Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00997


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Full Text
^^
J
N. 447.
--
W <
Auno de 18S0.
DIARIO DE PERNAMBUC0.
SabscreTe-sa na Tipografa da alesna Diario raa Dlreita N. S97 1. aodar ese! por 641 reis aiau folaa
ave saair todos os das atis*
Sexta Ffira 6 de Agosta. #S. Xisto P. M.
i
Prcamtr as 6 horas 6 minutos da tarde.


ARTIGO de OFFICIO.
m


exigindo poder mandar para o Trem Na*
cional os meninos pobres, |iie vaga o por
A aquella Villa, e exigindo igualmente hum
Cta da 20.a Sessao Ordinaria do Cirurgiao, que cure a pobreza do Termo,
Conselho do Govrrno nn 6 de Maio de por nao poder a Cmara ter hum de par-
1830, presidida pelo Excelleutissinio Snr. tido, por falta de rendas. E constando
Presidente Joaquim Joze Pinheiro de por esta occasia5 ao Conselho, que os
Vasconcellos. rendimentosdaSiza, e meia tiza da Vil-
Fnr&o presentes nrSnrs. Conselheb las do Cabo, Limoeiro, e Pao do Albo
tos Deao Bernardo Lu z Fer reir, Dou- Ihes havia sido applicado par a- si as
toral Manoel Ignacio, de Car val ho, De- obras, ejque desde o auno de 1820 tae*
zemhargador Thomaz Antonio Maciel rendimentos nao tinhao entrado n< g C.
Honteiro, Dnutor Antonio Joaquim Fer- fres da Fazenda Publica, resol veo, que
reir de S. Paio, e Felis Joze Tavares de se officiasse as referidas Cmaras, para
Lira; faltando sem causa participada o haverrm de informar porque Ley, ou or
Snr. Francisco de Paula Cavalcante de dem ihes fora ellas concedidos para a
Albuquerque. Conselho deliberar, se tal pertnissKd *e
Fui lida, e approvada a Acta da Ses- poderia fazer extensiva a' Cmara de 8.
a antecedente. O Excelb ntissimo Snr.
Presidente aprsentou hum Cilicio da C-
mara Municipal destaCidade, participan*
do ter designado para Cemiterio da Fre
guezia de S. Antonio o lugar denomina
Antao; e que igualmente inf rmu'savm a*
quanto tinhao montado, e que aplicntao
se Ibes tinha dado. A respeito dos WriV-
nos pobres serem admittidos ao Trem, e
do Cirurgiao para curar a pobreza, juU
do Cabanga, ou hum terreno desocupado, gou o Conselho nao ser de sua competen
que existe em fim da ra das Cinco Pon- cia ; e o Excellentissimo Snr. Preside: te
tas no principio do aterro dos A (Togados, ficou de responder a Cmara. O Sin, De-
entre o mesmo aterro, assougue, e mar* ao ponderou, que o Patrimonio do Hospi-
grande ; e para Cemiterio da Boa Vista tal dos Pobres da ra Nova, e principal-
o lugar de S. Amaro; e exigindo, que S. mente a Propriedade denominadaIlha do
E. mandasse examinar pela Junta Medi Negueira seachamui mal administrada,
ca, e Officiaes Engenheiros os referidos e dando tal Tez prejuizos ao Hospital, em
lugares, suas vantagens, ou desvantagens lugar de considera veis lucros, se f sse ar-
fizicas, e topogrficas, para que a Cama- remattada, pelo que in ra, confirindo com a principal Authorida- resolvido, e que se expedisscm as < on ve-
de Ecclesiastica, possa levara'efeito este nientes orden. Despachara-se Reque-
negocio. O Conselho ficou entendido, e rmenlos, e deo-se por fiada a Sessao. E
o Snr. Presidente de dar as providencias, eu Vicente Tbomaz Pires de Figueiredo
que a Cmara exigia. Forao lidos dois Camargo, Secretario do Governo, e do
Officiosda Cmara Municipal da Villa de Conselho a subscrevi. E*t*vao assig-
S. Antao hum pedindo o Emprestimo nados o Pracidente, e Meo.broa do Cun-
do rendimento da Dcima, Siza, e Sello seiba.
daquelle Termo, para a factura de huma
Cadeia, de que wuito precizava; outro
T



(sooi)
A
CORRESPONDENCIAS.
ra ns Monarquas,' a virtude as Rerui-
C> blicas,..e o temor.nos Estados despticos.
