Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01027


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Full Text
mi. AMO N. III.
)
i
-r
L*v
i
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por t mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA EEIRA 14 DE MAIO DE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
i:\CARREUAOOS DA. SUBSCRIPCA'O-
Hecife, o proprielrrio H. F. de Vara ; Rio de Ja-
neiro, o.Sr. Joo Pereira Martin*; Baha, o .Sr. .
Duprad ; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Parahiha, o Sr. (ervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Icnacio Pereira Jnior ;
Aracaty, o Sr. Antonio de Lerans Braga; Cearii, o Sr.
Victoriano Anqueta Borges; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, c Sr. Domingos
HercMlano Aekiles Pessoa Cearence ; Para, o Sr. .In-
ulto J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cuita.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por t.
Pars, 3*5 a 3,"0 rs. por i f.
* Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- '. 29JC00
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 16*000
de4000. ... 99000
Prata.Patacoes brasileiros. 19940
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 19860
AUDIENCIAS.
[Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
Caniai, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury,.a 13 e 28 IWaao' ,er*as-feiras sabuailos
Goianna e Parabiba, segundas e sextas-feiras Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Victoria e Natal, as quintas-feiras Ju7.0 de orphoS( jegUndM e quilltts s ,0 horas
mi \m\ii tu. no.it:. L. j i j ,-
Primara s 2 horas e 54 minutos da tarde vara do Clvel, segundas e sextas ao meio da
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manha | 2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIDKS.
Maio 2 La cheia as 2 horas, 17 minutos e
39 segundos da manha.
9 Quartominguante as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manha.
16 Lua nova a 1 horas 43 minutos*
36 segundos da tarde
S3 Quariocrescenie as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manha
DAS da SEMAKA.
14 Segunda. S. Gil ;Ss. Bonifacio e Henediana.
15 Terrea. S. Isidao lavrador ; S. Dympna.
16 Quarta. S. Joo rSepomuco.no conego m.
17 Quinta. ig Assencao do Senhor.
18 Sexta. S.Venancio ra ; S. Flix do Canlalicio
19 Sabbado. S. Pedro Celestino p.; S. lyo f,
20 Domingo. S. Bernardino de Sena f. : S. Vau-
tilla viuva ; S. Columba deBjctte v.
parte trncuL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE N. 36.
Jos Benta da Cunha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernamboco. Fajo saber a lodos o
eos habitanles, que a assembla legislativa provin-
cial decretou, ea sanccinnei a le seguinle :
TITULO I
Despea provincial.
Art. 1. O prndente di provincia he autorisado
dispender no exercicio de 18551856, observan-
do-te a distribuirlo feiU nos arligos leguintes, a
quanlia de 895:7839999 rs.
CAPOT LO I.
Assembla provincial e secretaria da presidencia.
Assembla provincial.
Art. 2. Coro a assembla legislativa provincial a
saber: ,
1. Com o subsidio dos depul.i-
dos em :l mezes de sessao.....16:5605000
S 2. Com a ajuda de rusto para as
vingem de vinda e volla dos rnembrus
do interior e fura da provincia. 9119000
S Cornos empregados da secreta-
ria ...... .*-'. 4:1509000
S'4. Com o expediente e asseio da
"s*............ 4009000
5 5. Coro a publicarlo dos trabalhos
por laehygraphos........6:7509000
28:7719900
Secretaria da presidencia.
Art. 3. Com a secretaria da presidencia i sa-
ber :
S 1. Com os empregados. 14:700900
S 2. Com o expediente e asscio da
r............2tisim
16:9115000
CAPITULO II
Iiutrucco publica. '
Directora geral.
Art. 4. Com a directora geral a saber :
S I- Coro os empregados. 3:000000
S 2, Com o expedieule. .... 2009000
Gt/mnasio.
Art. 5. Com o Gymuasio saber:
S 1. Com os ordenados e gralilici-
roe* dos professores que actnalmente
exislero, de dous repetidores e dos em-
pregados creados pelo aovo rcgula-
menlo............
S 2. Com ojtpuclietKei .;~
3. Com o aluguel de rasa, mo-
vis, utensilios,asseio e serventes. .
S 4. Com as mensalidades de 12 a-
laninos pobres, sendo 6 meio pensio-
nistas ........., .
3:2009000
28:3603000
-4008000
4:0009000
a.emeoo
31:9205001)
Aulas de Mim.
Art. 6.Com as aulas de latim, a saber :
S I. Cornos ordenados dos profes-
w"> ..*.,..... 4:5005000
S 2. Como alusuel das casa*dos pro-
fessores da Boa Vista e S. Jos 4009000
4:9005u00
Escolas primarias.
Art. 7. Com as escolas primarias a saber :
S I. Com os ordenados e gratifica- .
oa'de professores, inclusive dez
adjuntos a 3005 rs. cada um ... 72:508j>330
$ 2. Com o aluguel da casas. 7:1009090
S (fc Com o expediente das aulas, li-
vreeL movis e inajs nbjeclos necessa-
rkw/aos alumno* pobres.....2:50U9000
4. Cora o sustento e curativo dos
ataanno indigentes......2:0005000
Atsociacao ios artistas.
Art. 8. Com a subvencin associajao
loa artistas, e Arsenio Fortunato da
Silva,...........
Bibiliotkeca publica.
Art. 9; Com o guarda da bibiliotbeca
81:1089330
2:700500(1
(OtfeOOO
3:3009000
CAPITULO III.
Auxilio industrial.
Art. 10. Cora a subvenrao i com-
panhia de navegaejo costeira a vapor 40:0005000
CAPITULO IV.
Obra/ publicas.
Art. II. Com a repartirlo a saber :
$ I. Com os empregados, licando em
vigor a disposiro do paragraphn 1 do
art. II da lei do ornamento vigente,
se o governo nao executa-la no cor-
rente exercicio, e devendo o mesmo
soverndjtrganisar una companhia de
trabajadores........38:02 IjjOOO
S 2. Com e expediente e asseio da
<*........... 8009000
Facturas, concertos e contervaco das obras.
Art. 12. Com o pagamento das
obras arrematadas al o fim de junho
do corrale exercicio, estados graphi-
cos, casa de detengo, hospital Pedro
II, sendo 20:0008 rs. para esta obra,
rom a continuara das estradas, que se
achara eon-lriiindo e suas ramifica-
coes, inchisive a quanlia precisa para
a constroejao da porreo de ces na ra
do Capiluribe. fronteira a nova ra
prujeclada na planta da cmara mu-
nicipal, fleando o governo aulorisado
a efTectuar a compra do acude partica-
%*mm DAS MILIIERES.(*)
r
Par Panto Feral.
TLIICEIRA PARTE.
lOI TOR JULPICIO.
CAPITULO IV
Madamesella Mario de Rostan.
O doulor Sulpicio Inmou a mito de Chilln e le-
vou-a aos labios, sorrindo tranquillamente, e depois
disse-lbe :
Minba primiuha, nao li este manuscripln ; po-
rcm conheru sullirienlemciile a vida-e o coraran de
Snlange Movis para saber o que pde cahir-llic da
paiina. ..Nnni-a ouvl Solanue meulir. e esliui liem
corte de que cu soirrimenlo na ibc arranenu nc-
iihuma aecusa^an contra mim.
i Ellaaccuia-ode le la abandonado, disse Chilln.
Isso he un negocio entre ella e mim, lornou o
duutor, coja froule n.brio-se de nina nuvem.
Mas ella nao he culpada, senhor eiclamou
Chiffou prompla para travar a balalha.
.V nuvem que asaombrra a bella fronte de Sulpi-
cio d tranquillo que Ihe era habitual.
Querida Maria, responden elle, de qualquer
tnaueira vnssdevia saber boje quem lie, e oque que-
ro que eja.A'ejo que este manuscripln da pobre So-
lange be dirigido a madama Beauvais. Mui prova-
{) Vida o Diario n. 110.
lar. que comprehende a cacimba da
Pasta na villa de Ouricury, ou a man-
dar promover a desapropriacao do dito
aende, com a estrada ou desvio da
serra da Rus de Tapeserica, Cimbres, Victoria, Na-
zarelh e Paj e de Flores, com a cadeia
de Cimbres, sabsislindo a disposicao
do art. 12 do orcameoto do exercicio
findo, rclalivamente a compra da casa
que serve de cadeia em Pesqueira ; e
com o melboramento do rio Goianna,
podendo o presidente da provincia man-
dar alterar o plano e orcamento dessa
obra, de maneira que nelle seja inlro-
duzido o rio Capibaribe meirim 200:0008000
Arl. 13. Com o calamento das ras
desla cidade.........16:0009000
Art. 14. Com as obras das malrizes,
sendo: 1:0009000 rs. para a do Li-
moeiro, oulrn para a de Bom Jardim,
outro para a de Tijucupapn, outro para
a de Ouricury, outro para a de Iguaras-
s, oulro para a de Flores, oulro para
a de Sanio Amaro de Jaboatao, oulro
para a de Barre iros outro para a de
Nazareth, oulro para a de Garanhuns, .
oulro para a da Vicloria ; 2:0005000
rs. para a da Boa-Vista, 5009000 rs.
para o concert do Lorelo. 1:0009000
rs. para a matriz do Rio Formoso,
1:0003000 rs. para o acabamento da
obra da matriz de Cimbres, 5009000
rs. para a eonrlusito do cemiterio do
Rio Formosv que est sendo construi-
do pela irmandade do Snlissiino Sa-
cramento^ nutras .......20:0005000
Art. 15." Com o reparo e conserva-
rao de todas as mais obras, devendo a
ronservarao das estradas ser feila por
arrematarn ; sendo: 2:0009000 rs. pa-
ra o recolhimenlo de Olinda, dous pa-
ra o de Iguarass, inclusive o concer-
t do recolhimenlo de Goianna, e
2:3969000 com o seminario de Olinda. 60:0005000
Thealro de Santa Isabel.
Arl. 16. Cnm o thealro, i saber :
1. Com o ordenado do adminis-
'rador ........... 1:8003000
S 2. Com as representar/es, licando
o governo autorisado a cunt alar com
Raphael Lucci. na forma de sua neti-
rao, ou como julgar mais .eonvenieule. 12:0009000
Arl.
t.
8 A
i 3.
S 4
s .->.
rativo
SO.
do cor
8"
388:62 5OO0
CAPITULO V. *
Seguranra publica.
17. Com o corpo de polica, saber:
Com sidos e graliiicaroes.
Com o fardainenlo. .
Com as forrageus.....
lam armamento e eqnipamcnlo
Com o supprimcnto para o cu-
das pracas........
Com amia e luz para o quarlel
po c destacamentos. ....
Com livros.......
9061500
0375600
:3808000
:000500o
3:7419000
2:0199000
2005000
126:2863100
llluminacn publica.
Art. 18. Com a illuminacan das ci-
dades do llerile, Olinda e tioianua, Pi-
cando o governo aotorisado a contra-
tada a saz com Henriqoe Gibson e Ma-
noel de Birros Brrelo, ou com qnem
inelhures condires ollererer, nao e\-
cedendo esla quanlia, sendo os conlra-
dores obrigados aos direitus provin-
ciaes e municipaes.......72:699:000
CAPITULO VI.
Soccorros de Benilicencia.
Arl. 19. Com o hospital de caridade, a sa-
ber :
1. Com o curativo dos pobres. 13:0009000
2. Com o aluguel e reparo da
casa..........; 2:0008000
Art. 20. Com o hospital dos La-
zaros .....'.......
Arl. 21. Com os ex postas ....
Art. 22. Com o expedieule e propa-
cAodavacctna.........
Art. 23. Com o sustento e curativo
dos presos pobres.......
Arl. 21. Comas rccolhidas do con-
veulo de Goian.ia.......
Art. 25. Com as do convento de
Iguarass..........
Art. 26. Com as do convento de O-
linda...........
Arl. 27. Com as do collegio de Pa-
pacara ...........
15:0008000
3:0009000
3:5009000
6009000
21:1589000
8(109000
6009000
5005000
4:0008000
:it:4589O0O
CAPITULO Vil.
Culto publico.
Arl. 28. Com os coadjuctores das
freguezias..........5:7005000
Arl. 29. Com o guisamenlo e fabri-
ca das malrizes........ 1:7395000
Art. 30. Com os religiosos Capucbi-
nhos............ 8619000
8:3033000
CAPITULO VIH.
Cobranra, arrecadariio e fiscalisacSo da renda.
Arl. 31. Coma Ihesouraria, a saber :
1. (lomo inspector, secretario, of-
licial da secretaria, purteiro e conti-
nuos. '.......... 5:2009000
S 2. Cnm o procurador fiscal, seus
velmenlt ella estendeu-se sobre certas particularida-
des que nao teriam intcresado a mai...
Ella diz apenas alsumas palavras a respeito de
meos pais, interrumpen Chifln.
Fallaremos ovlen-arnenle entre nos de seu pai
e de sua mai, minha priminha. Seu pai era um man-
cebo nobre.... sua mfli era um anjo de brandura
e de belleza... -e lenbo guardado o silencio para
com vosse ha um mez, he porque o momento nao era
ebegadu... Mas na presenca do senhor duque ile Ros-
tan cu pretenda rmitar-he boje mesmo a historia
de, sua Tamilia... Voss obrou mal em recorrer u
urna criada para conhecer o conleudo destes papis...
hez hem em inlerromper a leitura, embora um lan-
o larde... Vnuconlinua-la fiel e dcilmente ja que
voss assim o deseja... Voss deve ler visto aqui que-
men pai era o servn dedicado do seu... Ufano-me
de assemelhar-me a meu pai... a todas as vezes que
madamesella de Roslan ordenar, trrei prazer em obe-
decer-lbe.
Sulpicio comecara em tum fagueiro ; ms propor-
cao que fallava. sua voz tomou-se urave e Irislc.
Pronunciando as ultimas palavras, elle incliliou-se
qiiasi ruin Tricza.
Meu primo... baibuciou a rapariguinha com
ailmirac.au.
He veribide, Maria, interrompen Sulpicio, sou
sen primo por aflinidadc, seu primo germano.. Essa
allianra era-uie ordenada, e nac lenho de dcscul-
par-rac... Se foste possivel dermis de lr cosado com
a flagras,! repudiar a riqueza, Irene minba mulber
teria os momos direitos que voss heranca de Ros-
tan ; mas vosse a pnssiiir.i sosinha, porque Irene he
minba mulber... Nao quero essa heranca, minha
prima ; qoero tudo para voss, nada para nos !
Ob meu primo, eiclamou ChiiTon. deque fal-
la-me vosso ? Lemhro-mo bfcm que lu lomada em
um so'.an miseravel... Se eu disse ou fiz aLunia rou-
sa que Ihe desagrada, reprehenda-ine sem reremo-
nia ; mas oAo Irale-me como duqueza, do contrario
me far a rapariga mais desgracada do mundo.
ajudanles, escrivao dos feitos da fazen-
da, sollicitador e ofllciaes de justic.a 3:1969000
S 3. Com os 6 por cento da divida
activa que ven^em o juiz dos feitos da
fazenda,e os referidos empregados.me-
nosos ajudante......... 2:4239000
S 1. Com os empregados da conlado-
ria e pagadorta........15:3509000
s 5. Com o expediente e sseio da
casa............2:1738000
28:3429000
Consulado.
Arl. 32. com o consulado, a saber :
S 1- Com os empregados .... 21:9929000
i 2. Com a capalazia do algodao. 2:4759000
S 3. Com o expediente e asseio da
a............ 1:2929000
28:7598000
Collectorias.
Art. 33. Com as collectorias, a saber :
S I. Com os empregados. 8:9249000
2. Com o expediente..... 1508000
Agencias. Art. 31. Com as igencias, a saber : S 1. Com os empregados..... 2. Com o expediente..... 9:0749000 4:9129000 509000
CAPITULO IX. Art. 35. Com os aposentados. Art. 36. Com os jubilados. . 4:9628000 7:4299188 13:1688734
20:59750-22
CAPITULO X.
Divida pu blica.
Arl. 37.Com a divida dos eiercicios
indos ........... 6:1899647
Arl. 38. Com o juro das apollces. 4:0005000
Arl. 39. Com o abate concedido a
Luiz JosC Marques........ 5:3768000
15:5659617
CAPITULO XI.
Arl. 40. Com as despezas eventuaes,
inclusive os dotes das expostas, e as
gratificaroes as commissoes encarrega-
das dos exames das cotilas da extincta
e da actual Ihesouraria, bem romo a
importancia do abale concedido a Jos
Cavalcanti Ferrar, e seus cessionarios
das freguezias do Brejo, Garanhuns,
Aguas Bellas, Buique e Lugoa de II,n-
xo, e mais os ordenados devidos
Severino Henriqoe de Csstro Pimen-
lel.e Floriano Jos de Carvalho, do _
lempo que* csliveram" suspensos dos
seus lugares relativos ao contrato das
carnes verdes........ 20:0009000
895:783399g
TITULO II.
fleeeita provincial.
Art. 11. Fica n governo autorisado para efferluar
a despeza do exercicio de 1855 a 18)6, a cobrar o ar-
recadar as rendas designadas nos paragraphos se-
goihtes : .
S 1. Tres por cento do assucar exportado.
S 2. Cinco ditos dos mais gneros de produccao da
provincia, que tambern forero exportados, nao sen-
do fabricados com materia prima eslrangeira.
3. Decima dos predios urbanos.
5 4. Dous mil e quinhentos reis por caliera de ga-
do vaccom consumido nos municipios do Recife, O-
litida, Izuarass, Goianna, Rio Formoso, Nazareth,
Pao d'Alho, Victoria, Cabo, Serinhaem e Agua Pre-
la ; nos outros municipios s pagaran este imposto
aquellos que talharem carne para negocio, e os cri-
adores pagarao o dizimo.
S 5. Dizimo do gado eavallar.
5 6. Sello de, heranca e legados.
S 7. Meia siza de escravos.
t 8. Duzenlos mil reis por escravo exportado pa-
ra fora da provincia, anda que importado das ou-
Iras, excepto os que forem em companhia de seus
senhores, e sen servico, sendo domiciliados nesla
provincia, fcando limitada esta i-enro a Ires es-
cravos por cada familia, que nao exceder de tres
pessoas, e dahi para cima na razan de um escravo
para duas pessoas de familia, e prvando quando le-
varen) mais de dous, que os possuem ha mais de 6
mezes.
i 9. Emolumentos da policia.
10. Dez por cenlo dos novos e velhof direitos
dos empregados provinciaes.
II. Qualro por cento sobre os alugueres das ca-
sas em que se acharem na cidade do Recife os sr-
guintes estabolecimentos : boticas, lojas em que se
vender a retalho, de cambio, de mobilia, arrnazens
de carne secca, de madeira, de lijlo, de al, de ca-
pim, de assucar, de sal, de fazendas, de familia, de
molhados, de massames, de couros, de drogas, de
recolher, tabernas, botequins, serraras, otarias, (y-
pographias, coebeiras, c cayallarces de aluguel,
prensas de algodao e fabricas.'
12. Quarenla mil reis sobre casas de modas.
S 13. Cem res por libra de (abaco fabricado, 600
reis por arroba do nao fabricado, 19 por milheiro de
charutos e cigarros, 30 reis por caada de bebida"
espirituosas, e800 rs. por arroba de sabao, Picando
isenlas destes impostas as fabricas dcsta provincia, e
os productos das outras que forem reexportados.
14. Vinle por cento da agurdente de produe-
rao brasileira que for consumida na provincia.
S 15. Cinco mil reis por matricula das aulas de
inslruccao superior.
i 16. I' m cont e duzenlos mil reis de cada casa
que vender bilheles ou cautelas de loteras de oulras
provincias, que t puderan ser vendidas depois de ru-
bricadas simultneamente pelo administrador do
Voss ser duqueza, minha prima, replicou o
doulor.
Ao mesmo lempo lornou a abrir o caderno de So-
lange, e conlinuou a leitura :
... Se eu quizesse, o doutor seria enearcerado
como meu cmplice.
1- ni elle quem iutroduzio-me em casa do senhor
duque de Rostan. Essa sociedade nao sabia minba
aventura ; mas eu nao tiuba motivo nenhum para
entrar em casa do senhor duque, que nao tem lilhos.
O doutor empregou-me junto delle ao principio co-
mo leitora ; depois o duque desejou tomar lire* de
musica, c concebeu por mim alguma alleicao." Era-
mos Ires em torno delle : Irene, l.abridla de Mor-
ges e eu. Urna mnlher que perseguio-me com um
afinco implacavel, a marqueza de Roslan, linha lam-
ben) srande parte em sua confianca.
a Tornei a encontrar o senhor Fernando em casa
do duque, e creio que a marqueza ama-n, pois linha
mimes de mim. Fernando galanteava Gabriella
de Morges, que os pais queriam casar com o rei
Trufle.
A marqueza sabia que eu linha sido metlida na
pri-ao por furto. Eu iiiiioceute sabia que ella era
rriminosa ; eum ludo as armas nao eram iguaea. c eu
sabia que cedo ou larde cahiria vencida.
Temendo apresar o aolpe que ella deslinava-
me, en nao leria ousado dizcr-lbe : Sei que papel a
senhora representou na noile de seis de marco de
1835, e sei tamben) o nome de suas Ires victimas.
Mas a quem faria en crer semelhantes cousas,
se Irene e o doulor Sulpicio guardavam o silencio .'
(anda que seja necessario que eu Ih'n repila cem ve-
zes) que Irene era para mim urna irnvla querida, e
o doutor Sulpicio obrara a meu respeitu como o me-
Ihor dos pais. Sua hondade bavia-me tirado o di-
reilo de julja-los. Quando o doulor disse-me o que
eu devia fazer junto do senhor duque, fui atacada
de nina grande tristeza ; mas n3u ped explicado.
Sulpicio tioha-me dita : Voss impedir o tiuque* de
consulado, i vista dos bilhetcs originaes, que tam-
bern o sern.
j 17. Pedagiodas pontea c estradas, continuando
em vigora disposicao do 17 do arl. 34 da lei n.
261, e podendo ser removidas as barreiras paraos
lugares mais convenientes.
18. Rendimento dos bens do evento.
S 19. Apprehcnses pela policia.
> 20. Multas por infracci'ies.
S 21. Kr-liluices c reposiroes.
S 22. Vinle mil reis por cada casa de jogo de bi-
Ihar.
23. Prodnclo da venda dos gneros, utcncilios e
proprios provincia/.
S 24. Metade da divida activa, anterior ao pri-
meiro de julho de 1836.
25. Divida activa.
S 26. Rendimento da capatazia do algodao.
S 27. Producto das loteras do thealro de Santa
Isabel.
S 28. Saldo do exercicio correnle.
TITULO III.
DisposicSes geraes.
Arl. 42. Fica o governo aulorisado a fazer a des-
peza precisa para methorar os commodos das casa*
em que trabalham a thesousaria e consolado pro-
vincial.
Art. 43. As loteras do bospilal Pedro II e do
Iheatro de S. Isabel corrern alternadamente seis
vezes em cada exercicio, e o produto desla ultima
sera applicado para as decoraces, reparos, conser-
varlo e represenlacao do mesmo thealro.
Art. 44. O exame das conlas do Ihesuurciro das
lolerias ser feito fora das horas do expediente da
Ihesouraria provincial: para pasa desle trabalho se
dciluzir da porcentagem concedida ao beneficiado
um lerco por ceuto calculado sobre o capilal das lo-
teras, e o seu producto se dividir igualmente por
todos os empregados, que se oc'cuparem no dita
exame.
Art. 45. Ficam revogadas as disposiroes ero con-
trario.
Mando, por lano, a todas as autoridades a quem
o conhecimento e execucjto da referida lei
perlencer, que a cumpram c facam cumprir tao in-
leiramenle como nella se contem. O secretario da
provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade.do Recife de I'ernamhuco aos 8 de maio
de 1855, trigsimo quarto da independencia e do
imperio.
L. S. Jos fenlo da Cunha e Figueiredo.
Orla de lei, pela qual V. Ex.'1 manda cxecular o
decreto da assembla legislativa provincial, que
sanecionuu, lixando a despeza e oreando a reccila
para o aun financeiro que ha dekorrcr do primeiro
de julho de 1855 ao ultimo de jurllio de 1856, na
forma cima declarada. \
Para V. Ex. ver.Francisco Ignacio de Torres
fandeira a fez.
Sellada e publicada nesla serrelaria da pro\ iuria
de Pernambuco ios 9 de maio de 1855.Joaquim
Vires Machado Portella, oflicial maior servindu de
secretario.
Registrada a fl. 149 v. do livro 3. de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco aos II de
muiuilc 185./0(Jo Domingues da Silva.
Espediente do da 11 de malo.
OfficioAo Exm. presidente do Maranhao, ro-
gando, que se digne de dar os necessarios esclare-
cirnenlos acerca dos arligos de fardarnenlo de que
tralam os papis que remelle, os qnaes pertencendo
a 5. balalho de infanlaria, foram enviados para
aquella proviacia em 16 de abril ultimo, no vapor
Tcantins, vista que o inspector da Ihesouraria de
fazenda daqui se oppoe ao pagamento do respectivo
frele, por nao constar que fossem os mencionados ar-
ligos enlregoes.fielmenle.
DitaAo Exm. presidente da Parahiba, rogando
baja de declarar o destino que deseja dar ao paisano
Antonio Jos Villas Boas, que sendo enviado para
esl.i capital por ordem daquella presidencia no bri-
gue barca lamarac, com a nota de desertor do 4.*
balalho de arlilharia p, verilicou-e nao ser elle
reo de semelhanle rrime.
DiloAo Exm. commaodanle superior da guarda
nacional do Recife, recommendando a expedirn de
soas ordens, para que seja dispensado do servido da
mesma guarda nacional uoi termos do sea officio. o
guarda do A* balalho de infanlaria Manoel Braz
Odorico Pestaa.
DitaAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, inteirando-o de ha ver expedido ordem ac ins-
pector da Ihesouraria de fazenda, para que vista
dos docnmenlos que S. Exc. remetleu, mande pagar
ao capitao ,1o 9. halalho de infanlaria Jos Joa-
quim de Rarros a quanlia de 365180 rs., que dis-
pendera com alugueies de cavallos na sua ida e vol-
la a puvaaco de Taquaricioga em marco deste
anno.
DitoAo chefe de policia, declarando que a Ihe-
souraria provincial tem ordem para pagar a impor-
tancia das conlas que S. S. remelteu das despezas
feitas com o sustento dos presos pobres das cadeias
do Brejo e Lirooeiro, nos mezes decorridos de Janei-
ro a abril desle ajino.
"'oAo mesmo, communicando haver o mare-
chal cornmandaule das armas participado, que o re-
mita Vicente Ferreira fora entregue ao comman-
danle do 2. balalho de infanlaria, por ser desertar
do mesmo balalho.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
aulorisando-o am vista de sua informacao dada a-
cerca dos requerimenlos do capitn Tibarcio Hilario
da Silva, e do al Peres Curio lao de Castro e Silva, a
mandar adiantar 3 mezes de sold a cada um desses
ofliciaes nos termos do artigo 28 da lei n. 514 de 28
casar com Gabriella de Morges, e todas as vezes que
a marqueza entrar de noite no quarlo do duque, vos-
s entrar aps della para...
Aqui o manuseripto eslava inlerrnmpido, e o pa-
pel conservava uumerosos veslieios de lagrima.
Oh minha mai dizia Solange parando sua
narracao. passei um dia inleiro sem pesar da penna.
Eslou iucommunicavel, e he o doutor Sulpicio a cau-
sa disso. Sera verdade, minha mai'.' ou antes ser
possivel ?
