16 e 31 ; casas
terreas n. 5, 11, 33, 35 c 37.
Rua dos ('.tipiares, casa de sobrado n.3; Ier-
res ns. 2, 14,16, 17. 19, 26. 29, 34, 35, 36, 38, 10,
12, 15, 55, 61, 63,67, 70 e 73.
Joaquim Pereira Ramos lem justo a compra da
taberna da rua de S. Francisco n. 68 com o Sr. Mi-
guel l-'ernandes Eiras ; por isso avisa aos ere lores
da mesma, que dentro em 3 dias aprcsenlem suat
cotilas no mesmo estahelecimento.
Avisase as pessoas que tiubam relngios cm
poder do fallecido Dominios Itahello da Luz, csta-
bclccido que foi no becco Largo, no Recife, tenham
a bondade de vir lira-Ios dentro do prazo de 7 dias,
na rua do Amorim, defronle de Tasso, depois do
qual sera o vendidos para pagamento do concert dos
mesmos.
Ha 100 barricas de bolacha das libas, que ain-
da reslam, c se dao a i;500 a arroba, c sendo (odas,
mais barato : no Corpo Santo, armazem n. 6, de
i'alincira \ HcltrAo.
ATrE.NCA'n.
Urna pessoa h,militada atiri nm curso de ':>
navegacilo nesla cidade, na rua de Apollo 11. 53
9: explica nrilhmelira, algebra o geometra 9
pelo methodo adoptado na academia de mari- 9
nha ; quem se quizer ulilisar do scu presiimo Jft
pode procura-la das ; as 6 horas da larde, ou
Q de manlnla. al as 9 horas e meia. fe
Com a qual lindar o espectculo.
Principiar 11 a horas.
AVISOS MARTIMOS.
Para Lisboa, a bem condecida barca porlugue-
za (iratiiilo, de primeira marcha, segu com a maior
brevidade : quem nella quizer rarregar 011 ir de
passagem, para o que lem os mais aceiados comino-
dos, dirija-se aos consicnalarios Thomaz de Aquino
Fonseca kV Filho. na rua do Vigario 11. 19, primeiro
andar, ou ao capilao na praca.
Para o Aracalv,
segae em poueos dias o bem condecido hiale Capi-
baribe ; para carga a passageiros, irata-se na roa do
Vigario n. 5.
R
-- Manoel .'o.s Leito
declara que arrematou em
leilao toda** as dividas que
deviam a .Yianoel Pereira
de Carvallio, na importan-
cia de 48:924000rs;
cotiv.da pois aos(ievedores
do dito Carvalho-a une s
fe
paguem ao anminxiante,
para o que se poden, diri-
gir a sua loja, sita na rua
do Qtteimado n. 10.Uc*
cife \\ de maio de 1855.
FABRICA DE FIACA E
TECIDOS.
Tendo coiri|Kirecdo tnui poueos enlio-
re asignatarios de acrws desta empre-
za a' reuniao, que oi OJnvocada pela di-
reccao provisoria para o din 12 do corren-
te, uo se pode resolver sbreos objeclos
da convocarlo; pelo que marcou-se o dia
de hoje 15 do corrente, para definitiva-
mente tomarem-se as deliberacies neces-
sarias com os senhores asignatarios pre-
sentes.
01 Perece-se urna mullierpara casa de
homem solteiro, ou de pouca familia, a
qual sabe cozinhar e engommar: na rua
do Hospicio, casa do Sr. Thomaz de Affbi-
no Fonseca.
Precisa-sede urna negra para o ser-
vico de urna casa de pequea familia : no
pateo do Hospital do Paraizo n. 15.
Um homcm viuvo precisa, de urna
senhora de 40 anuos de idade, que seja de
bonscostumes, para companhia de duas
lidias: na rua da Conceicao n. 5.
F. Souvaze vai (azer'oma viagem i Europa.
F. Souvacec'v Companhia, na ausencia do socio
arente F. Souvage, lem constituido para seus pro-
curadores, em.primeiro lucir ao Sr. Marinhn 11.
Ilernel, enisesundnao Sr. Eduardo II. I'inxeon, em
terceiro aos Srs. J. R. Lasserre & Companhia.
OlTerece-se urna mulhor para rata de homem
solleiro ou de pouca familia, a qual sabe cozinhar e
lavar : na rua do Hospicio, casa do Sr. Thomaz de
Aquino Fonseca.
Precisa-se de urna ama qne saiba bem con-
idia : a tratar na rua da Mangueira n. 14.
EXCELLENTE PITADA.
Rap francez fino,
o mais superior de lodo quantn lem vindo a este
mercado, tem a propriedade de nunca mofar, assim
como de nAo ferir o nariz : na la do Crespo n. 11.
A pessoa que se achar habilitada a fazer urna
escripia, Iraduziudo do porlugn**z para o francez.
procure na rua da Cadeia do Keeife n. 8, que en-
contrara com quem tratar.
OITerece-se urna ama portuiiieza para casa de
homem solleiro, para cozinhar e,engommar : na So-
ledade n. (0.
Guilherme'Selle precisa de serventes forros ou
captivos, e pana a 610 rs., para a obra da roa da
l'raia, casa ainarella n. 27.
Os abaixo assisnados, consenhores e herdeirot
do sitio da estrada de Joilo de Bairos, penhorado pe-
la fazenda a JoAo Manoel Alenden, e como esle litio
perlence a varios herdeiros, os ruaes iulerpozerarn
recursos para o supremo tribunal de justica, do qual
esperan) provimento favoravel, em coseqoencia.
pois, fazem esta publicacao por lerem vislo annun-
cios para arrematarjao, e mesmo para evilarem qoes-
tOes para o futuro. Joaguim Mendes da Cunka
Azevedo, Manarla Miquelina V'hira da Cunha.
- Precisa-se de una ama para casa de pequen.i
familia, porm que saba en^omnar, e que se dis
ponha a todo o servico de portas i dentro : na rua
do Hospicio n. 31.
Na casa de paslo da rua das Cruzes n. 39. (em
comedorias a toda hora do dia, e d-se almocos o
jantares para fra.
Deseja-se fallar com o Sr. Antonio Mximo de
Cirros: na rua Dircila n. .
Os abaixo assisnadni fazem publico, que desde
o dial, do correnle Ihes pertencea loja de miudezas
da rua larga do Rosario n. 38, por compra que del-
la li/er.ini ao Sr. Jusc lii.is da Silva Cardcal, naquel-
la data, liculo as dividas activas e passivas a cargo
do mesmo vendedor, e para clareza lazem o presen-
te annuncio. Recife 13 de in.iio da 1855.
Barros &,lrmSo.
ATTENCAO".
Em principio do corrente mez de maio, fugio da
rua da Aurora n. 8, nm escravo crioulo, de nome
Caetano, de idade de :t. anuos, |*ouco mait ou me-
nof : quem o pegar on delle liver noticia, pode di-
rigir-se \ dita casa, que ser recompensado.
Oh*erece-se urna mulher para ama de todo o
service- de casa de pouca familia : nu oito do l.i-
vrameolo n. \-2.
*
O ahaito assi^nado faz scienle, que comprou
a Vicente Ferrcira da Costa a sua taberna do aterro
da Boa-Visla n. 80. Recife \> de maio de 1855.
Joao Aires de Carvalko Porto.
Aln?a-sc urna prela boa cozizinhera e com-
pradora : no alerro da Boa-Visla n. 33, terceiro
andar.
Precisa se de urna ama secca para casa de pou-
ca familia : trala-se na rua da Sanzala Velha n. 96,
padaria.
