Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01022


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Full Text
XXXI. ANNO N. 106.
Por 3 muses adiantados 4,000.
Por 3 mezes- vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 8 DE MAIO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.

DIARIO DE PERNAMBUCO
ENT.AHREUMK da. slbs<.uiih:\'o.
camuios.
Recife, o proprietero M. F. de Fario ; Rio de Ja-, v0hre Londres, a 27 1/2 d. por 1J>.
neiro, or. JoSo Pereira Marlim; Babia, o Sr. I). p -ii; 'jr.n mri(
Dnprad ; Mareio, o Sr. joaquim Bernardo de Alen- J ?"* J* a d;'" Pr *'"
doea ; Parahiba, o Sr. Gervazlo Virior da Nalivi- Lisboa, 9$ a 100 por 100.
; Natal, o Sr, Joaquina Ignacio Pereira Jnior; Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rbate.
Aracaiy, o Sr. Amonio de Lenms Draga; Cear, o Sr. Accoes do banco 40 0/0 de premio.
Victoriano Augusto Borne; M.iranliao, o Sr. Joa-1 j.______l;_ j. n.i...:k. .
. ... i, ..i... c. da companhia de Beber be ao par.
quun Marques Rodrigues ; l'iaunv, c Si-. Domingos ...
Hrrculano Arkiles Pessoa Cearence ; Paro, oSr. Jus- | da companhia de seguros ao par.
lioo J. Ramn; Amazona., o Sr. Jeronymo da Costa, i Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 65400 velhas.
de 63400 novas.
> de 49000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
PARTIDA DOS CORREIOS.
29*000 linda, lodos os das
16J?000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
169000 Villa-bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 c 28
95000 Goianna e Parahiba, segundas e sexias-feiras
19940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
,*940 l'KKAMAK DE 1IOJE.
19860 Primeira s 10 lluras e 6 minutosda inanha
i Segunda s 10 horas e 30 minutos da larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quinlas-feirss
Relaco, tcrr;as-feirase sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2" vara do civel, quartase sabbados ao mejo dia
KPHEMERIDES.
Maio 2 La choia as2horas, 17 minutos e
39 segundos da manhSa.
9 Quariominguanteas 3 hora? 9 mi-
nutos e 38 segundos da manha.
16 Lua nova a t horas 43 minutos
36 segundos da tarde
23 Quarlo crescenle as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manha
DAS da semana.
7 Segunda. S. Estanislao b. ni. ; S. Flavio.
8 Terca. S. Heladio b.
9 Quarta. S. Gregorio Nazianzeneob.
10 Quinta. S. Antonioarr. ; Ss. Blanda e Arfeo.
11 Sexta. Ss. Fabio, Anastacio e Sereno nim.
12 Sabbado. S- Joanna prioceza v.
13 Domingo. 5. depois de Pascoa. S. Pedro Re-
galado f.; Ss. Glyceria e Servado mm.
i
parte orriciL
GOVERNO DA PRoVlNCIA.
LE N. 356.
Jos Beulo da Cunlu e Mgueiredo. presidente da
provincia de Pernambuco. Faro saber a todos n
seos habiUnles, que a assembla legislativa provin-
cial decrelou, eu sanceonci a resoluta* se-
guate :
Arl. 1. A turca policial pura o anno fnaneciro de
1833 a I8.M, Mustera d. 400 puras, podendo em
circumslancias extraordinarias ser elevada i 600 ;
com a organisacao prescripla pelo regulamenlo de 2
de dezembro de 1853.
Arl. 2. Os vencinif utos das referidas praras senlu
regularlos pela labella annexa ao inesmo reculamen-
te, {cando ero vigor a dsposica da segunda parte
do arligo 2. da lei ti. 332de 26 de abril de 1854. e
do arl. 3.o da mesnia lei.
Art. 3. Ficam revogadas quaesquer Iris ou dispo-
, sienes em contrario.-
Mando por lano, a todas as autoridades a quem
o conaeciraeuto e uitcucao da referida resolucAo
pertencer, que a compram e facam cumprir l.'io in-
. teiramente como elle ae contm. O secretario da
provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 2 de maio de
IS'ij. trigsimo quarto da independencia e do im-
perio.
L. S. Jos Benio da Cunha e Figueiredo.
Cari* de lei pela qual V. Exc. manda eiecutar a
resuucau da asserabla legiilaliva provincial, que
.Xsolveu saucciuuar, litando a forra policial da pru-
y'vincia para o anno linanretrod ISJa 1856, camo
cima se declara.
Para V. Exe. yer.Francisco /guaci de Torres
Bandeira a fe*.
Sellada e publicada ola secretaria di provincia
de Pernambuco aos 2 de maio de 1855. Joaquim
Pires Machado Porleila, oflicial-maior servindo de
wcrctario.
Registrada a fl. 143 do livro 3. de leis provin-
ciaes.
Secretariaido goveruo de Pernambuco 3 de maio
de 1833.Jouj Domnguez da Silva.
0.EIN. 357.
Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, presidenlc da
provincia de Pernambuco. Faro sabor a lodos os
sen habitantes, que a assetub'la legislativa provin-
cial decrelou, e eu sanccionei a resolurte se-
guale
Irl. L'nico. Fiel approvaHo o regulamenlo dado
pela presidencia em dala de 2 de junbo de 18.51; pa-
ra o cemilerin publico desla cidade. Ficam revo-
gadas as disposiccs em contrario.
Mando por lano, a tollas autoridades a quem.o
coti'ieciinenlo e eiecurfio da relcrida resolucao per-
lencer. que a cumpram e facam cumprir lAo inlei-
ramenle como uella se contm. O secretario da pro-
vincia a taca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Kecife de Pernambuco aos 2 de rr.aio
de 1835, trigsimo quarto da independencia e do
imperio.
L. S. Jote Benlo da Cunlu e Figueiredo.
Carla de lei pela qual Y. Exc. manda executar a
resolucao da assembia legislativa provincial, que
anccioiiou, approvando o regulamenlo dado pela
presidencia ao eemilerio publico desla cidade em -
de junlio de 18.51.
Pal V. Exc. \er.Francisco Ignacio de Torres
Bandttra a fez.
Sellada e publicada nesta secrelaria da provincia
de Pernambuco aos 1 do maio de 1855. loaquim
Pires Machado Portella, ollicial-maior servindo de
secretario.
Registrla a fl. Hldolvro 3. da leis provin-
ci.ftt.'
Secrelaria do goveruo de Pernambuco 3 de maio
de 1855.Joo Dmingues da Suca.
N. 272. Illiii. < Bxm. Sr.Tciilio a honra de
anreienliir a V. Ec. com o ufficio incluso do con-
tador dcsta Ihesouiaria, o resultado do exaroe a que,
em cumplimento diuQiciudcV. Ete. de 13 de abril
prtMtmo Tindo,proceden a commiaso composta d.s
primeiros cscriptnrarios da ronladoria Umbelino
(iued-es de Mello e Bernardiun de Seua da Silv
CuimarAes as conlai do major de engenlieiros
Jo Joitquim Kodrizues l.o|>es, relafivas aos mo-
vis que se compraran! para ;i faculHade de direilo,
e dos reparos que se Tueram uas casas onde esla
actualmente so acba l'unccionando.
leos gianle a V. Evc, tliesoxiraria de fazenda
de Pernambuco 4 de maio de 1855.lllni. e Eun,
Sr. Dr. Jos BeptO da Cunha e Fgaeiredo, pretiden-
le dcsta provincia.O inspector Joao Gonralces da
Silca.
Illm. Sr. contador.Sl'unazciido ao que nos foi
ordenad* pur imitara do Illm. Sr. iuspeclor.de 13
de abril proiimo pasudo, expedirla de cortformida-
de com o oflicio do Em. Sr. presidente da provin-
cia, da mesim data, vamos dar cunta a V. S. do re-
sultado do exame que procedemos ra rclacao a
despeza feila ob a direcrao do tenenle-cornnel/o
engenheiro Jos Joaquim Rodrisues Lopes, com a
faculdade de direilo. Segunde os documentos'de des-
pea detta theiouraria gaslou-se com a mudanca,
obrase deeoraran da (aculdadee col le gi o das arles
a qoantia de10:2H>7M)rs.: segundo a conta apre-
senlada uS Diario de Pernambuco n. 85 do corren-
le anuo seria hoja essa despeza, na opiniao do dito
lenle coronel, de 1:l((;>295 r., resallando a dif-
ferenca de 1019555 r. Forcnio porem he declarar
que tal differenra oti oiiira anda mainr nada im-
portara para a moralidade da conl que examina-
mos; por quinto, nao podendo o engenheiro ter es-
cripluracao regular, c s sim apontamenlos de mero
cuidado particular, nao olTerece a conta por elle a-
|iresentada um apoio-seguro para presiimir-se mal
i, nWWU DAS HIHERES. (*)
Par Paulo Fnal.
SEGUNDA PARTE.
CAPITULO XIV
dessa dilTerenga, lano mais quanlo a despeza real
he inferior ;i denionstada.
Quanlo a economa dessa mc-m.i despeza em rela-
ejo s obras feilas, nos abslcmos de emillir opiniao,
porque repulamos mais au'orisada a que a lal res-
pcilo proiiiinciaram os peritos Jusc Jaciutho da
Silveira c Joaquim Te xcira Peixolo na resposla que
em original sujeilamos ao conheciinento de V. S.,
dada ao oflicin junto, que Ihes dirigimos.
Qanlo a xislencia de todos os movis compra-
dos para a facul lade, nao podemos afumia-la com
seguran, porque havoiido solicitado o inveulario
dos que Viera* do amigo curso jurdico de Olida,
afiui de coucluirinos os que deviam existir anual-
mente, nao nos fui elle subministrado.
yuanlo porem a qualidade dos que podemos re-
conheccr comprados pelo engenheiro, adiamos que
nao corresponde ella, a respeilo dealguns, como ban-
cos de palhiulia e mobilia da sala, s recommeuda-
cors da presidencia,.alientos os precos porque foram
ubtidos, e que todava seriam regulados se essa
qualidade fosse melhor.Couladoria de fazenda de
Perianibuco 3 de maio de 1855.O primero escri-
turario, Vmbelinu Guedes de Mello.O primeiro
escrplurario, Bernardino de Sena da Sika Gui-
maraes.
Illms. Srs.Em consequencia do pedido do Illm.
Sr. inspector da tliesouraria gcral um oflicio de 21
do passado, cumprc-nos auxiliar a Vs. Ss. prestan-
do-Ibes os esclarecimcnlos a nosso alcance, afim de
queporefles possam orgauisar o exame de conlas
das obras que ltimamente se (izeram as casas da
ra do Hospicio, para eslabelecimenlo do curso ju-
rdico ; e leudo V. S. nos dirigido em data de 21
do passadu um cilicio, no qual nos aprsenla 5
qucsltos, somos de acord responder-Ibes engloba-
dos pela matmra seguinle.:
As reformas praticadas nos reparlimentos das
casas foram ordenadas com a necessaria economa,
a lint de preencherem smente as accomodnrcs iu-
dispensaveis ao fim a que eslo sendo applicadas.
Os materiaes gastos lias alleraces observadas, e
n.lo pela planta, bem como as dos ledos e pavimen-
tos eslo de couforraidade. pouco mais ou me-
nos com a respectiva despeza. Urna longa e
ilura experiencia nos tem scienlilicado nesle paiz
laa novo e fallo de recursos, g se pude fazer alguma
edificarflosem grandes deleites com muila demora
e prudencia na escolba dos materiaes, e principal-
meiile Ba artistas: porque do contrario ludo ser mal
obrado e caro, pelo que adiamos rasoavel a despeza
empegada, nao por isso que nilo se den aquella circum. ravel que cima notamos na obra cm questn.
Dos guarde a Vs. Ss. cidade do Recife 3 de maio
de 1855.Illms. Srs. Umbelino Guedes de Mello <
llernardino deS-Bn da Silva GuimaraeiTJos
Jaciutho SUceitfl.Joaquim Trinira Ptixolo..
lain-
O presidente da provincia, autorimdo pela lei pro-
lincial n. 355, de 23 Je Miembro de 1851, orde-
na que d'ora em dimite se observe a seguinle
reforma e regulamenlo gerat para a inslrucrio
publica da protinda.
(Cunrlusjo.
TITULO IV.
CAPITULO NICO.
Do entino particular, psimario e secundario.
Arl. 79. Ninguem poder abrir escola ou outro
qualquer eslabelecimenlo de inslruccao primaria ou
secundaria, sem previa aulonsacao do director geral.
A1. 80. Os preteudeules juslificarao idade inaior
de 21 anuos, moralidade e capacidade professional,
pelo modo determinado nos arligos 13, 11 c l(i a 19;
e dei-lar.irau a prolisslo que liverem etercido, ou
qual o sen meio de vida, nos ltimos cinco anuos.
Arl. 81. As pravas de capacidade podero ser dis-
pensadas pelo goveruo, segundo as materias que pre-
tenderen) leccin,ir.
1. Aos professoresadjuntos na forma do arligo 41;
2. Ara individuos que tiverem sido approvados
nos estudus superiores pelas academias ou faculda-
di s do imperio, aos que forem ou liverem sido pro-
fesores pblicos, e aos hachareis cm humanidades;
3. Aos que exhibirem diplumas de academias es-
Irangeiras. competentemente legalisado-,
4. Aos naciouaes e cslraugeiros rcconhecidameule
habilita.to<, quem o goveruo conceda dispensa, ou-
vidos o director geral e o conselho director.
Arl. 82. O director de um eslabelecimenlo de ins-
lrurr,ao deve, alcm das oulras enndicoes do arligo 80,
ju-lilicar idade maior de 25 annos, c declarar:
4. O programla dosesludos eo projedo de regu-
lamenlo interno de seu eslabelecimenlo;
2. A localidad'!, cuminodos e siluacao da casa on-
de leiu de ser fundado.
' 3. Os nomos e hahililarOes legaes dos profeisorc9
que conlralou ou vai contratar.
O director geral recular em inslniegues, na cc-n-
rormidadedo n. 3 do 8 do arligo 2, a maneira por
que deve ser provada a capacidade professional dos
directores, segundo a importancia dos respectivos
estabelecmenlos.
Arl. 83. O governo da provincia marcara um pra-
4> razoave.l aos professores e directores acluacs, nao
s para se habililarem, mas lambcm para rcgularem
osseus eslahelecimentos, na forma das presentes dis-
posices.
Arl. 81. No caso de fallecer algum director de es-
labelecimenlo desla ordem, o governo poder dispen-
sar na idade o lilho ou herdeiro maior do 21 annos,
que pretenda continuar a mante-lo ou dirigido, se
n.lo liver contra si outro motivo de interdicto.
Arl. 85. O pcofessores ou directores de eslabele-
cimenlos particulares sao obrigados:
S 1. A remoller aos respectivos delegados relalu-
rios trimensaes de scus Irabalhos, declarando o nu-
mero de alumnos, a disciplina e compendios adop-
tados, e fazendu as obscrvares qua enleudcrem con-
venientes.
O interrogatorio.
Ilavia una casa siluaua na rira Montaigne que ler-
miuava pelo futido nos jardn do palacio de Rostan.
No quarlo andar ileasa casa o cavalleiro Rogcrio de
Marlrov ocrupa>a um apuseulo modesto, o qual or-
nara n melhor que podera. Rogelio era um mance-
bo nobre de eoraijao e de nascimenio, que liuha gas-
to em loucas prodigalidad*! os poneos bens que I lie
haviam deixado seus pas : (olla urna dessas ndoles
artistas para as quaes o dia segunc nao exislc.
Era pintor, poela e msico, e sua existencia passa-
va-se em medilaces,
A felirdade leri fecundado lalvez esses sonhos ;
mas a quem deve lieos u felicidade iieHe mundo '.'
Rogerio de Marlroy eslava doenle de uop ferida
grave que reecbera o caslcllo de Mainlenun. Ha-
liilualiiiente sua morada era soldara, porque elle
frequculava a* sociedades e nAo faiia reuniea em
mas essa noile havia um i v;rdadenf affluen-
cia ; pssoas de evcellente condicj,,, diinl.ers ; mas
iieuhum poela.
A proposilo de driukcrt, linhamos promeltido so-
() Vid* o Diario n. 104.
leniuemeiile fallar milito do Drinkiiin e de suas proe-
zas ; linhamos tentado, mas foi Irabalho perdido :
he impos-ivel dcscrever esses inagauoes Crciam os
leilores que sumos sangue c agua ; porque pri-
meira visla a colisa parece fcil. Esses lafues que
para diverlircm-se solidamante pem em pralica o
grande principio de associacao, que auimam com um
zelo Ilustrado a gula e a embriaguez, que eslabele-
ceni premios para a capacidade do estomago, nao
sao por ventura prazenteiros vislos de longe '! Sim ;
mas de perlo, quaulo aborrecimento !
A Halson Dorce boreja desile o pavimento terreo
al as aguas furladas, quando esses espiriluacs epi-
curislas eucoiiiniendaui um banquete. Os criados
servindo-as dormem em p, e os infelizes convidados
acordam oilu dias depnis do feslm.
O melhor que ah ha he Urinker primeiro, o re
TrtilTe, digno presidente dessa va-la associacao, e
Drinker I\ o barflo I"-le, da casa l'olel e ambard,
que arruinase para passar por liberlinoaos olbosda
miilher, a qual recusa desapie ladamenie cr-lo.
Silo pesgoas sudas, advoaado-. negociantes, poli-
ticos, administradores, que lomain um dia |Kir sema-
na para brilharcm : sao pessoas maduras.
Que lazieis para diverlir-vos, licenciosos da re-
gencia 1
Essa sciencia est perdida, e a allianc i ingleza vai
sudocar-nos as ultimas risadas !
Ueos ahenroe o drinking a paz eja com o nos-
sos folsazoes comam, bebam, ronquem e repilam
uas blasphemias innocentes, pois sao uleis ao com-
mercio das o.-lras e do amor !
Renunciamos formalmente aos Drinkers. O Ort'n-
king cu-ton nos urna somma,extravagante de papel
rolo e de paginas queimadas.
NAo loques ha raiuha dlzia n Caslelhano. Nao
loquemos no ahorrecimenlo !
Todos i-sses senhnrrs que eslavam na sala de Ro-
gerio de Marlro pareciam muilo alarefados, e con-
versa vam em voz baixa. Eram o conde de Morges,
vidaina de Pomard, o barao Potel, P. J. Cridaioe e
2. A pariicipar-lhes qualquer alteraco cine
projectem no rgimen dos seus ostabeleuimentus
com a precisa antecedencia, e a solicitar autorisa-
rao para isso.
3. A' dar-lhes parte de qualquer mudanca
de residencia.
4. A' franquear-Ibes as aulas, dormitorios
e mais dependencias dos estahclccimenlos, no ca-
so de os quererem inspeccionar.
Art. 86. Os directores que nao protessarem a
religio catholica apostlica romana, sero obri-
gados o ler nos collegios mn sacerdote para os
alumnos d'eslacoinmunliao.
Arl. 87. Os profesaros o dirertores de estabe-
leciments parliculares podero adoptar quaesquer
compendios e metliodos que nao forem expresa-
mente prohibidos.
Art. 88.. He vedado aos directores de eslal>e-
lecinienlos particulares:
1. Berber em sua casa com domicilio 0\o
oulras pessoas alm dos mestres, discpulos e em-
preados regulares dos mesmos estabeiecimenlos.
2. Mudar, sem previa leclaracao e licenga,
o carcter do seu estabelecimento, quer ampliando
o programma, quer deixando'de observare cum-
prir os empenhos conlrahidos cora as familias nos
prospectos e annuncios.
Art. 89. Os collegios do meninas s podero
ser regidos por senboras que provem estar as con-
diccoes exigidas para professoras publicas.
As directoras de collegios ficam sujeilas as mes-
mas obrigaces impostas aos directores de estaba-
lecimentosde insiruccao secundaria
Art. 90. as casas de educaco de meninas
nao se admiliirao alumnos, neni podero morar
pessoas de sexo masculino raaioies de dez annos,
excepto o marido da directora.
Arf. 91. Os directores dos collegios que de ora
em dianle se estabelecerem sero obrigados a ler,
quando sejaui estrangeiros, pelo menos melada dos
professores brasileiros.
TITULO V. .
CAPITULO NICO.
Fallas dos professores e directores de eslabele
amentos pblicos e parliculares, penas
que ficam sujeitos, processo disciplinar-
Art. "92. Os professores pblicos que, por ne-
gligencia ou m volitado, nao cumprirem bem os
seus deven, inslruindo mal os alumnos, eserecn-
do a disciplina sem criterio, deixando de dar aula
sem causa justificada por'mais de tres dias em um
rnez, ou infrigindo qualquer das disposicoes de os-
le regulamenlo, ou as decisoes do scus superiores,
ficam sujeitos as seguBln penas :
Admoestanao-r~- ,^^.
ltepreheuso;
Mllante 509000 res;
Suspenco "de exercicio e vencimentos de um .
tees inezes.
Perda da cadoira.
Art. 93. As ires primeiras penas ser impos-
las pelo director geral; as duas ultimas por deli-
beraco do conselho direcior.
Haver recurso para o governo provincial de
lodas as penas, excepio das de admoeslaro e ro-
prehenso.
O recurso dever ser inlerposlo dentro do prazo
de cinco dias, contados da intimacao.
Art. 94. A pena de suspenso ser imposta:
1. Na reincidencia de aclos, palos quaes o
professor lenha sido multado ;
2. Quando o profeSsor der maos excmplos ou
inculcar maos principios aos alumnos;
3. Qnando faltar ao respeilo ao director pe-
ral e mais funecionarios incumbidos da inspeccao
do ensiuo.
Arl. 95. Picar suspenso do exercicio e ven-
cimeulos respectivos o professor, que for argido
de algum dos primes especificados no arl U, ou
pronunciado em outro qualquer.
Arl. 96. O professor publico perder a sua
cadeira, mesmo depoisde haver servido o lempo do
art" 24 :
1. Quando for coudeninado pena de gales ou
priso com irabalho, ou por crime de estupro,
adulterio, roubo ou furlo, ou por algum outro da
classe ilaquclles que offendem moral publica ou
religio do estado.
t. Quando lenha sido suspenso por tres vezes.
3. Quando fomentar a iinmoralidadc cutre os
alumnos.
Ari. 97. Os professores e directores de escolas
e eslabelecimenlos particulares de usliuccao pri-
maria on secundaria incurran em mulla de 505
2003000 reis quando abrirem as ditas escolas ou
estabeiecimenlos, ou ahi leccionarem, sem previa
aulrisaco do director geral.
Arl. 98. Incorrem tambera na mulla de 209
1005000 reis, quando deixarem de cumprir as
obrigarjes que osle regulamenlo lhes impoem.
Art., 99. Na reincidencia dos casos do arligo
antecedente, ou quando os professores e directores
enderem, ou consentirem era oflensas moral
e bons costumes, ou quando persistirem na falta,
de que trata o art. 97, o governo mandar fechar
a respectiva escola, aula, ou collegio.
Arl. 100. A imposiyo de qualquer d'estas pe-
nas nao isenla o culpado de solTrer alguma' outia
em que baja incorrido pela legisiaco em vigor.
Art. 101. Quando o conselho director liver de
juljjaras infraeges discipliaares, na conformidade
da ultima panudo artigo 10, se observaro as dis-
posigoes dos arligos seguinies:
Art. 102. Appruseniada ao directora aecusa-
co por denuncia, ou requerimentode parte, ou
reconhecendo elle que deve ler lugar independen le
de ser requerida, convocar o conselho. para que
a julgue procedente ou improcedente. ,
Art. 103. Julgada procedente a denuncia, ser
ouvido o aecusado por escriplo, dentro do prazo
que Ihe for assignado pelo direcior geral, segundo
a d;slancia em que se adiar.
Art. 101. O conselho interrogar ao aecusado,
para o que o director geral o far comparecer pe-
rante o mesmo conselho, e uuvir as pessoas que
souberem do facto denunciado, assignando previa-
mente dia para isso. .
Arl. 105. Sobre a resposla do aecusado, de-
pois dse haver procedido s diligencias do' arlio
antecedente, ou revelia, quando o aecusado nao
responda no prazo qile Ihe houver sido assignado,
o conselho resolver sobre a natureza do delicio, a
pena que Ihe deva ser imposta. .
Art. 100. Para que o conselho julgue proce-
dente a aecusaco e possa declarar que lera lugar
a pena de demissao de nm professor vitalicio, ou de
fechar-se urna escola ou collegio particular, he ne-
cessario que o mesmo conselho se ache completo,
convqcando-se os merabros substituios no impedi-
mento dos ellectivos.
Art. 107. Nos casos do arligo antecedente o
(unselho direcior nao impor definitivamente a
|)ena, mas submcller a sua deciso ao governo pa-
ra que elle resol va sobre a materia.
Art. 108. Nos casos que aflectareni gravoraerl-
le a moral publica, ou em que baja perigo na de-
mora da deliberaco definitiva, o director geral de-
ver suspender desde logo o professor culpado,
O determinar que se feche o eslabelecimenlo par-
liculaf, alea deciso do conselho, que ser inme-
diatamente convocado, levando-se ludo ao conheci-
mento do governo.
Art. 109. Sero reguladas pelo governo, ou-
vidos o direcior geral e o conselho, logo depois da
sua posse, as laxas que devein ser cobradas* por
cada liconc.1 para abertura de aulas e collegios par-
ticulares, pela oxpedicao dos ttulos de eapiicidade
professional ; e assira quaesquer outros emolu-
mentos da reparlico de insiruccao publica.
Art. 110. O produelo d^essas Laxas, emolu-
mentos, e mullas ser recolbido ao lliesouro pro-
vincial, e formar um fundo de reserva para ser
applicado as despezas da directora geral, c do me-
lhiiramenlo do ensino.
TITULO VI.
CAPITULO NICO.
Do Gftmnasio provincial.
Arl lll. Fica o lyccu dista cidadeilo Recife
convertido em um Intrnalo de educaco publica e
de inslruccSo secundaria, sob o titulo deGyinnasio
Provincial de Pernambuco.
Art. i 12, A educaco do Intrnalo tender
instantemente formar o coraco dos alumno,0, e
a jnspirar-lhes o amor da religio e dos bons cos-
tumes, pela palavra e pelo exemplo.
Arl. 113. A insiruccao do Intrnalo offerecer-
llies-ha um syslema de cstudos elementares, que
abrace a letlras, scienciasc artes, que sao indis-
pensaveis aos que se destinara escolas espcciaes,
ou aos que pretender exercer com vanlagem qual-
quer ramo de industria*ou de commercio.