No momento em que eu tracava a ultima linha,
no meio da qoal parci. enlrou-me no quarto um
suarda e lanrou-mc sobre a mesa urna caria, cuja
ledra no conhern. Essa caria diz o sesuinte :
Iloje foi feito o interrogatorio do cavalleiro Ro-
gerio de Marlroy em sua casa na ra de Monlaig-
< ne. O cavalleiro, mui doente da punbalada que
receben no castcllo de Morses, nao podia respon-
" estavam madama Sulpicio e Mr. Roberto de Galle-
ran. O doulor Sulpicio foi chamado. A mulber
(i c Gallcran lancaram-se-lhe ao ps rosando-lhe
que tivesse piedade de Vmc. ; mas o doulor inlle-
xivel scrvio-se de seu poder myslerioso para millar
um instante a lingua do feri Jo. Rogerio de Mar-
Iroy dcclarou que vira Vmc. laucar uns pos bran-
eos no copo d'agoa do rei Truffe. Vmc.
a dula.
esta per-
Tal he a caria anonyma, minha mai ; Iranscrc-
vo-a palavra por palavra.
E termino a linha interrumpida rosando a Dos
que d-me forras para nao acensar jamis o homem
que foi meu bemfeilor.
Sulpicio linha-me dita : Voss entrara na alco-
va do senhor duque depois da marqueza Aslren, e
misturar no copo d'asua que est sempre sobre a
mesa junto do leiln o conleudo de um destes em-
brulhos.
a Ao mesmo lempo elle entregara-me militas cap-
sulas comeado um p branco e como impalpa-
vel...
MimiAnn
de ouluhro de 1818. Parlicipou-se ao marechal
commandanle das armas.
Dilo Ao mesmo, declarando haver o bacharel
Jos Francisco da Costa Gomes participado, que no
dia 4 do correte entrara no exercicio do cargo de
promotor publico da comarca do Linioeiro. Fize-
ram-e as necessarias communicaees.
DiloAo presidente do conselho administrativo,
para promover a compra das fazendas e mais objec-
tos mencionados na relacao que remelle, os qnaes
sao necesarios ao arsenal de guerra para fornerer
aoscorposde primeira linha em gtiarnico nesta pro-
vincia, diversos artigos de fardamento. Expedi-
rn! se ncsle sentido as necessarias commonica-
coes.
Dilo Ao commandanle superior de Nazareth,
acensando recebida a ola que Smc. remelteu da di-
visao dos dislriclos dos batalhoes de infanlaria da
mesma suarda nacional, e declarando que approva
semelhanle divisao.
DiloAo mesmo, dizendo, que para poder resol-
ver a respeito do que representou o lenle coronel
commandanle do 2." balalho de infanlaria sob sen
cominaniln superior, faz-se necessario que S. S. e-
mitla a sua opiniao sobre a conveniencia de ser mu-
dada a parada do mesmo liat.illian para a povoarao
da Vicencia.
DitoAo mesmo, approvando a tabella da divisao
dos dislriclos das companhias, nao s dos corpos de
infanlaria da guarda nacional sob sen enromando
superior, mas tambern da seceso do balalho da re-
serva.
DiloAo juiz relatar da junta de jaetiea, trans-
mittindo para ser relatado em sessao da mesma jun-
ta, o processo verbal do soldado da balalho provi-
sorio da Parabiba Joaquim Jos de Sania Anua.
DiloAo director das obras publicas, inlciran-
do-o de que nesla dala se ordenara Ihesouraria
provincial o pagamento da qnantia de 903800 rs.,
que se esl a dever da obra da cacimba do largo do
('.armo de Olinda, i qual acha-se ja concluida.
DitoAo mesmo, aulorisando-o a comprar para
a obra da ponte provisoria do Recife pelos preros
indicados no officio junio por copia, do amanuense
da Ihesouraria provincial Vicente Licinio da Costa
C.inipolln, 10 barris de alcalrau. 10 duzias de laboas
de louro c 10 mil presos ripacs da Ierra.
DitnAo commandanle do corpo de policia, para
mandar apresentar com urgencia ao inspector da al-
fandega, urna guarda de 20 praras daquelle corpo,
commandadas por um suballerno, afim de coadju-
var a arrecadacao do carresamenlo da galera nacio-
nal Feliciana, que vai ser encalhada no areal do
llrum, c evilar furtos e disturbios. Fizeram-se as
necessarias communicares.
DiloA' Ihesouraria provincial, rommonicando-
Ihe haver laucado no requerimenlo em que Amaro
Fernandos Daltro, pede ser relevado da mulla de
2003 rs., em que incorreu o despacho seguiHe.
Em vista das informaees; como requer quanlo
mulla de um mez, suhsistindo porm a do oulro.
Communicou-sc ao director das obras publicas.
DitoAo Ihesoureiro das loteras, remoliendo pa-
ra ter execucao copia do plano apprnvado em sobs-
liioir.in ao que actualmente serve para extracraodas
lolerias da provincia. Igual copia se remetleu
Ihesouraria provincial.
DiloA junta qualilicadora de Nossa Senhora da
Gloria do Goit, aecusando recebida a lisia dos vo-
lantes daquella freguezia.Igual da freguezia de
Ingazeira.
EXTERIOR.
CHRONICA DA QU1NZENA
Pars 14 de marco,
Se havia um acontecimento capaz de abalar os
espirilos e crear urna diversao poderosa no momen-
to em que se ia decidir as grandes questOes sub-
mettidas a conferencia de Vienna, be aquello que
veio repercudir na Europa de um modo tao brusco,
a ruorte do imperador Nicolao. O czar cuja carrei-
ra apenas termina, reinando quasi Irinta annos na
Russia, tinha-se envolvido em militas quesles eu-
ropeas, para que sua desapparico, em qualquer cir-
cunstancia. n3o fosse um Tacto consideravel. Na
hura em que estamos, esla mnrle importa mais do
que urna mudanca de reinado, importa a provacao
de urna poltica inteira, a questao das relames ge-
raes do conlinenle, que se estabelecem de novo, e
pelo qoe diz respeito i Russia, quer-se saber, se a
escolha livre ereflecuda do soberano, que acaba de
subir ao Ihrono, ser mais forte que a fatalidade
que Ihe tem sido ereada.
Qual sera a influenciada morle do czar na guerra,
as negociacics, na poltica de cada potencia? Ah
cl o problema que se revela no eclipse sbita do
ultimo chefe do imperio russo. Nao foi aos ataques
da idade que o imperador Nicolao suecumbio ; elle
nao. linha sessenta anuos ; foi antes debaixo do es-
forz permanente de urna actividade devoradora, e
poder-se-hia tambern dizer, debaixo do peso de.
urna crise, que elle mesmo linha provocado. Quan-
do se tem chegado a este ponto, as anciedades mo-
ris se confundem sem dnvida com a molestia pa-
ra aggravar e precipita-la. O czar tinba sido acom-
meltdo de um resfriamenlo ; rogavam-lhe que des-
canr.i-se. desprezou o conselho, e quando parou,
encontrou a morte. Assim acabou um destino, que
(era cerlamentc seu lugar na historia da Europa,
como nada Russia.
Ha quasi trinla anoos ja que esle reinado, que
acaba-boje, romera va debaixo de terriveis auspi-
cios. Quando o imperador Alexaudre murria em
sua viagero inysleriosa de Tangarog, deixava urna
Mircessaa. nao disputada, nein incerta. mas lluclu-
aule por assim dizer. O grao duque Constantino,
seu irmao e herdeiro mais prximo, linha renun-
ciado a coroa, domiuado inteiramente por urna fas-
Chiffon agilou-se sobre a cadeira : eslava suffo-
cada.
Nao inlerrorrfpa-me. disse o doutor ; d'agora em
dianle o lempo urge, e nao quero deixar esla leitu-
ra por acabar.
Por nada no mundo eu consentira nsso, res-
poudeu Chilln rom toro firme.
O doutor conlinuou :
Minha mai. ludo islo be a verdade pura. Como
j disse-lbe eu tornava-me triste, e Irene adevinhan-
do minha repugnancia, veio urna noite ao meu quar-
to, e disse-me :
Sulpicio envia-me a voss, Solange. Nao
temos mais lempo de combaler. Aquelles que de-
vem herdar o nome e a riqueza de Rostan rslao pres-
tes a chegar a Pars. Sulpicio nao quer que voss
o sirva cegamenle... Ha aqu um demonio que sonha
inressanlemente o mal. Sulpicio tem descoberlo no
senhor duque sxmplomas inquietadores, e esl con-
vencido de que elle tem lomado veneno. He voss
quem d-lhe o contra-veneno ludas as noite-.
Quando cu fnr inlerrogida, deverei revelar ludo
isso, minha mai '.'
b ... Ha seis semanas, no fim de ouluhro o senhor
duque de Rostan comprnu ao conde de Morses um
bello castelln que esle possuia pcrlo de Mainlenon. !
() pobre duque he um homem de pOnca Inlelliiien
cia, ingenuo e tmido como um menino. Procura
por luda a parle alsuem para amar ; mas parece que
sua immensa riqueza he como nina inuralba enlre
elle e o coraran dos que o rodeam. Eu amava-o, e
senta as vezes os olbos encherem-se-me de lav.riin.is.
quando elle dizia : Eu quizera ser pobre e ler urna
familia.
i' Elle levou-nos lodos a esse caslello de Mainle-
non. O marque/ de Roslan, homem brnial. mali-
ciosamente estpido, cuja vida be desde alguns anuos
urna especie de embriaguez somnolenla, bavia-iiie
feito sondar esle outnno por um persnuagem de dis-
creta perdic.au chamade, P. J. Gridaine, dizendo-me
qut quera arraucar-uie da potico triste que oceu-
cinacao de rnraco. O primeiro moviroento do grao
duque Nicolao, que sucredr depois de Constantino,
era ludavia considerar esta renuncia, como se nao
existisse, e proclamar seu irmao ; e subi ao Ihrono
depois de urna renuncia mais explcita enviada por
esle ultimo de Varsovia ; dab nasreu um momen-
to de incerleza.
Por breve que fosse o interregno, era elle bstan-
le para que o novo imperador se achasse diante de
una conspiraran, que se Iramava ha lonso lempo,
que linha ramificac/ies no exercilo, que se apressa-
va em aproveitar-se desla occasiao. Por urna coin-
cidencia singular,a luase tramava quasi no mesmo
momento cm S. Pclersburgo c na Ponolia ; por toda
a parte a insurreirao era vencida, e o sangue apenas
linha corrido. O general Miloradovitch morria pro-
curando reunir as tropas sublevadas em S. Pelers-
burgo, o novo imperador nao deveu tal vez a con-
servadlo de seu Ihrono seno i intrepidez com que
marchou elle mesmo contra a rcvolta para a sulln-
rar. Elle mandn e os soldados obedecern).
Estas scenas trgicas tinham deixado n'alma do
imperador Nicolao recordares profundas, que pa-
recen) reviver ainda na ultima ordem do dia, que
ao morrer diriga sua guardi. Depois desse mo-
melo, quanlas oulras scenas tiveram lempo de
desenvolver-se e encher este reinado A guerra
contra a l'er-ia, a guerra emprehendida contra a
Turqua em 1828, insurreirao polonesa suffocada
no sangue, a Europa militas vezes abalada ou ame-
acsida de caitflagraces uuiversaes, o levantameuto
dos povus em 1818. sao os princpaes acontecimen-
los, que se lgam a esse periodo, durante o qual o
ultimo czar governou a Russia.
O pensamento essencial de-le reinado he bem cla-
ro ; no Oriente, antes mesmo das dfficuldades, que
trouxeram a lula actual, o imperador nao deixou
de proseguir na realisarao dos designios Iradiconaes
de sua rara ; no Occidente, procurou dominar a
Allemanha para pesar sobre a Europa, e para con-
seguido por longo lempo, s Ihe foi mister invocar
esse iusliiicto de conservaran naturalmente proprio
a todos os cheles de oslado. Nesla duplice poltica,
assim como na administraran interna de seu vasto
imperio, o czar que acaba de expirar, mostrou,
ninsuem pode negar, urna habilidqde e visor, cuja
eflicacia a immensidade de seu poder duplicava em
presenta das disseucocs revolucionarias dos povos
europeos, e de suas rivalidades internacionacs.
Soube augmentar sua influencia no conlinenle por
lodos os mcios, por suas allianra. de familia, por
suas proleccijcs calculadas, pela ostentaran de suas
torcas, por seu zelo em dissimular o estado real de
seu paiz sob a apparencia de urna citilisac,o facti-
cia e toda externa.
Os aconlecinicntos de 1818 nao contribuirn; pou-
co para augmentar anda seu ascendente, rppresen-
lando-o rumo o onico soberano, qoe linha ficado
inabalavel, quasi como o pontfice da conservarlo
europea ; esle papel lisongeava a sua ambic.lo. As
rcviilucoes de 1818 foram, para fallar a verdade, o
bello momento do imperador Nicolao, porque cnlo
elle parecia ter a forra na moderaran ; infelizmen-
te o successo mesmo de sua poltica produzio ver-
ligem em seu cerebro. Acoslumado a ver ludo cur-
var-se sua vonlade indoinavel, considernva-se co-
mo o arbitro universal ; era bstanle que sua diplo-
macia dissesse a (odas as chancellaras da Europa :
O imperador o quer, o imperador o deseja
para que toda objerc.ao Ihe parecesse sorprendedo-
ra. O ultimo czar linha um talsenlimenlo de sua
preponderancia, que nao Ihe parecia qne efla po-
desse ser posta em duvida. Em nenhuina parte sem
contradicho esle sentimenlu se manifesla com mais
ingenuidade, do que as rnnversaces secretas, re-
feridas por sr Hamiltou Seymour. O excesso mes-
mo do poder dooherano russo, junto ao orsulho
altivo e absoluto de sou espirito, fazia que seus ser-
vidores os mais fiis nao ousassem fazer sempre que
a verdade chegasse at elle. D'ah nasceu para n
impeador Nicolao essa tenlarao, esse pensamento,
que pode muilo bem submeltcr a Europa a urna ter-
rvel provacao, sendo cerlamente para a Russia um
perigoso empenho. Entilo, julsando a Franca e a
Inglalerra divididas por irreconciliaves odios, a
Austria e a Prussia doceis e compromellidas anteci-
pailamenleem seus de*i:nios, a Turqua impotente,
o czar arriscava essa grave aventura da missao do
principe Menschiknil. e nma vez seguindo este ca-
minho, era fatalmenlc nbrigado a ir al o fim ou a
ver perecer os fructos de tola a sua poltica, e
muilo mais ainda, os fructos de urna poltica secu-
lar. Nessc momento he que a mnrle veio repentina-
mente terminar o reinado do [imperador Nicolao,
quando este soberano tinha podido reconhecer o la-
co em que linha cabido, quando linha ponido ver
scusexerclos mais vezes vencidos do qoe victorio-
sos em seus combales com os Turco., seu territorio
invadido, a cidadela de seu poder no Mar Negro
sitiada, quando finalmente se linha vlslo forjado a
reclilicar as condic,es de paz estipuladas pela Euro-
pa aceitarlo qne, ainda que fosse apparente, ti-
nha cerlamente costado ao seu orsullui. E he assim
que depois de ler representado um dos'maiorrs pa-
pis do nosso secuta, depois de ter offerecido, alm
drsto, no throno o espectculo de qoalidades e-
minentes, o ultimo imperador da Russia linha vin-.
do suscitar esta lula formidavcl, para colher at aqui
smenle decepees.
Quaes sao agora as conseqnencias da morle do
imperador Nicolao "J Se esle aconlecimeulo (ivesse
tido lugar depois da retirada do principe Menschi-
IkofT de Constanlinopla, anles da invasao dos princi-
pados, ou mesroo nos primeiros momentos desla in-
vasao, a guerra nao teria sabido provavelmenle des-
las singulares enmplicaces. Infelizmente assim nao
aconteceu ; as 'posicoes estao mudadas, a lula lem
lido ja suas peripecias e seus resultados ; o movi-
mento das coasas lem conduzido nosso* eiercitas
pava, e elevar-me i honra de ser sua amante. Nao
dei neohuma resposla a Mr. Gridaiue.
Na viagem acbei-me collocada ao lado do roar-
quez. Elle falisou-me com suas bomenagens, e co-
mo eu o repellia friamenle, disse-me : Outros sao
mai felizes do que eu ; Fernando, por eiemplo.
n Cbegandoaoraslclln, a* perseguires desse ho-
mem lornaram-seinloleraveis. Ao mesmo lempo a
marqueza leve urna rerrudescencia de ciurne, sem-
pre a respeito do senhur Fernando, euinavezque
eu eslava ao piano acompantiando o cavalleiro Ro-
gerio de Martroy, ella fez-me ao ouvido una anjea-
ra lerrivel.
Comprehendi que essa mulber s aguardava
urna occasiao para opprimir-me debaixo do acaso de
meu passado.
He a nica cousa de que arrependo-me, minha
boa m,1i, e se eu tivesse conseguido execular meu
designio, estara agora junio de Vmc. alegre e livre :
pensei em auandonar meu poslo, quiz fugir.
b Sulpicio e sua mulher ler-se-hiam epposto a
isso. Fui ohrisadaa procurar oulro auxilio.
Mr. de Calieran amnva-me ; mas por essa mes-
ma razan eu nao quera servir-mc delle. Pensei em
Fernando. Depois que eu viva na suciedade do rei
Truffe, como lodos chaniam ao duque de Rostan,
linha sabido particularidades Iristes a respeilo do
senhor Fernando, e nao ignorava que havia perigo
em travar cora elle re'.acties de qualquer genero ;
mas isolada como eu lava podia escolher V Encar-
reguei o cavalleiro de Martroy de urna carta para
Fernando, e como alguns minutos depois esle en-
Irou no salan acompanhado de Mr. Roberto de Gal-
lcran, tornei a pedir a carta ao cavalleiro, e foi
lalvez essa a origem de sua impressau ro. A$ al-
mas generosas nio crem fcilmente no crime. O
cavalleiro leria hesitado em acrusar-me. se hou-
vesse ruinprelieiiJido minba conduela.
" l.emliro-me de que quando o eoearreguei da
caria, o cavalleiro lancou-me um olhar estraoho.
para Sebastopol, e collocado nossa diplomacia euro-
pea no terreno das condicOes, qne se lornarim o
objeclo do tratado de 2 de dezeorbro.
Em urna das conchas desle batanea, em que se
pezam os deslinos da Europa, ha boje sem duvida
de menos a altivez ofleodida e o orgalho infle xivel
de um poderoso soberano ; Indo qnanto ah podia
haver de pessoal para o imperador Nicolao na ques-
tao, que se agita, nao existe mais. O novo sobera-
no da Russia, o czar Alezandre II, leva ao poder,
como dzem, as disposiroes de um carcter modera-
do ; sobe ao throno na maturidade da idide, com
Irinta e sele annos cercado de (odas as ta-
zos de urna experiencia recente e temivel. D-
zem al que elle vira com algum desprazer os pri-
meiros actos, que produziraro a guerra; suas in-
clinaces. uaturaes san pacificas e esclarecidas, en-
tretanto nao se deveii tratar de poltica com illu-
sOes e conjectoras mais especines qoe justas.
Por ventura o imperador Alexindre II lea, se
o quizesse, a for^a sufficenle para coroecar seu rei-
nado, assignando urna paz, que nao satisfara eerla-
menle as velhas e tradiciouaes aspiraede* da Russia
no Oriente ? E como, de outro lado, a Europa uao
se deixou guiar por nenhum senlimento particular-
mente iifliisim contra o ultimo imperador as con-
dce, que lem estipulado, como sendo a poltica
seu nico i.iovel, nao licaram sendo as mesmas as
dfficuldades '.' Com o nosso soberano assim como
com o seu predecessor, u ponto essencial para a Eu-
ropa he obter garantas de urna paz, collocada de
boje em dianle ao abrigo dos ataques permanentes
de urna perigosa ambirAo. (H primearos actos de
Alexandre II finalmente, sao poueo^roprios para
revelar as verdadeiras disposices da Russia no dia
sesuinle ao do grande acontecimento, qne acaba de
sofirer sua poltica ; nem se pode adiar ate
aqui symptomas, quetenham urna significarlo real.
O principe Menschikoff deixa, he \erdade, ocom-
maudo do exercilo russo na Crimea, mas sea cha-
mada he obra do imperador Nicolao.
A aceitadlo dos qnalro pontos de garanta foi
man ida, e o representante da Russia na Austria, o
principe Gortchakofl, receben novo poderes para
lomar parte as conferencias de Vienna ; mas isto
em definitiva nao he seno a confirmarlo de am acto
consumado era nome do ultimo soberano. Por ven-
tura deve-se procurar ama expressao da poltica do
novo czar no manifest, pelo qual notifica ao sen
povo sua elevarao ao Ihrono O imperador Ale-
xandre II, fiel ao pensamento de seus predecessores,
proclama sua inlenco de marchar no cumpri-
menlo das vistas e inlenries de Pedro o Grande, de
Calharina II e de seu pai. Se houvessemos dejlo
gar pelas palavras, devinmos convr qoe seria isl-
ama fraca garanta de. paz, um symptoma punco fa-
voravel no momcnlo de entrar em negociacues. Es-
la poltica de Pedro o Grande e de Calharina lie
justamente o qoe esl e,m questao : he o pensamen-
to, ao qual a Europa pretende fixar um limite in-
vencivel, sem que haja em summa nesla legitima
previdencia nada de hostil contra o imperador, que
acaba de cingr a coroa.
As polcnciarorcidenlacs lem Cerlamente adquiri-
do hoje o direilo de se premunirem contra as ten-
dencias permanentes de urna poltica, qoe se arma
de todos os phanatismos, de todas as analogas de
rajas, que se perpetua como nma sorte de Iradicao
fatal, e que conserva bastante forja para qoe o no*
vo soberano, no romero de sea reinado, Ihe preste
urna homenagem, cujo perigo lalvez elle mesmo
sinla.
Interpretado no sentido mais modelado, o mani-
fest imperial provara ainda que Alexandre 11 pa-
rece querer contar com todas as paixes religiosas
e nacionaes excitadas pur seu pai, e nao se pode ne-
gar, que seja islo orna lerrivel heranca. He pois
neslas condi-es, he no maio deste lodo de sympto-
mas, os qnaes nao tem tido lempo de lomar am sen-
lido mais preciso, que vao abrir-se em Vienna as
conferencias, onde se agitar a questao da paz e da
guerra ; nao he necessario fazer sobresal ir a gra-
vidade das primeiras deberacOes, qoe liverem lu-
gar ; a Importancia deltas he hoje o que era anles
da morle do imperador Nicolao ; I rala-se das mes-
mas causas. No pensamento das potencias occiden-
tes, nada mudou, apenas o soberano da Russia (em
oulro nome ; tudo depende do grao de eonceseoes,
que o novo czar julgar cnmpativel cora a sua sita-
ro.
Nada mudou, diremos nos, na poltica das po-
tencias occidentaes e nada podia ler mudado, ver-
daderamente fallando. Ter acontecido o mesmo
na Allemanha 1 Por ventara a morte do impera-
dor Nicolao ter por effeito modificar as condicoes
da polilica germnica 1 Todos sabem qne desde
muilo lempo u czar, que acaba de morrer, linha sa-
bido conlrahir luda a especie de alliancas na Alle-
manha ; linha conseguido inlerpor-se entre lodaaas
quesles allenrtas, eslender sua influencia, segurar
o apoio dos principes ou de cerlos partido* e al o
ultimo momento, linha alcaocado couler na imroo-
bilidade as forjas germnica. SA desaprtelo
inesperada fazia nascer um grande problema, o de
saber se sua influencia Ihe subreviveria.se a Alle-
manha pelo contrario nao se adiara desligada e de
hoje em dianle livre em suas resolucoes. llevemos
dizer que al aqui o problema esl hem longe de ser
resolvido ; a morle do imperador Nicolao leve um
echo profundo alm do Rheno, mas suas consequen-
cias polticas nao se revelam ainda. Apenas urna
vez mais se pode observar aqai as dilTerenjas que
nao lem deixado de manifestar-se em todo ocurso
desla formidavel crise enlre as duas princpaes po-
tencias alleimlas. A Austria lem sentido sem du-
vida como toda a Allemanha, a impressao causada
pela morle do czar ; ella prestan memoria do de-
fu n lo todas as homenagens devidas a umavelhaami-
zade. 0 imperador Francisco Jos mandn inme-
diatamente a Sao Pelersburgo o archiduque Gailher-
Todos julgavam-no enamorado de Gabriella. Mais
de urna vez elle chegra-se e mim como para fallar-
mc.c nunca tinha-se animado a isso. Era sem dnvi-
da afim de pedir-roe qne o servisse junto de Ga-
briella...
Mas desse serao cm dianle os aconlecimentos
precipitararo-se com lal rapidez, que nao houve
mais lugir para as explcaedes. Mr. de Calieran
Iratou-me quasi com indifferenca, e enlregou una
caria a Irene ; a marqueza Asrrea lancen m8o de
Fernando.
c Ouva-a reprebende-lo pela sua pretendida in-
clinaran para contigo. Emquanlo ea eslava assim
preoecupada, o marquez veio ataenlar-se ao meu
lado e fallou-me em voz baixa. Nlo percebi-lbe as
palavras; mas quando levanle-me vi amitosho-
mens sorrirem encarando-me.
a Eu eslava sobre um declivio fatal. Algnma
cousa arraslava-me, e eu senta perfeitamenle que
approiimava-me a alguma rataslrophe.
a A sociedade do rei Truffe. nem ao menos era a
da condessa de Colomhel. Eu n,1o podia esperar ne-
nhum aralamento. Minha resolurao eslava lomada:
devia partir no dia sesuinle.
a Porque nJo'o direi. minha mai '.' Durante todo
esse sero padec pela conducta de Mr. de Galleran.
Irene leve ciumes de mim, tive ciumesde Irene.
Nao sei porque desde algum lempo eu linha re-
mnrsos das desconfiancas que Mr. de Calieran me
infundir, e desejava de alguma sorte indemnisa-lo.
Ite sua parle elle{procarava-me incesaantemente, e
seu amor mui respeitoso revelava-se de mil manei-
ra. Donde vinha essa mudanca'.' Fu j,i disse a Vmc.
quanlo Irene era formosa.
Ah eu nao devia conservar muilo lempo essa
pequea tristeza. Apenas linha-me recolhido, ouvi
os passos da marqueza Aslrea.no corredor. Ella firou
um quarlo de hora na alcova do senhor doqoe. Eu
qui/|fazer urna ultima vez o meu dever, esabido
quarto sem rumor, levando urna das cnsalas que o
doulor me confiara.
afeHnABaaaaani


me, quiz dtn a um dos mus regimenlos o nome
do imperador Nicol ao ; mu a siluajo poliliea da
Auslria para com a Russia e as potencias occiden-
U lera permanecido do mesmo lado. O cabi-
nele de Vienna lem podido exprimir novos desejo
esperanjas de pu, e nao lem persistido renos em
preparar a occasiao n vista da incerteza das neg-
cuques ; Heanda est hoja nos limites da suas pri-
meiras diaposijes e de seos contratos, prompto sem
davida nenhuma a inlervir no dia em qoe loda a
probabilidade de acomodado desapparecer. Nenho-
roa doiida ha sobreest politice da Austria.
FaHa a Prussia que infelizmente tem agotado al
aqu lodos oa recursos da indecisao; lodos sabem qual
toi a miatio do general de Wedell. Em summa,
de que se tratara As potencias occidenlaes, pres-
lando-se |>or espirito de concillarn aos escrpulos
da Prussia, tinham consentido em modificar emeer-
loa pontos o tratado de 2 de dezembru para o fa/.er
aceitar em Berlim, e a essa concessilo, o governo
prussiano responda com propostas muilo dilfercn-
les ; pedia sobreludo que se impedisse antocipa-
damenta a passagem de iodo u ejercito pejo territo-
rio allemo, e se lizesse promessas relativamente a
Polonia. A resposla era muilo simples. Na se
poda evidentemente reconhecer Prussia o direilo
de Tallar em nome de loda a Allemanha e reclamar
garantas a respeilo das eventualidades, que visse
produzir-se. A Prussia nao podia ler em vista, re-
lativamente Polonia, senAo assecurar i Russia a
coiuervajao de suas provincias polonezas ou garan-
tir-se a si mesma contra loda tentativa no ducado de
Posto. No prirneiro caso, oceupava-se de um ob-
jecto. que Ihe nao dizta respeilo especialmente ; no
segundo caso, emitlia urna suspeita que devia arre-
dar todo o pensamenlo de >m tratado qoalquer. O
gabinete de Berlim pareca le-lo comprehendido,
quando a morle do imperador Nicolao vinlia preci-
pita-lo em novas perplejidades, augmentadas pelas
tilintas palavras do moribundo czar.
