Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01025


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Full Text
XXXI. AHNO N. 109.
SEXTA FEIRA II OE MAIO DE 1855.
Por 3 mozes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE
-CXCARRUtiADOS DA SUBSCRIPI/..VO.
Hrcifc. o prnprietario M. F. de Faria : Kiu >Ib Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Marlins; Babia, o Sr. II.
Duprad ; Haceii, o Sr. Joaqun! Bernardo de Mmi-
duura ; Parahiha, o Sr. Cervazio Virlor da Nativi-
dad* ; Natal, o Sr.Juaquim lunario Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Amonio de l.cinos Brasa; Ccar, o Sr.
Victoriano Anausto Borge*; MaranhAo, Sr. Joa-
qnim Marques Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos
Itrrrulano Arkiles Vano Cearenee ; Para. oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jcrouymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
l'aris, 315 a 3.'i0 rs. por i f.
Lisboa, 9S a 100 por 100.
. Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do baii';o 40 0/0 de premio.
da companliia de Beberiba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de letiras de 8 a 10 por 0/0.
MI.TAKS.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Moilas de 6?400 velhas.
de 63 -11)0 novas.
de-iaooo. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios,
mexicanos. .
29000
1G5J000
169000
99000
19940
U9-0
1*9860
_
PARTIDA DOS C.ORRKIOS.
Olinda, lodos os dias
Caruar, Bor.iio e Garanhuns nos dias 1 e IS
\ illa-Helia, Boa^ isla, Ex eOiirirury, a 13 e 28
Goia"nna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Nalal, as quinlas-feiras
PRKAMAR DF. IIOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da larde
Segunda O e 54 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcroio, segundase quinlas-feiras
lelaro, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1" vara do civel, segundas e sextas ao mciodia
2* vara do civel, quarla? e sabbados ao meio dia
F.PIIKMKRIDES.
Maio 2 La choia as 2 horas \"> minaos e
. 39 segundos da manhaa.
9 Quartominguanle as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manilas.
IG La nova a. I horas 43 minutos*
36 segundos da larde
23 Quartocrescente as 10 botas 18
37ininutos 40 segundos da n anima
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Estanislao b. ni. ; S. Flavio.
H Terca. S. Heladio b.
9 Quarta. S. Gregorio Nozianzenco b.
10 Quima. S. Anionioarc. : Ss. Blanda e Arfeo.
11 Sexta. Ss. Fahio, Anastacio e Sereno mm.
12 Sabbado. S- Joanna princeza V.
13 Domingo. 5. depois de Pascoa. S. Pedro Re-
galado f.; Ss. Glycca c Servaoo mm.
EXTERIOR.
!>- no Time de 7 de marro :
'i Beeenemos de Berlim a noticia quo o principe
MeiiscIrikOfTkii chamado a S. Pclersbnrgo, que o re-
liraram do commando que exercia na Crimea le-.de
o principio das hostilidades, e que ser substituido
ueste posto pelo principe GortschakolT, que n anuo
passado roniniandava as tropas rusias ivos principa-
dos. Diz-se lambem que o general Budiger receben
ordem de deixar o posto elevado que ucenpava no
\ercilo da Polonia par* tomar a direcrAo do minis-
terio da guerra, ein lugar do principe Dolgoroaki,*e
pensare que o general Bibikofl", ministro do interior
d," ilSperio ser substituido. Se e*la nulicia se ron-
lirma, podemos mu provavelmenle dizer boje adeos
ao principe MenschiLoff, cujo nome licara sempre
lo descaradamente ligado a esle acoiilccimcnlo.
O Imperador Nicolao o linlia escolliido romo un
dos prineipaes membrosdo velho partido muscovita,
para preenclier junio da Porla a missAo que den o
signal desla guerra.
(i l'orlou-se com excestiva arrogancia, e resullou
nina guerra, e neihum enviado foi mais proprio
para a conseguir. Mu pouco conciliador, brutal
ale as sois maneiras, eslranbo s formas diplom-
ticas, nao roeeando ns perigos polticos quesuscita-
va. O principe MenscliikolT o resultado qoe lirn
foi {.provocar o Divn mais forle resistencia e as
> mpatliias da Europa em favor da sua victima. O
diajda sua partida para ConsUnliuopla fui de laclo
o principio das hostilidades, o soberano para quem
>e liuha encarregado desla miwilo era desuado a
nao lee ueste mundo urna hora de desea neo.
Como almirante e commandan'a da esquailra e
como ministrada guerra, o principe Menchikofl con-
linuou com muda energa a fazer facen lempeslade
qae linha aearrclado sobre o seu paiz. Os cu* la-
lentos como general do exordio em campanha pa-
recan! erlar abano da sua presumpen, e a lialalha
do Alma Ule fez ver ao principio como as tropas que
commandava eslavam mal preparadas a comhaler
contra a flor das tropas da Franca e da Inglaterra;
mas deve dizer-se com juslira que tcm mostrada am
raro vigor e ineigotaxeis recursos para defender Se-
bastopol.
A historia nao oflerece exemplo de Irabalbos e
de lortilicaci.es to foruiiilavris construidas por urna
guarnido cereaila, empresenta d'om ioimigo pode-
roso; e a maior homenagem que podemos ofl'ererer
ao principe MenchikolT be que no dia -Mi de srlem-
bro, a. prarj, quasi aberla, era smenla defendida
pelos navio* qua eslavam no porto, e que, rinco
mezesdepois, apezar de continuos ataques, muilas
pessoas julgam ser mpTTssivel lomara cidade por'as-
sallodado directamente. Se o principe UortschakoB
he destinado a lomar o commando em chefedo exer-
cilo da Crimea, que o general Oslen-Sacken deve
commandar as suas ordens, nao teremos de qucixar-
nos da miidania.
u A.Hornearan do runde Budiger para funecoes
mais elevadas '*/ honra ao juizo do novo imperador.
Ini esle ofiicial que negociou em 1810 com Goegcx
o'fim da campanil! da Hungra que mais tarde Ira-
tou de modeiar as violencias da reacrao dirigida
contra es Magsxnrs. He uin homem, experimen-
tado e moderado, cuja influencia he directa-
mente upiwsta i do parlido russo fantico cu-
jos aforeos tendern) a dar a e*la guerra o carcter
d'uma cruzada uacional. Se o novo imperador da
ItiHsia quer persoverar as nogociaee* que se vilo
abrir em Vicua, o fazer as ronces-oes necessarias
ao reslahelerinienlo di paz, ser preciso que lir-
mc e prudentes ronsclbeirns lorneni esta poltica
aceilavel e supiwrfavel para o povo russo. Foi en-
gaada a sua amhic.lo; punidas a suasaggressoes,
bilidcs us seus exerriios e eu lerrilorio invadido;
mas apezar dos sollrimcutos producidos pela guarra,
noijnlgamos os recursos lo imperio runo csgolados,
e al a opiniao publira, na Bussia, n,1o he 15o milla
para (|ic o governo possa deixar de aprcsenlar a paz
poranle elle, se elle quer que e-ta paz seja durave'
e -egura. Soh algons pantos de vista, o governo ac-
tual ter.i mais difficiildades a vencer que o imperador
Nicolao, da mao do qual o paiz aceitn o tal tratado
que llie conveio *ssgna#r Nao >e sal>e se sera pos-
sivcl a seu filho desembaracar-se das larvas evoca-
das peto sen pai; mas a solucHo desla quesMo lig.i->e
a oulra, a de saber-se lodo o povo russo esl einpe-
iilucli) de coradlo uesla guerra, ou se ileseja lermi-
na-la promplameidc.
Circula um boalo, pouco aulbenlico, segundo
n qual as ultimas palavras do imperador Nicolao,
rallando do rei d Prussia. foran : o Dizei a meu
cunlia'ilu que conloque nao abandonara o seu sohri-
nlia e meu* lilhos nos grandes perigos a que cstao
exposlos. n Estas pnlavras foram sem duvida referi-
d is em Berlim, de maneira que fizeram a maior iin-
preS'So pos.ivel na pessoa a quem foram dirigidas,
lie impossivel saber com exaclidao se o imperador
Nicolao pronuncian eslas p ilav'ras, mas sabemos que
linha junio delle nos seos ltimos mmenlos, bomens
capan* d'iinagi.a-Us c de faze-las valer junto do
rei da Prussia. Em toda a Europa, a morle do im-
perador Nicolao foi seguida d'uma alta de fundos
pblicos, d'om scnlimenlo maior de confanca e.de
esperanza. 1) mundo o tema mais que nos, os In-
glezes, porque nilo o julgavamos temivel, e nao lia
quasi ninguem no continente que nao respire mais
livremenle desdo que o despotismo encamirado dei-
\ou de reinar na Rovia. Mas isla influencia do
terror era moilo grande e deixoo o imperador Ni-
colao na sua ultima hora, inimigo de todas as almas
ndependenles da Europa.c temido por aquelles mes-
mos que mploravam a sua proler^ao. t) carcter
mais franco e mais moderado do sen snccessur pn-
der mudar este eslado de eousas, e nesle caso dar
mais influencia Bussia do que lornandu-se espanta"
Mo do mundo.
'(Peridico ios Pobres no Porto.)
(1 MANIFEST KNOW-NOTI1IM,.
t) Knoir-iiolhing [os que nAo sahem nada), no.
como preferem chamar-se, o parlido americano, pu-
lilicou o segointe summario dos seus principios, os
quaes j foram adaptados por todos os ronselbos do
partido no eslado de New-York, e por isso pode ser
consid rado romo a dcrlaraco formal dos seus de-
signios :
Tendo o parlido americano dos Eslados-l'nidos
rornplelado actualmente a sua organisarao, e. pela
ampia concurrencia da opiniao no paiz, lendo de-
monstrado que os principios queligam os eus mem-
bros sao unsonos com o scnlimenlo peral do patri-
otismo americano ; e lendo lido abundantes pravas
de que os seu lins h.io recehido a approvacao de
grande julgamenlo popular em favor da inifrven-
oau do povo na condicao actual dos negocios pbli-
cos, afila de dirigir o governo segundo nm svslema
de administraran mais consonante com o senlimen-
lo nativo do paiz, de que lem ido desviado pela r-
cenle influencia de parlido, be agora reputado pro-
prio que as associaces assumam urna posirao adian-
tada em presenca do povo, e se' rolloqucm mais dis-
linctamcnte no campo da acrAo polilica por urna de-
clararlo aiillicnlica do lim projertado, e dos motivos
que couduzirain a sua corporaco.
ii O partido ameVicann, abslendo-se ale o presen-
te da sua conlissAo publica, foi induzido por consi-
deracoes do maior peso na prospera prosecuriio do
seu objeclo, e as quaes foram approvadas pelo sen
deliberado jrilgameulo liio proprio como justo. Cons-
cio da rcctiilAo do*seus fins c da sua imporlancia
quautrea prosperi.ladedo paiz, nAo esrrnpiilisou in-
eorrer na censura, que linha razAo a esperar dos ini
migos,*a quem o segredo podia dar um argumento
de desaflcic.io, nein da reprovacAo que antecipava
acerca de miiitos que sabia que simpalbisavam com
os seus intentos, mas que nilo podiam concorrer nos
esforcos para promov-lo por meio de urna secrcla
or^anisacAu.
Ouanlo a aquelles que a\ aliam o numeroso po-
iler das velhas combinaces de partido,esmagandoo
primitivo erescilnenlo de nm elemento adverso asua
exislencia, que comprehendem a influencia da in-
veterada disciplina de partido pcrsiiadindn o fraco,
subjiigaiidn o limido. c lisongeando, c ale dominan-
do o mais resolutonAo he necessario diaer que o
parlido americapo, se livesse espostn os seus pri-
"lii-iros esforeoaaos aal!os ile seiaelhaulc torea, m
breve se leria" lomado urna impossibilidaile. A* ini-
mizades por mnito lempo nutridas dos prineipaes po-
lticos, em todos os lados, teriam sido suspensas por
meio do una allianca temporaria para de-fazer as
novas exigencias de seus direilos supremaca sobre
a vonlnde publica. NAo he improvavel que laes al-
lianeas se possjm formar. .
ic Pedimos aquelles que nao lem devidameule pe
sado eslas con-ideraees, que refliclam'que|qualquer
parlido de organi-aeAo, seja qual for a sua firma os-
tensiva, be mais ou menos secreto na accAo, e qua-
si iuteirainentc secreto na fonlc donde lira os seus
couselhos c de-ignios ; que neiihum organismo po-
ltico que he destinado a iinpressionar profonda-
mente os cilios ilo paiz, embargando e desfazendo
os designios de poderosos e interesseiros antagonis-
tas polticos, pode esperar passar pelo seu processo
de forrnacAo sem encontrar inimizades que possam
ser reputadas iusupera\eis ou azares, equivalendu
quasi ii rerteza de extinccAo. Lina nova opiniA"
publica devcallingr a sua plena capacidade para a
resistencia, antes que posq aflTronlar a opposi^Ao
los velhos s\ -lemas e interesses que he designado a
assallar e conquistar. Alustuiia das felizesorga-
nisat-iies populares, em lodos os paizcs, dcmonslra
esle laclo. O seu destino, em grande grao, lem ge-
ramenlo dependido da prudente reserva com que,
nos seus inovimenlos incipientes, se bAo abrigado
contra o tallo.
ic O consenlinienlo geral das' grandes BMWas do
povo americano aos fins e accAo do parlido america-
noa ahicrhlade com que as suas fileiras se temen-
cbidoo bou xito que os seus esforcos tem conse-
guido na vereda dos seus deveres prescriplos a
harmonio e cfficacia com que as suas medidas hAo
sido dirigidas pelos cus respectivos memhros, assim
como a cooperarlo, que lem encontrada as mulli-
dtes de cida-IAos respeilaveis, que nao obdanlc se
nao acbarcm arrollados as suas bandeiras lem com-
ludo coiilribuido com um auxilio desvelado para a
proniocao desles lins. Todo* esles fados quasi sem
parallelo na historia das combinaces populares, sAo
ao inesinn lempo a evidencia des convicces do paiz
acerca da uecessidade de mudauca no prorcdimeulo
dos partidos, e garantas para a inlcgridadc do par-
lido americano na obra que lem emprebendido.
Nada menos que este publico reconhecimeuto de
una grande uecessidade forja la sobre a atlenrAo do
paiz pelos abusos acriunmulados e nAo ioterrnmpi-
dos, ministrara nina soturno do seu singular cresci-
meulo e progresso.
cr As largas e dominadoras massaso mais seguro
apoio e defeza da uossa repblica, cujo amor pelo
paiz be puro de iuleresseiros designios, e que nao
ambiciosas dignidades polticas uAo (em outro inle-
resse mais as medidas publicas, do que aquello que
se refere a prusperidade da narao hAo visW com
grande ardor a ndole iniraclavel com que os parti-
dos lem procurado motivos para conteslacoes as
mais perignsas queslAcs seccionaes ;o zelo escrupu-
loso com que esles parlido* lem enllocado o paiz
margem das commores civis ; a arle com que (em
exasperado as paiioes das commnnhoes excilaveis
por meio de appellos da imprensa e do for um s o-
pinies cprecouceilos peculiares suseepliveisde ma-
lignas exagerarnos ; e cima de ludo o desaliado
furor rom que lem procurado indispor o Norte con-
tra o sul, e o Sul contra o Norte em divisAo hostil,
inllarWinando o orgnlho sensitivo de cada um por via
de declamaces irritantes e acudas dcsconfiancas,al
qne lenham condolido nessa sagrada FoiAo ao pe-
rigo'. Eslas agilacoes os nossos mais graves e me-
Ihorcs dd*dflo* he leslemunhado com igual suslo e
indignarlo, e se hAo visto impellidos a invocar n
patriotismo da nacao a meditar sobre o remedio que
re-liliia a paz aos espirilos perturbados dos conln
dores, e proporcione melliores fins emqueseem-
pregue a energa que lia sido volada a esta infeliz
discordia. Para realisar esle objeclo, a associarao
ou o parlido americano se levanlnu siihilamenle em
todas as scenos do paiz. Vera inaugurar urna era
nova, em que o inluilo original da nossa UniAo sera
lieos e de demagogo-, que mui [anmente lenx repu-
tado islo um recurso para o nso de partidos, e os
quaes lem alagado, lsongeado c seduzido-o s filei-
ras da* lula* de pariido, e desf arle dAo-llic urna con-
sequencia e urna influencia mais poderosa a eoadju-
var urna amhic.lo perversa, mas totalmente im-
potente para realisar qualquer lim honesto pelo qual
a< mais alia* prerogalivas do ciladAo foram origi-
nalmenle deignadas.
O paiz ji tem estajo assuslado por can** de nm
extremo dcsenvolviincnlo desla influencia. Km vin-
I .rio ilo espirito da nossa onsliluicAn. se nilo da sua
lellraporque apenas podemos luppor que a lille-
ral prnhihirao fosse omitlula sanenle porque ocaso
nAo era julgidn possivelvemos que em algnns dos
nossos estados, o estrangeiro gualmcnle eslranbo
nossa lingiii, s nossos le<, o att'- aos nossos costuincs
bi sido revesiido do poder de decidir, al onde o seu
volo pn e decidir, a cleicAo do* no*sos rcpre*cnlan-
les nacionaes, e do execulivo nacional.
Seguiiilo os vestigio* desla polilica, lemas visto
oCingresso deliberadamente revestir os eslranhos
i;Ao dos negocios civis do paiz. Emendemos que
sito actuado* por um sentimenlo de lio- lili dado ao
predominante espirito protestante, que a nossa or-
gem e leis infundirn-, na estructura do no*so gover-
no, e temos para ni'xque o seu ultimo alvo c espe-
ranea sAo adquirir, por meio da influencia do ele-
mento eslrangeiro na nossa popularse, um poder so-
bre as nnssas insliluiroes, que ao menos *eja rapaz
de harmouisi-las rom o* cus proprio* interesses se-
reslabclccido, e as esperanras que animaram os seus aos territorios com o direilo de sullragio, rom certa
0 PAHUZO DAS 11LHEIES. (*)
Por Paulo Feval.
TERCE1RA PARTE.
autores serAo infundidas novamenle ao coraran da
geracAo actual, por meio de urna nova invoearAn
desse espirito nacional queja nilo vive mais as re-
cordaeoes gloriosas do passado, do que nos inclnelos
nativos de cada peilo americano da actualidade.
o O lempo be propicio para esta grande reforma.
Toda a gente ronfe-a que o partidos velhos e fa-
miliares san diflicilmenle conbecidiH pelos goslo*
originaes da opiniao dislinrla. Na enfraquerida
marcha desles be igualmente apparentc que elle
hAo cabido n'umi condicao em que moilo tem per-
ilido da cotilianr* do povo. Jazcm exposlo* s censu-
ras de ubsliliilir honestas dilTcrencas de julgamenlo
por quesles de considerarlo publica, oulras de im-
portancia trivial ou al de maligna extravagancia.
Muilos assumplos excitantes que. as primitivas con-
dires do aosso progresso, legtimamente dividiram
a opiniao publica, bAo manifestamenle perdido a sua
signilicacAo na eslima da artnalidade ; e o paiz lem
visto com pezar. que como eles lem cabido fora da
vista, novo* e menos dignos tpicos de dissensaobAo
sido poslos em sen lugartpicos que devem ser
nolados principalmente por paixes baila* para que
appellam, e pelos baixos motivos qoe propc a una
lula continuada. Parerem nao ler sido mais do quo
um desejo de manler divise* em proveito daquelles
que podem elevar-se por esle* meios, n'uma rarrei-
ra que nao lem por alvo objeclo algum de honrosa
ambicAn, e apenas liugc referir-se ao bem publico.
Dest'aile a aceiode partido, em grande grao, lem
perdido loda a disnilade, sendo apenas mera lula
pelo poder de dispensar patrocinio, e lem leilooque
podia,para inculcar no espirito di/povo a <*^HHfe
que o governo he apenas um syslema complicado
de recompensas para solicita lores de empregos, cm
quem a faruldadc de fiel servido be a menor das
qualidadcs que se deve ter.
Nesla ultima conten.la o accidentes e as ne-
ressidades do dia lem aearrclado novo* c perigosiw
auxilios. A pobreza e a desorden! que lem alrnpel
lado grande numero dos sub lilas das monarebias eu-
ropeas, e a* s.'iluerfie que lem sido oITcrecidas pelos
aiilicipaeAode que este e\emplo ser seguido quan-
do os territorios pa*sarcm as altas rondU;oes de e*ta-
dos. No ni".m espirito de fatal adularlo ao emi-
grante, n Cungressa prnrlamou que a trras publi-
cas eram a heraiira do eslrangeiro de qualquer ru-
ma,* prnvocoi o appelilc da emigracAo por nnvos
esforcos, por peilas do magnilico dominio, que recu-
sou dar a popularan nativa dos estados para o lim
da edurarAo i melhoramenlo publico, lie esta a po-
lilica eseolhida do HOMO governo em um lempo
em que quasi meio milhAo de pessoas lodos ns anuos
vAii derramando .ementes de ignorancia, de vicios, e
de crimes, e, nos seus melliores ingredientes de d*-
linrtas e nAo geniaes nacionalidades no corjrao do
nossa paiz.
Dever-nos-hemos admirar que osenliinenlo do paiz
*e revolle contra semelhante polilica '! Que o pro-
fundo [i iino! -.i-ii e ardente da no*M liber.ladc hi-lo-
rica, do nosso glorioso progresso, das nossas noroes
domesliras dos fin* e desejos e esperanzas da liber-
dade aiiglo-saxonica, lAo peculiar, lao nacional, lo
disliucla de racaque o nosso orgnlho lAo laurel
mente ainado pela associarao das 'nossas conten la"
coloni.ies, c pela carreira que inauguraran!, c que
nos foi dado consumar, se oleiidam c se malogran
por esla negligente animaran de um inai, que revela
a sua qualiiiiaua evidencia'de desordem as bomm
portas?
Ain.la islo nao he ludo, q
nossas queivas. Em qualqii
delta primitiva einigrar.lo tal
na be evidente, o. sem fazer in
otra no tpico das
onslderavel perrito
a respeetha maiu-
.. alguma, pde-
nlos dicr hvporritamciil ligada luma igreja, que
he considerada rom ci'ume e suspeViielo maior nu-
mero do nosso povo, seja qual for oV.iii. ou de-
merito da peculiar constituirn e pdilira desla igreja
na estima popular d'ajfuclie* que nAo profcssain a
sua fseja qual for a verdadeira inlerpretacAo da
vassalagem dos seus lilliossobre o qual poni indu-
bilavelmente e\islem muilas deeepeOea e se podem
pralicar muilas injuslirasnAo podemos duvidar do
fac.-, que dcnnla na sua fralcruidade nina ohedien
Estados-unidos a muilos quo desejam melhorar as j cii""'iis submissa aos seus pastores, maior depen-
das forlunas, tem, durante alguns annos passado*. c,a ^ "* P*" ""' direcc-ao e seu Mr
allrahido urna inmensa corrente d* emigrarao Porli,"":'"n. e mais estrella rclacao de pessoal sym-
o ivot ron siii'Ktti
CAPITULO III
/.eiluia interrompida.
Virginia ia continuar, quaudo enlrou um criado, c
diese :
O senlinr pergiiula se Vmc. est prompla.
Mandare dizei ao meu primo, quandn esliver
prompla, respondeu Chifln resolutamente ; reli-
O criado saino sorriiilo. e foi di/.er ao doulor Snl-
pici que a enliora Mara eslava oceupada. Sulpi-
rio |>eiis,iu que a pobre rapariguiulia relardava por
timidez quaulii poda a hora da apir-enlarao.
CoulillUa, ronlidua, disse Chilln levantan la-
se para fechar h porla a ferrolho.
Uue paim ^ pSc rc-pelo, senhora Mara, casa
condossa furlou talvez ella mesilla par* fazer erar...
NAo peuso nada replicn Chilln ; conti-
nua :
Virginia obedecen.
n NAo dei muila allenriioas palavra das duas me-
ninas, prosegua a presa. Salda que a comlessa de
Colomliel jogava moilo, e descouliava qua ella linda
urna bolsa ii parte para snpprir os repentinos revezas
ila fortuna. Tita a idea de que ella havia viudo ao
quarlo vzinho hincar dinheiro, e linha-se esquerido
de fecha-lo.
a O enhor Fernando veio quan.lo eu agasalliava
Eugenia e Mara, e como eslavam ahi Ir* ou qua-
() Vide o Diario n. 108.
tro pessoas. pude receb-lo. I.emhro-me que falln-
se anda da perda de Mr. de Calieran, c que Fernan-
do disse :A conde*** lambem nao foi feliz.
A nlcuva das meninas communicava por um cor-
redor com e quarlo. onde lora dado o nosso baile.
Oovi rumor desse lado, corri, e vi um homem de
tollo semillan le. porm mais pallidoque mil cadver.
Elle linha os cabellos em dcsalinho, c quando vio-
me. esleve prestes a cahir.
Perguulci-lhc que quera, e elle nAo po le res-
ponder-mc. Ignoro como veio-me a idea de que era
talvez Mr. de Calieran.
lie ao senbor Fernando que'Vmc. procura '.'
tornei-lhe.
Sim, im, ili..e-me elle precipiladameiiic co-
mo nm homem embarazado que aclia urna sabida,
he o cubar Fernando.
* Elle est all... no quarlo de madamcsclla*
de Cidomliel ; man o ser.bor parece padecer.
ii Elle enrarou-ine, e corou repenliiiamculc. l'e-
Imis responden -me tirando o chapeo que pozera so-
ire a cabrea sem saber :
Pcrdoc-me, padeco com elleilo... Tenha a
bondade de dizer a Fernando que o espero em baixo
na mintia carrtiagem...
o Dlas esla* palavra*, sabio ou ralee fugin.
n Tal foi innlia primeira entrevista com Mr. Bo-
hei lo de ti.itle*-au.
No dia se)rointe liouve grande rumor no palacio.
o commi-sario de polica foi chamado, c a condensa
declarou qoe fora-lhi- furlada una hocelinli cunten-
do sessenla mil franco* cm bilhetes do banco.
Miaba querida inAi, es*a cena esta confusa em
minlia memoria ; porque ucm liuha-me vindo a idea
de que eu podesse ser aecusada. Quando a conden-
sa moslrou-me com o dedo ao magistrado, ifzcndo :
NAo pode deixar de ser ella julguei que ia cahir
inorta.
conde tomou a mulher pelo braco, e levando-a
a urna janella, pergunlou-lhe :
a Como poda a senhora ler em sua pnssessAo,
e sem meu couberiinenlo urna somma de sessenla
mil francos '.'
Ella eslava muilo encolerisadn, e affrontou o
marido. Aqu nAo he a memoria que lalla-me, 5o
as palavras. O magistrado lenlou applaca-la fazeu-
para as nossas praias. Avalia-sc que nAo menos de
meio milhlo de eslrangeiro* auginentam annual-
menlea nos*a populacAo. Ao passn que a maior
parle desles podem ser considerados como individuos
respeilaveis e industriosos, procur; '*lo domicilio en-
tre o nosso povo ; c ao passo que quasi Iodoscom
honrosas exccpr/iespossam ser uleis no (rabalho
exigido acerca dos nossos melhoraiiientos pblicos e
nos nos*os eslahclecimenlos exteriores e lerrilorio*
nao cullivadns, he igualmente verdade que esta ac-
ressAo nossa populacAo nao tcm, sido desacompa-
uliaila por males de seria importancia. O emigra-
do, ignorante das nos-as instiliiicOes, necesariamen-
te em qualquer caso nAo imbuido com o senlimeulo
nativo tradicional que d vida t permanencia *
nossa* instituic-eslentiincnlo sem o qual 'nenhnm
ridadao ainericano pode er conideradocomo o apoio
de verdadeira poltica americanalem sido permil-
lido, depois da approvacAode alguns annos, ser ad-
millido no circulo de coucidadAos nacionaes, arma-
do com lodosos poner* para o bem ou par o mal
que perleucem aos nativos do solo, lie intil re-
cordar com que facilidade esle alio privilegio be oli-
lido. com que fraudes a respectiva acquisicAo be
conseguida, com que inrapacidade e fallft de appre-
riacAn dos seus lins he usado. A uossa experiencia
he mui familiar com eslas nqnirires, e indica us
actos que revelara como a censura rommum c o
opprobrio das nossas eleices. Quando a emigracAo
era apenas nm succes*o inconsderavcl, c impeicep-
lvel na sua disproporrAo relativamente a nossa pc-
pularAo nativa cao largo esparu da nosso nAo oceu-
pado campo de industria, nAo havia nada a esle res-
pe i lo que desaliasse a allenco da legislatura nacio-
nal. Agora se lem lomado um vasto e dominante
po ler. Ministra o que pode, sem grande exagera-
rlo de phrase, ser chamado o estado dislinclo em a
uossa repblica. A sua crescenle mar ho visivel
om luda a communhao. He formada em combiua-
res mais ou menos separadas das nossas mui co-
nbecidas e familiares massas dos cidadAos nativo-.
por reos de parentesco eslranbo. por nacionalidades
nAo esqoecidas e sempre queridas, e por s\ mpallua.
eslranbas ao espirito que somente sustenta o nosso
peculiar, temperado e complicado svstema de libei-
dade. Peior do que islo, tem espalhado a noticia e
eslimulado o desejo de iuleresseiros aspirantes poli-
do-a observar que havia teslemuiihas ; mas ella lan-
rou-sc enlAo para mim com a iniui levantada, e u.se-
nlior Fernando que vinba entrando foi quem impe-
dio-a de esbofetear-me.
Oh oh eaclamoa ella, o .uante vem defen-
d-la !
a Fernando respondeu algumas palavras que fize-
ram o conde empalidecer. O commissario de poli-
ra ordenou aos assslenlesque sabissem da sala, mas
mo se relirassem.
a O senhor Fernando passou bonlem urna par-
te da noile com madameselta >olange. disse a con-
dossa ; elle poder dar-lhe informaroes sobre sua rao-
ralidade.
o Senhora condea. respondeu o magistrado,
se eu estivesse encarregado de julgar osle negocio em
ultimo recurso, declarara em voz alia e immediala-
incnlc a innocencia desla mora,.. nAo direi minhas
razoes pelo respeito que tetilla ao senhor conde.
n A porla rutreahrio-se, Eugenia e Mara mostra-
ran! suas Mudas eabecion* loara*. O conde, van-
do-**, oecultou o rosto as nios. As meninas vie-
ran! romo coslumavam lanrar-se em meu oraros.
ii NAo loque uellas cxrlamou a comlessa ; cu
liro prohibo !
ilepoi* volland" le para o magistrado acres-
reulou ;
Eslou em una pvsifAo muilo elevada, se-
nhor, para que suas in.inuaroes possam nllander-ine.
A -uso esla rapariga de ler-me furlado sessenla mil
francos. As pravas nAo me hillarao ; fara o seu de-
ver...