KJNr, Edictor. Entre os sofismas, S6b< a le Evanglica he, que ss formou
que o Amigo do Povo nos impinge todos esse Go?erno, #uja excelieucia pareca
os Sabbados (e a 4 vintens) hum.ha', que tal ao mais grave dos Historiadores, que
' tendo sido repizado huma, e mu i tas vezes elle ojulgava impraticavel aos homens.
nos Peridicos do absolutismo, nao deve Em todas as Nacots, diz Tcito, p
correr impune. Esses idalgos, corres- Povo, ou os Nobres, ou hum t saotts
pondentes da enxovia, querendo tornar, que governao; huma forma de Governo,
desprezivel osystema Constitucional, fa aero argumento com abusos das AulfcwN he huma brihaut quimera. namcn*
dades populares, eeoncluem, que os ho das nalones, et urbespopulus, aut primo
mens sao os mesmos em toda aparte, e res, aut singuli regitnt: delecta ex his tt
que as formas dos Governos nada influ consotiata reipuhlicce forma, laudan faci-
em sobre a felicidade dos Povos. Absur- lius, qvam euenire == .
do be este, que tern contra si a rasao, a Tarito nao pedia advinhar, que esta
-experiencia. A rasao ; porque sendo in? especie d? mibgre se cumpriria hunvtftfa
gavel, que o hornero deve a matar parte entre. 09 selvagens, cuja Historia nos del-
os seus vicios, ou virtudes a' educacao, xou. As paixoes oh'e polytheismlogo
esta riependendo inteiramente do Go- tran^ornariS bumGoveino, que se nao
verno, e da Religi.o; segu se, que consi-rv?, se nao* pela justeza dos contra-
quanto melhores forem esta, eequelle, pezos.- (o g> ;rno Constitucional' Repre-
menos defeituosos serao os homens, e por zeqtalivo) O fenmeno da sua existencia
consecuencia mais feliz a sociedade. A *ta* a reservado para huma Reb'giao, que,
experiencia; porque a Historia sobeja- rifante rid o equilibrio mais perfeito, per-
nente nos instre da mudanza nos costu-
meados mesmos Povos, quando tem a ite-
rado a forma dos seus Govemos, e abra*
ijado differente Religiao.
Para nos conveneermos desM verla-
de basta lancar-mos huma vista d'oThos ^hhecida de todas as grandes Monarquas
para o estado das Naques antes, e d-pois da Europa moderna. A Inglaterra ca-
ite Christianismo. Todos.oa Povos a* ex- Jfoi, como a Franca, o Hespanha por
cepc.ao dos de Israel, viviao na idolatra : seos Estados geraes: a Hespariba passoa
victimas humanas ensanguenlavaC os seus a nimia Monarqua absoluta, a Franca a
altares, e al os vicios tomavao atributos h&ttik Monarqua temperada, e a Inala-
da Divinaad. O despotismo dos Gover- tersa a huma Monarqua mixta. Oque
nostinha hum carcter de forocidade es* lfe'tte'nbtvel, he, que as Cortes da pri-
pantosa, e as mais vergonhosas paixoea metra gzavaS de mttOs privilegio*, que
decediao da sorte dos homens. O Evan- naS tinhao os Estados geraes da segunda,
gelho apparecao no mundo, e o mundo eos Parlamentos da tercena; e o povo
mudou consideravelmente de usos, e eos. mais livre (o Hespanhol) cahio sob go-
tumes, oferecsndo, como huma geraeaa vemo mais absoluto. De outra parte os
nova. O Christianismo (diz J. J. Rom* Ingleses, que estavao quasi redoziuos a*
*eau) he em seu principio huma Religiao escravidao, aproximavao se a' indepen-*
universal, que nada tem de exclusivo, deucia, e os Francezes. que nao erao
nada de local, nada de proprio antes des- nem mujto livres, nem muito escravos.
nrte c abeecer a mais perfeita balanza
pottfca, Montesquieu vio o principio do
(? verno Inglez nos bosques da Germa-
na: era tal vez mais simples descobrilo
na divisao das trez ordens ; divisao co*
le, que d'aquelle paiz. O seu Author Di-
vino, abracando igualmente a todos os
homens em sua caridade sem limites, veio
tirar as barreiras, que separavao as Na-
ces, e reunir todo o genero humano em
bu ni povo de i raaos.
ficarao quasi no mesmo ponto.
Finalmente grande, e fecunda idea
poltica foi essa divisao das trez ordens.
Totalmente ignorada dos antigos, ella
produzio entre os modernos o systema Re-
prezentativo, que se pode por 110 numero

" Montesquieu multo bem provou, que dessa* trez, ou quatro descobertas, que
o Christianismo he opposto em espirito, e tem creado outro universo : e deve-se di-
concelhos ao poder arbitrario, e que os zer, para gloria da noisa Regiao, que o
ieus principios fazem mais, do que a non. systema Reprezentativo dimana em parte




(soor)
*
\
das mstituicoes Ecclesiasticas; ja* parque a tgreja
he a primea, queoSrece huma majem semelhan-
te ero eus ( oncilios com psitos do Soberano Pontfi-
ce, dos Prelados, e Oeputados do Clero; ja'porque
o Sacerdote Christaos,. nao. sendo, separado do Es-
tad, tem dado cabida a huma ordem nova de cida-
do?, qu? por sua reunio as outras dua$ tem arras-
trado a leprezentac,a do corpo poltico. Nao de-
veaos desprezar huma reflexao, que confirma os fa.c-
tos precedentes, e prora, qua o genio Evanglico;
he eminentemente favoravel a libercUde. A Kelig-i-
, o Christaa estabelece, romo dogma, a igualdad
more!, a nica, que se pode pregar sam perturbar o
inundo. Por ventura em Roma o polytheiamo, pro-
curava persuadir ao patricio, que elle nao era de
hum po mais nobre, doque o plebo ? Que Pon-
liSae ousaria lev ir taes palavras aos opvidos de hum
iNero, ou de hum Tiberio ? O corpo do Levita,
que tivessaeasa imprudencia, seiia exposto ao su-
plicio! Entre tanto sjfa estas as goes; que os Po-
tentados Chriit.; recebe* iodos os das nessa Ca.
deira, to justamente chamada cadeira da verdade,
Em ge ral o christanieino he sobre tudo admira-
vel por. ter conrerdo o homem fizico era homem mq-
Tal. Todos* os grandes principios de Roma, e da-
Grecia, a igualdade, a liberdade achao-se na noisa
Jrteligio ; mas applicados a alma, e ao genio, e con-
aiderados debaixo de relacoes sublimes. Os conce-
lhog do Evangelho formo overdadeiro filozofo, e
seus preceitos o cidado verdadnro. Nao ha' hum
pequeo povo christo, onde nao seja ma-s d-.ce vi-
ver, doque no meio do povo antigp mais famoso,
excepto Attienas, que foi encantadora; mas horrivel-
mente injusta. Ha' huma paz interna ai as Nsccs
modernas, hum exercicio continuo das mais tran-
quilas virtudes, que se nao vio reinar as inargens
do llhsso,- e d Tibie. Se a Itepublica deBiuto,
ou a Monarqua de Augusto saisse repentinamente
do po? ; nos taamos horror a vida romana. Basta
trazermos a memoria os joi.os da deosa Flora, eesaa
aecugaria continua de gladiadores para cor.hecer-
moa a enarme dufaren^a, qua o Evangelho poz entre
lis, e os pagaos : o ultimo dos chistaos, sendo bo-
inemde bem, he mais morigerado, doque o priioei*
Yo dos filsofos da antignidade. Acrecentemos, pa-
ra coroar tantos beneficios, hum beneficio, que de-
ntera ser e*criptoem letras d'ouro nos annaes da fo-
aofia A abolico da esciavaria. Assim se ex-
jnrime o cloquente Chateaubriand na sua preciosa o-
>ra Genio do Christianiemo. Poroutra parteas
iAferentes formas de Governo tem produzidoes4o-
toi os paires a felicidade, ou desgrana, dos Pofos.
Pode comparar-ae hum Asitico estupido, sensual, e
ecravo ao nobre cidado de Londres ? Neste pies-
mopaiz, que diff?renr;a nao faz hum Inglez do sec-
lo de Eduardo i. j ou de Ricardo 3. c a hum In-
fflec de-hoja i Os racemos" Portuguezes do tenipo de
I), Sebastio, e d'abi por diantc podem sofrer o pa-
ralelo cora os Portuguezes doseculo de D. Joo
% '.eD. Manoel ? Por qua rabio Povos, oiitr'qra
f o fiorecentes, hoje vivem no abatimento, e quaai
fUslmbrados na lista das Nac,5es ? Que he da
-grandeza da Hespanha ; que he do herosmo da O-
Tanda, que ja dero leis a mundo ? Que cousas
produzirao estas mudancas ? A corrupeo dos cos-
tu.me8 : e quem motivou a corrupcao dos do* comu-
nes ? A relaxacio, ou mudanza dos Goyernos.
! Em quanto este garante osdireitos, e faz cumplir
os deveres dos Cidados, os Povos iazem prodigios
i '
\
cm todos os gneros, que emprehendem ;,aaopode-
-obos, reapeitados, e felizes : mas logo que o Go-
_erno inverte as sagradas le da natu?eza, e da so-
edad; logo que arrogando asi mais, doque.lhes
Je devido, a huns'dnega os direitos, aadatros
permitte postergar os deveres ; as pruxfcs crfn;n-i
tomao o aau imperio, os coatumes enrrompem-se, oV
cidados ja nao eSo os meamos. O bo nem lie gem-
pre o mesmo em toda a parte --- he humi prop07.'tcr
falsa, se na for marcada a sua verJadeira dcepc .
O homem he o saesmo em to la a parte, ito h" ; ertri
quanto ao ser de homem ; em quantu a ser rapaz M
virtudes, e vicios ; porem o mais bem educad. aera*
sempre melhor, do que o malcreado, o id a di I Londres emjfral multo mais estimnvel, doque hum
Caraiba, Parisiense incompravelment superior a
hum Laponio. Este o pensar do
oo*"~"V> Somnamlulo.
&Nr. Edctor. Entretanto que Cidados Bi-
sileiros, amantes do Systema Conatitucional, e s acrrimos Defensores censura., justaiuerite, o pio-
cedimento do9 Ministros, que ad ib i ni st rao a Justina
segundo seus caprichos, guiadoj ao' pelo iaipuls >
da* paixosns, eu, sem nje considerar liienos t'omt-
tncional do que ellea, nao me pouparei e.n form .r o
eioirio ;os sAuistros, que, era oesempenho dianas
fungoens, intrepelrao a Lei afuvov dos povo*, sem
tramgreuir a vonlade do Soberano (*) e p:r. mHlio
fazer rcalcar saus justos encomios narrir>ji onfacios
pelos iulgardigno9 do conheciment do Publico.
Em principios do anno de Ib7 foi posto em Jul-
io, da Ouvidona do Civel desta Cidade, hum Li-
bello, sem a fonnalidde da reconciliac,o entre l'ar-
tes ; e seguindo a cauza os seus termos foi ali.nl j ,1-
gada pelo Juizo dos Feitos da Fajeada, ^>i hvij:iuo
dajqantro Ministros daRe'laco, a fa or il) A. ;
fundados aquelles integros Magistrados em ns tT
sido publicado, em forma, nesia ProviiKia, o De-
creto de 17 de Novembra de 1824, e mais ftindayvrA-
tos, que exclu'o da.nullidade o Process. Foi e>*
hurgada pelo It. aquellt benten9, seulo hu n dvs
fundamentos dos Euib..rj03 a nuilii de do Pfoot^i >,
j>ela -Mta derecoiui'na^i > ; purem piev .le .* > o
just" Juizo, que, pela t* d piuic.^ d > ref ri-
o Deerato, tiuhitofrm do os M-nscru.-., .re ..- X'
niroo .Accordo, fui palos mesraos decedido que o
Acordoembiri/adosuhsistise e :) seu vi^arse.n e -
bar-^o d<-8 Embargos. Deste ultimo Acvoia .i^-
gravou H. para a Meza la Suppiicaco, onlf p r
novo Accordfio da coaspicaos Mininos ae oi.tndvu
ltimamente proceder a reconcilhc", sem se dar
por nullooProceaso, suprindo, por aquelle m-do,
a falta da formalidade legtl, sem prejuizo Ao\,,
que nao teve culpa alguma em ser recebido em .1 vzo
o Libellosem ser primeiro mandado reconciliar coni
o K.} e por aquelle ignorar (bm como todos es ma-
I l~ -._m
() Interpretar a Lei a favor dos povos sem tro*-
gredir a vontade do Soberano he que nos ro *n-
tendemos como possa formar o elogio de Mnvstrofi :
nao he da attribuico do Poder Judiciario ni. rprt-
tar a Lei, aejao favor de quem quer que for, I. ro
o Ministro que o fa, in*ade,o poder alheio, comet-
tehunia arbitraliedade, e em vez da merecer el g;o,
fat-se dig-no de castigo : o que as Afthorilados nao
deveru transgredir, he, a Lei; por que enttv nos i.j
ha, ou melhor nao dee ha ver fonti.de do Soberano ;
por quanto nao tendo os Brazileiros Soberano,'e
sim hum Chefe Constitucional, cuja tontarie e fa'
marcada na Lei, nao havendo tran*gres> nao ha transgresso da voatade d1 Aquelle Julga-
mos necessano esta advertencia, para que se nao
suponha, que calando nos, consentimos n>> absurdo.
Quanto a questSo do processo, nos deivamos aos fcii*
tendidos na materia o juizo sobre o julgado.
O Ldiclor.
*L*
TT^


w-T
wm
w
f3008)
i
is geralmente) huma Lei, de que 9o* se comecou a
usar neata Provincia depois de Maio de 1828 ; nao
se contando athe esse tempo seno huma nica re-
conciliado, praticada no anno de 1825, entre todos
os Juizea, e Ouvidores, que residem na Capital des-
ta roesma Provincia.
Ao primeiro golpe de vista parecer' insignifi-
cante, edepoucandade a narraco daquelle fac-
to ; porem quando nclle bem pensaren* os que tem
cauzas pendentes em Juizo, das comeQada. depois
de Novembre de 1S24, antes de haverem Juizes de
Paz em Pernambueo, estou certo que reformar o
eu conceito, julgando til a publicaban do *pte te-
mos expendido em honra e louvor dos Meritissimos
Ministrcsjque em huns e outros Accordaons daquel-
les Autos se acho assignados.
Negar-me a e-te dever di gratidn repugna com
oa sentmentos do seu Constante Leitor
M. L. da V.
O
Correio.
Correio Terrestre para o Cera' re; ebe a mala
no da 7 do crrente ao meio dia.
Amzos Particulares,
GEorge Gibaon, Corrector Inglez compra, e
vende, moeda de curo eprata, ediaconl* bt-
lhetesd'Alfandega, e Letras de boaa firmas : naca-
ea de Cambio ra da Cadeia do Recife N. 1L
A pessoa que anunciou noDiario qaotar hu>
eozinheiro menaal, sendo anda o queira dirija se a
ra doa Quarteis N. 279.
Quem precizar de huma ama para huma ca?a
que sabe cozinhar aofrifelmenta ; dirija-te ao bevo
da bomba D. 4.
Comprare.
1
DIariamentb 2 ou 3 arrobas de capim de plan-
ta, mandando trazer a porta na ra de 8. Bento
em Olinda : anuncie por esta folho, ou d.rija-ae a
mesma ra sobrado N. 20.
Vender.
BIxas de 80 rs. a 240 re.: na ra do Vigario ven-
da de 4 portas de Joaquim Pires de Alaoeida
Lopes na esquina que volta para o Forte do Mato
H. 22. ...
Hm eacravo afitcial de sapate'uo, aem vicios,
porpreco cmodo : em S. Francisca a fallar com o
Porteiro Fr. Jacinto de S. Joze, ou na Tipografa
deste Diario.
Meios bilhetes 4a Lotera da Rio de Janeiro a
beneficio dos Emigrados Portugaezes, que ada cor-
rer no prezente mez da Agosto, com rebate de 95
por cente : na ra da Ccnceicio beca do Vigario lo-
te N. 25.
Amatada de huma caza na Cidadc que rende
4$000 rs. por prego cmodo : na ra Direita ven-
da D.35. .
Hum escravo pescador, canoeiro, e eozinheiro,
de boa figura, e de bons coatuinaa : na ra da Li-
vramento D. 7.
Huma balanca com bom bracjo e bem aparelha-
da cam pezos de 1 libra ate' 12 arroba : na ra da
Sansalla nova sobrado N. 19, das 3 ate' as 6 ho-
ras da tarde.
Huma escrava mossa, boa figura, sem molestia
nem defeito algum, bom leite para criar, e muito boa
para dentro de casa por ter algumaa abelidades : na
Pracinha do Lif ramento sobrado dedous andar
D 21.
Doua eacravos ladinos, hum de idade de 12 a
13 anuos, com principio depedre.ro, a outro de ida-
de le 22 .a 23 annos bem ladino, e propno para
qualquer ser vico : na raa do Queimdo loje de ta-
zendas D. 9. .' .' -
Na loi' da esquina da ra do Crespo, que vira
para o Quemado meios bilhetea da decima nona Lo-
teria do Theatro, e da primeira a beneficio dos Ji-
mif radoa Portuguezea com 30 por cento de abate, a
pr.Tnera havia de correr impreterivelmente no hu do
paaaado Julho, e a segunda em 20 do mesmo. Na
uieuna loje tem a lista geral doa premios da decima
qnart Lotera da Misericordia vinda pelo Paquete
* \o armazem de F. V.da Silva Porto das Cano-
a* N 6, 2.* andar, alem de outros mu tos gene-
r hua Teliscopie de 52 polegadaa de cmprido, a
3 le dimetro proprio para o uzo de obaerva<;oena As.
tmnomicas, por quanlo alem de descobnr objecto,
muito .nais distante que os oculos superiores em ga-
ra! ddicobre o* Satlites de Jupter como estrelas qua-
te l aguada grandeza: huma carleira de utea a-
goa pra duaa 'pesaoas, huma dita para huma so
pessoa, oasai grandes para coziuha com gaveta,
humielojodeparedeerahumquadro, rico, que re-
cula muio bem.
Alluga-se.
HU si negro ladino que entenda do servico da
Padana : na ra Direita PadariaD. 14, ou a-
nuncie por este Diario.
Verdeo se,
DO Palacio do Governo ate' a esquina do beca
la Camhoa do Carino, na ra Nova urna Pro*
coraefio pascada pelo Snr. Deputado Ignacio de a1-
meida Fununa ; quem aachar pode entregada
Joffo Duai te de Faria. na ra Nova, qae aera* re-
coaipenfado.
Viagens.
PAik Rio de Janeiro o Brigue Melindre,Cap
to Antonio Joze Lisboa ; sahira' ate' 15 do
corrente mez : quem nelle quizer carregar ou hir da
passagem falle com o mesmo Capito, ou cora o
Consignatario Joze Antonio d' Oliveira.
Escravos Fgidos.
FjILias, mulato, de idade de 15 a 16 annos, ca>
jbe^a glande, dentes da frente limados, beaa fei-
to de corpo, muito esperto, e levou com sigo hum
cavallo de estribara prompto da um ludo e ate' ata
par de esporas deprata, oqual tem oasignaes le-
guintes na sarnelha tem hum risco de cabello branco-
que foi de girimu' de idade de 5 annos, cor cardaa
entilando ruco sujo cauda curta, esquipa, alte pas-
aeiro e furia passeiro : os aprehendedorea levem-o a
ra do Colejo a Bernardino Antonio Dominguea que
tera' 40#000 rs, de gratificado, esendo pessoa qte
o nao queira pegar e so' aim denuncalo tera' 20^ ts.
O mesmo adverte ajue brocedera' com todo o rigor
da Lei contra quem o ti ver acollado.
Antonio, nacao mocambique, estatusa baix%.
groc,e do corpo, com barba, alguna aignaes de na>
<;o pela cara, fgido na dia SO do paseado com cal
9a e carniza de algodao da trra: os aprehendadore
levem-o em casa de Joan Leite Pitta Ortiguez, na-
ra da Cruz do Recife N. 46.
Permmbvt* n Typoqrqfw <( DUuri*.


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