Uizem que he a propria imperalriz da Russia, a
inuaadorei Frederco Goilherme, que se linha en-
eartegado de escrever a este, dizendo que o impe-
rador Nicolao acabava de exhallar sua grande alma,
e que morreado linha recommendado .1 seo irmo
da Prossia, a seu charo Frite, qoe nao desslsse de
sua poltica para com a Russia, ese lembrasse sem-
pre das supremas exhnrlajes de seu pa Frederico
Guilherme III. Affirma-se que o re da Prussia lem
sentido profundamente este loto de familia, e o lem
sentido com sua vivacidade de impressao e sua ex-
pansao habitual ; esquecendo dianle da morle que
wu cunhado o tinha tratado algumas vezes com um
orgulho visinho dodesprezo. Dor legitima a respei-
1ael certamente mas deve ella fazer esquecer os
deveres polticos de um graude governo 7 Ora. he
infelizmente mas que verdade, que a morle do czar
foi para a Prussia o signa de urna verdadeira reti-
rad ; o re Frederico Guilherme nao lem querido
mais ouvr rafor de tratados era de protocolos ; e
al se preteoWque elle livesse despedido com bas-
tante desabrmento o presdante do conselho o Sr.
de Mauteuflel, que ia fallar-lbo dessa grave ques-
tao. Resulla disso que a volla recente do general
de Wedell a Pars nao he provavelmcnle destinada
por agora a marcar um passo muito decisivo as re-
lajees da Prussfa e das potencias occidenlaes.
O general de Wedell lem feilo conhecer as im-
pressoes de seu soberano, o qual se foM convidado,
eslava disposto a adherir ao protocolo de 28 de de-
zemhro, mediante sua admisslo s conferencias de
Vieruia ; quaoto a um tralado rnais explcita, sua
profunda dor nao llif permiltiria pensar nelle ; de-
pois se tratara disto. A Prossia estara prompla
para asignar, por exemplo, um Iratado definilivo se
as tres potencias atii chegassem para assegurar a in-
tegridade do imperio ottomano. A questao urna vez
collocada r.sle terreno de relicencias, ou de hypo-
thesesde longadala, nao pedia evidentemente ter
solaceo ah, porque nao podia Prussia que garan-
tiste a inlegrdade do imperio ottomano no futuro:
peda-te-lhe que a garanlisse' no presente ; as con-
ferencias poia se abrirlo em Vienna sim a Prussia.
O governo prassiano linha elevado ltimamente
ama pretenjao muito mais estrauha do que a de nao
laier neuliuma promeasa ; pretenda assignar ao pe
de guerra dosconlingentes federaos da Allemanha o
carcter de omamedida.quese appllicaria igualmen-
te as potencias helligerantes do occidente e n Rus-
sia, quera at por em estado de defeza as fortalezas
federaes, qoe estao do lado da Franca, e dahi nas-
ceu um novo conflicto diplomtico com a Auslria,
que nac poda comprehender que medidas militares
propostas por ella, se voltassem justamente contra
mus alisados. He desle modo que a poltica da
Prussia na Allemanha se> esclarece pelas missOes que
ella envin a todas as cortes,eque estas missoes acham
por sua vez seu commentario na poltica, i qual o
gabinete de Berlim procura constantemente levar a
conlederajo germnica. Mas emtim, se a decsao
nio he o carcter essencial da poltica prussiana, o
gabinete de Berlim lamentara cortamente nao con-
rvar com as potcnciasoccidentaes relajees que po-
dem encaminhar-se a urna aproximado mais nti-
ma, em caso de necessidade, suas boas disposijes
te traduziriaro por algans tactos. Ainda ha pouco
lempo prohiba elle a publicado de; um peridico
qoeia aparecer em Berlim sol a prolecj.lo c o fa-
vor da poltica russa, indo a ponto de conslranger
oa redactores a partirem dentro de vinle e qualro
lloras. Tea prohibido de um modo mais eflca urna
sorle de contrabando de armas de guerra,oqualse ti-
ohaorgaaisado ntreos fabricantes belgas e a Russia
por intermedio dos subditos prussianos. Por pouco
importantes que sejam em si mesmos estes actos, po-
dem lodavia ser considerados como um symploma ;
alm disto em que momento a unilo de lodos os con-
selhos e de todas as forjas foi mais necessario e mais
proprio para loraar-se eflicaz? Quem poderia du-
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 14 DE MAIO DE 1855.
versarios da guerra se deram pressa em aproveitar-
se dessa occasiao para abalar a opiniSo e a arrasta-
la manifestajoes pacificas. Mr. Brighl, partidista
da paz universal, renovou seus protestos humanita-
rios em um meeting em Mancheester. e foi mais ou-
vido e mais applaudido do que linha sido Mr. Cob-
don ha pouco lempo em Leed. Quer islo diier
porvenlura que a upiniao ingleza soffre neste mo-
mento ama varitero sensivel, e estara hoja prompla
inclinar-ae para a paz depois de ter achado ha mt-
zes o goveruo irresoluta e muilo libio? Parecenos
que iito quer dizer que o espirito publico na In-
glaterra tem um desejo intenso de achur-se em pre-
elija de urna tiluaejlo mais claramente deMnhada.
e sobretodo ver os desastres recentes serem uteis a
reformas serias e profundas. So o ministerio de lord
Palmcrston animosamente emprehender estas re-
formas, ser sem dimda seguido pela npiniao que
ainda o nao tem abandonado ; se recuar diante da
immensidade desla empreza que loca em lodo o'me-
cansmo da constilucao britnica, n3o se lera elle
excedido ? E a Inglaterra entflo nao se precipitar
em novas erases mais araves do que as que ella lem
atravessado al aqu ?
O governo inglez est anda ocenpado era rorga-
nisar suas forjas militares, ao passo que, os exere-
los alliados proseguem sua campanha na Crimea,
nesse llieatro de urna lula heroica, onde os soldado8
da Franja sao boje muilo mais numerosos que os
soldados da Grao-Brelanha. As operarles da Cri-
mea lem sido o objecto de muitos commeutarios, e
Ihes eslava reservado dar nascimenlo a urna bro-
chura, que appareceu na Blgica, e lem feilo cerla-
menle-mais molim do que mereca, e leve esta es-
trauha boa fortuna, que um diplmala russo des-
pendeu dez mil francos em transmiltir logo urna
porrflo della pela telegraphia ao seu governo. Islo
he o melhor da historia, e foi pago alguma cousa ca-
ro, porque o valia.
As operares militares da Crimea tem cerlamenle
excitado com razao todas as solicitudes, c he isro
qoe, como lodos sabem, o que linha feilo contar no
numero das cousas possiveis a partida do imperador
para o Oriente, mas a nova siluajo creada pela
morle do czar Nicolao parece diminuir hoje as pro-
babilidades desla partida. Em preMnja da even-
tualidades que eslo all dianle de mis. a Franca nao
pode cerlamenle receiar a empreza olTerecida ao seu
valor, se a guerra tornar-se o desfecho nevitavel c
fatal de negociajoes impotentes. Entretanto, nao
he Isto um motivo para que ella nao se mostr f-
cilmente na primeira occasiao favoravel, com todos
osgostos, lodos os inslinctos e todas as uecessidades
da paz. Em summa, he um dos caracteres do mo-
mento actual, que esta lula obstinada, queseacha
travada entre as malores potencias do mundo, nao
interrompe alguns dos Irahalhus. mais importantes
da paz. A guerra continua, e as emprezas seguem
sea curso, o que se tem podido observar ltimamen-
te pelo relatorio publicado sobre o estado das cons-
trucoao do l.ouvre. Estas construcjes gigantescas e
tao rpidamente levantadas, em breve tempo estarn
concluidas. Este immenso edilicio deve compre-
hender o ministerio de estado, o ministerio do in-
terior, as linhas telegraphicas, ums exposijao per-
manente das bellas arles, uva sala chamada dos
estallos, destinada s grandes corporajes publica5
nos das de suas reunioes solemnes, isto he, all sa
achara concentrada, na mno do chero do governo.
loda a aejao administrativa e poltica. Assim, por
meio de urna conslrucjlo material, se rea I isa o pen-
samenlo mesmo das inslituijes, que regem nosao
paiz depois de alguns annos. Ha oulras creajoes,
oulros (rahalhos,. nos quaes o governo nao emprega
menos persistencia: sao aquelles que veem auxiliar
as classes operaras e laboriosas. .Se a guerra tem
suas vctimas, a industria tambem tem seus feri-
dos, atacados neste outro campo de halalha.
O hospital recolhe estes, he verdade ; mas o hos-
pital nao conserva os que estao de hoje em dian-
le inaptos para o Irabalho, em consequeocia de
seusjerimentos, oem os qne eslao ainda va'idos al
o momento em que possam vollar sua tarea la-
boriosa. Resullou dahi o pensamenlo de um decre-
to rcenle, que crea dous asylos nos dominios da
tarea, em Viocennes e em Vesincl, para os opera-
rios convalescenles ou mutilados no cxcrcico de
mus trahalhos. A dotarao do asylo se compe de
de 1 \ sobre a somma dos trahalhos pblicos adju-
dicados na cidade de Paris, das subscripres feitas
pelos cheles de oflicinas e pelas sociedades de soc-
corros mutuos, e das sulivenjes voluntarias, que
poderem ser rccolhidas em proveito do estabelecr
mento. O asylo he aberlo a qualquer operario fe-
rdo em um cstaloiro do obras publicas sujeitas ao
imposto de um porrento, ou de urna oftirina, cujo
meslre tiver subscripto. A islo he que se cli'amava
em 1818 os invlidos civis, e lere-se um momento
a idea de deslinar-se as Tulherias a estes leridos do
trabalfio e da industria, mas, como acontece com
lodos os pi ojelos ambiciosos que excedem seu lira,
nada se fez. As Tulheria acharam um hospede,
porque um paiz que lera palacios, acaba sempre
leudo soberanos que nelles habilem, e os incalido*
cicis lomam hojo um lugar mais,modeslo no meio
vidar que, se a Europa se apreseulasse compacta c guns membros, he que o gabinete piernn tez na
com o Piemonte e desde essa poca nao se tinham
eslabelccido verdadeiras relacfles diplomtica'. O
gabinrle de S. Petersburgoal ero linha respondi-
do as nolificaces, que Ihe tinham sido ftlas da ele-
vajao ao Ihrono do re Vctor Emmanuel e da mor-
le de Carlos Alberto. Muitas vezes se linham feito
tentativas de approximar;ao, mas ficaram todas in-
fraclferas, ou porque o gabinete de S. Pelersbur-
go se quexasse da presenra de ofliciaes polonezes no
exercilo sardo, ou porque o imperador Nicolao nao
podesse conienlir em urna approximaco com o Pie-
monte, emqunnto este conMrvasse as formas consli-
luciouaes. Como se v, o governo de Turn, alem
das razies geraes, que podiim delermina-lo, nao es-
lava ohrigado pelo estado de suas relajoes a ler de-
ferencias particulares rom a Russia ; consultou mus
interesses, a situajao da Europa, a grandeza mesmo
da questao e nao leve de infringir nenhum direito
para altiar-se com a Franca e com a Inglaterra.
A situa;ao poltica da Blgica esla longe de ser
13o simples; ha das sedeclarou era Bruxellas una
crisc ministerial, cuja causa verdadeira he bstanle
inexplicavel e nao pode cheg.nr a um resultado. O
Sr. Henrique de Brourkre e seus collcsas deixaram
o poder, motivando sua retirada com alguns votos
de opposico emiltidos pela cmara dos representan-
tes sobre questoes especialissimas. O rei mandou
chamar o presidente da cmara, o Sr. Delfosse, que
nao aceitou a misso de formar um gabinete ; outro
depulado da fraccao liberal, o Sr. Tesh, foi manda-
do a palacio, e esla tentativa nao leve melhor resul-
tado. O Sr. Henrique de Bronckcre foi enlan no-
\ ament chamado pelo rei, mas obstinou-se em sua
demissao: finalmente o chefe do partido catholico
o Sr. de Theux, foi convidado pelo re para fallar-
ilie, e nao se sabe o que resultar dahi. O cerlo he
que um ministerio mo pode hoje chegar a formar-se
em condiees suflicenles, e o pnmeiro pensamenlo,
que vem ao espirito he perguntar, qual he a expli-
carlo mystcriosa dessa dillicultosa organisacao, tat
vez se procure muilo longe de BruxelU'.s urna cau-
sa, que est Uta perlo. Que a discusslo que leve lu-
gar ha das no parlamento sobre a neutralidade bel-
ga ten'i.i contribuido para esta rne e lenha creado
difliculdades ao ministerio, que exista enlo, he o
que se deveria prever, se assim fosee ; mas eremos
que em Bruxellas lodos se enganam e exageram al-
guma cousa o alcance deste incidente ou de qual-
quer outro facto que o elle se refere. A verdadeira
causa du crise actual esla "no estado dos partidos dis-
tribuidos de tal sorte.quenenhum delles podeexercer
o poder com Mguranja : desta siluacao linha nascido
o ministerio do Sr. Henrique de Bruuckere. Muitas
vezes se tem procurado atacar este poder de transa-
Sao, reconhecendo-se a fraqueza das opinies deci-
didas ; ve-se onde este sistema foi ler. Aora qual
ser a decsao soberana do re Leopoldo'! O rei
ilos Belgas deixa obrar, consulta a todos, essota as
comhinaces; um gabinete inteiramente liberal
parece completamente impossivel; um ministerio
de urna cor calholica muito pronunciada nao encon-
trara menos obstculos sem llovida e urna nova com-
binadlo mixta Mria por ventura mais feliz que a do
Sr. Henrique de Brouckere, se fosse (enlada '! Ah
esl a questao. Nao he menos verdade que em laes
circo instancias lodosos homens dedicados s instlui-
ee- parlamentares na Blgica, tenham om particu-
lar interesse em nao comprometter estas instiluicoes
por meio de discusses perlgosas ou pelas lulas de
partido, que vao ter a urna impotencia universal.
Nesle encadeiamento de cousas contemporneas,
principios, ambicoes, paiiics, lodos esles elementos
da vida publica, que se resolvem algumas vezes em
lulas sanguinolentas, moslram-se constantemente
debaixo dos aspectos, que se modificara infinitamen-
te, variam tanto como o carcter moral dos povos,
suas Iradices, seus nstnclos e suas condiees de
existencia. Em um seculo tAo fecundo em raovi-
mento de todo o genero, he privilegio n America
do Sul conservar urna triste e estrauha orginalidade
em facto de revnlurOes ; parece que s ha puder all
para a agitara, os momentos de paz sao apenas tre-
goas arrancadas dobilidade, e quebradas pela pri-
meira paix.lo, que desperla; ha na incoherencia
urna especie de atlraclivo fatal e irresistivel, ao qua'
succuinbein siiccessivaraente lodas estas repblicas.
Finalmente as revoluces sol-americana' lem isto
de curioso, que quasi sempre nao se sabe qual dei-
xa mais embaracos. se a"derrota ou se o Iriumpho;
prova evidente de que ellas nao sao mais que o
symploma de um mal mais profundo! Dous paizes
sobreludo acabara de ver desenvolver-so movimen-
los desle genero, nao lendo apenas o mesmo resul-
tado. Em a Nova Granada, urna dictadura revolu-
cionaria, que linha surgido ha j um auno, foi ven-
cida c abatida pelo que se chama partido constitu-
cional. No Per, o soverno suecumbio a ama io-
surreicao, que exista ha I. mezes, e cnseguio 1ra-
zer triumphaiile a l.in a o general Castilla, vencedor
do presidente legal, o general Echeuique. He este
o essencial destes dous aconlecimentos recentes du
Novo Mundo; a lula e de nutro genero comecam hoje.
Como se ha de estar lembrado, foi a 17 de abril
deslas instiluicoes praticas,que podem tornar-se til-' o anno passado, que se formava em Bogot urna
mente beneficentes, lendo lalvez mas eflicacia,
quando emanam da iniciativa individual.
Ha mais de um mez que a allianea do Pemonle
com as potencias occidenlaes he o objeclo de debales
permanentes om Turin. Depois da diseusso da
cmara dos depulados veo a do senado, c anda all
a allianea foi approvada por um voto decisivo, o
qual pcrmiltio ao governo trocar asrntilicaees do
Iratado que tinha assiguadu. He verdade, que bou-
ve no senado um momento de hesitara.>, alguns es-
crpulos, e at n.lo foi fcil achar-se um relator.
O motivo desles escrpulos, que embararavam al-
solidaria em suas resolores as conferencias de
\ ienua, as probabilidades da paz nao fossem logo
duplicadas, e as disposijOes conciliadoras que os ga-
binetes do occidente estao decididos a levar as con-
ferencias, nao podessero conduzir a um resoltado fa-
voravel !
Seja o que for, no meio da incerteza que ainda
aliste, as duas potencias que foram as primeiras em
tomar a iniciativa da defeza europea, a Franja a a
Inglaterra, permanecen! unidas por todds os lacos
de urna poltica rommum, pela idenlidade de suas
vistas, pela una de suas bandeirasede seus soldados
nos mesmos campos de halalha. Nio he porque
leria lomado precauees suflicientes para o futuro,
nem assegurado recursos financeros, se a guerra
viesseacontinuai, alm do empreslimo estipulado,
que o chefe do exercilo sardo mo pareca ler nos
conselhos militares o lugar que Ihe era devido. Es-
tes escrpulos desappareceram definitivamente
luz da discussao publica, e o Piemonte se achou em
estado de guerra com a Russia, e o rompmenlo foi
declarado dos dous lados.
O Piemontealliando-se com as potencias occiden-
te, e aceitando todas aseonsequencias de sua nova
siluarao par* com a Russia. tem por ventura feito
um acto extraordinario, fora do direilo das -gentes,
Inglaterra nao tenha hoje suas dilllculdades.as quaes como ltimamente Ihe exprobrou o Sr. dNesselro-
aduzem em urna especie de desconlenlamenlo |de"! Se he verdade, como ninguem pode duvidar.
puhlico.O pavo nglez est ainda evidentemente de-
baixo da viva e forte impreso das desgracns que
tem declinado seu exercilo ; os aconlecimentns lem
patenlcado os vicios ou as lacunas da administraran
britnica. Resultou dahi essa necessidade de fazer
algoiua cousa. que j.i produzio o iuquerito, medida
por ti mesina ioulii ou perigosa ; dahi nasceu essa
vaga anxiedada que parare passar por momentos
para o parlamento, a que he de nalureza que pode
crear mais de om emuararo e miis de um obstculo
ao ministerio.
Sobreveio e morle do.imperarlor Nicolao, a osad-
que a questao agitada hoje inlcressa a liherdade e a
seguranza da Europa, nao lem todos os povos o di-
reilo de associar-se defeza desles glandes benefi-
cios? Sera serem ainda atacados directamente, he
verdade, n.lo estao amearados em todos os seus in-
teresse* moraese polticos".' Mas afora estas consi-
derables geraes, he cerlo, como demonslrou o Sr. de
Cavour em seus discursos no senado e em sua res-
posta ao Sr. de Nesselrode, que desde alguns annos
as rclacOes entre a Russia e o Piemonte de nenhum
modo eram regulares. Em 1818, em consequencia
da guerra da l.ombardia, a Russia tinha rompido
dictadura, que nao era em definitiva seno a ultima
expressAo das aguardes recentes da Nova Granada,
e que comejava supprimindo a constilucao e asca-
uu'i.is, creando urna especie do autocracia demag-
gica. general Obando, presidente legal da rep-
blica era o cmplice secreto ou a victima desse mo-
vimenlo, cuja iniciativa tinha lomado o general Jos
Mara Mello. Ninguem jamis o' -nube ; n.trotan"
lo Obando ficava prisoneiro nos nios do novo dic-
tador, mas prisoneiro cercado de toda a sorle de at-
lences o a dictadura tiran lo por entao senhora de
Bogla se maoifestava por loda a especie de espolios,
exaccoes, e violencias, que augmentaran! medida
que esle triste poder senta approxmar-se seu fim.
Nesles ltimos lempos sobreludo, o corpo diplom-
tico, lendo a sua fronte representante da Franja,
o liara.i Guury du Rostan, que em loda a crise mos-
trou lauta firmeza como intctligeiicia, p corpo diplo-
mtico se via exposloa urna verdadeira tentativa de
atsassinatn, no momento em que ia reclamar a fa-
vor de tres inglezes, que tinham sido presos ; tiestas
condijes he que a cidade de Bogla se achou pq-
ranle oilo mezes. O general Mello, embora sm
senhor da capital, nao podia contar evidentemente
'que sua dictadura ia ser aceita por toda a parte
seu poder durou todo o lempo que foi preciso a urna
resistencia seria para organisar-se. O congresso dis-
solvido se reuna em urna provincia e aecusava o
auligo chefe do poder executivo ; o geueral Mos-
quera fonnava um exercilo no norte da repblica, o
general Hilario l.opez ia fazer levas de soldados no
sul, c um homem considerado por todos os partidos,
o general Horran, acha-se enllocado frente de lo-
das as forras militares da resistencia. A lula se ucha-
va Iravada desle modo.
Dos diversos lados da repblica as trnpas levanta-
das em nome da conslituij.lo se .aproximaran) da ca-
pital c -i i ia;,un o general Mello, o qu.d todava ds-
ponha ainda de forras consideraveis. Nos primeiros
das de dc-zembro do 18>i deu-se urna batalha as
portas de Bbsota e al as ras da cidade se decida
pelas armas a sorte desla dictadura sem nome, as (ro-
pas constitucionaes ficavam victoriosas. Fora cefta-
menle om til exemplo na Amrica a derrota de
urna dictadura revolucionaria, mas infelizmenle nao
st pode esquecer que o que Iriumphou, ao menos
appsrenlemento, foi urna conslituijao que rene lo-
da as incoherencias demaggicas, e nao lem contri-
buido pouco para alirar o pniz no estado em que m
lem visto. Se esta conslituijao for mantida, nao ar-
risca ella ir ler outra vez ao mesmo resaltado? Alm
disto acham-se presentai hoje em Bogla homens,
que tem vencido juntamente, mas estao profunda-
mente ilivididos pelos seus antecedentes e por suas
ambijoes. O general Hilario l.opez foi o presiden-
te do partido democrtico, o general Mosquera o do
partido conservador; o general Herran tambem te-
ve o seu da. A quem tirar o poder ? ao mais h-
bil Minduvida, aquelle que exercer maior influen-
cia sobre o exercilo. O que be mais singular, he
queum desles candidatos ao poder supremo, o ge-
neral Mosquera, depois de ler representado as opi-
niocs conservadoras, parece procurar obler a pro-
tereaodo partido democrtico mais exaltado. Que
rara elle, se a obtiver, e se chegar ao poder com es-
seperigoso apoto? Elle he quem o sabe; infeliz-
mente nestas lulas singulares, he o deslino de" um
paiz intero, que se agita e nto pode chegar a 11-
*ar-*- i feme des deu.r inundes.)
UTERIOR.
O duque dorma. Na momelo em qua eu der-
ramava-lbe o p no copo d'agaa. ouvi um rumor do
lado da porta aherla. Lancei-me nessa direejao.
l'roa sombra corra dianta de mim. nos corredores
oscuros. Persegui-a at ao tarraja, embaixu do qual
achei o infeliz, cavalleiro de Marlroy rendo de urna
punhaladit e banhado em sen sangue.
a Houvera urna, lula enlre elle e o marque/, de
Rostan, o qual ah eslava por meu respeilo. Roce-
no dominado por- esse amor pensativo que as veies
inspirara as mocas, gnslava de va2arde noile debaixo
das ianellas de Gabriella, que davam, bem como as
miabas, para o terrajo.
u Fiira elle que guiado por nao sei que euriosida-
de seguira-me al a alcova do senhor duque. Faien-
do sua declarajaa juslija Roserio s disse a ver-
dade !
O marque/., covarde e sanguinario, servir se
do puiihal contra um homem desarmado.
No da seguinle espalhou-se o boato de que ti-
nlia-se achado arsnico no copo do senhor duque, e
lu encaicerada.
Desde cnuio nao lenta) vislo alma viva.
u Querida mai, desla vez como da outra sou inno-
ceiile. Pentoe-me l.ido o i-ial que esta carta vi rau-
sar-lne. e rousole-se pensando que se morro joven,
tauho lid lempo demasiado par ser infeliz. Con-
soie-ae sobreludo cora a cerina que Ihe dou de mor-
rer tbcitiiaineate como tenho vivido.
Minha ultima voiilaJe lie que Vine, envi urna
copia desle escripto ao doutor Sulpicio. Nao lie ne-
ctttano recomroendar-lhe o egredo mais alwolulo.
Avora, adeos. querida mai. Seeu livesse morri-
d<> la no nosso Berry, Vmc. ler-me-bia dado m
mos momentos terim sido deliciosos, se eu livesse
podido dizrr comigo: Meu tmulo locara o de meu
pa.
b Mas bem sei que Vate, he muilo pobre. Guarde
o pouco que lera para os seus libios que vivera. Eu
(Joriuire em um dos remtenos de Paris,vasbiscomo
urna cidade, nos quaes nao ha veredas que conduzam
aos tmulos perdidos entre as sepulturas sem nome.
Quem aqu me traria a coroa da saudade".'
Nao tenho mais amigos, e Vmc. est lonse, mi-
nha mai. Dormirei bem, nenhuma vozconherida
me chamara, e a relva que crescer sobre mens restos
apenas ser motilada pelo orvalho. (juem me Iraria
urna lagrima ?
Promelto-lhe, minha mai. que miaba alma ira
onde Vmc. est...
l.embro-mc de ler ido nina vez ao remiterio do
padre l.achaiseein tima inanhaa de pritgavera. Ha-
va um tmulo do inarmore hranco com lagrimas
douraila, rodeado de lilazes, violetas c rotas. Dian-
le da balaustrada um rapaz ajoolhado chora a desfo-
Ihando lentamente urna llor.
Mesmo aqui. disse minha eompanheira, Pa-
rs le o paraizo das mulhercs.
. Minha mai, vou para o paraizo de Dos.
.i l)v ler muilo malar sentimenio de morrer
queii. vive feliz. A morle he ba para os que pade-
cen). Essa rapariga que eslava no tmulo hranco
FALLA
que o Exm. fSr. presidente da pro-
vincia dns Alagos Di. Antonio
t'oelho de S t. Albnquerqiic di-
rigi a assemblca legislativa pro-
vincial na occasiao' da sua aber-
tura no I. de marco.
( Continuarlo do numero antecedente. )
feparlires procinejaes.
Thesouraria provincial.
Aulorisado pela le provincial n. _' i 11 de 10 de
abril do anuo passado a reformar o regulamenlo da
thesouraria provincial, na f.rma das di>posiccs do
decreto do governo geral n. 870 de 22 de novembro
de 1851, oll'erejo-vos o regulamenlo que ser-vos-ha
presenta. Nesle Irabalho nao foram perdidas de vis-
ta as bases que a citada le provincial indicou, e as
ideas expendidas pela commissao externa, que o meu
digno antecessor nomeou para examinar a escrip-
turajio e conlabilidade da thesouraria provincial,
expondo ao mesmo lempo ludo quanlo julgasse con-
veniente estabelecer-se com o fim de melhorar a ar-
recadarao e liscalisajao dos d>nheiros a cargo da
thesouraria. Se o novo regulamenlo merecer, como
espero, a vossa approvajao, romejar a ser execula-
do no futuro exercicio de 1835 a 1856.