Vi urna mulher no thealro, exclamou Virginia
incapaz de conler-se, que nssemelhava-sc muilo a
essa... Nariz aquilino, bocea altiva, cabellos negros
e ii .11 par de olhi>s !...
V. disse Chifln rom voz alterada, v se nAo
falla-se mais de Mr. de Calieran.
Virginia percorreu com a visla a pagina comera-
da e a seguidle, e respondeu :
NAo vejo mais esse nome.
Chifln reeclia.
A senhora julua que foi elle quem furlou os
sessenla mil francos'! pergonlou Vrgiuia.
Continua ordenou Chifln.
patina e idenlidade de lins e objeclos do que qual-
quer oulra fralernidade em nossa trra. Arraslada
como lem sido ero, forle e severo anlagonisino a In-
dos os outros credos, que uAo o sen propriolonga
e diversamente conversando acerca das perscguiriles
de que lem sido igualmente o agente e a victima
e couscia de que he considerada com dcscoianra
cm (odas as coiniiiiinhoes, que regeilam os seus dog-
mas, he somente na ordem dos actos humanos as
suas devoroes partlhariam alguma cousa do carcter
de nina corporarao separada na grande massa da na-
5o, e possuiriam em maior ou menor grao a dispo-
icSo e as I lenidades .le una maeiaclo secreta, nAo
em si-ii- actos ordinarios, mas nos busque possa en
centrar motivos extraordinarios a promover, nos
quaes o designio possa ser mais ellicazmcnle oblido
pelo concert occulln do conselho e da acedo. A po-
pularlo.emigranle que acha abrigo debaixo das suas
azas a observaran he mais especialmente applicavel.
NAo a mais intelligcule como elasse, e ao mesmo
lempo profundamente embuda com as opiniocs dos
paizes estrangeiros, ondeo dominio da auloridade da
igreja he mais absoluto, esla concurrencia de estran-
geiros he a mais capaz e a menos disposta para re-
sistir influencia de prolissAo, quaudo esla he exer-
Oida sobre algum motivo plausivel par entender o
poder da igreja, ou promover a sua polilica, ou con-
seguir para seus amigos alguma vaulagem polilica
desejavel, ou municipal supcrinleudcucia.
Ao patso que os calholicos mais liberaes c inlelli-
genles do paiz podem recusar lomar parle em laes
eomliinaees, que os podem ropellir na mais arden-
te conviccAo da sua incompalibilidade com os supre-
mos deveres e obrigaroes que devem ao estado, te-
mos lambem muila evidencia diaule de mis c urna
experiencia de fado nAo para conhecer que esla le-
nha crescido poni de ser um grande mal no paiz.
mal que reclama os mais enrgicos esforcos para a
-ua rorrecrao. Sabemos que os calholicos dos Es-
dos-L'ndos. em mais de nina occasiAo nolavel se
bao reunido para a.acrAo polilica. Sabemos que lem
sido movidos Reata emprezaspela forca de ambicio
polilica c oc cuita. Tambem temos alguns funda-
menlos para crer que sAo principalmente impellidos
a eslas tentativas porum desejo de engrandecer a sua
propria communhAo e dar-lhe importancia, al o
poni que sAocapazes de realisa-la. na adminislra-
nao totalmcidn para snhvcrler aquelles que cstao em
via dos seus designios.
ii A influencia catholica nos Estados-lni los he o
producto de um rcenle crescimento, c pode ser me-
dido pelo progresso da emigracAo calholica. Ellas
lem progredidn par a par ; o incremento de ambas
be una inanifeslicAo evidente do eslahelccimenlo
de um dislinclo e formidavel elemcnln eslrangeiro,
que nos ultimo* anuos tem asumido urna pn*icAo
de grande signilicacAo no corpo politice. A sua or
ganisarAo he eslrangeira ; os seus agentes, guias e
directores sAu em grande parle eslrangeiro* ; as suas
soberanas adheses sAo etrangeir'a : a sua moral,
se Rio a sua vasalagem polilica he eslrangeira ; c a
sua ambicio he cffecluar lal mu lam na constitui-
rn social do paiz, que assimile a poltica geral, e os
coslunies particulares e opinie* da nacAo acerca da
doutrina de um* igreja, que Ihe he propria, como
considera ns nove decimos do nosso povo, essencial-
menln nm poder eslrangeiro. A populacao nativa
amerioann n5o podo ver esla influencia nutrala e
reforcada, como be. por meios eslrangeiro*. e v es-
la lAo assiduamciilc concentrando a sua energa
dentro do sen proprio crculo, creando nina orga-
nisar.lii designada a dar-lhe unida le de lins c gran-
de forra de meios que nAo a podem ver sem dcs-
cbmianen e sem revoltar-sc contra a indiscricAo de
esleuder ns seus designios poltico lAo longe.
Kepu!amo-nns justificados, annunejando n nossa
dclermuaro a resistir e impedir esta influencia por
lodos os meio* legimos" ao nosso Icance ; e procla-
mamos que nos opporiamos com a mesma resolurAo
a qualquer entra religiosa denominara", que pos-
samo* descubrir, tm um scinelbaulc esforro para al-
Irabir nosmemhrn* a cambinares pnliliras com sc-
inelliaiiles fin*. O nosso objeclo he praticainenle
firmar e manler em lodos ns casos a separarAo entre
o governo civil e a auloridade ecclcsiaslira, seja
qual fiir o neme ou credo pelo qual rsla possa ser ro-
nhecida, inslenlanVo a sua uniao por er lAo perigo-
sa a urna, romo he corruptora da oulra. Portante,
se boje fazemos guerra as organisares ralholic. por-
que as encontramos no campo poltico, no mesmo
espirito e com o mesmo zelo fariamos guerra ama-
nhaa a qualquer nutra coinmunliAn religiosa, que
po lessem is encontrar na niesni i ralbegoria.
Confessando rsle intento estamos convencidos que
aniuinciainos um principio ao qual o csprilo ame-
ricano em qualquer parle eipcenar um proniptn
as-enlimenlo. e quefira fazer iiijuslica ao palriolis-
nio e a inlelligeiicia dos nativos cdadAns ralholicos
dos Eslados-I.'nilos, Msim como a lliui'os eslrangei-
ro. ha tungo lempo domesticailos entre nos, suppnr
qne nAo leconhercir 1,1o sinceramente como nos o
ineriln iiilrinsieo desle principio.
Obrando em obediencia a um senlimeulo de de-
ver suggerido pela* co.nsideraroes que agora temos
apresenlado, o partido americano julgou neressario
adoptar urna pnsicAo contri a acrAo polilica da igre-
ja calholica nos Estados-Cnidos. Fazemos-lbe re-
sistencia de um moilo legitimo quando discutimos o
mrito das suas prelen^es. e manifestamos a nossa
opiniao contra ellas. Besislimos-llie legilinamciile
quando recorremos a urna do escrutinio para esro-
Iher aquelles que devem administrar os negocios.p-
blicos. A nossa- resistencia nAo lie menos legitima
quando, na selecrao das pessoas para os cargos nfli-
racs, damos preferencia aquellrs cujo reconheci-
menlo do dever civil esl mais de accordo com as
convicroes do paiz em geral. No eiercico desles
poderes de resistencia temos sido acensados sle um
espirito de proscripto, e os no-sos actos bAo sido de-
nunciados coma nina violarlo dos direilos de rida-
dao. Uuin.ta pode ser demonstrado que o cidadAo li-
vro dos Ksia lo.-I nido be nbrigado a explicar os
motivos que o iuduzcm a dar um volo ou a esco-
Iber um funcciuuariu publico quando pode ser
sustentado que elle nao lem direilo algum a manifes-
tar urna opiniao sobre o que julga ser um impedi-
mento na vereda da prosperidade publica, quaudo
delle pile ser exigido, que esteja quieto e passivo
em presenca de qualquer perigo publico, que deve
evitar, quer por actos individuaes, quer por coinhi-
nacAo com os sena concidadAos. Enlo o parlido
americano piule ser chamado a responder a esla ac-
cusacAo. Por agora he sullicicnlc dizer que o curso'
que elle lem seguido, he o que julga ser mais eflicaz
como defez* contra um aliusj de nao pequea mag-
nitude cm sen romero,c ebeio de portmosos males
na sua rouliniiaro.
Se aquelles que se repulan) aggravados |ior sc-
me liante proceder nada mais desejam do que direi-
los iguaes ejus igual confianra publica com lodos
os oulros* memhros dos eslados, esle objeclo be de f-
cil convenco. Basla-lhes smenle descer plata-
forma rommum do dever cvico. He smente neces-
sario que se relirem das filena dos seus conridados
de qualquer oulra denominarAo religiosa ; abando-
nar lodo o jus a privilegise execuces que nao sAo
coinmiins a lodos; rennnciar a ludas as tentativa*
para se cncorporar como calholicos .i influencia po-
lilica, proclamar vas*alagem nao devida ao poder ci-
vil, e exemplificar este procedimenlo'por meio da
pralica, de conformidade com a Iheoria do nosso
goyerno e suas leis.
Mas, se por oulro ladoellcs preferirem siislcn-
He impossivel! murmurcu Chifln,convm ver.
Vejamos....
" Desde enlo, miuha boa mAi, nada conlirmou
essa snspeila.... Mr. de Calieran he ti talgo e vive
em una esphera inaccessivcl a ilesconlianra... Alm
disto elle disse meque ama me...
Mas nao quero anlcripar os acoiitecimculos.
lar una lula por aquillo que julgam ser os ir ei los
devidos i sua organisacAo peculiar c polilica jla sua
igreja, e, impellidos por esta considerarlo arbarcm
nislo motivo a reclamar do Estado o reconhermen-
lo da sua idenlidade separada na massa dos e< ladAos.
ea insistir no* privilegios excepcionaes na ai minis-
IrarAo domestica ;e se julgarem joslifiradoi, con-
centrando o seu poder para conseguir urna di irAouu
obler o rccoufiecimenlo da sua existencia dis inda a
influencia na communhao pela elevarAo de ndiv-
duos conlianc.i aflirial romo calholicos, fe porque
sSo calholicos, mi considerados ser espccialmi ule fa-
vraveis aos calholicosse esles ohjectos lo em jul-
gados dignos de sua empreza, nao se admiri m ellos
na ordem que islo deve tomar no campo em ^ue al-
gueni se Ibes oppozer. nem se qucixcm de pf'oserip-
riusc enconlrareni osseus effvrna* malgralo*. Os
judiciosuse liberaes calholicos cidadaos diflicilmenle
concordaro reunire cm semelhante lula ; mas an-
tes esperamos, que elle prumpamente procurariam
e cons-
que os
ensillar ao grande eorpo decslrangeirns, qu
lituem a massa (ireponderante da sua igreja
objeclos desejados nem eslo de accordo cot a
liluirAo do paiz, nem com a ndole do povt ; que a
prosecucao sera nao so infructfera, senAo -epcllida
pelo instiuclo benfico, que distingue o car cler na-
cional.
Por tanto dcsapprovamos qualquer i iferencia
qne pnssa ser dcduziia da expressao livre da nossa
opiniao, de que o parlido americano be in nlerante
para com a religiAo calholica. Com os seus princi-
pios c a doutrina nao nos importamos. Apreciamos
em alto ponto os privilegios dos bomens iivres em
sii-lcutar qualquer humero em razo de s(ia crenca
religiosa. O calhulico rumano merece os no-sos res-
peitos da mesma maneira que qualqueroUlro credo
cslabelcrido. Na esphera legitima de sua influencia
o defenderemos c protegeremos Sal onde' chega o
nn-so poner contra qualquer a-sallo. Assim como
prezamos o* fundamentos de nossa liberdinle polti-
ca, da mesma sorle proredemos com o direilo que
cada homem lem de adorar a Heos, segundo as suas
proprias rgiivicre* do dever. Allirmamus islo cor-
roo uro principio peculiar americano, c 'ios obliga-
mos pela sua plena e fiel observancia de quaesquer
circunstancias.
ii Temos agora apresenlado urna brevu revisl.i das
principar, quesles que oceasionaram & encorpora-
rAo do partido americano. Sao suggeridas pelas -ua
proprias exigencias. Entretanto, no varillante esla-
do dos velhos partidos politice* o paiz ha sidodjs-
Irahido pelo grande rrrscmenlo de novas organisa-
Cescreadas para nutrir minias extravagancia! liili1
da opiniao popular, ainearaudn algumas deltas a I'-
niAo, oulras as pacificas relares do nosso governo
rom o resto do mundo, e temiendo todas a fomentar
divisiles seccionaes, o in-linrlivo scnlimenlo da na-
rao. arlivanienlc resolvdo por esla emergencia, lem
proclamado a uecessidade de um grande pulido
americano. Em obediencia a rsle ppeilo. o parli-
do ja se lem apresenlado, e ha entrado no thealro
dos seus deveres. Vem nnpor silencio aos clamores
de f.icrao,rcprimira carreira de innovante* pernicio-
sas, reprehender as intrigas dos polticos inlerrssei-
ros. O sen grande lili: he revocar o governo aos
seus principios honestos e approvados de adroinis-
Irafo, e manifestar o volo aulbenlico do povo ame-
ricano em favor de una perfeila poltica americana,
leinos para mis que d'ora ero vanle, em presenca
de qualquer opposirao e de qualquer combinarao,
os Americanos governarAo o seu pioprio paiz, e que
qualquer genuino inleres.-e americano lomara n seu
supremo lugar nos ronselbos e pensamcnlos daquel-
les a quem o manejo dos negocios pblicos for.con-
liado. Desejamos ver os nossos lecursos internos
melhrados, o nosso Irabalhn recompensado, a nos-
sa indolii nutrida, a nossa agricultura, manufacturas
rommercio proteg los e sustentados por intelligcu-
le* estadistas ameriranos.
Desejamos ver os filhos da nossa repblica edu-
cados nos senlimenlos e principios americanos, c
fortificados pela sahedoria du Livre Sagrado de que
os nossos anlepassadoi liraram as suas inspiraees da
liberdade moral c religiosa que infundirn! em as
nos-as insliluiroes civis.
ii D.-sejamos ver o direilo de sullragio consagrado
na vencraro do povo como o baluarte da liberdade,
c protegido pelas leis que para sempre o preserva-
ele. Deve somente sentir no scucorac,Ao que appro-
va e adopta os nossos principios, e que es ta promplo
a presentar se em roda da nossa bandeira.
1- inalmenle. e primeiro que luijo, ^desejamos
ver a nossa t'nio preservada, fortalecida e perpe-
tuada, como o brilhanle anuel de una mrenle que
nAo lero fim ; e acerca disto, comprumellemoi a'
nossa iualleravel f e lodo o poder do partido A-
mericano. (Times)
aem.
NOVA GRANADA.
BEPIBUCA DFMOCRATIC4,PRESIDENTE,
O CENEBAL JOS' MAHIA OBANDO.*
SiluarAo geral da nova Granad* em 1853.Presi-
dencia do general Obando.Movimenlo dos par-
(idos.Os Colglas e os Draconianos.Eleieus
geraes.O parlido conservador. Sesso legisla-
Uva de 185*.Lista dos partido*, e amearas de
revolurAo militar.Movimenlo de 17 de abril.
Dictadura do general Mello, e o general Oban-
do.SublevarAo as provincias.Eslado aclual
da guerra civil.SitiiacAo fiuanceira. Con-
clusas.
A Nova Granada acha-se ha lempos emmarauha-
da n'um extraordinario labyrinlho de aconlecimen-
loscde experiencia*. A sua historia (alver. mais
simples, porem tan triste como a de Venezuela, he
a historia de um paiz que lendo ludo anda por fa-
zer na ordem pralica, coiho formar os seus interes-
ses. fecundar os recursos do seu solo, assegurar o
sen desenvolvimcnlo, crear urna populacAo, fazer
cmfim sabir du nada loda a sua rivilisarao, :i ludo
prererio o arremedo das mais turbulentas loucuras
que a demagogia europea ha- prodozido. A guerra
civil com que se acha a bravosa Nova Granada, uAo
po'dia dejxar de ser o paradeiro fatal dessa historia,
que j conlacinfo anuos de existencia. Fluctuando
entre a auarchia e a dictadura, cousas eslas qoe na
America como na Europa se asseinelham, inas que
lem aqui um carcter particular, a repblica grana-
dina as rene ao mesmo lempo-, A revolurAo d
17 de abril de IkVi prmluzm a dictadura militar
ero Bogla, a resistencia as provincias, a anarchia
ero lodo o paiz.
E como se Tormou essa situaoio .' Ninguem se
ha esquerido : ella remonta ao7 de marro de I8M.
dia ero que um pequen numero de humen*, inler-
vindo na eleirao presidencial, inipoz ao paiz ulna
administraran que reprcsaVlav* loda as complici-
dades do poder coro urna f.icran revolucionaria. A
guerra civil actual he o resultado de cinco anuos de
reinado de uroa pueril e inlelligeute democracia.
Abolir'-o de ludas as garantas moraes e polticas,
leis suppnslas progressivas, eveessos da imprensa,
permanencia c dominaran dos club*, violencias e ex-
poliaccs contra a igreja. eis ludo cm que se resuma
a admnislracAo du general Hilario l.opcz de 1849
a IH53, a qual no liro de qualro annos, quando ebe-
gaia ao seu lerroo, deixaya o paiz \-l-m^liramenle
deorganisado. Porem, cm comncnsacilo Nova
Granada gozava duas vanlagens : linha novo pre-
sidente, o general (Mundo, nomeado pelos club, e
urna consliluirAo, a de I de maio de 1853, em que
os legisla.'ores de Bogla tinham estatuido lodo
quaiilu em fila de progresso revolucionario' haviaiu
podido dcscobrir de melhor.
He, pois, nessas condires que a Nova Granada
alcancava ns primeiros mezes de 18o3. Na lingua-
gem neo-granadina a democracia prosegu* no ma-
jestoso curso das suas prosperidades. Em o primeiro
de abril o general Obando lomou cunta do poder.
A nova constituirlo, que e ia eiecular, ronsagra-
va a dcsreiilralisarao polilica e admiiiislraliva, a li-
berdade de consciencia, a liberdade absoluta da
imprensa, e a da reoiiAo ; lambem lornava electivos
os prineipaes cargos do eslado, e bem assim os de
govemadores das provincias e o* da magistratura,
c desla arte rclu/'ia quasi as alltribilires do poder
execulivo nomerAo doi ministros. Nada mais se
li/.era do que einpeinrar a siluac-to, assezuraudo o
campo livre a acrAo desorganisadora da demagogia.
A primeira visla, nenbuma difTeftiira sensivel ha-
via entre a precedente e a nova adinuistrario ; c o
mesmo general Obando as fallas ofliciaes se decla-
rava solidario do general Lpez. Era esse todava
o imnenlo diclsivo para a Nova Granada. Em ver-
dade, o parlido revolucionario nesse lempo, em que
cria ler atrancado inleiramentc a iluminaran, se a-
rain cuino o meio peculiar por via do qual s as ge- chava profundamente dividido, e dahi linha de vir
O commissario fez-nos subir ao andar superior,
examiiiou us lugares... n
Passa adianle, disse Chilln.
Oh lomou Virginia admirada, he todava es-
se o lugar interesante.
Pama-e... adevinho.., chega prisao.
n ... alravessei o pateo no meio de duas lucirs de
criados qne pouco antes lamenlavam-me. e que aso- j Vmc. deve conhecer loda a minlia vida ; pois minha
ultima consolai;Ao he moslrar-lhe minha alma una.
i Eu linha entrevisto o doulor Sulpicio em casa
da condessa de Colombel. Ninguem pode velo sem
admiralo: he o rosto roais varonilmente helio que
lenho encoulrado. Como fallava-se muilo delle. eu
linha ouvido di/.er a seu respeito bem e mal. Lina
vezeu linha comparado minha sorle com a de sua
mulher, lao linda e lo feliz !
Eu licara consolada ero um dia de tristeza, por-
que essa joven e pensativa Irene sorrira-me graciosa-
mente abracando minhas dua* discpulas.
i Em miro a syropalhia nascc de nina feila, c uAo
crescc mais depois do primeiro da. Ku amava Ire-
ne antes de conhedc-la, assim como aamei depois.
ir Que faz ella, meu Dos'.' esqueceu-se de mim ".'
Perd meas ltimos amigos?...
a Desperle ao nome do doulor Sulpicio pronun-
cia In por Fernando e dis*e:
ii Se c*o inlercssa-*e por mim, eslou silva !
i< Fernando despedio-se allecliiosamenle de mim.
Mr. de Calieran niclinoii se c niurmiirou:ine ao nu-
vido: Eu daria a vida para fazer a Vmc. feliz!
o Quaudo rclirarain-se, achei-nie ssnha no meu
quarlo, e comecei urna caria para Vmc. minha inAi;
mas ella nAo foi enviada... Para que rasgar-lhe o co-
racle'.'
Vmc. su recrbei.i esla se eu for condemuada.
He o testamento de ua pobre lilha, que so couhe-
reu nesle muido as lagrimas.
Fiquci entregue a mim mesma desde essa ma-
nhAa al as duas horas da larde seguiule. Ah ago-
ra ha quasi uro inez eslou ssnha a entregue a mim
mesma!
n Pelas duas horas da larde ouvi urna chave na
ferhadura le minha porta, e psrecen-mc que meu
miseravel quarlo illuuiiiiava-se repenlinamenle:
Irene eslava sobre o limiar.
a Julgo ve-la anda com um simples vestido de
ra... o lie na paginy seguinle. a Calii sem sentidos
emhaiio da escada e acordei un dormitorio rommum
da prisao, onde, haviam-me dado um leilo.,... a He
isso ?
Sim.
Virginia marcon as paginas salladas para lomar a
I-las com descanso.
... Eu eslava com essas mulher**, cnnlinuava o
manuscripto de Solauge, que depois tralaraip-me t.-u
rruelmeiile ; mas ellas liveram piedade*de mim nes-
se dia : bem viram que eu eslava moribunda.
No da seguinle o senhor Femando velo visitar-
me acinpaiiliailo de .Mr. de Calieran, o qual foi ata-
cado a minha visla da ni es ni a perturbarlo que eu
havia reparado na noile precedente.
ii Fernando linha ubtido que cu livesse um quar-
lo separado, e quaudo lie.uno- sus, dise-ine :
Minha pobre mora, havemos de tira-la daqui...
Faliei a seu respeito ao doulor Sulpicio qne eiicou-
liei em rasa da condessa... porque ella esta mui
doenle... e o marido vai pedir divorcio.
lieos a proteja, respond, sil desejo-Ihe hcin.
n Fas ciiiiii ella he dis-e Fernando vollando-
se para Mr. de Calieran.
ii Este achava-se lo angustiado que foi obrigado
a assentar-se. Seu olhar pareca ao me*mn lempo
temer e procurar o roeu... Dcvoconfessar-lhe. mi-
nha boa mAi, que sua presenca fazia-me experimen-
tar uro eiilimeulo singular. Alguma cousa allrahia-
me para elle; alguma cousa mais forle repellia-me.
o Sem duvida Vmc. ja adevinhou, embora eu li-
nha evitado tudn o que poderia infuudir-lbc essa
idea. Vmc. j adevinhou que eu descouliava de Mr.
de Calieran romo autor do lorio dos e-enta mil
franco.*...
Ah dise Chiflan enchugando a fronte.'
Que malignidade disse Virginia ; farejei isso
desde o principio.
nuinas upinuie* americanas esympalhiasencontrarao
expressau as funcedes do governo.
Desejamos ver a conslileicAo federal fielmente
administrada un estrela harmona com os designios
ilos seus fundadores, repellidas ludas as usurpacoes
de poder, defendidjis os direilos dos Eslado*, dcsap-
provadas lodas as intcrprelaroes toreada*.
ii O parlido americano -ente a respnnsabilidade
da palie*,! que lem a-sumido. Coubrrc cabalmciilc
a extrema opposieAo que ha de encontrar da parle
da reunan de lodns os fragmento- e facroes do esle-
reis partido. Democrtico e Wiiig com os seus alli|-
dds estrungeiro*. noroes que outr'ora linhain urna
signilicacAo. 'Pode commeller erroshomen* infe-
riores podem conseguir elevaran as suas fileiras ;
laes coosas sAo inuteis em lodos ns grandes movi-
menlos populares e revoluces ; mas nao sao os
seus principios nem as suas elevadas aspiracoes, e
serAo corrigidas. Nacional nos senliincnlns, nacio-
nal no nome, americano em lodas as cousas, recla-
ma como perlenrenle a sua fralernidade, a devido a
lodo, os seus direilos e privilegios, qualquer cidadAo
bem intencionado, embora lenba perlencido a oulro
qualquer partido, ou seja de que cundirlo for ou
viva as florestas, ou lavre a Ierra, ou habite lias
monlanhas, ou se ache em paizes estrangeiros, etc.,
linbo. um chapeo de palhinha e um mantelete preto
leudo o surriso no* labios e a mo estendida : era o
alijo da bondade caritativa. *
i Ella dirigio-e a mim, e abrarou-me. Minhas
lagrimas agradecerain-lhe lana bondade.
Os sessenla mil francos da condessa foram
restituidos esla manilla, disse-me ella. Meu marido
fallou-lbe. e a condessa que u io lem o direilo de re-
cusar n.cU ao doulor Sulpicio, retirou sua queixa s
dez horas. Ao meio-dia o juiz processanle decrelou
a despronuucia. Vine, esla livre.
I m minuto antes en (cria pago eslas palavras
Com todo o meu sangiie. Samo- en I es extra vaga ules
e ingratos. Pareceu-ine que essa forma de livramen-
lo era offensiva, e minha ahsolvcAo imperfeila : ne-
nliuma Ve! proclamara minha innocencia aquellas
que linham ouvido a accusac.lo feila conlra iniin.
o Eu nao linha razAo, minha mAi ; mas a desgra-
ca perseverando em opprimir-me, deo-m'a depois.
A arciisacAo de furto pesa sempre sobre mim ape/ur
da lenlenra do juiz, apezar da relralarAo de minha
aeriisadora. Aos olhns do mundo c mesmo da li he
urna iiodua ler sido arensada. embora injustamente.
n Coiiduziudo-ine ao seu carro, que a esperava ua
porta, Irene ilissc-mc:
a Mr. de Calieran g.iiihou cero mil lante*
liouleiu em rasa du conde de Molge.
a tem mil tranco* bonlem, eos sessenla mil fran-
cos' la coiulis.a eram restituidos boje!
i Que vai fazer agora, madamcsella Solange 1
perguntou-me Irene.
ii NAo*ei. respond-Ihe.
a De-e|a licar em Paris'.'
Minha familia he pobre. Oque eu ganhava
era para ella.
EnlAo deve continuar a trahalbar.... Tem
amigos '!
Algum.is pessoas iuleressam-se por mim... a
senhora princeza de II... linha-me proposto acompa-
uba-la a Berlim.
a Irene abaixou a vidrara du carro, e dase ao ro-
ebeiro:
* Ra de Sevre, a rasa da prinrez de B.
Quer que en lenle esse passo ja'.' exclamei.
o Ja, respondeu-mc Irene ahraramlu-me pela
segunda vez.
urna ordem de acoulecimeutos novo*.
A nos delcrmos n'uma simples apparencia, podc-
riamns dizer, que coiisisliam as divisoes do parlido
revolucionario neo-granadino,ero unsqncrcrcm con-
tinuar a ir avante na via democralica, e oulros jul-
garem acerladu parar ; mis semelhante explicado
sera por extremo Ihcorica, t sobremanera pouco
local. As divisoes do parlido revolucionario nas-
ciam do sea mesmo Iriumpbo, ese explicavam pela
diversidade dbs seus elementos. Esse partido se
ciiinpunha des le a ua origem de duas clsses de hu-
men*: urna de homeus (cuja maior parle erAo moros)
imbuidos as ideas as mais chimeneas do velho
mundo, que pretendan) 'renovar as aceas da pri-
meira revolurAo franceza, e al mesmo queriam
applicar lodos os systemas socialistas mais rcenles;
a nulr;. de liberaes exaltados do lempo da indepen-
dencia unidos a um cerlo numero de militare*, c que
caininhavam para um fim ocrullo, qual o de do-
minar o paiz por meio de um mixto de demagogia,
e de militarismo.
Eslas duas fracees, confundidas em 1819 para o
fim de conquistar o poder, conservaran!-se estreila-
menle ligadas no lempo da adminislrarao do gene-
ral Lpez pelo odio rommum que volavam ao par-
lido conservador. Empeohav*m-*e ambas com
MHTiiinn
m
O estado d emoc'o e de perturbar Ao em que
me acho...
Vmc. recobrara a coragem no caminho....
Oiiern que saiba hoja mesmo em quem pode confiar.
n O coraco.palpilava-me, quando o rorro parou
dianle do palacio da princeza, e eu mal podia sus-
lentar-ine em pe.
o Coragem! disse-me Irene; isso faz-se cm
uro inslanle.
o NAo comprehendi logo o seulido precito que ella
dava a essas palavras. Pergunlei ao porlciro pela
princeza, enire na antecmara e o criado annun-
ciou-me. A princeza fez repetir meu nome Ires ve-
tes. L'm soor fri corria-me por baiso dos cabello-..
u A lerccira vez qua c criado pronunciou o infe-
liz nome da Solange Beauvais, a princeza leve urna
losse secca, e ouvi-a dislinctamenle responder :
J ouvi, Andr. j ouvi!... supponho que
nao me julga* urda... Madameselta Solange Beau-
vais... una rapariga que sabio agora de Saint Laza-
re!... Dizc-lbe que e-creva-me, se necessita de so-
corro, pois nao se deve jaman esquocer a caridade
chrisUa... Vai.'
O criado au lomou a adiar-me na antecmara;
a versuiiha deu-me forca-. Dcsri rorrendo como
nina Sida, c cahi desmatada sobre o coxim da car-
ruagein de Irene.
,i Ouandu rccobre os sentidos eslava na casa do
doulor Sulpicio. Ninguem lallou-me de minha visi-
ta a princesa. Comprehendi enlao o sentimento qoe
tizara obrar Irene: nAo quena que eu conservasse
orna luuca esperance.
n Irene era verdaderamente minha amiga, e eu
marido o doulor Sulpicio foi meo irmao c roeu pai.
Se ellcs nAo foram eu teria morrillo nesse lempo.
Porque razio mudaram agora, meu Dos, se minha
desgraca foi obedecer-lhes'.'...
Chifln fe om gesto de o/preza ouviudo-esla
phrasa, e Virginia lulo pude deixar de parar.
Nesse momento baleiam discretamente porta, e
Chifln di**e:
Brevemente eslou acabando de veslir-me.
(Confinaar-je-na.)


DIARIO OE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA II DE MAlO DE 1855.
\
igual sollicitude por lanosr o povo na politice, e ar-
regimenlar os operarios no clubs, promellendo-lhe>
quer i distribuicae gratuita dos instrumentas do
trabalbo, qiier urna repartido nova da propredade
territorial, quer enifim elevacio dos direitos de
importarlo. Os clubs lornavam-se, como se sabe,
eob a denominado de sociedade, iemneralicas, urna
potencia lerrivel, que amba as rracoes do partido
revolucionario Itncjpnavam empregar, cada urna
para seus lins em apmpriada oeeasiAo.