Arrcnda-sc o engenho Berliogs, na fregaezia
de Ipojuca, inocule com agua do mesmo tio : quem
o pretender, dirija-se ao engenho Ulicga de cima,
na fregaezia do Cabo.
John Galis, subdito inglez, vai .i Inglaterra,
levando dous filhos menores.
Quem precisar de urna ama paratervico de ca-
sa, dirija-se a Boa-Visla, (ravessa do becco de S.
Francisco o. 13.
Na rua das Cruzes n. 29, se dir quem quer co-
zinhar para i ou .> pessoas, com lodo o accio e per-
fcic.lo, assim como se obriga a conduzir-lhcs em
suas casas a toda a hora que Ibes eonvier.
Aluga-so um sitio muilo perlo da praca com
etcellenle casa de sobrado, reedificada dn novo, "com
muilo bons coinmodos, 2 cacimbas, banbeiro, lauri-
na, e muitas arvores de Inicio : a tratar na travesa
da Madre do Heos, armazem de Joao Mrlins de
Barros.
Pcrdeu-s* no dia 11 do correnle, da roa da
l'raia de Sania Rila al a rua llireila, urna carleira
echarnleira de marrnquim, contendn dentro 179000
emsedulas, sendo urna de IO3OOO, urna de 59000 a
duas de l.-*!lili, um alnete de abertura, um aunelao
de onro, urna letlra sacada por Jos da Silva Oli-
veira, morador em Porto de Pedra, c aceita por Joa-
quim da Cruz barroso em 20 de Janeiro de 1817. do
valor a qual se acha vencida desde 20 de fevereiro daquel-
le mesmo anno, e como o aceitante ja esleja avisado
para nao pagar senAo a Francisco Kotelhn de Men-
'lonca ou a sua ordem, pois Ihe perlence dila letlra,
e como valor nenhum toiiha para a pessoa que
achou, pede-se por isso de a entregar ao annunciau-
le, na rua d l'raia de Santa Rila n. 6, que ter re-
compensado.Francisco Botelho de Mendonra.
Acha-se contratada a compra da taberna da
rua de S. Francisco n. 68, do Sr. Miguel Fernandes
Eiras, o que se Iai constar, visto ter comprada de-
sembaracurla da praca,
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, qun
saiba fazer o servido diario ilc nina casa tle pouca
familia : a tratar na rua do Collegio n. 15, arma-
zem.
Prccisa-se de um caisciro que lenha pralica de
vender molinillos, que escreva e lea snffrivelmenle.
e d fiador de sua conduela : em Sanio Amaro, pas-
sando a fundir-80, primeiro portan.
1
1). Hernarla Maria dot Prazerw. com aula
particular de inslrurco elementar para meninas, na
rua do Sebo 11. 13, legalmenle auloriitada, offerece
o seu presumo aos naif de familias para o ensino de
ter, escrever, contar, doutrina chrislAa, coser, bor-
dar do (odas as qualidade*, labyrinllio, e ludo o mais
concernenle ao ensino de meninas; recebe ignal-
menle pensionistas o meio-pensionistas, e promelte
trata-las coro toda a delicadeza e esmero.
Desapparecou da rua da l'raia nm cavallo ru-
co, pequeo, em grao, dinas a direila, cauda curia,
lem 7 a 8 anuos : qacra delle liver uoticia, dirija-so
ama Direila 11. 8.
Um rapaz brasileiro, com 4 annos de pralica,
olferece-se para caixeiro de taberna : quem precisar
dirija-se a rua das Aguas-Verdes n. 17, que achara
com quem tratar.
Agencia de passaportcs e folha corrida.
Claudino do Reg l.ima, despachante pela repar-
licto da polica, despacha passaporles para dentro e
fra do imperio, e folha corrida, com presteza e coro-
modo preco : na rua la l'raia, primeiro andar, ou
na rua do Collegio, loja de miudezas n. 1, do Sr.
Francisco Guncalves Cuimaraes.
OQerece-se um homem portuguez para qaal-
quer feitoria*jao de engenho, c dari conhecimento
de sua conduela : por isso quem de seu presiimo se
quizer otilisar, dirija-se ao engenho Tabatinga do Sr.
Paulo Pereira Simes, ou a loja rlfkSr. Joao de Si-
queira F'errAo, na rua do Crespo u. 13, qoe achara
com quem tratar.
*>9m9*m9&999-a9m9m9991r)
n IIOMfEOPATMA.

Remedios eflcacissimos cunta
3p as lx;\igas.
{{(.ratuilas para os pobres. 1
No consultorio central bomspopathico, rua 0
J) de S. Frencite vmundo novo n. 8A. *J)
& ir.-.Sabino Olegario I.udgero Pinho.
***9*m-m9***ttm*99
Precisase por aluguel de urna preUrescrava,
que saiba tratar de crianzas : quem a liver, dirija-se
a rua de S. Francisco, sobrado u. 8, ou entenda-se
coro o porleiro da alfandesa desla cidade, na mesma
alfaodega das 8 horas da mauhai as \ da (arde.
Mil tu ann


DIARIO DE PERMUUCBO, TERQI FIRA 15 DE HA IO DE 1855
Anlunio Joaquim Vinhas, subdito porltigue/..
por ver eulro de igual neme, so asignar de hoje
era mame por.Antonio Joaquim Vinhi Maia.
Na ra Nova n 10, ioja franceza,
acaha de receber um limlo sortimenlo de ticas f.t-
xeiida, nnu urla-rores de lindos |>a-
dri.es, ditas de quadr. larlaruga para
atar cabello (nMlidader. hales le
seda e de mera* !"" l-ics .K- li-
nliu e de tea, ocelo e brancos, de blmid, bicos pre-
b militas nutras hiendas ni
lo, chapeos de seda para&eohoras, enfeileade rabe-
es, etc., ludo por | nodo.
Vrccisa-seai ma, que saiba cozinhar
e fazer o ni i : no pateo do Terco
ii. Vi. *1
__Joaquim Lopes de Barros C.abral Teive.profes
sor de desenlio d imperial academia das Bellas Ai les
.la crle, lendo chesado a esla provincia, com licen-
r* do governo, abri una aula de desenlio c pintu-
ra, na ra Agolar, seudo a aula das .'( as j da larde, los das
uleis.
Precisa-se fie urna casa capaz, que
se tncaircgue de lavar de vai-rclla e en-
gortMnar a roupa de um homem solteiro,
com todo o desvello e perfeicao. Diri-
gise a' rtia do Rosario-larga, n. 28,
terceiro andar, por cima do armazem de
lotn
I). Anua Joaquina I.ins Wanderley participa
ao respeilavel publico, que de liojo ein diaute se as-
signar Anna Accioli I.ins Wan.lerlev, isto por
ha ver oulra sen hora de noinc igual.
Os abaixo assignados. administrado-
res da massa do fallido Antonio da Costa
Ferreira Estrella, lazem saber Sos deve-
doresdomesmo fallido que e|les estao au-
risados por lei a rceber, e por isso os
nvidnm a virem Ibes pagar ate o lim do
crtente mez, eosque assim nao ftzerem
terao o desprazer de ver seus nomes em
piara. Pernambuco 11 de maio de 1855.
Tasso & Irma os.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 &A NOVA 1 AlfDAH 60.
O Dr. I'. A. I.nlio Mascnzo da consultas homeopalhicas lodoa os das aes pobres, desde 9 lloras da.
maiiliaa aleo meio .lia, e ein casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou iioile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operara.i de cirurgia. e acudir proniplamnlc a qual-
quer mullicr que esleja mal de parlo, e cujascircumslancias nao permillain pagar ao medico.
