Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01021


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Full Text
ANNO XXXI. N. 105.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
HMW
SEGUNDA FEIRA 7 DE MAIO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.

DIARIO DE PERNAMBCO
KNCARREGADOS DA SUBSCRIPC-VO-
Recife, o prnprieterio M. F. de I-aria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Join Pereira Martin : Babia, Sr. I).
Iluprad ; Msee, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ilnma ; Parahiba, o Sr. Uervaziu Virlor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr.Joaquim Isnariu Pereira Jnior ;
Aracaty, o Sr. Amonio de Lemos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhao, o Sr.Joa-
quim Margues Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Hrrculano AeLiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
luio i. Riinn ; Amazonas, o Sr. Jcroiiymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 A por 1*.
Pars, 315 a 350 rs..por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acabes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 63400 velhas.
de 69400 novas.
> de 49000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
\riiiK\ri\s.
Tribunal do Cominercio, segundas cquintas-feiras
PARTIDA DOS CORREIOS.
29J0O0 linda, lodos os dias
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
109000 \ illa-Relia, Boa-Vls.a, Ex eOuricury. a 13 e 28 | Re'aSa' ***** **M0
99000 Goianna e Parahiba, segundas e scxtas-feiras
19940 Victoria e Natal, as quinlas-feiras
PREAMAR DbflIOJK.
v" utos da manha
lutos da tarde
19860 Primeira s 9 llorase 1%
| Segunda s 9 horas e
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA J l'STICA.
3.* Seccio. Ministerio dos negocios da justira.
Rio de Janeiro em 13 de abril de 1855.
PrvpOe Vmc. no seu ofllcio de 24 do niez prximo
lindo, com o qual mnelteu os mappa nrgansados
pelo promotor publico deate municipio, a seguinte
duvida: se, condemnado uici reo escravo uosarls.
OI, 257 e oulros do cdigo criminal, e commutadas
em a'oules aa pcuas de priso simples ou com traba-
llio, na couformidade do .art. 60 do citado cdigo,
devem as mullas sofl'rer a mesma cummulacAo, ou se
devero ser impostas em diulieiro, c os senliores dos
reos tscravos obrigados a salisfaze-las at o valor des-
tea 1 (Arta. 28 SS 1 e 30 do cdigo criminal.)
S. M. o Imperador, a quem foi presente seme-
Ihante duvida, liouve por bem decidir que, se o arl.
60 do cdigo criminal Dunda indislinctameiilc com-
mutar em aroutes todas as penas impostas aos reos
cscravos, exceptuando smenle a capital e a de ga1-
ls, aclia-se iudubilavclmcntc comprebeodida ncsla
regra geral a pena de multa, que, sendo criminal,
n.i pode passar da propria pessoa do culpado, vislo
como pelos arls. 28 30 do referido cdigo, o senlior
lie narigado a salisfazer o damno causado pelo es-
cravo, e nao se considera satisfar" de damno, senao
pena, a mulla. (Art. 55 do cdigo criminal.)
O qne communico a Vmc. para sua inteligen-
cia.
Dos gaarde a Vmc. Jos Thomaz Sabuco de
Aratijo. Sr. jaiz de direilo da primeira vara cri-
minal da corle.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Espediente do dia 1. da marco de 1855.
Ao presidente do MaranhAo, declarando que o
livro em que se lem da tancar na colonia do Gurupi
0 assenlatnento dos nascimentos, casamentse nbilos,
esta suje.ilo ao sello, e que este deve ser pago pelo
respectivo cura, tanto porque assiin o declarou a de-
cisao do thesourode 22 de julho de 1850, como por-
que o procedimento contrario tendera a aggravar a
cundido dos parochos e a estabelecer urna exeeprao
odiosa a favor dos curas, igualmente estipendiados
lelos cofres pblicos.
A' Ihesouraria do Paran, declarando nao se-
ren idneas as lianzas de que trata o inspector no
teu ofllcio de 7 de abril do anno lindo ; e que, quan-
io i fuga do ex-cnllector da capital da provincia, e
itxtravio dos dinlieiros a seu cargo, deve o inspector,
caso anda o nio leu ha feilo, impor-lhe a mulla no
tirio mximo do art. 36 da lei de 17 de setembro de
1851,mandando promoveros processos civeisproprios
para garanta e in(Iemnisac3o da fazenda, e remetter
a auloridaJe competente os documentos necessaro
para proceder criminalmente contra o dito deve-
dor, dando de ludo conla circunstanciada ao llic-
souro.
3
Circular, remetiendo is thesourarias.de fazen-
da copia aullicntica do decreto n. 1558 de 21 do mez
passado, declarando que na dsposirao do 5 7 du arl.
1 do decreto n. 870 de 22 de novembro de 1851 es-
t comprclieudida a attribuico d. Iliesourarias im-
porem as multas de que trata o arl. 36 da lei n. 62g
du 17 de setembro do mesmo anno, em que iucorre-
rera os resjonsaveis por dinlieiros pblicos.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da fa-
zenda, em 3 de marco de 1855.
O marquez de Paran, presidente do tribunal do
lliesouro nacional, em resposta ao ofllcio do Sr. ins-
pector da Ihesouraria do Maranhao de 18 deoalobro
di: 1853, relativo ao pagamento que prclende as pra-
ras do extiiKlas 7. batallio de caradores, que pas-
saram para o5.< de fuzileiro, declara que proceden
regularmente, deixando de fazer o ajustamento das
dividas de 13:2359012 e de 1:3009900 pela forma or-
denada nos diversos oficios da presidencia no seu
mencionados, nio su pela razio que pondera, de'ac-
rerdo com a ordem circular de 6 de agosto de 1817,
einbora pertenram as dividas a praras de prel, como
porque, sendo posoivel que algumas das praras ere-
duras dt parte deseas quautias j letibain dado baixa,
e devendo-se ter entilo declarado as dividas as res-
peetiva escusas ou ttulos de divida, lalvez'j te-
nliara ellas pedido e mesmo conseguido o seu paga-
mento, aecresceildo anda ser mpossivcl na actuali-
dade proceder-so ao ajuslnmeulo de contas das ditas
piaras pela entrega da importancia da divida aos
ccmiaanda ules dos corpos a queas praras pertenram,
visto esiarera exlinctas as caitas dos mesmos corpos.
E nao prescrevendo as dividas das pravas de pret se-
nil depois de 5 anuos, contados da dala da escusa,
como foi declarado pela decisiio do Iribunaf do Ihe-
soura de 14 de abril de 1848, que vai por copia, s-
mente deve reputar-so prcscripla a parle da divida
ixrlenccnlo aquellas praras de pret que, tendo itido
b'ixa do serviro, nao requereram o pagamento de
sua dividas dentro desse prazo, nao as prejudicando
qualquer demora proveniente da Ihesouraria, urna
vez que liajam requerido em lempo.
E porqaii esta divida remonta aos exereicios de
1841181* e 1812-1843, e a Ihesouraria nenhum
andamento deu ao negocio, mesmo depois de rece-
bar diverso ofllcios da presidencia da provincia no
anno de 18U, so fazendo a consulta constante do of-
Jicio a que se responde, remella o Sr. inspector ao
lliesouro ama relaco nominal das praras dos dous
baUlhoos a que se devem as qoantias cima mencio-
nudas, com declarado dos corpos em que oi con-
Iratiida, infarmando oolrosim, se estao lodas anda
em elleclivo servico nos me'smos corpos ou em oo-
tros, para gue fussem Iransferiias.e qu,es sejam, ou
se algumas falleceram, ou deram haixa, sens nomes
e as datas em que islo leve lugar, afim de poder ve-
rilirar-se, se ha pracas, que, tendo dado baixa c re-
querido o pagamento, lenha este sido ordenado.
i !! -------
GOVERNO DA PROVINCIA.
SUsMilaate o dia 3 de malo.
Cilicio -Ao Em. commandanle superior dt guar-
da nacional do Recife, declarando que ficam expe-
didas as convenientes orden*, para seren enviadas
ror. urgencia aos presidentes dos consellios de qua-
licacao dH reguezias desle municipio pelos juizes
de paz dos primeiros dislrirtos das mesmas fregue-
zias.as relac/'ies de que Irala o !j"2 artiglo do de-
creto n. 1130 de 12 de marco de 1853.Neste sen-
Iido olliciou-fe ao commandanle superior da guar-
da nacional do municipio de (joiauna, e oxpediram-
e as ordens de que se trata.
DitoAo Exro. marechal, commandanle das ar-
mas, Iransmillindo para ter o conveniente destino,a
relajan das nccurreiicias que liveram lugar no mez
do marco ultimo, jeerca do capitn do 10. batalbo
de infanlaria Antonio Caetano Travasso.Parlici.
pon-se ao Evm. presidente do Maranhao,
DiloAo Exm. conscllieiro presidente Ja relarao,
inleirpiido-o de haver o bacbarel Jos Ouintino de
Castro LeSo, partiripado que no di t do corrente
entrara no exercicio da i=. vara de direilo desla co-
marca, visto (er-se encerrado a ses9o da assembla
legislativa provincial, e os dous primeiros supplen-
tes.naose luverem ipresentado.Igual communica-
cjn se fez Ihesouraria de fazendn.-
DiloAo chefe de polica, dizendo que expedir
ordem ao inspector da thesoararia provincial, para
que com urgencia mande pagara'quantia de9649300
rs. em que importa o prel que S. S. remellen dos 20
paisanos que vieram de Girafcum,pra cooduzir os
criminosos que leem de ser. julgados pelo jury da-
quelle termo.
DiloAo presidente do consellio administrativo,
recommendaudo que trate de comprar as fazendas
e mais objeelos mencionados na relarao que remel-
le, os quaes sao necessarios ao arsenal de guerra,
para salisfazer as requisirOes de diferentes corpos do
exercito. Fizeram-se as necessarias communica^es.
DitoAojuiz relator da junta de justira, Irans-
miltindo, para serem relatados em sessao da mesma
junla, os processos verbaes dos soldados Francisco
Muuiz da Cuerra e Jacinlho dos Passos Cuedes.per-
lencenles ao 9o. balalliila do infanlaria.Partici-
pou-seao marechal commandanle das armas.
DitoAo major de engcnlieiros Jos Joaquim
Rodrigues Lopes, recommendaudo que trate de re-
mover >|iianto antes da cidade de Olinda, para o
eililicm da Faculdade de Direilo nesla capital, os li-
vro da respectiva bibliollieca, enlcndendo-se a res-
peilo com o Exm. director da mesma Faculdade.
Commuuicou-se a esle.
DiloAo*commandanle superior da guarda na-
cional le Uoiauna, approvando a escollia qoe fez o
commandanle do 1. hallabao da mesma guarda na-
cional do uniforme de infanlaria para fardamenlo
do referido batalliao. e os de in.Ms o uniforme de
caradores.
DiloAo agente da companhia das barcas de va-
por, recommendando que mande entregar pessoa
que e presentar competentemente autorisada pelo
mercchal commandanle das armas, o jogo de instru-
mentos cirurgicos que, segundo consta de aviso da
reparli;aii da guerra de 11 de abril ultimo, foi re-
mellido aquella agencia com destino ao hospital
militar.Ioteirou-se ao supradito marechal.
PortaraAo mesmo, para fazer rcelier e trans-
portar no vapor Tocantin.; al a provincia das Ala-
gata, nao so o criminoso de [morle Thomaz Ferreira
Ordonho, mas tamhem a escolla que acompanhar ao
referido criminoso.Expediram-se as convenientes
ordens respeilo.
DitaAo mesmo, recommendando a expedirao de
suas ordens para que soja transportado para a Para-
hiba no vapor Guanabara, o alteres llcurique Jos
Borges l.oydo, tirando sem effeilo a portara de 10de
marro ultimo na parle relativa a esle ofticia!.

Oflicio*Ao Exm. presidente de Sergype, dizendo
que, pelo seu oflicio de 23 de marco ultimo, ficra
inleirado deliaver-se efTecluado a uiudanra da ca-
pital daquclla proviucia da cidade de S. Cbrislo-
vao para o povoado de Aracajii, e felicitando a S.
Exc. pelo lioui xito de semelhanle empreza.
DiloAo commandanle das armas, Iransmittindo
copia do aviso da guerra de 16 de febril ulti-
mo, do qual ronsla ter-se mandado vir para esta
provincia o jyirjitao_jlo 10._baWluiOdc iii&LDlaria
Francisco Anlonio de Carvalho.Communicou-se
Ihesouraria de fazenda.
Igual acerca do rabo de esquadra do azilo de in-
vlidos Jos Raymundo de Carvalho. .
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
communicandu-llie, que segundo consta do aviso do
imperio de 21 do mez passado.se solicitara naquel-
la dala do ministerio da fazenda a expedirao de or-
dens para que, por cunta do crdito votado para
obras proviuciaes no rorrele exercicio, seja posta a
disposirao drsla presidencia, naquella lliesuuraria,
a quanlia 2:.VNi-;.">17 rs. para pagamento da ultima
prestarao devida ao arrematante das obras do caes
de Apollo, visto como nao se pode verificar este pa-
gamento pelo crdito constante do aviso de 10 de
fevereiro do anno prximo lindo, em ratao de de-
ver ser feilo depois de passado um anuo da conclu-
sa o das mesmas obras.Igual communicarao se fez
ao director das obias publicas.
DiloAo mesmo, remetiendo,para os convenien-
tes exames, copias das actas do conselho administra-
tivo para fornecimenlo do arsenal de guerra, dala
das de 3, 16 e 18 de abril ultimo.
DitoAo mesmo, Iransmillindo o aviso de letra
n. iK, na importancia de 1:8139000 rs., sacada pela
Ihesouraria de fazenda do Rio Grande do Norte so-
bre aquella,e a favor de Joao CHrisostomo de Olivei-
ra.Communicou-se ao Exm. presidente daquclla
provincia.
DitoAo commandanle da eslarao naval, para
mandar desembarcar com soia,'visto ler provado
iseiivao lcgal, J olio Paulo das Virgen, que se acha
a bordo do brigue barca lamarac como rccrula de
marinha.
DiloAo capitn do porlo, para por em liber-
dade o recrula de marinha Jos de Almeida Cnedes,
qoe se acha no calabouru do arsenal de marinha.
PorlariaAo agente da companhia dos paquetes a
vapor, para mandar transportar para o Cear no va-
por Guanabara, na qualidade de passageiro de es-
tado.a Urcesino Cezar de Mello Padillia,
O prndente da provincia, autoritado pela lei pro-
rincial n. 355, de 25 de tetembro de 1851, orde-
na que d'ora em diante .te observe a HQtala
rt/orma e reijiilamento geral para a inslruero
publica da provincia.
TITULO II*
Da inslrvvrao publica primaria.
CAPITULO I.
CondirSet para o magisterio publico, nomeanlo,
demitmo e vantagetu dos professores.
Arl. 12. S podem exercer o magisterio publico
os cidadaos brasileiros que provarem ;
1. Maioridade legal ;
2. Muralidade ;
3. Capacidad? professionai.
Art. 13. A maioridade legal prova-se perante o
director geral, por cerlidao ou justificarao de idade
e baptismo.
Art. 14. A prova da moral idade ser dada pe-
rante o mesmo director, apreenland o candidato;
l.o Folha corrida, nos lugares onde baja residido
no tres annos mais prximos dala do seu reque-
rimenlo ;
2. Attestarocs dos respectivos parochos.
Nao p le ser nomeado professor publico o indivi-
duo que tiver solTrido pena de gales ou acensaran ju-
dicial de furto, roubo, estelionato, bancarrota, rap-
io, incesto,,adulterio, ou de outro qualqucr crme.
oQensivo moral publica ou religiao do estado.
Arl. 13. Quaiido a aecusarao judicial de que Ira-
la a segunda parle do artigo antecedente, tenlia si-
do argida de calumniosa pelo candidato, e nao ba-
ja provocado cjindemnarao judicial, podera elle ser
admitido a outras pravas, se assim o decidir o con-
selho director. ,
No caso de divergencia entre o vol desle conse-
lho e o do director geral, suspender-se-ha qualquer
deliberaran al decisSodo governo provincial.
Da deliberadlo do conselho que for contraro ao
candidato, podera esle recorrer para o mesmo go-
verno uo prazo de de/, dias. Igual direilo compele,
no caso de deci-ao avoravel, a qualqucr memoro do
ronsrllin, rujo voto liver sido vencido.
Arl. 1t. As pessoas do sexo reminino que se pro-
pozerem ao profetsorato, deverao exhibir de mais,
se forem rasadas, a cerlidSo do seu casamento se
viuvas, a do bito de seus maridos ; e se viverem
separadas .lestes, cerlidao do leor da sentenca que
julgou a separarlo, para se avnliir o motivo que a
originou.
As solleiras sii poderao exercer o magisterio ten-
do 25 annos completos de idade, salvo e ensinarem
em casa de sous pais, ou prenles al o 2. grao, e
esles forem de reconhecida muralidade.
Arl. 17. A capacidade professionai prova-se em
exame oral e por escriplo, que lera lugar sob a pre-
sidencia do director geral, e perante dous examina-
dores, nomeados pelo goveano da provincia.
Arl. 18. O exame versara uao s sobre as materias
do ensino respectivo, senao lambem sobre o systema
pratico e methodo do mesmo ensino, segundo a
instrncroes que forem expedidas pelo director gefal,
depois de approvadas pelo governo da provincia, e
leudo precedido audiencia do conselho director.
Arl. 19. Nos eximes para professores, ouvirao os
examinadores acerca dos diverso Irali.illos de agu-
llia. o jallo de urna professora publica, ou de urna
senhora, para esse fim nomeada pelo governo da
provincia.
Arl. 20. Quando vagar, ou se crer alguma cadei-
ra de in-tnin.io primaria do qualquer dos graos, o
director geral o Ura anuunciar pela imprensa mar-
cando o prazo de '.Vi dias para a inscriprio e proces-
so de habilitarao dos candidatos.
Findo esse prazo, ser pela mesma forma annuu-
ciado dia para o exame dos concurrente..
Arl. 21. O director geral propon 10 governo
d'enlre os candidatos approvado aquelle ou aquel-
les que Ihes parecerem preferiris, acompanhando
sua proposta as provas dos exame de todos os con-
currenlcs.
ArJ. 22. A Hornearan dos professores pblicos de
inslrucrao primaria sera feila por pro i sao do go-
verno da provincia.
Arl. 23. Em iaualdade de circunstancias prefe-
rirlo para o proviineuto as escolas publicas :
1 Os Iprofessotes das do primeiro grao para as
do segundo tendo ensillado com distincrao por tres
anuos.
2. Os professores adjunclos que anda nao esli-
verem as circumslancias do arl..38, tais houverem
praticado satisfacloriamenle por tres anuos.
3. Os professores particulares que por mais de
cinco anuos liverem exercdo o magisterio com re-
conhecida vautagero do ensino.
S 4. Os barbareis em humanidades, e os gradua-
dos em qualquer ramo da inslrucrao sopenor do im-
perio.
Arl. 24. O provimenlo em qualquer cadeira,
guardadas a regras precedentes, sera considerado
vilalicio, depois de ."> annos de elfeclivo exercicio.
O professor oo a professora nestis condicCe per-
der a sua cadeira simiente por enleuc,a,em proce-
o disciplinar, que os sojeile i pena de demissao,
ou por incapacidade phjsica ou moral, judicialmen-
te declarada.
Arl. 25. Os actuaes p'ofcssorcs de inslrucrao pri-
maria continuarao a vencer os mesmos ordenados
que ora percebem.
Os que forem prvidos de novo, o os que se habi-
llarein^na_Xarjna_deale resula.inenU, no ptoj\ne
Ibes serSmarcado, lerao os seguintes vencimeiilos.
a saber :
Os professores das escolas do segundo grao 1:0009
rs. de ordenado, e 4009 rs. de grallicarao ;
O das escolas do primeiro grao, 8i)09 rs. de or-
denado, e 2009 de grntilicacao.
Arl. 26. Os professores pblicos que liverem ser-
vido bem por dez nonos, lerao preferencia para seus
filhos uutrarern no numero dos professores adjun-
tos, de que trata n arl. 34.
Arl. 27. O governo da provincia podera conce-
der, sob proposta do director geral, com audQInria
do conselho director, urna gratificarlo extraordina-
ria, que nao exceda quinta parle dos vencimc/itos
marcados no arl. 25, aos professores que se houve-
rem distinguido no ensiuo, por mais de 13 annos de
servico effeclivo.
Esta graticagao podera ser suspensa ao professor
que a desmerecer pelo seu procedimento ulterior.
Arl. 28. O professor ou a professora que contar
25 annos de servico podera ser jubilado ou jubilada
com o ordenado por inlciro.
Aquelle ou aquella que antes desse prazo liver
impossibilidade de continuar no exercicio do magis
terio podera obter a sua jubilarao com a parle do
ordenado proporcional ao lempo que houver efler-
tivameiite servido, nao podendo porm gozar desle
favor anles de haver exercido o magisterio por dez
anuos. ,
Art. 29. Os jubilados, que o forem pelo motivo
da segunda parle do artigo antecedente, n9o pode-
ro exercer emprego algum de nomeacao do gover-
no da provincia.
Arl. 30. Os professores pblicos lerao direilo :
I. Ao augmento da quarta parte dos respectivos
ordenados, quando forem conservados no magiste-
rio, sob proposta do director geral, depois de 25 an-
nos de servico.
2.o A serem jubilados com lodos os vencimeulos
mencionados no arl. 25, se ervirem por mais dez
annos alm do prazo mencionado no arl. 28.
Arl. 31. A jubilarao, quando nao for decretada
pelo governo da provincia, oh proposta do direc-
lor geral, ouvido o conselho director, podera ler re-
querida pelo professor.
Juslilicadas em seu requerimenlo a condirdes dos
arl. 28 ou 30 na segunda parte, o governo provin-
cial delirir, como entender de Justina, sob infor-
maees do mesmo director, e parecer o conselho.
Art. 32. O professor publico nao podera exercer
emprego algum adminislratralivo sera aulorisacao
previa do director geral.
Nao Ihe sera contado para a sua jubilado o lempo
empregado fra do magisterio.
Fica-lhe absolutamente prohibida qualquer prn-
fissao commcrcial ou industrial.
CAPITULO II.
Profesores adjuntos. Substituirles' as escolas.
33. llavera urna classe de professores adjuntos,
cojo numero ser lixado pelo aoverno da provincia,
ouvidos o director geral e o conselho.
Art. 84. A classe dos professores adjunto er
formada dos alumnos das escolas publicas, maiores
de 12 annos de idade, dados por promptos com dis-
tiiicro nos exames annuaes, que liverem lido bora
procedirneuto e desenvolvido vocacao para o magis
lorio.
SerAo preferiveis, em igualdade de circumslan-
cias, o filhos dos professores pblicos, que eslive-
rem no caso do artigo 26, e os alumnos pobres.
Arl. 35. A nomeacao dos professores adjunto se-
r feila por porlaria do presidente da provincia, sob
proposla do director geral, ouvido o conselho.
A 1.a Hornearlo ter lugar oo fim do corrente an-
no, em concurso geral, que se abrir para os disc-
pulos de lodas as escolas publicas -de inslrucrao pri-
maria, segundo as instrncroes que se expedirem,
na couformidade do arl. 18.
O comelho director organisar de entre os qoe
mais se dislinguirem nesse concurso urna lista, den-
tro da qual ser i feta a esculla pelo governo pro-
vincial.
Arl. 36. O professores adjuntos, desde que fo-
rem nomeados, perceberao urna grallicarao animal,
que sera regulada pela maneira seguiute :
No l.o anno 2109000.
No 2.o o 3009000.
Do 3.o em diante 3603000.
Arl. 37. Este professores licaran addidos as es-
colas como ajudanles, para seaperfeicoarem as ma-
teria e pratica do ensino.
Podem ser mudados animalmente de escola por
ordem >lo director geral.
Arl. 38. No fim de rada anuo de exercicio. e al
o 3.o, pnssarAo por exame, perante o director geral
dou examinadores nomeados pelo governo da
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 bcras
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia
2" vara do civel, quarta? e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDF.S.
Maio 2 La cheia as 2 horas 17 minutos e
39 segundos da manhaa".
9 QuartuTOinguanle as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manha.
16 La nova a I horas 43 minutos a
36 segundos da tarde '
23 Quarto crescente as 10 horas 18
37 minutos 40 segundos da manha
qualquer dos annos
liminados da classe de
Se 0 resollado dos ex.
Ibes for desfavoravel,
adjunto.
O exame do 3. arsJS ter-ar.i, em geral, sobre as
materias do ensino, o especialmente sobre os melho-
dos respectivos e o syslma pratico de dirigir urna
escola.
Ao adjunto approvado neste ultimo exame se dar
um titulo de capacidade professionai, conforme o
modelo quo e adoptar.
Arl. 39. Os adjuntos, depois do Iricnnin de ha-
bililarao, continuarao addidos s escolas publiras.
O governo da provincia designar de entre os
maiores de 18 anuos aquelles que devem substituir
aos professores nos seus impedimentos.
Ncssas occasioes perceberao 6008000 ou 800900o
rs. de gratificado animal, conforme a escola (or do
primeiro ou segundo grao.
Arl. 10. Os adjuntos que liverem obtido o titulo
de capacidade professionai, na forma do arl. 38, e se
acharem lias condires do arl. 12, sern nomeados
professores pblicos das cadeira que vagarem, sem
dependencia das formalidades dos arts. 17 o 20.
Para este fim o director geral apresenlara ao go-
verno da provincia una lisia de todos os adjuntos
que se acharem competentemente habilitados, dan-
do a respeilo de cada um as informares necessa-
rias. ,
Os adjuntos as circumslancias do artigo antece-
dente podem requerer licenra ao governo da pro-
vincia para leccionar em escolas e collegios parti-
culares desla, ou as de instrucao publica d'outras
provincia.
No caso porm de obterem sa licenra perdero
a gratificaras do art. 36, e s poderaoser apresen-
lado para professores na falla de adjuntos que se
conservassem addidos as escolas publicas da pro-
vincia.
Arl. 42. Em quanlo nao se organisa definitiva-
mente a classe dos adjuntos, segundo o systema
desle regulamenlo e inslrucces que devem ser da-
das para aeu descnvolvimenlo, poder o goveruo
lomear, precedendo concurso, se assim o julgar con-
venitfnle, ouvido o conselho director, al o nume-
ro de dez individuos' de fra das escolas publiras,
os quaes c ir.1o exercilando neslas pelo mesmo mo-
do e com as mesmas obrigaroes e vantagens dos
membros daquella classe.
Art. 43. Os actuaes substitutos das escolas ser.lo
conservados e empregadiM como adjuntos, em quan-
lo se Ibes nao der outro destino. A
Arl. 44. Os adjuntos, de que trata o arl. 42, se-
rao propo.los pelo director geral, tendo prviamen-
le justificado asna muralidade, e idade raaior de tS
anno*, c passado por-ntn exame de suflicinecia e
aplidao perante o mesmo director, e por dous exa-
minadores nomeados pelo governo.
Art. i. Tambcm haver urna classe de profes-,
sores adjuntos, segundo o syssma dos rticos ante-
cedentes, e rom as mermas obrigaroes e vanli;eiis,
que serle mais circiimstanciadinentc desenvolvi-
das as instrucres a que se refere o arl. 13.
CAPITULO III.
Das encolas publicas primarias, suas tondir e
rgimen.
Arl. 46. O ensino primario as escolas publicas
comprehendo: ,
A in-lrurclo moral e religiosa ;
A Intua e escripia ;
As nores essenciaes da grammatica nacional ;
Os principios elementares da arithmelica, esuas
operares fundamenlaes ero nmeros inteiros ;
O syslema dos pesos e medidas da provincia.
Pode comprebender lambem :
O desenvolvimenlo da arilhmetica em sua ap-
pliraroes pratica aos quebrados, numero comple-
xos, decimaes e proporroes;
A leitura dos Evangelhos, e noticia da Historia
Sagrada _:
Os elementos da Historia e (ieographia, princi-
palmente do Brasil;
Os principios das scieucias physicas,applicavei aos
usos da vida ;
A geometra elementar, agrimensura, desenlio li-
near, nurcs. de msica, exereicios de canto, gym-
naslica, e um cstudo mais desenvolvido dosvslema
de pesos e medidas, nao s da provincia, como do
imperio, e das nares cora quem o Brasil lern maior
lalo de commercio.
Arl. 47. A escolas publicas primarias sero di-
vididas em iluas rlasses :
.V urna pertencerao as de inslrucrao elementar,
com a denoir.iuacao de escolas do |o grao;
A' outra as de inslrucrao primaria superior, com
a denominarao de escolas de 2 grao.
Art. 48. O ensino as do Io grao sera restricta-
mente o que se acha determinado na primeira parle
do art. 16 ; as do segundo, comprehendr de mais
as malcras da segunda parle do mesmo artigo, que,
pnr deliberaro do gorverno, sob proposla do direc-
tor geral, e ouvido o conselho, se mandaren) en-
sinar.