<>s primeiros symplnmaside divisAo appareceram
no nllimos lempos da presidencia rio general Lope
e principalmente na eleiclo do sen successor. A
fraccAo dos mo^os, a raais ousada, escolliia para
candidato o general Thomaz Herrera; a nutra em
grandissima matara, adoplav.i com euthusiasmo a
candidatura do general Jos Maria Obando, que
desdo muito lempo se preparava. Qiiaiito ao partido
conservador, delle nilo te Iralava ; apenas ro-tiivain
alguns bonicos solados dessa opiuiAo no congresso.
Desde 1819 que o partido conservador' havia des-
apparecidn, as principaes Ilustrarnos estavain Pora
do paiz ; elle (inda sido vencido na desgrrada re
bellilo que tentara em 1851, e mesmo nendum can-
didato a presidencia apresentava. A lula se aedava
pois conceutrada entre as duas fironos do partido
dominante appellidadas com ridiculos nomes : os de
urna fracSoseappellidavain Colglas, os da oulra
/Vainllanos: o nome daquclles proceda deque ellos
pretendan), segundo o diziam, rcalisar a verdadeira
doutriiHi evanglica, o desles por si mesmo so ex-
plica. O candidato dos Draconianos, o domcm que
melbor representava esse millo de demagogia c de
poder militar de que Tallamos, o general Obando
emfim foi quem venceu; o general Herrera oblivera
s um pequeo numero de votos.
A siluaeAo da Nova Granada era das mais compli-
cada* quando o general Obando assumio o poder.
I odos os elementos de governo eslavam dissolvidos,
tndas*as molas da autoridade afrouxadas, os recurso*
fioinceiros esgotadus por urna damnosa administra-
rlo, e a industria completamente paralvsada. tiraros
contendas, por motivo de pretender o govcrnn de
Bogla estender a influencia das doulrinas demo-
cralieas ato o Equador se lindam levantado nos
anuos anteriores entre a Nova Granada e o Per,
'e ainda 0*0 eslavam apaziguadas. Em fin queslAo
religiosa havia chtgado a tal ponto que um nada
bastara para se cadir no scisma publico. O estado
dos psrlldoscmbarurava lambem a posirao do novo
presidente. Amocidarie.islohe, os (1 olgolas,os utopis-
tas do partido ultra-liberalconservavamurnaattiliide
visivelmente hostit|to general Obando, e trasporlavam
sua opposicao para o congresso. Os poneos conser-
vadores que haviam licado intrometidos na poltica
eslavam separados do novo chele do poder executivo
por todas as recordarles, por todas as tradieces, e
odos os hbitos. O general Obando s era pois sus-
tentado pelo eiercito, pelos clubs, que principal-
mente haviam contribuido para a soa eleicao. c certo
numero de horneas polticos do partido revoluciona-
rio. Essa situarlo cheia de pericos nao poda tardar
em degenerar em violentas e profundas dilacpracs;
o fallava ama occasiAo, urna circumstancia npro-
priads para apresentar s claras os antagonistas.
Se lora homem de resolucAo e de alguma capaei-
dade, se a sua iulelliecncia poltica corresponder
sua ambicio, o geral Obando teria ile certo sabido
conseguir, por algum lempo ao menos, transformar
essa siluacaoem seu proveito ; mas, como o "infli-
cavam ju os seus antecedentes, e posteriormente o
provaram anda mais o aconlecimentos, elle nao
pastava de um ambicioso vulgar, que, tendn todas as
velleidadcs de golpe de estado, nao sabia tomar ini-
ciativa alguma, e qua favoreca occultamente todas
as conspirarles, e as reprimva em publico. Eis o
homem que a eleiclo popular acabava de elevar ao
poder 1 Nao trataremos dos seus procertantes, de que
falla'vamos o anno passado, principalmente das sus-
peilas, que licaram ligadas a seu nome no tocante a
innrle do marecbal Sucre. Ollicialmente o general
Obando apellidava a constituido nova yotada pelo
congresso, endigo tanto, symbolo do progresso, nttlh
sias desejado da democracia em publico, porm,
lodo furias,vociferara contra ella,e a representava ro-
mo a causa de se tornar impcssirel toda a marcha
regular. Iodo poder : e asslra o de. Obligado a sanc-
ciotiara lei que definitivamente derretava a sopara-
<\u da igreja e do estado, o presidente granadino a
desapprova claramente, c assim o pralicava nao por-
que inquietado estivesse de escrpulo religiosos,
pois de os 11A0 ter dera sullicientc provano dia da"
sua clevaco ao poder, entregando-se a ridiculas do-
rlamaces conlra a curia romana em presenCa do
corpo diplomtico e do proprio representante da
Santa S, Monienhor Barili que vio-sc obri-
gado a protestar ; mas tim, porque com o instinrto
do despotismo vil o estado pela lei nova destituido
de toda aeco sobre a igreja ; he este respeilo que
elle condeinuava a obra do congresso, sanecionan-
do-a todava a seu pozar. O conflicto exista, poi.
sobre lo los os punios cssencaes da poltica, entre o
lKler executivo e o congresso, entre o Draconianos
s Golgotas ; e se manifeslava i nessa poca por
yuiplnmas nutros que divergencias" de opiuies.
..Nesse mesmo lempo o congresso elaboravo, di-
ziam, urna lei de tarifas, dispondo-sc a applcar em
materia commercial os principios tiberaes, que a lu-
do applicava. Por etcepcionalissima singnlaridade
, o congresso dcsla feila obrara no sentido dos inters-
caes da Nova-Granada, e precisamente por es-
sa oceurrencia fui que luvanlou-se contra elle a lem-
|iesUde. Nesscs projectos de liberdade de comnier-
cio, os operarios viam urna oflensa' dos direilos dos
Irabalhadures nacionaes ; asociedade democrtica de
Bogla se agitava, e cm 19 de maio apresenlou-se
ajile o congresso n'uina altilude amear adora, para
intimara vnutade do povo, que pedia imperiosamen-
te O augmento dos diretos de entrada. Alguns re-
presentantes proteslaram logo ; vehementes debates
se travaram ; mas lempo j nao era de deliberar ile-
baixo do punlial dos clubs, e seguio-se immediala-
sim como urna reforma liberal das alfandegas o teria
privado do seu principal recurso linsneeiro. O par-
tido presidencial linda raziio contra os Golgotas, visln
que estos nao faziam senao desorganisar legislaliva-
menle o paiz, e preparar urna immensa anarebia ;
01 Golgotas a seu turno linham razio cm se levanta-
re m conlra o pensamonlu dessa dictadura drulal, que
se deixava entrever as sienas de 19 de maio c 8 de
jurlio, especie de preludio de urna revoluto mi-
litar.
Aesim se desenliaran) os partidos no flm da ses-
so. A lula comiedo nAo descontinuara ; do con-
gresso ella passava para a imprensa, o da imprensa
para o movimento eleiloral, qne se preparava. A-
prn\imava-sb com effeilo o momento de se por em
execiio,ln a nova constituirlo, e ter ella a primera
applicaeAo. O l. de selembro era odia flxado. A
coiulitniciio e urna lei de 1(> de junho presrreviam
dentro do annohiini eleic.Ao gral de todas asaulorida-
des sujeitas ao escrulinio. A eleoAo dos membros
das legislaturas prorinciacs devia ser no da 25 de
selembro, a dos senadores c representantes no dia
30, as dos governadores das provincias 110 dia 3 de
dictadura. Este triste presidente recolhia se enlAo
a urna sluar.io mixta, sendo todo favoravcl ao mo-
vimenlo e nAo ousando lomar ostensivamente a sua
direcro. Como quer que seja, nao tendo o gene-
ral Obando aceitado a dieladura, Mello a lomou
para s, tendo o cuidado de conservar o presidente
preso no palacio do governo e a cortezania de visi-
tadlo lodos os das.
de urna redcelo da somma primitiva, que varia en-' sua riqueza e posirAo social, esse criminoso ronse-
tre "3 e 96 por cenlo. Ua alm disso bildetes do
Idesonro, bildetes chamados de divida civil, de di-
vida militar, do lqud(l{ao de juros ele. etc. Seria
difllcil imaginar todas s formas e lodos os nomes
que a desorden) linanceira pode lomar, lia por-
tanto urna liquidadlo de ludo isto por se realizar
como dizia o ministro da fazenda. Mas, suppondo
Apenas dictador, o general Mello fez prender al- ainda estes dficits repentinamente preenchidos, fi'-
cara a situacAo linanceira da Nova-Granada lotol-
mente desembarazada '? O budgrt de que vai nos
suns dos ministros, e o procurador geral da nac,ilo
dissolveu < cmaras, c diligenciara a capturados
principad membros dos eorpos polilicos, alguns dos
quaes conseguirn! eom ludo fugir on accullar-se,
sendo desse numero o vice-presidente da repblica
Obaldia, que se refugiara na legaran dos Estados-
Unidos. A mor parle das pessoas influentes busra-
vam igualmente um refucio as legaeoes estrangei-
ras. nor diversos decretos successivos a constitui-
rlo de i8i:i era cm parte reslabclerida, assim como
a uuiAo da igreja e do estado ; as penas as mais se-
veras, inclusive a de cnnfiscar,So e de morte, eram
decretadas contra qnalquer que censuras'C os actos
do poder, 011 conspiraste conlra a nova ordem de
oulubro, em 8 dn musmo a do procurador geral da ; cousas. O dictador Ao se esqnecera mesmo de rom-
nacAo cdos mesmns do Iribnnal supremo de jusliea, I por um gabinete. Os notos ministros eram: I.San-
dro Cuenca das reiares exteriores, l'edro Contoe-
em l2adoliscal c dos magistrados dos tribunaes
de dislrictn.em 10 linilmenle tjdna juizes de circulo.
vi-so que a eleicao nao poda ser mais geral,
llalli
conforme a consliliiieao era o sullrasio universal
gra do interior e culto, ltain.ui Ardua da faienda,
Andrs Tejcira da guerra. O general Mello experi-
mentou convocar umajunla derhefesfamilias para
enerregado de prover a nomeaeAo do todas .estas dcllcs nbler um aclo-de adhesAo dictadura ; mas
autoridades. ,...n teAlaliva malogrando-se, o dirtadnr^icdoo-se
E'ilrava-se a lodo panno na primeira|expcriencia redolido ao apoio da sociedade democrtica, e a tor-
das instituirles democrticas. Ora, como atravcssa-| ga militar, a qnal era pouco mais ou menos de 3,700
ria a Nova-(iranada os poucos mezes de interregno e | homens.
de IransieAu ? Em qufesentido se pronunciara o suf-
fragio universal T He o que nem os liberad dicla-
toriaes, nem os liberaes que lomaram entilo o titulo
Como f illasseni-ldc iuleiramenlcmeioslinanreiros,
o general Mello passou logo a decretar urna contri-
buic.Vi forrada sobre Indos os negociantes c proprie-
do conslitucionaes haviam previsto. Empunto es- j larus ricos; mas a medida, como dem se pensa, nAo
as duas fracc/ies tornadas iuimigas se guerreavam 1 era de fcil cxecurAo, o tanto mais quanlo aiinclles
as elciees como no congresso e na imprensa, 'o
partido conservador, abatido desde quatro anuos,
reapparecia repentinamente na scena pela forra do
sufragio universal. Em llogota lo.ias as escolbas rc-
cadiam em conservadores, e com especialdade 11 do
senlior Pastor Ospina para covernador. Dous do-
mens d'entrc os mais romprometlidos na rebelliao
de 18")l, ossciidorcs Julio Arboleda e Mauricio Os-
pina, eram nomeados, um senador, e o oulro gover-
solircqucm poda pesar a imposirAo, se lindam oc-
r 11!tinto desde o primeiro momento. O novo poder
recorren enlfio a um meio engendoso e infallivel.
Ao passo que so agarrava alguns desses infelizes es-
poliados, l,ine,i\ani-no em prisAo; privavam-no nAo
s da liberdade senAo de luz. ar, e alimentos ate que
a vielima para escapar a morte passtva a dar ludo
quanlo se Ibc pedia. Uro dos mais extraordinarios
excessos commellidos a esse respeilo foi o seguiule :
nador da provincia de Medcllin. Em outros muitos IOs suslentadores-da dictadora nao tendo podido
lugares, as eleices tinham o mesmo carcter. E, capturar um rico capitalista de nome Arengo, apo-
como se deve suppur, esse movimento eleiloral nAo deraram-se da miilder de quem exigiram urna som-
se eifeeluava senao no meio de excessos le toda a
sorle. N'unii, provincia, emCipaquira, os membros
ma considcravol, o porque nao podesse ella salisfa-
zer-lhcs encarceram-na, e com o rgimen de que
da cmara provincial eram conservados rerlusos vin- temos tratado, riute o qualro doras passadas, se fu-
lo e qualro doras sem poderem otler mais que urna
comida asquerosa, porque nao lindam querido vali-
dar um escrutinio, que dava dous mil vnlos a um
candidato democrtico n'uma localidade que s con-
tara 800 habitantes.
O suceesso favoravcl, que ohlinbam os conserva-
dorcs.iiao ririvava de causar alsuma impresso.a pon-
'ode provocar tentativas infructferas de reconcilia-
cao entre as duas fraceoes do partido democrtico.
Em conclusa", para nAo fallar sciiSo dos principaes
resultados do escrutinio, linda de haver no senado
17 conservadores e II Holglas,na cmara dos re-
presentantes > Golgotas e2 conservadores. Quan-
lo ao partido Draconiano, o mais maltratado de to-
dos, elle s conlava 5 membios no senado, c9 re-
presentantes, porm (inda do seu lado o noder exc-
colivn. As eleiresnAo simplifieavam de modo al-
gum as dillicnldadesda situacAo. as azsravavam pelo
contrario ; faziam uniramenle inlervlr na lula um
eleineulo novo, o partido conservador num-
ricamente mais forte que cada una das fracrOes do-'
mocralicas lomadas isoladamenle na cmara dos re-
presentantes, e mais numeroso quo ossas duas
fracres reun idas no senado. Nesse meio lempo da-
vam-sc diversas mu laucas ministeriaes; o minis-
tro das relares exteriores o Sr. Lorenzo Maria Me-
ras se relirava ; a pastada guerra passava successi-
vamcnlc do coronel I'raser para n general Mantilla,
edesle ao general Valerio Barriga. Por i.ifelic-ida-
de do general Obando, desde que eslava no poder,
ccrcava-se de homens pouco dignos de inspirar con-
lianca em segovcrtio ; um dos ministros que resta-
vam, achiva-se ello mesmo, segundo se dizia, em
eslailo de falleucia. O Sr. Lleras havia de se ter re-
tirado por motivos mui pouco polticos ; e em Ja-
neiro de 18.H era substituido par um homem de
mais crdito o Sr. Ccrbelcon Pinzn.
A sessao legislativa de 1834, que se ebria no 1.
de fevereiro, vinhadescobrir lodosos antagonistas, e
delinilivmenle caracterisar o estado poltico da No-
va-Granada. Em sua falla da abertura o general
Obando sacrificava ainda ostensivamente constitui-
rn, a qual, dizia elle, offerecia vasto e seguro cam-
po a todos os partidos. O senado desde as suas pri-
meiras sesses escolhcra para seu nrrsidcnlc Julio
Arbulcda, que representava as opiniocs conservado-
res mais decididas. O presidente elcito pela cmara
dos representantes era Manuel Morillo, autigo mi-
nistro do general Lpez, e lias ido desde a sua reti-
rada, por uin dos principaes cheles do partido Goi-
gota. Os conservadores, eleilos sob o imperio de
urna ron-liliiicAo, que Mies nao agradava, mas que
poda ser um pbulo de apoio, ficavam n'uma especie
de expectativa, nada leudo que deslindar com as
tendencias diclaloriaes dos Draconianos, nem lao
pouco com as opinoes ullra-radicaes dos Golgotas.
Estes chegavam no congreso coro as suas llieona.
bascadas no desenvolvimenlo das inslitiiii;ocs demo-
crticas; a coiisliluicAo no pensar delles, nao poda
ser urna verdade completa sem a suppressAo do
exercilo permanente, a abrngac'ode todas as con-
tribuyos indirectas c de lodos os monopolios liscaes.
! a abolicao da pena de mnrle c de gales. Os primei-
ros Irabaldos das cmaras 11A0 olfereciam scnilu urna
confusAoextrema por entre a qual se podia comtudo
distinguir os principaes pontos de dissdeucia dos
partido-. E do commcrcio e da organisarAo da forea publico. A
mente nina sanguinosa lula, onde a primeira vcli- T",s,i, do exercil" penle "sobreludo lornava-
ma d'onlre os depulados foi um dos demcratas
mais exaltados, o senhor Matheus, antigo governa-
dor do Cauca. t> resollado da desordem loi urna vo-
laran levantando os direilns de importarlo, como o
havia querido a sociedade democrtica, verdadeira
capilulaivlo ante a sedirao. Das depos, cm 8 de
junho, iguies scenas se repetiam sob pretexto deque
o congresso medilava ainda vollar a seus projectos
de liberdade commercial. Os adeptos dos clubs de
ilovn invadiam o recinto legislativo, e, mal teria si-
do do congresso, senao fusse o soccorro dos estallan-
tes de.Bogola, que espontneamente se haviam reu-
nido para ir em sua defeza. A desordem durava
ja das, e no meio das violencias um 011 oulro depu-
lado, e do liberalismo mai caraclerisado, o doulor
Florentino Gonzlez caba ferido pela mullidilo. lo-
do esees tnovimcntns cousa singular !) se produ-
ziam eom gritos do morra o congreso rica
Obando A verdade he, que o governo, se he
que nao fosse cmplice dos clubs, nada havia fcilo
para os reprimir ; ao menos s obrara tardamente,
ede m vontade, a ponto do o invernador de Bogo-
t recusar dar armas aos defensores dos represen-
tantes, edo o general Mello, commandanle mililar,
vindo rom algumas tropas, mandar fazer-lbes fugo.
Com acudir tardamente, e com tomar algumas me-
didas para parar a desordem, o governo Uvera a ha-
bilidadede a todos j r contra si. Os membros do
congresso n,lo llie pc-doavain o dnve-los abandona-
do ao furor dos sediciosos ; os clubs o aecusavam de
os baver liadido no roomenlo da acrAo ; e os con-
servadores, menos in'.eressados nessas lulas, s viam
no general Obando um conspirador sem energa.
Coma quer que seja, o fim da scssAo e da legisla-
tura, em 18 de iunho, reio a proposito suspender es-
ses conflictos. E que de estrauhas reflexoes n.lo se
fazia esse congresso Bepoisde haver, por espaco de
tres anuos, agitado 11 paiz, excitado todas as paixes,
favorecido lodos os furores populares, c Indos osex-
cessos, via de sbito rollarem-so contra ello cssas
inassas que elle dar'a laucado na poltica, e os seus
fsnbros reliravam-sc vilipendiad-xf e al com as
vidas amcacad.is. Ouiinto ao general Obando e seus
partidarios, se clles mo haviam ousado acompanhar
os clubs as soas emprezas e servir-se dessa arma
lerrivcl que se Ibes oflerecia, nem por issocouserra-
vam menos as mesma disposjles acerca de ludo
quanlo faziam nu projcclavam o, liberaes utopistas
do congresso. A consliluir.au enconlrava nelles os
seusprincipaesinimigoj; pois initavam-s pelo des
iiiembrameiito do poder, visto ser por escrulinio po-
pular a omee-gao dos governadores das provincias,
al all reservada ao presideate. Elles oldavain so-
Irretudo com antipaldia todo projectoda reduc;Ao do
exercilo permanente, e-a abolirn do reerntamento
forjado. Era tirar a torra .10 gorerno depois de Ihe
haver tirado a acrAo poltica pela couslituicao ; as-
' "
se o ohjecto dos mais riolentos debates. O poder
executivo lihba ao principio proposto a reduegao do
cxercjloem t,*2U0 homens, c o senado por espirito de
Iransacrilo propunlia o algarismo de 1,000 domens ;
masa cmara dos representantes se atindaa urna abo-
l ca quasi completa do exercilo, quando cm (i de
marjo o general Obando dirigi a cmara urna men-
sagem.na qual elle prolcstava em coucfusAo contra as
consequencias dessa medida, cuja responsabilidade
declinara,
Essas lulas eram lauto mais graves, quanlo ellas
complicvam-se rom um anlaganismo real entre o
senado e cmara dos representantes. A medida que
a confuso rrescia. a opiniao publica se igitava ; e
um laclo sobreludo vinda alimentar as suspeilas e os
receios que j havia, d'uma ilumnenle revulurilo
mililar.
A sociedade demorralica de Bogla, creada, pro-
tegida e cousnltada pelo governo do general Lpez,
a qual se linda quasi dissolvidn, de novo se reuni-
r, ao lempo da abprlura do congresso de ls.Vi,
na casa de Lorenzo Maria Liras, e antigo minislro,
que era uomeado sen director, e o general Obando,
e allos funecionarios da ordem poltica c civil fre-
quenlavam com assiduidade suas sessoes, onde se
prnnunriavam virulentos discursos. Kazia-se pois
visivul que a allanca eslava sellada entre os milita-
res c a socdade democrtica. Os terrores de urna
revolurAo mililar eram lAo vivos, e lo geralmenle
espalhados, que em .11 de margo era o governo in-
lerpelado no senado sobre oque havia de funda-
mento nos rumores que con i un, e as medidas que
teria tomado. O ministro da guerra assegurava que
linlii era falso, c nenbum altenlado contra a ordem
publica havia a terocr-se. Porm a ventado de que
puliros dias depois a revolarn lano predila pelo
rlamor publico, e negada pelo governo, arrebentava
romo a consequencia fatal dessa langa anarebia dos
poderes polilicos.
No dia 17 de abril pelas "i horas da manbSa. sal-
ras de aililhan.i aniiiinciavam aos habitantes de Bo-
gla que a ordem legal deixnra de existir, e estar
suprimida a eonsliltiijao.
O general Jos Maria Mello. 11 frente da forra mi-
litar, e apaiado pela socie tade democrtica, havia
proclamado a dictadura. L"m faci caracterstico da-
se no comcro tiesta remita, he que o general Mello,
pencas horas depois, enriara urna commissAo ao pre-
sidente Obando para propor Ihe de aceitar o titulo
de dictador, que oh"ereci;im-!lie. O general O-
rain a ella cxigir-lde ainda a pedido, e aedaram-na
mora. Ella liaba morrido por falla de ar, luz e
alimento, fra n terror !
Durante esse lempo, qual era a allitudc das pro-
vincias'.' O que faziam os partidario,- da ordem le-
gal '.' Em gesal o morimenlo em faror da dieladu-
ra se baria pouco propagado, posto que tivesse evi-
dentemente ramifcacocs as provincias do Popavan
e Cartagena. Algumas tentativas nesse sentido fo-
ram rpidamente comprimidas pelos governadores
ficados fiis legalidade. Um perigo cummum de-
via naturalmente reunir"o partido conservador, e a
fraccAo do partido demnrralien que defenda a cons-
(iluic.lo. Foi justamente o que acontecen. O ge-
neral Tomas Herrera, que pode cscapar-se de Bogo-
t, e era o designado por urna lei para assumir a au-
toridade executiva no caso de impedimento do pre-
sidente, derlarnu-se chefe do poder legal. Por ou-
lro lado, o general Hilario Lpez, se |bcm qoo sus-
peilado de secretas connivencias com a dictadura,
annunciava que se ia para o sul fazer levas para def-
fender a constituirAo. Emfim um dos homens mais
importantes da Nova-Granada, um antigo presiden-
te conservador o general Mosquera, que, havia an-
uos, vivia retirado em Nova-Vork, aedava-se por
acaso nesse momento em seu paiz. Elle ia a Bo-
gla quando -tere noticia do movimento de 17 de
abril, e immcdialamcnle pox-M a diiipeehjlf) dos go-
vernado^s das provincias do Atlntico, c foi poste-
riormente nomeado por Herrera commandaulc em
chefe das tropas conslilueionaes.
Todos estes generaes e-palharain prnclamares
mui diversas, sendo d'entrc ellas a mais nolavel, a
do general Mosquera, que conjurara os seus compa-
triotas de abandonareinlodos csses ttulos de parti-
dos tanto em honra desde alguns lempos. A resis-
tencia organisourse pois as provincias, p todos as
partidos se reunirn) com urna tir.ca idea, o resla-
beleciinenlo da orden) constitucional, salvo prova-
velmetitc a mudarem anda para adiantc essa ordem
constitucional.
Com ludo o dictador Mello alranrou algumas van-
lazens nos contornos de Bogla. Em 20 de abril o
general Herrera e o general Franco, tendo dado
combate conlra as tropas do dictador, obtiveram um
primeiro suceesso, e, querendo Franco um dos che-
fes, leva-ln avante, entraran) em Cipaquira ; mas
enronlraran -e rom forras superiores. Franco foi
logo muito no meio dos seus soldados poslos em de-
bandada, e Herrera pode apenas fugir com poneos
dos seus. Oulro revez seguio-se pouco depois. Co-
rona, um dsifi rommandanles das tropas conslilueio-
naes, igualmente engaado por um enmero de vic-
toria avancou alo as portas de Bogla, e ahi foi apri-
sionado com (oda a sua gente. Em .quanlo a ques-
lAo se nao decida pelas armas. Mello ia baixando
decretos em Bogot, e de seu lado o general Herre-
ra, na qualidade de chefe legal do poder execnlivo,
convocara extraordinariamente o congiessj, o qual
devia reunir-se em Miague. A primeira medida
era q, proresso de Obando. Os motivos de acrusa-
r3o sAo que o movimento de 17 de abril havia sido
denunciado ao presidente, c elle nada lizera para o
imprdir;que o general Obando pocen deliberarlo
accilarao da dictadura, em rez de protestar imme-
diatanieulc ; que continen a viver na meldor har-
mona com Mello, o qual visilava-o lodos os das, e
ltimamente pcrmillia-ltic percorrer os quartela-
menlos das Iropas. Em verdade, qual a razao de
Obando nilo Icr aceitado a dieladura e continuar a
mcrcrer as rieflerencias de .Mello '.' He porque o
diriga para assumir a dicladura.se o movimcnlo fos-
se avante, c redimir o seu lugar de presidente se por
ventura se malograsse a tentativa, no qual caso ro-
briria ainda com a sna prolccao o seu amigo Mello.
A reunilo do cotugresso simplificara talvez oslas cun-
plicares.
V-se pois, como se desenrola esla siluarAo inte-
rior da Nova-Granada, cuja serie nao lemos inler-
rompido. No meio desse trama de acontecinienlos
lAo etlraordinarios, dilo-sc outros factos de nalurc-
za a caracterisar o estado do paiz. As contendas
suscitadas nos anuos anteriores entre o governo de
Bogla e o governo peroviano eplanaram-se cm 1853,
c foi assignadq um tratado que estipula a quola da
Nova-Granada na indcmnisacAo devida pelo Per
dos estados que faziam parle da anliga Colombia,
pelos soccorros rtcejiidos na guerra da independen-
cia. Essa indemnisaro a repblica neo-granadina
elevasen dous milhes de piastras, e chogaria mili-
to a lempo, porque nesse infeliz paiz devastado pelas
paisoal revolucionarias, se alguma cousa da que
iguale aos desastres da poltica de a desnrganisacAo
das rendas. Esla desorganisarao (cm edegado a I al
poni, que nos communirnces anteriores a revolu-
rAo de 17 de abril, o governo 11A0 podia encarar sem
terror urna tal anarebia, e urna tal accumularAo de
dficits.
mostrar.
A raeeila de 18.">i i 18.">3 eslava oreada em.........
1,99,7."(i piastras, o. como ha privilegios estabcle-
ridos sobre os rcudimentos das alfandegas para....
.VXI.OM) piastras, a reeeila real vinha a ser de........
1,453,164 piastras. E, com esla somma quaes os en-
cargos que linham de ser salisfeilos '! Elles impor-
lavam em 2,658,061 piastras. Aqui, he verdade, o
minislro proceda por eliminaran. Ora. suppondo a
divida exlerna amortizada, c por eonseguinte nada
mais cuslando, deduzindo-.-e 136,674 piastras das
dospezas do exercilo, fazeurio-se redueees na ins-
Iruccao publica, as relares exteriores e juslira, o
algarismo gerai das despe/.as anda 'licava em.......
1,717,447 piastras, de maneira que mesmo nessas
cnndijiies exislirin o dficit como una necessidade,
por assjm dtaer normal. E como esperara o go-
verno transformar cm rcalidade esla supposirAo in-
leiramentc gratuita da amorlisai;ao da divida exter-
na. Diversos rocos indicara, romo a alienarn do
caroinho de ferro do Panamo, a concessao d'uma
roiiiuiniiieaco inlcr-uceanica pelo slliimo de Da-
riou, e a venda de lerrenos nacionaes O governo
esquecia a principal de ludas as condiroes que de
urna poltica sabia, garantirlnra da ordem e da paz,
o quefavorei.a o ilesenvolvimento do commercin, da
industria e de lodos os iulcresses. A poltica que
reina da cinco anuos, pouco propra para supprir os
delicils, e reslabeleccr o equilibrio das rendas e des-
pezas do estado, s lem produzido a guerra civil.
Apraza a Dens que a experiencia desles anuos se-
ja proveitosa a lodos os partidos, e que dahi surja
urna poltica prudente, liberal c conservadora. He
a poltica conservadora, e a poco que ella reinou
de 18i. a 1819 que se devem j alguns dos aclos
mais uteis ao paiz, como a rogulamcnlo do crdito
nacional, a liberdade do commereio doonro, a li-
berdade da cultura e do cominercio do fumo, o os-
tabelecimcnlo da navegarn a vapor no Magdalena,
a franqua de diversos portos e a redcelo das la-
rifas. Essa be urna poltica de um alcance difle-
renlc do daquella, cujo triste pon-amento consiste
em Iransplanlar um radicalismo desorganisador para
o roci d'uma cirilisarAo que apenas principia.
(Jnnuaire des deu.r mondes.)
guio zumbar por milito lempo das diligencias da pu-
lira : Ires rezes eradiu-se do poder das escollos ;
mas ultimameulo perseguido rom incansarel actiri-
dade por toda parle resolveu entregarc discr-
r.io da autoridade. .lugado no mez de dezembro'
do anno passsdo por umde seus crimen,Tai ibsolvid0
pelo jnrv, interpondo o digno juiz de direilo Fran-
ISTERIOR.
