Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01026


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Full Text
XXXI. ANUO N. 110.


i
Por 3 mezes'adiantadoa 4,000.
Por 3 mezes venados 4,500.
SABBADO 12 DE NIAIO DE 1855.
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
F.\;Altni5GADOS DA SBS<:miik:A'0.
liecife. o prnprieterio M. F. de Faria ; Rio ') J*"
neiro, o Sr. Joan PereiraMarlins; Bahia, o Sr. D.
Iluprail; Mar co, o Sr. Joaqiiiin Bernardo le Men-
dinioa ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dades ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Ararat y. o Sr. Antonio de Lemos liras; Cear, u Sr.
Victoriano Angusto Borde; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, c Sr. Iluminan,
Hrreulano Adule* Peso Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramo* ; Amazona., o Sr. Jcronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por l!.
Pars, 3(5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 9S a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Arijes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de segaros ao par.
Discanto METAES.
Ou.ro.Onc.as hespanholas*
Modas de 65400 velhas.
de 65-1 (>0 novas.
. de 49000. .
Prata.Palacoes brasileiros. ,
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS C.ORREIOS.
29*000 : Olinda, lodos os dias
1655000 Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16J000 Villa-Relia, Boa-Vista, ExeOuricury, a l.'?c28
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PRKAMAR DE 1IO.IE.
Primeira 1 hora e 18 minutosda tarde
Segunda I hora e 42 minutosda manhaa
90000
19940
19940
1!860
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segtindasequintas-feiras
Relaijo, tergas-feiras e sabliados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, secundas e quintas s 10 horas
I* varadocivel, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do civel, quartase sabbados a meio dia
EPI1EMERIDES.
Mato 2 La cheia as 2 horas 1? minutos e
39 segundos da maullan.
9 Quarlominguante as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manhaa.
16 La nova a I horas 43 minutos a
36 segundos da larde
23 Quarto crescente as 10 horas 18
37 minutos 40 segundos da manhaa
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Estanislao b. m. ; S. Flavio.
8 Terca. S. Heladio b.
9 Quarta. S. Gregorio Nazianzeneo b.
10 (Quinta. S. Antonio are. ; Ss. Blanda e Arfeo.
11 Sexta. Ss. Fabio, Anastacio c Sereno mm.
12 Sabbado. S- Joanna princeza v.
13 Domingo. 5." depoisde Pascoa. S. Podro Re-
galado f.; Ss. Glyccria e Servago mm.
paute ornciAL.
(MJVEBNO DA PROVINCIA.
Expedienta o da 9 de aaale.
OfllclAoExm. commandanle superior da guar-
da nacional do Recite, recommendamlu a expedicao
de uas ordena, para que seja dispensado do servico
da suarda nacional, Manoel Odorico Correia de A rau-
jo, viiloaehar-se compreheudido nadisposicaodo.arl.
11, S 3. da lei n. 602 de 1 de setemhro de 1850.
Dito Ao marechal commandanle das armas, in-
leiramlo-o de que nesta dala se expede ordem ao le-
uenle-coronel de engenheiros encarresado das obras
mililares.psra mandar fazer o concertos de qoc lin-
da necesita o quartel do Paraizo, e bem assim o (e-
llieiro para deposito dos cabos de despejo. Ofli-
ciou se a respeito ao Dito Ao mesmo, declarando que, para se poder
verificar se o reernta Joao Jos de Sant'Anna lie ou
nao desertor do brigue barca ftamarac, faz-se ne-
re>sario, seguido inforraou o eominamlante da c-la-
co naval, que seja elle remettido ao quartel do mes-
mo commandanle, e que neslc sentido expeca S.
Exc. as convenientes ordens.
Dito Ao mesmo, dizendo que, para poder esie
goveroo resolver acerca do que represento o coro-
nel commandanle do segundo batalhAo de infama-
ra no offleio annexo aos papis que remelle, e que
leven er devolvidos, faz-se misterque S. Exc. ou-
<;a ao mesmo coronel, e declare presidencia quaj a
ordem superior, e por quem expedida, para perce-
bereii as pravas de pret do referido batallan o sold
mareado para os corpos de artilharia.
Dito Ao mesmo, declarando que, visto nao lia-
ver inconveniente |m regressar ao mino batalllo
da infamara o soldado Flix Feliciano Barbosa, que
havia sido desligado do mesmo batalhan, para servir
na colonia de Pimenteiras, p do expedir as suas ordos.
Dito Ao inspector da lliesooraria de fazenda,
Hiteiraiidu-o de haver o hacliarel Jos tjuintino de
lastro I,eo, jui/. municipal e de orpliausde Olinda,
participado que no dia 7 do andante reassumira o
exercici sin seo cargo. Communicou-se tambem a
lliesnuraria de hirala.
Hilo Ao mesmo, scienlifcandn de que parlirl-
pra o commandanle daeslacao naval haver nomea-
do o primeiro lenle da armada, Ludgro de Salles
e Oliveira, para commaudar interinamente o brizue
de guerra Capibaribe, visto ler-se o respectivo com-
mandanle recoiliido a enfermara de marinha, a-
lim de tratar-se.
DitoAo mesmo, aulorisando-o a continuara
|iagar, sb responsabilidadc da presidencia, em
remalanle o Irabalho que falla, loso que cesse o in-
conveniente aponlado em o citado oltieio, e decla-
rando-lbc que acaba de ordenar Ihesouraria pro-
vincial, que pagne, em vista do competente certifi-
cado, a importancia da prestado a que lem direilo o
mencionado arrematante.Expedio-se ordem tlie-
souraria.
Dilo Ao juiz de direilo do Rio Formoso, dizen-
do quc,eom a copia jonla da informacao do adminis-
trador do correio desla cidade, responde ao seu of-
licio de 27 de abril ultimo, em que S. me. pede o es-
labrIcrinu'iiln naquclla cidade de urna agencia de
correio.
Dilo Aojniz muniripal da primeira vara. 4e-
signando-o para no dia | do corrcnle ir presidir ao
andamento das rodas da primeira parle da primeira
lotera em beneficio da igreja de Nossa Scnhora la
Cincriein dos Militare, dcsta cidade. Inteirou-se
o Ihesoureiro das loteras.
Dito Ao inspector da llicsouraria provincial,
para que informe i presidencia se anda falla muilo
para a concluso dos Irabalhos, de que fora incum-
bido o cnllaborador daquella llicsouraria, ChrMov.io
da Rocha Cimba Sonto Maior.
Dilo Ao mesmo, approvandn a arremataran fri-
ta por Francisco de Pinho Horcos, do rale..monto do
segundo lauro da estrada da Escada com o abale de
um por rento, dando por seu fiador a Thomaz de
Carvalho Soares Braiidfio.
Dito A cmara municipal do Kecifr, devolven-
do i planta que ncompanhou o seu oflicio de 2 do
correnlc, c dizendo em resposta que sendo de olili-
dade publica a demolieao do sobrado de'dous nda-
les, que csjreita a entrada para a ra do l.ivramen-
o pelo lado do norte, e que vem indicado na citada
planta sb n. 1, pode aquella cmara tratar de sua
desapropriaeao nos termos da lei provincial n. 129
le 2 de main de isii.
Portara Concedendo \t Roberto Gomes Pcrira
de l.ira, arrematante da bomba do riacho dos Afo-
gadinlios, seis mezes de prorogarao para a conilusflo
daquella obra.Fizeram-sc a respeito as communi-
cares precisas.
Dita Mandando a.Imiltir ao servir, do exercito,
como voluntario, por lempo de seis anuos, ao pai-
sanojoao Baplista Guedcs Alcanforado.abonando-se-
llie, alm dos vencimentos da lei, o premio de 3005.
l-izeram-se as necessaras commuiiicaces.
Dila Ao director do arsenal de guerra, para
por i disposieo do*juiz de direilo ebefe de polica,
2S granadeiras e 280 carluxos embalados do respec-
tivo adarme.Coinmunicou-se ao mencionado ebefe.
10
OflicioAo Exm. marecbal commandanle d;is ar-
ier^"coiW ** rwnrljBiiliiMra ffffmlryag^ydfc&'L".
despeza, que fo,emcorrendop,las rubricas-corpo tU' 1,,,,,l" ,,e ",Unl" 77*c Marque, de
de saude e obras militares. no presente exerecio,
.visto adiaren!-su esgotados os crditos concedidos
para as mesmas rubricas.
Dito Ao Dr. chele de polica, dizendo em res-
posla aosen oflicio de 2 do corrcnle n. 329, em pri-
meira lugar, (iu- nao lia inconveniente em serem-
entregues ao subdelegado da freguezia da Boa Vista
para servico da polica l-J armas das que crviram
na diligencia de que Talla S. S., e cin segundo lugar
que acaba de ordenar ao direclor do arsenal de guer-
hi o fornecimcnlu ao mesmo subdelegado do numero
de carluxos embalados de que traa o sen cilado of-
licio. E\peilio-se a ordem de que se trata.
Dito Ao mesmo, declarando que a Ihesouraria
provincial lem ordem para pagar com brevidade o
prel da-escolta que lem de eonduzir para o Bonito
nove criminosos que vio all responder ao jury.
Dilo Ao mesmo, iuleirando-o de que se orde-
nara Ibesouiaria provincial o pagameuto.das con-
las das daspezas feilas com setc criminosos e nove
reernta remeltidos para esta capital pelo delegado
le Ingazeira. Expedio-se a ordem supra.
Dito Ao juiz relator da junta de justira, Irans-
mitlindo, para serem relatados em sesso da mesma
junta, os procesaos verbacs dos soldados JoSo Fran-
cisco Correia e Antonio l.uiz de Sant'Anna. Com-
muuiiou-se ao commandanle das armas.
DiloAo commandanle superior da guarda na-
cional do Rio Formoso, enviando-lhc, para ler exe-
cucao na parte que llie toca, o decrelj n. 1570 de :t
de mareo ultimo, dando nova orga.uisar.1o guarda
nacional dos manicipios de SerinliAem, Rio Formoso
e Barreros.
Dilo Ao direclor das obras publicas, aalorisan-
do-o receher provisoriamente a obra do acude le
Beterros, visto aclmr-se ello concluirlo de conformi-
dadecom o orcamenlo, e prevenindo-o de fue re-
rommendra a Ihesouraria provincial que, em pre-
sencia do certificado, pacoe ao respectivo arrematan-
te a importancia das dnas preslacoes que tcm di-
reilo. Fez se o expediente de que se trata.
Dilo Ao mesmo, dizendo que fica inteirado do
que communicoii S. me. a respeito do muro de en-
cost da ponte do Caxang, ao Indo la marsem es-
querda do rio, e recommendando-llie que Irale de
darquaulo anles ai necessaras providencias a res-
pcilo.
Dito Ao mesmo, approvandn a compra dos nb-
jeclos indicados na nota qne acompanhoit ao sen
otlicio de 7do crrenla n. iM, os qacs silo precisos
para a obra da casa de deleneSo.Commnnicou-se
Ihesouraria provincial.
Dilo Ao mesmo, aulorisando-o receber lefi-
nilivamdnte a obra dos concertos do caes da ra da
Aurora, e inteirando-o deque a Ihesouraria lem or-
dem para pasar ao respectivo arrematante a impor-
tancia qne liver direilo.
Dito Ao mesmo, autorisanslo o receber pro-
visoriamente a obra lo dcimo lauco la estrada do
sal, com a enndicAo porein de fazer o respectivo ar-
DiloAo mesmo, para mandar por iiovamenlcem
praca a obra do acude projecladn na villa do liui-
que. *
DitoAo administrador do correio, rerommen-
dando que informe sobre o estado em qne se arham
as diversas agencias que ltimamente se crearan ;
se ja eslito ellas fuuccionaniln, e no caso negativo
qual a razio.
lavelmente religin, eMonde todas as mitras igra-
jas devem lomar a tradic.io de l.
A igreja romana, pois, nada tomn mala peilo,
do queasseverar, defender, promover e vindicar por
Indo ns mcios mais eloquenles a Immaenlaila Coo-
ceican da Virgem, e o sen culto, c dnutrina. Isto
atleslam edeclaram aberla c clarissimamenle tantos
arlos, na verdade insignes, de pontfices romanos,
nnssos predecessores, ans qoaes na pessoa do princi-
pe dos apostlos foi .pelo mesmo Chrislo Nossa Se-
nhor rnrmnettidn o cuidado supremo, e o poder de
pastorear os cordeiros e as ovclbas, de confirmar os
irm.ios, e de resero dirigir a igreja universal.
Em verdade.os nossos predecessores muitn se slo-
riaram de, por sua auloridade apostlica, instituir a
fesla da Cnnoeicao na igreja de Roma, com oflicio e
mista propria, em que de modo darttalmo se pro-
rlamava a prerogativa da seneflo da culpa original ;
de augmentar, decorar e de promover com loda a
pompa o cuito j eslaheleedo ; e de o amplificar ou
por rnneessao de indulgencia, no por permissaodada
s ridailes, provincias, e reinos para lomarem para
sua padroeira a Mili de lieos sob o Ululo da Imma-
cnla la ('nncei;i rias, rongregacoes e associaciies re'ligiosas instituidas
em honra da Conrcico Immaeulada. ou (iiial-
LETTRAS APOSTLICAS DOG- mcllle por m" rte 'oovores IribaladM pie lade
Retarn las facas, granadeiras e mais utensis milita-
res remedidos ao lllm. Sr. Dr. chefe le polica
pela delegaca lo Bonilo, tomadas no mesmo ter-
mo.
.Irmas e ulenti* militara. Numero.
Facas de pona..........:ts
(irauadeiras roladas ,.......10
Ditas inleiras..........
Palronas...........
Cananas...........
Centures ..........
Bayonetas..........
2
2
3
9
3
Bonito 3 de maio de 18-55.Deffino Augusto Ca-
valcanti de Albuquerque, jnia municipal e delegado.
EXTERIOR.
minaram essa npinao. E para que estas repelidas, quanlo permiltiam as circunstancias las cousase
e clarissimas ajuntaram-lhcs urna sanc;n : romo todo se acha era isenla do percado original ; e muilo claramente
comprebendido lias seguintes palavras do nosso cila-
do predecessor Alexandrc Vil.
n Considerando nos que a santa igreja romana ce-
ii lebra solemnemente a fesla da Conceieao da Puris-
" sima c sempre Virgem Mario, e qoc amigamente
" nrdenou uin oflicio especial e proprio sobre este
mxslerio, na rouformdade da piadosa, devnla e
louvnvel disposirio, que entilo bouve de \isto IV
<( nosso predecessor ; c qnerendo a exemplo dos ro-
manos pontfices nossos pro lcessores, favorecer
significaran), que nada havia as sagradas le Ira-,
nein na tradircAn, nem na auteridade dos padres
do igreja, que podesse rom fundamento allegar se
ppr qnalquer forma conlra l.io grande prerogaliva
da Virgem.
E por rcrlo que illoslres mnnumenlos de vene-
randa anliguidade da igreja oriental c occidental at-
leslam valdissiinanicnlc. |ue esta doiitrina da Im-
maeulada Conceieao da Sanlissima Virgem, expli-
cada, declarada c confirmada cada dia rom mais es-
esta lonvavel piedade e devoejo, e a Testa e o ral- P'*n** Plo sravissimo sentimenlo da igreja, pelo
Snuza, que se acha nesta provincia,.! mednlha c di-
ploma que "para lerein esle destino Toram enviados
pelo Exm. presidente do Para. C.ommunicou-se a
esle.Tambem remellaii-se rom copia do aviso da
repartirlo da guerra de 17 de novemhru do anuo
prximo passado, o diploma e medalha perlcucenles
ao lente, coronel reformado Francisco Rodrigues
Cardlo.
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial,
oommunic.iinlo, para que o faca constar ao inspec-
tor da alfandesa e no administrador la mesa do ron-
sulalo,4|ue Jos Antonio de Arauju, apresentara
carta imperial de coulirmacAo no emprego de cn-
sul, para o qual havia sido nomeado por sua alien
real o grao duque de Meklemburg Slrehlz, afim de
servir nesta provincia.Fizeram-sc as oulras com-
municacoes.
DitoAo mrsmo, in(cirando-s de haver conce-
dido 3 mezes de lirem;a com ordenado ao promotor
publcoda comarca de Flores, bacharel Paulino dos
Sanios Cavalcanti de Albuquerque, para 'tratar de
suasaude.Expediram-se as necessaras communi-
ca;oes a respeito.
DitoAo commandanle snperior da guarda na-
cional de Nazareth. dizendo que. em quanlo a pre-
sidencia n,io resolver o contrario, o chefe do estado
maior da mesma guarda nacional dever nos casos
de impedimento ser substituido de conformitlade
como disposlo na segunda parte do arl. 7, do decre-
to n. 1351 de (i abril do auno prximo lindo.
DitoAo commandanle superior da su.mi i nacio-
nal lo Brejo, para mandar que continu a servir no
destacamento de liana alli estacionado,o corneta que
foi apresenladn ao capitn Flix Jos da Silva, por
parle do commandanle lo I. balnlho de infanlaria
da nje-ma guarda nacional. Participou-se ao ma-
rechal commandanle la armas.
DiloAo direclor das obras publica', autorsan-
do-o a lavrar o termo de recebimenlo definilivn-da
obra do pnipedramenloilo i. lauco da eslradada Vic-
loria, c declarando que cxpcilira ordem a (hesoiira-
ria provincial, para que vista do competente certi-
ficado pague ao arrematante daquella obra a ullma
preslar.lo lo seu contrato. Expedio-se a ordem de
que se trata. '
DiloAo commandanle do presidio de Fernando,
remoliendo urna caixinha ronlendo dous vasos de
Santos leos para a capelladaquelle presidio.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, de-
volvendoo requerimentoero que Miguel Archanjo
l'imenlel. professor publico de primeiras lellrasde
Tacaral, ao passo que representa contra a inlelli-
gencia dada por aquella Ihesouraria ao arl. Si; dore-
gulamenlo le 12 de maio de 1851, pede se Ihe man-
de pagar o seu ordenado correspondente ao lempo
em que lem estado de licenra, le ennformidade
aom as respectivas portarlas, e recommendando que
proceda a respeito nos termos da informacao que re-
melle por copia de director geral da inslroccao pu-
blica.
0 PARAMO DAS MILHERES. (*)
Por Faalo Fsval.
TKRCE1RA PARTE.
MTICAS DOSANTISSIMO PA-
DRE PI IX.
Pi Bispo.
Seno dos tercos de Dos.
Para perpetua memoria.
Dos i noli, iv i-I, cujos caminbos s3o a misericordia c
a verdade, cuja vontade he a omnipotencia, e coja
sahedoria infinita ludo allinge fortemenle, e ludo
dspe com suavd.adr, lendo previsto desde toda a
elernidade a luctuossima ruina de lodo o genero
humano que devia derivar-se da traussress.au de
Adilo ; e havendo decretado, no myslerio recndito
desde os serillos, completar a primeira obra la sua
bondade por meio da encarnaran do Verbo no Sacra-
mento ainda mais misterioso, afim de que, conlra o
proposito da sua Divina Misericordia, o homem im-
pedido a culna pelas suggeslesda iniquidade diab-
lica nSo perecesse, e o que tiuhade cahir no primei-
ro Adflo, se crguesse com mais felicidade no segun-
do : escolheu e preparen, desde o principio, e anles
dos serillos, para sen Filho Unignito a Mai, de que
elle, fcilo carne, naseesse na hemaventurada pleni-
'ude los lempos ; e com tamanho alfectoa amon so-
bre lodas as crealuras, que com a mais propensa
\untado, poz Bella luda a sua complacencia. Por e*-
le motivo 13o maravilhosamentc a dolou, superior-
lueiilc .1 lodos ns espirilos angeljfiis o a Indos os tn-
lo, com rabondanda de Iodos /s donseelesles lira-
dos ilo Ihesnuro da diviudade, que ella, scinpree inT
teiramenle livre de toda a macula de peeeado, c toda
formosa e perfeila, reunisscem si b)l plenilude de
innoecnciae de sanlidade, que oulra maior se nao
concebe, ahaixn de Dos, c a qual, excepto Dos,
ninguem por seu enlendiinenlo piide comprehen-
der.
E na verdade, era de lodo conveniente, que res-
plandecesse ornada sempre com os esplendores de
perfeilissima sanlidade, e que absolutamente pre-
ervada air.da mesmo la macula ala culpa original,
conseguisse sobre a anima serpete o mais completo
triumpho, aquella mai veneravel, qnal Dos Padre
delerminou de dar o seu Unignito Filho, a quem,
engendrado no seu proprio seio, e igual a elle, ama
como a si proprio, de mnneira que fosse um e o
mesmo filho commum de Dos Padre e da Virgem ;
aquella mi.quc o proprio lilho escolheu substaucial-
menle e fez para si, c da qual o espirito sanio quiz,
e poz por obra,que fosseconrebido e naseesse aquelle
de quem o mesmo espirito procede.
A igreja ealhotica, que ensillada sempre pelo Es-
pirito Santo, he a columna e o firmamento da ver-
dade, como possiiindo a doutrina recebida divina-
mente, c comprehendida no deposito da revelacao
celeste, nunca dcixou de explicar, propor e promo-
ver por multplices formas, e por fados cada dia mais
claros es!a doutrina da innocencia original da Au-
gusta Virgem, a qual esl perfcilameute de accordo
com a adnir.ivel sanlidade da mesma Virgem, e
a sua otlissima disnidade le Mili le Dos.
lisia mesma doulriua, vigerle desde lempos anti-
qusimos, profunilamenlegravadanu animo dos fiis,
e propasada de modo maravlhoso no Orbe Calholico
pelas diligencias e zelo dos prelados sagrado-", foi
manifestada corfi a maior clareza pela igreja, quando
esla nao duvidou propor a Conceieao da Virgem ao
culto publico, e venratelo dos fiis.
Por esle facto Ilustro a igreja, que. smente de
santos celebra dias festivos, moslrou que a Concei-
eao da mesma Virgem, devia ser venerada como
singular, maravilhosa, em ludo distincla dos princi-
pios do reslo da hnmanidade, e absolutamente san-
ta. E por isso tambem coslnmnii empregar assim
nos oflieiosecclesiasticos, enmona sagrada lilhurgia,
eapplicar aos principios daquella virgem, predesti-
nados em nms e mesmo decreto com a encarnaran
da Sahedoria Divina, as mesmissimas palavras, eom
queas divinas escripluras lallam da sahedoria in-
creada, e representan) as suas eternas origens.
Sem embargo, porm, de que lodas estas cousas,
recebidas quasi geralme.ila pelos liis, mostrem o
zeloso cuidado, com que a propria igreja romana,
mai e meslra de lodas as nutras, seguio a dita dou-
trina da Conceieao Immaeulada da Virgem ; toda-
va os relos Ilustres desla isreja sao de lodo dignos
de especial ommemorac.lo, sendo tanta a dignidad*
e auloridade la mesma igreja, quanta por cerlo se
Ihe deve como que he o cenlro da verdade e uni-
dade ralholica,aonde smenle foi guardada invio-
d lipidias pessnas, que erigissem mosleiro,ho-pirios.
altares e templos eom a invocarlo da Immaeulada
Conceieao, ou que promeltessem debaixo de solemne
juramento defender estrenuamente a mesma Imma-
eulada Conreino da Mili de Dos.
Alm ds|o com grandissimo prazer decrelaram,
que a festa da Conceieao devia ler lugar em toda a
igreja com o mesmo rilo e na mesma ordem da fesla
da Nalividade,qne a mesma festividade da ,Con-
ceito fosse celebrada com olavario porlodaa groja,
e solemnisada saniamente por lodos oi fiis entre'' as
feslas de preccito, e qne lodos os anuos no dia
consagrado a Conceieao da Virgem honvesse capella
pontificia na nossa hazilica patriarrhal liheriana. E
desejandn infundir cada vez mais nos animo* do*
liis esta doulrina da Immaeulada Conceieao da Mai
de Dees, e excitar a sua piedade. para dar culto e
veneraeao mesma virgem concebida sem manila
original, folgarnm com a melhor vonladc de permit-
tir. quenas radainhas laurelanas e no proprio prefar
ci da missa se prorlamassc a Cuneen;"m Immaeula-
da da mesma Virgem, c que por esse modo a lei' da
erenea lieasse estatuida na mpsmi lei da oraeao. Ns,
pois, seguindn os passos ile lao illuslres predecesso-
res nossos. nao smente approvamos e recebemos o
que elles tiultaui piissiina e sabiamente cstaheleci-
do, mas anda, lemhrados iN instHiOQtio do Sixto
IV, roboramos com a nossa aunridade o oflicio pro-
.prio t* Immaeulada Conceieao.1 com animo gralis-
simo concedemos o uso dellc cinVda a igreja.
Como, porcm, as colisas, que respeitam ao culto,
lema mais intima relarflo eom objeclo lo mesmo
cullo, n-m ellas podem permanecer firmes c legaras
se este lar incerto mi laborar od ambiguidade ; por
isso os pinliliees romanos nnssos predecessores, am-
plificando eom todo o disvelo o cullo da Conceieao,
/.elosamen|e cuidaram em explicare inculcar o seu
objeclo e doulrina. Ensinaram. pois, clara e aber-
tamenle, que a fesla era da Conceieao da Virscm ;
cproscreveram romo falsa ede lodo albeia do espiri-
to da isreja a Opialio laquelles, que opinassem e af-
lirmassem, que a isreja nao celebrava a Conceieao
la Virgem, mas sim a sua sanlificacao. Nem Ibes
parecen, que deviam tratar com menos severidade
aquelles, que, excositando urna diflerenca entre o
primeiro c o setundo instante da Conceieao, com o
fim de abalar a doulrina da Immaeulada Conceieao
da Virgem, asseveravam, que eom efleiln se eele-
hrava a-Conceieao, mas nao no sen primeiro instan-
te c momento. Pois que os mesmos nossos prede-
cessores julgaram do sen dever sustentar c defender
com lodo o empean a fesla da Conceieao la Bcati-
sima Virgem, e a Conceieao no seu primeiro instan-
te, como sendo o verdadeiro objeclo do cullo. Dahi
prnvicram aquellas palavras claramente decrelorias,
com que Alexandre Vil, nosso proilecessor expli-
i tu, porque ella s patenteia, o qual nanea depois
da sua iust i luirlo, foi alterado na isieja de Ro.
i ma, e bem assim proteger esla piedade e devocao
de venerar e celebrar a Bealissima Virgem. como
isenla do peeeado original por sraca do Espirito
Santo; desejando igualmente conservar na srei
ii do Jess Chrislo a unidade de espirito nos laeos
de paz, pondo lermo is oflensaa c disputas, e re-
movendo os escndalos: em vista das instancias e
ii supplicas, que nos foram dirigidas pelos obrodilo,
bispos eni ailo rom os cabidos das suas igrejas, e
ii pelo rei Filipn* em sen nomo e dos seus reinns,
o renovamos e mandamos que sejam observadas dc-
n baixn das penas e eensuras que nellas se ronlm,
ii as ctiiislilnieiVse decretos dos pnnlifices romanos,
o nossos predeeessor.es, e cspecialmenle de Xisln IV,
o Paulo V,e (iresorio JfV, em favor da opiniflo que
allirma que a alma da hemaventurada Virgem
Mara, no momento da sua creaco e infusan no
ii corpo, foi dotada com a graea do Espritu Sanio e
i preservada do peeeado original, e bem as ii favor d i festa e do cullo. que, na conformitlade
C dcsle pi sentiinento, se celebra da Conceieao da
mi'sma Virgem Mili de Dos.
i Queremos, alm disso, que todos e cada um da-
ii qiiells que prelenlcrem inlerprctar os rilados
ii decretos e conslilniccs le modo que fru ii favor que ah se d ao referido sentimenlo pin c
ir a festi e cullo, que segundo elle se celebra; ou
o aquelles que se atrevercm a abrir dispula sobre
esle sentimenlo, fesla e cullo; ou que, por qual-
i< qner modo, directamente, por qnalquer prelexlo.
ii anda mesmo de examinar a deflnibilidade da
i doutrina, de rommenUr ou nlerprelar e sagrada
Escriplura, ou os santos padres e doutores, por
a outro alsum pretexto ou motivo emfim se expres-
ii sarem em sentido contrario por escripto ou de pa
o lavra, rallando, presando, analysandn, disputan-
ilo, propondo ou fazendn qnalquer assercao, al-
l legando argumentos em contrario, e deixainiu-os
ii sem rcfulaoAo, ou usando le qnalquer oulro meio
' nao ensilado para o mesmo intento: queremos que
ii todas csses pessoas, alm das penas e censuras
i coudas as ronsliliiices do Xislo IV., ii quaes
ii he nossa vontade sujcila-las, e pelas presentes let-
ii tras as siijeilamos, sejam tambem ipso faci, c
em nenhiiina mitra dedaracan, inlnbiilas de pr-
gar, de ler pnblieajnenle oa de entinar c de in-
ii lerprelar, bem como de voz aeliva c passva em
ipiaesquer eleicoes; c fiqueni lamhcm iptn fitefo,
o sem mais deelaracao, ineursns has penas de per-
ii petua iiiliabilidade para pregar, lr em publico.
ensillar o interpretar : das quaes penas s pode-
si rao ser absolvidos ou relevados por ns mesmos,
ii ou pelos romanos pontfices nossos successores. Fi-
magistmio, pelo estodo, pela seiencia e pela sahe-
doria, e. propagada por modo maravlhoso em todos
os poros e nae&es do orbe eatholico, lem sempre
existido na mesma igreja, como recebida los anle-
passados. e revestida do carcter de doulrina rele-
vada. Por quanlo a sreja de Chrislo, suarda tol-
licila e defensora dos dogmas de que he depositara,
de ncnhiima sorlc os altera, nada (Ibes dimiaste,
nada Ibes arrscenla ; mas, tratando l-om lidclidadc
c sahedoria das doulrina- forma das desde a anti-
suilade, e cultivadas pela f dos padres, pe to-
do o cuidado em as apurar .pulir do mudo la],
que esses anlisns dogmas de celesle doulrina ad-
quiram evidencia, clareza c prerisAo, mas con-
serven a sua plenilude. integridade c proprie-
dade,c crscam smente no seu genero, isto he,
no mesmo dogma, no mesmo sentido e na mesma
senlenea.
