Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01024


This item is only available as the following downloads:


Full Text
XXXI. ANNO N. 108.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes Vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 10 DE MAIO DE 1855.
Por anno adiantdo 15,000.
Porte franco para o, subscripto?.

DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAIlltEGAOOS DA SrilSCRIPCVO.
llecife, o proprieterio M. F. de Harta : Kio de Ja-
ne iro, o "'r. Joan Pereira Martin* ; Baha, o Sr. I).
Ihiprad; Mani, o Sr. Juaquim Bernardo de Men-
donca; Paralaba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
rtada ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly. o Sr, Amonio de Lemos Braga; CearaN o Sr.
Victoriano Augusto Boraes ; MuranbAn, o Sr, Joa-
quim Marques Rodrigues ; l'iauliy, o Sr. Domingos
llerrulano Adrile* Pessoa Cearence; Para, oSr. Ju-
lino J. Ramos ; Amazona", o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1.
Paris, 345 a 350 rs. por t f.
Lisboa, 98 s 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aajoes do banco iO 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
do 69400 novas.
* de 19(100. .
Prata.Pataees brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
208000
169000
I69O0
99000
<4Q
19940
19860
PARTIDA DOS COR REOS.
Olinda, lodos os dias
Carnar, Bonito e Garanhims nos dias 1 e15
Villa-Bella, Boa-\ ista.ExeOuncury, a I3e28
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PRKAMAR DK IIOJE.
Primeira as 11 horas e 42 minutos da manhaa
Segunda s 12 horas e 6 minutos da larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinlas-fciras
Relacao, tero.as-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERII1ES.
Maio 2 La cheia as 2 horas, 17 minutos e
39 segundos da manhSa.
9 Quariominguanteas 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manhaa.
> 16 l.ua nova a l horas 43 minutos*
36 segundos da tarde
23 Quarto crescente as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manhaa
DIAS DA SEMANA. *>
7 Segunda.'S. Estanislao b. m. ; S. Flavio.
8 Terca. S. Heladio h.
9 Quarta. S. Grpgorjo ftazianzeneo li.
10 Quinta. S. Amonio are. ; Ss. Blanda e Arfeo.
11 Sexta. Ss. Fabio, Amistado c Sereno mu,
12 Sabbado. S- Joanna princeza v.
13 Domingo. 5," depois de Pascoa. S. Pedro Re-
galado f.; Ss. Glyceria o Seryaco mm.
PAUTE IFFICUL
GOVERNO DA FROVTNCIA.
Einoilonaa < 8i< malo.
Offlcio Ao Eim. commandante superior da
Siianla nscionat do Recife, recommendando a expe-
ervijo da guarda nacional, cm quanlo estiverexer-
renrlo o tugar de inspector de quarteirAo da frr-
guezii do Recife, o guarda do batalho de arlilharia
deste municipio, Jos Roque Anluncs Villaju.
Dito Ao Exnr! marechal commandante das ar-
mas, dizendo que, pela leilura do avisa da suerra,
de que remelle copia, Ilcnr S. Ex. inleiradn de que
fura prorosada por tres mezes a licenja do sargento
do 13. batalho de infamara, Jos Francisco da Sil-
va, para vira esta provincia.
Dlo Ao mesmo. recommendando a expedicAo
de suas ordens, para que os destacamentos de Pajcii
de Florea e Gaianhuns sejam limitados a jo pracas
cad om, recolhendo-sc a esta capital asqueexce-
ilerem daquelle numero.
Dilo Ao mesmo.. O capililo Francisco Anto-
nio de Soma Omisao ftesempenhoii satisfactoria-
menle a commisao de commandante do destaca-
mento volante das comarcas li Nazarclh e (joianna ;
e convindo agora que seja elle encarregado da poli-
ca ua comarca do Umoeiro, tendo debaivo do sen
romanando os deslicamenlos daquella villa, de Na-
zareth e Peo-rf'Alho rogo V. Ex. a expedirn
de suai ordens, afim de que aquelle offlcial parla
quaalo anles.
WU Ao Exm. conselheiro presidente da rela-
cao, inleirando-o de liaver o bacharel Manoe! Cle-
mentino Carneiro da Conlia, juiz municipal da pri-
meira vara desla cidade, participado que hontem
reassumira o ejercicio uterino do carao de juiz de
direito da primeira vara crime. Igual sccncia se
dea (liesouraria de fazenda.
Dilo Ao cnsul de S. M. 1 idetissima. envian-
do copia d.i informarlo ministrada pelo conunando
superior da guarda nacional de*te municipio acerca
do seo offlcio de 2 do corrente, e declarando- Ihe cm
respotta ao mesmo oflicio, que acaba de expedir or-
dem para ser dispensado do servido da guarda na
r.ional, al a prxima reoniAo do conselho de quali-
cajao|da fregtiezia do Recife, Jos Joaquim Pereira
Campos, a que se refere o scu citado oflicio, o qual
deveri recorrer ao mesmo conselho para o eliminar
da aaarda nacional.
Dito Ao inspector da lliesourara de fazenda,
remetiendo para os convenientes ex a mes, copiada
acia do conselho administrativo datada de ->'i de
abril ultimo.
Dito -*- Ao mesmo, interanrj
de conceder a licenca que pedio Alejandrino Tci-
xelra Soula para" traspassar a Manuel Jos Fencira
Cosa, pela quaniia de 1:1003 rs., a posse de 60 pal-
mos do terreno de marinha n. 316 D., na ra dos
Guarapes em Fra de Portas.
Dilo Ao presidente do conselho administrati-
vo, para que promova a compra das fazendas e ob-
jeetos mencionados na reteji jimia, os quacs san
precisos ao arsenal de guerra para salisfazer um pe-
lidodearligos de fardameuto para o meio batalho
do Cear. Kizeram-se a respeito as convenientes
i'ommiiuicars.
Dilo -, Ao commandante superior da guarda na-
cional do Bonito, recommendando a expedirAo de
aas ordens para que o commandante da guarda na-
ionnl de Caruar preste ao delegado da mesma vil-
'a as pravas, que por este Ihe forem requisitadas
para auxiliar a gtJarda da respectiva cadeia.
l'izeram-se as precisas communicaees.
DiloAo commandante da eslaj.lo naval, Irans-
initlinrto por copia, o aviso do U de abril ultimo, no
t nal tito a se determina que seja desarmado, e en-
Iregueao arsenal de marinha para vender-se em
liaste publica, o brigue escona Legalidade, mas (am-
l>einqne os respectivos offlciaes e a gnarnicllo sejam
transportado, para a Baha no brigue Capibaribe,
ulim de servirem na crvela D. Isabel, menos os of-
lictae* de hunda que dever.lo regressar a corte afim
de prestar enntas.Offlcioo-se tambern ao inspector
do arsenal de marinha com a seguinlc mudanja c
entregue a esse arsenal, c i thesourara paraco-
lieci ment.
DiloAo inspector da lliesouraria provincial, in-
leirando-o de haver nesta data concedido um mez de
licenca com vcneimenlos, ao professor publico de N.
S. do O' Jos Vicente Ferreira Barros Jnior.
Cnsnmoncmi-se tamlwm ao Exsn. director da ins-
Irucrao publica.
Dito\n mesmo, aulorisando-o admitlir < Joa-
quim da Cosa Ribeiro, e como collaborador qnella repartirlo em sohsliliiicno de Jos Francisco
da Costa .obo, qae s despedo.
DitoAojuiz municipal supplenle da 1.a vara
il'sla eiilade, dizcddo eui respota ao seu oflicio de
boje, que antes de o receber, j havia pedido aojuiz
de direilnde Pan d'Alho as necessarias informarte*
a respeito do fado de que Smc. falla, e que logo que
ellas chetuem, Ihe sero transmillidas.
Portara.Concedendo ao arremalantedo ;>." lan-
c. da ramiGcacao da estrada do sul para a villa do
Cabo, Beulo Jos Pire, qaalro mezes de prorogaco
pira a conclusao das obras do seo contrato.
DilaAo agente da companhia dos paquetes a va-
por, mandando dar passagem para a corte, no vapor
qre e pera do norte, a Jos Joaquim Vieira da
MiitJa, qoo tevebaiza do servico.
. ISJ."
CO'KBKANOO DAS ARMAS.
Qaartel-ceoendi do coanmando das armas de
Peraanbuco ma eldade do Recite, em 9 de
alo do 1865.
ORDEM DO DIA N. 43.
t' marechaldc campo commandante das armas,
cmvirtade de deliberadlo, da presidencia exarada
no oflicio abaixo transcripto, determina queoSr.
capit.io do U.o balalhAo de infantera Francisco Au-
lonio de Sonza Camisilo, encarregado da polica na
comarca do l.imoeiro, siga quanlo antes para a dita
comarca, devendo entender-se com a mesma presi-
dencia, e dola receber as convenientes nstruc-
Oes.
Declara o mesmo mareclial de campo, que os des-
tacamentos das comarcas de Garanhnns e Paje de
Flores ficain reduzidos a .V) pracas cada um.
Offirio.lUm. e Exm. Sr.z-^O rapilo Francisco
Antonio de Sooza Camisilo desempenhou satisfato-
riamenle a rommissilo de commandante do destaca-
mento volante das enmarcas de Nazareth e Goianna ;
e agora convinduqne seja elle encarregado da poli-
ca na comarcado l.imoeiro, tendo debaixo do seu
commando os destacamentos daquella villa, da de
Nazareth e Pao d'Alho, rogo a V. Exc. a expedieAo
desuas ordens, aiim de que aquelle oflicial parla
quanlo anles.
Dos guarde a V. ExcPalacio do governo de
Pernambuco em 8 de maio de 1855.Jos Bento da
Cnnlia e Figueiredo. Sr. marechal commandante
das armas.
lote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira., ajudante de
ordeite encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
Em rfflo anligo repetava calamitoso o vento que
soprava do lado de Hespanha. Estamos boje muilo
longe das causas desse* iphorismos populares. A
nossa poca lem mitras necessidades e uniros inslinc-
tos. Reconhccendo-n e derlarando-o, ninguem de
boa f poderia pensar que honvesse em nj o inlui-
to de estimular e fazer resurgir eslas rivalidades. O
senlimenin da nossa independencia nao nos faz rs-
queccr das condicoesde conveniencia entre'dous po-
vos que a l'm\ ideucia fez irmaos.
O vento de Hespanha, porm, traz-nos ha dias,
como um echo de verdadeiras calamidades. Seria-
mos culpados de ndiflVrenca se nAo redeclissemos
no que se* annuncia consummado, c nAo perguntes-
semos pelo que se prognoslica provavel.
Primciro he a noticia dos fuzilamenlosdc Pam-
plona.
A novissima revolucao caslelhana recebeu all um
dcsmenlmenlo formal.
As Iradices de sansue sAo as mesmas. Os rigo-
res passadosesl.lo justificados pelos" mismos que os
deploraran'. A sua siuceridade entra em duvida.
A pena de morlc por crinies polticos subsiste como
da forca, o suprema ratio das sociedades primiti-
vas. Se he esle o verbo derradeiro da civlisacAo,
em que se diflerenra este da infancia dos seco-
Ios \
A razo esl no inais forte Ser urna ronseqnen-
cia pratira diana da pbilosophia humana, do pro-
gresso das idades e da lula das geracoes lie para
chegar a este termo falal das guerras fratricidas que
ascontendas civis rasgarnm o seo patria ? NSo he
isto fechar o circulo no ponto deploravel em que
principiaran os conflictos *
E todava islo lie o que nos dizcm as lirfies da ex-
periencia! O'Donnell (riumpha. Espartero utilisa
a victoria : os revnllosos sAo recompensados pro-
clamamlo-se benemritas A conjuracAo de Pam-
plona he descoberta. os projeclos dos implicados a-
bortam : os revoltosos sAo fuzilados. Em que
se iliflerencoii originariamente o acL< punido do ar-
io premiado '.' Os primeiros logr.aram o fim ; os se-
gundos cahiram no meio. Os primeiros alcancaram
para si a forja ; os segundos liveram contra si a for-
ra. A forca he a razAo.
Corollario Irislissimn !
E como he que se rhamoo brbaro e retrogrado
ao governo que fuziloii os insurgentes de Saragoea,
e se chama progrrssisla e civilisado ao governo que
fuzila os insurgentes de Pamplona ? Ser porque os
primeiros ebegaram a armar-so e a provocar a lula,o
porque os segundos foram jnlgados anles de conver-
terem o projecto em acjAo.
Estranha conTusAn da linguagem deslas polticas
iniquas, sempre em coiilradic^o com os princi-
pios eternos da verdade, da moral e do bom
senso !
E se nni dia es-es mesmns juizes de boje volveren,
a ser o que j foram, se turuareiii a empregar os
meios que ja empregaram, como ousarAo condemnar
os areslosque elles proprios dcixam '.'
Fa-lo-hAo, porm, porque \i\ o lzeram. Dzem-o
as paginas anteriores do duque da Victoria,
Singular depravarlo do espirito de justira !
Mas nAo so estas monstruosidades a*?1igein os olhos
e alma. Do mesmo lado da Hespanha nos chegam
novas que anda mais particularmente interessam es-
te paiz e chamam a atleneAo sobre o nosso go-
verno.
Ha pouco as folhas lylographiras francezas annun-
riavam a existencia de um tratado com Portosal,
pelo qual o arlual governo se obrigava a dar um
cnniigenle de 12,000 linmen, para o maladouro da
Crimea, e para a conlinuacAo da guerra do Oriento.
Os jomaos hespanhes conlirmam e auiorisam a no-
ticia. Desgraciadamente a furia das prises para sol-
dado coincide com estes rumores.
O que ha em ludo de positivo e verdadeiro '.'
lisar. Os levantamcnins nAo podem ler razAo ilo
governo, nem o governo dos levantamenlos que se
sucredem e renovam sol mil formas; arrescem a
'slo tendencias de polilica exterior, nao s acanha-
dissimas, coiimdisfarcadamente lioslis aos eslrangei-
ros c i Europa, c urna adminisIrajAo linanceira, que
lia escotado a variedade de lodos os expedientes
ruinosos. Tal he de Venezuela a historia naja re-
cente que em cada anno lem de acrescer um novo
capitulo.
Eram apenas decorridos poneos mezes do anno
de IK53, quando em Venesuela rehenlou una vasta,
rebelliao, que enlaja quasi lodo o paiz. Suas ten-
dencias eram varias e dilferenles, e somante idnti-
cas nesle ponto :a eviejao do poder do general Jo-
paiz, o desarmar as hostilidades. Esle voltara, pas-
saila a er'se. s suas tendencias, aos seus habites
achava-se anda mais falto de recursos financeiros,
e via-se obrigsdo mais que nunca a todas eSsasrom-
hinajes obscuras o arriscadas, obra de alguiis es-
peculadores favorecidos, e rujo total resultado he
augmentar os encargos pblicos sem que possa o Es-
lado bastar as suas mais simples despezas. Achan-
do-sc o governo nesle apuros, e reduzido laucar
inAn de todos os expedientes para viver, he bein
visto, que nAo esteva pin cirrnm-tancias de poder
salisfazer seus empenhos para com os seus rredores
eslrangriros ; pe.l.i que prorrastinava le mez em
mez o pasamento das preslacoes vencidas dos ere-
ditos financeiros precedentemente regulados, e s
s Gregorio Monagas. Entretanto, MM inlervinhain no fim do anno he que pode a muilo rusto pagar, e
s^ln^asju^ajn^ria^i^a^^ cjt^muntelte, ait
vergonha a dou- ,"![, u0 afverno. Como se dispe a'sim das tercas
A pratica enve
Dieses especulativas,
trina.
Em presenca do holocausto he mpossivel repri-
mir todas as dolorosas rellexoes que elle suscita. Ser
este rigor urna neeessidade anda cnlre nossosvizi-
nhos? Seriar as facis magnanimidades dos dias de
Iriiimpho urna utopia irrealisavel no estado actual
da Hespanha '! NAo ter a experiencia convertido o
duque da Victoria'?
Nesse caso, romo su lembram Portuguczcs, "seja
qual qual for a sua conviccAo, de nos querer iden-
tificar com um povo que d anda desles exemplos,
ha moito abolidos cnlre nos, e que viria a ser
materia na communidade projectada ?
E o afllicvo espectculo nAo inspira smente cs-
sas tristes inlerrosarOes. (luirs que se ligam simul-
tneamente sitnacHO da Hespanha e nossa, aco-
dero com lodo o vigor d'uma lgica inllexi-
vel.
O que he que se puni nos fuzilados de Pamplona?
O mesmo que se glorificou fervorosamente no des-
granado brigaduiro llore.
Um dilemnn la tal se aprsente naturalmente. Ou
a insiirreican militar he um crime, ou nao he. Se
nAo he crime, os fuzilados de Pamplona nao sao cri-
minosos, sAo martyres como os de Saragoea. Se be
crime, o governo actual de Hespanha lem urna ori-
gen! criminosa, como o actual governo de Portugal,
e as halas de Pamplona, prostrando as pracas colpa-
das de insorreicao, vAo bater as cnndecoracOes dos
insurgentes de> Madrid, como as fardas dos insur-
gentes de Cintra e de Santo Ovidio.
O duque da Victoria fuzila o mesmo fado que o
elevou ; fuzila o herco do seu poder presente. Se a
insiirreijAo militar nAo lie um direito, segondo a
trenca propria.he um altenlado contra a ordem rata
belecida. O governo hespaiihol, fuzilando os impli-
cados de Pamplona, considerou a rcvolta adentello.
Considerando-a atte.itado, ataren o direito da sua
existencia nolitira. Se quer absolver este na sua nri-
gem, loma-se elle mesmo entilo reo tle homicidio
voluntario. A ordem de exerclo do duque de Sal-
lanha que couslilue a conscicncia das bayonetas ar-
bitra do soverno e to estado, foi fuzilada pelo duque
da Victoria.
Na execuco recente de Pamplona foram junta-
mente exhaulorados o marechal commandante em
chefe das tropas de Portugal e o ministro da guerra
de Castella.
Absurda incoherencia da inverso de lodos os
principios de ordem !
O governo constituido por urna revolla decreta o
supplicio pelo faci que Ihe deu nascimenlo.' O que
iielle foi patriotismo, nos outros tornou-se delicto
que merecen a morle. Tira a vida pela imitacAo dos
seus proprios exemplos. Que cousa pode mais infir-
mar a aulnridade propria ?
E quem ha de ser juiz da inspiracAo tic cada um
tos revollados'.' Os seus adversarios em crenra '
SAo Mispeilos. Asna consciencia'.'Ouem Ih'a at!e-
vinha '.' Qual be a mclhnr causa '.' S o julgam e o
decidem na acj.lo mortfera os Tactos Iriumphan-
les.
E por elles nAo chegamos scnAo ao argumento
% PAIUIZO DAS MILHERES. (*)
Par Panto Feval.
TERCEIRA PARTE.
ODOITOR illl'IIHI.
CAPITULO II
./ prisioneira.
Virginia deixou-se interrogar, e fin^io-se at um
I ante, simples. Apreser.tamola aos leilores por urna
rapariga inloleravcl. Tildo o que havia de prejsump-
r.io, aborrecimenlo e lotice nos Ircs mil e qvinhcnlas
romances que ella devorara, achava-se reunido em
sua pessoa.
Tenbii lido tamhem mais de nina vez. rtisse
ella, o tlesejo de esrrever a historia tle minlia vida...
Mas tenho temido perder-me as parlicularida les...
1 ni autor que falla de si rompraz se lano em seu
trabalho que nao lem mais a consciencia da tedia;
que causa aos outros... mprego minhas vigilias em
compor um Itero, mas ah ocrulto-mc deflaixo do
pseudonymo de Scmpronia, e ouso esperar que nin-
guem ihe reeonhereru.
papis fallam tic Solange e da senhora
Maglalena? pergoolou Chilln.
E talvez de Vine, tamhem, murmiirnu S ir-
gni.i.
De mim !... _
Foi um acaso extraordinario que os fez cahir
() Vde o Diario n. 107.
do paiz, em beneficio alindo, sem o consnltarem ?
Orno se quebra urna neutralitlade quenas era lie
precisa ? Se pelo contrario a noticia he falsa, porque
se nAo tranquillisam os nimos dir.endo-se a ver-
dade ?
Temos esperado para ru se nAo dissesse que pro-
movamos embarazos ariulosos. Mas o boato en
grossa ; o correio de Hespanha d-lhe peso ; o silen-
cio do ministerio inspira desconfianza. Torna-so,
portante, urgente, que esle por fim se explique
francamente. ((Jo se negocia o sangue de um po-
vo, a quem fallam bracos para o Iranalho, sem elle
serouvido, c sem se Ihe dar a saber porque inleres-
ses o querera fazer haler-se !
(Imprenia e M.)
VENESUELA.
lepuhlir.i democrtica.Presidente o general
Jo>t Gregorio Monago*.'
Estado geral de Venezuela.Rebelliao de 1853.
O governo do general Gregorio Monagas e o paiz.
SessAo legislativa de 185i.l.egislajo acerca
dos eslrangeiros.Le da aludirlo da escravidAo.
Movimento da raja negra.BebelliAo de 18.
SiltiacAo linanceira.Indemnidade do Per.
Empreslimo forrado.
Eslende-se neste momento dante de nos esse vas-
to continente da America propriamente dila do sul.
No aspecto tanto moral, poltico, industrial erom-
merrial, romo da civilisacAo humana, infelizmente
vemos anda a conlinuacAo do Mxico e das rep-
blicas da America central. A divisAo do Novo Mun-
do em America do Norte, o America do Sul nAo
passa da mera exprcsso geographicn ; a verdadeira
e profunda demarrarn, nica que pos-a fallar ao
espirite, he a das duas rajas, que formam dous oli-
vos, duas civilisajoes, destinadas provavelmente
se darem, como n lem viste, e se hade ainda ver,
mais tle um combale. A dillerenja nica entre as
duas porres do mundo hespano-americano, nma
ao norte, e onlra ao sul to islhmo do Panam, he
que a ultima est evidentemente menos aHeclada.
menos aineajada, ainda t!e invasAn, e s ameajada
por sua propria anarchia, e pela esterilidad de suas
convulsees. Ao menos, essa auarrhia abre cami-
nho all, onde nma polilica melhnr inspirada levan-
laria urna barretea insuperavcl, nao ti pela con-
sulidajAo progressiva das nslituijes, como pelo
drsenvolvimenlo simullaneo de todos os interesses,
e de todas as forjas productivas dessas regioes.
Apenas se pisa o continente snl-amnricano que se-
niio enconlra senAo um despotismo vulgar de mi,,
tura com a rebelliAo permanente, c, porque ha
s:mprb este contraste entre prelenjeschimericas e
a realidade, vemos eslravaganlcs polticas repellirem
projeclos*tle unan colombiana, ao passp que, estes
dous primeiros estados que vemos.Venezuela e
Nova GranadanAo podem separados se organisar.
Se se procurar conhecer n principal aspecto da
situaran actual de Venezuela, ver-se-ha ser esse
mixto, com dissemos, de despotismo e de rebelliAo,
despotismo e rebelliAo, que sti lendem i se neulra-
em minhas mAos, senhora... acaso, ou providencia,
segundo empregarmos a linguagem philosophica ou a
liimuagem rhrislAa... O nome de Vmc. nAo he pro-
uuuriado ah, mas...
Tu fazes-me morrer '. disse Chilln que liulii
golas de suor na fronte.
AVi falla-sc lambem le um rapazinho... come-
cou Virgiaia desapiedada como a cxposijAu de um
melodrama.
I.nriol exclamou estouvadamente Chifln.
Esse bello appellido nAo he pronunciado ahi,
responden Virginia.
Chifln ergueu-sc diante da camarista c dis-
se-lhe :
Minli.i rira, nao son sania... Tomei-a para o
mea servico porque a linha visto na estrada da Bre-
lanha. e parena-me arhai em Vmc. urna amiga en-
nhecida... Que conlem esses papis '. Responda-me
simples e razoavelmenle ; do contrario despejo-a I
Era a primeira vez que madamesella Mara tle
Rostan moslra\a-se. Virginia licou logo mais bran-
da que urna uva. e disse tentando solujar :
Oh niinlia chara s.Mihora, be powivel que cu
tenha-lhe desagradado !... cu que amo-a lAo lerna-
mente...
O p de Chillan bateu no chAo rom impaciencia.
Eis-aqui. lornou Virainia ; he urna historia
mili admiravel'.... Paseei somante estas paginas pela
vi-la. e nAo pnderei fazir-lhe um extracto logico-e
surrinlo... Se a senhora permitir, lerei a propria
memoria, a qual he inleressante como um romance
tle mererment'i medio, i mhora a pessoa que o escre-
veu. mailamesetla Snlange, uo esteja habituada a
esse ceuero de composijSo.
Foi Solange quem escreveu isso '! pergunlou
Chifln, caja rurinsidade tinha-se animado alt
febre.
Sim, senhora... e allirmo-lhe que essas aven-
tura* seriam assas iuleretsanlM anda quando ella
nao fallasse axala pagiua das pessoa* que ronhe-
cemos.
cm nome do partido oligarcha ou conservador, o se
teriam reunido, caso tivessem sitio bem succedidos,
ao mando do seu chefe, o general Paez, o mais il
lustre veterano da independencia, refugiado desde
alguna anuos nos Estados-Unidos ; outros fespera-
vam aproveilar a cunfusAo para una nova dictadu-
ra do general Tadeo Monagas, iruiAo do actual pre-
sidente, c o maisvclho desla familia, na qual parece
o poder estar enfeudado desde algum lempo. Por
siiigularidaile extraordinaria, os Monagas sao havi-
tlos romo os representantes do partido liberal, en-'
tretante que, sua aulnridade lem sido nma perma-
nente dictadura, e mais vulgar, e mais desordenada,
depois que passou to general Tedeo para seu irmAo
Gregorio.
Foi cm maio, que rebentou a rebelliao tle 1853.
Esta eslendia-se mais ou menos s provincias de Ca-
rahnlio. Barquesimelio, Trujllo, Merid.i. Guarico,
Apure e Varinas ; e angariava proselylos e partida-
rios, principalmente entre os habitantes dos Canos.
Os seus cheles eram, em Apure. Juan Mamosa,
genro tle Paez, o coronel Casiejon, c o deputa lo
NapoleAo Arleasa, e em Varinas o commandante
Mirabal. Em dimana, o pronunciamenloapresen-
lava dillerente carcter, dirisido pete senador Es-
tanislao Rendon, coronel Nicolao Brito, o aovern -
tlor e outros personagens, inamfeslava tendencias
democrticas mais adianladas, cal federaos. Pro-
clamava all a independencia ta provincia ; e a re-
belliAo assegurava-se pelo lado to mar. apresando
os navios do plido, e principalmente duas goletas
procedentes .le CiudatlNBolivar com inantimeulos e
dinheirn. Esses movimenlos, poste que de natureza
diflerentes na apparcneia, se prestavam mulun apuii,
por isso que colloravam o governo na neressdade
tle se tlefender a um lempo^un lodos os pontos.
O presidente apr?ss:iva-se Vn lomar algumas me-
didas, c noineava a seu irnwi Tadco general em
chefe do exerclo de operaeo. % organisajao da ile-
ttxj.Xez1aJijo tleivava ile s,.r au.afehUH ; mas por felic-
dade do governo vinhi-lhe cmlhiixilio a divisan
dos i helos insurgidos. Dous, principalmente den-
Ire elles, Mirabal e l.ara VasquczAlepiiiiliain sem
combale as arma*, tendo tentado de balde um accor-
do. A rebelliAo soflria uniros revezesA, cm muilo*
lugares, e dentro em pouco lempo s restava Cama-
He, tiime se enconlrava una resistencia mal* vigo-
rosa. O presidente uestes circunstancias recorra a
seu confidente e coslumado auxiliar Obregon, e o
mantlava a Curajas para que comprasse alguna na-
vios, e alislasse marinheiros, afim de atacar a re-
belliao por mar, emquanto qne o general Tadeo Mo-
nagas accommelleria por trra. O chefe do movi-
menlo. Rendan, lenlava desligar eslas duas forjas,
ollereccndo por urna carta ao general Tadeo a pre-
sidencia da repblica federativa ; poremTadeo, sem
ilar resposta alauma rcmeltia a carta a seu irmo,
c Rendon isolado, via-se reduzido a mandar bus-
car armas, muirnos e reforjes at nos Estados
Unidos.
O general Paez, instruido em Nova-York tos
acuntecimenlos, se dispunha a intervir, qnaiidn nm
desastre lo lerrivel quAo imprevisto vein em soc-
corro do governo. Aos 15 de julbo um horrivel Icr-
remoto destrua quasi completamente a cidade tle
dimana: era o ultimo guipe contra a rebelliAo.
A consternajio era lal, que os navios que. haviam
adherido ao mov imrulo acceleravam-se em ir pro-
testar sua slunissAo. A cidade mesma rendia-se a
merc do general Tadeo Monagas, a quem ella cha-
mavn, implorando-lhe soccorro.
Assim linalis iva a rebelliAo depois de alguns me-
zas de duraren. Ftra mesmo desle desfecho tr-
gico, be provavel que a rebelliAo se livesse malo-
grado, porquanln, faltavam-lbe unidade e chefes.
Muilos oligarcbas, e al generaes arredilados apnia-
vam-na evidentemente, porem as escondidas, e nAo
queriam apparecer ; s reslavam, pois, em geral
mancebos de pouca experiencia, e punca nulori lade
polilica e homens oliscuros, entre os quaes se nAo
poda encontrar chefes sisudos e capazes de dirigir
urna revolujAo. E por isso a opiniao besitava em
pronunciar-se, apezar de ser mnitisimo pouco fa-
voravel ao general Gregorio Monaaas. Esle, lo-
mis, arrogava-se pouco tlepois urna clemencia ap-
parentc para com a rebelliAo. De feilo, no mez tle
agoste amnisliava elle a lodos os compromctlidos
com a rondijao de ficarem ilesautdYailos dos seos
poslos e empreaos, e poder o governo bani-los ou
encantoa-los. Tal era essa amnista para os que
aceilassem-na, qne imporlava tente quanlo impor-
Ibes a maior pena, que poderiam "solTrcr depois de
julgados, viste que a pena capital em materia pol-
tica eslava abolida.
O poder to general Gregorio Monpgas nAo sahra
mais forte da crise ; Iriumphava materialmente, e
menos talvez por efleilo da eflicacia de sua inier-
vcnjAo, que grajas a cataslrophe, que havia ac-
rnminelli lo Cumana, e desorganisatlo a rebelliAo.
Em summn, esse poder ficava o mesmo que dtiles ;
o governo no dia seguiute nAo ludia mais do que.na
vespera essa auloridade poltica e moral necessaria
para aproveilar-se da victoria, afim de parificar o
Que pessoas''
O doulor Sulpicin... a senhora Irene... Mr. de
Galleran...
I.eia. ortlenou Chifln, lea rpidamente !