Os empregados Jos Lopes da Paxao e Jos Joa-
qun) Cardozo, que haviam sido suspensos em 10 de
Janeiro do anuo passado pelo facto de que deu-vos
cunta o meu antecessor em seu relatorio do mesmo
anno, foram devidamenle processados. A relajao
dodsiriclo, em recurso, absolveu o prirneiro, e
confirmou a sentenja contra o Mgundo.
Achando-se em atrazo os trabalhos da secrao de
lomadas de conlasMos exactores da fazenda provin-
cial, e desla sorte sendo quasi impossivel conhecer
a thesouraria provincial com exaclidao o seu activo
e passivo, afim de acautelar convenientemente os
alcances dos exactores e fiadores, que por' qualquer
crcumslaucia nao offerecessem garanlia segura
lazenda provincial, o respectivo inspector pedio e
obteve da presidencia em data de 23 de Miembro do
nno passado a approvajao da medida de prorogar
por mais duas horas os trabalhos da reparlijlo, en-
carregando a qualro empregados sufticienreienle ha-
bilitados p servijo da lomada .de conlas, medanle
a gralilicajao de 400 res por hora, E com elTeilo
esta providencia va dando bom resultado, porque
os referidos empregados no lempo de Irabalho ex-
traordinario leem lomado as contas constantes da
relarao sob n. 2. r.jtnensa jjijeJaJojio4p iT.^.~-i~>
provincial. Acredito que esle recurso pora em dia
o importante Irabalho da tomada de cunta- aos exac-
tores das rend.is provincaes.
Oex-agenleda villa da assembla Jos Rebello
Pereira Torres, por abusos que pralicou no exerci-
cio de suas funejoes, foi demittido e processado. O
inspector fez-me sentir a conveniencia de ir um era-
pregado da repartirlo examinar pessoalmentc certas
tactos du dilo ex-agente. Approvei a medida, e o
ampregado Jos Raphael de Maccdo encarregado
desta commissao cumprio-a saltatoriamente. O
ex-agenle recolheu a depozilo, al verificar-se defi-
nitivamente o seu alcance, a quanlia de 1:7995660.
Entendo que maito conviria ter-se'algom hbil em-
pregado da thesouraria provincial cmcouslanle com-
missao, fiscalizando a maneira pela qual 'procedem
pelo centro os exactores da fazenda provincial. E
visto que a le faculta esla maneira de promover a
arrecadarao, prevalecer-me-hei della com diwrp-
jao. A arrecadarao dos impostos, legados pios nao
curapridos, ratia siza de escrayos e oulros lie poz-
livamente feila pelas agencias cenlraes.
N.lo me refiro a todas, porqoe sei que alguns-ar-
recadores sao extremamente zelozosjio cumprimen-
lo de mus deveres. Atro o meu' estigma sobre
aquelles para os quaes pouco importara o interesse
da fazenda provincial, lendo sido aposentado pela
presidencia, por aulorisarao vossa, o inspector An-
tonio daSilva Lisboa em 27 de abril do anno passa-
do, foi uomeado para subslilui-lo, o barbare! lana-
co Jos de Mendonja Ucha. A perda do hbil
iuspeclor Lisboa, ao qual a thesouraria provincial
deve tao importantes serviros, s poda ser compen-
sada pelo nao menos hbil substituto que o meu dig-
no antecessor collocon a frente da reparlijao.
1 ralo sido tambem aposentado por aulorisarlu
vossa em data de 6 de selemhro do anno passado o
procurador fiscal da fazenda provincial Joao Camil-
|o de Araujo, foi uomeado em 12 do referido mez
para subslilui-lo, o hachare!'Ricardo Pereira da Ro-
sa l.ns. Para suh-tii uirem os dous empregados sus-
pensos a presidencia nomeou interinamente os cida-
daos Francisco Canuta de Araujo, e Manoel Joaquim
Pereira do Reg Barros: Em virlude da le pro-
vincial citada de 10 de abril do anno pa/sado foi
uomeado em data de 20 do mesmo mez mais um
amanuense para a secrao do coulenciozoe recahio a
nomeajo na pessoa de Aprigio da Silva Pinto, lle-
vo declarar-o- que lodos esles empregados recen-
temenla nomeados possuem as habilitarnos necessa-
rias para desempenharem asjfiinrjes de seus em-
pregos.
Consulado provincial.
O mu re raimiento no anno fiuanceiro lindo foi de
'I2:2:t.\;l:l2, comparado com o do exercicio de 1852
a 18511 ha em favor daquelle um excesso'de.......
18:1:123669 ris. A receta lo prirneiro semestre do
exercicio corrente foi de 26: MRMH menos do que
a receila do mesmo semestre do exercicio lindo na
quanlia de feMSfCN) : comparada com a receila do
segundo semestre do mesmo exercicio foi-lhe infe-
rior na quanlia de&MTT&M, O administrador da
repartijao explicando as causas da diminuijao da
olhos eshlo seceos o minha cabera ardente. Vmc. nao
me rcconheccria...
Esi|uecia-me de dizer-lhe qhe hontem vi o ad-
vogado encarregado de defender-me. Elle julga-me
culpada e acha-me formosa.
Asora, minha mai, adeos anda, adeos para sem-
pre. Quando Vmr. tiver lido esta tonga carta que
lornon-mu nais brandas as horas de meu capliveiro,
lome Henrique e Clara pela mao, e leve-os ao meu
anliao quarlo. onde esta o relralinho. Quando elle
foi feilo eu linha duze annos; mea pai eonservava-o
,i sua caheceira. Ajoclhem dianle da imagemda Vir-
gem que esta junio de meu leito e rosuem a Dos
pela (lefonla. Nessa hora nao padecerci mais...a
O doutor tornou a fechar o caderno, e o depoz so-
bre a mesa.
(.bidn eucbugou os olhos e perguntou :
Nao ha mais nada T
Mais nada responden o doutor.
A rapariaa einrm-n e disse :
Vasal nio rhorou.
Sulpicio giiardou o silencio.
Oh roita.la cuitada exclamou Chilln ; ella
lem razao de dizer : Nao tenho mais amigos !
Vatai. lem razao de lamenta-la, disse Sulpicio
lenlamenle ; ella he innocente e muito infeliz.
Innocente lainuem do furlo, nao be assim ?
perguntou ChilToii.
O doutor iiicliiinu a rabera em sisnal ilc aflirma-
crui Jebaixodos grandes leixos do remtaric, e leria i o Diga a Clarinha que soja prodenle:
idoavezea no domingo alarde com meu inuSn e la deciioa. Diga a Henrique que pen*
miuha nula ; pois he piedasa tm visitar as morios.
E n.lo avislam-se os leixos de sua janella ?
a Eu leria soslado disso; porque llevemos ropou-
sar melhor perlo da rasa vade foi o berjo, e debaixo
da vista daquelles que nos foram chana. Meta all-
- -- ---------------------------- -U..V^> i^ -..!..--. ...^,....-1, .. > -mi-, 1 II .-ni -|_l|il| ,|C
rom lagrimas He ouro era amada,porque as fiares es- rao, depois consultou o relouio e disse levanlando-se-
tavam amda frescas, e.cmduvida ella tambem ama-1 Miuha prima, prepare-M, he tempo de irmos'e
ra t-ramle d minha mai! Era rica, bella e | alenden a ralo para locar a campainha ; mas Chf-
fcu que tenho para lamentar ? minbas la- [ fon itnpedio-o dizendo:
Ainda nao, meu primo! Desejo fallar-lhe....
i Nio lenlio ba-lanle conhecimenlo do mundo para
alegre..
arinias
quando chegar pela primeira ve/, a mesa sania. Bel-
lo an jo Tem elle ainda seus grandes cabillos loa-
ros? Rio-me, querida mai, reparando que fajo ain-
da peraunlas.
Kie muitas vezes; cusla-me a chorar. Meas
e em mim, saber donde Ihe vem mu poder; mas m que voss
tem poder... miuha amiga Solange o disse, c en a
creo.
Sua amiga Solange? repeli Sulpicio com sor-
preza.
Sim sim I laiuha amiga 1 eiclaroou ChisTon
renda no 1. semestre do correle exercicio compara-
da com a do segundo semestre do exercicio lindo, he
de voto que a renda subir no segundo semestre.
Acredito que assim ha de acontecer ; mas, ltenla a
exiguidade da salra do assucar par causa da falta de
chavas na eslarao componiente, estou persuadido
deque anda assim a receila do crrante exercicio
sera' menos do que a dos dous ltimos exercicos d
1852 a 185:.1853 a 1854.
A repartijao marcha regularmente, segundo afllr-
ma o inspector da thesouraria provincial. Chamo a
vossa alinelo para as observajoes que o chefe da
thesouraria provincial fez em sen relatorio, que Mr-
vos-ha prsenle, acerca do exceasivo numero de tal-
las dadas pelos empregados das reparlijes fiscaes
provincaes. Os meos proposlos parecem-me ra-
zoaveis capUzes de por termo aos abusos. Nao se
trata de exercer rigores contra empregados zelosos,
que ja iufelizes pelo mu mao estado de saude, e dii.
uos de alloman pelos servijos, mas infelizes seriam
com a applicarao de um principio absoluto na apre-
riario de suas fallas ; Irala-M de vedar que (altera
as suas repartirnos empregados robustos ; e he se-
ment contra esles que as medidas propustas devem
sor adoptadas.
Meia de renda', insperres e agencias.
Ha Irez mesas de rendas na provincia. A desta
capital com o titulo de mesa de rendas interna-,- a
da cidade do Penedo e a da villa de S. Miguel. A
primeira arrecadou no anuo financeiro findo a quau-
lia de 21:7788169 res ; a Mgunda a de f!\7HfW
res; a terceira a de 8:1135828 reis* No anuo de
1852 a IK>3 arrecadaram, a 1." a quanlia de
27:3449831 res; a Mgunda a de 30:9079208 reis e a
terceira a de 20:7105103 res. Assim. a arrecadarao
das Irez mesas de rendas no exercicio findo foi me-
nor do que a do exercicio de 1852 a 1853 na quan-
lia de 11:9155561 res, sendo menor a da primeira oa
quanlia de5:466-5662 reis; a da segunda na quanlia
'de 6:9125624 reis; e a da terceira na de 2:5669275
ris.
O inspector da thesouraria provincial enlende que
esla diminuijao he devida entre oulras causas menos
importantes, ao contrabando na exporlajao dos es-
cravos desta para oulras provincias, menor affluen-
c.ia de algodao na mesa do Penedo, e finalmente a
fraude com que muitos geoeros sujeitos ao pagamen-
to de direitos provincaes sao exportados c importa-
dos pela barra dorio de S. Miguel sem pagarem os
referidos impostas. Para evitar-se o prirneiro mal,
os empregados inleressados na arrecadarao e a po-
lica tem dohradn de actividade e vigilancia; alguns
actos de rigor tem sido praticados.e os contrabandis-
tas leem hoje algum receto de embarcarem-sc em em-
prezas deste genero. Para evtar-se o desvio dos di-
reitos na barra de S. Miguel para l foi mandado em
commissao um empregado da fazenda provincial,
auxiliado por um pequeo destacamento de polica ;
esta providencia vai dando bons resultados.
A respeilo da exporlajao dos escravos, nota-seque
quando o imposto foi menor, a renda foi maior.
He fcil de explicar-se isto, considerando-se que
os direitos clevadissimos sao em geral acoiiMlhadores
dos contrabandos. O motivo que induso-vos a aug-
mentar este imposto foi sem duvida a conveniencia
de diminuir a exporlajao dos nosso* escravos para
oulras provincias com prejuiso manifest de nossa la-
voura ; mas sendo cerlo que o contrabando por meto
das provincias vi/.inbas, aoiidc o imposto he menor,
e directamente desla, n.lo consenle que as vossas vis-
las sejam realisadas, aconselho-vos que reduzais o
dilo imposto quanlia de 1008000 reis, igual quell:,
que pagara os exportadores as provincias viznhas
da Parahiba, Pernambuco e Sergpe. Deste modo,
o incentivo dos contrabandos Mr menor, a exporla-
jao dos escravos lalvez n3o se d em maior.escala e a
arrecadarao do imposto avultar. Assim, nao oble-
reis tambem, he verdade, o fim que livestes em vista
augmentando o imposto; purera achar-vos-heis ao
menos mais habilitados, com mais avullada renda, a
fazer matares beneficios nossa lavoura.
As inspecjes desta cidade, a do Penedo e da villa
dpS. MthI maicfrnm rcsulnrineiite, segiuido allir-
ma, o in-pcrlnr provincial. Na desta cidade as fune-
joes de porleiro s3o excrcidas cumulativamente por
um conercnlc. O seu chefe acha nslo inconveni-
ente, e pede a nomeajo de um porleiro com fune-
joes especiaes.
Em outro lugar j emilti o meu juizo acerca das
agencias da provincia. Absler-me-hei pois de locar
ainda aqui neste assumpto.
^rrecaduri'to na prorincia de Pernambuco.
Por esla reparlijao foi arrecadada no anno finan-
ceiro liando a quanlia de 25:9939684 reis, maior do
que a do anno de 1852 a 1853 na quanlia de 6:3335010
reis. No prirneiro semestre do corrente exercicio
entraran) na provincia de Pernambuco 91,013 arro-
bas e 5 libras de assucar proveniente desta provin-
cia: no prirneiro semestre do anno financeiro findo
culraram 82,067 arrobas e 11 libra, havendo assim
urna difereuja para maw em favor do t. semestre
do corrente anno financeiro de 8,975 arrobas e 26 li-
bras. Infelizmenle nao podemos esperar com segu-
ranja igual favor no segundo semestre, atienta pe-
quena safra do assucar.
Na lei do orcamento da provincia de Pernambuco
do anno passado enconlram-se os dous arligos se-
grales: 4
Artigo 53. Fica o presidente da provincia aulori-
sado a acenrdar com aquellas provincias que enviam
os mus producios para o mercado desla capital o meio
mais conveniente de se arrecadar o imposto provin-
cial, a que ellas leem direile, de maneira a evitar
que essrs productos, quando exportados para fora
do imperio, paguem novamente o imposto provin-
cial,
Em virtode destas disposres o Exm. conseJheiro
presidente da provincia de Pernambuco, em dala de
21 de ontubro do anno passado, ofliciou-me pedindo
que eu prostasse o mea parecer acerca do assumpto,
afim de ser celebrada sobre bases razoaveis e venta-
josas para as iluas provincias, urna roiivenjao, pela
qual seja regulada convenientemente a cobraoja dos
direilos dos productos de ambas nos mercados deslae
da provincia de Pernambuco. Nao me adiando en-
tao aulorisado para celebrar um contrato too impor-
tante, rnnleulei-me em obler esclarecimentos para
poder cclebrt-to em lempo importuno.
Hoje, senhores, solicito de vos aulorisarao igual
aquella que a assembla provincial de Pernambuco
deu ao administrador daquella provincia.
A ullilidadede una tal convenjio be manilesla.
Com ella muilo lucrarlo os agricultores que enviam
os seus productos para o mercado de Pernambuco,
aonde sao pagos ampios impostas, um para a provin-
cia productora, outro para a provincia exportadora.
Um lermoa esle mal lie urna necessidade palpitante-
Fiscalisacao e arrecadarao das rendas pro-
nciaes.
A receila do exercicio lindo foi de 170:7209187,
incluida a quanlia de 120:4159350, proveniente de
sooras de receila, restituicao, reposijao e receila ex-
traordinaria, e a quanlia de 59:96t5i43, em letlra
entradas. A despeza foi de 399:5909446, incluida
a quanlia de 29:230488, em lellras saludas ; bou-
ve por tamo om saldo de 71:1309341, sendo em mue-
pa a quanlia de 40:399lo87, e em lellras a de
30:i30$754: esta saldo unido ao do prirneiro semes-
tre do crranle exercirto, mportou em 20:955,665,
islo he, 2:3009028, em moeda, e 18:6559027, em
lellras, den em 31 de dezembro findo o total de
92:0859796, Mndo em moeda a.quanlia de 42:7009215
e em lellras s de 49:3859781.
A receita para o anno financeiro de 1855 a 18S6,
lomando-te por baK o termo medio dos Ires ltimos
exercicos, he orjada na quanlia de 131:5179000,
incluida a quanlia de 90:1259000 dit verbas, ret-
lilairo, reposijao, receita extraordinaria esobras
de receita. e a de 1:2349000 de rendas com appli-
cajao especial. A despeza, lomandc-se por baM
a le do orjamento vigente e mais a leis qoe as
derretam. oreara na qaantia de 281:4189829. Com-
parada com a do orjamento vigente ha um augmen-
to de .23:395812, procedente: 1. do augmento
das diarias dos membros da assembla legislativa
provincial, importante na quanlia du 3:7825000 :
2." dos alaguis de casas e compra Je uleucilios
para as aulas de instrurcao primaria na quanlia de
": 859666 ." 3. da subvenjao de 8:0009000 com-
ranhia de navegarn a vapor Santa Cruz ; c de
oulras despezas menores.
adoptadas pira maior regulandade no qu adro
divida passiva provincial.
Estas providencias qne eu pejo como necessarh
aos interesses da fazenda provincial sao reclama
das e largamente justificadas pelo inspector da the-
souraria provincial no mu importante relatorio,
cuja leilora vos recommendo. Ser-vos-han presen-
tes os balanros e lodos os oatros documentos a que.
se refere o citado relatarlo.
Savcgoco.
A navegarao fluvial, eotleira e de longo curso
he taita nesla provincia por Ires brigues, 4 patachos,
5 sumacas, i Males e 1 lancha, que te empregam na
grande cabolagem. e 119 barrajas que naegam den-
tro da provincia e seu littoral, e para o de Pernam-
buco. Nao ha barcos a vapor, e os de vela dao
1:417 toneladas, e empregam 541 pessoas por equi-
pagem. Comparados teles algarismos com os do
anno de 1853, ha urna dilTerenja em favor de 1854
de 3 barracas, 65" toneladas e 34 mariuheiros.
Vetea.
Em grande escala nao a ha nesta provincia nem
lainbein embarcarnos apropriadas.
Ha algumas canoas e 223 jangadas tripuladas por
pouco mais do duplo desw algarismo, que se em-
?
O inspector da thesoaraiia provincial enlende, pregam na pequea pescara que he apenas lulli-
com enthusiasmo. Sou leimosa, meu primo... quero
salva-la, e hei de salva-la !
Como a salvar ?
Ah! isso nao embaraja-me .'... Voss diz que
ama ata: salva-la-bei por sen intermedio.
Sulpicio moneo.,- a cabera, dizendo em voz baixa:
Tambem amo-a.
E deixa-a na pii-.in .'
E com urna palavra poderia resliluir-lbe a li-
herdade....
Chifln eslava em p dianle delta, e mus olhos
lanjavam relmpagos.
Porque nao o faz ? perguntou ella; porque ?
Por seu respeilo, responden Sulpicio depois de
um silencio.
Chifln recuot, c sea rosto cobrio-M de pallidez.
Fcou um instante muda. Sulpicio locoo a cam-
painha e Virginia apparereu. Entrando no quarlo.
ella laiirou a vista sobre o caderno. que era sua pro-
priedade ; pon-m nao atreveu-se a locar-lhe mais.
Vai prevenir a senhora de que oslamos prnrup-
los e a esperaran., disse Sulpicio.
_ Eu nao estou prompla, disse Chifln, quando
irginia sahio.
Tirn o mantelete e foi assentar-sc junto do fogo.
O doutor carrecou os sobi'olhos,
*"\'. <",sc Chifln, voss nao me faz niedo !
Vai j ser ingrata, miuha prima C murmnroa
Sulpicio.
Se he mistar ser ingrata para salva-la,meu pri-
mo, eu o serei... embora Tara penitencia depois!
Oara-me, querida filh, disse o doutor indo
senlar-se ao lado da rapariguinha. Eu li esle ma-
iiuscriplo porque voss o ileMJava, pota mus desejos
sao ordens para mim... I.i-o tambem porque elle
conten certas cousas que convinha-lhe saber... To-
dava o manuscripto de sua amiga Solange uao po-
de dizer-lhe quanlo hei feilo pelos seus, e por voss
desde que existo. S lia m eole no mundo que
sabe tu do isto: sou eu.... Cliego ao lim depois de
longos annos de penas e de fadigas. Nao qneira ser
o ultimo rmbarajo encnnlradn no camiuho ; pois eu
afasla-la-bia, minha prima, como tenho afaslado os
outroa.
Entao quer servir-me conlra minha vonlade ?
perguulou Chilln revollada.
Sim, minha prima, quero.
Pois bem. exclamou Chilln apanhaado a luva
com o seu valor ordinario; nao quero mais seus ser-
vijos Voss nula urna pobre rapariga por meu res-
peilo ; amo-a mais que voss!,.. Como pode ler
sem chorar o lugar ero qoe ella diz a mai que nao o
aecuse?... Ignoro em que sua desgrar.i pode ajada-
la ; pon-m. minha querida mai uo morreo joven e
voluntariamente sem ler corajao generoso !... Tenho
o curaran de miiiha mi... morrerei quando quize-
rem... Voss diz qne sou tilha de fidalgos e cavallei-
ros... Elles veem-me, pois eram christaos e eslao no
co... Alreve-se a dizer que uso estao salistailos ro-
inigo?
Solpirio enctravn-a. Sua emojao eslava encerra-
da no fundo da alma, e Chifln uo podia adevinha-
la sobre oseinblaule. Era urna verdadeira Rostan!...
Onde achara essa bella altivez essa menina que per-
corra pouco antes as Ir-iras da BreUiiha para ga-
libar a vida ?
Nao respende-me proseguio Chifln. Na ver-
dade na sei porque todos dizem que voss he bom!..
Vos mala mus amigos, e sua mulher he infeliz 1
Ese golpe feria vivamente o corajao. Sulpicio es-
tremeceu, e durante um Mgundo o rubor subio-lhe
a froule paluda.
Chifln lomou isso por colera e exclamou :
Agasle-M dispeja-me ... se nilo despedr-me
hei de retirarme por mim mesma... Vose amava
meu pai e minha mai. e por essa causa quer o nome delles alguns millmes... Tsse he muilo pa-
ra Mr feliz... Nao m o que valem os milhOes... mas
lodo o ouro do mondo, Mnhor Sulpicio, nao vale
urna lagrima, nem urna gola de sauguc... Nao don-
Ihe o tempo de tazer-me a a meaja que pende-lhe dos
labios, nao dou-lha o lempo de dizer-me : Mara, se
que o estado de uossas rendas nao he prospero. In-
felizmente nao posso pensar de outra forma, e vos,
senhores, que sois os derretadores das despezas pro-
vincaes deveis pensar como nos, senao queris illu-
dir-vos n'um objeclo de tanta importancia e alcance
sobre o futuro de nossa provincia.
A despeza cresce de urna maneira espantosa : s
dos exercicos de 1850 ao futuro de 1855 a 1856 a
despeza orjada sobe quanlia de 75:5199935 ; en
irelanto, a receila nao tem crescido na mesma pro-
porjao, e sera lalvez excesso de simplicidade espe-
rar que ella cresja, sem qe as tontos da renda se-
jam tratadas, melhoradas, lornem-M erafim mais
productoras e abundantes. O augmento de despeza
tem sido salisfeto com a parto dossildos Iransmll-
dos de anno a anno ; porem esle recurso, conti-
nuando esla fcil, mas estril onerajo financeira,
brevemente estar extinclo, c o cofre arhar-se-ha a
I.raros rom um dficit cerlo sem meios ordinarios de
preenche-lo.
A fonte principal, quasi nica, de nossas rendas
provinriaes he a lavoura ; esla definha com a ex-
porlajao dos escravos, sem a convenienle subslilui-
jao, e necessariamente as rendas definharu, o que
ja se vai senlindo.
.Nestas circamstancas, o que devereis fazer ? Di-
minuir as despezas que vos parecerem desnecessa-
rias, e nao decretar novas, seno com o lim de me-
horar as tontas das rendas.
A maneira pela qoal se torna efiecliva a mnlti
peto art. 9. do airar de 3 dejunho de 1809, aos
que se subir he tu ao pagamento d.i meia siza, que
nao realisam no prazo de 30 das, e sao denuncia-
dos diflirulta a cubranja desle imposto.
Seria convenienle estabelecer-se um meio de co-
branja mais expedito do que a denuncia civil com
precalorias para a inquirirlo de teslemiinhas que
instruam o processu, cuja sentenja, peto juizo dos
felos impondo a mulla, anda exige par/ ser nesta
cobrada um novo processo executivo. Este meio
de arrecadarao tao complicado e tardo esfria o
zelo fiscal ainda o mais ardente e musanle. A
summariedade dos processos fiscaes deveria ser adop-
tada para a especie de que se trata. Sendo em al-
guns casos os agentes e seus escrivles responsaveis
pela ndemnisajan de damuqs que causaran, e nao
dando os esmvles fiadores, turnase muitas vezes
Ilusoria a garanta da fazenda provincial ou ao me-
nos uo he tao grande como convem. Para evitar-
se este mal Mria acertado exigir-se dos escrivaes
fiadores idneos. Peto regulamenlo da thesouraria
provincias os escrivaes e seus agentes s.lo ohrigados
a pagar pela base do ultimo arrolamenlo os impos-
tos sujeitos ao lanjamento que por sua nnolo nao
arrolarem ; ora, podendo "acontecer que esla base
nao seja conhe i la ou por ser novo o imposta oo
por ser liova a agencia, ou emlim, por qualquer ou-
tro motivo, onviria quo os escrivaes tossem obri-
gados a recolher no fim do primeira trimestre, sob
multas razoaveis, urna certido de lanjamento que
bouverem feito.
A receilalegados pios nao cuinpridoscreada
mais de dez annos nenhum lucro lem dado ao1
cofres provincaes, lalvez pela dilliculdade que en-
contrara as estajees fiscaes em obter conhecimentos
relativos ao objecto. Nao Mria sem fruclo. a meu
ver, passar para os juizes e seas escrivaes a porcen-
tagem que se concedeu aos exactores.
A anomala admiltida em atrita regulamenlo'
provincaes de vedar-M o recurso das decisoes das
reparlijes subalternas para a thesouraria deve ser
desterrada como contraria i boa ordem do servijo
e jurisprudencia geralmente adoptada pelo di-
reilo commum em especies idnticas ; da mesma
sorte deve ser decretado o recurso oflicial para
Ihosoitraria das decisoes das reparlijes subalternas
quando estas decisoes importaren) restituicao de
receita ja arrecadada. He fcil de conceher-se
vantagein desla providencia, alten lendo-se que
nem sempre a prubidade preside a estas decisoes.
Divida aclira e passira,
O qaadro da divida activa mostra ser esta da
quanlia de 79:3205991, a saber, a quanlia de
25:426-3067, saldo resultante do ajusta e liquidijao
de contas enlre a thesouraria provincial c a da fa-
zenda desde 1812 ; a quanlia de 22:1819885, pro-
vinicnle dos exaclores, mulla por infraejau de leis
e reglamentos, cuja cobranja est sendo promovida
pelo joizo competente filialmente da quautia de
31:4105039, de supprimetiloautorisados por leis "los
"remenlos geraes. A respeilo desta ultima par-
celia cumpre advertir que o aviso de 25 de junlio
de '1853 declaran que nao poda ser paga ; lendo po-
rem o inspector da thesouraria provincial feilo al-
gumas considerajes a respeilo da exrnelo do ci-
tado aviso, o meu digno antecessor submetleu o
negocio vossa considerarlo o anno passido, e eu
rogo-vos. que uao retardis a durillo delle, afim de
ser definitivamente condecida a divida activa" dos
cofres provincaes.
A divjda passiva lie de 3:774-5267, que nao lem
sido pava por talla de hablitacoes dos respectivos
crditos.
