Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01020


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Full Text
ANNO XXXI.
Por 3 muet adiantados 4,000.
Por 3 mazos vencidos 4,500.
SABBAD0 5 DE MAIO DE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
IIISMH
DIARIO DE PERNAMBUGO
ENCARREGAUOS D.\ SI )BS4 lili': Vi:
Kecife, o propriett-rio M. F. de Furia ; Rio co Ja-
neiro, o Sr. Jote Pereira Martin*; Babia, o Sr. U.
lluprad; Macei, o Sr. Joaquina Heanlo de Men-
donca ; Parahiha, o Sr. Gervazio Victor da Nalivi-
riade ; Nalal, 6 Sr. Joaqnim Ignacio Pereira Juninr ;
Aracaty, Sr. Amonio de Lomos Braca; Cear, o Sr.
Vicien', ano Aagusto Borges; Maranhao, o Sr. Joa-
qnim Marques Rodrigue* ; Piauliy, c, Sr. Domingos
Hercutano Ackiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramo* ; Amazona, o Sr. Jeronj mo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 d. por 19.
Paris, 345 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
c Rio de Janeiro, 2* 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.(
Prata.
METAES.
Oncas hespanbolas* . 29000
Modas de 69400 velhas. . 169000
de 69)00 novas. . 16J000
de 49000. . 99000
l'otacoes brasileiros. . 1S940
Pesos columnarios, . 1940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dins
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13e28
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE IlOJE.
Primeira s 7 horas e 42 minutos da manhaa
Segunda s8horase 6 minutos da larde'
Al DIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relaeo, terr.as-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMKRIDES.
Maio 2 La cheia as 2 horas 17 minutos e
39 segundos da manhaa.
9 Quartominguante as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manhaa.
16 La nova a .1 horas 43 minutos*
36 segundos da larde
33 Quartocrescente as 10 horas 18
37minulos 40 segundos da manhaa
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Catharinade Sena v.
1 Terca. Ss. Felippe e Tiago ap.; S. Segismundo
2 Quarta. S. Malfada rainha v. ; S. Vindimal.
3 Quinta. Imcntao da S. Cruz; S- Rodopiano.
4 Sexta. S. Monica v. ; mi de S. Agoslinho
6 Sabbado. A comercio de S. Agoslinho; S. Pi
7 Domingo. 4. depois de Pascoa. Maternidade
daSS. VirgemMai de Daos. S. Heliodoro.
PAUTE 0FF1CIAL.
OVJBBIfO DA PROVINCIA.
Expolla ata o da l de malo.
i tllicioAo jaix de orphos deste lermo. Trans-
miti por copia a Vme. para seu conheciment e
cjflcneSo na parte que lhe possa tocar, o aviso cir-
cular de 13 de fevereiro ultimo, no qual o Exm.
Sr. ministro da juttica ido so determina que sejam
recolliidas i thesouraria de fazenda os bensnuquan-
lias que.pertencendo a drmicas jacentes on vacan-
tes, existirem nos cofres,deorphaos: e quaesqoer nu-
tros bens, sejam ou nao de orpho, que nos termos
da legislaran em vigor se possa m considerar de de-
funtos e ausentes en vagos, mas tambem manda re-
comendar o fiel comprmanlo do disposlo no arl. 39
do regolamenlo de 9 de maio de 1812 acerca dos
beas, que estando as circunstancias de serem de-
volvidos ao dominio doeslado, existirem nos depsi-
tos pblicos.Neste sentido ofticiou-se aos demais
jnizes de orphaoe da provincia.
DiloAo juiz relator da junla de juslira, Irans-
millindo para ser relatado em sesmo da mesma junla,
o proceaso verbal do soldado do t. batalho de ar-
I- Diaria a pe Antonio de Sonta Pacheco.Partiei-
l'on-se ao matechal cemmandanle das armas.
-2-
OffirioAo Exm. bispo diocesano, rogando a ex-
pedicao de soas ordena, alim de qoe sejam enviados
para o presidio de Fernando na caixinlia que re-
melle Os sanios leos, visto haver falla delles n'a-
qnelhj presidio.
DiloAo Eim. marechal commandanle das ar-
mas, teeomroendando que expela suas ordens para
que commandanle da fortaleza do Brtim recolha
a ama da priaea d'aquella fortaleza o sentenaiado
Epipbanin, escravo,logo que Die forapresenlado por
prle do jaix municipal da primeira vara.Commu-
nieou-se a eale,
DHoAo mesmo, autorisando-o, vista de sua in-
fonnacJo. a mandar passar escusa do servico ao sol-
dado do 10." batel hilo de infamara Joilo Baptisla
da Amarnl e Mello,aceitando etn seu lugar o de mi-
me Jos Gyriace-por elle ofTerecido, e fazendo as
necessarias declarantes nos assentamentos desle.
DiloAo ebefe de polica, recommendando que
d as providencias queestiverem ao seu alcance, re-
lativamente as bexigas que dizem estar grassando uo
termo do Limoeiro.
DiloA* thesouraria da fazenda, devolvendo o re-
qiMrimentoemqucManoel Antonio dos Santo Fonles
pede porafnramenloum terreno dernariuna na ma de
Apollo, oceupado pelo sobrado n. 17 de proprieda-
de do sopplicanle, afim g que S. S. proceda resi-
de conformidade com a sua informante n.<>
dada com referencia a que remelle por copia
2. lenle Antonio Egidio da Silva.
luloAo mesmo, para com urgencia dar o seu
lecer acerca do projeclo de reglamento que r"-
ille,confercionado para exeeurte da lei provincial
35* de 27 de setembro do auno prximo pas-
;.Igual ao inspector da thesouraria provin-
DitoAo mesmo, devolvendo cobcrlo com o novo
mo de medicao do terreno da marinlias n. lil A
na ra do Sol, o requerimento em que o doutor
lippe Lopes Netto peda por aforamento o men-
inado terreno, qae seacha oceupado pela casa ler-
n. 17 de propriedade do supplicante, fim de
S. S. proceda a respeilo de conformidade com a
sna informaran sob n. 189, e do parecer que re-
melle por capia do 2. lente Antonio Egidio da
Silva.
DiloAo jurz retator da junta de jintica, trans-
millindo, para serem relatados em sessao da mesma
junta, oa processot verbaes dos soldados Benedicto
Villtla a Manuel Francisco, eale do 2." bata Hiato de
i u fontana e aquelle do 9. da mesma arma.
Participoo-se ao marechal commandanle das ar-
mas.
DiloAo capilo do porlo, para mandar por em
liberdade, visto ler apresentado isencte legal, o re-
cruta de marioha Manoel Joaquira de Souza Ne-
greiros.
DiloAo commandanle do presidio de Fernando,
recommendando qne, visfa do offlcio que remelle,
da thesouraria de fazenda, e mais papis a que elle
se refere, informe circunstanciadamente sobre as
lilerencas encontradas nos objectos mencionados na
reiacte que tambem remelle.
DitoAo promotor publico do Bonito, ditendo
qoe, com o parecer que remelle por copia do con-
selhiiro presidente da relacao, responde ao seu offi-
cin icerca da duvida em qae Smc. se ada, quanlo
a disposico dos arts. 142 do cdigo do processo e
29 do regulameeto n. 120 de 31 de Janeiro de
1812.
DiloAi inspector da thesouraria provincial, pa-
ra informarse a pessoa por Smc. eocarregada de in-
ventariar o i livro< da extincta iliesouraria provincial
mediante a paga de 25$ rs. meusaes, concluio es-
to praw de seis mezen, conforme se de-
terrainoii.
I'i'oAo mesmo, dizendo que pode aceitar a prQ-
peata, que Smc. ?emetteu, feta por Amaro Fernan-
des Daltro para a arrematadlo da obra do 7." lanco
da estrada da Eseada.Commonicoo-se ao diteclor
das obras pablicas.
DiloAo commandanle do corpo de polica, pan
mandar receber no quarlel d'aquelle corpo dispo-
sirao do chafe de polica, ama escolta de 20 paisanos
virolos do lermo de Garanhuns para serem empre-
g^&t$ na conduccio de varios presos,que Uem de ser
enviados para aquelle lermo, e bem a-sir abonar a
cada um dos mencionados -paisanos a elape de 350
rs. dorante os dias que estirsrem nesla capital, re-
metiendo o respectivo pret para ser salisfeito.__
Coramunicou-se ao referido chefe.
Dito^Ao mesmo, ditendo que trate desde j de
fornecer para o patrulhamenlo nocturno da meia
noitc para o dia,as pravas que poder dispensar, vis-
to haver grande necessidade.Inleirou-se ao chefe
de polica. *
DitoA cmara municipal du Recife, inteirando-a
de havor a assemblca legislativa provincial repro-
vado as posturas d'aquella cmara sobre as cocheiras
e cavallarices.
PodaraNomeando a Antonio Vieira de Barros,
para professor da cadeira de inslruccao elementar
do 1." grao da villa de Serinhaem. Fizeram-se as
necessariasrommunicaci'iM.
DitaAo director do arsenal de goe/ra, para for-
necer ao carcereiro da cadeildesta cidade 12 rorre-
les com gargalhciras, flvellas e cadeados.Commu-
nicou-se ao chefe de polica.
DitaMomeando para os cargos policiacs do.novo
termo do Boique, creado pela le provincial n. 337
de 12 de maio do anno passado, aos cidadios abaixo
declarados.
Delegado.
Manoel Camello Pessoa Cavalcnli.
Supplentes.
J.Thomaz d'Aquino Cavalcnli.
2.Lourenco do Albuquerque Cavalcnli.
3.Paulo Cavalcnli de Albuquerque.
4.Antonio Marques de Albuquerque Cavalcnli.
5.Jos Afro de Albuquerque Cavalcnli.
6.Jno Ihpolito de Sonta.
Communicou-se ao Dr. chefe de polica.
i ana i
COMMAMDO DAS ARMAS.
Qstartol-ceoeral do commando daa armas de
Peruaabaeo n eldade do Recite, aaa i de
aaalo de 1855.
ORDEM DO DIA N. 40.
O Elm. Sr. marechal de campo commandanle das
armas desta provincia manda declarar para os fins
convenientes, que honlem fizeram suas apresenla-
coes no quarlel general o Sr. rapitau do 10 bata-
Ihao de infanlaria Francisco Antonio de Carvalhn,
vindo da corle, o o Sr. lente do 9o da mesma
arma Leopnldino da Silva Azevedo vindo da pro-
vincia dallahia.para ondehavia seguido com licenca
do governo.
Cuntido Leal 'Ferreira, ajudanle de ordens en-
carregado' do deUllic
EXTERIOR.
Portugal.
Sr. redactor, a- Como delegado da direcete da
companhia de navegacao a vapor Luto-Brafileira
nesla cidade, enmprc-me responder ao que, sem
fundamento razoavcl.se avanza nos irligos publi-
cados no,seu jornal as folias de 2, 2, e 23 do cor-
rente.,
Naquelles arligns on correspondencias falla-se em
m gerencia, erros e deleixa na administrarte da
empreza, em fados que tem revelado certa confu-
.ilo e iniciencia administrativa cm pouen lino e di-
ligencia com que aqiti st tralam o inleresset da
companhia ; e em nafa olgum erro, mais algum
descuido ou mais, algum de/eilo que a direc/iio te-
tina de rorrigir, e al de falta dej-conomia.
Sao gravsimas' scinelha'ntes rniputarOes, mas de
nenlium valor quando se apresentam desacompanba-
das de fados em que se apoiera, ou quando os fac-
los sao menos verdadeiros.
Confessada geralmente a impossbilidade da regu-
laridade de carreira, em quanlo existe um so vapor,
he inconsequenlc aecusar por demoras que tem oc-
corrido por causas que nem a direccao, nem a as-
sernlile.i geral, nem a vonlade reunida de lodos os
accionistas poderiam evitar, e seja-me permiltido ap-
pellai para o leslemnnlm dos accionistas residentes
em Lisboa,e no Rio de Janeiro para laucar ao despre-
zo a malvola insinuarte de pouco tino e diligencia
com que aqui se tralam os interetses da compa-
rta.
He neressario que o poblico com ludo saiba a fal-
sidade dos fados que se referem.
Exceptuando as demoras occasionadas por torea
maior, o vapor D. Marta [I lem cumprido pontu-
almenle os annuncios de partida, tem feilo as suas
viagens sem demora as escalas alem daquella mar-
cada nos rcgulamenlos, tem carregado e descarregado
regularmente nos portus de Lisboa, Rio de Janeiro,
e escalla<, salvo o impedimento du mo lempo, tem
conduzido e expedido as suas mallas com a maior
regularidade, e tem salisfeito pontualmenle aos-es-
tatulos e regulamcntos no que loca ao principal ob-
jecto desla empreza, qual he a condcete de passa-
geiros, caplando as sympalhias, e al a preferencia
em concurrencia com as companhias inglezas.
He pois falso ludo quanlo se avanca a semelhan-
le respeilo. He esla a parte que perlence ao pu-
blico ; porque da sua administracao particular, con-
forme os estatuios, perlence excesivamente aos ac-
cionistas em assembla geral tomar conlas i diree-
sao.
Diz-se qoe o vapor D. Maria 11 levara na sua
ultima viagcm57 passageiros mais do que leglmen-
te deveria transportar, porque disponte a portara
de 25 de agosto de 1812, que se nao admittam mais
do que dous passageiros por cada cinco toneladas,
e leudo aquelle vapor 1,308 toneladas, levara 319
passageiros.
Aceitando as premcias he falta a concluste.
Quein fez a conta errou-a completamente.
O vapor poda couduzir 522 passageiros, e por is-
so levou menos 203 do que legalmente podia levar.
Dz-se que a delegarte precisa recorrer di-
reccao para a rr-ulurao dos mit pequeos pontos.
le falso.
A delegaco funecionando debaixo da responsabi-
lidade da dircecte, como o seu mesmo titulo indica,
est com ludo suflicienlemenle aulorisada a provi-
denciar, e .tem providenciado sempre con veniente-
mente sebie todas as oceurrencias. \s consultas
pelo lelegrapho ste visOes do articulista ; a delega-
0 PARAIZO DAS MILHERES. (*)
Par Faolo Faval.
SEGUNDA PAUTE.
\JWkA
CAPITULO XII
A marqueza Aslrea.
Era um dos ltimos dias bellos do anno. A mr-
3oeta Astrea eslava sentada em sna poltrona junto
o fogo. O sul envollo nos vapores de niven(bro (i-
nha anda um rellexo de purpura). Pelo contrario
P. i. tiridaine, quo vollava as costas para a janella,
assemelliava-se ao marlim amarellrrido. O sol es-
conda-** alraz das arvores desfolbadas, e esse fundo
brilhante fatia sobresahir o roslo do velhe.
Mr. t'iridtine trajava casaca prela um tanto usa-
da ; mas assciada. cadete de selim prelo, calcas tam-
liem pretas, meias brancas, sapatos de fiveliuhas e
grvala branca atada com cerlo esmero. Seus ca-
bellos raros dcxavam-lhc nu o cuma do crneo pon-
todo e lu/.ido, onde o sol mirava-se nesse momento
romo em om espelho ; esses pobres cabellos forma-
vam- lhe sobre ns funtes e nuca orna especie de coi a
esbranqaicada. A fronle era mo rugosa, e as so-
hrancelhat bastas e brancas abrigavam-lhe profun-
damente os olhos pequeos e pardos. Tinba oculos
() VideoeWorion.100.
jao tem annunciado sim pelo lelegrapho todas as oc-
curreitcias nntaveis do vapor, porque no Porto
e provincias do norte esliio reunidos a maior som-
ma de interesses pela empreza, pelos numerosos
passageiros que o vapor condut, pertencentes aquel-
la parle do reino. No Porto est asede da compa-
nhia quo all leve origem, que all lem a sua assem-
bla geral, direito consignado no contrato entre os
accionistas, do qual nao podri ser esbulhados, que
all lem a sua direccao conforma os estallidos all
discutidos e approvados, que all lem o maior nu-
mero de accionistas e de fundos poduguezes; e he
d'al donde vem e para onde voltam a maior parle
dos passageiros que sao condolidos nos vapores, por
que all lem as suas relaefles commerciaes, esobre
ludo domeslicas e de familia : he no Porto, repito,
qn tem tido desenvolv ment esla gigantesca em-
preza, combatendo com as eslrangeiras, e silo as di-
recres no Porlo, que a lem elevado ao seu actual
desenvolvimeiilo.
He falso, por tanlo, quo a directo teuha so de
gerir a administrante de um pequeo vapor nem
que seja ponen juslicavel a qnola da commisso.
Mas he tambem falso que a direccao venca 4 por
eento dos lucros lquidos, vence conforme o arligo
19 dos estatuios a commisso de um por eento sobre
o produelo liquido de freles e passageiros.
Ou o articulista nao le bem, assim romo.nao con-
ta bem, ou ao contrario nao escreve bem, porque
escreve com menos boa f.
Sao falsas todas as apprehenses do articulista so-
bre a inteligencia do arligo 25 que diz bem clara-
mente : n llavera um fundo de reserva, e para a
^. sua crearte separar-se-hte animalmente i por
cent (oole-se bem) do cusi primitivo da* embar-
n cacoes da companhia.
rNao he, pois, de 5 porcenlo, nem tem de sabir do
capital nem do liquido nem do illiquido, e sao fal-
sos os reeeios de qu os accionistas tenham de ser
onerados para compra de novos barcos. O articu-
lista ignora al o principio de dreilo oommercial,
de que os accionistas das companhias anonvmas nao
respondem por mais do que o capital das acces por
que subscrevem.
Quanlo i economa da administrarlo, perlence
isso aos accionistas cm assembla geral; mas cum-
pre-me desde ja lepellir essa malvola insinuarte,
declarando muito solemnemente, o sem receto de
ser desmentido no local e occasiao compele ole, que
a mais sevtra economa lera sido attendida pela di-
reccio e por esla delegado, nos pontos em qne essa
severidade he adoptavel ; nao se faltando ao Irala-
mento devido aos passageiros, nem conservarte e
melhor arranjo dos navios da comp?nhia.
. .Espetas/, redactor, que era desaggravo. da deje-
sacao da i^recco da companhia de navegacao a va-
por Luso-Brasileira, nesta cidade, se digne publi-
car esla caria, pelo que lhe tirara inuilo nbrigado
como De V. ele, ele. O delegado da direccao,
7o.e Joaqnim' de Mendonca.
Lisboa 27 de fevereiro de 1855.'
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
t)s Eslados-Lnidos robiram a possessao da Cuba,
que os Hespanhocs naturalmente inleressam inuit*
conservar. Nao se pode saber qual ser o resultad
do desrjo que a federarte tem de juntar aos seus tri-
la e dous estados aquel la magnifica illn tjo justamen-
te chamada a perola das Anlilhas. Sem tratarmos
porm deste objeeto, procuraremos indicar a impor-
tancia actual da Cuba, mostrando quanto vale pe la
suas produeces e pelo seu commercio.
Em primeiro lugar mostraremos a sua populacao.
A Cuba, o maior terreno do arcbipelago Colombia-
no, e pode dizer se n mais frtil, o mais seductor
pelo sen admiravel clima, contava, segundo o ulti-
mo recenceamento ;1850J 945,000 habitantes : islo
he, 460,000 hranci-s pouco mais ou menos, e 185,000
de cor, dos quaes um quarto aproximadamente eram
lvres e Ires quartos escravo. Calculou-se que
desde 1790 o augmento de dez em dez aunos da po-
pulacho tinba sido na Cuba de 29 h. Segundo Mi-
guel Chevalier, o augmento nos Estados-Unidos, se-
ria em igual poca, de 35 b. A differtinea enlr c os
dous paites n,1o seria pois muito consideravel, se st
nao tivesse ein cotila os immensos recursos que o oes-
te americano offerece as emigrarites, e convem ac-
crescenlar que a Cuba poileria ainda entregar
cultura um quinto do seu solo. He verdade que o
trafico, apezar das inlerdicroes officiaes, ainda re-
mita alguina cousa para a colonia ; ainda qoe nao
sabemos o que all se introduzir.i boje clandestina-
mente em negros: parece que em 1814 all enneorre-
ram 10,000 negros, numero que tm diminuido suc-
eessivamente, porque em 1850-51 ficon reiluzdo a
5,000. Este anda he muito consideravel. No Brasil,
a represso do trafico tem sido mais ellicaz e de nm
cffeilo mais lapido; de 56,172 negros inlroduzidos
em 1847, o numero lem desanido, diz-se al 1851 a
,287.
Apezar da indolencia que naturalmente produt
nos colonos hespanboes, a extrema fecundidade do
seu solo e as voluptuosas dojuras do sed helio co,
a Cuba be actualmente rica emofUcinas eestabeleci-
menlos agrcolas; em 1827, nao se conlavam mais
de 500 fabricas de assucar : mas cm 1816 a cifra su-
ba a 1142! O numero das herdades nao era na pri
meira poca maior de 13,917, e na secunda chegava
a 25,292. As grandes explorantes de tabaco fvegas)
passaram de 3,531 a 9,102. He necessario aceres-
centar a estas cifras 5,512 predios, 1,670 caferos
i'aqui houve dminuicao porque em 1827 eram 2,061)
69-herdades de cacao, 14 de algodao, 1,734 fabricas
ruraes, otarias, disliladores, latinaras. Tornos de cal,
etc. A rar^i bovina contava 1,027,313 calieras, a*
quaes se devem juntar 244,727 cavados e mullas.
As minas cuja existencia era contienda na ilha su-
ban a 112, das quaes 86 de cobre, 7 de petuleu, i
de prata e o resto de carvSo de pedra ou de ferro, a
maior parle infelizmente por explorar.
Quanlo a prodcete dessas pasenlos de riquezas
de ooro qne incommodavam-no para ver ; mas qoe
serviam-lhe para encubrir o jogo das pupillas. O
nariz e a bocea induziam a crer que elle fdra outr'-
ora assaz bello.
Era um velho demaneiras discretas polillas ; po-
rm nao sei porque seu aspecto nada tinba de res-
peitavel. Temos contiendo patifes de idade avan-
zada que infiiiniiam respeilo com suas caas.
A marqueta eslava bella de urna maneira diversa
de ouir'ora ; mas eslava igualmente bella. Ha mu-
Iheres de brome que nao envelhecem nem pela ida-
de, nem pela dr, nem pelo prazer. Parece que a
alegra, o soiTrimenlo e os anuos passam sobre sua
fronte predestinada como as injurias impotentes da
borrasca sobre a eterna belleza dos marmores anli-
go*. Bem pouca genio jactaya-se de saber justamen-
te a idade da marqueza : ella era moca porque era
to bella. Na> havia tez juvenil que pode-se vencer
a brilhante pallidez de suas faces. Seus labios rosa-
dos e graciosos naravam vivamente como um coral
esculpido. Ella sorrui rara vetes : aquellas que
sorriem muilas vezes nao sabem o que fazem.
A marqueta sabia o que fazia. Seo encanto resi-
da em seus labio adoraveis ligados ao nariz por
dous lindos traeos formando covinbas, cujas sombras
o sorriso apagava. Sua graja resida na impercepti-
vel conlrarrte de sen naiiz cor de rosa, na suavda-
de seria de seo perfil, na delicadea do queiio, no
contorno exquisito da lace, na llexiblidade do pes-
coco e no capricho de suas orelhas alvaa debaixo das
trancas negras e liizida* de seus cabellos.
Seu poder eslava cm leus olhos : ella podia quan-
lo quera. Ahumas pessoas acrusavam-na de pra-
licar a rasqulharia mourisca, e Ungir de preto o in-
terior *.is palpebras, 13o profundamente assombra-
va-lhe o olliar a franja de suas snhraucelhas bastas e
arqueadas. O branco de seus olhos tiugia-sa leve-
mente de azul, e sua popula larga tiuha a cor de
ail sotiibria dos amibos esmaltes de cavallaria, A
primeira vista pareciam prelos : era. o sorriso que,
penetrando como um raio sua transparencia, accen-
dia no fundo das rbitas nao sei que claridade, ines-
perada e victoriosa. A marqueta continha seu olliar
bem como refreiava seu sorriso.
Cada um de mis conhece urna mulher que poderia
chamar-se Astrea. llavera duas? Para a maior par-
te das mulheres, Tallo das bellas e nobres, esse nomc
de Aslrea seria grotesco bem como o capacete com
pennacho de um couraceiro sobre a cabeciohn de
um menino. Esse nome pareca escripto na fronte
radiante c serena da marqueza, a qual trazia-o como
um diamante. Pareca impossivel achar-lhe ootre
nome.
O raio de purpura que abrazava-lke as faces e a
fronle vinha du sol do outono. Debaixo desse refle-
xo ardenle adevinbava-se sua pallidez. Eslava tran-
quilla e quasi pensativa.
Em todo islo, disse ella, nao lhe pedir!, ao
menos he provavel que o nao faca, esses serviros qoe
exigem urna dedicacao sem limites.
Tanlo peior para mim, linda svnhora... quiz
inlerromper o velho.
Mas Astrea fechou-lhe a bocea com om gesto, e
lornou :
Meo Dos, nao sao pura tiente negocios. Vmc.
me servir sem incommodar-se, sem arriscar nada, e
ser recompensado como se tivesse revolvido monta-
nhas. Sei que recu'.ou tua intervencte rondessa.
A senhora condessa de Morges, disse Mr. Gri-
dainecom modestia, he urna mai excellente.que pro-
cura a felicidade da fillia... mas...
Mas s ofierereu dous mil escudos, meu charo.
Ah como pode a senhora pensar 1...
Seis mil francos, quando Irata-se de tantos mi-
Ihites !... Cotilleen a riqueza do senhur duque... He
tal que se nao sabe que se faca della I... Por isso re-
compemarei a todos generosamente.
lerritoraes.cujo valor era estimado | menos as minas)
em 323 milbOes, nao pederemos melhor dar urna idea
do que fazendo conhecer as expodacoes dos tres
productos que s por si constituem quasi toda a for-*]
luna da Cuba, a saber, o assucar de que a ilha colhe
(res vezes mais do que as duas anlilhas francezas e
Bourbom reunidas, depois o caf e em seguida o ta-
baco. Vejamos duas pocas comparadas :
Termo medio do 1811-45 assucar 118 milhoes de
kilog., em 1852, 282 milhoes; melasso, 61 milhoes,
contra 100; caf 15 mi Ilutes contra 8 e meio ; taba-
eo em folha 3 contra 1 e meio.
Como se v nicamente o caf diminuin e pode
prever-se que este producto ainda enfraquecer mais
de futuro, em consequenca da colheila mais pro-
ductiva da canna. Aos 4 milhoes e meio de kilog. de
tabaco em folha que a Cuba expedio em 1852, con-
vem accrescentar 181.610,000 charutos, e mais
1,817,000 caixas de cigarrlhas. Tal he a immensa
quanlidade de (abaco que a Cuba remelle para to-
das as partes do mundo. Porque pode avaliar a el-
idiste de terreno de nicoltana que lie necessario
cultivar e explorar para obler islo. Jote Nicol
quando, ha Irezenlos annos, envinva a Calharina de
Mediis as primeiras amostras de petum, colhido na
ilha de Cuba, eslava sem duvida rouge de prever o
admiravel successo desle vegetal, enlato 13o aprecia-
do nicamente dosselvagens, e boje um dos apana-
gios os mais dislinetos, apparenlemenle, da civilisa-
5.1o. E convem observar que esla vasla' exportante
da Cuba, em nada impede Haanburgo c Bremen de
(irar partido da grande reputacao do puro Havano*
para Irazer aos mesmos mercades tanto ou mais ta-
baco da Allemanha ou hngaro perfeitamenle em-
pacolado em caixas de escrupulosa imitacao hespa-
nhola, e revestido da irrecusavel etiqueta das fa-
bricas bavanezas. A eonfianca he urna cousa ma-
ravilhosa.
Se ao assocar, ao caf, lbaro, melaco, se junla-
rem 25 a 30 mil lonnes de mincraesde cobre, 2 a 3
milhoes de madeiras de campeche, de cedro, e de
acaj, tii a 50 mil hectolitros de rhum, lem-se
quasi toda a exportarn da Cuba, que no seu con-
junclo, a exceptan do calo, como se vio. lem dupli-
cado no decurso dos ltimos vinte annos. Examina-
remos agora os valores das Iransacces da colonia.
Para o termo medio dos cinco annos de 182(130,
o commercio exterior da Cuba, que principalmente
se concentra nos portos da Havana, Santiago, e de
Matanzas, dio reunida a impnrlac.ao a exportacte,
um total da 152 milbOes de francos ; dez annos de-
pois, islo he, lermo medio de 18360, chegou a
217 milhoes ; ainda dez annos mais larde (181650)
foi de 282 millntes ; finalmente em 1852, 309 mi-
HiOcjs; ou o quinto pouco mais ou menos do com-
mercio dos Estados-I 'nidos. Houve pois em 20 ou
22 annos, um augmento de mais do dobro.
Ser a mctropolc, a Hespanlia que rccolbe todas as
vanlagens dcste commercio ? Nao nos parece : in-
da quo eslejam reservados privilegios han leira na-
cional, qne nicamente effeclua o movimeulo enlre
a Cuba e a mi patria, ou pode ser mesmo que em
consequenca do prupro rgimen colonial, a somma
las transacr,es que fazem entre si, nao excedeu cm
1852, a76 milbOes. Esla be apenas um quarto da
cifra total, pertencendo por consequenca ao eslran-
geiro as oulras Ircs'quarlas partes.