E accommodandn-se j meio vestida junto da cha-
min, moslrou urna cadeira a Virginia. Esta assen-
lou-se alegre e ufana pela importancia que os acon-
tecimentes davam-lhe, lossio, e depois leu :
Diario dirigido a madama Reamis por mim So-
lange sua filha...
Senhora, iulerrompeu-se a cruel Virginia, de-
vo dizer-lbe de que maneira esle mannscripto cahio
as inos de minha amiga Paulina, boje condessa tic
I.imhurgo... porque emfim talvez isso faja naster em
Vmc. redos escrpulos...
Chifln eslava paluda de impaciencia ; porm Vir-
ginia que senlia-sc em seu direito, conlinuou grave-
mente :
Ha as prises de mulheres umitas rlasses ;
mas para abreviar farei smenle duas cathegorias. e
tlividirei essas inlelizes em dous campos : as victi-
ma* e os algozes... Foi Paulina, a quem Georgele
explicou ludo isso... Os alaozes sAo todas aquellas
que nAo leudo mais consciencia. adornam-se da ver-
gonha como de um diadema... as victimas sao pelo
contrario as pobres desditosas que deploram a queda
e esperam a expiajA...
Solange nAo pode ser algoz interrumpen Chif-
fon calorosamente.
Ella he acensada de furlo e de homicidio, re-
plicou Virginia.
He possivel !
Ella mesma assim o diz em seu diario... Mas
sso nAo impede-a de ser rlassificada entre as victi-
mas, p,,is nada ronfessa, e pretende ser inuorenle.
Oh exclamou Chifln, eslou bem certa de qne
ella be Minrenle !
. Coiifesso que nada *ei, torimu Virginia ; a cons-
ciencia humana he um abysmo, e be necessario o
olho de Dos para sonda-la 1... Os algozae tendo le-
depois tic liaver recebido legitimas proteslajoes con-
tra taes detengas.
O general Gregorio Monagas rcrahia, alm disto,
completamente debaixo do imperio das influencias
que se gil un ein torno delle, e servem-sc do scu
poder, ia/.enilo predominar una polilica acalmada
e ciosa, sol, pretexto ilc democracia. O general fa-
iteo Monagas, espontaneo defensor, ou censor de
seu i ni n, escrevia-lbe muilas carias para empe-
nlia-lo mudar de sxstema. c a libertar se tos que
"rodeavam. As cartas eram divulgadas, e nAo dei-
xavam de causar alauma sensajAo, alm de que el-
las indicavain que os descontentes de novo comeja-
vam A se manifestar. Estes se agilavam de lal sorle,
havia alguns mezes, que desde o cornejo de 1854
nAo se fallava seno tte novas rebellines prestes
rebenlar. O presidente, reunido apenas o eongresso,
reclamava, segundo o nvariavel coslume, poderes
extraordinarios, e pedia alm dista antorisarao para
nina leva d'dezjiul homens, e nm empreslimo, no
paizounoestrangeiro, de duis milhes tle pesos ti uros:
ludo islo linha por fundamento os projecto* amea-
jadores de Paez eseus partidaria*.
Aos 7 de fevereiro tte 1851 f )i que se reuni o
eongresso, e se fizeram" es.-es pedidos rumo em mo-
mento de periao inminente. A rebelliAo, como se
v, be sempre na situar' tte'le paiz um faelo fla-
grante ou esperado, e permanece um dns seus pr-in-
ripaes elementis. Os actos mesmo do eongresso
vinham teao Uianifeslar as tendencias, as preoecu-
pajoes que domioam na polilica vciiczuclana. Es-
sas lenilenrias se manifestam rom especalittade as
duas quesles, que submetliilas teram sramiies.
Urna dessas quesles he a silnacAo feila aos eslran-
eeiros na repblica venezuelana. O principal carce-
leristico lalvez da recrudescencia das paixAea tle-
morraliras ne-s-s paizes he a desconfiauja a respei-
to dos-e-lranaeiros. O governo uestes ltimos anuos
deixando de renovar os Iraladns que existais cnlre
Venezuela e diversos estados da Europa, esperava ao
menos suhlrahir-se as nhrigares que Ihe Iraria
direito convencional. Em 1851, diversos projeclos,
parios da mesma inspiracAo, e submettidos as cma-
ras, conslilnem, a milites respeilos, urna siogular ag-
gravacAodas condijes impostes ans eslrangeiros.
Assim, um projecto de lei eslabclccia pouco mais ou
menos o seguinlc :
Nonhum estraugeiro ter direito de reclamar do
governo leailiini ta repblica reparadlo ou indem-
nisajAn pete dainno que solfrerem eus bens.por ef-
feilo das rommojoes polticas, ou por qualquer nu-
tra causa, nA i sendo o dainno facto das autoridades
legitimas. Oulro projecto sobro materia dilleren-
te dispunha ficar nenhuma toda venda feila por na-
cionaes eslrangeiros, que nAo fosse lanjada no re-
gistro publico ; o que constitua, ;i tlespeito da cons-
liluijAo, una designaldade perante a lei em tlclri-
mentu tos eslrangeiros, pois que a mesma condr.io
nAo era imposta aos nacionaes. O primciro projec-
to cstabelecia a igualdade enlrc nacinnaes c eslran-
geiros, porque ella tra gravosa pira os ltimos ; o
segundo creaW orna designaldade porque della re-
sultava-lhes lambem um grvame. Em fim nm ar-
tigo da le sobre a organisaeAo da forja publica su-
jitnva os eslrangeiros ao serviro da milicia em lem-
pa de guerra civil. O arligo foi, be vertlade, revo-
gado, mas talvez por causa tas rerlamares que oAn
poderam deixar de haver sobre esle, como sobre os
demais pontos. Como quer que seja, o penaamonln
e o fim tless* tentativas para fazer admitlir urna le-
aslaeAo nova sAo patentes. Como proceda porem
o governo 10 lempo da rebelliAo tle 18.53 ? Diriga-
se a todas as legares lesiilentes em Caracas p.ra
que ellas boiivessem tle lembrar aos seos narionaes
o seu dever de nenlraridade ; e assim o faziam as
legajos. Se existe esse dever de neiilralidaite. a
sua evidente consequenria be o direito que tcem os
eslrangeiros de nAo serem despojados nem por um,
nem por oulro prtelo.
NAo he d'agora que os governos americanas pre-
tenden! fazer valer esse tljreilo novo ile equiparar
nleiraniente os estranseiros aos narionaes, c de ti-
rar nos primeiros a garanta da prolecjAo dos seus go-
vernos ; a slo foram levados pelas reclamajes in-
felizmente numerosas no mtio tte frequentes guer-
ras civis. NAo be comprehensivel que os eslranaei-
ros sejam desejososde a acreilar a assemelhajAo, e
nem provavel por modo algum que as potencias eu-
ropeas se nprcsscm em adherir aos principios desse
direito americano. He dever da Europa manter in-
tacta e efllcaz sua prolecjAo sobre os interesses dos
seus nacionacs. e inleresse da propria America do
Sul que exista esla garanta, porque a nAo ser ella
os eslrangeiros cerlamente nao seriam tentados a ir
levar seu commercio e sua indu-lria a paizes em qne
estariam sem segiiranca no meio das inccssaules per-
trbateos das guerras civis. As populajes eslran-
geira* sAo de certo um dos elementos dodesenvolvi-
mentoda America do Sul.
Agilava-se as cmaras outra questAo de um ca-
rcter geral na apparcneia e que toca pelo fado a
um lado particular da stuajao presente tte Vene-
zuela : heaqueslAo da escravidAo dos negros, a
vado-a mal que essa Solange nAo se aabasse de suas
fajatinas, maltralam-na horrivelmente. Se os juizes
soubessein que tormentos o crime inflige innocen-
cia ou mesmo ao arrependimenlo as prises, treme-
riam sobre seus assenlos... Mas dizem q11eosjui7.es
nao fazem caso dessas particularidades... As victi-
mas san nbrigadas a soflrer sem quexar-se... Quan-
do silo tortuosas enconlram s vezes carcereiros lAo
malvados que acresccnlam a lyrannia de suas bru-
talidades ans supplicios inventados pela majonneria
dessas patifonas... Perdoe-me, senhora, se emprego
essas expresses... mas tenho o coracAo honeste, e
isso pe-iiie lora de mim 1
Voss he urna boa raparan, Virginia, tlisse
Chiflan, e hci tte conservo-ti sempre.
Muito agradecida, senhora... As ladras, tendo
reparado qne Solaoge eacrevia de noile, furlarain-
llie o mantiseriplo para lelo publicamente c faze-
reni znmbaria...
Mas isso he horrivel interrompeu Chifln.
Impedir nina desgranada de confiar seus tor-
mentos ao papel !...
A' sua mTi i !
Devo dizer-lbc que Georgele nao he victima
porque he sollrivelmenlc descarada ; mas lambem
nAo he algo/.... Tem bom eorajo... Quaudn vio que
as ladras linhain furlado o raaouscripln de Solange,
levanlou-su urna noile e furtou-o lambem a ellas.
Para enlrega-lo '? pergunlou Chifln.
Sem duvida... Porm Paulina foi visita-la na
manhaa seginle... ambas sAo mu curiosas... Una
rapariga que diz ser innocente, e que he acrtisada de
envenenamenlo !...
Paulina levuu o manuscripto... (unan Chifln.
Para dar-m'o a ler, acabju N'irainia.
E arre-centn ruin nm legitimo orgulhn :
Porque sou a nica deslas tres raparigas que
receben educaran.
Chifln relleclia. Virginia lendo-a examinado fur-
tivamente, lornou :
qual fui resolviila recenlemenle no sentido de urna
liherlari inmediato. Desde a poca da indepen-
dencia, leis ditas tle manumissao eslabeleciam o
principio da lilierdade dos negro, instituindn um
moilo tte emanripajAo progressiva. Assim em Vc-
nc/uela especialmente onile havia mais esrravos que
nasoiitras repblicas, um grande numero de nearos
conseguiram a lilierdade. A gente de cor foi atl-
inillid 1 aos empregos pblicos ; he empregada no
exercito, e cada tila ganha terreno ; os nearos leem
seus reprcseni mies no consresso. Kram estes re-
presentantes ns instigadora* di nova lei prnposla e
Volada em 1S5. Esta lei tal qual tora apresenlada
pode se resumir a dous pontos : abolijAo da cs-
rravnlAoe indemni ladeaos senhores.Enconlrava-
-e lodavia nina corla oppnsijAo. Ohservava-se que
libertar repentinamente os escravos, abandonantln-
os asi mesmo*, era crear um grande perigo publico.
Ohjeclava-se mais que a indemnidade garantida aos
sendere* era i Ilusoria, porque nAo eram livrrs os re-
cursos, que em arando parle Ihe eram applicadns.
Bastar ctennos a respeito "um exemplo, o pro-
duelo da venda tas Ierras vagas era applicado a
indemnidade : ora, segundo una lei de 1818, o pre-
co dessas Ierras se pode rcalisar com apolices da di-
vida publica, as quaes t.io depreciada* t-slAo que nAo
tem valor alaum ; epurlanloem resultado paaava-
sc a indemnidade com papel sem valor. Besullava
deslas justas ob-ervaees um contra-projeclo apre-
sculado petes senhores Oriark, Ainenaual e lleudas,
em que se eslipulava que os esrravos, ruja lilierda-
de era proclamada firariam, 11A0 obstante,tees anuos
eiiirasa dos senhores a lilulo tle apremlizcs, e se es-
tabelecia Havia pois, dous projeclos em frente, mas a po-
pulajao tle cor se agilava cm Caracas ; tila assislia
as eeseue* to eongresso n'uma alliludc ameajadora,
reclamando a lilierdade imniediata e sem condir.lo.
Esla pressao pouco Irauquillisadora aasegorava o
Iriumpho do projecto primitivo, que veto a ser a lei
de "21 demarro de I85i.
Esla lei em si mesma nada loria que assombrasse
pelo principio cuja applicajo era, seno fora ella a
exprcsso desse muvinieulo de que fallanids, da raja
de cor : esta era a gravidnite polilica no eslado ae-
Inal de Venezuela. Ella excitava sobremaneira pai-
xes de que se servia o general Greaorio Monaaas
como de um novo elemento tte popularidade. A
medida que perda partidarios cnlre os blancos, que
delle se iam apartando por causa tos seus habites, o
presdeme anaariava sejfbazes entre os negros. E
por isso era elle saudado como libertador. A vola-
eAo da le era S'ileinnisada com lodas as pompas dc-
murraliras ; e entre as iDscripfBea populares lia-sc
a seguinlc : O libertador Siman Bolvar eslabe-
leccu em muilos decretes o principio da liberda .e
dos c-cravos em Venezuela, mas o eoncres-o tle
!S"/i e o gcninjdo Oriente 10 presidente lie de Barce-
lona, provincia central da repblica' a realjsaram.
Seauia-se, pois, na populajAo de cor urna linguIaT
termenlajAn de lal sorte que pouco tlepois um coro-
nel negro em unja allocur-Ao aos seus soldados dizia
que c os oligarcha* teotaa*em se levantar, tlc-
viain elles nAo rerorrer s armas, porem mala-Ios .i
punbaladas, e suslenlar a lodo transe o general .Mo-
nagas que fora quem Ibes havia dado a lbenla le.__
Verdade he que o governo denapproveu este excoae
de zelo, mas nem por issi o facto deixa de exi-lir;
e rumprc nolar que esta dcsignajo de oligarcha* se
applica ilejinilv iinenle a lodos os branca*. E o que
inferir dah se deve Que Venezuela lalvez le-
nba de vir a ser o lliealro de lerrveis agilajoes.
Fallou-se ate na randlalura presid.cnrial de um co-
ronel negro. A raja branca sonle-se ameajada, e,
entre os dous Monagos, nina parle da partido drmo.
citico se lo, volladn cada vez mais qara o general
Tsdeo. que lem iuslinclos mais rivili oppuzera a le sabr a escravidAo, e fizera que seus
amigo, c o -en proprio genro Oriack, um dos au-
tores to contra-projeclo apresentedo na cmara tos
representantes, a rombalessem.
He singular a historia deaaaa tlous rmeos ; ora
unidos, ora tlesavindos para se conclarcm oulra
vez. As cmaras reuniam os dous Monagas n'uma
me.ma votaeAo, cmiferindo-lhes perpcluidade, o
lilulo de aencralissimo.o que pareca o contrario
natureza do commando, como a consliluijAn ; mas
pensaram sem duvida que monear dous gencralis-
simns, era a nonhum nomcjr.
Antes de terminar o eongresso os seos trabalhus
tte 1851, o presidente podio prolongajao dos pode-
res extraordinarios que Ihe ten Ao sute concedidos :
e lesla vez davam-se motiva*. Tilda aniinnria com
elleiloa prxima explosAo tte nina guerra civil. A
rebelliAo rehenlou pouen depois, c ainda dura. No
mez de junbo o aencral Gregorio Monagas dirigi
Kao paiz urna proclamaro cojo eslylo olterece um
-pecimen assaz singular. l.iberaes tte Venezuela,
iliz elle, Paz e seus saleltes nos chamam para o
combale. Elles esto sdenlos do nosso sanaue, eo
querem derramar no aliar da sua viuganja. Nt'is
combaleremos pela liberdadecomo temos tantas ve-
zes combatidos ; combaleremos contra os qne npri-
mem a patria dos nnssos filhos, e quando valannos
para os nt-ssoa lares, cercados dos penhores mais
charos aos nossos corajes, enloxremos com enlhusi-
asmo o hynino da victoria, e da gloria. Juro-vos,
cidatlAo* valerosos defensores da liherdade, que Ve-
nezuela nao ser cscrava de ncnbum lyramio. O
sal nAo allumiar entre us senAn a homens livres,
e se a fortuna nos negar seus favores, e a Providen-
cia liver decretado a nossa ruina, o lyranno s rei-
nar sobre cadveres e ruinas. Aparte essas extra-
vagantes ileclmaajes.a rebelliAo estendeu-se succes-
sivamente s provincias de Coro de Valenja e de
Barquesimelio ; e nesta particularmente um corpo
militar recucava obedecer as ortlens to governo, e
proclama va o general Paz. O movimenlt ganhou
lambem a provincia de Varinas, e lem procurado
-a Se a senhora quer, vou restituir o manus-
criplo 1
Sim, respondeu ChilTon, v ja.
Virginia tomn n chale e o chapeo, emquanto
Chifln ilevorava o manuscripto com os nlhos.
Mas nao falla-se as presas a eslas horas, disse a
camarilla.
E a que horas se Ibes falla enlAo I
Depois do jantar... Tendo licenra.
I'.nl.io nAo poders entregar esse papel a ella
mesma '.'
Nao.
Pois bem, tica !
Virginia lirnu o chapeo c o chale, dizendo cm meia
voz :
Oh o que l be mu curioso !
Chifln nAo responden. Teria tlado quanlo po<-
suia para saber o conleudo do papel ; mas a cons-
ciencia grilava-lhe : he nm engredo, nao o violes !
A's vezes. lornou Virginia, podc-se fazer moi-
lo bem a essas infelizes roiihecendo exactamente sua
posijao.
Chifln giinrduu anda o silencio.
Nao quer mais que eu leia pergunlou Vir-
ginia.
NAo. respondeu Chilln Instruiente.
Virginia lornou o ratlcrno e folbeoti-o como ao a-
easo, leudo aqui e all os nome* :
Doulor Sulpicio... Irene... marqueza Aslrca...
duqoe Boslan...
Fecha esse eaderno ortlenou Chifln.
Enlao Virginia arrependen-se amargamente dos
escrpulos que fizera nancer na espirito da joven ama.
Quizera exritar-lhe a curioaidade pela lardanca, e a
alvo fra excedido. A leal.hule da rapariauinlia era
mais forte que a propria enriasidade.
Virginia depz o mannsrripto sobre a mesa, e eon-
servnu a mao em cima.
He urna iufelicidade, disse ella com um accen-
lo convencido ; comprehendo lodas as delicadezas, e
recrular soldada* nos Vano*, ou planicies da Apu-
re. Os insurgidos todava nao tem sida felize* al
" presente nqi diversas enrunlros com as tropas do
presidente ; elles foram balidos em Cas-Laja', em
Valenja e em Coro, mas conlirmam em campo; n-
nunciava-se ltimamente, coma to costume. o pr-
ximo desembarque do general .Paef-'que eslava a
chegar dos Estados-Unidos, dizem com dous riavins
a vapor, armas, monres e soldados. Este nome de
Paez be a providencia do* pronunciamenlo*.
Eis-nos, pois, tomados nesta historia de Yenezoe-
la, ao ponto donde haviamns partido rebelliAo-
Drsgrajadamente na rebelliao actual nmaanmosida.
de extraordinaria parece se desenvolver de parte
parle. O presente conflicto .he lauto mais serio e
decisivo, quanlo pouco precede aproxima eleijAo de
presideole, a qual tem de se fazer no anuo prxi-
mo vindouro. A guerra civil lie qo* prepara boje
essa eleijAo, e que mais do que nenhnm escrutinio
provavelmente determinara o sentido.
De lal siluar.ui poltica, lal siluajAo material e
financera se pollera dzer. A anarchia das finanjas
he um dos elemente* to eslado poltico do Venezue-
la. as suas ultimas cnmmunicajOes ao eongresso
no cornejo de 1851, o governo ennfessava que havia
excedido do 5,401,771 pesosduros as previses do
oreamenlo, as quaes haviam sitio lixadas para oex-
ercicio de 1852 a 1853 cm :t,:t8i,3'J5 pesos duros, e
que o Inlal da despezs se tinha eleVado a 8,-218,031
pesos duros ; cairelante que a* receites effeclivas *o
liuliam sidu de 2.705,055 pesos duros, algarismo in-
ferior ao to anno precedente. Alm dsso, qnasi
lodo o bu.lgel ta* despezas eslava cm alrazo, porque
11A0 haviam sido pago os empreados, nem as pen-
siles saldadas, e nem satisfeilos os juras da divida
interna e externa aos rredores tte e.iado. V6-*e per-
feitameiile qne o nico proaresso que cansa, lie o
do dficit. Diflicilimo he adiar algum expediente
ainda nAo usado capaz de satisfazer a esla situarAo.
pois que o guverno paravn n'um meio tristemente
experimentado pela lei de 1819, dita de espera, que
,.oiis|ilnia urna verdadeira suspen-ao de pagamente.
Elle Iralava de fazer adoptar una te i cujo reito
era suspender, datar de 185., o pagamento de to-
dos os crditos e de todas a* reclamarnos reronhe-
ridas pelo ministerio da fazenda. que nAo fossem
de sidos do exercito de mar e de Ierra concedidos
no lempa da revolijAo tle 185:1, com lauto que estes
sidos nAo tivessem passado .1 terreiro. Esta sus-
pensao devia ser extensiva a luda divida nacional
interna nAo paga desde 1810, a qual lomara a de-
nominajAo de terceira dirida consolidada pira se
diflerenjar das oulra*. Concedia-se a esla divida
um inleresse de tres por cente, e una amorlisacAo
animal de l.O.IKK) pesos duros. Eu| lim 11 m artigo
admillia a esta conversan os lilulo* ou vales dito*
crditos sobre provas supp!"meitaris, papel con-
ccnlrado as mos de alguns especuladores fnnccio-
narios, e que nao tem valor algum.
Em tees contliroes. luir 1 loma o carcter do ex-
pediente. Apresenl,iva-se iillimaniente para Vene-
ziiela um recurso exlraprdinaro, que teria podido
de corlo ser-lhe maite til. Esc recurso vai talvez
desapparecer anda sem deixar vestigios. Tratamos
da indemnidade devida pelo Peri%destlc a guerra
la independencia, ao* anligo* estados colombiano
deque Venezuela fazia parle. Ao lempo da disso-
IticAo da Colombia, a parle proporcional tle cada um
dos estados havia sido fizada, na razAo de 50 por
cenlo para Nova-Granada, de 2) ', para o Equador,
e de-281, para Venezuela, sobre tolalidaele da in-
demnidade. Nova-Granada e o l'.quador recenle-
menle Irataram com o Per una indemnidade total
de i milhes tle pesos duros, e Venezuela por um
tratado do mez de julbo de 1851 ajusten sobre a ba-
se de tres milhes. Venezuela perde do capital, e
perder lambem dos jura, preterindo um ajuste,
mediante esse dinheiro de cantado a Mnima de
150,000 pesos duros, e letlras sobre Londres a difie-
ren tes prazos. A somma de 150,000 pesos duro* foi
mulada, easlellras eram remelllas para Londres
afim de serem descontada*. O que ha de mais sin-
gular he que essas lettras e-lavam ain ciadas de dc-
legajes dadas pelo proprio governo a um dos seus
credorea.
O aoverno insiste, alm dissn, cm proseguir na
realsajAo tte um empreslimo quer 110 paiz, quer'no
estraugeiro. Alguns ensejos, que fez, e que nAo li-
veram xito, talvez nao tivessem aproveiladopara
desembarajar as finanjas venezuelanas. Em fim o-
breveo a guerra civil actual, e se decidi que a da-
tar do I. de julbo de 1854 as alfandegas do* prin-
cipie* portes de Guayara, Porto-Cabello, Ciudad-
Bolvar e Macaraibo nao pagariam as nbrigajoes que
tivessem tte pasar enAo al a concurrencia da me-
lade do valor. Ainda mais, foi decretado o anno
passado um empreslimo forjado de 300,000 pesos
duros, que esla distribuido entre as provincia* as
proporjes seguidles : Caraca* 100,000 peso* du-
ro* ; Carabobo, c B rquesinteiln, cada'uina 40,000
pesos doros; Coro e a-Guyana, cada urna 25,000
pesos. Porlngueza, Apure, Aragua e Cumana, ca-
da urna 15,000. A arrecadaraj desla laxa forjada
esl encarregada ao* governadores das provincias,
que a repartirn segundo os teres de cada cidadao,
e o pagamento dever ser feilo em tres dias sob pe-
na de prisao, e tle ser processado como rebelde.
Tal be um dos ltimos espedientes financeiros po*-
tos em pratica nesse paiz.
Assim, vemos que urna administraron sem pres-
tigio e sem crdito Irac a rebelliAo. e a rebelliao lo-
dos os actos de urna polilica apurada de recursos ;
que o despotismo vulgar conduz anarchia, e esla
reproduz a dicladura. Debaixo de todos os ponto* de
vista he sempre no mesmo circulo qae Venezuela e
debate, indo de um ponte a oulro, e vallando in-
cessantemente ao mesmo, aecumutendo lodas as rui-
nas, e todas as desordens no meio de lodo* Os ele-
mentos de prosperidade e de riqueza. Vai-se ainda
desenrolar o mesmo espectculo sob condijfies que
cerlamente a conduela da senhora nao me sorpren-
de... mas he una infclicidade.
Emhora urna conversarAo seja inleressante. lor-
nou ChilTon, nAosci eseular s porta*.
Virainia disse cemsizo :
Isso pode ler alauma utilidadP.
Depois acrrsrenlou em voz alia :
Meo Dos a senhora 11A0 compreliende-me...
essa infelcidade 11A0 he para Vmr.
Para quem he enlao '! para li '.'
Jess exclamou Virainia eranendo o* hom-
bros ; a curiosidade nAo suflbea-mo, Brajas ao co !
Se ha nisso una infelcidade hejpara Solange.
Que infelcidade pode haver nisso para ella ?
Oh o senhor Sulpicio he !Ao poderoso...
lie verdaoV, interrompeu Chifln vivamente.
E Vmr. mesma, continuon Virginia, quando
fr a favorita do duque tle Boslan. que dizem -er
rico bem como um rei, lera lambem poder, senhora
Maria.
E jnlgas que poderiam s ser ulil a esta pobre
raparan .'
Confessamos humildemente que Chillo aatavl
perplexa fazen tn esta peiaunla. Era mais rarilaliva
que curiosa ? Era mni caritativa e lambem mui cu-
riosa.
Sim, senhora, responden Virainia ; mas nao
posso estar certa... seria misler conhecer... e i a lei-
lura do manusrriplo...
Chiflan fecliou os olho* para rccolher-se, e fez a i
mesma a porgante de que arbamos de Iratar. O
resultado de *ua rcflexAo formulou-ie assim :
Em minha alma e consciencia, Virginia, em-
hora en deseje minio saber, nAo leria nitvido a lei-
lura desse manuscripte, se nao tivesse a esperanja
de prestar um servico a Solauae.
Bravo di**e comsigo Virginia, hbil em mu-
dar o peiisimenlo humano.
Porm ella enganava-se desla vez ; ChilTon dizia o
verdade.
Eslou inleiramenle as suas ordens, senhora,
disse a camarista. Comejarei quando Vmc. qoizer.
Corneja, respondeu ChilTon pondo os pea *o-
bre os caes da chamine, e apoiaudo a cabeje na
mAo.
Virginia lornou a asscfttar-se na cadeira que um
instante perder o direito deoecupar, assoou-se como
um escrivAo que vai encelar a leitura de um proces-
so verbal, e lornou a comejar.
Diario dirigido a madama Beautais em llourges
por mim Solange sua filha, da prisao de Saint
Azare em notembro de 185:2.
a Minha boa e lerna mai, o mal qne experimento
he duplicado pela idea do qtfe vou caosar a Vmc.
Pela seaunila vez e-tou presa e confundida com es-
sas mullles que renegaran! a Dos e perderam. a
consciencia.
o Minha querida mai. eu que dei-lhe loda a mi-
nha existencia, e que dediquei minha vida an traba-
lho afim de substituir meu pai para com Vmc. e
ineiis jnveus irmaos, porque m> Icubo-lbe causado
tristezas ?
o Oh maldito seja o dia em que veio-me pela
primeira vez a idea de afrontar esle Par* desconbe-
cido, tic que nuviamos rutilar Untas maravilhas!
Mcus irniAns fujam delle, e minhas irinaas nunca ve-
nham a lal lagar Os homens aqui toruam-se ntaof,
e Dos nAo protege as mulheres.
Klles-dizem que he um paraizo ; mas is*o lie
urna znmbaria, minha mAi, be orna mentira Fo-
ram 01 perversos c os devasso* que invenlaram esa
blasphemia. Nao he o inferno, porque o rasligo
eterno nAo he nesle mundo ; mas be o purgatorio
sobre a Ierra, c aquellas que ahi entram nAo lem
mais esperanja sen.lu na outra vida, que he alm da
marte.
.i Afa fallo por mim mesma. Talvez baja algu-
mas felizes. Assim o tlesejo...
Virginia parou chorando. Tinha o ervo oplico
sensivel, e a glndula lacrimal entumecida. ChilTon
amon-a mais por isso; mas nao havia de que. Leo-
l
V
I
*
MHTii nnn


2
DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA 10 DE MI DE 1855
n difieran na apparencia : He a historia da Nova-
Granada. (Awmaire des deux mofle.)
IHTEB10R.
\
PARAHIBA
O BAILE
Cae o corpo de commercio detta cidad nfferio* a o
K.rm. Sr. presidente da provincia.
Como livessemos a lionra de parlilliar do prazer
quo a noilo de 14lo correnle no proporciono!!, as-
sislinilo dcmooslracAo do regorijo publico que o
corpu de commercio dcsla ridade manifestou em
tcstemtinho de eratidao ao Exra. Sr. Dr. Francisco
Xavier Taes Brrelo, brindando-o com un esplen-
do baila dado ua casas do negociante o Sr. Jos
I.oiz Percira l.ima, na ra Direila da cidade alta ;
n.io quizeramos ser silenciosos, deixando de trazer a
publico a grandeza, brilbn e magnificencia, que se
oslenlou em lo solemne reunan, conveorendo-se
os nossos leilures de que a realidade do occorrido
excedeu aiuda a quanlo lie permeltido expor.
Telas 8 huras da nuile, illiiminados os diversos
saldes, a orchcslra a postse ja un grande nume-
ro de convidados prezenles ; eis que urna estrepito-
sa girndola de fugeles, seguida de urna bella ca-
valida pela Botica marcial, annuiiciou a chegada
doExm. Sr. Dr. Pa?s Brrelo. S. Exc. acompa-
nliado por urna commissao composta do- negocian-
tes Sr, Fraucisco Alves de Souza Carvalho, Jos
l.uiz Pereira l.ima, Francisco Fcrrcira de Novacs,
Joaquina da Silva Codito, Antonio Vicente de Ma-
galhaes.Joaqnim Jos Bodriguesjda Cunlia.c Custodio
Domingues dos Sanio, fni recelado pneja por ou-
tra commissao de que faziam parle os Srs. Jos da
Silva Coelho, e Joo Jos Innocencio Pogge. Che-
gaudo sala principal, onde era esperado pela
respectiva commissao de que eram membros os ne-
gociantes Srs. Victorino l'ereira Maia, Antonio dos
Santos Coelho e Jos Luiz Percira l.ima Jnnior.
loi S. Exc. mlroduzido com todas as formalidades
da diquela' desempenhando nesta oi-casino a our-
cheslra urna das melborcs e mais modernas over-
turas.