Art. 1M. A educaco religiosa e moral dos
alumnos lie confiada ao regedor e ao esraoler do
Instituto, e coadjuvada por todos os prolessorcs.
Art. 115. As seguintes disciplinas c cadeiras-
formara o systema de estudos do Gyihnasio:
1. Lingua latina, distribuida em quatro ca-
deiras :
2. Lingua grega.em urna cadeira.
3. Lingua franceza, em urna cadeira.
4. Lingua italiana em urna cadeira.
5. Lingua ingleza, em urna-cadeira.
'6. Lingua allema,*ein urna cadeira.
~. Desenlio, em urna cadeira.
8. Historia cGeographia, em duas cadeiras.
9. Mathemalicas elementares, comprelicndendo
Arithmetica, Algebra a t e-macocs do segundo grao,
Geometria e Trigonometra rectilnea, em tima ca-
deira. .
IQ. Philosophia racional e moral, em nina ca-
deira.
11. Historia natural, Zoologa, Botnica, Mi-
neraloga, e Geologa, em duas cadeiras.
12. Physica e Cliyinica elementares, era utna
cadeira.
13. Lingua cl.itleralura nacional, em una ca-
deira.
H. Eloquencia ePotica, em urna cadoira.
Arl. 110. Os estatuios do Gymnasio distrhu-
ro a parte de ensino. que deve licar coiiqielindo
cada cadeira, .-issim como os di.-.s da semana e as
horas do dia era que ha de trabalhar cada una das
aulas.
Arl. 117. O sladio I i Hera rio e scienlifico do
(vmnasio he percorrido em setle annos lectivos,
da maneira seguinle :
Grainmatica latina, e promiscuamente a Por-
lugueza. Synlaxe applioada, e traduccoes ofaes de
urna para outra lingua.
Arithmetica.
Geogrnphia anliga.
Calechese, e Exposifo dos Evangelhos.
Desenlio.
2. aiino.
Yersoes e composicoes latinas por escriplo, e
verbaes.
Lingua grega.
Lingua franceza.
Arithmetica.
Geograpbio inedia.
Historia Sagrada e "eclesistica.
Desenlio.
muitos oulros desconhecidos, ntreos quaes devenios
cilar o joven Leonardo de Sailloui, redactor de min-
ios peridicos' Iliterarios, o lilho nico da vuva
Kio.
A porla do quarlo, onde repousava o cavalleiro,
eslava cubera com urna cortina.
Ah dizia o viclama de Pmard, be o doutor
Sulpicio quem o Irsila ?
E he madama Sulpicio a eufermeira, respon-
da Putei.
Mus, loruava P. J. Gridaine fiugindo a mais
cmplela ignorancia, que negocio he esse, meu
Ueos '.
Pens, responda Leonardo, o qual nada sa-
ba, pens que houve algumas eslocadas U no caslel-
lo do re TrulTe.
Punhaladas, reclificoa Potel.
lacadas, disse Sensilive entrando, o frimenlo
foi feito com urna faca de caca... acabo de saber islo
de Fernando... Como esl esse pobre Kogerio 1
Muilo mal.
Esse Fernando, disse Leonardo, esl em ves-
peras (le fazer una bella acc.'m.
He un rapaz cxcellenle exclamaram muilas
vozes.
Uuando a forluna.prodigalisa assim seus favo-
res a pessoas dignas delles, acrescentou P. J. Gri-
daine, ningoem podo accusu-la de ser cega... mas
perdoem minha insistencia ; porque motivo loram
dadas essas punbaladas '.'
Cus dizem, respondeu o barao Potel, que o o-
nbor marquez de Ko Que foi o marquez ?...
. Oulros pretndelo...
(1 socio de ii.tuili.ird hesitou conlinoar.
He um negocia grave, disse Leonardo enm ar
importante, um negocio bem grave !
O'barnoPoirl que eslava ao seu lado, murmurou-
Ihe ao ouvido t
Foi urna felicidade para mim nao encontrar
esse furioso !
3.
anno.
Latnidade, e composicoes varias.
Lingua grega.
Lingua italiana.
O senil,>r 1 ,in Ir.ilava anda de amores "!
l'olel fez um signal uegalivo que vala Ires ou qua-
tro atrmacoo-.
Incuravel Don Juan murmurou Leonardo
sem rir.
O barao l'olel aperlou-lhe a mao com ellu-ao, di-
zendo de maneira que os viziuhos podessem ou-
vi-lo :
Falle mais baixo... Aqu ha prenles da rapa-
riga !.
A conversacao linha-se Iravado de lodos os lados,
e a cada instante enlravam curiosos. O pobre Rogc-
rio nao contiena tantos amigos.
Um talento nolavel, dizia Sensilive, centro de
um circulo pequeo, urna voz deliciosamente sono-
ra e muila alma... quanlo sua pessna os senhores
lodos sabem que*era urna crealura adoravel.
Era... repeli o conde de Morges, pens que
ella anda nao inorreu.
Snior conde, madamcsclla Solangc Beauvais
liuha na sociedade urna das posices peuiveis e tris-
tres que cerram-ura o corarao. Era tolerada... e
depuis do acontecimeillo, falla-se j de cousas mui
graves,., um furto anterior...
Um furto eiclatnou P. J. Gridaine approxi-
mando-se.
Eia, explique-se di/.iam a Sensilive de todas
as partes.
Senhores, respondeu o poela, nao acenso a po-
bre rapariga... >e eu fosse jurado e eslivesse encar-
regado de julga-la. cerlamenle a absolvera com am-
bas as nulos...
Apre meu colleea, protestou Leonardo, urna
moca que envenena t- furia !...
Eiu primeiro lugar, lornnii Sensilive en dig-
nidade, arho que o senhor faz-me muila honra de-
mando me seu collega... He verdade qte publiquei
alguus eusaio- poticos... mas...
Mas nunca tralei delles, meu charo senhor e
nao collega, inierrompea Leonardo. Confiero m-
Gcograpbia moderna.
Hisloria anliga c grega.
Historia Natural, Zoologa e Botnica.
Geometra e Trigonometria.
4. anno
Laiinidade, e composicoes superiores.
Lingua Gre;a.
Lingua Ingle/.a.
Hisloria Romana.
Geometria e Trigonometria.
Algebra.
5. anno.
Lingua alletna.
Sciencias physicas
Historiada idade media.
Algebra.
I'liilosophia racional e moral.
6. anno.
Philosophia racional e moral
Historia moderna.
Physica e Chimica.
Mineraloga e Geologa
Lingua e litleralura nacional.
7. anno. ,
Malhematicas.
Historia patria.
Pbisica c Chimica.
Astronoma.
Eloquencia Nacional, Potica e composicoes
oratorias.
Arl. 118. Os alumnos que finalisarem o stadio
seo ola, e forem approvados em cada um dos
sele annos as materias que compoeni o seu curso,
reeebero ura certificado era forma de diploma,
assignado pelo regedor, professores do ultimo anno,
e secretario do. Instituto.
Arl. 119. Os que obliverein o certificado na
forma do arligo anlecedenle sero semprc preferidos
em concurrencia para o provimenlo dos empregos
pblicos de fazenda ou administracao puramente
provinciaes.
Arl. 120. Alera das disciplinas mencionadas
no arl. i 15, que formara o syslema de estudos do
Gimnasio, ensinar-se-ho lambem nellc as arles
^de msica, densa, gymnaslica, nalacao eequiaco
sob a direccao de mestres especiaas.
Art. 121. O alumno do Gymnasio ou estra-
nho ao eslabelecimenlo gue for reprovado cm um
anno, nao pode ser admillido a novo exame, seno
depois de linde o prazo de um anno.
Arl. 122. Km quanlo seno cera'um Extr-
nalo Provincial, como he de necessidade, sero
adfnitidos no Instillo meiopensionistase alum-
nos externos ; mas estes ltimos lero nas aulas c
era lodos os acias da commuoidade assentos mi lu-
gares separados dos internos e meio-pensionstas.
Ait. 1<3. He livre aos alumnos exlernos que
frequentam o Gymnasio matricular-se em qualquer
dos annos do curso, com tanto que sejam approva-
dos uas mesinas materias do anno ou annos an-
teriores.
Arl. 124. He do mesmo modo livre a qualquer
individuo que tiver estudado cm aulas de lora o
vir ao Gymnasio Dassar pelos exames das materias
que compocm o seu syslema de estudos, para cffei-
to de ahi obler o Ululo, ou certiGcado na forma
do artigo 1)8.
Arl. 125. He permiltido igualmente a qual-
quer i dividuo o esiudar como externo as disci-
plinas que forem exigidas como preparatorios para
qualquer das academias ou facilidades do imperio,
independenle de seguirem a ordem regular'dos es-
tudos necessarios para obler o certificado em Huma-
nidades.
Art. 120. Nao podera ser adniitlidos como
alumnos ou internosraeio-pension'isfas meninos maio
res de 12 anuos, seja sob que pretexto for.
An. 127. Nao sero admitilos, nem podero
(requemar as aulas do Gymnasio, seja qual for a
calhegoria que queiram pertencer:
1. Os meninos que padecerem molestias con-
tagiosas.
5j 2. Os que nao liverem sido vaccinados.
3. Os escravos. '
Ait. '28. Os alumnos inlernos pagano ao Ins-
tilulo a relribuico mensal de 303000 rs.;os iricio-
pensionistasa de I09OOO rs. ; e os externos a de
58 rs. seinpre por trimestres adianiados.
nico. O ensino de qualquer das arles de que
faz meuco o art. 120, excepQo das de gvm-
naslica e naiaco, deve ser pago separadamente ao
Instituto por aquello- que estudarem.
Art. 129. O presidente da provincia pode
mandar admillir gratuitamente, ouvido o regedor
do Gymnasio, al 0 meninos pobres como alum-
nos inlernos, 6 como meios pensionistas, o 12 co-
mo exlernos, com tanto que laes meninos sejam de
provada inlellrgencia, e pertencan a familias ho-
nestas.
Arl. 130. A direccao do Gymnasio he confiada
a um regedor com o ordenado de 3:0009 rs.
An. 131. A polica e disciplina dos alumnos
heencanegada um censor, com o ordenado de
2;500vO00 rs.
Arl. 132. A calechese, a exposicao do dogma,
e lodos os actos religiosos soexercidos por um es-
moler, com o ordenado de 1:200 rs.
Art. 133. O ensino do Iqsliluto he feito por:
19 professores catedrticos, com o ordenado
cada um delles, de 2:0005? rs.
15 professores adjuntos, com o ordenado cada
um delles, de 1:500000 rs. sempre que trabalha-
rem ron unidamente com os calliedraticos. Nao
estando cm exercicio vencero o ordenado de ....
1:0309 rs.
12 repetidores, com o ordenado cada um del-
les, de 5005 rs.
Art. 134. O expediente da secretaria do Ins-
ulta falla, e ainanha farci umarligo intitulad.1 :
Centaureas e Vtriincas, no qual prometi iudemn-
sa-lo !
Esse Leonardo era vil, mal vestido, pequeo, ma-
ligno, lulo, atrevido, covarde, lagarella, etc. Passa-
mos cm silencio os nutres deleites mais greves.
He ccrlo que houve cnveuenameiilo ".' pergun-
tou um recem-chegado.
Mnguem pode allirmar, respondern) os pru-
dentes.
Entretanto Solange Beauvais esl encarce-
rada. .
Comccavam a nao dizer madamesella.
Quem abe a hisloria dessa Solange f disse P.
J. Gridaine.
Leonardo nem conhecia de visla a pobre moca ;
com ludo pz-se no centro do circulo, c disse com
firmeza :
V*u ronla-la.
Todos liearaui alenlos, e elle comecou com auto-
ridade.
Havia urna rapariga de boa familia que liuha
lidu e cantado moilos romances. Tinha naturalmeu-
le um professor de piano, que era bello e untava de
pomada seus cabellos negros, abundantes e almela-
dos. Isso mo iidignava muilo a rapariga, a qual
era tillia de provincia. O prfessr canlava coro ar-
rehalameiilo, e supponho oye linka urna vuz de ba-
r> tono ; pois a rapariga enamorou-se delle.
Sensilive iueiiiiou-se ao omolo-do viziuho e
disse :
He um arligo velho recusado pelo seu peri-
dico.
Cr" isso I pergunlnii o viznho.
()s arligos, lurnou o poela, sao como as doen-
eas ila pello que os rharlalaes fiugem curar lancan-
du-as para o interior. He baldado repelli-los, elles
reapparecem sempre. Veuha, vou ronlar-lhe a ver-
dadcira histeria de madamesella Solange.
Leonardo prosegua mperiurhavelmenle no meio
do seu circulo :
titulo, e a guarda, movimenio e serviro da sua!
hihliolheca sao confiadgs :
Oin secretario, cora o ordenado de 8005000
reis.
Um ollicial addido, com o ordenado de 6005
ris.
Arl. 135. A receila e despeza do eslabeleci-
niento, e os respectivos registros, sao encarregados
11111 ecnomo, que tem de prestar Banca idnea
da quanlia que governo designar no acto de to-
mar posse desle emprego, e vencer o ordenado de
1:000 de rs.
Art. 136. A saude do alumnos inlernos c a de
todos os funecionarios do Instituto que residirem
dentro delle, he confiada slicilude de um medico
com o ordenado de 5003 rs.
Art. 137. O servico das aulas, eo interno de
todo o cslabelecimciilu, he feilo pelos seguin les em-
preados-.
Ura bedel, vencendo o ordenado de 6009000
ris.
. Um niordomo, com o ordenado de 3609000
ris.
Um porleiro, com o ordenado de 5000000 rs.
L'ni continuo, com o ordenado de 5005000 rs.
Os serventes amoviveis necessarios para" o me-
neio do (Jyinnasio. vencero as soldadas que o
inordomo com elles ajustar.
Art. 138. Os respectivos estatutos consignaro
as atiribuicoes e deveres de cada um dos f unecioui-
rios do Gymnasio.
Art 139. O censor substile ao regoor na
sua falla ou impedimento
Art. 1 40. 0 esmoler substilue ao censor, em
sua ausencia ou embaraco.
Art. 141. Por impedimento ou ausencia do es-
moler. Humear o presidente da provipcia um sa-
cerdote de reconbeeid virlude que o substitua, o
qua! vencer o mesmo orMenado que o proprielaiio,
em quanlo por elie servir.
Arl. 142. Os professores adjuntos substilue'm
aos cathedrabeos, c os repetidores subsliluem aos
adjuntos.
Art. 143. Era todo o caso, qualquer que seja
o motivo da ausencia ou impedimento de mu func-
cionario do Gymnasio (menos o de molestia grave,
justificada ), ser-lhes-h descontada a quarta paite
do sen ordenado, em quanlo elle nao reassumir as
suas funcces, e'essa parle ser recebida como gra-
tificacao por aquelle que o substituir
Arf 141. O regedor, o censor, o esmoler,
os repetidores, o mordomo, e o porleiro do (l\m-
nasio sao obrigados residir dentro do edificio.
Art. 145. Os professores calliedraticos, os
adjuajos, o secretario e seu addido. o medico e o
ecnomo poden residir fra dolnslitulo, com tan-
to que se aelieni nelle, c delle saiam smenle, as ho-
ras que a disciplina indicar, e mais .em lodas as
occasioes em que forem chamados.
Arf. 14o. Os professores do antigo Lico pas-
sam para o Gimnasio Provincial, e leeni as pro-
prias materias que alli professavant, ou sao" encarre-
gados de ler oulras, como o governo julgar conve-
niente, sempre com audiencia dos mesmos professo-
res.
Arl. 147. Os professores calhedralicose adjun-
tos de letras e sciencias do Intrnalo reunidos em
corno, e presididos pelo seu regcdr, quer dentro
do eslabelecimenlo para deliberaren!, quer fra
delle em occasioes, comporo o que de ora em di-
anle se chamar Conyregacao do Gymnasio
l'rovincial de Pernambuco.
Arl. 148. O regedor, o censor, os professo-
res e mais erapregados do Gymnasio sao de livre es
collia e nomeaco do governo da p rovincia ; c os
lugares de professores sao vitalicios.
Art. 143. Os professores do Gymnasio leem
direilo a ser jubilados com u ordenado por inlciro,
no lim de 25 annos de servico activo. ,
Art 150. Os que antes desle lempo liverem
impossibilidade de continuar no exccrcicio de suas
funecoes pdem obtr a sua jubilaro com a par-
le do ordenado proporcional ,10 lempo que houve-
rein eltetivamente servido, nao podendo porem so-
sar de.-le favor anles de 10 anuos de exercicio.
Arl. 151. Os professores do Gymnasio tom
direilo :
1. Ao augmento da quarta parte dos respectivos
ordenados quando forem conservados no magisterio,
sb proposta do regedor," depois de 25 anuos de
servico.
2. A serem jubilados com os seus vencimentos
por inteiro, seservirem por mais 10 anuos dos que
vio mencionados no arligo 149.
Arl. 152. Os ordenados fixados paraos profes-
sores e empregados 'do Gymnasio sero recelados
integralmente, quando o Instituto tiver pelo menos
cincuenta alumnos inlernos. Anles disso soflrerao a
diminuieo da quinta parte.
Art. 15.3. Ficam revogadas lodas as disposicoes
que seoppnham a presente reforma.
Palacio do governo de Pernambuco, 22 de
evereirode 1855.
Jos Benlo da Cunha t Figueiredo.
COMMANDO DAS ARMAS. .
Quartel-ceneral do commando das armas de
Pernambuco aa cidade do Recife, em 7 de
malo de 1855.
OKDEM DO DIA N. 41.
O marechal de {campo commandanlc das armas,
leudo em presenca o oflicio, que lhe^oi dirigido pe-
la presidencia em data de 5 do correnle, com refe-
rencia ao aviso do ministerio da guerra de 19 da
mez de abril prximo lindo, Iranscreve para conhe-
ciinento da guarnite c conveniente elleilo. a rehi-
ri infra dos Srs. olliciacs, inferiores c cadetes dos
cjrpos existentes nesta provincia, que por decreto
m
A voz de barylouo esleve em moda para os
professores. Depois cabio em desuso ; mas espero
que isso ha de vollar, pois (cubo um primo barvtono
que morro do sede. iSiuguein ignora qulo.perigoso
he o professor de cantera para as mulheres. Todos
Icin o que he necessario para agradar. I'ais de fa-
nilia.vigiai I Data noilc o professor disse a dsci-
pula, que I'aris ca o paraizo das mulheres ; a rapa-
riga arruinou a Irouxa, c ambusparliram.
Isso que o senhor Conta he verdade t pergun-
in ingenuamente Mr. (ridaine.
Cumo heengracado disse o barao l'olel.
'linhamos esperado apresenlar aqu aos leilores o
socio do liara 1 l'olel. Mr. liamhard ; mas esse nego-
ciante eslava relido em casa pelas suas occupaces.
Sensilive mostrava nesse mmenlo cem o dedo o
conde de Morges ao vizinho, dizendo :
Madamesella de Murges leve alguma parle nii-
so... O pobre Rogerio suspirava lodas. as nuiles de-
haixo de sua varanda...
Knlao a punhalada foi dada por chimo '.'
>'flo se sabe bem... Ouvi fallar de um ropo de
agua sobre a mesa junio do Utilo do re Trufl'e e de
uns pus hraiicus...
Os senhores nao sabem exelamou nm amigo
de Hogerio entrando ; o juiz proressanle esla em
baixo esperando.
O juiz processaule'! repeliram lodos.
Hahi em dianle essa geni* nao se leria retirado
nem por um Uro de canb.io !
Vou buscar noticias, disse o conde de Morges
sabindo, colillero esse magistrado.
Havia grande rumor na sala. A cortina da alco-
va do (lente entreabrise, e appareceu o semblante
de Irene paludo e grave.
Algum- dos senhores quer enrarregar-se de ir
chamar ja meo marido ? disse ella.
Emao Kogerio esta peior'.' perguntaram algu-
mas vozes.
MUTILADO
le 11 ilo mesmo mez foram promovidos e pissaram
xaram de ser promovidos por falta de exame e por
se acharem em couselho de inquiriclo.
felarilo do* officiaes, inferiores e cadetes promoci-
lilos por decreto de 14 de aorif do correnle an-
no para os dtffercnlctcprpoi e armas do'exer-
dio.
Corpo de engenheiros.
l'ara leneule-coronel, o majnr Jos Joaquim Ko-
driguts Lopes, por anliguidade.
.Irma de artilharia.
4." balalba.) a pe.
I'ara capililes, o primeiio lenle do 2." balalhao
Manuel Jos Coelliode Freilas, para a oilava cumpa-
nina ; o primeiro lenle do 3. balalhao, Brasilio
de Amorim Bezcrra, para a quarla companhia.
Arma de cacallaria..
Para alferes, o particular primeiro sargento di
companhia fixa de Pernambuco, Dionizo Jos de
Oliveira.
Arma de infanlaria.
2.a balalhao.
Para capilAes, o lenle do mesmo balalhao Fran-
cisco Jos to llisaiu.-paia a sexla companhia ; eo
lenle'do 1- balalhao Jos Joaquim da Silva Cosa,
para a selima companhia.
9. balalh.lo.
Para capitao, o lenle da companhia fixa du Kio
Grande do Norte, Joaquim Francisco de Oliveira,
para a selima companhia.
10. balalhao.
Para capilAes, o lenle do 3.", Amerco Antonio
Cantoso, para a quarla companhia, coulaiulo auli-
guidade de 29 de julho de 1852 ; e o lente do 8."
balalhao, Majioel Luciano da Cmara Guaran, pa-
ra a quinta companhia.
Para lenles, os alferes Mauocl Carneiro Ma-
chado Freir e Tilo l.ivio da Silva, contundo esle
anliguidade de 29 de jaiba de I8VJ.
Para alferes, o |p inteiro cadete sargento ajudanle
do 9. balalhao, Manuel Krasrao Carvalhode Moura ;
o particular segundo sargento do 10. batajhao, Co-
riolauo da Costa.e Silva ; e o primeiro cadete do 4.
balalhao de artilharia a p, Malinas Barbosa dos*
Sanios.
Pastados de uns para oulros corpas.
Para o 4." balalhao de artilharia a p, o capitao
do 3. halalbilo Jos Ignacio Coimbra, para a selima
companhia.
Para o balalhao I ( de infantera, ,0 capilo do 9.
balalhao Francisco Antonio da Fonseca Galvao, para
a terceira companhia.
Para o estado-maior de segunda classe, licando
aggregadn eniquaulo nao houver vaga, o major du
1." regiment de ravallaria Irgcira, oSebastiao A11I0-
1110 ilo iKrgo Pai 1 j- o o major graduado do 10. ba-
lalhao de infanlaria. Jas Pcreira de Azevedo.
Deixaram de ser promuciilos.-
O lenle do corpo do oUdo-maior de primeira
classe, Francisco Kaphael de Mellu Reg por nao
ler salisfeilo a coiiilicao segunda do arl. 8 do regala-
ment approva-do pelo decreto n. 772 de 31 de mar-
co de 1851.
Os lenles Alexandre Jos da Rocha e Manoel
Clauliuo de Oliveira Cruz, per falla de exame.
O alferes tiuilberme Marines de Souza, por eslar
Mijeilo 10 ronsclho de inquirirao.
Os promovidos a lenles e alferes serio conside-
rados addidos aos corpos cm que presentemente ser-
vem, al que o governo de S. M. o Imperador baja
por bem designar Ibes aqoelles a que devem ftcar
pertenecilo.
O marechal de campo rommin laulc das armas Ap-
elara, que por aviso do ministerio da guerra de 22
de marro ullimo, o mesmo gjvcrno foi servido de-
terminar, quepassasse a servir como addido no 2."
balalhao de infanlaria, o Sr. capilao do 3.* da moma
arma, Guilhenne Leopoldo de Freilas, e por aviso
de II de abril prximo passado mandar addir um
dos corpos da guarnic.10 da corte, oSr. alferes i* 10
Til l.ivio da Silva, boje leneule.
Tamhem declara que nenia dala coulraliio novo
cngajameiilo por ir.as frannos nos termos do regu-
lamenlo de 14 de dezembro de 1852 e do decrete da
11. 1401 de 10 de junhn do anuo passado, preceden-
do in.peccao.de sande, o soldado da quinla com-
panhia do 2." halalliJo de iofanlaria, Anloiuo Jos
Salgado, o qual perceber'alm dos venrimeiilos,qae
por lei Ihe compelrem, o premio de 4089 pagos na
forma do art. 3 do citado decreto, e rindo o engaja-
menlo urna dala de lenas de 22,500 bracas quadra-
das. Desertando incorrera na perda das vaulagens
do premio edaquellas a que liver direilo, sera tido
como recrulado, deseonUuido-se 110 leinoo do euga-
jamenlo, o de prisAo em virtude de senlenca, aver-
bando-sc este desconlo e a perda das vanlagem no
respectivo titulo, como est por le determinado.
los Joaquim Coetho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
I :< IHIl 1>PI iMHXCl A DO DIARIO DE
PERNAMBL'CO.
pars.
b de abril.
ludo esta em pazd'esla vez, e muilo mais do que
a guerra, a diplomacia lem preoecupado n'wtes ai-
timos lempos toda a alinelo do mando poli-
tico.
Posto que seja dillicil penetrar o segredo das deli-
beraroes, a sua marcha regular e nao inlorrompida
fra o symptoma de certo accordo entre os represen-
tantes das grandes potencias, piuguem desespera
da paz, e as correspondencias de lodosos paizes sao
escripias debaixodesla inspiraejo. Crc-se geralmen-
Irene incliuou a cabera em signal de afllrmarao,
e disse :
Tenhain a bondade de fazer menos rumor.
A alTeico que temos a esse Rogerio, comecou
o barao l'olel... Sou um seu criado, linda seohora.
Mr. de Marlroy lhes sera muilo reronhecido.
Irene saudou e lurnou a fechar a corlinha. Tinha
visto partir seu mensageiro. .
Nao haninsucm junio do ferido seno essa lin-
da mulher pergunlou Mr. Gridafne.
Vi entrar lambem Mr. de Calieran, respondeu
Potel.
Leonardo poz-se a rir, e disse em voz baia:
Senhor barao, eis-ahi urna linda mora que Ihe
conviria.... Porem esse Galleran tomou-a!
Atraz da cortina Irene relinha i forja Callaran
paludo de furor... Levou-o pira o leilo de Rogerio.
Que! Aclamou Potel, o senhor er?...'
Moro na ra nova dos Malhurins, e Mr. de
Calieran lambem... Hei de conlar-llie oque vi....
Mas deite-me conlinoar minha hisloria... Senhores.
alleucao'.... Eu eslava ua parlida do professor de
cantera e da rapariga de boa familia... Chegando a
I'aris, o professor comeu as joias da rapariga, e poz
os |>s em polvorosa deixando-lhe todava sua roupa
branca, bello exemplo quse he raras vezes seguido
pelos seus iguaes! A rapariga cborou amargamente,
e depois escorreguu...
Es a palavra que fez recusar o arligo, disse
Sensilive ao seu ouviule.
A rapariga, conlinuou Leonardo, obrou mal
em escorregar ; mas he misler ser muilo forle para
andar firmemente sobre as calcadas de Pars sendo
mulher, e tendo recebiQo as lices de um professor
de cantera... Pars nao he um paraizo. he um pur-
gatorio, urna llore-|a pecinosa, mu mar semeado de
abrolhos, urna torrente, um ali>miui !... A rapariga
lendo escurregado, adquiri oulras joias. Es o lado
bom de Pars: elle prriduz joias. as quaes colhem-se
cscorregaudo.... As joias coosolaram a rapariga de

