Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00969


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Full Text
f
ANHO XXXI. N. 98.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.


t
DIARIO
AtBAUU 2\i Ub ABKILUt I8bb.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o sobscriptoi.
nrni
AMBUCO
i-:\caiihi-:i;.\im>s i>.\ suiscuipcvo.
licite, o propriel?rio M. V. de Faria ; Kio le Ja-
neiro, o >r. Joan I'ereira Martins ; Badia, o Sr. 1).
Ilupxad; M.iroici, o Sr. Juaquim Bernardo de Men-
duura ; Parahha, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
d.idi- ; Natal, o Sr. Joaquini Ignacio l'orcira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lentos Braca; O.ir .1. o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Jua-
quim Marques llodriguc* ; Piauhy, 1 Sr. Domneos
llerrtilano Aekile Pesoa Cearenre ; Paro. oSs. Jus-
tino J. Ramos"; Amazona, o Sr. Jernnymoda Costa.
cuinos.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1$.
Paris, 345 a 3">0 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
. Kio da.Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da rompanhia do Beheriba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.ncas hespanholas- 29*000
Modas de 0C400 velhas. 16CO00
do 60-100 novas. 168000
de 48000. 9000
Prala.Pataros hrasileiros. 1>'-M
Pesos coluronarios, ... 18040
mexicanos..... 15JSC0
PARTIDA nos COP.IIKIOS.
Olinda, todos os dios,
Garuar, Bonito e Garanhuns nos dia's 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vigu,ExeOnricury,al3e28.
Goianna e Parabiba, segundas e soxias-feiras.
Victoria e P)*atal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 2 horas e (i minutos da larde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundasequintas-feiras.
Rclaro, lerras-feras e sabbados.
Fazcnda, trras e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orpbaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
I.PHICMEKIDES.
Abril 2 La rbeia aos8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
i) Quaitominguantc as 7lioras, 12 mi-
nutos e 39 segundos da tarde.
16 La nova a l horas, 16 minutos
36 segundos da larde.
24 Quarlo cresrente as 3 horas, 37 mi-
nutos 40 segundos da manhaa.
DAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Jorge m.: S. Adbertob.
24 Terra. S. Fiel de Simaringa m.f.; S. Honoro.
25 Qnarta. S. Marros Evangelista ; S. Hermino.
26 Quinta. S. Pedro de Ralis b. ; S. Cielo p.
27 Sexta. S. Tertuliano b. ; S. Tburcio are.
28 Sabbado. S. Vital m. ; Ss. Agapioe Acacio.
29 Domingo. 3. depois de Pascoa A fgida da
SS. Virgem Mi de Dos para Ogypto.
PARTE OFFICIiL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Eiftltuu alo di* SS da abril
PortaraO presidente da provincia, usando da
faculdadeque Ihe confere o artigo 19 da lei n. -ji;i
de tres de dezembro de 1841, rcsolve noniear para
sehatilnto* do juiro municipal c orphaos no termo
do Baique, creado pela lei provincial n. 3.'T7 de 12
de maio do auno prximo passado, aos cidadaos se-
grale* : '
1. Jos Jeronymo de Albuquerquc.
2. Manoel Camello Pesaoa.
3. Antonio Marques Cavnlcanti.
1. Antonio de Araujo Albuquerquc.
.">. Antonio Be/erra Cavalranle de Alliuquerque.
6. Manoel Sirrtao Cavalcanti.
Fizerara-se as uccrssari.it eommunicacoesal
26
OfflcioAo Exm. marerli.il comin.-iudantc das
armas, aulorisando-o, a vista de sua informadlo., a
mandar pastar eseajsi ao soldado da rompanhia li\a
de cavallaria, Lilia (nones Bezerr ; aceitando em
seo lugar o soldado por elle iiflereeido, de nomo
Manoel Pareira Garra, erri cojos asscntamentos se
devem fazer as convenientes dorlaracoes.
DitoAo mesmo, inleiraade-o de haver o ca-
pibto Joao Evangelista Nery da Fonseca aprescnla-
doconhecimento de ler pago os direitos e emolu-
mentas que eslava a dover, por ter sido nomeado
ajudanle do director do arsenal do, guerra.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
devolvendo o requerimenlo e mais papis relativos
ao pagamento que pede o capilao do segundo ba-
l.itlia de. infanlaria Felii Jo' da Silva, na mpor-
lanria de 27.^840 rs., que despender, quanclo des-
Jaeailo na comarca do Brrjn, alitn de que mande S.
S. rflectuar smelhaiilc pagamento de confortnida-
dc eom a toa aformaeAo.
DitoAo mesmo, devolvendo o requerimenlo
em que Rufino Jos Fernn des de Fizuciredo pede
por aforamenlo mais vinle e cinco bracas de terreno
de marinha, que se ada deyoluto na estrada de
Motnculoinbii, alim de que S. S. mande p.issar ao
supplfcanle lilulo de aforamenlo das 20bracas deque
trata o final da informado, que remelle por copia,
dada pelo segando lenle Antonio Egidio da
Silva.
DitoAo juiz municipal da primeira vara, in-
ieirando-n de o haver dcsignado'para, no dia primei-
ro de maio prximo vindouro.presidir ao andarr.eulo
das rodas da primeira parle da primeira lotera em
beneficio das obras da isreja matriz da villa do Bo-
nito.Coinmiinicnu-sc ao thesourriro das loteras.
DiloAo inspector da Ihesouraria proviuci.il,
trausmiltindo por copia a V. Me. pira sen conhe-
cimenlo e extfuc^o na parlo que Ihe perlence, o"
parecer da conmissao de obras publicas, cominercio
c artes, appffatado pela assembla legislativa provin-
cial, acerca do requer metilo em que o arrematante
da obra da punte dos Alegados Antonio Gonralvcs
de Moraes pe lio ser desonerado de fazer os reparos
necessarios a mema ponte, em consequeucia das
ruinas causadas pelas chciasdoanno pastado.Igual
copia remcllcu-sc ao director das obras publicas.
DitoAo commandantc du rorpo de polica, au-
lorisando-o a pastar escusa, visto eslarein impossi-
bilila-liit de continuar nu servido daq'uelle corpo, ao
cabo de esquadra Joan llaplista do Freilas e nos sol-
dados Francisco Jos de Alliuquerque, Mannel
Francisco de Uollanda Cavalcanti, Uelcbior Salus-
liano Vieira, Jos Victorino de Sanl'Anna, Manccl
de Barras Saquarema, Miguel dos Sanios Giiima-
e Joao do Reg Barros, lodos perlencentes ao
mesmo corpo.
PortaraConsiderando vago o lugar de delegado
do termo de Caruaru, por ter sido nomeado juii de
direilo da comarca do Ip o hachare! I.ourenco
Francico de Almeida Catando, que o exercia, e no-
meando para o referido lugar, deconfnrmidade com
a proposta do chele de polica, ao cidadan Jo.i i Vi-
eir de Mello e Silva.Comniunicou-se ao referido
chere.
DitaAo agenle da companhia das barcas a va-
por, para mandar transportar para a corle em um
dos lagares que existir vago para passageiros de es-
tado, no vapor que se espera do norte, ao capitao-
tenenle da armada Jos Mara Ualhardo.
DitaO presidente da provincia, tendo em vista
o aviso da rrparlicao da marinha de 29 de marc,o
ultimo, doqual consta, que S. M. o Imperador hou-
ve por bem conceder licenca a Manoel Caelano de
Medeirus, para corlar nesta provincia ou na das A-
lazoas, no prazo de oilo mezes, 200 duzias de pran-
ches de amarello e louro em mallas particulares
para serem empregados na conslrucjao das ssua,
obras, rcsolve recommendar as autoridades locaes
desla provincia, que nao ponbam impedimento al-
gnm no corle dessa madeira, tendo porem loilo o
cuidado para que nao se commctlam abusos no cor-
le e conducao dos referidos, praocbes.Communi-
cou-se ao inspector do arsenal de marinha.
DitaO presidente da provincia, conformando-se
com a proposta do major commandante da seccao de
b.ilalhao do servico da reserva da guarda nacional
do municipio do Brejo, datada de 11 do corrente, e
leudo em vala o que nformou o respectivo eum-
mandanle superior,em ollicio de 1H; resolve, nos ter-
mos do art. |S da lei n. (02 de 19 Je setembro de
1850 nomear para oficiaes da referida secjao de ba-
l-illi.nl os cidadaos seguintes :
1." Companhia.
Capilao.Thomaz de Araujo e Alliuquerque..
'renenle.Coudo Bezcrra Cavalranli.
Alferes.Antonio de Araujo Alliuquerque.
2." Companhia.
Capile.Joo Baplista Mu/. Falcao.
Tentle.Lnii Airea da Silva.
Alferes.Alcixo Teiieiados Santos.
Commuuicou-se ao referido coinmandanlc su-
perior.
COMMflNDO DAS ARMAS.
Qnartel-geoeral do commando das arm>s de
Pemambuco na cidade do Recite, em 27 de
abril de 18SS.
ORDEM DO DIA N. :n.
O iiarecbal ile campo commandanle das armas at-
(piufendo ao que Ihe representou o Sr. lente do
10. bilalhao de inTanlaria Francisco de Atsis Gui-
maracs, determina que esle ollicial fique por algum
lempo servando no balaAo de arlilliaria a pe na
cidade de Olinda, sendo no 10. considerado em di-
ligencia.
O mesmo marccbnl de campo declara que boje
ronlrabio novo cnsajanynlo por mais seis anuo',nos
termos do rozularr.cntn de l de dezcmbro'de 1852,
e decreto n. 1101 de tOdejunho do auno passado,
precedendn inspecc;lo de saude, o anspecada da 5.a
companhia do 5. halalh.Vi de arlilliaria a p, Jos
Thcoduro de Oliveira, o qual, alm dos vencimentos
que por lei Ihe compelircm, perceber o premio de
100.? rs., pagos na forma do artigo 3. do citado de-
crelo.e finito engajamento ter urna dala de Ierras
de22,500 braraa quadradas. Se dcserlar.incorrer na
penla das vanlagens do premio, e daquellas a que li-
vor direilo, sera lido como reeditado, desconiundo-se
no lempo do engajamento o de prisao em virtudc de
senlenca, averbando-se esle descont, e a perda das
vanlagens no respectivo titulo, como he por lei de-
terminado.
losJoaquim Coelho.
Conforme.Candido lal Ferreira, ajudanle do
Ordene encarroado do delalbe.
PERMITO.
ASSEMBIjEA legislativa pro-
. VINCIAaV. -,
Sessao' em 2 i de abril de 1855
Presidencia du Sr. Darii-i di: Camnragibe.
(/iiilinuacKi.
O Sr. S Vereira ;Sr. presidente, desnpnerce-
hhlanicnle passoD-M a hora cm que deaejava aprc-
sentar um pVojeclo sobre a iiislruic.lo publica, mas
como se acba em discus-io o piojeclo que traa do
Gymuasio, aprovdlarei osla ObeaaiSo para apresen-
ta-lo como emenda subslilulva,
>.m tenho a presumpcao, Sr. presidente,de que es-
se mea Irahalho csteja correcto, e que nrlle se n.lo
eifconlrem militas mperfeicoes ; mas como me per-
suado que elle mclhnr e mais fcilmente desenvol-
vc a materia, e o modo de instruir-se a mocidade, c
sendo mais comprehensivo que aquello que actual-
mente se discute, iwlo duvidei apresenta-lo a consi-
deracao da casa, e demorando-o para a terceiradis-
cussao fui minlia intcncao, |ver se se apre-cnlavam
ideas mais bem concebidas e desenvolvidas, e cm
harmona com as minbas, e dcsle modo ficar eu
escusado de urna larefi, qoe de cerlo excede as mi-
ndas furras. Infelizmente porcm, assim nao suecc-
deu, e por isso aclio-me ubrigado a eipo-las a
casa.
Ouando se trata, Sr. presidente, de reformar a
inslrurcao publica de um povo qualqiicr, -multas
considcrarOes devem pezar na mente daquelle que
emprehender esse Irabalho : be precisa esludar o
genio, a ndole dooaj povo ; cstudar tambem suas
les, e ver o que ellas por vezes tem estabelecido, e
por flm ronheccr-se que suas mais vlaes necessida-
des afim de que se proponham medidas adequadas a
conseguir-sc o fin que se pretende : slo h, adiar-
se o caminlio seguro para urr. verdadeiro progresso,
de contrario poder-sc-hia caminhar errado, ou suffo-
cando os germens de um desenvolvimento futuro,
ou dando-sc-lhc direccao avessa, resultando dsso
um estado quandn nao regressivo, ao 'menos estacio-
nal io : e se por acaso, nao se atlendcndo as necesi-
dad.es dos differeules grupos de que se compe a so-
ciedade ; eslabelecer-sc rearas, ou meios de desen-
volverle urna de preferencia a nutras, acontecer
mais .larde ou mais cedo algum cdoque cutre a ver-
dade c o erro, choqu mullas vezes favoravel ao ge-
nio da intriga, ou ao espirito do partido ; he por
gQIHBTilL
0 PAIU1Z0 DAS SUMIERES. (*)
Por Pamlo re val.
SEGUNDA PARTE.
CAPITULO \
' O ditperlar dt Chifnn.
O mesmo raio de sol que poueo antes acordara
l.oriol, penetrou at ao ensergao cm que dorma
Chiflen. Ella agilou-se em sen smno, e o sorrlsn
vagando-lhe em lomo dos'lahios, entreabrio-os.
He .imaiiliaa, murmurou ella, he amanhaa que
rhegaremos a Pars ? Poz a mao sobre i fronte que
o sol abrazava, emquanlo a outra penda lora do en-
lergao.
Nao tivemoso cuidado de deilar-nos do'melhor
lado do palheiru, lornou ella. Dormiste bem, rrteu
querido l.oriol".'
Ah interrompeu levando ambas as raaos u
fronte, os sonhos sflolouros! Sonhri com a cidade
grasde, e se snubesses como eu a va triste !... e
qu.iutu lempo andavamns nclla aera acbar-mos-lbe
u lim !... He possivel que baja urna cidade tilo gran-
de !.... Dorotea anda '..... Eu tambem nao po-so
acordar.
' Seus olhos lloridos pelas lagrimas tinham dillieiil-
dade em ahrir-se. Ein *eu dormitar a rapariga jul-
gava-sc anda porta do caslello de Mainlenon, onde
diinrincrera na ve-pera ao lado Pj*d alanos aegnndoa sena fallar, e disse emfim.
O sol c-li qdenle, deve ser j larde... levaute-
mo-nos, meu amigo !
Ao mesmo lempo deivou rahir a mao direila para
ahancar os oabellua de l.oriol ; mas a m.lo nada en-
contrn, senao o assoalho fro.
Que he sso ; cvclainou ella abrindo repenlina-
menle o olhos.
ler-se-hia dilo que um'vo de lulo cahia-lhe so-
bre o aeniblante. Vendo as paredes radiadas cas
llaves ne-ias que rodeavani-na, leve iusUnlanea-
roeule cousciencia de quanln se pas-.ira naquelf.is
quarciila eoilo horas. Sen corarao conlrahio-se com
tai na ub a violencia ; que lodo o Mague retiruu-se ao
mesmo lempa du rosto, e o circulo azul de seus olhos
lurnou-sc mais vivo.
Nao olhou para o lado do enxergao de lairiol; pre-
ferio escular. N primeirn inslaole persuadio-se de
que narria aea sopro irregular e como arqurianle ;
mas era sua prupria reepirarao que assobiava-llie no
() Vide o Diario a. 97.
tanto claro, que tralandn-se de reformar c desen-
volver a intlruccao publica, deve-se torna-la'acces-
sivel a lodos, c dar-se-llie um desenvolvimento que
satisfar aos instinctos ou as iuclinai;oes dcste mes-
mo povo, afim gozar do henificio que Iraz a ir.slrucc,3o.
Se se observa, Sr. presidente, o homem as difle-
renlcs pocas de sua vida, ver-se-ha que ha dados
em que as paiioes se desenvolvem mais fcilmente,
he na juventiidr, de preferencia anuir qualquer
idade, que o coracao do homem se torna mais arces-
sivel a ser accommcltido dellas : como lambem he
nella em que mais fajcilmenle as paitcs se enrai-
zam, aprovelando-ae pois desla circumslancia deve-
se procurar que somonte se desenvolvam aquellas I
que eunobrecem o homem e o tornara digno de una ;
glora Tullir, tal do a pai\."n> queso caracterisa por |
um amor e dedicaran a patria,aos domensa sciencia
c ao Irabalho; eataa dffcrenles dedicarles loman lo-
do o ilesenvolvimcnlo e te enrai.:am no domem rom
a iiislrurcaii, que llie faz condeeer o erro e a verda-
dc, e esic resellado paga generosamente iodo o sa-
crificio que a patria emprega para Jbeemiaa-la e
mulliplira-la.
Asaim, poi-, Sr. presidente, indagando em noam
coiiciiladaos qual o espirito, ou paixSo que mais enn-
v i esse a favorecer, e quaes suas naluraes inclinacfies
ou industria que se devem desenvolver pela inslruc-
cao.com lu nao su que o estudo iinicamcnle ilas du-
manidades que os condoz a seguir as sciencias -o-
ciacs, jurdicas ou a medicina, era o menos proprio
para salislazer as suas mais importantes necessida-
des ; c que sendo de mais esle estudo. sodrecarre-
gado de nina mposicao forte, edado de preferencia
so aquellos que podein satisfa/.er as despegas de um
intrnalo, faria supplantar desejos dem manifest,
que todas as classesdo povo tem para instruir-se, as-
sim como que procedendo-se assim, dei\ava-sc em
esquecimento oulros ramos de inslruccilo ; ora, ma-
nifestadas as diffcrenles classes do povo, ora j por
vezes exigidas em leis anteriormente decretadas : e-
na verdade, senderes, se se cstuda as necessidades
dos nossos eoneiil.-id.los, anatieadoa a industrias no
locanle a ver-se-ha queelles se acham divididos em dous gru-
pos bem definidos, um Irabalhandn no campo, sao
os agricultores, outro Irabalhando na cidade, ao
os commercianlcs; lodos elles fallos da necessaria
nslrucfao para sezuirem com acert suas protaoM,
e delta colber os melhores fruclos possiveis: c com
cffeilo, o que he entre mis agricullura ou agricul-
tor '.' o que he enlro nos commercio ou commerciau-
I'', senao industrias estacionarias c operarios rolinei-
ros "! e nao sao estas as duas mais fortes bazos da ri-
queza do paiz'.' c como pois nao procurar desenvol-
vc-las, lano quanlo ellas mcrcccm 1 quandn he sa-
bido que a agricullura ileiinha roui priucipalmente
nifre nespbrTalla Telnstru'ccjk): que seus pr'oduc-
os alo ilesaprcciados na concurrencia por nao se a-
Ipreseiilarem com aquello asseio e perfcr.lj com que
se os encnnira nos paizes mais instruidos, assim ro-
mo que us nossos concilla laos pplieadoa ao com-
mercio se acham em condiees inferiores, por falla
du devida nslruccao aosconimerciaiilcseslranseiros:
e demais na colleeeao das leis desla provincia nao sc
acha j por vezes, c anda o anuo passado exigido
o ensiao para os agricultores? c como pois doje lr,i-
tando-sc de reformar a instriicrao desla provincia, se
dcixa de parle ou mesmo em esquerimenlo a agri-
cultura e o commercio? nao ser jslo urna falali-
dade !
Entre estes dous grupos dignos de toda a conside-
raran, ainda cxislem oulros nao menos dignos da al-
tenco desla casa, c com particularidade, fallarei do
desenlio, da pintura e da msica. V. Exc, sade que
em quasi todas as casas se encoulram quadros e pin-
turas : da ueste genero um gosto espaldado por lodo
a popularan, e alguns artistas nossos patriaos lem
apparecido. que mo obstante a falta de iuslrucrao
lem produzido odras digna* de elogios; sendo por
esse gosto que mais de um lem pedido a esta rasa
sua protecc,o para irem a Europa aperfeiroar-se em
seus cstudos : c eslou cerlo que se cm lempo com-
petente livetsem elles habido a nslruccao precisa
para aperfeicoar sua natural inclinaeao, rivalisariam
cura os grandes artistas da Europa.
O ,SV. A. de Olireira:Existe no Rio urna aca-
demia de Helias-Arle-.
O .Sr: .Su I'ereira:Em idnticas circumslancias
se arda a msica pois lodos mis sademoscom que gos-
lo e fazem nesle genero as feslas em nossos templos;
e como a popularHo applaudc, e se regosija com as
banda* de msica cm qualquer que seja a hora, e o
lugar em que luqueni : perecen I i por isso ter ins-
idelos doris e suciaveis; sendo lalvez ilevido a elle
queserr. oulra inslrurcao alguma leii.'ianins artista*
como os sendoics Ore?les. c Pedro Baplista insignes
as prouss&es, oulros muitos como estes, e mclliores
que elles appareceriam-se nesle ramo se desse ins-
Iruccao. esles mesmos lalvez viessem a ser modelos
dignos de irailacao pura os paizes mais instruidos,
e nao de s nos templos em que esse goslo para a
peito. Deixou de respirar para escular meldor, e
cuiao nada mais ouvio.
Dorme-se as vezes sem fazer nendum rumor,
disse ella comsiso ; muilas vezes leudo estado junio
delle sem ouvi-lo.
Demais, isso de impossivel lornou a raparsa
com repentina vehemencia, revoltada pela mesma
desconlianra que combata.
l.oriol ameacra partir, linda (alvez inleneao de
cxecular a amcac,a ; mas fugir emquanto Chifln
doftnia sem trocar o ultimo beijo de despedida !...
Alm dislo nao linha-lhe ella laucado ao pesclo a
imagem santa da Virgem ?
Todas estas razoes tao justas, aoimaram-na emlim
a olhar para o cnxergao de l.oriol. Vendo-o vasig,
deu um grito sulTocado ; mas nao moveu-se. Toruou
a fechar os olhos, e fez um.esforro desesperado para
duvidar.
. Sondo sondo '. disse ella, quero dispertar !
Todos os memdros eslremeciam-llic, eos denles
rangiam-lhe na bocea a poni de quebrarem-se.
Quero dispertar repeta ella macdiualmente,
quero dispertar !
Em sen esforro apoion a mao no assoaldn para le-
vantar-se. A mo encontrn o dindeiro deixado
por l.oriol, c um fiuxo de esperanra encdeu-lde o co-
rarlo.
Od di'se ella, elle qniz zombar... louqui-
ndo !... fruando tendo ja tanto que perdoar-lde !...
l'ois bem, meu l.oriol, isso nao le impedir de ser
reprehendido severamente !
0 semblante da rapariga bavia qua recobrado
sna expressAo de alegra inlclligenlc c rcsolula.
Mas nao tornuu ella emquanlo um estremeci-
menlo percorria-llie lodo o corpo ; live grande Hie-
do !... Nao quero junis reprcbcnde-lo para que elle
nao tonda a.idea de deivar-me.
Isso era prudente ; mas l.oriol nio teria cedido,
nem mesmo a essa promeaaa : liaba sua dea.
1 .dillon assenluu-se e e.icarnu a porta que ardava-
so entreaberta. Em eu pensamci|to l.oriol eslava
alraz, e ella esperas a v-Io apparecer a cada nsten-
le : sen lorriso estova promplo.
Passaram -e mais .de cinco minutos antes que ella
adiases que l.oriol tardava mudo a mostrar-se. Cha-
in iu-0 brandamentc, depois em voz alta c involun-
lariamenle mavioea.
Sei que ests ahi, l.oriol, disse ella cnifim cm
(oui supplicanle ; es maligno, acaba com isso I
l.oriol no entro*, c ninguern responden.
A porta impelila pelo vento que viuda da janella
aderla girou rausendo sobre os gonzos, e moslrou o
corredor deserto.
Chilln levanlou-sc sobresaltada, e ficou como ful-
minada. Acabava de contar o dindeiro que eslava
junto do cnxergao.
Dezenove francos dalducou com voz exlinc-
la ; miaa parle !
Seus olhos eslavain filos solaren dindeiro que era
para ella como a cadera de Meduza, as pernas Irr-
miain-llie, eas inaos pmlas inteirravam-se-lde. Nao
fallou mais : comprelieudia ludo. Seulio urna dr
violenta no roraro, fechou os odos e cado sodre o
cnxergao. Ouviram-se tres ou qualro gemidos (Ta-
cos, e depois nada mais.
No lim de meia dora um passo firme e ligeiro soou
sobre os degros da e-cada, e ouvio-se a voz fanhesa
de urna velba que grilava :
Elles chegaram honlem depois de onze horas
da noite. Esperei que amanhecesse para pedir-llies
sens papis.
lie no sexlo andar ? perguntou outra voz mas-
culina e branda.
A porla no fira do corredor.
Obrigado.
Os passos approximavam-sc, c depois odoulor Sul-
picio appareceu no huiar da porla. Antes de en-
trar elle halen ; mas como uinguem respondia-lhc,
percorreu o quarlo com a vista. Vio um dos enxer-
goes vas'os, e sodre o outro o corpo inanimado de
urna rapariga.
Odoulor lancoiisr a esta, e ajocldando-se, exa-
minou-lde o pulso e o corarlo. Depois tonino Cdif-
fon nos braros e vollou-lhe o roslo para a clari-
dade.
As fetenes da rapariga estavam l.m decomposlas
que o doutor hesilava em recondecc-la pela moci-
nlia que encontrara em coinpandia de um rapaziulio
na sala commum da dospedaria de Mainlenon, pro-
priedado da viuva Bequet-Fagot. S o vestuario
impedio-o de tornar a descer para pedir novas infor-
mantes velba.
Tiran a luva c poz a m.lo sodre a cabera de Cdif-
fon, a qual eslrcmcceu levemente como ulna defun-
la galvansada. A oulra mao de Sulpicio deseen leu-
lamente da dase da fronte exlrcmidadc das pernas.
Elle repeli lato tres ou qualro vezes, c Chilln adno
os odos que nilo tinham mais expressito.
O doutor cdecou-llie os ladios a fronte e soprou.
Chillan loniiiu a tediaros odos \ mas nina expreSsaO
de repouso defondio-ae-lhesobre o scmdlante.
Ouve-me ? perguntou o doutor.
Chifln mencou a caliera cm sigoal de allir-
macao.
Pode fallar-mc ?
Ella accium que nao.
Adra a bocea.
O mesmo aceno.
O doutor aperlou-lde drandamenlc os canlos da
qucixada com o dedo pollccar c o medio, e diss :
Adra agora a dorca.
Chifln obedecen com esfoiro.
Sulpirio lirn do dolso urna dessas dorelindas, de
que os veldos sabios escarnecem propondo engolir
tildo, inclusivamenle os frasquindos e o couro da co-
bertura. Essa hneela coiitinda uns cen vidrindos
de um lamanliverdaderamente microscpico, e lo-
dos estes vidrindos apezar de sua exiguidade (inliain
letreiros. O doulor esroldeu um sem desliar e lo-
rnou na pona de um alnele um dos glbulos que
elle coiilinlia.
StN glbulo era poueo menor que a cadera de um
alfinele, e se alguem livesse interrogado o doutor
Sulpicio, elle teria confessado sem dillculdade que
msica se nota; nos aloes, nos idealrot, e mesmo as
salas em que se fazpm reiinies familiares se obser-
va tamdcm. elle esta porlanlo, derramado por to-
das as classes da sociedade e llie parece ser natural.
Nao quero Sr. presidente, fallando em primeiro lu-
gar da agricultura, commcrcio, msica antepor o
gosto c a importancia dcsle ramo de inslrueean; que
se pode chamar lideral.'e mecnica, iustruccao que
se pode cdainar ntcllectual, ou de humanidades,
exigida para seguir-se os curso especiaes ou supe-
riores : e seria perder lempo, se perante esia casa
vesse cu mostrar lao sedira importancia : ella pois
merecen tamdem um lugar dem distinelo em meu
projeclo: e llie dei outro desenvolvimento mais
completo, e mais adequado ao sen lim, que aquelle
que.se acba no quadro dos saludos do Gymnosio.
l'arcce-nie, Sr, prcsidcnle, que leudo justificado o
motivo do projeclo que offereco a considerarlo da
casa, no qual alm desses dillerenles ramos de ins-
lrueean, tamdem se ver o modo de deseovuhcr-se
a nslruccao primaria que eu derramo igualmente
para os dous sexos por todas as freguezias,assim como
que estadeler,o, por ledas as sedes de comarca, e ci-
dades populosas, a nslruccao secundaria,ronsislindo
esta especialmente em aperfeiroar a inslrurcao pri-
maria, e dar as primeiras noees de induslria, com
particularidade, a agricultura do Brasil applcada a
cada comarca.
Antes porni de mandar o meu projeclo a mesa,
c dedeixar a paiavra, quero ainda fazer algumasre-
llexes sobre o projeclo que esla em 3.1 diseussSO.
Mullo de proposito, Sr. presidente, alenla, c silen-
