Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01023


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Full Text

XXXI. ARMO N. 107.

'
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
----- lias, ai-----
DIARIO
QUARTAFEIRA9 OE MAIO DE 1855:

Por anao adiantado 15,000. *
Porte franco para o subscriptoi.
E\CAKRK Becife, o-pi M. P. de Faria ; Kio de Ja-
neiro, o Sr. 1*> Perelra Martins; Babia, o Sr. I).
Duprari : Marcio, o Sr. Joaquim Boma ni o de Men-
doura ; l'.ir.iliiha. o Sr. Cervazio Virlor da Nativi-
dad | Saial. i. Sr. Juaquim Iguaria Pcreira Jmiivr;
Aratafy. oSr. Amonio de I.cmos Braga; Cear, o Sr.
i ano Augusto Hornea; MaranhaO, o Sr. Joa-'
lim Marques Rodrigues ; Piaiihv, c Si. Domingos
Derruan" \ckiles l'esaoa Cearencn ; Para, oSr. Jus
li* J. Runos ; Amazona, o Sr. Jernnyino da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d- por \9.
Pars, 315 a 3.V0 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companliia do Beberibe ao par.
da companliia de seguros ao par.
Discomo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
MLTAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29000
Modas de 69400 velhas. 1(59000
> de 65400 novas. ItsaOOO
de4000, 9000
l'rata.Paiacoes brasileos. 1*940
Pesos columnaros, 19940
mexicanos..... 1J8G0
PARTIDA DOS comicios.
01 inda, lodos os dias
Garuar, Itonio e Garanhuns nos dias 1 e 15
villa-liella, Boa-Vista, Ex eOxtriciiry, a 13 e
Goianna e ejprahiba, segundas sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-forras
MtI:\MA1V DF. HOJR.
Primara as 10 horas e 54 minulosda manha
Segunda s 11 horas e 18 rainujos da tarde
sendo pnsvcl mandar o recebe-
dor pelo rrabuldes tiesta cidade cobrar
o importe da subscripeao do DIAitlO,
os scnliot-efcassijjnantes (jueiram mnda-
lo satnfazer a'livrarui n. e 8 da pro-
ra da Independencia: e o rnfcsmo se ru-
ga aos senliores do interior da provincia.
Para que a dtstriBuicao *e faca antes
de amanliecer o dia, letrtbramos ao se-
nliorcs subscriptores de' tritios que- nao
teem casa a' face da estrada, queiram
collocar urna cai.\a no portao para ser
nella defbsitado o DIARIO-
PlRTUfiOAL
AUDIENCIAS.
Tribunal do Gommercio, segundase quinlas-feiras
Relar-io, torcas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sexlas-feiras s 10 horas
Juizo de orprraos, segundas e quintas s 10 horas
V vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EFHEHER1DES.
Maio 2 Lacheia as2horas, I? minutos e
39 segundos Ha manota.
9 Quarlominguante as 3 horas 9 mi-
nulos e 38'segundos da manha.
16 Lua nova a 1 horas 43 minutos
36 segundos da tarde
23 Quarto crescenle as 10 horas 18
37minutos'40 segundos da manha
GOVERNO DA PROVINCIA.
UBI N.358.
Jos Benlo da C.unlia e Figueiredo, presidente da
provincia de Pcrnambuco. Faro aaber a lodosos
setas habitantes, i|iie a assemhla legislativa provin-
cial rieerelou, c tu sanecionei a resolucao se-
guinte :
Arl. 1. Fica concedida a Arsenio Fortnalo da
Silva a quanlia aimual de 1:2099030 rs. por espacu
da annos, alim de que va a Boma concluir os sen-
es! od os arlisliros.
Arl. 2. () governo celebrar com o conces-i ala-
rio um contrato, no quil se rquiem as obrigaroe?
que contralle para com a provincia.
Arl. 3. Fica igualmente aajlorisado o governo a
conceder a Joaquina l'iresCirneiro Monlciro, licciica
2 anr.os rum ordenado, afim de ronliuuar os
sestudos emqualquer parle da Europa.
Art. i. Sao revogadas quaesquer disposic,es cm
contrario.
Manda, portante, a todas as aiitordiiric,a quein o
conliecimenlo e exqc ocao da referida rcsolurio per-
lineer, que a cumplamos faram cumprir tilo inlei-
ramente como lella se caalm. secretorio da pro-
vincia a faca imprimir, publicar c correr.
Cidade do Recite de Pemambuco aos > de maio de
1805, trigsimo qoarlo da independencia e do m-
paria.
I,. S. Jori Benlo da Cunlia e Figueiredo
Carla de le pela qual V. Exf.. manda exccular a
resolurao da assemblca legislativa provincial, que
saocciouou, concedeodo a quamia animal de 1:200
r<. por esparo do -2 auos a Arseuio .Fortunato da
Silva, pira ir Roma .concluir os seo* esludos ar-
lislicoa, a aulorisindo oulro sim o goyeruo, a licen-
ciar por i. arrias, ro*i ordenado, 'naquim Pires
Carneiro Uanleira, aj* de < onuuuajb* teus eslu-
dos co qual pie: parl da Europa.,'->lbrp\> cima se
declara.
ParaV. Exc. ver. Francisco Ignacio de Torres
Bandeira a fer.
Sellada e publicada nesla sccrelara da provincia
de Poriiainhuc 'os'2 de maio (K VC. Joaquim
/ares Machad') Portilla, official-maior servindo de
arelario.
Registrada a fl. :lii v. dqlrVro 3. ile leis provin-
cis*.
Secretaria do overno de Pernambucu 3 demaio
de 1853.Joo llomingucs da -.Silca.
I.EI N. 359.
Jos Iknlo da Cunta e Fisueiredo, presidente da
provincia de l'ernambuco. Faro saber a todos os
sen liabilautes, que a assembli legislativa provin-
cB( decrulnii. c ni nanrrioni a rcsolor.io se-
^iMe: l fi-lIB. f -
Arl. 1. Fica approvado sabsidio addieional de
10:0008000 rs., concrfiJo pelo governo provisicial
na *miro do sesundo eonlralo celebrado em 16 dt
jarleiro do correte aono, eom a companhiaPer-
imtriburaaa, olnrrvando-se o szuinle :
1. O referido subsidio addieional devera ser di-
mioaido ou supprimido pelo governo anlea de lindos
10 anaosporque fui concedido rm cas qoc a fu-
lar nrosrieridade da companhia o possa dit pen-
sar.
2. Para a veiificai.io dele caso o governo mi-
mar um agente aisembla geral da mesma companhia, e ans respec-
tivos lames de coalas.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposiroes em con-
Irario.
Mando, porlanlo, a lodas as autoridades, a quem
o conliecimenlo e aiecucilo da referida resolurSo
perlencer. que a cumpnun e faram romprir, mu in-
leirameule romo nella se roiilein. O secrelario da
provincia afai imprimir, publicar e correr.
Cidade do Kecife do Pcrnamlnico aos'2 de maio de
l, trigsimo quarlo da independencia e do im-
perio.
L. S. J ise liento da Cunta e Figueiredo.
Carla de Ici pela qual V. E\e. manda ciecular a
rioluc/to da asnnbla lezislativa provincial, qoc
resilve sanecionar, approvaudo o subsidio addieio-
nal U 10:000.'K)0 rs., concedilo pelo governo da
previncl na coudicJo do segundaj eonlralo celebra-
do e16 de Janeiro do correnle anuo, com a com-
pinhia Pernainbui ana, observndose o que em
dita reSolurau se conten,

Pa Y. Exc. vcr,n-if"raiici. llantra a fe( ,
Seriada e poMirtda'MSta secretaria da provincia
de l'ernambuco aos i de maio de 1853. Joaguim
l'irtt Machado Ptlitft, ofllcial-maior servindo de
secrelario. ;
Registrada a d. 14o v.' do livro 3. de leis provin-
ci*?5- apaioip -.
Secrelana do geverno de l'ernambuco 3 de maio
de 1835.Joo Domingife^da SUca.
I.EI >.a.
Jos Benlo da (Jurda e Figiieiredo, presidente da
provincia da i'emaraboco. i*v snber a lodos os
#seas liabilanlM^ae a asamblea lsislaliva provin-
~ ------------W--K1
eial decretou, e eu sanecionei a resolurao se-
guieile :
Arl. I'nico. Picara approvados os couipramissns
das iruiandades do SS. Sacramento de Pajea de Flo-
res, do Divino Espirito Sanloarecla no convenio dos
religiosos Franciscanos desta cidade.e do SS. Sacra-
mento do 11 un Jardim.
Ficam revogadas as dMjyces em conlrario.
Mando por lano, a I cid** as autoridades a quem
o conliecimenlo c eiecucao da referida rcsolurilo
perlencer, que a cam| Iciramenlo como nella se conlm. O secretario da
provincia a Gaga imprimir, publicar c correr.
Ci Ia.le do Kecife de Peruambuco aor 3 chronrloire-
1855, trigsimo qu.ulo da independencia e do im-
perio.
L. S. /s Denlo da Cunta c Figueiredo.
Carta de lei pela qual V. Exc. manda exccular a
resolnriio da as- mblc i legislativa provincial, que
aaosjouou, approvaudo os compromissns Mas irmao-
dades do ss. Sacramenlo de Paje de Flores, do
Divino Espirito Sanio erecla no convenio Francisca-
no desta cidade, e do SS. Sacramento do Bom Jar-
dim.
Para V. Exc. verFrontn* Ignacio de Torres
Bandeira a fe*.
Sellada c publicada nesla secretaria do governo da
provincia de Pemambuco aos 3 de maio de 1855.
Joduuim Pires Machado PoriWla.olucial-maior ser-
vindo de secrelario.
Registrada a fl. 146 do livro 3." de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pcrnamboco 7 demaio
de 1855.Joi Domingues da SUca. ,
I.EI N. 361.
Jo- Benteda Cunha e Figueiredo, presidente da
provincia de 'Pcrnambuco. Fajo saliera lodosos
seus habilanles, que a assemblca legislativa provin-
cial dccrclou, e eu sanecionei a resolucHo se-
guintc :
Arl. Uunico. A dispoicao do arl. 36 da lei pro-
vincial li, 83, comprebende aquelles, que compra-
ram ramos de imposlo ao arrematante Francisco
Carneiro da Silva, aos quaes aproveitara o abale
concedido ao inesmo arrematante as devidas pro-
porres.
I'icam revogadas as disposiroes em.contrario.
Mando por lauto, a lodas autoridades a quem o
conliecimenlo c execueAo da referida resolurSo per-
lencer, que a rumpram e fararrVumprir tilo inlei-
ramehle como nella se conten. X) secretario da pro-
vincia i faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Becifc ile Pemambuco aos 3 de maio
de 1853, trigsimo quarto da independencia e do
imperio.
I.. S. Jos Dent da Cunha e Figueiredo.
Carla do Ici pela qual V. Exc. manda cxrrular
rcsolnc;! da atscmbla legislalna provincial, que
sanecionou. declamado que a dlspOsic do arl. di
da Ici provincial n. 383, comprebende aquelles que
compraran! i .mus .lo Uupodo ) arremalanle Kraa-Jrfj,
Bisco Carneiro da Silva, aos qtlaes aproveitara o alia-
te concedido ao inesmo arremalanle lias devidas
proporroes-, como cima se declara.
Para V. Exc. ver.Franci Bafdiira a fez.
Sellada e publicada nesla secretaria da provincia
de l'ernambuco aos 3 de maio de 1833. loaouim
l'ire< Machado Porlella, oflicial-maior servindo de
soca-erario.
Registrada a fl. 147dolivro 3. da leis provin-
ciac..
, Secretaria do governo de l'ernambuco 7 de maio
de 1855.Jo.io Domingues da Silra.
I.EI N. 362.
Jos Benlo da Cunha o Figueiredo, presidente da
provincia de l'ernambuco. FacJ saber a lodos os
hahilaiile<, que a assemblca legislativa provincial
decretou, c cu sanecionei a resolucao seguiile :
Arl. nico. Fica o presidente da provincia ,an-
lorisidii a oureder jubilarSo a Salvador Ilenrique,
de Albuquerque, profesor publico de instrucr;ao
elementar do segundo grao na freguezia de S. Pe-
dro Marlvr da cidade de Olirlda, na forma do arligo
51 ilo rogulamcnlo de 12de maio de 1851.
Ficam revogadasas dispoires em conlrario.
Mando, por lano, a lodas as autoridades a quem
oeonheciment e execuco da referida resolurild
perlencer, que a cnmtiram e faram cumprir lo in-
teiramcnle coma nella te conlem. O secrelario da
provincia a fara imprimir, publicar e correr.
Cifrad* do Recite de Pemambuco aos i de maio
de 1855, 'trigsimo quarto da independencia ,e do
imperio.
I- S. Jos Denlo da Cunha e Figueiredo.
Carla do lei, pela qoal V. Ex..i manda exccular a
resolucao da assembla legislativa provincial, que
sancciiiiiuu, concedendo ao presidente da provincia
aolorisacao para jubilar a Salvador Henriques de
Albuquerque, professor publico de instrncra ele-
mentar do segundo grao na freguezia de S. Pedro
Marlvr de Olinda, na forma do arligo 5 de regula-
menlo de 12 de maio de 1851.
Pura V. Ex. vr^-Francisco Ignacio de Torres
Bandeira a fez.
Sellada e publicada nesla secretaria da provincia
de l'eriiamlnieo aos 1 de maio de 1855.Joaquim
Pires Machado Porlella, oflicial maior servindo de
secretario.
Registrada a folhas, do livro 3." de leis provin-
ciaes.
Sccrclaria do enverno de l'ernambuco 7 de maio de
1855.Joao'Domingues da SUca.
LEI N. 363.
Jos Benlo da Cuuha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pcrnambuco. Faeo saber a lodos os seus
habilanles que a assembla legislativa provincial de-
cretou,e en sanecionei .i lei seguinte ;
Art. L'nico. O professor de primeiras lettras do
Collcaio dos Orphaos Jos Policarpo de Freitas, lem
direilo a ser jubilado pelas disposiroes da lei de 10
o m\m iMs \\\\Mm% (*)
Por Paulo retal.
TLUCKHtA PARTE.

o orron milpk 10.
c.U'in i.o i
imarista de Chiffon.
Cliiffoa,okamava-se agora madamescila Maria de
Rostan, enro iva. hnvia um moz, em casa it doolor
Sulpirin, Lonol laorava desde mesmo lempo em
11 iiiarqiir/a. e chamava-se lainbem madanie-
?ella Maria de Bosta.
Loriotle tii.ba ineslre de Inda a especie. Seu pri-
nio o jeven Fernando de BosUn fazia-lho mil galau-
!'ias. O rei i'iuffc testemuiihara o desej ile ver
unidos (icio rasainrnto os duus ullimos herdeiros de
Kastan, e cm roiiiequecia disto n marqoexa [ictmil-
lia a lernainlii galantear l.oriolle. Ha instiitrios.
Atare eslava perfeitdinent'- engallada |iela estr.-ile-
gi rio rjpazinlio, e com ludo n.'io tema essa nova
rival.
''rielle nao romprphendia liem sua posirn, e lo-
do essa negocio ile soeoessao que ningnem dera-se ao
lialjilhn de eiplirar-lhe, era para ella o creso. Kal-
'areinw muilo lempo de l.oriol no feminiuo '! l'ode-
H Video Diario n. 106.

i me visse como me adiara


mos adirmar que isso nilo Ihe seria desagradavel ;
pois elle deleiiava-sc muilo cm sua condifflo de mu-
Iber. Ilormia bem, coma melhor e era Tratado cu-
dadosameule ; que mais poda desejar '.
Tiih.i lindos veslides, rijo corpinbo ncommoda-
jra-0 aliiiim lano; mas lie illislcr soffrer para ser
bella. Tinlia lodds os dias meias afras, camisas li-
nas e sapalos delicados. Creio que Ma coi,lava mais
emperder-se. Para que perderse, temi ja Unas
e lao lindas cousas :
Bemais Loriol nao sabia anda juslamcnle o que
era perder-so. 1 inha smncnlc. aprendido a conlieccr
os tteres.
Peasava rm ChilToii militas vezas, qu.-.si sempre
pIKi rlizer romsiua :.
Ah se CiiilToniiinha
setilii :
A marqurza afagava-o muilo ; porm elle nao a-
iavc-a iua-. Ella lornra-se culpada de urna of-
ra*a grai, O/ionio um da :
~- lie pena que essa menina lenha lao vis ps !
lanmiio huta juslaincirtc presumpro a respeilo
^jM>e das n.aos.
Wir>)eca ,V*re licou irrcvcgavelmente perdi-
da em t,. p.pirito.
F-nlfclaulo a pobre Chilln pensava em seu l.oriol
si-iiipn-, sempre Vivi lambem feliz, a menos li-
nlia rom Drofuslo ludo qup o dinheiro pode dar.
>iincaseiis sonhos de ii.r.incia haviam puflido ude-
vinhar senfclliai.ic opuleicia : mas fallava-llie o seu
l.oriol.
O doiilnr c a mullier eiir-iulravam-se todas as ma-
wia i- no leilq da lilha. En, um casal ao abrigo de
ola a Buena inle.liiia ; iros cuja paz silencio-a o
fra parece lamentar um grawlc amor que nao elis-
ia mala, bllcs ailoravam a lilainha. Irene aperla-
va-a todas as manhaas nos braets c olTerecia-a Irisle-
meule ao beijo dadoulor.
de junbo de 1837, pereebendo por lano a gratifi-
carlo por mais de 12 annos deserviros, segundo a
lei de i l de jamba de 1819.
Ficam revogadas as disposcoes em conlrario.
Mando, por tanto, a to las a todas as autoridades
a quem o conliecimenlo e execucan da referida re-
solucao perlencer, que a comprara e faram cumprir
lao inleramcnte como nella se conlem. O secre-
tario da proviucia a fara imprimir, publicar e cor-
rer.
Cidade do Becifc de Pemambuco aos 1 de maio
de 1855, trigsimo quarlo da independencia o do
imperio,
I.. S. Jos fenlo da Cunha e Figueiredo'
Carla de Ici, pela qual V. Ex. manda exccular
a resolucao da r*semtilea legislativa provincial, que
sanccionoii, decnVanOo que o professor de primei-
ras Irliras rinColUVic dos Orpiilos Jos l'olycarpo
de Freilas, lem direil* a ser jubilado pelas disposi-
roes da lei de ln de junho de 1837, pereebendo por
lano a gratifica rilo potni.i- de 12 anuos de servi-
ros, segundo a lei de 1f do junbo de (8i'J.
Para V. Ex.' ver.l'ramiica Ignacio de Torres
Dandeirz, fez. .
Sellada c publicada nesla secretaria da provincia
de Pcrnambuco aos i de maio de 1855.Joaguim
Pires Machado Porlella, oflicial maior servindo de
secrelario.
Registrada fullias do s/ro lerceiro de leis pro-
vinciiies. .
Secrolar do governo de Pemambuco 7 de.
maio de 1855.JoS Domingues da Silva.
------ratonil
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda. S*. Estanislao b. ni. ; S. Fla\io.
8 Terra. S. Heladio li.
') Quarta. S. Gregorio ^aziaiTzenoo*b.
10 thiinia. S. Antonio are. ; Ss. Blanda e Arfeo.
11 Sexta. Ss. Fabio, Anaslacio e Sereno inm.
12 Sabbado. S- Jonna princeza v.
13 Domingo. 5. dopoisde Patcoa. S. Pedro Re-.
g3|do f. ; Ss. Glyceria e Servaco mm.
Expediente do dia 5 de malo.
(JuicioAo Exm. presidente das Alagoas, duen-
do que o processo do soldado do 8. balalhao de in-
famara Francisco do Espirito Santo, sendo sub-
meltido aojulgamenlo do tribunal da junta dejus"
tira, onde leve a senlenra que remelle por copia,
fo devolvido aquella presidencia com officio de 5
de abril do auno prximo passado.
DitoAo Exm. commandante superior da guarda'
nacional do Rccife, inleiraudo-o de haver aulorisa-
do ao inspector da thesoucaria de fazenda, a mai -
dar pagar a imporlancia da folha e pret que S. Exc.
remctleu dos ofciaes do exercito e cornetas empre-
gados na mesma guarda nacional.
DitoAo Eira, conselheiro presidente da relacao,
recommendando que designe um desembargador
para servir de vogal na jimia de justica em lugar do
desembargador Frmino Pcreira Monlciro, que fo
removido para a relarn da corle.
DloAo Exm. marcchal commandante das ar-
mas, Iransmllindo por copia o aviso da reparlicao
da guerra de II de abril ullinio, do qual consta lla-
*cr-sc expedido orriem a p .gadoria das Iropas para
c-jsar o pagamento da coiisgnarao de 20-5000 rs.
'liKilcisra de 'sen sold na corte o segundo cirur-
gii alfe'res Trajaiio de Souza Vellio.Igual com-
muuicarao se fe/, .i lliesuuraria de fazenda.
DitoAo mesmo, remetiendo com copia do aviso
repartiese da cmrra de If de abril dtirmo, as ttt
de oflicio do major Antonio Elias Prxedes e Silva
e do prmeiro leuente Francisco .Manuel l'ereira
Forles, ambos do 4." balalhao.de arlilharia a p.
DloAo mesmo, enviando copia do aviso do mi-
usteiio da guerra de II de abril prximo lindo, do
qual cansa que se mudara addir a timlos corpos da
guarncao da curte o alferes do 10. balalhao le in-
famara Tito l.ivio da Silva.
DitoAo inesmo, Iransmllindo por copia, o avi-
so da rcparlirao da guerra de 22 de marro ulllmo.do
qual consta haver-sc de!rmnado que o capilao do
5. balalhao de infanlaria (iuiilierme Leopoldo de
Freilas, passe a servir como addido no 2. da mesma
arma.
DiloAo mesmo, Iranstnltir.do por copia o aviso
de 19 de abril deste anuo, com que o Exm. mjnislro
da guerra enviou o cxemplar que remelle do Jornal
do Commercio n. 107, no qual foram publicadas as
relarcs dos ofciaes do exercilo promovidos por de-
crelode I i do mesmo mez, e dos que liveram pas-
sagem de uns para oolros corpos.
DloAo mesmo, recommendando que mande avi-
sar Ires ofciaes superiores para servirem de regaos
na jimia de juslica que tem de reuuir-se no palacio
da presidencia s 10 horas da manha do dia 10 do
correle.Fizeram-sc as neccssariascommuncares
respeito.
DiloAo mesmo, distada que. pela lelura do
aviso que remelle por copia, Picara S. Exc. inteirado
de que.se conceder passagem para o 9. balalhao de
infantaria ao 1. cadete do 13. da mesma arma,Joa,
qum de Pontcs Marnate.
DiloAo mesmo, recommendando a expedirao
de suas orriens, para que o cadete do 9. balalhao de
infanlaria l.aurenlno Aulo.nio Moreira de Carvalho,
pague na recebedora de rendas internas desta pro-
vincia, vista da ola que remelle por copia, a im-
porlancia dosdireilosc emolumentos corresponden-
tes a dispensa do serviro que ublevc, segundo cons-
ta do aviso que lambem remelle por copia, para re-
quenlar os esludos do curso jurdico desta cidade.__
Ofllciao-se a respeilo i Ihesouraria do fazerlda.
DiloAo chefe de polica, declarando que a Ihe-
souraria provincial, tem ordem para pagar estando
nos termos legaes a conta que S. S. reinclleu da des-
posa feita com o sustento dos presos pobres da ca-
deMde Goianna uosmezes demarro e abril deste an-
no.-Igual cere da quanlia de 93600 rs. que se
dspendeu com a compra de cal que se lornoo'prc-
ci-a na cadeia velha desta cidade.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda, in-
lf irando-o de haver fallecido na enfermara do ar-
senal de marinba em o dia 3 do correnle, o africano
livre Josc., queseacbava ao servio do mesmo ar-
senal.Tambem se communicou ao curador dos
africanos livro-.
DiloAo mesmo.Remoliendo a V.S. as duas in-
clusas olas dos direilos e emolumentos que tem de
pagar os cidadaos ltimamente Horneados para of-
ciaes soperioresdo estado maiorda guarda nacional de
I ma vez Chiffon ouvio Sulpicio dzer :
Nao lenlio mais eonflaoca cm l, Irene, por-
que me desobederesle.
Era sem duvida a resposla a urna pergunla, a urna
reprehensao.
Oulra vez Chifln sorprendeu Irene chorando ajoe-
lliaala no sabio dianlc do reir! de Sulpirio.O (;|,f.
fon s roiihecia una forma do amor : o amor dedi-
cado, mas nm lano prolcclor que ella linha a Lo-
rio!, porm Irene pareca orar dianle da imagem de
um Dos.
Chilln esquivou-sc sem rumor. Nao sabia nada,
mas era mullier. e adeviuliava iiuss recalo o nossa
delicadeza. Nao ora cariosa. O mysterio dosn ca-
sa pesava-lhe ; mas ella nunca ioterTOgava nein es-
piava. Fo o acaso que moslrou-lhe o que ella pude
ver.
\ O um bomem moro e bello enlrar um lano fur-
livarnenle no aposento do doulor. Esso bomem nuil-
ra vinha as horas cm quo Sulpirio poda oslar em
caa. Por duas veles dillireiiles ella achou-o passan-
do cm di-lancia a mo aberla sobre o pcilo de Irene,
qoe pareca dormir.
Esse bomem que ella niivia chamar Mr. de Calie-
ran, snrria-lhc c acenava-lhe que guarda'se o silen-
cio. Secundo o juizo de Guitn, elle nao pareria
fazer nina accao im.i. ,
Irene esapaUidecia e cmmagiecia, e um circulo
azulado cavava-se-lhc em liirnu dos olhns .- ella pa-
deca. Aiisenlava-se mullas vezes quasi lano quau-
lo o proprio marido. Os criados munnuravam, c
repeham era Indos os lons :
Isso veio de repenle !... Elles viviam ha dous
mezes la unidos !
A easaatMa de Cbilfon lenlava de quaudo em
quando repelir-lhtas murmurarles dos criados ; mas
a rapariga nao quera ouvi-la.
Essa camarista nao era das duzias. Inculcava-se
so snnra.
diflerenles municipios desta provincia, e bem assim
os que foram reformados nos termos da lei n. 6(12
de 19 deselembro de 1850, tenho a recommendar-
Ihe n expedirao das convenientes ordens, para que a
imporlancia de Ises direilos e emolumentos seja re-
colbida recebedora de rendas interna-.
Relarao a que se refere o of/icii
N. 1.
Paulo de Amorim Salgado, wm-
mandanlc superior do Rio Formosa.
Direilos .lOugOM
Sello .... .5160
Emolumentos. 203000
Jos Venceslao Aflbnso Rigueira
Pcreira de Bastos, chefe do eslado
maior do Rio Formosn.
Direilos. 8030011
Sello..... ->160
Emolumentos. I65OOO
Jos Antonia Lopes, lenle coronel
commandaiilc do balalhao de arlilharia
do Rio Formoso.
Direilos 80;000
Sello. .... 5100
Emoromenlos I65OOO
Manocl Henriques W., lenle co-
ronel rninmandauie do balalhao do
Rio Formoso.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
8o;ooo
3160
169OOO
Coriolano Yelmo da Silveira. l-
enle coronel commandaulc do bala-
lhao de Serinliacin.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentas.