SO COJiSlILfORI DO DR. P. A. LOBO MOMO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGDINTE:
Manual cmplelo de meddicina homcopalhica do l)r. ti. H. Jabr, Iratluzido em por
tugue/ polo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanbadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analoinia, ele, ele...... -JtRjOOO
Esla obra, a maisimporlanle de lodas as que Iralam do esludo c pralira da homeopalhia, por ser a nica
que ronlcm abase lumlamcnlal i*esta liniitrinaA PATllOCEISESIAOU BFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORCANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar a pralira da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que qui/.rcm
experimentar a .'oulrina de llabueinann, e por si mesmos se convenceren) da verdacte d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores deengenho que eslao longe dos recursos dos mdicos: a torios os capilesde navio,
que .urna ou oulra vez nao podem tleixar de acudir a qualquer incommodo seu pu de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circiimslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a preslar in cantincnli os primeiros sorcorros em suas eufermidades.
O vade-mecum do bomeopalba ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra tambem til as pessoas que se dediram aoesludo da bomeopalbia, um volu-
me grande, acompnnbado do diccionario dos lermos de medicina ...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele., ele, encardenado. 3JJ00II
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprielano deste eslahelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem mun
ningueni duvida hoje da graude superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...............
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 109, 12? e 153000 rs.
Dilas 36 ditos a............
Ditas 48 dilos a............
Dilas 60 ditos a............
Dilas 1i dilos a............
Tubos avulsos.......... .... ...
Frascos de meia onca de lindura.............
Ditos de verdadeira lindura a rnica...........
Na mesma casa ha sempre venda graude numero de lubos de cryslal de divertios lamaTihos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamenloscom loda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
CARSOS FNEBRES.
No estabolecimenlo de carros fnebres, silo
no paleo do Paraizo casa n. 10, de Jos Pinlo
de MagalhAes & C, se fomece carros da I" a
4" ordem, com ricos rtornos, lano para de-
finios como para anjos e dmelas, alugam-se
caiies para condocoes e para depsitos, even-
dem-se morlalhas de pinho: osannuncianlescn-
rarreuam-se de fornecer carros de passeio. ar-
marOes, cera, msica, guia e lioenr.i, ele., pa-
ra oy]ue se acbam habilitados, iifto leudo ou-
tro uileressc do que o fornecimenlo de Seus
carros, pelos precos estipulados no regulamen-
lo do cemilcrio.
i mais bem montado possivel e
88000
909000
8000
300000
60)000
l(H)0
L'NMHI
28000
COMPRAS.
Compra- um babu' de palmos, u-ado, em
bom oslado : quem liver annuncie.
Compra-sede urna a 5 pnrlasde amarcllo em
meto uso : 'quem liver annuncie.
Compra-se una en-rava de meia idade que so-
ja .le boa ligar., e conduela, e que tifio telilla vicios
e nem achaques, mas que leuli.i as prfuc'pars habi-
lidades que lie. rusinha, engomimir e o mais servi-
co de casa, papante hfin agradando: na ra das
Croles taberna n. 20, se dir quem quer.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de
idade de 12 a :I0 anuos : na ra do l.ivramenlo n.l.
. Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 30 anuos, de bonitas figuras: na ra do l.ivra-
menlo u. i.
Attencfto .
Compram-se escravos de ambos os sexos, sendo
pardos c crioulos, de 12 a 25 anuos, lano para a
provincia como para fura della, sendo bonitas figu-
ras paga-se bem. assiin como recebem-se para ven-
der de cummissao : na ra de Hurlas n. (kl.
VENDAS.
# .'IMICCAO DO KSTITITO 110 g
2 1E0PATHIG0 O BRASIL.
THESOLKO HOMEOPATHJCO
m ou
VADE-MECLM DO
2 IIOMEOPATI1A.


m
No dia 9 do correle, pelas C horas da manli.la,
fugio do primeiro andar do sobrado n. 2, junto a
igreja dos Marlyrios, a negra Miquelina, que repr-
senla le 40 anuos de idade. de nieo Co-ta, levando
vestido de chita branco com flores encarnadas ej
desbolado, panno da Cosa de lislras ames, urna (mu-
xa de su a roupa, a qoal negra lem os signaes seguin-
les : estatura alia, bem prela, desdentada, falla mui-
lo compasado que mal se percebe, e com a falla um
lano pegada, anda sempre fallando su que d indi-
cio de maluca, ou que Ihe livesse dado o ar,
duendo que he forra e que quer ir para o'Aguiar.
c.islumaodu andar com um lenco branco ou de cor
amarrado a roda da cabera : roga-se a qualquer ca-
pitn de campo ou policial, a appielicndam e le-
ven! ao sobredito sobrado, que ser recompensado.
l'recisa-se de urna criada eslrangeira para
.icompanhar urna familia i Inglaterra, pelo prximo
vapor inglex, e sendo porlugueza que queira ir so-
mente .i Lisboa, tambem sepuder eogajar : a fallar
na ra do Trapiche n. 12, escriplorio, primeiro an-
dar.
Precisa-se de um homem porluguez ou das
libas, paraos trabalbos de om sitio : a Iralar na rtia
eslreila do Rosario n. 7, ou no silio do fallecido Sil-
va & Companhia.
Joaquim Antonio da Silveir.i, subdilo porlu-
guez, resllenle ha mullos snugs nesta eulade do Re-
cite, e presentemente no aterro .la L.ia-\ ist^, sobra-
do n. 63, declara que nao se enteque com elle a par-
te da polica publicada nesle Diario n. IOS de 8 do
rorrenle, aonde dizJoaquim Amonio da Silveira
preso para averiguacoespoliciaes.
No dia lerca-feira, S do correnle, desapparc-
ceu da laberua do Sr. Joaquim Coclho de Almeida,
na Boa-Visla, um cavallo caslanho, com os signaes
-i'es : frente aberla, os 4 ps calcados, sendo as
loaos pouco alvas, uny marca de O no quarto es-
querdo a scmelhanea de um semicrculo, os cascos
- e um pouco arruinados, com os peilos e qua-
drios relados indicando ler sido cavallo de carro,
(amanho regular, de 9 a 10 anuos de idade, he in-
tero, c lem carrego ; desappareceu com caiigalbas e
curdas : quem o adiar far o favor enlrega-lo na
mesiiia taberna do Sr. Joaquim Coclho de Almeida,
que ahi ser bem recompensado.
Na ra da Roda, cocheira nova e pintada de
amarello, recebem-se cavallos para serem tratado
por mez e por dia : a tratar na mesma cocheira com
Joso Joaquim da Silva Samico.
Na Ponte de l.'chua, no silio da senhora viuva
Amoriin, ha para vender urna vacca de Lisboa, mui-
lo nova, e de raca tourina : a pessoa qoe a preten-
der, pode ir ve-la no mesmo silio, aonde se ajustar
o preco.
Precisa-*e de urna ama livre ou es-
iiava, mas de milito bons costumes, pa-
ra o servico interno de urna casa depou-
ca familia : paga-se bem se agradar. Di-
rigir-se a' ruado Rosario-larga, n. 28,
terceiro andar, por cima do armazem
de loura.
COLLEGIO PARA MENINOS, EM WAN
DSBECK, SURURBIOliEHAM-
IKC.O.
O abaixo assignado tem a honra de participar ao
tulico, que muilou o sen collegio nesle anuo, de
lamburgu para Wandsbeck, e esta agora habilitado
de poder aqeilar mais alguns pensionislas. A silua-
So do lugar he a mais saudavel de lodos os arrabal-
des de (lamburgu, i a distancia dessa cidade permu-
te o gozo de todas as vaulagens das cidades grandes,
assim como ella impossibilila o gozo das desvanla-
gens para meninos. Ao entrar no collegio os meni-
nos nao devem ler excedido a idade de 10 anuos, e
maior cuidado e zelo se empregar em favor dellcs,
u.lo so para o seu bem phjsico como inlellectual.