Arl. 49. as escolo para e sexo femenino, alem
dos objeelos da primeira pactado art. 46, cnsiuar-
sc-hao bordados e trabadlos de agulha mais neces-
sarios.
Arl. 50. Em cada parecida havern pelo menos
urna escola do 1 grao para cada um dos sexos.
Arl. 51. A designaran das localidades onde se de-
vem estabelecer escolas do primeiro e segundo
grao, c de seu programma de ensino, sera feta por
deliberaran do conselho director, com approvacao
ilo governo.
Art. 32. Os actuaes professores nao poderao re-
ger as radeiras do segundo grao sem que provem
competentemente as suas liabilitares as materias
que acrescerem aquellas em que foram approvados.
O governo, ouvido o director geral, fixar ura
prazo razoavel para a execurao. desle artigo.
Art. 53. As escolas do2'1 grao poderao ser regi-
da por dou professores, divididos convenientemen-
te por ambas as materias do ensino ; ou por nm
professor, e um ou dous adjuntos, conforme as exi-
gencia do servido.
Arl. 51. O governo designar casas no cenlro dos
dislrclos, com as precisas acommodares para as es-
cola*.
Onde nao houver edificios pblicos, os-mandar
construir, ou alugara provisoriamcnle casas particu-
lares.
Art. 33. Na escolas|publicas s podem ser adm ni-
dos os lh ros aulorisados competentemente.
Sao garantidos premios aos professores, ou a
qdaesquer pessoas que compozerem compendios ou
obras para uso das escolas, e aos que Iraduzirem
mellior em portugus os publicados em lingua es-
Irangeira, depois de serem adoptados pelo governo,
segundo a disposices do arl. ?, combinadas
com as do arl. :l".
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Estanislao b. m. ; S. Flavio.
8 Terca. S.Heladio b.
9 Quarta. S. Gregorio Nazianzeneob.
10 QuinU. S. Anlonioarc. ; Ss. Blanda e Arfeo.
11 Sexta. Ss. Fabio, Anastacio e Sereno nim.
12 Sabbado. S -loanna princeza v.
13 Domingo. 5." depoisde Pascoa. S. Pedro Re-
galado f. ; Ss. Glvcena e Seryaro mm.
Arl. 57. Nao luyen lo escola particular na paro-
cha, e querendo o parodio ou sen coadjutor enrar-
regar-se do ensino, poder o governo, sob proposta
do director geral, conceder-lbe a gratificaran i que
se refere o artigo antecedente.
Art. 58. No caso de suppressao de urna escola
publica, o professor respectivo, se anda nao for vi-
talicio, e reconbecendo-sc que nao proceden de fac-
i seu a falla de alumnos, de que Irala o arl. 36,
ser de preferencia empresadn na l.a vaga, scrvii-
da entretanto de addido a outra escola, com melado
dos seu:- vencimeulos.
Se porem for vitalicio, continuara a perceber o
seu ordenado por inleiro, e, emquanlo nao for uo-
meado para outra cadeira, servir lambem como
addido alguma das escolas existentes que o direc-
tor geral designar.
Art. 59. Todo o expediente dentro das escolas
ser feito a cusl dos cofre proviuciaes.
Correrao tambcm por conla dos mesmos cofres as
despezas de fornecimeutos de livros e oulros objee-
los necessarios ao ensino.
Aos meninos indigentes se fornecei igualmente
vestuario decente e simple*, quando seus pais, tu-
tores, curadores ou protectores o nao poderom mi-
nistrar, juslilicando-se previamenle a sua imligeucia
perante o director geral, pur intermedio dos dele-
gados e coiiselhos dos respectivos dislrclos.
An. 60. O governo, por um regulamenlo espe-
cial, determinar o meio pratico de se fazerem laes
justificacoes, bem como a maneira de se iiscalisar a
conservado dos objeelos distribuido.
Art. 61. Se em qualquer dos dislricto Iliterarios
andarem vagando menores de 12 annos em tal es-
tadp de pobreza que, alm da falla de roopa decen-
te para frequenlarem as escolas, vivam em mendi-
cidade, o governo os faru recolher a urna da ca-
sas de as>lo, que devem ser creadas para semelhan-
le fim, com um regulamenlo especial.
Emquantonao forem eslabelecidas essas casas, os
meninos poderao ser entregues ao parochos ou
coadjuclores, ou mesmo ao*s professores dosdistre-
los.com quem o director geral contratar, prece-
dendo approvarao do governo, o pagamento mensal
da somma precisa para o supprmento dos mesmos
meninos.
Art. 62. Os meninos que cstiverem as circums-
lancias dos arts. antecedentes, depois de reccbcrcm
a inslrucrao do l.o grao, serao remetlidos para as
companhias de aprendizes do arsenal di- guerra ou
marinha, ou para "Hicinas publicas ou particulares
mediante umconlrato, ueste ultimo caso, rom os res-
pectivos proprielarios, e sempre debaxo da fisclisa-
rao do juiz de orphaos.
Aquelles porm que se d-iignirem, mostrando
capacidade para estudus superiores, dar-se-lhes-ha o
destino que parecer mais apropriado sua inlelli-
gencla e aplid.lo.
Arl. 63. Os pais, tutores, curadores ou prolecto-
res que liverem em sua coinpanliiff meninos maiores
de 7 annos sem impedimento physico ou moral, e
Ibes nao deccm ensino, pelo menos (o 1. grao,
incorrero na mulla de 209'JOO a. 1008000 rls, con-
tonee as suas circumslancias.
A multa ser dobrada em cada reincidenoia, veri-
ficada de seis em seis mezes. O processo uestes ca-
sos ter lugar ex-of/icio, da mesma sorlc que se pra-
(ica nos i rimes policiaes.
Arl. 64. O director geral, por si e por seus dele-
gado?, velar ellicazmenle na execurao dos arligos
antecedentes; e para esle fim haver das autoridades
locae as lisias das familias, conlendo os nomes e
idadesdos meninos pertencenles a cada una.
Arl. 65. Os professores pblicos de qualqner dos
graos, alm das obrigaroes declaradas cm diversos
arligos desle regulamenlo, devem :
1. Manter as escolas o silencio, a oxaclidao e
a regulardadc necessarias.
2. Apresenlar-seall decentemente veslidos.
g 3. Participar o delegado respectivo qualquer
impedimento que os inhiba de fuuccionar.
i 4. Organisar com o mesmo delegado o orramen-
lo das despezas de suas escolas para 0 anno linancei-
ro seguiute, o qual sera'enviado ao director feral na
poca que for mareada.
5. Kemelter-lhc no fim de cada trimestre um
mappa nominal dos alumnos matriculados, enm de-
clararlo da sua frequencia e aproveitamento-; e no
limido anno um mappa geral; compreheindendo o re-
sultado dos exames, e notando d'enlre os alumnos
os que se fizeram recommendaveis por seu tlenlo,
applira-ao e muralidade.
Estas nota, acompanhndas de observarnos do di-
rector geral, serao transmitirlas ao governo, para
que de futuro as lenha em consideracao.
Os mappas serao organisados segundo modelos
mpressos, remetlidos pelo director geral.
Arl. lid. O professores pblicos de qualquer dos
graos nao poderao :
!. Occupar-se, nem occuriar os alumnos, em
rqisleres cslranliosao ensino, durante as horas da
lres.
2. Ausenlar-se nos dias lectivos das fregoezias
nnileesliverem enllocadas as suas escolas para qual-
quer ponto distante, sem licenra do delegado respec-
tivo, o qual s a podera' conceder, e por motivo ur-
gente, al (res dias consecutivo!;.
Arl. 67. Os professores pblicos das escola si-
tuadas fora do municipio da capital receberan men-.
talmente es seu vencimento das respectivas collec-
torias proviuciaes; para oque o governo expedir as
necessarias instrucco*es a' Ihesouraria da fazenda pro-
vincial.
Arl. 68. llavera' em cada escola um livro de ma-
tricula dos alumnos, rubricado pelo respectivo dele-
gado.
A matricula sera gratuita, e deveri ser feila pelo
professor, a vista d'uma guia animal do mesmo dele-
gado, que depuis de registrada, ficai archivada at
ao anuo seguiute.
No livro da matricula nular o professor as falla
dos discpulos, e seu adiaulamenlo em cada mez at
o dia em que sahirera da escola, e com declarado
do motivo da sabida.
A gua'dever ser passada-e pedido do pai, lulor,
curador ou protector que declarara a sua residencia,
estado c profissao, a naturalidad!', lilac;ao e idade du
alumno.
Arl. 69. Nao sao admillidos matricula, nem po-
derao frequentar as escolas.
S I. Os meninos que padecerem molestias con-
giosas..
S 2. Os que nao liverem sido vaccinados.
3. Os escravo.
Arl. 70. A'slir&es ordinarias das escola nao po-
deraoser admillidos alumnos menores de 5 aonos,
nem maiores de 15.
Arl. 71. (juando urna escola do segundo grao li-
| ver dous professeres, serao esles obrigados allerna-
o professor do primeiro grao, ou algum*professor | sim o lem lambem entendido os publicistas mai il-
parlicular que se queira delles encarregar, com a
referida gratificarlo.
Arl. 72. Os meio. disciplinares para os meninos
serao os seguinies:
Reprehcnsao.
Tarefa de trabalho fra das horas regulaTes ;
Oulros castigo que excilcm vexame ;
I."inmuiiicacao aos pais para castigos maiore !
Expalsao da escola :
O director geral, ouvindo o conselho director,
expedir instrucres para o emprego desles mcios
disciplinares.
A pena de cxpulsao s sera applicada aos incorri-
gveis quo po-saui prejudicar u oulros por seu
exemplo ou inllueucia, depois de esgolados os re-
cursos do professor, e da auloridade paterna, e pre-
cedendo aulorisacao do director geral por interine"
dio do respectivo delegado.
Arl. 73. O meilio lo da ensino as escolas sera
em geral o simultaneo ; podera todava o director
geral, ouvindo o conselho director,determinar quan-
do o julgue conveniente, que se adopte outro em
qualquer parochia conforme os seus recursas e nc-
cessidades.
Arl. 71. as escolas publicas serao feriados, alm
dos domingo e dias de guarda*, os de fetlividade na-
cional, designados por lei, o de lulo publico de-
clarado pelo governo, os do carnaval desde seguuda
al quarta feira decinza, os da semana santa e de
paschoa, o dia 2 de novembro e os que decorrerem
desde 20 de dezemhro al 6 de Janeiro.
Arl. 75. No regiment interno das escolas, 'a que
se refere o $7. do artigo 2. se eslabelecerao regras
para os exereicios escolares para a execurao do arti-
go 72, forma e epora 'los exames do alumnos, ho-
ras das liriics e oulros objeelos desla ordera, que se
nao orlii'in expresamente resillados as disposices
atleriore'.
Arl. 76. Os professores pblicos do um e oulro
s/o se reuiiiro duas vezes animalmente, as ferias
Ja paschoa e as do natal, em lugar que Ibes ser
designado pelo director geral e sb sua presidencia,
afim de conferenciaren! enlre si sobre lodos os pon-
tos que interessarem ao rgimen interno das esrolas,
melhndo do ensino, systema de recompensas e puni-
res para os alumnos, expondo as observarles que
liajam cnlhido da sua pralica e da leitura das obras
que liajam consultado.
Estas conferencias, para as quaes devem ser convi-
dados todos os membros do conselho director, serao
publicase poderao durar at Ir da consecutivos,
em horas annuuciadas pelos jornac.
O director geral, ouvindo o dito conselho, dar
instruccoes especiaes para a execurao desle artigo
as quaes serao expedidas depois de approvadas pelo
governo.
TITULO in.
Da inslrucrao publica secundaria.
CAPITULO NICO.
. Onde deve ser dada.
Arl. 77. Emqiiaulo nao for creado um Extrnala
provincial, loda a inslrucr'o publica secundaria da
provincia ser dada no Gymoasio provincial do Re-
cife.
Arl. 78. Ficam suppriraidas as radeiras publica
de lingua latina das fregoezias de San Frei Pedro
Conralves, San Jos e Roa Vista desla cidade do Re-
cife, assim como as de tio\ anua, Nazarelh, Victoria,
l.imoeiro e Iguarass ; e os respectivos professores c
substituios passam a servir no Gvmnasio provincial,
como Ibes for ordenado.
(Conlinuar-te-ha.(
EXTERIOR.
nham materia de ensino religioso preceder sempre a
approvarao do prelado (ja diocese.
Art. 56. Nao obstante a dispusicao do art. 50,
quando em urna parochia por sua pequea popu-
larlo, falla de recorsos, em qualquer outra cir-
rumslancia, nito se reunir numero sullicienlc de
alumnos que justifique a crearn de escola, ou a
sua continuarao, e houver no lugar escola particu-
lar bem ronceiluada, podeni o direclor geral, ou-
vido o delegado do dislricto, e com approvarao do
governo, contratar com o professor dessa escola a
piovincia. alim de se conheccr o grao do seu apro- I admissao de alumnos pobres, mediante urna gratifi-
veitameDto. | CI,.ao razoave|.
A adopcao de livro ou compendios que cont- (lamente, por mez ou por ann-e, a ensillar as mate-
rias da inslrucrao primaria, daas vezes por semana,
as lloras que ficarera livres, inda que seja em do-
mingos e dias santos, aos adultas qae para esse fim
se Ibes appreseularem.
O governo poder incumbir esta tarefa, mediante
urna gratificado que ser mijreada por cada disc-
pulo, ao parodio ou seu coadjutor, as parochia em
que oao houver eslabelecido o ensino do segundo
grao.
No raso de escusa da parte desses funci'iouaii.is.
ou nao se podendo verificar por qualquer circums-
tancia a providencia mencionad, poder ser in-
caiubido daquelle ensino no domingos e dia sanios
As intenco'es do Brasil.
Buenos A\ res 3 de abril.
Posto que os successos recentes, e, mais que ludo,
os documentos olliciaes qoe acabam de trocar-se
entre os dous gnvernos, nos possain fornecer as-
sumplo para rellexes de um novo genero, preferi-
mos seguir a illarao dos nossos artigo para deixar
claramente eslabelecidas as verdadeirss intenciies do
Brasil ncsla questao.
Entre as primeiras imputarles que se lera dirigi-
do ao Brasil ligora a de conquistador.Repellimo
esta assereau porque lambem a julgaraos infundada.
Que poderia desojar o Brasil com essa conquisla '.' A
gloria militar n.lo he o fon lamento dos imperios
modernos, e, pelo contrario, ella os inquieta como
um deslumhrante precursor do absolutismo. Es-
lendcr o seu territorio nao sao lambem de certo os
desejos de um estado que lem lodos os clima, que
cncerra todos os productos ; que recolhe ouro as
ars do seus ros, epcilras preciosas nos seus im-
mensos descrlvs. Alm disso seria qnasi impossivel
conservar urna acquisir.lj devida violencia ou
sorpreza.
Povos impotentes para a aggressao acham quasi
sempre na Ierra, que oceupam, o meio de urna re-
sistencia incnnteslavcl. Se cerlos ponto do litoral,
se a capital mesmo do Paraguay pudesseser lomada
pelas tropa" imperiaes, logo que o clarim da guerra
lh esse dexado ouvir o seu lgubre echo as aguas
do Paran, as comarcas interiores, roberas do mallo
impenelravel para o aggressnr, oflereceriam a lber-
dado um asx lo seguro. A historia oflerece numero-
sos exemplos da forra invariavcl dos humen quan-
do a nalureza os defende.
Se a anliga Helvecia se libertou para sempre da
casa d'Austria, he isso devido, nao s ao genio de
Guillierme Tell, mas lambem aos lagos e ao neva-
dos montes da sua patria.
Basta pois de receios que nao podem juslificar-se
nem pela ndole da poltica brasileira, nem por ne-
nhuma vantagem solida para o presente ou para o
futuro ila dynaslia reinante.
Para facilitar a negociadlo que ha de conduzir os
dous povos a urna conciliarao, melhor seria aconse-
Ihar ao governo de Assumprao moderarao em suas
discusses, liberalidade em seus actos, e mais al-
Icnrao para o progrosso moral e material da inle-
ressnule repblica ruja administraran Ihe esl con-
fiada. Enlaocaminhar-se-liia mais directamente
para a harmona dos diversos paizes dosul da Ame-
rica, e estes unir-se-hiam com um laco indeslrurti-
vel contra a sombras machinaces da Europa.
Vejamos agora a questao por outro lado. Depois
'la minuciosa analyse a que a imprensa submelteu
o procedimento do Brasil para com os Estados limi-
(rophes, nao abandonaremos o campo 13o laboriosa-
mente explorado atagora, sem moslrarmos as van-
tagens reaes de se ostreilarem a relaces com aquel-
lo imperio.
Os pai/.es bandados pelo Prata, por mais que se
diga, nao lem para com o Brasil nenhum motivo
especial de antagonismo. Dir-se-ba que os gover-
nos monarchicoc republicano se repudiam nalural-
menle, porm essa repulsa s be perseverante e
enrgica quando se eucoytram frente afrente i li-
berdade e o despotismo. Afortunadamente para os
Brasileiros e para a causa da America, a nica mo-
narchia do continente americano he constitucional
e representativa. Pde-se alllrmar, por muilo viva
que seja a nossa adhesao s instituirles democrti-
cas, que o throno do Brasil he o verdadeiro palla-
dium da iiniao e das garantas snciaes.
Esta as-crea poderia lalvez lerir novamenle a
susceplibilidade dos Paraguayos, a quem ha dias res-
pondemos, mas esrrevemo-la sem receio, porque
a historia esta ah para certificar o que dizemos. As-
lustrados, assim o sent a maioria daquelle paiz, que
sem urna occasiao descobro na provincia de Pira-
(ioi e nos perturbadores de oulras provincia um
pentameolo deorgaoisador.
A nares nao renunciam tranquillamenles ideas
e aos custumes que lem sido o fruclo do correr dos
secuto ; nao se entregara sem difliculdade aos ca-
prichos de urna revolurSo ornada de prcrogalivaian"
ligas e condecidas; e um novo rgimen nao se im-
provisa sem Iranslornos sanguinolentosobre a ruina
do passado. Assim, longe de olharmos com aversao
e com receio para urna dynaslia racional frente de
urna potencia americana, descobrmos nella afinida-
des especiaes com as repblicas crcumvzinbas.
Condecida de a Influencia da casa do Brasil, lo
Ilustre por suas alliauras. A liberalidade da sua
poltica he um moderno timbre unido ao explendor
de seus antepassados. Pois bem : a diplomacia bra-
sileira perante as corles europns pode ernpregar com
til empenbo essas importantes relanie, ou em
apoiar indirectamente os nossos inleresses perante
os gabineleseslrangeiros, ou em fazer-lh'os compre-
bender mellior, para que o erro ou a paixfo nao ex-
ploren! nunca a for^a em noso prejuizo. Enlao o
imperio, longe deservir de vanguarda a combina-
roes.de forra, como tanto se teme, as neulralis.ria
com a sua inlerposicao ou com a severidade da sua
palavra. A sua lealdade nos advertira opporluna"
mente de todo o designio suspeitoso, e lalvez o seu
poder fizesse pender a batanea em favor doa novo
Eslados.
Esle procedimento dara Banda Tjriental a tran-
quifliJade necessaria para desenvolver o seu recur-
sos. Logo que cessassm os motivos da presenca de
um exercito imperial na repblica do Uruguay, a
s\ mnatdias devidas ao desintcresie do governo im-
perial seriam a origem de \ mulos mais solidos para
o futuro. Os filhos daqeella Ierra clissica de heros-
mo, que sem acharem no seu proprio dendo a me-
llior salva-guarda da sua indepeiidenciagaO-la-liian
slidamente garantida pelo seu podcrdW vizinho.
Nao se renovaran! os ureo sondo que lalvez des-
lumhraran! a velhice de Luiz Felippe ; pois nao he
scgredo'para a historia do Rio da Prata qua a pers-
picacia ou a previsaoarcusararaaquelle rei de procu-
rar no novo mundo o patrimonio de seus filhos.
Por nutra parte, o commercio com o Rio Grande
do Soldara incremento aos trabalho ruraes eaos'
estabeUcimentos da fronteira de um e oulro terri-
torio ; c, resguardada do conjMando alinha diviso-
ria, augmentara a segurauca e a renda de ambos
os Estados. A enorme divida que acabrunha o I lie
souro oriental poderia alliriar-se se a eslahilidade e
a Iranquillidade do paiz cimeulassem o crdito e
facilitissem operares que nao augmentas;m essa
serie de corapromissos anteriores.
O Paraguay, que pelas aberrarles da sua admi-
nistraran adquiri o triste privilegio de chamar so-
bre si juizo aeveros, receberia da sua livre navega-
cao com as provincias brasileira nao s aquillo que
Ihe falla com menor onus para o consumidor, mas
lambem o beneficio muilo mais aprcciavel da cultu-
ra iutellcctual. O Brasil, pela profunda paz que
desfrucla, lem conquistado os mai benficos resul-
lados da civlisacao. Talvez se retia de um espi-
rito excessivo de unitario, mas esse inconveniente,se
o fosse, seria devido ao conlelo das ideas e das se-
ducres do genio da Europa.
Se a America Meridional nao esl rondemnada
anarchia e impotencia, he uecessario que o impe-
rio brasileiro e as repblicas que o circurodam, for-
mem um systema forte pela harmona, capaz de
alianrar a grandeza do seu deslinos.
(l.a Tribuna.)
CONFEDERACAO ARGENTINA.
Circular dirigida pelo governo do Paran ao car-
po diplomtico eslrangeiro.
Ministerio dos negocios eslrangeiro.Paran, 30
de Janeiro de 1855.
O governo da Confederarlo Argentina junto ao
qual est V.' S. dignamente acreditado, comple-
to ja em seus diversos ramos, e residindo na capital
designada pela lei, acha-se no desempenho de suas
funreoos, rom a volitado e meios sufficientes para
desempenhar os corapromissos que contrado antea
confederarlo c as nares amiga.
V. S. sabe quanla importancia d este governo as
suas relares com as nt;oes a que se acha ligado por
tratados, por sincera amizade, ou pelos simples yin-
culos do direilo das genles, e nao quer oceultar que
um dos elementos com que conla be a influencia mo-
ral que esas mesmas relaeoes podem dar-lbe para
levar ao cabo a obra de organisario econmica e so-
cial em que se acha gravemente compromellido.
O governo da confederacao, reconhecido e justa-
mente julgado no exterior, ja leve a honra de rece-
ber provas inequvocas da benevolencia e boa dispo-
sirao das grande potencias, manifestadas por docu-
mentos valiosos e pela apresentarJo de ministros e
agentes diplomticos acreditados junto de si, com o
que o governos de quem elle dependem mostrara a
inlencao e desejos de eslreitar e de manter a amiza-
de que afortunadamente os liga com o da confede-
racao. e o de contribuir para todo os objeelos que
aneclam a acro e iulervenrao da diplomacia.
He em virtude desla contideraedes que eslou au-
torisado para dirigir-me a V. S. afim de chamar li-
geramente sua allencao sobre a circumslancias es-
peciaes em que pbderia talvez ver-je o governo da
confederarlo, dado o caso de que a difllcoldades
poltica que amearain perturbar a paz enlre o esta-
do limitrophcs, o imperio do Brasil e a Repblica
do Paraguay,lomassera o carcter e dimensOas a que
o expOe, entre outra cousas, o consideravel appa-
rato de forra naval e de Ierra que, segundo dados of-
liciaes, se dispOe a por em jogo aquella primeira po-
tencia.
L'mae oiilrasaocompletamenle indenendenles, e
nao existe entre ambas outra diflrenea alem daquel-
la que provem da sua importancia, da sua povoarao
e antiguidade na ordem da nares indepcudenles.
Ambas lem o direilo de discutir c de regular os
seu inleresses e relares segundo as intenres da
sua politice e em harmona com as exigencias da
conveniencia reciproca.
Mas, ao mesmo lempo nao he occollo a V. S. qua
a posirao geographica da confederacao, seusanlece-
denles e a previsao do papel que he chamada a re-
presentar no futuro, especialmente para favorecer
o progrsso da civlisacao e da independencia dos es-
tados americanos que Ihe estao vizinhos, impe-lde
a indeclinavel obrigarao de allender com solicilude
a qualquer movimenlo ou acto, cuja marcha oo de-
senvolvimenlo leiidam a afastar a confederacao do
desempenho daquelle papel benfico, no qual nunca
empregaria senao o direilo, nem oulra forra que a
das obrigaroe cujo cumprimeoto lh esse direilo de
reclamar. t
Sao factos de que V. S. Icria conbecimenloa oc-
cuparo do Estado Oriental do Uruguay por urna
liM-ao consideravel perlencenle ao exercito do im-
perio brasileiro, e os preparativos navaes que actu-
almente se fazem ni aguas do Prata por parta ato
mesmo imperio com o objecto de subir ao Paran at
a cidade da Assumprao.
Por muilo favor^vcl que seja o conreito de justo e
de leal que merece ao governo da confederacao o
de S. M. o Sr. 1). Pedro II, desmerecera infinita-
mente aquelle governo ante a npiuiao, se em face
daquelle dous fado nao tralasse de manfeslaa-se
avisado sobre as consequeocias possivei que pode-
UUTimnn
tari


s
DIARIO DE PERNIMBUCG SEGUUuA FElRA 7 DE MAIO DE 1855
na trazer 'comsigo a aliluilc bellica e domname,
por parle de uma ciarlo americana que (So essenei-
almenle difiere cm suas Turmas polHicat das oulra
Jo couUnenle. Cirrumslncia esla que, unida a oo-
tras moilas, levanta temores^ nquietacoes na opi-
nan, que nenliuiD goveruo rio e represenlativo
pode desallender.
V. S. sabe alem dislo que ostei paites so novo
no exercicio de nm direito cora o qual nao esto
inda familiarisades os homens, direito que o tope-
rio do Brasil nao quiz anda faier figurar ni grande
lista de snas generosas adopc-oes das boas ideas.
Fallo da livre navegado dos rios da confederado
cm virlude do qual sulcar livremenle a esquadra
de guerra imperial t l onde odssempenho de
sua commisso ih'o elija..
Esle aecidtnte Me essa mesma opiniilo a que al-
ludi cima di ara carcter especial aos Tactos que
inimejiiatameiito se preparam entre a repblica pa-
raguaya e o imperio.e he natural que o goveruo que
reconliece e sustenta esse principio da livre navega-
do trate de obrar de maneira que eni nenhuma oc-
ensao'se pos*am|pr era duvida a juslica do principio
ncm seus principios a favor da .civilisacao e feli-
cidada deiles poyos.
tx governo da confederarSo quizera pois que a
honra cima citada de ler repretenlado perlo de si
o governo de S. M.... na benemrita pessoa de V. S.
livoasse rcalidade nos momentos acluaes, afim de
que o cararter publico de V. S., sua reconhecida
prudencia e tacto nos negocios pblicos concorres-
sem para dar tnaior acedo a algumas deliberarnos
do gabinete argentino que pudessem por ventura
eiigir os fados que de passagera live a honra de re-
cordar a V. S.
Tcrminarei supplicandoa V. S. se digne Iranspor-
lr-ee por algum lempo a osla capital, em aliento
sroiisiderac,Ges exposlas, c na inllligencia de que
assim se lhc aprsenla mais uma occasiao para pa-
tenlear ao goveruo da confederarlo a benevolencia
que V, S. Ihe dispensa, como meio de cultivar a
amizade a que aspiram tanto, o governo do V. S.,
como o da Confederadlo Argentina.
Tenho a honra de saudar a V. S. com a maior
considerarlo o respeilo com que sou de V. S., l-
tenlo venerador.
Juan A/aria Gutirrez.
(dem.)
{Jornal do Commercio.)
mam.
Rio de Janeiro 26 de abril.
TendoS. M. Calholiea norneado aoSr. 1). Fabri-
cio Potestad sen ministro residente nesta corte, oSr.
D. Jos Delavaty Ricon, queviqui residi por lanos
annos naquelb earacler, leve a honra de entregar
no dia 21 do corrente a S. M. o Imperador, no pa-
lacio da cidade, as horas da tarde, a carta pela
qual sea soberana deu por terminada a sua misso,
e nesta oeeasi&o exprimio-se nos seguintes termos :
Senhor, tenho a honra de passar s mSos de V.
M". Imperial a carta pela qual minha augusta rai-
nha ha por bem dar por linda a misso, que hei des*
eropenhado nesla corle na qualldade do seo minis
Ira residente.
Dgnese V. M. Imperial permillir-me que ma-
nifest imflfevivos sentimenles de profunda gralidao
pela benevolencia cera qu vossa magestade se dig-
no tratar-me, e que foi sempre o meu anhelo gran
gear no imprmenlo dos deveres do cargo que por
ronsiderav-l numero de annos Uve a honra de exer-
eer esta corte, cooperando sempre para manter o
estado de perfeila harmona que existe as relacoes
. entre as duas coroas, correspondendo assim ao cons-
tante desejo de minha augusta soberana. '
i" Nesta occasiao nao posso deixar de pedir a V.
