Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00968


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Full Text
ANKO XXXI. N. 97.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA 27 DE ABRIL DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
t
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRr.G.VIHiS U.\ SLTlSCKIl'CVO.
Iterife, o propriebrio M. F. de Faria ; Rio lo Ja-
/ neiro, o 8r. Joao Pereira Marlins ; Babia, o Sr. I).
Huprad; Murrio, o Sr. Joaqiiiin Bernardo de M'n-
doura ; Parahiba, o Sr. Gervazio Virlor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio I'creira Jnior ;
Ararat y, o Sr. Antonio do I.cinos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhilo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; l'iauliy, o Sr. Domingos
IIrulano AcWilcs Pes-oa Cearence ; Para. oSr. Jus-
tillo J. Hamos ; Amazonas, oSr. Jeronymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d- por 1$.
. Paris, 315 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro. (
HETAES.
Oncas hespanliolas* .
Modas de 60400 velhas.
de 63100 novas.
de 49000. .
Prata,Patacocsbtasileiros. ,
Pesos columnarios, .
mejicanos. ,
PARTIDA DOS CORREIOS.
29000 piinda, lodos os dias. ,
169000 Cantali, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
169000 Villa-Bella, Boa-N isla", Exi euri.ury.a 1. c 28.
95J000 Goi.inna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
19940 Victoria e Natal, as quintas-feiras.
19940 PREAMAR DE nOJE.
19860 Primeira .i 1 hora e 18 minutos da larde.
[Segunda albora e 42 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relaco, tereas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1' varado civel, segundas e sextas ao mciodia.
2' vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
KPIIKMEHIDES.
Abril 2 Ltia rheia aos 8 minutos e 36 segun-
dos da lardo.
9 Quarto minguante as 7 horas, 12 mi-
nutos e 39 segundos da tarde.
16 Lita nova a I horas, 16 minutos*
36 segundos da tarde.
2i (guari erescenie as 3 horas, 37 mi-
nutos 40 segundos da manhaa.
DIAS 1>A SEMANA.
23 Segunda. S. .lorrje m.: S. Adbertob.
24 Terca. S. Fiel de Simaringa m.f.: S. Honoro.
25 Quarta. S. Marcos Evangelista ; S. Hermino.
26 Quinta. S. Podro de Ralis b. ; S. Cielo- p.
27 Sexta. S. Tertuliano b. ; S Tiburcio are.
28 Sabbado. S. Vital m. ; Ss. Agapio c Acacio.
29 Domingo. 3. depois de Pascoa A fgida da
SS. Virgem Mai de Dos para Ogylpo.
PARTE OFFlCIiL.
MINISTERIO D* FAZENDA.
Estatuto* da catata filial da B.ace da Brasil
aa cidade da Baetfa, capital da provincia da
Paratabuco, a qae se refere a decreto n
1.580 de 21 da marca cerrante.
CAPITULO I.
Da caixa filial e suas operaies.
Att. 1. Fica creada ni cidade do Recite, capital
da provincia de Pernarohucn, urna Caixa filial do
Banco d Brasil, que se reger por estes estatutos.
Art. 2. O fundo capital da Caixa ser teniendo
pelo Banco, quando e como entender conveniente a
directora deste, que poderu augmenla-lo ou dimi-
nui-lo segundo as uecessidades e conveniencias da
irculocao.
Arl. 3. As operacoes que Cvixa poder fazer
sao:
I." Desconlai ledras de cambio da Ierra e outros
ttulos commerciaes .i ordem c com prazo determi-
nado, garantidos por duas assignaturas ao menos de
pessoas notoriamente abonadas, residentes no lagar
em que se fizer o descont ; e bem assim cscriptos
das alfandegas e lettras das thesourarias geral e pro-
vincial. Como excepcao de regru, podera urna so das
mencionadas a-signaturas ser de pessoa residente no
lugar do descont, mas a importancia dos litlos as-
sim descontados nunca exceder decima parte do
fundo efTeclivo da Caita. NSo se farao desconlos a
prazo matar da 4 mezes, salvo durante os 1 primeiros
annos, nos qaaea poderlo ser admitlidas a descont
lellrae al o prazo de G mezes. comanlo qoc a sua
importancia total nao exceda a terc,a parle do fun-
do effeclivo da caixa. mximo qOc ira diminuindo
na razao de 25 % annualmentc, a contar do dia em
que a caixa entrar em operarles.