Elles terto lices em todas as linsuas modernas, his-
toria, geographia, historia natural, malhemalica,
assim como os principios necessarios para o commcr-
cio, ou uas linguas auligas, scieucia das aiiliguida-
des, pbilosopbia, etc., como preparos para o esludo
na universidade. As despezas do ensino, suslenlo e
importara em 1,000 marcos,500JO00 pouco
mais ou menos. Os pais deverjo dar roupa, assim
como pagar msica e ensino de dansa, caso o dese-
en!.('. tl'olcktharuen.
Esle collegio podemos rocommeddar s pessoas que
queiram dar urna educscao exemplar aos seus filbos,
por ser um dos melbores na Allemanha. e oerece-
mo-uos a dar todas as informarles a quem precisar:
na ra da Cruz n. (0.
PIANOS FORTES.
Brumi Pracger & Companhia, ra da Cruz n. 10
recomisndarn as pessoas de bom goslo. seu escolla-
do sorlimento dos melbores pianos, lano horison-
laes como verliraei, que por sua solida couslrucfao
o liariuouiosas.vuzes, assim como por sua perfeila
obra de mo se distinguen!. Todos estes pianos sao
leitos por encommenda, escollados e examinados I
e por islu livres de qualquer defeilo que se enconlra
militas vetes em os piauos fabricados para expor-
acao.
3) Mtthodo conciso, claro e seguro de cu-
2k rar homeopathicamenle todas as molestias
V7 i/ue affligem a especie humana, e parli-
fci cularmeiite aquellas que reinam no Bra-
T! sil, redigido secando os melbores Irala- T^
(^ dos de homeopalhia, lauto europeos romo i(v"
>**A americanos, e secundo a propria experi- ^[
7'encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero T
ifff Pinh... Esla obra be boje rccoiiberida cu- '
//a, mo a melbor de loilas que Iralam daappli- fK
^9 ea( f^ leslias. Os curiosos, principalmenle, mo (Qi
X podem dar um passo seguro sem possui-la e m
^f consulta-la. Os pais de familias, os senbo- WJ
( res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (A\
Jff pitaes de nav ios, serlanejoselc. ele, lUvem \.
tg9 le-la mao para occorrer promplameule a v)
/* qualquer caso de'molestia. A
J Dous volumes em brochura por 105000 J
.) encadernados ItCOtH) f
/A ende-se nnicamenle em casado autor, zv*
Wf no palacete da ra de S. Francisco (Mun- W
(A do Novo) n. 68 A. asi
Novos livros de homeopalhia metraucez, obras
todas de summa importancia :
Hahneriann, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
lumes............2ii.-(iini
Teste, molestias dos meninos.....60UOO
Ilering, homeopalhia domestica. .' ." "3000
Jabr, pharmacnpn homeopalhica. 69OOI)
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 163000
Jahr, moleslias nervosas. ^ 63000
Jabr, moleslias da pe le.......89000
Bapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16J4HX)
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos...........
A Tesle, materia medica homeopalhica.' .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Chuica de Slaonel .......
Casling, verdade da homeopatbin. .
Diccionario de Nvslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conleiido a doscrpeo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consultorio horueopa-
Ihiro do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro su.i,ir. .
88SS J8S3
: DEHTISTA. S
103000
8BOO0
"5000
bXKH
43 100000
303000

Paulo Gaignoux, dentista francez, eslabele
_ cido na ra larca do Rosario n. 36, segundo
H andar, colloca denles com gcugivasarliliciaes,
^ e dentadura completa, ou parle della, com a 9
9 presso do ar. 9
U Rosario n. 36 segundo andar.
*#8
Aluga-sc urna casa terrea oo de sobrado, em
qualquer das ras que licam enlre o becco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na ra Nova 11. 69.
Ja' ebegaram as segutntessement
de ortalices das melbores qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes brancos e encarnados, alface
repolbuda e alemaa, repolho, tomates,
nabo branco e roXo, couves, trinebuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
relba, selgas, ervilha torta, dita direita e
genoveza, dita de Angola, feijaocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, eurrkgrande sortimento das melhc-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
IIOMIKIHVVrilA.
PEBRE AMAREI.L.A.
Alguns casoa de PEBRE AMARELLA
se lem ltimamente manifestado nesta ri-
dailo. O Iratamenlo homreopatbico bem
dirigido tem mostrado sua superioridade
mitiga medicina. Os .lenles, pois, que
a hoinu-opalliia quizerem recorrer, pod<\-
lo-h.lo fazer, sendo soccorridos de preferen-
cia aquelles que nenhum remcdiu hajam
lomado.
I Consultorio central liouueupalhiro, roa
de S. Francisco (mundo novo) 11. 68A.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Iva n-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico prero como lie publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer bota dos dias uteis.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, aflianrando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglczas, rancezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, -no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios iRolim.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAIIIDO DE RLOFF E BOE.Y-
NINGHAUSEN E OLTKOS,
posto em ordem alphabelica, enm a dcscripro
abreviada de lodas as molestias, a indicaran plnsio-
logica e Iberapeulica de lodos os medicamentos bo-
mcopalhiros, sen lempo de accilo e concordancia.
seguido de um diccionario da sicnificac^o de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
las pessoas do povo,-pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevc-se para esla obra no consultorio horneo,
palbico do Dr- LOBO MOSCOZO, ra Nova n. .50-
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 63000
encadenado.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario 11. 'Mi, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, denlisla fraucez, chumba os denles com a
ma-a adamanlina. Essa nova e maravilhosa com-
posicfio lem a vanlagem de eueber sem prcss.io dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
.lu,1,1' pr.uiieiie restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se c recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, lano para a
provincia como para fura della, offereceudo-se para
slo toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Participa-se aos Srs. mes tres pedrei-
ros caiadores e mais pessoas particula-
res, que na ra da Cruz do Recife n. 62,
ha um deposito da bem conliecida cal
branca de Jaguaribe, e pie se vende
milito em conta, tanto em retalbo como
em porcoes.
Pcde-sc ao Sr. Jos de Mello Cesar e-prn-
corador da cmara de Olnda, que venha entender-
se com os herdeiros de Luiz Roma, pois basta de
cassoadas, cando certo que em quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir esle annuucio.
Na ra da Cadeii do Recife n. 3, primeiro an-
dan, confronte ocscriplorio dos Srs. Barroca i\ Cas-
tro, .le-paehane.navios, quer narionaes ou eslran-
geir-is, com loda-a promplid^lo ; bem como liram-se
passaporles para fiira do imperio, por prec-as mais
commodos do que em oulra qualquer parle, c sem o
menor (rahalho dos prelendenles, que podem Iralar
das 8 da manliaa as 4 horas da larde.
Na ra do l.ivramenlo n. 36, Ioja de cera, fe
dir quem da .11 n101ro a premio com penhores de
ouru ou prala, mesmo em pequeas quanlias.
LOTERIA|DO RIO DE JANEIRO.
A loteria 10 de Nictlierov. devia cor-
rer no dia 1 011 2 do presente, em a casa
da cmara municipal da mesma cidade de
Nictlierov ; anda acbam-se a' venda, em
os lugares do costume alguns bilbetes
desta loteria: as listas v'uao pelo vapor
IMPERADOR, que se espera neste porto
a 18 do corrente : os premios serio pa-
gos logo, que se lizer a distribuicao das
mesmas.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa aos possuidores dos quatro
quartos divididos do bilhetc inteiro n.
