Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01016


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Full Text
UIHO XXXI. N. 100.
'tfe^fe
1 or 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERfA FEIRA I OE NI A10 DE! 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subsciriptoi.
DIARIO DE PERNAMBUCO
KNCARREGADOS DA SLBSCRIPCVO.
Recite, o propriebrio M. F. le Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Martin.; Babia, o Sr. I).
Duprad; Macei, o Sr. Jnaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiha, o Sr. Uervazio Virlor da Kalivi-
dadc ; Natal, o Sr. Joaqtiini Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lemns Brasa; Ceara, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; MaranliAo, o Sr. Joa-
quina Marque* Rodrigues ; Piauhy, < Sr. Domingos
llerctilano Aciviles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
lino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Joronymo da Coila.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por lj>.
l'aris, 3lo a 3">0 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco 40 0/0 de premio.
da coinpaniia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 65400 velhas.
de 63100 novas.
de 49000. .
Prata.Palacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA U()S CORREIOS.
29*000 | Olinda, todos os dias
16J5000 jCaruat, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15
168000 [Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuneiiry.a 13 e 28
Goianna e I'araliiba, segundas e sexlas-hiiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
93000
19940
1J940
13860
PliKAMAR DE IIO.li:.
Primeira as 4 horas e JO minutos da tarde
Segunda as 4 horas e 34 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerciu, segundas equinlas-Cuiras
Rulago, lercas-feiras e sablfadoj
Fazenda, trras e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1" vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
SA
PARTE OFFICIAL
*s
COMMANDODAS ARMAS.
(taartel-csneral da commando da armas da
Pei-Bambnco aa etdade do Recire, tu 30 de
abril da 18*6.
ORDEH 1)0 DIA X. 38.
O Exm. Sr. marecbal de campo commandante das
armas determina, que n manhaa do dia 1. de maio
vindouro, se patse revista de mostra em seus res-
pectivos quartei*. ao* corpos do cicrritn em guarni-
rlo tiesta provincia e-as coiiip.iiihi.is lixas pela nia-
neira seguinle :
As 6 horas a companhia de artfices ; as 6 ,', a de
ravallaria ; ai 7 ao batalhao 10 ; as 7 ',' ao batalhao
2. ; as 8 ao batalhao 9., todos de infanlaria ; e l-
nalmenle as 9 ao 4. batalhao de arlilliaria a pe da
cidade de Olinda.
Canudo Leal Ferreira, ajudantc de ordens en-
carregado do detallie.
UTERIOR.
\
L_
I
r
T
Para' 28 demarco -
Coui summo prazer publica o Observador a'se-
goiiite
CORRESPONDENCIA.
Barra do Kio Negro 11 de marro de 18..
Depois de urna longa ausencia de qualro anuos
leve esta cidade o prazer de ser visitada pelo seu
pastor o Em. e Kevm. Sr. D. Jos de Maraes Tor-
res, que leve a talWarJlo de sar recebido pelos seus
habitantes contdtngenua.-, demonstrarles de respeilo
e cou*,,iCra<;ao. Fei S. Exc Revin. visitado pelo
iiimaudaute das armas e mais ofliciaes de
primeira linda, pelo Illm. commandante superior da
geardl nacional Cjsua oflicialidade, c mais pessoas
gradas tratando a todos com aquella afabilidade e
caidora que llie lie innata; dorante quarenta e trez
dias da sua estada nesta capital nenlium oulro ob-
jecto oceupou a intencao de S. Exc. senao nica-
mente os negocios da iurrja; mandn por em exc-
cucao a tabella, que regula os emolumentos p-iro-
cbiaes ero vigor na provincia Jo Para, e que anda
uao eslava nesla : dividi as freguezias em seis dis-
trictos,_e cada um dellcs corri om vigario da vara,
cuja nomeaeio inda pende da esculla do mesmo
Exm. Sr. : publicou um mandameolo avivando aos
parochos a obrigacaoda predica e'do ensino da dou-
trina nos domingos e dias santos, milito recommen-
dados em suas pastoraes, determinando que o reve-
rendo vigario geral mandasse os seminaristas mais
adiantados presid ios por algum sacerdote explicar a
donlrina as Urdes daeuellcs dias: eslabeleceu a
pretf*akt> cantes das domingas da quaresma aulori-
sando ao mesmo vigario geral a convidar os vigarios
mais visiulius para coadjuvar o descmpiiho desla
obrigacao, que foi incelada na segunda dominga pe-
lo limito reverendo Cura da Se do Para Manocl Ro-
drigues Bicho, que salisfez eompletamcnle a espec-
iar;*) do auditorio com urna bem dedasida oracu
sobre o juizo final. Visilou tamliem -S. Exc.aKvm.
a colonia de Mau, onde fui recebido pelo agente
da companhia da navegado c commerci do Ama-
zonas, encarregado da mesma colonia com fogos ilo
ar: ah celebrou S. Exc. na manhaa do dia quatro
missa, que foi a primeira ueste novo eslabelecimen.
lo, a demorou-sc at a larde em companhia de al-
gumas pessoasque por convite do mesmo agente allj
foram; nmeoii capellao para a colonia a l"r. Ber-
nardo de N. S. de Nazarelh religioso Franciscano do
convento do Para : adminislrou o sacramento do
Chrisma em todos os domingo*, e em alguus outros
dias perto de qualrocenlas pessoas. Foi constan-
teniente visitado pelas pessoas do povo do um c'ou-
Iro sexo, e de todas as idades tanto da capital, como
pelas que vinhain de seus sitios, uns para recebe-
rcm a chrisma, a outros para verem a S: Exc. Rvm.,
que Ibes mostrou particular afleicao sobre ludo aos
de menor i lade, com os quaes se demora conver-
sando na liugua geral, que S. Exc. falla ptimamen-
te, nlretendo-se com suas innocentes resposlas, al-
trahindo por esta maneira lodos a Irazerem seos li-
Ihos para receberem a bencao paternal,- pois el les
lem grande conleuimenlo em ouvirem-no fallar
aquella linguagem, e desembaracam-sc fcilmen-
te, ao passo que se moslram sempre acanhados era
qnanto se^kes falla em porlugue?.
S. Exc. Rvm. achou o seu seminario regido pelo
conego Juaquim tionjalves de Azevedo na melhor
regularidade, oque he devido a prudencia, zelo.e
oulras qualidades daquelle dislinelo sacerdote, e a
recoohecida prolecc.lo constanlemeole prestada ao
mesmo seminario pelo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia o conselhciro lierculaoo Ferreira Pelma, a
quem u seminario deve a criarlo de algumas cadei-
ras de ansino secundario, alsuinas das quaes lem
sido oceupadas satisfactoriamente desde 1849 pelo
actual professor de lati.-n o padre Romualdo tlon-
calvcs de Azevedo; e o pagamento da sua divida
proveniente da compra do edificio; fazemos votos aos
eos para que qualqucr que teja o seu successor,
venda revestido dos mesmo dotes daquelle cidadao,
que soube aquilatar o valor de um eslabclecimeolo,
que apezar de anda estar na sua infancia promette
um fuloro vaulajoso a educaco e inslracc.So da
mocidade Amazonensc. Kcgressa em fim o nosso
Exm. prelado em companhia do Sr. conseldeiro 11.
F. Peona senador por esta provincia, que sa desliua
a corle do imperio para principiar as funeces da
sua alta missao. Dos os leve a salvamento se di-
gne ouvir as supplicas do Exm. prelado, que neces-
sariamenle nao se deveesquecer de encommemlar-
Ihc as suas devotas orac;es o Amazonas, que faz
urna bem iuleressaiite parte do seu reliando; e ilu-
minar ao Exm. senador para desempeuhar, como he
de esperar da sua inlelligencia e boas ntenres a
tarefa ardua de primeiro representante desla nas-
cente provincia. Ficamos esperanzados de que S.
Exc. Rvm. contiuuara a visitar-nos, como nos pro-
netteu prelendendo snbir enlfio o Rio Negro, onde
os povos suspiram pela sua visita, nao Iba leudo s^o
possivel faze-la apezar de ler em todos os annos vi-
sitado a Diocese, em razie de sua grande exlcn-
so.
orcuircuria, dar-lhe-hei enlao o meu parecer, su-
jeitaudo-o todava a oulro giclhor, como dizem os
advogados nos linar, das suas consultas.
Acha-se engajado pelo governo da provincia o Sr.
Dr. Jo.io Nuncs de Campos, engendeiro civil, espe-
cialmente encarresado da estatistica da mesma pro-
vinciai Este moco de um dos distinctos Maranden-
ses, que muito honra a classe a que pertence: c as-
sim dentro em pouco sera provavel, que $aiba elle
dar hncenla de si, nessa tarefa a que sesubmeltcu.
A nossa cmara municipal acaba de comprar om
magnifico para-raio, que foi mandado vir pela casa
dos senhores Ducliemia & C. para ser collocado na
torre de Sau Iota, onde se aeda o grande relogio do
municipio.
O Rodin ou ave sinijlra e agoureira, acaba de sa-
bir i espora em urna correpondencia ltimamente
publicada no Jornal do Commerci. Aquelle h-
roe alada nao se esqueceu do Maranhao. que llie de-
ve lodos os males quo anda o acabruoliam : he que
a mana senatorial anda alo n deixou, apezar dos
desengaos ou tabocas que Un ramado 1) domem
sadio a campo men'indu c calumniando, como coslu-
mava fazer un seu -Mandarle, e como que nica-
mente par os leilores desse pasquim. Investe con-
tra alaumas pessoas que ltimamente loram agra-
ciadas. |sSo explra-se fcilmente.
Oltotlin em um dos seus momentos de natural so-
berba, j desprezuu um ollicialalo da Rosa, segundo
ouvi dizer a muitos dos de sua roda; e como boje
lalvez ja estoja disso arrependido. entende que deve
dellcnder os cofres das sracas imperiaes, investindb
contra os seus cscnlhidos! Aquella recusa do iiossoi
lieroc uim graca tamanha, so pude ser explicada
pela consciencia bem triste, que devera elle, sem
duvida, ler de si!!
Em lugar de fallar em con lecorarocs, em faltar
emcasainentos e insultar ausnulros: seria muito
melhor que s sahisse da toca para explicar-nos co-
mo leve lugar aquella Bachate de spdulas falsas em
IMS, no lempo em que elle exercia alo sei que en-
cargo de polica ; naquclla occasiao em que de certa
casa, nao sei se da ra da Estrella, parti naquella
torrente de nova especie, que inmindan.lo aaalgi*
beiras dos incautos, como urna catarata, foi eslourar
nos cofres da propria Ihesouraria de tazcuda... fi-
cando assim nicamente comprometilos nessa alha-
da, os agentes puramente secundarios, os instrumen-
tos ; ao passo que os chefes dormem o somno da im-
punidade, ao som dos lamentos de todos aquellos
que pcnleram na tal brucadeira! Como una con-
ilariiu i csses infelizes, o nosso hroe bem pedia es-
clarecer o publico, historiando aquella ncciirrenria,
ao menos-como mais nma justificacno dos seus bous
servicos ao paz, a provincia do Maranhao, afim de
OM melhotmenlc possa ter lo
do chegar o dia em que tenRaVo seo nomc ile fazer
parle de alguna lista trplice. S assim lalvez ala
soflra urna lercclra derrota.... Quanto a fallar elle
em casamento*.... devia eu dizcr-lhc ca nina certa
cousa que sei, e que lodo o mundo tamhcm sabe....
mas...., que Beara para occasiao mais opporluna...
Ouvio... O Jossinho dos hois consla-me que vai a-
EPIIEUERIDES.
Maio 2 La clieia as2 horas, 17 minuios e
39 segundos da inanhaa.
Quarto minguanie as 3 horas 9 mi-
nutse 38 segundos da nianhaa.
16 Lita nova a I horas 43 minutse
30 segundos da larde
23 Quartocresrente as 10 horas 18
37minuios 40 segundos da manha f
DIAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Ciiharinade Sena y.
1 Terca. Ss. Felippe e Tingo ap. ;^>. Segisiiiuinlu
2 Quarta. S. Mlfada rainha v. ^ S. Vindimal.
3 Quinta, [nvengo da S. Cruz; S. Rodopiano.
4 Sexta. S. Monica v. ; mai de S. Agoslinho
6 Sabbado. A converrao de S. Agojlinho; S. Pi
7 Domingo. 4. dqiois de l'ascoa. Ih'aiernidadu
daSS. Virgem .Alaidc Daos. S." Ileliodoro.
boje no Diario, que uso da palana. Nao duvido I anno passado, e qut se acha siibmettida a sancco do
que minios defeiios partissem de mim, islo he. do I corpo lepi-lativo provincial, reduzimos a 6 mezes o
pouco esmero c cuidado que live na correccao di no- prazo-para a mud.nca das padarias, foi porque na
las tachigraphicas, porque declaro, que para mim o collecrao de
ir.ilialho mais eufadonlio que ha, he corrigir discur
sos : mas ha alzumasexpressoes que julgo necessario
corrigir. Alera da algnus erros de ponloacao, que
muito alleram o meu pensamenlo, noto muitos ou-
tros de imprensa, dos quaes o mais saliente he o se-
guinle le circuinslancias bem diversas.
Eu nao dlsse tal cousa, e como essas ctpressessc
podem prestar a ama interprelacao errada, eu
nao quiz dcixar paillf isso sem alguma correccao.
Como ja disse, lalvez militas das incorrecc/iesque no
discurso se notam, sejam i mim devidas, porque rc-
vi-o em hora muito adianlada da noile, quandn me
ardava falisado, por isso me nao queixo muito do
Sr. larhigrapho.
ORDE.M 1)0 DIA.
Segunda discussao das posturas do UVife.
A commissao de negocios de cmaras, tendo ex-
aminado as posturas addicionaes da cmara do Kec-
fe de 27 de selemhro, 20 de outubro, e9 de dezem-
bro de 1851, e 18 de Janeiro do correle anno, he
de parecer, que ellas podem ser definitivamente ap-
provadas ; conviudo, por tanto, que sejam impres-
sas para culrarem na ordem dos Irahaldos.
o Sala das commisses 20 de marco de 18.O-
l'ieira.Metra llcnriques.n
a Arl. Caico. Em nenlium arougae se poder
corlar carne antes das 0 doras da manhaa, c nem
depoisdas G da tarde : os infractores serao multados
em ni-, rs.
" Sala das scsses da cmara municipal do lleci-
fe 27 de selembro de 1854.Bario de Capibarihc,
presidenle, Jos Maria Freir Gameiro. (iustavo Jo-
s do Rej, Dr. Cosme deS Pcreira, Francisco Ma-
mede de Alfaida, Anlono Jos de Olivcira. Ap-
provo provisuriamente.Palacio do coverno del'er-
nambuco 30 de selembro de 1851.Figueirdo.
lie approvad,, sc, diseussjo.
Art. 1. iiiguom poder edificar, reedificar
qualqucr obra qe pedra c cal de taipa, ou de ma-
deira, que nao s.j^ je confo'midade com a planta
da cidade. poslurHS e tabellas em vigor, precedendo
licenc'a da cmara : 0s infractores serao multados
a* 30? rs., a lem da demolico da obra feila, orna
urna vez que nio eteja de conformidade com a re-
ferida planta.
Ar. 2. Fica prohibida a morada de familias no
interior das casas, em que houver acougues, excepto
nquellas queporsuscapacidade, poderem admil-
tir divisao interna de parede, ou laboas, que separe
as familias dos acougues. sem que com cslcs se com-
muuiquem as enliadas e sabidas : os infractores
^^.T*1*"^'*"*'"- rtfn m litados ep, .109... e no
duplo na reiuciJencia, licaudo desde j nbrigados.
soba mesma pena, a fazer retirar dessas casas os
que nellas morarem.
i Sala dos testoes da cmara municipal do Becife
em 20 de outubro de 1834. Baraa de Cipbaribe.pre-
sidenle. Francisco Luiz Maciel Yi.uina, Francisco
i.rir ..... ii; i Maincde de Almeide, Jos Mara Freir tiameiro,
ano para educaeao da mocidade: lera ,
por seu .ijndanle o Dr. Raspado!... Oh pas de fa-
milia de lodo a universo, acudi, se queris dar aos
vossos filiis orna educaeao a todos os respeilos
complelissima !Acudi!... acudi !...
Essa noticia he como se costuma dizer, de ar-
romba.
Debuta hoje no nosso thealro. no magnifico papel
de Cosme de Mediis do Lzaro, o Pastor, o artista
novamcnlochegadodessa capital, Jos da Silva Res.
A concurrencia parece-mc que deve ser das maiores,
pois alm de eslarmos em fins da empresa, accresc
que o Si. Beis. segundo me disseram, he um actor
digno de tal nome, e qoc lem sido constanlemenle
como lal applaudido pelo publico dessa bella capital.
Concluo dizendo-lhe que a alfandega renden no
(iustavo Jos do Keuo, Antonio Jos de Oliveira
l)r. Cosme de S Pcreira. Approvo provisoriamente.
Palacio do governo de Pciuambuco 2,"> de outubro |
de 1851.Figueircdo.
medidas preventivas contra o rholcra-
morlius. apresentadas depois daquelle parecer pela
commissao de hvsene publica, e por V. Exc. man-
dadas cumprir. se eocoutrava a de que tratamos ; e
pareceu-nus conveniente semelhanle reduccao em
1-1 coiijunctura em que se receiava a nlrodureAo
nesta capital de tilo pernicioso tlagello. e em prerisu
arredar ilo centro da populacao, como instoii a refe-
rida commissao de hygiene, lodos os focos de nsa-
lubriilade que llie podessem dar mais ou menos de-
scnvulvimeiito; mas di-sipados como eslao actualmen-
te, os reccios da importaran de semelhautc mal, cn-
lendemos que deve prevalecer o prazo de dous anuos
indicado pela eonuniMlo :
Com o que lenho cxposlo crcio ler salisleilo ao
nobre deputado. Todava drei mais alsuma coosa
acerca do objedo. Nao he a vez primeira qoc se
diz que a existencia de padaiiasno centro da cidade
he assas prejudicial a saude publica ; mas eu rtola-
rei que lenho lamben envido o contrario al de m-
dicos, e tanlo isto he verdade, que na curte do Kio
de Janeiro, onde a polica sanitaria he feila com o
maior cuidado e vigilancia, ellas exislcm no centro
da cidade sem detrimento alean da saude publi-
ca : pelo que crcio nao ser de absoluta ueressidade a
remoeau desses cstabelecmenlos dentro .le lia curto
espaeo, mormente leudo cessado o motivo que ohri-
gou a cmara a lomar semelhanle resolucao ; e por
isso sou de vol que os peticionarios sejam allendi-
dos segando a informadlo que acabo de ler.
O Sr. Barros Ba-reto : E sobre a localidade ?
O Sr. Olcira : Eu responderei ao nobre de-
putado, que as circunstancias em que esla a ra
Imperial se acham oulras umitas.
Senhores, quando em 1810 foram removidos os
amaten* de carne secca para a ra da Praia, ella
nao e una das melhores ras ca cidade, e nao oli.lanle
conservam-se all os ditos armazens c anda nin-
guem representen contra islo.
A collocarn de padarias na ra Imperial nenlium
damno causara as pessoas que a habilam, por quan-
to he ella assas ventilada de ambos os lados : alm
ilc que, sendo muitos os lugares designados para as
fabricas em questao, nao he de presumir que todas
vio ser cslabelecidasalli. A cmara linda demar-
car novos lagares para a remocho, e, enlre onlros,
desisuou aquelle que davia sido julgado ippropria-
do para semelhanle inister, e onde j exstem algu-
mas fadriras de caldeireiro, ferreiro ele, que a
commissao de hygiene enlciideu nao deverem ser
mudadas.
TTerajinando, drei rasa que, sempre que for
possivel conciliar o bem (militen com o particular, eh
jamis deixarei de prestar a minda annuencia a
qualquer prelenro que possa ser deferida ueste
sentido.
Encerrada a discussao lie o artigo posto a voto e
approvado.
Vio mesa e sao apoiadas as seguidles emen-
das :
Emenda a postora da cmara do Becife, sobre
as padarias, no artigo 2.. em lunar das paloma
(i mezesdiga-se 3 anuos.Souza Cari-allio.I.ui:
mez de mareo ultimo .
A Ihesouraria de fazenda.
O correio ... f.
A collectoria da capital. .
92:8359374
1:4249281
14*9151
4:479S659
99:1759168
O rcndimenlo da alfandega de 2 a 12 do correle
mez, foi de 21:8619875.
PERNAMBUCO.
(O Observador.,
COBBESPONI1ENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Maranhao'.
San l.uiz 21 de abril.
Pretenda escrever-lhe por este vapor urna bem
extensa correspondencia; porra os incommodos que
de sbito roe nssaltaram, a mim velho de 60 janciros.
mal consenteni que llie narre as noticias sem os com-
inelos que ellas desla vez lano precistm.
Priiiciparci pelo que he mais importante ihu-
manidade. O contagio da hexiga, pode-se dizer, que
d'enlre oi'is de lodo desappareceu.
A respeito do Iranquillidade publica e sesuranca
in lividual nada lem havido, que manche esse bello
eslado de cousas, estaque marcha a provincia ; nao
obstante os gaidos dos gosos da ra da Estrella.
Acaba de ser prouuociado pelo juiz de direilo do
llrejo. o respectivo juiz municipal, o Dr. Manoel
Mnreira Guerra, aecusado de haver commellido nao
sei qoe vialacao em uns aolos. O negocio acha-se
afecto relajan.
Depois que esse tribunal emiltir a sua decsao, e
eu j esliver alguma cousa informado dsa eslranha
AS SEMBLE A LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Sessao em 27 de abril de 185S.
/'residencia do Sr. Bariio de Camaragilie.
I ice-presidencia do Sr. Carneiro Ja Cunto.
All'1, feila a chamada, acham-se presentes
29 senhores drputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O .Sr. :.> Secretario l a acta da sessao antece-
dente, que he approvada.
OSr. I. Secretario menciona oseguiulc
EXPEDIENTE.
Um oflico do secretario do governo, Iransmitlindo
a informajao que pela cmara municipal desta cida-
de foi dada sobre o requerimealo de alguus propi-
etarios de padarias estabelecidas nesta capital.A'
commissao de posturas de cmaras.
Outru do mesmo senlior, Iransniiltindo as infor-
macoesqne se pediraiu acerca da freguezia de Nos-
sa Senbora da Penha da Taquara.A' quem fez aj
requisicao.
Oulrodumesmosenhor.lraiismittindoa nformacao
dada pela (hesoarara provincial acerca do requeri-
menlo do padre .loao Jos dos Sanios Fragozo, pro-
fessor publico jubilado na cadeira de grammalica la-
lina da cidade de Uoianna.A' commissao de Ins-
truccao publica.
He lido e approvado o seguinle parecer :
der iiilcrporc seu parecer sobre a peticao de Fran-
cisco Cucas Ferreira requer que, pelos canaes com-
petentes seja ouvida a cmara municipal desla cida-
de, a respeilo da preteacaO do supplicante.
Sala das commisses 23 de abril de 1853.OU-
leira.S Vereira.
He lida e approvada a redaccao do projeclo uu-
"oro e.
He lido c adiado por ler pedido a palavra o Sr.
Theodoro, o seguinle parecer :
A commissao de-lesisla^ao, a quem foi prsenle
o requerimento de Severino Uenrique de Castro P -
mentel e Florano Jos de Carvaldo, aquelle fiscal
do contrato das carnes verdes, e esle agen le do mes-
mo fiscal da freguezia de Santo Antonio, he de pa-
recer que se consigne quola na le do orcsmenlo pa-
ra pagamento dos peticionarios, visto como, sendo
ausolvidos do crime de respomabilidade porque fo-
ram processados, te.n direilo ao ordenado qoe dei-
xaram de r#eber pela suspendo, i vista do artigo
174 do cnd.do pracesso.
a Sala das commissoes 2J de abril de 1855.Cat-
iro l.eao.Oleira Maciel.
I lido e approvado o seguinle parecer :
A commissao de negocios de cmaras, a quem
foram presentes as posturas addicionaes da cmara
ra municipal da Recite, sobre as cocheiras c card-
iaria, he de parecer que ellas sejam approvadas,
mandendo-se imprimir para entrar logo na ordem
dos tralialhos.
a Sala das commissos 23 de abril de 1855. s
Pereira.Otiveira.
O Sr. ItHzniippe :He pera fazer nma recla-
macao contra a pablicacio do meu discurso que se l
He igualmente approvado sem debate.
Arl. I. Ninguem podcr.i estabeleccr d'ora em
liante padarias, seno nos lugares seguintes : ra do
Brum, desde a parle anda nao edificada al a for-
taleza ; Imperial da casa do cidadao Antonio da
Silva (iusmao para dianle ; Cabanga, e volla dosCo-
elhos, ra do caes projectado ao Oeste da fregaezia
deS. Jos, a partir da travessa do Monleiro para o
Sul, e pelas que ficam entre esla ultima, e a Augus-
ta ; terreno devolulu comecar das edificares da
praia de Santa Rita, lado de Leste, em segiiimento,
praia de S. Jos ao sabir no largo das Cinco Ponas,
becco das Barreiras, Soledade e Sanio Amaro. As
ditas, padarias lerilo os seus Tornos construidos segun-
do o plano adoptado pela cmara, o que ser verU-
cado por mel de exame : os infractores serao mul-
tados em 30? rs., sollrerao i dias de pristo, e Ibes
serao fechadas as oflicinas.
" Art. 2. As que actualmente cxislem no centro
da cidade serao removidas para os referidos lugares
dentro do prazo improrogavel de 6 mezes, sob pena
de patatera os seus donos :10o rs., e de Ibes serem
fechadas as fabricas. *
a Paco da cmara municipal do Recite em sessao
de 9 de dezembrode 1851.Barao de Capibaribc,
presidenle, Anlonio Jos de Oliveira, Francisco
l.uiz Maciel Vianna, Francisco Mamede de Almei-
da, Anlonio Marques de Amerita. Approvo provi-
soriamente. Palacio do governo de Per na m buco 16
de dezemhro de 1854.Figueircdo.
O Sr. Barros Brrelo pede explicarfes sobre o
artizo de posturas.
O Sr. Oliceira : Sr. presidenle, ped a palavra
para dar ao nnbre depulado os esclarecimenios que
elle exige ; visto como, alm de ser membro da com-
missao de posturas, sou \ creador da cmara muni-
cipal desla cidade, como tambem o be o nobre de-
pulado.
Ha nimio lempo linha sido nomeada urna com-
missao composta de um dos membros da municipa-
ldade, e de oulro da commissao da hygiene publica
para examinar se as padarias se achavam dispostas
de conformidade com o plano apresenlado pela so-
ciedade de medicina, c adoptado pela cmara ; e es-
sa commissao depois de ler s'atisfeilo lal incum-
bencia, declarou que nenhuma deltas eslava no caso
de permanecer.p propoz que fossem (odas removidas
para fora do centro da cidade.
Constando, em fins do anno passado, que o rhole-
ra-morbus eslava fazendo estragos na Europa,a com-
missao de hygiene publica, enlre unirs providen-
cias que indicou, tendeles a prevenir a invasao
daquelle flngello, lemhroua remocho dessas fabricas
por entender que a sua conservaran dentro da ri-
dade era prejudicial a salubridade publica. A com-
missao de exame linha marcado o prazo de 2 annos
para a sua remorlo ; porm em vista da reclamarao
da commissao de hygiene. e das recommendares da
presidencia da provincia, julgou a cmara* dever re-
hilippe.
,o Dga-se2 annos. S. II.Kpaminondas de Mel-
lo.Mello llego.ii
Poslo votos o arligo he approvado com a emen-
da dosSrs. Mello Reg e Epainuondas.
Arl. nico. Ficam prohibidos o fabrico de fo-
gos arlificiaes, venda de plvora e depsitos desses
ohjeclos dentro da cidade, seja qua| for a quantida-
de. Os'infractores incorreMo as penas de 8 das de
prista, e na mulla de 303 rs.. duplicadas no caso de
reincidencia.
' Paco da cmara municipal do Rccfe em sessao
ordinaria de 18 de Janeiro de 1855.Barao de Capi-
baribc, presidente, Francisco l.uiz Maciel Vianna,
Jos Maria Freir liameiro, Manocl Joaquina do Re-
g Albuqiierque. Gustavo Jos do Reg, Rodolfo
Jo.lo Barata de Alinela. Dr. Cosme de S Pereira.
Approvo provisoriamente. Palaciodo governo de Pcr-
uambuco 18 de Janeiro de 1855.Figueredo.u
He approvado sem discussao.
A requerimento do Sr. Oliveira dispensa-te o in-
tersticio para serem dadas para ordem do dia as
posturas do Recite.
Primeira discussa, do projeclo n. 22. (Vida o Di-
ao n. 98.)
He approvado sem discussao.
Entra em segunda discussao e he approvado sem
debate o projeclo numero 19. sobre os eiercicios
lindos.
Primeira discussao do projeclo n. 21.
O Sr. Barros llar- eto :Pedi a palavra apenas
para urna explicar'.,, quero que os nobres autores do
projeclo me di- .m emquanto monta o excesso da
despea que o projeclo crea, e nada mais.
O Sr. Jos Pedro declarou,que nao interveio nem
directa, nem indirectamente no projeclo em discus-
sao, qoe pelo contrario disse a algum dos seus col-
legas que o consullaram, que era iiiopporluna a oc-
casiao para ser elle apresenlado.
