Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01018


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Full Text
ANUO XXXI. N. 102.
x
Tft
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 3 DE MAIO DE 1855,
Por aniio abantado 15,000. /""
Porte fraiKo para o subscripto!.
. O
DIARIO
gKCAKREG.VDOS DA SIUSCKIPCA'O.
Kecife, o propricli-rio M. 1". de Faria ; Kio le Ja-
neiro. o ir. Joao Percira Martina; Babia, n Sr. I.
Duprad: Marein. o Sr. Jo^i|inin lturn.ir.lo de Men-
iIimi.m ; Parahiba. o Sr. (iervaztu Vulnr ila Nativi-
riade ; Natal. Sr.Joaqiiim Ignacio Pcreira Jnior;
Aracjily, 0 Sr. Amonio ile l.emns llraga; Ccara, n Sr.
Virtorisno Augusto lorges ; MaranhAo, o Sr. Jua-
qtnin Marques Rodrigue* ; Paiihv, i Si. Domingos
llerciilano \ckile Pes.ua Cearrnre ; Vara. oSr. Jus-
tino J. llamos ; .\'tia/ona. n Si. .loronv mo ila Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
l'aris, 3io a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 9S a 100 por 100.
Rio ile Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aceites do banco 40 0/0 de premio.
da coiupanhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discoiiio de letiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanliolas* .
Modas de 69400 velhas
de 63 (10 novas
> de 49000. .
l'rala.l'alacos brasileos. .
Pesos columnarios, .
mexicanos, ,
PARTIDA DOS COIlIIKN'S.
299000 hnda, lodos os das
lliCOOO jCariian'i, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15
1G0()0 \ illa-Bella, tioa-Vista, Ex eOulkury, a 13e 2
95000 Goianna e l'arabiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PRF.AMAR DE IIOJE.
Primeira s 6 horas e (i minulosda manhaa
Segunda s 8 boras e 30 minutos da tarde
19040
19940
15860
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feiras
Relaco, lercas-feiras e sabbadoa
Tazenda, tercas e sextas-feiras s 10 lloras
Jui/.o de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas o sextas ao nicio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
F.PIIEMKRIDES. DAS DA SEMANA.
Maio 2 La ebeia as 2boras, i" minutos e 30 Sestilada. S.*Calbarinade Sena^
39 segundes da mauhSa.
I Terca. S. Felipiio e Tia^u ap. s -Segismundo
9 Quartomingaanieos3 horas 9 mi- 2 Quarta. S. Malfada rainha ?. ; S.
Miiins e 38 segundos da manhaa.
16 La novan 1 horas 43 minutos
36 segundos da tarde
23 (guari cresccnle as 10 boras 18
37ininutos 40 segundos da inanba
3 Ouinta. Invcn^o da S. Cruz; S Rodopiano.
4 Sexta. S. Monica v. ; roa i de S. Agn-iinVi
6 Sabbado. A comernao de S. Agoslinbu; S. I'io^?
7 Domingo. 4 depois do Fascoa. Matenmiade ^^
daSS. Virgcm .Mide Daos. S. Heliodoro.
PARTE OFFICIL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediento do di* 1 de malo
onicio Ao Exm. presidente do ruii-ellio admi-
nistrativo do patrimonio dos orphAos, accusanilo re-
eebido o ollicio ra que S. Exr. peilc aulori uoAn
por amor ila lgica, cm tributo verdade e como
signal de desintercsse, asgne-se o Kio de Janeiro
como ponto em que niais convela o frele e o trans-
porte, hi/er o contrario be andar de m.i fe.
Mas que tem a maior ou menor aeran commer-
cial n'inn ponto com urna empreza que agencia e
opera n'uns pouens de pontos era maior ou menor es-
cala '.' One tem a gerencia dos finidos, o empreo
para nomear uin advogado e solicitador de partido. I dos meios. a direcrAo da aceito especulativa com o
para a causa que pendem em juizo, o declarando carrega metilo ilos liarcos e os despartios da alfaude-
iiqucrque. que assentpu prara na l'.irataJio para
ir un dcimo liatnlliao de infantaria.
que pelos respectivos eatalutos aclia-se aquellc ron-
selho aulorisado a proceder sobre objeclos semelhan-
te. como mais conveniente for aos iuteresses do pa-
Irimooio.
Dito Ao memo, dizendo quo aquello conselho
deve tomar urna dcliberarAo e siilnnelte-la ao
conliccioiento da presidencia, arena do Iratameuln
dos empregados iulernos do collcgio que all adnece-
rem.
Dito Ao Exm. manchal comniaintante das ar-
mas, Iransroitlindo. para 1er n conveniente destino,
a notada filiacAn de Joan Main icio de Almeid.i e
Alliu
servir
Dito Ao cliefe de polica, declarando que com
a informaran que remelle por copia do director das
obras publicas, responde ao ollicio com que S. S. en-
\iou urna copia da representacao, que em 1850 a c-
mara municipal de (iqiauna endercssra presiden-
cia, relativamente a caoalisacAn do rio daqoctla ci-
dade.
Hilo Ao inspector da Ihcsotiraria de fazenda,
Iraiismitlindn para Icr o convenienlc deslino o co-
nbeciinento das 50 saccas de familia, que foram re-
metiidas para o presidio de Femando no brigue bar-
ca rtamarac.
Dito Ao iiiesiiio. para mandar pasar aos nego-
cianlcs Rollie e Bidonlac a quanlia dc:l72ol90,
em que imporlou orelogio comprado pelo inspector
do arsenal de mariuha, para o'trralo do mesmo ar-
senal. Commonicnu-se ao suprariilo inp"ciur.
Dito Ao eominandanle da estacan naval, dizen-
do que a ancoretade vinlio branro viuda do presidio
ile Fernando no brigue barca llamarac deve ser
entregue ao presidente do conselho administrativo,
ebem assini que acaba de expedir ordem aoiiispec-
tor do arsenal de marinha, para mandar lazer os re-
paros de que necessila o referido brigue. Fizc-
ram-e as necessariat communicaeoes a respeilo.
Dito Ao capil do porto, recommemlaudo que
minde fornecer ao major encarrecado das obras mi-
litares, 20 toneladas de pedrasde lastro, que possain
servir para calcnenlo das cavallarieas da compa-
nhia hva de cavallaria. luleirou-se ao meuciona-
do major.
Dito Ao- inspector da thesouraria provincial,
inteirando-o' de liaver o ajudanlc de engenbeiros no-
meado para a repartirlo das obras publicas. Jos
Mara de Qarvalho Jnior, entrado no eiercicio de
seu emprego em 17 de abril ulliinn.
Dito Ao niesiao. transmitlinlu para o fin con-J
veniente, a relacio nominal dos cultores dcpula
da aioomi iva provincial, que ussislirain
sua io mc7. de abril ultimo
' Dito A juiz monicipil da primeira vara, re-
metiendo, para lerem o convenienlc destino, o* ter-
ino* de iitentidade Je pessoa dos sentenciado, Ma-
noel 4o (jjslrue Silva, JoHj Felicio dos S-uilos e Ma-
nuel Aleva Ice Ferreira, qiu fallecern! no presidio
de Fernanda, e bera assim a guia do de nonn: Vici-
la Silva l.eilo, que se aelia a horda do brigue
barca llamara-ti a JisposiCSo daquelle joizo.
Dito Ao rommaudante do carpo de policia, in
leirado- d Jiaver aiitonsa I o ao inspector da the-
souraria provincial, a man lar pagar, estando nos
a cunta que Sme. remellen do sus-
tento, no inez de abril ultimo, dos dons clcelas em-
pregados rio servijo da limpe/.a e aceio do quartel
.Kaijuellc corpo.
Dilo Ao juiz de paz presidenle da junta quali-
licfldufa da freg\ic/.ia de Taquarilioga, devolvendo a
lista nominal dos cidadaos qualilicados volantes na-
qoella freguczi.i, afim de que sej cuoiprido em su
plenilude o que dispoe o artigo _', secunda parte,
do decreto n. :IS7 da,9 de agosto de 1X(.
Dito Ao doutor Caadido Jos Casado Lima.
Ba a sua estada no lazare
(o do Pina, U aaaado a sua eommi-so, o
que lbe comimani^n para M conlieeimento e e\e-
cui; I
^fconr ilves Vires l'ei-
\ guarila da alfaudesa des-
tse ao inspeelnr da llu-
adjJ
in n
Portara N|
reir,para o I
la cidade.
souraria de faien
ga ".' Se a accAo mercantil he maior cm Lisboa do
que em qualqoer oolra p.irte. nao sera de certo a
preseuea da dirccco que a In de augmentar. O
que se segu he que a delegaclo devia ter mais em-
pregados do que (cria se a accao n.in fosse lain i-
nba, porque a causa re lu/.-sc a espediente e no
a concepcao. Os malcriacs estilo mais longe da ra-
bera do que ilas mlos que os modiueam, e nem por
isso dei\am de Iraiisformar-sc em aprimoradas obras
d arle.
1 invalido a pnridade, e cingindo-nos a fados que
desiuentem as razoes, no parecer do Jorii.d do
Commercio, >t de mais alia consiileracSo ; peraun-
lamos porque residem em Londres as direcroes das
coin|tauhia inglezas ( l'eninsular c Oriental, Sleam
Navigation e South American, quando os seus a-
porescooflucm a S'MiMan/p/oi c I.iverponl'.' lstc
facto, dado a respeifo ile duas rompanbias florescen-
les e bcni dirigidas, reage aos falsos pretextes apre-
seulados pelo nosso collega de Lisboa.
Se as cousullas tclcgrapbicas, resultado do escr-
pulo ou culturaros da delegarao ou agencia de Lis-
boa, poilcssem servir de argumcnl'o para a mudan-
Cada sede da direcrSo para all, eolio tambera as
didieeis coinmunicaciies enlre o porto de Lisboa e
os do Brasil, onde do mesmo modo ha expedirlo de
naviose contratos correlativos.devemcolher maisfor-
tementecontra aronveniencia da sede dadireccau cm
Lisboa! Se a distancia do algumas horas pode ser
lomada romo ra/.ao ; e a falla do conlieeimento
proinplo da. delilieraros prejudira a empre/a, en-
tilo a companhia est perdida ja, pelos dcscoiicerlos
das delesaroes nos diversos porlos i\o Brasil ; e era
niesino a "cs>" >'"^r o goslo que o Jornal do
Commcrcio' lerrrQL-^'^is directores instalados na
palria d'L'tvs'es.
O ctemplo acarrelado para camprovar os prejui-
zos que ao commercio e>i companhia causou a falta
de noticias do vapor O. Mara II, que, pelas gra-
ves apprchcnsoes que a seu respeilo havia, podia
originar a tomada de seguros para os carreja lores,
lanloisso se podia dar com a direcrAo no Vorlo co-
mo em Lisboa, porque nao attribuimos a raudanra
o iitllnxo oa almosphera e na dissiparAo dos nevoei-
ros. Sea direcrAo no Porto, ignorando a entrada
do vapor D. Mara II cm Lisboa, podia arriscar o
importe do seguro, lamhem a direcrAo em Lisboa,
iAo sabenlo da eliegada de nutro qualquer barco a
corlo ponto, podia do mesmo modo aveulurar-se ao
sesuro.
Por aqui nao Coi o Jornal do Commercio mais
lera sucre lulo. As razos e os exemplos Ao IAo
'*'."I*'"" T*i """/"Tni ''nvtlUf rtr buin senao de
quom driles se serve.
Mas o que sobre modo assu*la o Jornal do Com-
mercio, n porque pode por em perigo o crdito e a
moral da empre/a, lie o empacliamento dos vapo-
res, um dos quacs levou na ultima viagem 57 pas-
sageiros, que legalmculc nAo podia levar !
Nao sahiamosque o* ares do Tejo davam aos direc-
tores, que livessem a ventura de os aspirar, mais
prudencia c mais respeilo s leis. Se se den ocaso
polica perlenec preveni-lo c remedia lo. Se a
direcrAo andn mal, furmule-se-lhe a aecusaro, que
Unto pode (a/.er-sc aqui como em Lisboa. Mas, se
i ".le imprime carcter, entAo somos nos que pedi-
mos a transferencia da .direcrAo para as estancias do
Limbo, onde so tem morada os justos.
tem slitemos. Emquanto a agiolagem nutria o
sariava os rapilalislas da prara de Lisboa, sem Ira-
halho, e sera risco de prejuizos, pouco se llie flava
a elle* las emprezas e especutares legitimas ; ago-
ra ipi* o impulso dado ao dosenvolvimcnlo da indos
Iria fabril e ciiininerci.il parle do Porlo, como sem-
pre, mas com aspecto mais lisongeiro, veem as har-
pas, rom as garras anda quelites da pieza, lanzar-
se sobre as primicias do inultos esforcos. de mollee
sucrilcios e de inulo patriotismo.
A emulacao he nuhre. a inveja degrada e ovilla.
lie de lamentar que a sordidez e o egoismo, scnli-
menlos (Ao pouco generosos, achassem o primeirn
lugar as columnas do Jornal do Commercio.
i ^aciunal do 'orlo. )
outro ladu possibllidada
zilivos
E nAo tardn de.apparccer um cominentario para
as plirases paciticas da circular do conde de Nesscl-
rode, denegando-as Uo formal c posilivameiile corno
possivel. A suprema autnridade ecclesiaslica da Kus-
sia. cujochefe he o proitrio czar, publicou urna falla
a Hussia orlhodova, pregando unta guerra geral re-
ligiosa, nina cruzada fantica contra ns pa'jAos e
herege. A falla do|anlis*imo Snodo da Hussia nao
menciona a mnima possibilidade de paz. csuas e\-
pressocS'iiAo respiram Kenlo guerra, e suerra.
Mas lambein do outro lado se inoslrou, que as po-
tencias occideulaes nao etavam de neiilinni inodo
purera faltava o po- i IllOes de Ihalers alim de corresponder ,i necessida-
des ilo inomento. Essi concesso da crdito toda-
va fui dada snb a itdic.to de que se deveria dar
cont do seu emprego. e que no caso em que nao
fosee asta toda a semina approvada, se deveria de
de novo requerer a approvaeAo das Cmaras a res-
peilo do sen-futuro emprego. S se feaslarain 5 ini-
Ihites .le Ihalers. e em conseqoencia o ministerio e
Iraii'-'iinento acorra das chrcnmslancias, o os peaa-
doesacrificios que a guerra lera exigida e contina a
eviir. induzein a desejar-se a paz com grande
anhelo.
Botretanto os despachos lelegrapliicos de Vienna
annunriavan que m plenipolenriarfos rosaos, a |tre-
lexlo de nao poderera combinar suas inslruccocs
com as dosseus rollegas, linham sobre-lado na dis-
dlrigio as ramaras prsenles, reqiierendo que lbe russao do lercetro ponto, c pedido novas inslrucroes
dessein una vez para seinpr a aulorisar.io para ao seo -overno.
empregaro resto.A proposta do minislerr. como de Vara nao interromper os tralialhns da conferencia,
costme, fui eolresoe a nina romraisso, e esta deca- paseoo-ae eoiko a tratar do qoarlo ponto que estipula
mu bera amargamente o seu Mconlenlamenlo a revisan de lodosos tratados exUlcnle* entre a Ros-
coma poluiea do gabinete. A comoiissao sirgcilou si e a Turquia antes da guerra. Malos plenipoien-
nl"r a o,i- sessefl
lio de ellas reeo-
-se |ue o envia-
nrlinadas para recouhecer linalmenla o ItalU qUO I essa p tlitiea a um evaine mui ciraumslauriado. c ranos livcr.un logo de u|
aiile. I propoz a cmara de conceder ao governo o empreo por motivo dos dias de Pascoa.
. Cerlns indicios man festavam asna iulencao da | do resio doemprestimo. porein nnj> como fui reque- merar no dia I." de abril, e espera
aior inmlerarAo possivel. cromse assevera, ellas laido urna ve/, para sempre. mas snMcute ale o lira dosrussns ja tenliainenlo rervludo novas imleanin
1 de San Pelersborgo, que os habiliten) a lomar nina
deeianO ileliniliva acerca do lercero ponto,
polilica do Em relarao rom esle objerlo esta aviasemdomi-
ininislero na qoeslao Oriental. A aunara adherio nislro dos negocios eslran-eiros do gabinete das Tu-
mi parle a estas propostas: ella apptovou o empre- Iberias. Mr. Droowi de l.hiivs. cliesou ollimamen-
io do ilinlieiro aumente em proporejb das nec 'si-
.elido o ouilerio dii i-
------- ;.....- .....----.. .. .w^y r...------------
; possivel o Oaflts hrlli para si mesmo. I .nlmn
ralado de dBeuibro ella se reservn a liberdade
lerisao, e uaTealidade se ubrigou a disrulir
ladea do correntc auno, dev
gir-ne de novo a cmara para qualquer fuliirn em-
prego, porm ella nao acceilou a reptesenlarao pro-
posta. Para una cmara Composta] como a prus-
siana. jssoja foi bastante iui|iurtnnle e provou cla-
ramente que a poltica do governo ao enconlrava
licita grande apoio. Seria urna vAeispcranea que-
rer esperar por ora una mudancaatjciilida da poli-
lira prussiana, porein o farlo he o general de Wedell de novo enlanloii a confe-
rencias pin Pars, para assegurar itPrvissia a ailada
uas conferencias de Vienna. O genera I de Wedell
se arha preseitlemeule cm Berlim pera roeeber no-
vas inslrucroes e cora ellas vollara Iqlo para l'aris.
Na Batiera a' queslA i Oriental Sualnieiite dea
novo alimento um conflicto, j ha
mado entre o governo e as cmaras,
verno d'uraa grande parle do parldi
Sobretodo o chamado parlid
exiga a decidida adhesAo ,i Au-I
se desgosloso da poltica neutral do gabinete, que
quera ser o mediador enlie Iterlm e Vienna. (>
governo exigi um augmento dos iawnslos, e contra
issn se levaulou a npposii;ao nuubimda. Fe/.-se
valer a falsa poltica do gabinete, o qual em lugar
de se unir Austria* quera fazer o papel de una
grande potencia, e que as.un obriga a Baviera a
esforros que passavam alm da* suaft Toreas e que a
ileviam arruinar. O resollado fui/que a cmara,
com urna grande raainria mais ilediiilamente do
<|ue a prnssiaua, derigio urna repreaenlaeaw no re,
alim de Ihe fazer sciente as suas qoeivas. A re-
poslado governo foi um rescripto real que tlissol-
veii as cmaras. Se as novas oleiruis apre-enl.irAo
11 "i' cunara mais fcil, lie cousa qle lira era da-
Vida.
Do redo da Allemanha o lenho a dizer que se
acha execulado o arma menloeni"-estado prorap
to para
lis (empu 1ra-
lirivou o Do-
ne O apoiava.
Ullrainoiilauo
e mosiroii-
xeculado o arma ment *ein estado pr
guerra,dos diUerenles coijinenl s.
COMMAHDODAS ARMAS
Quartot-feoeral aja cenanaando das armas de
Pemambaeo aa cidade do Recite, em 2 de
malo da laM.
OltDEM 1)0 DIA N. :l.
O mareclial de campo coininaiidanle das armas de-
erinina, que o Sr. alferes reformado Jorge Itodri-
gees Sreira, fique deslisgado do I. ba'alhAo de ar-
lilharia a pe, e addi'lo ao 9. de nfanlaria.
foit Joaqaim Coelho.
Canforme.Canudo Leal Ferreira, ajudante de
erdens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
.PORTUGAL.
Conspanhla Ianso-Braallelra,
O egosmo, por maissulitil que ande, por mais
aihreado que se aprsente, sempre se deixa tra-
bo". iBmquanto fallen um accionista da companhia
laiso-Basileira. dc du.il, eem cogilarmoa do lira a que se diriganlas
suis vslas, que por glpaseiras, a ningoein podiam
Hadar ; agora, porm, qaaeo Jornal do Commerrio
de Lisboa acceilou a aUlotia na iiemlencia, e vem
teila sua a ,,ques(Ao, argumenlu com a con-
veiiicnciartiamudunice da sedada dirercJo da com-
paithia LoW'Brasiteira, para as vanlagens da era-
preza, cumpre responder-lhe mais detidamente.
Uuaesqaex,que sejaai os crditos do Jornal do
'hiimerciu e lua le dos seus redactores, seja-nos
licilo duridnr delta nfste caso ; tal he o ahsurddda
argumenla^u e a fulilidade das i h
A cea|ra|isarao poltica c administrativa liiiha por
adeptos os que opeculam -com o poder, e procurara
utna posicao vanlajnsa as supremas funrrAes do es-
lado ; mas a cciilralmeAo econmica, essa anda al
boje nAo tiuha appat^cido como principio estatuido
. e com pertences de prevatejanentn. Neophilo da
seita, o Jornal do Commerrio vem com lodo o fa-
natismo, proclamar a doulrina ; mas recearaos-lhe
d itea na propaganda.
Fa, pois ; limitas sao as raspes que o Jornal da
Cmmtreio desrobre para ssentar cm Lisboa a di-
rec^o da companhia Luso-Brasilcira ; e, a falla
de asfioder roliustccer pela solide/. ,1 is raciocinios,
vae al buscar a rriuBo em seu auxilio.
a Vede da uatureza o desconcert n
A tlirecrAo da companhia deve estar em Lisboa
porque a capacdade da sua barra faculta a entrada
a vapores de maior lote, e por que he o centro mais
regular do movimento mercantil dos gneros coln-
niae. Esta he. segando a opinilo do Jornal do
Commercio, a circumstancia de mais alta consi-
deraifni.'
Se a aceAo principal da companhia, ou antes da
empreza, deve deuguar a sede da direccao, ento
COItKE-SPONDENCIAS DO DIA KIO DE
PEUNAMBL'CO.
HAMB0RUO.
I deabril.
O grande aci>nlecmutodo mez passado. que des-
vesle de toda importancia as nutras oceurreucias, he
a abertura das conferencias de paz cm Vienna, de
seinaiiteni semana adiadas, ja pareca definitiva-
mente lixada asna abertura para os primeirns dias
de miren, qnando a inorlc do imperador Nicolao
causn de novo um t demura. Desla m ineira as
negociares s coraeraram cm' 15 de marro.
O autor da guerra iinha fallecido, e em seu lagar
se achava sobre o throno da Ku-sia um soberano, ao
qual se allriboia inrlinaroes pacificas. A publicacAo
da proclamarAo pela qual Alevan lie (I den parte'do
seu aeeesso ao Ihrono, aos povosda Kuisia, poz po-
rein era iluvida a veracidade dessa sup|>osieA", ma-
nifcslandu a inlencAoile continuar a mesma poltica
que havia llamado as armas a Europa, Em pouco
seguio unta nova manifeslaco da intenaora da
liu-sia, urna nota circular do conde ilo Nesselrede,
dirigida cm 10 de marro aos enviados rus-os nas
corles da Enriipa.,cujo elfeilo' fui Iranquillisador, e
que deu novas esperanrasde paz. O ministro russo
abandonaran a idea.de se arrazar Sebastopol, um j|lo auno correnle, e de dirigir ao rnijiiio lempo ura,-
ponto principal na queslao. Porm se de nina na- I adresse represenlaeAo' a el-rei.parailar solemnecx-
neira se iltraiiiuiram as exigencias, sempre rcsiou de j prcssAo aos recelos do paiz acerca t
um lado a preleucAo de limitar as forca da Rsela,
e dii outro lado a preleucAo obstinada de plena in-
tegridade. Desse modo se explica porque as poten-
cias occideillas se oppuuhara a participaran da
l'i ussia nas conferencias de Vienna. em lauto que
ella nSu se obrigasse a una cooperario activa centra
a ltusi., un caso de ollas liearem sera resollado.
A poltica de Vienna, desde o principio da queslao
Oriental liaba feitotodoa oa esforcos para dilatare
mais possivel o QP'us belli para ti mesmo. Tambem
no trata
de de
as medulas de for^a a tomar mutuamente contra a
Kussia. Se as potencias ocei lenlaes nAo queriam re-
nunciar i eventual cnoperaeao activa da Austria.
ellas nao podiam Vecusar de Ihe dar pela entrada
nas conferencias de Vienna, a prora evidente que
se fazam lodos os esforcos para a paz. Ellas linham
excluido a l'ru-.ia da parlicipaeau nas conferencias,
porque ella nao se quera obligar a urna coopera^ao
eventual contra a Rusia, e agora entraran) nas con-
fereucias,porque queriam assira assegurar-sc da coo-
peracao evrnlual da Austria.
A entrada das potencias occideulaes uas conferen-
cias de Vicua, posto que fosse tomada como gran-
de prova do seu amor de paz, nio mesura amor de
paz lamhem se achava o cuidado para a continua-
e.io eventual da guerra. Corrcspoiidetilemenle con-
tinuaran! cm grande escala os armamentos. Ja che-
garam em Genova vapores inglczcs para turnar a
burdo as tropas piemontezas, e ueste momento, a-
chando-se anda pendentes as negociantes em Vietl-
ne. j se achara embarcada a primeira parte dessas
.tropas. Como se diz, os Piemontezes vAn para Cons-
laiiliuopla para all formar una parle de um exerci-
lo de reserva de 40:tMK) liomens.
No Bosphoro e nos Dardauellus se cslAo Fazendo
grandes fortiliraeoes. eos Inglezes recrularjm c or-
ganisaraui um corpo ansio turco de -JD.IKKI hoinciis.
No Bal I ico ja appareceram os precursores da gigan-
tesca armada que fara a guerra eventual desle
auno contra as costas da Kussia. E finalmente se
cnnrliiio urna convenrAo militar franco-auslriara,as-
signada pela Franca, Austria e Inglaterra. Tanto
quese soube dc-sa convcncAoella traa da operaeao
de um evereilo francez rolra a Polonia rosea, eiii-
qoaiiio que as tropas aostriacan* cabera a tarifa de
operaren! contra o territorio do Prulli c do Dnister.
Conforme a iatoa Austria ranliiiuou osen armainen-
'lo. foitilicou alialltea.c dirig arlilharia e inuui-
?6cs para lodos ns pontos da. suas tronleiras. Por
coiisegiiinle, ao lado das negociantes de paz em Vi-
enna, se enconlra emi toda parle o vivo zelo dos ai-
liados de dezemhro para u caso da continuaran e-
veutual ila guerfa !
Mas anda mais. Ao lado da conferencia andn
continuadamente o cuidado para a guerra futura, e
a- tendencia. |>aci!cajjaiilencas uein mesmo po-
afam mu termo [iiuVJAoliVi a 'present geslAo da
guerra.
lie verdade que mais de urna vez correu o lualo
de iiin armisticio na Crimea, o qual s esperava a
approvaeAo do imperador NapoleAo ; porm isso no
foi senAo um produrlo da phanlasia especuladora
das praras de commerrio. As armas na Crimea nao
Acarara em descanro, e ambas as parles continua-
ran, a fazer lodos os esforrais. Nada prova tnrlhor
quo prerarias sao as esperances de paz, porque sa-
la como fr a deci-ao da prxima operarAo, segn-
di ludas as apparencias, o vencido nAosa aceitara co-
mo ultima e final ileeisAo.
Entretanto o estado dos negocios da Crimea be
anda lao duvidosu como pode sere cada urna
das parles beligerante, nao tem de esperar a vic-
toria com maior direilo que deve receiar urna der-
rota. Em lodo o caso a despeita de lodos os eefoi-
co. dos exercilus alllados, elles nao alcancaramain-
da qualquer vaulagera nolavel, c tambem o desem-
barque de Omer Pacli.t na Eupalnria, o qual du-
rante un de mareo all eollocoa um exercilo de
perto de ll.tXKI liomens, tnlvez apenas s>i elevou o
exercilo dos alliados ao mesmo numero do dos Kussos,
porque estes levaraui nouas (ropas ao campo da ha-
lalha por via de Penkop. Peraule SebastopoleEu-
paloria nao occorreu liada digno de meur.Au durante
o rae/, de marrn.
No commanao do exercilo inasu na Crimea houve
enlrclanlo urna inuilanea. Era principio de marro
foi chamado o principe Menchikni. entrando era
sen logar o principe de Uorlscbakuff. A saudc du
anligo commandaole se achava arruinada, c diversos
boatos j o deram morlo, a re lacrAodaearta imperial
que o chainon da Crimea, porni, provou queem S.
l'etershurgo dominaram oulros molivos. Tiolia
acallado o invern na Crimea, desde lins de Janeiro
o lempo se a melhoiando. e o principe de Meitschi-
koll' n,io soube aproveilar as vanlagens que o desas-
trado invern lbe linha Blferccido era frente dos al-
liados.
Vejo contrario esles ullimos se linham fortificado
em Eopaloria, e tomado urna posicAo de que os Bus-
sos nao os poderam expulsar pelo ssallo einprchen-
ddo era 17 de fevereiio.
t de abril.
Fallaremos agora dos negocios da Allemanha du-
rante o ultime mez.
As rolantes entre as duas grandes potencias allc-
raas se embrulharain cada dia mais, cm consc-
qaeneia da poeieBo solada da Prussia na queslao
Oriental, e se manifestaram era um humero de un-
tas circulares dos gabinetes de Vienna e de Berlim.
A decisAu dada pela Dieta em fevereiro de se armar
o exercilo federal em estado para a guerra, linha
dado ao ministro promano na Dieta motivo para
expresases, que manifestavam o esforro do dar a
po-ieo da Allemauha o raracler de urna neulrali-
dade armadatanto dirigida para o leste como para
o oeste. Do seu lado a Austria quera que o ar-
mamento da Allemanha se consderasse exclusiva-
mente romo urna deiuoiislraeau aincaradora contra
a Kussiaurna dissenao que Ihe deu motivo a pro-
nunriar se contra as explicarnos do ministro pru
expoz na mesma nota a posirAo da sua corte para | siano em duas olas circulares que se seguirn)'. O
com as negoriarf.es quese iam abrir cm Vienna, em | gabinete de Berlim deu resposla irritada, disputan-
uiin lingoagein que inoslrava um raracler con-
ciliador.
Se desla maneira parcria mais ou menos rerla a
lendencia pacifica da Bussia nas conferencias de Vi-
enna, n fado que as potencias orcidentaes conseu-
lirara nessa coialereucias admilliu tambem desee
lado a idea de tendencias cxeessivainente paciticas.
Ora, n que pudia parecer mais lgico de quese as
potencias occideulaes ara eulrar em ncgociaccs de
paz, ellas devian ler fe na possibildade do m re
saltado, oque esta idea s podia ler sua origcm na
delerminarAo positiva da Inglaterra e da Franrade
fazerein Indas ascouccsses po.siveis.
Do lado da Bussia manifeslaces do amor da paz,
do lado da Inglaterra e Franca aparentemente um
prnceilimenlit, mostrando intenroes pacificas, e a
Austria c a Prussia '.' tiestas duas potencias segu-
ramente nao se devia receiar a vunta.de de nler-
romper a paz, porque a primeirn, apezar de loda a
guerra diplomtica, se soube enllocar alera da guerra
activa, e a ultima potencia desde o principio linha
feilo lodos os esforcos para a paz. Durante alan
do \ii-tria o direilo de considerar como actos de
poltica simples. A Austria replicn e o mundo
leve o espectculo de ver as potencias allemAas dU
zer-sc amarguras diplomticas por causa de siniplrs
querelles allemanden.