Jl. Imperial se digne aceitar os sinceros votos que
facoe continuare! a fazer pela sua felicidade e de
sua augusta familia, assim como pela prosperidade
dcsle imperio.
S. M. o Imperador responden desla maneira :
Sentira que deixasseis o Brasil, Jr. Delavat.
Ha mais de trinla annos que resids no meu imperio,
e vossa familia lie daqui, onde soubesles grangear
numerosos amigos, c sempre cumpristes os vossos de-
veresdemodo a merecer rada vez mais a benevo-
leuda do men governo.
Teve, em seguida, legara apresenlaeSo do Sr. D.
Fabricio Potestad.
Ao ter a honra de entregar o Sr. Potestad a S.
M. o Imperador, tanto a sua credencial como a car-
ia pela qual sua soberana offercre a S. A. I. a Sr"
princeza 1). Isabel-Chrislioa as insignias da ordem
hcspanhola das damas nobres de Maria-Luiza, reci-
loo a srg'iinte :
Allocnro.
Tenho a honra de depositar as mSos de V. M.
Impecjal a rada pela qual minha augusta soberana
me acredita como seu ministro residente junto a V.
Magestade.
Ao entregar-mc esla carta a rainha minha sr-
nhora enrarregou-mc mui particularmente de asfe-
gurar a Vosea Magestade de sua mais "verdadeira
amizade, estima c aflecte, ordenando-me ao mesmo
lempo que por minha parle lizesse quanlo me fosse
dado para conservar e eslreilar mais, se he possivel,
os vnculos que unem as duis coroas c nadies.
S. M. i rainha, desojando lambem manifestar
publicamente o sincero apreco em que. lem a Vo-sa
Mageslade e sua imperial familia, inscreveu enlrc
os nomes das damas nobres de Mara Luiza o de S.
A. Imperial a princeza D. Isabcl-Christina, e in-
cumbio-me de aprecntar a Vossa Magestade as in-
signias da dita ordem, e a caria em que Ihe pede te-
nba esla noraearao romouma prova da amizade que
Ihe consagra.
a Ao ter a honra de cnmpf ir o mandato de mi-
nha soberana, rogo a Vossa Magestade me permuta
de assegurar-lbe respetosamente que, no ejercicio
de minhas funrees, lerci o maior cuidado em nada
omitlir de quanlo julgue poder contribuir para lor-
nar-me digno de soa imperial benevolencia.
S. M. o Imperador dignou-so responder nos se-
guintes termos :
Eu e minha filha agradecemos eslas duai provas
de sincera amizade do minha chara prima e irmaa
S. M. Calholiea, e espero, Sr. ministro, que durante
vossa misso sempre vos empeuhareis em cultivar
boas relacoes que existem entre nossos dous paizes e
seus soberanos.
Vai cada vez mais crescendo o prcc.o dos ali-
mentares.
No sei que sera de mis, os pobres, qoe na esja-
inos no Rio do Janeiro, no enlaulo que ludo nos he
tilo caro como ah. A assernbla provincial, alien -
dendo vonlade desse fado, e accreKirao Un exjraor-
dinirio dos gneros, lancou uma medida salvadora
tobre a sorledos erapregados pblicos, elevando-Ibes
os ordenados.
Os geraes ficaram, como 1 dizem, com agua na
bocea, pois que a assernbla geral nao be tilo piedo-
sa romo a provincial.
Os qnaaqui mais loffrem sao os do correio. Sobre
ser o servico desla repart-no dobrado, he mais deli-
cado e oppressor.
No tenho lempo para mais e a culpa no he
minha.
(Carta particular.)
[Jornal do Commercio do Rio.)
BAHA.
PASTORAL.
D. Romualdo Antonio de Seixa por merec de Dco
e da Santa S Apostlica, arcebitpo da Baha,
metropolitano e primaz do Brasil, do conselho
de S. M. o Imperador, grande dignilaria da or-
dem da Rosa, grito cruz da de Chrislo, etc., etc.
Aos reverendos parochos da nossa diocese saude
paz e bencao em Jess Christo nosso divio Re-
demplor.
Anda no ha muito que, publicaudo o ultimo
jubileo concedido pelo soberano pontfice, vos lem-
bramosquo a groja nossa mai nao fie menos solicita
da saude corporal de seos filhos que do bem espiri-
tual ou sanctficac.o de suas almas, c que nao ha
quasi na sua liturgia uma orarlo, em que ella nao
faro subir ao tbrono do Alticsiino seus profundos
gemidos pelas calamidades, que os nffligem e seus
ardentes volus para alcanrar-lhes n saude d'alma e
do corpo.
Nem era possivel que fossem nutro- os senlimcnlos
desla piedosa mai, toda- penetrada do espirito do
seu divino esposo, cujos milagres.na phrasc de Bos-
suel respiravam mais bondade doque poder.curando
as enfennidades ao mesmo lempo que perdoava os
peccado*.
Se esla he pois a norma que a igreja nunca dei-
xuu de seguir, empeuhando sua lerna solicitude etn
desviar por lodosos meios, que cabem na esphera
da sua aclivdade, os males physicos que se acha
sujeila a bumanidade, sobretudo aquelles que por
sua acrao contagiosa e mortfera produzcm rpi-
dos e funestos estragos, quanto nao deve ella rodo-
brar seus estorbos, quindo as poleslades do seculo
no sen zelo e inlercsse pela salubridade publica,
depois de ipplicarem lodas as medidas sanitarias,
que prescreve a scicncia, invocam lambem o impe-
rio da rcligiao sobre as consciencia', como o mcio
mais efilcaz para inspirar a necessaria docildade s
prescripc&cs da arte ?
Oh quanlo he bello c locante este accordo entre
os dous poderes, que receberam do eco a alta missao
de promoverem a felicidade dos homens!
Tal he, amados irmaos e cooperadores, e nobre
Densamente, que inspirou o luminoso aviso imperial
que acabamos de receber pela secretaria de estado
dos negocios do imperio, e que acharis adianle
transcripto. J o governo do Ilustrado c bemfazejo
monarcha liulia empregado lodas as providencias,
que dependam da sua auloridadc para vuigarisar
em lodo o imperio o uso di vaccina, e oflerecer gra-
luilamenle s populaces esse admiravel preservati-
vo contra ; fatal epidemia, que tantas vezes as lem
cruelmente ceilado, e boje devast a bella provincia
do .Maranh.iu : mas restava anda vencer a repug-
nancia, que un (error panifico e inveterados pre-
conceilns oppoe em alguns lugares menos civilisados
contra esle salular beneficio da Providencia. He
religiao de mos dadas rom a sciencia que loca
Iriumphar de taes resistencias e completar esta obra
de civilisacaoe raridade, ensinandn aos povos, na
linguagem dos livros santos, que lie o Allissirno,
que produzio lodos os medicamenlos, dando a cer-
tas prodceles dos Ires reinos da nalureza uma vir-
lude saudavcl, e que delle dimana a scicncia dos
homens, que os devem npplicar para ser por elles
honrado as suas maravllhas (1). Sim, esle Dos
de infinita bondade que veja incesantemente sobre
o bem estar das suas crealuras, quiz, nao s que
procurassemos restabelecor a saude perdida, porm
mesmo prevenir a enfermidade.empregando os meios
proprios de preservar-nos dos seus ataques, pois que
assim adiaramos dianle delle gra~a e propicia-
cio fl).
Ora, quem nao v que na magnifica descoberta dj
vaccina, com que o autor da nalureza felicilou o
genero humano, se cumprem literalmente estes di
visos Orculos'! fi quando elle nos subministra um
Uo prompto c efflcar. soccorro contra os estragos de
uma das mais lerriveis epidemias, que flagellam
Ierra, comojuslificar-se a ndill'erenca ou reluctan-
cia para com elle, sem uma reprehensivet contra-
dir-o com as vistas da Providencia? Oue respon-
dern os ebef^s de familia ou quaesquer oulros su-
periores, quando o soberano juiz Ibes pedir conta
das vidas, que sacrificaram de seus filhos ou subor-
dinados pela sua incuria e deleixo na opportona ap-
plica<;ao le tao poderoso remedio'! Anda se qui-
zessemos pt-rsuadir osystema da inoculacao artificial
da propria materia variolosa, seria drsculpavel a re-
pngnancia ou aules horror que elle ordinariamente
exrilava, com quanto se achasse desde os principios
do ultimo secuto inlroduzido e acreditado 'nos pai-
zes mais cultos da Europa e pratieado com feliz suc-
cesso enlrc as mais nebres faniilias da Inglaterra e
Fran-a (31 e mesmo em algumas das nossas provin-
cias. Mas que differen^a entic essa operacao e a
la verdadeira vaccina'.' Aquella, ncerla, arrisca-
da e sujeila ao mesmo process.- das bexigas naturacs
esla, fcil,suave, e pdese dizer infallivel.
Apenas sa na Europa a noticia dessa famosa des-
coberta, ella he applaudidac acolhida com enlhu-
siasmo por lodas as naces do anligo e novo mundo,
como um dos mais singulares dons da liberalidade
do Creador; seus prodigidsos effeilos sao pur tuda a
Acho a que le refere a pastoral cima.
Segunda sec-o.llio de JaneiroMinisterio dos
negocias do imperio cm 2 e Kvm. Sr.Convindo esclarecer a popularan, e ar-
reda-la dos perigos i que se expe pelo delcixo o ro-
lulancia cm ulilsar-se da vaccina,que o estado gra-
tuitamente liberaliza para evitar a terrivel calami-
dade das hexigas : Ha S. M. o Imperador por bem
que V. Exo. recommende aos parochos de sua dio-
cese, para que procurem as respectivas freguezias
persuadir aos que no tiverem sido vaecinados ou
seus pais ou superiores, da vantagem d'aqaelle meio
como preservativo de uma molestia tao fatal. Dos
guarde a V. ExcCuiz Pedreira doCouto ferraz.
Ao Sr. arcebispo da Babia.
(Jornal da Baha.)
Extracto da falla com que o presidente de Ser
Cipe sblio a secunda sessao' da decima le-
gislatura provincial.
Muilanri da capital.
Enlendn que a sede da capital da provincia nao
dvc continuar ser nacidade de S. Cbristovao.
Tenho para assim pensar diversas razfies.
Ninguem ignora, que o povoado da cidade de S.
Chrislovau cont cerca de duzent"S e 'cinroenla an-
nos de existencia, como o alteslam alguns dos seus
velhos monumentos, e que ja ha mais de Irinta que
nelle se cha a sede da capilal da provincia. Era
semiluvida lempo uflicienle para ostentar-se rica
e populosa, como he o corpo, cuja cabera ella re-
prsenla ; entretanto, vos todos concordareis, qoe
longe de ser ella um grande povoado, he uma das
mais pequeas cidades da provincia ; accresccndo,
que difireme dos.de mais centros de popularan
da mesnia provincia, o seu aspecto em geral s re-
vela decadencia e miseria. E como no seria as-
sjm, se, alm de tirar no fundo do rio Paramoparoa
com dependencia le mares, e difliculdadcs de toda
sorle para a navegado, nodispoe esse povoado de
recursos proprios, pois que o pequeo reconcavo da
riheira do Vaza-barris. que Ihe fica prximo, e po-
dera enlrcler-lbe a vida, communica-se directa-
mente com o povoado de Ilaporaoga, que Ihe fica
a margcni do mesmo Vaza-nnrris 1
A provincia carece sobre ludo de uma prac,a re-
gular de commercio cm si mesma, que proveja de
capilaes a lavoura com baixn juro, compre-lhe os
producios sem os grandes prejuizos que actualmen-
te ella soffre com as despezas e riscos da cabola-
gem, e finalmente, 1 lie venda os gneros que impor-
ta, por proco- mais rasoaveis de que ora obtem.
Sem, islo me parece, que a lavoura da provincia ja-
mis poder prosperar.
Para oblef-se este resultado deve sem duvida
concorrer em parle a rebocagera por vapor na bar-
ra da Colinguibn, que espero ver brevemente rea-
lisida, visto como est encorporada para esse fim
uma companhia, e ja foi encommendado um vapor
lie forra de 50 a 80 cavallos, como ja vos commu-
niqnei em lugar competente. Mas, he para mim
evidente, qoe as vanlgcns dessa providencia sii po-
derlo concorrer grandemente para oestahelecimenlo
de uma praje regular de eommercio na provincia,
cerno convem aos interesses de soa lavoura, se a ca-
pilal fur mudada para a mesma barra da Cotingui-
ba, onde lem de navegar o vapor de reboque, por-
que s entao pndero ler lugar lodas as providen-
cias de que carece a navegado para o seu desenvol-
viraento e do commercio.
He mesmo para notar, que I barra da Colinguiba
pela sua posiro topographica domina a porrao maior
e mais rica da provincia, pois que se pode e deve
considerar como tributarios dola os povoados de
Larangeiras, Maroim, (".apella. Santo Amaro e nu-
tro-, visto que ficam no interior de ros, que vem
desaguar na mesma barra, a qual, como sabis, ex-
porta e importa mais de 2|3 da somraa total da ex-
porlacao e importarlo da provincia.
A abertura do esnal de Jarnratuha, que acaba
de sor rcalisada. romo ja Uve ocrasio de vos enm-
muificar em lugar competente, he oulra razan, que
vem actuar para que a barra da Colinguiba seja
considerada como lugar de maior futuro da provin-
cia, pois que a riheira do Japaratulia que ora Ihe
fica mais prxima lo que de nenhum oulro povoa-
do, he a mais importante e rica de toda a provincia*
por contar maior numero de engenhos de assucar.
Finalmente', he esta para mim umaconsideraro
de maior valor, a*alfandega e consulado geral da
provincia, assim como, a mesa de rendas provin-
ciaes, que irrecada mais de dous lercos da receila
provincial, eslo collorados na Barra la Colingui-
ba. Ora, ser de alia utilidade que o governo e as
repalir/ies fiscaes superiores venham lambem nellu
eslabelecer-se, quer para bem da fiscalisacao, quer
para bem do commercio e navegado, pelas provi-
dencias ailequadas e promplas que podem dar ?
Por todas estas razos son levado a indicar-vos a
mudanea da capilal como uma das providencias que
mais carece a provincia, mas mudanra para a bar-
ra da Colinguiba, porque s assim se alcancaro
as vanlagons que a provincia se deve promelter da
resoluto de mudar a sua capital. Todos os mais
povoados da provincia cstao mais ou menos ucaso
da cidade de S. Cbristovao, onde actualmente se
acha, com rolaran a navegaran e difliculdadcs paja
o commercio, porque lodos ellos ou sao contraes ou
oslan no fundo de rios interiores, dominando uma
limitada porcilo do reconcavo da provincia. So-
mente a harta da Colinguiba domina uma extensa
porcao do roroncavo da provincia, e possue um an-
coradouro vslo, profundo c abrigado.
Anda ha, porem, uma queslao sobre o mesmo lu-
gar ila barra de Colinguiba, e he, se convem prefe-
rir o povoado dos Coqueirns ou o do Aracajii, que
ficam defronle um do oulro, como o sabis. Para
mim heinroiitesl.ivel que a capital deve ser do lado,
em que esl situado o povoado do Aracaj, quer
porque lem muito boas aguas, e he muto salubre
e ventilada, lendo nos fundos o fcrll municipio do
Soccorro, ao passo que o dos Coqueiros teni um cli-
ma ardenlissimo, he fallo de agua*, e tem nos fun-
dos o municipio de, Sanio Amaro, que he estril e
decadcnle, porque tem uma mais curia communi-
parle verificados pola emitanle observadlo e expe- ,
, ... icacao por Ierra com a ridade de l.aranceiras e ou-
riencia de mais de mrio seculo, ronh/madns pelo _..
ma-lo de que o Inspector Francisco Regio den uma
quexa do subdelegado, ao delegado Seguramente
porque nao consenlio que avictimafosse esquar-
(ejada. Agora, diga-me : os inspectores de l san
tao habilidosos como os de ea?
Saibi mais Smc, que estamos para (cr na capital
umatypographia.Se bem me record, ser tila
a ultima de duas, c a priinrir de-qualro, que tem
tido a honra de residir nesla provincia ; mas, com
to falal estre.tj:;, que nao se aclimam. Depois dis-
lo, se tantos os redactores, e tao poucos os subs-
criptores (nao sei porque), que com poucos das de
exercicio os bixinhas se d.io de i i ico m modadas ; e
com pouco vao pagar o trbulo a mortalidade. Tai-
vez, que o pagamento das primoiras torne avisada
a que se espera : o futuro Dos perlence. Fsta
noticia nao o deve molestar ; o novo prclo n,1o fa-
ra" diminuir o numero de seus assignantes".
A fesla do Orago teve aqui lugar nu dia 22 do
corrente ; esleve soflrivel : as noiles da novena es-
tiveram bem ornadas (do bello sexo,. Ha uns an-
uos a esla parle que alguns noilcirosonlendem que
o bello sexo he ornato da igreja : nao acho curial
esla interpretaran : quando muto, as morcas po-
dem serarmarao das janellas ;mas nunca das
isrejas. Os fogos arlificiaes, que costumam ser a
peroraran das novenas, foram substituidos em algu-
mas noites pelos traques E o qiie me diz 1 Os
laes noiteiros ficaram botando a alma pela bocea !
E ainda nao Ihe narro ludo, porque nao quero que
os parochianns das nutras freguezias, invejosos de
lana ottentariio, se esforcem por exceder a minha
tioanninha no gasto e gosto dos traques. Sinto
nao ser poeta para engendrar agora umanenia
em honra* dos laes nnileiros nao quera que os seus
nomes passassem sem o cortejo los corvos, c sem
a admtraro da poslcridade. Mas eu Ihe prometi
que oulra no hade acontecer, sem que eu d mi-
nha pennadn em poesa. Bem sei, que cm prosa
cu poda estampar a memoria dos taes noiteiros;
mas Vmc. hem sabe que a rima no verso deleita
mais, e por isso mais conserva-sc na Icmbranca o que
em verso se escreve ; e o meu empenho he que li-
quen? os taes nnileiros no throno da fama.
Dou-lbe parle, que na capital admittio-se a nova
linguagemros he :no pense que he carnada:
a invenro foi de nina pessoa muilo auto... au'.o...
aulorsada ; foi de um mestre de Israel em um ser-
mo : nem supponha que fui emperr da lingua,
nao, senhor; o mestre quiz tirar-nos de scmelhanles
cuidados usou dovos liemuilas vezes, para que
snubessemos que o uso da repetilio confirrnava a ad-
misso da nova linguagem. E na verdade, o la I
vos behoje se acha em lodas as boceas : e he (al
o goslo da nova linguagem, que dola se usa ainda
sedi nexo. Consla-me, que cerlo sacerdote, nao se
arcomodando com a expressao, pcrgunlara ao seu
inventor, se com cerlcza se podia usar dovos he 1
Ao que respondeu : Tu es magister t'n Israel,
et luce ignoras f Pelo que, se deve concluir que
he idnea a expressao. Stba puis, qoe nao he s
aos pintores e poetas que se concede o wqua po-
testas do senhor Horacio ; o mesmo poder tem lam-
bem o tal mestre de Israel.
Entender alguem que he massada o que redro '.'
Longe de o ser, muito ganhar a lilteratura com o
invento ; e quanto a mim, o inventor deve ser lau-
reado ; ser uma animaran muito louvavel. A se-
mana santa da capital Irouxe uma ulilidade dupla :
a recordaro da paix.lo do Kcdemplor, *e a inven-
jao dovos he.
Aqui lindo : mais para ouka vez. Adeos.
A'.
dades appareccm acerca da cobranra de grandsimo
nomero de fazendas de gados, cujos donjjs^rffs'fal-
leceram ). sem herdeiros nena bei., oulros as nao
possuem mais e-Wen5"Tibres, e alguns ja fallecidos
dei\ar.-ni berderos destituidos de bens, incapazes
o'e salisfazera fazeuda provincial!!....
Se me for possivel Ihe irei dando informac sobre a renda publica e algumas neslc sentido, etc.
Aiuda desla vez nSo me he possivel narrar-lhe
os fados relativos s obras publicas. Ficam'para
oulra ocrasiSo.
Nao pense Vine, que s eu Ihe serei obrigado,
islo he, agradecido pelo obsequio de admittir as co-
lumnas de seu importme Diario de Pernambuco
as minhas cartas, no; os amigos leilores aqui do
Diario lhc do mil louvnres.....: crea que quando
haga-nos o correio da corle procurara vidamente
o Diario de Pernambuco, volvem-no, lem-no, pro-
curan) a correspondencia do Piauhy, e se a encon-
Iram...., que de prazer!! etc., ele, ele.
Adeos. Dcsejo-lhe saude, paz de espirito edinhei-
ro, por ser sempre o seu humilde criado.
C.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ana 27 .de abril da 1855,
Presidencia do Sr. Bardo de Camaragibe.
A's1l:l|l. feilsa chamada, acham-so presentes
San Paulo.
Saa Paulo 20 de abril.
Chegon liojc o Itamb, e sahe daqui a ponco a
sua mala.
Nada tenho que Ihe dizer e qne ppssa merecer a
atlencao de seus leilores, sene que a provincia cor-
re em paz.
He chegado hoje mrsmo n correio do interior, e
nenhum acpnlecimentode ola veio prender a nossa
altan co.
Depois de uma segunda, mascarla prorogacao,
espera-se que amanhaa se feche a assernbla provin-
cial, que nao deixa poacas saudades ans cariosos qoe
all iam procurar materia para as dissCTtees.
Eu participo da mesma contingencia, pois qoe fico
privad desie recurso para ir continuando esla tare-
fa, que s veies he bem pesada ; mas emito) alguma
cousa se faro pelos amigos, mi'irmenle sendo elles
dolados da paciencia que carncterisa a Vmc., que
rae snpnorla desde selembro de 1853 sem maur er-
ro de oflicio.
Mas, para attenuar a sua tolerancia, permita qne
Ihe diga que a minha correspondencia, anhaviula
como fie, nao lem o nico presumo de malar o lem-
po aos curiosos; valha a verdade, acolhendo-n, pres-
t Vmc. um serrirosiiiho a esla boa Ierra, visto qoe
delta me tenho servido para lemhrar, quando posso,
alguma necessidade ca do nosso canlo.
E, pois. va Vmc. me aturando com a mesms pa-
ciencia com qne en sopporlo alguns impertinentes e
da minha Ierra, que nao saben os astados era que
algumas vezes me vejo.
Apparcceu mais uma publicado poltica. He
o PamHsla, esrripto. segando he publico, pelo de-
putado provincial Dr. Ginnlilelnn.
Parece ler por fim primordial advogar osnleres-
sCs do municipio de Ilu. Se nn se desnorloar e cu-
rar verdaderamenle dessa bella fracrao da provin-
cia que mnilo nos honra, hoin ir. Faro esla ob-
servarlo porque o Or. Ricardo, enbora illnslradn,
como he sabido, erroa na ronsidoraco da adminis-
trarlo do actual prstenle, que ainda nao desmen-
tio seu passado.
Ointm-me o seguinle:
e No Embao f j assassinado Francisco T.ivares
com Tacadas. Morrn em lula com dous nimigos.
Benedicto Alves dos Santos foi encnnlradt mor.
te no rio Parahybuna.
'unnime testemunho dos homens da prolissao. c em
fim celebrados pelos sublimes accentos da poesa, (\)
enljelrnlo que o immorlal descobridor recebia as
mais solemnes c ..brilbanles bomenegens do reco-
uhecmenlo publico ().
J vedes, amados irmans, que face dos mais in-
conteslavcis resultados,e-na presenca de tao compe-
tentes sulTrafiios ninvos sera difficil dssipar as preo-
cupa;oes, que por ventura ainda exislam em alguns
dos vossos parochianns. O sentimenlo de religiosa
gralidao, com que devemos corresponder esse ina-
prcciavel favor do eco, o sagrado dever, que o pro-
prio instincto da nalureza e a lei divina impe aos
pais de familias de curaren) da saude e conservadlo
da vida de seus filhos, exposlos a perecerem victi-
mas de tao pernicioso contagio, a incalculavel van-
tagem finalmeolc, que a vaccina olTerece soceda-
de em gernl contra esse germen pestfero e sempre
rcnascenle de morlalidade e despnvoa;ao, cem par-
ticular ao nosso vaslissiino c ferlilissimo paiz, onde
tao justamente se lament a falta de bracos, um dos
prinripacs elementos da sua futura grandeza c pros-
peridade, eis, amados irmaos, con-idorares mui gra-
ves, que apenas vos indicamos, c a que daris o de-
senvolvimenlo, que vos diclarem vossas luzes e zelo
pastoral, afim de persuadir ns vossos parochanos no
seu proprio e vital interesse a utilisarem-se desle
iueslimavel beneficio, que o augusto monarcha tem
procurado mediante sabias instiliiires propagar c
eslcudor aos mss remolos lugares do imperio. Des-
le modo, snlisfazcndo as pas inlcnces de S. M. o
Imperador, pralicaremos lambem um aclo de bo-
manidade e religiao.
Para coaltar mandamos qne esla se publique em
cada uma das matrices e capelbs estafas da missa
conventual cm 3 Has festivos, continuando os Rvds.
parodio-, sempre que bouver oppnrtunidad*. a es-
clarecer os sois parochianus sobre esle imporlanta
assumplo.
Dada nasla cidade da Babia sob nosso signal e sel-
lo das cosan armas aos 2R de abril de 1855.
Iros rios povoados, sera lhc fallar communicaco
fluvial.
Romualdo, arcebispo da Baha.
Lugar do sello.
<1) Eccl. Cap. 38 v. e 6.
Eccl. Cap. 18 v. 20.
(3) Vid. Dio. das origens por M. M. Noel e Car-
penlier na palavra inoculalian.
[4; OsSrs. Alexandre Soumet e Casemiro Dela-
vigue compoeerain sobre esle assumplo excellenles
Poemas, que foram premiados pet 2." classe do
Insumi, no concursa de 1815.
("5' Vid. a Biograpbia Iniversal de Feller no pa-
lavraJenner ("Eduardo! medico tuglezIlislnrv of
(jreal Urilain by J. R. Millervol. 4 pag. 482.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
l'ERXAMIHXO. .
Rio Grande do Norte.
tioiuiminhu 25 de abril.
Passou o correio na semana que findou ; nas
nao passou, nem findou em mira a vonlade de com-
muiiicar-llic as occorrencias do lempo ; c s me
lornei silencioso, porque esperava melhores infor-
maces de nina diligencia, que em Nova Cruz se
havia fcito ; e que deve servir debitola.
Ja lhc communiquei, que lirou-se o processo de
falsidade na firma do subdelegado de Nova Cruz.
Aindh a pronuncia nao se deu ; porque o processo
foi remettdo ao promotor. Sera embargo dos
embargos, os inspectores dos quarteirOes do Po-
harriga, do Bajari. e da povoacjlo de Nova Cruz,
em SSMCo magna, resolvern) a crucilixilo do
ex-siibdelegado Jos Maria da Silveira, nico dos
indiciado-, que estava iisponiel. O primeiro da-
quollcs inspectoras cbama-sc Francisco Regio do
Nasrimenlo, o segundo Trajino Teixeira le Olivci-
ra, e o lerceiro Anloniej Teixeira de Oliveira : es-
las Ires crias baviam distribuido suas espionagens
para prenderem e cx-sabdelegado ; e apenas esle
chegon a sua casa na povoac.lo de Nova Cruz, de
curiosirlade reuniram ama tropa de quarent lin-
men, e cercaran) a casa daquelle Silveira, o qual,
para evitar algum assassinato, qne costuma fazer-se
a titulo de resistencia, tralou de relirar-se : nada
Ihe valeu ; a tropa tm n gente de soliejo para ludo.
Preso o ex-subdelegad, foi arrastdo por uma per-
na : nadan unsesleja preso,acrescentavam ou-
tjosmorra o hornera ;e neslc cmenos, cruza-
vam os maltratos com os insultos. Mais empurra-
do, que coiiduziilo, cUegou a casa o pobre Silveira,
lendo por icntinellas em sua prisacdavinoles cm
; miara !
Ao son) do estrepitoso alarido rhegoy o subdele-
gado (iarap.i, pcrgualou com que ordrtn ce havia
feilo aquella diligencia I Como a este respeilo nao
preceden combinadlo, disseram mis quea ordem
do delegado,e oulr foi-lhes pedida a ordem; mas uilo era- Ibes possi-
vel apreseolar ordena,' que no liaviam recebido.
Para ]pgo, o subdelegado fez dispersar o bando,
deixando em liberdade o preso. Tudo isto acun-
leceu a 16 da corrente pelas oilo horas da noite.
No sei o que resuller de scinclhaute diligencia ;
o que aconlecer, sabsr.