2. Encarregar-se por commissiln da compra e
venda de metaes preciosos, de apolices da divi Ja pu-
blica e de quaesquer oulros ttulos de valores, c da
cobranra il dividendos, lettras e de outros lilulos a
prazo lito.
3." Recclicr em conla correnle as sommas que
llio forero entregues por particulares ou estaheleri-
mentos pblicos, e pagar as quanlias de que estes
dispuzerem al a importancia do que hoaver rece-
bido.
i." Tomar dinheiro a premio por meio de conlas
correntes ou passando lettras, nac podendo o prazo
em nenhom dos dous rasos ser menor de 60 dias.
5. Comprar e vender por conla propria melacs
preciosos.
6. Fazer empreslimos sobre pcnlior de ouro, pra-
ta e diamantes, de apolices da divida publica, de
acms de'companliias acreditadas que'tenliam cota-
cao real, e na propnrriin da importancia realisada
de Ututos particulares que representen! legitimas
transacroes commerciacs e de mercadorias nao su-
jelas a corrjprftn depositadas nis alfandegas ou ar-
mazens alfaudegados. A caixa nao podera empres-
tar sobre peulior de acoles do Banco do Brasil.
7" Fazer movimentos de fundos de urnas para ou-
tras praras do imperio.
8. Eflecluar operacoes de cambios para impoitar
metaes preciosos ou impedir a exportaran delles.
9." Emiltir notas, islo tic, bjlbeles nao inferiores
a IOS pagaveis a vista e ao portador.
Arl. I." A directora do Banco poder, sempre
que o julgar convcnienle, suspender ou restringir
alguma das ope/arOes mencionadas no artigo antece-
dente.
Art. ." Em nenhum caso, e sob nenlium prelex"
lo, poder a directora da caixa fazer ou emprehen-
,der nutras operarles alm das que sAo designadas
nesle estatuios.
Arl. 6. As nota emittidas pela caixa lero privi-
legio exclusivo de serem recebidas em pagamento
as repartcoe* publicas da provincia.
Arl. 7. A emissao de que trata o artigo 3. S 'J.
lie limitada pelas regras seguidles :
1." Salva a disposicao do art. 8. a emissao da
caixa nao pode elevar-se a oais do duplo do fundo
disponivel, iito lie, a mais do duplo dos valores que
a caixa liver efectivamente em cofre, representados
por moeda correte, ou brrasele onro de -22 qnila-
tes avallado pelo preco legal, verificado por con-
traste oa perito Humeado pela directora. Excep-
lua-se o dinheiro recelado premio, o qual nao faz
parte do fundo disponivel.
2." A emissao lambem nao pode exceder impor-
tancia dos desconlos feitos na forma do arl. 3. S I "
e dos empreslimos sobre penhores de ouro, de prata
e de ttulos particulares que representan! legitimas
Iransaccoes commerciaes.
Arl. K." Alcm do limite marcado no artigo ante-
cedente, ou do que for estipulado em virlude da
0 PARAIZO DAS HL1HEKES. (*)
Por Pamla Fav.l.
SEGUNDA PARTE.
CAPITULO IX
Arenturat de Loriol.
O que acordoo Loriol foi um raio de sol que deu-
llie no rosto. 'Odia eslava claro. Nieul liavia par-
tido desde inuilo lempo rom seu cesto, com seu gan-
do e com suas moedas de cem sidos.
Loriol esfregou os ollios deslumhrados : nunca Ti-
rara 13o espantado em sua vida. Todos os objectot
que o rodeavam erani-lhe desconhecidos, e elle nao
linha iicnliuroa lembranra de ler entrado nene la-
gar. Teria crido em algum encantamento, se nao
liouvese visto Chilln deilada sobre o emergi ao
sen lado.