Cuspar Csvalcanli de Albuquerque
l'choa. lenle coronel commandante
do balalhao de Sernhaem.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Thomaz Alvos Maciel, lente co-
ronel coinmaiidaiile do balalhao de
Barreiros.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos .
Franriscn Santiago Ramos, lenle
coronel cominandanle do balalhao de
Bai reros.
Direilos. .
Sello. J
808000
8160
HifctOO
803000
8160
Hi-8000
SftjOOO
8160
16NMM)
809 'ti
lGOt
EinoluinenloC. IhVW
Ignacio Vieira de Mello, major-aju-
danle de ordens do commanrio superior
de Nazarelh.
Direilos.... 708000
Sello..... 8160
Emolumentos. li-sOOO
Jos Cabra] de Uliveira Mello, capi-
lo-quar I l-me-lre do cumulan.lo supe-
rior de Naiarelh.
Direilos. 30)000
Sello..... |6Q
Emolumentos tn--iKi(i
Feliciano Jos de Mello, capilao-sc-
crelario geral do soramando superior
de .Naz.ii elh.
Direilos.....SOfOOO
. Sello..... ateo
Emolumentos. 100000
Aulonu Alves Maciel, major-aju-
daule de ordens do comni.indo su|>c-
riordo Brejo.
Direilos . . 70*000
Sello. . 8160
Emolumentos. . i 18000
Antonio de Carvalho c Albuquerque,
major-.ijudaule de ordens do comman-
do superior do Brejo.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos .
Joao Baplisla do Reg Maciel, capi-
lao-secrclari geral do cominando su-
perior do Brejo.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos .
Theodoro de Carvalho Cavalcanli,
capiao-quarlcl-meslre do mimando
superior do Brejo.
Direilos .
Sello. .
Emolumentos .
Benlo-Jo- das Neves Wanderley,
lenle coronel cummandaole do bala-
lhao de infanlaria de Goianna.
Direilos. ,
708000
1160
118000
50f000
8160
108000
.508000
8160
108000
. 808000
Sello..... jigo
Emolumentos. 168000
Ignacio Alves da Silva Sanios, ma-
jor coiiimauddiile da secrau do bala-
lhao da reserva de Barrciros.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Antonio Jos de Olvoira Fragata,
major do 3." balalhao de infanlaria do
Rccifr.
Sello. .
Emolumentos .
Anacido Antonio de Moraes, major
rninni.ndaiite da prmeira companhia
do 6." balalhao do Rccife.
Direilos .
Sello. .
Emolumentos.
Firmiano Jos Rodrigues Fcrreira,
major reformado.
Direilos,
Sello. .' .
Emolumentos.
Candido Jos Lopes de Miranda,
majur ajudaule de ordens do miman-
do superior de Sanio Aniao.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Andr Dias de Araujo, major aju-
dsnlc de ordens do commando supe-
rior de Sanio .A lilao.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Bacbarel Joao Francisco de Arroda,
capilao secretario do commando supe-
rior de Sania Anlao.-
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos.
Artlouio/.eferino Poncede I.e3o, ca-
Pitao ciriirgiao-mor do commando su-
perior de Santo Aolao.
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos .
N. 2.
Alejandre Correa de.Caslro, major-
ajndanle de ordens do commando su-
perior de Nazarelh.
Direitos .
Sello. .
Emolomenlos.
709OOO
K0
11-3000
8160
118000
70*000
8160
118000
358000
8160
11-8000
70*000
8160
113000
70:000
I60
11-8000
50>000
8160
10*100
.-,0-1100
8150
10*000
7(r-000
160
11*000
filha de pala nohrcs e podia deslumhrar Chilln pela
sua edurai;ao superior. Ilavia lid tres mil e nbrnlos volumcsde romances, cujo coiileudn linha-
se-lhc capilalisad na memoria. Chamava-sc A'irgj-
ni.i : a amante de Etbelred !
Tinlia ja contado militas vezes a Cbiflon a historia
lonsa e culerncredora de suas dpsvcnliiras.
Chilln jantava sosiuha 011 com Irene. 1,'ma s
vez desde que ella ah eslava, o doulor Sulpicio as-
senlra-se a mesa.
Meu primo, dsscra-llie Chifln nesse dia, pois
cliamava-11 assim por sua ordem, porque razao o ve-
mos ta raras vezes ?
Porque oceupn-me com voss. Maria, respon-
der o doulor.
Depois elle arre renlou alagando seus bellos ca-
bellos negros :
Vo-s me amar anda quando fr una fu la toa
rica '.'
Ah meu primo, respondeu Chiffon, son ja urna
fidatoa demasiadamente nca para o que valho. I ma
lidalga que na sabe ler !
Irene abracou-a, e murmurou dirigndo se a Sul-
pirio.
__ Ha momentos em que lemhro-me de minba lia
Victoria, quando encaro-a...
Os olhos de Chiffon eneberam-se do lagrimas, por-
que ja sabia o mime da mal.
Ella acninpiiilioii o doulor Sulpicio al porta do
paleo, quando este relirou-sc, e disto-lite com voz
trmula :
Meu primo, Toast nunca me falla de meu po-
bre l.oriol !
Eslou prorurando-o, responden o doulor bel-
jainlo-lhe a fronte.
Chifln Milln para o seu quarlo mu Irsle e des-
animada. Os das passavam-se, e nada de uoli-
cias.
Francisco Antonio Pcreira dj Silva,
lenle coronel roiiimandanlodo bala-
lhao de infanlaria da freguezia 7)e Ja-
boatao.
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos.
Antonio Jos de Campos, lenle
coronel commandaivto riu curpo da ca-
vallana da A illa Bella. '
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos .
Manoel Pires de Carvalho Bclforle,
lenle Ofjroiirl rouiin.indanle do bala-
lhao de infanlaria de Tacaral.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Braz.Nunesde Magalhacs, lente
coronel commandante do balalhao de
infamara da Villa Bella.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Antonio Bernardo de Azevedo, l-
enle curonrl roinmaiidanle do bala-
lhao de infanlaria de Ingazcira.
Direilos .
Sello. .
Em lmenlos.
Chrslovao Jos de Campos Barbosa,
lenle coronel commandanle do bala-
lhao de reserva da Villa Bella.
Dreloi. .
Sello. .
Emolumentos .
Jo- Claudiini Lele, coronel refor-
mado.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos .
808000
npn
80*000
*IOO
I6|000
80*000
8100
i61000
80-5000
8160
168000
80*000
8160
16-8000
805000
*I60
I69000
5tt*000
8160
20*000
Ofliciou-se a respeilo aos respeclivos comman-
danles superiores.
DiloAo Inspector da Ihesouraria provincial.di-
fendo que pode mandar por em hasta publica a co-
branza no Irisante que principia no I. de julho pr-
ximo vindouro, dos pedagnj que actualmente se ca-
bram, e 'lo imposto de 20 por centoda agurdenle
consumida uo municipio do Recife, servindo de ba-
se a essa arremalanio os preros consU-nlcs da ola
que Smc. rsmelteu.
Dito^Ao mesmo, Iransmllindo para o fim conve-
niente, copia da relarao das desperas fetas para o
expediento da reparlicao das obras publicas no cr-
rente mez.
DiloAo direclordo arsenil de guerra para man-
dar erflrcgar ao commaudanle da fortaleza do Brasa,
os armamentos que foram comprados pelo conselho
administrativo e depositados naquelle arsenal.F-
zeram-se as necessarias communicaces a respeito.
DitoAo mesmo, recommendando que maude a-
lislar na companhia do apreudizes daquelle arsenal,
depois de lavrado o tormo de que traa o artigo i."
dorcgulamen(odc3 de Janeiro de 1812, o menor
Ernesto, que Ihe sera apresenlario. Neste sentido
ou"iciou-sc ao juiz de orpUsojdesle lermo.
Portara Ao mcsrsJRfara fazer apromplar
rom. hrevidade, alim de ocrom enviados an mcio
balalhao do Cear, nos termos do aviso que remelle
por copia sob n. 1. os artigas de fnrdamcnlo men-
cionados na relarao copia 11. 2.
DilaAo mesmo, para que mande entregar rom
bicvidarieao chele de polica 20 pares de algemas
eo/n cadeiados.Communicou-sc ao referido chefe
de polica.

(inicioAo Exm. marechal coramandanle das ar-
mas, nlcirando-o de harer recommendado ao ins-
pector da thesour-iria de fazenda, que estando nos
tormos legaes o documentos que S. S. remellen,
m.unto pagar a quanlia de 1618.500 rs..que fo des-
pendida pelo capilao Francisco Antonio de Souza
Camisao, com aluguel de cavallos as diligencias
que fez como commandante do destacamento vo-
lante de Goianna e Naztrelh.
Dilo.Ao mesmo, communieando haver expedi-
do ordem ao director do arsenal de guerra para que,
deconformidade com o aviso que remelle por copia,
expedido pela secretaria da repartir da guerra em
13 de abril ultimo, mande fornercr com urgencia
aos corpos em guarnido nesta provincia, e as edm-
panhas fizas de orvallarla e ariifices As artigo* de
fardamento mencionados as olas de n. 1 a 10,
que tambem remelle por copia.Ofliciou-se nesle
sentido ao referido director.
Dilo.Ao Exm. conselheiro presidente da rela-
rao, declarando, que segundo conslou de parlicipaco
da secretaria do ministerio da foslica de 23 de abril
ullimo, prorogou-se por mais dous mezes a Ueooea
com qne se acha na irle Domingos Jos Marques,
solicitador da |.a e 2. instancia, capellas, residuos
eausenles desla provincia.Igual communicacau
se fez a Ihesouraria de fazenda.
Dito.Ao mesmo, inlerando-o de haver o bacba-
rel Adelno Antonio de Luna Freir, juiz municipal
do tormo de Iguarass participado, que, deixando o
ejercicio cm que se achava de juiz do direilo da
l. vara crime, reassumira o do seu cargo no da 2
desle mez.Tambem se communicou a Ihesouraria
de fazenda.
Dito Ao chefe de palcia, declarando que a
Ihesouraria provincial tem ordem para pagar nao su
a quanlia de 113*860 rs., que foi dispendida com os
ohjcctos precisos para a transferencia dos presos da
cadeia velha para a casa de detonro desla cidade,
mi. lambem a de 718!)(!l rs., importancia das des-
peas fetas com o sustento dos prc;os pobres da ca-
ricia do Tacaral no miz de dezembro do anuo lin-
do, com o feriiecimenlode luz para a mesma cadeia,
desde 12 dcuovcmbro do dilo anuo, al o lim de
man; 1 ultimo, c rom u Bluguer datan que serve de
fWdeT", vencido cT3 diHWfeifrt" mez de marco.
Dilo Ao inspector da Inesboraru de fazenda,
Iran-millindo para os convenrentes exames, copias
das acias do conselho administrativo, datadas de 20,
,21 e 23 de abril ultimo.
Dilo Ao capilao rio porlo, enviando copia do
pair crcular'da marinba do 17 de abril ullimo, e
um cxemplar do decreto n. 1582 de 2 do mesmo mez
injuriando que sejam matriculados na capitana dos
porlos todos os calafates e carpiqleiros de embarca-
Ces. que exercerein elleclivameiile estas prolissoes.
Dlo Ao mesmo, remeltendo, cm resposla
ao sen onicio n. 970 de 20 do passado, nao s copia
da informarao dada pelo inspector da Ihesouraria de
fazenda acerca da insufcicnria dos crditos conce-
didos para as despezas de diversas rubricas do mi-
nisterio da marinha, no correnle exercclo, mas
lambem a do parecer a que se refero o inesmo ins-
pector.
Dilo Ao presidente da commissao de Hygiene
Publica, dizciido que com a copia jimia du ollicio
da cmara municipal desla cidade de II do passado,
responde ao de Smc. de 26 de mairo ultimo, em
que pode a overiir.io dos arls. 29 e 31 das medidas
sanilarias indicadas por aquella rommis-ao cm 2 de
noveinbro do auno prximo lindo.
DiloAo director das obras publicas, remellen-
do, em resposla ao seu oftlco d 30 de marco ulli-
mo n. I IS relativamente a demora, que s lem da-
do lia desapropriarao de urna ca-a de Jos Joaquim
de Sanl'Anna, sita na direcrao do 6. tanjo da es-
Irada da Escaria, copia do parecer dado respei-
lo pelo procurador fiscal da Ihesouraria provin-
cial.
DitoAo inspector da Ihesouraria provincial, au-
torisando-o por em hasta publica um sillo ni es-
Irada de 'to.11, o qual fura adjudicado a fazenda
provincial na importancia de 3:375*000 ris. por
execucao contra o ex-inspector da exl'ncta Ihesou-
raria Joo Baplisla Pcreira Lobo e oulros, pelo al-
cance da mesma Ihesouraria.
PortaraMandaudo admillr ao servido do ex-
ejclo, como voluntario, por lempo de 6 annos, ao
paisano Manoel Jos da Luz, abonando-se-lhe, alm
dos vencimentos da Ici, o premio de 300*000 res.
Fizeram-sc respeilo as comm......acors do coslume.
------losaasaoi
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-feoeral do commando das armas da
Pemambuco na cidade do Recife, em 8 de
malo de 1855.
ORDEM DO DIA N. 42.
O marechal de campo commandanle das armas
delermina queos Srs. segundos-cirurgies lenles
docorpo de saude do exercito, Hozendo Aprigio Pe-
reira (iuimarnes e Jos Muniz Cordeiro Gilahy re-
vcrlam para o serviro do hospital regimenlal, do
qual foram dislrahidos como juizes de fado, para o
do tiibunal do jurj na sessao que finali-ou a 5 do
correnle.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudantc de
ordens enearregado do delalhe.
Que era feiio de l.oriol, seu amigo '! L'in mez, um
mez inlero nesse grande Pars, onde pode-se morrer
de fri, de fome, de miseria muilo mais fcilmente
ilo que na cliarueca deserla A prmeira cidade do
mundo onde acbam-se craluras humanas cabidas
sobre as calcadas e moras por falla de um bocado
de pao !
l.oriol. seu charo amico, o companheiro de sua in-
fancia, loria a sua familia !... Ilavia nuiles em que
Chilln'va o em seus sonhos, paludo e macilento es-
lelil! lo a mao aos ramiuhaiilcs, os quaes desvi-
vam o roslo.
Oh lorias as Tetes que Chilln sabia, dava arden-
tomonle asmlas, dzcmlo : Meu Dos, culregai islo
ao meu Lorio! !
Outros sonhos melhores represenlavam-llie o ami-
go deludo na retal rio campo debis de um rato de
sol du oulono. e leudo ao pescoc a niedalha da Vir-
gem, a qual o salvara dos pergos de Pars, que be o
Inferno !
l.oriol linln atinado com o ramiulio da Brelanlia.
Segara saainho essa tonga ettrada, e quando emtava
paia -aullar o pao. sua voz era rhorosa !
Chilln senlia-se allrahiria para Irene, porque es-
la assemelhava-sc a l.oriol. Sulpirio linha prohibi-
do a Irene conlar a Cbilfon a historia de sua fami-
lia ; assim ella ignorara que Irene era irma de
Loriut.
l'ma noile Chilln enlrando uo salo, vio Irene
detada em urna pollrona com os olhos abortes c ur-
ies. Mr. de Calieran cm p dianlc delta, excrula-
va os mu menlo- misteriosos que a raparigiiinha ja
coiiberia, mas que nao podara anda rompreben-
der. Irene linha na man urna tranca de cabellos
prelos.
Chilln qui/. esquivar-se como de ordinario, mas
Mr. de Calieran, lendo-a visto, disse-lhe :
Fique, miiiha filha ; pode apresentar-se o"caso
em que madama Sulpicio lenha necessidade de urna
lestemunha.
De urna tesUmuhha :'... repeli Chilln.
Vmc. dir o quo vio, acaben Bobcrto de (ial-
lerau.
Chilln assenlou-se cslranhando o silencio de
Irene.
Calieran coinprehendeu, e murmurou :
Ella dirme.
Ella cncara-me objerlou Cliilion.
Mas nao li'.
Irene abri a bocea e proferto algomas palavras
que alr. de tiallcraii notoo 110 caolienlio. Chilln
nao peder perceber o sentido dessas palavras ; ape-
nas (omprebendera qu- Iralava-sc de um asSAWitaio.
Todo o coreo tremialhe.
Irene pronum-iou o nome da marqueza Astrca, c
depois di-sc :
De boje a qualro dias, a 5 de dezembro... Nao
sera Mieul...
Este nome era da Brclanha. Chilln ficou mais
alenla.
Irene pareria padecer.
Vejo-a vejo-a exclamou ella rom um aren-
lo liretc e secco que nao |ho era natural... Ella falla
de Sulangc !
De Sotanee !... exclamou Mr. de Calieran pon-
do-lbe a mao sobre a fronte. (Juc diz ella de So-
lange t
Irene agilou-sc violentamente, e tnrnou :
Oh desgranado, desgrarario !...
Depois arrescentou :
O duque de llustan lem empallleeido muilo
e-li- Ires das !
MasSolange Solange insislia Calieran.
N lo era a prmeira vez que Chiffon ouvia esse no-
me. Em sua prcseuca Irene fallara muilas vezes
ERRATA.
Na segunda columna da primeira pagina, na linha
21,'m lugar da palavra regulados,diga-se re-
gulares.
Na I buhas da mesma columna, leia-seem lugar
dee nao pela plantanao s pela planta.
EXTERIOR.
COMPANHIA LCSO-BRASILEIRA.
. Vcnlila-sc a conveniencia de transferir do Porlo
para Lisboa a sdc da companhia Luso-Brasilcra.
Nao hemos entrado na quesillo por nos parecer ella
prematura, face do arligo 27 do estatuto, que
na permuto alleracoes nesle senao de cinco em
cinco annos, a contar do 1'de maio de 1852. O
local da sede da companhia esl designado para o
Porlo no S 1* do arligo da lei reguladora, que
lem de passar pelos tranmiles do artigo 28, para
soffrer qualqucr modilicarao. He visto que se gas-
lam argumentos que s podem valer para daqui a
dous annos, e quer profundar-se ama questao inq-
lil 110 momento. Mas ella pretende tomar vulto
e nos nao podemos fugir-lhe.
Poder por ventura suslentar-sc que os creado-
res da companhia, e depois os confeccionadores do
estatuto, guoravam que o arrojado pensamento
que iaui desenvolver, nao se realisaria sem que a
partida dos barcos tosse de Lisboa Por certo que
serii suppo-los despidos de senso, se livessem calcu-
lado que a tolarao dos barcos que tencionavam .le-
vantar era comporlavel com as circumslancias do
porto do Porto.
Assim sabendo-se muilo bem no ealabeleeer da
companhia, que o maior movimenlo das suas em-
barcar/es seria, no paz, em"Lisboa, alguma forte
ra/.aq hara de levar os creadores a preterir esta ci-
dade para miro da liscalisacAo geral, preferindo a
sosunda capilal do reino. Nao assistimos discus-
sao do estatuto, mas temos que a razao que levou
o fundadores a esltbelecer no Porto a sede da com-
panhia seria aquella, que boje nos leva a sustentar
essa sede.
Pondo de parle a ufana, nobre e deseulpavel,
que de certo hava de assislir aos creadores do pen-
samento, sobre maneira grande, para, que a compa-
nhia tvesse o seu cenlro na Ierra que a imaginara
e com lanos esforeos a conseguir ; -dando assim
urna bem merecida imporlancia prarai ondeaquel-
le pensamento recebera a origcm ; vejamos se os
inlersses da cansideravel commaiidila pedinm no
Porto (al centro.
Para nos o local onde urna companhia deve ler o
seu asenlo ser aqoelle onde com mais facilidade se
possa reunir a asscinbla geral, islo he, a suprema
liscalisacao. He deslaque tem de partir as reso.
Iuces era grande que postan affeclar os interesses
da companhia, e que s por aquello poder soberauo
podem ser derdamento avalladas.
Sabemos que dous argumentos nos apparecem de
treme. O prmeiro He q'uc sendo ss ,-rcrfSes ndos-
sa\es nao se poder designar ao certo o local onde
com mais presteza sereuuam os possuidores 011 man-
dem procuraraoPespalbados como podem estar por
toda a parte. O segundo he que, admtlido o prin-
cipio, o Rio de Janeiro devia preferir ao Porlo.
Respondemos ao prmeiro, que as acedes agora no
comero foram passadas pela relacoes commerciaes
lo Porto para o Brasil, e que neste os nossos irmos
que as acceilaram houveram respeilo a essas rela-
res, e com ellas contaram para o correr dos ne-
gocios da companhia.' K-sas relacoes bao de dursr
por muilo lempo, c para o futuro os possuidores
eventuacs lomara em linlia de conla essa circums-
lancia ao comprar o titulo, vindo assim a sede do
Porto a consolidar-se para o effeilo, reunindo de
ceno nesta prac,a a maior somma de inlercssadjs ou
seus agentes, e eslabelecendo-se assim a facilidade
da suprema liscalisacao, como ja dissemos.
Respondemos ao segundo com parle da resposla
precedente. Os portadores das acedes do Brasil sao
no momento, pela maior parte, I'orliiguezes lilhos
das provincias do Norte, a quem vivifica o desejo
de \-rilar patria, prescindiudo por isso de que a
sede da companhia seja uo Brasil, pois que a cada
momento podem eslar de volla ao paz natal, e en-
lo prcfercm4uin local onde 110 futuro com mais fa-
cilidade podem reunir-se ou tratar com os seus nu-
merosos conhecidos que no lem cm oulra Ierra.
Parece-nos iuconlestavel que cutre o Porlo, pro-
atocias do Norle, e o Brasil ha muilo maior contac-
10 que entre este, Lisboa, e provincias do Sul. Con-
vencemo-nos por cousequeucia, que feila s organi-
saraoda compauhia como se fez, e atlendendo s
iilluenciascommerciaes que a affeclam, o Porto nao
s boje como no futuro, he e ser o local onde se
rena a maior somma de vantgens aproveitaveis i
fiscalisacao suprema. '
V-se bem que nao sao inJillrenles as coasidera-
res que deixamos ditas para o regular andamento
dos negocios da companhia. No Porlo pode com
mais facilidade eslabelerer-se o mercado das sua
aerees, e a receprao dos dividendos, sendo aqui on-
de o seu escriplorio geral pode ser patentcado a
maior numero de ioteressados.
Nao jiodendo assim Lisboa competir com o Porto
na l.uso-Brasleira, como o Porto nao pode compe-
tir com Lisboa, por exemplo no Banco de Porlugal,
he para mis seguro que nao ha razao plausivel para
que o Porto deixe de ser o cenlro daquella.
Nao tomamos em lano vulto, como alguem quer,
o movimenlo dos barcos para transferir a adminis-
trarlo para Lisboa. Ja dissemos o pelo que subor-
dinamos este movimenlo, a que chamaremos mate-
rial, quelle outro que deve domioa-lo. Se as ope-
raroes maleriaes do commercio se nao podessem fa-
zer por proposlas, mal iria aos qoe concebem em
grande escalla as Iransacroes mercanlis. As casas
filaos desappareceriam, c as prncipaes gerencias
teriam de ir para oslocaes onde o maior movimen-
lo material se opera. A companhia das ludias de-
vera ler mudado a sua sede para o Canad.
dessa Solange ao doulor Sulpicio, o qual nunca res-
ponder.
Mr. de Calieran volloo-se para Chifln com lagri-
mas nos olhos, e dase em voz baixa como se tornea-
se acordar Irene :
Senhora Mara, Vmc. que nunca ofrenden a
Dos e que he um anjo, ore pela pobre mullier, cujo
nome acaba de ser pronunciado !
Hci de orar, disse Chillan.
Ella compilo a prometes. Amava essa Solange
,1-sim como alnamos una protegida, e s vezes sen-
lia urna curio-ida -le de coiihecer sua grande des-
gryee.
Essa 11.ule Chifln adermeceu muilo tarde. Era
daquella- que iuslruem -se rapidamenle. c ludo o que
passava-sc em torno della impressionava-a muito
mais vivamente do que nos prunriros dias. Come-
cava a dar um sentido a cada faci al cntao nao
comprehendido.
(lude eslava ? Foi a palavra assassinio que disper-
lou-lhe esla pergunla na Consciencia.
Certamente ella lera querido commnnicar tuat
.Invidas a Virginia, qual nao teriam fallado solu-
coes. Depois de sua cliegada a Pan-. Virginia reu-
nir alguns esludos lliealraes aos conhecimenlos Ili-
terarios que ja linha. Os dramas e as comedias eo-
siii.iin a rcalidadc da vida quasi Uo bem como os ro-
mances. Era impossivel prupdr dahi em (liante a
Virginia um problema humano, de que ella nao li-
vesse a chave.
.Mas Chilln guardava suas llovidas para si. O
myslerio que a rodeava, infuudia-llie mais inleresse
que terror. Sulpicio er* a hoiiriarie personificada,
Irene era branda e piedosa. Chilln nao poda sup-
por-lhes raaos pensamentos.
Hou've ura faci singular que nao podemos passar
em silencio, porque o acaso fez Virginia ler parle na
aventura.
IIEGVEI
MUTILADO