Se a siluarao linanceira da Nova-Granado, dizia
pouco mais ou menos o gorerno no seu til limo rela-
lorio especial, nao estivesse gravada eom juros an-
imaos considerareis da divida externa e interna, e
com os atrasados nAo menos pesados dos anuos pre-
cedentes, ella seria satisfaloria. Ha s umifries-
grara, que he rsles elementos rxistircm e logo em
FALLA
qne o Exm. sr. presidente da pro
vinciit das Alasjona |>r. Antonio
" t'oclho de S Albiiqucrqiic dl-
ril^o n ussenibla legislntivu pro-
vincial na ocfaiifi" da sna aber-
tura nu I. le murro.
Senderes membros da assembla legi-lati\ a pro-
vincial:Sinto viva satisfazlo vendo-me hoje en-
tre vos para cumpriro honroso dever que a lei me
impe de iustruir-vos das verdaderas necessidades
da vossa provincia, das medidas qne a administra-
rn da tomado para prove-Ia, daquellas cuja ini-
ciativa depende de vos como legisladores, e de
quaesquer otilros objeclos que possam inlerossar a
prosperidade dcsla feliz pore.lo do imperio Bra-
silero. Infelizmente, senborea, esla difllcil tarefa
exige urna longa pratica dos negocios pblicos, que
razoavelmeutc 11A0 podis esperar do administrador
que lem a fortuno deifirigir vossa provincia ha
pooco mais de qualro/nezes.
Na falla porm rKsses ampios esrlarccimentos,
appellai para vossa tft'uslrasao, c para o vosso pa-
triotismo, consulla'*"iHessante rclaturio com que
o Ilustrado primcXo vice-presidente eulregou-me
a 11 Iminisir.iraiyT. coiilai fran'camcnle comostneus
ardenles dezejfJsde eoopeiar com vosro para a pro-
inoeao do engra'iidecimenlo de vossa provincia.
Antes de comerar a ininha Jfcpo-ie.o devo dizer-
vos cheio de jubillo, que a preciosa saude de suas
magestades imperiacs e das sercuissimas princezas
continua inalteravel.
Tranr/uillidade publica.
Esta mullican indispeusavel a" felieidade dos po-
vos parece slidamente eslabelccida Deak provinca.
A dolorosa experiencia do passado, e os sentimen-
los de paz e de ordem, quo felizmente vivero com
forra no enrames de todos os Algnatios, sao pc-
ndores seguros de que a Iranquillidade publica
nunca ser alterada por especuladores, que nada
tendo n perder nos (urbilboes revolucionarios, roi-
gan! de levar o pobre povo ao sacrificio de seus com-
modos e felieidade, rebellnndo-u contra as autorida-
des, c as leis do paiz, sob fantsticos pretextos.
Seguram-a individual,
A aotoridade publica, apoiada na honestidade
dos cidadaos, vai conseguindo nesle importante ra-
mo do servido publico alguns triuniphos. A esta-
tislica criminal da provincia n.lo se musir boje lo
i-anegada de sangue como cm oulras pocas. Aos
aturados esfnrcos de meus dignos'nulecessores, c ha
idas mais exactas o justas que os Alagoanos vam
tendo acerca da verdadeira importancia do homem
social he sem duvida devida esla feliz mudanca, que
prometi um futuro de engrandecimento e pros-
peridade.
Segundo o relatorio do met diguo antecessor que
hoje os destinos da provincia do S. Paulo,o l)r. Jos
irigi Antonio Saraira.foramcomrDetlidos na prorin-
cia em 10 mezes.decorridos desdeo I de maio de 1853
ateo iillimo de fevereiro do anno passado ho-
micidios, e 18 fciimeutos graves, isto he i:l altenla-
do de sangue, e 110 mesmo lempo foram caplura-
dos72 criminosos de differenles crimes. Segundo
as participamos da pulira, nos 12 mezes decorri-
dos desde o l" de marro do anno passado al o ulti-
mo de fevereiro prximo lindo, foram commellidos
19 homicidios, e 10 le miento graves, isto be 29
allentadosde sangue, c no mesmo lempo oram rap-
urados 191 criminosos.
Para poder eslabeleccr urna pcrfcila compararao
entre a eslalislira criminal do anuo decorrido do I.
de mareo de 18"> ao ultimo de fevereiro de I8V1, c
a cstalislica do anno decorrido do I' de mareo de
I8'ill ao ultimo de fevereiro do 1854, lomarci nos
mappn da polica dos mezes de marro e abril de
18">.'l os algarismos respectivos, c o resultado he o
o seguiule :
(morles. :l<;
lerimenlos graves -JO
anno de 1853 ri \total dosatlcnlailosde san-
1851. Igue. .56
(.criminosos presos 87
! morles. 49
ferimentos graves. 10
(olal dns a neniados de san-
gue. r9
criminosos presos. 19i
Estos algarismos demonstran) que os crimes de
siiiigue desceran) a melado, e que as prises eleva-
ram-se a um uumeru dupliradamenle in.iior. Dos
criminosos capturados foram :
file morte.- 115
!de tentativa de morte. 10
(de fcrimenlos. 1-)
seus deveres; porque, srs
goveruos nAo entrar nosj
nao consentir que nelles
185 a I8V).
1.17
de differenles atlenlados me-
nos imporliinles. .",7
191
Acbam-se rerolhidos as cadeias e ja pronunciados
frcnlc a iHvida cxlcrna. Esta divida foi objeclo es- os individuos que a opinilo publica indigila como
perinl de um regulamculo de 18i."> ; marcava-sclhc
o juro de I por rento ao anno, rom o augmento de
l|l por rento no,quiltro primeiros anuos al a lava
deliuiliva de (i por cenlo, mximo estipulado sobre
o capital primitivo. Os juros vencidos e nAo pagos
al 181.)eram capilalis.ido como divida adazada, c
inactiva |ior der.eseis anuos, durante 05 quaes o ju-
ro parlindo de I por cenia deveria subir at .'I, m-
ximo do joro fixado para este oulro capital. Desde
1819, [compre otar bem esta dala que os divi-
dendos nao linham sido pago, e achava-se no fim
de 1853 ser o atrasado da somma de 1.231,510 pias-
lias, aoquese lleve ajunlar o dividendo de junho
de 1851 na importancia de -20"1,012 piastras ; o di-
bando apressou-se em convocar um comclho de videndo do dezemuro scr.i de igual somma ; c assim
governo, coraposlo do ricc-prcsidenle da rep-
blica e dos ministros para por Om deliberadlo
por dianle ir subindo o nlgarismo, Aqui ao menos
sahe-sc a razao do defin, o contrario he no tacante
se devia aceitar a dicl.-.lura. Foi-lde respnn- i a dirida interna. Em materia de divida interna ha
dido pelo conselhoque, sendo elle presidente rons-
litocioual, evidentemente violara a consliloirao, e
se despojava do seu titulo legitimo, se aceitasse a
litlos nominaos de 6, 5 e 3 por rento, cujo juro es-
ta reduzido a 2 1|i, 1 7|8, 1 1|8 por cenlo. Ha ren-
das que dao um inleresse de jpor cento, mas depois
mandantes das morios praliendas sobre as pessoas
do infeliz capilao Manoel Juaquini de Souza,_iom-
tnaudante interino do balalhao tfc guantas nacionaes
da villa da Imperalriz, a-sassnado 110 dia 18 de se-
leiiihro do IS5:>, e do distinti subdelegado da Lago
do Candlo. Anlonio Jos Ferrcira da Cruz, no dia
2s de Janeiro do anuo passado. Ilcdoploravel di-
zor-se que algn dos individuos pronunciados por
can-a desses dous graves atlenlados sAo domens al-
tamente cullorados na sociedade. No primeiro pro-
cesso foi pronunciado o lenle da guarda nacional
Joaquim de Moraes Coutuho. No segundo foram
pronunciados, alm dos mandatarios que lambem
se acham presos, o lente coronel da guarda, nacio-
nal. Jos Ribeiro Leite, e o padre J0A0 Soares de
Albuqucrque. Brevemente serAo punidos pelo
jun.
Arha-sc igualmente preso o farinora de muilas
morles. Podro Manoel da Cosa, o qual era o ler-
cisco Liberato de Maltosa meroi ulajappellacu.
Os celebres criminosos Cbrislovao Jos Tlicolo-
nia do Reg Mello e Francisco Auonso do Reg
Mello, aulores da morte do desgranado inspector de
quarluir.lo do Morro Vermelba Antonio Jjaquim
achani-sc presos. O primeiro sendo julgado por
este crime polo jury do Pencdo foi adsolvido, roas
estando pronunciado na provincia de Sergipe em
erime de furlo de escravos, foi embargado na radeia
rcquisicAn das autordudes daquella provincia, c
npportiinamcntc seguir' o seu desliuo. O segundo
acha-sc simia pronunciado por causa da referida
morte. sidade indeclinavcl
Constando-mc no dia 3 de Janeiro, que o vigario
da freguozia de Santa Anna de Paneroa, Francisco'
Mondes Ferrcira. fra amearado em sua existencia
por Joaquim Rodrigues Guia, seus lilbos Porfirio Ro-
drigues linio. Jos Rodrigues Gaia, JoAo Rodrigues
I i.ima-rou '. c outros prenles destes. por causa de
urna fulil queslAo, que livera logar enlre o dito vi-
gario e os referidos Ga ias acerca da posse e uzo do
um cemiterio existente na mrsma freguozia, enten-
d que nao havia lempo a perder, e que os autores
desse desacata conlra a pessoa de um saeordole de-
Mam ser proinpla e severamente punidos, emboca
estvessem a mais de 70 leguas de distancia da ca-
pital. De aecurdo com o l'r. chefe de poliria liz
partir no da i dcsla rulado o lenle Jos r-frrAo
('asidlo Branco, do enrpo de polica, commandando
um destacamento de praras do mesmo corpn, e 110-
moado snblolegado do lugar : dertermiuei que fosse
elle auxiliado pelo subdelegado da Palmeira dos In-
dios Jos Cnrreia da Cosa, e por todas as oulras au-
toridades de cujo, soccorros tivesse necessidade. Es-
tas providencias foram coroadas de boro suceesso.
porque na manlia dn dia 12 o novo subdelegado
eiilrou ua pnvoai;ao de Pauema, e os principaes au-
lores do altenlado foram presos e acham-se proces-
sad os.
O faeanhiido Leoncio Correia da Costa de nome
horroroso tiesta c na provincia de Pernamburo.ns lor-
riveis ,-issassiiios Jos Lopes ( do Hrrenle ), Fatislo
e outros mallos, ja nao vagueam impunes insultan-
do as leis do paiz.
l)us causas futre oulras concorrem poderosa-
mente para que um grande numero do crimes soja
commetlidn no nosso paiz : l, de sem duvida n ploravcl coslume do andar armada a popu povoadus e dos campos : a 2.-1 he o acororoamento
e prolcrrilo, que os polenlados costtunam dar aos
criminosos, tornando diflicil contra estes a achilo d*
jusliea publica, eanimando-os a periielrajilo de no-
ros crimes com mais audacia e prcrersidade.
Os meus Ilustres antecessores penetrados da con-
veniencia de matar essos vicios de urna rivilisaeAu
atrazada, lomaram as mais energiras providencias
para ser conseguido o desarmamenlo da popularan.
c para serem quebradas as perniciosas influencias
dos potentados.
Prosegu nos mesmo esforens, e boje esl quasi
cxlinclo o b.ihilo de conduzir armas como ornato, e
a polica vai devastando os medonhos antros, em que
ontr'ora se adrigavam, sem receta de oITcnsa, os
criminosos de toda casta.
Aceitando de meus dignos antecessores o peno-
so, masnecessario legado, de perseguir a toda cusi
os criminosos, lenho procurado rumpri-lo com zeta
e liilelidadc. Sem poltica dimite do crime, c vigo-
rosamente ajudado era minhas providencias pelo
honrado chele de polica o l)r. Manoel Jos da Silva
Neiva, e pelas autoridades policiaes sob a sua direc-
rdo, posso felizmente dizer quo as providencias de
meus antecessores continuadas por mim tem sido de
benfica influencia na ropressAo do crime.
. auKMgs-, a violaras d., lei no sociedade duma-
naS-^^ntrlizmcnle una eondieo de sua existencia ;
mas o maior ou menor numero de rrimos, c a pu-
nieao ou a impiinidade dos criminosos asolnala o
grao de civilisaoao de cada urna. A diminuicAo dos
crimes que aprsenla cstalislica criminal .la pro-
vincia e o grande numero de criminosos reroHidos
as prises ato poisum symptoma animador de que
a nosa provincia ja reronhece a necessidade de ci-
vilisar-se.
Nao crcio, digo-vos com pesar, que esse estado
algum lano lisongeiro de seguranza individual osle-
ja consolidado. Nao ; creio antes que vnllaremns as
primeiras pocas de bardara e de crmes, apenas a
autoridade publica depozer a sua viva aclividade,
julgar desuecessaria a sua constante energa e con-
fiar de mais na marcha regular e ordinaria dos ne-
gorios pblicos. A coiisulidar.au deste estado depon-
de principalmente da muralidaMe dos povos.e esla nao
de obra de uro dia, de urna poltica e nem dos uni -
eos esforros da autoridade publica. Sea queremos
se desojamo-la sinccramonle, procuremos reformar
os maos habitas dos povos, e esla planta de solo c:
vilisado crescern a sombra da pn.tecc.ao e seguranra
que a autoridade publica ollercce.
.tdministracao da'jttstira.
Foram julgados pelo tribunal do jury desla pro-
vincia em o anno passado 273 reos, sendo 73 por
crimes commcttidi.s no dilo anno. e 200 por crimes
commellidos desde 1851 at 1853. Foram abs"olvi-
dos 177, econdemnados 9(i, leudo tido lugar 59 ap-
pellames por parte dos juizes de direilo o promoto-
res pblicos. Durante a anno de 1853 taram julga-
dos 208 reos, aos quaes foram absolvidos 118. e con-
demna lus tjO, leudo lugar a interposir.Au do 23 ap-
pollagocs, sendo 23 pelos juizes, e dez pelas parles.
Eslcs algarismos enllocados mis dianle dos outros
aproseulam ero favor do anno de 1854 ossegujnles
resultados : l.1 mata* numero de juigamentos ; 0.0
maior numero de coudeuinaces ; 3., maior nume
ro de appellaces, guardada neslas Ires concluses a
devida proporr,Ao. Este sensivel progresso que vai
fazen lo a instituirlo do jury he animador.
Existem na provincia 8 comarcas, 17 municipios
oh .1 jun licc.io de 10 juizes formados, 11 delega-
das, 39 subdelegacias e 45 districlos de paz. Todas
as comarcas se acham providas de juizes de direilo.
Por decreto de 18 de julho de 1851 foi removido
o juiz de direilo da comarca das Alagas, Matheus
Casado do Araupi Lima Aruau I, para a comarca de
Miceiii. e substituido pelo juiz de direilo Lo'oronco
Jos da Silva Santiago: ambos estilo em exercicio
de suas fuicces.
Por decreto de 28 de selembro do mesmo anno
foi removido o juiz de direilo da comarca da Ala-
lina, JoAo Antonio de Almajo l-'rcilas Henriqus, e
subslituido pelo juiz de direilo Silverio Fernandos
de Aran n Jorge, que entrn em exerricio.
Por decreto desta mesma dala foi removido o juiz
de direilo di comarca de Porto Calvo, Raymundo
Francisco de Araujo Lima, o qual foi substluido
pelo bacharcl Manoel Joaquim de andonea Cns-
lello Branco, uomeado juiz de'direilo por decreto
de 9 do dita mez de selembro, e acha-se e m excr-
ciclo.
Por dnelo do 7de dezembro ultimo foi remov
do o juiz de direilo da enmarca da Malla Grande,
JoAo de Carvallio Fernn le-, Vicira, e substituido
pelo juiz de direilo Ignacio Carlos Freir deCarra-
llio. o qual ainda nao mlmn ero exercicio.
Por decreto de 3 de Janeiro do corrente anuo tai
removido da comarca do Penedo o juiz de direilo,
Jos Vieira Rodrigues de Carrato e Silva, e subs-
tituido polo juiz de direilo, JoAo Quirno da Silva.
Por decrelo da mrsma dala foi removido o juiz de
din ilo da comarca da Imperalriz, Francisco Libe-
rato de Mallos, c sobsliliiido pelo juiz de dircito,
Esperidi.lo Eloy do Barros Pimental,-o qual ja en-
trou cm exerricio.
Assim, de lodos os juizes removidos para esla pro-
vincia, s nao entrama ainda em exercicio os das
comarcas da Malla Grande c Penedo.
Por derrelo de 12 do julho de 1851 foi nomeado
juiz municipal dos Irruios ,|a Alagas c Sania La-
ta do Norte o baeharel Ouintino Jos de Miranda,
o qual ja se arha cm exerricio. o por dccerlo de 12
de outnhto do mcsjno anno foi nomeado juiz mu-
nicipal dos termos de Macoi c Passo o baeharel
JoAo Francisco da Silva Braga, que ainda nAo lo-
mou conta do logar.
Por aviso do ministerio da juslira do dala de 13
de dezembro de 1851 foi mandado Considerar reuni-
dos os termos de Macei e Passo sob a jurisdiceAo de
um s juiz municipal, na forma do aviso de 30 de
novemhro de 1812, o os termos de Alagas e Santa
l.uzia do Noria, sob a jurisdior.lo de oulio juiz mu-
nicipal, na forma do derrelo n. 174 de 15 de niiio
de 1813, tirando assim desligado do termo desta ci-
provincial n. 22(1 de 9> de julho de 1853. Na exe-
rurao deste ariso, quanlo reunilo do termo do
Passo ao d Macei, uncontrei embarazos que nao
pude superar, e ped os devi.tas esclarccimenlos ao
governo ; quanto. porm, a reniao do (ermo de
Sania Lata d0 Norte ao de Alagas, nenlium emba-
razo encontrando, tai cumplido o aviso.
Por decreto de -l dc novembro do anno passado
foi reconduzido o ju rnanleipal Rozando Cesar da
Ce. nos termos de Anadia c Poxim.
Foram nomeados promotores pblicos das comar-
cas de Macci.., Malla tirando c Anadia os hachareis
IVrancisco do Araujo Barros, Joao francisco Paes
Brrelo e Lourenco Machado Dias, o pimeiro em
dala de 28 de selembro, o segundo e lorceiro em di-
ta de t> de novembro do anno passado.
Acham-se todas as promolorias ocenpadas por ha-
chareis formados.
Omeu digno antecesor entendeu .que a cranlo
le mais duas comarcas na provincia era mea necs-
pira a repressan c punirSo do
Ha lambem 14 escolas particulares, sendo 8 do
sexo mascolino e (i do sexo femenino, frequenlada,
por 3:10 alumnos.sendo 228 do sexo masculino e 102
do sexo)femeninn.
ssimos mappas de ns(ruceao|primariadao 40H2
alumnos de ambos os sexos. Algumas escolas parti-
culares deixaram de remelter os respectivos mappas,
portento o numero do alumnos registrado he infe-
rior no que frequenlou todas as escolas publicas e
particulares.
No numero das escotas publicas esta comprehen-
di.taa do rolltgiu de educandos artfices frequenla-
da por '23 aprendizes.
Existem II cadeiras publicas dc insIroccAo secun-
daria, sondo estabelecldas no lyceu desta cicade, eG
nos termos t cidades cenlraes.
Estas 11 cadeiras foram frequenladas por 167
alumnos, sendo 82 matriculados no lyceu e 85* as
cadeiras contraes.
Em data de 5 de fevereiro do correnle anno fot
demillido pela presidencia, por assim o haver pedi-
crme, e com effeilo, levando i execuc.An as suas i- "lo. o professor da cadeira do geographia do lyceu o
deas, pedio e oblovc dc vos a ereagao de doas co- baeharel Jos I'rosporo Jehovih da Silva Cnroata, e
inlerinamenlc para substilui-lo o l)r.
marcas da Imperalriz e Malla Grande. Essas loca-
lidades, oulr'ora Ihealro de horrorosos e repelidos
crimes, acham-se boje em perfidia quclacAo, tendo
nelles verdadeira influencia as leis e as autoridades
publicas. Seria ingralidao administrativa nao ron-
signar eu aqui o meu profundo reconliecimcnlu aos
importantes serviros felos comarca da Imperalriz
pota dislinelo magistrado que acaba di deixa-la,
Francisco Libralo dc Mullos. Circumspeccao, in-
lelligencia, coragem civic e juslira presidiram a lo-
dos os seus aclos.
Senhores, eu vos disse no artigo antecedente, que
o numero das prises f..i duplica lamente maior no
anno docorrido al Itonlem, do que no decorrido
al o ultimo do fevereiro de 1853, mas a pristo dos
criminosos nao he a ptlnirAo delles : aquella sem es-
ta denotara apenas frtividade, zelo e energa da
parle das autoridades policiaes, mas" nunca dcsag-
gravo das leis ollendidas, raprsele da juslija ullra-
jada. A ronsor11r.11 deste rcsultailo inteiramenle
neeessaria n'uma sociedade regular, depende boje da
magistratura da provincia, e dos cidadAos jurados.
Sei bem que ha causas exlernas que milito concor-
rem para u triumpho da juslira nos jutaamentos:
nomeado
lliomaz do Romfim Espiudola, mojo estudioso c
inlelligcnta.
As cadeiras de pdilosophia e geographia acham-se
anda vagas, assim como 0 lugar de Sllbsliluto das
cadeiras de lingnas, por haver sido prvido em con-
curso na cadeira de francez da cidade do Penedo ..
professor que as regia, Fililo Elvsio da Costa
Colrim.
.Nao mandei por em concorso as cadeiras vaga
do lyceu, porque devendo ser substituido esle esla-
betacimenlo por um Intrnalo, na forma da fei n.
235 de 10 de abril do anno passado, o provimenlo
vitalicio dessas cadeiras seria talvez um augmento
de difficuldades na organisarAo do novo estabeleci-
meuto.
O meu Ilustrado antecessor qoo em seu relatorio*
do anno pasado pedio-vos a promnhjarao desla lei,
linda mlencao de execula-U, collocando frente do
ulernalo um dumem respellavel por soas lnzes o
raraclor como elle o disje ha om anno na cadeira om
que nesle momento tendo a honra de senlanme.
He lambem a miulia iutenrAo, e enlondo que s
lesla forma deve ser montado esta importante esta-
enlrc oulras, senhores, he urna milito poderosa o '-'''menta. Desojando execular a lei com algumas
comparrcimenlo dos reos na barra dos tribunaes sem
a cerrada phalange dos protectores, quo nunca fal-
tara aos criminosos de pnsirao social elevada, ou
mesmo de audacia recunhocida e experimentada na
perpetrarlo de deudos os mais graves. Ningucm
descouhece a maligna influencia que o patronato ex-
erce escandalosamente nos Iridunaes do jury. E
nAo ser um crime o emprego desata metas reprova-
dns com o fim de desviar a jusliea dos trihunaos ? E
nAo devoran ser embarazados c punidos os que as-
sim procedem '.' Creio que sim.
E a quem competir a nohre missa.i de neulralisar
essas fataes influencias, le quebra-las mesmo '! Aos
cidadAos mordsndos, e os autoridades publicas. A-
ceitem os cidadaos honestos a parto que Ihes cabe
nessa digna cruzada contra os prolectores do crime,
e as autoridades nAo rugirn de seu posto. Nivelar
com os criminosos os seus protectores, he hoje urna
necessidade, se se quer sinceramente o triumpho da'
jnstija odas leis.
Este* compenetrado desla verdade, e procurare!
fazer o que as leis me determinara que cu Ibes), pa-
ra torna-la urna realidad, para salvar .1 jnesinas
leis. Sempre entend que a imp .-sibili la |.> dos go-
veruos diente dessas conquistas, que os er irnos qur-
rem fazer conlra as le', bem longo dc ser neulra-
lidadc ou respeilo a um poder eslrando, de ao con-
trario infidolidade ou inicio no cumprimenlo de
ihores, se he dever dos
ligamentos, lambem o he
Milrem elementos, que as
ror da comarca da Impenda i/. Mernbro de urna
numerosa familia, malsou menos, importante pela idade o de Santa Luzia de Norte, nAo obstante a lei
leis nAo admiltem. So o primeiro dever de um dog-
ma constitucional, o segundo he um dogma admi-
nisiralivo. #m e qnlro I -.ora ser m'aiidamcntos.aa-r-
grados da rei,ao dos gnrernos.
Cadeias.
As cadeias seguras c commndas sAo um grande an-
xilisr na repressilo c punirn dos crimes ; silo alm
disso exigidas pela hiimanidata que rerommenda o
menor dispendio do torturas c sulTrimenlos conlra
ossas infelizes crealuras quo pelo seu mao fado tor-
nam-se o llagcllo dc seils semelhantes. Seria pois
para desejar que era todas as comarcas da provincia
douresse prises, ao menos solTrireis, para recollie-
rem os presos da poliria e os condemnados da jus-
liea ; assim, porm, nao acontece, e eu chamo para
esle ponto a rossa atlticta.
Cadeia de Macei.
Esta cadeia, que sem duvida he um dns moldures
edificios da capital, nao se aclia concluida. A' pro-
porro que as autoridades policiaes desenrolrcm sua
aclividade contra os malfilores ecriminosos, orej-
ee a insufficicneja desla prisAo para receber lodos
os individuos, que nelta devem ser guardados. A
conclusa, ou ao menos o augmento do edificio, he
meu ver urna urgente ued'-ssidade ; lenho dado ja
providencias para a sua continuarlo, e em nome dos
infelizes que nessa priso ~ acham amonio ules, pe-
ro-ros que aulori-eis esla com preferencia qnal-
quer oulra obra.
Cadeia da cidaie das Alagos.
. Este edificio em ruja construcrAo tai dispendidu
1 quaiilia dc rs. 23:520-5^73, mo ha dous anuos,
precisa de prompta reparar no forro do lecto, sob
pena de continuar o desabamculo coincrado, dev.lo
mu qualidade das madeirase ao pouco cudalo no
Barrica de carpintera.
Cadeia do Penedo.
Nao he mu, nao obstante sor mui! volia. Al-
guns pequeos reparos tenlto mandado fazer. e de
oulros lem ainda necessidadot llevis aolorisa-los.
Cadeia da pautariTo do Pilar.
O proprictario do terreno daquella povosrAo, ba-
eharel Antonio de Carvallio lljaposo offereccu :\ pro-
vincia urna pequea casa de pedra e ca! para reco-
Ihimenlo e guarda dos presos.
Vi esto pequeo edificio ; parecen-me seguro;
mas nAo ofleiece commodos senAo para urna prisAo
de homens, o que exige um acresciiuo com o lim dc
coustruir-se urna nutra prslo para molbercs ; esta
podero ser o espaco que serve actualmente dc cor-
pn dc guarda, passaudo este para o acreseirao de
que se falla. Se continuar a desenvolver, como
promellc, aquella poroacfa, esta insignificante
obra deve ser feila na actual prisAo. lio iu-lira e
dever da administradlo agradecer nesle documento
solemne a generosidade daquelle cidadilo. A gr-
delo.
Quanlo s oulras cadeias da provincia dir-vo-
hoi o seu estado as ponras scsuinles palavras : sao
pes-imas e barbaras.
Coifviria nao estabclecer grandes pr parle, mas ao monos ronslruir-sc urna solfrivel pri-
sta para os municipios do norte da provincia, c es
labelerorem-se as oulras villas pequeas casas de
deteticiio das quaes fossem cjm seguranra ro uni-
do para as grandes cadeias' os presos naquellas re-
cnditas temporariamente. He o meu voto.
zVtfli.sca.
Os mesmas embarazos com que os meus dignos an-
tecessores (em talado para a organisacao do urna es-
tadstica, ainda mesmo itnperfcila, com a qu -I pos-
sam os legisladores proviuciaes e a admini-trai-o
soccorrer-se nos seus clculos o providencias legisla-
tivas e administrativas, lulo eu hoje. E-ta importan-
te s:icncia dos lempos 1110 ln no iieuliom passo lem
dado nesla provincia. Os algarismos os mais uoces-
sarios sAo ainda vei fa leiras incgnitas.
Nesle batallo encarreguci em data de 8 de Gvc-
reiro lindo ao l)r. Tdoinaz do Romfim Espndola.
actual professor da ca.taira-de geograpdia do lyceu,
o trabadlo de mini graphcas da provincia. Creta, que lerei de applau-
dir a cscolba que liz, porque esle iiilelligenlc |iro-
fessor .srmailo romo se a cha dc esludo, boa vont.ide,
perseveranea e aclividade, poden rhegar rosis cedo
011 mais larde, mais nu menos prvido de esetare-
rimentos uteis, 110 termo de seus esforeos. Em seu
auxilio mandei que arudissem todas as repartirnos
c emprogados pblicos, dos quaes exigisse esclarcci-
nienlos. Pela presidencia asesaaa vo dandn-lhe
auxilios poderosos, e estou resolvido a nao poupar
meios qne possam levar ao monte de informarlos
iiecessai-ias mais urna informarlo proreilosa pira
um Iraballta deslc genero.
Em lugar competente encotiliarois um mappa da
populacho da capital c da comaica da Imperitriz-
Instrtirro pnhlira
Existem na provincia 73 escolas de insIraecAo pu-
blica primaria, sendo 18 do sexo mascolino, e 5 do
sexo femenino, l'oram frequoiiladns durante o anno
passado por 3732 alumnos, sendo 2598 do sexo mas-
colino, e 1134 do sexo femenino.
oudiroesdeulilidade, mandei contratar na capital
da imperio um humera respeilavct por sons tuzese
carcter, sob cuja direcrlo possa convenientemente
funecionar um eiitabelecimento Iliterario lao impor-
tante. Nenliuma injusliea liz as llustrare da pro-
vincia, Inandando contratar lora uro director,porque
todus sabemos que o director de um intrnalo deve
possuir. alcm de illusiracjo. siaudeza de carcter e
muralidade, o muilo raro quisilo de urna vida pro-
fessionjl, irrcprehensivcl e tanga, provada em esla-
belecmenlos igoacs, e certo esle quizita nao pos-
suem os actuaes professores do lyru e os oijtros"
Iliteratos da provincia.
Se a creaeAo de um intrnalo lie til, convem nAo
desconceituar a idea execulando-a mal.
Antes mais tarde confiar a.plantarlo desla espe-
rancosa arvore a- mAos seguras e experimentadas, do
que precipitadamente entrega-la a mitas habis e
novas. He o meu pensamenlo.
Assim, crendo obedecer as vossas delerminares,
estou resolvido a nao montar o intrnalo, senao de-
pos da acquisicdJo de um hbil director ; peeo-vos
|H)is, que nao revogueis a lei n. 5 de 10 de abril
do anno passado. Entretanto nao tendo deixado do
estudar as causas do pouco crdito do lyceu peraule
os espiritas dos piis de familia.quo desojamdas edn-
cacao a seus lilhos. A-sisli a quasi todos os exames
que tveram lugar no mez de novembro do anno
passado, e lenho o prazer de diabr-vos que reconbe-
ci inlelligencias nao vulgares e aproveilameolo sa-
lisfaclorio em alguns mocos.