ciosamente cu deiiei raminhar em 1. c 2.-1 dis-
cussao sem reflexo o projeclo que traa do Gvmua-
sio, que se vai eslabelerer nesla provincia, a ver.co-
mo ja disse, quaes as npinioes que sobre o mesmo
objerto fossem emillidas, e vendo, que aquellas que
appareceram sao dillerenles da miaba, resnlvi-me a
rxpor a casa as razoes que lenbo para opnor-me ao
programla do Gymuasio. Deixo, Sr. presideu'lc,
de locar em varios pontos do regulameuto aclual,
que se referem ao rgimen da nslruccao parase me
Decapar de dous pontos principaes, islo he, sobre o
estipendio exigido para ser-se admiltido a cursar as
malcras do emiti do Gvmnasio e ao plano funda-
mental dessa iuslrucrao. V V. Exr. que se vai rrcar
una casa para a educarao superior ou secundaria"
mas que de -rnente para aquellcs que podern pagar
um estipendio de :H)5000. A iuslrucrao dada se-
gundo o programla do Gvmnasio, lie muitu cora-
moda para os pas de familias abastados, pois lem es-
les para seus fillms, casa, e ludo o mais que be pre-
ciso para a edur.-icao pelo quanlia de iHI^OOO rs.
Ala-. Sr. presidente, para aquellcs que nao liverem
esles 309o Gymnasio Ihes nito serve ; e bem assim
para aquellcs que se dedicaren! a oulros estados.
que nao us de medicina c jurisprudencia,c se alguem
ahi nio*poder ser admiltido no interior do Gymna-
sin. di'sej.-.r rom ludo frcqticnla-lo como externo pa-
gara 58 mensaos, pagas adiantados por trimestres :
esla tnposirju lomadas as pmpor;AeJ dique s paga
para frequeniar u cu^ jurdico, ou de medicina,
qoe ato dados era menos lempo e no lim do que se
arda um moco habilitado a lomar urna posro na so-
ciedade, de demasiadamente esCessiva. \ -se, pois,
que no Gvmnasio se exige quasi metale do que se
impoe para matricula as academias do impeli ;
aedo, porlanlo, essa imposirao bastante forle c ella
devia ser exigida anuamente para os que lizessem
sen eiames.
Deixando de parte aind i islo, Sr. prcsidcnle, irei
ao quadro nasio : permita \. Exc. e a casa que dame basteo-
lemcnlca sua altenrAn. Por esse quadro de esludos,
dislriduidos em 7 annos, v-se que se exige i anuos
e 1 professores para ensnar-se smenle a lngna la-
lina... -
L'm Sr. Diputado : O projeclo nao diz isso.
OSr. S(i Perei'ru : Sei, o projeclo modilicou o
regulan enlo do qual agora fallo...
l'm Sr. Reputado : O qne estem discusso de
o projeclo.
O Sr. Sri Vertir : Mas romo a modifirarao fe-
la pela Ilustre commissao nao indicaste qual o sea
peusamentoa esle respeilo, vou mostrar ao nodre
deputado, aulor do projeclo, que o que servio de
dase para o dcsenvolvimcnlo dcase programma, nao
esl dcaccordo com os planos de esludos modernos,
e foi feilo sem um esludo maisaprofundado- nao s
das materias qne deviam ser ensilladas nesla
provincia como pela falla de nexo entre esludos de
um e outro anuo ; e assim, digo, que a eommissao
que redgio esse regulamento, eslabeteeeu i anuos c
i nrofessores smenle para a lingtia latina, que alias
de nina linguainoila.cntrelaiiloquc para as sciencias
que mais se prestam a|ravoreccr o Iradaldo do domem,
fallo daquellas ile que o domem lira os meiosde sua
existencia por um Irabalho sempre prodoclivo, nao
csladelccer.i masdo que :lcadeiras; c assimfoi com-
prehendida.
Sr. presidente, a importancia da historia natural,
da pdysica, edimica, geologa e mineraloga, que a
esse glbulo nao era mais di> que urna capsula, en-
vollorio inerte destinado a eucerrar um medicamen-
to, cuja extrema tenuidade- nenhuina compararan
ppde exprimir.
Elle leria dito por exemplo que a materia medica
posta nesse glbulo menor que a cabera de um alfi-
nele, nao formava a decima millcsima parle de seu
volunte. Acreaceulando, segundo o principio de sua
sciencia e com o apoio da experiencia gloriosa
que llie grangeara na idade de trila anuos a grali-
(I io de l;lo grande numero de familias, acrescenlan-
do que essa quaniidade infinitesimal dividida aiuda
poderia toruar-se mais forte...
Mostre-re a liugua. ordenou elle a Cdiflon.
Esla lenlou. mas pie pode.
O doutor inlro lu/.n-llie o glbulo cnln; os denles
de mancara que cabisse-lhe sobre a liugua. Depois
lornou a arrulhar cuidadosamente o vidrinbo c a fe-
char a hcela, sobre a qual eslava escriplo o famoso
axioma de llahnemann : Similia timilibut cil-
ranlur.
No lim de dous cu tres minutos a respiraca de
Chilln foi ouvida dislinclameute ; porm ella con-
servava os olhos fechados.
O doutor tnha-sc asscnlado sobre o mesmo cn-
xergao c esperara. Seus olhos eslavm filos na ra-
parigiiinha, e elle pareca preoecupado. Nao era a
doenca ; puis o doulor sabia c va que a crse ia ter-
minar bem. Se fosse possivel ler sobre a pbvsiono-
mia de um homem a nalureza exacta c precisa de
seu pensamenlo. um observador leria feilo entao um
Irabalho, nlercssaulee rurloso. O scnlimento do
doulor era evidenlemenlc complexo.
l'm ilumnenlo de ternura comprimido pela (di-
vida sltrallia-e para essa rapariguinlia mu dilleren-
lemeutc do (|ue leria podido fazer a piedade com-
mum ou o dever do medico. Islo via-se facilnien-
te ; mas baria oulra cou diz ao vulgo. Como dira a physiunomia o esforco
confuso c roduslo da lemdranea que lula na n,mu-
lla dos annos ': Como se o lempo fosse urna fa\a sem
lim cm que as doras envolvem a memoria ?
Sulpicio medita va e calcula va ao mesma lempo. Es-
lava no presente e tambera no pastado. Alravez desse
--mdanle de menina elle via oulro semblante. A
mesma idade, a mesma belleza, a mesma pallidez na
imite em que vio a defunla a claiidadc do pharol
abaixo do cabo l'rehel ; Na imite cm que recoulie-
ceu o pai. o iillimo dos Ircs cadveres I
Sulpicio fechara os odos de quandu em quaiido,
c cnlau o draudosenidlantede Victoria pass.iva dian-
te delle tal qua) vira nos das que. preie leram a
itole de HBgue, (.Itiando abra us odos c lanrava-
os sodre Chifln, linda ao mesmo lempo urna lagri-
ma e um sorriso.
Era a menina amamenlada pela cabra na grua
das (alvolas; mas onde eslava oiapaziubo, fluido
de Magdalena ''
lies ou quatro jiiitiiilot passaram-se anda ; de-
pois Chilln agilou-se e disse :
Botara.
.Sulpicio poz-Ihe a mao sobre o curar.'io.
illuslre roniniissao reduzio as duas eadeiras, scien-
cias que cada urna de per ti erige boje tima cadei-
ra, scitiirias boje necessarias em todos os ramos do
conhccimcnlos itleis, o projeclo e o regulamenlo cir-
comscreveadu a materias de seu cnsino, tirara toda
a importancia derlas sciencias.
V V. Exc. que eslabelecerem-se i professores em
} annos para urna lingua boje mora, e eslabelcce-
rem-c duas eadeiras para aquellas sciencias mais
importantes, be um grande inconveniente, se nao
um mal, ltenlas as nossas necessidades. Alm Uisso
v-se ainda outro inconveniente ueste regulamenlo ;
ensina-se no primeiro, segundo e lercciro nanos
arillmictica. geumetria c Irigononielria. c he s no
quarlo que se easiaa a algebra : quem nao 'alie que
lodosos clculos de geometra c trigonometra sao re-
solvidos pela algebra ? c rom quanln o possam elles
lambem ser resolvidos pela arilhmetica, lorna-se
com ludo esse esludo muilu mais Iradaldoso. mallo
mais dillril.
V-se ain la, Sr. prcsidcnle. ensinando-se no mes-
mo annu geugrapliia moderna c disloria auliga : c
quera nao alcaucar.i a conveniencia que resulla de
se ensjnar a historia anliga quaudo se eusina a gco-
ijjapliia anliga c a geograpdia moderna com a disto-
ra moderna .' assim romo luda a disconcordancia,
toda a falta de nexo cm ensinar-se geograpdia mo-
derna e di-toria anliga ?
Os usos, cosime*, prodcenos e desenvolvimento
de um pai/. soguera a mesma marcha que lem a porfo
geograpdica do glododadilado por aquello povo cuja
historia se cota : emfim esle povo e esle paiz ami-
go nu moderno, nao pode ser bem comprebendido
se n,lo fr esludado social c geograpliicamenle no
mesmo lempo de sua mutua existencia.
l'm Sr. Depitlado : As suas ideas serao mui
doas : mas nao aproveilatn, porque o plano do eslu-
do nao de um.
O Sr. S I'ereira :V. Exc. nao disse que ficava
approvado o regulamenlo cora as emendas '.' Se dea
approvado o regulamenlo com as emendas, esse re-
gulamenlo tem esses inconvenientes, permita V.
Exf. que o- esligmalise e os palenleic.
l'm Sr. Deputado :Illiininei completamente esse
plano.
O Sr. S I'ereira :Mas nao leudo V. Exc. lia-
do um oulru plano, e nao dizendo em que esse ca
defeluoso, permita que cu me atreva a fazer eslas
redexesque demuuslram a enormidude do regola-
ment. Nao lie,un ainda adi os inronvcnicnlcs que
lem esse plano ; se V. Exc. ou a casa repararem uas
materias que se derem, ver que ensillar no quiulo
anuo logo em primeiro lugar sciencias pdjsicas,
sem determinarse qual ser a parle deslas sciencias
comprehendid no cnsino do quinto anuo : entretan-
to que no sexto c stimo auno se ensiiiam a pdvsica,
a chinaca, a astronoma, ele.
Vc-sc ainda tuas que no sexta anun se exige tua-
thenulic.is, que foi definida pelo regulamento em
arildmctica, algebra, geometra e trigonometra,ma-
terias j ensiaadas] no lercciro, quarlo e quinto an-
uos.
No stimo anuo se manda ensillar rom as scien-
cias phy-iras a cloque una : de cerlo, Sr. prosideule.
uiulo einharacado s ,-c adiaran os alumnos do (wn-
nasio quaudo liverem de estillar sciencias lao posi-
tivas como as aatames, com sciencias fuidada's uni-
ranicnlc na fanlazia, na raaaiio de palavras esro-
lliidas adrede para cvpruiiirem um pensamenlo, as
quaes pudem ser de mil inanciras variadas: de esla
a grande arle da eloquencia : mas as malliemaliras
nao de assim ; ensinar-se eloquencia quaudo se ensi-
lla mailicinalica, de justamente confundir o agrada-
re! rom e necessario e absolutamente indispensavel.
Cm Sr. Deputado: Entao as malhemaliras
nao da eloquencia ?
O Sr. Sri Vertir : Pode a maldcmalica expri-
mir seus pensamenlo*, segundo as regras daSrlo-
quencia : porm quaudo elle liver de apreciar a
importancia de rada expressfio para (orna-la tao ri-
gorosa quanlo exige a maldcmalica, elle nao podera
recorrer a variedade dos leraoo* que faz o principal
fundo da eloquencia ; parece que para a maldema-
(ca, nao da synonimn, para ella a linda recia nao
pode ser dila, .linda sem curva : urna linda curva
nao pode ser edamada malliemalicamcnlc tima linda
tortuosa ; no pensamenlo escriplo de um maldema-
(icu se repeiein em poucas lindas as mesmas palavr.i*.
o que seria um deleito para a eloquencia, para a
malliemalira !:c utna vital neressidade.
Deixo de fazer oulros reparos ; e vollando ainda
ao meu proieclo ver-se-da que nao exislem eslas des-
concordancias entre as materias do cnsino. as-im
riitiiu r]uc rile rompredcmlc meldor o que seja um
curso de humanidades, por elle lorna-se disseminada
a nslruccao quanlo de possivel e farl a ser seguida
por qualquer individuo, de quem se nio exige esti-
pendio algum, sdvo nos casos em que elle leudo-a
seguido, quizer pdlcr ltalo que nrove suas habilita-
rles.
Um Sr. Deputado : Aprcsenlc-o como emenda.
O Sr. Sri Vertir : Eu qoil aprcsenla-lo na
dura marcada para a tritura do* projeclos, mas Icn-
do-se pastado esla dora mu desapercedidamente,
apresenln-o agora romo emenda subsliluliva.
O Sr. Vre/idenle : A occasiao depropria, mas
nolo que sendo o projeclo muilu ex(enso, nao pode-
ra ser discnlido sem ser impresso.
O Sr. Sri I'ereira : Nesle caso, Sr. presidente,
nao acdn que por mais don* ou tres das que se de-
more a dscussao do projeclo que traa do intrnalo,
vou mandar um requerimenlo pedindn um adiamen-
o al que se imprima o que aprsenlo coran substi-
tutivo.
He lida e apoiada a seguinlc emenda :
A assembla legislativa provincial de Pernambu-
co resolve :
Artigo nico. Ii'ica o prcsidcnle da prvida aulo-
risado a reformar i nslruccao publica segundo o pla-
nn segaiale ; r a fazer alera das despezas firrela las.
oulrasque por ventora possam apparecer para con-
seguir o sen regular e perfeito desenvnlvimenlo. *
Sala das seasOes -20 de abril de 1833.Sd I'ereira.
Da organitaro da instrurrao publi-a na provin-
cia de Vcrnam/fiico.
Artigo I. A iuslrucrao publica cstahelrcida nesla
provincia ser dividida em (re* grao* com as deno-
ininares -du primariasecundariasuperior.
Arl. >. A iuslrucrao do primeiro grao sera dada
igualmente aos dous sexos cm todas as freguezias
dcsta provincia, onde se reunir um numero de
alumnos nunca menor de e logo que esle nume-
ro exceder de ."O exigir mais oulro profesor, e as-
sim por diatilc.
Arl. 3. A nslruccao secundaria sCr dada em In-
da* as caliera, \p comarca e cidades desla provincia,
qualquer que seja o seu numero e proximidade, po-
dendo haver mais de urna cadeira as cidades mui
populosas.
Arl. 1, A nslrucc,an superior ser dada smenle
na rapilal da provincia, em um vasto edificio, pro-
priedade sua, ou cm oulro lugar provisoriamente,
tendo as precisas commodidade* ao lim a que se des-
tina : e sera denomidadoCollegio Central de Per-
nambuco.
Da inslrurco primaria.
Arl. 5. A inslrucrao primaria ronsislir em en-
sinar-se a lr, a escrever e a contar as quatro espe-
cies de conlas em nmeros inlpiros ; em explicar o
o syslema de pesos, de medidas e de exlessao mer-
cantil e itineraria, admiltido no imperio. A leitura
sera fela na Conslittiirao do Imperio, no cdigo pe-
nal impressos cm dilTerenles lypos, quer em lama-
ubo, quer em caracteres'; e em livros apropriado de
doutriua cbrislaa e civilidade. Exigiudo-sc que ludo
seja decorado.
Arl. t!. Fieao sovemoda provincia aulorisado a
pagar J(i-< por rada individuo menor de dnze annos,
lilhos de pas livres e pobres, morador fura do lu-
gares em que Ido seja fcil frequeniar a* escolas pu-
blica do primeiro gr.io. que lizcr exame e fr ap-
provado. perante o reverendo vigario e delegado da
comarca, e o professor do segundo grao como exa-
minador ; apresentando attestados lo vigario de
sua fregaexia, e to sobdelesado do lugar pelos quaes
conste a impossibilidade de seguir as escolas publi-
cas ao professor que o' livor ensillado.
Arl. 7. O goveroo maadara abrir concurso para
o ensino primario as propalas freguezias, o qual
sera feilo perante o vigario, o subdelegado e um pai
de familia, e o profe**or do segundo grao da comar-
ca a que pertcncer ; e sendo o coneorrenle unni-
memente approvado se Ihe passara um tilulo de pro-
fessor pnrocbial.
Arl. S. Para a iiis.trucr.io do sexo femenino, sub-
sisten! asdisposicics dos arl*. 5 e(, sendo dirigido o
ensino por sendoras, qne lambem eusinarSo os Ira-
ualdos dcagiilda, llore* artiliriaes e arle culinaria.
Da fnttnefio do segundo grao.
Arl. 0. A iislruccilo secundara coosslira em cn-
sinar-se a ler e escrever a lingua porlugueza correcta-
mente, segundo o* principios da grammatica.
S 1. A contar as qualro especies de cotilas em n-
meros inleiros, cm decimaes e quebrados, com ap-
plicarao de conla de proporcao e juros.
S -2. Em ensinar-se geometra elementar e prati-,
ca, com as reSoloces dos principaes problema* de
agrimensura e mecnica, geograpdia com especiad-
la.h- a do Brasil, seguida de nores de geologa e
agricullura com espertalidade a da provincia, appli-
cada a cada comarca.
i \ Em ensinar-se msica c danta com o exer-
cicio de cantara, (erlinologia na parte a mais uzual
as neressidade* da vida.
Arl. 10. Esla inslrucrao s scr.i dada aos que fi-
zerem exame do primeiro grao.
Da inslrucrao superior.
Art. 11. A insirucr-ao superior consistir em
onsitini-seos seguiaias cursosliumanidades, com-
mercio, agricullura, ilesonho, pintura e msica.
Arl. l->. Ocurso de humanidades ser dado em
7 anuos e do modo seguiqe orgatiisado.
Art. 13.
Oh ohrigada, obrigada, murmuruu a rapari-
gunha. sua mao a/.-me bem.
Pude fallar agora, imnha filda '.'
Sim.
Sem muila fadiga .'
Assim o eris.
Olde para mira.
Chifln oliedeceu.
Kcconhecc-me? pergtinlou StJlpicin.
Nao sei mais onde o vi, respondeu ella.
Na hospedara, na estrada da Bretanha...
Chilln nao o deixou acabar, c exelamou :
Sim! sim! reconhero-o. l.oriol lomavaa Vate.
por um re.
l.oriol! lornou ella com um suspiro doloroso.
Oh para que impedio-me de morrer ?
F^ cubri o roslo cora as nulos.
Sulpicio serenou-a com o olhar.
Quer confiar em mim ? pcrgiinlou-llie.
Nao posso deixar de coulia,r em Vmc, respon-
den Chilln sera licitar, e como se essa resposla nao
livesse dependido de sua vonlade.
Pois dem, suppnnda que sou seu confessor ou
sen pai, lornou Sulpicio, e falte-me com toda a fran-
queza.
Inlerrogue-me, que dei de dizer-lde a verdade.
Para que veo a Paris?
Para ser feliz.
linda rz3o para crer que da mais felicidade
em Paris do que em qualquer oulra parle ?
Sim.... para a mulberes.
Justamente, disse Sulpicio sorrindo, de o pa-
raizo della*.
Assim o dizom, lornou Cdiflon seriamente.
V. nao (eineii os perigoa de lao lnnga viagem .'
Nio; eu sabia que sera feliz... Sou lillia lo
Carvaldo Grande... mas Vine, iiaiyonliccc sso.
Od exelamou Sulpicio, cotillero ludo sso tam-
bem rnino voss.
Tambem como eu! repeli arapariguinba ad-
mirada.
Se en llie disser, mlcrrtimpeu o doulor, que
sou um anligo pastor do Treguat
Kilo sorria com bandado, o sua mao afagava os
lindos cabellos de Chifln. Esta senta se cada vez
mais alrahida para esse homem que pareca llie Uto
bom, tao nodre e lao poderoso: poi* linda roiisrien-
cta do dem que elle lazia-lde. Em presenca deste
homem seu desespero dava-lbe tregoas.
Meu l.oriol lambem he tira anligo pastor do
Trcgtiz, respondeu ella com lagrimas nos olhos.
Pois bem, lornou Sulpicio alegremenle, elle
ser rico !
\'mc. ja o be?
Quasi... E**c l.oriol be o rapaziuho gentil que
vi com voss na hospedara!'
Era elle mesmo.
He seu rmo, minb.i filba ?
Nao... porm amo-n mais do que se elle lesaa
meu irmAo.
Preleude ser sua mullid?
Primeiro armo.
1. Grammaliea philosophica e elocurao da lm-
;;u.-i nacional.
2. Grammaliea latina.
3. Msica com exercicio de cantara, e ins-
trumentos de corda e sopro.
Segundo anno.
Continuarlo de msica.
Conlinuacao da lingua latina.
4. Lingua franceza_venida, escripia a pronun-
ciada.
Ter cetro anno.
Conlinuacao dajingua latina.
Conlinuacao da lingua faacexa.
5. Lingua ingleza vertida, escripia c pronun-
ciada.
6. Pbilosophia.
Quarlo anno.
Conlinuacao da lingua nacional.
7. Lingua alletna vertida.
8- Rhetorica o potica.
0. Arilhmetica. algebra, geometra e irigono-
metria.
Quinto anno.
10. Lingua italiana, vertida, escripia o prouuti-
riada. '
11. Analomia gcral, analomia descripia, ana-
tjmia das regios.
12. Higiene privada.
13. Botnica c zoologa.
Sexto anno.
14. Geographia e bisioria.
13. Chimica apjilicada asarles.
16. Phisira applcada as arles.
1 ~. Desenlio e pintura.
' Stimo anno.
18. Astronoma.
19., Mineraloga e geologa,
20. Historia-natural.
21. Economa poltica.
Conlinuacao dedesenlio e pintura.
Art. 13. O estudanteque liver regularmente fre-
quentado esle curso, feilo seus exames em cada au-
no e em lodos elles for approvado : defendido urna
these cm turma de disserlacio sobre qualquar dos
ramos qoe a elle se referir, e lor approvado, obler
o titulo de Hachare! em !iuinanidades|pclo Collegio
Central de Pernambuco.
Arl. II. A assembla provincial logo que o Col-
legio esliver formado pedir ,-. assembla geral legis-
lativa que conceda aos titulados nesle curso a facnl-
dadede serem admitlidos as academias do imperio,
independeiitemenle de novos exames.
Do curso de commercio.
Arl. 15. A instrucrSo superior commercial sera
dada em qualro annos e do modo seguiute orgaui-
sada :
Primeiro anno.
Lingua nacional, ele.
Liugua franceza, ele.
Geographai ele.
Segundo anno.
Conlinuacao da linguarianceza, ele.
Lingua ingleza, ele..
Arihuiclia, algebra, geometra e trigoiininelru.
Terceiro anno.
Conlinuacao da lingua ingleza. .
Lingua allema.
22. Technologia, com especialdade os pro-
ductos simples e manipulados
Kscripiurarao commercial c arittimetica social.
Quarlo anno.
Lingua italiana.
23. Escripiuracau commercial e arilbnielica
social.
Kconomia poltica:
Art. I ti. o o.lucanle que liver frequentado esle
ritrso, feilo seus exames em cada anuo, nelles sendo
approvado e lizer exame praiieo em escriplucaro
commercial, na lingua franceza e italiana, odlera o
titulo deGuarda-livros pela Collegio Central de
Pernaraduco. ,
Art. 17. A inslrucrao superior em msica sera
dada em tres annos, e do modosegoinle organisada :
Primeiro anno.
Lingua nocional, ole.
Lingua franceza, ele.
Msica.
Segundo anno
Lingua italiana, ele.
Arilhmetica, etc.
Msica.
Terceiro anno.
Lingua allema, etc.
riusica, ele.
Msica, etc.
Arl. 18. O e-lu laule que liver frequentado esle
curso, feilo seus exames todo* os annos, seodo nelles
approvado, c desempenbar em voz ou em itis(ruT
metilos de sua esculla, um ponto de msica que llie
for dado, odlera o lilulo de Msico pelo Collegio
Central de Pernambuco.
Ah! respondeu vivamente Chifln, quem o a-
maria como eu ?
E chora porque elle deixou-a ?
Chifln ergueu para o doulor seus olhos grandes,
estupefactos e balbucinu:
Como sabe disso ?
Nao o sei, mnlia filha, pergunlo-lhc.
Sim, sim, disse Chifln rompen lo era soluro=,
ellcdeixou-me... meu l.oriol deixou-me!... Se elle
nao vollar, quero morrer.
Elle vallar... quiz dizer o doulor.
M*s Chifln nao duu-tlic lempo de fallar. A lez
animou-se-lde repentinamente, os olhos drilliaram-
llte c ella exelamou com dor viva :
Od! esse Pari*! este Paris, que nos sorr de
longe para chamar nos, e que mala-aos logo que
no* apanda !... Meu podre l.oriol nunca tivefa des-
sas idea*, quaudo eslavamos no campo... Foi Paris
qoe deu-llie o pensamenlo do mal... Se eu livesse
sadido!...
Sou orna rapariga donesta, interrompeu-se a-
bai\.nulo os olhos, embora saiba um lano mais que
meu l.oriul... Porm, meu Dos elle vai aprender
sua custa!... Bem vi quem sao as mulberes que
passeiatn de noite debaixo dos lampeoes... Se Paris
he o paraizo dessa* molhercs, nao de o neu... Ellas
me lomaram certamcnle o meu l.oriol '
Enchugou as lagrimas com o aventad
Seu l.oriol he mais idoso que voss? pergun-
tou Sulpicio.
ateemos no mesmo dia.
Em que lugar ?
Chifln abra a bocea para responder; mas urna
idea passou-lbe pelo esjiirilo. ella disse :
Para que pergumarme ludo isao?
K como Sulpicio tardava cm responder, ella con-
linuou com tima volubilidade repentina:
Pela miaba parle isso me de iiuliflerenle....
Mas se Vmc. quizesse fazer mal ao meu l.oriol!"
Vosts nasceranrambei, lornou Sulpicio era
vez de responder, ou ao meaos rorara .ichatlo* am-
dos na dia de sen nasciinenlo na parochia de Saint
Catt ajbaixo de Irehel; vose junio da sebe do cemi-
lerio... esse l.oriol na estrada que conduz a aldeia __ ib I
de Plnitesnon.
Ah disse Chifln sufl'ocada pela admiracao....
um domem de Paris que couhecc a mim e ao meu
l.oriol!
O que digo he verdade?
Sim.
O homem que recolheu a vosss chamava-se
Nicolao...
Elle condece tamdem meu pai .Mcruel! exda-
moo Chifln, nao pudendo mais conler-se.
Sulpicio nao tiecessilava de mais prova*; sua con-
victdo eslava formada. Todava eslimou queara-
pariga o livesse interrumpido ; poi* esse uuine pro-
nunciado iiirnava-se para ella a evidencia.
Ouvio alguem Mana-la .ligninas vezet Maria?
perguntou o doulor repentinamente.
Nuuca.
Voso chama-se Maria, minha filha.
Bemdita sejifa Virgem Santissima disse Chif-
fon, a qual levaolou-se como pode, ajoelhou-se e
accrescenlou cora as nulos postas e com os olhos
cheios de lagrimas:
Falle-me de minha m.li.
Ella eslava dessa maneira tao ternamenle linda,
que Sulpicio ficou um minuto contemplndola.
Depois beijou-lhe a fronle quasi respeilosamente, e
disse com lenlidao:
Sua mai foi tnuilo infeliz nesle mundo, mioha
filda. antes de ser um anjo no ceo... Algum dia vos-
s saliera sua disloria.
Vmc.amava minha mal? interrompeu Chifln.
Eu leria dado a vida para salva-la.
A rapariga lomou as mao* do doutor, e aperlou-as
contra os ladios. Sulpicio allrahio-a sobre o corarao.
Vmc. me a niara,assim como amava minha mai?
Ilei de amar-te como minha filha.
Oh I meu Jess! meu Jess! exelamou Chif-
ln, que pena l.oriol ler-se retirado!... no momen-
to em que eu teria podido dar-lhe felicidade!
Agora, lornou Sulpicio, he misler seguir-me;
voss n3o pode ficar nesle lugar.
Mas, se meu l.ouriot voltar t...
Loriol nao voltar... Ainda quaudo elle lives-
se um remorso, como lomara a adiar esla Osa nao
conherendo Paris?... Vamos.
Chifln naotinhaa coragem de obedecer. Sahindo
dessa casa, onde s passara urna noile, parecia-lhe
que adandonava qu.into reslava-lde de l.oriol, seu
edaro amigo. Sulpirio lomoo-a pela mao, e levon-a.
Em baixo i porta do corredor eslava urna bella car-
ruagem.
Suba, minha l.lha, disse o doulor.
Subir aonde ?
Ao meu carro.
Chifln obedecen o meldor que pude, opprimida
como eslava pela eniorao.
(Joe pena meo Loriol ler-se retirado, solucava
ella; elle que gosla tanto de andar em carruagem!
N.lo chore maia! ordenou Sulpirio sorrindo.
Ah exelamou a raparigoinba, eis utna coma
que Vmc. nao pode impedir !
'.'eremos lornou o doulor.
E accresconlon cncarandVa :
Tem conlanca em mim *.
Cdiflon desviava os odos confusa c commovidl,
emquanlo elle rnnlinuava :
Tenho neeessidade de adiar sen amiguinho,
assim como tinha neeessidade de achar a voss....
Uou-lhe minha paiavra de que hei .le acha-lo!
Chifln enxugou promplamenle ros olhos, e disse
emquanlo seu helio semblante afugentava a ultima
nuvem de tristeza para arvorar tira sorriso frauco e
alegre.
Eu o rreio, e quaudo Vmc. me liver restituido o
meu l.oriol, o meu charo amigo, nao posso dizer-lde
quauto o araare !
(CoM/miiar-je-aa.)
MUTILADO
.