DIARIO OE PERMMBUCO QUART,. FEIRA 9 DE MAl0 DE 1855
Os paeposlo* obram cnifbrijic as ordena que tem,
ao* c.voi imprevistos, comcTmellior entenam aos
rntercsses dos proponenles oa ao cnmprimenlo da;
lea. O proposlo boa consulta aquella porque a lem prxima. Os
que estilo em qualquor dos portos onde tuca o vapor,
as diflereoles eventualidades que podem occorrer,
hao de cauinhar sein aquella consulta, ou pelas de-
lerainajdesrecebkliis, ou peloquo a boa razau in-
dicar.
as crcumslancias do momento as geeorrencias
tanto embarajariam a admiuislrajiio em Lisboa co-
mo no Porto. Decidir se o D. Mara devia par-
tir em os passageirnt do Norte, oa se os devia lomar
a Barra doPorto, silo cousas qfle nao escapam e que
ijecessariaroenle lembram para serem de anlenio
prevenidas. A primeini nao he delAo fcil resolu-
jilo que's as nspiajies da capital podessem acabar
com lia. A segundea precita nefessariamente do
informaran do Porto, pois que nem sempre o mar
da liecnca para queat catraiat saiam, como repeli-
das vezes acontece ana paquetes.
Se vergamos ao peso de circumslancias fataes, te-
mos de sugeter-not a ellas, pois que sao invend-
ris. A partida regular do* barcos he ama necet-
sidade palpavel, e de fcil comprohenjilo. Uella de-
pende u interesse inmediato da companhia e do pu-
blico : mas se a forja maior so melle de permein, o
bomcoi tem de ceder, a su Ihe resta a previsto e
cautela tanto quanlo estoja em suas forjas. Peque-
a he a poca do anuo em que taes contingencias se
dao. A experiencia deve ensinar a companhia a
provee de remedio, ou a modificar o que s he po-
sitivamente regulumenUr e nao ataca o eslatuto.
Nao vemos finalmente a ulilidade da transferen-
cia para Lisboa. A direcjao par.i estar bem, devia
eslar em Inglaterra quando secoiislmisscm os bar-
cos, em Lisboa quando parlissem, no Kio de Janei-
ro, e nos demiis purlos quando ah tocassem ; devia-
estar em toda a parte ao mesmo tempo : mas como
Uso nao he possivel, esleja no Porto onde realmente
a maior somma de conveniencias exige que cs-
teja.
--------
A queslao que se agita da mudanza da directo
da companhia I.uso-Brasileira para Lisboa, he fuu-
dada, em que nao entrando os barcos no Porto,
nao pode a direccao altender aos negocios da em-
presa com tanta promptidao como sa all eslivesse
etc., etc..Este fundamento deixa logo ver que nao
ha raines fortes, e que,apenas se procura un pre-
texto par empolgar a direccao desta coropsnhia,
que hoje se torna mais fcil, por se achar monta-
da cusa dos trabalhoa e fadigas dat'drecjes que
lem gerido esta companhia desde a sua origem al
boje.
Se os motivos que se apresenlam para a mudan ja da
direcc.au, prucedessem, seria enlao preciso que hou-
vesse, como ja se disse ueste jornal, ama direccao
em cada um dos portos em que enlram os vapores
e se copsiderirmos, que u Porto he o centro onde
concorre o maior numero de passageiros, que dao
companhia grandes inleresaes, ninguera dir por
certo, que seja inconveniente conservar aqu a sua
direccao, muilo mais guando he sabido que n agen-
cia em Lisboa apezar de estar confiada a pessoa
muito hbil e competente, he, e pode continuar a
ser frequenles vezes visitada por algam dos mem-
bros da directo, principalmente as entradas e sa-
ludas dos barcos.
Deve tambem observar-se que esla queslao pro-
gredindo, pode acarretar a empreza graves prejui-
zos, porque he provavcl, qoe os accionistas do Porto
nao queirnm perder um dircilo que Mies he garan-
tido pelo estatuto da companhia, e uem mesmo a
praja do Porto consentir que assim Ihe roubem a
gloria de representar a maior e a mais importante
de todas aquellas que lem crcadu.
He sabido, que enlre o commercio ha sempre
emularan, e se a par delta se enecutra a justica, co-
mo uo preseute caso assiste ao commercio da praca
do Porto, he fcil conhecer que elle au consen-
tir nunca em semelhante mudanza, que, sem van-
tagens a companhia, Ihes laucara urna censura s
suas administradles.
Por oulro lado, nao podeudo o eslatulo ser alte-
rado senao pela forma nelle eslabelecida, he claro,
que qualquer,propoala tendente a semellianle fim he
pur ora intempestiva ; mas, dado mesmo o caso que
podesse lar ja tugara referida proposta, de mudau-
ca de direccao, anda ha alguinat considerantes a
fazer, e porventura bem importantes. Pelas razes
aprsentadas dove sempre contar-se com a opposi-
jju dos accionistas do Porlo, *e da maior 1,1 de outros
porto; neatc caso ha ver desuniao entre os accio-
nistas ; virao os protestos, os embargos, as lquida-
ees, e por ultimo o aniquilamcnlo da companhia.
E valer a pena de se por era risco urna empreza tao
esperanzosa e de tanta gloria para este paiz, s
pelo gosto de salisfazer a ambicio de slguem em
Lisboa'.'
De certo, que ninguem de boa fe. que deseje a
prosperidade di companhia, poderu apoiar senie-
Ihanles ideas, onde s Iransluz o egosmo e urna
emularlo mal entendida ; e he de esperar, que o
bom senso e patriotismo dos accionistas ponha termo
a cixgencias Lio despropositadas, salvando assim a
companhia do risco que a araeaja, e pondo os seus
inleresses a coberlo dos prejuizos que pode uccasio-
nar-lhes urna medida imprudente e mal pensada.
. Um accionitta.
{Jornal do Commercio de Lisboa.,
No seu manifest, lal ao menos como o conhe-
cemos al o prsenle, o imperador Alexandre 11
prometi a Itussia realisar os projeclos de Pedro
Grande, Calharina, Alexandre e Nicolao. Existe
um resumo destes planos. Que o testamento alli-
buidn a FedroGrande seja obra desle soberano ou
simplesmeoleo summario redigido segundo a sua
polilica e a de seussuccessores, nem por isso deixa
de ser considerado com razan como a formula mais
eiacl do penaamenlo rasso ha um seclo, e do sea
alvo no futuro. Porlanlo, nao ser intil reprodu-
zir esle documento para eooliecer-se o (livor de pro-
ceder que o novo imperador se propoe seguir. Eis
iqoi o texto:
TESTAMENTO DE PEDRO GRANDE.
Em noml da Saulissima e Indivsivel Trndade,
nos, Pedro I, imperador e autcrata de toda? as
Russias, ele. a lodos os nossos descendentes e suc-
cessores ao throno e governo da najas- russa.
a O grande Dos, a quem devemos nossa existen-
cia e nossa-coroa, nos leudo constantemente esclare-
cido com suas lnzes e sustentado com o sea divino
apoio, me permilte considerar o povo russo como
chamado pelo futuro dominarlo geral da Europa.
Pando este pensamento no fado de que as najoes
europeas aJo chegadas, pela mor parte, a um estado
de velhce vesinho cadacidade, ou de que para ah
caminham a paasos largos; porlanto segu-*c disto
que devem ser fcil e indubitatelmente conquista-
das por um povo novo e robusto, qoando .esle ulti-
mo tiver altingido (oda sua forja e todo seu cresci-
menlo. Considero a inva-o futura dos paizes do
Occidente e do Oriente pelo norte, como .nm mov-
menlo peridico suspenso pelos designios da Provi-
dencia, que (em desl'arte degenerado o povo romano
pela invasao dos barbaros.
' a E*tas emigrajoes dos hornera'polares'sao como
o reflua do Nilo, que em certas pocas vem nutrir
com o seu limo as Ierra entigrecidas do Egyplo.
Enconlrei a Rusia ribeiro, deiio-a rio; os meas
successores farao della un grande mar, destinado a
ferlilisar a Europa empobrecida, o as suas ondas
trabnrdarao apezar de lodos os diques que maos
enfraquecidas Res" possam oppor, se 01 nossos dt-
cendenle louhcrein dirigir-llies o curso, lio por
jaso que llies deixo as cjessegiiinles ; recommen-
do-as a altcnr.lo e observajao constante dclles, assim
como Moyses recommendara as laboasda lei ao povo
judeo.
I
Manter a mijito russa n'um estado de guerra cons-
tante, para ter o soldado dehaixo das armas c sem-
pre em aclivid.ide. Permillir-lhe somente que des-
canse para mclhorar as fuianjas lo eslado, refazer
as (ropas e escolher os momentos opporlunns para o
alaque. Dest'arlc fazer servir a paz guerra c a
guerra a paz, no interesse do eugraiidecimcnlo e da
prosperidade ingente da Rusaia.
II
Chamar por lodos o? meos possiveis, de entre os
poyos instruidos da Europa, capilaea durante a guer-
ra e sabios duranle a paz? para ulilisar a najao rus-
sa das vanlagena dos oulro* paizea, sem Ihes fazer
nada perder dos seus proprios.
III
Tomar parte cm qualqucf occasiao nos negocios e
desavensas da Europa, e especialmente nos da Alle-
manlia. que, mais prxima, inleressa mais directa-
mente.
IV
Dividir a Polonia fomentando dentro della a per-
turbadlo e as discordias civis ; chamar a si a nobre-
za por meio do ouro, influir as Dictas, corrmpe-
la*, afim de ler acrao sobre as cleijes dos reit; fa-
zer nomear os seus partidarios, prolege-los, fazer en-
trar ah e residir as tropas moscovitas at a occasio
do se eslabelccer definitivamente. Se as potencias
visinha* oppozcrem quaesquer diliculdades, accom*
moda-las momentneamente retallando o paiz at
que se posta tomar por iludo ludo t/ttanto se hou-
ver dado.
V
Tomar o maU que se poder da Snecia, e sajazer
atacar por ella, para ler o pretexto, de subjuga-la.
Para este fim solar a Dinamarca da Suecia e a Sue-
cia da Dinamarca, e nutrir com cuidado as suas ri-
validades.
VI
Escoliier sempre as esposas dos 'principes russos
enlre as princezas da Allemanha, para multiplicar
as adianjaa de familias; approx'unar os inleresses, e
unir por si roesma a Allemanha uossa causa, pro-
pagando nella os notios principios.
VII
Procurar de preferencia a alanja commercial da
Inglaterra, porque ests potencia tem mais do que
oulra qualquor necessidade de mis para sua roari-
nha, e porque pode ser mais ulil ao desenvolvimen-
(o da nossa. Trocaras nossas madeiras e as nossas
materias primas pelo seu ouro, e estabelecer entre
os seus mercaderes, os seus inarinheiros e os nossos,
relajees continuas que formem as esquadras rustas
para a navegajo e o commercio.
VIH
Estender-se continuadamente para onorle ao lon-
go do Bltico, assim como para o sut, ao longo do
Mar Negro.
IX
Approximar-sc o mah possieel de Constantino-
pa e dos tem arredores. Aquelle que ahi reinar
ser o terdadeiro soberano do mundo.
Em consequencia, suscitar guerras continuas, ora
no Turco, ora ao Persa ; estabelecer estaleiro no Mar
Negro, apossar-se pouco a pouco desle mar, assim
como do Bltico, porque este auplice ponto he ne-
cessario ao bom xito do projeclo; accelerar a de-
cadencia da Persia, penetrar al o golfo prsico;
reslabeleccr, se for possivcl, pela Syria, o anlian
commercio do Levante, e acanrar at as Indyis,
que sao o emporio do mundo.
Urna vez ahi, poderemos dispensar o ouro da In-
glaterra.
X
Procurar emanrer com poi-laJoa allUnca da Aus-
tria favorecer em apparencia, as suas ideas de do-
minio sobre a .Ulcmaiilia. e ?xcilar contra ella o ciu-
rae das provincias. <
Procurar fazer reclamar a inlervenjao dn Russia
por uns c por oulros, exercendo sobre o paiz urna
especie de lutella que prepare o dominio futuro.
XI
Interetsar a missao da Austria para expellir o
Turco da Europa e frustra-la pela sua parle do des-
pojo na occasio da conquista de Cunslanlinopla,
ou suscilando-lhe urna guerra com os amigos Esta-
dos da Europa, ou dando-lhe ama porejio da con-
quista que mais tarde se reproduzir.
XII
Alrahir c reunir em torno de si os (rogos, uni-
dos e desunidos ou schismaticos, que se acharo es-
palhadosqaer na Hungra, quer na Turqua, quer
no meio da da Polonia; consliluir-sc centro delles,
seu apoio, e fundar de anlemao urna supremaca
universal por urna especie de realeza ou de domi-
nacao sacerdotal : os Gregos-slavos sero outros tan-
tos amigos quantos inimigos houverem entre cada
um.
XIII
A Suecia desmembrada, a Persia vencida, a Po-
lonia subjagada, a Turqua eonquislada, os uossos
exerrilos leundos, o Mar Nearo e o Bltico guar-
dados pelos nossos navios, ser mislcr propor separa-
da e mu discretamente, prmeiro i corle de Ver-
tadles, depois i de Vienna, dividir com ellas o im-
perio do universo.
Se lima das duas aceitar, o que nao podo deixar
de acontecer, por pouco que se lisongcie o urgulho
e a ambirao derlas, servr-se dola para esmasar a
oulra ; depois esmagar tambem aquella que sohrevi-
ver, empeuhandu com ella urna lula de morle, cuja
cuncluso nao pn loria ser duvidosa, possuindo j a
Russia como propriedade lodo o Oriente e grande
parle da Europa.
XIV
Se ambas recusaren, o of/erta da fu.<.'ia, o que
nao he qutisi provavcl, fora necessari.- saber susci-
tar-lhes coiilendas c fazer que urna fosse exhaurida
pela outra. Enlao aproveitando de um rnomonlo
decisivo, a Russia faria cahir as suas tropas reunidas
de antemiio sobre a Allemanha, ao mesmo lempo
que "duas esquadras considerareis psrlirem, urna do
Mar d'izoff, e a outra do porlo d'Archangel, earre-
gdas de hordas asiticas,sob o comboy das frotas ar-
mados do Mar Negro e do Bltico.
Juaneando pelo Mediterrneo e pelo Ocano, in-
nundariam a Franca por um lado, ao passo que a
Allemanha se-lo-hia pelo oulro; e estas duas reges
vencidas, o resto da Europa o seria lamhem com fa-
cilidadc e sem que des-e um tiro.
XV
Dest'arle pode edere ser subjugada a Europa.
Pedro I.
Autcrata de todas as Russias.
(Journal du Havre.)
DE
CORRESPOXDKXCI.V IH> DIARIO
PEKNAMKICO.
PARS
20 de marco.
Ouo alliludc vai tomar o novo imperador da Rus-
sia '.' Por ventura quer elle continuar a guerra, ou
quer anlcs a pt? Eis-aqui o quo a Europa quar
saber, e (ambem he esta a porgiinla, que fazem os
seus leilores, que loioam interesse em os negocios
europeus. A resposta nao he fcil: julgoo-sa a i
principio aquique, com a morle do imperador Nico-
lao, in desaparecer o principal obstculo ao arranjo
de paz, e os fundos pblicos subiram com urna
grande vivacidade, sobretodo na Bolsa de Parit ;
mas operando-so logo urna reacc.lo vilenla, a con-
fianra quasi qoc lem dwapparccido inleiramonlc, e
hoje minias pessoas oslan convencidas, que a polili-
ca russa nao se modificar, o nenhuma esperanca ha
de lorminar-se por meio de um arranjo pacifico a
quesillo, que lem posto em campo doas milhes de
bonicos armados. O que sobre ludo tem animado
o horisonte he ao manifest, que acaba de publicar o
imperador Alexandre II ao subir o Ihrono ; eis-
nqui o texto desle documento, que a maior parle do
publico Icm interpretado em um sentido hellicoso.
zemos saber que aprouve a Dos em seus impene-
traveis juizos ferir a nos lodos com um golpe lo
lerrivel como inesperado. 'Nosso prezado pai, o im"
perador Nicolao Paulovilch, fallecen hoje cm consc-*
quencia de urna curta, mas grave molestia, que s
tiuha desenvolvido nos ultimo* das com tima rapi-
dez inaudita. Nenhume palavra pode exprimir a
no*sa dor, que ser tambem a de lodos os nossos
fiis subditos.
Submcttendo-noa com resignajao aos impene-
traveis designios da Providencia Divina, procuramos
eonsolaroes nella, e s della esperamos aa forras ne-
cessarias para 9aslen(ar o fardo, que Ihe aprouve
impor-nos ; e assim como nosso querido pai, que
choramos consagrou iodo* oa seus esforjos, todos os
instantes de sua vida aos trabadlos c aos cuidados
reclamados pelo bem de aus subditos, tambem nos,
nesta hora de dor, mas l,lo gravo e tao solemne, su-
bindo ao throno hereditario do imperio da Ru*sia ro-
mo do reino da Polonia e do grao ducado de Finlan-
dia, que Ihe sao inseparaveis, peranlc Dos invisi-
vel, sempre prsenle ao nosso lado, fazemos o ju-
ramento sagrado de nao ler jamis oulro fim, senao
a prosperidade de no*sa palria. Permita a Provi-
dencia, que nos tem chamado para tao alia mis*ao,
que guiado c protegido por ella, possamos firmar a
Russia no mais alio grao de poder c de gloria ; que
sejam realisadas por nos as inlcneTies c os desojos de
nossos Ilustres predecessores Pedro, Calharina, A-
lexandre o querido, c nosso augusto pai de eterna
memoria.
o Pelo sen zelo experimentado, pelas suas suppli"
cas unidas s nossas perante os aliares do Allissimo,
nossos charos subditos virao cm nosso auxilio ; nos
os convidamos ordenando-lhcsao mesmo tempo, que
nos presin, juramento de fidelidade, assim como ao
nosso herdeiro, sua alteza imperial o Czarevilch, grao
duque Nicolao Alexazidrovitch.
Dado em Sao Pclersburgo, ele. Assignado.
Alexandre.
O que sohretudo sorprendeu o publico neste do-
cumento, he a phrase, em que o novo imperador in-
voca a memoria de Pedro o Grande e de Calharina.
ese declara prompto para realisar suas vislas. To-
dos sabem quaes sao ellas : a conquista da Turqua
e a -ubmi-sio da Europa. Nicolao nao prosegua
oulro fim, quando a morle veio fer-lo, c na \ ir da-
de. se seu filho perseverar no mesmo caminho, a
crise europea nao esl perlo do seu termo ; entre-
tanto affirma-se que o imperador Alexandre II de-
seja a paz, que lem reprovado a polilica exigente
de seu pai, e que he do parecer do vclho chanceller
do imperio, o conde de Nesselrolc, que deseja aca-
bar a queslao por meio de urna honrosa Iransacjao.
Aquellos que conservan, estas frageis esperanras
de paz, fazem vea: prmeiro, que o novo czar se di-
rige a seus povos, e tMo da seguinte ao da morle
de Nicolao elle nao'j^lla dar um desmentido a sen
pai, pecante o velho partido rosto ; em segundo lu-
gar, enlre s proclamacao d Alexandre eos manifes-
t*, que publicava o imperador'Nicolao, v-se esla
differenc i nolavel, que a proclamadlo n.lo faz ap-
pello ao phanalismo religioso, o nao lem essa cor
bblica, de que estavam ebeias (odas as expressoes
ofliciaesde Nicolao. Se islo lie um calculo do novo
czar, se elle renuncia voluntariamente poderosa
alavanca, de que se servia seu pai, a queslao da
Russia com a Europa nao teria mais do que um ca-
rac'.er poltico, e pedera por coiiscguinle ser mais
fcilmente terminada pela diplomad;..
Mas ludo islo nao passa de conjecturas, e as cou-
sas eslo tao adiauutdas, que brevemente tse couhe-
cer o verdadeiro pensamento do governo da Rus-
ta. Falla-se ja vagamente em urna circular do Sr.
de Ncsselrcde aos agenlcs da Russia no estrangeiro,
indicando um desojo sincero de conciliario ; eu Ihe
resumirei esle documento, quando for ofticialmente
conhecido.
Entretanto o nico acto que d algumas esperan-
cas de paz, he a prompla expedirn feita pelo go-
verno de S. Pelcisburgo, de poderes necessarios aos
seus representantes junio da conferencia de Vicua.
(Iracas a esta promptidao, a conferencia pode reu-
nir-se quinla-feira 13 de mar jo, e comerar suas
importantes deliberar."..-*. Eis-aqui a lisia exacta
dos diplmalas, que tem assento nesle cougresso, no
qual vai decidir-se a queslao de paz ou de guerra.
Pela Austria, os Srs. conde de Buol e baro de
Prokcscb Von Oslen ; pela Itiglalerra, lord John
Russell c o conde de Weslmoreland ; pela Franja o
berSo de Bourqueney ; pela Turqua, Arif-efTendi e
Riza-bey ; pela Russia, o principe Gorlschakoff e o
Sr. de Tilofl".
A sessao do congresso foi aherla por um discurto
do Sr. conde de Buol, o qual foi dictado, segundo
allirmamv pelo desejo mais ardcnlc de conciliarao-
O texlo deste discurso nao he conhecido, assim co-
mo as deliberantes du congresso, comprometiendo.
se expres*amenle todos os seus memhros a guardar
segredo. Com ludo, vagam mudos boatos sobro os
primeirns acto da conferencia, mas nao lem ne-
nhum caracler de aulhenlicidade, e nao merecen,
ser reproduzidos, por quanlo a ventado nao pode
tardar em ser condecida ; todava o que he um bom
indicio, he que as delibcraccs cunlinuam, e este
faci pruva que, ao menos at aqu, nao se tem re-
nunciado possiblidade de urna ntedigencia.
Verdade he que a difliculdadc coiisi.leiavel nao
est not dous primeiros pontos, de que se leve logo
de tralar, a queslao do protectorado em commum
das provincias danubianas, e mesmo a da navegarao
livre do Danubio, sao pontos sobre os quaes a Rus-
sia esl disposla a fazer concernes, segando me pa-
rece ; maso lerceiro ponto, aquelle que diz respe-
to limit.ijan da forjas rustas no Mar Negro, he
cerlamenle muilo dillicil de regular-se.
Destruir-se-ha ou nao Sebastopol ? Acliar-se-ha
oulro meio de garantir para o futuro a capital do
imperio ottomano, constantemente ameajadl pelas
forras marilimat da Russia ? Tal he a queslao que
so lem de resolver, e nao si como a arte dos dipl-
malas acbe urna soluro, que nao seja deshonrosa
para o amor proprio da Russia. Esperemos o resul-
tado das conferencias, mas para auxiliar mesmo a
obra da diplomacia, o que i Franja e a Inglaterra
lem de melhor para fazer, ho conlinoar vivamenlc
a guerra na Crimea e Irazer s negociajOes urna so-
lujao inleiramenle prompla, tomando Sebastopol e
destruindo suas fortificajes.
NSo he islo urna tarefa fcil; acidada rusta se en-
che cada dii mais de fortes e da caolines, mas a ener-
ga e o ardor dos silianles nao diminue.e conquanlo
anda se nao (enha tentado um forjo geral. os ata-
ques pardaes, que (em tido lugar,mostrara o vigor de
nossas tropas.
Um desset combatea de assedio veio ltimamente
dar nova gloria aos nossos zuuavos, que o marechal
Saint Arnaud chama va os primeirot toldados do
mundo. A torre MalakolT, formidavelmenle fortifi-
cada, inquietava e emb.irarava os trabadlos da nossa
engenharia ; deu-se ordem ao general Monet que
protegido pela noile, se apoderasse daquclla forlili-
cajao ; o intrpido general, frente de alguns bala-
Ihes de zuuavos, escalou os cnlrincheramcnlos ini-
migos, e conseguio expedir baioncta a tropas rus-
aas mudo superiores em numero. As obras inirhigas
foram immedialamenle demolidas e suas pajas cn-
cravadas; depois do que nossos soldados ahriram com
grande derramamciilo desangue.um caminho alravez
Ue urna columna russa de seis mil homens, para rcu.
nir-se s linhas francezas. Esle glorioso cmbale
cnslou aos Russos mais de (00 homens; nossa perd
nao excedeu a cem homens. O general Monel, cuja
conducta foi heroica, foi gravemente ferido as duas
mos.
Nao he mais o prncipe McnschikofT, que comman.
da boje na Crimea; esle ardente mnscovila. que foi o
instrumento provocador da guerra, pedio sua demis-
silo por causa de saude, chegando o sen despacho a
Sao Pelersburgo no linimento, em que murria o im-
perador Nicolao: mas o novo czar se deu presta em
areila-lo.
O prncipe (orlschakoff foi nomcado general cm
chefe dos cxercilos do tul, e lem js suas ordons o ge-
neral Oslen Sacken, que commanda o everrilo da
Crimea, e o general Laders, qao commanda o do
Prulh. Mudas pessoas dao urna signicajao polilica
a eslas mudancas e consideram com um bom symp-
loma ler sido o prmeiro acto do imperador Alexan-
dredemillir de sea commando um dos cheles mais
importantes do velho partido russo.
Tendo Ihe eu ja feilo conhecer as potencias, e os di-
p!omalas.que(omam parle na conferencia de Vienna,
hade ler observado sem duvida que a Prussia soja ex-
cluida dola; he cale o resultado dessa nolilica equivoca
easluciosa, que o gabinete de Itorlim segu ha um
anuo e tendo naufragado cmsoasnegociares em Pars
e Londres, v que hoje a grande queslao da paz ou
da guerra na Europa vai ser decidida sem elle. Fi-
nalmente ninguem sabe o que a Prussia quer.e lti-
mamente seu representante na Dieta de Francfut,
Sr. de Bismarek, por pouco que d lugar a um rom-
pimiento com a Franja por causa de urna expressao
imprudente; pedindo dila que se forlicassem as
prajas do Rheno contra as potencias occidenlaes.
Houve explicajes vivissimas enlre os dous governut,
abemqueoSr.de Manleuflel nao tenha querido
censurar o Sr. da Bismarek, defendeu-se energica-
mente detodo pensamento de hoslilidade contra nos.
Os niovimentos c ot embarques de tropas conti-
nalo em Franja e luglaterra ; doos regimentos d
giiarnicau de Parit partiram ltimamente pira o
Oriente ; annuncla-se para o fim desle mez a partid.-,
de urna divisan da guarda imperial. A esquadra da
vanguarda acaba de partir dos porlos inglezes para o
Baldeo. Nossas Iropas reunidas nos campos do norte
acabam de sor divididas em dous cornos de exercilo,
um sobas ordena do marechal Baraguav d'Hilliers, a
oulro debaixo do commando do general Guesvvider.
Nossa iiiarinha acaba de soflrer urna per la cruel
a fragata de (>(> peras la Semillante, perdeu-se a 14
de fevreiro passado.no golpho de Bonifacio; ella 1-
nha a seu bordo cerca de 00 passageiros mudares ;
lodos morreram. "
A imperalriz da Austria dea luz wm principe
no da 7 de marjo. O infante D. Carlos, que tus-
tonlou urna guerra lao longa contra a rainha Chris-
tina, acaba de Tallecer em Trieste, tendo 67 annos de
idade.
PERNAMBIJCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
V2NCAI..
Sessao' de eacerrunento em 30 de abril
- de 1855.
Presidencia do Sr. Barao de Camaragibe.
A -i meio da, feita a chamada, acham-sc prsenles
33 senhores depulados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. -2.0 Secretario l a acia da sessao antece-
dente, que he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
TJm officio do secretario da provincia, remetiendo
a informarlo dada pela administraran geral dos es-
labelecimenlot de caridade, sobre a prelcnjo do ca-
peliao do hospital dos lazaros, P. Joao Jos da Costa
Ribeiro.A' commissaode oroamenlo provincial.
Oulro do mesmo seuhor, acompanhandoa iofor-
maro dada pela thesruraria provincial, sobre a pre-
tenoao de Jos Faustino Mariuho Falcao.A' com-
mi-sao de in*triiccao publica.
Oulru do mesmo tenhor, participando, que S.
Exc. o Sr. prcsideWe dignoa-se marcar a 1 hora da
tarde de hoje, para receber a commissao que lem de
levar os aclos sanecao.Inteirada.
Ho lida e approvada a redaejao da representarlo
dirigida por esta assembla a asscmbli geral legisla-
liva, sobre o direito que esta provincia lem a fre-
guezia de Nossa Senhora da Perilla de Franca da
Taquara.
Um requerimentu dos empregados do cemiterio
publico, pedindo a esta assembla que se Ihe marque
urna qiiola na lei do orramenlo municipal, do aug-
mento de seus ordenados, que Ihes foi conferido po-
lo reguiamenlo de 2 de junho de 1851, approvado
na prsenle sesslo. A' commissao de orramenlo
municipal.
Entra em discussao a redaejao do orjamento pro-
vincial, c depois de breves reflexcs dos Srs. Lacer-
da. Can albo. Mena e Epaminondas, sobre a emen-
da que isenla do imposto de 23 por cento as cautelas
do Rio de Janeiro, he a redaejao approvada cora a
seguinte emenda :
Emenda ao n. 16 do artigo 41.Depois das pa-
lavr;.s proviuciecs,redija-se da maueira seguinle :
que s podero ser vendidas depoit de rubricadas
simultneamente pelo administrador do consulado,
i visla dos bilheles originaes, que tambem o sero.
Barros Ijtcerda.n
v'in-tambcm approvada* aa redacjesdot projeclos
ns. 14, 15 e 17, das posturas da Victoria e do orja-
mento municipal.
Nao havendo mais nada a Iralr-se, he lida e ap-
provada a acta da presente sessao.
O Sr. Presidente declara encerrados os trabadlos
desle anno.
A casa do doulor Sulpicio linha um jardim ass
largo plantado de tilias velhas, e a ra principal con-
du/.ia a om pavdhao. cajas janellas estavam habitual-
mente fechada*. Chifln nunca vira cnlrar nem sa-
bir desse pavdhao senao Irene, e tua criada mora
que era sua favorita.
Em um bello da de novembro Chifln desceu ao
jardim. A geada havia poupado as montas de chrv-
saulhemns, nicas plantas vivas no meio da vegeta-
cao tuorta.
Chifln quiz um ramalhete. e emquanlo colbia c -
sas flores hmida*, e menos frescas a vista de perlo
que de longe, ouvio umn voz na ra de lihas.
Nenhuma janclla dava para o jardim, o qual era
sempre solitario. As duas raparigas estremecern!
como Roliin*oii vendo a marca de um p sobre n
areia.
Colhci. colhei flores, dizia a voz... lancai-as so-
bre sua sepultura... .
Chifln o Virginia voltaram-ae, e virara urna mn-
Ihcr veslida de lulo na avenida. Era ainda formosa
aiiezar do sua pallidez c de sua magrom ; linha a
mao eslendida para ellas e seu odiar fluctuara no
vacuo.
Pobre sepultura lornou ella ; os meninos oc-
eupam lao pouco lugar !
A mulher cruzou o brajos sobre o Ironco do urca
arvoro. e apoiandoje fronte lias mos murmnrou :
Oh nunca aniuei-o... Colhei, colhei flores!....
Virginia locou no brajodeChillon, e disse erguen-
do o odios ao co:
All ba ama historia sombra.
Chifln cenoo-lhe que se calaste.
A mulher de lulo ergueu-se, arquean os brajos
como urna mili que conduz o filho adormecido, e poz-
se a cantar com urna voz tao lerna e 13o triste, que
os odios de Chifln encheram-ae de lagrimas.
Adeviuho ludo! exclamou Virginia: o meni-
no esl enterrado em al joma parle no jardim... Es-
sa mulher be victima de un) mando implacave! ou
de um lio falsario que Iramou contra ella machina-
roes malignas 1
Chifln coulemplava a pobre mi, quesorria en-
lao, esenlia-se to allrahida para ella, que deu invo-
luntariainenlo um passo adianto.
Naoapproxime-se, senhora! disse Virginia, he
lalvez urna doida feroz como na capella das Seces...
Euo vi! murmnrou a dcsconhecida, aquella
noile... em sonho... Ello esl grande como um ho-
mem... He bello... Eu s vivo em sonhos.
Depois ella cbainou Chilln pronunciando lerna-
nieiito:
Victoria Victoria !
Nease momento a porta da casa abrile, e a serva
que Chifln vira entrar militas vezes no paulino.,
desceu prcccpitadamcate os degraos do poial.
Vmc. quer fazer com que cu seja reprehendi-
da, senhora Magdalena! exclamou ella. Mou amo
linha dito que Vine, nao Khisse boje da rama!
A doida dirigin-se lentamente ao pavilhao e en-
trn por si mesma -, ma antes de passar o limiar,
vollou-se para enviar a Chifln um beijo com um
sorriao.