Nao creio pois, que a falta de confianca 110 lyceu
leuda por causa a inbabilidade dos professores ac-
antos que esle estabelecimenr, se
louvess sido coslaiilemciitavigiado por odos se-
rcros e inflexreis eslaria hoja em bom pe, salisfa-
zendo completamente o fim de sua insliluicAo.
He meu proposito nao desviar delle as minhas vis-
las, emquanto nao for execuUda a lei n. 235 de 10
de abril.
Pelo arl. 4 da lei provincial n. 261 de 8 de maio
do anno passado aulorisaslcs a presidencia a jubi-
lar o professor de latim do Porta Calvo Manoel Car-
dozo da Candn Bran lao, com o ordenad correspon-
dente ao lempo de servico. Este professor nao re-
quereu ainda a sua jubilarlo, e desde dezembro de
1853 est tara da cadeira, tendo abandonado-a sem
licenra. Mandei responsabilisa-lo, e nao, se aeda
ainda concluido o processo. '
He meu vota que as cadeiras de insiruer.ao secun-
daria que vagarem tara da capital nao sejam provi-
das. A experiencia tem mostrado que a despeza
feila com esses professores nao he compensado pelo
pouco aproveitaincnto de diminuto numero de
alumnos: convira antes crear mais cadeiras deins-
truccAo primaria, derramando assim por maior nu-
mero de infantas as inirOes-iiidispeiisaveis de leitu-
ra, escripia e dnulrina cdrislla.
Pela lei n. 201 ja citada foi autorisado o concurso
i duas cadeiras de grammalira latina da cidade do
Penedo e da villa da Alalaia. Esta foi provida 0,1
pessoa do Rr. Manoel Aniancio das Dores Chaves,
e aquella inlerinaaienle na do religioso Fr. Vicente
da Assumpcac,al apresentar competente liernca pa-
ro residir tara dos claustros, ou breve de secolari-
sacao. Ja apresentou o breve de sccularisarao.e tai
vitaliciamente prvido.
4

Ja se acham providas de professores vilaflcios as
seis cadeiras de instruccilo primaria que creasles
pe is leis ns. 251 e 201 de 8 de maio do anno pas-
sado.
Pela lei n. 255 dc 8 de maio do anno lindo foi a
presidencia auturisada s conceder at om anno de
licenca com dous lerdos do ordenado ao professor de
primeiras ledras da villa da Malta Grande Manoel
Vctor dc Araujo. Submetlido a urna inspecc.lo me.
dicj, esle professor foi reconhecido incapaz de con-
tinuar a reger a cadeira por defeilo phisico e moral.
Pareceu-mc acertado julgar a cadeira vaga", e pro-
re-la. Assim liz, contando com a vossa approva-
cao. Peco-ros hojea pennissao de a|iosrnlar o,refe-
rido professor como ordenado correspondente no
lempo de nerviro.
Desojando apreciar por mim a maneira pela qual
os professores pblicos de inslrucc.,1o primaria cum-
prera os seus deveres, foi as-islir aos examesque li-
ve'ram lugar ero dezembro do anno passado na aula
do professor de segunda cadeira dcsla capital Jos
Francisco Soares. Nolei mais ou menos aproveita-
nicnto em dez alumnos dados a exame, roereceiulo
nota especial o alumno Francisco de Barros Accioli
que tendo apenas de idade 8 anuos c meio, e de es.
cola 18 roezes,mostrou-se superior a lodosos oulros.
Se esle infante for convenientemente educado, e
se IJo extraordinaria inlellgencia em tilo verde,
anuos nao marchar, um dia lalvez a provincia das
Alagas contar mais um Ilustrarlo dislincla entre
os seus ntlios. Infelizmente seus pala Silo pobres, c
nilo podem fazer as despeza de urna educarlo cui-
dadosa.
Etitcndo, senhores, que os talentos extraordina-
rios sio raros presentes com que us ecos coinprimen-
lam poucas vezes os estados ; que estes n3o podem
rcgeita-los, e que devem promover a sua educarlo,
quando os proprios pas o rota pussaro fazer. Ado
que a precore intclligencia de que fallo devo rcr
adoplada por vos como vossolilho.e que nada deveis
poupar para que no fuloro a vosas provincia ufne-
se de possuir mais um talento de largas dimetises.
Devo dar-vos conla da maneira pela qual vai pro-
cedendo o joven Pedro Rodrigues Froes.-que, mos-
lando a mais viva e pronunciada vnraclo para o de-
zenho, merereu de vos a grara de ser educado no
Rio de Janciru, mediana a sulnencao animal de
tiOilSOOO rs ; vai rorrespoiutendo a vossa especlativ;
sempre morigerado, sempre esliidioe. la com pra-
zer o seu nome entre os premiado da academia de
Bellas Arles. Coube-lhe o segundo premio, a nie-
dalha de prala, e talrez o primeiro Ihe fosse devido.
se o peregrino sem ppaUcela era leira estranda e o
feliz protegido livcsseiu diieilos iguaes us recompen-
sa" .lo mrito.
0 meu digno anlccessnr om seu relatorio do anno
passado fez-vos sentir a ncre-siJado de urna escola
normal, anude os professores da instaurlo primaria
pralirssscm o ensino ou apreu lessem a ensiitar.
Pens como elle, e creio que um ensata com a* mo-
destas condiies por elle indicadas nAo sera dispen-
dioso.
A inlelliaenria e a moralidad n*o sAo os uniros
picliradaaexieidos n'um bom preceptor. O magis-
terio.he um verdadeira sacardo,-io rom soa vida es-
pecial, seus habitas dislioctos, sua voca^ao a prove-
V
uiiTimnn
-



0I1RI0 OE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA II UEMAIOOE 1855
'
tada. A prova desla* quididades nao a dao os con-
cursos, e nem o candidato adquie oles predicados
nos poneos meses de esludo ero qja se prepara. Po-
de-se esludar e saber o rue a lei cnige para ensillar-
se,mas nao se sabe ensinar sera se ler spreiidido a
instruir. Para uAo cansar a vo lindu-vos o que ja ou vistes o anno passado, peco-vos
que consultis acerca deste assuriplo o relaiorio da
presidencia na vowa ultima reanitn.
0 vice-direclor da.inslruccflo publica hachare!
Manoel l.ouretiro da Silvtira, pensando como o di-
rector geral, eulende que sao necesarias algumas
reformas no regulamento da in*trurcao publica; pe-
de-as mesmo como urgente*. Nao contesto a neces-
sidadede alajumas modificacitos; mas ludo que nao
for dar os escolas ama liscalUar \o mais activa e se-
vera ser de pouca vanlagem. De nada valem re-
formas, senu forem convenientemente oxeculadas,
e a exeoco nunca ser hi>a sem urna fiscilisacSo
viva certa. Se enlendcrdes, como eu, que sao ne-
cessanas reformas nesta parte do reglamento, au-
torisai-as, e nao perder lempo a leva-las a ef-
reilo.
Nao he idea nova no noaso paiz o cnsino repenti-
no pelo inctbudoCastillio. Minios paizesda Eu-
ropa (em os olhos volvidos rom interesse para o svs-
tema, que prometle fazer urna completa revolufito
as oselas, em que o povo bebe as primeiras nores
de Ma educacao inlellectual e moral; alguma pro-
vincias do nosso imperio j o vem em uso em pe-
quea escala.
('.rondo interpretar fielmente os vosso* desejos, em-
preguei meios de uno fieirmos-muito atraz nestes
-acerca de assumplo lao importante. Tendo
le ir provincia da Bahia, durante as ferias, o vice-"
direclor da inslruccao publica, encarreguci-o de fa-
zer alguns esludas praticos sobre o melhodoCasti-
llio, eusinado comaproveilamento pelo hbil pro-
feasor daquella provincia Gentil. Kecommendei-o
nflicialmente ao presidente da provincia para me-
Ihor poder desempenhar a sua commissa'o. E reco-
lliendo-se o dito vice-direclor no primeim do mez
lindo, enderecou-roe o relaiorio que er-vos-ha pr-
senle, do qual veris que nao seao perdidasquacs-
quer despetas que forem reiias com o fim de plantar-
se nesta provincia, ou ao menos de pr-se em prova
o melhodoCaslilho. Pelo ultimo vapor do Su I
veio a noticia de ha ver besado .1 corle o grande lit-
teralo porluguez com inlenrao de abrir por pouco
lempo um curso de leilura pelo sen syslema. He
meu proposito mandar no prunciro vapor em com-
missao ao llio de Janeiro,um 011 dom professores inslrurcilo primaria dos mais habis, ilim de assisli-
rem ao carao e virem phmla-lo aqu do modo que
Mies oarecerjmais conveniente. Jia> podis desco-
nhecer a ulilidade desla medida, e julgo acertado
que me autoriseis despezas desde j rom este lili
entaio.
Forra publica.
8. balalhao de infaularia de linh.i.
Esle balalho mullo desfalcado em suas.pracas he
a nica foro de liuha existente nesta provincia, sol
o caminando do disciplinado coronel l.uiz Jos Fer-
rcira. O seu estado completo he de f8:l pracas
comprehendidos os ofliciaes : o effeclivo he de 101.
Fas servico na guarnido da cidade. e. em destaca-
mentos centraes. Esta forra lem sido um grande
auxiliar da administraba*) no seu proposito de per-
seguir incansavelmenle ocrime. Muitos oJUciaes se
bao tornado recommendaveis por serviros valiosos
feilos em comini-soes importantes.
Guarda nacional.
Existam na provincia 7 commandos superiores.
cornprehenden.Io > balalhoes de inmolara, pelos
quaes se acham distribuidas 10:536 pracas do servico
activo e 4"-> da reserva, ilesbarmonlas entre al-
gn*, commandanles superiores e os cnmmamlanles
dos respectivos cornos lem embanca lo a organisa-
rao definitiva desla patritica milicia, e entorpecido
em algumas localidades a accao til e necesaria
desse poderoso auxiliar de muitos ramos do serviro
puhl'co. A falta de majores c ajudanles instructo-
res' era todos os commandJtiupentrrcsIvirseTisTveTr
Alguns corpos ja possuem esses elementos de disci-
plica e inslriirrao ; da-los a todos de urna vez nao
seria possivel, porque ditlicilmenle se encontrxm
militares de linha reformados que possam ser no-
mcados. Pouco a pouco irao sendo dolados os ba-
lalhoes desees necessarios instructores.
1 lie menos onsivel a falla de armamento em
lodos os corpos. A revoluc,iU> de 1819 estragou urna
grande parle das armas distribuidas pelo cenlro, e
fez desencaminhar-se niaior. Tenho requisitado ao
Exm. Sr. ministro da justira arinanienlo e corrame
e apenas for salisfeila a minha requisito, repart
los-hei discretamente pelos differenles commandos
superiores. Tenho pessoalmenle visto alguus bala-
lhoes em parada, c sido le-tetnunha de sen maior mi
menor asseio. Merece entro oulros especial cIoro
pela sua galli inta o balalhao 11. ti da villa de S.
Miguel, commandado pelo digno lenenlc-coronel
J0S0 Correa de Araujo. O servido da guarnioao da
cidade, e o de destacamento pelo cenlro lem exigido
al hojo o iiicommodo des nos de diflerentrs localidades, os quaes dominados
de louvavel obediencia a s?us chefes, o de verdadei-
ro amor felicidadc de sua provincia lulo prestado
com aturada constancia os seus serviros, sacrificando
as occapaci.es usases de sua vida. MeucAo parti-
cular he devida guarda nacional do commando
superior desla cidade, e i do ja referido haUlhao 11.
6 da villa de S.Miguel. Esta deu al honlem,
sem vencimento de sold, om deslacamcnto para a
radeia da villa ; aquella, defende nesta lid-tde as
repartir,oes publicas c oulros grandes iuteresses com
a mais dedicada fidelidade e dcvol.irlu, inspirando
a maior confianrn. i autorzale-. He meu proposi-
to cumprir quanlo antes a recommendac.ao do go-
verno imperial, de ir dispensando a guarda nacional
do serviro em que se acha. *Se ja o nao tenho fei-
lo, he porque a seguranza individual merece-me a
. mais viva alinelo, e he digna de sacrificios e des-
peas.
Corpa de polica.
A re provincial n. 217 de (i de maio do auno pas-
tado deu uova organsacao a esle corpo. augmentan-
do o numero de udiciaes c soldados, c elevando a
palale ducomniandanle i graduarlo de major ; as-
nal com 1 autorisou a presidencia a reformar o re-
gulainenln de >\ de junho de 18!". O meu digno
antecessor execulou a citada li, fa/.endo as necessa-
rias alleraces na organisacau do corpo, c eu exc-
cutei-a ua parle di reforma do regulnmenlo, con-
feccionando olrabalho que submello n vossa appro-
vacao. U corpo aeha-se mal armado e mal equipado,
ha mesmo falla de armas e equipamenlo. (.011-
vtm, que nao desprezois esla communicac.10 que vos
fajo.
O digno coinmandanlc do corpo, o lenenlc-coro-
nel da guarda nacional Vicente de Paula Carvalho,
que lem asscnlo entre vos, poder dar-vos lodos o
esclarecimenlos de que tiverdes neceasidade, nao si
na apreciara do novo regulamento, como acerca
de quaesquer outro'olijectos. A delicacao o o vi-
-vo inleresse com que elle procura dar ao corpo de
seu comman lo o maior asseio e os roclhores solda-
dos, habilitam-o u isto.
Satide publica.
O lerrivel nello da fehrc atnarella que inreliz-
mente nunca abandonou de urna vez o nossu paiz,
accommetleu a popularan-da villa de Porto Calvo
em setemhro do auno passado, e a da povoa^ao Pilar e seus arrahaldes, em novembro do mesmo an-
uo. Apenas constnu-me o sotfriincnlo dos habitan-
tes da primeira localidade, enviei urna ambulancia
provida de medicamenlus convenientes ao l)r. em
medicina .'acintho Paes Pinlo da Silva, ao qual con-
vide! para encarregar-se do curativo dos pobres, me-
ditnlc urna graliiiciirao razoavel. Ile-mc lisonci-
ro decLirar, qne o referido doulur. aceitando a com-
misMo, renunciou a gralificacao em benelicio ds
obras publicas da provincia, ou do Imspilal do ca-
ridade. Aceilei a renuncia em beneficio do se-
goado,
Coingno aqui a inv'ii .i.M'.i Icrirnciilo < generosi-
ilado desle illustre Alasoano. (s rasos do febro
amarella, distiurtamente capitulada lid, foram ra-
ros : a mortalidade foi diminua o o mal ce.-sou
lugo.
Para a povoai;ao do Pilar (iz partir no da 18 de
uovemhro, em que live noticia do mal que lavrava
na povoaijo, o l)r. em medicina JoaquimTelespho-
ro Kerreira Lopes Vianna, para meilicar gratuita-
mente os pobres que fossem asallsdos danle a gratificaran mensal de -23it)00O. Sinlo di-
rer-vos que a febre Tez alguns eotloflOS entre os
infelizcs habitantes daquellas parasens ; mas os soc-
1 corros dn governo, dando animo aosdoenles, e Iran-
Kii auxiliar estas providencias Ihurapenlicas com
0ulras hygienicas, dasquaes resullou algum beneficio.
Conslindo-ine que o mal eslavaquasi exlincto, o pa-
recendo-me que seria animadora para alguns espi-
rilos abatidos a minha presenca naquella povoarao.
visitei-a no dia -J do fevereiro prximo passado ; e
acreditando, que poderia sem damno para a sande
dos habjUnlcs do lucar. ser dispensado de sua com-
mis8o o Dr. Lopes Vianna. fl-lA resressar para esla
capital em dala de 18 do dito mez. A mea ver. he
indispensavcl a rorulrurrao de um cemilerio publi-
cu naquella povoacao, aonde apenas existem doas
pequeas igrejas. sendo urna particular. O hacrurel
Anlonio de Carvalho Raposo offereceu para a cons-
Irucr.lo tjcssa ullimo estahelccimento o terreno que
necessario rosse, independenlemenle de qualquer iu-
demnisacao. Vi o terreno ollerecido, pareceu-me
convenienlc, aceilei-o, e hoje asradeco ese uene-
roso bll'crecimenlo.
Apenas apparcceu a febre determinei que fosse
presa conslruido um pequeo cemilerio. aonde po-
dessem ser inhumados os morios.
A exerurao de minha ordem encontrn eiilo em-
barazos invenciveis, c hoje solicito de vils providen-
cias a tal respeilo. Esperar da- cmara municipal
a ronslrurrao desle cemilerio seria desconhecer a
exicuidade das rendas muniripars da cidade de Ala-
goas. Nao querendo illudir-me. convidei alguns
proprielarios para ajudareni ao Enverno nessa cons-
truci;ao. Aguardo esle trabalho preliminar e a vos-
sa aulorisar o para enretar esta obra de lana uli-
lidade publica. Enlendo que a edilicacao de ce-
milerios he de necessidaile iiuleclinavel em todas as
freeurzia? da provincia.
O ijso pernicioso de sepulturas as igrejas lleve
ser desterrailo, sob pena de ser tmproliruo o emprt?-
go das mais bem conhecidas medidas reclamadas pe-
la salubridade publica dos povoados.
Se he doloroso para mim ler de registrar o appa-
recimentn da febre aunrclla em duas localidades da
provincia, ornen pezar sent algum allivio, dccla-
randovos que o governo philanlropico de S. M. o
Imperador, interpretando fielmente 11 amor pater-
nal do nosso angosto mon irrli 1 pelos seus subditos,
approvou lodas es despezas que liz, c recommen-
dou-ine que nao poupasse meios de adorar os soffri-
inenlos dos infelizes rlrasileiros que fossem assalla-
dos de qualquer epidemia nesta provincia.
Sendo aterradons as noticias (bogadas da Europa
no mez de selemhro do anuo passado, acerca dos es-
traaos prnduzidos pelo cholera murhus, e nao sendo
talvez impossivel que csse lerrivel inimigo, transpor-
tado cm .1!-11 ni navio visilasse o nosso paiz. o co-
verno imperial, por urna louvavel cautela, recom-
mendnu-me a adopcao de medidas anuarias, pre-
ventivas, e a coiKtrucran de um Lazareto cm lugar
conveniente. De accordo com o parecer de urna
commisso composla de liomcns habililados, que no-
meei para a designaran do lugar, esYolhi a cosa do
Porto do Francez, tres lesuas ao sul desla capital,
aonde as frrenles dos venios nao pudem daninilicar
os povoados visinhos, c aonde podem aurorar em
porlo seguro os navios que Irouxercm (lenles a
bordo, e que deverem ser desinfectados. O lazareto
esta em conslruccao, e em lugar upporluno Ir..larri
desta obra.
. Nenlium oulro flagello, eraras ao reo, accom-
metleu a popularan nesses l mezes deenr/idos de
vossa ultima reunan al hnje.
Apparecendo nesla cidade 11 individuo Manoel
Borgcs do Htndenea, qne se dizia curador da clc-
phanliasis dos regos. o meu digno antecessor ob-
leve do governo imperial a aulorisaro de de-pender
al a quanlia de 'J:(IO09bM)0 com a experiencia fcila
em objeelo de lano alcance sobre a humanidade
solTredora do mais hediondo mal. Infelizmente a
junta medica, 1 qual foi confiado peridicamente o
exame dos 4 doenles tratados pelo melhodo do re-
ferido Borges de Mendonra, recoiiheceu que o Ira
lamento Uto passava de um grosseiro charlatanismo,
e quo os doenles, depoli de alguns mezes achavam-
^e no mesmo estado. Est<*s exame* Coum sempre
proced los dianle da presidencia. -TJJl^Wrfseipiei'-
f ia de tal asseverarao feila pelos ie^icns da scien-
cia, o governo imperial inandou rescindir o contrato
celebrado com o dito Borgc, o com cffeilo foi res-
cindido em data de 15 de Janeiro do correnle anuo ;
mas esle pedio-mc a permisaSo dp conliiiiiar o Ira-
lamento dos doenles sem subveni;o do governo.
Nenlium prejuizo haven lo nesla perm>i di a. No referido Borccs a ronvicro de curar a
eleplianliasis lem subido ii altura de nina verdadeira
monomana. [Conlinuar-'e-ha.J '
GOllllilGADO
A capital de Sergipe.
A provincia de Sergipe acaba de dar um passo do
maior alcance para o seu futuro, um dotes passos
que impellrm um povo na rarreira de sua rivilisa-
rAo c prosperidade, indicando da parle d'aquelles que
o promoveram nm decidido amor pela provincia e
um perfeilo couhecimenlo de suas mais palpitantes
necessidades o de seus immensos recursos naturaes,
que s esperam ser solicitado', com disccruimcnlo,
para frutilicarem devidamente.
A assemblea lecislaliva provincial reuuio-se no po-
voado do Aracaj na margein esquerda da barra da
Colinguiha e elevando esle povoado a calliegorm de
cidade mudnn para ahi a capital da provincia.
Honra e gloria ans legisladores que assim concor-
reram para o verdadeiro engrandecimento de sua pro-
que se faz o commorrio de exportarlo directa para o
eslrangeiro, onde existem a alfandaga, na mesa de
rendas provinciaes, a rulado de S. ClirislovAo sem
importancia alguma rommnrcial, sem desenvolv-
ment, limitada a rondirgo de urna cidade central,
1 sem oulro principio de vida .1 nao ser a ssislencia
do governo e das reprlires publicas, nao devia,
n.lo podia ronlinuar a ser a^rapital de nina provincia
que aspira, que pode eque lem direito ser eran Ir
e prosperar, porque a Providencia fez delhjkjma pro-
vincia marilima. Ha mais de duzenlns annos que foi
povoada a cidade de S. Christovao apezar de capital;
lia Mola e taiilos annos.apezar dos assidnos cuidado*
do governo,apezar desle estimulo, qued a ICcSodo
governn. nao lem podjdo prosperar e lem muilo me-
nor desenvolvimenlo que muitos oulros pontos da
provincia que cnnlarp alias milito pouros annos de
povoacao. Sem commercio, sem desenvolvimenlo
algum industrial, sem estes recursos qne vem de sua
propria ferlilidadc c indusfria, sem poder jornal'
lornar-se ao menos nm inlerposlo commerrial para
a provincia, pois que a islo se nega a sua psito
loBographica, a cidade de S. Christovao como capi-
tal ja nao era para i provincia mais do que urna ca-
bera de anao em corpo de gigante, um cstorvo para
sua independencia coinmercial. Incapaz mesmo de
aceitar qualquer esforco para engrandecimento do
commercio, industria c navegarao na provincia,
pois que para islo Ihc faltam as condiees lopOgra-
phicas, indispensaveis, a capital de S. Christovao
enlrelinha o commercio da provincia neslc eslado
de dependencia, de ecravid e de meqoinhez, im-
pedindo-a de ler urna prara commerrial propria,
que (izesse com que os" uossos producios agrcolas
gozassem do mesmo prec o favor de que gnzatn os
das*outras provincias, e que os gneros de importa-
cao nao chegassem ao consumidor da provincia por
um prern quasi duplo daqnelle porque as oulras
provincias os rerebem.
F'oi cm allenr.o .1 estas razoes e para romper de
lodo os lacns, que indevidamantc prcndiam a provin-
cia de Sergipe a esle e-lado de escravidao c depen-
dencia cnmmorcial, fui para abrir dianle dclla esle
hrilhanle futuro de riqueza, de prosperidade e civi-
lisarao que o Exm. pnsidente da provincia, do ac-
cordo com os cscolhidos da provincia, fizeram Irans-
ferir a capital da provincia para n Arucaju' sem la-
mentarem a perda da casa de mercado de S. Chris-
tovao cm que nao havia que vender, sem lamenla-
rem .1 perda do, edificio qne serve de palacio, sem
lamenlarem a perda da cadeia, nicos cdilicios pu-
blicos que postla esla vclh 1 cidade, que j vertava
o dorso soh o peso da seus dazculos e lanos annos
com lodo o aspecto da decrepitado sem ler tido ja-
mis a gloria de ler sido cortejada como joven c
bella.
Se porm passarmos da cidade de S. Christovao ao
Aracaj veremos que este lugar foi destinado pela
nalureza para ser a capital da provincia. Collocada
a margem esquerda da barra da Colinguiha no cen-
tra do lilloral da provincia, tendo ao sul as barras
do lo-lieal e Vasa-harris, c ao norte as de Japara-
lubaciiodeS. Frcncico, dominando como urna
rainha o vasto e profundo tncoradooro da barra da
Colinguiha, em ommimiraro directa e fcil com
as cidades de I. irangeiras- c Maroim e com lodos os
seus reconcavos, os mais feriis e productivos da
provincia, em communicarao com a villa di Capel-
la e seu rico e va-io reconcavo. ja por intermedio da
cidade de Maroim, c j pelo canal que se acahou de
abrir entre os rios Pomonga e Japaralulia, pois o
Pomonga vem pagar a' barra da Colinguiha o tr-
bulo de suas aguas, asscnlaao em urna bello e vasta
planicie*que se presta a edilicacao de nina cidade
magnifica, he o Aracaj deluda a provincia o lugar
mais proprio para sua cidade capital. Ahi o com-
mercio cncoima promplas providencia-, >hi a 1'nca
lisatiln publica he mais exarla, mais regular c me-
nos vexaloria. ahi pode eslabelecor-se urna piara
commerci.il, porque o eslrangeiro correr directa-
mente aos nossos mercados logo que recoulicrja que
o governo o garante, que farilit.-i e anima o com-
inelo cm a prompuoao uemfe, providencia, que
chegam sempre larde qnamlo gnvernn acha-M dis-
tante do> grandes centros da- commercio mariliino.
Esperamos que os vapores/do reboque enlretidos pe-
la companhia organisada- .,n ...,,vinra '. c n-
lluxo do Exm. presidente da provincia altraiam
brevemente os eslrangciros a nos-a barra, que licara
assim accessivel a seus navios em maior escala'do
que era,e temos nao menos bem fundadas cspvran-
ras de vermos em breve os productos de no-a in-
dustria agrcola vendidos pelo nie-nio prero porque
sao vendidos as oulras grande praras commerciaes
do imperio, o que (rara aus nonos productores um
acciescimoconsideravelcm su is rcceilas, accrescimu
que muilo animar a nossa agricultura j lao amor-
lecida e que dar aos productores novos eslimulus
e novos meios para pro lu/.ircm ainda mais, ao paseo
que o commercio de mporlarao directa dar os g-
neros de consumo-por um prero muilo menor, do
que aquelle pelo qual esles generus chegam ao con-
sumo depois de lercm passado por cem atlas, cada
urna das qnaes o vai gravando com um augmenlo
de preco. A posirao toprigraphica do Aracaj o
eonslituc naturalmente o cnlrcposlo coinmercial da
provincia : elle ser para a provincia de Sergipe o
que he a capital da Babia para as suas grandes cida-
des da Caxocira, .Nazareth. Sanio Amaro, Valenca,
etc., o que he a capital de Pernambucn para o seu
reconcavo.
He o commercio de impnrtarao e exporlaro .di-
recta, que nos ha de Irazer inllallivctmeulc esle bc-
neficin ; be elle que ha de fazer a felicidade da pro-
Deos guarde a V. Exc. por muiloi anuos, como se
faz niister. Villa nova do Hinque Ifi de abril de
1855.Illm. c Exm. Sr.'ronsclheiro Jos liento d.,
Canhae Fieiieirede.presidente da provincia.Anto-
nio Teixeira de Macedo, presidente da cmara de
Garanhuns.Luiz. Jos da Silva Burgo, secretario.
Esl conforme. O secretarla,
f.ul: lote da Si'.oa Hurgo.
prf>cci>iar> da iiiorte <>o meu eol-
Icssi e aaiifo, >l;innci
A. la Silva iliao. falJccidu
em S to corrciitc.
ir m 1 11 m 111. caveera, em <\i<
i'sn |H> Vil.' 1 U |Mnld1| 0 HTtin,
t ;l|M , !!. rilfl ti r-- .1 ii-i .!.t -i.rl,-.
Frgil homem. mortal, qu'es lu no mundo.
No grande esparo do universo sollo *
Iloje vida, prazer; hoja alegra :
Amanhaa cinzaou nada,em 111 ule envidio !
Iloje vida, consolo; hoje esperanra,
Reluca a mente co'o poder da -orle :
-Mas nao reluca, nao qu'-lhe defeso.
Por virdo co, com o poder da morlc.
E ella lyranna, com seu ferro hervadn,
Proslra o mancebo no florir dos annos !
Desfaz a gloria (fps'seus sunhos megos,
Sem que venra o porvir dos seus arcanos. #
O' morle, s bem cruel Porque roubasle
O lilho pelo qual a mai -u-pua *
Porque roubasle o devolado amigo.
Cuja Icmbranca tanta dor inspira '.'
Mas. .di 1 qUC flor singela da campia
Muilas vetes abate o vento forte,
Como vida singda do mancebo
Muilas veze* decepa n cr morle !
Toa vida esvaio-se, charo amigo.
Como esvai-se da flor o doce chairo ;
l'ugio de sobre o mundo, como foge
A cryslalljaa foute d'um ribeiro.
Foi unir-se a sen DOS,gralo consol !
oe mu premio la lio co tem a virtude ;
Foi unir-se ao SENHOR,que os ecos acolhcm,
Ouando morre ronlricla, a jiivcnlude.
Alas a dor que meu peilo dilacera,
Quinte he pungente '.que cruel samladc !
Olanlo he breve no mundo e momentnea
A-vida do homemnesla soledade !
Frgil homem, mortal, qu's lu no mundo.
No grande esparn do universo sollo '.'
Iloje vida, prazer ; boje alegra :
Amanhaa ciuza ou nada, em morle envolln
IJccife 6 de maio.
/. C. de S. L.
EleirSo do jui;, jui:a c merartoa, 711c tecm de fes-
tejar o glorioso padre Santo Anlonio do ano da
ponte do feri/e no auno de 1853.
Jui:por eleirati.
O Illm. Sr. Xislo Vieira Coellio.
Juiz por ittofo.
O Illm. Sr. Anlonio Jos de Siqueira.
Juila protectores.
Os lilms. Srs. Belarmiuo da Reg Barros.
Ilerculann Alves da Silva.
Gervasio Jos da Costa. "
Juiza por eleir'w. '
A Illm.-1 Sr." I). Mara l.uir.a Guncalves da Silva
Sanios.
Juiza por decoroo.
A Illm." Sr.-1 I). Narcisa Sophia da Silva Maia.
Bierinio por eteifio.
O Illm. Sr. Jos Goncalvea Malveira.
ICscriciio por deroro.
O Illm. Sr. Franrisco Anlonio de Oliveira.
Theoureiro.
O Illm. Sr. Joaquim Fernandas da Silva Ca'mpos.
Procurador geral.
O Illm. Sr. rninmcndador Antonio Jos de Maga-
lli.les Bastos.
Procuradores.