nj


DIARIO OE PEMUMBUCO, TERCA FEIM 8 OE MAIO DE 1855.
fe qne as condijSes ollerecidas Russia, e calculado*
de maneira que consigam a suppressao da sua pre-
ponderancia no mar Negro sem romtiido in(lgir-lhe
ama donas hurailiajoei que um grande imperio nao
pedera aceitar, revclam um sincero desijo de con-
cacoda parle da* potencias alliadas, de orle que
se os sentimental manifestados pe;a Rusta sao fran-
lla su leria urna pilavra proferir para faier
sahlr dos negociare* actan urna paz solida e
honrosa, para lodos os estados. Seja qual for o valor
real d'cstas esperanzas repelamos para na oro de-
ver assignala-las aqu, porque iodicam as lendencias
do espirito publico.
Prazi a Dos ao menos que a diplomacia resolvn
a quoalSo pendente do tribunal do mundo militado;
no se limite a repor ns comas no estado em que se
ochavara ha dous annoa; nao reslolieleja o ameoja-
dor ttatu quo, que durou trila anuos na Europa,
e finalmente Hito d situajao um limpia* paliativo
que preservo a poca prsenle dos seus pericos ins-
tantes laucando ludo sobre o futuro. Mas em todo o
camella se deve ipressar. A Crimea pode lurnar-se
de um momento para outro o Iheatro de graves
eventualidades, q*e mudariam plenamente as con-
dijoesda paz projectada; os generaes nao subordinara
as suas|operarGes a conclusao problemtica das con-
taren n
Em Franja e na Ingleterra o espirito publico jul-
g que he da maior necessidade que Sebastopol pe-
reja ou pelos eierctos adiados era caso de guerra
continuada, ou pelos proprios Russos em caso de paz
concluida.
As viiitas de soberanos preoecupam n'esle momen-
to Londres, Vienm, e Conslantinopla, e l mais para
dianle al Paris.
lo he das crises mnisteriaes na Inglaterra,
* Hespauba, ua Blgica. No l'ieraonle asuppres-
Ivenlos quasi que se torna urna questao
de gabinete.
Em fin posto que o mundo germnico, no meio
de tudo o que se passa, aindo esteja refleclindo so-
bre o comporlamento que deve adoptar e conservar,
pode-se aflirmaf, que successos realmente decisivos
se prepnram e serao realisados na actualidad?.
G. M.
Rustia.
Nicolao I.-a-Atexamlre If.
A' 11 de marco liveram lugar em S. Pelersburgo
as exequias do ultimo czar, no meio de um concur-
so iuumeravel de poyos disvelados em pagar um a
ultima- homenagem as suas einzas : por onde passou
o prestito as turbas se ajoelharam e derramaram la-
grimas enderezando preces ao co; pareciam profun-
damente sentir que dixiam o ultimo adeos a uro dos
principes, que mais (rabalhou pela grandeza da
Hussia.
Nicolao I perlence d'ora em vanle a historia : fe-
clie-se por um dia ou por um serulo o turnlo em
que repousa um soberano, a elernidade que o sepa-
ra do mundo elassifica-.o entre as figuras histricas
as quaes nao he dado por maos, se nao com reser-
va e imparcialidade. Assim cumpre lamentar as
violencias a que se abandonou a imprensa as suas
aprecia jow,assim para jolga-lo com imparcialidade,
cumpre cotMidera-lo menos sob o aspecto dos senli-
mentos e dos inleresses eoropeus.do|que sob o aspecto
das aspirajoes tradicionaes da Russia.
A morte de Nicolao pode ler consequencios para
a sluajJo actual, mas nao devenios exagera-las: a
poltica continental nunca dependen de um homem
por mais cOnsideravel e influente que podesse ser,
ha sido creada por urna situaran, e deve subsistir
por tanto lempo, emquanto esla siluaro for manti-
da : o czar foi a faisca que determinoa a explotan,
mas os elementos inltammaveis existiam antes dfclle,
na poltica nacional formulada e inspirada aos seus
successores por Pedro Grande, etstam na marcha
coulinua do colosso russo para Conslantinopla, para
Persia, para o Mediterrneo e o Uceano indico, ex-
istiam no feixe de alliancas caila da mais eslrei las,
c mais dependentes sobre as quacs a .corle de S. Pe-
lersburgo eslabelecia pouco a pouco a sua prepon-
derancia sobre a^Allemauha, e o sen progresso para
o Occideute, exisliam as emprezas permanentes
queameajavam as suas base| mais essenciaes o fu-
turo e o equilibrio europeos.
Dar-se-ha que etlejam paro desapporecer os peri-
gos revelados pela embaixada do principe Menschi-
koff em Conslantinopla ? Nao. O czar assim como os
seus predecessores, al talvez como oseii successor
vai fazc-lo; so absorvio menos na eua proprio indi-
vidualidad do que na observarlo fiel das lices le-
gadas por l'edro e Calharina, e por este titulo du-
raule trinla anuos fex vibrar de orgulho e de enlliu-
siasmo o senlimenlo nacional ilos seus povos; fo o
agente mais enrgico e mais audacioso da obra co-
mejada pelos seus gloriosos predecessore', dos seus
projeclo de do mi naca o universal, e de reconsti-
loijoo do muido romano entre as maos da Rus-
sia.
.Na sua asceujo ao Ihrono linliaelle a Ftao'dia,
a Bessarabia, a Crimea, tocava a> mesmo tempo no
Mar do Norte pelo Bltico, no Mediterrneo pelo
Mar Negro, enconlravo a sua influencia firmada so-
bra o continente por alliancas dymnaslicas, por n-
lerreneoes.por tratados,via'nma multidao de estad01
girando na rbita do activo desenvolvimenlo'da Rus-
sia : euta julgou-se eleito pela Providencia para
realisar en (m os destinos promellidos aos seus po-
v. ti* intil Cazar aqui a hiiloria d'esle reinado
de trinla anuos lo cheio e algumas vezes 15o bri-
!liante, misturado em lodos os actos queassignalaram
o nastu ultimo quarto de seclo, nao s os mais
consideraveis. como os mais insignificantes, d'esle
reinado onde se rcveloulconslan lmenle urna m3o po-
derosa pesando sobre todo ds pontos da Europa, e
Iraballuuido com urna maravilliosa unidade de accao
para o desenlace (rajado. A sua obra se resume
em poucas palavras: o continente se acbou sujeilo
as revolujes: profundamente abalado pelas lulas
mais gravea o mais solemnes, elle souhe aprovei-
tar-te das circnmslancias, dando pa-sos de gigante,
reconstiluindo a Grecia, aniquilando a Polonia, en-
fraquecendo o imperio ottomano, fazendo do Mar
Negro um lago russo, lomando a chave Jo Danubio,
isolandu-se das influencias ingle/a e franceza, e in-
teudando a Europa central por servijoi inconlcsla-
veii. Dominado pelo complemento audacioso da sua
larefa, permillio que a Russia fizesse immensos pro-
gressos, organisou-a poderosamente par a guerra,
dando-lhe como forja militar um prodigioso enlhu-
siasmo, cdoslituindo-a capaz de vencer qualqucr re-
sistencia acn qualquer perigo, dotando-a com essa
uoidade,de poder lo imperiosamanle necessario as
dymnastias, que sonham a sujeijo e o dominio
universaes, acabando em fim esse absolutismo lao
proprio das rajas semi-barbaras, que- nutrem pelo
respectivo soberano urna fantica idolalrin,repastada
a* mesmo tempo di expresso do ardor de um sen-
limento religioso.
No fastigio d'essa maravilhosa posijo constilaido
no exterior e no interior a persoailicajSo viva do
principio da auloridade na Europa, chamaudo sobre
si lodos os odios, libertador invocado pelo Occidente
perturbado, julgor/que a hora era chegada para re-
alisar em toda a tua plcnitudc o pensamcnlo de
Pedro Crande, o revelar ao mundo o Papa e o im-
perador do Oriente. Enganou-e...... Se em S. Pe-
Icnhiirgo anda se pode acredilar que nao havia erro
da ioa parle, no Occidente esla crenca nao pode ler
lugar, desde que Franca cmpunhot caj a sua mSo
leal o tacho, que alumiou o continente, accordou as
potencias, e den Ihes o exemplo do urna vigorosa
iniciativa. .
Todava por nao lercomprehendido as lendencias
do espirito da civilisajao moderna, por nao ler eom-
prehendido qoe a Europa de hoja j nao he a Eu-
ropa de Pedro, nem por inoJS'icolo I deixar de ser
considerado como ama das grandes figuras deste se-
clo, era um nobre carcter, urna vonlade enrgica,
urna intelligencia vasta, protegeu as arlen conduzio
a njjio ru-sa na estrada do progresso em tudo o que
nao podia offender o seu syslema poltico-, at se pode
dizer que este principe qualficodo do despola sob o
aspecto das Meas que prevalecem com toda a juslija,
e com toda a razao nos pazesoccdeutaes, era rela-
tivamente liberal, favoreca a emancipaj.lo dos ser-
vos, e a crearlo de urna ciaste media, emfim ainda
urna vez a sua fidelidade. as tradijoes da sua raja,
o que parece um erro sob a relojao das najes o'c-
cidenlaes, eslava longc de ser.un. damno relativa-
mente aos Russo*.
A asceneao de Alexandre II foi acolhid> como
um successo favoravel ao estabelecimento da paz
ha talvez alguma apparencia de ventada na impres-
o universal, que a opinio publica experimenloo,
mas nao devemos esquecer um s instante que o
czar he obrigado a sustentar a honra militar de seu
imperio, a salisfazer o espirito nacional, a conler
paixes religiosa. O seu carcter pestoal pode oflTe-
recer urna probabildade de mais issolujes paci-
ficas, mas as suas disposijoes s se podero manifes-
tar definitivamente no momejiro adequado. He de
alia estatura, podo ler cinco ps e sete polegados,
lem o andar grave e firme, mas com flexibilidade,
o azul dos olhos he lmpido e seductor, o riso cheio
de atractivos, o rosto de um alvo um pouco more-
no, os cabellos huiros e curtos, o bigode espesso e
retorcido, tem o verbo sonoro igualmente fcil s
ordens do caminando, e ao gralo murmurio de urna
conversajao familiar. Gosta do uniforme circassia-
no, cuja eoifa communica-lhe i physonoma umj
aspecto de extraordinaria allivez.
A sua
pnmeira palavra pronunciada i face da
Europa,- promette elevar a Russia ao mais al-
io grao de poder a de gloria, e realisar os sonhos
tradiccionees, tem manifestado a resolurao em que
est de nao tolerar 'que se Ihc arrebate a Polonia
ou a Finlandia, ou que se lite desmembre o impe-
rio, se*ha declarado com urna franqueza altiva o
continuador solidario do Pedro Grande, de Calha-
rina II, de Alexandre I e de Nicolao. Se dennos
crdito ao seu manifest, a poltica russa a despeto
do-mundo continental permanecera imiuovcl. por
mais que se revelaste e se torasse palenle. O im-
perador. Nicolao nunca avciilurou esta poltica, evi"
lava qualqucr pensamentn occullo, as conjunctu-
ras acloaes, e quando aecusavam-no de seguir os
dcsignius da sna raja, repclla semelhanle aecusa-
j.lo como urna injuria sua lealdade.
Nao cnconlramoj boje a mesma reserva, apenas
se deve presumir, quo este manifest seja o pensa-
menlo do novo reinado. *Como quer que seja, a
Europa esl advertida. He forja que exija o en-
froquecimenlo d potencia rusta no Mar Negro, a
destruijo de Sebastopol, este asylo da dominarn
dos czares n'um ponto, donde ameaja ao mesmo
tempo a Asia a a Europa, a Persia e a Turqua.
Assim, a siluajo da questao do Oriente peranle a
conferencia de Vicua, parece depois da inaugura-
jao do novo reinado o quc_ era a 2 de mar jo deste
annn. Em geral, eis-aqui o txlo do manifest de 3
de marjo :
Nos Alexandre II, imperador e autcrata de
todas as Russas, re da Polonia, ele.
k A lodos os nossns fiis subditos fazemos saber :
Foi Dos servido nos seus designios impenetraveis
fulminar a nos todos cora um golpe lln terrvcl
quanlo Despejado. Depois de breve, mas grave
enfermidade, que se desenvolver nos ltimos dias
com rapidez inaudita, o nosso mui prezado pa, o
imperador Nicolao Pawlovitsch falleceu boje.
a Nao ha palavras humanas que possam exprimir
a nossa dor, que lainbcm ser a dor de lodos os nos-
sos fiis subditos. Submeltendo-nos com resigna-
rlo aos designios impenetraveis da Providencia Di-
vina, so uella procuramos consolarao, e esperamos
della jmenle as forjas necessaras para sustentar
o fardo que liie aprouve impor-nos.
Da mesma sorte, que o pa querido, que cho-
ramos, consagrou lodos os seus esforjos, todos os
instantes da su i vida ans trabadlos e aos cuidados
reclamados pelo bem de seus subditos, nos tarobem
tiesta hura dolorosa, mas lao grave e Uto solemne,
ao sobir ao nosso Ihrono hereditario do imperio da
Russia, assim como, do reino da Polonia e do grao
ducado Je Finlandia, que sao inseparaveis, fazemos
face do Dos invisivel, sempre presente em todas
as partes, o rompromsso sagrado de nao ler outro
alvo que nao seja a prosperidade da nossa patria.
Permuta a Providencia, que nos chamnu a esta
alta missao, que guiado e protegido por ella, posta-
mos firmar a Russia no mais alto groo de poder e
de gloria, que por nos se realisom os designios e
desejos dos no'ssos illustret predecessores, Pedro,
Calharina, Alexandre, e nosso querido e augusto pai
de eterna memoria.
o Com o zelo inconlraslavcl, com as suas supplicas
unidas com ardor s nossas, diaule dos altares do
Allitsimo, os nostos charos subditos virso em nos-
so soccorro. Convidanio-los que o fajam, ordeuan-
do-lhesao mesmo lempo, que nos prestem juramen-
to de fidelidad?, assim como, ao nosso herdeiro S,
A. I. Cesarevilsch, grao duque Nicolao Alexandre-
vilsch. Dado em S. Pelersburgo.
Depois deste manifest M. de Nesselrode dirigi
aos plenipotenciarios russos em Venna um despa-
cho repastado de grande moderaran, e qua d logar
k que se espere que, se os principios ahi exposlos
lorcm fielmente applicados na dscussao dos debates,
se podero contar com nina solujao pacifica igual-
mente honrosa para todas as grandes potencias re-
presentadas no congretso. Com effeilo, a diploma-
cia russa confirma as disposijoes conciliatorias de
que o principe GorlschakofT se Tez ora.lo ante o con-
ferencia de Venna, reconnece qoe ha lugar para
a Russia transigir, e por conseqoencia fazer legiti-
mas concessocs sobre cada um dos qualro pontos
estabeleridos pelas potencias occidentaes e adpta-
los pelo Austria, como condijoes fundamentaos do
estabelecimento da paz.
Todava, nada do que se pasta no dominio da di
plomacia nao faz e-qoecer ao novo czar a direejao
das operajoes mililares ; j tem por va de medidas
que revelam um pensamentn de reorganisaco, se-
guido com perseveran ja ; divide as forjas do excr-
cito em dou commnndos geraes, correspondentes
aos dous campos de batalha do Norte e do Meio-
'dia, emprega todos os ineios, para Ibes dar urna uni-
dade de impulso assos euergica, eleva as tropas des-
tinadas a defeza do Bltico a 140,000 homens,
reforja o exercito da Crimea, e emfim, corneja o
arrobnenlo ordenado pelo manifest do pai.
boa familia; mas como era (Iba de provincia, procu-
rou tambera um corajao para o seu coraeflo. Ellas
tornam assim a alar incrssanlemcnte o lio de seu ro-
manee qoe se quebrara. Admiremos, senhures, o
manoteo poder das primeiras impressoes! Pora essa
rapariga ai almas nao podiam ruvelar-se,senSo pelo
cneiro do* cabellos. Ella achuu um corajSo louro
e bcaa cheiroso. O birao das oas mobilhra-lhe
um earoarim....
Que? diaw'Potel socio de Garobard,
NSatravarsa eireiloncia, era outro baran, res-
ponden Leonardo.
Niodou aaoveis a ninauem, murmurou Potel,
alo necestilo disso para agradar.
A rapariga de bo familia, conlinuou Leonar-
do, eomraetjeu a grave falla de introduzir no cama-
rim mobilhado p?lo .bario esse outro Anatolio, jo-
ven e bello, mas pobre. Permitla-metque pergunte,
ouhores, como esse* cabellos indigentes podetn ad-
quirir tanta pomada ? O bario i|ue tinlia o olphato
delicado dos lidalgos muitas vezes engallados, sento
o choro da alma, ileclaiQU-se saiiseilo e desappare-
ceu. Segunda pcoalo de joias, segunda espnliajo!
Si em pomada a rapariga de boa familia despendeu
doui braceletes, cinco aunis e urna medallia que
conlinba ume tranja de cabellos do baro. Esse
cabellos liaviam sido tinelos de repente e sem perigt
paia a pelle por um processo que lie propriedade ex-
clusiva do inventor. Quando as joias acabaram de
coaoummir-se, a rapariga fumava j oigarrilhos.....
Nunca vi medamesclla de Beauvais fumar!...
oltscrvoii Mr. GriJaine.
Alleiidam-me, senliores, aqu o hslnria rami-
ficarse porque he um symbalo.
Uaulitorio dispersnu sn logo; mas Leonardo j
linha referido Ires quortos do artigo. Para publicar
i resto, elle agarrou ao aelso um homem pelo bollo
da casa
De ildks cousas ama, prosigui elle.ou a rapa-
riga acaba re orna maneira trgica, e. temos um ex-
emplo bem funesto oessa Solanga Beauvais.,. ou re-
Trabalhos diplomtico/ da conferencia de
VUxna.
Depois do manifeslo que novo imperador da
Russia lancou i Europa, se deu pressa a renovar os
poderes do principe Gortchakofi, e aceitar as bases
do negocijao precedentemente admillidas pelo pai,
o que permillio t potencias alliadas abrir uov men-
le conferencias em Venna.
Foi a \h de marjo, ao meio dia, que as sessfte*
foram ahertas, os plenipotenciarios eram por parte
da .Vjulria o conde de Buol e o bario de Prakesch
Von (5slen; pela Inglaterra lord John Russell, elord
vVostmoreland ; pela Franja, o barao de Buorque-
ney; pela Turqua, Arif-Effendi e Riza-Bey ; pela
Russia, o principe GorlschakofT e Mr. de Titofl.
Depois,' Mr. Drouyn de I.huys, o conde de Nesse-
rolde, e Ali-Pach vierara reunir-se aos represen-
tantes das suas respectivas najos.
As potencias alliadas, nao querendo urna paz im-
pcrfeila, que deixasse subsistir todo os perigot, e
gerasse mais cedo ou mais larde desordens e guer-
ras, pensando que a questao do equilibrio europeo,
urna vez eslabelecida deve ser definitivamente resol-
vida, estariam seriamente dispostas a fazer conces-
soes, e fariam de Sebastopol o ponto importante das
suas deliberacoe-. A Russia deveria aceitar as con-
dijoes relativas ao protectorado dos pricipadns, a
lvre navegajao do Danubio, e a independencia do
suliao, mas deveria especialmente conceder ao occi-
dente o limilajao.
O mais profundo segredo be guardado sobre os
trabalhos dos plenipotenciarios dos grandes estados :
comtu lo se dermos crdito s correspondencias do
jornal a Independence llelge, pouco que seconhe-
ce o esle respeitu, indico sufficientemente que os
representantes da Franjo, da Au/tria, e da Gro-
Brelauha sao guiados pelas mais conciliadoras inten-
jes, qne estao perfcilamenle de accordo, e que os
representantes do Russia pela sua parte estao
promptos o aceitar ludo quanlo nao prejudique a
dignidade dos seus soberanos, e do sen imperio.
As negocisjet se'nbrirom sobre condijoes justas e
moderadas; sse pede ao novo czar o que ello pode
honrosamente conceder, isto he, a limilajao das
suas forjas navaes do Mar Negro. Como nao coir
vem que uinguem seja Iludido, as potencias conl-
nentaes, oo activar os trabadlos da paz, nem por
isso dexam de desenvolver enrgicamente os traba-
dlos da guerra, manifestara as suas resolujes ina-
balavcis por meio de um desenvolvmento cada vez
mais cousiderovel das suas forjas, pela aclividode
cada vez mais ardenle das suas medidas, porque, no
cato das negocijoes naufragarem, a guerra Picar
como o ultimo meio, e a lomada de Sebastopol a
condijao indispensavel da paz. Esta simultaneida-
de de esforjos he ordenoda pelas mais imperiosos
razes ao occidente; os cus deveres para com a hu-
manidade, paro com a civilisajao, nao Ihe permittem
repedir urna proposta, urna probabildade de paz "
os seus deveres para comsigo mesmas, os cuidados
ohrigados dos seus inleremes, e da sua honra, as le'is
do mais simples bom senso nao Ibe permittem sus-
pender a guerra sem ver a paz segura. Purlanlo,
as hostilidades continuara, porque, emquanto as ne-
gocijoes se prolongarem, o seu resultado he iucer-
lo. mas, se liverem um bom xito, se assegurarem
o meio de fazer cessar o prodominio da Russia no
Mar Negro, a guerra ja nao tero necessidade de
procura-lo.
A questao do protectorado sobre os principados
danubianos, se dermos crdito aos boatos que
lranpiram, em breve leria sido resolvda no sen-
tido de qnc se deve uomear nina cnmmis.n com-
posta de delegados da Porta, o das potencias pro-'
lectoras, a qual devora elaborar um estatuto orita-
nico para osjirincipados ; a execujflo desle estatu-
to ficaria enllocada sob a superintendencia das po-
tencias, que participara da conferencia. Cerla di-
vergencia de designios so manifestara sobre o se-
gundo ponto relativo navegajao do Danubio ; a
Russia consenta que a navegarn fosse lvre para
todas as najoes, e admitlia que se nomeasse urna
commissio mixta encarrezoda de velar na liberdade
da navegajao e ter o leste do ro, mas exiga ficar
n posse completa das projos forles e das quorenlc-
nas, combinarlo inconciliavel com a liberdade da
navegajao e fonle de complicarlo para o futuro :
comludo leriam chgodo a final a um acord. As
potencias adiados nao querein um protectorado col-
lectivo em favor dos christaos do Oriente, exigem
somonte que os liberdade concedidas pelo sultn
Ihes possamser uteis e ao mesmo lempo querem que
se' empregue o maior cuidado para preservar de
qualquer prejuizo a dignidade dosultaoe a inde-
pendencia da Turqua. Quanlo ao quarlo ponto,
presume-so que a Rutsio resista suppressao dos
seus grandes estobelecimenlos mililares e das suas
forjas navaes c olfereca consentir na creajo
sobre o territorio ottomano de porlos fortificados
onde a Turqua ou as potencias occidentaes possam
nutrir lorjas sufficientet. S< esle estado de cousas
fosse recebido nao passaria de um impotente pallia-
livo ; Sinope defronle de Sebastopol seriam dous
pontos de um syslema de observajao invejosa, que
leria lodos os iocouvenientes do estado de guerra
sem que lvesse as vanlageus, e sera antes ama paz
armada do que hostilidades declaradas.
Anda replmos soba um meio de assegurar a En-
ropa runlra as eventualidades do futuro, he impe-
dir que a Russia tenha urna esquadra de guerra no
mar Negro, he obriga-la a ficar nesle mar como im-
porto a Iodos os inleresses, urna potencia commer-
cial, mas nao urna potencia militar, e ainda menos
urna potencia militante. Somonte nestas condijoes
podem as conferencias de Vienna, levantando urna
obra de deplomacia duradoura por termo as hosti-
lidades.
jtitedio de Sebastopol.
As operajOes conlinuam com vigor. Na nole de
( para 1\ de fevereiro os Francezes com o fim de
destruir os trabadlos importanles de contra ataque
execulados pelos Russos, que ameajavam contrariar
os nossos e incommodar gravemente os atiradores
delles, dirigiram um ataque enrgico contra a lorr
Mallakr.fr. Marcharan! sob o commando do gene-
ral Monncl, e ciluram de improviso'sobre as trio-
cheiras inimgas, desaiojarom-nas apezar da resis-
tencia dos Russos, o fogo dos navios, e da superior-
dade do numero, es se retiraram depois de hove-
rem destruido inteiramente os Irabalhus fetos nes-
le ponto, liveram 100 morios e 300 feridos. o pro-
prio general recebeu Ires feridat, felizmente leve,
sendo a mais grave proveniente de um tiro que Ihe
levou u poiegar da mo direila; as perdas dos Ros-
sos foram consideraveis.
No dia 5 de marjo-Iskendcr By se acha ao norte
da Eupatoria com 300vallse lOObachis, GOzouks
trtaros pora fazer um reconhecimenlo. foi encon-
trado por i esquadrOes de eavallaria regular russa.
Apezar da desproporjio do numero, a tala se era-
penhou c se prolongou por muto lempo com gran-
de encarnijamenlo de parle a parte : cercado de
pcrlo Iskender By fo obrigado a relirar-sc, comba-
lendo ainda, e cedendo palmo a palmo o terreno.
Os Russos liveram grandes perdas, Iskender By leve
apenas II morloe 2 feridos, ficando elle proprio
presenta seu papel as baixas farjas da civilisajao.
Cabe lanos vezes e tao baila que habitua-se a isso,
e adquire nao se como o cunho indelevel que Venus
imprim na fronte das freqaentadoras da Maison
d'Or. EntSo he Innreira ; porm ponen depois uno
se d mais ao kabalbo de sacudir a poeira desnas
quedas. Dahi ein diante vimo-lo correr apoz das
almas, roja pomada j est rancos.i... Um dia o co-
ebeiro de seu primeiro barao loma-a pelos cabellos,
a cora direilo. No dia sepilile ella pasta a E*lyce
na pnnf Nova, e vai fumar o cachimbo ignubil nos
limbos do qoarleirn universitario. De pro/unditl
Tal era a lugar do artigo recusado pelos peridi-
cos Iliterarios. O artigo de Leonardo fura encoinmen-
dado pelo inventor proprielario do- processo que un-
cir a tranca de cabellos do barao repenlinaipenle
e sem perico para a pelle. Debaixo da apparencia
de um palhojo litterario, esse Leonardo oceultava
um espirito exacto e proprio para os negocios des-
honestos.
Ilouve um movimenlo na sala. O conde de Mor-
ges entrou, e lodos os curiosos ro learam-nc.
Na pude saber, se o morquez de Rostan esl
comprometilo, disse elle. He urna desgraja para
esse pobre rei Truile ler semelhanle geute em sua
caso!
O con le de Morges s leria querido em casa do
re I rolle elle, a muliier e a lillia.
Qoe noticias ha? que noticias ha? perguola-
ram-llic de Indas as parles.
O ue^ocio paroco grave', respondeu o conde...
Seremos lodos chamados par depor; quero dizer,
todos us que eslavas no castello de Morges... Pens
que o morques liaba cahidona arara dessa Solange...
-Nosso pobre Hogerio qneria ser rival...
Dizcm, interrompeu o barao Polel rom o seo
sorriso lulo, o qual elle esforjava-se por lomar ma-
ligno, dizcm que Rogerio mo andava cara dessa
lebre, senhor ronde...
Em todo o caso tornou P. i, Gridaine, tive a
honro de ver boje o senhoro margueza... o senhor
duque gorava perfeila saudc,
Encana-se, meo charo, disse o conde, o senhor
duque lem ssoh,lo desde algum lempo graves inrnm-
modos... Esla noile esses_ arri.lcnlet reprndnziram-
so... e seguniln o dnnlnr Snlpro, esses inrommndos
e esses accidentes aptetentam todos os svmptomas de
um eiivenenamenlo pelo arteniro.
Ah! ah! disseram muitas vozes, o doulor Sul-
pirio !
----1'ni chai taln mu sagaz, accrescentoo Leo-
nardo, c'que seru feliz! .
Se o senhor duque acha-se em um estado os-
suslador, tornou P. 1. Gridaine, a senhora marque-
za deve estar muto inquieta!
Oh! lamentemos esse cnracio sensivel excla-
mou o conde com zumbara. Eis-aqui agor o que
ha. O jniz prooesi.mle escu escrivao esi.lo em bai-
lo em cosa do proprielario esperando o doolur Sul-
picin, cuja Teclarajao dU qoe um interrogatorio po-
llera nesle momento por em perigo a vida do cava!-
leiro O pata quer bllerrognr, he o diccito da le...
Vamos resistir a um conflicto estranho!
Nao quero abandonar o cavallero em seme-
lhanle swraoMM disse nohrcinenle o birib Polel.
Nem cu.' nem eu! exclamaram de lodas as
partes.
Ellos tia> (eiiom remtn.'iado ao espectculo pro-
metiido senao pela forja das bayoneta.
Vejara o elTeito de nma boa conduela fez ob-
servar Mr. Gridaine. Esle joven Mr. de Marlroy
nin he rico, nem lem posijao na sociedade, e toda-
va tiesta circumstncia penivcl lera urna multidao
de amigos porta, como se fosse duque on par.
Leonardo tirn o canhenho, c no'.ou dnas rimas
bellas para fazer um idyllio em honra de Mr. Gri-
dain.-.
Ao passo que conlinuou Todo para as mnihe-
res, eis urna rapariga extremamente formosa, dota-
da de talentos recreativo... uinguem cuida em la-
menta-la.....inguem diz una palarra em sen favor!
gravemente lucommudado. Os Russos ainda met-
ieran! a pique don navios na entrada do porto de
Sebastopol, fazem lodos os esforjos para reparar o
prejuizo que Ibes eousa a oceupajao de Eupaloria
pelos Turcoi. O general l.iprjndi domjna a estra-
da de lukerman no forte'do Norte, a guarn jan da
praja he de 40,000 horaens,e da outra parte-o prin-
cipe Menschikoff concentruu 20,000 Homens nos
arredores de llaklcharay para proteger a estrada de
Perecop, op proporcionar soccorro ao pontos que
podem ser ameajados.
Os alijados desenvnlvcm a mesma aclividode e re-
cebem lodos os dias novos reforjos, os generaes bao
fixado o bombardeamenl para urna poca mui pr-
xima, e por outro lado para impedir que os Russos
enyem novos soccorros fortaleza, resolverom des-
truir Odessa e oceupar Perecop e Aapa.
Franca.
Todos os acontecmenlos que se lem realisado ha
18 mezes, tem collocado a Franja em magnificas p/o-
porjSes: o soberano ha sido aceito como o protec-
lor da paz da Europa, a sua orgauisajao militar ha
sido revelada com esplendor em toda sua superiori-
dade, a sua bandeira ha sido Ilustrada anda mais
urna vez, ese a paz se deve reslahslecer.o que ain-
da est no segredo de Dos, solir da grande pro-
vajao porque esta passando, miis forte, mais hon-
rada do que uunca fora em poca alguma, e seus fi-
Ihos lerao esta vez lambem o direilo de se eneber
de.orgulho.
A viagera de Napolrao III, a respeilo da qual se
duvidou por rauito tempo, esla definitivamente re-
solvida : F'ranciseo Jos ordenou que se preparassem
aposentos em seu palacio, e que se conservassem
promplos pai urna reeepcito magnifica, dever re-
sidir a(ii por pouco tempo, de Vienna partir para
Trieste onde se embarcar. Deixara'a imperakiz em
ConstalHinopla e ganhora' a Crimea. Esle plano
de viagem s pode ser mudado pelos pocificajes do
congresso, e duvida-se em Paris do bom resudado
da diplomacia.
Antes de y- a Crimea passando pela Austria o im-
perador faro com a impcralriz urna excurjo a
Londres, depois de paschoa,ser uomeadoem Wind-
sor cavalleiro da Jarrete-ira. Dizem pue a impera-
Iriz assim que chocar a Conslantinopla ira fazer urna
romaria a Jerusalera.
Urna nova divisa da guarda imperial foi enviada
oo iheatro da guerra, foi revistada a 20 de marjo
pelo imperador que Ihe distribu as bondeiras, di-
zendo-Ihe um simpalhco adeus, que he a expressao
do paiz inleiro.
O governo com a solicilude,que vola a lodo, aca-
ba de estabelecer sobre os dominios da cora asilos'
para os operarios convalescentes ou que foram muti-
lados no curso de seus Irabalhos, e esta proteejao
da patria a estes soldados do Irabalho que esta todos
os dias em contacto cora estas poderosas machinas,
que ociigenhohumauo itiiuu para centuplicar as suas
forjas, sem que o publico seja completamente in-
formado.
Numerosas prisoes liveram lugar ltimamente era
Paris, a instruejao tendera o estabelecer a preven-
jo de conspiro ja contra a vida do imperador, e a
seguranja do estado, os criminosos seriam chama-
dos as sociedades secretas, mis cs,te acontecimenlo
nao caosou sensajito alguma.
Inglaterra.
A commissao de iuquerilo prosegue na sua obra,
as sessdes das cmaras sao cheias de grande numero
de pequeos incidentes, que se prendera mais n-i
menos directamente as operajoes mililares. O mi-
nisterio trabadla com muila actividad para reorga-
nisara administrajao e o exercito. Dizem que exis.
lera dissensOes no gabinete Polmerslon, varios mem-
bros pensavam que o gabinete devia dissolver a c-
mara, e fazer um appello aos eleilores, era esta a
opiniSo do proprio lord Palmeston que se deu
pressa a ?azer votar todos os crditos paro
a continua jao da guerra. Algns outros membros
assuslados da avaliajilo evidente dos tory es, dos ca-
Iholicos irlandezes e dos peelitas esliriom disposlos
a abandonar as suas funcjes, nao podende ttitjr,
contra urna avaharn l formidavel ; se nao houver
crise ministerial, pode haver urna dissolujo dentro
de um prazo mui prximo. Entrelanto, foram no-
meados o conde de IIaroby chancetler do ducado
de Laura sler, M. Bauverie, vice-prcsdenla do com-
mercio e M. Brandl lord da thesouraria, e emfim
lord Mouk, lord da Irlanda.
O projecto de emprestimo'de 50,000 m limes para
e reinu de Sardenba foi adoptado. A esquadra vo-
laule do Bltico parlio de Portsmouth, compe-se
do Imperituse de l pecas, do Euryalu* de 31, do
.arrogan! de 46, do Tartar de 22, do fcViAde 21, do
Archer de li, do Conflicto 8. O bom estado
desle mar permute a continuar das operajoes do
Norte.
Allemanka.
Na Dieta de Francfort, a principal difficuldade de
nomear o commandanle em chefe para o exercilo
federal no caso emque a mubilisajo fosse exigida
longe de estar aplainada paraca ir lomando todos os
das proporjes maiores entre a Austria e a Prussia;
ja se pode prever que ser quasi impossivel estabe-
lecer algum accordo entre ellas a este respeilo.
Toda a gente couhece as rivalidades que existem
emtre of dous exercilos, e que se augmentaran] nos
ltimos jempos de maneira tal, que nao seria pru-
dente, para nao compromeller a disciplina militar,
reuoi-lo sob o commando em chefe de um general
que nao perleucesse mijito, cujo exercito livesse
debaixo de suas ordens. As duas grandes potencias
nao sao o pouco precisamente de accordo sobre a
necessidade de pOr immediatamente em estado de
guerra qualro fortalezas federaes : ao passo que a
Prussia que continua a se mostrar pouco dsposla
para a mobilisajao do exercilo reclama a realsajao
da primeira medida, a Austria quer v-la indefini-
damente afastada para nao abalar as susceptibilida-
des de urna grande potencia vizinha com a qual as
suas relajOes se acham sobre o p de urna perfeila
enleute cordiale. Ainda pode decorrer um tempo
mais ou menos longo antes que lodas as potencias que
formato a confederajao germnica se achemdelinili-
vamente de accordo enlre si sobre as eventualidades
geraes, sobre a mobilisajao e a reuni.lo de cada con-
tingente ao corpo de exercito a que perlence, e so-
bre a nomeajap do general federal que exerja o
commando supremo.
A Prussia relativamente ao occidente nao sabe
mais das suas araumentojes, como nao sabe do seu
islamenlo, lenta prolongar a fiejao de urna neutra-
lidade.armaJ ; se esla fiejao se podessa lomar urna
realidadesemellianle neulralidade actuada sobre um
exerflto consideravel seria urna ameaja para lodo o
mundo, para a Franja assim como para a Austria.
Pela sua parle esla ultima rsanlem urna situar
inteiramente significativa, nao interrompe nenhum
dos seus actos nao relira nenhuma Jas suas exigen-
cas feilas a confederajao.
Pela sua poltica decidido e leal, pela sai diplo-
macia assim como pelos seas preparativas mililares,
vai dando todos os dias novas proras da sua allianji
d ora em vonle ndissoluvel com o occidente, alem
disto arrasta o concurso "de urna grande parle da Al-
Perola antes de cahir,' e lodo depois da que-
da!... exclamou Sensitive. Ella canlava bem.
Vejam, senliores, que difieren ja orabon Mr.
Gridaine.
O sera adiantava-se, e os relogios eram consulta-
dos de quando em quando. A agilajao concentrada
fatia menos rumor.
Leonardo tomou o braco do barao Polel, c dis-
se-lhe :
Que fara vossa excedencia a quem o aecusasse
do ter parle nisso ".'
Na lenlaliva de envenenamento neruntoa
Polel. ^
Nao* na comedia nuc urna que rodeou o dra-
ma...
Expliquec.
Que fara vossa excedencia ao jnrnalsla im-
prudente que imprimase que o celebre Driuker P...
da casa P... e (j... a'chava-se nos corredores do cas-
lelln de Morges em trage de avenlurciro no momen-
to ila puohalada '
Eu Ihe atravetsaria o corpo com a espada !
responden Potel severamente e aem hesitar.
He urna idea exclamou Leonardo balendo na
fronte. No dia seguale podia-se por no Diario : o
celebre Driuker P... a casa P... e G... levou a mal
o proccdimenlo, c deu urna estocada no redactor....
Polel afagou a barba, e disse depois de reflectir :
Tudo isso torua Gambard celebre.
Suppi imamiis 1 i inbanl.
Demais, esle publico idiota obslna-se a atlri-
bair minhas Iravctsuras ao rei Truile!,.. Teoho da-
do monloes de dinheiro por trama assim, c no dia
seguinte diriaiii-me a mim mesmo: Esse gordo Drin-
ker I fez ainda las saas'.'
Concordo que isto he doloroso ; ma quando
vossa excellenria houver ganhado fama, o pobtico
Ihe, imputar todas as travessuras dos outros...
O barao Polel mellen a mo na algibeira do col-
leie, e disse :
Antes quero que Vmc. fa jo-me um artigo daa-
lemanha, do llaimvre, do Grao Ducado de Rade, das
duas Hesses, das Cidades Livres, ele.
'Piemonte. .
El-rei Vctor Emannucl responden o declaroju
de guerra do ultimo czar por um manifeslo relativo
acre.s-.io da Sardenba ao tratado anglo-fraucez de
10 de abril de 1831; declara, recordando a lem-
branja das antigs relajOes de amizade que existi-
rn) entre o seus predecessores e os czares, que o
imperador Nicolao i" devia antes de tudo perma-,
dir-se que elle Vctor Emanouel linha accedido a
allianja anglo-franreza nao por esquecimenlo, nHo
por vio de resent ment, mas pela firme rouvicj.lo
de se a.-har imperiosamente erapenhado na questao
em consequencia dos inleresses geraes da Europa e
dos da Sardenba, que nao duvida que o seo povo e
seus valentes soldados respoudam*cntao ao appello
com a sua anliga fidelidad?, e sua confianja em
Deos.que eslo seguro em sua consciencia de lersa-
lisfeito um dever; que craTim ao pasto que faz votos
pelo bom xito dos neguciajoas de paz, esto promp-
lo a defender com resolujo e constancia os inleres-
ses sagrados dos seus povos, c os diretos mprescrip-
liveis da sua coroa.
No interior a cmara dos deputados adoplou por
grande maioria o projecto de lei sobre a suppressao
dos conventos, e das ordens monsticas. Este voto
foi precedido de urna longa dscussao que foi inter-
rompida pela morte das duas rainhas, e porque no
mesmo mez de Janeiro levado peranle a cmara dos
deputados um projecto de lei para approvajao das
convenjoes destinados a assegurar a execujao do
tratado com a Franja e a Inglaterra.
Esle segundo projeclo obteve com razio a priori-
dad? : a cmara dos deputados adoplou-o assim co-
mo o senado.
Depois que as cmaras piemontezas se reunirom
forom chamadas a resolver daas quesloes da mais
alta importancia, e cujas discussoes pudiamagilaras
paixoes mais irrilaveis : com efleilo o projeclo de
lei sobre a suppressao dos convcnlcs, e dao or-
dens monsticas introduzio importantes refor-
mas as re-Incoes entre a igreja e o estado, e de-
via irritar os partidos extremos da esquerda, assim
como devia assustar as susceptibilidades da direila,
cojos sentmentos elle abalava.
A corle de Roma proteston e Pi IX ornea non com
as mais severas penas ecclesiasticas o todos aquclles
que livessem tomado parle na prepararn ou publi-
cajao do projeclo. Nao obstante o senado separou-
se ; dar-se-ha caso que elle se queiro per em rfppn-
sijao com a cmara dos deputados O ministerio
conla que esla osseoibla guiada pelo seu patriotis-
mo nao expon o poiz aos perigos de um conflicto
parlamentar, sustenta que nao se traa de suprimir
as ordens religiosas, nem pdr obstculos aos homens
quequizerem vivar em commum sob a auloridade
de certas regras religiosos; que trota somente de fa-
zer desapparecer a qualidade legal atlribuida a cer-
tos eslahelccimentos e tirar aos conventos a qualida-
de de pessou civil, que os haveres das eommnnhes
religiosas na serao confundidos com os outro bens
ou rendimentos do dominio publico, que conserva-
rao o seu destino puramente ecelesiastied, e que em
fim o alvo essenciat da lei he repartir de ama ma-
neira mais justa os rendimentos dos bens ecclesias-
licos. Parece resolvido a Tazer deste negocio urna
quesillo de gabinete.apezor de lodas as petijes quo-
lidianamenle dirigidas ao senado.
. Blgica.
A crise ministerial durou por muilo tempo em
Bruxeat, o gabinete fo atinal constituido i 29 de
marjo de 1833. El-rei chamnu aos negocios es-
trangeiroso visconde Vilam XIV, ao inlerior Mr.
de Decker, juslija Mr. Nulhomb, ( guerra Grn,
s obras publicas Mr. Dumond, os (inanjas Mr. Mer-
cier. As cmaras foram convocadas para 24 de
abril.
Dinamarca
A segunda cmara persisti na resolujo de aco-
sar o antigo ministerio peranle o supremo tribunal
do reino em consequencia de diversas somraos gas-
tas em 183i sem autoritario anterior dat cmaras;
dMidio que era iieresario recusar i sua ^.-.icjao as
despezas feftas pelos anligos ministros da guerra, da
marnha, e das nanjas; a 29 de marjo vol^ou o acto
de aecusaen, o tribunal de estado' esl constituido.
he competi de oilo membros do Landslhing, e de
olo accessores do supremo tribunal de juslija.
Suilta.
Um lala lo que lem por alvo resolver difiiculda-
des entres Austria e Suissa relativamente a capo-
chinhos lombardos expulsos do Tosinn acaba de ser
enviado a Vienna para ser ratificado. Esta ralificajo
que he cerla implica o reconhecimenlo do direilo qoe
tem a confederajao de reenviar de seuo territorio os
individuos qoe Ihe parecem perigosos. A respeilo
das ultimas porlurbajeso grao conselho decidi qne
lodos osprocessospolilicos por crimes de alta Iraijao
fossem abandonados: esta decisao equivale a urna
amnista geral porque shitviam processos pendentes
e nao condemnaces polilica.
Portugal.
Reinava a 27 de marjo em Lisboa cerla emnjao
no mundo poltico ; pensava-se que o duqne de
Saldanha deixaria o ministerio da guerra, e seria
substituido pelo viscende da Lnz, permanecen lo to-
dava como presidente do conselho e.chefe do exer-
cilo.
Iletpanha.
Este paiz no meio das agiucoos dos partidos con-
tinua a hincar as bases da sua conslitoijao. As
corles se lem oceupado da dscussao dos artigo rela-
tivos religiio, do projeclo de lei relali/o venda
dos bens ecclesiaslicos; reduziram a lisia civil da
familia real 123 milhoes. Decidiram que o paiz,
alm do cmara dos deputados livesse um senado e-
leclivo que se aproximasse muto do. senado da Bl-
gica, os seus membros serao eleitos pelos proprios
eleitores que clegerem a cmara dos depulados, o
numero ser igual aos.Ires quintos do numero dos
membro.s desla ultima asserabla, a elegibilidade he
fundada n'um censo de qualro mil reales, e na ida-
de de trinla annos, Sero renovado ri! quarla porte
de Ires em Ires anuos.
Mr. Madoz couseguio- negociar fundos, menos
vantojosamente do que o empreslimo em que tanlo
se lem rallado, mas mui utilmente para tirar o the-
souro das drfliculdades ao menos durante o trimes-
tre.
Os soccessos verdadeiramenle importantes desle
mez sao a morlc de D. Carlos e a questao de Cuba.
O infante D. Carlos morreo era prioste a 10 de
marjo de 1835: segundo lidio de Carlos IV, nasceo
a 28 de marjo de 1788. Sem recordar todos os a-
contecimenlos que seguiram a morte do irmao Fer-
nando VII, e a guerra civil que fez nascera ques-
tao de succestao cora, pode-se dizer que na sua
carreira de 67 annos este neto de Luiz XIV e de
Filippe V conheceu e soflreu lodas as dores, revolu-
jOes interiore, invasties estrangeiras, rapliveiro,
expoliajes, iraijes, proscripedes, e em fim a mor-
te longe da patria. No fundo da sua solidan viveu
cercado da venerajao que prescrevem a nobreza de
seu carcter, e a allilude de infortunios christamen-
te supporlados. Em 1815 demeltira-se ello dos seus
direitos em favor do filho mais velho, Carlos Luiz
Mara Fernando, que aceilou a cessao paterna, e
lomou o Ululo de conde de Monle-Molm. O conde
da Chambord apreicnloutae a 16 ero Trieste ; co-
mo os fillios, segundo o uso, na possam asMilir as
exequias, foi elle que conduzio o lucio a p, da ca-
sa morluaria calhedral ; a populajSo na nassagem
do prestito tribulou a* suas saudade* ao velho prin-
cipe morlo no exilio, e admiron o joven chefe da
casa de Boiirbon, a nobreza de suas feijes, onde
esiao eslampadas a mageslade a grande raja. Ob-
servou-se nesla ceremonia fnebre o leneral Ca-
brera, e grande numero de oluciaes hespanhoe e as
autoridades austracas. A princei* Beira deve ir
Madrid pedir rainba que os restos do seu esposo
sejam depositados no sepulcro real.
Um facto dos mais importantes se revelou : foi
descoberta urna conspirajao era Cuba, muto tempo
antes ,da chegada do general de la Concha, a ilha
devia ser invadida por urna forja expedicionaria
consideravel, partida de New-Vork, de Charleslown,
e de Saralmah, ero vapores frelados para esle fim,
os fundos linham sido fomecdos por banqaeirns
que linham lomad bx polheca eventual sobre alguma
das grandes propriedades da ilha. Em fim o com-
mando devia ser confiado ao general Quilmaine ;
mas antes de asilar e provocar a sublevajao geral
dos colonos deviam esperar a conclusao da missao
dada pelo gabinete de Washington a Mr. Soul. O
governo da Unan, cootro todos os principios do di-
reilo das gentes, tinlia resolvido a questao da loma-
da da ilha de Coba por forja ou por vonla le : ludo
se malogrou pela declarajao calhegorica do gover-
no hespanhol, e pelo vol unnime das corles. O
gabinete americano se vio obrigado a desapprovar,
ou abandonar o seu embaixador, o.qual pela sua
parle dea a soa deraissao.
Sejom quoes forem a consequencias desla desa-
venja, nem por isso dexa de ser constante hoje que
Mr. Marsy, ministro de estado em Washington, ti-
nha.dado ao seu embaixador em Madrid e aos dous
collegas de Paris e de Londres instruejes comple-
tas, que esperara que a llespanha ammisse espon-
tneamente aos seus designios, e.lhc propozesse pa-
ra sahir dos seus proprios embarajos finan-
ceros urna transaccao, que queria comprar a co-
lonia hespanhola por qualquer prejo qne fosse, sem
com ludo exceder a 120 milhoes de dolan, que fi-
nalmente prevendo urna recusa nao linha hesitado
declarar, qoe em cato de insurreijao era Cuba, oa
do perigo evidente para a paz interior dos Estados
Unidos, eramao mesmo tempo o seu direilo e dever,
no primeiro caso tomir partido pelos seas amigo,
no segundo prover a sua segoranja, e prevenir urna
conflograjao que podia envolver o seu proprio paiz.
Por tanlo, oi demasiedo larde que elle comprehen-
deu qoe custa de se deshonrar peranle a Europa,
devia dasapprovar ludo- publicamente, e enlo foi
de balde que o fez. Agora perlence i llespanha
conservar a soa colonia por meio de raelhor adrai.
nslrajao, e tirar aos flibusleiros Americanos at
sob o pretexto de om ataque.
A lha se achuu em consequencia de ludo isto,
n'uragrande agilajoo ; com receo de um desem-
barque sobre alguma parle da cosa, lodos os ho-
mens em eslado de pegar m armas deviam ser alis-
tados. Ao mesmo tempo o governo da rainba Isa-
bel envin reforjos, decidi o bloqueio cmplelo, e
mui felizmente os colonos estao lodos para com a
mai patria as melhores disposijoes.
A 28 de marjo Madrid esteve agitada, a guarda
nacional fez ama demonslrajoo hostil aos ministros,
principalmente a M. M. Santa Cruz Lyon, Aguerra
e Luzuriaga, mas o general Espartero, O'Donnell e
Madoz decidiram que o ministerio se lomara uni-
do para nao dar ganho de causa a aglaja, Medidas
enrgicas lomadas era lodos as partes triumpharara
dos descontentes.
Publiciimo.
M. Emilio de Girardin, um dos publicistas mais
activos e mais engenhosos desles lempos, acaba de
lanjar ao publico urna broxura que intitula a paz,
na qual derraraou ideas mui novas e mui profun-
das. Qualquer analyse empalidecera peranle nmo.
simples citajao desle extraordinario opsculo : a Um
novo soberano tem urna nov linguagcm a dirigir
velha Europa, nao he a linguagem da revolujaa he
a linguagem da civilisajao. Ha outro equilibrio a
seguir que nao he o equilibrio europeo, he o equi-
librio humano, he o equilibrio.enlre o Irabalho e o
solano, enlre o salario e o lucro, entre a produeja
e o consumo ; ha oulra poltica a seguir que nao he
a polilica do engrau.lecimenlo de lerritero pela ri-
validade, pela goerra, pela conquista, pela domi-
najo, he o engrandecimeuto do homem pela reci-
procidade, pela paz, pelo progresso, pela circu-
la jao,
O primeiro acto, o primeiro penhor desla poli-
tica seria a dcclarajao dos direitos do Mar : igol-
dada peranle elle de lodm as najes, peq tenas oo
grandes, alrazadas ou adianladas, deslruijflo simul-
tanea ou voluntaria de lodas as fortilicajoes, qnaes-
quer que sejam, que sob pretexto de proteger, quer
um ponto fraco, qtier um interesse territorial, a-
meajam a liberdade martima !
Consequenlemenle destroijao de Sebastopol,
que domina o Mar Negro, mas lambem e no mesmo
lempo destrnijao das qualro cidodes tonificadas que
fechara a entrada e a sabida do estrello des Darda-
nellos, destrujao de todas as obras construidas em
Gibrallar qoe homiliam o Medilerraneo, abolijao
do pedagio do Sund que exige o Bltico ; em fim
neulralisajao de lodos os direitos, iienjo das em-
boccadara de todos os ros e ratgamenlu por meio
de despezas commuos de lodos os isthmos qne tem
por alvo e por effeilo facilitar e resumir a navega-
cao.
Se a Inglaterra exige, e tem raziio para exigir
o desarmamento de Sebastopol, cumpre que seja l-
gica, q*ie d o exemplo desarmando Gibrallar En-
lo a suseeptibilidade moscovita ficaria salva e (lle-
namente desempenhada, a luta mudara de nalu-
reza e de terreno ; ja nao seria, ama lula contra a
Barbaria pelos meios da civilisajao, ja nao have-
riam nem vencedores nem vencidos, $ I averiara
mulos, uinguem perdera, lodos ganhariam ; seria
a inaugurarn de orna era oova.
(i Os mais adiantados no carreira da civilisajao
devem dar o exemplo. Logcamenle os menos adi-
antados s s3o abrigados o segui-Io. Assim, releva
que a Inglaterra o d J Nao existe urna razio plau-
sivel qne ella possa allegar para se dispensar de p-
lcar esle acto.
Se- a Austria .e a Franja, sem coucurso das
quaes esl plenamente dcmonalrado que a Inglater-
ra nada pode contra a Russia, quizerera dar firme-
mente o passo para obter da Russia e da Inglaterra
o sacrificio reciproco e simultaneo de Scbariopol e
de Gibrallar, sacrificio completado e syslematisado
pela oeutralisajao de outros eslreilos, e pela liber-
dade dos mares que reclmam lodos os progresso do
navegajao e da industria, todas as necesidades do
consumo e do Irabalho, se desalariam lodos os nos
de urna questaq, que o sabr lem sido impotente al
boje para corlar.....
Deixamos aos letores o cuidado de commentar es-
las linha-.