S. Exc. depois de receber os respeitosos cumpri-
mentos das Exms. Srs. I). Maria da ConceirAo Maia
e I). Bosa Maria de l.ima Novaes, que fa/iam as
honras da sila c das de mais senhoras' c cavalleiros
prezenlcs. percorreu os diOerentes saldes a retribuir
com iguaos provas de reconhecimento a estima que
geralmcnte Ihe (rihulavam.
Comec,oo entilo o prazer a espandir-se pelo saino
do baile, onde urna hrilhantc grinalda de lindas se-
nhoras Ihe servia de maior ornato. Ao sora da >r-
chestra comerararo de animar-sc as bem ordenadas
quadrilhas, com que melhurmente se dcivam ver
por toda a parle os elegantes loucados e rostos vi-
cosos que, o jubilo fazia lingir das mais vivas cores.
Era um baile perfectamente alegre; pois pareca
que o mgico poder de alguma boa fada espalhava
no mbito dnquclla sala urna deliciosa briza.
linda a terceira quadrlha deu-se por algnm lem-
lo Iregoas dansa. servindo-se enlao em mili ricas
bandejas, o indispensavel cha, acompanltado dos
mais delicados boliuhds que pela variedade le sua
roufeiteria se far.iam agradaveis vista c appelilo-
sos ao paladar.
Nada fallava ao prazer ; a mnzica ronlinuava.a
innuudar as salas de urna caladupa de olas ale-
gres. Aactividade dasExma. Sras. I). Roza e l>.
Maria, Mas maneiras delicadas e prazenteiras pa-
reciam dar festa um novo impulso de calor c ale-
gra. Todos se seiiliam com animo de folgar ; pelo
que de aovo lornou-se dansa, fazendo-se inter-
mediar as duudejanles quadrilhas com as scholischzs
em que muilo la distingui o IIInt. Sr. vice-consul
deS. M. Britnica.
Pelas II horas, o luclar de deliciosos prazeres re-
clamava pauza, mas pedia novo motivo ao cnlrele-
nimenlo ; enlao he S. Exc. convidado por urna com-
1,1 lomar amento no mais dislinclo lugai de
urna hcni provida mesa, onde os mais apetitosos
manjares, os finos doces, os delicados alfenins, as
mimosas fructas. os londrinns qu rijos, disposlos.cm
ricas salvas, corbeilles, e vazos de prala. cryslal e
porcelana, se viam figurar a par de nina infundado
da cristalinas garrafas, conlendo em seus hojosos
mais eiqiiizilos viulios, em que se slenlavam ufa-
nos o Porto, o Sel.ubal, o Ma'dtira, o Xercs, o Bu-
celas, o Caroavclos, o Malvazia, o Chale-la-rose, o
lllicno, o Joonscberg, o Jeropiga, e os linissimos
licores de ouro, prala, aljfar, marrasquino, alcm
de um sein numero de bem dispostas botelhas do es-
pumoso champagne.
CtrcuMdada a grande mesa pelas senhoras e de-
permeio os cavalleiros que o esparo pode permillir,
inslalou-se o festn) que entre risos e folgares, de
emola com un soflnvcl exercicio gaslronomic ia
assim proseguindo, quando o Sr. Pogge, que seaeba-
va presid ndo os Irabalhos da mesa, pede venia ao
Exra.Sr. I)r. l'aes Brrelo, convida os circumston-
les a arompanha-lo no 1' brinde, e dirige a S. Exr.
nina piquen i allocucao, que pelo grande sussurro,
nao pode gei almenlc ser ouvida. Nos porm que
perlo nos achnvamos, prestando seria allencAu ao
proferido, conseguimos ouvir e poder reler na me-
moria a maior pars dese bem deduiido discurso,
que mais ou menos foi como segu :
a Illm. e Exin. Sr. presidente da provincia,
a I Jalando um administrador illuslradoc bem in-
tencionado lem sabido conciliar a energa com a
prudencia, eTn seus actos predominan) semprc a ra-
zada; a justica.
ii V. Exc. ( consinla dizc-lo ) na presidencia >l --
la provincia tem procedido de modo, que a (ranquil-
lulade publica he urna realidade, a seguranra indi-
vidual e de propriedade he fado, que nao merece
conteslacao.
No meio dts Irabalhos e das fadigas que ha li-
do para reslabelecer o imperio das leis, imprimir na
marcha da administrarlo o indispensavel carcter
le moralidade, (azendo com que o innocente conle
lano com a proleccAn da anloridade, como o culpa-
do com a puuicdo de seus dimes, V. Exc. se nao
lem esquecido do material da provincia, e de dar
desenvolvime'nlo e prolccrao a ludo quanlo pode
roncorrer para o engrandecimento e prosperidade da
mesma provincia.
n O commercio pois que, s salre viver e frnlr i
sombra das garantas, que a eslabilidade da ordem
publica e seguranza individual Ihe tirmam e asse-
guram, reconheceque cabe o primeiro lugar em
bem dizer e apregoar com louvor e admiraran o no-
me daquelle que, como V. Exc. sohe por su rec-
lidao, prudencia e justica dispender lao allos be-
neficios em pi di sociedade I'irahibana.
o 1'orUnlo, o corpudo commercio dcsla cidade,
que muilo deve i V. Exc; que est convencido de
que he fiel interprete dos scnlimenlos, que animan
a toda provincia, anroveia lo solemne occasi.lo pa-
ra (estemuiihar-lhe seu cierno reconhecimeiilo.
E pedindo liccuca V. Exc. para Ihe fazer um
brinde, unsonos em um s tirado claman) :
Viva o muilo digno presidente da provincia da
l'arahiba, oExm. Sr. l)r. Francisco Xavier Paes
Brrelo 1
Viva respondern) lodos os circiimstantes, que
com enthiisia-lico applauso nao ressavam de repetir
igual inlerjeic8o Vivas eram osechos que se re-
perriiliam em lodos os saldes. Girndolas, msicas
e as demais demonstrarles de rcgozijo publico nao
fallaran) a lomar mais fauslozo e solemne o brinde,
que ncabava por significar o motivo principal de lao
brilhante reuniao.
O feslimcontinuava, e o champagne, que sallil-
va nes transparentes crv sises, acalma por um pouco
suas aperolad.i gotas para receber novos borboldes
doespumante nctar, afim de servir a correspon-
derse ao brinde que S. Exc. arabava de faicr em
retribuirlo ao manifest te-lcuiiiulio de grali lao,
que Ihe havia palenleado o corpo commercial Para-
hibann, relribuicAo honesta c delicada, que S. Exc.
amoslra<. que lenho reunido para concluir de urna
maneira mais certa, ou ao menos provavel dessas
formaees.
Logo que se acaba de descera sorra, apparecem
as lomba.las adjacentes Unas nalurezas de terrenos,
que pelas suas straiiucardes, fosseis e ruinas se co-
nbece perfeilamente que sao de mares antgos, a
quem os gelogos rostumam chamar Pelasiros. A
primera divisan, quese acha mais viiinha da serra
parere perlencer ao syslemajuracico, tendoporli-
miles superiores as formacdei de greila, os ralcarios
concretos, de que remello as amostras ns. Ri, 143 e
1 i,">, as volithes, que vflo debaixo dos ns. J, 98 e
II", grandes bancos de mame em slrnlifcacdcs pou-
co indiclinadas, e o sulplialo de cal que leva os ns.
8 c ,">0. Todo esle terreno compde-se de una suc-
soubeharmauisar em urna breve oracao, que term- cessiio de collinas arredondadas, que se lo levan-
nou por levanlar um brado em favor do commercio
da provincia, por cujo progressivo augmcnlu de
prosperidades, S. Exc. cordialmcnle fazia votos.
Novos vivas se fazem ouvir de todos os nngulso
o prazer trasborda noscoraedos dos convivas ; a ale-
gra fulge em lodos os roslos, eo fcslim prosesue
com fervor ; al que, com a maior solemnidade, S.
Exc, preini-iido a ral attencao propoe o ullimo
brinde saude deS. M. o Imperador, que foi aco-
llado com frentico applauso, tocando nessa occa-
siaon orchcslra o hymuo nacional. Era meia hora
depois A* meia noite.
IMssolvida cntao a primeira mesa, Iralou-se de dar
lujar a novos concorrcnles. Urna apparalosa cu-
bera de masnificnsassados, onde os carneiros, os
peru's, as gallinhas, os palos, e os fiamhres.occupan-
do o centro de la-place, de mistura com os saboro-
zos vinhos de especial qualidade, se oflcreeia ao ap-
pelile dos devoradores, que a circumdavam, foi ser-
vida rom excessiva profuzao, e por vezes refeila a
salisfazer o numeroso concurso dos assislentes.
Aqu, mui significativos o$l$ eram proposlos,
acreitos e correspondidos ; e proporjAo que os
hanqueleados se julgavam repletos, passavam a
primeira mesa a dicitar-se com os dulcissimos ace-
pipc-, e ah pareciam desaliar o gosto do menos agu-
ijado paladar ; e onde o cjiampasne, que neslas oc-
cazides nao conscnle ser poupado lula dos gladia-
dores, iiraulliii.il se dava a ver em lodos os lugares
da peleja. acabando porm sempre vencido asmaos
doscombalcntcs, e prisioneiro em seus ventrculos
carecres.
Mellior e mais extraordinario n.lo podia ser o
festn).
Em quanlo porem eslas provas deregozijo se ma-
nifeslavam nos saldes do banquete, entrclinhim-se
(ando e formam a base do Araripe: delle sabe om
sem numero de ribeiros. que recan a romarca do
Cralo, sendo o principal o denominadoBataleira.
A misamente esses ribeiros ao desprenderem-se da
mnnlanha formavam pequeos lagos, que Imje se
acham desecados pela cullura, em algiins di.s quae*
v>-se urna especie de lurfa, que vai com o n. 103 de
formaran pordiluviana.
lodos os clcanos que apparecem nesse terreno
sao concrecoes mais ou menos arosseiras, apezar de
que descohre-se/acima da cidade do Grato, as tentar
narns, que levam os ns. 7,44, 46, 53, (. !>( e 18, e
as carnadas de calcario ns. Si, |j:| e 145, de que
falle, formam bancos de 30 e mais palmos de altu-
ra em stralifiracdes, que pouco se nfaslam do plano
horizontal, e parecem conter nonplvlos.
Toda essa rocha he dividida em laminas, masoii
menos erossas, de que principian! a fazer uso os ha-
bitantes do Cralo para calcadas. Creio que nao se-
r da rocha chamada sraphv le, porm lalvcz per-
lenca a ordem das concrecoes juraciras cnlreas
quaes apparecem laminas com veias azucs e encar-
nadas: entre cssas carnadas de rocha apparecem al-
uno pyrites, e a soda em edlorosccncias, dcsla va
urna amoslra sob o n. 79. Tarnbcm apparecem nes-
se- terrenos peixes fosseis, dos quaes remello S volu-
mescom os ns. IOS. 109, 111, 1H, 115.120. \>2 e
lt. Nao pude colher diversas nalurezas de pelri-
lcacf>es, e ncm mesmn examinar se haverilo fosseis
fliiviaesoo palalerians; porm lenho certeza que he
lugares onde se descubre eraude numero de peixes,
c onlros animaos muidos, que nao sei a que classe
perlencem. cima do terreno juraciro exislem nl-
gumas cavernas, aberlns no talludo da serra, e que
a penclram maisou menos, deslas cu ja vslei urna
no lugar denominado Cajueiro, na qual nao v sis-
sala dojogo, oiilrosdisfarcavam o rpleen nal alaum de rochas calcreas, assim como nao pude
ahorcando oshavana, as orchatns. os rapils, os li-
cores, as limonadas, os aroge, e os refrescos, que
desde o comero do baile se haviam exposlo e fran-
queado em urna bem aderecada dispensa, palenle a
lodes, e em que nada fallava ao dezejo.
Finalmente, as Sras. c cavalleiros dansantes, esses
nao se iiiierroinpiaiu em seus folgares ; ese alguma
vez suspendiam por momentos as lela* do baile, era
para voltarcm a elle com mais energa e maior ani-
marao. /
A sala do toilette, brlhanlepela (aperara, e pe-
los ricos enfciles que guarnecan!,pelos variados ees-
quizilos perfumes que a aromatisavam, e por Indo
quanlo poda ser all exigido, e de que nao liouve a
menor oinissao, preslava as encantadoras beldades
o uecessario adorno a seus misteres. Era na verda-
dade urna pe feila iiuitac/o de um templo de amor,
ma-as deo-as que nelle linhain ingresso, nao per-
mitliam disliuccao enke si para que podes-e reco-
nhecer-se qual a rainha do baile.
As opin)oes parti.im-se na incerteza, cada um dos
adniiraderes quera preferir na esculla : esle, apon-
lava a senhora do rosco toncado em que sobresaha
um elegante bolAo de formoso bugari, aquelle, nao
ceda da preferencia do vestido, enjos bluiids or-
lavain o alabastrino eolio ; oolro insista por seu
vol em favor da que mais se esbelUva pela elegan-
cia do pentcado : linalmenle a divergencia era ge-
ral, c para lerminar-sc com justiea, forzoso foi capi-
tular c consenlir-se em que todas as senhoras pre-
sentes eram rainhas sem soberana.
Mas, he lempo de acbar-se o tVslim.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, que se tul-
va rclirado a palacio pelas2 horas da madrugada,
dispensando loda a etiqueta para nao inlerromper a
folia a seus obsequiailores, fei descancar das fadigas
do baile ; licuando anda cutrelidos al as 3 horas
e meia os mais leimnsos dansistas que s a esla hora
abandonaran) as salase se recolheram a seus do-
micilios.
Eis a acanhada descriprao de fesla lAo esplendida
quanlo credora de elogios a seus autores pelo mani-
fest Irslemunlri de seu reruHhecin)enlo n um adnu-
nislrailor ila provincia, que incansavel em dispen-
der por todas as classesda sociedade Parahibana os
beneficios ao alcance de sua anloridade. pode conse-
guir dcixar na provincia asseaufada a paz, a Irau-
quillldadec a garanta do cidadilo.
( Commercial Parahibano. )
CE ARA'.
Descripca'o dos terrenos carbonferos
da comarca do Grato-
A serra do Araripe perlence ao svslema de en-
cadeamcnlo da Ihiapaba, e anda que nao seja das
mais alias, nem por isso dcixa de merecer o nome
de moiilauha, pela sua extensao: ella principia na
provincia de Piauliy, corre um pouco para L. e de-
pois segu a direccao de S E., c acaba no termo do
ardiin.
Fui para evitar um engao, que lem commctlido
lodos os geographos, que me dclerminei a levanlar
a pequea caria lopographica desle lugar, islo he,
ili/.cm elle- que a serra do Araripe faz parle da ror-
dilheiraBorhurema, e que por isso impossivel se
lorna o cnrandeiamcnlo do rio de S. Francisco para
o Ceara, quando a serra termina visivelnicnle no
lugar denominado Jardim, continuando apenas os
declives mais ou menos rpidos, que formam a base
de qualquer monlanlia, al o lugar denominado
Baixio das Beslas, onde faz o diyorlium aquarum
entre o riacho da Terra-Nova e o riacho dos Porcos<
em urna planicie com pouca dillerenra de nivel.
Todos os terrenos que comprchendem ns contor-
nos desla serra sao exlremamenle seceos, a excep-
cAo dos da comarca do Cralo donde sahem muilos
arroios perenes e urna parle dos do Exii, onde
lambem apparece um ou oulro pequeo regalo.
Anda nAo se fez um esludo especial sobre a nalu-
reza aeognostica dcsla serra ; porm v-se pelo pri-
meiro aspeelo, que a sua formacao he puramente
mecnica e de ccdimenlo., Em gcral as subidas sao
lalhadas a pique, c a rocha que parece dominante,
sao formScdes j\e greda com nodulos ferruginosos e
a oca encarnada. As amostras ns. 31, |0( e 127
icprcseulam estas duas substancias.
* Esses terrenos sao sem duvida os mais proprios
para as fonles arlesinai, porque formam vales entre
as ierras de S. Pedro e oulraa vizlnhis ao Araripe ;
porem nao sao esses porros de lana vantagem para
a comarca,como os diques.ou assudes nos ribeires que
para isso se preslam. Nos arrebaldes do Cralo no ri-
beiro denomuado da Ponte, pode-se fazer um dqu-
com 20 ou :10 brajas de altura, e conslruir-.se assim
om reservatorin capaz de alimentar um canal proprio
para a irrigaran dos campos e mesmo para a navee
gacAo.
Depois do lias vem os terrenos plulonicos, onde
principian! os granitos c oulras rochas de igual for-
marlo : ahi ss v (as approximacoes de Missao Ve-
Ih) um vulcao extinto, por cuja crtera se precipita
o rio Salgado, formando urna raehoeira bastante alta
e curiosa : desse lugar remello alguns basaltos, que
vilo sob os nmeros 17 c 2(. Nesse lugar, que dista
* legua- ilu ('.ralo, u terreno muda intriramcnle de
He fallecido o segundo supplente do juiz munici-
pal e subdelegado do districto de Silios-Novos, Jos
Antonio Dclmonries ; nao sabemos quem reja nomea-
doem seuluaar,que noseja dos protecloresdocrime.
Pela oossa parle s u que pedimos a Dos beque nao
se aggravem mais nosios males com taes nomeardes,
pois estamos bem cerlos que he deltas quo depende
uomo bem estar. He do bom empiegado que de-
pende a felicidade do paiz, e a punido dos de-
lirios.
Nao nos atrevemos a dictar esla ou a aquella pes-
soa, porque bcmcerlo estamos que a nossa voz mal
sabe dos nossos labios ; ou seja saquarema como lle-
vemos crer, ou praieiro o que pedimos a S. S. o Sr.
chefe de polica e a S. Exc. o se presidente, he que
nao nomeie pessoa que faca sua fortuna com os cri-
mes, acabando de afogar-nos no charco immundo em
que lemos vivido sem esperanca de respirar.
Nossa nlencao era contar com a verdade.'quecos-
naliircza, c perlence ndubtavelinenlc s formaedes turnamos, o que se d pelo termo do Ouricury ; po-
lalacias, o que se ola al a cidade do Ico, pois em rm recelamos : primeiro, porque taes sao ellas, que
toda essa mediacAo apparecem militas cryslalsacdcs, | nao senao acreditar, embora puras verdades ; e se-
ealcareas, cd'onlras rochas, ardosias.casbestaseabun '.fundo, porque o vicio a que (em chegado aquelle
cxamina-loeircumstanriadamenle por ser o seu ul-
terior muilo acaudado. IVoulra lenho noticia, exis-
lenlc no lunar chamado Brejinlm, abis* do nivel
do que visitei, a qual he summamenle celebre cu-
riosa por conler saines immensos, a cujo fim se i)A
tem ainda podido rhcuar. e que sCO flanqueados por
caleras de arcadas formadas de slalactles e stalaci-
meles, de que remello orna pequea amoslra sob o
n. 107: adirmam-me que ahi nao habita vvente
algum, a exrepcAo de urna especie de niclorianos,
que defendem a sua entrada ; c por isso permano-
cem indeleveis as pecadas das pessoas que a percor-
rem, por ser o seu pavimento alcatifado de um p
ilediflereiitcs cores, que parece ser o resultado das
formaedes de greda com Ierras ferruginosas.
Acerca dessa caverna lenho conversado com pes-
soas, que a lem visitado durante alguns das e que
fazemdrlla urna descripcao admravel, mas lenho
sentido que sojam essas pessoas isnorarttes e Inhabi-
litada! para me darem urna inl'nrm.irAo perfeila des-
sa obra realmente admravel da naliireza.
Em geral as minas de carvAo de pedra da Europa
sao aballe do nivel do mar; porm comomuitas das
dos Esladosl'niaos, as ileslu comarca parecem estar
a muitos metros cima; porquantn todas as que le-
nho examinado apparecem na comprehensao do ter-
reno, que como disse, perlence ao svslema juraci-
co: seis volumes remello do carvao. que pude oliler
dos lugares seguintes: do Fundan que tica a meia
legua de distancia desla cidade, no arroo denomi-
nadollalateiras, c que conten) os volumes sob os
ns. 129 e 130 devendo nolar-se que as rochas sob ns.
4, 5 e (i sAo superiores, sendo lodas exlrahidas dos
seus propriosjazigos; ese alaumas dolas parecem
arredondadas, deven) provavelmenlc essa forma a
forca da correnle do mencionado arroo. As rochas
sob os ns. 7 e Mi acham-se em quasi todos os arroios
do Cralo, lauto cima como abaixo do nivel dessa
mina, e parecem *er urna altcracAo do silix, a que
cobrem os ns. 15. 19, 27, 52, 59. 75, 91 e 116.
O Dr. Thompson na Inglaterra vendo urna amos-
tra dessa rocha, que eu havia mandad entre outros
objeclos mineralogicos.a um amigo julgou-a, da me-
llior qualidade possivcl applicavel para a fabricado
doscrystaes, entretanto que c na nossa Ierra lem
servido apenas para cnluliio de alicerec. Os vo-
lumes sob ns. 134, 137 e 138 contente arvao extra-
liiilo do lagar denominadoBispo, entre as sorras
MAozinha e Araripe, c o n. 133 do Olho d'Agoa do
mi I ho. do qual luaarspude obleras amostras ns.
110 e 112 inferiores a mina. E as rochas nao dei-
xam de ser inleressan(es, porque represntalo gran-
des jarros todos fechados errvstalisados inleiramenle
parecem-me ser perlencentes nos calcreos ns. 7, 41,
iti, 53. ele: Alm dessas minas evislem oulras mui-
tas, entre a mesma serra do MAozinha e Araripe, e
de carvao da mesma natureza : entre lodas he nola-
vel urna, do lagar denominadoSalhra, que me in-
formam conter una carnada de 15 a 20 pes de altu-
ra, do qual forain extrahidos os mineraes, que vao
sob os ns. 101 e 135, dos quaes abundan sulfato de
ferro.
llevo aqu nolar que ns volilhes, que vao sob o nu-
mero 117 acham-se entre as carnadas inferiores
,o carvao do pedra de lodas esfia- minas.
Essc carvao, que me parece ser do que em Franca
chamam grisalin laminoso, au posta lalvez de nina
ardosa carbonfera, que bem indica a existencia des-
se til mineral em o nosso paiz.' Os lugares d'onde
se exlrahe o carvao deilam 80 lesuas do litoral no A-
racati; 25 do rio S. Francisco no lugar denominado
Cabrobo, cima da cachoeira de Paulo AITonso, c 80
de l'iranhas, i baixo da mesma cachoeira at onde
cosltimam chegar os barcos.
Continuando se a deixar a serra, depois dos terre-
nos juraricos, aparece o lias, que se reconhece pelo
aspeelo cavernoso do terreno e suas formaedes sem-
pre grosseiras e de cedmento : a rocha dominante
riesse terreno he o gre, de que nao mando amostra
por ser urna rocha muilo conhecida. O terreno que
fica entre Milagrea e a serra do MAosinha, no logar
denominado S. Pedro, rontem minas de zinco, que
parecem abundantes; assim como o lie o crc-hranco
numero 110 e o calcrea que vai sob o numero 102.
I '-iilni pezar de nao poder mandar aamoslra do
zinco por ler cedido a um amigo a que ja havia co-
da o ouro e am>anllin : remello alguns exemplares
de rochas desses terrenos como fcl e scpalh sob n-
meros 33,69,76,1<)l e 111, granitos prelos sob nme-
ros 11, 17, e 57, alguns carhonalos de ferro, em que
loda a comarca abunda,snb os nmeros 11,29, 78,99,
e 103, urna rrysIalisacAo, que parece ser lurn.ilina
sob nmeros :17, 39, 68, 73, e 132, urna pedra verde
cum o numero 132 abundante i um quarlz hialim
numero >i um talco numero Ill8, alguns enfeiles d
'elvagein, como se ve dos nmeros 106 e 112; um su-
funlo bastante pesado que convert ser examinado, e
oulros objeclos. Do lado do Exi, na mesma distan-
cia da serra Ararinciponro mais.ou menos,;apresen-
(a-se um grande espaco coberlo por urna s rocha
granilica, bastante curiosa, porque o spath predomi-
na em forma de muidos de prala, alaumas das quaes
de grande lamanlio, a superficie superior dessa ro-
cha, que esla ao rez da Ierra, e que so plana, e cora
osmios do sol forma urna i\ i-la encantadora. Nao
muito distante desse lugar apparecem as rochas co-
ndecidas pelos gelogos rom o nome de penhas erra-
ticas da mesma natureza,que a precedente, porem de
diferentes formaedes, e muilo curiosas por seren
quasi sphericos. e d'extraordinario volunte.
A vista dessa succinta e imperfeita descripcao, v-
se que ludo se acha entre nos em esladode comeen.
Eu quizera dar impulso a quaesquer descobrimenlos
desla ordem, porem a minha profissAo de magistra-
do, nem as minhas posses o permillcm. (Juizera ao
menos fzer eslrahr um sal, que me dizem haver
em grande abundancia, sahindo em eflorescencia so-
bre a Ierra,eme parece ser a soda; pnremhsso mesmo
nao lenho podido conseguir pelo meu estado de mo-
lestia.
Cidade duCrato 8 de Janeiro de 1845'
Mareos Antonio de Macedo.
lenho feilo algumas obscrvacdes sobre as formaedes
geognoslicas. porm nao sao ellas sullicicnles para
dar iim venladeiro conhccimeiito de sua natureza,
nem o meu estado de saude permita acompauhar
estas iuc lliido : tainbem nao me foi possivel deparar cum o
He sobre a banda oriental desla mesma serra que-) lugar d'onde foi extrahida essa a moslra, e apenas
soube que un prelo que j he fallecido; achara urna
porcao de libras desse mineral fundido pelo fogo,
que havia aanhado a um Ironco de arvore, no lugar
denominadoCatinga grande, as \izinhancas~ de S.
do os 3.500 volumes, Virginia chorara 3,500 vezes.
Ciuiliiiuoii:
o .... quanlas esrerancas querida mai! I.embra-
se de quando fu dissc-lhe adeos '! Vine, vcio roudu-
zir-me ale a carruagem. e os pequeos rodeavam-mc
gritando: Adeos, minha irmaa! envia-nos brincos
d- l'aiis !
En eslava ufana. Meu pobre pai liulia excedi-
do seus recursos para dar-me una cilucarAo elegan-
te. Eu dizia coinigo no caminho : meu pai deve
eslar.contento la no eco ; Bracas a educaran para a
qual elle se impoz tAo grandes privacOes, vou por-
llie a viuva e os urplatus ao abrigo da orcessidade.
Eu que sou rapariga, ou sustentar una familia in-
teira. isso lie helio, he grande....
Oh '. Dos puni brevemente esse orgulho! Pe-
los debis Mecer ros qae lenho enviado a Vmc, qoan-
tas anau-ias, qaanlal Irisle/
.Minha mai, sc que Vmc. nao duvidar jamis
de mini; sem isso eu (eria j morrillo. Rogo-lile
que entine meus innaos e irm'as a liunrarem minha
ineiuoria. AITirmo que fiz o que pude. Envio-lhe
miaba coulis-ai inteira,
.. (Ib quanlo siutu Vmc. nAo eslar aqui, minha
in.ii qurliila, para aperlar-mc sobre seu coraeao. e
riirar-uie desla angustia que mala-me.... Duvi'lo....
ili.vido alo de Vmc. !
k Olanlo llie dis-eiem: Sua lilha que foi acensa-
da ile fui lo, lie .leeu-iila de homicidio....
, Meo leo-! orde ocrulla-se a forr-a de nos ou-
lras mullieres'.' Coma nAo paralysoo-se ininlia mAo
amlet de e^crever eslas palavras hiirriveis : furto, ho-
miriili" !...ii
Havia duas paginas inleiras apagadas. Era a lis-
toria lgubre de sua rerepco em S lint Lazare, e do
man (ralamente que odrera.
NAo queremos fazer um livro sobre as prisdea.
Tnlvrz nao saibamos a esse respeilo baslanle para
termos o direilo de dizer o que sabemos.
Nao passes!. disse Chiltou vendo Virginia vol-
Pedro.
COMARCA DA BOA-VISTA.
25 de marco.
Principiaremos a enfiar o nosso rosario pelo in-
vern. Ha tres anuos sofTrcmos a crucldade das
seccas, quandu no Recifc o aono prximo passado
lamenlavam os estragos de urna horrorosa cheiai
mis aqui com as maos ua cabera rogavamos a
Dos para nao morrermos de sede e fome.
Esteanno foram abundantes as rhuvas em feve-
rero, e om alguns lugares causaram estragos inau-
ditos, porm passado aquelle mez nao livemos mais
chovas, e se nAo Iornarem ficaircmos na fome e mi-
seria, que d"antes. Um me/de invern,por ser em
nosso sertao, pode fazer lao smenle pasto para os
animaos.
Em Sitio Novo luaar do termo de Ouricury, ma-
liram nina pobre mnlhVr. dizem-nos, com 4 ou 6 fi-
|ho. Depois de um m dous das acharam o corpo
com urna Tacada,e a rebeca machucada com urna po-
dra, pessoa de verd--.de assim disse-nos, e ficava o,
crime impune, posLo que sejam conhecidos o nssas-
sinos: quem aqujriein dinheiro pode matar, e nao
ter por penitencia urna Ave .Mara.
Dizem-nos jque mandaram no Ouricurv os presos
fuairem da pri.au, queremos dizer, que, para ccrlo
misler era preciso que elles fugissem. Nio podemos
asseverar isto, porem se he cerlo que o delegado des-
le termo mandara asseverar a S. Exc. o Sr. Jos
Rento, qae o criminoso de morte Jos Carneiro fu-
gira dacadea, podemos muilo acreditar que assim
fosse, pois este assassino de sua propria mulhcr, nun-
ca entrn em cadea; e nAo ha nesle lugar quem is-
to ignore. Esleve no Ouricury em sua casa parli-
rular diverlindo-se com a familia, depois o delega-
do nao querendo entrega-lo a urna palrulha quo o
vcio buscar da comarca do Cralo, provincia do Cen-
r, onde he criminoso, o mandou com dous guarda-
cosas, e dizem-nos com carias para aquelle lugar,
onde j se linha dirigido a seu favor, ede enlao ol-
an lo esle assassino por receiar a coodemnacao de
seu crime, esleve de publico em seu sitio de Serra.
branca, fazendo e vendendo rapaduras, com rclacao
para o Ouricury ; concluio tolos os seus negocios ao
lado da mullier que deu lusar a morte d'aquella,
com loda sua comiNnte caterva de valentes, guar-
da-costas, e foi para Kemanco ou Arraial a margem
do S. F'rancisco onde se acha.