Certamcnle mida foi mais reilo aos padres e es-
criplores da igreja. instruidos as doutrinas celes-
tes, do que, nos livros elaborados para evplu-acao
das sasradas escripluras, defeza dos dogmas, e ensi-
llo .los licis, pregar c proclamar romo a porfa, por
mullos e admirareis modos a summa sanlidade da
Virgem, a sua digDdade, a sua i-oncao de toda a
macula de peccailo e a sua preclara victoria sobre o
deteslavel ininigodo genero humano."co que ellos,
expondo as palavras cojnqne Deos.aoannunciar des-
de os principios do mundo os remedios preparados
pela sua clemencia pi>ra arcnovaraodosmurlaes.hu-
inilhou a audacia da engaadora serpentc.e levanluu
admiravelmente a ciperanca da nossa geraeao, di*
zendo:Porei a inimizade entre li, e a mulber, en-
tre a la descendencia e a sua : ensinaram, que
este orculo divino mnslrava clara c aberlamenlc. o
misericordioso Wedemplor do genero humano, slo
he, a Jess Chrislo Filhu Unignito de Dos, e de-
sisoava a Virgem Mara sua Mai bealissima, c ti
dicava eipraasaaeate as aiesmi-simas inimizades de
um e le oulra contra o demonio; Por isso assim
como JesqsCliristo mediador entre Dos e os limneaV
rasgando, aoassumir a natureza humana, o decreto
da nossa condemnacao o aflixou na cruz romo ven-
cedor : assim (ambem a Sanlissima Virgem, unida a
ello por vinculo aperladsimo o indissoluvol exer
cer.do com elle, e por elle as inimizades sempre
ernas cunlra a venenosa serpele, e cWeguindo
sobre ella completo Iriluiiplio, esinagou com seo pe
immaeulada a cabera do draeao.
Desle (riumpho eximio e singular da Virgem, des-
ta sua exceenlissima innocencia, pureza, sanlida-
de, intcira isencao de loda a macula de peeeado, e
desla incflavel abundancia e magnilude de ludas as
celestes sraca-, virtudes e privilegios, deram les-
lemunho os mesmos padres da igreja assim naquella
I arca de Noc, que divinamente consliluida sabio *a e
i nalmenle, renovando as mencionadas constilu ,
< enes e decretos de Paulo V c Gregorio XV, en- ,alva ',0 comtnunl naufragio do mundo inlairo, como
i tendemos tambem sujelar, romo pelo presente'laml,em "1"lue|la escada que Jacob vio chesar da
^ ujeitamos os mesmos infractores s ootras penas, ler "*' P*'08 ,legrilos daqual subiam edesriam
que a nosso arbitrio ou dos pontilic.es romanos "s a"Ju* ue tof- c Pm CUJ '"P0 firmava o ines-
nossos successores deverem ser-Ibes impostas. ,' mo ^"''or : naquella sarca, que Movses vio Inda a
ii E pelo que respeita ans livros, em que se poe 'i,r,,er n0 luRar santo, e que no meio das chammas
ii em duvida a sobredila Opinigs e a festa e o cullo.
i que segundo ella se celebra, ou nos quaes esl
escripto ou l alguma consa em sentido contrario,
ir ou se cnnlm discursos, sermes, tratados e ques-
ii los no mesmu sentido, quer esses livros lenham
sido publicados depois do supraritado decrclo de
ii Paulo V,quer venhain a piiblicar-sc de futuro:
DOITOR M I l'll MI
CAPITULO III
/tura interrompida.
;Conlinuacao.
Chiffon fez signal a Virginia, a qual proseguio a
Icdura :
Sulpirio he Inm, assim como he grande, podero-
so, consianle e iuduinavel em sua vontade. Irene
lem o coracAo de um alijo. Que hmive + (Jue Ibes
Ii/.'.'
ii Nao estranhe abaadono de Fernando. Elle : o prohibi .i mulher sol qualquer pretexto qoe fosse
ransoa de ervir-me, e ambara so lenba-ine feto fazer-se iiugnetisar por mim,"u por oulrem.
bem, sei quanlo so lem degradado. En daria ludo | h Se esto papel cahir jamis lias mAos de minha
para pagar-lbe o que devo-lhc ; mas nao centava com querida Irene, ella crcia-me. pois ninguem mente
elle. i na giluarso em que estou. Sulpicio s levr-mc a af-
ii Roberto de Calieran.... lesse inlo alrcvo-me a i feieao de um irm.io.... Sulpicio s pode amar a
gumas lices a ella mesma. Isso nao durou muilo
porque sua ilitclligenria exceda o ensino, e ponen
depois ella teria podido ale dar lices meslra.
S< A clientela do doutor augmentava com incrivel
rapidez, e apezar do desfavor que pesa aqui sobre
loda a sciencia nova. Sulpicio grangeon pinico depois
a coulianca de todas as familias nolaveis de Pars.
Elle queixava-sc s vezes dizeudo-nos : Isso rouha-
me o lempo que eu devia dar minha verdadeira t-
rela.
ii Irene he somnmbula, e de urna lucidez sem
igual. Entre ella e o marido a communicacao he
litn rpida e liiu perfeila que parece magia. Repen-
tinamente Sulpicio cesou de magnelisa-la, e appl-
coii seus esforens sobre mim. Ella concebeu por isso
grande pezar, e creio que leve cume. Urna vez
ouv Sulpicio dizcr-lhe :
a Quan !o voss era pequea, Irene, eo ani-
mava-a sem o saber com o meu sopro ; porm agora
meu fluido enfraquece-a cobra sobre voss como um
veneuo. Se eu a adormcesse como oulr'ora mala-
la-hia.
o Prefiro mnrrer, responden Irene, a verei.tre
voss e mira o lacn que havia entro voss e mim.
ii Dele eiilln Sulpicio nao masiiclisou-me mais.
fallar ; seu silencio fere-me no roraco, e lalvez esse
silencio me venha da misericordia de Dos.
MasSulpirin. Irene Eu era deso familia, a-
iiinei-lh!s a querida filhinha.
ir Minha mai. lome estas queixas pelo que alias
valem. O desespero faz-nos injustos. Se Vine, nao
lomar a ver sua Alba, rosne a Dos lodos os dias por
Sulpicio e Irene. Elles lizeram-me tanto bem Sem
duvida ha entre elles e mim alguma rnusa que filo
comprehendo...
o Quando eu eilava em sua casa, Irene diza-m :
\ mo. educar minha filha. Enlrcianto au dava al-
() Vide o Diario n. 100.
Irene.
i ... Tralou-se de urna grande vagem, e foi nessa
ocea-ifio que pude entrever pela primeira ver, qual
era a tarefa de que o doutor fallara Uto frequeule-
menle.
ii 'linba- no anuo de 1835 um drama eslrauhu e lgubre. Tres
pessoas. das quaes duas eram memhros da familia le
Roslan a que perleoce Irene, foram moras violen-
tamente na mesma nole... a
1.0 dislineta c lenlamenle, dise Chilln, cujas
cire-< frescas tiabam desapparerido ; pois adevinhava
que Iralava-se da mai.
Virginia pelo contrario, que estar devorada pela
curiosidade, ai vio nsso urna ariTeaca le historia in-
cidente. Folheou o manuscriplu para ver em quan-
las pasmas a historia comprehemlia-se, e depois con-
ll nnnii : >
Essas Ires victimas eram o marquez Anlonin de
Maurepar. primo de Irene, madamesclla Victoria le
Rostan, ta da mesma. e o pairan Sulpicio pai do
doulor.
O marquez Antonio e Virtoria eslavam contra-
tados para rasar, e deixavam urna lilhinha que nao
tinha mais de Ires dias...
Meu pai e minha mai 1 balbucinu Chifln, cu-
jo rosto iiiiinilou-se de lagrimas. Ambos morios...
na mesma nnile !
Virginia deixou cahir o manuscripln, e arregalou
os ollins dizendo :
Como como seu pai, senhora Mara... e sua
mai I,un em !
Chilln tinha as mao postas, e lechou os olhos.
I\ao he mo que desmaie, disse comsigo Vir-
ginia, a qual quera as colisas bem feilas.
Oh para Vrgiuia, amante extremosa do dramti-
co, era um paraizo esse Paria, onde arhavam-se si-
luacoes laessem abrir um livro, nem pagar um lugar
no iho.itni !
Eu daria um auno de minha vida para poder
ler disse Chifln aran saber que lallava.
Ali lomos Virginia com a uneo imbcil dos
cantores de tusares communs, os pas fazem muito
mal em nao maudarem cusinar os lilbos... Porm,
senhora Mara, seus pas nao eslao uesse caso ; pois
a cruel morte cnrluu-lhes o lio da existencia ao mes-
mo lempo !... Ah essa historia tambem he bella !
a ... Para o doulor Sulpirio, continuava o manus-
cripln do Solange, a filha do marquez Antonio e de
v'icloria de Roslan he a nica e verdadeira herdeira
lessa antisa familia. Todava ha oulro herdeiro, o
irinan de Irene,, o filho de Magdalena. O doulor
desejava sobretodo aclia-lo para perpetuar o nome,
e tambem para fazer rerobrar a razo e a alegra
mai de sua mulher, a senhora Magdalena le Rostan,
a qual Sulpicio tem o amor de um lilho e a dedicaran
de um servo.
Essa de lioae.in profunda he urna heranca. O
pai do doulor, o patrao Sulpicio que foi assassinado
-, ----------- "-' ----- r----.--... .._,---- .- _. ,|ii,-| I.-IIII.IIII ,1 IHIJIH.II -,1" ||C IIII'IIIT:
con a mente; verdadeira da igreja. dizendo : He > ns os prohibimos debaixo das penas e censuras
por certo antiga a piedade dos fieis-christos, que do ladea dos livros prohibidos s e queremos c
creen, que a alma da Bealissima Vfrgein Mara M.a
de Dos, no primeiro instante da sua creaedoe infu-
san no corpo, foi, por graea e privilegio especial de
Dos, c em alternlo aus merecimenlos de Jess
Chrislo seu Filho Redemplor do genero humano,
preservada de toda a manila do peeeado original.
c que neste sentido celbramehouram com solemno
rilo a festividade da mesma Conceieao. a (a)
Tambem os nossos predecessores tiveram parlicu-
larissimo cuidado em suardar com todo o empenho,
zelo e esforcus na sua firmeza c integridade a dou-
lrina da Iinnraculada Conceieao da Mai de Dos.
Porquaulo nao s nao consentirn! por frma algu-
ma, que a mesma doulrina fosse censurada ou me-
uosprezada por alguem de qualquer modo, mas an-
da com expressas declaraeoes e repelidas vezes pro-
nunciaran!, que a doulrina com que profesamos a
Immaeulada Conceieao da Virgem era, e devia por
sen proprio merecimento ser tida como conforme
inteirameule ao cullo-ecclesiaslico; que ella era an-
tiga, quasi universal, e tal que a igreja romana ti-
nha tomado a si promover e defender; que emlim
era dignsima de figurar na propria lilhurgia sagra-
da e preces solemnes. E niio satisfeitos com isto,
para que permanecesse inviolavel a doutrina da Im-
maeulada Conceieao da Virgem. prohibirn) com
penas severissimas, que podesse em publico ou em
particular defender-se a opiniao contrara a mesma
doulrina; c ainda com multiplicadas censuras lul-
(a) Alexandre VII na Consl.Solliciludoomnium
teelesiarumVIII de dezemhro de IU6I.
a" mesmo lempo que o marquez Antonio na noile
em que morreo Victoria, consagrara sua existencia
inteira aos Rostan.
ir Fazer reviver a casa de Roslan, tal he a larefa
que Sulpicio impiiz a si mesmo, larefa difliril ; por-
que os dous herdeiros esiao perdidos, e o duulor nao
quer Irabalhar par"a Irene, sua mulher. l'orcm por
mais ardua que seja a larefa, Sulpicio he muilo gran-
de para ella. Dos o tinha feito para allos destinos,
Esse Irabalho de abnegarlo obscura apouquenla- absorve-n. Sulpicio havia nascido para Iluminar a
vereda da (ciencia, c nao para disputar o premio
Montyon.
o Talvez minha admiracao e meu reconheeimenlo
me desvairn ; mas pareec-ine ver um rio largo li-
mitando repentinamente seus esfureos a mover a ro-
da de um moinlio aldeao. As aguas que poderiam
carregar nohres navios falisam a humilde m, c re-
duzem a laaba um saeeo de Iriso rada dia.
a Isso compele a um riacho. O rio que obra as-
sim nao be culpado aos ollios de Dos '.'
Ajudci Sulpicio quanlo pude, dizendo comiso :
filiando sua larefa esliver terminada, elle sera quem
he : nascera.
ii A riqueza dos Roslan muilo diminuida pota re-
vuiurao consista na poca de Is:V5 em Dmasomma
de 700,0(10 francos : foi o engodo do criine. Os as-
sassinos malar.un Iros crealuras humanas para apo-
ilcrarcm-sc deasa somma.
Irene era enlao menina, e durante essa noile
(errivel sua mai foi obrigada a fugir coiidii/.ida por
Sulpicio que India do/e anuos. Foi posta na barca
do patrao que acabava de morrer. Como se todas as
rirrumstancias dolorosas se arcumiilassem esli a
volitada, nessa mesma noile a senhora Magdalena
dera loz nm filho. O menino foi confiado a um
pobre rapaz do lugar chamado Tolo C-icquel, para
ser conduzido ao barco. Tolo leve medo na cliarne-
ca e perdeu o menino : lie por aso que a senhora
Magdalena esl dunda.
n Esse Tolo Cicquel foi visto nn dia seguinle no
enterro da velha marqueza de Rostan, rujo corpo
elle aeompanbou sotinho. Depois disto ninsuem
ouvio mais fallar de tal homem. Sulpicio pens que
ii mandamos que liquem considerados como expres-
ii sanenle prohibidos ipo fado sem mais deca-
o racao.
Todos sabem, comquanto empenho foi ensinada,
allirmada e defendida esla doulrina da Immaeulada
Conceieao da Virgem Mai de Dos por rorporaee
religiosas notabilsimas, pelas mais celebres aca-
demias llicologicas, e por doutores muilo dislinclos
na scieneia dai colisas divinas. Todos igualmente
sabem, com quanta solliciliidc os prelados sagrados
(cmronfessadi) aberla e publicamente, ainda mesrn0
as asscmblas ecrlesiaslieas, que a Sanlissima Vir-
gem Maria Mai de Dos, em virtude dos previstos
merecimenlos de Chrislo Nosso Senhor e Redemp-
lor, nnnea eslivera sujeita ao peeeado original,
antes fura inteirameule preservada da macula de
nrisein, e por isso remida de um modo mais su-
blime.
A lodos estes documentos acresce oulro por cerlo
srav is-imn e de mxima ponderaeao, dado pelo pro-
prio concilio de Trenlo ; esle sagrado concilio,
na occasiao de publicar o seu decreto dogmtico so-
bre o peeeado orisinal, eslaluindo e definindo nelle,
segundo os lestemunhns das sagradas escripluras dos
Sanios Padres e dos mais nolaveis concilios, que to-
dos os bomens nascem infeccionados da culpa ori-
ginal, derlarou solemnemente, que nao era da sua
crepitantes, se nao queimava, nem sollria o menor
damno, anles vecejava e florescia fnrmusameiilc ;
naquella lorre iiiexpugnavel em face do inimigo, da
qual pcnilcm mil escudos, e toda a armadura dos
valeules ; naquelle jardim fechado, que nao pode
ser violado, nem devassado por fraudes dsuma- de
insidiosos ; naquella brilhanle cidade de Dos, cujos
fundamentos assenlam nos montes santos ; naquelle
auguslissimo templo de Dos, o qual, resplandecen-
do com os Inm,divinos, est cheio la gloria do Se-
nhor ; c as oulras umitas figuras du mesmo genero
pelas quaes, sesundo a iiailican dos padres, fnram
anniinciailas e predielas distinctamente a excelsa
disnidade da Mai de Dos, a sua illibada innocen-
cia, e a sua sanlidade sempre pura de loda a ma-
cula.
Os mesmos padres, empregando as palavras dos
prophelas para descrever esta quasi summa das da-
divas divinas, c esla pureza original da Virgem de
quem Jess Christo nasceu,nao celebraran) a mesma
aususla Virgem, senao como a pomba sem mancha,
a Jerusalem sania, o throno excelso de Dos, a arca
da sanlificacao, a casa que a sahedoria cierna edi-
licou para si; e como aquella rainha, que, cerrada
de delicias e apodada no seu dilcelo, sabio loda per-
feila da bocea do Allissimo, e toda bella e charissi-
ma a Dos, e nunca manchada com a menor sombra
de culpa.
E, como os ditos padres c escriptores da igreja
maduramente reflectissem em qoe a hemaventura-
da Virgem, ao receber do anjo Gabriel o annuncin
da altissima dignidade de Mai de Dos, fora pelo
mesmo anjo, em nome e por mandado de Dos, ap-
pellidadacheia de graea,ensinaram que por esla
singular e solemne saudacao, nunca d'antes ouvida,
se significava que a Mai de Dos fura a sede de fo-
llas as gracas dividas, e ornada de todos os dons do
ntencan comprehender no mesmo decreto, c em tilo : Espirilo Sanio, ou anles om como thesouro infinito
genrica definirn a hcinavenlurada e immaculada
Virgem Maria Mai de Dos. Com esta deelaracao
os padres Iridenlinos deram tambem a entender.
elle navega em companhia de um prente que servia
o patrao na qualidade de limoneiro.
o Esse homem chamava-sc Hoblol : sei lodos esles
nomes poro.ue ajudei Sulpicio em suas pesquizas. a
Virginia eslremeceu imitando um bello uiov men-
lo de sorpreza que vira exerular no Ihealrodo Cvin-
nasio, e^disse :
Cotilleen esse Roblol he um homem bronzea-
do pela tempestarle, ruja phvsionnmia um par de
brincos de orelbas d cerlo carcter prodigioso.
A camarista nao arrescentou que Roblo! substitui-
r soirrivelmentc Ethelred.
Chilln eslava bem longe de desconfiar que aca-
bava de ntivir n n.iiiocu da historia de I.oriol seu
amigo. Urna idea a preoecupava : nao seria peri-
goso fazer Virginia participar de todos esses secre-
dosque eram dahi em diante para ella segredos de
familia '.'
Fora por isso que dissera pooee antes : Eu daria
um anuo de minha vida para poder ler !
Se Vmc. quer, tornou Virginia, eu Ihe Irarci
case Roblol... Suas revelacoes lancarao lalvez algu-
ma clariilade sobre esta fiinebre tragedia.
Como Chifln absorta nao responda, a camarista
couiiiiuou :
o Ao principio o fim do doulor S.ulpirio era adiar
os dous meninos para resliluir-lbes a heranca reivin-
dicada de sua familia ou o que podia reslar'dessa he-
ranca ; pois aquellos que delta linhain-se apodera-
do, nao a tinhain conservado intacta.
Esles, de que ainda au fallei-lhe, minha miii,
vivem em l'aris debaixo do nonio da marques e mar-
queza de Rostan. O primeiro lem direilo ao nome ;
mas nao ao titulo. He Francisco Roslan, marido
fusilivo da senhora Magdalena, e por rnnsegiiinle
pal de Irene. A segunda he urna engeilada do ce-
miterio de Saint Casi na Brclanha. Ella he de es-
tatura rapaz de lutar com Sulpicio, e creio ( lao e-
Iranlios movis tem s vezes as ace,ies humanas )
reio que Sulpicio aborrecera sua larefa. se nao li-
Vtae esse demonio em sua frente.
o Mas ha oulra cousa. O fim lrane :
cresceu. Essa heranca de 700,000 francos diminui-
da pela prodigalidade dos escoliadores lornon-se,era-
cas ao acaso, um patrimonio enorme que ninguem
dos mesmos dons, e um ahysmn inexhaurivel ; de
mudo qne, nao sendo nunca sujeila maldicao,
e participando com seu filho de bencao perpetua,
pode avahar justamente ; mas qoe excede de om
iiiillian de'renda. F'oi diaule dessa nova presa
que "doutor sulpicio encontrn ns assassiuos de
seu pai.
i Eu j eslava na inlimidade do doulor e de sua
mulher, quando elle foi chamado casa de um ho-
mem coiiherido pelo nome grotesco de el-rei Trofle,
e que lem o titulo de duque de Koslan.
a Se sua allcnrao nao se faligou al aqui, minha
mai, com as particularidades de urna historia que
nao parece interessar-nos directamente, nao perca
unta s palavra, nem urna liana. Sou acensada de
ler querido envenenar o duque de Roslan. e se eu
quizesse. o doutor seria eucarecrado como meu
coinplicc.ii
lia,la interrompeu aqui Chifln.'
Como! basta! exclamnu Virginia; mas isso
torna-se cada vez mais inleressanlc... Vamos saber...
Basta! repeli Chifln.
Virginia quiz obedecer sua mancira. Consenta
em nao ler em voz alta com lano que Ihe fosse per-
mittroo continuar para si s. Fura ella quem Irou-
xera o cadera, o qual era sua prjpriedade; por
consegunlc dispunlia-se a devorar o resto, quando
Chifln tornou :
Da-me csses papis, /
Esles papis'.'... diste a cain/nisla rom admi-
racao; a senhora quer tentar"!... /
Chilln eslenden a m'n. Virginia conlinuou sor-
rindo :
A escripia he mili fcil de ler-se; Vine, come-
en a conhecer as lettras... poder.i solelrar...
Chilln tomou-lhc o manuscrip'.o, e levanlou-se
ordenando;
Toca a campainha.
Virginia obedecen, e um criado acudi a chamada.
Vai dizerao doulor Sulpicio, qoe desejo fallar-
Ihe, disse Chifln... j !
Isso nao lardar muilo, respondeu o criado. O
senhor e a senhora esperam justamente por Vmc.
Virginia encarava Chilln furtivamente pergun-
tando a si mesma :
Que tem ella ?
Havia urna multid'u de pensameulos no cerebro
mereceaouvir da bocea de Isabel, inspirada pelo
Divino Espirito, as palavrasBendita s la entre tu
mulheres, e bemdito he o fructo do leu centre.
Daqui veio esse sentimenlo dos ro/smos padres,
nao menos exeellenle do que unnime, de que esla
Virgem gloriosissima a quem fez grandes cousas
aquelle que he poderoso,resplandecer rom lamanha
copia de todos os dons celestes, com tanla plenilude
de sraca e eom lal innocencia,que fura como um mi-
lagre ineflavel de Dos, ou antes romo o mai, subli-
me de lodos ns milagres, e M*i digna de Dos, e
que. aproximando-so da Diviudade, qaianlo he dado
a natureza creada, ella se clevou cima de lodos os
louvores dos bomens e dos anjos. E por isso para
dotl'ondor a innocencia e a sanlidade original da Mai
de Dos, elles nao smente a compararan! muitissi-
mas vezes a Eva ainda virgem, ainda innocenle.ain-
da pura e nao illudida pelos embustes da fraudu-
lenlissima serpete ; mas a rollocaram superior a
ella com urna certa variedade admiravel de palavras
c de senlenras.
. E com efleito Eva, escutando miseravelmenle as
vozes da serpente, decahio da innocencia original,
e lornon-se escrava daquelle dragiio ; mas a bealis-
sima Virgem, augmentando roiilinuamenle n dnm
original, sem nunca dar nnvidos serpente, de todo
Ihe deslruto a Torca e o poder pela virlude que vinamenle recebera.
Por este motivo nunca deixaram de chamar a Mai
de Dos, lirio entre os espinhos ; Ierra de lodo in-
tacta, virgnea, illibada. immaeulada sempre bem-
dila e livre de lodo o contagio de peeeado, da qoal
se fnrmou o ndVo AdSo ; paraizo irreprehensivel,
brilhanlissimn, amenissimn de innocencia,de immor-
(alidade c de delicias, plantado pelo proprio Dos,
e por nlle defendido de lodas as insidias da jerpen-
la venenosa ; lenho immareessivel que nunca ponda
ser corrodo pelos vermes do peeeado ; fonle sempre
crv-l.dlina. e sallada com a virtude do Espirilo San-
; templo diyinissimo, thesouro de immorlalidadn ;
s o nica filha nao da morte, mas da vida ; germen
nao de ira, mas de sraca, o qud por singular pro-
videncia de Dos flnresreu sempre vrente de umV
raz corrupta e infecta contra as lei< estabelecidas e
communs. Mas, como se lodos esles argumentos
apezar de inridissimos, ainda nao hi.slassem, decla-
raran! om termos proprios c precisos que, quando
se Irala da peccados. nunca se deve fazer quesUo a
respeilu da Sania Virgem. Maria, a qual foi conce-
dido um augmento de sraca para vencer lodo o pee-
eado : profossaram que a sloriosissima Virgem fora
a reparadora da culpa de nossos pas, e a vivificado-
ra da descendencia desles, escolhida desde os seclos,
preparada pelo Allissimo para s mesmo. e prcdicla
por Dos, quando disse a serpeule Porei inimiza-
entre li e a mulherque sem duvida calcvu a
leosa eabeea da mesma serpente ; e por isso af-
lirmaram, que a Ueatissima Virgem fora por grar;a
especial, preservada de loda a macula do neceado,
c livre de lodo o ronlagio do corpo. da alma, e do
eiiteuilirAenln ; c que, em perpetua communicacao
com Dos, e a ajle .unida em sempiterna alliauca,
nunca eslivera as Ireva, mas sempre na luz e que
por esta ratSo fora para Chrislo habilaco inteira-
mente digna, nao pelo habito do corpo, mas pela
graea original.
A isto acrescem as nojiili-slinas eipressoes, com
que ns mesmos padres, fallando da Conceieao da
Virgem, teslemunharam, que a natureza ceder o lu-
gar graea, c parara Iremnla, o incapaz de seguir
avante ; por quanlo tinha de ser, que a Virgem
Mai de Dos nao fosse concebida de Anna, sem que
primeiro a graa livesse prodozido o seo elidi :
porque era necessario que fos primognita, da quid devia ser concebido o primo-
gnito de lodas as crealuras. Atteataram tambera,
que a carne da Virgem, lomada da carne de Adao,
nio recebara os maculas de Adao ; e que por isso a
bealissima Virgem era o tabernculo creado pelo
mesmo Dos, formado pelo Espirilo Sanio, e de
obra realmente purpurea, o qual foi figurado por
aquelle novo Bescleel como entrelecido de onro, e
de variada fabrica ; e que a mesma Virgem era, e
com razao, relebrada como aquella, que fora a obra
prima do proprio Dos:que escapara aos dardos
fl.uiii'jantc, do espirito maligno ;o que, formosa
por natureza. c inteiramente livre de toda a Runcha,
viera ao mundo na sua Conceieao Immaeulada, co-
mo aurora loda rutilante. Nem convinba, que aquel-
le vaso de eleicao (osse all'ectado das manchas com-
muns ; pois que, miiilissirco difireme de lodos, ti-
nha com elles cuminum a natureza, e nao a colpa :
antescumpria absolutamente, qoc, assim coma Uni-
gnito leve nos cos por pai aquelle, que os seralins
proclamam tres \ezes sanio, livesse tambem na (er-
ra por mai aquella a quem em iicnhum lempo falla-
ra o fulgor da sanlidade.
E esla doutrina lano oceupou o espirito ee o co-
raeao dos nossos maiores, que os fez adoptar 0 mo-
do singular e inleiramenle maravlhoso de se expri-
mirem, pelo qual rhsmaram muilissimas veze a
Mai de Dos,Immacaladaem ludo immaculada,
innocente, einnocentissima,illibada, e em lodo
o seutido llibadasania, e extranliiuiroa a loda a
impureza de pepeado,loda pura,loda perfeila,
quasi a propria forma da pureza e da innocencia,
mais formosa que a formosura, mais graciosa que
a graea,mais santa que a sanlidade, e s ella san-
ta,porissima de alma e de corpo; a qual foi su-
perior a loda a integridade e virgindade, e nica des-
tinada para morada de lodas as grecas do Sanlissi-
ma Espirilo ; a qual, eicepcjto somenle de Dos,
ticou superior a lodos, e mais bella, mais formosa, e
mais santa por natureza, qoe os proprios chernbins
e scraphins, e que lodo o exercito dos aojos ; i
qual finalmente nem lingoas celestes, nem lerres-
sombrio da camarista. Essa rapiriguinha que ella
vira um mez antes patejar na lama da estrada, era
herdeira de urna riqueza immensa, avaliada por So-
lange em um milhao de renda !
Cegueira do acaso! Virginia que leria costado
tanto de achar urna heranca romntica? Ella qoe
leria preferido a heranca ao proprio Ethelred Na-
da nao tinha fortuna '.
Alem dislo essa meada de mvsterios, em que Ihe
era dado meller a mao! Esse fdxe de segredos! At
o doutor Sulpicio era ferido pela ultima liuha que
ella acabava de ler.
Ora em mais de Irezenlos romances Virginia vira
que sorprendendo cerlos segredos, rhesava-sa f-
cilmente abastanza. Ella soiihava j urna risooha
casa decampo marsem de um resalocoberlo de
salgueiros e de amieiros cum campias floridas, e
bellas vaccas.
O doulor Sulpicio appareceu no limiar, e perguu-
(ou alesrrmenle:
Enlao, priminha, eslamos prumplos?
liona-nos. Virginia, disse Chilln, (lucir as-
senlar-sc, senhor.
Sulpicio encariiu-a com admr*e*a.
Quando a camarista feoluiu a porla, Chifln entre-
gou o manuscriplo ao doutor, di/.cndollie :
Meu primo, fia ah rousas qoe Ihe interessam...
lie a ledra de Solange! exclamou n doulor.
Aquella que voss chama Solange escreveu islo
em soa prisao. Mamlci Virginia eomecar a ler... da
ti leu lalvez demasiadamente ; mas como quero sa-
er o resto, e receio prejudicar-lhe dando a nutro,
ronhecimento de eertos Tactos, rogo-lhe, meu pri-
mo, que me acabe de ler esse manuscriplo.
Ella eslava paluda, mas tranquilla. Sulpicio lo-
mou o eaderno.
Eslamos nesla linha, conlinuou Chiffon: Se
eu quizesse o doulor seria encarcerado como meu
cmplice...