do a entender ao publico que Driuker I he om ma-
nequim, e que cu Polel soa o verdadeiro Ivpo da
liberlinaFin franceza.... Vmc. fallar de Prnt.
do regente, do marquez de Mirabeau e de outros....
Eu o atar justamente, de quanto necessila para essa machina-
c.ao'.'...
O doulor Sulpicio annnnciaram aquellos quo
estavam porta.
Este nome correu de bocea em bocea.
. O noulor passou como um relmpago de chapeo
na mo aem saudar nein.ver talvez quem ahi eslava.
Quasi immedialamente depois um criado introduzio
o magistrado e o escrivAo. A cortina levantado tor-
nou a cahir.
Todas as conversajes haviom cetsodo na sala ;
pois lodpt queriam saber o que ia pastar-se no quar-
lo do docnle. Mr. Gridaine livera urna idea exccl-
lenle allribundo x presenja de toda essa gente boa
conduela do pobre cavalleiro. Mr. Gridaine eslava
ahi peta marqueza.
No dia seguinte i noile da calasliophe soubera-se
no castalio de Morges que Kogerio de Marlrov foro
teslemiinho de um fael criminoso antes de sucum-
bir ao punhal de seu adversario. Teria Rcgero fol-
lado no primeiro momento.ou seria urna invenjo
do marquez"' /Uti comejova a ignorancia geral, e
era isso que compela juslir,, esclarecer.
O marquez fdra chamad a casa do juiz, e eslavo
de olguma sorle preso sobre palavra no palacio do
rei Truffe.
Levante om pouco a cortina, Mr. Gridaine,
disse Sensitive ; nao mullo... smenle para laucar a
vista no internSr du quailo... Tudo i-so tem um ca-
rcter extravagante que impressiona fortemenlo a
imaginarn !
Potel e Leonardo linham j o oilio na abertura.
Mr. de Morges lenlou applicor oouvido,
O magistrado e o escrivAopslavam 'aos ps do tai-
ta. A' cabeccira achavam-sc Calieran, Irene e Sul-
picio. Sol MHTIIAM!
cavalleiro pareca lvido como o de um defunlo. Ti-
nha os olhos fechados e os brajos cruzados sobre o
peilo.
Donlor, disse Galieron anonvdo de Sulpicio.
se elle fallar, ello esl.-i perdido!
Sulpicio guardn o silencio.
Pelo omor de Debs i lornou Golleran, salve-a
que Ibe pertencere em corpo o alma !
Que diz elle ? pergonlarom na sala.
Nao necessilo mais do senhor, respondeu Sul-
picio a Calieran.
Ah disse Leonardo, elle impedir o cavallei-
ro de fallar !... Solange era amiga de madama Sul-
picio... He o mesmo bando.
Sem duvida, affirmou P. J. Gridaine.
Vejam I vejam disse Polel.
Irene dzia oo marido tendo as maos postas e la-
grimas nos olhos :
Salva-a em nomo de nosso omor !
Sulpicioelesviou a cabana,
Senhor doulor, pergunloo o magistrado, o fe-
rido pede fallar ?
Por si mesmo nao, respondeu Sulpicio.
-- Vossasenhorla pode foze-lo tallar ?
Se eu quizer.
Sem perigo para a sua vida !
Sim.
(aderan occallou-se aira/, das cortinas do leilo, c
Irene dcixnu-sc cahir sobre urna cadeira.
Em nome da lei, tornou o magistrado, orde-
nu-lli? que faja fallar e-te homem.
Elle faz de feticiro diste Hotel.
Grande carcter! murmurou Sensitive... im-
pressiona vivamente o peu-amenlo... particularida-
des sombras...
Aposto vinte luize que elle nao fallar pro-
poz o conde de Morges.
Sulpicio pareca absorto em suas medilajoe. Re-
pellio braiidanieute a raulher, a ergueu i cabrea de
repente dizendo :
Retiela dramtica.
O Demi-minde, comedia em 5 actos em prosa,
i Mr. Alexandre Dumas filho, representada no
GyTnnasio Dramtico. *.s Voudas Veneaianas, dra-
ma em 5 actos em prosa, de Mr. Viclor Sejoar, re-
presentado no Iheatro da Porta S. Martin.
Urna malber de intelITgencia e de Mnsbilidade
Madama Necber disse : orenome ha o mondo -
Ihor, o que ella diza a le respeilo deve ser dilo
de toda as obra do pirita, da imaginario a da
poea, especialmente do Iheatro. He por ler fal-
lado a esta vocajao, he por ler perdido as saas Ira-
dijes que fazem da lilleralura um entino, he por ler
entrado na Irada de om realismo exclusivo t tem
alcance, que depois de certa lempo os latirs contem-
porneas ho perdido a verdadeira grandeza.' Os
escriplores se tem oecapodo em fazer o que chamara
esludos de costnm, e lanjando em torno deltas
um olhar superficial, retractan) o vicio tal, como se
passa em apparencia e no exterior, nao em suas boas
e inoraos generalidades, mas as saas vulgaridades
ordinarias, as suas bagaleltas multiplicadas, cm
lodas as saas trislcs superficies, as .suas ms exce-
pjcs, e as suas reges impuras. Fazem debuxos
de nina fidelidad? sempre prodigioso, urna exaclido
muitas vezes afflicliva, e quando lem collocado os
seos retractos de perfil (3o delicadamente recortados
em urna aventura raui hbilmente tramada, mu
felizmente concluida pira dispertar e iuslentar a
allenjo.julgam pr conseguido o verdadeiro alvo,
nao he isto moslrar-se mui ambicioso, nao baila
que o homem se limite a aspirar e conseguir fazer
dizer lomete era torno de sua obra : < como isto
he verdadeiro, como he natural I '
Com efieito, he mistar que ai eompMijw sejam
verdadeira, sejam natorae, mas n'um sentido miis
omplo, isto he, dirainundo as circumslaucas Iri-
viaes que fazem o lecido da existencia quolidiana,
e rtao he, que a verdade relativa, accidental e pas.
sageira, desenvulvendo "senlimenlo elevado e su-
blime qua ulva o prosasmo da vida muilo mais,
que fazem toda sui dignidad, e que he a verdad
absoluta e eterna ; e acrescentemos, que la porc.io
potica do nosso deslino, devemos procura-la sem-
pre. podemos por toda parta descobri-la, quando
temos a f viva da que Dos fez o homem a soa
imagem.
He quando o homem tem urna penua debaixo da
inspirajao desla crenja, que escrevendo, di urna l-
jo as massas. corrige-as, eleva-as, engrandece-as.
Talvez que os hroes que cada um piie aeluxo dos
olhos. Ibes parejam a primeira vista maiores do qne
em a nalureza, as aventuras mai poelicas do que o
contingente do aconleciraenlot o lunarios, mai co-
mo ellas a consideran corp paixao, os olhos se aeps-
tumam e em breve o forja de contempla-dos, os
acham mais approximados de si, adquirem a intelli-
gencia da vida, e por um relrospeclo sempre cerlo,
aprendem dcsl'arte a se condecorem a si proprios,
aprendem a encontrar maravillosamente notado lo-
do quanto a voz interior Ibes linha al eniao mor-
murado somente de ama maneira confuso, e aabem
enlo ludoquanlo Dos collocou nellas melhor. Ele-
vando-se ao seus proprios olhos, adquirem da ua
dignidade e do seu destino essa consciencia, que he
urna forja Ihvencivel, e caminhom com anima na
estrada que Ihes he trajada, corrigindo-se e tngran-
decendo incessanlemcnte.
Portanto se nao convm em urna obra de imagi-
nojao que a prosa aluorva a poesa, que o estado
daverdade relativa aniquile o Indo da Ver-
dade absoluta, nao convm qoe a narrarlo da
aventura seja inferior ao espectculo da vida de ca-
da dia: os hroes da vida triviabje positiva no po-
dem ensinar ao leilor e ao ouvinte nada qne acn-,
lece lodosos dias, dar-lhe-hao algumas vez om
passatempo, nunca orna lijau. Ora o ensino que
procede da lijao dada, que procede do exemplo dos
sentmentos mais nobres, qualquer que.seja,, be a
medida de lodas ai obrat Iliterarias, aonde elle tai-
ta, por mais exacta e engenhosa qoe seja a observa-
jao, nunca desculpara o autor por ter tallado sua
missao. e quanlo nao lerao faltado, se o sea realis-
mo he nao o do co, mas desle mundo?
A phulalraphia naopreenciter e nem deslronisa-
r a arle, porque o pholographo mai hbil nao com-
mnuicar a seu instrumento a idtelligcncio ampia
eelevada, que receben da naloreza, na poder cora-
niunicar-lhe valora custi das circomstancias vulga-
rej e nocivas ao elTeilu, a-parle interessanla da-
quillo que elle oppe ao subjectivo; o instrumento
mecnico na soa doeilidade mecnica pora ludo iu-
distinctamenta no pequeo relevo, Dao tar a bella
e sabia inlerprelajao seno com suppresses e exa-
gerajO apparentessomonte, anda que fossem obras
verdadeiramenle genefilisada's e grandiosa!; n'oma
palavra nao desempeuha o ideal. Nao; no dominio
das tattras um aalor da grande tro qne olmita
a pholographia folla soa vocajao; compre que el-
le observe para se convencer disto as obras primas
de todos os teropos, qoe observe especialroeule as
leudas, sis historias pica, transmiltidas de gera-
jao em gerajao peta voz ingenna dos grandes povos,
lodas as vezes que om erudito interroga coiri om* in-
discreta e Mleril curosidade o passado, e enconlra e
revela o tacto primitivo tratado pela imaginajio da
lurba, a narrajao exacta lera menor realidade, me-
nor grandeza real; a descoberla do sabio vem pre-
judicar a obrado poeta univrsal e sem nema, que
he o maior de lodos.
Alexandre Dumas perlence demasiadamente, le-
gundo a nossa opniao, a cola dos realistas, mas
nao se pode negar que elle seja om do inastre da
comedia moderna. Acaba de tazer uro pintora
'viva de ama lociedade inlermediaria, exclajvamen-
1? parisiense! he ahi qne vivem urna existencia
equvoca o entes cujo destino dt honra he prdijo:
mulheres sera marido, mnlhercs da alta socidade
decahidas, aventureiras disfarjadas, cavalleiro de
industria, jogadores corrompidos, frl a burguexia
lionesla e laboriosa, enlre a socidade fastosamente
chamada das cortesas e a grande socidade propria-
menledita.
Assim o Demi-monSe he om refugio para as damas
decahidas-da socidade elevada, e ama ambirjo para
as mulheres sem nome, nem urnas nem ontras na
sao recebido por ninguem, mas recebem a lodos,
islo he, os poetas, os artistas, os autores, at os ver-
dadeiios fnlalgos, allrahidos peta sem ceremonia ele-
gante desla galaularia loxurianle.
'. A herona da comedia tomou o nome de bironeu
de Ange, nao he baroneza, nio he viuva, posta que
tenha n-'uma calimba papis qoe provem Indo islo,
mas lem todos os soolimentos da jerarchia e do nos-
cimento, o garbo de ama cmica qua poderia re-
presentar um papel de duquexa.
Reina j no mundo intermediario, e iortlia entrar
no verdadeiro muudo pela grande porta, arrimada
ao brajo d'ora marido. No primeiro acto vom propor
o casamento ao seu amonte do da, Ollvier da Ja-
lin, um philosopho de 30 annos, cheio de experien-
cia que Ihe d a recosa mais formal. Assim sahe,
ese enconlra com Raymundo de Nanjic, joven capi-
tn de Spahis reeenlementa ehegade da frica. Se-
gundo a maneira porque ella ocontcmplou de pasaa-
gem, tascinoa-o, raarcoa-o para er o marido que
He mistar que a verdade seja condecida ; o ca-
valleiro fallar.
Um grilo scapou do peilo de Irene, e Calieran-
cahio de joelhos.
Snlpirta poz a mi esquerda na fronl* do ev.11-
lero, e com a man direila aperloa-lbe levewenle a
base da queiada.
J o inlerroguei Ires vezet, disse o magistrado, se-
'guindu o Irabalho de Sulpicio com um olhar carioso
e incrdulo ; se elle responder ser um milacre.
Sulpicio mencou a cab'eco sorrindo tristemente,
e disse :
NSo fajo milagres.
Rogerio entreabri o olhos.
O senhor vai ser iulerrogado, pronoucioo o
donlor lenlamenle, responda.
O silencio era la.profundo qne ler-se-hia ouvdo
urna mosca voar na sala.
Mr. de Marlroy, lornou o magistrado, abrevio as
formulas em considerajo de seu estado, a fajo-lhe
smenle algumas pergunlas. Na noite de... a... de
novembro do correte auno n senhor entrou no
quarlo do duque de Rostan ?
. Sim, respondeu o cavalleiro inlelligivelmenle.
Vio la urna rapariga 1
Sim.
Madamesclla Solange Beauvais?
Sim.
O duque de Rostan dorma *
Aa>sim o creta.
Que faza Solange Beauvais I
Rogerio de Marlroy. parecen hesitar.
*?J,l,onn'" dtse Sulpicio rom voz imperiosa.
Solange lieauvas? pronuiiciou o ca/adeiro
dillicilinenie e eom voz.tremula, DeosJhe perdoel...
Solange derromava un pos brancos na bebida do
senhor doque de Rostan. ,
/
/

'
FIM DA SEGUNDA PARTE. .