Ha pouco chegou um criminoso de morir, da pro-
vincia do Paiihy, onde se sabe punir o crime. Es-
le hoiiiein liaia mandado fazer nina morlc nesle
termo; os assassino* Euzehio Pestaa e Joao l'erei-
ra. innaos, s3o bem conhecidos e estau em lugares
limtrofes desla com a provincia do Piauhy. O des-
granado que foi assassinado era um mseravel, lnha
urna numerosa familia, que por sua falta se (em
prostituido. O Sr. Benirio m unanle do crime re-
tirou-se para o Piauhy onde foi preso, e para aqu
mandado. Tinha lana runfianra em seu cobre,que
quiz logo ficar em sua casa,.porm nao Ihe consen-
tindo a palrulha, sempre leve a bondade de cheaar
al esla villa do Ouricury, onde em menos de 8 dias
foi sollo, e considerado como um anjo de innocen-
cia, embora cncontrasse um processo. Nao sabemos
que santo fez o milagre, porm sabemos quo foi bem
castigado na bolsa para expiar seus peccados, que
lempos a esla parte nao confessava. Esperamos
que apparefa algum defuuto que mandasse malar o
(nado Antonio Cagahi, e nao seria muilo de admi-
rar que nao ha muito que um cimbado do Sr. Ma-
noel Flix Monleiro, o finado Cususa, foi um devin-
to que o mandn malar, ou'malou, e os assassinos
ahi eslAo impunes c al dentro da villa.
Muilo esperamos do nosso actual juiz de direilo,
e lemos toda esperanca que, logo que elle correr a
comarca, enlre no verdadeiro conhecimeiito do esta-
do em que sempre lem estado o termo do Ouricurv
fara acabar lauta malvadcza. Boa-Vista e Cabrob
parecem ir melhor.indo de sorle, all se acha o pro-
motor, capilao Ponteado, etc., e segundo nos dzcm
o Sr. Dr. promotor vai rumprindo com o dever de
empregado honrado e que sabe cumprir com a lei.
Pessoas que se julgavam inviolaveis estao sendo pro-
cessadas. Continu S. S. a cumprir com os seus de-
veres que nao cossaremos em elogia -lo.
termo, nao recebe a lal ponto estas pessoas 18o ver-
sadas que queira saber quem son. e assim procurar
os males que os humanos tem esquecido. Espera-
mos para quando algum da livermos garanta e se-
guranza. Aqu paro, fica guardada a primeira oc-
casiio.
Carla particular.
COMARCA DO CABO.
Escada 18 de abril.
Ja he mais de meada quaresma, e eu c que sou
chrislAo vclho e professo ocarrancismode meus mai-
ores, mais meoecupo de presenteem revolver e lim-
par osalfarrabios mofelos de minhas culpas, para
desenibuxa-las e esrarra-las aos ouvidos de meu con-
fessor. do que em al : pelo que, persuadido que an-
tes de tal rnsaboadella de rooscencia, he misler
cumprir-se logo e logo com as reslluedes, votos, To-
maras e promessas, vcu esgravalando o fardo de
minhas obrigardes, e p toca a alinhavar-se esla.
que desla feila he forcoso ir bem resumidinha. Oh !
se fosse em oulro lempo que mina muilo leria que
dar a lingua Mas nAo lamentemos o lempo, que fo-
ge um, e chega oulro ; vida me d Dos No en-
tonto contento-mu em dizer-lhe quelque citse, pa-
ra scienlifica-lo que nAo perdi oso da falla, nem o
habilodc escrevinhar. Apezar de que boje como sem-
pre estou possuido de bons desejos, e de iguaes
disposiedej ; comludo screi succinlo para nAo ser o
brigadopor meu director espiritual a cantar a palino-
dia : comquanto a consciencia me nao acense de ha-
ver fallado a verdade; porm o caso he, que nem lo-
das as verdades se dizem, ou devem dizer-se.
Ah 1 mal de peccados sera se o meu reverendo me
mpozercomo expiacao de minhas mazellas o
onus de dar um amigavel amplexo, um sculo de
ronciliacAo ao Caldas, Raslos, Olvcira, etc., que en-
lao lendo-me em ba f, incontinente lomar-me-hao
de esguelha, etrazzazo velho na ra...c na ra
s ? / Ah prouvera aos anjus Se por ventura Ibes
nao der a lenlarao de desancarem-me com alguma
sova ineslra, al dixarom-me desapedados com
o pello bem csfrangalhado Tibisol?. Longe va la|
agouro !
L'm !-um Como se nao lamberia de contente o
demo se me pregassem urna lal negregada e Ireme-
bunda peca Mas primeiro que esse cAo linhoso
chegue se.quer a resfolcgar c para minha banda,dar-
Ihe-hei tres agios c um credo em cruz, que elle ha
de arreuegar de sen mao fado, e cscafeder-se-ha,
fazendo Ires mil e duzenlos feissimus esgares, e dous
nilhues de velocissimos rodopios. Va estourar para
r, cachlmbeiro !
Ex abrupto, sem rodeios, nem paraphrases enlro
na materia, que de assumpto principal dcsta serve,
e le anlemAo peco mil riesculpas a quem quer qoe
seja, de algumas expressdes minhas, que checuem
(quodDeusavertat)se quer abafejar a susceplibilida-
dc de dguem^^-
lar duas paginas ao mesmo lempo, nAo passes urna
linha !
Virginia moslrnu-llie as ledras apagadas, e depois
ronliiiiiou:
... Quando eu era menina, lembro-me que nos-
sa ri lade oceupou^se muilo lempo com om processo.
(I nome de madama Lafarge li on-me na memoria.
.Nao praza a Dos que cu a jnlgue. estando ameaea-
da pelo juizo doshomens! Fallo ele madama Lafar-
ge para rerordar-lhe, minha mai, que Vmc. julaava-
a inioccntc no principio dos dbales; mas cudcm-
nou-a em sua consciencia, quando provou-se que
anles do casaim nfo ella furlra um bilhete de
banco.
Virginia depoz o caderno sobre os joelhos, e ex-
clamou:
Euos li!... dous volumes in 8.... Memorias
de madama Lafarge escripias por ella mesma... era
um bello enredo... ella era innocente..y Li tambem
o processo Pevlrl......m notario que matara a inu-
Iher rom um "in-liumenlo coitlunilente... E o pro-
ces-o Uarrellinge... urna mullier que mandara as-
sassinar n marido por um.rriado de conlianra... Na-
da retela lano romo a leilina das se-sdesdu jur; !
Cliiffon aceiiou-lhc que cuntinuasse.
a ... Parece-me que, prosegua a presa, que meus
jpies sern como Vmc. e acolhcrao a idea de assas-
sinio vendo urna nodoa no meu passado, a aecusa-
ian de Curio.
o lieos deve dar luaar entre as santas aquellas
que sAo Injustamente rondemnadas na Ierra. Quan-
do eu esliver p ranle lios, rogarei pelos que mala-
ram-me o corpo, e alfligiram-mc a alma.
lia cinco anuos nAo lenho visto a Vine, minha
niAi ; llenrique lem doze anniis, e Clara fez a pri-
meira ronli-sAn. Elles choraram muilo. Uenrique,
meu charo irmaosinho, qurrera vir defender sua ir-
m.la. Qnando elle (iver viole anuos e eu esliver
mora crer em minha innocencia '.'
n Ha cinco anuos! H um seculo inleiro Minha
Principiemos.
Li a bem elaborada, frisanlc e incisiva correspon-
dencia do Sr. Manoel (ioncalves Pcreira Lima, in-
serta em o seu Diario de 5 de fevereiro n. 28, em
guisa de resposla minha publicada a 12 de Janeiro,
c vi que esse senhor se afanando em defender o seu
cliente, fazia encapada allusao algiicm, que nao a
mim, e se esforcra por desmenlir-me, o que ial\e/
a seu pesar conseguir...
Senhor correspondente, passo agora a repetir o
caso de que fui escrupulosamente informado, sem
me prevalecer da occasio, e da capa de auonymo
para tomar alguma desforra (de que nao hei motivo)
ou conspurcar a illibada reputacSo do Sr. Pendra
Lima ; por quanlo, nem a esle sou desafecto, nem a
nenhum dos contendores (como se dizer a comadre
Maria Thercia' levo pareas. Estou que de feilo o
Sr. l'ereira Lima altendendo a sua posirao nAo que-
rer, i lular nesle terreno por elle aplainado, c onde
espero triumphar a verdade de minha pcnna.ea
honradez de meu Faustino.
Aceitando o conselho, parecer, aviso do Sr. Perci-
ra Lima, proctirei inleirar-me fielmente, e infor-
mar-mc o melhor possivel do occorrido ; e cauteloso
boje, amanhaa, como honlcirt, sempre direi em mi-
nhas remes-as epistolares o que souber de qualquer,
cuja posirao nAo esto todava i merc de todos.
ii De circumlocucdes eu nada sei :
i O caso cont como o caso foi.
Sem entrar em invesligaedes dos motivos que mo-
eram o Sr. Percira Lima a despedir do seu enge-
nlio o porluguez Antonio Gomes Ribeiro ; sei com-
tudo. que o Sr. Pcreira Lima Ihe devota urna age-
risa bastante para esmaltar aquclles que costumam
c.urvar-se pusilnime e sei vilmente ante o orgulho e
podero de certa aristocracia, que se nao rarefaz
nesle mundo de meu Dos.
I.ul/ (jonzaga Fragoso, mirador do engenho V-
renle Campello, (cara a dever Ribeiro, e esle, oo
pelo receio (quem tem c... lem medo de ir pessoal-
mentc, ou por qualquer otilra razio, que ignoro,
mandou cilar a seu devedur... Nega o Sr. Pcreira
Lima, que Ihe nao soube mui bem esse bocado, que
espontanea e gratuitamente tomou como uini offen-
sa positiva sua pessoa '.'... T carapuc.a Code-
ra nAo Com ludo, manda a lionzaga que entre-
gue a quanlia ao juiz da rilarlo ; e s dahi a lempo
(e nao como diz o Sr. l'ereira l.ima...ou eu nao o
entend : sera minha esla falla ) e s dahi a lempo
he que em Ierras do engenho Jerusalem (aqui sim !
pura verdade) do lermo de Serinliaem, passando Ri-
beiro, foi brbaramente espancado por Gonraga,
que Ihe andava na pista) [ nao por fortuito encontr
acoiiipanha lo de um Baixa Verde (se bem me re-
cord... Ajudem-mc a memoria para nao ralbar.
Aqui falta-meo Faustino queesla pardo negocio.
A victima logo i primeira encelada que Ihe abri
urna enorme fonda na cumiada do corpo, seminis
lir-le,nem darle, mordeua trra, a excmplo de Bej-
n a fonja do robusto braro do ai denle Achilles'
(Ribeiro lambem da suas arranhadellas no meslre
Virgilio, ; e, a malliarcm-no repelidas vezes, des-
perlaram-no da modorra, que inopinadamente Ihe
interceptara os sentidos. Enlao tenlandodesenven-
cilhar-se de seus asgressore, pifaros e vis assassi-
no) e he de nolar-se que lionzaga era inspector !)
conseguio talvez sem o perreber, neino esperar .uAo
que Ihe fallasse desejo, nislo creio, i arranhar o
braco de Gonzaga com um caivete desponlado-rom-
budo.e nao rom faca como diz o Sr. Pereira Lima
para ggravar a situarao do seu desquerido;: Feliz-
mente para si. Ribeiro lumbrou-se do rif.io : muitai
cousas se penlem por se nao fallar (a a vida he lao
doce !) e ei-lna dar exeicicio a larymo ; e ouvidos
mais humanos, que os do seus sicarios, ouviraro-no,
ainda a lempo foi soccorrido...
Ah velho negregado 1 dir se-ha, mal peste le
roa os ossos Como demonio sabe elle da historia,
(inlim por tinlim '.' !
Oh e que lal Querem azer das sua, e eu
sabendn-as pun [o callado, heim .' Nao fallava
mais nada E Faustino por acaso lambem nao he
bixo, que valha alsuma cousa ? Esta he boa !
InlcrrupcAo no caso. Prosigamos.
O Sr. Percira l.ima, em ana frisante e incisiva
resposla diz, que Gonzaga dera urnas rhihaladasem
Ribeiro em cotnpcnsaeao a inslita aggrcssao desle I
Oh .' horneen de meu peccados he desla sorle que
se alardea de dizedor de verdades He assim qoe se
trata de desmenlir-me de publico, valendo-se adrede
da altanada posirao, para olfusca a um pobre velho
a quem se despreza, e com quem se nao quer des-
ce/ a urna lula I ?
Foram simpliccs chibaladas, que reduziram opa-
cenle ao esladode ser conduzdoenqoerido
arbitrio e merc de outrem a casa do Sr. Pedro Er-
nesto, onde Ihe foram prestados os soccorros que me-
reca, e em laes circumslancias prescreve a canda-
da chrisiaa '. Foi aggressor Ribeiro, quando eslava
quasi inerme e incauto, no enlanlu que ns contu-
ses que recebera aiithenlicam a simplicidade phi
lantropica da resposla*que Ihe deram O Sr. Pe-
dro Ernesto, honrado como he, e liavendo examina-
do a sineeleza c gravidade da resposla, estoo que
nao negar o seu teslcmunhe em aliono da verdade.
Sou um lano pichoso, por isso entro em minuciosi-
dades. J que encetei, nao retrogrado meus passos,
por sem duvida bem penosos para mim, pois velho
com sou, resistir j nao posso lao lonao viajar, -nr-
menle por alcantise caminlms escabrosos, Ai meus
callos .' meus peccados / l' quera lembrou-rae a
quaresma Meu Jess do reo. Vou i loda pressa
pr liie. esta, que lenho mais alTazeres.
Eslavamos nos... Haviamos rh sei onde.
O' l Anlreza, dai-me umpoucachinlio de rhom
para fazer o grog, qoe estou com esta cabera per-
dida .'
Sim. eprchende-se do qoe venho de relatar, que
Faustino se engaara quando assevcroii-me que Ri-
beiro fora espancado a mandado do Sr. Manoel
Gonralves (mas tanto monta1. O Sr. Pereira Lima
para comprovar a criminalidade loda le Ribeiro,
invoca o leslemiinhodo summario a que proceden o
Sr. subdelegado de Serinliaem ; mas esla razAo, como
em lgica prova de mais, nada prova. Alias islo for-
nece-me materia para ajunlar urna segunda a
minha historia, que he cerla, cerlissima.
O Sr. Manoel Gone,alves nAo deixa de (er influ-
encia, mui principalmente nesle luaar, quando e
onde he reconhecida a sua alia po-icAo; eporde-
ferencie a S. S. (cousa que a mim nao espanta, pois
nao he novidade nova) procura-se arriisar o inno-
cenle, e divnisar, ou julgar-se a bondade, a inlei-
reza, a virlude personificadasum anjo mesmo o
criminoso ; por esle snb liitclla esseAo amigo da au-
loridade processanle. Nao se aller; a forra de mi-
nhas expresw'ies, querendo-se interpreta-las como
urna aecusarjo ao Sr. subdelegado por connivencia
em semelhante escndalode processo uionslro : po-
rm pode ler sido embado. Nao ser capaz disto, e
demais quem, com a mAo do galo (diz Fauslino, va-
lha a verdade) fez inculir no espirito ainda atribu-
lado, aterrado (por amor da reverenda escovadeila)
de Ribeiro, que o Sr. subdelegado Barros Silva pro-
curava prende-lo, evilnndo-se desla arle o enlende-
--- -rera-sc (a-autori-ladc-e offend.lo)-T.m desedaC
mai, foi nesse concert em beneficio dos pobres'que
canlei. Eu ouvia em torno de mim romo um zui-
do confuso, o meus olhos deslumhrados nao viam a
mullidao... Eramos pobres c eu tinha-me adiado
em mui perneas remudes. Meu peito rerrava-sc ;i
vista da mullid o, e a voz moleslava-me passando-
me pela garganta. Eu padeca... mas eslava conten-
to, porque oo meio de todos esses murmurios ouvia
dizerem: Ella cania bem! he bonita I
Quando acabei, todos applaudiram-mc, e achei-
me nos bracos de Vmc. S-u corarlo balia, seus
olhos eslavaui moldados de laarimas, sen beijo foi
mais lonao e mais commovido que de ordinario. Sim,
fui feliz !
o Tenho sido applaudida depois, c nunca (ve lan-
a aleara.
Todos rodcaram-nos. As mullieres elegantes
compnrarani-me s cantoras afamada*, e os hoinens
disseram: Couvm que niadainesella So'ansc v a
Parir.
Esla palavra Paris enlrou-me como um (rago de
um H'/uar embriagador-; scali abrazar-se-me o co-
.lacan, e o sanano precepilar soa carroira... $30 sei
que sonho (ive nesse primeiro momento.
a Franz Mu le, o grande piauisla, vejo assenlar-
sc au nossa lado, e disse a Vmc. :
Scnhora, esla rapariga lem o fogo sagrado.
Conven) faze-la artista.
E como Vmc. hesilava em rcsponder-llie, elle ac-
crescentou sorrindo:
Coiivm enviada a Paris. o templo das arles e
o paraizo das mullieres !
Seu confessor, a quem Vmc. pedio cnnselho disse-
Ihe : Guarde sua (Iba. E Vmc. quiz tuardar-me.
Meu confessor, aoqual cu disse: minha mai nAo lem
com que metlcr Clara e llenrique no collcaiu, reflec-
lio muilu lempo, e orn antes de responder-me. Sua
voz liiiha um rcenlo de tristeza, quan lo elle res-
ponden me : Minha filha, consulta leu coraeao, e
Dos seja comligo '
ii Meu coraeao: eu amava a Vmc. mui ler men-
le. Frauz Muller insisti, e eu disse-lhe: Procre-
me unta disrpula.
a Franz encarou-me. Vejo anda sua larga Fron-
te, onde a inspirarn bem como nm incendio devo-
rara os cabellos.
Arlisla. mailamesella Solange, dsse-me elle;
mas nao professora, creia-me....
Tiuhamosem Bouraes a idea contraria. Pensa
vamos que a arlisla eslava mais exposla, e era me-
nos estimada que a professora.
o Franz Muller parti. Escrcveu-me pouco depois
que a condensa de Cnlouihel pedia-ine para educar
suas lilhas, e de-pe ii-ma de Vine, minha lioa mai.
mpunidade ao criminoso Nao podia Gonzaga
que finociol) cnaendrir patranhas e arlimanhas,
para resullado do negocio sahir-lhe i medida dos
desejos? .' Hocopus, Ate labor esl: aqui torce aquel-
la parte certo animal que pare os bacorinlms.
Oh que de aiiathemas, que le st amas nao serao
laucados sobre o AldeAo por dizer lAo cruas verda-
des sobre o AldeAo velho a quem as papas nao co-
mern) a lngoa !
Ora, se assim he faz-se besta !
Passemos agora a terceira parlo de minha nar-
rativa.
O dialio engrola, engrola, al que dcsengrola. Esle
principe das Irevas nunca a alguem acouselhou, que
Ihe nao viesse o mal.
O liabo/Kii.s que jamis nao dorme,
Quando v gente ahi em bom caminho,
K que nao para sem fazer J; suas,
E os niel'er em camisas de onze varas.
digo o /ue.porqite assim ha de pensar o Gonzaga,),
o diabo. pois que este he o seu nome, tanlo bu ion ,
remedien, bolio, rebolio e inslgou, al que fez Ri-
bero dar de bordo, orear e ir dar fundo no enze-
nho Rom-fun do Sr. subdelegado Rocha Lilis. Zaz!
Esle, a par do tacto com todas as circumslancias,
conforme me afiirmou o Brrelo, e corroborado com
um depoimenlo ndeslructivel, incorlraslavel, que
elle mesmo vira com os seus olhos a-crestn esten-
dendo o maior-de-todos e o cala-piollius da mao di-
reila, e arreaanhaiido desinesuradaminle as palpe-
bras inferiores, e licando bem ao vivo os respeiln-
veis buaalhos : couseio do acontec lo e possuidor
de irrefragareis provas, o senhor subdelegado Rocha
Lins, pondo de parle todas as consideraedes, que
saem jnlerpor-se ao cumprimenlo de nossos deveres,
ennsta-me de Ionio limpa.pois, que rsl Irub libando
no processo, pelo espancamento perpetrado na pes-
soa do portusuez Antonio Gomes Ribeiro. E aqui
temoso feitico por cima do feitceiro. O liomem que
biisrava la,sah0 l-isque i.ln.
E anda dir o Sr. Pereira Lima, que me apro-
veitei com afn da insinuarlo calumniosa de Rib-iro
acorde com outrem, alim de dirigir-llie insultos!?
Allribue o Sr. Pereira l.ima a alguem, que nflo he
de minha conla, a redaccao de minhas miivas, e
queixa-scdc insultos, qoe) diz Ihe cu dirigir : nao
foi esla a minha rnenle, e lousc de mim (al desejo
assim como o nome de rcsulo nao appliquei-o a S.
S. ; mas se sabio bellamente I alinda a carapnra,
que culpa lenho em ajuslar-lhc lo bem '.' !
Eis aqr.i a historia de Ribeiro e Gonzaga, fiel c
escrupulosamente como m'a referram,ba ba
Sania Justa.
Por vezes hei dirigido a minha vozaos ouvidos
do Exm. presidenlc da provincia, e minha voz, sem
echo, dbil, apenas ha repercutido em teus lvpo, c
ahi mesmo teMlinsae, sem mover a atlem-Ao da-
quellc para quem ella foi elevada; c uuvidos da pre-
sidencia entreldose appliradosa coasas do de inaio-
res importancias, nAo altcudcm a voz gmbunda
de um decrepito, que reclama pelo m:lhoramenlo
de sua (erra. Enlre as consasqne obslam o progresso
desle luaar, he a mais scnsivel a falla de um desla-
meninas Euaenia e Maria amavam-me extremosa-
mente. Franz Muller, au qual vi nina s vez depois
que enlr^ nessa casa, disan-HM :
creadas pelas neressidades de nossa vida civilisada,
he esla a mais didirl e a mais i-envel. A sociedade
que a rodea a repellira, se Vmc. a procurar, e a
odiar se Vmc. atastar-se .leda ; seu papel he a mo-
deslia nuanlcs a immohiiidade... .Niio lenha aqui he
o meu ultimo conselho rtgu lenha aqui muila belle-
za, nem muilo tlenlo, nem muilo espirito!
o Ah! minha mal, ninhcci a verdade dessas tris-
tes palavras por experiencia propria e alhea. Afas-
lei-nie da sociedade eleaanle. e ella opprimio-mc;
a Aqui comer a historia do que Vmc nao sabe ; miras minhas conhecnlas quizeram participar do
pois lenho occultado sempre meu marlyrio. Cumpre
dizer-lhc ludo, agora que vou morree..
Chilln poz a mao sobre o lirado de N'irginia, pois
eslava opprimida a poni de nao poder respirar. Sa-
bemos que Chilfon eslava viraem de loda a impres-
Ao vilenla; nao coulieria o Ihc.ilro nem os livros.
1!- i o/, dolerosa rasgava-lne o coracAo.
Eu daria quinto lenho no mundo para salva-
la disse ella.
Espere! espere! disse Virginia, vejamos o
resln.
Chilfon fe um esforo para recobrar a respiraran,
eenchuaou os olhos :
Leio lo bem lornou Virginia, qualquer ou-
Ira nAo leria produzdo o mesmo efleito.
Chifln nao respnndeu, e a camarista conlinuou a
leitura, puis eslava anciosa por saber.
a Era um bello palacio situado na ra de Anjou
no bairrode Saint Honor. O conde Colombel linha
um emprego diplomtico, e resabia muilas visitas.
A sociedade da eondessa era a II ir de lodas as carna-
das sociaes, lano boas cuino m-. Tildo o que bri-
Ihava linha ah direilo de entrada.
a O conJe dava-me pouca atlenrAn, e a eondessa
lomuu-ine averso desde o principio ; porm as duas
banquete dos felize-. e foram riidemenle repellidas.
A porta esla tanto direila cumo esquerda. e cum-
pre andar em equilibrio sobre nina corda lesa. Nao
enconlrei nina professora que nAo fosse perdida ou
marlyr.
Havia dous mancebos que vinham casa da
eondessa, ambos de una el-aancia extrema. L'm cha-
mava-se simplesmenle Fernando, a nasa ata por nSo
ler familia, o oulro era um lidalgo chamado Rober-
to de Gallerau.
ii Failo-lhc delles, minha mai, porque o primei-
ro causou minha perda querendo fa/.er-me bem, e'o
segundo exerceu sobre (oda a minha vida urna iu-
lloenri.i eslrann. Aaora sei que elle oceupa urna
parle grande em -neu pensamento; mas uao sei di-
zer o sojiliuienlo que Ihe lenho.
Mr. de i i alian fra rica, mas seu patrimonio es-
lava quasi inicuamente dissipado. O senhor Feman-
do era um desses mancebos, cujas meios de existen-
cia sao descunhecidus,'mesmo por aquelles que os
receben! era Basa..#a
Se Vmc esl Talisada... inlerrompeu Virginia.
Com elTeilu, Cliiffon apoinra a cabeca as mflos;
mas fra para escolar melhor. O uume de Calieran
uitervindo rcpeutiiiamente na iiarracao de Solang,
dava-lhe para Chifln um novo inlcresse.
cntenlo, sem o qual ter de desmoronar-se total-
mente este edificio chamadopolica do mato.
Como cumprirom exactamente as autoridades com
os seus deveres, se Ibes falta o elemento indispensa-
velsoldados promptos e firmes para as suas opera-
edes ? Como fazer desapparecerem os bacamartes,
facas, punhaes eos formidaves quiris, que andam,
desandam, correm e cruzan) as ras e estradas .'
Pelo amor do Dos, nlo me fallem nos matlos! He
gente que sempre lem o que pretextar para se exi-
mir do ervico, e de ordinario o consegue, esle por-
que a filha de seo sogro est por instantes a carecer
de Mara I liereza. aquelle porque est de resguardo
de om purgante de mamona, que tomou ha Ires se-
manas; aquell'oulro finalmente (qoe a ennmera-los
he nm nao acabar) porque a menina esta cora dor
de olhos, esic deca-terit.
Ainda eslas razdes sAo frivolas, nAo lem funda1-
mcnlo ? Pois bem : psso a referir o qoe por qui
occorre ; e visla disto se vera que se houvessm
destacamentos, enrgicas providencias se' dariam
em taei e laes casos. Ei-los.
Joaquim Lins. administrador enearregado dos
servicos de Baslos, sem que precederse um motivo
justificante, mas s movido pelo espirito do mal,
mandn arrrbentar de pao um miseravel por nome
Manuel Seiihorinho. Francisco Sorau (mandalarioj
foi preso ; mas porque nAo rredou ps, mi por con-
siderar-so garantido pelo mandanl. ou por fazer
pouco caso do negocio, visto ser Seuhorinho om
miseravel !.. foi prfto, digo, passados dias.
L'm moco vendelhAo fechando o seu eslabele-
cimenlo e indo a passeio oo a negocio, qoe elle nao
me disse, aovolUr as 9 horas (da noile.J achou-se
roubade, tendo os ladrees feilo um pequeo arrom-
bamento na parte posterior da casa. He feila de
urna ronda.
O celebre agustino Manoel Dias, tirase de
seus cuidados e vem ao engenho Mussii meller urna
halla na cabera de um seu devedor para ler juizo,
caso este Ihe nao Salisfizesse incontinente a quanlia
devida por certo que he desmiolado quem negocia
rom seiiielhante fera,'; em taes apuros esla claro que
o ameacado envidara lodosos mejos para nao ver
commelter-se um crime (que alma lavada .) Esse
mesmo sceleralo, diz-se que frequenla esta fregue-
sa ; mas como engaiolar este passaro I'.' Na defi-
ciencia de meios em que vivemos, s vendo se o mag-
nctismo obrar algant de seus milagres, porem quem
querer ir prova t
Alexandre, trabalhador de Jos Ferreira, de-
sejando agradara outrem, sedozio econseguio raptar
nina rapariga, hiniesta, que eslava em caa de seus
pais, para seu mestre, que he rapaz goapo e casa-
do Nem urna Ave Maria de penitencia. He pou-
co depois preso para reerula. logo nao fallou quem
afiancasso a regular couduclado meslre Alexandre e
p, pu sollo...
Em um dos tabbados passsdos, bem passados,
foi preso por se achar com urna tremenda bicuda,
vinda dos longioquos mareado Pasmado Baixa-Mi-
randa, foi solt, prometiendo Irazc-lacom mai cau-
tela.
Se Vmc, Sr. correspon lente, conversaste com a
minha Andreas, morreria de rir quando ella Ihe
eonlasse a passagem de um dansarino de cordas, que
en esleve. Mas he que o demo do rapaz fazia bem
bonitas cabriolas, porm, em orna dellas ficou ca-
briolado ; porque despencou de cima com loda a-
quella traquinada e ingrazia e veio escarraparhar-se
no loolico do palhao.0, que se vio em helas. Fez d
le coraeao lal calaslroplie ; e o pobre do dansarino
andou Ires dias de dieta levantando a espinhela,
que Ihe havia cabido. Elle.coitado eslava na po-
ca das provancas, e a sua represenlacSo, duranle os
poucos dias que por aqui esleve, foi urna successao
coulinua de peripecias.
No dia em que tencionav desenvolver lodas as
suas habilidades, aconteriu que o Sr. subdelegado
Rucha Lina, lobrigasse no palhaco o quer que Tossc
de suspeilo, e quiz ver se as cordas dansariam nelle,
como elle daruava na corda. O supplicanle, porm,
soube nuine aos bois, e poi pernas pra que vos
quero Abiit, effugit,erupil. Provavelmenle al-
gum espirito lauto de urclha lite cochichou ao ouvi-
do. E olamos para casa deslambidos e com cara
de pao.
Cada um lem sen modo de vida, mas o que he
certo he, que trahalhamos mis em numero de urna
duzia para suslenlarmbs OO vadios que querem vi-
ver i cusa alheia. Malandros !
O Sr. Franco talvez estoja persuadido, que j nao
faro conla dos amigos velhus. 0!t nAo taca lal
conceilo de mim. porqoanlo passando urna deslas
noiles pelo Qompra-fiado, succedeu-me Iropecar, es-
corregar, carambolar, e querendo impertig.ir-me.
i'aliou-ine a Ierra aos ps, e senti-me desear do ni-
vel do chAo. Entoei kirie eleyson, suppondo que a
Ierra abrir a bocea para engolir-me, como fizera em
pocas immemoriaes a Cor, Dalhan, c Abirou ; hiis
em lugar de arder em chammas, gelava de fro..__
Oh esle negocio est forado pense!- eu. Enlao
Iratci de arrancar-medo fosso, onde eslava encrava-
do. Toco, examino, apalpo, e afinal vim a cerlifi
rar-me de que ncm mais nem menos eslava
dentro de um barreiro, que mesmo no meio da ra
abrira-se para lapar-se casa. Logo lemhrei-me do
fiscal. Como queixa-se, pois, o Sr. Franco que me
hei esquecido de si. Oh nunca! jamis As
almas dos Cahellciras velho e moco tero um Padrc-
Nusso se a nossa municipalidade, ouaquemde di-
reilo Ihe couber,lembrar-se de melhorar esses cami-
nhos, que eslAo cheios de buracos, Umacaes, surve-
douros e camilides que mettem medo.