Os escrivaes da fazenda aeral sao os mesmos que
trabalham na fazenda provincial: aquella paga-Ihes
urna porcenlasem proporcional arrecadarao, adi-
antando as castas dos processos ele.: esta paga-Ibes
um ordenado fixo, sem altenjao ao Irabalho e di-
ligencias que empregarem. A forma do pagamento
adoptada peta fazenda geral he sem duvida mas
indiciosa e ulil aos seus interesses ; a seguida pela
thesouraria provincial he inconveniente o dispendio-
sa. A adoprlo da primeira Mria sem duvida acer-
tada nis causas provinciaes. A iiiscripr.lo no qua-
dro da divida passiva de devedores nao habilitados
nao parece regular. A decretarlo de um prazo,
findo o qual, devero as dividas prescrever, he ra-
zoavel. Estas duas modlicojoes que s dao com
vanlagem as operajoes da fazenda geral po.lem ser
voss uo for casa do duque de Itnstan, perder
urna riqueza... pois digo-lhe francamente. Nao taco
caso dessa sua riqueza !
Irene entrou nesse momento.
Minha boa prima, disse-lhe Chifln, annuncio-
Ihe que vou lomar novamente raen vestuario de al-
de.1a e meHS mccos. afim de vollar para a Bretanha.
Irene tai fechar a porta, porque Virginia procura-
va ver ouvir.
Meu Dos, tornou Chifln ; nao vale a pena
fazer lano mvslerio. Eu desejava fazer de fidalga e
ler vestidos de seda. Tenho-os lidn. e lenho-me con-
templado nos espetaos, ha om mez.... Meu l,ortol
nem ao menos vio-me assim... Aborrece-me Mr bo-
nita para oulros.
Eis aqui o n-;goco, minha prima, interrumpen
se ella. Seu marido quer que eu seja rica, e para is-
so he necessario que Solange Beauvais marra de pe-
sar em una prisao... Nao quero essa riqueza !
Irene lanjnu-sea ella, a lomoii-lhc as mos.
-~ Escusado he pregar-me semines, pnis he im-
po-sivel conve lrr-me. dsc Chiflo..... Em vez de
ir casa de seu duque, vou indagar o camiuho da
prisao, nde esta minha amiga Solange...
Sua amiga Solange repeli Irene interrogan-
do a Sulpicio com os olhos.
Ellas travaram conhecimenlo all, responded o
doutor mostrando o maniiscriplo da prisioneira.
Irene lanjou mao do quadeino.'e levou-o aos la-
bios. Chilln arroga Ion os olhos e perguulou :
Voss ainda ama-a ? Poi bem, virei v-la,
quando meu primo Sulpicio naoesliver em casa. Ui-
rel a nossa Solange que voss ama-a, e que Mr. de
Calieran chora qnando talla della... fe eonlarei aos
juizes, accreseentou locando no manuscripto com
um gesto enrgico, lado o que ha all eu o m de
er !
Sulpicio Sulpicio exclamou Irene comino-
vida a poni de chorar, resistir voss a isso ?
MadameMlla de Rostan nao condece o prejo
cenle para o consumo ordinario. Comparado o
numero das jangadas de 1854 eom o do anno de
1853, ha em favor desta urna diOereoja de 82 jan-
gadas para mais.
Commereio.
Os valores da importaco e exportarlo realisados
nos 3 ltimos annos linanceiros 1852, 1853,1851 fo-
ram os indicados no seguinle qaadro.
/mporfofiio.
Directa. Por cabolagem . . l'9:9.'Oi}.T90 1,066:9309870 V
4,097:8819260 ?*
Directa Por cabolagem l.xporlacTio. . 4,289:4989339 1,189:5829544
5,479:0808883
DilTerenja a favor da eiportajo. 1,381:1999623
Termo medio em cada anno 460:3991874 rs.
Assim, o estado do nosso commereio se nao ha
prospero nao he absolutamente desanimador.
Consnllei a esta respailo um importante documen-
to, do qual desejei fazer alguns exlractos para sub-
melter i vossa considerajao, mas esta Irabalho pare-
ceu-me inexequivel, porque nenhuma idea do dilo
documento podia Mr emillida impunemente, oa
mesmo exprimida de outra forma. Nesle cuso resol-
vi offerecer por inleiro ao votso esludo e meditajo
o Irabalho a que me refiro. He elle um oflicio que
em dala de 9 do mez findo dirigio-me o inlelligeule
actual inspector interino da alfandega. o sen respec-
tivo escrivo, Joao do Espirito Santa Araujo em
resposla ao seguinle tpico do aviso do ministerio do
imperio, de 23 de outuhro do anno passado- Qual
o estado do commereio tanto interno como externo
e de transito nos Irez ltimos annos, e as medidas
convenientes para o seu progressivo augmento?
Kecomendo-vos a leitura desse escripto precioso
sem duvida pela exacldode mus algarismos, e pelas
assisailas reflexoes que contara acerca das graves
questOesagricultura, insliluijao de bancos e oulras
que sao de interesse vital para a provincia.
Mineraloga.
Nenhum estabelecimenlo de mineraclo existe nesta
provincia; mas isto nao quer dizer que ella nao se-
ja talvez rica em mineraloga; apenas quer dizer'
que nella nenhuns estados praticos bao sido feitos
nesle ramo de Miencias naturaes. '
Consla-me que as margens do ro de S. Fran-
cisco euconlra-se, eolre ontrns mineraes preciosos,
o marne em grande quanlidade; entretanto oenhu-
ma explorajao foi anda tentada com o fim de reco-
nhecer-se a existencia deste poderoso revvcadnr
das forjas productivas exhaustas dos terrenos agri-
plas. /
No municipio da Palmeira dos Indios cnconlra-sc
o ferro, o man, a pedra calcrea e oulras preciosi-
dades mineralgicas. Aoiorisei algumas despezas
com o funde me serem reraeilidas amostras destes
ubjectos.
Em 1810 o sabio naturalista alagoano Dr. Manoel
Joaquim Fernandos de Barros, de saudosa recorda-
rlo, procedeu, a mandado da presidencia de ento,
experiencias chimicassohre fragmentos de igniles
extrahidos dos morros deCamarigibe; e com quanlo
fosse auimador o resultado dessas experienjias, nada
mas m fez tal respailo, Mndo alias de um alcan-
ce immenso 'na prosperidade desla provincia, e do
imperio inleiro, a descoberta de qualquer combusli-
vel fossil de ulil applicaj,1o econmica ou social. O
lempo lem decorridu, e durante easesquatorze annos
apenas urna ou outra palavra em documentos ofli-
ciaes, urna ou nutra pequea tentativa promplamen-
(o abaudonada, revelam os cuidados das adrninis-
IrajOes acerca de tal objeclo. Al hoje o estudo des-
ses assumptos nao era talvez um verdadeiro >ver
administrativo. Acredita; mas hoje he um dos tnais
importantes trabalhos da administrarlo; porque o
emprego do vapor as estradas de ferro, noslpro--
gressos da marrada e na industria fabril, jasliifica,
aconsclha mesmo, o dispendio de incommodos, de
diulieiro e de aturados esforjos com o fim de des-
cobrir-se algum desses poderosos combustiveis de
tanta ulilidade pratica.
Nesle intuito, viudo ao meu conhecimenlo que
no lugar denominadonica da Pedra, duas le-
guas distanto desla cidade, exista urna rocha de mi-
neral combuslivel, encarregoei ao delegado d'esta
cidade Manoel Jos Teixeira o*Oliveira de obler-me
amostras sobre as quaes algumas experiencias pu-
dessem ser feitas. Em dala de 5 de Janeiro reuicl-
leu-ma esse activo delegado as amostras pedidas, e
nao lendo eu aqui os meios necessarios para um tal
exame, preparava-me para enviar ao Exm. Sr. mi-
nistro do imperio as ditas amostras, quando em da-
ta de 20 de Janeiro o Exm. presidenta da provincia
de Pernambuco remelteu-me um fragmenta de mi-
neral qualilicadoschisio bituminosopor ulna
commissao composta de dous distinelos engenheiros
civs brasileiros e de um sabio naturalista francez,
derlarando-me ao mesmo tempo qut aquella amos-
tra era de rocha exlrahida dos morres de Camara-
gibe. Entao remetti em troca ao meo llega de
Pernambuco, para elle mandar proceder aos devidos
exames, urna porr3o do mineral qoe eu j linha, e
combinada a moslra qut recebi com a que enve.
foi reconbecida Mr igualmente de tchuto bituminoso
a lage da Bica da Pedra. Hoje m qoe poueas
leguas ao norte desta capital no littoral da fregue-
zia de Pioca e em oulros logares exislem em grande
quanlidade rochas do mesmo mineral. Vou tratar
de proceder aos necessarios exames, e sem domara
communicarei ao governo imperial o resultado del-
tas; como te sabe, os schislos bituminosos, sao indi-
cios quasi certas da existencia muilo prxima de mi-
nas de carvao de pedra.
Fosteis.
Constando ao governo imperial por communica-
rln taita pelo engenheiro F. Halfeld, que uas asar-
^>-
a,
i
do que recusa, responden Salpicto...' Na tem ne-
nhiiina idea de urna riqueza scmelhaota a do Mnhor
duque.... Deixo-a livre.... Em minha opioian n.lo
he permittido Mrvir a ninguem conlra sua voulade..
Ella obrar Mgundo entender. Minha casa tera sem-
pre sua, e as portas Ihe eslarao Mmpre aberlas, len-
to para sabir, como par vollar.e lomando o chapeo.
dirigo-se para a porta.
Adeos, meu primo, disse Chifln ; vou Sohir,
mas n3o ol,are i.
No momento em qoe ella ia passar o lumar, o
doulor Sulpicio toruno.
A ules de sabir, devo dizer-lhe que tenho frito,
segundo suas ordens, pesqoizas para acliar seu joven
companheiro.
- I.oriot exclamou Chifln prestes i laucar o
mantelete sobre oa haaabros.
Irene c Sulpicio trocaran) um olhar a furto.
Chifln tinha-sc laucado o doutor rom um sorri-
so faguero echeio de rogos. Sua altivez eslava lon-
ge : era nossa Chifln de outr'ora. ,
Voss achou-o ? pergaaloa ella.
Sim, respondeu o doulor, arhei-o.
Onde esf elle ?
Todo o que posso dizer-lbe he que vowe en-
contrara mu amigo em casa do Mnhor duque de
Koala o.
Ah exclamou Chifln ergueraln-so indignada,
voss quer eumprar-me !... Isso he mo... Sim, sim
voss tinha-o achado... anio-o mais do que a mim
mesma... Mas Dos diz-me que nao abandone essa
pobre mulher mesmo para adiar mea I.oriot. e Dos
m'o restituir Mra voss !
Fallando asim, ella havia lomado o mantel e o
chapeo. Correa a porta, mas ahi achou Irene e Sul-
picio. Irene aperlou-a centra o corcea ; Sulpicio
liuha lagrimas nos olhos.
Meu pai, mnrmurou elle com as mate postas a
o olhar no co, Hotlan revivera ; teu carajo nao
morreo! Continutr-te-ha.
:

MHTiinnn


DIARIO UE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA U DE MAIO D 1855
3
v1
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J
s
J
rs
gens d S. Francisco no lermo de PAo da Astucir
desla provincia existalo ossos fosseis de un' animal
descouhecido, foram aulorisidas pelo mesmo gover-
no algum.is despee i ra a exhumarlo desses asios,
e ten lo encarrcgado da directo desse Iraballio o
ex-juiz de direilo da comarca do Penedo Jos Vieira
Rodriguen .de Carvallo e Silva, adia-se elle hoje
minio adiuutado, lando ido desenterrados cerca de
150 cirro de ossos, cuja conducho para a cidade do
Pinedo Coi por mim aulorisadi. Segundo os filu-
dos que o dilo l)r. lem feito, os osea perlencem :i
familia des Pachydermes. SerSo todos enviadas pa-
ra corta em lempo opportuno, e os ootsos illuslra-
dos naturalistas terao mais este campo, aonde ejercer
a su a curiosidade e amor a scienris.
.\tceganlo a vapor; companhia Sania Cruz.
A resolacao provincial n. 225 de 11 de julho de
1853 apptovnu o contrato celebrado pela presiden-
cia eui 9 le abril do mesmo anno com o procurador
do empreiario Antonio Pedro/o de Alhaqaerque
n,esla cidide, cora as alterarnos constantes da dita
tai
Sendo a cidade do l'endo un dos portos da
cala detonada no contrato da navegaran, aci
ceu qae os vapores da couxpanhia uas duas visgens
# deoulubrie uovembro violarais esta condicAo, an-
corando ciuco leguas abaixo da dita cidade no por-
to do Uei re, perlencenle provincia de Sergipe.
Eaa virtud do S I.< do artigo 1." da eilada resolu -
rao de 11 da julho devia por este motivo ser annul-
lado o contrato; mas parecendo-me a rescisa un
faci muito importante, de funesto alcance talvez
na sorle de ama empreza nova, montada no meio
de erobaraeos, e cusa de grandes sacrilicios, re-
solv nSo execular immediatamente a lei, e reclamar
enrgicamente perante o empreiario o cumprimen-
to do contrato.
O empreiario, proteslanlu a mellior vontade de
cumprir seos deveres, apresentava como causa da
violacAo dita os perigos da navegacAo no rio S.
Francisco desde o referido porto do Dend al a ci-
dide do Pendo. A ser verda/leira a atiesaran, de-
via produzir ella urna alterarlo no contrato, e lle-
vando eu dar-vos inforenardes exactas a este respei-
lo, tomei o necordo de ir pessoalmenle observar a
existencia dos perigos pretextados. Com' effeito no
da 17 de dezembro, acompanhado de om dos enge-
nheiros da provincia, embarquei-me no vapor Sania
Crus, e dtrigi-me i cidade do Penedo.
Tenho a satisfirao de assevenr-vos que o vapor
nao enronlrou a menor difflculdade, e nenhum pe-
rigo correu na franca uavegicAo pelo magesloso S.
Francisca al o porto de saa escala. Daquella dala
para c o contrato lem sido religiosamente observa-
do. Convenci-me enlAo de qu informaces inex-
actas havam sido dadas ao empreiario, e boje eslou
certo de que os proprios interesses da companhia
aconselharao a necessidade de ser observada a esca-
la era iodos as seos pontos.
He-me lisonseiro dizer-vos qae esta linlia de va-
pores prest* grande utilidade ao commercio da pro-
vincia, e a sua administrara. As necessarias com-
municioes com as remotas comarcas de Penedo e
Malla Grande, feita oulr'ora com incoromodos e dif-
liculdadcs, sao hoje realisadas rpidamente lodos os
metes em das cerlos.
O empreiario itibmetteu considerado da presi-
dencia algomas modilicaees no contrato; nao me
Parecem desrazoaveis, mas nao me julgando autori-
zado a adopta-las, ponho-as sol as vossas vistas para
resolverdes como em vossa sabedoria entenderdes
conveniente.
Companhia Pernambacana.
Havendo sido encorporada na provincia de l'er-
nambuco urna companhia de uivegacAocosteraa va-
por, com o titulo de Companhia Pernambucana
tendo por extremos de sua linha o porto de Macei
ao Sal e o da Fortaleza ao Norte, a direccao em
data de dezembro do anno passado dirigio-me urna
extensa carta, que ser-vos-ha presente, expondo a
difflculdades que a companhia tem encontrado para
levar a execuca o seu contrato, e pedindo-me em
# vista das eonsideraces por ella fetlas, que eu esti-
pulaste coma companhia, mediante om contrato de-
pendente da approvacao da assembla provincial, a
subvencao de 8:0008000 de ris, a exemplo do que a
presidencia praliciracom a companhia Sania Cruz,
enllocada em posirito mais favoravel. Reeonhecen-
do que com effeito as difliculdades com qae tem Hi-
lado c hilara ainda a Companhia Pernambucana
sao de natureza grave, que a navegar a vapor as
costas do nosso imperio he de um immenso alcance
no desenvltimento e prosperidade da nossa agricul-
tura e cojutnemo, e finalmente qae a rica provincia
de. Alagas possqe qaatro portos accessiveis aos va-
pores da companhia, os quaes sem duvida pelo facto
de seren por elles visitados ausmenlar.io de im-
portancia, resolv responder em data de 10 de Janeiro
afflrmativameule direccao prometiendo celebrar,
mediante coiidicoes favoraveis para esli provincia, a
eslipulacao pedida. Af hoje a direcrAo ainda nao
conslituio procurador para tratar com a presiJencia,
e apenas for preenchida esta formalidadr, farei o
contrato provisorio, e sera demora submelte-lo-hei
vossa considerar,ao.
Dando este passo, senhores, eu julguei interpretar
fielmente os vossos desejos e patriotismo. Nao des-
cunheco qae as despeas com os differenloi ramos do
servido publico sao j muito elevadas, nao se haven-
do infelizmente elevado as rendas; mas a despea de
que se trata he digna de sacrificios; porque a na-
vegaca a vapor as cosas e rios do nosso imperio,
he um facto sempre assignalado por endientes de
beneficios.
Satefjao a vapor as lagoas do norte e sul nita
%procincia.
Esta epigraphe nao denota infelizmente a existen-
cia de urna companhia encorporada, parafazer n na-
vegar,* a vapor entre esta capital, a villa do Norte,
cidade das Alagas e a povoacJo do Pilar; denota
apenas a necessidade desta navegado que aproxime
da capital os centros referidos de popularan e de
commercio. Basta visitar urna vez estes lugares, e
observar as relaces commerciaes de cada um com
esta capital, asiim como a maneira diflicil e dispen-
diosa com que o transporte das pessoas e mercaduras
he feito em canoas, ajojos e barcadas por estes exten-
sos lagos, para reconhecer-se que he de urgente ne-
cessidade, pooco dispendiosa e de lucros cerlos a en-
corporacao de urna companhia que tome a si o
estabelecimeuto de um oa dous pequeos vapo-
re! que naveguen! as aguas das lagoas do Norte e
Sul.
Infelizmente em a nossa provincia o espirito de
aaepciarao he anda descouhecido, e os captaes sola-
dos querem anles correr os azares de um lucro ele-
vadinimo as usuras dos emprestnos aos infelizes
agricultores, do que repousar na seguranza de cra-
preas certas, purera menos lueralivas; mas nao he
impossivel enconlrar-se fora da provincia capilaes
que se queiram dedicar a explorara ilesta empreza
com a garanta de um juro razoavel. Assim, uura-
ritis com acert, aulorisando a presidencia a encor-
porar com accionistas da provincia on de fr della
urna companhia, para o lira dilq, garanlindo-se um
juro animador aos capilaes empregados.
Entendo que nos contratos de subvencao com as
compendias Santa Cruz e Peruainbucana devia ser
eslabelecida a clausula de serem accionistas de
quantias Iguaes aquellas que recebem dos cofres
desta provincia. Nao creio que estas duas compa-
nliias se recutem a aceitar este convite razoavel.
Os seus directores e accionistas sao assaz generosos
e esclarecidos para comprehenderem que lie bem
pequeo este favor em face daquelle que re-
cebem, se a quetlAo arredada do campo do inleresse,
for indevidsmcnte collocada no campo dos favo-
res.
Ni cesso de promover a ohlencao de dados esti-
lsticos, que sirvam para demonstrar a grande vanta-
gem que tirar a companhia que for encorporada.
Es-es trabadlos eslalisticns relativos ao transporte de
mercidorias epassageros desta cidade para os tres
nortes indicados, e viceversa, eslAo aos cuidedos de
uro homein experimentado e seguro em seus joizos,
um dos Ilustres Miembros desla assembla, Antonio
da Silva Lisboa : apezar das diligencias empregadas,
ainda u estau concluidos para vos serem prsen-
les) mas aeltando-se adiantados, confirmam a minha
asseverarAo de qne os lucros da empreza strSo cer.
los e avultados.
A baria de excavacAo montada envestido da fuuc
cionar na pode exceder quantia de 9:0003 em que
a orcou o emprezaro de urna das fundirse de Per-
nambuco. *
(Continuar-te-ka.)
PERNAMBIJCO.
RECIFe 12 DE MAIO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPEGTO SEMANAL.
Bem pouca cousa temos hoje a consignar em nos-
sa revista, pois que a semana nao poda ser mais
pobre de occorrencias inleressantes.
O Ihealro de Sanla-Isabel, que desde fin do anno
passado achava-se de fugo morlo, alino-se no da 9,
curando assim aos dileclantes do tedio que pade-
ciam por iao longo feriado.
Keferem-nos que em um leilo de fazendas ara-
riadas da casa commercial ingiera de Roslron
Roocker & C. fizeram os logistas presentes um
donativo ao Hospital de Caridade de 2i pejas de ma-
dapolao e oulras tantas de algodanzinlio, denlre as
melhores que appareceram. Sera muto para dese-
jar que este exemplo fosse bem aceito, e preparasse
no animo dos afortunados a repetirn de artos sc-
mellianles. Em verdade pde-se admirar que, em
los, quaoto he poisivel, e a este juico, a quem des-
pejadamente se tem Idrnado refractario e desobe-
diente, e alardea de continuar a resislir as suis or-
den legaes, como ludo consta da certido jimia.
Nestas circomslancias o supplicaote nao deseja, nem
pretende, laucar mao dos meios exlrajudiciaes que'
alias Ihe sao permitlidos ncsles casos, e por isso vem
de novo requerer a V. S., qae se digne de fazer res-
peitar aquella seu mandado, dest'arte desatlendido.
e menosprezado, e cumprir M suas ordens, que len-
dem nicamente i conter aquelle turbulento indivi-
duo as raas prescripras pela le, mandando que o
predito mandado seja fielmente cxeculado com o au-
xilio da necesaria forca publica, sob a direceo de
pessoa prudente que possa efiecluar essa dilicencia
sem excessos e confliclos, os quaes o supplicanle bus-
ca evilar a todo transe, e nao obstante todas'e quaes-
quer nrovocaroes torpes, porque tem plena confian-
ca lias nossas instituir^es e as autoridades legti-
mamente constituidas, instituidles ellas, que sempre
o lupplicante procurou defendor. c jamis contra el-
las se rebelln, ou se toruno relapso.
Nesles termos pede a V. S. assim Ihe de-
lira.!.. K. M.(impar de Menezet t'asconcellot
Drummond.
I -iran dadas as providencias no sentido em que
requer o supplicanle.
Serinhaem 1-2 de marco de IS. It'anderlcy
urna cidade como a nossa, sejam moraras as mam- | um
feslacOes da caridade e da philanlropla para com um
estabelecimenln como aquelle, que lano precisa do
soccorro deesas virtudes para manter-se e sustentar-
se convenientemente.
O invern, lendo comecado com grande furia,
moslra-se um pouco indeciso em sua marcha. Nes-
les ltimos das lem elle sido mais prodigo de ven-
anlas que de chuva.1; mas desde a manhla de hoje
cessou aquella ereappareceram eslas.
A salubrdade publica contina pouco satisfacto-
ria. Anda lavram isbexigas com inlensidade. e va-
rios casos de febre amarella lem sido notados por
iuis funestas consequencias.
Ao mal da peste vem rcunir-se o da caresta do
pao, pela falta quasi absoluta de familia de trigo
no mercado, nAo sendo alias favoravel o prejo de
outros milito* gneros, ainda que menos essenciaei
ao sustento da popularlo.
Tal he, em resumo, o estado em que nos adiamos
ao terminar a semana.
Kendeu a alfandega 72:273j>7.V2 rs.
Fallecerm 62 pessoas: 13 bomens, 18 mulheres
21 prvulos livres ; .1 hnmens, 1 mulheres e ,1
prvulos escravos.
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 12 de main.
lllra. e Exm. Sr:Levo ao conhccimenlo de V.
Exc. que das differentes participares hoje recebidas
nesla repartir,!,i consta que foram presos :
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, Ma-
noel de Jess Mara.
E pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
Francisco das Chagas Moreira Carneiro, ambos para
averiguaces policiaes.
Por oflicio do'7 do crranle p.irlicipou-rr.e o de-
legado do termo do Limociro, qne fora all preso e
recolhido a respectiva cadeia o cabra Ele-bao, escra-
vo de Francisco de Barros por ser autor da morte do
capitaode campo Filippe Jos da Silva, assassinado
no dia 19 de abril lindo, com um tiro no lugar de-
nominado Faiendinha, dodislriclo de (iravala per-
tencente ao termo do Bonito, para onde ordenei que
fosse com seguranr.a remedido o criminoso, afim de
se proseguir nos termos do respectivo summario.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 12de maio de 1S.V>.illm. e Exm.
Sr. eonselheiro Jos Bento Ja Cunlis e Figueiredo,
presidente da proviucia. O chafe de polica Lu;
Carlos de Paiva Teixeira.
CORRESlWEClX"
Nada mais se conlinha em prcdilas peras pedidas
por certidAo, a qual vai bem c fielmente aqu extra-
hida dos proprios orginaes, aos quaes me reporto, e
vai na verdade, sem cousa que duvida faca, por mim
escripia eassignada, conferida e concertada na for-
ma do estvlo, nesla villa de Serinhaem, termo da co-
marca do Rio I-'oi nioso, provincia de Pernambuco
aos 22 das do mez de marro do anuo do Nascraen-
lo de Nosso Senhor Jesas Christo de Iftj, trigsimo
quarto da independencia e do imperio do Brasil.
Escrevi e assignei emf de verdade.Joao Alfonso
fegueira.Conccrle. loaauim guaci dus San-
to*.
eslava selada.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 12 DE MAIO AS 3
HORAS DATA 11 ME.
CotaeOes ofiiciaes.
Cambio sobre Londresa t d.
Descont de ledras de poucos das ede 2 e 3 nie-
les9 ao anno.
ALFANDEC.A.
Rendimentodo dia 1 a II.....1f9:74982t
dem do dia 12........ 7:1708190
1K:020301
Descarrega hoje 1 i de maio.
Patacho francezteorjediversos gneros.
CONSULADO OEHAL.
Kendimenln do dia I a 11.
dem do dia 12.....
7:Ui994l
37I$MK
7:827.5217
ovios entrados no dia 13.
Cear pelo Assu'31 dias, do ullimo porlo 26, hiale
brasileiro Cnpibarihe. de 39 toneladas, meslre
Antonio Bndrigues da Silva, equipagem 7. carga
farinha de mandioca e mais gneros ; a Luiz Bor-
nes de Cerqueira. Passageiros, Hypolilo Cassano
Rodrigues, Carlos Wolff.
Rio de Janeiro13 das, galera porluaueza Marga-
rida, de 380 toneladas, capitn Joo Isnarid^le
Mune/cs, equipagem 18, em lastro; a Amorim
lrmAos.
Pbiladelphia42 das, barca americana Conrad, de
317 toneladas, rapitao Win, II. Salisbur), equi-
pagem 13, carga 2,100 barricas com farinha de
trigo e mais gneros ; a Rostron Rooker & Com-
panhia.
Assu'8 dias, hiato brasileiro Anglica, de 82 to-
neladas, mastre Jos Joaquim Alves da Silva,
equipagem 7, carga sal e mais gneros ; a Anlo-
nio Joaquim Seve. Passageiro, Manoel de Al-
enla Lima.
Ro lo Janeiro12 das, brisue diiiamarqucc Sidon.
de33.") toneladas,capitn J. V. \V. Holslien, equi-
pagem 10, em lastro ; a Viuva Amorim A, Filbo.
dem12 dias, hrigne brasileiro Conreino, de 192
toneladas, capto Joaquim Ferreira dos Santos,
equipagem 13, carsa vasil'iamcs ; a Manuel Alves
Guerra Jnior. Passageiros, llenriquc Saraiva
de Araujoe Mello, Joaquim de Souza Teixeira.
dem19 das, barca brasileira Saudade, de 333 lo-
neladas, capian Jos Mara Kegis, equipagem 15,
carsa carne c mais gneros ; a Amorim Irinao-
Tcrra Nova42 dias, hiale americano (leorg Man-
gham, de 271 toneladas, captAo Sendder, equipa-
gem 8, carga 2,600 barricas com bacalho; a Ma-
tfieus Auslin & Companhia.