*\
DIARIO OE PERNUMBUCO TERCA FEIRI 8 DE M1IO D 1855
>ie acabava de Tallar na pe***ja de Olivltr Jalin. i do que informa a municipalidad*, e por isto passoa
Raimundo je apaiiona falalmenle da tercia, roas o ler o en oflico :
sea novo amigo Olivier prnmclte talva-lo deile amor
louco; e para este (im, n'urn arao aro cata da vis-
condesta deVcrniere, urna dosceulros da galafllaria,
que da io seu talo lodat as grandes feiooes i** i*x-:
dadeira nobreaa, lhe revela o mundo intermediar
m que brilham estas mulheres,arranca as mscara*,
diz os nomes proprios, se informa do marido da vet-
pera e do amntente dia seguinte, revelar'ila tocie-
dade com as suat reicOes, coro s suas etpionagens
e com as suas personalidades.
Rav mando demasiado coro, ero que oeste meio
imparo, a baronesa d'Ange lie a mais nobre a mais
immaculada das mulheres. Esta ultima se preoc-
cup-com-re*oUic,So do seu projecto divino, posto
que as relaces dos doas mancebos possam perde-la.
deve rompe-las, arma um taco, pede a M. de Jalin
que llie re.litua as caria que lhe eicrevera, arran-
ja-se de maneira que ambos se encontrara em casa
della em sua ausencia. Finalmente Olivier* falla,
julga tirar o amigo do abymo e o perde, julga ler
entre as milos pro\s,contra a baroitcza, que pruvat?
Estas carias que Raymi'ndo arrebata e que vai
confrontar immedialamenta com a leltra da haronc-
za ; no ahi que esta o etperava. As carias foram
escripiapor Mad.-de Saniis (urna amiga de quem
liaba Mis sua secretaria calumnia de Olivier he
flagrante. O nosso here d'Africa, mais cheio de
ronHeaca, mais apaixonado do que nunca, d pressa
ao eatamento, Mad. d'Ange chega ao alvo.
Mae esta mulher Uta forte commette a falta de
chamar Olivier casa della para e\ercer certa ma-
rhinacao em que a honra de urna mulher he com-
prometlida : Detta vea Raymuodo seno pode con-
tar, vingando-se do lioinem que prelenleu quebrar
o tea idole, provoca-o, se batero no dia seguidle,
e o casamento esl agora preso por um fio. A
baronexa aguarda a cuncluso da duelo, quan-
do M. de Jalin entra paludo,' agitado, matn
M. de .Viajar e disse-lhe que o mtton ,por ella, que
ama-a, que lhe oflerece nome, corarilo e mao. Ella,
sem mais cuidar mi morto, demasiado feliz por en-
contrar orna mao, loma o braco do seu novo aman-
te, qnando o aisassino por amor te mtamorpho-
sea snbitameute em alfaiate folgaao e lauca llie i
cara urna risada irnica. M. de Nanjae apparece,
uvio ludo, a baroneza sem recriminarnos vulga-
res se retira com um passo resoluto em. busca de
wovos tollos. O Iriumpho foi indisivel, o aulor fui
chaaudo cena para receber em pessna os applau-
sos tvapathirus que tiuham saudado a obra. Ape-
nas repetiremos o que indicamos as primeiras li-
abas: convinlia escrever a historia destat miserias
da asando ? Nao ser urna gloria perigos* t-Isa et-
ladado?
O drama de M. Vctor Sejour lie. Veneza como
tea canal Orlano, com' o seu conselho dos Dez, com
o eiplendorda sua dignidade ducal, romos seus pa-
larios magicos.com as suas festas eternas. He a lu-
la dos patricios da serensima repblica, lodos or-
galliotaa da sua nobreza inscripta no livro de Ouro.
Ha dez scalos que o singue corre entre as duas fa-
milias dos Orseul e dos Falirri ; no duelo ultirau
dos Falieri. Marino que foi doge, tomou um dia o
por* como protector, Joao Orteoli lomou o senado,
e carrasco lerminou a cnnlenda, fazendo cahir a
eabefa branca de Om velho de 76 anuos. Joao Or-
tenU devia applaoar ondie, triompbava de Marino
na atarte e na vida, o nome de Fallero fora riscado
do lirro de Ouro, o seu retrato coberto com um
crep prelo com a seguinte inscriprau : decapitado
esos seus erimes.
Enlrelanlo o lilho de Joao Orseoli he arrebatado
por aai braco desconhecido, e ao passo que o infe-
liz pai chora sobre a gloria da sua casa ezlincta, um
mancebo pescador tornado ollicial, que fez Irom-
pharo pavilhao de Veneza, vai ao senado contar s
suat victorias. O doga Moennigo felicita o joven
Irioainnadoremiiomoda patria, e alguns joveot
vcnesUnos, lendo i sua freule Albone Orseoli salva
por elle das roaos dos turcos, tribulam-lhe; agrade-
rimenlos por ter salvo a (toara da seohoria de Vne-
ta : Aeeumulado.de recompensas que elle recusa, 6
joven vencedor t pede urna, he que se lire n vcu
de crep que vertida o retra lo de Marido Filiero,
ten avo, pois que elle be Galieno Faliero. O con-
sellie dos Dez, a vista desle pedido, vista desta re-
velacho, sob a prestaado velho Orseoli recusa, a in-
gratidao da repblica revolta o neto do doge decapi-
tado, jura a morte do inimigo da sua familia, se faz
uscoqae, e se torna chefe dos piratas inimigos de
Venan que elle vai fazer tremer.
Os Dez encarregam desedozi-lo e de entrega-lo
a corteza a Morosiui que o ama, e vai prulege-lo
Elle s tem una paxo no peilo, ama fatalmente
Albeae, esta neta do perseguidor da soa rar n.e quan-
do encentra em navios venesianos capturados pe-
los atraques, envia-a as Lagunas.
A Marasina acaba de ser apanhada pelos espines,
vai toffrer torturas se nao denunciar aquello que
ella ana, ; no mntenlo em que vai heroicamente
solTrer ludo, Galieno para livra-la corre a entregar-
se a Orseoli, que convoca conselho dos Dez.
NeUnperrgo Albone se colloca de repente entre o
av eo joven proscripto, ella ania-o. declar.i-o e te
elle morrar, lambem morrera. O velho lula entre
a vinganca e a ternura, e como Galieno se obstina
a morrer, senao esposar Albone, esla uniao dos Or-
seoli e dos Falieri perlurba-lhe o espirito, quebra-
Ihe a vontadee o curpo com ella. Enlio quando
elle he smenle a sombra de si proprio, he que con-
tena a'um.casamento secreto e quer que Galieno
aire noite como um imn le criminosa no palacio
Orteoli. Emlini, depois de ler tentado um ultimo
criinc, corlando a escada de seda suspensa, morre
abencoando Alboue, e ao mesmo lempo amaldico.
ando o seu joven esposo.
Este drama (Ao rbeio de peripecias apaiiona a
mullidao tnaravilbada dos esplendores desla cidade
que durante dez seculos espaulou o mundo com o
seu poder e com a sua riqueza.
Na dominio da msica o3o honve solemnidade
algama musical que se tornaste notavel, todas s
festas dadas pelos grandes artistas perderam a soa
importancia, em presenca da repetirn da India na
Grande Opera; Sophia Cruvelb depois de Mad.
a Dando cuniprimento a resolucao da assembla
legislativo provincial, que nos mandn euvii sobre o
requerimenlo que V. Exc. noi Iransmittio em odi-
cio de 19 do correnle, dos propriel arios de corheirat
e cavallariras estabelecidas nesta cidade, que pedem
a revogacilo de alguns artigos da postora addiciona'
de 3 de novembro de 1851, us qunos dizem respeito
aos mencionados eslabelecimenlos ; lemos a informar
V. Ele., afim de que faca chegar ao conhecimenlo
da mesma assembla, que, lal foi a celeridade com
que te confeccionon a referida postor, em lempo
que a commissao de hygiene publica, lemendo o ap-
parecimento nesta capital do choleramorhus, urgia
pela sua adopeao, e V. Exc. tambem.mandandoque,
com presteza fossera observadas as medidas sanitarias
indicadas pela mesma commissao, sendo unta della
a remoran das sobreditas cocheiras e cavallariras do
centro da cidade, qne nao duvidamos nos livessem
escapado em semelhante confeccSo algumas circums-
lancias allendiveis, e mesmo nao houvessem sido
bem combinidas nutras, como sernpre acontece,
quando a" trabadlos desta nalureza nflo assislem a
madureza e rellenan indispensaveis mas daqui nao
se segne so deva revogar in lolura os arligos apon-
tados felos peticionarios, que alias encerram medi-
das hygienicas, que quando muito podem ser modi-
ficadas, segundo entender o corpo legislativo pro-
vincial.
a Nao sendo ignorado o estado de insalobridade,
em que, na tua maioria.se acham as cocheiras e ca-
vallaricas situadas no Interior desta cidade, e sendo
em muilos devido isto nao s ao deleito dos seus
proprielarios, cmno principalmente a falla de capa-
cidade do edificio em que ellas se cmprehendem,
nao convinha que por mais lempo rontinuassem a
permanecer assim taes focos de infeccjlo, o por so
te eslatuiram os preceitos contidos nos rticas ti, 7,
e 8 das posturas, de conformidade com os quaes se
devem conservar taes eslabelecimenlos, sem que a-
proveile o esemplo citado pelos peticionarios de, no
centro da capital do imperio, haver cocheiras, por
quanlo nao se segu que, porque as baja, dcixe de
nellas se manter asseio e limpeza, e se guardarem
condeces iguacs talvez. oo anda mais restrictas que
as prescriplas nos citados artigos, nos quaes com In-
do nao deixam de convir os peticionarios, quando
argumentan! que o zelo desla cmara no fazer da pos-
tura pode ser satisfeito sempfe que houver a maior
vigilancia e fidelidade na sua execucjlo ;e nem mes-
mo sta provado que a cidade do Rio de Jancira se-
ja a mais bem policiada do imperio cerlos res-
peilos.
por mais lempo na refutaco do que allegam os pe-
ticionarios, concordamos em que seja modificada
disposicAo do artigo *. da postura, quanlo a separa-
do que exige, podendo ser o alojamenlo contiguo a
habitacAo, urna vez que nelle se observen) as condi-
joes do artigo 6." ; e do mesmo modo nao nos oppo-
mot que teja ampliado o disposto no arligo 5., per.
miltindo-se o alojamenlo denlro da cidade para tan-
tos cavados, qiianlos possa elle conler, guardadas
lambem as condenes do citado artigu 6., e sendo re-
duzide a 6 palmos o espaco, que deve oceupar cada
cavado. Annuimos na supprestAo do arligo 14.
Em visla pois do exposto, suhmelto i sabedoria
desla assembla o segninle requerimenlo :
Vai mesa e_ he apoiada o seguinte requer"
menlo :
o Reqaeiro que voltem as posturas cmara mu-
nicipal desta cidade, afim de serem de novo redimi-
das no sentido das modificaedes por ella aprsenla
das em ua informacJo de 25 do correnle : feito o
que dever sbmellc-las i approv~cao provisoria do
presidente da provincia nos termos do decrelo de"25
d oulubro de 1831 para lerem logo execurao.S.
R. Oliteira.i
O A'r. Baplirla faz llgeiras ronsideracoes em or-
dem a mostrar que As posluras devem ser desde lo-
go regeitadas.
Posto votos o arligo 1. he rejeilado, bem como
o requerimenlo.
a Art. 2. F'ica permitlida a conservncAo do ca-
vado, boi. cAo. carneiro e cabra com' as cundiresdos
arligos'adiante estabelecidos.
Vai a mesa e he apoiado o seguiole :
" Artigo addilivo. i '
oEslasposturas nao cmprehendem as casas de ran-
cho, as quaes ficam somentc sujeitas a inspecrAo da
cmara quanlo a limpeza o asseio das mesmas./;'-
paminondas de Melio.i'. Morral.A. A. de Sou-
za Carcalho. ^-Catiro /.eo.
Posto a volos o arligo 2. he rejeilado, bem como
lodosos mais, cojo tl.our he o seguinte '.
Das cavallariras dos rarallos e bois.
a Art. 3. Nenhum cavado on boi ser conservado
dentro da cidade, sem que lenha um alojamenlo cla-
ro, espacoso e ventilade para sua hibitacAo diaria e
nocturna.
Art. 4. O alojamenlo para nm ou duus cavados
de uso particular, poder ser contiguo a h,ibilacao,e
para mais de dous, separada da mesma, deixando
entre cites um espaco ao menos de quarenla palmos
quadrados l'adrilhado, exposlo ao sol e achuva.
Art. 5. Em caso nenhum ser permirtido n alo-
jamenlo para mais de 10 cavados no centro da ci-
dade : eile numero poder.i elevar-se a 50 na cir-
curavizinhanc* da mesma, e as proximidades do
mar ou rio.
Art. 6. O alojamenlo para cada animal, quer
denlro da cidade, quer em sua cirrurnx/nlianca,
devera ser coberlo de telha altura de 15 a 20 pal-
mos, com urna proporcional inclioacAo para o escoa-
mentu des aguas pluviaes, e separado dos uniros a-
lojameolos ; ler urna raanjadoura de 3 palmos do
largura e 8 de compriineulo, e um assoalho de laboa,
ou caibrus di largura da manjadoura, c com 10 pal-
mos ao menos de comprimeolo. ,
Art. 7. A manjadoura deve e-tar 4 a 5 palmos
cima do assoalbo ; o assoalho 2 palmos cima do
terreno em sua maior altura, e o terreno devera ser
ladrillado sobre cal e areia nmassada, inclinado e
com um reg pouco mais ou menos ua altura da pe-
nltima estiva, para dar cscoamenlo aos lquidos,
que sobre elle se derramaren!. Os regos de cada a-
le papel soberba de paixo, de franqueza e de sim-
peidade.
A academia franceza esta boje completa, escplheu
para oceupar a ultima poltrona o aulor de Lucrecia
a da Honra e o Dinkeiro, M. F. Pousard.
6. .M.
____ '_________
todas as mudanzas qne nos mesmosfizer, as quaes no
espaco de vinte e qualro horas dever communicar
cmara municipal.
Arl. 19. Nenhum bolieiro poder largar as re-
dcas do carro, que dirigir: e se o carro for puxado
por mais de tres cavados, nao poder descer da bo-
lea para abrir a porlinhola, ou fazer oulro qunl-
quer servido, sem que deixc na bolea quem o subs-
litua.
o Arl.-Jii.Nenliiiina pessoa ser.isdmitlidaaoserviro
de bolieiro.sem que aprsenle um cerlificado assigna-
do por Ires bolieiros conhecidos, pelo qual conslc ler
ao menos boleado por um mez em companhia de um
delles, o que esta habilitado para esse servico, e
mostrar por ccrlidao que he maior de dezoilo anuos,
e alteslados de pessnas fidedignas, que provm sua
conducta civil e moral.
COMMERCIO.
PRAtjA DOjKECIFE 7 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colac,oea ofliriaes.
Atsucar maseavado especial13000 por arroba.
Dilo dilorsrolhido|.*>:u> idem.
Descont de le Iras de 5 mezes8 % % ao anno.
AI.FAM)F.A.
Hendimenlo do dia 1 a 5.....84:6469262
dem do dia 7........21.1799390
I05:825#652
Oescarregam hoje 8 de mato.
Barca portuguezaUralidaodiversos gneros.
Briguc inglezBarckilbacalho.
Arl. 21. Os cavados, que puxarcm carros' as Escuna lirasileiraMuragneros do paiz.
ras estreitas e as ponte*, andar.lo passo ; e a
trole on a passo nos de mais lugares. Em nenhum
caso he permitlida. a carreira. O mesmo se drl dos
cavados sellados, ou enrangalbados.
i Art. 22. Os carros de passeio a noite IrarAo
duas lanternas acezas, urna de cada lado ; os car-
ros de cooduzir gneros IrarAo ao pescoco do ani-
mal, que os puxar, urna campanilla que pelo lo-
que advirla ao viandante de sua presenta, e de mais
oque o dirigir ira em frente em quanlo andar no
interior da cidade.
Art. 23. He prohibido denlro da cidade anda-
rem duas pessoss montadas em um cavado ; assim
como mnniar-'c nos que cslivercra com carga.
' Art. 24. Fica prohibido alar cavados ou bois
em argolas, pesos, portas, janellas etc., as ras
desta cidade.
o Arl. 25. Nenhum carro podoreslar exposto na
ra, senao aparelhado para o servico c com o sen
bolieiro decentemente vestido.
Art. '2t\. He prohibido ter-se caes, norcos, car-
neiros, cabras, vagando pelas ras, assim como a
criac,Ao dos mesmos denlro da cidade. Igualmente
fica proliibidn o andar-se 8companhado de cAes,
que nao esliverem atados a corda c acamados.
a Art. 27. Fica permitlida a conservaran dos Ires
ltimos animaos smenle nacircumvistnhanca da ci-
dade, e com as condicoes de ventilarao e limpeza
dos artigos 3, 6, 7, K e 9, devendo os donos de ditos
animaos p.-.rtciparem ao fiscal encarregado da exe-
cocaodestas-posluras o local de seu estabclecimen-
|o, e o numero de animaos que pretendem receber,
calculando qualro dctles para cada espaco que oceu-
pa o boi, ou cavallo.
3 Arl. '28. Eucoutraiido-.se ditos animaes vagan-
do serao presos corda e levados a casa de seus do-
nos ou acompanliadus at l, os quaes pagarao por
cada um cinco mil reis, e nao so encontrando as
pessoat, quem elles pertencam, os cAes soffrerAo
os efleilos funestos da nox-vomica, e os porcos.car-
neiros e cabras seraoWnlregues ao hospital de Cari-
dade para o uso, que melhor lhe convier. Com lu-
do se os caes presos Irouxcrem coleiras, que indi-
quem o nome e morada de seu dono,mise forem de
qualidade, e de rara bella e rara Mata cidade, se os
conservara por oito dias a cusa de municipalidade
ou dos ilonos ; o qne ser aun unc ido pelo jornal da
casa : depois do que poder dar-c a quem primei-
ro os procurar, pagando as despezas ea mulla, e
ninguem os querendo, solTrerao a nox-vomic?. Esta
garanta deixar de existir, quando se alacarem os
caes que a noite andarem vagando pelas ras.
Art. 29. Qualquer animal, que se encontrar
morto denlro da cidade, ser immedialamenlc con-
duzido para ser enterrado alm da Cruz do Palrao.
Todas as peiquizas serAo feitas para se descubr, o
seu dono, o qual pagar lodas as despezas feitas.
alcm da mulla de dez mil reis: o cao sera enterrado
cinco palmos abaixo da superficie da trra ;o porco,
carneiro ou cabra, seis ; o cavallo ou boi, oito.
Art. 30. Para observancia desla postura Dean
creados dous empregados com o titulo de fiscal e
guarda equeslre, com in-pen.An em dilos eslaheleci-
mentos, quer pblicos, quer particulares.
Arl. 31. A infraccAo destat posturas pralicada
por almocrcves, ou proletarios ser punida com a
pena de mil rei--, ou dez horas de prisAo ; sendo por
pessoa abastada, ou por bolieiro ou pelo administra-
dor das cavallaricas ou cocheiras ser punida com a
peno de quinze mil reis. Na reincidencia lodas as
niiilij- sern dobradas.
Paro da cmara municipal do Recife em setsn de
3 de novembro de 1854. BaraO de Capibaribe, pre-
sidente.Antonio Marques de Amnrim.Francisco
Mamcdc de A!meida.Antonio Jos de Oliveira.
I)r. Cosme de S Pereira.Approvo provisoria-
mente.'
Palacio do governo de Pern.imbiiro em 23 de de-
zembrode 1851.Figuriredo.
O artigo addilivo julga-sc prejudicadu.
Esgolada a materia,
O 'r. P'esidenle designa a ordem do dia e le-
vanta a sessAo
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 7 de maio.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que, das diferentes participantes honlem e
hoje recelii las ue-la repartirao, consta que foram
presos:
Pela subdelegada da freguezia do Recife, Lniz
de Flanea, para correejao, Antouio Marcelino dos
Santos, por ser desertor.
Pela subJelegacia da Treguezia de Santo Antonio,
Joaquim Jote de Souza, para averiguar/ies policiaes,
e um individuo porlnguez cujo nome se ignora, por
ferimentos. ,
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, os
prelos escravoi Gregorio, para averiguares poli-
ciaes, Jos e Domingos, por furto, e o. pardo Jos
Tlieodoro Pereira da Silvaf por haver dado urna bo-
fetada.
E pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista,
o prelo eteravo Luiz, Miguel Ferreira, e Joaquim
Antonio da Silveira, {todos para averiguares po-
liciaes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 7 de maio de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos liento da Cunda e Figueiredo,
presidente da provincia. O chefe de polica Lui:
Carlos de Paira Teix,eira.
Hiate brasileiro.Voio Olindafumo e cliarulo',
Imporlacao .
Brigue escuna /.aura, vndo do MaranhAo, con-
signadiia Jos Baplisla da Fonseca Jnior, manifes-
lou o seguinte :
5 sinos quebrados ; a Marcellino Jos Antu-
nes.
10 pipas cabos de cairo i a Novaes & Compa-
nhia.
1 caixa 'tecidos de laa ; a J. Keller & Com-
panhia.
2 ditas tecidos de linho ; a Domingos Ma-
lheus|
1 caixole chales e lencos, l,;no saceos arroz, Gbar-
rs azeite de coco, 50 paueiros tapioca. 2,134 meios
de sola, 7 caixat vazias, 70 rolos salsa ; a or-
dem.
I sacco arroz. 1 encapado familia, I bah merca
dorias ; ao Dr. Sabino Olegario l.udgero Pi-
nho.
Brigue inglez Bai Al, viudo de Terra Nova, con-
signado a James Crablree & Compaahia, mainfeslou
o seguinte:
2,230 barricat bacalho ; aos consignatarios.
CONSULADO UERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 5..... 3:o.i8J>771
dem do da 7........ 6i>20t
Pedra de amolar .
filtrar ....
o rebolos .
Ponas de boi.....
I'iassava........
Sola ou vaqueta ....
Sebo em rama.....
Pedes de carneiro .
Salsa parrilba .....
Tapioca........

cenlo
molho
meio
l.'nhas de boi
Sali.n..............
Esleirs de perneri.......
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro .
9640
6Q000
800
4?>000
320
28200
5*300
9240
189000
39200
|210
9120
9160
309000
milheiro \y-*m
ce ii lo
urna
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vacio saliido no dia 7.
HavreBarca franceza Comle Roger, capitn
Tumbarel Joseph, carga assucar e inais gneros.
Passageros, Mr. Gasquet, Madame Chonard, Ma-
dame Theard e I lidia, Madame Lasne c 4 fillios,
Madame Demesse e i lidia.
EDITAES.
4:300*975
IMVEKSAS PROVINCIAS.
Keiidniento do da I a .">.....
dem do dia 7........
549*312
12K&172
6779781
Exporta cao'.
Buenos-A) res com escala por Montevideo, brigue
inglez Poarl, de 311 toneladas, conduzio o seguin.
le: 1,590 barricas, 200 meias ditas e 130 saceos
com 13,743 arrobase 23 libras de assucar, 50 pipas
agurdenle.
Rio Grande do Sul, brigue brasileiroRom Jess,
de 127 toneladas, conduzio o seguinte:679 bar-
ricas e 50 saceos com 5,181 arrobas e 29 libras de
assucar, 900 cocos com casca, 200 harris doce de
calda, 23 pipas espiritos.
Falmouth, brigue dinamarquez Mara, de 2
toneladas, conduzio o seguinte : 147 fardos couros
de Calcuta. 1,250 saceos com 6,250 arrobas de assu-
car, 1,3% couros salgados com 42,653 libras.
Havre, barca franceza Comle Roger, de 317 to-
neladas, conduzio o seguinte: 52saccas com 271
arrobas e 5, libras de algndan, 3,990, saceos com
19,500 arrobas de assucar, 181 loros de Jacaranda,
5 praucliOes de msico.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia'l a 5.....5:1485665
dem do dia 7........ 1:1350174
6:27:15739
CONSULADO PROVINCIAL.
Hcndiineutododia I a 5.
dem do dia 7. .
5:1129226
1:1115541
6:523J767
Fatcon, depois de Mad. Stollz anda se moslrou nes- lojamenlo communicarAo uns enm uniros, serAo pro-
PEMAMBICO.
PALTA
i/os precoi correnles do assucar, algodn, e mai>
genero* do pai:, consulado de Pernambuco, na semana de 7
a 12 de maio de 1855.
Assucar eoicaixas branco I." qualidade (a<
o 2.'' i)
mase.........
bar. c sac. branco.......
maseavado..... a
refinado ..........
A laman em pluma de 1. qualidade
2.' i)
i> 3." u
em carneo.........
Espirito de agurdente......caada
Aguardcute cachaca........
de caima.......
resillada.......
Genebra..............
............... botija *
Licor...............caada
................garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
em casca...........
Azeite de mamona........caada
mendohim e de coco
de peixc.........
Cacau............... g
Aves araras.........urna
papagaios.........um
Bolachas.............. ($i
Biscoilos..............
Caf bom..............
- > ~lnlho...........
. im casta...........
muido.............
Car secca............
?IBLIC\I1\0 A PEDIDO.
/
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Seeaao' eav 6 a abril a 1866.
Presidencia da r*>Daiao de Camarogihe.
A'illaii, fcitaa Jaaraada, aclum-se prsenles
35 tenhores depoladosi U
O Sr. Pre*iddhtebt*tatti&o.
O Sr. 2." Serreiarin II acta da sessao antece-
dente, que ha approvada. >
O Sr. 1. Secretorio menciona o seguinte
"""'BtFErilENTE.
Um ollicio do Sr. secretario da provincia, remet-
iendo ai nfnrmaccs dadas pela cmara aiunicipal
desla cidade, tabre a prelaa^a dos pioprtelarios de
cocheira, oalf1 nohre prelenetlo dfl Jallo Alvet
Guerra.A' commissao do negocios de1 'tmaras.
He lida ejtpprovada a redaecAo do ptojeclo nu-
mero 13.
ORDEM DO DIA. m
2." discnssAo da emenda offerecida em 3. ao pro-
jecto numero 17.
He approva*) sem debate.
Segunda discussao da emenda offerecida em 3.'
ao*projeclo n. 1 .
He approvado sem debate.
I." dneaano do projecto n. ->\, que approva di-
verstt cenpTomitsns.
Ife approvado sem debate.
2.a discussao das posluras do Recife.
n Ail. |. Fica prohibida a criarlo de animaes du-
mesticus no interior da cidade.
O Sr. Oticeira : Sr. presidente, parecendo-me
que no pouco lempo que nos resta, nao ser possivel
considerar devidamenle as poslurnt em ditcussAo, e
nao convindo que te dcixe de lomar algum provi-
dencia a retpeito, occorre-me a idea de fazc-las vol-
tir cmara, para que cita redigindo-ai de novo no
sentido das moditicaroes coudas em a sua informa-
ran, qne araba de ter prsenle i casa, as submelta
i 4pprovario^rovisoria do presidente da provincia,
para terem logo observadas.
Tedavia bom ser, que a assembla lenha sciencii
vidos de ralos, e iro desaguar, ou em sumidouro,
que lenha dous palmos d'agua naturalmente, ou no
rio, ou no mar.
Arl. 8. O sumidouros serSo fechados em abo-
bada, enjo cume esteja ao nivel do terreno, e node-
verAo receber as aguas de cliuv.rs.
Art.. 9. Os alojamenlos serAo limpos i vassoura
ao menos 2 ver.es por dia ; c duas veze por semana
sero liradas as varreduras depositadas. Quando po-
rm bouverem alojados mais de cinco cavados a re-
mocito das varreduras se far.i lo los os das.
Arl. 10. Todos os cavados serao lavados ao me-
nos urna vez por dia, on pela manilla, ou noite.
Art. 11. Nenhum animal poder ser retido den-
lro da cidade, quanJo estiver accommeltido de mo-
lestia contagiosa, ou de molestia que o impessa de
tervir por 3 mezes.
o Art. 12. Nenhum animal entinado, que estiver
ferido no lugar, em que einpregar ana forra, pode-
r servir cmquanlo nao e reslabelecer ; a mesmo
se diz do animal, cuja magrem for notavel, ou esti-
ver manco ou coxo.
o Arl. 13. Fica prohibido denlro da cidade o ser-
vico em animaes manhosos, come o* coureiros, mor-
dedores, acuadores, desembetladores ele., e bem as-
sim daquedes, qpe nao esliverem adeslr.idos para o
etnpregu a que se os deslina.
Art. 14. Verificado que um animal he manho-
so, para o que basta que pela segunda vez elle
mostr o vicio que tem, se far no trazeiro direito o
signal M com um ferro em braza.
Das rocheiras e seus administradores ; dos carros e
seus bolieiros ; e dos conductores de caialhs.
Arl. 15. Nenhuma cocheira poder ser estable-
cida, sem que o proprielario, ou administrador res-
ponsave\ por ella, pe lindo licenca cmara muni-
cpal, aprsente o, carros para serem examinados em
soa segurura e construcrAo, e numera-I os.
Arl. 16. Todos os carros de passeio, c servico
publico, lerilo escripia a sua numeracAo na caixa.
na parle posterior, e nos lados, feita cim tinta bran-
ca. Os dous particulares lerAo smente a numera-
cAo dos lados, e com tinta encarnada. As nomera-
joes UrAo duas pollegatas do altura, e a largura pro-
porcional.
Art. 17. Oeatro, que for julga.lo incapaz do
servico publico, nao lera umerarAo, e a que existir
ser apagada.
Arl. 18. Todo o responsavel de qualqner co-
cheira lera um livro em que devem estar escriptos
os nomet do bolieiros de seu tslabelecimenlo, o nu-
mero do carro que cada nm boltia, eonde fara notar
'vttawui
NECROLOGA.
Soluta o bron/.e, deslilam as teges, e nume-
rosos mancebos tallando dellas, d no lato, dono
semblante, enminham conlritladoiapt onla-
de, que envolve os restos morlaes de um coi-
lega, de um amigo presado.
I Ireraam de fri as arvoresdo cemiterio,
baloncadas pelo vento do sul; e as flores c os
arbustos, contristados, empadidecidos, mur-
- dios, descafilamos ramos para a Ierra: e as
Rollas de orvalho pendiam como lagrimas a
borda das campas e das agulhas das torrinhas
gticas da capeila.
Ah nao era debalde que a nalureza se ves-
lira de lulo na tarde de 6 de maio, porque en-
liava pelo meio das catacumbas mais um cada-
ver, mais urna flor desbolada, mais urna es-
peranza morta na aurora da vida.
O Sr. Jos Bonifacio da Cotia e Silva, aca-
dmico do segundo anuo da Faculdade de l)i-
reilorl'i Recife, era um destes mancebos com
quem a nalureza distribuir os dons do talen-i
lo. Inlelligenle, applicado, moralisado, o fu-
turo llie sorria puvoado de espeanras, quando
a morte, lvida, macilenta, escaveirada, appro-
ximando-se do seu loito, deixou cahir a fouce
cgadoura.
Curiados ot los da cvislencia, rompidas
as radeias do mundo, o lialiln divino revoou
aos ecos. E einquauto de accordo com os ao-
jos l no seio de Dos canta livmuus liarmonio-
sos em louvor do Creador, ca na Ierra ficam os
corac.oes doamigo-, dos collegas, dos irmaos,
da mai. a chorar de/saudades.
Meu Dos! sua nuti'. ti ella nao per-
pasari em lempo algnni o p do olvido : 10 el-
la na solido di noite c no alvorecer do dia,
jamis poder afectar a imagen do filho que-
rido, do filho que lhe sorrio na infancia e a
quem ella guiara os passos ua adolescencia
e virilidade.
Ali'. qnonlat lagrimas lhe borbiiiliando do
peito nao intuniecerao as palpeliras primeiro
que possa dizerelle inorreu Como lhe nao
embargar a voz os soluros, ao lemhrar-sc do
filh'i!
E tilo longe dos srus dcsvellos, e sem o
sculo de despedida ao menos! .
OSr. Jos Bonifacio da Cosa e Silva, ainda
que louae de sua familia, foi semprc assistido
dos seus collcgas em todas as pitases do mal
as bexigasque o levaram ao tmulo.
Ao deposilar-se o seu enrpo na calarum-
ha, os Srs. Joac Capislranu Bandeira de Mel-
lo, do quarlo anuo, c Joaquim Ignacio Alva-
res de Azevedn do segundo, recilaram breves
orarnos anlogas ascircumslancias.
Hoje s nos be dado derramar lagrimas a
memoria do illustre Alazoano.e vestir-nos de d
em signal do quanlo nos fui dolorosa a raorle
de um dos nossos collegas.
A Ierra lhe seja leve.
Por um rollega e amigo.______
Charutos bous.........
ordinarios...... . . '
regala e primor Cera de carnauba.......
em velas......... . .
Cobre uovo mao d'obra .... Couros de boi salgados..... expixados.......
verdes......... . a