Os Eslados-Undos figurera em primeiro lugar:
110 milbOes em 1851, em 95 e 1852, dos quaes 2
jerbos na exportarte da ilha : depois aprcsenla-se a
Inglaterra c Allemanha : e a final a Franca com 15 a
50, ainda que tambem se deve comprehender nesle
movimento Porlo Rico, o segundo das Anlilhas hes-
panbolas, e que sem igualar a importancia da Cuba
be lambem de urna grande riqueza e de uma.nola-
vel fertilidade.
A Cuba he um excellente mercado para os vinhos
e sedas, para as obras do melaes, luvas e perfumaras
ale, e na ilha exislem solidos estahelecmcntosfran-
cetes em numero de 80 a 100 que de certa maneira
tornam urna especie de colonia de operarios daquel-
la liarlo. Mas de fado, pelo que respeila o com-
mercio e a industria, os Estados-Unidos leem reco-
nhecidamente na Cuba urna inconleslavel prepon-
derancia. Sao elles que depois da Hespanha all1
efTcrluam a maior parle dos transportes martimos ;
cm 911,695 lonnes trnnsporlados, conlaram quasi
melade (144,3891; cm 499 navios entrados em Ma-
tanzas, o pavilhao mtricano figurava em 323; em
Crdenas, tremulava em 380 sobre 414. He aquelle
paiz que importa a maior quantidads de assucar,
caf e tabaco da ilha : lio elle por consequenca que
all conduz as maiores quanlidades do ferrabas, de
bacalhao, carnes salgadas, quinquilleras, machinas,
objeclos de merciaria, e lambem como objeeto prin-
cipal, os mais habis conlramcstes, os mais perseve-
rantes agricultores, e os melhores operarios que
empregam us numerosos estabelecimentos e herdades
da colonia: finalmente sao as.casas americanas esla-
bclcciilasem Cuba, especialmente sobre o liltoral
ot le, qae desenvolvem mais aclividade commercial
na Iba, alm disso vivem no paiz iniciando-o no
espirito das emprezas, descobrodo all um caminho
aos engenheiros, aos hiechanicos, aos carpinleiros,
aos serradores eou Iros artistas da federacao que gra-
bas a procixidade e multiplicidade dos trajelos, po-
llera fcilmente dirigirem-se all, sem se deraorarcm
na ilha mais de 6 ou 7 mezes de trabalho, nao sen-
do nbrgados a incommodar suas familas cum os
transportes e podendo eontentar-se com salarios me-
nos elevados.
Desla'maneira pouco a pouco, sem arlilbara,sol-
dados nem diplmalas, pode verificar-se na Cuba
urna especie de invasao americana.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
------ IIIBIII ------
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMRL'CO.
PARS.
7 de abril.
Urna cerrarte espessa envolve ha quinze dias o
A lodos disse p velhinho cora inquietadlo, is-
so be muito, linda senhora... e pode-se receiar que
a divi*ao dos capitaes.... Mas nao fallo por mim....
minlia modestia c meu desinleresse sao condecidos...
Obrem os oulros por um senlimenlo de abjecla co-
bira, eu compro minha voracn de servir as mulhe-
res... Cerlamcnle um bomem deve ler com que
manter sua familia ; mas a riqueza nao d a felici-
dade, e meu nico desejo be ir acabar os dias no
meio dos campos .. nao longe... em Bas-Meudon ou
na aldea Lcvallois.
Dar-lhe-he com que comprar a mais magnifi-
ca choupana do mundo, meu diaro Gridaine, disse
a marqueza sorrindo. Vamos ao fado... Vmc. sa-
be qoe o senbor duque perlence muito indirectamen-
te a grande familia de lio-tan da Bretanha.
Muito indireclamenle, sim.
Aslrea lam.-.m um olliar ohliquo aobre o sof em
que Francisco roncava como um justo, e conlinuou
abaixando a voz
Sabe que o nico herdeiro dessa familia he o
lillio daquelle bomem 1
O ti 1 lio do senbor marquez... lenhooovido fal-
lar disso.
Ouvio fallar lambem do que passou-se no an-
ligo caslello dessa familia cm 1835 *
Urna noile terrivel disse Mr. (iridaine, urna
noitc que dara materia para um bello drama !...
Qoem ennlou-lhe essa historia '.'
l.apierre... e outros.
Noile terrivel com cITeilo, lornoo Astrea sem
perturbar-se. Eu era menina entao ;.porm jamis
me esquecerei disso. Os guardas da alfandega de-
ram tiros loda a noitc. A marqueza velha linha
morrido nessa larde. Era minha madrinlia, senbor.
Meu primo o marquez Antonio foiachado modo com
o seo servo Sulpicio.
Sulpicio repeli Mr. Gridaine, acaso...
Era o pai delle.
mundo poltico, e osespirilos mais perspicazes cami-
nham as apalpa deltas a maneira de cegos. Na mi-
nha ultima carta disse-lhe, que o imperador se es-
lava preparando para partir para a Crimea. Posto
que nenhum acto ofllci.il lenha annunciado esla
cvenliialiilade, lodavia ja nao era um segredo para
ninguem. Se o imperador se callava, os fados fal-
lavam por elle, lodos os dias caixas cheias de
objeclos para o servico pessoal de S. M. eram di-
rigidas i Marselha e a Tontn ; os ravallos das es-
tribaras iniperiaes ja se acbavam cm Lyon, o com-
mandanle da Rainha Hortensa tinba recebiilo or-
dem para estar promplo ; depois de urna revista
da Bliardl imperial, que parta no dia seguinte para
a Crimea, o imperador convidara ns officiaes para
um punch. A imperatriz que nao pode asslslir, em
consequenca de urna pequea indisposicao, man-
dara dizer pelo camarista, que receberia os officiaes
cm Constanlinnpia ; osjornaes desla cidade s fal
lam nos immensos preparativos ordenados para a
recepeo de S. M. em dous magnficos palacios
que o sulbte poz a sua di-pn.ir.lo ele", ete. Fra
necessario grande obstinarlo para no acredilarmos
n'uma partida mu prxima. Mas," eis que de re-
pente um boato extraordinario comeca a espalhar-se
misteriosamente no publico ; dizem que a grande
viagem ao Oriente se converleu n'um passeio a In-
glaterra... Esta noticia nao ha sido geralmente
acreditada ; mas em ceda manhaa o Monileur faz
desapparecer todas as duvidas. annunciando que a
rainha Victoria convidou Inglaterra o imperador
e a imperatriz, que presumem achar-se era Lon-
dres no meiado do mez de abril. Alguroas pessoas
bem informadas accrescentam, que a visila de Na-
poleao a Inglaterra lem por alvo duas cousas : re-
ceber a ordetn da Inglaterra, e convidar a rainha
Victoria e o principe Alberto, i vir a Paris no mez
de maio, alim de assislirem s fesla da exposicao
universal. Desta forma, a viagem ao Oriente esl
lao demorada, que se torna inteiramente impossi-
vel. Ao mesmo lempo, eis ainda orna vez os gra-
ves diplmalas em Vienna sentados diante da mesa
do lapete verdo, aparando as pennas, e segundo di-
zem, decididos a nao deixar as poltronas antes de
ler assignado a paz do mundo : mas por oulro la-
do, os embarques de tropas o de municOes de guer-
ra cm Marselha e Toulon, continuara como daules ;
urna parte da esquadra ingleza, mais formidavel do
que nunca, ja passou o Sond, aguardando o derre-
limenlo do glo para comer.ar oulra vez a campa-
nil i no Bltico... O que deveremos crer e pensar
de todos esses Tactos que se contradi tem Tentemos
por alguma ordem nesle cabos.
Escreveudo ha poucos dias o presidente da c-
mara dos lord* a um dos seus amigos polticos de
Paris, resuma da maneira seguinle a siluac.io actual
das grandes potencias occidentaes, a respeilo da con-
ferencia de Vicua ; Tudo me conduz a crer, que
a paz boje he infallivcl: a Russia desoja, a Aus-
tria exige, a Prussia implora, a Inglaterra quer, a
Francasujeila-se. n
Creio, sem difh'ruldade, que a Russia desejo a
paz: o seu commercio esl destruido, as suas li
naneas*exhaustas, as suas inelhnres tropas declina-
das pela guerra e pela enfermidade; mas, apezar
do estado a que seacha reduzida, possue imoiensos
recursos que lhe permiltem prolongar indefinida-
mente a lula; por oulro lado ainda nao ha soffrido
nenhum desses graves revezes, que obrigam a acei-
tar condires humilbadoras. Se o exercilo adiado
lem alcanzado algumas vanlagens parciaes, com lu-
do nao lem dado um passo para diante, e sempre
se conserva em frente de Sebastopol consumindo-se
em esforcos at o presente infructferos.
He igualmente verosmil, que a Inglaterra queira
a paz. Esta guerra demonstran os vicios orgnicos
da sua administrarte, e peranle o mundo deslruin-
Ihe o prestigio, assim como a forja militar. ^Mas
a Franca, que lem provado ainda urna vez no Ori-
enle a superioridade inconleslavel de suas armas,
podera ella soflrer urna paz que nao fosse precedida
da destruirte de Sebastopol 1 Mil vezes rite. Se
Napolco a condemnasse a semelbanle ignominia,
em breve ella o ex pe liria de seu gremio, como in-
digno de governa-la.- Se na sua poltica interior
temos sempre condemnado as suas tendencias au-
tocralicas, llevemos fazcr-lbe a juslca de reco-
nbecer que na sua poltica internacional se lem
mostrado sempre demasiado zeloso da dignidade do
paiz ,para que se possa, al que (cubamos orna pro-
va do contrario, suspeila-lo boje de querer abando-
na-la. Com tudo, be cerlo. que depois de alguns
dias, alguns jornaes ministeriaes bao lentado pre-
parar a opinio publica para aceitar a paz sem
a destru rao de Sebastopol. A partida de Mr.
Drouyn de Lhuvsnosso ministril dos negocios cslran-
geirospara Vicua, tem sido interpretada nesle sen-
tido. Algumas pessoas que se presumem bem in-
formadas, julgam que Mr. Drouyn de l.huys deve
dizer o seguinte Russia : anles da gnerra, a
Russia tinba em Sebastopol dezenove navios ; inet-
leu a pique onze ; pois bem, deve guardar os oito
que lhe rost ,ni, e comproinellcr-se a nao construir
navios, e trataremos com ella, n Mas a Russia ja
foi sondada a este respeilo, e responden categri-
camente que pretenda permanecer como senhora
dentro dos seus dominios, c qne tinba a necessidade
de loda a sua esquadra para proteger as suas pos-
sessoes do Mar Negro. Pensara oulras pessoas, e
com mais rat.io, em nosso pensar, que Mr. Drouyn
de Lbujs ha sido enviado Venna para propor um
ultimtum definitivo i Russia e encerrar as delibe-
rares da conferencia. Mas, se como ludo indoz a
crer, a Russia recusar esle ultimtum, nao ver a
Austria nisto um pretexto para nos desamparar '!
Faram l o que quizerem, a situarte esl prenhe
de perigos, e a paz, apezar da opinio do presidente
da cmara dos lords, he menos possivel do que
nunca.
A conferencia de Vienna, cujo comero tinha dado
tao bellas esperances aos amigos da paz, achou-se
O pai do doutor ?
Mr.Gridaine encheu as bochechas, e disse :
Ah apre !
Depois acrescentou esloovadamente :
o doolor nunca lhe fez diabruras, senhora,
elle qiie*|iassa por feiticeiro '!
Porque motivo me quererla o doutor mal".' per-
gunlou As(rea franzindo as sobrancelhas, nesse lem-
po eu linha dez ou dote annos.
Justamente, disse Mr. Gridaine com precipita-
cao, a senhora era menina... Demais como teria po-
dido tomar parte em ludo isso ?
A marqueza nao ergueu os olhos para elle, pois
nao necessilava de observa-lo para adevinhar-lhe o
pensamenlo.
J que fallamos de Sulpicio, conlinuou ella,
levo fazer-lhe observar que o doutor tem grande in-
fluencia sobre n senbor duque.
Mas essa influencia, respondeu Mr. Gridaine,
nao pode ser comparada com a da senhora mar-
queza.
Essa he boa !... Demais sao duas influencias
de urna ordem inteiramente diversa... O senbor du-
que, bomem inlclligenle e generoso, dcixa-se levar
voluntariamente de certas ideas, caprichos...ju dira
quasi nicninires.
Isso he proprio do todos os espiritos grandes,
linda senhora.
Evidentemente... o senbor duque lem a paixo
de lgar-se aos ttoslans...
E a senhrra marqueza, ajudando essa idea,
quer dar-lhe o herdeiro e a berdeira dos fidalgo*
hreles. alim de que elle os faca seus legatarios uni-
versa es.
Engana-se, Mr. tiridaine, disse Astrea. O doo-
lor Sulpicio foi o primeiro que leve esse pensamen-
lo... Eu so proenrava o herdeiro... Para que a ber-
deira ?..,
embargada sbitamente na discussan .la terceira ga-
ranlia que lem por fim limitar o poder da Russia
no Mar Negro. A Russia nao quer ser limitada.
Como os nossos diplmalas nao sabam como llevara
sabir desse embaraco, approveilaram-se da semana
'anta para ricscancar : continuaran! os seus traba-
Una a 10 de abril. Dar-se-ha caso que tenham en-
contrado nesle momento um meio para sabir das
dfliculdades em que se achara collocados ? V-Io-
hemos.
S a espada dos nossos soldados poderia corar esle
n gordio que a diplomacia he impotente para des-
alar : mas desganadamente nada progrede na Cri-
mea. Extenuamo-nos em (erriveis combates de pos-
tos a v,mead os. mas esteris. Segundo a expres-
sao de lord Ellemboroug nao podemos uem avanrar
nem recuar, temos sollados, mas faltam-nos che-
les: he um exercito de leOes commandados por um
asno. E comtudo o lempo vai passando. Se espe-
ram, o grande calor ser mais homicida ainda do
que o fri de Janeiro e fevereiro.
As planicies da Crimea sSo um immenso cemile-
rio. Ascxalacijcs ptridas de 30,000 cadveres,
de mais de 3,000 ravallos pela mor parte enter-
rados flor da Ierra podem produzir a peste sem
embargo da cal com que sao coberlns. O cousclbo
sanitario do exercito alliado declarou isto formal-
mente no seu ultimo rela'.ono. Para obviar a esta
terrivel perspectiva, dizem que se decidi que na
approximacte dos grandes calores so deixaria o cabo
Chersoneso.e se ira atacar o exercito russo era cam-
po raso. Mas ainda aqui se apresntara novas dtlli-
culdades. Se osalliados deixarcni as hordas do mar,
lirarain privados dos soccorros da esquadra : como
ser oexercito abastecido n'um paiz inimgo, ja de-
vastado pelos seqs proprios possuidores 1 Estas con-
siderarles mui graves inspiram certa crenca nos
boatos de paz,que os governos franrez a inglez dei-
xam circular depois de alguns dias. Releva coofes-
sar que, aquellos que dirigen) esla guerra, bao liado
pravas de incapacidade e imprevidencia, e lem as-
sumido urna mui pesada responsabilidade sobre as
suas caberas.
Ja lhe lenlio fallado por varias vezes as diversas
causas que embaragavam as operantes militares na
Crimea,na incapacidade dos chefes em suas rivali-
dades, nos ciumes entre os difiranles corpos de tro-
pas ; pois bera, se devenios dar crdito s queixas
dos nossos soldados, fora mi.ler arcrescentar-se a es-
las causas a Ira inte de um dos nossos geueraes de
dvisao. o general Forey. Segundo as informacoes
que me foram ministradas por officiaes que ebegam
da Crimea,o procedimenlo desle general di grande
verosimilbanra a esles boatos mais bu menos Calum-
niosos. Primeramente se moslrava mui raras ve-
zes em publico ; ao passo que officiaes e soldados
trabalhavam as Irinchoiras debaixo do fogo ajas
bailas e dos obiizcs, com os ps na nev, azurraga-
dos pelo venlo do norle, o general Forey dcscanca-
va plcidamente em sua tenda ; por isso o denomi-
nar, un o general Resl au Camp.a Elle linha o
commando das trineheiras, posto honroso e perigo-
so, em que os chefes devera dar o cxemplo ; nunca
seaprcsenlava no lugar que lhe compela.
Subi islo a tal ponto.quc os soldados indignados
de semelbanle comporlaincnlo inquallificavol li-
uliam afflxado as trineheiras um pasqnim conceb-
do nos termos seguinles : dito se cinle francos de
recompensa a quem encontrar o general Forey as
trineheiras. Como ae acbasse jnais prximo do
|Ugar sitiado, era elle quem recebia os parlamenta-
res russos para todas as comraunicaces relativas s
trocas de prisioneros e ao cnterramenlo dos morios.
Estas communicacOes se operam ordinariamente
no campo e nos poslos vaneados ; mas o general
Forey tinba ordenado todos os officiaes, que lhe
Irouxessem os parlamentares a sua tenda, onde di-
ze.n que elle os recebia sem (eslemunba. Alera dis-
so, os soldados linham observado que os obuzeseas
bailas russas que chuviara cm loda parte.como gelo,
sempre respeitarem a tenda do general Forey;
quando os trabalhos exigiam que elle mudasse de
lugar, a mesma felicidade o acompanbava. O juga-
dor que nunca perde, acaba por. fazer suspeitar a
sua lealdadc. Assim, os soldados diziam em alias
vozesqueo general Forey eslaya vendido Russia.
Os correspondentes dos jornaes ingtezes se tornaram
echo desses rumores. A posicao do general torna-
va-se impossivel na Crimea, por isso enviou imme-
dialamenle a sua deaaissao ao imperador. Mas co-
mo o general Forey he mohecido pelos seus antece-
dentes realistas, nao se lem querido que a sua reti-
rada o ponba disposcao deste partido.
Assimasuademissaofoi recusada,e o enviaram pa-
ra a Algeria para commandar a provincia de Oram.
Esta mudanca jie urna verda leira desgraca; porque
o novo posto que lhe foi confiado, era oceupado por
um general de brigada, o Forey era general de di-
visao. ,
Depois de algum lempo numerosas prses se ope-
ravam myslerosamente cm Paris c nos departamen-
tos do Meio Da. Hoje a polica julga ler adiado o
fio d'uma vasla conspiradlo democrtica, segundo
uns, e legitimista segundo outros. Esta conspirarlo
teria por fim assassiuar ao imperador no caminho de
ferro de Ly3o a Marselha, quando elle deveasentra-
vesia-lo para ir Crimea. O qne fazia suppor a
complcidade do partido legitimista, he que mui
grande numero de padres tem sido presos, e sabe-se
que estes senhores sao mui pouco demcratas. '
Dizem que o conbecimenlo desla conspirante nao
se tornara publico, e que todos os individuos reco-
nhecidos criminosos pela commisso secreta encar-
regada de inlerroga-los, serao administrativamente
deportados para a Cayenna ou Argel. He pos-
sivel que esle aconlecimcnle nao seja stranho au
adiamento sbito da viagem do imperador Crimea.
Na minha ultima caria fdlei-lhe na recepro de
M. Berryer na academia franceza. He de uso que
o novo eleilo v apresenlar o seu discarao ao sobera-
no. Como esle acto cuntrariasse s susceptibilida-
des polticas de M. Berryer, elle escreveu a M. Morc-
quat, secretario do imperador, invocando para ser
dispensado da sua visila s Tulherias, o servico
que, ha quinze annos, tinha prestado ao imperador,
defendendo-o diante da corle de Paris, depois do al-
lenlado do llolugne. M. Morcqual lhe dirigi em
resposla a cada seguinte dictada evidentemente pe-
lo proprio .Napolco.
ir O imperador lamenta que, em M. Berryer, as
inspirantes do hornera poltico o tenham collocado
cima dos deveres do acadmico. A sua presenca
as Tulherias nao loria causado o embaraco que pa-
rece temer. Da altura em que se acba collocado,
sua mageslade s teria visto noeleito da academia o
orador e o eserptor ; no adversario de hoje o de-
fensor de outr'ora, ele., etc.
N'uma palavra, os oulro* acadmicos sao muito
menos puritanos quo M. Berryer. M. Guisol he
muilas vezes obrigado a ir s Tulherias appresenlar
os volos da academia de que he secretario : nunca
se dispensa desla formalidade. Sempre troca algu-
mas palavras cora o imperador. Na sua ultima rece-
pcSo, depois que proferio a tua raensagem, Napo-
lco lhe disse : eniao M. Guisol que penaa da
situarte actual'!Senbor, respondeu o anligo mi-
nistro de Luiz Filppe, ha um anno dous bomens
da Europa tinham as maos a paz ou a guerra ; ho-
je apenas existe um. O cumprimento ha sido bera
feito. Dar-se-ha caso qoe M. Guisol lenha deseja-
doser ministro de Napoleao III ? Nao seria impos-
sivel. M. Guisol he um (lestes homens de eslade,
que se nao podem, consolar de nao estar no poder, e
que seriara capazes de mui insignificantes concec-
ses para ah subir. Mas he pouco provavel qoe Na-
poleao recorra aos seus sefvicos.
O mez passado urna polmica bastante furiosa le-
ve lugar entre M. Tbiers e M.Veron, a proposito de
urna narrac.io inserida no quinto volume daa Me-
morias de um Burguez de Paris. Nesla narrarlo
allirma M. Veron que, desde o mee de Janeiro al
13 de jonho de 1849, a conslilinte foi especialmen-
te ameacada pelos chefes do partido moderado, e
que al urna conferencia leve lugar em casa de M.
Tbiers com o general Changarnier eo conde deMor-
ny para embargar os meios de execuc,ao de um gol-
pe de estado. Ah, segundo M. Veron, disculo-se
primeiramentc o nome dos personagens polticos
que se deveriam prender cm primeiro lugar e con-
ducir endeia. A priste do coronel Charras foi deci-
dida por unanimidade. O general Changarnier pro-
pz a dn general Cavaignac : M. Tbiers se oppoz a
isto, em considerante dos serviros que elle tinba
preslado ao paiz nos dias de junho : mas exgio,a
prisao do general Lamorcicre, como sendo urna ea-
hera escaldada em poltica. Changarnier defendea-o
c insisti pela prisao de Cavaignac. Entao o conde
de Morny se exprimi da maneira seguinte : a em
lempos de perturbantes, prender" um bomem de
pirtido he prcslar-lhe servicos; he preserva-lo de si
proprio, he lirar-lbe a responsabilidade para com o
seu parlido, he proteger a sua pessoa. Por tanjo, a
minha opinio he prender o coronel Charras, os ge-
nera'es Cavaignac e Lamoriciere. Sabe-se que no
2olpe de estado de 2 de dezembro, M. de Morny,
fiel ao seu systema preventivo, era vez de prender
tres maodou prender a lodos cinco, e depois a M.
Tbiers c a Changarnier.
Esla narrarn reproduzida com oslenlacao no jor-
nal l'resse commoYeu a M. Thier e a seus amigos,
os quaes publicaran! urna ola para negar o fado :
M. Veron confirmou-a pela sua parte. Nova carta
de M. Tbiers, acnmpanhada da resposla de M. Ve-
ron reforjada esla vez pelo leslerauuho de M. de
Morny, concebida uestes termos.
a Os fados incoutroversos que referi as memo-
rias da um Burguez de Paris sao da mais escru-
pulosa exaclidao.Assignado Moray.
Nesla mesrva larde, M. Tbiers publicava urna no-
ticia e ultima caria, na qualsustentava a sua nega-
tiva da maneira a mais formal.
x Allirmo, dizia elle, que na assembla consli-
linte, como tambem na assembla legislativa, fui
seraprc contrario s medidas violentas ; que sempre
coosiderei a legalidade como o recurso mais seguro
contra a desordem, a nica que nao expe a erros
dolorosos, ele.'
Por sna parle o general Changarnier dirigi do
exilio ao retador era chefe da Preste a carta seguin-
te, verdadeira bofetada donrada sobre a face de Mrs.
Veron e de Morny : "
Matines 21 de marco de 1855.
Sr. Redactor. Um dos meus amigos, que lhe
entregara esla, commonicou-me hoje as cartas re-
ce lilemente publicadas cm sen jornal pelo autor das
memorias de um Burguez de Pars por fl. de Mor-
nx e M. Tbiers.
Desminlo completamente as duas primeiras per-
sonagens, as quaes conslruiram om pedestal reci-
proco para insultaras victimas da trairaoedo crime.
Changarnier.
Esla carta encerrou a discussSo : Mrs. Veron e
de Morny guardaram prndenlementc a bofetada de
M. Changarnier. Esta humildade chrislaa nao ad-
miran a ninguem. Os amigos de M. Morny disse-
ram para justifica-lo, que seus deveres do corpo le-
gislativo obrigavara-no a nao deixar Paris ; mas
que, depois de terminada a sessao, elle se transpor- '
(aria a Blgica, afim de pedir ao general Changar-
nier reparante do insulto.
Ultimas noticias.
Um despacho de Vienna annoncia qoe M.
Drouyn de I.houys chegou no dia 5a esta cidade.Ap-
parecem sopposices as mais contradictorias sobre o
objeeto da sua missao. Exisle urna bastante eslra-
nha, e qoal os homens polticos prestara certa f.
Segando as instrocroes, M. Drouyn de I.houys devia
ceder Russia todo que a Austria lhe aconselhasse
que cedesse ; mas em compensado, depois de feila .
a paz, a Austria se obrigaria a reunir em Paris nm
congresso de soberanos. Esle congresso dever re-
fazer o tratado de Vienna de 1815, mas tem trans-
Justamente, justamente, disse Tudo-para-as-
Mulheres inclinando-se ; para qoe a berdeira '.'
A herdeira be apenas a filha bastarda do mar-
quez Antonio e de sua prima, disse Astrea com du-
reza ; nao lem dreilo algum ao nome nem heran-
ni. Mas o senbor duque assim o quer, assim deve
ser.
E o herdeiro ?
Nao conhece o joven senbor Fernando de
Rostan ?
Por l.apierre e pela vuva Rio, respondeu o
velhinho sera poder reter um sorriso ; sei que elles
estn prompto- para atlestar sua idenlidado. Esses
honestos servos nao perderam-no de vista um s ins-
tante desde o dia do sea nascimenlo... Mas u doutor
Sulpicio engolir essa pilota ".
O doutor Sulpicio corrige-se, Mr. Gridaine.
A senhora er isso ?
Estou certa.
A mulher delle he mui formosa !... Ter gran-
de prazer em abracar o joven Fernando, seu imite...
E que felicidade ser coubada da senhora marqueza !
. Da senhora duqueza, disse Asurca, Fernando
ser duque.
Da senhora duqneza, repeli P. J. Gridaine.
Ah I'aris lie o paraizo das mulheres bellas como
a senhora e lomando repentinamente om lora serio
disse :
Sirvo o bello sexo em geral, e a senhora mar-
queza em particular... Permute que fara-llie a ob-
servarao que lhe annunrei ha pouco ?
Faja, Mr. Gridaine.
A senhora vai casar com o joven Fernando '.'
Quanlo anles.
Esse mancebo nn a ama...
Aslrea sorro orgolhosamenle.
Bem sei... bem sei... disse o velho. Oh nao
ha no nundo mulher mais bella, mais espirituosa e
mais seductora que a senhora... porm Femando
lera o mo goslo de preferir-lhe urna rival...
He essa sua opinio ?
He minha convierte, he minha certeza.
(Juera be essa rival''. Solange Beauvai ?... Es-
sa nao me inquietar mais !
A rival he (abridla de Morges.
Oh oh disse Aslrea, esla faz entao guerra
decididamente !... Acho-a entre mim e o senbor
duque... e torno a acha-la entre Fernaodo c mim...
Suas sobraucelhat altivas franziram-se ; mas ella
sorro quasi immediatamcnle depois, e murmurou :
Coitada '. meu grande Francisco fero-lheo ca-
valleiio de Marlroy... Como esl esse bello Roge-
rio?
Mal... o doolor Sulpicio he quem o trata.
Entao elle se cobrira do lulo pelo seu doutor!
disse comsigo a marqueza.
< He s i-so o que lem a objeclar-me'.' lornou
ella depois.
Nao, linda senhora, qualqner dia este a ma-
tar.
Ditendo islo, o velho apontava, para o grande
Rostan adormecido.
Astrea den urna risada, e respondeu :
Esle ?... Se elle ousasse toear-me. lalvez; po-
rm nao ousara nunca.
Cuidado 1
S isso f
Nlo... Reservcl o principal para o fim,
Pois bem, vejamos o principal.
^ Ainda he lempo de parar, linda seuhora, disse
b xelaiiilio cheio de componerte ; nunca vi nin-
loem ter as mos lana prooablidade de fortuna...
Al*ni da affeic.te qoe lhe lenho, alm de minha de-
dicante profonda c sincera, inleresso-me ainda pe-
la senhora como por um ousado viajante, qae sobe
ao carne de umamoutaulu inaccessivel... Sem lison-
liliTimnn


DIARIO DE PERMMBUCU SABIDO 5 DE MAIO DE 1855.