UIAKIU Ut rtMIAmtiUlU 5bSUU 28 Uc. BrtlL Ut 1833.
escripia e pronun-
escrpla o pronun -
escripia c pronun-
fa inslruccSo superior eo\ desenlio e pintura,
Art. 19. A nslraccao superior em desculo e pin-
fcara ser dada coi 3 anuos, e do modo seguinte or-
ganisada :
Primeiro anno.
Lingua nacional, ele.
Arithmclica, ele.
Desenlio o pin lina.
Segundo auno.
Liogui italiana, etc.
Desenlio e pintura. .,.;'
Chimica, etc. '*
Terceiro anno.
Lingua italiana.
Desenlio e pintura.
Phisica, etc.
Art. 20. O eatudanle qoe livor frecuentado este
curso, fcilo seus examesem cada anuo, nelles sendo
approvado, e desempenhar o quadro colorido, que
lirar por ponto, obter o titulo dePintor pelo Col-
legio Central de Pernambuco.
fo curio de agricultura.
Art. at. A nslrucc.lo superior ero asricullura se-
ra dada em quatrn annos, e do modo seguinte orga-
nisada :
Primeiro anuo.
Lingua nacional, etc.
I.ingua franceza, etc.
Aritlimetica, etc.
Segundo anno.
Phisica, etc.
Chimica. etc.
Teehnologia, etc.
Terceiro anno.
Mineraloga o geologa.
Botnica e zoologa.
Historia natural.
Quarto anno.
Agricultura.
Veterinaria.
Economa poltica.
Art. >. O estudite que frequentar este curso',
sendo approvado em lodos os seus annos, e lizer
carne praticii de botnica e agricultura, obler.i o
titulo deAgrnomo pelo Collegio Central de Per-
nambuco.
Arl. 23. He permiltidoa qualquer possoa. nacio-
nal ou estrangeira, filhu de pais livres, nao afTecla-
da de molestia contagiosa, vaccinadu e morigerado,
frequentar asaulasde inslruccao superior na ordem
que bem llie convier : se, porm, quizer obler titulo
em qualquer dos curios, sera obrigado a fazer exa-
mes das respectivas materias de cada ar.no eom dous
mezes de inlervallo ao menos de um a oulro came.
Art- 2t. Para fazer exame das materias de cada
anno lie preciso : 1.. requerer o peticionario ao
conselho director, mostrando pela frequenria que
tem feito, segundo consta dos atteslados juntos, que
se-acha habilitado a faze-lo ; 2., pagar urna ins-
cripto de 203 pelos exames de cada anno.
Arl. 2"). Para se obler um titulo passado pelo Col-
legio Central de Pernambuco, he preciso requerer
o peticionario ao conselho directorio,mostrando pri-
meiro, que tem satisfeilo as obrigacGes do respectivo
cursu, segundo, pagar urna laxa de cincocnla mil
res.
Nenhuma pessoa podar matricularlo no ensino
superior sem fazer exames do ensino secundario.
Doprofessorato no collegio central de Per-
nambuco.
Art. 2fi. (1 professoratodo collegio central se com-
pora, primeirn.de 25 professores regendo as seguin-
les cadeiras reunidas cm :! aeccOes linguas, scien-
cias ab'lract, e sciencias phisicas.
gl.
1.aSeccao de linguas.
Granimatica philosophica, e elocucao da lingua
nacional.
Lingua franceza vertida, escripia c pronun-
ciada
Lingua inglcza vertida, escripia e pronun
ciada.
Lingua italiana \erlida,
ciada.
Lingua latina vertida,
ciada.
Lingua alleniaa vurtida,
ciada.
Uhetoica o Potica, cloquencia do pulpito e da
tribuna e com[iosicu.s oratorias.
2.a Seccao de sciencias abstractas.
Ariihmolica, algebra, geometra e trigono-
metra.
l'bilosophia racional e moral.
Artliinclica social, o csciipluracao comraer-
cial.
3.aSecc&o de sciencias phisicas.
1 Anatoma geral, e anatoma descriptiva dos
principaes orgos, anatoma das regios.
Hygiene privada.
Botnica e zoologa.
Chimica applicada s arles.
Mineraloga c geologa.
I'bisca.
Astronoma.
Historia natural.
Teehnologia.
Agricultura.
Descnho e pintura.
51 ustea vocal e instrumental
Geographia e historia.
Veterinaria.
5 2. De oilo substitutos, sendo, 2 para a seccao de
linguas; 1 para a ncfSo de sciencias abstractas, e 5
para a sccrAo de scienrias phisicas a saber : 1 para
anatoma, h\siena, veterinaria, botnica, e historia
natural c zoologa ; 2 para chimica, mineraloga,
agricultura e geographia; I para phisica. alronomia
teehnologia ; I para desenlio, pintura c msica.
3. De 1S adjuntos, dous para cada urna substi-
tuirlo.
Art. 27. Os protessores ralhedralicos leccionarao
as materias de sua respectivas cadeiras, rom toda a
especiulidade, e com parlicularidade a que se refe-
rir ao Brasil, e de modo que ou em am ou dous an-
uos lenham dado um curso completo das mes-
roas.
Arl. 38. Os substituios leccionarao tres vezes por
semana sobre a historia, as generalidades, e a pra-
tica das cadeiras a que stih-llluirem. e que Ihe forem
marcadas, variando lodos os anuos a maten* de sen
trabalho.
Arl. 2!l. Os adjuntos darao cursos pralicos ou cm
collegios subsidiados pelo governo, ou a noile ounos
dias santos como Ihes fr marcado, ao menos urna
vez por semana, consistindo nos fados os mais ins-
tructivos e uleis, do dominio de sciencia.
Arl. 30. Para obler o lugar de adjuncto he pre-
ciso que o candidato aprsenlo ou diploma oblidopor
exames em academias, un universidades por iguaes
materias ; ou que se preste a exame em rada orna-
das materias de que se compe a secco da substitui-
dlo a que vaiiadlicrir : dadas em pontos 21 horas an-
tes do exame.
Arl. 31. Para nblcr-se o lugar de substituto he
preciso discorrer oralmente por urna hora sobro um
ponto tirado 21 horas antes : 2." deffender urna lte-
se em fuim de dissertarAo sobre um ponto tirado
30 dias nles; 3. demonstrar pralirameulc um pon-
to tirado urna hora anles.
Art. 32. Quando concorrer mais de um candida-
to para o lugar de adjunclo, ou de substituto, tira-
rao lodos os mesmos pontos, e a escolto recahir so-
bre aqdce que mellior desenvolver e tratar das
qiioslcs dadas.
Ait. 33. O substituto maisanlign do grupo de ca-
deiras em que S3 adiar vaso o~ lugar de cathcdrali-
co, passara a oceupar este lugar independcnle de
mais concurso.
Arl. 31. Selc annos depois da crearao do colle-
gio, nenhom lugar no profesorado ser dado scnAo
por concurso.
Arl. 35, As ciencias que liverem esludos praticos,
lcr,1o Um mi mais preparadores.
Arl. :tii. Para a boa direcrao de inslruccao pu-
blica desla provincia hartar um conselho directorio
formado de um diredor e de um professor de tilda
urna dassecres ; c de mais tres commissoes (radia
das tres serrcs : aquclle se occepar da boa disci-
plina ; e esle dos pareceres sobre oque for consul-
tada.
Arl. 37. l'ara ter em da a escripluracAo, e bwf
promplamenle as purlicipaces do conselho directo-
rio haver um secretario incumbido tamben) de pas-
tar as cerlidct de exornes, e ttulos segundeo plano
que fr delcrminado.
Arl. 38. O presidente da provincia,ouvindo o con-
selho directora, 6 mezes depois de esiabelecda a
inslrucijilo superior, propor a esta assembla o meio
mais consentaneo ao eitabelecimeoto de inslruccao
do primeiro groein harmona coro os interessespu-
blicas e particulares ja adqueridos.
Art. 39. larao publicar pelo Diario o programma ilc suas li-
cos.c lodos os mezs aquellas que forem de orna
importancia transcendente.
Art. M). Ficam abolidas todas as gratilic.irr.esque
nao cstiverem mencionadas nesle projeclo ; e as ju-
biladles anles do lempo marcado s podero 1er lu-
gar, reemprendo o peticionario, primeiro ao conselho
directorio, segundo a presidencia, terceiro o defini-
tivamente a esla assembla; fundando sempre os seos
motivos na mpossibilidade phisica, ou-moral do con-
tinuar no magisterio.
Arl. 41. Vinte e cinco anuos de servico em qual-
quer que seja o eslado cm que se acliar o prefessor
cathedralro, substituto, ou adjunclo marcarlo o li-
mite para sua jubilac.o e o lermn de sua existencia
no collegio: se porm o professor jubilado for um
daquelles cujo auditorio for anda numeroso e cn-
thusiasmado ? ser conservado no collegio com o seu
asscnlimeiilo.mediante nova gralificacAo igual a que
j recebia : sem comludo privar o substituto da ca-
deira que Ihe compete.
Arl. 12. loa o presidente da provincia autoriza-
do a mandar dous dos professores de sciencias nalti-
(ares a Europa, nao sii para se aperfeicoarem nos
coiihccimeulos praticos, como para prover dos objee-
ln precisos para o serviro do collegio.
Arl. 13. l;ica o prcsiileule da provincia nulonsa-
do a dispender com a reforma da inslrurcAo publica
aquanlia de rs. 151:0009, e domodo seguinte distri-
buida.
Instrurro superior.
Com o ordenado de 25 professores a
- rs. rada um-......SO:00Os000
Dita para8 substitutos a 1:00041 rs. .
Com lSadjunclos a (KK>5 rs. cada um. 10.800?000
Com um diredor........2:0009000
Com um secretario.......
Com dous continuos.......
Com objectos de modelo, e pralira pa-
ra o esludo das sciencias oaluraes. .
feria para ser consullaila c examinada devidamentc.
Meu rcquerimcnlo realisa porfeilamrule o pensn-
menlo do honrado memhro, c devo por isso contar
com o seu vol. O rcquerimcnlo de adiamento do
uobre dpputado fui conscqiiencia ncressaria da ocj
casiao que leve para aprcsenlar seu Irabalho, e por
laso alvo seu pensamenlo com a prnposta que man-
do a mesa.
Esle reqiicriuicnlo nao importa tambeni a rejei-
c,5o das ideas expedidas pelo nobre depulado. e be
pelo contrario.mu expendiente para mellior resolver-
nos sobreVsumpto 13o melindroso. A presta militas
vezes cumpromette as mclliores inlenrdcs.
Da expsito de principios feila pelo nobre depu-
lado se collige, que o fim da medida por elle propos-
la, he eslabelccer o ensino publico, de maneira que
se allcndessem aos ramos do nslrucco relativos a
asricullura. ao commercio e as arles : para salisfa-
zer asneressidades dealesestadni foique se apresen-
tou projeetu substitutivo.
A materia, Sr. presidente, me parece grave, exi-
ge seria medilacao, e tem bastante importancia para
ser tomada cm consideradlo em urna proposta des-
linda do projeclo da commissao que se discute. Con-
feso que nao ontrn as vislas da eommissA dar ta-
maita amplilude ao cusino e considerar a reforma
da m-li urcao dcbaixo de um ponto de vista, que
abrarasse a asricullura. o commercio e arles ; en-
conlia-sc por ccrlo no plano dos etludos da propos-
l.i da rommissao alsuma cona que mais ou meno'
directamente, se liga ap liria especial do projeclo
substitutivo, mas sen (im,-directo nao foi crear os cs-
ludos proprios da agricultura, do commercio e das
arles. Portante, nao ha inconveniente, em que apre-
venios o projeclo acerca da inslruccao publica apre-
sentado pela commissao, independente da discussae
da emenda do imhre depuladu sobre o ensino das
profisse, de (pie nos haveuios oceupado.
Ili este por corlo o expediente que convm adop-
1: JOO3OO i lar, porque o estado das novas ideas nao est anda
1:00l)3tKKI
8:0009000
Total. 81.0009000
iMlntcfo secuiidar'ia.
Oun 10 professores de comarca a 8009
rs. cada um.........!2:8fJ09000
hutruefio primaria.
Com 111 professores paroehiaes a 500S
rs. cada um.........57:000-?000
Com exame dos que nao frequen-
larem as escolas, aluguel de casas c c-
venlualidadcs......... 3:20j000
S.E. Total.
151:0009000
, .S'( Prreira.
TAUELA COMPARATIVA DA DESpEZA QUE SE
TKM l)E FAZER COM A 1! 1 I 1.1 K M 1 DA INSTRUC-
CAO PUBLICA, SEGUNDO O PRUGRAMMA DO
1NTERNATO, EO COLLEGIO CEMTRAL.
Collegio central. Aaiucruo (ia despiza [ci-
frUernafo. ta pela commissao de tra-
irucc&o.
Um ragedor (art. A commis-
130;........ 3:0003000 sao reduzin-
Um censor (art. do os orde-
31;........ 2:3003000 nados, faz
Cale-hese (art. um abate de
132)........ 1.2000000 42:189 000.
19 professores Orea [lorian-
fart. 133;.... 38:0003000 te a despeca
15 adjuntos (art. com a ins-
133;........ 17:5003000 lruccao pu-
12 repetidores blica em rs.
art. 133___ 6:0003000
Um secretario
8003000
Um 1 llii-i.il ad-
didoiarl.l3 . 00030011
Ecnomo fart.
135)......... 1:0003000
Medico (ari.130 50030IKI
Bedel (art. 137). 6903000
Mordomo art.
137)......... 3603000
1 continuo art.
137 ........ 5003000
Serventes 5 a
20(to000rs-.. 1:2003000
Ulensis......... 1:0909001)
Director geral.. 2.-00031KK)
Secretario art.4 1:0003000
Alugucl do edi-
licio......... 1:0009000
Doze adjuntos
calculado no
8.4003000
Ordenado dos
professores ha-
bilitados, c nao
habilitados ter-
mo medio 70,
segundo 0 or-
camento pro-
vincial ....... 50:0003000
Dito dos profes-
sores art. 50). 3,1:0003000 144.32090:0
187:0003000 187:0009'00 152:0003000
O nobre dcpuladn necupou-se tambem do plano
dos esludos do livmnasio, e fez observaijocs contra o
adimillido noroRuInmcnto dado pela presidencia da
provincia. Declaro ao honrado membro que a dis-
cussao versa sobro o Irabalho da commissao e nao
sobre o rcgulamcnlo ;da presidencia. As reflexoes
que fiz contra a ordem e sysiema do ensino do tiym-
nasio nao podem ler applicacao ao projeclo em dis-
cussao, porque nesla parle n9o adoplou o pensameu-
lo do regulamento de 22 de feverciro ultimo. Asre-
flexes do honrado memhro san inopporlunas. Jul-
gomc pois dispensado de acompanba-lo nellas.
Sr. presidente, vou concluir leudo ornen requeri-
mento (Ifi);
Esle reqiierimcnlo be fundado as manifestarnos
do meu nobre collega, autor da emenda da substitui-
cao ; e pelas consideraces fcilas parecc-me que es!
no caso de ser adoptado.
Vai a mesa c be apoindoo seguinte rcquerimenlo:
Requeiro que a emenda substitutiva seja desli-
Nao vai notada a despeza que se far com os mestres
de msica, dansa, gimnstico, natacao, cquitacao
(art. 120): e otgumas eicntua'jidadcs.
O Sr. Vi alo de Campos { Daremos em oulro nu-
mero.
Vai mesa e he 'apoiado o seguinte reqneri-
menlo :
Requeiro o adiamento aloqese imprima o pro-
jeclo substitutivo.S Vcreira.it
O Sr. Clemenlino :Sr. presidente, se alsumas
duvidas permanecessem anula em meu espirito so-
bre as ideas que cmilli nesla casa, ellas se dissipa-
ram completamente em vista das Ilustradas consi-
deraces do orador que me prceedeu. Mu ha- deas
vivamcnle impusnadas por alguns dos honrados col-
legas, foram ha pouro expendidas, c conveniente-
mente sustentada*. Cada vez tenho nevos motivos
liara permanecer as minhas convicccs.
Um ministro doEvangclliopronunciou-se em prol
de mcus peusamentos mais contestados, sua voz e-
loqucnte se levantou para sustentar o parecer da
commissao.
J vejo, scnbnres, que nao offeodi as convenien-
cias da igreja, que rcspcilei suas santas doutriuas,
que sao immerccidas as censuras que se me fizeram,
e be islo mais um tributo para continuar na susten-
tadlo do meu parecer.
N3o suslenlci doutriuas iieterodoxas e em desac-
cordo com as das santas escripturas, disto me con-
venceu um depositario, c ministro da nossa relisiao.
Eu me applaudo por ser acompanhado pelo nobre
deputado na* observaeesimpugnadas neste recinto.
Nenhuma palavra so me he preciso arrescenlar para
sustentar a conveniencia da medida em disrusslo. o
do svstema por ella desenvolvido. Neste poni nada
disse a opposic,ao com proveilo.
O projeclo resolve precisamente todas as questa*
do ensino publico, tanto as relativa* a orgauisacao
da adminislraco dos esludos, seu rgimen e gover-
no, como ao plano dos csludo, sua dislribuicao c
classjficac,ao, economa e disciplina das escolas. De-
baixo de cada urna destas relacet, senhores, me pa-
rece que o movimento Iliterario da provincia foi bem
consultado.
Vou-me oceupar, Sr. presidente, d'um incidente,
queoccorreu nesta discussAo. Apresenlou-se boje
ama emenda substitutiva ao projeclo que se disco-
te bascada as razcs que a rasa ouvio, e dabi re-
sultara neressariamente o adiamento da materia, se-
nAose remover esta diOiculdade pelo meio compe-
tente. He para embaracar esta emergencia, que vou
subinetler a consideraran da casa um alvilre acon-
Ihado pela necessidade de resolvermos sem demora
a reforma que lano reclama o ensino publico.
Minios pencos dias de scss'o (allam para comple-
tar o termo dOs nossos Irabalho*, e qualquer demora
lomara lalvez impossivcl a dceisAo da queslAo. Sub-
metlo a considcraeao da casa uin rcquerimenlo pe-
feilo, amatoria he lao importante que deve ser tra-
lada independcnle de qualquer oulra especie. Sci
assiin seria devidamrnle consultada. Resolvamos o
quej existe sobre a nstruceffo elementar e as liu-
manidade-.qiiesalisfaz bomas necessidades publicas,
e tomemos em consideradlo por urna medida nova o
aasumplo que especialmente leve era visia o nobre
depulado.
O Sr. S Pere'ta : Se rrca urna ordem de
cousas...
O Sr. Clemenlino : O nobre depulado disse
que, acerca do ensino elementar, as suas ideas eram
asmesmasdn projeclo cindisccssao.
O Sr. .S'ii l'ereira da um aparte.
O Sr. Clemenlino : A respeilo das humanida-
des me parece que seu projeclo be tambem .1 mes-
ina cousa.
f Sr. Sn Pertira : Milito diffcrenle.
O Sr. Clemenlino : Ea no seu projeclo urna
cousa nova, que be a illiminacao do Intrnalo ; o no-
bre depulado nao o admitlio, e nislo creio, que com-
mellcu umdefeito. Ouando mesmo bouvcssem vis-
tas novas e provcilosas na prnposla do nobre deputa-
do, anda assim as circumstancias em que estamos,
aronselham o expedicnle que lcmbro.
Estamos no fim de nossos trabalhos. convm que
lomemosalgoma dclihcraio. A demora e o adia-
mento inulilisara ludo sem proveito para as ideas do
nobre deputado. Nao Picamos inhibidos de a todo
lempo e em outra occasiao. adoptarnos principios
que entendamos necessariut.
Cm Sr. Depulado : Mas se for approvado o qoe
esl* em discosslo '.'
O Sr. Clemenlino : Supponba mesmo o nobre
depulado que be adoptado esle projeclo. o que anda
nao he malef ia decidida, ficaremos por ventura sem
o direilo de adoplarmos as reformas que a experien-
cia reclame ?
Fazendo estas consideraees, eu ledo por fipi re-
mover a difliculdadc em que nos'ac'iarcmosdc discu-
lir conjuntamente os dous projedos, do que resulta-
r 110 meu pensar, que nenhuma providencia se to-
mar, continuara o ensino no mesmo p em que se
arha.
Da rpida leilura que fiz do projeclo do nobre de-
pula lo, collesi que na parle relativa a inslruccao e-
lemenlar c ao cstudo das humanidades, nada con-
linj mclhor e superior ao que se discule. Apenas
crea urna ordem de esludos para as profisses do
commercio, da agricultura e arles. I-'.-tas quesles
podem e devem mesmo ser rcsolvidas em outra oc-
casiiio, c n'uma medida especial. Que inennvenien-
le resaltar da adopcao dcste alvilre? N3o seria el-
le prudente se acaso provasse o honrado memhroJ
que a* disposieesda proposla da commis*3o com re-
lace 1 ao esludo elementar c as humanidades, nao
sao provcilosas ncm eslAofundadas em boa razo.
Nada anda se disse com vanlagem contra o projec-
lo em discussAo. A emenda substitutiva tem por
fim ampliar o ensino publico, eslabelccer cadeiras
para o esludo das profisses, da asricullura, com-
mercio e arles : nao me opponho a este pensamen
lo, applaudo as ideas donobre depulado, e cstou
promplo para dar-lhe meu voto no lempo conve-
niente.
O Sr. Sii Pereira da um aparte.
O Sr. Clemenlino :PareVe-me mellior, que
neutra occasiao se adeuda as consideraees do hon-
rado memhro. A terceira discussAo do projeclo,
que se venida nao he 5 mais azada para resolver
urna qneslAo lAo importante: vejo nesla muilos in-
convenientes.
Assim, Sr. presidente, resumindo o que, disse,
sustento que meu reqtierimenlo he conforme as vis-
las do nobre depulado. Elle declaren que preten-
da aprcsenlar um projeclo novo para seguir seu
111 rcsnlar, e que o oflerccera como emenda
substitutiva ao piojelo por haver passado a hora
do expedieata.
0 Sr. S Pereira :No foi tal.
O Sr. Clemenlino : Depois o seu trabalho be
mais ampio que a proposta da commissAo, "resolve
quesles diversas que devem ser maduramente con-
sultadas : em oulra occasiao podera sem inconve-
niente ser discutido.
() Sr. BrandOo:Isso al he contra a praxe.
- O Sr. Clemviitiiw :lia > annos que lenho as-
tete nesta casa, c tenho visto por mudas vezes des-
lararem-se das discusses dos projerlos medidas de
novo apresentadas, para fazer parle de oulras pro-
poslas. lie lamhein conforme a praxe o meu re-
querimento.
O nobre depulado aulor da emenda substitutiva,
depois de haver feito a exposicAo do seu projeclo,
entren no exame do Irabalho da commissao; me pa-
rece que suas rclleies Dio sao procedentes. Disse
que a commissao linha um mo plano para os eslu-
dos secundarios; s contra esla se declarou. Eli-
tando no exame da penso dos educandos approvou
a de 309OOO exigidos dos que quizessem frequentar
o Ciymnasio.
O Sr. S Pereira :Nao approvei nada.
O Sr. Clemenlino :Nao a achou excessiva; fe-
Mzmeule nesta parle merecen o projeclo a approva-
cao do nobre deputado. Nao lem razan o honrado
inuiiilirn quando continuando a tratar da pensao
suslentou, que era muilo pozada a laxa de 5-? que
se exige dos educandos externos.
Cm Sr. Depulado :l'asain mais do que amiga-
mente se pagava na academia.
0 Sr. Clemenlino :Nao confiero a forca do seu
arsumento. Trala-se do (iymuasio, que pretnde-
me- fundar, c nao das academias. Paguei sempre
quando cativa na academia urna laxa muilo supe-
rior a que eslabelece o projeclo. Nao he excessiva
gada do projeclo cm discuss3oc offerecida a consi-
derarao da casa como urna nova proposta.Manuel
Clrmcnl'no.
0 Sr. Pereira de Prilo :Sr. presidente, suppo-
nho que est em discussAo o requerimenlo de adia-
mento, o projeclo, e a emenda do nobre depulado.
Julso que o nobre depulado aulor do rcquerimenlo
de adiameulo nao leve nada de indulgencia para
com o signatario do projeclo substitutivo apresenta-
do pelo meu nobre collega o Sr: l)r. Sa Pereira.
Me parece lgico, Sr. presidente, que projedos,
venando ambos sobre nslruorAo publica, deviam
ambos marchar na mesma discussAo, e nao que um
continuo a merecer as honras da discussAo e o oulro
fique estacionario. Por ventora ja pode o nobre de-
putado allianrar que esle projeclo substitutivo deva
ser de necessidade inferior ao projeclo do nobre de-
putado ".' Nao existir ueste projeclo substitutivo
ao menos alsuma idea prnveilosa que o nobre de-
pulado possa colhcr. anda mesm 1 que se demore
um ou dous dias a discussae do Intrnalo '.' Parece
que o nobre depulado nao foi muilo raz.oavel quan-
do apresenloa o seu rcquerimcnlo de adiamento; be
preciso comparar os -2 projedos, as materias dn'en-
sino e a sua cconomia. e nao malar o projecto logo
que elle se aprsenla sem saber-se o que he e o que
nao he.
1 m Sr. Deputado : Islo nao be malar.
O Sr. frilo : Separar da disrnssao, nao com-
parar dnas colisas que raminhain para o mesmo fim.
he dar una morle suave a esla cousa separada.
Sr. presidente, pedi a palavra nicamente para
provar que o adiamento em nada prejudica o pro-
jecto do nobre depulado, porque sendo ambos os
projedos sobre a inslruccao publica, primaria, se-
cundaria e superior, c leudo o primeiro projeclo sof-
frido censuras em alguns pontos, mormenle sobre a
inslruccao superior, censuras sobre o methodode en-
silo ; vejo que eslas anda niio foram respondidas
cabalmente, mormenle sobre o curso de Historia
Natural cm que se n.io calculou o Irabalho qne pu-
de ler cada professor em ensinnr as materias das res-
pectivas cadeiras. quando em todas as academias o
curso de Botnica, de Physica e Chimica sao dirigi-
dos por dilTerentes professore*; entretanto, que o
projeclo da commissao manda ensinar Botnica, Zoo-
loga e Mineraloga, c todas as mais sciencias natu-
raes em duas cadeiras. V V. Exc, que nao existe
mclhodo algum, crea-se um curso que nao pode ser
posto em execucAo com os fins desejados.
Eu aclio alsuma razAo, sniores, commissAo,
porque nao lem conhecimento de lodos esses ramos
de scienrias naluracs, do contrario saberia a sua
dillieuld.ide e couheccria que duas cadeiras sao in-
suflicientes para precneber esle curso com pro-
veilo.
Alm disso, Sr. presidente, o projeclo aprcsenla-
do pela nobre commissAo. ninguem sabequal a me-
lhora 011 os inclbaraineulos que Iraz, quor aos cofres
pblicos, quera nalureza do ensino sobre a inslruc-
{80 : e como despresar um oulro projeclo nede sen-
tid.. ?
(Ha um aparte.)
O Sr. Brilc : Senhores, quando um bomem de
sciencia discule urna Ihese. e que olro lomera, de
sciencia aprcsenla-se com oulra Ihese no mesmo sen-
tido, eu declaro que devo aproveilar todas as ideas
apresentadas, quer por um quer por oulro, porque
ambos caminbam para o mesmo fim.
Parece-me, porlanlo.queao menos a casa deve ap-
provar o rcquerimenlo de adiamento, para que seja
impresso o projedo substitutivo e se discuta de
concumilancia com o projeclo do nobre depu-
lado.
Um Sr. Deputado : Isso prejudica a am-
bos.
O Sr. Unto : NSo prejudica a ambos, comprc-
hende um c oulro, e podemos lirar desle ou daquellc
o que for aproveilavel : por consequencia eu vol
pelo adiamento, e supponho que a casa deve aceitar
o projecto substitutivo, afim de que se possam com-
parar as ideas de um com as ideas de oulro.
O St. S Vereiru :'Daremosem outro numero.)
O Sr. Ilrandao :Sr. presidente, nada mais jus-
to e raznavel do que o que acaba de |dizer o honra-
do memhro que se seula junio a mim : elle aprsen-
la um novo plano de esludos, quesuppe mais per-
feto do que o comido no projedo que se discute, e
como nos estamos tratando da orsani-aeao dos eslu-
dos da provincia, nada mais natural e razoavel do
que recbenlos qualquer Irabalho que se nos aprc-
senlar. para serdevidamente apreciado; e pois, para
que essa precipitarAo que a eruenca insina'.' V.
Exc. sabe que inuilas vezes, de um para loutro mo-
mento.pode apparecer urna idea luminosa, que parla
desle ou daquellc depulado.
.'lia um aparte.,1
O Sr. Ilrandao :Para que, por(anlo,accelerar a
discussAo assim '.' Para que sufocar o pensamenlo
do honrado memhro ".' Para que lancar margern
o seu trabalho? I.embro ao nobre depulado. que
he meu collega na assembla geral e que ja lem
[iratica desses trabalhos. que toda a vez que alli se
dan caso* desta ordem, emendas semelhanles sao
agregadas aos projedos c se discnlem conjuntamen-
te ; na cmara dos depulados militas vezes lem islo
acontecido e presentemente a proceder-se de outra
maneira reccio que, volado o regulamenlu da ins-
lruccao publica, fique em olvido o projecto do Sr.
Sa Pereira, c nunca mais se Irale dclle. Ora, eu
encontr no regulamento. que foi examinado pela
Commissao.algunia cousa que me n.lo agrada na par-
le da dislribuicao das materia*; e pois, desejava cou-
fronta-lo com aquello projedo.
t7m Sr. Deputado:Anda nao se leu. ,
O Sr. Brandao:.... desejava ter a liberdade de
examinados, de cnmbina-los para poder esclarecer-
me c saber qual dos dous trabalhos olterece maiores
vanlagens a inslruccao publica da provincia, do
contrario pode acontecer que eu approve em menos
perfeilo, e abandone oulro melbormcule elaborado,
ejhe islo o que nao quero fazer ; portanlo, deixando
mesmo de parle a questao de deferencia que deve-
nos ter para com um collega nosso, que apenas pe-
de 2 ou 3 dias para a impresso do seu projeclo. en-
tendo que he do nosso dever nao precipilarmos a
discussao de um assumpto tAo serio, como o de que
tratamos, se he que a assembla quer que o seu tra-
balho seja o mais perfeito que for pnssivcl.
O negocio nao he de pequea gravidade. tratamos
muilo e francamente que 11A0 lenho recein de que 2
ou 3 dias de dille-renca fagam com que nao se consi-
ga cousa alguina, 11A0 Icuho csse reccio porque vejo
que lodos mais 011 menos, embora discordem nesle
ou n'aqucllc ponle, eslAo concordes na idea capital
que lie a da organisaeao dos esludos; pulanlo, sen-
do como lie, o projeclo apresculado pelo Sr. Sa l'e-
reira mais expansivo.111 a 1 comprebensido de materias
uleis c neccsiarias i nossa provincia, 11A0 vejo razAo
para que elle seja abandonado, e se proceda j. a
volarAo do rosillamente.
Por isso, voto confra a emenda ou requerimenlo
que se acha em discussao.
Encerrada a discussAo lie o requerimenlo de adia-
manto approvado.
O Sr. A. de Olieeira justifica o seguinle requeri-
menlo que he approvado.
o Requeiro que a discussAo da le do orcamenlo
provincial continu, independente do projeclo sobre
o regulamento da inslrncc,Ao publica.S, R..(, de
OU tetra.
Terceira discussao do projeclo 11. 20 que concede
urna subvenrAo a Arscnio Fortunato da Silva, para
estudar csculplura e pintura cm Roma.
(Conmtar-e-Ao.
dndo que se separe do projeclo [da commissao de a quanlia de oclKX) por mez para quero, quizer se-
COMARCA DO CARO.
Ipojuca 21 de abril.
E*lou agora maia assiduo.
Hoje principio por conlar-lhc urna historia.
Esta historia nao heromance: pur que Vmc.
nao ignora que os romances salo cscriptos em um es-
lylo prnprio dcs-a escola.
Periodos curios, reticencias, descripeates sublimes,
eis pouco mais ou menosum romancecom mais
ou menos verosimilhanca, enm mais 011 menos uti-
lidade.
A minlia historia era um ronto.ie Vmc. quizcii
mas lem sua tal, ou qual orisiualiiladc.
A ininha historia mo be urna dessas das m e
urna noiles, que embriaga o menino, a moca, c faz
pasmar a velba.
Tambem nao provoca o somno, como a de Mara
Burralheira, a da caira cabriola.
Ncm exrila o senlini?nlozinho da crianca como a
seguinte qaadrinha :
Capiobeiro de meu pai
Na 1 me cortes meu cabello,
IMinha mai me pcnleou.
Minha madrasta m'cntcrrou.
Nem tambem. os murmurios de indignarAo, o sus-
lo, c terror dos meninos, cono esl'outra.
Nesle sarrio me melleram
Nesle surr.o morrerei,
Pelos meus brinquinhns d'ouro
Que na fontinha deixei.
Pois bem. a minha historia he urna historia, por
que historiabe um fado real ou imaginado, que
se narra os aios, ou por escrplo.
A primeira utilidade,' que della resulta, a fallar
franco, be s minha, lie toda individual; porqoe an-
cho mais espaco, cm vista da escaesex de fados : a
segunda fie a de ser rcvellado mais um dos muitos e
tristes episodios da vida humana.
Succedem-se fados 13o eslrondosos no seo da nos-
sa sociedade. no recinto de urna popularan, e mes-
mo no sagrado de urna familia, que passam to des-
apercibidos, 011 quando nao s3o, que sao lio de-
Vessa esquecidos, que a poslcridade tem infallivel-
menle de perder nelles proveitosas liee* de morali-
dade. ou de nao avaliar iiossos costumes, nossa civi-
lisacAo, c nossas les.
Se eu soubesse, que com a narraran de minha
historia ira fazer gotejar feridas que j sararam....
eu n3o a contara; mas o passadopatsado; o lempo
ludo consume.
He o caso :
N'um dos mais lindos, e aprasiveis arrabal.les al-
gumas millias do Recite, que seus valles lianha o me-
llior dos nossos rios, que suas casas raras sao as de
taipa, que alm da belleza focal, lem a mais puri-
fica e laboriosa popularAo.'habilava pelo correr de
18.. urna familia, que paawva por entre as demais
do povoadp por abastada, c de nebros brase*.
Era edificada meaja am raa pequea eminen-
cia, que dominava a mais bella c pittoresca siluar.lo
de ambos os lados du povoafo.
Adireta passava o rio, que ora linha de circular
enormes podras, que appareciam alm de sua super-
ficie, ora linha de precipitar-se em ruidosa caehocira
n'alvos lagedos, para depois seguir seu curso.
A esquerda via-se urna vasta c frtil campia se-
meada aqui, e acola por frondosas mangueiras. onde
se paslnrava o gado de diversos agricultores dos ar-
redores da povoacao.
Essa casa era de apparenca agradavel, e seu risco
de algum goslo, o que porm mais a embcllezava
era um elegante (errado com varanda de ferro em
derredor do solAo, o qual linha tres portas envidra-
Cadas, que davam pa*-*agcm para o terrado. O apo-
sento inferior compunha-se alm do interior, de
duas salas, cada urna cora Ires janellasarcadas de
vidraeas. e no centro urna porta com alila las, r
espelbo de grade* de ferro.
A porta bem como as janellas eram envernisadas
de branco.
lima pequea ralearla de tijnllos de marmbre, e
com urna simples grade de vares de ferro com sua
conceda, furmava o pcrislylo dessa habilacAu.
Coqipunba-se a familia desta casa de um bomem
de meia idade, severo, mas bomem extremamente
honrado; de sua seniora quasi da mesma idade, mo-
Iheressencialmetile religiosa; de dous rapazes bem
dispuslos, e de (re* encauladoras meninas, aquclle*,
e eslas filhos do casal.
Convm, que diga-lhe, meu amigo, quaes as
baldas ou inanias de cada um dessa familia.
Era nimia do vello ser /idalijo d'alla linhagem,
no que elle se tornava massanlissimo, quando em
pleno conselho de familia remonlava-M aos seus
vs paternos, e maternos: quem quizesse v-lo ale-
gre, basolio, e as vezes et gallofero exallassc-lhe
sua familia^disscssc-o prente dos nobres da Ierra, de
sangue carmesim etc. ele. etc.
Afora disto era naturalmente severo, taciturno, e
algumas vezes violento.
A balda favorita da velba era fazer-se amada dos
frailes da l'enhasua servasua pancgvrsla. e de-
volada. Todas as sexlas-feiras havia de rezar urna
eslac.30 pela conservacao dos missionarios, a quem
ella nunca vio, mas que muilo rcspeilava por Ihe
dizerem algumas comadres de limao, que os religio-
sos capiichinhos eram sanios.
Para os rapazes nao havia quem mellior mon-
lasse, c entendesse de cavallos do que eflcs, e nem
quem fosse mais valenle !
Una das meninas assumia as honras de grande
quituleira, e dona de casa. 1
A segunda quera paitar por ser a moca, qne
tvesse ps os mais pequeos, c deules os mais
alvos.
A terceira finalmente por ser dcil, e nao agas-
tar-se por cousa a'guma.
Deixemus porm as baldas alheias, e vamos pqr
diante com a nossa historia.
A paz reinava no seio dessa familia : o pai apc-
zar de seu genio excntrico, amava extremamente
a niulher, e filhos, e esles Ihe retribuan) cum igual
amor, e subido respeilo.
Nos dias uleis Laura, tabella, e Ellconora assim
Passava assim cs
um baile, partida, ou Iheatro. Nesta rasa desco-
nhecia-sc, ou pareca desconhecer-se o que era o a-
mara. Alsuui moco, que por ventura alli apparc-
cia, ou tinha de sugeitar-se a urna partida dojuwioo
com o taciturno dono da casa, ou a ouvir silencio-
so alguma passagem da /Vioiin, pelo que poucos mo-
mento! te deuiorava, prelexlando motivos para lo-
go relirar-se.
Comludo, quando era o anniversaro do natalicio
de qualquer de seus r,lhos, o Sr. Rogero dava um
banquete : nesses dias havia mais franqueza; o Sr.
Rosero ra-te; e a Sr. Rosara coma ( mesa; carne
de carnciro, ou alguma azinha de palori.
E.s que se aproxima a fetla da invocacao da ca-
pella do povoado para a qual linha sido e\e\lojuiz
o Sr. Rogero, c/H^a a menina Ellconora.
N'uma noile, quando menos se e.pcruva halen a
porta um dos uticos amisos do Sr. Rogoro, i.esoci-
anle abastado, e acreditado na prara.
Ora, boa noite, meu hom amigo Sr. Rosero
esl Vmc. no sen infallivel gamao....
Dos Hiede a mesma... meu charo Sr. Edu-
ardo ; he verdade, eslou aqui me diverlindo.
Estes cumprmentos lrocaram-se sem que o Sr.
Rogero se diguasse levantar as vislas do taboleiro do
jogo.
Emquanto os dous emperrados finalisavam aquel-
la partida, o Sr. Eduardo ebegou-sc mesa, onde
eslavam em roda mai, c Hlhos, c depois de os cum-
primentar baixiulo para tulo iuterrumper a leilura,
prinripiou a allender o que lia o mais moro dos ra-
pazes.
I.ia ellecntao o cap. 8 de Apocalipse. que Iratava
dos setc anjos com as sete trombetas :
o lano que o enrdeiro abri o stimo sello,
houve um silencio no ceo de quasi meia lora...
.... si pudera in principio el nunca in secuta
serulnrium. amen, miirmurava bem alienta para a
leilura a Sr. Rosara, fazendo cabir o volumoso' pa-
dre nosso das s'uas cuntas.
... e, continoava o loitor, aos sote anjos, que
assislcm adianle de Heos, se. deram sele Irombe-
(( las ; c ao mesmo lempo velo oulro anjo, que se
poz adianle do altar com um Ihuribiilo de ouro, e
Ihe deram urna grande quanlidade de perfumes...
...bestia sois r/....diza a Sra. Rosara,fazendo o
igual da cruz na bocea, que se abra com somno,
enlre ot mutheres,benulUo he o frurio do toan en-
tre Jesiis.
... para, prosegua o rapaz, que oflerecesse
as oraces de lodos os Santos sobre o altar de ou-
ro, que eslava adianle do Ihrono...
Ora, meu mano, interrumpen tmidamente a
menina Elleonara, que desde boje, que ouco %sls
cousas do livro, quevoss esl leudo, e nao percebo
nada '.'
Nem eu, minha irmizinha, replicn o rapaz,
le han lo o lvro sagrado...
Nem eu, disse o oulro.
Nem eu, disseram as duas.
Nem eu, resmunguu o negociante, que desde o
principio pensava n'umas leflras que se tinham de
vencer no oulro dia.
E agora eu,disse a Sra. Rosara,entend muilo
bem ludo, que disses-lc.
Vmc. enlendcu J 1 Pergunlaram lodos pasma-
dos, e ao mesmo lempo.
Ora se entend Tildo i-loque ah esl, con-
tiniiou com riso myslerioso, quer dizer. que o Cor-
deiro de Dos ha de castigar quem nao acreditar
as palavras dos padres santos...
E quem sAo os padres sanios, Sra. Rosara '.'
Bradou o Sr. Rogero, que nesse eumenos havia dei-
xado o jugo, e pretlava "ouvidos ao grupo.
A velba calou-sc, agazalhou no seio as cuntas, c
dirjgio-se ao seu orotorio para oHerocer a'rcza de
sua devocao.
As meninas olharam unas para as oulras, e engo-
liram o riso ; os rapazes fizeram o mesmo, e todos
levanlaram-sc a urna voz que sabia do corredor :
A ceia esl na mesa !
Ociaran) todos no matar silencio, a excepro da
Sra. Rosara, que ssenlada em urna plolrona dava
ojjne ceiar a dous enormes galos.
I-inda a ccia lodos sererolhcram : a vilinha foi-se
andando, acoinpanhada por um dos fmulos da
casa.
S o Sr. Eduardo licou, porque linha graves ne-
gocios a tratar com o se 11 amigo.
Assenlemo-nos, disse; aquello a este qu.111.ln
chegaram a sala, conversemos emquanto nao temos
lestemunbas.
Eslou a sua ortlcm, disse pausadamente oSr.
Eduardo...............
Ora, em visla do exposlo o rapaz resolceu-se em
tasar com a prima, e parti para o mallo munido de
urna caria du correspondente, que era um orculo
para o rico proprietario. Eis ludo explicado : a l-
cenra foi fcilmente concedida, e du resluja Vine,
sabe. ...
Nflo acha urna facilidade extraordinaria? l'ois
fui attim nem mais nem menos.
Porm o que ha ah de mais extraordinario he
que o futuro pretenda lanto desposar a menina
Elleouora como Vmc. qoe nunca a vio !
Nao era o primeiro calamento por elle forjado, no
mallo principalmente, que distolvia na vspero,
mas como era filho de uma prepotencia, iofluen--
cia em diversos collegios eleiloraet... a noiva pas-
sava pelo amargo dissabor de guardar no loucador
a capella virginal.
Algomas linham chorado por vergonha, e des-
honra...
A educar ao desse moro linha aido moflo livre.
Sabia bem cacar, levantar com famosa matufia o
capoeiro, alirar em duzeulos pastos no olio da um
anun, jugar o florte, ginetear um fogoto cavallo,
seduzr suas foreirat, espancar seus servos, nao of 11-
rar desaforos...
Nao sabia persignar-sc, e muilo mais seu nome
assisnar.
'.luid inde 1 Se era herdeiro de urna fortuna de
Irezentos conloa 1 >
ptima, nica eessencial qualdade para uinbmn
marido.
llenemos o pasado, e prsenle do juven pretn-
deme, e vamos faltar de seu futuro.
Ei-lo de vulla.
As vizilat amiudaram-se a casa do sea futuroso-
sro. Elleonora rHrissiinavezes apparecia-lhe.o que
nao succedia com at duas irmaas, que ja linham
rom elle a famiHaridade de cunbada*.
t) Sr. Rogero permllia, que suas filhat appare-
cessem sempre ao seu primo, e elle deixava-os en
liberdadepara que elle nao se acanhassem.A
Sr. Rosara ja havia presenteadoseu lillo cum
nm quaderninlio do mez inarianno.
Os dous rapazes, antipalisavam com o fuluro cu-
nliado. e sempre que elle vinha a casa, tinhamaOa-
zeres na ra.
Esle%0d0.de iidridurou por algumn* temaras
emqoanlo elle Iratou na prara de comprar seu en-
choval.
N'uma tarde cliega elle a cavallo, e a loda brida,
vinha radiante de prazer.
Laura e Isbella correm a recebe-lo, e a noiva
deiion-se licar cosendo...
Minhas primas dou-llies parle que lie fallecido
menpai disse ellealirando-sc a um soph, e sacu-
dindo a poeira da calca com o chicolinho.
Morrea ? Coiudo disseram at duas
as sol resalladas.
Sm... eslava ja vello...
E agora pergunlou Laura.
Vou para o engento de madrugada...
E quando volta meu primo? Acodio a menina
Isbella. St^
Depois que lomar conla do que me |5ef4enc*.
E por mofa encheu as boxexas de vento... euSisse
com desdem : -
Seu pai'.'
Foi tratar com o eapelhlo da dispensa que lem
de tirar-se para yosses casaren), disse Laura surrin-
do com malisnidade, e Isbella fez se lvida.
Ilenrique enrugou a lesla, e lancen com desdem
uma b,llorada de fumo do charuto que fuim.va.
E a velba ?
As meninas surriram.
Esla resalid) : disseram.
E a noiva... a nimba futura
Pergunlou Ilenrique com irona.
Nenhuma respondi.
Chegon o Sr. Rogero, que foi logo saliendo da no-
licia do f. Ilecimenlo de seu nobre primo. I'irou
mudado, e friste. Ilenrique disse-lbe,quc pretenda
relirar-se naquella madrugada para vullar, quando
livesse tomado pntso de sua fazenda.
A esle nome o Sr. Rogero suspirou, e disse com
dr: *
Morreu um dos lidalgoa mais nobres d'esla Ier-
ra... enlo, meu lilfo, v, que *co dispuudjj ludo.
Ilenrique timoloo Irislcza ; alimpou os olios
que eslavam encliulos, e levanlou-ae : em silencio,
aperlou a mao do primo, as das primas, e ja motila-
do disse.
I.emhraiiras a minha prima.
E dcixou o cavallo era (res salios ganhar a es-
trada.
iwque-
insIrureHO a emenda substitutiva, e que seja dscu-
li.la como um novo projeclo. Meu alvilre, senhores,
be conforme ao propusilo, 11 un dominava o honrado
autor da emenda, he bascado nos eslylos da casa, e
nao comprometi as conveniencias, a que cansullou
a emenda.