Sulpicio ia continuar a leilara, quando Chifln de-
leve-o e perguntnn-llie em voz bailar
He verdade isto 1
{Continunr-te-ha.)
MUTILADO


DIARIO DE PERMMBUCO SBADO 12 OE MI DE 1855
tres podem tributar ro ndicnos louvores. Minguem
ignora, que esle modo de expreisar paseou lamben),
quasi naturalmente, para o monumentos da agrada
lilhuraia. e para o oHicras ecclcsiaslicos, e nelles a
rada passo se eucuit-a, e amplaroenle predomina
pois q je ah se invoca, e proclama a Mai deOeos,
como a nica pamba de formosura sem mancha,
romo rosa sempre vrente, e (oda pnrissiros, e sem-
pre inmaculada, aempra hemtvenlurada ; o ah >e
celebra lamber aomoa innocencia, que nunca sof-
freu quebra alsuina, e como a segunda Eva, de
queni nasVeu Emmanuel.
Nao he poiade admirar, que os pastores da Igre-
ja, e os novo fiis se gloriassom cada vez mais de
proessar esta doulrina da I inmaculada Conceirao da
Virgein, consignada as sagradas lellras segundo o
jnio dos santos padres, roborada rom lanos e 1.1o
respeilaveis lealemunlios dos mesmos padres, mani-
festada e celebrada per tantos monumento* de vene-
randa anlisuidadc, e proposta e confirmada pelo su-
premo c gravissimo senlimentn da igreja : de modo
que nada Coi mais grato, nem mala charo aos mes-
mo5 padres e povos fiis, do que honrar, venerar,
invocar e proclamar por toda a parle, com o mais
terroroso afiecto, a Virgem Mai de Den, concebida
stm macula original. Pelo qoe, desde antigos lem-
|H)s, nao s os prelados sagrados, os varOes eclesis-
tico!, e as ordens regulares, mas lainbern os jproprios
imperadores e reis supphcaram instantemente a esta
sede apostlica, qne se definisse como dogma da f
catholica a CouceicAo Iinmaculada da Sanlissima
Virgem Mai de Dea*. As quaes supplicas ainda nes-
le nosso lempo se repetirn), e foram principalmen-
te dirigidas ao nosso predecesor Gregorio XVI de
felii memoria, e a nos mesroos, per parle dos his-
pes, do clero secular, das corporaces religiosas, dos
principes soberanos e dos povos fiis.
Por lanto mis. lendo com o maior prazer da nosa
alma pleno conliecimenlo de lodas estas cousas, c
lomando-as em seria consideradlo, apenas Tomos,
sem merecimento proprio, elevados por secreto de-
signio da Providencia Divina a esta sublime cadei-
ra de S. Pedro, e tomamos sobre nos o governo de
toda a igreja, nada por cerlo nos pareceu mais gra-
to, do que, pelo grandissimo senlimenlo de venera-
Cito, de piedade, e de amor, que desde os lenros an-
uo* consagramos a Santissima Virgem Mai de Dos,
levar a effeilo ludo quanlo ainda podesse estar, nos
votos da igreja, para dar maior honra beatissima
Virgem, c mais luzido esplendor s suas preroga-
tiras.
Querendo porm proceder com toda a madureza,
formamos urna congregaran especial, composla de
veneraveis irritaos noisos cardeaes da sania igreja
romana, insignes em religao. prudencia e sabedoria
das cousas sagradas, e elegemos lambem alguns va-
rOes do corpo do clero secular e regular, versados
drstiiictamente as disciplinas llieologicas ; alim de
que lodos rxamtnassem c ponderassem rom o maior
escrpulo indo qaatito pertence ConceirSo linnta-
cnlada da Virgem, e nos dessem a esse respeito o
seu proprio parecer. E ainda que, pelas supplicas
ri'cehidas obre a final definirlo da Inmaculada Cnn-
reiejo da Virgem. nos fosse bem conhecidna opiniao
de muilissimos prelados sagrados : todavia em dala
dc.2 de Tevereiro dnjnuno dr|IKi!) pedimos de Gae-
la lellras eneyelicas aos nossos veneraveis irmaos, os
prelado* sagrados do lodo o orbe ralliolico, para que
elle, implorando o auxilio da luz divina, nos mani-
(eslassem ainda por escriplo. qual era a piedade e
devocSo dos respectivos liis para com a Immacu-
lada Conceicao da Mai de Dos, qual era sobre linio
o senlimenlo delles prelados sobre o aclo dessa mes-
ura definirn, e qoaes os seus desejos a esse respei-
lo ; aflm de que mis proferissemos enlao com a
maior solemnidade que fosse possivel, o nosso juizo
supremo.
Grande por cerlo foi a nossa consolaran ao rece-
beraios as resposias dos mesmos nossos veneraveis
ralos, l'ois que elles, escrovendn-nos com incri-
vel salisfacAo, alegra, e fervor, nao su confirmaram
de novo a sua propria piedade e senlimenlo, e a do
seu respectivo clero, e povo fiel, jiara com a Imma-
rulada Conceicao da Beatissima Virgem, mas lam-
bem quasi unnimemente nos pedirn), que definis-
semos por domo supremo juizo e auloridade a Con-
ceicao Immaculada da mesma Virgem. E rulo foi
menor o prazer que sentimos, quando os nossos ve-
neraveis irmaos cardeaes da santa igreja rumana e
membros da mencionada enngregarao especial, bem
como os llicologos consttllores, por nos elcilos, de-
iraisdo diligente came, que Ihes (ora commellido,
vieram supplicar-nos com igual alegra e empcnlio
amesmadelinic.au da Conceicao Immaculada da
Mai do Doos.
Depois dislo, segurado nos os Ilustres exemplos
de noatos predecessores, e desojando proceder jusla
cregularmeiile. convocamos e tiremos consistorio,
noqnal dirigimos urna allocurao aos NN. VV. II.
cardeaes da santa igreja romana ; e ahi da propria
bocea de'.lcs nuvimos, com grandissima consolaran
do nosso animo, a peticao, para que poblicassemos
umi delinicAo dogmtica sobre a Immaculada Con-
ceicao da Virgem Mai da Dos.
Por lana, os, confiando muilissimo no Senhor
ler checade o lempo opporluno para dever ser de-
finida n Conceirao da Immaculada Virgem Maria
Mai d Dos, a qual se acha adroiravelmentc escla-
recida e declarada as divinas palavras, na veneran-
da tradicao, no eonslantc senlimenlo da igreja, na
singular conformidade dos prelados, e liis calholi-
cos, e nts actos insignes e constituirnos de nossos
predecessores, julgamos, depois do mais cuidadoso
exame, e de ler dirigid ao Allissimo as nossas as-
siiluis e fervorosas deprecaees, que nao deviamos
demorar-nos por modo algum em sanecionar e defi-
nir por nosso juizo supremo a Conceicao Immacu-
lada da mesma Virgem ; salisfazendo assim aos pis-
simos desejos do orbe calholico, e i nossa propria
devocao para com a Sanlissima Virgem, e honrando
ao mesmn lempo nella cada vez mais o seu l'nige-
uito lilho Je*us-Chrislo Nosso Senbor ; pois qne re-
dandsm a bem do fillio (oda a honra c louror, que
se tribuan) a mai.
Por lauto, depois do termos incessanlemenle na
humildade e no jejuin olieron.lo as nossas particula-
res ornrc* e as publicas preces da igreja n Dos Pa-
dre por intermedio do seu filho, para que se dignas-
se de guiar e de fortalecer o nosso animo com a luz
do Espirito Santo, implorado o auxilio de toda a
curte celestial, invocada com gemidos a asistencia
do Espirito Parclito, e recebida a sita inspirarlo :
para honra da Sanlissima e Indivsivel Trindade,
para gloria e ornamento da Virgem Mai de Dos,
para exaltaran da f catholica e augmento da reli-
gao Airistaa. declaramos, pronunciamos e defini-
mos, pela auloridade de Nosso Senhor Jesns-Chrisln,
dos bemavenliirados apostlos Sao Pedro e S3o Pau-
lo apela nossa, que a doulrina, que ensina que a
Rcalissim.i Virgem Maria fura no primeiro instante
da sua Conceirao, por graca e privilegio singular de
I icos Omnipotente, e em altcnco aos mcrecimenlos
ile Jesns-Chrisln salvador i!o geuero humano, pre-
servada e senlt de toda macula do peccado original,
he doulrina revelada por Dos; e que, como tal,
deve ser acreditada firme e constantemente |>or lo-
do o fiis.
ca, removidas todas as dilllculdadcs, c destruidos
lo los m erro, vigore e Drese rada vez mais em
lodas as naroe, em todos os lugares, e reine de um
mar a outro mar al os limites do oibe terrestre, e
goze do inteira paz, segurarte e libordade ; alim de
que os culpados obtenham pcrdflo, os doenles rurav
o fncos fortaleza, os tristes consolacao, os altribu-
lados auxilio, e lodos os que vivera no erro, dissi-
pada a cegoeira do seu entendimento, rcverlam aos
raminho da verdade o da juslira. e baja um s re-
dil, a um ni pastor.
Oocam stas nossas pilavras lodos o filho da i-
greja catholica, que com lanto enrinho amamos, e
continen) com zelo cada vez mais vehemente de
piedade, de religao e de amor a venerar, invo-
car e deprecar a Beatissima Virgem Maria Mai de
Dos, concebida sem macula original ; e recorran)
com inteira eonfianca a esta Mai dulcissima do mi-
sericordia e de graja em lodo os perigos. angustias,
uecessidades, c em quaesquer cousa dilliceis e ar-
riscadas. Porque nada devemos lemer, de nada de-
sesperar debaixo da direceao, dos anspicios, do pa-
trocinio e da proteccao daquella, que, tendo para
nos um coracAo verdaderamente de mai, e tratan-
do do negocio da nossa salvadlo, estende a sua so-
licilude a todo o genero humano ;e que. ronsli-
luida pelo Senhor rainha do ceo e da trra, exalta-
da sobre lodos os coros dos anjos e lodas as ordens
dos santos, c enllocada a direita de seu filho unig-
nito Jesus-Christn;Nosso Senhor, impetra ralidissi-
mamenle com suas supplicas malernaes, e alcanra
o qne pede,e nada pode ser-lhe recusado.
Finalmente, para que esta nossa definirlo da Im-
maculada Conceicao da Beatissima |Virgem Maria
cheguc ao conliecimenlo da igreja universal, quize-
rnos, que estas nossas ledras apostlicas liquen) para
perpetua memoria : ordenando, que aos iransump-
los dellas, ou aos eiemplares aiuda impressos, re-
vestidos da assignalura de algum notario publico,
e munidos com o sello de algurna pessoa constituida
em dignidade ecrlesiaslica, se presle por todos a
mesma inteira fe, que se daria as presentes lellras
orsinaes, se fossem exhibidas, ou mostradas.
A nenlinma pesoa, por lano, seja licito infrin-
gir esta pagina da nossa declararlo, pronunciaran c
delinrao,ou com temerario alrevimento oppr-se
a ella e contraria -la. E se algucm liver a presump-
cilo de cnmmelter um lu ailenlado, saiba, que ha
de incorrer na indiguarao de Dos Omnipotente, c
na dos seus santos apostlos Pedro e Paulo.
Dado em liorna em Sao Pedro no anno da encar-
nado do Senhor de mil oilocenlos cincoenla e qua-
(ro, aos oito dias do m'ez de dezembro do mesmo an-
no. .Nono anno do nosso pontificado.
Po Papa IX.
Diario o Coverno de Lisboa.)
O EQUADOR.
Presidente da repblica, o general Jos Maria
l'rbina,
E por lauto se ilguem, o que Dos nao permita,
livor a presumpcao de nulrir no seu animo um sen-
limenlo diverso do que he por mis definido, fique
sabendo, que por seu proprio jnizo so cnndeinna,
que faz naufragio na fe, e que se separa da unidade
da igreja,e que, alm dieso, incorrer por seu pro-
prio fado as penas eslabelocidas em direilo, se se
atrever a manifestar esse seu senlimenlo interior por
patarra,' ou por escriplo. ou por qualquer oulro
mosto.
Em verdade lomos chela de prazer a nossa boc-
ea e de jubilo a noss lingua. c rendemos sem-
pre homilinias e grandslmis graras a Jesus-
!o Senbor Nosso, por nos ler, por singular fa-
vor ila sua bondade. rrem o inerecermos, concedido.
que oflereccssemns e decrclassemos esla honra, esta
.loria, esle louxor a sua M Saptissmo. Temos
lirmissrmii esjicranea e inteira cnnlianta cin que a
matnia bcalissiina \ irscm, que, loda formosa e im-
nraculada, calcou a caheca venenosa da crurlissinia
sernente, c Ironxe a salvarao ao mnndo,qne he o
preaao dos prophelas o dos apostlos, a honra dos
marlyres, a alegra e a cora de lodo os tantos.o
refugio securissimo a auxiliadora fidclissima de
lodo os altribnlados, a poderossima mediadora
e conciliadora de lodo o universo perante tea filho
unignito, que he amis preclara honra e orna-
mento da santa isreja, e o seu mais firme amparo
que sonplanlou sempre lodas as heresra, e livrou os
povos liis e as njoe das maiores calamidades de
lodo o genero, e que a mis mesmos salvoit de t.to
ameacados perigos : se diaoe por sen fortisstmo pa-
trocinio fazer com qne a sania madre igreja calholi-
0 Equador em 1813,O general l-'lores o a poltica
equaloriaia,O governo democrtico o o general
I iliini.Dilliriildades com a Santa Se.l,ei de
a de novembro de I85II sobre a navegaco dos
ros do Equador.Os Americanos do norle e a
doulrina. de Monro no Equador.
Traamos aqu do menos importante dos estados
que formavam a anliga Colombia, l-'oi apenas nos
primeiros rmv.es de lS."i,'l quo o Equador se vio li-
vrc das diversas complicarnos, exteriores ou interio-
res, que se prendan) lodas .i extravagante expedirn
tentada o anuo precedenle,pelo general Flores. Es-
sa expedirao, qoe divida quasi em dous campos as
repblicas do Ocano Pacifico, e que o Per era
argido de haver favorecido, tinha creado os mais
diflirullosos embaracos enlre o Equtdor e o gover-
no pe liviano. As mais vivas recrimiuaciies se tro-
cavam, e um rompimento eslava imminenle. quan-
do o malogro da tentativa de F'lores veio quebran-
tar esta situarao. Fcil foi entilo eiitabularem-se
novas negociacoes, que se concluirn), restabelecen-
do as relacoes de boa amizade enlre o Equador e o
Peni, por. um (miado em dala de 8 de abril de
18.13, no qual as duas repblicas recprocamente se
obrigam a nao consentir que se organise lenlaliva
alstima, que ameacc a Irnnquillidade de orna ou de
outra. O Equador vio terminnr-se ainda no rome-
ro de 1813 um inc lente ma'is grave nascido ignal-
menlc da expedicao de Flores. Esla eslranha len-
laliva havia lomado o Si. de Monlholon. encarrega-
do dos negocios da Franca em Guayaquil, suspeito
ao partido dominante, que o aecusava de ter sym
paihisado com a expedirao. Exposto s diatribes
de nina imprensa vilenla, insultado por incio de
manifeslaces lano mais craves, por isso que par-
liam de membros da assembla nacional, o Sr. de
Monlholon se vira ubrigado a pedir us seus pasa-
portes. Em consequencia dessa oceurrencia, urna
forca naval franceza se apre para exigir satisfazlo, e igualmente indemuisacao
em favor dos nossos nacionaes tezados em seus inle-
resses. O governo do Equador immedialamente
acquiesceu a lodos os pedidos feilos pelo chafo das
nossas torcas navacs com o que se lerminou esse in-
cidente nos primeiros dias de mato de 18,13. A si-
inacao exterior do Equador har pus livre dessas
diversas dfiiculdades suscitadas pela tentativa do
general Flores. He esle o indicio das cundicoes po-
lticas acraes deste pequeo paiz.
O Equador he de lodos os oslados da America do
SuUaquelle, em que a poltica mais sensivelmenle
se resume as quesliles pessnacs, c nos nomes dos
individuos. O essencial dos negocios da repblica
equatoriana he, na verdade, sempre o general Flo-
res. Faz-se orna rcvolucao. he em favor de Flores
ou cbnlra elle; levanlam-se complicaces exteriores.
he por motivo de Flores. Dir-se-hia. que a vida,
os inlercsses, o passado c futuro do Equador se re-
sumen) nos deslinos des dos Miomas dos seus adversarios be represenla-lo
como querendo lomar ao Equador para reslabelecer
a monarebia. Nao secrcia, que o dcsltaralo da ex-
pedirao de 18.12 teflltl amortecido o que poderia
inos chamar a questao lloreana. Urna das princi-
pies oceupaees da diplomacia equatoriana he saber
o que esla fazendo Flores, vigiar os seus muvimen-
los, c indagar se elle contraa algum empteslimo,
frea algum navio e recruia aventuraros em alguma
parle.
O governo do Equador lem sempre em vista este
homcm singular, e o que elle governo chama lacran
lloreana. E por isso foram confiscados os bens de
Flores; elle mesmo declarado traidor, pirata, e
inimign da patria, e recntenteme ainda o actual
presidente, o general l'rbina, se fazia investir de po-
deres extraordinarios para o caso do qualquer nova
invasao. Essas Inii- pessoaes occullam cerlamenle
queslrs mais profundas. A chamada faeco florea-
a nao he na realidade senao o partido conservador
ou pelo menos snpposlo tal. O partido democra-
lico personificado no aeneral L'rbina he que domina
boje no Equador. A repblica equatoriana segu
Nova Granada em suas experiencias prngressivas
destes ltimos annos; ella fez urna nova constitui-
rlo, que diz ser mais liberal, expulsoit 'os jesutas,
e tem promulgado Icis sobre a abolirn da cscravi-
do. A democracia equatoriana se complica, cum-
prc dizc-lo. de um mixto notavel de despotismo mi-
litar, c hi esle o seu principal caracler. Alm 4b-
so, de conformidade com a consliluic.ao, as cmaras
se reunirn) em Ouito, e nenbum disscntimcnlo
appsrereu enlre o general Urbina c a legislatura
pela razan mui simples de o aoverno ler tdo o cui-
dado de ser aclivo e vigilante as eleices.
E qual "era o resultado do reinado da influencia
democrtica' no Equador '.' Pelo exernplo da Nova
Granada lalvez se possa formar nina idea. A queslao
religiosa, untas das mas graves, ja tem suscitado difli-
cnldades enlre a Sania Se e o governo cquatnrial.
As novas assHinblcas pronunciaran) a milicia.te de
todos os aclos da assembla que se acha va reunida
em Ouilo ao lempo da revolurao de julho de 18.11.
Ora. um desses artos era a clcirn do hispo de
Guavaquil; o hispo cleilo, o Sr. Aguirre, bira apre-
seiilado a Sania Se qne conlirmou a escnlba. Mas,
acontecen que, tendo sido annullados todos asados
d* assembla de 18.11, o governo repulou igualmente
nulla a eleiro desse hispo, c foi escolhiilo oulro
candidato, que nao ohleve a investidura do snmmo
pontfice; c asim tem a diocese de Guayaquil um
bftpa cannicamente instituido pelo papa, e oulro
nomcado pelo poder civil jmente.
O governo culpa dessas difiiculdades a seu minis-
tro, o marque/, de Lourenzana, qoe represenlava ao
mesmo lempo em Roma diversos estados da Ameri-
ca do Sul. O marquez de Lourenzana foi destitui-
do, e as explicaeoes dadas pelo governo sobre esse
negocio sao urna expressao asjis cariosa do espirito
Lourenzana era, dizem, urna neressidude reconhe-
cida por lodos os Eqnalorianos, que se interessam
pelo b-m e honra do paiz. Baslava o titulo de mar-
quez para nao soar bem o seu nome como represen-
lanle de urna repblica democrtica. A constitui-
dlo aboli os ltalos de nobreza, e aquelle qne o
qner conservar renuncia ino fado o Ululo de ci-
dadao do Equador. V-se, pois, quo a orlhodoxia
dem tertica he necessaria para se servir o governo
do general Urbina.
A hisloria rcenle do Equador, por pouro abun-
dante que sejn, contem todava um fado saliente
a do urna ordem de inleresses communs a urna gran-
de parle da America do Sul. Urna lei de 26 de
novembro de 18.13 proclama a libordade da navega-
ran dos rios interiores da repblica, e da parle do
Amazonas, que Ihc perlcnce, c isenla por vinle an-
nos os navios que enlrarem em dilos rios, de lodo
direilo de ancoraaem, e as merradorias importadas
dos direilos de alfandetta. Cnnresses de Ierras se-
rao feilas as familias nacionaes ou estrangeiras, que
quizerem se eslanelecer as reaies corladas por es-
se'. rio?. O Equador ha pois encelado sob esse pon-
to de visla urna estrada mui liberal, e lomado po-
sicao n urna queslo que inleressa a todos os estados
risinhns ao Amazonas, e que se baile analmente
agitar no Per e no Brasil. He urna poltica, que
comeen para a America do Sul, e que pode exercer
urna singular influencia sobre a rivilisarao interior
deste continente. Os Americanos do Norle foram
os primeiros a querercm aproveitar-se das estipu-
lares da referida lei. Nao s o ministro dos Es-
tados Unidos em Quilo se moslrava empenbado na
promulgarlo desse aclo legislativo, como lantbcm
muilos cidadaos da Uniao Americana se apre ram logo depois para explorar com o concurso do
governo local os rios abertos ao commercio pela le
rcenle. Bem se pode presumir, que os America-
nos lin.con apr.iv citar a legislarlo nova ou para se
eslabelecerern no paiz, ou para desenvolveren! a na-
veaarao dos allluenles do Amazonas ; e elles esta-
rla lanto miis disposlos a sustentar o governo do
Equador quanlo deparan) as suas disposires favo-
raveis urna aritn para luan contra o Brasil, ruja
poltica al o presente recusa reronhecer a liberdade
da navegaco do Amazonas.
Nao be esle o nico fado que revela a tendencia
dos Estados-Unidos em auamentar sua influencia na
America do Sal. Elles procuram Indas as occasies
para lomar po as barreiras mantidas pelo espirito restrictivo da an-
liga poltica despalillla. Seus emisrados se derra-
man por lodos os pontos, e a sua diplomara pro-
paga activamente a doulrina de Monro. Assim ja
se vio na America central. O que o Sr. Borland
diza em Nicaragua, lambem o Sr. Philo While,
cncarregado dos negocios da Unio no Equador, o
dizia, quando chegava em. Quilo nos fins de 18.13.
Se o manifest do gr. While era menos extenso e
menos significativo, nem por isso menos proclamara
o principiada solidariedade enlre a federarao nor-
te-americana e as repblicas do sul contra toda in-
gerencia da Europa.He um axioma entre nos,
dizia elle, que a paz he a verdadeira poltica das
naees esclarecidas, e moilo mais ainda das que ao-
zam das iiislituic/.es republicana*. A condicao in-
vejavcl do povo dos Estados-Unido', como o mais
livre, eo mais di loso da (erra, pode ser altribuida.
alm da sua ndole, e da sua energa, a essa perse-
veranra rom que lem sabido conservar suas relacoes
pacificas no mundo ; mas o governo e o povo dos
Estados-Unidos estn prmplos a correr todas as
alternativas da interrupcao desla serie de felicidades
c arrostrar a auerra, se preciso for, pjra repellir
qualquer dcmonslraco hostil da parle dos mo-
narchitas dos nutros continentes contra a indepen-
dencia, as liberdades c o prngresso dos govemos
republicanos da America.Se. como o diza o Sr.
While n'uma outra parte do seu dtscurso, o general
Urbina e seu governo n n I ro ni as mesmas ideas de
democracia que os Americanos do norte, forca he
convir quo elles as nao praiieam da mesma mi-
nafra.
Nan he esse de cerlo o ponto menos curioso da
hisloria rcenle do Equador. Mais do que qual-
quer paiz da America do Sul lalvez, a repblica
equatoriana lem (icado atracada no desenvnlviriien-
lo de lodos os seus interesas*. Revolurcs inecs-
sanles leem paralysado o impulso do seu commer-
cio, a rcgularisacao de suas rindas, o progress de
loda a industria, e infelizmente muito se duvida
que o governo que domina boje em Quilo conlribua
omito para fazer eulrar o Equador n'um caminho
novo e mais fecundo.
(.Innuairc des deux mondes.)
ERRATAS.
No arliaoNova-Granada, publicadohonlcm
2."' columna linba 7lisia dos parlidnsla-se lula
dos partidos.
l>iln 10pueril e intelligenle demo
craciala-se pueril c iriiu-
Iclligetilc democracia.
2.a columna linba s!em publico, porm,lea-se
em particular, porm.
Dita 90desapprovala-se desap-
provava.
Da i> tfiOE que de extranhasreflexoes
ni se fazia esse congresso^
la-se nao se faria esse con-
gresso.
3.a columna linba 25e dos mesmos do tribunal
supremo de juslirala-se e
dos membros ele.
i." columna linha lidos estados que la-sc aos
estados que.
FALLA
qu". ( Kxm. sr. presidente da pro
vtnelitdas Alngatut l>r. Antonio
o< Iho le sil JUbnq.uet*qne di>
ri?io a assembldat Icslslttlivu pro-
vincial na occasiao' da sna aber-
tura no I. de marco.
( Conlinuarao do numero antecedente. )
I arcina.
Devemos render gracas a Providencia por haver-
nos livrado por tanto lempo do tcrrivel flagello da
hexiga, que em outras pocas lem feilo dolorosos
eslragos em nossa popularan. Do velatorio do me-
dico encarregado de vaccina veris a manerra pela
qual vai sendo aprllicaila na nossa provincia a vac-
cinarao. Infelizmente he verdade ludo quanlo diz
o encarregado deste tamo do servir publico, c o
remedio aos males de que elle traa nao he fcil,
porque uao be fcil vencer os prejuizos enraizados
de'um povo n'um ponto em que enlra em jogo a
sua vida.
Um caso funesto da inoculacao do pus vaccinieo
leva a resistencia urna popularao inteira contra o
beneficio que se lite quer fazer. Parecendu-mc que
os parocbos das freguezias, pelo conlado em que se
acham com o povo e pela influencia, que exercem
sobre elle, poden) ajudar o governo neslamissao im-
portante de defendc-lo contra os assallos de urna
pesie cruel c dcvasladota, recorumendei-lhes em
circular de 1.1 do mez lindo que em suas predicas,
e por todos os nietos do quo pudcssein dispor, pro-
curassem vencer i repugnancia que a classe pouro
ilustrada sent de recebera vaccina como preserva-
tivo de um mal futuro.
Todos os cidadaos de qualquer orden), c pn-icao
devem prestar serviros a humaiiidadc ueste poni
a cruzada ronlra o prejuizo do povo he neressaria e
gloriosa, porque a victoria ser o triumpbo contra
il ruarle.
Culto publico.
O seiitimenlo religioso no homem leudo necessi-
dade de revelar-sc por meio do cullo exterior re-
clama a edificarao de lemplos, embora pequeos e
pobres, ao menos aluciados e prvidos de paramen-
tos con venientes para a celebraran dos sacrificios di-
vinos. A mis. scnborcs, incumbe habilitar o gover-
no a salisfazer eaaa imperiosa reclamarao.
Na nossa provinria quasi lodas as malrizcs pre-
cisan! de reparos e paramentos, e em alaumas fre-
guezias novos lemplos sSa necessarios. Os cofres
puh'icos nao podem s |ior si acudir lodas essas
uecessidades, e desgracadameiile bem poneos sao os
paradlos que procuram dispertar a piedade de suas
ovelhas para coadjuvarem o governo us reparos ou
edificaees das tgrejas. Nao se diga qoe o principio
relieiiso vire rom pouca forra nos coraee alaeoa-
nos, e que por isso impossivel ser obler dos fiis o
auxilio de que fallo. Nao : ahi est enlre o ni ros o
exernplo da matriz da Assembla, rujo parodio, o
padre Francisco Manuel da Silva tem obiidn de suas
ovelhas a importante coadju vacan de 3:0005000 pou-
co mais ou menos, para a obra em ridamente He
preczo acudir i essas edificaees e reparos, c visto
que nin he possivel promover todos em nrn s anuo.
irizes das freguezias, cujos povos e olTerecessem a
partilhar as desperas das obras.
Exislem na provincia vinle urna freguezias. To-
das, a excepcao da fregnezia de Alalia, acham-se
providas de parochos. Por decretos iroperiaes de 30
de Janeiro do corrente anno foram apresenlados na
freguezia do Panedo o padre Manoel Jos dos San-
tos Villarim, e na freguezia do Pilar, ltimamente
creada, o padre Jacinlho Candido de Mendonra.
Collegio de educando artfice/.
Anlorisado pela lei provincial n. 231 de "de abril
do anno passado o honrado primeiro vigario vice-
presidente eslabeleceu na povoarao de Jaragua em
17 de selembro do mesmo'anno nm collegio para a
rdiiraraodo orpb.lus dcsvallidos, observando lodas
as disposires do segulamenlo provincial de 2fi de
"bril de 1811, que ser-vos-ba presente comas mo-
dificares que me parecern) convenientes, alim de
ser por vos approvado definitivamente.
Pelo srligo 9\ do citado regulamenlo o collcaio
pude admitlir al lOorphaos. Por ora apenas exis-
lem 2.1, e nam he possivel que no pequeo edificio
"m que se acha montado o estalu-lecimenlo possa
ser alojado maior numero de adolescentes.
O sen director .loao Rellarmino dos Santos.desem.
penba de um modo digno de louvoros seus deveres
Sem duvid ao zelo o vocacao especial desle empre-
gado para a direceao de'estabelccimenlos deste
genero he devido o procresso e prosperidade
que se ola no collegio. O seu vicc-direclor o padre
Getulio Augusto Vespasiano da Costa cumpre salis-
raloriamenle as suas obrigacocs.
Ainda nenlinma ofilcina existe monlada; mas bre-
vemente as de alfaiafe c sapaleiro funecionaran,
pois que para esle lint mamlei alogar e repartir
convenientemente um edificio contiguo ao collegio.