i) n cabra corlidos .

i>
jalea ...... Estima nacional........ i
eslrangeira, mAo d'obra
um
pequeos..... Fariulia de mandioca..... alqueire
milito....... . @ '
aramia...... FeijAo.............. alqueire
Fumo boa.......... . . |
ordinario ........ , . ii
em folha hora......
> ordinario. . . . ii
restolho .
Ipccaruanha......... # \ >
Gonima............ alq.
Gengibre........... , . a
Lenha de aefias grandes . . . cont
pequeas b loros ..... Prendas de aniarello de 2 cos rJot ii una
lou'rn....... Costado de aniarello de)5 a 4b p de
C. e 2 'j a 3 de L . ii
i>
Coaladnlio de dito...... Soallio de dilo."........ Ferro de dito......... CustaiHi de lonrn....... Cosladinho de dilo . ii
Soalho do dito......... i)
ii
Toros de lalajufi.i....... Varas de parreira....... o agtiilhadas...... quintal duzia D
qoirs.......... Em obras rodas de sicupira para c. eixos o o Melaro............... Milho............... 0 par a caada alqueire

9
9
29500
I--SIKI
39200
59600
5*900
49800
19400
9500
9380.
9480
8500
580
8210
9180
9240
59600
18600
9560
19600
19280
58000
109000
39000
58120
79680
4-9500
38000
39500
69100
59000
39810
19100
8600
3|SM
113000
laipoo
9160
8190
9200
9100
159000
|2M
9200
9I6O
9100
*I20
IJS80
I9OOO
NKM)
I9OOO
r2\o
2*m
38500
79OOO
7*500
300p
89000
4.5OOO
:i9i)oo
503000
39000
1&V10
208
9000
IO9OOO
169000
Pela inspectora da alfandega su faz publico,
que exislem no armazem da mesma os volumes
abaixo descriplos alem do lempo marcado pelo rc-
gulamenlo, e pelo presente sAo avisados os respecti-
vos donos c consignatarios para ot despachar no pra.
zo de 30 dias contados desta data, (indo o qual serio
arrematados em bata publica na forma do art. 274
do mesmo regulamcnto, sem que em lempo alguin
se possa reclamar contra o cITeto desla venda.
Armazem n. 7.
Marca W e ssgnal particular n. 2000, um embru-
Iho viudo no brigue dinamarquez l.uisc, em I" de
marco de 1853 ; a B. Praeger & C.
Marca II. n. 180, umacaixinha, viuda no brigue
francez S. Michel, em3 de marco de 1853; a J. 1.
Loyolla.
Marca JKC n. 366 1)2, urna oixinha, viuda no
brigue dinamarquez /.tuse, em 7 de marro de 1853 ;
aJ. Keller & C.
Sem marca S, n.. um piano, vndo no patacho
Amargozo, em 96 de ahrl de 18.33 ; I ordem.
Alfandega de Pernambuco 3 de maio de 1855.
O inspector, fenlo Jos Fernanda Barros.
O Dr. Custoilio Manocl daSi'.va GnimarAes, juiz p
direito da priroeira vara do cummercio nesta ci
dade do Recife de Pernambuco por S. M. I. e.
constitucional.
Faro saber em romo por este juizo da primeira
vara do eoinmercio na saladas audiencias e depois
da mesma no da 14 de maio correnle te ha de ar-
jamalar por venda, a quem mais der em piara pu-
blica os bens enlistantes do escripto passado ao por-
teiro, penhorados ao bacharel Pedro Gaitdiauu de
Ralis e Silva, por exccui;Ao que l(te movem Reg
Alliuqucrque & Companliia.
E para que chegue noticia de todos mandei pas-
sar o presente e mais dous do mesmo tbeor, sendo
um publicado pela imprensa c dout afflxados nos lu-
gares do disimile.
Dado nesta cidade do Recife em qua|rn de maio de
18.V).Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos, eseri-
vao o sobicrevi.Custodio Munoel da Silva Gui-
maraes.
Pela inspecrao da alfandega se faz publico, que
no dia 8 do correnle, depois do meio dia, se ha de
arrematar em hasla publica a seguinle mercadura,
abandonada por cus donos ou consignatarios aos
dreitos da alfandega, sendo a arrematado livre de
direilos ao arrematante.
Marca IC 20 barris, PB 200 dilos, (estando o har-
ris em mo estado) com 500 arrobas de cal, no valor
de 50O9OOO rs., viudo os 20 barris no brigue portu-
Suez Laia, entrado em 30 de oulubro do 1851; con-
signados a Oliveira IrmaosiV C, e os 200 ditos no
brigue portuguez Tarujo, entrad 1 em novembro do
mesmo anno ; consignados a Francisco Moreira Pin-
to Barbosa.
Marca D 50 barris, ;os barris em mo estado)
com 150 arrobas de cal no valor de 1509000 rs., viu-
da* pela barca Gratidao, em dezemhro do atino pas-
sado ; consignados a SebasliAo Jos da Silva.
Marca 7. 100 barris, os barris em mo estado)
com 250 arrobas de cal,no valor de 2509 rs-, viudos
de Lisboa no brigue purtuguez Laia, entrad? em ou-
lubro de 1851 ; consignados a Siqueira & Pe-
reira.
Alfandega de Pernambuco 5 do maio de 1855.
0 inpecior, liento Jos Fernandes llarros.
A cmara municipal desla cidade, de confor-
midade com o arl. 15 da lei provincial n. 129 de 2
de maio de 1811, faz publico, que em dala de 2 do
correnle, propozera ao Exm. Sr. presidente a ulllida-
de da desapropriacAo do sobrado arruinado de dous
andares, silo na entrada da ra do Livramenlo, pelo
lado do norte, pertencenle ao ridadAo Bernardo An-
tonio de Miranda, e oulro herdeirosde finado Joa-
quim Jos de Miranda, afim de que, verificada por
S. Exc. aulilidade pioposta,. possa a cmara tratar
da dcsapropriacao do predio nos termos da lei cita-
da, alargando asajn aquella entrada.
Paco da cmara municipal do Recife 7 de mato de
1855./torito de Capibaribe. presidente. No im-
pedimento do secretario, Manoel Ferreira Ac-
Cioli.
_ O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
aial, em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 5 do correnle, manda fazez
publico, que nos dias 29, 30 e 31 do mesmo mez,
ao meio dia pcranle a junta da fazenda da mesma
Ihesouraria se hade arrematar a quem mais der, os
implos abaixo declarados.
Taxa das barreiras das estradas e puntes seguintes:
Giquia, por anuo........7:110-3000
Magdalena, por anno.......1:7109000
Molocolomb, por anno......2:0009000
Cachanga.porlanno........2:3003000
JaboalAu, por anno.......5:000-3000
Ponte dos Carvalhos, por atino. 1:3103000
Tacaruna, por auno....... 6309000
Bujary, por anno........ 5003000
Viute por cenlo sohrfi o eonsumo da agurdenle
no municipio do Recife, por anuo 12:5109000.
As arrematarnos serao Tedas por lempo de 3 ali-
os, a contar do 1. de judio doroi rente anno, ao fin
de junho de 1858.
As pessoas que se propozerctn eslas arremala-
ccs comparcram na sala das sesset da mesma junta
nos dias cima indicados, com seus fiadores compe-
tentemente habilitados.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da tlicsouraria provincial de Pcrnam-
tuat pruposlas em caria fechada na secretaria do
consella] s 10 Imras do dia 12 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arenal de guerra 5 de maio de 1855.
Jos de frito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal c secreta-
ria.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista
se faz puhliro, que foram recolhidos cadeia a parda
Mara, que dizser escrava de Francisco Joaquim da
Silva, morador no lugar do Bom Successo, junio ao
l.imoeiro, e o prelo Luiz. que di/, ser cscravo de
Francisco Ferreira da Cosa, morador no l.imoeiro,
por andarem fgidos : seus senhores apresentem
seus ttulos nesta suhdelegacia. Subdelegara da fre-
guezia da Roa-Vista 7 de tnao de 1855.O subde-
legado suppleulecm. excrcicio, A. F. Marlins li-
beiro.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista se
faz publico, que foram apurchendidna um boi manso
de rarrora, duas vaccas, dous bezerros, tres caval-
los, sendo um caslanbo e dous rucos, dous sellim e
duus freios em mo estado, os quaes objeclos e ani-
BMC suppc se havorem sido furlados : se alguem
se julgar com dircilo a elles, comparera nesla sub-
delegacia. Subdelegara ua livaueri.i da Boa-Vista
7 de maio de 1855.O subdelegado supplente em
exercicio, A. F. Marlins Itibeiro.
Manoel da Silva (lifimaraes : quarta-feira.
' do corrente as 11 horas em ponto.
O agente Borja fara' leilao de 11 es-
cravos, sendo 7 de sexo masculino e 4 do
sexo iemenino, liavendo entre estes urna
unilatinlia com4annosde idade; todos
estes escravos estao sem achaque algum,
e seentregaro pelo maior preco que for
ollerecido, em consequencia do dono
querer relltar-se para lora do imperio :
stNla-feira, 11 do cor rente, ao meio dia
era ponto, em seu armazem na ra do'
Collegion. 19.
AVISOS DIVERSOS.
1.a recita depois da chegada da so-
ciedade dramtica emprezatia de
voltada Babia.
QUARTA-FEIRA 9 DEMAIO DE 1855.
Eslrear o diverlimenlo urna escollada nuverlura
a grande orrheslra, finda a qual lera execurao o no-
vo c mudo excedente drama original portuguez
em 3 actos, intitulado
OS DOIS IRMVOS
OL"
A RECNCIMp A'O.
Composico do Sr. Ernesto Bicslcr.
I'ersonagens.
O conde de.........
Raphael lilho do conde. ,
.Vlex.in.lre lidio do dilo .
O general......
Ocommendador Alongla.
I.uiza.......
Clara........
II. Maria......
Um criado......
A accaii passa-se em Lisboa na poca actual.
Ot inlervalos serao preenchidos com escolhidas
valsas.
No fim do 3. e ultimo acto o Sr. Costa com a sua
senhora cantarjlo o gracioso duelo brasileiro Bra-
vos, meu bem, est de Ircmer.
-Finalisar o expeclacnlo com a comedia vaudevil-
Ic em I arto
OS B1LHETES DA LOTERA.
A sociedade epera dn generoso publico desla ca-
pital, aquella protecrao que semprc lhe tem pmdi-
gasado, e pela qual protesta o sen eterno agradeci-
menlo.
' As pessoas que quizercm ler preferencia aos me-
lluires lugares, podem desde j procurar a direrrao
da sociedade Emprezarii no thealro. das 10 horas
da ni.uihaa. as 2 da tarde, e das ti da lardeas 9 da
noite.
Principiar s 8 horas.
.tetofes.
Os Sr? Sena.
Bezerra.
Mondes.
u Costa.
Monteiro.
As Sr". 11. Leopoldina.
u Orsal.
n Amalia.
a N. N.
AVISOS MARTIMOS.
RIODE^
JANEIRO.
O brigje nacional MARA I.17IA. ca-
pitao Manoel Jos Preslello, vai seguir com
brevidtdc, lem grande pbrle do sen carre-
gameiito promplo : para o resto, passageros c es-
cravosa frele, paraos quaes ulfercce as melhores
arcommotiire-, Irala-se com ot consignatarios An-
tonio de Almcida Gomes & C, na ra do Trapiche
u. 16, segundo aiul.-r.
Para a Babia segu em poucos dias, por ler a
maior parte da carga prompta, a veleira sumaca
llorlencia; para o resto da carga, Irata-se com seu
consignatatio Domingos Alves Malheus, na ra da
Cruz ii. 54.
PARA O PORTO.
O patacho portuguez Especulador devern partir
denlro de 20 dias por ler dons torcos da sua carga
prompta : quem no mesmo quizer carregar poder
entender-se com os consignatarios Baltar \ Olivei-
ra, na ra da Cadeia do Recife, cscriplorio n. 12.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu at
o lim da presente semana, apenas recebe
escravos a frete, para o que trata-te com
Machado iSiPinheiro, no largo da Assem-
bla n. 12.
Para o Aracnlj segu com a maior brevidade
o hiate nacional -Cxalacaoi), meslre Jos Joaqoim
llnarlc ; para o reslo da carga e pessageiros, traa-
se com o consignatario Antonio da Silva Guerra, na
ra da Madre de Dos n. 36.
Frcta-se um navio para o Cear : quem o ti-
ver, dirija-se ao hotel Francisco.
Para o Aracaly sabe o hiato Duiidoso, j lem
algum.i carga : para o reslo, Irata-se com Joaquim
Jos Marlins, ou na raa do Vigario u. 11.
PARA O CEARA'. .
O bialc A'oro Olinda, mestre Custodio Jo-e Vian-
na: a tratar cum Tasso Irinao.
buco "de maio de 1855,
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao,
DECLARACOES
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lettras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de I8.5.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virludc de aulori-
sarao do Exm. presidente da provincia, lem de com-
prar M seguintes objeclos :
Para tis recrulas era deposito no segundo battlhao de
infamara.
dneles, 90 ; grvalas. SO; algodlloziah, xaras.
300 ; panno prelo para polainas, cavado* 20 ; bo-
I5es brancas de osso, grozas 15 ; sapalos, pares 50 ;
mantas de 1.1a ou algodao, 50 ; esleirs, 50.
Escola de primeiras telina de metano balalbao.
Papel iiiiu.-i.; resmas t! ; pennaa de ganro. 400 ;
caivetes para aparar prunas. 2 ; tinta preta, garra-
fas ti ; lapis, duxias 6 ; areia preta, libras 6 ; carias
de B, li, c. 20 ; taboadas, 20 ; excmplares de gram-
malira portugueza por Monte, ultima ediccao, 6 ;
compendio* de artfinielca por Avila, 3 ; pautas, 6 ;
Inalada* lthographadot, 20.
Capeila da fortaleza do Bram.
troca do sino da mesma capeila por oulro.
Conselho de administraran do patrimonio dos or-
pfiaos.
Gcnnt em um sitele as armas iinperiacs e le-
3*200 ^CI"ln-
25200 Provimenlo
75000
10.5000
9.5OOO
69006
48000
(.5HH)
5*206
33000
10386
1-1.1)
19920
19280
44.5000
20?000
9220
1S600
dos armazens dn arsenal de guerra.
Expediente.
Pcnuas de ganco, 800.
1 Hlirinas de quarla elasio.
Areia de moldar, alqoeires 2 ; lenees Tinos de co-
bre, 10 ; raixas com videos. 4 ; chumbo em barra,
arrobas 8 ; zinco em dila, ditas 2.
Quinta classe.
Sola curtida, meios 200.
t.iuem quizer vender estes objocljs aprsente ai
LEILO'ES.
Schaflieillin & Companhia far.lo lelao, por in-
lervenrao do agente Oliveira, de um tovo sorlimcn-
lu de fazendas francezas, allemaas esuissas, de algo-
dao, laa, linli.1 e de seda, as mais proprias do mer-
cado : lefra-feira, 8 do torrente, as 10 horas da ma-
nhaa, no seu armazem, ra da Cruz.
O agente Borja em
seu armazem na roa do
Collegio n. 15, far lei-
lao de urna inunidade
de dbjeclos diflerenles
que se acharao patentes
no mesmo armazem no
dia dn leilao: quinla-
feira 10 do correnle as
_ 10 horas: assim como
lambem far leilao de um ptimo escravo.
Leilao que faz Joaquim Pinlieiro Ja-
come porconta e risco de quem pertene-
ce f de urna porcao de saccas com ieijao
inulatiuho, em lotes a vontade do com-
prador : terca-feira 8 do corrente, as 11
toras em poro, <^m leu armazem da tra-
xcssa ila Madrt: c Dos ti. 1).
O agente Oliveira far leilSo, por ordem do
respectivo juizo, de.lodas as dividas activas por let-
tras e conlns de livrn, da inassa de Manoel Pereira
de Carvalho, oriundas da loj de Cateada* que leve
na ra do Crespo, ena importancia approxtmada de
Rs. 40:00091)00, segundo a rcspeciix.i refaci della*
em poder do mesmo agente, que se presla a ex-
hib-la aos prelendcnles com anleciparfto sabhado,
i2 do correnle, ao meio dia em potito, no seu es-
rriptorio, ra da Cadeia do Recife.
T. de Aquino Fonseca & Filho transferirn)
por causa da chegada do vapor, o seu leil.o de 10
pipa*, :2 harris de quarlo e 75 ditos de quinto com
ninilo superior vinho vcrtlc de Lisboa ; lera pois
lugar dilo leilao. por intrnenrio do agente Olivei-
ra, na qu.irla-feira. 9 do crtenle, as 10 horas da
manhaa Imprelcrivclruentc, no armazem do Sr. Au-
nes Jacome, defronle da arcada da alfaudcga.
Por ordem do capitn John Millt. o- agcnle
Oliveira far lelao. em presenra doSr. cnsul de S.
M. II., e por conta c risco de quem pertenrer, de
cerra de 650 taceos de assucar axarado, a bordo da
hrca ingina J> hn llrighl, arribada a este porlo por
forca maior na sua recente viagem proce lente do
Coringa com deslino a-Londres : quinla-feira, 10 do
corrente, as 11 horas da manlia em poni, no ar-
mazem do Araujo, no caet de' Apollo.
O agente Borja ellecluara' o leilao
da loja de livros do litiado Joao da Costa
Dourado, por autorisacao do Illm. Sr. Dr.
juiz de direito do eoinmercio Custodio
PUBLICAQ RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo mez de Maria, adop-
tado pelos reverendissimos padres capu-
diinboa de \. S. da Pcnha desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Conceicao, e da noticia histrica da
tredalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho : vende-se tnicamente na livra-
ria n. (i e 8 da praca da Independencia,
a 1*000.
Pergtinta-se ao Sr. capitao Machado, como /a.
bil mandante do I." balalbao de infantana de guar-
da nacional deste municipio, e versado em lodas as
leis, regulamenlos, avisos e in-lrurcf.c. da guarda
nacional, o seguinte: 1., se pode um balalbao
dar a guarnicao da pra< a sem que baja os mappas
da forra das coinpaiilii.is por onde se diskibua o ser-
vico com toda a igualdade ? 2., te exitlindo um
rointnandaule do corpo em elTectivo servico no di*,
trelo do mesmo, e estando a bandeira em eu
quarlel. a razo porque a msica vai tocar a noite
no q jar le do seu capil3o*mandante "! 3.. qnal a
rallo que lodos os corpns enviam ao quarlel do com-
maudo-superior, em virtudc de ordem do dia, map-
pa mensal e de armamento de 3 em 3 mezes. dei-
xando de fazer um que est organizado ha mait de
um anno, e que tem a sua frente o mai hbil dos
ctptliiet mandantes ? Com o que mniln.satisfar
O ignorante.
Sr. Itedactoret.Notando eo lauto zelo da parte
dos lenhures ejecutores das posluras e sade publi-
ca, adtnira-me como consentem, sem duvida por nao
terem sciencia. o que se passa as lojas do sobrado
de 3 andares da ra Direita n. 88, que lendo sido
botica, c anda cxistindo parlo de drogas, dizem aca-
bam de assentar urna dislilarao de agurdenle em
um pequeo quintal, havendo no meio deste um su-
midouro, alm de unta cacimba que' lem de-
baixo do muro que faz parte do oitao da coznha
do mesmo sobrado, que pode mulo bem enfra-
quecer e arrear. Se com islo os moradores e ti-
zinlios lahez um dia muito tolTressem, como nao
dcvero estar ajustados havendo mait urna dislila-
rao c drogas. Jnlgo, porlanlo, que todo iato merece
enrgicos providencias dat autoridades respectivas,
salvo se he permillido a uns ludo e a oulrot nada.
O vigilante da ra.
Ot dout senhores M. e P., que nao ronhecen-
do o que lie educaran, andan) junios insudando lodat
as familias inora.toras na freguezia da lloa-Vista,
muito principalmente a orna familia que mora na
ruada Conceicao, isto da 9 at 11 horas da noite;
cohibam-se de iimtal proceder, e di-lingam esta fa-
milia das lidias de Jerusalm, que mnram no Pateo
do Carmo, visto que s se procede n'inna desenfrea-
da carreira com farpelis, do contrario, declarar-se-
llo os teus nomes por extern i nesje jornal
O iiiimigo da immoralidade.
Perdeu-sc no dia (i, da ra Nova at a ra da
Praia, uns oculos cum aro de ouro : quem os achou
e quizer restituir, leve-os ra da Praia n. 40, que
se gralilicar.
L"m moco portuguez, de idade de 21 anno..
vindo do Rio de Janeiro no paquete D. Maria
II, sabeudo bem ler. escrever e contar deseja arran-'
jar-se n'uroa casa particular, to lugar de copeiro, o
qual lem bastante pratca de todo servico de casa :
quem com o dito quizer tratar, deixe nesla typogra-
phia em caria techada com at iniciaet A. S. M.,
para denlro ou fura da cidtde.
Roga-se o pessoa em podet; de quem'
se acham as amostras de* bicos e trancas
de retios da loja da ra do.Cabuga' n.
IB, quequeira ter a bondade de lh'as
mandar levar, visto que lhe tem feito nao
pequea falta.
# Quarta-feira, 9 do corrente, depois da audien-
cia do Illm. Sr. Dr. juiz dot feilos da fazenda, arre-
inala m-se os bens seguintes, por execurao da fazenda
provincial e por venda: a casa terrea na ra do Ran-
gel u. 53, com satn, tend, IR palmos de frente e 68
de fundo, cozinha fra, quintal murado, por 1:0009
rs., penhornd.i a Joaquim dos Reis I,ornes; dita ter-
rea na ra dos (iuararapes n. 53, com 16 palmos de
frente e 60 de fundo, cozinha fra, pequeo quintal
murado, por >08000, penhorada a Joao Alhattasio
Dias ; dila em caix.lo emdita ra, com 75 palmos de
frente c 235 de fundo, rom 2 quartos com serventa
e mea-agoa, por 1:4009000, penhorada a JoSo Do-
nelly ; dila terrea, muilo arrninada, na roa da
Gloria _n..... por execurao da fazenda ; dila lesrea,
de pedra e cal, sila nos Afogados. na ra do Motoco-
lomlnin. 37, coznlia fra, quintal murado, com 20
palmos de frenle e 60 de fondo, por 3003000, pe-
nhorada a Anna Mara do Nascimento; dita terrea,
de pedra e cal, na Boa-Vista, na roa do Tambi n.
3, com 22 palmos de frenle e 64 de fundo, coainha
fra, quintal morado, pnr 1:6609000, penhorada a
Francisco de Carvalho Paos de Andrade ; dila ter-
rea, de pedra e cal, na ra de Apollo n. 34, com 46*
palmos de frenle e 100 de fondo, a qual se acha com
armazem, lendo pequeo quinlal em aberlo, por
1:8003000, penhorada a Francisco Ribeiro Pires;
dila terrea na Boa-Vista, na ra da Maogoeira n.
81, com 20 1(2 palmos de frente e 60 de fondo,quin-
lal murado, chao proprio, por 1:HOOK>00, penhorada
a Manoel Pereira Magalbaes ; dila terrea, de pedra
e ral, nos Afogados, na ra de S. Miguel n. 1 i, a
qual lem cozinha fra com cacimba, chao foreiro, por
2503000, penhorada a Luiz (jomes Silverio ; dila
terrea, meia-agua, na rtia da Florentina n. 5, rom
30 palmos de frente e 49 de fundo, cozinha fra,
quintal murado, cacimba propriano fundo, com sen-
/.ala com 8 quartos. por 2:()0O300O, penhorada a Jo-
s Dias Guimaraes ; dita terrea, de pedra e cal, na
ra da Florentina, com os nmeros ua frouteira 10,
12 e Ii, dividida interinamente em tres propriada-
des, com 140 palmo* de frenle e fundo at a ra do
Sol, avadada por 25:0009000, penhorada aot herdei-
rot de Juliao Berangcr; ditas terreas com abatllen-
lo legal tis. 29. 31, .'13, 35 e :i7.adjudicadas a mesma
fa/euda, por 1509000 lodas j a retida animal da casa
na ra da Sania Cruz ti. 82, na Boa-Vista, por 1449,
penhorada aos herdeirot de Francisco Carlos Teixei-
ra ; dila dila da ra de S. GoncMo n. 4, por 1449
rs., penhorada a Jaeintho AfTonso Botelho ; dita dita
na rita do Sebo ti. 17, por 1203000, penhorada aos
herdeirot de Balhina Maria da Gmreiro ; cujas ar-
rematarnos teran lugar na tala dat audiencias, at 10
horas do referido da : quem quizer arrematar com-
parera. Recife 5 de maio de 1X55.iosc. Mnrian-
no de Albuquerque, solicitador da fazenda provin-
cial.
ESCRAVA FGIDA.
No dia 30 do Ribeiro do Mel, comarca do l.imoeiro, urna escra-
va rrioula, de nome Romana, que representa ler 20
atino de idade, a qual tem ot signaes teguinles : al-
ta, grossura regular, olhos grandes, denles limados,
beitos srossos, pedos em pe, lem um signal na (esla
sobre o odio esquerdo de urna pancada que ha pouco
levou, e urnas pequeas tediadas em ambos os bra-
cos ; esla e*cra\a nerlencc a JoSo do* Santo* e Silva,
e julga-se que lera fgido para esla capital por se
lhe conhecer vontade de ser vendida para ella,
por isso roga-se as autoridades e capliae* de campo
que a pegarem, levem-a i roa do Queimado n. 7,
loja da Estrella, ou na Picada, comarca do l.imoeiro,
em casa do Sr. capito Alexandre Barbosa de Souza,
oude se lhe gratificar generosamente.
csappareceu no dia 17 de-abril do corrente
anno a escrava crinula, de nome Joanoa, cor pouco
fula, de idade 30 auno-, pouco mais ou menos, esta-
tura alta e magra, cara comprida, orelhas nao fura-
das, lem tres marcas de vacciua no bracrj dircilo a
forma de triangulo, nutras marcas pelas costas,
una em cima do nariz, quando se chama pelo seu
nome assusta-se c odia por baixo ; levou um vesti-
do de rliila roa desbotado. porm em quanlo a rou-
pa ella eostuma mudar, bem como o seu nome quan-
do se quer apprehende-la, c diz "uus que he forra
e a oulros que j est vendida, he desdentada oa
parle de rima, tendu dous drilles do lado, c eostuma
un lar pela Boa-Visla : roga-se a qualquer pessoa
que a capturar, leve-a ra da Senzala Velha u.
134, que sera recompensada.
Offercce-se um moco hra.lero pira caixeiro
de onhi aura ou armazem e loja. e d fiador a sua
conduela : quem pretender, dirija-se ra da Pal-
ma, a primeira casa da quina.
O abaixo aatigaavda, nao podendo despedr-se
de seus numerosos amigos pelos seus mudos afaae-
re-, o faz pelo presente,offcrccendo-lhes seu diminu-
to presumo em Portugal, para onde te retira.
Joaquim Martinho da Cru: Correia.
O abaixo asignado deixa por seus bastantes
procuradores durante sua ausencia aos Srt. Joao
Sootn e Augusto Radrs.Joaquim Martinho da
Cru: Correi*.
Na ra do Senhor Bom Jesut dat Crioulas ti.
1, lava-se e engamma-se com toda a perfei(ao a 100
rs. a peca.
Na roa das Cruzes n. 37. precisase com bre-
x idade alugar urna ama de leite, eterava: paga-te
bem se nao tiver cria.
Precisa-te de urna pessoa habilitada para en-
sinar primeiras lettras, lalim, francez, geographia e
mutica, em om engenho 12 legoaa distante do Reci-
fe, enlendendo-se para o ajuste com L. de C. Fae*
de Andrade, na alfandega, das 9 at 3.
*
i