V. Exc, Sr. presidente, ouvio, c creio que tam-
bem todos os nobres membrosda casa, que o honra-
do aulor da emenda substitutiva manifeslou a idea
de que pretenda ler seu projedo na hora competen-
te, e que s por nao allender a ordem que le-
varam os Irabolhos da casa ; o apresenlara como c-
menda substitutiva. Nao era sua inlenrAo poit em-
baracar 1 discussAo da proposla que se ventila, e.ra
uma medida nova, um novo svstema que desejava
submcllrr ao exame da casa.
0 sr. S Pereira : Pedi o adiamento do pro-
jecto que se discute.
O Sr. Clemenlino : Este requerimenlo do no-
Buir os esludos do (ivmnasiu.
lia um aparte.)
0 Sr. Clemenlino :Eu vou ler o artigo do pro-
ecto (t) i
O Sr. S Pereira :Mas sao gOOO pagos por
quarleis adiantados.
(/ Sr. Clemenlino:Eolito a grande diflculdade
esl em serem achantados os SfOOO rs.'.'
O Sr. S Pereira :\ cousa he que sao GO-tHX)
por amo.
O Sr. Clemenlino :S3o 15jO00 por trimestre c
S9000 por mez.
O Sr. Sii Pereira :Adiantados.
O Sr. Clemenlino :Para o nobre deputado a
qucsl.lo est cm ser a lianlada a Un.
O Sr. BrandwnU nm aparte.
O Sr. Clemenlino :En pagava de matricula cen-
lo e lanlosmil res por anno.
O Sr. Brandao :E eu paguei O^XX).
O Sr. Clemenlino :Ea sustento, senhores, que
bre deputado ateen da diflculdade em que o eolio- 55000 ao llc ,, SDperior as forras da pnpularSo,
con a necessidade de aprcsenlar seu Irabalho cm ter-
ceira discussao, como emenda substitutiva. Por
certo que deveria ser esle o resultado de tua sima-
rse, porque o bom senso exigia o adiamento da ma~
)$0tXI he o que paga geralmentc lodo aquclle que
esluda particularmente as humanidades, c por lanto
nao merece reparo nesta parle o projecto em dia-
cussao.
de um projeclo que (era por lim resular, pela Pd- se chamavam as tres pequeas) cosiam, ebordavam,
Mira vez sen. luvida.a inslruccao primaria e secun- mas Laura il0 era ,., assia M a|mofada
dalia da nossa Ierra; oecupamo-iius de uma obra de
molla importancia, como o honrado relator da com-
missao lem rcconhccido, c ncslas cireumslanciasme
parece qne nao he fura de proposito que, pelo lap-
so le s ou :! das dias.nao deixemosde examinar um
trabalho, que pode ser muilo hom ; pelo menos ha
nelle uma parle que para mim, he de summa im-
porl.mcia, quero fallar do que diz respeilo a appli-
cacao das sciencias phvsiras e da chimica a asricul-
lura. Sobreest asssumpto reputo o regulamento
do intrnalo inlcrameiilc defectivo, e creio que o
honrado relator da commissAo para ser coherente me
deve .-cumpani .11 nesle pensamenlo. porque foi o
proprio que o anno passado'reconlicceu que a crea-
ran de uma escola de agricultura era de summa im-
portancia, de indecliiiavcl necessidade para a pro-
vincia, e urna vez que o meu honrado amigo,o Sr. Sa
Pertira, aprsenla boje a mesma idea no seu pro-
jeclo, nao deve o nobre depulado querer que elle fi-
que margem, que se vol o regulamento, que co-
mo disse. lie defectivo, sem se ler lempo de apre-
tiar aquello projeclo.
Ha um aparte.,1
O Sr. Brandao :Mas mis nos oceupamos hoje
de organisar os esludos, ou por onlra de fundar a
inslruccao na provincia, na maior extenan que he
possivel; ora, se traamos disto, he claro que a occa-
siao lie muilo asada he muilo conveeiente para tra-
tarnos lamben) dos esludos agrcolas. Eu declaro
N'uulrodapc(as II horasda manhaaparava por-
ta di casa um cavalleiro ron) seu pagem. Era um
rapaz louro, de bella physiouomia.bem feito,e asieia-
do. O Sr. Rogero veio rcrcbe-lu a porta, n.lo sem
algum nflago.
O recem-chegado cbamava-se Ilenrique de Barros
Wanderley : era filho nico de um dos sniores de
engenho mais abastados da provincia.
Passava por bom cavalleiro, e amigo das mullie-
res linha apenas ID anuos.
Tenho, disse o hospede, muila honra de co-
nhecer pessoalmente um pruno, a yuein meu pai
prez como sen mais intimo amigo.
He verdade son amigo de seu pai, fonos
collegas, eanda hoje prezo muilo sua amizade.
Obrigado...
Li a caria que elle mandou-me por inferme-
dio do seu correspondente, trazlda pelo snior, e
boje ca o esperava, conforme trale boiilem, para
daf-lhe p<>ssoalmcnte a resposla, visto fazer o s-
nior n ohjeclo principal della.
lie verdade.
Nao tenho a menor duvida em dar-lhe a mi-
nha cacula para mullicr, visto sermos prenles, o
perlcnccrmos a uma familia nobre : licar tu lo dis-
posto para o dia da festa da nossa capella.
. Acho-me transportado.... balhuriou o rapaz.
Sim, sim, nao lem que agradecer-mc ; lie ella
por ella ; no entretanto passe hoje odia comigo, Sr.
Barros...
He cscusado dizer a Vmc. que o magui passou
um dia de rosas. O Sr. Rogero ao janlar palenteon
ludo.
A menina Elleonora corou al a raz dos cabello.
e as oulras descoraram :|o noivo pareca gloriar-se.
e a Sra. Rosara ja chamava-o filio !
Os dous futuros runfiados mais admiravam o fa-
moso mellado baio du que asphrases esludadas, e o
nodo zombeteiro com que os tratan.
Elleonora n3o leve um tomnn mais tranquillo
naquella noite, e ao amanhecer eslavam Iraca-
dos em seu semblante os elidios de nm somno inler-
roropido. De certo, para urna menina de genio na-
turalmente melanclico, que ainda igoorava us es-
tragos, que causa na cabega e no coracAo uma pai-
x3o amorosa, era csse caaamentu um golpe de emo-
res para ella desennhecidas, e que em vez de cau-
sal-Ihe prazer desafiava-lbe profunda tristeza.
Ilenrique conlicceu islo, e (arrio.
N'oulro dia pela madrugada relirou-se o noivo
para o engenho de seu pai, para vullar poucos dias
depois.
Nolava-se que daquellc dia em diaule Laura, e
Isbella evitavam a compauhia da irmaa ; cosiam se-
paradas, c de e-paro cm espaco larsavam ao eolio
as almeladas para conversaren) baixinlio, e como
que rom animaco c colera.
Nao deixou d as perreher Elleonora, que s sa-
bia do seu qu-i o para a mesa.
I'az bem, dizia a Sra. Rosara a seu esposo,
quando uma moca he pedida, deve occollar-se o
mais possivel aos olios do inundo, o quem a ha de
casar ha de ser un padre santo....
O Sr. Rogero levantara os hombros quando sua
niulher prinripiava com suas -iniplicid 1 les. Vmc.
laho.- queira saber romo o moro Ilenrique vio essa
menina : nada mais fcil.
Todas as vezes que elle vinha ao ftecifu abolcla-
va-se era casa do corrcsMjndente do pai. o Sr. Edu-
ardo, e lendo n'uma dessas viagens manifestado o
dezejo que linha de c.isar-se com uma noca bonita
e rica, foi enfilo interinado pelo mesmo, que ne-
nhuma moca eslava mais nesle caso du que a lilha
mais mora do ten amiso Rogero, que alcm de ser
primo de seu pai, tintn boje uma fortuna bem sol-
frivel para repartir com suas lilhas.
Mas, conlinuou o mentor, perdis vosso lempo
indo l, porque o meu amigo be bastante te-
vero en sua casa, e nao vos dar sua menina sem
por
que a ella re. alna lodo Irafego da rasa.
He preciso, que os demais personasen da casa se-
jam condecidos por seus nonies. O vello chama-
va-se Rasero Dias de Barros: sua seniora, Rosara
Hara de'Barrae, e os dous rapagiios, o primeiro, e
mata vetho, Alberto Dias de Barros, e o segundo
Angelo Dias Je Barros.
V pois Vmc. que n.io era sem fundamento que
Rogero dizia-ae naacido na gamma dos lidalgos, des-
ses que lem em teas escudos d'armas immensM ca-
lunguinhas, como lees rmpanles,cobras de duas
caberasliasnos voando ele. etc. ele.
Nos domingos as meninas amanheciam ao espo-
lio, toocando-se, para com seus vellos irem a missa
no povoado.
Depois panamo o reslo do dia assim: Laura fa-
zendo inventario da loura de mesa, e cozinha; Is-
helra. c Ellconora ouvido da Sr. Rosara o Flos
Sanclorum; o Sr. Rogero folhcando a Xobliarrhia
Portuguesa, e os dous mocos cnsinando, e picando
seus cavallos.
A noile uma viu-a dosa, amiga da Sr." Rosario,
com qacm as meninas implicavam, vinha pantear
com a velba, e josar o gamlo com o Sr. Rogero, e
um dos raptKa ia ler para ot onlro* irmaos ouvirem serdf^sHrisido : elle leva-se muilo por cssas forma-
alguns captulos da Biblia, a qual leilura sempre lidadMtlos anliguno-osso pai vos ama exlrcmamen-
assislia com as suas cenias a Sr. Rosara, c isto al I tcjKcilmenie votdar liccuca paracasaTdes, prin-
a hora da retjelo nocturna, depoi'd'a qual cada om c^a^nmete interestando-me eu, o d*ndo-lhe. as io-
recolhia-se aot seus aposentos. I formaces necessarias.
Dous annos passaram-te.
O Sr. Rogero havia fallido, por querer augmen
lar sua fortuna em diversas especulares commcr-
ciaes con. o seu amigo negociante.
Morava enljioem urna pequea casa terrea no
cenlro do povoadj.
Ellconora era a mesma.
As duas manas esperaram muilo lempo pelo pri-
mo, e nem cartas ; sabia-se porm que as mos lar-
gas esbanjava sua fortuna, viulia a praco amiadadas
vezes, e tiestas gastava como um perdulario contam-
inado : era om outro O...
Pouco Ihe reslava de snior de engenho, pattuu
a lavrador, e sendo o que linha, mailissimo dimi-
nuto para os seus credores, venden o resto deseas
escravos, ealgum gado, e veio morar como Sr. Ho-
geroque ja u3o fallara em nobrezas.
O negociante nao conhecia mais seu amigo Rogero
e muilo menos o filho deseu amigo defunlo. Ilen-
rique era odiado no campo pelas miiiUs e repelidas
violencias all praticadas por elle, e na praja era li-
do, e havido como um louco, um immoral, o estu-
pido.
Nesle eslado veio, como disse morar com sen pri-
mo, e cora elle parlilhar de seas soffrmenlos, te-
sondo disse.
Elleonora preparava-sc, por vonlade. a relirar-se
para o convenio da Gloria, para o que linha oblido
uma pequea summa proveniente de uma subscrip-
to, mas na vespera da partida foi coagida por sea
pai 1 casar com Ilenrique.
O noivo linha anda na carleira uns quatro eolitos
de ris.
A ambicio ainda.
Casaram como pobre* : o marido na noile das
nupcias passou fora em um pagode.
A infeliz Elleonora muilo cloran nessa naite, so-
lada, nu Ihalamo conjugal !
As duas meninas Laura, e Isbella linham ema-
grecido cousideravclmtnte, e eslavam votadas ao es-
lado de solleironas.
Passaram-se alguns mezes, que uada looSe de
importancia 10 aeio dessa familia infeliz, a excep-
ro das rouilas lagrimas, que derramava a desdilosa
Elleonora pelo mu tralamenlo, que Ihe dava o mau
marido.
Com muita economa iam vivendo esquecidos
al dos seus viziohos. .
licniique toruava-se insuportavel pelo ten com-
portameuto em lodos ot sentidos reprehensivel.
Nao havia familia n'aquelles contornos, que elle
mais ou menos nao louveise maculado por obras, ou
por palavras.
O diuheiro havia se vaporado.
Se havia algum disturbo, ferimenlos, morles ele.
pur causa de reulheres, nao se pcrgonlava mais
quem era u motor.
Cada dia novas vergoubas para csse ssro infeliz
e pai desventurado : a miseria augmentava. A fa-
milisridade desse mojo ardeule, e Iresloucadu para
com suas cunhadis passava a escndalo. A desdilo-
sa Elfecnnra.que nunca recebeu de seu esposo uma
prova, por menor que fosse, ja n|o digo de amor,
mas de defferencia, soffria em sen c racAo um infer-
no de ciunif. mas padeca em silencio, lavavase
em lagrimas, maldzia-se. e s achava cnnsolacrt
junio i sua imagen) da SS. Virgcm.
O Sr. Resero .1 f/orea de lanos padecmeulns mo-
raes, padeca ja de uma cruel tnunonianiar que mais
se aggravou, qniudu suas duas lilhas Laura e Isbel-
la conhecendo-se culpadas porque nao mais podiam
encobrir a exprcisao externa de sua fraqueza, lan
caram-se aos seus ps ronfessando seu crime...
Foi umdalcriivel.
O dessracado |a rliamou seus dous filhos, e dis-
te-Ibes.
Eu sei que isloo' a morrer, vos vedes, que alm
da nossa miseria estamos deshonrados ; de liomcus
de honra, vinsai a nossa honra.
E, o pobre bomem desalou n'um pranlo dolo-
roso.
Os dous mocan enrubeccram : o mais velho ran-
gea 01 denles, e o mais moto aperlou convulsiva-
mente o cabo de sea inseparavel faca.
Ilenrique linha ido ao mallo cobrar amas dividas,
ou anles fazer mais um alternado.
V
MUTILADO
-