Antes que me passe da laaabranca, quero infoc-
Piauhy:
Therezna 17 demarco.
Hoje as 2 horas da larde fecha-sc a mala da cor-
respondencia das provincias e corles, o eu bem a
pressa vou lanzar nesta misslva a noticia desle seu
criado. Duas faltas alem de outras ter Vmc. no-
lado neste velho, que do Piauhy Ihe escreve de lfi
de Janeiro al hoje, e sao : escassez absoluta de" no-
vidades. que muilo devem agradar aos leitores do
seu vasto e acreditado Diario, c pressa sempre que
Iheescrevo ele. Dou toda arazflo a Vmc. cm notar
taes defeilos, e at de* zangar se delles; porquanto
conhec.o que nao sao para menos, e que os seus lei-
lores bao de murmurar do tal velho missivisla ;
mas tenha Vmc. paciencia:eu Ihe explico porque
incorro assim no seu desagrado e no dos seus pios
leilores.
Primeira falt : escassez absoluta de navidades.
O motivo dislo he vvennos por aqui em santa paz
e nao sor cu afleicoado a considerar por novidades
oceurrenciasinhas triviaes, e que nem se pode re-
almente qualificar de novidades. Ora, os desagui-
sados, filhos de rizas ou malquerencias e paisoes de
momentos, e em que o bacamrte, o ccete e a faca
de ponta teem sempre o melhor lugar, edecidem das
contendas com mais ou menos abundante ceifa de
vida, esses lem estado de ha muito al ao presente
no esquecimento do novo...... ereo, nao temos fac-
los a narrar neste sentido, grabas a ndole do povo e
as solicitudes das autoridades. Nao occorrendo
aconecimeiito algum de outra especie, tmbem nao
posso accrescentar cantos urlicos. Tcmos^caros os
gneros de sustento, etc., temos desarranjn e prfi-
das irregularidades...... no andamento das obras
publicas.... temos amorlecimenlo no commercio,
temos necessidade da navegacSo a vapor pelas 8guas
do Parnahiba ele, e eis o que posso narrar.
Segunda falta: a pressa sempre comque escreco a
Vmc. Alem de ootras ha Urna forte razao, ella basta
juslificar-roe, e eu aponlo-a. Tenho mulos al-
azores.
Tenho noticiar-lhe uma calamdade que la-
mento, e que no repulo, como alguns, de puca
importancia, por isso que n3o pouos membros da
socedade soflrem.
lnformbu-me horftera pessoa fidedigna, que quasi
o geral da populado do serlao do Langa ( de quasi
todo o municipio de Campo-maior, e parle do de
Marvao ) esl reduzida a summa penuria, por falta
de mantimenlos de plantlo, u legume de caroco,
isloh, o iilho, o arroz, o feijao, o zergelim etc,
inclusive a mandioca, que nao ha ; de sorle que,
aquelles nossos irmaos suslcnlam-se da carne, do
leilede vacca, que neste lempo ha moito, (pois que
o Pisuhy helena de muilo gado \ de mel de abe-
lha, etc. sem mistura de farinha de qualidade al-
guma, necessidade erufl de que se liberlarao, al-
gum tanto, quando a tenoe lavoura daquelles ser-
les comejar a produzir no corrento invern J
v Vmc. qoe eu- me nao refiro aquelles que sao
muito abastados, elles maiidam porque podem, bus-
car de longe, e por alto preco a farinha, o mlho, o
arroz, a batata, o zergelim, i maca de mandioca
puba etc, e ludo o mais de que precisara, porem
fallo daquelles que so pouco abastados, c dos que
nao podem dispo de recursos, os quaes soflrem lodo
o rigor de taes vicissiludes Todava os ricos desses
lugares remotos tmbem experimentara do rigor,
pois que quando o mal vem a trra he para todos,
diz o .litado vulgar ; e essa pessoa referio-me, que
onv'io a varios ricos queixas contra a forae de tari
nha, como dizem aquelles nossos Longarislas.
Aqui na capital continuamos a comprar o pralo
de farinha 240 rs., a libro de carne verde m a 120
rs uma rapadurinha m 240 rs. etc. e ludo o mais
ueste correr Perora nao ha aqui arroz, e creio
que, quando appareccr, ser por preco fabuloso! !
A cansa desles apuros he sem duvida <> descuido
de agricultor do nosso povo dcPauhy que habita os
sorlOes. Tenho repelido eslareflexo tantas vezes que
supponho le-lo incommodado ; mas crea qne be
por ser uma verdade dura, e que cumpee repel-la a
ver se estimula.......
Toda a provincia goza de perfeila paz, e
no consta haver tido at neslc instante, issassnalos
em nenhum ponto, lie hem digna de admirarlo se-
melhante cirrumstancia, n'uma provincia lo vasta e
pouco povoada em retorno a seu terreno, em grande
parle inculto !..
A divida activa desta provincia, quasi loda
proveniente de dizimos de gado, monta cm cerca de
trezenlos conlos de rcis, duzenlos dos quacs se acham
em juizo pata serem cobrados executivamente. He
uma alluvio de execucOes que vai intimidando
toda a provincia, e nao ha gue evitar, pois que os
devedores pareeem mostear roa vonlade em pagar
os imposlos, de sorle qne os meio ju lciaes sao os
nicos que rcslam para se haver a renda publica.
A provincia lerU.um favoravel adjuloro para|des-
onerar-se de muilas de suas necessidades nrgenlissi-
ma, e) sabir dos apuros em qoe ainda se v e se lem
visto, so a divida provincial fosse cobrada com a
maior brevidade : m.io grado nosso, islo he imposs-
vel, por ser mui demorada, e ao mesmo lempo tra-
balhosa, a anecadaeAo por meio de execrantes; sen-
do tambera corlo que grandes embarceos o diflicul-
30 senhojes depulados.
O .Sr. Presidente abre a sessao.
O .Sr. 2." Secretario l a acia da sessao antece-
dente, que be approvada.
0 Sr. 1. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
1 m oflicio do Sr. secretario da provincia, Irans-
miltindo a informaran prestada pela Ihesouraria pro-
vincial sohrea prelcuco dos ofliciaes de juslica Ma-
noel dos Sanios Leal e Manuel do Nascimenlo Ro-
drigues Franca,A' quem fez a requisicao.
Oulro do mearan senhor, Iransmillindo a informa-
cao dada pela cmara municipal desla cidade, acer-
ca do projeclo n. i do corrente anno.A' commis-
-ao de posturas de cmaras.
Oulro do mesmo senhor, Iransmillindo a infor-
maran dada pela Ihesouraria provincial, acerca do
requerimenlo de D. Igncz Barbalho Lino l'cha.
A' commissao de nstruccAo publica.
Um requerimeufb da irmandado de Nnssa Senho-
ra do Rosario da villa de Pao d'Alho, pedindo a es-
la assernbla a a|iprova<;Ao de seu comptomisto.
A' commisso de negocios de cunaras.
He lido e approvado o seguinle parecer :
u A' commissao de inslrucrau publica, segundo os
esly los observados na casa, requer, que pelosjcnnaes
competentes seja ouvido o director da iuslruccao pu-
blica acerca das prelenrfles do padre Antonio' fion-
ralves da Silva, prufessor de instrticcSo elementar
em Traiuiiliain.c Leonor Carolina Calanho Vascon-
cellos, profussora na Boa-Vista, os quaes requeren)
a gratificado garantida pelo art. 60 do regularaenlo
de 12 de maiu de 1855. P. f'are/ilo. Aprigio
Guimaraes.
He lida e approvada a redaccao do projecto nu-
mero 22.
He lida e approvada a redacto do projecto nu-
mero 19.
He lida e approvada a redaccao das posturasaddi-
cionaes desla cidade. "
He lido e approvado r seguinte projeclo.
A assernbla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
c -Vil, l'nico. Na exrcpcao do art. nico da lei
n. 323, se cemprehendem os eslabelecimenlus de
vender farinha, e raais gneros alimenticios de quo-
lidiana necessidade ; revogadas as disposices em
contrario.
Paro da assernbla legislativa provincial de
Pernambuco 27 de abril de 1855. F. C. Bran-
diio.Jos Quintino de Castro teao.n
He lido julgado objecto de deliheracan e mandado
imprimir o seguinle projecto :
o A assernbla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
oArl. 1.A aposenladoria concedida a Luizde
Pinho Borgcs. por aclo presidencial de 5 de agosto
de 1854, se regulara emqaanto nos vencimenlos pe-
la lei de 4 de maio de 1840.
a Art. 2. A disposieo do artigo antecedente ser
applieavcl s aposentado!a de quaesquer oulros
empreados provinciae's nomeados antes, ou imme-
diamenle depois da promulgarlo da citada lei de 4
de maio do 1810, se_concorrerem em favor delles as
condiqes que ella estbelece.
Art. 3. Ficam revogadas as disposires ein con-
trario.
Sala das commissAes 27 de abril de 1855. F.
C.Bi ndito.Jos Quintino de Castro Lto.n
He lido e approvHilo o seguinle parecer : '
A' commisso de eslatisllca foi presente a peli-
;ao dos habitantes do riacho de Pripiri, seguida de
3 documentos, na qual pedera providencias conlra
a exigencia do parodio do Bonito, que os considera
pertenceules sua freguezia.
presento commissao de cslalUlica, o oflicio da c-
mara uniripal do Bonito.Itambein acompanhadade
3 ilod|menlos, no qual reclama a dita comara era
favor do vgario do Bonito.
E romo apezar do allegado, c documentado de
parte parle, a commissao emende que os fados
devem ser melhor examinados e esclarecidas, e so-
bre ludo (endo os habitamos de Pripiri pedido que
subsista a proposla dada peto reverendo vigario visi-
laoor, lal providencia nao const dos papis de que
est a commissao de posse ; he esta de parecer que
pelos canaes competentes seja ouvido a respeilo o
Exm. hispo diocesano,afim de que nos informe acer-
ca dos toctos que produzcm actualmente a desbar-
monia entre os Pripirienses eo vigario do Bonito, e
se convem fazer alguma alterarlo nos limites da
freguezia.
Sala das commissoes 2(> de abril de 1855.Pinto
de Campos.Manocl Joaquim Carnciro da Cunha.
SllcaBraga.
He lidue approvado o seguinte requerimenlo :
o Keqneiro que por intermedio da presidencia se
sollicilein da ihesouraria provincial com a possivel
urgencia asseguints infrmame :
1. Qual o desuno da uuola de 1:0005 consigna-
da na lei n. 320, em beneficio da matriz de Ouri-
enry.
a 2. Quaudo foi recebido o ultimo oflicio do res-
pectivo parodio, ja fallecido.
3." Se a Ihesouraria marrn ou no algum prazo
para orecolhimenlo de uma quanlia,ou|para se exhi-
biremas conlas de sua applicacan.
i 4. Finalmente a correspondencia oflicial enlrc
aquella repartirn c o governo da provincia, acerca
desle incideiito.S. It.Meira Henriqucs.
ORDEM DO DIA.
2.a discussao das emendas oflerecidas em 3." ao or-
namento municipal.
O Sr. Olireira :Sr. presidente, ped a palavra
simiente para me oppor a uma emenda, que fui hon-
tem approvada, mandan lo supprimir as seauinles
palavra- d i | 4. do arligo 2., devendo os pagamen-
los e-los ser fritos semanalraenle no cslabeleci-
mcnlo s proprias parles pelo procurador da cma-
ra, em visto dos punios e fallas de ferias rubricadas
pelo administrador, e revistos pola conladoria.
Como vereador da cmara desla cidade, corre-me
a obrigac,ao de pugnar nesla casa pelos sens direilos;
pelo que ii#) Boaso deixar passar essa emenda antas
percebfdamciite : o seu nobre autor permillir que
a combata ; por quanlo, he cousa fora do enmmum
autorisar-se o pagamento de despezas de uma repar-
tirn, sem preeederem as formalidades da fiscalisa-
sao!
Senhores, na segunda discussao uma emenda igual
foi apresenlad.-i, mas rejeilada ; nao sei se o seu no-
bre aulor a ustentou.
O Sr. Aguiar :Havia apresentar ama emenda
para deixar O Sr. Olicelra :Digo que nao sei, porque na
occasiao eu nao eslava presente, edos Irabalhosdes-
sa sessao publicados no jornal da casa, nao const na-
da a respeilo ; e pois ignoros fundamentos com que
proven a. necessidade e ulilidade de se dispensar a
revi-ao das despezas do cemiterio ; sendo que por
isso tmbem me dirijo o meu illustre amigo.
O Sr. Aguiar :A minha emenda cahio.
O Sr. Oliceira : Islo no obsta que o nobre
deputadose digne dedar-me os eselarecimentos que
sollicilo.
Sr. presidente, se passar seraelhantr emenda, pa-
rece-me do-non.ario.que continu a existir a con-
ladoria municipal \
As dcsprzns rom os empregados, e o cofleio da-
quelle eslabelecimenlo nao sao pequeas, e caso fos-
sem. nem por isso deveriam ser salisleilas antes de
examinadas.
O Sr. Carneiro da Cunha :Para que nao disse
isto, quando paasaa o regulamciilo do contuerto".'
O Sr. Olireira :Es cutido como devera, e sim u projecto de rcsolticjto
que o approvava ; e o nobre depulado ha delembrar-
se do que enlo eu disse.
Um Sr. Depulado :A emenda lera por fim har-
monisar a dsneetcSe do orramenlo comi regula-
menlo do remilerio-
O .Sr. Olireira :O fim da emenda para mira he
secreto.
O Sr. Carneiro da Cunha :De vagar, eu nao
sou honren) de secretos.
OSr. Olireira :Se com islo enlende que o of-
fendo, desde ja reliro a expressao ; cerlo porm le
que, em lodo o raso farei por acompaiiha-lo ; visto
que, como o nobre depulado, leulio a franqueza de
manifestar o que sinto.
Senhores, a emenda ha de ser adoptada, assim ro-
mo o foi-o regulamenlo de que se fallou, apezar das
reflexes que z, ein ordem a serem modificados al-
guns dos seus arligos ; mas, nao obstante, insislirci
no meu proposita de ataca-la com razoes, que uso
podem ser destruidas.
tm Sr. Depulado :A presumprao he, que ella
he justa.
O Sr. Olireira :O nobre depulado sabe, que nos
corpos deliberativos muilas vezes a razo e a juslira
eslao da parte de minora ; por tanto, pelo fado ler a maioria approvado esle.ou aquelle objeclo. no
se segu por forra, que semelhante aclo fosse justo e
razoavel.
Senhores, eu noto, que quer-se dar uma impor-
tancia extraordinaria ao administrador do cemiterio;
pelo regulamenlo j i lem elle ampias allribuires.
laes como as de suspender varios empregados, pro-
pr a suspensao do capelln, ele, ele, e agora pre-
tende-se mais, que e-le empregado recebaos dinbei-
ros precisos, e pague as despezas do eslabelecimenlo
que rege, sem dependencia de revisflo la conlado-
ria municipal I
Sr. presidente, tenho exposto quanto basta para
provar, que a emenda em quesUo deve passar. A
casa resolver como melhor entender.
O Sr. Carneiro da Cunha faz ver que nicamen-
te pata harmonisar a dispoiieo doorcamento com o
regulamentequeja he lei, foi que apresenlou a e-
menda. r
O .Sr. Sikino faz considersrJes em ordem a sus-
tentar o |5 4. do art. 2. do orramenlo municipal, e
combate a emenda suppressva de uma disposieo do
referida cuja diiposico entende ser mu slutar
para a boa fiscalisacao dos diuheiros municipaes : as-
severa que confia no arlual admnislrador do remi-
lerio, mas que nao sabe se o mesmo sucreder com
qualqiier oulro, que por ventura o siilxtitua ; pe|0
que, he le parecer que nao se deve dar ao adminis-
trador o poder disrricioiiario de dispender diuheiros
com os empregados, e com o costeio do eslabeleci-
meulo sem a immediata inspecrao da cmara muni-
cipal, que por lodos os ttulos tem direito de fiseali-
saT os estobelecimenlus municipaes ; por eslas razcs
declara qne vola coolr a emenda.
O Sr. Baptista faz algumas reflexes em sustnta-
telo da emenda.
O Sr. a. de OUoeira pronuncia-se contra a e-
meuda.
O Sr. Olireira : Senhores. eu nao lencionava
voltar i discussao ; mas a visla do que acaba de pro-
ferir o nobre depulado que se sent deste lado o Sr.
Baptista) forra he no dritar sem resposla algumas
das suas proposites.
Eu nunca puz em davida que o administrador scr-
visse bem o seu luger; o que fiz foi negar-I he o meu
voto para se Ihe augmentar o ordenado, p'or julgar
que a receila nao podia supportar tal augmento ; e
o que hoje farjo he sustentar a idea do orramenlo
municipal bem da, fiscalisic/iu das despezas pu-
blicas.
Assim, eonhecer u nobre depulado c os seus col-
legas, defensores da emenda, que se eu acmbalo,
he por estar summameule convencido de que ella he
projudn lal, e padera dar lugar a abusos: c, pois, nao
si, para que trazer a discussao a pessoa e os servi-
ros do admnislrador do cemiterio, alguns dos quaes
eslflo sendo al cerlo ponto enteradas I
Disse o nobre depulado que, quando um empre-
gado cumpre bem as suas obrigacoes, enmoo de que
se Irala, a assernbla leve de ser generosa para com
elle. Permita o nobre depulado que devirja desle
seu pensar ; a assernbla legisla contornea juslit-a o
a razao ; e nao est aulorsada para praliear genero*
sidades.
(la nm aparte qoe nao ouvimos.)
O Sr. Olireira :E caso eslivesse, enla essas ge-
nerosidades deveriam eslender-se aos domis em-
piegados que se achassem em idnticas rircumslan-
cias.
Sr. presidente, nos temos muilos'cmpregailos, que
flesempenham as suas funcres da m muir a mais
salisfalora, e digna de louvures ; e todava nao rece-
ben) tantas recompensas, lanos elogius f! I
(Ha um aparte que nao ouvimos.)
OSr. Olireira:Trouxeram a discussb*para o
pessoal, e eu fui obrigado a acompanhar o nobre de-
pulado, se bem que contra a minha vonlade : porm
nao tocarei mais neste ponto.
Disse tambemo nobre depulado que, tomn pasta-
do o regulamenlo do cemiterio, no podia a casa
nesla mesma sess.ln allera-lo : en Ihe responderei,
que esto enganauo ; nem o acto addicional, nem o
regulamenlo da casa prohibe islo ; e entre muitos
precedentes desta assernbla, Ihecitareio seguinte:
em 1848 tixou-se a forra policial em,400 pracas,len-
do o commandante a graduaran de capilo ; e deporH
na lei do nrcamenlnprovincial alternu-sc aquello re-
solue.lo. delerminando-sc, que o dilo cornmandanle
tivesse a graduarlo de major, Augmento de venci-
menlos, etc., etc.
Assim, j ve o nobre depulado, que a sua opiniilo
no pode proceder.
Senhores, eu disse que era. prejudicial, que se au-
torisasse um empregado, que he subordinado c-
mara a dispender diuheiros sem a inspecco desta.
O Sr. Mello Reg : Prejudicial ao empre-
gado.
O Sr. Olireira :0 que razoavelraente nao se po-
de contestar ; pois que, contrario sonso, escusadas
scriam as leis fiscaes, e no se deveria exigir fianzas
aos r'uladaos de reconhecida probidade, quando fos-
sem nomeados Ihesoureiros ; porm, se quem rece-
be dinheiros pblicos e os diipedde, he obrigado a
prestar conlas a" repartirn compleme, como fazer-
se uma eveepeao desta regia invariavel a respeilo
tos gaslos do cemiterio, sem motivos que o possam
justificar ? !
Sr. presidgnle, cg supponho, que. o nobre autor
com fila vai crear-lhc embararns, e difliculdadcs
pira o futuro ; .islo romo nem sempre poder elle
proprio processar as despezas ; ocea-iio's lera de in-
cumbir esta tajefa algum dosseus subalternos, que
nao seja tao cuidadoso, c por isso commclla engaos
na verificaran ; e assim nao tirara elle comprometli-
do ?crcio que sim.
Sr. presidente, nao quero prolongar, a discussao
paro aqui, vahando muir a emenda.
O Sr. Mello Reg faz algumas considcrarOcs sobre
a emenda.
Encerrada a discussao sao a* emendas submelti-
das votirao c approvads.
Terceira discussao do projeclo n... que regulaos
limites das freguezias de Ipojura e Serinhaem.
V mesa e he apoiada a seguinle emenda :
i Os referidos limites regularan os do termo de
Serinhaem x comarca do Rio Farinoso com os do
termo e comarca lo Cabo.Meti liego.n
Posta votos a emenda be approvada, ficando de-
pendente de nova volaco.
.1." disctisso do projeclo n... que concede uma
gratificaran aos professores padre Marreca e Castro
Nunes.
OSr. .Soura Cartallu) justificae manda i mesa as
seguintes emendas:
< Emenda additiva depois de^1851diga-se por
todo o tempo a que tenham direito.A. A. de Sou-
za Carcalho.n
Posta votos a emenda he approvada, ficando de-
pendente de nova volateo.
3. discasso do projeclo que aulorisa o governo a
jubilar o prufessor Aureliano de Pinho Borges e Ma-
uoel Tbomaz da Silva.
O Sr. Jlaptista faz algumas consideradles.
Encerrada a discussao he o projeclo approvado.
Dada a hora,
O Sr. Presidentcyesign a ordem do dia e le-
vanta a sessao
om desCalqne.de cerca de 3008, lendo ao crrae pre-
cedido uma calorosa altercaban catre ambos. Pinto
vendo o seu companheiro adormecido, alirou-lhe
duas facadas, que, embora dadas om cheio, no fi-
zeram todava, segundo o juizo dos facultativos, fe-
rmenlos mortaes. Acudindo a polica aos gritos do
oOeodido, foi o perverso capturado e condutido
cadeia.
Oulro crime mais gravee at horrivcl foi perpe-
Irado no dia 29 pelas 7* horas da noile, na povoaro
do Monteiro. Joaquim Dias dos Santos assasslnou
all sua propria mnlher, Mara da Conceicao, es-
lando essa infeliz grvida I Depois de ler-se eva-
dido, foi o assassino preso ns freguezia da Varzea.
Passando a oulra ordem de tactos, devemos men-
cionar o comeo da celebre devocio do Me~ de Ma-
ra, no 1. do concille, devoijo que se tem aene-
ralisado, e parece enraizada nesla cidade. Cretnos
que, alem das casas particulares, bem poacas igrejas
deixaram de fazer o Me; Marianna, e em todas
ellas lem sido admiravel a concurrencia do povo,
principalmente no hospicio de Nossa Senhora da
Penha e no convento do Carnio.
No dia 29 do passado celebron-ie naquelle con-
venio a fesla de San-Jos da Agona, feila com es-
plendor pela respectiva irmandade, havendoa tarde
urna pomposa e brilhaote prorissao, onde o numero
de figuras exceden latvez a SO. Durante a testa soe-
cedeu manifestar-se um incendio no (hronn, que
felizmente foi logo extracto ; c como quer que, tai-
vez por esse molivo, chamasse s armas a guarda
de honra, que all se achava poetada, oovindo-se de-
pois o toque de reunir, causn isso algum alvoroto
dentro da igreja, assim como no atrio entre o povo
que, segundo o costume, affluio.
Acaba de chegar do sol o vapor .D. Maria II, a
o pouco que nos elle Irouxe adiarlo os leitores era
lugar competente,
Renden a alfandcga 93:18325l rs.
Falleceram 52 pessoas : 10 homens, 10 mnlheres
e 17 prvulos livres; 4 homens, 4 muflieres e7 pr-
vulos escravos.
REC1FE 5 DE MAIO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPLCTO SEjUIUE.
Muilos vapores entraran) esla semana em nosso
porto, mas nem por isso abundaram as noticias de
inleresse.
No dia 29 do passado chegon o .S'an-6' norte, e logo no dia 3 do corrente apresentou-se o
aligero Tocantins, como quem vinha no encalco d.i
volita e reheeira barca, para dar-lhe mais uma lirao
de vclocidade. O Tocantins trouxe do Para 7 dias e
15 horas de viagem, leudo deixado lodas as provin-
cias em socego, e sem oceurrencia digna de especial
menean.
, Pelo Guanabara, chegado no dia 3 dos portos do
sul, tivemos noticias dessa parte do imperio, por
onde tambera reina o socego publico ; mas quanlo
novidades capazas le oceupar o rcspeitavel, ne-
nhuma nos veio qoe merera ser aqui reproduzida.
Segunda o numero de depulados que havia na cor-
te, receiava-se que ainda e realsar-se a abertura da assernbla geral no dia mar-
cado pela constituirn.
S o vapor inglez Greal-lVcstcrn, enlrado da
Europa no dia 2, Irouxe solTrivel pasto i publicacu-
riosidade. Nao que tivesse cabido a deeanlada Se-
bastopol ; mas he que.esperando-seoarreferimenlodo
ardor bellicoso na Russia, em consequencia da mor-
le do imperador Nicolao, vio-se que era infundada
essa espcraqca, e islo nao deisou de causar sua pas-
maceira. Emqoanlo com clleilo os Boiardm reno-
vam peranlc o Ihrono de Alexandre II os sens pro-
lestos de adheso guerra, oflerecendo armar os
servos dos seus dominios : emqtianto o Synodo de
S. Petrsburgo disperto o patriotismo ru-so cm ne-
me da sua religiao. seguindo-se a ludo islo o le-
.vanlamento e mobilisarao de novas tropa,*; os euar-
necedorrs de Sebastopol vo fazcodo sorlidatque.na
phrase de nosso correspondente de Londres, to sen.-
pre bem succedidas nos bollelins russos, e mallo-
gradas nos los alliados. Por oulro lado o congresso
de Vieuna pareca redolido a uma va formalidade.
nada se esperando de suas conferencias, emhoraj
livessem as potencias alliadas cedida alguma coua
do rigorismo de duas das qualro eondioos offereci-
das para um ajusto amigavel.
Na Ilospanha prolongava-se a poca revoluciona-
ria ; mas D. Carlos, chamado pela Providencia n
oulra villa, j no aniraava com sua prsense os cs-
forros ou as lumulencias de sens partidarios.
Voltando soecunenrias da Ierra, temos de con-'
signar o cnceiramenlo da asseinbla legislativa des-
ta provincia, que leve lugar justamente no dia 30
do passado, sem que houvesso necessidado de pro-
rogacao.
Pelo bairro da Boa-Visla couliniiam os roubes,
ainda que de pequeo alcance. Em a noile de 29
para 30 foi arrombsda uma taberna da ra do Mon-
dego, e os ladrees, nao adiando mais do que 39 em
linheiro, levaram porcao de gneros no valor de
379, nOoco mais ou menos.
Em a noile de 30 cscapou de moner awassina'do
o porluguez Antonio Jos Mondes peto rno de oulro
seu socio, de Dome Manoel Dias Pinlo.ao tempo em
que dorma na taberna, e dizem que por causa de
JURY SO REG1FE
DIA 3 DE MAIO.
Presidencia do Sr. Dr. Jos Quintino de Castro
Leuo.
Promotor interino o Sr. Dr." Francisco Gomes Vel-
loso de Albnquerque Lins.
" Advogado, o Sr. Dr., Innocencio Seraphico de
Assis Carvalho. .
Escrivfm.Joaquim Francisco de Paula Esleves de-
mento.
Feila a chamada as II horas da manliia,acharara-
so presentes 39 senhores jurados.
Foram dispensados da sessao os senhores :
Ignacio Francisco da Silva.
Antonio Bernardo Quintero, cite smente do dia
de hoje.
Foram multados os raesmos" senhores jurados j
muilados nos anteriores dias de sessao.
Aberla a sessao foi condakido a barra do tribunal
o reo Amonio Joaquim de Souia, aecusado por cri-
me de ferimenlos leves perpetrados na pessoa de
Maria dos Santos do Amor Divino.
Cornpoz-se o conselho de sentencia dos tcgoinles
senhores :
Dr. Kozendo Aprigio Pereira Guimaraes.
Jos Francisco Pires.
Antonio Jos Leal Res.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Manoel Camello Pessoa.
Ilr. Antonio Gomes Tavares.
Jos Loorenc.0 Bastos.
Dr. JosMumz Cordeiro Gilahy.
Francisco Rodrigues la Cruz.
Francisco Accioli de Gouvea Liu.
Mauoel Florencio Alves da Moraes.
Findos os debates foi o conselho conduzido a sala
das conferencias s 3 ) horas da larde.de oude vol-
(ou as" i com suas resposlas, que foram lidas cm
voz alta pelo presidcnle do jurv, era vista de cuja
itoclso o Sr. Dr. juiz de direito absolveu o reo, con-
demnando a municipalidade as cusas, e levan-
lou a sesso adiando-a para s 10 horas do dia se-
guinle.
4
Presidencia do Sr. Dr. Jos Quintino de Cas-
tro Litio.