Man cher, dou-llie parle queja nesta terrinha se
pode quem o adiar bom)adoecer, porque urna
das necessidade, que intimamente sentamos ha
cessado... L'ma botica e sollrivelmente sortida ja nao
he cousa de punca monta. Quem o pretender pode
mandar osen recipe que satisfactoria e promplamen-
le ser aviado.
E nAo ser lambem adianlamento, progresso, urna
casa de jogos'.' Pois identHem esta j nos nAo falla.
E creio que nAo ganharei a I viraras dizendo-lhe que
nao silo raros os apreciadores do bagalella, rodla
fortuna, e oulros que s se jogara por portas tra-
vesas: n3o sei porque...
Contou-me Fauslino, que falla-s haver de algum
tempo esta parle, la pela villa, urna cousa que
lem chamado a attencao de lodos os habitantes : um
lohishomem que Aila cruzando e descrozando as
fuas. e elle jura, Iresjura e bale o p, que o Ara era'
urna noile, e que vem acompanltado de tres alma-
penadas, que foi oque mais arrlpiou. Falta de
polica no caso.
A s-iliiliiilade vai sem cousa que llovida faca.
As chovas continiiam, liavendo apenas feilo una
curia Iregoa.
As feras punco frequentadas hAo sido or mim ;
porquanlo, achando-se minha Andreza vexada de
aiaques nervosos, nAo posso deixa-la sozinha : ipe-
nas faro meu psinho de carne, vollo em cima dos
ps ; por issa nada digo a respeilo da abundan-
cia ou escacez, da caresta ou baratera dos gneros
que abi vem.
Sade a valer, patacos a feriar, c gordura a ense-
bar Ihe apetece
O lelho Aldeiao.

Continua, disse ella. Temo que voiiham cha-
mar-me... L mais aprosadamente.
ii No lempo em que passnu se o lerrivel aconte-
eimenloque vou referir, minha mi, proicguiu Vir-
anua, eu nao leria podido dizer listamente quem
eram esses dous senhores. Fernando pareca dislin-
guir-me ; mas eu nao fazia caso disso.
Era amigo intimo da'coudessa, e vislava a n-
compravelmenlc mais do que Mr. de Gallerau. As
ms linguas murmuravam desea inlmidade. Em
muilas occasides Fernando vendme mallraada
pois a conduela da eondessa a meu respeilo admira-
va s vezes penivelmenle aos seus convidado*) lo-
mara minha defeza com vivacidade. Cerlamenle cu
era-lhe reconhecida mas bem sabia que semrllan-
le ,'idvoudo nao poderia deixar de prepnl car minhi
causa.
a L'ma vez a eondessa Uincou-llie em rosto sua
parcialidade a meu respeilu em termos tac*, que fui
nhriaada a anuunriar nimba vonladc de deixar seu
servico.
N i inleresse dasdnas meninas Eugcn a e Maria
consent em (car at ao ("un do mez.
No dia 9 de maio de I81l laiiida que na vivesse
cen anuos, essa data licaria gravada em minha me-
moria at meu ultimo da a eondessa deu um aran-
de baile para festejar o adianlaincnlo do mari lo,
nomeado cnsul na corle de Sanlcnha. Embora o
palacio fosse consiitoravel, o numero dos conviles
era (ao grande qne forc/o fui fazer como as casas
burguezas. Muitos quaitos foram desocupados e dis-
poslos excepcionalmenle para a festa. Nesle nume-
ro eitlrnu o camarim da eondessa c o quartu em que
eu eslava de ordinario com as duas meninas. O lon-
cador com as joias da ronde-sa foi levado para o se-
gundo andar ; eu com Euaenia c Maria tomos pos-
tas am um quarto visiuho.
Devo dzer-lhe, minha mai. que o senhor Fer-
nando amava muito as duas meninas; e era isso lal-
vez o qua altraltla-roe para elle. Nunca vinha ca-
sa sem subir ao quarto dellas onde passava horas in-
leiras brincando e afagando-a.
o Tivemos lambem urna festinha nesse quarto do
segundo andar. Dez ou doze rapariaomhas dansa-*
ram Indo o serao ao anm do meu piano eom Euge-
nia e Mafia. Os pas vinham velas, e como lodos
sabiam que eu ia deixar a casa, mnitas propo(as fo-
ram-me feitas. F.nlre oulras a senhora princeza de
II... pcrgunlou-mc se eu sabia o alloman, e lendo-
ihc en respondido afliriualivamenle, dsse-me: Se
qiuzer vir a Bcrlim, madamesella Benivais, quando
a ediieacAn de minhas lilhas esliver terminada. Vmc.
nAo necessitarde ler oulras discipulas,
o O marido da princeza era enlo emhaixador da
Kussia em lierlim.
As meninas deviam separar-se a meia-nnilr. l'm
quarto de hora anles desse momento, onv essase-
nhoras rontarein que Mr. Huberto de Gallerau per-
der rento e vinlo mil francos, dos quaes cincoenla
mil ao menos linham lirado sobre palavra. cvia
e-sa somma an conde de Morges.
E essas senhoras arcresreiilavam :
ii Dos sabe onde elle os tomara !
o Na verdade he pena, disse urna dellas; por-
que Mr. de Gallerau he um bello ravalleiro.
u Eu nunca o tinha visto, e sabia smenlo que era
o amico intimo de Fernando. Ilmive um qnarlo de
hora de confusAo ni nossa salinba de baile. >
dansadoras preparavam-sc para relirar-se, etnnilos
pais ahi eslayam fazendo as aias sua recommenda-
coe. No meio do tumulto reparei que a porta do
qnarlo visiuho, no qual a eondessa guardara ajus
ve-tidos e suas jolas, eslava enlreaberla. Eu linha
visto a eondessa fecha-la cuidadosamente.
Vine nAo vio.' disse-me Mara.... minha
mai labio ha meia hora, cntrou ah..... nao nos a-
hraeou.
EU pareca muito encolcrisada, accrescer-
lou Eugenia.
(CoNi'tiiiflr--Aa.t
miitii ann


lWIO DE rtnMIBUCO, QUINTA FEIBA IO OE MAIO DE 1855
r.
Paixlo, parda, solteira ; 50 an-
RELACAO DAS PESSOAS FALLECIDAS NA
FREGUEZIA DE SANTO ANTONIO EM ABRIL
DE 1855.
Mara, crioula, eseriva de Floresla Aleandrina de
Menezes : 50 annos.
Jos Monleiro de Souza Jnior, branco, solleiro ;
16 annos
Henriqoela, filha de Joaquim de Azevedo Pereira ;
3 annos.
Mara, crioula, escrava de Thereza de Jess ; 18
meza*.
Jote Fernando Custera, branco, solleiro; U an-
nos.
Francisco Alvos do Nascimenlo, Indio, casado ; 2-2
anuos. Pobre.
Luii, pardo, filho de Antonio Hilario Ribeiro ; 1!)
meses*. Pobre.
Therea de Jess, crioula, viuva ; 30 annos. Po-
bre.
Manoel, branco, filho de Joaquina Adelina da Silva;
4 hora. Pobre.
Francisco Ferreira Lelo, pardo, viuvo ; 38 annos.
Pobre.
JosMuoiz, branco, solleiro,'27 annos.
Silvino, branco, filliode Manoel Joaquim Alves Pi-
tomha ; 18 metes.
Jlo Antonio de Figueiredo, branco, solleiro ; 23
annos.
Rila Hara da
los.
Dominaos Antonio Atanco, branco, solleiro ; 25 an-
nos.
Fraocellioo, pardo, filho de Joaquina Mara da Con-
ceiclo ; 25 annos. Pobre,
l.'oi parvolo; ianora-se. Pobre.
Maria. pare*, lilha de Manoel Pereira Garca ; 2
mezes. Pobre.
Antonio Fabiano de Mencione,, branco. casado; til
annos.
Clara, crfoula, escrava de Rila Bemvinda ja Silva
Cuimartes ; 7 mezes.
Manoel da Costa Bolellio, branco, solleiro ; 19 an-
nos.
Porcilana, branca, filha de Asoslinho Nunes da
Silveira ; 1 anuo.
Adeliide, branca, filha de Antonia Maria Esleves ;
1 anno.
Jos Mara Sheler, branco, casado ; 52 an-
nos.
Laiza Mara, parda casada ; 55 annos.
Joaquim Rbeirode Carvalho,' branco, solleiro ; 14
annos.
Joaquim Canato de Figueiredo, branco, casado ; 61
amos.
Adriano, crioulo, escravo sentenciado; 33 annos.
Pobre.
Carlota Harpa Haiiiha das Virgens, parda, vuv ;
Quitara, crioola, escrava de Manoel Pereira Lomos;
30 anuos.
Francisca Romana de Albuquerque. parda, casada '
49 anno-.
Mara, crioula, filha de Felicia Josepba Maria da
Coneeicao 7 dias.
Joaepha, branca, lilha de Jlo do Reg Brrelo Pi-
nho ; 5 annos.
Ildefonso, branco, filho de Lucinda Benigna Carnei-
ro da Cimba ; 4 annos.
Albino Nunes da Rocha, pardo, solleiro ; 40 annos.
Pobre.
Maria, africana, escrava de Mara Rosa Ollveira e
Silva ; 40 anuos. t
Manoel Machado da Rocha, pardo, viuvo ; 52 an-
nos. Pobre.
Antonio Jos de Oliveir.i, branco, solleiro ; 19 an-
uos.
Antonio Joaquim da Silva, branco, solleiro ; 19 an-
nos.
t"m prvulo ; ignora-se. Cubre.
Brasilina, parda, filha de Francellina Mara daCon-
ccicJto ; 2 mezes.
Manoel Jos de Lemos, branco, solleiro ; 16 an-
nos.
Pedro, branco, filho de Emigdio Jos de Mello ; 9
mezes.
Jos, africano, escravo; ignora-se de quem. Po-.
bre.
Anna Rosa de Lima de-Andrade, parda, solteira ;
25 a unos. .
PRiffl.lllhin'TUaffo do Dr. Manoel Jos va Neiva ; 20 aVtos.
Um prvulo; ignora-se. Pobre. '
Un dita ; ignora-se. Pobre.
Candida, africana, escrava de Joaquim Marlins da
Silva ; 26 anno*.
Marcenilio, branco, filho de Francisco Soores Souza;
2 annos.
Feliciana' Maria de Dos, branca, viava ; 17 an-
nos,
Manoel Moreira Gomes, branco, solleiro; 14 an-
nos.
Archnogela Maria da Coneeicao, branca, casada ; 33
anuos.
Sebastiana, africana, escrava de Antonio do Reg
Pacheco ; 25 annos.
Ailnunciada, brauca, filha d Maria Rosa do Carmo;
6 mezes.
Joaquim, africano, escravo do|Dr. Manoel Buarque
Mallo de Lima ; 45 anuo-.
Luir Grilo Banlula, branco, solleiro ; 23 an-
nos.
Leopoldina, branca, filha de Leopoldo Borges Cal-
van Ueha ; 2 anuos.
Francisca, branca, filha de Francisco Jos Ferreira
Bastos ; 11 mezes.
Vicente, crioulu, escravo de Joan Chrsliani ; 10 me-
zes.
Carolina Mara da Piedade, parda, casada ; 22 an-
nos. Pobre.
Martinha da Peuha Bornes, parda, solteira ; 25 an-
nos. Pobre.
Rosa Candida Coulinho, branca, solteira ; 33 an-
nos.
Francisca das Chagas, branca, viuva ;80 anuos. Po-
bre.
Mathildes, parda, filha de Jos Francisco de Arau-
jo Lima ; 18 mezes.
Marta, crioula, filha de Joao Baptista Camelo ; 1
me*. Pobre.
Maria Valentina, parda, solteira ; 50 annos. Po-
bre..
Virginia, branca,filha de Felisbino de Carvalho Ra-
ptso'; 2 anuos.
Dr. Lniz de Franca Muniz Tavares, branca, casado ;
nao*. lenggjajj
Pesio, tranco, lilha de Manoel da Silva Idilio ; 18
mexei.
Boaventura Josc do Prado, braoco, solleiro ; 22 an-
nos. Pobre. | ,
O prioste, Leonardo Joao Grego.
toiiiKfrow:\ji\.
Foi-se o caduco anno de 1854, e com elle ludo
correa veloz como o ra despedido por urna nuvem
carregalade eleclrcidade.O horisonle do novo e ve-
Ilio mundo que se moslrava 'radiante, jucundo de
todo eclipso'i-se : c commercio feneceu, as arles
morrerammiimenlaneamer.le de sea esplendor, as
sciercias abslr.clas como que estancaran) da preci-
pitada carreir que prosegiiiam filhas desle seculo
espa-tteso; e para que mais oh dor Cantar a,
nenias, as elegas mortuorias dese hebdomalico an-
no, quando oalroi j.i o fizeran cm prosa,e verso??!!
ele. ele. etc.
O qae tai desse anno desvenluroso quo s nos le-
gn lagrima, saugue em lio grande esralla ? O
eu fuliginoso mostrador como- que marcou urna
nova era, a era do seclo da civlisarifo prspeitera
aos niales qeje Ihe succederam. Fo o passo que
deu o espirito agigantadodo mus, para matar a van-
da do progresso intelleclual. Foi a ambicio do
> que Lirclomleii dcsmunltr as muas sociae
lilalivas ila* nnees civilisadas, para as preclpi-
taf no vrtice da ondulares hellicosa ; frurto nni-
co do egosmo social, mas oh ventura J nlo hi-
para nuvir-se as palavras de Dos guardadas no vol-
ver dt-s scalos. Elle o disse, lude camprir-se.
lie rhcjaea o lempo de elevarse o fraco. e abai-
zar-se o posWroso I leo escreve direito por linhas
loria.
A gaerra Oriental o demonstra com evidencia,sen-
do nos olhoa de malos a mais injusta de todas as
guerras, resaltando aos olhos de todos, qae o direito
senipre o lem o mais fraco, vista que lgicamente
se deduz, que qnando o fraco aceita medir suas ar-
ma com o poderoso, Ihe resta perder o pundo-
nor, esclito nico da sua existencia.
Ka antes de entrar pelas coosaida minhai bana-
nas, quii, visto ler a imigioacao prtnks de que Icio
no seu bello Diario, estender meus vos ca-
ros e contemplar por um pouco a guerra Oriental,
nao me relringindo a materias esteris que s inle-
ressam a localidades : mostrando ser nao Cosiaco do
Don, como o seo correspondente da Parahiba, mas
que tambm gusto do Leopardo*, -los Gallos, e nada
das vistas aquilinas da Aguia que j pardem por
aquilinas.
Ja a roinha romhuda penna ia tomando oulra di-
recto, quando me veio a lembranra de que este
nno ainda alo linha assumido a imprensa, e, me
corra o santo dever de saudar o senhor 1855, que Ja
vai com urnas peinas bem compridas, o que o roeu
amigo agradera aos membros da nossa lllm.,que
me quizeram dar, o que oulros prometieran ao seo
jocoso Velho Aldelo que at hoje nao bolou a cabe-
ra de fra, mas, cotadns Qao miseros* lo al-
guns ? !! Que personagens que sao o Illms. !
Lina Illma. que come e bebe senhoria, ter entes que
Ihes degrada a existencia, o bofe, os intestinos ? !
Vamos ao promettido.
Eu tesaud, novo anno de 1855! Que nos
visilas-te esperanzoso, que no promettes-te nm
eterno sorriso de flores.uraa vida prolongada de pra-
zeres, eu te saudo, novo anno E, das do-
re que lens de brotar, da odorfera fragrancia que
nos promet(es-(c, que lens de espargir sobre a
humanidade, aparta um punhado de p secco, e
lauca nesse anno mesquinho para o fazeres esqueci-
do da pobre humanidade. /'rosegue como at ago-
ra : tilo desmintas a era que va marcar a verda-
deira poca, que os posteriores escolheram com es-
panta, porque o progresso que le cora deve ter a-
doradores tas geracss filiaras. .
A guerra qae alTIigc lodos os coraces logo lera
seu termo. Os rios de sangue que correm nessa Eu-
ropa civilsadora, mas algitada pelo genio do mo,
ser o esmalte que ter de marcar a paz qae todos
anhelam, c a nova era do bem que lodos desejam
gozar.
Mas, oh dor ? Quando o meu peosamento cor-
ra mais veloz qae o raio, bemdizendo as suavida-
des com que tem de nos acariciar o novo anno de
1855, ama voz melodiosa, doce, suave, e mais que
tudo encantadora, acompanliada ao som de um
plectro dedilhado por essa Lad\ da fonnosura, veio
repartir com os agudos sons do seu piano, o meu
corarlo c logo urna abslrarrao mental se apoderou de
minha alma, parecendoser um sonho aquella armo-
na, que s nao fara adormecer corares gelados pela
tnorte. E... essa armona...? Essa... voz... que
me veio arrebatar..* Que me fez cahir a penna da
mo sem en asentir...!! SeriaOrpheu adormecen-
do ao som de sua lyra..divina..armoniosa., sua cha-
ra Eurvdice?!! Oh! sonho da vida... nao foi a
realidade. Elles fertram minha alma, e extasiaran)
minha penna... Oh enlevo d'alma,snblimidade do
espirita Que ama cadeia (ambem formada, nao
he morada suflicienle para tu gozares: tu voas quan-
do le apraz, e s vais encontrar prazer onde repoo-
sa a imagen) qae reflecte a la dor f Sm, urna
escaldada imaginarlo afosada pelas flexiveis cadeias
do amor enleva alma ao mundo ideal das paiides
humanas, e sem elle tudo emurchesse, como a
dor qae plantada sobre rido e escarpado rochedo,
he a cada instante ludibriada pela rajada que pas-
sando sobre elh> a escarnece; a.sim a felicidade une
os corares que se amam ; zombando como a florz-
nha da tapida bafagem que sibila da montanha :
Mas para.que oh espirito!! tu vaguea nessas regies
aerias ; e sem sentires o peso do leu dever le preci-
pitas das ondularoes frvidas que de ti zombam, e
escarnecem ? Nao te esqueras da sublime mxi-
ma. O universo natural e conereto he obra'de Dos,
o mundo abstracto crearlo dos homens e origem
dos scus maiores erro. Procura a vereda que te
cunduz ao templo das musas, e esquece-le dos im-
pulsos eflervescenle d'alma que as vezes malam a
mesma alma. Ah meu charo amigo Veja por-
que mundo j nao divaguei, me sendo vedado con-
tera minha imaginadlo que como infrene conlem-
plou amores, saudou o an'no venturoso que nos
acompaahou e evoac,oa ao templo de Minerva ; mas
oh falalidade !! Os seus umhracs fecharam-se
para mitn e o limiar do templo me foi vedado.
Continuare! ainda a soltar minha escandecida re-
llexao, caminhaiido sem tino por essas alamedas que
embriagan) a alma por entre as fragancias de urna
bella |Muageta,querrifoda pelo dore ealerno.fan-
latia-o espirito, acabrunha os vos icarosdo mortal
qoe deseja contemplar o maravilhoso da nalurezal
X)h nlo Foi em urna dessas paisagens, meu
charo amigo, 15o multiplicada* cm nosso turnio que
eu ha dias colunia viagem queenprehendi; conlcm-
plei a belleza vegetal sabida das maos de Deos.Tanlo
encanto euconlrci no quadro que e desabrochava a
meus olhos, que al desej*i ser urna plantasinha que
nasce sempre liurrfada pelo doce zephiro em que
ludo he mimo, onde est esculpido o variado pincel
da natureza, de cujas mos ella sa'hira, zombando do
balito pestfero do mortal, que Ihe pretende roubar
a sua fragrancia. All cucoslado a urna arvore que
fora testemunha de immensos annos pelo eu tronco
que moslrava sua avancada idade, comecei recosta-
do sobre ella a contemplar tudoaquelle paine! debu-
chado de variegadas cores,que me cahia debaixo dos
olhos, e logo urna sbita idea se apoderou de minha
alma como me parecendoser um sonho criminoso,
oeu demorar-me por mais lempo naqueila contempla-
do mjsleriosa. Em ludo s divisava a mito de Dos
como o creador de lauta belleza, e nesta contem-
plarlo sublime, he que eu desejava o impio com os
seus sophismas, o alheo com as suas arguraentares
falsas, par? confundi-los com a mais facilima objec-
lo, mostrando-lites que s o dedo de Dos sera ca-
paz de desabrochar naquelle quadro tanta nalural-
dade. All urna fasca de puro sentimentalismo se-
ria o fruclo de minhas ideas naquelle coradlo in-
quieto pela verdade e ootro nlo seria descobcrlo a
seus olhos como o creador da natureza.
Perde-me, se nlo enlrei anda na pirle noticio-
sa que devera, porque a inspirado vencendo em
mim a forca que me amata ao dever, este cede aos
impulsos d'alma, e aquella zomha da fraqueza hit.
mana ; porm, como j vou mulo estirado, he con-
veniente que principie com a nossa Illma. cmara,
que zomba ainda das censuras que Ihe Itei relio, me
reslringindo adizcrlhe que nlo perca lempo cm ser
cumpridra dos seus deveres, altinja com o dever
quejlem de fazer reapeilaveis os seus actos, olhe pa-
ra csse fiscal porcalhlo a venta delle, meu amigo,
parece se com o bico da curica), c, faca com que
ello cumpra os seus deveres : miseria, c o fiscal de
Bananeiras sao synonimosa drelas.
A polica nao vai ni, alientos esforcos do de-
legado, o Sr. Cunha, que escudado da forca moral
de quo dispe, pode milito bem salvar llaiianei-
ras, que at agora lem servido de asylo de crimi-
nosos.
O nosso juiz municipal vai proseguindo com bas-
tante inleireza e imparcialidade, (caraclerislicos
qne Ihes slo proprios ) conservndose na vanguar-
da da rcpressAo do crime. J hoje se sent mais in-
culido na populacao o respeito as autoridades, e al-
gum receo na lenda horrivel dos crime?.
O actual presidenta, o Sr. Paes Barreta, ha ob-
tdo un triumpho glorioso de sua esclarecida e im-
parcial adminislrajlo, e a S. Exc. devemos a segu-
ranca individual e de propriedade, que gozamos no
centro da provincia.
Muilo breve (eremos o corpo legislativo provincial
reunido, e he- para elle qne chamamos a alinelo ,1a
educarlo do bello sexo femenino. He comgran-
de pesar que vemos a indifTerenra com que elle he
tratado pelo corpo legislativo, nlo se desenvolvendo '
no seio de urna a-sscmbla. onde se acham as pree-
minencias da provincia.nenhum zelo, que, como de- !
fenia Restan!, he elle um cosejo vehemente do bem
publico e particular, cncerra em si a prudencia, a
abedoria, a recudi para com aquellos que lite sao
confiados a sua educaco, sendo elle fra de ar-
gumento, merecedor de melhor sorte.
Ninguem ignora que, a-sim como o horneo) nc-
cessila de cnllivaras scencias para ulil einprego e
esclito da. vida ; ellas principalmente precisan) de
se illustrar para nao naufragaren) nesse mar pro-
cellosoda vida, que as submerge a cada lisiante.
Decidam que as ledras ejam adistraeao dos males,
e logo seguir o cxplcndor nacional e dcsempetiho
de urna das obrigates essanciaes do direlo da ma-
geslatle.
O catado necessla de litterados para explendor da
na{3o conquista das scencias, e como consegui-lo
sem. inspirar no bello sexo Vsse amor pelas sciericias,
lio sublime quaoto ulil sociedade ? '.
Quem seniio ellas, necessilam dessa inslruc(;3o pa-
ra inspira-la ao homem, anda quando lenro e (le
xivel f !
Quem lenae ellas, necessilam desse amor pelas
scioneias para inspira-lo nos eoracoM, que a do-
bram aown prmeiro acenoT I !
He a nossos olhos sensivel o estado de ignaranria
desse amado sexo, e a nossa assembla provincial
compre prover, villas da calhegoria da nossa, de
aulas de primara inslruccao, resoluclo que agrada-
ra sensivclmenle aquellos pas, qoe vem, como
um sanio dever, a instrucrao de suas filhas.
Agora me cabe trocar ditas palavras com tfnohre
collega, o Sr.Comela d'Arcia,visto que sua luminosa
cauda, descreyendo ellpses, veio de perlo ageredir-
me, sendo urna dessas azgressdes, que o lempo fcil-
mente perda,me reslringindo smenle emdizer-lhe,
; que sua luz foi dubia e frooxa para cantar a preteryji-
daFauslada. Sua senhoria, excelleiicia,p,itarndade,
ou reverendissma, quiz, se desviando de sua r-
bita, romo inmenso habitador dos espacos aerios,
deixai ap ai um listlo gneo, que visivelmenle se
lo esta li-i-enda : Le monde recompense pfitx roucenl
les apparenresdu mrile, que le mrite neme. Pois
bem, isso acontece squelles que quimam seu in-
senso rom Motea falsos de barro. O collega queira
dispensar o iipso de minha penna: Abon enlendeur
Une (aut qu'une parole. Chacun cherche ton
avantagem.
Fado algum Ihuggal nlo lenho para noliciar-lhe
desla vez, e nem desejo le-lo, porque isso importa-
ra um crime de lesa-humanidade.
Ha pouco foi roubada a rasa do negociante Boa-
Ventura da Silva Barbosa, c al hoje a senhora I),
polica nao drpeobrio eiles csperlalhes, que leva-
ram perlo de2005 em fatenda, sem passarem lellra,
nem ajustarem com o dono o lempo do paga-
mento.
No da II de fevereiro bou ve elcicao para juize
de paz na nova freguezia d Araruna, e lodos se sen-
tem de sahirem eleilos, um deltas, dzemque moe-
deiro falsoo oulro roeslre de campo de cavados.
Appareceram em campo muitos partidos, todos
lula) am debaixo de suas bandeirns, excepto a oppo-
siclo radical, que conseta de sua derrota pelos ba-
lalhes e esquadres, que para la marcharan), ce-
der o campo elriiiir.il aos (iuaribas, Sebllns, ecos,
Juslino, Munizes, Jucaes e Belmonles. para a
esmo com as espadas as maos militaren) ferrosa-
mente pela santa causa da palria.
Fo presidir a mesa eleitoral o prmeiro juiz de
paz volado, Antonio Bezerra Carneirorla Cunha
Jnior, moco hbil e intelligcnle, que com grande
destreza moral soube acalmar os espiritas partida-
rios e evitar o chofre elctrico, que se suppnnha
appareccr nos Ararunenses.
F.u os encoinmendu de bom grado ao Muniz ( que
dizem saber onde lem as ventas | urna chronica em
verso, cantando om poema heroico, o campo eleito-
ral da batalha, como lembro-lhe qoe ehsmc o Xic
paraacolylo, que disse-n e ha pouco estar habilitado
para correspondente de Araruna. A ultima vez que
o vi, disse-me elle cousas exlraordinaiias, que nin-
guem deixara de acreditar, ltenla a seriedade do
acolyto, oo cyrneo doMuniz. Os Sebiles, disse-
me elle, fizeram urna bolsa parar supprircm o povo
de papaucaduranle a eleclo, e a cifra dessa subs-
cripcio nlo exceden a 230 rs. Os Guaribas
(ambem ( conlnuou elle ) liveratn graudcs despezs
de sua parle, malaram umi cabra ( bicho ) que pode
cuslar ao mulo 1;j600, e loda essa provino foi offe-
recda ao povo em troco de sua santa liberdade! !
E, se eu quizesse retarir-llie tudo quamo elle con-
lou-me nessa occasilo, seria iiopportuuo.talvez fos-
se necessario um supplemenlo, c basta que este sup.
plemenlo lite seja apresenlado pelo Muniz, que di-
zem ter sua vea de pola.
A almosphera nesles ltimos das lem-se apresen-
Dilo sobre ditaa 90 d|v. 27 3|i.
Asncar branco 4." sorte28250 por arrob*.
Assurar somenoKI1A0 e BJaWO idem.
Dito escolhidoliHX) dem.
Al.FAISDEGA.
Rcndimenlodo da 1 a8. .... 115:435U!9
dem do da 9........13:9433505
3
129:3793424
Oetcarregam hoje 10 de maio.
Barca porluguezaf.rairf.iodiversos gneros.
Briaue inglezRarrl.ilbacal bao.
CONSULADO GBRAL.
Reuimento do dia I a 8. .
dem do dia 9.......
5:0771359
807S896
S:885>235
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndmenlo do dia 1 a 8.....
dem do dia 9........
759*660
630837
82:|.:'i!IT
arrematados em hasta publica na forma do art. 274
lodoentarruscada, e copiosas chuyas, sem cessar,nos ,do tnesmo regulaniento, sem que em lempo algum
lem sido prodigalisadas pelo nossu Dos de bon-
dade.
Os seeros alimenticios na feir Icm-se conserva-
do por diminuto preco. A familia ai; o alqueirc,
o mlhoa23, o feijlo a 16?. Tudo nos tnduz a crer
que temos um anuo venturoso, rbeio de esperaneas,
prodigalisando e prodigalisador jassim continu elle
a encher as nossas ambices de clcalos, para felici-
dade de nos lodos.
Ja vou muilo estirado, por isso terminemos aqu,
|he desejandu mais nutra commendinha, que a que
Ihe deram nlo he sullicietile, alenlo o seu esmero
em servir o estado, sempre de.bom goslo e com l>om
exlo. Saude e patacos Ihe de,-ojo. ,
liananeiras 19 do abril. -----
se possa reclamar contra o clfeilo desla venda.
Armazem n.7.
Marca W essgnal particular n. 2090, nm embru-
Iho viudo no briguc dinamarquez Lu fe, em I- de
marco de 1853 ; a B. Praecer & C.
.Marca II. u. 180, umacaxiiiha, viuda no hrigne
franrez S. Michel, em 3 de marro de 1853; a J. I.
I.nyolla.
Marea JKC'n. 366 1|2, urna raixinha, viuda no
brigue dinamarquez Luise, em 7 de marco de 1853 ;
a J. kelier f\ C.
Sem marca S, n., um piano, vindo no patacho
Amargoso, em 26 de abril de 185?1; a urdem.
Altaudega de Pernambiico 3 de .njajj} de 1855.7L
O inspector, fenlo Jos Fernandci narros.
PIBLICACOLS A PEDIDO.
Junto o tmulo de meu migo Manoel Alexa.idr
no da Silva Cira'o, tudenle do prmeiro anno da
Faculdade de Direito, fallecido no dia 8 do cor-
rente.
i 11 tnitts .
Ah '. null'allro chepranto al mondo dura '.
Petrarca.