Fatiirei.intn as negociariies da Prussia em l'aris a
respeilo da eonetoso de urai ronvenrAo especial
com as potencias ocridenlaes. se nao chegaram a um
rompimento completo, ao menos sulTrcrara nina ioa-
pensao. A morlc do imperador Nicolao nAo deixou
de influir sobre isso. Al la a Prussia anda linha
seriamente Iralado da sua entrada no concert eu-
ropeo e moslrava-se inclinada para fazer cortos sa-
crilicios, islo he. de se sujeitar a certas obrigaroes
para ama cooperarAo evenlual contra a Kussia, mas
a miidanea do gnv'erun da Kussia mu Inn tarahem
easas iuteotoes. Em Berlim se encarou a sluacAo
de ura pnnlo de vista mais pacifico anda, c por isso
sejulgou intil qualquer passo positivo. O nego-
ciador proMiano em Varis, o general de Wedell,
receben inslruercs correspoadeiilcs, e como era
Varis iiAu se achavau.inclinados para dar urna im-
leuipo houve recelo de dtliruldades e dissencoes, se r porlancia igualmente pacifica a mndanca do governo
as conferencias de Vienna fosseui aherlas sera par-
ticipar a Prussia. As notas diplomticas ilo gabi-
nete de Berlim romo se sabe, linham declarado mui
positivamente essa participarse como um direilo de
grande potencia, f.t/endo senlir a delerminaeAo de
guardar cs-e direilo cm Indo ca-o.C.om cffeiio.i.|eon
fereurias de Vienna se abriram, sem qac nellas se
arliama ura representante da Prussia. poieni nen-
Iniut dos ditos recejos fui justificado. A Prussia en-
lama Iranquillanieiite as neguriaees comeeada
m a sua cooperario, apareuleiuenlo na idea de
toe justamente a paz daria urna satisfarn a sua
honra diplomtica, e Ihe asseguraria a possibilida-
dcda sua nova eulrada no concert europeo, e isso
sem i ondiees.
Nao era de admirar, pois, que debaixo detaescir-
canaataneiaa o dia 15 de marro foi o signal das mais
extravasante! esnerabeai de paz. e que nAu poneos
lomavam ja por certa a paz final !
Ao mesmo lempo sii era a superficie da situacau
que teluia. \ Bussia linha assegurado o seu amor
pela paz, c a cuitada das potencias occideulaes nas
conferencias de Vienna podia ser lomada no sentido
de tendencias de paz. De um lado a asserrao, do
la Bussia, e insistirn! na prclenrAo quese a Proa-
lia qoeria entrar nal conferencias de Vienna, no
poderla lateraob base de certas obrlgaefies, o gene-
ral de Wedell licou em Varis para poder continuar
de novo as negociantes em lempo npporluno : porm
a negociantes se stispenderain. a ronvencAo espe-
cial nAo se com luio. e as cnnferencias de Vienna fo-
ram abarlas sem admittir a Prussia nas mesmas.
No povo pro.iatio. cojo raneorja ha muilo nu-
trido contra a Bussia se tulla agucadnrada dia mais,
a poltica va uppiisieo. ti que se desejava era que a l'iu.-
sia se- collurasse a lesta do cmbale contra a Kus-
Sia, e de iieiibuin motlo agraden que o gabinete de
Berlim logo uo principio nAo !uesc ootra conaa senao
Constatar o seu simples enlendimenlo diplomtico
cora as Potencias Occidenlaes. Agora este lamhem
se achava rompido, e a completa isulacAo da Vrussia
era um faci rnnsuinmado.Al mesmo nas eamaraa
excessivami'iile miuisleriaes islo se senlio amarga-
mente, e mo fallou a occasio para dar espansta a
esse senliueiilo amargn.
Como se sabe, na sessAo do auno passado ao mi-
nisterio se havia couseulido um crdito de '10 roi-
LONDRES.
I de abril.
Toda a Europa anda se arha prouenp ida ruin as
vanadas alternativas da guerra aelsjnl. A curiosi-
dad!' publica eonronlra-M impacirntsna espcrlativa
doilesforhodes.tgrande lula, que a tem castado
tantos sacrificios ce langue e de oapilae, qus
anula ame.ua prolongar-te por rauifc lempo.
A morte du inuicrador Nici I io le re*nirgir e-pe-
ra u^as de paz. Bppoz-se por ioslaatcsqac a Bus-
sia, privada do braco fulo que a finga, c etno-
recidn pela serie de revezes' que sitliera di'.dr o
IHucipio da eStmpanlta, uto rrcu**rienlrar em ne-
uuciacos de paw. |;|t jr,esarppMtoswn -itteami iu- '
lilirade> pelas protestaeflea fMiliea-tlo novo impera-
dor, pelo programma politinf enunciado era urna
circular que o comiede Nesselrodc dirigir ao cor-
po diplouialico russo, c man anda, pela prompla
espoiilancidade com qne n joven soberano confir-
mara os plenos poderes do seu ministro era Vien-
na. alim de habilita loa lugo lomar parte nas nego-
ciarnos que all doviam enla.bolar-se com os
plenipolencarios das potenciasalliadas. Mas a mar-
cha dos acouteciineutos nao lardou a desmentir
aquellas previsoes.
Na Kussia a opiuiAo publica adormentada de su
hilo pela murle ilo imperador Nicolao, reviven cora
maior vigor, passada a primeira impres-ao. (1 par-
tido moscovita comecou a aatiJar a inaugurado do
novo inonarcha com bcllicosas deinonslraeoe^. Os
chefes mais importantes da aristocracia, e o alto
clero do paiz tomaran! parle no tuovimeolo. \ un-
brete arraou os seus servos, o Ciuto Sino lo de S.
Veler-lturgo convocnu o povo is arin-s despcrlando-
Ihe o fanatismo e iusligandu-o a correr em defeza
da palria conira us intmigo. da f orlhudoxa. O go-
verno teve de ceder correnle da opiaiSo, e ludo
dspuz para urna resistencia vigorosa e duralouia.
Ao incsuio lempo inslallaram-se cm Vienna as
conferencias em que se devia negociar a paz. (I.
plenipotenciarios reunir un se no dia 15 de marco,
o prncipe de Coslscbakulf e Mr. de Tilofl pui"par-
le da Bussia, lord John llu-.ell e litfd Weslinorc-
land por parto ila Inglaterra, Mr. de Boorquenev
por parle da Franca, Mr. Buol ministro dos nego-
cios estrangeiros do gabinete de Vienna pela Ana-
na, e dous plcuipulfociarlos pela Turqua. A
Prussia uAo foi teprescutada nes.e cnngre-su diplo-
mtico. A poltica indecisa do rci Fre lenco (iui-
Ihermc impossibililuu sua adraissAo no recinlo das
negociantes.
Indos os olhos se volvern) entilo para a capital
da Austria e para esssas cunferencias. de cujas deci-
socs devia resollar a paz ou a guerra. As negocia-
cues linham de ser bsenlas nos quatio poulos for-
mulados pelas potencias alliedas, como condirio
indispensavel de lodo o corapromissn de paz.
O primeira ponto esiabclecao protectorado col-
lectivo das grandes potencia sobre a Moldavia ea
Valacniaem sonstitnrcilodo querr exclusivamen-
te exerrido pela Kussia. lina das causas da guer-
ra actual tiuha sido o abuso que a Bussia li/.era des-
se protectorado e as preteures que delle quizera
de.liiz.ir.
O segundo ponfo refera-se livre navegacao do
Danubio, e linha por lira emancipar essa grande
arteria da Allemanha do abusivo predominio, que a
Kussia nella exercia.
Os plenipotenciario* russos adheriratn a estes dous
pontos, mas essa adheso nAo foi definitiva e perenip-
loria. Adoptaran as ideas rapitaes cuntidas nas re-
feridas duasbases, mas nao entraran) utrs quesles
de delalhe, ou pelo menos ain la alo eslAo no do-
minio do publico as eslipulares que definem o pro-
teclurado colleclivo das grandes potencias sobre os
principados e garantir a livre navegarAo do Da-
nubio.
O terceiro ponto rnnlinha mais elementos do di-
vergencia. As potencias alliadas nelle exigiam a
revisto do tratado do 1.1 de julhodc 1841 cora o lira
de ligar a existencia do imperio otlomano ao equi-
librio poltico da Europa e de" franquear us Darda-
uellus e o Bospnoro aos navios do lelas as naces,
e rcclamavam alera disto que se iimilass? a prepon-
derancia da Kus.ia no Mar-Negro.
Esla ultima clausula nao poda grangear a
prompla adhesAo dos plenipolenciarios russo-. Li-
mitar a preponderancia da Kussia no Mar-Negro
seria priva-la du mais poderoso elemento do seu
poder ; e o imperador Alevn Ir jamis consenti-
ra cm fazer lio importante concessao a nm inimi-
go que anda nao he vencedor. E demais, quaes
os meios pralicos de ellcluar essa limilacAo de pre-
ponderancia '.'
O que desde o principio lodos consideravam como
mais elliraz e infalltvel, roiisistia em sercm arraza-
das as hateras de Sebastopol, c convcrler-se a for-
iii i ti el praca em simples porto de Commercio.
No se sabe se foi esta interpretarlo insinuada
aos plenipolenciarios russos, mas o que he corlo he,
que apenas so Iralou desle terceiro puni, comeea-
ram a surgir dissidenciai, loe lognameacaram mal-
lograr as esperances que anda se nulriam de um
prximo reslabelccimenlo de paz. Us plenipolen-
ciarios ruseoe consta que apresenhnam enlao unta
conlra-proposla, a qual nAo foi aceita.
Ao mesma tempu era Franca a fuglaterra, one-
rou-ae orna grande inelaraorphose na opinifio dos
guiemos. Osjornaes mais ou menoaofliciaeacome-
earam a saslentar que o arrazamante de Sebastopol
nAu era indispensavel para nltlcr-se a limitara o da
preponderancia da Kussia un Mar Negro, que rom-
plclamcnte se nbteria esse lira, urna vez que se re-
naciese a esqoadra rosea daquellas paragens i pro-
porres que nao podesseni mais amea^ar o indepen-
dencia da Turqua, e que cslabelccer-sc-hia um
perfeiluequilibrio entre a Kus.ia e as potencias "oc-
ridentai's. e a Franca e a Inglaterraetlabelecessem
furlilicarcs cm Sinpe c Varna, tornndole lla-
laclava porto livre,*e ailnullindo a Kussia cnsu-
les estrangeiros era Sebaslnpol.
Esla ulula evolacato nao foi Itera acoln la por al-
guus oig.iusda iinprensa. I na paz oblida medan-
le laee condic/tes nan se aprsenla va aos olhos do
publico com elementos de durarlo e segiirauca, mas
este principio de opposicao jornalislica nao leve
le a Londres, leve nina tonga conferencia cora lord
Palmerslori e lord Clarandon, e no dia segninte
voltou para Varis, donde parlio immediatamente pa-
ra \ leniia. a lomar parle uas conferencias.
Segundo se diz. a viagem do ministro du impera-
dor Napoleao leve por lira combinar cora o ministe-
rio brilanniro no. termos positivos em que a Fran-
ca e a Inglaterra devem exercer soa accao nesla
conligenria, e nao falla quera diga que a presesira
do Mr. Drouvn de Lhuysem Vienna. lera era vista
recrear as demasiadas lendencias paciticas de lord '
John Kussell, e conlrasla-las cora a opiuiAo dos dous '
governns uo intuito de evitar que se celebre una
paz tlesairnsa para alFranra ea Inglaterra, e sera
garantas para a futura Iranquillidade do inundo.
Mas nAo se presuma que estas lentativas de nego-
ciarAo de paz lera afrouxndo o ardor rom que al
agora se proinoviam os preparativos de guerra. As
ronferencias de Vienna amura iuspiraram grande
ronlijnca de hora xito. Ew vida de Nicolao, lodos
suppnnham que aceilacAu que elle li/.era das bases
propostas pelos alliados era um palliativo para dis-
Irahiras allenres e diiniuuir lalvez o zelo dos seus
iuimigos. a
llepois de sua morte houve urna alternativa de es-
peranzas pacificas, mas as ditliculdades que appare-
ceram em Vienna lera redolido islas esperancaS a
bem diminutas proporeOes.
Aeeim, pois, conlinnam em grande escala os pre-
parativos bellicos ; a Framja contina a mandar tro-
pas para a Crimea ; lodos us dias parlen) de Ton-
tn e de Marsrlha nninos carregadoa de proiisoes ,e
material de guerra.
A Inglaterra nao poupa esforros para abastecer ns
soldados que allLIem de lodo o neressario. II carai-
nlio de ferro de Balaclava, que. segundo as ollinias
milicias, eslava quasi a chegar ao carapu dos alliados,
facilita mu conideraveluienle estes Iransporles c a
coiidirAu das Instas inglezas,1 que lanos clamores
evritc.ii na imprensa brilanniea, acha-se boje era ev-
rellentes rircumetancias.
Km Inglaterra a guerra he popular, e os cidadaos
de todas as clasaea e gerarchias rnncorreni a portia
com dinheiro e donativos para uielhorar a coudirao
das tropas. Varios navios tem partido des [tonos
britanniros Ii Hados por assoriacoes particulares o
rarregado. daqnelles donativus.
Mas onde u fervor bllicoao he maii pronunciado
he na Kussia. Mawto'i-sa procoder a un grande ro-
crulamenlq na Volonia, niohilisiin-se novas tropas
para a Crimea, giiarnece-s" liiiiemenle o lilloral do
Bltico, reforcain-se os pontos mais vulueravei-.
lorliiica-se iiie-ini a capital para poder re-
sistir a quilqucr assallo. O.....hres nllererem ns
seus servo para a guerra, e o clero a&oilhoaosas
ipii'lencias I e-piri i publico co:n predicas ralroas
f un proi laniai-, fanticas. ;I sanio StinWo de
San Veter.burgo publicou ulliraaineiile um docu-
mento desle genero, que he a mais fantica exhorta-
rn a urna guerra de exl.-niiinio. Nelle convoca-so
0 povo a correr as armas em ilefeza i\^ palria, do
re e do aliar, e exacerha-sc lodo o enthusiasino pu-
blico coulra as potencias alliadas que san qua 11 loa-
da, de violadoras dos Botados e da fe orlhudoxa.
A proletaeoes do imperador sAo em geral de ca-
ralev pacifico, manos actos administrativos revelara
bein contrarias inlenciies.
Parta ha poneos dias de Inglaterra a esquadra
destinada a operar no Bltico. He nina das mais for-
miilavcis armadas que a Inglaterra tem espedido.
A experiencia da cainpaidia do anuo passado ha de
(orna-la mais apta a manobrar uaquelles prrigvsos
mares. As dilliculdades cora que sir Ch.irles Na-
pier leve de talar em IS'i ach dn se era parte ale-
l nadas. A lomada de Cronsla ll era impussivel com
naos de liiina e fragatas de alio porte, raa. a nova
expedicao do caminando do almirante Dunda. diapCe
de grande Humera de baleras llucluanles que de-
mandara inuitn pouca agua, e que por sua conslruc-
cao particular podero luciar rom vanlagem con-
tra as inralhas de grauilo d i fortaleza ussa.
A par desles prepares bellicos e daquellas tenta-
tivas de paz, as Iropas que se baten) na Crimea era
favor da Franca c da Inglaterra, nada tem por ora
conseguido contra Sebastopol. Tem havido frequeu-
les combates parciaes, purera neuhum delles com re-
aullado definitivo. Os Ku-sos fazem continuas sor-
lida. conira os iliaules, utas nAo lera haviilo bata-
Illa propriamente dita. II urna guerra de escara-
muzas que faz militas victimas, porein que nao pre-
cipita o desle lio do drama.
As partieiparocs otliria-s desses diversos conflicto.
chegam a Londres e a Pars quasi nos mesmo- dias
era que tiestas duascapilae.se receben) os jornaes tic
Sin Pelcr.burgo. que Iranscievein idnticas coin-
iiiuiucaces do. generaes russo-. Nos boilelins rus-
sos a surtida !: sempre bein suircdiila, no dos allia-
dos os Kussos sAo constantemente rechacados. O que
parece porm certo he que a lula he renhida, que
os alliados uAo leni sido desaloja los de suas posices,
masque os Kussos lem Ihcs oppthlo mu enrgica
resislencia.
Houve no dia 2 de marco um desses cmbales,
que assumio maiores piopernte-. Os Kussos lizerart
urna surtida cora 15,000 e conseguir,un penetrar uas
lindas inglezas, mas Uveram de recolher-se por le-
rem alguna batalhoes Irancraes acudido opporluna-
raenle e nn inomento mais critico para as ropas de
lord Ragln.
Segundo a parle oflicial do general Canroherl, os
Kussos perderam cerra de Mi) liomens ne-sa sor-
(ida.
lia ura despacho telegrapiico de Vicua, qoe an-
noucia que o alaque geral do. alliados contra Se-
bastopol devia ler lugar no da :l do correnle. Mas
esla noticia parece nAu deve ser confirmada. Os
Kussos eslo IAo bein fortificado:' cm Sebastopol,que
lodos consideran) semelhaiite assallo como urna le-
meridade, que po.la ira/.er as mais funestas conse-
queucias para os alliados.
O imperador NapoleAo he esperado era Londres
uo dia lli de abril. A rainha maudou preparar-um
dos seus palacios com grande esplendor para rece-
be-lo. O Monireur anuuuciou que o imperador fa-
zia essa excursAo Inglaterra por convite da rai-
nha Victoria. A vsila parece ilever prolongar-se 15
das percorrendn NapoleAo alguns pontos da lirao-
Bretanha. A imperalriz Eugenia acoinpanhar seu
augusto eposo. Lu jornal inglcz insina que o
convite da rainha livera por fin evitar a projeclada
viagem de Napolead Crimea, que a realisar-se, po-
llera servir de obstculo as tentativas de paz, que
ora se negociara.
O parlamento inglez suspendeu os seus traba-
Ibos at odia Iti. O ministerio Palmeralon contina
a receber leslemunhus de adhesAo. A coinuii-sao de
inqiierito procede ua devassa ; os depoiraenlos qde
lera havido revelara o manir deleivo no coinroissa-
riado militar, a falta de organisacao de.te ramo da
publica aduiinisIracAo foi em grande parte a cnusa
de um excedente exercilo. que a Inglaterra in.iii-
dar para a Crimea, licor reduzido a IAo diminuas
propuree..
Comeca-se nulra vez a clamar contra lord Ragln,
e ajulgar indispensavel a sua demlsso.
-----ir"-.' ogirv
Paris 6 de abril.
No momento era que Ihe escrevo, as probabilida-
des de urna solucio pacifica, se van arbu.....lo ca la
ve/ mais. J vamos acreditando que <\,\ conferencia
de Vienna podera sabir alguiua cousa. e poto que.
scgoudo pens, o.teja ba.lanle incrdulo acerca dea-
las esperanzas, devo declarar-He as ercamstnncias
que restiluir.nn a cnulianraa o. Iiomeni da Bolsa, e
al a algn, horoene politicos. Em nrimeiro lugar.
abe o tpie os plenipotenciarios de Vie'iua se lem
reunido militas ve/es creio que elao na oilava con-
fereiicja c que de ambos os lados parece que se
acliam animados de desejos mal sinceros de conci-
1 aeo e promplos para todas as conee-oe compati-
vieiscoma dignidade de cada urna das partes. Ver-
dade he que se ignora o que se passa neslas reunios
que neeessariamenle se cooaervam niut Becretas !
utas posto que continiiem. rouilia.' se deltas que al
o po-,-ule. ao menos, se nfio ha encentrado diflicul-
dade inveucivel, e aguoram para o futuro ura aCcor-
do IAo perfeilo romo aquelle que exislio ale boje.
A'rerra desle poni lalvez nos houves'seinos enga-
gi'.iu le deseuvolvimunlo. A opiuiAu cede sem cous- nado, eis-aquio motivo desla tllusAo : Os pleuipo-
tenciarios de Vienna coroeram mui nalnralmeule
pelo principio, islo he. pelo exame das duas prla
meiras cumlices propostas Kussia : ora, eslas duar
rnudii;es sem duv na san aquellas que devem rsta-
menos ao orgolho russo : (fi/ein respeitu aos princi-
pados Moldo valadlioa, que devera ser enllocados
sol o prolerlorado rommuui das grandes potencias,
e os garantas que se devetn adoptar para assegurar
a livre navegarAo do Danubio. Parece certo qoe o
prnprio imperador Nlcol m esteva decidido a acceder
a estes dous pontos. Mas a grande e immensa dif-
lieuldade ppareccr quaniln se tratar de fizar as ga-
rantas ruin ruin auxilio a Europa julga assogorar a
liberdade do Mar Negro. () primrro pensameulo
para chegar a esle reulladn foi apos-ar-se >\r Sobas-
topol, deslror-lhe as rorlificac/ies e a esquadra. e
dele modo pinol a Kus.ia tlesle formidavel arsenal
que he tima ainrara incessanlc dirigida a Vorla Ol-
loinana. lie nesla obra que o exercilo anglo-fran-
rez se empreg'a ha sele mezes, era que anda hiiii-
veasa alcancade resoltada algom, e ha sido bstanle
desarnizoado reclamar das negociantes a conclusAo
que a forre nAo lera podido ohler. A.sim. nao he a
ile.trutcan de Sebaslnpol que s exige era Vienna,
mas a limitaran das forras uiarilimas no Mar Negro.
A queslao anda considerada aob e-le a.perto.....m
por iso deixa de apresenlar difliruldades. c segun-
dit us boatos que correiu. Indo quanln o leria po-
dida conseguir dos plenipotenciarios do czar fura
nina especie deconlra-proposla que assegurasse a
lodosas potencias a livre entrada do Mar Negro, e
abrisse os slreilos dos Dardanellos c to Bosphoru a
luHus os pavjlhoes. Masesla idea provocoU gran-
des reclamantes da parle dos plenipotenciarios da
lurqtiia, a qual perdera nesle ajuste as garan-
tas que Ihe sao concedidas pelos tratados evis-
leitles.
Km segundo lugar, funda-se a rrenra acerca de
nina solurao parifica nele moraeiitn n'um fado que
lem alguma importancia. O nosso ministro dos ne-
gotans estrangeiros, M. Drouvn de L'tuvs, depois de
ler dado um passeio a Londres, ende foi recebiilo
pela rainha, e onde leve larga conferencia com lord
V.ilnierslon. parlio de Pars domingo passado para
\ ienna, onde deve Icr chegado hontein. Esle mi-
nistro vai assisirr pessoalmenle conferencia que su
era representada por Mr. de It uirqueiiev. Parece
rerto que leva o ullimaliiui da Franca c da Inglater-
ra sobre a questo do Mar Negro.
lalvez posea acontecer anda que os plenipoten-
ciarios russos digan que nao lera inslrucre. snlli-
rienies para aceitar ou recuar ai condioSea ipie Ibes
sao irapuslas : r.as urna breve demora sera siiflicieu-
ie para conseguir um sim ou ura nAu de S. Petera-
Itnrgn, e antes de 15 dias eslarAo rolas as negoea-
nies ou a paz em estado de eflectuar-sc. Ets ah
fodol segredo da viagem do M. Drnuvu de Lnins;
mas as pe-soas que acreditan! na paz, julgam que
urna personasen! lao distnrla nao deixaria s us
rommndos, se nAo fo-se dorladur de proposlas in-
leranMnle areilaveis pela Kussia, e se uAn sonnoaae
por via de informarnos seguras que as suas propos-
las seriara acolliidas, Uesejara enganar-me, mas nao
coiiiparlilho esta conlianca quanlo ao prsenle. N.i i
acredilarei na paz. ain la que u prnprio chanccller
do imperio rusto II. da Nesselrode venha aasentar-
se ny meio ili^i plenipolenciarios reunido, cm Vi-
enna. CntAo a paz seria, nan si't provavel, uvas rer-
la. porque o czar nAo havia de querer expur um
dos mais ili-liiirlos dignilarios do imperio, a vergu-
nha de una deriola no lim da su i ca reir diploma-
tica.
Finalmente, ludo islo lera una vanlagem. e vem
i s.t que a jurrtela n la ser tonga : enlrclanlo,
de patio a parte vao coutinuand'o os armamentos, e
a Kusia. ap zar dos sentlmentos pacifleos ique os-
lenti.......n por tsu abandona o -en Irabalho de le-
va.cm n ..S' nos refenrinus a certas correspoo-
l in i. allcmflas, o czar denlrn de poucos mezes
ra mu evercito dedflUS iMllates de romltalen-
les promplos para o prnuenu uiouicnlo. A fllennos
a verdade este grande numero sii existe era papel
fent-se augmentado de tal surte as Coreas da Kussia,
que anida nas pocas mais goerreiras nunca excede-
rain de S a '.MHI rail cumbalenl-s espalhados sobre
loda a uperficie de um v?lo imperio que lem ne-
ceslidade de defouder-se por loda a parle. As-m.
anda linje se vAo espalhaudo os mais exagerados
lualos acerca da forr.a ctIVrliva do exercilo russo ua
Crimea. Cbegaiaiu a di/.er que esle exercilo ja se
coinpuiiha de 250,000 liomens, e que cm hieve se
elevara a 600.000.
Nada he mais falso. Parece provavel por docu-
mentos positivos que lodo o eflectivo enllocado soh
as ordena do geueral Oslen-ShaUen nAo excede de
115.0110 huracus, e nAo he fcil reforcar este exerci-
lo, porque he necessario que se defenda a Bessara-
bia e n Prnth, contra us Austracos que (arlo cau-
sa cuminuin eotnnesca aseim que as aesocianlcs se
acharein rolas : he inisler delender o Caucaso e a
(ieorgia.qne seriara invadidos pelos, inoiiianliazesde
Shainvl, se as baiuuelas russas fossem reduzidas, c
se poilessera auxiliar o exercilo turco iTAsia. Can-
pre delender a Volonia, sempre prompla a iiienr-
gir-S' ; cumpre defender a Filandia, este bello paiz
rouhado pela astucia a Suecia, c que vai auxiliar
a esquadra iuglexa do Bltico. Vara Iranqoillisarjai
; inquielaees do czar orerca desle ultimo ponto, na-
da menos he preciso que o eslabeleciinenln de dona
I acampamentos, sendo cada um cranoslo de 30.000
humen*.
Coran v, as necesshlades multares aSn iiuraensai
nesla Kussia, que cm verdade possue hoiiiens, mas
que iiin lem lioaneas. Vssim, n joven czar decidi-
se a euipregar o meio que militas vezes deu hons
resultados ao pal. Quando I dlei-lhe ua precedcnle
carta do manifest que elle dirigi afio, obser-
vesIhe como hora signal que elle se ah-litilia de ci-
tar versculos dos psalmoa como Nicolao, e du ap-
peltar para o fanatismo religioso. Varete que cotn-
i prebenden em breve que e-le svalema era o mais
conveniente, e que eommetleria grande erro era
despre/.a-In. A-snn, eucarregou ao Sanlissiino Sv-
uoilu que faualisasse o povo russo c pregasse a guer-
ra sania. E-le appello ao clero moscovita para ex-
citar as paxes religiosas de urna popoacAo igno-
rante fez cora que a gente esclarecida da Europa
cnrolliessc os hombros, mas creio seriamente que
osle fado nao Icnha obrado com vigor sobre as mas-
as brillas, que veem no czar o representante de
Denssobrea Ierra. Para ea politicos europeus ou-
Iro documento foi poblicado, he a circular dirigida
pelo conde Ncssel-ode aos agentes rusos nos p u/e.
estrangeiros, circular mui hbil, mui moderada,
mas que nao diz una palavra acerca da nica ques-
lao diflicil,a liberdade do Mar Negro.
Posto que as negociaes conliiiuem.a Inglaterra c
a Franca nAo su.pendciu um momento os continuos
piep.iialivos da guerra. A esquadra da vanguarda
do Bltico ja parlio. c na entrada do Sund esla es-
preilaudo o prximo inoraenlo era que o derreti-
nientu do gelo Ihe permita approxiraar-se das eos-
las russas. A grande esquadra, mais forte e melhor
inoulaxla que a do anuo passado. deve ler partido
ua hora era que Ihe eslou escrevendo. soh o enra-
mando do contra-almirante Dundas, que se nAo de-
ve confundir com o vice-almiraule do mesmo no-
rae. que ltimamente commatidava no Mar-Negro.
Por outro lado, o governo inglcz reforrou tundiera
ora I lililSllil de hoinens, cavados e muiiircs o
exercilo de lord Baglan que d'ora era vaiitc se acha
n'um estado respcilavel. A Fr.uira enva todos os
dias novas Iropas ao Oriente ; ha poneos dias o im-
perador passou revista a urna divi.Ao inteira da
guarda imperial, a qual parti immedialamenle pa-
ra Marsrlha e Toulon onde vai embarcar-se. Prepa-
ran! em Conslautiuopla um aquartedamento deslina-
do a receber um everrilo de reserva de 50.IHK) hn-
incns. Ja ihe falle no projerto do imperador Irans-
porlar-se Crimea : a i mperalriz devia acompa-
nha-lo, e Rearen Conslanlinopla. O sullao instrui-
do desle projeclo fez iininedialaraenle inagnilicos
preparativos para receber os augustos hospede. Mas
a viagem llca adiada para depois do resultado das
conferencias de Vienna. Em vez de ir a Conslanli-
nopla, o imperador e a imperalriz se transportaran
a l.un lie- para onde convidoii-os a |rainha Victoria.
Esta visita se acha aununcada oflicialmenlc, e os
jornaesinglezea Icslemunhaiii paresia occasiao o
mais vivo cntlio-iasmo pelo alliado e futuro hospe-
de da Inglaterra. Fui Franca, so vai manilelando
alguma inquielacan per causa dos refugiados poli-
tiro, que se arliam em Londres, e rujo odio sobre-
excitado pelas dores do exilio nAo recuara peanle
o assassinatn. Mas Heos lera protegido visivelmenle
o jinyierader at boje, qu nAo he permiltido espe-
rarque nesla occasiao lbe falte este auxilio. Fanfim.
Napoleao 111 se acha maravilhosamente Itera guar-
dado era toilos os eus passeios, sem que a este res-
peilo teuha a menor dovida. I era ao p de i, con-
servaudo-se em distancia, mus sem deixar de armn-
panha-lo, nm boracm mui intelligenle, mui activo,
mui dedicado. Mr. lijrvoix. inspector geral .las re-
sidencias imprtaos, que lem sob as suas orden* um
destacamento de agentes de polica, cscolhido de en-
tre os ntail habis e mais experimentados. Com a
esrollai iivi.ivel de Mr. Ilvrvoix c de seus agenles.as
emprezas dos nossos freoetkes deffiagogoa, refugia-
do, era Londres, inapiram pooco receo.
As noticia, que cliegam do thealru da guerra
inenciouam apenas receiros parciaes : n ultimo
leve lugar a 2'i de marco. Os Buscos atacaran) em
Iros punios dillerculea as nussas Irincheiras e foram
repellidos depois dos m.ii. enrgicos esforros. A
penla delles he calculada em t'2,000 liomens mor-
ios, feridos ou prisioneiros. A perda dos exercitos
alliados monta a i.uu hnmens. Esles combates
reiterados, era definitiva mui mortferos, visto qoe se
renovara a lodos os momentos, nao do absoluta-
mente resultado algtun, he urgente daroulro carc-
ter as operarnos inililares. Se dennos crdito aos
despachos que nos chegam de Vienna, a iulensAo dos
generaes alliados era approveilar a renovacAo da boa
eslarao para atacar os Kussos em campo v.aso. tirau-
de parle do exercilo francez, s ordens do general
Canroberl, segundo esles despachos, deve sahir
de- respectivos inlrincliciramcnlos- a 3 de arbil. e
lomar posieflo ao norte, expellindo diante de si o
exercilo rtis-o de observarlo, alim de aproximar-ae
de Omer-l'.ulio, OueJnjjbemJevera sabir de Eupa-
lnria a frente de lit.lKJOTSTrcos. e combinar as uas
operantes com as do general mussulmanai. Est
plano, favoravel aos alliados, nAo impiiecria de mo-
do aiguiii o levantamcnlo do asedio de Sebastopol,
que todava seria continuado por lord Baglan, com
o exercibr inglcz e algumas divsOes do exercilo fcan-
cez. Kcm sabe que lis generaes nunca devulgam oa
sena planos de campanil, c islo nAo passa de urna
prubabildade, mas lera lodos os caracteres da ver-
dade, porque assira como em Varis e Londres a
geni se enfada de ler sempre as mesmas noticias
da Crimea, seraflue osangne derramado produza
resultado alguin apreciavcl, da mesma sorle. diaule
dos muros ile Sebaslnpol devenios compreheuder qae
he lempo de fazer alguma cousa, e ralo ron-eutir
que fiquem esleres o- lomos relindos cm Alma cin-
kerman.
O contingente sanio que monta a 15,000 liomens,
se reuni finalmente era Genova, e deve embarcar
a 15 de abril para Cnuslaiilinupla soh o cumulando
ilo general de Marraora. que entregar a reparlicao
da guerra ao general Durando. A Inglaterra da sob
a forma de empresliinu ura subsidio de dous mi-
Ihoes esterlinos para as despezas desta expedicao.