-I________
DIARIO OE PERMHIBUCO, SACADO 28 DE ABRIL GE 1855,
Sua inl'el/ mulhersoube de ludo, los planos, e
de sua infalivel murle caso vollasse.
ecle esladoquerpcdir asen pai, que perdea ten
marido, mas seu pai eslava eni nm estado lal de
proslrar,,lo, que n.lo Me dara lleuru."
Suas manas eram iuimigosde seu marido, e pou-
co sensiveis.
Seas manos....ella as odiava, e o que fazer f Er-
nesto cliegava naquclle mesmu dia...emfim ella dc-
liberou-se adefend-lo, cuslasso o qne llie cuslassc.
/ '

Dous anuos depois desse da rasava em *** una
linda viova com um rico agricultor, mojo de quali-
dades eminentes.
Era Kilennora!
Sua familia, isto he, ten- velho pai, suas manas
dous meninos e manos, foram vivendo, supportando
alcm de ludo urna pobre loutaa velha Kosaria!
E, ura viver de desgoslos sera viver"!
Nao foi s, meu amigo, na roas de Pars, que
rausuu pasmo, alegra e scotimenlo, o inopinado
passamento do imperador da Hnssia, Ca pelo meu
mallo, a maior parte dos camponeies da classe me-
dia, que sabe 1er, disseram o mesmo, que os burgue-
ses, ricos e pobres, gramles e pequeos de Paris.
Nao cabo? Nicolao he morlo!
Eu, que nao .sou ( Dos me livre ser^ dn sela
dos que anhelam a guerra, senli de alguma sorle a
morle desse grande poltico, porque ca comigo an-
'evejo nella, nada menos, do que um lim sinistro na
pessoa de AUundre II. Que voe embora Sebasto-
pol como fstilharos de bomba, mas viva" para secu-
lar a paz gerai da Europa o rcccm-impe,inte das
Iltalas.
Conslanlino, principe de um nenio demasiado ar-
ilonl, r. inimigo rancoroso dus alijados, tem urna
alta .ascendencia no nercito cossaco ; adiado proc-
niiiieiile do partido retrogadiwde S. Pclersburgo, el-
le lodo envidara para que a guerra continu, e ago-
ra com mais sanha, porquelle previ1 em sua conli-
niiiiro umpasso dado ao Himno da Ku-sia.
Alexandrc II tova seu cura;a ebeio de bondade,
e i" ido do partido tolerante, e propugnadorda paz,
ski porlanto ao meu ver coarlo, ou lia de em ludo
Nttisl'azer os desejos da caiiiarilha cossaca, ou esro-
lher a abdicado ou....a corda real!
No meu fraco entender o imperador deve prose-
guir na guerra, por dous motivos, o primeiro til
so a elle, e o segundo a elle, a Europa, a nos, c a to-
dos, que desejam o bem da humanidade: (leve con-
tinuar a guerra porque crea as svmpalbias dos !a-
radores-reaes, das tropasc da vcllia cossacarih, lle-
ve continuar a guerra para Sebastopol ser presa dos
alliados, e assim fazer reconliecer a Conslanlino c
ao* scus correligionariosque s pela paz se poder
conseguir que os exercilos alliados deixcm de fa/cr
a guerra.
Porlanto, meu amigo, sem ser propheta, e nem
pretender laes froc digo a Vine, (o que anida niu-
guem disse ):
I.
A guerra continuara, poique Altvandre condece
que Sebastopol ha de ser destruida c en 1,1o clleexe-
cular.i seus planos de paz e coucordia para com a
Europa.
II.
Sebastopol, logo que Napoleao III chegar a Cri-
mea, decididamente sera tomada de assallo pelos al-
liadoi, e depois ser destruida.
III.
Ou Alejandre II sujeitar-se-ha as consequeucias
deisa balalha gloriosa, ou a Kussia lera a sorle da
Polonia ou Hungra.
IV.
Se uada disto acontecer, o que eonviclamcnlc nilo
crcio, eslarilo ip-o /acto comprlas as propliccias de
Napoleao em S. Helena!
Meu amigo, se Vine, ou algnem que Icr esses mcu
vaticinios nao adherir a elles, nao se oceupein em
coiitradize-los, porque eu nao replico. Creio lan-
o noque disse, como creo que ha quem nao crea..
No da 19 foi assassinado em Ierras de Sum da
Serra, Manuel Jos Kibeiro por antonomasia Ber-
lattha: nao se sabe aocerlo quem o matara.
Usse dessr.irado acarretava cobre si nao pau.cns
odiosidades, porquaulo era um homem suinmamcn-
le insultante c cobarde1.* Yeldo libidinoso, perseguio
ni elmenteurna ora para lns Ilcitos, e a nao ser
a ludada honestidad* dessa infeliz moca e sua aus-
tera fidelidade ao marido, esso velho faria de seu li-
lil um simploro...
Era lildo do clebre e mil vezes perverso Fran-
cisco Kibeiro Rerlanha, que linda mora no engenho
Co.'llios, segund me informam. Este veldo que boje
conta para cima de 80 anuos, tem sido nm perfeilo
Juif-Errant neste mundo; c sobre sua cabera pezam
as maldiroes do eximio patriota Leopoldo de Allni-
quurque Maraulio por elle entregue ao supplicio
da facciio luzilana em 1817. Este veldo vive doje
em completa roera', lendo sido como foi adaslado.
Em 17 foi elle um dos mais rancorosos perseguidores
dos patrilas, Uo perseguidor, que vilmente se cons-
liluio algor, de seo prolector e amigo, a quem de-
via o que entilo poscuia.
lie crrenle que Leopoldo, esse Ilustre l'aradv-
bno, marlyr de suas convierte, e viclima da sa-
nha dos furiosos luzilanos vendo-se perseguido, se
entregara nos bracos de Francisco Kibeiro, para
qun este o salvaste ; mas a ir.gratidao, o servilismo
e ambicio formavam o carcter daste velho misra-
vel. Assegurou ao seu prolcclore amigo, que elle
eshirrdo em sua casa eslava ttcnlo de perseauic/ies,
mas que pira elle Oto licar comprometlid > fazia-se
mi-Uer que elle liibero levasse para e-la capital
algemado, sob soa guarda nicamente, ilim de que
elle com mais farilidade podcssrvse evadir em Pcr-
nainbuco, e passasse inclume-pelos piquetes mar-j-
nlieiraes, e que em qualqucr parle, onde elle (Leo-
poldo) quizesse elle o soltara. O desgranado adian-
do um meio feliz pira sua fuga aceilou o conselhn,
e dcixou-se algemar e acompandar pelo traidor,
quo chegando perlo aoKecife foi surdo ao- pedidos,
as lagrimas e gemidos do prisionero, o fe/.-sc do di-
to certo, eulregando-a aos seus algozes para dahi
a dous dias sua cabera cslarexposla n'om poste ao
1 vi i lirio da canalha de el-rei.
Cusa a crer, mas a voz publica apona o la'
pai do assassinado cuino assassino des-e Ilustre quao
desidioso Parahv bao!!.' Uesde es
te velho tem solTrido lerriveis revezes da fortuna c
da vida. A deshonra invadi sua ea*a, sua fortuna
escoou-se iusensivelinenle, a poni de qoasi pedir
esmolas, nao para em parle alguma, e agora o lilbo
a--i--inado veo anda mais ferir-lhe e coraro : el-
le sabera qnanlo cusa urna (raic-ao! Elle rabera
que ferir o corarao de una esposa, reduzindo-a a
triste e cruel viuvez, redazir innocenles meninos a
dolorosa orpliandude, equivale o mesmo, que oovir
dice*seu /Hko foi attassinado !
Sun, meo amigo, o semblante de.le velho, he o
semblante de um condemoado ; uellc eslo Irara-
dos em caracteres de fogo os remoraos, que parecem
arrasla-lo pelas fibras mais intima* de sen perverso
ror.ic.lo boira do tmulo. Paludo, de ollios en-
covados, de espessa barba, e tremola, elle be o car-
rasco do infeliz Leopoldo (.Inanias vezes nio lera
viudo desperla-lo om pliaulasma ensangoenlado,
era seu leito de miserias"?! Quanlas vezes essa no-
bre cabera dccomposla, vira potfsar sobre seus joe-
Ihos, ebradar-lhe sua boceaAssassino!... eixa-lo
rom seus remorsos; Dea, qae o perde.
Consla-me que o Dr. Alvcs naq aceitara a nomea-
cao de primeiro supplenle da subdelegara ; S. S.
prefore policiar antes Amazona* do que Ipojuca.
Aclia-se arrendado o engenho S.-llosa do Sr. Jo5o
de Karros, a um dos Srs. Sos: esle engenho, secun-
do me informam, va passar a ser d'agua segundo
urna das condicoes do arrendaincnlo. S.-Kosa aao-
ra he que passa a ser engenho.
A subscripto que os proprielarios. e mais lalo-
lanles desla freguezia offerecem ao govprno para n
compra de movis o mais ulcneilio, da futura c-
mara e jury do O', j:i monta a mais de Ir- conlos
de ris, e promeltc alcanzar oulro lano, vislo o en-
tusiasmo dos geBerososIpojuranos. Nao se diga,que
preparam o moldo para o roeldn, que anda csl.i no
mallo.
Nos seremos incansavel em propugnar pela ele-
\a;ao do bello cralo do ()'. r lemos f, que os il-
luslres sendores depulados na desprezanlo as nos-
sas humildes refleocs.
lem oulro alcance meu de-nleraturo. senflo
ver prosperando esta bella porciio de minha Ierra,
e promover quaulo em mim pSsM, como pobre es-
criptor. o progresso material de Ipojuca, e seu aug-
mento industrial.
Talvez que a digna represenlacno provincial de-
clinando por um pouco d'alla queslo, que venlila,
se digne dar seu vol generoso, justo, e eminente-
mente sabio ao projeclo, que lhe foi submellido. Nos
o eperamos.
Sube, meu amigo, qoc o Sr. desemhargador Fir-
mino l'ereira Monleiro fora removido para a rela-
cjlo da corle, por aviso imperial. Em verdade S. S.
dcixa nesla Ierra inmensas saudades, seus numero-
sos amigos, seus collejas, e quem lera forluna de
conheee-lo parlicularmenle, saberiio dcvidamenle
sentir sua ausencia. Maaislrado intelligeiile o hon-
radissimo.oSr. desemhargador l'ereira Monleiro nSo
deixarn sou nomo scn.lo rom dignos lilulosilc ser
semprc summamente respeilado. Vai para sua pa-
'ria ; l cerlameule encontrara, alm das delicias.
e commodos que offerece urna corle opulenta, a a-
misade deseos anligos amigos c prenles; mas creia
S. S. quo o* Pcrnambucanos saham prezar dcvida-
menle qualquer ridadfio do oulra provincia, que
mereja ser tilo considerado, por cuas qoalidades, e
conduela irreprehensivel, como ale doje se lem
feilo o Sr. desemhargador l'ereira Monleiro, desde
que para entre nos veio fazer o seu tirocinio aca-
dmico. Sua digna esposa a Evma. Sra. D. Maria
Magdalena Duarte'Pcreira Monleiro deixara sem du-
vida sua patrintcom nao poucas saudades, e um va-
cuo bem scnsivcl entre as dignas, e apreciaveis Per-
nambucanas, mas a consolar a idea, por corlo, de
ir linhilar cnlrc um povo hospilalero, e urna lami-
lla Ilustre c respeilavcl. A mim s resta o seuti-
menlo, c pedir a lieos, que condone a proteger es-
sa honrada familia, e de-lhe prospera viagem as
praias da>S. Scbaslia"o.
A ciiac.'io va indo agora oplimamenle ; as hu-
vas se bem nSo ccssarain lolalmenle. o que nao he
possivel, lem-se lomado peridicas, dando lugar aos
Irabalhos campestres.
As febres. que n mez pateado ceifaram por nqui
nao poucas viclimas, deixando em atftiniCOrtteSes
amargos dissabores, eindelcvcis saudades, vflo pun-
co a pouco desapparecendu, gracas a Dos. A asso-
ladora varite tem gnalinenle diminuido, e qoeira
o eco. que por r nu chegoe, porque, nos malulos
ragimo* mais de um hixiguento, i(u que da liocra
de um canillo.
Porque nAo aparece na cmara (empurari i um
projeclo, a lim deque o governo cric em todas as
comarcas das provincias um consultorio, com seu
medico e sua botica, lodos pagos pelos cofres geracs.'
Nao *er esla urna medida de pura hcniliceueia, que
alm dos innmero) denelieios, que Irara ao povo
camponoz, far recadir para esse governo as hen-
eaos do ceo ? Nao quero di/.er, que hajain mdicos,
que nSo se preslcm caritativamente a curar p po-
bre camponez, mas posso allirmar, que rn-teris par-
lilnii elle ir curar oque inais'inleressc lhe faca. A
Nao sei qual Icr sido o pr > v limenlo da polica
ou das autoridades locaes a scmelbmle reepcilo, pa-
rcceiido-mc lodavla que nenhuma plavra lerSo di-
to presidencia ; se nao, esla lito deivaria de ler
cslendido SU mao benfica a aqnelles miscraveis,
como soe pralicar com lodos os que precisara de soc-
corros.
Aqui ha um medico hbil o caiidoso, que jamis
se recusar de prestar graluilamenle os soccorros de
sua arle aos desgrar-ados ; mas com que compraren]
remedios, e o mais que llie- he necessario Itoc
opus, hir taliar est '.
Tambera tem apparecido llgnru casos de bexigas ;
porra benigna : apear d'isso, comla-nic que o me-
dico, de que fallci cima, dirigira-sc presidencia
pcdindo-lhc pus vaccnico para o lim de-acaulelar
Uo grande nial, lieos permilta que a presidencia
possa salisfazer-lde esl exigencia !
lrei agora Iralar daseguranca individual, senlin-
lo milito nao poder perdn li polica actual alguns
desvos, de que fare raensao ; pelo contrario, direi
que esse ramo do serviro publica de digno das mais
serias altencues dos altos funceionarios, que dirigen!
os destinos da provincia.
Principiare! por dizer, que a delegada desle ler-
mo acdou-se abandonada por alguns dias no princi-
pio do mez que vil correudo; por quanln, passan-
do o Sr. Ilcrcu'.aiio o excrcicio desse lugar a quera
de dircito compela, succedeu aedar-se impedida a
pessoa que o nevera substituir o posar, por isso, o
mesmo excrcicio a ura tercero, o qual nao estando
juramentado, ao que dixern, devolveu os oflicios in-
laclos," Cando issim a polici.i acepdala.
A subdelegada desle primeiro distrcto arha-se
lambeni abandonada, e inerc de (oto tenanti ;
por qnanlo, o subdelegado desle que o lie, s entrn
no excrcicio do lugar por duss vezes, la para ccrlos
fin-; o I." supplenle fui Recentar praca no corno de
polica, segundo consta, Picando por conscgoinlc o
exeicico no segundo dito, este passoa-o ao-:!.". o
3.' ao 'i.", o i." ao .">.. c o ."." ao l., o qusl |iedo
sua dentistas), c mais nao dis*e.
Tenbo tido minlias lentacAes de passar a m cargo, e por-me a dar sentencas de arroba e mcia ;
mas lenlio-me abatido rom me.lo .le algiiin anuo do
uascimenlo, pois parccc-iue que aqui anda dedo, de
que mo sei.
Vamos, porcm, ao que da de meldor: no princi-
pio desle mez, cerlo sujeilo, que pelo nome nao per-
ca, ileu oma ou duas puiili dadas em uina prima,
em cuja casa eslava ; aos grlos da victima acudi
um nina >.que a seu turno prcgou-llic lambem cinco
pobreza no campo, pela maior parle siicuiiibe qnas
scrapre a mingoa, poden lo salvar-so cora qualquer
recurso da medicina; maso medico, quo mora no
campo nem semprc pode, inda que queira, prestar-
se a candado, porque elle lie um, milita vez com
numerosa familia, a quera lem ale manlcr com os
recorsos de sua arte. O governo c os de mais po-
deres do estado, lem o dever restricto de concorre-
rem, quanto possam, para o bem estar da familia
brafilcira, c o que mais merecer cuidados, do que
a saude dos povos "! Nem lodos podem pagar um
medico, nem lodos os mdicos podem curar gralui-
lamenle ; os que podem nlo querem, e os qne que-
rein nao Ibes rcsla lempo, porque se nao podem di-
vidir para tantos, e caleri paribus, o medico nalu-
ralinente lera de correr mais promplamenle a quem
humanamente remunera seu Irabalho, Quaiido se
marcum enormes soininas para as estradas de ferro,
lelegraphos elctricos, illuminacoes a caz, obras pu-
blicas, eolonisaces, companbias de navegacoes cos-
leiras, de encanamenlos, csgnlainenlos, agrcolas,
iuduslriaes etc., etc., etc. o podre camponez expira
por lhe fallar um laxante He un lirasilciro, um
membro da grande familia, ura rule humano, que
morre na miseria, sem que viva alma se lumbre primeiras autoridades da provincia, a quem querem
dar a mais simples pocjko pira arranca-lo as garras j lomar responsaveis por laes Mceteos, sem que In-
da morle... ora, o que valle um malulo, e princi- davia dilas autoridades Ici.lian o menor roiidcci-
|.alenle aillos, o depois ilc eleieos TI ment de pelils rois, nem le seus leilns ; nao ods-
E, poi, meu amigo, cu como sou malulo, la- lanlp, algnem ha que deve ser por eso responsave!,
pois, nao curaprindo cora o qu? a lei incumbe, ali ai-
coa, romo alraicoado lem. a sua inis-ao. c lie ico pe-
rauto a sociedade. Quando a narfio maniera com
ou seis puiidaladas. das qu'acs aeda-se ainda com
bastante risco de vida, l) aggressor, isto de, o que
ferio a moja oi preso pelo cadele Simos, e acha-
se na cadeia desla eidade. Esle successo foi pralica-
do no lugar de Tamataupc, l mcia legua desla eida-
de, e nao rae cousla que leuda havido procedimen-
to algum ollicial.
Ha poucos dias, e no luaar da Viccncia, um cs-
Irangcro que all mora va, condecido pelo nome
de \ico pclil rpi, assassinou cora duas pundaladasa
um morador da msmaVicencia, olliei.il de pedrei-
ro, e de 2 anuos de dade.
Esle assassinato deve ser laucado conla das au-
toridades da comarca : por quanlo lie pulilico e no-
torio que o dito pelt ro, da cinco ou seis airaos ns-
sassinra dardaramenle a um pobre homem. que
acb,iva-sc sobre o leito da dor, depois do que corla-
ra-lhc a lingua e asorelhas, prnvavclmenle para
fazer algum guizado, sem nunca ter por isso Padre
Nosso, nem Ave Maria de penitencia pelo contra-
rio, andan do publico por esta cidade, e por loda a
comarca.
Nilo rae posso dispensar de fazer aqui.una peque
na rcflexfio. c he que moilas vezes grilam contra as
sar ilesla para a mellior o alferes do D lialalhao do condado paitando sollo em terreno destinado
infintara, rcenlo de Sanl'Anna LeitBo, que para
aqui viera, ha poucos dias noinluiio de Iralur-se de
corla fieerao : a Ierra (lie seja leve.
Ato mais ver.
V.
iJ lem.)
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE
EessSo em 11 de abril.
l'rciUiiia do Sr. barllo de Capibarbe.
Prsenles n. Srs. lgo e Albiiquerque. Reg, Ha-
mede, Viaiuia, Mello, (iameiro, fallando sem clnca
participada os mais seiilinies, abro-se a sescio, e foi
lida c approvnda a acia da anlecedcnte. .
Foijido o tegointe
EXPEDIENTE.
I ni oflicio do Exm. presidcnle da provincia.
lavouras um* seu cavallo.Inleirada, e que se re-
metlesse a mulla ao,procurador.
Oulro do fi-cal de S. Amaro c!e Jaboallo, dccla-
rauno, que no mez de fevereiro se malarara para
consumo daquella freguezia \> rezes.
Kesolvcu-sc que fosse era praca a obra do aler-
ramcnlo do alagado que fica era parle da Iravessa
da Concordia c da Palma, oreada em 3219009,
Detpaehararn-M as pelijOes de Anna Maria do
l.ivrainenlo, do Dr. Abilio Jos lavares da Silva.
do Antonio Bernardo Quinteiro, de Antonio l'erei-
ra Mondes, de Auna Deilina dos Sanios, do licl-
lini dos Aojos Teixeira, de Fredereo de Su/.a
(ornes, do senador Francisco de Paula Cavaleanli
de Alliuqucrque. do baclurel Jos Joaquim licmi-
niano de Maraes Navarro, de Jos Ignacio Ilorge,
de Joaquim Lupes de Alrooida, de Jos Velloso
Iransmillndo por copia o do presidente da comtnis- Soares, do Dr. Joaquim de Aquino Fonseca, do ba-
so de hygicnc publica, pedindo fossera observados charel Luiz Lopes Caslello Itranco, de l.uiz Jos da
osarla. 2!) e .\> das medidas sanitarias, indicada* I Costa Ainorm, de Luiz Antonio de Sampaio Vian-
pela mesma commissao ora mJ de novembro do auno na, por seu procurador Manuel Luiz Coclho, de
passado.lleso'lveii-se que se respondesse S. Exc, Manoel Peres Campello Jacorn, da (lama, de Ma-
que as medidas conlidas em referidos arligos, ja
eslavam prcvislas no art. S, lil. 5, das posturas de
'Mi de jiiiihii de ISill, c as posturas addicionacs
ltimamente approvadas por S. K\c. provisoriamen-
noel Ignacio deAvilla, de Pedro Pucke, e levan-
lou-se i sesso.
Eu Manoel Fcrrcira Acrioli, oflicial maior, a es-
rreviiio impedimento do secretario.llardo de Ca-
te, rallando smenle a ronslrucco de ponte* para piliarihe, presidente.liannaCamciro.__Reg r
os despejos, rccoininendada no citado arl. !l ; que tllniquerquc.Ileijo. Mamede.__larala de .11-
se reflexionaste igualmente que os caes cora rampas
podem prestar a mesma ulilidade que as ponles. urna
vez que te obrigoe los conductores das vazlhas de
iuipuridailcs a desccrein por estas rampas c as va-
sarem dentro d'agua, c nunca fra delll, liavei.do
para issoscnlinellas nos ponfos marcados para des-
pejos ; queja onlr'ora se construiram essas ponles.
mas que
mente, arianrando-llies a noile as madeiras, c lc-
vando-s pa.ra seu uso particular, n.falla sera duvi-
da de quem vigiarse na sua conservacao, o que
poderia lambem succeder agora, no caso dse res-
meida.
DIARIO DE PERNAMBIJCO.
A asscmbla apreciou hontem era segunda ds-
cnssso as emendas overeadas cm lereeira ao orea-
ment municipal, orando os Srs. : Oliveira, Carnei-
geule ni i as deslrnio logo completa- ro da Cunda, Silviuo, liaplisla, Aognclo de Oliveira
e Mello llego.
Foram approvadas cm primeira discussno as pos-
turas da cmara do l.imocirn.
Enlraudn em lereeira discasso n projeclo qne
esta medida; que a experiencia hara marea os limites entre as freguezias de Ipojuca e Se-
que, posto seja. de ulilidade a disposic/io rinbaem, foi ao mesmu oflerecida una emenda pelo
tabelece
mostrado
do citado arl. .'), (i. 5 das postaras, todava nao I Sr." Mello Reg, a qual foi approvada, ficandode-
podia ser salisielo das 10 horas da noile em dianlc pendente de nova volarjto o projeclo, que nulor-
por aquclles a quem fallara os ineios fie roiiduccAo, I sa o governo a conceder a gralffnac1" a que lem di-
porque servindoe dorante o da, de prelos ganda- reiloos protectores, Castro Nunes c padre Marreca :
dores para esse servico. a noile, s mencionadas do- | o Sr, S loza Carvaldo oll'erccei
mcnlo do fundo do corarilii o desamparo dos mens
palrirus, quando se achara enfermos, o sintonaolcr
una penna de ouro paraescrever ludoquanio sinio
o-i-le^njlj^m|il\_ui.. j.i n.ui lcuiop|Mreridu
projeclo na cmara temporaria, que remedie Wsc
mal f v
Pois nao sflo os eamponexec, que Irabatham nos
principacs gneros de nona alimenlaco'.' Ora, raeu
charo, vou liror-ine dos meus cuidados c offerecer
a ruiiscicncia publica o scguinte projeclo de lei :
O corresponden de Ipojuca da provincia de
PernamliiicOjilecrela :
Art. !. Fica, quem poder, lulorisado para crea'
cm cada nina das comarcas das provincias, onde rc-
sidircm as autoridades, um consultorio allopalico.
debaixo da imiiieliala direceSo de ura medico bra-
sileiro, formado em qualqucr las academias do
imperio, on da Europa.
Art. 2. Esle consultorio lera por fim :
nico. Corar ndislinclamenlc os pobres cam-
ponezes gratuitamente.
Arl. 3." Tambera fica. t/itrm poder, aulorisado
para eslabclccer uas comarcas cima mencionadas
depsitos de medicamentos, ou boticas debaixo da
dircrco immediata de um pbarmaceulico approvado
cm qualquer das academias do imperio ou da Eu-
ropa.
Arl. 4.- Eslas blicas lerio por Om :" .
> I.* Minislr,ir graluilamenle os medicamen-
los aos pobres.
S 2." As rcccilas dos pobres devora ser rubricadas
pelo professor. e com a notapobre.
Arl. .">. Aos mdicos fica o uireilo de curarcm a
quera qni/.er, alera dos pobres, por dinlieiro.
Arl. (i.- Os buliearios poderao vender medica-
meatos .i quera mo tur podre, reverlendo incnsal-
miile Os dinheiros para o po Icr do professor, ilim
de seren dittribnidos pelos pobres enfermos para o
seu Iralainentn.
Arl. 7." O meclicu nilo poder curar graluilamenle
setio a aquelle pobre, que de lal levar altestado do
parodio, ou na falla, do juiz de dircilo oo muni-
cipal.
Arl. 8." As boticas scro providas pelo governo
sempre que, requisieflo do boticario, para islo rc-
qnerer o professor.
Arl. '.). Os mdicos percebe rao :
!. Os das comarcas do cenlro 1:0003 rs., es das
vainillas a capital 6009 rs.*
Art. 10 Os boticarios pcrccberSo :
S I.- Os das comarcas do cenlro 8003 rs., os das
visinbas a capital tiOO? rs.
ras. n.io Ibes de possivel acda-lns, c cnlao, ou bao
de reler por milito lempo, enlerrmido-as at nos
quinlacs, as materias excrementicias, contra ludas
as regras de hvgine, ou por necessidado hilo de
pralicar infracces que anles podem ser toleradas,
eniquanto seinlo eslud e adopla urna svsleini de
lunpe/a geral ila cidade. de que forjar a es-as pes-
soas a procedercra de ura modo lao reprovado e
prejudicial s suas proprias vidas.
Oulro do mesmo, respondendo cun a iiiformacao
por copia do inspector da llie-ouraria de fazeuda,
ao ollicio desla ramara de ~2\ do correle, n. 17,
sobre o alerramcnto do terreno de marinba, na con-
tinuacao da ra di Aurora.Ihteirada.
Urna inl'ji ui'i;:Vi viuda d<\ presidencia, do direc-
tor das obras publicas, robrindo-i pelicao do viga-
rio da freguezia de S. Jos, relativa eo caes man-
dado por esla cmara construir ao su! das Cinco
Ponas.Que se ouvisse ao cordeador.
tOulro do presidente da commissao de hygicne pu-
ica, fazendn larga ex posicao sobre as fabricas de
carvio animal, e de exlracro e de depurado de
oleo de ricino conimum ou carrapalo, suslenlaudo
que esla devia ser removida, e aquella conservada)
c dizendo noMitn da exposicau, que a commissao
de hygiena nao allende pessoas, quando se traa
de esladclecimenlos cm relaran a saude publica,
procurando concillar o nleresse publico com o par-
licnlar.Mandou a cunara que se respondesse, que
de neiihum modo se opponda a qne fose remouda a
segunda das inenciouadas fadricas, cora tanto que
designaSM a commissao o lugar paia onde o devia
ser, mandando-a mesmo fecdar. como ludo lhe per-
miiie o art. 49 doregolamenlo n. 28, de29 dese-
leiniro de 1851; e que se fez as icflexes cons-
i i lanles do ollicio que dirigi a Commissao em -M
granda.-*aK marro Ultimo, relativas a fabrica decarvaoani-
proinolores, a autoridades; quando concede Ibes
honras, litlos e isencoes, uao de para \ver-sc
merco do punlial due sicarios, 's porque osles en-
coulram prolecrau era um ou oulro...
Sim, de-me Icr occasiio de o dizer, mas de una
verdade, se as auloriikides livessem cumpri lo com
o seu dever, esse infeliz muco nao seria viclima do
punlial de Petil ro.
Ainda mais ; pensara algnem quo Petil roi. de-
pois que pralirou o primeiro crirae, occalloo-ce,
nem deu raoslras de arrependido 1 Seria isso nm
erro, pois qne viva do publico por loda parle, viu-
do al rn.uil.is vezes a esla cidade Ha pouco quiz
assassinar a um dos seus proleclorcs, tcfido lambem
disparado um liro em urna escrava do Dr. Joao Dias
de Araujo Coilinbo.
Finalmente, ralo concluirei esla noticia, sem de-
clarar que Petil rui he porluguez, e que algn- des.
ses senhores que lem por costume alcunhar-nos de
selvagens, semi-barbaros, ele. etc., devem tomar
nol, Icinbrando-sc de qne I c c ms fadas ha.
Um oulro caso grave, eslrondoso c nao menos sig-
nificativo d prutcccilo que encontrara rerlos espa-
daihins, acaba de ler lugar na povoacao de Alagita-,
seccar uo domingo passado, l do mez que vai cor-
rendo.
JoAo l.uiz. por alcudia C.urumba, de quem ja
lhe lendo fallado por algunas vezes, n.lo obstante
ardar-se aluancndo por crimrs qne lem pralicado an-
leriormenle, tndava no dio cima feilo cabo de urna
iiililulidar.in.il .note que era de dia armado de
um bacamarte, una espada cuma faca ao chegar
no meio de urna ra cnconlroii-se com Joaquim Jo-
s de Sanl'Anna, com quera Irazia rixas, por Ic-lo
Sanl'Anna apandado om seu recado furlando lavou-
ras : logo que o Curumha anroximou-se do Sanl'An-
na, pcdio-ilic com lodo o cvnismo a mao de nini. i,
ao que recusou-sc esle, diaendo que afiara sua
inJo a um seu inimigo : nao foi preciso mais; cabio
o Curumha com a sua ronda era cima do Sanl'An-
na qne o deixaram da pcior forma, lodo quebrado
de pao, e coro grandes entiladas, nDo o lendo marinj
por ler-sc mellido de permeio a miilher de Sanl'An-
na 'fue o ajudoo a levar !
Esle faci foi lano mais rcvollanle, quanlo pis-
;ou-sc a vi-la c face das pessoas mais gradas do dis-
trcto, que all eslavam reunidas por ocensiao de
urna fcslinha que davia nesse dia. Enlrelantn, quer
como emenda o pro-
jeclo n. >'>, que concede igual favor a prolcssora I).
Alcxandrina de Lima Alduquerque. sodre o qual
orou o Sr. Sonta Carvalho : foi a emenda approva-
da,picando o projeclo dependente da nova vola-
to.
Entrando era lereeira dlccasto o projeclo que au-
lurisa o governo a jubilir o profes-or Aurcliano de
Pinbo Borges e uniros, foi o projeclo approvado de-
pois de alguraas rellexc do Sr. liaplisla.
A ordem do dia de boje coranrehende a segunda
discussao das emendas ofTcrccidas aos projeclosns.
I i c 17, primeira discussao das posturas de Cmaro*,
segunda das do I.imoeiro, e a conlinuarAo da de
honlem.
COMMERCIO.
AI.FANDKl.A.
Kendimento do dia 1 a 96, .
dem do dia -S.......
220-^449811
U::ios;773
232:8539584
Oexcarregam hoje -28 de abril.
Barca inglczaMertoramerradorias.
Brigue ingle?.trulmorianddem.
Barca inglesaBrghintacT.
Sumaca brasileiraHortmeia-fumo c charulos.
CONSULADO *UEB AL.
Rendimento do dia I a 2(i. .
dem do dia 27.......
65:6319815
067*">7fi
Secretaria da Uiesouraria provincial de l'cruam-
bnco i'i de abiil de 1855.O secretario,
Antonio I'erreiru da Annuneiar'i".
decl/iha^oes.
67:6999391
IVEKSAS PROVINCIAS.
Kciidiuicnlo do dia I a 26. 5.-0919768