Promotor interino, o Sr. Dr. Francisco Gomes Vel-
loso le Albuquerque Lins.
Advogados, os Srs. Drs. Joaquim Elvirode Moraes
Carvalho e Jos Bernardo Galv3o Alcoforado.
Escrivo, Joaquim Francisco de Pauto Estoves
Clemenle.
A's 11 horas feila a chamada acham-se presentes
36 Srs. jurados.
Foi dispensado do restante da sessao, o Sr. Luiz
Manoel Rudrignes Vllenla.
Foi tmbem relevado da molla em que incorreu,
o Sr. Luiz Antonio de Siqueira.
Aberla a sessao foi conduzido a barra do tribunal,
para ser julgado a r Anua de Santa, preta, sera-
va de D. Mara do Carmo Barros Falcao de Lacafc
da, acensada por crirac de ferimeirlos leves, prepe-
Irados na crioula Luiza de lal.
Compoz-se o conselho d sentenca dos seguintes
senhores:
Dr. Rnzendo Aprigio da Silva Guimaraes.
Francisco Martns Raposo.
Dr. Jos Muniz Cordeiro Gitahy.
Manocl Florencio Alves de Moraes.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Manoel Jos dos Santos.
Cictano Cyriaco da Cost Moreira.
Dr. Manoel Ignacio de Medciros Reg Monteiro.
Domingos da Silva Guimaraes.
Antonio Jos Leal litis.
Jos Lucio Monteiro da Franca.
Findos os debates foi conduzido o couselho a saja
das confereacias s 2 horas da tarde, d'nnde vollau
s 2 > com suas .resposlas, que foram lidas em voz
alta pelo presidenta do jury, ero visla de cuja de-
cis.io o Sr. Dr. juiz de direito absolveu a re. cou-
demnando a municipalidade as cusas.
E logo achaudo-se presentes os reos afliaor^ados
Manoel Andr Bclelho, e o prelo Jos, escravo dq !
Gaspar Adolpho, secusados por crime de ferimenlos
leves perpetrados mutuamente, seudo advogado do
primeiro o acadmico Jlo Capistrano Bandera de
Mello Filho, e do segundo o Dr. Joilo Francisco
Teixeira.
Foi o mesmo conselho, que os julgou, por conven-
ci das partes.
Findos os debates foi o conselho conduzido asa-
la das conferencias s 6 horas da tarde, d'ondc vol-
tou com suas resposlas, que foram lidas em voz alta'
era visla le cuja decisao o Sr, Dr. juiz de direito
absolveu os reos conderonando a-municipalidade
as cusas, e levantan a sessao s 7 >' horas da noi-
te, adiando-a para s 10 horas do dia seguinle*
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 5 de maio.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo le V.
Exc. que, das diflerentes participac/les hoje rece-
bidas nesla repartirlo, consta que foram presos :
A minha ordem, o prelo Domingos, escravo, por
insultos.
Pela delegada do primeiro disiriclo deste tormo,
Vicente Ferreira de Barres Prala, por ebrio.
E pela subdeiegacia da fregnezia "do Recife,
Manoel da Silva Mallos, c o americano J. R. Hall,
a reqnisieo do respectivo cnsul.
Dens guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 5 de maio de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cupha e Figoeiredo,
presidente da provincia. O chefe de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeira.
RELICAO DOS BAPTISADOS DA FREGUEZIA
DE SANTO AMONIO 1)0 KECIFE DO MEZ
DE ABRIL DE 1855.
Dias.
I.Candida, parda, nascida ha 15 dias.
dem.Maria, parda, escrava,nascida ha 8 mezes.
8. JoJu, pardo, nasciilo a 17 de fevereiro do
correle anno.
dem.Maria, paida, nascida a 11 de dezembro
do anno prximo passado.
Ide.ti.Jo*, pardo, nascido ha 6 mezes.
dem.l.udnvina, parda, nascida ha 5 mezes.
dem.Lourenco, bronco, nascido a 10 de agosto
do corrente anno.
dem.Manoel, crioolo, escravo, nascido a 20 de
marco do corrente anno.
dem.Maria, crioula, esrrava. nascida a 20 de
marco do renle anno.
dem.Pedro, branco, nascido a 28 de jnnho do
auno prximo passado.

miitii nnn
'--.


DIARIO DE PCRKMBUCO, SEGUNDA FEIRA 7 DE MAIO DE 1855.
3
dem.Mari.i, branca, nascida a 29 de novembro
de 185!.
dem.Mari, brinca, nascida ha 6 mezo
dem.Mara, branca, nascida a 24 de fevereiro
do currante auno.
9.Comado, crioulo, escravo, nascido a 19 de fe-
vereiro do correnle anuo.
ldlrn.EslevSo, crioulo, escravo.nascido cm agos-
to de 1851.
dem.Marcellina, crioula, cscraya, nascida em
setembro de 1851.
10.Policarpu, pardo, escravo, nascido a 26 de
Janeiro do correle anoo.
II.Filomena, branca, nascida a 5 de judio de
1854.
12.Mara, parda, nascida a 27 de fevereiro do
correte anno.
II.Ha noel, branco, nascido lia 3 mezes.
dem.- Uernieliinla, branca, nascida a 17 de
margo de 1851.
15.Liberato, pardo, nascido lia I me/o.
dem.Gaspar, branco,nascido a 28 d dezembro
de 1854.
Idam.Mara, branca, nascida a 3 de agosto de
1H51.
Mafia, parda, escrave, nascida a 4 de Janeiro do
crranle anno.
Mero.Manoel, pardo, nascido a 22 de agosto de
1854. Santos leos.
Mero.labio, crioulo, nascido a It de maio de
1853. Sanios Olaoi.
dem.Rosalin, branca, nascida lia 3 mezes.
Me.Romn,pardo,escravo,nascido ha 2 mezes.
16.Leopoldina, parda, nascida a 30 de selembro
de 1851. .
17.Manoel, pardo, nascido a 11 de Janeiro do
corrale anuo.
Mero,Jos, pardo, escravo, nascido a 11 de mar-
ro de 1854.
18.Mara, parda, nascida no mesmo da.
dem.Manoel, branco, nascido a 26 de julho de
185*.
22.Hoa, parda, nascida ga8 mezes.
Iilem.Caelano, branco, nascido a 29 de abril
de 1851.
dem.I.uiz, pardo, escrito, nascido a Vi de se-
lembro de 1851.
dem.Laorentina, crioula, nascida a 3 de feve-
reiro do correte anno.
21.Malina, branca, nascida no 1. de abril de
1851.
29.Drc,u>j, parda, nascida ha lOmeies.
Ao "lodo 10.
Kregnezia de Santo Antonio do Recito 30 de abril
de 1855.Ojvigario, leando Henriques de Ittzt/ule
DIARIO DE PERMITO. *
A
nenlnma deliberando fui possivcl, porque os accio-
ui'ln presentes ndo represr-hlavam metade do capi-
tal, como exigen! os eslatotos da snciedade : ficou
pois adiada a materia para i primeira reunan.
a I'raia ao co que os accionistas, atlendendo aos
cus interesses e aos da lavoura e do commercio, le-
galisem o pensamento da directo .'
a Teve honlero lagar a reunido do. accionistas do
Banco Commercial, para resol ver se devia este acei-
lar ou nao o convite para cnnverler-se em caixa
filial do Banco do Brasil ; nada, porm, foi decidido
porque os accionistas reunidos nao represcnlavam o
capital que exigen) os estatuios para laes delibe-
races.
I'or aclo de honlem foi nomeada ums enmmis-
sdo composta dos ci'daddos Carlos Marianl, Antonio
Marques de Almeida c coronel Ambrollo Machado
Wandcrlev, para se incumbir da constnircdo do
urna matriz na villa da Barra, sendo a rapella-mnr
feita por conta da provincia c o carpo da groja
costa dos habitantes da freguezia, mandando-se dar
para comeco da obra a qnanlia de doos conlos de
res.
Foi lamhem eucarregada a miau lado do Sanlissi-
mo Sacramento da dila villa da conslrurcdo do um
cemilcrio, cuja obra sendo oreada em 6:066?5000 rs.,
a referida irmandade concorre para ella com a quan-
tia de 3:000 rs.
O vapor I). Mario II trouxe com destino i Lisboa 235 passageiros.
CORRESPONDENCIA.
para o consetnn que iem ue repre- r. AColyio, na urna envarona; emum csiou cmre lins/ii VlUAIitiL' l\V A! 5 Vil'
I durante- remu rfa^ewtwgr 5T>1lrT*Tybrs-e-^^ ***
Mau. Jos Florindo de Fisoeire-................... mSBSS = TOA DB TO tMMTOO. vL
Pelo vapor D. Mara I, recebemos anle-hontem
jornaes da corte at 28 do pistado, e da Babia at 3
do correnle. .
As cmaras legislativas eontthuavam cm uas sessfles
preparatorias. To senado j havia numero suflicien-
le de membros para se abrir a assembla geral ; a
cmara dos deputados porcm ndo contava presentes
al o dia 28 mais do que 46 membros.
Foi escolbido senador, pela provincia de Goyaz o
Sr. Dr. Jos Ignacio Silveira da Motla.
O Sr. capildo de fragata graduado Jos Antonio
Correa, foi nomeado capildo do porto da Parnahiba.
L-se no Correio Mercantil:
Consta-nos que o governo contratos rom a no-
va empreza lyrica a conslruccSo do theatro de Pe-
dro II.
No dia 26 reaniram-se os accionistas desta em-
preza representando 2,<80 aeefies. Apprvaram sem
dicussdo, e por unanimidade de votos, os estatutos
apresenlados e redigidos de conformidade com as
roodicSes do contrato de edifieac.lo de um novo thea-
Iro'. Procedeo-se i eleiedo, e foi eleilo presidente
por unanimidade de votos o Etm. Sr. visconde Tle
Jeqnilinhonba ; e para o eonselhn que lem sentar a sociedade
os Srs. : bardo de
do Rocha, commendador C. J. de Oliveira Rxo,
l)r. Luiz da Cunlia Feij, commendador Manoel Cor-
rea de Aguiar, Dr.ferreira de Abren, bardo da Vil-
la Nova do Minho, Dr. Duque Estrada, Joaquim
Leite Ribeiro, Joao Antonio Alves de ltrilu, Dr. I!.
J. Martina, commendador Antonio Jos Domi ngues
Terreira Jnior. Este conselho, d'enlre scus mem-
bros, nomear urna commissdo de conlas, outra para
inspeccionar a edificando, thesoureiro c secretario.
Um negociante desta praca mandn anle-hon-
tem nm seu caiieiro levar dez conlos de res ao Ihe-
souro.
Ete mojo leviano vollou ponco depois de ler
sabido, declarando com a maior anciedade qne esla-
va armiado, porque perder a quantia que Ibe fra
confiada, em eonseqnencia de eslar /urada a algihei-
ra em que metiera o dinheiro.
A dcsculpa nao convencen o amo. Obrigoo o cai-
ieiro a acompanha-lo i polica, onde este, sendo in-
terrogado a sos pelo Sr. desemhargador chefe de po-
lica, declarou' que deixra o dinheiro sob tima pe-
dra em Caiumbg.
O negociante', apenas chegou ao sen escriptnrio,
para onde o acompanhra o ladrdo, deu-se pressa
em despedi-lo, e este teve anda mais pressa em sa-
bir, suppondo-se salvo das consequencias da sua in-
genua Mcamotagem.
a A' porta porcm esperavam-no dous beleguins,
que o levaram para o Aljube. sob pretexto de agra-
decer an Sr. desemhargador chefe de polica*a bon-
'dade que livera para com elle.
a Progrde com rapidez a conslrucedo da nova pra-
ra de mercado denominada da Harmona.
a Ha pouco maii de Ires mezes que a companhia
municipal encetou essa construccao.
gulos, e acha-se j promplo o assonlhn, portas, mar-
co e vigamenlo para as sobre-lejas, madeiramento
para o segando ngulo, dous tercos de alicorees ce-
raes e a maior parle da eanlaria.
Entre nos nao he muilo commum lal actividade,
e he por isso qua damos os embocas i companhia e
ao seu gerente encarregado da obra.
Do Jornal do Commercio tramcrevemos o se-
unnte :
. Assassinalo e suicidio.L-se no Cruzeiro de
20 do correnle :
Santo Antonio de Paula 4 de abril de 1855.
a Principio por noliciar-lhe um laclo horroros"
aqui acontecido, expoodo-o tal qual me tem sido re-
ferido por possoas que delle devem eslar bem infor-
madas. Manoel Alves Moreira. fazendeiro desta
freguezia. na manhda do dia 1," oo 1fi do passado.
leudo procurado pretexto para altercar cjra sua se-
nbora, disparou-lhe um liro queima-rnupa. .ferin-
do-a ero um lado do pescooo ou peilo, puxando de-
poii por om punhal, com o qaal fcz-lhc varios oulros
ferimenlos Tenlou entilo assassinar lamhem urna
filliinlia que foi salva por orna escrava que fugio com
Hla para ons eafezaes/e como ndo a encontrarse
vollou contra si a sua arma ferindo-se do peilo
ventre horrivelmenle, de que vcio a morrer no fim
de algons das ; acudiram alguns cantaradas que tra-
balhavam na fazenda. mas infelizmente j larde,
pois eslavam ambos feridos. Dizem que elle mos-
trou-se depois muito arrependido do que tinha fello,
dzendo que ndo eslava em si, e repelindo constan-
temente que devia morrer, visto ler commellido Ido
normes alleulados sem motivos que os juslificassem
oa altenuassem.
Consla-me que a infeliz senhnra ainda nio esta
absotulamenle livre de pongo.
No dia I. do correnle lomou posse da presidencia
da Baha o Sr. Dr. Alvaro Tiberio de Moncorvo Li-
ma, primeiro vice-presidente da mesma provincia.
A respectiva assembla provincial liiiba sido pro-
rogada al o dia 15 do correnle.
L-se no Jornal da Bahia :
Hontem reuuiram-se em assembla geral os ac-
cionislas da Caixa Commercial, aos qnaes apresenlou
a direcedo o relalorio do seu decimo-terceiro semes-
tre, que foi approvado.
que nenhum accionista podesse volar ou ser votado,
sem ler mais accoes do que ciisem os estatuios que
regem o eslabelecimenlo ; mas, como isto importa
ama reforma, e ndo representando os accionistas pre-
sentes mai de metade do capital, ficou adiada.
No dia 28 de abril reuniram-te em assembla
geral os accionistas da Sociedade Commercio, aos
quaes apresenlou a JTKCd o relalorio do decimo-
terceiro semestre, que foi approvado, l>em como o
parecer da coi.iniissao de cuntas. No relalorio mos-
trou a direcedo a necessidade qoe ha de alterar al-
guns artigos dos estatuios, entre os quaes se arba o
que ndo Ibes permute descontar 6 por cenlo ; mas
Mamanguape 27 de abril de 1855.
/.um zumzuin zumiiim zum, misericordia !
Santa Barbara .' S. Jcronymo Que harullio, que
cofifusdo, que espanto; ro Sebastopol que cahio,
nada, foi terremoto que houve; nada, he revolurao
que nos ameaca; nada; enlao que Ido grande novi-
dade vai por esta nossa Ierra, que so parece urna
furna (sem ser a do Carapucema) de formgas de
roca, aonde cnterraram algum urub pois ignora
quero he o autor desle drama, e a quem M deve
tanta inquietardo, tantas suspeitas, lanos clculos,
lanas sesses, tantas turras, tantos adevinhos? pois
saila que he an Sr. agricultor vigilante com a sua
miscelnea, c que lal j um pob-e plantador de
roca, um malulo farinheiro causa lamanhoarruido;
o tmpora, o morespois o aranzel de um agricul-
tor material, que so por mania ou acesso febril com-
melleria atemeridade de procurar o prelo, ja pe
n'uma roda viva lanas capacidades illuslrissmas !
E para que tanta importancia a semelhanto mixor-
dia! rerciam que angarie proslitos,adquira influen-
cia e lorne-se popular.' nao vale a pena alteotar pa-
ra laes nsiguificancias; mas elle respeilou religiosa-
mente as coiidices de correspondente, moralisan-
do certos fados sem comludo exceder os limites decencia; emboe-,, a sua linguagem be obscura e nao
pode dexar de ser F,,..., ndo he possvel. na mi-
nba opnido he S,,,.. tambem nao, eu digo que he
B,,.. nada, nada, ndo he outrosendo o Meirelcs da
Farahiha; e que irtleresse ha cm ser Pedro, Paulo,
Sancho ou Martinho '.' sempre era bom saher-se, e
p.ir.-fque fim o futuro o dir : ah coi..ita...d...
nho, sendo tratares de te por a bom recato,fazem-le
o fresco^ bem feito te seja, que lo importava se o
Acolylo do (om escrevia verdadesjou mentiras, se
levautava falsos ou inculcava innocencias, se ostava
ou ndo dcsenloado; cada qual conforme a sua cons-
ciencia. cada um com seu modo de pensar ele. etc.
ele. Eis em resumo os argumentos que formam
boje a ordem do dia desta villa e aonde o. pobre
Agricultor Vigilante lem sido saudado, cantado, su-
blimado, blasfemado, vilipendiado, ultrajado, e al
('oh desgrara!) sentenciado ao knoutUbi nolisora
ajuize Vmc. cm que enlaladella oslou eu mellido, e
sem saber oomo me heiile safar; en para desdizer
o queja disse, acho Ido fcio que.... valha-mc Santo
Onofre; para sustentar rorro nicu risro. para pro-
por cipihil.ir.ii sem parlamentario por parte do
Sr. Acolylo, he urna covardia; emfim eslou entre
go: quando acabei, receb o dinheiro, e fui comprar
em oulra loja un.as miudeziis, que minha comadre
Monca me havia encommcndado.quando chega ou-
tro dabo,vira-so para mim edr/.; ser Vmc. o Agri-
cultor Vigilante ?barro esse lhe res|>ondi eu j
com urna raiva c por dentro, que s me pedia o
corado que lhe desse com o chicarador: saio d'alli,
j fora de mim, para ir ver oulras cousas qae anda
me faltavam,quando logo ao entrar em oulra loja.di-
zem dous malditos que eilavam na porla: Aqu vem
o homem Vigilante o Agricultor,aquelle da bestinba,
que rezou o credo s avessas, he este mesmo, olha
como est mudando do cor, c oulras poucas vergo-
nbas que ja'roe n.lo lembram; oh mcu camarada.cl-
les bem diziam que eu linha mudado de cor, mas
ndo era com medo, erasim por me ndo poder vingar
d'aquelles saflos, por ser la na na, mas se ospe-
asso c fora um palmo, havia de fazc-lus passar
i>or baixo do meu pedrez trez vezes, para cites enlao
saberem se cu era o vigilante ou o diabo que os car-
regue; damnadns.
He impnssivel pinlnr-lhe ao vivo quanln em mim
*e passou durante aquella narraedo; eucorava, dcs-
corava, suava, ancava, corriam-mc certas formi-
guinhas por lodo o corpo, quera rir-me, ficava sus-
penso; em snmma era urna efervescencia de diversas
materias que se achavam em contado e prestes a
urna cxplosio; mas como me convnha o seguimenlo
da conversa, Uve de sustenlar-me indifferenle a lo-
do esse alvoroeo e interrogar de novo o collegn,
alm de ficar bem ao par da enguada que por meu
respeito elle soffreu;porm,torno eu, que quer di-
zer esse Agricultor Vigilanle com que tanto o azua-
ram, e de que Vmc. vem Ido queimado ? cu lhe
cont, quando eu vnha sabindo la da na, encon-
Irei-me c em cima no Rosario, com u Antonio
logoIh'o digoe conlando-llie o que me havia
acontecido, pegn lamhem a rir-se que quasi des-
confi com elle; mas quando ello vio que en eslava
ficando serio; disse-me enldo, isso foi canuda que
fizeram com voss por causa d'uma respendencia que
trouxe aquello bicho do Becfe; aquello papel gran-
de que lem urnas leltras grandes, o oulras pequeni-
ninbas, com una ealnogaa por de Iraz, ah! j sei he
o Diario de l'ernambnco, sinh sm, sinli sm, he
esse bicho mesmo, quo traz a lal respendencia, c
que fez com que eu por aqui jurando aquellos
demonios; e dizendo islo saudou-ine e foi-se. Ap-
plaudi depois a cacuada, servindo-me tambem de
guia para ndo ir mais villa, sendo disfarrado, com
a casaca de botoes amareilos e abas papagaio, e que
herdei do finado meu av, que Dos haja) o meu
chapeo fino, que servio a meu pai (j lambem em
sania gloria) no dia do seu casamento com a senbora
minha mai. posto que j i se acbe com lavoures de
lab) rindi feito pelas malditas Iracas, o meu rllele
ilc belbotina azul com bptes de vidro, as minlias
calcas desclinela branca alirandoj para cor dg lo-
ranja, pelos vinte invernos que ja conta, os meus sa-
patoes de orclhas grandes e tacoM pregados com
broxai para resislrem as podras, que lenho le cal-
curriar, e a minha grvala de laYo (he o traste que
mais arrenego) por ser laoalta edura que me ohriga
andar contando as eslrcllas.sem poder fazer o menor
movimcnlo com o pcscoi-o, quer i esquerda quer
direita) oh que figurdo, nuiguein me lomar por ma-
lulo agricultor, e com scmelhantc dsfarce poderci
eolher tudc o qae for apparecendo. que inleressa'r
posso aos Mamanguapenscs, louvando sempre os
bons felos e abatendo os mais dicere.
A salubridade publica continua sem alterarlo.
Os vveres da forma seguinte : carne a 12 patacas,
farinhaa 18, milha a 1,vao lambem apparecen-
do j, alguns qucixosde qualba e mantetga, porm
um lano salgados.
Saude, ouroc prala com abundancia lhe appctcce.
O seu constante leilor.
OmJgrcultor i 'igilanle.
pirlicacOesTpedido.
Desde ess'hora do (riste lemhranfa
Ndo fez ella mais raso de mim.
E mu namoro de lanta esperanra
Tao sem erara finou-so-mc assim.
Ah 1 ingrata que amante perdesle !
P'ra castigo islo mesmo le basla ;
Ndu sabias que peilo era este.
Que de loucasorrindoqaebrasle!
Toa imagem continha Ido fix.i,
Tdo constante, oh donzclla, c fiel,
(.le arriscou-me a dar mais d'um eipitha)...
l'orro nada movcu-le, cruel.
Em passando por l, se acconlecc
Que meus olhoi nos scus inda pnnha,
Faz um momo, c dizer-me parece :
Cascabulbo, meu Dos, que vergonha i>
Nunca maisao depois desla esfrega
Jiiiz saber de namoro nenhum ;
l o calouro, que nisto se emprega,
\ ou jurarndo lem seiiso-rommum.
De que servcni mil sonhos tao bellos.
Em que fada invisivcl procura
Illudir-nos. formando castellos,
I'ovoadus de tanta ventura,
Se do luizio o Iroar leva o sonho.
Derribando o caslcllo no p,
Como outr'ora estampido medonlio
Fez por trra cahir Jericb ?
Quando agora por mero pagode
Prego csloiiros, pois-sou sirai....
Este aperln memoria me acode.
E eu repilo, fumando um charuto :
Meus amores de Olinda sdo llores,
a Sem gnzarem do sol os ardores,
Desfulhadas ainda em bolo. a

Olinda185i
Bccebi do Sr. Jodo Miguel da Cusa a quanlia de
509000 rs. pelo meu honorario na execuedo de for-
mal de parlilhas, movida por seu lidio, ficando en
|>go ale a relaedo.
Recile 19 de de>c,mhro de 1852. Joti Bernardo
|iG. .ik-pforado.
Itccebi na mesma conformidade 259000 rs. Re-
cite 1852.tf../. Barata de Almeida.
BECEBEDOBIA DE BENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBDCO.
Rendimenlo do dia 1 a 4.....tsMSf.lOO
dem do dia 5........ 7039165
BrtUfOiB
CONSULADO PROVINCIAL.
Bendimeutododia 1 a i. 4:827992
dem do dia 5........ 5849231
5:i3t226
COMMErtCIO
'BACA Df) RECIIE 5 DE MAIO AS 3
MOKAS DA TARDE.
Colaces olliriaes.
Cambio sobre Londres a 27 d. 60 d|v.
Alginldo 1.a sorte59101) por arroba.
ALFANDEUA.
Rondimenlo do dia 1 a i.....52:352*310
dem do dia 5.#.......32:293J952
84^469869
avante, avante, morra o homem c fique a lama, fir-
me no meu proposil.0 e confiado apenas^emDiexi
el mo-> roilhcide fallar, gritar, clamar etc. ele.
Continuamos em otar de rosas, respeito tran-
quillidiMe publica devidoislo a actividade c energa
doadigitos delegados Dr. Antonio Filippe. c subde-
legado cadete Hermenegildo, tendo apenas a lamen-
lar-sc o passamento fortiori de um crioulo (car-
pina) a quem um outro collcga (l dello) envin
sem passaporlc com nlgumas nWldOl, por razoes que
entre si travaram; felizmente acba-sej rccolhido
prisdo o assassino, dovendo-se esta captura ao hon-
rado rapitdo Jo Tbeotonio de Carvalho, sendo o
delicto perpetrado perlo do engeuho desle Sr., na
distancia de legua e meia desla villa. Chegaram
lambem dous paluscos qqe o subdelegado colheu
n'uma excursao que fez a Babia da Traicdo.c segun-
do afflrma o Maniva,o crime delles he ndo salieren)
trepar em coqueiros.
No dia 2.1 deu-se principio a obra da ponte sobrc'o
regato que atravessa eslawilla, e segundo a opindo
dos cnlendeilorcs vai a mesma obra com bons prin-
cipios, em visla da solidez dos alicorees: ndo posso
deixar .le dar os devidos, e bem merecidos elogios io
Sr. Hollan la (administrador da dita obra e da da
cadeia) tanto pela actividade que desenvolve no
bom andamento dellas, como pelo zolo que apr-
senla na boa compra dos maleriaes, e assiduidade no
servico; seo governo lanrasse sempre mao de homens
guaes ao Sr. Usllanda, para administrar as obras
publicas, nunca se esbanjariam os dnbeiros da na-
rdo; no que fica referido nao lia o menor vislumbre
de bajulacdo, mas sima Cezar o que he de Cc-
zar.
O promellido he devidodiza a defunta minha
av, a quem por fcslas lhe fazia alguma promessa
ueslccaso estou eu para comVmc.sobreadcscriprdo
de diversos anmaes que aqui lemos.e que na minha
primeira misccllanea lhe prometti fazer, he na ver-
dade um Irabalho este, com que ir.e acho um lano
embaa'; nlo. e muilo principalmente, por j estar
cm guerra aborta com o Sr. Aculvlo do Ion. e et
rliqua comilante caten-a para ir lambem conspirar
contra mima bichara; porm.v feilo, olhe.que ha
muzeos com menos sorlinientov vendolemos
Icroivcis crocodillos de especie humana.... camellos,
em quanlidade, orango-langos de gog, bodes gran-
des, pureas prenhes, preguir^as admiraveis, kagados
de bons costados, galos na espera, tartarugas de pa-
lenle, meros de bocea pequea, guaiamuns de duas
pernos, coclhos, tamandas, e urna paca ebegada de
fresco.
Consla-me que no da 16 embarcara para a corleo
nosso presidente o Exro. Sr. Dr. Francisco Xavier
Paes Brrelo, a tomar Miento na assembla geral,
deixando possuidos de saudades lodos os verdadei-
ros Paralbanos; ludo quanlo se posta dizer em
honra de Uo dislinclo I'ernambucano, ser pouco
em vista do muito que se lhe deve : jusliceiio e sa-
bio no desempenho do eminente lugar que oceupa-
va, generoso c urbano para com lodos que o com-
municavam, conciliador dos partidos que aqui se
debatem, estimulo incanavel sobre inelhorainenlos
maleriaes, harreira inaccessivel para os criminosos,
esteio forte da seguranea individual, elle desenyie-
nhoo o espinhoso e ajlo cargo (pie oceupava rom
tanta honra, acorto, juslira e imparcialidade, que
jamis poder* ser riscada su, memoria nofla provin-
da.JPrea aos cos que os mares lhes sejam bonan-
cosos e os venios prsperos.
Ficou Da administraedo da provincia o primeiro
vice-presidente, o Exm. Sr. Dr. Flavio, que j por
mais de urna voz tem dado privas do seu elevado
-lino, servindo-nos de consolo a eonfianca que de
posilamos no mesmo Exm. Sr. e do qqal espcramds
a juslica e imparcialidade encelada pelo seu anlc-
fessor.