(orno 'la caria da Europa ; ritcar-te-hia smenle o
artig que exelnia perpetuamanla do ihrono da Fran-
ja Banaparle sua familia. I
He certo que a vaidaJc de Nipole5o sa lisongea-
ria hmlanle por ler na sua corle os soberanas da Ea-
ropa durante a ixposicao universal: mas a) verda-
de nao posso acredilar que elle penie em dar i
Frauca e ao mundo o espectculo de urna seme-
Ihaule mistificarlo, l'm militar de penes, orna cen-
tena ic liomeus morios para subtrahir do tralado
um artigo nullo da fado, porque a familia Bona-
parse est reintegrada sobro o Ihronoda Franca.
que circolou com noticias ruius da Crimea ; o nos-
so exorcilo, depois de urna derrota coosideravel,
vio-se forjado a levantar o sitio; felizmente esta
noticia ligo tem carcter algum de aalenlicidade -,
corren, igualmente o boato que Orner Pacha IV.ra
balido pelos ltussos em Eupaloria.Como ve, o dia
nao ho de noticias felizes. Esperemos, que na car-
Agradecemos-lhe as informases, M. Durand Bro-
ger, nos uos tornaremos o ver;a o imperador ret-
rou-se, drigindo ao pintor um sorriso tao aiTavel
qnantopermittcm seus longos bigotes, e seu amm
pouco carraucudo. A roperatriz continuava a exa-
minar os desenhos com curiosidade infantil e aepa-
rava aqnelles que mtis llre agradavam. M. Uurand
Broger lera a bondade de me .lar urna copia de seus
desenlio ?_ Se V. M. me faz a honra de aceila-los
Nao, nao desejo truncar a sua colleccao. Servi-
ram o cha, e algans momentos depois a imperatriz
relirou-se, lanzando um olhar de dor sobVe os de-
A Bolsa hoje foi bastante agitada por um faci,' senhog, que tinham cado sobre a mesa. Apenas li-
nha sabido, ouvio urna voz baita chamar M. do
Marnecia tM. de Marnecia he um dos camaristas
da imperalriz) volla em breve e diz a Durand-Bro-
ger, que sua magestade eslava decidida a aceitar a
oflerla obsequiosa que llie fez. c pede-lhe que esco-
lliesse urna du/.ia de seus desenhos. M. de Marnc-
nia, tornando a (raze-los disse a Durand-Broger,
la seguinle llie darci melliores noticias. Eisduasjsem duvidn desagradaste muilo ao imperador, por
ancdota completamente inditas, cuja aalenlicida-
de posio eerlificar-lhe.
A mulherde um major doexcrcilo escrevera moi-
las cartas ao imperador para solicitar urna audien-
cia, afiro de obler urna pensio para sua tia, viuva
do conde Kossi, antigo embtiador de l.nit Filippe
na corte rio S. Padre, e cujo assassinato foi o prelu-
dio da reoolucao romaua.
Podo que esta senhora livesse muilos ttulos ao
favor que solicitara ( familia Kossi he alliada com
a familia Bonaparie) todas as soas cartas ficaramsem
resposta.
He o habito da corle das Tulherias. Todas as per-
sonagens alliciaes, que cercam o imperador, sao
tao ciosas das bas gracas do amo, que nao deitam
ninguem aproximar-se da sua pessoa.. Mas a sobri-
nha do coude de Rossi nao he mullrer que desanime.
l'oz-se do senliuclla junio do postigo das Tulherias,
uas horas que o imperador tem o costume de dar o
seu passriu. Conseguio o seu desejo; ueste die Na-
poleao sahia a carallo sem escolta. He prohibido
por nrdeuanra do prcfeilo da polica entregar ao im-
perador pelirao alguma de m3o a mSo ; devem ser
entregues ao porleiro de palacio que as remelle ao
secretario, ou ao anudante de campo que esl em
servico, enearregadu de as submellcr ao imperador;
mas tambem as lancam freqoerrlemente na alcoufa
sem sa darem ao menos ao Irabalho de l-Ias. A
senhora afrontando a prohibido collocs-se na pas-
agem do imperador, levanlando para o ar a sua pe-
lirao : um agente de polica quer prend-la, mas
Napoleao fax signal, toma a peHeao e aperla galan-
temente a mao da snpplicaole. Nesta mesma larde
ella receba urna caria de audiencia para a segurle
. manliaa. O imperador esleve muito amavel como
em geral o he com todas as senhoras, e conceden a
pensao a viuva do conde de Rossi.
Ja que V. M. he lo gracioso, diz a senhora, pe-
ro-lhca permisslode fazer-lhc um presente,o li-
ra da algibeira urna bocetinha que Ihe o (fe rece.
He um par de suspensorios do qual usou vosso
lio Napoleao I, que os den de presente a um mem-
oro de nossa familia.Eslavam bordados com as ar-
mas mperiaes: depois de os ter virado e revirado
em ledos os sentidos, Napoleao diz a dama com Om
sorrizo incredalo : mas qoem me assegura que estes
suspensorios perlenceram realmente a meu lio? O
carcter suspeitoso do homem apparece em ludo. A
senhora um pfluco resentida Ihe responden : em
primeiro lugar, senhor, a belleza do Irabalho e as
cifras,depoii a seguraoca queja dei iV.M, O
imperador he mni civil para proseguir na duvida,
porm nao eslava convencido. No dia seguinle man-
dou chamar o minislro da juslica M. Abbalucci, o
homem da Franca roais versado no conhecimenlo de
todas as reliquias do velho imperio. Abbalucci,
diz-lhe, tenho um objeclo curioso mostrar-lhe e
apresenlou-lhe a boceta. Abbalucci, apenas exami-
nou o conledo, eidamou: sei que t3o os suspen-
sorios dados pelo imperador ao conde de Rossi.- Na-
poleao esl agora convencido que possuc os suspen-
sorios de seu lio. 'Vamos a oulra.
l'm dos meus amigos, M. Durand-Broger, addido
a esquadra do Mar-Negro na qualidade de pintor
de marinlia, eslava ha qninze dias em Par com li-
ceuca por doenle. Havia Irazido comsigo urna co-
lereao de vislas de Sebastopol. de lodos os pontos
estratgicos, lirados debaiio do fogo dos pelouros
russos, com exactidao niathemalica que nao exclua
de forma alguma o lado arlistico da obra. Solici-
tava em va audiencia do imperador para orTereccr-
lhe o Irabalho : todos os passos foram nuteis. Isa-
be), umdos nonos melhures pintores martimos,fal-
ln umdia uas Tulherias com lano enllrusiasmo dos
desenhos de Durand-Broger sea discpulo favorito,
que o imperador deu ordem a um de seus cama-
ristas que fosse immedialamenle convidar M. Du-
rand Broger para passar a nuile as Tulherias. O
nosso artista, u n'um carro da corte. Depois
de ler alraveisado urna mullida de anlc-sa-
las eutulhadas de laca ios, de ajudanlcs de campo e
generan, ehegou a porta do salao. onde eslava um
magnilico cera-guarda de arma perfilada. O prin-
cipe Napoleao esl com suas mageslades, diz um of-
ficial do servir ao camarista. Islo nao o contraria,
M. Durand-Broger?
Pouoo me importo com o principe Napoleao,
respondeu o artista com franqueza um popco mili-
lar, camarista surriu-sc. e introduzio o compa-
nheiro no salao imperial( Es lavam presentes o im-
perador, a imperatriz, o principe Napoleao e duas
damas de honor. Depois de saudar as SS. MM. da
melhor maneira que soube, Durand-Broger rolla-
se para o principe Napoleao, que eslava encoslado
ao fogao n'oma postura tao impertinente que o nos-
so pintor tornou a vollar sem se dignar saudar ao
herderro presumplivo. Mandaram que Durand-
Broger se assentasse diante de orna mesa entre o im-
perador e a imperalriz, aos quaes explicou os de-
seuhos.
Napoleao examinou ludo com alinelo escrupulosa,
apprescnlando algumas objecees qoe provam a pou-
ca exactidao das informarcs ofliciaca que recebe
da Crimea.Ah esta, diz o imperador, he a torre
de MalackolT.Perdao,senhor, sao os aquarlelamen-
tosmas, ran, ci-los a direitaperdoe-me V. M.
elles esao a esquerd.i porem naoporem sim
o imperador he nataralmcule mui caprichoso ; o
meu amigo nao o lie menosdepois de ludo diz \
esle com um pouco de impaciencia :se V. M. ab-
solutamente qner..." o imperador poz-se a rir, e con-
tinuou o exame dos desenhos sem lomar a liberdade
deconlradizeronosso pinlor.pouco corlezao.Antes
de rer o seu Irabalho, M. Duran-Broger, nao co-
nhecia Sebastopol. E que dizem de mim na Cri-
mea ?Senhor, os soldados se achara bastante pe-
nhorados .pela solicilude com que V. M. 08 cerca
mas soflrcm pela inaceo, e pedem o assalto em al-
tas vozeseCanroberl?Durand-Broger eslava em-
barazado em dar a sua opiniao. Canruberl, nao he
para a altura da posieao queoecupa; mas riSo se
dizem todas as verdades, priucipalmente a um im-
perador Canroberl he general bravo, sempre de
pe diae noite, e que examina ludo com os seus pro-
.prios olhos: mas falla-lhe iniciativa, e deixa-se
abalar por uas e oulrostambem elle nlo tem o
enromando, diz o imperador, franzindo as sobra u-
relho*.
que passnii toda a noite com a imperatriz, o que a-
conlece raras vezes presentemente, e demais nao
lorceu urna s vez os seus bigodes. He esle o sig-
nal, pelo qual os corlelos conlrecem oaborreci-
mento ou impaciencia do mais dissimulado dos ho-
mens e dos imperadores.
Durand-Broger, que foi o proprio que me conlou
estas minuciosidades, nao calou sobre o incidente
da imperaliz. He a mullrer mais bella, a mais gra-
ciosa que tenho visto na minlra vida, lem o perfil
delicado, e opasso da Phrync-grcga. Palavra de
honra que coimero Napoleao. Se eu fosse impera-
dor leria escollado a minha imperalriz.
A poca marcada para a expsito universal avi-
zinha-se rpidamente, e apezar das preoccupaees
polticas da aclualidade, ludo nos leva a crer que
esla fesla pacifica da industria ser mui brilhante.
Pars termina o seu toilette par receber dignamen'
le os hospedes dos dous mundos. Milliares de o-
brew-ns folgisoes estao oceupados em aformosear e
embellecer esla velha garrida, sempre ciosa de a-
gradar .-ros eslrangeiros. Os no-sos deparlamentos
comeram ja os preparativos da partida ; os rampo-
nezes, os obreiros os mais pobres fazem economas
ha roais de um armo para visitar Pars nesta occasio
solemne. O commercio das nos-as provincias re-
senle-se deslc fado : queixa-se desle monslro voraz
que vai errgrandecer-se a sua cusa. Mas be a le
da natureza, o mal de urrs" he bem para oulros.
Os grandes fros de Janeiro e de fevereiro retar-
daram inuilo a conclusao do novo l.ouvre e das ras
que o cercam : assiui se fazem esforros inauditos pa-
ra recobrar o lempo perdido. Em todo caso os Ira-,
balhos externos serao terminados e desapparecerao
estes immensos andaimes, que nesle momenlo fa-
zem com que este quarteirao se assiemc-lhe a um
porto de mar qualbado de navios. Vemos surgir lo-
dos os dias, como por encanto, vastos botis, ricos
cafs, estalagens americanas ondeo gente nlraoca de
p, como os judeos quando comiam na paschoa,
restaurantes de prero lito ao alcance de qualquer
pessoa e de todos os gostos. Entre, os mais raros
desles eslabelecimenlos merecem particular eslima
os jarrtares da etposico, a francos por oada in-
dividuo, fundado pela sociedade (astronoma com
o capital de muitos milhes, divididos em acones de
25 fraucos.
Esle restaurante lie o mais vaslo e o mais expan-
dido de Paris. As pessoas que preferem o brilhante
ao solido enconlram-nocom o seu dinheiro : s se
enconlram espelhos, ouro e velludos. A gente he
servida por criados de casaca preta, grvala branca
ecalcan, que um habitante de provincia reputara
um diplmala. Como os accionistas bao correspon-
dido pouco aos appellos estrepitosas da Gastrono-
ma, esla sociedade, para prover a saa caixa, recor-
ren a um mcio sempre anligo e sempre novo, pro-
melleu magnficos ordenados aos seus empregados,
mas em componsaro exigi delles urna cancn pro-
porcional. Estas cautelas em que tinham prometli-
do nao por ruaos, fizeram acquiesrer os fogoesda co-
zinlra:e quando alguns empregados pouco sals
feitos do rgimen da casa bao querido relirar-se, as
precaocoes respectiva- de nada serviram dahi re-
sultaran) processos que au lem contribuido pouco
para depreciar as acetas da Odtlronomia. Neste
momento sao uflerecidas na Bolsa a 6 francos e 5 c. ;
c rnniji ii.I a piidem ser reembolsadas era moda. Mas
da-se nissdtrm pequen inconveniente- O individuo
be nbri^do a ir a serle da sociedade que troca as
acjoes por bilhetes, nos quaes so determina o dia em
que devem ser recebidas. Nesle dia "a pessoa se pre-
para, lava as mar-, torce os bigodes, como um ho-
mem que corita ter um bom janlar : mas experi-
menla-se urna decepra. A cosnha he magra, o vi-
udo deleslavel, qs criados fleam envergonhados. e
he (ralada como am accionista.
A Gastronoma que devia fundar vastos esta-
belecimentos culinarios em lodos os bairros de Pa-
rs, lem grande difliculdade em conservar o nico
que possue, e Dos sube se poder abicar, sem nau-
fragio, o porto de salvacJo. A exposico universal.
ISTER10R.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Sergipe
llonlem regislron esla provincia na collecrao dos
seus decrelus um acto legislativo provincial, que re-
move a capital da cidade de San Christovao, onde
se acliava, para o povoado do Aracaj, na barra da
Cotinguiba, elevando o dito povoado cidad, com o
nome de cidade do Aracaj. Esla medida he. na
minlra opiniao, urna das providencias de que mais
carece a provincia para o desenvolvimento de sua
lavoura, commercio e navegado. Vejamos se pode-
mos dcmonslra-lo.
A cidade de San Christovao he um povoado, que
conta cerca de 2.10 annos de existencia,.e mais de 30
de sude di capilal da provincia. Era sem duvida
lempo suflicienjc para ostenlar-se rica e populosa
como o he o corpo, cuja cabera ella represenlava.
Mas nao. A provincia, em um lerritorio apenas de
36 leguas de liloral e 40 de fundo, conta urna popu-
lacao de mais de 1.10,000 almas, segundo urna esla-
(islica ultima escrupulosamente feila, e cerca de 800
engenbos de assucar, que exportaram no exercicio de
18V2 .13 1,700,000 arrobas s para a praea da Ba-
ha, atm do que foi drcriamenlc para a Europa e
para outras pracas do imperio, podendn-se calcular
como lermo medio do ultimo deceunio, de 30 a 40
mil caixas de assucar com 4.1 a 50 arrobas cada urna.
Afora esle primeiro e mais iniporlante ramo da
iuduslria e receila da provincia, possue ella oulros
artigos que sao inleressantes, eque de fularo mais
se tornarao, como sao, a agurdenle, o sal, para o
que possue ricas e abundantes salinas, o fumo, etc.
Sb o influxo deslas boas condirOcs pode a receila
provincial elevar-se rio ultimo exercicio a 30e:000,
e a muilo mais se elevara se gozasse das vanlagens
de um commercio directo com a Europa, que ani-
masse a lavoura comprando os seus producios sem o
onus dasdespezas de cabolagem, e oflerecendo-lhe
em troca os seus gneros por precos mais baixos.
Ora, dar a cidade de San Christovao urna copia,
ainda mesmo plida, desse estado de riqueza e popu-
lacho da provincia'.' De cerlo que ningaem o dir.
A cidade de San Christovao apenasconla urna popu-
lacho de 5,000 almas, e esla pobre, porque consta
em sua generalidad* de filaos da folha, e de alguns
pequeos negociantes que com esses mesmos fazem
o seu limitadsimo commercio. A cidade aprsenla
mesmo um aspecto de miseria que enluta o coracao,
e leva o viajante a conceituar de um modo desfavo-
ravel da rica e irileressante provincia de Sergipe.
E infelizmente nao he esta Urna posirfl artificial
he urna posicao ncccssaria.a que acondemnam algu-
mas coiidicCea que Ihe sobrepesam. Enlre estas
avullam nao s a sua siluarao no fundo do rio Para-
mapama, com dependencia, de ruares e toda a casta
dedifliculdades para a navegarlo, como a falta abso-
luta de um reconcavo que llre d vida, porque a par-
le da ribaira do Vasa Barril, que exporta os seus
productos pela barra da cidade, nao entreten) rela-
{8o com ella e sim com a villa de Ilaporanga, que
fica a margem do mesma Vasa Barris. E ainda
quando assm nSo fra, o movimenfo commercial se-
ria sempre muilo acanbado. porque a exportarlo des-
sa barra orea, termo medio, de 1,000 a 2,000 caitas
de assucar animalmente, o que he sem duvida nada
para alimentar um commercio de alguma impor-
tancia.
Decididamente, pois, nao convinha que a sede da
capital conlinuasse a ser na cidade de San Christo-
vao; mas aonde devia ser!" He a segunda face da
quesiao.
Para nos he fra de duvida que o racllror lugar he
justamente o que foi escollado o povoado do Ara-
caj na barra de Cotinguiba.
As cidades de I.arangeiras, Maroin e Estancia,
que poJiam apresenlar-se para disputar a preferen-
cia ao Aracaj, por sercm os maiores e mais ricos
povoadosda provincia, acliam-sc tambem como a ci-
dade de San Christovao, situadas no fundo de peque-
nos ros con) dependencia de mares, e loda a sorle
de dilliruIdades para a navegacao; e em lodo o caso,
posto que mais commerciantes que a cidade de San
Christovao nao dominara seno urna porreo mais. ou
menos limitada do reconcavo da provincia, o que
por cerlo as embarara de jamis poderem ser pra-
vas importantes de commercio,
O Aracaj, ao contrario, est situado na barra de
Cotinguiba, sem dependencia de mares e difliculdade
alguma para a navegar.lo, parque possue um vaslo,
profundo e abrigado ancoradouro. Por outro lado,
a sua situaca na barra o faz .laminar a maior e
mais rica porrio do reconcavo da provincia ; lano
porque com a abertura do canal do Japaraluba lti-
mamente pralicada, lodos os producios da ribeira do
mesmo Japaraluba, que be a mais rica da proviucia,
por contar maior numero de engenbos de assucar,
serao encaminhados direela e immedialamenle ao
Aracaj, que se loma para ella o povoado mais pr-
ximo, como porque sendu tributarios da barra da
Cotinguiba os rios interiores, em que estao situadas
as proprias cidades de I.arangeiras c Maroim, assim
como oulros povoa los importantes, necessariamenle
viran cssas cidades e povoados a ser igualmente Iri-
butarios do Aracaj, principalmente depois que se
derem dous fados,
l'm delles he a rebocagem por vapor na barra da
Cotinguiba, o que por estes seis meses deve ler lu-
gar, visto como j se acha para este fim encorporada
urna compartira e encommendado o vapor.
Ooulrosera ordem do goveruo que litar a barra
para ancoradouro exclusivo de todas as embarca-
ces nacionaes de grande cabotagera, que navegam
as suasagnas, como ja hoje be para as puncas ero-
barcaees eslrangeiras que nos visitan).
Esla medida pode ser fcilmente posta em execu-
cao, logo que exislam alguns trapiches no Aracaj,
como he natural que hajam, e nos consta mesmo que
haverao, qur por parle do goveruo da provincia,
qur por parle dos senhores baro de Maroim, Tra-
vassos e Dallro.
Cercado de tao felizes comc/ies, parece-nos que o
Aracaj elevado a catbegoria de capital da provin-
cia, nao pode deixar de vir a ser o seu grande in-
lerposlo commercial, ale porque a barra da Colin-
guiba, orule esl elle situado, exporta e importa pi-
ra mais de dous lercos de loda a enportarao e impor-
laro da provincia.
E nao ser a existencia de rima praca regular de
commercio m seu proprio seio a primeira e mais
palpitante necessidade para o desenvolvimenlo e
piosperidade da sua lavoura'.' Cromos que iiihguem
no-lo contestar, porque falta della.a lavoura v-
se abrigada a pagar allos premios para obler alguna
dinheiro de pravas cxlranbas; embarcar por sua pro-
pria conla os seus productos, corrodo lodos os ris-
cos e fazendo avulladasdespezas de cabolagem, com-
missoes, armazenagem e novas estadas de trapiches,
ele; finalmente compra por precos elevados lodos
os gneros deque carece.
Q uando oulro nao podes-e, nao devesse ser o re-
sultado da mudan.;a da capilal para o Aracaj seria-
mos contentes. Mas ainda ha urna oulra razao que
uos parece de grande valor.
A alfandega e consulado geral da provincia, assim
como a mesa de rendas provinciaes, que arrecada
mais de dous tercos da receila provincial, csiao col-
locadas na barra da Colinguiba. E nao ser da
maior ulilidade que o goveruo c as repartieres l.s-
cacs superiores venbam tambem nella eslabelecer-
se, qur para bem da fiscalisac,ao, qur para bem do
commercio e navegado pelas providencias adequa-
das c promptas que podem dar 1
Se fiualmete devem ser levadas em linba de con-
a na esculla de um lugar para a capilal da pro vin-
ia o seu aspecto agradare!, a abundancia c boa qua-
lidade de aguas potareis, a raslidao de planicies so-
bre um solo igual e enxuln, e a proximidade dos
maleriaes para a edificar), nada falla na ora ca-
pital da prorinria. Dos a fade bem.
*MM
ja a senhora he ama nalureza allira e valerosa... J
nao era pouca audacia lanrar de parle, como om
vestido velho. o hornero que passou quinze annos
por seu marido... J nao era pouca audacia dizer
sociedade com a cabera erguid.: mado marqueza durante quinze annos ; porm eu
.na tielra oireito a esse titulo. Enganei-te, eu era
apenas a concubina do homem. que lomavas por
meu marido. E ute bem que nada digo a respei-
to dee homem... y
Est bem informado cere delle, r/.eu charo
Mr. Gri.laine* perguntou Aslra.
Bem informado, finda senhora, repeli o reino
inclinando-se.
Tanto melhor para Vmc... Pago o que se sabe
quasi rao caro, quanto pago o que se faz.
I*so be prudente, linda senhora.
Mas continu, lornou Aslra, cujo olhar bri-
lhara, agrada-mc ouvi-lo... o senhor coropreheudeu-
me... e he o segundo a quem prsso dizer oulro lano,
Elle he o primeiro ? perguntou Mr. Gridaine
designando o cran.ie Rostan.
A marqueza ergueu os hombros, e responden :
- Se elle me livesse comprebemlido, eu seria sua
miilher, e elle liria duque... Mas continu ; com
elTeilo he assim que quero tratar a sociedade... e
nao uege que seja audacia.
A fortuna favorece a audacia, linda senhora...
mas he plisler que a audacia mi lente o possivel... A
siihora poderia-dizer ludo isso a sociedade e mollas
nutras insolencias, parque est realmente cima do
nivel que boa sociedade, mas com urna cnndirSo....
Q*ll condiro .'
Anlcs da dize-lo faco-lhe urna advertencia : a*|
audacia, em minha opiniao, t fie boa quando he ne-
cesaria. A senhora quer ser duqoeza : esse homem,
seu marido, pode ser duque.
Eu desprezo-o. senhor Ainda se eu o udias-
se I Qual he a condicao'.'
Casar com o proprio rci TruOe.
Ja cuidei nisso.
Quem a impode ?...
Amo a Fernando.
Como pode amar... romernu Mr. Gridaine.
Aslra ergueu-se Ifio bella o Uo forle de piixo,
que o velho senlio-se como apuuquenlado.
Sim disse ella com voz harinoniosa, que li-
nda vihrares profundas e trmulas, amo-o como
posso amar !
Mr. Gridaine ficou pasmado e murmuro :
Ninguem I lio v jamis o fim !
Linda senhora, lornou ello depois de algum
silencio, nao J)enho mais esperarreas de convnce-
la... todava tenninareio que comecei... Pouco me
importa que esse joven Fernando a ame ou nao...
Supponho mesmo que o doulor Sulpicio a deixe por
sobre a cabeca desse mancebo a riqueza immensa do
rci Trofle e o lilulo ducal... em urna palavra sop-
ponlio que ludo acuitera segundo seus desejos...
mas a senhora esl perdida I
Perdida !
AlAGOAS.
Macei 20 de abril.
Era falla de assumpto interesante para encelar
esla, impinjo-lhc o seguirxle versinliu :
At la the bounteous sun
And Ihe bright Bull receices him. Then no more.
The expansice atmotphere is cramp'd inth cold.
Diz o poeta inglez que por fim o benefirenle sol
passa do carneiro ao Iok'O, e que a almosphera (das
Ilhas brilannieas) expandida nao se acha mais lor
turada pelo fri. J v Vmc, que naquella tem-
perada zona acontece inleiramcnl o inverso do que
em a nossa Oda lorrida : se n3o temos a triste poe-
sa do carrancudo invern com suas loalbas o Icncries
de nev e gelo, resta-nos a doce consolarn de que
entre nos o sol, em verdade liberal, enneede-nos per-
manentemente eterna primarera e constante oulono;
s (emos duas alternaiivas de establo repartida em
dous semestres, ou:
Sol de radiar o quadril
Ou agua a cantaros mil.
Todo esle burlesco exordio foi para dizer-lhe que
estamos na entrada do inverna, que lemos lidoabun-
dantes churas e dias de ardenle sol.
Principio a minha larcf.i participando llre com
summo prazer que a hygiene publica val soffrivel-
menle : a Divina Providencia de nos se amercean-
do, n3o permiltio que se propagaste a lerrivel febre
amarilla, transportada na galera Inglea, di que Ihe
fallei ; e a hornada peste de bexigas, que algumas
aves de nuio agouro, j asseguraram que estar cei-
fando a populacho, desappareceu completamente.
A administradlo da provincia prosegueem sua I-
Uistrada marcha : coosla-me que S. Exc. pretende
ir oceupar sua cadeira na cmara qualrieunal ; po-
rm projecla seguir daqui por Ierra al essa capilal,
adm de visitar as colonias leopoldina e do Pimen-
teiras. Nao me souberam dizer ao certo o dia de-
signado porS. Etc. para a viagem; asseguraram-me,
porm, que ser ao mais lardar at o priocipio do
mez vindouro.
Passaudo agora a dar-lhe conla do que se ha feilo
nesla quinzena, dr-lbe-hei que o presidente ja co-
mecou .. dar pr.ivas de que duas das principis ideas
do seu bem elaborado rclalorin nao ficariam smente
no papel : quero fallar da encorporacao de urna
companhia a vapor as aguas internas da provincia
e do estabelecimento de um banco commercial.
No dia 2 do correnle foi assignado por S. Exc. e
pelo l ir. S. C. de S e Benevides, como procurador
da companhia l'ernambucana, o contrato para a
navegacao a vapor entre os porlos dessa e desla ca-
pilal ; as condices desse contrato foram quasi as
inesmasque as da Sania Cruz. Os vapores da com-
panhia l'ernambucana, locaro nos porlos interme-
dios de Sorra Grande, Camaragibee Porto de Ve-
iras, nesla provincia ; a subvengo he a mesma de
8:0003000 rs. annuaes ; o transporte das malas do
carrejo, dinheiro- pblicos o cargas do governo nao
excedentes a 1 tonelada ser gratis, e bem assim a
passagem de 5 pessoas em cada viagem, inclusive as
i de que falla o contrato geral : outras condc,oes
idnticas as da companhia Sania Cruz, foram esti-
puladas ; ha, porem, urna especial, que no mea en-
tender, he de muilo inlercsse e alcance para a pro-
vincia, vem a ser o offcrecimeulo feilo pela compa-
nhia de om capilal al 8:000-3000 rs., corresponden-
te a subvenrio de 1 anno, para ser empregado as
acees da empreza que se projecla para a navegacao
a vapor as lagoas da provincia : esla condicao e a
de locarem as barcas pernamburanas nos 3 porlos
intermedios de torra Grande, Gamaragibe e Por-
to de Pedras, lornnm o contrato da companhia Per-
nambucana, inconlcstavelmenle superior e mais van-
lajoso do que o da companhia Sania Cruz, e as van-
lagens e lucros sao tao obvios, que he muito de es-
perar que a assembla legislativa provincial, com pos-
la de muilas pessoas de illuslrarao. nao negar saa
approvarao, ao contrato que llre fui submellido.
Permuta, porem, que eu dispenda algumas liabas
com a enmurando conlralo relativa navegacao a
vapor as aguas internas da provincia.