Buenos-Ayres30 dias, barca sueca Oden, de 32:1
toneladas, capitflo E. Boserg, equipagem 11, em
lastro ; a ('.. .1. Aslley A. Companhia.
.Vacos sahidos no mesmo dia.
PajaEscuna brasileira S. Jos, meslre Paulo Jos
Rodrigues, carga assucar. Passagsiro, Joao da
Silva Barbosa.
BabiaSumara brasileira llortencia, meslre Tho-
mac Luiz da Rocha, carea aceite de carrapato e
mais gneros. Passageiro, Pedro Elias Marlins
Pereira.
FiguciraIliate porlugucz l'oador do Mondrgo,
meslre Antonio de Barros V.dente, carga assucar
e mais-generos.
EDITAES.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kendimenln do du 1 a 11.....
dem do dii 12........
1:2623463
1329931
1:3953391
Sr*- redactores.Em resposta a ultima parte do
artigo do Liberal de honter sol) a epigrapheA po-
lica do Rio Hermosonflerecemos o seguinte docu-
mento, e em breve voltiremos com algumas refle-
xes acerca desse e dulros fados falsamente ahi
referidos. O Serinhaense.
N. I. Joao Alfonso Rigueira, tabelliAo vitalicio do
judicial e notas, escrivAo do rrime, civel, ausen-
tes, capellas e residuos do termo de Serinhaem,
por S. M. I. e C. o senhor D. Pedro'II, que
Dos guarde ele.
Certifico que os autos de resistencia e de desfor-
camenlo, e bem assim do requerimenlo pedidos por
certido, em a pelirao retro, sAo do theor e forma
seguinte :
Auto de resistencia.Anno do Nascmenlo de
Nosso Senhor Jess Christo de 1855, aos 12 dias do
me/, de marco do dito anno as III horas da manhaa
pouco mais ou menos, em Ierras do engenho Jacr
perlencentes ao termo da villa de Serinhaem comar-
ca do Rio Formoso provincia de Pernambuco, onde
nos os ofiiciaes de juslica, em cumprimenlo do
mandado supra, ahi em cumprimenlo do mesmo
mandado, quando amos dando excrurae a elle, to-
mos accometlidos de sorpreza por mais de 40 pessoas
armadas, segundo vimos, entre as quaes se achavam
algumas pracas do destacamento do Rio Formozo,
como nos pareceu, todas eslas pessoas bem armadas
de bacamarleae granadeiras, e commandadas pelo
supplicado Francisco Antonio Bandeira de Mello,
o qual depois de nos descompnr muito e ao Illm.
Senhor Dr. juz municipal supplenledctle termo de
Serinhaem, por ter mandado este mandado, o qual
intimamos ao mesmo supplicado em altas vozes ;
di/.cn lo mis que eramos ofiiciaes de ju-lira, amos
all execular esla diligencia, ao que resnondeu que
nao allenda, e foi logo gritando, fogo, uo que foi
obedecido pela sai gente armada, e elle mesmo sup-
plicado Bandcin: foi o primeiro que fec fogo sobre
nos ofiiciaes e os pretosdo engenho que ahi foram
desarmados, donde nos parece Icr licado um dos ditos
escravos ferido, por nos o termos visto cabido no chao;
e continuando o fogo, pelo que nos retiramos, en-
trando pelas mallas para salvarmos a vida, e por
esla resistencia nao podemos cumprir o dito man-
dado, o que ludo certificamos e damos f.
E eu Manoel Bernardo Pereir, oflicial de juslica
o escrevi.Serinhaem 12 de marro de 1855.O
oflicial Manoel Bernardo Pereira.O oflicial Ma-
noel Maior Carneiro. Como irstemunha, Fex
Antonio Xacier.A rogo de Amaro Jos Fernn-
des, Joo Damasceno de Albuauerque. N. 1. ris
160. Pagou 160 ris de sello.Serinhaem 12 de
marr.o de 1855.Orf; de Camargo.Sunct.
Termo de desforramentoAos 15 das do mez de
marro de 1855, sendo no engenho Jacr dcste ter-
mo, uas Ierras constantes do mandado retro, onde
Tumos viudos, nos os ofiiciaes, para dar cumprimen-
lo ao mesmo mandado, sendo mis acompaiihados por
urna forra requisitada'as autoridades de polica deste
lugar, para o mesmo lim, pelo illiislrissimo Sr Dr.
juz municipal supplcute, que na mesin i occasiao
appareceu, e esleve presente, e ahi" eompareceu o
supplicado Francisco Antonio Bandeira de Mello ;
pistamos a intimar o dito mandada,' do qual se deu
por entend lo, do quo llamos f ; e por ordem do
mesmo illuslrissiiuo Sr. Dr. c juiz supplenlc muuici-
pal, depois da mesma intimaran au supplicado, pas-
-ainl o a dar cumprimenlo ao dito seu mandado retro,
eporisto passamosaTazer aquelle desforro judicial,
arrancando algumas lavouras plantadas de novo,
cortando algum sino de alguma cerca, e faiendo al-
gumas frulas no acude, tudo feito e construido ha
poiim lempo as Ierras constantes do mandado re-
tro, como primeiro recoohecemos ludo, para signal
do mesmo desforramento, o que preseuciou o mes-
mo supplicado, que nAo continuav.i a resislir aquel-
le mandado retro, c que sugeitava-se ; o qne tu-
do certificamos e damos por fe.
E eu Manoel Bernardo Pereira oflicial de juslica,
escrevi e assignei-me.
Serinhaem 15 de marco de 1855.-0 oflicial, Ma-
noel Hernado Pereira. O oflicial, Manoel Maior
Carneiro. Como teslemunha, Honorio Fiel das
Xeces Freir.Pedro Ilodriguis da Silca.
Illm. Sr. Dr. juic municipal supplente do lermo
de Serinhaem. Diz o coronel Dispar de Meuezes
Vasconcellos de Drummond, que lendo requerido a
V.S. o auxilio da juslica para proceder na confor-
Exporlacao.
Babia, sumaca brasileira llnrlcncia. de 94 to-
neladas, conduzio o seguinle : 25 harris de 5.
vinho branco, 7 caixas diversas fazendas, 66 barris
vinho branco, 3 saceos e 6 fardos com 51 arrobas e
13 libras de cominlios, 10 ditos com 14 arrobas de
cravo, 4 pipas el quarlolas com 438 medidas de
azeilc de mamona, 10 latas com 300 libras de oleo de
ricino, 7 toneletes, 18 barris de 4., 16 ditos de 5.->,
5 ditos de 8.", 7 ditos de 1 0|0, 3 ditos de 6., 10
pipas e 15 meias ditas gzeile de carrapato, 2 caixes
com 876 duzias de clcheles, 20 saceos com 77 arro-
bas c II jibras de cera de carnauba, 1 mnendas de
Term. "? -
Figaeira com escala por Lisboa, hiale porluguez
Voador do Mondego, de 120 toneladas, conduzio
o seguinte : 1,060 saceos com 5,300 arrobas de
assucar, 16 barris mel, 1 caixAozinho com polpa de
tamarindos.
KECEBEDORIA DE BENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia la 11.....10:0il;l
dem do dia 12........ 2:4465990
12:4585213
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia I a II..... 11:920*445
dem do dia 12........ l:2ll?sS
13:132-5293
PRACA DO RECIFE 12 DE MAIO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Ilecista semanal.
Cambios Conservou-se firme a 27 lp> d.
por 1-5 sobre Londres, ao qual li-
zerarn-se (ransacees importantes,
bouveram porm algumas a 27
l|4e27 3|i cora condicOes espe-
ciaes.
Algodo Entraram (KM) saccas, e os precos
suslentaram-se de 58(00 a 58600
ven leudoe nicamente urna par-
tida superior a 5-3800 por arroba.
Assucar As entradas vao-se tomando limi-
tada,:, e as qualidades inferiores
do branco tendem a baixar- por
nao baver compradores a ellas e
haverporraocm deposito. Obran-
cu superior sustentou o preco e
ha pouro em deposito. O masca-
vado superior achou compradores
para os mercados franre/.es sos
presos de 15900 a 23050 por ar-
roba.
Couros ----- Tendem a baixar.
Bacalho O carregamento que havia entra-
do no sabbado passado, consta foi
vendido acerca de 149, e um ou-
Iro cnlrado nesla semana seguio
para a Babia. O deposito andar
por 2,000 barricas, e as vendas a
relalho regularam de 155 a I63
por barrica.
Carne secca- Temos smenle 2.500 arrobas do
Rio Grande do Sul, a qual 110
principio da semana vendeu-se de
48800 a 53 por arroba; porm nos
ltimos das subi para 58100 e
58200 por arroba.
Farinha de trigo- Nao houve entrada, e o mercado
est exausto, e mesmo os padeiros
lem mu pouca, c diminuem dia-
riamente o fabrico, com recelo de
fecharen! as padarias.
Viudos------------Os do Eslreito ebegadas ltima-
mente venderam-sea 1608 por pi-
pa cataln,
fiisconlo Variaran! de 8 l|2a 12 por rento
conforme o lempo de veucimento
c firmas.
Frcles-- As esperanzas de augmento uao
se tem realisado, e as oflerlas nao
passam de 40 a 15 para o Canal
e bem que o numero de navios se-
ja limitado, nao se desenvolve o
espirito especulalivo.
Entraran! no nosso porlo 2 navios em la-tro. 2
com carregimentos de oulras provincias, e smenle
1 com carga da Europa. 1
Tocaram: 1 de bacalho. 1 de zuano, 1 de assacar
e 1 de aceite de peixe, qua ainda fica a reparar a
avaria que soffreu ; e enralhou com agua-aberta a
gilera brasileira Feliciana precedente da Babia pa-
ra Marselh, com carregamenlo de gneros do paiz.
Sabiram; 1 em lastro, 4 com carregamento de g-
neros do paiz para portos estraugeiros, 3 com gene-
ros para oulras provincias.
Ficaram no porlo 46 embareares sendo: I ar-
gentina, 1 austraca, 18 brasileiras, 1 dinamarque-
za, 4 franeccas, I bamburgueza, I 4 inglezas, 4por-
tuguezas, 1 sarda e 1 sueca.
O official-maior servindo de secretario do go-
verno, faz publico de ordem de S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, que lendo fallecido o amanuen-
se da respectiva secretario Kav mundo Nonato Schilk
lira marcado o prazo de 20 dias, \ contar desla dala,
para ter lugar o concurro na forma do arl. 4o S Io
da resoluc.io de 26 de Janeiro de 1853 abaixo trans-
cripto, devendo os concurrentes apresenlar suas pe-
tieOes em forma, dentro do referido prazo.
Arl. 4. S 1. O emprego de amanuense ser dado
por meio de concurso, em que os candidatos mostrem
que sabem a grammalica da lingua nacional, e cs-
rreve-la correctamente, principios geraes de arith-
inelica, suas quatrn primeiras operares, e a theoria
de quebrados c frac^es decimaes, bem como princi-
pios geraes de geogiaphia c historia, e Iraduzir cor-
rectamente a lingua fraureca, ilcveudo alm dislo
Icr boa leltra c hom rnmpurtamentne a idade de 18
anuos completos. Em iguatdade de rircumslanrias
terao preferencia os que souherem nutras linguas.
Secretaria do governo de Pernambuco 10 de maio
de 1855.Joaquim Pire.' Machado Portella, ofli-
cial-maior servindo de secretario.
Pela inspecrAo da alfandega se faz publico, que
exisfem no armazem da mesma os volumes abaixo
descriplos. alm du lempo marcado pelo regulameu-
lo, e pelo presente sao avisados os respectivos donos
e consignatarios para os despachar 110 prazo de 30
dias, contado- desla dala, findu o qual scro arrema-
tados em hasta publica na ferma do ai i. 274 do mes-
mo recudimento, sem que em lempo algum se possa
reclamar conlra o efleilo desla venda.
Armazem n. 8.
Marca JSLC. n. 20, urna caixa viuda ca barca
franceza Comle foger, era 31 de marco de 1852 ; a
A. F. Coulon.
Marca P, n. 21, urna barrica vinda na escuna in-
gleza Taken, em 11 de abril de 1853 ; a J. Cablree
i Companhia.
Marca P, 11. 25. urna caica. dem.
Marca diamante HRVV, n. I a 50, 50 barricas vin-
das no hrigue dinamarquez Louize, em 8, 9 e 10 de
margo de 18.53 ; a C. J. Asile) & Companhia.
Alfandrsa de Pernambuco 10 de maio de 1855.
O inspector tiento Jos Fernandes Barros.
O Illm. Sr. inspector dA tbesouraria provin-
aial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
denle da provincia de 5 do crlenle, manda fazez
publico, que nos dias 29, 30 e 'Imiln mesmo mez,
ao meio dia perante a junta da (akpnda da mesma
tbesouraria se ha de arrematar a quem mais der, os
mposlos abaixo declarados.
Taxa das barreiras das estradas e ponles seguintes:
l.iquia, por anuo. '.......7:1108000
Magdalena, por anno.......4:7408000
Molocolomb, por anno......2:0008000
Cachaog,pof auno.......2:/O0800O
Jaboatao, por anno.......5:0003000
Ponte dos Carvalhos, por anno. 1:3108000
Tacaniua, por anno....... 6508000
Bujary, por anno........ 50O9OOO
Vinle por cento sobre o consumo da agurdente
no municipio do Recife, por anuo 12:5108000.
As .irrujwilacncs sern feitas por lempo de 3 an-
uos, acontar do 1. de julho docorrenle anno, ao lim
de jniilio de 1858.
As pessoas que se propozerem i estas arremata-
rlos comparecam na sala das sesses da mesma junta
nos dias cima indicados, com seus fiadores compe-
tentemente habituados.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretara da thesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarilo.
O Illm. Sr, inspector da tbesouraria provincial
em cumprimenfo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 7do crrenle, manda facer publico
que nos dias 4, 6 e 6 de junlio prximo indouro vai
a praea para ser arrematado a quem maior preco of-
ferecer, um sitio na estrada de Belem, com casa de
pe-Ira e cal e copiar na frente,e no fundo da casa um
grande tclbeiro cobertodc leda- sabr pilares, com
bstanles fucleiras dilTerentes, baixa para capim, um
viveiro para peixe, duas cacimbas, cercado em parle
com cerca de limAo, e portan de madeira, avaliado
em 3:3758000 rs., o qual foi adjudicado a faieuda
provincial por execuraoconlra o cx-lbesoureiro Joao
Manoel Mendes da Cunda e Azevedo e outros, pelo
alcanoe da mesma tbesouraria.
E para constar se mandoo aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ificsouraria jprovincial de Pernam-
buco 9 de malo de 1855.O secretario, *
Antonio F. d'Annunctaro.
O Dr. Cnstodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
de direilo da primeira vara do civel e do com-
mercio nesla cidade do Recife c seu lermo por
S. M. I. e C. etc.
F#c,o saber era como por este juizo da primeira
vara do commercio na sala das audiencias depen-
da misma se ha de arrematar por venda a quem mais
der cm a prarn publica 110 dia 14 de maio ron ente,
os lien- constantes do escripto passado ao porleiro,
peuhorados a Domingos Tertuliano Soares por exe-
rorao que Ihe raovem Leonardo Schuler & Compa-
nhia.
E para que chegue a noticia de lodos maudei
passar o prsenle e mais dous do mesmo Iheor, sendo
um publicado pela imprensa, e dous afiliados nos
lugares do coslume.
Dado nesta cidade do Recife em i de maio de
1855.Eu Joaquim Jos Pereira dus Sanio;', escri-
vAo o subscrevi.
Custodio Manoel da Silra (uitnaraes-
Coulon, no ten escriptorio da ra da Cruz
n. 26, aiim.decomo mesmo senhor, com-
bmarera a respeito do preco e de outras
condic/ies.
COMPANHIA DE DEBEKIBE.
O Illm. Sr. director da Coiupanbia de
Beberibe, para os ins prescriptos no.art.
19 dos estatutos da mesma companbia,
convoca a assemble'a fjeral dos Srs. ac-
cionistas para o dia 10 do corrente, ao
meio-dia, 110 respectivo escriptorio,"ra
Novan. 7.O secretario. Luiz da Costa
Portocarreiro.
Pela subdelesacia de Sanio An|aniaajse faz pu-
blico, que se acha competentemente depositado um
ravallo cavo, que fura encontrado visando pelas
ras desla cidade, de cangalba : quem for seu dono
comparec, que justificando, Ihe ser enlresue.
Subdelegada de Sanio Antonio 12 de maio de 1855.
O subdelegado em exercicio,
Jos da Costa Domado.
Pela subdelesacia de Sanio Antonio se faz pu-
blico, que foi encontrado na ra, perdido, um a H-
ele de 011ro, de senbora : quem delle fir dono com-
prela para Ihe ser enlresue, provando. Subdele-*
saciadle Sanio Antonio 12 de maio de 1855.O sub-
delegado em exercicio, Jo$i da Cosa Dourado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
le tras sobre o Rio "de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
Pela capitana do porlo se fac publico para co-
nhccimenlo dos interesiados, que o arl. 65 do regu-
lamento das capitanas foi por decreto 11. 1582 de 2
de abril do corrente ano, substituido pelas disposi-
oes sesuinle-:
Todos os calafates e carpnleiros de embareares,
quo eflcclivamente exercerem cssas prolisses, scrao
matriculados uas capitanas dos portos, e igualados
as outras classes comprehendidas na mesma matr-
cula em conformiddc do fegulameulo respectivo que
haixou com o decreto 11. (.47 de 19 de maio de 18M>.
Os prnprielarios de eslaleiros ou ofliciuas da cons-
Irurrao naval, nao podero admillir em seus cslabe-
lecimenlos operarios dos sobredilosoflicios, que nao
e-lao matriculados lias capitanas.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco
em 9 de maio de 1855.O secretario,
A\e.randre Rodrigue* dos Anjos.
A administrarlo geral dos eslabelecimenlos de
caridade manda facer publico, que em ronsequencia
de ser dia santo de guarda o dia 17 do corrente, fica
transferida para o dia 18 a ultima praca da arrema-
lacAo da liba do Nosneira. Administrarlo geral dos
eslabelecimenlos de caridade 10 de maio de 1855.
O escrivao.Antonio Jos (."ornes f C'irreio.
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de aulo-
nsar.io do Exm. Sr. presidente di provincia, tem de
comprar os objeclos seguintes :
Bonetes de panno verde, sendo 37 para 9. bala-
|bao de infantaria e 166 para o 10. halalliAo da
mesma arma, 203 ; bonetes de panno azul, sendo 23
para o 4 batalhAo de artilliana.a p. I para a
companhia de artfices e 47 para a de cavallaria. 71;
panno azul para ?obrcasacas e calcas para o 2. ba-
lalho de infantaria, companhia de artfices e caval-
laria, covadoi 255 ; panno verde escuro, para sobre-
casacas c cairas para o 10." balalhAo de infautaria,
covados 60( ; panno prelo para polainas para o 4.
batalhAo de arlilharia a pe, 2. de infantaria, 9. e
10. da mesma arma, e companhia de arliliccs, co-
vados 112 ; hu din la de torro, covados 772 ; brim
branco lizo para frdelas e calcas para os mesmos
rorpos, varas 4,693; algodAozinbo para camisas pa-
ra os ditos corpos, varas 4,611 ; boles lira neos de
osso, grozas 145 ; dilos prelos, dilas 129 ; grvalas
de sola de lustre, 280 ; bandas de lAa para o (. ba"
lalhao de arlilharia a p, 35 ; mantas de lAa ou al-
godo para o dilo balallia de arlilharia a pe, 9. e
19. de infantaria.e companhia de artfices e caval-
laria, 253 ; esleirs para os referidos corpos, 14,31;
sapatos para os mesmos, pares 1,301 ; divas brancas
de algodao para a companhia de cavallaria, pares
165 ; rol luirnos para a mesma companhia, pares
12 ; boles grandes convexos de metal bronzeado
com u 11. 10 de melal amarello, 2,282 ; ditos pe-
queos c uivexns de melal bronzeado, com o n. 10
de melal amarello, 1,956 ; dilos grandes convexos,
de melal dourado para a companhia de cavallaria,
658; dilos pequeos convexos de dilo metal para a
mesma companhia, 470; corda de da prela de urna
linda de grossura para vivos das sobrecasacas do 1."
balalhao, varas 650 ; clcheles prelos,pares 211.
Para o meio balalhao do Cear.
Bonetes, 100 ; grvalas, 100 ; panno azul, cova-
dos, 250 ; brim branco lizo, varas 500 ; algodAoci-
nho, varas 300;panoo prelo, covados 40 ; manas de
laa ou algodao, 100 ; esleirs, 100 ; clcheles prelos,
pares 200 ; sapatos, parcslOO ; boles bronco-, gro-
zas 10 ; dilos grandes convexos de metal dourado,
7 lindas de dimetro, 1,600 ; ditos pequeos de dilo,
1,100 ; casemira verde para vivos, covados 21.
Quem quizer vender estes objeclos aprsenle as
suas proposlas em caria fechada na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 21 do corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo "para forne-
rimenlo do arsenal de guerra 12 de maio de 1855.
Jos de Brito fnglez, coronel presidente. Bernar-
do Vereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
mercio Custodio Manoel da Silva Guima-
raas, a requei intento de Jorge Patchett
curador iiscal da massa fallida de Leo-
poldo da Silva Queiroz, (ara' leilao da lo-
ja do dito fallido, sita na ra do Queima-
do n. 22, consistindo em um esplendido
sot'timento de fazendas francezase ingle-
zas de dillerentes qualidades, outros mui-
tos objectos, etc., e urna excellentearma-
cao pertencente a dita loja : (|uarta-teira
6 do corrente as 11 horas em ponto.
O asente Borja em
seu armazem na ra do
Collegio n. 15, far lei-
lAo de um completo sor-
liinenlu de obras de
mrcineria uovas e usa-
das, e oulras muilos ob-
jeclos que se nrharo
patentes no mesmo ar-
mazem no dia do leilio;
asim como ao meio dia em ponto fara leilao de 3
ptimos escravos mocos: exla-feira 18 do Correule
AVISOS DIVERSOS
PUBLICflQAO RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo mez de Mara, adop-
tado pelos reverendsimos padres capti-
cliinlios de N. S. da Penlia desta cidade,
augmentado com a novena .da Senbora
da ConcetcSo, e da noticia histrica da
iredallia milagrosa e de N. S. do Rom
Conselho: vende-se nicamente na livra-
ria n. (i e 8 da maca da Independencia,
a IsOOO.
Na madrugada do dia 10 para 11 achou-sc um
ravallo, o qual vagava pelas ras : quem for seu do-
no, dirija-sc 1 ra do Muiulesn 11. 12, que dando os
signaes cerlos e pagando as despezas, se Ihe entre-
gar.
GABINETE PORTGEZ DE
LEiTURA.
Por ordem da directora, e em conformidade com
a resiiliir.io tomada pelo conselho deliberativo, em
sessflo do dia 29 do mez prximo passado, se fax pu-
blico aos socios accionistas, que o projerto de esta-
tuios approvado naquella sessa, se achara patente
em cima da mesa da leilura do mesmo gabinele, pelo
esparo de 30 dias, a contar da dala de hoje, para
lvidamente ser apreciado, afim de qne em assem-
blca geral seja snnecionado. Secretaria do Gabine-
le Porluguez de Leilura em Peroambuco aos 12 de
maio de 1855.M. F. de Souza Barbosa, segundo
secretario.
Antonio Joaquim Vinlias, subdito porluguez,
por hiver outro de igual nome, se assignar de hoja
em dianle pur|Anlonio Joaquim Vinhis Maia.
Na ra Nova n. 10, ioja franceza,
acaba de receber um lindo sorlimenlo de ricas fa-
zendas, como sejam : sedas forla-cores de lindos pa-
dres, ditas de qnadros, pentes de tartaruga para
alar cabellos, divas de varias qualidades, chales de
seda e de merino com barra, muilo finos, bicos de li-
1 nho e de seda, prelos e brancos, de blond, bicos pre-
los de da, e muitas outras fazendas novas e de goe-
to, chapeos de seda para senhoras, eofeiles de cabe-
ja, etc., ludo por preco commodo.
Precisa-se alngar orna ama, que saiba cozinhar
e facer o mais servido de casa : na paleo do Trro
11. 44.
Na loja n. 19 da roa da Cadeia do Recife, exis-
te urna encommenda para o Sr. Manoel Fernandes
da Silva, vinda do Bio de Janeiro.
Quem quizer ser ama de urna pequea familia
para acompanha la fora da provincia, dirija-* ao
aterro da Boa-Vista, sobrado da esquina dos Ferrei-
res n. 42.
Joaquim Lopes de Barros Cabral Teive.profes-
sor de desenlio da imperial academia das Bellas Artes
da curte, leudo chegadn a esta provincia, com licen-
ra do governo, abri urna aula de desenlio e pintu-
ra, na roa da Aurora, aegundo andar", junio ao Dr.
Aguiar, sendo a aula das 3 as 5 da larde, dos dias
uleis.
Attenrao.
O Sr. Custodio Jos Pereira, depois de se fingir na-
da dever nesla prafa, nAo obstante ter sido anterior-
mente a seus annuncios chamado a juizo conciliato-
rio pelo abaixo assignado pela quantia d e 4479705.
importe de conimis-oes de compras e
cravos com
de, e pa
Precisa-se de urna casa capaz, qne
se encarregue de lavar de varrea e en-
gommar a roupa de um bomem solteiro,
com todo o desvello e perleico. Diri-
vendas dees-|5''"se a' r,la do Uosario-larga, n. 28,
un que o Sr. Custodio negociava nesla cida-1 terceiro andar, por cima do armazem de
ara o Bio de Janeiro ; exigi ainda pelo [qU(..,
I). Anna Joaquina l.ins Wanderley participa
ao respeilavcl publico, que de buje em diaule se as-
signar Anna Accioli l.ins Wanderley, islo por
haver outra senbora de nome igual.
Os abai\o assignados, administrado-
res da massa do fallido Antonio da Costa
Ferreira Estrella, lazem saber aos deve-
doresdomesmo.fathdo que elles esta o en-
tornados por lei a receber, e por isso os
convidam a virem Ibes pagar ate o fim do
con ente mez, eos que assim fio4\zerem
terao'o desprazer de ver seus nomes em
praca. Pernambuco 11 de maio de 1855.
Tasso & Irmos-
Ignornndo-se a morada do Sr. esludante M%
noel Luiz de Azevedo Araujo, roga-se-lhe dirigir-se
ra da Cruz n. 3, pira negocio que Ihe interessa.
AVISOS MARTIMOS.
midade da lei o desforc do violento esbulho feito pe-
Talvez seja necessario facerem-se em alguns pas- 1 lo cidado Francisco Antonio Bandeira de Mello as
sos das lagoas ligeiros trabalhns de excavajSo, com
o fim de lornar-se mais frauca e segara a carreir
r>
dos vapore. Esses trabadlos podem ser vanlajola
e econmicamente executados pela pequea barca
de excavacAo, cuja compra he exigida pela des-
obstruefo e limpeza do canal da Pona (jrossa,
como j vos disse cm oulra parte desle relalo-
ro.
Ierras do engenho Jacir, perlencenle ao supplican-
le, em cuja iegtima posse se acha manutenido por
mandado desle mesmo juizo, succede que V. S.e
dignou mandar que os offlciaes fbssem aquelle lugar,
c assm procedessem. E, pois, indo os oflldaes, fo-
ram dalli repellidos com oumeresa forja armada, e
a Togo vivissimo, qoe mandn fazer, e fez o proprio
Bandeira, pelos ditos sicarios seus, alm de ullraja-
MOVIMENTO DO PORTO.
Sacio entrado no'dia 12.