Eslava ja no remale desla, quando oueo baler na
porta, acompanhando um exquisiluoh! de casa
pergunto quem e..t i l; c um reconcentradohe de
pazme faz vir reconhecer a personagem que me
vinha inlerromper. e eis que deparo um collega pe-
dindo-me um coco com agua; talisfaco-o immedia-
tamenlc, e na forma do coslume (ea do malo) per-
gunlo-lhe, ndo ignore, camarada, de donde veel ? de
Mamanguape me respondeu elle; enldo foi comprar
ou vender.'.' levei um alqueire de milito que vend
ao Moreira por 15 palacas; diga-mc maiscl ludo
socogado por l ? esl. porm eu venho damnado
com aqullos diahos; poior esl esta, digoeu com os
meus botOos |e porque, homem de Dos?porque!...
ora ousa, eslava eu mediado o milho quamlo um
sugeilo me pergenia : patricio, voss he agricultor ?
sinti sim, respond eue ser voss o Vigilante ?
sapeeo-te.disie eu, pegaram todos a rr-se e ea con-
tinu! a medir o nfilho, com as orelhas pegando fu-
A mcu to C. A. C. Ferrcira.
Meus namoros de Olinda san flores
Qae desmaiam. cahindo na etilo,
Sem gozhrem ilo sol os ardores,
Desfulhadas anda em bolao :
Sdo qnaes nuvens, que o 'sparo percorrem,
Desenliando ligeiras imagens;
Esporancaa, i|ue nascem e morrem ;
No deserto do peilomiragens ;
De salido como o globo nilonle,
Oue brincando o menino prodiiz.
Que um instanle a vogar transparenle
Resplandece, vestido de luz,
E Ido lindo boiaiidn rutila.
(.'no dirieis o toino miedoso
Onde svlphide aerea se exila,
P'ra viver de perfume c de gozo ;
Mas cm breve se perdem nos ares !...
Meus namoros sdo todos assim...
Nao passaram d meigos odiares
Meus namoros de Olinda. por. fim.
Mas. se todos moneram mu cedo,
Ndo tiveram idntica mprle ;
Dous se forainj de *pteeii,-um de medo,
E o inellior e liiiuld'esta surte :
Detcarregam hnje 7 de maio.
Barca nglezaMeOaramercaduras.
Brigue porlugucz(;iaii(/odiversos gneros.
Brgne porluguezLaia //sal.
Hiale hrasileiroSoto Olindafumo.
Imporl a cao .
Hiale nacional Fxhalaro, vindoilo Aracaly, con-
signado a Antonio da Silva Gucdes, manfeslou o
seguinte :
110 couros salgados ; aXislo Vieira Coelho.
12 ditos salgados, 28 sacros cera de carnauba, 10
caixas cera de carnauba em velas, 400 courinhos de
cabra, 600chapeos de palha de carnauba, 110 saceos
de farfulla de mandioca ; a ordem.
211 saceos cera de carnauba ; a Domingos Rodri-
gues de Andrade.
05 saceos cera de carnauba, 8 mullios couros de
cabra ; a L. Burgos de Cerquera.
33 couros salgados, 8 saceos comma, 28 molhos
courinhos, 10 caixas cera de carnauba em velas; a
Antonio Joaquim de Souza Bihoiro.
Vapor Guanabara, viudo dos porlos do sal, con-
itanadb a agencia, manifc lumes ; a Jos Antonio da Cunha & Ir-
PBACA DO RECIFE 5 DE MAIO DE 1855,
AS 3 HOBAS DATABDE.
RerittOt semanal.
Cambios---------Foi bstanle fra a semana para o
commercio de saques, e anonas
consta su Dieran boje algutnai
Iraiisaecoes sobre Londres do 27 a
27 1| d. por 19.
Algodo---------Vieran) ao mercado 631 HCCaa,
que fu;,mi vendidas de 5>'i'HI a
55600 pur arroba do de primeira
sorle, c a 5g800 duas partidas de
superior qualidade.
Assucar---------A entrada ndo foi abundante, e
apezar disso foi pouco procurado,
e lornaram-se frouxos os procos.
Bacalb.io---------Tivcmos Ires carregamenlus, dous
chegadus na segunda, um dos
quaes scguio'para o sul, e o nutro
que consta fora vendido a 145 por
barrica: e nutro boje que parece
anda nao se venden. Ha no mer-
cado cerca do 4,000 barricas.
Carne serea- Continua a vender-se de 13800 a
592OO por arroba da do Bio (iran-
de do sul, e a 9500 da de Buenos
Avres. lloje ha em ser 8.000 ar-
robas da primeira, c 13 da se-
gunda.
Familia de (rgo- Chegaram 900 barricas de Lisboa,
e 250 do Faro, que foram immc-
dalamcntc vendidas de 325500 a
3>9 por barrica.
Maqleiga Ha falla, lendo-se vendido a IKK)
rs. por libra da ingleza.
Diseonto-------- De 8 a 12.por cenlo ao mcz.
Frota-----------Para Marselha 60 fr. e 10 por
cerlo.
Tocaram no nosso porlo Ires vapores biaslciros, I
ingle/, e 1 porluguez; 2 navios inejfezes viudos dos
porlos da amonen, que soguiram para a Europa e 1
com hacalhao, que seguio para os porlos do sul do
imperio.
Enlraram 2 com bacalhn, 2 com gneros de Por-
tugal, 1 de Franca em lastro, 1 dos porlos do impe-
rio, sendo 3 com gneros, 1 em lastro e um trans-
porte do governo.
Sahram 6 com carregamenlos de gneros do paii
para os porlos da Europa, e 1 para acabar de enrre-
gar cm Macei, 4 com gneros para os portos do im-
perio, e 1 vapor de guerra inglez a cruzar.
Fcaram no porlo 46 cnibarca^Oes sendo: 1 ar-
gentina, 19 brasileiras, 2 dinamarqnezas, 3 france-
zas, I bamburgueza, 13 nglezas, za, 5 porluguezas,
1 sarda e 1 sueca.
~>
Faz um anno : Uve urna vzinlia,
Linda cousa um anginho do co !
Se eu de casa Bahia, se vnha, ,
Lhe lirava. sorrindo. o chapeo.
Ao principio lirava arrufada,
E fugia. a corar, da janolla ;
Eu porm, quando a va zangada,
Inda ochava a menina mais liella !
Pouco c pouco se fez meros brava.
O'ie nu peilo ferc/.a ndo lem ;
Se eu sorrindo por olla passava,
Jcorandosorra lairbem.
Venturoso de mim Fiz deprecia
Em seu peito nrogressos tamaitos,
I yue j lia maih n'uma piorno--a
No languor desses odios cusannos.
O110 castellos, meu Heos Ido risonhos
Nossa quadra de amores nio fiz !
E zombava d'amor... que do sonhos
De um fuluro brilhanl; e feliz !...
Oh sonhava o qae om bracos do Abina
Ndo gozara de ci r|o Kuggeiro !...
Puz da parle lieiio, sabbalina...
E dei ferias ao meu raudieiro !
Eu morria de amor... esta bola
De lal modo a menina virn...
V. me dizem que son enancla !
Islo prova de mais que o ndo ion).
No juizo fez lal desarranjn.
Que cu sorbava... que sonho divino '.
Em meus braco- beijar esse anjo,
Qae em scus bracos beijava um menino !
Mas um dia... c o vento era rijo.
Triste a sol nesse dia falal,,..
Eu p'ras aulas meus pa-sos dirijo,
Sem no ctanlo prever nenhum mal.
A dez passos da rasa da bolla,
Inda menos,j quasi defroutr.....
E cu sorra, sorria a douzella...
Quando o -into...nem soi como u conlc...
Sinln gritos... por cerlo ndo linha
(?uem os (lava a menor pulidez :
Era um delles ladran de gallnha
E os mais todos do inesinn jaez.
Que vergonha, meu Dos! e que apuros !
As oreibas fizeram-so brazas,
Os meus ulbos lornaram-sc escuro,
E con Tusas dausaram-me ae casas !
Assim mesmo pensei que o perigo
Oh meu Doos ndo passas-e d'alli ;
Fiz que a historia nao era contigo...
Mas em vdo desgracado nasci.
E romperam !... que horrirel barulho !
Que tremendo e incansavel estouro !
I'm berrava d'alli a ciscabnlho a
D'aqui oulros ralourii! calouro '. 11
Do a calouro ndo fiz muila conla,
l'ois dizia : calouro sou cu ;
k Casrabulho 11 porm !... oh. que allionl.i !
Foi, confesso, o que mais me doeu.
O -uor gollrjava da tosa.
As topadas ndo lindan) mais cabo,
Isto ao som de lerrivel orchestra,
Qje os onvnlos quebrara ao iliabo !
Latas, luiz/os. tambor, pralos vellios !...
S se ouvudo una .lea se faz !
Eu seuli .reiner os jnethos ;
Sou com ludo um valente rapaz.
Jamis nauta afmojou 'alar em secco,
So naufraga inda lear do porlo,
Como eutdo saspirei polo berco,
Que afinal consegu, quasi morlo !
Como fra do bario j fas'e.
Murmura, alimpaudo o uor.
Mea namoro de cerlo acaboo-ee,
E, qn; pena no ponln melhor.
a Noslo genero he pura fumara
Tudo quanlo um calouro projecla
E assim foi ; qae por minha riesgraca
Desla vez fui lerrivel propheta.
Antuerpia
Canul.....45 a ,>0|.
Estados-Unidos 70c. a 1 d.
Mam hurgo 45|.
.Havre. 70 fr. e 10 Z
RIO DE JANEIRO 27 DE ABRIL.
Cambio!.
Londres 27 1i2 a 3|4 a 90 das.
Pars nominal.
Lisbua
llatnburgo nominal.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas hespanliolas 304000
n da patria. 295800 a 309000
Pocas ,lc CoiHi velba,. 1', !.:;)
1 encapado; a Novaes & C.
1 dito ; a Lemos Jnior & Leal liis.
1 eolia ; a Manoel & Villan.
1 dila ; a J. M. Denker.
1 dila ; a Francisco .ilaestrali.
I dila ; a J. II Caensl ).
I barrica ; ao bardo de Bebcrihc.
1 canudo de folha ; a Manoel Pcrera Ramos &
Companhia. ,
1 tala ; ao Dr. Carvalho.
1 caixinha ; a Anlonio Valenlim da Silva Ba r
roca.
I encapado ; a Anlonio Jos Rodrigues de
Sonza.
1 dito ; a II. A. Campos.
1 caixole ; a Joao Jos de Carvalho Moraes J-
nior.
I cmbrulho; ao desemhargador A. Jrmelindo de
Ledo.
I dito ; a Manoel Jos Ferrcira Bibeiro.
I i'iivole ; a Francisco Sodrc.
1 dlo; aN. O. Bieber&C.
I dlo ; a Joao Aquino Gaspar.
1 caixa ; a R. F. &C.
1 dila ; a Manoel Pinto de Souza Dantas.
Vapor inglez (Jreal Western, viudo da Europa'
consignado a Adamson Howe & {C, manfeslou o
seguinlc :
3 caixas joias ; a Rabe Scliamleau & Compa-
nhia.
I caixa joias, 1 embrulho impressns ; a C. J. As-
ile) & C.
1 embrulho relogios ; a II. Gibson.
1 caixa joias ; a F. J. llorn m.
3 caixas ditas ; a J. P. Adour & C. .
2 caixas relogios, 3 dlas amostras ; a Schallcilln
& Companhia.
1 dila amostras ; a L..A. de So,ueira.
9 ditas miudezas ; a F. Sauvage & Compa-
nhia..
3 ditas miudezas ; a L. Leconlc Feron & Compa-
nhia.
2 dlas amostras, 2 dlas mcrcadorias ; a Tiinm
Moir.scn & Vinassa.
1 oinbriilbo amostras ; a Fox Brolbers.
1 caixa amostras, 2 dita pcrlences de escriplorio ;
,|o Kii-sollMellorsiiC.
2 caixas bichas ; a J. Tcgelcmcvr.
1 caixa amostras ; a Adamson Jlowe & Compa-
nhia.
1 embrulho amostras ; a J. O. C. Do)le.
1 dito dlas ; a S. P. Johnston & Compa-
uhia.
2, ditos dlas ; a Brunn Praeger & Compa-
nhia.
1 emhrulhos ignora-se ; a Paton-Nash & Compa-
nhia.
1 dito amostras; a Feidel Pinlo & Compa-
nhia.
1 dlo ditas; a Koslrorr Rooher & Compa-
nhia.
1 dito ditas; a Manoel Joaquim Bairlos e
Silva.
1 'lito ditas ; a Lele Johuslon.
1 dlo roupa ; a G. B. la Liene.
1 dilo papis ; a A. M. F. Ferreira.
1 caixa impressns ; a A. M. C. Soarcs.
1 dila ditos ; a D. Louthal.
1 dita papis ; a N. O. Bieher C.
Hiale Soto Olinda, vndo da Babia, consignado a
Tasso Irmdos, manfeslou o seguinte :
2 caixas becerros, I picote charata ; a Rabe
Schmeleau & C.
2 saccas alTazema, 2 caixas louca, SO fardos algo-
do, r, foceos cola, ::>> fardos fumo, 6 caixas e 297
oaixinhas charutos; a ordem.
1 c.iixamprosscs ; a Aurelio Ferreira E. '
13 saceos caf ; a Jos A'lves da Fonseca.
1 caixa charutos ; a Schafloillin & C.
300 costas de piassaba ; a Miguel Alves da Cosa e
Silva.
Vapor Tocanlins, viudo do norle, consignado a
agencia, mauifeslou o seguinle :
250 barricas farinb de trigo, 1 embrulho chapeos
do Chile ; a ordem.
1 caixa ; a A. A. S. Cerqueira.
1 pacole ; a B. F. de Souza.
1 caixa ; a P. G. S. Pilanga.
CONSULADO GERAL.
Beudimenlo do dia 1 a 4.
dem do dia 5. .
Moodas de 4?. .
Soberanos. .
n Fosos hespaulies ,
da patria .
u Palacocs. .
Apolccsdc 6', ......
provincial.'-.....
91000
85910
||930 a 19960o.
19800 i 19950
19900 a 1.-950
109", a lio .
103,', ".alo; .
FRETES.
nominal. Liverpool 40|.
Londres 40|.
Marselha 70 f. elO n.
Mediterrneo 50| a 70|.
Trieste 60|.
(Jornal do Commercio do Rio.'
MOVIMENTO DO PORTO.
A'arios entrados no dia 5.
Terra Nova35 das, brigue inglez Barkhile, de
175 toneladas, capildo Thomaz Etilo, equipagem
9, carga bacalhao ; a James Crabtree & Compa-
nhia.
Ro do Janeiro pela Bahia7 das, vapor porluguez
11*. Mara II, commandanlc Antonio Ferreira
Ribeiro Guimardes. Ndo conduzio passageiros
para esta provincia.
Nados entrados no dia 6.'
Maranhdu17 das, brigue escuna hrasileiro ol.au-
ran, de 163 1|4 toneladas, capitn Manoel da Silva
Santos, equipagem 12,.carga arroz e mais gneros;
a Jos Biplisla da Fonseca Jnior. Passageiros,
Luiz 1'erreir.a da Silva^Santns, Jorge Antonio de
Almeida e sua familia, Lu/. Rodrigues Selle, sua
familia e 6 c-cravos, Joaquim da Silva Sanios, e 2
c-rravos a entregara Jos Bapli-l.i da Fonsesa J-
nior.
Terra Nova34 das, brigue inglez Melina, de
161 toneladas, capildo R. F. Thomaz, equipagem
10, carga bacalhao ; Me. Calmont v\ Companhia.
iVae'os saludos uo mesmo dia.
FalmouthBrigue dinamarquez uMaria, capildo
A. C. Mollcr, carga assucar e couros.
Lisboa c porlos nlermcdiosVapor porluguez D.
Mara II, conim.unanlo o primeiro leiieule An-
tonio Ferreira Bibeiro Guimardes. Passageiros
desla provincia, Jos Antonio Pinheiro, Antonio
Pereira Mondes, Jodo Das Moreira, jodo Fran-
cisco de Araujo Lima, Anlonu Ferreira Leal e
sua lidia, Manool Ferreira, Joaquim de Magalbaes
e sua lia D. Josepha, Manoel Francisco Moreira
Maia, Manoel Cavalcanli de Albuquerquc. Jodo
Pereira da Rocha. Joaquim Marlias da Cruz Cor-
rea, Manoel Jos de Oliveira, Manoel Moreira da
Cosa. Joo Flix de Mello, Manoel Jos Correia
Braga, Jos Francisco de Andrade Jnior, Cuslu-
dioJox Pereira, Jos Moreira da Cosa Maia.
Rio da PralaBrigue inglez oPearl, capillo Char-
les Faskey, earga assucar e agurdenle.
rematar por venda, a quem mais der cm praca pu-
blica os bens constantes do cscriplo passado ao por-
lero, penhorados ao bacharel Pedro Gaudiano de
Ralis e Silva, por execuedo que lhe movem Rogo
Albuquerque & Companhia.
E para qne chegue noliria de lodos mandei pas-
sar o presente e maij dous do mesmo tlieor, sendo
um publicado pela imprrnsa c dous afiliados nos lu-
gares do cnstume.
Dado nesla cdade do Becfe em qualrn de maiode
1855.Fu Joaquim Josq Pc'reira dos Santos, escri-
vo o subscrevi.Custodio Manoel da Silca Gui-
maraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimares, jniz de
direilo da I.1 vara commercial desla cdade do
Rccife, por S. M. I. c C, ele.
Faro saber aos quo o presente edilal virem, que
requcrimoulo de Andr Nauzcr acha-se aberla a sua
fallencia pela senlcnca do llicor seguinle :
Allondcndo que o rommerrianle Andr Nauzer,
eslahelerdn nesla cdade cessou seus pagamentos
eommerciaes.como diz,pelas causas referidas em sua
exposiran ,i folhas2, a qual juntando o balanco ge-
ral do seu aclivo e passvo, conforme a iUsposicdo
doarl. 805 do cod.com., declaro o mencin nlo com-
mercianle em oslado de quehra, e hefixadoo termo
legal de sua existencia desde o da 20 do correnle em
observancia doarl. 806 do citado cdigo. Nomeio
para curadores fiscaes os credores Hcnry Forster &
C, ou a sou represenlanlc nesla praca, e, ordeno,
que prestado pelos curadores o devido juramento,
se proceda com toda a eeieridade no desempenho
ilas medidas provisorias que a le rerommenJa, pon-
do-se os sellos na conformidade do arl. 811, remet-
(endo-se para esle fim copia aothentlca da prsenle
senlcnca. quesera publicada c aflixada ; e eumpri-
das lodas estas formalidades proscriptas pela le, se
aulorisar a primeira reunido dos credores confor-
me as providencias regiilamcntares. Recite 23 de
abril de 1855.Custodio Manoel da Silra Cuima-
rUe*.
Em cumprimenlo do quo lodos os credores prsen-
le- d i referido fallido romparceain cm casa de mi-
nha residencia, na ra da Concordia n..., no da 8
desle correnle mcz, pelas III horas da manhaa, afim
deprocederem a nomoacao de depositario ou depo-
sitarios que bao de rcceiicr e administrar provisoria-
mente a casa fallida.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar o presento que sera publicado pela imprcna, e
aflixado nos lugares designados no arl. 129 do regu-
lamrnlo n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e passado nesla cdade do Becfe de Pcr-
namhuro aos ."> de maio do 185.).
Eu Manoel Jos da Motla asrtalo o subscrevi.
Custodio Manoel da Sitia tiuimarucs.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico, que
no dia 8 do correnle, depois do mcio dia, se ha'de
arrematar em hasta publica a seguinte merca.loria,
abandonada por scus donos ou consignatarios aos
direilos da alfandega, sendo a arrematando livre de
direitos ao arrematante.
Marca IC 20 harris, PB 200 ditos, (estando os bar-
ra cm mao estado) com 500 arrobas de cal, no valor
de.5005000rs., viudo os 20 harris no brigue porlu-
guez Laia, entrado em 30 de outuhro de 1851; con-
signadosa Oliveira Irmdos & C, e os 200 di los uo
brigue portuguz Tarujo, entrado cm novembro do
mesmo anno ; consignados a Francisco Moreira Pin-
to Barbosa.
Marca D 50 harris, [os harris em mo estado]
com 1.50 arrobas deca no valor de 1505000 rs., vin-
dos pela barca Cralidao, cm dezembro do anno pas-
sado ; consignados a Sebasliao Jos da Silva.
Marca Z 100 harris, (os harris cm mo eslatlo)
ooii| 250 arrobas de cal,no valor do 250-3 rs., viudos
de Lisboa no brigue porluguez l.i'i, entrado em ou-
tuhro de 1851 ; consignados a Siquera & Pe-
reira.
Alfandega dcPcrnamboco 5 de maio de 1855.
| O inspector, liento Jos f'ernindes Barros.
Tela inspecc,ao da alfandega se faz pnbjico,
que alistan) no armazn) da mesina, os volumes a-
haixo decrptos, alm do lempo marcado pelo re-
golamouto, e polo presento sao avisados os respecti-
vo donos e consignatarios para os despachar no prazu.
de 30 das contados desla dala, lindo o qual serao ar-
rematados em hasta publica na forma do arl. 27i do
mesmo regulamento, sem que em lempo algum se
possi reclamar contra o cll'oilo desla venda-
Armazem n. 4.
MarcaMC, n. 1 e2;2 caixas vmlas pela galera iu-
gleza Linda entrada era 7 e 10 de abril de 1852; a
Me. Calmonl A; C.
Marca J.P. Adour.sem numer ; 1 cmbrulho vn-
do pela galera ingleza Itvndeer, entrada cm 17 de
selembro de 1852 ; a J. P. Adour & C.
Alfandega de Pernambucd 5 de maio de 1855.
O inspector, liento Jos b'ermndet Barros.
Jos de Brto Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
ria.
1.a recita depois da chegada da so-
ciedade dramtica emprezaria de
volta da Bahia.
OliARTA-l EIRA 9 DE MAIO DE 1855.
Estreara o divertimento urna escolhida onvertura
a grande orchestra. linda a qual lera execuedo o no-
xo e muito excedente drama original porluguez
em 3 aclos, intitulado
OS DOUS IRMA OS
OU
A RECONCILIaCA'O.
Composicaodo Sr. Erneslo Biesler,
l'ersonagem.
()rondo ik.........
Raphael filho do conde. .
Alexandre filho do dilo .
O general......
Ocommendador Alouguia.
I.uiza .*......I
Clara........
D. Mara......
Um criado. .
A acedo pasa-se em Lisboa na poca actual.
Os intervalos serdo preenchidos com escolhidas
valsas.
No fim do 3. e ullimo arlo o Sr. Cosa com a sua
senbora cantaran o gracioso duelo hrasileiro Bra-
vos, meu bem, esl de tremer.
Finalisar o expectacolo com a comedia vaodevil-
le em 1 ado
OS B1LHETES DA LOTERA.
A sociedade epera do generoso publico desla ca-
pital, aquella prolorrdo que sempre lhe lem prod-
galisado, c pela qual protesta o seu eterno agradec-
monto.
As pcsso.is que qmzerem ler preferencia aos me-
lbores lugares, poden) desde j procurar a direredo
da sociedade Emprezaria no theatro, das 10 horas
da manhaa, as 2 da larde, e das.6 da larde s 9 da
noitc.
Principiar s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Actortt.
Os Sr. Sena.
a Bezerra.
B Mendes.
Costa.
S Monleiro.
k\5 Sr.\ 1). Leopoldina.
Orsat.
a Amalia.
a N. N.
EDITAES.
DECLARACOE3.
2:989707
3748067
DIVERSAS PROVINCIAS.
Beudimenlo do da 1 a i. .
dem do dia 5.......
3:558->774
4338934
115J3TC
5498312
O Illm. Sr. 1. escriptor.irio sorvindo lo ins-
pector da Ihcsouraria provincial, em cumprimenlo
da resoluedo da junta da fazenda. manda fazer pu-
blico que a obra do 8. lauca da estrada da Escada,
vai a praca no dia 1. de mafo prximo vin-
donro.
E para constar se mandn afilxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco 28 de abril de 1855.O secretario, A. F. d'An-
nunciacSo
OIHm.Sr. 1eseriplurarin servindndc inspector
da thesonrara provincial, em cumprimenlo da re-
soluedo da junla de fazenda, manila fazer publico,
que no dia 10 de maio prximo viudouro, vai no-
vamenlc praea os concerlos de que precisa o ae,udc
da villa do l.imoeiro.
E para constar se mandn, afiixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario
Secretaria da thesonrara provincial de Pernam-
buco28 do abril de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunriarao.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que existem no armazem da mesma os volumes
8b>iSO descriptos alem do lempo marcado pelo rc-
gulamentn, e pelo prsenle sdo avisados os respecti-
vos donos e consignatarios para os despachar no pra.
zo de 30 dias contados desta dala, Anata o qual serao
arrematados pm basla publica na furnia do arl. 274
do mesmo regulamcuto, sem quo om lempo algum
se pus-a reclamar contra o efieilo desla venda.
Armazem n.7.
Marca \V e ssgnal particular n. 2090, um^mbru-
llio viudo no brigue dinamarquez I.uise, em" I" de.
marco de 1853 ; a B. Praeger & C.
Marca II. n. 180, urna caixinha, viuda no brgne
francez S. Michel, cm 3 de marco de 1853; a J. I.
Loyolla.
Marca JKC n. 366 1|2, urna caixinha, viuda no
brigue dinamarquez Luise, em 7 de marro do 1853 ;
a J. hcllcr A; C.
Sem marca S, n., um piano, viudo no patacho
Amargozo. em 26 de abril de 1853 ; a ordem.
Alfandega de Pcrnamboco 3 de maio de 1855.
O inspector, Bento Jote Fernandes Barros.
O Dr. Custodio Manoel da Suva tintinarnos, juiz de
direilo da primeira vara do commercio nesla ci-
dade do Recite de Pernambuco por S. M. I. e
constitucional.
Faro saber em como por este jaizo da primeira
vara do eommercio na sala das audiencias e depois
da mesma no da 14 de maio correnle se ha de ar-
RIO DE
JANEIRO.
O brigie nacional MARA 1.17.1 A, ca-
pildo Manoel Jos Presidio, vai seguir com
brevidade, lem grande parle do sen carre-
gameuto promplo : para o reslo. passageiros c es-
cravos a frete, para os quaes offerece as melhorcs
accommoMaene-, trata-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida l nuiles \ C, na ra do Trapiche
n. 16, segundo andar.
Para a Bahia segu, em poucos dias, por ler a
maior parle da carga prompta, a vdeira sumaca
llorlencia ; faro o reslo da carga, trata-se com 6eu
consignatario Domingos Alves Malheos, na ra da
Cruz n. 54.
Para o Aracalv segu com brevidade o hiale
Correio do Sorte : recebe carga e passageiros : Ira-
la-te com Caelano Cv riaco da C. M., ao lado do Cor-
po Sanio n. 25.
PA11A O PORTO.
O paladn porluguez Especulador devera partir
dcnlio de20 .lias por ler dous tercos da sua carga
prompta : qucrrl no mesmo qnizer corregir poder
enlcnder-se-com os consignatarios Baltar $ Olivei-
ra, na ra da Cadeia do Recifc, escriplorio n. t'2.
BANCO DE PEKXAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lettrs sobre o Bio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direceo, Joo l;nacio le
Medeiros Bego.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em v rinde de auto-
risaedo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
.comprar os objeclos seguidles
Para o segundo balalhdo de infanlara.
Grvalas de sola de lustro, id ; mantas de algo-
do sem pello, il ; sapalos, pares 57; capotes de
panno alvadio, 63.
Mcio balalhdo do Ccar.
Grvalas de sola de lustro,-:!I ; mantas de* algo-
do sem pello, 212.
Dcimo bata I bao.
Manas dcalgoddoscm pollo, 50.
Segundo batalhao.
Fiordes com punhos dooradog, bofenas de como
prelo cnvcrui 27 ; panno azul mosdado, covados 13.5.
Oilavo batalhao.
Mantas de algoddo sem pello, 355 ; panno verde
escuro entrefino, covados l,!)S3.
Nono balalliao.
Mantas de algodao, 376 ; panno verde escuro en-
trelio, covados 1,168.
Mcio batalhao da Parahiba.
Mantas de algoddo, 74.
Companhia de arlificcs.
Manas de algodao, 72.
'Juarlo batalhao de artilharia.
Panno carmesim para vivos e vislas ,
dos 90.
Companhia de (-avallara.
Manas de algodao, II ; boneles, pares 40.
Quem quizer vender estes objeclos aprsenle as
siias propostas em carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 7 de maio prximo fu-
loro.
Secretaria do conselho al minislrativo para forne-
oinicnlo do arsenal de guerra 30 de abril de 1855.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho admini.lralivo em virtude de aulori
'.icio do Exm. presidente da provincia, tero de com-
prar os soguinles objeclos :
Para os reclutas cm deposito no segundo baialbdo de
infamara.
Boneles, 50 ; grvalas, 50; algoddoznh, varas.