Os Illms. Srs. llieodoro Anlonio de Andrade.
IM*aingofl .la- Ferreira Guimaraes.
Arlhur Fabin de Alineida Mendnnra.
Manoel tioines Fernamles Leal.
. Anlonio de Souza Reg.
Eduardo Hu k.
Adriano Angiito de Alenla.
Jos Burle JuMor.
.Manoel .\/r\e\ de Andrade.
Joaquim Lopes V Costa Maia.
Joao Antonio (.oles Goiinaraes.
Joo Mara Cordelo Lima.
Antonio Pereira da Silva.
Mesar i,i>.
Os Illms. Sr. Fox Brotliei-. y
l'.ilou tV Nash. ~s
lnliii.J.111 Paler re; Companhia.
lanwaCraMree & Companhia.
Me. (ilmnnt ^ Companliia.
Rns-ell Melln r\ Companhia.
rVdamran Howie & Companhia.
Ilcnry Gibson.
S. Power Johns'on rev Companhia.
James Ryder r}- Companhia.
C. J. Asllev & Companhia.
Eduardo H. Wyal.
James llalliday.
Rostrnn Rooker & Companhia.
J. II. Gaen-I\ i\ Companhia.
Ilenry Fo-ler 6 Companhia.
Malheiis Austiii & Companhia'.
L. Lermnli- Feron & Companhia.
.1. P. A lour iV Companhia.
I'eidel Pinto ri Companhia.
Flix Sauvnge & Companhia.
I. O. Bicber & Companhia.
Scharheillin & Companhia.
Bronn Praeger & Companhia.
Iimu lieoaenA Vlnaai.
llraiider a Brandis iV Cumpanhia.
J. Keller o, t.ompanhia.
Barroca & Castro.
Rosas Braga & Companhia.
Pela insperrao da .dfahdega se faz pnhlico, que
exisfem no armazent da mesma os voluntes abaiio
desrriptos, alm doiempo marcado pelo regulameu-
lo, e pelo presente sao avisados os respectivos donas
e consignatarios para os despachar no prazo de :|0
dias, contados desla dala, lindo o qual serio arrema-
tados em hasta publica na frrma doarl. "27i do mes-
mo regnlamentn, sem que em lempo algum se possa
reclamar contra o efloito desla venda.
Armazem n. 8.
Marca JSLC. n. 20, urna cana viuda na barca
franreza Comte Poger, em 31 de marro de 1852 ; a
A. F. Coulon.
Marra P. n. 2i, urna barrica vinda na escuna in-
eleza Taken, em 11 de abril de 1853 ; a i. Cablrce
iV Companhia.
Marca P. n. 25. tima caica, dem.
Marca diamante HltW, n. I a 50, 50 barricas vin-
das no brign dinamarqus l/tuize, em 8,',( e 10 de
marco de 1833 ; a C. J. Asile) i\; Companhia.
Alfandega de Pernamhncn 10 de maio de 1855.
O inspector Pento Jos h'ernandes Barros.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do commercio nesla cida-
de do Recife de Pcrnamhuco por S. M. I. e C. o
Senhor D. Pedro II, que Dos guarde ele.
l"aco*aber que por,esle jnizo se bao de arrematar
por venda a qncm mais d.-r em prara publica, que
lera lugar na casa das audiencias, 110 dia II de maio
prximo scguinle a 1 hora, 12 cadeiras de jacarando
avalladas a 3SO00, 3rtJ!KX) ; I sof de pao d'oleo por
305000 ; e 1 par de consolos de angico em mo es-
lado por 10-5000, peiiliorados a Miguel Souger, por
execurao de F'raucisco Jos Germano.
F) para que cliegue a noticia de todos mandei pas-
saro presente edilal, que sera publicado pela im-
|irensa, e dous do mesmo Ihcor que serao aflixados
na prara do commercio e na casa das audiencias.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Pernam-
bucn aos 28 de abril de 1855.Eu Manoel Joaquim
Baplista, cscrivao interino o cscrevi.
Custodio Manoel da Silva Uuimariies.
vinein.fazcndo-n transponte um su passo esle abismo
de dependencia, de etquecimenlo, de insignificancia i vincia, e contamos que elle nflo lardara cm eslabe-
em que jazia ha mais de dous seculos, ecollocando-a
assim na ordem, quf lhe compelo romo provinria
marilima.e urna das mais importantes do imperio pe-
'os producios de sua industria agrcola.
Honra e gloria ao Exm. presidente da provincia, o
Sr. Dr. Ignacio Joaquim Barhoza, que' cotnprohon-
deudo as aspiraroesdas pessoas mais proeiiiinenles da
provinria e reennhecendo as ramas que enlorpeciam
e acauhavam a provincia em seus ver ladein pro-
gressos, lancou no corpo legislativo provincial esta
ideia feliz e grandiosa, que foi immedialamcnte abra-
cada com eulhusiasmo e laudada com as mais since-
ras dcinunslraccs de alegra por todos aquclles Scr-
gipanos, que cnlrcviam n'esla medida nina nova era
que se abra para a provincia ,e que o dedo dourado
do fortuna Ibes aecnava como a cundirn indispensa-
vel de sua grandeza e prosperidade.
Icrer-se em grande esralla.e espontneamente ; por-
que he a nalureza das rousas, sao as felizes dieposi-
roes da nova capital que o chamaro, c nao um
arranjamento artificial de medidas gnvernalivas.
Ahi esl o interesse, esta grande inoln da machina
social, que Irar a imporlarao directa conf a mesma
forc,a com que os rios coricm para o ocano. Nao
somos phanalicos ueste modo de apreciar os faclos;
ao contrario eremos que nos temos coriocado debaixo
do ponto de vista da realidade. c cremas que o leilor
estar convencido do que a provincia de Sergipe
com esle pa-so que acaba de dar, avancou um
seclo na carreira de sua civilisario c prosperidade.
Nao derivamos ainda desle ojjjeclo todas as eonse-
quencias felizes que dellc resullam : para*nao alnn-
garmos mais esle escripto, deixamos esta imporlaute
larefa .i perspicacia do leilor, mormcnle do leitor.
fiao deixaremos tambem de render urna homena- que conheco a provincia de Sergipe.
gem ao caracler parifico da populadlo de S. Christo-
vao, o qual senao Ici.i ileslisado dos principios de
ordem; ainda que nenlium molivodccommorao po-
deria barca pelo facto'de urna mu.lauca altamenle
reclamada pelas necessidades publicas, geralmenle
reconhecida como naoaanria c feila de conmrmida-
de com o preceito constitucional. '
Como porem fora da provincia, he natural que lo-
dos nao cunhecam anecessidade que havia de mudar-
se a capital da provincia e de. Iransferi-la para o
Aracaju, lomamos sobre nossos fracos hombros a la-
refa de esclarecer a esle respeilo aquclles que nao co-
nhccem a provincia de Sergipe. .
A capital de S. Chrislov^o por sua posicao geogru-
phica era o lugar o menos proprio para ser capilal
de urna provincia como Sergipe, que tem em sru li-
toral pontos mais cenlraes e mais apropriados. O rio
Va-a-barrisdrpni- de subir largo, magestoso e profun-
do na exten.ao de algumas leguas bifurca-se: um de!
seosbrariw rorre com o mesmo nomc, hanlii a ferlil
villa dellaporanga edepois de mil coulorsoes metie-
se pelo terreno da provincia al a provinria da Ba-
bia denle derva;n oulro braco ssguo e rella-lo com o nomc de Paramopama e fenece em um
regalo quasi insignificante: he no fim danta rio,a seis
ou mais leguas da barra, que se acha a cidade de S.
Clirislovao enllocada em um lerrcno elevado e rodea-
da de um terreno laderento, desigual c cslerl, pois
(pie a mor parle, a quasi lolalidade dos pro lulo-
agrcolas ciiraminham-se pira llaporauga e recosan
a-sini cidade de S. Christovao,esle pequeo desen*
volvinienlii das Iransanescoininerriaes.
Arresce ainda que a cidade de S. Chrisluvao dista
doze leguas da cidade da C-lancia,a qual por sua fcr-
lilida lee cxlensat) possue um commercio bem desen-
volvido, que se faz pela barra do Rio Real, que li-
inila a provincia ,o sul i disto dez leguas de pessi-
ma e-Irada da imprtanle cidade de Maroim. sele da
nao menos importante cidade de I.arangciraa, dehe-
sis leguas da villa'da Capclla.vlulc e oito*da',de Pro-
COMMEiaCIO.
PHACA DO RECIFE 10 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
C.olaroes ofliciaes.
Cambio sobre a-Bahia10 a 15 div. a I de des-
cont.
ALFANDEGA.
Rcndimcnlodo dia 1 a.....I2y:37'j}42
dem do dia 10........ 12:8X8;5fl
li2:2li7-!Mi-)
Detearregam hnje II de maio.
Barca porluguezatiralidaovinho e podras.
Escuna brasileiraLauramercaduras.
CONSULADO GEHAL.
Rendimento do dia la!)..... 5:8853255
dem d dia 10........ IlJI-lllS
Pela inspecloria da alfandega se faz publico,
qne existem no armazem da mesma os voluines
abaixo deaeriptos aleni do lempo marcado pelo re-
gulamento, c pelo presente sito avisados os respecti-
vos donos c consignatarios para os despachar no pra-
zo de :M) dias contados de-la data, lindo o qual serao
arrematados em hasta publica na forma do arl. 7i
do mesmo regulamento, sem que cm lempo algum
se possa reclamar contra o efleito desla venda.
Armazem n. 7.
Marca W assgnal particular n. 20110, um embru-
II10 viudo no briguc dinamarquez Luise, em I-de
marro de 1833 ; a B. Praeger i\. C.
Marca II. n. ISO, urna caixinha, vinda no brisne
francez S. Mich'el, cm 3 de marco de 1853; a J.. 1.
Lux olla.
Marca JKC n. 366 l|2, urna eaUinha, viuda no
briaue i'inamaiquez Luise, em 7 do marro de 1853 ;
a J. Keller t\ G.
Sem marca S, n um piano, vndo no patacho
Amargoso, em 2(> de abril de 1853 ; a ordem.
Alfandega de Pernambuco 3 de' maio de ^855.^
0 ins|jector, fenlo Jos Fernanda Panos.
O illm. Sf. inspector da ihewnraria provln-
aial.'ein cnmprimeuln da ordem do Exm. Sr. pres-
deme da provincia de 5 do correnle, manda lazez
pulrtico, que nr.s dias 20, 30 e 31 do mesmo mes,
ao meio dia peranlc a junta da fazenda da mesma
lliesouraria se ha de arrematar a quem mais der, os
impostos abaixo declarados.
laxa das harreiras das estradas e puntes seguiutes:
Giquia, por anuo........ 7;1109000
Magdalena, por anuo.......f:740?000
Moloculombu. poranno......2:0003000
Cacbang.por nrmn, .......2:3003000
Jaboalao, por auno.......5:0003000
Ponto dos Carvalhos, por anuo. 1:3103000
Tacaruna, por anuo....... 6509000
Bnjary, por aono........ SOOfOOO
Viole por cenlo obre o consumo da agurdenle
no municipio do Recife, por auno 12:510300!).
As arrematarnos serao fcilas por lempo de 3 an-
nos, a contar do 1. de julho docoi-renle auno, ao lim
dejoqho de 1858,
As pessoas qne se propnzercm estas arretiia ta-
ros comparejam na sala das sesses da mesma junta
nos dias cima indicados, com seus fiadores compe-
tentemente habililados.
E para constar so mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesonrara provincial de Pernam-
buco "de maio de 1855.
O sccrelario,
Antonio Ferreira da Annunciocao.
O Illm. Sr, inspector da Ibcsonrariii provincial
cm rumprimenfo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 7 do correnle, manda fazer publico
que nos dias i, 6 e (i de junho prximo in lourn vai
a praca para ser arrematado a quem maior prero of-"
ferecer, um sitio na estrada de Belcm, com casa de
pedra c cal c copiar na frente.e no fundo da rasa nm
grande lelheiro rnberlodc lelhas sobre pilares, com
bstanles fucteiras dillereules, baixa para capim, um
viveiro para peixe, duas cacimbas, cerrado em parle
com cerca de Ueste, e partea de madeira, avaliado
em 3:3753000 rs., o qual foi adjudicado a fazenda
provincial porexeruc,aoconlra o ex-lhesourciro Joao
Manoel Mendes da Cunha e Azevedo e oulros. pelo
alcalice da mesma Ihesonrara.
E para constar se mandn aflixar n presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihc-ouraria provincial de Pernam-
buco 0 de malo de 1855.O secretario,
Antonio F. d'Annunciaco.
Nos dios II, He 10 do rorrele estarte em
placa no paro da cmara municipal desla cidade as
obras indispensaveis para mclhoramenlo da estrada
denominada Corredor da Varna, oreadas em 1859
rs., bem como os reparos da casa n. 7, perlenrenle
ao patrimonio municipal, sila na ra Florenlina,
oreados em (033030. Os prelendcnlcs devem apre-
senlar flanea idnea, pudendo comparecer no .paro
da mesma cmara nos dias ulcis para consullarin os
respectivos orcamentos. Paco da cmara municipal
do Recife cm sesste de !) de maio de 1855. Paro
de Capibaribe, presidente,No impedimento dose-
crelario, o ollicial maior Manoel Ferreira Accioli.
aaco do Exm. presidenta da proviucia, lem de com-
prar os seguinles ubjecloi-:
Para os recrulas cm deposito no segundo balalhao de
infaularia.
Boncles, 50 ; grvalas, 50 a|Sodaozinh, rara*,
300; panno prclo para polaina*, ovados 20 ; bo-
locs branens de osso, grozs 15 ; sapatos, pares 50 ;
Ranlas de 1.1a 00 algodo. 50 ; esleirs, 50.
Escola de primeiras leilras dn mesmo balalhao.
Papel olmar'o, resmas 0 ; pennas de ganro, 100 ;
caivetes para aforar pennas, 2 ; tinta prcla, garra-
fas (i : lipis, duzias 6 ; areia preta, libras G ; rarlas
de a. b. c. 20 ; taimadas, 20 ; cxemplares de gram-
malica porlugueza por Monte, ultima ediecSo, t ;
compendios de arilhraelica por Avila, 3 ; paulas, 6 ;
traslados lithographados, 20.
Capella da fortaleza do liruiii.
Troca do sino da mesma capella por oulro
Conselho de adminislraran do palrimonio dos or-
phaos.
Gravar em um sinele as arma* imperiacs e le-
genda,
Provimenlo dos armazens dn arsenal de guerra.
Expediente.
Pennas de gnco. 800.
Oflirinas de quarla rlasse.
Areia de moldar, alqneires 2 ; lencnes linos de co-
bre, 10 ; caixas com vjdros, i ; chumbo em barra,
arrobas 8 ; zinco em dila, ditas 2.
Quirtta classe.
Sola corlla, meios 200.
Ouem quizer vender esles nhjectas aprsenle as
suas propnsla cm carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 12 do correnle mez.
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arenal de guerra 5 de maio de 1855.
tote de llrilo lnglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carino Jnior, vogal c secreta-
rla.
PfeCsa-*e de urna casa capa/., que
se enuarregun de lava de varrelfa e en-
tornillar y 'Ottpa de (iir. Iiometii solteii(>,
com todo o deavello e pereirao. Dit 1-
git-se a' rita do Hoano-lar;a, n. 28,
terceiro .indar, por cima do atmazem de
lotten.
Preciaa-se de uuia ama livre ou es-
ceava, mas de muito lx>ns coslnmes, pa-
ta o trrico interno de tima casa depon-
ca familia : paga-te hern se agradar- Di-
rigir-te a' ra do Rosario-larga, n. 28,
terceiro andar, por cima do armazem
de louea.
Pela capitana do porlo se faz publico para co-
nhcrimenlo dos inleressados, (pie o arl. l5 do regu-
lamenlo das capitana* foi por decrelo 11. 1.582 de 2
de abril do correnle anuo, substituido pelas disposi-
ies siguiles:
lodos os calafetes e earsioleiros de cmbarcarOes,
que ellcclivameule'exercerem esas profls matriculados as capilaniaa dos portes, e igualados
as oulras cla-ses eoiiipreheiididas na mesma matri-
cula em eonforinidade do regulaineulo respectivo que
DiiTOO com o decrelo n. 7 de I!) de maio de 1RW.
Os proprielarios de astalairM ou olliciius da cons-
Irurrno naval, nno podero admiltir em seus cstabe-
lecimealoi operarios dos subredilosollicios.que nao
e.-ia> nialiicnladus as capitanas.
Secretaria da capitana do porlo de Pernambuco
em 9 de maio de 1855.O sccrelario,
Ale.iandre llodrigues dos Anjos.
Aderes.
Os Srs. Bezerra.
o Costa.
Sena.
Lisboa.
Piulo.
>' a Santa Ros;
o Mendes.
Monlciro.
I). I.tu/.inha.
o Leopoldina
Orsal.
Amalia. 1
N. N.
Soeiedade Dramtica Emprezaria.
SABBAI)0 12I)E .MAIO 1)EI855.
Dapobde esecular a orcheslra urna bcllissima
ouverlura. sob a ilireccao do dislinclo e hbil pro-
fessnr oSr. Pedro Baplista, tero logara represenla-
rao do insigne e mulloapplaudido drama em lacios,
inlilulado
OS TRES UIOIIES.
I'ersonagens.
Frei Euzebio, .
I). Ilodrig........ .
O goxernador......
Eduardo.......
Malla lobos......
O carcereiro......,,
Manoel........
Jeronxmo, criado. ... a
Benedicto.......a Sr.'
I). Isabel........i,,
Branca........,,
Thcodora....... n
l.m homem do povo.
hidalgos, guardas, criados, ele.
A scena passa-se em Portugal.
Os intervalos serao preenchides com escolhida5
pecas de msica.
Terminari cspeclaculo com urna graciosa tarca!
Principiar s 8 horas.
i
DE N. S. DA CONCEICAO DOS
MILITARES.
Amanhaa, sabbado 12
de maio, he o induhitavel
andamento da referida lo-
tera, as 10 horas da ina-
nhlfi, na igreja da Con-
ceicao dos militares, os
meus bi I he tes e cautelas
s esta o a venda at as 10
horas da maullan; a ellos
que estao no resto. Per-
nambuco 10 de maio de
1855. O cutelista, Sa~
lusitano de A. Ferreira.
Se acha recolhida i cadeia desta cidade, a pre-
ta Mara, por orTlem do Sr. subdelegado, c presa pe-
lo capitao-mr de campo Jos Patricio de Carvalho,
morador em Kra de Portas : quem for ieu seoher,
dinja-se ao subdelegado.
J. J. Merki vai a Europa.
No dia i do frrente, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz de direilo da primeira vara do civel, na
sila das audiencias, tem de er arrematado, por ser a
ultima praca, o terreno de marinha u 201, no cor-
rer da ra de Santa Rila, confron'.e a ra dqs Pes-
cadores, com :lf> bracas de frenle e os fundos al o
(aes. que lem de se fazer por ei.eeurao de Antonio
l.uiz Gonralves l'erreira, contra l-'rancisco Ludsero
da Paz.
No da 15 do correte, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dcorplios, na sala das audiencias, lem
de ser arrematado de renda annual, o sobrado da ra
da Moeda n. II, a requerimrnln da lulora dos or-
phaos llhos do tinado Antonio Francisco dos Santos
Braga, consrahvrcsdo mesmo sobrido ; he a ultima
praca.
Antonio Fernandos Ramos de Oliveira com-
prou por cnnla do .Sr. padre Francisco lionralvcs
Ferreira Sinioes, morador na cidade de tioianna,
um hilhele inlero n. 175. e um quarlo n. 939 da
I. parle da 1. lotera a benelicio da igreja deN. S.
da Conceirao dos Mililares.
Constando-mc que a Sra. ti. Leopoldina Ma-
ra da Costa Kruger pretende alienar seus.heos de
raiz, previno ads q.io os quizerem comprar, do qne
movo rontra a dita senhora accio decendial, pelo
juizo da primeira vara do commercio do Recife, par*
me pagar da quanlia de 4:8805000 c dos joro ven-
cidos, e (pie esses bens eslao ujeilos io referido pa-
gamento, alim de sy no ehamirem os compradores
em lempo algum i ignorancia. Recite 10 di maio de
7855.Malhias Lopes da Cosa Maia.
Francisco Joaquim (iaspar mudou seu escrip-
loro para a roa do Vigario, no bairro do Recife.
OfTercce-se urna mnlher de boa conduela para
o serviro de casa de um homem sdleiio, ainda mes-
mo para algum sitio : quem pretender, dirija-se a
ua-Vista, becco dos Fcrrcirosn. .
b:8085.'lti:l
IMVEIISAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia I a 9..... R2I|W7
dem do di* 10........ 1399057
9601551
Uesla-nos ainda locar em um poni que uao del-
xa de ler alguma importancia. Alguns espirites
Trios nn desconfiados da marcha ordinaria c natural
das consas, convin lo ua idea capilal da m-jdanca da
capilal para o Aracaj, julgam inoportuno este pas-
so por nao estar o Aracaju'preparado com lodos os
commodos preciaos para as reprlires publicas c
para as familias que viessem ahi eslabelccer-se.
Sem duvida no Aracaju' ludo esl por fazer; mas
he islo justamente o que elle >cm de mclhor, por
que assim nao veremos na nova capilal estas ras
estrellase tortuosas, eslas alfurjas e villas de nossaa
vclhascidades, i|ue pareceni mais uns aulros habi-
tados pela rara humana do que a habitaran de lio"
mens civlisados. Sem a certeza de que esle povoa-
do sera a capilal da provincia, qual sera o ho-
mem as louco para enterrar nesle lugar os seus
capilacs cm edilicaces'.' A valer lal argumento,
nunca a opporlunidade appareceria, ca provincia
licaria sempre no mesmo eslado de dependencia e
escravidao eommci'cixl. Enlrclanlo.para nlorasos
mais longe, diremos que em Marei quasi In lo es-
lava por fazer, e"hoje Marei he urna prospera c
bella cilade : a Therezina era como'o Aracaju", e
ella prometle ser cm breve urna cidade importante.
Diante dos facise da experiencia, toda a argumen-
tarlo cessa. O rerlo he que se deve anlepor o bem
publico, o bem da provincia aos commodos indivi-
duaesdeuma parle limitada da popularan da pro-
vinria : deve-se abandonar um prsenle de que na-
da mais se espera, por um futuro que ludo pro-
melle.
PUBL
A PEDIDO.
Illm. o E\m. Sr.Julsodo meu' dever- partici-
par a V. Evc, que em observancia do arligo :i do
decrelo de 13 de novembro de 18:12, e ofllcio de V.
Esc. datado de .11 de maio ullimo, marchei a esla
nova villa icompanhado do secreUro, afim do dar
Exportacao'.
Rio lrande do Sul, patacho nacional nUous de
Marco, de 109 toneladas, eonduaio o seguinte :
2,700 cocos, l(it) barricas c 330 niciasdilas rom 5,051
arrobas e 25 libras de assucar.
BBCSBBDOR1A DE RENDAS INTERNAS -GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Itendimento do dia I a 9.....7:5173891
dem do dia 10........ 1:7441306
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimcnlodn dia 1 a 9.
dem do da II). .
9363M97
!): ISl-iTT
(:336f002
10:519-3179
MOVIMENTO DO PORTO.
\acio entrado no dia 10.
Rio de Janeiro22 (lias, brigue ingle/. oFanny Mil-
chcsoni], de 192 toneladas, rapiao licurgo Ri-
chard, cquipagem 12. em lastro ; a ordem.
Naci sabido no mesmo ata.
MaranhanEscuna brasileira Flora, eapilSo Joa-
quim Jos .Vives das .Nevos, carga assucar e mais
gneros. Passag >iru, Manoel Pereira de Carvi-
Iho, Mannel Marinha Lopes de Sampaio, Ray-
mundo Paulo Ferreira Chaves.
DECLARADO E5
EDITAES.
O oflicial-maior servindo di serrelario do go-
verno, faz publico de ordem de S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, que leodo falecnio n amanuense
da respectiva secrelaria Rayroundn Nonnalo Srhilk.
lica marcado o prisa dod das, a contar desla dala,
para ler logar o ronriirso na forma do arligo ." J
l..da resolurao de 2li de Janeiro de 1853 ahatit
Iranscrlplo, devendo os runrurrentcsapresenlarSuas
petires em forma, denlre do referido prazo.
Art. 4, S I. O cinprcgo de amanuense ser dado
por meio de foururso.eui que os candidatos mostrem
que satino a grammalica da liugua nacional, e escre-
ve-la corrcrlaniente, principios ceraes de arilhmeli-
barra do rio de S. Francisco, que imita a provincia
ao norte. Collocada assim quasi em urna extrema
da provincia, 13o distante dos pontos mais impor-
tadles do norte da provincia o especialmente da bir-
ipiillisando o espirito do povo muilo eonoorreram para ra da Culinauiba. |>or onde se exporta a mor parle
allemiar os soflrim*nlos dos peslil'erados. e diminuir idos produlos agrcolas da provincia, onde exsle o
o mimiro destn. I roiior desenvolvimenle mercantil,dor ser o ponto em
pri, Irinla seis de villa Nova, qtiarenta e lanas da i cumprimenlo ao que V. Exc. ordenou em o oflicio I *, s,ias 1'ialro primeiras uperares, e a Iheoria de
cima citado.Iloje pelas 11 horas do dia foi lavra-
do o ar.ln de instalaran da nova villa, prestando os
novos vereadores o juramento do el vio, e lomando
faltaram,Manuel de Souza Coellio e Paulo Cavalran-
ti de Alliuipierque, romo ver S. Exf. da copia jun-
io a c:le da mesma instahcao.
quebrados e frarrOes decimaes, bem como princi-
pios ser.es de gmgraphia e bisloria. e Iradu/ir enr-
rectamenle a lingoa franrea, devendo alm disln
ler boa lellra e bom comporlamenla e a idade de 18
po|e do referido emprego excepcao de dous qne "nos completos. Em igualdad" de rircnmslancias
lerao preferencia os quesoubercm oulras linguas.
Serretaria do governo de Pcruamhoco 10 de maio
de 1865.Joaquim Pires Machado Porlella,of\c\a[
maior servindo de serrelario.
. Perante o conselho administrativo do palrimo-
nio dos ornato* se ha de arrematar a quem mais der
em hasta publica, na salo de suas sessoes, eui o da
18 do correle mez. a renda das rasas do mesmo pa-
lrimonio, abaixo mencionadas, por lempo de um
auno, que lem de decorrer de 1. de julho prximo
futuro a 30 de junho de 1856, a saber : bairro de
Santo Anlonio, largo do Collegio, segundo andar
lujas da casa n. 1 ; ruado ine-ino nomo n. 2 ; largo
do Paraizo n. i ; I. irangeiras n. 5 ; Rangel n. ti :
bairro da Boa,Vista, praca n. 7 ; roa Velha n.8 ;
Gloria n. 9 ; S. Conealo n. 10 c II ; Sebo n. 12 :
Pires n. 13 : Rosario n. H : bairro do Recife, roa
da Cadeia ns. Ib. 17, 18 e 20, .Madre de Dos ns.
22,23. 21.25. 2ti, 27, 28,29. 30, 31, 32, 33, 3i,
35 e 36. Os licitadles liajam de rompareccr com
seus fiadores em a sala das sessoes do mesmo ronsc-
Iho, as 10 horas da manota do.....nrionado dia 18.
Secrelaria do conselho administrativo do palrimo-
nio dos orphaos 10 de salo de 1855.O secretario,
Manoel Anlon'n I legas.
COMPANHIA PEKNAMM CANA DE
VAPORES COS El ROS.
A directo lerdo de manda i aterrare
fazer <> c;ies etrj fronte do terreno me :
Compinliin Pernambucaon |)o$sne no
Foile do Hattos, e detejando cinc taes
obras se tatan) por arrematac^io, convida
as pessoas que se proponfaam a ncarre-
gar-se das tnesmas, a procurar o Sr. F.
Cottlon, no sen escriptorio da roa da C-tt/
n. ^(i, afim de com o mesmo senhor, com-
btnarem a respeilo do prero e de outras
condieoes.
COMPANHIA DE BEBEBIBE.
O Illm. Sr. direclor da Companbia de
Beberibe, para os Uns pi~escrptos no art.
I!l dos estatuios da mesma coinptuiliia,
convoca a astembiea geral dos Sis. ac-
cionistas para odia I (i do coi rente, ao
nieo-dia, no respectivo escriptorio, ra
Novan. 7.O secretario, Lttiz da Costa
Portocarreiro. .
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lettras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virludc de autori-
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE
JANEIRO.
O bngje nacional .MAKIA I.L7IA, ca-
pilSo Manoel Jos l'reslello, vi sej^uir com
brevidade, lem grande parte do sen carre-
.iinciito promplu : para o resto, passageiros e es-
cravosa frele, paraos quaes olferccc as melhores
accommodaries, trata-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes &C, na ra do Trapiche
n. I-1!, segundo andar.
PARA O CEAR.V.
O hiale .Voto Olinda, meslre Custodio Jos Viin-
na: a tratar com 'fasso I miau.
MARANIIAO E PARA'.
Segu em poneos dias o brigue escuna
I.AIRA: para carga e pussageiros, tra-
la-se com os consigdatarios lose Raptisla
da Fonseca Jnior, na ra do Vigario
i. i.
l'ara a Rabia seaue imprelerivelmenle no da
II do correle, a velleira sumaca llorlencia.'ii re-
cebe carga miuria. a tratar no escriptorio de tio-
ming.is Alvcs Alalheus.
Para o Porto.
O patacho porluguei Especulador pretende sabir
impretorivclmcnle para o Porto no dia 23 do crren-
le ; ainda pode receher alguma carga a frele : quem
pretender faze-lo, enlender-se-ha rom os consigna-
tarios, na ra da Cadeia Velha, c-criptorio n. 12.
LEILOES
O agente Oliveira faro torito, por ordem do
respectivo juica, de todaa as dividas activas por lel-
lr.:s e cuntas de livro, da massa de Manoel l'creira
de Carvalho, oriundas da loj* de faicndas que leve
na ma do Crespo, e na importancia approximada de
Rs. !9:000g000, segando a tespeetiTi nliQl* di Han
em poder do mesmo senle, que se presla a ei-
hibi-la aos preleudeules rom anlcciparao : sahbado,
\'l d crrente, ao meio da em ponto, no sen es-
criptorio, ra da Cadeia do Recite.
O agente Borja Gira' leilao de 11 es-
clavos, teodo7desexo masculino e i do
sexo iemenino, havendo entre estes urna
intilatinlia com 4 annos de idade ; todos
esles esclavos cslo stMD achaque alguns,
e seenlcegatao pelo maior preco que li)t
ollerecido, em consccpiencia do dono
quener retirar-te para tona do imperio :
se\ta-feira, 11 do corrente, ao meio dia
em ponto, em sen artuazem na ra do
Collegio n. 15.