Nada lem poupado a presidencia para que este es-
tabelccimenlo de tanta utilidade publica attinja au
seu maior grao de dcscnvnlvimcnlo, e com efleilo
alaumas condires de prosperidade nolam-se no
colleaie.
O director em seu relalorn propc modficajes
ao regulamenlo de 2( de abril, e pede oulras pro-
videncias que irei dando, a proporcao, que se forera
ellas tomando necessarias.
Catheche/e e civili/arao de Indio/.
Com muila razan, a met ver, disse-vos o anno
passado o meu digno antecessor em seu relalorio que
esla provincia nao lem Indios a calechisar. A raca
que habita as aldeias de Jacuipe.Cocal, Urucu', Li-
moeiro, Alalaia, Sanio Amaro, Palmeira e Collegio,
as nicas existentes na provincia, quasi nada lem
da primitiva rara India : o criizameuto della com as
outras que hbil.un o nosso paiz lem-se dado em
larga escala.
O digno director geral dos Indios, que nao cessa
de promover por todos os meios Ao seu alcance a fe-
licidadc desla porrao de crealuras confiada i sua
proleccab e cuidados, incossanlcmenle faz sentir i
presidencia a9usurpaces que os parlculares lem
feilo, dos terrenos (loados originariamente a esses
primeiros senhores do paiz. I.iliaos perante as jus-
licas rivis da provincia existem a este respeito, e, al-
enla i disigu.ddade dos birladores, a razao e a jus-
tta deliicilmeute triumpharo, seno forem secun-
dadas pela proteccao das auloridade. Tenho em-
pregado lodos os meios possiveis de obler os ttulos
dedoarese sesmarias dos terrenos litigiosos, mas
lom sido de pouco frtelo os meus esforros. Acre-
dito que s com a execoco da lei da medidlo das
Ierras n. (ii de 18 de selembro de 1810 podem ser
reivindicados para os Indios os terrenos de que se
acham esbulhados pela ambrao de seus tizinhos e
usurpadores.
UluminarUo.
A Iluminaran desla rulado rai sendo fcila regu-
larmente : o numero do lampios he porm peque-
no. Convira, se as redas o pernvltissem, aug-
menta-la.
Na cidade do Panedo' esle ramo do serviro pu-
blico faz-se do mesniB modo, e resenle-se do mes-
mo defeilo.
C ira/ publica/.
A lei provincial i. 2 !li de 10 de abril do'anno
passado aiilon-ou/i presidencia a reformar o regu-
lamenln provincial de (i de julho de 1850 sobre as
bazes prescriplas na mesma lei.
O meu digno antecessor dando principio i refor-
ma autorisada, crcou cudala do 1- de junho o lugar
de director das obras publicas, e nomeou para esle
cargo o honrado lenle coronel Francisco de Paula
Mesqula Cerqueira.
Tomando en conta da ailminislracao da provincia
cuidei de estudar a reforma que me incumba fa-
zer, e enleudi que era conveniente reduzir quan.
lnantes o pessoal administrativo empregado as dif-
fercnles obras em andamento. Assim, confercionci
as ioslrucces que ser-vos-hao presentes, em virtu-
de das quaes ficaram abolidos os luaares le admi-
nistradores das obras publicas, e foi creado o lugar
de ajudanle do director com o ordeado de 50-5000
mensaes, que era o mesmo que venciam os anligos
administradores. Antes de ser encerrada a rossa
se-au ser-vos-ha prezenle o regolamenlo que tenho
entre roaos, elaborado sobre as bazes que indicastes
e sobre outras aconselhadas pela economa e conve-
niencias do serviro.
Tenho luclado com serios embaracos na conslruc-
cao das obras publicas. O syslema de adminis-
Irarao por conla do governo, quasi sempre adop-
tado, he dispendiosissimo. Os>slemade construc-
*, cao por arrematacao em praca publica, que sem
luvida he o mais econmico, dilliclmente he rea-
lisado aqu a falla de pessoas habilitadas que-se quei-
ram encarregar da construccao das obras por esla
forma.
Nao sendo Tacil exercer-se urna severa inspeccao
sobre grande numero de obras em construyo ao
mesmo lempo, e nao sendo possivel que os cofres
proviiiciaes pudessem manler lodas a que ,
achei em andamcnlo, lomci o accordo de suspender
algumas, que me pareccraiu poder ser adiadas sem
inconveniente. Dando esle passo, senhores, au des-
conheci a necessidade e utilidade de todas as obras
enclalas ;reconbcci apenas que a pequea verba de
Ii0:0(i0s-:KM! decretada para obras publicas ja se acba-
va csgolada, nao lendo podido resistir a conslrucrao
simullanca de lanas obras, pela maior parle dis-
pendiosas.
Enlendo que he preciso nao comeear novas cons-
vnre/Du, emqoanto nao fnrem concluidas as come-
radas. He o proposito em que eslou, e desejarei
que reconhecendo contigo esla necessidade, nao de-
crclcis novas obras. Sera' vaidade, luxo ou atea
mal-barsteamenlo dos dinheiros pblicos tancar as
prnneiras pedras de novos edificios, sem que as ul-
timas dos acluaes estejam em seus lugares. S urna
excepto deve ser feila, a meu xer, esle respeito :
he ella o romeen de novos melhorameulos pouco dis-
pendiosos, quando os povos forem os primeiros a
pr a disposirau do governo sua generosa coadjuva-
cao. Esta coadjnvarao dos povos lie a maior garan-
ta de scalisacao eeconumra as construcefles ; he
alm disso um meso poderoso de ir tirando a popu-
ladlo da indilTcretira em que vive pelos melhorameu-
los iiirleriaes de suas Irrealidades. As rendas muni-
cpaes l,ln minguadas, eumosao, nao podem acudir
a lodas as necessidailcs dos municipios. A inlerven-
rao dos povos na salisfsrao dessas ncressidades he
mais urna garanta de ordem, be,nm passo conve-
niente poltico, he unta condicao do nosso sxstema
de goveruo. Felizmente posso dizer-vos que os
Alogoanus sao generosos no olfcrecimenln do seus
regado da obra, ajodadu pelumachinisla inglez Wil-
liam Frica, que me foi enviado pelo Exm. presi-
dente da provincia de Pemambiico para prestar
seos serviros no assenlamento do mesmo pharol.
Assim brevementeeslaru' montado o aparclho, e
a provincia das Ahtgoas lera' mais nm motivo da
bem di/era sabia administrarn do Exm. Sr. con-
selheiro Jos Bento da Cupha e Figoeiredo, que do-
lon-a entre oulro beneficios de um pharol de mo-
derno syslema, construido slidamente em lugar
conveniente e de reconhecida utilidade a navega-
cao nos nossos mares.
rjnarlel militar de primeira linha. '
Este edificio linha no cenlro de sua frente ur pe-
queo sobrado que servia de estado maior sendo ter-
reas as partes lateraes e todo o mais corpo do edifi-
cio. 11 i a ala direita acha-se elevada a sobrado
cncorporado ao anligo, com 62 palmosde frente e 98
de fundo : a obra esla quasi concluida, mas nao
aprsenla belleza de conslrucrao regular, porque a
ala esquerda necessila de igual transformaran.
Obras publicas prorinciaes.
Palacete do assembla.
Esle eleaanle edificio no qual se ha despendido
desde o principio sle sua construccao em 1850 a
qiiantia de 118:21)13370 rs. j preenche o fim para
que foi conslruidn. Nao obstante algnmas obras
sao ainda necessarias para o seu aformoseamcnlo e
seguranza. O invern do anno passado abri nos
dnus niiaiilu-da tnurallia, que sustenta o aterro,
leudas largas que puzeram em risco a conservarlo
da dita miiralha. Encarreauet ao engenbeiro Pedro
Jos de Azevedo Schrambarh de examinar a ruina,
e de indicar-me a reparo necessario. O concert
da muralha foi feilo ; mas convindo acanlelar dai-
nos guaes para o futuro as estates invernusas, o
dito engenbeiro propoz o calcamento a lijlo do ter-
reno prximo aos muros da frente e lateraes n'uma
longa fila de 30 palmos de largura, dando sabida as
aguas para a frente do edificio. Eu ja hava provi-
denciado paia que fossem feilos estes reparos quan-
do as chuvas dos ltimos dias do mez findo lizeram
novamrnle receiar o desabamenlo da murilba. Jul-
guel enlo prudente mandar sobr'estar os trabalhos,
e nao sacrificar mais dinheiro. Assim, a conclusSo
definitiva deste importante edificio ser adiada,
mandando eu somenle por aaora arrear a parle da
muralha, que nao deve permanecer dcsaprumada,
sob pena de ser ameacada a existencia das pessoas
que Iransilarem pela ra a cuja margem fica o pan-
no do muro arruinado.
Hospital de ntridade.
Tem-sc despendido com esla obra desde o sen
principio no fim do auno de 1813 a quanlia de reis
11:6389071, sendo por conla dus cofres geraes a
quanlia de 4:0009000 rs, e o mais por conta dos co-
fres provinciaes, do pequeo produelo de urna subs-
cripto, e de algumas dua;es e esmolas. Acha-se
moilo adianlarlo ; sera um bello edificio, se for con-
cluido convenientemente.
O coronel Manoel da Costa Moraes, um dos mem-
bros da commissao de administrarlo da obra, lem
sido incansavel em promover o seu adiamntenlo.
A mais viva actividade. e a mais austera economa
tem presidido essa conslrucrao.
Mandei contratar em Paris a vinda de duas ir-
inaas de caridade e de um missionario Lazarisla pa-
ra se oceuparem do serviro interno do hospital. A
hiimanidade, zelo e caridade dessas sanias crealu-
ras sao hoje proverbios em todo o mondo. Tomei
esla reoluo,lo que me pareceu de summa utilidade,
contando com a vossa approvarao, que solicito ago-
ra. Convira prover o hospital do camas de ferro e
derouparia adaptada. Tenho ja lomado providen-
cias a esle respeito. Em abril prximo ful oro lal-
vez seja inaugurado o estabelecimento. Nao longe
pois esla o dia em que a nossa capital possuir nm
edificio, que os paizes, onde a humaiiidade e a civi-
lsimo exercem seus foros de soberanas, olham como
urna imperiosa necessidade. Al boje, e somenle de
pouco lempo para ca, a miseria desvalida lem sido
abrigada n'uma pobre e incommoda casa soh os
priocipaes cuidados do philantropiro cidadSp_oao
Estoves Alves. ^
Cemtciio publico.
A fundaran deste estabelecimento lio necessario
acha-se muito adiaulada. Tendo sido lanesda a sna
primeira pedra em junho de 18.11, conla hoje 274
catacumbas, sendo conslroidas por conla dos cofres
provinciaes 198, c as oulras por conla das ilifTerenle
confraras existentes tiesta cidade. O edificio sbran-
ge urna rea qiudrada de 597 palmos de lace. No
dia 20 de Janeiro prximo lindo lancei a primeira
pedra da capella : este edificio marcha com pressa.
As paredes exteriores eslao em mais de metade de
sua allura. Al o melado de fevereiro a despez cora
lodas as obras moulava i quanlia de 17:52)5910 rs.,
sen lo 11:5953910 por conta dos cofres provinciaes e'
3:1X100000 por tonta dos corres geraes.
Sendo depropriedade particular o terreno do ce-
milerio, man lei contratar pelo inspector da Ihcsoo-
raria provincial a compra parliculardodiloterreno .
maspedindoa proprielaria o preco de 10500 por
cada palmo, pareceu-me exorbitante, alenlo o pe-
queo valor dos esteris terrenos naquellas paragens.
Nao appruxei a compra amgavel, e mandei que se
procedesse i desapropriacao judicial na forma da
lei. Esle recurso nao fui ainda feliz, porque os
laudos judiciaes foram tao elevados corno o preco
pedido pela proprielaria. Por falla de formalidades
nesses primeiros aclos, nova avaliaco vai ser feila,
para depois proseguir-so no processo de desapro-
priacao.
Verjficando no dia 21 de Janeiro que os adminis-
tradores desta obra nao tinham a fidelidade, zelo e
probidade qoe empregados desla ordem devem ler
no dispendio dos dinheiros pblicos demitli immc-
dialamenle o ajudanle dodireclor Jos Pedro de Pa-
ria, e o aponlador Antonio Patricio da Trindade.
O primeiro pareceu-me culpado de deeixo e negl-
aencia, o segundo rscandalosomenle prevaricador ;
mandei respousabilisa-lo depois de preso. Para
substituir ao ajudanle dodireclor nomeei o capjtao
de polica Jos Bernardo de Araujo e Silva.
A nalureza do solo escolbido para o cemiterio n3o
he propicia inl amanaran dos cadveres em sepul-
turas rummuns. Tenho consultado os bomens da
sciencin, e elles pensara que os enlerramenlos em
chao arenoso e impregnado d'agua nativa como o de
que se traa, nao sao convenientes, sendo necessario
ueste casi, ou modificar-se com Ierra exlranha, on
fazereni-se catacumbas lao numerosas quantas pos-
sam receber os morios desla cidade de qualquer con-
dicao que sejam. Qocr tuna quer outra cousa be
excessivamenle dispendiosa ; quer urna quer outra
cousa s pouco a punco poder-e-ha fazer.
Ponte do Poro.
Despcndcii-se nesla obra romecada em 1853 i
quanlia de 5:,VXW)00 rs. sendo 2:(XXigOliO por
conla do cofre geral e .VMOgOOO por conta do
provincial. Parece-ra qoe na conslrucrao des-
la pnnle foram despezadas cciisiderares importan-
(es acera de sua largura e da abundancia, forra e
direceao das aguas. As crrenles do anno passado
demonstraran) que"r> vo da ponte nao d sabida
franca s aguas precipitadas em caladupas dos mon-
tes que lbe Reara cima. A presidencia mandn
novamcnlc examina-la pelo engenbeiro Marrolno
Rodrigues da Coat, e esle propoz eomo recurso de
segitranra a rwistrucrao de nulra pnnle unida a pri-
meira e com aunes dimenses. oreada na quanlia de
5:7l30(XX)rs. O meu|ilignn antecessor enlendeu.n ris.
li/trdn de Jaragua.
Despendeu-se nesla estrada a quanlia de8:5700 rs.
Sendo de extrema utilidade a sua conlinuarao, e pa-
recendo-me que os proprielarios dos edificias a mar-
gem da estrada podan) coadjlivar a construccao do
aterro e calcamento da parle qne falta al a igreja
de N. 8. Mal do Povo. nomeei *m dita de 11 de
dezembro do anno passado urna eommissio compos-
ta de 7dislinctoscidadAos para promover um subs-
cripc*a,entrc os referidos proprielarios e encarre-
gar-se da obra. Os trabalhos preliminares da com-
missao estilo adianlados, achando-se inbieripta ama
quanlia nao peqoena. Brevemente ni trabalhos
materiaes serao comejados. A commissao he com-
posla dos scauinles senhores : Loaren* Caralcan-
le de Albuquerque Maranhao, Jo3o Gomes Ribeiro,
Francisco Ferreira de Andrade, Antonio Bento Bar-
boza. Faustino Pegara da Silveir'a, Antonio Jos de
Oliveira Guimaraes e Manoel Jos de Vasconcellos
Jnior.
Canal da Pona Grossa.
He de indispensavel necessidade pra os habitan-
tes desta capital. Tres anteriores administrarle en-
lenderam qne o canal derla ser beneficiado de difto
renles raaneiras. Quanlo a miro, rreio que nenhnm
melhoramenlo he duradoiiro, senao for oslabelerido
o syslema de limpeza do canal pela crrenle das
agua; e nao sendo isso possivel sem nm clevadissi-
mo dispendio, enlendo que nao ha oulro remedio
sen.lo sujeilarinn-nos as repelidas despezas de repa-
ro e desobslrucco pelo syslema ordinario.
Mandei orjar a beneficio actualmente necessario-
e subiooorramenloa quanlia de l8:0000(Xque jul'
guei conveniente nao despender al que seja delini-
tivamenle resclvida a compra do irma barca de csca-
vacao para lmpar o dilo canal, e preslar serviros
suaes as lagoas que separan esla capital da cidade
de Alnzoas e da povoacao do Pilar, para onde com
difiieuldade he feila actualmente a navegaco em
barcacas e canoas. Em oulro artigo lerci anda de
fallar-vos desle assiimpto. Ao meu digno antecessor
pareceu prudente parar os giaanlesoos Irahalhos de
alvenaria emprehendidos na baca de desembarque,
nos quaes cerca de 9:0000000 haviam sido despendi-
dos em malcraos e com outros objectos, dos quaes
apenas a terceira parle pude ser aproveilada. En-
lendo, como elle, que esta ultima obra que he mais
de aformoseamento da capital, do que de necessida-
de urgentemente reclamada, pode ser adiada sem
grandes inconvenientes.
Calcamento da/ ras da cidade.
Exislindo em cofre a quanlia de 1:07.18070 res des-
tinada ao ralcamenlo das ras da cidade, e bavendo
o artigo 6. da lei do orcamenlo vigente applicado
ao mesmo fim os rendmenlos da casa do mercado, o
meu aiileccssor'man Ion cninerar o ralraraeiilo pelo
sistema de Mac-Adam na ra do Commercio sob a
direceao scenlifica do engenheir Pedro Jos de Aze-
vedo Schrambach.
Foram calcados 120 palmos pelo referido syslema,
e feilos 421 de vlelas ialeraes. destinadas ao esgolo
das aguas. A falla de instrnmenlos contenientes o
oovo calcamenloficou moilo defeilunsu. Em dala
de 28 de outubro do auno passado mandei parar
obra, na qoal despendeu-se quanlia de 1:2790753
reis. He meu voto que nao seja continuado o cal-
camento pelo syslema adoplado. por ser re muilo
dispendidn. O calcamento das ras he orna necessi-
dade palpitante nesta capital, anude as excaxacoes
de urnas e os areiaes de oulras turnara incommodo o
transitoearriscadomesmo.Seria pois conveniente ine-
Iborar sem milita demora e ligeiraraenle o nio es-
lado actual, reservando-se para o futuro o comple-
mento da obra. Assim, he meu voto que depois de
lirada a planta do nivelamento da cidade, sejam me-
llmradas com aterros, eveavaees e vlelas Ialeraes
de alvenaria para o esgolo das agua, as ras que
mais precisaren) desles reparos. Esses primeiros be-
neficios sao indispensaveis para a segoranc e solidez
de quaesquer outros que para o fulurn bouverem de
ser feilos com mais dispendio e regularidadc.
Estrada do Bebedouro.
Acha-se ultimada, tendo sido reccnlemenle con
diminucao as entradas do assucar e algodo produ-
zidos nos rerlc8*cenlros da provincia.
Foi oreada pelo major de eilei)|jr(ls q,,.^,^,,,,
Pereira de Azeredo Coolinho na quanlia de W:000
ris. Pelo plano deste orcamenlo deve ser apoiada
em 41 arcos de alvenaria de lijlo cora 40 palmos
de rao sobre pilare de pedra t cal, e ter urna ex-
lenaao de 221 bracas coro. 30 palmos de largora.
Foi dispendida nos alicoree dos dous primeiro ar-
cos, nos maleriaes reunidos em abundancia sobre
a obra, e em outros objectos necessarios para o assen-
lamento di primeira pedra, a qoanlia de ris
3:7988646.
O engenbeiro militar D'r. Franciico Primo de Son-
za e Agoiar examinando, a mandada do meu illus-
Irado antecessor actualmente presidenta de S. Pau-
lo, a dita obra, foi de rolo qne a pnnle nao poda
ser construid., seno pela excessira quaalia de
200:lXXte tecessor ahandonasse a idea da conslrucco della-
luterpondo-me boje enlre os meus dous collegas,
nesle poni dissideules, e leudo por mim mesmo ob-
servado o logar, enlendo que a obra deve ser conti-
nuada, alloma a sna urgente necessidade. O pri-
meiro plauo pode e deve sorTrer alguma modificaran,
e esla deve ser qoanlo a mim, na nalureza da ponle
propiamente dita sobre o rio Mondan. He meu
voto qoe o plano da arcara para o aterro n varzea
inundada pelo rio em sua endiente dere perma-
necer, porque s um aterro cent esta solidez poder
resislir a violencia dasxorrenles. Qoanlo porm a
ponte sobre o rio, pode ser feila de madeira qoe
abunda de boa qualidade no lugar, e desla sorle tor-
na se a obra menos dispendiosa e realisavel, senao
n'um anno, ao menos em dous ou Ir.
Se pensardes como eu, novo exames mandarei
fazer, e ura dia mais cedo ou mais tarde, sera co-
mecada esla ponle de tanta utilidade lavoura da
provincia.
Abertura do rio J>. Miguel.
Nao tendo apparecido licitantes a factura desla
obra, foi encarregado do sua administrarlo o cida-
dAo Jos Barbosa de Messias, mediante a gratifica-
cao mensal de 50SO00 rs., ede inspeccionar gratui-
tamente os trabaihos o cdadao Rozando Cesar de
Goes.
Em virtude da instrucres per mim confecciona.
das, e das quaes j dei-vos conla no principio dele
artigo, foi reduzida a gralificacao a 30g000 rs.; e nao
sendo possivel a conlinuagao da obra, alenla a pou-
ca forja do cofre provincial, mandei no dia 13 de
Janeiro que ella fosse suspensa, pudendo e devendo
ser continuada ero lempos mais flizes. Deve aqu
agradecer ao cidado Rozendo Cesar de Goes o ser-
vicos que gratuitamente preslou de tao boa vonlade
na inspeccao e direceao dos Irabalhos.
6'adeia de S. Miguel.
Visitando cm dezembro do anoo passado a villa
de S. Miguel, os seus habitantes lizeram-me sentir
a necessidade de ser construida naquella importante
villa um edificio com accommodacoe sufilcienles
para cadeia, casa de eamara e jurj. ilecouhecendo
a ulilidade desle edificio, coovidei os habitantes do
lermo a coadjuvarem o governo, concorrendo cora
parte da despeza. Tenho salisfa^So de dizer-vos que
lodos i porfa acudirn) ao meu convite.
Nomeei uma.commissao do oilu cidadaos para
promover a subscripto e cucarregar-*e da adrainis-
Irarao da obra. No dia 11 do mez findo. fui pes-
s.almenlc laucara primeira pedra do edificio, e e-
conlieci que a commissao rai desempenhando loo-
vavelmenle os seos deveres. Eslava subscripta a
quanlia do 1:6000000 r. que po.de ainda ser eleva-
da. Devo dizer-vos que alguns dos subscriptores
prometiera forneeer por preces mais baratos grande
parle dos materiaes. A commissao be composla dos"
senhores: capiUo Manoel de Sonsa Bilanaourt, capi-
tn Rozeodo Cesar Tcixeira, Jos da Rocha Wan-
derley, Manoel Duarle Ferreira Ferro, tenenle-co-
ronel Joao Correa de Araujo, juiz municipal Lou-
renso Accioli Wandcrley Canavarro, Francisco Fre-
derico da Rocha Vieira e Antonio Manoel de 4rro-
y
d
serviros e fortunas para a promorAo da pro-pe ida- la de 13o grande despeza,quesera prudente nao leva r
de e desenvnlvimenlo de sua provinria. Espero a efleito o remedio indicado. E rcfleclndo eu que
pois, senhores, qu permillreis ao goveyo de vos- i conslrucrao de tuna outra ponle com a dimensao
sa provincia aportar a nulo aos povos que a esleinle- da duas proposlas, aprnveilando-se os materiaes da
rcm ollerccendocoadjuvarao e pedindo beneficios
para as suas localidades.
existente, caso fosse demolida pelas correntes. nao
seria mais dispendiosa do que a ora aconselhada
Achando-se nesla provincia em commiss.lo oca- como uxiliar, resolv pr anda cm provano fnlu-
pilo de enaenbeiros Marcolino Rodrigues da Cos-
a, ao qual a provincia dava urna r itificacao an-
imal de 2:00094XXt pelos sens serviros as obras pro-
vinciaes, e lendo sido chamado a corle, sendo subs-
tituido na commissao militar pelo hcbil major de
engcnlitiros Chrsliano Pereira de Azeredo Couti-
nho, julguei conveniente encarrega-lo da direrrao
scienlilica das obras provinciaes com a mesma gra-
liliracao.
Obras publicas geraes
Pharol.
Por algum lempo esleve parada esla obra a falta
ro invern a ponte actual, fazendo apenas os repa-
ros indispensaveis nos sierros superiores, e mandan-
do alaraar e desobstruir o riacho Marem. alim de
terem piompla e larga sabida as copiosas aguas que.
se precipitara dos montes. Tenho esperance de que
este socenrro prulezer. a ponte conlra os eslragos
que a invento faz receiar.
Ponie sobre o riacho Maeei.
Acha-se arruinada. A conslruccao de urna nova,
na qual sejam evitados os dcfeilos da primeira pa-
rece-me indispeitsavel. Sendo esla ponte no cenlro
da cidade deve ser quanlo a mim, construida com
poUlico, qne domina era Quilo. A demisso do Sr. erie justo qoe no lempo fossem preferid.s ai ma-
do aparelho de luz mandado construir em Paris, se- lodos os preceilirs d'arle, abservando-se as condires
gundo o dezenho e plano confeccionados pelo major de rcgularidade c afnrmoseamenlo da ra em que se
de engenheiro Azeredo Coulinbo, que presidio a acha construida. Mandei facer o orcantento cplan-
cnnslrucean do edificio. Tendo chegado em dezem-
bro do anno passado o aparelhn, rcquisilei ao go-
verno imperial a vinda para aqui de algum hbil
engenheiro com estudns espeeiaes para assenla-lo. No
ultimo vapor do sul'aqui chegoit para esle fimo
drlomajor Azeredo Coulinho, o qual se acha enctr-
/ i
la de umi) nova ponle com as enndicoes dlas, e al-
enla a cxlinccao da verba decretada para obras pu-
blicas, nao delerminei a sna conslruccao, cnnlen-
tando-me em mandar fazer apenas alaiins reparos,
al que decretis veiha especial para ella ou a anlo-
rizels por conta da verba total.
Huida no tuanrrt-tionmiailii-^TTaixa do carrinhourna"
bomba de pedra e cal, fazendo-se os necessarios sier-
ros. Julguei convenienlo mudar nessa Inralidade o
leilo da estrada, e para islo mister fui leva-la por ter-
renos perlenccnlcs aos cidadaos Lonrenro Csvalcau-
l de Albuquerque Maranlto, Francisco Jos da Sil-
va Porto, Junqiiim Gomes do Reg e Guilhermc Jos
da Graca, que renunciaram qualquer iii''.emnisac,ao
que Ibes fosse devida. Aproveiloesla solemne occa-
sio para agradecer era nome da provincia a genero-
sidade desles prupriclarios.
Em dala de 24 de Janeiro man laudo eu examinar
pelo director das obras publicas a maneira pela qual
o apoulador desta obra, Miguel Alexandre da Trin-
dade, organisava as folbas seroanaes dos trabajado-
res, foi reconhecido que o dito aponlador nao era es-
crupuloso as referidas follias. Demilli-o sem de-
mora, e fui preso para ser punido.
Estrada das Pedreira/.
Parcceodo-me excessivamenle dispendioso o repa.
ro completo desla estrada, mandei que fosse suspen-
sa, apenas o transito publico lornasse-sc -cauri c f-
cil. Em dezembro foi a obra parada, e os viajantes
Iraosilam commodamenle.
Estradaa serra dos Doui-lrmao/.
Despendeu-se nesla obra comecada em 1853 a
quanlia de 11:8519040 reis. Apenas pareceu-mo que
poda ser parada sera ruina, mandei suspende-la o
que leve lugar cm dezembro do atino passado. O
dillicil e perigoso passo qoe assuslava ns viajantes,
que Iransitavam por aquella estrada,he hoje cominodo
e seguro. O calcamenln, que alias be necessario, po-
de e deve ser feilo quando os sufres pblicos o per-
miltirem.
Sendo esla estrada dividida em dous lancea snb as
admini.Iranes do coiumandaiile supermr Manoel de
Farias Cabral e do lente coronel Manoel Alberto
Maia, mediante a gralilicarao mensal de .10:0000
res a cada um, entend conveniente fazer cessar es-
las aratilicacoes, convidando esses distintos e genero-
sos cidadaos a coulinuarein as administradles gra-
tuitamente. Tenho a satisfago de dizer-vos que
aceilararao meu|cotivle,e que prestaran! os seos ser-
vicos com a melhor vonlade at ser a obra suspensa.
Consigno aqu o meu agradecimenlo a estes senhores.
Estrada da Mulla do rolo.
Achava-sc encarregado dos Irahalhos graphicos
desla estrada, mediante a gralilicarao mensal de
80:1X10 ris, o piloto Jos Joaquim de Souza Piulo,
cujos servicos dispensci em dala de 13 de dezembro
do anno passado,por raeran parecerern mais necessa-
rios.
E nao podendo o cofres provinciaes suppnrlar as
despezas com a conslruccao simultanea dos 17 leos
deslas estradas j orrado*, lotnvi o acronlo de man-
dar pr em arrematacao o 7." denominado Oitei-
ro o pique, cnmprehendeiido 120 bracas de excava-
cao, sendo deslas 74 de ralcamenlo e muros Ialeraes.
Oreado em 1:691-0400 ris foi arrematado em prara
pela quanlia de 3:2009000 rs. Em data de 5 do mez
lindo delerminei que n piloto Souza Pinto, que llu-
via feilo os trabalhos graphicos da estrada, sua plan,
la e orcamenlo, fosse indicar au arrematante o lu-
gar dos trabalhos e as condires de conslrorr.lo. O
arrematante ja den principio i obra, rujo paga-
mento lera lugar por conta do fulnro excrcicio. O
melhoramenlo desla pBMffem dillicil na principal
estrada da provincia he urna necessidade por lodos
reconhecida.
.-fierro da estrada da vilU o Norte, e escada da
ponte do desembarque.
Esta obra acha-sc anemalada pda quanlia de
fi0O~O00 rs. Pessoas ronhecedoras do luaar infor-
inarain-mc que seria acertado fazer-se o aterro em
direceao differenle daqurjla desianada na planta.
Parecendo-me ulil esla mudanra aulnrisei-a.
Ladeita da poraacn do Pilar.