300 ; panno prelo para polainas, covados 20 ; bo-
lees hianens de osso, grozas 15 ; sapalos, pares 50 ;
mantas do Ida ou algodao, 50 ; esleirs, .",0.
Escola de prmeiras loilrasdo mesmo halalhd".
Papel nlmaeo, resmas 6 ; peona-, do ganco, 400 ;
caniv'eles para aparar pennas, 2 ; tinta prela. g rra-
.- 6 ; laps, duzias 6 ; arela prela, libras 6 ; cartas
de a, b, c, 20 ; labuadas, 20 ; evomplares ,|e gram-
roalica porlugueza por Monto, ultima odiccio, (i
compendios de arilhmelica por Avila, 3 ; paulas, 6 ;
traslados lilhograpliados, ::'>.
('.apella da fortaleza do liium.
Troca do .sino da mesma capolla por uuiro.
Conselho de adminslracdn do patrimonio dos or-
phdos.
Gravar emum snele. as armas imperiacs e le-
genda.
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
Expediente.
Pennas de ganen. 800.
OITic.inas de quarla clas=e.
Arcia de moldar, alqueires 2 ; lenfoa finos de co-
bre. 10 : caixas com videos, 4 ; chumbo em batra,
arrobas 8 ; zinco em dita, ditas 2.
Quinta classe.
Sola curtida, meios 200.
Quem quizer vender estes objeclos aprsente as
suas proposlas em caria fechada ua secretara do
conselho s 10 horas do da 12 do correte mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cmenlo do arsenal de guerra 5 de maio de 1855.
BIO DE JANEIRO.
O brigue nacional.ELVIRA, segu a(c
o lim d;i presente semana, apenas necebe
escravos a fele, para o que trata-se com
Machado & Pinlieiro, no'largoda Assem-
bla n. 12.
Para o Aracaly segu com a maior brevidade
o hiale nacional Exalardo, mostr Jos Joaquim
Iluarte ; para o resto da carga e pessageiros, trata-
se com o consignatario Anlonio da Silva Guerra, na
ra da Madre de Dos n. 36.
Frela-so um navio para o Ceara : quera o ti-
ver, drija-se ao hotel francisco.
Para o Aracaly sabe o hiale Dutiioso, ja lem
alguma carga : para o reslo, trata-se com JuaquUn
Jo-e Marti o-, ou na raa do Vigano n. II.
LEILOES
Sciiaflieillin A Companhia fardo leldo, por in-
lerveuco do agente Oliveira, de um novo sorlimen-
to de fazendas francezas, alienadas osuo-sas, dealgs-
ddo. Lia. linho e de seda, at maia proprias do Uler-
eado : lerca-fcira, 8 do crrente, as 10 horas da ma-
nhaa, no seu armazem, ra da Cruz.
Mr. Gasquel. chanceller do consubulode Fran-
ca nesla cdade, estando a relirar-se para a Europa,
l'ai.i Icilao, por inlervenrdn do agon)e Oliveira, da
mobila da casa de sua residencia, consislindo em
mesas de diversasqualidades, inclusive urna redonda
toda de marmore, dita clstica, sof, cadeiras e mais
adornos de sala do visitas, um bom piano, cotnrno-
das, marque/,is. lindo espelho graade, nutro me-
nores com loucadores, leitos, esleirs, mangas, lan-
lernas, cryslaes, louca eje mesa, apparelhos para clin,
livros, obras de prala de le, do Porlo, relogios para
rima de mesa c de algibeira, e oulros muitos artigas
uteis c de bom gosto, : segunda-feira, 7 do correnle,
as 10 horas da manhda, na, ra da Aurora n. 18,
segundo andar.
O agente Borja om
seu armazem na ra do
Collegiu u. 15, farlei- -
lao de urna iulinidadn
de objeclos djerenlcs
que se arhardo patentes
no mesmo armazem no
da Mu Icilao: quinla-
fera 10 do correnle as
lo horas: assim como
lamhem far Icilao de um ptimo escravo.
Leilaoque Caz. Joa(|um Pinheiro Ja-
come por conta e risco de quem perten-
cer de urna porco de saccas com fijao
tu 11 la 11 ti lio, em lotes a vontade do com-
prador : terca-feira 8 do corren te, as 11
horas em ponto, cm seu armaxem da tta-
vessa da Madre de Dos n. 9.
O agenle Oliveira far leldo, por ordem do
rsped i* o juizo, de lodas as dividas activas por lel-
tras e conlas de livro, da massa de Manoel Pereira
do. Carvalho, oriundas da loja de fazendas que teve
na ra do Crespo, ena importancia approximada de
Rs. O:OOOj)0O0, segundo a respectiva relaedo dellas
em poder do mesmo agenle, qiie so presta a ez-
hibi-la aos pretendemos com anlccipacao : sabbado.
12 do correnle, ao mcio dia em ponto, no seu es-
criplorio, ra da Cadeia do Recite. .
T. de Aquino Fonseca & Kilho transferirn)
por causa da chegada do vapor, o seu leilan de 10
pipas. 32 harris de quarlo e 75 ditos de quinto rom
muilo superior vinha verde de Lisboa ; ter pois
lugar dlo leudo, por inlcrvciicio do agente Oiivei-
ra, na quarla-ieira, 9 do corrento, as 10 horas da
manhda niprelerivehue^ite, no armazem do Sr. Au-
nes Jacome, defronte di arcada da alfandega.
Por ordem do capildo John Mills, o agente
Oliveira far leildo, em presenca doSr. cnsul de S.
M. B., e por conla o risco de quem perleneer, de
coren de 650 saceos de assucar averiada, a bordo da
barca ingleza John llriglil, arribada a este porlo por
Torca maior na sua rcenle viagem procedente do
Coringa com destino a Londres correnle, as II horas ds manhaa em ponto, no ar-
mazem do Araujo, no caos de Apolla.
AVISOS DIVERSOS-
PUBLICADO RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo mez de Minia, adop-
tado pelos reverendissimos padres capu-
chinhos de N. S. da Penha desta ridade.
augmentado com a novena da Senhoia
da Conceicao, e da noticia histrica da
rredalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho : vende-se nicamente na livra*
rian. (i e 8 da praca da Independencia,
a l.s-l)00.
i)llerece-sc urna mldenle bons coslumes, pa-
ra ama de casa de hornero solleiro. nicamente para
engoaimar e cozinbar : as heces do Rosario n. 2.
j
MUTILADO
I


DIARIO DE PERMDUCBO. SEGUNDA FEIRA 7 01 MftlO DE 1855
I
i
LOTERIA DO RIO DE JANEIRO.
A lotera 10 de Nictlteroy. devia cor-
rer no dia 1 ou 2 do presente, em a cata
da cmara municipal da mesma cidade de
Nictheroy ; ainda achatn-se a* venda em
os lugares do costumc alguns bilnetes
desta lotera : as lista viio |>elo vapor
IMPERADOR, que te espera ueste porto|
a 18 do conenle : o'premios serio pa-l
{os logo que se liter a distiibuiro dat'
mes mas.
LSTABELECIMENTOS DE CARIO \DE.
Salustianf" de Aquino Ferreira oll'erece
gratuitamente ao hospital l'EURO II a
melade dos premios que saliirem nos qua-
tro hillietes inte'rosns- 1527, 2507, 1859
e ."H(i6 da primeira parte da primeira
lotera a benelicio da igreja da Conceieao
dos militares, a qualtera* o seu indubita-
vel andamento no diasabbado 12 de maio.
o* quaes licam em seu poder deposita-
do* : a metade do que nelles sabir sera'
bel e promptamente entregue ao Sr. Jo-
s Pires Ferreira, thesoureiro do refe-
rido hospital. Pernambuco i de abril
de 1855.O cautelista, Salustiano de
Aquino Ferreira.
Manoel Jos do Uliveira, nao pudendo despe-
dir- de lorias as pessoas de sua amizade. em virlu-
de da brevidade da sudwiasem. pede desc'alpa as
mesillas por esta falla involuntaria.
O abaiio asignados fazem publico, que dis-
solveram amigavelmente e de conimum accordo a
suciedade que linliain em aeu armazem de vender
carues seccas, cuja sociedade gvrava sob a raza o de
Manoel de Azevedo Canario & Cumpaiiliia, ficando
a cargo do Sr. Manuel de Azevedo Canario lodo o
aclivo c passivo da mesma suciedade, e por isso ni-
co responsavel parn coir. a proeja a >a|dar todas as
Iransaceoes da citincla firma.Manuel de Azecedo
Canario, loai Ignacio-de Figueiredu Pinto Jnior.
Precisa-ie alugar um preto para Iraballiar em
refinaco, ou mesmo alguma pessoa forra que queira
trabalhar na mesma : a tralar na relinacSo do pateo
do Hospital,
Aluga-se urna boa, casa feila a moderna,o com
bastantes commodus ne estrada do rombal: na pra-
<;a da Boa-Vista n. 6.
D-se sociedade em urna taberna bem afregue-
zada, aqaeni quizer entrar com melade dos fundos :
quem quizer fazer esle negocio, dirija-se i ra do
Nogueira n. 49, que se dir quem faz negocio.
Uesappareceu d9 sitio do Sr. Henry Gibsoo,
ni Ponte de Uclia, o escravo, preto. por ome Bi-
biauo,* natural de Beberibe. o qual lem familia, lie
sapaleiro, loca iola, costiima miar calcado, muilo
ddo a sacias, c be nruito conhecido ; fui comprado
aoSr. Alejandre Jus Dornrilas da lita povoacilo de
Beberibc, de cujo pai foi cria o referido escravo :
rn^a-se encarecidamente as autoridades policiaes o
favor de sua captura, bem como i qualqner pessoa
ou aos capiUei de campo, a quem se dar boa re-
compensa, entregiudo-o a Francisco Gomes de OH--
veira, agente do leilocs, na ra da Cruz do Recife.
ViMo a humidadu do invern e a difliculdade
do trabalho, a loja de sorvetes feitos sem gelo, do
aterro da Boa-Vista n. 3, abrir smente as segun-
das-reirs, quarlas e sabbados, das 7 as 9 horas da
noile.
Uesappareceu da ra larca do Kosariu n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alto, olhos grandes, cum
urna cicatriz no rosto, cabellos c barba grajides ; be
(inicial de sapaleiro, anda de calca e jaquela, calra-
- do, e diz-se forro : quem o apprehender e entregar
o seu senhor, ser recompensado.
Leonardo Anluncs de Meira llenrique*.
Manoel Coelho de Mesquila. subdito porlu-
guez, ebegado aqui em das de abril prximo lindo,
relira-se para Portugal, e nada deve neslaprara.
Ira moco portuguez, de idade de 21 annos
viudo do Bio de Janeiro no piquete D. Mara
II, sabendo bem ler, escrever e contar deseja arran-
jar-se u'uma casa particular, no lugar de copeiro, o
. qual (em bstanle pralica de lodo servir.> de casa :
quem com o dilo quizer tratar, ileixe nesta Ivpogra-
phia em carta Icchadi com as iniciaos, para" denlro
ou ion da cidade.
O abaixo assignado, lendo de fazer urna breve
viagem a Paris, deia como seu* procuradores, em
primeiro lugar a suh aenbora Francisca Maria da
Conceieao Cuelho, em segundo os Srs. Jos Juaquim
de Miranda e Dr. Jos Kajmundo da Cosa Menc-
zes, e quanlo ao ejercicio de sua prolissao o seu ofli-
cial que ora existe.Jote Ricardo Coelho.
O abaiM assignado relira-.e para Pars, e jal
ga nada dever tiesta prc,a, todava se alguem sejol-
garseu credur, no plazo de S ilias aprescute assuas
cuntas para seren pagas"; o mesmo roca a lodos os
seus devedores afim de saldaren! os seus dbitos.
Jote Ricardo Coelho.
Perdcu-sc urna pequea cbav, presa em orna
lira de casemira encarnada : quem acbou-a pode
traza-la ra da Cadeia, loja n. 41, que se lite lica-
ra muilo agradecido, e tambem se recumpensara no
caso de eligir paga.
Por nao se saber aonde mora o Sr. acadmico
Alliuo Lelis de Moraes Reg Jnior, roga-se-lhe o
favor de apparecer na ra da Cadeia, loja u. 41,
afim de concluir um negocio que tambem iuteressa
aodilo senhor.
. O abaixo assignado, nao pudendo, pela brevi-
dade de sua viagem, despedir-so pessoalmenle de
todos aquelles a quem deve attencOes, e o honram
com sua amizade, em conseqiiencia da inexperada
hegada do Tocaniins, o Sai pelo presente, e oflere-
re a essas pessoas o seu presumo na corte do Rio de
Janeiro.Franci Car(os Braniuo.
Nao lendo inelhor meio de publicar o mcu re-
conhecimento pela urbanidade com que fui tratado
pelo mu dicno commandanle e mais ofliciaes do
corpo policial, em quanlo eslive preso na fortaleza
das Cinco Punas, quartel do Jilo corpo, facu-o pelo
seu cslimavel Diario, protestando aus referidos e-
nliores, que jamis esquecerei tantos obsequios por
elles generosamenle prestados a mim. Sou, Srs. re-
dactores, seu ltenlo venerador e criado,
Antonio Jos de Furia Machado.
LOTERA DE N. S. DA CONCEICAO* DOS
MILITARES.
Aos 3:000)00, 2:0O0dOOO e l:00W00O.
O cautelista Salustiano de Aquino Ferreira lem
exposto venda nicamente na ra da Cadeia dolRe-
cile, loja n. 45, e na praca da Independencia, loja n.
3i e39, um pequeo uumero de bilbeles inteiroj em
qtiartos, os quaes nao sollrem o descont de oito por
cenlo da lei, nos tres primeiros premio grandes, se
nelles sahirem ne (res premios cima referidos, se-
rao promptamente pagos por inteiro. logo que se l-
xer a distribuirlo da lisia geral, na ra do Trapiche
ii. 36, segundo andar. Pernambuco 5 de maio de
|Rw-----O cauleiisla, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
Moje he a arrematarlo da escrava Joanna, por
cxecuc.0 .le Flix Francisco de Souza Magalhaes.
contra I). Mana da Exaltado Mavignier, pelo juizo
do eoramercio da primeira vara, escrivao Santos: os
licuantes devem comparecer ao meio dia na sala da
audiencias.
.O abaixo assignado avisa ao respellavcl publi-
co, que lendo-se-lhe desencaminbado urna letlra da
quatitia do iOOJJOOO, aceita pelo Sr. Gabriel Amonio
di Castro Ouinlaes, vencida em 5 do correle mez,
que iiinguem faca negocio algum com a dita lellra
pirque j esta o aceilaute prevenido para a nao pa-
gar senao ao aoaixo assignado.
Manoel Jos Ferreira Coelho.
O abaixo assignado, lendo perdido una carie:-
ni: demarroquim no dia 5 a tarde, contendo dentro
Uleltrasni importancia de 3:3399802, sacadas por
t Paulo.Jos de Almeida. e aceitas por Joao da Cosa
ourado, emais.iOBOOOem sedulas, sendo dnas de
105000 e seis de 39000, e mais alanos papois de lan-
camenlo de assucar," sendo perdida da ra do llnr-
Us, paleo do Carmo, ra eslreila do Bosario, do
Queimado, ale a ra do Crespu : qualquer pessoa
que a achou, portera entregar ao abaixo assignado,
na rita de Horlas i,, 111, quealmdo dinlteirn, re-
cebera mais IOO5OOO de cralilkarao.
^iro/iio Joaquim de Almeida Cruz.
Manoel Francisco Moreira Maia, lendo de rc-
lirar-se para Lisboa, e nflo portendo pela brevidade
do vapor despedir-se daquellas pessoas que o honra-
rara com sua amizade, o faz pelo presente, pedin-
do-lhes desculpa desla falla involuntaria, e oflere-
ceudo seu diminuto preslimo naquella cidade.
A abaixo assignada previne ao publico, qoe nao
faoalransacra alguma com o seu marido Antonio
Carlos Pereira de Burgos Ponce de Leflo a respeilo
do< escravos e bens de seu casal, nao mi por eslar a
annuncianlc tratando de seu divorcio, como por es-
larem elles sujeitosas dividas privilegiadas.
Thereza Aaelaide de Siaueira Caralcanti.
Uesappareceu as H horas da noile do dia 5 do
crranle um cavallo ruco. Kurdo, rabao. com urna
m 10 branca, o qual cavallo he bem conhecido por
ler sido de diversas donoi nesta praca : roga-se a
quem o liver apprehendido. o avor de'leva-lo 1 sen
dono, na ra da Aurora, primeira ca liiiidicao do Sr. Marr, ou ,, a(crro doi) Afogadusn.
lbi, que sera recompensado.
O cauleiisla abaixo assignado. querendo deso-
nerar na Ihesourana geral o seu liador, convida a
qualquer pesua que possuir camelas suas premia-
das, das lolonas da provincia, que no prazo de 30
dial venha receber sna importancia. Becife 5 de
maio de 1853.Silrettre Pereira da Silca Ouima-
raes.
0 Sr. Jos Pedro C.irneiro da Cunba qneira
vir no prazo de 15 dias, a contar deste, resgatar a
na leltra da qiianlia de res (i7;980 rs. e seus juros
vencidos, e mo nao veuha resgatar no prazo cima
marcado, teri de ver en nome nesta folha at o (-re-
dor ser embolsado. Recife 23 de abril de 1855.
Manoel Goncatves de Azevedo Ramos.
CONSULTORIO 00S POBRES
50 RA NOVA. I ARBAB 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo .1. consultas homeopticas lodo, os dias aos pebres, desde 9 horas da
malinas ale o meio da, e em casos extraordinario* a qualquer hora do dia ou noite
OUerece-se igualmente para pralicar qualquer operaran decirurgia, e acudir promDtameiile 1 qual-
quer mullicr que esleja mal de parlo, e cujascircumslancia nao permillam pagar ao medico
i\0 COSSBLTOIUO DO DR. t L LOBO IOS.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Mauual completo de meddicina honicopathica do Dr. Gv II. Jalr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo. qualro v-olumes encaderna.los em dous e acoinpanliadode
um diccionario dos Icrinos de medicina, cirurgia, analoniia, etc., etc.
Os abaixo assignados fazem publico, que a so- Vendc-se ou arreurta-se um pequeo sitio lodo
rieifade commcrcial que gjrav ncsla praca sob a j murado e cerrado, com 2 pequeas casas de pedra e
lirma de Vasrnnrellos c\ Slmlarl, foi nesta data dis- cal, muilo bem plantado e com viveiro de peixe den-
solvida por mutuo accordo, licandna careo e debaixo
-------,--._ --- -. ----------- .-.....-^.......V..IVIH.I, uuciessa a ion os os ineilicos une nui/ereui
experimentar a oulr.na de Ilabncm.nn, e por si mesmos se convenceren! da verdade d
d'clla : a lodos os
fazendeirose se ihores de engenho que esiao longe dos. recursos dos mdicos: a lodosos capilcs de navio.
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulante- :
a lodos os pas de familia que por circnmslancias. que n.m sempre podem ser prevenidas, sao abriga-
dos a prestar O vade-mecum do homeopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr Herinc
obra lambem til as pessoas que se dedicam ao estudo da homeopalbia, un vol-
me grande, acompanliado do diccionario dos termos d medicina KrVMMI
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, eiicardenado iWMK!
Sem verdadeiros e bem^preparados medicamentos nao se pode dar um passo 'seguro na pralica da
homeopalbia; e o proprietarto desle eslahelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem moldado possivel e
ninsuem duvida boje da eraude superiondade dos seus medicamentos*
Boticas a 12 tubos graudes..............
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 103, 123 e 133000 rs
Dilas 36 dilos a..........
Ditas 48 dilos a...........
Dilas 60 ditos a..........
Ditas 144 ditos a...........'.
Tubos avulsos....................
Frascos de meia 0115a de lindura.............
Ditos de verdadeira lindura a rnica...........
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de
com toda a brevida
8JJOO0
.... 2O9OOO
.... 259000
.... 303000
(09000
.... I9OOO
.... 29OOO
tubos de crysla de diversos UmamW
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucoinmenda de medicamenloscom toda a brevida!
de e por precos muilo cummodos.
da responsabilidadc de Manuel Paes Riiilo de Vas-
ruticelloso aclivo c patsito da exlincla tirina. Cea-
ri 30 de abril de 1855.Manuel Paes Piulo de Vas-
concellos, John Williain Miiilat'l.
i
($
.iblicacao1 do wmnn no- ^
ME0PATII1C0 DO BRASIL.
THESOLRO IIOMEOPATHICO 5
OU $
VADE-MECUM DO ($)
(^ HOMEOPATHA. M
(&k Melhodo conciso, claro e segur de cu- (&)
j, rar homeopulhicamenle todas as molestias, sg.
Wf que af/ligan a especie humana, e parli- *&)
J) cularmente aquellas que reinam no lira- M
^ til, redigido secundo os melbores trata- *J^
^} dos de hotneopalhia, lauto europeos romo (>)
^ americanos, e secundo a propria experi- ^1
jP enca, pelo Dr. Sabino Olecario Ludgero ^T
(fy Pinito. Esta obra he boje reconhecida co- {j
@ino a melbor Je todas que Iratam daappli- iA
carao boiuevpalbica no curativo das 1110- vj
f\ leslias. Os curiosos, principalmente, nao o*S
podem dar um passo seguro sem possui-la e 4.
consulla-la. Os pas de familias, os senho- 'v
lAt res de engenho, sacerdoles, viajantes, ca- A
22 pitaes de navios, serlanejosetc. etc., devem J"J
te-la man para occorrer promplamenle a w)
qualquer caso de molestia. /^Sk
lious voluntes em hrocliura por IO90OO *
tJi 1 I encadernados 119OOO (Q
zi* Vende-se nicamente em casa do autor, /,*
w no palacete rta ra de S. F'rancisco ;Mun- w
\&l do Novo) n. 68 A. (A
Novos livros de homeopalbia uiefrancez, obras
todas de summa imporlancia :
Hahneinanii, lr.il.ido das molestias chroniras, 4 vo-
lumes............20JO00
Teste, troleilias dos meninos.....C3OOO
llering, bumeopalhia domestica. ....
Jalir, pliai macopea homenpalbica. ,
Jabr, novo manual, 4 voltimcs ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jabr, molestias da pelle.......
Bapou, historia da bomeopathia, 2 voluntes
llarlhiiiaiin, traa lo completo dasInoleslias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalbica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalliica
Clnica de Slaoneli .......
Casliiig, verdade da homeopalbia. .
Diccionario de P>>slcn.......
Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, cerniendo a descripcao
de todas as partes do corpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homeopa-
tbico do Dr. Lobo Moscuso, ra Nova n. 50 pri-
meiro andar.
78000
(3000
163000
69OOO
83000
16;O00
103000
83OOO
8IHKI
63(K)0
43000
OJOOO
303000
e

DEBTISTA,
W Paulo Gaignoux, dentisla francez, cstabele 9
9 cido na ra lama do Bosario n. 36, segnndo 9
H andar, colloca dentescom gengivasarlilciaes,
9 e dentadura completa, ou parle della, com a 9
9 presso do ar. qr-
9 Rosario 11. 36 secundo andar. f
Aluga-se urna casa, lerrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que licam entre o becco do Yirgi-.
n io e o pateo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
S J. JANE, DEMISTA, i
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei- A
If) ro andar.
S8S3
Ja' clicgaram as sefjuintessement
de ortaliees das melhores qualidadcs que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
i-abanetes brancos e encarnados, alface
repolliuda e alemn, repolho, tomates,
nabo branco e roxo, couves, trincliuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sirjo-
relba, selgas, erviilia torta, dita direitae
genoveza, dita de Angola, feijaocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, eum grande sortimento das melho-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz n. 02 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albwquer-
queinudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eevternos desdeja' por m-
dico preeo como he publico: quem se
quizer uttlisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
mas.a adamantina. Essa nova e maravilhosa coin-
posicao lem a vantagem de encher sem pressao dolo-
rasa (odas as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez igual a da pcjlra mais
dura.e promelte restaurar os denles mais estragados,
com a lrma e a cor primiliva.
Precisa-se tic urna ama.que sirva para as com-
pras de urna casa de pouca familia : na rua do Hos-
picio n. 7.
TRANSAS E FITAS,
Complelo sorlimento de transas de seda prclas, e
filas de velludo lavradas, de superior qitalidade e
hom goslo, para vestidos, por preco commodo : na
prara da Independencia ns. 24 a 30.
OLEVDOS NMVDOS.
De superior quattdade.e diversas larguras,proprios
para courir mezas, enmmodas etc. : na praca da In-
dependencia n. 2 a 30.
Superior vinho de champagne e Bor-
deau\ : vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz n. 58.
Quem quizer alugar urna negra para o servido
interno e externo de urna casa estrangeirn, dirija-se
a rua da Cruz, armazem n. 31. Ella nao estara su-
jeia a cozinhar.
Precisa-sc de um fcilor que saiba tratar de hur-
la e do vaccas ; tambem precisa-se de ama prela ou
preto para vender verduras : a Iralar na rua da Au-
rora n. 54.
-- Desde e auno atrasado e passado que se chama
por esle Diario ao Sr. Jos Juaquim de Oliveira,
para mandar receber os foros do sitio da estrada dos
Kcmcdios, na rua do l.ivramenlo 11. fi, segundo an-
dar. B
Precisa -se de um moco porluguez, de idade de
14 a 16 annos, para caixeiro de urna fabrica de ve-
las de carnauba : qncm estiver neslas circumslan-
cias, dmja-se a rua Direila, casa n. 59, dando liador
a sua conduela.
Atteni'ao.
Roga-se as pessoas que devem taberna da rua
Nova n. 30, desde o lempo que pertencia a Malhias
Joaquim da Maia, que bajara de vir on mandar pa-
gar, do cnnlrario ter3o de ver seus nomes pelos jor-
naes, poi o successor lem escolado moilos meios de-
cenles afim de nao chegar ao que avisa, o qual lera
lugar do dia 10 em dianlc.
Perte-se ao Sr. Jos de Mello Cesar e-pro-
curador da cmara de Otinda, que venha entender-
se com os berdeiros de Luir.. Roma, pois basta de
cassnadas, licando cerlo que em quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir este atinuncio.
Na rua da Cader do Recie 11. 3, primeiro'an-
dai, confronte oesrriplorio das Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, quer tiaciotiaes ou eslrau-
geir is, con toda a promplidao ; bem como liram-se
passaporles para fra do imperio, por prejos mais
commodos do que em outra qualquer parle, e sem o
menor trabalho dos prelendentes, que podem Iralar
das 8 ta inanliaatas i horas da larde.
SALA DE DANSA.
Lata Canlarelli participa ao respeilavcl publico,
que a sua sala de ensino, na rua das Trincheiras n.
ID, se acha aberla (odas.us segundas, quarlas e sex-
tas desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do seu
presumo se quizer ulilisar, dirija-se mesma rasa
das 7 horas da manliaa al as 9 ; o mesmo se uflere-
cc a dar lices particulares as horas convciciunadas:
e tambem da licoes nos collegios pelos precos que os
mesmos lem marcado.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRA HI DO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OITROS.
posto em ordem alphabelioa. com a descripcao
abreviada de (odasasmulcslias, a indicacao phvso-
logica e Iherapculica do lodos us medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de accao e concordancia.
seguido de um diccionario da sicnilicaclo de todos
os termos de medicina e cirurgia, e past ao alcance
las pessoas lo povo, pelo
M. A. J. DE MELLO ,
Sobtcreve-ie para esta olira no consultorio liumeo-
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova n. 50,
primeiro andar, por JOOO em brochura, c (^000
encademado.
-MPEOS DE FELTRO.
Acaba de chegar praej da Independencia loja
de chapeos de Joaquim de Oliveira Maia, um varia-
do sorlimento de chapeos de fellro, linos, de cores
anida ugu vistas no mercado, e tambem chapeos de
pallia alenos, e ditos de palha brasileira a imila-
Clo dos de Mantilla, de diversas cres,superlinos cha-
peos de castor branco e preto, chdpos francezes
de exceUentcs formas c supeiior qualidide, tudo por
preco commodo.
1
Participa-se aos Srs. mestres pedrei-,
ros caiadores e mais pessoas particula-
res, que na rua da Cruz do Recife n. 62,
ba um deposito da bem conhecida ca
branca de Jaguaribe, e que se vende
muito em con la, tanto em retalho como
em porroes.
Casa de consignacao de escravos, na rua
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, lano para a
provincia como para fura della, offerecendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os dilos escravos.
Da'-se dinheiro a premio sobre pe-
nhores de ouro e prat'a: na rua do Quei-
mado loja n. 46 A, se dir' quem da'.
Precisa-se de urna mulher capaz para engom-
mar c cozinhar com perfeirao, pata casa de pouca
familia, preferindo-se escrava, qoe se pagar bem :
na rua do Sevc, casa lerrea de solau.