!'. Sauvage C. farilo leilSo, por inlervcncao
do asente Oliveira, de, grande sorlimento de fazu-
das, *s mais proprias do mercado, a saber : brins de
diversas qoaluladcs. castores de novos padrues, pan-
nos prelo e a/.ul proprio para fardamenlo, casiuni-
ras prelas e de core-', hnmbaziuasde cores, merinos
de cores e de lodos os precos, chales de til, de se-
da e de alsodao. cohetes de seda c de alsodo, sedas
forla-rnres. saijas, selim maulo, perfumaras diver-
sas alpaca de cores, mcias de algodAo, llares e
muitos oulros arligos de b in gesta: testa-tea, II
do correnle. s It) horas da manhaa. no seu arma-
zem. ra da Cruz do Recife.
AVISOS DIVERSOS.
PUBLICADO RELIGIOSA
Sahio a luz o novo mez. de Mara, adop-
tado pelos reverendissimos padres cap t-
chinlios de N. S. da Penha desta cidade,
augmentado cem a novena da Senhora
da Conceicao, e da noticia histrica da
n-edalha milagrosa e de .N. S. do Bom
Conselho: vende-se nicamente na livra-
ria n. 6e8 da praca da Independencia,
a IS000.
I
Ventura Joaquim do Rosario relira-se para fu-
ra da provincia.
O abaixo assgnado rosa ao Sr. Flix, alfiale,
quctrabalha na Inja do Sr. Nnvacs, quo venha lirar
o seu penlior. visto j.i ler feto mais de anno, o i ler
empenhado por 8 zem de farinha n. 7 ; ese nao vier uestes S dias
perder* todo direito', vito os juro* j monlarem em
solTrivet canta.Francisco Solana da Cria.
l'erdcu-se na uoile do espectculo, ua platea
do Iheatrode Santa-Isabel, um aiinelau de ouro com
as iniciaes F. F. L.: a pesaoa que o acfiou, queren-
do restituir, nftosse lhe licar obrigido, como tam-
bem se recompensara com geneosidada : na roa das
Trincheiras n. 16.
O abaixo asdgi ado faz publico, qoa lhe per-
lence, poi compra q le fez ao Sr. Ricardo Ferreira
ila Silva, no dia 10 do abril prximo passado, a laja
de inindezas, sila na ra da Cadeia do bairro do Re-
cite n. i, qual dede aquella dala svra em sen
nome, tendo licado a Cargo do vendedor toda as di-
vidas activas e passivas da mesma loja.
Manoel Joaquim de Olicelra.
i" Os credores da. massa fallida de Jos Marlitis
Alves da Cruz queiram vir receber o div idendoque
Ibes Inca, em casa do administrador da fallencia.
ra da Cruz n. 8.
l'recsa-se de una ama para comprar e cozi-
nhar em casa de urna s pessoa : quem se adiar nes-
tas ciccumslancias, annuncie.
A arremala^lo da loja e armaivio,sita na ruado
Livramento, por cxecuco de Leonardo Schuler cV
Companhia. contra Domingos Tertuliano Soares, n-
nunciada para o dia li do correnle como coma do
edital que foi publicado ueste Diario, (em de se el-
fectuar ueste mismo dia, depois da audiencia, na
referida loja, que para este km tem de ser aherta,
por asim haver d-lerminado o respectivo juiz por
seu despacho.
Ao amnhecer do dia 9 do correnle furlaram
na ra de S. Goncalo, da casa de Joaquim Demetrio
de Almeida Cavalcanli, um cavallo ruco com alsu-
mas pinlas de pedrez, de altura regalar, bstanle
sordo, dinagrandes, cauda enripada, e cora om pe-
queo carofo un espinhaco: roga-sc a qualquer pes-
soa que o achar, queira levar a casa do mesmo, qae
ser/i recompensado com 203000.
Esla justa e contratada a compra da cata d*
um anotar, sila oa ra ou becco do Sarapalel n. IJ.
que [odo finado padre Jos de Lira, a qualcm, se
houvcr aisueni com direilo a ella por alguns OWM,
lenha a bondade de declarar por esla folha, ou filiar
na ru da Cadeia do Recife n. 51, Inji, uestes tres
dias, por obsequio.
Hoje II do correnle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz de direito do civel, se ha de arrematar
por venda a casa de i andares, sila na ra av* des-
la cidade, avahada em I1:000J000, por execuc-o do
Dr. .Manoel Duarle de "aria, contra a viuva e her-
deiros do finado Manoel Caetano Soares Carnciro
Monleiro. a
Preeisa-se alugar nma ama para tratar do una
co/.inha de pnnea familia : a tratar no aterro da
Roa-Vista n. ti, segundo andar.
I'recisa-se de urna ama forra, que silba bem
eusoniinar e cozinhar, para urna casa, de pouca fa-
milia : na ra das Cruzes u. -J8, primeiro andar.
Na Ponte de Uchoa, no sitio da senhora viava
Amorim.ha para vender urna vacca de Lisboa, moi-
lu nova, c de rara tourina : a pessoa que a preten-
der, pode ir ve-la no mesmo s;tio, aonde se ajustara
o prefo.
1). I.uiza Aunes de Andrade Leal faz icienle
ao respeilavel publiro.que conlinaa receber emsaa
aula meio pensionistas e externas-, ensina tanto pri-
meiras leilras como nutra qualquer faculdade, para,
o que tem contratado meslre*. O* chafes de familias
que a quizerem honrar, conliando-lhc a educaran
de suas filha?, pdenlo dirigir-sc a ra de Sania Ri-
la ii. 5.
ROB LAIKKCTEIR.
O nico autorisado tor dechao do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilacs recommendam o Arrobe
de Laffecleur, romo sendo a nico aulonsado pelo
governo, e pela real soeiedade de medicina. Este
medicamento d'um aoslo asradavel, e fcil a temar
em secreto, esla em uso naniariidia real desde mais
de 60 anuos; cura radi.-alnienle em pouco lempo,
uom pouca riespeza, sem mercurio, as alfeccoe* da
pello, impisciis, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, o da
aiTimniiia hercdilarii dos humores; roovem aos ca-
Iarillos, a btfxfge, as contraccoc-. e flaqueza dos
orsos, procedida do abuso das injfi'coos ou de son-
das. Como anti-svpliililiro. o arrobo cura em pouco
lempo os lluvos rcenles ou rebeldes, que vahen
incessanles em consecuencia do mprego dacopat-
ba, da cubeba, ou das njeeoaes |oe representem o
virus sem neutralisa-lo. O arribe Laffecleur he
especialmente recommendado conira as doencas. in-
veteradas ou rebeldes, ao mercarlo e lo iodurelo de
polusio. Lisbuiine. Voi.de-se na botica de Brrale de
Anlonio Feliciano'Alves do Azeudo.praca de 1). Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar urna grande porc,io
de carrafas grandes e peqnenas viudas directamente
I" l'ais. de rasa do dito Binveau-Laflecloar li, rae
Ricneo i l'iris. Os fermnarios dio-so gratis cm
casa do agente Silva na prara da D. Pedro, n. Sj.
Porto, Joaquim Araujo ; Rabil, Lima & Irmaos ;
Pernambuco, Soum; Rio de Janeiro, Rochad l-
lhos ; el Moreiri, loj de drogas ; Villa Nova, Joao
Pereira de Msales I.eile; Rio tirande, Fraa de
Paulo Couto & C'
Uiitii nn
* mm


DIARIO DE PERMIUIBO, SEXTA FEIRA 11 DE MftlO DE 1855.
LOTERA DO H10 DE JANEIRO.
A lotera 10 de Niellierov. devia cor-
rer nocii:i I 011 2 do presente, ein a casa
NictheroA ; aiuda acham-s. a em
<>s lujares do costunie algum billietet
denla lotera : as listas viao pelo vapor
IMPERADOR, que se espera ueste poi lo
a I8 ilo corrente : os premios seruo pa-
gos logo que se lizer a distiibuiro das
nicsmas. | ijHj
AOTBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2, .
vende-se um completo sortimento
de ta/.endas, linas e grossas, por
piceos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ces, cqm9 a retalbo, amancando-
se aos compradores um s preco
para todos :,este estabeleeimento
alnio-se de combinacp com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, franelas, allemaas e suis-
$as, para vender fazendas mais em
conta dvquese tem vendido, epor
isto oBrecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabeleeimento convida a' todos os
eus patricios, ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armaze/n da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz de* Santos & Rolim.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA
1 -UTOAR 50.
O Dr. I'. A. Lobo Moscn 1 consultas lioraeopathieas lodos os dias aos pobres denle 1) horas da
manhaaalcomeio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do da ou noile '
Oflercce-se igualmente para pralicar qualqueroperacau de cirurgia. e icudir'promplamenle a qual-
quer mulner que esteja mal de parlo, c cujas circunstancias nao permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. 10B0 JOS.
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VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual eomplelo de meddieina liomcopathica do Dr. C. H. Jahr, traduzido en
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luguez pelo Dr. Hoscoso, qualro volumes encademados em dous e acompanhado .le
- Vcndcm-se linas vareas de leile com bezerros < Vende-te o vordadeiro e o mais fresco rap
Paulo Curdciro, jjue exilie no mercado : na toja de
ferrasen* na ral do (.Inclinado o. 13.
novo, por rommo lo pretil : uo< Remedios, silio de
Jos Tlieunrio.
---------- --------v....*........ que nao noile.n i|i-pou-.ir as oes-
soas qoe seqnerm dedicar a prat.ca da verdadeira medicina, interessa a lodos os medico, que titerera
expcr.menlar a 'ouli.na de Hahncmann, e por si memos se convencereni da verdade d'ella : a lodos os
fozendeiros e senhores de engenho que eslao long dos recursos dos mdicos: a lodos os rapilaes de navio,
qoc urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer ..commodo seu.oude scus tripulantes I
a todos os pas de familia que por circnmslancias. que sera sempre podem ser prevenidas, silo nbriga-
dos a prestar n conlmenti os primeiros soccorros em suas enfvnnidades
O vade-mecum do liomeopalha ou tradcelo da medicina domestica do r. Herins
obra tambera til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopata, um volu-
mc grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina 10*000'
O diccionario dos termos de medicina, cirureia, anatoma, etc., ele, encardenado 'Istmo
. Sera verdadeiros.c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segar na prati'.a da
homeopalhia. c o propriclario leste estabeleeimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
ntngiiem duvida lioje da Brande supenoridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lubps grandes. ,..........
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 10, 125 e 138000 rs. '
Ditas 36 ditos a.........
Ditas IX ditos a........
Ditas 60 ditos a.........
Ditas .144 ditos a........'.'.'.
Tubos avolsos.......... .....
Frascos de meia onca de lindura............
Ditos de verdadeira lindura a rnica.
O abulto' assignado, leudo mandado um seu
escravo de nume Amonio, de narllo, com os signaes
guile*: rusto uieio Tula, nariz, cbalo, ollios um
pouco aportaSos, beicos gros-os, |#s largos, altura
regatar, representa (er 3.> aunos de idade. punco
mais ou menos ; levou calca azul e jaqnela de ris-
cado, c chapeo de pallia grande ; levar urna carta ao
proorietario do eiiucubo Dous Bracos de Scrinhaen^
o dito cscravo fez entrega da carta ao mesmo Sr. pro-
prielario, no servido, e esse Ihe disse que fosse para
o eucenlio que logo elle iria, qnando chegou achou
o escravo na estribarla, e pouco ilepois desappare-
ceu, e lendo-se feilo lodas as indasace* o3o se lem
podido saber qual o destino que tomou o dilo escra-
vo ; isso no dia 20 de abril prximo passado de I8.V> :
por isso rogaa qualquer pessoa que o apprehender
ou rlelle (enha noticia, de o lovar no engeoho l.'lin-
ga, freguezia de Ipojuca, aoseu senhor, que sera re-
compensado.Joaquim da Silca Costa.
Percisa-se de urna ama que tenha bom leile:
Hospicio, casa terrea com solao junto ao Sr. de-
sembargador Santiago.
LOTERA DA CONCEICAO" DOS MI-
LITARES."
Aos :04000 2:000000 e l:000.s000.
O caulelista Antonio Jos Rodrigues de Souza Ju-
or avisa ao re>peilavel publico, que a respectiva
lotera correimpreterivelmente uo dia 12docorreute.
seus biltietcs e cautelas nilo solTrem o descont
de 8 por cenlo do imposto geral. nos Ires priinei-
ros premios grandes, e que acham-se n venda na
praca da Independencia us. 1:1, i:> e, u as ou-
tras do costume, plos preeos abai\o declarados :
te tnleiro 30500 Recebe por inteiro 5:0003
85000
JO?000
5*000
:ii-(kiii
603tKKI
13000
XKHI
MKMI
..i,...- ..^. << '.ii.h_ii,i ni" nuil rt i...... n. **. *"*(H1'I
Na mesma casa lia sempre venda grande numero de lobos de crysla de diversos lamaohos
dros para medicamentos, c aprompta-se qualquer encommenda de medicamenlnscom loda a hrevida-
e por preeos nuilo commodos.
--S@@SS^
Esta a sabir a luz no Rio de Janeiro o
g.'iBLicAvAo- da nsTiTiiTb o-'g| REPERTORIO DO KEDICO
iusil. HOMEOPATHA.
EXTRAH1DO DE RUOPF E BOE.X-
O
Meto bilhele
Quarlp
Oilavo
Dcimo
Vigsimo
2W0O
1i0
-2{)
600
320
S:50(K|
1:2303
625)1
5009
2503
II mesmo caulelisla derlara, que emquanlo aos
teus bilhetes inteirosque sao vendlos em orisinaes,
apenas se obrtga a pagar os 8 por cenlo, logu que se
lile apresenlar o bilhele, indo o possuidor receber
uo respectivo Sr. lliesourcira o premio.
Aojamanhecer do dia 8 do corrente, furtarm
do sitio de Davis na goledade, um cavado alazilo, de
7 palmos, cabo forado, com sellim, manta bran#
bride, freio a imilacAo do de prata ; por isso roca-1'- Uasling, verdade da honieopalhis.
se a qualquer pessoa que o adiar,qiicira levar ao si- diccionario de Nyslen
lio do mesmo, ou na ra da Cruz u. '.). armazem do
W TIIESOLRO HOMEOPATIHCO
O ou
(^ VADE-MECUM DO ($)
M HOMEOPATBA. ^
B Mtthodo conciso, claro e seguro de ni- HJ
rar homeopatacamenle lodas as molestias /jf.
que af/ligem 4W
A cularmenle aquellas que reinam no lira- fA
y2 sil, redigidn segundo os melhores trata- ;*?
T^J dos de homeopalhia, lano europeos romo \j?i
B americanos, e segundo a propria eiperi- /*v
"2[ encia, pelo r. Sabino Olegario l.udgero w
QgP Pinhu. Esla obra be boje rcconliecida co- <{p<
mo .i iin-1 Imr Je lodas que tratara daappli- A
cacAo" homeopalluca no curativo das mn- 9
S leslias. Os curiosos, principalmente, Ble fej)
hl podem dar um passo seguro sem possui-la e }S
Tp) consulta-la. Os pais de familias, os senbo- ip9
B rea *'e enSe"no' sacerdotes, viajantes, ca- fjfs
72 pitaes de navios, sertanejoselc. etc., devem 2
fw te-la mito para occorrer promplamenlc a '^)
li qualquer caso de molestia. ^ Dous volumes em brocliura por 103000 ^Sf
|S) I encademados 113000 tf
& Vende-se nicamente em casa do aulor, /a
1w no palacete da.rua dc-S. Francisco (Mun- w!
B do Novo) n. 68 A. t*
NINGflAUSEN E 01 TROS,
poslo em ordem alpbabeliea, rom a descripco
abreviada de todas as molestias, a indicacao pltvsio-
loaica e llierapeulica de todos os medicamentos lio-
meopallncos. seu lempo .le arc.lo e concordancia,
seguido ile um diccionario da signilicacan de lodos
os termos de medicina c cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO'MORAES.
Sataereve-M para esta obra nnrnnsiiltoriu homco-
patlnco do Dr. I.OBO MOSCO/.O, rua Nova n. 50
primeiro andar, por jjjtlOO em broebura, e tiatXKI
eiicadcrnado.
MASSA ADAMANTINA.
Rna, do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo ai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles.com a
mas.-a adamantina. Essa nova e maravilliosa com-
posicflo lem a vantagem de enclier sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e prometle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Aluga-se urna casa na rua da Boa-llora, na
cidade de Olinda, com quintal todo murado, cacimba
&&LGi9Stf'i-f!-*,-Z.*.ifx4}kGf& e l"'llr'' c ral, -rande parreiral, e oulros arvoredos
^52-KeE-5a--5y ** Novos livrosdc homeopalhia uiefrantez, obras
todas de summa importancia :
ilahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes.
Teslc, irolestias dos meninos.....
Hering, homeopaliiia domestica. ., .
Jahr, pliarmacnpa bomeopathica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes.....
Jahr. molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Rflpou, historia da homeopalhia, : volumes
Harllimann, tratado completo das molestias
los meninos...........
Teste, materia medica liomeopaluica. .
olle, doutrina medica hoineopalliica
Elinica de Slaoneli
i ,i i i ti i ni
do- n
ATes.o,
ve Ka ye
2030(10
(3IXK1
7-3000
6.3000
1630(K)
ti-XXIO
83000
16C000
'10)000
83O00
73000
(3000
i--l !K)
lOjOOO
Davis \l... que ser recompensado com 50-3000 rs.
Offerece se um rapaz poritiuocz para.caiveiro
de taberna ou outro qualquer eslabelecimenlo, para
lomar cotila por bataneo ou sem4eUa,pra o que lem,
bstanle pralica : quem de seu presiono "se quizer
ulilisar, dirija-so a praca da ludencnileoeia n. 10.
das 10 as 2 da larde.
, Prccisa-se alugar para casa de um bornem sol-
lamo, um prelo escravo ou forre, qoe saiba co/i-
"har ; quem liver para alugar. ou quizer prestir-
te a este servico I dirija-se ao bairro de Santo An-
loniona rua das Crozes n. 41, segundo andar.
Eu abauoassignadodcclaro-meeipressamen-
le que nao levarei jm cunta recibo algum passado
por meu ex-caiieiro Jos dos Santos Ramos de Ol
veira.desde o dia 2 do corrente fhez, c nem me res-
ponsalieliso por transacao alguma feita pelo masmo.
Manoel Rodrigues Cosa Magalhaet.
Precisa-ie de urna ama para o servico de por-
tase dentro: (rla-se na rua da Senzala Ve'lba n.%.
Necessila-se na rua do Cahug ii. 9, terceiro
andar, de urna miilher que saiba tratar de um du-
eute de beigas ; advertindo-se que be urna crianea
e qoe he preciso pressa.
hmandade do Divino Espirito Sanio,
erecta na ig'eja de Nossa Scnh ora da
Concei^o dos Militares:
, A mesa regedora convida os scus charos irmSos a
reuoirem-se no respectivo consistorio domingo 1!
do correle, pelas 9 horas da manl.aa. alim de ro-
dCc'aNlfwf'^0 mesa que deve reger a"":'
*^e 4003000 a premio sobre penhores de ou-
ro ou prata : quem quizer, dirija-se rua do Colle-
gio, .obrad,, ... it. que se dir quem bo a pessoa que
da o dito dinheiro. '
AO PUBLICO.
Segocia-se una ledra do fallecido cnsul porlu-
:i"-^1l1U,m BaP,islu Moreira da qu ...lia de Rs.
JW, que corre premio, sacada em 8 de mareo
'w'' fres, ""es precisos, competentemente
aceita, endo-sada. e ja aponlada; faz-se lodo o'ne-
gocio c com abale, visto o Sr. cnsul, seu filho, dizer
que nao a pode, ou iio quer) pagar, corajquanto
reconbecesse a legalidade da diu lellra : quem oui-
zer negociar, compareca na rua Nova n. 5, segundo
andar, que ah se darSo as explicaces necessarias.
Na rua do.Livranienlo o. :li;. toja de cera 'c
dir quem da dinheiro a premio com peuhures' de
ouro oa prata, mesmo em pequeas quanlias.
Aliiga-w urna ama parda, forra, para servico
de casa de liomem sollero, ou de pouca familia d'i
rija-se a rua do Hospicio, casa de Thomaz de Aoiii-
Bo lonseca. H
J*" dia lt do crrenle, pelas 11 horas da ma-
ntisa, na sala das audiencias, lem de serem arrema-
tados doos cscravos mocos, de servico de armazem d
.issucar, a requerimenlo do 1). Mara Carolina de
Broo Carvalbo, como tulora de scus filhos menores
cuja arremalacao lem de se eftectuar na praca do"
jutzodeorphos. *
Precisa-se do urna ama que cozinl.e e compre
para urna casa, de peuca familia, dase preferencia a
alguma escrava : a tratar n. rua da Cruz n. 7, ter-
ceiro andar.
Quem quizer ser ama de urna pequea familia
para acompanha-la fra da provincia, dirija-se ao
aterro da Boa-\ isla, sobrado da esquina dos Ferrei-
res n. \1. ^
Joaquim Lopes de Barros Cabra! Teive.profes-
snr de lescnho da imperial academia das Bellas Artes
da corle, lendo chegado a esta provincia, com licen-
ra do governo, abri urna aula de desenlio e pintu-
ra, na rua da Aurora, segunda andar, junto ao Dr.
ulesar' "" aUU d" 3 5 da larlle "os dias
D-se pequeas quanlias a juro, sobre penho-
res de ouro e prala, c rebatera-se ordenados por m-
dico preco : na Boa-\ isla, rua dos Coell.os, loia do
sobrado ... 2. '
O bai\o assignado faz scienle ao respeitavel
publico, qneesllo prevenidos es Srs. I.emos Jnior
tfc Leal Res, para nilo pagar urna ordem sacada por
o Sr. Manoel (loncalves Pereira Lima a favor ,1o Sr.
LuitWoozaga fragoso, rom pe lenco ao abaixo as-
-igdado, a qual foi roubada do poder do abano as-
ignado, as Cinco Ponas, do rancho de Xixi, e com
ella mais qualro.quarlos de bilhetes da tolero, que
lem de correr a beneficio da Conceirao dos Milita-
ra, os quaes qoartos tres vio assigna,lus por Bazilio
l.eile de Mello, e um aatignada sociedade de Lucas
,\ lolonlia. e mais um.bilhele inteiro assignado por
Lai Jos Luca.dc Mello, assim como lambem foi
urna procuracilu di> lenenle-coroiiel Joao Dantas de
oliveira, da viliado Pombal, provincia da Parahiba
do Norte, a qual couslitue procurador ao abaitoas-
signado, e na cidade da Victoria aos Srs. Jos Joa-
quim de Mello e Antonio Barbosa Maciel ; e om
estes papis foram furtados163tKIH,em sedulase mais
papis : qualquer pesaoa que descubrir os laes pa-
pis e lerar lias Cinco Pontas ao abaixo asignado,
sori recompensado cum a quaalia de -209OOO. Reci-
fe 9 de mam de 1855.Luiz Jos Luco de Mello.
Alugy-se urna boa casa com grande quintaLca-
timha de agua de beber, parreiral de uvas, e varios
arvoredos de fruclo, 00 principio da estrada dos Af-
lliclos, ao p do Maoguioho : os prelendentes aclia
r.10 eom qoem tratar, no largo da Trempe, sobrado
d. 1, que lera taberna por baiio.
30.3000
Atllas eomplelo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, coiilendo a descripeo
Se lodas as parles do ebrpo humano ." .
vedem-sc Iodos esles livros no consultorio boiiicopa-
tbco do Dr- Lobo Moscoso, rua Nova n. 50 pri-
meiro auilar.
DENTISTA,
9 Paulo Gaigno.u, dentista rrancez, eslabele *8
cido na rua larga do Rosario n. 36, secundo
O andar, enlloca denles cun gengi vas arliliciaes, 9
|p e dentadura completa, ou parto della, com a Oj)
firessao do ar. c
aj) Rosario n. 36 segundo andar. I
Mttttscsste sse#
Aluga-se urna casa terrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que licam entre o becco do Virgi-
nio e o pateo de S. Jos : na rua Nova n. 69..
: 8 0e
2 J. JANE, DEMISTA, S
9 continua a residir na rua Nova 11. 19, primei- 9
$S 10 andar. M
Ja'chegaramas seguintes sement
de ortalices das melhores qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, alface
repolluida e alemaa, repolho, tomates,
nabo blanco e ro\o, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
relha, selgas, ervilha torta, dita direitao
genoveza, dita de Angola, feijaoGarrapa-
to de quatro qualidades, coontro de tou-
ceini, euin grande sortimento das melho-
res sementes de flores da Europa : na rua
da Cruz n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
AUL'A DE LATIM.
0 padre Vicente Ferrar de Albuquer-
(piemudou a sua aula para a rua do Itan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desdeja* por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Aliisa-sojuma boa rasa terrea com solao, con-
lendo 4 salas, 4 quartos, cozinha fra, quintal gran-
de murado, cacimba propria, com um recreio no
fundo do quintal, no ba.rro de S. Jos : quem a pre-
tender, dirija-se rua do Collegio n. 10, segundo
andar, que achata com quem tratar.
O caulelisla abaixo assignado, querendo deso-
nerar na thesoorria geral o sen fiador, convida a
qualquer pessoa que possuir caulclas suas premia-
das, das lotorias da provincia, que no prazo de 30
dias venda receber sua importancia. Recife.5de
maio de toS5.Silcettr Pereira da Silca Guima-
rties.
_O Sr. Jos Pedro Carneiro da Cuuha queira
vir no prazo de 15 dias, a contar .leste, rcsgalar a
sua leltra da quantia de rcis 67>980 rs. e seus juros
vencidos, e caso nao venha resgalar no prazo cima
marcado, tero de ver seu nome nesla folba al ocre-
dor ser embolsado. Recife 25 de abril de 1855.
Manoel Conralces de Atecedo fiamos.
Superior vinho de champagne eBor-
deau\: vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz n. .".S.
Nos quitrocantos daBoa-Vista n. I, sobrado ,
precisa-se de urna ama que tenha bom leite, sendo
forra ou mesmo captiva.
Aluga-se o terceiro andar e solao da casa da
rua da Cadeia do Recife ti. 4 ; a tratar no armazem
da mesma.
Attenco.
No dia I i de abril, as S horas da noile, desappa-
reccu a crioula fona, de nome Hara, com idade de
!:> anuos, pouco mais. bata e secca do corpo, meia
filia; levo.i sapatos de conro de loslre e volido de
dula branca com rainagcm Blinda, a qual eslava ein
casa ib, ibailo anrgnadu, ...orador na rna larga do
Rosario n. SO : roga-sc, porlaulo, a lodas as penosa
que della tiveren noticia,oa a quem a liver rerolhi-
do, que parliripe.n ao memo abaixo assignado, que
sera recompensado, e se Ihe ficar milito ohrigado.
.tj/tunio Claudino Aires Comes.
. Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para ludo servico de una casa de pouca familia : na
rua do Sebo n. 8.
Quem precisar de um caixeiro portuguez para
taberna, do que lem bastante pralica, ou mesmo pa-
ra lomar por batanen, ou para nutro qualquer neeu-
cio, dirija-ten rua do Rangel n. 36, que achara o
mesmo para tralar, e dar ronhecimcnlo de sua
pessoa.
Prccisa-se de urna pessoa habilitada jura en-
sillar primeiras leltras, latim, francez, geographia a
msica, em um eiigeiibo VI leguas distante do Reci-
te, enlendendo-se para o ajuste com L. de C Paes
de Andrade, na alfandega, das 9 as 3.
cidade, cum o Sr. Viegas, ou alraz da malriz da Bua-
> isla u. 54.
-Casa de consignacao. de escravos, na rua
dos Quarteis n. 2i
Compram-se c recebem-se cscravos de ambos os
setos, para se venderem de commissao, lano para a
provincia como para fura della. ollerecendo-se para
sso loda a seguranea precisa para os ditos escravos.
Acha-se em praca de renda por .">
anuos a Iba do Nogueira, sendo u pri-
meira no dia T), 10 e 18 do frrenle, pe-
ante a administracao dos estnbelecincli-
tos de car idade : na rua da Aurora,'casa
dosexpostos.
'arlicipa-se aos Srs. meslres pedrei-
ros caladores e mais pessoas particula-
Vende-se nm cscravo de idade 25 annos, de
bonita figura : cm Kra de Portas, rua do Pilar
n. 145.
. ARADOS DE FEliKO.
Na lundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos i1" fi-rro de --"li- 'iiialidade.
C. STAUK & C.
respeilosamcutc annuiiciam que no seo extenso es-
tabelccimeulo cm Sanie Aiiiaiu.rniiliuiialii a fabricar
coiii a maior perfeiro e proinplldao. loda a Maula-,
de de marhiiiMiio para o uso da agiicvllura, 11a-
vegaejiu e manufactura; e que para maior eomniodo
de seus numerosos freguezes c do publico ein gcral,
leem aberlo eill un dos grandes anna/.ens uo Sr.
Mesquila na rua do Brum, atraz ilo arsenal de ma-
rrana
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimenlo.
All acharan os compradores um completo sorli-
nienlo de moendas de canna, com lodos os mclhora-
menlos (alguna delles notes o originaes de que a
experiencia de moitos anuos lem motlradu a iieeea-
snlade. Machinas de vaporle baixa a alia pressao,
taitas di ludo lamanho, lano batidas como finidi-
das, carros de niAo e ditos para conduzir formal de
assucar, machinas para moer niaiidioca, prensas pa-
ra dilo, fuios dv ferro balido para farinha, arados de
Cprro da mais approvada consltuccao, fundos para |
alambiques, emos c portas para i'ornallias, e nina j
inlinidade de obras de ferro, que seria eufadonbu
enumerar. .No mesmo deposito existe nina petMa
inlelligenle e habilitada para receber todas as en-
cummendas, ele, ele, que os annunciaiiles contan-
do com'a t-apacidadedesuas ollicinasc machinismo,
e pericia de seus olliciacs se compromcltem a lazer
execular, com a maior pr.eslcza, perfeic.io, e exacta
conformidade com os mdelos ou dcsci.hus,C inslruc-
cues que Ibes forcm forneridas.
NA VACUAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recjfe 11. 18, priineiro an-
dar, "escriplorio de Alaoslo C. de Abreu, cjnti-
nuam-se a vender a 83OOO o par preco fixo) as ja
bem conbecidas e afamadas liavallls de barbn feilas
Velo hbil fabricante que foi premiado na cx.iosico
de Londres, as quaes alm de doraren! extraordina-
riamente, naosesenlein no rosto na acefto il cuitar ;
venileni-se com a condicao de, nao agradando, po-
dercm os compradores detolvc-las at 15 diasde|mis
pa compra restilninde-ae o importe. Na mesma .-a-
sa ha licas lesoiiiinhas para Uillias, feilas pelo ,nes
mo fal'icanle.