MiiTiiflnn ,
J


>/*>
4
RUINO DE PERRfUCEf', TRfA FEIR 8 0- MAlQ Cl IS55
---------------------------------j-------------------------------------------
Oseslalutosdogabinele-iortuguezdeleura pro-
hibein o\pressamenle que -Ti un accionistas do mes-
.mo pessoas que niln sejam subditos portugueze, e a
prohibirn se enlende igualmente aoi empregados,
lano ma, queseinderiram prolencoes ili bem
honrosas (Jii|iiplles que apreientaram com
didalos a lugar de caixeiro. porque o nao ei.lo.
Consta, porm, que se tenia relaxar a lei da gabine-
te iiesla ultima parlo, c principiar por aqu a ruina
da obra que lanto leni cuslado a edificar, e j admi-
CONSULTORIO DOS POBRES
SO RA NOVA i a&lfB*R 50,
(1 Dr. V. A. I.obo Moscnzo d ronsnllas homeopalhicas lodos a dias aos pobres desde U huras .da
manbia aleo incio il'ta, e ein casos extraordinarios a qualquer hura dodia ou noile.
O0crccc-se igualmente para pralicar qualquer operara.i ,le cirurgia. c acudir promnUmenle a qual-
rava cpie laes urajelos Mo livesscm appareido lia quer mulher que C: leja mal de parlo, c cujascircunstancias nao permillam paliar ao niediro.
mais lempo, pois o gabinete na piis de un annu
que se aprsenla ara allura suUicicute para dar urna
bouila e inleressaule queda. Os soaoaajjne tratan) de
realis.ir a uifract;ao. porm, anardaram para agora a
. su > abra, a esroasados por algum reliz deahamcnlo de Ierra an-
tes de vencer a difliculdade, un entiloadeus gabi-
nelc !!!......
Urna paaaoa que em 26 annoa, que foi caiieiro
de case* de groa*) trato e relulbo, adquerio algum
conliecimeulo du commerrfn desta praca, assim como
de escripturacilo, propoese a faier por partidas do-
brada. a esrripluraciln de qualtpieT caa de relallio,
ou empregai-se eiy alguma 'i cnmniercial : na ra
Nova, luja de ferragens do Sr. Sebasliao Josc da Sil-
xa, se dar informaran do prelendenle.
AIuga-seo primeiro andar do sobrado da ra
larga do osario, da esquina do neceo do l'eixe Fri-
to: qoeni o pretender dirija a taberna por bailo do
me.mu sobrado, ou em Olindadefroulc da academia
nova. '
Prccisa-se de uin liomem para [eilorisar um
sitio : na praeja da Boa-Vista n. 8.
Antonio Pereira Mendes, nao leudo lempo de
se despedir pessoalmcnle ile lodos os -rus amigos.
por occasiao de sua viagem para Lisboa no vapor
D. Alaria ti, o Taz pelo prsenle e offerece o seu
pequeo presumo nao sii naquella cidade como em
qualquer parle que o destinu o possa levar.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
Alviraras rapaziada vai alirir-se o nosso Ihealro.
Depois de qualro tnezes de ausencia, acaba de vol-
lar no vapor Gaanabara a companhia dramtica
emprezaria, que vein terminar o seu contrato. Era
ja lempo. A insipidez em que vivemos nos ncabru-
nlia e nos embrutece. Felizmente ella vai cessar.
As bellas uoiles de espectculos vilo reviver para
nos. O nosso Santa Isabel vai brilliar.de novo. A
companhia dramtica augmeiitou o seu pessoal Ira-
enda da Babia miis alguns actores, e agora nao
lia nella urna so falla. Podemos dizer caro ufana
que temos a pritneira campanilla dramtica do Bra-
sil, e quem se atrever a contestar, n2o lem pleno
couhccimeulo da materia, o q\ie he fcil demonstrar-
se pelos llieatros que actualmente Irabalham. No
Kio apenas existe o Joo Caetar.o, e tal he o aban-
dono em que existe o Ihealra dramtico, pela falla
de bons actores que elle precisa lanzar mito do auao
Jorge, para alrahir o publico.
NoMaranhao apenas ha o Hermano e a Manoe-
lila, mas fazem-nos elles falla ".'.. a nos que lemos a
esbelta Leopoldina, a meiga Orsal, a graciosa Ama-
lia, o Bezerra, a Monleiro. o Senna, o Mendes, o
Cosa, o Pinto e 01 no vos,cu u- nomes inda nao sei'.\.
nao certameule, ea verdadedoque digo coraprova-
ra em breve o publico. O assiduo.
Os senhores acadmicos socios do Monte Pi
Acadmico, silo convidados a realizar a sua pnmei-
ra prestaran do auno correle na casa da residencia
do respectivo Ihesoureiro ahaixo assignado.
Kecife 7 de maio de 1855.
r. Lourenrn Trigo de Uiureiro.
Porcisa-se no Hospicio, casa terrea cum slito junio ao Sr. de-
sembargador Santiago.
Declarase que ) negocio, para que foi chama-
do o Sr. Allino Lellis de Moraes Reg Jnior, he
para a entrega de urna carta viuda do Maranho.
Desde o da 7 do crrenle abril, que desappa-
receu o escravo Firmino, perleiicenlc ao ahaixo as-
ignado, o qual escravo a prelexlti de procurar sc-
nhor. consta indar uesla cidade do Recite, lem os
signaes sesuiules : cr parda, allura regular, olhos
fundos, nariz afilado, cara descarnada, pouca barba,
om lano corpulento, lem diversos uflicios, como se-
jam : carapina, caiador, canociro e marcineiro, Ira-
balha mais pelo de marcineiro c carapina do que
pelos oulros dous : roga o aballo assignado as au-
toridades policiacs ecjipitScs de campo, que o pfen-
dam c facaiu rouduzir i Camboa do Orino n., ou
au lugar do Caldcreiro em casa de seu senlior, que
recompensar generosamente.
Joaquim Ignacio da Coila.
Percisa-sc de um caixeiro para taberna que
lonlia bastante pratica e que saiba Icr : na ra da
Guia u. 36.
Percisa-sa de talar com o Sr. Antonio Jos Pe-
reira : na ra da Guia n. 3 a negocio de seu iu-
leresse.
Percisa-sa alugar urna ama %urra ou captiva
para Iodo servido de casa e ra : na |praea da Inde-
pendencia II..'ti.
Na casi de paste da ra das Cruzes n. 39, lem
commedorias a loda hora do da, e da-se almocos e
janlares para fora. *
Os abaixo assignados fazem publico, quo dis-
sotyeram anugavelmenle e de commuin accordo a
suciedade que linham em seu armazem de vender
carnes seceos, coja suciedade gvrava sob a rzo de
Manoel de Azevedo Canario & Companhia, Tirando
a cargo do Sr. Manoel de Azevedo Canario lodo o
activo e passivo da mesma suciedade, e pur isso ni-
co responsavel para con: a praca a saldar todas as
Iransdcres da xtincla firma.Manoel de Azevedo
Canario, foi Ignacio de Figueiredo Pinto Jnior.
Vilo a humidade do invern e a difliculdade
do Irabalho, a teja de sorveles feilos sem gelo, do
aterro da Boa-Visla n. 3. abrir smenle asseguo-
das-feiras, quailas e sabbados, das 7 as 9 horas da
noile. '
Manoel Coellio de Mesquila, subdito porlu-
guez,chegado aqu .em dias de abril prximo findo,
relira-se para Portugal, e nada deve neslapraca.
1 O abaixo assignado, leudo de fazer urna breve
viagem a Paris, derla como seus procuradores, em
primeiro lugar a sua senhora Francisca Maria da
Concejero Coelho, em segundo os Srs. Jos Joaqnim
de Miranda c Dr. Jos llaymundo da Costa Mene-
zes, e quanlo ao exercicio de sua profissao o seu ofli-
cial que ora exisle./os Ricardo Coelho.
O abaixo assignado relira-se para Paris, e jul-
ga uada dever nesla praca, todava se alguem sejul-
gar seu credor, no prazo de S dias aprsenle a coolas para seren pagas ; o mesnio roga a lodos os
seos devedores alim de saldarem os seus debilos.
/oje Ricardo Coelho.
Perdeu-se una pequea chave, presa ein ama
lira de casemira encarnada : quem achou-a pode
Iraze-la ra daCadeia, luja u. ti, que se Ihe fica-
r muilo agradecido, e lambem se recutnpensara no
caso de exigir paga.
LOTERA DE N. S. DA CONCEICAO' DOS
MILITARES.
Aos 5:0u%9lXH), ^:(KoOOI) e I:000SK)(XI.
O canlelsla Salosliauo de Aquino Fcrreira lem
exposlo venda nicamente na ra da Cadeia do|Re-
rife, loja n. J, e na praca da Independencia, loja n.
37 e 39, um peqoeuo numero de bilhelcs inteiroj em
quartos. os quaes nao soflrem o descont de oito por
cento da le, nos tres primeiros premios grandes, se
elles sahirem os tres premios cima referidos, se-
rao promptamenie pagos por inleiro, logo que se fi-
zer a dislnbuicao da lisia geral, na ra do Trapiche
n. 36, segundo andar. Peroambuco de maio de
1835. O caulelisla, SaluHiano de Aquino Fer-
reira.
O abaixo assignado avisa ao respeilavcl publi-
co, que lendo-se-lhc desencaminhado urna lellra da
quanlia do iOOsOO, acela pelo Sr. Gabriel Anlonio
de Caslro Quinlaes, vencida em 5 do crrenle mez,
que ninguem faca negocio algum com a dita lellra]
porque ja esta o aceitante prevenido para a nao pa-
gar scnio ao abaixo assignado.
Manoel Jos Fcrreira Coelho.
O abaixo assignado, leudo perdido urna carlea-
ra deniarroquin. no da 5 a larde, ronlendo dentro
\> ledras na impurlanria de 3:5399802, sacadas por
Paulo Jos de Almeda, e aceitas por Jo.lo da Cosa
Dourado, e mais5(WKJO em sedlas, sendo duas de
OJOOO e seis de 58000, e njais alguns papis de lau-
camente deassucar, sendo perdida da ra de Hur-
tas, paleo do Carino, ra eslre.ila do Rosario, do
Oucimado, at a ra do Crespo : qualquer peasoa
que a arhuu, podera entregar ao ahaixo assignaifo,
na ra de Uorla%B. 114. que alm do dinheiru, re-
ceber mais lOOgOOO de gratificacao.
Antonio Joaquim de AlmeidaCru:.
A ahaixo assignada previne ao publico, que nao
faealransarrao alsuma com o seu marido Anlonio
Carlos Pereira de Burgos Ponce de Lelo a respeilo
dos escravus e bens de seu casal, nao s por estar a
annunci.inlc tratando ,lo seu divorcio, como por es-
larem elles sujeilosas dividas privilegiadas.
Therei.a Adeluide de Siqueira Catalcanli.
Desappareceu as II horas da noile do da 5 do
crreme um cavallo ruco, gurdo, rabio, com ulna
mao branca, o qual cavallo he bem condecido por
ler sido de diversos donos nesta praca : roga-fa a
quem o h\er apprehendidu. o favor de'leva-lo a eu
dono, na ra da Aurora, prtmeira casa depois da
lundico di Sr. Slarr, ou no alerro dos Afoga.lus u.
lo/, que sera recompensado.
O caulelisla abaixo assignado; querendo"'desc-
uerar na liiesourana geral o seu liador, convida a
qualquer pcs.oa que possuir cautelas suas premia-
da-, das luloria-, da provincia, (piC no prazo do 30
dias venha receber sua importancia. Recife 5 de
maio de 1835..Silvestre Perttra da Silva entina-
ra es.
O Sr. Jos Pedro Carnsirn da Cunta qneira
vir no prazo de 15 dias, a contar deste, resgatar a
sua lellra ta quaulia de res 67s980 rs. c seus juros
vencidos, e caso n.lo venha resgatar no prazo cima
marcado, lera de ver seu nnme nesla folha al o cre-
dor ser embolsado. Recife 25 de abril de 1855.
Manoel Gonralv.es de Azevedo Ramos.
M CONSULTORIO DO DR. P. A. LOtO I6SG0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGINTE:
Mauual completo de mcildirina domeonalhica do Dr. li. II. Jalir, Iraduzido em por
tuguez polo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados em dous c acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... 20*000
lira
:\-
pes-
... que quizercm
experimentar a doulrina de llalinemann, e por si mesinos se coiivencrrrm da verdade d'clla : a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho quo estaolonge dos recursos dos mediros: atodosos capilacs de navio
que urna ou outra vez nao peden deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por eircumslancias, que min sempre podem ser prevenidas, sao obri"a-
los a preslar in continenli os primeiros soccorros em suas en tenuidades.
O vade-mecum do homcopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Hering
obra lambem til as pessoas que se dedicain ao catado da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina .... 10^000
O diccionario dos lemos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardendo*. '. *. M0O0
Sem verdadeirusc bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
homeopalhia, e o propnelario dcsle cslahclecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem monlatlo ix
ninguem duvi>la boje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
Boliras a 12 tubos grandes...............
Boticas de 21 medica
Alujja-se ou vende-se urm casa com V'cndcrn-se a posse e as bemteiloriM de um bo-
solO e sitio no hicar di Ttii-ii> iin.l,, "U" tcrTrn" "* r,,;l "0,i' ,ln Hospicio, com l0 pal-
i c ,, illnlo,, mosde frentee 250 de fundo, lodo plantado dedi-
souraaoaosr. I'eixoto, com todas as couMlrerso* arvcredoi de frueloque jt .si,v. botando,
modidudet para Limlliu, eoclieira, estri-
barla, quarlos para l'eitor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
liitii-
Ditas
Ditas
Dilas
36
<8
60
U*
em glbulos, a 10, 12S e 153000 rs.
a........., ,
a........' .
a...........
a........
possive! c
8S0U0
dil
diloa
ditos
ditos
Tubos avulsus.......... .... ~m \
Frascos de imeia onca de lindura............!.".'!!
Dilos Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rrvslai d'c
vidros para medicamenlos, e aprompla-se qualquer
de e por precos muilo rommodos.
. 20?000
. 259000
, .. 308000
. 609000
. 13000
. 29000
25000
diversos tamaitos,
encomnicnda de medicamenlos com loda a hrevida-
# .'IBLICACAO' O INSTITUTO 110 g
EOPATHICO DO BRASIL.
** TIIESOUKO IIOMEOPAT1I1CO g
^) OU O
H VADE-MECUM DO B
II0ME0PAT1IA.
i
m
m
i
i

En Mtlhodo conciso, claro e seguro de cu-
ajv rar homeopalhicamente todos as molestias
'V' que affligem a especie humana, e parti-
9k rularmente aqillas. que rrinam no fra-
2 i7, retligido segundo os inelhores Irata-
*j9 ('us "te homeopalhia, tanto europeos como
VA americanos, e segundo a propria eperi-
2^ eucia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera
^9 Pinho. Esta obra he boje remolienda co-
4> mo a melhor de ludas que tralam daappli-
w cacau homeopalhica no curativo das mo-
(^ Icslas. Os curiosos, principalmente, nn (fffl
22 podem dar um passo seguro sem posstii-la e /^
^t ronsulla-la. Os pnis de familias, os senho- v*?
A res de eugenho, sacerdotes, viajantes, ca- (
7? pitaes de navios, sertanejosetc. ele, devem *
* qualquer raso do moleslia.
2J? Dous voluntes ein hrocbura por 10>O00
^ encadernados i!00)
Vendc-se nicamente em rasado aulor,
no palacete da ra de S. Francisco Mun-
&j do Novo. 11, liiS A.
>'ovos livros de homeopalhia mefrancez, obras
lodasde sumina importancia :
Hahnemaiin, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 208000
Teste, rroleslias tos meninos..... GtHX)
Hering, homeopalhia domestica..... 750U0
Jalir, ph.irmacopa Imiueopalhira. 65000
Jalir, novo manual, i voluntes .... I69OOO
Jalir, molestias nervosas....... GfOOO
Jalo, molestias da palle........ KjOO
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
Harllitnann, tratado completo das molcr.tias
dos meninos. ......... 105000
A Teste, materia medica homeopalhica. S5OOO
De Fayolle, doulrina medica hoineopalhica 75OOO
Clnica de Slaoncli ....... '* ''
Casling, verdade da homeopalhia. iSlKI
Diccionario de Nvslen.....'. I05OO
Alllas completo tle analomia com bellas es-
tampas coloridas, coiilendo a descript;ao
de todas as parles do corpo humano 305000
vedem-sc todos s'cs livros 110 consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro sudar.
DEMTISTA,
# Paulo l.aignoux, rtenlisla france/, eslabele @
J cido na ra l.irVa du Kosario n. K, segundo %
9 andar, collora lenles com gengivasartiliriacs, <$
9 e dentadura completa, ou parle delta, com a O
ir) presso do ar. fg
9 Kosario 11. 36 segundo andar. a*t
*iesis
Aluga-se urna casa terrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que licam entre o becco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
3@S:3SSSS
J. JANE, DENTISTA,
contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
:
Ja' chegaram as seguintes sement
de ortalices das melliores qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, alface
repolhuda e alemaa, repolho, tomates,
nabo" branco e roxo, couves, trincliuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
relba, selgas, ervillia torta, dita direitae
genoveza, dita de Angola, i'eljao carra pa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, eum grande sortimento das mellio-
res sementes de llores da Europa : na ra
da Cruz n. 02 em casa de Antonio Eran-
cisco Martins.
AULA ])E LATIH.
O padre Vicente Ferrer de Albiiquer-
quemugou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos intei nos eexlernos desde ja'.por m-
dico preeocomo be publico: quem se
quizer uttlisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segando andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASS.V ADAMANTINA. .
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista fraucez, chumba os denles com a
mas posicao lem a vantagem de cncher.sem press.io dolo-
rasa todas as anfractuosidades rio denle, adquerintlo
em poneos insumes solidez igual a da pedra mais
dura.e promelte restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Precisa-se tle urna ama que sirva para as com-
pras de urna casa de pouca familia : na ra do Hos-
picio n. 7.
TRANSAS E FITAS
Complete sorlimcnln de transas de seda prelas, c
lilas ile velludo lavradas, de superior qualidade e
bom goslo, para vestidos, por prero commodo :
praca da Independencia ns. 2i a 30.
OLEADOS Pimpos.
De superior qualidade,c diversa^rguras.proprios
para cubrir mezas, commodas ele. : na praca da ln-
dep-ideucia ii. 24 a 30. .
Superior viuho de champagne e Iioi-
deaux : veodtxe em casa de Schafbei-
tlin & C, ra da Cruz n. 08.
Attenrao.
Roga-se as pessoas ipie devem .1 taberna da ra
No\a 11.50, dcstlc o lempo que partencia a Malinas
Joaquim da Main, que liajam de vir ou mandar pa-
gar, do contrario lerSode ver seus nomes pelos jor-
uaes, poia o successur lem esgotado muilos meios de-
ceules alim de nao chegar ao que avisa, o qual lera
lugar dodia 10era dianfe.
I.uiz Caularelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensino, na ra das Trincheiras n.
Pcde-se ao Sr. .Ins de .Mello Csar ev-pru-
curadorda cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdciros .le I.uiz Roma, pois basta tle
rassoarias, fcando cerlo que em quanlo n.lo se en-
tender com os mesmos ha de sabir este annunrio.
Na ra da Cadei do Rerife n. 3, primeiro an-
dai, confronle oesrriptono tos Srs. Barroca A; Cas-
lro, dcspacliam-se navios, quer nacionaes mi eslran-
geir.is, rom lutla a promplidan ; bem como liram-se
passaporles para fora do imperto, por precos mais
commodns do que em outra qualquer parle, c sem o
menor Irabalho dos prelendenles, que podem tratar
das 8 da manbac as 4 horas da larde.
SALA DE DANSA.
nlarelli participa ao respeitav
sala de ensino, na ra das Trii....
19, se ada aberla loda us segundas, quarlas c sex-
tas desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do sli
prestimo se quizer ulilisar, dirija-se i mesma casa
das 7 horas da manliaa al as 9 ; o mesmo se olTere-
cc ailar lices particulares as horas ronveuciuiiadas:
e lambem da tienes nos collegios pelos precos que os
mesmos lem marcado.
Esl a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOfflEOPATHA.
EXTItAHiUO DE ROFF E ROE\-
NINGHAUSEN E OITROS,
posto em ordem alphabetia. com a tlcscripro
abreviada tle todas as molcslias, a imlicarao phvsio-
logira e Iherapeulica de lodos os medicamento* I1.1-
meopathicus. seu lempo de aceito e concordancia.
seguido de um diccionario da signillcacilo de lodos
os termos ile medicina e cirurgia, c post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A lotera 10 de Niefhero_> devia cor-
per no dia 1 011 2 to prraente, em a casa
da cmara naunicipalda mesma cidadede
Nicthettiy ; nirida a os lugares t!o coetuuie alguns bilhetes
desta lotera-: as listas viio pelo vapor
IMPERADOR, que se espera ueste porto
a 18 do crtente: os premios serao pa-
gos logo que se lizer a distiibuicao das
mesmas.
Alnga-e urna lina, casa fe i la a moderna.c rom
bastantes commodus ne estrada do l'uuihal: na pra-
ca ta Boa-Visla n. 6.
Precisase alugar um prelo para Irahalhar em
rclinacao, uu nie-ino algunia pescoa forra qiic qneira
trabalhar na mcsiua : a Iralar na reliiiarflo do paleo
do Uospital, 1
COMPBAS.
Compra-s cscravos do ambo) os tesos de 12
SS anuos, que sejain bonitos ; pagam-se bem, assim
como recebe-ae de commissu : na ra dus Martv-
rios n. l.
Compra-se elcctivameiile hronze. lalao eco
bre velho : uu deposito da fundirao d'Anrora, na
ra do Brum, logo na culiatla n. 2S, o na mema
fundirao em S. Amaro.
Compram-sc palacoes brasileiros c hespa-
nlies : na ra da Cadeia do Recite n. .Vi, loja.
Compra-se una lipoia un hom estado, que
conste lio tmente da ai macan com o competente
pao e lomos : na ra do Encantamento 11. 3.
Attencao.
Na ra estreila do Rosario n. 2.S, segundo ailar,
se ctnnpraui esclavos tle ambos us sexos, tanto para a
provincia como para fora ; paga-se bem agradando
as figuras.
Compra-se a grammatica franre/.a tle Sevcne,
em segunda mao : na ra das Florea 11. 37, primeiro
amlar.
Compra-se o diccionario fraucez por Roqnet
ou de outro qualquer aulor: na na do IJueimado
n. I").
VETEAS.
A. J.
m. o. WB ELLO flORAES.
Suhscrevc-se para esla obra no consulloi o bomeo-
pathico do Dr. I.OBO MOSCOZO. ra Nova n. 50,
primeiro amlar, por 5)1000 em brochara, e 63000
encadernado.
UlArTO DE FELTRO.
Acaba ile chegar praca da Iudepcudencia loja
de chapeos de Joaquim d Olivcira Maia, um varia-
da sorlimenlo de chapeos de fellro, linos, de cores
anula nao vi-las iio'uicrcudo, e lainhem chapeos de
palha aberlos, e ditos de pallia brasileira a imite-
Co dos de Manillia. tle diversas ctires,so|iei linos cha-
peos de castor branco c prelo, chapeos francezes
de cxcellenles formas c supeiior qualidade, ludo por
preco commodo.
i'articipa-se aos Srs. mestres pedrei-
ros caladores e mais pessoas particula-
res, que na ra da Cruz do Recite 11. 02,
lia um deposito da bem conheoida ca
branca de Jaguaribe, e tpie se vende
mito em couta, tanto em retalho como
cm porcOes.
Casa de consignacao de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 2-i
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, lauln para a
provincia como para fra della, ofl'erecendo-se para
sso loda a seguranza precisa para os dilos escravos.
Aluga-se urna prela, escrava, para servico in-
terno de urna casa, c muilo propria para tratar de
crianras : quem a pcrlender dirija-sc ao armazem
da ra d'Apollo n. 30.
Precisa-se de urna mulher capaz para engom-
mar c cozinhar com perfeicao, para casa de polaca
familia, prol'iuindo-so escrava, que se pagar bem :
na ra do Seve, casa terrea de solilo.
Acha-se em praca de renda-por .1
anuos a ilha do Nogueira, sendo a pri-
raeira no da 10 e 18 do corren te, pe-
rante a administracao dos estabeleclnu ti-
tos de carjdade: na ra da Aurora, rasa
dos expostos.
No da 8 do correnle, as II horas da manilla
na sala das audiencias, lem tle seren arrematado! 2
c*cravo rr.ocos. de servico de armazem de assucar,
a reqiierimento de D. Maria Carolina de Brito Car-
vaJho,_comu lulura de seus filhns meuures, cuja arre-
matat-au lem de se ellccluar na praca do juizo dos
orphflos.
Recebem-se escravos para se vender, de com-
missao por cunte dos seus donos. lauto para a pro-
vincia como para fura della ; olferece-sc teda segu-
ranza que for precisu, e se da bom Iralamenlu : na
ra estrella do llosanu 11. 28, segundo andar.
-- O abaixo assignado annuucia ao respeilavel pu-
blico, que ninguem faca negocio ou Iransacrilo de
n-liiie/a alguma acerca*dos bens de JacinlboSoares
Bulelho, que fallecen ltimamente na liba de S.
Miguel, onde era ha anuos residente ; e, como ad-
ministrador do sua mulher 1). Senhoriuha do Sacra-
mento Soares, lilh.i reconhecida daquelle fallecido,
protesta contra qualquer negociar.au feila cm ordem
a prejudicar es seus intcrcsses, c os direilos de hc-
ranca que inconleslavelmente lhe compelem. Recite
1. de maio de 1855.Manoel do llego Soares.
Os abaixo assignados fazem publico, que a so-
ciedade commcrcial que gyrava nesla praea sol a
firma de Vasconcellos & Sludarl, foi nesla dala dis-
solvida por muluo accordo, licantloa cargo e debaixo
da responsabilidade de Manoel Paes Pinto de Vas-
concelos o aclivo c passivo da exlincla firma. Cca-
r :J0 de abril le 1855.Manoel Paes Piulo de Vas-
concellos, John William Sludarl.
tmUSm IA MORPIIEA-
No dia 24 de mar prximo pascado, appareceu
ncsle Diario um annuncio publicado pela Srf. D.
Francisca Xavier, aconselhaiido as pessoas que pa-
deccm dcalTecces de pelle (morpliai a recorrer ao
Dr. Cffsannva, que he quem as poda salvar, como a
hu\ia salvado.
He verdade que no dia 3 de uovembro t!o anuo
p. p>, fomos chamados para visitar e Iralar a tira.
D. Francisca, que nos declarou padecer desta lerri-
vcl tlocnca ha mais do i anius, c que tratan lu-se
pelo systema allopalliico, resullada algum linha ob-
lido. Nos a examinamos c conbeceinos realmente
que se ochava ali'eclada de elcpliauliasesdos Gregos,
(geralinoiile chaluda lepra ou morpha, ej no lur-
cciro grao, liilo que a dranjiranamn e aconselha-
mus a nao entrar cm Iralaincnto alenlo o triste
eslatlu em que achava. Nflo obstante nossa fran-
ca declaracau, a Sra. I). Francisca insten para que
a tratassemo-, viste estar resplvida a enrarse ho-
nieopalhicamenle. Com efleilu, acredentlo .t. km
rogativas, 110 mes;io dia empregamos o medicamen-
to, e com mais algunias (uses conlicccinis grandes
melhnras, lodavia nao ti cuiisitleramo- curada ; po-
rm muilo melhurada tle seu eslado primitivo.
ATTENCXO AO IIARATKIRO.
Ra da Cadeia do Recite, loja 11. 50 ta esquina,
vende-te:
corles de setla branca e com lislras de cores, com 20
Ovados 203, novas mclpomcnrs de quadros cha-
maloladus com quasi vara de largura a 000 rs. o co-
\atlo, corles de cambraia fina de cor com barra a
SffOO. chitas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a 1811 o cavado, cambraia de Hubo lina, ptima
para ramisasde n.iivus a 53, panno de lences su-
perior rom mais de II palmos de largura a *23400 a
nira, cassa de lislra para bailados i 220 rs. vara, e
t?G00a poca, casemiras tle cures escuras para calca
a '13OO o corte, panno de cor com msela de seda,
proprio para palitos c vestidos de montarla a 33 o
ruvado, panno prelo fino a i; e IfBUO o covado,
corles tle gurgorao para coileles a 19 e de fuslao
alcoxoatlo a 800 rs., merino pelo muilo lino a 3>(tll)
e 3 o covado, Ittvas de fio da Escocia de cures com
algum mofo a Ifi rs. o par, assim como unirs
umitas Cascudas jjnc a dinheiro ti vista se vcudem
em atacado, e a retaUo por liaralissinios precos, e
dio-sp timostias.
ATTENCAO', QIE ME PARA ACABAR.
I.aas com listras tle seda, c qualro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a prsenle csla-
rao, pelo diminute proco de io rs. o cuvado : na
roa ta Cadeia do Recite n. 33,
L'ma escrava de 22 annoi por S.'iO.iOOO.
Na ra doQueimado 11. T. loja da Estrella, vnde-
se urna escrava rrouui, dr 22 annuS de dado, que
Wm principio de engornmado, e est grayida ite7
meses, ba muilo satli.i e esperta, e capaz de se lhe
entregar o guenlo de urna casa por ser milito fiel e
nao lar \ kio algum, e esl muilo prxima a augmen-
tar geracao, o que de cerlo ronvir muilo-a quem
liver lilhus: us prclcndculcs dinjam-sc casa cima.
Vende-so nina escrava crnala, "le idade20 ali-
os, boa engomniadiira, colinda o diario de una
rasa, lava e vende na ra : na ra das Trincheiras
n. 40.
Veni|e-c por nao se precisar, urna prela de
mea idade, muilo fiel e humilde, nao bebe e-piriln
de qualidade alguma. Taz lodooHervico de urna casa,
vende na ra c Irab tilia de cnxada : "na ra do l,i-
vramcnlu 11. 3(i, loja de cera.
Vende be urna grande e famosa"casa terrea, no
aterro da lina-Vista, com grande quintal : a Iralar
na praea da Boa-Visla, casa n. 30, segundo andar.
Vcnde-se o verdadeiro e o mais fresco rap
Paulo Cordeiro. que exisle 110 mercado : na leja tle
ferragens na ra do Qucimado u. 13.
Vende-te urna crenla de 30 annot, que cozi-
Dha, lava eengomma sollrivel, com um filliu mole-
que tle anuos, muilo esperte: uu ra das Cruzes
11. 1.
Veildc-se urna aunaran de am.irello lotla cm-
vdracada para qualquer eslahelccimenlo, e lam-
bem aluga-se a mesma luja na ra do l.ivramuulo
n. .10: a Iralar com o proprielaria da mesma casa.
B1XAS DE HAHBURGO.
No antigo deposito da ra estreila du Rosario 0.11,
sao chejadas bisas novas pelo vapor inglcz.
ATTENCAO.
Vende-se urna exellenle negra, perfcila emgom-
madeira e coznhcira. e lambem lava tic sabio, de
miiilu boa culi lucia, e carinhosa para meninos :
quem a pretenderdirijtrse i ra dos Mari)nos o.l i.
PARA ACABAR.
_ As fazendas da arreuialacao da loja 11.19 da ra do
Crespo, vende-sc merino prelo lino a 3000 o cova-
do. tillo entre-lino 10000 rs., princeza e sarja de la
500 rs., lila superiur .(Jtl is. o liado, alpaca 320,
hrim branco de linho 650 a vara, las para calca 4IH1
o cn\,ido. hrins trancados 210a 320, chiles linas HiO
o covado, madapoln ico a 200a vara.baelillias para
coeiros a 320; 200 o covado, cscomilha prela i00 o
covado, chales de la e seda 2(500, .'I3IXIO, dilos ca-
da(o OO o 10000,-ditos chita 500 a tilo, teneos de
seda rom franja a I9SOO a 29000, ditos cas>a*160 a
200. 210, dilos de dula ICO, 200.240, mantas de se-
'la :t.3ara senhora :0U o par, .li-
las |iara menino 200, dilas prelas para senhora 160,
dilas de seda 1-;000, e outras militas fazendas.
Vende-se urna capa de panno azul com gola de
pellucia, e forrado de rasemira de quadros, por pre-
ro cummedo : na, ra do Crespo n. 17.
Sedas de cores.
Na loja de i porlas, na ra do ijueimado u. 10, ha
para vender um cmplelo sorlimenlo de corles de
seda de cores de superior qualidade c modernos gos-
tos. por preco muilo commodo.
Sedr.s a 20.S000.
Cortes de seda de cures com 17 e 18 covados a
2O3OOO cada corle : na loja de 1 porlas, na ra do
(ueiinarlo n. 10.
Para vestidos.
Marmolinas de cores, fazenda inlciramenle nova,
com mais de 4 palmos de largura, modernos goslos,
e cores fixas a 300 rs. o covado : vendem-se na loja
de 4 porlas. na rila do Quematiu n. 10.
Vende-se urna tartaruga verdadeira e haslaiflj
grande: as Cinco Punas 11. 135.
Vendem-se 2 cscravos rohtislos para lodo o
Irabalho na ra da Senzala Nova D, i.
_ Vende-sc um mnlalinho de bonita figura, com
17 anuos tle idade, srm vicio algum, para nm ex*
cellenle pagem, e bom eopeira em razia de ter bs-
tanle pralira : no armazem da ra Nuva 11. 77.
Vendese una casa lerrea. de ponto mais alto
que (em na ra da Couceico, e por sso muilo boa
e nova : na ra Nova n. b'7.
radas navas, rom minio bom poca de agua de be-
ber, e |iarle delle murado que se pode edificar tres
grandes propried ules de tasas: quem o pretender.
dirija-sc a roa das Cruzes n. 22, part Iralar du
ajuste.
TESOl'ltAS PARA AI.FAIAIE.
Ventlem se lesouras porlugiiczas legitimas, para
alfaialo : na ra da Cadeia do Rerife 11. 48, primei-
........ irti\rs de MAO.
Yeiilem-so estes expel-
ientes e bem conhecitlos
bra90s: na ra ta Cadeia
do Recife n. 56 A.
DEPOSITO U FVBKICiV IU. TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Rieber A
C, na rna da Cruz n. \, algodao tran-
cado da(|itella fabrica multo proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por prero commodo,
Vende-se ou arrenda-se um pequeo silio lotl
murado o cercado, com 2 pequeas casas de pedra e
cal, muilo bem plantillo e com viveiro de pctxc den'
Iro, pur proco commodo, sitnos Afanados, ra do
Pocos n. 0 : a IraUr no mesmo, ou na rclinacao da
mesma povoac.lo.
No paleo do Carme, loja n. 18, de B. A. R.
Tiipinamhti, vendem-se bilheles e caulclas do cau-
lelisla V. T. C Ferreira, c na mesma loja se pagam
os pi emits sem descont.
Attencao.
Vendc-se a taberna da ra Nova n. 50, bem afre-
guezada, c no melhor ponto por ser cm esquina, ea
casa lem bastantes commodus mesmo para familia,
com urna parte a vista e o mais a prazos : r,iicm pre-
tender, dirija-se mesma a Iralar com Joaqoim da
Cosa Domado.
PECDINCHA.
Vende-se um cavallo de ba figura c com bom an-
dares : quem o pretender, dirija-se a roa dos Quar-
teis, ioja n. 25, ou na corheira do majur Scbastiao
Lopes Ijiitiuares, que achara com quem tratar.
Ceblas bnratas
Na traversa da Madre tle Dos, armazem tle Joo
Martins de Barros, vendem-se echlas muilo boas, e
ninili-imo baratas.
Na loja das seis piulas, ein frente do Li-
vra ment ,
vendem-se roupauzinhos tle escocez tle laa e de sedti
para meninas de i ale 4 anuos a.630011 ; mangaiioa
de lil lordados para senhoras a IcOOO ; lencos de
cambraia brancos e pintados a ICO ; chita de bom
panno e bonitas a IfiO c ISO, c linas a 200 ; lil liso
e lavrado por preco rummo !u. a dinheiro a viste
outros nimios restos tle fazentnw que quer trocar por
sedlos, para sorlir de fa/endas rhegadasagora : das
0 lloras da luauha ate as 0 d-i noile.
Vende-sc om relngio de ouro patente inglez,
bom rcgulailor, com urna correnle, por prectr com-
modo : na ra do Rangel n. 36, primeira andar.
MADAP0L40 COM PEQDH 0
TOQUE DE 1VARI
ves>de-se na ra
nado n. 10.
i o
i
Quei-
i HOMOPATHIA.
lie chegado novamente de Franca a deli-
ciosa pitada deste v'olau trance/., e se acba
a venda' nos lugares ja' designados, na
Em nossa rmica descubrimos um medicamento, (,srl.:n|nl. .... ,..,.. .1. ,..,.., n .>,- ,.
com o qual lemos lirado bons resultados as allec- e*c,lP,0,l "'' l d ,,s t.1 H'. n. >b pi tmei-
roes de pelle, particularmente na de morpha quan- i ''0 andar, e lias lojas de Manoel Jos Lo-
cV Irmao, outv'ora de Car-
cal, na ra larga do Kosaiio n. 38 e
H