dem do dia J7........ 239053
^----------
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco do I'ci ikuiiIjuco loma e da'
lettras sobre o Rio Ht- Janeiro Banco de
Piinaiiihuco "i (le abril de IS.">.O se-
cretario da direcrao, Joao Ignacio de
Medeiros ftege.
CONSELIIO ADMINISTRATIVO.
O conselbo administrativo, em cumprimenlo do
art. 1 do regulamcnto de 14 de dezemhro de 1852
faz publico, que foram aceilas as proposlas de Isaac
Curio A. C, Joao Fernandos Prenle Viaima, Ma-
nuel Antonio Marlin. l'ereira, Manoel Ignacio de
Oliveira Braga. Antonia l'ereira de Oliveira Ramos.
Itollie A Bidoular, llenry liibson, Ricardo de Frei-
las i; C-, Karlboloinco Francisco de Suu/.a, Jos
Baptista Brasa c Eduardo \ Uval, para fornece-
rem :
O 1." 1,006 varas de algodaozinho a 195
reis.
< ", :>7 grozas de botOea brancos de osso, a 280
rs. ; >l\ rulos prelos. a 210 rs. ; 2,380 ditos conve-
xos de metal amarello, a 58 rs. ; 1.931 dilos peque-
nos, a US rs. ; ."> resmas de papel de peso, a :1?I00
rs.; 1 faca de niarlim. porlilKI rs.; 1 caixa de pen-
nasde ac superiores, pos39000 rs. ; 11X1 couros de
cabra cortidos, po49000 rs.
O 3.a, 2 bandeiras de seda com as armas mpe-
riees pintadas, a 989000 rs.; 2 pones forrados de
velludo e com galao de oro, a 509000 rs.; 2 bas-
tea* com espbern donrada, .i 139000 re. : > rapas de
oteado, a 29000 rs. ; 2 ditas de brim, a (iltlrs: I
lundeira de lille de 8 pannos, r.....M armas impe-
riaes. por 859000 rs.
OS.". I dan deira de lillcli com asumas irnperiaes,
de 5 pannos, por 309000 r--.; I oculo de ulcance,
por 109000 rs.
O )". -'7 pares de edarlaleiras para os msicos do
10. dalalhao. a 59500 r-. : -27 cintures de couro
envernizado com as compclcntcs ferragens, a I9OOO
rs. ; 10 bandas de 13a, a 398OO re; : conloes para
canudos de l'ollias. a (iill rs.
O ti.''. 1 peca de cabo de lindo de 1 l|4 de Delega-
da, a 589000 rs. o quintal; I dita de lindo lina de
l|3 de polegada, a 7811 rs. a libra.
O 7 ", 20 resmas de papel almaeo a 39300
reis.
O 8.", 21 resmas dr papel almaeo superior, a
:t800 rs. ; (1 resmasde dilo de peso, a ."15.500 rs : 1
lesoura de aparar papel por I9OOO, rs. ; I duzit de
lapes linos, por i 0 rs. ; I ranivele lino de 6 roldas,
por29000 rs. ; 2( garrafas de liula prela. a 180 rs. ;
10 massos de obrejas, a-60 rs.
O 9.", 8 arrobas de oleo de linhaea, a 9S600
reis.
O 10., 20 libras de secante, a 200 rs.
O II., 6 lences de lalSo, a 750 rs. a libra.
E avisa aos supradilns vendedores que devem re-
colher os referidos objeelos ao arsenal de gnerra no
dia 28do correnle mez.
Secrelaria do conselbo adminislralivo para fornc-
cimenlo do arsenal de guerra 26 de adril de 1855.
Ilernardo Percira do Carmo Jnior, vogal e ca-
er lario.
Pela tnbdelegacia da freguezia da Boa-Vicia se
faz publico, que fra iccolhida cadeia por andar
fgida, a parda Maria, que diz ser escrava de Fran-
cisco Joaquim da Silva, morador uo lugar do Bom
Successo, junio ao I.imoeiro. a qual declarou na
mesma subdelegada, que hara fgido para esla ci-
dade a procura de quem a compraste : seu senhef
compareca peranlc a mesma subdelegada. Subde-
legara da lieguc/.ia da Bua-Visla 2!i de adril de
18-j.O subdelegado supplenle era excrcicio,
./. Ferreira Martn* /Huiro.
AVISOS MARiETir.CS.
Arl. II.- De seis em s?is inezes os presidentes saber o qoe fez a auloridade dalli.a mesma que de
dadora, c prolerlora do C.urumba ".' Eu lhe conlo :
corren para aqui, acouseldou-sc sobre o que deve-
ria fazer, e, vollando, anlecipon-sc em mandar 110-
lilicar teslemuiihas ad hoc, c formar o processo em
ordem a salvar o Curumha, anles que Sanl'Anna
desse sua queixa Ora. isso lie intiilo! Assim. an-
tes viverraos sera autoridades, porque cada um li-
car apandado, ou lomara por si a vjngoiica que
Ide convier !
Uizem-mcqnc os peritos no exarae que lizcram
inarcaram Irmla dias para o reslabelecimeuto Sanl'Anna, o que loma ocrinie inaliancavel ; nAo
obstante, porein. Curuniba esla sollo, e p rompi
para oulra .' e nem ao menos se (rala do quebramen-
loda lianca Era que Ierra estamos I !
Eis aqui u (reclu de una caria, que a esse respei-
lo ilirigio-ine pessoa lidedigna, c do maior credi-
mandarao um ou mais medicas de sua conlianca per
correr os con>ullorius e boticas, c na volla apre-
senlar-lhes relalorios circumslauciados, acerca do
que virara e foram informados pelos mdicos, bo-
ticarios, etc.
Arl. 12.- Todas essas despezas serao feilas pelos
cofres, que menos esliverem esgnlados. ,
Art. 13. Quem mais entender de eslvlos parla-
mentares, e souber mellior redigir projectos, que
corrija este.S. R.Ipojuca lanos de tal mez, em
ura dos annos do uascimenlo. "'.
Eis, meu amigo,um grande servico que tenlio cons-
ciencia daver prestido aos meus patricios. Vmc.
nSo repsrc a pessiraa redacto do meu projeclo ;
liquo sai cora a idea, que de o mais aprovcilavel.
He preciso que se more 00 mallo em ura lempo
principalmente de epidemias, para se poder fazer
juslica ao meu projeclo. Se aqui nilo moraste o I lo daqucllo lugar, u Deu-se em Alagoa-secca um
Dr. Nerv, que tero ido incansavel no cumprimenlo
de seus deveres/que lem sido cmislaiileraenie gene-
roso para a podreza, corlo que seria uina grande Ca-
lamidaile, e ainda assim, elle, apezar de sua uo
pouca humanidade, e aclividade nao pode dar ven-
cimenlo a innmeros podres que o prorur.nii..
Basia. Adeosetempre adeos. Seu amigo (eicoa-
du. ;( .
{Carta particular.)
COMARCA E AAZARET.
20 de adril.
A maneira do* empregades pblicos, astenlei de
lomar lambem as minlias ferias. >rv\o osla a causa
le 11.10 le-lhe esciiplo baja muilos dias mas agora,
dando por concluidas as dilas ferias, venbo relatar-
me o que lera havido durante esse lempo ; c desde
ja vou ili/.endo-lbe que ralo lie pouco o que lendo
de conlar-lde, para o que reclamo a condescenden-
cia coslumada.
Sendo a saude a principal cousa, de que devenios
cuidar nesta vida, he natural que por ella prin-
cipie, r
k. febre amarella lera feilo prodigios na povoacao
da Viccncia : mais de setenta pessoas tem tuecum-
bido ao sen poder, minias das quans suppe se que
por falla de meios ; pois, como Scraveis, uao po-
dem chamar uro, medico, nem comprar remedios
proprios, e menos ler um (ralameolo regular.
cas da maior moslruosidade : um pobre pardo de
nome Joaquim Jos de Sanl'Anna, fui no dia do-
mingo, 15 do correnle, entilado ai cabes*,-por om
negro criminoso, espoleta, ou guarda-costa do snb le-
Icgado supplenle era excrcicio, o qusl negro anda-
va cora sarros insultando na I 'ira ruin o titulo de
ronda, n Qaeo assim se esprime de um homem de
criterio, c amigo da actnalida le; portanto,psrece-me
que n.lo lu aqu o menor desejo da exagerar,oem de
censurar porcensurar; mas 0 que de verdade lif que
lulos, ou sejain monros, ou udens, revollam-ce
quando vecra cou-as desla ordem ; c mais ainda.
quando reem que as autoridades, a quema lei in-
cumbe perseguir o crime lornara-sc indiflercnlcs,
e... nao sei o que.
Potera aponlar aqui alguns cxemplos do que aca-
bo de dizer, purera deixarei para oulra occasiap
se assim for preciso, esperando, entretanto, que mes-
Irc Curiiinlia. e seu protector nao se liqucm rindo
do infeliz, cajosangoe derramaran!.
Consta que o Sr. Ilcrculano Francisco Bandcira
de Mello primeiro supplenle da delegada, nilo so
deixara o excrcicio desse locar'desde o principio
desle mez, como lambem pedir sua dcmissa"o.
As chuvat lem desapparecido ha dias, o que ja
vai causando algumas desconli incas ios mais limidos.
Os gneros alimenticios ainda se conservara caros,
e de na qualidade.
Nejic momenlo informam-me que acaba de pas-
ma!, foi porque enlendeu que assim o devia fazer,
sera 10guiar pelo arbitrio de ninguem para se li-
vrar da pecBa de parcial, que lhe podia ser irro-
gada,"vislo como lbc parecru que, se a referida fa-
brica de carvilo animal, por eslar ni ma la com
epnare.lhos proprios c perfeitor, como aflirma a
couiniissiio que ella se acha, podia permanecer no
cenlro da popularao, lambem o podiara as pada.
rias, cojos Tornos se achara construidos de confor-
uiiilailc cora as condicijes do plano da cxlincla so-
ciedade de' medicina desla cidade, e que forem
suscepliveis de as receber, conlra as quaes podia a
cmara allirmar que urna so queixa nao recebeu
no decurso do correnle qualrieunio.'dos moradores
visinbos, nem Ilic lera constado que os scus traba-
Unidores internos leuliam sefli i lo, depois que se
conslruiram os ludos conductores de fumo, e os
fomos pelo modo proscripto no mesmo plano ; mas
que nem por isso, nem mesmo, pelo que dispe o
arl. 1., do til. 5, das posturas vigentes, deixou a
cmara de altender as medidas sanitarias indicadas
por a commi-sjo. reduziudo a po>lura a que pedia
a i riiiiico das padarias do centro da cidade. donde
conclua acamara, que se u commissao de livgiene
se jaclava de eamoridora de deveres, nem por is-
so era mais solicila do que ella era cuidar do dem
publico com os meios que as leis lhe lem franquea-
do, sem se importar com consideraccs particula-
res, nem cora au*eic6es desle ou daquellc, cujos in-
leresses possam soll'rcr cora as medidas adoptadas a
bem do publico. 4-
Oulro do raesmo. dizendo nao ler continuado 1
recebet os mappas menes das pessoas fallecidas
de febre amarella, sepultadas no eerailerio, epe-
dindo-lhc fossera rcraelliilos regularmenle, vislo
nao poder prescindir delles.Que se delerroinasce
.10 procurador li/esse os mappas para seren Irans-
mitlidos.
Oulro do mesmo, indicando os principios I > gr-
eos quo devem presidir a ura bom sistema de
edificacao, era s.itisfacao ao que a cmara pedir a
commissao de hygieue.
A commissu d edificara >, composla dos Srs.
Karata e .Mamede, para, lomando em considerarn
os principios higinicos, aqnelles de que for sus-
ccplivcl o eslado desla cidade; era retaceo a sua
edilicicao aclual c fulura, pospe o que for conve-
niente e exequivel.
I n iiiforniacao do advogido, sobre a pelicao do
senador Francisco de Paula Cavaleanli de Albu-
querque, queixando-5e do procedmenlo do aclual
aferidor.Mandou-se ouvir ao raesmo aferdor.
Oulra do mesmo, informando conlra a prelen-
c;1o de Antonio Bernardo Ouinleiro. acerca da con-
duc^ao de cadveres que fez sem lhe competir.__
Indefcrio-se a prelencao.
Oulro oflicio do procurador, dalado de 2 do cor-
renle. pedindo se recolhesse ao cofre a qiianlia de
li:(KHls>(X)0, resto liquido da arrecadacao do mez de
marco ullimo, inclusive as lellras recebidas nol.
do correnle, vislo nao lhe ser possivel apreseotar
o balance da rcreila c despeza do dilo mez. pela
alllueiKia de Irabalhos.Inleirada, por ler o Sr.
poesideulc declarado que ja se liaba" cITecluado a
entrada do diuheiro no cofre.
Oulro assignado pelos liscaes de S. Anloniee
l'ua-Visla, acompanhadb do que a elles for* diri-
gido pelo Ibesonreiro da idministra^So dos csla-
bcluciuicuic decaridade, pelo qual mostravam nSo
Ibes ser possivel d art-. :i. el. do t. 12 das posturas.Qne se olTJ-
eiasse ei mmissl de hygi :ie cora copias dos diios
o Vicios.
Ouiro do fiscal do S. Antonio, commiinic.indo
ler expirado lioulein o prazo marcado para a remo-
cao'das cavallaric.-i-., e consultando acerca do pro-
cediinenio que devia Icr a respeito.Mandou-se
responder que comprisse a postura respectiva, ap-
provando-se nesta occasiilo o parecer que eslava
adiado da commissao especial, solvendo din idas
apresenladas pelo mesmo fiscal c oda lioa-Vi-la. so-
dre a evceucao das inesiii s posturas.
1
Oulrcdo fiscal da Boa-Vists, remcllcmlo o termo
devisloria a que proceder na casa de sobrado n.
70, denominado l'undo,' silo na rna da Gloria.__
Oue se r**ponde*M ao fiscal, que lomasse cuidado
no cumprimenlo do que dhpffs o termo, quanlo a
demol.aran do predio.
Oulros j2; do fiscal de S. Jos, declarando, que
as semanas de 26 demarco ao I. do correnle. e
de 2 a 8 desle se mataram para consumo desla c.
dade 821 rezes.Inleirada.
Outro do soddelegado da freguezia da Vanea,
remetiendo a quanlia de 1JO00, de urna mulla que
soflrora e pagara Joao Jos de Araujo, por ser en-
5:1149821
lExportacao .
__ Srgipe, sumara nacional Flor do Angeliroi), de
98 toneladas, roniluzio o segninle : 1 barrica fer-
ragens. 2 quinlaes ferro em barra, 2 barricas baca-
Iho, 11 inoendas de ferro e seus perlcuce,s, 2 dilas
de madeira idem, salames, 2 presante*, I barril
azeiic de nabos, 2 mullios com 16 dalias de ripas.
Ilamburgo, paladn diiiamnrquez nllclena, de
IS'.I loueladas, couduzio o seguulc : :t,20l couro*
salgados cora 118.227 libras, 2 malas c 2 caitas roupa
da uso, I dila chapeo, :i dilas, l| de pipil e 1|8 de
dita vinho, 1 caixa livros usados, I sacco da, 3cai-
xas dodcs.
Marselba, polaca franceza Alerte, de 223 lone-
ladasj conduzio o seguiole : 2,800 saceos com
11,000 arrobas de a sur,ir.
Buenos-A iros por Montevideo, polaca lie-pan lila
Elegancia, de 271 toneladas, conduzio o seguio-
le i 750 barricas, 200 barriquiuhas e 7:15 saceos
com I0,:i29 arrobas e l'.l libras de assticar, 81 1|2
pipas com 15,488 medidas da agurdenle cachaca,
125 barrilinhos com 700 libras de doce de calda.
KUCKBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 26. 1(i:(i29S-')59
dem do dia 27........ 6584299
17:2873858
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 2(1.
dem do dia 27.....
5I:031W95
2:002:7 8
.-.:i:():i|.:2l:i
MOVIMENTO DO PORTO.
Sarws entrados no dia 27.
Genova15 dias, barca diuamarqueza Preciosa-,
de :|61 toneladas, capilao F. John Kvcr, equipa-
geni 13, em lastro; a N. O. Iticber A; Compa-
nlua.
Cardilf40 dia, brigue sueco iiSiri, de 280 tone-
ladas, rapii.i 1 C. A. Wallgrcn, equipagera 11,
carga carvao ; a Tbumaz de Furias.
Cello35 dias, barca franceza lAusIralien, de 210
toneladas, capilao E. Bornboul, equipagera 11,
carga vinhos e mais gneros ; a N. O. Biebcr &
Companhia.
Mar Pacifico, leudo sabido de New-Bedford hj 5:1
mqzes(jalera americana leorge Washingloim,
de 60! loueladas, capilao 1*. C. Eduards, equipa-
gem 33, carga azeile. Veio refrescar e segu pura
o mesmo porlo.
'iaeios sahidoi no mesmo dia.
FalmoulbBriguo hamburgiiez Roberl, capilao
J. I". Beckcr, carga assncar.
SergipeSumaca brasileira Flor do Angelimn,
mcslre Joilo Rodrigues dos Sanios, carga machi-
nas de ferro. Passageiro, Cermano Antonio de
Souza .Marlin-. .
Camaragibelliale brasjleifo Novo Destino, mes-
tre EslcvHo Ribeiro, carga bacalho e mais gene-
ros. Passageiro, Jos Ocnnaiiode Lira.
Ilamburgo pela ParabibaEscuna diuamarqueza
Helena, capilao P. vin Appen, carga couros c
mais gneros.
EDITAES.
O Ilim. Sr. I. eseripturario servindo de ins-
pector da ihesouraria provincial, em cnmprimenlo
do disposlo no arl. :;', da lei provincial n. I^'.i, man-
da fazer publico, para conbecimento des credores
h) polhecarios, e quaesqaer nteressados, que foi de-
appropriadaa Francisca .Joaquina do Kascimeulo,
viuva de Jos l.uiz Paredes, parle de um sitio na es-
trada dus Remedios pela quan'.ia de GOOfBOO ; e que
,1 respectiva praprietgria lem de ser paga do que se
hedeve por seroellianle dessppropfiagio, logo que
erminaro prazo de lidias, contados da dala desle.
que be dado para n reclanidcoes.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario por l dias sunr-sivi-.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco II de abril de 1855.O secretario, A. F. da
.hinunciacaa.
O lllm. Sr. 1. cscriplur.irio, servindo de ins-
pector da lliesouraria provincial, em cumprimenlo
da resoliico da junta da fazeuda manda fazer pu-
blico, que os reparos urgentes prerisos 110 acude de
Cariar, Ve novameulo prac,a no dia 16 de raaio
prximo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
AVISOS DIVERSOS
SECRETARIO DE CARTAS.
Vende-te O secretario do carias familiares (obre
os principies assomplosda vida a l>rs. : na livra-
ria n. (i o 8 da praca da Independencia.
Offcrecc-sc urna raulhcr para engommar e
rozinhar para casa de pouca familia : no boceo do
Rosario 11. 2.
.MEZ HAMANNO
Sefjunda fcira 30 do conente pelas 5
lloras Ja manlia tci.' coiticroa feslivida-
de do mez Marianno na greja da Madre
de Dos.
A SOCIEDADE PHILOSO
PHIC.V comer a fimccionai dedominrjo
em diante, no primeiro andar da casa n.
iC), na ra do (Jneimado.
Precia-se ulugar um.i negra captiva ou larra,
para lodo servico de casa e ra : ua praca da Inde-
pendencia n. :n.
MIM.
RIO DE
JANEIRO.
^j> O hriaie nacional HABA I.L'ZIA, ca-
piUrj Manoel Jos Preslello, vai seguir com
brevidadc, lem grande parte do sen carro-
gamenlo prompto : para o relio, passageiros c es-
cravosa fele, para os quaes oflerece as melbures
accommudacoes, Irala-se cora os ronsignnlarios An-
tonio de Aducida Gomes & C, na ra do Trapiche
11. 16, segundu andar.
Real Companhia de Paquetes Inrdezes a
Vapor.
No dia 1 de
roaio espera-se
da Europa um
dos vapores da
Real Compa-
nhia. o qual
depois da de-
mora do cosn-
mccguira pa-
ra o tul : para
passageiros, ele, trata-se com os asentes Adam
on llowie iV; C. na ra do Trapiche Novo n. i>
PAKA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu em
pouco dias, por ja" ter parte de sen car-
regamento prompto: para o resto, da
carga, passageiros eescravos a l'rele, tra-
ta-se com Machado & Pinlieiro, no largo
da Assemblea sobrado n. 1-2.
AO MABANHAO' PE.O CE ARA".
A escuna nacional Floran, capilao Joaquim Jos
Ah- das Noves. SPKue cora brevidale; para o" res-
to do seo carregamcnlo, Irala-se com os consisnala-
rios Antonio de Almeida Gome* & Companhia, na
ra do Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
PAKA O PORTO.
O patacho porlnguei Etpeculidor dever parlir
dcnlro de () dias por ler dous lercos da sua carsa
prorapla : quera no mesmo quizer carregar ,1 freles
inuilo ra/onveis, se poder entender rom os consig-
nnlarios Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia do Re-
cife, escriplorio 11. 13.
Para o Acaracu' c (iranja sabe com loda a bre-
vidade escuna S. Jos* ; para o rcslo da carga e
passageiros, lrla-e. ua ra do Brum 11. 16. c na
praca do coinmercio com Manoel Jos de Si Araujo.
RIO DE JANtilRO.
O brigue nacional FIRMA segu pa-
ra o Rio de Janeiro, sabbado 8 do coi-
rente, s pode receber escravos a lete
para os cpiacs tem e\cellentes commodos :
trata-se com os consignatarios N'ovaes &
C, na na do Trapichen- 34.
Para o Aracalv segu com brevidade o Jiiale
Correio do Sorte ; recebe carsa c passageiros : Ira-
la-se com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Cor-
po Sanio n. 25.
LEILOES
Acham-sc a venda hilhelet e cautelas da pretenle
loleria do Bonito, pelo raulelista Vicente Tiburcio
Cernelio J-crreira, na ra Nova, lujan. 1, que faz
quina para a ra das Trincheiras. A elles, amigos
dos .">:(IO9U0O, que a nunieracilo he de palpite.
Precisa-te de urna ama forra para todo servi-
co de urna casa, cuja familia he de 3 pessoas : quem
se quizer sujeilar, dirija-te ao pateo da Sania Cruz,
casa terrea n. >1. rolronle ao oiOoda mesma igreja,
que achara com quem Iralar.
Anlohio l'ereira Mondes vai fazer uina viagerS
Portugal, c deixa por scus procuradores ot Srs.
I li > Pires de Almeida Lopes era primeiro lugar, em
negando o Sr. Manuel Francisco da Silva Carrico, e
era terceiru o su caixeiro Manoel Antonio de Carva-
lli i e Silva.
OITerece-se urna ama para o serviro de urna
casa de homem solteiro, sendo de portas dentro : a
Iralar ua ra da Senzala Velha n. 76. <
Fugiram a 26 de fevereiro do correnle anno,
os escravos l.uiz c Anglica, perlenccnt a D. Ma-
rio Carolina de Albuqiierque Bloem ; o primeiro,
crioulo, de idade .10 annos, pouco mais ou menos,
estatura c grossura resillares, desdeolado ua frente,
olbos grandes, leudo urna grande impingem que lhe
loma Inda a parle superior do rosto, elrabalha desa-
pateiro : levoii camisa branca de madapolflo e *lca
escura de casemira ; a sesunda, muala, de 50 'e
lanos anuos de dade, alta, muito magra e doenlc,
cabellos grandes c grisalbos, c falla quasi absoluta*
de denles. Ambos elles fugiram junios, e presme-
se que foram para Cariris-.Novos,. onde nasceu o pre-
lo l.uiz. Promelle-se a quem os Irouver a tua te-
nhora, no Hospicio, urna generosa recompensa. *
Eslando-se proredendo ao inventario dos bens
do linado Miguel Carneiro, o lestamenleiro convida
a loilos os credores do mesmo a apresentarem suas
cernas legalisadas, na ra Nova n. 32. dentro de 8
dias, para seren altendidos.
FRONTISPICIO 1)0 CARMO.
Os Ires bilbeles us. 654, 738 e 758 da lotera que
corro no 1. do prximo fu loro mez de maio, perleu-
cem a sociedadeFroulispicio do Carmo.
O aliaivo assignado faz scienle ao respeilavcl
publico, que a casa lerna da na do Oueimado. ou-
Irora Prarinha do l.ivramcnlo n. 69, he de proprie-
dade da inulher do mesmo ibaixo assignado, Esco-
laslict Maria da Silva, per rloacSo que lhes fiieram
seus tios, o finado .Manuel de Oliveira Ramos e sua
mulher Jeranyma Maria de Albuquerqoe. por es-
criptura publica as olas do linado labelliao dui-
Iherme Patricio llezerra Cavaleanli, celebrada no
dia 8 de oulubro de 1842, e juiaoda por senlenga a
i de mar;o de 1853 do Sr. Dr. juiz da primeira va-
ra civel desla cidade, de cuja casa reservaram os
Inodoro- para si .luanle sua vida os rendimenlo* : e
por isso uo esln sujeila dita casa debito algorn dos
mesmos doadores.
Antonio Pereira de Oliceira /tamos.
Aluga-se com vanlagein urna prela fiel, dili-
gente, e que saiba vender pelas ras qualqusr gene-
ro de comidas que se lhe confiar : quem a liver an-
nuncie, ou dirija-se a ra Augusta n. 12.
O Sr. estudanle P. L. |f. P. lenha a bondade
de apparecer por esles Ires dias na ra do Oueimado,
toja que nao ignora.
AVISO imeressaNte.
Antonio da Silva Cuimares, o afortunadocaule-
lisla, que por lanas vezes tem vendido em seut bi-
lbeles e telas a sorle grande, lem a salisfarao de
annunciar aos amantes da lotera, que acaba d abrir
na ra do Collegio n. 9, urna nova casa do verdadei-
ra fama, na qual ja esljn venda os da prsenle, que
corre no 1. de maio ; e lera intima conviccAo de all
serem vendido- os moldures premios por Icr sido pa-
ra a i ofenda casa a mais lida c mais bem etcolhida
niirncracao : quem quizer pois comprar bom pre-
mio, corra breva ra do Collegio n. i, anles qoe
se acabein. ()s premio* serio pagos logo que sabir
a lisia gcral.
Bilbeles inleiros 5JJ.V0Q
Meios bilbeles 29800
O'iartos 1&MO
Oilavos 720
Decimos 3600
\ igesimos 3320
Irmandade do Divino Espirito Santo, erec-
recta na igreja de N. S. da Conceico
dos Militares.
A mesa regedora convida a todos os seus rmaos a
reiiuirem-se no dominio, 29 do correnle, pelas 3
horas da larde, para, eucnrporados, irem acompanhar
a procisslo do glorioso S. Jos da Agona..
Precisa-se de iOOjdOO empreslados nnicamenlc
por 60 dias. offerecendo-se fiador, e ojpremio de Ires
por cenlo ao mez : quem quizer fazer tal negocio
aununcie.
Precisa-se alugar um negro escravo, para o
servico de om silio : na ra da Cruz 11. 40.
Pede-se ao Sr. J. J. G. F. que lenha a bonda-
de de ir buscar a rojpa que deu para engommar, no
alerro da Boa-Visla, do contrario veudc-se para pa-
gamento do engommado.
Companhia Pernambucana.
Os Srs. que ainda nao salisfizeram, apezar dos an-
niiucios cm lempo coinpnleiile publicados, a quarta
prcslaeao de 10 por cenlo, s3o convidados a pasta-la
al o da 30 do correnle mez, ccrlos de qne se assim
nao fi/.erem perdern na forma dos estatuios o direi-
lo .le -accionistas da companhia, a cojo beneficio fi-
carao perlcnccndo a- suas referidas acces. O eu-
carresadodos recebimcnlos he o Sr. Co'ulon, ra da
Cruz 11. 26.
Segunda-feira, :I0 do correnle. depois da au-
diencia do lllm. Sr. Dr. juiz do civel, te ha de ar-
1 enril.ir por ser a ultima praca, diversos movis pe-
nborados a Jo.lo Francisco do Rosario, por execuriio
de Manoel Jos Vieira Quilo. Escrivao Molta.
FRONTISPICIO 1)0 CARMO.
Nao leudo comparecido ao primeiro convite suffi-
cienle numero de procuradores da fesla da Senhora
do Carino, erecta no Frortispicio do Carmo, de novo
silo convidados os Srs. procuradores Manoel Jos de
Olrveira, Marcolino dos Simios Pinheiro, Jos'Elias
de Oliveira. (ieraldo Correia Lima, e o juiz Miguel
Bernardo Quinteiro, e o procurador geral Fr. Joroe
de Sanl'Anna Coci, afira de comparecerem no dia
29 do correnle, pelas 10 horas da manida, no pri-
meiro andar do sobrado 11. II do paleo do Carmo.
Rnga-se a ccrlo baibeiro, morador ui ra da
Cruz no Rccife, que baja de se cooler, e nao conti-
nuar a inrommodar os seus visiuhos com seus toques
de realejo, e suas cantonal com sua garganta descon-
chavada.que parece mais urna caima radiada do que
oulra cousa. Isto Ide pede o abaim assignado, que
so com esle aviso se cont iba o Sr. barbeiro.
O mcommodadistiio.
Precisa-se do urna anta para cozinhar, ensabo.Tr
e algum engommado, em casa de homem viuvo de
pouca familia, que lem escravos ; porm nao Se
quer ama com"fillios, primos e.compadres : na ra
Nova n. 5, segundo audai.
IEGHNISHO PARA EI6E-
Francisco Xavier Cavalcanlc l.ins fara leilo ,
por iulcrvcncan do agenle Oliveira, do seu extenso e
evecllenle silio em lerrcnos proprios, na Iravessa da
Cata borle para o Arraial, com casa grande de w-
veoda construida de podra e cal, e mais urna asir*
para prelos, e-lrilnria, coedeira. e um grande le-
Iheiroeobre pilares cora mangedoura 110 centro para
animaos ; e>i bem piar lado de larangeiras, jaiiuci-
ras, maagueiras dndeseiros, caP seirus, e muitos
oulros arvoredos frueliferas : os prclendentei pdam
lodo examinar com anttci| ar;ao a. dia do U-ila... que
lera lagar no sabbado, -js do correnle, ao meio dia
era ponto, no escriplorio do referido agenle, cm milo
de quera se aclia a rupia do titulo respectixo.
-- O senle Oliveira fara leilao, por sAtorisacao
do respectivo jui/.a, das f.i/cndas e armacao evistcti-
les na bu 1 da massa de Manoel Percira de Carvalho,
sita n.1 roa do Crespo 11. 'J. junio..1 do Sr. Jos dos
Sanio- iiii romo de ola, e um
es ra perleheente* a dila mas-a : sesunda-feira,
;t) do correnle, ao meio dia cm poulo, na indicada
loj.l.
Joliiislon i'atcr r\ Cnnipanbia farao leidlo, po-
inteivencao do senle Oliveira, era presenca do Sr"
comal de S. M. U., e por coala e risco de qaen per
tencer, dos salvados do brigue ingle* aPlalas, capi-
lao David ltoHi.iud, Baolragado no RioGrandedo
Morle, na sua ultima viagem daquellc porlo para
(ibrallar ; quarla-feira, 2 du provirao mez de maio,
as 10 horas da man lula, no armazero de J. A. de
Araujo, caes de Apollo.
1". Souvage & Companhia raras leiliio, por in-
lervencao do agente Oliveira, do mais bello torli-
raenlo de fazendat franeczas de alcoslao, bla, lindo
e de teda, todas proprias desle mercado : leira-feiri,
1. de maio, as 10 horas da manliaa, no leu armazcm,
ruada Cruz do Rccife.
RHO.
PA
i FUNDICAO FERRO DO ENC
NIIEIRO DAVID W. ROWNIAN. iV\
RA'DO BRUM, PASSANDO O ^.IIA-
PAHIZ,
ha sempre um zrande sorlimenlo dos teguinlet ob-
jectos de mecliani-inos proi ros para engenhos, asa-
Iwr : inoendas c meias moendit da mait moderna
ronslrurrao ; Uixat de ferro fundido c balido, de
superior qualidade d" o los (> lmannos; rodas
iK'iii.ida- pamaana ou auinaes, de todas as propor-
roes ; crivo* e horcas de fivoalb* e regi'lios de bo-
eiro. agailhoet, brontet, parafuso* c ravilhoes, moi-
ubo de mandioca, ele. ele
NA .MESMA i'E.NDir.AO. *
se cxeculam lo.las as enconimendasconi a superio-
ridade ju conhecida, e cora a devida presteza e com-
modid.ide era preco.
< HOMOPATIIIA. i
W FEBRE AMARELLA. <&>
$ Alguns rasos de l liRKE AMARELLA h
lera ollimamenle manifestado nesla ri- S
dade. Olralamenlo hom.iopaldiro bem
fA dirigido lem mostrado sua superioridade
a. a auliga medicina. Os doenles. pois, que
S>7 a lioniu-op.illiit quizerem recorrer, podo-
Mb lo-h,lo azer, sendo soccorridos de preferen- ,5
y. ca Muelle* que nenlium remedio liajam V
a lomado.
j Consultorio central bonneopalhico, ra ajf.
V de S. Francisco mundo novo' n. 68A. W
W Dr. Sabino Olegtuio Ludgero Pinho. B
.
**
n
v

V
MUTILADO


4
OIIRIO DE PERJUBEUCO. SBADO 28 DE ABRIL DE 1855
r
K
r
*

/
CONSULTORIO DOS POBRES
SO &UA 3M017.& 1 kWDMBL 60.
O l)r,l".
A. Lobo Mosco/o iU consultas hnmcnpathicas todoi os diis aos pobres, des le 9 horas da
m,inli;ia aleo ineio dia, e cin rasos extraordinarios a qualqucr hora do da ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operaban de rirurgia. e acudir promplamciile a qual-
quer inulher ipie estoja nial de parlo, c cujas circiimslancii.- ii.m permitalo pagar ao medico.
M MtiMUl) 00 DR. I L LOBO MOZO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do llr. t. 11. Jahr, tradualdo em por
tugue/, pelo l>r. Hoscozo, quatro volumes eocadernados eni dous c acompanhado de
um diccionario dos tormos de medicina, cirorgia, analomia, etc., ele...... tt>^M>f)
Esta obra, a niaisimporlanle de toda* as quctralam doeslodn e pralica da homeopathia, por sor .i unir
conten a base fundamental i*'esla doulrinaA PATIKMIENESIA 01 F.FFKI los DOS MEDICA-
MENTOS NO OKliAMSMi! E.M ESTADO DE SAl'DEconbecimentos que nao podem dispensar as pes-
MMl qae scqucrcni dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os medico-, que quizerem
nperimenlar a doulrina de Ilahiiemann, c por si mesmos se coiivencereni da verdade d'ella : a lodos os
la/euileiios e srnborcs ile enscnlio que estn longe dos recurso- dos mdicos: a lodosos rapilaes de navio,
que uma ou oulra ves nao podem Icixar de acudir a qunlqucr inrommodu sru ou de seus Iripulanll :
I lo.tus os pais de familia que por circiimslaucias. pie n.m sempre podeni ser prevenidas, sao obriga-
los a prestar in conlinenli os primeiroe soccorros eic nuas enfennidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Iraclucoao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem ulil as pwsoas que se dedicam ao esludo da homeopatbia, nm volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirursia, analomia, ele., etc., cncardeuado. 3cOlMI
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
hoineopathia, e o proprietario dcslc cslabclecimenlo se lisonxeia de le-lo o mais bem montado possivcl e
ninsiiem duvida boje da grande superioridade dos seus mediramenlos.
Boticas a 12 tubos grandes.'........._........... SjOIH)
Bolicas de "21 medicamentos cm glbulos, a 10, 12 c 1JJOOO rs.
Hilas 36 ditos a.................. 209000
Ditas 48 ditos a.................. 25J0O0
Ditas 60 ditos a................, 308000
Ditas 144 ditos a.................. 609000
Tubos avulsos......................... 1:000
Frascos de meia onca de lindura................... 29000
Dilos de verdadeira lindura a rnica.................. 2 Na niesina casa ha sempre venda grande numero de tubos do cryslal le diversos lmannos,
videos para medicamentos, e aproinpli-se qualqucr encomincnda de mcdicamenloscom loda a brevida-
de e por presos miiilo rommodos. .
rimiCAfAe DO INSTITUTO 110 SJ
2 1E0PATHIC0 DO BRASIL.
* TIIESOURO IIOMEOPATIHC ^
. ou W
VADE-MECUM DO $
HOMEOl'ATIIA. (&
Melkodo conciso, claro c teguro tic cu- (
rar homcapalhicamente todas os molestia* ,-.
ipie affli'jrm n especie humana, e. part- V'
rtilarntcitte aquella que rcinam no Ira- i'i*\
til, redigido segundo os melhores trata- ^
dos de liomcopalhia, lano europeos romo \&)
americanos, c segundo a propria expel- w
acia, pelo Hr. Sabino Olegario l.udgero _*'
Piuhu. Esta obra he boje recoiibecida co- (J;
mo a mclhor Je lela- que Iralam ilaappli- (H
carao homeopalhica no rurativo das mo- w
Italia*. Os curiosos, principalmente, nilo (m
podem dar um passo seguro sem possui-la c ,jL
consulla-la. Os pais do familias, os sen lio- <*)
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (#;
pilles de navios, sertanejosetc. etc., devem %
te-la m3o para occorrer promplsmcnlc a ($)
qualqucr caso de molestia. Ji,
Dous volumes em brochura por 10?000 *'
b eocadernados 11^000 (^
Vendc-se nicamente cm rasa do aulor, /,*
LOTERA DE N. S. DA CONCEICAO' DA
VII.I.a DO BONITO.
Ao 5:0003000, 2:000900(1, 1:0009000.
O raulelisla Saliisliano ele Aipiinn l'erreira avisa
ao rcspeilavel publico, que a referida lolona corre-
r iniliiliilavcliuenlc no cli.i l.'dc 111 aio. Ossoushi-
Ihelat c cntelas nao soffrem o deseonlo de oito por
renlo do imposto geral nos Ires priulairos premios
grande*. Achrai se venda as seguintes lujas :
na da Cadeia do Recife n. J'i c- |S ; prara da Inde-
peudencia n; 37 e 3tf; rus do Liframenlo n. 22;
roa Nova n. i e 16 J ra do Quehiiado n. 30 c i ;
e ra estrella do Rosario u. 17.
B Hieles 59500 Ucee 1! 5:0003000
Meios D OOpOOO
juarlos 194 MI li 1:2309000
jaintos 1 16 1:01X1 110
lila Vos 720 i i,- mu
Decimos 600 i* .*m-'>ic|
N meanos 326 " Ji(l7l"l||
O refer le raulolisli declara mu e\|ircssamciile
io rcspeil IM'l pllhllCl que ie esp in-.ncl iinjcM-
mente a 1 1 ..r os incluios g ;ni les por inicii o qae
',no palacete da ra de S. Francisco Mun
i do Nov) n. 68 A.
e
Participa-seaos Sis. mcslrcspedrei-
ros. caladores e mais pessoas particula-
res, tpae mi na la Cruz lo Recife n. C>2,
iba mu deposito da bem condecida cal
branca de Jaguaribe, e que se vende
Intuito em couta, tanto em retallio como
i'tn porroes.
Casadeconsignarao.de escravos, pa ra
dos Quarleis n. !25
C.onipram-se p rcceliem-se escravos de ambos os
sexos, para sevendercm de commisso, lano para a
provincia come para lora della, oflerecemlo-se para
sso loda a seguranra precisa para os dilos escravos,
Madame I beard, leudo de faxer una vinffem a
Europa, avisa aos seu dovedoriH devirem saKlfcrauM
rcuilas n,i toja da iii.i Novatn. :(i2. para Ihc evitar de
proceder contra riles judicialmente.
Pcde-se ao Si. Jos ele .Mello Osar et-pro-
curadorda camina de Olindi. que venlia entender-
se rom os nerdeiros de l,uii Roma, pois basta ele
ra<*oadas, ficando cerlo que cm quanla nao se cn-
Icnder com os mesmos ha de sabir esle anniincio.
C. C. FIGUEIREDOa
ClST0MII0lSE^SH!ITh(iA(EM.
soiTihurroN.
As mais novas e
modernas joias.
lis abao assignados, donos la ioj.i do oorit
ra do fjibug n. ii, confronte ao paleo da matrize
ra Nova, l'a/.em publico, qoe eslao recehendo enn-
liiiiiadanicnle milito ricas obras de oura clos mcllio-
resgostOSi lano para senlioras romo para lioiiiciis e
meninos ; os preros cimlinuan mc-ino baratos como
loiii -ido. e pama-se conlas com responsabilidade,
especificando a qoaiiriado do ourode 14 a 18quila-
tes, fioando assim sojeilos os iiic-nios por qualqucr
iiu\icla.SerapUm fi trmSo.
Na obra que se osla faiendo no Ion roo anude
fui o thcatro de S. Francisco, pre isa-se ele srven-
les, preferiiido-se os escravos : cjieiii qui/er eni|>ic'-
gar-se ou liver escravos para atusar, enteuda-sc com
o aclmiiiislrador da referida obra.
METHODO PORTUGUS CASTILIIO.
No l."de maio se abre novo curso de Iciiuia. t1--
cripta c conlabilidade por osle encllenle inclliodo,
para homensocenpados de da, das 7as9horasda
nenie. A experiencia lem mostrado que n mexes san
-nllic lentes para se prender a 1er. escrever e contar
a- quatro especies soOrivelmenle. A aula nao ser;
visitada de noile, e por isso cslaran os alumnos livre
do vexame cpie Ibes causa a presenra dos visilanlcs.
I'roro 59OOO mciisaes : na ra larga do Rosario
u. iS.
I'reri-a-sc de uma ama que saiha ro/.inhar, en
gommar e la/er lodo o mais sen ico interno de casa
no pateo do Ten^o 11. 1.
I'rccsa-se permutar o aluguel do sitio dos 1
ledes, na Soledade. pelo o de uma rasa de 1 anda-
res, nos batiros de Sanio Antonio ou Boa-Vista, que
lenlia as commodidades neceasarias para lamilia nao
pequea : quem esle negocio degsejar fazer, dirijj-se
ao dilu sitio qualqucr hora do da, que adiara rom
quem tratar.
Da'-se dinlietro a premio sobre pc-
nliores de ouro e prata : na ra do Ond-
ulado loja n. (i A, so dir' quem da'.
LOTERA da provincia
CORRE NO.I. DE MAIO,
O caulelisia Antonio da Silva lluimaraes lem c\-
poslo a venda os seus billielcs da I.'parle da |.
lotera do Bonito, nos secunles logares aterro da
Roa Vista n. iS, ra dn Cabug u. 2, ra larga do
Rosario n. 2(i. praca da Independencia 11. I e 16,
ra da Rau^id 11. o'i.
Meios bilhetes 29800
Ouarlos ISlW
OiliiMis 720
Herimos 600
Vigsimos '->
Alnga-sc um armazem proprio para eslabele-1 ^-, ..
cer urna padnria, por ser lugar marcado pela cmara i^OHCtil^aO (ll Vil l (10 15>

dlKKI
I9OQO
1-1HI1]
3O9OOO
. Novo- livros de homeopalliia tuefraacez, obras
lodasde summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes.............209000
Teste, rroleslias dos meninos.....69000
llcring, homeopatliia domestica. ; "tstKIO
Jahr, pliarmacnpcalinnienpafbica. 69OOO
Jabr, novo manual, 4 volumes .... K'ijOOO
Jahr, molestias nervosas.......ti-ooo
Jahr, molestias da pelle.......S-(iiki
Rapou, historia la nomeopalhia, 2 volumes I65OO
llarlhiiianii. Iratado completo das moleslias
dos meninos...........ki.^ho
A leste, materia medica homeopalhica. S9OOO
De Fayolle. doulrina medica lioineopalliica iijOOO
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade. da liomcopalhia. .
Diccionario de \vslcn.......
Aulas completo de analomia com bellas es-
lampas coloridas, conlcndo a descrip^o
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos cslcs livros no consijllorio liomenpa-
Ihco do i)r. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
ineirn audar.
DENTISTA.
9 Paulo Gaignou, dentista Sfance/., eslabele W
9 'ido na ra lama do Rosario n. 36, segundo 3
rjaa> andar, colloca denlescom gensivasarlificiacs, @
8e dentadura cmplela, ou parle della, com a O
pro-sao do ar. ajp
O Rosario n. Illisesumlo anclar. H
?:: ::.:.::.;;-: .: '; : ".:-,(
CASA DA AFEEICO, PATEO DOTEKCO N. 16.
O abai\o assignario scienlilica, que no escriptorio
daquclla casa da-seexpediente lodo os diasdas 9 ho-
ras da inanhaa as i da tarde; oiilro si ni, que a re-
visto leve principio no da 2 do correle, e que lin-
do o prazo marcado pelas posturas municipaes, in-
correnlo os conlravenlores as penas do arl. 2 titu-
lo 11 das sobrcdilas postaras. Prxedes da Silva
Gutmao.
Aluga-se uma casa terrea 00. de sobrado, em
qualqucr das ras que licam entre o neceo lo Virgi-
nio e o piteo de S. Jos : Va ra Nova n. 6'J.
9 5 :@S8@S
I J. JANE, DENTISTA,
9 contina a residir na ra Nova 11. 19, primei-
9 ro andar. M
oblivercm suas cautelas : sobre os cus hillietcs inlei-
ros vendidos em origiuaes, se oliriga apenin a pa-
liar os mo por eruto da le, logo que se lite apr-
senle o hilliotc, imlo o j... suidiir receber o rompe-
lente premio que nellc sabir, na ra co Collegio n.
15, escriptorio do Sr. Ihesoureiro Francisca Antonio
de Oliveira, Pcrnambuco24 de abril de Isv,.
Salusttano de st/juino b'erreirtt,
Na praca la Independencia n. 22, lecem-se
Iraiisclin-, r.i/.cni-sc; polceiras, aunis, rosetas o tir-
inas, ludo de cabello. Com mulla prrlcir.in; como
lambem apromplam-se lodos os perlonees para olli-
ciaesda guardanjcional e primeira Imita, por prero
commndo.
LIVROS DE MORAL E PREDICA.
Dinas oratorias de .Maule Alverne, llieolegia mo-
ral por nlonle, ultima ediccSo, ConferenciasdeN.
S. de Pars, vende-se barato para acabar: na pia-
ra da In lep.....Iciicia 11. "JN.
Vende-se urna taberna no Vnradmiro. na cida-
loOliuda, n. IS, muilo bem aCreguesada, lauto I
para a Ierra como para 11 mallo : a fallar rom o mes-
mo dono.
MOENDAS SUPERIORES-
Na ftmdicao dv C. Starr & Companliiu
cm Sanio Amaro, acba-sc para vbder
moendas de cannas lodasde fero, Ste um
modello econstructo muito superiores
ARADOS DE FERRO.
Ciinilicac' le- C. Starr. Si (".. cm
Amaro acba-se* para vender ara-
ferro de i. 1 quatidade.
(XIENTO
mclhor (|ttalidadc: vende-sc gj
n l*i <;; 1 &C ra &

Na
Santo
tos (
el
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
As tudas
la lol
cria pr 1 metra
do ll
ica-
IrodcS. Pedro de Alcntara, licavaraa
andar a I 011 -2~> lo presente, anda
existe um pequeo numero de bilhetes a
venda nos lugares ja' sabidos; as lisias
c
vi rao pelo vapor GUANA RARA, ue par
do Rio de Janeiro
a l'i lo corrente: os
o que se li/.er a
premios serao pagos ! distl'ibliicao lias lisias.
PASSAPOHIKS.
Tiram-se passaporles, dcspacli.im-sc escravos e ci 1
rcm-se folbas : para este lini procurc-se na roa do
Ourimailu 11, 25, loja do Si. Joaquim Monlciro da
LOTERAS DA PRflVIlli.
A lotera de N. S. \
em rasa de Rrn
i el.1 Cl'tBE II- MK
Em casa de Timm HoinsenA Vinas-
sa, praca do Corpo Santn. I lm para
le livros.I:tn
vender :
l'm sortimeiilo completo
branco de Hamljurgo.
Lonas da Russia de superior tjualidade
por ]ireeo minio coininodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de diilerentes qualidades.
Absintbe echerrv cordeal de superior cuta
lidade.
,|.
Vinlio de champagne da marea afamada
Faurc pere \ lils.
Chocolate rance/..
Pianos verticaes e
porlct de rmbarqu
no iiiesino becco, casa
MEIICIIANDI/E. BACCAC.E, A. EFFECTS
RECEIVED& PORWARDED,
Willl dcspalrliand economv.
Goodsand I'asscngcrs' Luggage slrictly allended lo.
In/ormation giien respecting the arriral & de-
prtale nf Steam l'etttlt.
Forcisn Moiicv Evcliangeil or Rereivcd iu l'awncnt.
C. C. FSGUEIBED0.
C0RTIE1 DE DOANE,
A SOUTHAMPTON.
---SflxSfSSfl:*)----
iiliuliaiiiisrs, bagdgr, rt rt't'cts
Reros el cv|iclic;s a\cc diligente el econnmie.
/. plus grande altenlion eit apportce enrers les
l'assaijcr.*. leur Bagages el .'./anlianilisr*.
Toulc inronnatiun possible esl donne sur Tarrve
ou le depart des Baleaux a Vapeur.
Ja' cliegaramas seguintes sement
de ortalices das melhores quididades que
lia: rbanos brancos, dilos encarnados,
rabanctes blancos e encarnados, alface
repolliuda e alema, rcpolho, tmales.
nabo branco o ro\o, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, -\i-
liria, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
rellia, selgas, ervilha torta, dita direita c
g no Veza, dita de Angola, feijao carra pa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, euns-grande sortimento das melho-
res setncutes de llores da Europa : na rita
daCrii/. n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Mattins.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
queinudou a suu aula para a ra do Ran-
;;el n. 11, onde continua a receber a.111 ni-
os internoseexternos desdeja' por m-
dico prero como be publico: quem se
quizer utdisar deseupequenoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 3fi, secuudo andar, Paulo Cai-
gnoui, dentista fame/, cliumVa os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova*c maravilhosa com-
posicao lem a vantagm de encher sem pressodolo-
#rasa todas as antrartaosidades do denle, adquerindo
em puucos lisiantes -olido/ isual a da pedra mais
dura.o prumelle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Prccisa-se de um negro de 15 a 20 anuos, para
servico de urna casa eslrangeira : na ra da Cadeia
do Recife n. 10.
AVISO AO PUBLICO.
A taberna do Gurjalui dcima acba-se eomplela-
menle sorlda rom um completo sortimento de mo
' Miados. fa/.endas emiudezas ; portanto as pessoas que
quizerem honrar esle eslabelcrimeiiio, aii.i acharan
ludo a viuilade do comprador, pelo mosnio pre*0 0ll
com ponca difiereura da praca.
Vicente Joso da Silva lavares, bra-ileiro adop-
tivo, relira-sc para Lisboa, levando em 11a cumpj-
nlna sen lilho menor Manoel de A(>H Tavares,
Alusa-se ama ama que lenlia bom leitc, e sa-
diasem lilha: a tratar na ra Nova 11. 53.
ftanocl Jos Correia Braza vai Portugal tra-
tar ele la saude, e dei).a nesla |ir<;a por seus bs-
tanle: procuradores: ene primeiro lagar ao seu cai-
voiro Antonio da Silva Ramos cncarrecado de seus
negocios ; em segumlu lunar ao Sr. Joaquim Jos la
Cosa Pinhciro, e lercciro ao Sr. Adelo Antonio
F'errcira.
I'recisa-se por aluruel. de urna prela escriva,
que saiba tratar de enancas, que wja fiel, sadi.i. e
-em vicio algum : quem "a livor, dirjase a ra de
S. Francisco, como quem tai para a ra co Mundo
-Novo, obrado n. s, ou eulenda-se com o porlcjro
da alfhariega dwla cidade.
A pesso.i que Irouic do Rio de Janeiro urna
carta urna tuamaieiida para o abaiu assignad;
qoera ler a bondade de a mandar entregar na na
lo Hospicio 11. '.i. ou na pra;a di ludependeoeia, lo-
a 11. 6 e N. pelo e|iie> o uii'-mo lie.- -01.1 uuij[i, agrade-
ido. iiiit.o'ni il,- t'aironnllo Mcne.es de Drum-
inunil.
Na rna de Apollo n.'l'J, ven le-se muito supe-
rior potassa do Kio de Janeiro a lio n. a libra.
CARLOS C. F1GUEIRED0.
. Agente da Alfandega e de Navios,
8, QUEEN'S TERRfiCE,
SOUTHAHPTON.
Kecebc e expcilc com prcsiez c ernnomia. mcr-
Cadorias, bagasem e eflcilos de qualqucr nalure/a e
ordem.
Esclare dos paquetes, decaminlios de ferro, etc., dirigindo-
sc no mais que precisem.
. taz as operacjcies necessarias da alfandega, e rece-
be I.i/imi la- ji commissao, ele.
O abaixo asiignado, ollerecc o seu presumo a
quem se quizer utlisar para tirar guias do juizo dos
Coitos da fazenda, lauto da gcral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessnalmeulean nao |iodem
lirar, e que com a mesma la/onda se acbam debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
iiumc, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares seguintes : Recife, ra da Cadeia loja n. 39,
ra da Cruz n. 56, paleo do Terco n. 19, ra do I.i-
vramento 11. i, prara da Independencia n. i, ra
Nova n. 1, praja da Roa-Vista n. 2i, onde serilo
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o lim eipendido, e na ra la liloria 11. 10 casa
do annunciante.Macariio de /,101a Feire.
Na ra da Cadeil dn Recife n. :t, primeiro an-
da, confronte o esrriplorio dos Srs. ilarrora ^ Cas-
tro, despachani-se navios, quer narionaes 011 esl rali-
gcir'is, com loda a promplidao ; bem como (irn,-se
passaportcs para Cora do imperio, por precos mais
rommodos do que cm outra qualquer parle," e sem o
menor (rabalho dos pretendentes, que podem Iralar
das 8 da manlii: as \ horas da larde.
SALA DE DANSA.
I.uiz Canlarelli participa ao rcspeilavel publico,
que a sua sala le ciisin, na ra das TrincheHs n.
19, se ada aberla todas us segandas, qnarlas e sc\-
las desde as 7 lilas da noile ale as'.1 : quem do sen
presumo ge quizer utlisar, dirija-se a mesma casa
das 7 liorasda manilla al as !l ; o mesmo se diere-
ce a dar Ikes particulares as horas conveneiouadas:
c lambem d Ii;">cs nos cvllegios pelos precos |ue os
mesmos tem marcado.
Est a sabir a luz no Rio le Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEQPATHA.
i:\TKAIIIDO M l!lOr' E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto cm ordem alphabctiea. com a descripeo
abreviada de todas as moleslias, a indirarao pli\sio-
logiea e Iherapeulica le lodos os medicamentos ho-
menpalliico-, seu lempo le accao c concordancia,
seguido de um diccionario da smnilicacilo de lodos
os termos de medicina c cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
M. A. J. DE MELLO I0RAES.
Siibscreve-se para esta obra no consultorio bomeo-
palhico do Dr. LOBO HOSCO/.O, na Nova n. 50,
primeiro andar, por 3^\DO em brochura, e 63DOO
cucadernado.
GABIAETE POBTUGUEZ DE LEITURA.
Niio leudo sido possivel ao consellin eleliberalivo
acabar os seus Iraballios na ess."io de 1 do crreme,
adiou a roulie.nacao lidies para domingo 9, as II
lloras da inanhaa. M.h'.deSou:a liar ti sa, se-
gundo secretario.
Aloga-aeo primeiro andar do sobrado, na ra
da Lapa n.' Lt. por coinmodo pre;o : na prara da
Boa-Vista o. 7.
A pessoa que annoncioo querer comprar pa-
ipiereiulo 1 rasaos, dirija-BBII IravOSSa doliiiui-
inado 11...., que se I! 1- dir quein us vende;
Pre(isa-se de ama inulhcr para criada de uma
rasa de pouca familia : na ra da l'niao. junio a*lv-
mgraphia.
II. ll.Suifi, cidadoamericano, rolira-se para
fra do imperio.
O abaixo assigoado, lendo de fazer uma via-
neiii a PmliiLial por llie ser de .minia necessidade,
doixaudo aipn sii.i rase iMoumerrial coiilinuniiclo na
mesma forma como al aqui, entregue ao Sr Joc
liouiusel.e ,sil\.i Santos pararonipnir e pagar, e romo
priM-urailores o, M, JoSo loruiindes Pan-ule Vian-
11a e Jos Mana da Cosa Carvalbo.
M vinel Moreiraia Costa.
Oucm jalgar-se credur dn armazem le assur.ir
do abaixo assigoado, silo na ra de Apollo n. I A,
ipieira apWSCBlar a COIlta al o dia MI do correnle
p.na ser conferida e paga, no son eaenplorie, na ra
do Vigano 11. .loso llaplisla da I 01.-oca Jnior.
l'rrrisa-se alui/ar um pelo forro ou escraVO,
Tom preferenra ao que enlenda de rozinha. para
servir a uma familia iiule/.a : a fallar na rua da Ca-
deia do Recite, loja n. Jn.
para e*se lim. londo no (nele
scudo no lugar das II.11 reirs
11. se ciira quem aluga.
tiabaivo assigoado declara ao rcspeilnvel pu-
blico, pie o nome de Joaqun) .loso Pcreira que vriu
11,1 parle* da polica, 110 Diario de Ji do correla
me/, nao se enlendiyrum Joaquim Jos Percha, ac-
tor do lliealro de Sanla-lsalud.
S.ibbado, JS do correnle, a .| hora da larde,
ilopois da audiencia doSr. Dr. juiz municipal cap-
plenle da segumla vara, se arrematar o aolirado de
tres andares n. ti da rua lo Uueiinado, por rxecu-
;'io le Bernardo Duarle Brando, contra Joao Col-
lares Sobreir l.inlra e antros; he a ultima prara.
Peranle aMegnuda vara municipal desta cidade
vai ser arrematada em praca publica nina escrava,
crioula. de nonio Rila, avahada vista de sen osla-
do cm .7II-OIHI; c bem assim uns movis velhos, lu-
do perlencente a Maimela Monlarroyos, para paga-
mento de despe/as dn deposito : sahbado, "iS do cor-
renle mt'Z, a I liara da (arde, na sata das audiencias.
O Sr. Jos Pedro Carnciro da Cuulia quena
vir no prazo de l"> dias, a contar desle, rcsgalar a
sua letlra da qoanlia de res 679980 eseas juros ven-
rulos, c caso uno venha resgatar no prazo cima
in.irra'lo, lera ele* ver seu nome nesla fnlba al o cre-
dur ser embolsado, lU'rile* 7 de abril de ifs.7.7.
Manuel GONtalcet de .l:cce * lotera dein.is. da conceicao' da
villa do bonito.
Aos 5:0005000, J.oniiNHiu, I:(H)OsotM>.
O raulelisla Salusliano de Aquiu 1 l'erreira lem
exposio a venda nicamente na 111 ida Cadeia do Re-
rife, loja 11. 1.7. e na praca da Independencia, toja 1i
37 e o'.l, 11:11 pequeo numero de liilheles inleirusem
quartos, c. quaes nao sollrem e'i descouto ile oito por
cento i\<\ le, nos tres primCros premios mandes, so
indlcs sablrem os iros premios tima referidos, s.'-
1 u promplamenle pac es poi inleiru, logo que se li-
zei a distribuido da lista eral, na roa do Trapiche
n. :;ii, scguudo andar. Pcruamhuco 25 de abril de
(S7.7.i caulelista,
Salusliano de .li/nino l'erreira.
Precisa-sc de uma ama para casa de
pouca familia: na rua larca do Kosario
.1. IV.
TRMaIENTO DA I6RPBEA
Noilia -'1 do marero prximo pascado, appnreceu
ncslc Diario nm annuncio publicado pela Sra. I).
Francisca Xavier, aronseHiando as pessoas que |ia-
lercn de alleccocs de pclle (morpha a recorrer ao
Dr. Casanova, que he quem as poda salvar, cumo a
bavia salvado.
lie verdade que no dia :l da novembro do auno
p. p., fomos chamados para visitar e tratar a Sra.
II. Francisca, que nos derlarou padecer desta larri-
vel ducueja ha mais ele '1 anuos, c que tratandose
pelo s\slenia allopalhico. resultado algum India oli-
lido. Neis a examinamos e conheceinos realmente
que se achava all'eclada de eleplianliases dos Gregos,
[geralmeule chamada lepra ou morpha, ej no ler-
cciro grao, tanto que a desengaamos c acomeda-
mos a nao entrar cm Iralamenlo adenlo o triste
eslac|o cm que se achava. Nao obstante nossa nan-
ea declararao, a Sra. D. Francisca inston para que
a tratas.-emos, visto estar resolvida a curar-se lio-
meopathiramenlc. Com efleito, accedendo as suas
rogativas, no me- .10 dia empreamos o medicamen-
to, e com mais algumas bises coiihecemos grandes
raelhoras, todava nao 1 consideramos curada ; po-
rm minio melhorada ele seu eslado primitivo.
Em nossa clnica descubrimos um medicamenlo,
com o qual temos lirado bous resullado* uas a'llec-
resde tielle, partirulatmente na de morpha quan-
dose arlia 110 1. e 2. grao, c sendo a doenra anli-
ga ou hereditaria liram os docnles mais aliviados
dos seus paderimenlos.
I'orianlo. declaramos ao rcspeilavel publico, que
nao pretendemos com este anniiurio inculcarnos
de curar radicalmenle a morpha, porque islu im-
portara olnesmo, que termos desciiberlo a pedra
philosoplial.
As pessoas que desejam tralar-se desta enfermida-
dcinurphacontras allcrc;e'ies. |ioilcni recorrer ao
consultorio da rua dasCruzes n. "JS.
Dr. I. II. CastiROca.
LOTERA DA MATRIZ DA VILLA DO
BONITO.
Aos a-OOO.sOOO, 2:000s000, I:000s000.
0 caulelista A..I. R. deSouza Jnior avisa ao pu-
blico, que a respectiva lotera corro improlorivol-
meule 110 elia 1. de maio. Os seus hl!io(e?s o c- mi
la- lulo solfrem o descont dos S por renlo do iinpos- (jv
lo gcral mes tres primtiros premios grandes, e que
acbam-sc venda na prara da Independencia n. '1.
n. 13 e 15, 11. 10, e as oulras do rosliime, e pelos
presos abaixo mencionados.
mo, corre mpreterivel-
mente no dia \ de maio.
Pernumbuco *ifi de abril
de 18S5.-r-0 tliesoureiro,
i'1. Antonio de Oliveira,
Precisa-se de uma criada ingleza 011
de qualquer outra iiaean est*-angeira, pa-
ra acompanliflr uma familia para Ingla-
terra no vapor do me/. I<; maio, para in-
mar conta dealguns meninos : a tratar
na rua do Trapiche n. 12, escriptorio. 4
O raulelisla Fcenle Tibnrcio Cometi Ferra-
ra avisa pie lem expostu venda os seus liilhetes
da I," parle da l. lotera do Boni-'o, nos lugares ji
rouhecidos pelo publico.
Meios 2)800
Quartos l-'iiO-
Oilavos 7l1I
Decimos B00
Vigsimos :Jt)
Madame t;. Amada l.asne, relira-so para a
Europa, levando em sua compaubia seus i filbos me-
nores
Precisa-sc de urna ama para o erviro interno e
externo de uma casa de born'm solleiro": quem pre-
tender, dirija-sci praca da Independencia 11, 31.
m
q
.
m
os prego*
iori/.i)iilaes.
Nende-se cobre para- forro de
20 ale 2S onr.is.
Zinco para forro C
competentes.
Cliiiiiilni em baiTnhas,
AK.mul de chumbo.
Tinta branca, pela e veril
oteo.
Oleo de linliaea em
gajiies.
Papel de embrullio.
\ iiirii para v id raras.
Cemento amarello.

Vende-c urna balanra romana com lodos os
eus poi lences.em bom uso e le 2,000 libras : quem
pretender, dirja-se a rua da Cruz, armjicm n. 4.
IIqiii sortimento de brins, lano paraeal-
ea como para palito.
\ende-se brun franrez de quadros a ti SO a vara.
dlo a 900 rs., dita a 19280, riscado de lislras de ccr,
proprio para .....mo lim a 100 o covado : na ras
do Crespo n. t.
Cera de carnauba do Araran e Assu'.
\ ende-se poi menos proco que em oolra qualquu
..irle, no armazem de Domingos Rodriguis Andra-
de & Compaubia, rua ~\., Crol n. 19.
Cun pequeo toque de-avaria.
Pejasde madapoln lirgo a 25500 e 39000 ; peras
o algodgozllhu a l-jsii, 1 1:11<, ,. 29000; minio lai-,
E0 rom jn varas a -J-.71HI e :>.um ,',H rll,, j0 Ctt$fa
toja da esquina que volli para a cadeia.
Farmha de mandioca.
Vende-se saccas grande? com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes daalandega, para por-
eeies a Iralar euiii .Manml Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertoresescuros a 720 rs ditos grandiosa l?-joo
rs., titos brancos de alaodaodc pello e sem elle, a
mtaco dos de papa, a l?JIH) rs. : na lojs da rua
do Crespo n. (i.
CEMEYTO MANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, ebegado asura.
do superiorqoalidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : airar do theatro, arma-
zem de tahuas de pinlio.
Taivas part engenhos.
Na fundieao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixa de ferio
fundidb e batido de o a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
prero CODUBodo e com promplidao" :
emJiarcam-se ou carregaip-ce em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SRS. DE ENGENHO.
(MI PEKiEM T0QIK IIK WAllV.
Darla encamada amarella a 500 rs. ce cavado :
na roa do Crespo loja da esquina,.pie volta para a
Cadeia.
Vende-se a taberna do Mondeso n. 7i. com
pouco rundo e commodo para lamilia". bem afreaue-
zada ; o dono vende por querer ir nesles 8 diai para
o mallo tratar de sua saude.
Nende-se uma riquissima mesa re-
dunda le meio de sala, toda de pedia
marmore, sendo o lampo baseado em
ama elegante columna de nuupiotc: na
ruada Cadeia de Santo Antonio n. 19,
segundo andor.
Superior vlnho de champagne eBor-
deaii\ : vende-se em casa de Schafltei-
tlin i\ C, rua la Cruz n. ">8.
Vende-se no armazem do caes do llamos u. i,
mil I a 19000 o alcpieire.
Vende-se urna cabra muito boa leileira c man-
-1. propria para criar, e lem las eras milito boin-
as : na rua das Cruz.es, taberna n. 0.
CBEGUEH Mi Ol.EIMA. A Kl RS.
v endem-se capadlos a It). imaseus de barro rom
palmo e lauto de altura a t-OIMI. relngio* para rima
de mesa rom a sua rompelenle icloma a isVn, pe-n -
i"s .le- larurupa para alar cabello a iVKJ, Invas da
Escoria a 500 c li:MI rs., I muras largas de seda a HU
i-, a vara, c oulros muito* que se eslo torrando pa-
ra acabar : na rua larpa do Hosari n. i.
Na travessa do Vigario n.. ", vnde-
se superior vinho verde do ultimo clte-
gado de Lisboa, em barr* de quarto a
IfigOOO, aadas a 2JJ000 e garrafas a
2S0 n.
botijas
0
0
COMPRAS.

Armamento
dades.
Genebra de
qucirat-
le todas us quali-
lie
ida
em iras- vp>
m
de lustre, marca grande,
para um e dous ca-
Couros
Arrcios
vallos.
v*) Chicotes pura carro e esporas
i$) are prateado.
Formas le Ierro para fabrica
i assucar.
Papel de peso ipglez
Cjiampagne marea A&C.
E um resto pequeo de vinliosdo
llheno le qualidade especial:
no armazem de C. J. As-
llev. & C.
^
'0>
de
(01
Je (^i
(0)
6
Compcam-fc palares hrasilciros e hespa-
nloers: na roa da Cadeia do Recife 11. 51, loja. J
Compram-se escravos de ambos os sexos, do
idade de IJa :!) anuos, lano pira a provincia como
p.na fra della 1 na rua do Itmigcl u. 71, segundo
andar.
Compram-se escravos de ambos os sexo?, par-
dos eeriaulos.de 12 a 25 aunos, lano para a pro-
viuria como para fura della, sendo bonitas liguras,
paga-se bem : na rua de Hurlas n. (.
Coinpi aifi-see vendem-seescravos de
ambos OS St\OS, de idade ile l2i 2."> a li-
nos : na rua Direita n. lili.
Compra-so uma rasa na fiemie/ia de Sanio An-
tonio ou S. Jos : na rua larga do Rosario n. 1.7c I!
Compra-sc um jogo de diccionarios ingieres
por Vieira, em loiuialo grande.
CASEMIRAS \29f00 e 39OOO O CORTE.
Na toja de .iiimaiaos v\ lienriques, rua do Cres-
po 11. 5, vendemse cortes de caemira inglnza, pelo
baialissimo preco de 9400e :WMHI cada um.
VENDAS.
son
6*0
500
TRANSAS E FITAS.
Completo soiliiueiilo de transas de seda pelas, e
lilas de Velludo lav radas, le superior qualidade e
bom insto, paia vestidos, por preco coinmodo : na
praca da Independencia us. 21 a 30.
OLEMOS PINTADOS.
De superior qualidade,c diversas larsuras.propros
para eobrir mezas, rnmmodas ele. : na pra;a da lu-
depondeucia as. >'< a 30.
l,IIUi;0S DE I-ELTRO.
Aeibffde chegar prara la Independencia loja
de chapos de Joaquim ele Oliveira Maia. nm varia-
do sortimento ele chapeos de ollrtr, linos, de corea
anda ni> \islas no mercado, e lambem chapeos de
palba aberlos, e dilos de patita brasileira a imila-
e;ao clos de .Manilha, de diversas renes.superliuos cha-
peos de easlor branco o prelo, rhaprais fTancexes
de cxcellenles (orinas c sopeiior qualidade, ludo por
err'ahnCc0.T'rl" : "" !"''," ''" ,,,del*J<,enC J* nio ,1c maleriaes por prero mais en, cunta.
e latinea He chapeos de Joaquim de Oliveira Maia I -
n. 2i. 2li. 28, e 30.
\ ende?-so am bonito ne^ro, mo^o : na rua dos
Pr.e/.ires, a ultima casi, Be dir ipiem veiule.
Vehde-s5 m
de nulas, muilo
laltriolel americano
commodo, cun co-
Inria earreios para um eavallo eem per-
Icilo estado por GOO.sOOO rs.; na rua do
Trapichen. 10, segundo andar.
Em casa i^ Vos Brothers rua da Cadeia n. (2,
veudc-so o sesiiinlc :
lamas largas e eslreilas.
I.inbadc carrilel de 200jardas, n. 16 a 150.
I i las de laa de 2(1 jardas.
CordSo para vestido de na.80,90, 100, 110 c 120.
Indo por ptgcp commodo.
CIIARMA'S.
Compendio de Philosophia por Char-
in.i s: na livraria n. (i e 8 da piara da
Independencia. <
DEPOSITO 1)0 CllOCDLATE I1YGIE-
NICO DA KABIUCA COLONIAL.
Est<* chocolate, o nico preparado com
substancias puras, mi ti i ti vas e hvgieni-
eas: vende-se em easadel,. Leeotnte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Preros:
Extra-lino.
Superior. .
Fino. .
Na rua do Trapiche n. I (i, escriptorio
de Biandera Brandis&C-, vende-se por
preeo* razoaveis.
Lonas, a imilaeao lias de llussia, de
muilo boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores emcai\as surtidas, mui-
lo proprio para torrar chapeos.
Papel al maro e re peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de ( luzes de feitio ele-
fante.
Tapetes linos.
Alvaiade de /.neo muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
Veiulein-se cm casa de S." P. Jolms-
lon >.\ C, na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Scllins inrjlezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de curo e de monlaria.
Candietrose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e tniinico.
Parello de Lisboa.
Lonas inglczas.
Fio de sapateiro e de vela.
\ (pelas ce lustre |)ara""!~-"--r,""pl "**
Rui-lis de graxa n. '.17.
Na rua do Vigario n. 10. primeiro andar, ven-
de-se farclu novo, chegado de Lisboa pela barca Cm-
lid-So,
t>SSSSSSSS:sS9SH
0) POTASSA BHASILE1RA. I
(^ Vende-se superior potassa, la- (^
m bricada no lio de Janeiro, che- ^t
gada recentemente, recommen- u
,^, ua-se aos senhores de engenlios os 2
^ seus bous ell'eitos ja' e\perimen- *
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- %
nia/.ein de L. Leconte Feron di %
Comitanliia. 3
\ ende-se uma linda mulaliiilia recolbida, de
ulale de u. anuos, de excellenle conducta, ptima
costureira, c soflrivel ei^omroadeira : na rua de
Hurlas n.tit).
NA LOJA DE 6 PORTAS
em frente .do Livramento
O dono desta loja acaba de chegaf la Europa, e
quemlo acallar com muilos relathos, que eiicon-
Irou na dita loja, para surtir de fazeudas novas,
resolveu vende-loa por preros muito baratos, sendo
a diuheiro visto, para nAo ser doos prejuizos :
chitas de bom panno e bonitas a meia pataca, nove
vileos e dous lusles, finas; madapolao a sele
vintens, meia pataca, nove vileos e dous tustes ;
rrlesde rambraia le Ires habados a dous mil re
li'ieeeej brancos e piolados,para redo le senhora,
a meia palara ; riscadws e pauno escuro, proprio
para ronpa de esclavos, a meia pataca ; riscadinlins
i Indio para jaquelas palitos, a do/e vinlcs; e
oulros iiiuilns restos, que quer acabar e que a
vista ila raiceada e o prc;u convida a comprar para
-i' vestir uma familia rom pouco dinhrro. Aprovei-
lem a orcasAo, que a pecbiucha acaba-se. A loja
esta iberia das ti horas da inanhaa al a 0 da mu-
l, para is-im oiie-orcr roininodo a qua!qarr dona
e rasa a vir esrolhcr o que piccisar.
lib.
Moinho de vento
'om bmbasele repulo para regir borlase baila,
derapim, na fundicade t. W. Kowinan : na rua
do lruin us. (i, 8 c 10.
CEMENT ROMANO.
\ Piule-se superior rcnirnlo em liarriras e a
Um. no armazem da ru da Cadeia le Santo
rela-
Antn-
Vende-se vinho de Brdeos, St.
" Emilion, Poraerol, S. Julien, Pa-
(f\ villac, em garraloo e qttarlolas: ?a
v ,;.,t... .i. ..i................ s;:u..... **'
vmlio ele
' Mousmux,
prnfiti:
*2 qualidade
(p| commodo:
iiillictes 59500
Meios 23800
Juarlns l-',0
.lilavos 7l1)
Decimos tino
\ icesimoi 320
Itccebe .7:000-000
i 2i50900
o l:703000
6253000
i .700-000
2503000
O uiesnio caulelisla decl.ira. que se obriza a pagar
os premios grandes por inleiro sahidos em suas cau-
telas, porem que (|iiautt> aos seus bilbeles inleiros,
que sao vendidos em originaes, apenas se obriga a
pagar os S por cenlo. logo que se llie aprsenle 0 li-
Ihele, indo o pnssuidor receber o respectivo premio
doSr. Ihcsoureiro.
c?

le .1.
da Cruz

10.
THEATRO DE APOLLO.
Os senhores rocos la amiga SDeicdadeIturmn-
nico II"' 'leal, que assiimaram para a sua nova
installaflo no ihealro de Apollo, queiram rompare-
rrr no sabio do mesmo Ihealro as 9 horas da ma-
nhaa ele; domingo 21 elo rorrete, alim ele ese.olho-
rcm a ceimmis-;i'i adminislraltva pie ha de dirigir a
sociedaile, o Iratarem de lulo mais que for lenden-
c aos interesses della.
ATTENCAO*.
No dia I i. as iS horas da noile. desapparenu a
crioiilinlia forra, de nome .Mana, com idade ele 1:2
anuos, pouro mais, liaiva c sorra lo corpo, levou ia-
palosdeeouro de lustre e vestido de ebila branco
com romagem miada, a qual eslava em rasa el bai-
xo assigoado, morador na rua larga elo Rosario n.
l : roga-ae, |iorlanlo, a Indas as pettoas que tlella
tiverem milicia, ou pie n a liver recolhidn, que par-
ticipe ao mesmo ab.dxo amgnado, que ser recom-
pensado, e se ihe Reara muito abrigado,
enlomo ('i/indino Alves Gomes.
Anda se alagba rasa em Olinda, na ladeira da
.Misericordia n. 12, bem piulada e concertada de no-
vo : a fallar na rua do IIm-el n. 21. ou na mesma
ri.la.le, rua de Malinas Ferrcira n. 2S.
champagne, Siiier\
em {{arralas e meias
cores linos lodo de
superior e por preco
no escriptoi o
P. Adottr & C, na i ua
n. i i).
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, cm parrara*, a 128000
a duzia, e 19280a garrafa : na rua dosTanoeiros n.
2, primeiro andar, defroule do Trapiche Novo.
Vende-se um lindo inulatinlio de II anuos,
bam para aprender a bolieiro ou cpiibtuer olcio :
na rua los Quarleis n. -'i, sc-tindo anclar.
Vcinle-'C no elia -JS de abril as parles da rasa
terrea, no aterro da Boa-Vista li. 27, por ser a ulti-
ma prara do juiz da segunda vara do civel.
Vendc-se un,, crioula ele JS anuos, rom muilo
bom leile para criar, e com um fllhu uudeque, de i
anuos; a escrava lie cozinbeira e lava de sabao : na
rua das Croza n. 22.
Venelein-se duas morailaide risas na rua de S.
Miguel dos Afosados, ele pedia e cal. com bous com-
moeos: quem ;>> pretender, lirja-sc i rua Direita,
botica n. 31, que e dir quem vende.
Sedas de cores.
\ andem-se culos de vesti'lo de seda i<- rores rom
17 e 18 cavados, pelo barafo prejo de -Jii-o;m rada
iim : na loja elo i porlas, ua rua do Oueimado u. 10.
Vende-se por proco eommodo o armazem da
rua da l'r.iia II. 20, silo eill chaos propros, e cpie da
boa renda a Iralar na rua do Queimado n. 117. pri-
meiro andar.
COBERTORES ESCROS E
Na rua da Crespo,luja i!.i esquina que volla para ;i
.i'.hli'i i. venitem-tc culicrlorcs escuros, propros para
pmtravos, i 7iit*. ditos RraiideSf Immh eiiforpados. .1
l>iJ1M), dibw ruin pellojini-
anioosdela a I928U, dilos de laa a -ic-UH cada
um.
Yeiiiom-sc na rua ila Cadea fio Hecile.loja de
ferrasen* n. 53t saccu com gomma muilo fioa, por
preco eommodo.
TALVEZ AilMIREM-SE, MAS IIK QUE BE.
VendemK cliarulos ile lla\ana a II-SIOU a caUa :
na rua Di re la, loja n. 1:!.
SARJA PRETA E SET1M
MAC'O.
Na rua do Crespo, loja n. 6, vende-se superior
sarja hespanhola, muilo larga, pelo diminuto prero
de 29300 c 2S600 o covado, selim maeo a 28800*e
39200o covado, panno pelo le :i.^XX), ?(XK), .7.3OOO
C63000 ocovado.
FARINHA I)F. MANDIOCA.
Vende-se superior Farinha de mandio-
ca, ein saccas que lem um alqueire, me-
vellia, por preco
> commodo: nos
arina/.eiis n. .,, .> 7 defronte da escadi-
"lii, e no armazemdelionte da porta ila
w
tt
Veflde-se cxrpllriilc taimado de pinho, recen-
trnenlo rhesado la AmCffca : na rui de Apollo
trapiche do Refreir, a enlend-cr-se corn oadmins
rador du mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' Jo Dr. Eduar-
do Slolle em Berlin, empregado as co-
lonias ngle/.as e liollande/.as, com gran-
de vantagem para o melhoramcnto do
assucar, aclia-se a venda, era latas de 10
libras, junto com o metliodo de emprc-
;a-lo 110 idioma portugnez, em casa de
. O. Ilicbcr & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Cln istao.
Sabio a loz a 2.a edicilo do lvrnbo denominado
llevlo Clirislao.mais correrlo e arrecentaelo: vemle-
se uuicameule na livraria 11. ti e S la praca da In-
dependencia a lil) rs. cada cxemplar.
Vigario n. 19, ptitnei-
Na rua do
ro audar, tem pata vender diversas mu-
ticas para piano, violao e tlau'.a, como
M'jain,quadriUiag, valsa, redow'as, sclio
tickes, modinhas ludo mo.leitiissimo
bliegado do Kio de'Jpteiro.
Vcnilein-sc ricos e modernos pianos, recenle-
menle ebe^ados, le i'vrrllentes \n/.es, e preros rom-
modos em rasa de N. O. liieber\ Compaubia, rua
da Cruz n. i.
Venden.-se lonas da Russia por preco
da
lia-
'.'.
aliandt
Novaes & C, na
primeiro anclar.
011 a tratar no escriptorio Ue
na ilo Trapidie n. J>\,
SAIAS.
Na rita do Crespo n. 9, vendem-se
s.'ias, fzenda nleiraiiicule nova a 2$000
rs. cada uma, chales intitulados l'ALEII- vol,n l'ara cadeia.
VIO a l.sOi) rs,: ;i elles, freguezes, rjue
a l'u/.enda lie boa e barata.
Vendem-se novos os livros seguintes
por \\ Scoii: Os Puritano*, Waverlq o
r.alisinnn, A prisdo I Edimburgo, Quin-
liini Diirwaid, Ivanhoe, Juris Canonis
por Lequeux : no aterro da Boa-Vista lo-
ja ileunves. 11. liS.
U&tslijfl
Vende-se superior ceanlo em barricas grandes ;
s,,, ciimei lambem vendem-seas linas : airando
lliealro, armazem elo Joaqun Lupes de Alinela.
Ilicado de listras de cores, propiio ,?>
para Milit, cuicase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-so na rua du Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
coinmodo, e de superior qualidade:
armazem de N. O. Bieber&C, rua
Cruz. n. .
AGENCIA
Da Fundieao' Low-Moor. Rua
Senzala nova n. 42.
Ncstc cstabelecimento continua a
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para cngcnbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com cubera c os rom
ptenles arreios para um eavallo, ludo quasi novo
par? ver, no aterro da ltoa-\ isla, armazem do Sr
Miguel Seceiro, e para Iralar nolteciferua doTrapi-
ebe n. li, primeiro andar
s->sa5sss: @:@@tfv-ain
Deposito de vinho de chano- v$y
pague Cliateau-Av, primeiraqua- fe
!) lidade, de propredade do conde j5)
i0>
Chales de merino' do cores, de muito
bom goso.
N endem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
le Marcutl, rua da Cruz do Ke-
cile 11. >(): esle violto, o mellior
de toda a Champagne, vende-se
a 064OOO rs. cada cai.xa, aclia-se
iiiiiciiiiieiiic em casa de L. Le-
comte Feron & Companbia. N.
B.As caixa* sao marcadas a lo-
goConde de Marcuilc os r-
tulos das garrafas sao a/.iies.
mmms^m
VHilins PARA VI0RACAS.
Veo 1m-se em caitas, em casa ele- Itarlbomeu
francisco le Souza, rua larga do Kosario 11. Jli.
Em casi de J. Keller&C, na rna
da Cruzn. .")."> ha para vender e\cel-
lentei piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
A IjjfOOO, 29500 e 55000.
Vende-se ipelpomenc ele daos larguras com qua-
drosachamatolados para vestidM de senhora a 1- o venda a superior Oanella para forro de sellins clie-
Corado ; selim piole. Alaran, cvcellenle para vsti- i gada rerentemenle da America.
eios a -jr o covado; lenco* de rambraia le liubo ti- i
nos bordados e bien, pea beraaSf caita um; rain-1 ~ ^ endem-se na arma/en, 11. til), la rua da Ca-
braia de linlio lina a a a \ar.i ; assim ceinin itiver- {ll'i'1''" Recife, da llenrj Uibson, os mais Miperio-
sas 1 i/emlasporeommodo preco : 113 rua da Cadeia "' "douius fabricados em Inglaterra, ior prejos
do Recife luja da'esquina 11. j. mdicos.
Potassa
No antigo deposito da rua da Cadeia Vclba, rs-
rriplorio n. 1^, vcudc-se muilo superior polassa da
llu-sia, amerii.ina e lo Kio de Janeiro, 1 precos ba-
ratos que lie para (echar contas.
N rua di Vlg ario n. 19 primeiro andar, (em a
/
A
S FECHINCHAS DA CALI-
FORNIA ANDA NAO SE
ACABARAM, CHEGUEM AO
PASSEIO PUBLICO t 9
PARA SE INFORMAR.
Vendem-se pe^asde ma-
dapolao a 500, 2,300,
3,000 e 5,500 rs., "pe-yas
de al^odao a 800, 1,000,
1,280, 1,600 e 2,000 rs.,
em va ras a 100 rs., a el-
la v que destas fortunas
apparecem poucas.
PECHINCHA SO'NA RUI DO
CRESPO N. li. :.
Ricas roberas di chila de uma largura, pelojmra-
lissimo prc;o le 2^J00 cada urna, chales de louquim
IO3OOO, dilos de merino, bonitas cores, a 7000, e
minias maia fazenilas baratas; a ellas, que d eslao
acallando.
Vende-se vinlio de Lisboa, em pipas
e barris de quarto, pelo baratissimo pre-
;<) de 'iS.sOOO rs. o barril, assim como
se 1 vtallia a 2$000 em caada, e a 280
rs. a jrrala : na praca do Corpo Sanio
armazem n. 4, junto a loja de unileiro.
Vende-se superior farinha de mandioca de
Sania Calhanna: a tratar no escriptorio da rua da
Crui u. !i, com lsac Curio & C.
. Vrndem-se presuntos superiores, baratos, para
lianibrc. latas com bolachinhas soda e ingleza, mar-
melada nova em lalinhai pequeas, hilas com 10 li-
bras de inanleiej lina, muito nova, vinho do Porto
engarrafado, o mais superior : na rua da Cruz do
Recife n. <6.
ESCRAVOS FGIDOS.
- .i
I
No lia i de fevereiro de 1853 detappareceo do
abaixo assiguado o seo escravo de nome Valerio,
pardo, cr de c,mella, de idade 44 annos, pouco
mais ou menos, estatura media, cabellos de pimenla
lo reino.isto he, carapinbo Iroiivo.cara ovada, olhos
pardos, nariz chalo ponlodo, bocea regular, barba -o
no qnei vo e beico de cima, com denles podres na
frenle largas, quarlos mais seceos, ps pequeos, lem orna
cicatriz de pancada na cabera, qua os cabellos en-
cobren!, e outra grande em uma das anas cima do
joelho, pelo lado de fra, proveniente de mal de
tnilias ; be bastante ladillo, Talla mansa, anda sem-
pre vestido de Mica e'jaquela, e me dizem que esta
com o nome mudado pira Andr Alejandre, intila-
landn-se por forro, e que anda pelas provincias do
Rio ('raiulc do Norte e l'arabiba, pela cidade de tioi-
anna c po\nae;ao de Pedras de Fogo : roga-se as au-
toridades policiaes, e capilaes de campo, qoe o fajam
apprehender e o remellam ao mesmo abaixo assig-
uado, morador ua cidade da Victoria da comarca de
Santo Anlao, ecbrigando-se rel s desperas que bou-
verem, c aos conductores dar a sratilicacao de 1003-
Joei Cavatcanii Ferra; de Azecedo.
Desappareceu de casa de seu senbor o prclo de
nome Thomaz, idde 4U annos, tendo ja alguns ca-
bellos brancos, de nacito Mossambique, bstanle al-
to, ma^ro, peruas linas, aiiitaiidei sempre muito di-
reito, lem crneos sobre o nariz, sigual proprio de
shu naro : consta |uc auic-boiilem esiiver.i em
(Mimla, ganbando na rua, ou no Varadouro : roga-
se aos rapilaes de campo.e pessoas particulares, que
o apprchendam c levcm-o I.uiz liumcs t'erreira,
no ^londego, de quem rerebero boa gratificado.
CEM MIL RES UE RATIHCACAO".
I'c-i.pl ::iooimi no dia 6 de dezembro do auno pr-
jimo passado, lime hela, de 11 annos de idade, ves-
ua, cr acaboclada ; levou um vcslido de chita com
lislras cor de rosa ede caf, e oulro tambem de chi-
ta lirn, .i com palmas, um lenco amarello oo poro-
r ja desbolado: quem a apprehender conduza-a
Apipucos, no Oiteiro, cm casa de JoAo l.eilc le Aze-
vedo, ou no Recife, na praja do Corpo Santo n. 17,
qoe recebera a graliticacilo cima.
I'i'sapparcreu no dia 2 do correte, do enge
nho l'agilinga, om escravo, crioulo, de ifome Flo-
rencio, com irinta annos de idade, pouco mais ou
menos, temi os signaes seguioles : bastante pre-
lo, estatura regular, barbado, rara descarnada, um
pouco dentueo, olhos npilombndos, uma cicatriz na
suela e oulra na barrisa. perins fina, pi torios que
mustram ter sido cambados, denles podres e falla de
alguna na frente, c falla alm lisso am pouco alra-
vessado ; desrona-se qoe seguisse ao (ermo de Na-
zarclb : rosa-se a qualquer pessoa, que apprehen-
de-lo, leve-o ao relendo engenho, que ser bem
recompensado.
Na ipiaria-ftir.i de trevas desappareceu de casa
do majnr Antonio da Silva liusmao, rua Imperial
n. til, a sua escrava l'bercza, reprsenla ler 60 aa-
nos, pouco mais oa menos, baixa, um pouco refor-
i;ada, cabellos brancos, lesla eslreila, olhos um pou-
co .ip.na los, nadegas muilo salientes, que parece
trazer pannos para faze-las apparecer, porem sao
naluraes, Inn cm un dos lados das cosas bstanles
ralombos, c em um dos ps o dedo junto ao mnimo
trepado por cima los oulros ; levou vcslido de chita
re'u de rafij com llores mnelas : quem a pegar, leve-a
indicada casa, que ser generosamente recompen-
sado.
Do dia 1 paia i do correnle mea de ahri'
desappareceu de Apiparos o esrravo rrioulo. fula,
de nome Miguel, de idade 2K a 30 anuos, niais ou
menos, alio, seceo do corpo, com falla de I ou 2 den-
les ua frente : quem o mesmo pesar, leve-o i rasa
do abaixo assiguado, na rua da Cadeia do Recife n.
53, que sera bem recompensado.
Francisco de M. Leal Scce-
Ilesapparcrru do poder do abaixo assisnado um
seu escravo, rom ossiiuaessecuinles: catira bem re-
tii, cabellos corrido*, ollios grandes, com Taita de
algana denles na frenle, na. nan tantos que pareen
desdenladii, alio, bem proporrieiii;ii|0, e de bonita ii-
gura, |uando prinripia a fallar parece ter dilrul-
dade ou progoifl de pronunciar as pala\ra-, co-lu-
ma Ira/er a visla liaiva e be moroso em seus movi-
meolos, polo que neo Ihc falla asilidade, cbama-se
Isuacio. tem de 23 a 3 anuos de idade, e be natural
de Sobral, provincia do Ccara. donde veio ha 3 an-
uos para esta cidade. Recife II de abril de 1855.
lenlo Jos, FernanJes Barros.
l'ERN. TYT. DE M. F. DE F A RA. 18J.
i
I
MU1IMD0


Full Text
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