E ChilTon jnlgou nnvi-la dizei:
Adcos, Victoria!
Quando achou-se s em seu quarlo, Chifln ficou
algum lempo pensaliva e dizeudo comsigo :
Todos aqui couheceratu minha mi !
Virginia disae-lhede nnite agazalliaudo-a:
Senhora Mari, Indio refleclido sobre aquella
mulher infeliz que vimos no jardim... Volmerange
era um mojo de ma conduela que dispendia muilo
ouro para salisfazer suas paixes do dissipadn assim seu pafrimonio, elle resolveu en-
carcerar o pai, e faze-lo pastar por raorlu, afim de
(ornar-te lugo herdeiro de sius bens. Rodolfo aju-
dou-o a commeller esta acrao infame. O desgrarado
pai passon irinta e se(e anuos e (res mezes no fundo
de urna (orre, onde Rodolfo levava-lhe a hora fatal
da lucia -noile urna provis.lo de pao e agua.
Aquelle pavilhao nao hu prisilo, objeclou
Chifln.
lia laivez nelle subterrneos, lornou Virginia;
mas Volmerange nao era nada em compararlo da
cruel Favila, condessa de Monlecocomoro... A mi
chamada Cecilia oppozera-se aos exeessos da'condes-,
sa, a qual cscandalisiva lodo o paiz com suas orgias...
Lucrecia Orsine, Calharina Puliera e outras Vene-
sianas de m vida eram a; companheiras da comle*-
sa. A respailo do homens, viam-se om sen palacio
Jacopo Grilli, Filipnu Civella. e o famoso Andrea
Paloologue, Grego de nasrinienlo. qiieassassinou de-
pois o cardoal Concha. Todas a* tardes de cima da
poulcdos Suspiros podia-se ver passar essa sociedade
(tarase*. (*s baleia eorriam sohre as ondas azuladas
que r-lectiam o co... A senhora j niiviu fallar de
Vneta com seus lagos c (cas palacios ".'... au lica-
rei estlenle anquento nao tiver pataido ninas den
noiles bellas aobre o Kiallo com mna mascara de vel-
ludo prelo... Mas como eu dizia, a infamo condessa
de Montecocomcro mellen Cecilia em um caslello
da Calabria guardado pelo feroz Slefano.... Quando
o joven Adriano dcscobrio-a omlim nesse lugar, ella
linha as unhaa do comprimenlo de dezoito linhas, e
ni" s ilda mais fallar o italiano, que era sua liugua
j natural.
Chifln dorma. Virgiuia conlemplou-a com um
I desdem amargo, e disse :
Essa* acham familias Vi-a na lama da eslra-
Jda, e oi-la agora roncan lo sobre Iravessciros guar-
; necidus de rendas!... O Ente Supremo nao he jualol
Evocoii um lano Ethelred que tardava a vir illu-
minar-llie as Irevat da desgraja. Depois lomou o
vestido e o chapeo de Chifln para ir pasear o resto
JURY DO REG1FE.
DA 5 DE MAIO.
Presidencia tft Sr. Dr. Jos Quinlino de Castro
Leao.
Promotor interina o Sr. Dr. Francisco Gomes Vel-
loso de Albuquerque Lint.
Advogado, o Sr. Dr. Antonio Jos da Costa Ri-
beiro.
Escrivo.Joaquim Francisco de Paula Esteves Cie-
en le.
Coi la a chamada as II horas da manliaa.acharam-
sc presentes 38 scnhnresgurados.
Foram multados em mais 203 os senhores jurado*
j mudados not anteriores dias de sessao.
Aborta a sessao foi conduzido a barra do tribunal
o reo Antonio Dias Fernandos, nflianjado, para ter
julgailo,acensado por crime de uso de armas defezas.
Compoz-seo conselho de senleoja dos seguales
senhores :
Francisco Rodrigues da Cruz.
Joaquim Gnldino A h es da Silva.
Joao Henrques da Silva.
Jos Francisco Pires.
Jos Lourenjo Bastos.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Manoel Camello Pessoa.
Manual Jos dos Sanios.
Antonio Bernardo Quintciro.
Juvenrio Augusto de Alb.iv -Ir.
Jos Lucio Monleiro da Franca.
Jos Antonio da Silva c Mello.
Findos os debates foi o conselho conduzido a sala
da conferencias I 3|i horat da tarde,de onde vol-
lou s 2 ''com suas resposta*, que foram lidas cm
voz alia pelo presidente do jury, em visla de cuja
decisao o Sr. Dr. juiz de direito absolved o roo, con
demnando a municipalidade as rn-la*.
E logo dissoivou lo-se o consellro, proceden-ae a
chamada do ro|aflianjado e teslemunhas ; compa-
recern! estas e o reo Manoel Izidoru de Oliveira
Lobo, aecusadu por crime do defloramenlo perpe-
Irado na menor Tranquillina Leopoldina da Silva
l.oureiro, seudo advogado o Sr. Dr. Antonio Epa-
minondas de Mello.
Compoz-se o conselho de seulenra dos seguintes
senhores :
l.uiz Antonio Vieira.
Manoel Camello Pessoa.
F'rancisco Martins Raposo.
Antonio F'olix Percira.
Jos Lourenjo Bustos.
Antonio Bernardo Quinteiro.
Joaqiiinilialil.no Aires d Silva.
Antonio Ignacio do Reg Medeiros.
JosF'racisco Pires.
Domingos da Silva Guimares.
Ilcnriquc Stcpple. >
Joao F'rancisco Ponto*.
Findos os debates foi conduzido o conselho a sala
das conferencias s 6 horas da larde, d'nnde -rolln
s 7 i.' com anas resposlas. que foram lidas em roz
alia pelo presidente do jury, em risla de cuja de-
cisao o Sr. Dr. juiz deadireo ahsolrea o reo, con-
demnandn a municipalidade as cusas e lerantou a
sessao,encerrando-a por se achacem lindos os 13 dias
de lei.
CAUCARA MUNICIPAL DO RECIFE
Sesio extraordinaria enr 18 de abril.
PretHencii do Sr. barao de Capibaribe-
Prsenles os Srs. Reg e Albuquerque, Vianni,
Mamede, Reg, Barala, Mello, e Gameiro, abrio-se
a sessao, e fui lida e approvada a acia da antece-
dente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
m oflicio do Exm. Sr. presidente da provincia,
remetiendo, para que a cmara os informaste, de
ronforniidade com oque resolveu a assemhli legis-
lativa provincial, os requerimentu* dot donos de co-
cheiras e cavallariras existentes nesta cidade, e de
Joo Alvca Guerra, proprielario do armazem alfan"
degado n. 20, no Forte do Mallos.Resolven-se,
depois d'alguma discussao, que, quanlo ao prmeiro
reqiicrimento, se informaste expondo as razCes, que
autorisarnm cmara formular a postara, de que
tequeixam os peticionarios, mas que nem por isso
se oppunba a modificaran do art. 4. quanto a sepa-
raran que exige, podendo ser prximo habilarao o
alojamenlo para mais de 2 cavados, urna vez quo se
guardassem as cundirnos do artigo ti, nem a que fus
se ampliada a disposiro do artigo 5, permitlindo-se
uo alojamenlo lantot cavados quantos posta elle......-
ter, observadas tambera as condices do citado arti-
go 6, assim como concordava na snppressao do art.
14:e, quanlo ao segundo, se informasse contra a
prctenrao do requerente Guerra por ird'eiijoiitrn ao
disposlo no arl. 10 til. II das posturas de 29 de ju-
nho de I84P-, que estabelece ot lugares no bairro do
Recite, e nos demais d'esla cidade, onde he somente
permitlido eslender cauros salgados, tendo por isso
a medi la quo reclama da assembia o peticionario,
para poder estender couros no Forte do Mallos, do
sen particular interesse e commodidade, e em pre-
juizo do (ransdo publico.
Oulro do fiscal do Recife, remellendo a podran de
Eslevao Cilantro, em que Ihe foi por esla cmara
concedida licenja para estabelecer a sua fabrica de
oleo de ricino commum ou .-arrpalo na ra dos
Guararapcs.Que te tirasse copia da pelirao e do
parecer da commissao de tade nella eteripto, e de-
pois Se restituase teu dono.
Oulro do fiscal de Santo Antonio, consultando se
devia ou nao cuntenlir na obra que pretende fazer o
cidado Bernardo Antonio de Miranda, para o que
oble- e licenja no sobrado de sua propriedade, silo
na ra do Livramento, o qual pela planta da cidade
esl destinado a ser demolido.Adiado reqoeri-
racnlo do Sr. Mamede.
Oulro do mesmo, informando que Joaquim Lopes
d'Almeida podia depositar em frente da sua serrara
c armazera, na ra por traz da da cadeia, a porjao de
raadeira, de que trata, nao* sendo ella em grande
quantidade.Conceden-se a licenja com esla fon-
dijao.
Oulro do engenheiro copleador, remellendo o or-
jamento dos pequeos reparos de que precisa a pon-
te da estrada do Rosarinho, inclusive a pintura, na
importancia de 22000.Mandou-se que Hzesse os
reparos.
Oulro do mesmo, remetiendo o orramenlo dos
mclhoramenlos a fazer na estrada dos Pojos da fre-
guezia dos A togados, na importancia de 8399320.
Que fosse em praca a obra jios dias 28 e 30 do cor-
renle e no l. de mato futuro.
Oulro do mesmo, infernando" acerca da prelenjo
de Joao Alhanaziu Dias, relativa edilieajao, que
pretende fazer, para fechar o seu terreno, em F'ora
de Portas:A' commissao de edilieajao.
Oulro do mesmo, informando acerca' dorequeri-
raento do vigario da freguezia de S. Jos, viudo da
presidencia, relativo pequea exlensao de Mee
mandado por esla cmara construir ao sul das Cin-
co Ponas, para teguranja do armazem perlenceole
ao patrimonio municipal, all exittenle.Que te
raspoudesso S. Exc. com a informajao.
Oalro do fiscal de S. Jos, declarando que na se-
mana de 16 22 do correle se malarro 620 rezes
para consumo d'esta cidade.
Outro do fiteal de S. Lourenjo, dizendo qae no
1. ditlricto daquella freguezia, te malaram no mez
de marjo ultimo, 12 rezes para seu consumo.
Oulro de Manoel dos Santos d'Oliveira, juiz de
paz do 2." ditlricto da freguezia de Muribeci, pe-
dindo Ihe declarasse a cmara, se, por nao lerem os
juizes de paz sopplenles do mesmo ditlricto mais
volados comparecido a prestar juramento, allegando
impossihilidade, podia um menos volado, que jura-
mentou-se, servir o cargo.Mandou-se responder
que sim, na forma da lei, e quo de nenhum modo
podia elle se oppor.
Resolveu-se, i requerimento do Sr. Reg, que se
represenlasse a S. Exc. o Sr. pretidenle da provin-
cia, sobre a ruina da ponte diclrada de Olinda, em
S. Amaro, qu,e eslava com um isleto de menos.
Dcspacharain-se a. pelijoes de Angelo Custudio
da Luz, de Antonio Joaquim dos Sanios AnrJride,
de Delfino dos Anjos Teixeira, de Joaquim Jos de
Sanla-Anna. de D. Isabel Ribeiro"Pires Ferreira, de
Joo Athanazio Dias, de Joanna Maria de lieos Go-
mes 1 erro, de Jos Cardoso Ayres, de Jo*Narciso
Leal de Barros, do commendador Luiz Gomes Fer-
reira, de Luiz Antonio Sampao Viaona, por seu
procurador, de Manoel Jos Marlius da Costa, de
Apnlonia Francisca Gumes dos Santos, de Pasroal
Alves de Aguiar, e levanlou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Aocioli,- oflicial maior da
secretaria a escrevi no impedimento do secretario.
Barao de Capibaribe, presidente.Reg e Albu-
querque.Reg.Mamede.Barala de Almeida.
tiveira. l launa.Gameiro.
COMARCA DE SAM0AF,TAO.
Victoria 23 de abril.
Moncher. Escreri-lhe nos ultimo* dias do mez
prximo pastado, e al agora nao lenho visto a mi-
nha humilde carlinha no seu respeilavel DiarO.Es-
l.i demora tem dado que fazer a muda gente. Mu-
tos san os juizos extravagantes, e temerarios, que se
lem feilo.(*)
Alguns il/eiu que islo he a prova mais evidente
do grande medo, d que estou possuido, nao sei de
que duende, que agora anda apparecendo nesla Ier-
ra : outros at lem o desaforo de andar apregoan-
do que Vmc. tem-se dobrado empenhos de alguem,
para nao continuar a imprimir as pobres prodiicjet
da minha pobre cachula; mas, meu rico, nao d ca-
vaco cora isto, que en tambem nao o dou pelo que
me toca. Vmc, c lodos sabem que eu mu intrpi-
do, e affronto ludo por amor da Verdade e eu e lodos
os homens sensatos saber, que Vmc. nao he ahi urna,
creanja a quem se embaja com qualqoer brinco, e
a qnem se aterra com qualquor lulii. A prova dis-
to he queeu irei sempre teguindo a minha marcha
ordinaria, desprezando arreganhus de caes damna-
dos, e que Vmc. ira fazendo appareccr os meus pas-
sos nos caminhos da rerdade para eterna zanga des-
tes manequins daqui. Jamis me vento abaixar a
grmpa, como desejam, porque nao lenho de que a
abaixar. Em lao boa harmona, meu bom amigo,
como estamos, e sempre estiremos, permita que 'di-
ga alguma cousa desle malfadado lorr.lo.
Nesta cidade ja iamos vendo Iguma bonanca, ja
louge iam os negros ueroeiros de infames intrigas,
forjadas por urna camarillia de verdadeiros orales.
Ot innocejilesfingiam ter-se submetlido ja aos dir-
amos de urna boa e recia razan, tanto que eu na
minha ultima usava de urna linguagem luda conci-
liatoria ; ludo em fim por aqui pareca estar tran-
quillo, quando appareceu certo franchtoote, que Ira-
ziaa hypocrisia, a mentira, e a moledicc-ncia dentro
do peitu, e acobertava estas tao lindas virtudes com
adocicadas, e mellifluas palavrinhas de verdade e
amor de humanidade. Anda estou confundido com
tanta philanlropia Safa qnem o conhecer, que
o compre. Desde ento para ca os sanlinhos desla
Ierra, que Uto milagrosos s3o, ergueiam mais sober-
bos aslresloucadas cabejas, ^elles as abaixanto) por-
que acharara com quem fazer um infernal consor-
cio, Islo naturalmente devia surco ler. porque, co-
mo bem sabe Vmc, smiles cum similibus facle
ronjungunlur. s Ora, desla 13o ajustada uniao es-
perava-se ver sabir algum eslupendu aborto; islo
aconteceu ; o eis ahi apparecendo com carranca de
desleitar enancas a formidoloso,o lerrivel, o inven-
civel campean defensor dos perseguidos. Com
effcilo, he capaz de aterrar aos mais intrpidos
zombeleiros. Eu, senao fosse dolado de urna im-
passibilidade ,i toda a prova, trepidara ao feroz as-
pecto de um tao teroivcl rampollo, que he capaz de
fazer empallidicer ao mesmo Lucas bocheche, e
lodo a valenle esqnadrao de borrachos desla cidade.
Tenho cm grande aprejo o tal defensor, e toda a
sua magna corja. O que modo .me admira, meu
amigo, he ter urna pes*oa dotada de tacto tao lino,
como he o senhor redactor do Echo Pernsmbucano,
(jornal onde d seus descantes regateiraes o defen-
sor) deixado enganar-se lal poni, que acrejile
as lerias de meia duzia de mentirosos tabareos sem
crdito, e influencia alguma considerando-os como
principaes pessoas desla edmarca.
Se taes cuntas fossem pessoas aqui.que seria desla
desventurada lerra'!,Em que eslado de vegelajao con.
tinua nao estara sempre !
O senhor redactor do Echo est verdadeiramenle
Iludido, porque nem ao menos faz idea com que
gente est medido. O lempo porem Ihe far abrir
os olhos. Quem me dera ver os nomos deslat bellas
joias, que se dizent principaes pessoas .' Pelas un-
idlas barbas que um boro diverlinento eu (eria, se
os visse. E qoe diriamos do amigo defensor ?
Oh isso cresceria de ponto, porque certamen le o
homem nao havia de ser daquedes de quem se pode
dizer que he inleger,eitw celerisi/ue jiiirii.*,nilo,por
que as suas mesillas palavras nao slo de quem he in.
leiro de vida, e puro de maldadu.. Assim mesmo
sem ver u teu lindo nomo, deixe-me, fazendo-lhe
a devida justica, dizer a seu respeito duas palavras
smenle, e nao mais, porque nao vale a pena gastar
h meu tempo com um frane mrnleur, que nao des-
acredita pessoa .alguma. O' meus hons amigos,
rapazes, nao conheceis pelas palada*, e zurros
quem he o lal defensor ? Nao conheceis a biliosa
producoao de um verdadeiro energmeno 1 N3o
fazeis, idea desle genio tao vasto, e lao conhecedor
do que he necessaro enganar-se para passar a vida
assim de um modo licito '! Nao suppoudos de quem
he aquelle apontuadu de lao baixas descomposturas,
de hto insulsas chalaras, e de r.ient ras 13o remtan-
les, qae lem causado a vos mesmos, e a toda- as
conspicuidades desla comarca a mais profunda in-
dignaran ? Nao vos indignasles lamben) de ver nes-
ta talgalhada infame sa dolractar atrozmente de ho-
mens retpeilaveis, que nunca se sentaran) em banco
de reo, e cuja vida nao he manchada de crimes, co-
mo talvez seja a do diablica defensor, e de seos
apaniguados ? Oh sem duvida, ai m duvida, estis
furiosos de indignajao, porque conheceis a verda-
dedas cousas, c ten les mais senao, do que estes ris
c.iluniniadore*. Assim he, meu rico amigo, a in-
dignajao, e eiecrarao em que se lera este abomina-
rel defensor de furias uferyes, he geral.
Nunca se vio mentir daquella maneira Men-
tir tanto, mentir 1,1o impudentemente, he nao ler
umamigalha de vergonha, he n3o lerao raenus um
escrpulo de juizo na caveira. Mente com inaudito
dcscaramento esle maldito defensor, porque funda-
menta as suas asserees, aereas, e ragas em cousas'
que s exittem em sua delirante cachola. Qoando
foi que este mentec.ipto vio aqui perseguijes '.'
tocia
Csla
pensar
Provc
dn sero no thealrinho dn Luxembiirgo, onde repre
senlava-se o Jacali fu'iosn.
Chifln sonboii com l.nrioi. seu amigo...
Ncssa manhaa Chifln devia veslir-se bem; pois
havia de s?r apresenlad.-i ao senhor duque de Rostan.
Virginia nao eslava em seu posto, e Chifln espe-
rava meio acordada.
Certamente um mez nao tora bastante para fazo-
la osquecer-se de sallar valerosamente fora do ledo
sem o soccorro da camarista; mas ella medilava.
Toruava a pasar no e*pirilo ludo o que tinha-lhc
acontecido desde que entrara em Parit, e perganla-
va a si mesma pela centesima vez, para que era essa
apresentajao ao duque de Rostan. Ninguem se dera
ao trabadle de explicar-lhe, que lacos uniam-na a
esse homem.
Na vospera Irene Unha-lhe dito :
M ira, o accaao fez-lhe encontrar no jardim
nina mulher muito infeliz, que perdn a razio. Al-
gum dia voss saliera a hislon i della.
Quanlas cousas pur saber quantos enigmas por
adevinhar!
Chifln linha sem o soalir soffrido um pouco a in-
fluencia de Virginia, ese gabinete de Icilura ambu-
lante, e comejava tambem a fazer rumancea. Corn-
punha historias ajudada to que linha visto.
Quando nao pen-ava uo scujeharo Lorio!,duascou-
*as ali-orviam-na sobretudo, dous mvsleros: es*a
mulher que a criada de Irene chamara Magdalena,
e que eslava como encarcerada no pavilhao, e a ou-
lra mulher que ella nunca vira, mas para a qual Mr.
de Gallaran pedir suas orajoc*.
Haviam relajees eulre as duas desgrajas'.' E que
tormento soflra essa pobre Solange, cujo norne en-
chera de lagrimas ot olhos de Mr. de Calieran 1
Ah I exclamou Virginia chegando eebaforida,
Vmc. vai reprchender-rne porque as apparencias Oo
() Ot mudos ohjeclos que lindarnos na occasio
da recepjao da carta que se refere o Sr. correspon-
dente, deu lugar a falla ajque allude.
Quando foi que honraran na cadeia tantos cidadaos
laboriosea, cujo crime era so nao fazerem coro com
a sucia padrotea i (Ellos f,,,iam coro com a
ladresca, de que era capataz inmediato o
Grande, e capaz-tair aquelle em quera
Vmc, senhor defensor, leudo estas linhas).
com facloe, que aqui ninguera ignore, ou cam do-
cumentos verdadeiros, oque aleivosamente diz. Ti*
re uj) cerlidao da cadeia, o que he facilimo dofazer-
te, appresenle-a (islo nao faz conlaao defensor) pa-
ra se ver que all nao ha innocentes, mas roiseraveis
ladros de cavados, ladros de cscravos, assassinos
etc., homens estes, de qnem sinto no intimo do meu
rorajao, e lasmo ainceramedle a sorle por ver al
que ponto so degradas especie humana, mas a quem
nao posso chamar, e nem considerar innocentes per-
*egudes ; rhame-os Vmc, e os da sua sucia assim,
porque tio da asesina estofa, visto que os acham in-
nocentes.
Eu cttou mais que cerlo que todo o sen furor,
senhor defensor nao he por causa destes, que esto
ua cadeia, he porem por oulras cousas, ou pessoas.
Enleuda-rrM bem, te qui/.or eiplicajOef, eu as
darei sem rebajo.
Cerlamenle desejava o defensor, e ot seos que as
auloridadet encobrissem as suas mazlas, c proleget-
sem o crime, pois nao temos mais autoridades des-
ta laia.
De que elogios Vmrs. nao adiaran) digna um que
obraste cariiotamente como cerlo emarada .
que era algn lempo sendo a qo delegado,
acoitou em sua casa um milvado, que linha
acabado de assastinar um pobre homem quasi
s suas barbas ?Tsto tira he que era excedentecrca"
lura, ptima aotoridade '. !prestas he que Vrocs.
queriam. Vmcs. han de esla/bem cerlos desle fac-
i pira supporem que he pastora de ouca, mas te
anda o quizerem escureecr, (enham o trabadlo de ir
procurar a tua prova/n secretaria da presidencia, la
achanto a veridica/nformajao, qoe ae deu de um
tacto lito escandaloso. Quer mais innocencia, de-
fensor ? Lemhre-se de Cosa Grande, (adida aqui
ninguem csqueceu), que era in illo tendr o ter-
ror dos "nssuidores de cavados, e ao mesmo tempo o
mai digno commensal de certo ligurao. do quera
orto terei o menor receto de dizer o mime por ex-
tenso, se me vir em algum aporto, ou se o defensor
me obrigar a isso : lenbre-se mais de un 3O0|OO0
rt. dadot por ama pessoa honradsima na vil-
la da Escada, (haver 15 anuos !) para um in-
venlario, queso se concluio o anno pastado por ser
esle caso averiguado pelo digne juis municipal.
Lembre-se ainda mais de certo sargento de guarda
nacional, a quemae recrulou, e ao depois sodou-se
medanle a quanlia de 1500000 rs. dados pelo pai
do dito sargento, at por signa! que foi ludo em tou-
rnhas de 640. Nao sei se se lembrt tambem de
uns misteriosos400 palacetes que......
Agora vou cilar uns nomezinhos Uto romnticos,
que o defensor nao he capaz de recordar-te__Chico-
Cangalheiru. Oh l.como he galanle o orne do Chi-
co !!! Antonio Galo...Chico Verroelho..., ele, ele.
Que hroes Que proezas lo fizerara estes meninos
na ladeira de Pedras em cerlo tempe ? O pobre que
escapou com menos averia das maos afeeles galfar-
ros, tahio apenas com a mandbula escachada. A-
inda nao diste o nome do commaadanto da (ropa :
esl bem, fica para logo. Quer aida mais innocen-
cia, collega defensor (Nao ha de querer ser meu
collega, paciencia. Seja ele quem quizer.) Tem
muda cousa ainda, mas eu nao estou para esmerilhar
ludo agora. Talvez Vmc. majubrigue a dizer lado,
e sem ser por sombra*, e ligeras ; era Ueloa casoaf-
firmo-lhe que eu nunca licarei de penr partido, sal-
vo "se vier por ah o concluiente argumento de cace-
te ou faca de ponta, do qaeliberal me, Dtmine.
O exemplodo Mello das Vertentea. o do crioulo Ber-
nardo, e o do Joto Komao, nuuca mait me sahiram
4* lembranja.
Diga-rae c oulra cousa. Defensor, qutndo foi qae
vots(deitemode etiqueta, e tratemo-notmais smi-
gavclmenle, bem v que Ihe fado sem o furor Satni-
co, e sem a raa canina, que o domina* quando a
mim se dirige), quando foi que vostA leu cm mi-
uhat correspondencias um t fado de vida privada
de familias ? Ah inaligna e diablica creslura it-
so he excesto de audacia e dcscaramento. Desafio-o
j e ja, para que me aponte em minhas (oseas cartas
um s faci de vida privada ; senao o fizer satisfac-
toriamente, flear tido por om vil embasteiro e ca-
lumniador, como eu, e lodos os homens sensatos
o consideramos. Tome lento, fica Vmc. desafiado
para isso, oaodeixe paitar a cousa assim como quem
nao quer nada. Eu sei que ludo he esquecidu s
pela feliz lembranja de unt ari'gos de preferencia,
que sao para Vmc. os precursores do sea brilhsnte
(riumpho. Mas isso be urna inepcia e tolice sua,
Defensor, porque vott bem tase qae esles artigas
foram pasquins infames, que appareccram contra a
pessoa que se julga ser eu : foram escriplot segundo
allirminn, por um tal Benlinho, (homem to bom que
se acha comprimi tntenja psr certo crime) de ar>
cordo com oulro seu digno sacio. J v qoe pas-
quins assim nao desacredil.-im ninguem, especial-
mente nesla cidade, onde u de fazer-se pasquins centra pessoas c familias res-
pcilabilitsimas, he usual, bastan Jo para (tao a mais
pequea detafeijje. Venham, pois, os taes artigo*,
venha ludo mais quo qaizerem, sempre serei o
mesmo. .
Eu acha qoe he urna grave e pesada injuria qoe
te arroga arespeilavel publico daqui, dizer-ac qae
aquedes pasquins foram o orgaoda opiniao que se
faz de urna pessoa, que inconleslarelrnenle he bem
acede de lodot : mas estes cantaradas com nada se
importara, comanlo que chegucm a seut detesta-
reis fins. He com descomposturas de regateiras
que pretenden) Irumphar ? Pois fajan bom pro-
reito e continen). Eu c pela minha perla nSo
detacorojoarei. Sempre serei reliado no mea pos-
to de honra ; porque estou convencido que a menti-
ra c maledicencia nunca triurop.haram da rerdade...
Pude esta andar por algum lempo offuacada, mas
omino, cedo oa larde apparecera toda radiosa e bri-
Ihanle.
O lempo ahi vai correndo, elle ludo nos descubri-
r para desengao dot que ainda eslilo Iludidos.
Meu amigo, j di-sc de mais pira o qae promelli:
i'onim duas palavrinhas bstanle estiradas. Para
oulra vez me saberei melhor cuiiter.
O lal defensor s merece detprese, eu conhejo is"
so, mas t vezes g genle nao lie saakor de si.
Que se ha de dizer, que se ha de fazer com um
creaiura que nao tem pinga de sangue para subir-
Ubea caraja ?
Qoe se ha de fazer com esle efeatora quem com
muda propriedade te pode applirar ettas enrgicas
palavrat de um prophela:Frtm meretrieis esl
Ubi, noluisti embcete'! lie les mallior em fer-
ro fri, portanto, torno a dizer, aVtprezo e mais des-
prezo.
O insensato, diz um grene+aoiern, uao rofrea a
sua lingua, falla aiahallioaHaawnte, e fica enredado
na faluidade de tuat prepriet palavras. Isto ha o
que vai succeder ao Defeattr.
At proprias palavrat otaste inimigo da verdade hao
de fazer a tua eterna vergonha.
(i Braveja."detractor, bnveja, insano:...
a Arde, blaspfcem em vatj de algoz te sirva
contra mira... mas joro-lhe que tou innocente!......
Ja he muilo larde'.' pergunlou Chifln.
Nao he muito (arde, respondeu Virginia: mas
quera serve deve (omer sempre desgoslar os amos...
Ah cerlamenle, folicilo-me pela sua brandara c pe-
las allcnjes que Vmc. Icsleinunba i umi infeliz....
mas. Jr e -lano um grande suspiro, acabou cntse os
denles:
Quem he feila para ser servida. .
Subiste csla manhaa, Virginia'.' pergunlou
Chifln.
Oh este Pars exclamou a amante de Ethel-
red com um gesto trgico... Viemos tres juntamente
de meu paiz. aenhou... Que lempo faz '.'... um mez
apenas... (odas lrea mojas o bem gentis... excepto
eu. advertio ella aballando oa odios; todas tres ten-
do bellas esperanras... Eu que linha recebido algu-
ma educarlo, c cuja alma tem sido elevada pelastoi-
luras seri.ts, eu que son lilh-t de pessoas disliurlas
eslou nesla pusiriu... A leuiiho oque he feilo das
oulras.
Dizc-m'o, replicn Chifln.
Lina chamava-se Paulina, a oulra Goorgele...
Paulina viulia uiiiramente empregar-se como criada,
Georgolo para trabalhar de jornal... Pois bem, se-
nhora, Georgrle ealu em Saint Lazare !
Saint Lazare '.' repeli Chifln.
He a prjsto das mu Hiere*.
Ah disse Chifln... cuitada !
E Paulina he condessa acabou Virginia com
ilespeito.
De veras"? diste ainda Chifln.
Fui v-la... e Vmc. bem pode jolgar que cu
mo disse-lhe que eslava serviudo... Ella (em um a-
posenU delicioso, um rnmarim, um oratorio, e tap-
les por luda a parle... E vestidos!... Mat nadadisso
Ihe astenia.... Estenda a perna, senhora, para eu
I uboioar-lhe ot borzeguius... Assim, eis ahi una na
guila e oulra em velludo e seda '..... Que ii/a rain
para conseguir isso '.' Ambas fizeraui a mesma cousa.
Que cuusa ? pcrgunluu Chilln sem hesitar.
Virginia ahaixou ot odios e fez por corar. Depois
respondeu suspirando :
Ah senhora, te eu livesse querido dar ouvi-
dos aos fidalgos c aos cimmercianle- de grosso Iralo,
sena talvez duqueza... Ma* antes morrer !... Digo
que ellas fizeram a mesma cousa... Islo he, que nao
conservarain a honestidade... Goorgele esteve junio
do quarleir.'io dos estudanles... Sem duvida rmhra-
garam-i.a prfidamente, e quando a gente acha-se
Beata oslado...
He verdade, disse Chifln, pensando cm se-
Loriol.
Virginia encarou-a furtivamciile e (rouje-lho o
resurto. Emquanlo al nava-lhe o corpinbo, Chifln
lornou :
lie cousa o lmir.ircl.! Nao sei porque meus
vest los afroxam-se de um da para oulro..., Eis-
aqui um que eslava juslo houlem, e que boje esla
minio largo.
Virginia bem sabia a raz.to dtil lransfonnaj.lo;
pois dantara com o vestido de Chifln no Prado tu-
da a n i:le precedente ; porm respondeu:
O qnarlair.ln he assim._. a humidade.... N.ln
potso mais aperlar meus curpuihos.;. Pelo contra-
rio Paulina esteve do oulro lado de Pars em Moul-
marlre, efoi feliz!... Aoliou na ra Olivier Sainl
Georges um comniissionano de mercaderas que da-
Ihe dous mil francos por mez tth condijao della
cbamar-se coudesa de Limborgo... So a senhora
soubesse quanlo assema-lhe esse papel de condes-
sa !... Eit porque larei um pouco... Alm disto
Mr. Roblol deteve-roe para pedir-i ib noticias de
Vmc...
Parece que era ainda o nosso amigo Roblol que
fazia-lhe at vezes te Ethelred.
Em uro movitneiilo que foz pata aispor as dobras
da sua de ChiH", caliin-llie um rulo de papis du
bolso. Ella teraou um ar mys'.erioso. e disse :
Para prora de que nao malo, senhora, eis-
aqui unt papis que eu truuxc da casa de Paulina ;
e (ue elU linha levado da pritao, quuedu fura visi-
tar i pobre Georgele.
ChToa mirava-se no espelho. Os leloroa nSo a
lenam roronhrcido. tanlo os adornos a em heder iam.
Era nma daquellas que vem a Parit como sua pa-
lria. e quo quando deixam o burel para (ouiareni a
seda, parecem deixar o disfarce ignqbil para revest-
rem seu verdadeiro trage.
Ella nao pergunlou o qoe mntinha o tolo dejia-
pel, porque eslava neenpada em fcizer iaslica a ^i
mesma. Achava-te linda, e dizia enmsigo como Lo -
riol di ante de seu espelho :
Ah se cllelpo.lcise rer-me assim l
Virginia coasou os beijo*. o lornou :
Foi para a senhora que.eu traille isla,
Ah!... disse Chifln dislr.ihida.
Nao sou curiosa, lornou a leitora de romances,
e demais quo intere.se teria cu em lodo etse enre-
do'.'... Mat pensei que Vmc nSo se deagostaria de
taher justamente quem he essa Solange...
Solange repeli Chilln voltando logo as cos-
tal to etpelho.
E essa senhora Magdalena... accrescenlou Vir-
ginia.
Chifln estendeu involuntariamente a mia para
tomar o roto de papel ; maadeixou cahir o hrajo
pois nao sabia anda ler.
Engsnei-me talvez, diste Virginia, molleado
papel no seio, Vmc. nS inleressa-* mait do que e
por essa Solange, uem por essa Magdalena.
(Contnuar-it-ha,(
MUTILADO
^