CHAROPE
1)0
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Ber-
tlioloineu Francisco de Sonta, na rua larga ilo Rosa-
rio 11. :)0 ; garrafas grandes 5500 c pequeas 3o000.
IMPORTANTE fkU 0 PIBLICO.
Para curade pblisica cm Indos os seus dillercnles
graos, quer motivada por conslipaces, losse, asin-
ina, pleuriz. escarros de sangue, ddr de costados e
peilo, palpilaeao no coracao, coqueluche, broncbilc
dr lina garganla, c lodas as molestias dos orgos pul-
monares.
CARNE 1)0 SERTAO' A 520 A LIBRA.
Linguicas do reino a 180, presantes a 140, arroz a
80 rs.. hlalas a 80 rs. e ludo mais ein porporcao :
na rua estreila do Rosario B. Ifi.
I1ATERIAES.
No lim ilo becco largo, confronte a ponte proviso-
ria, acha-se eslabelecido um armazem de maleriaes,
e uclle acham-se lijlos de lodas as qualidades, el c
n maisf preciso para obras, e linio se vende por preco
muito comniodo.
PALITOS FNCEZES.
Vendem-sc palitos esobrecasacas de bnrn de linho
i 39500, ditos de alpac; prela o de cores a 89000,
dilus de bumbazim a lOCOOO, ditos de merino sel un
a Il'cUOO, diios de pauiu lino prcto, Nr de niuhiln
e verde escuro a l moda: na rua Jova? luja n. i.
Vendem-se 4 portas de aniarcllo ja seniuas'e
bem rmistriiidas, flor preco muitocnminuilo : natra-
vessa ilo Pocinhc^an
a cadeia nova.
Vende-se nina armacao de aniarcllo loda em-
vidracada para qualquer esl.ibelccimenlo, o laiu-
1-i'in aluga- a mesma leja na rua do Livraineulo
n. 30: a tratar rom o proprelario damasina rasa.
VENHAM VER E ADMIRAR
FAZENDA RICA l'AZ PASMAII !
J be ehegada a luja da rna do (Inclnalo u. 38,
a rica fazeuda deuoiuiuailn pluribus, fazenda essa
ile lila e se la, a 800 rs. 0-CUvado : c nutras militas
fazendas por barato preco; ludo cm frente do becco
il CoogfCgacao. Dai sc-lulo as amostras, deixaudo
pender.
Vende-se una boa csrrata parla de 25 annos,
que engomina rom perfeieao. Cote, cozinha e faz lo-
do o servico de una casa de familia, e he de bons
coslumcs, c nina nrrla de meia idade, que cozinha
bem, lava e engmala ; na rua dos Ouarleisn. 24.
Vende-se bolacha em barricas a
-'500'rs. a arVolia : no armazem de Pal-
nieira i\. Biltro, no largo do Corpo
Santo.
Riscado de listi as de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
\ eiulc-se na rua do Crespo, loja da esquina que
xulta para a cadeia.
f Vender vinho di*Hordeo*r"StTe
Emion, Pomerol, S. Julien, Pa- 2
(gl villac, em garr.iliies e qurtolas:
j vinho de champagne, Sillcrx,

Vende-se una casa lenca de ponto mais alto
que tem na.rua da Conceirao, e por isso muito hua
e nova : na rua Nova n. 67.
Vende-e o verdadeiro licor de ab-
s\ ntlie encaixotado, por barato prero :
na rna da Cruz n. 2o, priineiro andar.
e meias
garrafas: licores linos lodo de
qualidade superior e por preco
coinmndo: no escriptoiio de j.
P. Adour i\ C, na rua da
n. 10.
da Cruz
Chegaram as alatnadas sementes de
bortalices de todas as cpialidades, bem
como de flores, as quaes estfio expost.is a
venda na rua da Cadeia do Recife, loja
de i'eriagens n. 50.
Na taberna da rua do Collegio n. lem para
vender 12 garas do Porto, vidradas, proprias para
deposito de dore ou azeitc.
Vendem-sc (> cscravos. sendo 2 moloques de 11
a 18 anuo-, una linda muala de 20 anuos, que co*e
e eiigomma bem, nina crioula com as nicsmas bajlii-
lidades, I ewravo ptimo boliciro e urna escrava qui-
landeira : na rua Direila n. :t.
IAHIMIA DE MANDIOCA.
Na rua de Apollo, armazem n. 14, xende-se fari-
nha de mandioca muito nova, cm saccas grandes,
por preco commodo.
.Nos qualro canlns da Boa-Vista n. 1. vende-sc
linba lina a :l por dous xinlcns. relroz prelo e de co-
res, e nutras mais miudc/.as ; alclria, lalhaiim. rc-
vadinha, aramia, azeilonas, ligo-, passas, amcixas e
peras, ludo de superioLqualidade.
RELOGIOS DE OBO PATENTE IMiLEZ.
.No escriptoiio do agente Oliveira, rna da Cadeia
do Recife, esl o venda porcia de reloKos de ouro,
palele ingiez, ebegados peln ultimo paquete.
Vende-se urna negra de nacJM (^osla, robusta c
sadia. a qual sabe engitmmar liso, e paga diariamen-
te 640 : no aterro da Boa-Vista ... 17, a fallar com
l-'rederico Chaves.
linas velas de carnauba, em raixinhas de trila
e laidas libras, viudas dn Araralx ; vendem-sc na rua
da Cruz n. 34, pnmeiro andar. '
-Nos qualro raidos da rua do Qiieimade u. 20.
vendem-se pecas de madnpolau e algodaocinho, com
pequeo loque do avaria, por preros commodos.
FIMO EM FOUIA.
Na rnadn Amnrim n. 39, armazem de Manoel dos
Sanios Piulo, ha milito superior fumo em folba de
Indas as qualidades, para charutos, por.preco com-
modo.
FFJ.IV0 9HJLAHI0.
Na rua ilo Amorim n.:), rmazem de Manoel dos
|Sanios Pinto, ha milito superior feijao miilaliubo,
j em saccas, por preco commodo.
Vende-te um carrinbo americano de
- rodas, ainta com pouco uso, de cons-
truccSo muito forte, ainda que muito le-
ve e elegante ao mesmo lempo: os pre-
tendentes du ijam-se ao Trapiche-novo n.
18, ou na Ponte d'Lcha, sitio do cnsul
hollandc/..
O.hj
* "RM-r
v/ X:
W%A4.
rmazem de maleriaes, indo para
res, que na rua da Cruz do Recife n. 02.
lia um deposito da bem conhecida ca
branca de Jaguaribe, e (pie se vende
muito em conta, tanto em retalho como
cm porroes.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-prn-
curadur da camera de Olinda, que vnlia entender-
se com os heedeiros de Luiz Roma, pois basta de
cassoadas, ficando ccrlo que em quanlo nilo se en-
tender com osmesmos.ha de sahir este annuncio.
Na rua da Cadeis do Recife n. :i, primeiro an-
dai, confronte o escriplorio dos Srs. Barroca i\ Cas-
tro, despacham-se navios, quer nacionaes oneslran-
geiros, com loda a promptidao ; bem como liraic-se
passaporles para fra do imperio, por piejos mais
commodos do qoe cm oulra qualquer parle, c sem o
menor trahalho dos prelendentes, que podem tratar
das 8 da niaiihaa as i horas da larde.
' Madama Theard, pela rapidez de sua viagem
nao pude despedir-su de scus amigos e freguezes. aos
quaes pede descnlpa, oflereccmlo sen prestimo em
Paris onde ella val demorar-sc alguna me/o-. .
Continua-se a dar dinheiro a juros razoaveis,
com penhores : na rua estreila do Rosario n. 7. e
vendem-se i vaccas boas, paridas, no silio do Cha-
cn, prximo a Casa I-orle.
Precisase de nma ama que tenha bom leile,
para criar urna menina : na casa defronle da greia
do Corpo Santo n. 13.
A. direcrilo previsoria da companhia para o es-
labelccimenlo de una fabrica de liaeSo e tecidos de
atgedlo nesla cidade, leudo recehido' pelo paquete
V.real ll'estern, os planos e os orcamenlns Jas dil-
fercnles machinas necessarias para'o eslabelecimen-
lo da fabrica, e tarabem leudo confeccionado us es-
tnlutos da rumpanhia, cunvida a lodosos Srs. assig-
Malarios le acees a compaiecerem sem falta na casa
do ljancii pelas 11 horas da manhaa do dia 12 do cor-
renta mez de maio, alim de Ibes ser apressnlado o
trabalbo feilo, e sobre elle resol'verem para o pro-
seg.iimenlo da empreza.
Precisa-sc comprar tima casa terrea que seja
as freguezias de Sanio Antonio ou Boa-Vista : di-
rija-se na inspecraodo algodio a fallar com o mar-
cador da mesma.
I). Maria Francisca Buarque. viuva e lesla-
menlcira de seu finado marido Thedphilo de Souza
Jardn., avisa aoscredores de seu casal, para legali-
sarem suas dividas, que esta proceden.lo o invenla-
rio pelo juizo municipal da segunda vara ; escrivio
Bapiisla.
Roga-sc M Sr. Joito de .Souza Rangel. pinlor,
o favor de comparecer na rua larga do Rosario
n. 38,
Benedicto Bruno c Jcronvmo Bruno, subditos
sardos, vao fazer urnaviagcin ao norte do impe-
Vcndc-Stvnma curruca nova rara ser puxada
] por dous buis, bem eouslruirtji, e
o Pucni'no
pu/ nreco irvtlw
indo para a ca
COMPRAS.
Compra-se um baln' de i palmos, u bom estado : quera liver annuncio.
Na Iravessa do Queimado n. :l, compram-se
barris que tenham sido de azeitc de peixe, c um
alambique com lodos os scus perlences.
Compra-se o sitio c a rasa ilo fallecido Ignacio
Callado Loyolla. contiguo a igreja do (iuadalupe : os
scus lierdeiros, querendo, pdem dirigirse ao con-
vento de S. Francisco de Olinda, que o guardiao
dir quem o pretende comprar.
Compram-se escravos de ambos os sexos do ida-
de de 12 a 30 anuos, e tamben, se receben de coin-
inissao : na rua do l.ivramenlo n. i.
Attenco.
Na rua estreila do Rosario n. 28, segundo andar,
se compram escravos de ambos os sexos, lauto para a
provincia como para fura ; paga-se bem agradando
as figuras.
VENDAS.
Vendem-se 2~
paus de sioupia,
os quaes se achain recomidos no arsenal
iliMiiaiinha, proprio* para coiislrticij.io
de liatcaea ou navio, por preco comino-
do : a tratar na rua Cadeia do Recite
n. 3.0.
Na rua de Sania Rila n. 75! se dir quem ven-
de una laboras com grande casa de ranehu, nos
'AfogaJns.
Vende-se nma bonila escrava de nara, de 20
annos, poac m.ns ou menos, com alsumas habilida-
des : na rua do Ilospiciu n. 34.
No Ilospiciu. segundo portao depois da Facul*
dade de Direilo, vende-se urna iiearinh de 18 an-
uos, de bonila figura, cose e lava alguma cousa.
Vende-se um escravo crioule, de bonila figura:
na travesea do Queimado n. I.
Vendem-se ceblas de Lisboa cm resleas a 800
rs. o cenlo, e solas a 400 rs., fumo do (laramiuns, o
melhur que tem viudo a esla praca : no paleo do
forro, taberna u. 2!.
Vende-se urna morada de casa terrea, ua rua
da Lapa n. 4 : a fallar na rua Nova, taberna n. O.
cnn.modo : na travesa de
ileia nova, armazem de maleriaes.
Vendem-se dous pianos Cortes de
Jacaranda construceao vertical, e com
todos os mellioramentos mais modernos,
leudo viudo no ultimo navio de Hara-
burgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21.
llatatas cliegadas pela uGratidao,
e destimbarcadas boje, a l.s-2S0rs. a ar-
roba : noarmazem de Mello, defroi'tc da
alfandega.
Vende-se a taberna da rua de S. Fiancisco n.
08. sorlida e bem afreguezada, e lera poucos fundos;
lainbein se vende a prazo, sendo rom firmas a con-
teni do vendedor; este negocio deve ser eliminado
ein poucos dias : quem a pretender, dirija-se mes-
ma casa, pois que seu dono lem de se retirar alim de
tralar de sua'saudc.
Vende-se manteiga ingleza muilo boa a 900BS.
a libra, e em porcao a 800 rs. ; assim como vinho
maisem conta do que em-nutru qualquer parle, lou-
ciiiho de Sanios superior, azeilc doce de Lisboa a 700
rs. a garrafa, e oulros mais gneros : na rua da Sen-
zala Vcllia n. 15.
Vende-so um ptimo cavallo. gordo c com to-
dos os andares : na rua Direila, rejinaco n. 10.
Vende-sc por preco commodo, nm armazem
na rua da Praia desla cidade, d boa renda eosebaos
sao proprio* : a tratar na rua do Queimado n. 37,
primeiro andar.
Pechinchas, no Passeio, loja n. 9.
Pecsde alsodflocen loque a 1)000, 1-280. 18600
e 2JO0O. pecas de inad-polao com loque a 2J500, :l.-
e 30500 ; a ellas, que sao poneos.
Vendem-sc aeces da companhia pernambucana:
na rua da Cadeia n. 21.
ATTENCO AO ISARATEIRO.
Rua da Cadeia do Recife, luja u. 50 da esquina,
vende-se:
corles de seda brama e com lislras decores, com 20
covados 205, novas melpomcins de quadrus acha-
malntados com quasi vara de largura a 000 rs. o co-
vado, corles de cambraia lina de cor rom barra a
2)400, chitas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a 180 o covado, cainhrai.i de linho lina, oplima
para camisas de ervos a St, panno de lenrees su-
perior rom mais de 11 palmos de largura a ''29400 a
vara, cassa delislra para h.lbados .i 220 rs. a vara, e
1)600 a peca, casemiras de cores escuras para calca
a 1)500 o corte, panno de cor com msela de seda.
proprio para palitos e vestidos de montara a 3) o
covado, panno prcto lino a ; e 1)600 o covado,
corles de gorgorSo para collelei a la e de fusiao
alcoxoado a 800 rs., merino prelo muilo fino a :1>:ix>
e I) o covado, luvas de lio da Escoc;- de cores com
algum mofo a 100 rs. o par, assim como'oulras
multas fazendas que a dinheiro vista se vendem
em alarado, eaiclalbo por baratissimos preros, e
do-se amostras.
ATTENCO', QUE BE PARA ACABAR.
Laas com lislras de seda, c qualro palmus ,1c lar-
gura, fazenda muilo propria para a presente esla-
cao, pelo diminuid preco de 110 rs. o covado : na
na da Cadeia do Recife n. 35.
Vende-sc por nao se precisar, urna prela de
meia idade, muilo fiel e humilde, nao bebe espirito
de qualidade alguma, faz lodo o servico de umaci-i.
vende na rua e (rabolha de enxada : ua rua do l.i-
vramenlo n. 30, loja de cera.
Vende-se urna grande e famosa rasa lerrea, no
aterro da Roa-Vista, rom grande quintal : a tralar
na praca da Roa-Visla, casa u. 30, segundo andar.
RIAS DE BAJUBUKGO.
No autigo deposito da rua estreila du Rosario n.l I,
sao cliegadas bixa- novas pelo vapor inglcz.
Sedas de cores.
Na loja de i portas, na rua do Queimado u. 10. ha
para vender un. cmplelo sortimento de corles de
seda de cores de superior qualidade c modernos gos-
los, por preco mallo commodo.
Scdt.s a 20$000.
(."des de eila de cores com 17 o 18 covados a
20^MH> cada corte : na loja de perlas, na rua do
Queimado n. 10.
Para vestidos.
Mu colmas de cores, fazenda iulciraiueiile nova,
com mais de i palmos de larsnra, modernos goslos,
e cores lixas a 300 rs. o covado : vendem-se na loja
j de i portas, ua rua do Queimado n. 10.
MADAPOM COM PEQUEO
TOQUE DE AVARIA,
vende-se na rua do Quei-
mado n. 19.
Vendem-sc quatro eseravas que tem algumas
habilidades, de idade de 21 anuos : na rua do l.i-
vramenlo n. 4.
lie chejjadonovamente de Franca a deli-
ciosa pitada deste rolao l'raiicez, e se acha
a venda nos lugares ja' designados' na
escriptorio na rua da Cruz n. -Id pi imei-
ro ailar,"e n,'i.syl'|,is de ItfAuocJ .Isa^'l^.-
pe e Barros V jrmao, ontr'ora de Car-
dcal, na rua larr>:i do Rosario n. S e
W. b\
TC.O', :.,,.. r .KA MI -AI ATE.
Vendem-se lesoaras pnrluguezas legitimas, para
alfaialc : na ruada Cadeia do Recife n. 18, primei-
ro andar.
BRACOS DE ROMAft.
Vendem-se estes excel-
lentes e bem conh.eeidos
bra9os: na rua da Cadeia
do Recife n. 56 A.
DEPOSITO DV IM.I.I DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fkbrjca muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Ceblas baratas
Na Iravessa da Madre de Dos, armaiem de JoAo
Mariinsde Barros, vendem-se ceblas muilo boas, e
muitirsimo baratas.
VIMID VERDE
a 320 a garrafa, chexade proximamenle do Porto, c
massa de lmale, ehegada proximamenle de Lisboa,
cm lelas de 2 libras, a ljiOOcada lata : vende-se na
taberna da rua da Cadeia du Recife n. 25, defronle
do becco Largo.
ATTENCIO.
Xa rua do Trapich n. 34, lia para
vender baiais de Ierro ermeticamente
lechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberlo para este lim, por nao
cxhalaiemb menor ebeiro, e apenas pe-
zam l libras, e cnstam o diminuto pre-
co de i.sOOO rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se siiperior^ngiiac. em garrafa*, a I2NMM)
a duzia, e.l-*2S0 a garrafa : na rua dos Ta'noeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
CASEMIRAS A 2?00 e 3.S0OO O CORTE.
Na loja de Coima.aes A; lle.iriqucs, rua de Cres-
po n. .">. vendem-se curies decasemira ingleza, pelo
baralissimo preco de 2.3OO e 33000 cada um.
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE BVGIE-
MCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa de I.. Lecomte Fe-
ron & C.: rua da Cruz n. 20.
Preeos:
Extra-fln.- '. 800 a lb;
Superior.. 640 >.
Fino. .... 500 ..
CEMENTO ROMANO.
\ enile-se aparrar cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio de maleriaes por ptero' mais cm cunta.
Vendem-se pecas de camhraia de cores, -pro-
prias para cortinados c mosqueleiros a IjfiUO cada
peca : na loja de 1 perlas, na rua do Queimado
n. 10.
SARJA PRETA E SETIM
Vende-se aro em cimbeles de un quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni A; Companhia, praca do Corpo Sanio a. lt.
Vende-se una porcao do verdadeiro
vinho Bordeaux tinfao e branco engarra-
fado, se liquidar contas : na rua da Cruz n. 5>(,
primeiro andar.
Moinhos de. vento
"0111 bombavderepuxo para regar borlase baixa,
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8 c 10.
NOVO SORTIMENTO DE CORERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cuberluresescurus a 720 rs ditos grandes a Iy200
rs>, ditos brancos de algodAu de pello e sem elle, a
milaco dos de papa, a 15200 rs. : na loja da rua
o Crespo n. (i.
.CEMENTO ROMANO BRANCO.
V ende-se ceineulo romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : aira/, do Ibcatro, arma-
iem de taimas de pinbo.
Taixas par, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua de Senzala Nova 11. 42.
Sellins inglezes.
Belogios patente ingiez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose castica.es bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e munico.
Farelio de Lisboa.
Lonas ingleza.
Fio de sapateirocdevela.
Va(|iielas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 7.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. ">."> ha para vender excel-
lentes piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna halanra romana com lodos os
seus pertcnccs.em bom uso e de 2,000 libias : qucn
pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem 11. 4.
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se br.m francez de quadros a (i40 a vara,
dilo a 90(1 rs., dilo a l>2S0, riscado de lislras de nir,
proprio para o mesmo lim a 100 o covado : na rua
do Crespo n. 6V
Conf"^ uajiaxilia \ ende-se n_ menos preco que em oulra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de& Companhia, rua da Cruz ii. 19.
Na rua do Visario 11. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado d Lisboa pela barca .'rn-
lidao.
PTASS.V BRASILEIBA. &
^) Vende-sc superior potassa, fa- ^
^ bricada no Rio de Janeiro, che- g*
/A gada Yecentemente, recommen- /
l a"se aos sen'l0res ('e engenhos os S
^ seus bons elleitos ja' experimen- W
') lados: na rua da Croen, 20, ar- W
^ mazem de L. Leconte Feron i\: 0
Companhia.
Na rua do Crespo, luja n. (i, vende-se superior
sarja hespanhola, muilo larga, pelo diminuto preco
le -::mi e 2^600 o covado, selim macee a 2s800*e
StOO o covado, panno prelo de JsOOO, 1?0II0, .'.j e li^HM) o covado.
FARLNHA DE MANDIOCA-.
Vende-te superior farinha de mandio-
ca, i 111 saccas dida vclha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, e 7 defrante da eseadi-
nha, e no armazem defronle daporla (!,i
allandega, 011 a tralar no escriptorio de
Novaes A C, la rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Vende-se superior remani em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as tinas : alraz ci
Ibealro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
. idos, de excellenlcs vozes, e preeos com-
modos cm rasA de N. O. Bieber & Companhia, rua
Vende-se.excellenle tahoado de pinbo, recen-
lemenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enleiider-sc com o adminis
radur do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENIIO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, con gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
X. O. Bieber & Companhia, na ru da
Cruz. n. 4.
Devoto CJiistao.
Sabio a luz a 2." edicao do livriuho denominado
Devolo Chrislao.mais correlo e acrescentado: vnde-
se unicainenln na Imana n. (i e 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadfithas, valsas, redowas, scho-
(ickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado do Bio deJpieiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenlc-
menlc chegado,
modos em r;
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Riissia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C. rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fjondicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! rom cubera e os com:
plenles arreios para um cavallo, tudo quasi novo '
p.ir> ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr-
Miguct Segeiro, c para iralar uoKeciferua do Trapi-
che u. 11, priineiro andar.
'<$ Deposito de vinho de cliam-
t9 pagne Chateau-Av, primeiraqua- %i
(St lidade, de propredade do conde fA
de Marcuil, rua da Cruz do Ke-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se 5
a ."O.sOOO rs. cada caixa, acha-se j
nicamente em casa de L. Le- j
comle Feron >Si Comjjanhia. N. W
B.As caixas sao marcadas a fo- ^
goConde de .Marcuile os ro-
lulos das garrafas sao azues. A

Coroadas por suaa virtudes
A VEKDABE1RA
AGUA DOS AMANTES.
Quem fr umunlc nao pode
Sii'agua driiar de comprar.
Tira paiinus, sarda;, espuibas,
l-'ai a pelle clarear.
Refresca, lustra e siiav isa a cal,
lira rugas, hortoejas, que primor I
Quem com a Agua dn* Amantes
!>ao gozar do amor '.
Asuossas bellas patricias
Desla agua devem usar,
T'ra mais bellas licnreiu,
-Mas bella, de fascinar.
He liquido saoespecifico,
Que deve ser procurado,
l'o.s torna o ente querido
Muilo mais formuseado.
Dous mil ris a garraulia,
Pode qualquer comprar,
Ca na rua do Oueimade,
Vmie e ste procurar.
He o seu nico deposito,
Deposilo mui afamado,
Anude lal elixir
lie por todos procurado.
O duplo do importe se devolve
Nao sendo ellicaz em curBr,
Urna quena iuda nao liuuve '.
, O que todos poden.-apreciar.
Acha-se a venda ua rua do Queimado n. 2", ni-
co deposito.
CEMENTO ROMANO
da melhor qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de llamburgo, vende-se em
conta : ua rua da Cruz n. 10.
(^ \ ende-se cobre para lorrO de K%
^ -20.at 28 onca*. g
* Zinco para forro com os pregos 2
^f. competentes.
^ Chumbo em barrinhas.
w Alvaiade de chumbo.
W Tinta branca, preta e verde, em (J
xJ5 oleo.
0 Oleo de linhaca em botijas de 5
($ galoes.
^# Papel de embrulho.
yt Vidro para vidraca.
Cemento amarello.
Ariaamento de todas us quali-
dades.
(icnebra de Hollanda em fras- *j|
ijiieiras- A
Cotilos de lustre, marca grande.
Arreios para um e dous ca- 2
vallos.
Chicotes para carro e esporas de
ac plateado- ({$
Formas de ierro para fabrica de (A
assucar. *
Papel de peso ingiez
Champagne marca A & C.
E um resto pequeo de viudos do "
Kheno de qualidade especial; (#)
no armazem de C. J. As- @
x^r tlev & C. A
LINDO SOKTIIEOTOIIE GALG4D0.
Na rua Nova n.. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortimenlo de cal-
jado para senhora, que pela sua qualida-
de e preco muito.deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato : os piceos
sao os seguintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem descont.
Sapatos de couro de lustre. 1 WO
Borzeguins com salto para senhora. SDO
Ditas todos gaspeados tambem com salto
* para senhora. .s-iOO
Sapatos de cordavo de muito boa quali-
dade. IOOO
Aa labrica de espiritos da rua Direila n. 84,
notanipiile aberla, vende-se alrool ralilicadu ba-
ldo Mana, licor lino, entre lino e ordinario, de dil-
ferenlcs qualidades, em garral,..e em ranadas, ge-
nebra em frascos eem ranadas, agurdenle do reino,
tinta prela e roa para escrever fe-la em alcool fra.
co, agua da Ollonia em frasquiuho* e em garrafa*,
lianb.i para cabello de dilferemes cores, oleo de ma-
c,ss;i, ludo bem preparado, e por preco commodo,
garrafas brancas vasiis, proprias para licor fino, oleo
de ricino c laropes.

P:
i
i
ESCRAVOS FGIDOS.

m
i
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, os-
rri|ilorio ik 12, vende-se muito superior polifssa da
Russia, anicrirana e do Rio de Janeiro, a preeos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanelta para forro de sellins ehe-
gada receniemente da America.
Vendem-se no armazem n. 00, da rna da Ca-
deia do Recife, de llenry (iihson, os mais superio-
res relogios fabrirados'em Inglaterra, por preces
mdicos.
I0O3O00 DE GRATfMCACAO.
No da II de feveiciro pasad,o, desappareceu do
Recife, rua de Apollo a, 11, um esrravn ele nacilu,
de nume Jos, de idade de .1(1 a 10 anuo*, baixo c
seceu do coipo bstanles mareas de bexigas nonato,
usa de gafurii.a, e lie um tanto ladino ; levou calca
de in.liiii, camisa de chita e chapee de fellru, tudo
pelo, Este escravo, segundo carias do Sr. Eran-
cisco l.uiz Paes llarreto, esleve eni filis do dilo mez
de f^vereiru no engenho lioerra, do Cabo, em cojas
i.nmedincoes se suppoe (er alguma proleccao : a
pessoa que o apprcliender e eulrcgar u* rua de
Apollo ii. I i. recebera a gratilicarao de_10l(S000.
Esla f.igido desde o dia II dejunlio de 18-3 o
escravo Jos, le nacflu Moeambique, magro, pernas
linas, e pina por urna dellas (piando anda, lera de
idade parajmais de 10 anuos, caa eurugada, nmln-
gmlo, lem as costas signaos antigua de ler sido cas-
ligado, fui escravo do tallecido Dr. lliiarque, e ven-
dido nesla praca a Francisco Antonio Carvalho de
Siqueira ; coma que anda Iraballiando pelos enge-
nhos. e declarando ser forro: da-sea gralillcacao de
."WWO a quem o conduzir i rua Direila, sobrade da
esquina du becco da l'culia, que se pagara lambem
as despezas.
ESCBAVA FL'tilOA.
No dia 30 de abril prximo passado fugio do lugar
do Rilieiro do Mel. comarca do Limoeiro, una escra-
va crioula,.de nome Rumana, que reprsenla ler 20
auno de idade, a qual lem os sianaes seguintes : al-
ia, grossura regular, olhos grandes, deoten limados.
beicos grossus, pellos em pe, lem um signa! na (esla
sobre o olho u>querdo de urna pancada que lia pouco
levuu, c urnas pequea relbadas em ambos os bra-
ens ; esla escrava perlence a Jo3o dos Santos t Silva,
ejulga-se qoc lera fugirto para esla capital por se
Ihe couhecer vonlade do ser vendida para ella, e
pur issuruga-se as autoridades e rapilaes de campo
que a pegaran, levem-a ii roa do Ourimado n. 7,
loja da Estrella, ou na Meada, comarca do Limoeiro,
ein casa do Sr. capilao Al.exa.idre Rarbnsa de Souza,
onde se Ihe gralificar generosamente.
Desappareceu no dia 17 de abril do correle
auno a escrava crinla, de nome Joanna, ci r pouco
fula, de idade 30 anuos, pouco mais ou menos, esta-
tura alia e-magra, cara comprla, orelhas rulo fura- .
las, lem tres marcas de vacema no twaro direilo a
forma de triangulo, unirs marras pelas cosas, e
una em cima do nariz, quando se chama pelo seu
mime assusla-se e olba por baixo ; levou um vesti-
do de cinta rxa desbotado, porm em quanlo a rou-
pa ella cosluma mudar, bem como o sea nome quan-
do se quer appreheu.Ir-la. e dr a olisque lie furia
e a uniros que jii els vendida, he desdeulada ua
parle de cima, leudo dos denles do lado, c cosluma
un lar pela Hoa-Vi-la : roga-se a qualquer pessoa
que a capturar, leve-a o rua da Sosala Velha ... '
131, que sen. recomf cusada.
Desappareceu da rua larca do Rosario n. 1J, ,,
escravo Vrenle, pardo, alio, olhos grandes, rom
nma cicatriz no ro-lo. cabellos e brba gratules ; be
nllicial de sapateiro, anda de calca e jaqueta, calca-
do, e diz-se forro : quem o apprehender e entregar
ao seu senhor, sera recompensado.
Leonardo Anlimes de Mcira llenriques.
CEM MIL RES DE GRATIVItlACAO'.
Desappareceu no d!a 6 de dezembro do anno pr-
ximo passado, Rcncdicta, de 14 anuos de idade, ves-
ta, cor arahorlada ; levou um vestido de cbila com
lisires cor de rosaede caf, c oulro lamben, de chi-
li branco ennr palmas, um leen amarello no pesce-
I." ju de-bolado: quem a apprehender conduza-a
Apipucos. no Oileiro, em rasa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou na Recife, na praca do C.orpo Sanio n. 17,
quereeeberaa gralificarAoicima.
PERN. TVP. DE U. F. DE FARIA. 1855.
V
f

MiiTiiann


Full Text
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