Declarou mais que nao pretenda o augmento do
seu ordenado, que se achava satisfeito com o que
percebia, c por sso pedia a assembla e par'.icular-
ineole aos seus amigos, que comprissem o seu dever
sem a menor condescendencia para com elle.
Disse finalmente, que esla sua declaravao nada
imporlav conlra o direilo que linham os outros
empregados da Ihesouraria ao augmento de seus or-
denados, direilo que elle reconhecia pelas razes
que levon consideraran do governo no seu relato-
rio do anno passado. Concluid pedindo licenca pa-
ra retrar-se, afim de nao inlervir na discussao, e
volaran do dilo projeclo.
O Sr. Braga: Sr. presidenle. sendo cu om dos
signalaros do projeclo em discussao. nao posso dei-
xar de alguma coua dizer a respeilo. Antes porm
desalisfazer aos desejos do nobre deputado que em
primeiro lugar falln, rtirei alguma cousa acerca das
rellexes feitas pelo nobre inspector da Ihesouraria.
Parecia-me. Sr. presidente, que era excusado que
Antes [inrein de ealrar ncslas ronsideraeoes. salis-
fare ao nobre deputado que em primeiro logar po-
dio a palavra, e dir-llie-hci que, segundo o calculo
que liz. combinando os ordenados acluaes dos em-
pregados da Ihesouraria provincial, com os que tero
os empregados da geral...
fila atril aparte.
O .Sr. Braga: F^m lempo responderei ao aparte
do nnbre deputado, a llie darei as cxplicaces con-
venientes. O excesso nao montar a mais de 7:2009
e poucus mil ris; o que por cerlo na he uin.i verba
que faca espantar, lauto mais qu.intn eslou conven-
Postas otos as emendas sHo approvadas, herirlo
segundo o regiment dependentes de nova vota-
So.
Primeira discussao do projeclo n. 17.
a A assembla lesislaliva provincial de Pernain-
buco resolve :
ii Arl. Inico. Fica o presidente da provincia aulo-
rsado a conceder a Miguel Vieira de Barros llam-
ea, profanar de nstraceao elementar do >." grao do
bairro do Recite, c a Joaquina Anlonio de Caslro
Nunes, profeator de ieslrucclu elementar do 2. grao
lo liairro de S. Jos, a srallicae.lo de que Irata o
Dada a hora.
O Sr. Prenateftie designa a ordem do da c levan-
ta a sessao.
cdodajuslica que assiste a esses empregados a favor i arligo 611 do reglamento de 12 de main de 1831.
de quem lem de receir o beneficio dessa resolucao :} Sala das commisses 11 de abril de 18o5.Apri-
e anda mais, deivo do suppor excessiva esla verba, jio ('Umares.P. f-arej'w.n
porque vejo que esta casa, apezar de lodos os seus lie approvado sem debate,
escrpulos, que na realidade de alguma maneira me
pozeram pcrplevi em assignar esse projeclo, lem vo-
lado e vola constantemente o emprego de novas
seminas: vejo que se (ralou aqu do emprego de
urna quantia considcravcl de cento c lanos conlns,
creada pelo uovo rogulamenlo da inslruccau publica,
elvc de ouvir nesla casa alguus nobres depulados
dicrcm que os cofres podiam comportar tal despez,
ouvi a inuilos dos nobres depulados di/.erem que
nao eram lao desfavoraveis as circunstancias dos co-
fres da provincial, enlre outros ouvi o nobre inspec-
tor da Ihesouraria, que nos apresenlou as circums-
tancias ,1a provincia n'um estado risouho, em oppo-
sico a aquillo mesmo que li em um dos relatnos
distribuidos na rasa, creo que no de S. Etc., em o
qual se pinlava o eslado das liiiancas com cores bs-
tanle melanclicas.
Vm Sr. Deputado: Nao foi o presidenle, foi o
iiio.iiio inspector.
O Sr. Braga : Pois bem. seja mesmo no rcla-
torio do nobre inspector, o que he cerlo he, que o
eslado dos cofres provinciaes nao he lo as,uslador,
pelo contrario he lisongciro, e por lano estamos no
caso de augmentar os ordenados na forma do projec-
lo. A respeilo das (orega dos cofres .da provincial,
Sr. presidenle. na verdade me parece que elles-i
nao esto nesse eslado de lauta melancola, porque
ascircumslancias acluaes, que deviam ser menos fa-
voraves em Virlude das calaslrophes que occorre-
ram no anno Ji lanceiro passado, ao contrario se v
do bataneo dado no mez de Janeiro, que houve una '
Discurso do Sr. deputado Manoel Clc-
mcnlido pronuuciado na sessao' de
17 de abril.
O Sr. Clemeiitino:$r. presidenle, permita \ .
E\c. que manifest a casa o sentimenlo. que de mim
se apoderou no correr da presente discussao. Es-
lou sorprendido. Sr. presidente, pelo que ouvi,
pelo que lodos presenciaran), pelo que se passou,
minhacspeclaliva foi excedida.
Sempre entend, que os fados nesle mundo se
soccediam com tamanha vtriedade, que era tal sua
vicissilude, que ao espirito mais prudente, c reflec-
tlo nao era dado romprehender a priori sua mar-
cha, prevenir a surcessao dalles, e evitar os mos re-
sultados, que muitas vezes os arompanham. Sem
mentarn, e mostrou apenas proposito de contesla-
embargo de m.nha opimao, nao posso deixar deJ r,l0 fio seguro, c cerlo, i
me confessar sorprendido. Nunca auspeilei, que
por lal forma, e em t.io curio espaeo, de lempo se
invertesseni as situaees, se trocassem as crcums-
(aucias. e se adulterassem as ideas, e pensainenlos
manifestados nesle recinto.
Antes dedara prava do meu dilo, lendo em villa
um aconleciincnlo, que me he todo relativo, oceu-
par-me-hei da posiegu dos honrados membros, que
impugnam o projeclo etn discussao. Nolla encontr
ajuslilicacao plena do que disse a priocipio. A im-
.anlagem no primeiro semestre de .50 e lanos conlos I pUli"asa a pf0JfCl d" co"n,ss5" deris em relacen aa lnanceiro prximo passado. e puM'" Uc la1, M" ''"c "'lo ,,em 1ualilicar
ha loda probabilidadede que v em augmento.
O Sr. Barros Brrelo : A safra he maior.
O Sr. Braga': Alm da safra, temos muitos
outros ramos que promctlcm aventajar mallo as ren-
das provinciaes.
Ouanlo i juslic i que assislc a esses empregados,
/lia he bem jiatenle, porque todos mis Sabemos o cs-
sem certo dezar, e desvio das regras da lgica, c n-
tros lalvez descubran) no prucedimeuln dos honrados
membros, que a sustentan), i verdade das ideas con-
trarias.
sa da conviccao. e procedencia da argumentado do
orador, q que me redro..
Eram cscrupulus, e receios do comprometimiento
da provincia, que diriga sua impugnarlo, e enlre-
lanlo estes escrpulos, e reccios desaparecern!,
apezar de serem decididamente superioresos embara-
ros, e di fllcoldades da siluaro Nao preciso ac-
cresccnlar mais una palavra para ser sentida a cou-
Iradiccflo, em que estu o nobre deputado.
Em i-mal i'ontradici ,io cncorre o honrado membro
qucsenla'-se a minha esquerda. Todos os seus ar-
auinentussc redozem a cousdera;ao da inexequibi-
lidade do projeclo da commissao, pelo excesso da
despeza que acarrela. Foi esta a sua argumen-,
laclo.
(* Sr. SUciiio : E qae era dispensada por cau-
sa do Collcgio das Arles.
O Sr. Clemenlino : Nao pode ser objecto de
duvida a cou\eis.io do Ijccu desta cidade em um in-
termito, esle ponto esl fura de conteslarSo, c deci-
dido por urna lei promulgada em selembro do anno
passado. Toda a quesln consiste actualmente no
modo, porque se deve lealisar este pensamenlo.
Baseou o nobre depulado sua upposico, insjslin-
do nclta anda boje na exicnidadc da receila do pro-
vincia, combinada com o ornamento da despeza,
que no seu pensar be augmentada sem prudencia
pela proposla em discussao. Mas, Sr. piesidenle,
quem assim procede, pode rasoavelmeute sustentar
a cau.a do augmento do ordenado de professores
creados pelo projeclo, e a fundaco de novar ca-
deiras. Nao scriam assim estabelecidas deson-
zas, ante as quaes recuou a.commissao, que entre-
tanto he censurada pelo nobre depulado ? Ainda
aqu a oppo-icao se desviou das regras da boa argu-
que dirija suas corni-
deracoes. Julgue a casa da procedencia do pensa-
menlo. que censura a commissao por augmentar as
despezas da provincia com o servico da instruccAo
publica, e acha ao mesmo lempo motivo de reparo
porque n3o a elevou a urna cifra mais avullada !
O nobre collega esl em conlradiccao manifesta-
se a despeza he grande, se o Intrnalo nao deve ser.
approvado pelo excessivo sasloai que d lugar, como
o nobre depulado assim pensando le levanta para
sustentar o principio, que impugna ?
Fique convencido o honrado collega que, por ser
de80u>090 o ordenado do professor de desenlio, nao
deixar de ser provida a cadeira.
O.Sr. Silrino : Por algum borrador.
O Sr. Clemenlino : Presentemente a cadeira
heexercila por um funecionario que lem SUblH)
ra a opposir.lo, que o projeclo em discos- ae ordenado i
sao be HteXeqnivel, crea nina despeza superior aos
lucros da provincia, e levanta gastos, que exceden) a
lado de caTeSS de lo.los os gneros dli^>rll>ir^T^TeV^e"il', 0^'li"'"''i, Assil" ,le a rgumenlacao da op-
duzi-lo a seis mezes formulaudo nesla conformida- o nobre iuspedor livesse pedido a palavra para d
de a postura de que se falla. Sendo-nos presente
esle aclo municipal, depois de approvado proviso-
riamente pela presidencia, a commissao, a quem elle
foi remeltido, requereu a sua impressao aun) de en-
trar na ordem dos trabalhos.o que foi approvado.
Depois que islo succedeu os proprietarios dessas
padarias enderessaram a uta assembla um reque-
rimento, pedindo que se Ibes coucedessa o priso de
i annos para eflecluarem a remocao, era allenco a
varias razes que allegam ; ouvida a cmara sobre
esla prelenro deu a mesma a informarn que acaba
de ser prsenle casa e contem o seguinle :
nDando comprmanlo i resolucSo da assembla le-
gislativa provincial, qoe nos mandou informar sobre
o requerimento dos proprietarios de padarias esla-
bclecidas nesta cidade, o que nos foi por V. Exc.
transmitido em oflico de 11 do rorrele, cumpre-
nos dizer, que nao nos oppomos a que seja concedi-
do aos peticcionarios em vistado que allegam o pra-
zo, nao de i annos que ellos pedem para a remarlo
dos mencionados estabelecmentos, por o ach.irmos
longo, mas sim o de 2 annos que foi indicado no
parecer que os suppliranles juntam por eeriidta da
commissao de saude,que examinou as padarias.
"Se pela postura addicional.approvadprovisoria-
meuto por V. Exc. em data de II, de dezembro do
explicaroes. no sentido em que as deu ; porquanlo
julgo que a casa sabe considerar e dar ao sen com-
porlamenlo como inspector c como dcpulnilo o m-
rito que Ihe he devido ; (apoiados) pelo que est ella
bem convencida que elle nao seria capaz de pedir a
algoem, e muito menos a qualquer dos membros
desla casa, para servirem romo que de instrumentos
a preleneoes suas; c lano be isso exacto, que decla-
ro tambera a casa, que rcsolvi-me a assignar o pro-
jeclo em diseu.sao por consideraees nicamente de
juslic,, e nao por conslderaces que digam respeito
a interesses particulares ou a individualidades. ,
O Sr. Costa (.'ornas: Todos que o assignaram,
assim o pensaram tambero.
O Sr. Braga: Como o projeclo e-leja era pri-
meira discussao, a seja esla oecasiao.de se tratar de
sua iililuladc ou inulilidade, eu farei por agora bre-
vres reflexcs, porque emendo que a sua malcra he
lal, que o bom senso da casa n3oa repellira na' pri-
meira discussao, c s depois-de urna discussao mais
ampia o poder fazer, se por ventura livor razoes pa-
ra isso, mas nao logo em principio, quando as pro-
porces sao um pouco acanhadas para maior desen-
cessidade ; todos nos sabemos que csses empregados
gastamseis horas diarias no Irabalho da Ihesouraria. o
que I lies inhibe de p lo Irabalho poderem tirar mus
algum oulro lucro; sabemos que esses empregados
Irabalharam Ires anuos consecutivamente com mais
o acrescimo de una hora de servico por dia, sem
que pira isso fossem obligados por alguma disposi-
cao legislativa, e so o anuo passado foi que pedirn) '
augmento de ordeuado; vemos que a Ihesouraria
geral, (endo pelo tagalamente n. 780 o acrescimo
de mais nma hora de Irabalho, os veneimenlos des-
ses empregados foram duplicados, 'e alguus al su-
bran alm do duplo.
Vm Sr. Depulado : E o Irabalho he o mesmo!'
O Sr. Braga : Quanlo a mim he o mesmo, por-
que gaslam seis doras como os da lliesouraria pro-
vincial, e o Irabalho do da mesma qualidade, islo
he he lambeui de escriplurarao; alera disso enlen-
do que a Ihesouraria provincial de de urna utilidade
mais immediala para a provincia do que a Ihesoura-
ria geral, porque de daquella que saliera os dindei-
ros para lodos os nossos inclhorainenlos.
I'm Sr. Diputado : Tambem da geral.
O.Sr. Braga: Masa maior parle be da provin-
cial.
O Sr. Imz Hlippe: Islo nao prova em favor de
una e conlra a oulra.
O Sr. Braga: Troiue islo para responder ao
aparte do nobre depulado quequer dar mais impor-
tancia Ihesouraria geral. Anda ha outra razio, e
be que a Ihesouraria geral lem maior numero de
empregados, e por consequenria com maioria de ra-
zao pesa um Irabalho muito mais consideravel sobre
os empregados da provincial em razie do seu pes-
sonl . O Sr A. de OHcelra :E a diTercnra de 1 mil
con los para 700? '
O Sr. Braga:Isso nao he urna rallo bulante
para que se nao augmenten! esses ordenados, o ar-
rmenlo he da Baloten do Irabalho. tanlo em qua-
lidade, como em lempo ; pelo que enlendo, que nao
devemossobrecarregar a provincia com despezas mal
cabidas, mas com as justas urna vez que baja dinhei-
ro, he de nosso dever satisface-las, lano mais quarf-
do todos os das oslamos aqui dando qaolas, talvez
mais mal empregadas do que esla, que agora se dis-
cute, pe!o que nao dnvido volar por ella, alenla a
Justina que a acompanha.
Alm dislo a ihesouraria provincial, be a primei-
ra reparliro fiscal da provincia, e no enlanlo mui-
tos de seus empreados (era orden.itlos inferiores aos
qoe lera oulros empregados da mesma calhegoria, e
que fazem parle de reparlices que sao subordina-
das a Ihesouraria.
Um Sr. Depulado : iminua os do consulado.
Omro Sr. Deputado : Tambem os empregados
da alfandega lem ordenados maiores do que os da
Ihesouraria geral.
O Sr. Braga : Eu apenas Irouxe esse argumen-
lo. como una razao de paridade para provar a jus-
lira que assiste a cada um desses empreados.
O Sr. Lacerda : Era lugar de augmentar a
uns, abaixe a oulros.
O Sr. Braga:Enlao ser bom que o nobre de-
pulado prove que os actos desta assembla sao sem
calculo nenlium. Eulao porque cu claran pela in-
jostica que se faz aos empregados da Ihesouraria,
digo que os oulros receben) ordenados injustamente
ou demais do que deviam receber ?! S o nobre
depulado acha que esses empregados recebem pagas
superiores ao Irabalho que lem, cn(3o he favor ex-
plicar islo a casa, porque cu tambem lenho iuteresse
na economa dos dinbeiros da provincia.
Sao eslasa poucas consideraces que por ora le-
nho de fazer s bre o projeclo que se acha em dis-
cussao.
Encerrada a 'isrussilo e depois de algumas refle-
xes dos Srs. Oliveira, Clemenlino, Agotar, Barros
Barrete, Braga, l.acerda. Brandan e do Sr. vice-pre-
sidente. sobre a questao daquellas que se devem vo-
lar por escrutinio secrclo, a mesa decide, que o
projeclo versa sobre objeclo particular, c que como
'al deve ser volado por espheras.
Poslo volos o projeclo he approvado, sendo dis-
pensado o inlersliciodo mesmo a requerimento do
Sr. Braga.
Entra em 3.".discussao o projeclo n. 1:1, que con-
cede diversas loteras.
Vio inesi as seguintes emendas:
o llraa lotera derem eontos de reis para a ree-
dilicaeao e dulcera da matriz Je Barreiros./". r.
Brand>tK
a Duas loteras de 50 cantos de rs. cada urna, pa-
volvimenlo da ustica ou injustica que possam teres- ra a conluuacao das obras do recolhimento da Con-
sm empregados em favor de quem se pede essa me- ceico de Olinda. P. farejiio. Castro Leao.
I Si Ira Braga.
did.i.
posirga, que entretanto nao tcm desello, como llie
riinipria, ao evame minucioso da questao. e mostra-
do ao certo a importancia da cifra da despeza, sem
0 que nada conseguir. A esle poni reduz-sc pois,
loda a forra da impugnarlo, que soffre o Irabalho
da commissao d'inslriirrao publica. Apprllu para a
consciencia de Y. Exc. e da casa, com cujo lesle-
inniiho cont para prova do que digo. Mas os que
assim fall.un. voacala passn contrariando suas vis-
las, e sustentando doulrinas que nao se canteen) no
sen programraa.
Sr. presidenle, os pruprios oradores que impugnara
o projeclo, sao os mesirfos que na I. discussao, antes
que ella se encerrasse, e ate na prsenle, se pronun-
cian) em sentido contrario: foi assim que proredeu
um dos honrados inembros.que nao se acha na casa,
fallo do Sr. Dr. Brandlo. Vu expender sua opi-
niao para deixar bem saliente sua posirlo. A casa
ouvio a maneira por que e'le impngnoa o projeclo,
e ha de se recordar, que o honrado membro, a quem
me reliro, suslcnloii a sua inexequibilidade, cque
os recursos do Ihesouro provincial eram iiisuflccn-
tcs para fazer face as despezas por elle provocadas.
Disse mais esse mesmo honrado dcpula lo.que a com-
missao d'inslrurro publica ou o relalor da pro-
posta era discussao, fundamentando-a, nao baria in-,
dicado ao conbccimeulo da casa as fonles de que se
lirariara os recursos necess.irios para o pagamento
das despezas creadas, nao obstante ler en dilo que es.
sas fonles se achavam na melhor distribualo dos
fundos, na melhor ordem das (naneas da provincia,
e depois nos rcndimcnlos que nccessariamenle ha-
vain de provir, nao s do progresso da renda, como
mesmo dos lucros do Gvmnasio. Mismas ideas fo-
ram apoiadas pela voz do nosso nobre collega ins-
pector da Ijiesouraria provincial, que notas malerias
deve ser ouvido com loda sttenele. Suslentou o Sr.
inspector que o projeclo de reforma da inslruccao
em discussao nao crea despezas imprudentes, nem
comprometle o futuro da provincia, e nao obstante
suas jinliciosas observaees, continuou o Sr. Dr.
Biainl.ni a pugnar pelas suas ideas.
\. Exc, Sr. presidenle, presencien como esse
honrado membro ainda impngnoa o projeclo que se
discute, fuiidadopriiicipalmente nesla eonsideracao :
Ouc a sua despeza era excessiva, era superior aos
recursos da provincia,-e enlrclanlo nessa mesma ses-
sao em que o honrado membro assim se expressava
depois de sua impugnarlo forte, c brilhanle, aca-
bou apoiando idea, diametralmenlc opposlas as
eniiunciadasem suas palavras.
O honrado membro, a quem me reliro. cabio em
manifesla conlradiccao, apoiando, como apoiou, a
conclusAo, que de lodas as suas ponderarles tirou o
Ilustrado depulado o Sr. Dr. Paula Baplisla.
Esla nova opposieto tem de cnmraum com as opi-
nioes, que a precedern), o reconhecimento dediili-
culdades financeiras Irazidas pelo projeclo da com-
missao. Fonda-s lambem nos embararos da exc-
cucaodo sjstema adoptado,que nao be julgado o mais
conveniente para o estado, era quo nos arhamos.
De lodas as suas consideraces concluio o orador,
que volava contra a proposta, quo se discute, e em
favor do regulamenlo de 22 de fevereiro ullimo, sem
as emendas propostas pela commissao, se fosse col-
locado na rullisAii de dar preferencia a um dos dous
Irabalho'.
Ja ponderei a casa, que esse regulamenlo su na
parle relativa a iiislrureao secundaria eslabelecc a
despeza de mais de 80:0(^)00, e se (or conleslado
descerci aos delalhes. e mostrara! que as diflerenlcs
verbas della prefazem aquella quanlia por demais
superior a fundada na proposla da rommissao, que
|Hidc montar, quando muito a melade. Este calcu-
lo nao leva em canta o augmento do gasto, que so-
bre a actual,e o proposto ua medida em discussao, o
fuluro ha de Irazer na parte da inslruccao elemen-
tar. 4\* ideas do Sr. Dr. Baplisla foram apoiadas
pelohiobrejlepuladoo Sr. Dr.,Brandan que por mais
de urna vez as applaudio, terminando por dizer,
que pensava do mesmo modo.
F.sla manifestaste do honrado membro o colloca
em urna siluarao emberacosa. Parece, que se dei-
xou levar pelo desejo de opposicio, sem atlender
para as doulrinas, que sustentava. He bem fcil
conhecer a palpavel conlradicjao, em qoe incorreu
o nobre deputado. Assevcrou ueste recinto, que
se oppunba a adopcao do projeclo em discussao, pe-
los serios receios, que nutria acerca da insufiiciencia
do crdito publico para occorrer aos cmpenbos, que
runda os quaes podem elcvar-se na sua miior cifra a
( tOrtOOtOOO, e puncas doras depois eslava disposlo a
volar por urna proposla, cujas despezas sem as alte-
rarles feilas, sobem sn nn que diz respailo a ins-
Irurr.io secundaria a 80:0005000 Nao sei,senhores,
| romo to fcilmente se esqueceu o nobre deputado
I da opiniao, que emillio nesle recinto Julgue a ca-
e segundo estou informado, se colhem
resulladus vanlajosos de seu ensino ( apoiados) me
disse o proprio director do lyceu, quo actualmente
erao bem condecidos os fructos proveitosos do esta^
beleciineulo da cadeira de desenlio.
Eslas cuntradiccOe.', S. presidente, justifican) bem
o pensamenlo, que emilti no comeen de miiibas
observaees. Eslou sorprendido, nao posso ex-
plicar convenientemente a divergencia de senlimen-
i-is)do.,pi oprios impugnadores d.i medida em discus-
sao, qualifique-a a casa, como mais acertada Ihe
parecer.
Tratemos agora do aconlecimenlo, que segundo
disse era relativo a minha pessoa e antes que o faca,
cons.nta V. Exc, Sr. presidente, que declare a casa
o juizo que me occorreu logo que fui incumbido de
ex iminar o regulamenlo de 22 de fevereiro ollim,
acerca da instrucrao publica. Keciei ser mal com-
prehendido, e que sobre mim caliisse cerlo desfavor,
c menos preco. com que vio sendo julgados aquel-
les que mais fallam, e se involvem as uraudes
quesloes, que de perlo enleodem com os interesses
sociaes, em cujo numero de certo se deve contar a
inslruccao publica.
O anno passado tralou-se nesla rasa de convertir
o Ivceu desta cidade* em um intrnalo, e sendo eu
no meado membro da commissao, que propoz esse al-
vilre, prestei-lbe raen fraco apoio, cahio a idea uo
dominio do publico, a lodos a exploraram, consi-
derando-a cada um baiio do poni de vista, que
mais justo entenda.
Finalmente foi adoptado o pensamenlo, e o pre-
sidente da provincia incumbido de sua execucao,
resolveu a queslao subineltendo a approvac.ao desla
casa o regulamenlo de 22 de fevereiro, que bem di-
rige o raovimeiilo Iliterario da provincia. Tive oulra
veza honra de ser Humeado membro da commissao,
de nstruerjio publica, e me vi collocado na me-
lindrosa siluar.lo dereforraador da inslruccao. Con-
fessu o coiislrangimenlo, que seuli nascido Ve mi-
nha incompetencia para'assuioplos desla ordem, e
do desfavor, cora que poderia ser julgado. A idea
de inslruccao publica he transcendente, he um bel-
lo pensamenlo, que seduz as afTeices, e captiva lo-
dos os senlimenlos, pot ella_ comprehende-se bem
romo seja possivel conseguir nome, e populan Jade
aquellos que dcscjaremoblc( reputarlo bascada s-
mente em palavras, c discursos, que enlcndam com
altos assmplos.
Sr. presidente; nao eslou phanlasiando, nem cre-
ando fados que nao sejam reaes, manifest nesle
recinto um sentimenlo geral. Bem. ou mal a po-
pulacao, e os liomens prudentes e refleclidos nao
creem somenle as palavras pronunciadas as as-
semblas e corpos deliberativos por mais bellas
c sonoras qoc sejam, por mais importantes qae se
manifeslem as quesloes a qoe se referen), e direi
mais, que muitos oldam com desfavor para os re-
formadores, allribuindo suas pslavras e opiniOes ao
simples proposito de fallar aos senlinieotos, e ad-
querir popularidade e afeicSes. Declaro, que de-
sejo ter a opiniao publica a mea favor, goslo, con-
fesso-o, de ser bem julgado |ior lodos, mas, Sr.
presidenle, somenle aprecio e desejo as affeices ad-
queridas regularmente, por um proccdimeulo (Ido
da rcllevo e da razao, por urna serie nao interrom-
pida de actos meritorios e dedicaces, sem as quaes
sao sem base as repulac,es.
He sob eslas coiidlcoes, qoe desejo conseguir o
aprejo de meus concidadaos, porque'a upini.io quo
se bases era principios diOerenles, aproveila pou-
co, c extingue-se logo : eu quero res e non verlia.
Suspeilei, como disse, ser mal comprehendido,
ver altribuido a fim menos proveitoso o meu pare-
cer acerca da inslruccao da provincia, e tanta mais
procedente era o meu receio, quanto om jornal
desta cidade ja havia lancado cerlo ridiculo sobre
esle assumplo pelas consideraces que deixo expen-
didas, e cuja apreciarlo fica a illustraeao da casa,
sendo novo, nao lendo urna vida ainda cheia do
tantos serviros publico,, de lautas dedicaeocs, qoe
por ellas podesse destruir qualquer impressao me-
nos favorare!, a que desse lugar meu proceder,
confesso a V. Exc, Sr. presidente, que liquei cons-
(raugido, e hesilei por aigum lempo d enearregar-
ine do esludo da presente questao.
Venci por (ira minhas hesilaces, do combinado
com os meus collegas de commissao furmulei a
piupusla submeltida ao juizo da casa, sem que me
viesse ao espirilo, senhores, a qualificacau que al-
guns dos seus membro derain aos meus actos
pcnsamenlos. Como e roudirim as circumslaii-
cias .' como se invcrleu a siluarao Beiceava o ri-
diculo que pesa sobre as reformadores e emprelien-
dednres dos melhoramenlos sociaes, e, entreunto,
atiram-me para o ponto inicuamente opposlo Al-
guem se encarregnu de remover de sobre mim 13o '
pesado fardo, mas por um modo 13o desasado, que
nelle nao posso consentir, nem conseguir meu
agradecimenlo.
Mil Til nnn


DIARIO OE PERNAMBUCQ TERQA FEIRA l DE RIMO DE i855.
Esle tacto, Sr. presdeme, provocou a proposi-
jlocor que dei conejo as minhas ohservajes.
Eu, que segundo a eipustcjo feila, poda tolvas
ser considerado o homem dos scntimenlos popula-
re-, amigo das Iheoras de roelhoramentos exage-
rados, o cuidadoso das affeices da suciedade, sou
o liomcm do seculo XV, con se disse, ou aind,.,
pcior, pretendo eslorvar a marcha da civilisajio,
quero embarazar emsrcha-marche do progresso, como
se rt lliniia, sou o inimigo da inslrucrio. quero que ai
classes menos favorecida da sociedade, nao rece-
bara do poder o ensino publico, ele., ele.
Nao lii-ousn nisto, Sr. presdanle, a imputaran que
se rae Tez, fui lainbcm considerado o adversario da
caridade, o desprezador dos indigentes e dos miso-
raveis, o homem, anle quem a infelcidade e fra-
qoeza eram objeclos dignos de despresos, e carece-
dcir das atlenjes, que todos lhe prodigalisavam !
Assim fui julcado, c os adversarios do projerlo em
dicussAo repeAindo mcus pcnsamenlos, julgam-se
os propugnadores das ideas santas, dos principios
puros e merecedores dos encomios da soriedadc,
cojos direilos procuraran! manler contra opiniOes
bastardas !
Repito, cstou sorprendido, nao ici explicar co-
mo assim se succcdem os fartos. Vou instituir
um cume sobre o pesiado, afirn de verificar o que
deu lugar a scmclhante incidente, e se nilo lenho
razio na impugnajao que vou fazer aos adversa-
rios do procedo.