Todo o Alagoano que cogita nos meios de fazer
prosperar c engrandecer a provincia, considera co-
mo um dos primnrdiaes a navegarn a vapor as
aguas de suas vastas lagoas. Com toda a proprieda-
de deram a esla provincia o nome de Alagoas, pro-
veniente de suas 3 grandes lagoas de Giqui, no mu-
nicipio de San Miguel, Norte no municipio da capi-
lal e Malignaba no de Alagoas. As duas ultima*
corren) parallelas nadireceo de norte para sul, di-.
vididas por um serrote que forma um vasto laboleiro
de 3 para 4 leguas de extensa. A lagoa do Sirte
tem perlo de 4 leguas de romprimenio e 1 de largu-
ra, a Manguala lem pouco maior romprimenlo e
quasi a mesma largura ; communicam-se as proxi-
midades do mar por dous canaes naluraes que for-
mara a grande ilha de Santa /tita, licitando enlre
o mar e o canal eslreila leiria formada de comoros
de areia, por onde abrem as aguas da lagoa passa-
jzem para o Ocano ; essas barras, porm, sao mu-
daveis, e frequcnlemenle os vendavaes as obstruem
em uns lugares, indo as aguas abr-las em oulros :
aclualmenle ha duasdessas barras apellidadas.No-
ca e Velha. as margena das duas lagoas estao si-
tuadas a capital, a villa do Norte, a povoarao do Co-
queiro-secco, a cidade de Alagoas e a florescente po-
voaco do Pillar : loda a extensao a percorrer he.
de 13 legnas pouco mais ou menos. Demorei-me
em descrever essas duas lagoas, porque he era suas
aguas que se piojera a navegarn de que tenho fal-
lado ; com clllo estabelecida ella lornar-se-hiam
alguns dos pontos supramencionados, (sobretodo a
villa do Norle e o Pilar que se acham courenienle-
menle enllocadas) emporios do commercio de grande
parte do interior : assim os agricultores dos munici-
pios de Santa Luzia do Norle, Alagoas, Alalaia, As-
sembla e Imperatriz muilo lucraran), e talrez-mes-
n.n que os de San Miguel, Anadea e l'alnieira, pre-
(vrissem Irazer para alguns dos sobreditos pontos
sous gneros na certeza de fcil, rpido e seguro
transporte para a capilal. Dero, porm, fazer tam-
bem rer as difliculdade- com que lem a lular a em-
preza : a principal no meu fraco entender he a pou-
ca profundidade de grande parle da lagoa do Norte,
I ida inca.la de coroas (que lamber existen) em seus
canae> c d parle da lagoa Malignaba, que banha
a cidade de Alagoas, islo he, o esparo de 7 leguas
que medeia enlre as 2 cidades : serao precisos, ou
vaporzinhos especiaes de fundo mui razo, ou faze-
rem-se Irabalhos previo- de escaracOes para o qoe he
iodispeosavel I barca de-escavarao ; os demais obi-
laruliis por insignificantes no merecem men-o. so-
breludo, se tivermos a ventura de ter nessa poca
nm presidente como o Exm. S e Albnquerqae.
Olanlo organisacao do banco commercial sei que
animadas pela presidencia muilas pessoas de consi-
derarlo empenham-se em realisar aquella idea, mas
por ora nao passa de prujecto.
Pas-an.lo a noliciar-lhe os attentados contra a se-
guranza individual durante a tintena, apenas con-
signarei um nico, occorrido no dia 30 de marco ul-
timo, no sitio Gereba. no termo da Assembla : am
tal Joviuo assassinou com varias facadas e golpes de
foice a sua infeliz consorte Tbereza por adultera ;
conseguido evadir-se depois de perpetrado o crime.
Em nosso entender attentados dessa ordem podem-
e considerar successos desastrosos que occorrem
nos paizes mais civilisados e bem policiados, e con-
tra os qnaes pouco pode influir a accao das aulori.
I ules civis : ainda nos lembramos de que ha 4 ou
> annos, cm urna das ras mais publicas da capital
do Imperio, o cantor francez Mge assassinou sua
formosa esposa, que llie era iufiel, no enlanlo esse
desgranado marido submellido julgamentos foi ab-
olvido pelo jury unnimemente III O Dr. M. Ca-
sado contina a esmerar-sc em preencher satisfac-
toriamente seu cargo interino.
Ten lio-me esquecido de conlar-llie que ha muito
que os habitantes do Penedo achavam junto as mar-
gen- do rio San F'rancisco grandes ossos de animaos,
cuja especie ignoravam : em 1850 ou 1851, quando
presedia esta provincia o Exm. couselheiro Jos
Berilo, mandaram-lho um osso enorme quasi lodo
petrificado, o qual fra desenterrado urna braca a
baiio da superficie do solo, c a 2 leguas de distancia
da margem esquerda d rio San Francisco as fal-
das da moulaiiba Pao de Assucar. O Exm. couse-
lheiro olrcrercii esse fossil ao musen particular de S.
M. o Imperador. Qaando o engenheiro F. Holfeld
andnu fazendo a exploraran do grande rio, achou
Inais alguns pequeos ossos que remellen ao gover-
no imperial, dizendo que suppunba exislirem no lu-
gar oseadas de Megatherion ou mastodonte : insti-
gado pelo amor da sciencia, o Exm. Sr. ministro do
imperio incumbi do explorarlo e extraerlo desses
fussei.s ao joiz de direilo J. V. R. de Carvalho e Sil-
va, que linha pronunciado goslo pelas scienrias na-
luraes ; esle juiz desenvolveu toda a sua aclividade
e diligencia para desempenhar sua afanosa tarefa, e
remelleu ao governo o oaos que ia exhumando,
alguns dos quaes pela sua grandeza nao podiam dei-
xar de pcrlenrer'a algans dos monstruosos mami-
plieros di familia dos pachydermei, cujas especies
deippareceram da superficie do globo, lalvez em al-
gumas dessas grandes revoluces porque tem passado
o orbe terrqueo no enlanlo os ioaaciaveis naturalis-
tas e enlre elles principalmente o celebre Cfivier, o
Aristteles do 19. seculo, esludando essas reliquias,
pondo era pratica sua Ici da correlato das formas,
ehegou por suas lucidas deducres a precisar, nao so
o genero, coran a especie desses aniraaes, lalvez au-
ledcluviauos, e classi(icou-os melhodicamcnle ; lal
he o poder da sciencia !
No meiado do mez passado dea o referido Dr.
Vieira por finda sua commissao, encerrando as ossa-
das que achou em 81 grandes caixes, que (eem de
ser remedidos para o mu-cu nacional.
Na explorarlo feila pelo Dr. Vieira ha nm fado
muito curioso e digno de attenrao dos humen- scien-
lificos: he que esses grandes ossos jaziam promis-
cuamente em urna mesma caverna ou lagoa, sendo
quasi cerlo que pertencem elles aanimaesde espe-
cies e mesmo gneros diversos. Que grande calaclis-
ma impellio esses collossos do reino animal a inra
perecer lodos no mesmo local amontoados uns sobre
os oulros? .' Al mesmo alguns pequeos ossos que
se encontraran), mui semelhantes a ossos hnmanosi
fazem suppor que na merlonha cataslrophe entrou
algum individuo do genero homo ; mas s depois de
acurado exame sobre os pequeos ossos se poder
decidir, se alguma crealura humana representen na
grande tragedia, de que foram principaes actores es-
ses monstruosos animaos.
J que eslou em ria de fosseis dir-lhe-hei, ainda
que larde, qual o resultado da explorarlo, a que por
ordem de S. Etc. fez o engenheiro Chrisliano nos
morros de Camaragibe, onde se presuma a existen-
cia do carrao de ped.-a. Regressando de sua com-
missio Ironxe o engenheiro comsigo amoslras de um
combuslirel que na apparcucia muito se assemelha-
va carvao de pedra, inllammava-se facilmenle ex-
halando um cheiro perfeilamente idntico ao do car-
rao de pedra ; depois de neceo, porm, reconhece-
ram algumas pessoas e o proprio engenheiro, que era
lignites, o mesmo que j oulr'ora baria examinado
o sabio Dr. M. J. Fernandes de Barros. Alm do
lignites Iroute tambem o engenheiro algumas lascas
de schisto bituminoso, extrahidas de urna immensa
lage que se prolonga por baixo do mar, e um mine-
ral que pelo peso, cor e brilho se assemellia a zinc.
Ci-mquanto nao se enconlrasse o carrao de pedra
propriamenle dilo, nao deita de ser o adiado de
murta imnorlancia ; pois que poder prestar grande
ulilidade asarles e industria, como bom combusli-
rel que he : ullimameute mandaram a presidencia
grande quantidade de lascas de schisto bituminoso
exlrahidas de grandes lages que tambera exislem em
Pioca, e cm risla das que chou o delegado Teixeira
de Olireira na bica de pedra, parece que ha um
tenso cordao dessas lages bituminosas que se es.
lendem por todo o nosso litloral, ruto que tambem
eonsta que exi-tom as mesmas lages ni cosa do mar
entre as duas barras da lagoa do norle. Peranle ra-
rias pessoas fizeram-se experiencias com o ic/io
rindo de Pioca em urna forja, e 6 resultado foi satis-
factorio ; depois de passearem as chammas sobre as
lages, por fim estas se inllammaram lerantando al-
tas labaredas e encandeceram o ferro submellido ao
fogo : foi convidado a assislir a urna das experencias
o commandanle do vapor Tocantins, que deelardu
que aquelle comlnistivel muilo se assemelhava a
urna especie de carvao de pedra iuglez que elle j*
lem feilo usoem seu favor. 8. Exc. roostra-se mui-
lo animado e satisfeilo com os tjons resulla/os da
PvnoripurTnc imn.-.-!_._;.. u *'* *
A salubridade publica continua pouco laliifac-
loria.
Exislem ainda as mortificanlu cmaras e algans
sarampos, nao havendo casa sem o sea doenle de
sezOes.
0 que lem a estes valido poderosamenlo he um de-
posito de pilulai do Dr. Alison, que existe no escrip-
lono do digno negociante o Sr. Victorino Pereira
Maia.
Ellas (eem curado a pobre humairidade com adrai-
ravel rapidez, e por este motivo recommendo-llr-as
mu.lo parlicularmeule. o Sr. Maia merece os meus
eocomiose os agradecimc.iios da popnlaco, por Ihe
proporcionar sem o menor lucr, o mais efficaiW,
medio que tenho conbecido para sezes.
Al os proprius sectarios da liomopalhia as to-
mara quando s.lo atacados de lal molestia, mas em
descont v3o applicatido dses nos infelizes que os
procurara, com bem cuidado de nao Ibes indicar a
existencia do deposito.
Sao assim as cousas desle mundo e o melhor he
deixar cada um ir fazendo o seu negocinho como Ihe
conrier, pois nao quero enrolrer-me com trapalha-
das allrcias da minha conla.
A Iranquillidade publica continua sem a menor
allerarao, e a seguranra individual defendida.
De obras thuggaes tenho a communicar-lhe alguns
fados, que acaba Meireles de saber nos pasmato-
rios, onde he reputado ama das mais dislindas
peritas.
Em Campia Grande, na noile de 14 para 15 do
correnle, um lal famigerado Januario Pereira de
Souza, raplou ama menor de 12 annos de idade e le-
rou-a para sua casa.
Constando isso ao respectivo delegado, mando lo-
go urna forja prende-lo, nao s por esle fado, como
por ser o tal faccinora criminoso de morle.
Na occasio de execular-se a diligencia, foi elle
morlo por um soldado da escolla, o qual esli preso
c submellido a*!iulori.lade competente para Ihe ins-
taurar o processo. tendo-se dado incontinenti as ne-
cessarias providencias a respeito.
Na cidade de Souza, ao amanhecer d dia i do
correnle, achou-se a casa do innocente Jos I.opeg
Anlunes cercada por urna Iropa vinda da prnrincia
do Rio Grande do Norle, com o intento de prnde-
lo, o que de feito se fez.
Neste Dlerin appareccu o subdelegado do lugar a
lomar conhecimenlo do occorrido, e sendo informa-'
do do que baria, tomou a resolurao de ronserrar o
-ng.-itinlu preso na cadeia da mesma cidade, fazen-
do vollar a (ropa e communicando o seU procedimen-
lo a respectiva auloridade daquella provincia.
1 m ou doas dias depois fugio o passaru da gaiola,
e dizem as mas linguasque o subdelegado nao he
eslranho sua eva-o,
O cerlo he que me consla ler S. Exc. o Sr. vice-
presidente lomado algumas acertadas medidas sobre
esle negocio,
A punirao daquella auloridade nflo deve ficar no
olvido, em presenra de sucresso lao escandaloso c
desmoralisador.
Diz o Meireles qoe foi nomeado o lenle l.niz de
Franca Carvalho, delegado do lermo de Cabaceiras,
tendo seguido no dia 28 para aquelle lugar com um
destacamento.
Rosna-se que esle lermo esl um pooco insubordi-
nado, e Taco volos para que aquelle ofticial seja bem
fadado na sua commissao.
Por esla capital o raros os casos criminosos'que
apparecem.
Entretanto esla semana livemos os seguimos, qae
apezar de serem de poura consequeneia, lodavia nao
quero deixar de menciona-los.
No dia 24 do correnle, um prelo, por urna peque-
a desinlelligcncia que leve com um caruiceiro,
deu-lhe urna cacelada que rachou-lhe a cabera, sen-
do preso logo depois.
No dia seguinle um malulo den ama chicolada em
um caboclo. que Ihe dirigi urna graca pesada.
Este, insultado pela resposta da (al grarola, des-
aliou o seu antagonista para um duelo no becco do
a imnorlancia que elle iem^doTe'Pr,n'Iirer
Femando he lilao do homem que tem passa-
do por seu esposo.
Alina aslton o loque, e disse :
O senhor que naba lanas cousas.- para que
finge ignorar que Fernando c Francisco Rostan silo
eslranhos um ao outro ?
Nada ignoro, c nao leuda lempo para fingir....
falln-lhc da sociedade.... Responder a senhora que
Fernando nao he fllho de Rustan, c que por conse-
guinlea heranc.a do duque nao pode vir-lbe senao
pela fraude '.' Proclamar o furlo? pois he um fur-
to, \ islo que sabe que o fillio de Antonio ea falla de
Vcloria exislem realmente.
E Vmr. sabe isso ? perguntou marqueza.
Sim, senhora. lei... Dir : cis-aqui am ho-
1 mera chamado Fernando, ao qual baplisei por filho
experiencias
sas descoberlas ha acorocoado aos habitantes do cen-
Iro a romelterem-lhe alguna inineraes, a que al
agora nao davam apreco algum, e que no enlanlo
podem ter grande ulilidade; mire oulros vimos urna
certa pedra que existe em grande abundancia Pal-
meira dos Indios, a qual contm por cerlo imn,
vislo que reduzida o p, allrahe o aro fcilmente :
emfim, he muito de presumir que pela animacoda
presidencia se continu a levantar, ainda que pau-
lallnamenle, a expessa cortina que cobre nossos the-
souros mineralgicos. Falla-nos um homem profe-
sional que leirha conhecimenlos especiaes ; mas
consla-nos que S. Exc. pretende convidar um hbil
naturalista, e entao nos convenceremos que nao ha
no Brasil lugar algum que nao seja riquissimo nos 3
reinos da nalureza.
A assembla provincial continua mansa c pacifi-
caraenlc ; at hojo ainda nao lvaram um s acto
legislativo a sanecao presidencial; disse-me, porm,
o Bererdo, que j tinha mandado apromptar os m-
sicos de polica para amanhaa, afim de fazer-se a de-
vida continencia commissao porladora deaclos le-
gislitivos sanecionandos. .
Os nossos depu lados nao se moslram muito presu-
rosos em ir gozar as delicias da capilal do Imperio:
ato agora ainda nenhum seguio, creio que se reser-
vara para ovelocissimo Tocanliiu. Vale.
Parahiba
30 de abril.
Nao ha cousa por cerlo que me rale lanto, como
chegar a ugundafeira, ler de escrever-lhe necessa-
riameote, ver baler de instante a instante a hora de
fechar-se a mala e nao poder logo faze-lo, por me
privaren) disso certos carrapalos, que logo de ma-
nhaa em jojum agarram-se-me ao cachaco I
Nao ha maior pirrara !
He a maior massada que pode dar-sr.
Parece que os sugeilinhos sabem ou desconfiara o
eu que son, para assim praticarem ; mas enganam-
se redondamente, se pretenden) de lal maneira ca-
torrar-me, porque hei de dizer-lhe sempre alguma
cousa, ainda que o tinhoso berre.
E demais, Meireles nao quer di forma alguma qm
hajam acunas na nossa correspondencia, pelo que
atorraeuta-me constantemente dizendo qae dero con-
serrar no sea slalu uuo a. ponlualidade que lenho
manlido al baje, salvo alguns pequeos descui-
dos muilo perloareis, por serem juslificado, como
agora se usa, principalmente as reparlires pu-
blicas.
Faco proposilo lirme de lomar um desforco dos
laes bichos, e hei de relalar-lh'o qaando e\\e lirer
lugar, porque a peca ha de sor de rir. Eslou cuidan-
do nisso.
Continua por aqui a chura a cahir em grande c-
p"ia, porm com seus intervallos.
Nestcs lucidos que sao de algumas horas, o sol ap-
parece ormidavelmenle quente.
Ai noticias do mallo reliliras a eolheita folura
so bem farorareis, e os agricultores esperan) gran-
des safras, com especialidade em nssocar.
Teremos tambem, segundo dizem, de comprar fa-
rinha mais em conla, o que nao he pequeo benefi-
cio principalmente para a pobreza, qoe nos annos de
crise v-se aperriadt.
de Rostan por minha propria auloridade, e era pre-
juizo de um menino desherdado e desgranado'.'...
Ah disse a marqueza rindo, o senhor cabe a
lagar. Hice... Bem sabe que nao posso dizer iaso !'
Senao pode dizer isso, dir ento : eis o filho
de Francisco Rostan e de Magdalena... oTilho do
marquez de Rostan de que eu "era concubina... Isso
chair.a-sc incesto, senhora, h embora a sociedade cs-
leja muilo corrulla a respeito de moral, ba palavras
que ella rulo pronunciar jamis sem horror... I.em-
bre-se de que a audacia dejta de ser feliz lugo que
comeca a ser luucora... Nao sou puritano, e todava
por dinheiro nenhum Odiara defende-la em publi-
co. Ninguem mo aecusar de aflectacao ; pois meu
ofiicio beno ler preconceilos, e cuintudo diaulc de
semelhanlc ,iccusai;lo,eu nern me sentira com forra
de calar-roe .... Eo gritara tambera comamultido
indianada : infamia infamia !
O senhor nao tem bro, disse Aslra inclinan-
do sobre o peilosua caliera elegante e graciosa.
Ao menos sou franco.
O senhor gritara infamia, falsa e cobarde-
mente.
Eu me calara, se a infamia fosse real debaixo
da apparencia de honeslidade.
A sociedade, ja que o senhor pretende ser seo
inlerprele eadvogado, raciocina de urna maneira cs-
Iranha.
Ah senhora, disse Mr. Gridaine. nao sou ad-
vogado ncm interprete da sociedade. Ella no pre-
ci-a de mim, mas cu preriso della. e enlr pela ja-
nella quando ella forra-mr a sabir pela porta." Pa-
ganini nao conbecia sua rabeca melhor do que eu
conbecoa sociedade.... Nao fui en que a fiz, mos-
tro-a (ai qual ella hev ainda que a senhora no a
queira ver assim, porque srra phantasia esta em ou-
lra parle. A senhora vive ha 11 annos na sociedade
de Pars, e sabe que ella admjtte e descolpa ludo,
Ahi chegados. pegaram-se. c qual de baixo, qual
de cima, zaz o caboclo da urna bordeada no malu-
lo e racha-lhe a cabeca.
Nesla occasio passa oulro malulo, me(le-se na
dansa e leva tambem para o seu tabaco, do mesmo
caboclo, que no meu entender continuara a radiar
quaulas cabecas Ihe apparecessem, se nao inlervies-
sem no negocio as ordenancas do Dr. chefe de poli-
ca, que Irancafiaram ambos na cadeia.
Dizem-mc que um tal Simplicio qoiz honlcm fa-
zer viagem para o oulro inundo, por motivo de sua
av querer dar-lhe urnas pancadas.
Para efieduar a passagem. resolvuu enforcar-se,
amarrando urna corda pelas 11 horas da noile, u'utn
lampean da ra das Convertidas, e ja eslava balan-
rando-se, muilo a sen goslo, quando arcadio genle
que casualmente passava, e llvrou o pobre rapaz de
ser Judas depois do sabbado d'alleluin.
Bcnlinho ficou surombalco com a historia, e con.
serva-sc ainda pensativo a meditar.
Os sineiros continuara a marlyrisar-me desapieda-
damente, e assim a lodos indlslinctameule que mo-
rara junto de hdalos.
Sondei Meireles relativamente um requerimen-
lo que desejava apresentar nesle sentido illustrissi -
ma, e como elle mostron-se-me favoravel ahi vai o
cujo, que desejo seja allendido.
Queira publicar com todas as regras d'arle, por
causa das duvidas.
Veja qne elles entendem doriscado.
a Illustrissiraos. sapientssimos, e nobillissimos se-
ohores da illustrissima.
Nao tendo at o prsenle merecido de vossas
a importantissimas pessoas, dlTerimenlo aos varios,
i e. muilo significativos rcquerimenlos, que lenho
ir (ido a disliucta de por as vossas respeitabiliasi-
ir mas presencas, vou anda por mais esla vez, im-
pelrar de tao sublime quao burleara corporacao,
remedio contra os perversos sempiternos, e. cm
todo o lempo, a ss malvados sineiros que, deshu-
.< mana e selvticamente, raarlx risam os pacientes
ii ouvidos de vossos infelizes e j dio miserandos
a muniripes. que (ero a ilesgrara.'infortiini, ou des-
i dila (como melhor quizercm d* morar contiguo
ii aos templos, ou igrejas.
Nesles termos formalmente queixas me lem sido
a dirigidas, para, pela minha tia, serem levadas ao
alio, eminente e vaslo cunhecmento de vossas
u amabilissimas individualidades, muilo prinripal-
menle contra os insuporlaveis e piuco soflriveis
ridadaos sineiros Man Rapadura Anolino, que
por ultimo sem a menor conlompl.ico leem ullra-
ii passado lodos os limites que sao concedidos por
vossas impropicuas e nunca cumpridas posturas
aos puxadores dos inslrumentos de corda ou ba-'
a dalo, de forma tal que leem a inaudita barbarida-
u de de matraquear os pobres ouvidos dos supradi-
ii los manicipes, ujn dia inleiro sem cessar, entran-
a do s vezes pela noite, eslabelccendo assim um
a perfeito molu-conlinuo de badaladus e mais ba-
t datadas !
a Perianto, espero que, n vista do exposto que li-
c expendido, vossas vastissimas capacidades, lo-
mar na sua mais alia considerarlo, as medidas
a qae julgarem eflicazis para reprendo dos males
exceplo urna cousa. nm monslro de que tem medo
nojo, pois bem sabe que algum dia esse monslro a
malura... nm monslro...
Por favor, disse marqueza, seja menos elo-
quenle... Que monslro be esse ?
He o escndalo:
Aslra passou mais de um minuto sem respouder.
P. J. Gridaine alimpava os oculos e encarava-a fur-
tivamente.
Senhor, disse ella emfim em lom secco, amo a
Femando... elle ser duque de Roslan... e o duque
de Rostan ser meu marido.
O velbinho fez um geslo de espanto c guardou o
silencio.
Foi o senhor que fallou-me assim? lornou a
marqueta animndose, lodavia deve conberer mi-
nha vida. Qne Icnbn feilo desde que existo senao
lular com a sociedade E quera ganliou a bala-
Iba ?
A senhora esl com san.le. murnnirou Mr.
Gridaine o a sociedade tambera.
Vencer sociedade na he mata-la, meu cha-
ro, he reduzi-la cscravdo.
A marqueza havia-se levantado, c apoiava-sc no
cinto da rhamin com a desenvoltura robusta que
os pinlores daosciganas de llespanha. Vendo-a
qualquer se leria iiivnlunlariamenle recordado de
sua altitud.' diairlc da Grua das Gaivolasem faced
mar agitado na noile tempestuosa, em que Victoria
a encontrn ao sabir da caverna.
Era ainda i rapariga forte e admiravelmenle bel-
deque venho qneiiar-me em nome dos mesmos
ir muuicipes, e, em castigo e como correctivo, re-
queiro qae sejam os citados sineiros ou sacris-
ii tai, encangados' para MtiT.icao do povo e exem-
ti po da posleridade.
ti E receber merco.
Ora, he iraponivel que o illoilriniraos da illus-
IrMima, deiiem de deferir favuravelmenle pelicao
13o submissa. -
Como eslou seguro do voto de Meireles e aquies-
cencia de Bcnlinho, nio tenho reciio de meo etilo.
Em/im veremos.
No mercado di genero* do paiz poncas alterarles
lem havido, continuando a entrar o algodao com fre-
quencia.
O algaritmo da semana passadi. de 23 a 28 do tor-
rente, suMb a 1,020 sacras.
Seu preco reguluu de 59600 a 59800 M. por ar-
roba.
O assucar e couros cotou-se uominalraenle ao.
anteriores precos que j Ihe mencionei.
Despacharam-se na mesma semana, e seguirain
seus destinos, os seguintes navios :
Para Barcelona a polaca hespnliola Merced, com
a carga de 800 sicca. pesando 4,891 arrobas e H li-
bra* de algodao, c para Liverpool o brign inglez
Atalanta, manifestando 947 saccas de algodao, com
o peso de 5,782 irrobas.
Entraran) nesle porto para rarregar assucar. algo-
dio e couros, os seguintes navios:
Em 25, procedentes desse porto, a galera franceft
Sumatra e a barca sueca Emil.
Em 27, dem, barca inglez* Saffo.
Em 29, dem, escuna dinamarqueza lclent.
No mercado de mport*c,*o apenas lenho a lioli-
ciar-lhe a enlrada no da 25 da polaca goleta hespa-
nbola Eliza, de Barcelona e Malaga, com carga va-
riada de gneros.
O seu manifest consiou do seguinle :
Vinho linio 60 pipas e 200 barris ; vinho secco
160 barril,; dilo doce 15 barris ; vinagra 3 pipas n
30 barris ; passas 60 caixas. 60 meias e 60 quarlos ;
alpiste .1 saceos ; masas 50 caixas ; erra doce 5 sac-
cas ; cominhos 9 saceos ; azeile doce 30 barril; ras-
sOuras 40 duzias ; btalas 24 quinlaes ; chumbo 30
caixas ; alhos 500 resleas; papel pardo 11 balai;
farinba de trigo 70 barricas ; fio de rea 13 qniu-
taes; e ceblas 20 ditos.
Consta-nos qae. esle carregameclo ainda nao esta
rendido, porm como ha falla absoluta de certos
geuoros que o corpem, he de suppor se reahse
logo.
Basla de seca. Saude e |udo quanto he bom llae
desejo, lirre de carrapalos, ele,
Ceara'.
Fortaleza 17 de abril.
Como Ihe disse na minha primeira missiva.que nao
Ihe escreveria por quinzenas, ncm por vintenas.e sim
quando honvesse lempo para mim e monco para
Vmc, quero hoje, depois das maiores ehnvas com
que nos honrou o senhor abril, ha dous dial para r,
encelar a carreira da segunda,apezar de nao ler ain-
da sabido se a minha primeira mereceu as honras da
publicarlo. Sim, meu amigo, livemos orna chava
de eslrondo na noile do da 15, a qual roncava peina
ares e pela Ierra, inundando casas, derribando
muros, clareando alrotas e eslrugindo os eres ; igual
porco livemos para amanhecer hoje, e o qne ma
he sem raios, o que nao era de esperar a villa dea
prmeiros ensaios; e ludo islo ma'ndou-nos i Divi-
na Providencia para beneficiar estas areias seccan,
com o que de esteris, qoe sao, se tornam feriis e
ubrrimas. Esl pois rico o Ceari do dia para a
noile, ou vice-vena, porque o invern vai sendo
geral.
Depois da minha j referida,nada lem occorrido de
novo, todava vamos acompanhando o fados cor-
renle.
Chegou dos porlos do sul o vapor ,S. SM pador, e a
maior uovidade que trouxe foi a morle do czar Ni-
. xolao : esta n3o deitou de causar algum eslrondo,
porm com a mesma rapidez eom que passou do
bocea em bocea,e provocou algumas discusfes,pas-
son tambem ao olvido e j hoje he cousa velha.
A respeito porem da morte do imperador de todas
a Russias,o melhor he,que havendn aqui alguns in-
dividuos do partido russo, comnroa nm dilles mais
fanaliro a naoquercr acreditar na morte do ciar, e
lem passado lingua aoa oulros do seu credo com
laes alicantinas oque os lem posta.em perfeito estad
de duvida.
V pois, mea amig, qae se a moda pega, temos
nos de lular com urna novarinda de el-rei D. Se-
bastian ; e o mais be que o tal russo, a quem libi-
do.he l mesmo da lerriuha desle principe.
A' esle respeito ea tambem lenho o mea credo, e
como este he czar creio firmemente qoe o homem
morreo, quero dizer.esl morto.Conclairei wte as-
sumpto recilando-lhe urna colchea, ou como melhor
nome em poesa se deva dar, que me mandou um
eldanle por occasio de historiar-si a morle du
czar, e a quem se linha dido o senguinte mote.
Nicolao roatou, morrea.
Por manter Sebastopol.
Como i Rnssia nao cedeu
Ao poder da Inglaterra,
Esta diz, poudo-lhe guerra
Nicolao maln, morrea o
O czar logo responden,
Afrontando a tena e o sol,
Pode vir o grao Mogol,
Albiori, Francos e Marte,
Qne eu farei eom fogo e arle
Por manter Sebastopol.