1718, da primeira parte da primeira lo-
teria da igreja da Conceicao dos milita-
res, em que sabio o premio de 1 cOOOOOO
rs., podem vir receber logo que sabir a
lista gerl, na ra do Trapiche n. li se-
gundo andar.Pernambuco 1 i de maio
de 1855.
Vende-se um casal de escravos de nai;o, sendo
a nesra boa vendedora de roa, fiel e sem vicio, e e
negro de lodo servico de campo : na ra do Padre
f loriano n. 33, das 6 as 8 horas da manbila, c das ti
eni dianle.
Vende-se um sof ue' jacarando, novo, urna
mesa redonda de meio de sala, urna secretaria de
amarello em muilo bom ntndo, e dous candieirns
grandes de meio ile sala, tn.lo por commodo preco :
na taberna da ra Nova 11. O, se dir mide esl.
Vende-se a botica n. 42 da ra larga do Rosa-
rio, por nao poder sen dono continuar na arle, e uilo
por oulro qualquer motivo, pois est collorada em
um lioinio local.
Vcndem-se 3 escravas, sendo 1 miilalinba de
16 anuos, de honda figura, a qual rose e engomma,'
c 2 crioulas, sendo 1 perila engommadeira e cozi-
nheira : na ra de Hurlas n. 60.
Vcndc-sc urna negra motila, de idade de 2
annos, boa cozinbeira c engoinmadeira perila : na
ra do l.ivramenlo n. 4.
O 5) A, confronte ao Rosario de Santo
Antonio ,
bolacha villa-verde, a
he quem vende a verdadeira
melbor nesle genero.
Sedas de cores.
Continua a baver completo sorlimento de corles
de veslido de seda de cores, modernos gustos e supe-
riores qualidades, por preco commodo : na Ioja de
i porlas, na ra do Queimado n. 10.
Para vestidos.
Mur._-iilin.is de cores, fazen.la inleiramenle nova-
rom 4 palmos de largura. Eoslos "modernos c cores
linas a :KH) rs. nrovado : vende-se na Ioja de 4 por-
las, na ra do Queimado n. 10.
Bom, e commodo.
V'cntlem-sc cassas (raueczas de bonitos padroes e
cores Cuas a 00 rs. o corada : na Ioja slo sobrado
amarello da ra do (Jueimadu 11. 20.
Vende-se a taberna da ra Nova n. 50, e tira-
se alguns fundos para quem quizer comprar s con
poucos fundos, como se tem querido,a casa he muilo
conliecida e em bom lugar, pois he em esquina, e lem
bstanles commodos que pode ler familia : quem
pretender, dirija-se mesma.
Vendem-se hlalas muilo novas a 00 rs. a li-
bra, farinha do Maranho a 110 : na taberna da roa
de Hurlas n. i.
Vendem-se missacs romanos : na ra
do Encantamento, armazem n. 7CA.
Vendem-seVisitas aoSS. Sacramen-
to : na ra do Encantamento, armazem
n. 76A.
Vende-se um casal de pavoes na
ra do Encantamento; armazem n. 7(iA.
Vende-se superior cstamnha : na
ra do Encantamento, aimazem n.7A.
Vende-se y4jma cabra (bicho) com
dous cabritos. 1 .-que da' uuia,fa.riaa-lfi
leite por dia r^/ria ruada Cruz 11. 2(, pri-
meiro andar:
' Vendem-se espingardas de 2 canos e
de espoleta, milito boas e por baratissi-
mopreco: na ra da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Vendem-se aberturas para camisa,
de muito bom gosto, vindas de Fr.anca e
por preco baiatissimo: na rtia da Cruz
n. 2(i, primeiro andar.
Btalas desembarcadas ta Gratidao, escolla-
das c gratulas a 15280 a arroba : no armazem do
Mello, defrolitc da escadinha.
Vemlem-se. na ra Dircila n. 19. latas com
bolachinlia de ararula muilo nova a 25-")00, e om
candieiro francez de .'! bicos, muilo em coma.
FARINHA DE MANDIOCA.
Na ra de Apollo, armazem n. 14, vende-se fari-
nha re mandioca muilo nova, cm saccas grandes,
por preco commodo.
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
s\ ntlie encaixolado, por batato preco:
na rtia ila.Ciit/. n-.26, primeiro andar.
11110 em mu.
Na roa do Atnnnm 11. 39. armazem rte Manocl ros
Sanios Pinto', ha muilo superior fumo em folha de
todas as qualidades; para charutos, por prec_o com-
modo.
FEI.H0' MLVTIMIO.
Na na do Amorim n. 39, armazem de Manuel dos
Sanios Pinto, ha muilo superior hijao miilatinbo,
em sacras, por preco commodo.
CORTES DE VESTIDOS DE
SEDA A 16;0G0.
Vendem-se cortes de vestido*de soda cscncezcs o
mais bonilo possivel. pelo barato preco de 16? o cor-
le, abelinas de seda gosto escoce/, a I50 corado,
alpaca de seda novns padrfies a 720 o covado : na
ra do Quemado Ioja 11. 40, 'le llenriquc A; Sanios.
CORTES DE CASEMIRAS DE
CORES A 2,800,
VendcnT.se corles tlecasemiras de cores de lindos
padres a 2-^SOO. corles de rasemira prela a 6?, cor-
les de collcles de seda a 29600 : na ra do Queima-
do n. 40 defrunle do boceo da CongregacAo, pas-
sada a botica, a segunda Ioja.
Vende-se a posse c bemfeitoms de um bonilo
terreno na rtia nota do IIospicio.com 100 palmos de
frente e 2.V) de fundo, ja .1 melade amurallo e com
um ptimo poro d'agua de beber e urna meia-
agtia principiada ao -p da cacimba, bstanles ar-
voredos lloVOf de fruclo que ja estilo bol,nulo como
se pode ver, u que se pode edificar Ires propriedades
de casa : quem o pretender dirija-se ra das Cru-
zes n. 22, para Iralar do ajuste.
a) Vende-se feijao mulatioho muilo novo o de
boa qoalidade a IOS rs. a sacra : quotn quizer com-
prar dirija-se a roa ta Koda n. 8 que se dir quem
vende. ,
Vende-se urna rrionla de 26 annos, boa figura,
que engomma e rozinba o diario de urna casa, e la-
va desatino c barrclla : na ra das Cruzes n. 22.
Pechinchas, no Passeio, Ioja n. 0.
Tecas de algodilocom loque a 15000, 1>280, 1J600
e 2S0K). pecas de madapoln com Ipque a 29)00, 39
e &9500 ; a ellas, que sSo puncas.
ATTENCAO AO ARATEIRO.
Kua da Cadeia do Recife, Ioja 11. 30 ta esquina,
vende-se:
corles tle seda branca o com lislras decores, com 20
cavados 20?, novas melpomenes de quatlros acba-
malolados iom quasi vara de largura a 900 rs. o co-
vado, corles tle rambr.iia fina da cor com barra a
29100, tirita* boas tle diversas qualidades e cores se-
guras n ISO a covado. camhraia tle linho fina, oplima
para camisas tle uoivos a .~i9, panno tle lencoes su-
perior com mais tle 11 pailitas tle largura a 29400 a
vara, cassa tlelislra para baados ;i 220 rs. a vara, e
1?600a peca, casemiras decores escuras para calca
a 49-~)00 o corle, panno tle cor com msela de seda,
proprio para palitos e vclidos de monlaria a 35o
covado, panno prclo fino a 43 e 49800 o covado,
corles tle BoraorAo para collcles a 19 e de fuslao
alcnxoadn a 800 rs., merino prelo muilo fino a 39600
e 4? o covado, Invas tic fio da Escocia de cores com
algum njofo a 160 rs. o par, assim como onlras
muitas fazendas que a dinheiro visla se venden)
em atacado, e a letalho por baralissimos precos, e
ilao-se amostras. f
ATTENCAO', Ol E HE PARA ACABAR.