UMM *--*jjj|.


DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 9 DE MAIO DE 1855.

o Tenai \erdade. uuo le roe por dentro.
a So
a Do que leu corarlo deadiz dos libio.
Arora.manam hi; vamos'a oulrasno-
ticia mai importantes, Principiemos pela igreja,
porque eata ''ere and;ir scmpre ailianle.
Ha*** aqui no dominan de llamos, como he cos-
ime, a prncissodo Senhor Bom-Jcsus dos Passos.
Apelar dos estoicos des seus encarrORado* nao sa-
bio ella milito ba. Fignre-selhe um grupo andando
em completa desorden), assim estove o sea acompa-
nhamenlo.
Nos outros annos anda se potide tar esta procjs-
sio, mas este anno foi esta mtaeria. Aehava tne-
Ihar que a nao ha*er a neressaria decencia uestes ac-
tos, a* deiiautm de faie-los.
igou a gente miada foi no haver
msica de pan. mas isso foi- de alguma ma-
to por urna Bgura extica c ridicula
ociftao, tocando de Ver em
haramela, trombela ou gaita com que
excitara a riiota da plebe, e dislrahi.i de suas piedo-
tas meditacoee aos verda deve fazer desapparecer semelhan-
taose ridieularias, de actos fao serios e 13o
tintos.
idor ero abono da verdade estere bom. Fez
os serrarte o nosso coadjuctor.
other da procistSo o fiis devotos de reli-
n urna halbardja e motim 13o grande,
que s a muiloeuato e a diligencia de muitas pes-
soas se poiide aplacar.
debraram alaun* artos da se-
mana santa, de que roraraeiicarrcg.nl.>* o Rvm. coad-
juctor e o Sr. Alexandre Jos de Hollanda Cavalran-
li. Concorrea a igrejaneste* dias immenso povo.
O santo sepulcro esteva simple*, porm bello o
brilhante.
A procissao de enterro feita om decencia, foi
acompanhada por muita gente com iodo o respeilo
e calamento, que se deve a um 13o tocante acto.
A alleluia em proporeao e retacao ao lugar, es-
leve bemsotTrivel.
utoar-se o gloria tocou a msica de pancada-
ri nm bella sonata. Deram-se as boas feslas, c
emlodJOos emblantes ra.liava a alegra.
Eo tive, men charo, urna e^noro de ,prazer lo
Tita que duas pequeas lacrimas me vieram aos cau-
tos dos olhos. De alegra tambem chora-se.
No domingo da ressurreioao houvc missa cantada,
e logo depois aahio'a procis*ao.
O irmao do SS. Sacramento sao merecedores e
dignos de elogios, porque havendo ama peqnena
discordia entre elles, protestando at alguns nao to-
mar mais capa emqoantu as en usas assim permane-
cessero, todava todas eslas funcees se prestaram
de mailo boa vontade. l'az e concordia desejo a
lodos.
>nvi diter qac o nosso hom coadjuctor se eslava
preparando para fajero mez Marianno aqui, como
o anno passado. Desejo mailo que assim seja, por
que son devoto denle mez. Deus Nosso Senhor de
ao coadjuctor esforcos para Indo vencer ; isto creio
e espero.
O nosso bom e excedente juiz de direilo Dr. Pe-
retti chegoo aqni do dia 2 desle, e supponho qne
ueste mesmo dia tomn cunta da slia vara.
Foi nomeado para subdelegado do segundo cus-
rtelo o mejor Manoel Cavalcanli.. Permita Dos
que este districlo se conserve agora em bom so-
cego.
No dia 15 um escravo de nm tal Amarinho de Ja-
boaiaodeo duas fculas em Filippe de lal, e esca-
tavreo a mo de oiitro irmao de Filippe. Estando
esl* prelo fgido, ha perto de roez, chegon ao en-
genho Conceicao, onde passava por forro. Sabendo
porm o administrador do engenlio que elle era es-
cravo, c andava fgido, o mandn agarrar. Depois
de ana lula em que Filippe licou ferido, foi o preto
amarrado e conduzido a cadeia desla cidade. Dis-
seram-me que as Tacadas apezar de grandes, toda-
va nao eram moraos, e que o -lente sendo bejn
tratado, poda em pouco lempo reslabelccei-se.
Com a pressa em qu eston de approveilar 13o fiel
roensageiro, como he o portador desta, qoasi nada
llie poseo di zar a respeito da nossa illustrissima, onde
temsaceedido alggma* cousas boas. Apenas dar-
lite-hei o thema da historia.
A Ittrlp lem mostrado que he corappsln de bobos
do theatro. como disse o Hermes.
A Illro" nao tendo consentido de maneira alguma
que o Kermes tomasse nssenlo em suas (ripeis por
causa do Chico Paulino, agora achou que obrava
muilo em regra admitlindo em seus Irabalhos o ca-
marista fogueteiro, que he sobrioho de outro cama-
rista em ejercicio.
A Illm" anda nao chamou a cuntas o seu procu-
rador e nem chamar, porque o tal procurador he
carregado de familia, e deve muilo cmara.
Sobre este ponto'hei de etnbirrar muilo. E de
ludo o mais que dos autos cousla. fallarei na minha
primeira.
Um dia desles o Rex boborum disse em casa de
Joo Marinho, onde se achava tain bem o Pancada
rrtr, (que doos! !!) que eu nio escreva mais com
medo; ora, era preciso .que eu fosse coberto de ma-
zellaj, como elles; era preciso que eu vivesse da
logelo, como estes roiseraveis larapio', para ler
medo. Achu animosas as pessoas que adraittem em
sua casa um homem como aquello vil seductor, de
quem todos aqui sahem a historia que Ihe succedeu
no sertao Rex faz saber a quem convier que es-
ta enjoado do seu honorfico titulo ; e quer que o
charoeni dequi por dianteo Dr. Smicoeu pela
minha parte chamar-lhe-hei o que me vier as
ventas.
Nao estamos muilo bem de salubridade publica,
porque as bexigas vao apparecendo em grande es-
cala. O invern tem sido creador.
O* alimentos de primeira necessidade tem estado
em preco medio.
A farinha lem estado de 200 rs. a 320 rs. a coia ,
o mlho a 160 e 201) rs. a cnia : o feijao bom a BiO.'
Nao tenho podido obter a lista do gado, sei, po-:
rro, qac a carne se tem retalhado do 9 al 16 pa-
tacas.
Deseja-lhe rauilo boas feslas, seu amigo
f* i'iclorinse.
(Carta particular.)
COMARCA DO LIHOEIRO.
15 de abril.
A
Sem majs prembulos pasto a noticiar aos leilores
do resultado dos meus servicos astronmicos, no pe-
riodo decorrido da ultima miufica ao presente dia,
chamado im ,/IW no diario ecclesiaslico e civil, em
que celebra a igreja eslacaodeS. Pancracio; m.i6
autea de produzir em publico esse resumo, permit-
la-se-me que faca urna pequea digressao, referin-
do casos de fort;a rnawr. que obrigado (t a leste-
munhar por ordem superior.
Pela volla da larde, parle d.i noile do-da i do
crranle mez de abril, eaono de Clirslo senhor nos-
so os phenoineoos aterradores da rocan astronmica
vieram confirmar meus peosainentos. Nao me re-
cord ler visto nos eompriUff dias da minha exis-
lencia espectculo 13o sublima, que moslrasse a om-
nipotencia do autor da nalureza, nem tambem mais
lemivel para a desvalida, e frgil descenden-
cia do nossa pai Adi, e sua curiosa mulher D.
Eva.
Eslava essa tarde limpa, e serena, asarvores sem
algum movimenlo em suas fallas, tendo o co ape-
nas urna oo outra nuvem cor de cinza, de repente,
charos leilores, ouvi ao longe um rumor nos arvore-
dos, que ja se moviam no rumo do sul para o norte,
e as vezes do nascente para o poenle : os passaros,
qne davarn alegra aos campos com seus cnticos,
calaram-se, e*tesconfiado* do lempu buscaran) seus
asilos secretos. Os hois e cavalos nos campos, aquel-
las mnciam, c estes rinchavam ; as ovelhas bala-
van) no alio dos montes' e procuravam
COS.
O meu rafeiro constantemente ladrava na fren-
te da casa, esquecido do seu ulico aposento; c eu
recontado ao meu lainborelc de sola lavrada do lem-
po, com a pedra e crean na mo, resolvendo um
calculo da minha profiss3o, lendo ao lado esquerdo
a intoparavel compauheira uo meus esludos, urna
caia deroadeira cornea do anligo padrao, deposito
fiel do p do fumo de minha lerrinha, fiquej, ho-
mem nao, mas mudo c quedo, espantado com a re-
pentina mudanca de larde 13o bella, e risonlu.
A almosphera eslava carregada de nuveni prelas
e pesadas, c pareciam descer procurando os celos
das casas, o venlo soprava com eslrondo nos'matns|e
a forca desse furioso elemento comerarjm as velhas
os apris-
De quaudo em vez ouviam-se grande- estampido,
no orbe terrqueo, a maneira da explosSo de um ca-
nhao no raeio das grutas, ou a bordo d'uma fragata
no meio do Ocano ; verificado o caso, era urna ba-
rauna, uro angico, ou anligo cedro, que deixava as
companheiras nos bosques.
Pela noilo nao cessou a lempcslade; passei rezan-
do ao meu predilecto S. Joronymo, foram horas
lerriveis, rahio a Irovoada sobre os campos, os re-1
lampagos fuzlavam tao a miado, que parecia-me
ler chegado o "dia do arjiquilamenlo do universo; e
ja se roe afiigurava ouvir as vozes do clarim do exer-
rito celestial, que chamava o genero hnmano ao
Iriliunal do supremo juiz dos vivos, c dos morios,
petante quem linham lodos de serem julgados sem
recurso.
Mas agura vejo, e reparo, que cstoo pregando
respeilabilissima massad, pelo que paraliulamliam';
e peso indulgencia e perdo aos leilores.
Entrando pelos successos occorridos na quin-
zena, eucelarei a tarefa pelo estado da salubri-
dade. '
Esta anda vai pouco ou nada satisfactoria, por
causa da varila, que anda afflge o povo, e vai a
gurdina tirando um e outro desla boa vida.
As chuvas fizeram pausa na occasiao mais neces-
saria aos agricultores, e por esse motivo ha grandes
receios de ponca colheita.
No dia 7 do correte relirou-se o ex-promotor Dr.
ArTonso, deixaudb sympalhias pelas suas boas qua-
lidades; felizes os habitantes da Boa-Vista, que
o vSo possuir por qualro anuos, na qualida-
de de jnic municipal e orphaos daquella eo-
marca.
Com a chegad.i da relafo dos nllimos despachos
publicados nos jornaes, pee occasiao do aniversa-
rio ile S. M. a Imperalriz, houvc por aqui' alguns
descontentes, que se viram proferidos por outros em
desiguaes condijocs; porm sem embargo disso ob-
servo nella prova clarssima de que o nosso augusto
monarcha, bem sabe aquilatar o mcrecimento e ca-
pacidade dos bon9 servidores, e apreciar os senli-
menlosde amor a estima, que Ihe Iributam lodosos
seus subditos.
De Bom Jardim nada* sabemos pelas ocenpacoes
do Jorge, mas temos promessns de bom enfardamen-
lo na primeira occasiao favnravel. Nada direi de
Taqnarilinga, porqu-as conlendas daqoelles povos
sao summariamente decididas pelo juiz de paz, e
pelo subdelegado, a poni de nao h.iver precisao da
factura de processos. Virtuosa gente, abenroado lu-
gar !! !
Os legumes vo pelos prejos da tabella passada, e
somcnle a carne verde modificou um pouco de seu
preco.
Muilo^uiltado fieou com este seu criado, oajDr.
Jerimum em razio da publiridade ile sua nova pro-
fissu, e a descoberta dos remedios de seu uso. mas
isso nada vem ao caso, porque vivemos no secuto
das luzes, e prximos a capital, donde nos vem com
promplidao todos os soccorros, dispensando-se por
isso os serviros cirurgicos de charlaiao de semelhanle
qutale.
Saude, forja, e robustez lhei desoja, bem como a
todos, sem prejuizo da minha parte o
Mtrologo.
(Mem.)
COMARCA DR PAJEU.
Tacaralu 1. de abril.
Estamos em quarteisde invern, e por isso pouco
tenho que dizer-lha dcsta vez a respeilo dos nego-
cios pblicos desle termo, que, como por assim di-
zer, se acha adormecido em coosequencia das gran-
des cchenles que tem dado os rios, n3o permillin-
do transito algum aos viandantes, que lem deslino
para e-la villa, e assim tambem para os que della
sahem.
O mczde mareo passou-se em consumir o ga-
uhado, piuco" foram os dias que Phebo fez rodar o
seu carro por eslas verdes tollinas do carrancudo
Tacaralu, de sorle que se nao apparece no dia 30 es-
se listao vareigado e bello, qae as quadras pluvio-
sas arqui'-a-se no co sobre nossas caberas, e a que
o Tliomaz chama arco da velhasjmbolo da paz
o n que Dos se acha com os habitaules desle lie-
mespherio ; ja linha meus receios para um segun-
do diluvio.
Nada mais alegre, mais piltoresco do que o nosso
'sertao na prsenle estac."io : de que magnificencia
ncese acham reveslidos|estes amenos prados.exalando
suaves perfumes, que de abundancia nao se divza
por toda a parlo, e o sertanejo rico e contente '!
Ja nao quera incominodar-lo com perguntas,
visto Vine, nao ler respondido a lima primeira, que
Ifcc fiz, mas havendo casos que podem mais 4>o as
leis, por isso v mais esta que nao deve ficar no lin-
leiro.
Jos Bedor, 5. supplenle do subdelegado Jdsla
villa, nomeado pelo Exm. Sr. Tosa, quando presi-
dente desla provincia, commetleu dous crimes de
homicida^ depois dessa nomeae3o. responden do a o
jury por om desles, foi sentenciado a gales perpe-
tuas, que protestando por novo julgaraentn foi ab-
solvido, assim como do segundo nesta sessao, que
leve lugar no mez de-janeiro passado. I.vre de pena
e culpa, Joe Bedor apresentou o titulo de nomea-
c3o ao Sr. delegado para entrar em exercicio, qac
Ihe obslou leodo um t; do seu codito, que smenle
o aiilorisuu a plantar sua mandioca ; o Tliomaz dis-
se-me que o cdigo do juiz nao he o do crirae, e sim
o do bom tom, porque este Ihe d poderes para
prender como juiz municipal, Ihe d poderes para
suspender subdelegados, ele, etc.; informe-mc, pois'
se aisim be, porque quero fornecer me de um para
mostrar ao Bedor, que esl em duvida por ler dado
um palacio ao advogado, que o aconselhou que elle
podia entrar em exercicio.
A polica aproveitaudo urna noite de muita cho-
ra, para dar bom agasalho a um sen afleicoado de
nome Manoc! Jos Villa-Nova, que viva nos mallos
dormindo por ter morlo a sua mulher, fez-Ihe um
coimlo no dia 12, ao que elle aceitn, porque ia
calar dsaixo do cubera euxula.
No dia I" o subdelegado de Fazcnda tirando pon-
do em cerco a om famigerado Pulga, que se acom-
panhava com mais2,o Pulga no sallo que deu ferio a
um dos soldados com urna denladnha em parte bem
perigosa, ea tropa repelliodo fez urna descarga so-
bre elles, da qual resullou a prisao de um e o fe-
rimento de outro, que se evadi com o chefe, deixan-
do ."> cavados que conduziam para ajuda de cusi da
viagem, sendo iodos elles furlados.
No dia 19 foi presa Eduarda Maria pronuntiada
em crmc de ferimenlos leves, e no dia 20 Jos Mi-
guel, criminoso de morle, no districlo de Palmeira
de Indios da provincia das Alagoas ; com esle conlo
o numero de 10 criminosos do morle, que o Sr. juiz
municipal, depois de sua estada aqui, lem capturado
de outros dislrictos : era esle termo o refugium a>-
satsuwrum, assim mesmo nao foi o mez tao escasso
como eu pensava, ao lodo foram i o numero dos
capturados ; andar assim que he bom andar.
Eslava no lelegrapho o Thomaz, sclcel na torre,
que he o ponto mais culminante desla villa, e obser-
vou muilo ao longe orna grande Iropa, pelas 6 ho-
ras da manhaa do dia 2 do corrente, elle como meu
fidut Achates, corren a dar-me parte dessa sua ob-
servaeao, e estando esla i fechar-se, demorci a re-
messa a espera do resultado ; por cerlo nao tardou
muilo que chegasse a cambada de caranguejos, c
mandando ao Thomaz saber se estavam gordos, dis-
se-me em respustn que sim, porque um linha ven-
dido a um menino que nasceu do \ entre livre, oulro
por ser criminoso de morle nesle lermo ede tentati-
va no de -Malla-tiran,lo, e o lerceiro por gostar de
comer carne moqueada nos maltos sem aulorisarao
dos donos.
A semana sania comeeou com ricorosa penitencia
para esses meus camaradas. Collados vou mandar-
Ihes a minha csmola para elles guardarem o precei-
lode quinta o scxla-feira santas.
As chuvas continuam por aqui, mas consta-me
quena distancia de 20 leguas ja vo ellas tajeada
alguma falla splanlaecs : a farinha na ultima fei-
ra vendru-se a cuia por .560 is. o milho por 360
W., e o feijao por 640 rs.
Vlele.
(dem. )
Dos guarde a V. Eic. Secretaria da falioia de
Pernamhtico 8 de maio de 18V>.Illm. e Exm.
Sr. cooselhciro Jos Benlo da 'Cimba e Figoeircdo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luif
Carlos de Paira Teixeira.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
Ho inconlesiavel que odrainaOs Dous lrm3osou
a re oneiliaeaurnmquea Sociedade Dramtica F.m-
prezaria tire hoje o nosso Ihealro, he um dos mais
ludios producios da lilteralura dramtica porluaue/.a.
Cheio deemueaoe abuiulanle de lances de scena, o
drama do Sr. Biesler prende e captiva a altelo do
espeelador. fazemlo-o tomar nma parle activa, a pe-
zar sen, e esperar com anciedade por um desenlace
que elle nao pude prever. A Sociedade Dramtica
Emprezaria nao podia escolher um melhor drama
para encelar os seus Irabalhos desle anuo, nao s pe-
la excellenria delle.como porque em verdade, a vista
da dislribuicao feita. todos os pape eslao no verda-
deiro carcter de cada um. Na realidade se a um
aulor se incubisse a tarefa de escrever um drama
para ser representado pelos adores que actualmente
temos, crein que n3o teria sido mais feliz.e esloo cer-
lo de que todas as pessoas que coohecerem ja este
bello trabalho do Iliterato porlugnez, bao de pensar
igualmente comnosco c nao deixarao de augurar
urna numerosa enchenlca rerila de boje.
PUBLICACOES a pedido.
Os estatutos do Gabinete Portuguez de leilura
prohibe expressamenle que sejam accionistas do
mesmo, pessoas que n3o sejam subditos portuguezes
ea prohibirao se slenlo igualmente aos empre-
eados, lano assim, que se indefMriram prelences
alias bem honrosas daquelles, quese apprescnlaram
como candidatos ao lugar de caixeiro, porque o nao
erara. Consta, porem, que que se lenta relaxar a
lei do gabinete nesta ultima parle, c principiar por
aqui a ruina d obra que tanlo lem custado a edifli-
car, e jri admirava, que lacs projeclos n3o livessem
apparecido lia mais lempo, pois o Gabinete h mais
d'um anuo que se aprsenla em altura sullicienle
para dar urna bonita c intcressanle queda: os minei-
ros(*) porem, guardaram para agora a sna obra a qual
est principiada, e, ou elles licain esmagados por al-
iim feliz dezabameuto do Ierra, aules de vepcer a
difliculdade, ou oiiloadeos Gabinete!!!...
O Pro/eta.
i i ,
UMA LAGRIMA
A moi'te de neo colleja e amigo o segando
annita Jos* Bonifacio da Costa e Silva.
Qoe ligeira he a vida Anda ha pouco.
Ufano do porvir que te aceuava
Entre nos le sorrias, c quao perlo
Eslava o passameolo desle mundo!...
Quando zclozo de cumplir deveres,
Que o dezejo le impunlia, recolhias
Des sabios preceptores as doulrinas,
Quem, amigo, dira ; oh quem lembrra
Que o lermo era chegado. a vida breve .'
Tu mesmo, uas douradas illuses
De um futuro Ilustrado, ao paiquorido
Beijando a mo c mai, s irmaasinhas
Dizendoo IristeAdeos !de despedida,
O golpe alembrarias tao propiuquo ?...
E-elle, eella, e lodos no leu pranlo
OAdeus !extremo solelrar souberam '.'
Que ligeira he a vida !... Anda ha pouco m
Esle mundo era leu... Ventura, risos,
Sonhavas para l a paz daquelles
Que desvenados le adoravam tanto....
E hoje!.... O alade te separa
Das doces illuses que le afacavam,
Cortando para scmpre as esperancas
Da terna mai, do pai, das irinasinhas!...,.
E nem ao menos, conheceste ao ladn.
No duro ansiante de fechar os olhos,
Em pranlo debuthada a mili querida,
Nem a irmaa companbeira de leus brincos
Te consolando com pal a v ras sanias!!...
Que breve e amargo he o termo da existencia!....
Quao cedo para li soou medouha
A hora derradeia !...
Aqui, amigo,
Junio ao triste atadc que le encerra,
Um pranlo de cnllcga c de an i-alo
Eis-roe vertendolie o pranlo da saudade.
ESTABEI.ECIMEMOS DE CARI DA DE.
Illm. Sr.Temos presente o eflicio que ao Ihcsou-
reiro desla adminislracao V. S. dirigi tm dala do
prlmeiro do corrente, em o qual communica, que
tendo-sc apresentado naquelle dia o segundo medico
do grande Hospital de Caridade deixara V. S. de
exercer semelhanle emprego, assogurando-nos, que
sempre se achara promplo a prestar-sc quando as
circumslancias extraordinarias o exigirem.
Respondendo esta adminislracao ao citado ofliciu,
cumpre-lhc louvar c agradecer a V. S. pelo bem
que desempenbou a commi-a i a que voluntaria c
gratuitamente se prestou. e prevaiecendo-se do ofTe-
recimenlo que V.S. Ihe faz, n.lo deixar de servir-sc
do seu grandioso presumo, sempre que Ihe for ne-
cessario.
Aprovcilamos a oportuuida lo para Iribularmns
nossa consideraban e respeilo a pessoa de V. S. a
quem Dos guarde.
Adminislracao gerl dos cslabelecimenlos de ca-
ridade 3 de rqaio de 1855.Illm. Sr. Dr. Joaquim
Alves Ribeiro.Monsenhor Francisco Aluni: Ta-
rares, presidente..inl/niu Jos (jomes doCorreio,
escrivao.Josc Pires t'erre-ra, Ibcsnureiro.Jjio
Pinto de Lentos Jnior, vogal. Conforme, An-
tonio Jos Gomes do Correio.
ERRATA DA POESAMEUS NAMOROS DE
OI.INDA.
Na segunda linha da quadra 7.", em vez de angi-
nhoIca-seanjinho ; na linha terceira da quadra
11, em vez de zombavaIca-sesonhava : na linha
quarla da quadra 16, em vez de o sintolea-se
sinlo ; na liuhasecunda da quadra 28, em vez de
bastalea-sebaste ; e na primeira lindada ultima
quadra, em vez de amoreslea-senamoros.
O VAo d'Oran acaba de publicar dclalhcs cheios
de interesa* sobre os resollados da cultura do algo-
dio na provincia daquelle nome. No (im do no-
vembro ultimo, a colheita do algodao havia por
toda a parle sl(!o feita com a maior aclividade. Os"
venios do .ocsle c as chuvascontrariaram-na por
espaco da alguns dias. as planicies altas, o al-
godociros sofTrcram estas alleracrtes sbitas da tem-
peratura, mas em outros pontos menos elevados
as plantaces, apenas se rcssenliram. Aquello jor-
nal diz :
o Por pouco que o sol nos favoreca anda por es-
paco de quinze dias, nos obleremos em algodao pro-
ducios que lulo de remunerar largamente os colo-
nos, e definitivamente consagrar a reputaeao da pro-
vincia na prxima exposicao universal. Ascommis-
tt de recepcan organisadas em Oran, e em Sig
funecionara ha ja algum lempo, leem ja recebido
perlo de 60:000 kilogramas de algodao da Georgia
de longa seda.
Esla quantidade lera sidomais consideravelse n,lo
fossem as exposicoes do algodoeiros '"Bel. que obrigam os colonos a reservar para
estas solemnidades urna nolavel parte da sua*co-
lheita.
Os algoddes comprados pela administraran ato
al hoje excellentes. lustrosos c compridos. Os co-
nhecedores dao-lhes um valor de 30 p. c.almdo
prero do anno passado. A medida que o algodao
be recehidoYela adiniusslracao, he logo sugeito aos
preparos.
Os nossns leilores bao de reconhecer o motivo por-
que chamamos a alinelo sobre estes dous grupos
de factos. O que acontece com o Sorgho, qual-
quer que possa ser o seu destino, be scmpre em op-
posicao caima de assucar das colonias transatlnti-
cas. Neslas circumslancias importa pouco as antigs
colonias francezas, que o Sorgho se aprsenle ou
nao nos mercados de Franca a fazer urna concurren-
cia mais ou menos ulil n belerraba. Nao tratare-
mos desla queslao pelo lado dos nleresse- coloniaes;
mas nSo he fura do proposito saber se a acclimata-
{3o do Sorgho e do algodoeiro dari em resultado
concentrar as actuaes negociaces transatlnticas em
assucar c algodao.
A industria do assucar, que exiae o empreso do
grandes capilaes, lera seguramente muita dilliculda-
de em lomar urna seria cxlenrao no norle da fri-
ca, e provavelmente passaro anda inuilos annos
primeiro que as hallas do alcodao de Argel possam
vir ofl'erccer urna concurrencia que res'inla us algo-
does da America nos mercados franrezes e mesmo
dos oulros paizes.
Um esludo aliento dos factoainoslra que nenhum
receio se deve apresenlar, quando no futuro. Ar-
gel liver levado tao alia a sua producrao de assucar
e algodao, ou mesmo nicamente de algodao que
cheque a ofl'erccer um grande provimento de.a
materia textile. Quando se v o elevado grao que
o algodao goza hoje, na industria, facilmenlc se re-
conhece, que nunca poder.i ser muilo superior ; por
consequencia, lano em Franca, como em oulros pai-
zes, de qualquer parle que Ihe chegue o algodao, he
sempre bem vindo, ama vez que se aprsenle de"
baixo de boas cnndicCes de qualidade e de preco.
Islo he mais em relaeSo a Franca, do que como ques-
lao de iateresse geral, em que cada individuo deve
consultar os seus proprios interesses.
Quando ha grande movimenlo'em um paiz, o que
so canlia do lira lado compensa exactamente qual-
quer prejuizo que lenha havido de oulro. He
n'uito para desojar, tanlo quanlo seja pos.ivel. que,
no andamento do progresso humano, o nivel se
eleve um pouco por toda a parle as mesmas pro-
porroes.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
* t.
'a,
COMMERCIO.
PRAGA DOiRECiFE 8 DE MAIO AS 3'
HORAS DA TARDE.
Colares olliciaes.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 2" \\H e 27 d.
Desronlo delellras de 2 mezes8 <{ ao auno.
Dilo de ditas de i a G mezes8 3|4 idem.
ERRATA.
as colices ofliciaes, publicadas honlcm, foi pu-
blicado o assucar mascavado especial a 18900, de-
vendo ser a la'JO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 aT. .... 10.'):8"iS652
dem do dia 8......". : 9XtOf3tfl
ltS-435M9
VGRICILTIRV.
REPARTigAO DA POI.ICIA.
Parte da dia 8 de maio.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conherimento de V.
Evo. que. das diflereMes parlicipacocs hoje rece-
n'i "''a* reP"r,'Sao' consta que foram presos r
I ela deleaacia d* prineiro dislricl desle termo,
o preto escravo l'.yriaco. fara correccao.
I ela subdeiegacia da fieguezia do Recife, a prc-
S|a ta oenedlcla, tambem par correccao. e o prelo es-
' i"" Yi"|IIl"? pilra "'ac.e.'policiaes.
adosa, arvore. a par.iram-secom maior faci.i- | &$&. de Me.o^im VrSZ
dada.
J motivo.
ALGODAO E ASSUCAR DE ARGEL.
Ja livemos occasiao de nos oceupar do assucar
exlrahido do|sorglio ou holcus sacc haralus, conheci-
d na Asia pelo nome de canna de assucar do nor-
te da China. Foi em l&M que Mr. Monligney,
cnsul da Franca, enviou da China ao seu governo
as semenles, cuja cultura immedialamenle empre-
baadida e realisada com successo na Provenca, pa-
recou dever ser inlroduzida anda com maiores van-
lagens as possessoe.s francezas do norte da frica.
A esle respeilo encontramos novos e uleis excla-
recimenlos em um relalurio da comroisso agrcola
de Toulon.
Tem o sorgho as propriedads reqasiladas pa-
ra loi iiar-so, pelo que respeita a producto do as-
sucar cristalisavcl, um rival da canna e da beler-
raba.
As diversas experiencias seguidas no Var, c bu-
Iros pontos, e consignadas no relalurio de que se
trata, parecem resolver aflirmativamenle esla ques-
13o. Mas resulla de diversos cnsaios que o sorgho
he dotado de urna riqueza alcoolica superior a de
todas as oulras plantas ou subslaocias, para cuja
dislilaeao se esfoream em atenuar o dficit da co-
lheita ordinaria das vinhas; desia maneira a beler-
raba contem 8 a 10 p. c. de malaria! assucarinas ; o
sorgho, segundo o testcmunho de Mr. Vilmorin,
produz 16 a 20 p. c, dosquaes se pode exlrahir 8
a 10 de alcool puro, proprio para lodos os usos in-
duslriaes e domsticos. Alm disso, a planta he con-
siderada em si como um exccllenle alimento para os
aado. que com avidez a procuram ; finalmente, de-
senvolve-se com extrema rapidez lias proprias loca-
lidades em que a nicaeau he rara e diflicil. De
ludo islo conolii3-se que o sorgho possue um ra-
jelo de circumslancias uleis, assim romo, qualida-
des que Ihe prometiera um lugar milito importante
cnlre as culturas de Argel.
Urna vez qoe cala cultura lenha sido inaucurada
em urna grande colonia da frica, nada sera mais
fcil do que mulliplica-la rom rapidez, por isso que
urna unir planta, cultivada em 18.il pela commis-
sao agrcola de Toulon, forncecu una quantidade lal
de -ciiietile, que hoje pode semear mil heclares de
lerroiio, cujo produelo dava, -ecundu parece, um
rendraenlo de 23:000 heclolilros de alcool. Toda-
va, al ao prsenle os producios alcoolicos o sacari-
nos do sorgho nao so para Arcel mais do que um
contingente futuro : mas nao acontece o mesmo pe-
lo que respeita ao algodao, que parece eslar sli-
damente eslabelccido uas Ierras de Argel.
() Por mineirosentendem-se os socios que Ira-
de realisar a iufracejo.
16calas ceblas ; a A.iionio Alves Vllela.
1 caixa marmelada ; a Joaquim da Cosa.
500 paroleirasazeilonas ; a Joaquim Jos Apoli-
nario.
1 barril vinho, W ditos chouriras, 20 ditos louci-
nlto, 2 vidros peixes, i pacolcs ignora-se, i dilo pa-
pis, 1 dito livros, 1 sarco semenles, 1 sacro, 5 em-
brulhos e cartuchos pocas de onrn, 1 caixote plan-
las, 2 gaiulas canarios, 2 canaslras hlalas, 1 garra-
f3o vinho ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 7. 4:200)975
dem do dia 8......... B7G9384
&077S359
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 7..... 677(782
dem do dia 8........ 7*9876
7."i7.-6.)8
ExporSacao .
Rio de Janeiro, brigue brasilciro Elvira, de 111
toneladas, condoli aegoinla : 1,315 meios de
vaqueta, IMO saceos milbo, 300 saceos, 1,600 barri-
cas c 100 harr iquinhas rom 3,!XI9 arrobas e l libras
de assucar, 339 saceos feijan, 10 pipas espiri'.o, 10
dilas agurdente cachara, 30 saceos cera de carnau-
ba, 8 caixoles velas de dila, 1 caixao doce secco, 2
podras! de filtrar.
Porto, bricue porluguez toneladas, condu/.io o seguinte : 3 caixas, 1.K7
saceos o 39 barricas com 10,262 arrobas e 35.libras
de assucar, 25 saceos milho, 2 dilos e I barrica fa-
rinha, 58 saccas com 328 arrobas e 31 libras de al-
godao, .VJqninlaes lalajnl.a, -11 mullios quiris, 1 cai-
xao doce.
IIECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 7.....6:2739739
Idcm do dia .8........ 577(524
6:8513263
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlodo dia 1 a 7..... 6:5239767
Mem do dia 8........ 1:767c902
8:29I3669
MOVIMENTO DO PORTO.
Xaeios sahidos no da 8.
RabiaItricue nglea Melina, com a mesma carga
que liouve. Suspenden do lameirao.
PortoBrigue portuguez S. Manoel l, capilo
Carlos Ferrcira Soares. carga assucar e algodao.
Passageiro'. Guilherine Ferreira Piulo, Francisco
Jos da Silva.
Rio Grande do SulKricue brasilciro Bom Jess,
capilao Jos Ferreira Piulo, carca assucar. Pas-
sageiros, ManocLJos de Carvalho Guimaraes, Jo-
s Antonio Monleiro.
EDITAES.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do commercio nesta ci-
dade do Recife de Pernambuco por S. M. I. e
C, o Sr. I). Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faco saber que por esle juizo se ha de arrematar
por venda em praea publica, que lera lugar no dia
21 do corrente mez a urna hora,na casa das audien-
cias, 3caiallo!, sendo 1 prelo, 1 foveiro, e1 roda-
do, avaliados em 259000 rs.; cada um lolal 759000
rs., embargados a Fraucisco Lucas Ferreira, por Je-
suino Ferreira da Silva.
E para que chegue ;i nolicia de lodos mandei pas-
sar o presente edital que sera publicado pela impren-
sa e dous do mesmo Iheor, que serao afiliados na
praea do commercio e na casa das audiencias.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 8 de maio de 1855.Eu Manoel Joa-
quim Baplista, escrivao interino o esrrevi.
Custodio Manoel da Sllca Caimaraes.
Pela inspectora da alfandeca se faz publico,
qne exislem no armazem da mesma os voluntes
abaixo descriplos alem do lempo marcado pelo re-
culamento, e pelo presente s.io avisados os respecli-
vos donos c consigualarios para os de-p.u liar no pra-
zo de 30 dias contado* dosla^Mn, lindo o qual sero
arrematados em hasta publMtrva forma du art. 271
do mesmo regulamento, sem que em lempo algum
se possa reclamar contra o efieito desla venda.
Armazem n.7.
Marea W essgnal particular n. 2090, um embru-
Iho vindo no brigue dinamarquez Luise, em I' de
marco de J853 ; a B. Praeger & C.
Marca II. n. 180, iima-oamnlia, vind.i no brigue
mcez
Lovolla.
w
francez S% Michel, em 3 81 raarjo de 1853; a J. I.
Descarregam hnje 9 de maio.
Barca porluguezaCratidodiversos gneros.
Brigue inglezBarckilbacalbo.
Imporlacao'.
Barca porlugueza (iratidao, vnda de Lisboa, con-
signada a Thomaz de Aquno Fnnseca & Filho, raa-
nifeslou n seguinte :
9 pipas e 30 barris vinho, 5 pipas vinagre, 30har-
ris azeite doce ; a Machado & Pnheiro.
15 barris vinho, 100 canaslras hlalas; a Palmei-
ra & Bellrao.
1 caixa essencia de zimbro, i dita vidros, 2 dilas
drogas, 2 barricas giz ; a Bartholomco Francisco de
Souza.
21 volumes pedras de cantara ; a Jos Velloso
Soares.
10 pipas abatidas, V barril vinho, 1 dilo loucinho ;
a Joan Jos de Carvalho Moraes.
113 meins pipas e 57 barris aduellas, 200 barris fa-
rinha de Irigo, 100 caixas e 1,285 molbos ceblas, 21)
barris azeite doce, 15 barris cera, 10 pipas vinagre,
20 barris loucinho, 3 pipas e 22 barris vinho, 36
moios de sal ; a Thomaz de Aquino Fonseca & Fi-
lho.
25 barris vinho, 10 pipas vinagre ; a Manoel Joa-
quim Ramos c Silva.
50 barris vinho ; a Miguel da Silva Perera &
Com panliia.
1 caixa garrafas vazias ; a" Ignacio Jos do
Couto.
1 caixote livros impressos; a Antonio de Souza
Moreira.
3 fardos el caixa capachos ; a Jos Vicente Cal-
laia.
21 caixas vinho ; a Balthar & Oliveira.
2 barr.is vinho, 1 dito pios ; a Luiz Antonio de
Siqueira.
1 caixa vidros; a Jo.lo da Conceicao Bravo.
156 barris loucinho, 5 dilos azeite doce, 30 dilos
presuntos chauncas, 65 saceos farello ; a Francis-
co Sevcriano Rabello & Filho.
1 caixa livros impressos ; a Manoel Ferreira da
Silva Ramos.
1 barril vinho ; a viuva Alves da Silva Car-
rico.
3 pipas vinho ; a Duarle Antonio Sorra.
11 caixas cera em velas; a Jos Alves da Silva
Guimaraes.
1 caixa vilros.1 dila mana, 1 barrica gesso, 2 cai-
xas drogas, 2 dilas alfazeraa ; a Joaquim de AlmeL
da Pinto.
1 fardo jalapa, 1 caixa drogas ; a Vicente Jos de
Brilo.
1 caixa acido ctrico, 2 dilas oleo de junpero. 1
ferdo sabngueirc, 1 dilo retalhos de pellica, 1 dito
malvas, 1 dila mai ella. 2 caixas drogas, 1, barrica
gesso ; a J. Soum. ,
6 caixas cera em volas, 12 barris pd de marfim ; a
Mnreira e\ Fragoso.
6 caixas ceryeja, 2 ditas doce ; a liento Candido
de Moraes.
1 eaxa impressos ; a Miguel Jos Alves.
1 dila dilos ; ao padre Ignacio Francisco dos
Santos.
1 barril paios; a Antonio Augusto da Fon-
seca .
40 dilns manleiga de porco ; a Narcizo Jos da
Costa.
45 dilos vinho ; a Amonio P. Borges Pes-
taa.
2 barra vinho; a Ionios Aj Irmans.
6 saceos crva-doce, 12 barris loucinho, 12 dilos
azeite doce,50 dilos vinho, 2 caixas queijos ; a Jos
Baplista da Fonseca Jnior
10 barris azeilc doce, 12 meias pipas vinho, 100
canaslras balate* ; a Mausel do Rogo Lima.
50 saceos farello, :J0 barr* chouric,as, 40 dilo* lou-
cinho, 200 canaslras btalas, 20 barris azeite doce ;
a Luiz Jos da Costa Amorim.
50 saceos farello ; a Joaquim Jos de Amo-
rim.
15 pipas abatidas: a RaymundoCario*.Leilc.
5 barricas cera refinada; ao prefeilo dos hos-
picio de Nossa Senhora da Penha.
10 barricas vinho, 1 caixa amendoas ; a Angosto
Cesar de Abroo.
Marca JKC'n. 366 1|2, "ma calimba, vnda no
brigue dinamarquez Luise, em 7 de marco de 1853 ;
a J. Keller & C.
Sem marca S, n.. um piano, vindo no patacho
Amargozo, em 26 de abril de 1853; a ordem.
Alfandga de Pernambuco 3 de maio de 1855.
O inspector, Benlo Jos Fernandes Barros.
A cmara municipal desta cidade. de confor-
midade como arl. 15 da lei provincial n. 129 de 2
de maio de 1844, faz publico, que cm data de 2 do
corrente, propozera ao Exm. Sr. presidente a btllida-
deda desapropriacao do sobrado arruinado de dous
andares, silo na entrada da ra do I.i\rmenlo, pelo
lado do norle, pertencente ao cidadao Bernardo An-
tonio de Miranda, e outros herdeirosde finado Joa-
quim Jos de Miranda, afim de que, verificada por
S. Exc. a ulilidade proposta, pofta a cmara tratar
da desapropriacao do predio nos termos da lei cita-
da, alargando assim aquella entrada.
l'aco da cmara municipal do Recife 7 de maiu de
1855.Barao de Capibaribe. presidente. No im-
pedimento do secretario, Manoel Ferreira Ac-
cioli. ;
_ O Illm. Sr. inspector da Ihetouraria provin-
aial, em imprmenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 5 do corrente, manda fazez
publico, que nos dias 29, 30 e 31 do' mesmo mez,
a meio dia peranle a junta da fazcnda da mc-in.i
lliesouraria se hade arrematar a quem mais der, os
impostos abaixo declarados.
'laxa das barreiras das estradas c pontes seguinles:
Giquia, por anuo........7":1I03000
Magdalena, por anno.......:7iO>OIKI
Molorulombii, por anno......2:000?000
Caehanga.por anno ........ 2:3003000
Jaboaiao, por anno.......5:0003000
Ponte dos Carvalhos, por anno. 1:3103000
Tacaruua, por anuo. ...... 6.5031)00
liujary, por anno........ 5003000
Vinle por cenlo sobre o consumo da agurdenle
no municipio do Recife, por anuo 12:5109000.
As arretnatac.ies sern fetas por lempo de 3 an-
nos, a conlar do 1. de jullio docorrente anno, ao fim
dejunho de 1858.
As pessoas que se propozerem eslas arroma ta-
ces comparec,am na sala das sessoes da mesma junta
nos dias cima indicados, com seus fiadores compe-
tentemente habilitados.
E para constar se mandn aliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de maio de 1855.
O secretarlo,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
DECLARACO'ES.
ILEGIVEL
-aKaiias seguras, vindas do sul, para us senho-
res : Francisco Accioli de Gouvca Lins, Fraucisco
Jos de Amorim, Joao Firmino Correia de Araujo,
Joo Perera Moutinho, Jos Antonio de Araujo, La-
mo & Semiao.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco rie Pernambuco loma e da'
lettras sobre o llio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da dirocBo, Joao Ignacio de
Medeuos Reg.
CONSELHO ADMINISTRA!!VO.
O conselho administrativo cm virlude de aulori-
sar-o do Exm. presidente da provincia, lem de com-
prar os seguinles objeclos :
Para us rccrulas era deposito no segundo batalliao de
infantina.
Bonetes, 50 ; grvalas. 50 ; algodaozinh, varas.
300 ; panno prelo para polainas, cuvados 20 ; bo-
Ines blancos de osso, grozas 15 ; sapalos. pares 50 ;
mantas de lila ou algodao, 50 ; esleirs. SO.
Escola de priraeras leitras do mesmo balalhao.
Papel almaeo, resmas 6 ; pennas de ganro, OH
caivetes para aparar pennas, 2 ; tinta prela, garra-
fas 6 ; lapis, duzias 6 ; areia prela, libras 6 ; carias
de a, b, c, 20 ; taboadas, 20 ; exemplares Je gram-
malica porlugueza por Monte, ultima ediccao, 6 ;
compendios de arilbmelica por Avila, 3 ; paulas, 6 ;
traslados lilhographadoa, 20.
Capella da fortaleza do Brum.
Troca do sino da mesma capella por oulro.
Conselho de adminislracao do patrimonio dos or-
phaos.
Gravar etu um sinele as arma* imperte* e le-
genda.