Dcvo porm preveni-lo que sobre esla poesa en
n.lo lomo a responsabilidade, por nao ser ella di
minha lavra, e mesmo nao ihe dou maior aproe
porque sao cousinhas de esladante para enlreter o
lempo, e apenas a redro aqai para enlreter lamberu
os seas leitores.qui se derem ao Irabalho da lir esta,
e desafiar o apetite dos mesmos leitores a fizerem
obra melhor, se virem qae o tal do mole vale a pe-
na, porque tambem nao he l cousa de alio colhor-
no. Estao por hoje quasi agotadas as materias,
mas poderei fallar-lhe do dia de amanhaa, no qual
se tem de representar ama icena bem piletica ; he
urna eiecuraodeserileni; de pena ultima, em nm
preloescravo de nome Benedicto,por nm aisaninalo
e roubo que pralieoo em nm eseravinho do coronel
Machado. Dizem qoe o padeeenle est bem resig-
nado ; quando Ihe foram intimar a lenlmca e por
em ferros, disse queja esperava por-isso, com qoe
pouco se importava, pois eslava am pouco aborre-
cido de viver ; come e bebe com toda a salisfacjlo ;
entreunto que a mim, arripiam-se as carnes ios
cabellos. Porlanlo nao fallemoi mais nislo. vamoi
variar de assumplo, e o melhor ser fazer ponto
aqui, afim de resar logo pela alma do infeliz, cum-
prindo assim o preceito da religiao. llamo mm, ni-
hit Aiimon a me aticnum pulo.
He verdade que para se cumprrr verdadeiramen-
le este preceito, segundo o Sr. Vctor-Hugo, hene-
cessaro primeirocumprir aquelle do Declogo:Nao
malars. O qual por certo nao cumprio a relacalo
dodistricto, pois subindo por appellaro o processo
desle infeliz escravo, ella declaroo que no tornavz
olhos e,douravam os perfis de seus cabellos magnfi-
cos. ,
Sim. sim. repela comsigo Mr. Gridaine. abso-
lutamente como oulr'ora Joao l'ouril, es bella...
roas que importa ?...
ciedade, n.lo sei que phanlasma lo negro, grande e
poderoso que Iremem depois (liante de sua propria
obra. Nao creio nesse phanlasmt. Elle lem pernas
de pao e rabeca de papelao romo o gigante da- mas-
caradas. A sociedede sera bypocriU sentindo-se
forte. Desde qu.e a cnnlier nao a lenho vislo ala-
rar sen.lo os fracos e pequeos. Todos aquelles que
a alfroniaiii de ollins firmes e punbos cerrados fa-
zem-na recuar... Deve-sc fazer o quo ella prohibe
para aRradar-lhe, pois ella escolhe sempre seus do-
los dentro os que sabem arrosla-U... Salie o que he
fcil em Tace da sociedade, Mr. Gridaine ? be pre-
cisamente a.pillo que ella declara impossivel... ve-
lha, traca, extravagante, exigente e hosUl a iodo o
vigor ea todo o engerido...Velha impertinente e la-
garella que odia a juvcnlude, que he assas ousada
para ser robusta diante de sua raducidade... quei-
xada quo desoja morder conlinuamente e que no
lem denles... E o seohor quer que eu pare slan-
le disso !...
A marque/a rio desdeiiliosaineiito, e proseguio di-
rigiodo-se a P. J. Gridaine, o qual lornou a por os
oculos a loda a pi es-a :
Demais rellid* I son duqueza ; quem pode lo-
mar-me o titulo? Tenho milhes, qnem m'os to-
mara ? Duqueza e dez vezes milinnaria !... ou viri-
les vezes !... Na sei quanto elle possue... Quando
eu era pobre e obscura, a sociedade, a qual eu ja
desafiava, nao pode abater-me. Jnlaue agora e
pondo a mao sobre o hombro do velho, continuoo
com infletes de voz escarnecedora :
la. Os ltimos raos do sol realcavani-lhe o fogo dos, Eia. diaa-me qual be sua sociedade I He a
soriedade um burlo confusa" em que vivemos? He
a sociedade escollada que enrerra-se em sua capel-
linba, di qnal he ao mosmo lempo sacerdote, sicris-
lao, e Dos?... Mas sou capaz di formar em torno
de mim ama sociedade do eda e de algodao, Mo
as <|ue iiiipoiin .... ue mim una socieoaue na aeaa e re algodao, lo
Os senhores, conlinuou Aslra, fazem da so- j bella que a saa em compararlo se assemelhar a
ama fizenda inferior e desusada !... Ah I meu du-
ro Gridaine, o senhor affervorou-me em vez de fa-
rer-me parar. Sinln-me armada, e desejo romha-
ter!...
A' sna vonlade, linda senhora, respondeu o
Velho Iranqiiillamcnle.
He misler que esta noite mesmo Vmr. nche-
me urna pequea aldaa 13o ignorante quanto o meu
Fernando he civilisadu. He innlil dizer que elles
tem vivido separados e nunca se virara desde a in-
fancia.
Tantas precaur,es para quem desafia o uni-
verso murmurou Mr. Gridairrc.
Nao eslou ainda diante do iiiimig, di'se As-
lra, Iralo de adquirir minhas armas, ( uo princi-
pio o menor seixo pude*fazer-rnc Imperar.
Eslou a merr da pobre cabeca do re Truffe, urna
palavra do doulor Sulpicio lanraria abrito todo os
andaimes do bello palacio que edifico no futuro.....
E e-la certa de que o doulor Sulpicio se dei-
tar engaar por es:a pequea alda 1
Elle gastar bom vinte e qualro loras em des-
cobrir a mentira de minhas testemunhas.
Viole e qualro horas repeli o v;lbo com si-
go encarando-a ebeio re admirarlo. Aslra nio
almixou os olhos e disse .'
Isso he bastante.
Mr. Gridaiue ia por-ie a eaca, e redmenle nin-
suem era mais proprio que elle para adiar o qne
Aslra desejava. Esta recuuduzio-o acabando suas
recommenrtae/ifs. Sahiram do camarim pela porta
do corredor, diante da qual havia urna janelli qne
dava para o pateo de enlrada.
Ouviram repentinamenlenmgrande ramrf#Amar-
queza chegou a janelli, e den um grilo de alegra
exclamando ;
Diga qne nao lenho boa estrella 1 Veja !
reja I
O rumor provinha de que o criados recusavam a
entrada a una pequea aldaa linda como o* atno-
dres,aperar rio seu desaso.e que pedia para filiar ao
dono da raa.
Des^a j, e conduza-a aqu 1 disse a mar-
queza.
O velho apressou o passo, e deseca a escadl qua-
si carreado.
Aslra ficou um instante sosinha no ramarim. O
dia dediuava, e o raios do sol nao- eslavam
raais ahi para fazerem mentir 'sua pillidit. Ella
deixou-se cahir sobre a pollrnm. e sustentando com a
mao a cabera falgada, murmurou :
_ O duque goza de boa saode, Snlpicio viga..
O grande Rostan fez um movimenl em seu son.
Se esse fos-e homem, disse com sigo a mar-
queza...
Porm.nAo arabou. Suas mao* eslavam fras, s
havia gulas de suor sobre seus lindos cabellos.
Sulpicio primeramente, disie ella com ligo,
depois o rei Truffe...Que lizeram-mc elles ...
Onviam-se os passos discretos do velho no cor-
redor.
Ah etclamou a marqueza erguendo-te fi-
ante do cspelho que relleclio-lhe a imagem ehela de
re-oloco o de belleza : que linliam-me leiln os da
Ilrelai'.ba '.'... Quem uecessila de lugar fiz por ad-
qurri-lo... E eisa homem vem fallar-me da socie-
dad! !..
Sarrio leccamenle.
A porla abrio-se. e Mr. Gridaine apparece* io-
bre o limiar levando pela mao o nosso amigo l.oriot
disfarrado em aldaa.
(Continuar-se-ha.)
MUTILADO


DIARIO DE PERMMBUGO, SBADO 5 OE MAIO DE 1855
conhecimenlo dellc (m virtude da lei de 10 dejo-
nlio de Wl), quando o reo ua"o assassinara serthnr
nero teitor ele., e sim um oulro escravo. Se he
verdad este Tacto, como me nfirroim, he para la-
mentar que um tribunal lao respeilavel barateaste
assim a vida de um infelii. quando o caso, segundo
os jurisconsultos, nao era verdaderamente de pena
capital, porque s eislii no processo a conlissao do
reo; coincidindo comas circunstancias do facto.
Eis aqui o que produ/. entre dos a Taita de respon-
sabilidade dos tribanaos superiores. Pater nosler....
18.
.Passou-se a execuo,So de senteiic,a linal, mais an-
da alamos debeiio da impressAo sentimental que
ella produiio; a chava nao tem duixado de cahir des-
de a meia noite, e como que a natureza mesma es-
(.i enlutada pela cerrado, que hoje aprsenla, co-
mo pouco commum nwta cidade ; nao quero emil-
tirjuizos porque desconheooa razilo das altas cou-
sas, como succeda em geni a lodos, pelo que cluia
um ph'osopho a Flix qni potesl.rerom cognoscere
causas, Uesejava fallar-llie de coasas alegres,
masemquanto me nao passar a corr.mocSo e a dis-
pHeencia, nada farei ; e o que diria se eu livesse ido
asslstir aoatto da execuoao '.' Orlo licaria inhbil
par tres din ao menos, mas nessa nao cain en, por
qae ao estou para andar ahi rom representarnos
imaginarias, e em lulas a meia noile com as almas
dos condemnados Vade retro. Todava estan-
do de veia para referir coasas tristes cabe aqui rela-
tar nm aso'acontecido ha poucos das aqui para o
caminho do Miranguape por orcasiao de um samba.
Dero preveni-lo de que os diccionarios nao classi-
licaram este termosamba,mas na|giria dos matu-
los quer dizerdiverlimenlo em que lia cae>es e be-
bes, toque da viola, e aquella dancinha Mito do
iwwo eouhedmento, a que chamambahianoahi
lund das almas, ou choradola para o sul o fa-
do, e na Bahiu creio, qoecorla jaca; em fim pelo
ame nao perca, ou seja lund, ou chorado ; o cor-
lo he qae o caso tem sido mesmo para chorar. Reu-
nida no lugar Jacanahn muitas pessoas para o lal
samba, e entralo nelle, espiritualisaram pur tal
forma ai cabera* que retultou em urna pancadaria
geral, e entre estas algumas tacadas deque morreu
nm rapu iromedialamenle, e fcaram tres ou qua-
Ir*mortalmentc feridos, dos quais dous ja passaram
a eternidade, e oulros estilo na precariedade (de fa-
rer o roesmoj ; o melhor da fesla he que a polica
lula com os mainres embaracoe para tirar o proces-
so porque a brisa foi de cabra cesa lodos deram
e todos apanharam inclusive os defunlos, de surto.
que para haver juslica recta devem estes lainbem
sabir criminosos Me labor est porque urna vez
sustentada n pronuncia nao haver quem se quei-
ra encarregar da priso apezar de que a justicia lam-
hem vai mandando algans oflicialmcnte por sua
conla como digamos o infeliz Benedicto. Eis aqui
pois um I uiiiln chorado que correspondeu perfeita-
menle ao nome, porque segundo dizem o prmeiro
sea proprio pai, qual hoje chora e lamenta ler as-
sim fcito de Saturno tambando o lilho querido.
E com estas e outras se v.to dimiuuindn os bracos
para a lavoura, alem dos raudos escravos e recru-
tea que seguem em cada vapor. A proposito de
fallar em bracos. Quando teremos por ca o pro-
jeclo do Sr. Waaderley reduzido a lei '! Foi urna
boe lerobranca, e parlo de urna grande caliera.
O Sr. Wanderley he amante do norte. Ali eu
tambem l na tal cadeia velha para fazer um arli-
gp addilivo sobre o recrutamento ? porem os meus
patricios nao qnerem olhe, elles bem me veem,
cuben estou aqu escrevendo e advogando os inle-
resaes da provincia ; pira oulra vea anda esque-
cam-se de mira !... Que projeelinhus lenlio nesta
cax<>|a relativos a industria agrcola, navegaco, e
artes : Em que va de prrjgresso nao marchara eu
daqui, como um representante da naeo mellido
em um vapor, camiahando orne ou doze milhas
por liori t Qae esforcpi nao liria en para ir e vir
com saade, e Irazer algumas patacas, anda que
andasse por ahi de tongamenlo E bem sahem que
iodo o esforz he um progresso, seguudo Lamarti-
ne. Emlini, nao estou para divulgar os meus ma-
geslosos pensamenlos, cada um que cuide em '
Vamos adiaste.
Eslam os a 24, nada mais (ero occorrido digno de
especial menoo: chegoo o vapor Tocantiiu dos
polios do sul no da -211, a noticia de mais peso que
dea foi 1er viudo at aqu com urna rpida via-
gem de nove das e nove horas, e creio que nove
minutos. Nao goslei de tantos noves ; parece-me
roosa de uoves fora nada. Segu hoje neste 6'.
.Volcador par essa provincia,e ilahi com deslino a,
anislir a exposic^to de Pars o commeudador An-
tonio Telles de Meueze*, um dos capitalistas des-
la cidade, qae quer aproveitar bem o seus fundos,
diyecliodo-se na apreciadlo dos helios productos da
arte, que o inunde vai oflerecer para serem admi-
rados pelo universo, etc. tu reroir.

paciente como he, for admillindoas miuhas insul-
tas e picas mismas as columnas do seu acreditado
Diario de Pernambuco.
Em ltimos lapsos de peuna, llie direi que a as-
sembla legislativa dcsla provincia pode lomar a ini-
ciativa neslc negocio de summa transcendencia, e
pelo que se constituira credora do mais bem since-
ros encomios. Esperemos pela sua reuuilo ere ju-
Iho prximo futuro.
III
Continuamos a supportar excessiva caresta nos
gneros alimenticios de (oda a especie.
Temos ja muitas chuvas, mas nos falla mauli-
incnlus.
A avareza tem levantado e firmado nm Ihrono
indcstructivcl de bronze no acanhado mercado desla
cidade desde a sua Tundaoilo. Ilnlifo dessa du-
razno iutacla do andrajoso tlirono da avareza ou dos
egostas, usurarios deshumanos, nSo he difflcil li-
diar. No romero da cidade mu poucos eram os g-
neros que vnham pira o mercado, que culAo eslava
fraco c pequeo, eis ahi os ladrf.es pblicos, aeober-
lados coa o Ululo de vendellioas, quilanderos a
veihierem migalhas por preco de milhoes : cresce a
cidade, e com ella engrossa o lal mercado ; tocam
os feros Iralicautes a manler a caresta' de lodos as
coroestiveis; de,sorte que a populadlo nffeita a com-
prar tudo pur alto proco, tornou-se escravo da exor-
bitancia dos lid roes das pravas, como jii esl habi-
tuada Seja lempo de fome, seja do farlura (que mo
sei quando heesle nesta cidade Saraiva-Thcreiina',
o prato de farinha ha de vender-se por liin res
em lodo o caso '. Irra com lautos egostas Mas,
o que quer Vmc. ? A familia maior do mundo, no
seculo sm que vivemos, he a dos egostas ; e, pois,
que muito he se assim amulen- e poior, nao s n
Piauliy, como em tfeu a parte, especialmente onde
essa hedionda familia liver maior numero de mem-
bros V ? !...
IV
Bn que ignorante de tojas as cousas como
Vmc. bem o v pelo meu modo epistolar, todava eu
nflo posso (orrar-me ao desejo da fallar acerca de
seus correspondentes das provincias ; c experimento
o maior jubilo em diier-lhequc loJos elles silo dig-
nos de ler-se excepto este seu criado rude, sobre-
sabido em graoa docura e fluidez de fjtylv, e belle-
za de ideas, osea vellio correspondente da P.irahiba
com quem eu sympathiso sem conheccr. C.
PERMMRUCO.
Piauhy:
Therezina II de marro.
i.
No primeiro do correle llie escrevi urna concisa
rarlinha qu'e seguio mala de 2, e que breve llie
chegara ns mos. Como anda hoje, entilo eu eslava
baldo de noticias.e s llie escrevi para nao interrum-
pir a minlia recente tari-fa. que nao quero que seja
lao ephemera com o acude de Campo-Maior, que
leitou por (erra as esperabas dos habiiaules daquel-
la villa, como o vento a um cadver romano arran-
cado em Pompea, eu em llereulanum ; ou como a
alegra e festejo dos Inglezes eFrancer.es, quando
em oulubro do anno passado llies imbutiram a falsa
noticia da lomada de Sebastopol, qae anda at hoje
nao conquistaran). Amen !. ..
Hoje, porm, voa concluir o meu aswmpto sobre
a capella dos Humildes, depois do que, se restar
tempo, referir-lhe-hei ama ou oulra pequea novi-
dade. Tenha, pois, Vine, paciencia com este sen
criada, admittindo a raagrinlia correspondencia del-
le....
It.
Acerca da capella de Sosia Senhorado Humildes.
(Conclntlo.)
Bisseeoque o Sr. coronal Fraucisro da Cunha
Caalello Branco he um cidacttoeW bous senlimcnlos,
e}M inteTesaaudo-se pelo progresso material e mo-
ral de seu municipio, cedeu generosa e exponlanea-
mealsesle terreno em que est plantada esta capi-
tal. qaal era sua propriedade, logo que Toi mister.
Bem: baje reitere a mesma proposicao, porque he
ver* tetra; e reaaello a quem quer que for ao exa-
me dea (aci n*.
Masqoeirarno^qje o Sr. lenente-coronel, Flo-
reado Alves da Fornica Mendos, nao tenha os bous
e obres entinnuioj do Sr. coronel Cunlia, porque
realmente aquelle lal senhor he dos taes de encher a
pam.a, Tomar e rlornju, e que por isso se arrepie ii
ceder de graca as Ierras que passue na capella dos
llamildes: sim.sep(tonliamos que assim succeda o
queem verdadenao he sippor mal!!...) e nao lem
o paii perdido lanas sorhmas em emprezas mal suc-
cedidas e qnic desaslra'das'? Tem. E, pois, que
muito he una iletpeza ferfaem prol de urna empae-
za, ma empieza de civilsanlo e prosresso, cuja
bom e feliz xito he por demais cerlo e infallivcl ? ?
Pode VmCflJjcra^ilar-nie, que me asseveroo o Sr.
C.earense, aetsaa. seria, e a cna palavra dou todo o
crdito, qut Florencio Alves da Fonsern Mendos lbe
distara ea. setemlxo df ia',3, que.compmra a< let-
ras da capella -Livio Lopes t'.a-lello Branco c Silva
pelo prec deT:tW0;, ipeluindo nesta somma a de
300 cabecas de gado vaceum, e que adundo quem
Ih'asqueira comprar smeurc as Ierras;, dle asven-
4e pelo mesmo preco, ele., etc. Isto be, quer ainda
vinsar o 7:0005 s pelas terriiihas, salvando as pon-
quinhas rezts em numero de 300 '. !! Que cxpcrli-
nho!! E de Teilo, por tal nao o ho de comer !
J ve Vmc. que ao goveruo cabe fazer aqui o que
entender, querer conseguir fcilmente o que
liemos exhibido. Nio ha dtfTiculdadc a .l.jertar ra-
oavdmenle; consequenlemenle s lia mister da
vontade do governo.
Seo qae escrevi ainda que pouco sobre lal as-
sumpto merecer considerado, darei por bem em-
uretados os minutos que gaslei em lascar neste pa-
pel as mnhas ideas, que espero que \ao dispertar a
altenran a qaem compele u expendido; e se nao
merecer, ficarei sempre tranquillo interiormente,
por ler consciencia de que meu proposito foi e he
ser ulil : e coufesso ingenuamente quedesejo com
voalade robusta e firme, que na capella de Nossa
Senhora dos Humildes seja fundada ou creada urna
povoacao por agora, e mais logo urna villa!
Enlrelanto,' arredo-mc desla materia, em quele-
nho batanle incommodado a Vmc. ; e s vollarei a
ella con mais t nelhores minuciosidadrj, se Vmc
ASSEMBLEA LESISLATIVA PRO-;
VINCIAL.
Sessao' em 2ti *t abril de 185S.
Presidencia do Sr. Bar o de Camaragihe.
A'sll.l|(, feila a chamada, acham-se presentes
28 -rubores deputados.
O Sr. Presidente abre a sesso.
O Sr. i Secretario le a acta da sessao antece-
dente, que he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguidle
EXPEDIENTE.
Um requerimenlo de Hermenegildo Eduardo Be-
so Monteiro, fiscal da freguezia de Muribeca, pe-
dindo a esla assembla o deferimenlo de sea requeri-
menlo submeltidn o anno passado, pediudo o aug-
mento do seu rrdenadoA' cominissao de orcamen-
to mnnicipal.
li lido o approvado o seguinte parecer :
a A commilfeSo de negocios de cmaras examinan-
do a |ielicao que Miguel Querido dos Sanios e ou-
lros habitantes do districlo de Correnle.lermo de (a-
ranhuns, dirigiram a esla assembla para o fim de
ser approvada a diviso de Ierras de agricultura c
i riacao de gados naquclle municipio feila pela res-
pectiva enmara em sessao de 1845, em virtude das
posturas addicionaes de 18 de marco do mesmo an-
no,como tudo se v do documente oflerecido pelos.pe-
ticionarios, enlende que semcfliaule prelencao nao
pode ser decididamente considerada, e resolvida sem
que pelos ennaes competentes seja ouvida a cmara
municipal daquella villa.
Sala das commisses -J(i de abril de 1855.Metra
llenriques.Oliceira.n
ORDEM 110 DA.
2." discnsaa das emendas nlTerecidaaem 3." ao or-
namento provincial.
O Sr. Mcira :Sr. presidente.-pedia palavrapa-
ra me oppr a urna emenda que se acha sobre a me-
sa, acerca dos ln I heles de loteras.
O anno passado se adoptou a disposirAo do orna-
mento vigente, delerminando-sc que os vendedores
de buhles de loteras de outras provincias pasas-
tem :0009 de imposto, c nao podessem venders
cautelas, seiiio depois de rubricadas pelo adminis-
trador do consulado, e pagos rs. 25 por cenlo do va-
loi dellas. Eu propaz esta medida, ea casa consi-
derou-a proveilosa ; e creio mesmo que mereceu ge-
rai approvac3o e acolhimento ; por quauln, se nao
pode negar que nao ha muito ba ( nesses vendedo-
res da cautelas, principalmente que sao mu facis
em abasar ; alm de que esse jogo he nocivo aos in-
leressesda provincia, por isso que embaraza a cele-
ridade que couvem se d na extraern de nossas lo-
teras, como se lem recouliecido.
Parece-me, por tanto, que o nteresse dos vende-
dores de bilheles e de cautelas, muitas vezes) ficti-
cias, e em numero superior ao valor do bilhete que
devem representar, segundo he voz publica, nao de-
ve prevalecer aos inleresses da provincia. Esse aug-
mento de 200-J rs. consignado na emenda do nobre
deputado, creio que nao sern su luciente para se con-
seguir o fim que temos em visla ; e os vendedores
snjfitar-st-hiam lalvez a pagar um cont e qui-
ndenios mil rs., se a emenda clevasse o imposto a
esse valor, comanlo que Ibes fosse fcil a venda das
cautelas. Neslc seolido, pois, me pronuncio contra
a idea do meu nobre collega ; e firme as razos que
o anno pastado emitli na casa, mo posso prestar o
meu voto emenda, de que elle he autor, o queen-
leinlo n,lo pode merecer a approvar.io desla assem-
bla.
OSr. Sottza Cartolho .faz al sumas consldera-
ces.
O Sr. Baplsta :A' visla do que disse o nobre
devalado, eu concluo que a sua emenda substilae o
imposto, que actualmente existe de 25 por cento.
Me parece, que as suas observaces a respeilo do
imposto actual recahir sobre um objeclo estabelecido
por lei geral "*<> procedem.
O Sr. Souza CarcaUto : Peco-liie que veja a
emenda.
O S'c. Baplista :O nobre depulado, para ser co-
herente, deveria ter abolido o inlposlo radical-
mente.
O Sr. Souza Carvulho : De dous males, o me-
nor. *
O Sr. Baplista :Direi. que esse aphorismo ge-
ralmente invocado, nao lem applicacAo ao caso.
No caso presente nao se pode dar essa modifica-
cao do mais e do menos, que o nobre depulado quer
dar. Trata-se de aber se a assembla provincial,
pode ou nao estabelecer um imposto sobre a venda
dos bilheles da lotera do Ki de Janeiro ; he urna
queslo toda de principios, e de principios do nosso
direito publico particular.
O Sr. Soma Carralho :Mas conclua.
O .Sr. Baplista :Concluo que as raines apresen-
ladas pelo nobre deputado naojustifiram a sua enten-
d, e para ellas prevalceerem, deveria a sua emen-
da ser suppressiva de lodo c qualquer imposto : ago-
ra se o nobre depulado quer considerar este impos.
to em reanlo a sua maior mi menor quota ; e, por
consequencia em reanlo a influencia mais ou me-
nos directa, que elle pode ler sobre a venda dos bi-
lheles. isso enlilo he queslnu de conveniencia, e nao
questao ile incompetencia da assembla provincial ;
isso he evidente para mim. O imposto de 25 por cen-
ia he maior do que o imposto de 1:200$ ? Sem du-
vida.liaveri por isso urna venda menor dees bilhe-
les ;e por conseguinte e<.i venda menor dar occa-
sioaqueos bilheles da provincia sejam vendidos
com atis frequencia t Sem duvida : pois isso mes-
mo he o quedevemos querer no nteresse da provin-
cia, para que as suas loteras corram.
OSr. Souza Carcalho dn um aparte que nao oli-
vnos.
0 Sf. Baptistt : Logo o sen imposto est cm
enndic.io inferior ao estabelecido actualinenlo : se
tem em vista a conveniencia do imposto, dever a-
ceilar esla consequenria. '
O Sr. Souza Canalho : Esloa muito longe
disso.
O Sr. Baptista :_ Ento, se tratada questao de
saber se a assembla provincial pode ou nao laucar
imposto sobre, venda dosIbilheles das loteras do
Rio, direi que,tegoindo o nobre depulado a negali-
v, para ter cohereule, deveria pedir a abolico do
imposto que existe, e nao apresenlar emenda para
siibslilui-lo por oulro impasto menor.
Sciiliore, as inmoralidades que se reproduzcm
as vendas das cautelas sao immensas ; e no caso de
haver algum imposto, j que nao podemos prohibir
a venda dellas, ao menos seja um imposto forte. Os
beneficios colhidos ciuncsla imposirao forle, ji s3n
abidm.
Ja con-em duaseltcs das nossas loteras por mez,
quando danles corrii urna de tres em. tres me-
zea.
OSr. Soma Carcalho :Enlilo n que se quer lie
prohibir a venda dos bilheles 'das lotera* do Rio.
O Sr. Baptista : E se podemos laucar algum
imposto sobre a venda dcsles bilheles, nao sera mno,
que diflicultemos esla venda.
OSr. Sou;a f'urniMo :O imposto da minha e-
menda mo prohibe.
O Sr. Baplista :NIo prohibe no pensar do no-
bre depulado ; mas no meu pensar lambem prohibe,
porm prohibe menos.
Senhores, sobre impostos prohibitivos e nao pro-
hibitivos tenho lido muito, tenho encontrado mili-
tas distincees mais ou menos engenhosas e arbitra-
ria; mis anta regra certa e segura, que satisfar
urna razao exigente, nao, nao ha.
Conclao, declarando que vol contra a emenda do
nobre deputado, para que fique subsisliitdoo impos-
to actual.
Encerrada a discussao sao as emendas postas ii vn-
los e approvadas, bem como o oreamcnlo provincial
em :t." discussao.
Primeira- discussao das posturas da eamarado Re-
cite, sobre as cocheiras.
Sao approvadas sem debate, dispensado o inters-
ticio a requerimenlo do br. Oliveira.
Segunda discussao do projecto numero vinle e
Ires.
a A assembla legislativa provincial de Pcrnam-
buco resolvc :
a Arl. t nico. He autorisado o presidente da pro-
vincia a conceder i ubi lano na forma do artigo 51 do
resulamento de t-> de maio de 1851, aos professores
Aureliano de Pinito Rurges, de inslrueeao primaria
de S. Lourenro da Malla, e M*noel Thomaz da Sil-
va da segunda endoira do segundo grita da Boa-Vis-
la, derogada qualquer legislaeilo em contrario.
Paro da assembla legislativa provincial de
Pernambuco 16 de abril de 1855. .Iprtaio (iui-
mares.Manoel Clementino.P. l'arejo.
He approvado sem debate.
2. don. 17.
" A aaaembla legislativa provincial de Pernam-
buco resol ve :
Art. nico. Fica o presidente da provincia au-
torisado a conceder a Mgnel Vieira de Barros Har-
ree, professor de iiislrurro elementar do 2." gr.io
do bairro do Rente, c a Joaquina Antonio de Cas-
tro Nunes, proessor de inslrueeao elementar do 2."
grao do bairro de S. Jos, a gratificarlo de que tra-
ta o artigo 60 do regulamenlo de 12 de maio de
185!.
Sala.das corumisses 11 de abril de 1855. A-
prigio Guimares.V. fare/o.
He igoalmente approvado sem dbale.
-').' discussao do de n. 22.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
n Art. 1 nico. Ficam apprnvados os compromi-
sos das irmandades do 88. Sacramento de Pajeii de
Flores : do Divino Espirito Santo erecta no conven-
to dos religiosos franciscanos desla cidade, e do SS.
Sacramonlo do Bom Jardim ; revogadas as disposi-
ees em contrario.
Sala das commisses 10de adril de 185.P. l'a-
rejo.V. Morral.Pinto de Campos.
He approvado sem debate.
3." do nrcamento municipal.
Vao i mesa e sao apoiadas as seguintes emen-
das :
N. 1.Depois dns palavrascorrcio servente if
casaem lugar de 3005diga se 3tJ)-3, ueste sentido
augmenlc-se o quanlitalivo.OHreira.
2.Emenda ao !; 1. do art. 4. do orrataeit-
tn municipal, sobre a cmara de Igiiarnss.
o No fim do S acrescente-setendo o fiscal da fre-
guezia de llamarac o ordenado de 100, neste sen-
lid* augmenlc-se o quaulilativo.Ulirira.