Esle subsidio acaba d ser volado sem opposicao
pelas duas cmaras do parlamento.
Nao Ihe fallo na Prossla que contina a guerra ri-
dicula de lilas cora a Austria,e que nAo pode resig-
narlo a decidir -o era favor da Europa ou da Kus-
sia. Note smenle os dous bellos resollados q uc o
governo de Kerliui ha conseguido al hoje : he ex-
rlnido da conferencia de Vienna. c lojd John Rus-
sell o Mr.Druyn ne I.ouvs nao julgaram convenien-
te acceder ao runvite que el-rei da Vrussia Ibes li-
nha dirigido para viren) conferenciar com elle cm
Berlim.
Era Madrid reina a.-linimento grande agitaran, e
o. e.piritos diflirilincnle se vao reslahelecendo das
consequencias febris da revolurAo. nimiamente a
guarda nacional Icmbroii-se de pedir a demisso de
tres ou qualro ministros. Espartero despidi os pe-
ticionarios que selinharn dirigido a elle, a apresen-
loo um projeclo de le que prohibe milicia civil
lodo o direilo de iuvolver-se nos negocios politicos.
As colisas se achara nesle estado, mas nada est
seguro na Hespanlta.
llallelim da Boina de marra: Os i \yl por 0|0 su-
biram a il'.l fr. e 50 r., e descerara a '.15 e 55 c. En-
rerracaiu-Si! a 96e 50 r. Os :t por 0|0 xanaram de
lili e 10 r. e"l e 110 ; enrerraram-se a Ii!) e !l ; o
consolidados inglezes regularan! de 111 e Iiia93
e :|'.
LISBOA.
I i de abril.
O mareclial duque de Sablanha fui. so pode dizer,
declarado incuravel na ullnna reun t > que orniois-
lerio fez dos deputados da inaiuria.
Ah se declaruu como entre pareulbesis)que u du-
que nao dava esperanzas, do poder testahelecer-se
de modo que fosse a secretaria, e as ruinaras, onde
nao vai ha mais de dous aunas, e que nAo podeudo
prescindir-ee delle, ou ao meaos do seu mime no
ministerio, era preciso que as cmaras aulorisas-
sein que elle fosse presidente do ron-clho de ininis-
tros sera pasta. Assim se resolveu, lendo-se ja
aprescnlado o compeleole pro|erlo de lei. que cau-
sou reparo s poique nelle'e ouusigna ao presidente
do conselbn, o mesmo veiicimciMo dos outros minis-
tros rom pa-ta. lie escusado dizer que esle projec-
lo, nan sii por allenriio ao duque, mas porque os
partido, lera niais ura lugar ue mini-tro para dar ha
ile ser approvado.
Agora esla-se tratando deescolher o novo minis-
Jro da guerra que deve substituir mareclial. Pa-
rece que lem havido suas repugnancias em fazer
aceilar esla pasta a alguns que lem melhoros logares
e veem que esle cargo de ministro nao passar alem
da aeclamarAo. I) viseando da Luz, de Fraucos,
e o general Ferreira nAo tem aceitado ; de sorle
que al agora nAo se sabe quera sera o novo minis-
tro, mas que lem de ser Humeado quanlo antes, por-'
que vai-se entrama discussflo du orcamenlo, e u da
guerra he sempre muito contestado. Em breve o
saliremos.
Varcre-me porem. que eslasefosquinheivera a pa-
rar em se nomear uiterinameiile o Jervis para a
guerra, eo Rodrigo para os eslrangciros, licando as-
sira cada mu delles com duas pastas, emquanto es-
lAo as corles a berta-, e se discute o orcamenlo. c de-
pois i.....un as colisas a Picar na mesma modorra era
i|tt lem estado, ale ao novo reinado, que be urna
especie de trra da promi-sao para a qual lodos Ca-
lanos a ramiuliar como desojo. Oxal que nos ella
eja propicia.
As cortes prorrogaran! se al ao fim desle mez,
mas aiiula conliuuarAo. porque estamos no meia-
iio de abril, e por ora nio se comecou a discutir o
orcamenlo. Pois esle auno nAo lein desculpa, por
que o governo Itera cedo os aprcsentoti.
A lei da abolicao dos morgadus esla, concluida,
cora urna peipieua emenda-que ainda jaz na com-
tni.san para harinonisar enm o Testo dos artigas.'
Mesmo assira, lera algumas cousas boas; mas nesla
legislatura Picara de certo archivada na cmara dos
pares, que Ihe nao sAo nada aucieuados. Nao ha li-
le paiz no mundo onde se ande mais ronceirameute
que era Portugal. Al os caininlios.de ferro sAo
perros. Forte praga!
A lei ilo recrulamcnlo vai iaSpassar para a cma-
ra dos pares ; e essa de certo passa anda esle anuo.
Na discussAo deste projeclo deu-se ama singulari-
dade nolavel que foi estrear-sc o nosso brujanle
escriplor J. M. Laliiio Coetbo, n'uin a.lmiravel
discurso contra alguns arligos defendidos1 por Jos
EstevAo e Sarapaio, rollegas delle najlecolur.o. A
cmara pasmn de ver um depulado da materia
rombalerdesapiedadamenteos campees miuisleriaes
e Instigar sal)ricamente u relator predilecto da rnai-
oria, Nogucira Soare. que perdeu muilo do coucei-
lo em que era lido ua cmara, desde o dia em que
Latino Coelho Ihe provou que nem sabia lavrar um
relaiorio. Havia mullo qae na cauiara se nAo pro-
lena um discurso de tanto efleito, porque Latino,
alem de ser de mui alia compreheusao, lera ura es-
tillo assas imaginuso e mordaz, que eapliva muilo
a altencAo. Depois de ler fallado hora e meia,
sempre com lodo o agrado e allenrao do auditorio,
no lim loda a camara.se levanlou para o felicitar, e
nAo continuarla a sessAo senilo se sesuisse a respon-
der-lhe Jos EslevAo, flue a cmara escala sempre
com salisfarAo. mas que nesle#lia nao foi feliz.
Dos deputados novos, he esle o nico qae se lem
distinguido como orador. Na cmara dui pares,
lent-sc distinguido tambero pela virulencia da sua
linguagcm o marqnez de Vallada, que principat-
nienlc lem lomado sua conla o ministro do reioo.
Se elle possuisse o tlenlo e instrnrcAo de l-alino
Coelho, seria o roelhor orador dos. pares novos, que
Ao quasi ludonullidadcs, ou gentes de poucas fal-
las, e anda de menos obras, que he neior que
tu lo.
A borrasca que se linha levantado a respeilo da
reintegrarlo do visconde de Maneare, por occasiAo
da iulerpllarAo do depulado Miguel do Canto, que
lanas sees"consumi o cmara, alni.il. ouvido o
ministro da marinha, e leudo Jos EslevAo feilo um
nolavel discurso para mostrar que por um arto em-
bola irregular, o governo nAo mereca da cmara
unta censura que dsse em resultado urna mudaura
poltica. Era vista do que, a manira da cmara
declaruu que o ministerio nAo linha peccado mor-
talmenle despachando o vi-conde de Piuheiro, por-
quaulo, linha inaiulado pruceder a svudincancia
em Angola n que s a vista do resoltado della he
que o podia privar ou nao do accesco aos cargos
militares, come era aquelle em que ltimamente ha
mi sido .re nlregado.
U ministerio teve duraote esla disensaao muito.
amargos de borra, mas nao rliegou a dar a alma a
Dos, romo algn, pt olelt.avain. Nriihuin dos rai-
uislrns quiz entrar nesla bulla, so o pobre Jervis se
n.io pode eximir de lomar a palavra. e em abouo da
verdade, nao se sallio mal para a -na. poaMM inlc-
Icrluaes. Veremos agora como se salte ain oolra que
por estes dias se efiecluar. He sobre o estado do
negocie do consulado de Vernaiiibuco.que;tendo esta-
do era tnorlorio. vai agora leva um choque deci-
sivo, ls n caso:
No dia 3do mez passada arriboo a Vigo, lemln
sabido de Caraiuha, o paulbale porluguez denn-
rainado Inraquito, cora una rarregarao de 27-i colo-
nos para o Kio de Janeiro, a maior parte sem pas-
saperle, porque o navio sendo de --'1',) toneladas nao
IIEGVEI
MUTIllDO



2.
/
DIARIO DE PERNAMBUCG QUINTA FEIRA 3 UE MAIO DE 1855.
Ws.Emeuda/^h.iiiuiiva.
L X CAPITLI.0 II
^
/
poda conduzir imt gente. O cnsul portuguct
n.itf npllo porto, que ju^- ser o Sr. Ortiga, coadju-
vado pelas autoridades loeaes, mando arrslaru|
naviu desembarcando logo-os Gallegos que lamhefjT
lam ile cambada, c quandu se linha pasad para o eipiMo ser pies.., e se eslava Iralafilu de ver
que desuno se havia de dar aos Porfaguezes, o ca-
pitau leve artes de se poder evadid de noile com o
navio. (I consol linlia loso O.d'o parle ao nosso go-
verno, o qual mandnuiriincdialamenlc um vapor
de guerra para traze/^ara nqui o palhbotr, mas
quando elle l; chagou ja se ludia evadido. De niv
Mira que o fjverno apoiou a resolucilo de eomul
de Vigo mandar arrelar o navio e prender r capi-
llo.' e quandu foi o suceesso do Arrogante, alii em
""rnainbuco anda mais grave, approvpu Igualmen-
o comportamenlo d cnsul J. /Moreira, que
deivou ir o navio e nao procedeo/jotra o capiia* !
Veremos como o Sr. Jervis, uirtndo se verificara
inlerpellacao annunciada, hf"8e evplicar esleS dous
actos to contradictorios.
As folfias he.panlwMs relataran' este escndalo
ilq^anegaroentn /incgnito. quei\ando-se da in-
curlWas*aiilr"*Tades porlusiiezas, que lodavia uilu
parece estas'.i culpadas, porque pelo governo civil
iIp Vianj^aB partieipa que o palliabotc so levara
d'aquane dislricto 5" passageiros, 22 pessoas de
Iripmaro. presumudo-sc que tomara o resto na
osla.
Os jornaes de Lisboa lraincrever.ini o qu se lia
nos Je Hcspaulia, e em coii-cquencia disto, o depu-
lado Antonio da Cunha na sessao de 11 do correle
lununriou urna inlerpellacao ao ministro dos neso-
traugeiros, o qual nao se ochava presente,
mas sim o Sr. Rodrigo, do reino, o qual ouvindo
dizer o Sr. Cunda, quando annunciava a sua inler-
pellacilo. que esles casos se liaviam se repetir lunj-
las vetes, ii vista da iinpuuidade do capihlo do .Ir-
rogante* e do consol de Pernair.buco, sabio logo em
defeza do seu atildado, declarando que as acensa-
rnos que se raziara a este cnsul cram instigadas pe-
los que llie queriam succeder no consulado.
lint.) oSr. Cunlia rcspondcu-lhe com vehemen-
cia. declarando que elle nao era pretcndenle, iiem
conhecia neadium que o fosse, e comecou a slvg-
oalisar a demora que lem bavido no despacho das
representares que de Peni ambucose dingiram ao
governo, e que este declara ler mandado ao procu-
rador da rorou, isto lia quasi um auno, seni que
ale agora se U-nlia sabido qual a resolucilo que se
bajo turnado. O ministra ainda llie lurunu a res-
ponder, teudn sido intertasante esla discussao como
vera do Diario <\a rnmara.qne remello para extrac-
tar aqui o que llie parecer para conliceimenlo dos
intorrssados.
O depulado Cunlia falln ncsle assumplo com mili-
to calor, e concluio maudando para a mesa um re-
qaerimenlo para inlerpellar o Sr. Jervis sobre o es-
lado desla quesillo, e saber se be verdade o que su
diz, nao ter ainda o procurador geral da coroa da-
do a sua resposla aos papis que Me foram remelli-
los ha perlo de um auno. A inlerpcdaran ba de
veriuearjse esta semana; e o Purtusuezque Ira/, bo-
je um arlia vehemente a este respe-lo, promelle
lamhem lomar a sua parle no assumplo.
Parece que elTectivameule o procurador da coroa,
ainda nao soube acabar a resposla, que promelle ser
Mal* voluinosaque is obras de Vollaire, e que en-
doid'cce antea de acabar. Que gente, que Ierra e
que funecionaros estes!
Mo dia 28 do passado foi julgada a querella dada
pelo duque de Saldanha contra o Peridico dos
loares do Porto, que luiha acensado o duque de
sur connivente na lenlaliva de rapto da Ferreirinha
d.i Kegoa para casar com o conde de Saldanha. O
peridico foi condemnado, e o duque illibadu desla
odiosa impulacao. A audiencia darou desde as 10
huras da mantilla al as quatro do dia seguinle.
Cuncorreii muilo para o duque ganbar a causa, o
ler deposlo a eou favor Jos da Silva Passos e oulros
influentes do partido progrcssisla.
Foi d'aqui o famoso advogado realista Pinto Coe-
Ibo, com grandes estipendios, mas nada pode ai-
cancar.
Como esle negocio se originou por causa de um
matrimonio da familia Saldanha, vem a (albo de
foicedi/.er que ainda se nao casou o conde, mas vai
se casar a condessa, viuva rio de Tavarede, filba
nica do duque, com o lili.o inais velho do conde
de Farroubo. lie um casamento de conveniencia, e
nao de inclinarlo, porque o rapat tinha-se arruina-
do com urna' franceta que bavia trazlo de Pars, c
agora queja nao poda mante-la com ii.tenlae.io.
nundou-a para a sua Franca, casa-se, Taz as pazes
com o pai. evai viver para as I.aranaeiras. Oeotos
fac,a felir.es, do que ha bem poucas esperaneas To-
dos os prenles do duque levain a mal esle improvi-
sado CUIIsOH lo.
Cansn aqui salisfarao o terem os nossos patricios
residentes no Rio de Janeiro lomado 10,000 acees
o caminlio de ferro de leste. Antonio da Cuiilia
si lamhem n'oulra inlerpellacao j annunciada,
peraunlar se sin su fez por eerlos modos nao muilo
airosos para o .nenio, e Ibes dir, aos ministros,
se quando qnerem dinbeiro rtcorcem aos Prtu-
guezes que estilo no Brasil, mas que os mo conhc-
cam nem reconhecem quando clles requerem jus-
ticia, .
(I ministerio vio-se liv re de um srande csmerilha-
der do remenlo. In tas as ve/es que elle se discute,
qual he o ex-ministro Avila. Nomeou-o presiden-
te da commissao que vai a Paris assislir a exposico.
Ede areilou e por esles das" parle. Os incorruptos
cada vez silo mais raros.
Sabio a luz um novo jornal intitulado o Secuto.
He ministerial, e dizem ser inspirado pelo du-
que de Saldanha, em contraposicilo ao Arauto, que
ho do Rodrigo. Os redactores sao dous i apazos
desconheci los na lillcrai in repblica.
El-re 1). Pedro V e^seu irmilo o infante 1). I.uiz.
vai a exposico de Paris c de l a Roma. Esl-se
preparando o vapor que os ha de condu/.ir.
Amanli.li publira-se solemnemente a hulla da Im-
macnUda Conceiro. He dia de gala c de lumia-
rias na
E sem misturar o sagrado com o profano, ,\ rhro-
nologia peile que se diaa qua no dia immedalo,fes-
tejarse a despedida da Albnni. ein San Carlos. ,|e
um modo eslrondo-o. Cheso'i um hiatc do Porto
carregado de flores para esle triumpko.
Safa das commisscs 21 de^abrl de 185o.Au-
fo de Oliceira. SilcjroCavalcanli. Mello
Reg.
(i Instracrao publica.
Directora geral.
..,.lrl. i. Com a directora geial, a saber :
o $ I. Com os empregados. 3:(XXiNMKt
l Coro o etpedienle .... 2003000
:t:oojooo
n (lymnasio.
Arl. 5. Com o G) mnasio, n saber
* S I- Com os ordenados e gralilca-
coes dos profcssnres que. acliialmenle
etislcm.de dous repetidores e dos em-
pregados creados pelo novo regula-
menlo .........
S'. Com o expediente ....
k S It. Com o aluguel de rasa, mo-
vis, ulensis, asseio e srvenles. .
ii i. Com n mensalidades de \- a-
lumnos pobres, sendo li mcio pensio-
nislas............
38:3601000
1003000
:000300o
2.1609000
3f:390f000
.tulas de latim.
Art. 6. Com as aulas de latim. a salicr :
SI- Com os ordenados dos profes-
sores............ 1:."iOlttO00
ti ?; '2. Com o aluuuel das casas dos
profesores de Boa-Vista e S. Jos. lOOjtmo
1:9001000
i ii leselas primaria-:.
Arl. 7. Com as escolas primarias.
S I. Com os ordenados e gratifica-
roes dos professores, inclusive 10 ad-
jnnclos aKM>tr*. cada m.....
; !. Com o aluguel ds casas .
ii S 3. Com expediente das aulas,li-
vros, movis e mais ohjeclos necessa-
rios aos alumnos pobres.....
ii !; 1. Como sustento e curativo dos
alumnos indigentes.......
12:4209000
a saber
7(l:.')0S-:l.lii
7:1009000
2:3003000
2K0O9O0O
Assoriarao dos artistas.
(i Arl. 8. Com a subveneab n asso-
ciacao dos arlislas.......
Bibtiotheca publica.
ii Arl. II. Com o guarda da bihlio-
tbeca............
81:l08s:i;>
1:5005O00
6009000
128:6289330
A8SEHBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
0
Ssmo' a I, e abril de 1855
da do Sri Wtariio de Camaragilte.
A's II Vi foilaa chamada, acham-se prsenles
2!l scuhores depulados.
tjente abre a sessao.
Secretario l a acia da sessao antece-
nda.
'ario menciona oscgoinlc
EXPEDIENTE.
L'ui reqnorimenlo de Leonor Carolina de \"acon-
cellos Borgi Leal, professora publica de nslruccao
cltmeiiliir na freguezia da Boa |Vsla. pediudo a cs-
;ratilica(ao por mais de VI anuos de
servie.A rommissio de inslruccao publica.
lie lido e approvado osecninle parecer :
A commissilo do eslatislica foram enviada' duas
represenlan'ies dos habitantes da povoacao de Alli-
nhc', a primeira em ^1 de maro de 1H.Vi, e a segun-
da em 7 de abril do corren le auno, em que pedem
a etita assembla, que eleve a calhegoria de villa a
dit novoarao.
Poslo que a eoBimissTio cnlcnda que os funda-
mentos de taes represeiilaees sao suflicienles para
deferir-se aos peljcionarios, Imlavia como taes fun-
damentos consisten tmenle em allegacies, julga a
coramisso acertado que se pecam informarOes ao
governo acerca da prclenrao, alim de que se verifi-
que a exaelidao do numero de casas, popularan, sa-
luhridada de clima, euulras condicoes que allegam
os peticionarios.
o Sala das cummissoes da assembla legislativa
provincial 2i de abril de 185. Manoel Joaquim
('amaro da Cunha..Pino de Campos, o
Entra etn discusso|e be approvado o parecer adi-
ado sobre a prelencilo de Sevcrfno Hcnrque de Cas-
tro Pimeutel, fiscal do exlinclo contrato das carnes
nenies.
U Sr. Mello liego pela ordem :Sr. presidente,
no .ornal da easa d-se boje na parle da publlrarau
das nossas discuss, um equivoco, que me obrlga
a faitef nina reclamaban.
Qnindose Iralou do projeclo n. 20, qne aulorisa-
ta o governo a conceder 1:2009 a Arsenio I-011 na-
la da Silva, para estudar pintura na Europa, o Sr.
Pinto de Campos manden urna emenda 1 mesa, es-
tendendo o mesmo favor a oulro individuo. En en-
lau nao tnmei parle na discussao ; enlrelanlo, aps
essa emenda apparerc no Diario o resumo de um
discurso do Sr. Silviuo, respondendo as raze por
mim apresenladas em relacaoa|um parecer da com-
1111 s > 1 1 de obras publicas, c segue-se um discurso do
Sr. Pinlu de Campos, respondendo aos deputadosqoe
Ibe pediram npllaardas. Talvez purera, que sendo o
individuo de quem lr.1l.1va a emenda ajudanlc de
engenbeiro*. eu me livesse envolvido na qucM3o, 011
como memhro da eoAMDissao de obras |iuhlieas li-
vesse dado algam parecer a respeilo. No entanlo, a
casa vio que eu nao ped explracoes alaunas a BSM
respeilo ; e he someule para que algnem se mo
persuada que cu me eiivolv i uaquelle negocio, que
faco esln reclninacilo.
ORDEM Df) DIA.
3. Discussao do orcamenlo provincial.
\'ilo mesa e sao apoiadas as scguinlcs emen-
das :
o N. 1.Arl. addilivo. Eira o governo aulorsado
a contratar com Hcnriquc liibson e Manoel de Bar-
ros liando.no com quem melborcs condicoes oflerc-
cer. a iltuminacjlo desla cidade a ga/., de conformi-
dade coro o parecer da commissao de obras publicas
cm sessao de 1'J do correulc.
Jote Pedro da SUca. .Manoel Joaquim Carneiro
da ('unha.n
N. 3.Ao arl. 15.Acrcscenle-sedevendo a
conservarilo das estradas ser fcila por urremalacfio.
I.uiz Pilippe.
N. I-.Art. 36.Com a divida de exercicios
lindos6:08!*tii7.7i)*/'edro.
N. ..Ao artigo 11.Sendo 2 conlos de reis,
um para a matriz, do Limoeiro, c oulro para a do
Bom Jardim.Cosa Gomes. llrandao.
N. 6.Ao 5 8. do artigo :i!)em vez de 3 me-
zesdga-se;(i mezes.llrandao.
11 >". 7.Au S 8. do arl. 39. Depois das pala-
vrasesla isencodiga-sea Ires cscravospara ca-
da familia que nao exceder de 3 pessoas, e dabi para
cima, na razao de um cscravo por duas pessoas de
familiao mais como no artigo.Aguiar .
N. 8.Ao arl. 11. f.om a matriz de S. Pedro
Marlyr de Olinda 1 cont de rs.S. R. Castro
Leo.
a N. II.Acrescenlc-se n emenda do Sr. Catanbo
o sesuinle snbslslindo a dsposirao do artigo 12
da lei do orcamenlo vigente, relativamente a com-
pra da caa que actualmente serve de cadeia'em
Pesqueira.h\ C. frando.
11 N. 10.Nao passando a suppressao do arl. 11
acrescenlc-seldepois das palavras.em que funecio-
nam eslas reparlicoesas seguinlesleudo n collcc-
lorde Olinda 12 0|(|. c seu escrvao !) 0|0.S. R.
Castro />o.
a N. II.Ao artigo 1">.Com o recolhimenlo de
freirs de Igusrass 2:UO03./. J. dJiouza Leao.
SUcho (ftialeanti.n
N. 12.Supprima-se o artigo ti.S. R.Cas-
tro Cen.in
a N. 13.Ao arl. 21.diga-se com os exposlos
8:01X13.Haptista.
a N. 14.As ultimas palavras do 1., do artigo
l(i,acrescenle-selicando o presidente da provin-
cia aulorisado a conlralar com Raphael Lucci, na
forma do parecer da commissao de peliroes.approva-
do no da 18 de abril. S. R. MaHMl Joaquim
Carneiro da Cunha.
a N. 15.Emenda subslitulva ;do 5 Iti, do artigo
89,l'm cont e duzenlos mil rs. de cada cas que
vender bilheles de loteras d'oulras provincias, ou
cautelas mesmo.A. A. de .Sansa Carmlho.
S. 16.Emenda para ser collocada onde cun-
vier.Com a conclusao do cemilero da cidade do
Rio l'ormoso, que esla sendo construido pela irman-
dade do SS. Sacramento da mesma cidade 1:005
Machado da Silva.
a N. 17.Art. addilivo para ser rollocadn onde
conver.Kica o presidente da provincia aulorisado
a mandar pagar pela quola das despezas eventuaes o
ordenado que se deve a S^everino Hcnriquc de Caslro
Pimenlel e a Floriano Jos de Carvalho, empreca-
dos que foram do exlinclc contrato das carnes, du-
rante o lempo que esliveram suspensos. Oli-
riira.
a V 18.Artigo addilivo as dtaposirOes geraes.
pica o presidente da provincia aotorisado crear
2 lancadores para a repartido do ccnsulado provin-
cial, e mais os guardas que forem necessaros. para
que baja um em cada trapiche de embarque.S. R-
I'eiga Pcsfoa.
N. 19.Ao g 3. do artigo 2., cm vez de
3:i.'i0?,iliga-se i:l.'iOj./.uic Filippe.
(i N. 20.Com o acabamenlo da obra da malrii
de Cimbres fiOOOS.Calanho.a
o N. 21.Com o seminario de Olinda 2:3963.
Piulo de Campos. .
s N. 22.Artigo addilivo ao capitulo 2. Com a
subvencao volada cm favor de Arsenio Fortnalo da
Silva 1:2009000.l.ui: Filippe.lipaminondas de
Mello.
a N- 23.Art. 38.Acrcscenle-se depois da pa-
lavraAguas Bellasas freguezias Buique,Lagoa de
Baixo. S. 11. Epaminnndas de Mello. Y. C.
llrandao.Pereira de tiritoJos I,), de Castro Leao.
S Pereira.P. Man; il.Gameiro Jnior.Jos
Rodrigues do Passo. Siqueira Cavalcanli. Vean
Pessoa.Catanbo.Silviuo Cavalcanli.A. deSou-
za l.eitakSilva Braga. Costa Comes.
1 N. 25.Aniso addilivo para ser collocado de-
baxo do Ululo 3.A exceptu das despezas delcr-
miuadas por lei, nenhuma outra sera feila na llie-
souraria da fazenda provincial, salvo cm casos ur-
gentes e extraordinarios que nao admillam demora
de recurso a assembla provincial, sem prejuizo do
ser vigo publico, e su enlilo a tbcsoiiraria, ou o seu
inspector comprirnjas ordens de despeza que llie -fo-
rem dirigidas pelo presidente da provincia, o qual
lomando sobre si Inda a responsabilidad?, dar con-
la djeosa despeza a insma assembla, liao inie esla
se rcunn.Olieeira.
u N. 2t.Arl. 18.Acresccnle-sesendo o pri-
vilegio por 12 annns, a illominacao pelo melhodo de
Londres e Paris, e nao se dando o ronlralo por defi-
nitivamente feitn Mido depois de approvado pela as-
sembla provincial./liiptitta.
ii H. 20.Emenda additiva ao arl. :18.Com Jo-
s Ignacio Pereira llolra, pelo trabalho feilo desde
IS18 at o correnle exercicio de 1855, da impa das
valas abortas cm seu sitio no llano Vcnnelho
1289000.S. R.Silcino Cavul-anti. I-rancha,
Carlas llraiid'ci.11
11 N. 27.Arl. 31.AddilivoCon) o pasamento
dos esrriplurarios pclaliliflereoja de seus ordenados
duranle o lempo que.scr\iram, em \irt'ide da e>e-
cuc'o provisoria do respectivo regulamonlo750.?
aiismenle-se a verba.Baplisla.
a N. 28.Para ser collorada onde convier.De-
vendo ser ampliado a 6 annos o prazo que os peti-
cionarios exigem para a rcalisacilo de seu contrato.
Vinto de Campos.
IS. 29.Sendo nhrigado aos direilos provinciaes
e mnnicipaes.P. Baptista.
N. 30.Arl. 12.Acrescnle-see a quanlia
necessaria para a conlinuarao da porr/to de caes na
ra do Capiharibe, fronleira a nova rila pmjeclada
na plaa da cmara municipal.-^.Mello Rego.o
N. 31.A passar a illuminarae a gaz para esla
cidade. cslender-se-lia a de Olinda.S. R.Castro
Leo.
O Sr. Haptista : Sr. prcsidenle, lenlio de fa-
zer algumasobservacoes sobre o projeclo do orca-
menlo provincial, e principiare'! pelo artigo 21 que
diz : com os exposlos 3-5O09.Lembrain-me de que no
auno pa.sado, denunciando i casa alguns fados re-
lativamente 1 casa dos exposlos. disse entre mili as
cousas que a murlalidadc all be espantosa e horri-
vel : declarsi mais o laclo de se entregar all Ires
criaiieai \ urna su ama de lei le para as amamenlar.
ele Ora, conslou-mc que ,algumas pessoas, entre
ellas os administradores, rilo goslaram de mnbas
manifcslares, nao obstante seren ellas verdadeiraSj
Entretanto, setibures, o tncu dever he continuar a
dirigir as minhas vistas cnltcnroes para aquclle cs-
tabelecimeulo de innocentcsinbos abandonados no
mundo logo nos primeiros das de sua frgil exis-
tencia : ainda mais, he nion dever mostrar evidente-
mente qne em um assumptu como esle. lilo grande c
sanio, eu nao me posso abaixar c ir para o campo
das rccriminaciies odiosas c esteris. Esla minha pu-
la e leal declariicilo sirva de locar os artuaes admi-
nistradores da rasa dos exposlos, para me nilo sup-
porem capas de commcllcr injustas. Nao ; ao,con-
liario, eu tributo os meiis respeitos a esles adminis-
tradores, c conceh admiravelmenle os sacrificios
que esles meus coiicidadios fazem com o adminis-
Irnrcm um eslahelecimento, cujas rendas e subven-
cao dada por esla casa mo cheaam para lodas as suas
mais urgenles necessidades. E lie por isso. senbo-
rcs. que aprsenlo a emenda que agora remello a
meza, elevando a verda do 3:000? rs. para i casa
de exposlos a 8:0003 rs.
Eu se, scnbores. que a minha emenda cnconlra
antagonismo. Eslo boje muilo inoculadas as ideas
de alguns economistas sem coraeilo. no sentido de
se nilo soccornr os |iobres enfermos, nem a inno-
cencia desvalida, ja porque Indas eslas despezas silo
improductivas, cjii porque alimentan a ociosidade c
a falla de prccauccs contra um nuio futuro.
Masen, rindo-mede ludo isso, respondo smenle
com um pensamenlo de Pascal : o coradlo lem lam-
hem suas 1 zoes que a mesma razio nao pode ex-
plicar : eiso que diz este cscriplor. E na verdade,
enhorca, para que dispular sobre eslas materias'!
Osaulagonislasda beneficencia publica cogtame
invciilam boas razoes ; mas a sede principal de suas
opinies esl nos coraces que elles possuem.
Sim. 'dexar que rriancinbas recem-nascidas
morram em desamparo, sem cnconlrarem entre bo-
mens e homensque se dizem cbrislilos, provasde
caridade; para islo, seirliores, nao se precisa de ar-
gumcnlos, mas da abncgacilo de lodo o senlimeolo
de compaixilo e de urna impassibilidade extrema.
A civilisarao fclizmenle camiuha, e para estas opi-
nies de erro c extremo, ah esta para corriai-las o
oulro extremo opposlo, e igualmente errneo dos
socialistas.
Ncsta parte nao irei mais longe, e basla o que le-
nho dilo, esperando que a minha emenda seja ap-
provada.
Tenho agora emenda, marcando -J-.OIHI? rs. para
reparos do convento de Iguarass.
Esla assembla jn consianou em um dos annos
passadus urna quola para reparos do convenio de lgua-
ras-. a qual nao foi snflicicnte Me parece, pois,
que ella deve continuar a favorecer esta obra.As al-
lenroes que silo devidas as freirs dsquelle convenio,
que slli acharan! volioso briso contra as desgrscas
do mundo, c para servirem a. Dos, as allences
i|ue devenios ao mu digno capelao daquclle reco-
lhimenlo, exisem desla assembla que ella adopte a
emenda que oflcrec,o.