Visitando a povoacao do Pilar cm principio do
mez findo, live o cuidado de ir ver esla obra'. Pa-
receu-me que o arrematante rrunpria exactamente
com ns seus deveres. Os trabalhos da exeavarao e
alerro acham-so concluido.. As valas Ialeraes para
o eagato das aguas clavam adiantadas. O arrema-
tante cuidara de calcar o loito da esliada. o que se
fosse no lira do invern do corrente anno lomada
a obra mais Bagara e duradoura. Alienta cs-a con.
sideracao, a boa f do arremtame, conccdi-lhe
emll de Janeiro mais Ires mezes de pnzo para a
entrega provisoria.
Ponle da Saluba.
Esla obra grandiosa com qne nm de meus Ilus-
trados antecessores quiz dolar esla provincia he de
inderlinavel necessidade. Sem ella a capital na es-
larSo invernosa permanece separada da regiao cen-
tral mais productiva e importante, a que da em re-
sallado, como tendes repelidas ve/r, le(emnnhado,
a rarelia ou antes a falla absnlnla dos gneros de
primeira necessidade nos mercado desla cidade, e a
'- aaHaajCalnti
l.ouvores aos humen, generosos que vAo compre,
bendendo a necessidade de serem repartidas as des-
peras com os beneficios das localidades entre o go-
verno que ospromove.e os povos qne os reclamara e
desfruclam.' Solicita, senhores, a vossa approvacao
a esle meu aclo, e peco-vos qne decretis urna verba
raznavel no prximo exerricio linanceiroparaa coad-
juvarao desta obra.
Ponle sobre o rio Ciqui.
A lei provincial n. 223 de 9 de junho de 1853 vn-
lou par a conslrucrao desla obra a quanlia de 8000
i-. Nao apparreendo licitante foi confiada asna ad-
ministrara!) araluilamedle ao coronel Migael Arcan-
jo dos Sanios. Posta a ponle em ponco mais de meio,
c cilincla a verba, foi parausada. Em atiaba rolla
da cidade do Pendo, examinando pessoalrnenle o
estado de adianlameMo della, reconheci que linha
havido zelo da parle do administrador; que as nii-
deiras denostas no lugar iam eslragandose; que*
parle feita neeessariamenle arruinar-sc-hia se nao
fosse enntinoada; e que finalmente a obra he de re-
conhecida nlilidade. Por lodas estas razes, e con-
tando com a vossa approvacao. aulorisei a conlinua-
rao da ponle sob ailminislracao do referido coronel
Miguel Arcanjo dos Sanios, disposico do qoal
mandei pr a quanlia de 8000000 rs., da qual op-
porlUDamenle prestar cuntas. Devu aqui agrade-
cer a esle eidadilv o zelo e economa que prcsidiram
aos trabalhos feilos.
Cemiterio \publico na tilla do Passo de Ca-
maragibe.
Fazendo-se-me sentir a conveniencia da conslruc-
caode urna fonte na villa do Pasto de Camaragibe
pelo syslema daquellas que sao conbecidas pelo no-
me deFontes Econmicas, eom o fim de ler a
populadlo melhor agua polavel, do que a de que
usa, dirigi-me a alguns cidadaos do lugar, convidan-
do-os* a promoverera nma subscripcao para o fin
dilo. Nomeei-em data de 16 de dezembro urna
commissao composla de quatro dislinclos cidadaos
encrregados de promover a subscriprao e de admi-
nislrar a obra. Folgo de dizer-vos que foi bem
aceita o meu convite, sendo inmediatamente assig-
nada urna quanlia raznavel. SAo membros da rnm-
missAo os senhores : JoAo Francisco Marques, Flix
Jo de GiismAo, Lino Jos de Araojo e Jos Anto-
nio da Silva Goularl, aos quaes agradeco os serviros
que vao prestando. Tendo j sido feita a planta n
orcamenlo da fonte, cojo comero dependa apenas da
presenra de um engenheiro, lome o accordo de nao
comer la, antes de visitar cu mesmo o lugar, afim
ile apreciar com ioformaces propria a necessidade
da obra, porque parcco-me qne haveria mais dis-
cricio em applicar o dinheiro arrecadado a conslruc-
rao de nm cemiterio, do que n da fonte em um lu-
aar amule ha abundancia de agua mais vu menos
salubre, lie cerlo que a edihcacAo de mu cemite-
rio demanda maiores despezas, mas a conslruccao
desses eslabelecimeutos em loda as povoaces de-
vendo ser nraa medida geral desaaidade, qne roa-
v,n ser levada a vtleilo sem muila demora, os co-
fres pblicos devem auxilia-Ja. Desejo pois que me
auloriseis fa/er esta despez*.
Cemiterio da cidade dn Peni do.
'.'na iiiln visilei aquella cidade, reconhereud* pes-
snalinente a conveniencia desle estabalecimeulo,
conv idei os rereadore Ja cantara municipal coulros
cidadaos a colisarein-ee para esla lint. Acha-se en-
carregado, com o auxilio de amigo seus, o cidadan
Anlonio Moreira l.emos, de promover c arreradar
subscripcao. que. segando recenta comrniruicaran.
monta j a rrescida quanlia de 3:0(100000 de re,,
e clevar-se-ha ainda. Aceitera os generosos e
humanos Penedense os meu viros agradecimen-
los.
Malrizet,
Acharae era andaineiilo as obras de algumas rua-
Irizes.
Matriz da rnpitut.
A conslruccao desle importante lenipl > de riiuieii-
sea vaslissira.ise-l minio adiaulada, gracas au zelo
do reverendo missionario frei Jos de Santa Engra-
na c dos outros membros da coinmis.Ao directora da
obri. Traase de concluir os Irahalhos exteriores do
frontispicio e Ialeraes al o principio do prximo
invern, dorante o qual trabilhar-se-ha as obras
interiores. Denlro do templo j se celebra cm al-
tar porttil o sanio sacrificio da missa. A'vossa ge-
nerosa coadjuvacAo. as sencrosas esmolas dos liis,
proteccao do cofre legislativo geral e do governo im-
perial ser derida a eonslruetao deste bello templo,
que ainda exige os mesmos favores para a sua con-
clnsao. Cumpre que nao o abandonis, e que lbe
pfrsteis o mesmo soecorro qoe nos annos anteriores
(eodes prestado.
llave neta sido eleilo guardiao do convenio de S.
Francisca da cidade das Alasita e Rrm. mMiona
rio Frai Josa de Santa Engruda, e recelando cu qoe
v
i

**
MUTILADO


DIARIO DE PERNFABUCO, SUIDO 12 DE MAIO DE 1855

\
3
s
ausencia dos serviros deste religioso fosse scnsivel,
dirigi-me cm 13 de jaqeiro ao revcrendissmo padre
ministro provincial da Baliia, rogando qu so dig-
nas de consentir que o referido Santa Engraeia
rontinuasso a prestar seus serviros na dita obra. Ti-
ve em dala de 15 do me fin do a repota de que o
Rvm. guardin poda, sem todava abandonar i saa
guardinnia, continuar no zeloso exi^reco de arre-
eadar as esmolas para a igreja e prestar oulros ser-
viros.
bstao em andamiento aa libras que se (ornam pre-
cisas nao secuinles malriresDas villas:
de Porto de Podras,
da Assmbla.
de Camaragihe.
A da matriz da cidade do Pondo parou o auno
pMHdo.
A das raatrlics das villas de Atalaia, Porto d.i
Follia o Anadia nao foram anda comejadas,- mas
achara-so nomeadas commisses para se encarrega-
rem da direcrao dos Irabalhos.
Em Atalaia o juiz de direito lembrou a necessida-
de de ser feito om corredor indispensavel como sa-
crista, em vez de ser concluida a obra do frontis-
picio menos necessaria. Os povos da localidade
subscrevrram qnautias para o reparo densa matriz.
Perecendo-me judiciosa a refleAo do jtiiz de direito,
aulorisei a alterarlo.
O arrematante dos reparos da capella mor e sa-
crisliada matriz de Santa l.uzia do Norte ja rerebeu
a ultimo prestacao como se eslivessem concluidos os
ditos reparos, dos quaes Talla a conclusad da obra da
sacrista. Empregarej os meios de ser fielmente eje-
cutado o contrito. Nao lendo o arrematante da obra
do llirono e altar mor terminado-a em lempo, pe-
dio prorogarao do prazo, e concedi-a.
IContinuar-tr-ha.)
PERMMBICO.
minho, que com ponco foi-se, niln se sabe o nome
dos pretos, e foram no mesmo dia encontrados no
Alegre, i)
Consta-nos que se fizera o corpn de delicio, e que
se va instaurar o processo. Afora disto nada lia
mais de novo. As chuvns rrapparcreram e vao ca-
biudo como il faut, para ir adiante as plantacoes.
Pela faira j se veem bstanlos queijm, sgnal ile
verde para cima ; lenbn lido desejos de Ihe mandar
um fromage ou cheesr, mas j abi o negocio lie
mais serio : se se perde urna cnislolazinha, U se vAo
apenas uns minutos de loculirarops, e um ou dous
vintens de papel, e um queijo, Sir compadre ? vale
mais algum cubrinho, e so por portador seguro he
que Ihe hei de remetter o dito referido qiieijirihn,
pois ji urna vez rab na asneira de prcsenlear a cer-
to amigo, e um cujo recebeu o miirio c fe-lo pastar
como sen pelas fias digestivas ; e por isso, mon
eber, eslou com o rifiluGato escaldado de agu fra
lem medo.
Aquellc Antonio Freitas Baptisla, cuja prisilo Ihe
DOtieiei, sabe quem he '.' malou em o anno alrazado
a Antonio Garca, em Taquaritinga no lugar de S.
brea agua ale o amanherer de honlem, quando de que fazcm parle, ludas as noticias de alguma im-
conlinuando, o caplo no desojo de abandona la, e
nflo sendo mais possivelevilar-se islo, a dcipeilo de
lodos os meios empregados, leve afinal o navio de
irencalhar na praia do Forte do Buraco, onde alias
nao causa mal algum ao porto, e podem ser salvos,
nao s< todo o carregamenlo e militas ontras peras
importantes, como tambem o proprio casco, visto
constar que ha pouco lempo fizeram-lbe urna grande
repararlo.
O Sr. capillodo porto, coadjuvado pelo seu aju-
danle o i.o lenle Ncves, Maullo na manbna de
honlem (11) aos (Vabalhcs prestados cm sorcorro
dessa embarraran, c retirouse depois de enralbada,
lendo-se tornado mu raparavel, que o Capillo,
alm do prnredimcnlo ja declarado, fosse o pri-
meiro, com as ciernis pnces, do navio, a desam-
para-lo no momento delle enralbar.
CORRESPONDERA.
Nao posso, senbores redactores, deixar pasar des-
apercebidos os editaos do Sr. subdelegado supplenle
Brai, com duas Tacadas !! Eslecritne he tanto mais da fresuezia da Boa-Vista, Antonio Ferreira Mar-
feio, qiianlo foi.commeliido contra urna pessoa, em ; lins Bibeiro, publicados no Diario de Pernambuco,
cuja casa Freitas almorava, jantava c ccava Um j n> parte em quo suppie furlados um boi manso
irmao do morlo, que ha muilo lempo andava dli- de carrosa, duas .arras, doos hezerros, Iros cavallos,
genciando a captura de semelhanle malvado, saben- dous sellins e dous freose chama a sua subdelega-
do que elle eslava preso aqu, veo dzer ao delegado ca quem a elles tiver direito ; nem lo pouco dr-
qoe o segurase, que est processado e pronunciado, xar de protestar pcranle Peos e o mundo, contra
Foram sollos, nao sei se dous ou tres dos qne se semelhanle proredimenlo do Sr. Marlins Bibeiro,
prendern! por suspeila de criminosos, por se ha- que com a mais inqualificavel hyporrisia c animo-
ver verificado que o nao cram. Digo-lhe islo para sidade, finge desconberer o dono daquelles animaes,
que nao pense que Ihe don noticia dos que se pren- pelo proprio Sr. subdelegado supplenle arrancados
dem, e nao dos que sesollam, e quo faro como os fi- do mcu poder da maneira a mais violenta e inslita,
Ihos do Esculapio, que sempre fallam dos docntes quando no dia (i do corrente, em sua alia sabeiloria
que curam, o nao dos que lhes morrem : eu nao sou entendeu, que devia dar busca acinlnsa cm minba
quem diz isto, porque gusto muito dos mdicos, que j casa, e apprebcnder csses bens, que se acbavamden-
nos prestam bons serviros ; e mesmo tenbo moito Iro do meu cercado, privando-me assim de minba
em vista estas sagradas palavras : Keflecli, meu fi- prnpredade.
COMARCA DO ROMTO.
13 de abril.
.1/// dtar compadre.lia tres das Ihe mandei urna
cufiad* de cartas; o pouco da assumplo havido lirn
vsgolado; porm, para ahi se volve um de dous, e
sempre approveita-lo para dizer-lhe que os lirio*
por c Inda deilam lluros, islo he, vamos sem novi-
dade, depois das ultimas dadas por esto seu ser-
vinho.
A perda daqnelle preslmoso compadre de Carua-
ru, (oi-nos bem senslvel, a oossignoria, porque ti-
nha constantemente noticias daquella banda de Ipo-
juc* pura mus pi leitores, e a miin porque me aju-
ilava a uncher as rarlinhas. Nem sempre temos as
cousas ao tom do nosso paladar. Hei esmiunrado
qutlque chote dalli, e nada posso colber.Apenas
me disseram que o novo juiz de direito he duro.
L> di o poeta :
As sorras nao ten sempre os cumes crespos ,
iH enregelladas (Sta, nem os riheiros
Ten sempre as claras aguas algemadas
Com frgidas eadeias.
E por isso pode ser anda consiga eu naquella pa-
ragem nm fricad que me ponha em dia com as res-
pectivas oceurrencias. A polica Tez, ao que parece
uma#tc rado honlem he bom como china: ha 4 para 5 amos
inatou eqi Quipap om Baptisla (sem ser o inordo
mo do Elinood U.intes, ou Sr. de Monte Christo; por
causa de dez luslcs. Ha muilo qne se planeja
prisao do Gomes, afinal se den o bote seguro, ('.lie-
go u novo cnmmandanle para o destacamento o alfe-
feres Nelva Bitancourt qne ta ares de bom moro, e
vai indo bem.
1-1 as 10 da noite.
Este dia se passou como los outros, em cousa al-
gum de notavel. s com a difierenra de ser dia de
feira, I qaal nSo foi pequea. Os Sr-. cereaes v3o
pelo mesmo a sucerana carne be que lem oslado a
12 e/ U patacas.
Alguns das nao lem chuvido. O invern lem ido
moito bom |iara aa"TTTOUra's.'^Conla boje aTasa os
malfeilores aqu com mais nm que j all dorm esla
noile (e Ibe Tara moito proveiloj Manoel Casado,
rorreu no assassinato do infeliz Jono Lopes Freir.
Avente pois anda este no rol que Ihe mandei lia pou-
co. O Casado he de mais a mais pe-simo esposo, por
quanto em vendo-se as azas do vaporoso Bacho
bamba soflnvelmentc a carne da sua carne, o o.so
do sea 0*0, assim quer a escriptura seja chamada
a mulher e os factos qnereiri o contrario, j porque
he, dizom o casamento o tmulo do amor, ja porque
nesie tmulo nSose 10. como afilrma o Mosquetciro
do Damas, a inscripraoaqni descansa em pa.:.
I'm homem vindodo Bjo Formoso, ou Aguas Fre-
as me eonlou o seguinte : no engenbo de.... fesle-
jou um preloa itnagem de N. S. do Bom Despacho,
(ez-se novena, ou nao se fez, etc., ele.; o caso lie
qo nr) dia da festa appareceram uns cscravos de ou-
tro engenlio a titulo de irmandade para assistir a fes-
ta. Um delles vestio-se de padre com os ornamentos
da capella, onde o acto se fazia, ou antes onde es.e
ocandalo se dava, poz as maos.c foi incensado com o
turibulo e do mesmo modo a irmandade, ele, ele.
Todo concluido volt.iram.
He de notar que o Sr. padre, leudo excedido a li-
cenna obtida do seo senhor, que soube da maroleirt,
foi ao carro e levou nma boa surra, mais mereca !!
No nos ri'sponsabilisainos pela historia, e desejamos
mesmo que nn seja verdadeira, porque a ler sido,
luto so pode dar cousa mais immoral, e he do admi-
rar que o dono do engenbo de.... e o capelln que he
um regular, consenlissem em ser as'ini profanada a
nossa sania religiao, especialmente o segundo, seu
ministro. Esse Rvmd. nao dava certamenle para
raartyr!! Sel o nome do engenbo e do capelln, ele,
ele, porm nflo eosto de individoalisar nnguem,
mxime em negocios desla ordena. Don os factos ao
publico, quem tiver inleresse que os procure averi-
guar. Tenho sempre dante de minba pena o prc-
ceito de Horacioparrere personis, dicere de titiU,
adoptado pelo antgo Carapuceiro, que o traduzioas-
sim:
Guardarei nesla folha as regras boas,
Que he dos vicios Tallar, nao aas pessaas.
10
Foi preso pelo delegado Christovao de lal qne en-
cadernou urna ercassiana, e nao qoiz ficar-se com os
livro depois de prompto, pretexto de que o n.lo
achara em broxura; elle nao Tezmais.diz, que reuion-
la-lo. Ilojo viernm a sala e abi se deram essas historias
burlesca! qne apparer.ein em casos taes. Eu tambem
la Tai por ruriol : a moro sustenta que nada (leve
a prar.a; lajeane filie afirma o contrario ; por fim
vollaram inconcilados, dizendo o prmeiro que nao
aa msrrudava com a pecorracha a qual s diiia :
Sr. I", eu dnu dez mil juramentos, em como Vmc.
rao devennnea pude saber o qne... la se enten-
dem, s Ihe aflirmo que ella nao be feia. Tem urna
coosinha de que goslo assaz, dous olliinhos negros
sob duas bem arqueadas sohrancelbas.
Ao fechar esta enlrar.im anda para a cadeiaurna
parelba vinda da Colonia de Pimcntras : um por
andar com dors cabrcslnbos, em rujas ponas esla-
vam dous cavallinbos, e oulro porque all appareceu
armado c sem passaporle, e quera habitar cm (erras
albeas qatro porque quero: digam o que me disse-
rem, eale ultimo sucio be peor qac o primeiro. Jii
enlraram para o I.imocim llonitense .") nesle met ; 2
pelo verbo necido, is ; um pelo turripio, <<; ontro
pelo fungar, erit; e finalmente um pilo ubimbu-
h, ttt.
Muito folgo, Sir compadre.
Que va bem ana sanie,
E que tenha vosmec
Boa chelpa, bom recalo
Por causa de algum gaialo.
? de maio.
Sir compadre, ora infin den as cambias o Sr. de
aln il, que nao nos deixou em paz. Durante o seu do-
ininin deu-se em Hezerros um faclniinbo importan
nada menos que a prematura morte de nm ho-
mem ;oucamos a cxposlrao que de semelhinle acon-
tecimento fez -subdelegada daqnelle dislriclo na
parte oulcial dirigidn *o delegado, da qual, que nos
foi confiada, extractamos o seguirte :
No lagar do Riacho-Verde, ao amanhecer do
dia 20 do corrente f abril ), foi assassinado Filippe.
i-apilu de campo, morador em C3ruar, qne con-
dola dous escravos para os enlregar a seus aenho-
res ; Filippe pernoiUra alli, e pela madrugada sen-
(indn falta dos ecravos cbamoo um (libo e um en-
marada que se Ibes tnba ajuntado em caminbo, e
sahe pela estrada, que he perto, e voltando entra na
mosma casa de rancho ; entilo parte um tiro de um
quirlo da dita casa, dado por um dos escravos, rom
a espingarda do nfetit a qual tnha sido por elles
levada cora nma espada. Aeodem an lugar do acon-
laeiaaoolo, e ha apenas encontrado o homam do co-
Iho, que lempo vira em que baveis de cahir as' O procedimenlo do Sr. Marlius Ribciro, he lano
maos dos mdicos. Eccles. :t8, cap. 13. mais reprehensivel, e allentalorio do men dircilo de
Concilio a minba com a cartinba de um amigo, propriedade, quanto lie rerto, que para logo compa-
que daqui sahio e viaja nrognilo, escripia de. ... ] rcci reclamando a cnlrega de mcns bens, e nao Tu i
Imice, aqni cheguei depois de ler andadopendant atlendido pele Sr. subdelegado supplenle : o queden
lugar a protestar eu pelojuizode direito da primei-
ra vara civel desta ndade pelos prejuizos, perdas e
damnos, que me eslSo causando um lal cshulho e
prepotencia.
Tambem tenbo feito ebegar esse Tacto de nova
Iroir jour* qualrepalles (o men cavallo bem en-
tendido )
Troi* jour* de souffrancef,
Troit jour de regreli..
Principio mal, todava continuo ; esperava lalve*
que em verso, nao he assim '.' porm nao, mfa.cha- \ especie aqconliecimenlo> do Illm. Sr. Dr. che fe de
ro, vai em prosa c cssa aotu sel, Diogeues resur-
rexit! '. C'est atoja esso pobre velho, faltaudo-me
s a lanlcrna : ;uma que vi cm... remplacerait par-
failemenl celle du 1'h.Uosofe. )
As horas vaom rapides
De prazer e de ventura,
Sao tardos os momentos
Passados com amargura.
Eslou no Agreste ( assim cbamam os versados
na materia aos terrenos, que nao sao calinga e nem
malta), e na verdade ludo he agreste ; agreste o
Irajar, agreste o lallar, agreste emfim al as Teiccs,
fallodos bois por cansa dos chifres (/.eelimat hesao-
davel, chava i' qiioi/i/ae, chuva como nunca vi,
e en j eslava procurando um lugar para encalhar
se a cousa cheirasse a Muge. Sande la meilleure
postible. Eslou residndo em casa de..., e ma...
Fliarm... e>t depose ris-a-rit ; a casa de... nao be
m porm a respelo de mobilia temos conversado,
a mesma que linlia Diogenes.Sim, lenho em um
dos ngulos do salan... o tal salao por mais que pro-
cure urna figura geomtrica para o comparar mo vejo
nenbuma que a represente mon gr,todava pare-
ce-secom um llhomboide).porm naoleubo coragem
para nfferecer esse ausento piramidal,que na verda-
de lorna-se perigoso, e mrmenle para aquelles que
desconhecem [equilibre. la-me esquecendo dizer-
Ibrque o friu aqu be do polo, nsupportavel, i7 me
fail rapeller les jour* de Paris
Adieux, mes beauxjours,
liej>j-jnes amours
Tenho sentido muilo esta ausenci^poslo que stja
tratado arec ous lesegard* inimaginable*. A falta
dos amigos que la deixei, lem tornado esta minha
peregrinado em verdadeiro desterro.
Aqni appareceu u/n cebnlinlvt t.lo simples, que,
qnerendo casar-se, e precisando correr banbos, nao
sabia onde linda nascido, dizia que em Papacara,
Panema ou pode ser que cm Allinho ; he curioso
ver um bipede dessejaez 1 ueste maluco me parece
estar bem raraclerisado aquelle (ildas Pacn da fa-
milia /.ebrand, de que se falla nos Mysterios do
Povn ; e por isto creio que as tres cidades nao'dis-
pntarao as honraras de semelhanle palernidade
como succedeu com o velho Homero, a quem se ap-
plicou este verso : Orbii de patria certa... ttua.
Temos tambem ontra rari la le ( na Barra do.... )
verdadeira anomala : Um sujeito que recebeu la'
ou qual educir o. compoz algumas cantigas para
urna feslinlia, em louvor de algum santo natural'
mente ; e o que pensa agora do tal sujeito '.'...
IHiis saiba qne lie alheo un poeta albco he para
mim urna das mais celebres raridades; se Tossc ao
menos idolatra... e assim mesmo de fuelquc jol'e
demnifeUc. Essas extravagancias perdem por sua ex-
ceulricdade, lcmhraudo-uosque SalomSo, autor de
mai-. "i(iili) poemas, era idolatra.
Temos tambem por c um marmello chamado....
J. Gereb... he urna das raridades psiques- do lugar
a respeito de sua exlruclura... Apparecem boas cou-
sas, e eu Ib'as irei Iransmiltindo se o lempo per-
millir. Nao cessarei de Ihe recommondar... quando
me escrever me Talle delles vouseles... e deve com-
prehender a satisTacao que me causar novas dessa
preciosa vidinha.
Aqu houvc nm outro Dalila, nao corlando as
barbas e cabellos a algum santao, mas a lihgua, em-
fim que de bous bocadinhos, c/ir ami.
Aclia-se nesla villa n Sr. cirurgao Fontes, man-
cado pela presidencia, para vaccinar as comarcas
dosul : esta medida tomada porS. Exe he muilo
proveilosa.e ha muito era reclamada. Muitos j (em
entregado o braro ao Sr. Fonlcs, que a lodos se
presta com afiabilidade c promplidao.
Adeos, at logo, mande novas -ua-, e deitc a lien-
can ao seu afilbado, queja esl muilo laludinho, e
tem inurios desejos de o conhcccr.
.-/ rero'r.
( Carla particular.)
polica, de cuja reconlierida prudencia e imparcia-
lidade espero repararan para lao grande iniqudade;
e breve darei ao publico conta minuciosa de lodo o
occorrido.
Mas, desde j fique o Sr. Mirlns Bibeiro saben-
do, que sendo um subdelegado qualqucr, um ho-
mem romo os outros. apenas revestido de aulorda-
de para dclla usar, e uo abusar, pode, be verdade,
prende#r, apprchendcr, processar, e at perseguir,
las nao intimidar nnguem ; mxime quem,
anda com sacrificio, lem a generosidade precisa pa-
ra dissimular os erros, e Traquezas do seu prximo.
Antonio Marinlto Falcan.
Becife 11 de maio de 183.">.
4 PEDIDO.
do
A ULTIMA DESPEDIDA
sobre o tmiuilo
mcu iiimio ile Icttras Manoel
Alexanilrino Gira, fallecido aos 8 lo
corrente.
II. | ..i | : .
,V... Ii.i ni niiinilo
A vida i, ion un
Chora, Itra mi.li/
i. ili'.4ul>r'i|.|i.iii a anitade
i.i/.'i >i'iii U^ioii.i-....
i, .i in.pri eruH o a idaihi
1'llllC.I-IC O lilil..
Morrcu !.... Quem nos diz '? O vibrar gemedor
do sacro bronze....
(Jucm morrcu .'... Manoel Alexandrino da Silva
Girao...,
Cborai mancebos....' Carpi amargos pranlos ; n.lo
vive mais o nosso irmao de lctlras__ Seus das se
fiidaram com agudas dores e pungentes gemidos.....
no lelo da agona exlorcendo-sc, exhalou o suspiro
derradeiro.: tributo que sem pagar os tillios de
Adao !
i ida .'... l-'ida .'... o que ex tul...'
Ei-lo inanimado... Cborai !.. Nao be elle, he o
seu cadver, que abi jaz sem forras, sem movi-
menlo....
Morreo... e na primavera da rida, que comecava
a sorrir para elle, com um futuro tan bello, to re-
camado de esperan ras Morrcu... ah anda ha
pouco vimos seu corno encerrado no fretro vestido
de d...
Mas agora vcmo-lo desranrar soba fra lousa, que
no va privar por urna vezd'um amigo, d'um com-
panheirn !.. Cliora.. seus olhos se fecharam para
sempre. seus labios >e uniram, para nanea mais se
desprenderememmudeceu !...
Vida .'... I'ida .'... o que s tu '!...
Aifui, na campa dos finados, seu corpo repousa
clernamenle... l, na elhrca mansao dos justos ante
o solio supremo do SENHOU, su'alma recebe o
premio da vrludc.
porlancia que podem eolher relativamente a silua-
rao dos negociantes de seu dislriclo. Pode se dar a
sto o nome de um syslema completo deespionagem;
e de feito he, e dos mais extensos que he possvel
imaginar. Porm antes que esles cstabelecimenlos
Tosiem creados, eram logrados lodos os das os nego-
ciantes de grossa trato por bomens de negocio, in-
Irigantese mais astutos do que honrados; aconteca
alo multas vezes que se viam arruinados em poUcos
mezes, justamente porque Ibes fallavam as informa-
res que as ngenrias rommerriaes hoje Ibes dao.
Por isso o cominercin de grosso Iraln he o mais inle-
ressadoem suslenlar estas casas de polica secreta co-
mo medida de seguranra individual.
Quando se entra uestes cstabelecimenlos, no de
William Goodrich & C, por exemplo, em l'biladel-
pbia, um dos mais ulicos e mais bem ronceiluailos,
v-se immcdialamciitc, direila c a esqiierdn de
um corredor comprido, duas lileiras de escriptoros
ou quartos separados uns dos oulrns por grades; em
cima da porta de rada um desses escriptoros l-se o
nome de um Estado : Missouri, Illinois. Obio, Pcn-
nsylvania, New-York, ele No fundo do corredor
acbam-se os gabinetes particulares onde osebefes da
casa d.lo as suas consultas.
Nos escriptoros consagrados ao Arkansas, mos-
Irou-nos um empregado os immensns registros que
Ibe sao confiados e que contm, em orderp alpliabe-
lica, os pormenores relativos a lodos os negociantes
daqnelle estado.
Ora, supponbamos que um assignanle quer ser
informado do crdito de que goza nm Sr. I.avish de
SqaandenriHe, Arkansas (1).
A pedido do assignante, o empregado abre o re-
gistro, procura o nome do Sr. I.avish, c communica
ao requerente as no|is seguinles :
(i ID de jiinho de iS.fjf. Jotin Lavisfa. negocianle
cm lodos os gneros,quebrou.(i de julbo : concor-
doi/pagar 20 cents, por peso.1" demaiode 1899: o
pai de I.avish,frfzenileiro.acaba de morrer, deixando-
llio urna planlarao de algodao do valor de 20,01)11
pesos, 18 cscravos e .">,000 pesos em dinbeiro. I.a\ish
be deleixado e prodigo, porm lem boje recursos pa-
ra pagar.18.YI : casou com miss Ford, que nada
troiixe. Cuidado cm nao Ibe fiar muilo.8 de mar-
ro de 185! : I.avish comprou um carro, hypotbe-
cou a sua propriedade por 12.000 pesos; vende me-
(ade dos seus escravos; cnlrega-se ao jogn, s Trri-
das de cavallo, e abandona o seu armazcm sos seus
caixeros.