N. 3. Artigo addilivo as disposices ge-
raes.
tr Fica a cmara municipal da villa de P.io d'A-
Iho autors.ida a fazer effeclivo o pagamento das cus-
as decahidas da accusac.ao que se est,1o a dever aost
erapresados daquella comarca, segundo os documen-
tos que lhe forem apresentados, feilo pelas sobras d*
receita breada.S. R..4. A. de Souza Carcalho
F.C. Brandao.Cameiro Jnior. '
N. i,Ao 1. do arl. 2.
Supprima-se as palavras desde devendo al
contadoria. Manuel JoaquimCarneiro da Cti.
nha.
N. 5.Artigo addilivo para aer collorado onde
convier.
Fica approvado o augmento de ordenado conce-
dido pela cmara municipal da Victoria, ao respec-
tivo porleiro.Brandao.
N. 6. Com o pagamento da qunnlia de reis
58:530 a Joanna Mara da Conceieo, viuva de Bcr-
nardino Bandeira de Mello___Btandao. Epami-
nondas de Millo.
N. 7.Emendas ao oreamcnlo municipal pre-
sentadas pela respectiva commissBo.
Ao i do artigo 2.
Com o ordenado do administrador do cemiterio,
em lugar de 1:200*100 _dga-se 1:8005000.
Art. para ser colloctido onde convier.
A cmara municipal da villa da Kscada, he ulo-
risada a despender com os objeclo- designados no"
SS seguintes a quantia de 1-3183000.
5 I. Com os empregados, sendo o ordenado
do secretario -StiixtJOO, do porleiro 609000. com a
p^ocenlagem do procurador calculada cm .50SOOO,
com a procenlagem do fiscal calculada em 205000
3309000.
2. Com o expediente e despezasmiadas e even-
loaes, inclusive a atsignaturado iarii, 505000.
3. Com azeile e agua para a cadeia 38g000.
S 4. Com jury e eleicao 8O5OOO.
S 5. Castas de processos crminaes e conlraven-
Ces de posluras 503000.
6. Com o nluguel da casa da cmara e moLilia
para mesma 3<)08000.
S 7. Com obras nauniripaes, concert e limpeza
das ras 5008000.
Ao S 1. do artigo h.
Acrescente-se com o fiscal de Itamarara poreeu-
lagcm calculada em 205000.
Emenda subttitutira ao M do artigo 6.
Coro obras municipaes. reparos e limneza de ras,
licando a camin autorisada a construir urna casa
para acougue, inclusive a gralificaeao de 503000,
para o conservador 5:0005000.
S 8. Do arl. ... (addilivo.)
E com a divida 713200 pcrtencenlc ao eser v.'io
Ignacio Torre Bandein,19l32O0.
Ao S 6 do art. 9 addrlivo.l
E 5ij000,mctnde;do que se deve ao barbare! He
meterio Jote Velozo da Silveira2815000.
Artigo additivos as disposic,Oes geraes.
Fica a cmara municipal de Caruani aulorUida
a conceder o abale de IOO3OOO na proco,porque Mi-
guel Pereira dos Sanios arremalou os impostos mu-
nicipaes.
Fica a cmara municipal do Cabo autorisada a
pagar em prestaeiles, segundo o permilirem as fi reas
do seu cofre, a divida na importancia de 290,'pOOO
pertenceole a Joaquim Manuel do Reg Brrelo.__
. R.Augusto F. de Oliceira.Machado da Sil-
la.Barros de Lacerda.
S Addilivo ao arl. 6.
Com o cirurgi.lo do partido 200O00.Machado
da SilvaAugusto de Olneira.
N. 8. Ao arl. 3. S 1.depois das palavras
Bebcribe.505 cada umdiga-es 50a para o reparo d-
tala das audiencias.S. 11.Castro J.cuo. '
N. 9.Arligo addilivo para 'ser collocado onde
convier.
n Fica approvado o novo regulamenlo confeccio-
nado pela cmara municipal do Kecife em 21 lese-
lembro de 1852, para as nferiees de balanzas,,pesos
e medidas do municipio.(HicHra.n
N. 10.Acresccnle-se ao S 22 do arl. 21.
Picando isenlu deste imposto todo e qualquer
eslabeleciinenlo, que liver de fundos menos di 1005
rs., e reduzido a mulla de 50 por cenlo. S. R.
Brandao.
N. 11.Emenda subslituliva a do Sr. Brandao
ao 22 do arl. 21.
Ficam itentos desla imposeiio os estabeledmen-
los, queja o estivererodo imposto decretado r*k> ar-
tiga 69 da lei do ornamento geral de 1813 a 1811.__
S. R.A. de Oliceira. Barros Laccrdn. Theo
doro Machado.
O Sr. Braniao : Pediudo a palavra, tenho
em visla justificar a emenda que lem por fim extin-
guir o imposto que se acha consignado no S 22 do
arligo21 do oreamcnlo municipal, para os eslabele-
ciroenlos que tiverem de fundo menos do i(IO000.
Senhores,.he urna injustira que um pequenn esta-
beleeimenlo, cujo fundo he menor de 1003000, esle-
ja constantemente pagar a imposto annual, e su-
gqilo de mais a mais a multa de 200 por cenlo dcsle
imposto; islo me parece urna iniquidade.
# Um Sr. Deputado : E como se ha de conheccr
os fundos do eslabelecimento
<> Sr. Brandao : O resulamento de 15 de abril
de IKI'i, dcleroiinj que a mulla de 200 por cento
se j cali ulada sobre o fundo do eslabeleciinenlo :
>ra, se essa disposic,ao existe e se he possivel conhe-
ccr os fundos dnstsliibelecimentos para se llie im-
por a mulla de 200 por cento, tambem he possivel
enlrar-sc nesse conhecimenlo, qnando o rundo fr
menor de 1003000, para isenla-lo dessa injusta
imposicjio ar.nual. Nos sobemos, meus senhores, que
um eslabelecimento que tero o fundo menor de
1003000, he ordinariamente de urna pessoa pobre,
de urahomemque.vivcndo honestamente tem aquel-
le pequeo genero de indoslria donde lira a sua
subsistencia e de sua familia ; porlanto, para que
havemostegeila-lo a um imposto que he, segundo
me parece, um alroridade, tanto mais reprovada
qnanto nem ao menos conserva a devida propor^ilo'!
<> imposto be laucado tanto sobre o pequeo esla-
belecimento que tem de fundos 100. 2005, 011 (009,
como sobre aquelle que (om 20:000000, o que he
urna iiijustica manifesta, porque, se o que possue o
rundo de20:0003900 aja soflrc quasi cousa alguma
tm pagar 25000, aquelle que lem muito menor de
1003000, pagando este imposto expoe seu, dono 11 ti-
rar de sua familia csses 23OOO ; e de mais, se nao pa-
gar no lempo marcado, he suhearregado rom urna
multa de 200 pur cenlo sobre o fundo do eslabeleci-
mento ; isto he urna barharidade Todo o mundo
sabe que esses pequeos eslabelecimento ssilo de Bra-
sileros, porque os nacionaes que se applicam ao
cnmmcrcio silo em pequeo numero, c alm disso
nao tem ,!randcs-capilaes; porlanto esse imposto vem
.1 rabil directamente ou vent a ser mais gravoso aos
nacionaes, no entanto que eu nutro a opiniao de
que he orna das grandes o brisarnos dos coi pos poli-
leos do Brasil animar os nacionaes, para que seap-
pliquem i industria commercial,porque lemos obser-
vado que al boje como que elles estao separados
dcsla industria por di (Tere ni es causas.
Lcmbrei-mc pois, Sr. presidente, de apresentar
aquella emenda, porque como disse, ella vem a re-
cahir em beneficio dos nacionaes, e creio que ne-
nhum membro da assembla dcixar de reconhecer
que ha de necessidade palpitante irmos encami-
nbiind.. quanlo anles a nossa popularan das cida-
des, essa popularan que nao se oceupa nos Irabalbo'
do campo, a este ramo da industria humana; so me-
taos devemos fazerquanto estiver de nossa parle para
tirar esses troperos immensos, esses embaraeos qua-
si invenciveis, que os nacionaes enconlram no exer-
cicio daquella industria.
Dcvo lambem justificar urna oulra emenda que
mainlei a respeilo ria. Esse pobre vellto, que eu all vi, he um ho-
rnero lalvez quasi octogenario : venceu at boje o
ordonaslo deSOSOOO como porleiro da cmara, re-
quereu a esla um augmento rasoavel, c a cmara
por um despacho de 15 de reverciru do anno passado
lli'o conceden.
b>. A commissilo de negocios de cmaras porem en-
Tendeuque nao devia approvar este augmento, mas,
sesundo a minha opiniao, elle deve passar, porque
se dii a dille-renca apenas de 10 para um emprc-
gado que serve a 30 ou 40 annos.
O Sr. Mcerda:Mas a commissao nao sabia que
o 1........111 era velho.
O Sr. Brandao'.O despacho da cmara devia
Iranquillisar a 'commissao. porque ningucm mus
-.nleressada na economa e liicalisar.no de seus di-
nbeiros, do que ella cmara.
Um Sr. Deputado:Em geral naosuceede assim.
O Sr. Brando:Cceio que ilo se nilo pode d izer
a respeilo da cmara da Victoria, porque he umu
das que sempre tem dinlieiro em caix ; por tanto
pens que urna dillcrenca de 10?, para um empre-
gado que lem servido bem, para um liomem que esli
no-ultimo quarlcl da vida, i-Jto be cousa que deva
ser dcsaltendida.
O Sr. Ijteerda:E quando vicr oulro porleiro
mais moco?
O Sr. Brandao:Venha embora ; o nobre depu-
lado ha de couvir comigo n'umn cousa, e he, que
lodos os das se tem augmentado ordenados, e a ra-
zao que se d, he que os vveres lem encarecido,
que os mcios de vida se tem tornado mais difliceis
etc. Assim me parece que a commissao foi muilo
rigorosa para este pobre vclbo, e espero que a casa
seja mais humana.
lia ainda oulra emenda assignada par mim e
pelo senhor Epaminnndas, sobre a qaal lambem
devo dizer alguma cousa : he a que mauda pagar
a Joanna Maria da Conceicao a quanlia da-585500 :
esta divida esl justificada, e resulta de despezas ju-
dicacs, das quacs tenho aqui os documentos, por
isso julgode toda a justiea, que se mande fazer o
respectivo pagamento. Tenho concluido.
O Sr. a-de Oliceira pondera a cmara.que a
commissao de oreamenlo municipal quando leve de
organisar o oreamenlo que se discute, te-ve em vis-
tas equilibrar a receita com a despeza, e toi (,1o lon-
sc quanlo poda ir, attendendo os diversos pedidos
feitos pelas municipalidades, e por isso eslu couven-
cido, que anda que a casa appruvc todas asemendas,
muitas das medidas proposlas dexirao de sersalisfei-
ta por falta de meios. Observa que a cmara da
Victoria etl.V compromcltida 1 fazer urna obra de
grande importancia, que be om acougue, para o
qual pedio a consisnaeo de 5:0003000, eslando
por conseguinte compromcltidas odas as suas ren-
das para oacabamcnlo dessa obra, e por conseguinte
a decretar se esse augmento e oelros que sejam
proposlos, deixnnlo de ser altendidas outras des-
pezas.
Pelo que diz re<|.eto ao imposto de 25 rs. nao
teria duvida em volar-pela emenda se ella livesse
oulra redaccao, isto he, se iseqlasse da iinpnsieiio
lodos os eslabelecimenlos j.i isenlos da imposi^ao
geral, c por essa razao esta convenrido que a emen-
da que olTereceu ero substituirlo a do honrado
membro, preenche os seus lins e esta no caso de
ser approvada.
O Sr. Tlteodoro aprsenla diversas observaces
cm 111-Iiliraco do procedimenlo da commissao.
Encerrada a disrnssao silo approvadas as emendas
ns. 2,1, (i, 7, 8, 9 e II, sendo rejeitadas as de ns.
I, 3, 5, e prejudicada a de 11. 10, fieandu depen den-
les do nova discussiln. _^
Dada a hora,
O Sr. Vresidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
REPARTIC-AO DA POLICA,
Parte do dia i de maio.
lin. c Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que, das dillerenles parlicipaces liontem e
hoje recehidns acula reparcao, consta que se deu
nicamente asesuinte prisao :
Pela suhdelesacia da fresuezia de S. Jos, Jo,lo
Francisco do Rosario, pira avorisuac,cs policiaes.
Por ollicio desla dala communicou-me o delegado
do primeiro dislriclo deste termo, que ao anianhe-
cer do da de honlem, Tora onconlr.ido na praia da
rihera da freguezia de S. Jos, a marsem do mar o
cadver da pr'ela de afio, de nome Esperanea. is-
crava do porluguez Joao Baplista Rodrigues, o <;uc
prucedendo-se a vesloria em di lo cadver declararam
os facultativos haver sido a morle proveniente de
urna apnplexia fulminante.
O delegado do (orinodeGaranlmns parlicipou-me
por officio de 21 de abril lindo", que 110 dia 23 de
marco ultimo fora iissastiuado no lugar denominado
Timb li'.iqurllc termo, o pardo Placido de tul, -por
Paulo de tal, que se poz em fusa, c logo depois leu-
do sido preso na treguezia do Buique conteguioeva-
dir-se do poder da escolia, havendo o mesmo dele-
gado dado as convonienlcs provdeucias para ser o
criminoso nomnenle capturado, no enlrelanto que
contra elle ficava instaurando o competente som-
roario. ,
Oulro sim, communicotKme que no dia 5 do re-
ferido mez de margo, na freguezia de Papacara fura
tamben, assassinado Joaquim de Sanl'Anna, por1
Francisco da Coila que se acha preso e esla sendo
proeessado na forma da lei.
Dcos guarde a V. Exc. Secreliria da polida de
Pernambuco 1 de maio de 1855.lllm. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Benlo da Cunda e Figaeiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeira.
PlBLIiltO A PEDIDO.
& prematura marte lomen part*
culur umlgo, l)r. Haymiimlo
Jos Farla le. JMattOM, distinclo
medico da provincia do^Mnra-
nliao.
Venga una-mano dal ciclo,
E in pin spirabile aere
Pielosa il transport.
t Manzoni.
Agora quando a vida le sorria
J.i le vas encerrar na sepultura !
I u que nanea tivesle primavera,
E faziasconsistir a gloria tna
Em curar desses entes que na Ierra
Nos sao mais charos, porque a luz uns deram ;
Desses enles. que os nomes repelindo,
Desprendcsle da vida ultimo sopro.
Oh Dos, porque o'calix d'amargura
Llie fizesle esgolar at as fzes ?
Si bavia de mnrrer na flor dos anuos.
Porque da vida aos sonhos o legaste ?
Porque lhc convertesle o ar diaphano
Em bafo apodrecido e peronheiilo ?
O cxsne 110 menos, quando v que ehega
A hora de morrer qu.e jii vem perlo.
Tranquillo baleas azas, sola o eanlo
-Mais alto e mais suave do que nunca !
Mas ahque sorle igual lu nao tivesle!
Nilo podcslc na hora derradera
Do peilo atbelo derramar as masoas ;
E os segredos, que nelle te moravain,
luda dormem cnmligo no sepulcro !
Vida, vida, o que s ? um cemiterio.
Onde urna aps ontra se desenham
As campas quedo mundo encerram as pompas.
Deixou ludo, c parti snsiuho e mudo ;
E na mais pode dar a mao amiga
A'aquellos, que salvou das roaos da morle !
Oh sorle negra que merece prunlo !
As lagrimal que verlo de meus olhos
lie a c'ra de c> preste que l'off'rcrp :
S morreste, leus Teitos niio morreram ;
Em nossos cornees morrer nao podes,
Nova vida immortal viver comers.
A. Jnior.
Recife 2 de maio de 1855.
COMMEBCIO.
PRACA DO RECIFE i DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarles muraos.
Hoje nao houveram rularnos.
ALFAISMEttA.
Rendiroento do dia 1 a 3. .... 31:0175-282
dem do dia i........20:835j028
53:3501310
Descarregam hoje 5 de maio.
Barca inglezaMeaoracarvan.
Brigue nglcz(/'fmortdmferro e nimio
Brigae inglez Plantanbaealhuo.
Brigue porluguezaia //podras de caniaria.
Ilialc porluguez loador do Mondegopipis de
vinho.
Imoortacao .
II nile nacional Aragao, vindo do Acarac consig-
nado a Gonvaia & I.eile, manifeslou o seguinle :
700 meios de sola ; a Joac Jos de Carva!ho Mo-
ra es.
1.979 ditos ; a Maimel Ganeajve da Silva.
l.iO ditos ; a Jos Pires de Moraes.
255 ditos e 50 alqueires sal ; a ouveia &
200 meios de sola ; a F. F. de Souza Nevesj
19 couros salgados ; a Jos Rodrigues Far-
reara.
CONSULTO GE BAL.
Reudimento do dia 1 a 3. ... .
dem do dia .
2:787JB78
1969829
2:9815707
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reudimento do dia 1 a 3.....
dem do dia 4.......
252S7I8
I8I52I
433>931
ECEBEDORIA DE BENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 3.....2:938-3985
dem do dia 4........ fj'fJQajrlJ
:44tf500
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a :i..... 3.7iO907
dem do dia 4........ 1:0878085
1:8278992
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vatios entrados no dia 4.
Balda5 das, hiate brasileiro Novo Olinda, de
85 toneladas, meslre Custodio Jos Vianna, equi-
pasen! 8, carga tabaco e mais gneros ; a Ti/ssn
Jnior.
Lisboa23 dias, barca portusueza Oratidaon, de
257 toneladas, capitilo Antonio Pereira Borges
Pestaa, equipagem 15, carga vinho e mais see-
ros; a Thomaz de Aquino Fonseca A; Filho.Pas-
sageiro, Javier Bax.
iVai'ioj saludos no mesmo dia.
Rio de JaneiroVapor de suerra inglez Sbarps-
hoolem, cuiiiniaii limle Parish.
Rio de Janeiro c portos intermediosVapor brasi-
leiro Toeamins, commandantc o captao de frn-
gata Mancebo. Passagairos desla provincia, Dr.
Joaquim Antonio Carneiro da Canha Miranda e 2
escravos, Antonio Jos l'errera Guimaraes, cone-
go Joaquina Pinto de Campos 1 escravo, Dr.
Francisco Carlos Brandao. Dr. Francisco Garca
Leonardo Jos Lopes dos Santos e 1 escravo, An-
tonio Piuheiro de Mcndonea, l)r. Jos Pires Falcan
Brandao, sua senhora e 2 escravos, Dr. Arislides
da Rocha Bastos, I). Marianna Augusla Bastos e
1 menor, Dr". Aprigio Jusliniano da Silva Guima-
raes e 1 escravo, Joao Jos da Costa Lemos, Ma-
noel Jos Machado, Joo Antonio Machado, Jos
de Faria Machado, (Tuilherme Garrell, Francisco
da Silva_ Boaxi-li, Antonio Jos de Sanl'Anna.
Antonio Jos Duarte da Silva Briga, Manoel di
Silva Cosa, Joao Carlos Cavalcanli de Albuquer-
que. Perpetua Genoveva Carvalho, e 1 escravo a
entregar.
Para o portos intermediosVapor brasileiro oGoa-
riabara.;, commandanle o I. lente Salom.
Passageiros desla provincia, Dr. Joao Paulo Mon-
teiro de Andrad, Manoel na Costa Lima e -11.1 se-
nhora, Jos HyginodeSouza Galvao, Fortunato
Jos. Das de Sampaio, Joaquim Romn Seabra de
Mello, Jos Luiz Pereira Lima Jnior, na senho-
ra, I criado e I escrava, Francisco Josc Lopes de
Albuquerque e 1 escrava, l'rceiinn Cesar de Mel-
lo Padilha, alteres llenrique Jos Borget, cadele
I. I. Figueiredo Pernambuco, 2 cabos, 2 soldados,
e 2 pardos de nomes Manoel.
EDITAES.
O lllm. Sr. I.o eseriplurario crvindo He Ins-
pector da thesoarara provincial, em cumprime-ilo
da resolucao da junta da fazendn. manda fazer pu-
blico que a obra do 8.0 lauro da estrada da Escada.
vai a praca no dia 1. de maio prxima vin-
donro.
E para constar se mnndou afolar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernam-
buro 28 de abril de 1855.O secretario, A. F. a\ln-
mtnriarao
Olllm.Sr. 1escriptarario servindode inspeclor
da thesouraria profincial, em cumprimenlo da rc-
solujao da junta de fazcuda, manda fazer publico,
que DO*Ca 10 de maio prximo xindouro, vai 110-
vamcnle i prara os roncerlos de que precisa o acude
da villa do Limociro.
E para conslar se mandn allixar o pretente e pu-
blicar pelo Diario
Secretaria da lhesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de abril de 1855. O sccrelario, Momo
Ferreira da Aonttnnarao.
O coronel Francisco Mamede dr- Almeida, juiz de
paz do prmeiro dislriclo da freguezia de S. Fre
Pedro t.ouealves do Kecife em virlude da lei
etc.
taro saber aos que a presente carta de editos vi-
rem ou tiverem noticia, que Jo3o Marlius de Bar-
roi commerciante estabelecido nesta praca, me diri-
gi a pelir.lo do theor seguinte :
Diz Joio Marlins de Barros, commerrianle esta-
belecido nesta cidade, com armazem de gneros de
por
'estiva, que quer fazer citar a Manoel Jos Barbosa
Brag#, oulr'oft morador na ruj do Vinario deste
dislriclo, para ver te porosroeios concilialorios.qoer
pagar-lhea quanlii de 25;75 rs proveniente de
gneros que compron ao supplicnnte, e como elle
Cacha ausente em lugar nao sabido, vero o loppli-
canto requerer a V. S. que i.dmillindo-o a justificar
essacircumstancia, como prescreve o arl. 45 1" do
regulamenlo n. 737 de 25 de novembro de 18.50, se
digno mandar proceder a citado edital do supplica-
do segundo dispoe o arl. 25 do mesmo resulamenlo,
ati'ti de que (edita lugar a conciliario requerida,
Pede aolllin. Sr. juiz de paz do prmeiro dislriclo
do bairro do Kecife assim Iho delira.E. R. M.__
Mi/uel Jos de Almeida Pernambuco, procurador.
Como rcqaer.Primeiro dislriclo do Rccifc 21 de
abril de 1855.Mamede.
Nada mais coostava em dita pclican c despacho, "i
depois do que procedendo o supplicanle a juslifica-
cao requerida e sendo-me os aulos' conclusos nelles
proferi minha sentenc.i do theor seguinle :
Julso procedente a juslilicarao cm vista dos de-
poiineitlosdasteslemunhasde folhas 3 a folhat 4 e
da disposinlo do arl. 25 do decreto de 25 de novem-
bro de 1850, combinado com o arl. 53 do mesmo de-
creto. O escrivo passe cdtlaes com o prazo de 30
dias para seren afiliados nos lugares pblicos do
i-o. turnee publicados pelos jornaes na conformidade
do S 2- do art. 45 do citado decreto, e pague o jus-
tificante as custas.
Primeiro dislriclo do Recite 1.- de maio de 1855.
Francisco Mamede de Almeida.
Em observancia da qual inandei passar a presen-
te carta de editos com o prazo de 30 dias, c hei. por
citado para o conleudo da petirilo peata transcripta
a snpplica.lo Manoel Jos Barbosa Brasa, ilim de
runiparcrer a primeira deste jaizo, logo que se lin-
daren! os ditos 30 dias. por si 011 por sen procura-
dor para so conciliar com o supplir anle sob pena de
revelia. Por isso toda e qualquer pessoa. |amigos ou
conhecidosdo sopplicado lite podero fazer -cente
do que fica expendido, eo porleiro desle juizo pu-
blicar a presente c afiliar no lugar do eoslume, e
se publicara pela imprensa.
Dado c passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 3 dias do mez de maio do anno de
1855.Eu Manoel Alexandre (ornes de Mello, es-
crivilo o escrevi.
Francisco Mamede de Almeida.
O Dr. Cnstodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
de direito da primeira vara do civd c do com-
mercio nesta cidade do Recife c seu termo
S. IL I. e C. ele.
Fajo saber em como por este juizo da primeira
vara do commercio na sala das audiencias depois
da mesma se ha de arrematar por venda a quem mais
der cm a praca publica no dia 14 de maio corrale,
os bens con,Unlcs do escriplo passado ao porleiro,
pcdhorados a Domingos Tertuliano Soares por exe-
cuc,iio que lbe movem Leonardo Schuler & Compa-
nbia.
E para que chegue a noticia de todos man le
passar o prsenle e mais dous do mesmo theor, sendo
um publicado pela imprensa, e dous aflixados nos
lugares do cosime.
Dado nesta cidade do Recife cm 4 de miio de
1855aEu Joaquim Jos Pereira dos Santos, escri-
vao o snbscrevi. ,
Custodio Manoel da Silca Cuimaraes.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que cxislem no armazem da mesma os voluntes
ahaixo descriptos alem do lempo marcado pelo re-
gulamenlo, c pelo prsenle silo avisados os respecti-
vos donos c consignatarios para os despachar no pra-
zo de 30 dias contados desla dala, lindo o qual sern
arrematados cm hasta publica na forma do arl. 274
do mesmo resulamento, sem que em tempo algum
se possa reclamar contra o cffeilo desla venda.
Armazem n. 7.
Marca W essgal particular 11. 2090, um ombru-
llio vindo no brigue dinamarquez l.uise, em 1-de
mareo de 1853 ; a B. Praeser & C.
Marca IL 11. 180, umacaixinha. viuda no brigue
francez S. Michel. em 3 de marro de 1853; a J. I.
I.oyolli.
Marea JKC n. 366 l|2, tima caixinha, viuda no
brigue dinamarquez Euise, em 7 de marro de 1853 ;
a J. Keller & C
Sem marca S, n.. am piano, vindo no patacho
Amargozo, em 26 de abril de 1853; a urdem.
Alfandega de Pernambuco 3 de maio de 1855.
O inspector, Benlo Josc Feruandes Barros.
O Dr. Custodio Manoel da Suva GnimarAes, juiz de
direito da primeira vara do commercio nesta c"
dade do Recife de Pernambuco por S. M. I. e
constitucional.
F'aco saber em como por este juizo da primeira
vara do commercio na sala das audiencias e depois
da mesma no da 14 de maio corrente se ha de ar-
remalar por venda, a quem mais der cm praca pu-
blica os bens constantes do escriplo passado ao por-
leiro, penhorados ao hachare! Pedro liaudiano de
Ralis e Silva, por execurao que llie movem Reg
Albuquerque A; Compauhia.
E para que chegue ii noticia de lodos mandei pas-
sar o presente e mais dous do mesmo theor, rendo
um publicado pela imprensa e dous afiliados nos lu-
gares do eoslume.
Dado nesta cidade do Recife em quatro de maio de
1855.Eu Joaquim Jos Pereira dos Sanios, escri-
vo o subscrevi.Custodio Manoel da Silca Gui-
maraes. ^
Joao Ignacio de Medeiros Reg, cominercinntc ma-
triculado, depulado commercial do tribunal de
commercio da provincia de Pernambuco c juiz
commissario nomeado pelo mesmo tribunal.
Fajo saber que nilo leudo comparecido na reu-
niiio, que leve lagar no dia I do correle, os ere-
dores da casa fallida de Oliveira Irmos & Compa-
uliia, Leonino Brothers, Jacomo r\ I'. Irms
Carboni, Gamba Scomio (.x,- Mello, l-'rercs Bosaner.
Antonio Joaquim de Oliveira Mello, Novaes i\ I'a
sos, Viuva Seve, Sebasti.lo Jos de Figueiredo, que
residem fora deste imperio, ou dentro delle, raa-
em domicilios nao condecidos, por nao ter sidot
convocacao feila segundo o art. 135 do resulamcno
lo n. 7:18 de 5 de novembro de 1850, convoco pe-
lo presente edilal a ditos credores para que compa-
reniui no dia i de junho Jo correule anno, pelas 11
horas da inanbiia, em casa da minha residencia na
ra da Cruz B. 9 do bairro do liento, afirn de que
reunidos em minha presenca, com lodos os mais
credores da mesma casa Taluda, verifiquen! os sem
crditos, se forme u contrato de uuio, e se proce-
da a Hornearn de administradores dos bens da di-
la casa Taluda, adverlindo que nenbum credor se-
ra admiltido por procurador se este nao liver pode-
res espedaes para o aclo, c q'.ie a procurabas) nao
pode ser dada i pessoa que seja devrdora aos Talu-
do. nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credores. Em cumprimenlo do que
lodos os credores da referida casa fallida compare-
cam em dito dia e lugar designado, sob pena de
se proceder a suas revelias.
E para qae chegue ao conliecimento de todos,
mandei passar o presente edital, que ser afiixado na
praca do commercio c publicado pelo Diario de
Pernambuco. Dado e passado ncsla cidade do Re-
cite de Pernambuco aos 27 dias do raer, de Janeiro
de 185.'). Eu llinamerico Augusto do Reg Rangel,
F.serivao juramentado o escrevi.Joo Ignacio de
Medeiros Reg, juiz do commercio,
Jos Antonio Bastos, commerrianle tnalriaulado,
depulado commercial do tribunal do commercio
da provincia de Pernambuco, e juiz commis-
sario.