Provimento dos armazen do arsenal de guerra.
Expediente. -
Pendas de galleo, 800.
Ollieinas de quarta classe.
Areia de moldar, alqucires 2 ; lences' finos de co-
bre, 10 ; caixa* com vidros, 1 chumbo em barra,
arrobas 8 ; zinco em dila, dilas 2.
Quinta classe.
Sola curtida, meios 200.
Quem quzor vender esles objeclos aprsenle a
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conelho s 10 horas do da 12 do corrente mez.
Secretaria do conselho admini-lravo para forne-
ciraenlo do arenal de guerra 5 de maio de 1855.__
Jos de Brilo Inglez. coronel presidente. Bernnr-
do Perera do Carino Jnior, vogal c secreta-
ria.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Visla
se faz publico, que foram recolhidos a cadeia a parda
Mara, que diz ser cscrava de Francisco Joaquim da
Silva, morador no lugar do Bom Successo, junio ao
Limoeiro, e o prelo Luiz. que diz ser escravo de
Francisco Ferreira da Costa, morador no Limoeiro,
por andarem fgidos': seu senhores apresentem
seus ttulos nesla suhdelogacia. Subdelcgacia da fre-
guezia da Boa-Visla 7 de maio de 1855.O subde-
legado supplenle em exercicio, A. F. Marlins Ri-
eiro.
Pela subdelegaba da freguezia da Boa-Vista se
faz publico, que foram apprehendidos um boi manso
de Barroco, duas vaccas, dous bezerros, Ires caval-
os, sendo um caslanbo e dous rucos, dous sellinse
dous freios era m.io estado, os qnaes objertos e ani-
maos suppe se haverern sido furlados : se alguem
se julgar'com direilo a elles, comprela nesta sub-
delegada. Subdelegada 7 de maio de 1855.O subdelegado supplenle era
exercicio, A. F. Marlins Ribeiro.
t seentregaro peloajaaior preco que Sor
olTerecido, em consequencia do dono
querer retirai-se para lora do imperio :.
se\ta-fera, 11 docorrente, ao meio dia
em ponto, em sen armazem na ra do
Collegion. 15.
F. Sauvage & C, fara leilo, por nlervenc,ao
do agente Oliveira, de grande sortimenlo de fazen-
das. as mais proprias do mercado, a saber : brins de
diversa* quaiidades, castores de novo* padroe, pan-
nos prelo e azul proprio* para fardamenlo, casemi-
ras prelas e de cores, bombazinasde cores, merino*
de cores e de lodo* os precos, chales de la, de se-
da e de algodao, colleles de seda e de algodSo, sedas
furia-cores, sarjas, etim macan, perfumaras diver-
sas alpaca de core*, meias de algodao, flores e
muilos oulros arligns de bom goslo : sexUJeira, 11
do corrente, as 10 horas da manhaa, no seu arma-,
zem, ra da Cruz do Recife. .
AVISOS DIVERSOS.
Os Srs.
1.a recita depois da chegada da so-
ciedade dramtica emprezaria "de
voltada Babia.
QUARTA-FERA 9 DEM Al DE 1855.
Eslrear o diverlimcnlo urna cscolbida nuverlura
a grande orcheslra, finda a qual ter etecucao o no-
vo e muilo excedente drama original portuguez
em 3 actos, intitulado
OS DOUS IHA'OS
ARECONCILIagAO.
Composieaodo Sr. Ernesto Biesler.
Personagens.
O conde de....... .
Ilaphael lilho do conde. .
Alexandre lillio do dilo .
O general......
Ocommendador Atouguia.
Luiza ,.....
Clara........
I). Maria......
L'tri criado. .....
A accAo pas*B-M em Lisboa na poca actual.
Os intervalos serao preenebidos com escolhidas
valsas.
No fim do 3. c ultimo acto o Sr. Costa com a sua
senhora cuitaran o gracioso duelo brasileiro Bra-
vos, meu bem, esl de tremer.
Finalisar.i o expectaculu com a comedia vaudovil-
le em 1 acto
OS B1LHETES DA LOTERA.
A sociedade espera do generoso publico desla ca-
pil.il. aquella proteceAo que sempre Ihe lem prodi-
galisado, c pela qual protesta o seu cierno agradeci-
menlo.
As pessoas que quizerom ler preferencia aos me-
Ihores lugares, podem desde ja procurar a direceao
da sociedade Emprezaria no Ihealro, das 10 horas
da manhaa, as 2 da larde, e das 6 da lardeas 9 da
noile.
Principiara.,s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Actores.
Sena.
* Bezerra.
Mendes.
Costa.
Monleiro.
A.Sr I).Leopoldina
Orsal.
n Amalia.
N. N.
Meio hilhele
Quarto
Oitavo
Dcimo
Vigsimo
RIO DE
JANEIRO.
O brigje nacional MARA LL'ZIA, ea-
Eitao Mauol Jos Preslello, vai seguir com
roldado, lem grande parle do sen carre-
gaiiieiilo promplo : para o resto, passageiros e es-
clavos a frelo, paraos quaes orterece as melhores
accommodacoes, Irala-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes ^ C. na ra do Trapiche
n. 16, segundo andar.
- PARA O PORTO.
O patacho porluguez Especulador dever,i partir
dentro de 20 dias por ter dous lerdos da sua earca
pi limpia : quem no mesmo quizer rarregar poder
enlcnder-se com os consignatarios Bailar & Olivei-
ra, na ra da Cadeia do Recife, cscriplorio n. 12.
PARA O CEARA'.
O hiale Noto Ulinda, meslre Custodio Jos Vian-
na: a tratar cun Tasso Irmao.
Para o Porto.
O patacho portuauez lispecul-idor pretende sabir
iiiipreierivcliiienle para u Porto no dia 23 do cor-
rente ; anida pude recobcr alanina torga a frele :
quem pretender faze-lo, enlcnder-se-ha com os coa-
signatarios, na ra da Cadeia Velha, cscriplorio
o. 12.
MAKAMIAO li PARA'.
Seguc emplleos dias o brigue escuna
LAURA: para carga e passageiros, tra-
ta-secom os consigdatarios Josc Raptista
da Fonseca Jnior, na rita do Vigario
n. 4.
Para a Babia segu imprelerivclmente no dia
11 do corrente. a velleira sumaca ll' cebe carga Randa, a tralar no escriplorio de Do-
mingos Alves Malheus.
LEILOES
O aeeule Borja em
mu armazem na ra do
Colle.o n. 15, facajai-
|,o de urna infinidade
de objeclos ditierentes
que se acharan patentes
no mesino^irmazein no
da do leitao: quinla-
feira 10 do corrente as
_ 10 horas: assim como
tambem far leilao de um ptimo escravo.

O agento Olivdra far leilao, por ordem do
respectivo juizo, de todas asilividas activas por le-
tras e conlas de livro, da ma de Carvalho, oriundas da loja de fazendas que leve
na ra do Crespo, ena importancia approximada de
Rs. l'.l:000?000, segando a respecliva relelo dellas
em poder do mesmo agente, que se presla a ex-
hibi-la aos prelendenles com aulecipacao : sabbado.
12 do correnle, oo meio dia enf ponto, no seu es-
criplorio, ra da Cadeia do Kecife.
T. de Aquino Fonseca tv Filho Iransferiram
por causa da chozada do vapor, o seu leilao de 10
pipas, :) barris de quarto e 75 ditos de quinto com
inuito superior vinho verde de Lisboa ; ter pois
lugar dilo leilao, por inlervenelo du agente Olivei-
ra, na quarta-feira, !l do crrente, as 10 horas da
manilla imprelerivclmente, no irina/em do Sr. An-
nes Jacnrae, defronte da arcada da alfandga.
Por ordem do capilao John Mills, o aaenle
Oliveira far leilao, em presenea doSr. cnsul de S.
M. II.. o por conta o risco de quem perlencer, de
cerca de (150sacros deassoear variado, a bordo da
baria inlea Jt'hu Bright, arribada a e*le porto por
Jorco maior na un recente viazcni procedente do
Corincacom destino a Londres: quir.la-feira, 10 do
correnle, as 11 horas da manhia em poni, no ar-
mazem do Araujo, no caes de Apollo.
O agente Borja ell'ectuara' o leilao
da loja de livros do linado Joao da Costa
Domado, por aulorisacodo Illm. Sr. Dr.
juiz de dtreito do comtnei'cio Custodio
Manoel da Silva GunuSet (juarta-leira
9 do corrente as.l I horas em ponto.
O agente Borja fara' leilo de i 1 es- j
cravos, sendo 7 de sexo masculino e 4 do
sexo lemenino, havendo entre estes urna
inulatinha com -i mn is de idade ; todos
estesescravos estao sem achaque algum,
PUBLICACO RELIGIOSA.
Saldo a luz o novo mez de Maria, adop-
tado pelos reverendissimos padres captt-
cliinhos de N. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Conceicao, e da noticia histrica da
medalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho : vende-se nicamente na livra-
na n. t e 8 da praea da Independencia,
a 1x000.
IOO30OO DE GRATfFICACAO.
No di.i 11 de fevereiro passado, desapparecea do
Recife, ra de Apollo n. 14, um escravo do narau,
de nome Jos, de idade de 30 a 40 annos. bailo e
secco do coipo, bstanles marras de bexigas no rosto,
usa de gafurina, e he um lauto ladino ; levou calca
de melim, camisa de chita e chapeo de fellro. ludo
prelo, Esle escravo, segundo cartas do Sr. Fran-
cisco Luiz Paes Brrelo, estove m lins do dito mez
le fevereiro no engenbo Guerra, do Cabo, em coja*
nnmediacies se suppe ler algoma prolecco: a
pessoa que o apprchender e entregar na ra de
Apollo n. 11, recebera a gratilicaeao de 1009000.
Precisase alugar para casa de um homrm soJ-
leiro, uraa prela escrava ou forra, que saiba cozi-
ibar ; quem liver uara alugar, ou quizer prestar-
le a esle servico I dirija-'se ao bastea de Santo An-
tonio na ra das Cruzes n. i I, seeundo andar.
Eu abaixoassignado declaro-me expreWamen-
que nao levarci era conla recibo algum passado
por meu ex-caixeiro Jos dos Sanios Ramos de Oli-
veira,desde o dia 2 do corrente mez, e nem me res-
jionsabeso por transacao alguma feita pelo mesmo.
Manoel Rodrigues Costa Magalhes.
lotera da conceicao dos mi-
litares*
Aos 5:000x000 2:000<,000 e I:000.s000.
O raiilelisla Antonio Jos Rodrigues de Sonza Jo-
nior avisa ao respeitavel publico, que a respecliva
lotera corre imprelerivelmente no dia 12docorrenle.
Os seus bilhelcs e cautelas nao soffrem o descont
de 8 por cento do imposto geral, nos Ires primei-
ro- premios grandes, e que arham-e a venda na
praea da Independencia ns. i, l:t, 13 e40, e na ou-
lras do ci si 11 rae. pelos procos abaixo declarados ',
Hiele inleiro &OO Recebe por inleiro 5:00O#
*IK> 2:5009
<5SiO 1:250-3
720 6258
B00 5003
320 Kfl|
O mesmo caulelisla declara, que emquanto aos
seus bilhelesinleiros que sao vendidos era originaos,
apenas se obriga a pagar os 8 por cenlo, logo quo se
Ihe apresenlar o hilhele. indo o possuidor recebar
do respectivo Sr..!hesoureira o premio.
1). Maria Francisca Bnarqne, viuva e lesti-
menteira de seo finralo marido Theophilo de Souza
Jardim. avisa aoscredore* de seu casal, para legali-
sarem suas dividas, que esl procedendoo inventa-
rio pelo juizo municipal da segunda vara : escrivao
Raptisla.
Roga-se ao Sr. Joao de .Sonza Rangtl, pintor,
o favor de comparecer na ra larga do Rosario
n. 36.
. N 'na das Cruzc* n. .17, precisa-se com bre-
vidade alugar urna ama de leilc, escrava : paga-ae
bem se nao liver cria.
Precisa-se de urna criada estraneeira para a-
companliar una familia Inglaterra pelo prximo
vapor inglez. e sendo porlugueza que quoira ir s
meale a Lisboa, tambem se pder engajar : a fal-
lar 111 ra do Trapiche n. 12, escrinlorio. primeiro
andar.
Benedicto Bruno e Jeronymo Bruno-, subditos
sardos, vio fazer uma^viagein ao norte do impe-
rio.
Li com adanirao.To om anouncio no Diario de
8 do corrente aaiguadop vigilante da rae de
sua materia liquei bstanlo sorprendido, porque exi-
2e das auloridades, providencias para objeclos que a
lei nao tem qualicailo criminosos, e pelo contrario
os exige para cortos- estahelecimentot. Ninguem di-
r que um sumidoiirn em urna casa seja prejudicial
a saude publica .' Ninguem dir que am pequeo
alambique de folha de ('landres pelo systema de
Suubeiran eligido por lei, para as boticas, iurom-
mode a iiinuuem, e menos ao Vigilante! Nao ser
melhoi que o Sr. Vigilante coufesse que esse seu an-
nuncio he smente para servira alguem, na per.
Mia-ao de qne pode iucommodar ao proprietario dec-
secslabelecimeiilo?! Fique cerlo qoe cora isso nao
pasta de um vil calumniador, quando declaran qae
nov.miente se linha montado una dislilaeao. Se'eo-
lende que (em razao no que publicou nao* incormo-
de as auloridades com a cap do anonvmo. Apre-
senle-sc e deuuncie. que ter a recompensa da ana
audacia <) inimigo dos impostores.
A direceao provisoria da companhia para o.ea.
labelecimenlo de urna fabrica de Inicio e tecidos do
algodao nesla cidade, leudo recebido pelo paquete
(Jreal li'eslern, os planos e os orjaineutos das dit-
fcrenles machinas neeeasariai para o eslabeleciraen-
lo da fabrica, e tambem tendo confeccionado uc e-
lalulus da companhia, convida a lodosos Srs. assig-
natarios de ar;Ae a comparecerem sem falla na casa
do Banco pelas 11 horas da manhaa do dia 12 do cor-
rente me/, de maio, ai'un de Mies ser apresentado o
trabalho feilo, e aobre elle resolvere para o pra-
seguimeulo da erapreza.
Ao amanheccr do dia 8 do corrente, furlarara
do silio de Uavis na Soledad, um cavado alazap, de
7 palmos, cabo lorado, com sellirn, manta branca,
bride, freio a imilarao dode prata; por isso roga-
se a qualquer pessoa que o adiar,quoira levar ao ai-
lio do mesmo, 011 na ra da Cruz n. 9, armazem do
Davis & C, que sen recompensado com 209000 r.
AO PUBLICO.
Adverle-se no Sr. administrador das rendas geraes,
internas Manoel Carneiro de Souza Lacerdt, que
seja mais civil com as partes, que vo a sua reparli-
cao, doixe ue oslen lar son geuio violento e arrogante,
incompalivel com os cnslumes de homem de edueaeao.
A nio salisfazer esse pedido ter um dia de arrepeo-
der-se quando encontrar um outro dengual geuio a
rnslumes, cerlo de que se S. S. atindeme aoi seos
deveres desnece*sariu seria osla recomraendarao ; se
recalcitrar, Icriainda de vollar o O/fendido.
Precisa-se de um caixeiro portoguez, de idade
de 14 a 1 (iannos, desles chegado ltimamente de
Portugal, que possa dar fiador do sua conduela : na
ra do Trapiche Novo n. 20 e 22.
Oflerece se um rapaz portuguez para raixeiro
de taberna 00 outro qualquer estabelecimefllo. para
lomar conla por b.ilaneo ou sem tlle.para o que lem
baslanle pralica : quem de seu presumo se quizer
utilisar, dirija-se .1" praea da Independencia n. 10,
das 10 as 2 da larde.
Precisa-ae comprar nma casa terrea qae seja
as freguezia* de Santo Antonio ou Boa-Vista :di-
nja-se na inspeceSudu algodao a fallar com o mar-
cador da mesma.
_ Madama Theard, pela rapidez de sua viagem
nao podedespedir-ec do seus amigos e freguezes, mu
quaes pede desculpa, olferecondo seu prestuno en
Pars onde ella vai demorar-se algnns mezes.
Aluga-se um negro proprio para servico de
casa, prefere-se casa e>lrangeira por ji ter estado
as mesmas: na ra Nova 11. 1:1.
Conlinua-se a dar dinheiroa juros razoiveis,
com peuhores: na ra eslreila do Rosario n.7, e
vendem-se -4 vaccas linas, [lridas, no sitio do Cha-
cn, prximo a Casa Forte.
No dia f do correnle foi roobado as Cinc*
Pona*, no rancho de Xixi. um maco de papis de
Luiz Jos Lucas de Mello, nos quaes foi urna ordem
com perlence ao mesmo Luiz Jos Lucas do Mello,
da quanlia de 2009000, e sacada contra urna pessoa
que o dilo senhor icnora o nome, por ler recebido a
dila ordem poro receber a dinheiro a favor de outro,
e nio (em presente o nome da pessoa de quem devia
receber ; e por ler perdido dila ordem,pede a qual-
quer pessoa nesla praea a quem for apreseiilada urna
ordem da refer 11 quanlia de 2309000 com perlence
a Luiz Juso Lucas de Mello, nno a Hfjno
Precisase de urna ama que lenha bom leilc,
para criaf urna menina : na casa defruntc da igreja
iluCorpo Santo n. 15.
1'rr.a posma lialnliUda nHerece-se para ensillar
primeira* lellris (ora desta cidade : quem pretender
annuncic. ou dirija-se a ra da Cruz 11. 28, que acua- '
r cm quem tratar.
Esta fgido denle o dia 3 de junho de 1&53 o
escravo Joso, de naeAo Moeambique, magro, pernas
tinas, e pnia por urna dolas quando anda, lera de
idade para|mais de 40 annos, cara eurusada, nmbi-
gudo, lem uas cosas ehtnaes anligo de ler sido cas-
tigado, fu escravo do fallecido Dr. Buarque, e Ten-
dido ne*la praea a Francisco Antonio Carvalho de
Siqueira ; consta que anda trabalhando pelo* enge-
nhos, e declarando ser forro: d-ae a gratilicaeao de
503000 a quem o condozir ra Direila, sobrado da
esquina dobecco da Penha, que se pagar tambem
as despezas.



MUTlIfllM



* T *
OIIRIO DE PERMRUCeo. QUJU.T FEIRA 9 OE MftlO DE 1855.