Uas com lislras de seda, e qnalro palmos tic lar-
gura, fazendu muilo propria para a prsenle esla-
co, pelo dimitalo prego de 410 rs. o covado : na
ra da Cadeia do Recife n. 3.
Vende-se urna grande e famosa casa lerrea, no
atorro da Boa-Vista, com grande quintal : a tratar
na praca da Boa-Vis'la, casa n. 30, segundo andar.
Vendcm-M caitas com agurdenle de Franca:
110 armazem de Joao Tavares Cordeire.
A EI.I.ES, ANTES (ICE SE ACABEM.
Vendem-se corles tle casemira d bom goslo a 3$,
i* e StfNN o corle ; na ra do Crespo o. 6. VI|)R(|g pARA v|DRAgASi
Superior vinho de champagne eBor- Verlm-se m caitas, em casa de Batthoroeu
deaux : vende-se em casa de Schafliei-
Hocisrii Je Souza, ra larga do Rosario n. 36.
LOTERAS DA PROYIMIi.
Acham-sea venda os bi-
Ihetes da segunda parte
da primeira loteria, a be-
nefieio da matriz de S. An-
to da cidade da Victo-
ria, cujo plano vai abaixo
ranscripto, e as rodas an-
dam a 26 do corrente.
Thesouraria das loteras
14 de maio de 1855.O
thesoureiro, F. Antonio de
Oliveira.
plano.
RLA 1)0 (PUMO H 58.
Vendem-sc corles de casemira a 3
3-5000
25O0
4-3SOO
720
560
Attencao.
liupJo
i pTaC'
da dever nesla pilca, nao olislante ler sido anterior-
mente a seus annniicioi chamado a juizo conciliato-
rio pelo abaixo assignado pela .planta d UTi
imporle de rominis.ot's ,le compras e vendas de es-
cravos com que o Sr. Custodio uegorava nesla cida-
de, e |ara o Ido le Janeiro ; xigio anda pelo
Diario, qoe o abaiso assignado quanlo antes Ibe pro-
poicase a aceo cumpeteule, assim pois se ctimprio ;
mas o Sr. Custodio mui ealadinho emhaicou-se no
vapof I). Marn II para Portugal, pondo-se desla
forma longo do alcance da justica, e nao pagar o re-
ferido debito: desla forma pois o Sr. Custodio deu
urna prova exuberanle ao respeilavel publico de soa
probbale, relrando-se mudo e ajado nara nao ser
demandado eis o que beCoslodio Jos I'ereira '....
Jos1 Vieira de Figueiredo.
l'recisa-se de urna uegra para o servido de urna
casa de pequea familia : no aterro da Boa-Vista,
Ioja d. 1.
5.000 bilhetes a 59000. . . >i5:000>000
Beneficio c sello...... . 5:00054100
Saldo para ser devidido em premios . 20:0005000
1 premio......... . 6:OOONKIO
1 dito.......... . 2:0005000
1 lito.......... . 1:00U->000
1 dito........... 5005O00
3 ditos..... 2003000 6005000
6 dilos..... 1009000 6009000
5009000
20 dilos..... 205000' 4005000
S dilos..... lOpOOO .VHCOIX)
1580 dilos .... 5-5OO0 7:1100-5000
1,673 premiados.

3.327 brancos. 20:(XK)5000
5.000
N. B.Os Ires primeiros premios CSlitO s O|eilos
GABINETE POlTDGEZ E
LETURA.
I'ur ordem da directora, e em conformidade com
a re sessao do dia 1 do mez prximo passado, se faz M ai
blico aos socios accionisl.is, que o projeclo tle nF
lulos approvado naquella sessAo, se achara patente
emeima da mesa da leilura do mesmo gabinete, pelo
cpaco de 30 dita* a contar da rala de hoje, para
devidameule ser apreciado, alim de qnc em assem-
blea soral seja sanecionado. Sccrelaria do Gabine-
te l'orliicuez de l.eilura em Pernambuco aos 12 tle
maio de IS55.M. F. de Souza llarbosa, legando
secretario.
No dia sexla-feira, i t do correnle, fugio do
eusenboSanto Amarnbo .la freguezia .la Vanea, o
e-rravo Bernardo, com os ianaes sesuinlcs : repre-
senta 25 annos de idadj, altura regular, bem fcilo,
cor prela, da Cosa lem lodos os denles alvos e bo-
nita*, e principia a barbar, heleos grossos ; descou-
fia-sc que esteja no Kccife : quem o penar, leve-o ao
mesmo engenho, quesera bem recompensado do seu
Irabalho.
Na roa Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
ao descont de S por cent.O Ihesoureiio, Fran-
cisco Antonio de Oliceira.
Approvo.Palacio do governo de Pernambuco 11
de maio de 1855.Figueiredo.Conforme.lnto-
nio Ijeite de Pinho.
Aluea-se tima boa rasa lerrea com soto, con-
lendo 4 salas, 4 quartos, cozinba fura, quintal gran-
de murado, cacimba propria, com um ierren, no
fundo do quintal, oo bairro tle S. Jos : quem a pre-
tender, dirija-se i Toa do Collegio n. 10, segundo
itdar, que achara com quem Iralar.
f) Sr. Jof Pedro Cirneiro da Cunba queira
vir no prazo de I") tlias, a contar deste, rcsgalar a
sua lellra da quanlia tle ris 67.5IHO rs. c seus juros
vencidos, e caso nao venha resglar no prazo cima
marcado, lera de ver seu mime nesla folha ale ocre-
dor ser embolsado. Kecife 2') de abril de ts.Vi.
Manoel (onralces de Azetedo Ramos.
m
J. JANE, DKMIS

contina a residir na ra Nova n. l'.i, primei-
ro andar.
Alinelo.
I'recisa-se de urna casa lerrea com bastantes com-
modos e com bom quintal, prefere-se lentio slito,
nos bairros de Sanio Antonio ou S. Jos : quem li-
ver annuncie por este jornal.
Dilos de meia dita a
Dilos de rasemira fina a
Alpaca- de seda escoceza, o covado a
Camhraia franceza, a vara a
Dar-se-bo as amostras licuando pculior.
IEGHNISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FF.RKO DO F.NG
NHEIRO DAVID W. BOVVMAN. ,VA
RA DO BRUM, PASSANDO O aiA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos scguinles ob-
jeclos de mecbanismos proprios para engenbos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccSo ; taixas de ferro fundido c balido, tle
superior qualitlade c de todos o* tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
ces ; crivos c boceas de fornalha c registros de lio
eiro, agilhOcs, bronzes, paratisos c cavilhoes, moi-
nho de mandioca, ele, etc.
NA MESMA FINDICAO.
*e eveculam lodas as cncnmmendas com a superio-
ridade j conliecida, c com a devida presteza e com-
modidade cm preco.
Vendem-se bombas de carnauba tle muilo boa
qualidade para cacimbas, saceos com gomroa, roda
tle arcos para pipa, sola e courinhos de cabras : no
armazem do Sr. Cuerra, defrunle do trapiche do al-
godao.
Vendem-se 2 cavallos de eslribaria rom lodos
os andares, lambem algtimas he-tas c ravajlos pro-
prios para engenho : a Iralar na ra ta Seuzala Ve-
Iba, no Recife, h. 108, primeiro andar.
Vende-se um carrinho americano de
i rodas, anda com pouco uso, de cons-
truccao muito forte, anda que muito le-
ve e elegante ao mesmo tempo: os pre-
tendentes dirijam-se ao Trapiclie-novo n.