Kecordo-me, Sr. presidente, de haver sustentado
ueste recinto a proposirAo que a inslruco.lo supe-
rior nao devia ser di-siminada e derramada na so-
ciedade, com as mcsinas proporres, c graluilanicn-
tc, tomo acontece com a instruccAo elementar, e
anda permanero na mesma convceflo.
Tratou-se de verilicar, donde provinham as fon-
tes do crdito preciso para occorrer as despenas fun-
dadas peto projerlo em discussao, c eu as dcscobri
na mellior distribuida? dos fundos pblicos, quan-
do mismo, o augmento da renda ou lucros do (jv-
nasio nao ofTerecessem o crdito preciso para pa-
gameuto da despeza. Descendo as verbas do nosso
orrameulo apresentei algumas, donde sem despro-
veilo publico seria fcil tirar a quantia de 13 a 18
conlos de res, necessana para fazer Tace aos em-
penhos qu; a proposla em discussao traz provin-
cia. Continuou a discussao, e por occasiao das
observaces que enlao se lizeram, disse em aparte,
que a verbasoccorros pblicospodia ser tambera
attendida na nova distribuido, da rcceila publica,
sem que dalu nascesse inconveniente algum.
Eis como se passaram os fados, nos quaes o es-
pirito mais perspicaz n3o encontrara motivo para
reparo, urna 10 proposito nao fo por raim cmilli-
da, que conlivessc motivo serio para censura, e
quando para isso houvesse razao, a orbandade
aconselbava que fosse feita cid termos convenien-
tes. Minlins palavras e pensamentos foram inver-
tidos e desnaturados por tal forma, que nao sei
como qualilique semelhante procedimento. Meus
senhores, protesto contra o modo, porque me em-
prestaran] inlenres. que nao nutro, e que estao
fora de meos hbitos. Sonrio houve da parte dos
honrados membros que /no impugnaran!, erro ou
desvio de intelligenca, sou levado a reconhecer na
argumenta jilo contra mim empregada proposito
mo, ou inlidclidade, cuja qualificajo deixo a casa.
Nao posso permitlir, uo transtorno de meus pensa-
mentos.
Devo a raim mesmo urna explicarlo do occorrido,
pira restabelecimenjo da verdade, e verificaran da
injuslira da accasacAo que soll'ri.
Ouizera que estivesso presento o nobre depulado
o Sr. l)r. Brandan para me ouvir c reconhecer a sem
razio de suasinvectivas. Sinlo a sua ausencia, por
que sua presenta tornara mais completo o resulta-
do do miabas observaroes.' Nao as deliro para oulra
occasiao, porque nao sei se a terei.
Profer cu, Sr. presidente, a palavra soccorrosj
pblicos e n36 devendo esperar della outros effei-
bs senao os benignos e placidos, como a idea que
nella se conten, observei pelo contrario o tremendo
efleiio que prodnzio, a casa tornou-se n'iim mar
tempestuoso Contra mirrha especlaliva a quesillo
soccorros jioblicos, qun involve rie certo modo a
-de caridade, deiulugar a se oflenderem os preccilos
por ella iconselhados. O nobre deputado o Sr. I)r.
Ilraudao todo possuido do santo amor da causa pu-
blica, leviulnu sua voz em defeza da caiid,ylc,e>i-
veclivou-me, censurou o desprezo que manifcslava
pela causa da indigencia,- e foi acompanbado por
mais dous honrados membros, um dos quaes deseo-
liria em miulia doulrina indifferenra pelas necesi-
dades do estomago, que em sua opiniao sao mais
importantes que s do espirito O outro cliegou ao
|iouto de rae qualilicar de atroz. Tudo isto provi-
nha, senhores, da uecessdado de manler a carida-
de, de cuja santa doulrina era eu o inimigo .' Con-
feseo, Sr. presidente, que nao ouvi a ultima impu-
tajo, acusa agitou-sc, e V. Es. impoz ordem, cha-
mando a alleujao ; se a ouvisse, dara a esse nobre
collega a resposta conveniente, e o rcpeiria com a
forra e digoidade de que son capaz.
O Sr, arejio d un aparte.
O Sr. Clemenlino : O nobre deputado deve ser
mais moderado as liajes que deduzir das expres-
ada* que ouvir, c nao pode dellas tirar consequen
que nao estao coudas na mente de quem as
proferc. Bem, retira o nobre deputado asuaqua--)*8 Prsltuem
cipios da economa polilica. Sou conservador, que-
ro o fado, mas nao lhe dou a importancia que ou-
Iros nelle descobrem, a poni de ludo lhe sacrifica-
rem. -
Ha, Sr. presidente, quem negu an estado a obri-
gacao de soccorrer aos indigentes, o a estes o direilo
do exigir a beneficencia ; para talo mlilam podero-
sissimns razes. Estudcmos os principios da organi-
sacao das sociedades, quo lalvez ahi uAo descubra-
mos fundamento solido para decretar as despezas
chamadas de caridade legal.
A fundajao das sociedades polticas acarrela a ne-
ceidade do imposto para occorrer s despezas que
ellas provoram. Estasserno sempre lcgilinias, se fo-
rem destinadas a latisfazer as urgentes condicoes de
sua manutenc.au. He assim que se acham justifica-
dos os gastos com o eslabelecimentn dos poderes
pblicos, e muilos outros empenhos para proficui-
dade da admiiiislnijao. A rcalisajAo da jnstija c se-
guranza da liberdade que sao os lilis primonliacs
da sociedade, lornam indispeusavel a crcarao dos
poderes legislativo, judiciario c outros, cuja organi-
sajAo depende das ronsiiluicr.es dos povos, hem co-
mo da fort* publica c de muilos oulros objeclos pre-
cisos para a marcha da administiajau. eduz-se
tambera do inesmo principio a applicajao das li-
nanjas para o ensino publico, entretanto nao sei,
se os honrados membros poderlo deduzir com todo
o rigor dos principios, que aulorisam os imposlos, a
necessidade da docrclacAo dos soccorros pblicos :
serao elles bascados as condicoes, que regulan a
organisijAo da sociedade ?
He questao muito grave c de difcil sulurfio : os
entendidos na materia se achara divididos, e lia
quem negu que a sociedade tenlia ubrigajAo de
prestar soccorros indigencia. Altendam os no-
bres deputadosque pensara assim horneas eminentes,
cujos escriptoscorreen inpressos, hem apreciados e
admirados. I.a-os com toda allcncAo, o honrado
memoro, que qualilica de atrocidade a prelcnjiiu de
dimiiiuir%nlre nos os soccorros pblicos, que lal-
vez mude de opiniao. Nao recebo era todas as suas
consequeneiasa doulrina, que elles professam. Ad-
miti o relo da beneficencia legal, que nossas Icis
consagrara, sem todava dcsconbeccr,quc ,1o ponde-
rosas as razes, em que se fundara muilos econo-
mistas para fazer-lhc opposijao.
O Si: Pinlo de Campos : Ncsla parte sao mais
peqiienos que o nobre deputado.
O Sr. Clcmciitiuo :A questao dos soccorros
Pblicos he lalvez anda na ciencia um problema a
resolver se, e por isso minha proposicao nao devia
ser lao mal recebida, e rauilo menos desvirluada pa-
ra por semelhanle modo prelender-sc alirar-me
odiosidade publica, o anlipalhia dos irrelleclidos.
.Nao susleularei com muitos economistas que se
devam proscrever as insliliiieo.es de caridade legal,
recebo o.faci, como elle existe entre nos, sob a
condiceao de ser submcllido s regras da pru-
dencia.
OSr. Silvino : He a Iheoria da prostituido le-
gal, a que so oppoe aos cslabclecinientos de bene-
ficencia.
O Sr. Ciernen l i no : O aparte do nobre depu-
tado he do summainjustira. A doulrina nao merece
lAo gravo imputadlo. He lalvez nos paizes onde
niaisavulladas sao as soramas despendidas com os
soccorros pblicos, quo em malar escala se encon-
trara osdefeitos, que allribue a opiniao contraria. Se
o nobre deputado verificasse o resultado dos inque-
ritos a que se ha procedido sobre esle assuraplo,
sentina por certo alguraa dilliculdadcem se pronun-
ciar por semellianle forma. '
Meus senhores, o exaue sobre o pruveito da ap-
plicacao da laxa dos pobres da motivo para certas
rellcxocs dos homens, que uosc deixam levar pelo
soni das palavras e desejam ile veras remediar a
miseria e infelcidade, que se notio as sociedades.
He iiiesmonos fados, que muilos descobrem provas
para destruir a doulrina que o nobre deputado
adopta.
O Sr. Metra : llavendo boa liscalisarie...
O Sr. Siliino : Aondc lie isto ?
OSr. Clemenliiw : Onde encontraremos admi-
uisliaeao hlo recular que satisfaras condicoes, que
cada um fcilmente crea em sua imaginable '.' Kae
nos deixemos levar pela suppositAo daquclles que
julgain puder obler as cousas do mundo a perrei-
cao ab-oliila.
Sera a preicncao de negar, que a perfei^ao deva
ser o norte das insliluices iranianas, eslou todava
convencido que haveinos estar sempre em lula com
o mal, cuja influencia maligna lalvez naoseja possi"
vel remover ahsolularaente da sociedade. Pensan-
do a-sira hem v o nobre deputado que nao possa
admillir perleicao absoluta na odmiiiisfrac,aa dos es-
tabelccimentos de soccorros pblicos !
O Sr. Metra : S quero provarque o bem nao
deixa do ser bemsomenlc porque se pode abusar.
0 Sr. Clemeiiliiio : () nobre deputado nao
encontrara una beneficencia publica lao bem regu-
lada, que nao aprsenle raaos resultados, e bem gra-
ves para provocar serios evames : he fado reconhe-
cido que nos paizes onde ha raaiores verbas para soc-
corros pblicos, uein por isso se supprhnem a indi-
gencia, a desgraca, a prostilaifM e todos os males
que o honrado deputado lastima e que se pretendem
remediar.
1 m Sr. Deputado: Nao sao os soccorridos que
lificacao.
O Sr. (arejao : Eu ouvi o nobro deputado d-
icr :tirem-se os soccorros de beneficencia, e enlao
disse: isto he urna atrocidade, mas nao disse que o
nobre deputado era atroz.
O Sr. Clemtntino : l'crccbeu-me mal. Declaro
que pa ouvi o incidente, a que me reliro, e delle
falto por informabas. Se ouvisse a qoalficac/io exi-
gira urna explicarlo conveniente.

fjm Sr. Depulado : Sq se explicou.
O Sr. Clemenlino: Nao insisto mais neslc pon-
to. A tempestada, Sr. presidente, nao licou neste
recinto, sabio fura delle segundo me informara, e
ludo i;to se originou do desvirtuamonto de minhas
ideas. \o que fora se disse, nao devo resposta, lias
luzes do paiz encontrado a precisa. Occopo-me com
o incidente apparecido na casa, para que os que nAo
me ouviram, e lereni oossar discus*>es, conhecam
quera nella serexcede, e nao guarda a medida con-
siente. Disse eu por occasiao de se discutir a mc-
ir distiibuicao da renda publica, como fonle don-
de devjria ser tirada a importancia do crdito para
a despa que se lem de fazer com o Gvmnasio pro-
vincial, que a verba dos soccorros pblicos lalvez
poilesso tambera ser attendida uesse traballio : meu
peusameuln nao contem um alvilre condemnado pe-
la boa razao, como se verificar exarainando-sc o
que ni provincia se gasta com 03 soccorros pblicos.
lie constantemente consignada nos nossos orr,a-
inenlOH pVa soccorros pblicos a quantia de 50 ou
tiOeontns de ris. c alm di-to sao tambem consu-
midos em beneficencia outras sommas avalladas,
lina Ici de 1831 cerieu e destinou para despezas de
beneficencia os rendimentos dos padres de S. Filip-
pe Nery, rendimentos que monlam a quasi trinla
eolitos de rcis. Contamos tambem com os lucros dos
estabelpcimcnlos de caridade, e com os recursos do
hospital dol'araizo. Exislem anda na provincia mais
nutras rendas appliradas a gastos de beneficencia
Iteundas todas estas verbas, no posso ser lachado
de exagerado, avahando o orcamento da rcceila pa-
ra soccorros pblicos era I'ernambuco em I i) eoli-
tos. Chamo a alleneao da casa para esle ponto, a
provincia de I'ernambuco dispende' a quantia cor-
respondente oilava parte de seus rendimenlos pro-
vinciaes em despezas de heneliciencia. Nao he esti,
enhors, urna quantia lao insignificante que passe
desapercebida, ja he bailante avullada pan provo-
car serios exaiues, e prender n allcn^Ao do poder.
Nao descubro inconveniente, nom o precipicio que
oulros cnchersaiii na preten^Ao de por termo a aug-
mento de samclhautes despezas, e mesma na dimi-
nuijAo priidcnle dellas. Meus senhores, a decreta-
^Ao dai despezas publicas he baseada em principios
e coiidiee naturaes, e nao esla a arbitrio de cada
um allcra-la a sen bel prazer. Devemos apreciar as
conveniencias publicas, a nliliJa.Ie prxima, ou re-
mola da despeja, e osseus coiupromellifienloa fu-
loros, antei de decrcla-la ou augmenla-l,i. Nasei
se fazendo-se appliejeAo dcslc principio a queslAo
dos soccorros pblicos. poderAo os honrados membros,
que rr.e conleslam. ebegar a roiicluiAo queso lia
de suas proposicas. Antes de tudo declaco casa,
que n3o me decido absolutamente conlra os soccor-
ros pblicos. Nao tenbo a conviccao que devamos
abolir a caridade legal, e dar outro destino s qoan-
tias que al agora se ilispendem comas necessidade,
dosta ordem. Ha considerares moraes e polticas
que concorrem para regeitar semelhanle pensamen-
lo, que entretanto muitos julgam fondado nos prin-
O Sr. Clemenlino : Se o nobre deputado ex-
gisse urna informacao circuinslanciada de lo lo o
uioviincnto de nossos eslabcleciraenlos de caridade,
talvez enconlrasse objecto para serios appreheii'Ocs:
(Ha um aparte.)
O Sr. Clemenno : Disea, que em o nosso es-
labelecimenlo dos expostos be digna de serio cuida-
do a cifra das enancas, que perecem. lalhn lo as-
sim nao quero fazer accusaees. que para isso nao
tenho motivos, c apenas referir um fado para mos-
trar a difliculdade da questao.
(Ha um aparte.)
OSr. Clemenlino:Ea\nao combato a beneficen-
cia em si, estou fazendo reflexoes para mostrar que
aquello- que me impugnauam na discussao, ileviam
ser mais pruden(es,c comedidos em suas infectivas;
porque aquejan de que trataran) nao he de lao fcil
soluc.io, era tao decidida a opiniao, que parecen
adoptar.
O Sr. Sllcino d um aparte.
O Sr. Clemenlino : Nao sou cu o nico que
assim pens. Nao posso consentir que me alircn
para a odiosidade publica.
Sr. presidente, nao suslcntei nesla casa doutrinas
perigosas, nao enuncici proposiciics contraras a boa
razao, e mo parece assim inconveniente o zelo
fervoroso, com que me empugnaram os honrados
membros, dando lugar a discussao calorosa, que pre-
senciamos. Nao sei se coramelii alguna impruden-
cia...
O Sr. .i/efo fego : Imprudente nao he o no-
bre deputado.
O Sr. Clemenno :Aimla nao trouxe para aqu
qucsto'cs pessoaes nem gosto dellas, desejoser mode-
rado e nao provocar conflictos desagradaveis. Nao
sei se me exced na sessAn de i i do correnle, ese
se assim aconleceu, foi esle resultado deudo a braza
que sobre mim cabio ; Ido pude supporlar sem re-
pulsa quedissessem quo desejava a desgraca, a mi-
seria dos pobres, e que al era al 10/.
O Sr. Metra :l'ni um excesso de caridade. '
O .sr. (Irmenlinn :Se me excedi. raen procedi-
mento encontra desculpa na injuslra das aecu-
saccs.
O Sr. Metra :Digo que foi um eicesso de cari-
dade que levou a qualilicar as suas expresses de
atrocidade.
OSr. Clemenlino:Apniado. Em ludo isto s
ha excesso de caridade, e zolu demasiado, que he
perniciosi. Me parece, que nao he simplesmeute a
coiisidcr.ic.ao de candado, que autorisa as despezas
d* beneficencia legal, funda-las s nesla principio
ha desnaturar a subliniidade daqnclla virlude.
A qarldade, senhores, nao autori.a o einprego da
forra, nem a inlerveoeo dos agentes do governo,
paia lirara propriedade doscidadiet, e dispeode la
cora indigencia, anta como ella he confia mais nn
sua tare moral, respaila o direilo de lodos, e ludo
espera das nsprac,oei pruprias da liberdade de cada
um, entretanto os honrados membros a compreben-
dem fundada na forca.applaudem a caridade cnsul-
lente as ordena du governo, na legislado positiva,
c defendeni como digno de louvorus o proposito do
arrancar doscidados sua propriedade, suas rendas,
e lucros para diilribui-los com as classes menos fa-
vorecidas. Traduza este procedimento por caridade
quem assim o entenjer, que oulra he a nalurcza e
condicoes que rcconhecp na sublime virlude do
Evangelho. Nao he esla, meus senhores, a priineira
vez que se desnatura ueste recinto o conceilo divi-
no da caridade, ose desconhecem seus foros. J
em OUtreoceasUto se pretenden dar-llie definidlo
menos digna. Urna voz se levanlou entilo, e resla-
lieleceu seus direilos. Foi 0,so honrado colleaa
o Sr. Tinto de* Campos quem pz. barreira ao pensa-
mcnlo da lllianca a caridade com principios subver-
sivos de sua benfica iilluencia. Os (pros das santas
escripturasforam reivindicados e postas em relevo que
a caridade n5o se poda fundar na eslreito texto
Malheos primeiro aos leuscomo prelctideu faze-lo
nosso illuslrado collega o Sr. Dr. Brandan. Por mi-
nha parle nSo a confundo com a forja, nAo Iho en-
curto a esphera de accAo. Caridade, meus senhores'
nAo exprime egosmo, interesse, c individualidades,
arbitrio, e forra; oulra he para mira sen alio con"
ccilo.
O Sr. Pinlo de Campo':Val di-correndo sdmi-
ravelmeule ; parece que leu S. Paulo ha dous dias
{Riso.)
O Sr. Clemenlino :-Sr. presidente, feilas csls
reflexoes para delvar conherer meu pensamenlo,
eu continuo declarando que nAo sustenlci que se
proscrevessem os soccorros publiaos ; nao profer se-
melhanle proposicAo, foi urna consequencia falsa que
liraram de minhas ideas em razAo bastante: dcs-
virluarain minhas iiilciii.cs ; apenas suslcntei que
das diOerenles verbas da receita publica, incluida
entre ellas a ilos soeeorros pblicos, poderiam tirar
15a IS conloa de ris para ati-fa/.er as nccc*sidades
da reforma da instrurcA 1 : eis quanla disse : Nao
sfi onde estao os motivos para o mar tempestuoso
que contra mim so levanlou.
Um Sr. Deputado :Nto houve m.i Menea.
O Sr. Clemenlino:Jntgae disto a casa. A letn-
pcslade sorpren teu-me porque nunca provoquei
conflictosdesla ordem, c nfle haviam motivos para
tanlo. Tudu nasccu de excesso de zelo, e caridade,
como pensa o honrado membro que se ada no lado
opposlo. Nao posso deixarsem reparo um pensa-
menlo inanesladn no raeio da discussao. Dise um
dos honrados raemhrosque nella tnmaram parle,que
eram mais urgentes as necessidades do estomago que
as da inlelligencia.
O Sr. Sildno,:Fui|cu quem disse, a-sumo a
responsabilidade do meu aparte.
O Sr. Clemenlino:O pensamenlo do nobre de"
pulado nao prava conlra a verdade do que sustenta!,
e a doulrina de sen aparte condal a conclucs pe-
rigosas : Iratava-se de saber se podamos retirar do
soccorros pblicos alguina quanlia para pagamento
das desperas da instrucenn publica, e nessa occasiao
disse o nobre deputado : lava o estomago que a intelli-eucia. Por ventura a
falta do 1 contos de res ou puucn mais quo se ti-
rassem dos soccorros pblicos, que nesla provincia,
como moslrei, oreara emcenln e lanos conlos Irazia
a desesperado,a fome ca miseria paraja sociedade'.'
O pensamenlo do nobre depulado, leva-nos para o
principio que a sociedade tem ohrigacAo de ceder
qnaulo possue a quera for indigente ; se antes de
ludo se deve Hender ao estomago, suas necessidades
au(oriam allenlados, que a razao cundemna.
Um Sr. Deputado:Modas in reina.
O Sr. Clemenlino:Eu aceilo o modut in rebus
do nobre depulado, e rogo lhe que o appliquc lam-
ben! a mim.
OSr. Jos Pedro :A m-lrurejo nao pode evitar
a indigencia?,
OSr. Clemenlino:Vou dcixir esla especie.
NAo me opponho aos gastos de beneficencia publi-
ca, mas nao he minha opiniao que se Ibes appliqucm
todus os recursos da provincia : nao he para raim
esla a verba mais importante dos nossos enrmen-
los ; os socorros pblicos no meu entender nao po-
dem ser superiores ou prejudicar decididamente as
necessidades do ensino publico.
Se allcndermos para a importancia e ell'eilos do
ensino havemos reconhecer que nelle inesmo vera o
correctivo para evilar a pobreza c indigencia, que a
lodos alllise. A^ inlelligencia bem desenvolvida,
mais fcilmente encontra os recursos da vida : o po-
vn iutclgente c hem educado lora resignacAo, sup-
porla inaio soffrimenlos.he mais rico o nao se en
Irega habilnalmenle a desregramcnlos que, militas
vezes aSo a verdadeira causa da indigencia e da in-
felcidade.
NAo digo que a indigencia lenha sempre por cau-
sal os virios: multas vezea causas que nao podemos
prever, trazcm esse resultado ; he para os que assim
soffrem, que eu quizera a applicacAo dos soccorros
pblicos ; scjan principalmenle para os bous, para
os que se acham sob o peso da infelcidade, nao por
fado seu, mas por circuiuslancias que nAo pode pre-
venir os sacrificios da sociedade.
O Sr. 'arejao : Eu quero para'lodos.
O Sr. Clemenlino : Com que fundamento, Sr.
presidente, sou qualilicado de inimigo da iuslruc-
c,3o J Eu que rereiava a qualilicaeio, segundo disse
no principio de minhas observaroes ee prosenso a
captar a benevolencia publica por ideas exageradas
sobre o inovimento da instruccAo publica, sou consi-
derado como o homem do seculo XV, como o ini-
migo da iuslrucco c o desejoso do cmbrulecimcnlo
do espirito publico, etc. Anda aqu houve niau
propusiau na censura, senao he lilla de erro de iiv*
lelligencia, protesto ronlra scmelhanlcs qualifica-
coe-.que nao se harmonisam com minhas ideas mani-
festadas nesla casa.
Meus, scnhores.pcrmilli que qualilique de homens
do seculo XV 011 XII '.'do inimigosda illuslracao.a-
quclles, que combalem o projecto allegando despe-
zas, que nao se verificara imprudentemente. Nao
sao pequeuas cifras que devein rasar recyar ao ami-
go do progressu no raelhoraracnto da insIrucrAo pu-
blica.
(Is nobres deputadosque combalem o projecto an-
da 11A0 se oceuparam do syslcnia por elle adoptado
para o dcsenvolumcnlo da instruccAo primaria, nao
alten lea para as providentes disposices que estabe-
lece. Cada urna dctermiua-.ao delle importa n so-
lucao ai-eil.da d'unia quesillo da dircceo do en-
sino.
Estubelece o ensino obrigaloiio, impe ao pai a 0-
brigacao de levar seu filho escola sob a imposico
de urna mulla de JW5 a (iOKHX) rs.
Um Sr. Deputado :No nosso paiz be irapratica-
vel.
O Sr. Clemenlino : Ha de se lomar pralicavel.
Nao descubro o motivo para que entre mis nao seja
possivel a excciicao desee principio, recebido por ou-
lros povos. No romero da execucAo talvez nAo se
realisc em toda a sua exlenrao, mas nao he islo ar-
gumento serio para que srja regei lado : a pratira por
fun o levar s suas ultimas ronsequencias.
Para dar a esle principio todos os seus resultados,
e nao lurna-lo injusto, o que sucrederia se fosse
castigado o infeliz, que nao pode mandar seu filho a
escola por falla dos recursos necessarios, cstabelcce-
ram-se escolas para todas as parecidas, c licam com-
promellidas as rendas da provincia ao supprimenlo
dos indigentes.
He doulrina do projeclo que.aqnelles que nao po-
derem com sem recursos propros procuraras esco-
las publicas, a provincia Ibes dar meins para
isso.
Ora, senhures, se defendo esto principio, sera per-
railtiilo dizer-se, como o suslenlou nosso rollega o
Sr. randAo, que sou o homem do seculo XV, n3o
ici se ser este o serillo da ignorancia, sustentada
pelo poder' que prelendo por pelas a iiisIrurcAo ".' So
aceito o estabeleco no projerlo as casas de as\lo para
as enancas indigentes, e 1.1o miseraveis que n:"io le-
nham o necessario para sol alimenlaro, se o projec-
to, alm do necessario para ir as aulas, cuida tam-
bera da suslenlacAo das enancas indigentes, como
posso ser qualilicado de homem do seculo XV. de
prelender por peias a civilisarao'.' Nao fica anda
aha previdencia do projeclo em discossie; assegora
tambem ura futuro aos meninos indigentes : depois
de recebida a edoracAo promcllida pelo soverno, a
sorle dclles he altendida, cuida-fia de sua posicao na
l-sociedade. Defendo esla doulrina, ella faz parle da
propoda da conimissao, c entretanto sou considera-
do o inimigo da iustrucc o, son ohomciri que nao
daaeja aUendec as necessidades da indigencia eila
pobreza !
Quizera tambera qualilicar devidamenle os oppo-
silorcs ds medida em discuaUo, sAo ellos os que 111-
correm lias censuras que fizeram, sens actos tecm
semelhanle alcance; mis, seuboies, nAo rae devo oc-
copardesta especie, os que nAo ouvem smenlo pa-
Umas, julgiiein-nos. Ileixo esla apreciacAo a illus-
IracAo da casa, ao bom senso nicsmn dos membros
que me impugnaran!, e razie los que nos ouvem e
tecm, 011 c Sr. Dr. HrandAo e mais membros da op-
posicM ao allendem para o alcance de seus pensa-
mentos, ou nAo cunheccm a doulrina do pro-
jecto.
Disse nesla casaqac a instr ucean linha dous graos,
ura elementar e oulro superior, que a instruccao do
primeiro grao devia 1er disseroinada com toda profu-
sao, porque era necessario que o homem em qual-
quer pa-icao. em que eslivesse, possuisse cerlos co-
nliecimenlos elementares, sem os quaes nao poderia
bem ser til a si e a sociedade. O projecto al-
seja superior as rendas acluaes da provincia, e assim
naocomprebeiida a forra do argumento.
Para autorisar o augmento dos gastos com a ns-
truceAo publica, tem em seu favor a comraissAo
merecimenlo da proposta, cujas ideas debaixo desle
lende convenientemente a .esta especie, procura o ponto de vista cslAo fora de impugnarlo. O llus-
derramamenlo da inslrurcao na provincia, como se
deve desejar. A solujao da questao da inslrucrao su-
perior he diversa da que se d ti instrucdlo elemen-
tar.
NAo he possivel, Sr. presidente, que pela mesma
Turma c com as mesmas condicoes se incumba o po-
der de dissemiua-la ntrenos. A esle respeilo j
manifeslei o meu voto. I'ara conherer a impa!ira-
bilila.de da opiniao cnnlraria, hasla allender-sc que
os cofres pblicos nao comportara as despezas que
provoca scmelbaiilc lystema ilc ensino.
Nao he possivel que se adopte a opiniao do nosso
collega, o Sr. VarcjAo ; enlcnde este honrado mem-
bro que o Gynnasio provincial deve nAo s dar
inslriiccao gratuitamente, como tambem a susleorao
aos que o freluenlarcm.
O Sr. arejao : (luizcra que fosse mdico
o preco.
O Sr. Clemenlino : A pensn de :1()? para os educandos internos e 159 para os meio pen-
sionistas nao he superior ao fim a que se des-
lina.
OSr. I arejao : E no collegio dos orphos
quanlo se gasta por dia .'
Irado orador, a quem respondo, he o mesmo que
reconhecc o alcance de todos os principios, que adop-
tamos.
Ora, Sr. presidente, se he inconteslavel a vsnla-
gem do svstcma do projecto, que se discute, e se a
despeza que croa nAo he imprudente, se 11A0 excede
as forjas de nossas rendas c acerca dellas guarda cer-
ta proporcio, de modo que de urna vez nAo cabe lo-
ria sobre o lliesouro da provincia, como Iriuinphara
a argumenlacAo da opposrAo ? Conven que atin-
danlos seriamente para as necessidades da instruc-
cao publica :scu valor justifica o sacrificio prudente
que autorisarrans.
Cabe aqui, Sr. presidente, fazer sentir a contradi-
cho em que cabio, no meu pensar, o nosso rollega.
o Sr. Dr. Paula Itaplista, quando tirou de suas oh
servacocs a concluao que lodos ouviraos. Nn final
de seu discurso disse elle, que volava contra o pro-
jeclo c era favor do regulamenln alterado pela com-
niis-ao. se fosse collocado na colisao de escolher en-
Ire elles.
Mcus senhores, sorprendeu-rae semelhanle enn-
clusilo 110 nobre depulailo, cuja lgica he tao lorie,
que as vezes o leva a seu pesar, para dedueces que
zes o Irahia. Nao sei como regularmente se possa
tirar das obscrvac/ies feilas neste recinto a conclti-
sao, que ouvin.os.
l-'ez-se a expnsicao dos empenhos finanreiros, que
comprometiera as rendas proviticiaes, manifestaran -
se todas os embaracos c dillculdades que loma-
riain iinpraticaveis as ilisposices da proposla da
comnii-sio, c ludo isto deu fundamento para que
contra ella votasse o honrado Sr. Dr. Paula liap-
liita.
Entretanto o mesmo orador acrescenlou. que em
colisAo volara pelo Irahalbo que a commisso pre-
tenden modificar como assim s lornavam pru-
dentes os empenhos Rnaoceiros, c se reraoviara os
embaracos, dilliculdades de execucAo e inopporlu-
nidade do systema '.' A lgica deveria concluir
conlra p proposla da roinmissao e rcgulamenlo de
> de fevereiro ultimo, porque as mesmas rasoei
permaneciam.
Sr. presldenle, no deve ileixar sera reparo a ac-
eusacAo que se fez a coinmissAn de haver desfigurado
completamente a belleza do regulamenln de 2 de
fevereiro ultimo, c iluminada da reforma, por
elle preseripta, a elasaa dos. profesores adjun-
tos. As observarse) que neste retinte emiltio o hon-
rado membro, o Sr. Dr. Paula Itaplista, me con-
vencen, Sr. presidente, que nao se quiz dar ao tra-
halho de ler o projeclo, que se discute.
Meus senhores, o plano e systema da proposta cm
discussao he o mesmo do regulamenln de 21 de fe-
vereiro adoptamos a classe dos professores adjuntos
do mesmo modo porque era neile definida : iicnliu-
maallerarao li/.enios a esle respeito, e smenle di-
minuimos a despeza que se elevava a quasi o dobro
da que resulta da proposla em discussao. em cuja
exposican do motivos esla precisamente determinado,
em que consiste a modificado feita pela com-
misso.
As ponderaces do honrado membro sao pois sem
fundamento, porque a commisso rato deslruio o que
havia de hora nn rcgulamenlo. Tuda subsiste do
inesmo modo, menos a cifra da despeza. que foi pos-
la a par dos recursos da provinaia.
Bem v pois V. Exc. Sr. presidente, que lam-
bem 11A0 acha apoio no de-virtuainento do plano,
que o nobre depulado elogio*', a conclusao final de
O Sr. Clemenlino: Ooeo diser tfaedOO rs. O "l0 Unba em vistas. Nao invento, j o honrado
exemplo nao aproveila, era serve 'lo argumento. O 1 membro o declarea neste casa, que a lgica as ve-
nobre depulado muda assim a condieflo da questAo.
A analoga nSo be completa, e para que argumentos
desla ordem proredam, he indispensavel que as cr
constancias sejarn idnticas.
Note o nobre depulado que as condicoes cm que s
acha o collegin dos orphaos, sAo diversas das do
tiymnasio : all da-se a eduracAo elementar c a ins-
truccAo indispensavel para a vida roinmum gratuita-
mente, e como soccorro de beneficencia, e aqui Ira-
la-sc d'uiii eslabelecimentn de insliucco secunda-
ra, para o ensino ibis humanidades a lodos que o
qnizerem frequenlar, nio be una insliluicAo de ca-
ridade legal, c nesla difleronca encontr o nobre de-
pulado a razAo da diversidade das laxas.
OSr. arejao d um aparte.
" Sr. Clemenlino : Bollo quer o .nobre de-
pulado que com l. mil rs. se cuide m Gynnasio
pMvnicial da suslenlaco dos educandos '.'
O Sr. arejao : Ou 203000 rs.
O Sr. Clemenlino : Acha o honrado membro
que a suslenlacAo decente e commoda de um Edu-
cando por 909000 rs. he cara !
0 Sr. arejao : Fizeese-se por itrjOOO rs. o a-
liinenlo, c para os pobres de graca.
OSr. Clemenlino : Ja eslii a questao Irnida
para a pobreza Nulo cerla propensAo nos nobres des-
pillados para assim chamar a o liosidade sobre o qne
nao a merece. Oh senhores argumentemos devi-
damenle. 11A0 invertimos as inleneoes alheias, nAo
desnaturemos as quesloes com observaroes incon-
venientes.
O Sr. Mello /lego : Quem mide dar :03000 rs.
nAo he mseravel.
O Sr. Clemtntino : Os :lOol)00 rs. sao desua-
dos para o pagamento da suslentarao.da casa e aceo
do discpulo.
M Sr. Deputado : A casa he do go-
verno.
OSr. Clemenlino : .... medico, botica e ou-
tras cousas indispensaveis vida,que senao pode ob-
ler com l.">50(J0rs.
Nunca pensei que o nobre depulado impugnasse o
projecto por esta forma. A pernio he regular, e a
proposla da commisso allende as condicoes dos in-
digentes, cslabclecendo a'obrigaeAo de suslenlar-se
certo numero de alumnos pobres a expensas do
governo.
Vou ler o arliao do projeclo que enlendc como
objecto era discussAo, para que uaodig o honrado
membro, que refiro-me ao que nao he determi-
nado. Eis-iiln mais urna verba de beneficen-
cia : {le'.)
Eis-aqui >i discpulos pobres dispensados das la-
xas marcadas para os que se destinaren] a frequen-
lar o cstabelecimenln, que o nobre depulado lauto
impugna, porque nao allende as classes pobres.
I'onho aqui termo na analyse do projeclo em dis-
cussao, seria Irabalho desoeceasario a dcsenvolvi-
meiilo de todo o seu systema, nem era isso preciso
para que a casa o conhecesse bem.
Fiz estas observaco.es para mostrar que, sustentan-
do a proposla que se discute, nAo podia ser qualifi-
cado tao injustamente como a casa ouvio. Dignos
das mpularqes que me fizeram slo os que as pro-
ferirn!.
Meus senhores, he preciso que baja cerla medida
no progressn e marcha das sociedades, sem ella tudo
comprometiera os mais arden os propugna lores dos
melboramentos "sociaes. Aos que me denominara o
hornera do seculo XV, tenho eu razAo de sobra para
qualifica-los do mesmo modo, e com a mesma inlen-
tao.porquc realmcnlc sAo elles os verdadeirosnimigos
dasociedade. os maiores obstculos para seu progressu
e adiautamento. Conlrariam as regras da boa razio
c comprometiera o futuro dos povos os que, uve-ido
no seculo 1*J, ambicionara o progressoque s nos se-
culos futuros seria possivel. O homem do seculo
-'"1 no scula 19, be decididamente grande empecilho
para nosso adiantamentes. Tciiho-me explicado.
Novo systema de opposicao encontrou o. pro-
jeclo as observaces feilas pelo nosso collega, o
Sr. Dr. Paula Uaplista, na sess.lo de H do cor-
renle. A casa j volou em priineira. discussao em
favor da opiniao da commisso, decidio-c por ella
11A0 obstante suas reflexoes. Este resultado talvez
me dispensasse do Irabalho de rcsponder-lhe, mas
nao na aproveilo do favor da situacao para deixar
passarscm opposicao certas proposicoes, que emt-
lio. Convm que contrari algumas de suas doutri-
nas, que julgo insuslcntaveis.
Se bem comprehendi a argumentarlo, de que me
oceupo, consisti ella, senhores, principalmenle na
grande despeza, que provoca o projecto, c na sua'
inopporlunidade. No desenvnlvimenlo de seu pa-
recer emiltio o honrado membro pronosijocs, que-
nledevera paserselo rcsposia. EHas provam que
nao foi lida cuidadosamente a proposla, que se dis-
cute.
Sinto, Sr. presidente, que o nosso Ilustrado coll-
ga, o Sr. Dr. Paula Uaplista, acorapanhasse no mes-
mo terreno a opposicAo feila ao projeclo, fundada
no argumento da cifra da despeza. Era de esperar
de sua reconhvcids illustracAo, que nAo accilasse o
aagmenlo nos termos em que foi posto. J fiz sen-
tir o deleito desla opposijAo, e entretanto sou de no-
vo forjado a me oceupar della, para me referir ao
que ponderei cm oulra occasiao.
Mcus senhores, quando se allegara razes desla
ordem,nao he licito a nnguem tirar as generalida-
des, riiinpre <|ue descendo-se aos detalhes, se deter-
mine precisamente a importancia do gasto, que se
julga inconveniente. Sem islo nao ho comprohen-
svel a forja da argumenlajAo, ella apenas consiste
no enunciado de palavras, cujo alcance anda pre-
cisa deprova. Seo honrado deputado. a quem res-
pondo, se oceupasse precisamente da questao, se de-
termoasse ao certo a superioridade da despeza fu-
tura sobre a actual, e moslrasse a inipossibildade,
era que nos adiamos de paga-la. tinba decididamen-
te .conseguido sen lira, mas ndislriolo, romo so acha,
a termos vtgOB e diclos, que anda carerem de pro- I
va, sua opiniao fica sem forja, e nenhuma inproa-
sAo pode causar.
Em quesloes de cifras, mens senhores, o vago e as
generalidades nAo sao permillids. NAo sei mesmo
como deva responder a semelhante opposicAo.
J ponderei nelc recinlo, que'a espera a fazer-se
com a iuslruccao secundaria regulada pelo projecto
he prudente, e esla as forjas de nossas rendas :
ludo quanlo cnlAo disse sirva de resposta ao Sr. Dr.
Paula Itaplista. Nada mais posso arrescentar. Para
progredir a nrgumenlac.lo devam ser distruidas
miabas observaroes, e entretanto islo se nAo fes.
Tambera na parle relativa a instruccAo primaria
nao procede a argumentaran, poique a commissAn
nan creen despesas imprudentes, e que compromet-
an! 01 recursos !a provincia. O augmento dos ven-
cmentos dos professores, despeza que mais avulta,
nao he dado aos que actualmente serven, mas aos
que forera nomeados na formada proposla, compe-
li lo entretanto aquellos as mesmas vantagens que
presentemente tem.
E-ta por tanlo. Sr. presidente, no fulnro o aug-
mento, que lera a despeza enm esle ramo do servijo
publico, e ella ser gradual e successiva, porque os
suas observaces.
Nao julgo fundada a opposicao que se faz ao pro-
jeclo em discussao, uaseadd na inopporlunidade da
medida, nos embaracos c difliculdadts de sua exe-
cucao.
Enlendo, Sr. presidente, que naocor7m -ptrr
mas tempu deferir a reforma de quo precisa o roo-
vimento Iliterario da provincia, para que n3o sejam
improlicuaraente dispeudidas as rendas que para este
ramo do servico publico se applica. Todos conbe-
cem que entre us se acha era mo pe o ensino pu-
blico, c se :iao quizennos ser tachados de impre-
videnles edescilidosos devemos enipciihar-uos em
dota-la de eslabelecimenlos, que com proveilo o en-
camnhe. Nao descubro motivo plausivel para de-
morar uieihoramentos incoutestaveis, smente por-
quen.i sua rcalisacao se pdem encontrar dillicul-
dades e embaracos nao superiores a vontade e forca
humana.
Embaracos e dilliculdades cncoulran todas as
cousas neste mundo, e be sob a condicao delles, que
as inslituirocs se eslabeleccm, c dao os Inicio-, que
dellis se espera; a lula caraclerisa e rom prebende
quasi lodos os nossos actos. Qual a reforma qu
al boje se baja admiltido. que nao encontr trope-
ros, e bem serios, antes que se consolide? O nobre
depulado fez a pintura do estado poueo lisongeiro
do eusino publico, lamenluu asdesgracas, que men-
conou, e dahi tirou argumentos para se oppor a
reforma projectada, rujo merecimenlo entretanto
reconhcccu. Nao sei, senhores, como explique o
procedimento do honrado membro, a quem respon-
do ; desereveu a situacao pergosaem que nos adia-
mos, carregou a de escuras cores, e concluio pedia-
do, quenAo se approvasse a reforma projectada apc-
zar de boa! Gusenle pois o nobro deputado, que o
mal progrida, tome novas forca*, quer a inaejao,
que por nos mesmos nenhuma tentativa facamns, que
tudo se epere dos esforeos, e experiencia 'outrus,
mas fique certo, que as dilliculdades se rAo augmen-
tando, que o abandono nulilisar as forras, que
anda restara, que as experiencias alheias nem sem-
pre sao as mais proveilosas, porque as circuiuslan-
cias deversilicam, e quan lo o eusino publico esliver
completamente inulilisado nadase poder deliberar
com vanlagem : he enlao que sera impossivcl inc-
Ihora-lo, e po-lo a par das circumslancias em que
vivemos.
Se he procedente o argumento que contesto, elle
prevara contra todas as nessas instiluiroes, nao ha
urna que 11A0 seja cerca la de dilliculdades bem gra-
ves. O espirito forle acha nisto motivo para deci-
didamente se iuteressar na remnrao dellas e nunca
para abandonar os negocios pblicos ao acaso, a im-
prevdelicia, e experiencia dos outros. O argumen-
to do illuslrado depulado conduz a inaivao, acon_
seiba o eslaccionamenlo: sao oslas suas ultimas ron.
sequencias. Me parece, que nao as adoptar.
Nao posso conhecer o motivo, porque nao prudu-
za bonsclleitos a proposta da commisso na parle
relativa a inslrucjao primaria. Onde esUu as dilli-
culdades que bao de iuulilisar seus resultados'.'
Comprehendo e admiti, que no comeen de sua
execucao nao seja possivel conseguir completamente
todos os Inicio-, que se devam esperar do projec-
to ; esla islo na condicr.10 das cousas humanas.
Oualquer que seja o melhorameiilo e nova instilui-
jao, que se pretenda adoptar, acontecer o mesmo:
o eunuco dn execucao era cheio de dilliculdades, e
s o fulnro Iraca seu inteiro cumprimento. Pens
do mesmo modo acerca da instrueco secundaria.
He men parecer, Sr. presidente, que nao devemos
regeitar as propostas ile reformas proveilosas, rnen-
le porque sua oxerucao encontr dfliculdades, em-
penhemo-'nus antes em remove-las. que esle he o nos-
so dever. Os poderes nao devera recuar ans eraba.
raros Inferioras a forja de vontade e energa.
Ha, meus senhores, urna classe de homens que
em abstracto forma um conceilo das coasas des
le mundo, crea um ideal sem. altenrAo as circums-
lancias em que vivemos; com estes principios da
razAo pretenden! jolgar os foclos, e os condemnam
logo ipie nao cncoiilrara realisado o plano, que exis-
te em seu pensamenlo. Em opposijAo a estes pen-
sadores ha oulros, que proceden, de diverso modo,
allendem sonienle aos fados e as circumslancias, e
ludo considerara nem, logo que vai de couformidade
com as siluoeoes era que se achara. Creio, que a sc-
enc dassilica os priraeiros sob a deooqiinarAo de
escola pblosopbica, c os segundos soba de historia.
Me parece que o honrado membro pela soa argu-
mentaran aceiten o pensamenlo da primeira escola,
que apezai de asaltos acedos, tem ladavia o defeilo
de nAo alteuder para a realida le das cousas. Nao
he possivel conseguir absolutamente o bem neste
mundo : elle ha de e-lar sempre em lula com o
mal: procuremos vene-lo, que havemos feito o nos-
so dever, mas nAo rondemnemos lodosos fados, por-
que n3o estile modelados pela Iheoria que concebe-
provimenlet das escolas nos termos dos novos prin- mos. He na combinajAo das duas escolas, que con-
cipios bao de se realisar progressivamente. NAo ha siste a verJade; enlrelanlo o honrado inembro Sr.
somma de despeza decretada de urna s vez, que i Dr. Paula Uaplista cundemna a priori urna nslitui-
jAo, porque ella ha de encontrar dilliculdades em
sua execuju, e porque nAo seja talvez possivel reali-
sa-la, como existe na Allemanha e na Blgica.
Em meu favor lenho o fado do eslabelecimento
das academias no imperio. Ncsa occasiao nao sei,
se eslariamos em mclliores circumslancias para re-
ceber esta instiluijAo do que a provincia de I'ernam-
buco para fundar o Cvmnaso provincial ; decidida-
mente irlo contavamos enlao com os mesmos recur-
sos que possuiam oulros povos, onde os esludos su-
periores eram convenientemente ensillados, cutre-
tanto foi adoptada a nslituicao, e ella vai dando os
frnclos proveitososqucse devam esperar. O cnsf-
110 vai ronlinuando e apresentando illustraccs, co-
mo a do Sr. Dr. Paula Baplisia, que sou eu o pri-
meiro a respeitar.
Na uossa Consliluicao polilica encontr oulra
prova, do que sustento. Eslariamos porvcnlura,
quando adoptamos o governo constitucional repre-
sentativo nos roniliroes da Inglaterra c oulros povos
onde elle llnrescia'.' Entretanto, o recebemos apezar
das dilliculdades da execucAo, sem que por isso seja
coudcmnivel esle procedimento.
Termino iniuha resposta a opposi jaodo Sr. Dr. Paula
Itaplista observando,que u.loposso aceitar a definirn
que deu dodymiiasiu em subsliluijao a da commis-
so, que declamo nao saber em que elle consista.
talvez esleja em erro, e nem merece isto reparo,
mas declaro que nao recebo ruino verdadeira a defi-
mjAo que lhe deu. Dr?e o illuslrc orador a quem
me reliro, e a casa o devia ler ouvido, que o Cymna-
0 era urna insliluicAo que tomava o menino na ca-
sa paterna, e o deixava educado e hem collocado
na sociedade.
Acho em mcus apontamentos esta nota ;" o (iym-
nasio foi o he na Allemanha um eslabelecimento
de inslrurcao secundaria, onde se ensillara prin-
cipalmente a philologia e as scicncias lano inatbe-
malicas como pby sica. Na Franca tem estes eslabeleci-
mcnlos o nome de Ivcus c collegios, e entre nos se
chamara Gynnasio Provincial o eslabelecimento,
onde se ha de dar a inslrucrao secundarte. Oque
lAo amplamcntc defini o honrado membro, he um
s>slenia completo de eusino publico.
Sr. presidente, vou agora ocuparme cora a ma-
teria da segunda discussao do projecto, c lomar cm
ronsideracAo as observaces c emendas a elle pro-
postas. Declaro que nao aceito uina s das emen-
das, que eslAo em discussao.
Foi considerado exiguo o ordenado do director ge-
ral. Nao sou de opiniao que seja augmentado esse
vencimenlo, me parece que'a provincia nao pode
dar por ora mais de 2:0009000.
O Sr. Silrino d um a parle.
O Sr. Clemenlino :Como he islo s o que. de-
sejava saber, respondo ao nobre deputado. que o
servico do regedor do livmnasio he Uto importante,
sao Docenarios para hem desempcnba-lo tantas con-
dicoes e requisitos, que lalvez seja mais focN encon-
trar um bom director para a iuslrucj.io publica, do
que um individuo cora a precisa habillacao para
bem regarpGynasie : nao beso a instruejao oque
c requer para o hora desempeiiho das obrgajes
do regedor, s3e precisos tambem a pralca, e os h-
bitos indispensaveis para dirigir a educajao da mo-
cidade confiado aos seus cuidados : he bem diflicil
preencher carao 15o melindroso. Porlaulo, nao
ha a graude diflerenca notada pelo honrado de-
putado : nao he immerecido o ordenado do di-
rector do tiymnasio propostn pela commisso. Se
o nobre deputado enteudc que he pequeo o do di-
rector geraI proponhao seu augmento; nao queio
carregar com mais esla responsabilidade, meu vol
nao concorrer para dar mais este empenho a pro-
vincia. I'osso eslar em erro, mas animo-mc a de-
clarar, que talvez seja mais fcil adiar um bom di-
'eclor para a instruejao publica, do que um rege-
dor para o tiymnasio agora que se vai comejar a
execucao desla instituirn, yuem se de lic.tr 1 se-
melhanle misler deve empregar lodo seu lempo na
educajao edireejao doseducandus confiadas aos seus
cuidado*.
O ordenado do na^fessor de desenlio, lambem foi
tm'p'ugnniTd'clnijpijaoeno.
Ja disse nesla casa a razao porquq a commissAo
deu ao prol'essor de desenlio o vencimenlo de 800$.
Aceitamos o pcusanicnlo adoptado no rollego Pe-
dro II do ilio de Janeiro: he justamente esla a
quantia que cm retribuirn de seus serviros recebe
all o prufessorde desenlio. Nao posso admillir quo
a provincia de I'ernambuco esleja em inelhores cir-
cumslancias para dar ura ordenado maior.
Na corte se ensina o desenlio por 8OO5, c acha o
honra lo membro que nesla cidade nao he possivel
dar liejes de desenlio pelo mesmo preco '. lie mi-
nha opiniao que he sulliciente o vencimenlo propos-
to pelo projeclo, enlrelanlo faja a casa o que mclhor
entender.
Foi ceusurada a commisso por ndo haver creado
a cadeira de lingua italiana.
(lia um aparte.)
O Sr. Clemenlino :Se o que esta cm discussao
he a proposla da commisso, he a ella que me devo
referir.
Um Sr. Deputado :He o rcgulamenlo lambem.
O Sr. Clemenlino :Emendado pela proposla da
commissAo. Para que seja adoptado algum artigo
do regolamenlo da presidencia nao comprehendido
nella, he necessario que por algumn,emenda seja de
novo sujeilo a approvajao da .casa.
Enlendo que lie proveiloso o conhecimeulo da lin-
gua italiana, como tambem o he o de muilas outras.
mas 0S0 seodo possivel eslabelecer o de todas, era
preciso aceitar um termo, c a commisso resolveu a
queslao do modo porque redigio seu projeclo. Se
houvesse admiltido o italiano, lalvez anda mereces-
se censura por haver a falla do hespanhol Creio
que se pode dizer, que quanlo baja de pruveilnso no
italiano se encontra tambem no franca, no inglez,
e nada baja de original naquella que nao se arlfe ver-
tido para outras linguas. tjual seria a necessidade
indispensavel a que consultara a CMacJto do csludo
do italiano '.'
O Sr. Silrino :A musir, ja disse.
O Sr. Clemenlino :(Mereja o nobre depulado
urna emenda para fuudajao da cadeira da lingua
italiana, que a casa decidir se tem razao. Tambem
foi censurado o ensino das setnelas nultiraes como o
eslabeleceu a commissAo ; o honrado membro, que
se acha a minha esquerda, eutendeu que slevia ser
mais ampio. Suas considerajesji foram allendi-
das, acha-sc sobre a mesa nina emenda formulada
por mim, creando mais uina cadeira para o ensino
das sciencias naluraes, quando os recursos do esta-
belecimcnlo ollerccerem algum lacro. Era preciso
alender a situacao lnanceira da provincia, 11A0 fun-
dar despezas imprudentemente, e foi por esta cons-
derajao que a commisso 11A0 deu amplitude ao pla-
no dos esludos que adopluu para o Cvmnasio.
Creio mesmo que o ensino das sciencias naluraes,
como ramo dos esludos de um cstabelccimenlo de
instruejao da ordem do que vamos ter, nAo pode
ser de limites tao vastos como pretende o honrado
membro.
Advogno-se lambem aqu a causa das escolas de
lalim de fora desla cidade. Declaro que o meu vol
he pela proposla que se acha sobre a mesa, enlendo
que o ensino secundario, como actualmente se acha.
sem systema, sem mclhodo e sera ordem, distribuido
irregularmente, nao he proveilosa. e melhor seria
d,i-lo pela forma porque prope o projeclo.
Nao temos a ohrsajAo de dar a inslrurcao supe-
rior araluitamenle, e do mesmo modo que a ele-
mentar e primaria, como be determinado na consti-
Inijao do imperio, e por lano nao pode merecer cen-
sura a suppressao das cadeiras de lalim que actual-
mente exislem.
Quando as finanjas o permiUireirr sejam estable-
cidas escolas para o ensino secundario.
Procedendo por este forma, Sr. presidente, adop-
tamos tambem a que ja he le enlrc mis. Hoje es-
tao supprmidas pelo regulamenln de IS de maio de
1851, as escolas para o ensino do lalim.
Tralirei do que se disse em favor do augmento do
ordenado das professoras.
Entendeu a maioria da rom'mssao dfinstrurjan
publica que o servijo deensinar ao sexo masculino
he mais pesado que o de cnsinar ao sevo femenino.
Parece-me que sendo mais condescendente. e doces
as meninas, sujeilar-se-hAn mais fcilmente a direc-
cAo da* mestras, e que ser menos costosa a ednea-
cAo propriameute, qne lambem faz parte do en-
sino.
O Sr. Meira :Nao sei o que lhe diga.
') Sr. Clemenlino : Depois os eslndns requeri-
dos para um professor sAo superiores aos que se re-
queren! para urna professora ; scna.i vale esta razAo,
joigo de peso a oulra. Tenho por menos ardas a la-
refa de ensioar a quem mais dcilmente se sojeita ao
ensino.
O Sr. Meira: Ua menos comprehensao lalvez.
OSr. Clemenlino : Nao sei se o nobre depulado
lera muila razAo. Opponho-ine pois a proposla para
que as professoras novameule providas tenhaiu o
mesmo ordenado dos professoras.' As acta li-
cam gozando das vantagens esUbeiecida na lei vi-
gente. t
O Sr. Meira da bm aparte.
O Sr. Clemenlino : Nao mu convenjo de que
eiisiuar urna menina, seja mais diflicil que entinar a
um menino.
O Sr. Meira : EnUo ensinar a ler e a escrever
he mais diflicil do que ensinar isto mesmo, e alm
disto a coser, a bordar e mesmo 11 trocar bilros 1
O Sr. Clemenlino :O nobre depulado esta gra-
cejando.
O Sr. Meira :--Sao razes poderosas.
O sr. Clemenlino :Kazes que lomo por grace-
jos pela forma porque silo expendidas.
A favor do augmento do ordenado das professoras.
anda argamentou o uobre depulado com os fados
passados.
Allegou o honrado membro. que liaveudo differen-
ja colrl os vencimentos das professoras e professores,
elles foram ltimamente igualados.
Nao pude bem comprehender toda i forra dessa
argumenlajo, e me admira que partis do nobre
depulado, que nesla casa esla sempre Manaste I na*
receber argmentajoes desla ordem, a nao defender
os fados passados nem prsenles, eso allendcr a ra-
zao e a justira.
" Sr. Meira :guando os fados merecen consi-
derajAo...
O Sr. Clemenlino :E esle lem ]
O Sr. Meira :Acho que be um argumento lira-
do da Ici a msu lavor.
O Sr. Clemenlino:guer o nobre depulado igua-
lar os onlenados das professoras aos dos professores.
apezar de ser oulra a disposijao do rcgulamenlo de
12 de mao de 18)1.
O Sr. Meira d ura aparte.
O Nr./fcmH/mo :_ jo nie he* explicado bem
para ser comprehendido. Enlendo que o ensino das
meninas he menos pesado, e por esta razao nao con-
curr para que pesasse mais sobre os cofres pblicos
esse augmento.de despeza.
A cmeuda do nossj corlega o Sr. Jos Pedro he
relativa ao augmento de ordenado do professor de
desenlio. A'eerca desle ponto refiro-me ao que j
respond ao nobre depulado, que se assenla a minha
esquerda.
A emenda do Sr. Jos (luinlino diz : (l).,
Acho ilesnecessaria esla emenda, porque sua don-
Inrm esta comprehendida na proposla da com-
mis*Ao.
Nao se pode concluir desla disposijao que os pro-
fessores acluaes. que se nao sujeitarem so exame ne-
cessario para alcanjar aagmenlo de ordenado, per-
cam seu lunar se o nio lizerem, e outro nao poderia
ser o fim da emenda do nobre collega, seralo preve-
nir esle resultado.
Anda mais claro fica meu nenenlo |eudo-c
a disposijao do artigo 32 que assim se-aprime :
So ha obrigajAo de exame para se ensinar as ma-
terias do segundo grao que acrescerem ss ero que ja
foram apptovados os professores acluaes.
O an. j luanlem os provimentos dos aclaaes g/o-
ressores. asegura-lhes os mesmos vencimenlo e
conce.le-ll.es direilo as novas vantagens, se se sujei-
tarem as provas exigidas pelo rr.esmo systema.
Ha um aparte.)
O Sr. Clemenlino :Sr. presidente, concluo aqui
as observaroes que julguei necessario fazer. Tal-
vez lenha estendido de mais a d,isruso, mas assim
exiga urna explcajAo que devia de minhas opiuine;,.
Sou o primeiro a reconhecer que lalvez baja abusa,
do da paciencia da casa. [Sao apoiaios.)
.Ms COMARCA DE MZARETH.
26 de abril.
NAo pretenda vollar sobre o successo, que leve
na iaWjAo de Alagoa-seci, 00 da lido
mez que vai hndar-se, como ja Ibe nolicieTfptrcra
son a isso obrigado, por lerem-mc escapado alguns
promenores, que muitoservem, para mostrar a ma-
neira. porque a autoridade d'aquella povoajo sabe
fazer just ja.
Na occasiao em quo c muilo denodado, c muito
preslmozo Jo3o Luii Curumba com a sua tamala-
da ronda espancaram, e acutilaram ao infeliz. Santa
Anua, hoove um inspector de quarleirAo, que alre-
veu-se a agarrar ao dito Curumba, e leva-lo peraule
a autoridade. ; mas esta sobre po-lo inmediatamen-
te em liberdade, encarregou-o de ir prender ae
Santa Auna, lalvez pelo chura de ler apanhado!
Fique pois saliendo que apunhar he um crime, B
disso bem poderia dar-lhe urna prova, citando e
nome de alguns.que lenho vislo irem para a cadeia
por lerem apanhado ; pormsao cousas mais remo-
tas, c la diz o .litado, que aguas passadas nao moem
engenho ; vamos adiante. No dia segointe, ao em
que, foi Santa Anna 15o brbaramente raallratado-
appareceu autoridade na povoajo de Alagoa-secca
cem voz clara, c intelligivcl proferio as seguintes
palavras : Canalha pensam que o Curumba ha de
sabir daqui .' euganam-sc ; anda quando fizcs.se
urna ou duas mortes, eu o linaria cusa do meu
d'u.heiro '
E que tal Nao ser a minha autoridade o quinto
ou sexto poder '.'...
Dizem que um dos supplentes, da subdelegara
desla cidade resolvera-sea entrar no exercio do lu-
gar no que fez muito bom, senao, cu nao deixiia
de aproveitar-me desla occasiao, para tambem dar
se..lenras, c crcia que nao me havia de passar ca-
marao pela malha.
A nos-a cmara acha-sc em sessao ordinaria; Dos
permuta, que desla vez lemhre-se de activar ios
seus liscaes, para que 'nao consintara fazer-se odes-
pejo de immundiecs na porla da sacrista da matriz
o que he um escndalo revollanle, nao fallando ja
nos cavallos, que nos dias de fera, arriiinam-sena
porta da mesma matriz, de modo que le quzersa
l.ir o viatico cm algum desses dias, ou nao saldr,
ou causar graude revolviinento.
Na povoajAo da Vicencia acaba de casar-se tima
tnulher, cujo primeiro marido moriera, haviam Irc-
zc dias ; -foi pressa !
Consta ler-so sumido, ou o fazem passar como
tal, um prcesso, cuja fianja subi a mais de duus
contos de ris ; e hoje o crirainozo vive como ahe-
II.a de S. Pedro, isto he, nos are : nAo respondo
aos jurados, porque nao ha prcesso, nem pode-se
formar outro, segundo a nalureza do criroe, e suas
circumslancias, e nao pode considerar-se lvre, nem
o fiador sera responsabilidade, porque existe o ter-
mo de flanea. O que so admiro he a facildadc com
que laes papis se perdem, e nao haver quera por
isso seja responsavel.
Saudc, e ludo quanlo he bom dcseja-lhe o
V
Ve
REPARTIIJAO DA POLICA.
Parle do dia .'Kl de abril.
lm. e Exm. Sr.I.evoao eonheeimenlo de V.
Exc. que, das differentes parlicipajoes hontem e
boje recebldns neta reperrtjSo, consta que foram
presos :
Pela subdelegada da fregnetia do Kerife, o
prelo Ciuilhermr, e a prela l.ihaua, esreava de Ma-
nuel da Silva Ferreira, ambos para correccAn.
Pela subdelegacia da freauezia de Santo Antonio,
Antonio Malinas Rodrigues dos Sanios, por espan-
camento.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, o
portuguez Antonio Pedro, por embriaguez, Francis-
co l.uiz BellrAo. paia averigoaj6cs policiaes, e a
parda Felisberta Koberla Coelho, pira correecHe.
Pela subdelegacia da fregueiia da Boa-Vista, Fi-
lippe Santiago. Antonio Jos de .Mirara, para ave-
riguarles policiaes, Manoel Joaqnim Bernardino,
por ser desertor, o fratirez Alexander, Angelo da
Guarda Olegario, e Virginio Antonio Prera, lodo*
por desorden..
E pela subdelegacia da freguezia dos Afogados,
Sehaslio Nui.es da Silva, e Manoel Joaquim (itr-
mano para correcjAo.
O subdelegado da freguesa da Boa-Visla com-
miinicou por oflicio desta data, que, ao amanherer
de hoje fura arromboda a taberna n. 143 sita na ra
do Mondego, perlenceule a Feliciano Augusto de
Viisconcellos, para onde dirinsin lo-se o mesmo sub-
delegado proredera a competente vistoria, pela qual
e peti dedsracAo dos peril*. se conheceu ler sido
feito o arrombamento de fora para dentro com nm
escupo no lugsr da fochadura ; conslstindo o roano
em 40$ pouco mais ou menor, sendo tres mil res em
diuhi-iro e dkjnais ero genero".
ji
MiiTii &nn


DIARIO OE PERMMBCO, TERQA FElM I OE MAiO DE 1855.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria ila polica Je
Pernambuco 30 de ahrilde 1835.lllm. e Exm.
Sr. eonselheiro Jos Bcnto da Cuoha eFigueircdo,
pres denle da provincia.O cheTe de polica Lui:
Carlos d Poica Teixeira.
MAPl'A demonitralico dos doenles tratados no
hospital reg mental de Pernambuco no me: de
abril de 1855.

Hospital a Sotedede 1 do maiu de 1855. B K *5 < t 108 S 1 i Id re o H en = a* o S a re o
Somroa 104 I m-i | 105 15 102 12
Obsercaciies.
Des fallecido 'l foram de febre am.-irclln, 1 de vi-
olas e 1 de darrhca.
Dr. Prxedes Gomes de Souza 'tanga,
1 cirurgio cnr.irree.ido.
DIARIO DE l'FIIYV MIU (0.
A assemblca approvou honlem a redccu da leis
e nomeou para membrosda commiiso que lem de
aptesentr ao \m. Sr. presidente os actos legisla-
tivos para sercm sanecionados, os Srs. : Mello lle-
go, Carneiro da Ctinha e Manoel Cleinenlino. No
liaveudo m'ais o que tratar, encerraram-sc os Iraba-
Ihos do presente nno.
---------------------------------------------------
, N
Srt. Redactores.Amante da tritura de sen con-
ituado Diario, deparei etn o n. K'.l de 18 do mez
hdo com um communicado em o qual o seu au-
la/.ia sentir Falta de um major em o 1. hla-
lo de fuzilcirus da guarda nacional ilesla cidade, c a
ecessidade que haviade fazer b sen digiioclicfe pre-
ocher este vacuo por pessoa a lotlos o* respeitos
;na desle lugar, puraque assim viesse por termo
desgoslo que uo geral de sua officialidade teni
ramido oSr. capitn da 1. companbia Claudino
cilicio Machado, que interinamente necupa este
arco, o qual nao coucebendo a sua posico, esein
requisitos precisos para be ni c sali.fai loi -iaiucnle
i mpenhar este lugar, tein*crcado d,esafeicoados e
lie causador de lodos-o desgoslos.
Se nao fosse amigo de diversos seqliores fllciaes
ale batalho, e de perto conhecedor de quasi todas
as occorreucias e das raines que Ibes assislem, e se
nae tosse finalmente sabedor de que alguns amigos
do Sr. Claudino'Benicio, apoiamloos seus fritos pa-
ra com a offlcialidade, tinham classilicado a esto de
falt is decouhecimentos, como se o Sr. Machado fosse
algum prtenlo, e os seus eollegas uns camelos e
i_n iranes, de certo nao laucara rrlao da peuna pa-
ra I -bulo amisade, o a quem julgo dignos de maisjus-
Saibam pois os amigos do Sr. capilu Claudino
Henirjo Machado, que lem occorrido motivo* que
lem levado o desconlcntamcnto ao geral da officia-
lidade, e mormenlc aos commandantes de compa-
rhias, pelo que lem dado causa aoque mamfeslou o
commonicante, e sajbam mais que ltimamente se
den um far.to para com os meus especiaes amigos ca-
[iUes da 3.a e i." companhias, que veio augmentar
onleutamento destes Srs., c foi esle, que leudo
0 Sr. Machado, na qualidadc de fiscal interino, de
car, em virlude da-ordem do Exm. Sr. commandan-
l; superior, urna retaceo nominal da forra do lia-
lalbao, teve por isso de ordenar cm das de Janeiro
ios commandanles de companhias de rcmetler-llie
le o dia 26 do mesmo mez, a rehrlo nominal de
suas respectivas companhias, a de Tacto osles meus
amigos capiles da II. e -1.a companhias. ne.-se dia
lizeram Cbegar a eu poder a relacao pedida, com
loda a exaclido, c comjisobservacoes que eramjus-
las e enlendiam precisas, e assim pelos seus, proprios
"iiinhos feitas c assignadas, ficaram tranquillos de
que seriam ellas aceitas seni rcflexo, oo reclama-
ro; mas o que Tez o Sr. Machado tiesta* relaces'.'
lancamo da penua, passa traeos sobre diversos rio -
mes, altera ohservacoes como inexactas (para elle'
e assim ueste estado alteradas, einutilisadas de forma
reprovada em face de loda a delicadeza, e ueste
bello eitado cobrindo-as em carta, as remelle em
3 de marc/i aos dilos capiles, pedindo-lhes n mais
prompta remessa* de novas relarts de confnrmida-
de com as alleraces que havia feito, alleraces es-
tas que Smc. nao poilia fazer na qualidado de fis-
cal, por estar inleiramente fr? da sua auloridade
excluir individuos, que o cunselho de qualificaro
nao tinha excluido, e iietn Uo pouco alterar obsr-
vaseles a seu bel-prazer, e finalmenlc, riscando na
relaja da quarta companhia o nomc de um indi-
viduo a titulo de ter sido excluido na quslificaco
de mnio do auno passarlo, quando tal so mo den.
pois que foi praca effecliva da dita companhia at
agosto, quando passou para segundo teneule do lia-
lalho de arlilharia, n com cuja observarao havia
ido na relacao.
Nao he, pois, este modo de proceder motivo bs-
tanle para desgoslo e queixas, c nao he justo que
esles ofliciaes desejem ver-se livres de sua Jiscalisa-
co ? Pode o Sr. Machado proceder desta forma,
sem cflensa das mais triviaes regras de civilidade,
e principalmente para com officiaes, com cuja in-
tima amizade nao poda contar, segundo lenho co-
ndecido, para a seu salvo fazer as alleraces que qui-
zesse, contando com a cesa assignalura del les '.'
Para que, Sr. Marhado, tanta presumpeo de sa-
hcloria e grandeza de posi^lo de fiscal interino !
nao ronhece Smc. qne o seu galao he do mesmo
quilate e peso desles seus collegas, e que se boje se
aprsenla na presenta de seos companheiros caval-
gandn um buccphalo, amanhaa lera da. desccr
dessas alturas !
Nllo pensem que sou inmieo do Sr. Machado,
pois que, pelo contrario. Ihe desej.) lodo o bem, e
lie ,ior mo mesmo que'Ihe aconsellio requeira a sua
reforma, a qual o govemn Ihe dar promplaincnte,
em vista de seu oslado plijsico, visivel atelos, e
erell que a farda- Ihe assenla mal, c que da espec-
tculo, serapre que se aprsenla no batalhao, e a
nao ser inania de Smc, de querer a farda so pelo
go-ilo de cotnmandar a cavallo, enlao posso crcr no
que me contaram os meninos do Trem, e fui, que as
sais vistas continuando a fazer esles currados ser-
viros, atlingiam a urna commenda ^~
Tcnha paoiencia se a nao obteve, e conienle-se
erm o habito de Christo com que foi agraciado no
dia > de marco ultimo, coja graca nao foi peque-
a i visU .dos relevanles serviros prestados por
Smc. ao balilho,
O Justo.
Hecife 30 de abril de 185.5.
Srt. redactores.Como eu, no excesso da minha
dnr. tivnst feito publicar alguns despachos, que o
Sr. Dr. Custodio Manoel da Silva (uimariles, joiz
dedircito da piimeira vara rivel desta cidade, pro-
rafia na causa, que mo mova Joaquim da Silva
Hourao, rogo Ihe, que queiram lamhem publicar o
documento quelhes remello, do qual se ve que eu
com effeilo tinha razAo de sobra para qneixar-me
daquelle juiz, e que o respeilavel tribunal da rela-
cio, compenetrado (la razoque roe as-istia. reparou
as clamorosas injuslicas que elle me havia feito,
Aproveito a acc.isi.lo para agradecer aos lllm*.
Sr. desembargadores a juslea que me lizeram. e
ao meu advogado o lllm. Sr. Dr. Gervizio tionral-
vas da Silva, os desvellos com que Iralou de minha
cauta: ei, e sao pblicos os desgostos porque S. S."
paaaau com ella, r. pois, he ete mais um motivo
para ser eterna a minlia gratidao e a de minha fa-
milia.Sou seu constante leitor.Jos Dias da
Suca.
Recite : de abril de 1855.
Ilim. e Exm. Sr.Diz Jos Das da Silva, que
por bem de seo direilo precisa que V. Exc. mande
que o eserivAo Peres Ihe passe por reidlo o acor-
da.i ltimamente proferido nos autos da appellavao
que o sapplicaute litiga com Joaquim da Silva Mou-
rlo, pelo que pede a V. Ex. se sirva de mandar pas-
tar a cerlidao requerida.E. R. M.
Passe.Recile '28 do abril de WKfclHa.
Maaoel Peres Campello Jacmeda Cama, escrivo
datappellardes crimes eriveis e dos nggravos do
sqperior tribunal da relacao da ciilade do Recife,
dislrictodc Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde le.
Certifico que revendo os autos de appellacao civel
nelles se ach o accordao nedido por cerlidao, cojo
tbeor hada forma, modo e maneira seguate :
Accordao em relacao ele.yuc reforman) a sen-
lenca a folhasIS'J, nppellada a folhas 199, pela qual
foram desprezados e julgados por nao provados os
embargos, folhas M, oppostos pojo appellanle a
penhora eexecucao.qua Ihe promove o appellado
em virludeda sentenca. folhas 129, que jolgando
procedeale a coraminacao requerida a folhas 123,
condemnava o mesmo appellanle ao pagamento da
quantia de ris 60:38l878, sem que se apresen-
lassem Os livros indispensa^eis para a verificacao
da quantia, qne *e devia liquidar, e do saldo da casa
do appeHado, que pela conciliario a folhas qua-
renla fura entregue ao afipcllanle para seu p'aga-
menlo ; por quauto, maodando-se pelo accordao fo-
lhas 83, que se procedesse a um ajilstc de contas a
visla do balando e inventario dos elTeilos existentes
na toja, para se poder exactamente conhecer se os
henschegavam, excediam ou fallavam, para desta
forma se executar perfeitamente a Iransacco fcila
pela referida conciliacao, nao he pcrmitlido, se-
gundo o direito commercial. que por meio de urna
comminarao linda mais summaria, que a cilajHo
para embargos a primeira.julgada por sentenca como
foi pela de folhas 129,fazer condemnado o appellanle
sem ser ouvido e convencido, e que possa progre-
dir a prsenle execucao de (al sentenca ralla, e in-
juridica. A liquidarlo, ronsequencia do acenrdan
folhas 83, ou cinc ajuslamenlo de cuntas, devendo
fazer-se segundo n bataneo c inventario dos efeitos
existentes na loja ao lempo da entrega, e depois
pelos livros que exisliam, Mete devia julgar acaba-
da pelo simples pretexto de nao se apreseular um
ou mais lu i os. visto como devia apresentar-se esse
livro, que o mesmo appellado julgava necessario, e
era o meio legal o da exibicao, tanto mais quando
se nao ignorava que exisliam os livros, c aonde,
como se v folhas 1-27 e folhas 1-28, pelo que o jul-
gamenlo da comminacao, folhas 123 verso, foi tu-
multuario c illegalmente proferido. Ora sendo a
liquidadlo de urna sentenca o exordio disposic.io e
parle necessaria da nxecucau, niio he legtimamente
operada, feita por arbitros, senao quando formulada
a cunta do dado e do recebido se poilc compensar o
debito e crdito, e a essa liquidaco deve preceder
o halanco que somente pelos livros se podo formu-
lar, podendo-sc por isso ordenar ex-officio a apre-
senlacao delles para se exlrahir o que respeila de-
manda ; mis ve-sc uestes autos, que nao foram as
regras e condic/ies legaes, que houvera atropello, e
que nao obstante a declararlo do arbitro a folhas 128
v. de nao po.lerprorc lera um exame circumslanci-
ado, por eslarcm os livros no ilepusilo cera!, c ser
necessario que fossem prsenles aos arbitros para os
examinaron! em suas casas, sem se allendcr a lal ex-
igencia, e sem o accordo dos arbitros se julgara con-
cluida a liquidarn, prosnndiii'lu-sc dos meios in-
dispensaveis e exigidos pela lei. Por lano refor-
mada a sentenca appellada, julgando provaflos os
embargos folhas li, julgam nulla a presenteexecu-
cAo por ser oriunda de urna sentenca nulla,' se-
gundo o direilo, e que nao pode ser cxeculada, nao
tendo havido legal condemnaco, e mandam que
por isso se relaxe a penhora de folhas, condemnam o
appellado as cusas ; e descaro os autos ao fuiz ao
qu.Recife 28 de abril de 1855.Azevedo, pre-
sidente.Villares, vencido.liaslos.I.eo.Sou-
za.Rabel lo.
E mais se nao conlinha em dito accordao copiado
fielmente dos proprios aillos aos quaes me reporto,
e a presente vai sem rousa que duvida faca, concer-
tada na forma do estilo, e por mim subscripta e as-
signad\ucsla cidade do Recife de Pernambuco aos
28 de abril de 1855.Subscrevi e. assignei em f de
verdade.Manoel Peres CampcUo Jacome da
Gama.
Emolumculos de cerlidoes
123kWO i ,uido .
------------5:2U135 fjMtt ^.^ ,
Cocos com casca
Dtcernu proviivius.
Dizimo do algodo c outros
seeros do Rio Grande do
Norle........... 1218818
Dito dito dito da Para-
biba........... 4:2399791
Dito do assucar, e outros
gneros da dita..... 3i39234
Dito dito do Rio Grande do
tiorle............ 270807(1
Dilo dilodas Alagas. 3:*74#2S6
(i9:70b.3i'J2
5:4619765
75:1689257
Deposiloi saltillos
Ditos existentes .
14369792
7:0229761
abril
s

ccnlo


COMMERCIO.
Mesa do consulado de Pernambuco 30 de
de 1855. O escrivAo,
Jacome Geranio Mara l.nmacki de Mello.
Exportacao..
Babia, hiate nacional Amelia, de 03 toneladas,
condado o teisrinle : !H) barril vinbo, 25 ditos
sebo, 300 dilos pajvora, 27 dilos, 1 pipa c 5 uicias
ditas azoite de carrapalo, (>0 saceos cera de carnauba,
1 barrica qiiarlinhas. 1 caix.lo colxetes, 20 pipas vi-
nagre, 3 ditas. 2 quarlolas c 51 barril azeile d" ma-
mona.
Rio de Janeiro, hrigue nacional iFtrnu, rondu-
zio o segiiinlc: 1,221 voluntes assucar, 252 dilos
cera de carnauba, I dilo rap, 1 dilo doce, 250 dilos
mcl, 21 dilos algodao, 11 dilos banha, 2,008 meios
de vaquetas.
Porto, barca porlugucza nSenhora do Boro Suc-
resso, de 320 loncladas, condu/.io o segninte :
1'(."irascos com 5,859 medidas de niel, 13 caixas e
2,157 saceos com 11,423 arrobas de assucar, 490 di-
os om 1,01)2 alqueircs do fariiiha, 193 dilos com
352 ditos de milho, 25 dilos com 50. dilos do gomma,
8 amarrados com 100 quiriz.
Buenos-Axres por Montevideo, barca hamhiirgiie-
za Orienta, de 336 toneladas, condu/.io o seguiu-
le: 1 barricas liquido, 100 pipas cachaca. 1,800
barricas c 200 harriquinhas com 11,810 arrobas e 3
libras de assucar.
Buenos-Avres por Montevideo, polaca hespanho-
la Viageroii, de 291 toneladas, conduzio o segnin-
te: 959 barricas. 650 l|2 ditas e (170 sarcos com
13.219 arrobas e 27 libras de assucar, 27 pipas com
4,932 medidas de agurdenle.
Lisboa, barca ponusueza (Mara Josu, de 380
toneladas,conduzio o seguinle : 3,66(1 saceos e 13
caixas com 18,892 arrobas de assucar, 96 barrs e 2
ancorelasmel, U pipas .iguardenlc, 1 barrica fariulia
de mandioca, 10 ditas vidrns quebrados, 1 caixao
doce, agurdenle pimenra, .500 cocos, 1 caitas
caf.
Liverpool, barca ingleza Genevieve, de 362 to-
neladas, conduzio o seguinle : 1,103 saceos com
6,079 arrobase 17 libras de assucar, 11 toneladas
ossos, 3 barris cola, 1 caixa fazendas, 200 molhos de
palha. .
Kalmouth, hrigue diiiamarqucz Kiclscng, de 272
toneladas, conduzio o seguinte : 3,300 saceos com
16,500 arrobas de assucar.
dem, escuna oldemburgueza Felia, de 271 to-
neladas, conduzio o seguinle:3,317 saceos com
16,593 arrobas de assucar.
RECBBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlo do dia I a 28. 18:1029146
dem do dia 30........ 6519375
18:7539521
RENDIMEM'O DA RECEBEDIUUA DE REN-
DAS INTERNAS UEKAES DE PERNAMBU-
CO DO ME/. DE ABRIL DE 1855. A SA-
BE It :
Renda dos proprios nacionaos ....
Foros de terrenos c de mariuha .
Siza dos hens de ra/. .......
213.l3is.523
Descarregam hoje |. de maio.
Barra inglezaHskcarvAo.
Barca ingleza/Jnsidciu.
Barra inglezaMeiloramercadoras.
Brigue inglezll'cslmorlanddem.
tingue porluguezLaia //familia,, farelo e h-
lalas.
Polaca sardaXaranzadiversos gneros.
Sumaca hrasilciraHnrlenciacharutos.
Brigue inglezPlantnhacalho.
RE.NDIMEMO |)() MEZ DE ABRIL.
Charnlos bous....... .
' ordinarios.....,
regala o primor ....
Cera de carnauba......... Gji
" em velas...........
Cobre novo mAo d'ohra...... S
Couros de boi salgados.......
expixados......... ii
. verdes...........
de ojira..........
i cabra corlidos.....
Doce de calda...........
goiaba..........
o seceo ............
jalea...............
Estopa nacional.......... a
i> eslrangeira, m.io d'ohra a
Espanadorcs grandes........um
ii pequciins.......a
Kariuha de mandioca.......alqueirc
ii milho......... 0
ii i> aramia........
Feijo...............alqueirc
Pomo boai............ .\
a ordinario.......... i>
ii em folha bem........
w ii ii ordinario......
reslolhn ..".... n
11 "vacua n ha ...........
Gomma..............alq.
Geugihre.............. a
Lenha de achas grandes......ccnlo
o o pequeas.....
ii ii ii loros.......' ii
l'ranchas de ainarello de 2 costados lima
louro.........
Coslado de amarellodc35a 10p. de
c. e 2 '; a 3 de 1..... ii
ii de dilo usuaes....... .
Cosladibho de dilo ....'....
Soalho de dito............i
Ferro de dito........... a
Costado de louro.........
Cosladinho de dilo........
Soalho de dilo........... n
Forro de dilo...........
i ii cedro.......... ii
loros de lalajuha.........
\aras de parren.i.........
I aguilhadas........
i' quiris..........
Em obras rodas de sicupira para c.
eixos ii ii ii
Melara...............
65100
59600
38840
19400
- 600
29200
118000
129800
9160
9190
9190
9100
159000
9900
.-200
9160
>oo
9320
19380
19000
29000
1.-000
29240
2-000
19500
79000
79500
39OOO
8-MHHI
S*MK!
38000
IO9OOO
39OOO
I9SOO
294OO
9900
IO9OOO
I69000
7.-000
infraccoes do regula-
e propor-
PRACA DO RECIFE 30 DE ABRIL AS 3
UCRAS DATAIIlili.
Colac,Ces ofliciaes.
iloje nao houvcram cotacocs.
.-.LI'ANI'EGA.
KciolimcMio do dia 1 a 2S^aaJl--.- 2:!:599>V>i-|-UfiaJl^aiidicioual das corpurayics
dem do dia :M1........ 8:53ij989 ._do mSo mora.
Dircilos novos e vclhos e de Chan-
cellara............. .
Dizima da lila........-, .
Multas por
ment........
Sello do papel lixo
cional.........
Premio dos depsitos*pblicos. .
Emolumenlnsdas reparlicoes de fa-
zenda..............v
Imposto sobre lojas e casas de ilcs-
contos ..............
Dilo sobre casas de movis, roupas
ele, fabricados cm paiz eslrau-
geiro................
Dito sobre barcos do interior. .
Dilo de 8 por cenlo dos premios das
loteras ..............
Taxi de esclavos..........
Rcceila eventual...........
Divida activa............
309250
599239
3:7659818
quintal
iluza
par
parlico, 1 cana-Iras da marra V. 11. I a 14, con-
sendn rada urna 250 ceblas boas, viudas do Porln,
pelo navio San Manoel, no correlo mez c abando-
nadas por Vicente F'erreira da Costa ao pagamento
dos ilireilo-, sendo a arremalaro livre de direilos
ao arremalante.
Alfandega da Pernambuco 30 de abril de 1835.
O inspector, Bento Jos Femandes Parro-:..
O lllm. Sr. 1. escripluraro servimlo de ins-
pector da thesouraria provincial, cm cumprimcnlo
da rcsiilurao da junta da fazenda, manda fazer pu-
blico que a obra do 8. Unjo da estrada da Escada,
vai a prar.t no da 1." de maio prximo vin-
douro.
E para constar se mandou aflixar u prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsonraria provincial do Pernam-
buco 28 de abril de 1855.U secretario, ,/. /'. U'.tn-
nuiuiario
(Mllm.Sr. 1"cscrip(urario servindode inspector
iffl thesouraria provincial, em cumprimento da rc-
s.ilur.ni da junta de fazenda, manda fazer publico,
que no dia 10 de maio prximo vindouro, vai no-
vamenlc praca os concerlos de que precisa o acude
da villa do l.imoeiro.
E para constar so mandou allixar o prsenle c pu-
blica! pelo Diario
Secrelaria da thesouraria provincial de Pornam-
beco 28 de abril de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciafa .
DECLARACOE3.
far.i leillo, por inlervenro do agente Ovcira, da
mobilia da casa de sua residencia, consistindo em
mesas, sufs, cadeiras e uijis adornos de salas de vi-
sitas, commodas, marque/as,, ululo espelho Eraode,
oulr.is menores rom toucadores, leilos, cam.ips, es-
leirs, crystaes, loura ile mesa, apparelhos para rha,
livros, c multiplicados outros orligos olis e de bnm
goslo, um bom piano, proprio para quem principia
a aprender este instrumento : quinla-feira, 3 de
maio prximo, as 10 horas da mauhAa, na ra da
Aurora 11. 18, lerceiro andar.
AVISOS DIVERSOS
Milho..............
Pedia de amolar........
11 11 filtrar.........
11 rcholns........
Ponas de bol..........
Piassava.............
Sola 011 vaqueta.........
Sebo em rama..........
PellesVe carneiro........
Salsa pariilba .'......
Tapioca.............
I nhas de boi..........
Salan..............
Esleirs de perncri ..'.....
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro.
259000
IO9OOO
99000
69500
-OIKJ
69000
59200
39200
292OO
39000
1-280
19600
19920
19280
14J000
209000
9220
19600
9640
69000
9800
19000
1320
29100
5(6200
9200
17-sOOO
39200
-210
3120
9169
3O90O0
milheiro 5-000
caada
alqueirc
urna
rento
motlio
meio
i
urna
ce uto
urna
MOVIMENTO DO PORTO.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Visla se
faz publico, que fura iccolhida cadeia por andar
fgida, 1 parda Mara, que diz ser csrrava de Fran-
cisco Joaquim da .Silva, morador un lugar do Bom
Surcesso. junio ao l.imoeiro, a qual declaren na
mesma subdelegara, qne havia fgido para esta ci-
dade a procura de quem .1 comprase : seu senhor
eompareca pcraule a mesma subdelegara. Subde-
legara da freguezia da Boa-Visla 26 de abril de
1855.O subdelegado supplenlc em exerctro,
A. Ferreira Martin* Hilu'ro.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco lettras sobre o Rio de Janeiro. Banco d
Pernambuco "de abril de 1855.O se-
cretario da direccSo, Joiio Ignacio de
Medeiroi Bego.
Faz-sl publico que fora deposilado tiesta sub-
delegada por Joan Cardoeu Brrelo, um allinelc de
ouro que lora encontrado na ra por um menor :
quem for sen legitime dono eompareca, que provan-
do, se Ihe cnlregar. Subdelegada de Sanio Anto-
nio :t0 de abril de 1855.Coila Dourado.
P-UBLICAG0 RELIGIOSA.
Sahio a lux o novo me/, de Maria, adop-
tado pelos reverendissimos padres capn-
cliinlios de Pf. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senliora
da Conceicao, e da noticia histrica da
medalha milagrosa e de N. S. do Bom
Consellio : vende-se nicamente na hvra-
ria n. li e 8 da ^aca da Independencia,
a l.sDOO.
SECRETARIO DE CARTAS.
\ ende-sc o secretario de carias familiares sobre
os principes assumplos da vida a I9 rs. : na livra-
ria 11. 6 e 8 da praca da Independencia.
LOTERA DE N. S. DA CON-
CEIC4 DA VILLA DO
BONITO.
HQ.IE, terca-feira lu
de maio, he o indubita-
vel aiiiaiiicnto da referida
lotera, as 10 horas da
manhaa, jio consistorio da
igreja da Conccifao dos
militares: os meiis bilhe-
tes e cautelas s esto a
venda ateas 10 horas da
Precisa-se alogar um negro escravo, para o
servico de om sitio : na ra da Crol u. 40.
lotera do rio de ANEIBO.
As rudas da loteraprimeira do iln.-a-
tro de S. Pedro de Alcntara, ficavam a
andar a -21 ou 25 do presente, anda'
e\isle um pequeo numero de billietes a
venda nos higa re ja' sab doi; as listas
viraopelo va por GUANA HA 5 A. que parte
do Bo de Janeiro a 25 de correnle: os
premios serao pagos logo que se fizer a
.distribuirlo das listas.
Pedc-se ao Sr. J. J. (",. I', que lenha a honda-
de de ir buscar a roapa quedeu para engommar. no
aterro da lloa-Vista, do contrario vende-se para pa-
gamento do engommado.
Companhia Pernambucana.
Os Srs. que ainda nao salisfizerum, ape/.ar dos an-
nuncios em lempo competente publicados, a quarla
preslacSo de 10 por cento, so convidados a p8ssa-ia
ato o dia :K) do correnle mer. ccr.os de que se assim
nao fizetem perdern na furnia dos estatutos o direi-
lo de accionistas da companhia, a cojo beneficio fi-
carlo pertencendo a< suas referidas acedes. O eu-
rarregadodos rccebimcnlos he o Sr. Coulon, ra da
(.rus n. 26.
AVISOS MARTIMOS.
\() CSSflLTOwT,a,Bl
j( DO DR. CASANOVA.
ft RLA DAS CH17.ES N. 28,
irk vendem-sc carleira de homcopalhia de lo-
^- dos os lamanhos, por precos inoitoem coala.
g Elementos de luuncopatliia, 4 vols. 6000
g Tinturas a esrolbcr, cada vidro. ljjO<)0
Tubos avu'lsos a escolher a 500 e 300 i
5 Consullas gratis para os pobres.
KOB LAKFECTUR.
nico aulorisado por decisiio do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaesrecommendam o Arrobe
de l.affecteur. romo sendo o nico aulorisado pelo
governo. e pola real sociedade de medicina. Este
medicamento d'um goslo asradavel, e faril a lomar
em secreto, osla em u-o na inaiinha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente cm pouco lempo,
oom punca despeza, sem mercurio, as afleccOes da
pello, impigens, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convcni aos ca-
larrbos, a bexiga, as coulracciies, e a fraque/a dos
orgio-, procedida do abuso das njecces ou de son-
das. Como auli-svplnlitico, o arrobe cura cm pouco
manhaa; a el les que esto
t' rOSt/ l Pllltplti ,em|io os lluvos rcenles ou rebeldes, que vlvem
i.U csiaj. \J> tdUlC.tSld, incessanles em consequenca do emprego da copai-
SiflIllKlitltUX lio lttiilHi Pfi'- Da' lla cnbeba. ou das injeccoes que represeulcm o
isauhuuno m, equino x- ti vjriIS selll cillr,lisa.,0. () arrobe g^ he
Kcmlmeiitii total desle mez
Bcsliluccs.........
9*3:1349523
, 192*303
li-
212:912-218
/mporaco.
Dircilos de consumo. '......
Dilos de I por cenlo de reexportante
para os porlos cslransciros. : .
Ditos dito para os portos do imperio. .
E\|iedicnlc de .) por cenlo dos gneros
cstrangeiros despachados com caria
de guia................
Dilo de l|2 ]ir r. dos gneros do paiz.
Dilo de I \yl por c. dos gneros livres.
Arnia/cnagein das ineiradorias.....
Dita da plvora.'............
Premio de l|2 por cento dos antiguados
Mullas calculadas nos despachos. .
Dilas diversas..............
Interior.
Sello li\..................
Pairles dos despartanles gerac-. .
Ehioluiucutos de cerlidoes.......
237:67519
304*286
85000
:I72>%:|
390*917
359887
1:3309386
1373050
2:5069356
289392
159367
359520
259000
269920
219600
3$339226
603331
12-2.11
3:8573 69951
1339640
1:6969370
408000
4?800
I.-28O90O0
I82|000
189000
1:62K-76I
I8:733-J-J2I
lis. 242:9429218
Na* seguinte* especies.
Dinhero .... 115:1479183
Asignados l7:82-7 !,
Deposito*.
Em bal.meo no ullimu de
marjo......... 15:8063910
Entrados no correnle mez 1:4089192
Sabidos. .
Existentes
17:3059102
2:7949457
K.s. 14:5109645
.nvs'seguinte* especies.
Dinhciio..... 1:2289430
Letras......13:2829215
('ontriln/irao de caridade.
Kendimenlo ueste mez......... 407937i
Alfandega de l'eruamhucu 1)0 de abril do ISVi.
v O esrrivao,
Faustino Jo'c-ilus Simios.
Imporlacao .
Sumaca lloilcncia, viuda da Babia, consignada a
Domingos Alvcs Mallieu-, manifcslou o seguinte :
26 barricas abatidas, 18 pipas vinho, .'I pacntes e
12 caixas charutos, 1,516 caixinhas ditos, 115 fardos
fumo, 215 sancos caf, 1 b cela imagens, 21 saceos
fio de algodao,:ii Fardos tecidosdealgodo, 2caixoles
assucar ; a ordeni.
I caixa figuras de alabastro ; a Viova Amorm
& Filbo.
1 dita cola, I dita fio de linbo, I dila papel, 5 di-
las rape ; a Domingos Alves Malheus.
1 caita camisas ; a A. I.. de Oliveira Aze-
vedo.
1 dita rends; a Josc Alves da Silva Cuima-
raes.
2 volumes assucar; a Agoslinho Ermelindo de
Lalo.
1 barrica e 1 caixa objerlos de barro; a ('.aplano X.
Pereira de Brlo.
CONSULADO OEKA1..
Kendimenlo do dia 1 a 28. ... 69:5819370
dem do dia" 30........ 125-122
Recchedoria de Pernambuco 30 de abril de 1855
O escrivao,
Manoel Antonio Simiies do Amoral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo do .lia I a*. 54:0489749
dem do da 30........ 4779368
54:5269117
KENDIMEVI'O DA MKSA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE ABRIL DE 183...
Dircilos de 3 por cenlo do assncar c\-,
portado............' 32:83-\S7X
Dilo de 5 por ccnlo dos mais gneros. 8:4089405
Capalazia de 320 per sacca de algodjo. 8919520
Derima dos predios urbano-. 5:7979629
Sello de llenuras e legados..... 1:1075107
Meiasiza de escravOs......1:3039620
1009 '- l'T csrravo exportado para
fora da provincia.......1:l00SO0O
Emolumenlos de passaporles de polica 209400
.Novos c velltos dircilos..... 2639927
Imposto de i por ccnlo...... 9309160
Dilo de 3 por cenlo......1:1139940
Dilo de 103 rs. sobre casa de modas. n-im
Malriculas das aulas de instrurcao su-
TO'W........... 509000
Mullas............ 132962
Jnrus.............159029
Rusias........... 2569876
69:7063492
DIVEKSAS PROVINCIAS.
Rendmento do dia 1 a 28. 5:353996
dem do dia 30........ 1078869
51:526311"
Mesa do consulado provincial 30 de abril de
1855. O 2"cscripturario,
l.uiz de Azecedu Souza.
PALTA
dos precos correales ilo assucar, algodao, e mais
gneros do paiz, que se despachan/ na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana rfe.'t
de abril a 5 de maio de 1855.
Navios entrados no dia 29.
Para e portos intermediosII dias c 7 horas, do ul-
timo porlo 12 horas, vapor brasileo S. Salva-
dor, ii rouimandanle o c.ipitao-lenente Vicente
Navarro Cardlo. Pa-isagciros, Francisco Ganda-
no da Costa e Silva. Porfirio Thcophiln A. Ribciro
e 1 criado, Manoel Theopiiilo A. Kibeiro. l-'ran-
_ -cisco Eideles Barroso, '/.eferino Gil l'ires da Mnl_-
la, Mannel Nunes de Mcllu, francisco Coelho da
l'onsera, Antonio Coelho da Fnnscca, Amaro Br-
relo de Albuquerque Maranlia i, Antonio l-'elix de
Monezes, Fredcrico llernc. F'rajicisco Jos di Sil-
va, Eugenio Marques de Amorim. Josc Joaquim
da Silva Maia. Josc Ponciano Comes c 1 criado,
Eustaquio da Costa Maia, Domingos Dias, Thomai,
lr. Cesar de Mello l'adillia. Para o sol, dcscinliar-
gador Dr. Francisco Baltasar daSilvcirac 1 escravo,
Dr. Jos Thomaz dos Sanios c Almeida, sua senlio-
ra, i criadus e ^ eScravos, tencule-coronet Anto-
nio de Souza Mendes c 2 cscravos, Joao Jos de
Carvalbo Kangel, capi(au-(encule Josc Maria Ko-
drigues. JoAo dos Santos Ginlanliede, Dionizio
Pereira de Almeida, menor Joaquina de Souza
Buena, lenlo Jos de Souza Lima, alteres l.uiz
de Oueiroz Coulinbo, 1 desertor do exercilo, 49
rccrulas para o exercilo, 73 escravos a entregar.
I'aial, locando em Lisboai6 dias, do ultimo porto
26, hiate porluguez Voador do Mondego, de 82
loncladas, mostr Antonio de Barros Valentc,
cquipagem 10, carga vinho e mais gneros ; a
Kahello & Filho.
Mclbourn81 dias, barca ingleza Amazon, de 396
toneladas, rapitao Cari, equipagem l, carga l.ia
e mais gneros ; ao capiUlo. Veio refrescar e se-
gu para Lnndre?.
yacas sahidos no mesmo dia.
Kio-de JaneiroBrigue brasiletro ((Firman, capilo
Manoel de Frcilas Victor. carga assucar e mais g-
neros. Passageiros, Jos Muni/. de Almeida, Juao
Raplisla da Encarnacao, Domingos Rodrigues,
Vinrcnso Hiele.
BabiaIliale brasilciro cAmcliau, meslre Manoel
dos Santos Cosa, carga vinbo e mais gneros. Pas-
sageiro, Manuel Corrcia e I escravo a entregar.
MontevideoBirra hamhurgueza ntlrienleii, rapi-
tao C. C. Hansen, carga assucar c mais gneros.
LisboaBarca portngueza Maria Josn, capilaojo-
td Ferreira Lessa, carca assucar c mais gneros.
Passageiros. Antonio Joaquim Panasco e 1 filbo,
Antonio Lopes Braga. Andr Blanco, Josc Benlo
Augusto.
PortoBarca porlugucza Bom Successon, ranilan
Manoel Jos de Azevedo, carga assucar e mais g-
neros.
LondresBarca ingina Thomaz Joseph CHspa,
cun a mesma carga que Irouxe. Suspenden do
lameirao.
Xacos entrados no dia 30.
Terra Nova13 dias, brigue inglez Pirantn, de
229 toneladas, capilo R. Knigbl, equipagem II,
carga 2,823 barricas com hacalho ; a James Cra-
hlree (S Companhia.
dem28 das, brigue inglez James Slewarlii, de
210 toneladas, capitn John Taylor, equipagem
13, carga 2,500 barricas com hacalho ; a Jamos
Crahlree & Companhia.
Da cominissaoBrigue barca de guerra lira.ileiro
llamaraciii, coinmandanlc o primciro-teucnle
PcJro Thom de Castro, Araujo.
Sa:to salado no mesmo dia.
Rio de Janeiro c porlos intermediosVapor brasi-
lciro S. Salvador", commamlaiile o capilao-le-"|
nenie Cantoso. Couduz alguns passageiros dc-la
provincia.
RIO 1IE
JANEIRO.
(I brig e nacional MAKIA I.L/IA, ca-
pitn Manuel Jos Prestcllo, vai seguir com
brcvidade, lem grande parte do sen carro-
gamenlo proniplo : para o resto, passageiros e es-
cravos a fretc. para os quaes offerece as melliores
accommodaccs, Irala-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C, ua ra do Trapiche
u. 16, segundo andar.
Real Companhia ele Paquetes Ingleza i
Vapor.
No dia 1 de
maio espera-se
da Europa um
los vapores da
Real Compa-
nhia, o qual
depois da de-
mora do cosa-
me seguir pa-
. ra o sul: para
passageiros. etc., trala-sc com os agentes Adam
son llowie & C, na ra do Trapiche Novo n. 42.
AO MARANHAO PELO CEARA'.
A escuna nacional Flora, capillo Joaqnim Joa
Alvcs das Nevos, segu com hrovidade ; para o res-
to do seu carrcgamenlo, trala-sc com os consignata-
rios Antonio de Almeida (lomes & Companhia, na
ra do Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
Para o Acaracu' c Granja sabe com loda a bre-
vidnde a escuna S. Joscn ; para o rcslo da carga e
passageiros, Irala-se na roa ilo ruin u. 1(i. c na
praca do comiiiercio com Manoel Jos de,S Araujo.
Para o Aracalv segu com brevidade o mate
Correo do Norle : recebe carga o passageiros : tra-
la-sc com CaeUuo Cyriaeo da C. M., ao lado do Cor-
pa Sanio n. 23.
PARA O PORTO.
O patacho porluguez Especulador derer partir
dentro de 20 dias por ler dous lerdos da rna carga
prompta : quem (io mesmo quizer rarrezar poder
enlender-se com os consignatarios Bailar v\ Olivei-
ra, na ra da Cadeia do Recife, cscriplorio n. 12.
Companhia Brasileira de i'atiuetes de
Vapor.
O va-
por 7o-
cantins ,
comman-
danlc o
c a p i (i o
de fraga-
ta Ger-
vasio M.,
cliegar.i dos porlos do norle a (i de maio, e se-
guir para os do sul uo dia seguinle ao da sua in-
Irada : agencia na ra do Trapiche n. 10 segundo
andar.
Paaugem. Cmara.
Para o Rio de Janeiro.. II)O|0OO
Rabia. MaJOOO
_ Maccio. iOOO
t'.oncedem-se aos passageiros de re, 25 palmos c-
bicos para hagagem, c bavendo excesso o pagarAo a
razo de 300 rs. por palmo.
Convcz.
2>5000
109000
1?0O
Assucar emeaivas hranro l. qualidadc
ii 2.a ii
ii mase. ......
bar. csac. hranro.......
ii ii maseavario.....
ii refinado. i.......
Algodao em pluma de I.1 qualidadc
B
11 11 2.
11 11 n ii 3.
i) em caroco. . .
'.spirito de agurdente
Agurdenle cachara . . .
I
caada
54619765
RENDMENTO DA MESA DO CONSULADO DE
PERNAMBUCO EM O MEZ DE ABRIL DE
1855.
Consulado de 5 por cenlo. 64:492933'i
Ancora geni.
Direilos de 15 por cento
das embarcares estran-
geir.is que passim a na
cionaes..........
Direilos de 5 por cenlo na
compra e venda das em-
liarcacoev.........
Evpedicnle da cipataziu.
Sello lixo e proporcional.
3:1019400
85230
8.5.300
7005960
1:3029463
64:4929357
rcslilada
Genebra
ii
Licor .
n .
..........i botija
............. caada
............. garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueirc
em casca...........
Azeite de mamona.....
n mendobim e de coco
de peine.......
Cacan.............
Aves araras .......
papagaios ....."..
Bolachas............
Biscoitos............
Cafe hom............
rastolho..........
f im casia.........
caada


orna
ii m
a
-
9
9
29500
19850
39200
59600
59900
49809
ISiOO
9500
?S!8(I
>so
8500
&480
9M0
480
9240
39600
19600
9560
1410
IfgOi
53000
109000
35000
59120
79696
49500
:1900o
39500
EDITAES.
(I lllm. Sr. I." escriplurario. servimlo de ins-
pector da thesouraria provincial, em cumprimenlo
da resalarlo da janla da fazenda manda fazer pu-
blico, que os reparos urgentes precisos no acude de
Cmara, vao novamcnle praca no dia 16 de maio
prximo vindouro.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesonraria provincial de Pernam-
buco ji de abril do 1865.Osecretario,
Antonio Ferreira da Annuntiaro.
Perante a cmara muuicipal desta cidade es-
tir em praca nos dias 23 e 30 do correnle, c 1. de
maio prximo fuluro, a obra do melhorameiito da
estrada dos Poc,os, na" freguezia dos Afosados, orea-
da rm 8599320, e a do aterramenlo, j arruinado,
do alagado em parte da ra da Concordia da Pal-
ma dcsla cidade, oreada em 3290O0. O* pretenden-
tes podein comparecer na casa da mesma cmara
para consultaren! os respectivos orcamentos e rondi-
c,0es nelles escripias. Paco da cmara municipal do
Recife em sesslo de 25 de abril de 1855.farao de
Capibaribe, presidenteNo impedimento de secre-
tario, o oflicial mainr,
Manoel ferreira Accioly.
Pela nspecrao da alfandega se faz publico,
que no dia 2 de maio se ha de arrematar em hasta
publica, depois do meio dia, porta da mesma re-
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu at
o fitn da presente semana, apenas recebe
escravos a (rete, para o que trata-se cora
Machado & Pinheiro, no largo da Assem-
blea ii. 12.
Para o Aracaly, sabe o hiate iDavidosoi. j
lem alguma caiga ; paraoreslo, Irate-sc com Joa-
quim Jos .Martins, ou na ra do Vigario n. II.
Para Lisboa com brevidade, por Icr parlo da
carga prompta, o brig.ie portugur/. l/iu It. de que
he capitn Caetann da Costa Martins. para o resto o
passjgeiros Irala-se rom os seus cousiguatarios Fran-
cisco Severino Rabello (5c l'illio.
LEILOES.
Jobnslon Paler A-Companhia farao leil.to, por
iiilervcor.il do agenta Oliveira, em p"resenca do Sr.
cnsul de S. M. B.. cporronlae risco de quem per-
Icncpr, dos salvados do brigue iislez'Plala, capi-
IAo David Rowl.md, naufragado iro Rio (randa do
Norle, na sua ultima viagem daquelle parle para
(iibrallar ; quarla-fcira, 2 do prximo mez de maio.
as 10 horas da manha, no armazem de J. A. de
Araojo, caes de Apollo.
!'. Souvase & Companhia farao leilo, por in-
leivenrSo do agente Oliveira. do mais bello sorli-
menlo de fa/en las francezas de algodilo, 13, linbo
e de seda, lodas proprias desle mercado : terca-fera,
I. de maio. as 10 lloras da manhaa, no sen armazem,
ra da Cruz do Recife.
LEILA'O DE FEIJA'O.
N'ovaes & C. farao leilao, por conta de.
quem perteneer, de 20 saccas com f'eijao
mttlatinlio: quarta-feira 2 de maio, de-
fronte da porta da alfandega ao meior
dia ; os lotes serao leitos a vontade dos
corripradores, e nao llavera' limites.
t) agente Berja, sexla-
feira 1 de maio. Cara
leilflo em seu armazem
na ra do Collegio n.
15, de tim completo
sorlimenlu de obras de
in-rciiieii ia novas e usa-
das, um ptimo cabrio-
lel novo, e ootraa mui-
losobjeclos de dilTerrn-
Ips qualidades. os quaes se acharlto palcnles no mes-
mo armazem no dia do leilao, e se enlregaro em
recusa de qualquer prero offerecido.
O agenle Borja de ordem do lllm. Sr. Dr.
juiz municipalsupplente da segunda vara do com-
nereto, Rufino Augusto de Almeida n reqtferimento
d curador 'fiscal da massa fallida de Jos Rodri-
gues da Silva Rocha far leilo da armaco, ferra-
eens, mudczas etc. existentes na loja do mesmo
fallido, sila na ra do Queimado n. 30, quarla feira
2 de maio as 10 horas em ponto.
Mr. Casque!, ehanceller do consulado de Fran-
ca nesta cidade, estando a relirar-se para a Europa,
especialmente recommendado contra as doencas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao iodurelo de
polassio. I.i-linnnc. V'n.de-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo,piara de D. Pe-
dro n. SS, onde acaba de cbegar urna grande porrjo
de garrafas grandesc pequeas viudas directamente
de Pars, de rasa do dilo Bovviau-I.allecleur 12, ru
Bicheo a Pars. Os formularios dao-sc gratis cm
casa do agente Silva na praca de I). Pedro, n. 82.
Porlo. Joaquim Araojo ; Babia, Linfa f Ir nulos ;
Pernambuco. Soom; Rio de Janeiro, Rodia rX Fi-
lli.s ; el Moreira, loja de drogi.s ; Villa Nova. Jodo
Pereira de Msales Leile; Rio Craude, Eran de
Paulo Couto ,\; i:.<
HEGHANIS10 PARA EBfiE-
NHO.
NA FUNMCAO DE FEKRO DO ENfi
. MIEIH DAVID W. BOWN1AX. ,>A
RA DO BRM, UASSANO O HA-
FAKIZ,

ha sempre um grande sorlimenlo dos segninles ob-.
joclos de mechanismos proprios para enjillios, a sa-
ber : moendas e meias moeudas da mais moderna
conslrucco ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidadc f de lodrsos lmannos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
coes ; crivos c boceas de foriudhae registros de bo-
ciro. aguilbOes, lirouzes, panfusos e cavilhoes, moi-
nho de mandioca, ele, lc.
NA MESMA ITNDIC.VO.
se execulam lodas as cncontmendas com a superio-
ndade j contienda, c com a devida prcsleza e com-
modidade em preco.
i HOlffiOPATHA.
W FEBRB AMARELLA.
j/) Alguns casos de FEllRE AMARELLA
g. se lem ullimameate manifestado nesla ei-
*r> dade. O Iralaniento honuropalhico bem
iij) dirigido lem mosliado sua superioridade
j anliga modicina. Os doenles. pois,' qne
w a bomicopalbin quizerem recorrer, pod,1-
&) lo-hio fazer, sendo soccorridos de preferen-
-. cia iiquclles que nenlicm remedio hajain
{pf tomado.
i* Consultorio central oma'opathico, roa'
y de S. Francisco mundo novo) n. 68A.
Dr. Sabino Olegario Ludgcro Pinito.
B
reir.
Desappareeeii do engenho Agua Claras, no
dia 5 de abril prximo pasado, um mnleque por
uome Benedicto, crinlo, deidado 18 aiinos. baixn,
c alguma cou-a chelo docorpo. a phisonomia indi-
ca mais idade do que o tamanbo, filia bailo, e nes-
sa occasiao quasi sempre acea rom as inaos e rabe-
ra, levou camisa eceruula de algodo'zinho. foi es-
cravo di Sra. I). Imlielina. viova do fallecido Ro-
ma : quem o pegar pode enlrega-lo nesta praca na
roa do l.ivramento n. 20, cm casa de Corrcia & lr-
mo ou no mesmo cugenho, que ser bem grati-
ficado.
I'ma pessoa nacional e solleira. c que afianca
sua conducta, oflerecc-sc para caixeiro ou adminis-
trar algum engenho. silio ou oulro qualquer esta-
beleciniento, ludu fura da pra;a em qualquer mal-
te, uoembarga o lougilude : ijuem quizer annuncic
para e procurar.
Joo Machado de Souza Pimcnlel vai ao Cear.i
com negocio.
Madama Dcmesse retirase, para Europa, le-
vando cm sua companhia sua filha incflor.
J)omingos Dias rclira-se para Portugal.
Domingo a tarde .20 de abril) no hairro de
Sanio Antonio, achou-se um alfinelc de peilo, de
senliora. quem for sen dono qucir.i apparecer na
casa n. 15 na ra da Cruz, que dando os signaos
exactos ser-lhe-hn entregue.
Roga-aa com a maior instancia a lodas as pes-
soa, (ue nesta provincia tiverem nolirias de Balta-
sar de Oliveira Santos, natural da freguezia de S.
Vrente de Pcrcir, taimo da villa da Feira e Bispa-
do do Porto, o obsequio de o parliciparem nesta ci-
dade, pela imprensa ou por qualquer oulro meio, a
Manoel Joaquim Ramos e Silva, enran'egado pelos
prenles domesmo dcslas in.lagaces. O dito Balta-
sar eiuharcou liaverc quarcula e tanto* anuos na cir
dade no Porto rninde-iinu ao Maranho, em compa-
nhia de mais dous irmos. Passado pouco tcrnpo sa-
bio daquclla cidade para I.islioi, o, segundo asseve-
rou depois o capilo do navio que o conduzio, (pois
que elle nunca mais (leu noticias suas), seguio Mili
para a Inglaterra, donde naturalmente lornou a
paasar ao Brasil, pois ha uU'uiiamcnlc nolicia de ler
erre, falleeido ueste imperio, ignorando-sc com ludo
o local onde Uvera lagar o fallec'unento. Devcria
ler boje de 66 a 70 anuos de idade, e era filho de
Baltasar de Oliveira e de lliereza Rodrigues, suamu-
liier, ambos fallecidos.
-v Alaga-W o sobrado da ra da Guia R.99, se-
gundo andar, por proco de lO-^OOO incnsaes : qoem
quizer, dirija-se ra Direila u. 88, segnndo andar.
Domingos Josc Teixeira Baslos relira-se para
Cora do imperio.
O juiz de direilo da segunda vara do crime
mudou a sua residencia para a ra Direila, sobrado
da esquina do becco da Penha.
OlTerecc-sc nina pessoa que lem as condiees
necessenas para administrar um engenho ou sitio,
pois j o tem sido, o qual d fiador de sua couducta ;
quem'precisar annuiicie puf esla folha.
- Precisa-se de urna arn para o serviro interno
de una casa : na na da Mnoda D. 2.
O ahaixo assignado. com loja de cirguciro no
pateo da matriz de Sanio Anlouio, faz scicule a
quem possa interessar, que leudo de se retirar pai.i
F.tnopa no priinciro vapor, nflo deve a mais insigni-
ficante quantia nesta praca../. P, de Araujo I.r: Prccisa-se de urna ama forra, que saiba rozi-
nbar e eugummar, para casa de punca familia : na
ra das Cruzcs n. 28, priinciro andar.
O terreno silo em Foca de Perlas, perlencenlc
ao Sr. Joaqoim Ignacio de Carvalbo Mondones, se '
acha penhorado por execucao que move .Manoel Lo- \n, ,_ ,,i
pes da Silva contra o mesmo s.nhor,- pelojuiro da Iieste n/,w "? ?,V'01,m"P"uo- ,aPP"e,u
__.....i_-____ ___:.,_ o-...........--..:._...: "este/zumo um annuiicio publicado peja Sra. D.
s
m
GHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito conliuia a ser na botica Je Bar-
lliolomeu Francisco de Souza, na ra larga do Rosa-
rio n. :t(; garrafas grandes 5-J500 c pequeas3?)000.
IMPRTAME PARA 0 PUBLICO.
Para cura de plilisica em lodos os seus dflerenles
gr;.os, quer motivada or conslipacoes, tosse, aslh-
ma. pleuriz. escarns de saugue, ddr de costados e
pcilo, palpitacu no corajo, coqueluche, bronrbile
dr lina garganta, lodas as moleslias dos orgaos pul-
monares.
TRATAMEKTO DA MOHPHEA-
e para evitar duvi-
segunda vara, escrivao Sanios
das faz o presente a'imuncio.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
c externo de urna casa de poura familia : na praca
daBoa-TMa, sobrada n. :l(), priinciro andar.
A 'nherna da ra Nova n. 50, acha-se sorlida
com bous generes c por precos commodas por serem |
comprados a dinhero, tem excellpnles vir.hos engar-
rafalos niuilo velhos, do'Porto e llordeaux, licores
linos franeczes, muscalel, presuntos, cbouricas c ou-
tros imillas cousas ele. ele. ; as-no como vende-sca
mesma taberna rom ama parta a vista e o mais a pra-
zos, leudo a ra-a bstanles rnimuodusali; para fami-
lia, c he situada em esquina : roga-se as pessoas que
na mesilla devem desde o lempo que perlencia a Ma-
Ibiai Joaquim di Maia, bajan de vir ou mandar
pagar, do contrario lenlo de ver seus mimes pelo
jornaes, pois o snecessor lem escolado muilos meios
decenios alim de nao cbegar ao que avisa.
O cautclista Vicente Tihurcio Conidio Ferrei-
ra previne ao rcspeilavel publico, que leudo desap-
parerido o bilhele n. 2Llquc eslava desmanchado
cm vigsimos, e nfto podeudo encontrar as lojas em
que vcodo os seus hilheles e cautelas mais que 17
vigsimos exlraliidos do mesmo bilhele, por isso pe-
de a quem livor adiado dilo bilhele n. 21:1. o baja de
restituir, pois elle n.oi paga premio nenhuin quo por
sorlc Ihe sahir ; assim como quem liver comprado os
tres vigsimos do mesmo numero baja de os entre-
gar e receber a importancia delles que lie 1)20 por
cada um.
Altenrao.