Eu o vi... quem cre-lo-hia !... lio clicio de vida
lia poucoalegre com o ptaaado, lisongeado no pre-
sente, esperanroso do porvirque o fagava em risos!
Hoje !
Cadver... pasto de vermes !
Quem ere-lo lili !
Que do amigo leal, olillio lerno e amoroso, o es-
tudanle pplcado, bom, Ihano, sincero?
Cadver... pasta de vermes !
Que daquelle, que devolado s suas mais charas
afleices, modesta em sen porte, bello em seu ca-
rcter, jovial o urbano em suas mineiras, delicado
em sua familiaridade, expansivo e empre aflavel,
conqai.lava as sympalhias de quem o communi-
cava ?
Cadver... pasto de vermes!
Os amigos o circumdam; as lagrimas o aspergen) ;
os labial murmuran) seu nome, e dizem todos :
Morreu !
Aconlemplaclno fita, a piedade ora por elle, a
ternura o carpe, mas lodas repelem :
Cadver... pasta de vermes!
E este he o homem !...
O nascer e o morrer se tocam, que
da vida. A vida e a morle se amam,
do SENHOR.
O presento da-nos DOS, o faluro cerra-o
mjslerio, c quaula vez em o nada !
Para ti, amigo, este ullimopara li o nada.
Qoem cre-lo-hia !
Ah no mundo sduram as lagrimas!. ,
sao exiremos
que slo filhas
Adeos, amigo, frue o calardlo do justa ante a face
do Supremo. Mas, acredita, da cierna mansan le-
ras sempre no coraelo do amigo, que (e prezeit.
como eras digno, urna palavraSaudade!
Descanca na paz'do co.
Recife 8 de maio de 1855.
<;. A. Sonto.
NENIA
Recitada sobre o tmulo do meu col-
lega Manoel Alex.indino da Silva
Girao'
/ mus weep, bul these lears are cruel.
ShakspearMacbellt.
A morle cruenta mais risos desmida.
Dos campos da vida reitaudo urna flor,
E lindas esp'ranras alloga no abvsmo,
No abvsmo insondavel, profundo da dr !
Ai quantos sorriso que esmaltan) de longe
Sondado, qucrM, doirado porvir,
A morle com as za negrentas cobrndo
Aos homens que o sonham l veio extinguir !
Ai I quanlas ventaraspreludios da vida
Da morle ao aspecto se iiiiiicliam assim .'
Ai! quanlas delicias que da-nos o mundo
No p do sepulcro se arrojan) por fim .'
Collegas, o/ue vejo ?... que vemos, amigos ?.'..
Ai. vemos.., he triste !... nao fosse real !...
Um nosso collega, que a morle rouhou-nos,
Qual rosa que aos venios cabio do rosal !
Sorro-lhe a verdura, mancebo afanoso
Caminho das lellias contante maredou
Em busca de um louru, que ao longe Ido arena
Que ao longe... debalde, que l nao rhcgoii.
Bem como o viandante perdida nos plagas
Dessa. A frica ardciitcnos seus an-iacs,
Que morre avistando de longe o oatia,
Ao bafo tcrrvel dos ventos falae.
Morreu mas o premio dos justas a palma
L colhe entre riso nos campos do co,
Embora os seus restos que a morle resfria
Vejamos guardados por um mauzoleo !
A morle cruenta mais riso desfolda
Dos campos da vida ceifando ama flor,
E lindas esp'rancas alloga no abvsmo.
No abysmo insondavel, profundo da dr !
P. de Calasans.
COMMERCIO.
PRAGA DOiRECIFE 9 DE MAIO AS 3
HORAS DATAltliK.
Coiaof.es otciaes.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 27 M d.
Exportacao'.
Maranhao, escuna brasileira nl-'loraa, de 115 to-
neladas, oon.luy.io o seguate : 32 chapas e 1 bar-
ril com 100 arrobas de ferro, 3raixas com 132 espin-
gardas sorlidas, 2 ditas fazendas, 21) cisos champa-
ne, 1 caia dragas, 8 pipas rom 1,473 medidas de
agurdenle, 195 saceos com 1-75 arrobas de caf pi-
lado, 220 ditas com 821 arrobas c 27 libras de dita
rom casca, 1.50 barril com 1,0!)9 arrobas de assucar,
90 fardos com 002 arrobas de fumo em folha, I cai-
'lo com 476 libras de doce, 3 pacotas com 150 cai-
xas de c.liaru'os. 1 dita 7 pares de buxas de ferro
para eixo de cirro, 1 haln'i roupa do uso, 6 caixoes
com 3.13 caixas de charutos, 50 garrafes espirita,
10 hilas oleo de ricino.
RECEBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMRUCO.
Itendimenlo do'dia 1 a 8.....&85I9863
dem do dia 9........ obfio28
7:5179891
CONSULADO PROVINCIAL.
Repdimentododa 1 a 8..... 8:291-3669
dem do dia 9........ 891 $8118
9:183*477
MOVIMENTO DO PORTO.
Vinos entrados no dia 9.
Valparaizo87 das, barca ingleza iriunio, de :i(.l
toneladas, capillo (iiiale, equipazem 15, carga
enano ; ao capillo. Veio refrescar c seguio para
Cork.
Talchu-ano58 las, barca americana Monlgo-
mery, de 2i" toneladas, capillo Cleffnrd, equi-
pazem 14, carita a/.eile ; ao capitn. Veio a esta
porto por ter sofirido alara, seu deslino he para
New-lledford.
A'aTSo sahido no me Rio de JaneiroBrizne brasileiro Elvira, capillo
Joaquim Pinto de Oliveira e Silva, rarsa assucar
e mais genero. Paowgeiros, Jlo Barbosa Men-
des Machado, Digo Baptista l-ernandes, 1). Felici-
dade Perpetua de Vasconoellos, i filha, I sohri-
nho, Cuilhermina Nunes de Caslro, Antonio l'er-
nandes Corredora, e 5 esr.ravos a cntrecar.
EDITAES.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
queexislem no armazem da mesma os volumes
abati descrplos alem do lempo marcado pelo re-
gulamenlo, e pelo presente slo avisados os respecti-
vos donos c consignatarios para os despachar un pra-
zo de 30 das contados desla dala, findoo qual serlo
A cmara municipal desla Aladc. de confor-
midade com o arl. 15 daHe provincial n. 129 ue 2
de maio de 18ii, faz publico, que cm data de 2 do
correnle, propozera ao Exm. Sr. presidenta a utilida-
deda desapropriacao do sobrado arruinado de dous
andares, silo na entrada da ruado l.ivramento, pelo
lado do norte, pertenecido ao cidadlo Barnardo An-
tonio de Miranda, e outros lierdeiros de finado Joa-
quim Jos de Miranda, afim de que, verificada por
S. Exc. a ullidade pioposta, possa a cantara tratar
da desapropriaclo do predio nos termos da le cita-
da, alargando assim aquella entrada.
Pago da cmara municipal du Recife 7 de maio de
1855.Uuro de Capibaribe. presidenta. No im-
pedimento do secretario, Manoel Ferreira Ac-
cioli.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
aial, em cumprimenlo da ordem do Exm.Sr. presi-
dente da provincia de 5 do correnle, manda fazez
publico, que nos das 29, 30 e 31 do niesmo mez,
ao meiu dia perante a junta da fazeuda da mesma
thesouraria se hade arrematar a quem mais der, os
impostas abaixo declaradus.
Taxa das barrenas das estradas e ponles seguinles:
Ciquia. por anuo........7:Mtt|000
Magdalena, por auno. ....... 4:7Mte000
Molocolomb, por anno ... OOOnOOtt
Cachang.por anno.......2:3009000
Jaboallo, por anno.......5:WKfeOOO
Ponte dos Carvaldos, por anno. 1:3105000
I'aciruna. por auno....... MOfOOO
llujary, por anno........ 5OIK50IIO
Vinle por cento sobre o consumo da ,-iguardcute
no municipio do Recife, por anno 12:5l0pO0O.
As aneiiialarnes serlo feilas por lempo de 3 an-
nos, a contar do 1. de julho docorreute auno, ao fim
de juihn de 1858.
As pessoas que se prupozerem i eslas arremata-
rnos rompareram na sala das sesses da mesma junta
nos dias cima indicados, com seus fiadores compe-
tentemente habilitados.
E para constar se mandou alsar o presenta e pu-
blicar pelo Diario,
Secretara da thesouraria provincial de Pcmam-
buco 7 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annnciarao.
Pela inspectora da alfandega efaz publico que
no dia 11 do correnle depois do meia dia e blo de
arrematar cm hasta publica a porta da mesma re-
partilo 100 caixas com 800 ceblas cada ama, viu-
das de Lisboa pela barca portugueza GratUq, e
abandonas aos (Uredos por Tdomaz de Aquino l-"on-
scra & I' illia, sendo a arrematan)' livre de direilos
ao arrematante. Alfandega de Pernambuco 9 de
maio de 1855.O inspector fenla Jos Fernandes
Barroi.
O lllm. Sr, inspector da thesouraria provincial
em 1 imprmenlo da ordem do Exm. Sr. .presidente
da provincia de 7 do correnle, manda fazer publico
que nos tas 1, O c 6 de jiinho prximo vindour vai
a prarja para ser arrematado a quem niaior preco of-
ferecer, um sitio na estrada de Belem. com cas'a doj
pe Ira e cal e copiar na lenlo,e no fundo da casa um
grande telheiro coberlode lelhas sobre pilares, com
bastantes fucteiras diderenles, baixs para capim. um
viveiro para peixe, duas c..cimbas, cercado cm parle
com cerca de Minio, c portao de madeira, avaliadn
em 3:3759000 rs., o qual foi adjudicado a fazeuda
provincial porexecurlocoutra oex-lhesourciro Jlo
Manoel Mendes da Cunha c Azevedo o oulros, pelo
alcance da mesma thesouraria.
E para constar se mandoa afiixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 9 de mato de 1855.I) secretario,
Antonio F. S Innundaro.
Nos dias II, 14*16 do correnle estarlo em
praca no paco da cmara municipal desla ridaita as
obras indispensaveis para nielhoramenlo da eslr'ada
denominada Corredor da Vanea, oreadas em 1859
rs., bem Como os reparos da casaji. 7, perlenrenlc
ao patrimonio municipal, sita na ra Florentina,
oreados em 693-3030. Os prelendenles devem apre-
senlar (janea idnea, pudendo comparecer no pa^o
da mema cmara nos dias uleis para cousiillarem os
respectivos orcamenlos. Paco da cmara municipal
do Recife em sesslo de 9 de "maio de 1855. llardo
ilr Capibaribe, presidenta,No impedimento do se-
cretario, oolllcal maior Manoel Ferreira Aa-ioli.
300 ; panno prelo para polainas, covados 20 ; bo-
le brancos de osso, grozas 15 ; sapalo, pares .50 ;
mantas de lia ou algodlo, 50 ; esleirs. 50.
Esrola de primeiras leilras do mesmo batalha.
Papel almaco, resmas 6 ; pennas de ganro, 400 ;
caivetes para aparar pennas, 2 ; tinta prela, garra-
fas 6 ; lapis. duzias 6 ; areia prela, libras 6 ; carias
de a, b, c, 20 ; laboadas, 20 ; cxcmplares degram-
malira nnrlugucza por Monta, ultima ediccao, 6 ;
compendios de arithmelca por Avila, 3 ; pautas, 6 ;
traslados lilhosraphados, 20.
(.apolla da fortale/a do llrum.
Troca do sino da mesma capella por oulro.
Conselho de adminislracln do patrimonio dos or-
phlos.
Gravar em um sinele as armas imperiacs e le-
genda.
Provimcnlo dos rmanos do arsenal de guerra.
Expedienta.
Pennas de zanco, 800.
Ollicinas de guara elasse.
Areia de moldar, alqueires 2 ; leno-ies linos de co-
bre, 10 ; caixas rom vidros 4 ; chumbo em barra,
arrobas 8 ; zinco cm dita, ditas 2.
Quinta classo.
Sola curtida, meios 200.
Qqem qtiiicr vender estas objectas aprsenle as
suas propostas em caria fechada na secretaria do
conselho as 10 doras do dia 12 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativa para forne-
cimenln do ar enal de guerra 5 de maio de 1855.
Jos dellrio Inglez. coronel presidenta. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
ria.
Pela subdelezacia da freguezia da Boa-Visla
se faz publico, que foram recolhidos a cadeia a parda
Maria, que diz ser escrava de Francisco Joaquim da
Silva, morador no lugar do Bom Successo, junio ao
l.imoeiro, e o prelo l.uiz. que diz ser escravo de
Francisco Ferreira da Costa, morador no l.imoeiro,
por andarem fgidos : seus senbores apresenlem
seus Ututos nesta subdelezacia. Subdelegacia da fre-
guezia da Boa-Vista 7 de maio de 1855.O subde-
lezado supplenle cm exercicio, A. /". Marlins M-
eiro.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Visla se
faz publico, que foram apprchendidns um boi manso
de carreen, duas vaccas, dous bezerros. tres caval-
lo, sendo umeastanbo e dous rucos, dous sellins c
dous freos em 111,10 estado, os qnaes objectos c ani-
maos suppe se baverem sido furtados : se alguem
se julgar com direito 1 elles, rnmtiarcca nesta sub-
delegacia. Subdelegacia na freguezia da Boa-Visla
7 de maio de 1855.O subdelegado supplenle em
exercicio, A. f. Marlins lt'be:ro.
Pela capitana do porto se fa/. publico para co-
ndecimenlo dos inleressados, que o arl. (i.5 do reau-
laroenlo das capitanas foi por decreto n. 1582 de 2
de abril do corrente auno, substituido pelas dispusi-
eses seguintes:
lodos os cattales e carpinleiros de rmbarcares,
que eflcclivameiile exercerem cssas prolUscs, serlo
matriculados as capitanas dos portus, e igualados
as oulrasclasses comprebendiilas na mesma matri-
cula em conforniidde do rezolamenlo respectivo que
bailen com o decreto n. 447 de 19 de maio de Ihiti.
Os proprielarios de esialeiros ou ollicinas da cons-
Irucclo naval, nao poderlo admitlj'r em seus estabe-
lecimentos operarios dos sobreditosolcios, que nlo
e-lao matriculados as capitanas.
Secretaria da capitana do porta de Pernambuco
em 9 de maio de 1855.O secretario,
A\e.xpndre Rodrigues dos Anjos.
sas alpaca de cores, meias de algodlo, llore e
muitasoulrosartigosde bom gosto : sexla-feira, 11
do correnle, as^t horas da manhla, no seu'arma-
zem, ra da Cruz do Recife.
AVISOS DIVERSOS.
PUBLlCACiO RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo mez. de Maria, adop-
tado pelos ru-vereiHlissiiuos, padres capu-
iliinhos de X. S. da Penha dejsta cidade,
augmentado eotn a
da Conceirfio, e da
iredallia milagrosa
Conselho : vende-se nicamente na uvra-
fian. (j e 8 da piara da Independencia,
novena da Senhora
noticia histrica da
e de I*. S. do Bom
l.sOOO.
O capillo MarceHno Jos Lopes, Tertu-
liano Ambrozino da Silva Machado, Manoel
Rodrigues da Silva Machado e Ra\mundo
Furtadu de Albuquerque, agradecen) cordeal-
mente a scus collegas e mais pessoas que se
digaaram arompanhar ao ilrigo, o corpo de
seu mu preado primoe amigo Manoel Alexan-
driiio da Silva Cirio, econvida-os assslirem
a missa que se lem de celebrar segunda-feira
as 7 horas da manha, na igreja malriz da Boa-
V isla, pelo descanc.i cierno de sua alma.
Ilerife 9 de maio de |s55.
LOTERA DA CO.NgEICAO- DOS MI-
LITARES.*
Aos .i:0OO.s(Ni0 2:0O0s000 e i :000.s000.
O caulelista Antonio Jos Bodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeitavel publico, que a respectiva
lotera corre impreterivrlmente no da 12docorren(e.
Os seus bilheles c cautelas nao soffrem o descont
de 8 por rento do impotto gcral, no tres prmei-
ro; premios grande, e que arham-se venda na
praca da Independencia n. i, 13, 15 e40,e na ou-
Iras do roslume, pelos preces sbaixo declarado :
tilhele inleiro TtaUO Kecebe por inteiro 5:000
> 2:5002)
1:250
625
> s 500
n 2509
O mesmo cautelisla declara, que emqjianlo aos
seus bilhefes nleiros que slo vendidos em originaes,.
apenas se obriga a pagar os 8 por cento, loga que^e"
Ihe apresenlar o bilhele, indo o possuidor rceebcr
do respectivo Sr. Ibesoureira o premio.
Mein hitdele. 2MS00
Quarlo 15U0
Oilavo 720
Dcimo . 600
\ izetimo .12(
I).
lesla-
Sociedade Dramtica Eraprezaria.
SABBADO 12 DE MAIO UE 1855.
Depois de execular a orcdeslra una bellissima
ouverliira, sob a direcjlo do distinelo e hbil pro-
fessor oSr. Pedro Baptista, tara logara representa-
rlo do insigne e muiloapplaudido drama em lacios,
intitulado
Personagens.
Fre Euzebio.....
I). Itodrigo......
O go>ernador.....
Manuel Pereira Maealhles leudo vista seu no-
me entre o proprielarios. cajos predios liiibam de
ser arremalados perante o juila dos taitas da fazeu-
da no da 9 do correnle, declara qn nao possuerasa
Slgnma na ra da Manzueira, o que porlanln est
persuadido, assim como deve estar o publico de que
bonve engao na inserrao do nome do declarante no
annuncio pelo qual foram convidados lanradore
squelles predios, o snniineianie aproveta'a op-
porluuidade para fazer SCienle a quem interessar pos-
sa, queelle nada deve das dcimas das casas que
possue.
Oirerace-se um rapaz brasileiro que sabe ler,
eserever e ronlar para qualquer caxeiragem ou 011-
Iro emprezo : quem delle precisar annuncie por esta
talha, como lambemo mesmo por si d fiador nesta
praca.
- ~-il,ll;a"se nrna l>oa casa com grande quintal,ca-
cimba de agua de beber, parreiral de u\as. e varios
arvoredos de taiicto. no principio da estrada dos Af-
ilelos, ao pe do Manguind : os prelendenles achi-
rao com quem tratar, no largo da Trempe, sobrado
n. I, que tem taberna por baixo.
O abaixo assignado taz scientc ao respeitavel
publico que esto prevenidos -os Srs. Lcmos Jnior
i P'ira ":1 p:'s;,r "m* or(|em sacada por
o Sr. Manoel Ooncalves Pereira Lima a favor do Sr.
l.uiz Genilga Fragoso, com pertance ao abaixo as-
sizdado, a qual oi roubada do poder do abano as
signado, as Cinco Ponas, lo rancho de Xixi. e com
ella mais qualio quarlos de bilbetcs da lotera que
lem de correr beneficio da Coneeicao dos Milita-
res, os qnaes quarlos tres vio assiznados por llazilio
Leita de Mello, e um assignado sociedade de Lucas
lolonlia, e mais nm imbele inleiro assignado por
l.uiz Jos Lucas de Mello, assim como tambem foi
urna procurajlo do lenenle-coronel Jlo Danta de
iMDoira. da viha do Pombal, provincia da Parahiba
do .Norte, a .pial cooilUue procurador ao abaixo as-
.iznailo, e na cidade da Victoria aos Srs. Josc Joa-
quim de Mello e Antonio Barbosa Macicl ; e com
estes papis foram furtados 16SO0O cm scdulase mais
papis : qualquer pessoa que descubrir os laes pa-
pis e levar as Cinco Ponas ao abaixo assignado,
sera recompensado com a quanlia de 203000. Reci-
fe 9 de maio de 1855.Luiz Jos Lucas de Mello.
Roga-se encarecidamente aos Srs. moradores
da rasa da ra...... que deila os fundos para a ra
dos I.unciros, lonham a hondadede poupar os ordos
respiratorios dos seus viinhns, deixando de enviar,
envolvidos em pedaeos de impresaos, contra as por-
tas das casas contiguas, (qnaes pairas bombas de Se-
bastopol nina materia najo inllamavol, porm de re-
ceudentc aitmia ; na certeza de que. se nlo dexa-
rem de o azer, lerlo de passar pelo desgOStS de ver
nao so o numero da casa nesle Diario, mas tambem
o mues de Ss. Ss.
Precisa-se do umaanfgqaeeozinhe c compre
pira una rasa de pouca familia, da-se preferencia a
algum,) escrava : a tratar na ra da Cruz n. 7, ter-
ceiro andar.
--^ Na leja do sobrado n. 8 da ra do l.ivramento
existe una carta pura ser enlreznc ao lllm. Sr. ca-
pillo Francisco Manoel Coelho.
-r Quem qnirerser ama de urna pequea familia
ira arompanha-ls tara da provincia, .dirija- erro daBoa^Yi*ta.1jobrailo.da e^quiu dos Ferrei-
Maria Francisca Buarque, vinva e
mcnleira de sen finado marido Theophilo de Souza
Jardim. avisa aoscredores de seu casal, para legali-
sarem suas dividas, que esl procedendoo inventa-
ro pelo juizo municipal da segunda vara ; cscrivo
Baptista.
Roga-sc ao Sr. Jolode .Vouza Rangel, piulor,
o favor de comparecer na ra larga do Rosario
n. 36.
Benedicta Bruno e Jeronvmo .Bruno, subditos
sardos, vao fazer umajviagem ao norte do impe-
rio.
A direcclo provisoria da companhia para o es-
labelccimenlo de urna fabrica de liarlo e tecidos da
alzodlo nesta cidade, temi recebido* pelo paquete
Creat IVestern, os planos e o ornamentas das dif-
ferenles machinas neressarias para o eitabelecimen-
lo da fabrica, e tambem lendo confeccionado os es-
tatales da companhia, convida a lodosos Srs. astig-
nalarios de acees a comparecerem sem alla na casa
do Banco pelas 11 doras da manhla do dia 12 do cor-
rente mez de maio, afim de Ihes ser apresenlado o
Irabalho taita, e obre elle resolverem para o pro-
seguimenlo da empreza.
Precisa-se comprar urna casa terrea que seja
as freguezias de Santo Antonio ou Boa-Vista : di-
rija-se na inspccrlodo algodao a fallar com o mar-
cador da mesma.
_ Madama Tdeard. pela rapidez de sua viagem
nao podedespedir-se de seus amigo e freguezes, aos
qnaes pede descnlpa, offerecendo seu presumo em
Pars onde ella vai demorar-se algnns mezes.
Conlinua-se a dar dindeiro a juros razoaveis,
com penhoresrna ra estrella do Rosario 11. 7, e
vendem-se i sacras boas, paridas, no sitio do Cha-
cn, prximo a Casa Forle.
Precisa se de urna ama qae tenha bom leile,
para criar urna menina : na casa defronte da igreja
do Corpo Santo n. 15.
L'ma pessoa habilitada oll'erece-se para ensiuar
pr-.meiras leilras dir desla cidade: quem pretender
annuncie. ou dirjase a ra da Crjz n. 28, que acha-
ra com quem tratar.
LOTERA de N. S. DA CONCEICAO' dos
MILITARES.
Aos 5:0003000, 2:0009000, 1:0005000.
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira faz
scienle ao respeitavel publico, qne as rodas da refe-
rida lotera hio 'le andar ndubitavclmenle sabbado,
12 do correnle mez. Os seus aforlunadssimos bi-
lheles e cautelas eslo isento do descomo dos oilo
por cenlo no aclo do pagamento sobre os Ires pri-
meiros premios grandes. Achm-se venda as se-
j-uintes tajas : tua da Cadeia do Recife 11. 21 o V> :
praca da Independencia 11. 37 e 39 ; rna do Li-
vramonlo n. 22; ra Nova 11. 4 e 16 ; ra do Quei-
mado n. 39 e 41 ; e ra eslreila do Rosario o. 17.
Bilheles
Meios
Quarlos
Quintas
Oilavos
Decimos
Vmesimos
Adores.
Os Srs. Bezerra.
Costa.
Eduardo.
Malla lobos...... 1
O carcereiro. ......
Manoel........
Jeronvmo, criado. ...ni
Benedicta........\ Sr.
D. Isabel.......
Branca........
Theodora. ......
l'm homem do povo. ..si
Fidalzos, guardas, criados, ele.
A scena passa-se em Portugal.
Os intervallosserlo preenclndes com escolhidas
peras de msica.
Terminar o espectculo com urna graciosa farra.
Principiar as 8 horas.
Sena.
Lisboa.
Pinta.
Sania Rosa.
Mendes.
Monteiro.
I). Luizinha.
Leopoldina
Orsal.
Amalia.
N. N.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE
JANEIRO.
O brigja nacional MARA LL'ZIA, ca-
pillo Manoel Jos Presidio, vai seguir com
brevidudc, tem grande parle do sen carre-
gameulo promplo : para o resta, passageros e es-
cravos;a troto, para os quaes uOrcce as melhores
aocommo taros, Irala-se rom os roiisignalarios An-
tonio de Almctda Gomes &C, na ra do Trapiche
n. 16, segundo andar.
PARA O CE ARA'.
O biale Xovo Olinda, mcslre Cusludio Jos Vian-
da: a tratar cum Tasso Irmlo.
MARANHA'O E PARA'.
Segu em poneos dias o hrigne escuna
LAURA: para carga e passageros, tra-
ta-secom os consignatarios Jos Baptista
da Fonseca Jnior, na ra do Vigario
n. i.
Para a Babia segu impreterivelmenle no dia
II du correnle. a velleira sumaca Ilortcncia,sn re-
rebe rarza miada, a Iralar 110 escriptorio de Do-
miugosAUes Malheus.
LEILOXS.
DECLVRACOES
HANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da
letlras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direcefto, Jotio Ignacio de
Mcdetros Bego.
CONSEI.lKi ADMINISTRATIVO.
<> conselho administrativo em virlude de aulori-
sarao do Exm. presidente da provinaj, lem de com-
prar o soziiiilos objeclos :
Para os recrulis em deposita no segundo balalhio le
intanlariav
Bonetes, .50 ; gravitas, 50 ; algodloiinh, varas,
O ageute Borja em
seu armazem na ra do
Collegio 11. 15. far lei-
lo de nina inlinidade
de objectos dillerentes
que se adiarlo patentes
no mesmo armazem no
dia do leillo: quinla-
feira 10 do crrenle as
_ 10 doras: assim como
lamben) far leillo de um ptimo escravo.
O agenta Oliveira far leillo, por ordem do
respectivo juizo, de lodas asilividas activas por le-
Iras e conlas de livro, da massa de Manoel Pereira
de Carvalho, oriundas da taja de fazendas que leve
na ra da Crespo, ena importancia apprnxim.ida de
R. iO:IX)lr^)00, segundo a respectiva retarlo deltas
em poder do mesmo senle, que se presta a ei-
hibi-la aos prelendenles rom auleeiparao : sabbado,
12 do corrale, ao meo dia em punt, no sen es-
rriplorio, ra da Cadeia do Recife.
,~~ .''or or|leni do capillo John .Mills, o azenlc
Oliveira fara leillo. em presenoa doSr. cnsul de S.
M. 11./ e por cenia e risco de quem porlcncer, de
cerca de 050 saceos de assucar avadado, a bordo da
barca inglesa John Bright, arribada a este porto por
tarca maior na sua rcenle viagem procedente do
Coragacom destino a Londres: quinla-feira, 10 do
correnle, as II horas da manliaa em poni, no ar-
mazem do Aranjo, no caes de Apollo.
O agente Borja fara' leilao de 11 es-
cravo*, sendo 7 de sexo masculino e 4 do
sexo femenino, havendo entre estes nina
niiilalinlia com i anuos di- idade; lodos
estes escravos estao sem achaque algn*,
e seentregarao pelo maior preco <|ue or
oll'erecido, em consecuencia 'do dono
querer retirar-te para lora do imperio:
sexta-feira, 11 docorreute, ao meio dia
em ponto, em seu armazem na ra do
Collegio 11. 13.
- 1-. Sauvaze & C. fario IcilSo, por nlervencao ,e do agona Oliveira, de grande sorlimenlo de fazen- mm"' "" "''-
das, as mais proprias do mercado, a saber : brins de <|ur ?cr''
diversas qualidades, castores de novo padrees, pan-
nos prelo e azul proprios para fardamcnlo, ras-mi-
ras prelas e de cores, bombazinasde cotes, merinos
de rores e de lodos os precos, chales de lis, de se-
da e de algodlo. colleles de seda e de algodlo, sedas
furia-cores, sarjas, selim macao, perfumaras diver-
Joaajplfc Lopes de tarros Cabral Teive.profes
Sir ilc desenlio da imperial academia das Bellas Artes
a corle, fendo chozado a esta provincia, com licen-
ca do aoverno. abri una aula de desenlio e piula-
ra, na ra la Aurora, segundo andar, junta ao Dr.
Agujar, sendo a ada das .1 as 5 da (arde, nos dias
olis.
Da-se pequeas qaanUal a juro, sobre penho-
res de puro e prala, e rebalcm-se ordenados por m-
dico preco : na Boa-Visla, ra dos Coclhos. loja do
sobrado n. 2.
Os hcrilciros fio riizenho Canoa tiraude an-
nuuciam ao respeitavel publico, que lem noticia que
Jos Antonio Pereira de Brilo lencona venderiseu
enaenho S uizinho. c qualquer pessoa que o qnizer
comprar, ailverlcm os mesmos derdeiros, que a de-
marcaelo do engenho Canoa Grande vai junio ao
engenho Sauzinbo, e porlauto fazem esla adverten-
cia para nao haver engao para o falura, eocom-
prailor saber o que compra.
Aluga-se o prmeiro andar do sobrado da ra
do Livramenlo n. 2fi.
OHerece-se urna mulher para casa de homem
solleiro, ou para Iralar de menino : quem preten-
der, dirija-se a ra das Cruzes n. 18.
Na ra do l-.ivramenlo n. :l(, loja de cerp, se
dir quem d dinheiru a premio com penhores de
ouro ou prata, mesmo em peqnenas quanlias. Ia>
Aluga-se una ama pirda, forra, para servico
de casa de homem solleiro, ou de pouca familia : di-
rija-.o ra do Hospicio, casa de Thomaz de Aqui-
no Fonseca.
No dia II do correnle, pelas II horas da
nhla, na sala das audiencias, lem de serem arrema-
tados dous escravo mocos, de servido de armazem de
assucar. a requerimento de I). Maria Carolina de
Brilo Carvalho, como totora de seu filhos menores,
cuja arremalaelo lem de se ellectuar na praca do
juizo de orpdlos.
I)-se IOO5OOO a premio sobre pe'ndores de ou-
ro ou prala : quem quizer, dirija-se rjia do Colle-
gio, sobrado n. 23, que se dir quem he a pessoa que
d o dilo dinheiro.