10, ou na Ponte d'L'clia-sitio do cnsul
hollandez.
REI.OGIOS DE OCHO PATENTE INGLE/..
No escriplorio do agente Oliveira, ra da Cadeia
do Kecife, est a venda porcao tic relogios dcouro,
patente ingiez, chegados pelo ultimo paquete.
POTHIER, OBRAS COMPLETAS
8 volumes, vende-se por 20.?000M e a as-
signatura do ndice da Legislacao Brasi-
lera pelo Dr. Furtado, por 20.SOO0 rs. :
(|tiem quizer dirija-se a esta fvpofra-
|il)ia rjitc se dir' rpiem vende.
No armazem de Tasso Irmaos, ha
a venda:
Superior vinho champagne em gigos.
Dito Brdeos em quartoTaS..
Dito, dito em garrafijes.
Agurdente cognac, em c.i\as tic dtizia.
Licores linos rancezes, idem.
Azeite retinado Pagniol, dem.
Garrafas vazias em g';os.
Papel almaco verdadeiro tle Gcorg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas..
Farinha de mandioca.
Ac em cttnhetes.
Tudo bom por preco mdico.
vi.Mlllo DE LISBOA,
em harris de to cm pipa : vende-se em casa de An-
gosto C. de Abren, na ra da Cadeia do Hecile n.
48, primeiro andar.
Vende-se junco do melbor que existe boje nes-
ta pracn. tanto em porrao como a retalbo, mais em
ronta do que em oulra qualquer parle : na ra tas
Cruzes n. 29. Na mesma Ioja vende-se palhinha ja
preparada, muilo em cont.
MADAPOLAO com pequeo
TOQUE DE AVARIA,
vende-se na ra do Quei-
:n ado n. 19. __u_-^
Carne do sertao' a aso a libra.'.
I.inguieas to reino a 4HO. presuntos a 440, arroz a
80 rs., hlalas a 80 rs., < ludo mais em porporrao
na ra eslreila to Kusario n. 16.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paria,
em casa de Vctor Lasne, na da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura baiinillia. 1-3020
Extra lino, haunilha. IN.HO
* Superior. I.;2S0
Oaeni comprar tle 10 libras para cima, lem um
abale de 20 % : venda-sc aos mesmos precos e con-
diees, em casa do Sr. Barrelicr, no aterro de Boa-
Visla n. .">2.
Farinha e arroz da trra.
Vendem-se saccas com farinha, dito com arraz ta
Ierra novo e bom, por preco commodo : na ra da
Cadeia do Recife ti. 211.
Vende-se acn cm cimbeles de um quintal, por
preco muilo -commodo : no armazem tle Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio n. It.
llm 0* C, ra da Cruz n. 58.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se-uperior crnenlo em barrica e a reta-
lbo, no armazem da ra da Cadeia tle Santo Anto-
nio de malcriare por preco mais em conla.
*-''&
Aclia-se a venda o MANUAL do (itiarda 0
C Nacional, ou cullecr_p de lodas as lei*. regu- as
aj lamentos, ordena e avisos rcnc?riienles a mes-
W ma guarda nacional, orgauisudo pelo capilao %
'$ secretario to comhiando superior da guarda (_9
-;:_; nacional da capital da provincia tle t'ernain- a)
,:x buco 1 11 mino Jos de Oliveira, tlesde a sua A
i nova orsanisarilo al 31 de dezembro tle i
'f 1854, relativos n3o s ao proresso da quali-
i car.i, recurso de revista ele. etc., senao a eco- #
v-t nomia tos crpos, organisafAo por municipios, M
S batalboes, companbias ; rom mappas, mo- jjj
< tlelos etc., etc.: vende-sc nicamente no pu-
leo do Carmo n. 9 Io andar 53000 res por aa
i cada volunte. 9
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton Sellins inglezes.
Relogios patente inglcz.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirosc casticaes bronzeados.
Chumbo em le'ncol, barra e municao.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglczas. -_____
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Bru, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, asquacs acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-sc ou cairegam-sc em carro
sem despeza ao comprador
Vende-se urna porrao do verdadeiro
vinho Bordeaux tinho e branco engarra-
fado, (pese vende muito em conta para
se liquidar contas: na ra da Cruz n 2(,
primeiro andar.
Moinhos de vento
'om bombasde repuxo para regar borlase baixa,
decapim. nafundieade U. W. Bowman : na ra
do lrum ns. (',, Se O.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, Ioja da esqoina que
\olla para a cadeia.
^^^%@-^@@@
(t& Lmilion, Pomerol, S. Julien, Pa-
./rf> villac, em garralties e qttartolas :
X. vinho de champagne, Sillerv,
2 Motisseux, em garrafas e meias
?^ garrafas: licores linos todo de
B qualidade superior e por preco
() commodo: no escriptotio de J.
P. Adour&C, na ra da Cruz
n- 40.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O tnico deposito contina a ser aa botica de Bar-
llinluincti Irancisco dcSm/a, na ra larga do Rosa-
rio n. :Mi; garrafas grandes iTiOO e pequeas 33000.
IMPORTANTE.. PARA 0 PUBLICO.
I'ara cura tle phlisica em todos os seus diderenles
graos, quer motivada por constiparles, tosse, aslh-
ma. plruriz. escarros de saucue, d.'ir de costados o
peilo, palpilarAo no coradlo, coqueluche, bronchile.
dr ona garganta, e lodas ai molestias dos orgos pul-
monares.
N.WAI.HAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Kecife n. iS, primeiro en-
riar, escriplorio de Ananslo C de Abren, cjoli-
nuam-se a vender a KPUOO o par (pre^o Dio) as ja
bem conliecidas cafamadas nav albas de barba feilas
pelo h.ilul fabricante que foi premiado na ei.iosirao
tle Londres, asquaes alcm de durarem eslraardina-
riamenlc, nAosesenlem no rosto na acr_ao d cortar ;
vcndem-se cora a rnndi<;Ao de, no agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra restiluindo- sa ha ricas lesourinhas para unhas, feitas pelo mes
mo f.ib -trame.
LINDO SORTIMEMO DE CALCADO.
Na ra Nova n. 8 Ioja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortimento de cal-
jado para senhora, que pela slia qualida-
de e preco muito deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato: os precos
sao os seguintes, *ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de couro de lustre. I40UO
Bor/.eguins com salto para senhora. 5'500
Dilti.s todos gaspeados tambem com salto
para senhora. 4JJ00
Sapatos decordavaode muito boa quali-
dade. lJOOO
i
m
He chegado novamente deFranca a deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se acha
a venda nos lugares ja' designados, na
escriptorio na'ra da Cruz n. 26 primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos Lo-
pes e Barros & Irmao, outr ora de Car-
deal, na ra larga do Bosario n. 38 e
iO.
TESOUKAS PARA AI.KAIATE.
Vcndem-se lesouras porlugne/as legitimas, para
alfaiale : na ruada Oidcia do Recife n. 8, primei-
ro andar.
BRACOS DE RIMA.
Vendem-se estes expel-
ientes e bem condecidos
bracos: na. ra da Cadeia
do Kecife n. 56 A.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra. da Cruz n. -i, algodao tran-
cado daquclla fabrica muito proprio pa-
ra saceos de ar-sticar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Ceblas baratas
Na travessa dn Madre de Dos, armazem de JoAo
Martn- de Barros, vendem-se ceblas muilo boas, e
muilissiino baratas.
VIMIO VERDE
a 320 a garrafa, clregade prximamente do Porlo, e
massa de lmale, rhegada prximamente de Lisboa,
em latas de libras, a tStiOcada lala : vende-se na
taberna da ra da Cadeia du Recife n. 25, defronle
do becco Cargo.