Faro saber, que no dia 9 de junho do correr.le
anno pelas 11 horas da mantilla na casa d,i minha
residencia 11a ra da Cadeia do bairro do Kecife
n. li ha de ler lugar a reuuilo Jos credores da casi
commercial Taluda de Richard Rujie na conTormi-
dade do arligo 135 do regulamenlo n.7.'18 de 25 de
novcpihrosde 1850, iifin) de que reunidos em minha
prcsenc.i lodos os credores, verifiquen! os seus cr-
ditos, formem o contrato de uniao, c procedam a
nomearo de administradores dos bens da rele ida
casa Taluda, adverliudo que iienhum credor sern ad-
miltido por procurador, se este nao titee poderes
5?
Dado e pastado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 8 dias do mez de Tevereiro de 1855,__
Eu Diuamerico Augusto do Reg Rangel, escrivo
juramentado o escrevi.Josc Antonio Basto, juiz
commisario.
Joao Pinto de Lemos, coinmendador.da ordem de
Chritlo, commerciante matriculado, depulado'
commercial do tribunal do commercio da provin-
cia de Pernambuco e juiz commissario :
Fajo saber que nilo tendo comparecido nareuoio
que leve lugar 110 dia 19 de Janeiro da correule au-
no, os credores da casa commercialValda de Deano
Voule & C, qae residem Tora desle imperio ou deu-
Iro dellc, mas cm domicilios nao conhecidos, por
nao ter ido a conYocaco reila segando o arligo 135
do regulamenlo n. 738 de 25 de novembro de 1850-
conxnco pclo^ircsenlc edital a dilos credoresr para
que compareeam no dia 11 de junho do correle
''uno pelas II horas da manha, na casa da residen-
cia dos mesmos fallidos, na ra da Cadeia do bairro
do Recite 52, alim .le quo* reunidos em minha
presenc.il lodos os credores da referida casa Taluda,
verifiquem os seus crditos, deliberem sobre a con-
crdala ou formem o contrato de uniao e procedam
a iiomeaon desidminislradores dos bens da dita ca-
sa fallida; advertindo que nenlium credor ser ad-
miilido por procurador se este nao liver poderes es-
peeiaes para o aclo, e que a procurac,So nSo pode ser
dada a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores. Era cumprimenlo do que lodos os credo-
res da referida casa fallida, compareeam em dito
dia e lugar designado, sb pena de se proceder as
suas revelias. E para que chegue ao conhecimenlo
de lodos mandei passar o prsenle edilal, que ser.
afiixado na praca do Commercio e publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dado a pastado nesta ci-
dade do Recife de Pernambuco aot 9 de Tevereiro
de 1855. En llinamerico Auguslo do Reg Rangel,
nseri vao juramentado o escrevi. Joo Pinto de Le-
mos, juiz commissario.
.

DECLARACO ES '
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco loma e da'
lettras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril.de 1855.O se-
cretario da direeco, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
CONSELIIO ADMINISTRATIVO.
I) conselho administrativo, em virtude de aulo-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguintes*:
Para o segundo balalhao de inTantaria.
ravatus de sola de lustre, 46 ; man* de algo-
dao sem pello, II ; sapaios, pares 57 ; capola de
panno alvadio, 63.
Meio balalhao do Cea ni.
Grvala de sola de lustre, 3l ; maulas de algo-
daosem pello, 212.
Dcimo balalhao.
Manas dealgodao sem pello, 50.
Segundo balalhao.
Floretes com punhos dourados, bainlias de cen.ro
prelo enveruisado, com bocaes e povleiras douradas,
27 ; panno azul mesclado. covados 135.
Uitavo balalhao.
Mantas de algodao sera pello, 355 ; panno verde
escuro entrefino, covados 1,983.
Nono balalhao.
Mantas dealgodao, 376t panno verde escuro en-
trefino, covados 1,168.
Meio balalhao da Parabiba.
Mantas de alsodao, 74.
Compauhia de artfices.
Mantas de algodao, 72.
Quarto balalhao de animara.
Panno carmesim para vivos e vistas cova-
dos 90.
Companliia de cavallaria.
Mantas de algodao, 11 ; bonetes, pares 40.
Quem quier vender estes objectos aprsenle as
saas proposlas em caria Techada na secrelaria do
conselho ns 10 horas do dia 7 de maio prximo fu-
turo. -
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
cimcnlo do arsenal de guerra 30 de abril de 1X55.
Jos de Brilo Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Vcreira do Carato Jnior, vogal e secreta-
rio.
AVISOS MARITmsT
RIO DE
JANEIRO.
O brigje nacional MARA I.U/.IA, ca-
pitao Manoel Jos Presidio, vai seguir com
piulo asanoei jse rresicuo, vai seguir 1
brevidade, lem grande parte do sen carre-
gameulo promplo : para o redo, passageiros e es-
cravos a Trele, para os quaes oOerece as melhores
accommodares, trata-se com os consignatarios An-
tonio de Almeid Gomes &C, na ra do Trapicha
11. 16, segundo andar.
Para a Baha segu em poneos dias, por ler a
maior parle da carga prompla, a. veleira sumaca
Hortencia ; para 0 resto da carga, t'rala-se com seu
consignatario Domingos Alves Malheus, na rna da
Cruz n. 54.
AO MARANIIAO' PELO CEARA'.
A escuna nacional Flnra, capitao Joaquim Josc
Alves das Nev, segu com brevidade ; para o res-
to do seu carregamcnlo, trala-se com os consignata-
rios Antonio de Almeida Gomes j Compauhia, ua
ra do Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
Para o Acaracu' e Granja sabe coro toda a bre-
vidade a escuna 8. Josc ; para o rcslo da carga e
passageiros, trata-se na ra do Brum n. 16, e ua
praca do commercio com Manoel Jos de S Araojo.
Para o Aracaly segu com brevidade o hiate
Correio do .Sorle ; recebe carga e passageiros : Ira-
la-iccom Caetauo I. v naco da C. M., ao lado do Cor-
po Santo n. 25.
PARA O PORTO.
O patacho portuguez.aEspeculidorn deveru parlif
deutro de 20 dias por.ter dous tercos da sua carga
prompla : quem no mesmo quier carregar podem
enlender-se com os consignatarios Rallar & Olivei-
ra, na ra da Cadeia do Recilc, escriptorio n. 12.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu ate
o im da presente semana, apenas recebe
escravos a frete, para o que trata-se com
Machado & Pinjietro, no largo da Asiem-
bla n. 12.
PARA ACARA E GRANJA, i
WV Hiate Aragao sabe nestes quatro-ou cin- W
fS/ co das por ter a maior parle da carga A
prompla : trata-se o resto com Guuveia 6. 5
l.eite. "na ra do Queimado n. 27. (Sk
Para Lisboa sabe com brevidade, por ter parte .
da carga prompla,o brigue porluguez Laia II, de
que he capullo Caelano da Cosa Marlins; para o
resloe passageiros, lri-secom os seos consignata-
rios Francisco Severino Rabelio & Filha.
Para o Aracaly segu coro a maior brevidade
o hiale nacional Exalaeau, meslre Jos Joaquim
Duarle ; para o resto da carga e pessageiros, trata-
se com o consignatario Antonio da Silva Guerra, na
ra da Madre de Dos o. 36.
I rela-se um navio para o Ceam : quem o li-
ver, dirija-se ao holel Francisco.
Para o Aracaly sabe o hiate Dudioso, ja lem
alguma carga : para o resto, trala-se com Joaquim
Jos Marlins, ou na raa do Vigano 11. It.
LEILO'jBS.
ScbaTlieitlin tompanhia Tanto leil.lo, por in-
lervencao do agenle Oliveira, de um novo sorlimen-
(o de hiendas Trncelas, ademis csuissas, dealgo-
dao, laa, linlio e do seda, as mais proprias do mer-
cado: lerca-feira, 8 do corrente. as 111 horas da ma-
nha, no seu armazem. ra da Cruz.
Mr. t.asquct. chanceller do consulado de Frail-
ea ola cidade, estando a relirar-se para a Europa,
Tara leil.lo por nter veneno do aconte Oliveira, da
cspcc.acsparaoaclo, c que a procurado nao pode mobilia da casa de sua residencia, eoii.istindo em
ser duda a pessoa que seja devedora 110 taludo.
nem um mesmo procurador representar por dous
diversos credores. Em cumprimenlo do que toldo
os credores da referida cata Taluda compareeam em
dito dia e lugar designado] sob pena de te proceder
as suas revelias.
E para que chegue ao conhecimenlo de lodos,
mandei passar o presente edilal, que ser afinado
na praca do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco.
! MUTILADO
roas de diversasqualidades, inclusive nma redonda
(oda de marmore, lila elstica, sofii, cadeirase mais
adornos desala de visitas, um bom piano, commo-
das. marquetas, lindo espelho grande, onlro me-
nores com loucadores. leilos, esleirs, mangas, lan-
lernas, crxslaes, louca de mesa, apparelhos para clin,
livros, obras de prala de lei, do Porlo, relogioa para
cima de mesa c de al-ibeira, e oulro muilos artigo
utei e de bom goslo. : segunda-dra, 7 do corrente.
as 10 horas da manhaa, na raa da Aurora n. 18
segando andar.
Okagente Borja de ordem do lllm. Sr.


/
4
Dr. juiz de direit
DIARIO DE PERMiBUCO. SBADO 5 DE MAlO DE 1855.
lireito da prime)ra vara do
commercto Custodio Manoel da Silva (iui-
maraes, a rcquerimento do* credores
Len Lecorate Feron & C de accordo
com os herdeiros do linado Joao da Costa
Dourado. fara' leilao da loja do dito sc-
nlior, sita no pateo do Collegio n. 6. con-
sistindo ua armarn, livros e mais objec-
tos existente na loja supra : sa libado 5
do correnta, a 11 lloras era ponto.
AVISOS DIVERSOS
CONSULTORIO DOS POBRES
SO BA NOVA 1 AlfSAK 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas homeopalhicas lodos os dios aos pobres desde 9 horas da
roanha al o nielo dia, e cm casos extraordinario a qualquer hora do dia 011 mole.
ODerece-se igualmente para praliear qualquer operaran do cirurgia, e acudir promplamcnte a qual-
mulher que esleja mal de parlo, e cojas circurastaiicia? nao permitan) pagar ao medico.
s
aj
quer
m PUBLICAQAO RELIGIOSA.
SaJiio a luz o novo me7. de Alara, adop-
tado pelos reverendissimos padres capn-
chinhos de N. S.-da Penlia desta cidade
augmentado com a novena ta
da Conceiro, e da noticia histrica da
iredalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho: vende-se nicamente na livra-
ria n. o e 8 da praca da Independencia,
a l.sOOO.
Pede-se encarecidamente aos moradores de cer-
lo sobrado do largo do Girino, que a bem da moral
publica e decoro das Camilla, cohibam-sc do ron-
venar e praticarem acajes com cerlas lil.'ms de Jeru-
salem, moradoras do mesino largo ; e nao se cohi-
bindo lerAo o desgoslo de lerem os seus nonies por
eilenso reste Diario.O asignante da botica.
Os abaixo assignados fazem publico, que a. so-
ciedade commerciai que gyrava nesla praca sob a
firma de Vasconcellos i\- Stdurt. Coi nesla dala dis-
solvda por mutuo accordo, licandoa cargo e debaixu
da responsabilidade de Manoel Paes Pinto de Vas-
concellos o activo e passivo da exlincla firma. Cea-
ri 30 de abril de 18.V>.Mauoel Paes Pinto de Vas-
concellos, Julin W'illiam Sludarl.
Qoem qoizer lugar urna negra para o servico
interno e eilerno de urna casa estrangeira, dirija-se
a ra da Cruz, armazem n. 51. Ella nao oslara su-
jeita a cozinjiar.
W CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MIZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de med.licina.homeopalhica do Dr. fi. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volnmcs encadernados em dous e acompanhadn de
' um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, ele, ele....... 205000
Esla obra, a maisimporlanle de todas as quelralam do esludo epralica da homeopalhia, por sera nniea
iqueconlcm abane fuidaincntal Cesta doulrinaA l'ATHOGENESIA Of EI'IEITOS DOSMEDICA-
* MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAL'DEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequercm dedicar ortica da vcrdaileira medicina, interess a todos os medico qne quizerem
eipcrimentar a doulrina de llahneinann, e por si meemos se convenceren! da verdade d'clla: a lodos os
fazendeiros c senhores de_ engeiilio que eslao longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capites de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deiiar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circiimslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao ohriga-
dos a prestar in continenti os primen o soccorros ero suas enCermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lamhem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um votu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... lOgOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, ele., ele, encardenado. 35000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passi seguro na pralica da
homeopalhia, c o proprielario deslc estabclecimenlo se lispngeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamento.
Boticas a 12 tubos grandes.....................
Boticas de l'i medicamentos em glbulos, a 109, 1? e 1 5JO00 rs.
Ditas 38 ditos a...............
Jos Anunno ,lc Araujo, Manuel do Nasci-
mento Araojo, Francisco Aususlo de Araujo,
Joo Amoni de Araujo e Candida Maria de
Araujo Santos, cordealmcnlc agradecem aos
seus numerosos amigos, aos religiosos carmeli-
tas e mais pessoas que assisliram no dia 3 do
crrenle na matriz do Cnrpo-Santo aos ulli-
mos sull'ragios feitos aos reslos morl.irs de sua
presadsima mili D. Clemencia Maria de
Araujo, e aos que se dignaram acompanha-los
ao cemilcrio publico.
MOMffiOPATIIIA.
Remedios ellicacissimos contra
as bexigas.
@ {Gratuitos para un pobres. m
de S. Francisco (mundo nuvo n. (A.
3 Dr. Sabino Olegario Ludgrro l-inho. &
9ttSSg&&--$a^@tteeftg$
Aluga-se ou vende-fe urna casa com
sotao c sitio no lugar da Torre, junto ao-
sobrado do Sr. Peixoto, cor.i todas as com*
inodidades para amilia, coclieira, estri-
bara, quartos para fcitor, etc.: na-ra1
da Cruz n. 10.'
?i O abaixo assignado voni por meio deslc ^
5:> agradecer aos companheiros de sua arle que ;a
m
lomaram o eiicomuioilo de com
ijiarecercm no j>
8|000
-nterro de wu filate, c cun esficcialidade ao i
ki lllm Sr. Mathias Antonio Cc/.ar, por lomar $
O maior parle de seus passos a tal respeilo. JJ
'.'% Manoel Augusto de leneze Cosa.
Ollerece->e um mo^o porlugucz para caixei-
de armazem, loja, ou qualquer negocio : quem pre-
tender, annuncie a sua murada para ser procurado
COMPRAS.
a ...,,,, -'0*110(1
Ditas 48 ditos a.................] ->."ig(KN)
Ditas 60 dilos a................, 5,WMM)
Ditas 1*4 ditos a.................. GO-^ilH)
Tubos avulsos ......................... 1^000
Frascos de meia onca de lindura................... actMHI
Dilos de verdadeira lindura a rnica...............# SoOO
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanliu,
vidros para medicamentos, e aprompt-se qualquer encommenda de meilicammloscom toda a brevida-
de e por prc;os muilo commodos.
Acha-se em #prara de renda por o
annosailha doNogueira, sendo a pri-
-meira no dia 3, 10 e 18 do corrente, pe-
a administracao dos estabelecimen-
iecaridade: na ra da Aurora, casa
dos expostos.
RESPOSTA A RESPOSTA SOBRE A PUBLI-
CACO DE ESCRIPTLRA DE JOAO ANTO-
. MO^OMKS GUIMARES.
No IMamenlo com que Calleceu Domingos Anto-
nio Gomes Guimares, se acha urna verba do Iheor
seguinte:VerbaEm poder do primeiro dos meus
lestamenteiras deixo urna carta para ser entregue a
meus pai< depois da minha morle, na qual alm de
oulras ou.sas qoe Ihes rogo, me salisfacoin pelo amor
que me tem, e que Ihe.letMio consagrado e consagro,
especialmente lhes recommendo e supplico de jmais
enearregarcm.iienhuiu dmeos ir nulos da liquida-
53o de qualquer objecto que faca parlo do que eu
deiiar por minha morle ele. ele. E que lal.'JanjSo !
Porque seria que teu irmAp, que havia sidd teu pro-
tector, pedio a cus pajs nH hora da sua morte, pelo
amor que sempre lhes consagrnu. que nao consenlis-
*em que nenhum dos seus irmaos livesse ingeren-
cia sobre os bens, qne por sua morle deizasse I Nao
foi porque mcrocas que le ponliam na testa um T
com giz, como disse o poela portugue'z ao seu peque-
no critico, porque o T do poela quera implesmen-
le dizerloloo que tu, porcm, mereces que com
tinta encarnada te puimam na tua, nAo quer dizer lu-
lo, pois que como tal le condece lodo mundo, o leu
r quer dizer urna cousa mais grave e muilo extraor-
dinaria Oueres que eu diga o que de ? ve la !.....
lais bem, qoer ducr traidor!! Queris saber leilo-
res, a quem elle liahio? Eu o direi para oulra vez,
por hoje basla.
UMA. LEMBRANCA.
Roga-so ao Sr. Seve, cncarresado da faidacan
da raassa do CaUnio-Yieeate Lieinio da Costa Can-
pello, que veja quando.qner fazer o segundo divi-
dendo do que tem S. S. arrecadado. Ido Ihe pede
Um inlcressado.
L'ma pessoa habilitada nITercce-se para ensinar
primciras leltras lora denla cidade : quem pretender
annnncie ou dirija-se a ra da Cruz n. '28, que acha-
ra com que tratar.
Recebem-ne escravos para se vender de com-
missao por conra dos seus donos, tanto para a pro-
vincia como para tora della ; ofTerece-ne loda segu-
ranza qne for preciso, e se d boa tratamento : na
ra estrella do Rosario n. 28, segundo andar.
Attencao.
Roga-se as pessoas que devem a taberna da ra
Nova n. 50, desde o lempo que perlencia a Malinas
Joaquim da Maia, que hajam de.vir ou mandar pa-
gar, do contrario terSode ver neos nomes pelos jor-
naes, pois o succeasor tem esgola.lo minio meios de-
centes alim de nao cliegar ao que avisa, o qual ter
lugar do dia 10 em dianlc.
COMPANHIA DE NAVEGACAO' A VAPOR
LCSO-BRASII.E1RA.
fectifieaeao.
As cartas que os vapores tiesta compandia tem de
conduzr para Portugal e escalas pagarAo 300 rs.
por cada 4 oitavas a eiemplo da Bala e Rio, e nao
iUO rs. como se rfnnunciou ; pernranecendo a do 800
rs. por cada 4 oit,avas para as dos portes da Euro-
pa, etc.Manoel Duarte Rodrigues.
No dia 8 do corrente, as 11 horas da manl.Ja,
na saia das audiencias, tem de sercm arrematados 2-
escravos moros, d ervijo de armazem de assurar,
a-requenmenlo de D. Maria Carolina de Brilo Car-
valdo, como lutora de seus fildos menores, cuja arre-
o* ihV 1Cm dC SC efteC,uar na Pra-a uo JuiI uu<
77- P.*"16"56 ao ,llm- Sr- f""rico de Araujo Li-
ma Caldas, que anles dse retirar para a provincia
das Alagoas, leuda a dondade de se dirigir ao caes
ao Ramos, sobrado n. 25, primeiro andar, ou alias
annuncie sua resideucia para ser procurado.
HOICEOPATHIA.
FEBRE AMARELLA.
.'IBLICACAa* DO INSTITUTO 110
^ MEOPATIIICO DO BRASIL.
THESOLRO H0ME0PATH1C0 W
i OU
& VADE-MECUM DO tt
) HOMEOPATHA.
^> Methodo concito, claro e teguro de cu- (n
jjfc rar homeopathicamente todas as molestias &
n? que affligem a especie humana, e parti- w/
cularmenle aquellas que reinam no lira- (A)
,. til, redigido segundo ns melliores Irala- 5k
f^f dos de homeopalhia, lano europeos romo *jp)
2h americanos, e segundo a prupria ciperi- ^i
J? encia, pelo Dr. Sabiru> Olegario l.udgera ^2.
& Pinho. Esla obra de hoje recouhecida co- |g)
@mo a melhor de lodas que iralam daappji- ^
cacao homeopaldica no curativo das mo- jj
t) leslias. Os curiosos, principalmente, nao (Qt
podem dar um passo segurQ sem possui-la e ,j*
consulta-la. Os puis de familias, os sendo- tW
(Bk re* ''e en-cn'10' sacerdotes, viajantes, ca- (fr,
2? pitaes de navios, serlanejosele. ele, devem X(
<$) te-la a man para occorrer promplamente a %>)
A qualquer caso de molestia. /jjj
w Dous volumes em brochura por 105000 Jg
{) ,i encadernados 118000 ^
/>*. Vende-se nicamente em casa do autor, ^*
?/ no palacete da ra de S. Francisco (Mun- W
(} do Novo) n. 68 A. (S)
Novos livrosde homeopalhia luefrancez, obras
todas de summa im|K>rtancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 205000
Teste, rroleslias dos meninos.....fijOOO
Hering,.homeopalhia domestica..... 79000
Jahr, pharmacnuiahomeopalhica. 69000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 160000
Ji.lir, molestias nervosas....... CgOUO
Jahr, molestias da pelle....... S>(K)0
R;ipou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16000
llarthmaiiu. tratado completo das molestias
dos meninos. ......'... 109000
A Teste, materia medica hnmeopalhica. 85OO
De Fayolle, doulrina medica homcopathica 7&000
Clnica de Slaoneli ....... 69OUO
Casling, verdade da homeopalhia. 45000
Diccionario de N\ sien....... IO5OOO
Attlas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas', cnnlendo a deseripcao
de lodas as parles do curpo human 305000
vedem-sc lodos estes IIvi o no cunsultorio hoineopa-
tliiro do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro auilar.
t*t*S.?a*K 5SS35-@S@##
DENTISTA. 3
w Paulo Gaignoui, dentista fiancz, estahele
9 cido na ra larga do Rosario n. 36, segundo 9
A andar, colloca denles com gengivasartiflciacs, 9
e dentadura completa, ou parte della, com a 9
presso do ar. 0
[(osario n. 36 segundo andar. 9
9999999@9 @99 B99999
Aloga-se urna casa terrea oa detsobrado, em
qualquer das ras que licam enlre o hecco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
Pcde-sc ao Sr. Jos* de Mello Cesar ev-prn-
curadorda cmara de Olimla, que venha entender-
se com os herdeiros de Luiz Roma, pois basta de
cassoadas, ficando cerlo que cm quanlo nao se en-
tender com osmesmos ha de sabir este annuncio.
Na ra da CadeU do Recifn n, 3, primeiro an-
dai, confronte oesrriplorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, quer nacionaes ou eslrau-
geiros, com loda a promplidao ; bem como liraro-se
passaporlcs para fura do imperio, por prerns mais
commodos do qoe cm oulra qualquer parle," c sem o
menor Irabalho dos prctendenles, que podem tratar
das 8 da mandas as 4 horas da tarde.
SALA DE DANSA.
Luiz Cantarelli participa ao respeilavcl publico,
qne a sna sala de ensino, na ra das Trincheiras n.
19, se ada aberla lodas us segundas, quartas e sex-
tas desde as 7 horas da mu e al as 9 : quem do sen
presumo se quizer ulilisar, dirija-se i mesma casa
das 7 horas da manliaa at as 9 o mesmo se uflere-
cc a dar lices particulares as horas couvenciunadas:
e tambem d liroes nos cullegios pelos preros que os
mesmos tem marcado.
Est a sabir a" luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOWEOPflTHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS.
t posto em ordem alphabeti'-n, rom a dcscripcao
abreviada de Indas as molestias, a iuilicar.lo pdvio-
logira e Iherapeulica de lodos os medicamento lio-
meopatliiros, seu lempo de arrilo e concordancia,
seguido de* um diccionario da signilicariln de lodos
os termos de mediana c cirurgia, e past ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO XORAES.
Subscrcvc-se para esla obra no consultorio homeo-
palliico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. .10.
primeiro andar, por 55000 em brochara, e C301JO
encade ruado.
Coinpram--e palaces brasilcirns t hespa-
nlies : na ra da C.ideia do ltecifc 11. 54, loja.
Compram-see verulem-seescravos de
ambos os sexos, de ilade de I ~1 a 23 an-
nos : na ra Direita n. CG.
Coinpra-se urna lipoia em dom estado, que
conste 1/10 smente da armac/io com o competente
pao e tornos : na ra do Encantamento n. 3.
Attenrao.
Na ra estrella do Rosario n. 28, segundo andar,
se compram escravos de ambas os sexos, lano para a
provincia como para fura ; paga-te bem agradando
as figuras.
Compra-so a grammalica franceza de Sevcne,
cm segunda mao : na ra das Mores 11. 37, primeiro
andar.
VENDAS.
raga,
Vcnde-se urna eiccllenle escrava, crioula, mo-
ra, quo eiigomma, cuse o cnzinda perfeilamenlc : no
aterro da Boa-Vista n. 45.
Vendc-?c um ptimo cavalloe bem gordo, por
preco coinmodo : quem quizer dirija-se ruado Vi-
gario 11. 3.
Vende-so fuma em folha, viudo da Badia, de
primeira e segunda qualidade,- o melhor que ha no
mercado : a iralar rnm Manoel Jos Gomo Br
ra da Senzala Velha, padaria v. 98.
Ceblas baratas
Na trave-sa da Madre de Dos, armazem de Joao
Martin de Barro, vendem-se rebolas muilo boas, e
inuilissim baratas. ,
Na loja das seis portas, em frente do Li-
vramento ,
vendem-se roapiolielios de escocez de lila e de seda
para meninas de 2 al 1 auno a 65OOO ; manguitos
le fil bordados para senhuras a 18000 ; lencos de
rainhraia brinco* <* pintados a 160 ; chitas de bom
panno o bonita* a 1l> e 180. c finas a "200 ; fil liso
e lavrado por preco commodo. a dinheiro a vista ; e
oulro. muilos reatos de fazendas que quer trocar por
sedulas, para sorlir de fazendas chcga''as agora : das
6 horas da iiiauhaa al as 9 da noile.
Vende-se urna escrava de naeo. de idade "28
anuos, de boa conduela : na ra Direita 11. 3.
Vende-no urna escrava crenle, rozinbeira e
lavadeira, um moleqne e mais escravos : na ra da
Asumpc3o, junto ao nicho do Noia n. .10.
Aviso aos (enlioret da arte de tanoeiio.
Na loja de ferragonsn. 41, sita na ra da Cedria
do Recife, hilo chegados rerentcmrnte os seguintes
ohjectos da mencionada oOicina : seguras de corlar
fnndos.dila cochadeira", culellosde lavrar madeira,
eiicluis de arronhar pipas e harris. foles para os mes-
mos, ferros de plaina rom cavilhas, mcelas e pun-
es, tudo preparado pelo melhor autor, e preco o
mais commodo possiycl.
Vende-se um prelo moco reforjado, proprio
para lodo o serviro : na roa do Trapiche n 14
AOS SRS. DE ENGEHHO.
rI PEQtEKO T0(JIE DE AYARIA.
Baca encamada e amarella a 500 rs. o covado
na rea do Crespo loja da esquina, que.volta para a
Cadcia.
Moinhos de vento
ombombasderepuiopara regar hortas e baixa,
dccapim.nafundicaode. W. Bowman : na ru*
doBrumus. 6.8e10.
NOVOSORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS A? OIALIDADES.
Ceberlurcsescuros a 720 rs.. ditos grandes a 19200
rs dilos brancos de algndaodc pello e sem elle, a
milarao ilos de papa, a 19200 rs. : na loja da ra
do Crespo n. 6.
CEMENTO ROIANO BRAKCO.
Vende-se cemento romano branco, rhegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do cunsu-
1110, cm barricas c as linas
zem de launas depiuho.
----------
alraz do tdeatro, arma-
J. JANE, DENTISTA,
contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
Alguns casos de FEBRE AMARELLA
se tem ltimamente manifestado nesla ci-
dade. Olralamenlo donnropalliico bem
dirigido tem mostrado sua superioridade
i antiga medicina. Os doenles. pois, que
a homipnpalliia quizerem recorrer, pod-
lo-hao azer, sendo soccorridos de preferen-
cia iqiicllcs que nenhum remedio hajam
tomado.
Consultorio central homrcopalhico, roa
de S. Francisco (mondo novo) n. 68A.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.

RECREIO MILITAR.
A 19 do correut sera a parlida mililar, sendo os
conviles recebidosal o dia 12 do mesmo ; nao se ad-
milindo posterior a esla data. O secretario
Alfcres Barros.'
Jos Moreira da Costa Maia relira-si para fra
do imperio.
Precisa-se de urna ama
de urna casa de pouca familia
' 42, sobrado.
para o sen ico interno
na Toa da Guia n.
TRATAMENTO DA MORPIIEA
No dia 24 He marco prximo pascado, appareceu
nesle Diario um annuncio publicado pela Sra. D.
francisca Xavier, aconselhando as pessoas que pa-
rtecem de aflerees de pelle (morpha) a recorrer ao
>r. Casa nova, que he quem as poda salvar, como a
havia salvado.
He verdade que no dia 3 de novembro do auno
IV c ,omos rbamados para visilar e tratar a Sra.