O abaixo assignado. penhorado pelos dcsvellos
prestados pelo lllm. Sr. r. Jlo Maria Sevc, na sua
terrvel onle lindado de tabre amarclla com vomita
prelo, de que Moni completamente resjahelecido,
vem por este jornal mostrar-se cordealmenle grata
ao ine>mo lllm. Sr. Dr., e oftarccer-lde seos peque-
nos prestimos na villa de tioiannnda, provincia do
Rio Grande do Norte, para onde brevemente parle.
Francisco Ilerculano Barbalho.
AO PUBLICO.
Neeocia-se urna lellra do fallecido cnsul porlu-
guez Joaquim Ilapli.la Marcira da quanlia de R.
50l.i.;-tmo, que corre premio, sacada eir. 8 de mareo
de 18:i a Ires mezes precisos, competentemente
aceita, endossada, o ja aponlada; faz-se todo o ne-
gocio e com adate, vista o Sr, cn*nsul, seu filho, dizer
que nao a pode, (ou nao quer' pagar, com quanto
reconhecesse a legalidade da dita lellra : quem qui-
zer uezociar, compareca na ra Nova n'. 5, segundo
andar, que adi se darlo as explicacSes nrcessarias.
Irmandade do Divino Espirito Santo,
erecta na greja de Nossa Scnbora da
Coneeicao dos Militares:
A mesa rrzedora convida os seus rdaros minos a
reunircm-se no respectivo consistorio dominso, 13
do corrente, pelas 9 doras da manilla, .1 lun de pro-
ceder-se a elcicao da mesa que deve reger no anno
de 185.5 a 1856.
Precisa-se de urna ama para o servico de por-
tas a dentro : Irala-se na ra da Sensata Ve'llia n.9fi.
ISecessitase na ra do Caduz 11. 9, lerreiro
andar, de urna mullier que saiba Iralar de um l-
enle de bexizas; advcrtinJo-4e que he urna crianea
e que he preciso pressa.
Os Srs. credores da massa de Albuquerque V
Companhia-. sao convidados a rempareccrcra na ra
do llrum n. X, sexla-feira, ti do correnle, ao meio
dia, para condecoren! do estado em que se aclia a
liquidarlo da referida massa. e deliderarcm acerca
do dividendo d.i quanlia j liquidada.
Precisa-se aluzar para casa de um dnmem sol-
leiro, um prelo escravo ou forre, que saiba cozi-
nbar ; quem liver para aluzar, 011 quizer prestar-
se a este servico t dirija-se ao bairro de Sanio An-
tonio na ra das Cruzes n. ti, segundo andar.
Eu abaixoassignado declaro-me expressaineu-
le que nao levarei em cunta recibo algum paitado
por meu ex-caixeiro Josc dos Santos Ramos de Oli-
veira,desde o dia 2 do correnle mez, e rtem asares-
ponsabeliso por Irinsacaa alguma taita pelo masmn.
Manoel Rodrigues Costa Magulhacs.
Aojamanhecer do dia 8 do corrente, furlaram
do silio de BMI1 na Soledad?, um ravallo alazlo, de
7 palmos, cabo tarado, com sellim, manta branca,
bride, freio a imlaclo do de prala; por sso roza-
se a qualqner pcs>a que o achar.queira levar ao si-
rua la Cruz 11. 9, armazem do
recompensado com 209000 rs.
5.-51 MI Recebe
2B800 19140 a
1-Kill
720 ))
000 a
;.i2o i)
5:0003000
2:5001060
1:2.501000
l:00Os 625J000
5008000
25(19000
O retande cautelisla he responsavel unicamenle
a pazar os Ires primeiras premios grandes por in-
leiro que obliverem suas cautelas: sobre os seus bi-
lheles nleiros vendidos em originaes se obriga
apena. pagar os oilo por cento da le, tozo que Ihe
for aprsenle n bilhele inleiro, indo o possuidor re-
ceber o premia respectivo que nellc sabir, na ra
do Collegio n. 15, escriptorio do Sr. Ihesourelro
Francisco Antonio de Oliveira. Pernambuco 3 de
mato de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
TRiTAHVTO DA MORPHEA
No dia 21 do iiurco prosmio- ransvtty^ apparcceu
ueste Diario um aiiiuincio publicado pela" Sra. D.-
l'raiicsaBtXavier, arouselliaiidu a pessoa que pa-
itcem doallecre de pelle innrphea' a recorrer ao
Dr. C.asanova. que he quem a> poda oalm, eomo a
hava salvado.
lio verdade que no dia 3 de novembro do anno
p. p., tamos chamados para visitar e tratar a Sra.
I). Francisca, que nos declaroa padecer dest terr-
vel iloenca ha mais de 4 annos, e que Iralando-se
pelo syslema allopalhico, resultado algum linda ob-
ldo. Nos a examinamos e conhecemos realmente
que se achava altanada de clepbanliases dos (.rezos,
feralmente chama-la lepra ou morphea, e j no ler-
ceiro grao, tanto que 1 desengaamos e acnnselha-
mos a nlo entrar em tralamenlo atiento o triste
estado em que se achava. Nlo obstante nossa fran-
ca declararlo, a Sra. I). Francisca inslou para que
a tralassemos, visto estar reselvida a curar-se lio-
meopalhicametilc. Com elfeito, accedendo as suas
rogativas, no mes.10 dia empregamos o medicamen-
to, e com mais algumns dotes conhecemos grandes
melhoras, todava nlo consideramos curada ; po-
rm muilo melhorada de seu estado primitivo.
Em nossa clnica descubrimos um medicamento,
com o qual temos lirado bons resultados as aflec-
roes de pelle, parlicularmenlc na de morpha quan-
do se a. lia no 1. e 2. grao, e sendo a doenea ami-
ga ou hereditaria licain os lenles mais aliviados
dos seus padecimenlos.
Porlaiflo, declaramos ao respeitavel publico, qae
nlo pretendemos com este annuncio inculcar-nos
de curar radicalmente a morpha, porque islo im-
portara o mesmo, que termos descuberto a podra
philosophal.
As pessoas que desejam Iralar-se desla et.fermida-
demurpheae nutras aloocies, podem recorrer ao
consullnrio da ra dasCruz.es n. 28.
Dr. I. B. Casanoc*.
Na prar,a da Independencia n. 22, tecera-se
trausclins, fazem-se pulceiras, anneis, rselas e fir-
mas, ludo de cabello, com muila perfeicao ; como
tambem apromplam-se todos os perlences para ofli-
cacsda guarda nacional e prmeira linha, por pre^o
commodo.
Aluja-se 011 vende-se urna casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Pei\oto, com todas as com-
modidades para lamilia,- coclieira, estri-
ban a, quarlos para eitor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
BALSAMO IIMIOliEMO SYMPV
MUTILADO
OI{erece se um rapaz porluznez para caixeiro
de taberna ou oulro qualquer tabclccimenlo, para
tomar conla por bataneo ou sem elle.para o que lem
bstanle pralica : quem de seu presumo se quizer
utilisar, dirjase a praca da Independencia n. 10,
das 10 as 2 da larde.
*
lavoravelmcnle acoltalo em lodas as provincias
do imperio, e lio geral como devidimenfe apreciado
por suas admiraseis virtudes.
MOLESTIAS CURA VEIS
POR MEIO DESTE PORTENTOSO BALSAMO.
PENDAS DE TODO O GENERO, ainda que
sejam com lacerar/es de carne,e queja eslivessem no
estado de cbagas .brotaras, esponjosas e ptridas.
I.oo depois da applicarlo cessam as dores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, samas, erysipelas, moleslias cutneas oo perpe-
luas. e scirrhos, conhecidos pelo falso nome de figo-
do nos peilos. rdeumatismo, dieleze de lodas as qoa-
lida.les, colla, iiicdacoes e fraqueza lias arliculacoes.
'.>!. I-.IMADI RAS. qu-l.|iior que soja a causa e o
objeclo que as pruduzio.
O MESMO BALSAMO se lem applicado coma
maiui vanlagcm as moleslias ?c:uiiiles: porm ad-
verte-se que s se deve*recorrer a elle em casos ex-
tremos, na falla absoluta ou impossivel de se obler
a assislencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpo.
LOMHRlIiAS, nlo exceptuando a tenia on soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, ainda que
sejam a mais venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilldade de esto-
mago, obstruccao das glndulas ou enlranhas, e ir-
re::ulari.ldfl ou falta da meustruacSo ; c sobretodo,
iill.immacoes Jo ligado e do daro."
AFFECCO'ES do peilo, degeneradas em princi-
pio do pthvsica ele. Vende-se na ra larga do Ro-
sario n. :l(.
mtm M FELTRO.
Acaba de chegar praca da Independencia loja
de chapeos de Joaquim de Oliveira Maia. um varia-
do sorlimenlo de chapeos de fellro, linos, de cores
ainda nao vistas no mercado, c tambem chapeos de
palha aberlns, e ditos de palha brasileira a mita-
elo dos de Manilba, de diversas cres,superlinos cha-
pos de castor blanco e prelo, chapeos fraucezes
de excelleutes formas c supeiior qualidaile, lado por
prero commodo.
Pe.le-se ao Sr. Jos de Mello Cesar e-pro-
curadorda cmara de Olinda, que venha entei.der-
se com os herdeiros do Luiz Roma, pois basta da
rassoadas, brando certa que em quanlo nlo se en-
tender com osmesmns da de sadir este annuncio.
Na ra da Cadeii do Recita n. 3, prmeiro an-
dai, confronte o escriptorio dos Srs. Barroca fi Cas-
lro, despaedam-se natos, qu#r narionaes ou eslran-
L--iras, ruin toda a promplidlo ; bem como tirarc-se
passaporles para fra do imperio, por preros mais
onniinodos do que em oulra qualquer parle, e sem o
menor Irabalho dos pretendenles, que podem tratar
das 8 da manhla as i doras da tarde.
"*m m
p
FN

.-.



4'
Nj
DIARIO DE PERJMMUCBC, QUARTA FEIRA 16 DE MAlO DE 1855.
&B*&m&- @ss

FEBRE AMARELLA. (
AlgaM cas. de FKBRF. AMARKI.I.A
se lem ltimamente manifestado Resta ci-
dade. O Iralamenlo hoiiin'opaUico liem
dirigida Icm mwilrado sua superinridnde
.i anilla medicina. O dorales, poig, que
a liiiimi'opailii quixeresii recorrer, pode-
lo-haofaaer, sendo noecorrldos de preferen-
cia aojadles que nriihum remedio hajam
lomada.
Cnusullorin central hanuropalhieo, ra
deS. Francisco mando aovo 11. 68A.
Dr. Sabino Olegario Lud'gero Pinho.
Nos qmtrocantos daBoa-Visla n. 1, sobrado ,
precisa-se de nina ama que (enlia bom leile, sendo
forra ou mesmo captiva. s
Aluga-sc o terceiro andar e slito da rasa da
ra da Cadeia do Recite n. i ; a tratar uo armazem
da mesiua.
Attenco.
No dia 14 de abril, as 8 horas da noile, desappa-
receu a crioula forra, de nome Mara, com idade de
12 anuos, pouco mais. baixa e secca do corpo, roeia
fula ; levou sapalos de couro de lustre e vestido de
chita biatiou com ramagem miilda, a qual eslava em
casa do abaiio assignado, morador na roa larga do
Rosario n. 16 : roga-se, porlanto, a todas as pessoas
que della tiverem noticia, ou a quem a tiver recolhi-
do, que parliripem ao mesmo abajxo assignado, que
sera recompensado, e se Ihe Reara milito obrigado.
Antonio Claudino Alces Gomes.
Precisa-se alagar ama ama forra ou captiva,
para todo servico de urna casa de pouca familia : na
ra do Sebo n. 8.
Qnem precisar de um caixeiro porluguez para
taberna, do que tem bastante pratira, ou mesmo pa-
ra lomar por bataneo, ou para nutro qualquer nego-
cio, dinja-se ra do Rangel n. 36, que achara o
mesmo para tratar, e dar conbeciniento de sua
pessoa.
O abaiio assignado, leudo mandado um seu
eacravo de nome Antonio, de na cao, com os signaes
eguiotes: ntto meio fula, nana chalo, olhos um
ponco apcrtalws, heicos grossos, pos largos, altara
regular, representa ler 35 unos de idade, pouco
mais ou menos ; levou cajea azul e jaquela de ris-
cado, e chapeo de palha grande ; levar urna carta ao
proprielario do eugcnlio Dous Bracos de Scrinhacni,
o dito escravo fez cnlrega da carta ao mesmo Sr. pro-
prielario, no servico, e esse llie disse que fosse para
o eugenlio que loso elle ira, quando chegou achou
o escravo na estribara, e pouco depois desappare-
ceu, e lendo-se feilo todas as indagaces uau se lem
podido, saber qual o destino que lomou o dilo esera-
vo; isso no dia 20 de abril prximo passado de 18-V:
por isso rosa a qualqner pessoa que o apprehendcr
u delle tenha uolicia, de o lovar no engeulio U liti-
ga, fregueiia de Ipojuca, ao seu senhor, que ser re-
compensado.Joaguim da Silva Costa.
Roga-se o pessoa em poder de quem
se acham as amostras de hicos e trancas
de tetros da loja da ra do Cabuga' n.
1B, que queira ter a bondade de Ibas
mandar levar, visto que Ihe tem t'eito nao
pequea falta.
Offerece-se um moro hratilcirn para caixeiro
de cobranca ou armazem e luja, e di. fiador a sua
conducta : qnem pretender, dirija-se ra da Pal-
ma, a primeira casa da quina.
r Na ra do Senhor Bom Jess, das Crioulas n.<
t, lava-se e engamma-se com toda a perfeicao a 100
re. peca.
Precisa-e de ama pessoa habilitada para en-
sinar pnmeiras leltras, lalim, francez, geographia e
msica, em um engenho 12 leapas distante do Reci-
fe, entendeodo-se para o ajuste com L. de C. Paes
de Aodrade, na alfandega, das 9 as 3.
i- Urna pessoa que em 26 anuos, que foi caixeiro
de casas degrosso trato e retalho, adquerio algum
conhecimento do commercin desla iran, assim como
de escripluracao, propoe-se a fazer por partidas du-
bradas a escripluracao de qualqner casa de relalliu,
ou empregar-sc em alguma casa commercial : n* ra
Nova, loja de fercagens do Sr. SebastiSo Jos da Sil-
va, se dar informado do prelendenlo.
Aluca-se o primeiro andar do sobrado da ra
larca do Kosario, da esquina do boceo do Peixe fri-
to: qoem o pretender dirija ,-i taberna por baixo do
mesmo sobrado, ou em Ulindadefronle da academia
nova.
Antonio Pereira Mendes, nao lendo lempo de
se despedir pessoalroenle de lodos os seus amigos,
. por occasiao de sua viagem para Lisboa uo vapor
D. Mara II, o,faz pelo prsenle e ollorajar. o seu
pequeo presumo nao e iiaquella cidade Imo cm
quaiiuer part' que o destino o pnssa levar.
l'ercisa-se alugar urna ama forra on captiva
para todo servico de casa e ra : na Ipraca da Inde-
pendencia n.31.
Percisa-se de urna ama que tenha bom leile :
no Hospicio, casa terrea com solio junto ao Sr. de-
sembargador Santiago.
Participa-se aos Sis. mestres pedrei-
ros caiadores e mats pessoas particula-
res, que na ra da Cruz do Recii n. G2,
ha um deposito da bem condecida cal
branca de Jaguaribe, -e que se vende
muito em conta, tanto em retalho como
em porc/ies.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Compram-se e recebem-s escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissAo, tanto para a
provincia como para fura della. aderecendo-se para
aso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Acha-se em piara de renda por 3
annosailha doNogueira, sendo a pri-
meira no dia 10 e 18 do crrante, pe-
rante a administraco dos estabelecimcn-
tos de caridade: na ra da Aurora, casa
dos expostos.
Recebem-se escravos para se vender de cora-
missSo por coala dos seus donos, lamo para a pro-
vincia como para fura della ; olferece-sc toda segu-
ranca que for preciso, e se d.i bom tralamenlo : na
ra estrella do Rosario n. 28, segundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A loteria 10 de Nictherov. devia cor-
rer no dia 1 ou 2 do presente, em a casa
da cmara municipal ta mesma cidade de
Nictherov ; ainda acham-se a' venda em
os lugares do costume algum bilhetes
desla loteria : as listas virgo pelo vapor
IMPERADOR* que se espera neste porto
a 18 do corrente: os premios serio pa-
gos logo que se lizer a distribuicao das
mesma s.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segando andar, Paulo Gai-
gnnux, denlisla francez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova c maravillosa com-
posioo lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em poucos lisiantes solidez i-nal a da pedra mais
dara.e prometle restaurar os dentes mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
a-.A!usa"scul"a casa "a rua Boa-Hora, na
cidade de Olinda, com quintal lodo murado, cacimba
de pedra e cal, grande parreiral, c oulros arvoredos
de Troci : a tratar na rua da Mangueira da mesma
cidade, com o Sr. Viegas, ou alrai da malriz da Roa-
Visla n. ,>i.
HOMffiOPATIIIA.
Remedios eflicacfcsimos contra
as bexigas.
f (Gratuitos para os pobres.)
No consultorio central homcropalhico, rua A
de S. Francisco (mundo nove) n. (>HA. m
Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho. S
GOLLECIO PARA MENINOS, EMWAN-
DSBECK, SLBURBIODEHAM-
RGO.
CONSULTORIO DOS POBRES
SO KA STOTA 1 3LPTDAH O.
O lr. P. A. I.obo Mosco/o d consullas homeopathicas lodos os das aos pobres, desde 'J horas da
tnanliaa ate o meio dia, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Ollerece-so icnalineiilc para pralicar qualquer operacfi.i decirurcia. e acudir prninplamenlc a qual-
quer mullmr ipie esteja mal de parlo, e ciijascircuuistancias nio perinillam pagar i.....icdico.
SO CONSULTORIO DO DR. I i. LOBO B0SC0Z0.
50 RUA NOVA SO
VNDESE O SEGUIRTE:
Manual cmplelo de meddicina hnmeoualhica do Dr. (i. II. Jahr, Iraduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo. quatro volumes encadernados em dous. e acoiiipanliado de
um diccionario dos termos de medicina, cirorgia, anatoma, etc., ele...... 'JOiOOO
Eslaohra, a mais importante de lodas as que Iralam doesluifiie praticada homeopalhia, por ser a nica
que ronlrm abase iniidaineiilal d'esla doiilrinaA PATHOIIENSIA OU EKFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OltC.AMSMOEM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nao podem dispensar as iies-
---------, r_......-..,-----....._ pes-
soas que se qnerem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inlcressa a lodos os mdicos que qarMrem
experimentar a .'outrina de liahncmaiiii, e por si mesmes se convenerrem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirose senhores de ensenho que esiao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que ama ou onlra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de sens tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circuaislancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in conlinenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-raecum do homeopalha oa Iradacfao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lamhem ulil as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
me crande, acompanhado do diccionario dos lermos de medicina...... 10*000
0 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardenado. sotMI
Sem verdadeiros e bem ^preparados medicamentos nao se pode dar um passo sp"uro na pratira da
homeopalhia, e o proprielario desle eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possvel e
nineuem duvida boje da grande superioridade dos seus niedicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.............
Boticas de -2\ medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 15*000 rs.
StfKIO
Ditas 36 dilos a
Ditas 48 ditos a
Ditas 60 ditos a
Ditas 144 dlos a
20*000
23|000
309000
605000
I DIMM)
23000
Tubos avulsus.......... ..........
Frascos de meia ou^a de lindura. ..:...........
Dlos de verdadeira lindura a rnica...........>. ,
Na mesma casa ha aempre i venda graude numero de tubos de cry'stai de diversos lamihos
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eneommenda de medicamenloscom loda a brevida-
de e por presos muito commudos.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
i ~/wkw do Disfififo no REPERTORIO DO MEDICO
TIIESOLHO UOMEOPATIIICO EXTRAHIDO DE rjoFFE BOFX-
NINGHASEN E OUTBOS,
c posto em ordem alpliabelica, com a dcscripro
abreviada de lodas as molestias, a indicacao phvsio-
ou m
0 VADE-MECLM DO
^ IIOMEOPATHA. ^
&I Melhodo concibo, claro r seguro dr ru- {&
a. rar homeopticamente todas as molestias *.
W que affligem a especie humana, e parti- 'V)
C cularmenle aquellas que relnam no lira- (A
jj sil, redisido secundo os melhores Irala- Jj.
W dos de homeopalhia, lano europeos como '^l
tAk americanos, e segundo a prupria experi- ^
2 enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero-JJ
^ PiDho. Esla obra he boje reconhecida co- B
um a melhor de lodas que Iralam daappli- /fk.
cacao homeopalhica no curativo das mo- j
dA) leslias. Os curiosos, principalmente, nao 8
32 podem dar um passo seguro sem possui-la e ,jL
^"consu!la-la. Os pais de familias, os senho- IR
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- fjj)
pitaes de navios, serianejoselc. etc., devem T*.
te-la m3o para occorrer promplamenle a V$)
qualqner caso de molestia. //*i
Doos volumes em brochura por 108000 J
ii encadernados 11. Vende-se uuiramenle em .rasa do autor, /^
JP no palacete da rua de S. Francisco (Muu- ^9
ffi do Novo) n. 6X A. SS
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
(odas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias
lumes.....~.......
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica. .* .
Jahr, pliarmaropiM liomeopalliica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas. .
Jahr, molestias da pelle*......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
liarlhmaun, Iralado cmplelo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica humeopalhica. .
De F.nolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdadeda homeopalhia. ,
Diccionario de Mvsten.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coulendo a descrpcao
de todas as parles do corpo hiimano
vedem-se todos es les livros no consulte
mico do Dr. lobo .Moscoso, rua Nov
meiro andar.
chronicas, 4 vo-
. 205000
. 63000
.' "3000
. 63000
. 160000
. 63000
83OOO
I63OOO
IO3OOO
BtfOOO
"3000
69OOO
43000
lOjUOO
303000
copa-
, pri-
DENTISTA.
Paolo (aignoux, dentista francez, eslabele
J cido na rua lama do Rosario n. 36, segundo
8 andar, colloca denles com gengivasartiliciaes,
e dentadura completa, ou parle della, com a
9 pressao do ar. a
9 Rosario n. 3b segundo andar. &
. Aloga-se urna casa terrea 00 de sobrado, em
qualquer das ras que licam enlre o becco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na rua Nova n. 69.
t J. JANE, DENTISTA;
^ continua a residir na rua Nova n. 10, primei-
| ro audar.

i
Oabaixo oatigoado Icm a honra de parlicipar ao
publico, que mudou o sen collcsio ncslcanno.de
llamhurao para Wandibeck, e est agora habilitado
de poder aceitar mais alguna pensionistas. A silua-
cao do logar lio a mais nudavel de Uidus os arrabal-
des de Ilamburgu, e a distancia dessa cidade permu-
te o gozo de lodas as vanlagens das cidades grandes,
assim como ella impossibilila o rom das desvanla-
^ons para meninos. Ao entrar no collegioos meni-
nos u3o devem ler excedido a idade de 10 annos, e
inaior cuidado e zelo se empregar em favor delles
nao sii para o seu bem phvsicn como inlelleclual.'
Elles terao licoes em todas as lincnas modernas, his-
toria, geographia, historia natural, malhemalira,
assim como os principios necessorins para o commer-
cio, ou as linguas antigs, sriencia das anliguida-
dcs, philosophia, etc., como preparas para o estudo
na universidade. As despezas do ensino, sustento e
casa importan) em 1,000 marcos,OO3OOO pouco
mais ou menos. Os pais deverao dar roupa, assim
como pagar msica e ensino de dansa, caso o desc-
e.C. ll'olelrshausen.
Estecollcgio podemos rocommedilar ,1* pessoa* que
queiram dar una educaran exemplar aos seus lillios.
por ser um dos melhores na Allemanlia, c olTercce-
mo-noa a dar lodas as idfoi icfles a quem preci-ar :
na rua da Cruz n. 10.
Ja' cliegaram as segtimtes sement
de ortalices das melhores qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes brancos c encarnados, alface
repolhuda e alemaa, repolho, tomates,
nabo branco e ro\o, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coiia, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
reiha, sel gas, ervilha torta, dita direitae
genoveza, dita de Angola, feijao carra pa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, e um grande'sortment das melho-
res sementes de flores da Europa : na rua
da Cruz n. 2 em casa de Antonio Fran-
cisco Martin.
' AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
(|tie mudou a sua aula para a rua do Ban-
gel n. II, onde continua a receber alum-
nos intemos eexternos desdeja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer uttlisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar 110 segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
LOTERA DE N. S. DA CQNCEICAO' DOS
Slll.ITARfeS.
Aos 5,-OOOfOOO, 2:(K3000 e 1:00 O caulelsta Salusliaiio de Aquino Ierren ,1 lem
exposlo a venda nicamente na rua da tadria do)Re-
cife, loja n. 45, e na prara da Independencia, loja 11.
37 e30, um pequeiie/numcro de lu lides inleiros em
quinos, os quaes mo sollrem o descont de oilo por
rento da lei, nos Ires primeiros premios randes, se
nelles sahirem os Ires premios cima referidos, sc-
rao promplamenle p.?sos por inlciro. loso que se li-
zer a ilislribuicao da lisia geral. na rua do Trapiche
n. 36, sesundo andar. Pernambucn ."> de maio de
1H.V5. O canlelisla, Salustiano de Aquino l-'er-
reira.
Alusa-se|uma boa casa lerrea com sohlo, cou-
lendo 4 salas, 4 quarlos, cozinha fra, quintal cran-
de murado, cacimba prupria, com um recreio no
fundo do quintal, no hairro de S. Jos : quem a pre-
! tender, dirija-se .1 rua do Collegio n. 10, segundo
andar, que achara com quem tratar.
O cautelisla'abaiso assignado, querendo deso-
nerar na Ihesuliraria geral o sen fiador, convida .1
qualquer pessoa que possuir cautelas suas premia-
das, das lolorias da provincia, que no prazo de 30
dias venha receber su importancia. Recife 5 de
maio de IS.SUfUtre Pereira da Stlca Guima-
ries.
.O Sr. Jos Pedro Cameiro da Cnnha queira
vir no prazo de !."> dias, a contar desle, resgalar a
sua lellra da quantia de res fiXISO rs. c seus juros
vencidos, e caso nao venha resgalar no prazo cima
marcado, lera de ver seu nome nesla falla al ocrc-
dor ser embolsado. Recife 25 de abril de 1855.
Maiwel Gonratres dr Azecedo llamos.
TRANSAS E FITAS.
Completo sortimeulo de transas de seda prelas, c
filas de velludo lavradas, de superior qualidade e
bom goslo, para vestido*, por preco commodo : na
praea da Independencia ns. 24 a 30.
OLEVDOS PINTADOS.
De superior quahdadc.e diversas larguras.proprios
para cobrir mezas, rnmmodas ele. : na praca da In-
dependencia ni. 24 a 30.
Superior vinho de champagne e Bor-
dean : vende-se em caa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz n. ,18.
Precisa-se de urna mulher rapa/, para engom-
mar c cozinhar com perfeicao, para casa de pouca
ramilla, preferindo-se i'-i rava,* que se pagar bera
na rua do Seve, casa terrea de solao.
lgica e Iberapeutica de lodos os medicamentos bo-
meopalhiros, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da significacao de todos
os lermos de medicina c cirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO M0R.4ES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. I.OBO MOSCOZO, rua Nova n. ,30,
primeiro andar, por 53000 em brochura, e 69000
encade mado.
COMPRAS.
Compra-se um bahu' de 1 palmos, usado, em
bom estado : quem tiver annuncie.
Na Iravessa do Queimado n. 3, compram-se
harris que tenham sido de azeilc de peixe, c um
alambique cora lo'dos os seus perlences.
Compra-se o sitio c a casa do fallecido Ignacio
Callado Loyolla. couliguu a isreja do laiadalupe : os
seus herdeiros, querendo, podem dirigirse ao con-
venio de S. Iranci-co de l Un la que o guardiao
dir quem o pretende comprar..
Compran!-.o escravos de-amlins os sesos de ida-
de de 12 a 30 annos. c lamhem se recebem de com-
missao : na rua do l.ivramenlo n. 4.
_ Compra-se escravos de ambos os senos de 12 i
2. anuos, que sejam bonitos ; pagam-se bem, assim
como recebe-se de commisso : na rua dos Marlv-
rios n. 14.
Compram-se palarocs lirasilciros e hespa-
nhes : na rua da Cddeia do Recife n. 54, loja.
Attenco.
Na rua estrella do Rosario n. 28, sesundo andar,
se compram escravos de ambos os sesos, tanlo para a
provincia como para fura ; paga-se bem agradando
as figuras.
ATTENCAO AO UARATEIRO.
Rua ,1a Cadea do Recife. leja n. M da esquina,
vende-se:
corles de seda branca o cem slras de cores, com 20
eovados 208. novas melpomencs de qiiadios acha-
malola.lns com quasi vara 8e largura a '.100 rs. o eo-
vado, corles de cambraia lina A* cor rom barra a
240, chitas boas de diver.as i|iialiilades acores se-
curas a ISO o covado, cambraia de linho fina, ptima
para camisas d nuivos a .V\ panno de lences su-
perior rom mais de II palmo de largara a 23'itXi a
vara, rassa delislia para babadas 220 rs. a vara, e
IX'iIKIa peca, rasemiras decores escuras para calca
a ty)500 o corte, panno de cor com mesrla de soda,
proprio para palitos e vestidos de rMnlaria a .'!> o
covado, panno prelo fino 13 lSOO o rovado.
corles de gnrenrao para rllele* a Ijs e de fustn
aleoxoadn a S00 rs., merino pre'ui muito fino a 33600
e 4 o covado, luvas de fio da Esencia de cores com
slgnm mofo a 160 rs. o par. assim como unirs
umitas fazendas que a dinheiro a vista se vcudein
em atacado, ea lelalho por liaralissimos precos, e
dao-se amostras.
ATTENCAO', Q1E BE PARA ACARAR.
Mas com lislras de seda, e quatro palmos de lar-
cura, fazenda muilo prupria para a prsenle esla-
c3o. pelo diminuto preco de i 1(1 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Rciife n. 35.
Urna escrava de 22 annos por 8.~>0.s000.
Na rua do Qaeimado n. 7, loja da Estrella, vnde-
se urna escrava crioula, de 22 annos de idade, que
lem principio de cnsommado. e esta Grvida de"
mezes, be muilo sadia e esperta, p capaz de se Ihe
entregar o coverno de urna raa por ser muilo fiel e
nao ter vicio algum, e esla muilo prxima a aucmen-
lar geracan, o que de corlo ronvir muilu a quem
tiver lilhos: os pretendenlcs dirijam-se casa cima.
Vende-se por nao se precisar, urna prela de
meia idade, muilo fiel e humilde, nao bebe espirito
de qualidade alguma, faz lodo o servico de urna casa,
vende na rua e Irabalha de enxada : na roa do l.i-
vramenlo n. 36, loja de cera.