Os meios hilheles ns. 2383, 2170 c 626 da lotera
de N. S. da Conceicao do Bonilo, que corre boje"
perlencem a N. S. do Pilar de Pora de Portas, o que
se faz publico para sciencia das pessnas que a-signa-
ra n para esle lini.
NY.s ahaixo assiguadas, irmaas que lomos da
rmavidaite de S. Jos da Agona, erecta no convenio
do Carino, declaramos que deixamns de ser imillas de
boje em dianle por motivos justo* a que isso nos
ohriga, c por nosso fallecimen(o cedemos lodas as
honras c sufragios que por direilo nos competa,
devolvendo nesta dala noasai patentes a entregar
a mesma irmandade. Recife30|de abril de 1855.
Anua Joaquina l.ins Uamlerleij, Francetina Ac-
cioli l.ins, Felismina Accioti Lins Jarrada:.
Aliiga-se o terceiro andar da casa n. 53 da ra
da Cadpia do Kecife : a tratar nu primeiro andar.
Prerisa-te de nina ama para roznhar, ensalmar
e algum engommado, em casa de bomem viuvo de
poura familia, que lem escravos ; porcm uo se
quer ama com lillms, primos e compadres : na ra
Nova n. 5, segundo andar.
Minia.
Acham-se a venda hilheles e raulelas da prsenle
lotera do Bonita, pelecaalelMi \ cente llbaircia
Cernelio Ferreira, na ra Nova, loja n. I, qoe faz
quina para a ra das Trinrluiras. A elles, amigos
dos 5:000jO00, que a iiumcrai;o he de palpite.
Aloga-se com vanlascm urna prela lid, dili-
gente, e que saiba vendar pelas ras qualquer gene-
ro de comidas que se Ihe confiar : quem a liver an-
nunne. nu digja-sc a rna Augusta n. 12.
O Sr. estudante P. L. M. P. lenha a bindadc
de apparecer por estes tres dias na ra do Queimado,
loja que mo ignora.
francisca Xavier, aconsejando as pessoas que.pa-
decem dcalferrols de pclle ;morphi) a recorrer ao
Dr. Casanova, que he quem as poda salvar, como a
havia salvado.
lie verdade que no dia 3 de novembro do anno
p. p... fomos chamados para visilar e tratar a Sra.
I). Francisca, que nos drrlarou padecer desta lerri-
vel docnc.a ha mais de i anuos, e qoe Iratando-se
pelo svslema allopalhico. resultado algum (inha ob-
(ido. Nos a examinamos e conberemos realmente
que se ochava allVclada de clepbauliasesdos Gregos,
(geralmenle chamada lepra ou morphea, e ja no lar-
ceiro ai:io, tanto que a desengaamos e acnnselha-
mos .a nao entrar em Iratamenlo liento o triste
estad-i em que se acbava. Mo obstante nosta fran-
ca declaraco, a Sra. I). Francisca inslou para que
a IralaSscmos, visto estar resehida a corsr-se ho-
meopalliicamenlc. Com ell'eito, accedendo as suas
rogativas, no mesiio dia empregamos o medicamen-
to, ecom mais algumns dines conliecemos grandes
melliuras, lodavia uo ^i cuusideramus carada ? po-
rcm muito melhorada de seu eslado primrivo.
Em nossa clnica descubrimos um medicamento,
com o qual temos lirado bons resallados lias aflec-
rticsdc pelle, partirularmenle na de morphea quan-
do se acha no \." e 2. grao, e sendo a dooma anli-
ga ou licrcditiira lcam os doenles mais aliviados
dos seus padec mentos.
Porlaiilo, declaramos ao respeltavcl publico, qoe
no pretendemos rom este auminrio inculcar-nos
de curar radicalmente a morpbca, porque islo im-
portara o mesmo, que termos dcscuberto a pedra
pbilosophal.
As pessoas qoe desejam (ratar-se desla ettermida-
demorpheaeoulras aUccces, podem i correr ao
consultorio da ra das Cruzcs n. 28.
Dr. I. B. Catanoca.
G. STARR&C.
respeilosamculeannuiiciam que no seu extenso es-
labclecmenlo em Santo Amaro,conliuuam a fabricar
com a maior perfeir;lo promptido. loda a quaida-,
de de machinismo para o uso da aciicullnra, na-
vegado e manufactura; e qoe para mmor ejmroodo
de seu. numerosos fceguezes e do publico em geral,
leem alierto em um dos grandes armazem do Sr.
Mosquita na roa do Brum, alnz do arsenal de ma-
rinli
DEPOSITO DE MACHINAS
consti uid.is no dilo seu eslabelecimeulo.
All adiarlo os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de canna, com lodos os rcelhora-
mcnlos algans delles novos c originae?' de que a
experiencia de maitos ancos lem mostrado t necefc-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta prselo,
le todo lamanbo, lano batidas como fundi-
das, carros de mo e ditos para conduzir formas de
.usurar, niarhiuas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferro balido para farinha, atados de
ferro da mais apprm ., a cousiiiicco, fundos para
alambiques, envos e parlas para forualhas. urna
inflndade de obras de ferro, que seria enfadunho
enumerar. No mesmo deposito eiiste urna pessoa
inlelligenle e habilitada para receber lodas as en-
commendas, etc., etc., que os anuunciantes contan-
do com a capacidade da anas olUcnaso machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se compromcllem a fazer
cicclar, com a maior presteza, perfeico, exacta
conformidade com os modelos ou dcseuhos.e inslruc-
Ce que Ibes forem foineridas.
Precisa-se comprar urna rasa terrea que seja
ni fregnezia de Sanio Anlonio-ou Boa-Visla : quem
a liver, dirija-sc inspecco do afgodo, a fallar
com o marcador da mesma.
UHTimnn


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ttO mUA NOVA 1 AJDJLR 50.
U l)r. I'. A. Lobo Mosozo d consultas homeopathicas lodo os das aos pobres, desde l> horas da
luanhaa alcomeio dia, o cm casos extraordinarios a qualquer hora dodia ou noile.
Oflerece-se Igualmente para pralicar qualquer operario de cirurgia, e acudir proinptanicnlc a qual-
qner mullier que csteja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permittain pagar ao medico.
NO C0UT0K1U D IR. P. A. LOBO 0Z0.
50 RA NOVA SO
VNDESE O SEGUINTE:
M.mual cmplelo de meddiciua homeopathica do Dr. (1. H. Jahr, Iraduzido em por
lugnei pele Dr. Moscozo, quatro vnlumes encadernados cni duus e acoinpaiihado de
un diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc.. ele. ..... -JI); Esta obra, a mais importante de todas nsquetratam doeslud e pralica dabomeopalliia, por sera nica
que conleo a base fundamental d'esla doutrinaA PATHOliENESIA 01' EFFF.ITOS DOSMEDICA-
I1KN rOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAIDEconhcciiiu-nlos que nao podem dispensar as pes-
soas qoc sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a lodos us mediros que quizerem
ei|ierimenlar a doulrina-de llahnemann, e por si mesmos se convenceren! da versado d'ella : a lodos os
faiendciros e senbores de engenlio que estao longe dos recursos dos mdicos: a todos os capilaes de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obliga-
do a prestar in conlinenti os primeiros soccorros em suas eufermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou iraducrao da medicina domeslica do Dr. Hering,
obra lambem ulil as pessoas que se dedican) ao.esludo da lionieopalhia, um vel-
me grande, acompaubado do diccionario dos termos de medicina...... I0000
O diccionario dos termo de medicina, cirurgia, anatomia, etc., etc., encardenado. llstMX)
Sem verdadeiros e hem preparados medicamento* nao se pode dar um pauso seguro u?. pralica da
liomeopalhia, e o proprietario desle eslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uiiicuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a. 13 tubos grandes..................... S.-MMHI
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 100, 125 e 1 jJJOOO rs.
Dilas 56 ditos a.................. Oj'OOO
Ditas *48 ditos- a............... 250000
82" 5? ta a................. 3^
... '*llas ** <"" a ................ (id-MKKI
tubos avulsus.......................... IsOOO
Frascos de roeia onca de tiuclura..................\ SMK)
Ditos de verdadeira lindura a rnica............... 3- Na mesma casa lia sempre i venda grande numero de tubos de crjsla de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer cncommenda de medicamentosconi toda a brevida-
de e por precos muito commodos.
Participa-te aos Sn>. inestres pedrei-
ro. candores e mais pessoas particula-
res, lia un deposito da bem conhecida cal
branca de Jaguaribe, e epte se vende
muito em cotila, tanto em retallio copio
em pprres.
Casa de consignarlo de escravos, na rua
dos Quarteis n. 2-
Compram-se e receben)-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissito, lauto para a
provincia como para fura della, oflercrendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os dilos escravos.
Madame Thcar.l, tendo de fazer urna viugem a
Europa, avisa ans sen* llovedores devirem saldar suas
contas na loja da rua Nova.n. 32, para Me evitar de
proceder contra elles judicialmente.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar cx-pro-
curadorda cmara,de Olinda, que venha cnlei.der-
se com os berdeiros de l.uiz Koma, pois basta de
rea .le eligcnho, sacerdotes viajantes, ca- ($ cassoadas, ficandu cerlo que em quanto nao se en-
le navio., serlanejoselc. ele, devem ,eder com os mesmos ha de sabir este annuncio.
O abaixo
m
.'IBLICiijAr DO INSTITUTO HO g
1E0PATHICO DO BRASIL. 1
THESORO HOMEOPAT1I1CO W
ou m
VADE-MECUM DO (g)
HOMEOPATH. j$
Metltodo concito, claro e seguro de cu- (&)
rar homeopalhicamenle todas as molestias /*
gue affligem a especie humana, e part- '&)
eularmente aquellas que rrinam no Bra- (jai
sil, redigido segundo os melborcs traa- *
dos de homeopalliia, lano europeos como ^
americanos, e secundo a propria experi- 't*,
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero ^J
Pinito. Esta obra he hoje reronhecida co- (ffj
nio a inelhor de (odas que Iralam daappli- /a
carao homeopatluca no curativo (las mo- Sa*/
I leslias. Os curiosos, principalmente, nao t)
podem dar um passo seguro sem possui-la e ^>
ronsulU-la. Os pais de familias, os senlio- vi
As mais novas e
modernas jolas.
i t abaixo eaeignados, donos da luja deourives, na
i na do Cabug n. 41. confronte ao paleo .la malrize
rua Nova, fa/.em publico, que eslau recebendo con-
tiiiiiad.iuieule muito ricas obras de imni do melhn-
tes Rosto*, lano para minoras cont para horoos o
meninos ; os precos cunlmuan mesino baratos cmo
tem sido, e passa-se contat rom re: ponsaliilidadc,
esperilicando a qualidade do ..uro de li a IS quila-
tes, licando assim sujeilos os mesmos por qualquer
dvida.Seraphim \ Imuio.
Na obra que se esta fazendo no terreno aonde
fui o Ihealro de Francisco, nre i r r i arirx iiiiii-
les, preleriuilo-se o* escravos : quein quizer eiupre- Vigsimos
gar-se un liver escravos para atusar, cntenda-se com
> administrador da referida obra.
Prccsa-se permutar o aluuuci do sitio do* i
lees, na Soiedade. pelo o de una casa de 2 amia-
res, nos bairros de Santo Antonio ou llon-Visla, que
lenha as eomniodtdades neceasariaa para lamilla i^o
pequea : qucni este negocio desojar fa/.tr. dirij i-se
a dito sitio a qualquer hora do dia, que achara com
quero tratar.
O Sr. Jos Pedro Carneiro da Emilia queira
vir no pcaxo de l das, a contar dc*te, resgatar a
sin lellra da quanlia .le res 67)880 e seus juro ven-
cidos, e caso nao venha resgatar no praio cima
mareado, lera ue ver seu nomo nesla folha al o cre-
dor ser embolsado. Kecifc 2") de abril de 1833.
Manoel Uoiiralres de .tzcvcdu /(//io.*
I.OTEKIA DE N. S. DA CO.M.F.IEAO' DA
Vil.I ,v DO BONITO.
A 5:IKMI.>(MK), iOOftJOOO, 1:0IHIs000.
O catilelista Salustiauo de Aquino l-'erreira avisa
ao respeilavel pulilico. que a referida lolcria corre-
r iii.liibitavclmeale lio .lia I.- de m.iio. Os seus bi-|
Hieles e r.nitelas n.lo snlfrcm o descont de oilo por
ccnlo do in posto geral nos tres primeiros premios
grandes. Achain se venda na* seguate* lujas :
rua da Eadciado Recito B. 2 e i. ; piara da lude-
pendencia n. 37-e 30 ; rua do Livrameato n. 22;
rua Nova n. I e lli .rua do Queimadu n. :i!l c t ;
e rua eslreila do Itosario n. 17.
Bilheles
Meros
Ouarlos
','uintos
Oitavos
Deriuius
Ite.ebe
S:00Oi000
J:,ii(i>(KKi
I:2USO0U
1:IHHI.-(KHI
625*000
:>(x.-sKt(i
2OjOO(j
mu expressamente
a*80ti
I9MO
l-l(ii) ...
72(1 a
((Kl n
320
O referido raulelisla declara
ao respeilavel publico, que lie respojisvel nuica-
niente a pagar os premio* grandes poi iuleiro cinc
obliverem suas cautelas : sobre o* sen* bilheles ntei-
ros vendidos em originaes, se obliga apena- a pa-
gar os oito por canto da le. logo que se Ihe apr-
senle o bilhcie, indo o pnssuidor receber o compe-
lente premio que nellc sabir, na na do Eollegio n.
13, escriplorio do Sr. tlie>oureiro Francisco Antonio
de Oliveira. Pernambuco2i de abril de 1833.
Satustiaivi de Aquino h'erreira.
a
COMPRAS.
te-la iii.lo para occorrer promptamenle a
qualquer caso de molestia.
Duus voluuics cm brochura por l.SHK)
" encadernados 113000
Ven.le-se iinicaiucrrle em casado autor,
no palacete da rua de S. Francisco (Mun-
do S'ovo' n. (8 A.
i
- Novos livrosde liomeopalhia mefraucez, obras
asile summa importancia :
hnemann, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
lumes........... 20.-000
sle, nrolcslias dos meninos...... GcOOO
ering, liomeopalhia domeslica. ..... "8000
hr, pliarmac.pa homenpalbica. 65OOO
lar, novo manual, i vulumes Ii.-skki
r, niuleslis nervosas.......(ijOOO
hr, molestias da pelle.......S^lOO.
pou, historia da liomeopalhia, 2 voliunes 1 >tKMJ
arllimann, tratado completo das moleslias
dos meniiios............10.J000
Teste, materia medica bomeopalhica. 89000
Fayolle, doulrina medica bomeopalhica 7j000
linira de Slaoneli ,......tisOOO
isting, verdade da liomeopalhia. -oi i
rrionariu deNjslen.......IOjOOO
Illas completo de anatoma com bellas es- '
lampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano .* 309OOO
vedem-se lodos estes livros 110 consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscosp, rua Nova u. 50 pri-
meiro andar.
DENTISTA. I
W Paillo Gaignoui, dentista francez, eslabele
0 cido na rua lama do Rosario 11. 3(, secnudo &
0 andar, colloca denles com gengivasarliliciaes,
m e dentadura completa, ou parte della, com a A}
% presso do ar.
Rosario n. 36 segundo andar. ffi
dj* 9199 999m
TALVEZ ADM1KEM-SE, MAS HE O QUE HE.
Vcndem-se charuto* de Havana a 3*000 a caixa :
ua rua Direita, loja n. 13.
. Aluga-se urna casa terrea on de sobrado, em
qualquer da* ras que licam entre o becco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na rua Nova n. 69.
J. JANE, DEM1STA, g
:'continua a residir ua rua Nova n. 19, primei- f
ro andar. sg
S3@##
Ja' chegaram as segutntessement
de ortalices das melliores qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, aliace
repolhuda e alemaa, repoljio, tomates,
nabo branco e roxo, oouves, trincliuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, celiola de Setubal, sinondas, sigo-
relha, selgas, ervilha torta, dita direita e
genoveza, dita de Angola, feijao carra pa-
to de quatro qualidades, coentro de toti-
ceira, e Ittn grande sortiment das mellio-
res sementes de flores da Europa : na rua
da Cruz n. 02 em casa de. Antonio Fran-
cisco Martins.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico prero. como he publico : quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnol, dentista francez, chumba os denles com a
masca adamantina. Essa nova e marav ilhosa com-
posijio lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqueriudn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e prometle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e cor primitiva.
AVISO AO PUBLICO.
A taberna de Ourjalui de rima acha-se rompida-
mente sorlida com um completo sortimento de mo-
ldados, fazendas e miudezas ; porlanlo ,-vs pessoas que
quizerepi honrar este eslabelecimento, aqji adiar Ao
ludo a voulade do comprador, pelo mosmo prero ou
com puuca dillereu^a da praca.
I'recisa-se por aluguel, de urna preta eserava,
que saiba Iralar de crianras, que teja fiel, sadiu. e
sem vicio algum : quem a liver, dirija-se a rua de
S. Francisco, como quem vai para a rua do Mundo
Novo, sobrado n. 8, ou eulenda-se com o porleiro
da alfaudega desla cidade.
TRANSAS E FITAS.
l.omplelo sortimento de transas de seda pelas, c
litas de velludo lavradas. de superior qualidade c
bom gosto, para vestidos, por preco commodo : na
praca da Independencia us. 21 a 30.
OLEADOS TIMADOS.
De superior qualidade.e diversas largnras.proprios
para cobrir mezas, comrnodas etc. : na praca da In-
dependencia ua. 24 a 30.
CASA DA AFERICO, PATEO DO TERCO N. 16.
O abaixo assignado scienlifica, que no escrptorio
daquella casa da-secspedenle lodos os diasdas 9 do-
ras da manliaaas Ida larde ; oulro slni, que a re-
visao leve principio no dia 2 do crrenle, e que lin-
do o prazo marcado pelfs posturas oiunicipaes, in-
corrcr.ui .1* contraventores lias penas do arl. 2 titu-
lo || das sobredilas posturas. l'rajcdet da Silo
i,u*ii(Cw.
Na praca da Independencia n. 22, lecem-se
trauselins, fazem-se palceiras, aunis, rselas e fu-
mas, ludo de cabello, com milita perteicSo ; como
lambem apromptam-se lodos os perlenccs para ofll-
.iaesda guarda nacional e primeira lioha, por preco
commodo.
Preris8-se de nm feilor ou (rabalhador para um
sitio perto da praca, he necessario que elle enleuda
de Iratamenlo de hortalizas, fructeiras c vaccas de
leile : na rua do Trapiche o. 12.
assignado, oflerece o seu presumo a
quem se quizer utilisar para tirar guia* do juizo dos
felosda fazenda, lano da geni cmoda provincial,
por aquella* pessoas que pessnalmenleai nflo podem
Orar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e rua em que mora, nos lu-
gares scguinles: Recife, rua da Cadeia loja 11. 39,
rua da Cruz 11. 56, paleo do Terco n. 19, rua do l.i-
vramenlo n. 22, praja da Independencia 11. I, rua
Nova n. |. praca da Boa-Vista n. 21, onde serao
procurados os bilheles c as pessoas que quizerem
para o lim expcydido, e na rua da Gloria n. 10 casa
do anuunci|nle.Macariio de /.una Feire.
Na rua da Cadeia do Kecie n. 3, primeir an-
da., ciiiifr.piile o escrptorio dos Srs. Barroca iV Cas-
tro, despachan-ce navios, qner nacionaes ou estran-
geiris, com loda a pruinplidao ; bem como lirait-se
passaportes para lera do imperio, por precos mais
commodos do que cm oulra qualquer parle, e sem o
menor irabalbo do* prelendeules, que podem tratar
das 8 da manilla as i horas da larac.
SALA DE DAKSA,
l.uiz Canlarclli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ciisino, na rua das Triuclieiras 11.
19, se aclia aberta todas us segundes, quarlas e sex-
tas desde as 7 huras da noite ale as 9 : quem do sen
presumo se quizer utilisar, dirija-se k mesilla casa
das -7 horas da maiihaa ale as 9 o mesmo se ullere-
ce a dar li.jes particulares as lloras coiiveucinadas:
e lambem d lices nos cullegios pelos precos que os
mesmos. lem marcado.
Esta a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOfflEOPATHA.
EXTRAHIOO DE ROFF E BOEX-
NINGHAUSN E OLTROS,
c posto em ordem alpliabelca, com a descripcu
abreviada de todas as moleslias, a indicaeao phvsio-
logica e llicrapcutica de lodos os medicamentos ho-
meopticos, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da significado de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 10RAES.
Snbscrevc-se para esta obra no consultorio homeo-
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova n. JO,
primeiro andar, por 35000 em brochura, e (5000
encadernado.
Da'-se dinlieiro a premio sobre pe-
nhores de ouro c prata : na rua do Ond-
ulado loja n. iG A, se dir' quem da".
UIAPEOS DE FELTRO.
Acaba de chegar prar,a da Independencia loja
de chapeos de Juaquim de Oliveira Maia, um varia-
do sorlimenlo de chapeos de fcllrn, linos, de cores
anda 11X0 vista* no mercado, e lambem chapeos de
palda aberlos, e dilos de palda drasileira a inila-
(lo dos de Manilda, de diversas cres.superlinos eda-
peos de castor branco e preto, chapeos franeczes
de excellenles-formas e superior qualidade. ludo por
preco commodo.
A requerimenlo de Justino Comes Villar lem
de ser arrematada por divida urna sacada de pedra
de cantara com 8 palmos de comprido e i de largu-
ra, j lavrada, penlinrada a Jos de Almeida Lima,
sendo lerra-feira vimbuir aullima praca, ua porta
do Sr. juiz de paz de S. Jos, as 9 horas d'a manhaa.
O bacharel Antonio l'erreira Martina Ribeiro
faz publico, que pela circunstancia de ailiar-sc no
exercicio da subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
nilo est inhibido de advogar no civel ; para o que
pode ser procurado no seu esiripturio, no aterro da
Boa-Visla 11. I, primeiro andar.
Flix Sauvage & Companliia, administradores
da massa fallida de Jos Marlins Altada Cruz, que-
rendo fazer o dividendo do liquido produelo da mes-
ma massa. para o que jn se acliau autorisados, preci-
san),para evitar contestarOcs e reelamares, que os
Srs. credores Ibes apresculem os seus ttulos de divida,
para so proceder na forma do art. 839 do cdigo com-
mercial.
Prccisa-se aiusar um moleque escr.ivo. de I a
16 anuos: na rua da Cadeia do Recife, loja n. 18.
Tem de arrendar-se o engenho Vinagre, na
freguezia de Iguarassii, moonle e crrenle, e vnde-
se a prsenle safra : quem o pretender arrendar c
quizer comprar a safra, pode dirigir-se ao engenhn
Araripe de Baixo, que achara com quem tralar.
Antonio Pereira Mendes'vai fazer nina viasem
a Portucal, e delta por seus procuradores os Srs.
Joo Pires'de Almeida Lopes em primeiro lugar, cm
segundo o Sr. Manoel Francisco da Silva Carricp, c
em lercciro o seu caixeiro Manoel Antonio de Cam-
ino e Silva..
O abaixo assignado faz scicnlc ao respeilavel
publico, que a casa lerrea da rua do Oucimado, ou-
tr'ora Pracinba do Livramcolo 11. (9, be de proprie-
dade da mullier do mesmo abaixo assignado, Esco-
lstica Hara da Silva, per iluacau que Ibes fucram
seus lios, o finado Manuel de Oliveira Hamos e sua
mulher Jerauvma Maria de Albuqiicrque, per es-
rriptura publica as nulas do tinado tabelliao tiui-
lliermc I'alricio Bezcrra Cavalcanli, celebrada no
dia 8 de oiitubro de Is_'. e juigada por senlcnrja a
i de marco .le 18.YI do Sr. Dr. juiz da primeira va-
ra civel desla cidade, de cuja casa reservaran) os
doadores para si durante sua vida us reudimenlus : e
por isso uo esl.i sujeita dita casa a debito algum dus
mesmos doadores.
Antonio Pereira de Oliieira llamos.
AVISO INTERESSANTE.
Antonio da Silva liiimaraes. o afortunadocaule-
li-l 1, que por lautas vezes tem vendido em seus bi-
lhercs c cautelas a surte grande, tem a salisfacio de
annunciar aos amantes da lotera, que araba de abrir
na rua do Collesio 11. 9, orna nova casa de verdadei-
ra lama, na qua! j.i estilo a venda os da presente, que
corre no 1. dewiaio ; e tem intima coovecSo de all
seren vendidos os melliores premias por ter sido pa-
ra a referida casa .1 mais linda c mais bem escolhida
numeraran : quem quizer pois comprar bom pre-
mio, corra breva rua do Collegio n. 9, antes que
se acabem. Os premios serao pagos logo que sabir
a lista geral.
mnele* inleiros ."-.vki
Meios bilheles 2800
Quarlos l>(i
Oilavos 5720
Decimos S600
Vigsimos >320
LOTERA DE N. S. DA CONCEICAO' DA
VILLA DO BONITO.
Aos 5:0003000, 2:000?000, 1:0005000.
O raulelisla Salustiauo de Aqninu lencira tem
exposlo venda nicamente na ruada Cadeia do Re-
cife, luja n. |5, e na praca da Independencia, loja n
T e i!9, um pequeo numero de bilheles inleiros em
quarlos, os quaes n3o solfrem desenlo de oilo por
cenlo da lei, uos Ir- primeiros premios grandes, se
nelles sahirem os Ires premios cima referidos, se-
rao promplamente pagos por iuleiro, logo que se li-
zer a dislribuicao da lisia geral, na rua do Trapiche
n. :l(>, segundo andar. Pernambuco 25 de abril de
1855.O caulelisla,
Salustiauo de Aquino l-'crrdra.
lotera da matriz da villa 1)0
BONITO.
Aos 5.OOO9OOO, 2:0003000, 1:000$000.
O caulelisla A. J. R. deSouza Jnior avisa ao pu-
blico, que a respectiva lotera curre impreleriiel-
menle 110 dia 1. de maio. Os mo* bilheles ecaute-
las nao soiTrem o descont dus 8 por canto do impos-
to geral nos Ires primeiros premios grande*, c que
arhani-se a venda na praca da Independencia n, i.
n. LI e 15. 11. 10, e as nutras lo cusluiue, e pelos
precos abaixo mengonados.
Recebe 5:000*000
2:5009000
1:2509000
6259000
500-5000
2509000
O mesmo caulelisla declara, que se obriga a pagar
os jiremios grandes por iuleiro sabidos em suas cau-
telas, porm que quanto aus seus bilheles Inleiros,
que sAo vendidos em originacs. apenas se ubriga a
pagar os 8 por cenlo, logo qnc se lhe aprsenle o bi-
lliele, indo o possnidor receber o respectivo premio
do Sr. Ihesoureiro.
Bilheles 59500
Meios 29800
(Ruarlos l-iill
Oilavos 720
Decimos (.mi
Vigsimos 320
Compram-se escravos de ambo* us sexos, de
dade de 12 a 30 anuos, e lambem se recebein de
commissito: na rua do Uvramenlo n. .
. Comprm-se palacSea brasileiros e bespa-
nbues : na rua da Cadeia do Recife 11. 54, loja.
Compram-se escravos de ambos ossexos.de
idade de 12a 30 anuos, lano para a provincia rumo
para lora della : na rua do Rui^el n. 71, segundo
andar.
Compram-se e vendem-seescravos de
ambos os sexos, de idade de 1 2 a -2."> ali-
os : na rua Direita n. (j.
Comprase urna casa na fresuezia de Sanio An-
tonio ou S, Jo-e : na rua larga do Rosario 11. Le 17
Compra-se un. jogo de diccionarios hndeze*
por \ icira, em furmalo grande.
VENDAS
PIANOS FORTES.
Bruim Praegcr & Companliia, rua da Cruz n. 10
rccoinineiidam as pessoas de bom gosln. seu escolhi-
do sorlimenlo dos melliores pianos, lano horison-
laes cnnio verlicaes, que por sua solida construccao
e 11,ir mu 1 i usas vozes, assim como por sua perlera
obra de mlo se disliuguem. Todos esles pianos o
feilos; por encommenda, escull ido* e examinados,
e nur islu livres de qualquer deleito que se encentra
mallas vezes em os pianos fabricados para expur-
aru.
COLLKlilO PARA MENINOS, EMVVAN-
DSBECK, SLBURBlODEHAAl-
RGO.
0 abaixo assignado lem a honra de participar ao
publico, que mudou o sen collegio neslc anuo, de
llamburgu para Wandsbeck, c est acora habilitado
de poder acedar mais alguna pensionistas. A silua--
QO do lagar be a mais saudavol de ludus us arrabal-
des de llamburgu, e a dislaucia dessa cidade pemil-
le o goso de lodas as vanlagens das eidades grandes,
assim como ella impossibilila o gozo das desvaula-
gens para meninos. Ao entrar no collesio os meni-
nos Uiodevem ler excedido a idade de 10 annns, e
mainr cuidado c zel se enipregar.reni favor delles,
au su para o su bem phvsico como inlelleclual.
Elles lean liees em Indas as linauas modernas, lu
loria, geographia, historia natural, inalhumalica,
assim cuino os principios necasarios para o coiuuiei-
cio, ou as lingna* antigs, silencia .las antiguida-
des, pbilosophia, ele. como preparos pira o esludo
na uuiversidade. As despezas do entino, sustento e
casa impnrtam cm 1,000 marcos,5009000 pouco
mais ou men*. Os pais deverao dar roupa, assim
como pagar msica c ensino de dansa, caso o dese-
fem.C. li otHsItattsen.
Esle collegio podemos rccommeddar as pessoas que
queirain dar una educaran exemplar aos seus Ribos.
por ser um dos melliores na Allenianha. e ollcrece-
ino-nos a dar tudas as infunnaces a quem precisar:
na rua da Cruz n. 10.
.flUMAS E GRADES.
1 m lindo e variado sorlimenlo de mudellos para
\aramias- e gradaras de goslu modci nissimo : na
fundirito da Aurora, em Santo Amaro, c no deposi-
to da mesma, na rua do llrum.
HDMBPBB m$ BBBBBBSa
AO PIBL1C0.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
preros mais baixos do que em ou-
lra qualquer parte, tanto em por-
rees, como a retallio, amanendo-
se aos compradores 11 m s prero
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas c suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olFerecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em se-
nil, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
BALSAMO H0M0GENI0 SYM-
PATHICO.
taberna.
u ,'li 7-'H '!"""' iroil ':1- 1uc fui 'le Bla-
Botelbot.urde.ro, arha-se i.ovamenle aberta c
Aa fabrica de espirtos da rua llircla ni S,
novamcnle aberla, vende-se alcool ralilicado a ba-
ldo Mana, licor liuu, entre lino e ordinario, de dif-
ferentrs qualidades, em garrafa* c em ranada* oe-
liebra em frascos o em.caadas, agurdenle do reino.
Unta prcla ,- i.ixa para escrever fe-U emalcuol Ira-
cu, agua da (.ellnuia em Irasquinhus e em garrafa*
banda para cabello de dillerentes cures, oleo de ma-
c.ss.1 ludu bem preparado, o por preco commodo,
garraras brancas vasiaa, proprias para licor lino, oleo
de Mcinn e laropes.
Na rua Direita n. 5:1. taberna, precisa se de
1111 caixeiro que telilla pralica de Liberna. d lia-
dur a sua conducta, para lomar cunla deUa por ba-
Na rea Direita n. 53, laberna, |cm urna porrilo
de lijul pardo, que se vende mullo em cunta para
desoteupar a casa. '
Vende-se orna taberna ua Soiedade, na estrada
ue va, pa ,I(..,pe. mullo afreguezada Para a
lirra vende-se poique o duno nao quer n.ais esle
negocio : a tratar na rua Direita ;,;t
A laben
noel
c^oV".^errr,,'Wr,,a,,'',"D,0,Mr"0,Mto
JstTTfsajBr-**1-
hom rn.!lll l"S '"" re'"?" 'le ""r r,i,,e,,lc '-'".
n regulador, com urna crrenle, por preco com-
modo : na rua do Rangel n. lili, primeira andar.
Vende-se urna canoa nova de earreira e bem
cowiruida, qne peg.8 perno..: na rua Imperial
Vemle-se urna csrn.va erioula, com algumas
d.ibil da. es, e com > anuos de id.ide, ruin a con.li-
inichelrrsm^^' "" '-rovincia : na rua das
Vende-se um eabcjolel c um carro de rodas,
novo, do ultimo g,|o, por preco commodo : na rm
do pues n. d8, casado Frederico Jacques.
_ Vendem-se os secuinle Uvros, embom esta-
do : i tirase* de 11I0 Livio, Horacio, Crammalica |n-
.lozapnrl.,. \ cenlo Pereira do Reg, Thomson,
(.eographia de Vellea, Alia de Ueographia por lln-
cage, Rloquencia Nacional, Potica de Carvalho, di-
ta de \ellez: quem qnizer, dirija-se II taberna do
neuro n. J(,. que achara com quem Iralar.
VIMIO VERDE
a ..20 a garrafa, chegado proximnmenle do l'orlo, c
massa de lmale, ebegada proximameiUe de Lisboa,
em tala* de 2libras, a 1*000cada i.,;., : vende-se na
laberna da roa da Cadeia do Kecire
do becco Largo.
Vende-te um exrelleute laminador com I odos
us *eiis pertenec, leudo qualrocelindros, pouco ser-
vido : quem o pretender diiija-se a loja de ourivfs
na rua do Oueima.lo 11. 'Mi. *
Palitos france/.cs.
Vendem-se palil* francezes de panno lino J
prel P de corea a INSUM rs., dilos de meri- **
^f no selm a t2a000 rs., ditos de hombazim a 5t
-.; IO9OOO m., dilos de alpaca a ssooo rs., ludo Si
t de ultima moda : na rua Nova 11. vi
KgiJS8Sf-3!ae*8Su>
Secas. .
Vendem-se rorles de sedo de cores com 17 reva-
dos, pelo barato pre^o de ItigOOO rs. : na ,11a Nova
loja n. i.
Chapeos para senliora.
.Na rua Nova lujan, i, vendem-se os mais mo-
ei nos chapeos de seda c blund para senlinra de pre-
di de 169000 a 05000 rs.
Jofla P Vopelej avisa ao renpeilavel publico, que
cin sua cusa, na rua Nova 11. l. primeim andar,
acha-ao ii ni sorliinentodo pianos do Jacaranda *> moa-
no, os iiirllinifs t|ue (em ule agora apparerido nu
mercado, lano pea sua harmonioaa e ft>rle vo/, cn~
mu pela siu conslrucco, iIp armario e liorisoiilal,
da r.ilnir.i de Corllanl i\ Cullanl ile Londres, e de
autores os mais acreditados de AUemania, os qnaes
vende por prero raioavcl. O annancinnlo contina
a aliar c concertar pianos com perfeicao.
Vende-se um lindo cavallo de rara oriental,
\indo lia pouco lempo rio Kio da Prata, e sem acha-
que -iL-nin : a Iralar na rua do (tulleci n. Ki, pri-
meiro andar, ou ua cocheira do Sr. major iebaslio,
rua da Florentina.
:::; 3 a :; c;; :> ;.::.: :: -:.: n n ;s 3:.: a 8 S a 8
| LEONIE |
A I$300 rs. ocovado, @
i Fazenda nova anda na*o vista ueste mer- 33
' cado,cheleada no ultimo navio vindode Pars, i
J- para vestido de senliora ; esta fazciida be lo-
!* da de seda acnlcbuada. de um :..slo variavel.
9 e tem nina vara de largura: vende-se na
39 rua du Crespo, loja amarella n. i, de Auto- Si
3 nio Francisco Pereira. 8
Vende-se um cavallo alague, mullo novo, com
andares : na rua Nova n. 3t.
oooao-o*g Vende-se
5 (imsilenaplcs de sedas lizas furia-cores", fa-
* zonda limpa, em o menor loque de mor,, a
J{ l"*J0O cada cuvad.i. dilas de ipiadros eacOSSC-
^ zes a l$10 rs. : na rua do Crespo loja ama-
$' relia 1. de Amonio Francisco Pereira. P-
g;.;,:;:.;::: g : > {;;; | g:.; g g i; g gg*
Nusilinda l'rempe.sobra.lo n. 1, vendem-se
evcellenles ps de sapolii por commodo preco, dilos
de caf a -Jr^XHI o cenlo, dilos de soiabeiras brancas,
e mais varios arvuredos.
Superior vinlio de cbampagneeBor-
deauN : vende-se em casa de Scliafhei-
tlin A C, rua da Cruz n. 38.
Sedas de coces. .
Vendem-te cirio* de vestido ite seda de cores com
17 e tScovados, pelo barato preco de OrOOO cada
um : na luja de i portas, na rua do (Jueimadoii. 10.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz. n. 55 lia para vender excel-
entes pianos viudos intimamente de Ham-
Imrgo.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
saos perlences.em bum usu e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Bom sortimento de brins, tanto para cai-
ra como para palito.
\ emle-se brisa iranVez de quadros a lili) u vara,
dito a '.MHI rs., dito a laiSI), riscadn de lislras de rr,
pronrio para o raesroo liig ,, 1 i,n covado i i a ras
do Crespo n. (i.
Cera de carnauba do Aiacatv e Assu'.
Vende-se por men prero que em nutra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de & Companlita, rua da Cruz n. 19,
Fannha de mandioca.
Vende-se sacras pandes com farinlia :
no armazem de .lose Joaquim Pereira de
.Mello no caes da allandejja, e para pl-
enes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rita do Trapiche n. li.
OVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertoresescurus a 720 rs dilus grandes a 1?00
rs.. dilos brancos de alRuiMude pello e sem elle, a
mitacSo dus de papa, a ls00 rs. : na loja da rua
do Crespo n. (i.
CEMENTO R0I.M0 BRAKCO.
Vende-se rcmeiilo rumano branco, ebegado aaora,
de superior qualidade, muilo superior ao do cunsu-
mn, em barricas e as linas : atraz do Ibealro, arma-
zem de laboas de piulio.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundiro de C. Starr & Companliiu
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e PECIII\CH4 E MAIS PECHIMHA.
NA RUA NOVA ti. S, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de recelier pelo ultimo navio francez. om
maimiliro sur lmenlo de borzc-uius para -uubora,
lodos de duraque, mas que pela delicadeza c.uu que
sito feilos e consistencia da obra, muito devem agr.i-
d,n ; accrescende alen) disto o preco que apena* be
I JMUO rs o par, payos na necattao da entrega.
VINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BAHKIS DE 01TAVO.
Vende-ce a pre?o commodo : no armazem de
li ii i.ic.i A; Caslin.ua rua da Cadeia do Recife nume-
ro 1.
RELOGIOSDE ALG1BEIRA
iulezes de patente : vendem-se a preco moito com-
inodo, no armazem de Barroca & Castro, rua da
Cadeia do Kecife n. i.
i. >, defronle
armazem de
Ul.imo pinto de Souza, lia para vender urna porrao
le barr* de ." eMe 5. propnos para mel, e muito
YASILIMIE.
Ka rua da Traa, iravessa do Carioca,
Antonio l'
de
en) conta.
Em casa de Tiiinn .MomsenA Vtnas-
sa, praeado Corpo Santo n. 1 .">, lia para
vender :
Um sortimento completo de livros em
liranco de llainburjjo.
Lonas da Russia de superior qualidade e
por prero muito comnmdo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dillerentes qualidades.
Al.smtlie eclierry cordeal desuperior
lidade.
qua
Vinlio de
cbampagne dh marca afamada
Faure pre&ils.
Chocolate francez.
Pianos vertieses e liori/.onfaes.
CEMENTO
da mellior qualidade: vende-se |
em casa de Brun'n Praeger & C,, rua &
da Cm/. n. 10. 5*
TAIX.VS DE FERRO.
Na fundicao' d'Auroia em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum lorjo na entrada, e deron
te do Arsenal de Haxinha lia' sempre
um grande sortimento de taiclias tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, petpienas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou can-Qs livres de despeza. 0
presos sao' os mais commodos.
HA VALAS A COMENTO E TES OLMAS.
Na rua da Cadeia do Kecife u. 18, primeiro an-
dar, cscriploriu de Augusto C. de Abrcu, tjuli-
! riamente, naoseseulem no rusto na accao d corlar
das cutneas on perpe- vendem-se com a condico de, nao agradando, p-
pelo falso nuine .le liga- dcicm o
1-avoravelmcnte acolbido em tudas as provincias
do imperio, e l.lo feral como devidamenic apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURAVEIS
POR MEIO UESTE IMIREMIIS BALSAMO.
FBUIknD1COTO O OIUO, anda que uam.se a vender a >0(H) o par (pico lixo) as ja
sejam com laeeTaeoes de carne.e queja eslivessem no bem conhecidas e afamadas navalhs de barba feiias
eslado de chatas chronicas, esponjosas e ptridas. pelo hbil fabricnle que foi premiad,, na ex.msicaa
T r^e^TuSfluMvEsil^ LI.CE.KAS b. CANCHOS vtNEKhOS. esrnrbu- '
lo, sarnas, erysipelas, moleslias
(na*, c scirrlios, conbeci.lus _
do nos peitOS. rbeuinalismo, dieleie de lodas as qua-
lidades, Rolla, incbaces e fraqueza as arliculaces.
OUE1MADI RAS, qualquer que soja a causa e u
objeclo que as produzio.
O MEs.MO BALSAMO se lem applcado com a
maior vanlagem as moleauas scguinles : porm ad-
vcrle-se que sii se deve recorrer a elle em casos ex-
tremos, na falla absoluta on impussivcl de se obler
a.as*i.iencia de um facultativo,
FSTULAS, em qualquer parle do corpo.
LOMBitlCAS, au excepluan.lu a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, inda que
sejain as mais venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilidnde do eslo-
mago, nbslriiccao das glndulas, ou eiilrnnlias, c r-
regulari.lade ou falla da mensIrurHo ; e sobrcludu,
iullammaces do ligado e do bai;o.
AiT-ECCO'ES do peilo, degeneradas em principio
de pblisica ele. Vende-se na rua larga do Rosario
n. 36.
Brunn Praeger & C., tem para
vender em sua casa, rua da Cruz
n. 10.
Lonas da Rnssia.
Cbampagne.
Instrumentos para musica.
Oleados para misa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Ceneja Hamburgiieza.
("iomma lacea.
Precisa-se de urna ama secca, que saiba cu-
goiumar, cozinhar o diario de urna casa de pouca fa-
milia, e fazer lodo o mais serviro della; no aterro
da Boa-Vista n. i, primeiro andar.
os compradores devolve-las at 15 diaedenois
na compra reslituin.l.-se o importe. Na mesma ca-
sa ba ricas tcsourinlias para unlias, feilas pelo i.ies
mo fabricante.
ATTENC0._
Na rua do Trapiche n. .)i, ha para
vender barris de ferro ermelicamente
fechados, proprios para deposito de le-
sos ; estes barris sao os melliores que le
lem descoberto para este lim, por nao
e\halaiem o menor ebeiro, c apenas pe-
am I (i libras, e custam o diminuto pre-
nde LsOOO rs. cada um.
MLYT0 ROlAtl
da mellior qualidade, e cl.egado no ulti-
mo navio de llamburgc, vende-se cm
conta : ua rua da Cruz n. J 0.
Para acabar
Na rua do Queimado n. :!S vendem-se corles de
casimira de cores a :I^-J(K): em /rcnle do becco da
Congregacao.
PALITOS FRANCEZES.
Recebeu-.c pelo ultimo navio Trance/, um^nuvo
sorlimenlo de palilsde panno.de 1^5 rs. para cima,
dilos de seda, de brins, de lila muito linos, de alpaca
le cores ; assim como cbapens de sol de seda cabos
de caima, muito grandese forlcs, proprios para a
prsenle eslacAo, ditos de panno ede seda de nulras
muilas qualidade*. mala* pura \ iauem de (odos os
lmannos : tuuo se vende pur muito menos preco
que cm nutra qualquer parle, na rua do Collegio
numero .
SAIAS
Na rua do Crespo n. !l, vendem-se
si lis, fazenda nleiranienle nova a 2,S'0()0
rs. cada nina, e chales intitulados PALEK-
MO a LsOOl) rs. : a elles, freguezes, que
a fazenda beboa e barata.
Vendem-se novos os livros seguintes
por W. Scott: Os Puritanos, Wa ver ley,
Talismn, A prisiio d Edimburgo. Quin-
lino Diirward, Ivanhoe, Juris Canonis
por LcqueuN : no aterro da Boa-Vista lo-
ja deourives, n. S.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-e superior cofiiac. cm sarrafa*. a li'HKKI
a duaia, e I.^MO a garrafa : na rua dos Tanoeiros u.
\i, primeiro andar, defronle do trapiche Novo.
Vende-se um lindo niiilalinhe de I anuos,
i.nnTTtira anreiider a boliciro ou quatquer uflicio :
na rua dos (Juarteis n. :>i, segando andar.
Vende-se una erioula deK anuos, ruin miiiln
bom leile para criar, e cun um filbn muleque, de i
anuos ; a eserava lie co/.inlicira e lava de sabio : ua
rua das Ci u/.es n. -J2.
Taixas
Na fundicao'
Bowmann na
do O (halan/.
pare.' engenhos.
de ferro de D. W.
rua do Brum, passan-
, continua baver um
1
1

i
1
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, ascpiaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou ,carregam-se em cario
sem despeza ao comprador.
AOS SRS. DE ENGENHO.
MI PECHEN) T4MJLE DE AVARIA.
Riela encarnada e amarella a .VK rs. o covado :
na rua do Crespo loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
Na ruado Trapiche n. l(i, escrptorio
de Bi andera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitarao das de Uussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e' \
pequeo.
Papel de cores em ca xas sortdas, mui-
to propriopara lorrar chapeos.
Papel almai;o e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de leitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco minio superior ao al-
vaiade comminn, com o competente seo-
can le.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton i C, na rua de Senzala Nova n. hi.
Sellins inglezes.
Uelogios patente inglez.
Chicles de carro e de montaa.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e mtmicao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezr'~^_
Fio de sapateiro ede vela.
Vaquetas de lustre para carro.
1
i
Vende-se vinho deBordeoS, St. St
Emilion, Pomerol, S. .lulien, Pa-
villac, em garrafiies e quartolas:
vinho de champagne, Sillerv,
ufousseux, em garrafas e meias
ga-rafas: licores linos lodo de
qualidade superior c por preco
commodo: no escriploiio de J.
P. Adour & C, na rua da Cruz
n. O.
Ilarris d
e iraxa n.
97.
I


Na rua do Viaario n. 19, primeir.. andar, ven-
de-se fardo novo, ebegado de Lisbua pela barca (ra-
tidao.
P POTASSA BRASILEIRA. ^
Vende-se superior potassa, fa- (^
bricada no Bio de Janeiro, che- Zjt.
gada i eccntcmenJe, recommen- /a
da-se aos senbores de engenbos os g
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
i
I
: ) 20 ate 28 onca.
Zinco para forro com os prego
competentes.
Chumbo era barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde, em
JJ) oleo.
flk Oleo de lindara em botijas 'de 5
2 gal.ws.
X Papel de embrulho.
^ Nidio para vidraras.
Cemento amarollo.
Armamento "de todas as quali-
dades.
enebr.i de Hollanda em fras-
tpieiras.
Couros de lustre, marca grande.
Arreios para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para ca'rro e esporas de
aro prateado-
Formas de ierro para fabrica de
assu car.
Papel de peso inglez
Champagne marra A A C.
E um resto pequeo de vinbos do
Bhen de Cjualidade especial:
no armazem de C. J. As-
m tlev A G.
AS PECHINCHAS DA CALI-
FORNIA ANDA NAO SE
ACABARAN, GHEGDEH AO
PASSEIO PUBLICO N. 9
PARA SE INFORMAR.
Vendem-se pecas de iua-
(lapolao a 500, i,100,
3,000 e 3,500 rs., pepas
de algodao a 800, i %000,
1,280, 1,000 e 2,000 rs.,
em varas a 100 rs., a el-
la v que' tiestas fortunas
apprecem poucas.
FECHINCHA SO' NA RUA DO
CRESPO N. 1!.
Kicas coberlas de cbila de urna largan, pelo bara-
tissiuio prero de djSjOtl cada nina, diales de louquim
.. 10?000, dilos de niel inu, bunilas cores, a TstMI. a
iiiuiias iii.ii fazendas baratas; a ellas, que se esiao
acabando.
Vende-se superior familia de mandioca de
.Sania Calbaniia : a Iralar no escrptorio da rua da
Crin n. i'J, com lsac Curio & C.
"escravos fgidos.
CASEMIKAS A 25100 e 3*000 o CORTE.
Na luja do (uimarae iV Henriques, rua du CMa>
po 11. .1, vendem-se corles de raseinirn ingtota, pelo
baralissimo preju de i?i00 a IlrOOO cada nm.
Vende-se um cabriolet americano
de 4 rodas, muito commodo, com co-
herta e arreios para um cavallo eem per-
I'eito eslado por (iOO.vOOO rs.; na rua do
Trapichen, it), segundo andar.
DLPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Ete chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nuti itivas e h\ pelli-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte l'c-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Preros:
E\tra-lino. ". 800 a lili.
Superior. ti Mi >
Tino.....500
vento
regar borlas e baila,
Bowmau : na rua
rela-
Anlo-
Moinhos de
'ombombasdercpuxo para
derapim,j)a fundicao de 1). W.
do Brum us. 6, 8 e IU.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento cm barricas c a
Ibu. no anna/.Hiii da rna da Cadeia de Santo
nio de materiaes por prero mais cm conta.
COBERTORES ESCROS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo,loja da e.quina que volla para a
cadeia. vendem-se cobertores esenrus, proprios para
escravos, a 7:(l, ditos grandes, bem eucorpados, a
19280, dilos brancos a 1)300, dilos com pello mi-
ando os de laa a l-'S(.i, dilos de raa a J'iOO cada
um.
SARJA PRETA E SET1M
MACA'O-
Na rua do Crespo, loja n. (, venJc-se superior
sarja bespanlmla. muilo larw, pelo diminuto preco
de JMIKI e -.rtiOO o covado, selim macan a :(Ki"e
:l?IMIu covado, panno prclo de .'IsOUO, ?(XIU, SJOO
c 0-3U0 o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior l'ariuha de mandio-
ca, em saccasipie tem um alruieire, me-
dida velha, por*preco commodo: nos
armazem n. 5, ."> < 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem delronte da porta da
allandiga, ou a tralar no escrptorio de
Novacs &C, na rua do Trapichen, ."i,
primeiro and.ir.
Vende-se superiur cemsnlo em barricas valides ;
asMiu coniu lamben) veudeni-se as linas : aira/, do
Ibealro. armaiem de Juaquira Lupes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, caicas e aquetas, a 160
o covado.
Vemle-M na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
A l.sono, i$Od e .vOOO.
Vende-se iiiclpomcnc de duus larguras com qua-
dros acbamalolados para vestidos de senliora a 1 o
covado ; selim prclo Macao, encllenle para vesti-
dos a -2; o covado; lencos de rambraia de liulio li-
nos bordados e l.icus pula beira "$ cada nm.; cani-
braia de linbo lina a *>- a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo pre<;o : na rua da Cadeia
do Recife loja da esquina n. 50.
Vcnde-se encllenle taboado de pinbo, recen-
lemenle ebesado da America : na rui de Apollo
impidi do Ferreira. a enlender-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHOKES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, em pregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no .idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber d Companhia, na rua da
Cruz. n. \.
Devoto CnristSo.
Sabio a luz a -2.' edicilo do livrinho denominado
Devolo Cbrislao.mais correloe acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria u. 6e 8 da praca da In-
dependencia alii rs. cada exemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violSo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modnhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio dejpicro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
meulc dictados, de exccllentes vozes, e presos com-
modus em casa de N. O. Bieber & Companliia, rua
da Cruz n. }.
Vendem-se lonas da Rnssia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com coberla e os com:
plenles arreios para um cavallo, ludo quasi uovo .
para ver, no aterro da Hoa-Vista, armazem do Sr.
Misucl Segeiro, e para tratar uo Kecife rua doTrapi-
ebe o. 1 i, primeiro andar.
W Deposito de vinho de cham- 0
W pague Chatcau-Av, primeira qua- f$
() lidade, de propredade do conde t)
( de Marcuil, rua da Cruz do Re- M
ftft rife n. 20: este vinho, o mellior *
^ de toda a Champagne, vende-se S
* a 6s000 rs. cada caixa, acha-se 1
nicamente em casa de L. Le- J
comte Feron & Companhia. N. O
B.As caixas sao mancadas a fo- H
goConde de Marcuil*-e os ro- J
fulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No auligo deposito da rua da Cadeia Vellia. i
rriplorio n. 1-2, vende-se muilo superior potassa da
Itussia, americana c do Kio de Janeiro, a preros ba-
ratos que be para fecbar conlas.
Na rua do Vic ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior daneUa para forro de sellins che-
gada rerenlemente da America.
Vendem-se no armazem n. GO, da rua da Ca-
deia do Kecife, de llenry (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm logia Ierra, por preto?
mdicos.
i
I
y
r
Anda est fusida riesile novembro prjimo
passado a riela Maria Cajucira, de idade de 00 e
tanlus auuos, baixa do corpo, e cun brarus e pernas
meiu foveiras, tem um canto da bucea frangido da
continuarao de Irazer cacbimbo, e inculca-te por
forra, consla ler audado na cidade de Olinda e Bcbe-
ribe, e lie inariscadeira : rogase a lodas as autori-
dades policiaes e capilaes de campo que a iiconlra-
rem a apprebendam e conduzam-a ao largo da Trem-
pe, sobrado n. 1, qoc serao bem recompensados de
seu Irabalbo. frutes: a-se contra quem a liver reco-
Ibido em sua casa pelos dias de serviro e mais |>r-
juizus que lem causado.
I'ugiram a 36 de fevereiro do correle anuo,
os escravos Luiz e Anglica, perlencenles a D. Ma-
ria Carolina de Albnquerque Itloem ; o primeiro,
crioulo, de idade -10 aunos, puuco mais ou menos,
eslalura e srossnra regulares, desdentado na frente,
ollios grandes, leudo urna grande impinsem que lhe
loma loda a parla superior do roslo, etralAllw de sa-
pateiro : levou camisa branca de madapoln e caira
escara de casemira ; a segunda, muala, de jO "e
lautos anuos de idade, alta, muilo magra eileenle,
cabellos guildes e grisalbos, c falta quasi absoluta
de denles. Ambos elle fugiram junios, e presme-
se que furam para Cariris-Novos, onde nasceu o pre-
io l.uiz. l'romelle-se a quem os Irouier aua se-
nliora, no Hospicio, urna generosa recompensa.
No dia > de fevereiro.de 1853 desappareceu do
abaixo assignado o seu escravo de nome Valerio,
pardo, cor de canda, de idade t anuo, pouco
mais ou menos, eslalura media, cabellos de pimenta
do reiun.islo be, carapinbo frou>o,cara ovada, olbos
pardos, nariz chalo pontudo, bocea regular, barba s
no queivo e Ir'ico du cima, ruin '2 denles podres na
frente da parle .le cima, cheio du corpo, espadiiai
largas, quarlos mais seceos, pes pequcuus, tem urna
cicatriz de pancada na cabera, qus os cabellos en-
cobren), e oulra grande em una das coxas cima du
jodii, pelo lado de fura, proveniente de mal da
bubas; he bstanle ladino, falla mansa, anda sem-
pre vestido de calca e jaquela, e me dizem que esta
cun u nome mudado para Andr Alejandre, inlitu-
laudo-se por forro, e que anda pelas provincias do
Kio tirando do Norlc e l'arabiba, pela cidade de Goi-
anna e povoatao de l'edras de Fogo : roga-se as au-
luridades policiaes e capilaes de campo, que o facaui
apprchen.'er e o remellain ao mesmo abaixo asnig-
l.uIu. morador na cidade da Victoria da comarca de
Sanio Aulao, obrigando-se esle sdepezas que bou-
verein, e aos conductores dar a sralificarao de 1008.
Jos Catatcanii t'erraz de Azexedo.
CEM Mil, RES DE GRAT1FICACAO'.
Ucsappareceu no dia 6 dedezembro do auno pr-
ximo passado, licuedicla, de l nnnos de idade, ves-
ga, cor ..cabildada ; levuu um vestido de chita com
lislras cor de rosa e de caf, e oulro lambem de cbi-
( branco com palmas, um lenco ainarello no pesco-
jo j desbolado: quem a apprcbender couduza-a a
Apipucos, noOileiro, em casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no Kecife. a praca do Corpo Santo u. 17,
Iui recebera a gralilicac;lo icinia.
Uesappareceo no dia 2 do crrenle, do enge
nlio l'agiliuga, um escravu, crioulo, de nome Flo-
rencio, com Irinla anuos de idade, pouco mais ou
menos, lendo os sisnae* seguintes : bastante pre-
to, eslalura regular, barbado, rara descarnada, "um
pouco denluco, olhos apilombados, urna cicatriz na
gucla e oulra na barriga, pernas Hnas, ps torios que
mostram ler sido oambados, denle podres e falla de
alguiis na Trente, e falla alcm disso um pouco alra-
vessado : desconfa- e que sesuisse ao termo de Na-
zarelh : roga-se a qualquer pessoa. que apprelieu-
de-lo, leve-o ao referido engenho, que ser bem
recompensado.
Na quarta-feira delrevas desappareceu de casa
do majur Antonio da Silva tiusmao, rua Imperial
n. (li, a sua eserava Thercza, reprsenla ler tul bu-
hos, pouro mais nu menos, baixa, um pouco refor-
jada, cabellos hrancjs, testa eslreila, olhos um pou-
co aperlados, nadegas muilo. salientes, que parece
Irazer pannos para fazc-las appareccr, porm silo
ualuraes. tem em um dos lados das cosas batanles
calombos, e cm um dos peso dedo junio ao inmuno
Irepado por rima dos oulros ; levou vestido de chita
cor de caf com flores miudas : quem a pegar, leve-a
h indicada casa, quesera generosamente rccoinpen- .
sado.
Dodia 2-2 paia t du crrenle inez de abri'
desappareceu de Apipucos o escravo crinulu. fula,
de nome Miguel, ds idade S a :t0 aturas, maia ou
menos, alio, secco do corpo, cum falla de 1 ou 2 den-
les na frente : quem o BJSBMlao peejar, leve-o casa
do abaixo assignado, na rua il.-i Cadeia do Recife n.
33, que sera llerh recompensado.
Francisco de M. Leal Sece-
I
PEKN. TVP. DE M.
T
DEFAMA. 18.
MUTILADO


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