Marcii1 da, hrigue inglez nKunnvmede, de 200
toneladas, capilAo Sprowsc, equipagem 13, carga
assucar e algodao ; a James Crablree & Compa-
nhia. Veio receber ordens e segu pan Liverpool.
Passageiro, James llunler.
A'arto sabido no mesmo dia.
Wesl-lndiesHrigue inglez uFanny Milchcson,
em lastro. Soapendeu do lameirao.
DECLARACO'ES.
Peraule o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphAos se ha de arrematar a quem mais drr
em hasta publica, na sala de snas sessoes, em o dia
18 do corrente mez, a renda das casas do mesmo pa-
Irimoiiio, abaixo mencionadas, por lempo de um
anno, que tem de decorrer de 1. de julho prximo
futuro a 30 de junho de 185G, a saber : bairro de
Sanio Antonio, largo do Collegio, segundo andar e
lujas da casa n. 1 ; ruado mesmo nome n. 2 ; largo
do Paraizo n. 1 ; l.xraugeiras n. 5 ; Hangel n. 0 :
bairro da Boa-Visla, prar,a n. 7 ; ra Velba n. 8 ;
liloria n. 9 ; S. (onralo 11. 10 c II ; Sebn. 13 ;
Pires n. 13 : Kosario n. 14: bairro do Becife, ra
da Cadeia 11-. |(|, 17 18 Madre de Dos lis.
22, W, 24,, 26,87, 28,29, 30, 31, 32,33,31,
35 e .id. Os licitante- bajara de comparecer com
seus fiadores em a sala das sessoes do mesmo conse-
lho, as 10 horas da mand,1 do mencionado dia 18.
Secretaria do conselho administrativo do palrjmo-
nio dos orphAos 10 de maio de 1855.O secrelario,
Manoel Antonii Ciegas.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
. VAPORES COSTEIROS.
A direccao tendo de mandat aterrare
fazer o caes em frente do terreno que a
Companhia Pernambucana possue no
Forte do Maltos, e desejando que taes
obras se facam por arrematacao, convida
as pessoas que se proponham a encarre-
gar-se das inesmas, a procurar o Sr. F.
RIO DE
JANEIRO.
O brigje nacional MABIA LU/.A, ca-
pilAo Manoel Jos Presidio, vai seguir com
brevidade, lem grande parte do sen carre-
s.Hlenlo promplo : para o resto, passageiros e es-
cravos a frete. paraos quaes ofTerece as melhores
accommodares, Irala-se rom os consignatarios An-
tonio de Almeida C-omes & C, na ra do Trapiche
11. 10, segundo aodar.
Real Companhia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No dia 22 des-
le mez espera-
se do sul o va-
potdreal IVes-
lern, ccinmau-
danle Bevis, o
qual depois da
flemora do cos-
lume seguir
para Soutamp-
lon, locando nos porlos de S. Vicente, Teneriff,
Madeira e Lisboa: para passageiros. ele, Irala-se
com os asentes Adamsou liooie & C, na ra do
Trapiche Novo n. 42.
Frela-se um navio para carresarpara Liverpool
200 a 250 lonelladas de guano, parle da carga que
descarresou a barca ingleza Jetsie Bgme, capitn
John BaUer. arribada a este porto por forra maior,
na sua recente viagem de Cal han de Lina, com des-
tino a Liverpool : os preteiidcnles dirijam-e hoje,
sesunda-feira, al s i horas da larde ao escriptorio
de Me. Calmont & C, Llnyds' ageuls.
Para o Aracalv,
segu em poucos dias o bem condecido hiale C.api-
baribe ; paia carga e passageiros, Irala-se na ra do
Visario n. 5.
PABA O CEAB.V.
O hiale .Voto 0/nda,*meslre Custodio Jos Vian-
na: a (ralar com Tasso Ii 111.10.
MARAMIA'O E PARA'.
Segu em poucos dias o brigue escuna
LAURA : para carga e passageiros, tra-
ta-se com os consigdataiios Jos Raptista
da Fonseca Jnior, na ra do Vigario
11. i.
Para o Porto.
O patacho portugucc especulador pretende sabir
imprelerivelmenle para o Porlo no dia 23 docorren-
le ; anda pode receber alguma carga a frote : quem
pretender faze-lo, enlender-se-ha com os consisna-
larios, na ra da Cadeia Velba, escriptorio 11. 12.
Para Lisboa, a bem conhecida barca portugue-
za Gratidao, de primeira marcha, segu com a maior
brevidade : quem nella quizer rarregar ou ir de
passagem, para o'que tem os mais aceiados commo-
dos, dirija-se aos consisnatarios I liorna/, de Aquino
Fonseca \ l'ilho, na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar, ou ao capitao na praca.
Diario, que o abaixo assignado quanlo antes Ihe pro-
pocesse arga competente, assim pois se cumprio ;
mas o Sr. Custodio mu caladinho embarcou-se no
vapor D. Maria l para Portugal, pondo-se desla
forma longo do alcance di juslica, e nAo pasar o re-
ferido debite: desta furnia pois o Sr. Custodio deu
anta prora exuberante ao respeilavel publico de sua
probidade. relirando-se mudo e quedo para nAo ser
demandado eis o que heCustodio Jos Pereira !...
Jos I i'ei'rn de Figueiredo.
Xo dia sexla-feira. 11 do correnle, fugio do
engenho Santo Amarinho da fresneda da Yara,
e-cravo Bernardo, com os sismes sesuinles : repr-
senla 25 annos de idade, allura regular, bem feito,
cr prela. da Costa, lem lodos os denles alvos e bo-
nitos, e principia a barbar, beicos grossos : descon-
fia-sc quo esteja no Becife : quem o pesar, leve-oao
memo 1 u sen do, quesera bem recompensado do seu
trabalho.
Desappareceu do ensendo ConceicAo, da fre-
sue/.ia de Santo AnlAo, o negro Luic,_crioulo, muilo
alto e secco, pemas linas, lesla larga" e cora cantos
i nudos, olhos pequeos e bocea grande ; suppOe-se
eslarem Taquarclinga, no lugar de Vertente, onde
miirou, 011 ler seguido para Pajc de Flores, onde
tem prenles; quem o pegar, leve-o ao engenho Bcl-
la-Bosa ou Conceirao de Sanio Aullo, ao hacharel
J0A0A. de Sunca Bcllran Araujo Pereira, que ser
bem recompensado.
Perdeu-se o billiete n. 3215 da lotera de N. S.
da ConceicAo dos Militares, assignado no verso
Wbaighct: roga-se pois ao Sr. S. A. Ferreira nAo o
pasue senAo a Ernesto Brederodes, que provir le-
lo comprado e perdido.
Arrenda-se o engenho Bertioga, na [regatala
de Ipojura, moente com agua do mesmo rio : quem
o pretender, dirija-se ao engenho l'linsa de cima,
na freguezia do Cabo.
Pede-se aos Srs. empresados da lliesouraria da
facenda, que sAo esludaues de aulas de preparato-
rios, que durante as huras do expediente nAo fre-
quenlein ditas aulas, albo de uo lomarem respon-
saveis seus honrados rhefes por fados, nos quaes na
podem consentir os mesmos rhefes de modo algum.
O inimigo do abuso.
Precisa-se dajjama nesra para o servco de nina
casa de pequea familia : no aterro da Boa-Vista,
loja 11. 1.
John Galis, subdito inglez, vai luslalerra.
levando dous lilhos menores.
Quem precisar de urna ama para*ervro de ca-
sa, dirija-se. a Boa-Visla, travessa do becco de S.
Francisco n. 13.
Na risa das Cruces n. 2', se dir quem quer co-
zinhar para 4 ou 5 pessoas. cora lodo o aceio e per-
feicAo, assim como se obrisa a ronducir-llies em
suas casas a tuda a hora que Ibes convier. 1
Aluga-se um sitio muilo perlo da praca com
excellente casa de sobrado, reedificada da novo, com
muito bous commodos. 2 cacimbas, banheiro, lalri-
na, e muitas arvores de fruclo : Iratar na Iravessa
da Madre de Dos, arm dem de J0A0* Marlins de
Barros.
Perdeu-se no dia 11 do corrente, da ra da
Praia de Sania Bila al a na Direila, urna rarleira
ecbaruleira de marroquim, roiilendn dentro 17J1000
emsedulas, sendo urna de IO9UOO, urna de ;s000 e
duas de 13000, um alfiuete de abertura, um anoeUo
de ouro, urna letlra sacada por Jos da Silva Oli-
ve-ira, morador em Porlo de IV Ira, e aceita por Joa-
quim da Cruz Barroso em 20 de Janeiro de 1817, do
valor ile 2D0-30OQ, a juros de dous por cenlo ao mez'
a qual se acha vencida desde 20 de tevereiro daquel-
le mesmo anno, e como o aceitante ja esteja avisado
para nao pagar sena a Francisco Bolelhn de Men-
donja ou a sua ordem, pois Ihe perlence dita letlra,
e como valor nenhum lonha para a pessoa que
arhou, pede-se por isso de a entregar ao annunciau-
te, na ra da Praia da Sania Bita 11. (i, que ser re-
compensado.Fraiicisro Bolellto de Mendonra.
Na ra do Livramenlo n. 21, segundo andar,
facem-se espanadores do mellior cosi, c commodo
prejo, qQe em oulra qualquer parle.
Acha-se contratada a compra da (aherna da
ra de S. Francisco n. 68, do Sr. Miguel Fernandes
Eiras, o que se faz constar, visto ser comprada de-
sembarazada da pra;a,
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o -en ico diario de urna casa de pouca
familia : a tratar oa ra do Collegio n. 15, arma-
zem.
Precisa-se de um raixeiroque tenha pralica de
vender motilados, que escreva e lea sofTrivelnienle,
e d fiador de sua conducta : em Santo Amaro, pas-
sando a fundirAo, primeiro portan.
I). Itero ud Maii.i dos Placeres, com aula
parlirular de in-lrurr3n dementar para meninas, na
ra do Sebo n. 13, legalmenle nulorisada, olfecere
o seu preslimu aos pais de familias para o ensineMe
ler, escrever, contar, doulrina rbrislAa, coser, bor-
dar de todas as qualidades, labyrinlbo, e ludo o mais
concei nente ao ensinn de meninas ; recebe igual-
mente pensionistas c meio-peusionislas, e promelle
trata-las com toda a delicadeza e esmero.
AttencSo.
Precisa-se de urna casa terrea com bastantes com-
modos com bom quintal, prefere-se lendo solao,
nos bairros de Santo Antonio ou S. Jos : quem ti-
ver annuucie por este jornal.
Desapparecou da ra da Praia nm ravallo ru-
co, pequeo, em grao, dinas a direila, cauda curta,
tem 7 a 8 annos : quem delle liver nolir.ia. dirija-se
roa Direila n. 8.
L'm rapaz brasileiro, com i annos de pralica,
ofl"erece-e para caixeiro de liberna : quem precisar
dirija-sc ra das Aguas-Verdes n. 17, que achara
com quem Iralar.
Precisase por aluguel de urna prela escrava,
que saiba Iralar de enancas quem a liver, dirija-se
.1 ra de S. Francisco, sobrado 11. 8, 011 emendae
como porleiro da affandega desta cidade, na mesma
alfandega das 8 horas da manhaa as 4 da larde.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, que
saiba ler e que leuha pralica da mesma : na na da
Guian. 36. #
Agencia de passaportes e folha corrida.
Cdiudino do Bcgo Lima, despachante pela repar-
tirn da polica, despacha passaporlcs pan dentro e
fura do imperio; e folba corrida, com presteza e com-
modo prec : na ra da Praia, primeiro andar, ou
na ra do Collegio, loja de miudezas 11. 1, do Sr.
Francisco Goncalves GuimirAes.
Os Srs. A. A. da C. G. o o seu rmAo J. A. da
C. G., venhain no praco do i dias satisfacer que
devein na concitara da ra da Cruz n. 21, do con-
trario passarAo pelo desgusto de verem os seus nemes
por extenso nesl jornal, e avisa-se lambem aos que
mais devem ueste cstabelecimenlo, que sirvanvse do
CARSOS FNEBRES.
No stabeieciracnto de carros fnebres, sito
no pateo do Paraico rasa n. 10, de Jos Pinto
de MagalhAes >v C, se fornece carros da I a
4a. ordem. com ricos adorno, lano para de-
fuuios como para anjos e doncelas, alugam-se
caixOes para conduees o para depsitos, eveu-
id'ine nimia I das di pind: osannuncianleseii-
carregam-se de fornecer carros do passeio. ar-
mares, cera, msica, guia e licenrn, etc., pa-
ra o que se acham habililados, nao leudo ou-
tro inleresse do qce o fornedmenlo de tees
carros, petus preros estipulados no regolamen-
to do ceinilerio.
aaVilaB^HBBMBBWaaaBTXBBaaVBBBBBBK'aaBBBBBVHaal
LEILOES
O agente Borja, de ordem do Illm.
Sr. Dr. juiz de direito' do civel e com-
No dia 0 do correle, petas ti horas da roaubaa,
fugio do primeiro andar do sobrado n. 2, junto a
igreja dos Marlyris, a negra Miquelina, que repre-
senta ter 40 anuos de idade. de naci Costa, levando
vestido de chita branco rom llores encarnada* e j
desbolado, panno da Costa de lislras a/ues, urna Irou-
xa de sua roupa, a qual negra lem os sigues seguin-
tes : estatura alta, bem prela, desdentada, falla mui-
lo comparado que mal se [rcebe, e com a falla om
lano pegada, anda ssmpro fallando so que d indi-
cios de maluca, ou quo Ihe livesse dado o ar,
dicendo que be forra c que quer ir para o Aguiar,
coslumaudo andar com um lenro branco ou de cor
amarrado a roda da rabera : roga-se a qualquer ca-
pitn de campo ou policial, a apprehendam e le-
vem ao sohredito sobrado, que ser recompensado.
Prcrisa-sc de urna criada eslrangeira para
acompanhar urna familia Inglaterra, pelo prximo
vapor inglez, e sendo portugueza que queira ir t-
menle Lisboa, lambem se puder eugajar : a fallar
na ra do Trapiche n. 12, escriptorio, primeiro au-
dar.
Na ra Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
Precisa-se de um bomem porluguez ou das
libas, para os Irahalhos de om sitio: a Iralar, na ra
eslreifa do Bosario 11. 7, un no sitio do fallecido Sil-
va \ Companhia.
Joaquim Antonio da suec, residente ha mullos anuos nesla cidade do Re-
cife, a presentemente no aterro da Boa-Visla, sobra-
do n.(i;l, declara que nAo se enlende cora elle a par-
te da'policia publicada ueste Diario 11. lOflrrJe 8 do
corrente, aonde dizJoaquim Antonio d? Silveira
preso para averiguaces policiaes.
No da lerta-feira, 8 do correnle, desappare-
ceu da liberna do Sr. Joaquim Cocido de Almeida,
na Boa-Visla, um cavado castanho, com os Biguaes
seguintes : frente aberta, os 4 ps calcados, sendo as
mos pouco alvas, urna marca de O no quarto es-
querdo a semelhanca de um semicirculo, os cascos
rasos e um pouco arruinados, com os peilos equa-
drios relados indicando ter sido ravallo de carro,
lamanho regular, de 9 a 10 annos de idade, lie in-
leiro, e lem carroso ; desappareceu com cingalhas e
enrdas : quem o adiar far o favor enlrega-lo na
mesma' taberna do Sr. Joaquim Cocido de Almeida,
que ahi ser bem recompensado.
Na ra da Boda, cocheira nova e piolada de
amarello, recebem-sc cavados para serem tratados
por mez e por dia : a Iralar na mesma cocheira com
Jos Joaqnim da Silva Samico.
J. J. Merki vai a Europa.
Perdeu-se na noile do espectculo, na plala
do Ihealro de Santa-Isabel, um annelAo de ouro com
as iniciaes F. F. L.: a pessoa que o achou, queren-
do restituir, na so se Ihe ficar obrigado, como lam-
bem se recompensara cqm geneosidade : na ra das
Trincheiras n. 10.
Na Ponto de Lcboa, 110 sitio da senbora viuva
Amorim, ha para vender urna vacea de Lisboa, mui-
lo nova, c de raca lourina : a pessoa que a preten-
der, pode ir e-la no mesmo sitio, aonde se ajustara
o preco.
Precisa-se de urna ama forra, qae saiba bem
ensommar e cozinhar, para urna rasa de pouca fa-
milia : na ra das Crizes 11. 28, primeiro andar.
Offerece-se urna mulber de boa conducta par*
o semen de casa de uiu horaem solleiro, anda mes-
mo para algum sitio : quera pretender, dirija-te a
Boa-Visla, beceo dos Ferraros 11. 4.
Ventura Joaquim da Rosa retira-se para fu-
ra da provincia.
O abaixo assignado faz publico, qu< Ihe per-
lence, por compra que fec ao Sr. Ricardo Ferreira
da Silva, o dia 10 de ibril prximo passado, a loja
de miudezas, sita na na da Cadeia do bairro do Re-
cife n. 11, a qual desde aquella data gvra em seu
nome, lendo licado a cargo do vendedor'(odas aa di-
vidas activas e passivas da mesma loja.
Mano'l Joaquim de OUeaira.
No da 1 i do crtenle, depois da audiencia du
Sr. Dr. juiz de direito da primeira vara do civel, na
sila das audiencias, ten. de ser arrematado, por ser a
ultima praca, o terreno de marraba 11. 204, no cor-
rer da ra de Sania Rila, confron-.e a roa tos Pes-
cadores, com :I6 braca, de frente e os fundas at o
caes, que lem de se facer por execuco de Antonio
Luiz Goncalves Ferreira, conlra Francisco Ludgero
da Paz.
No dia 15 do correnle, depois Da audiencia do
Sr. l)r. juiz dcorphaos, na sala das audiencias, lem
de ser arrematado de rerda animal, o sobrado da ra
da Moeda n. II, a requerimenlo da lulora dos or-
phAos lilhos do finado A Mc-nio Francisco dos Santos
Braga, cousenhores do mesmo sobrido ; he a allima
praja.
Conslaudo-me que a Sra. 1). I.cbuahlina Ma-
ra da Costa hruser pretende alienar seus bens de
ra/, previno aos qje os quicerem comprar, de que
movo contra a dita senlwra arcan deerndial, pelo
mesmo praco c do raesmo aviso para darem o cun- juico da primeira vira do commercio do Recife, para
primento devido as suas dividas. O aviso presente 1 me pagar da quantia de 4:8800000 e dus juros ven-
11A0 se entende com os seus (reguezes capaces. j culos, e que esses bens esto sujeitos ao referido pa-
Migyiel Ferreira Pinto. i gimenl, afim de se nAo c'iamarem os compradores
- Precisa -so de um porluguez para feitor de um %?%$J^S,^,!^^*9 de ra"iode
ngenho perlo desta praca, prefee-se o que ja 7*"--'M'"*<" ^P" d ^tla Urna.
Precisa-se de unta ama livre ou es-
crava, mas de muito bons costuraes, pa-
ra o servco interno d urna casa de pou-
ca familia : paga-se bem se agradar. Di-
ver algnma pralica : quera pretender dirija-se ra
do Livramenlo 11. 13.
Offerece-se um bomem portugus para qual-
quer feilorisacAo de engenho, e dar conliedmento
de sua conducta : por isso quem de en prestimo se
quizer ulilisar, dirbVsc ao engenho Tabalinga do Sr.
Paulo Pereira Simos, ou i Inja do Sr. Joao de Si-
queira 1'errAo, na ra do Crespo u. 13, que achara
cora quem Iralar.
rigir-se a ra do Rosario-laria, n. 28,
terceiro andar, por cima do armazem
de lOuca.
MIITHAlfl


DIARIO DE PERMiUCBO, SEGUNDA FfIRA 14 DE MftlO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
50 EUA ITO 1 UTOJLR 50.
O Dr. P. A. Lnbo Moscozo d consulta homeopathica todos os dias aos pobres desde 9 horas da
nianhaa aloomeio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora dodia ou nuile. '
Otlerece-M igualmente para pralicar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
mulhcr que eslcja mil de parlo, e cujas circunstancias nao permiltim pasar ao medico.

quer
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGDINTE:
Manual completo de meddiciua homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzidn em por
togaei pelo Dr. Mosco7.li, quatro volumes encadernados em dous e acompanliado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc.
atjfooo
Esla obra, a mais importante de todas as quelratam do esludo c pralica da liomcopalhia, por ser a i
queconlm abase fundamental d'esta doulrinaA PATHOUENESIA 01 EFFEITOS DOS MED1C V-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcouhecimeiilos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qaizercm
eiperimenlar a rtoulrina de Hahnomauu, e por si meamos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros c senhores deengenho que esUolonge dos recursosdos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem dciiar de acudir a qualquer iucoromodo seu ou de seus tripulantes:
a Iodos os pais de familia que por circumslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
doa a prestar in conlinenti os primeiros aoccorros eio uas enfermidades.
O vade-mecum do homeopallia ou tradocea da medicina domestita do Dr. Hering,
obra lambem ulil as pessoas que sedediram ao esludo da homeopatliia, um volu-
nte grande, aeompaniwdo do diccionario dos termos de medicina...... 10S0O0
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 33O00
Sem verdadeiros c bemjireparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, e o proprietano deste eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
mngiiem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...................
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a ......... ' DUas 48 dilos a ..........."..... SSmo
Ditas 60 dilos a................. KgOUU
Ditas 144 ditos a.................t # 60MOO
Tubos avulsos.......................\ \ lsooo
Frascos de meia onja de lindura............."."."!."!! 91000
Ditos de verdadeira lindura a rnica..............".".". SoOO
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de Inbos de crystal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos coro toda a brevida-
de e por precos muilo rommodos. .
8&000
t'lMICACAO' DO INSTITUTO 110 g
NEOPATHIGO DO BRASIL g
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO M
HOMEOPATHA. $
Mcihodo concito, claro e seguro de cu- (&)
rar homeopathicamente todas as molestias ^y,
que affligem a especie humana, e parti- w)
) cularmente aquellas que reinam no Bra- (Ak
sil, redigido segundo os melhores trata- fL
dos de homeopalhia, tanto europeos como (Jw
americanos, e segundo a propra etperi- <
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgeru JjJ
l'iuhu. Esla obra he boje recouhecida co- &<
^ ino a mellior de todas que Iratam daappl- A
carao homeopalhica no curativo das mo- tV
lestias. Os curiosos, principalmente, nao fQt
podem dar.um passo seguro sem possu-la e ,l
consulla-la. Os pais de familias, ossenlio- #?
res de enscnlio, sacerdotes, viajantes, ca- t
pitaes de navios, sertanejosetc. etc., devem 7*
te-la i m3o para occorrer promplamenle a (9
qualquer caso de molestia. sjk
Dous volumes em brochura por 109000 J
> u encadernados 119000 QJ)
Vende-se nicamente em casa do autor, />*
J no palacete da ra de S. Francisco (Mun- w
Hk do Novo) n. 68 A. Qj
mmmmmm-m
Novos livros de homeopalhia uiefraucez, obras
lodasde summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. -........209000
Teste, irolestias dos meninos...... 63OOO
Hering. homeopalhia domestica.....7jO(>0
Jahr, pharmacopa homeopalhica. 69000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 169000
Jahr, molestias nervosas....... 69000
Jahr, molestias da pelle....... 89000
Itapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I65OO
llarlbmann, tratado completo das molestias
dos mininos.......... 109000
A Teste, materia medica homeopalhica. 85000
De Fayolle. doulrina medica homeopalhica "9000
Qinica de SUoneli ........ 69000
Casting, verdade da homeopalhia. 49000
Diccionario de Nyslcn....... 109000
AUlas completo de anatoma cora bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripro
de lodas as parles do corpo humano 309000
vedem-se lodos esles livros uo consultorio bonico pa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro andar.
DENTISTA. i
W Paulo Gaisnoux, dentista francez, eslabele 9
cido na ra larga do Rosario n. 36, secundo 9
Q andar, colloca denles com gensivas artificiaos, 0
fH e dentadura completa, ou parte dola, com a
() presso do ar. fg
4)- Rosario n. 36 segundo andar. 2
* a* $
Aluga-se urna casa lerrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que ficam entre o becco du Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na rua.Nova 11. 69.
. J. MI DENTISTA, 8
contina a residir na ra Nova n. 10, primei- $f
:ro andar. m
if
Ja' chegaram as segumtes sement
de ortalices das melhores qualidades, que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes brancos e encarnados, alface
repolhuda e alemaa, repolho, tomates,
nabo branco e rgxo, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, celxjla de Setubal, sinondas, sigo-
relha, selgas, ervilha torta, dita direita e
genoveza, dita de Angola, feijaocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, eum grande sortimento das melho-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz 11. C2 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins-
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rita do lian-
gol n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja*- por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer ulisar de seu pequeo nrestimo o,
pode procurar no segundo andar, da refe-
rida casa a' qualquer hora dos das uteis.
Aluga-se|uma bna rosa lerrea com sotao, con-
lendo 4 salas, 4 quarlos, cozinha fra,quintal gran-
de murado, cacimba propria, rom um rerreio no
finido do quintal, no bairro de S. Jos : quem a pre-
tender, dirija-se ra do Collegio n. 10, segundo
andar, que achar com quem tratar.
O Sr. Jos Pedro Carneiro da Cunha queira
vir no prazo de 15 das, a contar desle, resgatar a
oa lettra da quantia de ris 679980 rs. c seus* juros
vencidos, e caso nAo venha resgatar no prazo cima
marcado, lera de ver seu nome nesta folha at n e-re-
dor ser embolsado. Recife 25 de abril de 1855.
Manoel Goncaltes de Azecedo Hamos.
Superior vinbo de champagne eBor-
deaux: vende-se em casa de Schafhei-
tlin&C, ra da Cruz n. 38.
Os credores da massa fallida de Jos Martins
Alves da Cruz queiram vir receber o dividendo que
ll.e* loca, em casa do administrador da fallencia,
ra da Cruz 11. 8.
Preeisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar em casa de urna s pessoa : quem se adiar nes-
t.is circumstaocras, annuncie.
A arrematadlo da loja e armacao.sila na.ra do
l.ivramenlo, por e^ecuejo de l^onardo Schuler &
Cumpanbia. contra Domingos Tertuliano Soares, an-
uimciada para o da I do correte como consla do
edilal que foi publicado neste Diario, Icm de se ef-
fectuar ueste rresmo da, depois da audiencia, na
referida loja, que para este fim lem de ser aberla,
por assim liaver determinado o respectivo juiz por
seu despacho.
Ao amanhecer do da 0 do corrente furtaram
na na de S. Gonralo, da casa de Joaquim Demetrio
de Almeida Cavalcanli, um cavado ruco com alcu-
mas piulaa tle pedrez, de altura regular, bastante
gordo, dinas grandes, cauda enripada, e com um pe-
qucuo caroco no espinliaco: roga-K a qualquer pes-
soa que o adiar, qudru levar a casa do inesmo, que
sera recompensado com 209000. ,
Est justa e contratada a compra da casa de
um andar, sita na ra ou becco do Sarapalel 11. 12,
que (oi do finado padre Jos de Lira, a qual casa, se
liouvcr alguem com direilo a ella por alguns onus,
lenha a bondade de declarar por esla folha, 011 fallar
na rn da Cadeia do Recife n. 54, loja, ncstei tres
das, por obsequio.'
D. Lui/.a Annes de Andrade Leal faz scieule
ao rcspciiavcl publico,que contina a receber emsua
aula ineio pensionistas e alternas, ensilla lano pri-
meir;ij|ettr|s como oulra qualquer facu'.dade, para
o que tem conlralado mestres. Oschefesdc familias
que a quiztrem honrar, confiaodo-lhe a educae.'o
de suas filhas, poderao dirigir-se ra de Santa Ri-
ta D. 5.