D. Francisca, que nos declaroo padecer desta terri-
vel doein;a ha mais de 4 annos, e qoe Iratando-se
i-i SJ!!ema ""opathico, resultado algum linha ob-
liilo. fcos a examinamos e conbecemos realmente
que se achava alTeclada de cleplianliascs dos Gregos,
(geralmenle chamada lepra ou morphea, e ja no ler-
ceiro grao, isnlo quea>a desenganamus e aconselha-
raos a nao entrar em tratamento aliento o triste
estado em qoe se achava. ao-obstante nossa fran-
ca declaracao, a Sra. I). Francisca insto para que
a tralasscmos. vislo estar reaohida a curar-sc ho-
meopathicamenle. Com effeitn, accedendo as suas
rogativas, no mesao dia empregamos o medicamen-
to, eeom mais algum.- dses conlieccmos grandes
memoras, lodavia alo i consideramos curada ; po-
rcm muilo meldorada de seu estado primitivo.
Em nossa clnica descubrimos um medicamento
com o qual temos lirado bous resultados aas aOec-
oesde pelle, particiilarmcnle na de morphea quan-
dose ada no 1. e 2. grao, e sendo a doenca ami-
ga ou hereditaria ficaro os docntes mais aliviados
dos seu padecimentos.
Portanlo, declaramos ao respeltavel publico, que
nao pretendemos com este annoncio inculcar-nos
de curar radicalmente a morpha, porque islo im-
portara o mesmo, que termos descuberlo a pedra
philosophal.
As pessoas qne deaejam Iralar-se desla enfermida-
domorpha oalras aOe< roes, podem recorrer ao
consultorio da ra das Cruzs n. 28.
Dr, I. B. Casanoca.
Ja' chegaram as segutntessemente
de ortalices das melliores qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes brancos e encarnados, alface
repolla ida e alemaa, repolho, tomates,
nabo branco e roxo, couves, trinchuda,
saboia elombarda, sais" pimpinela, x-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
rellia, selgas, ervilha torta, dita direita e
genoveza, dita de Angola, feijuocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, e um grande sortimento das mellio-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz. n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins-
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do lia n-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos intei nos eexternos desdeja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar.de seu pequeo presumo o,
pode procurar 110 segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista fraucez, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura,e prometle restaurar os denles mais estragados,
cora a forma e a cor primitiva.
Prccisa-se de urna ama que sirva para as com-
pras de urna casa de peuca familia : na roa do Hos-
picio n. 7.
TRANSAS E FITAS
Completo sortimento de transas de seda pretas, e
fitas de velludo lavradas, de superior qualidade e
bom goslo, para vestidos, por preco commodo : na
prac,a da Independencia ns. 24 a 30.
. OLEADOS PINTADOS.
De superior qualidade,e diversas largura.proprios
para cobrir mezas, commodas ele. : na praca da In-
dependencia 11*. 24 a 30.
Precisa-se de um feilor ou trabalhador para um
sitio pcrlo da praca, he necessario que elle enlriula
le IralameiHo dp durlalicas, frucleiras e vaccas de
leile : na roa do Trapiche n. 12.
Superior vinho de champagne e Bor-
deau\: vende-se em casa de Schal'hci-
tn & C, rua da Cruz n. .">8.
Antonio Jos da Silva vai Europa Iralar de
f ua saude.
Precsa-se de um feilor que suida Iralar de hor-
la c de vaccas; l.imhem precisa-se de urna prla ou
prelo para vender verduras : a Iralar na rua da Au-
rora n. 54.
Desde o auno atrasado e passado que ?c chama
por esle Diario ao Sr. Jos Juaquim do Oliveira,
para maudar recederos foros do sitio da estrada dos
Remedios, na rua do Livramcnto n. 6, segundo in-
dar.
I'rccisa-scde um moc,o pnrlugucz. de idade de
14 a 16 annos, para caixeiro de nina fabrica dove-
las de carnauba : quem esliver .neslaa lililleu
cias, dirija-se n rua Direita, casa n. 59, dando fiador
a sua conducta.
O actual Idesoureiro da irmandade de S. Jos
da Agona, erecta no convento de N. S. do Carino,
julga nada mais dever a pessoa alguma durante o
lempo de soa serventa ; com todo se alguem julgar
se eredor da irmandade, aprsenle soa cuota para ser
enbolsado, na ruajdo Bangui n. 43.
-IIAl'EOS DE FILTRO.
Acaba de cliegar praca da Independencia loja
de i-daposde Juaquim d Oliveira Maia, um varia-
do.orlimenlo de edapcos de fellro, finos, de erkes
liada nao vistas no mercado, e lamben) chapeos de
palha abarloa, e dilos de palha lirasileira a imla-
Silo dos de Manilha, de diversas cores,supcrfinos cha-
peos de castor branco e |eto, chapeos francezes
de ezcelleules formas e supeiior qualidade, ludo por
prero commodo.
Participa-se aos Srs. mestres pedrP
ros caradores e mais pessoas particula-
res, que na rua da Cruz do Kecil'e n. 62,
ha um deposito da bem conhecida cal
branca de Jaguaribe, e que se vende
muito em conta, tanto em retalho como
em porroes.
Casa de consignacao de escravos, na rua
dos Quarteis n. 2i
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissao, lano para a
provincia como para fra della, ofl'erecendu-se para
sso loda a seguranza precisa para os dilos escravos.
Da'-se dinheiro a premio sobre pe-
nhores de ouro e praja : ua rua do Quei-
mado loja n. 46 A, se dir' quem da'.
Precisa-se de urna mulher capaz para engom-
mar e cozinhar com perfeie.io, para casa de pouca
familia, preferindo-se escrava, que ae pagar bem :
na rua do Seve, casa terrea de sclao.
Perdeu-se um livrinho de lembrancas, conlen-
do dentro una leltra de re 3145880, sacada por
Joao Martina de Barros, e aceita pelos Srs. Brando
& Uiegiie. vencida em 27 de abril prximo piando'
roga-se a quem o achou, o obsequio de o resliluir no
armazem da travessa da Madro de Dos, de Joao
Martins de Barros, que se Ihe ficara agradecido.
O abaixo assignado annuncia ao respeilavel pu-
blico, que ninguem faca negoci) ou iransacr.ln de
nalureza alguma acerca dos lien- de JacinlhuSaarcs
Botelho, que fallecen ltimamente na liba de S.
Miguel, onde era lia annos residente; e, como ad-
ministrador de sua mulder D. Senlioriuda do 'Sacra-
mento Soares, lilha reconhecidt daquelle fallecido,
protesta contra qualquer negociadlo feila em ordem
a prejudcar os seus inlcresses, c os direitos de dc-
raura que incontestavelmeule Ide competem. Itecife
1. de maio de 1855.Manoel do llego Soares.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
das Cruzes n. 22, proprio para l.omcns solleiros ou
cscriplorio : quem o pretender, dirija-se mesma
casa cima. Na mesma casa procisa-se defama ama
secca quesailia engomroar c cozmdar, para servir de
portas dentro.
O cautclisla Vicente Tidurcio Cornelio Ferrci-
ra avisa ao publico, que se acdum espostas i venda
suas cautelas e rldeles inteir., as lujas do costu-
me, pagando sem dc-conlo lati bilhetes ioleiros,
como cautelas ; presos :
Blheles inteiros 55500
Ouartos lj>no
Oitavos J728
Decimos 56OO .
Vigsimos J320
0 Sr. Jos Pedro Carnero, da Cunlia queira
vir no prazo de 15 dias, a ron ,ir desle, rcsgalar a
sua leltra da quaulia de res l">980 rs. e seus juros
vencidos, e caso nao Venha rescatar no prazo cima
marcado, lera de ver seu nome nesla folha al o ere-
dor ser embolsado. Recife U5 de abril de 1855.
Manoel Gonralcet de Azevedo llamos.
Roga-se ao Sr. Jos Nicolao Bezerra o favor
de ir n rua do Collegio n. 17, concluir o negocio que
j devia ter concluido ha 4 mezes passados. Islo Ihe
pedeJos Joaquim Gomes de Abreu.
' Joao Francisco de Aran 11 Lima, com loja de
cirgueiro no pateo da matriz lie Sanio Antonio, vai
a Europa, c deixa na sua ausencia por seu bstanle
procurador no Sr. Jos Rodrigues Fcrreira, e encar-
regado dos negocios tendente 1 a sua ollicina ao Sr.
Jos Joaquim da Cosa Maia, morador na praca da
Independencia n. 24 a 30, a quem se poderao dirigir
as peanas que quizerem tratar.
Na casa de pasto da rua das Cruzes n. 39, lem
remedoria< a toda hora do dia, c d almocos e jaula-
res para fra, e tem mao de vacca lodos*os domin-
gos.
FIMO m FOLHA.
Na ruado Aniurim n. 39, armazem de Manoel dos
Sanios Piulo, ha muilo soperior fumo cm folha de
lodas as qualidades, para charutos, por preco com-
modo.
FEIJAO' IILATIIMIO.
Na rua do Ainm 111 11. 39, armazem de Manoel dos
Sanios Piulo, ha muilo superior feijilo mulalinho,
cm saccas, por preco commodo.
Vcnde-se ac em rmilicles do um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, prac,a do Corpo Sania n. 11.
IUCS DE ROMO.
Vendem-se estes exrcel-
lentes e bem conhecidos
bracos: na rua da Cadeia
do Recife n. 56 A.
Vendem-se 5 escravas. crioula, mocas, de bo-
nitas figuras, e com habilidades: na rua'de Hurlas
n. 60,
Vendem-se 2 prelos de nacao : na rua eslreila
do Rosario n. 28, segundo andar.
BALSAMO HOMOGEMO SY1PA-
TIIICO. *
Favoravelmcnle acolhido em lodas as provincias
do imperio, c Uo ccral como devidamenie apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURA VEIS
POR MEIO DBSTI PORTENTOSO BALSAMO-
TODO O GENERO, atada que
FAR1NHA E ARROZ DA TERRA,
Vendem-se saccas com familia e arroz da trra
oa rua da Cadeia do Recife, loja n.23.
Aa fabrica de espiritos da rua Direila n. &t,
novamenle aberla, vende-se alcool ratificado a ba-
ndo Maria, licor fino, enlre fino e ordinario, "de dif-
ferenics qualidades, em garrafas e em caadas, ge-
ntica em frascos e em caadas, agurdenle do reino,
'"'la prela e rosa para escrover fcla em alcool fri-
co, agua da Ccllonia em irasquinhos e em garrafa,
iianiia p,,, rabello de difiranles cores, oleo de tna-
o.rrr i'" llem Preparado, e por preco commodo,
5/ ;' urncaa vasiis, proprias para licor fiuo, oleo
oc ricino c varopes.
nWWj ais rniEHit.
>A KUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber pelo nUimo navio francez.
maguilico sorlimeulo -
de
um
seuhora.
que
SARTA RITA DE CASSIA.
Em nome da mpsa regedora da vcneravel irman-
dade da gloriosa S. RITA DE CASSIA, convido a
todos os irm.os a comparecerem no ronsslorio da
igreja, as 8 horas da manda do dia li do crrenle,
afini de reunidos em mesa gernl, proceder-se a elci-
ete dos fuoccionarios, que dio de regera irmanda-
de no nnno de 185.5 a 1856.Jote' Franciseo de
Paula Ramos, escrivao.
HERIDAS DE
sejam com lacerares de carne, e queja eslivessem iiu
estado de chagas chronicas, esponjosas e ptridas.
Logo depois da applic.ieao cessam as llores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, samas, erisipelas, molestias cutneas ou perpe-
tuas, e scirrdos, conhecidos pelo falso nome de liga-
do nos peilos, rheumilismo, dieleze de lodas as qua-
lidades,guita, inchacese fraqneza has arculares.
ylEIMAURAS, qiulqucrqueseja a causa e o
objecto que as produ/io.
0 MESMO BALSAMO se tem applicado com a
maoi vanlagem as malcslias seguintes : porm ad-
verle-se que s s deve recorrer a elle em casos ez-
Iremos, na falla absolula ou imposiivel de se obter
a assislencia de um facullativn.
FSTULAS, cm qualquer parle-do corpo.
LOMBR1GAS, nao exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, aioda
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilidadc de esto-
mago, obslruccao das glndulas ou cnlranhas, e ir-
regulandade ou falta da meiotruacao ; e sobretudo,
inllaiuniaeoes do ligado e do baco.
AI'FECCO'ES do peilo, degeneradas em princi-
pio do plhvsica etc. Vende-sena rua larca do Ro-
sario n. 36.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vendb-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado darjtiella fabrica milito proprio pa-
ra saceos de asaltear e roupa para escra-
vos, por preco coinmodo,
Vendem-se a posse c as bemfeilorias de um bo"
nilo terreno na rua nova do Iluspicio, com |(K} pal"
mosde frente e 2.50 de rundo, lodo plantado de di"
versos arvoredos de fruclo pie j eslao dolando'
fruclas novas, com muilo dom poc,u de agua de be'
ber, e parte delle murado que se pode edificar Ires
grandes propriedade de casas: quem o pretender,
dirija-se rua das Cruzes n. 22, para Iralar do
ajuste.
TESOURAS PARA ALKAIATE.
Vendem-se Icouras portuguesa! legitimas, para
alfaiate : na ruada Cadeia do Recife n. 48, primei-
ro andar.
Vende-se ou arrenda-se um pequeo sitio todo
murado e cercado, com 2 pequeas casas de pedra e
cal, muilo bem plantado e com vveiro de pexc den-
tro, por preco commodo, silo.nos A fugados, rua dos
Pocos ii. y : a Iral-r no mesmo, ou ua refinacao da
mesma puvoac,ao.
No paleo do Carmo, loj'a n. 18, de R. A. R.
Tnpinamb, vendera-se blheles c cautelas do cau-
telisla V. T. C. Ferreira, e na mesma loja se pagam
os pennos sem descont.
Vende-se urna capa de panno azul com gola de
pellucia, e bu rada do rasemira de quadros, por pre-
co commedo : na rua do Crespo u. 17.
M JSi'unn rraegerA L., tem pua M
g vender em sua casa, tua da Cruz ^
n. 10:
Lonas da Bussia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa. 4
Charutos de Jlavana verdadeiros. g
1 Ccrveja Hamburgueza.
^(iuinina lacea.
mmmmmsm mmmumm.
Attencao.
Vende-se a taberna da rua Nova n. 50, bem afre-
guezada, e no melhor ponto por ser em esquina, e a
casa tem bstanles commodo mesmo para familia,
com urna parle visla c o mais a prazos : quem pre-
tender, dirija-se i mesma i Iratar com Joaquim da
Costa Dourado.
PECIII.NCIIA.
Vende-se umravallo de boa figura c com bons an-
dares : quem o pretender, dirija-se a rua dos Ouar-
lei. ioja ii. 21, ou na coebeira do major Seliastiao
Lopes Guimares, que achara enm quem Iratar.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr dt Companhie
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de carinas todas de ferro, de um
rnodello e conslmccio muilo superiores
VINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM HARRIS DE OITAVO.
Vende-se a preco commodo : no armaran de
Barroca A; Caslro.na rua da Cadeia do Recife nume-
ro 4.
RELOGIOSDE ALGIBEIRA
ingleze; depalenle : vendem-se a preco muito com-
modo, no armazem de Barroca A; Castro, rua da
Cadeia do Recife n. 4.
VIDROS PARA VIDRACAS.
\cnlem-se em canas, env casa de Rarlhomcu
I'rarcisco Je Souza, rua larga do Rosario n. 36.
A FAMA
Aterro da Roa- isla, defronle da toera, casa do
hnm e barato n. 8, arda-se com um grande sorti-
mento dos melliores gneros de moldados, c vendem-
se por precos muilo razoaveis ; figos de corraWre.
passas, ameixas, ele.
Vende-so urna escrava de donita figura, de 20
a 22 anuos, com urna cria de 8 a 9 mezes, rom muita
abundancia de bom leile, propria para criar, as-
sim romo be de ptima conduela, nao lem vicios
nem aedaques, a qual se afianca ; as bem de vendida por preco muilo commodo por ser
com preciso : na rua das Cruzes n: 20, taberna.
Vendem-sc saccas com feijao mulatinho milito
superior : no caes do Ramos n, i, dehano do sobra-
do eurarundo.
Vende-se um relngio de ouro patente, inglez,
bom regulador, com urna correnle. por preco com-
modo : na rua do Rangel n. 3fi, primeira andar.
Vender um cabriole! c um carro de 4 rodas,
novo, do ultimo gosto, por preco commodo : na rua
do Pires u. 28, casa de Kredericn Jacques.
YINIIO VERDE
a 320 a garrafa, chegado pruvim.uncnle do Torio, e
massa de lmale, chegada prximamente de Lisboa,
em latas de 2 libras, a 1s6U(lrada lala : vende-se na
taberna da rua da Cadeia do Recife n. 25, defronte
do berco Largo.
PALITOS FRANCEZES.
Recebeu-c pelo ultimo navio francez um novo
sorlimeulo de palito de panno de 12? rs. para cima,
dilos de seda, de brim, de laa muilo linos, de alpaca
de cores; assim como chapeos de sol de seda cabos
de canna, muilo grandes e furles, proprio para a
presente eslacao, ditos de panno ede seda de nutras
inuitas qualidades. malas para viagem de lodus os
tamaitos : tudo se vende por muilo menos preco
que em oulra qualquer parle, na rua do Collegio
numero 4.
PIAMOS.
Jo.lo P. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
cm sua casa, na rua Nova n. 41, primeiro andar,
acha-se um sorlimeulo de pianos de Jacaranda e mos-
iio, o melliores que (em al agora apparecido no
mercado, lauto pela sua harmonio i e forte voz, co-
rno pela sua conslruccao, de armario e borisuulal,
da fabrica de Curllard i\ Collard de Londres, e de
aulores os mais arredilados de Allemanha, os quaes
vende por preco ra/.oavel. O annuneianle Cuiilina
a afiliar c concertar pianos com pe frican.
ATTENCAO.
Na rua do Trapiche u. 54, lia para
vender harris de ferro ermeticamente
lechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes harris sao os melhores que e
tem descobcrlo para este lim, por nao
exhalatem o menor cheiro, e apenas pe-
zam I (i libras, e custam o diminuto pre-
co de isOOO rs. cada um.
SAIAS.
rua do Crespo n. 9, vendem-se
ssias, fazenda inteiramente nova a-2.S000
rs. cada urna, e chales intitulados I'ALER-
MO a li'OO rs. : a elles, fregue/.es, que
a fazenda he boa e barata.
COGNAC YERDADEIKO.
Vcndc-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a duzia, e 1>28ll a garrafa : na roa dos Tanoriru n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Taixa pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai xas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzfla Nova n. 42.
I Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarm.
Candicirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, bariae munitao.
Farelio de Lislxja.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro ede vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 117.
Na ruado Trapichen. 10, escriplorio
deBiandera Brandis&C, vende-se por
preces razoaveis.
Lonas, a imitariio das de Bussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de 0 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiadc de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente seo
cante.
Em casa de J. Keller &:C., na rua
da Cruz n. 5 ha para vender expel-
ientes piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vcnde-se urna balanca romana com todos os
seus pcrtcuces.em bom uso e de 2,000 libras quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Bom sortimento de brins, tanto para cajy
ca como para-palrt.
Vende-se brim francez de quadros a 640 a vara,
dito a 000 rs., dilo a 13280, risrado de lslras de cor,
proprio para o mesmo lim a 160 o covado : na rua
do Crespo n. 6.
-5-Na
| Vende-se vinho de Brdeos, St.
h Emilion, Pomerol, S. Julien, Pa- Si
S villac, em garrafei e quartolas : e
vinho de champagne, Sillerv, 1S1
i Mousseux, em garrafas e meias J9
9 garrafal: licores linos todo de w
9 qualidade superior e por preco
i) commodo: no escriptorio de j. 0
| .P. Ailour v\C, na rua da Cruz ^)
I i0- 5
CASBMIRAS A 29i00 e 33000 O CORTh.
Na loja de Ciiimaraes ^ Ilenriques, rua de Cres-
po n. 5, vendem-se curies de rasemira ingleza, pelo
baratissimo prec,o de 23100 e 39000 cada um.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HVG1E-
NICO DA FABBICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e hvpieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ruada Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior. 6i0
Fino.....500
reta-
Auto-
E
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior cemento cm barricas e a
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Santo
nio de maleriacs por preco mais em conta.
COBERTORES ESCDROS
BRANCOS.
ama do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores euros, proprios para
escravos, a 720, dilos grandes, bem encorpados, a
13280, diles brancos a 13200, ditos com pello mi-
ando os de la a 13280, ditos de hla a 29(00 cada
um.
SARJA PRETA E SETIM
MACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. 6, vende-se superior
sarja hespanhola. muilo larga, palo diminuto preco
de 29300 e 29600 o covado, selilHiacan a 238(K)'e
.132110 o covado. panno prelo de 39000, 43000, 53000
e 63OOO o covado.
FABINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, ein saccas qqe tem um alqueire, mea
dida velha, por preco commodo: pos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nh, c no armazem defronte da porta da
ndega, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do
primeiro anclar.
Trapiche n. 3V,
CEMENTO ROMANO.
\ ende-sc superior remenlo em barricas grande
assim como tambem vendem-se as linas: alraz do
Ihealro. armazem de Joaquim Lopes de Almcida.
Riscado de listi as de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, Inja da csqoioa que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assit'.
Vende-se por menos preco que em oulra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de& Compaiihia, rua da Cruz n. 19.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-se Trelo aovo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidTw.
& POTASSA BBAS1LEIBA.
Vende-se superior potassa, fa-
(Vjjl lineada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemerite, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
m i/.em de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vende-se encllente taboado de pinho, recen-
lemenlo chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a eotender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da, invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
tonas inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.* edicao do livrinho denominado
Devoto Clirisian.mais correcto e acresrenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. fi e K da praea da In-
dependencia a 6-10 rs. cada ezemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, -tem. para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rcenle-
mente chegados, de excellcntra vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, roa
da Cruz o. 4.
Vendem-se lonas da Riissia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem dC N. O. Bieber &C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para* engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se um cabriole! com coberla e os rom
plenles arreios para um cavallo, todo quasi novo
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem. do Sr
Miguel Segeiro, e para Iralar uo Recife rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar. *
sao fei.os e co .Mencia1 da '''? 1 Cm q"e
dar ; aeerescendo alem t^r
de 23100 rs o par, -pago, na cra,a d enlrega
I OBIENTO WSJ!ora
da melhor qualidade: vende-se S
,; emcasadeBrunnPraeger&C.rua I
M daCrurn. 10.
TAIXAS DEFEBRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrarla, e defron
te do Arsenal de Maiinfa ha' sempre
um grande sortimento 'de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas :em ambos os logare*
evistem quindpses, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. A C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara .
dos t1 ferro de -rir- rjualidade. .
C. STARR A C.
respeilosamenteannuiiciam que no seu eilenro et-
labelecimenlo em Santo Amaro.conlinuam a fabricar
com a maior perfeicao e promptidao. toda a quaula-,
de de machiuismo para o uso da agiicultura, na-
vegacau e manufactura; e que para maior commodo
de seus numerosos ireguezes e do publico em geral,
leem aherlo em um dos grande armazens do Sr.
"desquita na rua do Brum, alraz do arsenal de ma-
rmita
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimeuln.
All acharan os compradores um completo aorl-
mcnlo de moendas de canna, com lodos os melhora-
mentos alguns delles novos e originaes) de qoe a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressAo,
laixai de lodo tamaito, tanto batidas como fundi-
das, carros de mao e dilos para conduzir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, Tornos de ferro batido para farinha. arados de
ferro da mal approvada construccaa, fundos para
alambiques, crivos e porta para fernalhas. e urna
inlinidade de obras de ferro, quesera enfadonho
enumerar. No mesmo deposito eiisle urna pessoa
inlclligenlc e habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, ele, que os anunciantes cernien-
do con) a capacidade de suas olliciiias e marlnuismo,
c pericia de seos ofticiaes, s rampromellem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformidade com os inodclosou dcseiihos.e inslrac-
5oes que Ihe forem fornecidas.
CHAKOPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
Ihulomeu Frahcisco de Souza, na rua larga do Rusa-
rio n. 3fi; garrafas grandes ."i.-.MKl e pequeas 33000.
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
Para cura de phlisicaern lodos os seus diflerentes
graos, quer motivada por conslipacOes, lossc, aslh-
ma. pleuriz. escarros de, sangue, diir de costados e
peito, pr.lpilaeao no coraeflo, coqacluche, bronchite
dr ona garganta, e todas as molestias dos orgos pul-
monares.
MECHANISMO PARA ER6E-
HHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENC
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. WA
RUA DO BRUM, PASSANDO O oA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimeale do segainles ob-
jcclos de mechaui.mos proprias para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moenda da man moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundillo o balido, de
superior qualidade e de lorias ns tamauhos: rodas
denuda* para agua oa anima*, de todas as proper-
cicj ; crivos e boceas deTurnalhae reglros de bo
eiro, aguilbdes, bronzes, parafusos ccavilhie-, moi-
n 10 de mandioca, ele., ele.
NA MESMA FUNDICA O.
e execulam toda as cncommendas com a superio-
ridade j cooheoda, e com a devida presteza e eom-
mudidade em preco.
LINDO SRTIMETO DE CALCADO.
Na ru Nova n. 8 loja de Jos Joaquim .
Moreira, ha um beljo sortimento de cal-
jado para senbora, qiie pela sua qualida-
de e preco muito deve agradar as senlio-
ras, amigas do bom e barato: os prec-os
sao os seguintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto-
Sapatos de couro de lustre. l.sOO
Borzeguins com salto para seuhora. s'iOO
Ditos todos gaspeados tambem com salto
para senbora. 4$500
Sapatos de cordavao de muito boa quali-
dade. 1J000 '
Vende-se superior farinha de mandioca de
Sania Gnliarina : a Iratar no ccriplorio da rua da
Cruz u. 49, com liac Cario & C.
ESCRAVOS FGIDOS.
Deposito de vinho de cham-
tagne Cliateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cad- caca, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fc-
goConde de Marcuilc os ro-
jj& lulos das garrafas sao a/.ues.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. IJ. vende-so muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para /echar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior anella para forro de sellins che-
gada recenlemenlc da America.
Vendem-sc no armazem n. 60, da raa da Ca-
deia do Recife, de Henry Gihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Desappzreceu no dia 17 de abril da corren
anu a escrava, crioula, de nome Joanna, cor poue
fula, de idade 30 annos, pouco mais ou menos, esta-
tura alta e magra, cara comprida, orelhis nao rUr-
da-.em 3 marcas de vecina oo braca diraMoem forrea
de triangulo, oulras marcas pelas cosas, e urna em
cima do nariz ; quando se chama pele seu nome as-
suna-se e olbi porxliaixo ; levou um vestido de chi-
ta rxa desbotado, porean em qamrto a roupa ella
costuma mudar, licm como atea norae quando a
So pprehender, e-diz a uus qac lie forra e a ou-
tros que j esta vendida, lie desdentada da parle
de cima, lendo dous denles do lado, costuma andar
pela Boa-Visla : roga-se a qealqoer pessoa qoe a
capturar, ijvc-a rua da Sanala Velba n. 134, que
ser recompensada.
Dcsappareceu no ditSH do mti. de dezembru
do anuo de 1834, untcajipatha cravo. perlenceote a.. I\'i--assigna|fj;>-e)rwenla
ter la a 13 annos de idade, jtouco uuis ou menos,
com os signaes sgnft)tes: cor um lamiscara, ca- .
beca pequea, rosto descarnado, oHiatlvitos, nariz
um lano afilado, bocea cohtposla, pOiaequcnoa, e
eut um delles nina eicalriz do mal de bubas, cabello
um lauto lanzudo; foi vilo em Pao-cAllio na nuil]
do mesmo dia ern qne fugio. Esle cabrtrioa he lillio
de urna mulaUde nome l.uir.a. que. pata anuos de
I8V.2 a I8ii morava na rua.da Sebo dttlf cidade,
pcrlo do sobrado que outr'nra perlenceo ao Sr. ma-
jor Joao dos Santos Nuiles de (ilivtira '; iitora-se o
nome do jenlier da mu la : quem o capturar leve o
ao rngeiilw Aldeia, na fn-guezia de 'i'racanhaem, qoe
sera generosamente gralilirado.
Jos Januarto Soares Ferreira.
CEM MIL RES DE GRATIFIcXcAO'.
Deeappareccu no dia 6 de dezembro do auno pro-,
limo passado, Reuedicla, de 11 annos de idade, ves-
ta, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
lislres cor de rosa ede caf, e watro lambem da chi-
U hranco com palmas, um lenco amarillo o pesc-
lo j desbolado: quem a apprelicnder conduia-a a
Apipucos, no Oileiro, em casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo u. 17,
qoe rerebera a gralilicaraoicima.
Dcsappareceu no dia '2 do correnle, do coge
nho l'agilinga, uni.c-er.ivo. crioulo, de oome Flo-
rencio, rom irinla annos de idade, pooco mais on
menos, lendo os signaes seguinles : bstanle pre-
lo, estatura regular, barbado, rara descarnada, um
pouco dentuco, odios upitomhudos, urna cicatriz na
guela e oulra na barriga, pernus, finas, ps torios que
mostram ter sido cambados, denles podres e falta de
alguns na frente, e talla alem disao um pouco alra-
vessado ; deseuulia-'ee que seguisse ao termo de Na-
zarelli: roga-se a qualquer pessoa, que apprehen-
de-lo, leve-o ao referido ehgenho, que ser bem
recompensado.
PERN. TYP. DE II. F. DE FAIUA. 1835.

MiiTiiann


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