Acha-se em praca de renda por 7>
anuos a illta do Nogueira, sendo a pri-
meira no dia 3, 10 e 18 docorrente, pe-
ante a administracao dos estabelecimen-
tos de caridade: na rua da Aurora, casa
dos expostos.
No dia 8 do correnle, as II horas da manbaa
na sala das audiencias, lem de sercm arrematados 9
escravos mocos, de servico de armazem de assucar,
a requerimeuto de D. Maria Carolina de Brilo Car-
valbo, como lulora de seus filhos menores, cuja arre-
matarlo tem de se edectuar na praca do juizo dos
orphaos.
DMA LBMBBAWCA.
Boga-se ao Sr. Seve, cncairegado da liquidaco
da massa do fallido Vicente Liciuio da Costa Cam-
pello, que veja quaudo qoer fazer o segundo divi-
dendo do que tem S. S. arrecadado. Islo Ihe pede
Um interessado.
Recebem-se escravos para se vender de com-
missao por conta dos seus denos, lauto para a pro-
vincia como para fura della ; oll'crece-se loda segu-
ranca que Tor preciso, e se da bom tratamenlo : na
rua estrella do llosario n. 28, segundo andar.
Antonio Jos da Silva vai Europa tratar de
sua saude.
PIANOS FORTES.
Brunn Praeger & Companbia, rua da Cruz 11. 10
recomineiidam as pessoas de bom gosto, seu esculht-
do sorliuieulo dos melhores pianos, lauto borisou-
tacs como verlicaes, que por sua solida coiislrucr.lo
e harmuniosas vozes, assim como por sua perfetla
uhra de iiiau su distinguen). Todos estes pianos sao
feitos por incommeuda, cscolhidos e examinados,
e por isto livres de qualquer defeilu que se encentra
mullas vezes em os pianos fabricados para expur-
ario.
COLLEGIO PARA MENINOS, EM \VA\-
DSRECK, SUBURBIO DE HAM-
URCO.
O abaixo assignado lem a honra de participar ao
publico, que inuduu o seu tulleci ueste auno, de
llamburgu para Wandsheck, e esta asura habilitado
de poder aceitar mais alguns pensiuuisla. A silua-
r3u du lagar he a mais saudavel de lodos os arrabal-
des de llamburgo, ea distancia dessa cidade permtl-
te o gozo de todas as vaulagens das cidades grandes,
assim cotiiu ella iinpossibilila o gozo das desvanta-
gens para menino*. Ao entrar no collegio os meni-
nos nao devem ter excedido a idade maio! cuidadu c zelo se empregara em favor rtelles,
nao sii para o seu bem physico tonto iutelleclual.
Elles lerAu lines em todas as Inicuas modernas, his-
toria, geoeraphia, historia natural, malhemalica,
assim como os principios necesanrioa para o cunimcr-
cio, ou lias Inicuas antigs, scieucia das antiguida-
des, philosopbia, etc., como preparos p"ara o estudo
na universidade. As deipezas do ensino, sustento e
casa importara em 1,000 marcos,OOjOOO pouco
mais ou metios. Of piis'dexerao dar roupa, assim
como pagar msica e ensino de dansa, caso o dese-
fem.C. II olcl.shawen.
Esle collegio podemos rccommedda as pessoas que
queiram dar urna cducaeiio excmplar aos seus lilhus,
por ser um dos melhores na Allemanha, c ollereru-
mo-nos a dar todas as informaroes a quem precisar :
na rua da Cruz n. 10.
O abaixo assignado annuncia ao respeilavcl pu-
blico, qoe ninguem faca negocio ou transacrao de
ualureza alguma acerca dos bens de JacintboSaares
llolelho, que tullecen ullimamenle na 11 lu de S.
Miguel, onde era ha annos residente ; e, como ad-
ministrador de sua mulher D. Senhorinha do Sacra-
mento Soares, lilba reconhecida daquclle fallecido,
protesta contra qualquer negociado feita em ordem
a prejudicar os seua imeresses, e os direttos de Ite-
ra uta que inconleslavelmenle Ihe compelen.. Becife
I. de maio de 1855.Manoel do llego Soares.
Na casa de pasto da rua das Cruzes n. :l'.i. lem
comedorias a loda hora do dia, e du almocos e jaula-
res para fra, e tem mao de vacca lodos*os domiu-
Coroadas por suas virtudes
A VERDADEIRA
AGUA DOS AMANTES.
Ouem fr amante mo pule
Su'agua deixar de c.uinprar,
I ira pannos, sardas, espinhas,
I'az a pctle clarear.
Refresca, lustra c suavisa a culis,
Tira rugas, borloejas, que primor !
(Jucm com a Agua ios Amantes
Nao gozara do .amor '.'
Asnossas bellas palricias
Desla agua devem usar,
P'ia mais bellas lirarein.
Mas bellas de fascinar.
He liquido saoespecifico,
(Jue deve ser procurado,
Pois torna o enlcqoerido
Muilo mais Tormoseado.
Dous mil ris a garralinlia,
Pode qualquer comprar,
Ca na rua do IJuetm.idu,
N me e sele procurar.
He o seu tnico deposito,
Depositu mui afamado,
Aundo lal elixir
He pur todos procurado.
O duplo do importe se devolve
No sendo eflicaz em curar,
Urna -o quena inda nao Ituuve !
O que todos pdciu.apreciar.
Acha-se a venda na rua du Oiicimado n. 27, ni-
co deposito.
E GRADES.
L'm lindo e variado sortimento de modellos jwra
varandas c gradaras de goslo nioilernissimo : na
liiinlit.lo da Aurora, em sanio Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rua du Bru.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Coi le jio n. 2,
vende-sc um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais balsos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
edes, como a retalho, afliancando-
te aos compradores um s preco
para lodos : este estabeleciment
ahrio-se de combinaro com a
maior parte dis casas commerciaes
inglezas, IratiCczas, allcmas e suis-
sas, para vender fazendas- mais em '
conta do que se tem vendido, epdr
isto o'erecendo elle-maiores van-
H lagens deque outro qualquer ; o
1 proprietano dcste importante es-
1 tabelecimento convida a' todos os
g seus patricios, e ao publico em ge-
9 ral, para que veuham (a' bem dos
Sseiis interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
1 Collegio n. ti, de
BJ Antonio Luis dos Santos & Roliin. 13
COMPRAS.
peixe
tro, por preco rommudo, silo nos Afogados, rua dos
Pocos n. 0 : a Irataf 110 mesmo, ou na relinacao da
mesma povoacJM.
No paleo du Carmo, loja n. 18, de I. A. R.
Tiipinainli, vcinlem-se btlheles e cautelas do cau-
telista V. T. C. herreira, c na mesma loja te pagam
os piemios sem dcsconlo.
Attciicao.
Veude-se a taberna da rua Nova 11. 50, bem afre-
cue/ada. c lio melhpr ponto por sr em esquiao, ea
casa lem luutaotcs eommodus mesmo para la mi lia,
com urna parle a \ i.la e o mais a pra/os :'qnem pre-
lemler, ditija-se mesma Iralar com Joaquim da
Costa Dourado.
I'ECIH.NCHA.
Vende-se um cavallo do iioa figura c'com bons an-
dares : quem o pretender, dirija-se roa dos (Juar-
lois. iuja 11. -1\, 011 na corheira do major Scliasliao
Lopes CuiiiiaiAes, que adiar com quem tratar.
Vende-se nina exccllenle escrava, ciioula, mo-
ra, que eucoinma, rose o cozinba perfeilamente: no
aterro da Boa-Visla 11. 45.
Vende-sc um ptimo cavallo e bem gordo, por
preco commodo '. quem quizer dirij-se rua do Vi-
gario n. 3.
Ceblas baratas
Na Iravessa da Madre de Dos, armazem de Joao
Marlinst'.c Barro, vendem-se ceblas muito boas, e
tniiilissitno baratas.
Na loja das seis portas, em frente do Li-
vramento ,
vendem-se roup.lnziuhos de escorez de lila c de seda
para meninas de 2 ate i anuos a ti^OOO ; manguitos
de lit bordados para senltoras a I ~(Kin ; lencos de
cambraia blancos e piulados a 160 ; chita* de bom
panno e bonitas a 1f0 e 180, c finas a -200 ; filo liso
e lavrado por preco commodo, a dinheiro a vista ; e
outro.s mullos reslus de fazendas que quer trocar por
sedlas, para sorlir de fazendas clicgadas agora ; das
ii horas da nianbaa ale as 0 da noile.
Vende-se urna escrava de naco. de idaJc -J8
annos, de boa cunducla : na rua Direila 11. 3.
Vendc-se urna escrava criuula, cozinbeira e
lavadeira, 11111 moloque c mais escravos : na rua da
Assumpcao, junto ao nicho do Noia 11. 50.
A FAMA
Aterro da Boa-V. isla, dcrronle da boneca, casa do
bom e. barato 11. 8. arba-se com um crande mirli-
menln dos melhores seeros de molhados, e vendem-
se por preco* muilo razoaveis ; figos de comadre,
passas, ameixas, ele.
Vende-sc um reluci de ouro patente inglez,
bom regulador, com una correnle, por preco com-
modo : na rua do Ilancel n. 30, primeira andar.
Vende-se um cabriole! e um carro de i rodas,
novo, do ultimo costo, por preco commodo : na rua
do Pires n. 8, casa de l-'rederico Jacques.
VINHO VERDE
a 320 a carrafa, checade prximamente do Porto, e
massa de lmale, chocada prximamente de Lisboa,
em latas de 2 libras, a IsOOOrada lata : vende-se na
taberna da rua da Cadeia do Becife 11. 25, defronle
do becco Largo.
PALITOS FRANCEZES.
Receben-.e pelo ultimo navio francez um novo
sortimento de palitos de panno de 12; rs. para cima,
dilos de seda, de brim, de lia muilo linos, de alpaca
de cores ; assim como chapeos de sol de seda cabos
Je canoa, iniiilo grandes e fortes, proprios para a
presente estacan, dilos de panno edu seda de nutras
umita* qualidades. malas para viagem de lodos os
lamanbos : ludo se vende por muilo menos preco
que em utra qualquer parle, na rua do Collegio
numero t.
PIAMOS.
Compram-sc palacSes hrasilciro* c hespa-
uhes : na rua da Cadeia do Becife 11. 54, loja.
Compram-se e vendem-seescravos de
ambos os sexos, de idade de 12a 25 an-
nos : na rua Direita n. (i(J#
Compra-sc urna tipoin em bom c*Udo,' que
conste no smenle da armacAo com'o competente
pao e tornos : 11a rua do Encantamento 11. 3.
Attencao.
Na rua eslreila do Bosario n. 28, segundo andar,
se compram escravos de ambas os sexos, lano para a
provincia como para fra ; paga-se bem agradaudo
as figuras.
Compra-je a grammalica franceza de Sevcne,
em segunda mao : na rua das llores n. 37, primeiro
andar.
VENDAS.
FIMO EM FOLHA.
Na rta do Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Sanios Pinto, ha muilo superior fumo em folka de
todas as qualidades, para charutos, por preco com-
modo.
m FEIJVO MI1ATINB0.
Na rua do Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha muitu superior feijilo mulatinbo,
em sacras, por preco commodo.
Vende-se-ac em cimbeles de um quintal, por
preco muilo commodo no armazem de Me. Cal-
inonlX Companbia, praca do Corpo Santo n. 11.
Vende-se urna capa de panno azul com gola de
pellucia, e forrado de casemira de quadros, por pre-
co coromedo: na rua do Crespo 11. 17.
Vendem-se escravas..rrioulas, mocas, tle bo-
nitas figuras, e com habilidades : na rua de Hurlas
11.6O,
Sedas de cores.
Na loja de 1 portas, na rua do (Jueimado n. 10, ha
para vender um complelo sorlimento de corles de
seda de cores desuperior qualidade c modernos cos-
tos, por preco muilo commodo.
Sedv a 20^000.
Corles de seda de cures cun 17 e 18 covados a
209OOO catla corle : na loja de i portas, na rua do
Queimado 11. 10.
Para vestidos.
Muriilina* de cores', fazenda inlciramente nova,
com mais de 1 palmos de largura, modernos goslos.
c cores lixas a 300 rs. o covado : vendem-se na loja
de 4 portas, na rua do (Jueimado 11. 10.
Vende-se una tartaruga verdadeira e bastante
grande: as Cinco Punas n. 131.
Vendem-se 2 escravos robustos para todo o
trabalho : na rira da Senzala Nova r>. 4.
_ Vende-sc um mnlaliiho de'bonila figura, com
17 annos de idade, sem vicio alcum. para um ex-
ccllenle pagem. e bom copeiro em razao de ler bs-
tanle pralica : no armazem da rua Nova n. 77.
Vendo-se una casa terrea do ponto mais alto
que Jem na rua da Conceieao, e por isso muito boa
e nova : na rua Nova n. G7.
MADAPOLA COM PEQUEO
TOQUE DE AVARIA,
vende-se na rua do Quei-
inado n. 19.
/vr n H n'i5 n. wrvircrT
MAAw ltAIkUjw>:
Hechegado novamente de Franca a deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se acha
a venda nos lugares ja' designados, na
escriptorio na rua da Cruz n. 2(i primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos Lo-
pes e Barros i\ Ir mao, outr'ora de Car-
dea I, na rua larga do Rosario n. 38 e
iO.
Vende-se urna porc&odo verdadeno
vinho Bordeaux tinho e branco engarra-
lado, que se vende muilo en1 conta para
se liquidar contal: na rita da Cruz n. 20,
primeiro andar.
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
svnthe encaixotailo, por barato preco:
na rua da Cruz n. 20, primeiro andar.
Vende-se um carrinho americano de
4 rodas, ainda com pouco uso, de cons-
trucao muito forte, ainda que milito le-
ve e elegante ao mesmo lempo: os pie-
tendentes du ijam-se ao Trapiche-novo n.
10, ou na Ponte d'Uclia, sitio do cnsul
hollandez.
Joan P. Vogelev avisa ao respeilavcl publico, que
em sua casa, na rua Nova n. 41, piiineiru andar,
acha-se oin-sorlimenlode pianos tle Jacaranda e inoc-
uo, os melhores que lem al agora apparecido no.
mercado, tanto pela sna harinoniosa e forte voz, co-
mo pola sua ronslruccao, de armario e horisonlal,
da fabrica de lirlIard'cV Collard tle Londres, e de
autores os mais arredilados de Allemanha, os quaes
vende por preco razoavel. O aniiunciautc contina
.1 atinar c concertar pianos com pcrfricati. "*------
ATTENQ&0._
Na rua do Empiche n. 54, ha para
vender barris de .ferro ermcticqmente
lechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris s"io os melhores que se
tem* descoberlo para este lim, por nao
exhalaicm o menor cheiro, e apenas pe-
zam 10 libras, e custam o diminuto pie-
co de 4.S000 rs. cada um.
SAIAS.
Na rua do Crespo n. 9, vendem-se
se ias, fazenda inteiramente nova a 2.S00
rs. cada urna, e chales intitulados PALER-
MO a l.S'000 rs. : a elles, freguezes, que
a fazenda lie boa e barata.
COGNAC VEBDADEIBO.
Vende-'c superior coenac, em garrafas, a 125000
a duzia, e 1^280 a garrafa : na rua dos Tanoeirns n.
2, primeiro ailar, delimite do Trapiche Novo.
(e^) Emilion, Pomerol, S. Julien, Pa- (A>
^x villac, em^arraines e ~
/>ax vinho de champ
S Mousseux, em garrafas e metas
w garrafas: licores linos todo de
Wf qualidade superior e por preco
M commodo: no escriptoiio de J.
(f P. AdourixC, na rua da Cruz
flt n. ,ti.
~- Vendem-se 2 preto* de nacao : na rua eslreila
do Kuano u. 28, segund/) andar.
AOS SRS. DE ENGENHO.
COI PEOtEKO TOLE Di; AVAHA. '
Baeta encamada e amarella a.jOO rs. cavado :
na na do Crespo loja da esquina, que volta para a
Cadeia. '
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim.narundicadel). W. Bowman : na rua
dn lirum ns. 6, 8 10.
NOVO SOKTIIIEKTO DECOIIEKTOBES DE TO-
DAS AS OL"Al.lli\l)ES.
Coberlores escuro a 720 rs dilos grande al 200
Y., ditos brancos de algodo de pello e sem elle, a
milarao dos de papa, a 18200 rs. : ,,, loja da rua
Smeto mm branco.
Vende-se cemento romano branco, chesado anta
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : airas do Ibcalro, arma-
zem de laboas de pinho.
Tacas pare engcnhon.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
complelo sortimento de tai.xas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se_a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza a o comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton Sellins ingleses.
Rclogios patente inglez.
Chicles decano e de montaria.
Candieirosc casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e munico.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaqueta* de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Na rua do Trapiche n. 10, escriptorio
de bi,uniera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das du Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
to propriopara loriar chapeos.
Papel ulinaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 0 luzes'de feitto ele-
gante.
Tapetes unos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente sec-
cante.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes piano viudos ltimamente de llam-
burgo.
Vendc-se urna balanca romana com lodos os
seus perlcnres.em bom uso e de 2,000 libias : qncm
pretender, diripi-se i rua da Cruz, armazamn. 4.
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brim francez de q liad ros a 610 a vara,
dilo a 000 rs.. dilo a ISJB80, riscado de lislras de cor,
proprio para o meiino lim a 160 o covado : na rua
do Crespo n. 6.
^CeT "de carisuba do Arcaiy^Wsu r1
Vende-se por menos preco qnc em oulra qualquer
parle, no armazem tle Domingos Bodrigues Antlra-
de& Companbia, rua da Cruz n. 19.
Na rua do Vinario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, cliegado de Lisboa pela barca Ora-
BRACOS DE ROMA.
Vendem-se estes excel-
lentes e bem conhecidos
bracos: na rua da Cadeia
do Recife n. 56 A. ^
DEPOSITO D\ f ABDICA DE TODOS
OS SANTOS A BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodo tran-
cado daquella fabrica milito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Vendem-se a posse e as bemfeilorias de um bo"
ntlo terreno na rua nova do Hospicio, com 100 pal"
nos de frente e 250 de Tundo, lodo planudo de di"
misos arvpr'edos de fruclo que j eslao botando,
inicias novas, com mnito bom pojo de agua de be-
brr, e parte Melle murado que e pode edificar (rea
grandes propriedades de casas: quem o pretender,
dirjase a rua das Cruzes n. 22, para tralar do
ajarte.
TESOLRAS PARA AI.KAUTE.
endein se toour.is portuguezas legitimas, para
atraale : na ruada Cadeia do Rerie n. 48, primei-
ro andar.
. CE1EOT0 ROMANO
da inelhor qualidade, e cliegado no ulti-
mo navio de llamburgo, vende-te em
conta : ua rua da Cruz n. 10.
Vende-se cobre para forro de
20 at 28 oncas.
Zinco para forro com os prego*
ak competentes.
*z Chumbo em barrinhas.
4j/ Alvaiade de chumbo.
W Tinta branca, preta e verde, em
$ oleo.
0 Oleo de linhaija em botijas de 5
0 galoes.
/<* Papel de embrulho.
u* Vidro para vidiacas.
^ Cemento amare lio.
5. 'Armamento de tJdas as riuali-
S d:,des-
W Cenebra de Hollanda em fra*^
/A qneiras.
()' ^0l"08 ^e lU8t|c, marca grande.
ia! Arreios para um e dous ca-
I vallos.
W Chicotes para carro e esporas de
fm ac plateado.
(0f Formas de ierro para frbrica de
lk assucar. *"**
y* Papel de peso inglez
/a Champagne marca A cxC.
f E um resto pequeo de vinlios do
Rheno de qualidade especial:
W no armazem de C. J. As-
(A tleV & C.
SYSTEHA MEDICO DE HOLLOWAV
lidio.
i
' -----------' utj
es e ((Hartlas : (t
?agne. Sillerx, 2
8
m
CASEM1KAS A 29100 e IjjOtH) O CORTE,.
Na loja tle GaiaiarlM & Ilenriques, rua do Cres-
po u.."), vendem-se corles de ca*cinira ingleza, pelo
baratissimo preco de 29100 e .IgQOO cada tim.
DEPOSITO DO CHOCOLATE IIVGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o.nico preparado com
substancias puras, ut itivas e hygieni-
cas: vende-se em casa del.. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior. ... IjiO
Fino. .... 500
CEMENTO ROMANO.
\ ende-Mlnperior remcnlo em barricas e a reta-
lho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anlo-
uio de inaieri.tr* por preco mais em cotila.
Vende-se urna cama de armaran e cpula, sen-
do ella de Jacaranda e toda de moldura e bem tornea-
da, lendo muilo pouco uso, por commodo prero,
que o comprador vista da hemfeitoria da rama
nao deixara do comprar : a Iralar ua rua eslreila
do Rosario n, 30, primeiro andar.
Vendem-se pecas de cambraia de core*, pro-
prias para rorlinado* e mosqueleiros a l(00 cada
peca: na loja de 5 perlas, na rua do I indinarlo
n. 10.
SARJA PRETA E SETIH
IACA'0.
Na rua do (.raspo, loja n. (i, vndese superior
tarja hesp.inhola. muilo larga, pelo diminuto preco
de 5:100 e 29U00 o covado, setim macan a 200*c
393OO o covado, panno preto de 39000, gOOO.'isOOO
c OcOOO o covado.
FARIM1A DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos'
armasen* n. 3, 5 e 7 defronte da etcadi-
nha, e no armazem defronle da porta da
alfandega, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. t,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-sc superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atrazdo
(healro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de stras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom goste.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
g POTASSA BRASILEIRA.
^1 Vende-se superior potassa, fa-
tj) brieada no Rio de Janeiro, che-
gada 1 ecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' e\perimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia. f)
Vende-se eicellenle taimado de pinho, recen-
lemento cliegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com o adminis
rador du mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do aucano da invenc,ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
R. O. Bieber & Companbia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chtistrm.
Sabio a luz a 2. edirito do livrinho denominado^
I levlo Chrisiao,mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 010 rs. cada eiemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes-, modinhas tudo. modernissimo ,
cliegado do Rio de Jpieiro.

Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
menlc ebegados, de excellentes vozes, e prer/os com-
modos em casa de N. O. Rieber & Companhia, roa
da Cruz o. 4.
Vendern-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo -sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-so um cabriole! com coberta eos com:
peleles arreios para um cavallo, ludo quasi novo
par ver; no alerro da Boa-Vista, armazem do Sr-
Miguel Segeiro, e para Iralar noKecife rua do Trapi-
che n. 1 primeiro andar.
PIULAS HOLLOWAV
Este iuestimavel especifico, composlo inleiramen-
ledfl hervas medicinac, nao eanim mercurio, nem
oulra nlimma substancia deleclerea. Benigno mais
teura infancia, e compleicao mais delicada, he
igualmenle promplo e seguru para desarraigar o mal
na compleicao mais robusta; lie inlciramente inno-
cente em Ma* uperaroes e ell'eilns ; pois busca e re-
mle as doenras de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenazes querrjam.
Entre milliares de pessoas curadas rom esle re-
medio, muilas que ja eslavam as porlaa da morle,
perseverando em seu uso, consesoiram recobrar V
saude e forjas, depois de haver tentado iunlilmeiile
todos os oulros remedios.
As mais afllirtat nao devem cnlrcgar-se desespe-
racao ; facam um competente eniaio dos eflicazes
edeilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
perarlo o benelicio da sade.
Nao se perca lempo em tomar etse remedio para
qualquer das se guiles riifermidadrs :
Accidentes epilpticos.
AI porras.
Ampnlas.
Arelas 1 mal d').
Asllitna.
Clicas.
CoiiMil-Oe*.
ebilidade ou extenua-
rlo..
Uebilidade ou Talla de
forcas para qualquer
cousa.
Uesiuteria.
l)or de gargaula.
i' de barriga.
a los rins.
Dureza 110 ventre.
Enfermidades no ligado.
venreas
Enxaqtieca.
Ilervsipela.
l-'ebres biliosas.
inlermillenlcs.
Frbre toda especie.
Gola
llemoirhoidas.
Ilvilrupisia.
Ictericia.
Indigestoes.
Iiillammares.
Irregularidades da meus-
Iruaeao.
I.ombrigas de (oda espe-
cie.
Mal-de*-pedra.
.Mamilas na culis.
DlisIrucrAo de venlrf.
Thlhiiira ou consunipi.ao
pulmonar.
Betenro d'onrina.
Bheumalismo.
Svmplomas secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
1.'Irera*.
Venreo (mal).
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Av, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde
de Maicuil, rua da Cruz do Re-
cife n.tO: este vinho, o inelhor
de toda a Champagne, vende-se
a 566*000 rs. cada caixa, acha-se
u 11 i ament em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas fo-
goConde de Marcuile o ro-
f lulos das garrafas sao azues.
> eudemse estas pilulas no eslabelecme nlo cera
de Londres, 11. 2H, strand, e na loja de todos os
boticarios, droguistas e outras pessoas encarregad.n
Ilespanha.
Vende-se as bocelinhas aJOO ris. Cada Rma del-
las conlin una insiruceao em portuguez para ex-
plicar o modo de se usar d'eslas pilulas.
O deiHMito geral he em casa no Sr. Soum, pbar-
maceullco, na rua da Cruz 11. 22, em Pernam-
buco.
Vende-se farinha de mandioca, em sarcos,
muilo boa : a Iralar com Manoel Jos Gomes Brasa,
rua .da Senzala Velha, padaria n. 'JH.
I ABINHA E AKKOZ DA TERRA,
Vcii.ioiu-sc saccas com farinha e arroz da Ierra :
na rua da Cadeia do Recife, loja n. 23.
Aa fabrica de espirilos da rua Direila a. 84,
nvamenle aberla, vende-se alcool ratificado a ba-
ldo Maria, licor lino, entre fino e ordinario, de dif-
ferenlcs qualidades, em garrafas e em caadas, ge-
nebra em frasco e em caadas, agurdenle do reino,
tinla preta e roxa para escrever feH em alcool fra-
co, agua da Collonia em frasquiolios e em garrafas,
banha para cabello de differeiiles cores, oleo da ma-
cmi, tudo bem preparado, e por prero commodo,
garrafas brancas vasus, proprias para licor lino, oleo
de ruino e tarops.
Vende-se supeiior farinha de mandioca de
Sania Calharina : tratar no escriptorio da rua da
Cruz 11. 19, com Isac Cario & C.
ESCRAVOS FGIDOS.'
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
rriplorio n. 12, vendc-se muilo superior potassa da
Kussia, americana e do Hio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar conlas.
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada rccenlemcnle da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Herite, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
Dcsapparcceu no dia 27 do mez de dezembrn
do anuo de 184, um cabritilla de nome Daniel, es-
cravo, perlencente ao abano assiguido ; reprsenla
ler 12 a 1,1 annos de idade, pouco mais ou menos,
com os signaes secundes : cor um tanto escura, ca-
bera pequea, rosto descarnado, olhos vivos, nariz
um laillo -.litado, bocea composla, pes pequeos, e
em um delle* urna cicatriz de mal de bobas, cabello
um lauto lauzudo ; foi vi.lo em l'ao-d'Alho na noilj
do mesmo dia em qne fugio. Esle cahrinba he lillio
de urna muala de nome l.uiza. que pelos annos de
1812 a 1X44 morava na 111a do Sebo desla cidade,
jierlo do sobrado qoe outi'ora pcrlenceu ao Sr. ma-
jor Joao dos Santos Nones de Oliveira ; ignora-e o
iioine do senhor da muala : quem o capturar leve o
ao engenho Aldeia, ip freanezia deTracunhaem, que
sera generosamente ratificado.
Jos Jemumro Soares Ferreira.
. CEM Mil. RES DE GRATIFICACAO'.
Dei-apparereu no dia 6 de riexembro do anno pro-
zimo passado, benedicta, de 14 anno. de idade, ves-
ta, cor acaboclada ; levon nm vestido de chita rom
lislras cor de rosa ede cafe, e outro lambem do chi-
U branco com palmas, um lencoamarello.no pesco-
coja deliotdo: quem a apprehender conduza-a 11.
Apiparos, noOiteiro, em cusa de J0A0 Leile de Aze-
vedo, ou no Recite, na praca do Corpo Sanio n. 17
que recebera a graliliracAo cima.
Uesappareceu no dia 2 do crrenle, do enge
11I10 l'agilinga, um escravo, crioulo, de nome Flo-
rencio, com irinla annos de idade, pouco mais ou
menos, leuda os signaes wcoinles : bastante pre-
to, estatura regular, barbado, cara descarnada, um
pooco dentoco. olhos npitombados, orna cicalriz na
auela e oulra na barriga, pera* fina., pes lorio, que
moslram ler sido cambados, dentes podres e falta de
abroas na frente, e falla alm disso um pouco alra-
vewudo ; ilesconl.a-sc que seguise ao termo de Na-
zarelh : roga-sa a qualquer pessoa, que ipprehen-
de-lu, le*c-u ao referido engenho, que ser bem
recompensado.
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855.
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