A* vista desta nota nnguem confia mais em L~
visb, e os negociantes de New-York e de Pbiladcl-
pbia tornam-se cada vez mais exigentes a respeito
desse homem.
llevemos acrrcscenlar que as agencias commcr-
riaes se encarregam tambem da cobranza de dividas,
servico para oqualacbam nos advogados seus corres-
pondentes agentes sempre promplos.
No escriptorio do Estado de Virginia, l-se a o-
la seguinte :
1850: O Sr. John T... he moco muilo aclivo,
porm lem pouco ou nenhtim capital.1851 : I...
esta sempre no seu armazem; seus visinhns o ronsi-
deram como muito morigerado, e 'nola-se a sua re-
gulardade cm pagar as contas.i de fevereiro de
1852: T... vai raminliando bem; casou honlem rom
Mary C... filha nnca do Sr. C... que Ihe poder
ileixar quando morrer 30,000 pesos.185.1: As in-
formares rerca de.T... cnnlinuam a ser mu favo-
raveis. Augmenlou consderavelmcnle o seu com-
mercio.20 de junho (leJegrapho elctrico.1 : John
T... herdou 30,000 pesos e urna rasa ; morreu-lhe a
sogras
Os correspondentes dw agencias rommerciaes lem
ordem de dar conta ininedialamente pelo lelegra-
pbo elctrico, se possvel for, de lodos os aconlcci-
menlos importantes relativos a um negocianle de
provincia, por exemplo, de nm casamento, fallc-
cimeuto, lellra ..pnnlada, e Spbreludo de urna que-
bra.
Eis urna nota de outro gene
m^*vft junho de 1853.
Shuffle e Doige nao sao baslarrV mohecidos aqu
para se obter acerca delles inforoacoes positivas.
Abriram um magnifico armazem, rmis pouco guar-
necido.i, de outubro : acabam de receber grande
quanldade de mercaduras, sendo mpossivel a quem as compraram; raixas ha viudas de New-
York, oulras de Ballimurc e Pbladelpbia, onde de-
claran 1er correspondentes.2 do Janeiro de 1854 :
Mo sgnal : Shullle e Dodge mandam mcrcadorjas
para S. I niz, onde se vendem em leilao e a varejo,
1> de junlio: Shullle e Dodge acabam de fugir de
Scamplown, devendo a lodo o mundo. Nnguem sa-
be para onde foram.
ll'illiam Johnson.Idade 30 annos, solleiro:
j esleve em difierentcs negocios por esparo de 10
anuos; anteriormente Johnson e Slone. Quebrou
em ISSO. Voltou ao commercio na primavera pro-
s:ma passada. Coslnmcs pouco regulares; nada pos-
sucou punca cousa; crdito mediocre,
He sabido a que poni a fehrc dos caminhos de
ferro infestou ultmamenteos Estados da IJniO; por
em New-York, ese poz a grlar queixaodo-se da ca-
lumnia, ao mesmo passo que brandia nm faco e
pedia vinganra.
Finalmente consoguiram fazer-lhc embainhar o
faco; masnSo o puderam impedir de jugar o socco
com um dos empregados do eslahelecimento. Deve-
se na verdade dar o devido descont aos coetnea
brulacs dos habilanlrs do Mississpi.
Ha alm disto casos am que as agencias se arbam
exposlas s penas comprebendidas na le conlra o
ililT.unae.'i.i, e ahi esl, ao que parece, o inaior pe-
rigo desle genero de empreza.
Ain la nao lia muilo lempo que nma agencia de
New-York foi condemnada a pagar indemniacllei
quese elevaram a 5,000 pesos.
Muilas vezes manda um negocianle a nma agen-
cia, no principio de urna Cslarao. a li-la de lodosos
seus fregudzes de que suspeila. os quaes se lornam
enl.'in, cada um em particular, objeclo de urna in-
quisirao toda especial; por este modo, quando clic-
gam os clientes para fazerem as suas compras, o ne-
gociante, a quem se reenvioii a lisia expurgada
e .iiin-ii.i la. sabe romo se deve baver com cada um
delles.
Em resumo, e-la* iuslituires aprescnlam grandes
vantageiis aos negociantes de grosso trato : como lo-
dosos syslemas de nvenro humana sao ellas tam-
bem sujelas a erro e abusos, porm offerecem ao
rommercante urna proterrlo preciosa. Nao ie pos-
svel comludo deixar de reconherer qne nesle s\sis-
ma, h isi'-i lu na espionagein, a fortuna nn a ruina
de um negociante de provincia se acba as m,1os de
urna agencia commerrial, o que basta nina nota de-
favoravcl n'uin dos registros desla polica secrcla,
para que um nome seja lilteralmenie e para sempre
excluido da arena aberla ao commercio.
IC.ilr.)
Peridico dos Pobres no Porto.)
COMMERCIO.
PBACA DO KECIFE II DE MAIO AS 3
HORAS DATAROS.
Colarcs olliraes.
Hoje nao houveram rolaroo*.
AI.FANDEGA.
Bendimento do dia I a 10.....l42:-267g96.)
dem do da II........t 7:8l;s"i(,l
Aadmiuislrarao geral doseslabelecimenlos de
caridade manda fazer publico, que em consequenria
de ser dia sanio de guarda o dia 17 do correle, fica
transferida para o dia IS a ultima prara da arrema-
lajao da Illia do Nogueira. Administraran geral dos
eitabelecimenlos de caridade 10 de maio de 1855.
O esrrivJo.Antonio Jos (lomes do Correio.
Sociedade Dramtica Emprezai ia.
SABBAO 12 DE MAIO DE 1855.
Depois de executar a orcbeslra urna bellissima
nuverlura, sob a dirCCCjRl do distinelo c hbil pro-
fessor or. Pedro Baplista, lera Uigara representa-
cao do insigne e muilo applaudido drama em i acto,
lili tillada
OS TRES AMORES.
Personagens.
Frei Eiizebio, .
. telares.
Os Sr. Besara.
Costa.
149:7491824
CONSULADO GERAL.
Kendimento do da 1 a 10.....
dem do dia II........
6:8063363
647*578
7:4530941
l-'lVERSAS PROVINCIAS.
Rciidimenlo dodial a 10..... 0 dem do di 11........ HOIc'JO'.l
I). Rodrigo.....
O governador...... Sena.
Eduardo....... Ltabni.
Malta lobos...... l'i(o.
O carcereiro. ...... ,, Santa Rosa.
M',"no1........ Mendes.
JrTMlyme, criado. ... Montero.
Benedicto........\ Sr.' I). Luizinha.
I(- 'sal>el....... Leopoldina
"ranea........ Orsal.
Tbcodora....... a Amalia.
U homem do povo. a n N. N.
Fidalgos, guardas, criados, etcl*
A acea passa-sc em Portugal.
Os inlervallosserao precucludcs com escolbida'
peras de"msica.
Finalisara o espectculo com a engrarada comedia
em 1 arto, intitulada
O MANIACO.
Principiara s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS
1:3629463
Exportacao .
Para, escuna brasileira 8. Jos, de 13 toneladas,
Condoli o seguidle :100 latas, J20 barriquinhas e
50 barricas rom 2,105 arrobas c 20 libras de assucar,
JOgigos csprilos.
HKCEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS (1E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 10..... 9:2629197
dem do dia 11........ 7i!);GIC
10:0115223
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 10..... Mk519*479
dem do dia II........ iOOOGfi
1I:920SH5
REPARTIR AO DA POLICA.
Parte do da II de maio.
Illm. e Exm. Sr:Levoao conbecimenio de V.
Exc. que das differentes parlicpares boje recebdis
nesta repartir-' consta que foram presos :
Pela subdelegada da freguezia do Recife, Tlio-
maz Antonio Montero.
E pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
Manoel Bodrlgues Campello, ambos para averigua-
edes policiaes.
Por oflir.io de 7 do corrente commancou-meo de-
legada do termo do l.imoeiro, que no dia 21 de abril
lindo as 8 horas da noite, fura assassinado com duas
car.etadas dentro de sua propria casa no lugar de
Muruabeba d'aquelle termo, o infeliz Antonio Bar-
bosa de Lucena, sendo autores de semelhanle alten-
lado os irmaos e cunhades do fallecido por causa de
desavenras sobre herancas, dos quaes foram j presos
dous de nomes los Pereira de Lucena e Agnstinho
Pcreira de Lucena, que se ncham rerolhidos a res-
pectiva cadeia, tendo-se os oulros evadido para df-
'erenles lugarsssabidos, em cuja captura prosegue o
delegado empregando as precisas diligencias, assim
como ficava proceden lo ao competente summaro.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
l'ernambuco 11 de maio de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Bcnto da Cunha e Figucircdo,
presiden le da provincia. O chefe de polica l.ui:
Carlos de. Paira Teixeira.
MOVIMENTO DO PORTO.
Nacioi entrados no dia 11.
Babia6 (lias, galera brasileira Felicianas, de u7
toneladas, capito Joao Climaco Marques, equipa-
geni 20, carga tabaco e agurdenle ; a Novaes A;
Companbia. Veo a esle porto arribada por vir
com agua aberla, sen deslino era para Marselha.
Rio de Janeiro!(> dias, brigue inglez l.aviiua,
ile 17 toneladas, capitn Jama rail, equipagem
8, em lastro ; a James Crablree i\; Companbia.
Dunkerquei!) dias, brigue franrez nticorg, de 2I0
toneladas, rapitao Messemaccker, equipagem 'J,
carca fazendas c mais gneros ; a ordem.
Colingiiiballialc lir.'-ilrini Sergipann, de 55 to-
neladas, mestre Henrique Jo- Vieira da Silva,
equipagem 6, carga assucar ; a Jos Teixeira
Bastos.
Sacio sahido no mamo dia.
Rio Grande do SalPatacho brasilciro Dous de
Marro, mestre Itidnro Serrao, carga assucar.
Passagero, F'rancisco Comes da Rosa.
EDITAES.
Nos das II, lie 16 do corrente eslarao em
pra^a no pagoda cmara municipal desla cidade as
obras indispensaveis para melhoramcnlo da estrada
denominada Corredor da Varzea, oreadas cm 1858
rs., bem como os reparos da casa n. 7, perlenrente
ao patrimouio municipal, sita na ra Florentina,
Elle morreu '.'.,. sim, morren !...
Volvei os olhos em derredor de vs: o que vi-
des !
O fnebre c> preste, o lacrimoso choran, a cruz do
jazigo, os epitaphios, o emblema da morte... o que
oovs ?
Oh Ceos .'.., elles dizem:Morreu (iirao .'...
I'ida '.... ida .'... oque es tu"!..
Dedicado as scicncias, ren de conbecimenlos, ve-
lador incansmel, deixou sen nome, de saudosa re-
cordacao, gravado em nossos corajoes e no livro das
matrculas do prmeiro anuo da F'aculdadc de Di
reito.
Na flor da idade, longe de sen extremoso pai e de
seos temos irmaos, suecumbio ao golpe falal desfe-
cbado pela mAo descarnada da inexoravel parca!!...
Vive o octogenario, o enfermo, o malvado ; lodos
vivem !.. s nao \ivc o mancebo, que cultiva o seu
espirito para arrimar no porvir sua familia, o sao c
robusto que empresa as borai do dia n^ Irabalbo c
na pratica das boas acroes ; aquellc cujo coraran he
inclinado ao bemao precelo da caridade !
Ai 1 sea pai chora, seus irmaos soluc,am !
Choremos tambem. at que o lempo nos consol !
Morreu !... E preciso he morrer :
O tmulo desla vida he o berro da vida pierna!
Digamos o ultimo adeos ao no cm nossas oraees rogoemosa Dos pelo descanro de
su'alma!!!...
Chora, Igra infeliz '. cubra-te o lulo...
F. F. Correa.
oreados em 693g030. Os prelendeulcs devem apre-
isso os credores se (ornaram muilo prudentes, e nao jsen,i,r lian? idnea, podendn comparecer no pac.o
da mesma cmara nos dias uteis para consultaren! os
respectivos orramenlus. Pac da cmara municipal
do Recife em sessao de J de maio de 1855. farao
de Capibaribe, presdeme',No impedimento do se-
cretario, ooflicial maior Manoel Ferreira Accioli.
DIARIO DE PEHNA1BIJC0.
Ante-honlem 10 do corrente;, ao por do sol. ap-
pareceu cm nosso porto a galera nacional Feliciana,
vinda da llaliia, e perlencenle a respectiva praja,
sem que dpsse sgnal de precisan alguma, sendo seu
carregamenrb agurdenle e tabaco, com deslino para
Marselha.
Entretanto, vizilado o navio, enlrou a capitana
do porto no cnnhccimenlo de que fazia muila agua, a
ponto de as bombas n.lo darcm vencmento, estando
por isso no caso de ir a pique ; e anda mais. que,
V1RIEDADE.
be senilo com extrema reserva e em limites mu res-
trictos que liam aos pequeos negociantes que se
atiram as esperula;cs de caminhos de Trro ou de
companliias para compra de (errenus.
Nao he por conseguinle para admirar que nos re-
gistros das agencias rommerciaes se achem notas do
llieor seguinte :
llazardcillt, Missoury, maio de 185i. Aren-
ture e\C. lomaram 100 acroes no mnonshine rail
iray li\ Especnlajao arriscada.
Plotcille, Wiscousin, 20 de junho de 1854,
ll'iberl-ll'mk esl interessado por urna grande quan-
lia. na soriedade Bubble c SqucaU para rompra de
terrenos. Nao temos grande T nos individuos quese
arli un i testa destes negocios, a *
Os negociantes que se orenpam de poltica nao sao
ger,lmenle muilo eslimados, eos agentes nunca (In-
vito de os designar; eis nm exemplo :
Sinmpcille, Mississpi, 10 de agosto de 1853.
Amos descuida-sc dos seus negocios para se dar po-
ltica. O seu armazem esl quasi sempre cheio de
l'uluros estadistas, rom exelusao dos seus freguez.es.
Frequenla os mcelings e ja n.lo tem a sobriedade de
ouli'ora.
Il.islam estas cilacoes para dar a conherer o que
he urna agencia commercial c o genero de informa-
c,es que fornere. Asseveram que Goodrich C.
empregam 3,000 correspondentes provinciaes, e
que lem notas sobre mais de 100,000 negociantes. Ha
nos seus escriptoros de 20 a 30 empregados.
Desejar-e-ba agora saber qual a renda desla po-
lica secreta. Ei-la : os assignantes san obrigados a
pagar um mil por cent sobre a somma animal das
suas vendas. I'm mil por cent he a decima parle de
um cent por cada peso ou dollar, e faz por conse-
guinle dez icnts por cen pesos, ou um peso por mil.
As agencias rommerriaes nao lomam assignantes
abaixo de 50 pesos por auno, porm ha casas que
Ibes pagam mil e mil quindenios pesos por anno.
Soube-se ltimamente que a agencia commercial
acaba de impedir que urna casa de Pbiladelphja per-
desse de urna s vez-35,000 pesos. '
A propria nalureza de-las agencias e o numero
dos seas correspondentes as expoe a abusos, a male-
volencia e a corruprao podem-ss melter de per-
meiu.
. Parece comludo que esles casos sao muilo raros;
os cheles deslas emprezas lem urna louga experien-
cia c nina perspicacia que Ihespermillc escollier bem
os sciisageulesesubstituir promplamenteos que nao
servem. '
Acontece comludo queamaldi.de individual ai-
cura o sen dia de Iriumplio. Por nwo, ha ponen
lempo, un negociante \erdadeiramentc rico da ci-
dade de /....., i Un ->. lcou muilo admirado ao ver
que lodos os negociantes da Pbiladelphia, i excep-
tan de um s, Ihe negavam o crdito a que eslava
de lia longos annos acostmnado. Sorprendido c liu-
milhadn. .recorren ao seu nico correspondente fiel,
que cm breve dcscobrio a causa desle descrdito :
urna informadlo dada agencia. Um jurisconsulto
DECLARADO ES.
RIO DE
JANEIRO.
O brigje nacional MARA LL'ZIA, ca-
pitn Manoel Jos Presidio, vai seguir com
brevidadc, tem grande parle do sen carre-
in-Milo prompto : para o resto, passageiros c cs-
cravos a frele, paraos quaes nllerecc as niel limes
accominodacoi's, Irala-se rom os ronsignalarios An-
tonio de Almeida Gomes A; C, na na do Trapiche
n. 16, segundo andar.
PARA O CEARA'. /
O hiale -Voto Olinda, mestre Custodio Jos Vian-
na: a tratar com Tasso Irmao. /
MAKANHAO E PARA".
Segu em poneos dias o Ijeigite escuna
LAL'KA : para caiga e passageiros, tra-
ta-se com os consigdatarios Jos Bapttta
da Fonsecu Jnior, na ra do Vipario
n. V.
Para o Porto.
O patacho portuguez Especulador pretende sabir
impreleriveliiicnlc para'o Porto no dia 23 do corren-
te ; aluda pude receber algnma carga a frote : quem
pretender faze-lo, enlender-se-ha com os consigna-
tarios, na ra da Cadeia Velba, c-criptorio n. 12.
Para Lisboa, a bem mohecida barca porlugrfe-
za Gratidio, de primeira marcha, segu com a maior
breVidnde : quem nella quizer carregar ou ir de
passagem, para o que lem os mais aceados commo-
dos. dirija-sf aos consignatarios Tbomaz de Aquino
Fonseca t\- Pilho, na ra do Vgario n. 19, primeiro
andar, ou ao capilao na [Tara.
LEIIOES.
S
O agente Olveira far leilao, por ordem do
respectivo juizo, de lo<)as as dividas activas por let-
tras e conlasde livro, da massa de Manoel Pereira
de Carvalho, oriundas da loja de fazendas que leve
na ra do Crespo, e na importancia approximada de
Rs. '.!l:()!K)oO0O, segundo a respectiva relar.no dellas
em pdenlo mesmo agente, que se presta a ex-
hib-la aos pretendcnles cm aiiieripar.'io : sabbado,
12 do corrente, ao meio dia em ponto, no seu es-
criptorio, ra da Cadeia do Recife.
O agente Uorja fara' leilao de 11 es-
cravos, sendo 7 de sexo masculino e i do
sexo femenino, liavendo entre estes urna
mulatinlia com 4annos de idade; todos
estes escravos estilo 6etn achaipte alguns,
e se entrega rao pelo maior preco que for
ollerecido, em conseeptencia do dono
querer retirar-te para fra do imperio :
sexta-feira, 11 do corrente, ao meio dia
era ponto, em sen armazem na ra do
Collegion. 15.
AVISOS DIVERSOS. ~
DE H. S. DA CONCEICiO DOS
MILITARES.
ROJK, kblKido 19 de
niuio, lie o iiid ibitav 1 an-
damento ta referida lo-
tera, as 10 hora da ma-
nh;ln, n:' i^reja la Cou-
ceieao dos ni Sita res, es
meus biietes e cautelas
s esta o a venda ateas 10
horas da nianlia; a elles
que esto rio resto. f*er-
nainbuco 19 de maio de
1855 O cau te lista, Sa-
lustiano de A. Ferreira.
9 Acha-se a venda o MANUAL do guarda M
39 nacional, ou collerrao de todas as leis,regola- #
$ menlnt, urdens o avisos concernenles a mes-
3 ma guarda nacional, organisado pelo capitn
fi) secretario do commando superior da guarda
$$ nacional da capital da provincia de Pernam-
0 buco, l'irmino Jos da Oliveira, desde a sua
@ nova nrgauisarao al 31 de dezembro da
*5 1R">i, relativos nao s ao processo da qualifica-
rao, recurso de revista, etc., etc., senao a #
ji economa dos corpos, organisado por mnni- 0
U- cipios, balalbaps, companhias; rom mappas, M
9 modelos, etc., etc. : vende-se unic-ynente no 0
9 paleo doCarmo n. 9 primeiro andar, a 58000 0
9 rs. por cada vnlume. m
I), Anna Joaquina Lins Waoderley participa
ao respeitavcl publico, que de hoje em ditule se ae-
signar I). Anna Accioli Lina Wanderley, isto por
haver oulra senhora de nome igual.
Franeais, Anglais qui de vous mes-
sieurs elevera' la voix eu faveur de nos
freres de Crime? Messieuis Ips negoci-
ants, preez l'initiative une souscrippon
de cigarres pour nos braves soldats.
Un ex-soldat.
Os abnixo assignados, administrado-
res da massa do fallido Antonio da Costa
Ferreira Estrella, ax.em saber aos deve-
dores do mesmo fallido que elles estao au-
torisados por lei a receber, e por isso os
convidam a viremlbes pagar at o iim do
crlente me/., eos que assim nao fizerem
terao o desprazer de ver seus nomes em
prara. Pernambuco 11 de maio de 1855.
Tpsso rk Irmaos.
O abaixo assignado, em resposla ao nnnunrio
pubi irado no Diario de Pernambuco de 10 do tr-
renle, emqueos herdeiros do engeiiho Canoa (ran-
de previnem ao respeitavcl publico, qne Ibes consta
tencionar eu vender o meu engenbo Sauzinho, e
adverlem a qualquer pessoa que o quizer comprar,
para evitar ;futuros engaos, que a demarcaran do
engenbo Canoa Grande vai jnnlo ao engenbo Sau-
zinho, tem a dizer que estao completamente enga-
ados, e que pelo contrario o engenbo Sauzinho he
que tem de haver terrenos de que oulros se tem
apossado indrvidamenle. O engenbo Sauzinho.
alm de todo terreno que sempre teve, tem ainda
mais um terreno, que estando om duvida se perten-
cia a elle ou ao engenbo Canoa Grande, ficou-lbe.
perlencendo, como consla de orna escriptura publica
de composican e de dmarcacito que lizeram em "27
de junho de 180'* os Srs. Joao de Bastos Soares e
Francisco Esleves da Costa, ambos ja fallecidos, c
eniao o primeiro era proprielario do Sauzinho e o
segundo do Canoa Orando ; recebendo esle daquel-
le a quantia ric 6009000 por compiisacAo, librndo-
se assim de qursles, por na referida escriptura de-
terminar a demarcarlo quo entro ambos bavian
romlrinado, eque be a verdadeira. Tenham a hon-
dada de ve-la, e enfao saberao onde divide os dous
mencionados engenbos, c qual dos dou le* Ierras
um do oolro ; e que s por condescendencia ou por
me poupsr a pleitos judiemos,e preferir para qoandn
for chamado part avivar on lazer de novo as demar-
carfles, para o que -empre me acharo prompto, be
que j nao Irate de haver os terrenos pertencentes
ao Sauzinho. Nao acabarei sem dizer que. seestou
disposto a vender os meus engenbos do sul, nao eslou
purcm diposto a ttulo ncnhuin ceder urna t bra-
?a de trras a quem quizer; e qtae nada ha. e muilo
menos esse annunrio, que raa desmerecer de seu
justo valor nenhnm dos meus engenlios ; e que ga-
laniin lo a venda, hei de fazer o comprador saber o
que compra, de quem quer que elle seja nao sauber
lao bem corno cu, ou melbor anda. Engenho do
.Mein da Varzea \i de majo de 1855.
/ose Antonio Pereira de tirito.
FRONTISPICIO DO CARMO.
Os dous quarlos da lotera que corre boje, de n.
90H e 16:10 pertencerr. a sociedadeFrontispicio do
Carao.
O Sr. Jo.lo Baplista da Rocha queira dirigir-se
i repartirlo do correio, aftm de receber ama caria.
Ignorando-se a morada do Sr. estndanle Ma-
noel Luiz de Azevedo Araojo, rogsi-se-lhe dirigr-xi
a ra do Crespo n. :t, para negocio que Ihe inleressa.
Pcranle o conselhoadminislralivn do patrimo-
nio dos orphaos se ha de arrematar a quem mais d,-r
em hasta publica, na sala de suas sesses, em o dia
18 do corrente mez, a renda das casas do mesmo pa-
trimonio, abano mencionadas, por lempo de um
auno, que lem de decorrer de t." de julbo prximo
l'uluro a :I0 de junho de 1856, a saVr : bairro de
Sanio Antonio, largo do Collegio, segundo audar e
lujas da casa n. 1 ; ruado mesmo nome n. -J ; largo
do Paraizo n. i; LarangeiFas n. 5 ; Rangel n. 6 :
bairro da Boa-\ isla, pra^a n. 7 ; ra Velba n.8 ;
Gloria n. 9 ; S. Gonralo n. 10 e II ; Sebn. 12 ;
Pires n. 13 : Rosario u. li : bairro do Recife, ra
da Cadeia ns. 16, I", 18 e 20, .Madre de Dos ns.
22,2.1,21,25,26,27, 28,20, 30, 31, 32,33,34,
35 o ,16.' Os licitantes bajam de comparecer com
seus fiadores cm a sala das sessoes do mesmo conse-
lho, as 10 horas da manha.i do mencionada dia 18.
Serrelara do conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos 10 de maio de 1855.O secretario.
Manoel Antonio l'iegas.
COMPANIIIA PEKN'AMBCAXA DE
VAPORES COSTEIROS.
A direcrao tendo de mandat aterrar e
fazer o caes em frente do terreno que a
Companhia Pernambncana possue no
Forte do Mattos, e desejan&o <[tic taes
obras se farain por arrematacao, convida
as pessoas que se proponham a encarre-
gar-se das mesmas, a procurar o Sr. F.
POLICA SECRETA DO COMMERCIO NOS
ESTA DOS-UNIDOS.
L'm correspondente de Pbiladelphia, do Morning
Chronicle, communica ao mesmo peridico as se-
guinles curiosa- e pouco conbecdis informaroes
rerca das instituirles americanas:
Em New-York, em Pbiladelphia, e em algumas
oulras cidades da 1'niao eiistem eslabelecimentos es-
peciaos, ainda completamente desronhecidos do
mundo em geral, per isso que, formando urna das
particularidades mnis intimas da vida commercial
na America, escaparam al boje i observaran dos
viajantes.
Esles eslabelecimentos, chamados agencias com-
merciaes (Mercantil Agencies^, merercm comludo
ser condecidos dos negociantes e dos fabricantes, pa-
ra os quaes se podem lomar de importancia capital,
pois que, por exemplo, somcnle a Inglaterra c suas
colonias exporlam animalmente para ns Estados-U-
nido cousa de 110 a 160 milbes de pesos a-m mer-
caderas.
O Iim das agencias commerriacs he poupar aos ne-
gociantes de grosso trato das cidades situadas no
Atlntico as perdas que Ibes podem resultar de re- residente em 7......e com quem o negociante livera
nesle estado, pretenda o capito abandona-ln sem Estados do Canad.
messasfeitas sem informarnos exactas ao commercio
a varejo do interior.
Eocarregam-se ellas por conseguinle do ministrar
aos seus assignantes inforraaees positivas rerca do
crdito, capital, esperanjas, capacidade, familia, re-
cursos, comporlamenlo, coslumcs, genero de especu-
lares, algarismo annual dos negocios, ele, de lo-
I do o negociante de qualquer cidade ou nldeia dos
primeiro empregar os meios de salva-lo, como era
do seu rigoroso dever.
Nesla circumslanrias, a mesma capitana, como
rosiuma em cato semelhantes, fn inmediatamente
em soccorroda galera, consegnindo faze-la (car w-
*s cidades, ou pelo menos en. lodos os condados da
I niiio; sao feralmente jurisconsultos.
Este agentes devem Irausmitlirsem demora casa
urna dcavenra,-foi apontado como autor da calum-
nia. Tendo-o encontrado na ra, deu-lhe nma sova
de chicote, e o calumniador, assim castigado, nao
procurou levar a tua viclima perante os Iribonaes
criminaos, para nao ser conslrangido a ronfessar pu-
blicamente o seu emprego de espiao.
Conla-se l-unbem que um negociante do Mississ-
pi entrou um dia nos escriptoros de una agencia
I DeTO-sa notar que o correspondente inglez em-
Para alcanrar as informaroes de qne precisan), lem
as agencias rommerciaes correspondentes em todasj PreRa nomes suppostos, os quaes al apropria aoca-
rarlerrdn individuo cnji nulas reproduz; por exem-
plo,' taris quer riaer prodiqo; Squaiderrille, ci-
dade das prodigalidades.
(2,1 Caminho de ferro da na.
PUBLICAQO- RELIGIOSA.
Saliio a luz o novo mez de Mana, adop-
tado pelos reverendissinios padres cap-t-
il)iihos de N. S. da Penlia desta cidade,
augmentado com a novena da Senliora
da Conceicao, c da noticia bistorica da
rredalba milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho: vende-se nicamente na livra-
ria ii. (i e 8 da praca da Independencia,
a 1*000.
Na ra do Calaboure n. 2(j precisa-se de urna
ama para todo o serviro de casa.
Os Srs. A. A. da C. G. e o seu irmao J. A. da
C. G., venham no prazo do-i dias snlisfazer o que
devem na confeitaria da ra da Cruz n. 21, do con-
trario paasnrlo pelo desgasto de verem os seus nomes
por extensa nette jornal, c avisa-se tambem nos que
mais devcln nesle eslabelccimenlo, que airvam-se do
mesmo prazo e do mesmo aviso para darcm o cum-
primenlo devido as suas dividas. O aviso prsenle
nao se enleude com os seus freguezes rapaze.
Miguel Ferreira Pinto.
Precisa se de um porluguez para feilor de nm
engenbo perlo desta prara, prefere-so o que j ti-
ver algnma pratica : quem pretender drija-se i roa
do Livramenlo n. 13.
CARSOS FNEBRES.
, No estabclecmenlo de carros fnebres, sito
no paleo do Paraizo rasa n. 10, de Jos Pinto
de Mazalhaes & C, se forneco carros da I" a
1" ordem, com ricos adornos, tanto para de-
funlos como para anjos e donzelas, alugam-se
caiies para conduriaes e para depsitos, eveu-
dem-sc mortalbas depiibo: osannuncianlesen-
rarrcgam-se'de fornecer carros de passeio, ar-
mares, cera, msica,, guia e licenca, ele, pa-
ra o que se acbam habilitados, nao leudo ou-
lro inleresse do que o fornecmeulo de seus
rarros, pelos presos estipulados no regulamcn-
to do remiterio.