ATTENCftO._
Na rtia do Trapiche n. i, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
exhalarem o menor cheiro, c apenas pe-
zam l libras, e custam o diminuto pre-
co de i.s'000 rs. cada um.
Cognac verdadeiro.
Vende-se superior coanac, em garrafa, a lifeOOO
a dalia, e 19280 a garrafa : na ra dos Tanoeiros n.
i, primeiro andar, defrunle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por proco commodo: nos
armazens n. Ti, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem de fronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
EIEKTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alrazdn
Ihealro. arma/ein de Joaquim Lupes de Almeida.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, Ioja da esquina que
vo.ta para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos preco que em oulra qualquer
parle, no armazem tle Domingos Rodrigues Andra-
tlei Cumpaiihia, ra da Cruz n. 19-_______
Na roa to Vigario n. 19. primeiro andar, von-
dc-sefarelo uuvn, chegado de Lisboa pela barra Gra-
tidao.
^ POTASSA BBAS1LEIBA. $
() Vende-se superior potassa, fa- J^
(A bticada no Bio de Janeiro, che- (A
2 gada recentemente, recommen- ^*
)2 da-se aos senhores de engenhos os 2
*? seus Ixins ell'eitos ja' experimen- J
9 tados: na ra da Cruzn. 20, ar- J
B ni izcm de L. Leconte Feron &
10) Companhia. )
Vende-se cxcellenle tahoado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na rui de Apolo
trapiche do Ferreira. a eulender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stollc em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Devoto Cluistao.
Sabio a luz a 2.' e.le.lo do livrinho denominado
DcvoUt Chrisiao.mais correlo e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. ti c S da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Bio de Jpneiro.
Vcndem-se ricos e modernos pianos, rcenle-
mente chegados, de excellcnles \ o/es, e procos com-
modos em casa do N. O. Bieber & Companhia, roa
ta Cruz n. i.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Biebcr&C,, ra da
Cruz n. 4".
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os t a maullos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com coberla c os com-'
plenles arreios para um cavallo, ludo quasi novo .
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife ra do Trapi-
che n. ti, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Av, primeira qua- fff
lidade, de propriedade do conde ?
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o mclhor
de toda a Champagne, vende-se
a tiSOOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
fcomte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
8tulos das garrafas sao azues.
$**$$*$$
Potassa.
No auligo deposito ta ra ta Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa ta
Russia, americana e do Kio tle Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na na do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins cho-
cada recentemente da America.
Vendem-se no armazem n. GO, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry Cihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por preco?
mdicos.
Coroadas por anas virtudes
A VERDADEIRA
AGUA DOS AMANTES.
Ouem fr amante, nao pode
a'agua deiiar de comprar,
Tira pannos, sardas, espmhas,
Faz,a pello clarear.
Refresca, Inslra e suavisa a culi.
Tira rugas, bortoejas, que primor !
o. i em com a Agua do* Amante
NAo gozara do amor '.'
Asonssas bellas patricias
Desla asua devem usar,
l'ra mais bellas ficarem,
' Mas bellas de fosciuar.
He liquido siloespecifico,
Qat deve ser procurado,
l'ois lorna o enle querido
Muilo mais furmoseado.
Dous mil ris a garrafinha,
Pode qualqner comprar,
Ca na ra do Oueimatli-,
Vmie e sele procurar.
lie o seu nico deposito,
.___- Deposito mui afamado,
Aonde lal eliiir
He por lodos procurado.
O duplo do imporle se devolve
Nao sendo eflicaz em curar,
Urna so quena inda nao huuve !
O que lodos pdern apreciar.
Acha-se i yenda na ra do Qaeimado n. 27, ni-
co deposito.
CEMENTO ROMAM
(fa melltor qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de Hamburgo, vende-se em
conta : na ra da Cruz n. 10.
fe.4
lk Vende-se cobre para torro de
h "20 at 28 oncus.
~| Zinco para forro com os prego
|5 competentes^
^ Chumbo em barrinhas.
W Alvaade de chumb'.
W Tinta branca, preta e verde, em
(0 oleo.
(gj leo de hnhaca em botijas de 5
(A galoes.
2% Papel de embrulho.
S Vidro para vidracas.
j9 Cemento amarello.
Armamento de todas as (iuali-
9 dades.
(p9 Genebra de Hollanda em fras-
k queiras.
^2 Couros de lustre, marca grande.
V Arreios para um e dous ca-
'm vallos.
W Chicotes para carro e esporas de
$ aro prateado.
l& Formas de ferro para fabrica de
l assucar.
^j Papel de peso ingiez
/?? Champagne marca A&C.
Tr E um resto pequeo de viudos do
<3 Hheno de qualidade especial:
W no armazem de C. J. A-
( tlev & C.
Em casa de J. KellertkC, na ra
da Cruz n. 55 ha pata vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se ama batanea romana com lodos os
satis perlences.em bom uso e de 2,0tX) libras : quem
pretender, diriia-se i roa da Cruz, nrmazem u. 4.
CEMEMO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : atraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinho.
Aa fabrica de espirilos da roa Direita a. 84,
novamente aberla, vende-se alcool ratificado a ba-
nho Maria, licor Tino, enlre Uno e ordinario, de dif-
ferenlrs qualidades, em garrafas e ein ranadas, ge-
nebra em frascos e cm caadas, aguntenle do reino,
tinla prela e roxa para escrevrr fe>U em alcool fra-
co, agua da Ccllonia em frasquinbos e em garrafas,
banlia para cabello de diflerenlcs cores, oleo de ma-
caasii, ludo bem preparado, e por p.ero commodo,
garrafas brancas vasias, proprias para licor fino, oleo
de ricino e xaropes.
ESCRAVOS FGIDOS,
Desappareceu do engenho Conciii^ao, da fre-
guezia de Sanio Anillo, o negro Luiz, rrionlo. niutl.'
alto c scrco, pernas finas, (esta larga e com cantos
fundos, nllins pequeos e bocea grande; snppe-w
slarem Taquareliuga, no lugar de Verlrnle, onde
morou, ou ler seguido para Paje de Flores, onde
lem prenles; qurm o pegar, leve-o ao engenho Bel-
la-Rosa ou Cotcetelo tle Sanio Anio, ao baeharel
Joflo A. de Souza Hcllrao Araujo Pereira, que-ser
bem recompensado.
Desappareceu da ra tarca do Rosario n. 1.2, o
rseravo Vicente, pardo, alio, olbos glandes, com
urna cicatriz no rosto, cabellos c barba grandes ; he
ollicial de sapaleiro, anda tle calca e jaqueta, ralea-
do, c diz-sc forro : quem o apnrehender e entregar
ao seu senhor, sera recom|>ensato.
CEM MIL RES DE RATIFICACAO".
Desappareceu no dia 6 de dezembro di auno pr-
ximo passado, Rencdicla, tic 14 minos tle idade, ve-
ga, rt'.r acaboclatla ; levt.u um veslido d< chita rom
lislras car de rosa e de caf, e oolro lambun de chi-
la bronco com palmus, um lenco amnrelln no peseo-
(o ja tlesbolado: quem n apprebeiuler condura-a .
Apipocos, no Oileiro, em casa de Joao Leile de Ae-
ve.lo, ou no Recife, na prac,a do Corpo Sanio o. 17,
que recebar a gralilicat-.lo cima.
PERN. TVP. DE M. F. DE FAEIA. 1855-
i
V
V
s
i

(
'i
1
.
miitii nnn
i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E2ER3237F_9206IH INGEST_TIME 2013-03-25T15:58:19Z PACKAGE AA00011611_01028
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES