Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00970


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Full Text
ANUO XXXI. N. 99.
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
A
t\
r
l =*
SEGUNDA FEIRA 30 DE ABRIL DE 1855.
-m-------
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
KNC AIUIKGADOS DA SUBSCRIPCA'O.
I. -1fo. o prnprieterio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, 11 :-r. Joan Pereira M irlins; Balii.i. o Sr. I).
Ilupratl ; Macei, o Sr. Joaquim llornarrin de Men-
rloiioa ; Parahiha, o Sr. tiervazio Vidor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim lenacio Pereira Jnior ;
Araeaiy, o Sr. Antonio \irtoriano Augusto Burgos ; Marauhflo, o Sr. Joa-
quina Marques Rodrigues ,1'iauhy, t- Sr. Domingos
Herminio Arlles Pessoa Cesrenre ; Har, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jcronymoda Costa.
CAMBIOS.
| Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
Pars, 315 a 350 rs. por i f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, t 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da coinpanhia de Bebente ao par.
da companhia de seguros ao par.
! Discord de lettras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas" 299000
Moedas de 60400 velhas. l$000
de 6300 novas. 169000
de 49000. 99000
Prata.Patacoes brasilciros. 19940
Pesos columnarios, 19940
o mexicanos..... 1J860
PARTIDA dos <: 01 inda, lodos os dios
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Visia, ExeOurieury, a I3e28]
Goianna e Parabiba, segundas e sextas-eiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
rr.i.AMAit di: UOJE.
Primeira s J horas e 4-2 minutos da larde
Segunda s 4 bofas e 6 minutos da manhaa
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quinlas-feiras
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sexias-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* varado civel, segundas sextas ao meio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados aoWio dia
EPI1EMERIDES.
Abiil 2 La c-beia aos8 mininos e 36 segn
dos da larda
9 Qnartominguanle as 7 horas 12 mi-
nulos c 39 segundos da tarde
16 La nova a 1 horas 16 minutos*
36 segundos da larde
2i Quariocrescenle as 3 horas 37 mi-
ninos 40 segundos da manha
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Calharinade Sena v.
1 Terca. Ss. Felippe e Tiago ap. -, S. Segismundo
2 Quaria. S. Malfada rainha v. ; S. Vinimal.
3 (Quinta. Inv'en$3o da S. Cruz; S. Rodopiano.
4 Sexta. S. Monica v. ; mi de S. Agostinho
6 Sabbado. A converco de S. AgOStibo; S. Pi
7 Domingo. 4. depois de l'ascoa. Mitoridade
daSS. Virgcm Maide Daos. S. Heliodoro
IHTEB10R.
CORlxESPOXIitACIAS 1K) DlAlilo DK
PERXAMBl'CO.
AMAZONAS
Barra 10 de abril.
Magras algibeiras llie desojo por asim melbor po-
der ua alma atrancar o eco.
Na minba correspondencia inserida no sen Diario
n. 42 observa-se :
No prrneirn paragraphoonde diz e nilo leudo
ainda deparado considerarnos alguma- transcriptas
in lugar ilee nao leudo ainda deparado conside-
rantes aleumas devidas a esla provincia transcrip-
tas ele :
No segundaparlilhamdo assim com igualdade do
palriotismo do Amazoneiiscs que nilo lie scmelhanlc
ero lugar dedessemelhanle : e que lineando
os olhos sobre assuas bellas margens poroadasem
lunar deennaslradas.
Desde 10 de fevereiro que llic nflo (cnlio dado
d'aqui noticia alguma.e na querendo que Vmr. me
julgue descoronado vou dizer-lhe algiima cousi-
nha.
No dia 8 pelas 2 horas e meia da manli.'ia anco-
roa neste porto o vapor Tapajoz vindo da capital
do Para.
Este vapor depois da sua chegada da Europa ao
Para nilo na dez das eneelou a primeira viagem na
primeira linha ; sua viagem fui fcila em T das com-
pletos voccosionindo a esta viagem nao ser feila cm
I ou 5 dias, porier vindo bastante carregado c\i-
;indo alguma demora nos pontos de escala, e mes-
iiw por seu commandaote nao o ter (eito andar rom
toda a sna terca prevenindo qualqucr sinistro que
poderla soffrer devido aos rios ainda nao se acha-
ren! clieios como as encher les anteriores e uestes
ltimos dias terem baixado cerca de tres palmos ;
mis d'ora em diaole julgo que sendo elle de 12 a 13
mitins poder;i fazer as viasens redondas na primei-
ra linha em 11 ou i2 dias.
Veio de passagem iiesle vapor o Dr. Marcos
Antonio Rodrigues de Souia.juiz municipal para a
comarca desla capital, Joflo Antonio de Magalhfles
Caslro, que vem preenchei o lugar de amanuense
da secretaria das Ierras pdicas c oulros passageiros
inclusive 120 colonos port112ner.es dos quaes parle
ficaram na colonia de Serpa e parle seguirn) no
mesmo dia de sua chegada para a de Mana, ambas
creadas pela companhia de navegara c commercio
do Amazonas.
A salubridad? e Iranquilliriarie publica em nada
lem sollrido allerarflo ; lendo s a accrescenlar que
mullos dias lem havido que nAo se sabe o que se ha
de comer, e para se silisfaier fome loma-se urna
cuia dexi'ie'! .
Na verdade he admiravel, c lameulavel para
quem experimenta tal crisc, ver ser a provincia lAo
abundante de peixese lo lerlil, ilTerecendo lanas
commodidades para a propagaran do gado e ludo
que possa ser til, de nada poder fruir, e assim nAo
acontecera se a tilo rcronhecidn necessaria estrada
do Rin Branco tivcssc sido encelada porque ja hoje
gozara o publico de um passadio mais conimodo :
este bem agora so se impetra a Dos.
Ilem llic fine eu prenunciando sobre a retirada
do presidente o Sr. Penna, pois quaudo ella chegou
a rcalidade foi assaz saudozo aquello dia, comquan-
to fosse ao Sr. Correa de Miranda entregue o n_
goidio do governo desla provincia.
A presidencia apar de seus recursos ia hiendo o
que era possivel, marchando com aiiimusidadc, des-
prezandu os fortes Iropecos, c ainda que mui leuues
aprsenla fruclns de seus esforcos. Actualmente
linio o que merece o seu cnsaio esla um pouen cal-
mo, relevando que quem oceupa cargos interinos
nuuca apparece urna resolueflo e ludo'heperplexida-
de ; ms, segundo nos esperancou o Sr. conselhci-
ro Penm vollirdepois de encerrado o senado, e es-
tamos convicios de que S. Exc. concluir os srus
protestos, e que com as verbaes inslrucccs do mi
mstro vir dar andamento a ludo que por S. Exc
existe comerado.
O Sr. Dr. l.cAo, actual chefe de polica as
funccAe que Ihe compele vae pralicaudo como
ach juslo.
Da administradlo de jusliga so Ihe sei conlar que
o Dr. Marcos presin hojeo juramento de juiz mu-
nicipal, e que por empedimeolo do Sr. Corra de
Miranda esla funec.onaiido interinamente desde bo-
je no lugar de juiz de direito, (icando exerceinlo
aquelle logar o Sr. Izidoro que ja enlAo o funecio.
nava na interinidad?.
A assemblc provincial principir seus Irabalbos
no dia .') de nato, e o que se pode lamentar he que
lendo o Sr. Wilkens de Mallos de seguir para a
corte a lomar assento na cmara dos deputados, lem
de o substituir como secretario interino o oflicial
maior da secretaria da presidencia, o qual he depu-
Udn provincial, cacando-lhc lal empregn ( por pru-
liitnr a lei aos secretarios e presidentes } a concessAo
de lomar assento na assembla e de conlarmos com
a sna cooperarn.
Sobre is obras publicas observo que desde que
forana encitadas nao liveram mafs andamento, e
ignoro a causa desla paralisacAo. Consta-me porm
que vae-.e (ralar de f*zer um cercado para evi-
tar, que o terreno sagrado da matriz que ardeu nAo
conten a servir de pasto aos animaes.
A cmara municipal nao sei se est em ejer-
cicio !
Agora para mitigar i monotona em que esla Ier-
ra nos envolve lem havido espectculos Ihealraes na
colonia Man desempenbados pelos colonos, e se-
gundo me dizem.mal ou bem.merecem muila turio-
sidade.
Asira no meio da harmona ipparece motivo pa-
ra despedaea-li, e viverem lodos recelando um dos
oulros e de si proprios. No flepubtico (jornal
tem mandado imprimir correspondencias as mais
desagradaveis e improprias a quem liver censo com-
mum : aprudencia adverle que nem sempre asi
verdades se digam, e nos aleives nem se soubem
nrmenle quanJo nAo he forrozo, e que se nAo be j
suhjuiiado a iulercsse ; pelo primeiro, salvo se quor- '
se imitar a fra que ilcslroe aaviclima nao para seu
alimento, mas sim por ser sen nico regalo uuvir !
os sons lastimosos de sua desgracada victima e com
ungoemodificar suas furias (apelo segundo, o ho-
rnero que medanle a paga seu pcusamenlo cscravisa
e ronlrafaz sen senlimenlo, he ser indigno daseme-
Ih.'incii dehomem, que para evilar o Dauello hu-
manilade deve elle lomar urna forma eslranha. NAo
elisia ule nAo qucrciei ass^nlar no autor de lal corres-
pnndenria o epilelo geral de injusto, porquanlo par-
le ilella he bem applirada....mas he repugnadle vcj
o que diz sobre pessoa que merece conanra de
Bailas, e que por reconliecerem sua probidade ella
bo|e oceupa um lugar bastante importante nesla
capital, e na Tardada ao Sr. Alfonso o seu procedi-
menlobesullicieiileprova para semelhanle aleivosias
inerecerrm a sunlez do publico.
Falla 10 mnalos para se fecharem as malas a
nS obstante a precipitaran cun que escrevo nada
maisposso dizer-lhe scnAoAdeosale mui breve
para couversar-mosde parle. P. S. T.
O Pigmu.
PARA.
Belm t" de abril.
Mon cher.Tolas as vezesque eta bella e pillo-
resca eidade de Belm do Urio-Par lie visitada por
esse grande mulor da civilisarAo o vapor, sinlo
enchei-sc-me o coracAo de enlevos, porque se me
ausenta urna especie de lorpor, que, de quando em
vez me arcommelie lAo vivamente, que se por aqu
habtame algum pliysionomisla e me devisasse no
semblante esses traeos carregados e montonos,
coi lamento ino faria desfavoraves augures Desle
estado', porm, me arranca a lembranca de que em
breve eslarei s vollas com omeu compradre Ramos,
e por faz ou por nefas delle obler o seu esiimavel
Diario para me extusiar em noticias lauto nacionaes
como eslrangeiras. O meu bom compadre, romo tai-
vez Vmc. nAo ignore, he um honrado commcrcian
le, e por isso passa em revista os olhos pelo seu
jornal, loma as olas convenientes sua occupa^Ao
con mercial,'e ilepois entrega-me, dizeudo apenas
que, se eu encontrar alzuma descoberla on inrenro
( lemos delle )em que elle possa honestamente aug-
mentar sua fortuna lli'a rommunique ; eu prometi-
Ihe que siin,eeis-me eaminho da rucinha ou chcara,
como suppoiiho que lili se chama ; porm, como da
eidade ao arraial de Nazarelh. lugar de minha resi-
dencia, he um bem estirada qaarln de legua, vai-sr-
mc apenando o coracAo pelo lempo que consumo
tin la chegar, para 11111 af.injlevorar o seu potuai
noticia!, se em bom senlido me admillc o lrmo,
porque do contrario rollo com elle ao lincho, mas
linaliuente diego, e as-im como o vapor lauca an-
cora edcseaina solirc o leilo do Cuajar, eu don o
na minha rolo, e inr.irapitando as eangalhai no
meu aquilino nariz, ollie que be aquilino, deilo-me
ao i*alr>arch da minha octogenaria idade, larqiiinho-o mais de-
pres-a do que um csliidanle de francez conjuga^ o
verbo irregular aeor ; e a proporrajo que Icio, sinio
remocarein-se-mo as facilidades quasi caducas, c
reverdeccrem-se-me as ideas que linha na mocida-
dc.cm cuja quadra almejava cu que o defunclo Ni-
colao sollasse o lirado deguerra, porque ma-
ncira de um cerlo capiUn bavia ofl'crecer-mc para
marchar para a i?ima, t nao sei se Ihe conle, a
orgulliosa Sebastopol loira mais um formidarel con-
tendor ; mas na minha idade he isso kiipo-sivel,
bem que svmpalhise de lodo coraran com i causa
alliada, porque be santa e jusla, e por isso mislcr
be que aqui tribute meus siurcros emboras ao ca-
pilAo... visto que, pela sua espontanea offerla se tor-
iioii digno dcHcs.
Mas, que de-aslrado qnc sou, he verdade ; mil
perdes Iho peco, e pelo amor de Dcos nAo se exas-
pere contigo, e menos nflo me fulmine esta minha
primeira inissiv, que Vmc. nao esperara, ( porque
me nao rnnhece e nem cu a Vmc. a nao ser pela
fama de honrado o muilit preslavel, de que goza
nesle meu tonta ), mas que sen o preludio do mili-
tas oulras, se por ventura Vmc. tiver a boudade de
a collorar I i bt'uffl ranliiibo do seu Diario. Feito*
assim os cumprimenlns. e-queridos ir. primo, c um
lano eongrasados, releve Vmc. que eu llic ex-
plique o motivo que me denlos ou a enviar-lhe
esla.
Amante do pail que, apozar mesmo de me nAo
ver nascer, o adopte!, quandu quasi lodos o zeram,
que me lem pfeslado o mais decidido amparo vo-
Ihicc, c vendo no seu jornal missivas de toda a par-
le do imperio, mono- desla provincia, lao digna de
elle figurar, as quaes se ventilan) qucsles de sif-
bido intercale publico, en passaria por mal asrade-
cido so, po leudo, nao concorresse com o men pe-
queo contingente pira a prosperidade desla bella
estrella do diadema imperial, fazendo lembrar, pe-
los meios ao meu alcance, as medidas e melhora-
menlos que tenho em conta de muilissimo impor-
tantes, noticiando-lhe igualmente aquellas que to-
rosa a efluilo, para gloria de seu jornal e satisfcelo
de Vmc.
Previno-o 'i de que esse cancro roeijor chamado
polilic;j. me sera estranho. e se nellc locar ser
per tecMUlU nicamente, visto como sendo meu
filo advogar i atareas de vital necessidade, nAo me
deve e nem realmente me importa que governe San-
cho ou Marlinho ; o que desejo he que seja modera-
do, e que administre bem, assim como aclualmenlc
n faz o Exm. conselheiro Reg Barros, esse Pernam-
bucano dislinclo, cheio de prudencia, de lino ad-
ministrativo, de lmela le e de todas as mais qna-
lidadcs que soe adornar um cavalleiro, que al-
linja o grao da peifeelibilidade, se a ella nos be da-
do chegar.
Como sabe, esla provincia acaba de passar pela
0 PARAIZO DAS ItLHERES. (*)
Por Pulo r*al.
. SEGUNDA PAUTE.
CAPITULO XI
O cumarim da marquesa.
Era no segundo andar da casa mais bella da ra
de Malignen o palacio de R stan, conformo eia
chamada de|>ois que o re Trufe a comprara, o
ramarim da marque'za linha dilate de suas ja-
nellas os jardins, os quaes lermiuavam na ra Mon-
laigne.
O re Truffo amava apaixomdamente os jocos em
que o espirito ile>eiivolve-sc, o nislo dominava todo
o seu circulo. Osjogos de paciencia mais compli-
cados nao po liam resistir-flic muito'lcmpo ; seu no-
tario linlia-lti ensimdo a adevinhar os eniainas pit-
lorescosdo Charivari; gracas a Solange Beauvais,
elle podia etecular no piano as primeira- notas de
urna quadrilba fcil, mas brilhanle.
Seu divcrlimenlo preilileclo era o jogoda ceslinha,
o elle lomas mi parte iabriella de Morges, Solan-
te. Irene, eas vezes a marqueza. O rei Trufle nAo
gustara que se admillissem hornees, porque bsgotl-
s iii-lhe a provisAo de rimas, que tisera o cuidado
do aprender de cor.
Feria amado muilo os lozosriphos ; mas esse es-
forro laborioso di lolice humana estiva decidida-
() Vide o Diario n. 98.
effervcscciicii elciloral para preeneber a vaga dei- i
inda no senado pelo fallecido Jos Clemenlo l'e- '
reir, e apezar da lira dos partidos, como o sovernu
se conservou neutral, nciibiiin aronlecimento lenho
a nirrar-lhe : a eleieAo curren livre, verdadeira-
menlc livre, e o resiillado dell.i, dado pelo Tre;e
de Maio n. 171, que he jornal imparrialissimn, he o
seguinle :
Souza Franco. 231, 12 separados.
Arccbispo. 220, .">
llr. Angelo. 18, 6 i>
Convm nolar-se que, alm dos 12 Votos em sepa-
do que lem o Souza Franco, vao incluidos mais na
votarAo delle oulros 12 do rollegio de Porto de Moz,
que dos en,in rompor-se apenas de 11 eleilores se
compoz de 12, Miando ainda 3 (!!j phenomeno
este, que sii a sriencia de Machievcllo sera capaz de
resolver, porque esleseu criado, por mais tratos que
tenha dado imaginaran nao pode al o prsenle
penelrar-lhe o amago !
As nossas ras, graras a nossa illuslrissima, vAo
sendo macadamisadns, n ja fclizmenle por mor
parle dcllas se ple transitar sem risco de par-
tir as ranellas : as rotulas, contra as quaes o Diario
do O rao Pai j se conspiro, levaran) nina s iflri-
vel cresta, bem como as tpalas, que iam al o meio
das ras, mas como quem saborea os encomios deve
lambein amargar as censura-, be por isso necessario
eu dizer-lhe em abono da verdade, que a ra For-
mosa foi urna das que a illuslrissima manilo calcar,
mas que, dizem os meninos do Trem que de ludo
sabem, foi elevada exrcssivamente, aislo com o fim
nico de fazer negaca o presidente daquella corpo-
rarAo espeilaveLao Dr. Caslro, oujo predio ficou
nimiamente enterrado para se favorecer ao nropric-
lario defroute, do sorle que, quandu as chiivas se
prolongan) anda o meu doulor em papn de aranha
porque as aguas cutram-lhe em casa, e se elle nto
se prevenir com alguma gndola, mam-ira dos ha-
bitantes de Venen, corre o risco de amaiiheccr
qualquer dia lulaudo com a inundaelo : a este res-
peito j o Diario daqui.que nAo he infenso 10 presi-
dente da illuslrissima, disse-que a continuar seme-
lhanle estado de cousas leria de cantar o de pro/uu-
dis sobre as ruinas da nova I'almira, lembraudo por
sua vez, que convinha emquanlo o cascalbo da ra
se nao adhire, fazer um cano capaz de comportar a
massa das aguas que se agglomeram ness.i ra, mas
S. S. fez ouvidos de mercador, e soffra quem soflrer
com lano que nao sejam seus amigos Quizara ler
um genio assim !
O mao fado do Para nAo contente que os nosso*
eiigenlieirosarcrlem rom as ulceras que corroen) Bi-
garrado* nOMo* edificios. A igreja de Sanla-Anna.
urnas das mais bellas em architelura que temos, por-
que he lie forma de urna cruz grega, ainda nao -ha
nm auno, ou podco mais, que com ella se gaslou,
mo pequea quanlia, para Ihe curar um,i:m,
que apresentou no frontispicio, e j hoje delta ver
mitra quasi igual veren.os desla vexso Ihe appli.
rain algum visicalorio que a cure radicalmente.
O quarlcl provincial de policio, que apezar le ler
gravada no tronliscipio a legenda de principiado
soh a administrara do conselheiro Cuclho, c con-
cluido na de Fausto Augusln de Aguiar, mandada
eolloear por este, ainda at boje o nao esl, lendo si-
do continuado'cm todas as seguintes ; mas o que he
mais saliente e digno'de cierna memoria sAo as fen-
das gnndissimss quej nos aprsenla J.i que Iho |
fallei nesle quarlcl, manda a verdade e a jusli-
ra que Ihe diga, que o coinmaiidartledo corno abi
resllenle, be um verdadeiro tvpo militar jamis o
sorpo de polica do Para leve urna disciplina lao so-
lida com a que Ihe tem dado major Joo Fran-
cisco Clele, nome esle que por si s be sufficienle
garante de minha opiniao, e dispensa qualquer
com men lo.
Um edilieio inconcluso, que a espensas do com-
mercio bavia sido comerado no lempo do conde, em
olarao de Plido, supponlio que para os fillios da
Thatin e Melpomene morrerem e ressusitarcm lan-
as vezes como de estrellas tem o ceo, vai agora ser
ultimado, creio, que para o mesmo lim, com a ni-
ca diOerenca de que o govemo Ije quem fica com a
loria de lal conclusAo, c lamben cm o producto,
islo he, com o material nclle empregado, porque,
doscommerciantesque naquella poca concorreram
para semclhantc obra, ou ja nao evistem, ou se al-
gum ha, he iao velho qae ja se nAo recorda da
quanlia com que subscreveu.
A ponle, outr'ora de pedras, aconteceu-lhe o
mesmo que aoquarlel de polica. Anles de se dar por
concluida, com o seu espacoso lelbeiro, racharain-se-
Ihe os arcos, c Use andam desfazendo para rcro-
mera-los depois : lenho f, que desla vez fteario
lAo solidos, como a panra de um frade Benlo depois
do refeitono !
As nossas repartieses publicas, cujas direcrocs se
adiara confiadas a bons chefes, preenchem soffnvel-
menle seu lim. E ja que loquei nesle ramo de ad-
ministrara nAo posso csciisar-me de dizer que a
boa educarao e modo de Iratr as parles concorre
mallo para que os direilos se n,1o estraviem ; e se
nao lemesseque me tachassem de apaisanado, dira
de passagem que o ineneetof de fazenda, e o admi-
nistrador da recebedoria, peccam, s vezes, por seus
genios irasciveis, sendo mais de urna as parles quei-
xosas ; mas he cerlo que Ss. Ss. compenelrando-se
da importancia de suas alias missoes farAo quauloem
si cuiba para se moderarem;e eu desdeja me dou os
parbaos por lao feliz resultado.
Ojornalismodesla tern vai vegetando como os
caulcsem alcantilados rochedos, luta com immensos
obstculos, mas louvores a seus emprezarios vcsela
alfim !
O Diaifo do Cran-Par,raras i pericia do seu
proprietario, e cdilor o Sr. J. J. Mcndes Cavallcir,
vizila-nns lodos os dias uleis sendo que o commercio
est ja tao coslumado a l-lo de manhAn, que o meu
vizinho Malhens acaba de dizer-me, que, lendo o
Sr. R. N. deixadode ser assignante, pr na i que
mente cima de smi alcance. Algumis cnxaquecas
adquiridas na aiIrvinliarAo dos logogriplios c das
charadas tinham-no feilo renunciar a esse ramo da
ule.
Senlive tentara ensinar-lhe a versiliratAo, e o rei
Trufle Tazia j vezes coplas soflrivelmcnle inspidas ;
porm quando o poeta iniciou-o no anagramina, o
pobre homem nilo cnidou mais em ontra rousa.
L'm dia passando na carroagem com Seusilive pelo
Mirra de Saint llonorc, este disse-lhe : Eis aqui
duas ras Magrammae, a ra Montaigne e a ra Ma-
lignon. O rei Trufle lumou logo o rauhenh, apon-
toii as lettras de cada nome. e achou perreitamenle
Maliiiuon piii Moataigiia. lluvia um e de mais para
que Montaigne se achasse iguilmcntc cm Matignoo ;
porem isso nao imped o rei Trufle de comprar nes-
se mesmo dia por nm prei-o eitrvagante a casa si-
tuada na ra Halignon, cujos jardins davam para a
ra Montaigne.
Para um homem grosseiro, ndiffcrenlc aos encan-
tos do anagramma.-c-'i rasa leria evidentemente va-
lido cincoeuta por cent de menos.
O rei Traite comprara assim quanto Ihe pediam.
e pelo prero que Ihe pediam. Sua riqueza era sem-
pre i inesm.i, e creio al que ella augmeiilasa. Era
um poro sem fundo, contra o qual nada podiam nem
o men |eh|,'. nem o milano, nem o hanqueiro, essas
poderosas machinas de esgolamenlo.
Sua casa c sua mesa eram francas ; o rei Trufle
nAo procurara os pobres ; porm nenhum estendera-
llie nunca a mao ilebalde.
Ilavia j algum lempo que o marquez e a marque-
za de-Rostan linham cslabelccido ah sua residencia.
Edinrava-se um aposento para os de Mnrees do lado
da roa Malisnnn, e Seusilive linha no fundo dolar.
dim um pavilhio mei campestre rodeado de trepa-
deiras e imosles que elle Iraduzia em allemAo para
agradar a Alphonse Karr, o mais alilado dos bons
jardlueiros.
desaguisado havido entre elle e o propriclario, no
dia souinle andava de dentro para fora iiiuil iin-
pacienle, sem saber o que fallava-lbe.al que vendo
passar o dislribuidor. peile-lbe um exerapter, e ape-
nas o l rindiere que o desassocego cm que eslava
linha origen) na falla da leilura do Diario ; c lao
salisfeilo licnu, que maudou novameulc insrrever
seu nome na lisia dos assignanles He o que faz o
costme, dizem as velhas, e o ralAo do Malhens sus-
tenta com todas as veras de sua cnnvircAo que islo
he exacto. Quando eu liver lempo bei de Ihe dar
por escoplo o retrato desla Mallieus, porque lenho
consrienc,. iiic Vmc. e mais sous correspondentes
das diversas provincias, e me-nio os assignanles do
seu Drui'i'ilgnslariio deronhece-lo ; mas previna-os
ja de que nao he calvo ; nAo o Mallieus, he um ly-
po original.... fallai no miio aprontai o p ei-lo
que ebega, mas eslou quasi, quasi... dando-lhe una
rehordosa, porque loud- e incumbido de me Ira-
zer da eidade a ola do rendimenlo das reparlirors
publicas al boje apresenla-se-me sem ella e muilo
lainpeiro disculpa-se rom or Ihcsoiireiros e pcri-
v:lcs, laiiraiiilo-lhes meia du/.ia de soffrveis iinpro-
cares, quando cu sei que cllcs sAo pessuas muito
le bom !
O Treze de Maio vai tamben) vivendo um lano
drsa-sombrado, quanlo ao Obserrador, e a Aurora
disculem com igual denodo; se ha vanlagem he
daquelle : o Planeta ja nem mesmo sei se vive,
suppouhn que esl lando vagidos !
Por culpa do .Mallieus, como Vmc. vio mais ci-
ma nAo poma incluir nesla o rendimenlo das repar-
tirles, porque o S. Saltador ja est deitond fumo,
c eu nao quero deixar de Ihe enderezar esla minha
primeira missiva, e lendo lalvez ahusado de sua
hondade illimila,lmenle, lem este sen criado a dis-
lincla de ser eolri screiteur,
O Cuajarense.
a
FIAUHY.
Therezina 2 de abril de 1855,
I
Bem que um pouco dosapoulado e desgoslo minha lare/a de aliuliavador de missivas do seu
Diario, pelos motivos que liei de expor-lhe, vou lo-
davia, Ir.icar esti, em que Ihe noliciarei o que ha
occorrido derradeiramenle nesta capital do meu
querido Piauh), embora tenha o dissabor de a nao
sei inserta as paginas do grande jornal para que a
lelineei. Ao menos Vmc. queja nao he pouco para mim.-"
Quando ti o seu Diario, -vindo pelo correki de
marco ultimo, e que alcanra a 20 de fevereiro pas-
sado. prorurci, rom avidez] a minha primeira de 16
de Janeiro; mas em va, e entao siippuz que, ou el-
la, e bom asim as mais que Ihe lenho dirigi-
do, nao Ihe chegou s maos, ou se chegou,
Vmr. nao a julou dicna de apparecer no seu
gUiajilesco jornal. Confesso qee fiquei dcsa-
ponlado do proposito feil, e por muitos momentos
eslive com o pensatnentocm o-cilarAose cinitinua-
ria, ou nflo. na acro emprehendiill. Por lim acliei
acertado enderecar-lhe anda esla toscacartinha pe-
dir-lbe, iiii-u charo senhor, obsequio de declarar,
lelo seu Diario, se as correspondencia, idas do
l'iauhs. dirigidas Vmc. para o mesmo, hAo che-
uado assuas mAos, c, no caso allirmalivo, se nao sAo
propriasdo apparecer em publico.-Por quanlo, sa-
liendo cu que ollas nao leeni sido enlresues Vmc.,
licarei cerlo que administrado do corrcio geral
ilo Recite deverei altribuir a dlenrao ou descami-
nbo de miabas carias Vmr.
E cuulinuarei al ler sriencia cerla-se, com effeito,
V me. tem receido, ou nao. as correspondencias re-
feridas, com as seguintes dalas :Di de jineiro;:t
de fevereiro;H 1S do mesmo d'este asmo, pa-
ra eu entao ou proseguir na tarefa; ou abando-
na-la. *
ni
Com esta, Ihe sera prsenles 2 cartas miabas de
marro prximo passado, que deixaram de seguir no
correio de 18 do memo marco por sumira uidigni-
dade de um dos deus empregados da reparlicau do
correio geral d'esla capital, e das quaes Mi poro
lambem a inserrAo, visto que nAu sAo para despr-
zar.
IV
Passn noliriar-lbe oque sei, eo quepossn.
Po dia 19 demarro prximo pretrito abrio-se a
primeira sessAo judiciaria do jury d'esla capital, no
prsenle sano. Eiilraram cm julgamenlp (i procs-
sosconlendo 7 reos, dos quaes,2 foram absolvidos,
ejase acbam sollos, > lambem absolvidos, mas
de cujas absolvieses appellou o promotor publico, o
6aeterelU.it. de liveira Lima, I, nnrsrr cs-
cravo,aecusado por crime de morlc, foi con-
demnado a levar 100 irnnlrs,e os 3 ltimos a pri-
s3o com Irali illm.
Presidio aojurv o juiz de direilo interino, Dr.
Camin Gil Casteilo-llrancu.
No dia 29 de marco passado foi preso, onlem
o delegado de polica, ii'esti cididc, o barbar Jao
>anes de Souza, por ler este homem terino surrado
despiedadameme a um menino, de nome l.uiz.
que lem cm sua casa, e que dizem ser seu afi-
Ihario '.'....
O infeliz menino, depois de ler sido rriielmenlc
atontado, ficaud lastmos,mcnle corlado do liorri-
vcis checoladas, pode escapar das carras de seu vor-
dugo, e foi apresenlar-se ao digno delegado, o hon-
rado cidado Antonio Joaquim de Lima e Almda,
qual manden vir sua presenca o maldilo Joan Nu-
iles ; e lal foi o modo insolente desle sugeilo para
o probo delegado, que este o mandou rccolbcr a
radcia, onda se acha para llic nao ouvir, por mais
lempo, suasresposlasbnitaes e desrespeilosas !!!
Monten) i" |. de abril ) foi preso ao sabir da
igreja, onde acabava de celebrar a mista da ma-
nliAa,e conduzido prisln do eslado-maiur, o
padre Antonio de Moura, capellAo do batalhflo, etc,
por ler dito a missa de sua ubrigaoao antes das 8
horas, e sem que eslivesse presenlea tropa, e nem
lao ptucoo Exm. presidente da provincia o Sr. Pe-
reir de>Carvalho, que, quando chegou, o padre
Moura ia acabando do dizer a mista !
V.
Por agora hasta.Esla provincia continua em
paz.Mindasoflremoscaresta nos gneros alimen-
ticios, como muitas vezes Ihe lenho noticiado. Po-
de ser, que ainda Ihe dig duas palavras, anles de
partirera os estafetas.
.viu,le Ihe desoja este que ambiciona o seu concei-
lo e -smpalhia,e que he seu criado.
./. C.
P. 5.Nunca ihe escrevi com mais presta do que
nesta occasiflo, e nem carta lAomal escripia como
O camarim da marqueza era fresco e gracioso. O
jardim era lao bello rilante de suasjanellas que qual-
quer leria julgai'o estar uo campo. Todas essas cou-
sas deliciosas que nAo podem adquirir-se com dl-
nheiro sem gosl. e sobretodo com goslo sem dinbei-
ro, oruavam esse aposento. Ouanlo s particulari-
dades, vejam-sc diversas descripc,cs de carnarios
brilbanlc.

A marqueza eslava na poltrona junto do foso. Mr.
P. J. Gruame appellidado Tudo-para-as-MuIheres,
c o qual temos a salisfacao de aprcscnlar aos leilo-
res, achava-se assenlado "junto da janella, e lia una
gazela. O senhor marquez de Rostan, doenle e qua-
si embriagado, passeava apressadamente sobre o la-
pele. No meio do camarim e sobre urna mesinha de
um s p, eslava urna garrafa de agunrdenle quasi
vasii.
Isso acabar mal murmuras a o marquez com
colera ; o diabo me leve se assim n3o for.
A marqueza um tanto paluda, e bella em seu ves-
tuario caseiro, coutemplava as arvores do jardim,
cajos ramos ja quasi desfolharios o vento aguasa.
Mouilava, e pareca na dar nenhuina alleurAn s
palavras do marquez.
Ouve-me, senhora? exclamou este, parando
dtanle Mella.
Alt Francisco, ilj.se Aslrca, ouro voss fazer
muilo rumor, e sei que perrie seu lempo.
O grande Rostan baleu rom o pe de urna maneira
rapaz de arromhar o assoalho. P. J. Gridiine eslre-
meeeu sobre a radeira.
(.le grotsaria dizia elle comsigo ; e dizer que
esses lbregos sao sempre batidos por essas mu-
Ihcres!
Em urna palavra como em mil, souhora, lor-
noii o grande Roslau furioso, he verdade que pre-
tende casar com aquelle billre ?
Melbor que uioguem. Frauci-co, respondeu a
* Duasuuicas correspondencias lemoS recebido, e
ambas furam publicadas.
0.< Itedwtore*.
marqueza brandamenlc. voss sabe que isso be urna
cousa mui fcil c simples.
Sei que a senbora lem zombado demim !... Sei
que na me convm ler si-Jo um objecto de ludibrio
cm suas miios... Soi...
A marqueza bocejou. e disse :
Voss he ingrato, Francisco. Tenho suppor-
lado o peso de suas loururas durante mais de de-
zoseis anuos, e agora he voss que se queixa de
inim !
Mr. P. J. Gririaine enesroa surralciramente o
urande Roslau. dizendo eomsigo :
Desla vez ella vai muilo longo, elle be capaz
de estrangula-la !
O grande Rostan linha dada um passo para As-
ina ; mas parou dianle de seu nlhar. L'm rugido
sur,lo sahio-lhe rio pcilo, os piinhos cerraram-se-lhe
violentamente eelle vacillou, lano osangue allluia-
llie ao cerebru. Vollou mesinha e encheu um co-
po de agurdente.
Na sabe, tornnu a marqueza. como co*tumo
fazer as cousas ? Fallei-lhe em deixa-lo sem indem-
uisa-lo largamente ','...
Mas nflo lens corarlo nem alma, mulher mise-
ravel! exclamou Fra.icisco com o nariz no copo.
Meu pobre amigo, disse a marqueza com des-
den), vosse esl ebrio, e nAo quero discutir.
Oh nao eslou ebrio.Morgalle !... sei o que di-
go !... Mei de fazer lano escndalo...
Parou com a bocea aberta dianle do sorriso escir-
necedor de Aslreu.
Escndalo comigc/! tornou ella. Coila,lo !...
que poderias fazer para exceder o cscandalu do pro-
prio casamento '.... Todos jne julgam loa mulher. e
diroi a Iodos com a l'ronlc erguida : Eu era apenas
sua amasia...
E lodos le rcpeir.lo, Morgalte !
E muitos me invojarao, Francisco ; pois quan-
do eu disser isso, serei duqueza de Rostan, duqueza
esta Ihe riirisi jamis.lia raz.Ao, mas esta nao
Ihe a posso diz.cr agora.
No ilia 2Krie marro prximo plisado foi Ma-
noel de Smiza Lima noiueado promotor publico ria
comarca do Principo Imperial. Para a mesma foi
o bacharel M. M, com licenca ria presidencia, pois
que he elle promotor desla comarca, rom lim de
acensar a Jos de Barros, de quem he inimii'o.
A* besigasesModecimando a popularao dacidade uuri'roa tal negociada, pois que arregando rio
Foi arrematado o navio, c os salvados pelo rapi- I
lao. c mais agentes ria casi a que, pcrlcnciam. mas
nao ,ei os procos, porque foi lodofeitosem inlervem
rAo juriu iaria, e u llorn de nada me pode infor-
mar ; sei porem que no dia 22 os'que arremataran)
o casco rio navio, e o que dentro ludia, iam pagan-
e paite ria comarcada Parn.ihiha.e para minorar os
sollrimcnlos das pesaoas indigentes, nomcou o Exm.
presidente da provincia una commissao naquella
eidade. composla de membros, para dar-Ihe o
preciso Iralanicnl, ele No seguiute correi Ihe di-
rei mais a respeil.
Rio Grande do Norte.
Natal 18 de abril.
Polu Imperador Ihe escresi, c como nao eslivesse
ainda bem provado o faci rio naufragio ri brigne
Plata, que na oceasiao la entrada do vapor bavia
pegado na corda ou balsa da Rclinba, nio quiz
naquella ocraiio nada dizer-lhe porque temo mui-
lo ser contrariado em minhas noticies : agora pois
s.iiha, que aquelle hrigue lendo sabido na larde
do dia 1:1 do crrente, com bom vento, e mar cheias
nAo sei por artes de quem fui ler sobre OS banco,
de areii ; logo que chegnu a noticia de ler o hri-
gue pesado, Dr. chefe de polica acudi com as
mais una bacar com sarcos de assaear mollmlos
ia osla m afondando o qae linda cansn um alvo-
roto na ciilade, porque a fortaleza fez signil de na-
vio em perico, sem se saber onde, sabio a esio o
uic inuniripal.e a forra que bavia disponivel a cor-
rer a costa, e s a noile foi que se pode saber que
era a barcaea. que felizmente foi em lempo soi cor-
rida c salsa anles de honlem lambem foiao fundo
dentro rio rio, vindo do engenho do major Fabricio
liomes Pedrosa, urna barrara carregadi de coaros
salgados, e assucar ; Iguns couros foram pescados
as redes dos pescadores, purein ainda assim o pre-
jui/o est calculado em 1,81x15 rs.
VMe Sr. abril tem sido bem fatal aos navegantes
rioste rio, e se elle nflo nos eslivesse ja a lavorecer
com sua ausencia, eu nao embarcara dcbaixo
ile seu signo, nem para airasesssr a roroa !
Esl marcado para o dia 30du rorrcdle o jurs de
S. Jos, c para l parle boje o Dr. juiz de direito c
providencias a seu alcance para ver so o podia sa- promotor, e lambem boje escrevo ao Mangabeira pa-
far, enviando jangadas, genle, etc., mas l udo foi | ra me dar conta do que por la luiuver, ainda que
improficu, e o hrigue decidi, que mais nem um ; agora nada ha que recelar, porque baqueou o colosso
passo rialli dava : lanrando-sc ao mar una porcto ^ ,na' 1ue alubia aquellcs lugares-, mas nao haverflo
de saccas de assucar de que era o seu carregamen- ulros'.' Oh quem dera Seguem 7 reos. Ja
lo, mas nada o alonvi, pelo que o consignatario!cS,;l muilo adiantado o auno, e en nflo sei quando
do navio, que era o negociante desla prara Domin- Se l'oder fazer as duas sesses rio jurv em lodos os
gos llenriques de Olivcira enviou urna sua bar-
rara para tratar de salvar parle da carga, Iripola-
rflo, eomnisqie fosse possivel. mas, 011 porque foss2a
barcada demasiadamedte carregada, 011 porque bou-
vesse ento mo lempo, ao desatracar ella do
navio foi submergiria. pererendn o raeslre Jos de
Souza e Silva e tres marinheiros inglezes. Consla
apenas que se pode salvar da carga uns 00 e puu-
cos saceos de assucar que foram poslos em guarda.
o cspilAo, e o reslo da tripolacflo. Bem sabeVmr.
que tiestas occasies o povo lem o privilesio de
poder tirar os corolarios que bem Ihe parece'; por
isso muitas lem sido as causas que se tem dado do
naufragio, e al se tem dito, quedahi vicram or-
dens posilivhs para se perdar o navio, por ser ve-
lho : o que me parece, porem. mais provavel he que
termo- desta comarca, quando aimla agora he que
se vai abrir a primeira no sesunrio termo, e nos ou-
lros quatr ? Felizmente a minaren est provida
por seu juiz de direito propriclario !
Arioos, que por esla vez nada mais Ihe posso dizer.
Saude, e bons patacos Ihe deseja quem be etc.,
etc.
PERNAMBim
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' em 20 de abril de 1855
Presidencia do Sr. Ilarao de Camaragibe.
ConclusAo.
O Sr. Mello llego : Sr. presidcnle, quando no
a embriaguez continua em que viva o capilAo anuo passado se apresenton na casa urna pelioao de
aqui, e que sem duvida a repcliria a bordo 11a oc-' Juqiiim Pires Carneiro Monteiro, idntica a que
casiAo da sabida, nAo Ihe permillio, que ouvisse, c I forma objertudo projeelo em discussAo, foi cssa pe-
seguisse os rumos que Ihe dilava o pralico da barra, j lieao remettldl a nohre commissao de pctiecs, que
contra o quil nada pode prejudicar, porque sua I lio seu parecer disse o sesuiute :
pericia e zel no seu officio he de tolos r cconbccido ......Ella a commissAo penss que nao be con-
n pois. ion sei de quem se deve queixar o se- veniente fazer acreditar que a provincia he obriga-
guro, que segundo dizem, lem de pagar as favas que
o a,suo comen.
Do centro consla-nio que o delegad de P01I0-
AlegWaabcndo, que se achava de publico moranilu
na eidade de Souza, da provincia da Parabiba.
mu individuo que era criminoso 110 seu termo, e
leudo consenso das autoridades de ambas as provin-
cias, enviou una forra sub 11 cummando do dislinc-
lo e intrpido alferes Urbano Fernandos Barros,
alim de all n/enricr o criminoso, urna voz que
liuli,1 por vezes eligido do delegado de Souza cssa
pristo, e elle nao a fazia ; defeilo o alferes l che-
gou, e cffccluou a prisa, mas u subdelegado pdz-
Ihe nflo sei quanlos obstculos, c por lim olliciou
m alferes. dizendo que nao estando legal o man-
dado quo Uan, nao consenta que elle levasse o
preso para Porlo-Alegre, que Bcaria delirio all na
caricia ale que o proprio delegado o viesse buscar,
a quem tmente o entregarla com esse ollicio, e
dcixando o alferes o homem recolblo na cadeia,
seguio c deu conta de sua commistlo ; mas quando
o delegado rheg a Souza nflo rnconlrou rtiais o pre-
so, e Ihe diz o subdelegado que se havia evadido
da cadeia, levando comsigu dous soldados que o
guardavam Tomara que cssa noticia ebegue ao
conhccimeiilo d Flxm. Sr. presidente da Parabiba,
se ainda for o Sr. Paes Brrelo, para que, averi-
guando o fado, ajuste estas conlas com o lal de-
legado ou subdelegado do lal Souza, para o que sei
nao Ihe falla energa e solitario, vista que aqui
assim se mo pratica com os criminosos daquella pro-
vincia, dos quaes se esla fazendo continuas remos-
tas. Ja perd as esperaneas de ver cxtinrlo o tal
-s -lema de proteger o crime, quaudo da parte das
autoridades se dao desses escndalos !
Moje he o dia do fercet opas, islo he, o das ar-
rematares dos gados, c esl a eidade com lanos
malulos, que eu creio haverem mais arrematantes
do que gado, pelo quo vejamos se engorda desta
vez a vocea smsrella.
Saude, e com que se compran) os meles Ihe de-
seja ele
Ti ile abril.
Eslava bem pouco preparado para hoje Iheesrrevor'
porque nflo cuntas,1 ja com S. Sallador, que des-
la vez salvou sua reputarlo, ja bem pouco fundada.
Uepoisdo naufragio do Vala, queja Ihe nolicie em
urna das tres que por la andarii, e que ainda nao ti-
ve o soslo de ver cm ledra redonda, nada mais ha
occorrido de notavel : todava a ordem do dia ain-
da be o naufragio, e continan) uns a attiibui-lo ao
rabilan, oulros ao pralico, c oulros 30 perigo da bar-
ra ; e como eu nflo concordo com as duas ultimas
piiie-, porque muilo confio no Pimenta, que co-
mo lodos sabem be capaz de passar a barra com os
olhos fechados, e esla nao lie das peiores.pois que a
lem demandado navios de muilo maior porte do que
o Piola e sem o menor incidente,e para que nflo sofra
essa fnjuslic,a a nossa barra eu quizeraque Vmc. po-
desse publicar o dezenhuda barra que Ihe remello c
que ainda que tosco he fiel afini deque me dissessem
quaes os perigos da barra, una vez que lenhamos
um pralico como o Pimenta ; se pois for possivel es-
lampa lo em seu Diario, creio que far um servi-
do a quem tiver de procurar esle porto.
legitima... e farci minha ronfissao de cima de um
monlfl de ouro !
NAo es ainda duqueza de Rostan, nem o sers
nunca !
A marqueza levantou-se, e disse :
Ouem me impedir V
Eu respondeu Francisco, escoudendo-se to-
dava alraz do copo de agurdenle.
O notario da Senbora marqueza esl no sala,
annunriou um criad a porta enlreaberla.
Pois bem... di/.e-lhe que espere.
Aslrea dirigia-sc mesinha. Rostan recuou um
passo quando vio-a chegar junto de si.
Nao lemas, disse ella sorriuri com desprezo.
Passou o braco por baivo do delle. e conduzio-o ao
sof.
Deita-lc, ordenou-lbe, digo-te que estis em-
briagado.
Blas se nAo quero deilaf-mc .' disse totalmente
0 ndalgote.
Astrea carrcgoii-lbc sobre o braco, elle perdeu o
equilibrio, c fui obrigadu a assentar-se.
O senhor vio? exclamou o marquez dirigindo-
sc a P. J. lirriaino com urna especie de admiracao.
Lila be mais forte do que eu !
Mr. Gririaine crgueu os olhos de cima da gazela,
c respondeu com una bella vozinha aflautada, mas
desentolda que linha :
Omphale era mais forle rio que Hercules. Como
1 mais bella melarie do genero humano he lambem
I ruis forle, foi que appliquei-me em corpo e alma
ao seu servics... Parece, acresrenlou elle hlenlo
sobre a gazeta.
ria a enviar lilhos seus a paiz.es cslr.mgciros para ah
se inslruirem ; e essa crenra, que j parere ser par-
tilliiria pelo peticionario, quando invoca preceden-
te eslabelecdo em favor do esludanle Jacobina, de
alguma soTIc seria aulorisario, se a assembla com
seu votoapprqyasse o rfquerimenlo de que so tra-
ta. Mas nflo he osle o principal motive que leva a
romniissao a pronunciarse contra a prelrncAo do
supplieantc. O oslado des cofres provinciacs, que
parece nflo ser rios mais liiongeiros, asavullailas des-
peras que o Exm. Sr. presidenlo reclama cm sen re-
lalorio, e aquellas, a cuja satisfar a provincia se
acha rigorosamente obrigada, redmente nao aron-
sclh.im que se distraa urna quanlia nflo pequea
com um objeclo, embura imporlante, de remota
utilidade!
A visb} das raz&ea que araba de expender, he a
coiiimissode parecer que se indelira o requerimen-
I do supplicante. a
Eu desojara que a nohre commissflo me rUssetM
seja boje acha conveniente que a provincia con-
traa a ohrisacao de mandar seus lilhos estudar cm
paizes cslrangeiros, c se alm disso o mo estado em
que se schivam os cofres da provincia no anuo pas-
sado, se acha substituido por um eslido to pros-
poro e lo lisongeiro, que baja lana abundancia de
dinbeiro a poni de se poderem mandar lilhos da
provincia e-tu lar na Europa. Eu quizera saber is-
lo, nao com o lim de me oppor ao projeelo, mas para
no caso aflirmalivo mandar una emende ,i mesa cs-
lendendo ao favor que se faz a' Arsenio Fortnalo da
SilVa a mais alguem em iguacs rirrumslancias, 011
antes ao individuo a quem se nc-ou igual favor no
auno passado, visto que os motivos que Icvaram
assembla a assim proceder teem dcsapparecido.-
Nao poderei lalvez mencionar na emenda que pre-
tendo confeccionar, o nome de Joaquim Pires Car-
neiro Monleiro...
i' Sr. Deputado : Pode.
O Sr. Mello /lego : .... porque cssa emenda
foi regeilada cm segunda disrussao.
Outro Sr. Deputado : Sendo emenda, pode.
O Sr. Millo llego : Melbor ; porque entao a
minha emenda seria aulorisaurio governo a man-
dar qualqucr dos ajudanles de engeoheiros que jul-
gar 110 caso de merecer esle favor. Se a provincia
lem obrigacAo de mandar filhos seus esludar na Eu-
ropa, seja ha dinbeiro suflicientc para sedar a e,se
individuo a que se refere o projeelo, enlcndo que se
n.o deve dar smenle a quem quer estudar dese-
nlio c etculptura, arles que nao podem ler applica-
ro lao proveitosa para a provincia como a enge-
nharia.
Vai a mesa e beapoiada a seguinle emenda ad-
dilisa :
11O governo (lea aulorisadn a conceder licenca por
dous annot com ordenado a Joaquim Pires Carneiro
Monleiro para continuar os seus estudos em qual-
quer parle da Europa.Aguiar.n
O Sr. I.iii: Filippe Diremos em oulro numero.)
O Sr. Hrando : Sr. presidente, o anuo passa-
do manifestei nesle recinlo a opiniao que linha a
respeilo da educarflo que convinha dar mocos'e
filhos da provincia, acerca de ccrlas especialidades
nos paizes mais sdianlados do que o nosso ; motlrei
------------:-----J-----;--------:
i Pera ao senhor doulor qua espere, respondeu
a marqueza.
Ah pretendes imperiir-me de ser duqueza de
Rostan, meu Francisco, lornou ella depois que o
criado retirou-se; e que fars para isso?
O fidalgole murmurou algumas palavras iuiutelli-
eiveis.
Ingrato disse a marqueza em pe junio do so-
f, liz-le marquez, e regaleas-me o titulo de du-
queza !
Se es duqueza, perguntou Francisco em lom
arrufado, mas tmido, porque nao sou duque ?
Porque nao s proprio para isso, meu ami^o,
responden Astrea. Eli, lauca s olhos sobre li mes-
mo, e l justo, Francisco, leus torios ot vicios, nao
a maneira ris lirialos, o que eu te perdoaria de bom
grado ; mis l maneira rios mariolas. Bebes muilo e
mal. dispulas un joro, procura! amores entre ai rua-
das... deves dinheire 1 torios, mas nao podes encarar
leus credures... Bem sei quo lem havido o ainda ha
duques assim ; porm sAo duques riespreziveis.
I)-me meu copo, riisseFrancisco ; tamben)
qnerrs negar, Morgalte, que cu soja um verriadeiro
hdilso ?
Ah quinto .isscntava-rc pellc de cabra, meu
bello Francisco I exclamou Aslrca enchendo de
agurdente tres quarlos do copo.
Dando-lh'o, ella acresccnloii :
Rogo-te que deixes esse nome de Morgalte.
O grande Rostan abri 1 bocea para repetir mais
.lilamente o appellid vedado ; mas vendo que Ai-
Irea linha a mAo sobre seu humbro, aproveilou a
que esta linha aido a marcha trullada pelas naca
mais civilisadas da Europa, prove que nilo s e
Franca, mas lamben, a Inglaterra, a Prussiaeal
mesmo a Rusta, libase por muitas vezes procedi-
do desla maneira, mandando filhos seus a paizes es-
trangeiros para apronderem certos ramos de conbe-
cimcnlos humanos que linham urna applicacAo es-
pecial a este ou a aquelle liabalho, 1 esta ou a
aquella industria ;e ludo itto liz quando selratava
da disrussao de um parecer da commissao de peti-
coesa respeilo do requerimento do Sr. Joaquim Pi-
res Carneiru Monleiro, ajudanle de engenheiro des-
la provincia : infelizmente porm fui mal succedi*
do, poique a nobre commissao enlao que esse moco nao eslava as circumslaocias
de poder ser approveilado. Mas, senhdfes, vejo bo-
je rom sraiulc salisfacao.que essa mesma commissao
remidiere que o que cu dizia o anno passado nesla
rasa era a pura verdade : Joaquim Pires Caroeiro
Monleiro, luclando com inmensas difliculdades.com
grandes embararos resultantes da 'alia de meios |>c-
cuniarios pode ir a Europa tratar de su saude, e
depois que all chegou procurou applcar-se aos cs-
1 urios riesua prolissau, de sorle que todas as noticias
que nos vem rie Paris confirmam que elle lem feilo
|irouressos, e vai dando provas de que be um moco
de esperaurat na parle relativa a sua especialidade
que vem a ser a engenbiria.
Um Sr. Deputado: Depois disso a commissao
mudou de parecer.
O Sr. Hrando : Ora, tendo isto acontecido,
lendo-se verificado que esse nosso comprovinciano
com sacrificios seus e de sua familia e.la-se appli-
cando aos esludos com proveito, me parece ser de
toda ju-liea que esla assembla o ajude nos-e uobre
empenho. nessa larefa que nao pode deixar de ser
elogiada por lorio o homem descienda.
Por couseguinle, espero que a emenda que te ach
sobre a mesa em favor delle seja approvada ; e por-
que sou coherente nos meus principios, enlendo que
oulro lano se deve fazer a respeilo do Sr. Arsenio,
que pede urna subvenco para ir a Roma completar
os seus esludos arlisticos. Nem se diga que a pin-
tura he urna arte de segunda ordem, e que nao inte-
ressa ; na, senhores, lodos sabem do papel imjior-
lante que a Italia lem feilo no mundo por meio da
pintura e da esculplura ; lodos sabem que Roma
moderna deve aos seus grandes pintores e esculpto-
res a maior parle de sua gloiia ; por conseguinle nSo
pense alguem que por querer aperfeieoar-se na
pintura n Sr. Aiscni nao deve ser por nos auxilia-
do. Sigamos o exemplo d governo geral lano
quinto |,mennos ; mimemos as artes, pois que he
assim que .1 nossa provincia se poder enllocar na
posiro clevaria que a natureza Ihe lem destinado.
\ olu perianto pelo projeelo e lambem pela emen-
da, desojando que 1 cmara rae acompanhe nesle
til c iiiteressanie peiis.imeulo.
A disrussao lira a,lia la pela hora, dcixando de se
volar o projeelo por ter sido a emenda apreseulada
cm 3.t discossio,
OSr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
la a tengo.
Scuao' em2l de abril.
Presidencia do Sr. Bario de Camaragibe.
A'sll '{, fcila a chamada, acham-se prsenles
) senhores depularios.
" O Sr. Prndenle abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario l a acia da sessAo antece-
dente, que he approvada.
OSr. 1. Secretario menciona oegoinle
EXPEDIENTE.
Um ollicio do Sr. secretario da provincia, Irans-
miltindo a informaran dada pelo director geral
da instrureflo publica, sobre o requerimento de Ale-
xanrtrina de Lima c Albuqnerque, profesora de pri-
meirasledras da freguezia de Sinto Antonio.A'
commissAo de iustruer.au publica.
L'm requerimenlo de Fnncisco Locas Fcrreirai
que tendo contratado com a cmara municipal desta
eidade o fornecimeiito dos carros fnebres pan a
conducca dos cadveres ao cemilerio publico, e a-
chaudo-se em discusso um novo regulamenlo com
disposices conlrariis ao conlnto que o supplicante
celebrou com 1 meswa cmara; vem pedir 1 esla as
sembla urna providencia, afim de nflo sor elle pye-
judicado, ou urna indemnisieao que corresponda aos
prejuizos que houvcr de sofTrer.A' commissao de
negocios de cmaras.
ORDEM DO DIA.
Segunda discussao da emenda oflerecidaem 3.,ao
projeelo n. 20.
Me approvado sem dbale.
Segunda discussao dos artigosadiadosdo orignen-
lo provincial.
Sao approvados sem discutso os artigo* 1, 5, tt,
7, H, 9 e 10, sendo ao ultimo oflerecida a seguinle
emenda :
< Ao artigo lo.iga-se 10:0005 em lugar de
.0:0005. S. R.-.. de Oliceira.
Art. 4. Com a directorii geral, a saber :
S 1. Cornos empregados. 2:6005000
S Com o expediente. 20O5OOO
Art. 3. Com o lyco, a saber :
SI. Com os ordenados e gratifica-
rnos di > prefessorese empregados. .
S '-i- Com o expediente e asseio da
casa.......
2:8005000
16:2005000
40090011
16:6505000
Art. 6. Com as aulas de lalim, a saber:
"SI- Com ot ordenados e gratifica-
roes dos professores....... 5:4005000
S 2. Com o aluguel das catas dos
professores da Boa- Vista e S. Jos. 4005000
_ 5:8005000
Art. ,. Com as escolas elementares, a sa-
ber:
sobre a aazcli .que os oegocios perlurbam-se no horca iberia para beber, e murmurou com omi blis-
Oncntc... Mr. I rurihomme diz que o horizonte po- phemia :
tilico robre-so de nma nuvem... Leio no Debis
que principe (iorlscWakolf...
O criado enlrcabrio novameulc a porta para
dizer:
O medico do senhor duque esl no sabio.
MUTILADO
Mei de malar esse Fernando !
l) criado apresentou-sc terceira veza porta, c
disse :
Asscnhnras Paulina, Georgele e Virginia pe-
rieo para fallar a senbora marqueza.
Aslrca e P. J. Oridaine trocaran) um sorriso.
Faze-as esperar, disse a marqueza.
Depois repellio as pernas De Francisco, e assrnlau-
do-se junio delle sobre o sof, pronunciou em voz
baixa :
Nincucm deve brincar com o fogo ; bem sabes
que contigo nao se deve proferir... mesmo estando
embriagado... certas palavras... Voss lem-me in-
commodado umitas vezes, se voss nao fra, eu esla-
na longo c alio... Exceptuando a voss, tenho des-
truido sempre em minha sida lodosos obstculos
que impediam-me a petsauem...
Di-niutde beber, disse Roslau.
P. J. Cridaine quiz levautar-sc para levar a ban-
deja, pois dsejava muilo saber o que se dizia sobro
o sof ; rnas um gesto Je Aslrea deleve-o. Ella foi
buscar a garrafa de agurdente, c enebeu o copo de
Francisco.
Este bobeo, embora livesse ja os olhos exmelos e
a lingua quasi parausada.
Reflecte, pobre louco tornou Aslrea ; vas a-
dormecer a leu pozar... Nesle momento nao poderias
ilefenrici-te mesmo de urna mulher... c amearas !
Francisco fez um esorco para levanlar-se." sorrio
estpidamente, c tornou a cahir.
Dorme, couliuuuu a marqueza, dornie em paz
esla vez anda... tenho um fraco por li, marquez...
Iive ciumesde ti... Dorme... nao te disse que nao
havena parlilha... Serei duqueza, casarei com iquel-
le que amo... mas leras durante o resto de leus dias
com que beber, jogar e comprar os amores que se
vendem... sers ura marquez feliz, meu Francisco ;
dorme...
O grande Rostan pcslanejou, e ievantando-se por
um esforcu vilenlo e lepentino, exclamou :
Irra I nao lenho somno, senbora duqueza I...
Prcfiro cuidar um pouco ; pois isso recreii-me....
preliro cuidar um pouco no semblante que terflo seus
nobres amigos c Ilustres conhecidus vendo a mar-
1


2 .
DIARIO DE PERMMBUCO. SEGUNDA FEIR O DE ABRIL DE 1855.

i 9 1. C.om os ordenados o gratifica-
roes dos profcssorea.......
S Corrunovels, fe mais objeclos
necessarios ao eusino c aot premios,pa-
pcl, iwnuas, (inla, o o miii que for in-
dispensavcl para os alumnos pobres .
a S 3. Coni o aluguel das casas. .
49:50853'.)
1:5875000
7:1003000
58:195,>33l)
o Art. 8. Cora a subvengo e asso-
claro dos artistas ....... 1:5005000
o Arl. 9. Coin o guarda da biblo-
Ihera............ GOOJOOO
Arl. 10. Com a subvenrfto a com-
pendia de iiavcgarao cosleira a vapor. 30:0005000
Continuaran da segunda discusso do orcamento
municipal.
Arl. 8. A cmara municipal de Nazarelli lie au-
tosada a dispender com os objeclos designados nos
paragiaphos seguinles a quanlia de 3:486j>.
SI- Com os ordenados dos empre-
ados, sendo com o secretario 3605 rs.,
o porleiro CO5 rs., com o continuo 608
culados em 120-5 ; com os fiscaes das
freguezias a porcenlagem calculada em .
60$, sendo que o fiscal da cidade nao
podcr.i perceber nunca menos que
8008000........... 7105009
8 2. Com o advogado da cmara 1505000
5 3. Com o espediente impressdes
e despezas miudas....... .IO3OOO
; 4. Com o aluguel do paco da
cmara .-........ 96-5000
n 5 5. Com o jury e elek-Oes. IOO5OOO
a 6. Com o pagamento de cusas
e contravenales de posturas.... 300-5000
7. Com obras uiuiiicipaes.e lim-
pea das ras, fcando a cmara muni-
cipal obrigada a construir om cemle-
rio............ 2:0008000
$ 8. Cun as dcspezas evenluaes
c assignatura do Diario ..... 705000
34869000
He approvadoo artigo, o as emendas sera dis-
cusslo.
Vai'ii mesa e lie approvada a seguinle emenda :
a Com azeite e agua para a cadeia 508. S. K.
l-'itga l'cssoa.
Ao artigo 8., 6.,acresce:ile-see com o pa-
gamento do que se deve a Joaquim Tlieodorico de
Albuquerque Maranhao 318002. S. R.Seino
Catakanli.n
n Arl. 9. A cmara municipal de l'o d'Alho,
lie auturisada a dispender com os objeclos de-
signados nos paragraphos seguidles a quanlia de rs.
2:877.
$ 1. Com os empregados, sendo,
rom o ordenado do secretario 2008 rs.,
com o do purleire 405, do procurador,
6 por cento calculados na forma da lei
808, e com o dos liscae^das freguezias
a porcenlagem calculada em 108. 3308000
i 5 2. Com o expediente e dcspezas
miudas............ 25O00
n S 3. Com o encarregado das balan-
ras do aroueue da villa, e de Nossa Se-
nliora da Gloria do Goil...... 705000
" 1. Com os foros dos terrenos oc-
cupados pela cmara...... ti? Un
n S 5, Com o jury e cleiqoes. 808000
6. Com as cusas de processos
criminae, e infraeces de postoras.in-
rlusive o que se deve ao escrivflo Je-
zuino Domingues Carneiro, c ao pro-
motor publico Joaquim Eduardo Tina. 2208000
S 7. Com azeile e agua para a ca-
des!.....-...'..*... 408000
11 S K. Com dcspezas eVenluaes. .11-1 11
S 9. Com o calcamento, limpeza
das ras, eobrasmuoicipaes. 2:0005690
2*778000
He approvado com a seguinle emenda.
n Coin o pagamento da quanlia de 31-5> rs., a
Antonio Jos Nones do Valle, se anda n.lo livor si-
do pago. -ISrandii./;. de Mello.
O Sr. frando :Eu ped a palayra para expli-
car o motivo desla emenda. Esse liomem Antonio
Jos Nones do Valle, requereu desde o auno pausado
a esta assembla para se Ihc mandar pagar a quan-
lia de 348526 do costas de processos ; apparece ago-
ra aqui uro documento a que vulcarmente se cliama
mandado da cunara, para se efTcctuar esse paga-
mento, mas ate esta dala nao se eflecluou, c lie por
isso ue eu aprosentei a emenda, para que no orra-
menlo se inclua essa despeza.
Cucerrada a discurri lie o artigo approvado com
a emenda,
Sao igualmente approvados sem discuiso os se-
grales artigos:
Art. 10. A cmara municipal da villa'do l.mo-
ciro, he autorisada a dispender com os objeclos de-
signados nos paragraphos seguintcs a quantia de rs.
2:7t18680:
j 1. Com os empregados, sendo
com 0 ordenado do secretario 3005 rs.,
com o do porleiro 608 rs., com o do a-
judaole do mesmo 508, com o do pro-
ruradoros 6por cento na forma da lei,
calculados em 1105, com os dos fiscaes
a porcenlagem de 20 por cento, calcu-
ladas em 208 rs........
i 2. Com o ordenado do advogo-
do.............
S 3. Com o expeliente o despezas
miudas. '..........
S ?. Com o jury e eleicOes. .
5. Com o pagamento de casias,
de preccssnscrminaes e de infraeces
de posturas. '. .
a j t. Coin azeile e agua para a
cadeia...........
8 7.Com despezas eveuouaes e as-
signalura Jo Diario.......
a j S. Com a pagamento da divida
passiva...........
. 9. Com a limpeza, calamento
das ras, e obras muuicipaes, com pre-
ferencia a de um cerailerio publico. .
S 4. Com o pagamento de cuntas
de processosc conlravences de postu-
ras '. ....... .
a 5 Com azeile e agua para a ca-
deia............
S 6. Com despezas
aastguainra do Diaria.
(i 7. Com ubras maleriaes, inclu-
sive a continuac.ao do calcamento da
ra da feirii, e a couclii-ao da obrada
ponte........... 1:00000tl
evenluaes. c
708000
308000
608000
1:5908000
' Arl. 12. A cmara municipal da villa de Caru-
ar, he autorisada a dispender com os objeclos de-
signados nos paragraphos seguintes a quantia de rs.
906-500.
1. Com os empregados sendo,
com o ordenado do serrelario 2005 rs.,
com o do porleiro 50-5 rs., com o do
procurador ti por cento calculados em
508 rs.. com o do fiscal a porcenlagem
calculada em 105....... 310|000
(i S 2. Com o expediente e despezas
miudas, inclusive a assignatura do O-
an............ 80)000
S 3. Com o jury c cleices. 50-5000
S 4' Com rustas de processos cri-
minaos e infiacroes de posturas. IOO5OOO
11 5 5. Com azeile e agua para a ca-
deia............ 608000
S 6. Com o calamento das ras,
limpeza e obras muuicipaes. 3005000
7. Comlirapo/ 1 rali- iiii'm-
10 das ras c obras inunicipacs .
0005000
1.20O800O
Arl. 18. A cmara municipal da Boa-Villa
heauti>ri>ada a dispender rom os objeclos designa-
dos nos paragraphos seguinics, a quanlia de rs.
740.00O.
1. Como ordenado dos em-
pregados, sendo com o do secretario
300?, rom o do porleiro 405S, com
o do ajudanle do dito 20?, com o
do procurador 6 por rento calculados
em 308........... 3008000
% 2. Com o expediente c des-
pezas miudas......... 109000
" $ 4. Ccm o jury c eleiees ,'>o?000
{$4. Com rusias de processos:
criminaos c rontiavenre de posturas .i03H)00
5. Cora o aluguel da casada
cmara.......... 209000
G. Com azeile e agua para a
Cadeia........... 20T0OO
7. Cmn obras muuicipaes e
limpeza tle ras........ 2008000
7105000
906:000
o Arl. 13. A cmara municipal do Brejo, he au-
(oiisada a dispender com o< objeclos designados nos
paragYapho* seguintes a quantia de rs. 553-5880.
1. Com os empregados, sondo
com o ordenado do secretario 1205 rs.,
com o do porleiro 408, com o do procu-
rador 6 por cento calculados na forma
da lei 30-5, e rom o do fiiscal a porren-
lagem calculada em I2#'. ,
miudas, inclusive a assignalura do Di-
ario ...........
" S 3. Como juryc eleiroes. .
o S 4. Com o pagamento de cusas
de processos criminaos e infraeces de
POs'"fs........... 105000
S 5. Conf azeite, agua c lampacea
para a eadea......... 8O5OOO
S ti. Com foros dos terrenos oceu-
pados pela cmara....... 38880
(i S". Com limpeza c calcamento das
ras, e obras muuicipaes..... 2069000
2025000
805000
08000
553)880
Art. 14. A cmara municipal de Cimbres be
autorisada a dispender com os objeclos designados
nos paragraphos seguinles a quanlia de 526-5
SI. Com o ordenado dos empre-
gados, sendo coin o do secrelario 1508,
com o .lo porleiro 255, com o do pro-
curador (i por cento na forma di lei,
calculados em 898 rs-. com odo fiscal
das freguezias a porceutagem de 20 por
cento, calculada em 125..... 276*000
S 2. Com o expediente e despezas
miu,la........... 209000
S 3. Com o jury e eleices. 80)000
SI- Com as cusas dos processos e
contravenroesde posturas..... 50$000
^ 5. Com despezas eventtiacs, as-
signalura do Diario, obras c reparos. 1005000
5369000
Arl. 15. A cmara muniripal de Gaia-
nlnins he autorisada a dispender rom os objeclos
designados nos paragraphos seguinles a quanlia de
rs. 6409.
1. Com osempregados, sen-
do coin o ordenado do secrelario
2008 rs., como-do porleiro 4C9,
com o do procurador, 6 por cento na
forma da lei, 309, e com o dos lis-
raes das Ireguezias a porcenlagem
calculada em 209........ 2909000
2. Com o cxjicdientee des-
pezas miudas, inclusive a assignatura
do Diario........ 509000
S 3. Agua e luz para a cadeia 408000
" s; 4. Jury eeleicOes 809000
" $ 5- Com as cusas e proces-
sos criminaos e infraeces de postu-
ras .........i 809000
6. Com a limpeza e calca-
monto das ras e obras muuicipaes 1008000
0408000
Art 19. A cmara municipal la Villa-Bel-
la he aolorsada a dispender rom os objeclos desig-
nados nos paragraphos seguinles, a quanlia de rs.
1; 1809000.
1. Com os empregados,'sen-
do com o ordenado do secrelario 3009
rs. ; com o do porleiro 4ojrss, com
0 do procurador. 6 por rento na for-
ma da lei, 509 rs., e rom 0 dos fis-
caes das freguezias, 20 por cento de
porrentagem calculada em 209 rs .
2. Com o bxpediente, des-
pezas miudas e evenluaes, inclusive a
assignalura do Diario.....
3. Com o jury eeleiees -
4. Com as cusas de proces-
sos eriminaese infiarces de posturas
5. Com o concert de obras
muniripaes, limpezae caira ment das
ras.........
0. Com azeile e agua para a
cadeia...........
4109000
608000
S09000
909000
5009000
409000
1:1809000
5108000
2008000
258000
508000
2005900
808000
808000
3005000
1:5568680
Arl. 16. Acamara municipal do Ingazeira
he autorisada a dispender rom os objeclos designa-
dos nos paragraphos segunle5 a quantia deis.
5159000.
1.Com osordenados dos em-
pregados, sendo com o secrelario
1609, com o do porleiro 258, com o
do procurador 6 por cento calculados
em '309, e o do fiscal a porcenlagem
de 20 por cento calculada em 10 22591)00
2. Com o expediente 108000
3. Com o jury e uleicocs 408000
!j 4. Com o paganienlodecus-
tas dos processos e oontraveiigocs de
posturas.......... 508000
5. Com agua c azeile para a
cadeia........... 258000
11 6. Com obras muuicipaes e
limpeza de mas........ 1209000
" ". Com despezas evenluaese
assignalura do Diario ; 459000
0:7113580
(i Arl, II. A cmara municipal do Bonito he au-
torisada a dispender com os objeclos designados nos
paragraphos seguintes, a quanlia de 1:5905000
res.
I. Com o ordenado dos empresa-
dos; sendo com o secrelario 2005, cora
o do"porleiro 608.com odo procurador
os 6 por cento calculados na forma da
lei *ui 50c. com o do fiscal da villa a
porcenlagem devinto por cento calcu-
lada em 208......... 3308000
S 2. Com o eipedienle e despezas
miudas........... 2O5OOO
S 3. Com jury e elelctes. 8O5OOO
5159000
Art. 17. A cmara municipal de Tacaralu'
lio autorisada a dispender com os objeclos designa-
dos nos paragraphos seguintes a nuanlia de rs.
l:200U0O.
1. Com os empregados, sen-
do rom o ordenado doserrelario 200
rs., com o do porleiro 328, rom o do
procurador 6 por cento na forma da
lei 508, e com o dos fiscaes das fre-
guezias calculada ora 208 3029000
2. Com o jury e eleirnes 809000
3. Com cusas de processos
criminacs e infraeces de posturas 80000
" % 4. Com luz e agua para a
cadeia........... 408000
5. Com oaluguel do paca} da
cmara. ..... 249000
6. Com o expediente, dcspe-
zas miudas c evenluaes, inclusive a as-
signalura do Diario, mohilia e ar-
mario para o archivo da cmara 808000
Arl. 20. As seguintes cmaras municipae ssao
aulorisadas a dispender as quantias seguinles :
A do Rio Formoto a de 1:6949, a
deSerinhaem a de 330$, c a de Ouri-
cury a de 521-5. segundo o disposlo nos
aiiigos 11, 12c 20 da lei 11. 284 de ;|
de inaio de 1851....... 2:518-5000
CAPITULO II
lleceila municipal.
Art. 21. As cmaras muuicipaes ficam aulorisa-
das a arrecadar, duranle o anuo fiuanceiro dcsla le,
as rendas provenientes das seguinics imposices ja
decretadas em leis anteriores.
1. Alugiicis dos predios muuicipaes.
S '- Foros c laudcmios de terrenos munici-
paes.
S 3. Aferirr.esde pesse medidas.
S*4. I.cencas de cordeaces, conforme a tabella
o. 2, organisada pela cmara muuicipal do Kecife
em 1843.
5. Kepezo dos ocougues.
i< S 6. Taxa de25 rs. paga annualmente pelas li-
cenras, que obtiverem os mscales c boecteiras, que
vendereio no municipio.
S 7. Taxa de 2-5 rs. sobre as engenlrocas.
S 8. Taxa era vigor sobre as pas-ageus dos rios.
S 9. Taxa sobre as estradas e poules muuici-
paes.
S '" Taxa de 8O5 rs. porcada carga de farinha
c li'gumes. vendida lio increado publico, fcando a
cmara obrigada a fornecer os mesmos mercados, e
aos vendedores ou dono de laes legmnes as medidas
aferidas, exceptuando a cmara de Flores, que em
lugar desle imposto, arrecadar o dizimo de m-
micas. .
S II. Multas segundo o cdigo do processo cri-
minal, c as leis cin vigor.
S 12. Mullas por contravcnres de posturas.
S 13. Mullas por cleicoes. t
SU- Mullas dasmesmas cmaras conforme o ar-
tigo 19. S 15, da lei municipal n. 135 de 2 de maio
de 1844.
S 15. Dizirao do capim de planta que se vende
nos municipios do Kecife e (Miada.
11 S 16. (Juinhenlos rs. por cabera degado vaceum,
que for inorlo nos maladouros polticos ou particula-
res. 200 rs, por cabera de gado suino, e 10!) rs. do
ovclhiim.
5 17. Quaesqucr oulras imposices ou laxas,que
esliverera autorisadas a cobrar, e que nao lenham
sido abolidas.
S 18. Dividas dos anuos anteriores.
11 S 19. Saldos doi'annw anteriores.
S 20. Mil eduzeulos rs. por cada liccnca para
soltar fogo de artificio, iicando desde j prohibido o
uso de fogo sollo edo ar. que nilo for feito pelo sys-
tema de Morel, para o que a cmara raunicipal dar
o compelcnleregulanienlo.
S2I. Dora por cento pelos depsitos na forma do
artigo 105 do cdigo do processo.
S 22. Dous mil rs. sendo para nacionol, e '15
rs. para eslrangciro, por cada licenca annual. orde-
nada pelo artigo 18 doregulamcnto de 15 de junlm
de I sil para acobranca do imposto gcral decretado
no artigo 69 da lei do orcamento de 1813 a ISi i.-li-
bre lojas, casas de conimercio, e outras de diversas
deiiominacoes, especificadas no citado regulamenlo
de 15 de jiinho de 1814, c no artigo 48 do regula-
menlo de 10 de julho de 1850.
S 23. Ooze mil oilocenlos rs. por carro particu-
lar de cixo fixo.
a S 2. (lito mi! rs. por ditos deduas rodas ditos.
n S 25. Uezcseis rail rsl por carros de aluguel de
4 rodas.
: 26. Hez mil rs. por ditos de aluguel de duas
rodas,
o S 27.Vinlc rail rs. por mnibus.
S 28. Seis mil rs. por cada carrora. exceptuados
os vehculos empregados em servico agrcola.
Di$p03tcei geraen.
Arl. 22. As cmaras muuicipaes ficam aulorisa-
das a applcar limpeza das rua, ealcadas. desap-
proprarcs: concerlos de seos predios. conclus.lode
suas obras c uniros molhoramentos maleriaes, as so-
bras de lodos os artigos de despeza.
Art. 23. A cmara municipal do Kecife he au-
torisada a alienar sob as condiees que julgar mais
convenientes e forera approvadas pelo presidente da
provincia os terrenos contiguos ao silio do cirnrgiao
Teixeira, no lugar do Maiiguinho.
a Arl- 21. Ficam em vigor os arligos 11, 15 c 19
da lei 11. 348, de 21 de inaio de 1851.
Segunda discussHo do projeelo n.... que marca os
limites entre as freguezias de Ipojuea e Serinbaem.
O Sr. I.ui: Filippe pede informaciic* acerca da
materia do projeelo, e tendo o Sr. Mello Reg dado
aos necessarios esclarecimenlos, lie o projeelo ap-
provado.
Enlram em l. discusso e silo approvadas as pos-
turas da cmara do Reclfe.
Entrando em discusso o parecer adiado sobre a
prelencao de Jos Ignacio Pereira Dulra, o Sr. Mel-
lo Reg cede da palavra, e be approvada a emenda
ofierecida ao mesmo parecer, que diz :
Dcfra-se faroravclmenle o requerimentodo sup-
plkante, marcando- para o pagamento da quanlia pedida. S. R.SrfBO
Cavalcanli.n
Entra em discuss.lo o parecer adiado de corainis-
sfio de obras publicas sobre a planta do Cwnuaso.
O .Si'. Laceria na pude volar pelo parecer, por-
que entende que a rominissao de obras publicas fui
alm do que devia. entende que a commissao cum-
pria informar a casa sobre a bondade desse orra-
niento e planta, que Ibe foram remellidos, para que
se elle fosse approvado, ser cnlo remedido a coni-
ini-sao (le ornamento para ser incluida a verba no
orcamenlo, e nilo fazer come fez a commissao. que
nada diz a respeilo la plaa, se esta bem 011 mal
feila, nem qaaaa sao os seos defeilos, c simples-
mente se contena em mandar a planta para a com-
missao de or^anienlo : assini v-BS o orador obriga-
do a volar contra o parecer, pelo menos emquan-
lo noobliver explicacAei que o salislacam.
O Sr. SiMno : Daremos em oulro numero. )
Vai a mesa c he apoiada a segiiiutc emenda :
'i Volte a commissao para reconsiderar a materia
e emllir a ana opiniSo definitiva a respeilo.fiar-
ros l.arerda.EpamnoHda de Mello.
O Sr. Mello liego 1I.1 ,1 casa as explicarnos pedi-
das, fazendo ver que o parecer da commissao nao
podia ser concebido noulros termos, visto como.no
sen entender esse orcamento s veio casa para se
consignar a verba, e nao pira se avaliar o Irabalhu
cientfico, que segundo esta determinado por lei, he
da competencia do poder administrativo. Observa
que nem oulro podia ser o procedimcnlo da com-
missao se se atlcnder que nem semprc se d o caso
da serem os membresda commissao de obras publi-
cas professionaes na materia, e assim julga que nao
leve muila razHo o honrado membro que impuguou
o parecer, e que a sua emenda de pouce servir, por
que a rommian nao pule fazer mais do que miquil-
lo queja fez.
O Si: Bpaminonat aprsenla diversas considera-
ees era sustentarlo da emenda.
Encerrada a dseosaSo he u emeuda approvada,
sendo prejudcado o parecer.
Esgolada a ordem do dia
O Sr. 1'rcMdcnte designa a ordem do dia c levan-
la a sessao.
queza de Rostan, que passou dezeses annos romign,
e que nao he viuva, casar com um Fernando.cujo an-
ligo oflirio nflo he um myslerio para ninguem.
Fernando tem sido calumniado, disse Aslrea, a
qual corou, porque o amor a linha domado.
ynem calumniara um Fernando ? exclamou
Francisco.
Dorine, mcu pobre amigo, disse Aslrea j sere-
nada ; nao ouvirei o que se dir, porque sere dn-
queza c dez vezes mllionaria... Rirao de inim tai-
vea ; mas essas frontes se incliuaro tanto dianle do
uosso titulo c de nossa riqueza, que nSo veremos o
que far a bocea... dorme, o nao le de isso cui-
dado. B
U grande Rostan levoa mais urna vez aos labios o
copo que nada mais conlinha, c murmurou :
_ Ha momentos era qu? odio-le tanto, que subi-
ra de hora grado ao cadafalso, sob condir/io de ver-
le seguir-me.
A cabera lornou a cahir-lhc sobre o Iravesseiro, e
elle cntrou a roncar.
1 Subir onde T pergunlou de longo P. J. tiri-
daine.
Cirio que esle humera commclleu algiim crioie
em sua \; la. rospomleu a marqueza com ar pensati-
vo ; elle falla muilas vezes de cadafalso quando esl
embriagado, c isso nao conlribuio pouco para fazer
aeer a aversjo que me inspira.
Duendo isso. eus vtbos filavara-se sobre o sem-
blante lvido de Francisco.
Plete bem, diza ella comsigc, dizer-mc que
tens dessas ideas, meu charo !
Mas elle caba-se, tornou a marqueza. c tem-se
tornado medroso como urna lebre !
A senhora leu os jornaes? pcrguutou Mr. (jri-
daine... As noticias sao graves... muito graves... O
Coiulilutionnel diz, que se Nicolao esquentar os 011-
vidns das potencias orcideulaes. e.-se autcrata rece-
bera ama licao severa...
Discurso pronunciado pelo Sr. deputado Pa-
dre Joaquim Flato de Campos, na sessao'
de 20 de abril
O Sr. Pinlo de Campos : Ijada que, Sr. pre-
sidente, alguns dos illuslres membros d commis-
sao de inslrucc.lo publica lenham vicloriosamenle
refutado todos os argumentos e objecees que se bao
a'presenlado contra o seu parecer, em relicto ao re-
gulameulo que Ihe servio de base ; com ludo, n3o
posso dispensar-me de emillir a minha opiniao com
leaidade c franqueza acerca de um objeclo, que me
parece de suniraa importancia, l'relendia faze-lo
na prmeira ou segunda discussSo; mas, recelando
a prolongaran dos dbales, nao o fiz e s agora o
fac.o.
Senbores, a reforma que boje se discute he nada
menos que urna d;n mais graves quesles sociaes.
que se bao apresenludo nesla casa, e de cuja solucao
dependem os fuliiros lodos desla heroica provincia.
He a sement generosa laucada a esta trra da pa-
tria, que ha de proluzir urna nova gerarao de lio
raens bem educados, instruidos religiosos sobre
ludo, que venhan substituir actual geracao, vin-
gar o nosso noine da qnasi alije/rilo que o lem le-
vado a ignorancia e a cegucira do nosso povo, tao
mal conhecido e apreciado do eslrangeiro, e que ve-
nham, em fim, ser a esperanca c a honra deste nos-
so l'ernambur.o,deste solo querido de Dos, que
parece por elle destinado a oceupar um lugar im-
portantissimo na ordem e cathegoria das provincias,
que constituem a uniao hrn-sileira. Esta reforma he
o assenlamento de um edificio moral, que vem ha-
bilitar o traballio e o tlenlo para as primeiras po-
iioSe sociaes. c evitar que o orgulho. a preguica e
a imbecilidade ventana, insolentes, tomar o seu lu-
gar.
Nao se imagine, porm, Sr. presidente, que eu
venha reduzir a discusso a uina miscravel questao
de pedagoga, a urna qucslao de preeminencia aca-
dmica entre os cludos scienlilieos c os esludos 1110-
raes e Iliterarios. Tal nao he o mcu pensamenlo. Nao
he a lula, nao he o antagonismo que convem esla-
helccer entre essas nobrea faeuldades do espirito hu-
mano. He o concurso. He a harmonie. Bem Ion-
ge de se hostilisarem, ellas se coinplelam, se aper-
feicoam mutuamente : as sciencias sao os elementos
do pensamenlo, e as letlras a luz das sciencias. O
pensamenlo est para com as sciencias na mesina ra-
/.10 em que, segunda a bella expressao do Sr. de La-
martine, esl para com os elementos do universo o
Verbo Eterno, que Ibes deualnzca harmona.
E por ventura, senhores, nao he esta a ordem,
nao he este o encadeiamcnlo das ideas, c dos prin-
cipios que consliluem a presente reforma ? As ma-
terias nao se acham ah distribuidas na melhor dis-
posiQao e regularidade possiveis'! Eu vejo a inslruc-
i_an primaria derramada por todas as nossas comar-
cas ; vejo acautelados lodos os abusos dos professo-
res negligentes ; vejo a severidade de condic,6es
Iliterarias e de moralidade exigidas para o magislc-
rio ; vejo a liberdad> deindnslria, applicada ao en-
sino, cercada de lodas as garantas desejaveis para
as familias ; e por ccrlo nada tcnlio mais a desejar
sobreest importante ponto da admiuistracao publi-
ca, que lana soheilude merece boje dos governos
Ilustrados,
Nao sao estas, senbores, as nicas providencia4
luminosas que encerra o regulamenlo. Vejo, por
exemplo, a nttrac$3o secundaria renlralisada na
capital da provincia, como ha tanto lempo o recla-
inavam as necessidades intcllcctuacs do nosso inte-
rior ; vejo a rreacao de um xmnasio provincial nes-
le nosso Recife, com um syslema de esludos tao sa-
biamente combinados, que faria honra tal instituto
ascitlades mais civilisadas da Europa Vejo mais o
fomento incitador dos premios c dos diplordas, que
al aqui nos faltava ; vejo a discreta preferencia da-
da as letlras c moralidade dos alumnos do tiymna-
sio, no tocante a distribuirn dos empregos proviu-
ciaes ; vejo, a despeito das redueces que fuera
a nubre commissao, umacolnica biilbanlede profes-
sores habis creados, ensillados e alimentados, desde
pequen dentro do novo instituto ; econfesso, se-
uhores, que o espirito e o coraran dilatam-sc-me ao
saudar o nobre administrador da pro\incia ( porque
he necessario dar a Cesar oque he de Cesar pelo
seu extremado esfor{0 em Resolver, do melhor mo-
do que pode, o lao diflicil problema social que ale
aqui patecia insoluvel, islo he. de evitar que, na
nossa provincia ao menos, fnsscm bater as portas das
acailemias ou faeuldades do imperio mocos menos
habilitados. 011 cujas vocaees se oppozesiem aquel-
la, para que a veleidade ou orgulho paterno os des-
tinara, sera todava c.Hender com isso nenhuma das
nossas libcrdaJcs publicas, ou a constituirn do im-
perio.
Eis-aqui, poi, senhores, o espirito, a idea gera-
dora do novo regulamenlo, que conserva de maii a
mais todo o carcter de unidade com o regulamen-
lo, que ha pouco fi sanecionado pelo Sr. ministro
do imperio, e que, sem duvida nenhuma, he o me-
lhor que se podia organisar lias acluaes circ musan-
cias. (/poiado*.)
(Ha um aparte que nSoonvimos.
O Sr. Pinlo de Campos : Senhores, nao aspi-
remos nesla vida ao summo da perfeirao; vamos
marrhando pouco e pouco no caminbo de progresso.
Nada de impaciencias; nada de precipilacr-. 11-
que eorcem nao sao os que mais andam. t) desoja do
nieihnr he inimign do bom, diz um illuslrc orador
moderno. Muilas vezes,no intuito de alcancarmoscou-
sas perlcilissimas, deixainosdc oblerasqlie san poffi.
veis e altamente reclamadas pelas necessidades pu-
blicas. Ipoiaio*. Se o regulanieutn lem defeilos,
deixemos que o lempo e a esperiencia revelera as
suas larunas. He provavel que elle encontr algn
emba ai;"- na pralica ; mas qual foi a insliluicao no-
va que deixou de encontrar diiliculdades E por
iss havemos de recuar, srm ao menos termos o me-
riloda (colativa ?
Nao enlrarei. Sr. presidente, no vasto labyrinthn
das cifras : o raen espirito foi semprc avaso a esie-
rilidadc do calculo ; alm de que cssa tarefa ja foi
cabalmente desnmpenhaila pelo nobre relator da
commissao. Dcmais, senhores, quando se traa de
fundar na provincia um estabelecimcnto de primei"
ra necessiiladc, entendo que a questao do dinheir^
deve ser posta de lado. He necessario que a idcali-
dade material ceda um dia ti idealidade inlcileclual.
Nao ha sacrificios, por mal arduos, que um povo
os n.lo faca, quando se Irala da sua regencracao in_
lellecliial e mnral ; farahios, pois, o que de mis de-
pender, e deixemos o lulum por conla de Dos. Ou-
Iros, por tanto, san os aspectos sob que vou de ora
era dianle considerar a materia, procurando dar so-
(iicao as duas questes principos que aqui foram
agitadas: I." se a inslrurcAo secundaria c superior
deve ser garantida, como a primaria : 2.J se o In-
lernaln he ou nao til e necessario provincia.
A minha opiniao, senhores, he que a iuslruccao
elementar seja derramada a maos cheias por lodos
os membros da romiiiunhao social. Desejo que lan-
o os filhos do rico, como os filhos do pobre saibam
Icr, esrrevcr e contar : desejaria mesmo que, a par
das primeiras letlras, elles recebessem, como ha
pouco disse mu bem o Sr. Di. Sa Pereira, os pri-
meiros rudimentos da msica, cuja influencia pro-
digiosa sobie os coslumes e ndole dos povos he re-
ennhecida por lodos aquelles que forcm versados na
historia da auliguid ide. Se os nossos homens do
campo, em lugar de lerem em suas casas um pu-
nlial e um bacamarte, tivessem, como aconsclla
Chateaubriand, o livro dos evangelhos e um piano,
a semelhanca dos campnnezes Suissos e Allemes,
eslou iiileiramcnte convencido de que desapparece-
riam do meio de mis todos esses desmandos e mal-
feilorias, i|ue (auto escandalisam a moral, e degra-
dan] o nosso carcter O governo deve cstabelecer
escolas gratuitas de nslruccao primaria em lodosos
municipios ; em todas as povoaces e aldeias da pro-
vincia, se necessario for ; mas lambeta he cerlo que
o governo nao deve ao povo oulra qualquer educa-
cao que estej fura do direilo commum. Alargan-
do a esphera da instruccao elementar, compre ao
mesmo lempo circumscrever a inslruccaoseciiiida-
ria e a superior as necessidades reaes do Brasil. De-
ve cstabelecer ura sxslema de cnsino tal, que as
pmlisses eslejam de areordn com as tendencias na-
luraes dos individuostendencias que com facilida-
dc podem ser contiendas por jury* de aplido, crea-
dos em todas as aulas, me liante a observara cons-
tante dos respectivos mestre-, e al por ura conse-
Iho de inspecrao constituido exclusivaniente-para es-
te 11 r 11.
Por tanto, senhores, he necessario que nao con-
fundamos as cousas ; que nao cslahelce,amos prin-
cipios, cujas consequencias, alem de serem inexe-
quiveis. por raaiores que fossein as rendas do esta-
do, sscrvem de crear ambires imprudentes e al
perigosas. Estas opinies nao s;lo originaes ; eu as
tenho bebido era fonie* raui puras. Cilarei, por ex-
emplo, o seulir de um grande .horaeni da Franca
acarea deataa materias, o Sr. Guisol. No sen mag-
nifieo tratado de inslruccfio publica, .elle'exprimi-
se do modo seguate : ha ura cerlo genero de edu-
cacao eum cerlo grao de instrncclo, deque lodos
os sobditos do "stado necessitam ; e he islo o que
se chama instrwrito primaria, o qual coraprehen-
de os preceilos da moral e da religiao, os deveres
geraes dos homens reunidos era sociedade ; assim
como esses conhccimenlos elementares, que se tor-
nara ulcis era (odas as condiees sociaes, lauto para
o inleresse do estado, como para o dos individuos.
Ha nao podem prescindir os ihomens destinados ao
reponsn e abaslanca, ou que abracara prelissoes
livres de una ordem mais elevada, como seja o com-
mcrcio, a magistratura, as letlras ele. Dcpois que
as luzes se propagaram, devern neccssariarhenle
acompanhar a soperiorilade da gerarchia e da for-
tuna: lal be o objeclo da instruccao secundaria.
Sua extensao varia segundo os progressos da ri-
queza c da eivilisaelo : comprehciide ludo quanlo
se lem uecessidade de saber para ser o que se cha-
ma um liomem bem educado ; islo he, no estado ac-
tual da civilisacoe das luzes, a iuslruccao secunda-
ria comprehende os principios da raziio e do goslo,
o ronhecimento das Magnas sabas, que nos lem con-
servado os seus verdadeiros modelos ; comprehende
a historia, a litteralura nacional e os elementos das
sciencias exactas e uaturacs.
Isso nao me inleressa. disse marqueza loman-
do a asscnlar-se junio do fogo.
Tocn a campanilla, e disse ao criado :
Faze entrar o doulor e o notario.
Esse doulor era um lypo antigo : cabellos bran-
cos, diamante no dedo, e hcela de lahaco deouro.
Bom dia,senhora marqueza, dissccllc entrando.
Beijoii-lhe a man com graca cm quanlo o notarlo
que vinlia airas saudava e dizia :
Aprsenlo meo respeilo i senhora marqueza.
He um hoiiiem mu serio esse charo notario !
disse o doulor ; muito serio e profendo!... Dizem
que eu cargo he um sacerdocio!... como nosso ofli-
cio... nosso oflicio!... Ah! ah! um tanto sugetn aos
pesadumes ile cabeca, nao he verdade. mcu charo
entrar?... Esse Irabalho de gabinete... Toma laba-
co'... bote um pouquinlio de lcali voltil na cai-
xa... isso he purgativo, e allivia a 1 ahora... asseve-
ro-llie que vivera cen anuos... cera anuos... salvo se
sucumbir a um alaquo de apuplciia.
O notario fez urna careta, e inetleu o dedo na gr-
vala para afrouxar o laco.
Mr. (iridaiue lornou o medico, o charo Mr.
Gridaine... eu nao o tinli 1 vislo...!perdoc-mc... Ouer
que cu Ihe diga.'... o sentar lem m lez... parea
boiisolbos... vivero cem anuos...
.\o menos.:, coinecou a marqueza.
Nao rc;|inudo pelos accidentes, proiiunciou sra-
vcinenlo o doulor, nao respondo!... Oh 1 bom dia,
senhor inarquez... lie o marque/, all sobro o sof?..
Boa caladura boa caladura !
O grande Rostan linha o semblante paludo e a-
morlecido.
O sentar marques repousa, disse Aslrea, esl
um lano indispotlo.
NSo ser nada tornou o doulcr, o qual cm
vez de ir lomar-llie o pulso, assenlou-se commoda-
mente cm urna poltrona.
O nolario procurou diacrclaraeale urna cadeira.
E nos, linda senhora. ronliniiou o doulor, sem-
prc a Irescura da rosa!... Eu eslava ha pouco no ho-
tel Dieu... o administrador mo-lrava-rne una mul-
lidao do miserias... Irra! uin-caso de peritonitis mui
admiravcl... Se eu fosse lagarellaodo cabcccira de
cada itoenle. licaria la al ao dia seguiule... Disse-
Ihe : Mr. Morin, Mr. Morin... Ili-se-lhe : He a ho-
ra ein que passo pela casa da marqueza.
O nolario iurliuou-se ao ouvido de Mr. (iridaiue.
e monlinrnu :
Isso deve ter interessado muito ao ileenle.
O doutor he om original,respnudeo l*. J. (iri-
daiue.
Eu linbi mcu relogio na m.lo. prosegaio o me-
dico... o relogio quedeu-mo a minha de Portugal
cm 1813... Faz muito lempo!... A experiencia.' lin-
da senhora, quando um medico pude allegar qna-
renta anuos de experiencia!.. Eu linha o meu re-
logio, e disse : antes de ir ver a marqueza. devo an-
da pasear pela rasa do presidente na ra Taraiiuc, pe-
la rasa do inmi-lro. na ra de lirenellc, c tambera
pela ra de Vrennos... A senhora sabe?... a pobre
tendera morreu esta inanliaa.. Tinta mandado clia-
mar o doulor Sulpirio.
O medico poz-sc a rir volvcndo entre os dedos a
caixa detnhaco. Dcpois Cjilinuou pondo a bengala
era pe entre as pomas :
Pediluvios,sentara marqueza,mostarda aess-
nales... boa sangra na primavera.., diela em lodas
as eslares... flores de violas para tisana... extremi-
dades quelites... cabera fra, ventre livre... Eu fazia
viver, ha alguns anuos, assim essa chara condeca...
ella leriii vivido cem annos... cem anuos!... se nflo
livesse lido a i le 1 triste de iluigir-se a esse Sulpiclo.
E como achou V. S. esta mauha o senhor du-
que pergunlou a marqueza.
Ccm annos. senhora repeli o doulor... o se-
nhor duque? Elle desenvolve o tecido cellular...
engorda agradavclinenlc!... Matidei-o respirar ago-
Vr, pois, a cmaraqueoshomensespeciaes aquel-
les que mais teem esludado a organisac;o intima
das sociedades professam doulrinas iuleiramente op-
postas s que foram aqui enunciadas. E por cerlo,
senhores. quera esludar seriamente a historia do
nosso paiz nao pode deixar de senlir-se profunda-
mente abalado com o perigo que lodos os das se
aprsenla de arraneannos tantos mancebos as pro-
IstoeS honestas de que o eslado lano neeesrila, para
os arremerarmos aos esludos superiores, e ah Ihes
procurarmos os recursos que as letlras nao Ihes po-
dem oll'erccer Concluida a educacan desses mo-
ros, em que se ha feilo uasccrgoslos e procizcs in-
compaliveis com a sua poscao real, ci-los que pro-
curan! com avidez collocar-se em situaces vanlajo-
sas e anlogas a educaco que Ibes dorara : os cra-
preges pblicos sao per via de regra a mira de soas
ambiroes ; e saliera os pobres depuladps que por
maisvaslae illimilida que fosse a escala desse no-
vo genero de industria, nao seria possivtl salisfazer
i esse inmenso rhuveiro de ambices, que surgem
de todos os lados.
lila muilos c diversos apartes que nao podemos
apastar.)
O Sr. Pinlo de Campos :Quera me niandou
locar na queslflo dos mancebos risadas", Senho-
res. eu eslou fallando em geral ; presumo que estou | gem resppsla. Recordo-me, nao sei se eslarei en
rallando a liagoagtm dos fados ; eslou mostrando ganado, de que no correr desla dii
que a esphera das prelissoes c das industrias be tao
eslreita e arauhada entre mis, que o nico ramo de
industria conheci.lo boje sao os emprego pblicos.
' "l0 ees : Enlao quer excluir dos empregos os
homens de (alenlo ?
O Sr. Pinlo de Campos : E quera disse isso ao
nobre depulado ? Os talentos sao mu raros, e quan-
do pparecem, por si mesmos se annunciam ; e
nao lema que elles pereceru mingua por falla de
iuslruccao superior. Eu fallo,he rjeSM accumulacao
de mocos que por al vi wui, e que, nflo querendo
sugrilar-se a oceupar ollicios de ordem mecni-
ca, por se consideraren! rom direilo cousas mais
alias, lornam-se urna rlasse vcrdadciramenle enfer-
ma na nossa sociedade.
11 Sr. S Pereira: l'odein mui bera applicar-
sc medicina.
(I Sr. Pinlo de Campos : E lodos podem ser
mdicos? Nao crea o nobre depulado que sou aves-
so a medicina ; pelo contraro, Jcnho muila predi-
leccao por essa arla sublime, mas que he impossivel
rccoohecoqueilodos sejam mdicos,barbareise padres.
Mas,dizia cu, senhor presidente, que o nosso mal
provein dos erros da nossa educar.ij ; prnxcui de
quererein lodos seguir os esludos unieres, sem con-
taren! com um proveito cerlo no futuro. E o que
resulta ? Resulta que esses moros, que assim fluc-
tuara na incerteza, inons(rani-se descontentes da sua
sorle ; fermenla-lhcs o espirito, c ci-los que logo se
inrlinam a todas astransformaees na ordem social,
na triste esperance do colhcrcm algum fructo das
revoluees que se succederem Nao ha desordem
que Ibes nao aceuc com ura regace de rosas Ue
monarchislas que sao, lornam-se logo republicanos ;
e seriam absolutistas, se fossein republicanos, como
mui chistosamente diz o citado Chateaubriand, se
me nao engao.
0 Sr. S( Pereira d um parte.
O Sr. Pinlo de Campo*: State que o nobre
deputa.lo me nao dcixe expender, sera interrupcSO,
as miabas ideas: hade lembrarse que, emquanto
falln, cu Ihe prcslei a inainr altenrao.
li Sr. S Pereira:Mas creioque o na oliendo
com estes apartes.
0 Sr. Pinlo de Campos :Nao digo islo, e nem
lamis eu rae darla por oflendido, quaesquer que
elles fossein, tanto mais quanlo o nobre depulado he
bstanle delicado.
O Sr. Silrino :Pois cu 0 lenho ouvido com a
mais religiosa allenrao.
O Sr. Piulo de Campos :Pago-lhe sempre na
meama moda... Ja nao sei em que altura me acho !
Tenho sido lira interrompido...
Continuando, direi senhores, que be neces-ario
qiieoslegisladores.cn governo lomem as mais se-
rias medidas, em ordem a dar-se melhor caminbo
educaran pdldira: he necessario que se prepare
ura futuro mais lisongeiro geracao que vem viu-
do ; e o meio de cliegar-se a esse resultado he crea-
rem-sc casas, exclusivamente destinadas para a edu-
caco da mocidade : ah as suas tendencias e incli-
naees serao bem esludadas c desenvolvidas. De
lodas as proposites dogmticas, que os socialistas
coslumam sustentar, he a dootrina das vocaees, a
nica talvez que a pratica (em justificado. Esco-
Iher-se o misler para o menino, e n.lo o menino pa-
ra o misler, he pretender que o eslado se coraponha
de charlataes. cm lugar do homens professionaes, he
querer finalmente do Ixrio crear um amaranlho, ou
do colibr um canario, segundo a expressao de um
moderno.
Por esta razao, e por outras que seria longo des-
envolver, emendo que o governo deve inlcrvir di-
rectamente na cducaeao publica, iieulralisando as
veleidades dos tutores e dos pais, que muilas vezes,
por um falso pundonor, contrariara a voca$8o de
seus filhos. He necesssrio que so saiba que o poder
paternal nao he omnipotente e absoluto: as suas
prerogativas sao imraensas, lie verdade: mas tam-
bembe cerlo, que o menino, se he lillio, he igual-
mente cidadao; a sua patria lem muilos dircilos so-
hr'elii; a sua educacaj, pois, Irte nao deve ser in-
diffesBnie.
Hincar a mocidade he boje a primeira cxprcsso
que rompe dos labios de tullas as rivilisaes euro-
peas ; e com clleilo, nenhuma verdade se acta 13o
evidentemente demonstrada pelas veteada religiao,
da philosophia e da experiencia, como o poder m-
gico que a primeira educaco exerce sobro a sorle
das familias, sobre o destino dos imperios, e sobre
lodo c resto da vida do liomem .' A educaco, senho-
res. desenvolve, corrige e aperl'eijoa o germen de
suas inclinarnos naluraes, encaiiiinliaiido-as para a
virtude, c siijeilamlo-as pouco e pouco ao sua-
ve jugo da razao ; he ella que. pela diultirnida-
dedas primeiras imprecases, crea esses hbitos, esses
costuraes, que, arraigados pela sanrrao do lempo,
forraam como que urna segunda nalurcza. que ne-
nhuma forca humana he capaz de arrancar, e que
se transmute com os mesmos principios da vida ;
he ella finalmente que eslabelecc tao grande inlcr-
vallo entre os seres dolados das mesnias facUdades.
que os faz parecer de especie diflercnle! Daqui par-
le, que os raaiores polticos e legisladores d'anli-
guidade olharara sempre a educado da mocidade,
como o objeclo mais charo de seus cuidados, e como
a raiz, donde brolam os Inicio- mais doces que se
podem saborear na sociedade humana ; porque elles
sabiam que educaran, e pur ronseqiicncie os cos-
lumes, suprcm a falta das leis cscripl.s, e que estas,
dcsacorapaiihadas desses dous grandes auxiliares, nao
passam de lellra mora; nenhuma forca c ascenden-
cia podem exercer no animo dos povos. E nao
crciam os nobres depulados que cu vou beber os
fundamentos deslas grandes vcr.lades muaos nos
orculos das escripturas santas, nem nos cscriplos
dos mais clebres doulores da igreja: nao: cu atra-
vesso a noile dos lempos, e la vou nos aunaos dos
povos pagaos recolher as preval do meu enunciado,
lie um pbilosoplio Epicurisla, he un) poeta volup-
tuoso, que exclama no secuto mais corrompido da
enliga Boma : i/uid lega rie moribus tamr profi-
ciunf.' O que valem as legislares humanas, sem o
poderoso apanagio da educacau:'
A este proposito, Sr. presidente, eu offerecerei
consideradlo da casa una passagem luminosa do in-
mortal areebispo da Baha, o Sr. I). Romualdo An.
Ionio de Sexas; rogo, pois, que V. Exc. e esla as-
sembla continiicm a honrar-mc com sua allenrao.
Todos os dias, diz o sabio prelado, soam aos
nossos ouvidos qneixas c lanienlaces das pessoas
mais sensatas sobre os progressos c estragos da im-
ni'irali la.le, que pareeem amearar a prompla disso-
lucao do corpo social: uns allribucm ludo a impu
niilade dos Crimea c oulros aos defeilos da legisla-
cao ; poneos, porem, sao os uuc recnnheccm que a
raiz do mal existe (oda na falla ou nos vicios da
cducaeao, c que nem um cdigo de ferro, nem o
apparato dos mais horriveis suplicios serao capazes
de conler a audacia do crime, emquaiilo um plano
de educaco, basculo na moral c na virlude, nflo der
as leis e s autoridades a unir sanejaO que pode
conciliar-Ibes a submissao c a obediencia dos povos.
Dcpois da cmara ler ouvido esles rasgos de su-
blimes cluquencia, cu deveria cmmudecer ; mas
sou forrado a locar ainda era certa* pontos que exi-
lllscii'.ao ouvi um
nobre depulado contestar as vantagens da cadeira de
geologa, creada pelo novo regulamenlo.
Cozei:.Ninguem contestos.
O Sr. Pinlo ie Campos:Bem; se ninguem con-
leslouasuaolilidade nflo devo crear caslellos para
ler a gloria de os derrocar.
O Sr. Lu: Fillpp,::Diga sempre atguma cousa
a respeilo.
O Sr. Pinlo de Campo: Para mostrar qae o cs-
tudo desla materia he de absoluta neeessidade, mr-
menle 110 siado de progresso que se achara as sci-
encias naluraes, basta indicar, servindo-me das ex-
prcuoes de um eseriplor clebre, que as descobcrla*
e observacoes geolgicas lenl.das desde os Iras do
ullimo seculo pelos primerossubios da Europa or-
necera conlra os mesmos incrdulos, que as invoca-
vam, provas as mais victoriosas e demonstralivas da
verdade da narraran de Moxsc. e da sua" sublime
cosmogona; e que urna critica esclarecida, Cuando
rom mae segura a dala precisa dos mais amigos mo-
numento, e reinonliiudo-ie i origem commum de
lodas as creucas e tradiees dos povos idolatras,
atraxs de mil fbulas, que as obscurecan!, teem fei-
lo dcsapparecer essas plausiveis tbeorias da preten-
dida antigudadeilo mundo, com que a moderna im-
piedade se lisoogera de consumar a ruiua do Chris-
tiaoismo. Ja l foram, portanto, esses lempos, em
que as sciencias naluraes erara inimigas irreconci-
liavets das verdades calholicas; boje pelo contrario,
derramara loda a luz sobre os pontos mais obscuro,
da antiguidade chrisiaa.
l'rorurarei gora-enhorpresidenle, dar urna bre-
ve resposla s observacoes ha pouco feilas pelo II-
luslre depulado, o Sr. S Pereira, cuja habilid.de
recontar e aprecio devidamenle.
O Sr. Sii Pereira d um aparte.
O Sr. Piulo de Campos:... Se eu for vencido
pelo nobre deputado, lerei muilo prazer com islo;
pois, Napoleao diza, que as narf.es, subjugadas por
elle, deviam honrar-se de Ic-lo por vencedor (riso)
O nobre depulado, reprovando a raaneira por que
se acham distribuidas as materias na ordem do en-
sillo, consagrada pelo novo regulamenlo, disse que
achava incompalivel o estado das mathematicas com
o da eloquencia. alienta a technologia de palavras
proprias daqoellassciencias etc. Nao concordo com
o illu-tre membro nesle poni, a menos que nao
faca consistir a eloquencia smente as palavras;
pois que sabe perfcilamente que a verdadeira elo-
quencia he a dus pensaraenlos, posto qae a elocu-
ro seja urna de suas partes. as cifras lambem ha
eloquencia, epoesia, diz Mr. de Lamartine. E como
deixara de ser eloquenle aquelle que contempla o
espectculo do universo, cuja estupenda varic-
dade oflerece os quadros mais magnificos e bri-
llianles? Ha nada que arrebate lano a imaginacao
e eleve mais o espirito 1
O Sr. S Pereira d ora aparte.
O Sr. Pinto ie Campos:Sei que o nubre depu-
tado nao ignora eslascousas; masa casa se recordara
de que o nobre depulado reprovou a m disposijao
das malcras.
O Sr. S Pereira di nm aparte.
O Sr. Pinto ie 'ampo:Achou lambem que o
esludo de lalim nao era boje muilo necessario, c
que por islo entenda que o numero das cadeiras de
lalim do Intrnalo era excessivo etc. Pergunlarei,
perm, ao nobre depotado se essa mana de ensi-
llar o lalim aos meninos be somente privativa do
nosso paiz e da poca aclual 1 Quera tiver lido a
historia ha de saber, que as na;ei mais antigs li-
verain sempre suas linguas sabias, suas linguas sa-
gradas, em cujo conhecmenlo iniciavam a moci-
dade. Vejo que o esludo das linguas moras fazia
parle essencial da educarao entre osGregos e Roma-
nos; vejo que lodos os povos modernos a mandam
ensinar seus filhos; vejo, finalmente, que a civili-
sacao e as arles quo boje Se propagara por lodo o
universo, se aperfeicoam na razao directa dos mo-
numentos, que revolara as linguas antigs que des-
Jcobriram c vulgarisaram essas mesmas arles, e que
a il..robera de cada'manuscripto da antiguidade lio
assignalada por ura novo progresso as nossas lille-
raluras, Como, pois, dizer o nobre deputado que
o lalim he j urna Fragua mora, de que pouca ue-
cessidade ha t
O Sr. S Pereira da um aparte.
O Sr. Pinlo ie Campos:Mas as cadeiras de la-
lim do Intrnalo vao ser tambera Trequenladas por
esludanles externos; e quando se reduzem as cadei-
ras de lalim na provincia, nao he muilo que no In-
trnalo bajara qualru.
O Sr. Clementino da um aparle.
O Sr. Pinlo ie Campos:Pois bem, tralarci de
concluir as niinlias reflexes, nao me sendo possivel
nada dzer sobre o projeelo que o Sr. S Pereira aca-
ba de apresenlar, por nao l-lo vislo, nem esludado
ainda : aguardo a sua impressflo. A casa, en-
trctanlo, rae perdoar se Ihe lenta roubado intil-
mente e seu lempo.
O Sr. Clementino e oulros senhores : Nflo
apoiado.
ERRATAS.
No discurso do Sr. Clemcnlino proferido na sessao
de 20 do correte, o publicado no dia de28facam-se
as seguintes alleraces.
Na segunda columna da segunda pagina linha 117
leia-se dessiparum cm lugar de dissiparamA
palavratributoqae so cnconlra na linha 131 da
mesma columna, e pagina, seja substituida pela se-
guiuletitulo. Na linha 17 da columna lerceira da
pagina segunda leia-seatlendamem lugar de at-
tendessem.
ra pelo methodo Jacobi inventado duranle o impe-
rio... Esse Jacobi era um liomem admiravcl!... boti-
cario do exercilo... Mandei-o respirar vapor de ma-
colla gallega... He excedente o eH'eito desse re-
medio !
t) eslado da sanie do senhor duque nao da-lhe
cuidado ? pergunlou Aslrea com negligencia :
Nenhum!.. elle llnrcsce... seu pulso bale (13 1|2...
sua la< e he larga romo urna medida de alqueirei..
Faca-o usar de ruibarbo na sopa cm vez de punen-
la... e metleralRama mostarda as mcias... Elle vi-
vera cem annos !
O nolariosorrio, e Mr. Gridaine fez una careta.
Salvo, tornou o doutor, se o impudente char-
lato Sulpirio...
Ah meu charo senhor.... 011 sube disto hon-
tem ; maso duque recebe, ha muilo lempo, os cui-
dados ilo doulor Sulpiclo.
U medico sallou fiira da poltrona exclamando :
He possivel he possivel!... he possivel!... O
senhor duque nflo segu meus conselhos!...
Nao admiro mais que elle engorde, disse o no-
tario em voz balsa.
E que faz elle, senhora, dos meus remedios ? ,.los,e",,,,r.iluqu
pergunlou o doulor.
Enircga-ot ao camarista.
E o camarista emmagrecc, disse o notario.
P. J. Gridaine. homem de valor, gurdate a si-
lencio. O doulor lirou o relogio, presente da raiuha
de Portugal, e disse depois-dc co:isulla-lo:
A prinreza espera-me na ra de Bourgogne. a
princeza!... Voltarei sempre, senhora... nao abando-
nara esse desgranado duque.... lie m gordura es-
sa que elle lom..... Carne mole, descocida... Iso
podera ser Ihc fatal...
O senhor dizia ha ponen....
Hei de rollar, certara ule. muilos oulros nao
vollariam !... Mas para um hornera importante como
o senhor duque... qualro horas e meia... O embai-
xador da Inglaterra ralbara comigo... Boa larde, se-
nhores. Aos seos pos, linda marqueza !
(Juaiido ia sabiudo, parou 110 limiar e exclamou :
(Jue falalidade, esquecia-me do cerdea I !
Na antecmara elle disse ao rriade :
Ninguem veio procurar-me da parle da rama-
reirn-miir '
A' casa de sua exccllencia gritou siibindo ao
carro.
Era sua maneira de ordenar ao coebeiro que o re-
couduzisse casa.
Qae ha ilu novo? pergunlou a marqueza ao
nolario:
Conversci rom o senhor duque, rcspoudeu este,
c nao arhei-o disposlo a tratar de negocios.
Como elle pareca hesitar, a marqueza disso-lhc:
Pode lallar fraucaincnlc dianle do senhor Gri-
daine.
Os dous homens saudaram-se e o nolario conli-
nuou:
Nao duvidei disso um instante, c fallei como
se estivessemoa sos... Eis-aqui as proprias palavras
, e. Nao tenho familia, c eslou cora
saudc; puraque quebrar a cabeca em lazer testa-
mento?
Elle nao he lo ntico quanlo o julgam, obser-
van I'. J. Ginlaiiie, lera s vezes momentos de alta
sabedoria.
Em summa, iusislin a marqueza. que fez Vmc?
A senhora bem pode julgar que nao dei-me
por vencido. He precisamente nuando estamos na
plenilu le de nossas faruldadcs pin sicas e inoraos,
pois accresccnlou: Ouca-mc! nao lenho mienta an-
uos... minha pu-ira.i pnile mudar...
O rosto de P. J. Gridaine aluimou-se: a marqueza
pelo contrario sorrio c pergunlou :
Elle explicou-lheo que entenda por essas pa-
lavras !
Eu pude adcxinlia-lo, rcspoudeu o notario. O
senhor duque fallou-me logo da familia de Morges...
da condes-a, que tem-lhe una alleirao tan pura, e
da senhora Gabriella que he um anjo...
A marqueza interrompen-o com urna risada, e
di--e dcpois:
Vmc. pensou que elle queria casar?
Ainda o pens, senhora... porque elle propoz-
me claramente a questao de saber, se um ras miento
subsidenle annulla as disposices teslaineularias
Coilas- durante o celibato.
Apre! disse Mr. Gridaine, isso nao parece dei-
xar duvida!
Apealo, lornou a marqueza, que Vmc. vai di-
zer-mc que o Sr. duque fez ou est prestes a fazer
seu testamento,
Com efleilo, respondeu, o no(ario, minhas re-
preseniares, meus argumentos, era unja palavra
i.icus esbirros prmlu/ir. ni esse resultado.
Seus eSforcot, seu 'rgumontns e.suas retires
tares farflo sua fortuna, senhor, disse a marqueza.
O notario inclinou-se gi aveniente e Aslrea conti-
nuou:
De-mu parte do (im de sua entrevista.
Elle he quasi tal qual a senhora po 1 ia viese-
disse-lli eu. que n m.enlo he bem e.'colhi.lo para jar... O senhor duque leslar logo que Ihc Torein a-
dispor de una riqueza immensa. Elle peraiiulou- (ircsciitados os dous meninos que lem seu nome....
me: EntSo pareen derahir? Pcln contrario, respon- sea sculiura poda fazer isso...
di-lne; smenle la era Mainlenoa o senhor linha- A marqueza advertio-lhe porum ecslo digno enor-
me manifestado a inlencao... Sera duvida, inlerrnm- lez que elle enlrava em aun terreno onde nflo agra-
peu-rae elle... Mais larde, um dia ou oulro... De- dava-lhe segui-lo. O notario lomou o chapeo.
KECIFE 28 DE ABRIL DE 1855.
AS 6 HOBAS DA TARDE.
RETROSPECTOSEMAIUL.
Comccou a semana com a desordem na cadeia.
Os presos, tendo pralicado om arrombamento pelo
lado do sul, dispunham-se a evadir-se. quando s 9
horas do dia 33 foram felizmente anercebido e es-
lorvados, no momento em que forcavam a porta do
oratorio. Achando-se armados em grande numero
e levados pela desesperaeflo de seu intento malogra-
do, amolinaram-se denlro da priso e oppozcraro-se
a que nella enlrassem soldados para os desarmar.
Enirclanlo, mearados com dous tiros de plvora
secca, incommodados coro algumi cal laucada para
dentro, e seguros de que uada mais sofl'reriam em
ronscquciicia de sua lentaliva, renderam-se e amai-
naram.
O Sr. Dr. chefe de polica, a quem j de muilo
inquiclava o mao estado da velha cadeia e a sua
pouca seguranza, fez immediatamenle passaros pre-
ses, em numero de iim e tantos para a nova rasa
de deleoejio. tendo prcvidenlemenle snllicilado d'an-
te m.lo e com instancia o acabamentn das obras e
arranjos necessarios para effecluar-se aquella passa-
gem. Apezar de seu fresado numero c de s oslar
concluido um raio do novo edificio, como sabern os
leitores, ficaram os presos bem acommodados por se-
rem esparo.as as cellulas ; e urna vez acabados cer-
los Irabalhos que ainda falla, laes como a con-
dcelo d'agua para as lorneiras e os esgotos de ca-
Senhor, disse Astrea, n.lo sou rainha para ser-
vir-me de certis expresses; todava declaro-lhe pe-
rante Mr. Gridaine que eslou salisfeila rom os seus
semen--... Torne a vir amanliaa... A condiro que
o senior duque exige sera prcenchida... I.emhrc-e
de que o rapaz deve ler vaotagens consideraveis pa-
ra suslenlar o nome,.. para...
Tudo que pode fazer-se a esse respeilo ser fei-
lo. senhora.
O nolario saudon e sabio.
Enlao. Mr. Gridaine, pergunlou Aslrea, que
diz a esse respeilo ?
Todo para as mulherea I... Estou inda inlei-
ramcnle a sua dsposioao : todava na vejo....
Nao ve o que ?
O senhor duque ainda be moco...
Convenho.
Goza de boa soude...
Eis em que o senhor eugana-se!
U doulor acaba de dize-lo.
Cnulie cm mim. Mr. Gridaine, pronilneioii a
marqueza scccaracnte, o senhor duque de Uostaii es-
la mullo mal.
Hou.e um instante de silencio, depois do qual P.
J. Guillame lornou :
A senhora marqueza permute que fjja-lhe
lima observaeilo?
Fina somante Y pergunlou Aslrea -sorrindo.
I. na ou duas.
Ou tres... Despachemos piimer.imenle essas
(res raparigas, e ajude-me a Tazer minha escolta.
Agilou urna campainha e deu rdeas ao criado, n
qualannunciou um momento depois:
As sentaras Paulina, Georgele c Virginia !
(Continuar-te-ha.)
y
y
\
MUTILADO


QIARIO OE PERHAMBUCG SEGUNJA FEIRA 30 UE ABRIL OE 1855.
da cellula, leremos seguranca reunida ao aceio,
loas condici>es primarias de orna boa prisao. Cons-
la-nos que oSr. chefe de polica, logo que se com-
plelar a mudanza e esliver ludo nrranjado. preten-
do fazer orna separacao dus presos, conforme tuas
circunstancias e naturesa de seus crimes, realisaudo
nesla parle o preeeito tilo salutar do rl. 1 T I da
constituido. No anligo edificio so ficaram os do-
entes em pequeo numero, e estes mesmos vo sen-
do Iransporlados proporflo que restabelecem.
No dia 19 abri-se a sesrto do jurx desla cidade,
pelo juit preparador foram aprcsenlados 20 pro-
cessos para serein julgados. Enlre ellcs achavam-sc
os do toldado do cavallaria Anlonio Moreira da
Silva que assassinara sua mullier cni Fora de Porlas,
e do oseravo do Manuel /os Ferreira Gusmilo, que
assassinara o escravo do major Antonio da Silva Gus-
mAo, em lugar protimo ao viveiro chamado do Mu-
Bit. 1) primeiro desses reos ji foi eondemnado, na
sesteo de 21 a 14 anuos de priso, grao medio do
arl. 1')3 combinado cora o arl. 49 do. Cod. Crim. ;
o segundo foi eondemnado na sc-silo de 25, a gales
perpetuas, grao mximo do citado artigo 19:1. Na
meslria sessao de 95 fni apresentadn pelo juit pre-
parador o processo co leatou las latinar o- scu senlior Jos Rodrigues
do Puto, achando-se por isso comprehendido no
arl. i!, da lei de 10 de junlio de t83.'>, em virtudc
do que foi designado pelo Sr. presidente do tribu-
nal o dia 27 para seu julgamenlo ; c verificado este
foi o lueiiuo reo eondemnado a gales perpetuas.
No dia 23 reoniram-se em assembla geral os ac-
cionistas do Banco le l'ernnmbuco para resolverem
acercada conversao do mesmo Banco em caita filial
do Baoco ddtBrasil, a conformidade dos estatuios
que baiiaram com o decreto n.15H0 de 21 de mareo
deste anno, e decidi afinal a assembla que secon-
cedessem plenos poderes ao conselho de direccao
para effeeluar aquella conversao.
Amanheceu arrombada na freguezia da Boa-Vi no dia 23, urna taberna da ra do Camarao, per-
tenrente a Andrc Nauzer, que bavia tres dias de-
ciarara-te fallido. Conforme a vestnria da polica.
consisti o roubo all pralirado em gneros taes
como mnnleiga. cha etc. ; e sendo juizo dos perito
chamados, que o arrombamenlo fora feilo de lora
para dentro e vice-versa, recahiram snspcias sobre
o proprlo fallido e seu caixeiro, vislo existir corres-
pnndencia pelo interior da taberna com a casa de
residencia do mesmo, e por eonsequencia foram
ambos presos para Iveriguare*.
Em a noite de 25 foi tambem roubado, na Boa-
ViiU,- o negociante allemao Hermn Mertens, mo-
rador na ra da L'niao, lendo-se evadido os ladres,
levando apenas dons relogios, dep'.s de alguma lu-
la cora o dono dalcasa que hradava por soccorro, c
ficou ferido as mSos pela faca de um dos aggres-
sores.
Por carias recebidas de Piane, sabemos que o
Rvd, capnchinho Fr. Serafim de ('. ilauia por
all colheu bons fruclos de snas missoes, acabando
muitas ritas, congrarando grande numero de i ni-
micos, adorando em summa um pouco mais os cos-
tumes daquelle terrivel serbio pelo chamamento de
seu habitantes aos de.veres civis e religiosos.
Contina'esta cidade a resenlir-se cada vez m:is da
falta de mueda miud.i para Irocos.o que nao causa so
graves embarazos ao commercio, seno tambem ve-
ame* e consumi^Oes as familias, sobreludo uas clus-
se meaos favorecidas da fortuna.
Hendeu a alfandega .VJ:I().V*7.Y.) rs.
Morialidade livros. horneas 14. mullieres 12, pr-
vulos 20 ;etcravos, homens 7, mulheres 2, prvu-
los 2-total 57.
dos sanitarias que contra o contagio se tem tomado.
Ao contrario da febre amarella, tcm esta epedimia
atacado de preferencia os naluiaes, c destes fiinda
com mais violencia os da rara indgena ; nao nos
consla que eslraigciro algum ienlia dcllas sido vic-
tima ; quanlo ao seto n idade nao lem nisso luvido
dilTercnca, o mal lem atacado iiulistiiictamciite e
com igual forc,a, bomeiis e mullieres, vcllios, mocos
e enancas. Atribuimos m qualidade da vaccina
que actualmenle se c-l empreando o resultado fu-
neslo de algum casos de individuos reccntemcnle
vaccinados.A opiniao arriscada que ha lempos gras-
sou (mesmo enlre petaoai Ilustradas I) de que a
vaccina em lempo .le epedimia provocava o apareci-
mcjito dabetiga, he inteiramenle destituida de fun-
damcnlo, e nem podemos arredilar que medico al-
gum tutoritaat com a sua epinao a arcosa de seme-
Ihante absurdo,
L>e um artigo do /Mandarn da 13 do rorrele
rollicimis a seguinle. eslatistica du numero de hoxi-
gosos pobres Iralados ins domicilios, durante 0 me/,
de marc,o lindo, pelos mdicos enearregados pelo go-
vemo para lal Iro.
Ir. Coelho de Souza. ... 22
Cirurgilo Ferrilo. .
Dr. T. Ilal. .
Jaullrel.
J. Sergio Fcrrcira.
CirurgKo Joao Diogo .
Dr. Heurique Leal
Total.
28
s
i
:i
o
121
191
JURY DO REG1FE.
DA 25 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. Dr. Adelino Anlonio de /.una
Freir.
Promotor interino, o Sr. Dr. Francisco Comes Vel-
loso Albuqoerque Lint.
Advagado, o Sr. Dr. Joaquim Elviro de Moraes
Carvalho, .
EscrivSo, Joaquim Francisco de l'auia Esteves
Clemente.
A's tt horas fcila a chamada aeham-se prsenles
39 Sr. jorados.
Foram multados em mais 20-5 s senhores jurado8
ja multados nos anteriores lias de sessao.
A berta a sessao foi conduzido a barra do tribunal,
para ser juntado, oreo Antonio da Silveira Sa Br-
relo, aecusado pelo rnme de furto de cavallos.
Foram sorteados paracompor o jury de sentenca
os Srs. jurados seguinles :
Domingos Alves Malheus.
Jos Loureneo da Silva.
Antonio Jos Leal Reis.
Jos Anlonio Vieira de Souza.
Dr. Jos Muniz Cordciro Gilahy.
Joao Francisco Ponles.
Caetauo Cyriaco da Costa Moreira.
Manoel Camello Pessoa.
Anlonio Ignacio de Medeiros Reg.
Adelo Jos de Mendonca.
Jos Francisco Pires.
Joaquim Galdino Alves da Silva.
Findos os debates foi o contellio conduzido a sala
das conferencias i 3l4 horas da larde, d onde vol-
lou as 5 com suas resposlas, que foram lidas cm
voz alta pelo presidente do jury, em vista do ruja
decisao o Sr. Dr. juiz de dircito puhlicoii sua senlen-
r:i, condemnando o reo a 8 anoos de gales grao m-
ximo do arl. 257 do cod. crim. combinado com o
decreto de 15 de oulubro de 1757, e as cusas, e le-
vantan a sessao adiando-a para as 10 horas do dia
seguinle.
27
Presidencia 4o Sr. Dr. Adelino Anlonio de Luna
Freir.
Promotor interino o Sr. Dr. Francisco domes Vel-
loso Alboquerque Lint,
Advogado, o Sr. Dr. Jos Anlonio de Figueiredo.
Escrivio,Joaquim Francisco de Paula Esteves Cle-
mente.
Feita a chamada as II horas da manhaa acharam-
se presentes 37 senhores jurados.
Foram multados em mais 203 os mesmos Sr. ju-
rados j multados nos anteriores dias de sessao.
Abeila a sessao oi conduzido a barra do tribunal
para ser julgado, o reo Nicolao, prelo, escravo de
Jos Rodrigues do Passo, aecusado do < rime de fe-
rimentos perpetrados em seu senlior.
Compoz-seo couselho de senlcnra dos seguinles
senhores :
Jos Lucio Monleirn da Franca.
Dr. Manoel Jos Pereira de Mello.
Manoel Florencio Alves de Moraes.
Joao Ilenriques da Silva.
Joao Francisco Pontea,
lenle Jos Xavier Pereira de Brilo.
Ilenrique Sleple.
Adelo Jos de Mendonca.
Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
Dr. Jos Muniz Cordeiro Gilahy.
Jos Loureneo Bastos.
Joaquim Ignacio de Carvalho Mendonet.
Findos os debales foi conduzido o couselho a sala
das conferencias as :l horas da larde, d'onde vollou
iis 4 com suas respostas, que foram lidas pelo presi-
dente do jury de sentenca, em vista de cuja decisao
o Sr. l>r. juiz de dircito condemnou o reo a gales
perpetuas, e aoieu senlior as cusas, e levanlou a
sessao adiando-a para as 10 horas do dia seguinle.
"diario de PEmMBcor
n Accrcsfcnlarcmos a esta noticia que os Drs.llcn-
rique Leal e T. Ilal, directores dos liospilaes, tr.i-
taram nclles durante o n.esmo me/, betigosos en-
Iradus e etistentes 121. Donde se v que o governo
fornereti mcdicamenlos dictas durante o me/, de
marco a SIS Imxigosos, sendo nlgunt desles accomel-
lidos em fevereiro, mas que roiilinuarmn doenles
anula no raez seuuinte.
Em seu n. de II publica o Obtercador o seguin-
les factos:
i No dia 9 do correle falleceu. na flor da idade,
aps tonga enfermidade, o Dr. Raymnndo Jos Faria
de Millos, medico ilisliueto, natural desla provincia,
onde cxerccii diversos cargos poblieot. Esta perdli
foi astas aenaivel, porque o fallecido era gcralmenle
estimado de seus concidados. tanto por seus conhe-
cimentos mdicos, como por seu carcter probo ecx-
cellentes qualidades. Foi sepultado no cemilcrio do
Senlior Bom Jess dos Passos.
ti l.-se no Vrogresso :
Falleceu m Alcntara o Sr. Dr. Ignacio de Al-
meida t Silva. irmHo do finado senador Patricio.
Sucumbi a nm alaque de apopletia.
O governo man loo prohibir, por cinco annos,
o enterrameulo no remiterio da Misericordia, vislo
o terreno nao poder comportar mais novos cadve-
res. Em quanlo se nao aprompta um remiterio
proxisorio, o enterrameulo sera feilo no cemilcrio
dos Passos.
A cmara municipal siibmelteu a approvacao
do governo um projecto de postura, prohibiudoa r-
mai;aii funeraria as rasas parlirulares dos morios de
beiigM, ou de oulra qnalquer pette contagiosa.
A nie-ina cmara acaba de re.disar a compra de
um rico p.ira-raio, mandado vir pela casa dos Srs.
Duchemin & C, c (endona faze-lo cullucar cm urna
das lorres da groja de S. Joan, onde se acha o relo-
gio da municipalidade.
A mesma cmara vai dar comeco a importante
obra da piafado Mercado, na anliga" praca do As-
souguc Velho;e o far.i por adminislr.ic.1o," vislo que
al esla dala nenhuma empreza se ha apresentadn a
conlrala-la. O plano e orcameulo da obra que he
gigantesca, para as torcas da miiuiripalidade, ja fo-
ram publicados pela imprenta. Altendcudo aos li-
mitados recursos dos cofres municipaes, o gaverae
provincial promette auxiliar a obra com urna cou-
signirilo de Seis conlos annuaes, lirados da verba
de obras publicas.
No dia 18 foi juslicado na capital do Cetra o
escravo Benedicto, por alrunba Cebla, aecusado de
homicidio.
l.-se no Ceareme de 17 :
L'm dia destes pastados, no caminbo de liaran-
guape, lugar chamado Jaeanahiijiouve um batuque,
samba ou bebedeira, em que alguns em estado de
embriaguez brigarain, esfaquearam-se, o ilo que re-
sullou a morle immediala de um filho, feita pelo
proprio pai por engao, c o feimenlo grave de mais
tresou qnalro, dos quacs dizem que morreram mais
dous. A policia proceda na indagacao c priiao dos
criminosos.
c< Da mola noite de 15 otra 1<> cabio urna grande
rhuva nesla cidade arompanhadade alguma Inicia-
da. Chaven cinco horas chova forte, "le modo que
a agna alagou as ras, cntrou por quasi toda- as
tatas terreas,deitoo muros baixo, e lazendn outros
prejui/os. Foi a mainr clima que uestes seis annos
lem cabido nesla cidade. incln caada e nicia d'a-
gua por palmo qtiailrado de superficie, ou 150 calla-
das por braca quadrada.
Quanlo ao Pitfulix referimo^iins carTiT~tlc~nsl
correspondente, exarada cm outro lugar.
l> etercilo eonslilue a verdadeira nobreza da
qnalquer estado, Nelle se r.mservam intactas as Ira-
diccoes da gloria nacional. Eis aqui (apontandopa-
ra as bandeiras a .....sa arvore genealgica. Cada
um destes ramos marca novos gerar;cs por meio de
novas victorias. Recebci estas iusignias, que confio
a vossa honra, ao vosso valor e patriotismo.
consellio de ministros em Inglaterra ordenou
que se fizessem preces publicas para impetrar do Al-
lissimo protecra"!! em favor do etercilo.
Fuia nota circular do conde Nesselrode diz, que a
missao do novo imperador he manler a inlegridade
da Rossia, c anida ma8 resliluir a paz a seu impe-
rio e ao mundo.
Lord Palmerston foi interpellado na cmara dos
eommuns, relativamente an discurso pronunciado
por su Robcrl Peel em Tamworlh. Sir Roberl. mem-
liro do gabinete tinha dito que a queslao do Oriente
so poda er reaolvida, restabelecendo-te a Uongria e
Polonia.'leudo uni membro da cmara dos eommuns
pcrgunladoseoeinliaixadui d'Auslria bavia promel-
lido etplicar tabre este poni, l ird Palmerston, lea
do proferido ilgumas palavras isongeirat a sir Ro-
ben Peel, lecreseenlou :
O governo auslriaro sabe muilo bem, que o go-
verno inglez reputara-urna desgraca pira Kuropa a
separacao da Hungra do imperio d'Anstrii; por-
quanlo esle governo considera a existencia do impe-
rio d'Austria. comparlo nu centro da Europa, romo
um rl 'inenio esencial do equilibrio do poder {oa
rain.) O governo austraco ronliece bem a poltica
que o governo do raiaha ha de para com elle seguir.
n Pelo que diz respailo |a Polonia nao hesito em
atseverarqae o etlndo prsenle daquelle remo he
una permanente ameaca a Allemaulia. Perlenr.e
as polcncias allemilas indicar al que ponto eolen-
dem que a sua actual organisae.Vi Ibes he ou nlo pe-
rigosa, e sin em qoaesquer circumslancias que as
podostem arraslar i guerra contra a Rusta, julga-
riam do sen inleresse o por termo a semelhanle si-
toacao. He porem certo que nada se tratou sobre a
UOVa urganisarao da Polonia nos pontos eui que o
governo da rainha.de concert com o de Franca, c.--
la disposlo a negociar em Vienna.
Esta negociacan versa sobre a base dos qnatro
punios que luda a gente conliece : porm se os go-
verno* reservaran) para si o dircito cm relaco as
circunstancias c aos aeonterimentos da guerra, de
aerisceiilarem no futuro aos quatro pontos qnal-
quer oulra eslipulacao. que julgarem esseneial ,i
futura teguranca da Europa. (Juanlo ao prsenle
SO versain as negociacies sobre os quatro pontos.
Eis aqu a poltica do governo no locante ao as-
sumpto de que se Irata.
Efe dia 15 de mareo comecaiam com efleilo as con
fercucias ile Vienna. A Franca eslava representada
pnr II, de li inniueiiax ; a Inglaterra por lord John
Uussell e lord Weslinoreland ; a Austria pelo conde
Buol e M.(de Prvkeseh; a Turqua por Arif-Ellendi.
e Ki/.a-liey, c a Russia pelo principe Gorlschakoll, e
M. de Tilull. A primeira conferencia foi emprea-
da em formalidades preliminares; mas geralmenle
se acredilava que as negociarfies *t concluiran bre-
vemente, dando-se piompla solucao a esle negocio.
O Mnrnimj Pott, nrgao de lord Palmerston, en-
tende que he na quarla ondicao que etisle o gran-
de escolho. pois diz que O poder da Riis-ia no mar
Negro deve ser sugeilo a um limite, consistindo na
enlaega e aban tono de Sehaslopnl.
rada importante liavia ocrorri.lo nosoulros pai-
tes da Europa. Portugal (cava tranquillo,e na Des-
palilla conlinuavam os debales do congretso acerca
dos diversos ornamentos do oslado.
Os consolidados mglczes lieavam a 93 c um oilavo,
e os fundos porluguezes de 42 a ii.
C0BRESP0MIE\a\.
O miseravel qu^ sob o Ululo de lloavislano, cs-
creveu a correspondenci? que se ach .em o n. 27
do Frho Pernamlmruno de 10 do correle,nao esla-
va por certo em scu perfeilo jui/o ; porque se e-di-
vesse. conhercria qoe nesla capital c cm toda a pro-
vincia existe um publico indicioso, que sabe distin-
guir o liomi ni de bem do calumniador, e o replil
do cidadao honesto, cuja reptilarao he indigna c
torpemente aggrcdida.
E com effeilo, he misler estar fra de si. para sup-
por como suppoz o Boavislauo, que os homens sen-
satos dariam credilo ao lecido de asquerosas calum-
nias, que se conlem na citada sua correspondencia
contra o benemrito coronel l.niz de Carvalho Bron-
tUo; no entretanto podemos afliaucar-lhe, que nao
sao essas calumnias que lian de lisnar a honra
d'aquelle conspicuo l'crtiainbticann ; poripic nesla
mesma cidade ctisicni homens di-linclos, que o co-
nhecem c rujo teslemunhu invocamos nesla oecasio
.ejn^j^rojjj^-erac l.nle d.is nossas isserces; entro
outros faremos menean do muilo digno Sr. Dr. Jos
Mara Gamciro, promotor publico da comarca da
Boa-Vista, e bem assim o distinclo Sr. Dr. Joao
Francisco da Silva Braga.juiz municipal que foi do
termo doOurirury da mesma comarca,os quaesambos
ha pouco lempo, vieram d'aquelle lugar.e conheccm
de perto o referido roroncl Lui/. de t'.arvalho Bran
dio. Ellesquc digam. se Ibes conslou algum dia,
que o dito coronel houxesse pralirado os crimes c
horrores que o Boavislauo 6 SOI sucia por invrja e
torpes malqujireucas Ihc allribucm, ou se pelo con-
trario he o mesmo coronel um liomein de bem, ge-
ralmenle eslimado naquella eoniarca, onde oceupa
a vantajosa posicao de grande proprielario e cidadao
pacifico.
Chamamos, pois, os dons mencionados funeciona-
rios pblicos, que alias sao insuspeilos, por sua pro-
bidade inconteslaxel, para qne fique desmascarada a
perversidade do Boavislauo e dos seus asseclas, quan-
do procuram tlelurpar urna reputacao at boje illi-
bada, como he a do coronel llramlao : e se precisse-
mos inda de outros tcslemuiihns, nao menos respei-
Fomos obsequiados com alguns jornaes porlugue-
zes, cujas dalas de Lisboa chegam a 30, de Paris a
22 e de Londres a 20.
llouve no dia 17 de marro urna halalha na Cri-
mea, e a respeiln da quil 0 general Canrobert publi-
cou a seguinle ordem do dia :
Oinmigo acaba de soflrer um grande revez.
Na manh'i i de 17 atacou el!e Eupatoria rom 29 mil
homens de infanlari, 50 peras de arlilharia c 4
mil cavallos. Esle corpo, formado de remitas re-
unidos em l'erecop c na Crimea foi vigrete aten le
repcllido pelas (ropas ollomanas do exercilo do Da-
nubio as indi n- do general em chei Onier. Pacha.
Na segunda tentativa de Basalto urna columna
que sabia da praca carregou resolutamente os as-
salladnrcs a bauuicla, repellindo-os para longe. Fi-
nalmente no cabo de 4 horas de baldados esforcos
relirou-se inteiramenle o inimigo com grande perda.
Esle brilbanle feito d'arraas he suminamenle hon-
roso aos nnssos alliados, ao seu general em chefe,
sendo a digna continiiarfio dos truinphos contra o
inimigo commum.
Tenho a satisfarao de arcrescenlar, que a pe-
quena guarnicao formada sob o mando do chefe le
esquadro de estado maior Osmoul, de um.destaca- lavis que aquelles dous, invocaramos os do Dr.
ment do terceiro regiment de marinha, de um
destacamento de artilheiros da esquadra suslcnlou
galbardamenlc a honra das nossas ardas, coucor-
rendo para defeza de Eupatoria, que bavia prepa-
rado com grandes meios.
i? Etlc primero feilo d'armas do etercito de S.
M. o Snliao. na Crimea d o mais feliz comeco a
c.iinpinlia que vai principiar.
uCompaiiheiros era armas, leudes arroslado ha um
auno, as otis duras provacoes a que pode ser sa-
eta a organisaco c a torca moral dos ctercilos,
juiz de direilo da comarca, c do veneravel andu
Manoel Ribeiro Granja, commau.dante superior da
guarda nacional, cujo ronr.eilo* acerca do coronel
Lu/, de Carvalho, por i crio, esmagaria os seus dc-
Iraclores, inclusi've o lloavislano.
Bem sabemos d'onde u.isce essa guerra Iraicocira
e selvagem, que homens carregados de crimes c per-
didos na opiniao publica fazem ao coronel Brtndao :
hera sabemos que o alvo que ellcs tecui era xslas,
comindomavel energa e um patriotismo que eleva nao |ieoutro mais du de sl! pl-ep,irarcm para
a mu subido ponto o vosso uomc entre as nacoes
A assembla approvou em 2.' discussAo as emen-
das olTerecidas em 3." ao projeclo n. 17, que concede
lima gratifcamelo aos profesores Castro Nunes e pa-
dre Marreca, c ao projeclo que versa sobre os limi-
tes das freguezias de Serinhaem e Ipojuca.
Hegeitou em 2." discussAo as posturas addcionacs
do Recife. fazendo algamas observarles a respeito
os Srs. Olveira c Baplisla.
Approvou cm 1. discusso as posturas de Ca-
ruar.
A r lem do diade hoje he: leilurade projeelos, pa-
receres e indicaces, e conlinuaco da de anie-lion-
em.
Pelo .S'. Saltadar cbcgailo lionlem dos porlos do
norte, livemos jornaes do Amazonas al 10 do cor
rente, do Para ale 17, do Maranhao al 20. do Cet-
ra at 21.
Todas essas provincias ficuran em soreg.
As carias dos nnes correspondentes aas duas pri-
ineiras mencionadas, cque n'oulra parle vflo trans-
criptas dispeusam-nos de dizermosaqu sobre ellas
mais alguma con
No Maranhao continuavn ainda a lavrar a epi-
demia Jas bexigas como se v do seguinle eslracto
do Gooo :
n O numero dos atacados continua o mesmo,pouco
mais ou menos, porem o mal parece ter diminuido
de inlensidade ; em lempo algum fizeram no Mara-
nhao asfbexigas lano estrago, mo grado as inedi-) notavel he a seguinle :
da Europa, desliMando-vos um lugar na historia.
ii Estas provacoes locara o seu termo, c as porque
temos anda que passar, u.io abalarao a voats cora-
gein. Em breve vos acharis em frente do inimigo
que sabis vencer. As mais ardenles syinpailiias
da Franca para com os seus etercilos vos acompa-
nharao agora, bem como vos acompanliaram as
precedentes victorias e nossolTimcnlos desla guerra.
O coracAo c os votos do imperador eslao com vosco.
A sua solicitud-; fez Ircplicar a vossa forca effecliva
e.os vossos uieios.
Segundo as noticias de Sebastopol saina-se que as
priucipaes baleras russas, comprehendendn as da
torre deMallakofl", eslavam duplicadas, e Ircplicadas
as dos reducios.
Na ordem do dia do general Oslem-Sacken, diri-
gida s Iropas ru*sa, por occaaiao da ultima halalha
junto* a torre Mallakoll, faz elle os maiores elogios
ao valor dos zuavos, por quem o general Canroberl
dislribuio grande numero de/'ondecoracocs.
Constava por noticias vindas de Cou.stanlinopla,
que o general Pelissier linha av.uicado para alturas
oceupadas pelos Rostof, na retaguarda de Balaetava.
Daily New diz que as ultimas noticias da Cri-
mea daxam motivos a receiar um novo ataque dos
Russos a Eupatoria. Grandes reforcos se tinhain di-
rigido para este lado ; e concluia-sc deste raovimen-
lo do Iropas que se Iralava de retomar Eupatoria, o
que n3o pareca fcil visla das forcas de que Omer-
Pach dispe.
A Prests do dia 18 n'uma correspondencia de Se-
bastopol do I diz o seguinle : antes de honlem
houve um armslicio de algumas horas para enterrar
os morios. Foram para sso mandados os zuavos do
segundo regiment, que liuliam sido os hroes da
acco. Nao se pode ser mais amavel do qoe foram
os Russos para com es zuavos.
O etercilo inglec est boje completamente Tor-
neado de quanlo Ihe fallava, e abundantemente pr-
vido de ludo. Recebe diariamente reforcos ; e na
primeira occasiao ha de aprescnlar-sc na frente das
Russos. para lites fazer ver nflo s que aquello exer-
cito anda existe, como tanibem que bale e resiste
como qualquer oulro.
No mesirio jornal trance/ Ir- o seguinle :
S. Pelersburgo 17 de niaic.0 de 1855.
O general Oslem-Sacken participa da Crimea,
em data de 9 do corrente pela mauliaa, que o logo
do inimigo mo causou damnn algum em Sebastopol.
Por noticias de Eupatoria de ( de marco consla
que dous esquadroes de nossos laneciros, e 100 eos-
sacos dcrrotaram complclameul* oilo esquadies
turcos.
Tinliam partido da Turqua para Eupatoria 10 em-
barca^oes com fardamenlos, munjcOes e proviscs de
bocea.
Fallava se em Alhenas de haver alguma agilacao
no Epiro e Thessalia.
Eslava resolvida a nova nrganisacao do reino de
Polonia; e para csse lim o imperador Alexandre
augmenlou os poderes queja linha o principe Pas-
hiewilcb.
Urna partcipacflo de lord Ragln de 3 do corren-
te diz que os KtntOS melltram a pique algumas cm-
barcaroes que ainda linhan, e que levantaran! aleu-
mas baleras defronte das fortificaees fraucezas.
Lord Ragln accrescenta que o inimigo parece que-
rer reunir as suas forcas ao norle de Sebastopol, e
junto ab Tchcrnaia.
Segundo um despacho IcIegTaphiro. corra com
fundamento a noticia deque o ministerio ingle/, (en-
dona dissolver a cmara dos eommuns. pelo rercio
de nao adiar nella sufliciente maioria.
Ale o dia 22 o imperador dos Francczcs nao linha
partido para Crimea, e no dia 20 passou elle revista
a divisiXo imperial.que sabit no protimo sahbado pa-
ra Marsdha aonde embarcara rom deslino ao eter-
cilo da Crimea. Por esla occasiao S. M. I. dirigi
as tropas urna enrgica alocui-iio, coja parle mais
Aos tyraiin-is tost borrivel
Como a trombeta terrivel
Dos muros de Jericb,
E para os livret saudavel
Como sonbo-leleitavel
Que leve uulr'ora Jacob-
Nao valcm mil estandartes,
Nem mil boceas de canhao,
At aguiat dos Uuonapartes
Rojam dispersas no chao i
H o bravo ledo do Sena
as rochas de Sauta Helena
Desterrado vai morrer,
Que a Europa lie livre e nao rauca,
Nao teme o poer da tranca.
Ha de por torc vencer.
Liberdadc, iris sagrado
C dos ets do meo Brasil,
Liberdadc, heroico brado
Dos caolines e do (uzil,
Quandu vencidos, confusos
L licam cobardes Lusos
Nos campos de Piraj.
V, que nos fastos da historia
O iiniiic cheio de gloria
Do ltrasil se escreve j.
Dos vaientet Alliados
Sers taniliein o pharol,
Lees na lula extorcado,
L rercam SebastO|iol ;
Porem cedendo de traeos
Esses infames cotsacos
Ao gladio Frarico-Ilret.io.
Aos vi\ as de liberdadc
Fluctuar na cidade
O vencedor parilho.
E nao de os Russos, caneados
De lauto lempo lidar,
Entregar aos Alliados
Os sonhos do seu czar
Sebastopol, seu thesouro,
<.)ue para cierno desdouro
Ficar vcnrid allini ;
Nao bao de valer as lidas,
Nem tantas, nem t mu- vidas
Kxpostas a morle ain.
Liberdadc. fogo activo
Que accende ss chammas de amor,
Linda estrella, s incentivo
Dos canlos do trotador: .
S ten sorriso me inspira
Alegres sons nesla lyra
Acoslumada ao gemer.
S" por ti sinlo animado
Mcu coraco resinado
Dentro do peito bater.
Eu por li serei soldado.
A's bailas me arrojarei.
as lulas por li guiado
Valente uo cederci ;
E cmquanlo putar no peito
Meu coraco salisfeito
Os p'rigos hei de affronlar,
Que o timbre honroso do forte
He ser livre c ter a morle
Nos campos a pelejar.
Sou livre, que a liberdadc
Desde o berco me sorrio,
Que nesta puri verdade
Meu'vclho pai me instruio '
He crenca e crencas herdadas
Dcvem ser lo veneradas
Como as cousas l dos cos :
Eu c por mim as respeito,
Como se fra um preeeito
Da santa igreja de Dos.
Despreso a fatua nobreza,
Sou to livre que mais nao,
Aborreeo a vi! grandeza
De todo meu coraco ;
Nao sou nobre, que sou lilho
Do povo.... tira nao partilho
Ideas que os nobres teem.
Eu prolesso a liberdade,
Nos homens quero igualdade
Liberal como ninguem.
p. de Calatant.
iludo a decencia e o decoro que convinham ao teu
eslado e condicao, sempre respeilou os direitos de
seus seinelhanles, pralicando nao si o que era bom
e devido, como o que era bello c generoso.
lloniem de virlude, os seus principios rram a
razio e a lei, o movel nico de suas acres o amor
da justica c da propria virlude.
Perdcu sua Ilustre familia um de seus ornatos.
Perdeu a patria um cidadao que anda na idade de
21 anuos e 9 mezes ja sedesvelnva pelo servijo pu-
blico no lugar que osercia na primeira reparlicao
de f.i/.onda desla provincia, o que por seu tlenlo e
suas qualidades promellia um fuluro prestiinnso.
Prrderam cmlim seus amigos una das prendas mais
queridas de seus coraroes.
Perdurar em nossa memoria sua lembranra,
quanlo era verdadeiro sen turnio ; e senSo nos
he dado depor algumas perpetuas sobre Sua. campa.
sirvam estas lnhas de frac i exprsalo desaudosas
maguas.llcquiesral in pace. Ot Amigos.
Recife 29 de abril de 1855,
COMMERCIO.
ALFANDEOA.
Kcudimcnln do dia I a 27. 232:8539584
dem do dia 28........ 1:75c1I.V>
234:5995534
escarregam hoje 30 de abril.
Barca ingle/a.UnturamercadoHas,
Briguc inglez ll'eslmnilamldem.
Sumaca hrasileira//nrlrnnafumo B charoles.
Barca Inglesa//.rarxo.
CONSULADO GEKAL.
Rendimenlo do da I a 27. 67:6999391
dem do dia 28........ 1:881(979
69:5819370
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo de dia I a 27. .
dem do dia 28........
5:1149821
239917;
5:3539996
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS ili-
RAES DE PERNAMBUCO.
Uendiinento do dia I a 27. 17:2879858
Idcm do dia 28........ 8149288
E para que chegue a noticia de todos mandei i Santos Noves, assim como de alguma roobilia, e um
passar o presente cdital que ser publicado pela im- i eri0. perlenceutes a di a rnassa : aegunda-feira,
prensa, e dous do mesmo Iheor, que serU aflitados ?.!?oco"eule< ao d em ponto, na indicada
na praca do commercio o na casa das audiencias.
Dado c passado nesta cidade do Recife de Per-
loja.
I8:l()2;l(i
CONSII.ADO PROVINCIAL.
Hendimenlo dn dia
dem do da _>N.
I a 27.
53:034243
IKH4950G
Couros -
assumirem a posico de potencias.locacs: mas uo
se lembram que essa posicao nao se conquista por
meio da calumnia, adquirc-sc por urna vida eseo-
mada de crimes, c por aclos honestos c generosos;
assim procedeu o coronel Brandan, c por isso cou-
seguio a estima geral de que boje goja : por conse-
guiute he baldado preleuderem seus cuvardes inimi-
gos desacredla-lo, c semelbanlemenlc aos seus I-
luslres prenles, os Srs. Jos CrispioiaiM Rodrigues
e outr-is deque perlidamenle se oceupa o Boavisla
no cm sua correspondencia.
Concluindo esle pequeo artigo, diremos: que cs-
crever em nm jornal, como fez. o mesmo Boavislauo
dizendo, que o coronel Lu/, de Carvalho. seus p-
renles e amigos diri_'iram-se casa de .Manoel da
Silva Franco, subdelegado cm excrescio da villa da
Boa-Vista para o assassnarcm, o que nao poderam
conseguir por haverem sido obstados por qualro sol-
dados do Sr. capilo Penlc ido, hu nao ler vergo
aba, he exceder a ludo quanlo lia de mais indigno
elorpe sobre a ierra. Qaemdizslo, lie capaz de
apunbalar a seu proprio pai c de pizar com ps sa-
crilegos os ojjjeclos mais santos, que no mundo ctis-
ir possam. Pois o Boavislauo o disse, c o publico o
caracterice como elle mereoo.
Agora dirigiremos duas palavras n redarcn do
licho.e sao as que se seguem :Vos nao conlicccis o
coronel Brandan, c baveis por sso cabido em um
grande erro, que uasee da ma f das pessoas que
hilo ahusado de vossa confianca ; lempo, porm,che-
gar em que a vossa ra/.o melliormeule esclarecida
vos far conhecer a verdade, c ter arrependimento
de haverdes prestado o vosso jornal para a divulga-
cao de convicios, de injurias e calumnias assacados
oulra um hornera de lemela toast provincia. Con-
fiamos na rertidao de vosa ronscencia. e esperamos
que ella Tara com qu; neguis o servico dos vossos
Upo-y semelhantes calumniadoras : com estas pala-
vras vos fazemos a devida juslica.
. Brasiciu.
usa lagb:?.ia se saudade
Qni deMtlcr'o sil pudor aul modus
Tain cari ca/iilis ?
Horacio, liv. prim., ode XX."
Movidos os nossos cor.ieoes pela sens.ico do in-
forluuio genicni oppressos sob o mis Icrno stnli-
meulo da saudade !
Hoje '29 de abril, dia de Irisles recordaces par.i
nos,' faz umnuii'i que o nosso cordial c nunca asss
chorado amigo, o Dr. Joao Sebislio Pcrelti, ces-
sou de existir enlre os humanos !
Faz um anuo que a inexoravel morle corlou-lhe
premaluramcnlc o lio da existencia, -quando, no
seio da saudavel Carnar, longe de nos, e somenle
acompanhado de um dos seus prezados lios, bus-
cava restabclecer-se da grave enfermidade que o
aeommellera na manhaa de sua vida to chcia de
caiidideza e harmona, como a de um risonho dia
da mais'hella eslagao da nalure/a.' Faz tambem um
auno que a dor concenlrando-se em nossos cora-
roes os lem profundamente dilacerado : seja-nos
pois licito, que. commemorando o primero anni-
versario de scu passameiilo, demos alguma etpanso
aossciilmenlos da amizade nlflicla.
Quanlas vezes cm rompiihia dessequerido ami-
go, no meio da fragrancia das llores, vimos o raiar
do sol festejado pelos passaros com seus melodiosos
cnticos !
Ouanlas vezes sentados sobre a relva de um auri-
verde campo, ao langnescer do dia, xmos a pla-
cida Ina assomar no bnrisonle de um eco azul reca-
mado de pr.it ,t !
Qnanlas vezes ouvimos junios o murmurio ilas
aguas que se deslisavam ou sobre as lages de seu
leilo. ou por enlre as deseoherlas raizes de orna
arvore aunosa; ao pxsso que a briza, embalando
as virosas flores, silvava atravez da ramagem fron-
dosa da alameda !
Quanlas vezes, em amigavel assembla, onde,
recreiando e cultivando nossos espirilos, discorria-
mos sobre variados ionios da philosopbia univer-
sal, ouvimos de sua bocea praticas cheias de unc-
co, em que a eloquencia da phrase corresponda a
pureza do pensamenlo '.'
A felicidade domestica, o modo de consegiii-la c
manlc-la, que, como cm qualquer oulro" eslado,
consiste no cuniprimenlo do dever ; a educacao,
chave dos destinos de geracei inlciras ; a raridade,
laca que estreila n.ices e individuos ; a obedien-
cia, primeira condicao para a virlude, foram as-
sumplos, alem de outros scmclhanles, sobre que
leve o nosso cslimavcl amigo occasiao de fazer bri-
Iharsua inlelligcncia ainda novel, mas ja assiis en-
riquecida.
Com a facilidade que d o tlenlo, e com a appli-
carao que o airfor das Icllrassusicnla, o Dr. Joan
Sehasliao Pcrelti conseguir illuslrar sua jiivmlu-
de : nuuca porem na cxposicAo de suas ideas, na
manifeslaco de seus pensamenlos. ou na reproduc-
cao dos que lia, vio-se ressumhrar a phlauriadn
presumido, nem o pretencioso sceplicismo do im-
pa. Era amante e sectario do progresso, mas de-
teslava a escola da irrcligiiio e do racionalismo
54:0489719
-IWf=--------
PRACA DO RECIFE 28 DE ABRIL DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Recula semanal.
Cambios---------Nao lem liando saques que pi i
eslabelecer cotaclto ; por isso lem
appai cneia le tiaixar.
Algod.iu---------Entraran! 990 saecas, que se ven-
deram de 5eti00 a 59500 por arro-
ba, e o muilo superior de 59600 n
59700, sendo esle preco quasi que
nicamente para o de Paje,
Assucar---------A entrada foi regular porm
ho-jveram puncos compradores, e
c os prei.os esmorecern! alguma
cousa, principalmente os masco-
vades, que ainda 'os superiores
nao passaramde 19950 por arroba.
- Venderam-se a 190 rs. por libra
dos seceos salgados.
Agurdenle------dem a 71 por pipa.
Ilicalliao--------Nao houve entrada, e apenas ha
cerca de 200 barricas para rela-
lliar, reiido-se vendido de 149 i
KVs por barrica.
Carne secca- Do carrcgamenlo do Rio da Pros
mencionado na revista pastada cx-
ittemsomenle 3,000 arrobas, len-
do-se vendido ornis a 19500; e
da do Rio Grande ha en ser 10
mil arrobas, veiidendo-se de 19800
a .V*200 por arroba.
Familia de trigo- Nao ha neiilinma em ser, e a que
liavio licado da semana anteceden-
te l'oi vendida a 309. Nao sendo
gTande o Bopprirnento dos padei-
ro. a primeira que entrar leve
obler preco alio e rpida venda.
Manleiga---------Vcndeii-se de 850 a 900 reis por
libra da ingle/ i,
Vinlios------------Tcm eslado em apalhia, e nao
consta que Icnlia haxi.lo vendas
de alguns lotes pequeos que lem
chegado.
Diselo--------Coniiiuaram de 8 a 12 por cenlo
an auno.
Acedes da comp.a-Venderam-se algumas da campa-
iihia Pernambucaua de vapores a
20 por cenlo de premio.
Frelcs------------Por ora nflo se realismo) as espe-
rane.is de augmento e as transar-
ees limitarain-se a. alguns frela-
nienlos de algodao a IpJ d. por li-
bra para carregar em Mare.
Tocaran) no porto dous carregamenlos de a/.eilc
de peite, dous de laas da contra cotia, c um de Cons-
tanlinopla que seguio para Dcmerara.
Entraran! 18 navios, sendo 5 dos porlos do impe-
rio, 5 em lastro, de fa/.endas. vinhus c outros g-
neros procedentes da Europa, 3 de carvflo de pedia
e 1 com a/.cile de pexc que deve de seguir para ou-
tro porto.
Sahiraiii 17, sendo um transporte do governo, 10
con) carregamenlos de assucar c mais gneros dopaiz
para porlos eslrangciros, 3 para os porlos do imperio
e 3 em lastro.
Ficaram no ancoradouro 18 embarcaces sendo: 1
argentina, 20brasileiras, 3 diiiamarquczas, 3 fran-
cezas, 2 hainburguczas, 11 inglezas, 1 oldemburue-
za, 5 porluguezas, 1 sarda e 1 sueca.
nainbiiro aos 28 de abril de 1855.
Eu Manoel Joaquim lla|ilisla. escrivao interino
o esrrevi.Custodio Manuel da Silca Cuimaraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva liuimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel c do comme r-
cio nesla cidade do Recife c sen termo, por S. M.
I. C. etc.
Fac.0 saber em como pnr esle juizo a primeira
vara do commercio no dia 7 de maio se ha de arre-
matar por venda quem mais der cm praca publica
a escrava parda, de Home Juanita, idade de 15 annos
avahad cm 2505 rs.. penhorada a I). Maria da Ex-
allacSo Maxignier por eteriicao que Ihcniovc Flix
Fraucisco de Souza Magalhie-.
E para que ehegtte a noticia de lodos mandei
pastar o presente e mais dous do mesmo Iheor, que
sera um publicado pela iinprcnsa c os dousaixados
nos lugares do coslumc.
Dado c passado nesla cidade do Recife cm 28 de
abril de 1855,
En Joaquim Jos Pereira dos Sanios, cscrivao o
suhsrrcvi.Custodia Manoel du SUta CtiimarSes.
O cidadao Manoel Fcrreira Acrioli, ju;z de paz do
. anuo, em exerddo no 3. desla freguezia de*8.
Jos do Recife, cm virlude da lei etc.
Faco saber aos que aprsenle caria dcedilosv.-
rcm. que por parle de Joao Martina de Barros me
'o feila a pclicao do Iheor seguinle :
Pe ir u.
Diz Joio Martina de Barros, eoromereiante esta-
belecido nesla cidade. com arnia/.em de gneros
de estiva, que quer fazer citar a Manoel de Rezen-
de do Reg Barros, oulr'oia estabelcrido com la-
berna na ra das Cinco Puntas deste distrelo, para
ver se por os meios conciliatorios quer pagar-lhe a
qiianlia de 2239185 rs.. provcnienle de gneros
que comprou para dita sua taberna, e como o sop-
plicado se acha ausente em lugar nao sabido, vem
siipplicinli! reqiierer a V. S.. que admillindo-o
a justificar essa circiimslancia como prescreve o
irt. 15, S 1. do regulamento n. 737, de 25 de no-
vembro de 1850, s-- digne mandar proceder aci-
laciio edilal do supplicado, segundo dispoc o arl.
25 do mesmo regulamento. a fin de uue lenha lu-
gar a coneiliacao requerida.
Pede ao Illm. Sr. juiz de paz da IVegiie/.ia de S.
.los assim Ihc delira.E R. M.Miguel Joc de
Attneida I'crwtntbiirii, procurador.
E mais se niio continua em dita pclicao, na qual
dei o despacho seguinle :
Despacho.
Justifique.I rogur/ia de S. Jos do Recife 3 de
abril de 1855.AcdoK.
Em virlude do qual despacho prodnzio o su|>pli-
canle suas Icslemunhas ; seudo-me os aillos conclu-
sos dei a seulcnca do tcor seguinle :
Senlenea.
Julgo por senlenea a juslilicaso de folhase fo-
lhas, c mando que se passe a caria de edilos reque-
rida por 30 dias, pagas pelo justificante as cusas.
Pregunta de S. Jos do Recife 25 de abril de 1855.
Manoel Fcrreira Aecioli.
Nada mais se conlinha em dita senlenea, aqu
copiada, por bem da qual se passou ao justificante
aprsenle caria de edilos, cora o prazo de 30 dias.
pelo qual se chama e cita ao referido Manoel de Re-
zendedo Itego Barros, para que, dentro do dito prazo,
comparec por si ou por sen bstanle procurador
na primeira audiencia deste juizo, que lera lugar
a immediala, depois de (indo o referido prazo, pa-
ra te proceder aos termos da coneiliacao na furnia
la pclicao supra transcripta. Pelo que,"toda e qual-
quer pessoa. prenles e amigos do justificado o po-
derlo fazer tlente do que cima tica cxposlo. alim
de que nao fique indefe/.o. O porlciro dcsle juizo
publicara esla dos logares mais pblicos desla fre-
guezia, e ahitar, pastando certido cm forma, e
sera publicada pela imprensa.
Dada c pastada nesla freguezia de S. Jos do
Recife. aos 25 de abril de 1855.Eu Jos (oncal-
ves de Sa, cscrivilo o esrrevi.Manoel Fcrreira
Aecioli.
Johnslon Paler & Cto apanina far.lo leiiao, por
inlerveiirao do agenle OHveira, em presenca do Sr.
cnsul de S. M. B., e por c ma r risco de quem per-
lencer, dos salvados do hrigue inglez Piala, capi-
tn David Kol. mi, naufragado no Rio Grande do
Norte. OS toa ultima viagem daquelle porlo para
Gibrauar ; qutrta-fera, 2 lo prximo mez de maio,
as 10 horas da manhaa, mi armazem de J. A. de
Araujo, caes de Apollo.
F. Souvage & Companhia farflo leilo, por in-
lervenco do agenle Oliveia, do mais bello sorli-
meiilo de fazendas franretas de algodao. laa. linbo
e de seda, lorias proprias desle mercado: ler<;a-feira,
1. de maio. as 10 horas da r.ianhaa, no seu armazem,
ra da Cruz do Recife. .
LEILA'O DE. FEIJA'O.
Novaes&C. fatuo WlDo, por corita de
i|iiem pertencer, de 23 saecas com feijao
mulatinlio : i|uavta-feira 2 de maio, de-
f ron te da porta da nllandega ao meio-
dia ; os lotes serao finitos a vontade dos
compradores, e nao Iiavera' limites.
. O agente Borja, sexla-
leira i de majo, fara
leiiao em teu armazem
na ra do Collegio u.
15, de um completo
snrlimento de obras de
P13L1C0ES A PEDIINI.
DECLARACOES.
As malas que deve ronduzir o vapor .v. Saiea-
or |iara os porlos do sol, principiam-se a fechar bo-
je 30 ao meio dia, c depois deesa lAora al o momen-
to de lacrar, reeebero-se correspondencias com o
porte duplo : o jornaes deverao achar-sc no correio
.i horas entes,
Carlas seguras lindas do .Norle para os Srs.: An-
tonio Joaquim Franco de Sa, Joaquim Maria Mas-
r ir, nhas de Souza, Joao Jos Rodrigues Miranda,
Joaquim Anlonio de Faria Abren Lima.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernamhuco toma e da'
lellras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernamhuco 7 de abril de 1855___O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros liego.
MOVIMENTO DO PORTO.
Xarios entrados no dia 28.
Launseeston92 dias, barca ingle Thnmaz Jo-
seph Crispa, de :t78 loneladis, eapilio David Wil-
liams, equipagem 14,carga lia e mais gneros; ao
capillo. Coudiiz :Ml passageirn. Veio refrescar
c segu para Londres.
Genova e Malaga-63 dias, do ullimo porlo :!i),csru-
n,i sarda Zaranza, de 99 toneladas, capillo Ber-
nardo tiiiaguino, equipagem 9, carga vinho e mais
gneros ; a Jos Teiteira Baslos c Companhia.
Calhao de l.ima75 dias, barca ingle/a Inda-
Dnledji. de 2(>7 toneladas, capillo C. Whlleway,
equipagem t2, carga laa e mais gneros ; ao capi-
llo. Veio refrescar e sesue para Liverpool.
Cardilllili dias, barca ingleza F.sk, de 217 tone-
ladas, capilAo Pelen, equipagem 12, carga carvlo;
a Mr. Calmont ^ Companhia.
Lisboa27 das, hrigue porluguez til.aia lia, de 207
toneladas, capil.lo Caelano da Costa Martins, equi-
pagem 14, carga x i nliii e mais gneros ; a i'ran-
ci,-co Scveriano Ralicllo ^ l'ilhus.
cfavios saltidos no mesmo dia.
New-BedfordGalera americana ntieorge Wasbing-
liinn, coma mesma carga que Irouxe. Suspenden
tu lameirao.
Buenos-Aires por Monlexi-IcoPolaca hespanhola
Viageroe, eapitlojolo Carill, carga as-ucar.
demPolaca hespanhola (Elegancia, capillo Pe-
dro Marislaux, carga assucar e mais gneros.
LiverpoolBarca ingleza uGenevieve, capillo Ja-
mes Turner, caiga algodao e mais gneros.
MarselhaPolaca Granete (Alerta, capilla Laffoiil
E. Cirand, carga assucar.
EDXTAES.
1 LIBERDADE.
Ao Illa*. Sr. Dr, Innocencio Serfico de Assit
Carvalho.
I'r e.ui du ,,, j lonben.
(!'. H.'.l i;i.i;i.i -
Liberdadc, Mea sania,
One ierra o Chrslo conduz,
Fosle a causa sacrosanta
Que fe-lo expirar na cruz,
Foste a nuvem vaporosa,
A nuvem misteriosa
De suaRcssurreico !
Liberdade, eu hei de amar-te,
Hei de contrieto adorar-ie
Como perfeilo christoo.'
Foslc o echo dos Ilelie.ios,
Do denodado Callo.
Guiaste o brao dos Decios
Em prol da sua afio ;
O Dr. Custodio Manoel da Silva liuimaraes, juiz de
direilo do civel e comincrcio desta cidade do
Recife de Periiamburo c seu termo, or S. M.
I. e C. ele.
Faca saber aos qu o prsenle edilal virem, que
no dia .'10 do correnle mez se lia de 'arrematar por
venda a quem mais der, depois da audiencia deste
juizo, na casa das audiencias, um escravo crioulu, i\c
nome Francisco, ivatiado em600)000 rs., e prnho-
rado por execucao dcTa do Jos da Silvcia.
E para que rbegue nolicia de lodos, mandei pas-
I sar edilacs, que serlo publicados pelos jornaes c alli-
xados na praca do commercio c casa dus audiencias.
liado e passado nesla cidade do Ite.-ifc de Pcr-
namburo aos l'.l de abril de 1855.Eu Manuel Jos
da Molla, escrivflo o tnbscrevi.
Custodio Manoel da Sil'a Ultimarles.
Pcrante a cmara municipal desla cidade es-
tar cm praca nos das 28 e 30 do correnle. e 1. de
Assim entre mil medilaroes e va- i maio protimo futuro, a obra do mcllioramenlo da
as horas nos psreciam deslitar-se i estrada dos Pocos, na freguezia dos Afegtdos, orca-
benelicas..... mas, ah Mata I... essas horas ra- da era 8599320, e a do alerramenlo, j arruinado,
vavam appresuradas o tmulo do nosso virtuoso do alagado cm parle da ra da-Concordia e da l'al-
amigo; emal pensavamo, que os doces senlim'enlos ma desla cidade, oreada cm 32*8000. Os prelenden-
que sua presenca nos proporcionava, iam em hre- les podem comparecer na casa da mesma cmara
ve Irocar-se pelas saudades de urna separacao para consultaren) os respectivos oreamentot c condi-
puro e absoluto ; nem oulra cousa era de esperar
de sua educacao. As llores e fruclos deste lindo
arbusto deviain ser bellos e puros como o co, i cu-
jo almo calor e luz medrara.
Assim. longe das eslridrnlcs dislrar^es de um
mundo frivolo [lassavamot os dias serenos c as noi-
les tranquillas.
riadas rellexoes
eterna !
Dentro em pouco.... ah I i na distancia de Irinla
e duas leguas, sob o funreo veo, eslava inanima-
do o corpo do nosso querido amigo ; o ministro de
Dos acahava de entoar o oflicio dus morios, e ja
aquello de seus prezados los, dchulhado cm lagri-
mas, ajuslava sobre scu cadver a lousa sepul-
cral.
Do sbito os nossos olhos arrazados de lagrimas
viram o sol soturno, o planeta da saudade erguer-se
ja embaciado sobre um horisonle entenebrecido, e
esconder logo depois seu argentino rosto por traz
de nnvens de ca regado aspecto. As flores perde-
r m sua fragrancia ; os passaros so desferiam olas
Irisles ; das aguas ja entilo celadas nao mais seou-
cocs nelles escripias. Paco da cmara municipal do
Ilecireem sessao de 25 de abril de 1855 Baraa de
Capibaribe, presidente.No impedimento de secre-
tario, o oMicial maior.
Atjonoei tendr Accioly.
Dr. Custodio Manoel da' Silva Calmarles, juiz
de direilo da primeira vara do commercio nesla
cidade do Recife de Pernamhuco por S. M. I. e
C. o Senlior I). Pedro 11, que Heos guarde ele.
Faco saber que por esle juizo se ha de arrema-
tar por venda a quem mais der em praca publica,
que ler.i lugar na casa das audiencias no dia 11 de
maio prximo seguinle a 1 hora : 12 cadeiras de
Jacaranda avalladas :t--? de pao d'olo pnr :I0> rs., c 1 par de consolos de
via o candencioso murmurio; e na cadeia dosami- angicu em mo estado por 109; penhorados a Mi-
gos um co quebrara-se para se nao realar mais !... jguel Sougerpor eiecuc.Ao de Francisco Jos Cer-
Humein de bem, o nosso amigo, guardando em I mano.
AVISOS MARTIMOS.
RIO BE
JANEIRO.
O hrigie nacional HARA LUZIA, ca-
pitn Manoel Jos Presidio, vai seguir com
brevidade. lem grande paite do sen carre-
gamenlo promplo : para e resto, pasaagerros e es-
craxosa frele, paraos qoaes oflerece as melhorcs
airoramo-laciies, Irala-se com os consignatarios An-
lonio de Almeida Gomes iX; C, na ra du Trapiche
n. Ili, seguhdo andar.
Real Companhia de Paquetes Injjlczes a
Vapor.
No dia 1 de
inain espera-se
da Kuropa um
dos vapores da
Real Compa-
nhia, o qual
depois da de-
mora do cosln-
inoseguira pa-
ra o sul : para
passageires, etc., Irala-se com os agentes Adam
Son llowie iV C. na ra do Trapiche Novo n. i-'
AO MARANHAO' PELO CEAUA'.
A escuna nacional Flora,capitle Joaquim Jos
Alvos das Ncvcs, segu com brevidade ; para o res-
to do seo carrcgamenlo, Irala-se com os consignata-
rios Antonio de Almeida (lomes & Companhia, na
ra do Trapiche Novo n. Ili. segundo andar.
Para o Acaracu' c Granja sabe con loda a bre-
vidade a escuna S. Jos; para o rcslo da carga e
passageiros, Irala-se na ra do Brum n. 16. c na
praca do commercio rom .Manoel Jos deS Araujo.
Para o Arecalj segu com brevidade o oale
Correio do Norle ; recebe carga e passageiros : Ira-
la-scrora Caelano Cjiiaco da C. M., ao lado do Cor-
po Sanio u. 25.
PARA 0 PORTO.
O paladn porluguez Especulador dcvcrii partir
dentro de 20 dias por ler dous lercos da sua carga
prumpla : quera no mesmo quizer carregar podar
eulcnder-se com os consigo.danos Rallar ^- Olivei-
ra, na ra da Cadeia do Recife, escriplorio n. 12.
Companhia Urasileira de Paquetes de
Vapor.
0 va-
por 7o-
ranlisu ,
comman-
daule o
capitilo
de fraga-
ta Ger-
vasio M.,
cbcgar.i dos porlos do norte a de maio, e se-
guir para os do sul no dia seguinle ao da sua en-
trada : agencia na ra do Trapiche n. 10 segundo
andar.
PassagBOL Cmara. Convez.
Para o Rio de Janeiro. lOttJCQO 22NMKI
Babia. iiNKXI I (000
Macci. 20*000 IjOOO
Conredcm-sc aos passageiros de ir, 25 palmos c-
bicos para bagagem, e havendo etcesso o pagarlo a
razo de :tf)() rs. por palmo.
RIO DE JANEIRO.
O hrigue nacional ELVIRA legue ate
o lim da presenlesemana, apena! recebe
escravo.; a l'ivte, para o que trala-se com
Machado & Pinheiro, no largo da Assem-
bla n. 12.
LEILO ES.
O agente Oliveira fara leiiao, por aatori-Nirao
do respectivo juizo, das fazendas c armar* etislen-
tet na loja da massa de Manoel Pereira de Carvalho,
sila na ra do Crespo n. 19, junio a do Sr. Jos dos
marrineif ta novas e usa-
das, um ptimo cabrio-
le novo, e outros mui-
tosohjeclos de difieren-
es qualidades. os quaes se acharan patentes no mes-
mo armazn no dia do leiiao, e se enlregaro tem
recosa de qualquer preco olTerecido.
O agente Borja de ordem do Illm. Sr. Dr.
juiz municipal supplenle da segunda vara do com-
mercio, Riilino Augusto de Almeida a requerimento
dn curador Gscal da mas-a fallida de Jos Rodri-
gues da Silva Hcha far leillo da trmaclo, ferra-
gens, miiidczas ele. ctislenles na loja do irresmo
fallido, sita na ra do Queimado n. 30, quarla feira
2 de maio as 10 horas em ponto.
Mr. (iasquci. rliancrller do consulado de Fran-
ca nesla cidade, estando a relirar-se para a Europa,
Tara leilflo, por inlerveiirao do agenle Oliveira, da
iiiriliilia da rasa de su residencia, contistindo em
mesas, solas, cadeiras e mais adornos de salas de vi-
sitas, coininodas, marque/as. lindo espelbo graude,
nitros menores com loucadores, leilos, camaps, es-
leirs, crxslae-, lonca de mesa, apparelhos para cha,
livros, c mulliplicados outros artigo uleis e de bom
goslo : quinla-feira, :i de maio protimo, as 10 horas
da mauliila, na ra da Aurora n. 18, lerceiro andar.
AVISOS DIVERSOS-
SECRETARIO DE CARTAS.
\ eude-se o secretario de carias familiares Sobre
os priucipaes assuraplos da xida a lo rs. : na livra-
ria ii. li c 8 da praca da Independencia.
LOTERA de n. s. da con-
CEIC 0 DA villa do
BONITO.
Aui nhaa, terca-feira
de maio, he o iiidubita-
vel andamento da referida
lotera, as 10 horas da
manhaa, no consistorio da
i:,rcja da C0jieei9a.fi dos
militares: os. uieus bilhe-
tes e c.;> 11 telas ^ esta o a
venda a as 10 horas da
ma Jiaa; a el les que esto
no resto. O cautelista,
Salmliano de equino Fer-
reira.
Roga-sc as autoridades policiaes e capilaes de
campo, que peguera o mulalinlio escravo, de 12 a 1 i
annos, de nome Caciano, roste redondo, cabellos de
cabnclfl, fcires miudas, lem dout denles da parle
de cima partidos de um dos lados ; prolesla-se con-
lra quem o lenha teduzido ou Ihe der agazalho, com
lodo o rigor da lei : n i ra da Soledade n. 12 se gra-
tificara generosnmcnle.
Precisa-se do um feilor ou Irabalhador para iim
sitio perto da praca, benecessario que elle entenda
Je Iralamenlo de borlalici s, frucleiras c vaccas de
leile : na ra do Trapichen. 12.
Ainda est fgida desde novembro protimo
passado a. prela Maria Cajaeira, de idade de 50 e
tanlos anuos, baixa do corpo, e com bracos e pernas
meio foveiras, lem um canto da bocea frangido da
conlinuaco de Irazer cachimbo, e inculca-se por
forra, consla ler andado na cidade de Ulinda c Bebe-
rihe, e be inariscndeira : roga-se a lodas as autori-
dades policiaes e capilaes de campo que a encontra-
ren! a apprehendam ecouduzam-a ao largo da Trera-
pe. sobrado n. I. que' sero bem recompensados de
seu tialiallm. Protesta-se conlra quem a liver reco-
Ihido em sua casa pelos dias de servico e mais pre-
juizus que lem causado.
A requerimento de Justino Gomes Villar lem
de ser arrematada por divida urna sacada de pedra
de cantara com S palmos de comprido e 4 de largu-
ra, j lavrada. penhorada a Jos de Almeida Lima,
sendo lerga-fcira vindoura a ullima praca, na porla
doSr. juiz de paz de S. Jos, at 9 horas da manhaa.
O bacbarel Anlonio Ferreira Marlins Ribeiro
faz publico, que pela circumslancia de acbar-se no
etercicio da subdelegada da freguezia da Boa-Visla,
nao e5| inhibido de advogar no civel ; para o que
pude ser procurado no seu escriplorio, no aterro da
Boa-Visla n. 4, primeiro andar.
Felit Sauvage <\ Companhia, administradores
da massa fallida de Jos Marlins Alves da Cruz, que-
rendo fazer o dividendo do liquido producto da mes-
ma massa, para o que j se achao aulorisados, preci-
sara,para evitar contestares e reclamarles, que os
Srs. credores llicsapresentcm os seus tilulosde divida,
para se proceder na forma do arl. S.VJ do cdigo com-
mercial.
Precisa-se de urna "ama secca, que saiba en-
gninmar. cozinhar o diario de urna casa de pouca fa-
milia, e fazer lodo o mais senico della; dg) aterro
da Boa-Visla u. 4, primeiro andar.
Precisa-se tiugar um molcque escravo, de 14 a
16 annos: na ra da Cadeia do Recife, loja n. 18.
Precisa-se de nina ama qne lenha bom e bat-
anle leile, c paga-se otra : a fallar na ra dn Quei-
mado. lerceiro andar n. 18, cu no Pojo da Panclla,
casa em que morn o fallecido Dr. Gomes.
Tcm de arrcmlar-se o engenho Vinagre, na
freguezia de Iguarass. inocule e correnle, c vnde-
se a prsenle safra : quem o pretender arrendar e
quizer comprar a safra, pode dirigir-so ao engenho
Araripe de Bailo, que achara com quem tratar.
Antonio Pereira Mendos vai fazer urna viagem
a Portugal, e dcixa por seus procuradores os Srs.
Joai Pires de Almeida Lopes em primeiro lugar, em
segundo o Sr. Mi.....el Francisco da Silva Carrico, e
em lerceiro o seu caixeiro Manoel Anlonio de Carva-
lho e Silva.
<)ll'erecc-se urna ama para o servido de urna
casa de homem solteiro, sendo deportas dentro : a
Iralar na ruada Senzala Vellia n. 7(i.
Es(ando-se procedendo ao iuvenlario dos bens
do linado Miguel Caruciro, o leslamenleiro convida
a todos os credores do mesmo a apresenlarem suas
conlas legalisadas, na ra Nova n. 32. dentro de 8
dias, para seren aftendidos.
O abaito assignado faz ncientc to respeilavel
publico, qne a casa terrea da ra do Queimado, ou-
Ir'ora l'racinha do l.ivramcnto n. 69, he de proprie-
dadeda mulber do mesmo nbtiio assignado, Esco-
lstica Alaria da Silva, per doiciio que Ibes fizeram
seus tios, o tinado Manoel de Oliveira Ramos e'sua
miillier Jeranyma Mara de Albuqoerque. por es-
rriptura poltica as olas do finado tabelliao Gui-
lliermc Patricio Bezerra Cavalcanli, celebrada no
dia 8 de oulubro de 1N12, ej-iigada por senlenea a
4 de mare,o de 18.VI do Sr. Dr. juiz da primeira va-
ra civel desla cidade, de cuja casa reservaran) os
doadores para si dui aule sua vida os rendimentot : e
por isso uo esla sujeita dita casa a debito algum dos
mesmos doadores.
Anlonio Pereira de Oliteira Ramos.
Aluga-se com vanlagcm urna prela fiel, dili-
g.enle. e uue saiba vender pelasS-uas qualquer gene-
ro de comidas que se Ihe confiar : quem a liver an-
nuucie, ou dirija-se ra Augusta o. 12.
O Si. esludaiile P. L. M. P. lenha a bondade
de apparecer por estes tres dias na ra do Queimado,
loja que mo ignora.
AVISO INTERESS.VNTE.
Anlonio da Silva Guimarile, o afortunado caute-
lista, que- por tantas vezes tem vendido em seus bi-
Iheles e cautelas a sorlc grande, lem a satisfarao do
aiiiiuiiciar aos amantes da lotera, quo acaba de abrir
na ra do Collegio n. 9, urna r.ova casa de verdadei-
ra fama, na qual ja eslao a venda os da prsenle, que
corre no'l. de maio ; c tem intima conviccio de all
seren vendidos os inelhoics premios por ler sido pa-
ra a referida casa a mais linda c mais bem escolhida
numeracao : quem quizer pois comprar bom pre-
mio, corra brevj a ra do Collegio n. .!, antes que
se acaben). Os premios serao pagos logo que sabir
a lisia geral.
Mneles nitritos "ijoo
Meios bilheles 28800
niiartos i.-un
Oita vos 5720
Decimos -niK)
\ igesimot mo
Precita-se de orna ama forra para lodo terxi-
c.i de una casa, cuja familia he de 3 pessoas : quem
se quizer sujeila, dirija-se ao paleo da Sania Cruz,
casa terrea n. 22, confronte ao oilao da mesma igreja,
que achara com quem tratar.
Precisa-se alegar um negro escravo, para o
servico de um sitio : na roa da Cruz n. 10.
MUTILADO


4
DIARIO OE PEfUUieiJU,, SEGUNDA FEIRA 30 DE ABRIL DE 1855.
CONSULTORIO DO POBRES
O l)r. I'. A. Lobo Mosco/o di consullas homeopalhicas todos os das aos pobres, desde 1) horas da
maulla aieoineio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora dodia 011 noile.
OBerece-se igualmente para pralicar qualquer operario de cirurgia, e acudir proinplameiilC a qual-
quer mullier que csleja mal de parlo, e cujascircum-laiicia nao penmUain pagar ao medico.
MUIOSSIMORI DO BK. P. 1 LOBO MOSCO/0
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de SJjeddieina Immuopalliica do Dr. (i. II. Jalir, traduzido ein por
raguas pi'lo Dr. Mosco/o, qualro volumes encaderiiadus em dous u acompanhadude
mu diccionario dos termos de medicina, ciruraia, aualoniia, ele, ele...... -JOCHI
Esla "lira, a mais importante de toda* asquelralamdoestuduc pialica da homeopathia, por ser a nica
que conlcm a basa fundamental d'esla doutritiaA PATIIOGENKSIA til HFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS .NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAI DEconliecimenloi que nao pdem dispensar as pes-
soa- que sequerem dedicar i pralica da verdadeira medicina, interessa loilos os mdicos que qui/.ercm
experimentar a <>oulrina de Hahnetnanu, c por si meninos se conxcncereni da verdade d'ella : a lodos os
fasendeiros e seiiorcs de engenho que estilo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capillos de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deiiar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumstancias, que ntin sempre podem ser prevenidas, sao nbriga-
dos a prestar in ctmlinenli os primnos soccorros em suas eurermidades.
O vade-mecum do liomeopatha ou tisducr.iu da medicina domestica do Dr. Ilcrinc,
obra lamben ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da liomeopalliia, un vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termes de medicina...... 10JO00
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenadn. :l?tKHI
Sem verdaderos e hem preparados medicamentos nao se pode ilar um passo securo na pralica da
homeopathia, e o proprietario leste cslahelerimenlo se lisongeia de Ic-Io o mais bem motilado possivel e
iiinaueni duvida boje da arande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lubos graudes......................
Boticas de 2 medicamentos em glbulos, a l";. 129 e ljOOO rs.
Ditas 36 dilos a .................
Ditas 48 dilos a..................
Ditas 60 ditos a..................
Ditas 144 dilos a.................,
Tubos avulsos.........................
Frascos de meia onca de lindura....................
Dilos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rryslal de diversos tamanhus.
vidros para medicamento!, e aprompla-se qualquer encommenda de inedirameuloscom toda a brevida-
de e por precos milito rommodos.
Participa-se aos Sr*. Diestros pedid-
ros catadores e mais pessoas particula-
res, que na rita da Cruz do Kecife n. di,
na um deposito da bem conhecida cal
nt'anca de Jaguar be, o que se vende
milito em couta, tanto em retalho como
em porcOes.
Casa de consignaeao de esclavos, na ra
dos Quarteis n.' 2 i
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de rommissao, tanto para a
provincia como para fura delta, oflerecendo-se para
sso toda a seguranea precisa para os dilos escravos.
Aladame Thcard, leudo de fazer urna viaaem a
Europa, avisa aos sena devedores devirvm saldar,suas
coritas na loja da na Nova,n- 32. para Ihe evitar de
proceder contra ellos judicialmente.
I'ede-sc ao Sr. Jos de Mello Osar ex-pro-
curador da cmara de Olinila. que venlia entender-
se com os herdeiros de Luiz Roma, pois hasta de
cassoadas, licando cerln que em quanto nao se en-
tender com os mesmos lia de sabir este aiinuncio.
8SO00
909000
259OOO
30)000
608000
IjjOOO
2s000
29000
MEZ MARIANNO
Segunda feira .10 do corrente pelas .">
horas da manhaa tere' comecoa festivida-
dedomz HaraoDO na igrja da Madre
de Dos.
Precia-ge tingar nina negra captiva ou forra,
para ludo servido de casa e roa : 11a praoa da Inde-
pendencia n. :tt.
Bil heles ."ISOO Recebe
Meios 8600 n
Osarlos 19140
Unilos I9IOO 0
Otlavns 721) 11
Decirnos (00
v igesimos 320
<> refcriile caulels a declara
s mais novas e
modernas joias.
Os abaixo assianados, ilonos da loja deourives, na
roa do Calinga n. 11. confronte ao paleo da matriz o
na .Nova, fazein publico, qoo oslao receheudo con-
liiiuadanieiite milito ricas obras de ouro dos mellio.
ret gastos, lano para senlioras romo para honiens e
meninos ; os procos ronliiiiiam mcMiio baratos como
tem si.lo. e pas.a-se contal com responsabilidad!',
especificando a qoalidade do ouro de t a is quila-
tes, licando assini sujoilos os incsiim. por qualquer
duvida.Siraphm \ trmilo.
g IIOMOmillA. g
W lEHRi: AMAREIXA. xg)
\$) Alguna casos .le FEKKE AMARELLA H
l^i se tem ltimamente manifestado nesta o- ,,.
dado. O tralanienlo honupopalhco bem w)
dirigido tem mostrado ana superioridade i andar a 21 i
anliga medicina. Os (lenles, pois, que ^ I existe lltll nern
a houm-npalhia qui/crciii recorrer, pod- >&)
(fiji ln-hiln fazer, sendo soccorridos de preleren- j.
TL cia aqulles que nenlium remedio liajain 7L'
!9 lomado. (JJ)
j\ Consultorio central hnmirnpalliirn, ra uc*.
*?' de S. Francisco mundo novo n. 68A. "?'
(i) Dr. Sabino Olegario Lugtro Pinho, ()
Na obra que se rsl.i fazeiido no terreno aontle

LOTERA DE N. S. DA CO.NCEICAO' DA
VILLA DO BONITO.
Aos 5:0009000. 2:0008000, 1:0009000.
O caulelista Salusliano de Aquioo Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que a referida lotera corre-
r indubilavelmcale no dia !. de maio. Os seus bi-
Iheles e cautelas nao suffrein o descont de oilo por
cenlo do imposto geral nos Ires primeiros premios
grandes. Achara se venda as seauinles lujas :
na da C.adeia do Recifc 11. 2 e 45 : praca da Inde-
pendencia n. 37 e 39 ; rna do l.ivranicnlo n. 22;
ra Nova n. i e Ui ; roa do Oueiniado 11. 39 e 41 ;
e ra estreita do Rosario 11. I/.
5: OOO9OOO
2:5009000
1:2509000
1:(HHI.- 6259000
VIIII.-'111{,
25090011
mui expressamenle i
ao respeilavel publico, que be responsavel nica-
mente a paaar os premios arailes por inteiro que
obliverem suas cautelas : sobre os seus billiele iutei-!
ros ven.lides em oiiaiuaes, se obliga apena- a pa-I
aar os oitii por eeutu da le. logu que se Ihe apre- i
sent o hiiiiele, indo o possuidor reeeber o eompe-l
lenta premio que nelle sabir, na ra do Colleaio 11.
15, eteriptorio do Sr. ibeaoureiro Francisco Antonio
de Oliveira. Pero imlioeo 21 de abril de 1855.
Salusliano iic quino Ferreira.
LOTERA DOMO ,)); JANEIRO.
As nulas da lotera primeira do
tro de S. Pedro de Alcantan
-2") do
Vende-M vinlio de Lisboa, em pipas
e barris dequarto, jielo baratissimo pre-
i'n de VS.sUtMl rs. o barril, assiin como
te icifilha a2s000 em caada, e a 28(1
rs. a garrafa : na praca do Corpo Santo
artna/.ein n. .jttnloa loja de fitnileiro.
Superior vinlio de cliampagnee Uor-
deaux: vende-sc em casa de Scbaliei-
llin & C, rtia da Cruz n. 58.
-- Vende-se no arinazem do caes do Ramos n.4,
milbo a 1-000 o alqueire.
Vende-se una cabra muito boa leileirae man-
sa, propna para criar, e tem duas crias mullo lioni-
as : na ra das Cro/es, taberna n. 20.
Sedas de cotes.
Vendem-se corte* de vestido (fce seda de cores com
17 e IS envados, pelo barato prefO de UO-OtHI cada
um : na loja de 1 pollas, na ruado (Jueimado n. 10.
Vende-se urna balanca romana com todos os
seus perteuces.em bom uso e de 2.000 libras : quem
pretender, dirija-se i ra da Cruz, arniazam n. 4.
Uoiii sottimeiilo de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brun trance/, de quadros a 640 a vara,
dita a '.100 rs., diio a i,^), riscade de lislras de cor.
na ras
respo n
nroprio para o meimo lim a 16 t covado :
do '.respo n. 6.
SAIAS.
IBLICA^O' DO 1XSTITIT0 HO
MLOPATIIICO DO BRASIL.
THESOLRO HOMEOPATHICO
O
VADE-MECL'M DO
HOMEOPATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopalhicamentc todas a. molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que re.inam no Bra-
sil, rediaido segundo ns melhores trata-
dos de homeopathia, tanto europeos como
americanos, e secundo a prupria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera
Piho. Esla obra he hoje reconlierida co-
mo a melhor de todas que Iratam daappli-
cacao homeopalluca no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo segnro'sem possui-la e
eousulta-la. Os pais de familias, os senho-
res de enaenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pules de navios, scrlauejos etc. etc., devem
le-la m3o para occorror promplameule a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 109000
encadernados II5OOO
Vende-se nicamente em casa do autor,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 68 A.
i
I
i
i
#
i
i
Novos livros de homeopathia ruefrancez, obras
todas de summa importancia :
llalincmaon, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes......_......20^000
leste, rroleslias dos meninos.....65OOO
Hcrina, homeopathia domestica.....7-iiim 1
Jahr, pharmacnpahomeopathica. (ijiOOO
Jalir, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......btHKl
Jalir, molestias da pello.......K3O00
Rapou, historia da homeopalbia, 2 volumes i(i-O<)0
llartluuauu, tratado completo, das molestias
dos meninos..........
A leste, materia medica homeopalluca. ,
De Fayolle, doutrina medica bomeopathica
Clnica de Staone .......
Casling, verdade da homeopalbia. .
Diccionario de Nyslen.......
Attlas complato de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a dcscripeo
de todas as partes do corpo humano .
veden a lodos estes livros no consultorio bomeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Isova u. 50 pri-
meira sudar.
10SOO0
NlUOO
79OOO
OJXHIO
43OOO
IO9OOO
309000
DENTISTA,
Paulo Gaignoux, dentista francez, estallle *t
9 cidu na ra lama do Rosario 11. 36, segnfido 9
qf audar, colloca denles com genaivas artificiaos, @
te dentadura completa, ou parte della, com a 91
prcsso do ar. m;
Rosario 11. 30 seaundo andar. @
TAI.VEZ ADMIREM-SE, MAS HE O QUE HE.
Vcndem-se charutos de llavana a 3JO00 a caixa :
na ra Direila, loja n. 13.
Aluaa-se urna casa terrea on de sobrado, em
qualquer das mas que ticam entre o neceo do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
: J. JANE, DENTISTA, |
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
C. C. FIGUEIREDO,
CISTOMIIOISE ^ SIIHT^G \ SOITHIMPTOX.
MERCIIANDI/.K. BACCAGE, & EFFECTS
RECIS El) i FORWARED,
WiUi despatcliaud economj.
Gondsand I'assenacrs* l.uggage slrictly allende 1 lo.
Information giren resprriing the arriral & de-
parlure uf Slcam l'esscls.
Foreian Money Exchanged or Kcceived inl'axmcnt.
C. C. FIGUEIREDO.
CORTIER DE DOANE,
A SOUTIUMPTON.
f-l^as^s
iIliircl)ant6C6, biigaijr, rt ffffts
ltccus el expedios avee diligence el econnmic.
Im plus grande altention est apporte encers les
Pastagers, leuri Bagages et archaniises.
Toule inl'oriiiation ifussiblc esl donne sur I'arrivc
ou le deparl des llalcaux i Vapeur.
Ja' chgaram as seguntcssement
d ortaliees das melliores (jualidades que
lia: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes brancos e encarnados, alface
repolhuda e alema, repollio, tomates,
nabo branco e ro\o, couves, trincliuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, x-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sipo-
relha, selgas, ervilha torta, dita direitae
'jcnodjfca, dita de Angola, eijaocarrapa-
to de quatro qualidads, coentro de tou-
ceira, eum grande sortimento das melho-
res sementes de flores da Eitropa : na rita
da Cruz n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
AULA DE LATI.M.
O padre Vicente Ferrer de Albutiuer-
que mudou a sua aula para a rua do ltan-
gel n. 11, onde continua a ieceber alum-
nos internse externos desdeja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utdisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA. ,
Rua do Rosario n. 36, seaundo andar, Paulo Gai-
anoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova c maravilbosa com-
posicilo tem a vantagem de eneber sem presso dolo-
rasa todas as anfractuosidades do dente, adquerindn
em poucos instantes solidez igual a da podra mais
dura.e promelte restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
AVISO AO PUBLICO.
A taberna de Gurjab de cima acha-se completa-
mente surtida com um completo sortimento de nio-
Ihados, fazendas e miudezas ; porlanto as pessoas que
quizeiem honrar este eslabelecimenio, aqai achaiao
ludo a voutade do comprador, pelo mosmo preoomi
com pouca dilTerenca da prar;a.
Vicente Jos da Silva Tavares, hrasilciro adop-
tivo, retira-se para Lisboa, levando em aua compa-
uliid scu lillio menor Mansel de Assis Tavares.
Aluaa-se orna ama que tenha boro leile, e sa-
diasem filha: a tratar mi rua Nova n. 5:t.
Manoet Jos Correia Braga va i Portugal Ira-
lar de sua saude, e deixa nesta praoa por seus bas-<
tdiites procuradores : em primeiro lugar ao seu cai-
xeiro Antonio da Silva Ramos, encarregado de seos
neaocios ; em segundo lugar ao Sr. Joaquim Jos da
Costa Piuheiro, e lercciro ao Sr. Anacido Antonio
Ferreira.
Precisa-snior aluauel. de orna prcla escrava,
que aaiba tratar de enancas, que seja fiel, sadia. e
sem vicio algum : quem a livor, dirija-sc a rua de
S. Francisco, como quem vai para a rua do Mundo
Novo, sobrado n. 8, ou culenda-se com o porteiro
da alfaodcga desta cidade.
Quem jiilaar-sc eredor do armazem de assucar
do abaixo assignado, sito na rua de Apollo n. 1 A,
queira apresentar a conla al o dia 30 do correnle,
para ser conferida c paga, no seu escriptrio, na rua
do Vigariu n. 4.Jos Raptista da Fonseca Jnior.
Precisa-se alugar um prclo forro ou cscravo.
com pref.'reno.i ao que eiilen la de enzinba. para
-orvir a urna familia ingleza : a fallar na rua da Ca-
de*! do Recite, toja n. 3H.
A pessoa que annuncinu querer comprar pa-
ves, qnerendo 2 i'a-ae-, dirija-toa Iravcssa doMuci-
inado n...., que se Ihe dir quem os vende.
11. H. Soift, cidad.io americano, relira-se para
fura do imperio.
Aluga-seo primeiro andar do sobrado, na rua
da Lapa n. 13, por commodo preeo : na praoa da
Boa-Vista n. 7.
CARLOS G. FIGUEIREDO.
Agente da Alfandega e de Navios,
8, QUEEN'S TERRACE,
SOITHAMPTON.
Recebe e expede com presteza e economa, mer-
cadorias, bagaaem c ellelos de qualquer uatureza e
ondea.
Esclarece os viajantes sobre as ebesadas e sabidas
dos paquetes, decaininbos de ferro, etc., dirigindo-
sc no mais que precisem.
Faz as operacocs necessarias da alfandega, e rece-
be fazendas a eiimmi-sfiii, etc.
O abaixo assignado, ollerccc o seu presumo a
quem se quizer iililisar para tirar guias do juizo dos
feitos da fazeuda, tanto da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pcssnalmeulc a* nao podem
tirar, e que rom a mesma fazenda se acliam dehila-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nonie, numero da casa, e rua em que mora, nos lu-
gares seguinles : Recifc, rua da Cadeia loja n. 39,
rua da Cruz n. 56, pajeo do Terco n. 19, rua do l.i-
vramento n. 2, praca da Independencia n. i, roa
Nova n. i, praca da Boa-Vista n. onde serilo
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o (im expendido, e na rua da Gloria u. 10 casa'
do annuncianle.Macariio de Luna Feire.
Na rua da Cadeia du Recife u. 3, primeiro an-
dai, confronte o escriptrio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, qner nacionaes ou eslran-
geiros, com loda a promptidao ; bem como liram-se
passaportea para fra do imperio, por precos mais
commodos do que em oulra qualquer parle, c sem o
menor trabalho dos prctendenles, que podem tratar
das 8 da manhaa as i horas da larde.
SALA DE DANSA.
Luiz Canlarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensino. na rua das Triiicbeiras n.
19, se acha aberla ledas us segundas, quartas c sex-
tas desde as 7 lluras da noile al as 9 : qutm do sen
presumo se quizer utilisar, dirija-se mesma casa
das 7 horas da maidiaa al as 9 ; o mesmo se ollere-
ce a dar hc/ies particulares as horas ronveiiciouadas:
e tambero da licoes nos collegios pelos precos que os
mesmos tem marcado.
Em.i a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTKAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OTKOS,
posto em ordein alphabelioa, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicacao plivsio-
logica e Iherapciitic.i de lodos os medicamentos ho-
meopalbicos, scu lempo de ac^ao e concordancia,
seaudo de um diccionario da siguilicacao de todos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DK. A. .1. DE MELLO MORAES.
Siiliscrcve-sc para esta obra no consultorio homeo-
palhico do Dr. LOIIO HOSCOZO, rua Nova n. 50,
primeiro andar, por 9000 cm brochura, e USOO0
eucadernado.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
(holomeii Francisco de Souza, na rua larga do Rosa-
rio n. 30; sarrafas grandes."JOO e pequeas 3;000.
niroKTAMi; ivvha o publico.
Para cura de pldisica em todos os seus dillercnles
graos, quer motivada por conslipai-oes, tosse, aslh-
ma. pleuriz, escarns de sangue, dor de costados e
peilo. palpaeao no coradlo, coqueluche, bronebite
dr Ana garganta, e todas as molestias dos orgaos pul-
monares.
MF.TilODO PORTLGUEZ CASTILIIO.
No t." ilc maio se abre novo curso de leitura, es-
cripia cconlabilidadc por este excellenle melbodo,
para homens oceupados de dia, das 7 as9astas da
noile. A experiencia tem mostrado que (i mezes sao
suflicientes para se aprender a ler, escrever e contar
as qualro especies -oljrivolmonle. A aula nfln ser
visitada de noile. e por isso eslarAo os alumnos livres
do vexame que Ibes causa a pro-enea dos visitantes.
Prejo 39000 meusacs : na rua larga do Rosario
n. 48.
a'-se dinheiro a premio sobre pe-
nltores de ouro e prata : na rita do Quei-
mado loja n. 46 A, se dita' quem da'.
llica-
cavam a
ou 2.> do prejerJte, ainda
pequeo numero de bilhetes a
venda nos lugares ja' sabidos ; as lisias
viro pelo vapor GUNAUARA. que parte
do Uto de Janeiro a 25 do corrente: os
premios sero pagos lo;;o que .so izer a
distribuirao das listas.
PASSAPORTES.
Tiram-se pa-saportcs, despacliam-se escravos c cor-
para esle lim procurc-se na rita do
I reni-se folhas :
foi o Ibeatro de S. Francisco, pfecisa-se de serven- ,' ,,".'-,' ,', h, XlZL '" "'* T
tes, paeferindo-se os escravoi : que... quizer empre- g,~ "' *" J'' fc M^m Monte,ro da
LOTERAS DA !'IS0Vi\l\.
gar-se ou liver escravos para alosar, enlcnda-se com
o administrador da referida obra.
Precisa-** permutar o aluguei do sitio dos 1
lebas, na Soledade, pelo o de urna casa de > anda-
res, nos bairros de Santo Antonio ou Boa-Vista, que
tenha as cominodidades necessarias para lamilla nao
pequea : quem esle negocio desojar fazer. dirija-se
ao dito sitio a qualquer hora do dia, que achar com
quem tratar.
O Sr. Jos Pedro Carneiro da Cutida queir'
vir no prazo de 13 (lias, a contar deste, resgalar a
sua ledra da quanlia de rcis 07?9S0eseus juros ven-
cidos, c caso nao veulia resgatar no pra/o cima
marcado, lera de ver seu nome nesta fnSfla al o ere-
dor ser embolsado. Recife 't de abril de 1S.35.
Manuel Conralres de .tzeiedo llantos
LOTERA DE N. S. DA CO.NCEICAO' DA
VILLA HO BONITO.
Aos .VOtXfcOOU. 00O?U00, I tOOQMOO.
O caulelista Salusliano de Aquiuo Ferreira tem
exposlo a venda nicamente na ruada Cadeia do Re-
cife, loja n. 15, e na praca da Independencia, loja n
37 e 39, i: 111 pequeo numero de bilbeles inleirosem
quarlos, os quaes nao suflrem descont de oilo por
cento da lei, nos tres primeiros premios aramios, se
nelles sahirem os Ires premios cima referidos, so-
rao promptamente pasos por inteiro, logo que se li-
zer a distrihuico da lista aeral, na rua do Trapiche
n. 36, seaundo andar. Peruambuco "> de abril de
1855.O caulelista,
Salusliano de quino Ferreira.
Piecisa-s de urna ama para casa de
pouca i'amilia : na rita larga do Rosario
n. 1 i.
TIUTAHEMO DA HORPIIEA
No da '1H de marco prximo pastado, appareceu
ueste Diario um annuncio publicado pela Sra. 1).
Francisca Xavier, acouselliaudo as pessoas que pa-
decein de adereces de pello [morphea) a recorrer ao
l)r. Casanova, que he quem as poda salvar, como a
havia salvado.
He verdade que no dia 3 de novembro do anno
p. p., fomos chamados para visitar e tratar a Sra.
II. Francisca, que nos declarou padecer desta lerii-
vel docnca ha mais de i anuos, e que Iratando-se
pelosvsteina allopalhico, resultado algum linba ol -
tido. .Nos a examinamos e conhecemos realmente
que se achava all'eclada de elcpliautiasesdos Creaos,
(aeralmcnte chamada lepra ou morphea, e ja' no ter-
cciro grao, liilo que a desengaamos e aconselba-
iniis a nao entrar cm tralainento atiento o triste
estado em que se achava. .Nao obstante nossa fran-
ca declaracao, a Sra. D. Francisca inslou para que
a tralassemos, visto estar rcsolvida a curar-sc liu-
meopalhicamenle. Com ell'eito, arcedendo as suas
rogativas, no mes yin dia coiprcaamus o medicamen.
lo, ecompilis alauui.-ts dii-es conhecemos grandes
melhoras. todava nao consideramos curada ; po-
rciu muito melhorada deseu estado primitivo.
Em nossa clnica descubrimos um medicamento,
com o ipi il temos lirado bous resoltados as aflec-
eesde pclle, particularmciilc na de morphea quan-
dose acha no 1. e 2. grao, e sendo a (locura auli-
aa ou hereditaria ticam os lenles mais aliviados
dos seus p.idcrimcnlos.
Porlanto, declaramos ao respeilavel publico, que
nao pretendemos com este annunem inculcar-nos
de curar radicalmente a morphea, porque isto im-
portara o mesmo, que termos descuberto a pedra
plulosortlial.
As pessoas que desejam tratar-se desla ciifermida-
dcmorpheacuulras alecces. podem recorrer ao
con-ultorio da rua dasCru/.rs n. ^S.
Dr. I. II. Casanova.
LOTERA DA MATIM7. DA VILLA DO
BONITO.
Aos 5:000iH)00, 2-.000JJ000, 1:000x000.
O caulelista A. J. R. de Souza Jnior avisa ao pu-
lllieo, que a respectiva lotera corre imprelerivel-
ineule no da I. de maio. Os seus bllieles c caule-
las nao soUrein o descont dos 8 por cento do impos-
to aeral mis tres primeiros premios grandes, e que
achaiu-sc a venda na praoa da Independencia n. ,
n. 13'e lo. n.40, c lias outras do costume, c pelos
precos abaixo mencionados.
Recebe .VOtMi-oiMl
2:3009000
1:2509000
6259000
5009000
2509000
O mesmo caulelista declara, que se abriga a pagar
os premios graudes por inteiro sabidos cm suas cau-
telas, porin que qoauto aos seus hilbeles inleiros,
que silo vendidos cm originaos, apenas se obriga a
pagar os S por cenlo. logoqncse Ihe aprsente o bi-
Ihele, indo o possuidor receber o respectivo premio
do Sr. Ihesoureiro.
a lotera (
Coneeif^Hu (1
iiii, corre i
Miento ,no dia
Per :iif)iico
.le I535O
/Y- Aulou'io (l
Bilhetes 59500
Meios 29WK)
Ruarlos irrt
MUtos 720
Decimos GOO
\ iaesimos 320
i! N. .'';. da
Ma de Bi.'-
i:ni>i eierivel-
de iiiho.
4 r abril
tkewourttiro,
c Olive ra.
Pede-se ao Sr. J. J. G. F. (|uc lenha a honda-
de de ir buscar a roana que dea para enoommar, no
aterro da Boa-Vista, do contrario vende-se para'pa-
gamento do cnaominado.
Companhia Pernambucana.
Os Srs. que anda nao sali-li/.cram, anexar dos an-
niiiu ios em lempo compleme piihtrados, a quarla
prcslacao de 10 po.r cento, silo convidados a passa-la
al o da 30 do corrente mes, cortos de que se assiin
nao li/.ercm perdero na forma dos estatutos o direi-
to de accionistas da companhia, a cojo beneficio li-
carao pertenrendo as suas referidas areoes. O en-
rarreaadodos recebimuulos he o Sr. Co'ulon, roa da
Cruz ii. -2H.
Segunda-feira, :tll do rorrete, depois da au-
diencia do Illm. Sr. Dr.jail do rivel, se ha de ar-
rematar por ser a ultima praoa, diversos movis pe-
nborados a Joao Francisco J Rosario, por execueo
de Manool Jos Vicira gito. Fserivilo Molla.
Precisa-se de una ama para colindar, ensalmar
e algum engommado, em casa de hornera viuvo de
pouca familia, que tem escravos ; porin mo se
quer ama com r.lhos, primos e compadres : na rua
-Nova n. 5, seaundo andar.
LBIUA
Acharo sea venda bilhetes o cautelas da presente
lotera ilo Bonito, pelo caulelista Vicente Tiburcio
Cernelio Ferreira, pa rua Nova, loja n. I, que faz
(puna pira a rua das Trincheiras. A ellos, amigos
dos ,>:000j000, que a iiumeracAo he de palpite.
COMPIiAS.
Na rua do Crespo n. !), vendern-sc
ssias, fazenda inteiramente nova a 2s000
rs. cada nina, e c!iales intitulados PALER-
,M() a Ls'iioii rs. : a elles, freguezes, que
a la/.cnda lie boa e barata.
Vendem-se novos os livros seguintes
por W. Sent: Os Puritanos, Waverley, O
Talismn, A prisao d Edimburgo, Quin-
tino Durward, Ivanhoe, luris Canonis
por Lcqueux : no aterro da Boa-Vista lo-
ja deourives, n. (S.
COGNAC VERDADE1KO.
Vendeo superior coanac. cm garrafas, a 129000
a du/ia. e I92&) a garrafa : na rua dos lanoeiros n.
2, primeiro andar, defronte do Trapiche Novo.
Vende-se um lindo inulatinho de II anuos,
bom para aprender a bolieiro ou qualquer ollirio :
na ruados Ouarteis u. 21-, seaundo andar.
Vende-sc una motila de 2S anuos, rom muito
bom leile para criar, c com um lilho moleqoe, de 1
anuos ; a escrava he coiinheira e lava de Sabio : na
rua das CruiCS n. 1.
Vendem-se duas moradas de casas na rua de S.
.Miguel dos Alocados, de podra o cal, com bous coro-
modos : quem as pretender, drija-sc i ru,a l'ireita,
botica n. 31. que se dir quem vende.
\ende-se uro bonito nearo, moco: na rua dos
Praxeres, a ultima casa, se dir quem volido.
f^ Vende-se violto deliordeos, St. (^)
') Emilion, Pomerol, S. Julien, Pa- (fa
"rf) villar-, em garrafoes e quartolas: &,
vnbo de champagne, Sillerx, ^
Mousseux, em garrafas e meias
garrafas! licores linos todo de
qualidade superior e por preeo
commodo: no escriptoiio de J.
P. Adour&C, na rua da Cruz
n. 50.
i
g
i
Ceta de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos preco que em outra qualquer
parle, no armazem de li.,mingos Rodrigues Andra-
de rS Companhia, rua da Cruz ... 19.
Com pequeo toquedeara.
Pecas d madapolao largo a 2j0n r sOOO ; pecas
e alaodaozinho a 19280, 1^HK| ,. ->< ao com 20 varas a 2*300 e 39000: a rua du Crespo
loja da esquina que volla para a cadeia.
Fannha de mandioca.
Vende-sc saetas rundes com faiinlia :
no armazem de .lose Joaquim Pererra de
Mello no caes da alfandega, c para por-
cOes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rita do Trapiche n. 1 i.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS gi'AM HADES.
Cobertores oscuros a 720 rs dilos grarMes.i 1^200
rs., ditos brancos de alfiodAodc pello e sem elle, a
milaeo dos de papa, a 15200 rs. : na loja da rua
do Crespo n. (i.
CEMEMO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branca, rhegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : alraz do Ibeatro, arma-
zem de lahoas de pinho.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
liowmann na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acliam-se a venda, por
pceo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOSSRS.DEENGENHO.
COI l'hOlEM) TOLE DE AVARIV.
II iol i encamada o amarella a Vki i-, o covado:
na rua do Ciespo loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
Na ruado Trapichen. 16, escriptrio
deBrandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitarao das de ltussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo

Coroprain-se palacOcs brasileiros c hespa-
nboes : na rua da CvJeia do Kecife n. ,'ij, loja
Compram-se escravos de ambos ossexos.de
idade de 12a .10 anuos, tanto para a provincia como
para (ora della na rua do K.ngel a. 71, seaundo
audar.
Compram-se e vcndem-se escravos de
ambos OS sesos, de idade de 12 a 25 an-
uos : na rua ireita n. G6.
Comprase unta casa na f'eauezia de Sanio An-
tonio ou S. Jo : na rua laraa do Rosario n. loe 1"
Compra-ae un. jogo de diccionarios ingleze
por v .eir, em rorinalo arande.
VENDAS
Coroadas por suas virtudes
A VERDADEIRA
AGUA DOS AMANTES.
0em fr amante nao pode
Su'agua deiiar de comprar,.
Tira pannos, sardas, esptubas,
Faz a pclle clarear.
Refresca, lustra e suavisa a culis.
Tira rugas, bortoejas, que primor !
Oucm com a .tana dos Amantes
So gozar do amor '.'
Asnossas bellas patricias
Desla ngoa devem usar,
l'*ra mais bellas licarein.
Mas bellas de fascinar.
lie liquidu s3oespecifico,
One deve ser procurado.
I'ois torna o ente querido
.Muito mais formoscado.
Dous mil rcis a aarrafinha,
Pude qualquer comprar,
Ca na rua do Oueimadv,
V inte e sele procurar.
He o setf nico deposito,
Deposito mui afamado,
Anude tal olivu
He por todos procurado,
O duplo do importe se devolve
Nao sendo ellicaz cm curar,
lina mi quena inda nAo bouve !
O que todos pdem apreciar.
Acha-se a venda na rua du (Jueiniadu n. 27, ni-
co deposito.
Aluea-se ou vende-se urna, casa com
sotio c sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, coclieira, estri-
bara, quarlos para f'eitor, etc.: na rita
da Cruz n. 10.
5*
i
:;:
lIOMOmillA.
Kemcdios efficacissimos contra
as bexijjas.
(Gratuitos para os pobres.
ii I ral "
t
m
':
Ci
O
05 No consultorio central homu'opalhico, rua gp,
@ de S. Francisco (mundo novo) ... OSA. :{
^ Dr. Sat>ino Olegario Ludgero Finito.
NaSroa de Apollo n. 19, vende-se muito supe-
rior polassa do Kio de Janeiro a 140 rs. a libra.
*>- S>9iS#^tls
Vende-se
^ Grsdeoaplea de sedas lizas finta-cores, fa-
senda limpa, sem o menor loque de niol'o.'a '
;:; l>2nii cada covado, ditas de adeos eseosse- (jt
5j es a I5I00 rs. : na rua do Crespo loja ama-
9 relia u. i, de Antonio Francisco l'creira. Jjg
l$m.H>-i!-'. U M 941 H -M XU fe ;-;rf|
Nosilio da Trompe,{sobrado 11. 1, vendem-se
escltenles pos de sapOUS por commodo preco, ditos
de caf a 2-3000 o (culo, dilos de a"iabeiras braucas,
e mais varios srvoredos.
Vende-se 11111 lindo cavado de raca oriental,
viudo ha pouco lempo do Rio da l'rala, c sem acha-
que algara : a tratar na rua do Colleaio 11. l(i, pri-
meiro andar, ou na cocheira du Sr. inajor ."ebastiao
rua da Florentina.
;* .: .-:;; ;;;:.,-; :sa
LEONI
A \lf~)00 rs. o covado,
ft Fazenda nova anda nao vista ueste mer- tT.
i eado, chetjada no ultimo navio viudo d l'aris, 1
& para vestido desenlila ; e.-la fazenda be lo-
< da de seda aculcboada, de um oslo variavel 3
:t e tem una vara de largara: vende-se na ft-
i rua do Crespo, loja amarella 11. i, de Auto- S
nio Francisco l'ercira. Q
PIAKOM.
Joan V. Vogelev avisa ao respeilavel publico, que
em sua casa, na rua Nova 11. II, primeiro andar,
. acha-se 11111 sorliinenln de pianos de Jacaranda e mos-
! sen. os mellones que tem ate anua apparceido un
mercado, lauto pela sua harmonios* e forte voz, co-
mo pela sua conslruccao, de anuario e horisontal,
da fabrica de Corl|ard\\ Collard de Londres, e de
autores os mais acreditados de Alletnaiiha, os quaes
vende por preco razoavel. O aiiiiuncianlc contina
a atinar i concertar pianos.com perfeicjlo.
3s)j)Vfe&$:&&&988@&>.
Palitos (raneczes.
jg Vendem-se palitos franeczes de panno fino
*? preto e de ctires a IH^OOO rs., dilos de roeri-
no sclim a 12^000 rs., dilos de bombaziin a {j
gl lOrsOOOrs., ditos de alpaca a KNI'.KI rs., ludo J
^ de ultima moda : na rua Nova 11. i. @
B ; gSvKSt S : i$Ti v *i8 @S3
Sedas.
Vcndem-se cortes de seda de cores com 17 cova-
dos, pelo barato preco de lb>iH)u rs. : na rua Nova
loja n. i.
Chapeos para senhora.
Na rua Nova loja n. vendem-sc os mais mo-
dernos rhapos de seda e bloud para senhora de pre-
co de lu?000 a 2090O1) rs.
ATTENQA0._
Na rua do Trapiche -', ha para
vender barris de ferro ennetieamente
lechados, propros para deposito de e-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
evhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam l(i libras, e custam o diminuto pre-
o de .S'O(H) rs. cada nm.
CEMENTO KOMAM
da melhor qualidade, ecltegado no ulti-
mo navio de Hamburgc, vende-se em
eonta : na roa da Cruz 11. 10.
I*ara aeiiSiar
Na na do Oucim.ido n. 38 vendem-se corles de
casimira de cores a 3?200 : em frente do beceo da
CoogregajSo.
PALITOS FRAKCEZES.
Keceheii-C pelo ultimo navio francez un.'novo
sortimento de palitos de panno de 129 rs. para cima,
ditos de seda, de brim, de lila miiilo linos, de alpaca
de cores ; assiin como chapeos de sol de seda Cabos
decanna, milito arndose forlcs, proprios para a
j presente e-laeao, dilos de panno c de seda de outras
militas qualidade. malas pai.1 v iaaeiu de todos os
lmannos: Indo se vende por nimio menos preco
que em outra qualquer parle, na rua do Colleaio
uumero \.
Ven le-se uro excellenle laminador com todos
os seus perlences, tendo qualro cclindros, pouco ser-
vido : quem o pretender dirija-se a loja de ourives
ua rua do Oueiinado n. 26.
TRANSAS E FITAS.
Completo sortimento de transas de seda pretas, c
filas de velludo laviailas.de superior qualidade e
bom gesto, para vestidos, por preco commodo : na
praca da Independencia ns. 2 a 30.
OLEADOS PINTADOS.
De superior qualidade,c diversas larauras.proprios
para robrir mezas, enmmodas etc. : na praca da In-
dependencia ns. 24 a 30.
CHAPEOS DE FELTKO.
Acaba de chea.ir a praca da Independencia loja
de chapeos de Joaquim de Oliveira Slaia, um varia-
do sortimento de chapeos de fellro, linos, de cores
anda nao vUlas no mercado, c lambein chapos de
palha .iberios, dilos de palha brasileira a imila-
cjlo dos de Manilha, de diversas cores.suporfinos cha-
peos de castor branco c preo, chapeos francezes
de excellcnles formas e superior qualidaile. ludo por
preco commnilo : na praoa da_ IndepeiL^xia Ua
c fabrica de chapos du Joaquim de Oliveira Maia
o-. J. 26. 28, c30.
Vende-se a taberna do Mondejo 11. 7i, com
pouco ftiudo e coutniodo para familia, bem afreaue-
zada ; o dono vende por querer ir ncsles 8 dias para
o matlo tratar de sua saude.
livros di: moral e predica.
Obras oratorias de Maule Alverne, llieoloaia mo-
ral por Monte, ultima ediccao, a Conferencias de N.
. de Paris, vende-se barato para acabar : ua pra-
ca da Independencia n. 2)s.
CASE.MIKAS A 2fW0 e :t.-s(MMl O (aOKTE.
Na loja de Cuinianles & lleuriques, rua do Cres-
po 11. 5, vcndem-se cortes de casemira inaleza, pelo
baralissimo prec,o de ;|00e 39000 cada uro.
Vende-se um cabriolet americano
de -V_ rodas, muito commodo, com co-
berta e arreios para um cavallo eeni per-
foito estado1 por liOO.sOOO rs.: na rua do
Trapichen, i, segundo andar.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HVGIE-
MCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nttttitivas e higini-
cas: vende-se em casa del,. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior. (io
Fino.....500
Moinhos de vento
"ombombasdcrepuxo para reaar borlase baixa,
decapim, na fundicao de I). W. Don man : na r
do Brum ns. (i, 8 e 10. ,
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cenunlo cm barricas e a rpla-
llio, no anna/.eni la niA da Cadeia de Santo Anlo-
nio de maleriaes por preco mais em conta.
COBERTORES ESCDEOS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo.loja da esquina que volla para a
cadeia, veiideui-se cobertores oscuros, proprios para
escravos, a "0, ditos grandes, bem encornados, a
19280, ditos brancos a 1?:200, dilos com pello imi-
tado os de I.i,t a l-jsti, ditos de l,a a 2;i00 cada
11 in..
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife.lojade
ferrauens n. .'i3, saccas com goinma mnilo filia, por
preeo commodo.
SARJA PRETA E SETIM
MACA'O.
Na rua do Crespo, loja 11. 6, vende-se superior
sarja despalillla, mnilo larca, pelo diminuto preco
de 300 e "000 o covado. Batial macao a fcjNOO'c
3.--JK) o covado, panno preto de 39000, ioOOO,"ijOOO
eOcOOO ocovado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas ipte tem um alqueire, me-
dida velha, jior preco commodo: nos
arma/.ens n. .", e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptrio de
Novaos A C, na rua do Trapiche n. i,
primeiro andar.
Vende-se superior cemento rm barricas srandes ;
a-1111 como tambero vcndem-se as linas : alraz do
tbealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listtas de cores, proptio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C, na rna
da Cruz n. ha para vender exced-
ientes piano* vindos ltimamente de Jlain-
burgb.
A IsOOO, 2|500 e o.sOOO.
Vende-se inelporoenc de duas larguras com qua-
dresachamalolados para vestidos do senhora a 19 o
covado ; setim preto Macao, excellente para velli-
dos a -25 o covado; lencos de raudiraia de liuho li-
nos bordados e lucos pela boira a'ijcada um ; cam-
braia de liuho lina a "1.-5 a vara ; assim como diver-
sas fa/.endas por commodo preco : na rua da Cadeia
do Recite loja da esquina 11. i).
Papel de cores cmcaixas sortidas, mui-
to proptio pata loriar chapeos.
Papel almaeo e de peso, branco e azul,
de boas (jualidades.
Gra\a para arreios de carro.
Candelabros de 6 ltizes de feitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Ilelogios patente ingle/..
Chicotes decano e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol,'barra e municao.
Farello de Lista.
Uhuh inglesas.
Fio de sapateiro e devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de grasa n. 5)7.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender aras
dos c"i ferro de -rir qualidade.
N.WALHAS A CONTENO E TESOLRAS.
Na rua da Cadeia do Recita n. 48, primeiro an-
dar, escriptrio de Ausnslo C. de Ahrcu, rjnli-
nuam-sc a vender a 85OOO o par preco livn a ]..
bem coiihcridas e afamadas uav alh.is de barba feilas
pelo halo! fabricante que foi | rendado na ei,>osicAo
de Londres, as quaes alm de durarcni evtraardia-
riamente, mlosesentem no rosto na arcan d rollar ;
vendem-se com a condicAo de, nflo asradaudo po-
derem os compradores devolve das al 15 das dipois
pa compra reslilnindo-se o importe. Na mesma ra-
sa ha ricas lesourinbas para unhas, feilas pelo mes
1110 fa>'icanle.
NA LOJA DE 6 PORTAS
em frente do Uvramento
O dono desla loja araba de henar da Europa, a
qnerendo acabar com muiloi retalbos, que rnto.i-
trou na dita loja, para surtir de fazendas novas,
resolveu vcnde-los por precos muito baratos, sendo
a dinheiro a vista, para nAo ser dous prejulzos :
chitas de bom panno e bonitas a meia pataca, nove
vinlons e i|,ius lusies, tinas ; madapolao a ele
viulcus, meia pataca, nove vmlens e dous lustoes ;
(ortosde rambraia de Ires baados a dous mil ris ;
lencos brancos e pintados, para n>3o de senhora,
a meia pataca ; r.scadus e panno escaro, prophq
para roupa de escravos, a mcin pataca ; risradinhos
de liuho para jaquelas e palitos, a doie viriles ; e
oiilros muilos restos, que quer acabar e que
vista da fazenda e o preco convida a comprar para
so vestir urna familia com pouco dinheiro. Aprove-
lein a occas.Ao. que a pechincha acaba-se. A loja
esta aberta das 6 horas da manha al as 9 da noi-
le, para assim olTerecer commodo a qualquer dona
de casa a vir escolher o que precisar.'
iS PECHINCHAS Di CALI-
FORNIA ANDA NAO SE
ACABARA!, CHEGUEM AO
FASSEIO PUBLICO N. 9
PARA SE INFORMAR.
Vendem-se pecas de ma-
dapolao a 500, 2..100,
3,000 e 5,300 rs., pecas
de algodfto a 800, i,000,
1,280, 1,600 0 2,000 rs.,
em varas a 100 rs., a el-
las que destas fortunas
apparecein poucas.
PECHINCHA SO' NA RA DO
CRESPO N. \l
Iticas cohertas de chita de urna largura, pelo bara-
tissimo preco de >j00 cada una, chales de louquim
a tOcOOO, ditos de merino, bonitas corts. a 7J00, e
militas mais fazendas baralas; aellas, que se estn
acabando.
Vende-sc superior farinha de mandioca de
Santa Calharina : a tratar no escriptrio da rua da
Cruz ii. Vi, com Isic Curio & C.
Na rua do Visarla n. 19, primeiro andar, ven-
de-sc farclo novo, rhegado de l.iflma pela barca (ra-
li dao.
<$) POTASSA RKAS1LEIHA. (^
(t) Vende-te superior, potassa, fa-
ofj hricada no Rio de Janeiro, clie-
A. gada tecentemente, recommen-
TL ila-se aos senhores di
i
de enj'cnlios os
seus lions elfeitot ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L Lcconte Feron &
Companhia.
v'ende-sc cvcellenle taimado de pinito, recen-
teuiente chesado da America : na ni i de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do altano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empreado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aclia-sc a venda, em latas de 10
libras, junio com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portnguez, cm casa de
. O. Bieber Cruz. n. 4.
Devoto Christao.
Sabio a luz a !.* edicao do livrinhii denominadr
Devoto Christao,mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na linaria, n. ti e 8 da praoa da In-
dependencia a 610 rs. cada etemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
icas para piano, violao e flauta, como
Ecjam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinlias tildo m'odernissimo
chegado do Rio de Jaieiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle dictados, de encllenles vozes, e precos com-
inoih's em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. \.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior tptalidade: no
armazem de N. O. fiieherdi C, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
' Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para erigenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriolet rom cubera eos com:
ptenles arreios para mn cavallo, todo quasi novo
par? ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr
lisucl Segeiro. e para tratar uo Kecife rua do Trapi-
che n. II, primeiro andar.
Id
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM Mil. RES DE KATIFICACAO".
esappareccu no dia 8 de solembro de 1854 o es-
cravn, irioulo, de nome Anloi io, cor fula, represen-
la ler :t a I!,, anuos, pouco mais ou menos, be mui-
to ladino, cosluma trocar o nome e inlilular-se forro,
e quanno se v persesuidd dil que he desertor ; foi
cscravo de Antonio Jos de Siinl'Auna, morador no
enzeuhu Caite, da comarca de Santo Antilo, do po-
der de quem dosappareceu ; e sendo capturado e rc-
colhulo a cadeia dcsta cidade rom o nom de Pedro
Sereno cm !) de aitosto, foi ah embargado por i
cuc.au de Jos Das da Silva Guimaraes, e ulli
i Deposito de vinlio de cham-
f pague Cliateau-Av, primeira qua-
) lidade, de propredade do conde
ft de Marcuil, rua da Cruz do Re-
* cife n. 20 : este vinho, o melhor
S| de toda a Champagne, vende-se
f a oG.S'000 i*, cada caixa, acha-se
^ nicamente em casa de L. Le-
O comte Feron S Companhia. N.
& goConde de Marcuile os ro-
H lulos das garrafas sao azues. }
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptrio n. 12, vende-se muito superior polassa da
llussia, americana c do Rio de Janeiro, a prejos ba-
ratos que he para fechar conla-.
Na rua do Vig ario n. 1!) primeiro andar, tem a
venda a superior llanclla para forro de sellins chc-
eada rerenlemeulc da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llcnry Glbsori, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por proco-
mdicos.
Ilesappareceu de ensa de seu senhor o preto de
nome Thoinaz, idade 'vi annos, tendo ja algo os ca-
bellos brancos, de nacflo Mossambique, bastante al-
to, magro, peruas linas, jndaiidu sempre mnilo di-
reilo, tem carocos sol' e o nariz, signal proprio de
sua naco ; consta qje anle-honlein eslivera em
Oliuda, ganbaudo na rua, ou no \ aradouro ; roga-
se aos capitaes de campo e pessoas particulares, que
o apprelien lam e levem-o Luiz Gomes Ferreira,
no Moudego, de quem recbenlo boa gratificaran.
CEM MIL RES DE GBATIFICACAO'.
Do-apparcccu no dia 6 de dezembro do anoo pro-
vimn passado, Benedicta, de II anuos de idade, ven-
ia, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
Ostras cor de rosa e de caf, e outro tambem de chi-
ta bronco com palmas, um lenco amarello no pesco-
(0 j desbotado: quem a apprclicnder conduza-a
Apipucos, no ileiro, em casa de Joflo Leile de Aze-
vedo, ou no Recife, na prac,a do Corpo Sanio n. 17,
que recebar a gralifirac.a'o cima.
Desappareceu no dia 2 do correnle, do enge
nho l'agilinga, um escravo, croulo, de nome Flo-
rencio, com nula annos de idade, pouco mais ou
menos, tendo os signaes seguinles :. bstanle pre-
to, estatura regular, barbado, cara descarnada, um
pouco deuluco, olbos npilombados, urna cicatriz na
nuca e outra na barrisa, peruas finas, pes torios que
moslram ter sido cambados, denles podres e falla de
algons na frente, e falla alm disso um pouco alra-
vessado ; dcsconfia-se qoe seguisse ao termo de a-
/.irelh : roga-se a qualquer pessoa, que appreben-
de-lo, leve-o ao referido etigenho, que sera bem
recompensado.
Na quarta-feira de Irevas desappareceu de casa
do inajor Antonio da Silva GusmSn, rua Imperial
n. til, a sua escrava Tbereza, representa ler 60 an-
uos, pouco mais ou menos, baixa, um punco refor-
jada, cabellos brancos, testa eslreila, olbos um pou-
co aperlados, uadegas muito salientes, que parece
Irazer pannos para fazo-las apparecer, porm sito
naluraes. tem em um dos lados das cosas bastantes
calombos, e em um dos pes o dedo junto ao mnimo
trepado por cima dos oulros ; levou vestido de chita
cor de caf com llores miudas : quem a pegar, leve-a
indicada casa, que sera, generosamente recompen-
sado.
Do dia 22 para 23 do correnle mez de abri'
desappareceu de Apipucos o eteravo crioulo, fula,
de nome Miguel, de idade 2S a :t0 annos. mais ou
menos, alto, secco do corpo, com falta de I ou 2, den-
les na frente : quem o mesmo neizaT, leve-o i casa
do ahami assignado, na rua da Cadeia do Kecife n.
53, que sera bem recompensado.
Francisco de ,M. Leal Ser-
Desappareceu do poder do abaixo assignado um
seu escravo. com ossicuaesseguintes: cabra bem re-
uni, cabello) corridos, olbos graudes, com falla de
alnuin denles na frente, na- nao tantos que paroca
desdentado, alto, bem proporcionado, e de bonita fi-
sura, quandn principia a fallar parece ler diflicul-
dade ou presuica de pronunciar as palavras, coslu-
ma Irazer a vista baixa e be moroso em seus movi-
meiilos, posto qoe nito Ihe falla agilidade, rhma-te
Ignacio, tem de 25 a 30 annos de idade, e be natural
de Sobral, provincia du Cear, donde veio ha 3 an-
uos para esla cidade. Recifc 23 de abril de 1855.
liento Jos Fernandes Barros.
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. -1855.
a
ese-
_.tima-
nienft arrematado cm praca publica do juizo da e-
Igjinila vara desla. cidade em 3_d.omesmo mez, pelo
abaixo asslcnado. Us sigi.aesJS'O os~~sgninles : ida-
de 30 a 35 anuos, estatura regular, cabellos prelos e
carapiihados, cor amulatada,' olbos escuros, nariz
grande e grosso, beicos grossos, u semblante fechado,
bem barbado, com todos os denles na frente ; roga-
se as autoridades policiaes, capones decampo e pes-
soas particulares, o apprehen.lam e maudem nesta
praca do Recife, ua rua larga lo Rosario n. 24, que
receber a gratificarlo cima, c protestaroutra qaer.
o liver (ireulto.Man-jrl de Almeida tj>pes.
Fuairam a 26 de feverciro do corrente anuo,
os escravos Luiz c Anglica, pertencentes a D. Ma-
ra Carotina de Albuquerque Illoem ; o primeiro,
crioulo. de idade. O anuos, pouco mais ou menos,
estatura e srossura regulares, desdentado ua frente,
olbos grandes, tendo urna grande impingem que Ihe
loma loda a parle superiur do rosto, etrabalha dcsa-
palciro : levou camisa branca de madapolao e calca
escura de casemira ; a segunda, muala, de 50 "e
lanos anuos de idade, alta, muito magra e doentc,
cabellos grandes e grisalhns, e falta quasi absoluta
de denles. Ambos elles fugiram junios, e presme-
se que i oa ni para Cariris-Novns, onde nasccu apre-
t Luiz. I'ioinelle-se a quem os Irouxer sua 16-
nbora, no Hospicio, urna generosa recompensa.
No dia 2 de fevereirn de 1853 desappareceu do
abaixo assignado o seu escravo de nome Valerio,
pardo, cor de concita, de idade 4i annos, pouco
mais ou menos, estatura media, cabellos de pimenta
do reino.islu be, carapinbo frouxo,cara ovada, olhos
pardos, nariz chalo puntudo, bocea regular, barba s
no qncixo e heico de cima, com 2 denles podres na
frente d parle de cima, ebeio do corpo, espadnas
tarjas, quarlos mais seceos, ps pequeos, lein urna
cicatriz de pancada na cabera, que os cabellos en-
cobrero, e oulra grande era urna das cxas cima do
joelho, pelo lado de fra. proveniente de mal de
bobas ; he bastante ladino, falla mansa, anda sem-
pre vestido de calca e piqueta, e me diiem que esta
rom o nome mudado para Andr Alexandre, inlilu-
laudn-sc por forro, e que ansia pelas provincias do
Kio tiraude do Norte e l'arahiba, pela cidade de Gui-
anna e povoacao de Pedras de Fogo : roga-se as au-
toridades policiaes e capitaes de campo, que o faeam
apprebender e o remellara ao mesmo abaixo assig-
nado. morador na cidade da Victoria da comarca de
Sanio .\ niao, obrigando-se este s depezas que bou-
verem, c aos conductores dar a gratificar* de 100J).
Jos Catalcanii Ferraz de Azeeedo.
MUTlfllin


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