Na ra Nova n. 10, ioja franceza,
acaba de receber nm lindo sortimento de ricas fa-
Coulon, no seu escriptorio da ra da Cruz 7fn,ia'' como sejam : sedas furla-rores de lindos pa-
-,,.. ornes, ditas de quadros, penles de larlamga para
n. '11), alimdecoino mesmo senlior, com- aiar cabellos, lu
binarem a respeito do preco e de nutras
condicoes.
COMPANIIIA DE BEBER4BE.
O Illm. Sr. director da Companhia de
Beberibe, paraos lins prescriptos no art.
19 dos estatutos da mesma companhia,
convoca a assemble'a geral dos Srs. ac-
cionistas para o dia 1C do corrente, ao
meio-dia, no respectivo escriptorio, ra
Nova n. 7.O secretario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da"
lctlras sobre o Bio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de IR").7).() se-
cretario da direcrao, Joao Ignacio de
Medeiros Bogo.
Pela capitana do porlo se faz publico para co-
nhecimcnlo dos inleressados, qoc o arl. 6. do regu-
lanieiilo das capiUnias foi por decreto n. I82de2
de abril do corrente auno, substituido pelas disposi-
roes seguinles:
Todos os calafates e carpinteiros de cmbarcarOes,
quo eflectivameiile Cercerem essas prolissOcs, serao
matriculados as capitanas dos portos, e igualados
as oulras classes comprebendidas ;na mesma matr-
cula em conformidde do regulameuto respectivo que
baiTou com o decreto n. 447 de 19 de maio de 18W.
Os prnprietarios do eslaleiros ou officinas da cons-
IruccAo naval, nao poderlo admitlir em seus eslabe-
lecimentos operarios dos sobredilosollirios, que nao
c.tao matriculados as capitanas.
Secretaria da capitana do porlo de Pernamboco
em 0 de main de 18-Vi,O secretario,
lexasMre Rodrigues dos Anjos.
vas de varias qualidades. chales de
seda e d merino com barra, muito finos, bcos de li-
nlio e de seda, pretos e braucos, de blond, bcos pre-
los de laa e muilas ontras fazendas novas c de gos-
lo, chapeos de seda para senboras, enfeites de cabe-
ra, elr., ludo por preco commodo.
Precisa-se alugar un i ama, que aba cozinhar
e fazer o mais servido de casa : no paleo do Trro
n. 41.
Oflerece-se um homem porluguez para qual-
quer feilorisarao de engeuhn, e dar conhecimento
de sna conduela : por isso quem de ee, presumo se
quizer ulilisar, dirija-seaoengenbo Tab.diosa do Sr.
Paulo Pereira Smiles, ou i loja do Sr. Joao dr Si-
queira l-'errao, na ra do Crespo u. 13, que achara
com quem Iratar. ,
O abaixo assignado pede a sen cjredor, que-o
mimoseon no Liberal de II do correnll'. que queira
assignar o sen nome para poder responder.
Jote farifftue d$ Posso.
Na loja n. 1!) da ra d i C.ideia dji Kecife, eiis-
le urna encommenda para o Sr. Manuel FlIMIWlw
da Silva, vinda do Itio de Janeiro. I
Oncm annunciot querer um bliln'i, qnerendo
um de amarcllo, enve ni-ad-i, dirijti-se roa do
angel n. -i.
GABINETE POETGEZ DE
LEiTORA.
Por ordem da directora, e em conformidde com
a resolucao tomada pelo conselho deliberativo, em
se-ao do dia 29 do mez prximo passado, se faz |ui-
blico aos socios accionistas, que o projerto de esta-
tutos. apprnvado naquella sessao. se arhara patente
emeima da mesada leitnra do mesmo gabinete, pelo
esparo de :t0 dias, a contar da dala de hoje, para
dev idamente ser apreciado, alim c qno em ossem-
blea geral seja sanrcionado. Secretaria do Gabine-
te Portuguez de Lcitura em Peni mbuco os 12 de
maio de 1H55.M. F. de Souza litxrbosa, segundo
secretario.
Antonio Joaqun) Vinhas, subdito porluguez,
por haver outro de cnal nome, se iunignar.i de hoje
em dianle porfAnlonio Joaqoim Vinhas Maia.
No dia '. do corrente, pelas fr-horas da maohaa,
fugio do primeiro andar do sobrado n. 2, jento a
groja dos Marlyros. a negra Miquelina, que repr-
senla ler 40 anuos de idade. de narvo Costa, levando
vestido de chita branro com flores encarnadas ej
deshelado, panno da Costa d listras aiues, urna trou-
xa de sua roupa, a qual negra tem os signaos seguin-
les : estatura alta, bem preta, desdentada, falla mei-
lo comparado que mal se percebe, e com a falla um
tanto pegada, anda sempre fallando s rpie da indi-
cios de maluca, ou que Ibe tivesse dado o ar,
dizendo que he forra e que quer ir para o Agujar,
coslumando andar com um lenco branco ou de cr
amarrado a ro la da rabera : roga-se a qualquer ca-
pilao de campo ou policial, a apprehendam e le-
vem ao sobredilo sobrado, que sera recompensado.
Prejisa-se de urna criada rstrangeirn para
acompanhar una familia a Inglaterra, pelo prximo
vapor inglez, e sendo porlugucza que queira ir so-
mente Lisboa, tambem se poder engajar : a Tallar
na ra do Trapiche n. 12, escriptorio, primeiro an-
dar.
Na ra Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, qoe saiba cozinhar bem.
Prerisa-se de um homem porluguez ou das
libas, para os Irabalhos de um sitio: a tratar na ra
estreita do Kosario n. 7, ou no sitio do fallecido Sil-
va & Companhia.
Joaquim Antonio da Silveira, sobdilo porlu-
guez, residente ha mnitos annos nesla cidade do Ke-
cife, c presentemente no alerro da Boa-Vista, sobra-
do n. 63, declara que nao se enleude com elle a par-
te da polica publicada nesle Diario n. 106 de 8 do
corrente, sonde dizJoaquim Antonio da Silveira
preso para averiguares poiiciae.
I), leopoldina alaria da Cosa Kroger, em al-
ienla ao publico lmente, participa o mesmo, que
ella pretende vender o seu sitio na Torre, para cu-
brir as despezas que infelizmente tem 'le fazer na
quesillo de nma ledra filsa, feila por nns marrados
que se uniram para ruulia-la ; espera, porm, na
juslica e as leis do paiz de vencer sua justa cansa.
Outro sim faz publico, que alm de oulros bens, ella
possue urna casa de sobrado na ra Nova no valor
ilobrado da letlra em quesillo, e qoe nao pretende
vender; esla pois-rl.iro, que o fnuBOCM publicado
honlem no Diario, s lem por Iim dcsronceilua-li
perante o publico.
A mesa regedora da irmandade do
Senlior Bom Jess dos Marlyrins da igrrja nossa,
avisa a todos os irmaos da mesma irmandade, para
comparecerem no dia 13 do corrente mez, as 8 ho-
ras da manhia, no ronsslorio da dita irmandade.
alim de se cleger a nova mesa,
No dia lerra-JVira, 8 do corrente, detapparc-
reu da taberna do Sr. Joaquim Coelbo de Almeida,
na Boa-Vista, um cavallo castando, rom os siguars
sejuioles: frente aborta, os 4 ps calcados, sendo as
mos ponro alvas, urna marra de O no quarlo es-
querdn a semelhanra de nm semicrculo, os cascos
ranas c um poseo) armiados, com os petos e qua-
dr.o reladoa indicando ler sido cavallo de carro
tamaito regular, de 9 a 10 annos de idade, ln> n-
leiro. etem cmego ; desappareceu com eancalhas e
nudas : quem o achar fara o favor entreea-lo na
mesma taberna do Sr. Joaquim Cocido de Almeida.
que ah ser bem recompensado.
Na roa da Roda, rocheira nova e pintada de
amarello, rerchem-so cavallos para serem lctt*"<"
por mez e por dia : a tratar na mesm coebeira com
Joso Joaqnim da Silva Samico.
MiiTii nnn
I


DIARIO OE PERMMUCer?, SABIDO 12 OE KA 10 DE 1855
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A; lotera 10 de Nictlierov. devia cor-
rer no da i ou 2 do presente, em a caa
da cmara municipal da mesma cidade de
Nictlieroy ; inda acham-se a' venda em
os lugares do costume alguns biliietes
desta lotera: as listas viao pelo vapor
IMPERADOR, que se espera ueste porto
a 18 do corren te : os premios serao pa-
gos logo que se lizer a disti ihuirao das
mesmas.
Percisa-se de unja ama qnc lenha bom lotle :
no Hospicio, cas* Ierre cotn solao junio ao Sr. do-
scmhargaaW Santiago.
LOTERA DA CONCEICAO' DOS MI-
LITARES."
Aos ::OO,sOOO 2:00().s()0n e 1:000x000.
ii raulclisla Antonio Jos Rodri::urs de Souza J-
nior avisa ao respeitavel publico, que a respectiva
lotera corre imprelerivelmente no dia 1.2 do corrente.
<>s seos hilheles e cautelas nao sofTrem. o descont
. de H por cento do imposto geral, nos tres primei-
ro* premios grandes, e qlie acham-ae i venda na
praca da Independencia ns. 1:1, 15 e fl, c as ou-
Ira do costume. pelos precos abaixo declarados :
Bilhete inleiro 5M50O Kecebe por inteiro 5:11003
Meio bilhete '29800 2:3003
Qoarlo 1JW40 i> U990*
Oitavo 720 a MSI
Dcimo 600 o 500
Vigsimo :i0 250
O metroo^ cautelisla declara, que emqnanto aos
seus bilheles iuteirosque s3o vendidos em orisinaes,
apenas se obriga a pagar os 8 por cento, logo que se
Ihe apresentar o bilhete, indo o possuidor receber
do respectivo Sr. Ihesoureira o premio.
AO PUBLICO.
Negocia-se urna leltra do Tallecido consol porlu-
auei Joaquim Raplisla Moreira da quantia de R.
2:5099000, que corre premio, sacada em 8 de marro
de 183 a tres roezes precisos, competentemente
aceita, endossada, e j apon'.ada; faz-se todo o ne-
gocio e com bate, visto o Sr, cnsul, seu filho, dizer
que nao a pode, (ou nao quer pasar, com quanlo
recouliecesse a legalldade da dita lellr.i : quem qui-
zer negociar, comprela na ra Nova n. .">, segundo
' andar, que ahi se darao as explicares necesarias.
Aluga-se orna ama prda, Torra, para servido
le casa de liomem solleiro, ou de pnnea Tamilia : di-
rija-se ra do Hospicio, casa de Tlmmaz de Aqui-
uo Fonseea.
l'rerisa-se do urna ama que cozinhe c compre
pira ama casa de pouca Tamilia. da-se preTerencia a
algunia escrava : a Iratar na ra da Cruz n. 7, ter-
ceiro andar.
Quem quizer ser ama de urna pequea Tamilia
para acompaoha-la Tora da provincia* dirija-se ao
aterro da Boa-Vista, sobrado da esquina dos Ferrei-
rw n. 12.
Joaquim Lopes de Barros Cabral Teive.proTes-
sor de desenlio da imperial academia das Bellas Artes
da corle, lendu chegado a esta provincia, com licen-
ra do governo, abri ama aula de desenlio e pintu-
ra, na ra da Aurora, segundo andar, junto ao l)r.
Aguiar, sendo 1 aula das 3 as 5 da tarde, nos dias
uteis.
Da-se pequeas quantias a juro, sobre peoho-
res de ouro e prata, e rebaleo-se ordenados por m-
dico preeo : na Boa-Vista, ra dos Coelhos, loja do
sohraco n. 2.
Aluga-se ama boa casa com grande quintal,ca-
cimba de agua de beber, parrciral de uvas, e varios
arvoredos de Truclo, no principio da estrada dos AT-
lliclos. ao pe do Manguinho : os pretxtenles acha-
rao com quem Iralar, no largo da Trempe, sobrado
D. 1, que lem taberna por biito.
Precsa-se de una casa capaz,, que
se encarregue de lavar de varrella e en-
gommar a roupa de um hornea solteiro,
com todo o desvello e perfeicao. Dri-
gir-se a' ra do Rosario-larga, n. 28,
terceiro andar, por cima do armazem de
loura.
Precisa-se de urna ama livre ou es-
crava mas de muito bons costumes, pa-
ra o servico interno de urna casa de pou-
ca familia : paga-se bem se agradar. Di-
rigir-se a" ra do Rosario-larga, n: 28,
terceiro andar, por cima do armazem
de loura.
i. i. Merki vai a Europa.
No da U do corrente, depois da audiencia do
sr. Dr. juiz dedireito da primeira vara do r.ivel, na
sala das audiencias, tem de ser arrematado, por-cer a
ultima praca, o terreno de marinha n. 20i, no cor-
rer da ra de Santa Rita, ronTron'.e a ra dos Pes-
cadores, com :M> bracas de Trente e os Fundos al o
i aes, que tem di-se Tazer por execuco de Antonio
Lata (ioocalves Ferreira, contra Francisco Lodgero
da Paz.
No dia 15 do corrente. depois da audiencia do
Sr. Dr. Juiz deorplos. na sala das audiencias, tem
'i t^ "rpema,!K'0 la Moeda n. 11, a requerimenlo da lulora dos or-
phaos nihos do finado Antonio Francisco dos Santos
Braga, consenhons do mesmo sobrado ; he a ultima
pnca.
Conslaodo-me que a Sra. D. Leopoldina rila-
da Coila Kruger pretende alienar seus bens de
raz, previno aos qje os quizerem comprar, de que
novo contra a dita senhora accao decendial, pelo
juizo da primeira vara do cominercio do KeciTe. para
me pagar da quantia de 1:8805000 e dos juros ven-
cido*, e qae esses bens estilo sujeitos ao reFerido pa-
gamento, aflro de se n.lo cbamarem os compradores
im lempo alguin a ignorancia. Recite 10 de maio de
'Sjj.Mathias Lopes da Cotia Mata.
Francisco Joaquim Gaspar mndou sea escflp-
tono para a ra do Vigario, no bairro do ReciTe.
()llercce-se urna mullier de boa conduela para
0 servir,o de casa de um liomem solleiro, anda mes-
rao para algum sitio : quem pretender, dirija-se a
Boa-> isla, becco dos Ferreiros n. i.
Ventura Joaquim da Rosa retira-se para To-
ra da provincia.
-- Perdeu-se na noile do espectculo, na platea
inealrode Santa-Isabel, um annelAn de ouro com
asmiciaes F. F. I..; a pessoa que o achou, queren-
do restituir, nao so se Ihe ficara obrigado, como tam-
c recompensara com generosidade : na ra das
1 nncheiras n. 46.
O abaixo asignado Taz publico, que Ihe per-
eiice, por compra que Tez ao Sr. Ricardo Ferreira
i a Silva, no da 10 de abril prximo passado, a loja
le miudezas, lana ra da Cadeia do bairro do fle-
. cilfl n. 11, a qual desde aquella data gvra em seu
nome, leudo Ficado a cargo do vendedor" todas as di-
vid.is activas e passivas da mesma loja.
Manoel Joaquim de Oliceira.
i~~ 95 Cr.redore"?a milMa tMid' de Jos Marlins
.Uves da Cruz queiram vir receber o dividendo que
mes loca, em casa do administrador da Tallencia
ra da Cruz n. 8.
Precisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nliar em cata de urna so pessoa : quem se achar nes-
las circunstancias, annuncie.
A arrematarSo da loja e armacao,sita na ruado
l.i.ramenlo, por execuco de Leonardo Schuler ,V
Corapanlua. contra Domingos Tertuliano Soares, an-
nonciada para o dia U do correnlc como consla do
cdital que Toi publicado neste Diario, (em de se ef-
Tecluar ueste mesmo dia, depois da audieucia, na
rchrida loja, que para este fim lera de ser iberia
por assim haver delarminado o respectivo juiz por
seu despacho. i v
Ao amanhecer do dia 9 da corrente Turlaram
,1- \111-i %l,0"a|o. da casa de Joaquim Demetrio
mVriS! (lavalc?n"' "'" vallo ruco com algu-
gordo, cimas grandes, cauda enripada, e com um ne-
2ae!.r0S? U "Pnh,0: ***" qoalqner pes-
MLl,c,Mr',1"M levar a casa do mesmo, que
sera recompensado com 2O9U00.
.".SU j?U 8 con,ralad a compra da casa .le
um andar, sita na ra ou becco do Sarapatel n. 12,
que foido finado padre Jos de Lira, qp| caM, 5
tenhaa bondade de declarar por esta Tolha. ou Tallar
a ra da Cade.a do ReciTe 11. 51, loja, ncsles e
das, por obsequio. ""
Precisn-se alugar urna ama para Iratar de una
cozmiia de pouca Tamilia : a Iratar no aterro da
Boa-Visla n. 26, segundo andar.
Precisa-se de urna ama Torra, que saiba hom
ensommar e coziiihar, para urna casa de pouca Fa-
milia : na ra das Cruzcs n. 28, primeiro andar.
Na Ponte de L'choa, no sitio da senhora viuva
Amonm.ha para vender urna vacca de Lisboa, min-
io nova c de raca tourlna : a pessoa que a prelen-
.1 nrefo VC me"'n" S''" "0"de se aJU5lari'
..~^M9 VWuVAwfart) Leal Taz scicnte
t i.^l!. I-'hlK-o.que; contina a receber emsea
m o finPen"0n",i"1 ""'"". 'usina lanto pri-
o n lm T'," ;""rH T""1!0" Tacu'.dade, para
> q.elem contratado mestres. OscheTesde Tamilias
U.U.V, em l"",rar ofinndo-lhe a educaco
I.! Miasfilhai, podero dirigir-se roa de Santa li-
Aluga-se on vende-se urna casa'com
. sotBo e sitio no lugar da Torre, junio ao
sobrado do Sr. Pei'.oto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
bara, quurtos para fetor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
CONSULTORIO DOS POBRES
& fe 3VOVA 1
5Q.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consollas lioineopalhicas lodos os dias aos pobres desde 9 horas da
manliaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qoalquer hora do dia ou noile '
Ollerece-sc igualmente para prariear qoalquer operaoo de ciruraia, e acudir promplamenle a qual-
quer inulher que esleja mal de parlo, e cujascircumstancias iio permillam pa-ar ao medico
80 WDLTORI DO DR. P. 1 LOBO IOS0BZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. (',. H. Jahff traduzido em por
tugue?, pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadenados em dnus c aconiramhadn de
um diccionario dos Icrmos de medicina, ciruraia, anatomia, ele, etc. 2IIJO00
eipcnmenlar a ^oulrina de Hahnemann, e por si meamos se convenceren! da verdade d'ella: a'lodos os
Fatendeirosesenhorcs de engenho que estao lonce dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou nutra vez nao podem deixar de acudir a qualqucr nrommodo seu ou de seus tripulantes
a lodos os pas de Familia que por circunstancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in ennlineiilt os primeiros soccorros en suas euTermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou traduccan da medicina domestica do' Dr. Ilering
obra tamhein til s pessnas que se dedicam ao esludo da honieopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do dicciunarin dos termos de medicina...... 10S000
O diccionario dos termos de medicina, ciruraia. anatoma, etc., etc., encardenado*. '. '. 'iooo
Sem verdadeiros e bem^preparados medicamentos nao se pode dar um passo'seguro na pralira da
homeopathia, e o proprielano desle estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande supenoridade dos seus medicamenlos.
Roticas a 12 tubos grandes..............t tOOOO
Boticas de 2 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs. '
Ditas 36 ditos a........ onsinnn
DiUs 48 diFos a......... ......... unan
Ditas 60 dilos a......... '..... S2CS!
Dilas 144 dilos a..........' ..... oSnm
Tubos avulsos.................'.'.','.'.'' I^MH
Frascos de meia onc.a de lindura............. ] -Ammi
Dilos de verdadeira lindura a rnica..........# ..... -mkmi
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos' de crysta de diversos lamanlios
vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualquer encommenda de medicamentos coro toda a brevida-
de e por presos multo commodos.

$ 'IBLCAilAO' DO HSTITITO 110
NEOrATIIIGO DO ItRASIL.
THESOUKO IIOMEOPATII1CO
OU
VADE-MECLM DO
HMEOPATI1A.
Mclhodo conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopathicamenle lodas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redlido scuundo ns melhores trata-
dos de linmeopalhia, lauto europeas como
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo l)r. Sabino Olesario Ludgero
Pinho. Esta obra he hoje recouhecida co-
mo a melhor de indas que tratara daappli-
cacao homeopalhica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de Familias, os senho-
res de enstenho, sacer pilaesde navios, serlanejosetc. etc., devem
le-la man para occorrer promptamente a
qualquer caso de molestia.
Dons volumes em hrocliura por 109000
| b encadernados II9OOO
Vende-se nicamente em casado autor,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 118 A.
Na praca da Independencia n. 22, lecem-se
transelins, Tizem-sc pulceims, Inmis, rosetos e ur-
inas, ludo ilc cabello, com mnila perTeicn ; como
tambera apromptam-se lodos ns perlenres para oTIi-
ciaesda zuarda nirional e primeira linha, por pre^o
commodo.
Joo Geroncio Soares de Oliveira Carvalho Taz
srienlc ao publico, que onssonetos que appareecram
earmlhados por diflerentes casas de Tainilias no dia S
do correnlc. nRo Toi pro luci;ao sua. mas sim >le al-
cuem que qurr inlricar rom laes tamilia, a quem
sempre respeila ; assim pode a quem atrevenr a
lal Tazer, qnp nao continu, porqne ahendo-se, ser
levado pera 11 le a auloridadc competente, para nilo
continuar rom suas olTensas.
Esta a inda por aluaar a loja da casa da na do
Amorim n. 'i(> : os pretndenos Iralem enm o pro-
prielario Anlonio Joaquim de Sou/a llibeirn, na rua
la Cadeia do UcciTe 11. 18.
\ endo-sc no Diaria le 8 dn corrente ira pra-
ca por venda o armnzem da rua do Apollo n. 34,
com 4(i palmos de Trente. 100 de Tunde, o qual se
arlia com armazem, tendoqnintnl pequeo em aher-
lo por 1:800$ penhorado ao Sr. Franeiwo Kibeiro
l'ires ; ileclara-se a quem rnnvier arrematar para
que em lempo atanm se chame a iannr.incia. que
este predio rain pode ser arrematado pelos onus a
que est suaeiln, e para melhor esclarecimentn a
pessoa que quizar arrematar pnlenda-se com oSr.la-
hellifln Salles, e a vista do livro das escripturas do
anno de 1838, a 2 de marco e a Tolhas "0. Ficarao
convencidos da verdade e a cresse que vai o predio
cima por venda, sendo o debito principal c cusas
I3JB77 rs.
COMPRAS.

i
9
i
Novos livros de linmeopalhia meTrancez, obras
lodas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chauncas, 4 vo-
lumes............ 209000
Teste, irolestias dos meninos.....6c Hering, homeopalhia domestica.....78000
Jahr, pharmacopa homeopalhica. .# ; 69OOO
Jalir, novo manual, 4 volumes ." 1(i.^KMt
Jahr, molestias nervosas.......G9OOO
Jahr, molestias da pello.......89000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16f000
liarllimann, tratado cmplelo das molestias
dos meninos..........10SO00
A Teste, materia medica homeopalhica. n-ikki
De Favolle, doutrina medica homenpatliira 75000
Clinic de Slaoneli .......6O00
Casling, verdade da homeopalhia. ... ;
Diccionario de Nvslen.......10?000
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a deseripeao
de todas as partes do corpo humann 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
thico do Dr. Lobo Moscoo, rua Nova n. 50 pri-
meiro audar.
es"#^@e#
DENTISTA. 3
Paulo Gaigiiom, dentista Traucez, eslabele
cido na rua larga do Rosario n. 36, secundo 9
9 andar, colloca denles com gcngivBsartiliciacs, 0
:e dentadura completa, ou parte dola, com a 9
presso do ar. Q
jB> Rosario n. 3oseaundo andar. ajjj)
tu i mttm
Aluga-se urna casa terrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que licam entre o becco do Virgi-
nio e o piteo de S. Jos : na rua Nova 11. li'.i.
8 J. JANE, DENTISTA, t
9 conlioa a residir na rua Nova n. 19, primei- df
fj> ni andar. g
SS@feS
Ja' chegaram as sefjuintessement
de ortaces das melliores qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes brancos e encarnados, alface
rcpolhuda e alemn, repollio, tomates,
nabo branco e roxo, couves, trincliuda,
saboia elombarda,-salsa, pimpinela, xi-
coria, cel>oIa de Setubal, sinondas, sifjo-
relha, selgas, ervilha torta, dita direita e
genoveza, dita de Aiifjola, feijaocarrapa-
to de tpiatro qualidades, coentro de tou-
ceira, e um grande soi'timento das mellio-
res sementes de llores da Europa : na rua
da Cruz n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Ran-
fjel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico prero como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prest 1110 o,
pode procurar no segundo andar-da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Aluga-se|oma boa casa lerrca com slito, con-
lendo 4 salas, t quartos, corintia Tora, quintal gran-
de murado, cacimba propria, com um recreio na
Tundo do quintal, no bairro de S. Jos : quem a pre-
tender, dirija-se rua do Collegio n. 10, segundo
andar, que achara com quem tratar.
O cautelisla abaixo assignado. querendo deso-
nerar na thesouraria geral o seu fiador, convida a
qualquer pessoa que possuir cautelas suas premia-
das, das lolorias da provincia, que no prazo de 30
dias venha receber sua imporlancia. ReciTe ."1 de
maio de 183.Silicstre Vertir da Silra Guima-
raes.
O Sr. Jos Pedro Carneirn da Cunha queira
vir no prazo de 13 dias. a contar desle. resgatar a
sua leltra da quantia de ris t>79!)80 rs. e seus juros
vencidos, e caso nao venha resgatar nu prazo cima
marcado, lera de ver seu nome nesla Tolha at ocre-
dor ser embolsado. ReciTe 23 de abril de 1833.
Manoel (onraltet de Azetedo /amos.
Superior vinho de champagne e Bor-
dea u\ : vende-se em casa de Schaf'hei-
llin i\ C, rua da Cruz n. 8.
Attenrio.
No dia 14 de abril, as 8 horas da noile, dcsappa-
receu a crioula Tona, de nome Maria, com idade de
12 annos, pouco mais, bai\a e secca do corpo, meia
Tula ; levou sapalns de conro de lustre e vestido de
chita branco com ramagem miiida, a qual eslava em
casa do abaixo assignado, morador na na larga do
Rosario n. 16 : rnsra-se, porlanto, a todas as pessoas
que dclla tiverem noticia, 011 a quera a tiver rccolhi-
ser recompensado, c se Ihe licar milito obrigado.
Antonio ciaudino Alces Gama,
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica. cora ,1 deseripeao
abreviada de lodas as molestias, a indicacao phvsio-
logica e Iherapculica de todos os medicamentos ho-
meopallucos. seu lempo de -aejao e concordancia.
seguido de um diccionario da sisniFicarao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, c posl ao alcance
das pessoas do povo, pelo
R. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta olira no consultorio homco-
palluco do Dr. LOBO MOSCOZO, rua'Nova n. 30
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 69OO
encadernado.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 3(>, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista Traucez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicflo tem a vanlagem de encher sem presso dolo-
rasa todas as anfractuosidades do dente, adqiicrindn
era poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e prometle restaurar os denles mais-estragados,
com a lrma e a cor primitiva.
Aluga-se urna casa na rua da Boa-llora, na
cidade de Olinda, com quintal todo murado, cacimba
de pedra e cal, grande parrciral, e oulros arvoredos
de fructo : a Iratar na rua da Maugueira da mesma
cidade. com o Sr. Viegas, ou alraz da matriz da Boa-
isla n. 34.
Casa de consignarao de escravos, ua rua
dos Quarteis n. '21
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de enmmissao, tanto para a
provincia como para Tora della, ollerecendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Acha-se em praca de renda por 3
annot a ilha do Noguim, sendo a pri-
meira no dia 5, 10 e 18 do correte, pe-
ante a administracao dos- estabeleciinen-
tos de caridade: na rua da Aurora, casa
dos expostos.
Participa-ce aos Sis. mestres pedrei-
ros caladores e mais pessoas particula-
res, que na rua da Cruz do Recite n. 02,
ha um deposito da bem conhecida cal
branca de Jaguaribe, e que se vende
muito em conta, tanto em retalho como
em porrfies.
Pede-sc 10 Sr. Jos de Mello Cesar ex-pro-
curadorda cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de Luiz Roma, pois basla de
cassoadas, ticando certo que em quanto nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir este annuncio.
Na rua da Cadeia do ReciTe n. 3, primeiro an-
dai, confinle oesrriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, rlespacham-se navios, quer nacionacs ou eslran-
geiros, com loda a promptidao ; bem como lirair,-se
passa portes para Tora do imperio, por prcos mais
commodos do qu em oulra qualqucr parte, e sem o
menor Irabalho dos prctendenles, que podem Iralar
das 8 da manliSa as 4 horas da larde.
Continua-se a dar dinbeiro a juros razoaveis,
com penbores : na roa estreita do Rosario n. 7, e
vendem-se 4 vaccas boas, paridas, no sitio do Cha-
cn, prximo a Casa Forte.
A direccao provisoria da rompanhia para o es-
labelecimenlo de urna Taltrica fle li.icao e teeidos de
algodao nesla cidade, leudo recebido" pelo paquete
reaf ll'eslern, os planos e os orcamenlos das dif-
Tercnles machinas necessarias para n eitabelecimen-
to da fabrica, e lamhem tendo conteccionado ns es-
tatutos da companhia, convida a"lodosos Srs. assj{-
natarios de ncc/ies a coraparecercm sem Taita na casa
do Banco pelas 11 horas da manhaa do dia 12 do cor-
rente mez de maio, atim de Ibes ser apresen lado o
Irabalho Tcilo, e sobre elle resolverem para o pro-
seguimento da empreza..