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTKOS,
poslo em ordein alphabetiea, com a descripcSo
abreviada de Iwlas as molestias, a indicacao phvsio-
logica c Iherapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopathiros, seu lempo de acejo e concordancia,
seguido de um diccionario da sisniticacAo de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do povo, pelo
Dlt. A. J. DE MELLO Mili!US.
Subscreve-se para esla obra no consultorio homeo-
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, na Nova n. 50.
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 69000
eucadcriiado.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, denlisla fraucez, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posieflo lem a vantagem de encher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e promelte restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Coropram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para seveuderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, offerecendo-se para
isto toda a seguranca precisa para os dilos escravos.
Participa-se aos Srs. mestres j)edrei-
ros caiadores e mais pessoas particula-
res, que na rita da Cruz do Recife n. 02,
ha um deposito- da bem conhecida cal
branca de Jaguaribe, e que se vende
muito em conta, tanto em retalho como
em porcfies.
Pcde-se ao Sr. Jos de Mello Cesar -pro-
curador da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de l.uiz Roma, pois basta de
rassoadas, (icando certo que cm quanlo n3o se en-
tender com os mesmos ha de sabir este annuncio.
Na ra da Cadeis do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confronte oesrriplorio dos Srs Barroca\X Cas-
tro, despacham-se navios, quer ritirionaes ou estran-
geir'w, com toda a promplidAo ; bem como liram-se
passaporles para fra do imperio, por presos mais
commodos do que em oulra qualquer parle, c sem o
menor Irabalho dos prelendeules, que podem Iralar
das 8 da manhAz as 4 horas da tarde.
A direccao provisoria da compa,nliia para o es-
(abelecimeiito de urna fabrica de fiarSo e tecidos de
aluodan nesla ciilade, leudo recebido pelo paquete
Greal yestern, os planos e os orrameulos das di(-
fcrenles machinas necessarias para o eslabelecimen-
to da fabrica, e tambem leudo confeccionada os es-
tatutos da roinpanhia, convida a lodosos Srs. asig-
natarios de acrocs a compareccrem sem falla na casa
do Banco pelas 11 horas da manhaa dodia 12 do cor-
rente me/ de tuaio, atim de Ibes ser apresenlado o
Irabalho feilo, e sobre elle resolverem para o pro-
seguimiento d empreza.
Na ra do Livramcolo n. 36, loja de cera, se
dir quem d dinheiro a premio com penhores de
ouro ou prata, mesmo em pequeas i|uanlias.
LOTERA* DO RIO DE JANEIRO.
A lotera 10 de Nictheroy. devia cor-
rer no dia 1 ou 2 do presente, em a casa
da cmara municipal da mesma cidadede
Nictheroy ; anda acham-se- a' venda em
os lugares do costume alguns bilhetes
desta lotera: as listas virao pelo vapor
IMPERADOR, que se espera neste porto
a 18 do corrente : os premios sera pa-
gos logo que se izer a distrbuicao das
mesmas.
Percisa-se de urna ama que leiiha bom leile:
no llo-picm, casa terrea com solio junto ao Sr. de-
semliargador Santiago.
O cautelista Salustano de Aquino
Ferreira avisa aos possudores dos <|uatro
quartos divididos do bilhete inteiro n.
17-V8, da primeira parte da primeira lo-
tera da igreja da Conceico dos milita-
res, em que sabio o premio de 1:000#000
rs., podem vir receber logo que sahir a
lista geral, na ra do Trapiche n. ."i* se-
gundo andar.Pernambuco 1 i- de iuaio
de 1835.
I Manoel Jos Leite, declara que arre-
najktou em leilo todas as dividas que de-
viara a Manoel Pereira de Carvalho ; con-
vida pois aos devedores do dito Carvalho
a que s paguem ao annunciante, para
o (|uese podem dirigir a sua loja, sita na
ra do Queimado n. 10.Recife lide
malo de 1835.
loteras da PROvra.
Acham-se a venda os bi-
lhetes da segunda parte
da primeira lotera, a be-
neficio da matriz de S. An-
tao da cidade da Victo-
ria, cuj) plano vai abaixo
ranscripto. Thesourai ia
das loterias \A de maio de
1855.O thesoureiro, t\
Antonio de Oliceira.
PLANO.
5.000 bilhetes a 59000.....25:0009000
Beneficio c sello......' 5:000s(M>o
LISTA GERAL
Dos premios da 1/ parte da 1.' Lotera concedida pela Lei Provincial n. 350 de 19 de Abril de 1854, a beneficio da
Igra-ja de M. S. da Conceicao dos Militares, extrahida em 12 de Maio de 1855.
NS. PKEMS.
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39 69 59 .81 59 94
Va 72 58 86 51 93
3 75 .58 87 59 96
>a 76 .58 92 51 3905
59 78 V3 93 58 11
Va , 80 59 94 3 19
5*9 81 3 97 39 22
5| 84 38 98 va 4
59 85 va 3702 58 27
Va 87 58 4 59 :io
Va 88 39 6 51 31
V3 96 58 9 Va 33
51 35<* 59 12 va :i
51 59 14 V3 33
va 3 59 15 39 41
59 10 V9 16 59 42
S| 12 58 17 va 49
Va 13 .53 19 .58 50
S 15 59 21 59 51
5| 16 58 22 -58 .52
tu 17 59 23 58 53
Si 24 55 36 58 51
Va 23 39 30 58 60
va 28 39 X, 59 61
5 39 .59 99 35 6*
39 33 39 37 .59 70
58 34 39 38 59 71
51 :H> 58 41 va 73
Si 37 38 45 .58 76
Sj 38 38 48 58 79
4009 44 39 51 59 81
va 44 59 52 53 88
jj| 50 38 53 .53 90
59 .52 .55 &8 .53 92
6) 55 59 67 58 98
59 36 38 72 59 .4000
5JI 57 39 73 55
53 62 va 74 va
59 63 .59 75 409
NS. PREMS.
89
58
59
58
53
58
59
, 59
55
59
39
59
.59
Va
55
59
5
39
38
39
59
59
39
59
59
58
59
59
59
59
58
208
59
59
59
Sj
58
5
58
59
59
58
2009
59
59
59
5
5
59
.59
59
58
59
59
58
58
59
58
20
58
55
308
58
58
58
58
_|
59
58
59
5
59
Compra-sc um bahu' de 4 palmos, u bom estado : quem liver annuncie.
Compra-se de urna a 5 portas de amarello em
meio uso : quem. liver aiinuncie.
Compra-se urna escrava de meia idade que so-
ja de boa ligara e conducta, e que nao lenha vicios
e nem achaques, mas que lenha as principaes habi-
lidades que he, coainha, ensommar c o mais servi-
cij de casa, paga-se bem agradando : na ra das
Crozes taberna n. 20. se dini quem quer.
VENDAS.
Vendem-se bombas de carnauba de muilo boa <"'a< qualidade para cacimbas, saceos com gomma, ro.la
de arcos para pipa, sola c courinhos de cabras : uo
armazem do Sr. Guerra, defronle do trapiche do al- i
godao.
A ELLES. ANTES QUE SE ACABEM.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n. 27.
Entra-superior, pura baunilha. 13920
Eilra lino, bauailha. laOO
Superior. / 19990
Quem comprar dfc'10 libras para cima, tem um
abale de 20 % : vci da-se aos mrsmos precos e con-
dicoes, em casa do Sr. Barrelier, no ilerr de Boa-
Vista n. .52. J1
Farinia e arroz da trra.
Vemlem-se sacc.-.s com farinha, dilo com arroz da
Ierra novo e hom, par prero commodo : na ra da
Vcnde-se aro etn cimbeles de um quintal, por
prero muito comniodo : no armazem de Me. Cal-
monl & Companbia, prara do Corpo Santo n. 11.
Bom sortimento de brins, tanto para cai-
ra como"para palito.
Vcnde-se brnn francez de quadros a 640 a vara
dito a 900 rs., dito a 13280, riscado de lislras de cor
proprio para o mesmo fim a 160 o covado : na ra
do-Crespo 11. 6.
Ilecliegauo novamente cler ranraa deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se aclia Cera de carnauba do Aracaty c Aun',
a venda nos lugares a* designados, na! Vende-se por menos prero que em oulra qualquer
.:'^.' 1 r ar parle, no armazem de Domingos Rodrigues Aiidra-
escriptono na ra da Cruz n. 2fi prtmel- (|e& cmPai.hia, rlia da Cruz 11. 19.
ro andar, e as lojas de Manoel .lose Lo-1 .. ,,-;..
__. u i r J n "Nrua ''o igario n. 19, primeiro andar, ven-
pes e barros & 1 tinao, otttr ora de Car- |de-se fardo novo, ebegado de Lisboa pela barca Gra-
CORTES DE VESTIDOS DE
. SEDA A 16;000.
Vendem-se cortes de casimira de bom gosto a 38. endcm"se corlef de veslid..s ue seda e^cocezes o
9 e 59000 o corle ; na. rua do Crespo n. 6. ma uo!"l" f"' P'o barato prero de 169 cor-
.- a ., .. ... 1 te, abcluias de seda goslo ccocez a ISo covado,
- \endern-se 2 cavallos de estribara rom todos alpaca de seda novos padrrs a 720 o covado : na
os andares, lambem algumas bellas e cavallos pro- ruit do Oueimado loj., 10, de llenrique & Santos,
pnos para cngenbo : a Iralar na rua da Senzala Ve-
H1.1. no Recife, n. 108, primeiro andar.
Vende-se urna prela de nar.io. com alzumas
babilidade propria para engenho : na rua da tilo-
lia n. 53.
deal, na rua larrea do Rosario n. 38 e '"-'">
10.
FALITOS FB1HCEZES.
Vendem-se palitos e sobrecasacas de brim de linbo
a 38500, dilos de alpaca prela e de cores a 83OOO,
dilos de bombazim a lOBOOOj ditos de merino setim
a I29OOO, ditos de panno fino prelo. cor de pinbao
everde escuro a 168000 e I83OOO, lulo da ultima
moda : na rua Nova, loja n. 4.
CORTES DE CASEHIRAS DE
CORES A 2;800.
\ endem-se cortes de casemiras de cores de lindos
padnn'- a 28800, corles de casimira prela a 63, cor-
les de rolletes de seda a 28600 : na rua do Queima-
do n. 40 defronle do becco da Congregara, pas-
sada a botica, a segunda loja.
Vende-se a posse e beinfriloms de um bonito
terreno na rua nuva do llospirio.com 100 palmos de
frenle e 250 de fundo, j .1 melade amarado e com
um ptimo poco d'agua de beber e urna meia-
agua principiada "ao p da cacimba, bastantes ar-
; vnredos novos de fruclo que ja eslo botando como
FIMO EM FOLHA.
Na rua do Amorim n. 39, armazem de Manoel dos se P"e yer< e 1ue se Pode edificar tres propriedades
Santos Pinto, ha muilo superior fumo em mllia de rte ra9a?,: 1oem P^lender dirija-se rua das Cru-
todas as qualidades, para charujos, por prero com- les naril '"'."r do ajuste,
modo. > ende-se fcijSo mulalinho muilo novo e de
boa qualidade a 105 rs. a sacra : quem quizer com-
FEIJAO" ILLATINHO.
Na na do Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha muilo superior feijAo mulalinho.
em sacras, por prero commodo.
Vende-se um carrinlio americano de
prar dirija-se rua da Roda n. 8, que se dir quem
vende.
Vcnde-se urna crioaU de 26 annos, boa figura,
que engemma e cozinha o diario de urna casa, e la-
va de sabio e barreda : na rua das Cruzes n. 22.
Vende-se a taberna d-. rua de S. Fiancisco n.
' ,..,,1.... ._|a __________ ____ j. _. 08. sorlida e bem afregnezada. e lem poneos fundos;
4 rodas, anda COm poilCO USO, de COta- lambem se vende a prazo, sendo enm firma, a con-
truccao muito lorte. anda que muito le- ,onto do vendedor; este negocio deve ser elTecluado
veeelefjante ao mesmo tempo: os pre- em poucos '!ias: q"m pretender, ihja-se mes-
, 1 ." ~ .r, ma casa, pois que seu dono tem de se retirar afim de
tendentes dinjam-se ao Irapicne-novo n. tratar de sua saude. *
10, ou'na Ponte d'Uclia, sitio do cnsul
liollandez.
Vende-se o verdadeira lirar de ab-
s\ nthe encaixotado, por barato prero:
na rita da Cruz n. 26, primeiro andar.
rga
TESOLRAS PARA ALFA!ATE.
\ endem-sc lesouras pnrluguezas legitimas, para
alfaiate : na ruada Cadeia do Recife n. 48, primei-
ro andar.
BRAPS DE ROMO.
Vendera-se estes xcel-
lentes e bem conhecidos
bracos: na rua da Cadeia
do Kecife n. 56 A.
DEPOSITO D \ F Vl.l I( \ DE TODOS Vende-'e eieelleute lahoado de pinho, recen
l'LIOMII III nillllLUIl lUUa temen(0 chegado da America : na rui de Apollo
OS SANTOS OA BAHA.
POTASSA BRAS1LEIRA. 0
Vende-se superior potassa, fa- (
bricada no Rio de Janeiro, clie- Mk
gada recentemente, recommen- gj
da-se aos senliores de engenlios os 1
seus bons el'eitos ja' experimen- ?
tados: na rua da Cruzn. 20, ai- I
mazem de L. Leconte Feron &
Companliia. (g)
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodo tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por prero commodo.
Ceblas baratas
Na travessa da Madre de Dos, armazem Marlinsdc Barros, vendem-se rebalas muilo boas, e
muilissimo baratas.
MMIO VERDE
a 320 a garrafa, chegado prximamente do Porto, e.
missa de tomate, chegada prximamente de Lisboa,
em latas de 2 libras, a 19600 cada lata : vende-se na
taberna da rua da Cadeia do Recife n. 25, defronte
do becco Largo.
ATTENCO,
Na rua do Trapiche n. 34, lia para
vender barrs de ferro ermeticamente
encle-se por prero commodo, nm armazem r._i J__ j j e
na roa da Praia desta ridade.d boa renda eos chaos echados, proprio. para deposito de fe-
sao proprio* : a Iralar na rua do Queimado o. 37,1 Ses ; estes barrs Sao OS inelliores que se
primeiro andar. ; tem descoberlo para este lim,
_ i ^v..^ ..i Peclnnchas, no Passe.o, loja n. 9. ex|,a|a,em Q menor die1.0> e
Saldo para ser devidido em premios. 20:0003000
1 premio. .
1 dilo.....
1 dito. .
1 dito. %;
3 dtlos. T
6 ditos.....
10 ditos.....
20 ditos. ....
50 ditos.....
1580 ditos ....
O seu rcndimenlo uo
t,673 premiados.
3,337 brancos.
5,000
2IKHI00
OONHMI
505000
203000
10-000
' 5f)0(Kl
aono linanceiro
6:01X13000
2:IKK)50 IMHNWOOO
MOgOOO
nsfooo
600>(IUO
.5005IMK)
4003O0O
5005000
7:900801X1
lindo foi
Vende-te o verdadeiro c o mais fresco rap 3^0 faVm. que'V^puiiiiI
Paulo Cordeiro. que existe no mercado : na loja de ATI'ENf'AO 10 AKATEIRO
erragens na rua do fjueimadon. 13. Rua da Cadeia do Recife, loja n. 5o' da '
Pecas de algodaorom loque a imO, 13280, 18600' -'-"'" "="' I'l^"3* P^
c 29000. peras de madapoSo com loque a 23-500, 33 '., /"am ''"-'<*. e CUStam O dlinmilto pi e-
i-o de -i.s'000 rs. cada um.
FARINHA DE MANDIOCA.
Na rua de Apollo, armazem n. 11, vende-se fari-
nha de mandioca muito nova, em sarcas grandes,
por prero commodo.
RELOIOS DE OL'RO PATENTE INGLES.
No escriplorio do agente Oliveira, roa da Cadeia
do Recife, est a venda porrAo de relogios deouro,
paleule ingiez, chegados pelo ultimo paquete.
Roas vejas de carnauba, em caixinhas de ir i n la
e lanas libras, > indas doAracaly ; vendem-se na rua
da Cruz n. 34, primeiro andar. *
POTHIER, OBRAS COMPLETAS
COGNAC VERDADEIRO.
Vcnde-se superior cognac, em garrafa", a 123000
a duzia, e 18280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Vendetn-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
esquina,
vende-se:
corles de seda branca e com lislras decores, com 20
covados 208, novas mclpomenes de quadros acha-
malolados com quasi vara de largura a 900 rs. o co-
vado, corles de rambraia fina de cor com barra a
a'riK, chitas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a 180 o covado, cambraia de linbo fina, ptima
para camisas de noivos a 58, pannodelenri.es su- Sellins lnglezes.
, perior com mais de II palmos de largura a 25400 a Rp|0(rn n-itpntp nfrlor
vara, cassa ,I, listra par babados 220 rs. a vara, e ne!0f.los P''rente ingiez.
19600a peca, casemiras-de cores escuras para caira! Wiicotes de carro e de montana.
1 a I.3500 u corte, panno de cor com msela de seda, Candieiros e castiraes bronzeados.
proprio para palitos vclidoc de montara a 3-3 o n..._,l______1 *i 1 -
covado, panno prelo fino a 18 e 43800 o covado, "u'"em lent'ol, barra e inunirao.
corles de goreoriio para colleles a )3 e de fuslo, Farello de Lisboa.
alcoxoado a HOO rs., merino prelo muilo fino a 38600 Lonas ino-l^yae
8 volumes, vende-se por O.S'OOO., e a as- e 13 o covado. luvas de fio da Escocia de cores com *v ""'*
signatura do ndice da Legislacao Brasi- xi^m mr a 160 rs. o par, aaaiai como oniras J*.10 de sapateiro e de vela.
letra nelo Dr Fttrtado or 20s-000 1-? n"",?s fa"n(las 1"e,? a">nt" 'Vlsla se vendem > aquetas de lustre para carro,
iciid peio in. ruiiduu, poi ^u.iuuu rs. em atacado, ea retalho por baralissimos prcros, e -
quem quizer dirija-se a esta t\ pogra-1 phia que se dir" quem vende. ATTENCAO\ QCE HE PARA ACABA*.
m j T 1 1 ''ai,s com lislras de seda, e quatro palmos de lar-
No armazem de lasso Irmaos, lia gura, tazenda muilo propria para a prsenle esta-
a venda: S*o, pelo diminuto prero de 110 rs. o covado : na
Superior vnhochampagne em gigos. rua da>Cadeia <*<> *<*<" ^
.. >_ 1____________ 1 "^ Vende-sc um cscravo de idade 2.) anuos, de
Dito Brdeos emqiiartolas. bonita figura cm Fra de Portas, rua do Pilar
Dito, dito em garralOes. n. 11.5.
Agurdente cognac, em caixas de du/.ia- Vcnde-se urna grande e famosa casa terrta, ao
aterro da Boa-Vista, rom grande quintal : a Iralar
na prara da Boa-Vista, casa n. 30, segundo andar.
Barrs de graxa n. 97.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas e a
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio
nio de materiacs por prero mais em conla.
rela-
Anlo-
. MADAPOLA COM PEQUEO
TOQUE DE AVARIA,
vende-se na roa do Quei-
mado i. 19.
Vende-sc por nao se precisar, una prela de
meia idade. muilo I ir I e humilde, nao bebe eipirito
20:000301 KI
N. B.Os tres primeiros premios eslao sujeitos
ao descont de 8 por cento.O ttiesoureiio. Fran-
cisco .Inlonio de Oliceira.
Approvo.Palacio do governo de Pernambuco 11
de maio de 1855.Figueiredo.Conforme/Inlo-
nio Leite de Pinho.
O Sr. que quer a casa n. 29 da rua do Vigario,
pode vir receber o I ralo.
Licores linos i'rancezet, idem.
Azeite relinado Pagnol, idem.
Carrafas vazias em gigos.
Papel altnaro verdadeno de Georg Mag
nani.
Dito de copiar cartas,.as resmas.
Familia de mandioca.
Aro em cimbeles.
Tudo bom por prero mdico.
VINHIIO DE LISBOA,
em barris de 10 em pipa : vende-se em rasa de An-
goale C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recife u.
18, primeiro andar.
Vende-se junco do mellior que exisle boje nes-
la prara. Unto em porcAo como a retalho, mais em
conla do que em oulra qualquer parle : na rua das 80 rs., btalas a 80 r., eludo mais cm porporrao
Cruzes n. 29. Na mesma loja vende-sc.palbinha ja j ua rua esireila do Rosario n. 16.
preparada, muilo em conla. .
_ Vendem-se boas cadeiras de Jacaranda e oleo, N fim do bfeeo J;*^ le iso.
obra nova, por preco commodo .Umbeni se luga ri ha^e eslabe|eri(Jo um m>t,: dr mlleriaes,
em pequea grande porrao : na rha esireila do e nee Rr,lam.se |ijolo8 de |0l|l< nua,idaae,i C1, e
Knsario n. l_. 0 m)js prejj,,, par;, obras, e ludo se vende por prero
Vendem-se cala* com agurdenle de Franca : muilo commodo.
no armazem de Jo3o Tavares Cordeiro. Vende-se um rasa lerrea de poni mais alto
Vende-se urna cscrava mora, da Costa, e mui"; qoe tem na rua da Conceico, e por isso muito boa
lo boa quilandeira : n rua Direitan. 64. le nova.: na rua Nova n. 67.
SARJA PRETA E SETIM
MAGA'O.
Na rua do Crespo, loja n. 6, vende se superior
sarja hespinhola. muilo laraa, polo diminuto prero
de 2a:loo e 29600 0 covado, selim macan a 23800*e
:l52IX)o cova.io, panno preto de 38000, 4-3000, .58000
c68000 o covado.
FABINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior familia de mandio-
ca, em saccasque tem um alqueire, me-:
dida vellia, por preco commodo: nos
_ armazens n. o, 5 e 7 defronte da cscadi-
vramenlo n. 36, loja de cera. allandega, ou a tratar no escriptono de
CARNE DO SEBTAO* A 280 A LIBBA. :Novae*f c., na rua do Trapichen. 31,
Linguiras do reino a 480, prenunloi a 110, arroz a pi'uneiro andar.
CEIEITO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atraz do
Ibealro, armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Chalen de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
i voila para a cadeia.
trapiche do Ferreira. a- eotender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redundo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hoilandezas, com gran-
de vantagem para o melltoramento do
assucar, acha-se a venda, em lata* de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Clustao-
Sahio a luz a 2. edirao do livrinho denominado
Devoto Christilo.mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia a 610 rs. cada eiemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, volao e flauta, como
acjam, quadrilbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modnhas tudo modernissimo ,
chegado do Ro de Jpnero.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
menle chegados, de eicelleotes vozes, e presos com-
modos em casa de N. O*. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Bussia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,. rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento do moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de. todos os tamauhos, para
dito.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptdao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se urna porrao do verdadeiro
vinho Bordeaux linho e branco engarra-
fado, que se vende muito em conta para
se liquidar tontas: na rua da Cruz n 2(i,
primeiro andar.
Moinhos de vento
*nm bomhasdc repulo para regar borlase baila,
dc'capim. na fundiraode D. W. Bowman : na roa
do Brum os. 6, 8 e 10.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escuro a 720 rs., dilos grandes a 18200
rs., ditos brancos deal;odaode pello e sera elle, a
mitarao dos de papa, a 19200 rs. : na loja da rua
o Crespo n. 6.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina qoe
volta para a cadeia.
$-$S-S;-$e-S-$MSft
Q Vende-e vinho de Brdeos, St. (A
(, Emilion, Pomerol, S. Julien, Pa- '
villac, em garraffies e quartolas :
vinho de champagne, Sillerx,
Mousseux, em garrafas e meias
garrafas: licores linos todo
JCT qualidade superior e por pr%>
(&) commodo: no escrirftoijo de J.
$ P. Adour dtC, na rua da Cruz
h >'- 40.
Vende-se um cabriolet com eoberla e os com."
plenles arreios para um cavallu, Indo quasi novo .
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr-
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che n. Ii, primeiro andar.
mmmmmmm m &&m%m
W Deposito de vinho de cham- W
W pagne Chateau-Av, primeira qua-
$ lidade, de propnedade do conde
0 de Marcuil, rua da Cruz do Be-
A cfe n. 20: este vnho, o mellior
4H de toda a Champagne, vende-se
a 56000 rs. cada caxa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caxas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile o* r-
tulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio u. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
cada recentemente da America.
Vendem-*e no armazem n. 60, da rua da Cu-
deia do Recife, de llenry liibsun, os mais superio- ,
res relogios fabricados em Inglaterra, por pre{oi
mdicos.
Batatas chegadas pela Gratidao,
e desembarcadas boje, a l#280rs. a ar-
roba : no armazem de Mello, defronte da
allandega.
Vendem-se ceblas de Lisboa em resleas a 800
rs. o cenlo, e solas a 400 rs., fumo de Garanhuns, o
mellior que (em viudo a esla prara : no pateo do
Trro, taberna n. 21.
Vendem-se boas vaceas de teile com becerro
novos, por commodo preco : nos Remedios, sitio de
Jos Thenorio.
No Hospicio, segando porlao depon da Facul-
dade nos, de bonita figura, cose e lava alguma eoota.
Vcnde-se um escravo crionlo, de bonita figura:
na travesea do Queimado n. 1.
Aa labrira de espirilos da roa Direita n. 84,
novamente aberla, vende-se alrnol ratificado a ba-
nho Mara, licor fino, entre fino e ordinario, de dif-
fereutes qualidades, em garrafa* e em ranadas, ge-
nebra em frascos e em caadas, agurdenle do reino,
tinta preta e r\a para escrever fe-la em alrool fra-
co, agua da Collonia em frasqoinhos e em garrafa*,
b.inlia para cabello de difTerentes cores, oleo de ma-
ciss.i, ludo bem preparado, por prer rommoou.
garrafas brancas vasiis, proprias para licor liuo, oleo
de ricino e xarupe.
ESCRAVOS FGIDOS
ESCRAVA FGIDA.
No dia 30 de abril protimo pastado fogio do legar
do Kibeiro do Mel, comarca do l.iinoeiro, urna cscra-
va rrioula. de nome Romana, que representa ter 20
anuos de idade, a qual lem os simiaea seguinles : al-
ta, grossura regular, olhos grande?., denles limados,
beiros grnssos, peitos em pe, lem um sigual na tU
sobre o olho r.querdo de urna pancada que ha punco
levoii, e urnas pequea relhadas em ambos o* tira-
ros ; esla escrava perlenee a Joe do Sanio* e Silva,
e julga-se qoe ler fgido para tsla capital por se
lile runherrr vonlaile de ser ven lida para ella, e
por isso roga-ae as autoridades e capihles de campo
que a pesarem, levem-a roa co Oueiinado n. T,
loja ila Estrella, ou na Picada, comarca do Limociro,
em casa do Sr. capilao Alexandre Barbota de Souza,
onde selhe gratificara generosamei le.
Desappareceu da rua larca do Rosario n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alto, ollios grandes, com
una cicatriz no rosto, cabellos c barba grandes; be
ollicial de sapateiro, anda de caira e jaque la, ralra-
do, e diz-se forro : quem o apprebender e entregar
ao seu senhor, sera recom|>engado.
Leonardo Anlunes de Meira Delinques.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu uo dia 6 de dezembro do anno pro-
limo passado, Bencdicla, de U auno* de idade, ve-
uii, cor .irahoclada ; levou nm vestido de chita com
lislras cor de rosa e de caf, e nutro lambem de chi-
ta branco com palmas, um lenrn aniarello no peseo-
ro,j;i deubolado: quem n apprcliemler conduza-a
Apiparos, no Oileiro, em casa de Joao Leite de Aze-
vedo, ou no Rarife, na prara do Corno Sanio n. 17,
que recebara a gratificaran cima.
PERN. TYP. DE M. F. DE FAiBJA. 1850.
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