Nesqulti'o cantos ^s Boa-Villa n. I, sobrado,
piccisa-se ilo una ama que tenha boin leilc, sendo
iore* ou mesmo captiva.
Aluga-se o teroeiro andar e sol.lo da ca-a da
ra da Cadeii do Recita u. i ; a tratar no armazem
da mesilla.
Attem
Nn^liatide abril, a*8 heYas da noile, ilciappa-
rereu a crioula tana, de nonio Mana,* com io ido do
1J auno-, .pouco mais, bii\a e secca do corpu, meia
fula; leviu palos de coum de lustra e vestido de
rlnla lir.inco com i amagcm niiiida. a qual eslava fin
casa do abano a--una(To, morador na tu
16 : io- i-ao, porlaal a tudas as pessoa-
<|ue dola liverem noticia,mi a quoni a livor recolhi-
iio. qne i>artici|>eni ao iiie-mo abaivu as.iguado, que
ser.i recompensado, e sr lio-lio u amito brisado.
AMonil fUaudino Alces Gome*.
Precisa-so alugar una ama forra nu i.i|>li\a.
pa/,i lodo servido ilo uma tasa no pouca familia : na
ra o* Sobo n. s.
(Jueni precisar de um caiieiro portugus para
taborna, do que tem bastante pralioa, ou mcMiio pa-
ra lomar por bala uro, ou paraoulro qualqucr nego-
cio, dirija-se i r>a do Kangel n. Mi, que adiar o
iiiesmo para tratar, c dar conbocimenlo do sua
pessoa.
O aballo atsignado, (endn mandado um seu
escravo de nomo Antonio, de uarao. com os signaos
segundes: rosto ineio fula, naru olalo, ullios um
pouco aperlados, beicos rosaos, pos largos, altura
regular, representa ler 35 aunos de idado, pouco
mais ou menos ; levou raleo a/ol e jaqueta de ris-
cado. e chapeo de pallia grande ; levar uma caria ao
proprielario do engenho Dous Uracos de Serinbaen.,
o dito escravo fez entrega da carta art inesmn Sr. pro-
prielario, no servico, e esse Ibe disse que l'ose para
o engenho que logo elle iria, qaando cliegou achou
o escravo na estribara, e pouco ilepois desappare-
ceu, e lendo-se feilo todas as indagacOes nao se tem
podido saber qual o destino que' tomuu o dito escra-
vo ; isso no da 20 de abril pro vi um passado de 1855 :
por iso rogaa qualqner pessoa que o apprrhendcr
ou delle tenha ilolicia, de o lovar no engenho L'lin-
ga, freguezia de Ipojuca, aosou senhor, que sera re-
compensado.Juaquim da Silca Costa.
Vendo-se no Diario de 8 do torrente ir a pra-
c,:i por venda o armazem da ra de Apollo u. 34,
com if palmos de frente c 100 de fundo, o qual so
acha oom armazem, tendo quintal pequeo em aber-
lo. por 1:K0uatMO, penhorado ao Sr. Francisco-Ri-
beiro Pires, declara-so a quein convicr arrematar,
para que em lempo algum se chame o ignorancia,
que este predio nao pode sci arrematado pelos ouus
a que esla sujeilo, e para mclhor esclarecimeuto, a
peina que qwizer arrematar entenda-ae rom o Sr.
labollio Salles, o vista do livro das escripluras do
auno .de 1838, a 2 de maio, e a folhas 70, ficar
convencido .la verdade, o acre-ce que vai o predio
cima por vend, sendo o debito, principal e cusas
439397.
Roga-se o pessoa em poder de quem
se aeliam as amostras de bicOS e trancas
de retros da Joja da ra do Cantiga' n.
1B, qne<[uera ter a bondade mandar levar, visto que Me tem i'eito nao
pequea falta.
Offerece-se um moco hrasileiro para caiieiro
de cobranca ou armazem e luja, o da fiador a sua
conduela : quem pretender, dirija-se ra da Pal-
ma, a primeira casa da quiua.
Na ra do Senhor Bom Jess das Crioulas n.
1, lava-se e engonuna-sc com luda a perfeieao a 100
rs. a peca.
' Precisa-se de uma pessoa habiliada para en-
sillar primnos leilras, latiin, francez, geographia e
msica, em um engenho 12 leguas distante do Reci-
ta, uuleiideiido.se para o ajuste com I.. de C Paes
de Andrade, na alfandega, das 9 as 3.
Qnarla-feiri, g j0 corrente, depois da audien-
cia do Illin. Sr. lii. juiz dos feilos da fazenda, arrtf-
malam-se osbeus seguintes, por eveeucilo da fazenda
provincial e por venda: a casa terrea na ra do Ran-
gel n. 53, cuiu sotan, leudo 18 palmos de frente e (8
de fundo, cozinlia tara, quintal murado, por 1:0009
rs., peub nada a Joaquina dos Res lime; dita ter-
rea na ra dos Gnararapes n. 53, com lti palmos de
frente e (ii)de fundo, cuzinha tara, |>equen quiulal
murado, por C Das ; dila em callao em dila ra, com 75 palmos de
frente e 235 de fundo, com 2 quarlos com serventa
e meia-agua, por I:i00a000, penliorada a Joflo Do-
nellv ; dita terrea, muilo arruinada, na ra di
?loria n..... por eiecurao da fazenda ; dila lere,i,
de pedra ocal, sita 110-Alegados, na ruado Aloloco-
lonibn. 37, coziuha fura, quintal mora.lo. 10111 20
palmos de frente e 00 de rondo, por 300-3000, pe-
nliorada a Anua Mana do .\as imento ; dila terrea,
de pedra ocal, na Boa-Vota, na ra do lamba 11.
3. com 22 palmos de frente e til de tundo, coziuha
fura, quuilal murado, por I:(Mni.tn 1,(. penhoraS a
Francisco de Carvalho Paos de Andrade : dila ter-
rea, de pedra o cal, na ra de Apollo n. 31, com 10
palmos de frente e 100 do fundo, 11 qual se acha com
armazem, tendo pequeo quintal un aborto, por
1:8005000. penliorada a Francisco Ribeiro Pires
dita terrea na Boa-Vista, na ra da Mangueira n.
81. com 20 1|2 palmos do frente e 60de Imido, quin-
tal murado, chito proprin, por IniOtWIXKI, penfcnrada
a Manuel Pereira Magalhaes ; dila terrea, (Mpedra
e cal, nos Atagados, na ra de S. Miguel Ilvl4, a
qual tem coziuha tara com cacimba, chao foreiro, por
tiJOjOO, penliorada a l.uiz lime Silverio ; dilaj
terrea, meia-agua, na roa da florentina n. .">. oom
30 palmus de frente e 49 de fundo, coziuha tara,
quiulal murado, cacimba propria no fundo, com sen-
zala com 8 quarlos, por 2:000.^000, penliorada a Jo-
s Das tiuimaracs ; dila terrea, de pedra o cal, na
ra da Florentina, com os nmeros na fronleira 10,
12 e 1 i, dividida interinamente em tres proprieda-
des, com lio palmos de frente e fundo al a ra do
Sol'avaliada por 2):000000, penliorada aos herdei-
ros de Jululo Bcranger; ditas terreas cun ahalimcn-
lo legal ns. 2!l. 31, :i:i. 35 e 37,adjudicadas a mesma
fazenda, por 1500000 todas; a renda animal da casa
na na da Sania Cruz n. 82, na Boa-Vista, por 144,
penhorada aos herdeiros de Francisco Carlos Teixei-
ra ; dila dita da roa de S. tome do n. i. por 141
rs., penliorada a jaciiithu Alfonso Rqlclbo ; dila dila
na-rua do Sebo 11. 17, por I2O9OOO, penliorada aos
herdeiros de Balbina Maria da ConceicSo; cujas ar-
rematarles lerao lugar na sala das audiencias, as 10
horas do retando dia : quem quizor arrematar com-
prela. Recita 5 de maio de 1855.Jote Muran-
no de Mbuquerque, solicitador da fazenda provin-
cial.
Uma pessoa que em 26 annos, que tai caiieiro
de casas degrosso Irato e retalho, adquerio algum
eonhecimenlodo conimercin de-la prara, assim como
de escripturacAo, prnpoe-se a tazer por partidas (le-
bradas a escripluracAo de qualqner ca-a de relalho,
ou empregar-se em algama casa cnmmercial : na roa
Nova, loja de tarrasens do Sr. SebastiM Josc da Sil-
va, se dar informarlo do prelcndenle.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
lana do Rosario, da esquina do becco do Peixe Fri-
to: qoem o pretender dirija taberna por lint do
mesmo sobrado, ou em Olinda defronte da academia
nova.
Antonio Pereira Mendes, nao leudo tempT de
se despedir pcssoalmentc de lodos os seus amigos,
por occasiao de sua viagem para Lisboa no vapor
/'. Marii //. o faz pelo presente e oftareee o seo
pequeo presumo nao s uaquella cidade como cm
qualqucr parte que o destino o possa levar.
Desde o dia 7 do correle abril, que desappa-
receu o escravo Firmino, periqueen le .10 abaixo as-
signado, o qual escravo a pretexto de procurar so-
nhor. consta andar nesta cidade do Recita, tem os
staaaeaaagaiales: cor parda, altura renular. olbos
fundos, nariz afilado, cara descamada, |M)uca barba,
um tanto corpnleolo, tem diversos ollicios, como su-
jam : carapina, caia.lor, canociro o iflarcineiro, Ira-
balha mais pelo de marcineiro e campia do qoe
pelos oulros dous : roga o ahaiso a-signado as au-
tnridades policiaos ecapiUles de campo, que o pren-
dam c facam condozir a Camboa do Carmo n., ou
ao lugar do Caldereiro em casa de seu senhor. que
recompensara generosamente.
Juaquim Ignatio da Cosa.
Percisa-se de um calxciro para taberna que
icnlia bastante pratica e que saiha ler : na ra da
Guia n. 3G.
Percisa-sa de talar com o Sr. Antonio Jos Pe-
reira : na ra da Guia rr. lti a negocio de seu in-
lercsse.
Prri-isa-se alugar uma ama forra u captiva
para lodo servico de casa e ra : na prai;a da Inde-
pendencia n. 31.
Na casa de pasto da ra das Cruzes n. 39, lem
1 mimo lu ias a [oda hora do din, e da se almucos e
juntare! para lora.
Os ahaiio as-ignados ta/.eni publico, que dis-
solyeram amigan lincnlo o de eoinmmn acoordo
soriedade que tiiihain jm ten aiiiia/o.n do veuilor
caroc--erras, ,-,ja seeiedaile g\rava soba m/a ,le
Manoel d Azevedo Canario Jl Comoaiihia, licando
cargo do Sr. Manocl de Azevedo Canario IimIo o
activo e passivo da mesma sociedade, c pul- isso mu-
co responsavel para con: a prae.i a sald.ir ludas as
H. "-mo- da exmela firma.Manoel de Azttedo
Canario, tao Ignacio de f'iyiuicdo Piulo Jnior.
Vislo a humidade do invern c I difficoldade
dntrabalho. a loja de sonles tartos sm lelo, do
aterro da Boa-Vista n. 3, abrir,, tmenle aa aegon-
das-feiras, quailas c sabbados, da 7 as 9 horas da
Mito.
Manocl Coclho de Mesquilft, subdito porto-
guuz, llegado aqui em dias de abril proiimo lindo,
rolira-se para Portugal, e nada deve neslaprara.
O abaiaassignado, tendo1 de faael urna breve
vi.mema Pars, deij,a como seos proeoradoresl em
rlsnoiro locar 1 sua nenhora Fraaeisca Maria da
Cnneoieao Coolb i. em segundo iis Srj. Jos Juaquim
le Miranda c l)r. Jos Raviniindo da Cosa Mene-
zes, e quauto ao ejercicio do sua probado o seu olli-
cul que ora existe.lose fieardo Coclho.
0 abaixo assignailo-relira-se para Taris, e jul-
ga nada dever uesla prara, todava se algiiem sejol-
gar seu credor, no prazo de 8 dias aprsente as uas
coalas para serem pagas ; o mesmo roga a todos os
seus devedores alim de saldarem os seus dbitos.
Jote fieardo 'Coelho.
r CONSULTORIO DOS "OBRES
50 BUK IBQVA. % ^fiAU 50.
o I).. 1'. A. I.utio Moscuzi) da consullas homeopalhicas lodos os dias aos pobes, desde 9 horas da
laaha alonicio dia, c cm caoS ovlraunliuario a qualquor hora do dia ou nuite.
Olleocft-se igualmente para pralicar i|iinlquer operaeao de cirurgia. e acudir promplamentc a qual-
qucr mullierquo esleja mal de partu, e cujas circunstancias nio pennitUm pagar ao medico,
i COSSIILTORIII D01IR. P. L LOBO lOSIlOZ.
B RA NOVA 50
VENBE-SE O SEGUIENTE:
Manual completo'de meddkioa hor.ieooalhica do r. C. II. Jaiir, traduzido em por
tugue/, pelo l)r. Mosco/o, qualro voluines cncadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos lemos de medicina, cirurgia, anloinia, etc., ele...... 9UWO0
Ela obra, a maisiraporlanle de indas asquotralam doesfdo e pratica da homenpalhia, por sor a nica
que conten b.>se rundainenlal d'esla doolrioaA PAfflOGENESIA 0UEFFEITO5 luis MEDICA-
MENTOS NO llRG A.MSMi) ).M ESTADO DE SAUDEconhecimenloi qoe nao podem dispensar as peas
suasquesequorcm dedicar a pratica da venladeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizcreS
eipcriincntar a doulrina de liabnoniann. e por si meamos se convenceren] da verdade d'ejla : a lodos os
fazendeiros c senhores de engenho que estn longo dos recursos dos mdicos: a lodosos rapilesde navio,
que urna ou oulra vez Dio podem deixar de acudir a qualqucr inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por cirenmstancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a preslar i conlinenli os primeirus socenrros en? suas cnlvrmidades.
O vade-mecum do homcopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem til as pessoas que se dediram ao esludo da homenpalhia, um volu-
mc grande, acnmpanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10>O00
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. 33000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homcopalhia, c o proprielario'deslc estahelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel o
ninguem dnvida hoje da grande superiuridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 109, 125 e 15^000 rs.
Ditas 36 ditos a.......... .
85OOO
.............,., ^O.NMX)
!!'!S 'i-!05 a.................. 23000
,H! ,IS i i!" a.................-
litas 144 d.tos a.................. GOqpOQQ
Tubos avulsos.......... ............. I-(MI
Frascos de meia onca de lindura.............. J i-stIOO
Ditos de venladeira lindura a rnica......-......
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos d'c rrv'slai d'c diversos laman'hos
vidros para medicamentos, e aprumpta-se qualquer ciiconimenda de medicamentos com toda a brevida-
dc e por precos multo cominodus.
, Aluga-se 11111:1 ea-a na roa da Boa-Hora, na
cidade ilc Olinda, com quintal lodo murado, cacimba
de podra c cal, grande parronal, o oulri.s arvuredos
de fioelo : a tratar na 111.1 da Mangueira da mesma
cidade. romo Sr. Viesas, ou aira/, da matriz da Boa-
Visla u. .">;.
COMPRAS.
*", OKI IIO I.IYl.lllieillO II. i
; l.ompr: -so oseravos do ambos 1
25 anuos, que sojaiu bonitos ; pagai
< Cnmpra-se o sitio c .1 casa do tallecido Ignacio
Callado 1..,, 1,11.1. contiguo a igreja do Guadalupe : ds
seus lioideiros, querendo, pnilriu dirigir-so ao con-
venio de S. l-caoei-rir de Olinda, que o guardiao
dlr quem u pretendo comprar.
Coinpr:uu-se escravos de anillas os sejos do ida-
do di- 2 a SO annos, e lama >ui so reeehoiii de com-i
missao : na rila do l.ivriiinonlo 11. '1,
08 stxns de 12 h
un so bem. assim
romo recehe-se de coinmi-ao : na ra dos Marlv-
rios n. !.
Cnmpram-sc patacoes brasilciroa e hespa-
uhoes: na ra da Cidiia do Recita n. 5, loja.
Attenrao.
Na ra esfreila do Rosario n. 28, scanrtdo andar.
se compram escravos do ambas os se\ns. lauto para a
provincia como para fura ; paga-te bem agradando
as figuras.
Compra-se o diccionario francez por Roquel
ou de outro qualqucr autor: na rita do Oueiinado
n. 15.
VENDAS.
?j
i
$> 'IBLlCAlilO' DO INSTITUTO 110- *
HKOPATHICO DO BRASIL.
'& THESOUBO IIOMEOPATH1CO
OU
VADE-MECUM DO
IIOMEOPATIIA.

i
i
^


Melhodo conciso, claro e seguro de cu-
rar hmiieopalhicamente lodos as molestias
que afflgetn a especie humana,, e parti-
cularmente aquellas que reinnm no Bra-
sil, redigido segundo ns melhorcs mia-
dos de homenpalhia, lano europeos como
americanos, e segundo a propria cperi- (&
ancia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero j>'
Pinho, Esla obra he boje reconherida co- (^)
mo a uudhor lo todas que Iralam daappli- /
cacao homco|ialhica no curativo das mo- ^
lesnas. Os curiosos, principalmente, nao (jfl
podem dar um passo seguro sem possui-la e ^a
consulla-la. Os pais de familias, os senbo- ^?7
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- AA
pitaos de navios, scrlanejosetc. etc., ilevem /;
te-la b mao para occorrer prom[*tamenlc a (^7
qualquer caso de molestia. Sk
Dous volnmcs cm brorhiira por 10?000 Jg
n cncadernados 1I?0UI) t^
Vende-se unicamenle em casa do autor, a*
no palacete da ra de S. Francisco (Mun- xW
() do Novo) n. 68 A. flB
SS@---sf@
Novos HvTosde homeopalhia mefranrez, obras
todas de smnma iinporlaucia :
llalinemanii, tratado das molestias chronicas, vo-
luntes............aosobo
Teste, noleslias des meninos..... 60OOO
lleriug. honiooi.'.lhta domestica..... TjflOO
Jahr, p!ianiiacii;n .1 liiiineopalhica. ofU
Jalir, aovo manual. 4 volumes li
Jahr, molestias nervosas.......1
Jahr, molestias da pelle.......8)000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 Votantes Iti^HKI
llariblnann. tratado cmplelo ilas molestias
dos maninqs. .........10.J000
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De l'ayollc, doulrina medica homeopalhica 7000
Clnica de Slaoneti........1
CaslinB, verdade da biir.ieopalbia. ...
Diccionario de-Nvsien.......lOJUiO
.Villas rnmplelo de aualtn-iia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripe.o)
de todas as parles do cuino humano
vedem-sc lodos estes livros no consulta
Ihiro do Dr. I.'ubo Moscoso,
meiro sudar.
rtoKi
,1 11. i
-Nova n. 50 ,
3O.;0O0
mcopa-
,,,- t
^.....
DEMTISTA,