Offcrcgo Umbcm una oulra emenda para se man-
dar pagar a alguns empreaados do consulado pro-
vincial o accrescinfo do vencimenlo durante o lem-
po que exerecram os lugares que boje leem. cm con-
seqiicncia da exerueao interina do respectivo regu-
lamento. 0 caso he simples. O poder leaislalivo
autorisou o administrador da provincia para refor-
mar o rcgolamento do consulado provincial ; feila
esla reforma, a aulordade adminislraliva po-la cm
excrucilo interina, e cm virlude desla execuco os
eni|irccados de que lenho fallado, foram chamados
para exercereasjjhs lugares creados. Ora, leudo si-
do o reaul.mSwfcpprovado no anuo seguinle pela
assembla provincial, lie justo que se mande pagar
aqiicllcs empregados pelo lempo que servkam inle-
rinainente. Aqui, porlanto, nao se laz favor ; mas
rede-se evidencia de dircito.
E nao sei com que fundamento se neenu esle di-
reilo aos reqiierenles.quando elles o -equerajam pc-
ranlea aulordade adminislraliva; pelo menos eu u3o
o posso explicar.
0 Sr. Jos I'lJto : Pois lem muilo boas expli-
caces.
O Sr. Haptista : Nao o duvido ; talvez o no-
ble depulado queira apoiar-seem unas pslavrasqne
estilo no regulanienlo ; mas desejo ouvi-lo.
Tralarei nllimamcnlcde um ohjeclo com que ba
das ando preocupado, islo be, de um parecer de
commissao, aulorsando o administrador da provin-
cia a conlralar a illuminacao a gaz.
Eis-abi mais urna sutorisicao ao administrador da
provincia de que uecessariainculc nos havemosde
arrepender, porque, senbores, ella ha de Irazcr gra-
ves embararos...
Um Sr. Depulado : Olbc que ha urna emenda
approvada em segunda discussao.
O Sr. Jicerda : Conclua.
Oulro Sr. Depulado : Nao ha perigo ncnbum
na aulorisacao.
0 Sr. Baptista : Sei que existe esla emenda,
mas ella nao satisfaz.
1 m Sr. Depulado : Limita o crdito volado.
O Sr. Haptista : Nao valer esta clausula res-
trictiva, se ella nilo for ncompauhada de oulras ga-
randas para a provincia ; c, cm Indo caso, permil-
la-se-me propor minhasduvidasc oflerecer ns emen-
das que considero necessarias.
Senbores, refliclamosna aulorisaeilo que vamos
dar ao goveruo provincial. O prclendenle he m
subdito inglez, cujo governo interven! dircclamente
em defeza dos direilos adquiridos uas convencoes pe-
los scus subditos :'cumpre, pois. que sejamos caute-
losos e lenhamos garantas.
O Sr. Soica Careatho :Nao apoiado
O Sr. llrandao :Apoiado.
0 Sr. Baptisla :O nohre depulado que rcpel-
lio a minha proposieilo, nlo poder negar a pro-
lecr.lo enlistante, que o governo inglez da a lodos
os scus subditos, c al jnesmo nos contratos que el-
les ectebram com as autoridades de pazes eslran-
geros.
Um Sr. Depulado :Eu nao sei a que vem isso :
he espirito de nacionalidadc.
O Sr. Baplisla (levantando a voz':Se he espirito
de nacionalidade, elle me honra, c deshonra a lodos
que o nao lem.
U Sr. Brando: Apoiado : muilo bem.
O Sr. Baplisla :E no me (ac o nobro depu-
lado a offensa de eonsnlerar-me como um apaUonadoi
e ceg por prejuizos : oceupa-me a idea de nilo ser-
mos prrjudicados, ou de nao ficarmos Iludidos nes-
lo contrato : trato, por cousegu'uile, do dever, que
pcrlencc a lodo o hornera de ser cauteloso, pruden-
te, e providente.
O Sr. Carvalho:E nsso. ccrlamentc, ninguem
pode levar n nial > proredimenlo do nohre depu-
lado.
o Sr. Haptista:Senhoraa, quando estire no
Rio o auno passado, em conversa que liverom o
Exm. Sr. commendador I.uiz Comes, liquei possui-
do do desejo rdenle de quanlo antes substituir a
actual illuminacao da noaaa provincia pela illumi-
nacao a gaz ; e. entilo, procurando inslruir-meal-
guina consa deale negocie, sube, que o Sr. Irvnf-n
na corle lem soflrido mulos reveles : sube, que alli
ainda se nilo lem ehegado a um resullado salisfa-
lorio. Sendo isto as-im, como vamos dar una au-
lo'ris.icao absoluta ao presi tente da provincia para
contratar a illuininacao da cidade do Itecife a ^11/. ".'
Nao basta di/er : I Iluminar So 1; gaz: a quali hule
do gaz, o numero de finos, que deve ler cada hieo
de saz, c miras militas colisas sao condires que
podem concorrer, para que poasamos ler una illu-
minneao boa e capaz, 011 peior, do que a que temos
aclualmenlc. cnihnra seja ilcazeilr.
E. leinhreino-nns, senbores, de que para a aulo-
risacao da illuminacao de azeile, que aclualmenlc
temos, a assembla provincial daquelle lempo foi
lelosa ao poni de ser minuciosa : assiin. desla ca-
sa sabio una commissao para ver e examinar os
lampen"-, apresentados pelo arrematante ; o. niio
obstante o zelo c prerauees com que o Exm. Sr.
Mrquez de Paran, entao presidente desta provin-
cia, se bouvera na celebradlo do conln-lo. ainda se
procederam os exames e veslorias. Enlrelanlo. boje,
sendo o- contrato de'-maior importancia, deseja-se
abstrabir do todas as medidas de segurancu : venha
o que ver, que para finalmenle se conceder indem-
nisaces, e novos favores, nao cuslan muilo abrir
os cofres da llie-uuraria. Eis o final, que temo, e
vejo que surcedern provavelmente.
^ O Sr. Lacrrda:E se uao quer a illuminarao
a gaz, cmbala a idea.
O Sr. Bpttlla :E niio esla a cidade sudicien-
lemenle Iluminada 1 nao lem o actual arrematan-
te dcsempcnliade perfeila e admiravelmenle as sitas
obrigares '.' e nao sso lodos a reconhecer esla ver-
dade t para que, pois, com lana ancia querer ja
e ja a Iluminara.) a gaz, illuminarao incerla, su-
jeita a eventualidades do futuro, abandonando-se
urna illuminacao que ja existe, que satisfaz, c que
ho menos dispendiosa!
Nole-se ainda, que o actual arrematante tcm o
seu i-uniralo celebrado por do/e anuos; e. apenas
tem deenrrido quatro ; pelo que ser preciso res-
cindir n seu contrato : c ah leremos cnnseguinle-
menle da parte dellc o direilo de pedir iudemnsa-
co de prejuizos e dainos. E a nada dislo se al-
teuile '.' E no enlanlo mostram-se mulos dos meus
amigos salisfetos somentc com a clausula que vem
no orcamenlo para a illiiminacau a gaz nao exceder
a quanlia votada pura a illumin.ic.lo actual.
I ni Sr. I>fpaludo :Or, islo be cousaque lodos
os auuos se pode alterar na lei do ornamento.
O Sr. Haptista :E eu creio que bao de alie"
rar ; por asora, esla clausula be de carcter provi-
sorio e engaador, para que a autorisaca paste.
O Sr. llrandao :E as ndemnisacoes, os novos
favores tambero vinlo?
O Sr. Ilaplista:Sim, senbor, indo mim e o peior
que ludo sera tirar tupporlaudo a provincia maiores
sacrificios, e com peior illuminacao, ou pelo rae-
nos mal servida a esle respeilo.
Senbores, eu concluo ollereccndo eslas emendas,
que silo clausulas de seguranca, sendo una dellas o
nilo se ter o coulralo por deliitivameule feilo, se-
uao depois de approvado pelo poder legislativo pro-
vincial, a cmara, pois, as concidere c vote como
entender. "
O Sr. Jos Pedro:Respondendo ao precedente
orador disse, que nem a tbesouraria nem o governo
h.iviam roulrariado direilo alcum dos empregados
do consulado provincial. Ouc esles empregados
nao linham direilo a paga que requeriam pelo ex-
ercicio dos tusares creados pelo novo regulaucnlo
de sua reparlicao, nao s porque al cerlo lempo
esles lusares esliveram dependentes da approvacao
da assembla, e n;lo bavia comgnacau para pagar
a despeza proveniente de sua ereaslo, senao tambero
porque erain elles da nalureza daquelles que os
dilos empresados s.lo ohrigados a subsliluir sem
vencimenlo alsum alem do seu proprio ordenado,
vislo como o decreto que concede ao empregado de
fazenda que subslluc a oulro a quinta parle do seu
ordenado, limita esla concessilo aos empregados de
classe diversa ; por lano o governo e nao elle ora-
dor, que nessa prelencilo deu somenle o sen parecer
linha feto oquadevia. nao conredendo paga algu-
ma aosempregados que agora se dirigiam a assem-
bla, vislo serem elles esrriplurarios. e lerem inte-
rinamente exercido lugares de escriplurarios, islo
he, da mesma classe, que pelo dilo decreto sao 0-
brigados a substituir sem alsiyn 1 sralilicaeao nu
maior ordenado do que o qne Ibes cabe pelos seus
propros empregos: concluio, dizendo, que nao obs-
tante a sua opiniao, a assembla resolvesse como llie
parecesse justo, que elie nao se opporia, e se linha
fallado na quesillo, fui porque o forijou o orador
que o bavia chamado a ella.
OSr. Baplisla:Sr. prcsidenle, o nohre depula-
do com as observares que fez, forlalcceu-rae mais
na cpniiilo cm que eslava. O nohre depulado sabe
perfilnmenle, que o Exm. presidente foi aulorisa-
do pela assembla a fazer csse regulamenlo.
O Sr. Jos Pedro : Dentro dos lmites do cr-
dito.
O Sr. Baptista:O regulamenlu foi feilo nao sei
bem, so cm 1853.
O Sr. Jos Pedro:Em 1852.
O Sr. Haptista:O regulamenlo. confessou o no-
hre depulado, que leve execuciio provisoria, dada
pelo Exm. neesidenlc, e foi approvado pela assem-
bla provincial em 185t. Loso, foi cm virlude da
execu^ao interina da da pelo Exm. acesidenle, que
esles empregadosserviram.c servirarr.ljglimamente.
E se o regulamenlo foi depois approvado pela as-
sembla, be claro que esles empregados tem direilo
aos vencimeiilos durante o lempo que servilam cm
razao da exocucilu interina do regulamenlo.
Agora, quanlo ao araumenlo de mo lerem esles
empregados direilo ao pagamento em virlude de um
direilo, que o nohre depulado, inspector da llie
souraria provincial diz existir, e o qual manda que
esles empregados se succedam uns aos oolros sem
direilo 11 accresejmo de veneimenlos, permita o no-
hre inspector di Ihesoararia provincial, que eu du-
vide da existencia real desse decreto; desejava
pois, que me mstrasse eC9 decreto, ou me dccla-
rasse asna dala, para eirprocura-lo na collecr;ao.
E na verdade, senbores, este direilo, se existe, he
inconcehivel c incxplicavel : elle aberra absolu-
tamente de lodos os principios de legislado e ad-
mini-trncao ; pnrqiunlo, quando algum empregado
esliidoenle, ou impedido por justa causa, lem seu
substituto legitimo, que qusi sempre he o empre-
gado de calhesoria inferior, e qne Ibe tica prximo
na sraduaro. Mas, que iiavendo vaga, a lei
manda um empregado servir no lugar vago, sera
perceber as vanlagens que Ibe sao inherentes, e
desla sorle seja o thesourro quem se locuplele
com prejuizo alheio, slo be nconcebivel, e por sso
repilo: cstou dezejoso por ver e ler esle decreto, de
que o nobre inspector fallou, c Ibe peco encarec*
llmenle que me o mostr, ou me cite asna dala.
O *r. Mello Reg pede algumas explicaces ao
Sr. Jos Pedro acerca de urna quaulia devida ao
ajudanle do procurador fiscal de Coianna, perlcn-
ceulc ao cxe'rricio de 1853 a 1851 ; e passando a
responder a algumat reuexes feitas pelo Sr. Ilran--
dao, em segunda discussao, ncerci. do mellioramento
do rio de Goiaima, justica o orcamenlo da obra
projeclada, c fez diversas considerarnos a respeilo
da inlroduci'.o do rio Capbaribe-Merim, rio cha-
mado unirlo, e fallou tambero do rio Japomim.
cujo fundo pude admillir navios que calem oilo
ps d'agua.
OSr.7o.sc Pedro respondendo ao orador, que o
inlerpellou. disse que o ajudanle do procurador fis-
cal, de que se trata va linha direilo n porcenlagem,
que nao havia cobrado desde o exercicio em que fez
o recolhimenlo da divida acliva da fazenda, da qual
re-iilliiMi esla porcenlagem ; mas que nao lendo-a
cobrado nesse exercicio ficou considerada divida pas-
siva, e como lal seria incluida na rehiran, que linha
vindo a assembla na prsenle sessao para se volar
o crdito supplemenlar, se csse ajudanlc livesse em
lempo requerido o seu pagamento, fosse por isso
processada < cscriplurada. mas como elle assim a3o
procedesse, julgavaque nao se poda volar crdito
para csse pagamento, t,|iilo mais quanlo na sessao
do anno passadp havia a assembla contrariado pre-
lenc.ln igaal do ca-eolleclor do Rio Formoso.
O Sr. Catanho faz alsumas considera^es.
O Sr. Pinto de Campos : ( Daremos em oulro
numero. )
O Sr. Jos Ptdro respondendo ao precedente ora-
dor, diz que a Iluminara'." de Coianna nao comecou
no correnle exercicio, porque a assembla nao linha
volado crdito para a compra dos respectivos lam-
peos, mas que espernva que no exercicio prximo
vindouro fosse essa cidade Iluminada, vislo ler a
commissao de fazenda e orcamenlo incluido no pro-
jeclo de lei, que sediscute. a quaiilia precisa para
essa despeza.
Encerrada a discussao sao approvadas as emen-
das ns. 1, 2, 3, 4., 5. 6, 7,9, II, 12, li. 15, Iti, 17.
19, 20, 21, 22, 23, 29 e 30, e rejeiladas as de ns. 8,
13, IS, Ji, 25. 26, 27, 2S e8l, fieaudo prejudlcada
a de 11. 10.
O projeclo Rea dependente de nova volarn ua
forma do regiment.
Entra em lerceira discussao c he approvado, com
1..... emenda de Sr. lose Pedro, o pmjerlii dos exer-
cicios lind os.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
eesla so.
Discursos do Sr. depulado Sa' Pereira pro-
nunciados na sessao' de 26 de abril.
O Sr. S Verrira : sr. presidente, existe son o
dominio desla assembla o projeclo qne eu live a
honra de apresenUr em substituidlo ao que Irata da
organisarSo du inslruccao publica, conforme se acha
lo que nao rae pareca conveniente, que a assembla
Ihe desse o seu vol sera fazer-lhe algumas allera-
;oes.
Fui toreado. Sr. presidente, a lomar parte na di*
emesia, por ver que lanos desconcharos, lanas su-
perfluidade, lana falla de nexo e ordem que reina-
van no programmado Cj mnasio. passavam desa-
perccbblos : emendas sobre emendas i\a<> me parece-
ram um meio sullcicnl para concertar os|vicios ra-
dicaes que nelle se eneonlra, e por isso formulei,
breve esucclnlainenlc, o programma para a>efornui
de nslrucrn publica que apresenlei ii casa, c ped
um adiamento para dar lempo 11 fazer-se juizo segu-
ro sobre um c oulro projeclo. Hoje. pois, que lodos
ns memhros desla assembla teem vislo o meu pro-
gramma. onde ha muilo que corrigir, porm menos,
segundo me parece, que no do Iiv mnasio. sera fcil
disentir as bases para a reformada iuslruccilu.Segun-
do os dous programlas,, porm. pela pouca vonlade
que descubro para encetar-se umadiscussilosolire es-
'e ohjeclo, autevejo o inno resullado de um delles.
Antes, porein, de chegar esta occasiilo'que esla bem
prxima, permita V. E\c, que repeinlo aind al-
gumas das ra/iies ja por mim apresenladas, torne
mais saliente a dlflerenca dos dous projeclos em dis-
cuss.lo.
Alm de conler o projeclo do Cv mnasio eslas
ideas velhuscas de gralilcaroes sobre gralilicacoes,
decirculossobre cirenlos Iliterarios, de premios que
n? pralica se pdem de-iliar. disgoslo ctrabalho. ou
favorecer espeeiiliicoes; v se, milando nlguus pa-
zes da Allemanha, em ludo o que hci dilo, e al na
imposicilo de urna mulla de 20.5 a 100--> rs., aos pais
nu liilores que nilo maudarem seus lilbos para a es-
cola; hetiicloi.so lilil de urna imitaciln infeliz, c
logo que se deixa o campo dessa imitaran hnca-
seos novos professores cm um cabos ; elles de-
vem ensillar em um auno Ires cursos, por exemplo :
Historia Natural. Botnica e Ccologia, e obrigando
a mullos .1 fazerem novos exames, e aos discpulos
roetle-os cm nina infernalidade. mandando-os eslu-
dar sele aulas em um anno, como o sesundo e ler-
ceiro, c ciicasqurlaiido-lhes o latim por qu.ilro an-
nns, e coro quatro professores ; fazendo os muilas
vezesan lar de din ule para Iraz. ensiiaiido-lbes geo-
melria e trigonometra antes de ensiuiir-sc algebra ;
fiizcndo-os coniprcliciiiler seographia moderna com o
historia antiga. e mandando-os procurar phrases e-
oquentes na phvsca, e Hmica e termos poticos
oas matbematicas. O estudo que bei feilo sobre a
maneira da educacao dos Europeus, (az-me crcr
ser esle novo prosramma urna iuvencao que dar
miios resultados.
Vollando, Sr. presidente, a imposlrao pecuniaria
para obrigar os pas ou tutores a maudarem seus fi-
Ihos para as escolas primarias, marcada pelo regula-
menlo no valoi de 20-5 a 1005 rs., 'delirada no caso
de reincidencia.verificada lodos os ti mezes .arl. 63 ,
direi que este meio coercitivo nao lao pesado s exis-
te na Allumanba o assiin mesmo unido a oulro
meio ; na Franca elles nao dilo bons resultados, na
Inglalerra e na America Ingleza nao me consta que
elle fosse jumis empregado, e actualmente nao o be,
e entre nos pude dar lugar a abusos desde j, e nao
ser praticavel senao tardamente.
O Sr. Brnndao :Elle he mpralicavel.
O Sr. S quanlo so pude abusar desle meio no interior, mor-
menle cm certas :occasioes..,
l'm Sr. Depulado : Tudo quer principio.
O Se. Sii l'ereira: Mas um principio como es-
le deve ser bem claramente definido, nao s para
coartar-lbc os meios de prestar-se a abnsos, como
para mostrar a necessidade de ser elle estabelecido
cnlre nos, onde mullos obstculos justos se oppero a
sua generalidade. Mostrei tambera. Sr. presidente,
que o estipendio exigido de cada um individuo que
frequenlasse as aulas do Cymnasio, era em prppor-
c3o superior aoquese exiga para frequeiitar-se ocur-
so de direilo, de medicina ; porque 05 mensaes, o
que di em III mezes de esludo 50 mil ris. c em seto
anuos, 350.3OOO ris,- vem a ser urna matrcu-
la maior qne a exigida para o es'.udo da me-
dicina, que he 3005 e quasi igual a de direilo, que
be de 50O-"\ lindo os quaes cursos se acha oada can-
didalo habilitado a procurar sua vida, e a entrar 110
gozo c lucros dos seus trahaihos.
Moslrei finalmenle, Sr. presidente? qne havia fal-
la de couliecimcnlo, 011 no menos que se havia es-
quecido de altender-se as. nossas primeira- necessi-
dades, que devem merecer e tern merecido desla ca-
sa toda a atleiic.lo, manifestado lanos desejos de
satwfezc-las: e por essa occasilo mostrei o disparale
que navio cm exigir-so para o estado da lingua lati-
na qualro professores, e para as sciencias physicns
ou nalaracs Ires professores, que devem cnsinar as
malcras de seleou oilo cursos, scienfias que servero
de base a lodo o progresso industrial, e toda a fente
deriqueza nospaizes civilisados, sciencias desconhe-
cidas cnlre nos, c das quaes temos absoluta necessida-
de. Quando eu apresenlei o meu projeclo. moslrei
quaes as necessidades" desla provincia, nilo s pelo
.enio de notaos couci la l.ms. como pelas nossas leis
-inicriorineale eslalieleridas; as subvenres para es-
ludar-se a pWura, as quotas pata a compra de ins-
trumentos de phvsca c elimina, e aperfeiroamenlos
dos producios agrcolas sao oulras lanas provas de
que nao he so direilo, a medicina e Ideologa que
os homens devera e.tu lar. nica arle hoje estodada
entre nos em falla de oulras, e foi por isso que no
meu projeclo creei um curso completo, e me parece
que bem repart lo de humanidades: onde se ensina-
r aohomem nao s a conheccr a (erra e o co, como
a si mesmo e os meios de precave-los de rauitos agen-
tes destruidores: lal foi o fim com que ueste curso
de bacharelado em humanidades estabeleci ns cadei-
rat de anatoma e de hygiene.
Fiz ver mais a absoluta e indispensavel necessida-
de da inslrucr.lo sobre o commcrcio, sobre agricul-
tura, a msica c a pintura: 110 primeiro me parece
se ochar pela primeira vez exigido o esludo lecbno-
(osico dos producios simples e manipulados: c ca-
ininhando da capital, onde estabeleci o collegio cen-
tral, com o deseiivolvimento perfcilo do que nellesc
ensilla, caminhaiiilo digo para o rentro da provin-
cia, v-se em cada comarca um professorde nao vul-
gares conhfcimenlos, dando cm resumo nslruccao
sobre as sciencias naluraes, e com parlicularidade
sobre a agricultura applicida ao lugar em que se
ensinii: se dahi se camiuha para rada urna fregae-
zin, ver-sc-ha no meu projeclo duas cadena-, urna
urna para cada sexo, susceplivel do augmentar-
se o seu numero ou de premiar-te o professor
que longe dellas der a inslrucrao primaria !......
Para ambos os sexos se exige, alm da doutrina cbris;
lia, a historia e decorarlo da consliliiieilo do imperio
e do cdigo penal.
He pela primeira vez qu? assim se eslabelece esle
esludo primario, e creio que elle era bem pouco lem-
po seria geralmentc adinillido: porquanto, convm
educar as enancas conforme as necessidades as mais
vlais que ellas'leem de salsfazer quando forem ho-
mens: e lamhem exgi, julgo qua pela primeira vez,
para o sexo remolino o eusino da arte culinaria: ar-
le eminentemente precisa a urna boa dona de casa,
me que cnsina muitas economas domesticas, eque
mostra os effeitos funestos da sensualidade gulosa :
emiim, Sr. prcsidenle. segundo o meu programma,
o ensno do collegio lie franco para lodos, c em ludo
que elle rontem he levado al a ultima das fregue-
zias,al aos rnllesios subvencionados pelo governo, e
lado qur de dia, qur de noile, quer ao pobre, quj
10 rico, e graluilamcnle, e conforme as pfeeigoe* das
cidades, villas e aldeias desta provincia.
Pela tabella que vai junta com meu projeclo ver-
sc-ha que a nslruccao, segundo o prosramma do
intrnalo excede de .200 enntos; e que rednzidas as
despezas como pedio a commissao, orear sua despe-
za a 160:000o: entrelanln que a despeza oreada com
,1 instru cao. sesundo o programma do collegio cen-
Iral de Pciiiamluiro, he oreada cm 151:0005 A ru-
inara pois jolgar de ambos como entender.
os absurdos que conlem, deve passar, recebeodo a
approvacao da casa 1 I
O Sr. Pinto de Campos : Tambera se lem mos-
trado o contrario do que o nohre depulado diz.
O Sr. S Pereira :Eu nlo vi : he verdade que
V. Exc. procuro j demonstrar o nexo e o bom de-
seiivolvimentodo programma do Cymunsio, mas 11A0
sei se o alcaocou c nem tilo pouco locou 110 essen-
cial de mnbas arguicoes.
Prtenlo. Sr. presidente, cu sei. e sabe a casa
quaes sern ns consequeucias desla separacao. quC
prope o nohre depulado ; eu sel que O Intrnalo
passara com todos esses inconvenientes, absurdos,
e srande cusi para a provincia, sem vaiilasem al-
guma para ella, nao porque elle seja melhor orga-
nisadn do que aquello que suhmelli a cunsideraeo
da assembla.
t in Sr. Depulado:Oue modestia !
t> Sr. Su Pereira :Mas sim. porque e meu
projeclo se rfesseule da humilde posicao do seu au-
tor Hio apoiado), a idea de separacao be apenas
urna pequeua deferencia do meu nohre eullega pa-
ra contigo : eu lhe agradeca: passar o Intrnate ;
sim. porque una vonlade de excedencia o iuipoz.
Ilcelnmaroes.)
Um Sr. Depulado :Isso be urna injuria feila a
assembla.
O Sr. S Pereira :Nao lie injuria, Sr. depu-
lado : he urna verdade ; a qual pode olTender
os corpos conectivos quando receben a idea, o pen-
samenlo de um honiem eminentemente collocado
na sociedade, as aceitara coro agrado, e as propa-
gara com muilo maior fonja, emhora viciosa, du que
quando ellas parlen daquelle que se acha na mes-
ma escala, porein mais em baixo, emhora esla idea
seja honesta : he o que quero dizer; e nao fajo
alguma injuria, Sr. depulado.
O sr. Silcino : Eu nao aceilo a sua Ihcoria.
O Sr. S Pereira :Repilo ainda ao nobre de-
pulado, quando um bomem de elevada posicao
aprsenla qualquer idea, esla he aceita mais fcil-
mente, do que partiese de um bomem de posicao
mais baila.
" Sr. Silcino:N.lo como impotlelo.
t> Sr. Aguiar :Imposicilo de iulclligencia, ad-
miti.
autos nao existen! provas contra elles, vitlu serem
al os depoimenlos das leslemuuhas contradictorios :
sustenta o Dr. promotor publico a pronuncia dizen-
do que.para dar-se a pronuncia bastam indicios ve-
hementes, qu* alm disto nos autos n0 < ha indi-
cios mas Umbem provas contra os recrreme, que
foram pronunciados como mandantes do assassinalii
de que se Irala. Considerando que para a pronun-
cia b.i-lam apenas indicios vehementes na cuiifornii-
de dos arts. 115 do cdigo do processo criminal, e
286 do resulamenlo n. 120 de 31 de Janeiro de
1812, considerando mais que no processo exislem
provas contra os recorrcnle, romo se v dos de-
poimeutos da |a, 3. 5". e 7 testeinuuhas, confirmo
por sso a sentencia do pronuncia dada pcloaDr. joiz
municipal contra os recortantes e pagoem os men-
ino* ss enttns,
i'.io d'Alho 15 ,ie marc.0 de 1855..Manoel Tei-
.reira Pei.roto.
Est conformeOeterivfio do crime Henrtque Jo>
Braijiier de Souza llamjel.
i
DIARIO DE PEINAVBICO.
O vapor C.real ll'estern. entrado honiem a lar-
dinba de Soutbampton. xia Lisboa, Madeira,Teneri-
fe e S. Vicente, Irouxe-nos asearlas de nossos cor-
respondenles de llamhiirso e Paris, que lira ni Irans-
criplas em oulro lugar desle Diario e bem assim
una oulra dalada de Londres, e^que be a primeira
que recebeinnsde 11111 novo correspondente que con-
seguimos conlralar uaipiella imporviule capital.
Alem dessas carta* Irouxe-nos-o vapor laiubeni
gazetas inslez,is, francezas, porluauezas, italianas e
belgas, as primeiras das quaes alcanram a".I do mez
pruMiiin passado. as seaundas a 8, as lerccirasa 14,
asquarlas a i, e as ultimas a 5, scudo-nos lodas en-
Iresues das 8 as !l horas da noile.
Das carias de nossos correspondentes vorao os lei-
lures que as esperaneas de paz concebidas por oc-
casiilo da morle do imperador Nicolao acham-se lo-
das inleii,iinenle desvanecidas, sendo o espirito rus-
so hoje, por assiin dizer, inait bellicoso que nunca.
A conferencia de Vienna, na qual a principio lan-
o se confiara, iicubum resultado lem produzido, e
lal be o groo de desconcello a qu* tem ehegado, que
1 uinguero ha que espere mais della cousa alguma.
Nlo obslaule isso, despachos dnquella curie com dala
de 9 de abril e publicados por gazelas bespanliolas
anuunciam que no dia S, havendoalli chegadoo ple-
nipotenciario da Porta. Ali-1'ach. celebrara ella a
sua nona sessao, 11 qual as*islira o ministro dos neso-
cios cslriinseiros da Franca Mi. Drouyn de I.ouvs,
mas luo inleressanlis foram as materias discutidas
que a sessao apenas durou umn hora.
A esquadra que iillimamenle sabira dos por los da
liislaleria em direccio ao Ballico ha urna das mais
. slalerra em direcro
II Sr. Sa l'ereira :Porlanto, sr. prcsidenle, cu respeilaveis que lem soleado os mares ; os vasos que
vol contra o rcqueiimcnlo, porque essa idea de a 1 ompein, entre ns quaes dilinguem-se 13 ntos
separacao so pude Ir.i/.er em resultado o privar a
provincia de alguns beneficios. Se o nobre depula-
do julga que o meu projeclo lem defeilos corri-
gir, nada he mais fcil do que propor a demora de
ambos, para fazer-se um esludo comparativo, apre-
ciados, refundi-los ou fazer nina esculla jusla, e
razoave!. continuar um projeclo -em oulro, emho-
ra se julgue aquelle defectivo, e este inais conse-
queule he intil fazer una reforma, e approvar esta
reforma, ja com a certeza de que ella deve ser re-
formada, he o que rae parece de mais incoiisequeiilc
e desarazoavel.
sja
Cuna
JURY DO HEG1FE.
DIA 30 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. Dr. Adelino Antonio
Freir.
Promotor interino, o Sr. Dr. Francisco Comes Vel-
loso de Albuquerque Lilis.
Advogados, os Srs. Drs. Joaquim Elviro de Moraes
Carvalho e Jos Beruardo Calvao Alcoforndo.
Escrvao, Joaquim Francisco de Paula Esteves
Clemente.
A's II lloras feila a chamada achain-se presentes
42 Srs. jurados.
Foram dispensados por apresenlarem escusas le-
silimas os Srs. jurados seguinles :
Joo Jos de Couva.
Joaquim Francisco lluarle.
Dr. Luiz Saliizar Moscoso da Veiga Pessoa.
Joao Manoel de C.aslro.
Francisco Ceraldo Moreira Temporal.
Foram mudados em mais 209 os senbores jura-
dos j multados nos anteriores lias de sessao.
Aberla a sess.lo fo conduzido a barra do tribunal
o bacharel Joao Luis Cavalcanli de Albuquerque,
aecuaado pelo crime de roubo e incendio perpetrados
na casa de I). Joaquina Maria Pereira Vi.mna.
Compoz-seo conselho de oeaienra dos seguinles
senbores :
Antonio Joaquim Carneiro.
Antonio Ignacio do Reg Mcdeiros.
Mauoet Jos dos Santos.
Manoel Florencio Alvos de Moraes.
Joaquim Ignacio de Carvalho Mcndonca.
Jo3o Francisco Ponlet. .
Domingos da Silva Cuimaraes.
Henrique Slcple.
Caelano Cyriaco da Cosa Moreira.
francisco Manoel da Cruz Coulo.
Antonio Jos Leal Res.
Luiz Antonio de Siqueira.
Findos os dbales foi couduzido o conselho a sala
das conferencias a meia hora depois de meia noile,
d'nnde vnllou a I 3|t com suas resposlas, que fo-
ram lidas em voz alta pelo presidente do jury, em
vista de cuja decisao o Sr. Dr. juiz de direilo ab-
solveu o reo, condemnando a rauuicipalidadc as
cusas, e appellou da dila decisao para o superior
tribunal da reducn, adiando a sessao para as 10
lloras do dia I. de in.no.
OSr. S Pereira:Entinto ler de manifestar
.1 casa 10111 luda a franque/a, qual o resullado do
expediente que aeabou de turnar u nosso honrado
collega, o Sr. segunde secretario : decididamente, be
esle. primeiro fazer pa-ar o Intrnalo, nao obslau-
le os graves defeilos que cu acabe de mostrar, e cm
sesundo lugar, malar lias pastas da roinussao o
projeclo que eu ollcreci. Se o nobre eoReaa, en
DIA 1.a DE MAIO.
Vresidencit do Sr. Dr. Jos (Juintino de Caslro
Uao.
Promotor interino o Sr. Dr. Francisco Comes Vel-
loso de Albuquerque Lins.
Advogado da defeza, oSr. Dr. Leonardo Augusto
Ferreira Lima.
Escrvao,Joaquim Francisco de Paula Esleves Cle-
mente.
Feila a chamada as II horas da manh.'i.i.arliaram-
se presentes 10 senbores jurados.
Foram dispensados da.sessao de boje, por motivos
justificados, os seguinles senbores :
Luiz da Veiga Pessoa.
Aulonio Jos Leal Reis.
Foram mudados em mais 203 os mesmo? Srs. ju-
rados ju multados nos anteriores das de sessao, e
in 11- os seguinles :
Antonio Ignacio do Reg Meilciros.
Dr. Manoel Ignacio de Medeiros Reg Monleiro.
Luiz Manoel Rodrigues \ alienen.
Dr. Jos Bernardo Calvao Alcoforado.
Anacido Jos de Mendonca.
Aberla a sessao foi conduzido a barra do tribunal,
o reo Manoel Joaquimjdo Nascimenlo,accusado pelo
crime de furlo.
Foram sorteados para compor o jury de scnlcnca,
os Srs. jurados seguinles:
Tencnle Jos Xavier Pereira de linio.
Joaquim A ti Ionio Carneiro.
Francisco Manoel da Cruz Coulo.
Joo Hcnriquc- da Silva.
Francisco de Paula Queiroz Fonscca.
Jos Francisco Pires.
Joaquim Caldillo Alves da Silva.
Jiivenrio Augusto de'Albayde.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Francisco Accioli de Couvea Lins.
Antonio Flix Pereira.
Manoel Florencio Alves de Moraes.
Francisco Marlins Raposo.
I indos os debates foi o conselho enrollizlo a sala
das conferencias a i 'i hora da larde, de onde vol-
tou s 5 rom suas resposlas, que foram lidas em
voz alia ptlo presideule do jury, em vista de cuja
decisao o Sr. Dr. juiz de direilo publicOU sua senlen-
r.i. ahsolvendo oreo e condemnando a munieipalida-
de as cusas, e levanluii a sessao adiando-a para as
10 horas da manilla do dia seguinle.
----- atoitjt- -------
REPARTKAO DA POLICA.
Parle do dia 2 de malo.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao ronhccimenlo de V.
Exc. que. das dillerenles partiripardes boje rece-
blas iie.ta reparlicao, consta que fonnn preso- :
Pela subdelesiica da frestiezia de S. Jos*', as
prelas Thcreza Mara de Jess, c Lina Maria do Es-
pirito Santo.
leos guarde a V. F.vc. Secretaria da polica de
l'ei nainb icn 2 de maio de 1S55.l""1,-. Exm.
Sr. cnusclbciro Jos Bentu da Cunha c Figaeiredo,
presidente da provincia. chele de polica l.ui:
Curios de Paira Teixeiru.
Serve de resposla ao Liberal de 11. 766, quando
acensa Injustamente o subdelesado do Pao d'Alho.
feilos, c que merece correcrao, porque o iijo corri-
gem '.' Porque nao combatem as niinhas deas ? por-
que nao sustenlam as suas'.' se os nobres-collcgas
julgam que esse trabalho merece sua atlencao e
dar algum resultado combinado com o da cominis-
delineada no programma que Irala do Cv mnasio. s3o de nslruccao, porque nilo demorara arabos?
qualquer memoro ennhece que -o projeclo lem de- dizendo que esle prolegeu a niiilher mandante do
J fiz ver em urna das sessei passadasosgrandes in-
convenientes que abundaran) naquelle projeclo, pc-
Oh '. he somenle o substitutivo qne deve esperar
na pasta da commissao ; e o primitivo nao obstante
assassinalo do infeliz Antonio Das leiju, que era
procurador dos frades lientos. Note se mais que
tanto a mulher. como seu mando eslo recolhidos a
cadeia desta cidade. islo desde que foram presos em
Pao d'Alho e pronunciados 11 prso c livrainenlo
. -
de linha de parafusos e 5 vapnres de remos.' mon-
'1111 1,100 boceas de fogo. EsptTa-se que as fortale-
zas da Ittasia nilo pdenlo resistir a nm armamento
que cniTeiii em si laido, eloineiilos do desiruico, e
que n aliuiraule Hundas, sen 1 oinniandanle, sera
mais feliz do que lora em u auno prximo passado o
almirante Napier.
Far Crousladt menos reajatencia do que Sebasto-
pol ".' o lempo o mostrara '.
Por futannos em Sebastopol, diremos que era a
noile de 23 de marco fez a gurmcao dessa piara
nuil surtida alrevidis-ima, que muilo damou rausou
aos seus sitiadores. Os Instezei. segundo os seus
proprios jornaes, perderam 7 ofUriaes e 100 soldados
entre morios, feridos e prisoneros, sendo a perda
dos Francezes de 15 ofliciaes e de 300a 400 soldados.
Estes inesmns peridicos acresceiilam que os Ruos
foraro alinal repelldos, perdendo dettOO a 700 ho-
inens. O eonlliclo leve lugar no MaOielon, na fren-
te da Torre Malakoll.
Os Russos conlinuam a maiid.r referios paran
Crimea e assegura-se que brevemenb} o seu exercito
alli se achara elevado ao numero de 300,000 homens.
Parece que antes de tudo lenUief files vencer as
(oreas turcas eslacionadasem-Eupjwria. L'm rorpo
de 20,000 homens e 8 bateras ( cagipanha as or-
den- do seneral Salles passaraif S8de marr.o por
Odessarom direcro aquella cidade,'etn fenle da
qual devia chegar no dia II do passado para refor-
car o exercito que ja l se aclie edaconado.
Corra que o imperador lher mam a Inslalerra no lujtadii de abril para fa-
zerem una visita a raiuha victoria, e qae esta de
sua parle iria lamhem a Paris cumplimentar seu-
ausustos visinhos. Em ambas as capilaes (aziam-sc
os preparativos necessaros para a digna reeepro de
tilo dislinclos visitantes.
O rci doPicuioule eslivera graveraenle enfermo.
mas fclizmenle tirara plenamente reslabelecido. S.
M. dispensara o general La M ai mora do carao de
uiiiiislro da guerra, e uoineara em sen lugar o gene-
ral Durando. O ex -ministro be > commandantc em
che fe da expedico tarda destilada a operar 110
Oriente,
Sesundo afirma a Independence Belge, o seneral
La Mar mora nao eslora sujeilo a neuhuin oulio se-
neral, deale modo viroa acbar-sn na Crimea qualro
acueracs em chefe independenlea uns dos oulross, u
inglez, o fraucez, o turco e o sardo '. He essa urna
-luaclo exlraordiiiaiia.que nao icrmille haver uni-
da le de aeco, nem a necessaria espoiisabilidade.
Em Porlusal nada de exlraord.nario bavia occor-
rido, o paiz todo licra tranquilli u
Em lle-paiilia, porm, vonluliava a reinar gran-
de .isilaco. O J. do Commercio de Lisboa, resu-
inindo as ullimas noticias desee iaiz, publica o se-
guinle :
Contina 110 congresso hespan 10I a discussao do
projeclo de lei acercada milicia, c continuara os
bunios de crisc ministerial ; fallt-se nos dous Srs.
Olo/asa. dos seneraes Infante Zabala. do Si. Sa-
sasli e oulros como, candidatos at pastas dos qualro
ministros que se suppe devem1'saliir, e que lem
contra si toda a mpreusav
Parece que o ministro dos estriageiros dirigi urna
nula aocmbaixador inglez, lordliowdeji. por causa
da caria queesle personasein pulilicara ha das nos
jornaes. rectificando varias assenoes do ministro-do
reino as corle.
Di/.-se que a nota he coacebhla cm termos em
pouco speros, dizendo-se aella que o ministro se v
na triste, mas imperiosa necessidide decomuiuuicar
esle nesorin a lord Clarendon, ministro don eslrau-
geiros do gabinete inglez.
O ministro inglez dirigi orna nota ao governo,
agradecendo-lhe a permiss.lo para o eslabclccimcnlo
de ceuiilerios nao calholicos. Igualmente pedio ao
governo explicarles acerca do modo porque os pro-
testantes poderwm exercer o sen culto ero Hes-
panha.
Sesundo parece a discussao do projeclo relativo
.1 milicia, no gonsresso hespanhol, lem causado ai-
suma asilaco em Madrid. Nodil 10 eontinuava a
discus-o. eis u que se l na ultima horado Diario
Hespanhol.
O palacio do congresso enconlra-se rodeado de nu-
merosos siupus, composlos namni-ir parle de curio-
sos que esperam o resullado d
pendente da resolur^lo da assemblia.
o O governo, como disse o miniilroda'gaerra,to-
uinii as devidas precaures para que a ordem publi-
ca nao -e altere. Em lodos us quaiieis ha um hata-
Ibn prompto para sabir ao menor nptoma de
lesordcm. Algumas guardas foram tambera re-
forcadas.
I Apezar disso continua dizendo-se que ao auoi-
lecer de hoje .10 lera lugar a man festacSo contra a
assembla. Pela nossa parle arredilamos qoe apezar
le cerla asilacao que reina em alexaw poelos da ci-
dade nao llavera uovidade.
o A ciise ministerial parece adiail4por emqnanlo.
Todos os ininislros excepjao do duque de \ iclo-
ria, eslo na assembla.
II Segundo leraos na Iberia. rorVd onlra vez que
se Irata do formar urna legao eslrangeira com desti-
no a Crimea c costeada pela Cra-Brctanha, para u
que parece que ja se lizeram propostas a alguns
ebefes e ofliciaes em disponibilidade. O governo nao
se moslra mu afleicoado a este recrularoento. prin.
i apablenle cm alinelo honra do exeefilo hespa-
nhol, que oceuparia nina posicao injitojnferior e)i-
ire as demais natoes empenbada na Iia contra a
Ros-iii.i)
Na China contina a insurreicaU -iilraiicczes di-
rigirn) dous ataques conlra Shanghai*- F.is aqui o
que a esse respeilo diz una caria juncada pelo jor-
nal Ocerland-Friend-o/-ChiHm dala de 15 de
fevereiro :
.1 O aliniraiilefraiicezarugaeaa-tdos os indge-
nas do e-Iabelccimenlo I rancef diaiolio at suas
casas, e ahi mesmo formou tln acampamento para
n:000 imperiacs, em que a cslationar.
Acoso consesiiiro os frtta*** fazer com que os
seus bravos adiados lenteja oidamente urna segun-
da excurso ua cidade i
Duvidamos, porqueosttldados de caaln eFokieu
ao sold dos imperles, recusam pmiilivamenle vol-
tar para a cidade: ai'soldados di- tlngpo estao
muilo desanimados tala perda da maiMaV, dos eos
compatriotas, ulia asquees aaconla o tea cliefe.
J:i nao existe a menor diivid insurgen-
lis estao firmemente resolvidos 1 HP| "'"
lima extremidad aMalquer a gres; le tranceza. na
realidade nunca se vio causa defendida'rom tanto
ardor, como pelos acluaes senliore da cidade de
Shanxshai. 0 fado que segne pode dar umt dea
das suas dlsposices para com os Francezes. .Os
chefes escreveram a- autoridades ingleza cartas, as
quaesIhes oereeem a entrega da cidade, toas nun-
ca aos F'rancezes.
|)o contrario far-se-ho malar al nulimo. Creio
firmemente que isso he muilo serio e*que tilo he
una bravata. O paiz lodo, ad*rcdor de Canto, es-
1.1 no poder dos rebeldes. A nao sei- a p re tenca dos*
\a-os de suena estrangeiros, acidad.' provavelmenle
pouco lempo resistir ao bloqueio dts juncos insur-
senles. A este respeilo le-se mais no Athenoeum,
de 20 de fevereiro, o seguinle :
temos noticias da China, qne nlciineam al 22 de
i.iieirn. o .VorA China Herid publica o delalhe
do segundo ataque dos Francezes c iraperiaea dirigi-
do sem resultado, conlra a cidade de Sanghai.
Os primeiros apenas coolavam o homens e ea
-esu'ndos 1,500 homens.
O assallo foi tentado pelo lado da muradla septen-
trional. Oe insurgentes defenderain a sqa piimao
com inuila energa, repeliiudn usimperiaea .i medida
que esles tentavam a escalada. Os Francezes pnr-
laram-se eom muito sanaue fri c bravura. Infeliz-
mente tesn primeira descarsa o lenle Ourin foi
inorlo e o guarda marinba Discrv ferido. O comba-
/
Vislos esles autos ele. Pedem os recorrentes lana- le durou com multa animacao desde as 7 4 aleas
ciu Josfde Caslro, e sua mullier Maria Jos da Luz i 11 da manhla. conseguindo os insurgcnle repellr
a reforma da pronuncia do juizo municipal conlra os imperiacs qoe tofrerain perdas consideraveis.
os mesmos como autores do assasslualo do infeliz
Anlonio Das.Feij, allegando para isso qne nos
Os Francezes vendo que o auxilio dos adiados lhes
era mais nocivo do qae til, foram ohrigados a re-
IIEGIVEL
MUTILADO



DIARIO D PERNAMBUCO. QUNTA FIRA DE MAIO OE 1855
lirar para as suas lindas. Os navio* ile guerra fran-
rezes lizcram foco obre a cicla le, ao meio (lia, po-
rem, deu-se fin ao cmbale, c os InsurceiUes firam
senhorrsda cidade. Souhemnsque ns Francotes li-
veram ottieiaps morios e 4 ferelo-, 13 liomcnsmor-
ios c 33 ferelos.
No- Estados-Unidos procuram os agentes inalezcs
com grande empenho encajar cente* pura a guerra
do Oriente, roas as autoridades os lem contrariado,
razendo publicar as tenas publicas, que todoquel-
le que alistar gente no territorio da L'ni.lo e mesmo
aquelles que se nlislarem para servir a qualquer po-
tencia cslrancrira serilo ujeitos a pagar urna malla
al n quantis de 1,000 dotlars, e a solTrer at 3 ali-
os de pritso.
Os jornaes da Uniito dito noticias da ilha de Cu-
ba al 8.
Os cnsules eslransciros foram pedir ao capito
general que commulasse a pena de morteaqne II-
nbam ido-ondemnados 3 dos implicados nos lti-
mos successos. O capito general nao quiz receber
os cnsules.
o As correspondencias de Washington e o jornal
IJniio, orgo simi-ollirial do governo. dizemqueo
presidenle Pierce se resolver a abandonar n polti-
ca tmida de M. Marcy. para segair os principios es-
tablecidos na conferencia do iMcmle pelos dipl-
malas americanos, no que respeita i marcha quede-
ve adwplar-se com a Hespanha para a arquiira"oda
ilha de Coba. Tenta-se um derradrirn esforco para
haver a Cuba por meio de compra ajustada enlre os
dou governo*, e no caso de se fruslarcm as negoria-
res, appellar-se-ha para o rongresso allm dse apo-
deraren da rainha das Anlilhas.
O jornal a Vniao falla de um eoiupromisaopro-
poslo por M. Mircv, no qual avena a idea de pro-
por i Hespanha um tratado de reriprocidade para a
liberdaife do commercio enlrc os EsladM Unidos e a
Cuba, diz maiteste jornal que ao congresso cumprc
decidir se a acquisira'ei forjada da Cuba he necesa-
ria a paz interior en existencia da uniao americana.
Os consolidados ficaram em Londres de 92'1|i a
92 3|8. e os fundos brasileiros a 99 1|4.
COMMCAIMI
Para prova de que nao passou sem resposla o ar-
tigo do peridico de Lisboa o Portuguez acerca do
estado de Pernambuco, publicamos esle outro do
mesmo jornal, coja leilura satisfar o redactor do
A'rAo Pernambucano, que ah ver os brios nacio-
naes dcsaffrontaclos, talvcz por esse mesmo cujo si-
lencio elle acensa, sem duvida por ignorar a exis-
tencia da promptn defeza que leve a injusta asgres-
sao que nos fera feita.
Sobre a orden publica no Brasil e especial-
mente em Pernambuco.
O artigo publicado no Portuguez de ti do corren-
te, eerca do estado de Pernambuco, pdc causar
bastante inquietaran aos que esnverem ponco ao
Mota das circoinstancias daqoella provincia, c do
imperio do Brasil om geral. Julgamos pois conve-
niente expender algumas rellexes para mostrar,
que os receos de serios transtornos da ordem publi-
H naoaeSo all para temer ; e que apezar da diver-
gencia dos partidos polticos em que se divide aquel-
lo, assim como outros paizes, fallam completamen-
te os elementos da desordem, ja elo incooleslavcl
progresan da agricultura, do commercio, da indus-
tria, das emprezas ; pela lucrativa dedicaeo dos
homens de instrucro a oceupacoes pacificas ; pelo
trabalho que abunda para os proletarios ; ja pelos
fortes e poderosos recursos que tem o governo cen-
ral, nao so na tropa de primeira linha, constante
sustentculo da ordem, n'uma guarda nacional or-
. gauisada com a maior efficacia, em umi respeila-
vel marinha de guerra a vapor ; mas sobretudo na
| opiniau publica Ilustrada, que repelle do modo
mais formal os criminosos esforcos das facetes.
Nao avalia laciamente o estado da provincia de
Pernambuco quem asseven que all lia um partido
com vidas de dividir o imperio, conslituindo em
repblica separada as provincias do norte, on mes-
, mo em doos reinos. O faci le que em nenliuma
poca da historia politice do Brasil taes aspirares
liveram menos forca do que lioje ; e as que anda
possam existir na mente de algnm utopista escon-
dem-se cautelosamenlc pela certeza da falta de
apoio.
A rebelliSo (como lhe chama, o cdigo brasileiro)
I de 1818 em Pernambuco, deu o golpe ineslre as
absurdas e sujjvjersivas ideas da facrao republicmravj
depois de urna assigualada derrota no campo de ba-
falla. A morle do prncipaes chele e.Nunes .Ma-
chado, Anlonio Aflouso Ferreira, Pedro Ivo da Sil
veira e alguns mais), a punirn de outros, a expa-
triare* de muilos. o desengao de lodos, e a cle-
mencia do im, rador para com os arrependiiins
annullaram por tal forma os exaltados, que nao be
temerario aflirmar, que nao se eneontrar*hoje um
S(i dos que enlo lomaram armas, disposlo a repetir
essas tentativas ominosas.
Osystema de couciliaro e concordia do Brasi
t f leiros, lao lonvavelmenle seguido pelo actual gabi-
nete do imperio, chamando aos empregos pblicos,
-"'e aquinhoando as vaotagens socaes lodos os cida-
daos, sem alleneo cor poltica ou precedentes, se-
gundo os mritos de cada un, acabou por obliterar
quasi completamente a linha divisoria dos parlidos,
com o acabamenlo dos pretextos de desgoslos.de cen-
suras, a de manifeslaejeees tumultuaria. Nncuem ig-
nora que muilos dos que se sublevaran) em 1818
estilo hoje collocados em allos e lucrativos empre-
gos da administraco, e que sao os prmeiros a des-
envolver um zelo inccssinto em favor di manuten-
' cao da ordem.
' Outra9 ratees peculiares i provincia do Pernam-
buco accrescera para nos convencer da nenliuma
probabilidade do vingarcm all Iranstornos polticos.
\ A primeira autoridade administrativa he conhecida
pelo sea zelu e firmeza.
A autoridade policial cala confiada em lodosos
^ districlos a pessoas condecidas pela sua dedicacin
causa da ordem. A guarda narional.que all cons-
^ litue nm auxilio mui elTicaz para a manuteiicflo das
leis, lie escrupulosamente compnsta dos que sao in-
leressados em repsllir tumultos; he commandada
por olllciaes da nomeaeSo do governo, que gozam
de (odas ai honras militares, eque exercem nos seus
s"hordiuados urna influencia decisiva. Por outro
, lado o regnlameoto daisa guarda nacional sujela-a
em muilos casos, assim como a tropa de primeira li-
nha, mais severa disciplina, o que se tem julgado
r necossario para que ella auxilie,romo de facto lem
t feilo, a autoridade legitima em qualquer crise que
sobrevenda.
Cita-seno artigo a que llodimijj. entre oulras
medidasrt> prevengo adoptadas pela autoridade em
Pernambuco, a circunstancia de fazer ir i parada
que leve lugar a 2 de dezembro, no da dos anuos
do Imperador, um balslbao da sun confianca, eom-
. pletamenle municiado de plvora e baila, pomplo a
repeliir qualquer tentativa que apparecesse contra
o soreg publico, o que revela segundo o articulista,
J os infofroes que o governo bavia recebido, e os fun
dados receios que ellcs lhe inspiravara.
E*>a noticia pode todava revelar mais provavcl-
mente a inerivel facilidade com que as v/cs se pra-
pagam boatos absurdos sem a menor sombra de fun-
damento. Para que o presidente de Pernambuco
ronliasse exclusivamente n'omcorpo de gnarnic.no
daquetla cidade, cumpria qno os outros passascm
por desaffeclos ao governo eslabelecido ; e nos per-
j gunlaremos dos que do taes noticias, quando se
vio corpo algum militar brasileiro, soldados e ofll-
ciaes, trabir o 9eu juramento, e declarar-se em Ci-
tado de refcoiliao I He o que at agora nao consta,
por honra do exercito brasileiro que acontecer ; e
fuudadosem to nobre precedente, asseguramos que
he chimerica, que he gratuita a snpposico de que
a forja armada regular do Brasil se preslasse a fa-
vorecer conspiracoes republicanas ; eque as autori-
dades de Pernambuco, se alguns dscolos ousassem
entrar em revolta, leriam a seu lado toda a Iropada
i guarnieo da provincia, e bem depressa deixariam
escarmentados os infracores das leis.
i, Parece-nos lambem mui imprudente e sobremodo
i eaagerada a pintura que se faz dos ressenlimcntos e
dos odios, que se aftirma dominaren) naqueiln pro-
* vincia conlraosl'orluuuezes, ressenlimenlos e odios
que nik> se rasam com a confissao de que os Porlu-
nezes laboriosos, activos e inlelligcnres que para
alli vio, conseguem quasi sempre a forja de Iraba-
Iho e de fadigas, estabelcrer-se e fazer forluna.
Ouem se cslaheloce e faz fortuna n'um paiz, n,lo po-
de ser alvo do odio e dos ressenlimeutos dos seus ha-
bitantes. Se ellcs professassem laes scntimcuio- em
I r relarao ao Porluguczes, he obvio que os nao con-
senliriam na sua Ierra.
A verdado he que alguns reprobos, como ha em
(odas as najoe, ociosos, indolentes e malvolos sao
( propensos a entrar em riva, sohrcludo com os es-
trangeiros. Mas para pr cobro a estas "desonleus
^ de carcter particular ; para caplurar e punir os
que commelem qualquer acto de violencia sohram os
meios de que dispfieo governo de Pernambuco.
^ Para que o pnblco portuguez conlieca cabalmen-
te como te encarcemeaffogueiamos incidentesme-
por orcasiao da festividad de Corpus Christi.cm no.
vcmbropassaclee;c todosse cunvenceramdeqne em lu-
gar de urna assuad Iremendaconlraos Porluguezes,
apenas houve o ephemero molim de alguns garolos,
sem runseqiicncia desagraelavel.
A' entrada da nolede 11 de novcmhro.enlrou um
Brasileiro da plebe em certa loja do bairro da Boa-
Vista, a prelevto de comprar apalos. Relirava-se
lendo industriosamente mettido em si um par; po-
rem ocaixeiro Portuguez descobrindo o roubo, cor-
thi atrado individuo, que fui logo preso pela poli-
ca e o roubo restituido. A' medida que o deln-
queme raminbava para a pristo, lembrou-sc de ar-
mar as sympalhasdos molequcs c de nutra genta-
Iha, bradando que ia preso, apezar de ler sido bo-
feteado por um Portuguez, que era vctima do ran
cor dos Portoguezes etc. Estas TOxerias (i entrada
da nole! conseguiram ao menos junlar (un grupo de
gente de p descalco em Ionio do preso, c sem du-
vida assu9laram os incautos eos desprevenidos.
O que houve mais? O ladrilo cnlrou na pristi,
e-suhsequentemenle foi procesado. O grupo da
centalha dispersou sem ollender pessoa alguma. e a
polica n3o leve de empregar medida exlraordiniria
para obter sciiielbanle resultado.
Quem conhece o Brasil, quem est ao faci dos
elementos de que se compe a sociedade naquelle
paiz, poder seriamente ver nesse successo solado o
indicio seguro de urna vasta cnnspiraco destinada
a dar cabo dos Porluguezes '.' Sera justo, ser gene-
roso, ser proprio dos compatriotas daquelles que al-
cancam a sua forluna no Brasil desprezar, c ler em
nenliuma conla as forras respcilavcis, com que as
autoridades do imperio rcpriincm os criminosos c
afliancam aos que leem que perder a mansa c paci-
fica posse dos seos haveres ? Essa mizcravel ocrur-
renria do roubo dos apalos, pode entrar na calhe-
gora de succes-o poltico ?
r>e*de cse aconlerimento de novembro cliegou ao
Tejo onlro vapor, que lucou em Pernambuco a 17
Alv. do' -29 de Janeiro de
Os embaixadores.
I7:t!l :!.
O almirante da armada imperial. Alv. de 29 de
Janeiro de 1739 4.
Os lenles generaes. Alv. de 9 de Janeiro de
1739, .lito de 15 de Janeiro de I7.VJ, S :l, e decrelo
de .le abril de 1762.
Os presidenles de provincias. Le de 3 de outu-
brode 18.11, arl. 2.
Os membros do tribunal supremo dejuslira. Le'
le ISdesclembro de 1828, arl. 1.
Os grao-cruzes da'ordem do Cruzeiro. Decreto do
primeiro de dezembro de 1822 ; 12.
0_grandcsdignlarios|da ordem da Rosa. Decreto
le 1 / de ouliilern de 1829, art. 2. 5 2.
O. senadorc. Decreto de 18 de jnlho de 1811.
O procurador da coroa, suberania, e fazcnbi na-
cional da corle, dito decrelo.
Os duques, marquezes, e condes como grandes do
imperio, c os viscomlcs com honras de grandeza.
Vlv. de 29 de Janeiro de 17.19 g I.
&n Aorta
Tem o Iratamenlo de senhoria :
Os oiciaes da casa imperial, das casasda impera-
Irz, e das princezas, os lilhos c fillias legilimos de
lodos estes. Alv. de 29 de Janeiro de 1739 S 6.
Os mocos da cmara da guarda roupa. Alv. de 2.'>
de abril de 180*.
Os mocos lidalgos, que tiverem licenra por cscrip-
to para servir no Paro no exercicio deste foro. Alv.
de 29 de Janeiro de 17:19 S (i, e suas irmaas e filhas
legitimas 5 l:t.
As damas mocas da cmara, c acaalas. Alv. de 17
de maio de 1777.
Os filhos c llhaslegilimos dos grandes. Alv. de
29 de Janeiro de 1739 jj ti.
Osviscondes c barda, e seus filhos c filhas legi-
limos. Dito Alv. ;i;.
Os cabidos das ign-jasarchepiscopaes, ou episco-
paes. Dito Alv. 9.
Osconegos da r.epella imperial do Rio de Janeiro
le dezembro. Trome noticia le algum tumulto, da
repeticSo de insulto aos Portucuezes por parte des- Alv. de 2t do dezembro de 1808.
ses mesmos poneos da plebe a que cima alluelimns'.' Os prinrc-mnrcs das ordens de Avz e Santiago.
Nada disso. Soube-se que a Irauquilliiladc publica Alv. de 29 de Janeiro do 17:19.
continuava inallcravel, c que ludo se achava no es- Os ministros, que tem o titulo do ronsclho. Alv.
lado normal. de 1." de Janeiro de 17.">9.
Kestes tcrmcisjulgimos assisado nao admillir as
negras apprehenjOes de revollas n'um paiz.quc de-
pois deas ler experimentado, lem sabido desrma-
las successivamcnle, c goza ha bastantes anuos de
paz profunda, rcconliecendo tolas as provincias o
governo central, a cujo impulso devem bastantes
melboramcnlus.
Asvanlagens dessa paz interna, ja habilitaran, 'o
imperio para ir ao territorio argentino cooperar ac-
tivamente para a queda do lyraiinn de Buenos-Ay-
res ; e desde cntao tal lem sido a coiifianra dos ne-
gociantes, proprielarios, ou capitalistas na eslabili-
dade do governo. que os fundos pblicos subiram
cima do par, e que o dinheiro abunda para loda a
especie de emprezas, mesmo as mais collossacs.
Em Pernambuco, na provincia que se us quer
inculcar i borda de um abysmo, trata-sc de dar
principio construcrao de um caminho de ferro,
empreza que sem duvida ser ahmenlada por capi-
taos porluguezes e brasileiro*. Esto dispotirao de
entregar capitacs para vas frreas por parte da clas-
se mais melieulos cm materia de apprehenrOes.nao
ser sufficiente para desenganar a todos a respeito
das supposlas conspiraces daquclla provincia '.'
As relajoes que temos com Pernambuco sao nu-
merosas e importantes. Muilos prenles, amigse
socios de Porluguezes residem alli. Cumpre.pois.que
o publico, em presenta do que expendemos, reco-
miera que nao ha motivo para approhciesos de serias
desordens ne-sa provincia, c que ludo allianja a
conuuarao da ordem, qdc dura ha tac largo espa-
ro, gracas ao zelo das aulhoridades e ao bom senso
do publico brasileiro.
Os desembargadores, eoschefesde polica. Decre-
ta de 2 de dezembro de 1854.
A cmara dn iln de Janeiro, alcm de senhoria,
lem o titula de illuslris'ima. Alv. de 6 de fevereiro
de 1818, e decrelo de 18 de jolito de 1811.
Os brigaelciros. Alv. de SI de abril de 1821.
Os directores dos aciones cursos jurdicos, os das
escolas de medicina do Rio de Janeiro, e Babia, o
commandanlc da escola militar da corle, e o da aca-
demia de marinha. Decreto de 18 da julho de 18*1'.
Os membros da cmara dos depulados. que com-
parecern! na sejslo, em cujo periodo leve lugar o
acto da sagraeo, e coroaco de S. M. o Imperador.
Dito decreto.
Os commendadores da ordem da Rosa. Decrelo
de 17 de oulubro de 1829, arl. 2 S i.
Os dignilarios da ordem do Cruzeiro. Decrelo do
primeiro de dezembro de 1822 S 12.
Os inspectores Jas tliesourarias de fazenda. Le
de 4 de oulubro de 1831, arl. .">2.
Os enviados. Aiv. de 29 de Janeiro de 1739 g 7.
Os cominandanlcs de arma, se por oulro titulo o
nao tiverem maior. Decrelo de 2 de agosto de 18*2
n. 209.
Os geraes c provinciaes das ordens religiosas, bem
como os Reformadores, lem o Iralamento de pater-
ndadereverendissima. Alv. de 29 de Janeiro de
1739 S 10.
COMM2RCIO.
Sr*. /eductores.Morando dislaiilgJdjssa_pnira,
e nao lendo oulro jm'ful se-uao j seu conceituato
Diario, nao \i a coiOespoudencia aserta o Liberal
Pernambucano do 20 de abril elo co'rrenlc auno,
assignada por um intituladoJuslicciro, scuao boje
por me mandar mostrar um mcu amigo; e com-
quanlo seria cabal resposla um silencio, todava cor-
rendo pnroulras provincias aquella correspondencia,
assenlei nao dcixar passar desapercebidasas asserres
doSr. Jutltceiro, quando elogiando oSr. Mello Bego
pelas aecusajoes que fez, como deputado proxin-
cial, ao Sr. inspector Josc Pedro da Silva, diz
que be publico que as collec.lorias vivem em um
completo abandono, islo porque-o Sr. inspector pre-
cisa dos collcctorcs para o elegerem deputado; c
sendo eu um deslescolleclores, devo declarar ao
S". Juslicciro de alio e bom som, que nao lhe cabe
o titulo que lomou, mas sim o de calumniador. O
Sr. deputado Mello Reg, quando fallou nascollec-
torias fez excepto de algumas, mas o Sr. Juslicci-
ro falla uo geral, fere ndistinctamente a esta classe
de empreados sem a mnima consciencia. O Sr.
inspector nenhum compromis parece que nem com nenhum dos colleclores, pois
uunca me pedio votos ; se lenho-lbe dado o mec
voto para deputado, he por considera-lo capaz de
representar os interesses de minha provincia, as-
sim como tenho dado ao Sr. Mello Reg e a ou-
tros, portanlo *se o Sr. Juslicciro lem algumas
intrigas particulares enm o Sr. inspector, deve vin-
gar-se deoutra mneira, e nao com calumnias, que
as nao pode provar, involvendo pessoas que o nao
olTenderam, acobertando-sc com o anunymo. As
rendas que se acliam boje ao cargo das cullcclnrias
as comarcas, sao apenas dcima dos predios urba-
nos, cujos alugueis forem de 50:0003000 rs. para
cima, sello de herauras e legados c meia siza do 2 ';,
dosescravos vendidos, os mais impostis nao ha oque
so cobrar em certas collectorias as comarca*, como
beii na que sou colleclor: as obrigaces dos collec-
lores sao, fazer no devalo lempo os iancamenlos da
dcima, receber uo prazo estipulado pela lei o seu
importe dos conlribuintes que verem pagar, e no
lim do auno darem as lliesourarias urna relarao cm
triplcala dos devedores, e inulta imposta aos mes-
mos para serem ejecutados pelos canacs que a lei
lem eslabelecido, sendo o encarregado de promover
as cobranzas os promotores liicacs, islo he, os aju-
danlcs do procurador fiscal, a quem a lei tem en-
carregado a fiscalisacao das ditas collectorias; re-
ceber igualmente a meia siza dos que vierem a
pagar no deudo lempo, e fra delle o dobro e mul-
la, assim como o sello de berancaa e legados, promo-
\e:n lo o adianlameulo de alguns inventarios qne se
lenha retardado, du qual se deve sello a fazenda, re-
i|ucrendo sobre qualquer diligencia a respeito dos
ben-elo cvenlo nos termos do regulamenlo a res'pcto,
fccolher no trimestre as arrecadajes feilas, (endo-
se feilo os lanjnmentosdevidosnos respeclivos livros
que sao lambem recolhdos no lim do annu a the-
sonraria, nada mais incumbe a lei aos colleclores fa-
zercm: desafio portanlo o Sr. Just'ceiro que apon-
te na collecloria de que sou colleclor, qual o ga-
lano de que falla, e se j fallei com as obrigaejes
do meu ministerio; c se porventura o Sr. Juslicciro
sedignar respouder-me, pero-llie que;assigue o seo
nomo por inteiro, que proleslo fazer o mesmo, acei-
tando qualquer disrusso a respeito, comanlo que
seja em termos comedidos e leaes. e enl.lo proleslo
convenre-lo que nao lhe cabe o nome que tomn,
por ser urna calumuia o que diz a respeito ibis col-
lectores em geral com o Sr. inspector. Nada mais
por ora direi.
Queiram Srs. redactores, inserir no seu conceituado
jornal estas mal Iracadas linhas, quemuiln obrigirao
ao seu assignante Um colleclor.
PRACA DO RECII E 2 DE MAIO AS 3
IIOIIAS DA TARDE.
Colaces oiciacs.
ilnjc nao houveram cnlaccs.
1LFANDEUA.
Kenelimenlo do da 1......15:3709907
;-fMfM#^f!r-a c 39500 symO
alq. 900 900
n eiOO 600
$ 800 900
400 800
38800
)> 39900 39200
2880O
39800
S 105 110
moio 19300 19350
IJ200 19250
19300 1-81.10
t 295
a 27." 280
alm 39200 39250
I'-- 109000
8>J00
2(i:17l>>8ti
Oescan'igam hoje :i de maio.
Barca ingleza MeOoramercadorias.
Brigue nglezPlajiloiibacalhao.
Barca ingle/a Jes-e Unjanguano.
Brigue inglezif'Mf/norlandferro.
Polaca sarda/.a'an-adiversos gneros.
Iliale brasileiro Irngogneros.
CO.N'L'LADO tiEUAL.
Renelimento do, dp 1...... 3639916
dem do dia 2. 1:6^69186
2:0225102
DIVEISAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do da 1...... .~ii>l.',s
dem do di 2. ...... 1599621
215s762
Esperta cao.
Aracaly, hiate nacional Invcncivelo, de 37 lone-
ladas, cooduzio o liguinle : 121 volumes gneros
eslrangeiros e naciinacs, 21 laboasde louro, 25 bar-
ris e 2 meias pipas^om 1,193 medidas de mel, 10
barricas com 46 arabas e 31 libras de assucar, 58
raixas com 21,500 'liarutos, 101 caixao doce de gola-
ba, :) esajxas com I libias de cha do Rio, 10 barri-
cas com 2 armba_e 6 libras de assucar, 1 barril
agurdente. 1 raTt'o com 20 garrafas de assafroa, I
bahu' com 108 libr de rapo e arca prela, 5 barris
mel.
ltavre, brigue frjnccz Alman, de 285 toneladas,
conduzio o seguin" 810 palaces hespanhiies, 6
moedas libras esleiinas. 85 quinlaes talajuba, 1,200
couros verdes com">3,080 libras, 3,2(10 saceos com
16.000 arrobas de issucar, 209 saccas com 1,171 ar-
robas e :10 librase!! algodio, 2 calas com 701 libras
de cobre velho, 6 lilas Icgumes, 1 barril agurdenle.-
ItliCEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Renelimento do dP 1 a 2.....2:427i53
CONSUIADO PROVINCIAL.
Reodimentn do l I.
dem do dia 2.
8959924
1:7309537
2:56J16I
PUBUCVCVO A PEDIDO.
TABELLA DOS TRATAMENTOS.
Bxcellencia.
Tem o Iratamenlo de excellencia por escriplo, e
palavra :
Os grandes do imperio, ecclcsiaslicos e seculares.
Alv. de 29 de Janeiro de 1739 S 1.
Os grlo-rruzcs das tresordeus militares. Lei de 19
dejunbo de 1789 S 17.
Os vcadores da casa imperial. Alv. de 25 de
abril de 1801.
Osgenlis-homens da cmara, anda os nao titula-
res. Alv. de 15 de Janeiro de 1759.
Ascamareirzs-mrcs, as aja*, as damas de honor,
e as damas do Paco. Alv. de 29 de Janeiro de 1738
fc
Os bspos, como grandes do imperio. Alv. de 29
de Janeiro de 17:19 ij .">.
Os secretarios de estado. Alv. citado de 1739 1
nos importanies,diremos que honve em Pernambuco e alv. de 28 de julho de 1736.
BOLETN.
LIS10A II DE ABRIL.
Preros correidc. M gatero* d imporlaro do
Brasil.
, ir balclearo
AigOdo de Pcrnanlmco. . 125 130
Dito do Marauboi...... n 120
Dito do Para......... )) 110 120
)) lio
Caoeio....... ...... i 18800
Caf elo Rio prime a -irle. . 29600 28700
Dito dito segunda Dilodilo lercnira dia..... n 28000 2810(1
Dilo dilo esrolha bol...... n 19500 -6OI1
Dito da Babia........ 28100 29OOO
Couros seceos em calello 28 a 2:1 fi 137 807
Ditos ditos 2* a 27....... 157 207
Ditosrfllos 18 a 23.,...... 157 207
Ditos seceos espichad^..... 122 170
Hilos sais. Babia eP r 28 a 32. 1 97 120
Ditos ditos dito 26 a 20..... 97 120
Ditos ditos de P. e C ara 28 a 32 107 145
Ditos ditos dito 26 20 ... . 107 145
Ditos ditos doMaran o 28 a 32. 112 115
Cravo girofe. . i> 200
Dito do Maranhao. ,..... f 100 140
Gomnia copal . ...... t 28000 59000
Ipecacuanha. , ...... l 800 I9OOO
Ourur..... ..... 100 185
Salsa parrilha supe or..... ;! 129000 I29B0O
Dila dita mediana . 98600 103500
Dita dila inferior . ...... )) 69-500 89900
Cap u de diveilm.
Atracar de Pernaml un .... $> 18700 29000
Dilo do Rio de Jane o..... 1.9600 19700
Dilo da Baha. .1...... 19500 I97OO
Dilo do Para, brulo.1. .... 19200 19300
19100 39600 19450
Dilo refinado no paiirm formas B
Dito dito quebrado <\u- . f 39000
Dilo dito cm rx> (rapo .... 39000
\ aquetas de Pera, ,. (.ear irn, I9B00 19600
Ditas do Maranb.i.i . j) 18800 29OOO
Tapioca............ 19100 15100
Prern* crlenles das generas de e.rpiirlwn para
o Brasil.
Captivos de drcilos.
Amcndoa em milo doce do Al-
garas.............
Dita 0111 rasra couca.......
Nozes..............
Figos do Algarve emcaixa .
Ameixas............
Presuntos............
Carne enscenla........
roucinho............
Bemba de porco........
I'imenla de tina.........
Sal groaso a bordo.......
Dilo redondo idem.......
Dito Irigueiro grossn idem .
Cera branca por bahlcarao. .
Dila amacella idem.......
Azeile.............
Agurdente encalcada 30 graos.
Viiihn musralcl de Selubal. raix. S^tKKI
Dilo lint marra F. S. a bordo, pipa 818000
Dito dilo, dilo idem......anc. 88,8000
Dito dilo marra B. e F., dem, pipa 858000
Dilo dito dito, idem......anc. 9O9OOO
Dito dilo T. P. e Filhos, idem. pipa 819000
Dito dito dilo, idem......anc. 889OOO
Dilo branco mana B. F., idem. pip. 869000
Dilodilo dito, idem......ane.859000
Dito dilo marca P. G., idem. pipa 909000
Dilo dilo dilo, idem. ..... anc. 918000
Dilo marca T. P.e Filhos, idem. pipa 869000
Dilo dilo, idem. .".....anc.909000
Vinagre linio marca F.eS. idem pi|ia38sO0O
Dilo marca B. c I"., idem pipa 369000
Dito marca P. (i., idem .... pipa 349000
Dilodilo marca T P. c F.", idem pipa 368000
Dilo branco 1". e S.. idem. pipa 469000
Dito dilo marca B. I'., idem pipa 36*000
Dilo lito marra P. (i., idem. pipa349000
Dilo dilo dito T. P. e F. idem. pipa 389000
MOVIME.NTO MARTIMO.
EmboTCttCOM entradas.
Marro 1.5 do Rio ele Janeiro, Baha e Pernam-
buco, vapor iuglez (Greal Western,! capillo T. A.
Bevis.
Idem 19 do Para, barca porlugucia ([Amazo-
na. capillo A. P. l'.eile Jnior.
dem 20do Rio de Janeiro, barca purlugueza
Carlota e Amelia,e> rapilao M. C. e Silva.
dem do Maranhao, brigue portuguez U rba-
na,x capillo A. J. das Santos.
Idem da Baha, barca portuguesa Bella Fi-
gueirense,i) rapilao A. J. de Souza.
dem 21de Pernanhuco bri.'uc portuguez Via-
jante, rapilao M. dos Santos.
Mein 22 iJem. patacho portuguez Luzitan o,
cipitan J. J. Pereira.
dem 23 de Pernambuco.; Behia o Rio de Ja-
neiro, vapor portuguez .. Mara II, capia A.
V. R. (uimaraes.
dem 30 da Baha, patacho portuguez Tarujo
II, capillo J. 0. Faneco.
dem do Para, barca pnrlugueza Oliveira. ca-
pitao J. Miguel.
Idoin idem, barca portuguez Flor do Vez,.
capillo S. F. das Neves.
Abril 1 do Para, brigue portuguez Allianra,
capilaoA. Xavier Cabello.
dem 8do Rio de Janeiro, Baha e Pernambuco,
vapor inglez Solenl, capillo J. II. Jelcon.
Idem 1 do Rio do Janeiro, galera brasileira
Palmira, capillo J.S. Maciel.
Sahidat.
Marca 1 i. para a Babia, Pernambuco c Rio de
Janeiro, vapor inglez Avon, eapitio R. Rivel.
Idem para o Rio de Janeiro, barca portuguc/.a
dem 17 para Marauhio, patacho pnrluguc/,
l.ilicrdadc, capillo J. J. Pereira.
'lera para o Rio de Janeiro, barca americana
iEglanlina, capino .1. II. Gleaaon.
I'lcin 31para Pernambuco, brigue portuguez
l.aia II, capitn C. C. Marlius.
Abril 2para o Rio Grande doSul, patacho por-
tuguez Leonor, eapitio A. C. Pinhciro.
dem para a Babia, hiate portuguez Rival,
capillo J. S. Loureiro.
dem para Pernambuco, hiate portuguez cVoa-
dordo Mondego, eapitio A. II. Valentc.
dem i para o Cear. patacho portuguez Aba-
lisaelo, capillo J. C. Aroucha.
dempara o Maranhao, brigue portuguez No-
vo Vencedor, capitao A. M. de Aguiar.
dem para o Ro de Janeiro, barca porlugueza
Lgeira, capilla L. A. dos Sanios.
dem para o Ro de Janeiro, brigue portuguez
San Domingos, rapilao J. J. da Enramarn.
dem 9 Rio Grande do Sul, escuna ingleza
Koster. capilau O. Jones.
dem 16 para Pernambuco, barca porlugueza
Gratidao, capitn A. P. B. Pe-tana.
dem para a Rabia, patacho portuguez Mon-
dego, capitn G. Waddinglon.
A' carga.
Para o Rio de Jaueiro, galera porlugueza Via-
jante.
dempatacho portuguez Zargo.
Para Pernambuco brigue portuguez Expe-
riencia.
Para o Maranhaopatacho portuguez Alvacora.
Para a Babiabarca porlugueza Carila e Ame-
lia.
dembarca porlugueza Bella Figueircnse.
dempatacho portaguez Abrolea.
Para o Maranhaobrigue portuguez Urbana.
11 de abril.
Os nogocios apresentaram mais animarn. Os
diversos mercados eslfvcram concorridos, easlrau-
sare;i-ies para o commercio do exportaran foram
mais nvulladas do que lias semanas antecedentes.
Contra a notH expeelaliv os embarques dos viudos
p er.i ees diversos porto-- do Brasil conlinuam, c espe-
cialmente para o Rio de Jaueiro. As ultimas noli-
ras el'alli recebidas apresenlam um deposito de
14,000 [.ipas. das quaes 7,000 de vinho de Parngal.
Nao comprehendemns pois quaes po-sam ser asvan-
lagens de au.-inenlar o deposito, fazendo remessas
n'uma occasian em que os presos tem baixado, e o
consumo diminuido. A quanlidadc total exportada
dotante a semana foi de 1K,8 i almudes, dos quaes
para Ro 12,569.
Complelaram-se diversos carregamentos do sal pa-
ra o Bltico, e de laranja para Inglaterra. A cebla
conliMM a sabir em grande quanlidade. A hlala
nova lie mnilo procurada para Inglaterra, e|algumas
partidas- se embarcaram para Liverpool Londres.
Regula por 480 res a arroba, mas este prejo he de-
vido novidnde, e compensado pelo valor que em
Inglaterra ella vai ter, por ser a primeira que ap-
pareco nos seus mercados.
Em gneros coloniaes houve lambem mais anima-
jlo. O assucar conserva os preros. Venderam-sc
diversas porrcs para reexporla(;ao para os Atrores
Madeira e (brallar, c para o consumo despacha-
ram-se 127,171 arralis.
Arroz.lie procurado lano o nacional como o
eslrangciro. Deste ultimo despacharam-se na alfen-
deg para consumo 112,588 arralis.
Caf.Recxporlaram-sc para Ilamhurgo670 sac-
eos, r despacharam-se para consumo 71,1.58 arralis.
Conserva os probos.
Cacao.As vendas enceldadas conslam de .116
saccas reexportadas para Hamburgo, e de 2,t7 ar-
ralis despachados para o consumo.
Cli.As vendas e lransace;es limtaram-se ao
consumo, para o qual se desparharam 3,188 arra-
lis.
Courosn vaquetas.O mercado esteve animado, e
os precos conservam-se lirmes. Despacharam-se0 961
couros e 222 vaquetas.
Urzella.Continua a ler sbila, c o mercado
leve lirnie. Para Liverpool c\portaram-se 36,560
arralis, e para Marselha 25:010 ditos.
A alfandega grande randeu 54:2209122 res.
O mercado dos cerones aprsenla tendencia para
a baila. Enlrou nina carga de trign, procedente de
liibr.ellar, mas o consignatario nao pode elTectuar
transado vantajosa, e con bir o navio como carregamenln completo. Do tri-
go nacional cxpnrlaram-se durante a semana 275
moios para Dunkerque, e 80 dilos para Liverpool.
Esperase um navio com cevadi, e alguns com mi-
llm.
No mern;Jo definidos nao temos allerares
mencionar.
mil 289000 508000
Cbifres do Brasil pequeos.
') '"mellados
Arroz do Maranliae, ,. Para ord. .r| 59OOO 59400
Dilo dilo dn nielbur. .
Dilo dito supeiioi......
Dito dilo miudo. ,^. .
Dito do Rio de Janeiro
Dito do Maranhao. .
Pao campeche......
I.umba de pa'o de- |)r '
A 58800 69000
) 69300 69100
39000 39600
)) 59OOO 5-8200
H I9360 18600
a> 391.50
i 800 950
190 sarros do Rio bom ordinario disponivel a sil 'il.
Na ultima semana se fez um carregamenln do lo
de importacau rcenle, do qual parlesomenle foi al-
judicadapor preco de sb. l6 ,1 15.6. orelinaria
bom ordinario, e de 26. 6 a 39 romo avariaeli.
Km.bul. 2,000 saccas do Santos 5 elas qeiaes parlo o
vendida c parle retirada pelos possuidore enlre to.
11 a 18.
Assucar.O mercado depois de ler estado firne
nos prmeiros quinzo das de marco e com boa p-o-
cura quanto aos de boa qnalidade, lornou-se ao le-
pois inteiramenlc calmo. Os preros leem mesno
nn.a certa dispqsicao a seguir as proveniencii
Anlilhas, pois haixaram de (i dinliciros. Entre as
vendas, asquee inleressam mais an Brasil, san : 4,250
.icc^is de Pernambuco ma-cavado, o 100 saceos lo
branco a 19 sh.Babia 4(K) caixas e 520 sarcos si-
meno*af93 para um ponto visinho.t'arahia
3,500saceoa do branco a 216. para Trieste:31
cana- e i") -uros da Baha Blh 196 pelo somenos
c 23 sh. pelo branco a enlregar,um carrcgamenlo
de 250 caixas e 260 arcos smenos;oulro de 3,600
sarcos da Parabibasomenos para Plymnntb a 193
esles dom ullimns igualmente a entregar. Do asiu,
car retinado se li/.eram importantes -endas, que nio-
podem deixar de influir favoravelmente sobre a-i-
tuacao do assucar bruto.Citam-ie alcm disso na
ultima semana dous carregamentos do branco de
Pernamliiico 1 TI0 toneladas inglezas' a entregarpara
0 Mediterrneo a sb,2i(iiem deposito), e um dita
somenos da Babia 630 raixas e 6.50 saceos a sh. 19
para um porto visinho.
Couros.A procura foi muito regular com prerps
sustentados; ella foi quasi exclusivamente pelas ser-
les da Prata. I Htmamrtilr notou-se que de 9.3*0
peras de pelles da India apresenladns uos.leiles. 1-
Ires quarlas partes tinbam sido vendidas, mas ron
urna baixa de l|8al|'idin. relalivameute as ele boa
qualidade.
Cacau.Milito procurado, e rom dilDculdade se
compra pelosprecos seguinles,Caraeaa ele 7 a 9 ',
Trindade de 1 a 4 l|lGuaxaqnil de i a 1 l|
Maranhao e Para de 3 I l|16a 3 3|4.
Havre 7 de abril.
Caf.Este artigo nao coulrariou a alia do pro-
co, e o favor que assignalamos no romero de mar-
ro. Elle foi multo mais calmo na primeira quin-
zena dn ditomez, e ape-nas cilam-sc do Brasil 2670
saccas n.lo levado do Rio ele Janeiro por preco de
> a M\ francos peer 50 killog. cm deposito ', lava-
do 260 saccas de 63 a 7i francos. Na segunda
nuin/.ena ao vendas directas foram mui raras. O
consumo seaprovisionou as venda* poMicas. (i
Brasil s parlicipoii por 198!) saccas do Rio de Ja-
neiro pelo ce I m pera I ri zelo BrMiUdcfr. 117 a 12!, o
por 156 saccas do lavado de 97 a 109. Nos prmeiros
sele dias de abril nolou-se a ennlentn 1,400 lacen)
do Rio nao levado de fr. 53 a 5.5 50 r. deposito c
120-arcos lavado entre fr. 61 a 66. Avariado ven-
deu-se cm leilio 967 saceos do Rio pelo aLafayetten
de 115 a 118 por 63 saceos lavado, e de fr. 97"a 107
o nao lavado. Existencias cm deposito n. w de
abril, 6267 sacras do Hait, 40 sarro do llavana. 820
sarcos l.aguaxra e Porto Cabello, 100 sarros da Ba-
bia li.ISt sarros do Riodc (Janeiro, 121 sarcos de
Ceylao, 91 de Malabar, 3,2(2 de Ja va, 48 de Singa-
peor, 923 de Pedan;, 1,000 de diversos, no Indo
27,'ilKi sacro*, c fardos contra 281(16.
Assucar.Mercado muilo calino nos ultimes dias
demarro e apenas despertado por algumas conver-
sos da parte dos possuidores. Das proveniencias
do Brasil venderam-se 100 sarcos, de Pernambuco
sobre amostras a prero de fr. 58 por 50 killog, mais
1,000 saceos desponiveis.melade sobre a base de fr.
5S por qualidade igual ao 11. II dolxpo hoRandez,
a melade por prero de fr.29 (deposito ) do mesmo
lypo.
Couros.As IransarrOes foram muilo animadas
em todo o mez de marc.0 pi incipalmentc para ex
porlacao com alia de fr. 3 5 por 50 killog. segun-
do as qualicladcs. As vendas lolae* dn dito mez
sao avalladas em 74,169 pecas distribuida- da m-
neira seguinle: seceos 51.183 sendo 1(1,000 para ex-
porlacSo, salgados 1,212 do Prala, 1,578 seceos da
Costa Firme, 2500 de Nova Orleaus, 700 da Marti-
nica e Guadalupe, 4'.'27 pelles srecas de cavallb,
1339 ditas salgadas. 3000 pelles salgadas de bezer-
rn. O deposito se ochava reduzido no 1 de abril
3700 seceos. 3250 salgados do Prala, 600 seceos,
1298 de Curaro, 987 pelles secras de cavallo t 535
salgaelas. Tainbcm durante a primeira semana de
abril as (ransaeces foram fnn-osamenle mais raimas
por falla de alimentos ; lodavia fira o artigo em
boa posiriio com bous presos. Illimns prcens;
couros seceos em pclle do Rio Grande, de 1 fr. 70
c. a I fr. 95 c. o killoz. ; do Rio de Janeiro de 1
Ir. 00 r. a 1.80 c; de Pernambuco e Bahia de 1 fr.
70 r. a 2 fr.; do Para de 1 Ir. 80c. a t 95 c, sl-
enles seceos.Pernambuco I fr. 10 c. a I. lie;
Baha 1 fr. 10 c. a 1 12 1|2. ; Rio de Janeiro 0.
88 c. a O. 90 c.
REVISTA COMMEBCIAL DOS PRl\'C|p\ps
MERCADOS DA EUROPA PELO VAPOR-
REAT ll'ESTHns LAMIDO DE SOUTHAM-
1TON A 9 IVABRIL DE 1855.
Londres 8 de abril,
t^afc.A cspeculacilo tendo novamente comeea-
do no mercado, lizeram-se vendas assaz importantes,
e foram os presos geralmenle bem sustentados cm
todo o periodo; todava houve moito menos anima-
cao as Diurnas semanas. Das proveniencias do
Brasil se fez i." um carregamenlo de 3,500 saccas a
sh. 409; anteriormente se bavia vendido um oulro
de .OOO saccas a sb. 40i '., que nao nos foi nos-
vel mencionar nos nossos ltimos avisos;2."
600 saccas do ordinario do Rio a preco de sh 44
4.-,:3.0um carregamento a entregar em Santos de
2,100 saccasparaum porto visinho ash. 426;1"
Dcimo liatalhan.
Maulas de alejadlo som pello, 50.
Segundo balalhiio.
Floreles com punhos tlhnrados, baindas de cauro
pretal envemitado, rom bnraes e poaletrai d juradas,
27 ; panno azul mesclaelo, covados 135.
(iil.no batailin.
Mantas de algodao sem pello. 355 ; panno verde
escuro entrefino, covados 1,983.
Nono batalboo.
Mantas de algodao, 376 ; panno verdecscjro en-
trelio, covados 1(468.
Meio hatalhaei da Parabiba.
Maulas de algodao, 7.
Companliia de artfices.
Maulas ele algodao, 72.
Quarto batalle** de arlilbaria.
Panno carmesim para vivos e vistas cova-
dos 90.
Companbia de ravallaria.
Mantas de algodao, 11 ; bonetes, pares 40.
Qneai quzcr vender esles objectos aprsenle as
suas proposlas em carta fechada na secretaria do
conselhosIO horas dodia 7 de maio prximo fu-
turo.
Secretaria dnconsrlbn administrativo para forne-
dmento do arsenal de guerra :0 de abril de 1855.
Jos de llrilo Inglez, cnrqnel presidenle. /enlar-
do l'ereira do Carino Jnior, vogal e secreta-
rio.
Pela subdelegara da fregnezia dos Afogados
acha-sc depositado nm cavalle ruro, pedrez claro,
que fe'ira encontrado vagando pela- ras desta povjs-
cTio, no dia 1. do correlo mez. pelas 9 horas da ma-
nha : quem an mesmo livor direlo, apresenlc-se
habllilado. Subdelegara da freguezia dos Afosados
ido maio de 1855. lirada Ftueca, segundo sup-
plenle em exercicio.
MOVIMENTO DO PORTO.
1 \avios entrados no dia 2.
Aracaty12 dias, hiale brasileiro Exalaeo, de 37
toneladas, mestre Jos Joaquim Duarle, equipa-
gem 5, carga cera e familia ; a Anlonio da Silva
Guerra. Passageiro, Cimillo Rodrigues da Silva
l'igueredo.
Soulbamploii c porlos inlermedios23 dias, vapor
inglez Greal Watlerna, commaudanle T. A. Be-
vis. Passageiros para esta provincia, Vicente Al-
vos de Souza Carvalbn, sua senhora. 2 lillias o I
criada, Manuel Joaquim da Cosa. Rodolpb Kin-
kenherg, 1). Carolina Isabel Lins de Barros, 5 li-
ibos c I criada, Jos l.ibanio de Souza, Francisco
Gomes de Oliveira.
Navio sahido no mesmo dia.
LondresBarra ingleza AmazoOB, com a mesma
carga que Irouxe. Suspenden do lameiro.
EDITAES.
O Illm. Sr. I.0 c-criplunii.e. servindo de ins-
pector da Ihesouraria provincial, em rumprimeoto
da resolurao da junta da fazenda manda fazer pu-
blico, que os reparos urgentes precisos no arudc de
Caruar, vao novameule prara no dia 16 de maio
prximo vindouro.
E para constar se mandou afiixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de abril de 1855.O secretario,
Antonio P'errcira da Annunciario.
O lllm. Sr. 1." escriptorario servindo de ins-
pector da Ihesouraria provincial, em cumprimcnlo
da resolucao da junta da fazenda. manda fazer pu-
blico que a obra do 8." lanco da eslrada da Escada,
vai a prara no dia 1. de maio prximo vin-
douro.
E para constar se mandou afiixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de abril de 1855.O secretario, A. F. 'An-
nu miar o
OHIm.Sr. 1 escriplurario servindo de inspector
da Ihesouraria provincial, cm nimprimrnlo da re-
solucao da junta de fazenda, manda fazer publico,
que no dia 10 de maio prximo vindouro, vai no-
vament.1 prara os coucerlos de quepreci-a o acude
da villa do I.imoeiro.
E para constar so mandou afinar o presente c pu
blicar pelo Diario
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam
buen 28 de abril de 1855. O secrclario, Antonio
Ferreira da Aiinunriariio.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimares, juiz ele
direlo da 1 vara do civel e commercio desta
cidade do Recita de Pernambuco c seu termo,
por S. M. I. c C. etc.
Faco saber em romo por esle Jalan da primeira
vara do commercio, no dia 7 de maio se ba de arre-
malar por venda a quem mais der cm prara publica,
a escrava parda de nome Joanna, idade de M a li-
nos, avaliada em 2.508 rs., penhorada a I). Mara
da F.xallae.-n Mavignier, por execucao que lhe mo-
ve Flix Francisco de Souza Mngalbacs.
E para que clieguea nolicia de (odos, mandei pas-
sar o prsenle, e mais dous do mesmo tlieor, que
ser um publicado pela imprensa c os dous aflixa-
dos nos logares do custume.
Dado e passado tiesta cidade do Recita de Per-
nambuco aos 28 de abril de 1855.
Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos cscrivao o
subsrrevi. Ctulo&o Manoel da SHva Huinia-
raes.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
manda fazer publico, que do da 2 em diante pagam-
se os ordenados emais despezas provinciaes, venci-
das at o fin de abril prximo findii. Secretaria da
Ihesouraria provincial de Pernambuco 1. de maio
de 1855.O secretario, A. F. d'Annunriarao.
DECLA.RACOES
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lellras sobre o Rio de iaticiro Bnnco de
Pernainlinco 7 de abril de 1855.0 16-
cretaiio da direccSe, Joao Ignato de
Medetros Rcgo.
CONSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virtude de auto-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos seguinles :
Para o segundo balalhao de infamara.
Grvalas de sola de lustre, 1G ; mantas de algo-
dao sem pello, II ; sapalos, pares 57 ; capotes de
panno alvadio. 63.
Meio balalhao do Ceara.
Grvalas de sola de lustre, 3l ; maulas de algo-
dao sem pello, 212.
AVISOS MARTIMOS.
RIOliE
JANEIRO.
O bng.ie nacional MARA I.I7.IA, ra-
pitai Manuel Jos" Prettello, vai seguir com
Drevidade, lem grande parte do sen rarre-
gamento prompto : pura o resto, pasaagevaa e es-
eravosa frele, para ees qoaes oltarece as melhorcs
accommoelae-ocs. Irata-sc com os Coniignalarios .An-
lonio1 de Almej la Guniis k\ (.., na ra do Trapiche
u. Iti, segundo andar.
COMPANHIA
DE MVEGACA) A VAPOR
LUSO BRASILEIRA.
Esperamos
al o dia 5
do crrenle
dos porlos
dosul, ova-
por/). 1/,j-
ra/7,enni-
manelante o
tenenteGoi-
niaraes, pa-
ra Lisboa,
por S. Vi-
cente c Ma-
deira, recebeodo p'assngeire, eucominendase carias.
Recebe lambem cartas c j.irnaes para diversos por-
los da Europa, perlcnrcndo a compauhia dar-
Ihe a competente direccilo, com os portes seguinles:
Carlas para Portugal e escalas, a 100 rs. por cada
1 oilavas.
Jornaes gratis.
Carlas para as divanes parles da Europa 800
rs. porrada i oitav.is.
Jornaes ll r-. por cadaiim.
As malas fe: liare-hio precisamente a hora que
se indicar, nacas) elo agente Manoel Duarle Rodri-
gues ra do Trapiche n. 2(i.
Para a Haba se^-ue em poucos dias, por ter a
maior parle da carga promptn, a veleira sumaca
/lortenria ; para orcslo da cargb, Irala-se com seu
consignatario Domingos Alves Matbeus, i.a ra da
Cruz 11. .51.
AO MARANHAO' PKLO CEARA'.
A esruna nacional Floran,capillo Joaquim Jos
Alves das Neves, segu crin brevidade ; para o res-
to do seu carregamento, Irala-se com os consignata-
rios Antonio de Almeida Gomes & Companhia, na
ra do Trapiche Novo 11. Iti, segundo andar.
Para o Acareen' c Granja sabe com toda a bre-
vidade a escuna 9. Jos; para n resto da carga e
pa-sa^eiros, treta-se na ra do llrum n. 16. e na
praca do commercio com Manoel Jos de Si Araojo.
Para o Ar&ralv segu com brevidade o hiale
Crrelo do Korte ; recebe carga c passageiros : Ira-
ta-sc com Caetano Cjiiaco da C. M., ao lado do Cor-
po Santo n. 25.
PARA O PORTO.
O patacho portuguez ((Especulador devera partir
dentro de 20 das por ter dous tercos da sua carga
prompta : quem no mesmo quizer. rarregar poder
enlender-se rom os consignatarios Rallar <5 Olivei-
ra, na ra da Cadeia do Recita, cscriptorio n. 12.
PUBLICAQAO RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo mez. de Mana, adop-
tado pelos ri"verendisiinos padres c.ipti-
chinhos de N. S. da Penlia desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Cpnceicao, e da noticia histrica da
rredallia milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho: vende-se nicamente na livia-
na 11. Ge .S da praca da Independencia,
a 1x000.
SECRETARIO DE CARTAS.
Vende-se o secretario de carias familiares sobre
os prncipaes assumplos da vida a I? rs. : na livia-
na n. (i e s da prara da Independencia.
Preci-sa-*e de urna ama de lons cos-
tumes e muito bem educada, para o ser-
viro interno de urna casa de pouca fami-
lia : quem pretender dirija-se a ra do
Rosario larga n. 28. terceiro andar.
Precisa-se alugar urna escrava para o serviro
interno e externo de rasa : na ra da Cadeia de San-
to Antonio, no sobrado a. 1, confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco.
LOTERAS ha provincia.
Acham-sea venda os bi-
lhetes da primeira parte
da primeira loteria de N.
S. da Conceic&o dos mili-
tares, na thesouraria |das
loteras,gcujas rodas ,an-
damimpreterivelmente no
dia 12 de maio. Per-
mimbuco 1 de maio de
1855.O thesoureiro, F.
Antonio de Oliveira,
eK^vlaV"^^ W i WP<&*(

RIO DE JANEIRO.
0 brigue nacional ELVIRA segu at
o lim da presente semana, apenas recel>e
escravos a fete, para o que trata-secom
Machado & Pinhciro, 110 larra da Assem-
blean. 12.
9 PAIU ARACl 'rl. 8
w) Iliale Arai/do sabe nesles qualro ou^in-
(^ ro das por ter a maior parte da carja jk
^. prompla : Irala-se o res(o ceem C.uuveia & J
VJ l.eile. na ra do Qucimado n. 27. B
Para o Aracaty, sabe o biale Duvidoso, j
lem ahuma carga : para o resto, tral?-se com Joa-
quim Jos Martina, ou na ra do Vinario n. 11.
LEILOES.
\
^ '#*
O aaenle lloija, sexla-
feira de maio, fara
Icilao em seu arma/.cni
na ra do Collesio 11.
15, de 11 m cmplelo
sorlimento de obras de
in.errineiiia novas e usa-
das, um nplilUO ealinee-
lel novo, e oulrns mui-
tosobjcclos de differen-
Ips i|iinh,l.eic s. ees quaes se adiaran palrnles no mes-
mo jrina/cni un da do leilan, c se ciitrcgaro sem
recosa de qnal(|uer prero olTerecdo.
O agente Rorja de ordem do lllm. Sr.
Dr. juiz de direito da primeira vara do
commercio Custodio Manoel da Silva lui-
maraes, a requer ment dos credores
Len Lecomte Feron k C-, de accordo
com os herdeirosdo linadoJoao da Costa
Domado, fara' leilao da loja do dito se-
nhor, sita no pateo do Collegio n. 6. con-
sistindo na armacao, livros c mais objec-
tos existentes na loja supra: sabbado ")
do corrente, as 11 horas em ponto.
LEILAO DE FEUAO'.
- Novaes & C. fara o leilao, por conta de
quem pertencer, de 2 saccas com feijao
mulatinho: quinta-fe'ua de maio, de-
fronte da porla da allandega ao meio-
dia ; os lotes serfio feitos a vontade dos
compradores, e nao havera' limites.
T. de Aquino Fonsera & Filbu far'o lcil.1i,
por nlervrnrao do senle Oliveira, e por conla e
ri-ro de quem perlenrer, de 10 pipa, M barris de
1. e Til dilos de .k com superior vinlio ve^-de, re-
centemcnlc imporlaelo^le Lisboa : sexla-feira, i do
correle, as II boras da manbela em punid, porla
do arma/em do Sr. Aunes Jacome, defronlc da ar-
cada da alfandega.
Mr. (iasquet. clianccller deicnnsulailo de Fran-
ca nesla cidade, estelo a relirar-sc para a Hurop.i,
fara leilao, por intervenran do asente Olivrira, da
mobilia da nasa de sua residencia, ronsisliiido em
mesas de diversas qualidade, inclusive nina rcdoml 1
Inda de marmore, dila clstica, snfa, cadeiras e mais
adornos da sala do visitas, um bom piano, commo-
das, marque/as, lindo cspelbo srande, outros me-
nores com loucadores, leitos, esleirs, mangas, lan-
te>rna-e, rrvslacs, louca de mesa, apparelhns para rli.i,
livros, obras de prala de lei, do Porto, relosios para
cima de mesa e de alsiheira, e outros muilos artizos
uteis e de bom goslo, : secunda-feira, 7 do crrenle,
ns 10 horas da manbela, na ra da Aurora n. 18,
secundo andar.
AVISOS DIVERSOS
Manoel Jos de Carvalbn CuimarSes, subdito
porlugaez, retira-se para fra da provincia.
MiiTiiAnn
SANTA SITA DE CASSIA.
Em nome da mesa rceedora da veneravel iiman-
dade da gloriosa S. RITA DE CASSIA. convido a
todos os irmans a comparecerem no consistorio da
isrejn, as 8 horas da manlia do dia 6 do corrente,
afim de reunidos em mesa ceral, proceder-se a clei-
ro dos fiiuccionarios. que hito de recera irmanela-
de no anno de 18."> a 1856.Jos' Francisco de
Paula /amos, escrivao.
Acha-se em prara de renda por o
anuos a ilha doNogueira, sendo a pri-
meira nodia 3, 10 e 18 do corrente, pe-
anle a administracao dos estabelecimen-
tos de caridade : na ra da Aurora, casa
dos expostos.
A mesa regedora da irmandade do
Senhor Rom Jess dos Martirios da fre-
guezia de S. Jos, participa a todos os seus
irniCios e guarniente a todos senhores de-
votos, que por motivos urgentes transfe-
rio a Cesta do seu padroeiro, para domin-
go 6 do presente mez.
Precisa-se de urna mulher parda ou
preta, que seja de meta idade e sizuda,
para o serviro interno de urna familia
composta apenas de dous homens e um
menino de 10 anuos: na ra estreita do
! Rosario n. 28. ,
O-Sr. Jos Pedro Carneirn da Cunlia queira
vir no prar.o|de 1> dias, a contar deste. 1 escalar a
sua leltra da quanlia de ris 675980 rs. c seus juros
vencidos, e caso nao veiihn resgalar no prazo cima
marrado, ter de ver sea nome nesla folha al ocre-
dor eser embolsado. Recife 25 de abril de 1855.
.\/anoel Uonralves de Azevedo llamos.
Precisa-se de urna ama escrava, que
saiba fazer o servico diario de urna casa:
quem pretender dirija-se a ra do Colle-
gio n. 15, armazem.
QUEM QUIZER ADEVINHE, EMBORA SEJA
JA' MIJITO CLARO.
Se n3o fiira eu casar, casa propria nao leria, e lo-
da de novo reedificar, testa passar sem nada pagar,
nimio, prsenles papar, moito dinheiro no lasquinet
ganhar, e pretendo continuar at o ultimo vovou
,i>.inli,ir, embora os mais herdeiros cstejam a chorar,
eu o que quero he ter dinheiro sem herdar e sem -
ganhar, boa vida pretendo passar em quanto tola e
tolo continuar a maniata me dar, visto que r001 migo
querem gastar, do que aos seus donos enlregar.
Amen.
Madame Theard lendo de fazer urna viagem a
Europa, avisa aos seus devedores de virem saldar
suas conlas na loja da ra Nova n. 112, para lhe evi-
tar de proceder Contra ellos judicialmente.
Pelo juio da provedoria, escrivao Vascoucel-
los, se lia de arrematar no dia sexta-feira, 4 do cor-
rente mez de maio, o deposito de assucar, silo na
ra do Vicario do bairro do llecife, perieiicenle ao
finado Antonio I.uiz Mcndes, 10b a presidencia do
lllm. Sr. Dr. juiz do civel da primeira vara.
Roca-se ao Sr. Jos Nicolao Bezerra o favor
de ir a ra do Collegio n. 17, concluir o negocio que
j devia ter concluido ba 1 mezes pasesados. Islo lhe
pedeJos Joaquim Comes de Abreu.
SIGNAES DOS ESCHAVOS FGIDOS.
I. Sabino, rrinulo, alio, grosso, cr um Unto lu-
la, cara redonda, nariz chato, barbado, olhos fuma-
raelos, pomas srossas, ps grandes c largos, Ulvez
com fallas de denles na frente, representa ler 35 an-
uos, becarreiro, levou um facAo, camisa e ceroula
de algod.ln Unto, c lambem de algodao de lislra, e
mais roupa.
2. Antonio, de narao Angola, altura legular.
cheo do corpo, cara bem retalhada, barbas e cabera
todas brancas, lem fallas de denles na frcnte.est al-
guma cousa dcscoradn, representa ter >a 50 annos,
bocea pequea.
:l. Rufino, de narAo Angnl, altura regalar, sue-
ro do corpo, |is pequeos, cor preta.'cara talhada,
olhos fumarados, peritas linas, lem andar banzeirn,
barba nada, reprsenla ler 25 annos ; estes escravos
fugiram no dia 17 de abril corrente?, e pertencem ao
leiiente-coronel Joao Marinho Fakao Sicupira, pro-
prielari do engeiibo Puntes, na provincia de Ala-
cuas ; e o mesmo Sr. roga a qualquer autoridade
ou e apilan de> campo, que os trouxer no mesmo en
gcnbo ou entregar na praca de Pernambuco ao seu
correspondente o Sr. Manoel Joaquim Ramos e Sil-
va, que ser bem pago. Engenho Pontea 18 de abril
de 1855.
Precisa-se de urna ama para o servido interno
de urna casa de pouca familia: na ra da Guia 11.
12, sobrado.
RECREIO MILITAR.
A 19 do corrente sera a partida militar, sendo os
convites reclenlos ate o dia 12do mesmo ; nao se ad-
mitindo posterior a esta data. O secretario,
Alferes Barros.
LOTERA DE N. S. DA CONCEICAO' DOS
Mll.ITAUES.
A ns 5:110050(10. 2:0009000, 1:0MkjO0O.
O cautelista Salusliano de Aquino Ferreira faz
seientc ao respctavel publico, qne as rodas da refe-
rida lotera helo de indar indiihitavclmenle sabbado,
12 dn corrente mez. Os seus afortunadssimos bi-
Ihetes e cautelas eslo isenlos do descont dos oilo
por ccn'.n no acto do pagamento sobre os tres pr-
meiros premios grandes. Acham-se a venda as se-
cuintcs eoj.es : ra da Cadeia do Rdete n. i c i ;
prara da Independencia 11. 37 e 39 ; ra do l.i-
irjBjteute n. ; rea .Nova n. i e l(i ; ra do Quei-
rnado n. 39 e 11 ; e ra eslrcla do Rosario u. 17.
:.:(KK 15000
efeaVtiOOO
1 iHtjnfm
1:000.50110
G25900Q
SDOOOO
KofonO
O referide cautelisla he rcsponsavel nuicanicnte
a pasar os tres prmeiros premios grandes por in-
leiro que obtiverem suas cautelas : sobre os seus bi-
Ihcles inteiros vendidos em originaes se obrisa
apena* a pagar os oilo por cenlo da le, logo que lhe
feir aprsente o bilhete inteiro, indo o pnssudor re-
ceber o premio respectivo que nelle sahir, na ra
do Collegio n. 15, cscriptorio do Sr. thesoureiro
Francisco Antonio de Oliveira. Pernambuco 3 de
maio de 1855.
Sal-istiann de Aquino Ferreira.
Jos Moreira da Costa Meia retira-se para fra
do imperio.
Huleles 5930(1 Recebe
Meios --.NeKI
Uados l.-HO i)
Quintos 19160
Oilavos 7ctl i>
Decimos: tm i
Vicsimos 1:120 i)


DIARIO OE PERMMBUCO. QUINTA FEIRA 3 DE MlO DE 1855.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 KUA ZfOVA 1 AM9MM, 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consulta! homcopalhioas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do da ou noile.
OQerece-se igualmente rara pralicar qaalquer operado de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer roulher que estoja mal de parto, e eujascirctimslanoia nao permutan) pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DL P. i. LOBO PSCOZO.
5o ra Nova 5o
VENDE-SE O SEOUINTE:
Manual eomplelo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
bagaes pelo Dr. Moacozo, quatro voluntes encadernados em dous c acompanliado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 2119000
Esta obra, a mais importante de todas as quetratam do esliido e pralica da hoineopalhia, por ser a nica
qiieconlm abase fundamental desla doulrinaA PATllliMislA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORCAMSMO EM ESTADO DE SAUDEeonhecimonlos que nao podem dispensar as pes-
soa* que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizerem
eiperimentar a dontrina de Hahnemano, e por si meamos se eonvencerem da verdade d'ella : a todos os
fazendeiros e senhores de engenho qoe eslao longe dos recursos dos mdicos: a todos os capilaes de navio,
que urna ou oulra vez nao podem donar de acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslaiicias, qae mm sempre podem ser prevenidas, silo obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Herios,
obra lambm til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10&000
O diccionario dos termos demedicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 3S0U0
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, o o proprielario desle cslabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubo grandes..................... 83)000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 12J, e 155000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 203000
Di as 48 ditos a................... SfOOO
Ditas 60 ditos a............. 'Iimxmi
t "* J,*4 dlU>9 ".................. 'WKX
Tubos avnlsos......................... IsOUO
Frascos de raeia onya de tinernra.................j 93*000
Ditos de verdadeira lindura a rnica............".".".'.", 2NMK)
Na mesla casa ha sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamanhos,
vidros para medicamenlos, e apromptt-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muito commodos.
.'UBUGACAO'-DO INSTITU) HO g
MKOPATHICO DO BRASIL g
THSOURO HOMEOPATH1CO JJ
ou Q
, VADE-MECUM DO <$
HOMEOPATHA. $
Mcthndo concisof claro e seguro de cu- (&
rar homeopalhicariente todas as motestias *
que affligem a especie humana, e parti- Wf
eularmente aquellas que reinam no Bra- ftA
til, redgjdo segundo os roelhores trata- "JZ
dos de homeopalhia, lauto europeos como l^J
i americanos, e segundo a prupria experi- Ji
encia, pelo Dr. Sabino Olegario I.udgero "jj"
I l'inhu. Esta obra he hoje recouhecida co- (yi
, mo a melhpr de todas que tratam daappli- afc
cacao homeopalhica no curativo das mo- jJ
| leslias. Os curiosos, principalmente, nao O
poilem dar um passo seguro sem possui-la e t*.
' consulta-la. Os pais de familias, os senho- )
I res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- Jl
pitaes de navios, seriaoejos etc. ele, devem 1
le-la a m3o para occorrer promplamenle a v)
qualquer caso de molestia. M
Dous volumes em brochura por 109000 J
encadernados IIJJOOO Bk
Vende-se nicamente em casado autor, aa
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 68 A.
Novos livros de homeqpakhia tuefrancez, obras
todas de summa importancia ;
tiabncinann, tratado das molestias clironicas, 4 vo-
atttOOO
65000
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lumes.
Teate," rr otate dos meninos.....
Herios, doajtoopalhia domestica. ....
Jatw.-pliarmaeopa doqjeopalliica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........10SO00
A Teste, materia medica homeopalhica. 8(O00
De Fayolle, doulrina medica hoineopatliica TeOOO
Clnica de Slaoneli .......69000
Casling, verdade da homeopalhia. 49000
Diccionario de >\ sien........10OU0
Alllas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, coutendo a descripcao
de todas as partes do corpp humano 309OOO
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. I.obo Moscoso, roa Nova n. 50 pri-
meiro sudar.
9
DENTISTA. I
w Paulo Gaignoux, dentista francez, eslabele
t) cido na ra larga do Rosario n. 36, segnndo #
a) andar, colloca dentescomgengivasarliliciaes, t
$ e dentadura completa, ou parte della, com a
s$ pressao do ar. af
O Kosario n. 36segundo andar. s*
TALVEZ ADM1REM-SE, MAS HE O QUE HE.
Yendem-se charutos de Havana a 39000 a caixa :
na ra Direita, loja n. 13.
Aluga-se urna casa Ierren ou de sobrado, em
qualquer das ras que licam entre o boceo do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
:(
: 1. jane, dentista, :
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei- $
9 ro andar.
I'recisa-se de urna ama para o servico interno
e alcrnn de urna casa do pones familia: na praea
ilaBoa-Visla, sobrado n. 30, primeiro andar.
A taberna dn ra Nova n. 50, arha-se sorlida
ron bous gneros e por preces coinmodns por seren
ronprailos a dinheiro, lem etrellentes vinhos engai-
rafidos muito velhos, do Porlo e Bordeaut, licores
lims fi8iico7.es, musralel. presuntos, rbouricas e ou-
tra? multas cousas ele. etc. ; asim como vnde-se a
meuna taberna con) nina parle visla e o mais a ira-
/.os.tendo a casa bastantes eommodnsatc |iara fami-
lia,c lie situada em esquina : roga-se as pesoasque
na iiosma devem desde o lempo que nerteucia ,1 \la-
Ihs Joaquim da Main, liajnm d vir ou mandar
pajar, do contrario leran de ver seus nomes potos
joraae*, pois o successor lem esgolado muitos msios
detentes afim de nao chegar ao que avia.
ROMOPATBIA. 1
FEBRE AMAKEI.I.A. W
AlgUM casos de FEbKE AMABEI.I.A (Sj
se lem iiltimanienla manileslailo nrsta ci-
liado. Otralamenlo hoiuii'opalhico bem
dirigido lem mostrado sua superioridade ftft
i anliga medicina. Os (lenles, pois, que Z
liomit'opalbia quizerem recorrer, pod- <$7
lo-hao fazer, sendo socenrridos de prefereu- <<#,
cia aquclles que nenhum remedio bajam jl
tomado. t '^f
Consultorio central homrropalhiro, ra *,
de S. Francisco (mundo novo) n. 68A. w
Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinto. (jj
*
tt
i
i
Ja' chegaram as segutntessement
de ortalices das mellwre qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,,
tabanetes brancos e encarnados, alface
repolhuda e alemaa, repolbo, tomates,
nabo branco e roxo,.couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, ceI>ola de Setubal, sinondas, sipo-
relha, selgas, ervillia torta, dita direitae
genoveza, dita de Angola, feijaocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, e um grande sortmiento das'mellio-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferier de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onejp continua a receber alum-
nos internse ex temos desde ja'por m-
dico prero como he publico: quem se
qtiizer uttlisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa'a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
Ktioui, dentista francez,' chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do dente, adquerindo
em poucos instantes solidez igual a da podra mais
dura.e prometle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
AVISO AO PUBLICO.
A taberna de Gorjah de cima acha-se completa-
mente sorlida com um completo ortimenlo de mo-
ldados, fazendas emiudezas ; portante as pessoas que
quizerem honrar este cstabelecimento, aqji acharan
tu Jo a voulade do comprador, pelo mosmo proco ou
com pouca diflerenco da pr.ir.-i.
Precisa-se por aluguel, de urna prela escrava,
quesaiha tratar de crianc.as, que seja fiel, sadia. e
sem vicio algum : quem a tiver, dirija-se a ra de
S. Francisco, como quem vai para a roa do .Mundo
Novo, sobrado n. 8, ou entenda-se com o porteiro
da alfandega desla cidade.
TRANSAS E FITAS.
Completo sortimenlo de Iransas de seda prelas, c
fitas de velludo lavradas, de superior qualidade e
liom goslo, para vestidos, por preco commodo : na
praca da Independencia ns. 21 a 30.
OLEADOS PINTADOS.
De superior qualidade,c diversas largnras.proprios
para cobrir mezas, enmmodas ele. : na pra<;a da In-
dependencia in. 24 a 30.
Precisa-se de um feilor ou trabalhador para tim
silio perto da prnja, he necessario qoe elle enlenda
de tratamento de horlalicas, frucleiras e vaccas de
leite : na ra do Trapiche*n. 12.
Na ra Direita n. 53, taberna, precisase de
umcaiieiro que tenba pralica dfe taberna, e d fia-
dor a sua conducta, para tomar conla della por ba-
janco.
Superior vinlio de champagne eBor-
deaux: vende-se em casa de Schafhci-
llin&C, ra da Cruz. n. *)8.
Aluga-se um escravo que colinda muito sof-
frivel o diario : a tratar na ra Nova n. 12, das 11
horas a 1 da tarde.
Aloga-se o sobrado da ra da Guia n. 29, se-
gundo andar, por preco de lOgOOO mensaes : quem
quizer, dirija-se ra Direila n. 88, segundo andar.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar e-pro-
ruradorda cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros do Luiz liorna, pois basta de
cassoadas, (cando cerlo que em quanto nao se en-
tender com osmosmos ha de sabir este annuncio.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confronte oesrriptorio dos Srs. Barroca Cas-
tro, despacham-se navios, qoer nacionaes ou estran-
geiros, com toda a promptidao ; bem como (iram-se
passaportes para fra do imperio, por preces mais
commodos do que em outra qualquer parle, e sem o
menor trabalho dos pretenden les, que podem tratar
das 8 da manda;: as 4 horas da larde.
SALA DE DAHSA.
Luiz Canlarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensino, na ra das Trincheiras n.
19, se acha aberla lodas us segundas, quarlas e sel-
las desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do sen
prestimo se quizer ulilisar, dirija-se mesma casa
das 7 horas da manhaa at as 9 ; o mesmo se oflere-
ce a dar licoes particulares as horas convencionadas:
tambem d licites nos collegios pelos precos que os
mesmos tem marcado.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRA HI DO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alpbabetica, com a descripcao
abreviada de lodas as molestias, a indica<;ao pbvso-
logica e Iherapeolira de lodos os medicamenlos lio-
meopathicos, seu lempo de ace,ao e concordancia,
seguido de um diccionario da significoslo de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO I0KAES.
Suhscreve-se para esla obra no consullorio homeo-
palhico do Dr. LOMO MOSCOZO, ra Nova n. 50.
primeiro aqdar, por 53OOO em brochura, e (I5OUO
encadernado.
Oucm liver para vender os livros abaixo de-
clarados, amd que lenliain algum uso, annuncie
por este jornal para ser procurado : Interdictos Pos-
sessorios por LobAo, Praxe Forense por MoraesCar-
valdo, TraladctsJus Testamenlos por Gouva Pinlo.
CHAPEOS DE FELTRO.
Acaba de chegar praca da Independencia loja
de chapeos de Joaquim de Oliveira Maia, um varia-
do sedimento de chapeos de fcllro, finos, de cores
anda n.lo vistas no mercado, e tambem chapeos de
palda ad.-i tu-, e ditos de palha brasileira a imila-
530 dos de Manilha, de diversas cres.siiperfinos cha-
peos de castor hranco e prelo, chapeos francezes
de expelientes formas e superior qualidade, ludo por
preco commodo.
Participa-ce aos Srs. mestres pedrei-
ros catadores e mais pessoas particula-
res, que na rita da Cruz do Recife n. 62,
ha um deposito da bem conhecida cal
branca de Jaguaribe, e que se vende
muito em conta, tanto em retalho como
em porcoes.
Casa de consignaco de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2i
C.ompram-se e recebm-se escravos de ambos 09
sexos, para sevendercm de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, offerecendo-se para
sso loda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Aluga-se o lerceiro andar da casa n. 53 da roa
da Cadeia do Recife : a tratar no primeiro andar.'
Precisa-se alugar um negro escravo, para o
servico de nm silio : na ra da Cruz u. 40.
Da'-se dinheiro a premio sobre pe-
nhores de ouro e prata : na ra do Q< mado loja n. 46 A, se dir' quem da'.
Precisa-se de urna mulher capaz para engoro-
mar e cozindar com perfeicao, para casa de pouca
familia, freferindo se cscrva, qoe se pagar bem :
na ra do Seve, casa terrea de slito.
Perdeu-se um livrinho de lembranras, conlen-
dodentro urna letlra de res 3149880, 'sacada por
Joo Martins de Barros, c aceita pelos Srs. Brando
& Diegues, veucida em 27 de abril prximo passado:
roga-se a quem o acdou, o obsequio de o restituir no
armazem da Iravessa da Madre de Dos, de Jo3o
Martins de Barros, que se lhe Picar agradecido.
Urna pessoa nacional e sol I eir, c que afianca
sua conduela, oflerecc-se para caixeiro ou adminis-
trar algum engenho. silio ou oulro qualquer csla-
belecimenlo, tudo fora da pra^a era qualquer mal-
lo, naoembirga a longilude : quem quizer aiinuuci-j_'
para se procurar.
TimHNTO DA MORPIIEA
No dia :ii de marco prximo passado, appareceu
nesle Diario um annuncio publicado pela Sra. D.
Francisca Xavier, aconselhaudo as pessoas que pa-
decen- de adecenes de pelle (morpha) a recorrer ao
Dr. Casanova, que he quem aspodia salvar, como a
havia salvado.
He verdade que no dia 3 de novembro do auno
p. p., fomos chamados para visitar e tratar a Sra.
D. Francisca, que nos declamo padecer desta lerri-
vel duenca ha mais de -i anuos, e que Iratando-se
pelo svslema allopathico, resultado algum liuha ob-
lido. Nos a examinamos e couhecemos realmente
que se aedava aHeclada de elepdanliases dos Gregos,
(geralmcnle chamada lepra ou morphea, e \i no ler-
ceiro grao, laiiin que a desengaamos e acnnsellia-
mos a nao entrar em (ralamento aliento o triste
estado em que se achava. Nao obstante nossa fran-
ca declaroslo, a Sra. D. Francisca inslou para que
a (ralassemos, visto estar resolvida a curr-se bo-
meopathicamente. Com elTeito, accedendo as suas
rogativas, no me jo dia empregamos o medicamen-
to, e com mais algumas dses couhecemos grandes
melaras, lodavia nao .1 consideramos curada ;' po-
rem muito mclhorada de sen estado primitivo.
Em nossa clnica descubrimos um medicamento,
com o qual lmos tirado bous resultados as adec-
enes de pelle, particularmente na de morpha quan-
duse acha no 1. e 2. grao, e sendo a doenc,a anli-
ga 00 hereditaria licam os docnles mais aliviados
dos seus padeci ment.
Perianto, declaramos ao respeilavel publico, que
nao pretendemos com este annuncio inculcar-nos
de curar radicalmente a morpha, porque islo im-
portarla o mesmo, que termos descube-10 a pedra
philosophal. '
As pessoas que desejam Iralar-se desla enferroida-
aemorphae outra* afleccoes, podem recorrer ao
consullorio da na dasCruzes 11. 28.
Dr. /. II. Casanoca.

.'i.

ra .-i
m
H0II0PATHIA.
Remedios eflicacissimos contra
as bevigas.
[Gratuitos para os pobres.)
No consullorio central homiL-opalhico,
de S. Francisco (mundo nVvo) n. 08A.
3 Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
?;g3tra ?*;;!;#
Aluga-se ou vende-se urna casa com
sofito e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
bara, quartos para ieitor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
-- Oabaixoassignado auouncia ao respeilavel pu-
blico, que ninguem tara negocio ou transaccao de
nalureza alguma acerca dos beus de JacinlhoSuares
llolollio. que fallecen ltimamente na llda tic S,.
Miguel, onde era ha anuos residente ; e, como ad-
ministrador de soa mulher Senhorinha do Sacra-,
monto Soares, filba recouhecida daquelle fallecido,
protesta'contra qualquer negocioslo feita em ordem
a prejudiear os seus interesses, e os direilos de he-
rano,a que incontestavelincnle Ide compelen). Recife
1. de maio de 1855.Manoel do llego Soares.
No dia 4 do correnlc, na sala das audiencias,
linda a do Illm. Sr. Dr, juiz de direito do commer-
cio, ter lugar a arrema tacao do escravo pon dorado
a Candido Jos da Silveira, por execooao de Tasso
Irmao, que foi annuociado para segunda-feira, 30
do prximo passado.
O aliaixo assignado, que so acha preso na ca-
deia desla cidade, previne a lodas as potasa a quom
inleressar, qoe deroga os poderes quedera em urna
procurarao paseada hoje mesmo pelo cartorio do ta-
helliao Porlocarreiro.cnja proruracao lhe foi de sbi-
to apresenldda na cadeia, e pelo estado de sorpreza
em que se achava a'assignou, e por isso declara que
lem assignado urna oulra na presenca do. tabclliao
Baptisla de Alinela, conslituindo seus procuradores
aos Srs. Jos Dias da Cosa, Francisco do Prado, Jo3o
Antonio de Maoedo, e para o foro a Manoel Luiz da
Veiga.Manoel Dias Vinho.
Aosirmaos da gloriosa S. RITA DE CASSIA,
que em seu poder conservan) capas que obtiveram
pela semana santa, roga hajam de entrega-las para
que a irmandade nao sofira prejuizoO thesourei-
ro, Antonio Pereira de Oliveia llamos.
Precisa-se de um prelo forro ou captivo, para
todo o servico de una casa de pouca familia : na
ra da Cadeia do Recife n, 10, loja.
OcautelistaSalustianodeA. Ferreira
avisa aospossuidores dos quatro quartos di-
vididos do hilhete inteiro 11. 2053 da pri-
meira parte da primeira lotera d ma-
triz do Bonito, em pie sahio o premio de
.OOOsOOO, e aos do quatro quartos da
referida lotera divididos do bilhete in-
teiro n. 2H-9 emque sahio o premio de
1:000.^000 rs., podem vir receber sem o
disconto de 8 por cento da lei, logo que
sahir a lista geral, na ra do Trapichen.
"56.Pernambuco 2 de maio de 1855.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
Joao Machado de Souza Pimentel vai ao Cear
com negocio.
Madama Demesse relira-sc para Europa, le-
vando cm sua companhia sua filha menor.
Domingos Dias relira-se para Porlugal.
Domingo a larde (29 de abril) no bairro de
Sanio Antonio, achou-se um alfinete de peilp, de
senhora. quem for sen dono quena apparecer na
casa n. 45 na ra da Cruz, que dando os signaes
exactos ser-lbe-hn entregue.
Domingos Jos Teixeira Bastos relira-se para
fra do imperio.
Precisa-se de urna ama para o snico ilerno
de urna casa : na na da Moeda n. 2.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
As rodas da lotera primeira do thea-
tro de S. Pedro de Alcntara, licavam a
andar a 21 ou 25 do presente, ainda
existe um pequeo numero de bilbetes a
venda nos lugares ja' sabidos ; ns lisias
virti pelo vapor GUANABARA. que parte
do Rio de Janeiro a 25 do corrente: os
premios serao pagos logo que se lizer a
distribuicao das listas.
Precisa-se comprar urna casa lerrca qoe seja
n freguezia de Sanio Antonio ou Boa-Visla : quem
a liver, dirija-se inspeccao do algodao, a fallar
com o marcador da mesma.
O abaivo issigoado, com loja de cirgueiro no
pateo da matriz de Santo Antonio, faz scicnte a
quem possa inleressar, que leudo de se relirar pain
Europa no primeiro vapor, nao deve a mais insigni-
ficante quanlia nesla praca.J. F.de .Irauja lima.
Precisa-se de urna ama forra, que saiba cozi-
nhar e engommar, para casa de pouca familia : na
ra das Cruzo n. 2K, primeiro andar.
O terreno silo em Fra de Portas, perlencenle
aoSr. Joaquim Ignacio de Carvalho Mendonca, se
acha penhnrado por exerucan que move Manoel Lo-
pes da Silva contra o mesmo senhor, pelojaizo da
segunda vara, osrrivao Santos ; e para evitar duvi-
das fazo prsenle anuuncio.
Aluga-se urna casa terrea, sila na Soledade
defronte doqoartel, para pequea familia, por 88000
mensaes : quem a pretender, enlenda-se com Jo;lo
Leile Pita,Orligueira, na ra da Cruz do Recite
u. 12.
No Passeio Publico, loja 11. 13, precisa-se en-
tregar urna rarla vinda de fora da cidade, 10 Illm.
Sr. Manoel Fernandos da Costa Camorim,
Sorvetes.
Na loja n. 3, no aterro da Boa-Visla, de hoje em
diinle lera sorvete todos os dias, (fra os domingos
e os dias de chuva).
O Sr. Joaquim Antonio Goncalves da R-.cha
denou de ser caixeiro de Novaos & Companhia des-
de o dia 30 de abril prximo findu.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
das Cruzes n. 22, proprio para homens solleiros ou
escriptorio : quem pretender, dirija-se .i mesma
casa cima. Na mesma casa precisa-se de urna ama
secca que saiba engommar e cozinhar, para servir de
portas dentro.
Arrenda-se om sitio no principio da estrada do
Arraial. com muilos arvoredos e grande casa piula-
da : a Tallar com Marceliuo Jos Lopes, na ruada
Alegria.
Precisa-se de urna ama que sirva para as com-
pras de urna casa de pouca familia : na roa do Hos-
picio n. 7.
. Arrenda-se urna casa na ra da Roa Hora, na
cidade de Olinda, com quintal lodo murado, com ca-
cimba de pedra e ral, nm grande parreiral. e outros
arvoredos : a tratar na ra da Mangneira com o
Sr. Viegas, 011 alraz da malriz da Boa-Visla n.54.
O cautelista Vicente Tiburcio Cornelio Ferrei-
ra avisa ao publico, que se achaui cxpnslas ;i venda
-as can lease bilboles inteiro.. ivas lojas do costu-
mc, pagando sem descont lauto bilbetes inleiros,
como cautelas ; precos :
Bilbetes i'nteiros 59500
Quartos I-11
Oitavos >720
Decimos a00
Vigsimos S320
COMPRAS.
Compram-se patacoes brasileiros c bespa-
nhes : oa ra da Cadeia dp Recife n. 54, loja.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de
idade de 12 a 30 anuos, lano para a provincia como
para fra della : na ra do Rangel n. 71, segundo
andar.
Compram-se e vendern-se escravos de
ambos os sexos, de idade de 12 a 25 ali-
os : na ra Direita n. 66.
Compra-se um jogo de diccionarios inglezcs
por Vieira, em formato grande.
Compra-se a grammatica franceza de Sevcne,
em segunda mo: na ra das Flores 11. 37, primeiro
andar.
Compra-se urna anuario de loja : qocm a li-
ver, dirija-se ra da Cadeia do Recife n. 40, loja.
A FAMA
Aterro da Boa-Vis|a, defroute da boncra, casa do
boni e barato n. 8, acha-se com um grande orli-
menlo dos melboros gneros tle moldados, e vendem-
se por pree,ns inuilo razoaveis ; figos de romadre,
pass, amenas, ele.
Vende-se urna escrava de bonita figura, de 20
a 22 anuos, rom nina cria de 8 a !) mezo, rom muita
abundancia de hom leile, propria para criar, as-
si m como he de oplima con lucia, nao lem \icios
nem achaques, a qual se afianca ; assiiii como tam-
bem he vendida por'preoo nimio commodo por ser
com precisan na rua das Cruzo, n. 20, taberna.
Vendom-sc acras com feijan niulatinbo muiln
superior: 110 raes do llanm. n, i, tledaixo do sobra-
do encarnado.
Vende-se urna escrava tic naco. tle idade 28
annos, de boa conducta : na rua Direila 11. 3.
Vendc-o urna escrava rr-oula. rozinlioira e
lavadeira, um nndeqne o mais cscra\os : na rua da
Assumpcio, junio ao nicho do Nnia n. 50.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito continua a ser na botica de Bar-
Ibolomeu Francisco de Soo/a, na rua larga do Kosa-
rio n. .'Mi; garrafas grandes .'ijOO c pequeas 3g000.
IMPORTASTE PARA I) PIBL1C0.
I'ara cura de pdlisica em lodos.os seus diflerenles
graos, quer motivada por conslipacoes, tosse, asld-
ma. pleuriz. esearrw de saugue, dr de coslados e
peilo, palpilacao no coraoao, coqnelurlie, brnnrbite
dr 011a garganta, e todas as moleslias dos u/gaos pul-
monares.
HECHANISMO PARA ENGE-
NHO
NA FUNDICAO DE FERRO DO E.\G
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. ,VA
RUA DO BRUM, PASSAXDO O olIA-
FARIZ,
da sempre um grande sorlimenlo dos segtiinles ob-
jcclos de mechanisinos proprios para enuonhos, a sa-
ber : modulas e metas moenda 'da mais moderna
oonslriircao ; laixas de ferro fundido c balido, de
superior .pialla le e de lodos os lamanhns ; rodas
dentadas para agua ou animaos, de lodas as propor-
coes ; crivos c boceas de fornalda e rcgislros de bo-
eiro, aguilillo, hronzes, parafosoa e cavilhoes, moi-
nho de mandioca, etc., ele
NA MESMA FUNDICAO.
se exceulam lodas as encommendas com a superio-
ridade j conhecida; e com a devida preslezne com-
modidade cm preco.
Aviso aos senltores da arle de tanoeiro.
Na loja de ferragons n. (i, sila na rua da Cadeia
do Recife, bao chegadns recenlemenle os seguintes
objeclos da mencionada oflicina : seguras de corlar
tundo,dilas corhadeira. cutcllosde lavrar roadeira,
enchs de arronhar pipase darris. foles para os mes-
mos, ferros de plaina rom oavilhas, mcelas e pun-
Qoes, ludu preparado pelo lucidor aulor, e preco o
mais commodo possivel.
Cebla* baratas
Na Iravessa da Madre de Dos, armazem de Joao
Martins do Barros, vendem-se ceblas muito boas, e
muilissimo baratas.
Vende-se um moleque : na praca da Boa-Vis-
la n. 8.
Vende-se a casa da rua do l.ivramento n. 19,
rom urna boa e espacosa loja para qualquer genero
de negocio, um andar e soUo com commodos para
urna soflrivel familia. Esla casa ronde tic aluguel.
como se prova com os recibos dos que nella tem mo-
rado. 3605000, o o seu proprielario vende-a pelo
fado de relirar-s para o Rio : a tralar na rua larga
do Kosario n. 28, segundo andar.
Na loja das seis portas, em frente do Li-
. vramento ,
vendem-se roupaozinhos de escooez de laa e de seda
para meninas de 2 al anuos a (3000 ; manguitos
de fil bordados para senboras a IjOOO ; lencos de
rambraia brancos e pintados a 1C0 ; chilaa d bom
panno e bonitas a 160 e 180, c finas a 200 ; lili liso
e la.nido por preco commodo, a dinheiro a vista ; e
outros muilos restos de fazendas que quer trocar por
sedlas, para sorlir de blendas chegadns agora ; das
t horas da manhaa al as II da noile.
ATTENCAO*.
Venham, freaueze, sorlir-se de fazendas para vos-
Ur-se. O arrestante da loja que exista fechada na
rua do Crespo n. 19 est com ella aberla, e vende a
retalho as fazendas existentes por melade de seo.va-
lor ; a ellas, pois b que he bom dura pouco.
Vende-se urna muala de idade 30 annos. pou-
co mais ou menos, sem achaques, rozinha, lava c
engomma liso : na rua da Cruz do Recife n. 37.
Vende-se para pagar despezas de um inventa-
rio, urna preta que representa ler de idade 35 a 10
annos, boa lavadeira de sabao e brrela, oplima qui-
laudeira, e enlende alguma rnusa tle en/inda : as
pessoas que quizerem, prucurcm Un rua de S. Fran-
cisco n. 18.
Vende-se um escravo moco c bonito, proprio
para pagem : na rua do Cabuga n. 1, segundo an-
dar.
FIMO EM F0L1I4.
Na na do Amoiim n. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha muilo superior fumo cm folha de
todas as qualidades, para charutos, por preco com-
modo.
FEIJVO' MILATIMO.
Na rua do Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha muito supe.ior feijao mulalinho,
em saccas, por preco commodo.
Vende-se ac cm cndeles de um quintal, por
prec,o muito commodo : no armazem tle Me. Cal-
mont & Companhia, praca do Corpo Saulo n. 11.
Vende-se capim mais barato do qoe em oulri
parle : na Capunga, silio do Dr. Jacobina.
BRACOS DE ROMO.
Vendem-se estes excel-
lentes e bem conhecidos
bracos: na rua da Cadeia
do Recife n. 56 A.
Vendem-se 5 escravos, crioulos, mocos, de bo-
nitas figuras, e com habilidades : na rua'de Horlas
n. 60,
Vendem-se 2 escravas, rrioulas, de idade de 22
annos, boas figuras : na rua do l.ivraraenlo n. 4,
FAR1NHA E ARROZ DA TERRA,
Vendem-se saccas com familia e arroz da Ierra :
na rua da Cadeia do Recife, loja n.23.
Vende-se um lindo eavallo de raca oriental,
vindo ha pouco lempo do Rio da Prala, sem acha-
que algum : a tratar na rua do Collegio n. 16, pri-
meiro andar, ou na cocheira do Sr. major Sebastiao,
rua da Florentina.
Aa fabrica de espirilos da rua Direita n. 81,
novanjente aberla, vende-se alcool ratificado a ba-
ndo Maria, licor fino, enlre fino e ordinario, de dif-
forenlcs qualidades, em garrafa e cm ranadas, ge-
nebra em frascos c em caadas, agurdenlo do reino.
Unta preta e roxa para escrever feda em alcool fra-
ro, agua da Collonia em frasquinlios e em garrafas,
banda para cabello de diflerentcs cores, oleo tle ma-
cass, tudo bem preparado, e por preco commodo,
garrafal brancas vasiai, proprias para licor lino, oleo
de.ricino c xaropes.
Na rua Direita n. 53, taberna, tem urna porteo
de lijlo parlido, que se vende muilo cm conla para
desceupar a casa.
Vende-se urna taberna ua Soledade, na estrada
que vai para a Trempe, muilo afreguezada para a
Ierra ; vende-se porque o dono nao quer roais esle
negocio : a tratar na rua Direila n. 53, taberna.
A taberna da rua Direila n. 53, que foi de Ma-
noel BelelhoCordeiro, acha-se novamenle aborta e
bem sorlida, e vendo gneros muito mais baratos
do que em oulra qualquer baile, lano para o malo
como para a Ierra.
YIMO VERDE
a 320 a garrafa, (licuado prximamente do Porlo, e
mam de tomate, chegada prximamente tle Lisboa,
em talas tle 2 libras, a I^ODOrada la la : vende-se na
taberna da rua 'la Cadeia do Recife n. >, dcfronle
do berco Largo.
Para acabar
Na rua do Queimadn n. 38 vrndem-se corles de
casimira de cores a 3.-200 : em frente do becco da
Congregado.
PALITOS FRANCEZES.
lleoebeii-.e pelo ultimo navio francez um novo
soi tmenlo de palitos de panno tle 129 rs. para rima,
dilos de seda, tle briol, do laa muilo linos, de alpaca
de coros ; assim como chapeos de sol de seda cabos
to canna, niuiln grandes e fortes, proprios para a
presento eslac.'io, dilos de panno e tle seda tle (Ultras
muita qualidades, malas para \iagem~de lodo os
lamanhns : linio se vende por muilo menos proco
que em nutra qualquer parle, na rua do Collegio
numero i.
:s
LEONIE
A l$*00 rs. o covado,
js) Fazcnda nova ainda nflo vista nesle mcr- *
T cadn, cdegntla no ultimo navio viudo de Paris, '
'/ para veslido deseuhnra ; esla fazenda he to- "^
da de seda acolcboada, de um goslo variavel ^
vv e lem tima vara de largura: vende-se na J?
9 rua do Crespo, loja amarella n. 1, de Anlo- S>
fi mo Francisco Pereira. J
#->f<
Vendo-se um eavallo nlasao, multo novo, com
andares : na rua Nova n. 2.
@tf@-*!!!g-$.?@8
Vende-se
9 Crosdenaplos de sedas lizas furia-cores, la-
;;' /.onda limpa. sem 0 menor loque de mofo a
1?21HI cada covado, dilas de quadrns oscosse- vi;
$$ zes a 1;ltHI rs. : na roa do Crespo loja ama-
S relia n. de Amonio Francisco Pereira. Jg
a&}?-icr^ee-*a@
PIAlOi.
Joan P. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
em sua casa, na rua Nova n. 41, primeiro andar,
acha-se um sorlimenlo tle pianos de jacarando e mog-
no, os mcldores que lem al agora apparecido no
mercado, tanto pela sua harmoniosa e forte voz, co-
mo pela sua ronslriiccao. do armario e horisonlal,
da fabrica tle Corllard & Collard de Londres c de
autores os mais acreditados tle Allcmanha, os quaes
vende por proco razoaver. O annunciaule contina
a atinar c concertar pianos com perfeicao.
AOS SRS. DE ENGENHO.
COM rQliEf.0 TOQUE OE AVARIA.
Raeta encamada e amarella a 500 rs. o covado:
na roa do Crespo loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
ceimo mm
da melltor qualidade, e cltegado no tilti-
Ilanibnrgo, vende-se em
rua da Cruz n. I 0.
VENDAS.
Vende-se fumo em folha, vindo da Rabia, de
primeira e segunda qualidade, o meldor que ha no
mercado : a tratar com Manoel Jos Comes lira-a.
rua da Senzala Velha. padaria D. 98.
Vende-se familia de mandioca, cm saccas,
muito boa : a tratar com Manoel Jos Gomes Braga,
rua da Senzala Velha, padaria n. 98.
Vendem-se 2 escravos, mocos, crioulos : na
rua da Cruz n. 17*segundo andar.
Vendc-sc um relogio de ouro palele inglez,
hom regulador, com urna corrente, por preco com-
modo : na rua do Rangel n. 3t, primeira andar.
A*endc-se urna canoa nova de carreira e bem
construida, que pega 8 pessoas : na rua Imperial n.
171.
Vende-se umrabriolel e um carro de -i rodas,
novo, do ultimo goslo, por preco commodo : na rua
do Pires n.d8, casa de l'rcderico Jacques.
Vendem-se os seguintes livros, em bom esla-
do : Phrases de Tilo Livio, Horacio. Grammatica In-
gleza por Dr. Vicente Pereira do Reg, Thomson,
Geographia de Vellez, Atlas de Geographia por Ro-
cage, Eloqnencia Nacional, Potica de Carvalho, di-
ta de Vellez: quem quizer, dirija-se a taberna do
Retiro n. 26, que achara com quem tratar.
YASILIMIE.
Na rua da Praia. travesea do Carioca, armazem de
Antonio Pinlo de Sotiza< ha para vender urna poican
de barris de i." e de 3. proprios para mel, e muilo
em conla.
mo navio de
conta
ti a
ATTENCAO.
Na rua do irapiclie n. .ii, lia para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melltores que se
tem deseoberlo para este lim, por nao
exlialaiem o menor clieino, e apenas pe-
zam 10' libras, e custam o diminuto pre-
ro de 4.S000 rs. cada um.
Sodas de cores.
Vendem-se corle de vestido d> seda de cores com
17 e 18onvados, pelo barato prere de 2(fc*000 cada
um : na loja de4 portas, na ruado (Jueiraadon. 10.
SAIAS.
Na rua do Crespo n. 9, vendem-se
semv azenda interamente_iio>^^sOOO
rs. cada urna, e chales intitulados PALKK-
MO a I000 rs. : a elles,fregueses, que
a fa/.enda lie boa e barata.
Vendem-se novos os livros seguintes
por W. Scott! Os Puritanos, Waverley, O
Talismn, A prisao dEdinburrjo, Quin-
tino Durward, Ivanlioe, Juris Canonis
por Lequux : no aterro da Boa-Vista lo-
ja deourives, n. 68.
COGNAC VERDADERO.
Vende-se superior cognac, em arrafa, a 12SO0O
a tluzia, e 15280 a garrafa : na ru, nns Tanoeiros n.
2, primeiro andar, tlcfronle do T apiede Novo.
MoinhoH de vento
'ombombasdcrepuxopara regar liortas e baila,
derapim.iiafundioirodeD. W. Bowraan : na rua
do Bruin us. t, 8e 10.
NOVO SORT1MF.MO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escurra a 720 rs., dilos grandes 15200
rs., dilos brancos de algodao de pello e sem elle a
mitaco dos de papa, a 15200 rs. : na loja da rua
do Cropo n. 6.
CUESTO ROJIWO BRANCO.
Vemle-sc cemento romano branco. rhegatlo agora,
de superior qualidade. muilo superior ao do consu-
mo, om barrica o as linas : atraz dn Ibeatrn, arma-
zem de tahuas de pind.
Taixas pare engenhos.
Na fandicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua dn Brum, pastan-
do o chafari/. continua haver um
(imiileto sortimenlo de laixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carrefjam-sc cm ca i o
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cm casa de S. P. Jolms-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezcs.
Uelo{;ios patente inglez*
Chicotes de carro e de montara.
Candieitose casticaes bronzeados.
Chumbo em lenco!, barra e municao.
Farelio de Lisboa.
Lonas malezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de gra\a n. !I7.
Na ruado Trapichen. I (i, escriptorio
de Blandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de llussia, de
muito boa frualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores cmcaixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos."
Papel almarjo e de peso, branco e azul,
de boas rjualidadcs.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de f luzes de feilto ele-
fjante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade eommum, com o competente sec-
ca n te.
Em casa de J. Kellcr&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes piano vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna balanra romana com lodos os
seus pertenees.em bom uso e de 2,000 libias : qoem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Bom sortimenlo de brins, tanto para cai-
ra como para palito.
Ventle-se brim francez de quadros a tiO i vara,
dito a !)00 rs., tlilo a 15280, risoado de lislras de cor,
proprio para o mesmo lim a I (O o covado : na rua
do Crespo n. t.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu".
Vende-se por menos preco que em outra qualqucr
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Antlra-
tle & Companhia, ra da Cruz n. 19.
MMm E GRADES.
i'm lindo e variado sorlimenlo de modellos para
-vaf andas grnrtai,t>-de gnxla -modernismo : na
rondicSo da Aurora, em Sanio Amaro, e no deposi-
to da niesm, na rua do Brum.'
Na rua do Vigario n. 19. primeiro andar, ven-
de-se trelo novo, ebegado de Lisboa pela barca Gra-
tidiio.

Vende-se vinho de Brdeos, St.
Emilion, Pomerol, S. ulien, Pa-
villae, em garrafbes e rjuartolas : 5|
vinho de champagne, Sillerv, f2
Mousseux, em garrafis emeias ^
W garrafas: licores lino; todo de W
h3 qualidade superior e por preco
$) commodo: no escriptuo de J. (&
^r) P. Adottr &C, na rui da Cruz (A
|n^0. ^ S
CASEMIRAS A 25100 e 350K) O CORTE.
Na loja d Cuimaraes t\ ilenriiues, rua de Cres-
po n. 5, vendem-se corles de rasetiira ingleza, pelo
baratissimo preco de 2900 e 5OH) cada um.
DEPOSITO DO CHOCOLYTE HYGIE-
NICO DA FABRICA QLONIAL.
Este chocolate, o nico 'reparado com
substancias puras, nutritraa e hvpieni-
cas: vende-se em casa de I Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 2..
Precos:
Extra-fino. '. j00 a lib.
Superior. 1K)
Fino......'(JO
. CEMENTO MIAO.
\ ende-sesuperior cemento eniianicas e a rela-
Iho, no armazem da rua da Cad<,a de Sanio Anto-
nio de materiaes por preco mais n conla.
COBERTORES ESKROS E
BRANCOS.
Na rua do Crcspo.loja da esqua que volla para a
cadeia. vendem-se cobertores es4 ros, proprios para
escravos, a 720, dilos grande. em eocorpados, a
15280, ditos brancos a 15200, t"//tfs com pello mi-
ando os de la a 15280, dilo.He laa a 29100 cada
um.
SARJA PRETA.E SETIffl
MAGA'O
Na rua to (.respo, loja 11. ti
sarja hespanhola, muito larga,
1I0 25:100 e 2)600 o covado, sel
:l5200 o covado, panno prelo de'kjooo, 45000,".">3000
e I5OOO o covado.
vende-se superior
lo diminuto proco
macno a 25800o
FABINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior fari |w de mandio-
ca, em saccas que tem u a dqueire, me-
dida velha, por preco Commodo: nos
armazens n. ">, 5 e 7 defl0nte da escadi-
nha, e no armazem dcfrcnte da porta da
alfandega, 011 a tratar uh escriptorio de
Novaes tS C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
CEMENTO R
Vende-se superior cemento |)arrjcas grandes ;
assim como lambem vendem
tdealro, armazem de Joaquina
Riscado de listt as de
para palitos, calcase
o covado.
Vende-se na rua do Crespo^ us, da esqona qae
volla para a cadeia. ^
MASO.
e as linas : alraz do
opes de Alinela.
ores, proprio
aquetas, a 160
Chales de merino' de bom goslo
vo;i.;d,,rdo Cre5po- *> --
, ^l^!rPrf!"' ,"*19' Vcnilc-se "" n.'*o
para qualquer eslabelecmcnlo, e ,ambcm ccde-se a
caso*
- Vende-se um prelo moc0 rororcado,
na rua
VIDROS
para lodo rvn-^, : na rua Trapicho '. ,.
v.i AllA VIDIUCAS.
FreUj i?J'" "'", C'n Rarlhomeu
tranctsco Je Souza, rua larga ,i0 Kosario n. 36.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhii;
em Saiito Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores
PECHINCIIA E MUS PECIII\OI\.
NA ItUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Mor eir.
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, um
magnifica sorlimenlo de borzeguios para senhora,
lotlus f I -- ....... <ui '.^ .<->..*.^. 1111 'lile
sao leitos e consistencia da obra, multe devem agra-
da AirtSr**C,nd* ,,m ,i,fU' I'"!'V apenas he
" ^'" l',r. pago, na octisd ja.entrega.
YINHODO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BARRIS DE OITAVI.
\ ende-se a pre?o commodo : no armazem tle
Barroca cV Castro,na rua da Cadeia dn Keafe nume-
ro 4.
ELOGIOS DE ALGIBEIRA
ingl>ze tle patente : vendem-se a preeo muito corrl-
modo, no armazem de Barroca & Castro, rua da
Cadeia to Recife n.4.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
l'ehre loda especie.
Cola
lleinorrhoidas.
llydropisia.
Ictericia.
lniligesldes.
Inll.ininiaciics.
Irregularidades da mens-
Iriiaco.
I.ombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
(ihstrurcao de ventre.
1'hlhisicaou coosem|icjo
pulmonar.
K'dene.oi d'ourina.
Rheumalismo.
S\ mplomas secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras;
Venreo mal '
(^ POTASSA BRASILEIRA. @
() Vende-se superior potassa, fa-
^ hricada no Rio de Janeiro, che-
(a jada 1 eccntemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
. seus lions ell'eitos ja' experimen-
9j tados: na rua da Cruz.n. 20, ar-
ma/.etn de L. Leconte Feron &
O Companhia. Jp
Vende-se excellenle tahoado de pinho, recen-
lemenle rhegado da America : na ru 1 de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Beriin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
V O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Christao.
Sabio a luz a '2.' odicao do livrinho denominado
Devoto Cdrishlo,mais correlo e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. ti o s da praea da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, vioiao e flauta,'como
scjam,quadrillia3, valsas, redowas, scho-
tickes, intu ni lias, tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Jpneiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle edegados, de exeelleulcs vozes, e precos com-
modos em casa de N. O. Bieber \ Companhia, rua
da Cruz 11. 4.
Vendem-se lonas la Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C,. rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste cstabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com en borla e os com:
ptenles arreios para um eavallo, tudo quasi oovo
par? ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr-
Miguel Segeiro, e para tralar noKecife rua to Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
Accidentes epilpticos.
AIpureas.
Ampotas.
Areias mal d' .
Aslhma.
Clicas. #
Convulscs.
Debilidade ou exlenaa-
cao.
Debilidade ou falla de
forras para qualquer
rousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
tt nos rins.
Doreza no venlre.
Enfermidades no usado.
tt venreas
Enxaqueca.
liervsipela.
I'ebres biliosas.
intermitientes.
Vendem-se estas pillas no estabelecmienlo gera
tle l.oudres, o. 2*4, Strand. e na luja d todos os
boticarios, droguistas e outras pessoas ncarregadas
tle sua venda em toda a America do Sul, Havana e
Despatilla.
Vende-se as bocelinhas a800 ris. Cada urna del-
tas eontcm um msIrurcAo em porlugnez para ex-
plicar o modo tle se usar d'eslas pilulas.
O deposito gcral lie em casa ito Sr. Soum, phar-
maceutlco, na rua da Cruz n. >', em l'eruam-
buco.
AS PECHIECHAS DA CALI-
FORNIA ANDA NAO SE
ACABARAI, CHEGEM AO
PASSEIO PUBLICO 1. 9
PARA SE INFORMAR.
Vendem-se pecas de ma-
dapolao a 500, 2,00,
3.000 e 5,500 rs., pecas
de algodao a 800, 1,000,
1,280, 1,600 e 2,000 rs.,
em varas a 100 rs., a el-
las que destas fortunas
apparecein poucas.
Vende-se superior familia de mandioca de
Santa Calhariiia : a tratar no escriptorio da rua da
Cruz ii. -tt), com laac Curio A C.
ESCRAVOS FGIDOS."""
Deposito de vinho de cham-
Ctagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propredade do conde
de Marcttil, ruada Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
i rio.s'OOO n. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fc-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vendo-so muito superior potassa da
Itussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins Che-
gada reccnlemente da America.
__ Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Becife, de Henry Gihson, os mais "superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
PLELAS HOLLOWAY
Este inoslimavel especifico, composto inteiramen-
Ic tle hervas medicioaej, nao cnnlm mercurio, nem
oulra alsuma substancia delecterea. Beniguo mais
lenra infancia, e a compleicao mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o mal
na compleicao mais robusta ; he inleiramente inno-
cente em suas operaroes e elTeilos ; pois busca e re-
move as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lonaz.es que sejam.
Enlre iiulhares de pessoas coradas rom esle re-
medio, militas queja eslavam ns portas da morle.
perseverando em seu uso, conseguirn) recobrar a
saidc e forras, depois de haver tentado intilmente
lodos os niilros^emedios.
As mais alllictaino devem cnlregar-re desespe-
ra rao ; facam uro*competente ensato dos eQicazei
efleilos desla assomhrosa medicina, e prestes recu-
peradlo o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em tomar esse remedio para
qualquer das seguintes enfermidades :
Desappareceii no dia 17 de abril do corrente
anno a escra,va, crenla, de nomc Joanna, edr pouco
fula, de idade :M) anuos, pouco mais ou menos, esta-
tura Alia e magra, tara, comprida, orelhas nao fura-
das.lem 3 marcas de vacina no braco direito em forma
de triangulo, oolras marcas pelas cosas, e urna em
cima do nariz ; quando se chama pelo seu nome as-
susia-se c olha por liaixo ; levou um veslido de od-
la r\a desbotado, poreui em quanto a roupa ella
costuma mudar, dent como o seu nome qoaodo a
vAu apprebender, e diz a nns que be Torra e a ou-
tros que j esl vendida, lio desdentada da parle
de cima, leudo dous denles do lado, costuma audar
pela Boa-Visla : roga-se a qualquer pessoa que a
capturar. Uve-a rua da Senzala Velha o. 134, que
sera recompensada.
Desappareceu no dia 27 do mez de dezembrn
dn anuo de ls."i, um cabriuha de nome Daniel, es-'
cravo, perlencenle ao abaixo assignado ; reprsenla
ler 12 a 13 annos de idade, penco mais ou menos,
com os signaes seguintes : edr um tinto escara, ca-
brea pequea, roslo descarnado, odos vivos; nariz
um lauto lilade?, bocea composla, pes pequeos, e
em um delles urna cicatriz de mal de bobas, cabello
um lauto lanzudo ; foi visto em Po-d'Alho na noilj
to mesmo dia cm qne fugio. Esle cabritilla he lilho
de urna mulata de nome Luiza, que pelos annos de
1812 a In 1 morava na rua do Sebo desla cidade,
perlo do sobrado que oulr"ora pertenceu ao Sr. ma-
jor Joo dos Santos Nnnes de Oliveira ; ignora-se o
nome do senhor da mulata : quem o capturar leve-o
ao engenho Aldeia, na freguezia de Traconhaem, que
sera generosamente gratificado.
Jos Januario Soaret Ferrara.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 6 de dezembro do anno pro-
simo passado. Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
ta, cr acahoclada ; lcvou um vestido de chita com
lislras cor de rosa e de caf, e oulro tambem de chi-
ta bronco com palmas, um lenco amarillo no pesco-
c,o j desbolado: quem a apprebender couduza-a a
Apiparos, noOileiro, em casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo n. 17,
qae receber a gratincacao 'cima.
Desappareceu no dia 2 do crrenla, do enge
olio Pasilinga, am escravo. erioolo, de nome Flo-
rencio, com trinta annos de idade, [sonco mais est
menos, lendo os signaes seguintes : bastante pre-
lo, estatura regular, barbado, rara descarnada, um
pouco doiitiicu, olhos apilombados, urna cicatriz na
auela e oulra na barriga, pomas finas, p* torios que
mostram ter sido cambados, denles podres e falla tle
alguns na frente, e falla alm tlisso um pouco atra-
vessado ; desconfia-se que seguisse ao termo de Na-
zarelh : roga-se a qualquer pessoa, que spprehen-
de-lo, leve-o ao referido engenho, que ser bem
recompensado.
Na qaarla-feira de Irevas desappareceu de casa
to major Antonio da Silva CusmAo, rua Imperial
u. M. a -na escrava Thercza, representa ter (O an-
nos, pouco mais ou menos, baia, um pouco refor-
jada, cabellos brancos, testa eslroita, olhos um pou-
co aperlados, nadegas muilo salientes, que parece
Irazer pannos para faze-las apparecer, pnrom sao
-oaluraes, lem em um dos lados das costas bastantes
calombos, e em um dos pos o dedo junio ap miuimo
Irepado por rima dos outros ; levou vestido de edita
cor de rafe com flores miudas : qoem a pegar, leve-a
i indicada casa, que ser generosamente recompen-
sado.
Desappareceu do engenho" Aguas Clara, no
dia .*> de abril protimo pas-adn, nm moleque por
nome Benedicto, crioulo, de idade IX anuos, haim,
c alguma cousa cheio do corpo, a phisionomia indi-
ca mais idade do que o lamanhn, falla baivo. e nes-
sa orcasiAo qoasi sempre acea eom as maos e cibe-
ra, levou camisa eceronla de algudaozinhe, foi es-
cravo da Sra. D. I mbelina. viova do fallecido Ro-
ma : quem o penar pode enlrega-lo nesla praca na
rua do l.ivramento n. 20, cm casa de Correia & Ir-
mao mi no mesmo engenho, que ser bem grati-
ficado.
PERN. TYP.DE M. F. DE FARI A. 1855.
MUTILADO


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