Precisa-se comprar urna casa terrea que seja
as Tregoezias de Santo Anlonio ou Boa-Vista : di-
rija-se na inspeccaodo algodao a Tallar com o mar-
cador da mesma.
ssee9-s5-s:*@sea
HOMOI'ATItlA.
X Remedios eflicacissimos con Ira
as bevigas.
5S
Compra-sc um baln' de i palmos, u bom estado : quem tiver annuncie.
Na travest do Qoeimadn n. 3, compram-se
harria que lenbam sido de azeile de peixe, e um
alambique com lodos os seus pertcnces.
Compram-se escravos de ambos os sexos de ida-
de de 12 a 30 annos. e tambera se recebem de com-
missao : na rua do Livramento n. 4.
Precisa-se comprar urna escrava mn^a e ro-
busta, propria para servico de campo : na rua da
Cruz do ReciTe n. 27.
Compra-sede i;ma a 3 portas de amarello em
meio uso : quem tiver annunrie.
Compra-se urna escrava de meia idade qnc se-
ja de boa figura e conducta, e que nao lenha vicios
e nem achaques, mas que lenha as jirine'paes habi-
lidades que be. cosiulia. ensommar e o mais servi-
co de easa. paca-se hem agradando : na rua das
Cruzes taberna n. 20. se dir quem quer.
CARNE DO SERTAO' A 280 A LIBRA.
Linguicas do reino a 480, presuntos a 140, arroz a
80 rs., btalas a 80 rs., e Indo mais em porporrao :
ua rua eslreila do Rosario 11. 16.
MATERIAES.
No fim do becco lar), confronte a ponte proviso-
ria, arba-se eslalielecido um armazem de maleriaes,
e nclle acbam-sc lijlos de ledas as qualidades, ral e
o mais preciso para obras, e ludo so vendc'por preco
muito comniodn.
PALITOS FRANCEZES.
\cndemse palitos esobrera-aeas de I111111 de linlio
a :3500. dilos de alpaca prela e de cores a s.^1100
ditos de boinliaziin a 100000, ditos de merino selim
1 126000, dilos de panno lino prelo. cor de pinliAo
e verde escuro a KiJOlH e IN-nOO, ludo da ultima
moda : na rua Rota, loja ". i.
Vene-se una casa terrea de ponto mais alio
que lera na rua da l'.iinceicaii, e por isso muito boa
e nova : na rua Nova 11. 67.
Vende-se o rerdadeiro licor de ab-
s\nthe encaixotado, por barato prero:
na rua da Cruz n. G, primeiro andar.
Vcnde-ye o verdadeiro e o mais fresco rap
Paulo Cordeiro, que existe no mercado : ua loja de
Terragens na roa do Qneimadon, 13.
VENHAM VER ADMIRAR
FAZNA RICA FAZ PASMAR! !
.1.1 be chegada a loja da rua do (Jueimado n. 38.
a rica Tazeuda denominada plurihus, fazenda essa
de l.ia e seda, a 800 rs. o covado : e oulras minias
Tazendas por barato prero, ludo em Trente do becco
da CongregarAo. uar-se-hao as amostras, deixamlo
penlior.
* Vende-se bolacha em barricas a
ii'oUO rs. a arroba : 110 armazem de Pal-
meira & Bcltro, 110 largo do Corpo
Santo.

IIIMIIKorATIIIA.
FBBRE AMAUELI.A
AIroos rasos de FEBRE AMAUELI.A t)
se lem ltimamente manifestado nesla ci- 2?
dade. Olralamentn honm-opatliiro bem W
dirigido tem mostrado sua superioridade ft
H nnlisa medicina. Os doentes. pois, que %
a homnropalhia quizerem recorrer, pode- v?
lo-hao Tazer. sendo soccorridos de preTeren- (>*.
cia aquclles que nenhum remedio hajain ^
lomado. Mk
Consultorio central homieopalhico, roa o
de S. Francisco mu mi o novo) n. 68A. W
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho. ft
Precisa-se de urna ama para o servico de por-
tas a dentro : Irala-se na roa da Senzata Ve'lha n,%.
[Gratuitos para os pobres. $f
J3 No consultorio central homieopalbico, rua 38
g de S. Francisco (mundo novo n. 68A.
3( Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho. ^
COLLEGIO PARA MENINOS, EM WAN-
liSRECK, SIRURRIODEHAM-
IRC.O.
O abaixo assignado lem a honra de participar ao
publico, que mudou o seu collegio neste anuo, de
llamhiii-o para Wandsbeck, e est isora habilitado
de poder aceitar mais alguns pensionistas. A situa-
Slo do Ingar hea mais saudavel de todos os arrabal-
des de llambiirgo, ea distancia dessa cidade permu-
te o gozo de toilas as vanlagens das ridades grandes,
assim como ella impossihilila o gozo das desvanla-
gens para meninos. Ao entrar 110 colleio os meni-
nos nflo devem ter excedido a idade de 10 annos, e
maior cuidado e zelo se empregar em favor delles,
Blose para o seu bem phvsicn como iulelleclu.il.
Elles terao ligoes em lodas as linsuas modernas, his-
toria, ceographia, historia natural, mathematica,
assim como os principios necessarios para o commer-
cio, ou as lioguas antigs, sciencia das mtignida-
des, philosophia, etc.. como preparos para o esludo
na universidade. As despezas do entino, sustento e
casa importara em 1,000 marros,500.NHHI punco
mais ou menos. Os pais doverao dar roupa, issim
como pagar msica c entino de dansa, caso o desc-
e.C. ll'olrtshausen.
Este collegio podemos rccorcmeddar s pessoas que
queiram dar urna eduracan exemplar aos seus lilhot..
por ser um dos melhores na Allemanha, e ollercrc-
mo-nos a dar todas as inTormaces a quem precisar :
na rua da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
llrunn Praeger & Companhia, rua da Cruz 11. 10
rccominendam.as pessoas do bom gosto, seu escolln-
do sortimculo dos melhores pianos, lauto horison-
taes como verticaes, que por sua solida roiistriirc,an
e barmoniosas vozes, assim como por sua perTcibi
obra de mlo se disliiiLiuem. Todos estes pianos sao
feitos |ior encommenila, eseolhidos e examinados,
e por isto livres de qualqucr deTeilo que se eucontra
mullas vezes em os pianos fabricados para expor-
acao.
Necessita-se na rua do Ctjwg 11. '.I, terceiro
andar, de urna mullier que saiba tratar de um do-
ente de bc\i- 1 ; advertmdo-sc que be urna enanca
e que he preciso pressa.
Irmandadc do Divino Espirito Santo,
erecta na g' eja de Nossa Scnh ora da
Conceico dos Militares:
A mesa regedora convida os seus charos irma is a
reiinirem-se no respectivo consistorio domingo, 13
do correle, pelas 9 horas da manhaa, afim de pro-
ceder-se h eleie.in da mesa que deve reger no anno
de 1855 a is:,fi.
Il.i-se i00000 a premio sobre penbores de ou-
ro nu prata : quem quizer, dirija-so a rua do Colle-
(rio, sobrado n. 23, que se dir quem he a pessoa que
da o dito diiilieirn.
Na roa do Livramento n. 36, loja de cera, 'o
dir quem d dinheiro a premio com penhores de
ouro oo prala, mesmo em pequeas quantia-.
VENDAS.
Vendem-se bombas de carneaba de milito hoa
qualidade para cacimbas, saceos com nomina roda*
de arcos para pipa, sola e courinbos de cabras : no
armazem do Sr. tiuerra, defronle do trapicho do al-
godSo.
A ELLES. ANTES OLE SE ACABEM.
\ endem-sc cortes de casemira d hnm aosto a 3^,
> e 59OOO o corle ; na rua do Crespo n. 6.
Vende-se urna selecta (ranee : na rua di. No-
guaira n. 8.
Vendem-se 2 cavallos de estribara com lodos
os andares, tambera ligninas beslas e cavallos pro-
prios para enaenho : a Iralar na rua da Senzala Ve-
llia. no ReciTe. n. 108, primeiro andar.
No armazem de Tasso & Irmaos, ha
a venda:
Superior vinho champagne em gigos.
Agurdente cognac, errt caixas deduzias.
Licores, linos francezes, idem.
Azeite relinado Pagniol, idem.
Garrafas vazias em gigos.
Papel almaco verdadeiio de Georg Mag-
na ni.
Dito de copiar cartas, ns resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cinhetes.
Tudo bom por prero mdico.
Vende-se urna prela de nacao, com alanmas
habilidade propria para' ensenlin : na rua da' Glo-
ria n. 53.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
era casa de Vctor Latne, rua da Cruz
n. 27.
E\lra-superior,,pnra haunilha. I?90
Extra fino, hai'nilha. 9600
Superior. 1-3280
Quem comprar d ,10 libras para cima, lera, um
abale de 0 Z veada-sp aos mesmos precofe ron-
dicoes. era casa il^Sr. llarrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 52. t
Farinha e arroz da trra.
Vendem-se lacena cora Tarinha, dito com arroz da
Ierra novo e bom. por proco commodo : na rua da
Cadeia do ReciTe n. 23.
CORTES DE VESTIDOS DE
. SEDA A 16;l
\endcm-so corles de veslidotile seda escoceics o
mais bonito possivel. pelo barate preeo de I6| o cor-
te, abclinas de seda gosto e-corez 15 o covado,
alpaca de seda novos padrOes a 720 o covado : na
rua do Queimadn loja n. 40,-de Henrique t\- Santos.
CORTES DE CASEMIRAS DE
CORES A 2;800.
Vendem-se cortes decasemiras de cores de lindos
padres a 2JS00. corles de casemira prela a ls>. cor-
les de collclca de sc.ta a 28600 : na rua do Queima-
do n. 40 defronle do becco da Congregarlo, pas-
sada a bulira, a segunda loja.
Vende-se a posse e hemfeiloms de um bonito
tPTreno na rua nova do liospirin.com 100 palmos de
Trente e 230 de Tundo, j a melade amorado c com
um ptimo poco d'agua de beber e urna meia-
agua principiada ao peda cacimba, bastantes ar-
voredos novos de Truclo que ja cstao botando como
se pode ver, e que se pode edificar tres propriedades
de casas : quem o pretender dirija-se i rua das Cru-
zes n. 22, para tratar do ajuste.
Vende-se feijso mulatinho muilo novo c de
boa qualidade a 10 rs. a sacra : quem quizer%m-
prar dirija-se rua da Roda n. 8, que se dir quem
vende.
Vende-se nma criooU de 26 annos, boa figura,
que engomma e cozinha o diario de orna casa, e la-
va desalan e barrella : ua rua das Cruzcs n. 22.
Vende-se a taberna dn rua de S. l-'iancisco 11.
68. sorlida c hem aTreguezada, e lem poucos Turnios;
tamhem se vende a prazo, sendo com firmas a con-
tento doaveudedor; este necocio deve ser etTecluadn
em poucos dias : quem a pretender, dirija-te mes-
ma casa, pois que seu dono lera de se retirar afim de
Iralar do sua saude.
Vende-se por prero commodo, um armazem
na roa da I'raia desta cidade. d hoa renda eos chaos
sao prnprios : a Iratar na rua do Queimado n. :t7,
primeiro andar.
Pechinchas, no Passeto, loja n. 0.
Peras de algodao com loquea I5OOO, 1>2J>, 1*600
e 28000, pecas de madapoln cora loque a 25000, 3)
e 33.311O ; a ellas, que sao poneos.
ATTENCiO AO IIAKATEIHO.
Rua da Cadeia do Rccifc. loja n. .30 da esquina,
vende-se:
cortes de seda branca e com listras decores, com 20
covados 203, novas melpomcna^ de quadros arha-
malolados com quasi vara de largura a 900 rs. o co-
vado, corles de rambraia lina de cor com barra a
29400, rhilas boas de diversas qualidades e cores se-
gnras a ISU o covado, camhraia de linbo lina, ptima
para camisas de noivos a .38, panno de lences su-
perior com mais de 11 palmos de largura a 28100 a
vara, cassa de lislra para hallados 220 rs. a vara, e
18600a peca, casemiras decores escuras para ralea
a 18500 o rorte. panno de ror rom msela de seda.
proprio para palitos e vc-lidos de montara a 38 o
covado. panno prelo fino a 13 e 48800 o covado.
corles de sorgorao para col leles a 1,8 c da Tustao
alroxoadn a 800 rs., merino prelo muilni fino a 38600
o o covado, lavas de fio da Escocia de cor-s com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como onlras
militas Taznidas que a dinheiro a vista se vendem
em alarado, eaiclalho por haratissimos precos, e
d5o-se amostras.
ATTENCAO', QUE HE PARA ACABAR.
I Jas com lislras de seda, e qualro palmos de lar-
gor, Tazeuda muito propria para a presente esta-
can, pelo diminuto prego de 110 rs. o covado : na
rua da Cadeia do ReciTe n. 33.
Vendc-sc umescravo de idade 25 annos, de
bonita figura : em Fora de Portas, rua do Pilar
n. 115.
V ende-se urna grande c famosa rasalerra, no
alerrosla Itoa-Vista, com grande quintal : a Iralar
na praca da Boa-Vista, casa 11. 30, segundo andar.
JM\AS Dg HAHBCRGO.
_No anligo deposito da rua eslreila d Rosario n.11,
sao chegadas bixas novas pelo vapor Inglez.
Sedas de cores.
Na loja de i portas, na rua do (Jneimario u. 10, ha
para vender um completo sorliinenln de curtes de
seda de cores de superior qualidade e modernos Cos-
os, por preeo muito commodo.
Scdi.s a 20*000.
Corles de seda de cores com 17 e IS covados a
208000 cada corte : na loja de i portas, na rua do
llucimado n. 10.
Para vesliclos.
Morculinas de cores, Tazeuda inleiramciile nova,
com mais de 4 palmos de largqra, mndernns gostos,
e cores fixas a :t00 rs. o covado : vendem-se na loja
de 4 portas, na rua do Queimado n. 10.
MADAPOLA COM PEQUEO
TOQUE DE AVARIA,
vende-se na rua do Quei-
mado n. 19.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chegaram as afamadas sementes de
hortahees como de llores, as qtiaes estao expostas a
venda na rua da Cadeia'do Itecife, loja
de errajjens n. .">(>.
Vendem-se 6 escravos, sendo 2 moloques de 11
a 18 anuos, urna linda mulata de 20 anuos, que cose
e engomma bem, urna crioula com as mesmas habi-
lidades, 1 escravo ptimo buluiroe urna escrava qui-
tandeira : ua rua liireila n. 3.
I-ARIMIA DE MANDIOCA.
Na rua de Apollo, armazem 11. II, vende-se fari-
nha de mandioca milito nova, em saccas. grandes,
por prero commodo.
REI.OCIOS DE Ol'RO PATENTE INGLEZ.
No escriplorio do geme Oliveira, rua da Cadeia
do Recife, esta .1 venda porcao de rclogios de ouro,
patente inglez, chegado* peo ultimo paquete.
Boas velas de carnauba, em eaixinhas de Irinta
e tantas libras, vindas do Ararais ; vendem-se na rua
da Cruz n. 31, primeiro andar."
FIJO EM FOLIIA. .
Na roa do Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha muilo superior Tumo em Tnlha de
todas as qualidades, para charutos, por preeo com-
modo.
FEUVO HliLVriNBO.
Na rua do Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha muito superior Teijao mulatinho,
em saccas, por preeo commodo.
Vende-se um carrinho americano ele
i rodas, anda com pouco uso, de cons-
truccao muito forte, aitida que muito le-
ve e elegante ao mesmo iempo: os pre-
tendentes dirijam-.se ao Trapiche-novo n.
10, ou na Ponte d'Ueba, sitio do cnsul
hollahdez.
R3LA.Q
JUM
He chegado novamente de Franca a deli-
ciosa pilada dcste rolao francez, e se acha
a venda nos lugares ja' designados, na
escrlptorio na rua da Cruy. 11. 26 primei-
ro andar, e sMOJs de" Manoel ,r>si'!Xo-
pes e uniros i\ Irmao, outr'ora de Car-
deal, na rua larga do Rosario n. 38 e
'lO.
TESOURAS PARA AI.FAIATE.
\ endem-sc lcuuras porluguc/.as J/gilimas, para
atraale : na ruada Cadeia do ReciTe n. 48, primei-
ro andar.
BRACOS DE RAIAO.
Vendein-se vs\e,<. excel-
ents e bem conbecidos
brficos: na rua da Cadeia
do llec fe n. 56 A.
DEPOSITO D\ FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA li.MIIA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella fahrica muito propriq pa-
ra saceos de assitcar e roupa para escra-
vos, por preeo commodo,
Ceholas haratas
Na Iravessa da Madre le Dos, armazem de Joiio
Martins de llarros, vfndem-se ceholas muito boas, e
niuilissimo baratas.
VIMIO VERDE
a,3-J0 a garrafa, rhesado prximamente do Porto, e
massa de tmale, chegada prximamente de Lisboa,
em latas de -J libras, a IjjtiOOcada lata : vende-se na
taberna da rua da Cadeia do ReciTe n. i, defronle
do becco Largo.
ATTENCAO.
Na rua do Irapiclie rt. t'fi, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, propriot para deposito de te-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este (im, por nao
evhalaicm o menor cheiro, e apenas pe-
7.ani 1f> libras, e cuslam o diminuto pre-
eo de VsOOO rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO.
Veiidc-se.supcrinr cosnac, em garrafa-, a li^OtK)
a duzia, e l>JM0 a garrafa : na rua dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, dcTronlc do Trapiche Novo.
CASEMIRAS A 23100 e 3S0O0 O CORTE.
Na loja de Cnimares & llenriques, rua do Cres-
po n. .">, vendem-se corles de casemira ingleza, pelo
haralissimo preco do 23i(M> e 35000 cada um.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIC-
MCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias pttra's, nutiitivas e hvgieni-
cas: vende-se cin casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. *. 800 a lib.
Superior. GiO
Fino.....500
CEMENTO ROMANO.
V ende-scsu|ierior cemento em barricas e a reta-
lho. no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio de maleriaes por preco mais em coilla.
Vendem-sc pecas de camhraia de cores, pro-
prias para cortinados c mosqueleiros a 1S600 rada
peca: na loja de 1 portas, na rua do (inclinado
l. 10.
SARJA PRETA E SETIM
IACA'8.
Na rua do Crespo, loja n. G, vende se superior
sarja hespanhola. muilo larga, pelo diminuto prero
do 9906 e 2|(00 o covado. sutiin maaio a 258tKl"e
Iftt o covado, panno prelo de 35000, 4}(J00, .'5000
e (i>HH) o covado.
FAHI.MIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em sacras <|iie lem um aUmcire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. "', 5 e 7 defronle da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandtga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ruado Trapichen, ,
primeiro andar.
'cemento roiaho.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambera vendem-se as linas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Alenla.
Chalos de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina qne
volla para a cadeia.
Vende-w vinho de Brdeos, St.
* Kmilion. Pomerol, S. Julien, Pa- A
^j vitlac, era garr.ifes e quartolas: &
X. vinho de champagne. SillerV,
2, Moussetiv, em jrralas e meias
jj garrafas: licores linos lodo de
qualidade superior e por prero
$) commodo: no esrriptoio de J.
<} P. AdotuiAC, na rua da Cruz (A
<$} w. S
Vende-se aro em ciinhcles de um quintal, por
prero muilo commodo : no armazem de Mr. Cal-
mol & Companhia, praca do Corfo Sanio n. II.
Verde-se urna porcao ao verdadeiro
vinho Bordeau\ tinho e liranco engarra-
lado, (pie se vende muito em conta para
se liquidar contas : na rua da Cruz n 2(i,
primeiro andar.
Moinhos de vento
"ombmbaselerepuxopara regar borlase baia,
derapim. na Tundica de 1). VV. Bowman : na rua
do Brumos. 6, 8 e 10.
NOVO S()KTIMENTO.|)E COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escures a 7->0 rs., ditos grandes a 19200
rs., ditos brancos de alsodliu de pello e sem elle, a
mitaro dos de papa, a 1*200 rs. : na loja da roa
o Crespo n. (i.
CEMEMO ROMANO BRANCO.
Vende-se remento romano branco, rhesado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em liarnras as tinas : alraz do theatro, arma-
zem de taboas de pinho.
Taixas pare engenhos.
Na l'undicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafar continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. hi.
Sellins inglezes.
Belogios patente inglez.
Chicotes decano e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lenco!, barra e muniro.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de grava n. !)7.
Em casa de J. KelIer&C, na rua
da Cruz n. .") ha para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de llam-
huigo.
, Vende-se urna halanra romana rom lodos os
seus pertcnces,em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. 4.
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brim Tranrez de quadros a filO a vara,
dito a 900 rs., dito a 1si2H0, risrado de listras de cor,
proprio para o mesmo fim a ItJO o covado : na rua
do Crespo n. (i.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vendc-sc po^menos prero que era oulra qualquer
parte, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de& Companhia, rua da Cruz n. 19.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tulan. .
\ ende-te por nao ,e precisar, urna prela de
meia idade, muilo fiel e humilde, nao bebe piriio
de qualidade alguina, Taz lodo-o servico de urna casa
vende na rua e Irabalha de entadi : na rua do I i-
vramento n. 36, loja de cera.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda', conslruccao vertical-, e com
todos os mclhoramenros mais modernos,,
tendo vindo no ultimo navio de Ilam-
burgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21.

-Btalas chegadas pela .GratidSo...
e desembarcadas hoje, a l80rs. a ar-
roba : no armazem desello, defronle da
aliardega.
Vendem-sc relilas de Lisboa em resleas a 800
rs. o cento. e solas a 400 rs.. Tomo de\;arauhu!,sVo
Vcndcm-se boas vaccas de leile com bezerro
.vos, por commodo pre.;o : m Remedios, sitio ale
... ....... ,.,,,
novos, por commodo prero
Jos Thcnorio.
ABADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. StaiT. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
ios d ferro de -, i- riualidade.
Vendem-se 275 paos de sicupia,
os quaes se achain recolh.dos no arsenal
de marinha, proprios para construccao
de barcaca ou navio, por preco commo-
do : a tratar na rua Cadeia do Recife
n. ,>0.
Vende-se urna bonita eteravt de nariM A. l
anuos, pouco mais u menos, com alTumas hilbkta-
des : na rua do Hospicio n. 3. "sumtt n*l>**-
H.Z No""sPicio- ?undo portao depois da Ftcol-
dade de Direilo. vende-se orna neur nha de 18 an-
nns. de bonita figura, cose e lava alguma conj?
- Vende-se um escravo crioolo, de bouiu figura-
na iravessa do Queimado n. 1.
IECHANISMO PARA EHSE-
<& POTASSA BBAS1LEIBA.
() Vende-se superior potassa, fa-
(ftk bricada no Bio de Janeiro, che-
A.gada recentemente, recomuien-
^aj. da-se aos senhores de engenhos os
Jg seus bons elfeitos ja' experimen-
W tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
0 mazem de L. Leconte Feron &
S) Companhia.
Vende-se eicellenle taimado de pinho, recen-
lemenle rhegado da America:, na rui de Apollo
trapicho do Ferreira. a entender-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assitcar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo" de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
V. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
, Devoto Cluista-
Sahio a luz a 2." ediro do livrinho denominado
Devoto Christ.'io.mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. lie s da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo- modernissimo ,
chegado do Bio de Jpneiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos,' recente-
mente chezados, de excellentes vozes, e precos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 4. '
Venden:-se lonas da Russa por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C., rua da
Cruz n. -i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. '
Vende-se om cabriole! com coherla c os rom:
plenles arreios para um cavallo, lodo quasi novo
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr
Miguel Segeiro, e para Iralar no KeciTe rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
NHO
NA FUNDICAO DE FERRO' DO ENG
MIEIRO DAVID W. BOWNIAN. ,VA
BA DO BRUM, PASSANDO O .HA-
rAHIZ,
lia.sempre um grande sortimenlo dos seguinles ob-
jerlos de monismos proprios para engenhos, sa-
'*r-,0e,,,d construccao ; (1e ri;rro fc ,M e ^
superior qualidade e de lodos tamaubo, roda,
dentadas para agua ou anim.es, de .mas prTrl
e'i'ro ^"T,0 'TM de f""-""" e re-i.tros'deTd
nlm' l/., a-"' b^0""s Parf"os ecavillioes, moi-
nho de mandioca, etc., ele
NA MESMA FL'NDICA O.
,?deaH{,CU'amlr,a,,i,Se"commcn,,i,!C0"' ">perio-
*' "K ii >
CEMENTO
da melhor qualidade: vende-se
em easa de Brunn Praeger & C,, rua
da Cruzn. 10.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil", rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron <5 Companhia. N.
B.As caxas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os no*
lulos das
garrafas sao azues.
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 19, vende-se muilo auperior potassa da
Mustia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para Techar contas.
Na rua do Ve ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior fia nel la para forro de sellins cho-
cada recentemente da Amrica.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kerife. de Ilenry Oihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
MMMBiQOt'UBl'i
VINHO DO PORTO SDPEBIOR
FEITORIA,
EM UARRIS DE OITAV.
V ende-se a preco commodo : no armazem de
Barroca & Caslro.na rna da Cadeia dn Rerife nume-
RELOGIOS DE ALGIBEIRA
mslezcs depalente : vendem^e a preco moito com-
modo, no armazem de Barr.H-a & Castro, rua da
Cadeia do HeciTe n.4.
VAKi\iS E GRABES.
Im lindo e variado sortimento de modellos para
varandas e gradaras de gosto modernissimo : na
fundirlo da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rua do ilrum.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. StYr & Companhic
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
balsamo mmm svmpa-
TIIICO.
lavoravelmenle acolhido^em lodas as provincias
do imperio, e lao geral como devidamenle apreciado
por suas amiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURA VEIS
POR MEIO DESTE PORTENTOSO BALSAMO.
FEKIDAS DE TODO O GENEMO, anda que
sejam com laccrac&es de carne.e queja estiveasem no
estado de rhagas cluoiiicas, esponjosas a ptridas.
I.ogo depois Ua applicarao cessam as dores.
ULCERAS E CANCHOS VENREOS, escorbu-
to, samas, erxsipelas, molestias cutneas ou perpe-
luas. e scirrlios, ronhecidos pelo falso nome de liga-
do nos peitos. rheomalismo, dielezede lodwatqaa-
'." hl.MADI HA>, qualquer que teja a causa e o
olijeclo que as pioduzo.
O MESMO ilAI.SA.MO te tem applicado coro a
raaiui vanlagem as molestias quintes : purem ad-
verle-sc que t se deve recorrer a elle em casos ei-
Irrinos, ua falta absoluta ou impos,ivel de te obler
a assislencia de um facultativo..
TISTL'I.AS, eiu qualquer parle do corpo,
I.n.MHHIi.A, nao exceptuando (euia ou soli-
taria. .
MORDEDURAS de qualquer especie, anda qae
sejam ai mais venenosas.
DURES roliras ou de barriga, debilidade de esto-
mago, obsliuccao das glndulas ou enlranhas, e ir-
niiuldrid.de ou falla da mcustroacSo ; e tebreUdo,
mllamraates do ligado e do boro.
AM-ECCO'ES no peilo, degeneradas ero princi-
pio do pllixsica etc. Vende-se na rua larga do Ro-
sario n. :ld.
^^mmmm mmsmmsm
^ Brunn Praefjer & C., tem para *
^ vender em sita casa, rua da Cruz
H n. 10:
jj Lonas da ltussia.
^ Champagne.
IS Instrumentos para msica.
M Oleados para mesa.
| Charutos de Ha vana verdadeiros.
H Cerveja Hamhurrjueza.
j| 'omina lacea.
mmm^mmmm wmmw&BM
Aa fabrica de espirilos da rua Direita n. 81,
novamente aberla, vende-se alrool ralitiredo ba-
ndo Maria, licnr lino, entre fino e ordinario, de dif-
ferenlrs qualidades, em garrafas e em ranadas, ge-
nebra em frascos e eiu caadas, agurdenle da reino,
tinta preta e roxa para escrever feda em alcool fra-
co, agua da Cellonia em frasquinbus e em garrafa-,
hanha para cabello de dinerenies cores, oleo de roa-
c.sa, ludo bem preparado, e por preco commodo.
garrafas brancas vasias, proprias para licor lino, oleo
de ricino e tarops.

ESCRAVOS FGIDOS.
ESCRAVA FLT.IDA.
No dia 30 de abril prximo passado rogio do logar
do Ribeiro do Mel, comarca do Limoeiro, ama escra-
va rrioula. de nome Romana, que representa ler -JO
annos de idade, a qual tero os signaea teguinles : al-
ta, grossura regular, olhos grandes, denles limados,
he icos grossos, peilos em p, lem um sianal na le-la
sobre o olho c-querdo de urna pancada que ha pouco
levou, c urnas pequeas reinadas em ambos os bra-
cos ; esta escrava perlence a Joo dos Santos e Silva,
e julga-se que lera fgido para esta capital por ^e
Ihe conliecer vonlade de ser vendida para ella, e
por isso rnga-se as autoridades e rapilaes de campo
que a pesarem, levem-a i roa do Queimado n. 7,
loja da Estrella, ou na Picada, comarca do l.imociro,
em casa do Sr. capilao Alrxandre Rarbosa de Son/a,
oude se Ihe gratificara generosamente.
Desappareccu da rua larsa do Rosario n. i, o
escravo Vicente, pardo, alio, olhos grandet, com
nina cicatriz oo rosto, cabellos c barita grandes ; lie
ollirial de sapateiro, anda de calca e jaqueta, calca-
do, c diz-se lorro : quem o appn hender e entregar
ao seu senhor, ser recompensado.
Leonardo A Mimes de Meira llenriques.
CEM Mil. KEIS DE GRATIVICACAO'.
Desappareceu no dia 6 dedezembro do anno pr-
ximo passado. Benedicta, de H annos de idade, Ves-
ga, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
listras cor de rota ede caf, e outru tambera de coi-
la branco com palmas, um lenco amarello oo piteo-
ro i destratado: quem :> apprchender ronduu-a a
Apiporot, no Oiteiro, em casa de Jlo I.eile de Are-
vedu, ou no Rerife, na prara do Corpo Santo n. 17,
que recebar a graficacao cima.
PERN. TVP. DE M. F. DB r ARIA. 1855.
S
i
.

V
miitii flnn
i


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