&i Paulo Gaignouv, dentista francez, eslabele
cido na ra larga do Rosario n. 36, segu:
9 andar, colloca dentesconi gengivasartificiaos,
^ dentadura completa, ou parle dclla, com a
@ pressao do ar. ^v
i~ Rosario n. 36segando andar.
St. ::@iCs
Aluga-se uma casa terrea ou de sobrado, cm
qualqucr das ras que licain enlre o becco du Virgi-
nio e o paleo de S. Jase : na ra Nova 11. 09.
@^$$$:S
: J. JASE, DENTISTA,
9 continua a residir na roa Nova n. l'J, primei-
tt 10 andar.
l'edc-sc ao Sr. Jos de Mello Osar ev-pro-
curadorda cmara de Olinda, que venba eutender-
-0 rom os herdeiros de l.uiz Roma, pois basta de
rassoadas, licando corlo que cm qunlo nao se en-
ender com os mesmos ha de sabir osle annnncio.
Na ra da Cadeii do Recita 11. 3. primeiro an-
dai, confronte oesrriptorio dos Srs. Barroca i\' Cas-
tro, dc-paeham-se navios, qooi nacionaes 011 eslran-
geiros, com (oda a promplidao ; bem como liram-se
passaportei para tara do imperio, por procos mais
enminoihis do.que em outra qoalquer parlo," esem o
menor Irabalho dos prelendeulcs, que podem tralar
das 8 da manhla as 4 horas da tarde.
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO. MEDICO
ATTEM.An.
Vcnde-se nina exctente negra, pcifeila emgom-
madeira o co/.inheira.' e lambem lava de sabio, de
inuito boa conduela, e carinliosa para meninos :
quem a pretender dirija-se i ra dos Marlyriiis n.14.
Vcnde-st* o verdadetro licor tic ab-
sytlte e*c.ii\otado, pbr barato |iieio:
na ra da Cruz n. 20, primeiro andar.
Vende-so um carrinfao americano de
rodas, atada com pouco uso, de cons-
IriiccSo-miiilo Porte, ainda que mirito le-
ve e ele0anle ao misino lempo: ns prc-
tendeiites du ijam-sc ao 'frjipiclie-novo n.
1(>, ou na Ponte d'COa, sitio do cnsul
liollande/..
i;- diegadOahovamente deFrancaa deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se odia
a veala nos lugares ja" designados, na
escriptorio na ra da Cruz n. 20 primei-
ro andar, col lojasde Manoel Jos Lo-
pes e
deal,
10.
Barros & Irmao, outr'ora de Car-
na rita larga do Rosario n. ."58 e
EXTKAIIIIjO DE HIOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OIJTROS,
posto em ordem alphahetioa, com a deaerpc/lo
abreviada de Indas as molestias, a indicaeao phvsio-
losica o llierapeutica de lodos os medicamentos lio-
meopalbiros, sen lempo de aejao e coucordancin.
seguido de um diccionario da sicnilicar.lo de lodosl veI|de na ra e trabalha de Clisada :
os termos de medicina e cirurgia, e pasto ao alcalice
das pessoas do povo, pelo
D!{. A. J. DE.MELLO MORAES.
Subscieve-se para esla obra no consultorio homeo-
ptico do Dr. LOBO MOSCO/O, na Nova n. JO,
pnmeiro andar, por 55O00 cm brorhura, e (JOOO
eucademado.
1BAPE0S DE FELTRO.
Acaba de cbenar' a praca da Indepciideneia loja
de chapos de Juaquim de Oliveira Mar, um varia-
do sortimeiilo de cliapcos do ellro, linos, de coren
ainda nao vislas no morcado, e lambem chapos de
palha aberlus, e ditos de palha brasileira a imita-
cao dos de Mauilha, de diversas cros.suporlinos-cha-
peos do castor blanco e preto, chapeos france/.es
de evcojlontes formas C supeiiur qualidade,.ludo por
preoo comniodo.
Participarse aos Srs. mestret pedi-ei-
ros catadores e mais pessoas particula-
res, que na rualkCrii/. do Uecile n. 1)2,
lia lim ele;.:,-',!.) la h ;,: : e.il
branca de Jagrjwbc, e que se vend
muito em cunta, tanto etn retallio como
em porres.
asa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n.
(iompram-so e recoiem-se escravos sexos, para sevcndcicn ejP commi-sao, lano paran
provincia como para tara della, ollerocen,lo7so pala
sse toda a segoranca precisa para os ditos escravos.
AITENCAO AO ARATEIRO.
Ra da Cadcia do Recita, loja n. M da esquina
vcnde-se:
corles de seda branca r com lislras decores, com 20
envados (te, novas inolpoiiienes de quadros acha-
malotados com quasi vara de largura a 'J(X) rs. o ca-
vado, corles de cambraia fina do cor com barra
J-ii'il. chitas boas de diversas.qualidades e cores se-
guras a 1SII n rova'do, cambraia de liuho (fia, ptima
para camisas de noivos a 59, panuu de lenccs su-
perior com mais de 11 palmos de largura a "29100 a
vara, cassa dolistra para bailados 'O rs. a vara, o
l.-s(ilH)a peca, casemiras decoros escuras para calca
a ,.-"lito u corle, panno de cor com msela de seda,
proprio para palitos e vestidos de montaria a :i> o
eovado, panno preto lino a i-; e tpJUO o covado
corles de gorgorSo para rolletes a 1.5 e de fuslau
ateoxoadu a S00 rs., merino pretb muito lino a39600! ^> n;1 rua
c I) o eii\,ido.diive.s doli da Bscocis de euros com
algum muta a 1U0 rs. o par. assim como entras
umitas fazendas que a dinheiru vista >; vendem
em atacado, ea retalho por baratissimos procos, c
dio-se amostras,
ATTETvCAO", QUE HE PARA ACABAR.
Lias com lislras do seda, e qualro palmos de tar-
guraAazonda muilo propria para a presenta esla-
cao, pelo diminuto proco de MO rs. o cavado : na
la da Cadeia do Recita* 11. 33>
Urna escrava de -22 anuos por 850^000.
fia ra doijuennado n. 7. loja da Estrella, vnde-
se nma escrava crionla, de 22 annos de idade, que
lem principio de enguinmaoo, c est grvida de7
mezes, he multo sadia e esperta, e capaz de se lile
entregar o enverno de urna rasa por ser muito fiel e
nao ler vicio algum, e est muilo prxima a augmen-
tar geracao.o que de certa ronvir muito a quem
livor filhus: os prclendcules dirijani-sc i casa cima.
\ onde-se por nao so precisar, urna pela de
meia idade. muri fiel e humilde, nao bebo c-piiild
de qualidade alguma.ra/. lodo o servico do urna casa,
na ra do l.i-
vraiiionlo n. 'Mi, luja de cera.
Vende-se urna grande e famosa rasa terrea, no
aterro da Boa-Vista, com grande quintal: a Halar
na praca daRoa-Visla, casa n. 30, segundo andar.
Vende-re o verdadeiro e o mais fresco rap
Paute Cordeiro. que exislc no morcado : na loja de
Imagen! na ra doQuoimadon. ,!.
Vende-se uma crioula de30 anuos, que cozi-
uha, lava eeogomma soffrvel, rom um lilho mole-
quede 1 anuos, mullo esperto: na ra das Cruzes
u. 22.
Vende-se urna armacao de amarelfo teda cm-
vidracada para qoalquer cstalielecimenlo, e lam-
bem aluga-se a mesma luja na ra do l.ivramonlo
n. ::a Iratar rom o proprielario da mesma casa.
IIIXAS DB IIAMIRGO.
No autigo deposito da ra estreita du Rosario n.ll,
siio chegadas bisas novas pelo vapor inglez.
PARA ACABAR.
As fazenda da arrcinalacao da loja n.l!) da rundo
Crespo, vende-se merino piolo lino a ;(K)I) e cova-
do. dilo entre-tino 1*000 rs., princesa e sarja de la
500 is.. lila superior 120 rs. o covado, alpaca :>^(.
briin blanco do liuho li-40 vara, las para ralea 400
o covado, biins trncalos 210 a 321), chitas linas 16
TESOGRAS TARA AI.IAIATE.
Vendem se teaouras pertoguezas legitimas, para
ltetele : na ruada Cadeia do Rceita n. 18, primei-
ro andar.
Ja' clicgaram as segtnntessement
de oitaees das melliores qualidades que
lia: rbanos hrancos, ditos encarnados,
rabanets blancos e encarnados, alice
repolliuda e alemaa, repollio, tomates,
nabo blanco e ro\o, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, x-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
relha, selgas, ervilha torta, dita direita e
genoveza, dila de Anejla, feijaocarra|)a-
lo de (|uatro qualidades, coentro de toti-
ceira, o um grande sorti ment das mellio-
res sementes de (lores da Europa : na ra
da Cruz n. em casa de Antonio Fran-
cisco Martins-
AULA DE LATI.M.
O padre Vicente Ferrcr de Albuquer-
(jueimidou a sua aula para a ra do Han-
ge! o. 11, onde continua a receber alum-
nos iuiei nos eexternos desdo ja' por m-
dico preco como lie i>ublico: quem se
quizer utilisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a'qualquer hora dos dias ufis.
LOTERA DE N."S. DA CONCEICAO' DOS
MILITARES.
Aos .VOOusOtHI, 000.'-0(KI c l:0tK),-O00.
O raoleli-la Salosliano de Aquino Fcrreira lem
e\poslo a venda nicamente na ra da Cad. ia do|Rc-
cife, loja n. 15, e na praca da Independencia, loja li.
:7 el'.l, um pequeo numero de InHielo- inicien, em
quarlos, os quaes nao sollrem o descont de oito por
ceulo da lei, nos tres primeiros premios Bandea, se
nelles sahirem es tres premios acuna referidos, se-
rn promplamentc pagos por inleiro, logo que se li-
zer a dislribincao da lisia eral, na roa do Trapiche
n. 3ti, segundo andar. I'ernambuco ."> de maio de
1855. O caulelisla, .Sutu.-tiano de Jquino F*r-
reira*
O abaixo assii;nado avisa ao respeitavel publi-
co, que lendo-se-lhe desencaminhado uma Icllra da
quanlia do OOsOO, aceita pelo Sr. Ijahriel Antonio
de Caslro iniinlae-, vencida em 5 do crlente mez,
que ninguem :ic.\ negocio algum com a dila Icllra,
porque ja esla o aceitante prevenido para a lian pa-
gar scnilo ao abahn assignado.
Manoel Josc Ferrt'ra Coelho.
A abaixo asignada previne ao publico, que nao
laca lian-aceao alguma cun o seu marido Anlonio
Carlos Pereira de Bultos ronce d'Leao a respeilo
dos escravos b heos de seu casal, nao s por oslar a
annunciantc tratando Je sen divorcio, como por es-
tarcm ellos sujeitasas dividas privilegiadas.
Therexa Aitlaiie de Siqmeira Caialcanli.
Aluga-se urna boa casa terrea com solao. con-
tendo i salas, quarlos, cozinlia fra, quintal gran-
de murado, cacimba propria, com um rocreio no
fundo do quintal, no bairro de S. Jos : quem a pre-
tender, dirija-se i ra do t'.oltagio n. lo, segundo
andar, oue achara com quem halar.
Afoga-sc urna boa, rasa taita a moderna,c rom
bastantes coromodusne estrada do l'ombal na pra-
ca da Boa-Vda n. fi.
O caoiiii-ia abaixo assignado. querendo deso-
nerar na Ibr-oorana qeral o -,. fiador, convida a
qualqner pessoa que possnir cautelas sois premia-
das, das Moras da provincia, que no prazo de 30
das vonl a reeelier sua importancia. Recita ." de
mam ne 1855.Silieslrc l'ereira da Silva Ultima-
rae*.
'.) Sr. Jos Pedro Carneirn da Cunda qnoira
vir no prazo dmf dias, a contar deste, re-eater a
toa li tira da qontia do ris 679080 rs. e seos juros
vencidos, e caso nao venba resgalar no pra/.o cima
marcado, lera de ver seu mime nesta Toma al nero-
dor sor embolsado. Recita 25 de abril de ls:.:..
Manoel Concalces de Azevedo Hamo*.
t'crdeu-se urna pequea chave, presa em orna
lira de casemira encarnada : quem achoo-a pode
traze-la ra da Cadeia, loja n. 41, que se Ihe lica-
ra muito agradecido, e lambem se recompensara no
caso de exigir paga.
Aluga-se umapreta,escrava, para servico in-
terno de uma casa, e muilo propria para tratar de
enancas : quem a pertender dirija-se ao rinaztni
da ra d'A pollo n. 30.
Precisa-se de urna mullier capa/, para cngnm-
niar c cozinhar com perfeieao, para casa de pouca
familia, pretarindo-sc escrava, que se pagara bein :
na ra do Sove, casa terrea de solao.
Acba-sc em ])raea de renda por
annos a Iba do Nogueira, sendo a pii-
meira no dia 10 e 18 do corrente, pe-
rantc a administrarlo dos estabelecimen-
tos de caridade: na ra da Aurora, casa
dos exptjstos.
Recehem-se escravos para se vender de com-
mis-ao por cunta das seus donns, tanto para a pro-
vincia como para tara della ; olfcreccsc loda sego-
ranca que for preciso, e se di bom tratainonlo : na
ru.i estrella do Rosario n. '28, segundo andar.
AO PIBLICO. i
Na armazem de fazendas bara- v
tas, ra do GoIIegio n. 2, p_
vende-se um completo sorti ment g
'i de fazendas, linas e grossas, por l
preeos mais baixos do (pie emou- E
B traaqualquer parte, tanto em por- K
j roes, como a retilbo, alanraudo-
a se aos compradores um s prero t
gj para todos : este estabelecimcnto 5*5
: abro-se de combinacao com a
a maior parte das casas commerciacs
mglezas, iraiicezas^allemXias e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
istp offerecendo :lle maioresavan-
tagens do que outro qualquer ; o
proprielario deste importante es-
j tabelecimento convida a' todos os
g seus patricios, e ao publico em ge-
I i-ai, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
H baratas, no armazem da ra do
m CoHegio n. 2, de
fx Antonio Luiz dos Sanios & Kolim.
k. zmB$2mmzzm-m mam
lotera do mo de Janeiro.
A lotera 10 deNictlierov. devraaW>r-
rer no dia 1 ou 2 do presente, em a rasa
da cmara municipal da inesina Cidade de
NictheroT ; anda acham-se a' venda em
os lugares do cosime alguns bilhetes
desta lotera: as lisias viio pelo vapor
IMPERADOR, qoe se espera neste porto
a 1S do corrente : os premios sern pa-
gos logo que selivsera distribuir io das
m smas.
UASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segando andar, P.iuloliai-
gnoux, denlista francez. cbuuiba os denlos com a
mas-a adamantina. Essa nova c maravilhosa com-
posteso lem a vanlasera h^ encher sem presaaodolo-
rasa i-das ,i- anfractuosidades do denlo, adojncrindn
em poneos instantes'solidez isoal a da pedra mais
dura.o promelle restaurar os dentes mais estragados,
com a forma c a cor priiniliva.
TRANSAS E FITAS
Completo sm limante de Iransas de soda prels, o
lilas do veliud > avian.is. ile superior qualidade o
bom uaslo, para vestidos, por preco com modo : na
praca da Independencia n;. -j'i a 'M.
oleados rimos.
Desopertor qualidade,e diversas larguras.proprios
para robrir mezas, commodaa etc. : na praca da In-
dependencia n'. "Ji a 30.
Superior vinlio de clinmpagne e Ilor-
deau\: vende-se em casa de Scliafhei-
tlin & C, ra da Cruz n. 08.
I'crei-a-o de urna ama que tenha bom leite:
no lloipjcio, casa terrea com solo juuto ao Sr. de-
seinhargador Santiago.
BR\p OE ROMO.
Vendem-se estes excel-
lentes e bem conhecidos
bracos: na ra da Cadeia
do Recite n. 56 A.
DEPOSITO 0\ FABRICl OE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber i\
da Ci'uz n. algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e ronpa para escra-
vos, por prero com modo,
Ceblas lmalas
Na (ravossn da aladre de Dos, armaiem de Joan
Mari i ns do Barros, feodem-se ceblas muilo boas, c
iiMiiiissiinii baratas.
Na loja das seis porias, em frente do Li-
vVamento ,
vendem-so ronpilozinlHM de escoce/ do ISl o de seda
para meninas ile > ate 5 auno, a tiJtMXl ; manuiiilos
de lil bordados para entraras a 19U0D ; lencos ile
cambraia brauros e pintados a ICOJ chilas de bom
panno e bonitas a Hit) e Isai. c linas a llU ; tilo liso
e lavrado por proco cnmiiio lo. a dinheiro vista ; e
oulros inuitus restos ,le fazendas que quer trocar por
sedlas, para sorlir de fazendas chojaila's acora : das
6 horas da mantilla at as II da noite.
Vende-se um relocio de ouro patente inclez,
hom regniadar, com urna corrente, por preco enm-
urado : na ra ilo Kangel 11. 'ti, primeira andar.
VINHO VERDE
a .!2i) a garrafa, chesade proximuotente do Porto, e
massa do tomate, chegada pro\imamentc de Lisboa,
em latas de > libras, a IStlftcada lata : vende-se na
niherna da roa da Cadeia do Uecile 11. 23, defronte
o becco Largo.
PALITOS FMNCEZ!S.
Iteeehen-so pelo ullimo navio frauce/ um novo
sortimenlo do palitsde panno de i,:>rs. para cima,
ditos de seda, ite bi ini. de lila muito linos, de alpaca
de coros ; assim como chapeos de sot de seila cabos
de canna, muite grandes e fortes, proprio* para a
presente estaCSo, ditos c panno c de seda de nutras
umitas qualidades, malas para viagem de lodos os
lmannos : luoo se vende por muilo meaos prejo
que cm nutra qualquor parle, na ra do Collegio
numero 1.
u covado, niius trncanos 2Oa 320, cintas linas 1i;o
o covado, nudapolo Itiii a 200a vara.baelllba para
eoeiins a :!2li;-J;l.l o cavada, escomillia pela 100 o
covado, diales do la e seda -.,11(1. 3$0Q0, ditos ca-
dacn (;'.() i>;iihi, ditos chita 300 a (io, teneos de
seda rom franja a 11300 a l-:;iK). ditos cassa 100a
-: >. 210, dilos de rlnla-l(il). -00.240, mantas de se-
ta :;.-. 1 1.1. IJOOO, meias para senhora -200 o par, di-
tas para menino 00, alastrlas para senhora 160,
dilas de soda IJOOO, o iHilSaViuuilas fazendas.
Sedas de cores.
Na loja de '1 portas, na ra i\n Oueiinado u. 10, ha
para vender um completo sortimenlo de corles de
seda do cores do superior qualidade c modernos gos-
los.'por preco muilo comino,lo.
Sedas a 2O5OO.
Cortes de seda de cores com 17 c 1S covailos a
203000 rada corle : na loja de 4 portas, na ra do
(luciinado 11. 10.
Para vestidos.
Morculinas de cores, fazenda inleiramenle nova,
com mais de 4 palmos de largura, modernos gostos,
e coros lisas a :i(IO rs. o covado : vendem-sc na loja
de 4 portas, na na do Queimado 11. 10.
Vende-se uma larUruga verdadeirs e bastante
grande: as Cinco Ponlim 11. i:ti.
Vondem-se 2 escravos robustos para lodo o
Irabalho : na ra da Senxala Nova n. 1.
_ Vende-se um mnlalinho de bonita lisura, com
17 annos de idade, sem vicio alsum, para um es-
eellente pasen), e bom copeiro cm rzalo ift.. ler bs-
tanle pralKi: no armazem da rita Nova n. 77.
UDAPOUO COI PEQUEO
TOQUE DE AYARIA,
*ni viia (So Quei-
i9
Vcndcm-sc quatru esrravasque lem algumas
habilidades, de idade de :>i anuos : na ra do Li-
vramenlo 11. 4.
rh
veJUe-sie
Diado ;i.
L
YEHH4M VER E
FAZENDA RICA FAZ PAS.MAli! !
J he rhesada a loja da. ra do (Jueiina In 11. ,!S.
a rica fazenda denominada plnribns, fazenda sasa
de laa e so la, a StK) rs. o cavado : c oulras mullas
lizend.is por barato preco. ludo cm frente do becco
da eongregaclo. Dar-se-lio a* amostras, deisando
pcnbor.
Vende-se'um mnlalinho fie 13a 1iannos.de
elegante ugora, minio liel, mallo hom nagem ou
criado, para qualquer pessoa que o qaasa possuir:
monta muilo bem. sabe tralar do cavallos.sabe com-
prar, coziuliar o diario de uma casa, poe mesa, e lo-
do o servico domestico ; lambem se permnlte por
Blas escrava que saiha engommar e cozer :' na ra
da Soledade n. 42.
Vende-se uma boa escrava parda de 23 aniins.
que enaoiuma rom perfeieao, coie, coziuha e faz lo-
do o servico de uma casa de familia, e he de bous
costme*, e moa preta de meia idade, que coziuha
lieiu. lava e eiigamaaa ; na roa dos yuarteis n. 21.
Vende-se holadia em barricas
i.SOO rs. a arroba
mena &
Santo.
a
no armazem de Pal-
liellrao, no larra do Corno
J33 an WB1 ."^fc,-B^ffls:^^
-.hegaram as afamadas sementes de
hortalices de todas as qualidades, bem
como de llores, as quaes esto espostas a
venda 11:1 ra da Cadeia do Reate, loja
de fertageni n. li.
Na taberna da ra do Coljegio 11. 5, lem para
vender 12 garas do Porto, vidradas, proprias para
deposito k\c daco 011 a/eile.
Vqndeiii--c(> escravos, sendo 2 moloques de II
a 1S anuos, urna linda muala de 2!) annos, que cose
8 eugomm 1 bem, una crioula oom as mermas habi-
lidades, 1 escravo ptimo bolieiro e uma escrava qui-
landcira : na na llireila 11. :l.
l-AItl.MIA DE MAsNDIQPA.
Na ra de Apollo, armazem n. i, vende-se fari-
nha de mandioca muilo nova, em saccas grandes,
por prero coinmodo.
No'qualro cantos da Bo.i-Visla n. I, vende-se
ludia lina a .1 por doos Malees, rclroz preto c de co-
"'*; '" oulras mais mili l'/as ; alolna, lalbaiim. ee-
vadmha, araMta, aseitonas, lisos, passas, ameiaaa e
peras, ludo de superior qualidade.
N endem-SC 2 pianos lories do jacarando, eons-
Irueeaa vertical, e com lodos o. nielh ramenlos mais
1.....lernas, leudo vm 10 no ultimo navio
burgo : na ra da Cadeia, armazem.
Vondc-se urna casa lenea n. (i, na rua da La-
pa : a halar na rua Nova, taberna n. 30.
Ven le-seuma negra \- nacSo Costa, robusta e
saa, a qual sabe engommar U o, o miga diariamen-
te OIU : no atorro da Boa-Msla n. 17, a tallar com
lredeiaeo Chaves.
linas vdas do carnauba, em ramnlias de iiinta
e tantas lil.ras, viudas dn AjaraK ; vendem-ss na iu.i
11a Cruz, i,,;{',, primeiro andar.
Vendem-ae6 eadeiras < sof do amarello rom
punco uso : 1,110111 precisar, dirija-se i rua da Cruz
Nos qualro calilos da ma do IJuciinado n. 20.
vendem-sc pecas de madapoln o alimdaoziuho, com
pequeo loque de avaria, por precos enmurados.
Vende so nina pnreAo de esticas de baraona.
l'.-ta evn lenlo madeira tornase recommendavel,
atlendendo a propriedade que em si consiste, em
mo ser consumida pela trra ira mais longo espen
de anuos : quem a pretender, dirija-se a rua da Ca-
deia do Kecitc, loja de ferragens n. 56.
1AMOS.
Joao r. Voeeley avisa ao respeitavel publico, que
0111 sua casa, na rua Nova 11. 14, primeiro andar,
aeba-se um snrliniento do pianos de jacarando e mos-
110, os melliores que lem .t .-mora apparecido no
mercado, lano pela sua liarmoniosa e forlc voz, co-
mo pela sua eonsIruccSa, de anuario c horisonlal,
ila fabrica de Corllard \ Collard de Londres, e de
aulores ns mais acreditados de Allemauha, es quaes
\oe.de por preco lazoavol. O aniiuncianle contina
a atinar e concertar pianos com perfeieao. 1
ATTENQftO.
Jo lrapiciie 11. -, lia para
Na rua di
vender burris de ferro ermelieamenle
lechados, proprios para'deposito de Te-
ses ; estes barris sao os melliores que se
tem descoberto para, este lim, por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam lli libras, ecustam o diminuto pc-
eo de 4J0O0 rs. cada um.
COGNAC VEBDADEIHO. ,
Vende-se superior rosnac. cm carrafas, a 12000
a duzia, c 1-5280 a garrafa : na rua dos Tauoeiros 11.
2, primeiro andar, defrnnle do Trapiche Novo.
SS-S;^S-^fk@*S*^
^ Vende-scvinho dellordeos, St. ^
^i Emilion, Pomerol, S. Julien, Pa- (
i"
i

villar, em garrames c (piartolas: /&
vinlio de champagne, Sillerv, S,
Mousseu\, em ;arral'as e meias
{arralas: licores linos todo de
qualidade superior e por prero
commodo: 110 eseriptoiio de J.
P. Adour&C, nu rua da Cruz
n. 40.
<^;
CASEMIRAS A 2oi<>0 o $000 O CORTE.
Na loja de ("uiinaraes & lleuriques, rua do Cres-
pn, ., vendem-se cortes da casemira ingleza, pelo
baralissiino preco de ."jOOe :i50!Klcada um.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o un ico preparado com
substancias puras, nutiitivas e Ingieni-
cas: vende-se em casa del.. Leeomte Fe-
ron & C: rua da Cruz. n. 0.
Precos:
lib.
Extr-Gno. 800
Superior. . 640
Fino. . 500
GEIEHTO ROMANO.
vende-se superior cemento em barricas e a reta-
lho, no armasen da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de malcriaes por preco mais em conta.
Vendo-so uma rama de armacao e cpula, sen-
do ella de jacarando a loda de moldura e bem tornea-
da, leudo muilo pouco uso, por commodo preco,
que o comprador i vista da beinfeitoria da cama
nao deivara do comprar : a tralar na rua estreita
do osario n,30, primeiro andar,
Vendem-sc pocas de cambraia de coree, pro-
prias para cortinado* c mosqueleiros a I96OO rada
pera: na loja de i portas, na rua do Oueiinado
n. 10.
MAG'O.
Na rua do Crespo, loja n. t>, vcnde-se superior
tarja liespsnhola, muilo larua. pelo diminuto preco
li- 293OO e SO I n covado, selini nine.n a 219600 e
a covado, panno prcio de 39000, '1.3OUO,
c 63000 o covado.
FARINHA )!. MANDIOCA.
Vende-se superior farinlia "de mandio-
ca, em sacras (|ite lem um alipiuire, me-
dida vclba, por preco commodo: nos
armazensn. 7>, 5e7 ilerontedaescadi-
lia. c no armazem defronte da porta da
un-1 alaodega, ou a tratar po escriptorio de
Xovaes (S C, na rua do Trapiche n. i,
primeiro andar.
'

Vende-se superior cernate em barricas grandes ;
assim cania lambem verntem-se as linas : airas do
theatro, armazem de Joaquina Lopes de Almeida,
Riscado de tistraa de cores, proni io
para palitos, calcase'aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
Milla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Ven le-se ac em rundeles de um quintal, por
prero minio commodo : ira armazem de Me. Cal-
moutcS Companbia, praca do Corpu Santn. II.
Vendc-sc uma porc/iodo verdadciro
vinlio Bon! iu\ tinlio e brancoengarra-
fado, (|tic's< viridc muilo em COnla para
se liipnilar nula- : na rua da Cruz 11 2li,
yrimeiro anda 1
Mc-ihus de vento
eorabombasdcrepuvn ir librlas o daixa,
decapim, iiafundu a'de-!>.'\V. BoVman : na rua
do Brru ns.fi. Se 10.
NOVO SOKTIMEN LO DE ColtKKTOKK DE Tt>-
DASA QUALIDADES.
Cobertoresescuros a 7J0 rs ditos grandes a IJfiOO
i-., ililns luancos de ahodao de pellu e sem elle, a
inilaeio dos de papa, a 15200 rs. : na loja da roa
vSmO ROMANO BIAUCO.
\ ende-se cemento romano braneo, chesado aaora,
do superior qualidade. muilo superior ,10 do- consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do thealro, arma-
zem de tahuas de pinho.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Cowmann, 11a rua do Brum. passan-
do o chatriz continua haver um
completo sortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao" :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton &'C, na rua de Senzala Nova 11. i 2.
Sel luis nglezes.
Helogios patente inglez.
Chicles de carro c de montaria.
Candic'uose cnsticaes bronzeados.
Chumbo em lenrol, barra c munirao.
Farello de Lisboa.
Lonas. nglezas.
rio de sapateiroedevela.
Vaquetas Barris de graxa n. 97. .
Xa ruado Trapichen. 1G, escriptorio
de ISiandera Brandis&C, vende-se jior
precos razoaveis.
Lonas, a imitarao das de Uussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pepieno. ^
Papel de cores emcaixas sortioas, mui-
to proprio para lorrar chapeos.
Papel almaco e de peso, braneo c azul,
de boas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes linos.'
Alvaiade de zinco muito superior ao fl-
vaiade coinmum,' com o competente sec-
cante.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes piano viudos ltimamente de Ilam-
btugo.
Vcnde-se uma halanca romana rom todos os
WOS porteares,cm hom uso e de -',000 libras : quem
pretender, diriia-se i rua da Cruz, annaasm n. 4.
Bom sortimenlo de brins, tanto para cai-
ra como para palito.
Vende-se hrim francez de quadros s filO a vara,
dilo a !KKI rs., dito a 19280, riscado de lislras de cor,
proprio para o mesmo lim a 100 o covado : na rua
do >espo 11. ti.
Cera de carnauba tio Aracaty e Assu".
Vende-se por menos proco que em oulra qualquer
parle, no armasen! de Ilumneos Rodrigues Andra-
deci Conipanliia, rua da Cruz 11. 19.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-se farclo novo, edegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
'$) POTASSA BBA81LK1BA. ($)
(^ Vende-se superior potassa, fa- ftjj
(^ bricada no Kio de Janeiro, che- H
,A gada lecenleineiite, recommen- /A
/i, da-se aos senhores de engenhos os ^
S cus bons elfeitos ja' experimen- S
W lados: na rua da Cruzo. 20, ai-
.9 mzem de-L. Leconte Feron &
$) Cotnpanhia.
v eii.le0 oxeo! leu le taboado de piukp, recen
teniente chesado da America : na rui (re Apolo
trapicho do Kerreira. a enlonder-so com o adminis
radar do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
ReduzMo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias ingle/.as e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas.de 10
libras, junto com o metbodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. 0. Bicbet i Companbia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chtistao. ,
Sabio aluza i.' edirito do 'ivrinho denominado
evolo Chrisiao,mais correcto e acreseanlado: vnde-
se unicamenle na livraria n. li e H da praca ai In-
dependencia a 010 rs. cada eieraplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas fiara piano, violao c flauta, como
sejam, (juadrilhas, valsas, rcdowas, scho-
lickes, moqinbas tudo modernissimo ,
ebegado do lito de Janeiro.
Vcndem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
mente che^ados, de excellenles vozes, e precos com-
iiinibs em casa de Jj. O. lliebercS. Companbia, rua
da Cruz n. 4.
Venderr.-se lonas da Russia por prero
commodo, e de superior cpialidade: no
armazem de N. O. Bieber&C., rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste cstabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c metas moendas para engenhoj ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
c coado, de todos os tamaulios, para
dito.
Vcnde-se um cabriole! com coberla e 03 com:
plenles arreios para um cavallo, ludo quasi novo .
par ver, no aterro da l!oa-\ isla, armazem do Sr-
Hipael Seeciro, e para Iralar uoltecife 111a do Trapi-
che 11. li, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham-
pagne Cliateau-Av, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
- de Uarcuil, ruada Cruz do Re-
Vcnde-se orna casa terrea de ponto mais alio
ira tem na rua da Conceicao, e por isso muito boa
nova : na rua >uva n. 67.
V1RA}'BAS_E GeiDESL
cr-rtr": bsrj
u"H..aodaAuror no deposi-
0 na uu-nia, na ruado lti
EMEIO IMCOfPABAVEL
l NdULMO HKLOVVAY.
Milhares de individuos delgas as narocs poden.
es einunhar as vuludesdeMe remedra mcmpa'iavel
prova en caso necessano, guc, ^ uso ^e de|.
I. Izoantem seocorpo e mWoV in.ei.amenle
;;,'r m V'Tr ^P^*^ "Olmente oulros
iratameulos. Cada pessoa poder.-ha convencer
essa- aras maravillosas pela leitorado peridicos
que Ih as relalam todos os das ha mailos annos" e,
a maior parte dolas ,ie 1, k"
medien, mais cerebreJ ^K^, rt
i-obraraui rom le stiberanofl^H ie seus
bracos e pernal, depois.de ler p
lempo nos dospitacs, omW devfi
lacao Helias ha nimias ejue b.vendo sisado cases
isv los de padeciniento. para so laTsbbmeltprem a
essa opoi icao dolorosa, furam Iisjifl complelamru-
le. mediante o uso desse precib remedio. Alau-
masda l.ies pessoas, na ttu de seu reconlieci-
ineulo, declararan! esles resoKados benelicos diante
,1"1.....orreaedor, e uujA^Hrbados, alim de
mais autenticaren! -na a/lirmaliva.
Ninguem (lesesperarur do estado de sua saude se
livesse bastante coulianra para ewsaisr tste remedio
cunsiantomente. seuindo alsiini lempo o Irala-
menldque necc=srtasse aaaluTeza do nial, cuio re-
sull.nlo seria pAivar inconlestavelmenlc : Oue ludo
tara !
o ungento he til mai* particularmente no*
seguinlet casos.
AI porras.
Cambras.
Callos.
t .aliceres.'
Corladuras.
llores de cnhcea.
das i oslas.
.los meinbros.
i'tifermidadct da culis
em ceral.
EnOrmidades do anus.
Enmones escorbticas.
I- i-lulas no abdomen.
l-'rialdade ou falla de ca-
lor as c\ moldados.
l'riciras. ,
Ccngivas escaldadas.
Inchacnes.
lullamiuacao do Ticadn.
nutriz.
Lepra.
Males das peinas.
dos pellos.
de olbos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Piilrnoes.
t,)ueimadclas.
Sarna.
Nipuraees pulridas.
Tiiiha, em qualqucr par
le que seja.
Tremor de ervos.
Cceras na bocea.
do ligado.
__ das rliculaces.
\ cias torcidas, ou nada-
das as pernas.
da bexiga.
Vende-se este ungento ira cslabeletimcnloBeral
de landres, 11. U,Slrand,e na loja de todos os bo-
ticarios, droguistas o oulras pessoas ncarregadasde
sua venda cm toda a America doiSul, Havana e
llespan..
Vende-se a 800 ris cada bocetiaha, conlm uma
insirucjao em portuguei para explicar o modo de
tazer uso desle ungento.
O deposito aeral be em casa do Sr. Soum. phar-
inaccutico, na rua da Cruz 11, i, cm Pernam-
buco.
LINDO SORTIMENTO E CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortimento de cal-
Jado para senhora, irirr pela sua <|ualida-
de e prero muito deve agradar as senho-
ras, amigas do l>om e barato : os precos
sao os seguiutes, ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de couro de lustre. l.sGOO
Borzeguins com salto Rara senhora. &'OO
Ditos todos gaspeados tamlx-m com salto
para senhora. 4o00
Sapalos decordavaodc muito boa quali-
- dade. ijOO
TAIXAS OE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, c tambem no OE PSITO na
rua do Ilrum log na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos s logares
e\i$tem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodo*.
FARINHA E AUKK DA TEItRA.
Vendem-se saccas com fariulm e arroida Ierra :
na rua da Cadeia do Reate, loja n.23.
Aa fabrica de espirito* da rua Direita 11. Si,
mu. meiiie aherla, vcnde-se alrool ratilicado a ba-
ldo Maria, licor lino, entre fino e ordinario, de dif-
fereiilcs qualidades, em garrafas e em caadas, ge-
nehra em frascos c envernadas, agurdenle do reino,
tinta preta e rosa para csrrcver fe|a em alcool fra-
co, agua da Olluuia em frasqninhos e em garrafas,
banba para cabello de dilTerenies cores, oleo de-aia-
rass, ludo bem preparado, e por prero comnffido,
garrafas brancas vasias, proprias para licor lino, oleo
de ricino c xacopes.
Vcndeae superior farinba de mandioca de
Santa Caiaanna : a tratar no escriptorio da roa da
la ut u. id, com Isac Curio & C.
ESCRA OS FGIDOS.
ESCRAVA FGIDA.
No dia 30 de abril proiimo passado fogio do lugar
do II ibn o do Mcl, comarca do t.imoeiio, urna escra-
va crioula, de lime Humana, que representa ler 20
anuos de idade, a qual lem os si".uaes seguate! : al-
ia, erossura regular, olhus grandes, denles limados,
beicos grossos, peilos em p, lem um sigual na leja
,,subre o o!bo c-querdo de nina pancada que lia pouco
levou, c urnas pequeas relhadaa em ambos os bra-
cos ; esla escrava podenco a Joao dos Sanios e Silva,
e julgn-se que lera fgido para esla capilal por se
Ihe conhecer voulade de ser vendida para ella, e
por issoroga-so as autoridades e cjpilaes de campo
oue a pesarem, levem-a .1 rua d Qurimado 11. 7,
loja da Estrella, ou na Picada, comarca-do l.imocirn,
cm casa do Sr. capitn. Ab:\andre Bubosa de Sonza,
onde se Ihe gratilicara'geiicrosaracute.
Desappareceu no dia 17 de abril do corrente
anuo a escrava crioula, de nomo Joann, aer pouco
fula, de idade,30 annos,-piuco mais 011 isno, esta-
tura alta e magra, cara coinprida, orellus nao fora-
dos lem tres marcas de vaccina no haiy direito a
forma de Irianeulo. oulms marcas ptlas cosas, e
ama em cima do naris, qaando se Sama pelo sen
heme assusla-se e olha por balxo ; leou um vesti-
do de chila rota desbotado, ponera.m quanto a rou-
pa ella cnsluma mudar, bein csmooeu nome quan-
do se quer apprehende-la, e^Ujs*uus que he forra
e a oolros que j est veudikvl* desdentada oa
parle de cipia, tendo dous diTBrao lado, e co.tuma
miar pela Boa-Vista : rDgaVsf"* qoalquer pessoa
qne a capturar, leve-a fan,d Senzala Velha n.
l-i. qu sera recumpensaca. ,
Desappareceu do sido do Sr. Hciiry Gibson,
na Ponte de cha, o esHMi, piolo, por nome Bi-
biano, natural de Beberlkr, o qual tem familia, he
sapateiro, loca viola, entuma andar calcado, nioito
dado a sucias, e he modo eonbecido: foi comprado
i" .-1. \levan Iro .lni Jl- rnrllas da Ja iHnoaeaode
ilebei 1I10, d-cujo par foi i ria o rearido escravo : (
roga-se enrarecidansenle as auloriilaaes policiaeso
favor de >ua captura, bem cuino a qualquer pessoa
ou .101 eapilAes do campo, a quem se dar boa re-
compeusa, ent*ei>tKlo-ii a|FraiacisM Jlfr* deOli-
a
tile n. 20: este vinho, o mclhor
de toda a Champagne, vende-so
a lisOO rs. cada caix.i, acha-se
nicamente m casa de L. Le-
eomte Feron & Companbia. N,
B.As caixas s"io marcadas a lo- '^
goConde de Marcuilc os r<>-
I
:-'-
i
&
Potassa.
No anlfego deposito da rua da Cadeia Vclba, cs-
eriplorio n. I-J. vtndo-so iiinuii superior potassa da
liussia, americana e do Rio ds Janeiro, a precos ba- i
ralos que be para fechar con.'as.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, (em a
venda a superior llancila para forro de sellins chc-
'.'.id.-i rc-ronlcmeiilo da America.
Vendem-so no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de Ilen'y tiibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
veira, asente aVIMoes, iiierua'
Recite.
Iies.-ippweceudaruaiaiasrdo Rosario n. i, o
escravo Vrenle, pardo, alio, olhos grandes, rom
urna cicatriz no ro;lo. rnhcllos c barba grandes ; he
ollieial de sapateiro, anda de en Ira ejaquela, alea-
do, o diz-sc forro : quem o appreheudcre entrc^.ir
ao seu senhor, ser recompensado.
Leonardo Anluics de Meirt lleuriques.
CEM Mil. RES DE GKATIFlfACA0'.
Doipparercu no da (i de dezembro do auno pro-
iimo passado, llonedicla, de 11 annos de idade, vej-
ga, cor acaboclada ; Icvmi.um elido (le cliita com
Inlrt-s rr de rosa o de cat, c outro tanthem de rln-
la braneo com palmas, um lenco amarello 110 pesro-
co ja desbolado: quem a apprehcnder conduza-a
Apipo, u-, in, Oilciro, cm rasa de Joao I.eile de A/e-
vedo. mi un Itoeie. na praca .lo C.orpo Sanio u. 17,
que recebera a.^-aiilicae.tocima.
Desappareceu no da '2 ilo corrente, do enge-
nho Pasilinsa, um escravo. rrioulo, de nomo Flo-
rencio, com irinfa annos de idade, |>uco mais 011
monos, leudo os sicnaes secuiules : bstanle pro-
la. estatura reaular, barbado, rara descarnada, um
pnuroOdciitueo. olhos apilomhados, una cicatiiz na
miela c oulra na barriga, pernas fina", pes torios qne
moslram ler sido cambados, denles podres e filia de
alguns na frcnie, e falla alero disso um pouco atra-
vesfailn ; detconfla-se que seguisse ao termo de Na-
/arelh : 1 oua-se a qualquer pes-oa, quo apprcheu-
de-lo, levo-.i ao referido engenho, que ser bem
recompensado.
PERN. TVP.DE M. F. DE FARIA. 18. '

11EGIVEL
MiiTiiann


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