do se echa no 1. e 2. grao, c sendo a doenra anli- i pes e Barros
os docnles mais aliviados !|..|
i
i
i
1
FEBRE AMAREI.I.A.
Alguns casos de FEBRE AMARBLLA
se lem ltimamente manifestad nesla ci-
dade. Olratamento liomiropatliico bem
dirigido lem mostrado sua su|>crioridade
;i anliga medicina. Os docnles. pois, que
a homu-opalhia quizcreir recorrer, pode-
lo-hao faier, sendq soccorrjdos de preferen- ^
ca aquellesque nenhum remedio hajam S'
tomado.
Consultorio central honvr-upathico, roa
de S. Francisco mundo- novo) n. 68A.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
t ga ou hereditaria licam
Vy* i Prtanlo, declaramos ao respeilavel publico, que
nao prelcudemns com este annuncio inculcar-nos
tle curar radicalmente a morpha, porque islu im-
portara o mesmo, que termos descabello a pedra
philosophal.
As pessoas qoe desejam lra(ar-sc desta enfermitla-
tlemurpheacontras affeccoes, podem recorrerao
consultorio da ra dasCrur.es n. 28.
Dr. /. B. Casanoca.
Na praca da Independencia n. 22, lecem-se
Irauselins, fazem-se pnlceiras, aunis, lselas e fir-
mas, ludo de cabello, com un ila perfeicao ; como
lambem apromptam-se ludos os periclites para of-
ciaesda guarda nacional e primeira linha, por prero
commodo.

M>..
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
s\nllif cnt-ai\o!adii, pur barato preco:
na ra da Cruz. n. 2, primeiro andar.
Vendc-se um carrinho americano de
i rodas, anda com poiico uso, de cons-
truccao milito forte, ainda que inulto le-
ve e elegante ao mesmo tempo: os pre-
tendentes dirijam-seao Trapicbe-novo n.
l.ou na Ponte d'L'cba, sitio do cnsul
bollande/..
MiiTiionn
YWH VERDE
a 320 a garrafa, chegado prximamente do Torio, c
massa de tmale, chegada prximamente de Lisboa,
em lata* tle 2 libras, a 1)600cada lata : vendc-se na
taberna ta rna da Cadeia do Recite n. 25, defronle
do becco Largo.
PALITOS FEANCEZIS.
Kecebeu-c pelo ulliino ua\io franrCT. uin novo
sortimento de pnlil-de j^miode 12*)n>. par cini,
dilos de sert., de cores ; assim como chapeo* de sol ila seda rabo-*
de ratina, muitu grandes*. Corles, proprioi pai
prsenle estarilo. dilos muitas qu.ilidali"-. Din laa parn viagem de lodos os
tamaitos : luon se vende por muilo menos prero
que cm nutra quatquerpartu. na ra do Collegio
numero 4.
PIAiO.
Joao l'. Voueley avisa ao respeilavel pultlico, que
em sua casa, na ra >ova n. 41, primeiro andar,
aclia-se um sorlimenlo de pianos de Jacaranda e nio_-
no, os melliores que tcm al agure apparecido no
mercado, lano pela sua liarmomosa e forte voz, co-
mo pela Mu conslrucriln, de armario e horisonla
da fabrica de Corllard i\ Collard de l.oodre-, e de
autores os mais acrodila vende por prero ra/oavel. O annunriaolccontina
a atinar c concertar pianos com perfricAo.
ATTENQA0._
Xa ra do Trapiclie n. 54, lia para
vender barris de ierro ermetieamente
lechados, proprios para deposito de i'e-
ses ; estes barris sito os inclliores que se
tejn descoberto para este lim, por nao
euialarem o menor ulieiro, e. apena pe-
zam lli libras, e custam o diminuto pre-
ro de -i.sOO rs. cada un.
COGNAC VEKDADEIKO.
Vendc-se superior cognac, cm garrafas, a 129000
a duiia. e 1^280 a garrafa : na roa dos Tanoeirus n.
2, primeiro andar, defronte do Trapiche Novo.
Vende-se ac em cunhetes de um quintal, por
prero muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
gonl & Companhia, praea do Corpa Santn, ti.
Vende-se urna porraodo verdadeiro
vinlio Bordeau\ tinho e branco engarra-
fado, (fuete vende muilo cip conta par
se liquidar contas: na ra da Cruz n :2',
|n muii'ti andar.
Moinhos de vento
'mu hombasde repino para regar borlase baila,
de rapim. na fundirao de l.W. Bowmau : na ra
do Brum ns. 6. Se 10.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES !>E TO-
DAS AS OCAUDADES.
Cobrl-icsescums a 720 rs dilos grande a IS200
rs., dilos brancos de algodao de peliu c sem elle, a
mitaro tos de papa, a 13200 rs. : na loja da ru*
o Crespo n. G.
CFJIE\T0R0M\M BRANCO.
N ende-se cemente romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas. : aira/, do llieatro, arma-
zem de tabeas de pinho.
Tabeas pare, engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rna do Brum, passan-
o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixaj de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmo de
bocea, asquae* acham-se a venda, por
prero commodo e com proinptidao* :
embarcam-se ou carregam-se cm carro
sem despeza ao comprador
Vendem-se em-casa de S. P. Jolms-
ton & C, na ra de Senzala .Nova n. 4 2.
Sellins inglezes.
Itelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiroae casticaes bronzeado.
Cliiinihoem lenrol, barra e muniriio.
Faren% de Lisboa.
Lonas ingtezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro. /
Barris de graxa n. )7.
Na ruado Trapichen. 10, escriptorio
deBiandera Brandis&C, vende-sc por
precos razoaveis.
Lonas, a imitarao das du Bussia, de
un 11 lu boa qualidade.
Papel |>ara imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores emeaivas sortidas, mui-
to pro|)iiopara forrar chapeos.
Papel ilmaro e de peso, branco e azul,
de boas (|ttalidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitto ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco milito superior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
Ein casa de J. Kcller&C, na rna
da Cruz n. .") ha para vender expel-
ientes piano* vindos ltimamente de llam-
burgo.
Vende-sc urna halanca romana com lodos os
sus perlcnces.eiu, bom uso e le .OOO libras : quem
preteutler, dirija-se ra da Cru/., arnidnni n. 4.
Udiii sortimento de hrins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brnn france/. de quadros a 640 a vara,
tlilo a 000 rs., dito a l?280, riscado de listras de ror,
prdprio para o nieinio lim a 160 o covado : na ra
do Crespo u. 6.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos preco que em outra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Audia-
de& Companhia, ra da Crui n. 19.
Ha ra do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
lidaq.
FIMO EM FOLHA.
c
Na roa do Amonm a. 39, arma/em de Manoel dos
Sanies Pmto. ha murta .uperior fumo cm folha de
.....*' >* qualidades,-para charulos, por preco com-
PEIJAO WHTIMO.
por (ireeti commodo.
I
#
i
a
Vende-se vinho de Brdeos, St.
Emilion, Pomerol, S. Julien, Pa- ^
villac, em garrafes e quartolas :
vinho de champagne. Si lien,
Mousseux, em (jrralas e meias
garrafas: licores linos todo de
qualidade superior e por preco
commodo: no escriptoi io de J.
($ P. Adour i\ C, ^ia ra da Cruz
<$ n- 40- (j^
#aa%SS909-$#^O$S99
CASEMIRAS A 23i(Xl e H5OOO O CORTE.
Na loja da liaimarles i\-' lleunques. roa de Cres-
|n> 11. 3, vendem-se cortes .le ra-emira ingle/a, pelo
baralissimo prero de 25100 e llgOOO cada um.
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE BYGIE-
NICO DA FAliKICA COLONIAL.
Este oliocolate, o unico preparado com
substancias puras, nutiitivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa del.. Lecomte Fe-
ron & C: ra da Cruz 11. 20.
Precos:
Extra-lino. 800 a lib.
Superior. .
Fino. .
SOO
500
CEMENTO ROMANO.
Vende-sc superior cemento cm barricas e rela-
Iho, 110 armazem da ni da Cadeia de Santo Anto-
nio de malcriaes por precro mais em conla.
Vende-se urna cama de armacao e cpula, sen-
do ella de Jacaranda e loda de moldura e bem lomea-
da, leudo muilo pouco uso, por commudo preru,
que o comprador vista da benifeitoria da cama
n3e iloivir.i do comprar : a Iralar na ra estreila
do Rosario n, :I0, primeiro andar.
Vendem-se petas de cambraia de cores, pro-
pries para cortinados e mosqueteiros a 1.S1JHI cada
peca : na loja .tle '1 perlas, na ra do (ucimado
SARJ PRETAESEIIM
MAC'O.
Na ra do Crespo, luja n. li, ven;lc-se superior
-tuja lleapanhola, moito larga, pelo diminuto preco
de2300 e 2*600 o cavado, eetim macu a 2|80O e
:i.-iK>o covatto, panno prelo de 3-.')00, i;(KMi, aOOO
e (5OOO o covado.
FARLNHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior larinha de mandio-
ca, em suecas (iiie tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens 11. ?>,, c 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandcga, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. .",
primeiro andar.
FTO
C
Vendc-se superior ceanlo ein han iras grandes ;
.1--111 como laniliem vemlein-se as lina* : airas da
llieatro, armazem de Joaquim Lopes de Alincida.
Riscado de listran de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rna do Crespo, luja da esquina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
) POTASSA BRASILEIRA.
(gj) Vende-te superior potassa, fa-
Q9t lineada no Rio de Janeiro, che-
^k gada recentemente, recommen-
^ da-se aos senhores de engenhos os
S SC1IS bns elleitos ja' experimen-
HW lados: na ra da Cruzn. 20, ar-
W mazem de L. Leconte Feron &
*%!; Companhia.

Vcnde-se eicelleule laboado de pinho, recen-
Icmcnto chegado da America : na rui de Apulio
trapiche do Ferreira. a entender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. 0. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Gh'istao.
Sabio a lux a 2." edico do livrinho denominado
Devoln Clirislan.mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a CO rs. cada eiemplar.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversa! m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaarilhas, valsas, redowas, sebo-
lickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de JVteiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de eiccllcnles vozes, e pre;os com-
modas em casa de N. O. Bieber & Compaubia, ra
da Cruz n. i.
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C ra da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se um cabriolel com robera c os com:
plenles arreios para um cavallo, ludo quasi novo
liara \er, no alerro da Boa-Visla, armazem do Sr
Miguel Segeiro, e para Iralar no Kecife ra doTiapi-
che 11. l, primeiro andar.
Deposito de vinho de cliam- 1$
^ pagne Chateau-Av, primeira qua- fe'
t^ lidade, de propredade do conde t
') ^9 Marcnil, ruada Cruz d(j Re- <*
^k cife n. 20: este vinho, o melhor aj
fc tle toda i Champagne, vende-se A
;' a G.SOOO rs. cada caixa, acha-se W
f nicamente em casa de L. Le- "g^
comte Feron & Companhia. N.
l B.a As caixt sao marcadas a fo- ($)
$ goConde de Marcuiie os ro- tt
lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No antigo deposite da ra da Cadeia Velha, es-
rriplorio 11. 12. rende-te mulo superior polassa da
Kossia, americana e do llio de Janeiro, a piceos ba-
ratos que he para techar conlas.
Na rna do Vbj ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanei para forro de sellins che-
gada reccnlemeulc da America.
Vendem-se no armazem n. 60; da ra da Ca-
deia do Kecite. de Ilenry Cinson, os mais superio-
res 1 elogio- fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
dar, escit|
nuain-se
be
y* ra da Cadeia uno le Augsl,, {.. de Abren, tjnti-
vender a WOOli ,,ar ,, n, as
! "as ,. afamadas iiavalhas de barba feiis
11 1.U11 iranie que toi premiado na ex.insitao
mes, as ,,llHes !,,, ,le ,|urarpn, ejlraalia-
" "entero no rosto na .. fio 0 cotUr ;
a cuiidirAn de, nao agradando, po-
den os rinr.praduret, devolve-las .te 15 dias dc,,iS
pa compra resl.luindo-se o importe. Na mesma ca-
mo"te,":D!eWUr","i,, Par" """ > Pto
BALSAMO IIOHOOEMO SIMPA-
r-avoravelmenle acolhido em tedas ai provincias
'or JuatTin* '*" ""' C""'" ""'"""e"' apreciado
por suas admirave virlude*.
MOLESTIAS CUSA VEIS
POR MI DESTE PORTE.WOSO BALSAMO.
I'LIUUAS DE Tobo O CENEKO, .uda que
lads. de chagas cbion.cas, esponjosas e ptridas.
,',' i 'T %*W"": ces.!,u. a, dores.
LLCEIUS E CANCHOS VBNEREOS, eacorbu-
(JUEI.MAIJK.v.s; qualquer que seia a
objeeloqueaapioducio. *^
O MESMO BASaMO se ten. applicado com a
maioi vd.ilaBenya-asmutesliasstuuiuua: purcnJ ,(l.
urle-se queaTse deve reconer a elle eru casos e-
iremo. na (illa absoluU ou impuavel de se oblar
a ,1-uieiiWa de um fafoltalivo.
! (HlHiu^lv"' ?U8|1ucr P|e do corpo.
l.ittlIJKIljAa, nao exceptuando
I.1M.I.
a tenia ou sol-
n,!i!1,KI^,,t'",iC,* uu de """S'.debilidade de es.to-
r3lrH'1UC,"1 '" oueuiranha.,7ir-
rtgulandade ou falla da nienstruacaa; e nubrludo
S "o peiio, degeneradas em princi-
Vende-selia ra larga do Ko-
piodc plhvsica ele.
sariu 11. 36.
B.unn PraegercVC, tem para
vender em sua casa, ruada Cruz
S n. 10:
(g Lonas da Bussia.
|g Champagne.
5i$ Instrumentos para msica.
H Oleados para mesa.
*| Charutos de Ha vana veraadeiios.
w Cerveja Hamburguesa,
jtt Cumma lacea.
VINHO DO PORTaSPERIOR
FEITOR.
EM BAKKIS E UITAVO.
\ einle-'e a preju commodo : no armazem de
Barroca & Caslro,na ra ilajtadcia do Kecife nume-
ro .
RELOGOSDE LGIBEIRA
nsleiet de patente : vendem-se a preco muilo com-
modo, no arma/em du Barroca & Caslro, ra da
Cadeia do Kecife n.4.
VIDKUS PARA VrDRCAS.
Ver tem-se em cniys, cm casa de Barlhomcu
l'ra risco Je Souza, nft larga do Kosario n. 36.
.CHAROPE
DO
BOSQUE
I) nico deposito continua a ser na botica ie Bar-
Ibolomeu Francisco de Sooxa, na rila larga do Rosa-
rio 11, 36; garrafas grande5&O0 e pequeas 3JO0O.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de pblisica em lodos os seus dillcrenles
araos, quer motivada por conslipaces, lossc, aslh-
ma. pleuriz. escarros de sangee, dar de costados a
peilu, palpilae.lo no coracao, coqueluche, bruuchile
dr una gargaula, e todas as molcslias dos orgaos pul-
monares
HECHAH1SH0 MBA EH&E-
HHO.
XA ri'XigAO D FLUKO DO JSG
M1EIB J)AV1 W. HOVVMA.N. ,,A
RA DO BUUA1, PASSANDO O ollA-
FAUIZ,
ha sempre um fraude sorlimenlo dbs seguintes ob-
jeclos de merbaaismos proprios para engenhos, a sa- '
lier : in enda- c meias inociida da mais moderna
cunslruccau; laixas de ferro fundido e balido, de
superior aaalidade e de lodosos lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animara, de todas aspropor-
res ; rrivos e boceas de fornalha e remitiros de bo-
eiro, aguilhoe, bronzes, p^*.fusv9 e caiilhoes, moi-
uhu de mandioca, ele, ele,
NA MESMA FUNDICAO.
se execulaui tedas as cncummendas cun a superio-
ridade j.i roiihecida, c com a devida presteza e com-
modidade em pirro.
da Cruz n. 10.
| CEffiTO
da melhor qualidade: vende-se
em casa deBrunn PraegerAC,, ra |g
n
IAKI.MIA E ARROZ DA TEBRA,
Ven lem se saetas com farinha e arroz da trra :
tu ra da Cadeia do Recite, loja n, 23.
Aa fabrica de espirites di ra ilireila o. 84,
novamrnte aberla, vende-se alrool raliflcado a ba-
ldo Maria, licor lino, entre flnoe ordinario, de dif-
ferentrs qualidades, em garrafas e em ranadas, ge-
nebra em frascos e em caadas, agurdeme do reino,
tinta prela e roxa para escrevrr teda em alcool fri-
co, agua da Collonia em frasqoinhose em garrafas,
baiiba para cabello de difTcrenle Coria, oleo de mi-
cu. ludo bem preparado, e por preco commodo,
garrafas braucas \asas, propiiai pan licor Huo, oleo
de ricino e xaruprs. ,^
Vende-sc supeiior farwiM de mandioca de
Santa Calhariua : Iralar no ecriplono da ra da
Cruz ii. 19, com Isae Curio &C
ESCRAVOS rUGIDOS."
Desappareceu dosilirf na Ponte de Ucha, o eta*^o, prelo, por ome Bi-
biano, natural de llelirrbe. o'qual lem familia, lie
sapaleiro, loca iula, cosluuia andar calcado, muilo
dado a sucias, c be maAo coiibecide ; foi comprado
au Sr. Alexaudre Jas Bvmellas da dita po\oaraode
Beberibc, de cujo pai fui cria o referido escravo :
roga-se encarecidamente as a.ulurible policiacs o
favor de sua captura, bem como ti qualquer peasoa
ou ao- capilSeV ac cain|iO, a queril-e dar.i boa re
rompcns.i, cnlregndo-oj Francisco liomcsdepli-
vena, igente de leiles, na ra da Crui do Recite.
|lcsain>nrcccu da roa larga tlu llViirin n. 12, o
rscravo Vireitle, pardo, alio, olhos grandes, com
urna cicatriz no rosto, cabellos e barba grandes ; he
nflirial 'le sapaleiro, anda decalca jaquela, ralea-
do, c diz-.-e forro : quem o apprelieudci e entregar
ao seu senlior, sera recompensado.
Leonardo Aniones de Mein lleuiiquea.
CEM MIL RES BE GRATllICACAO1.
Desappareceu no dia 6 de dezembro do annu pr-
ximo passado, Benedicta, de I i qnnaa de idade, vea-
ga, cor acaboclada ; levuu um vestido de (hila rom
listms cor de rosa e de caf, e outro lambem de chi-
te branco rom palmas, um lenco amarcllo no pesco-
coja desbulado: quem a apprehender conduza-a a
Apipuros, noOileiro, em casa de Joao I.eile de Ae-
vedo, ou ti Recite, na prara Ho Corpo Sanio n. 17,
que rcrcber.i a graliliricao cima.
Desappareceu no dia 2 do correnle, do enge-
nte! I'agiliuga, um escravo, crioulo, de nonie llu-
rencio, rom nula anuos de idade, pooco mais ou ,
menos, leudo os sigues seguintes : bastante pre-
lo, estatura regular, barbijo, cara descarnada, um
pouco ilmtiieu, olhos apilombadus, urna ricalnz na
guela e outra na barriga, pcnias lina, ps lorio* que
mostram ler sido cambados, denles podres falta de
alguns na frente, e falla alm disao um pouco alra-
\essatlo ; desconlia-se que seguisse ao termo deia-
zarelh : roga-se a qualquer pessoa, que ipprehea-
de-lo, li'w.,1 ao referido -engenho, que ser bem
recompensado.
-----------------' -
PERN. TVP. DB M. F. DE FAMA. 1855. V


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