Vendc-se urna rande e famosa casa lerrea, no
aterro da Roa-Vista, cum crande qninlal : a tratar
na praca da Boa-Vista, casa n. 30, segundo andar.
Vende-se o verdadeiro e o mais fresco rap
Paulo Cordeiro. que exisle no mercado : na loja de
ferracens na rua da Queimado u. 13.
\ ende-e urna crioula de30 anuos, que cozi-
nha, lava ccngomuia solfrivel. com um fillm moje-
que de I annos, muilo esperto: na rua das Cruzcs
n.22.
Vende-se urna armaoao de amarello Inda em-
vidiaeada para qualquer eslahelerimenln, e lam-
ben) aloga-se a mesma leja na rua do l.ivramenlo
n. 30: a tratar com o proprielario da mesma casa.
IIIXAS DE IIAM111 ROO.
No anligo deposito da rua ealreit du Rosario n.11,
sao chesadas bizas novas pelo vapor inglcz.
PARA ACARAR.
_ y\s fazendas da arrenatacSo da loja n.lOda rua do
Crespo, vende-se merino pelo fino a 2000 o cova-
do. dito entro-lino 13000 rs., piinceza e sarja de la
500 rs.. lila superior 320 rs. o covado, alpaca 320,
brim branco dejlinho 650 a vara, las para calca 400
o covado, brins trancados 240 320, diilas linas 160
o covado. madapolao 160 a 2U a vara.baelilhas para
coeiros a 320: 200 o covado, eseoinilha prela 400 o
covado, chales do la e seda 99500, 33000, dilos ca-
daro 610 < 19000, ditos chita 500 a 640, loncos de
seda com franja a 13500 a 28000, dilos casta 160 a
200. 240, dilos de chila 160, 200.240, mantas de se-
da 33OOO, 43000, meia para senlmra 2(10 11 par, di-
las para menino 200. ditas, prelas para senhora 160,
ditas de seda I3OOO, e oulras multas fazendas.
Sedas de Cores.
Na loja de I porlas, na rua do Queimado u. lo, ha
para veuder um cmplelo sortimeulo de curies de
seda de cores de superior qualidade e modernos eos-
Ios, por pre^u muilo commodo.
Sedas a 20.s000.
Cortea de seda de cores com 17 e 18 covados a
2O9000 cada corte : na loja de 4 porlas, na rua do
Queimado n. 10.
Para vestidos.
.Murculinas de cores, fazenda inleiramenle nova,
com mais de 4 palmos de largara, modernos goslo
e cores (xas a 300 rs. o covado : vendem-se
de 4 porlas. na rua do Queimado n. 10.
Vende-se una casa lerrea de poni mais alto
que lem na rua da Cuni-eicu, e por isso muilu boa
e nuva : na rua Nuva n. 67.
AiTENCO.
Vende-se una exellenle negra, perfeila emgom-
madeira e co/inheira, e lamhem lava de -alian, de
mullo boa conduela, e. carinhosa para meninos :
quem a, pretender dirija-se a rua dos Martvrios n.li.
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
svnllic cncaixotado, por barato preco:
na rua da Cruz n. 2(, primeiro ailar.
VcihIi-.-c um ca rinho americano de
i- foclas, ainda com pouco uso, de cons-
truccao muito ibt te. ainda que muilo le-
ve e eh'gaule ao mesm lempo: os pre-
tendente dirijain-se ao Trapiche-novo n.
16, ou na Ponte d'Lcha, sitio do cnsul
hollancle/..
VENDAS
CAHNK DO SEHTAO' A 2 A I.IKBA.
Lingui^as do reino a 480, prcr-uulus a 440, arroz a
80 rs., btala- a 80 rs., e ludo mais em porporcao :
na rua eslreila du Rosario n. 16.
AIATERIAES.
_ No fim do becco largo, coufroulc a ponlc proviso-
ria, acha-se eslabelecido um armazem de malcraos,
e nellc acham-se lijlos de lodas as qualidades, cal e
o mais preciso para obras, e ludo se vende por preso
muilo commodo.
PALITOS FRAHCEZES.
v eudem-se palitos e sobrecasacas de brim de linho
a 38500, ditos de alpaca preta c de cores a 85000,
ditos de bombazim a IO9OOO, dilos de merino selim
a 12;000, ditos de panno lino prelo, cor de pinhAo
e verde escuro a 168000 e IS;000, ludo da ultima
moda : na rua Nova, loja n. 4.
Vendem-se 4 porlas de amarello ji servidas e
bem construidas, por preco muilo commodo : na Ira-
vessa dd*Pocinho, armazem de materiaes, indo para
a cadeia nova.
Vende-se urna crnica nova para ser putada
por dous bos, bem construida, e por preco muilo
commodo : na Iravessa do Pocinbo indo para a ca-
deia nova, armazem de maleriaes.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ilam-
burgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21.
Batatas chegadas pela GratidSo,
e desembarcadas boje, a 1$280 rs. a ar-
roba : no armazem de Mello, defronte da
alfandega.
co~ Vfl,(,c-se 'aberna da rua de S. Fiancuco n.
b8. sorlida e bem afregnozada, e lem poneos fundos;
lamhem se vende a prazo, sendo com firmas a con-
tento do vendedor ; este negocio deve ser efectuado
em poucos dias : quem a pretender, dirija-se a mes-
ma casa, pois que seo dono lem de serelirar alim de
Iralar de sua saude.
Vende-se manleiga ineleza muilo boa a 900 rs.
a libra, c em porrao a 800 rs. ; assim como vinho
maisem conta do que emnulra qualquer parle, lou-
cinbo de Sanios superior, azeile doce de Lisboa a 700
rs. a carrafa, e uutros mais gneros : na rua da Sen-
zal \ clba n. 15.
Vende-se um oplimo cavallo, gordo e com lo-
dos os andares : na rua Direila, refinai.u n. 10.
Vende-se por preco commodo, nm armazem
na roa da Praia desla cidade, d boa renda eos chaos
sao proprios : a tratar na rua* do Queimado D. 37,
primeiro andar.
Pechinchas, no Passeio, loja n. 9.
Pecas de algodao com loquea 1,-jOOO, 1*080. I56OS
e 29OOO, pecas de madspolao com loque a 2*00, 3s
e :i8>H0 ; a ellas, qac sao poucas.
Vendem-se aeces da companhia pernambucana:
na rua da Cadeia n. 21.
i M CONSLLTOBIO
f8( DO DR. CAS ANO VA.
gg RIA DAS CRIZESN. 28, &
> vendem-se carleiras de homeopalhia de lo- g
C3 dos os lamanhos, por precos muilo em conta. S
Elementos de homeopalhia, 4 vola. 6.^KXI
Tinturas aescolher, cada vidro. I;()tl ^J
Tubos avulsos a escolhera 51)0 e 300 5s^
Consullas gratis para os pobres. -9
' '~mX&XS$8S$8S88g.L
TAIXAS DE FERKO.
Na fundica' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
rua do Brtim logo na entrada, e defron,
te do Arsenal de Matinha ha sempre
um grandeVu-limento de taichas tanto
de labrica nacional como esiiangcia,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas e em.ambos OS logares
e\istem guindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
loja
MADAPOLAO COM PEQUEO
TOQUE DE AVARIA,
vende-se na na do' Quei-
mado n. 19.
1 7_*yc,Ucln-*c guaro escravas que lem algumas
habilidades, de idade de 2i anuos : na rua do l.i-
v: menlo u. ?.
VENHAi .VER E ADMIRAR
\/EM)A RICA FAZ PASMAR !
Ja he chegada a lja da rua do Queimado n. 38,
a rica razenda denominada pluiibus, fazenda essa
de lila e seda, a 800 rs. o covado : e oulras muilas
lazendas por Daralo preto, ludo em frenlc do becco
da Congregacao. Dar-se-hao as amostras, dcixando
penhor.
Vende-se urna boa escrava parda de 25 annos,
que engomma com perfeicao, coze, cozinha e faz lo-
do o servico de urna casa de familia, e he de bons
coslumes, e urna prela de meia idado, que cozinha
bem, lava o engomma ; na rua dos Quarteis n. 24.
Vende-se bolacha em barricas a
*500 rs. a arroba : no armazem de Pal-
meira & BeltrSo, no largo do Corpo
Santo.
Cliegaram as afamadas sementes de
hortahc.es de todas as qualidades, bem
como de flotes, as quaes esto e.vpostas a
venda na rua da Cadeia do Recite, loja
de feriagens n. 5 Na taberna da rua do Collegio n. 5, tem para
vender 12 garas do Porto, vnlradas, pruiirias uara
deposilo de doce ou azeile.
Vcndem-sc 6 escravos, sendo 2 moleques de 11
a 18 annos, urna linda mulata de 20 anuos, que cose
e engoqiuia bem, urna crioula com as mesmas habi-
lidades, 1 escravo oplimo boluiro e uiua escravaqui-
landeira : na rua Direila n. 3.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Na rua de Apollo, armazem n. 11, vende-se fari-
nha de mandioca muilo nova, em saccas grandes,
por preco commodo.
. Nos quatro cantos da Roa-Vista 11. 1, vende-se
liaba lina a 3 por dous vinlens, relioz prelo u de co-
res, e oulras iu.is lindezas ; alel la, lalbarim. ce-
vadinha, ararula, azeilonas, figos, passas, amenas e
peras, ludo de superiur qualidade.
RELOGIOS DE ODRO PATENTE INGUEZ.
No escnploiio do ageulc (Mivcua, rua da Cadeia
d Recife, esta a vend porciu. de rulogios de ouro,
patente ingiez, chegados pelo ultimo paquete.
Vende-se urna casa lerrea 11. 6, na rua da La-
pa : a Iralar na rua Nova, taberna n. 00.
Vende-se urna negra de uacAo Cosa, robusta c
sadia, a qual sabe engommar liso, e paga diariamen-
te 610 : no alerro da Roa-Vista n. 17, a. fallar com
rrederico Chaves.
Roas velas de carnauba, em caivinhas de liinla
e laidas libras, viudas do Aracaly ; vcndein-se na rua
da Cruz n. di, primeiro andar.
Vendem-se 6 cadeiras e I soa de amarello com
pouco uso : quem preciar, dirija-se a rua da Cruz
Nos qualro cantos da rua do l.lueimado 11. 20
vendem-se pecas de madapolrio e algodaozinho, cni
Teqoeno loque de avaria, por precos commodos.
Vende-se urna porrao de estacas de barauna.
He chegado nov ament del" ranea a deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se acha
a venda nos lugares ja' designados, na
escriptorio na rua da Cru/n. 20 primei-
ro andar, e as lojas de Manuel Jos! Lo-
pes c Barros & Irmao, outr'ora de Car-
deal, na rua larga do Rosario n. .18 e
W.
TESO t RAS PARA AEFAATE.
Vendem-se le allaiale : na ruada Cadeia do Recife n. 18, primei-
ro andar.
mu I OS DE KOMAO.
Vendra-se estes expel-
ientes e bem conhecidos
brayos: na rua da Cadeia
do Recife n. 56 A.
DEPOSITO DV FVBRHIV DE TODOS
OS SANTOS DA BARIA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua ila Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar c roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Ceblas baratas
Na Iravessa da Madre de Dos, armazem ile Joao
Marlinsdc (tarros, vendem-se ceblas muilo boas, e
muilissimo baratas.
Na loja das seis portas, em frente do Li-
vramento ,
vendem-se roupaoziulios de escocez de laa e de seda
para meninas de 2 ale V anuos a ti&OOO ; manguitos
de fil bordados para senboras a 1^000 ; lencos de
cambraia braqcos c pintados a 160 ; rbilas de bom
panno e bonitas a IflO e 180, e linas a 00 ; fil liso
e lavrado por preco commoilo. a dinheiro a visla ; e
oulros mallos restos de fazendas que quer trocar por
sedlas, para sorlir de fazendas chegadas agora ; das
6 horas da nianhaa al as 0 da noile.
VIMIO VERDE
a .(-20 a garrafa, chegado provimamcnle do Porto, e
massa de tmale, chegada prximamente de Lisboa,
em lalas de libras, a IStiODcada lala : vende-se na
taberna da rua da Cadeia du Recife n. 25, defronte
do becco Largo.
FALITOS FRAHCEZES.
Receheu-se pelo ullnm navio francez um novo
sortimeulo de palilsde panno de 1?rs. para cima,
1'dilos de seda, de brim, de laa muito linos, de alpaca
de cores ; assim como chapeos de sol de seda cabos
de canna, muilu arailes e fortes, prnprios para a
presente eslacao, dilos de panno ede seda de oulras
muilas qualidades. malas para viagem de lodos os
lamanhos : ludo se vende par muilo menos preco
que em oelra qualquer parle, na rua do Collegio
numero 4.
PIAMOS.
i
i
Joan V. Vogeley avisa ao re'peilavel publico, que
em sua casa, na rua Nova n. 11, primeiro andar,
acha-se um sorlimentode pianos de Jacaranda e mog-
no, os melliures que Icm ale agora apparecido no
mercado, lauto pela sua harmoniosa e forte voz, co-
mo pela sua roiisIriircSn, de armario c horisonlal,
da fabrica de Corllanl & Collard de Londres, e de
autores os mais acreditados de Allemanlia, os quaes
vende por preco razoavcl. O auiiiiiicianlc conlilnia
a atinar e concertar pianos com perfeicao.
ATTENCAO..
Na rua do Trapiche n. 54, ha para
vender barril de'ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes oarris sao os melhores que se
tem descobcrlo para este lim, por nao
exhalarem o menor cheiro, e apenas |>e-
zam l libras, e custara o diminuto pre-
co de sOOO rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-e superior coenac. em garrafas, a 1SO00
a duzia, e 15H0 a garrafa : ua rua dos Tanoeiros n.
, primeiro andar, deii,me do Trapiche Novo.
5J Vende-se vinho de Brdeos, St. ^
tik Emilion, Pomerol, S. .Itilien, Pa- ^
^i villac, em garrafoes e rptartolas :
x vinho de champagne, Sillerv,
^2 Mousseu\, em garrafas e meias
w garrafas: licores linos todo de
W qualidade superior e por preco
'#) commodo: no escriptorio de J. Q
^ P. Adour &C, na rua da Cri*/. @
^ n-i. 8
CASEMIRAS A ?it)0 e :i?000 O CORTE.
Na foja ile liuimariles tV; Ilenriques, rua do Cres-
po n. ."i, vendem-se corles decacmira ingleza, pelo
baralissimo prc^u de diOOc :19000 cada um.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYCIE-
MCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e higini-
cas: vende-se em casa del.. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
'Extra-lino. '. '800 a lib.
Superior. OiO
Fino.....500
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a rela-
Iho. no armazem nio de materiaes por preco mais em conla.
Vendc-se urna cama de armacao c cpula, sen-
do ella de Jacaranda e loda de moldura e bem tornea-
da, lendo muito pouco uso, por commodo preco,
que o comprador visla da bemfeiloria da cama
nSo deixara da comprar : a Iralar na rua eslreila
do Rosario n, :t0, primeiro andar.
Vcndem-sc peras de cambraia de core, pro-
inados c mosqijeteiros a IJtiOO cada
de 1 portas, na rua do Queimado
Vende-se aro em cunlietrs de una quintal, por
preco muilu commodo : no armazem de Me. Cal-
uiout & Companhia, praca do Corpo Saulo n. ti.
Vende-se urna porcodo verdadeiro
vinho Bordeaui tinho e branco engarra-
fado, que se vende muito en- conta para
so liquida,- contas : na rua da Cruz n 2l,
primeiro andar.
Moinhos de vento
'ombombasde repulo para regar borlase baita,
irrapim, nafundicadc D. W. Bowman : na rua
11 Rrum ns. (i. 8e 10.
NOVO SORTIMENTO DECOBErVTORES DE TO-
DAS AS CUALIDADES.
t'.oberlorosesruros a 720 rs ditos srandes a 15200
rs., dilos brancos de algodao de pello e sem elle, a
milacao los de papa, a 15200 rs. : na loja da rua
o Crespo n. (i.
CEMENTO R0M.N0 BRAMO.
\ ende-se cemento romano branco, ebesado aunra.
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : atraz do Iheatro, arma-
zem de taimas de pinho.
Taixas pare, engenhos.
Na fundica' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de feri
fundido e batido de 5 a 8 palmes de
bocea, as quaes acham-sc a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se, em carro
sem despeza a o comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Scnzala Nova n. 4 2.
Scllins inglezes.
Relogios patente ingiez.
Chicotes decano gde montara.
Candiel ros e casticasTironzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro ede vela.
Vaquetas de lustre para cano.
Barris de graxa n. 97.
Na ruado Trapichen, l,escriptorio
de Bi andera Brandis& C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitaciio das de Kiissia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores emcaixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente sec-
cante.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz'n. 55 ha para vender excel-
lentes piano* viudos ltimamente de Ilam-
buigo-
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus perlences.em bom uso e de 2,000 libras : qnem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vcnde-se brim francez de quadros a fiiO a vara,
dito a 000 rs., ditu a 15S0, risrado de lislras de cor,
proprio para o mesmo lim a 1(0 o covado : na rua
do Crespo n. 6.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos preco que em oulra qualqucr
parte, nn armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de& Companhia, rua da Cruz n. 19.
VltUIAS E
lili A
Uro lindo e variado sorliincnlo de mndellos para
varandas e gradaras de goso modernis>imo : na
fundica da Aurora, em santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rua do Rrum.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundica de C. Starr & Companhiu
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de feuro, de um
modello e construccao muito superiores
Esla sediente madeira tornase rcrommeiidavel, prias para corli
allendendo a prupriedade que em si consiste, em era : na loia
mo ser consumida pela Ierra no mais longo esparo n 'lO
SARJA PRETA E SET1H
de anuos : quem a pretender, dirija-se rua da Ca-
deia do Recile, loja de ferrasen* n. :,(i.
FIMO EM FOLIIA.
Na rna do a mu un n. ,t!), armazem de Manocl dos
Sanios Pinlo, ha muilo soperior fumo em folha de
lodas as qualidades, para charutos, por preco com-
modo.
FEIJAO" MILATIMO.
Na rua do Amorim n. 39, arinazem de Manuel dos
Sanios Piolo, ha muilo superior reijilo inulaliiiho,
em saccas, por proco commodu.
NAVAI.HAS A CONTENTO E TES01RAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. in, primeiro an-
dar, escriptorio de Auansio C. de Abren, cjali-
nuam-se a vender a isjOtX) o par preco liv*; as ja
lieni condecidas e afamadas navalbas de barba fcilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ox.iosieao
de Londres, as quaes alm de doraren) cxlraanlia-
riamenle, naosesenlem no rosto na acoilo d corlar
vendem-se com a condicao de, nio agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 1 dias dtpois
pa compra resliluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriulias para unhas, fcilas pelo mes
mo fai'icanle.
AINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BARRIS DE OtTAVO.
Vende-se a preco commodo : no armazem de
Harinea & Castro,na ruada Cadeia do RecHe nume-
ro i.
RELOGIOS DE LGIBEIRA
ingieres de patente : vcndcin-ee a preco muilo com-
modo, no armazenj de Barroca & Castro, rua da
Cadeia do Recife n.4.
IACA'0.
Na rua do Crespo, loja n. 0; vendc-se superior
sarja hespanbola, muilo lana, pelo diminuto preco
de 5300 e KiOO o covado, selim maco a 2sfi00*e
ItJOO u covado, panno prelo de jVjOOO, sOOO, :5000
c 0.^)00 o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem umalquere, me-
dula vcllia, por preco commodo: nos
armazem n. o, 5 e 1 defronte da escadi-
nba, o no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novacs .VC, na rua do Trapicho n. 34,
primeiro andar.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lamhem vendem-se as linas : alraz do
lliealro. armazem de Joaquim Copes de Almeida.
Riscado de listi as de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.

Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barra*Gr-
tidao.
POTASSA BUASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada i ecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na rua da' Cruzn. 20, ar-
ma/.em de L. Leconte -Feron &
Companhia.
Vende-se excedente laboado de pinho, recen-
lemenle chegado da America : na rui de Apolo
trapiche do Ferreira. a enlender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Beduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandeeas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Ou i*tfui.
Sabio a luz a 2." edicao do livrinho denominado
Devoto Christito,mais correcto eacrescenlado: vende-
se uuiramenle na livraria n. 6 e 8 da praea da In-
dependencia a 6J0 rs. cada exemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
lejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpnciro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menlc chegados, de excellentes vozes, e precos com-
modes em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e*dc superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C, rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundica' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se um cabriolel com cohcrla* e os eom:
plenles arreios para nm cavallo, ludo quasi povo
par ver, no alerro da Roa-Vi,la, armazem do Sr-
Migucl Segciro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che n. 1 i, primeiro andar.
PECHIMH\ E MUS PEOUNCm
NA RUA NOVA N. 8. LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, ara
maunilico surliiiienlo de borzeguins para senhora,
toilos de duraque, mas que pela delicadeza com que
silo frites e consistencia da obra, muito devem agra-
dar ; accrescendoulcio disto o preco que apenas be
de _'.?i(Hl rs o par, pagos na oecasiAo da entrega.
PIANOS FORTES;
Rrunn I'racger A Companhia, rua da Cruz n. 10
roroinmendaiii as pi'-soasde liom goslo, seu esculli-
do surliiuenlo dos melbnres pianos, lauto horison-
taes romo verlirae, que por sua solida ron.truecan
e harmouinsas vozes, assim romo por ua perfeila
obra de man se distinguen), lodos e-les pianos sao
feilos por inronunenda, rulhiilos e evamiuados,
por i-.lt livres de qualqucr defeilo qno se encentra
muilas vezes em os pianos fabricado para* eipur-
acao.
Rrunn Praeger & C tem para
vender em sua casa, rua da Cruz
n. 10:
Lonas da Russia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Cerveja llamburgueza.
Gomma lacea.
mnmmmmm mmmmmm
IECH1NISI0 PARA EH6E-
NHO.
NA FL'NDIQAO DE FERRO DO ENG
NIIEIRO DAVID W.ROWNIAN. i\
RUA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seginles ob*
celo de mecliaotsmos proprios para engenhos, a sa-
ber : moenda/e meias moendas da mais moderna
rui.slruccao/ laixas de ferro fundido e balido, de
superior jjfialidade e de Indos os lamanhos ; reda
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
ces ; crivos e boceas de fbrnalhae registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafuso eeavilbes, moi-
nliu de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICA.
se executam lodas as eneommenda com a superio-
ridade ja conhecida, e com a devida presteza e eom-
moiiuiade em preco.
VIDROS PARA VIDRACAS.
>ertem-e em ca>ias, em casa de Barlhoroeu
rraeciscu le Souza, rua larga do Rosario n. 36.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposilo ronlina a ser na bolica de Bar-
Iholomeu Francisco de Sonta, na roa larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes59500 e pequeas 3000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
' Pira cura de phlisica em lodo o seu diOerenles
graos, quer motivada per conslipaees, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangue, dor de costados
peilo, palpilacilo no coraran, coqueluche, bronchile
dr na garganta, e lodas as molestias dos orges pul-
monares.
FARINHA E ARROZ DA TERRA,
Vendem-se saccas com farinha e arroz da Ierra :
na rua da Cadeia do Recife, loja o. 23.
Aa fabrica de espirito da rua Direila o. 84,
novameole aberla, vende-se alcool ratificado a ba-
nlio Mana, licor lino, enlre lino ordinario, de dif-
ireme- qualidades, em garrafas e em caada, ge-
nebra em frascos e em caadas, agurdenle do reino,
tinta preta e rxa para escrever fe-ta em alcool fra-
co, agua da Collonia em Trasquinhos e em garrafa,
banha para cabello de ilinereiiles cores, oleo de ma-
caasa, ludo liem preparado, e por preco commodo,
garrafas francas vasias, proprias para licor lino, oleo
de ricino e xaropes.
melhor qualidade: vende-se 1
em casa deBrunnJfraeger&C,, rua jg
da Cruz n. 10. m
Vcudc-M- supeiior farinha de mandioca de
Sania Calhanna : a tratar no escriptorio da roa da
Cruz n. 19,'com Isic Curio (5 C.
ESCRAVOS FGIDOS."'
-------------------------------------------------------------------------- v.
1005000 DE (iRATfFICAC.40.
No dia 11 de fevereiro passado, desappareceu de
.Recife, rua de Apollo n. U, jim escravo de nacao,
de nome Jos, de idade de 30 a 40 anuos, baixo e
secco do coi po, bastantes marcas de bexigas no rosto,
usa de gal'urina, e lie um tanto ladino ; levou calca
xte ijniiiii, camisa de chita echapeo de fcltro, tudo
prelo, Esle escravo, segundo cartas do Sr. Fran-
cisco l.uiz Paes Brrelo, esleve em fin do dilo mez
de fevereiro no engenho Guerra, do Cali, ero cuja
immediaeies se suppoe ler alguma proleccao : a
pessoa que o apprehender e entregar oa rua de
Apollo ii. 11. recebera a gratificar Jo de lOOcOOO.
Esla fgido desde o dia 3 dejando de 1853 o
escravo Josc, de uac.io Mncanibique, magro, pernas
finas, e pnxa por orna deltas quando anda, teri de
idade pai-almais de 10 anuos, cara eorugada, nmbi-
gudo, lem as costas siguaes ulicos de ler sido cas-
tigado, foi escravo do iallecido Dr. Buarqae, e ven-
dido nesla praca a Francisco Anlonio Carvalho de
Siqueira ; consta que anda Irahalliandn pelos enge-
nlio. declarando ser forro: d-sea graliliracilo de
509000' quem o conduzir r\ia Direila, sobrado da
esquina do becco da .Penha, que se pagara lambem
as despezas.
ESCRAVA FGIDA.-
No dia 30de abril prximo passado fugio do lugar
do Ribeiro do Mel, comarca do l.imoeirn, urna escra-
va crioula. de nome Romana, que representa ler O
annc de idade, a qual lem os signaes seguales : al-
ta, m 1ura regular, olhos grandes, denles litados,
beico grossos, pedos em pe, lem um signal na lesla
sobre o olho c>querdu de urna pancada que ha pouco
levou, e urnas pequeas relbadas em ambos os bra-
cos ; esta escrava perlence a Joan dos Santos e Silva,
e julga-se que lera fgido para esla capital por se
Ihe cunhecer vontade de ser vendida para ella,
por isso roga-se as autoridades c rapihles de campo
que a pegaren), levem-a i rna do Oueimadu n. 7,
loja da Estrella, ou na Pirada, comarca do l.imoeirn,
em casa do Sr. capilo Alexaudre Barbosa de Souza,
oude se llie gratificar generosamente.
Desappareceu no da 17 de abril do correnle
auno a escrava crnala, denome Joanua, cor pnuco
fula, de dade :10 annos, pouco nn< ou muios, esta-
tura alia e magra, cara comprid, orelhas nao Tura-
das, lem Ires marcas de vacciaa uo braco direiln a
forma de triangulo, uulras marcas pela costas, e
urna em cima do nariz, quando se chama pelo seu
Jame assusla-se e olba por baixo ; levou um vetu-
i)|dc chila rxa desbolado, porm era quanto a rou-
pa ella eosluma mudar, bem como d *u nome qnan-
do se quer apprehende-la, e diz i ns que he forra
e a uniros que j esl vendida, s desdentada da
parle de cima, lendo dous drilles f lado, o eosluma
an lar pela Boa-Vista : rogs-se/ qualquer pessoa
que a capturar, leve-a a rea m Seiifala Vcllia n.
13i, que sera recompensada.-
Desappareceu do silio do Sr. Henry Gibson,
na Ponte de L'cha, o eserav. prelo, por iiome Bi-
biauo, natural de Relieriur: o qual h-m familia, lie
V* Deposito de vinho de cham-
W pugne Chateau-Ay, primeiraqua
(^ lidade, de propriedade do conde <$f
tifo de Marcuil, rua da Cruz do Re- (gs cite n. 20: este vinho, o melhor *
l l)6.S'000 rs. cada caixa, acha-se 1
~S tnicamente em casa de L. Le- J
W cointe Feron & Companhia. N.
'g R.As caixas sao marcadas a fo- O
^ goConde.de Marcuile os ro- $%
rljj lulos das garrafas sao a/.ues. 9t
Potassa.
No anligo deposilo da rua da Cadeia Velha. es-
criptorio n. 12, vendc-se muilo superior polas da
Russia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos tjue he para fechar tontas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de scllins che-
cada recenlemenle da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados ero Inglaterra, por preso
mdicos.
MUTILADO
sapateiro, loca viola, postuma andar calcado, muilo
dado a sucias, e be muilu conhecido ; foi comprado
auSr. Alexandre Jos(iBrnellas da dita povoacAo se
Reberibe, de cujo pji'foi cria o rekrillo escravo :
roga-se encarecidamente as autoridades pnliciaes o
favor de sua captura, bem Suma n qualquer pessoa
ou aos capilles uc campo, a quem seriara boa re-
compensa, cntregindo-o a Francisco tiomes de Oli-
veira, agente de leiles, na rua da Crax do Recife.
Desappareceu da rua larca do Resario n. 1, o
escravo Vicile, pardo, atlo, olhos grandes, com
urna ricatriano rosto, cabellos c barba grandes ; he
ollicial riesapateiro, anda decalca ejiquela, calca-
do, e diz- ao seu senhor, ser recompensado.
Leonardo Antones de Mcira Ilenriques.
CEM MIL RES DE GRAnFKACAO\
Desappareceu no da (i de dezembro do anuo pro-
limo passado, Rencdicla, de II .nums de idade. ves-
ga. ir araboclada ; levou um vestido de chill ror*
lislros ciir de rosa e de cafe, e oulro lambem da cas-
ia tironeo rom palmas, um lenco amarello no pesco-
coja desbolado: quem a apprehender conduza-a
Apiparos, no Oileiro, em casa de JoJo Leile de Axe-
vedo, ou no Recite, na praca do Corpo Santo O. 17,
que recebera a gratificaran cima.
Desappareceu no dia do corrale, do enge-
nho Paailinga. un escravo, crioulo, de nome Flo-
rencio, com Irinla anuos de idade, ponco mais ou
menos, lendo os siinaes secuinles : bastante pre-
to, estatura regular, barbado, rara descarnada, um
poucu dcniieo. olhos apilombados, urna cicatriz na
cuela e entra na barrica, pernas fina, pe lorio qoe
moslram ler sido cambados, denles podres e falta de
alguiis na frente, e falla alm disso nm pouco alra-
vessado ; desconfia-se qoe seguiste ao termo de Na-
zarelh : rosa-se a qualquer pessoa, que apprehen-
de-lo, leve-u ao referido engenho, que ser bem
recompensado.
PERN. TVP. DE M. F. DE FARIA. 1855.
I
llEGIVfl


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EHGDA0H6E_CFPF5K INGEST_TIME 2013-03-25T14:35:13Z PACKAGE AA00011611_01024
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES