Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01017


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Full Text
ANUO XXXI. N. 101.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
\
~\
QUARTA FEIRA 2 DE MAIO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
nanas*
DIARIO DE
ENGARBERADOS DA SUIISCRIPC.VO-
Bee, o prnprieterio M. V. de Fara ; Kio de Ja-
neiro, Sr. Joan Pereira Marlins; Babia, o Sr. 1).
Duprad: Marcu, o Se. Joaquim Bernardo te M"ii-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Virlor ila Nalivi-
dadc ; Natal, o Sr. Joaqun) lanicio Pereira Jnnior ;
Aracaly, o Sr. Amonio de Lomos Brasa; Ceara, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; MaranhAo, o Sr. Joa-
quiin Marques Rodrigues ; Pianli), i Sr. Domingos
llerculaiio Arkiles Pessoa Cearenee ; Para, oSr. Jus-
tillo J. Hamos ; Amazona, o Sr. Jcronymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por tj>.
. Paris-, 3 a KM) rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio-le Janeiro, 2 1/2 por 0/0 Je rebate,
ccoes do banco 10 0/0 de premio.
da companlna de ISebcribe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Diseonlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Uuro.Oncea hespanholas* ,
Modas de 60400 velbas.
> de 03400 novas.
de 49000. .
l'rala.Patacocs brasileos. .
Pesos columnarios, .
u mexicanos. .
PARTIDA DOS COMICIOS.
29*000 ( Olui.la, lodos os d.as
103000 j Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
109000 \ illa-Helia, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
9i5000 Goianna e l'arahiba, segundas e sextas-feiras
19940
19940
13800
Victoria e Natal, as quintas- feiras
PREAMAR DK IIOJK.
Priineira s > boras e 1S minutos da manha
Segunda s !> horas e 42 minutos da lardj)
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commeicto, segundase quintas-feiras
Rehagan, icrrjas-feiras e'sabbados
Fazenda, tercas e sextas-letras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
I* vara clocivel, segundas e sextas ao mcio dia
2* vara do civel, quarlas e salibados ao mcio dia
F.PIII.MF.lilDKS. DAS DA SEMANA.
Maio 2 La cheia as 3 horas, P minutos e 30 Segunda. S. Catuarinadc Sena v.
1 Terca. Ss. Felippi! e Tiago ap. ; S. Segismundo
39 segundos da munha.
9 Quaiio minguanlc as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manlia.
10 La nova a 1 horas 43 minutos*
, 30 segundos da tarde
23 Qttario creseente as 10 horas 18-
37minutos 40 segundos da manha
2 Quarla. S. Molala rainha v. ; S. Vindimal.
3 Quinta. Iuvoncao da S. Cruz; S. Rodopiano.
4 Sexta. S. Monica v. ; mi de S. Agoslinbo
6 Sabbado. A converro do S. Agostinlm; S. Po
7 Domingo. 4. dopois de l'ascoa. HaternifonV
dSS. Virgcm Mi de Daos. S. Heliodoro.
parte rnciiL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expaalnte do la 36 4* abril
Ollicio Ao Exm. marechal commandanle das
armas, ilizcndo em primeiro luaar que acaba de ex-
pedir as convenientes ordeus. nao s para ser enlre-
sue ao almoxarife da fortaleza do Brum, a quntin
que nos termo- do arl. 53 das in?lrucc<*s de 10 de
Janeiro do 1813, se abona para guisameiito da res-
pectiva capella, jnas lambem para serein feitos os
moceros de que precisa o sino delta, e em segundo
que para ler lugar o forneciincnlo dos ornamentos
necessarios a mesma capella, lie misler que se envi
a secretaria da presidencia orna relajo delles.
Dito Ao director das obras publicas.Tendo-se
verificado autnticamente do atistalo, qae remel-
le Y me. com o seu ollicio n. 17ti. do medico da le-
gacAo brasileira em Pars, rcrliliciiiilo adiarse
(tenle uaquella cidade, o ajiid-nle de engenheiro
dessa repartidlo Joaquim Pires Caruciro Monleiro,
pode Vine, mandar abonar-llie as faltas sobre que
versa o requerimenlo delle por Vmc. informado eni
13 de marco ultimo, cumprindo purem que marque
ao mesmo ajudanle de engenheiro um prazo razoa-
vel, dentro do qvul iltve impreterivelmente apre-
sentar-se tiesta repartir*). Kemetteu-se copia do
uflkio cima thesouraria provincial.
27
OflicinAo Evm. presidente do Rio Grande do
Nuri, dizendo que com a importancia da leltra que
S. Exc. remellen foram indemnisados os machiuis-
las C. Slarr & Companhia ; conforme consta do re-
cibo que envia, do valor das grades fcitas para a
radeia daqaetla capital.
DitoAo Exm. direclorgeraldainstruccAo publica,
nleirando-o de haver concedido dous mezes delicen-
ca com ordenado ao professor publico de prmeiras
lellras da villa do Brejo Manoel de Mello Alhu-
quer. Igual corainuoicacu se fez a thesouraria
provincial.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Deferindo os requerimenlos, que por intermedio do
marechal coromandantedas armas, me enderezaran)
os alteres do segundo batalhAo de infanlaria Al.ili-
ba Hilarte Godinho e Antonio Dionisio de Souto Go-
ilim, recoramendo V. S. que mande entregar men-
sahnerrie Antonio Pereira de Oliveira Ramos, a
contar do primeiro de maio a selembro deste auno,
a qnantia de 200 res,por cotila do sold ilo primei-
ro dos referidos alfares, e a 0. Mcquilina Gerlrudes
da AssumpcSo, a principiar do mencionado mez maio em diante a de i ."ir* reis.qne sera deducida dos
vencimentos do ultimo dos referidos ofliciaes ; fazen-
do-se as convenientes declararles as respectivas
guias. Ooroujuuico-se ao marecli.il cumBUHiamr-) "
le das armas.
Dito.Aojuiz relator da juta de juslica, Irans-
miltindoiim para sercm relatados rm scssAo da mesma
janla osproeeMos verbaesdos soldados do 2o bala-
Ibno de infanlaria Roberto Marques de Sou*a e Izi-
dro Baptisla do Rosario. Participou ao mare-
chal eoromandanle das armas. .
Dito Ao director do .arsenal de guerra, coin-
municando, qae segundo constou de aviso da repar-
tieAo da guerra le 1 do correte, fura Horneado o
rapitAo do 2o batalhAo de artilharia a pe JoAo Evan-
gelista Ncry da Fonceca para aju rectoria.
Portara Nome-indo.nlerir.amenle ao Dr. JoAo
Ferrcira da Silva, para exercer as fiincfOes de pro-
veilor dasaude do porto desla capital visto, ler fal-
lecido o l)r. I.uiz de Franca Muniz Tavares que
occopava aquelle lugar. Fizeram-se as necessa-
rias rommoniearcs a respeilo.
Dita Ao agente da companhia das barcas de va-
por, recominendando a expedicAo le suas ordens,
para qae no vapor qae se espera do norte sejam
transportadas as pracas abaixo declaradas.
Para a corle.
Soldado, Manoel Jos de Figueiredo.
Para a Baha.
Soldado, JoAo Soares Martina.
Desertor, Jo.iqom Marinho Falrio.
Para as Alagoas.
Soldado,' Manoel Caelano.
i) Nicolao Fidelis.
Para a Parahiba no vapor qne se espera do sul.
>.* Cadete, "Jos Joaquim de Figueiredo Pcrnam-
huco.
Cabo, JoAo de Souza Maciel.
Carlos Frederico Kapoir.
Soldado, Joaquim Pedro do Natcimcnlo.
a Francisco Pereira da Cesta.
C.ommunicou-se ao marechal rommamlanle das
armas.
-28-
OflicioAo Exm. marechal commandanle das armas
litendo queem vista .da informal ,1o do inspector da
thesouraria de fazenda,comfielemao major Carlos de
Moraes CamisAo, pel.i eommissAo''en que actual
mente se acha, as vaiilagcns marcdas na tabella o.
1. da que traa o arl. 2> do decreto do,IO de Janei-
ro de I8W; resohnjSo de 1"> ile dezembro do mesmo
anuo, e art. H. do decreto n. 542 de 21 de maio de
1H.V), e qoanlo a vinila do capilAo Jos Alselo de
.Moran Rogo, para o balalhao a que perlence, pode
S. Exc. resolver a respeilo o que lhe_ parecer mais,
conveniente. -
DitoAo Exm. prndenle do conselho admi-
nistrativo do patrimonio dos orphAos, declarando que
no sen impedimento, deve ser aquelle conselho pre
sidido pelo primeiro vogal, c na falla desle pelo se-
gundo,
DiloAo inspector da thesouraria de fazenda, rc-
commendando a expedidlo de suas ordens, para que
o i-ollector de diversas rendas de Goianna se encar-
rejue interinamente da agencia do correio naquel-
la cidade, logo que ncslc sentido receba communi-
cacao do respectivo administrador.Communicou-
se a este.
DiloJ.o mesmo, inteiraudo-o de haver fallecido
na cidade de Nazareth, o aleres do 9. batalhAo de
infantaria Arsenio de Saiila-Anna l.eitAo.
DitoAo mesmo, dizendo que, com a copia que
remelle da informarAo do lenle coronel comman-
danle do 10. batalhAo de infanlaria,ministrada acer-
ca do requerimenlo, que devolve, do particular. I"
sargento do mesmo batalhAo Coriolano de Castro e
Silva, salislaz a requisicAo da contadoria d'aquella
thesouraria.
DitoAo mesmo, (ransmittindo por copia, afim
de que o faca constar ao administrador do correio,
nao so o avi*o sob n. 17 expedido pela 'reparlieflo
dos cslr.ingeiros, em dala de 2S de novembro ultimo
ao qual van anuexas as olas a que se elle refere,
mas lambem o de n. 3 de i9 de mareo desle auno,
acompanhado da tradiicrAo da nula n. 17, dirigida
aquella repartidlo pela lega^An de S. M. Britni-
co na corle, e oulrosim de un ollicio do correio ge"
ral de nula! -na, declarando que, depois que cele-
brou o contrato com a companhia de Liverpool, ne-
nlium porle se lem levado pelas gazetas transpor-
tadas desle imperio para a GrAa-Brelanha nos va-
pores ncrlencentcs mesma companhia.
DiloAo juit relator da jimia de juslica, Irans-
millindo, para ser relaladoem sessAo da mesma jun-
ta o processo verbal do soldado do i). batalhAo de
infanlaria Pedro Manuel.Par(icipou-se ao mare-
chal commandanle das armas. .
DiloAo director doarsnal de guerra, para mau-
lar fornecer ao conselho administrativo do patri-
monio d 4 orphAos, para o seu uzo, um sinele das
armas imperiaes com a competente legenda.Com-
municou-se ao presidente do referido conselho
DiloAo ronim ni lano do corpo de polica, re-
conimendando que com urneucia informe se u'aqucl-
le corpo lia l'orc/i cum que se poss augmentar o
palrulhameiilo noclurno desta cidade da meia noile
lara o dia, segundo requsituu o chefe de pol.cia.
DiloAo inspector da thesouraria provincial, para
que depois de prestada a compelente flanea mande
entregar ao vigario da freguezia de Cimbres, padre
Jos Malinas Itihciro, um conlo de ris para ser
applicado as obras da matriz d'aquella freguezia,
ib-vendo semelliante qnantia ser tirada por conla da
consignaco doart. l."i da le do ornamento vigente.
DitoAo ine-ino. transmillipdo por copia a Ymc.
para sen couliecimeiftn a portara de O do correle
pela qual resolv non.ear urna coinmissAo para exa-
minar a ue-IAo vlos negocios da repartieAo das obras
publicas, e bem assim a do 21 desle mez, em adita-
mento a aquella, lenho a rccommendar-lhe, que ba-
ja do ministrar a mema commissAo, todos os escla-
reciincnlos, mostrando e cnlrogando os livros, papis
mais objerlos que Ihe l'oreni requisitados pelo-i
membros i\a referida rommissao.
Dito-.TfTprel 11PItfP Sl'IL'ljMi'da eouunis-.lo
de exame da rcparli^Ao das obras publicas.Em res-
posla ao oflieio que \iiic. me dirigiram cea)data
de limiten), lenho a dizrr-lhcs nao su, que lien in-
teirado de ler liilo lojtar nesse mesmo dia a primei-
ra reutuAo da i-niniuissAo Horneada phra examinar
a geslAo dos negocios da reparlieao das obras pu-
blii'as como lambem, que ja temi ordenadoao di-
feclor da mencionada repartieAo, que a franqueas-
sc a comnns-ao,proporcionando lodosos mciospara
sen bom desempeulio, romo vcrAo Ymcs. da copia
junta, acabo ile ofliciar a liie-onraria provincial,
para liiiTstrar lodos o esclarecimenlos, moslrando
e entiesando os livros, papis e i"ais objectos que
a mesma commr*lV( 'Kirnlsitar ; |de-'.-j e>la cha-
mar a suapresenej quaes quer empregados da re-
parlie i ilas obras publicas, nAo s para assistircm
40S exames, como para darera lodos os esclarecimen-
tos c informaees precisas.
Portara Maulaiidoailtnillir aoservieo doexercilo
como voliinlario por lempo de seis annos ao paisano
Manoel Flix de Araujo, que percebera alm dos
vencimentos que por lei Ihe competirem o premio
dc3OU9900. Expediram-se as necessarias commu-
nicaeoes a respeilo.
DitaNomcaiidu ne conformidade com .i proposla
do i lud- de polica para supplcntes do subdelegado
da freguezia da lt>a-Vista, da comarca domesino no-
nie, aos cidadAos seguinles:
2." Suppleulc Manuel Jos da Cruz.
3." rieiiienliiio Pereira Brandan.
i." Anlouio Pereira Brandan.
")." Joaquim Alves dos Sanios.
>.* Ai.Ionio de Ara ojo Rucha.
Cummmiicou-sc ao referido chefe.
lillaI) presidente da provincia, em observan-
cia do disposlo no arl. 2. do regulamenlo de I i de
dezembro de ISJ, resulve distribuir pela forma
indicada Ha tabella inclusa, o numero de 300 remi-
tas, que, cnido o aviso circular da repartieAo da
guerra de 23de feverciro ultimo deve dar esta pro-
vincia para n excrcilo no prximo futuro auno li-
naucciro.
diado, Juse liinoceucio Pereira da Costa, Jos Bra-
/ilino da Silva e Umbeliao Guedcs de Melln, alim
de depnrein no processo inslairrado por crime de
responsabilidadc conlra Francisco Jos da Fonceca
GuimarAe.s.ex-colIcctnr do municipio do Rio Formo-
so.Cominunicou-se aojuiz de dirciloda segunda
vara.
DiloAo mesmo, communicando que, por decre-
to de 2(i de mareo iillimn, seuundo conslou de par-
ticipaeqo da secretaria do ministerio da justiea. Tora
removido o desembarsador Firmino Pereira Mon-
leiro, da relaeAo de,le dislriclo para a do Rio de Ja-
neiro.
DitoAo mesmo, inleirando-o de haver o Dr.
Joan Ferrcira da Silva participado que entrara 110
exercicio do lugar de provedor da saude do porto
desla cidade.
Dito\o juit relator da junta da juslica, liana-
mitlindo.para seren relatados em scsso da mesma
junta, os proce-sos dos soldados do meio batalhAo
provisorio da l'arahiba Manoel Francisco las Mer-
ces e l.aurcnlino Jos de Santa Anua.Participou
se ao F.un. presidente d'aquella provincia.
DitoAo director do arsenal de guerra, para
mandar alistar na companhia de a prend es d'aquel-
le arsenal, depois de satisfeilo o disposlo no arl. i.
do regulamenlo de 3 de dezembro de 1812, o me-
nor Ernesto,lilho da tinada Auna Guilliermiua Bri-
jn.Olciou-se a respeilo ao piiz de orphAos desle
(crino.
DitoAo inspector da thesouraria provincial,
cominuuicaudu haver approvado a compra que o
director das obras publicas mandn fazer de 782
alqueires de cal, sendo (i5f'> da preta a 380 ris, e
136 da branca a 15H0 rcis par obra da casa de de-
leueAo, bem como de urna duzia de pas de ferro
por II9OOO ris, e de i> olivada- calcadas de ac.o a
800 ris cada urna, para o calcamenlo das ras des-
la cidade.Cominunicou-sc ao mencionado direc-
tor.
DitoA cmara municipal da cidade da Victoria,
dizendo que.com a copia que remelle da iufuruia-
cio do direclor das obras pblicas, responde ao ofli-
cio daquella cmara sob n. 10,rcla(ivamerileao pon-
to em que deveril terminar a estrada que se dirige
desta capital a mencionada cidade.
DiloA junta qualilieadora da freguezia de
llambaccusando recebidaa lisia geral dos cidadaus
qualilicados votantes n'aquella freguezia.
gar que no existe essa ulilidade real: quaulo se-
gunda, baver dinheiro para a edifleacu de um
quarlel, de duas (hesourarias c de um palacio para
a residencia do governu '.' Que edificios haverao em
S. Jn*6, quesirvam lemporariamenle para laes mis-
teres? Forte 111.lina de inuovaces vai lavrando na
capital Os que islo qiicrem nao penara, imagi-
nan! : se pensassem, nao quereriam. mas como id
iinaginoiii, querem : so pensassem, conheeeriain as
mposaibilidadea ; e porque smenle imaginan!, lem
loda a liberdade de facilitar os meios, de destruir as
dillieiiidades, e al de crear edificios com aquella
en_:onlio 'l'amalaudiiba, consla-me, fura deniillido :
nica pena que o delegado Villar aclinu anloga
para punir um crime, que mais larde minar os
alicerces do edificio social !.. Aprentar-sc um len-
le de polica, cerrado de hometis sem moralidad)-,
encanecidos no crime, aguardando um momento
para saciarem-se no sangue da seus desalfeclo-i,
prosliluindo o leinplo do Senhor, e zomhaiido dos
< "ii-ellios do sacerdote, que revestido dos hbitos de
sua prolissao. adverlia-os de seus erros, e ludo li-
car impune '. '.'. Lina demissAo lie, ou sera porven-
tura urna pena para ilesallt'onlar a le, piildicameii-
virtude com que Dos disse : Fiat I11.1; c appa- le escarnecida 1 NAo, por cerlo.
recen a luz Fique esse embrulho para ceva de in O Sr. Villar nao pudera contestar, que eneontran-
lrii:as na assembl-Ji. ; do no mesmo dia, que Uvera lugar a sedieao, em o
(.liiando li o que disse o seu correspondente da 1 engenho indicado, com Ircs dosriimpliees, c porque
IHTEROR.
0 mm* DAS HLHERES. (*)
Por taalo Feval.
SEGUNDA PARTE.
Tabella
que se refere o ollicio supra.
Comarca.'.
Rccife. . 7 i
t'.abo. . 19
Pod'AIno. . II
Sanio Antao. . 17
Na/.arelh . 17
Goianna . 2>
I.iino.oio . 28
Rio Fonnoso. . 96
Brejo . 18
Garanhuns. . 36
Flores. . , 19
Boa-Visla. . 40
Bonito. . 27
3)
30
1 Mln-inAo inspector da thesouraria de fazeuda.re-
coiiiiiieud.nulo que fara comparecer no dia 3 de
maio vindouro.as II) horas da inanhAa, na sala das
audiencias, os empregados d'aquella Ihesouraria An-
tonio I.ni/, do Ain.nal e Silva, Jos Delinques >l,i-
COBRESt?ONDENClAS lio Dl.vttU) DE
I'EHXAMIIICO.
Rio Grande do Norte-
_^* __GoUniiiub l-J de aliril..- -
Em linfque os sjus leilores desla provincia se lem
visto em talas para saberem quem ha o Caurubcrl
Dtateme, quem o Czar, quaes os .///indos, etc.,
etc., e donde provem esta ferngem, qae (hlliculta
o couhecimeiito do que compre saber '.' E11 penan
que cada um sabe o que be pelas tendencias que
lem ; mas faz cunta ir lingindo ignorancia. As co-
incidencias, porin, vAo sellando a veranda.I do
que a respeilo Ihe lenho cscriplo : pelas noticias de
Vienna sabe-se que na Eurupa o Canroberl ficra
ferido : oulro lauto vai aconlccendo na iiiinha ca-
pital ; o Czar natalense lem dado suas rearada*
110 Canrobert ; o este se acha erido debaixo da ata
exquerda ; e como os tiros sAo cerleiros, punco falla
para Ihefcrir o corajAo ; c nesle caso... ai do meu
Canroberl Pobre mojo ja se acha bem humilha-
do ; e creio que uAo pora duvida em sujeitar-sc a
quaesquer condicoes, qae Ihe impozer o Czar. Res-
la agora saber o que sera dos liadas, perdendo o
seu general 1 Fique a decisAo para ouira vez : com
esta pc.inona explicarlo das preacadas licara
sendo cunhecito o Canroberl, ser, que eu tenia de-
clarado poi seu nome.
Estive na capital, assisli aos actos da semana san-
ia, que esleve boa : e entre as uovidades do lempo
observei urna aova religue, que n- />.-cus van ad-
inillindo com pasmoso incremento. No domingo de
Hamos vi alguns dos jorens do bom r mc'/ior tom,
que conservavain as nanea seus livros em formato
de oilavo com capas de diversas cores o douradas :
achei lau bonito., que nAo me farlei de mralos, e
pude ler a titulo do frontispicio, que era Manual
de Missa. Tirei-me dos meus cuidados e louvci a
Dos, por se ler dignado de inspirar aquella moci
dade a meditar na sua sacro-santa paixAo. Pasmei
de ver a juvenludc nAo se envergonhar de ser ehris-
1.1 a Mas, meu amigo, quaulo me euganei Por
acaso, 11111 dos jovens desalTerrou-se do seuMa-
nual de Missa, e a curiosidade me chamou a que
lessealguma pagina daquella livro ; e abrinilo-o...
era tuna caixinha de perfumara que apenas
linha a forma de lvro no exterior Veja Vine,
al onde pude chegar a immoralidade <^>ue novo
melhoilo de meditar na paivao do Rcdcinptor se v.ii
inlroduziiido na capital Por muilo menos disse em
seu lempo o prophela Isaias : lcee quomodo lie-
cletia luget, quia /it eju* spreceiunl eam. E
que anda hajam pas de familias, que tenham olhos
e nao vejam esta devassido I
Tambem ouvi clamar contra o encarregado da
|>assagem doSal-jado, oqnal, porvirtude do con-
trato, devendo conservar duas canoas durante o dia,
urna quem c outra alm do rio, apenas lem ulna,
e na hora que Ihe apaz! Mesmo assim, elle esla
na plena e pacfica fruieao do produelo do con-
trato !
Muilo se fallava na mudanra da capital para a ci-
dade de S. Jos de Mipib ; e para islo se conseguir
havia empenhns para os illuslrissimos da provincial.
Como nao seja maleria dogmtica, entendo que pos-
so aqu fazer minbas humildes observaees. Duas
cousas sao necessarias saher-se: 1., se be til;
2." se lia-omina indispensavel para a realisacao des-
sa mudanra! sobre a primeira anda nao ouvi as
provas aos que a querem ; razAo bstanle para jul-
1
> S
i
CAl'ITU.O XII
l'irginia oi a amante de ithelrcd.
(liman de Pariscxetce sua influencia sobre osqua-
Iro cantos da Franca. Um bello dia as raparigas
mais jovens, mais bellas, e mais vivas silo atacadas
por essa esp/f re de nostalgia as avessas, que consiste
em deixar u ledo paterno para ver c ler. Ellas par-
lera, e vAo leimir-se a nm regiment semprc em
presenra do perigK, e incessantenienle dizimado pe-
la miseria, indo -oilVimenlo e pelo prazer. Cbccam
bem armadas, totolo os dedos promplos para o tra-
badlo, o semblante fresco, e o olhar accirado como
urna Trecha de Cupido, c eutratn logo na bata-
Iba...
( oiladiiibas Devemns confe/sar que aquellas,que
, li-l.iin-.-e assim, B*e sAo os iiieiures coraces da
aldea.
0 romance camponez preceden 1 epopea parisien-
se. Chlo fui engaada por llaplmis, Cbloe. qua or-
denhava as vacca, Dapbnis debulbador. Chlo cor-
leu a Paris para vingar-aa. Cuilado nella !
1 aiichon viva Irauquilln, e seus desejos eompre-
hendiain-se jiislaineiile 1-111 sen horizonte. N.io sa-
bia que houvesse nada mais bello do que a casa do
() Vida o Diario n. JW.
amo, que chamavn-se o castello.onada mainr que o
regalo da campia que linha o nome de rio, nada
mais profundo que o charro que passava por lasoa.
O mundo nio exista para ella, alm dos ouleiros
azues que avislava das jauellas do pardiciro pater-
no jorirando o trigo. E eis que Fauchon se par-
lio !
U leilor lerr.bra-se da Slr. Durand de l.apicrre "!
Os caiteirns viajantes sAo njeilos mili pengosos.
Mr. Durand de l.apierre foi jiislamenle quem per-
turbo* de improviso a Iranquillidade de Fau-
chon,
lralaiulo de seus necocios elle servia ao mesmo
lempo a Mr. P. J. Cridante, amigo das mulheres.
Bufariiiheuos, caixefro, viajantes do ambos os
sexos, estndantos em ferias, professores, coniedian-
les-amhulaiites, laes sao os fornecedores appruvadus
de nos-a grande tarnallia, onda ardem He bellas
adas!
Usrselo, Virginia, e Paulina eram, como ja s.i-
bemoa, jovens c senlins, linbam boa idea ilc Paris e
da forluihi que ahi se faz tan alegremente ; assim
Mr. Durand de l.apicrre fazendo-lhes seu sermAo
honesto, nao pregara em vAo.
Apenas passaram a barreira, taIra* raparigas sen-
liram alguma colisa que d.izia-lhes : it Cidade ga-
nba Qaantoa homens quanlos mancebos unan-
tos vellios de semblante proleclu^
deorgete linha agua na bocea por todas as deli-
cadezas que ia consumir. Paulina mais solida mis-
lurava as ideas de Basados cun os peiisamrnlos de
caixa de economia o de boa ruupa ; |M>is Mr. Ilu-
raud de l.apierre falla conlinuamenln da caixa de
economia, essa benfica iusliluicAo. Virginia emfim,
sem desprezar os eonft-itos uriii a carne, in-iu a rou-
|..i, va sbrelo do o semblante pallido e barbudo,
ruja bocea havia de ahir-sp para murmurar-lhe ao
onvido : Amo-te, porque amo-te!
E-am raparigas eicellentes: mas todas queriam
Parahiba sobre a mgica das taixas de engenho, e
saccas de 1,1a, que desappareceram, lembrei-mc dos
ratos da alfandega da minba capilal, os quaes, sem
mgica, roerain no pequea porco de clin ni lio, que
eslava alfandeado. E 11.10 ha mais que admirar nos
ratos da alfandega, do que na mgica de fazer mel-
ler na algiheira accas de lia.
Pela appariro do correspondente de villa Flor
cu dirijo i Vmc. os meus einlinr.i-, que deverao ser
recebidos em aelo separado, al que se verifi-
que que o novo collega nAo seguio as pesadas dos de
S. Jos, c Maioridade ; os quaes li/.-ram o seu uv-
ro o mancira |dos cometas, que, apparecendo, de>-
apparccem, e nanitas vetes por anuos esquecidus.
Tiou-sc em lim o processo pela falsidade na fir-
ma do subdelegado de .Nova Cruz : disse-me o P...
que as teslemunlias juraram que esse arranjo fura
fetlo pelo vigario da villa de S. Benlo, pelo suplen-
te do subdelegado e seu cscrivao. O que resultar
nAo se.
Nada lia por agora que nlcrcssc. Estamos rom a
fesla do orago porta : ella nos Irara algumas uo-
vidades, que fielmente mencionarei. Adeos. A'.
"sanee----------
Villa-Flor 28 de marco.
Meu amigo.Demasiado penosa be a missAo.le
quem, cnllocando-se na posieAo de escriptor publi-
co e leudo nicamente por Incentivo a Icliculade
de sciisconcidadaos, v-se na dura obrigacao de dar
publicidade aos actos daquelles, que transviadus da
lei e da saa moral, alropellam ojuslo e o honesto com
irrisAo do tenso publico ; e muilo mais penosa he,
quando procuramos osqiadrinhar a origem dos fac-
los, para que jamis sejamos considerados como
anl\ podas de Epa1111110111l.11, c mais que Indo, de
parciaes.
Ardua be a (arefa das misiva* !.. porque aquel*
les que levain nina vida toda incada de erros, pro-
curan! santificar os seus actos, e assim jnitain-se
credores. de respailo*, honras e elogios, suppoinlo
que a publico incxoravel os endeosa ; e por conse-
guinle dcrr.iinam o sumo apodrido de seus cura-
res gangrenailos sobro aquellcs que leem a cons-
ciencia limpa de crimes: eis a sorle dos que, como
eu Ib-- pedein a insercAo das alicantinas, que tanto
superabundan) ueste onfeli/. municipio !..
Em odia 2 de abril pretende se reunir a Mus*
Iris.ima em sessAo ordinaria ; c Dos queira que
ella seja mais exacta e minuciosa no cumplimento
de seus deveres ; assim como, faca sentir aos seus
liscaes da omissao de suas obrigacei, relativamente
as e-Iradas publicas, cujo eslado dcploravel reclama
sisuda consideracao e vigilancia.
Em toda parte as vas de commuuicacAo lem uc-
cnpado as vislas do goveruo para seu aperfeicoa-
mcnlo, porque so ellas servem de estimulo para o
incremento da industria, que se oceupa do trans-
porte dos productos do Irahalbo dos lugares da sua
pro lucran para os lugar es do seu consumo ; e a
diminiiicAo do transporte equivale a una dim-
iuiic.o lio cusi da sua producefle, porque da ao
consumidor um glibo, que nada cusa ao produc-
tor, porque se esle vende o resultado do seu Iraha-
lbo mellos caro, he porque pouco gasla no trans-
porte : paranlo, lodo o aperfeiroamenlo nos meios
de locoinoi'Au, pelo qual se consegoe a Irauslncarao
das musas nteia, c de ncces-iclade vital, com pouco
dispendio, he um beneficio para todos em geral.
As vas de coiumunicacao, quando aperfeieoadas,
sao .lambem meios indiiectos de augmento de pro-
duceao, de abundancia de productos, e baralcza,
alcui de seren meios de civilsacAo, adminisIracAo,
c de governo, porque as relaccs sociacs derramam-
se profusamente por entre aquellcs, que vivera ates-
tados dos lugares menos civilizados, e fcilmente
adqiiiicm habites, cosame! mais adoeadus c aper-
fecoados pela civilisarAo : aerresce mais, que, sem
boas estradas, ja quo 11A0 temos oulras vias de maior
vanlageaa, nAo pode o goveruo lser chegar com
Celeridad)! a sua accao aos lugares mais longinquos
da sua sede, c os viajantes, alem'da commodidade
da viagem, guzam da vanlagem de pouparem muilo
lempo.
O propriclario do cnsenho Giqu, sem prcviaau-
lorisaese da illuslrissima, mudou ha pouco unia-cs-
Irada, que passa pelo seu engenho, com grave de-
Irmeulo do publico, lomando de-Tarle o transito
ni.ns dillinl e longinquo, c-o fiscal engolio a pilula.
bem adorada.
Meu amigo, esla Villa-F'lor he llor em ludo, ca-
minlia tudo por fldres, sendo de principal menrao
o poleiro, onde funeciona a rcpresenlacAo munici-
pal, *e a matriz com seus guisamenlos, inclusive o
cura : coilada .' a esposa do cuia vai \ vendo, cheia
de andrajos, e com a espinha dorsal exposta as in-
temperies do tempo, e nossa Seubora do Desterro
Orago'., supplicando ao seu unignito F'ilho, que
por amor do sed Pai lodo misericordia Ihe suaviseao
menos o seu novo exilio, e um soll'rcr tao cni, ja
que o pastor de suas amaldicoadas ovellia. aguarda
vinda de um nutro Messias, quando cnlao conver-
tido e livra de tantas culpas, curar de deveres lao
gantes, que com Uo execranda crueldade anlepc ao
seu Igra/naci, lambem desterrado.
O inspector da Coileseira, motor da sedicAo, no
urna sorle. Ninguem medir jamis a ferocidadeda
paixAo que lem por alvo : urna norte.
IVrcnrrei bem a histeria burgueza das sociedades,
e veris que tedas as Irasedias de cidade e de cam-
po, lem por ponte de partida aida de procurar urna
sorte.
Idea loiivavel em principio'; mas toda a mcdalha
tem reverso. Os empregados da caixa de economia,
de que lia pouco fallamos, lem urna canrAo curiosa.
He o dinheiro depositado qne canta as gaveta* ; de
naneara que deveriamdi concluir que a caixa de e-
couo;nia so conlcm dinheiro furlado, oque be urna
exagerarAo.
f'ieoracle quera urna sorte, Paulina lambem, e
\ 11 -una. mais exigente por causa de seus esludus
lillerarios. quera urna sorle e um corar. 10 para o
seu coi aran.
Chcgaudo a Paris, ella* linh.im-se separado, c tor-
navam e enconlrar-se cnlAo na sala ile e-pera da
ni.11 que/.i depois de lerem eslado no gabinete de Mr.
P. J. Gridaiuc. Tmhain visto ahi o notario, ufano
com sua grvala, c o vellio doutor. Paulina leria lo-
mado o notario, se elle houvesse consentido eurdar-
Ibe urna sorte. Georaete liavia dilo comsigo : Esse
velho deve ler coufeilos nos bolsos. Olanlo a Vir-
ginia, eis aqu o seu pensamento iuleiro :
Eu quizera encontrar assim um velho respei-
lavel e bem vestido, que livease com que meen-
carasse alrvez dos neulos exclamando : Ceo minba
lilba ...corno m'iobrinha do Condoleiro... Eu me
dirigira a elle corando e chorando de alegra... Di-
na: He possivelque eu acbe nesles lugares o autor
de meus dias I...
Mas o notario e o doutor entraram, e as raparigas
liraram ts.
Todas tres eslavam na muda ; pos ha um momen-
to duro e desfavoravel para a moca que vem pro-
curar urna sorte em Paris, liea hora em que o ves-
tuario novo subslitue o anligo, e o corpo nAo esta
anda afeito aos atavos.
Enlao he fcil julgar as que serio rainhas. Baa
mudam de pelle sem pestanejar, e ficam mais bellas
depojs que dantes ; mas be urna exeepeao lara. De
ordinario lia, um afciamenlo repentino, urna queda
quasi completa, de maneira que a bella aldcAa lor-
na-e -ama parisiense grotesca.
No.-a. Ircs cavalleiras errantes haviam Irorado o
Iraee de viagem, por oulro de seu goslo. Georgele
linha um vestido de liiihn de cor clara, embora se
esliyesse em novembro, Paulina um veslido de me-
rino com grandes quadros encarnados e pretor, Vir-
ginia adquirir nAo sei onde nem como, um vestido
velho de seda cur de rap muilo curto para ella.
\ irgnia fez um sorriso prolcclor, quando reco-
ubeceu as eompaoheiras.
ludas Iresronlemplaram-se entre s, e cada urna
disse com sigo : como eslAo ridiculas !
Enlao, minbas amigas, pcrgnntou Virginia,
como a.di un a capital'.'
Famosamente agradavcl, respondeu Ueorge-
te.... estive 110 Ihealro.., he muilo bello ab !
muilo bello !
Eu lambcrn estive no Ihealro, disse Pau-
lina.
Eu leria passada sem comer, acresccnlou Vir-
ginia, antes do que deixar de ir ao Ihealro !
NAo ha exempto de que a primeira noile se passe
em nutra parte senAo nb Ihealro.
E estamosuqui em concurrencia, segundo pa-
rece '/ loriiou Virginia em lom um tanto lefeco,
Segundo parece, resnonderam as nutras reca-
lando-so.
Ah disse Virginia siilimenlalmenlr, n.io
sei oque me aguarda ueste lugar ; mas en pre-
ferira as delicias do corarn s riquezas !
Paulina examiuava o estofo das cortina., George-
a acompanhado dos seus ordenancas, ammoii-sc
simplcsmente a exprobra-los, eiinjndo delles as ar-
mas, que roiiduzam, e rpial i resultado ? Ne-
iiluini !.. Prenderam-se porvenliiia a estes homens,
que suidos a voz da primeira auloridade policial do
termo, pretendern! descarregar os clavinoles sobre
Smc., porque Ibes ordenou depozessetn as armas ?
No c ncm Snic. untar conles'ar.
1 na auloridade exigente lurna subdilos desobe-
dientesmas sucede por aqu o contrariosAo m-
passiveis asrdeos da polica. pla immoralidade e
dclcixo dos agentes, rnnseqiiencia incvlavel de
condescendencia* caprichosas.
Accra mesmo, meu amigo, ebega-me o eximio
Carnea, que tem melal como um sino, c adubos de
urna frigideira. cipelapressa apenas pode contar,
me o segiiinlc :'
Que 110 Uru. povoacao deste municipio, escapa-
ra de ser victima um qudam, denominadoJoa-
quim Pinica-p:io,o qual 11A0 leudo em coiiside-
racAo a sua idade avaueada, fra brincar com una
enanca de 13 anuos, e esla sendo maltratada por
aquelle, Ihe laucara una canivelada, nao resullando
damno algum pela distancia que se achava a cri-
:lnea.
Disse-me mais o Carnea, que Ihe communicasse
que os pesos deste municipio medem-sc pela ven-
tado de cada um ; sAo susceplives de, augmento
e diminuico, conforme os inleresses !....
O Jos Procopio Castrado, uegorjante de grosso
Iralo, est muilo apurinhado, porque prelendendo
urna palea le no balalhao desle municipio, naosc (rata
da otgansacAo ilelle ; e creio, que somcnle espe-
ra-se pela vinda do Sr. rci I). SebasliAo, quando eo-
lio o ('astrado alcancar o lugar desejado.
As chuva- lem apparecido, c os gneros alimen-
ticio* por um preco excessivo. Adeos. Saude, ele-
Belladona.
easassj -ann ......
, Parahiba.
23 de abril.
Cmno pouco Ihe importara talvez que eu ficasse
.".:: idamente em Ierra n'e sem duvida de un-lhcr sorle. ou fosse corle, na
arca que se chama imperador solicitar o empregn
de porleiro dos andtonos, de que milito preciso,
isto lie, depois que se pubfieou u semple ainavel. c
nunca iiiexhaurivel regiment das cusas de eternas
luminarias; visto qae os seus mais vehementes .tese.
jas sAo receber novas do que vai occorrendo por c-lc
inundiiiho de meu Dos, para espicha-las, sem a
menor ceremonia, as desmezuradas columnas do seu
inmenso Diario, afim desaliefazerje iusariavel cu-
riosidade dos seus numerosos leitores, continuo por
isso no meu autigo misler de nolieadnr, 11 ivellciro,
ou rumo mclhor nome lenha, cerlilicaudo-o de que
haja [o que houvcr, aconteea o que acontecer. nAo
desampararei o meu posto, oiyle serei uns firme
que um Cossaco de Don, mais leniz que o lio .Ni-
colao, que Dos tcoha em sua presenea muilos an-
uo*, sem este seu humilde .servo.
Fcilo esle solemne, protesto, motivado por certa
rrise que antiu lmenle coslmna siicceder-me, e da
qual alguns sugelinbos procuran) aproveilar-i- para
eilraliirem cortos commentarios, mais ou menos l-
gicos, mais ou menos convenientes, entro em mate-
ria di/eo lo-lli que, por um triz, boje quasi di-ixo
de rserever-lhe, em censequeneia da falla absoluta
de fados que me fornccessein assumpto para orga-
nisar meia duzia ;l linbas, ej eslava firme n'este
proposito, quando me appareeen o Meireles. acom-
panhado do seu querido Bentinho, e reduzio-mc fi-
nalmente a mudar detengan, como esta vendo, pois
que sem a menor cousa que duvida faca, eslou-lhe
escrevendo a ro'tmnada do cusime, que eslimo se-
ja arrecadada, sem que olhos profanos a lubruuein,
o que he muilo para desejar.
Noto-lile portento que, depois do baile oir-rccul >
pelo corpo do commercio d'esta praca, ao Evm. Sr.
Dr. Paes Barrete, cuja descripr.lo j* Vmc. palen-
teouein publico e raso, depois da partida do incsm >
para essa provincia, e da dos nossos dignissimos para
a corte, que laiub^in Ihe fui noticiada, nenhiim 1 nn-
vidade de grosso calibre lem apparecido.e persistimos
na mais perfela calmara que he possivel dar-se;
leudo apenas a cemmunicar-lhe a sabida para a ci-
dade d'Arcia, em 17 do crrente, do Dr. befe de
polica, com una forte escolla, afim de ajusfar, se-
gundo allirma Bentinho, certas divergencias entre
algumas autoridades, o que entretanto nao deixa de
ser exquisito, _
A Iranquillidade publica continua inalteravel, c a
seguranca individual garantida. Os thuggs tem le-
vado nina esfrega farmidavel, e os que poderam es-
capar energa do Exm. Paes Brrelo, eslo mctli-
dos as enealhas, e asmmbrados do susto. Po.lc di-
zer-se que, de presente, o mallo acha-se tan pac-
fico, como pacifica he esta nosa capital, lieos o con-
serve sempre assim, que nao nos vir roa.
No posl-scriptum da minha antecedente missiva
disse-lhe ler tomado conta do governo da provincia
o Exm. Sr. Dr. Flavio, como sen primeiro vice-
presidente, c agora cabe-me a occasiAo de dizer-lbe,
que nulro boa cmilianca de que S. Exc. proseguir
com energa na senda Iridiada com tanta loria.
pelo seo digno predecessor. S. Exc. assim proce-
deinlo fara um uraude servio, a provincia, ser
bemdilo pela populacao grada, c inulilisar eadagio
que.com o cunlio da antiguidade,assevera,qua, santo
de rasa nao faz milagre.
A salubridade pulilici 11,10 vai muilo salisfaclo.
ria. Temos arampos, cmaras, c algumas febr-
culas, que vo fazendo sucintamente o seu rerru-
tamenlopara o oulro mundo. Por ora nao fui ata-
cade do mal; porin, n.io direi o mesmo de alguem
que me loca de perlo.
Os malvados lineiro* 11A0 me deixam em paz, e
come he ana minha viver sempre perlo de igrejas,
trago constantemente nsoiiviihn a/.oinados. Os mal-
ditos o que querem be pretexto para nAo laruarem a
corda um momento, e dAo parabens .i sua fortuna
quando elle nao Ibes falla, e a maior pirrara, que
me podein fazer. Emfim nAo me rcsla oulro reme-
dio que alura-los.
A arrematarlo dosdizimo* vaccinn ecavallar do
prodiireao d'csu provincia, conforme j sabe, subic
ste auno a urna cifra extraordinaria, comparativa-
mente cun a do anuo anterior, oque pudera exami-
nar do seguinte quadro demonstialivo:
MUNICIPIOS.
Palos......
Catle .
Souza......
Plane .....
Pumbal.....
Bananeiras. .
S. JoAo.....
Cabaeeiraa .
Campia. .
(nambira .
Cidade d'Arcia.
Mamangnape. .
Cidade .....
Pilar e lusa .
Soroma ....
183*.
I::I0ISIKI
I:I25000
I:99900fl
I:r2lafj00
BOUSOOO
1:2929000
:l:i."iO-
iatjooo
1:00ImK)II
MV-HII)
7639000
JOljOOO
i
.,:!2-sK)0
correr a seuerosi.l.ide dos babilanles desta cidade ;
de algumas pessoas do centro que aqu se achavam.e
creio que ser anda desta finia feliz em sua idea :
consla-me que ja se conseguiram perlo de 8003 rs.
A assembla pruvncial vai licando agora por lim
mais calorosa e Irabalhadora. J enviou sanccAo
presidencial 10 projectos, e oulros de muila impor-
tancia exislem em dscussAo, da maneira que*e
provavel que seja prologada por alguns din para
poder ultiraa-los. O contrato da companhia de va-
pores l'ernambncana ja pasan u em segunda discus-
sAo sem a menor ailerarAo, e espera-se que passar
tambem inclume em lrceira. A celebre quistan
filar, de que lano nos oceupamos no auno passado
anda lem dado pancas este anuo, e promette anda
durar al o viudouro.
A hygiene publica vai sem nolavel alterarn, es-
lo de lodo b mulos os receios da visita da febre
amarella ; o meu amigo Babia acaba de cobrr-se de
gloria pela genernsidade com que procedeu, dispen-
sando a gralifiearAo que Ihe Ihe quera dar a presi-
dencia pelu (ratamente dos :i marinheiros da galera
ingleza, atacados da febre amarella : S. Exc. fez-
llie um ollicio muilo honrosa clogiaiido-o ; pela mi-
nha parte dou-lhe os devdos embolas.
Disse-lhe em una de nimbas ultimas carias, que o
professor Jos F. Soares linha sido commissionado
pela presidencia para ir iuslrnir-se na corte sobre o
meihodo de leilura repentina ; levouelle urna car-
la de S. Exc. para o grande lilleralo ; 11A0 pude,
1:(hih.nhiu por mais esforcos que lizosse, arranjar urna copia
1853.
3:0009000
2:8768008
IrKKiNHK)
1:6208000
2:IOOO0
S:tKK).>(K)()
I: Vi:KM)
2:00ls000
H0I3IIO0
l:60u>000
OtWKKI
l.)X)00
S
. I U:4'JS.?(HH) I 3:w^5U00
(e conlemplava os lavnres dourados do forro ; am-
bas disseramjuulameule :
Que riqueza !
Tenbo vislo cousas mais bellas nos livros, lor-
nuu VirCjnla com ar desdeuhoso. O palacio de Pom-
peo Sr.iilatli em Vcneza era lodo de marmorecor de
rosa marchela.lo de lapis-lazuli. Os zimborios eram
.Inorado- .fe alio a baixo... e quando o sol sabia do
Ocano, o zimbono principal do palacio Scarlalli
brilbava lAo ricameute que qualquer leria dilo i|uc
0 zimhnrio era o verdadeiro sol, e o sol urna copia
palllda do zimborio.... Islo he na Ponte dos Sus-
piros.
EnlAo que vem voss fazer aqu".' persunlou
Paulina.
Virginia poz um dedo sobre a bocea crespondeu
Isso be segredo meu, minba rica.
Paulina cruueu os hombros, e disae-lhe :
Vast parece urna o-lonvada rom seus fnlhos de
seda velha, o seus segredos !... Eu disse ai. homem
do gabinete : Quero empregar-me, e elle enviou-
me upii...
Einprcgar-se exelamou Virginia... em ser-
vifu .
E porque nao ".' Kmqiiaiitn nAo se acha a oc-
casiAo de f.i/cr cousa melhor...
Oh interrnmpeu Georgete, isso nAo deshonra
a ninguem!... Eu disse ao homem: Descjo ser
coslureira de jornal... elle euviou-mc aqu.
Logo, concluio Paulina, esta casa necessita de
urna criada e de urna coslureira de jornal.
Veosa leram Kstepliana ou o Tres I'anhars!
pergtotoa Virginia.
Ja distemos que nada temos 4ido, respondeu
Paulina, dei\e-nos em pai !
Ah minha pequea, tornou Virginia com ufa-
na, ciistar-lhe-ha muilo afazer-se s bellas- toa-
neiras 1
llavciido urna dilterenea para mais no correle
anuo da qnantia de rs. 17:921-^000 1 Quochuveiro
de moratorias nao tem de* apparecer .' E a assem-
bla provincial que he lao benigna, lAo indulgente,
(ao compadecida ',....
Entraram de 12 al l!)do crrenle na nspeccAo,
segundo diz o Commcrrial, 1363 saccas d'algodAo,
que se veuderain de 59400 a .VslKI rs. O assucar
branca obteve de 91000' a 2)200; dito mascavado
l?")")(l a l?()()0; c couroi salgado* 170 ris por
libra.
Despaeheram-sc na semana linda os seguinles na-
vio-. Para Gibraltar a barca iusleza Admiral
Creen/ell. ruin a carga de 15,000 arrobas de assucar
mascavado, e para Liverpool o brigue inglez Sarali,
manifestando Sit) saccas d'.dsodAo, pasando j.lj
arrobas c 12 libras.
Acbam-sc earregaado algoda* n'esle porto :
Para Liverpool o brigue ingle .Huanla.
a Barcelona a polaca bespiuhol.i Merced.
As.mar a li arca fraiKCza .S' lii'lrc, destinada a
um porto da I-rauca.
Nada mais m-r irre-me para dizer-lbe, s sim que
passe das relizes, e rom a bolsa cheia, que be o que
mais ambiciona esle seu criado ele. ele.
NB. Congratulo-me com Vmc. pelo sali-faeAo que
leve em gozar por alguns momentos da estimare!
campanilla de um nosso intimo, que por ubi pa-sou
no Imperador. Querr lambem dar muitas sauda-
des ao seu muilo Ilustrado correspondente de Ma-
mau^uape, u Ordeiro, accresccntaudo que faco sin-
ceros votos pelo seu promplo rcslaboleriincnlo,
ele.
AI.AGOAS.
.Miceio 25 de abril.
Diz um insigue autou fraucet.que a primeira con-
dicAo do escriptor he corr d'tut coup d'ivil le cam-
ine nce me 111, le milieu el la fin de lamete ; mas
como seguir esto preccilo aquelle, que pegando oa
penan ncm sabe o que vai dizer, e que no afilante
V-se forjado a esrrevinhar ateiima cousa por for^a
de comprnmisso '.'J Vmc.adevinhou que este periodo
he urna sangra em saude pelo desconchas.) que m-
prctenvclmeiile ha de reinar nesla, que nAo sei por
onde comees : Tacamos um esforro e encctemo-la
pela a-iririnistraeao.
Em minba ultima caria man.lei Ihe dizer, que
conslava que o Evm. presidente seguira para ahi ao
mais lardar at o principio do mez viudouro ; date-
me porme Pipclcl boje, que a viagem esla definitiva-
mente marcada para odia 1". Deixa-nos S. Exc.
bastantes saudades, e seus numerosos amigos per-
guntem Irislonhos mis aos oulros se Vallara '.' Al-
guns soireesloem sido dados como em despedida, eu
como iiAo posso fazer-lhc de-pedidas desse genero,
lcnc,iiio'despcilir-mc delle na primeira missiva do
prximo futuro mez. Seria um verdadeiro mal para
as Alagoas se o Evm. Sr. Sa e Allmqerqni- nao
voltease ; pois deixaria seus grandes projeclos e bel-
las ideas de engrandecimcnlo da provincia, anda
mui tenras, e ateumas mesmo em cmbriAo, c os suc-
cessores de ordinario tralam-as como padraslos, ap-
plicando loda a aclividade e diligencia administra-
tiva na execurAo de creacoes suas (salvas honrosas
oxcepciJcs !) NAo julgue Vmc. que digo islo por ha-
ver ahuma supposirAo a respeilo do nAo regresso do
Exm. Sr. Sa e Alqnquerque, ao contrario lodos es-
lao persuadidos que elle volla, e S. Exc. mesmo,
parecendo salisfeilo com as individualidades e coli-
sas Ja provincia, demonstra vonlade e proposito de
regressar. Pouco lenho a accrescentar ao que-lti-
mamente Ihe lenho referido s .bre a adminisIracAo,
que contina enrgica e activa a Irabalhar, amai-
nando o terreno para o nosso primeiro vice-presi-
dente. Acaba o Exm. presidente de promover urna
subscripeo para a compra de um sino grande para
a matriz desla capiial, que delle necessitava ; porm
nAo linha recursos para adquiri-lo, vi-do que pedem
pelo sino perlo de 1:0009 rs. : resolveu S. Exc. re-
NAo he voss quem m'as lia de eusiuar exela-
mou Paulina.
Silencio disse Georgete, se cnnlinuarem a gri-
tar assim, seremos despedidas daqui.
Se voss livesse lido lislephana ou os Tres
Vnithaes, iulcrroiiipeu Virginia, verla que nao lem
motivo algum para agastar-se, minba rica...
Eu quera smenle dizer-lbe o meu segredo.
Nao quero mais saber o seu segredo respon-
deu Paulina gros>eiramcnle.
Georgete approximou-se dizendo :
Vejamos, sou um lano curiosa.
Em /Jstep/iana ou os Tres Puniles, conlinoou
Virginia, nma lidalga penleu a bilis 110 berro. Os
cganos furlarau-na emqiiaiilo a mal eseu sequilo
aliavess.'ivam a floresta de Moirfonlainc... Creio que
essa mulher rbamava-se Hortensia de Germineuil...
Aqnillo de que eslnu bem certa he, que o chefe dos
salteadores chamava-se Mallu-os... Muilos malfei-
(ores lem esse nome... Dejioi* dessa ralasfrophe
paasaranvse armes, c a mal inconsolavel eslava co-
beria de om lulo eterna...
O vestuario prclo he bello em Piris, olmervou
Georgete. Tenho viste algumas mulheres vestidas
de lulo com lindos veos, brincos as orelbas e llores
no chapeo...
Nao era em Paris,lurnnu Virginia, era na Da-
lia ou na Dinamarca... A senhora de Germineuil
nao pudia consolar-sc, mi.....1 fosse sobre maneira
rica, e rcrebesse hor.inc.i-. tedas as semanas... oh !
as mais sao mais!
Aquelle que tem urna mAi Ao mui felizes !
disse Paulina.
Georsete suspirn cometido os biscoilos doces qoe
tirara do bolso.
I'ma mi! acaramou Virginia, ab se eu lives-
se urna mAi !...
lenho lido cousas a esse respeilo em vinte roman-
ces... Urna mAi viga sobre os de dia e de noite...
delta ; mas caho-mc as mAos a resposta do insigne
poeta, a qual Iraia-crevo para que Vmc. aprecie a
a simplicdade e a belleza do estilo, e ao mesmo
lempo a delicadeza com que trata ao nosso presi-
dente.
I Um. e Exm. Sr. A manifestaciio de benevolen-
cia, que vos dignasles prestar-me, penhora-me
sobremodo ; mas o serio empenho, que mostris
para com a santa causa da instruccAo popular, lio-
je meus amores quasi exclusivos, encanta- me.
N'uma provincia assim presidida, nao ha possivel
que a civilisarAo deixe de tomar, em pouco lem-
11 po, proporr/ies admirave.s ; feliz cu, se puder di-
zer a mim mesmo,que as minbas debis diligen-
11 cas vos nAo foram inuleis.eque arhasles em mim
o a ni upe ario anlente e liel para a vossa granee
1 obra.Sou com a mais elevada consiileracao
De V. Exc. obrijadissimo venerador e alTcclo ser-
vo../. F. Catltho. O professor Soares ofli-
ciou a presidencia dando pi-tcdc suachegada a cor-
le, c de ler-se inscripto no curso de leilura repen-
tina ; o pouco lempo que lem lido para frequenta-
lo nAo Ihe pcrmitlia emittir seu juizo sobre as van-
lagensou uttlidadc daquella melhujlo.
Quanlo securanfa individual dir-lhc-hia que
continua em estado lisongeiio. A pulicia prosegOe
enrgica c aclivamcule 110 empenho de capturar fa-
cioras ; os assatsinates premeditado* vAo-se tor-
nando mui raros : apenas linbo para consignar um
alienta.lo grave, porin da especie daquelles que de
al :uin.1 maneira eneonlram j istilicacao no espirito do
povo, embora reprovailos pelas leis e cdigos. De-
cididamente o requinte de civilisacao lAo preconisa-
da nos romances fraucezei modernos, anda nAocbe-
guu.ein nossos scrtes: em minha ultima carta uo-
liciei-lhe o asassinato de um esposalnfiel.pcrpelra-
do por seu cioso marido ; soube lioutem que outro
atlcnlado desta especie cummelleu-sa na comarca de
Porto Calvo. Quem me ronlou a historia foi o Va-
lente, que he um moco serio, bastante hbil,
versado na lingua francesa s alm disso poela: nar-
rou elle o caso com lodos os flureios as figuras de
rhelorica, impingiudo de quandux'in vez o seu gal-
licimo muilo honradamente. NAo procurarei repro-
duzir fielmente a sua na-raeio ; darer pouco mais
ou menos um transumpto : Yiviain euleiados as
gratas 011 ingratas disse ello em parenlhesis cadeias
do bymineu Jos Mara e sua chert consorte; eis se-
nAo quando Joo Hodrigue- da Hora, lenle da
guarda nacional, mas versado as bellas Iheorias
cmjugi-romanlicas de A. Humas, Balzac, E.Sae,
F. Soulii-, Paulo do Kock el les aulres romanciert,
do que as disposi;oes da lei 11. (i02dc 19 de selem-
bro de ISO, quz ensaiar as sobredlas Iheorias com
a mulher de Jos Mara ; foram sua* diligencias co-
rnadas de bom exilo, mas o diabo que esta sempre
disposlo a fazer das suas, fez com que o marido sor-
prendesse n'uma occasao nos amantes : o sectario
dos romancistas modernos pode escafeder-se ; mas a
mulher foi victima da colera do marido que a assas-
sinou; porm nilo parouaqui a vinganca ; Jos Ma-
ra suardou o odio conlra o adultero al achar oc-
casiAu propicia de sacia-lo: esla deu-se ltimamente,
o o lente JoAo di Hora leve nes-.i occasiAo sua
hora extrema.' O que mais me admirou foi nolar
que o Valente procurava de certo modo nltenuar a
culpa daquelie malfadado Jos Mara.Homem, Ihe
lisse cu,pois V. anda pretende desculpar um assas-
sino que couimelicu duas morles '.' Nao v que he
elle um grande malvado ".' !Bem o sei, lornou-me
elle, mas o que nAo sei he se no raso delle nao faria
eu outro tanto !Ora deixem pregar o* livros fran-
cezes (disse eu comigo); a nossa popularan nunca
mais se acostumar cora semelliantes Iheorias e com
aqoelle apuro de civilisarAo !
Ha que lempos se me nao proporcionava urna oc-
casao propicia de dar gosto, expansAo e exercicio a
reties auriculares, estoroarhaes e libiaes do meu
mimoso C170 Ha que lempos nAo vinham uns sons
harmoniosos rociar suavemente as delicadas mem-
branas do meu aparclho acstico 'La que lempos
na se atolavam meus velhos denles em fofos paes-
de-l ou em molles c saborosos pudings Ha que
lempos nAo fazia o meu pobre bucho o seu chvlo de
pasleis de nala, tortas e boliiiholos Ha que lem-
pos minbas finas pernas uAo se movam alterno ler-
rain quatienten pede i Felizmente o meu bom ami-
go dos algodOes, e o charissimo clavicularlo do* Ihe-
souros provinciacs (veram a bondade e delicadeza de
contemplar os meus pares de oocas, mandbulas e
lleva-nos...emfim nAo lembro-me mais do que acha-
se nos livros... Se eu livesse urna mAi,passaria a vi-
la a seus pes.
Dizendo islo, ella linha lagrimas nos olhos, lagri-
mas verdadeiras. Quando trata-se desse sentimento
que existe no coracAo de todos e de todas, o lidicu-
lo desapparece. Ninguem he cmico fallando de sua
mai.
Un da, proseguio Virginia enchugando os
olhos, Hortensia disse com sigo: Vislo que tenho
lanos bem, e lanas rendas, quero empregar ludo
em procurar minha lilba. Espalhou o boato de que
todas as raparisuinbas do lugar lenam urna recom-
pensa se quizessem vir aocastello. Todas vierain e
foram postas no pateo. A castellaa exsminava-as de
urna em urna, e despediudo-as dava-lhesuma bolsa.
Eis urna mulher que era grande e generosa!
exclamo uSJiicorgele.
Sao mentiras disse Paulina.
Os romanees so mentiras! tnrnou Virginia
indignada... Eintim 11A0 importa !.... Hortensia
havia dado bolsas a tedas as rapariguinlias. quando
chemu a una que era bella cerno a rosa, em lomo
,1a pial a horbolela vem adejar para lihar-lhe os
perfumes do calix ainda hmido do ocvalbo. A cas-
tellaa senlia-se commovida por alguma cousa. A mo-
cinha encarava-a 00111 seus olhos azues mais lmpi-
dos que o crvslal. Hortensiaoflereren-lbe nma bol-
sa, como as oulras; porera a raparguinha disse-lbe:
Prefiro a todo o 011ro do mundo um beijo seu !
'Ah que ternura! disse Georgete.
Paulina em sua sabedora leria preferido urna
nioeda de eem sidos a lodosos beijos do mundo.
A estas palavras tao simples e Uo lernas, pro-
sojuin \ rumia, Hortensia abre-lhe os bracos, a ra-
pangiiinha lanea-se-lhe sobre o ruiac.i,,. e uesmaia.
Quando faziam-na recobrar os sentidos, acharara
nma medalha que Hortensia reconheceu : era sua
lhil.
uiiTimnn
~*mWrC


^
DIARIO DE HERNAMBUtO, QUARTA FEIRA 2 DE MAIO DE 1855.
gambias para os soires que derara nos das21 e 22
lo crtenle (creio que em despedida uo Exm.Sr. S
c Albuquerque.)
Eslava eu mu dcscanr-ado, fumando na rede um
cliaruliiilio, quando recebo do primeiro daqtiellcs
ainaveis o billielinlio seguinle ; que lomai a princi-
pio por um MIM doux : Se o correspondenla
do Diario da l'ernambuco quer ver, ourir e goslari
dirija-so esla noile casa do abaixn atsignado no
becco doIA cem um\ (rubricado O unhor dos
algodmsPasmad 1 cqoasi que nao fui par tmf-
1 te ama pirraba ; maa considerando que en he que
caria prejudicado con o aciole, resolvi-me sem-
pre a ir,e com effeilovi, ouvi e gostei :sdHcel v!
muilasi morjas bonitas ;ouvi os maviosos sons da
drmela do H. Luiz e do rabeciio de J. Antonio, C
a bellissima voz do urna scnbor.i que cantou algu-
mas cavatinas italianas ; e goslei....... de ludo.
Vim s duas horas para cusa dizendo comigoora,o
liomcm do algodAo linha razito promellendo-ine
aquelle Iriplire gaudio ; cnm effeilo diverti-me so-
beranamente em sua casa Na oulra noile dirigi-
ine i casa do m.ijor Counlio, o negocio l eslava
maisa diplmala e liavia gente como foriuiga : es-
periva eu ir a um simples soire, e esbarrei-me com
mu quasi-bailc. enfiei cnm a cousa, puxei logo os
collarinhos, sacud o p das bolas e calcei urnas lu-
vasde pellica que havia comprado o auno passado
em casa do.Guimaraes para um baile projectailn de
que tive a honra de fallar-lhe, maa que gorou ;) e
a|irescnlei-me no ineio do sal.lu disposlo e promplo
a quadnlhar al mais nao poder ; mas oh dor que
hnrrivel deceprAo a primeira a qiicm me dirig li-
da pares alo para a 12.'i as oulras linhamdahi
pafa cima ; nao tive uulro geilo seuAo encurujar-me
em um caulo para ler ao menos o pra/.cr de noticiar -
Ihe alguma engracada peripecia que occorresse.
Qoem me dera ser poeta para uizor o meu versinlio
r.iiulia do baile (como socm fazer lodos os rapazes
do bom tom dessa capitalj c cantar em lindos versos
os dotes pessoaes das bellas mocas all reunidas, mas
como.... Mediocribui essepoetis.
Non /tomines, non Di non concentre columna
nao lenhooutro remedio1 senAo dizer em rasleira pro-
sa que eslavam ellas encantadoras, mais de um par
de ollios vi capa/es de translornar i mais assisada
caliera, e dar rebale ao mais llcugmalico coragAo :
decididamente as brasileiras teem ulna graca, donai-
re, garbo natural e um nao sei que de allralivo e
maguelico, enjo segredo s ellas possucm, que nao
ha a resislir-llies ; be por isso que vemos qoasi to-
dos os estrangeiros, que vcem residir no Hrasil, li-
carem em |iouco lempo magnelizados, rendidos e aos
ferros eiposlos Se nao se satisfizerem com o que
acabo de dizer, em humilde e desenxabida prosa,
pei;am ao l)r. Barros que o diga em bellos versos,
que ha elle mallo capaz disso. Achavam-se na-
quella reuniao o Exm. Sr. presidente da provincia,
grande numero de deputados provinciaes, e pes-
aoas nilaveis : escusado he dizer-lhe que o Flix
nao fallou.nem deixou as quadrintas o aeu quinhao
auvigarin. Despintado como me achava por nao po-
der dansar, resulvi-me a tirar a minha desforra no
cha ; assim he ludu nesle mundo, paga o juslo pelo
peccador, a curda scnipre arrebenla pala parle mais
'raca .' n innocentes bolinholos, as inoffensivas tor-
tas e o. inculpaveis pndings foram as victimas do
meu justa leseulimento : dei-lhes entiladas c den-
tadas que causariam d ao rnls desalmado observa-
dor, Sf nli purm nao ter duas barrigas como a do l-
enle Nuues, cuja falta no soire foi em extremo
-eusivel; pretenda na primeira occasiito que me en-
contrar com o Contiuln tomar-lhe urna salisfacAo a
respeito. Alguns vellios rabugenlos, para os quaes
um par d'nlhus pelos usriulillaiilcscomo carbncu-
los nao vale urna pitada de eslurro, cstavam aferra-
dos ao aliomejavel vollaretr, eslranhos c alheios a
ludo quanlo em torno delles se passava, o se nao
fosse a oBcMdade, soUeitude e instancias dos do.
nos da rasa, e a obsequosidade do ollcioso Avila,
creio que nem cha tomariam, lo embevecidos es-
lavam im rolle grande, caica das V,chalupa, com-
puto de matadores, j primerras e nao sei rjne mais!
lale.
lio lido c adiado por ler pedido a palavra o Sr.
Mello Kego, o scguiule parecer :
a A commissAo de estalislica a quem forein presen-
te as informaefles vindas da secretaria da presidencia
dcsla provincia, a requerunento do Sr. deptuado
Silvino Cavalcanli deJAIbuqucrque, sobro a frogue-
zia do Nossa Senhora da Ponha de Franca da Ta-
quara, leudo examinado alternamente esses docu-
mentos, lio de parecer que esta asamblea represen-
te a respailo a assembla gcr.il legislativa, funda-
iii. nlan.lo n sua representado com todos os docu-
mentos comprobatorios do dircilo inconlestavcl que
tem esta provincia a todo o territorio que comprc-
hende a mencionada freguezia ; assim como julga a
inesma commissAo conveniente, que se faca senlir
ao corpo legislativo geral, as grandes vantagens que
devem resultar as duas provincias de l'ernambuco e
Parahiba, da prompla soturno desle negocio, que
lem de por termo a essas quesloes de jurisdices.tAo
perniciosas aos inleresses pblicos o sociaes.
Enlende anda a commissao quclambem se de-
ve fazer chegar ao eonherimeulo do corpo legislali-
vo geral, que esta assembla se acha sullicienlemcn-
1cinformada, de que varias represciitaccs sobre os-
le assumptu Ihe bao sido dirigidas em diversas po-
cas, tanto pela administrarlo dcsla provincia, como
pelos habitante! dquclla freguezia da Taquara, em
as quaesse pedia urna soluc.Au .l-liniIi\ i sobre um
lao imporlanlo negocio, sem que (osse elle anda lo-
mado na devida consideraran.
I He sobre essas bases que julga a cnnimissiioqiic
deve serredsida a rcpresenlacAo acerca da quesillo
desse lerritoro.
Sala das cominisses 21 de abril de 1833.Sil-
M llraga./'mo de Campos. Manoel Joaquim
Carneiro da Cunha.n
O Sr. Silvino requer a urgencia da discusso do
parecer cima.
O Sr. Mello Reg :Sr. prcsidenle, pedi a pala-
vra para fazer ver aos nobres dcpuladosque asigna-
ran! o parecer, e approvam a argeneja, que em ne-
gocios desla ordem, deve-sc dar algum lempo para
se cstu.lar a materia. Eu nada sei acerca da fregue-
zia de Taquara, os nobres deputados que ja exami-
naran! os documentos, poderao muilo bem discutir a
queslAo ; mas eu da minha parle, leudo vonladc de
examinar esses documentos que vier.im do governo,
para esclarecer-me c poder volar com coiiviccao,
vejo-mc forrado a ceder da palavra, se a casa resol?
ver que se discuta esse negocio agora. Nao vejo que
elle seja lao urgente, que nAo peen ser demorado
por mais um dia, emquanlo aqucllcs, que nao leein
conhecijiculo da materia, possam ler c examinar es-
ses documentos, que serviram de base ao parecer.
Voto por lano contra a urgencia,
l'oslo a votos a urgencia he approvada.
O Sr. Silcino :Sr. presidente, para tirar os es-
crpulos do nnhre depuladn, direi ahuma cousa a
respeilo da materia que esta em dhc Mello.
Em 1S2I a Taquara, romo dependencia iio terri-
torio da villa de (joiunna, eslava subuie^lida assim
como aquella villa a jurisdirAo conlcncinsa da ouvi-
doria da Parahiba, mas a jurisdirAo militar, ecclesi-
as'lica e liscal sempre pertenecu a Pernamhuco antes
mesmo de 1821.
Um Sr. Depulado :Enlilo o que era da Para-
hiba ?
O Sr. Silcino :A Parahiba funda o seu direi lo
nesse laro da ouvidoria.
Em iNJUporm. quando foi necassario fazer-se a
ili\isao dos termos e comarcas das diversas provin-
cias, para a lia ctecuciio do cdigo do processo, a
provincia de Pernarnbucoe oeu consclho de gover-
no, cousideraram fzcudo parle do territorio da co-
marca de (oianna a freguezia da Taquara ; assim
como a provincia da Parahiba (ambem considerou
fazendo parle de seu lerrilorlo aquella freguezia, e
mandou occupa-la por suas autoridades : islo orcasi-
onou rerlamaroes de' prcsidenle a presidente, e co-
mo nao se podesse chegar a umaccordo, presiden-
Ic de Pernamhuco em harmona com o conselho do
govctno, rcpresenlou ao governo geral, alim deque
osle lomaste em considerac.Au u.I re lo queasssa a
Pernamhuco sobre esle territorio, e olliciou ao go-
verno da Parahiba, declarando que consenta
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Seuao' em 21 de abril de 1865.
Presidencia do Sr. llardo de Camaragibe.
A's 11 ',, fcilaa chamada, acham-sc presentes
30 seuhores deputados.
U Sr. Presidente abre a sesso.
O Sr. 2. Secretario le a acia da sessao antec-
deme, que he approvada.
O Sr. l.'< Secretario menciona oseguinle
EXPEDIENTE.
O .Sr. Cllmenlinv declarou, que usava da pala-
vra para fazer algumas rerlamaroes contra o modo
porque foram publicados alguns apartes, que deu na
sessao de 14 do correte, quando orava o Sr. Dr.
Ilranddo, ojo discurso foi publicado boje. Entran-
do no exame dos apartes disse, que nao dera o que
se acha uo discurso do Sr. Dr. Bramlo, conce-
bido uestes termos:liminuindopor e.cemploos *c-
corros pblicosdiversas foram suas palavras. Tra-
lava o Sr. Dr. Brandan de mostrar, que da melhor
distribuirlo de renda nao poda sabir crdito nlgum
para fazer face a despexa de 13a 18 conlos de ris,
c depois de considerar algumas verbas de despez,
rniirliiio. que nAose poda fazer allerarAo alguma
nellas, e foi nesla occasiAo. que elle orador dissera,
que anda haviam oulras verbas de despezas, entre
as quaes se conlava a dos soccorros pblicos, que
nao foram allendidas pelo Sr. Dr. Brandan. Sus-
lentou, que nio usou das palavras empregadas, e so-
mcnle deslasJinda ha oulras verbas, a dos soc-
arros pblicos por exemplo, e que be sto o que
naturalmente resultava da ordem das ideas, como
fcilmente se collige de sua combinaran.
O orador oceupou-se com o outro aparle publica-
do uestes termosSabe e que lu urna guestdo de
economa esla, cuja solurdo nao lie a que o nobre
depulado Ihe est dando.
Wsse que a redacta do aparte nao exprima bem
peusameuio algum, e que parecendo colligr-se delle
que era inicuamente condemuadu a applicaco da
renda publica heueficiencia legal, apressava-sc
a protestar coulra esla inlclligencia.que se poda dar
ao seu pensamento. Suslenlou, que nao proferio se-
melhaulc dootrina, e apenas a que se conlm no
aparle que se segu i aquelle concebido ncsles ter-
mos. Eu disse que a soluro desla queslan lalvez
nao fosse a dada pelo nobre depulado, qual o suppoe
a queslAo do soccorros pblicos nao decidida.
Disse mais que quando o Sr. Brandan declarara
que linha coragem de emitlir suasopinics diante
de Indos, e de lepellir inlenrdes que Ihe fossem of-
fensivas, elle responder que isso era (ambem d-
reilo de lodos, e que rada um dos membros da casa
poda fazer o mesmo, enlrclanlo o seu pensamen-
to nao fra publicado. Depois de fetas as reclama-
cues, declarou o orador, que nAo fazia censuras a al-
uem, nem allribuia os defeilos notados a vontade
de oulras pessoas, e apenas usura da palavra para
restabeiecer os Taclos como se passaram e dar a ver-
dadeira expressao ao seu pensamento.
roiilinuarao das cousas, lacs como sr achavam, a
que o governo geral decidissea respeilo, porque nao
convinha que por causa de mullidos .le jurisdico,
se allcrasse n Irauqullidade publica. O governo ge-
ral nada decidi. Ao depois desla rccIamarAo feila
pelo governo da provincia de Peruambuco, urna re-
presentaran dos povos daquella freguezia foi dirig-
la aos poderes legislativos geracs, para que estes re-
conhecessem o direilo que linha a referida rreguezia
de perteneet a Pernamhuco.
Mus larde, urna reclamacAo foi feila pelo pres-
deme da Parahiba ao governo geral, aliiu de que
esle ordenasso ao vigario daquella freguezia que se
subinclles-e n jurisdiao administrativa que elle jul-
gava ler sobre n mesma freguezia, mas foi respondi-
da cssa reclamaro pelo vgario, que foi mandado
ouvir, de urna maneira IK victoriosa, que o gover-
no aeral pode dcixar de consentir que continuasse o
vgario da Taquara a ser subordinado i jursdicAo de
Pernamburo. Todos os mappas que cxislem acerca
da divisan desla provincia com a Parahiba, marcam
justamente a divis3o anliaa/c os diHerenles avisos e
[loriaras baixadas do governo central, sAo nesse sen-
tido.
Oraase nao ha molivos nem mesmo de conveni-
encia que deem dircilo a Parahiba sobre aquelle
territorio, aclio que he de toda a razo que reivindi-
quemos os direilos que sobre elle lemos.
Julgo ler dito tanto quanlo he sufTicientc para que
casa vol com conhecimcnlo de causa sobre a ma-
teria.
O Sr. Mullo llego: Si. prcsidenle, quanilo pe-
d a palavra para que o parecer licasse adiado, nAo
Uve em vista oppor-me a elle; quera antes esclare-
rcr-mc e vencer alguns escrpulos que lenho, que-
ra mesmo que a casa se eselarecesse (ambem. por-
que eslou certo que grande parle dus meus collegas
nAo lem perfeilo cuiihccimcnlo da queslan de que se
lala. Alm disso eu enlcndo que esla questao nAo
ollcrece urna solnfito lio simples como parece, e po-
de Irazer consequcucias desagradaveis para nos.
OSr. Siltino : Quaes sao essas consequencias'.'
O Sr. .1/e/Jo llego : Urna rcpresenlarao partida
do seio da assembla provincial de Pernamhuco,
consliluc de alguma sorlc urna obrigarAo pura os nos-
sos depulados na assembla geral, que ho de neces-
saramenlc advogar o pedido qile fazemos; e o no-
bre depulado sabe quanlo sao sempre odiosas essas
quesloes de desmemhramenlos e divisAo de territo-
rios, mrmente quando o territorio esla ligado pro-
vincias pequeas c so quer passa-lo para urna pro-
vincia grande.
O Sr. Silcino : A questao he de direilo.
O Sr. Mello llego : Suppe-se que as provin-
cias grandes sao sempre dominadas .pela ambirao, c
que lem sempre o desojo de absorver as pequeas e
enniundeccr-se a cusa deslas; e anda mesmo quan-
do esa idea nAoseja de modo algum fundada, com
ludo sempre se ouvcm essas queixas propiius da des-
couliaura eie nulrem os pequeos contra os grandes,
cas quaes coinmummente predispoom osespiritos em
seu favor. Naturalmente essa questao ha de fazer
com que a depulac/io parahibana erga a sua voz na
cmara qualrienn.il. e em falta de melhor razSo, se
lia de dizer que Pernamburo quer annquilar Para-
hiba, quer absorver o aeu territorio; e embora se
nAodeva admillir esso senliinenlo entre provincias
ir nias, as vozes do mais fraco contra o mais forte,
sempre chamam aympelhiai. lie muilo natural al
que a maoria da cmara adbira a depularn parahi-
bana, como j acontecen quando se (rulou de Pedras
de Pego, e eu uniendo que isto he una espacie de
desmor.ilisar.Ao para IVrnambuco; porque ha pre-
somprAo de que exigencias de tal ordem s sAo rc-
pellidas quando injustas, uu contrarias a convenien-
cias polticas.
O Sr. Silcino: O nobre depulado sempre so
mostrou intenso a esla idea.
O sr. Mello llego : O seu aparto nu lio exac-
to; porque lie'a primeira vez que esla queslAo aqu
se ventila.
O Sr. Silginn da oulro aparte.
O Sr. Mello llego: Eqi um dos anuos passados,
he verdude. appareceu aqu o vgario de Taquara
pediudo dinheiro para a sua matriz, e cu disse que
nAo volava por um tul pedido ; purqud a (regoezia
da Taquara nao perteneia a Pernambnco,eeueetifa-
inentc perlcnre a Parahiba. Na la mais apparcrcu
a esle respeilo, iiem nunca mais fallci em Taquara :
se Ihe informaran! a contrario disso, informaran) Ihe
urna falsidade.
t) Sr. Silcino : Bustava sso.
OSr. Mello llego: Mas isso nAo tem nula com
a questao de que se trata aaora : cu o que disse foi,
que perlcoccndo aquella fregUOIia Parahiba, que
sendo os iir.poslos quelsc cobrain rerolhidos aos co-
fres daquella provincia, nao havia razie para que as
despezas que ella lvesse de fazer Tetahisscm sobre
ios.
O Sr. Silcino: M.isesl lojeita a Peruambuco.
O Sr. Mello llego: Ja que as rendas da Ta-
quara sAo recehidus pela Parahiba. as suas despezas
nAo devem ser feilas por Pernamburo. Se o vigario
Ihe disse oulra cousa, illudio-o.
Foi. puis, Sr. prcsidenle, em altoncAo as conse-
quencias que esse negocio piidc acarrclar, que eu
ped a palavra.
O Sr. Silcino : Anda nao vi as consequencias.
O Sr. Mello fcgu : Porque nAo quer ve-las.
NAo he que eu leulia inlcresse em que esle lerreno
pcrlcura a Parahiba. anles do que a l'ernambuco ;
pele contrario come Pernamboeano desejo que l'er-
nambuco leona lodo oeograndecimento que for pos-
sivcl; mas quero ver essa queslAo bem esclarecida.
OSr. Ilranddo: Mas islo lio ama reslluirAo.
O Sr. Mello llego: Jleni, nao digo que o nao
seja; mas quero que se reluca bem no que se val
fazer, que fundamentemos bem o dosjm dircilo ; por-
que ludo o meu receio he que esla rcpresentacAo
nao seja lomada em considerarAo pela assembla
geral.
.' Sr. i/ii/io:Prinripalmenle se a sua voz che-
gar al la, ha de produzir mu cn'eilc*e\lraorduario.
O Sr. Mello llego : NAo, meu charo Sr., por
que a rrinha voz he muilo fraca em lodos os senti-
dos, nao he como a do nobre depulado, que alm de
ser moralmcnle mais forte, o he tambein phjsica-
mente.
SAo estas as observaroes que julguci dever "fazer i
a casa ertlrelanlo faru o qoe achar melhor.
Encerrada a discusso he o parecer apprevado.
O Sr. Carneiro da Cunta requer que seja no-
meada una commissAo especial para redigr a repre-
sentarAo, o que he upprovado pela casa.
lie lido, julgado ohjcclo de deliberarAo v. mandado
imprimir o seguintc projeelo :
A assembla legislativa provincial de l'ernam-
buco resolve :
Arl. UniCO, Fica o prcsidenle da provincia au-
lorisado a conceder a Alexandrina de l.ima o Albu-
querque, profesora publica de insJrucrAo elementar
em Santo Antonio do Itecife, a gralificacAo deque
Irala o arlgo (10 do regulameulo de 12 de maio de
I81, revogndas as dsposiroes em contrario.
o Paco da assembla legislativa provincial de Per-
namburo 2 de abril de IHi"). Padre 1'urejdo.
Apr'njio Cuimardes.Manoel Clementino.
ORDEM 1)0 DIA.
Segunda discussAo do projeelo n. 21.
i< Arl. I.Os ordenados dos empreados da tlic-
sourara provincial scrao regulados pela lahrlla que
vigora na (liesmirara geral desla provincia.i>
O Sr. Ilaptista : Sr. presidente, chegamos aos
cenluis, que eu j havia muilo esperava. Tralan-
do-sc ha lempos de se crear a Ihcsourarin provin-
cial, eu disse que os afazeres dessa reparlirAo nao
podiam equiparar-se rom os alazeres e responsabili-
dade da lliesouraria geral ; [apoiados) : cniao creou-
se a reparliro com um menor numero de emprega-
dos e com os ordenados que naquelte tempo pare-
ccram siillicieules ; pnuco a pouco foram os ordena-
dos lUgmentanoo e progtessivameiilo o numero dos
empregados ; apoindos : maior ou menor opp.isiro
apparecia a essas prelenres ; e (odavin ellas
tritimphavam.e hoje, meussenhores, a pretenrao nao
be mais parcial; mas he o complemento da ultima
cousa que fulla, islo he, que os empreados da Ihe-
sourara provincial leudamos mesmos ordenados que
lem os da Ihesouraria geral, e para se dar urna per-
feila igualdade he pena seuhores que a assem-
bla provincial nio esteja investida dos poderes nc-
cessarios para dar i alguns dos empregados da Ihe-
souraria provincial as honras, que por leisgeraea sao
dadas alguns dos empregados da Ihesouraria geral.
Que differenca, seuhores, nasce ou provem para os
cofres desle augmento '.' Creio sem duvida que ser
de alguns 7, 8 ou !) coulos de ris ; quero que sja o
mnimo. Sele conlos de risem um lempo em que
se clama que os cofres provinciaes eslAo em apuros
que as despezas lem augmentado, em que a assem-
bla provincial lem desejos de crear um Gvmnasio,
de augmentar as obras publicas e de Iralar oulras
cousas que sAo de absoluta necessidade !
Senhorcs, eu nflo comprchendo islo, c digo_ que
fallam neslas cadeiras ahumas pessoas, incansaveis
em clamar contra estes mcios de gastar es diuheiros
pblicos : fallam algumas vozes. que sempre com so-
neja razie punhamtbarrcirasu estas lendenrias".
as difliculdadcs em que nos adiamos, que ulili-
dade provem desla medula provincia '.' Creio que
nciihuma ; creio que, visto as nossis oircumslai cias
acluaes nAo serem favoraveis, os negocios de impor-
tancia e que concernen! aos interewes da provincia,
devem lera precedencia e primazia sobre esles pro-
jeclos de inlercsse de empregados ; o contrario, se-
uhores, he una imersao nevpliravel e insuslenta-
vel. E para que, com esquecimeuto dos grandes
objeelos, que" cxisein grandes despezas, havemos ho-
je adoplar esle projeelo "! para os empregados da Ihe-
souraria provincial ficarem leudo o mesmo ordenado
que lem os da Ihesouraria geral ? !
E nAo esto esles empreado* suuicicnlemenle pa-
gos'.' haver quem, desliluindo-so de lodo o discer-
nimenlo a criterio, crea que a Ihesouraria provin-
cial, ja em relarAo a impurlancia de seus serviros,
j em relar.io a sua responsabilidade c ju em rilarn
3 oulros principios, est no mesmo caso cm-que esta
a Ihesouraria geral .' '.
como foi elle votado Da primeira ? sem duvida por
escrutinio... ,
Um Sr. Depulado :Foi votado por espherns.
O Sr. Ilaptista : He negocio particular, e foi
hein decidido,segundo pens ; cnlrelaulo esla o pro-
jeelo a-signado por O membros da casa. Eu pero-
Ihca que me perdoem do divergir de suas opi-
nies.
O Sr. Braga :Esl* no seu direilo.
O Sr. Daptisla :Quaesquer que sejam as razoes
invocadas para suslenlnr esle projecto, ellas nAo po-
dem destruir o farlo do auzmenlo progressivo de
despeza que so lem fcilo com esta reparlirAo, sem
que anda buje se queira parar. O seu pessoal lem
(i.lo um augmento bem crescdo os ordenados de
lieje nAo sao os mesmos qne exisliam ha lempos, res-
la, como j disse, dar-lhe a ralbe joria c os ordena-
dos'da Ihesouraria geral: cis o desidertum.
Senhorcs. estamos fundando urna divida provin-
cial com juros : lem crescido a ncccssidadc de obras
publicas : lemos decrelado nsliluroes beuelicas, que
devem costar enormes sommas : para mim, porlan-
lo, a rcjeir.in desle projeelo nocorrcnle anuo he urna
necessidadee um dever imperioso [mtlifoi apoiados.)
Vol coulra o projeelo. .
Poslo a votos o artigo do projeelo he rejcilado,
bem como o seu final.
ConlinuarAo da terceira discusso do projeelo n.
15 sobre o Intrnalo.
O .Sr. Clementino fez breves consderacoes, mos-
Irando o merecmcnloe a importancia do projeelo
em discussAo, e combinando-o com a emenda subs-
liluva, declarou que decdidameqle era mais com-
pleto, c resolv a melhor a queslo da reforma da
iustruccAo publica do que a proposla subslilulva
que lachou de defectiva. Declarou que nao entrava
em longos desciivnlvimenlos por Ihe parecerem es-
cusados, vislo como a simples leilura de ambos os
projeclos era suflicienle para a conrlusAo que tirou.
Disse que co.ilava muilo com a illusIrarAo da casa
para suppor. que fossem precisas suas observaroes
Para convence-la da conveniencia de approvar o pro-
jeelo d.i commissao c rejeilar o suusliliilivo. Occu-
pou-se tamhein em mostrar que os vcncimenlos dos
professores do |irimeiro grao cram de SOO.'SMIO e nao
"ll^tKIO, corno eslava declarado no projeelo, o que
adribuio a ensao na puhlicaro.ou redacrAo do
projeelo, e que fazia semclhanle declara^Ao porque
esle foi o pensamento da commissAo.
O Sr. S Pereira :(Publicaremos em outro nu-
mero.)
O Sr. Ilranddo : Devo manifestar o men juizo
a respeito dos dous trabalhos que se acham submet-
lidos consideraran da casa ; devo dizer qual delles
me parece mais coolorme com as necessidades da
provincia; devo finalmente declarar esla assem-
bla quaes sAo as mininas opinies respeilo das ul-
timas ideas que aqu se apresenlaram, com o louva-
vel fim deorganisar a insiruccAo publica.
Em urna das sessocs passadas. meus senhores, en
manifesle receios de que essa cifra, que se preten-
da levantar, de que esse plano, que se procorava
rcalisar para a organisac,Ao dosestudosda nossa pro-
vincia, viessem compromelter o nosso futuro ; esses
receios anda permanecen! no meu espirito, porque
al hoje seoo mostrou com loda a evidencia que o
estado das nossas rendas seja (al, que possa actual-
mente comportar as despezas que se vAo crear.
Mas, senhores, quero admillir que essas despezas
possam ser feitas, quero concordar que ellas nAo
gravem o futuro, e ento tralarei de aquilatar os
dous Iraballios, que oslan sujeilos a considerarAo da
casa, para ver qual ilcllcs deve ser por esla assem-
bla preferido na volarao que sevai pronunciar. De
oulra vez declarc, que a belleza do plano e estruc-
tura do regulamentn para o Intrnalo como que me
seduzia, mas que ao mesmo lempo reconheca, que
havia nesse plano urna parle nteiramente defecliva,
c foi slo o que o nobre depulado, o Sr. S Pereira,
demonslrou com loda a evidencia uo projeelo que
apresenlnu.
Com effeilo, meus senhores, procura-se nrgansar
a iiislrurrlo publica da provincia, e tralando-se de
um objeclo lAo importante, abandonase noTegnlu-
meulo a parle mais inleressanlc dessa mesma ins-
trucrao !
Pergunlo ou, ha por venlura nesse regulamentn
dispo-irun alguma, que se relira especialmente no es-
ludo profesional do au'ricullura. no esludodocommcr-
co e da industria'.' Eu nAe vejo. Enronlram-se ape-
nas nelle disposices relativas ao cnsino das humna-
nidades e de diversas materias superores,mas oesln-
do proprio quem se applica nquelles importan-
tes ramos da produccAo da provincia foi posto de
parte.
Ah suspirn tleorgcle, lodos devem aprender
a ler.
E ffw rapai i.'iiinli i herdmi toda a riqueza da
raslellAa '
Como rajusto, responden Virginia.
A mim nn aeonlecerii tal felicidade I inurinu
rou Pauliua suspirando.
E seu segredo? pergunlou Georgele.
Virginia aorrio com flnura, e disse :
Voss vai ver... Quando aprrseulei-me no
gabinete daquelle seuhor, clleencarou-me com min-
ia alleucjlo.
Bem como a mim! inlerrompeu Paulina.
Bem como a mim accrescenlou Georgele.
Depois que examinon-me, pedio-me que Ihe
cxpbcasse minhssiolMjoef. e cu disse-lhe sem he-
sitar: Se a senlior leu a l'iiiueza e o' Tacerm-ir >
ha de conijirchender-iil. fcilmente ; pni^vcnho n
Pars como Zedela de Spurzheiro. lia em mim al-
guma cousa e-lranba. Oiiem amar ex(remusani''nle
um liomem moreno ou louru sem excluir o castaolio.
decorarao nnlire, bella estatura, e alguma riqueza...
poia o amor bu unta flur que defiulia na miseria...
Quero olem disto arhir minha mai...
Sua filil eselamam as oulras duas raparigas.
Sim, miiiba mAi... minha mAi adorada... Ze-
dela 'le Spurzheim nAo sabia a esse respeilo mais
do que eu, quando deixou a Floresta Negra... Toda-
va arbou a mai. a qual era a prinreza Pal .lina...
E que respomleu o velho I pergunlou Geor-
gele.
Quo isso era urna cousa simples, rontnuou
Virginia. Nn linha lido a Princeza e o Tacernei-
ro ; mas iiileressou-se por Xedelia por causa do no-
meque arlinu bello, u Minha filha, disse-me eMe.
trataremos comdescauso do homemquefar sua vfli-
tura. Tenho mullos a mAo, morenos, lourot, casta-
nhos... Enlrclanlo pos>o po-la sobre ce-la pista...
e quem sabe... soa mAi... a Pedi-lhe que se expli-
E, porlanln,.senhorcs. he de beneficio publico ou
de beneficio puramenle parlirular o projrrlo que se
dsrulc l! 11 projeelo esla em segunda discussAo, c
Meus senhorcs. he preciso que nos convengamos
desla verdade : se nao cuidarmos da nossa agricultu-
ra, do nosso commercio, da nossa industria anda
nascentes, dentro de noucos anuos em vez de termos
prosesuido na rarreira da riqueza e da prosperida-
de. leremos retrogradado. Estas opiuiocs nAo sao
novas em mim, porque na assembla geral j eu
di/.a ao governo imperial, que era necessario esla-
beleccr o esludo profesional ; que era mister crear
e educar os homens para os diversos ramos de in-
dustria que elles se applicam, pois que s assim o
paizpoderia elevar-sc a allura de grandeza e pros-
peridade, que os scus recursos e aclivdade dos Bra-
slciro Ihe promellem : ora, Iralando-se aclualmen-
le de, com sacrificios de nossas rendas e lalvez do
nosso futuro, organisar a insiruccAo da provincia,
enlcndo quc'uAo llevemos abandonar oque he essen-
cial e de prra ordem, e se assim aoSnlecer direi que
nada lemos fcilo, que nada temos adianlailo.
Esla mesma assembla, meus senhorcs, j nos an-
uos anteriores, como muito bem disse o honrado
membro, recnnhcccu que o esludo da agricultura
era indispensavel provincia, para habilitar os nos-
sos agricultores lirarcm da Ierra, com o auxilio
dos meos que os homens especiis coslumam era-
pregar, toda a vaulagero que a forra productiva da
Ierra podo olTerecer ; c, pois, se islo j foi reconhe-
cido, e se agora se (rala de organisar os estudos da*
provincia, porque motivo no projecto do regulameu-
lo uao apparecc urna dsposirAo se quer, relativa
lavoura que forma a principal fonle da nossa ri-
queza'.' Porque motivo senocreou urna cadeira de
agricullura, quando o anuo passado se disse nqui
que essa medida era essrneiul, c que sem ella nAo
podiamos ter a prosperidade que devemos desojar
para a nossa provincia ? Porque razo lambem nAo
se creou no Gv mnasio una cadeira de commercio,
como muilo bem lembrou o nobre depulado "! Por-
que razo nAo se rrearam cadeiras para os esludos
arlislicos e induslriacs, desprezando-se em urna tal
ncrasiAo a disposirAo da lei n. 222, confeccionada
nesla casa para organisaco do cnsino especial das
arles e da industria '.' Por venlura deveremos viVer
sempre n'uma immobilidade fatal '! Deveremos firar
condemnados a nao dar um passo do progresso as
sricudas.qiie sAo especiaes no uso da vida,e que con-
correm para o incrcmcnlo da riqueza do paiz'! Islo
seria urna desgrara ; e, portante, nesla parle diao,
que o rcgulamenlo nAo prcenche o sen fim. Se elle
concorre para preparar mojos, que possam, pelos
seus esludos, fallar bem n'uma sala, e, disrorrcr
n'uma assembla deliberativa, deve com muilo
maior razAo formar lambem homens, que vAo lirar
casse ; mas elle ficou mudo como um tmulo anligo
meio arruinado pelas injurias do lempo. Knsinou-
ine si,ni,-ule a c.is.i da senh.ua marque/a de Reatan.
na ra Maligunn n... e dissa-me que pozess* cinco
francos sobre a mesa.
Elle i.iiiiIiimii pediame urna moeda de cinco
francos! disse Paulina.
A mim lambem, disse Georgele, e he esse o
seu sesredo'!
Nj he urna cousa eslranha e solemne/ per-
gunlou Virginia inclinan,lo a cabera con) ar pensa-
tivo, se essa marque/u do Rostan losse minha mai?
Fez um signal com a mAo, e accrescenlou.
Deixem-me rrfleclir.
('.cordele c Paulina ralaram-se : a inesma Idea v-
nlia-llies ao mesmo lempo.
Todas tres eram ensciladas, ledas pudiam nulrir a
mesma rspcianra quo v'ir^ioia e /edelia de Spurz-
heim. Ora em semclbaiile ririuiiisUn.ia Bortenaia
de Geniiineiiil recooberera por sua lillia una rapa-
ricuiulia que preferir scus beijns ,i urna l.ol-a rheia
de nuro. Nao era leso nina informarlo "
As cilleras exallavm-se. Nada h lao faril romn
dar esperaiiras e\li avallantes a nina engeiladu. Net-
ses cerebros as ideas loucas cresrein como as plantas
ms na Ierra. Tudo o que dissera a romanlica Vir-
ginia era absurdo ; porm que importa !
Quando Virginia levantou a vista sobre as duas
coinpanbeiras, vio dous otilares ferozes tilos em si, e
persuulou :
Qoe lem vosss '.'
Cuide no quo ihe Interesal, senhora princesa,
dis-e Paulina.
(I criado veio nesle instanle annunciar-lhes que
poiliam enlrar. Ellas levantaran! so precipitada-
mente, e ajusUram os vestidos a pressa.
Coragem dizia Virginia comsigo. ludo dcpcrl-
de da eolrada... Essa marqueza procura evidenle-
nienie a falla...
nlelligenlemenle|do seio da Ierra os scus produc-
tos, para espalhn-los pela sociedade.
O Sr. Mello Reg : Islo he verdade.
( Ha uulro aparle. )
O Sr. Rranddo :Oh seuhores NAo he proprio
do cslabelecimcnlo 1! E a escola central de Pariat
f'mSr. Depulado : NAo est reunida aos col-
leglOS I i- es.
O Si. Ilranddo : Eu Ihe respoodo, observando-
llie que, se nos nAo podemos ler muilos collcgios,
como a l-'ranra. se ns nossas forjas oo chegam pa-
ra lano, c se por outro ludo vamos fazer um gran-
de sacrificio com o Gymnasio, nAo vejo razo para
que deixemos de aproveilar a occasiao de rrcarmos
urna cadeira de agricultura, oulra da commercio e
finalmente anula oulra de industria e artes. J que
fazemos aquelle sacrificio.au menos faramo-lo com-
pleto, c nao adoptemos um plano intciramcnle de-
fectivo, c que poda servir, sim, para lormar mocos
para os saines, para as discusses, mas que de certo
nAo formar homens proprios para augmentar as
nossas produrres aercolas, nem para dar o descii-
volvimcnlo conveniente ulodas as forras productivas
da Ierra.
( Ha um uparle. )
O Sr. Ilranddo : A resposla do seu aparle he
a seguidleque sempre foi mo expediente princi-
piar por onde se deve acabar : nos precisamos dcs-
eavolver a riqueza agrcola, como necessidade inde-
clinavel do nosso futuro ; mas. em verde o fazer-
mos, liir.iiuin.i-iios a crear despeza, que liAo de sa-
bir das bolsas dos nossos honrados agricultores; qual
dever ser, pois, a consequenein Torcos desle proce-
dimenlo' Sera sem duvida que em um lempo dado.
nao leremos meios para manler essas mesmas des-
pezas, que hoje se quer lodo cusi fazer pasear.
NAo mullen) na provincia oulra fonle de renda
publica mais do que a que resulla da lavoura ;'.digo
mesmo que islo acontece cm todo o Brasil, porque
desgrarailau.cnte, como he sabido, o commercio nAo
nosperlence, somos apenas espectadores dessas esne-
culares, que se azein em nossas pracas, e, o que
he ainda mais triste, algumas vezes mesmo victimas
dellas ; pnrcnisesuinte oque nos compre fazer '.'
A pobre, a minguada agricullura, que ja .supporla
lanos tribuios, e que rolincira e estacionaria, como
se acha, dcfiubar iicressariameutp por falla de bra-
cea, nao reclama com loda jnstiea, asura que trata-
mos de faier um sacrificio, a nslrucrao profesio-
nal e conveniente para aquelle- de nossos compro-
vincianos, que a ella se dedicam ? Ccrtnmenle que
sim.
Nesla parlo portanlo. meus senhorcs, eu pens
que o projeelo do hourudo membro, o Sr. S Pe-
reira, he preferivcl ao do reizulamcnlo, que lem
sido disentido. E na verdade vejo allendidas ucsle
projeelo as necessidades actuaes da provincia, vejo
creados nelle e-ludos para o comii.ercio, para agri-
cultura c (amui'iu para as arles e industria, consc-
guinlcmenle o seu plano he mais comprehensivo das
nossas verdadeiras necessidades do que o Gymnasio
Provincial.
Cm Sr. Depulado:Mas lio inexeqoivel.
O Sr. Ilranddo :Eu nAo descubro inexequibili-
dade nisso, meu charo cnllega, ti Jo vejo quehaja inc-
xequibihdade em crear-se um cadeira de agricultu-
ra, e oulra de commercio...
Um Sr. Depulado:Xa Ivcu da Babia lem ca-
deiras de agricultura e commercio.
O Sr. Rranddo :Agora me record que ha 10
uu 12 anuos appareceu um pensamento luminoso
dcsla ordem, partido de um homem respcilavel que
enlAo goveruuva esla provincia, do Sr. barao da
Boa-Visla; lembro-mc de ler lido em 182 um pro-
jeelo de rcgulamenlo daquellc senlior, milito com-
pleto, muito bem elaborado, no qual esses estudos
se achav.un comprehendidos : ora, se j nuquella
poca o Sr. barAu da Boa-Vista reconheca que era
mister, que a provincia livesse urna cadeira de agri-
cullura, cuino nao o ser boje '.' Se tormos sempre
andando por esla forma, sean eslabclecermos o en-
sino profesional, por cerlo nunca teremos homens
especiaes, que proveilosameule appliqurn a scien-
eiaa agricullure, e persuado-me que o honrado mem-
bro, quem eslou respondeudo, ha de coifeir que lie
urna necessidade de primeira ordem, que os nossos
agricultores icnham coiihecimcnlos rcaes da mate-
ria a que se dedicam.
Sim, ha de convir nislo, lano mais porque me
parece que deve estar convencido de que d'ora em
diaute mataras didicul.lades bao de apparecer na
cultura dus campos por falta de bracos, de maneira
que os agricultores se verAo necesariamente obriga-
dos a recorrer' ao emprego de meios substitutivos
desses mesmos bracos, que dentro em pouco lempo
se tornarla raros, para continuaren! na sua indus-
tria, ou a abandonara-i, se a ulelligencia cultivada
pela Hienda respectiva os nAo auxiliar ; se pois nos
estamos neslas circumslancias, c se tratamos de or-
ganisar os esludos da provincia, porque motivo llo-
vemos dedeixar margem assumplos de lauta im-
portancia'! Pois muilos dos honrados membros n3o
concordaram o anuo passado na veraridade do que
acabo de dizer? nao aceilaram a idea deque urna
cadeira de agricullure era essencial para a provincia-?
Me parece, pois, como disse ha pouco, que o pro-
jeelo, apresculado pelo honrado membro, o Sr. S
Pereira, atleudcu a todas as necessidades da provin-
cia, c que he o mais til e conveniente; os meus de-
sejos, portante sao que elle seja adoptado, porque
vejo que o seu plano abrange nao urna s necessi-
dade. mas todas aquellas que sAo vilaese conducen-
tes a nossa prosperidade c civilisacalo.
O mesmo honrado membro entrando nos detalhes
do regulameulo do Gymuasio fez diversas conside-
raroes, que repulo muilo jndiciosas, c que pesaram
no meu espirito. Elle disse com loda razao, que era
umainiquidadesohrecarrcgar-scum alumno externo,
que ia r.I miar no Gvmnasio, com urna quanlia lAo
forle; que islo faria anclar daquclle eslabeleci-
menlu muita genio, porque, nem todos lerAo 30 ou
(OfOOO rs. por auno, como o regulameulo exige;
e que, devendo ser a instrucr.au o mais barato pos-
sivcl, era, na verdade, crearem-se esludos, que nAo
pederan! ser frcquenlados por causa dos grandes
dispendios que acarrelavam aos pais de familia, sal-
vo se ellos s eram eslabelecidos para os ricos, como
bem pareca.
Nesla parle por cerlo, eu nAo poderia, ainda
quando adoplasse o plano geral do regulameulo,
conformar-mc com elle. E,dcmas,repilo ainda-o que
disse de oulra vez, quando fallci sobre a materia.
Nao sei porque motivo a commissao, queexaminou
o regulameulo, eulendeu que urna profesora, que
desempenba scus deveres, que cumpre com as suas
nbrigarocs, deve ler um ordenado menor do que um
profesor no mesmo caso, lime quem dissesse
aqu que o Irubalho era menor : mas cu repuln isto
um absurdo; o irabilho de urna profesora, que de-
vidameulc satisfaz os seus dcvrrcs, nao he, nem po-
de ser inferior ao de um profesor. Tamhem, meus
senhorcs, nao posso saber donde a nobre commissAo
ou o aulor do regulameulo lirou a idea, que se acha
consignada no artiga 23, sto he, que os profesores
actnaes nAo devem gozar das vanlagens, que o mes-
mo reguluuienlooulurga aos que fnrem novamonlc
oomeados, scui que para isso se sujeilem a nova ha-
bililacao.
Pois, senhorcs, n.io he slo um conlraseuso? O
profesor, queja passou por um exame, que foi de-
vida e legalmeule upprovado, c que, finalmente, j
fez suas provas de liabililurAo, ha de ser obrigsdo a
sujeilar-se a una nova prova, para gozar das vanla-
gens concedidas ao pro'lessorato ? Confeso que nAo
sei realmente a razio, a causa eHicieulc de seine-
Ihanle dispoiirao, e que me parece que ella he dcs-
ibonadora de ludo quanlo se lem feito no passado,
apoiados); pois que d a entender que lodosos pro-
fessores, que feam examinados e approvados em
concurso, chegaram ao profesoralo por proleccAo e
por empenhos e sem as devidas babililaces.
o Sr. Mello llego :Todos, nAo, porm alguns.
O Sr. Ilranddo: A regra aqu be geral ; o
principio e.l.i eslahelccido para todos, eonseguinte-
menle l idea injuriosa vai reeahir sobre a generali-
dade; entretanto, que eu pens que nos nao deve-
mos consentir nislo, que pelo cmlrariu, respeilar-
mos o pas,ado, c nao preslarmos os nossos volos a
nina disposirAo odiosa. Sebn ve algum desasando
alguma prnlccrAo, que tioi permita que nAo ba-
ja para diante), (potados mas que eu creio que
bao do coolinuar.se llOIIVO alguma prolerrAo.digo.nu
se foi algum empenhu, que levou um ou oulio indi-
viduo ao profesoralo, devenios tancar um veo sobre
sso, devemos aceitar os farlos laes quaes ellos exis-
lem ; mas nunca devemus fa/.er menean n'um arti-
go de lei de nina idea de semclhanle nalureza, urna
dizer que urna alia ulelligencia convence, mas
nao impe : por consequencia, para comigo declaro
desde j ninguem me impoz, dou um vota muilo
consciencioso a respe le desle uegoro, embota ie-
conlieea que n.'iu sera um Irabalho muilo perfeilo e
escoimado de defeilos, mas lambem vejo que Irab.i-
llioi desla ordem e importancia nunca podem locar
a perfeieAu. sejiao depois de poslos em execucao e li-
mados pela pralica. {Muilo bem.)
Encerrada a discusso he o requerimenlo do Sr.
Asolar upprovado, bom como o projecto da commis-
sAo em 3" discusso.
Terceira discussAo das posturas do Recita sobre as
padarias.
Sao approvadas sera dbale.
SAo igualmente approvadas sem discussAo as einen -
das ollerecidas em 3> ao projeelo n. 13 que concede
diversas loteras.
Segunda discussAo do projeelo n.... que ap'prbva
diversos compromissos. i
He -ipprovado sem dbale seudo dispensado do
intersticio a requerimenlo do Sr. padre Marcal.
He lambem approvado em segunda discusso o
projeelo o. 22, que diz:
.' A assembla legislativa provincial de l'ernam-
buco resolve :
Arl. nico. Ficam approvados os compromis-
sos das (mandados do SS. Sacramenta do Pajeii de
idea que heum documenta contra o passado. encho- p|orc,. du ,MvjlM) Espiri|o s.ln,0 tmm no cmiv(.n,
vaina a propria assembla provincial, c o governo dus reliaiorosfranciscanos dcsla cidaile, e do SS.'Sa-
.tnota.los. Ao menos eu assim peo,,,. cramentodo Bom-jardiro;revogadas disposicesen.
Desejo muilo que a insIrucrAo se dissemiiic na conlratio.
minha provincia, anhelo proliindamenle que ella so I Sala da. edmmissoes lil de abril de 1853.-Padre
nAo limile a laes e laes individuos, porem, que seja
ceneralisada ; para slo farei o sacrificio de volar
grandes sommas, porque reconhero que ella he una
dasprimetras rondires da vida dos povos ; mas qui-
zera que fosse realisada de maneira que altendesse
as primeiras noressidades da provincia, islo he, que
se referiste asricullura, ao commercio e in-
dustria, vislo como sAo estas as :i fonies da produc-
rAo, sem as quaes nao leremos prosperidade e gran-
deza, nem poderemos elevar-nos a altura que nos
compete.
I emlo assim manifestado a minha opinilo, e vol
pelo projecto do Sr. Dr. Cosme de Si Pereira c con-
tra o trabatho da cominisslo.
O Sr. .Igniar :Sr. prcsidenle, o silencio que
lenho guardado na discusso desle projeelo, deve ter
feito sentir u casa a minha qua< expressa ronfissao,
de quantn me julso |iouco
/ ore/do.Padre Marra!.Pinto de Campos.
Dada a hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
la a sessAn.
COMARCA DE (ilWU
20 de abrii.
Tardei para mais arrecadar,porem quasi que posso
dizer com o profetatota nocle elaborad el nik'l
acccfii 1
Fiudoi^-sc a eslacAo quaresmal, lempo em que a
.reja nos manda rever nossos peccados para apa-
ga-los por meio da penitencia : livrmos aqu na
cidade iniiilas procisses de peoilcncia, procissAo de
Passos, semana Santa inleira,e os demais|accessorios;
mas com dor o dizemos, ludo se faz por coslume,
habilitado para Iralar i sem que ucnhun desses piedosos excrcicios cause a
desle objeclo. (Vito apelados.' Entretanto,como menor mprcssAo no povo. 0 indeferenlsmo reli-
reconhero apezardisso a necessidade de algumacou-. ginso lem avassalado lodos os roiaccs, assim quo
sa fazer se ueste sentido que melhore as eondioBea
cm que vive o povo pernambucano, c como deseje
sinceramente que alguma cousa se emprehenda e
se realise, nao duvi.lci volar em 1" e 3" discusso
pelo projeelo da nobre commissAo de insIrucrAo pu-
blica, sendo este ainda o motivo porque eslou dispos-
lo a volar por elle em 8a discusso. Havendo um
honrado membro desla casa aprcsenlado o projeelo
que anualmente se discute comb emenda, e que j
foi honlem discutido, c lendo-o considerado muilo
perfuuctoriamente por falla de tempo, pens que a
casa lem necessidade de apreciar sle irabalho e de
aproveilar as ideas lalvez nimio boas e vanlajosas,
que elle encerr: docr-nic-hia por lano ve-lo cahir
se por venlura fosse approvado o projeelo da com-
missAo: e porque desejo evilar esse incouvenienlc, e
julgo preciso que em lempo competente esse pru-
jeclo seja devidumenlc considerado, vou mandar um
requerimenlo i mesa, pedindo que a emenda seja
separada e discutida independente do projeelo da
commissAo. l'arece-me que desla maneira, faro
um servido nAo s ao'honrado .membro, aulor do
projeelo como ao paiz, porque no caso de ser appro-
vado o projecto da commissAo?...
O Sr. S Pereira :O que he cerlo.
O Sr. .Iguiar :Viria a emenda a ser rejcilada,
nAo pudendo ser discutida sem que seja nov ament
reproduzida, cnlrelaulo que, separando-a, jiode-se
depois que pussar e>le projeelo, aprecia-sc nesla ses-
sAo ou na vindoura.
podc-se dizer que o nico movel que conduz o povo
as grojas nos actos solemnes o pompozos, he a va
curiosidade que por igual modo nos leva aos Dies-
tros.
li verdude que la appareceuma ou oulra pessoa
possuda do venia,leiro espirita, mis, rari ranles
in gurgite vasto '. Queris urna prova, ah a leudes:
na segunda fera seguinte ao domingo de Paschoa
dous assassinos emboscados bem perio do en-
genlio do delegado, e quasi a vista de quem
passava aliraram sobro um (al Frcilns, que milagro-
smenle escapou, levemente ferido, lalvez por ir
cavallo. A victima correu a toda bride para casa
do delegado, c este mandando algumas pessoas ao
lugar da emboscada, nAo enconlraraio os assassinos;
mas no lugar mesmo cm qne estiveram emboscados
eslava enroscada e dormindo urna formidavel cas-
cave!, que ou esleve de parceria com os assassinos,
ou enlAo os sulistituio na empreza. Oh smiles
cum iimililius fucile congreganlur !
No mesmo dia ou no oulro perto da ponte de Bu-
jary, um ebrio enconlrou-se rom uin sugoilo que
passava na estrada, e depois de trorarcm algumas
palavras, disse o ebrio puxando pela laca,esla roinh
faca esla enferrujada, e boje he de li-npa-la na bar-
riga de algum diabo, c s por isso reicbeu do oulro
tres Tacadas, das quaes lambem milagrosamente nAo
sucumbi o ebrio, lafvez por lerem sido dadas rom
me.lo, porquanlo parece que foi pelo medo qoe o
oulro leve de que o ebria nao limpasse nelle a faca,
elle modo lAo des-
O Sr. S Perci. :-l)pois de approvado o pa- ^o--s_xojniiorjou--|oj>
no do Gymnasio. humano.
Isso alranra-se da primeira frita 00. nunca, di-
zia comsigo Paulina ; visto que essa senhora perdeu
a lillia. raiilinlienuis :
C.onieieiuiis brin, muiniiiava Georgele, Ah !
se ella cune apos da filha, en oilerero-me !
Apenas a porla abrio-se. ludas Ire's lancarnm-se ao
mesmo lempo no alio, exclamando :
.Minha mai minha mAi '. minha maa !
A marque/.i arliou-se repentinamente rodeada de
bracos que lenlavam apcrla-la, e de laidos que pro-
curavam-lhe o rosto. Era ama tola porfiada a quem
podesse adquirir o primeiro beijo dessa mai lo que-
rida.
Se Aslrea livesse perdido alsuma Alba, nAo lena
certa monta podido eximir-so de urna rmocAo mas
Aslrca nan era d.iquellas que Deus cria para repro-
duzir. Convm que eertos enles retirndose desle
mundo nao deiXem vesliji an.is de -i.
Entretanto Paulina, Georgele e Virginia, que nao
linliain a.levinliado previamente sua mutua inteu-
cAo, Irocaram olhares n1 migas, e creio que nesse
combate affeeluose que Iravavam em lomo da inar-
qneza, bo.ive algumas arrauhaduras de parle a
parle;
A marqueza aturdida ao principio por essechoque
inesperado, recobren pouco denota a preansoa de es-
pirilo. Ergneu-ss orgolliosamenle.e seu olhar cheio
de a.lmirarAo e de desprezu baixou alleriialivamen-
(c sobre cada nina das Iros raparigas.
Minha m disse Virginia Com ternura.
[ Minha mAi l repeli Paulina p-rlnrbada.
Minha mAi! balbnciou Georgele, chorando
sem ceremonia.
Que significa sso. Mr. Gridaine .' pergulou
a marqueta vollando-se paru o velho.
Esle tirou os oculos da caixa e collocou-os cuida-
dosamenlp sobre o nariz.
Ah 1 exclamaran! ao mesmo lempo Virginia,
I Georgele e Paulina, be o senlior l do gabinete !
O fir. .Iguiar :Depois de upprovado o plano do
Gymnasio ; enlAo 0 nobre depulado er que essa
organsarAo seja lio definitiva quo nao admita re-
formas:' Eu enlendn que nAo, porque lodo o povo
Dovo, que anda nAo lem fcilo um grande caminho,
quer as scicncias, quer as arles, anda sempre de
reforma em reforma, anda couslanleaicnle em pro
cura ilo melhor, e por consequencia nAo he de ad-
mirar que passaudo o projeelo da commissao na pr-
senle sessao, na vlu.loum sa reforme essa organisa-
cao, se Ihe aillici-Mi'in ideas, regras ou principios
que possairt melhiirar o syslema adopta lo, e he por
isso mesmo me ei quero que a projecto, que seive
de emenda, nAo seja discutido agora : porlanlo nesse
scuiido vou mandar um requeriineuln mesa. -
Vai a mesa e he apniudo o seguinte requerimenlo:
Kcqueiro que o projeelo n. 21 que serve de
emenda seja discutido cm separado, continuando a
discussAo do primitivo..Iguiar. n
O Sr.S Pereira :Daremos cm oulro numero.)
O Sr, Aquiar :Sr. presidente, cu costumo. a
proceder sempre em muilo boa f. Antas de a pre-
sentar o requerimenlo que se acha sobre a mesa, eu
disse ao honrado membro qne desejava que alguma
cousa a respeilo da insl ocro publica passasse esle
auno, porque conhecia que a provincia de Peruam-
buco precisa de alguma providencia nesle sentido, e
porque via que os pais de familias de nossa Ierra
que aspiram a dar alguma educaran a scus filiaos,
nAo o podem fazer na provincia, sendo-lhes neces-
sario manda-Ios ou para o Rio de Janeiro, ou para
paizes eslraugeiros, c resultando dahi. nao so o in-
conveniente de formaren a sua educaran longe de
suas familias, porm ainda de dispenderem-se gran-
des sommas fura da provincia, quando podiam tirar
nelle, urna vez que houvsse urna casa deeducaro
regular em que nAo s o rico, porm ainda o menos
rico, podesse achar recursos quando quizesse Iralar
de educar seus (Hitos.
O Sr. S Pereira :Mas nAo pobre.
O Sr. .Iguiar :O pobre lambem lem eduearAo. c
mesmo gralis. Porlanlo ja se v que eu de muilo
boa f apresentei o meu requerimenlo e a cmara
reconheccra que lana foi a minha deferencia para
com n honrado mcmhr.i.quc procurei fazer com que
scnAo volasse a emenda ao mesmo lempo que o pro-
jeelo, alim de evilar que. sendo esle approvado,
aquella fosse rejeilada : c essa minha deferencia nAo
s foi publica, porm ainda particular, porque lem-
hrado estar o honrado membro de que communi-
quei-lhe a minha dea.
He, por lauto, vislo que nao livc a menean que
me atlribue o nobre coltega desmatar o seu projeelo,
c lano eslava longe de mim esse pcnsamcnlo, que
xonfessei o desejo que linha de que o seu Irabalho
f.isse apreciado em lempo competente para que as
suas ideas fossem aproveitadas. E, devo agora de-
clarar muito positivamente, que esse voto qoe tenho
dado pelo inlernalo c que eslou disposlo ainda a
sustentar, me nao foi imposto por aisuem. Embora
a explicarSo dada pelo honrado membro de que
quando urna alia inteligencia aprsenla urna idea,
he islo urna especie de imposirAo, eu sinlo e devo
Silencio disse sercamenta Tudo paraos Mu-
Iherea vosss o (res descaradas, o reliro-lUes mi-
nha proleccAo.
Senhora marqueza, tomn ell Hadando res-
petosamente, rreia que nao live parle alguma nesla
scena indecente e burlesca
EnlAo deve restituir nossos cem sidos! disse
Paulina pondo o punlio sobre a anca.
Georgele, que era a mais gei.lil das Ires, eslava
lAo abatida que nAo cuidava em respingar.
A marqueza encarou-as segunda vez una depois
dfe oulra, c lomando o Irque Sgiton-o lentamente.
Quem dcu-lhes a idea le chamar-inc sua mAi ?
pe -guateo ella abundando ao mesma tempoo nece-
lo c a exprcsiao do semblante.
Foi ella! responderam Georgele e Paulina
mostrando Virginia.
lisia indicou com o dedo a I'. J. Gridaine, e disse:
Foi elle !
Ah!..-. comcrou ludo para as mulhcres.
A marqueza o fez parar cun um gesto, e pergun-
lou niuda:
Vosss andavim
quo vivan! ?
Os (res semblantes radiaram de alegra. Cada urna
das lies raparigas jnlgava que seu vestuario era ad-
mirado.
'Oh! responden Vircinia, nAo'lenho as roupas
groaselraa qoeeobTirem meus primeiros anuos, e mi-
nha adolescencia.
Foi para por-nie no tom de Pars, disse Pauli-
na, fazendo nina reverencia.
Foi para nAo passar por nldcAa, disse Georgele
ncliuando-se.
Asina vnltou-se para P. J. Gridaine, e fez um
signal de descontentamento. Depois tomn dirian-
do-se as raparigas
Ouvi mais fallar em urna garrafada dada nos pei-
tos de una mulhcr, moradora na cidade, este acon-
lecimenlo inda nAo averiguamos bem. mu be cerlo
que as garrafadas aqu estn approvadas, e sAo dadas
com puntara ao rosto para assignalar o individuo
por toda vida com, lalhos impregnados de Unta
prcla. Parece invento de pessoa que leu os
Misterios de Pars, e que soslou Ja horrenda cara
do mestre escola, desfigurada com o vitriolo.
Ti vemos mais que lastimar a desgraca d um po-
bre liomem, que se arbou murta ua estrada que vai
de Diamante para Carir, o qual foi encoulrado
pela manliau por uns azeiteiros debaixo do cavado,
que levava una carga, de sal, mas esle aconlcci-
mcnlo fui um successo. Esle infeliz coslumava em-
briagar-se, e nesle eslado assenlou viajar a noilo
por essa estrada, o suppc-se que indo montado em
cima da carga cabio com o cavallo no aloleiro ou
buraco cm que foi encoulrado. ficando por baixo do
cavallo, 'ine os nzeilcros Ihe tiraram de cima com a
carga.
Temo?, [despejado loda nossa sacla dos fados
que podemos colhcr, phisicanienic fallando por
assim dizer ; agora quanlo aos Tactos moraes
lemos (ambem alsuma provisAo. O hediondo
inon-iro da intriga, parece que deii.ou sua
predilecta habitarAo o inferno, e apozentau-se,
nesla cidade oulr'ura lao placida, de serlo que as
pessoas que aqu vinham, se resozijavam de ver a
uniAo o amisade que enlrclinham os mesmos ioimi-
gos polticos. Nos saraos, nos jaulares e nos cir-
cuios Ifavia perfeila cordialidade enlre todos, mas
baje s reina a reserva, a desconfianca, e ha mesmo
quem (rali ilhc por desunir os amigos, os prenles,
uns por vinganca, e outros por mera perversi-
dade para saborearen! os pessirnos fructasj da in-
triga.
NAo se pode pensar de modo difireme de oulro-,
nAo se pode conversar, tudo se envenena, ludo so
adultera, c qnando mesmo nada se diga, invenla-se,
e o que mais he.ha urna facilidade para se acre-
ditar ludo, inda mesmo consas repgnenles com o
bom senso e coma razAo, assim que parecem lodos
ma^neli-ados pela intriga.
As susceptibilidades rslo (Ao adelgazadas, que se
oITcndem al com o sopro do brando zephiro ; ha
intrigantes lAo prfidos, qoe tendo voutadede dizer o
alsucm o que elles pensAo aieu respeito, fazcm em
nome de oulro sobre quem laneam loda colpa e
responsabilidade.
O iris, coilado! la sobre a bigorna, e malham
nelle sem piedade A dcspeiloSde pregar a paz, lem
sido apodrejado, mas elle como he soldado vele-
rano, nSo se apoquenla nem se atrpela, e antes de
sen posta brada a todos(ende resigoario, deixai
passar cssa uuvem carregada qoe os ares eseorece,
e que sobre nossas caberas apparece .' Qoanlo mais
horrsona e furiosa for a lempcslade, mais cedo
taremos a bonnra I
NAo ha remedio scnAo soffrermos alguma cousa
por nossas ideas, por nossas convlccoes, e pelo cum-
primcnlu de nossos deveres ; he com o solTi ment e
al com o martyrio que se findar.im as sela; religio- '
sas c publicas, e he com o sanguc de seus narlvres.
vestidas assim no lugar cm
gum fim... Explquem-se logo, porque leoho pres-
sa... Que quer vast?
Basa paranoia era dirigida a Georgele. Ella1 res-
pondes :
Ser coslureira de jornal em sua nasa, senhora.
Isso nao he impossivel... E voss !
Ser camarista.... ou criada... o que a senhora
quizer. dase Paulina.
-r E voss?
Era a vez de Virginia. Ella lmt o lenco e encliu-
gou os olhos que estavaui seceos; depois deu um
passo odiante, tassio c disse:
Senhora, meu nascimenta be honrado e minha
educaran correspondc-lhe Uo vaiitajosamenlc que
posso dar lir.-s de ludo ,is meninas: Jeilura, escup-
a e imagiuarao. A minha he rica e dosrogradl:
meus coslume- silo puros como a respirarn de nina
rriaura, do amor nem teaho c.mliecmjnlo: ludo o
que quero he una mi !
Reslava-lhe urna vasa espcra::ea. No Harrawo
do Caslrll i ou Qual das tjaatra '.'' ha lambem nina
mAi que loge ao principio frie/a para experimenlar
a Broa. lis.a marquesa linha na ventada um ar mui-
lo joven porem a mAi de l'cpila no Corlidor (de
pelles de Toledo parece mais moja que a llha me-
nor.
Eni nome do eco, acrrescenlou N*irguia,deixe-
me conlar-lhe cm poucas palavras minha Irisle his-
toria. Nasei nos arredores de Mans em urna aldea
humilde, ende passei os primeiros annos. NAo co-
uheri niinc meu pa nem minha mai, cujos beijos
lernos nunca recebi; porm tildo ms induz a crer
que eram pessoas Ilustres; puis linham inlcresse
em nccollar-se... Desde a mais lenra infancia rB
superior ao meu seso e a minha i,la le... Alzum
lempo depois enchi de admirarAo pelas minhas qua-
lidades bullanle, e solidas os povus vlsinhos, b.'m
-J- Eia, miabas filhas, vosss vieram aqu para al- I como os viajantes estrangeiros... J sei que a senho-
ra nAn he minha mai ; norm se ronhere alguma
pessoa que lenha perdido una lha....
A marqueza fez um gesto. P. i. Gridaine levan-
lou-se e disse:
Minhas filhas, vAo a minha ca-a manliAa bem
cedo... la Ibes darei a resposla da senhora marque-
za, e com seu dedo secco e rugoso mostrou a porla a
Indas.
Paulina e Georaele rclirar.im-se logo; porm Vir-
ginia pOz as mAos. e pronunriou com toda tarca de
seos pulmes:
Dos a perdoe. se a senhora he minha mai !
A marqueza empalli.h-ecu de colera, o torou I
campainha para chamar os criados. 1*. J. Gridaine
laiirou mAo da bengala O correu a poz de Virginia.
Bat iclirou-se tranquilla, e Resignada eooM mi-s
l'aiiny do rastello de Crawfurd.
Passaudo junio do sof, ella vio o grande Rostan
que dorma, c di-se:
O' mea pe! Vme. ao menos nao me repelln!
Dizeude bes ella seglo i> ci lado, o qual conduzio-a
al a parlado paleo.
Na ;'oc*H moscoiffa o bom servo Cboulolf enlreua
a Peden despresada e expellida urna bolsa de rouro
cheia de ouro. Virginia tarja querido infundir um
pensamento desse genero ao criado da marqueza;
porm este era um Esrucez que goslava de receber e
nAo de .lar presentes.
i Ethelred! Elhelred disse comsigo Virginia
vnllando pelo bairro de Saint Hniior. eis o moinen-
Ihasd.r mariulieiro da diligencia. O infortunio aba-
re a altivez.
Embora eu nio o ronheca, confio eio Vine.
respomleu ella ao buui Ivohlwl. O esperdtrnln du
ocano eleva o cnarao. I'rometla-me respailar mi-
nha innocencia c minha niocfdade, e offerer;a-me o
que quizer.
Roblol deu-lhe logo o bra^o. Nao era E helred ;
mas sabia tantas caneijes qnniilos romances Virginia
havia lido, e alm disso o doulur Sulpicio linha-lhe
i eche;,do a bolsa.
A genis nita Ihe convm. senhora marqueza?
disse P. J. Gridaine ficando so rom Aslrea.
Julgueo senlior mesmo, respomleu eslasecca-
mcnlr.
I'ermilla-me que rernrde-lbe o adanio, tornou
Mr. Gridaine: He melhor dingir-.e a Dos, do que
aos -aillos... S ni 11 ni leos bem humilde, que devem
ser meus pobres sanios?... Se em vez deOJirigir-se a
Mr. Ilurand de l.apcrn-, a seniora se houvsse di-
rigido a mim desde o principio...
Esse l.apicrre, inlerrompeu Aslrea, podia ser-
vir-mc aqui com eonherimeulo do cansa epor mais
de um (iluta.
Isso he diflerenle. disse Mr. Gridaine alisando
a seda do chapeo. Se Mr. Ilurand de Lapierm pare-
ce-lhe ufTcrecer mais garantas do que eu...
Oh! nAo!... dolse esse chapeo!
Dcmais, coulinuou Tudo para as mnlherescom
ar uifeudido, cairlinho como ceg !... Nem sei jus.a-
(o em que deveras aprescnlar-le aos meus olhos. ca- i menta o enredo desla comedia, na qual fazem-me
ber;a loura. coraro nobre! Eslou na posica de Al-' representar um papel de comparsa.!...
tro tina no segunda volme da Cavernal'ermelha...
Elhelred meu amigo Elbelre I !...
Oh minha flor, exclaman urna voz arossa
alraz della ; se n.io he all'ronla. nlferecu-llie alguma
cousa para comerinos e bebermos junios com honra,
e sem ceremonia.
Virginia voltou-se c reeooheceu os brincos de orc-
l.ev.iiiluu-se. A marqueza eslendeu a mo para
a cadeira que elle acabava de deixar, e disse :
Desoja saber tudo ?... Isso mesmo lie o que en
quero, meu charo Mr. Gridaine, approiime sua pol-
trona, assente se e conversemos como verdsdeiros
amigot.
(Conliniior-f-Aa.)
miitii Ann


lARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 2 ufc MAIO DE 1855.
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I
que ellas lem prosperado ; e quem para nao soflrer,
nao emule suas idean e convcocs he um egosta
miseravel, a quem a sociedade nada deve, he um
fardo.
Somos um velho lidador da imprensa, que nao
rccuamos diaote de sua compressilo; porque a res-
peilo de liberdade da imprensa, pensamos com o
Sr. JetTerson presidenle dos Eslados-Fuidos, quan-
do diziaqueremos liberdade de impreosa sem res-
Irrccoes, afim de nSu nos privarroos de alguma de
suas vantagens.
He cerlo que muila/vezes o inimigo covirde -oh
o annimo alassalha a reputarlo mais illibada, a
conilucta mais escoimada ; mas nislo mcsmo esisle
a vantagem dense inimigo se desacatar por esse
modo, c nao recorrer ausjmeios violentos. O odio
nao lica concentrado, nao recrudescc ou requinta, e
assiin nao faz grande ctpluso, c suas lavas sao inc-
ito ardeules.
Foi modado o Sr. capitao Camisan do commahdo
do destacamento desta cidade, e 'mis o felicitamos
pela soa retirada, porque julgamos unta fortuna es-
lar agora por algum lempo lora de tioianna, uu
antes fra desla forja de intrigas, c advertimos au
seu successor que muna-se no Kecile de algum ta-
lismn ou de alguma reliquia, que o possa preser-
var do hlito empestado da intriga, ou enliio se tiver
a natareza da salamandra, pode ser que andsndo no
fogo nao se queime..
Pedimos aos Sr. denotado* provinciaes, que nao
se ctqoeram tic consignar 'na lei do orcamenlo a
quota necessaria para os lampeos, que foram vota-
dos para esta cidade ; tenham compaso dos lioian-
nistss cidadaos, que de lempo immemorial, sti se
alumiam as ras com os perilampos (vulgo) caga-
fogo ; e se nao nos qoercm dr os lampeos por
economa, acattem com os que la lem, e sirvaru-se
lamhem dos nossos lampees, que nao fazem despe-
za ao Ihesouro, e nos puderemos fornecer delles a
quanlidade, que quizerem.
Estamos aulorsadospara afliancar, que lerao una-
nimidade neslc collegio, os que volaren! pela
quota ; mas salva a redar cao.
l'edimos a illuslrissima cmara c de nossa cida-
de, que reforme suas posturas n.i parle que diz res-
peito reedfrcarAo ; para naovermos lana casas es-
coradas e se nao refizer cssa se forma ja, e ja ir a
cidade em decadencia ; porque nao he possivel etc-
cntar as actuaos posturas nessa parle, como a mo-
ma cmara lem visto.
O fabricante dessas posturas nessa parle copiou
as do Recife sem selembrar, que o que he exequi-
vel no Kerife n.io he em tioianna.
Dizem que vamos ler aqu na cidade muitos de-
psitos para compras de assucar, como no Rio-For-
moso ; se assim foresta cidade augmentar seu eom-
mercio; mas o assucar comprado agora saldr inuilu
intrigado, em razio da atmophera estar toda im-
pregnada de miasmas intrigantes.
O diuheiro esl por tal forma intrigado com a
gente que muitos que o tinham esiao agora a meia
relo. Queixm-se os logistas, que os freguezes es-
tao intrigados com as lojas ; os advogados quetam-
se que existe urna grandejinlriga enlre elles.eos cons-
titulntes, c at os mdicos dizem que ti epidemia
maior que ha he a de saude, e nao de molestia ; e
que os doentes eslao intrigados com elles.
Os padres queitam-se dos defunlos ; em fim at
o sol esteve intrigado comnosco, de sorle que ago-
ra he que vai apparecendo, e dando lugar ao trata-
menlo das lavouras.
Se encontrar ou avislar-sc com algum religioso
capuehinho, peca-llie que venlia a tioianna para*
etorcismar a intriga, e tirar o demonio do corpo-
de alguns posscsos da intriga, e recommende-lhe
que traga agua benla de la porque a de c esl lam-
ben) saturada delta.
Seria hnm al que o governo mandasse por de
quarentena as barcadas, que daqui vao para nao
empesiarem essa ciilade, onde se respira um ar mais
livre, e salutar ; o deve-se ler muita cautela com as
cartas, que levam daqui muila quanlidade de mate-
ria intrigante.
Seria bom que as mintUasaq p.TBar pV aguma
operaojlo, que Ihe eilrahisse o veneno intrigante ;
e Vmc. previna-se a nosso respeilo anles que nos
inlriguem ; equem sabe se ja nao nos armaram
alguma *
E se assim foi, sanio Dos ahi vira Vmc. com
sonetos contra nos, acrstico, quintilhas etc. etc., e
entilo no seu jornal, que tem pannos para as mangas
e he rpuito lido, e conceiloado.
E se assim succeder a qued Deus averlal direi
solalio cst insens socios habere penales '. Tan-
la gente de primeira plana tem sido alcauhada pela
imprensa tle ladran, bebado c assassioo, que se ros-
semas a dar pelo que dizem as gazelas, nao haveria
mais no Brasil, um s homcm capaz para ser sacris-
tn, desde us ministros ale o inspector de quarlei-
rao. E demais quasi lodos estes que apedrejam a
inulher adullera, nao podem laucar a pedra porque
estao tao impuros, e anda mais do que ella.
Ol! quauto nao soflreu o humen Dos, oordeiro
immaculado dos Farizeos bcbailos, e ladres!
E porque soBreo Nao era elle l)eos ? Assim
era preciso para us dcixar o oiemplo do soflrmeu-
to, da paciencia, e apartar de nossa barbara
vingaagr etemplum enim d vobis, ut diligatis
iyvicem, scul ego dileii vos....
Assim, pois, estamos atlorgados de paciencia
para ludo soffrer ao meuo em descont de nossos
peccados; e ja que nao filemos penitencia esta qua-
resma, iremos fazendn agurii a forra de vonlade
alheia.
Ja reggressou a esta cidade o Sr. commend.idor
Joao Joaquim da Cunha Reg Barros, digno cora-
mandante superior da guarda nacional desle muni-
cipio, deitando, desposado nessa cidade seu muf dig-
no lillio u major llelarmino da Cunha Kcgo Barros,
cora urna joven dessa cidade : felicitamos essa se-
nhora pela digna e acertada esculla, que fez de um
esposo dolado de tao encllenles qualidades.quc Ihe
assegurara um diloso porvr : e a esse nosso amigo
camprimeulamos pela sua feliz uniao, c Ihe deso-
jamos endientes de venturas.
Temos concluido todas as nosas provises, por-
lauto, saude, e paz al breve.
Iris.
(Caria 'particular.)
Pinto, morador na ra do l.ivramento dealo cidade,
onde tem taberna, le,lina assassnar a seu socio o
porluguez Antonio Jos Hiendes, quando le dor -
mia com elle em dita taberna, tlando-lhe duas fa-
cada, que, segundo o juizo dos facultativos, nao sao
mnrtaes, sendo que o subdelegado de Sanio Antonio
fez logo poeoder o recolher a cadeia o dilo Manoel
Dias, contra quem vai ser instaurado o competente
sUmiuario.
Parlicipou igualmente o mesmo delegado quo por
commumcariio que lionlem Ihe litera o subtlelegatlo
da freguezia to Poro da Panolla consta, que no da
29 do correle pelas 7 hura ta noile. na PnvoacSo
do Montciro, fura assassinada Maria da Conceco,
porseuproprio marido Joaquim Dias dos Sanios,
ciando a infeliz grvida, segundo declararan) os fa-
cultativos, e que cunseguinli, o a.-assiin evadir-sc,
fr.i perseguilu e preso na freguezia ta Varzea,
sendo recolliido a cadeia para ser processado.
Dos guarde a V. Etc. Scrrclaria da policia de
Pcrnambuco | to maiode 18'..Illm. e Exm. |
Sr. cunsclhciro Jos liento da Cunha e Figueiredo, |
presidente la provincia.;!) chefe de policia Lui;
Carlos de Patea Teixeira.
Me.
Srs. Redactores.l.endo no seu Diario de boje
n. 99 a correspondencia, datada em 18 do crrente
me/, do llio Grande do Norte, noticiando d nau-
fragio do briguo inglez Plata, navio da nossa con-
signarlo, e que alli foi por nossa ordem carregar,
observamos na mesma a etpressoes punco lisongei-
ra do seu corrcspoudenle, quando transmute os co-
rolarios, que alli malignamente lem corrido, res-
peilo causa tle lal naufragio. O nosso fim, para
que lioj cscrovemos e-las duas linha, he desvane-
cer qualquer idea publicd, e repellirnt|uc d'aqui
fussem or.lens positivas para se perder o navio, por
ser velho.
Nao sabemos a quem petas inleressar urna tal idea,
a mis certamente nin,' c nem suppomos, que lal
juizo se possa aventurar, vista da dcclararao. que
o muito cuotcenlo pratico o Sr. Jus Dias Pimeula
se diguou mandar-nos, e que rogamos a Vmcs. de
a tianscrever no seu Diario.
Somos de Vine, alientos, e veneradores, por pro-
curarlo Johnston Pater & C> P. Jurbij.
Uccife :10 de abril tle 1855.
Declaro que no tlia l:i do correle mez. dirigi-me
a bordo do brisue inglez Piala a chamado do cap-
'o David Kosolaud, para o licitar fora da barra, c
adiando o navio em e-tado de podar seguir viagem,
liz-me a vella as :! horas da laido com vento sussu"
este, c chegaudo em frente da Baixiuha da barra, o
vento pas'ou-se repontinameiitu para leste, as vel-
las lnc.ir.tiii em venln, e o navio parou, maiulei ar-
ribar para virar tle bordo, mas infelizmente cuslou
a enchor o panno, e quaudo pot|e virar o navio pe-
gou da poup.i sobre a fralda da cora, que lica da
parle do oeste da Bamnha, eulretaiilo veio a va-
sanle da mar, r succctlcu o naufragio, nao podendo
alinal salvar-se o navio por se ler aberlo e euchidu
d'agiiit.
Nalol 21 de abril de 1855.
O pratico, Jos Dias Pintenta.
Certifico que a letlra proprio pratico Jos Dias Pimenla.
Natal >} de abril de 1855.
, Jo$.lleiirii/uc d'Olireira.
PUBLICARES A PEDIDO.
A ruinha do baile commcrcial Pa-
raibano.
EM A NOITE DE I* DE ABKII..
Poeta: lu le engaaste
Quando dle a piimazia
De soberanaa belleza,
tjue cor de ourn vesta.
Do baile era r.ttnlia
A que
Pelo garbo qtieosteiilTa.
Quando um olhar desnrendia,
Caplivava os corares
Dos mancebos, que invrjosos
l.hc rendiam oblarOcs.
E mais nu se ufanava !...
Corava quandu se via*
Collocada no graothrono
Do poder da svmpathia.
O sen sceplro era a modestia,
A sua c'ra a candura...
Oh feliz quem gozar possa
Esse primor da nalura !
Poeta : lu le engaaste
zia
De soberanaa belleza,
(Juecorde ouro vesta.
ii de abril de 1855.
Antonio
Sam-
Imporlacao'.
Brlgue lisk, viudo de Cardiflj consignado a
Calmont & C manifetou o seguinlo :
280 toneladas carvao de pedra ; aos consignata-
rios.
oa //, viudo do Lisboa, consignado a F. Seve-
rinno Kabello &. l-'illio, mauifeslou o seguiile :
50 barrisvinho, 19 meias pipase 16 feixes aduel-
las abatidas, 50 barricas larinha de Irigo, 1.10 saceos
farello, 300 paroleiras azeitunas, I pipa e 20 barril
vinagre; a Thomaz de Aquino Fooseca & I i-
lho.
10 pipas, 11 barris vinlm,-:i pipas \\ barra vina-
gre, 11 saceos ervadoce, 10 barris chouriras, 45 'li-
tos Inucinho, 30panelas manleiga, 302 canaslrasha-
lalas, :',ll moioa sal, 51 ci*as velas de cera, I parole
livros, 151 aurrelas azoitouas ; a Francisco Sove-
riann Kabello & FUMO.
Seailaa podras de cantara, 1 fardo camisas ; a
Amnrim & Irmaos.
tM) barris Inucinho. M ditos chouricas ; a [.oh Jo-
s da Costa Amorim.
30 barris chouricas, 20 ditos toucinho ; a Miguel
Joaquim da Costa.
Ii3 podras de cantara ; a Manuel Ignacio tle OH-
veira.
15 fcixes aducas, I caixa globo ; a Itaymundo
Cario l.eile.
2,000 mullios echlas ; ao capitao.
1 caixa livros ; a Joao .Manoel Pinto Bas-
tos.
2 ditas dilo* ; a Miguel Jos Alves.
10 barricas cavada, 1 barris vinho
Case miro Goaveia.
I caixoto sementes ; a T. Custodio
paio.
1 embrulliu palilciro de prala, 3 gaiolas passaros,
1 ancorcta vinho ; a ordem.
Ilialc l'oador do Mondego, viudo da l-'gucira,
consignado a Francisco Scveriano llahello & l-ilho,
manifestoii o seguinte :
20 pipas, 10 meias ditas c 25 barris vinho ; aos
consignatarios.
31 pipas 3 meias ditas c 20 barris vinho, 10 rodas
arcos de pao ; a
dina.
*2I pipas vinho ;
Filhcs.
16 dilas dilo ;
Silva.
1 caixa plaas
Pinto.
1 dita passa, 1 sacro no/.es-, :i barris peive, 1 dito
azeitunas ; a ordem.
Vapor nacional .San Saltador, viudo tos portea
do norte, consignado a agencia, mauifeslou o se-
guinte :
1 caixa ; a Campos iV; l.ini.
I embrulho ; a Joaquim de Alineida Piulo.
I dilo ; a Viuva Amorim Ov I-'ilhos.
1 caixa sapillos c I emhrulho quina ; a or-
dem.
Patacho Sardo /.aranga, viudo de licnova e Ma-
laga, consignado a Bastos & l.emos, manifestou o se-
guinte :
25 pipas e 320 barris vinho, 200 caxas massas,
250 dita, 100 meias dilas e 100 quarlos pasus, 20
barris e-120 caixas azeile doce, 12 fardos alfazema,
5trcaxas aincixa, 1,000 lijlo tle marmore, 9 ba-
las c 20 caixas papel. 120 balas papel tle embrulho.
O barris cerveja. 12 tlilos alpista, 6 tlito senue, 10
tlitos smenles de linhaca, 12 saceos cuminhus, li h-
celas mana, I caixinha alcanfor, 1 barrica jalapa. 5
sacra ervadoce. 1 caixa drogas, 11 saceos avelait-,
12 ditas iiiizes*, I quarlola ignura-se. t barrica ver-
dele, I fardo llores de viola, 1 caixa sumo de alcas-
suz, 10 caxas alvaiade, i ditas oleo tle alfazema, 19
fardos curta, 1 porrtu tic loura em vasos, 1 caixa
fazendas, 2 dilas lerebnnlinii, 20 caxas cognac, 51
cadeiras, 2 sofas e 1 caixa marmore a ordem.
Brigue Si'ii, viudo tle Cardjff, rou-gnado a Tilo-
ma/, tic Farias, mauifeslou o seguinte :
2W toueladas carvao de pedra ; ao consignata-
rio. *
llriguc ingle/. PhaHlon rindo de Terra Nova, con-
signado a J. Crablree & Companliia, manifeslou o
seguinte :
2,S2:i barricas baralhao ; aos consignatario.
CONSULADO CEIIAL.
lieiidimento to ,iia I...... :(ll-!i|ii
iMVEKSAS PKOVINCIAS.
Ilentlimenlo do dia 1...... 56.)138
'Jos dos Sanios Pereira Jar-
.i Thomaz de Aquino Fonsera ^
a Manoel Joaquim Itainos c
: a Carlos Fredcricn da Silva
uula d'esla tlisl-iclo, para pagar-lhe a quaulia de
duenlo e onze mil seis ceios selenla res, prove-
niente degenero que comprara para ana dita taber-
na, e como o supplicadu se ucha ausente em lugar
nao sabido, vera o supplicaiitc requerer a V. S., que
admillindo-oajuslilicar cstacircumslaiicia.comopres-
creveoarl. iS l. di reuulamenlo n. 737 de2.3
de nnvembru de 1S",0, se digno tle mandar proceder
a citara ctlital do supplicatlo, sogundo tlispe o
arl. 25 du mesmo rcgulamenlo, aliin deque tenha
lugar a conciliarao requerida.
Pede ao lllm.Sr. juiz tle paz do dislrkto do Re-
rifo assim Ihe delira.E R. M.Manoel dea Santot
.l:eredo, procurador.Como requer.I." dUiriclo
to Ketiife 16 do marro tic 1855.Mmale.
Nata mai se ronlinlia em dila pelirao o dospa-
cho, e protlu/.ittdo o supnliraule sua juslilicac o>, e
sendo-me os autos conclusos, nelles profer minha
tenlenea lo Iheor seguinte :
Julgo pruccdcnlc a ju-lilicarao, mi vista to de-
poiinenlus das Ipslemiinlias tle II. i ti fl. 5 veno, o
ta tlisposir io to arl. 25 do decreto de 25 tle nnvem-
bro do 1850. combinado com a da arl. 53 do mcsmo
decreto, O escrivao pas.e edilaes com o prazo de
liinla tilas para seren afixados nos lugares pblicos
do costme, o pubUcade* petos jornaes na eonformi-
dado to g 2." do arl. 15do Citado decreto, e pague
o juslificaute as cuitas,I." districto do Rerife 21
de abril de 1855. FroHeittv Mamedt de .11-
meida.
Em observancia da qual manda! pasear a presente
carta de etlilos com prazo tle 30 dias, c liei por
cilatlo o stipplicado Manoel Jos ta Costa para o
coiileudo ta petirau nesla transcripta, afim de rum-
ptrecera primeira d'cste juizo tlcpois de lindos o 30
das, c conciliar-so por si ou por seu procurador,
rom osupplicanlc, sob pena de revela. Por sso
Inda e qilalquar pessos, amigos ou conliecidos do
supplicado o pdenlo fazer, diaiile to que lica ex-
pendido, e o |i ii i. no ueste juizo publicar a pr-
senlo, c afiliar no lugar to cosame, sendo publi-
cado pela imprenta.
Dada e paasada nesla ridade do Rccife aos Irinta
dias do mez de abril le 1855.E cu Manoel .lle-
i ao Ir (ornes de Mello, escrivao o escrevi.Ma-
tnede.
O Dr. Cusliulio Manoel ta Silva (iiiimaraes, juiz de
direilo da |a vara do rivel c commcrcn vlesla
cidade to Recfe de Pcrnambuco c seu termo,
por S. M. I. c C. etc.
Facii saber em com9 por este joizo da primeira
vara do eommercio, no dia 7 de inaio.se ha tle arre-
matar por venda quem mais tlcr em praca publica,
a eserava parta de nome Jnaiina, itladc de SO an-
nos, avahada em 2503 rs.. penhorada a D. Maria
da Kxaltacao Mavignirr. por evrrurao que Ihe mo-
ve Flix Francisco de Son/a Magalhacs.
E para que eheguea noticia de lodos, mantle pas-
sar o prsenle, c mais dous do loestiio Iheor, que
sera um publicado pela unprensa c os dous afilia-
dos nos lugares du costme.
Dado c passado nesla cidade do Rccife de Per-
nambuco aos 28 de abril tic 1855.
Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos escrivao o
subscrevi. Custodio Manoel da Uta Cuima-
rites.
O Illm. Sr. inspector da thesooraria provincia
manila fa/.er publico, que do dia 2 em dianle pagam-
se os ordenados c mais despeas provinciaes, venci-
das al o fim do abril prximo Godo. Secretaria da
Ihcsourara provincial de 1'etii.imhurn 1. de main
de 1855.O secretario, A. /'. "Annttneiarao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva liiiimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel c eommercio,
nesla cidade to Rcrifo tle Pernambuco, por S.
M. I. e C. qne Dos guarde ele.
Fajo saber aos que o prsenle cdlal vircm, que
Joaqun) l'inlioiro Jacomo o oulros, me lizcram o
reqiierimeiilo de audiencia do Iheor seguinte :
Aos 20 tle abril de 1855, nesla ridaifc to Recifo,
cin publica audiencia, que aos feilos c parles fazia
o Dr. Custodio Manuel da Silva uimaraes, juiz tic
direilo ta primeira vara to eommercio, nella pelo
solicitador .Manoel I.nz da Veiga procurador dos
eieqoeales foi requerido por parle desles fosso lan-
zado dcbaixo de pregao o exondado Anlonio Perei-
ra Vcllozo, tos 6 dias assgnados a penbora, c que
se passeeditaos por 10 dias para sercm citados os
credores inrerlos. O que muido pelo lilo juiz, man-
dou apregnar pelo porlciro to juizo Jos dos Santos
Torre, o qual o fazendo na forma docslylo, deu f
de nao comparecer, nem oulrcm por elle. Pelo
Iteiidmentn do dia 1...... 1:73943
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo do dia 1...... 8353921
/.tina
JURY DO REC1FB.
DIA 28 DE ABRIL.
J'reideiuia do Sr. Di: Adeltno Antonio de
Freir.
Promotor interino, o Sr. Dr. Francisco tioiues Vel-
loso tle Albuquerque Lins.
Escrivao, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
A'slt horas fcita a chamada acham-se presentes
;j5 Sr*. jurados.
Foram multados os senhores jurados j multados
nos anteriores lias de sesslo.
A meia hora depois de meio dia o Sr. Dr. juiz de
direilo proredeu o sorleameulo da urna especial de
13 Sr. jurados, qne foram os seguidles :
Joao Manoel de Castro.
Dr. Innoccncio Seraphco de Assis Carvalho.
Dr. Sabino Olegario l.udgcru Pinbo.
Dr. Luiz Salazar Moscuso da Veiga Pessoa.
Joaquim Teixesra Peiiolo,
Alexandrc Jos da Rosa. '
Francisco Ceraldo Moreira iempnral. x
Antonio Joaquim Diis Medronho.
Jos Anlon o da Silva e Mello.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Jo Marques da Cosa Soare.
Anlonio Mximo de Barros l.eile.
Luiz da Veiga Pessoa.
E para suas nntificaroes foram espedidos os com-
petentes mandados, e levanlou o Sr. Dr. juiz de
direilo a sesso, adiando-a para o dia 30 do correnle
as 10 horas da inaiilnla.
REPAKTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 1 de maoi
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que, das dillerenle parlicipares hoje rece"
biita nela repartidlo, consta que foram presos :
Pela subdeiegacia da freguezia do Recife, os
marojos genovezes Pedro Pessarella. e 6ia B. Me-
rella, ambos a requsictlo.do respoelivo consol.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio Anlonio,
o portoguezes Joao Ferreira dos Santos, e Anlonio
Francisco, para averiguaces.
E pela slWlegaeia da freeueza da Boa-Vis^
os prelos oscravo Antonio, o Mari, por desorden)]
e Flix Pedro Alves, para correceo.
Por officio datado de hoje parlicipou-me o delega-
do do nrimeiro districlo deste termo, que honlem,
pelas W horas da noile, o poilugoet Manoel Das
Francisco de Salles da Costa Monleiro. labellao
publico tle olas da comarca da cidade do Recifs
de Pernambuco, por S. M. o 1 mirador, que Deoe
guarde ele.
Em nome de Dos. Amen. Saibao quanlos esle
publico insirumcnlo de cscriplura. de pacto ante-
nupcial virein. que no anuo do nascimenlo de Nosso
Senhor Jess Chrislo de 1855, aos 9 lias do mez
de abril, nesla cidade do "ilec-fe de Pernambuco,
em meu escriptorio, vier.un parles prsenles e con-
traanles, a saber : de urna parle, I). Mara Jos de
Jess, e de oulra parle, Joao Anlonio Comes tiuima-
raes, moradores nesla mestna cidade, recoiihecidos
de mim labellao, e das leslemunhas ahaixo decla-
radas e assignadas, pelo proprio de que don fe. 10
pela mesma D. Mara Jos de Jesos me foi dito,
perante as mesmas leslemunhas, que estando justa
e contratada de casar com elle Joao Antoiiio Comes
Cuimar.les, era le sua lvre c esponlanea vontade
fazc-lo snb as condices seguintes :
t'rimcira, que seus bens, tanto os que actual-
mente Ihe perteucem, e que devoran constar da
parlilha a que se vai proceder dos bens tle seu casal,
por fallerimcnto de seu marido Domingos Anlonio
Comes Cuimarae, os quaes bens calcula em vihle
coulos de res, pouco mais ou menos, como os que
houver de adquirir mesmo na constancia do matri-
monio, por heranra, ou a qualquer oulro titulo,
nao estarao de forma alguma sugeitos as dividas do
mesmo Joan Anlonio Cernes uimaraes, quer as ja
eonlrahidas al hoje, quer as que porvenlura livcr
de conlrahir.
Segunda, que fallecendo ella primeirn sem lhos
lu\ ido. ta outorganle nao peder dispor sanio da
terca parte da mearan loases bens, sendo que sti es-
sa trra polero haver seus pais. quando elle mor-
ra intestado. Terceira, que sobrevivendo elle, lcr a
meacao tle lodos os bens delia outorganle, que lh'a
cede com a clausula, porm, de r.ao estar nbrigada
as suas dividas, visto como seu intuito he garanlir-
llie urna esmula para flcenle subsistencia. E pe-
lo mencionado Joao Anlonio Comes liuimaraps
foi dilo latnbem em minha presenr e tas teste-
muiihas, que aceilava as prsenles cuntlirocs,estipu-
laiitlo tambem que no caso da uutorgante sobrevver-
Ihe, ella lera a mearao don bens que elle possa ga-
nhar, sendo que smenle da Ierra parle desa mea-
ran poder ella dispor quando venha a fallecer pr-
meiro : no que ludo couveio a outorganle. E nesta
conformitlade quercm e sao conlenles os contratan-
tes que esta escriptura tenha em lodo o lempo o seu
devido effeto e vigor, obrigando se por saas pes-
soa e bens a faze-la firme e valiosa, como nella se
acha exarada, e p9r ambos o contraanles foi dito
que areitavam o presente com todas as clausulas e
condices na mesma declaradas. Maria Jos de Je-
ssJoao \nlonio Gomes uimaraes. Orno les-
lemunhas Anlonio tic Moura Rolim Joao Cassi-
mro da Silva Machado Manoel Comes da Crac
MOVIMENTO DO PORTO.
\arios entrados no dia 1,
Marselha58 das, brigue (ranrez Nonvcllc Espe-
rance, de 175 toneladas, capltlo Charles Polel
equipagem 10, em lastro ; a N. O. Bicbcr & Com-
panhia.
Rio tirando do Sul33 das, polaca franceza tiAde-
fine, de 151 toneladas, caplao Cauberl, euuipa-
gem 9, em laslro ; a N. O. Bieber & Compnuhia.
Acaracu'22 dias, hiato brasileiro ttAragio, de 33
toneladas, mestre Jos Aailonio Fernandes, equi-
pagem 3, carga sola, couros e sal ; a ouva i_\
l.eile. Passageiros, Anlonio Ferreira Lima, Ma-
uoel Teixeira de Miranda.
Gillin de Lima70 lias, barca inglcza Jessi Rurn,
de 536 lonrl ida-, caplao Baker, equipagem 20,
carga guano e mais gneros ; a ordem. Arribou a
esle porto com agua aborta, seu destino he para
Liverpool.
i'atios sabidos no mcsmo dia.
MacciBarca franceza Australia, com a mesma
Carga que Irouxe. Suspcudcii do lameirao.
BabiaBrigue inglez ttjames Slcwarl, com a mes-
ma carga que Irouxe. Suspenden do lameirao.
FalmoulhEscuna oldrmhurgucza Feliz, capitao
C. H. Lick, carga assucar.
demBrigue dinamarqus Kielseng, caplao N.
O Franzen, carga assucar.
HavreBrisue francez Alma, capitao Petil, car-
ga algodilo, courtts e assucar.
AracalyHiate brasileiro Invencivel, meslrc An-
tonio Manoel Allonso, carga fazendas e mais se-
eros. Passageiros, Manoel Juaquim Mincrui.
Vicente Ferreira da Ccsla.
COMPANHIA
DE \AVE(Af AO A VAPOR
LUSO BRASILEIR4.
Bsperaaaoi
al o dia 5
do correnle
dos porlos
to sul, ova-
|Hir />. Ma-
ra II,tom-
mandanle e
x, lenenteGui*
marae. pa-
-> ra Lisboa,
.- por S. \ i-
cenle eM.i-
ileira, recebendo passageiros, encomindase cartas.
Recebe tamben) irlas e jomaos pura diversos por-
los da Europa, pertenceodu a rumpanhia dar-
Ihe a competente tlirccrao. ruin os piules seguintes:
Carlas para Portugal c escalas, a 100 rs. ppr cada
i oilavas.
Jumaos grali.
Cartas para as divanes parles la Europa, koo
rs. por catla i oilav.i-.
Jomaos lio rs. por cada uin.
As malas forhar-sc-b ni precisamente a hora que
se indicar, na casa do agenlo Mi.....el >u gues, ra du Trapiche n.-2(i.
Para a Babia segu em poneos tlia, por ler a
maior parle da carga prometa, a veleira sumaca
ll'irteneia ; para o resto da carga, traase com seu
consignatario Domingos Alves Matheus, na ra da
Cruz. li. 5i.
AO MAMNHAO PELO CE ARA'.
A escuna nacional Flora, capillo Joaquim Josti
Alves das Noves, segu com brevidade ; para o res-
to do seu earregamenlo, lrala-sc rom os consignala-
rios Anlonio de Almeida Comes f Cuiiipanlua, na
ra do Trapiche Novo u. lli, segundo andar.
Para o Acaracu' c Granja sabe rom loda a bre-
vidade a escuna S. Jos ; para o reala da carga e
passageiros, Irila-sc na roa do Itriim n. lli. c na
praca do eommercio com Manoel Jos tle S Araojn.
Para o Aracatj segu com brevidade o hiale
Correio do Sorle ; recebe carga c passageiros : Ira-
ta-secom Caelano Cvriaco da C. M., ao lado do Cor-
ito Sanio n. 25.
PARA O POltlO.
O paladn porluguez aEspeculadoTS dever partir
dentro de30diat por ter, dous tercos ta sua raiga
prompla : quem no mesmo qnizer rarregar pe lera
eutender-se com oo consignatarios Hallar ,\ Olivci-
ra, na ra da Cadeia do llijcife, Cscriplorio n. 12.
Companhia Bracileira do Paquetes de
Vapor.
0 va-
por* 7o-
'iintins ,
cominan-
d.inle o
caplao
de fraga-
Ja Ger-
vasio \l..
chegara tlt s porlos du norte a (i de maiu, o se-
guir para os do sul uu dia scguiiile ao da sM en-
tratla : agencia na ra do Trapiche n. 10 segundo
andar.
Passagem. Cmara.
Para o Rio tle Janeiro. 1008000
Babia. iO000
Macei. 209000
Concedcm-se aos passageiros tle r, 25 palmos c-
bicos para bagagem, c bavcudo excesso o paganlo a
razau de 3(K) rs. por palmo^
3aaTT^ark.
.^"

\
KECEBEDOIllA DE RENDAS INTERNAS GK- qllc honvc o juiz o execulado por laucado dos (i dias
RAI'.i DE PLRNAMHUCO. assgnatlos, o mantlou passar editaos na formare-
EDITAES.
querida de que (iz o presento, exlralitlo do protoco-
lo das audiencias. Eu Pedro Tertuliauo da Cu-
nha, escrivao o escrevi.
Em ciiutpi imeiiln do qual se passuu o prrsoiAo
ruin o prazo de 10 das, aliiu de scrcm citados us
credores inrerlos do escrutado para verem seguir a
execurao seus termos.
E para que enage a noticia tle lodos mandei pas
sar o presente, e mais dous do mcsmo Iheor, sendo
um publicado pela imprensa, e o mais allixadus nos
lugares designados.
Dada e passada nesla cidade do Rerife de Per-
nambuco em 23 de abril de 1855. Eu Pedro Ter-
lulianu da Camba, escrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva animantes.
DECLARACOES
Couvcz.
223OOO
Uicoon
ijooo
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu ate
o unida presentesemanai apenas recebe'
escravs a (rete, para o quetrata-secom
Machado & Pinbeiro, no largo da Assem-
blea n. l.
-Para o Aracaly, sane o hiato aDuvidusoa, j
lem alguma carga ; para O resto, Irata-SB com Joa-
quim Jos Marlius, uu na na do Vigaro u. 11.
LOTERAS a pmvisch.
Acham-se a venda os bi-
lhetes da primeira parte
da primeira lotera de N.
S. da Couccicao dos mili-
tares, na thesooraria |das
loteras, cujas rodas ^an-
damimpreterivelmente no
dia 12 de maio. Per-
itambuco 1 de maio de
1855.O tliesoureiro, F.
Antonio de Qliveira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
As rodas da lotera primeira do tliea-
tro de S. Pedro de Alcntara, icavam a
Onokr a i ou -27> do presente, anda
existe um nequedO numero de bilhetes a
vemla nos lugares ja' sabidos ; as listas
vli-aopelo vaporGUANABARA. r|ueparU;
do Rio de Janeiro a 25 do corrente: os
premios scrao pagos logo que se lizer a
dislillnilro das listas.
Preeisa-se comprar urna casa terrea que seja
n> iregue/ia le Santo Anlonio ou Boa-Vista : quem
a liver, dirija-sb nsperro do algodiio, a fallar
com o marcador da mesma.
O ahaixo assignatlo, com loja de cirgueiro no
pateo da mjlriz dn Sanio Anlouo, fai scieule a
quem possa mrareasar, qu tend de se retirar paia
Kurapa no primeiro vapor, nao deve a mais insgui-
licaute ij nal 111., nesta prat;a.'. t'.ae Araujo Lima.
Precisa-se do urna ama forra, qoe saiba cozi-
nbar e eigomm.tr, para casa de pouca familia : na
ra das Cruzos n. 28, primeiro andar.
O terreno sito em r'tira tic Portas, perlencente
aoSr. Juaqoim Ignacio de Carvalho Mendonrj, se
arlu ptnlinr.nlo por c\erut;ao que move Manoel Lo-
pes da Silva rnnlra o mesino senhor, pelo juizo da
segunda vara, escri\au Santos ; e para evitar duv-
das faz o prcscule anuuncio.
Precisa-so de urna ama para o servico interno
e citcrnti de urna ca-a de pouc familia : na praca
da Boa-Vista, sobrado n. 30, primeiro andar.
A'.aberna do ra Nova o. SO, acha-se sprlida
com bons gneros e por precos commodos por serem
comprados a diuheiro, lem cvrellenles vinlios eng.tr-
t.dados muilo velhos, lu purto e Bordeaui, licores
linos fraucezes, moscatel, presuulos, clioariras e ou-
tras minias cousas ele. etc. ; asim como veode-so a
mesma laberua com umii parle vista e o mais a pra-
zos, leudo a case liaslanles commodos t para fami-
lia, c he situada em esquina : roga-se as pesioas que
Um nome da mesa rogeilora da venrravei unan- | na mesma devem desde o lempo quepertencia a Jla-
datle da gloriosa S. UTA Uri CASSIA, convido a Ihias Joaquim da Main, liajum de vir ou mandar
SANTA RITA DE CASSIA,
LE1XOES.
RANCO DE PERNAMBUCO.
O Raneo de Pernambuco toma e da
lettras sobre o Rio'de Janeiro. Raneo de
Peinambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da dlreccao, Joao
Ignacio
de
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 1.- DE MAIO AS 3
ROBAS DA TARDE.
Colarr.es orficiaes.
Hoje nao houvcram rolarcs. '
AI.FANDEUA.
Rendimento do dia 1......10:3795307
Descarreqam hoje 2 de maio.
Barca inglezaMr/toralaicas e ferro.
Barca inglezaEtkcarvflo.
Barca ingle/aludas'idetn.
Brisue ingle/. l'lanlonbacalliuo.
[Brigue inglezil'eslmorlandmercadoras.
Brigue soecoSiricarvlo.
Sumaca br.isiieiraHorlenciao reslo.
O Illm. Sr. 1." t-er;iiliti.it i i. sorvindo de ins-
pector da Ihesouraria provincial, cni cumprmento
ta resolurao da jimia da fazcntla manda fazer pu-
blico, que os reparos urgentes precisos no acude de
Ciiruar, vao novamcule praca uu lia It de maio
prximo viodouro.
E para constar se mandou editar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da llicsourara provincial de Pernam-
buco -2i de abril tle 1K."m.Oserrelaro, >
Antonio Ferreira da AnnuiKia-oo.
O Illm. Sr. I. escrpturario sorvindo tic ins-
pector da thesooraria provincial, cm cumprmento
da resoluto da junta da fazenda. manda fazer pu-
blico qoe a obra lo 8." lauro da estrada da Escatla.
vai a praca. no dia 1. tle maio prximo vin-
tlouro.
E par? constar se mandou aflitar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial tle Pernam-
buco JS de abril de 1855.O secrelaro, A. F. d'An-
naneiacao
O lllm.Sr. 10escrplurario servirulo de inspector
la Ihesouraria provincial, em omprimento da ro-
solurao da jimia tle fazenda, manila fazer publico,
que no dia 10 de maio protimo vindouro, vai no-
\ menle.i praca os emcorlo. de que precisa o acude
ta villa do I.imoeiro.
E para couslar se mantlou aflitar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario
Secretaria da liiesoiiraria provincial le Pernam-
buco-J8 tle abril de 18jj. O secretario, Anlonio
Ferreira da Anitunriarao'.
O coronel Francisco Mamedc d'Almeiila, juiz de
paz do I. districto da frpguezia tle S. Fre Pedro
(i.inralvos do Recife. em vrlude da lei ele.
Fago saber aos que a presente caris tle edilos vi-
reni, ou d'ella tiverem noticia, que Anlonio Jos
da Silva, me emlerecuu a pelirao do theor se-
guinte :
Diz Antonio Jo-c da Silva, ooinmercianle eslabc-
lecido nesla cidade, com armazem de gneros de es-
tiva, que quer fazer cilar a Manoel Joi da Costa,
oalr'ora eslabelecido com hiberna em a ra da l.in-
Medeiros Reg.
CONSECRO ADMINISTRATIVO.
O eonsellio atlminislratvo, cm vrlude de aulo-
risacao do Etm. Sr. presidenle da provincia, lem de
comprar os objeetns seguintes :
Pura o sogundo batalbao de infanlaria.
Grvala* de sola de lustre, 46 ; mantas d algo-
dao sen pello, i I ; sapalos, pares .Y ; capoles de
panno alvadio, 03.
Meio halalhilo do Ccar.
Grvalas tic sola de lustre, :ii : mantas de' algo-
daosem pello, -2\-2.
Dcimo bal.illiao.
Maulas dealgotlao sem pello, 50.
Segundo balalho. ,
Florles com puuhos lourados, biiinhas de cuuro
prclo eiivoriii-ailo. rom bocacs e po-ileiras douradas,
"27 ; panno azul mcscladn. covados 135.
oitavo batalhio.
.Mantas de algodao sem pello, 355 ; panno verde
escuro entrelio, rovados 1,963.
Nono h.ilalliao.
Manas tic algodao, .370 ; panno vcrtle esruro cn-
Irelino, covados 1,408.
Meio balalhito la Parahba.
Manas de algoilflo, 7.
Companhia tle arlificcs.
Mantas de algodao, ~'l.
Ouart} balalho de arlilharia.
Panno carmesim para vivos e vistas cova-
dos 90.
I'.oiupanliiii de cavallaria.
Manta* de algndio, 11 ; bonetes, pares 10.
Oueni quizor vender estes ohjectos aprsenle s
suas ptnpselll em caria fechada na secrelara do
conselhus 10 horas do dia 7 de maio protimo fa-
loro.
Secrelara do ronselho administrativo para fume-
cmcnlo to arsenal de guerra 30 de abril dn 1855.
Jos de llrilo Inglez, coronel presidenle. lletnar-
do Vereira do Carato Jnior, vogal e secreta-
rio.
LKILA'O DE FLIJA'O.
NovacsAC. 'aiao leilao, por contable
quem pertencer, de 27> saccas com 1'eijSo
inulatiiibo: quarta-fera 2 de malo, de-
fronte da porta da alandega ao nieio-
dia ; os lotes serio fui tos a vontade dos
compradores, u nao llavera' lllniles.
O agente Borja,*exla-
fcira \ de maio, Tara
loililo em seu armazem
na ra do Collegio n.
15, tle um compelo
sorlinienlo tic obras de
marciucifia novas e osa-
da*, um ptimo cabrio-
le! novo, e oulro- mili
losohjectos tic ilillcren-
tes qualiikitles, os quaes se achirlo patente* no mes-
mo armazem nodia do leilao, e se cnlrcgarao sem
recusa de qualquer preco olTcr?cido.
O agente Ilorja de ordem do Illm. Sr. Dr.
juiz municipal supplenle da segunda vara to eom-
mercio, Rufino Augusta de Almeida a rcquermenlo
to curador fiscal da massa fallida de Jos Rodri-
gues tia Stlva Rocha faro leililo da armacao, ferra-
-'i.-, mindezas etc. ctislenles na loja do mesmo
fallido, sita na ra do Queimado n. 30, quarla fcira
'2 de maio as 10 horas cm ponto.
.Mr. < lasque!, chanceller do consulado de Fran-
ca nesla cidade, estando a relirar-so para a Europa,
far leilao, por inlervenr.lo do agente Olveira, da
mobilia da casa tle sua residencia, consistindo cm
mesas, sofs, cadeiras e mais adornos de salas de vi-
sitas, commodas, marquezas. lindo espelho grande,
onlros menores com toucadores, lelos, eamaps, es-
leirs, e porro de obras de prata do lei do Por-
to, crystacs. loura de mesa, apparelhos para cha,
livrrs, e multiplicados oulros arligos uteis e le bom
goslo, um bom piano, proprio para quem principia
a aprender este insirumcnlo : quinla-feira, 3 de
maio prximo, as 10 horas da manhila, na ra da
Aurora n. 18, terceiro andar.
O agente Rorja de ordem do Illm. Sr.
Dr. juiz de direito da primeira vara do
eommercio Custodio Manoel da Silva fiui-
maraes, a requerimeato dos credores
Len Lccomte Feron A C-, de accordo
com os berdeliosdo (nado Joao da Costa
Dotirado. fara' leilao da loja do dito se-
nhor, sita no pateo do Collegio n. 0. con-
SStindo ua armacao, livros e mais objec-
tos existentes na loja supra : sabbado 5
do correte, a's 11 horas em ponto.
AVISOS DIVERSOS
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE
JANEIRO.
O biig le nacional MAKIA 1.1/i A. ca-
plao Manoel Jos Presidio, vai seguir com
brevidade, lem grande parle do seo carre-
g.iiui-iiio promplo para o resto, passageiros e es-
cravs a lete, paraos qoaes offerece as melhores
aceommodactes, Irata-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes &C, na ra do Trapiche
n. 1G, segundo andar.
Para Lisboa com brevidade, por ter parle da
carga (trompis, o brittae porluguez Laia II, de que
he capillo Caelano da Cosa Marlins, para o reslo e
passageiros Irata-se com os seus consignatarios Fran-
cisco Severino Rabelio & Filho.
PUBLICACAO RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo me/, de Maria, adop-
tado pelos reverendissimos padres capu-
ihiuhos de S. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Concei;ao, e da noticia histrica da
rredalha milagrosa c de N. S. do Rom
Conselho: vende-se unlcamente na llvi-a-
ria n. li e 8 da pra a l.sOOO.
SECRETARIO DE CARTAS.
Vende-sc o secretario de carias familiares sobre
; os prinripaes assumplos da vida a 1> rs. : na livra-
ria ii. li e 8 da praca da Independencia.
Pre,cisa-se de um preto forro ou ciplivo. para
todo oservirode urna casa de pouca familia : na
ra da Cadeia do Recife n. IO, loja.
O cautelista Salustlano de A. Ferreira
avisa aospossuldores dos quat-oipiaitos di-
vididos do bilbete inteiro n. 2053 da pri-
meira parte da primeira lotera da ma-
triz dp Bonito, emque salilo o premio de
5.000f000, e aos do quatro quartos da
referida lotera divididos do bilbete in-
teiro n. tiii9 emqnc sabio o premio de
1:000.^000 rs., podem viu reober sem o
disconto de 8 por cunto da lu, logo que
sabir a lista geral, na ra do Trapichen.
36.Pernambuco 2 de maio de 1855.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
Preci-sa-se de urna ama de bons cos-
limu's e iniiilt, bem educada, para o ser-
viro interno de urna casa de pouca fami-
lia : quem pretender, dirijo-se a ra do
Rosario larga n. 28. terceiro anidar.
Precisa-se aluear urna eserava para o servido
interno e etlerno tle casa : na ra da Cadeia de San-
to Antonio, no sobrado o. 1, confronle a ordem ler-
ceira de S. Francisco.
lodos os irmftos a oomnarecercm no cousislurio la
igreja. as 8 horas da manada do dia ti do correlo,
alim .le reunidos em mesa geral. proceder-se a clei-
ro tos funcciniiiirios, quo bao de regera manda-
rle no auno tle 1855 a IS56.Jos' Franciseo de
Paula Hamos, escrivSo.
Aosirmlos tU gloriosaS. IOTA HE CASSIA,
que em seu poder conservara capas que oblivcram
pela semana santa, rosa bajain de entrega-las para
que a irmandaile n io soOra prejuizoO lliesourei-
ro, Antonio Pereira de Olirrirt llamos.
Aluga-se um bollissimo eseravo mece, muilo
liuipo e liel. o qual ro.-.inlia e faz lodo serviro : lia
ra to Jueimatlo, loja n. 10.
O nbaixo assignatlo, que se acha preso na ca-
deia desta cilade. previne a (odas as pcs inleressar, que deroga os potleres que dora ein urna
prncuiiirao passada boje mesmo pelo carlorio do ta-
belliAo Portocarreiro.cnja procoracao liie loi de sbi-
to apresonlada na Cadeia, e pelo estado de sorpreza
.em queso achava a assigooo, e por isso deetara qoe
lem assignailo urna ouira na presenra du labellao
Uaplisla de Almeida. runsliluindo seus procuradores
aos Srs. Jos Das di Costa, francisco do Prado, Joao
Antonio de Maretlo. e para o foro a Manoel Loi di
Veiga..l/tiioc Oas P I'urlar.im no dia I.- lo maio. ta asa que se
est fazendo junio ao arco tle Sanio Anlonio, um ca-
vallo caslauho de marca pequea, sellado o enfrea-
tlo, anda ate meio c esqoipe : quem achr ou tlelle
ilernolicia, drija-se a nina cisinlia ua mesma obra,
quesera sonorosamente gratificado,
Roga-se as BxmM Sras. 1). Anua Joaquina
LilH Wandcrley, l'rancelina Accioli l.ins. Kelismi-
na Accioli l.ins Barradas, quo aiinuuciaram Beata
Diario do 1. do correnle mez, que deitaram de ser
irmaas da irmandade tle S. Jos.' da Agoni.i. declaren)
os joslos motivos qne lem para assim siralicar : nc-
cess;la-se mais clareza, para se avalinrem csses mo-
tivos justos,que dizem ler, e licar salisfcilo ctun todo
o respcitavel publico. Um rmo.
Pergiinla-se a corlo capitn da guarda nacio-
nal, qual a lei, decrelu ou resolncao, que Ihe d o
direilo tic licenciar aos guardas da sua companhia,
como acouleccu com o guarda \. II. "C, que leve
brenca por umanno; no raso tic negativa tleseja-tc
saber seo rapilo.que leso faz nao deve ser chamado
a prestar coalas do seo relaxamenlo. Isio desoje
saber(t kagado com bolas.
Precisa-se do una ama de leite para criar um
incuiuo impedido: quem quizer sesujeilar, anuun-
cio para ser procurado.
Sorvetes-
Na loja n. :t, no aterro da Boa-Vista, de boje em
dianle icr. srvele lodos os dias, ;ftra os domingo*
c os di ts de rbuvi)).
No dia 4 do correle, na sala das audiencias,
linda a do Illm. Sr. Dr, juiz tle tlireilo do eommer-
cio, tero luear a arremalacao do eseravo peiihorido
a Caudillo Jos da Silveira, por oterucao de Tasso
lrmo, que foi annunciado para segunda-feira, 30
do protimo passado.
Dcsapparceeu no dia -1~ to mez tle dezembro
do anno tic 1854, um cabrinha de nome Daniel, es-,
cravo, pcrleiiccute ao abat*) assignade ; reprsenla
ler 12 a 1:1 annos de idad, pouco mais ou monos,
com os signaes seguinles : cor um tanto escura, ca-
brea pequea, roslo descarnado, olhos vivos, nariz
um lano afilado, bocea romposla, p>s pet|uenos, e
cm um dalles urna cicatriz-de mal de bubas, cabello
um lauto bailarle ; foi visto em Po-t''Alho na noile
to mesmo da em qne fugio. Esle cabritilla he filho
de urna muala de nome Luiza. que pelos anuos de
Is i a 1811 inorava na roa do Sebo desla cidade,
perlo do sobrado quo nuir'ora porlenceu to Sr. ma-
jor Joao dos Sanios Nanea do Olveira ; ignora-se o
nome do senhor da muala : quem ocaptotar leve-o
aocngenho Altleia, na freguezia deTracunhaem, que
sera gcnerosamcnle iralifirado.
Jos Janttario Soares Ferreira.
Aluga-so 4ima casa lerrca, sila na Soledade.
defronle do quarlel, para pequea familia, por 8301K)
mensacs ; t|iiem a prelentler, enleutla-se com JoAo
l.eile Pila Orlisueira, na ra da Cruz dji Kecife
ii. \>. '
Obilhelc n. S55Bs*a l. parle da 1.a lotera a
beneficio ta malriz do Bonito, pcrlence a irmanda-
de le N. S. do linadelup? da cidade tle Olin.la, e
lica em poder de Thomaz da Cunha Lima Cantearla.
No Passeio Publico, loja u. 111, precisa-se en-
tregar nina caria viuda de fra da ridade, ao Illm.
Sr. Manoel fernandes da Cosa Camorm,
Pctle-se a Sra. D. Auna Joaquinu l.ins Wan-
dcrley declare o molivoqiic a levou a tlesligar-se ta
irmandade de S. Jos ta Agona, depois qoe, do tri-
buna, assislin a fesla do Santo Patriarcha. .
O admirado.
iO Sr. capitao Caelano (ioncalves da I.uz queira
dirgir-se a repartirlo do correio, alim tle receber
orna caria viuda do Jardim.
O abaitoassignado annuncia au respeilavel pu-
blico,' que ninguein faca negocio ou Iransact-ao de
natoreze alguma acerca dos bens de Jarinlbo Soares
BolelllO, que fallecen iillimamcnlc na III.a de S.
Miguel, onde era ha anuos residente; e, como ad-
ministrador tic sua mnlher |). Senhoriuha do Sacra-
mento Soares, filha rcronhecida daquellc fallecido,
protesta contra qualquer negocalo fcita em ordem
a prejudicar os seus inleresscs, c os diriloe tic he-
ranra que nronleslavelmenlo Ihe rompetem. Kecife
1. de maio de 1855.Manoel do llego Soares.
Desapparecei) no dia 17 tic abril do correnle
anno a eserava, erioola, o noinc Joanna, cr pouco
fula, de idad 110 anuos, pooco mais ou menus, esla-
lura alia e magra, rara cnmprtla, orelhas n.io fura-
das.tem '.i marras de vacina no braco direilo em frrr.*
de Iriangtilo, nutras marcas pelas rusias, e una MU
r.ima do nariz ; quando se rhama pelo seu nonio as-
susia-se c ulba por bailo ; levou um vcslidu de rhi-
la rota desbolado, porcw em qnanlo a roupa ella
rosluma mudar, bem romo o seu nome quando a
vao apprebender, e diz a uns que he forra e a ou-
lros que ja esl vendida, be desdentada ta parte
de rima, leudo dous denles do lati, rosluma andar
pela Boa-Vsla : roga-se a qualquer pessoa que a
capturar, ljvc-a ra da Senzala Vclba n. l:ti, que
ser recumpensada.
Aluga-sc -um eseravo que enzinha muilo sof-
frivel o diario : a Iralar na ra Nova n. \J., das II
horas a 1 da larde.
Precisa-se de urna mnlher capaz para engom-
inar e cozinhar com perfeicao, para casa de pouca
familia, preferindo se eserava, que se pagara bem :
na ra do Seve, casa terrea tle solo.
Penleu-se um Hurtaba de lemhranras, conlen-
tlo dentro urna lellra de rei Itl^HSil, -arada por
Joao Martin* de Barros, e areila pelos Srs. Brandao
i Hiegus, vencida em -2~t de abril protimo pausado:
roga-se a quem o achon, o obsequio de o restituir no
armazem da Iravessa da Madre de Dosis, de Jo3o
Marlins de Barros, que se Ihe ticar agradecido.
Urna pessoa nacional e solleira. e que adunca
sua conduela, otTerecc-sc |wra eaiieiro ou adminis-
Irnr algum engenhn. sitio on oulro qualquer csla-
belermenlo. lodo fora da |irara em qualquer mal-
lo, nao piubarga a longitude : quem quizer aunuucic
para >e procurar.
Joao Machado deSouza Pimentel vai ao Ccar
com neeocio.
Madama Demessc retira -se para Europa, le-
vando em sua compauhia tua lilba menor.
Domingos Dias retira-sc para Portugal.
Domingo a tarde ,2! de abril) no barro de
Santo Antonio, achou-se um alflnole tle peilo. de
senhora. quem for sen dono queira tpparoeer na
casa ii. ."> na ra da Cruc, que dando os signaes
otados ser-lhe-hn entregue.
Aluga-se o sobrado da ra da Guia n. 2!t, se-
gundo andar, por preco tle IpsjOlMi mensaes : quem
quizer, dirija-se ra Diroila n. ss, segundo andar.
Domingos Jos Teiteira Bastos retira-se pata
fra do imperio. ^
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa : na ra da Moeda n. 2.
pagar, do coulraro lerao de ver seus nomos pelos
jornaes, pois o successor (cm escotado mallos meio-
decentes afim de nao chegar ao que avisa.
Nos abaito assignadas, irmaas qoe somos da
irmandade tle S. Josc da Agona, creca no convento
do Carino, declaramos que dei tamos de ser irmaas de
boje em diaulc por motivos justos a qne isso nos
obriga, c por nosso fallecincnlo cedemos lodas as
honras e sufragios que por direilo nos compela,
devolveudo tiesl.t dala nossas patentes a entregar
a mesma irmandade. Kecife 30tde abril de 18.55.
Anua Joat/nina Lins ll'anderley, Francelina Ac-
cioli Lias, Felismina Accioli Lins narradas.
Aluga-se o lercciro andar da casa n. 53 da ra
da Cadeia do Kecife : a Iralar no primeiro andar.
Precsa-^o de urna ama para, cozinhar, ensaboar
e algum eugummatlo, em casa de homein viuvo de
punca familia, que lem escravs; porm nao se
quer ama com (llms, primos c compadres : ua ra
Nova n. .5, segundo andar.
Precisa-se alegar um nezro eseravo, para o
servico de om silio : na ra da Croz n. 40.
As mais novas e
modernas joias.
Os abaito assgnados, tlonos da loja de ourives, na
ra do Cahug n. 11, confronte ao paleo da malriz e
rna Nova, faze.ni publiro, qoe eslo recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras'de ouro dos melko-
res coslos, lano para culturas como para homens e
meninos ; os procos conlinuam mesmo baratos como
lem sido, e passa-se emitas com responsabilidade,
especilicando a qualidadc do ouro de 14 a 18 quila-
tes, lcandn assim sojeitos os mesmos por qualquer
duvida.Seraplitnt & limito.
O liiitli.itul Anlonio Ferreira Marlins llibeiro
faz publico, quo pela ciicumstancia de achar-se no
cterccio da subdeiegacia da freguezia da Boa-Vista,
nilo esl inhibido tle ailvugar no civel ; para o que
pode ser procorado no seu cscriplurio, no alerro da
Boa-Vista n. i, primeiro andar.
Flix Sauvage S Companhia, administradores
da massa fallida de Jos Marlins Alves da Cruz, que-
rentlo fazer o dividendo do liquido producto da mes-
ma massa, para o queja se acliao aulorisatlos, prec-
sam,para evilar conteslaoBes e roclamaroes, que os
Srs. credores Ibes aprescnlcm os seus tilo los de divida,
para se proceder ua turnia do arl. 8.5'J do cdigo com-
mcrcial.
Precisa-sc aiusar um moleque eseravo, de 14 a
Ib anuos: na roa da Cadera do Kecife, loja n. 18.
Tem de arrendar-se o engenho Vinagre, na
freguezia de Iguarass, moeiile e correnle, o vnde-
se a prsenle safra : quem o prelentler arrendar e
quizer comprar a safra, pude dirgir-se ao engenho
Aran pe de llano, que achara com quem Iralar.
Da'-se dinbeiro a premio sobre pe-
nbores de ouro e prata : na na do Ouci-
mado loja n. ili.A, se dir' (ivemda'.
CHAPEOS BE FELTRO.
Acaba tle chegar praca da Iodependeiicia loja
tle chapos de Joaquim de Oliveira Maa, um varia-
do snrtrmento tle chopees de fellro, linos, de cores
anda nao vistas no mercado, e tambem chapos de
palha aberlns, c ditos de falla hrasileira a imita-
cao dos de Mandila, de diversascres,superfino cha-
pos de caslor branco c prelo, chapeos franrezes
tle etcellcntes formas e supeiior qualidade, lodo por
preco commodo.
Precisa-so permutar o alugoel do silio dos 4
lees, na Soledade, pelo o de urna casa de '2 anda-
res, nos barros tle Sanio Anlonio ou Boa-Vista, que
tenha as commodidaties necessarias para lamilla nao
pequea : quem este negocio desejar fazer. dirija-se
ao dilo silio a qualquer hora do dia, que achara com
quem Iralar.
wism&momK --^m gareteara
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
preces mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
9 coes, como a retalbo,- amancando-
9 se aos compradores um s preco
j8j para todos : este estabelecimento
t a lirio-s de combinacao com a
C maior pai*te das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender far.endas mais em
9 conta do que se tem vendido, e por
H isto offerecendo eile maiores van-
tagens do que outft) qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Bill! I.AFIECTEUR..
O nico aulorisado por deeiso do conselho real c
decreto imperial.
Os mdicos dos bospitacs recommendam o Arrobe
de l.affecleur, romo sendo o nico aulorisado pelo
governo, e pola real sociedade de medicina. Esle
medicaineiilo d'utn gesto agradavel, e fcil a temar
em secreto, esla em uso na niaiiuba real desde mais
de fO anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as affeeroes da
pelle. impigens, as conseqnencias das sarnas, ulce-
ras, e os acntenles dos parios, da dade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; conven) aos ca-
larrhos, a betiga, as contraerse*, e fraqueza dos
org.los, procedida' do abuso da* iojecc.es ou de son-
das. Como anti-sypliilitiro, o arrobe cura cm pouco
lempo os Hotos rcenles ou rebeldes, que volvem
iiieessanlcs em consequrncia do emprego da copai-
ba, da rubeba, ou das injereftes que representen) o
virus sem nonlratisa-to. O arrobe l.nlTerleur be
especialmente reromuieuilado coulra as doencas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao indurlo tle
polasaio. I.isbonne. Vei.de-se na botica de Brrale do
Antonio Feliciano Alves de Azevedo,praca de I). Pe-
dro n. 88, onde acaba de cargar nina grande porco
de garrafas grandese pequeas viudas directamente
de Par-, de casa do dito Bovveau-l.alTeeleur 12, ru
Itirhce. Parts. Os formularios dilo-se gratis em
rasa to agente Silva na prara de 1>. Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Babia. I.itna & Irmaos ;
Pernamburo. Suum; liio de Janeiro', Rocha i\ t"i-
lhos ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova, Jo,lo
Pereira tle Magales l.eile ; Rio Grande, Fran de
Paulo Couto t; C.'
Participa-se aos rs. mestres pedfei-
ros. caiadores.e mais pessoas particula-
res, que na ra da Cruz do Recife n. 62,
ha um deposito da km conhecida cal
branca de Jaguaribe, e que se vende
muito em conla, tanto em retalbo como
em por cues.
Ciasa de consignacao de escravs, na ra
dos Quarteis n, <
Compram-se e recebem-se escravs de ambos os
setos, para sevenderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, offerecendo-ae para
sso loda a seguranza precisa para os ditos escravs.
UHTit nnn
a**
sn'i il1 i i lljl


OURI0, DE PERM1BUCO, QUARTA FEIRA 2 OE MAlQ DE 1855.
CONSULTORIO DOS POBRES
60 KUA NOVA 1 JUJt&AK 50.
O l)r. V. A. Lobo Moscnzo il consultas homeopalhicas lodo os dias aos pobres, desde 'J horas da
iu.uili.4a aleo ineio dia, e un casos extraordinarios a qualquer hora dodia on noile.
onerece-se igualmente |>ara pralicar qualquer operac,5o de ciruriiia. e acudir promptamenle a qual-
r mulher que esleja nial de parto, e cujascircumslaucias nao pennillam pagar ao medico.
que
0 IJLT0R1U DO DR. P. A. LOBO MUZO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de ineddicina homeopalhica do Dr. (i. H. Jalir, traduzido em por
lu^ue/ pelo Dr. Mosrozo, qualro volumen encadernados em dous c acompauliadode
um dicciunario dos termos de mnlhih.i. cirurgia, anatoma, etc., ele...... 208000
Esta obra, a mais importante de indas as que tratuin do esludo e pralicadahomenpalbia, por sor a unir
que conten abuse fundamental i'Vsla duutriuaA PATHOC-ENESIA OU EKFEITOS DOS MEDICA-
MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUBcouheciutenlo* que nao podemdispensar as pes-
soas que se querem dedicar a protica da verdadeira medicina, inleressa a todos os medirus que qui/.erem
experimentar a doulrina de llahiiemnnii, e por si mesmos se convencereni da verdade d'ella : a todos os
faiendeiro c sensores de_ engenho que esli tonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodo os pas de familia que por circumslaucias, que ntra semjire podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar n conlinenli os primeirus scemeos em suas en Tenuidades.
vade-meeum do hoiiieo||allia ou Iradurcun da medicina domestica do Dr. Ilrrin ,
obra lautbem ulil s pessoas que se dedicam ao esludo da liomeopalliia, um volu-
nte Rrande, acompanliado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
0 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardeuado. ,1000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
bomeopalliia, e o proprielario deslo estabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
nincqem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
Kolicas a 12 tubos grandes..................... 88000
Boticas de 2 medicamento* em glbulos, a 10, 12 e 158000 rs.
dilos ........'..... -208000
259000
309008
608000
1*000
28000
3000
Ditas 48 dilos- a .
Ditas 60 ditos a .
Dita* 144 dilos a .
Tubos avulsos.........
Frascos de raeia ouca de lindura. .
Ditos de verdadeira linctura a rnica.
LISTA GERAL

Dos nreiiiios da i.* parte da 1.a Lotera concedida pela Lei Provincial n. 106, de 9 de llaio de 1842, a beneficio da
Matriz de N. S. da Conceicao da Villa uo Bonito, extrahida em 1. de Maio de 1855.
.'LBLICCAO' DO IaSTITITO 110
NEOPATHICO DO BRASIL. <
THESOURO HOMEOPATHICO '
OU <
VADE-MECUM DO l
HOMEOPATHA.
MclUodo concito, claro e seguro de cu-
rar homeopalkicamente ludas as molestias
qv-e affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de bomeopalliia, lauto europeos romo
americanos, e segundo a prupria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
Pinito. Esla obra he boje recomienda co-
mo a melbor de todas que lral.nn daappl-
eacSo lioineopalliica no curativo das mo-
lestias. Os ceosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pas de familias, os seulio-
res de cngcnlio, sacerdotes, viajantes, ca-
pilesde navios, serlancjoselc. ele, devem
te-la mo para occorrer promptamenle a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes em broebura por 108000
I encaderuados 118000
Vende-se nicamente em rasado autqr,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
I do Novo) n. 68 A.
two "C iviuauciid tim iwi" n niinui. **''., '"*]
Na mesmacasa ha sempre a venda grande numero de tubos dc'cryslal de diversos lamanli..,,
vidros para medicamentos, e aprumpla-se qualquer encommenda de medicamentos com lela a brevida-
de e por preco* rouilo commodos.
l'ede-se ao Sr. Jos de Mello Osar ex-pro-
curadorda cmara de Olinda, que vetilla entender-
se com os herdeiros de Luiz Kma, pois basta de
cassoadas, ficando certo que m quanlo nao se en-
tender com os mesmos lia de sahir este annuurio.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro an-
dai, mu fronte oesrriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, quer uacionaes ou eslran-
geiros, com loda a promplidao ; bem como tiram-se
passaportes para fra do imperio, por presos mais
commodos do que cm outra qualquer parle, c sem o
menor Iraballiu dos prelendentes, que podem tratar
das 8 da maullas as horas da larde.
SALA DE DASSA.
Luiz Canlarelli participa ao respeilavcl publico,
que a sua sala de ensno, na ra das Trincheiras n.
19, se acha aberla lodas us segundas, quarlas c sex-
tas desde as 7 horas da noite al as 9 : quem do sen
presumo se quizer ulilisar, dirija-se i mesma casa
das 7 horas da manliaa ale as 9 ; o mesmn se olTere-
ce a dar lices particulares as horas convencionadas:
e tambem da licf-es nos collegios pelos precos que os
mesmos tem marcado.
Novos livros de homeopalha uiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
ilalinemann, tratado das molestias rhruntcas, 4 vo-
' lumes...........'. 20JOU0
Teste, irolestias dos.meninos.....68000
llcring, homeopalha domestica...... 78 Jahr, piarmacnpr-n homeopalhica. 68000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 163000
Jahr, molestias nervosas.......68000
Jahr, molestias da pcllc.......83OOO
llapou, historia da homeopalha, 2 volumes 1 (2CKX)
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayollc, doutriua medir homeopalhica
Clnica de Suwcli .......
Casling, verdade da homeopatas. .
Diccionario de Nyslen.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripjao
de lodas as parles do corpo buinau .
vedent-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova o. 50 pri-
meiro andar.
DENTISTA.
Paulo Gaignoux, dentista france/, eslabele 9
0 cido na ra larca do Rosario n. 36, segundo 9
% andar, enlloca denles com gensi vas arlilicias, 0
H c dentadura completa, ou parle dclla, com a 9
M) prvsso do ar. ai
0 Rosario n. 116 segundo andar.
10801)0
88000
7*000
68000
4000
lOjOOO
308000
Esla a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIO DE RLOFF E BOEN-
NINGIIALSEN E OUTKOS,
C posto em ordein al|>liabeli'.l, com a descripeao
abreviada de lodas as molestias, a indicacao plitsio-
lugica e Iherapeutica de todos os medicamentos ho-
mcopalhiros, seu lempo de aci.ilo e concordancia.
seguido-de um diccionario da signilicaran de todos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das peonas do nove, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrcvc-se para esla obra no consulloro lie:ieo-
palhico do D,r. I.OIIO MOSCOZo, rua Nova n. O.
primeiro andar, por 58000 cm broebura, e 69OOO
eucaderuadu.
Quem liver para vender os livros altaixo de-
clarados, aiuda que It.-11l1.1111 algum uso, aniiuiice
por esle jorual para ser procurado : Interdictos i'm-
se*iornis por Labio, Prate l-orense por MoraesCar-
valho, Tratado dos Testamentos por Oouvea Piulo.
TALVEZ ADMIREM-SE, MAS HE O QUE HE.
Vendein-se charutos de Jlavana a 38000 a caixa :
na rua Direila, loja n. 13.
Aluga-se urna casa lerrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que ficam entre o becco du Virgi-
nio e o piteo de S. Jos : na rua Nova u. 09.
S J. JASE, DENTISTA, 3
9 continua a residir na rua Nova n. 19, primei- $
0 ro andar. a
Ja' chegaram as segutntessement
de oitalices das melhores qualidades que
lia: rbanos blancos, ditos encarnados,
rabanctes blancos, e encarnados, ltate
rcpolhuda e aletnaa, repolh, tomates,
nabo branco e roxo, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, eebola de Setubal, sinondas, sijjo-
retha, selgas, ervilha torta, dita direitae
cnoveza, dila de Angola, feijaftearrapa-
to de ((uati-o qualidades, coeotro de tou-
ccira, eum grande sortimento dasmellio-
res ementes de flores da Europa : na rua
da Cruz n. (i2 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins-
. AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
qur niudou a sua aula para a rua do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos ee.vtejrnos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
|M.si.;ao lem avantagem de encher sem prcsso dolo-
rasa todas as-anfractuosidades do denle, adquerindo
em poucos instantes solidez isual a da pedra mais
llura,e prometle restaurar os denles mais estragados
com.a forma e a cor primitiva.
AVISO AO PUBLICO.
A taberna do Gurjah de cima acha-se completa-
mente sorlida com uirt completo sortimento de mo-
Ihados, fazendas e miudezas ; portanto as pessoas que
quizercm hanrar esle eslabelecimento, aqa achara
ludo a vouiade do comprador, pelo mosmo prepon
com pouca dillerenca da pra^a.
-^ Precisa-se por aluguel, de urna prela escrava,
qne saiba tralar de enancas, que wja fiel, sada. e
sem vicio algum : quem a liver, dirija-se a rua de
S. Francisco, como quem vaj para a rua do Mundo
Novo, sobrado n. 8, ou culenda*se com o porteiro
da alfandega desla cidade.
TRANSAS E FITAS.
Completo sortimenlo de transas de seda prelas, e
fitas de velludo lavradas, de superior qualidade c
bom goslu, para vestidos, por prern commodo : na
praca da Independencia us. Ji a 30.
OLEADOS PINTADOS.
De superior qualidade,e diversas larguras,pVoprios'
para cubrir mezas, commodas eje. : ua praca da In-
dependencia ih. 'i a 30.
O Sr. Jos Pedro Carneiro da Cimba queira
vir no prazo de !."> dia1., a contar deste, resgatar a
sua lellra da quaula ile res 0/9980 eseus juro veu-
cidos, c caso nu venha resgatar no pean cima
marcado, lera de ver seu nomo ncsla follia at o crc-
dor ser embolsado. Recife 5 de-abril de 185.'.
Manuel (ionralrcs de .lzcccdo Hamot
Precisa-se de um feilor ou Irabalhador para um
silio perlo da praca, ho neces de Iratainento de horlaliras, fructeiras e vaccas de
lcile : na ru do Trapiche n. 12.
Na rua Direita n. 5S, Uberna, precisase de*
um caixeiro que lenha pratira de taberna, e d fia-
dor a sua conducta, para lomar roula ilella por ba-
tanea.
Superior vinho de champagne eBor-
deaux: vende-se em casa de Schale-
tlin&C, rua da Cruzn. 38.
COMPRAS.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de
idade de |-J a 30 anuos, e lambem se reccbeiu de
cominissao : na rua do l.ivrameiilo n. 4.
Compram-sc palacoes brasilciros e hespa-
nhes : na rua da Cadeia do Recite u. 54, loja.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de
idade de 12 a 30 auuos, tanto para a provincia como
para fra dola '. na rua do Kaugel II. 71, segundo
andar.
Comptum-see vendera-seescravos de
ambos os se vos, de idade de 12 a 25 an-
nos : na rua Direita n. (i(i.
,9.mPra_sc um J3 ,le diccionarios inglezes
por Vieira, em formato grande.
Compra-se a grammatica franceza de Sevene,
em segunda mao : na rua das Flores u. 37, primeiro
andar.
VENDAS.
S. PKfc MS. RS- 1 KEMS.
59 246 58
9 58 M 59
17 5fl 50 5|
19 5 51 59
20 5 59 53
35 ta 61 :.-
26 59 62 59
30 59 63 39
Mi 209 66 53 59 59
ti 59 .>
44 59 79
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17 59 59 85 59 59
19 >8 90 59
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60 59 95 59
lii 68 70 53 59 59 'o 13 59 ?3 59
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4 58 27 59
9 to 59 59 31 59 5fl
12 59 33 59
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,39
39
3
BR4(J0S DE ROIA.
Vendem-se estes excel-
lentes e bem condecidos
bracos: na rua da Cadeia
do Kecife n. 56 A.
. Vendem-se5 escravos, rrioulos, mocos, de l>o-
nitas figuras,, e com habilidades: ua rua'de llortas
n. 60,
Vendem-se 2 escrav8s, crioulas, d idade de 22
unos, boas (guras : na rua do l.ivramenlo n. 4,
FAKIMIA E ARROZ DA TORRA,
Vendem-se saccas com familia e arrui d.i Ierra :
ua rua da Cadeia do Kecife, loja n.23.
FIMO EM HiU.
Na rua do Aiiiurim n. 39, annazein de Manuel Santos Pinto, lia muilo superior fumo em tulla de
lodas as qualidades, para charutos, por prero com-
modo.
FE1.IV0' llLATUiHO.
Na rua do Amorim n. 30, armazem de Manuel dos
Sanios Pinto, ha muilo superior fcijao mulalinho,
em saccas, por prero commodo.
Vende-se aro em rundeles de um quintal, por
prero multo commodo : uo armazem de Me. Cal-
moni & Cumpa ii I na, praQa do Corpo Saulo n. 11.
Vende-se capim mais barato do que em outra
parle : na Capunga, silio do Dr. Jacobina.
Vende-se urna mulata de idade 30 anuos, pou-
co mais ou menos, sem achaques, cozinha, lava e
engomma liso : na rua da Cruz do Kecife n. 37.
Veode-sc para pagar despezas de um inventa-
rio, urna prela que representa ler de idade 35 a 40
anuos, boa lavadeira de sabao e brrela, ptima qui-
tandeira, e cnlrnde alguna cousa de cozinha : u
pessoas que quizerem, prucurem na rua de S. Fran-
cisco n. 18.
Vende-se um escravo moro e bonito, proprio
para pagem : na rua do Cabuga n. 16, segundo an-
dar.
Na loja das seis |K>rtas, em frente do Li-
vramento ,
vendem-sc roiipaozinlios de escocez de laa c de seda
para meninas de 2 al 1 annos a 6-9OOO ; manguitos
de fl bordados para senhoras a 13000 ; lencos de
camhraia branros e pintados a ICO ; chitas de bom
panno e bonitas a 160 e 180, c finas a 200 ; fil liso
e lavrado por prero commodo, a dinheiro a vista ; e
oulros mullos restos de fazendas que qner trocar por
sedlas, para" sortir de fazendas chesadas agora : das
6 horas da manliHa ate as 9 da noile.
ATTONCAO'.
Venliam, fregueze,sorlir-se de fazendas para ves-
tir-se. O arremalaule da loja que exista fechada na
rua rclalho as fazendas- existentes por melaile de *eu va-
lor ; a ellas, jHiis o que he bom dura pouco.
Aviso aos senhores da arte de tanoeiro.
Na loia de feriagonsn. 41, sita na rua da Cidria
do Kecife, hilo chegados receulemrute os seguintes
nbjeclus da menriouadaoniciua : seguras de corlar
l'uiidos.ilitas cochailcira, culellosile lavrar raadeira.
cucho, de arronhai- pipasebarril, loles para os mes-
mos, ferros dojilaina rom cavilhas, mcelas e pun*
(das, ludo preparado pelo melhor autor, e preco o
mais commudo possivel.
Ceblas baratas
Na travessa da Madre de Dos, armaiem de J0.I0
Marlinsde Barros vendem-se ceblas multo boas, e
mti 11 iiiiki baratas.
Veiule-se um moleque : na praca da Boa-Vis-
la n. 8.
Vende-sc a casa da rua do l.ivramenlo n. 19,
com urna boa e rspacosa loja para qualquer uenero
de licencio, e um andar e solio com commodos para
una sollrivel familia. Esta casa reude >ie aluguel,
como se prou com os recibos dos que india lem mo-
rado. 3608000, e o seu proprielario vende-a pelo
fado de retirar-se para o Kio : a tralar na rua larga
do Rosario n. 28, segundo andar.
VIDROS PAKA VIDKACAS.
Ver l-m-.e em caitas, em casa de Barlhomcu
Francisco Je Souza, rua larga do Rosario n. 36.
LINDO SORTIMENTO DE CALCADO.
Xa rua Nova n. 8 loja de Jos Joaijitim
Morara, lia um bello sortimento de cal-
cado para senbora, que pela sua <|iialda-
de e preco milito deve agradar as senbo-
ras, amigas do bom e barato : os preros
SiO os seguintes, ja' se sabe^ a dinheiVo
Sem diseonto.
Sapatos de couro de lustte. .siOO
Borzeguins com salto para senhora. 5,s*OU
Ditos todos jaspeados tambem com sallo
pa ra sen hora. is 00
Sapatos de cordavao de muilo boa quali-
dade. U'OOOj
Na rua do Trapiche n. 1 (i, escriptorio
deBrandera Brandis&C., vende-se por '
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de llussia, del
muito Ii.i (|ualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Pape! de cores emeaisas sortidas, mili-
to proprio para forrar chapeos.
Papel rlmaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
fandelabros de 6 luzes de feitto ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior 10 al-
vaiade eommum, com o competente sec-
cante.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Kelogios patente inglez.
Chicotes decano e de montarla.
Caitdieiros e casticacs bronzeados.
Cliiimbii cm lenrol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglrr/.as.
Fio de sapateiro c de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
la i iis de graxa n. )7.
Vende-se um excellente laminador com t odoi,
os seus perlcnccs, leudo qualru'celiudros. pouco ser- '
vido : quem o preteuder dirija-se a loja de ottrives ,'
na rua do Queimado n. "26.
43@"4334f- S itf
Palitos l'rancczes.
9 Vendem-se palitos francezes de panno fino 9
V preto e de cores a 18000 rs., ditos de meri- W I
58 mi selim a 128000 rs., ditos de bombazim a {je
Iiinkhi rs., ditos de alpaca a 89000 rs., ludo i- j
de ultima moda : na rua Nova n. 4. '
Sedas.
Vendem-se cortes de seda de cores com 17 cova-
dos, pelo barato prego de I6.3OO0 rs. : na rua Nova
loja n. 1.
Chapeos para senhora.
Na rua Nova foja n. 4, vendem-se os mais mo-
dernos chapos de seda e blond para senhora de pre-
co de I63OOO a 208000 rs.
Vende-se um lindo cavallo le rara oriental,
viudo ha pouco tempo do Kio da Trata, sem acha-
que algum : a tratar na rua do Collegio 11. 16, pri-
meiro andar, ou na cocheira do Sr. major Sebastian,
rua da Florentina.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escuras a 720 rs dilos grandes rs., dilos branco* de algoihlodc pello e sem elle, a
milaro dos de papa, a l3200rs. : na loja da rua
do Crespo n. 6.
CEMEMO ROMANO BRANCO.
Vende-se rntenlo romano hranrn, rheeado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do ronsu-
ino, em barricas c as linas : alraz do lliealro, arma-
zem de tabeas de piuho.
Taixas par;, engenhos.
Na fundicao' de ferro de W.
Bowmann, na rua do Hruin, pastan*
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas'd ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vi lahrira de espirito" da rua Direila n. 84,
novr.mriile aberla, vende-se alcnol ratificado a ba-
nlio .Mana, licor lino, entre fin e ordinario, de de-
ferentes qualidades, em' garrafas e cm ranadas, ee-
nebra em frascos c cm ranadas, agurdenle do reino,
tinta prela e rnxa para escrever fe'la em alrool fra-
co, agua da Collonia em frasquinhos e em garraTas,
lianlia para cabello de dillerenles cores, oteo de ma-
cassa, ludo bem preparado, o por prero commodo,
garrafas brancas vasus, proprias para licor lino, oleo
de ricino c xaropes.
Na rua Direila n. 33, taberna, lem urna porcao
de lijlo partido, que se vende muilo em conla para
desoteupar a casa.
Vende-se orna taberna ,11a Soledadc, na estrada
que vai para a Trempc, muito afreguezada para a
Ierra ; vende-sc porque o dono nSo quer mais este
negocio : a tratar na rua Direits n. 53, laberna.
A taberna da rua Direita n. 58, que,foi de Ma-
noel llolellio Conleiro, acha-se novamcnle abrrta e
bem sorlida, e vende gneros muilo mais baratos
do que era outra qualquer parte, tanlo para o mato
como para a Ierra.
Vendem-se 2 escravos, m.'cos, crioulos : na
rua da Cruz n. 17, segundo andar.
Vende-sc um relogio de ouro patente inglez,
bom regulador, com una corrente, por preco com-
modo : na rua do Kangel n. 36, piinicua andar.
Vendc-se urna canoa nova de carreira c bem
construida, que pega 8 pessoas : na rua Imperial n.
171.
Vende-s? um cabriolel c um carro de i rodas,
novo, do ultimo gosto, por orejo commodo : na rua
do l'ires n. 28, casa de l-'rcderico Jacques.
Vendem-sc os soguinlcs livros, cm bom esta-
do : Phrases de Tito l.ivio, Horacio, Crammatica In-
gleza por Dr. Vicente l'ereira do Hego, Thomson,
Ceographia de Vellez, Atlas de Ceographia por Bo-
cage, Eloquencia Nacional, Potica de Carvalho, di-
ta de Vellez: quem quizer, dirija-se a laberna do
Ketiro n. 2li. que achara com quem tratar.
VIMIO VERDE
PIAIO.
Joan P. Voseley avisa ao respeilavcl publico, que
em sua casa, ua rua Nuva 11. 41, primeiro andar,
acha-se um sortimento de pianos de Jacaranda e mog-
110. os melhores que lem ale agora apparecido 110
mercado, tanto pea sua harmoniosa e forte voz, co-
mo pela sua conslrurcan, de armario e horisoulal,
da fabrica de Corllard & Collard de Londres, e de
autores os mais acreditados de Allcmaiiha.'os quaes
vende por preco razoavcl. O aiiiiuncianle contina
a aliar e concertar pianos com perfeirAo.
LEONIE
? A IjpOO i-s. o covado, @
S( I-'azcnda nova ainda nao vista ueste mor- f
1 rado, chegada no ultimo navio viudo de Paris, 1
^ para vestido du senhora f esta fazeilda he lo- jjj?
? da de seda acolchoada, de um goslo variavel
@ e lem urna vara de largura: vendc-c na @
^ rua do Crespo, loja amarella u. 1, de Anto-
iS 1110 Francisco Pereira.
Vende-se um cavallo alasao, muilo novo, com
andares : na rua Nova n. 21.
Vende-se
(irosdiMiaples de sedas lizas furta-cores, fa-
zenda limpa, sem o menor loque de mofo a
(jf 10200 cada covihIo, ditas de quadros escosse-
;:-; res a 19I011 rs. : na rua do Crespo loja aina-
( relia n. i, de Antonio Francisco Pereira. 9
S8.-*
AOSSRS.DEENGENHO.
COI PEQIiSKO T0IJIK DE AVAHIA.
Baela enramada e amarella a 500 rs. o covado
na roa do Crespo loja da esquiua, que vulla para 1
Cadeia.
a 320 a garrafa, chegado prximamente do Porto, c
massa de lmale, chegada prximamente de Lisboa,
em latas de 2 libras, a 18000 cada lata : vende-se na
laberna da rua da Cadeia do Kecife n. "1, defroute
do becco Largo.
YASILIMIE.
Na rua da Praia. Iravessa do Ca/ioca, arma/.cm de
Antonio Piulo de Souza, ha para vender urna purcao
de barr* de i." e de ~>. proprios para mel, e multe
em cotila.
ATTENQ&0._
Na rua do Trapiche 11. -v, ha para
vender barris de ferio ermeticamente
lechados, proprio* para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
; tem descoberlo para este fim, or au
I exhalar em o menor clieiro, e apenas pe-
Izam I (i hbias.-e custam o diminuto pse-
jcode l.s'000 rs. cada u 111.
CEMENTO ROMANO
da melhor qualidade, e diegado no ulti-
mo navio de Hamburgo, vende-se em
conla: ua rua da Cruz n. 1(1.
Para acabar
Na rua do Queimado n. :18 vendem-sc corles de
'.'; casimira de cores a 38200 : cm frente do becco da
5 Congregado.
I PALITOS FRANCEZFS.
Keceben--e pelo ultimo navio francez um novo
sortimento de palitos de panno de 129 rs. para cima,
dilos de seda, de hrim, de laa muilo linos, de alpaca
de cores ; assim como chapeos de sol de seda cabos
di raima, muito grandes e forlrs, proprio* para a
preseute estacao, dilos de panno e de seda de nutra-.
militas qualidade., malas para viagem de lodos os
tamanho. : ludo se vende por muilo menos preco
que cm nutra qualquer parle, na rua do Collegio
numero 4.
.Nositio da Trcmpe,.sobrado 11.1. vendem-se
encllenles pes de sapolis por commodo prero, ditos
ile rafe a 2.9OOO o cenlo, ditos de goiabeiras brancas,
e mais varios arvoredos.
Vendem-se novos os livros sej;uintes
por W. Scott: Os Puritanos, Waverley, O
Talismn, A ptisao d*Edimburgo, Q6in-
tino Durward, Ivanhoe, Jmis Canonis
por Lequeux : no aterro da Boa-Vista lo-
ja de 011 rives, n. (i?T "*
COGNAC VEKDADEIKO.
Vende-se snperinr cosnac, em garrafa, a 1-28000
a du/.ia, e 18280 a garrafa : na rua dus Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defioulc doTrapirhc Novo.
^ Vende-se vinno de Brdeos, St. (^
(A Emilioa, Pomerol, S. Julien, Pa- (\
jj villac, em garrafees e quartolas : S
y* vinho de champagne, Sillerv, fL
~L Moussett\, em (jrralas e meias H
*jfi garrafas, licores finos lodo de W
w qualidade superior e por prero '0
tt commodo:' no escriptoiio de J. $
i$) P. Adour&C, na rua da.Cruz i0)
<$, w-. S
4ras#sds-# ^-@^^s
CASEMIKAS A 281O0 e :lg000 O CORTE.
Na loja de tiuimarae. & llenriques, rua do Cres-
pn n.., vendem-se corles deca.cmira ingleza, pelo
; haratissimo pre^u de 2800 e 39000 cada um.
Vende-se um cabriolet americano
| de i rodas, muito commodo, com co-
berta e arreios para um cavallo eem per-
feito estado por OO.s'OOO -s.: na rua do
Trapichen. VO, segundo andar.
DLPOS1TO DO CHOCOLATE BYGEE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nuttitivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa de L. Leeomte Fe-
ron & C: ruada Cruz n. 20.
Precos:
Extra-lino. 800 a lib.
Superior. .- (VO
Fino.....500, >,
Moinhos de vento
ombombasde repuxu para regar borlase baila,
decapim, na fundirde D. \V. Bowman : na rua
do Br iini ns. 6, 8 c 10. -
CEMENTO ROMANO.
\ ende-scsuperior (tinento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rna da Cadeia de Santo Anto-
nio de malcriacs por preco mais em conla.
COBERTORES ESGROS E
BRANGOS.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadifia, vendem-se cobertores escuros, proprios para
escravos, a 720, ditos grandes, bem cncorpados, a
l-9N0, dilos brancus a 18200, ditos com pello lim-
ando os de 15a a 19280, ditos de laa a 28100 cada
um.
SARJA PRETA E SETIM
IACA'0.
%
Sedas de cores.
Vendem-se curies de vestido de seda de cores rom
117 18 ovado., pelo baralo prero de -Ji.-oon cada
: um : na loja de i purlas, na rua do (Jueimado u. 10.
SAIAS.
Na rua do Crespo n. 9, vendem-se
s ias, fazenda inteiramente nova a sOOO
rs.cada umaveAl*^------^-'ados PALE'^-
MO ii LsOOO H^r a elies, frguezes, que
a lazenda he boa e barata.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se lardo novo, chegado de Lisboa pela barca i.'ra-
tidio.
MtttttM)fitM
$} POTASSA BKASILEIBA. i$)
i0) Vende-se superior potassa, fa- (^
(gj lineada no Bio de Janeiro, che- *
S Bada iecentemente, recommen- -a
^j, da-se aos senhores de engenhos os 5
w seus Iwns efleitos ja' xperimen- J
'W tados: na rua da Cruzn. 24), ar-
({w mazem de L. Leconte Feron &
(ti Companhia.
\'cnde-sc excellente taimado de pinho, reren
tcmcnle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-.. com o adminis
, rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, cpm gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de fO
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Clnistao.
Sabio a luz a 2.* edirAo do livrinho denominado
Devoto ChrislAo,mais correcto e acresccnlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 610 rs. cada excinplar.

Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
icaspara piano, violo e flauta, como
Isejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho
I ti^kes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
i mente chegados, do etcellenles vnzes, e precos com-
Fannha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinjia :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da allandega, e para por-
coes a tratar coin .Manuel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz'ir^~>Ja_ra venden excel-
lentcs pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vendc-se urna balanra romana com lodos os
seus perleuces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
prcleuder, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brun franrez de quadros a 640 a vara,
dito a 900 rs., dito a 1o280, riscado de listras de cor,
proprio para o mesmo lim a 160 o covado : ua roa
do Crespo n. 6.
Cera de carnauba do Aracaly e Asstt'.
Vende-se por meiiii. prego que em oulra qualquer
parle, no armazem de Domingos Kodrigur An lia-
do A; Cumpanhia, rua da Cruz n. 19.
AS PECHINCHAS DA CALI-
FORNIA ANDA NAO SE
ACARARA!, CHEGEM AO
PASSEIO PDRLICO N. 9
PARA SE INFORMAR.
Vendem-se pecas de lira-
da polo a 500, 2,i100,
3,000 e 5,300 rs., pecas
de algodao a 800, 1,000,
1,280, 1,600 e 2,000 rs.,
em varas a 100 rs., a el-
las que destas fortunas
a p parece i ii poncas.
_ Vende-sc supeiior farinha de mandioca de
Sania Calharma : a tratar no etcriploio da rua da
Cruz n. 49, com Isac Curio A C.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ainda est fgida desde novembro proiim
passadu a prela Mara Cajoeira, de idade de 50 e
tantos auuos, liana do corpo, -o com bracos e pernas
ineio foveiras, lem um canto da bocea frangido da
roiilinu.iyiu de Irazer cachimbo, e inculca-se por
,,,,,,l ... ^ i v r, i- i 'Y- ------ ,uiiii,u-,,iw c i.,*, mvikiiiuu, c loion-a-sfl por
dTcruz n 1 Bieber & Companhia, rua rorra, consta ler andado na cidade do Olinda e Beue-
\ endem-se lonas du Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. BieliertSi C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-|
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenlio, ma-
Na.ruado Crespo, loja n. 6, vende se superior
sarja liespanhola, muilo larga, pelo diminuto preco
de 4300 e 98600 o covado, selim maco a '>H00*e: clnnas de vapor, e taixas de Ierro batido* vedo,
39200e Dotado, panno preto de 30000, 18000, ."000 e COado,
c3OOOocovado. dito
ribe, e he mariscadeira : roua-se a lodas as autori-
dades policiaes e capitaes de campo que a eneonlra-
rem aapprehendamecouduzam-a ao largo da Trem-
pe. sobrado n. 1, que serao bem recompensados de
seu iraballiu. l'rolesla-se contra quem a liver reco-
Ihido em sua casa pelo* dias de servico e mala pre-
juizus que lem causado.
CEM MIL RES E laHATIFlUfAty-
Desappareceu no dia 6 de dezembro do anno pro-
limo passado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
ga, r.'.r acaboclada ; levou um vestido' de chita rom
lislr.s cor de rosa ede caf, e oolro tambera da chi-
I. hranco com palmas, um lenco aoiarello uo pesco-
no j desbolado: quem 1 apprehender conduza-a a
de todos os tamauhos, para
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em Saccas que tem um alqueire, me-
dida reina, por preco commodo: nos
armazens n. ~>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da.
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novacs c\ C, na rua do Trapiche n. r>V,
primeiro andar.
CEHEHTO ROMANO.
Vende-sc superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas: alia/, do
lliealro. armazem de Joaquim Copes de Alenla.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquiua que
tolla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
A LsOOO, 2.S-500 e 5J000u
Vende-se melpomene de duas larguras com qua-
dros arhamalnladiis para vestidos de senhora a Iso
covado ; selim preto Macao, encllenle para vesti-
dos a -_> o rotado; lencos de r.unliraia de linho ti-
nos bordado, e toros pela beira a<>8 cada um ; cam-
hraia de linli. tina a ">8 a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo prero : na rua da Cadeia
do Kecife loja da esquiua n. jO.
Vende-se um cabriolel com coberla c os com:
ttenles arreios para um cavallo, tudo quasi novo
par ver, no aterro da Boa-Vial*, armazem do Sr-
Miguel Segeiro, e para tralar no Recife rua do Trapi-
che n. 1 T, primeiro andar.
>m w > mu
S Deposito de vinho de cham-
pa;ne Chateau-Ay, primeiraqua-
lidade, de proprtedade do conde A
de .Mai 1 111I. rua da (Jruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor 4
de toda a Champagne, vende-se g
- a fisOOO ES. cada caixa, acha-se W
f nicamente em casa de L. Le- w
W comte Feron c3 Companhia. N. 0
V B.As caixas sao marcadas a fo-
ttt goConde de Marcuile os ro- A
^ lulos das garrafas sao azues. 0
Potassa.
Noaoligo deposito da rua .la Cadeia Velha. e-
. r.ptorid n. 12, vende-se muilo superior pqtassa da f,|Rma cou>a cheio do corpo.N a pl.isi
nussia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ha- ca mil9 dade do que o lamauho, falla
ralos que depara fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, ten a
venda a superior tlanclla para forro de sellins che-
aada rereiileinenle da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de llenry Gibson, os mais superio-
res reloiiios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Api pucos, no Oiteiro, em casa de JoSo l.eite de Aze-
ou no Kecife. na praca do Cor|>o Sanio n. 17,
que recebara a gralilicacSo cima.
Ili'.a(iparereu no dia 2 rio corrente, do ange
nho l'agilinga. um escravo, crinlo, de noroe Flo-
rencio, com nula annos de idade, poocu mais ou
menos, leqyjo os sisnaes seguintes : bstanle pre-
lo, eslalura regular, barbado, cara descarnada, um
pouco deuluco, olhos apilomlia.lo., una cicatriz na
guela e ntra na barriga, pern.s lina, jis toiioa que
mostram ler sido cambados, denles pudres e falta de
alguns na frente, e falla alcm disso um pouco atra-
vesado ; descona-se qoe seguise ao lermo de Na-
zaretli: roga-se a qualquer pesoa, que apprehen-
dc-lo, leve-o ao referido engenho, que ser- bem
recompensado.
Na quarta-feira de Irevas desappareceu de cuta
do major Anlonio da Silva Cusman, rna Imperial
n. 64, a sua escrava Therez, representa ter 60 an-
uos, pouco mais ou menos, haia, um pouco refor-
cada, cabellos brancus, testa eslreila, olhos um pou-
co aperlados, nadegas muilo salientes, qne parece
trazer paunos para faze-las apparecer, porem silo
naluraes, lem em um dos lados das costas bastante*
'i-alonil.o., c em um dos ps o dedo junto ao mnimo
trepado por cima dos outros ; levou volido de chita
cor de rafe com flores mitidas : qnem a pegar, leve a
i indicada casa, que ser. generosamente recompen-
sado.
. Desappareceu do engenho Aguas Claras, no
da,')de abril prolimo passado, um moleque por
nome Benedicto, crioolo, de idade 1K annos, baixn,
isionnmia indi-
llaivo, e Ile-
sa otCMlIo qoasi sempre acea rom as maos e rMie-
Ca. levou ramis eceroula de algodaozjnhe. foi es-
cravo da Sra. I). 1 mhelina, vmh do ffrflecido Ro-
ma : quem o pegar pode eulrega-lo neta praja na
roa do l.ivramenlo n. 20. em casa de Crrela & Ir-
01 io mi no mesmo eugenlio, que ser bem grali-
iicado.
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s
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A
fER.N. TVP. DE M. F. E FARIA. -1855.
MUTILADO
" -':


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