Kecorreu memoria. Sua cabeea eslava vasia e.
pesada ; mas um relmpago llluminou-lhe repenti-
namente o cerebro, e elle rtsse :
Paris Paris! estBu em Paris !
Levanlou-se de um salto, e eslendeu a mo para
acordar Chilln, mas nao tnrou-a, porque todas as
suas Icmbraurat voltavam-llie ao mesmo lempo.
Que felicidade 1 disse coinsigo, ella dorme !
O pcnsamenlo dessa separaran viera a Lorio! antes
da embriaguez, e (preceder ate ao ronselho receido
na orcasiao de comprar ameixas postas de couserva
em agurdenle.
No r.imiubo era a cabera de Chilln que exaltba-
se idea de Paris ; mas ella lauto o litera que Pa-
ris perturbara desde a primeira vista o espirito de
Loriot.
Elle linha ama idea, bem como repetir lanas \c-
zes na vespera.
Ena idea era absurda na verdade ; mas elle a pre-
zava e considerava-a um rasgo de engenho.
Com etTeito qoe maior sagacidade do que fazer-se
inulher para ser feliz no paraizo das mulheres ?
Can ludo I.oriol nao rcuoncia\a ilelinilvamenle u
sua Chilln. Vio linha mo coraran, e pensava va-
gamente que se riiriqucressc. sua Chilloiininha par-
ticipara de ludo.
Loriol lendo sacudido sua rnupa robera de pnlha,
lanrou os olhos aobra as mos, e lamenlou pela pri-
meira vez nao ter agua. Necessitava lambem de um
espelbo ; pois o desejo de ser mulher tomava-o cas-
quilho. Elle que reprehender tantas vezes Chilln
pela sua pretendida casqalliarja.
Em <|uanlo sacudia-se, veio-ltie um receio que o
fez empalidecer. Estava com effeilo em Paris. ou
sena isso um snnho 1
Esleve prestes a acordar Chifln, seu orculo ; mas
a conserva de ameitas em agurdenle, as laranji-
nlia-, o bolo, lodas ansas lembrancas tao claras e vi-
ran
do
com
disposirao do art. 17 dos estatutos do Banco, pode-
r a caixa fazer qualquer emissao addicional, tro-
ido notas por moeda correle, ou ouro em barra
loque de 22 quilates avallado pelo preco legal,
__.n tanto que conserve em caixa, nao s o fundo
disponivel correspondente aquelle limite, mas ainoa
i moeda ou barras de ouro que receber em troco da
emissao addicional.
Art. 9." As notas que a caixa emiltir lerao doas
aloes, um dos quaes (cara no Ilanco, c serio por
esle fornecidas com as assignaluras c particularida-
des que a directoria do Banco entender necessarias,
nao devendo entrar em circularlo na provincia sem
que tejan) lambem assignadas, por um ou mais di-
rectores da caixa tilia).
Arl. 10. A caixa ter um cofre de depsitos vo-
luntarios para lilulos de crdito, podras preciosas,
moeda. joias e ourn oa prata em barras, dos quaes
receber um premio na proporrAo do valor dos ob-
jeclos depositados. Este valor scr estimado pela
parle de arcordo com a directora da caixa, a qual
dar recibo dos depsitos designando a natiircza eo
rilor dos objectos. depositados, o nome c a residen-
cia do drpositador, a data em que o deposito for fei-
to e o numero do regislro da inscriprao dos mesmos
objectos. Tac* recibos nao seraa^lraiisferivcis por via
'cndo'so.
Arl. II. Nao serao descontadas as ledras c oulros
lilulos que forem assignadas por qualquer dos di-
rectores que esliver de serviro como membro da
commissAo de desconlos, ou que s liverem firmas
le directores.
Art. 12. Nos empreslimos de que trata o 6. do
rl. 3. a caixa receber, alcm do penhor, lettras a
prazos que nao excedam de i mezes, as quaes,po-
derao ser assignadas nicamente pelo mutuario.
Arl. 13. Se a letlra proveniente de empreslimo
sobre penhor nao Tor paga no seu vencmento, pode-
r a caixa proceder venda do penhor em leilao
mercantil na pruenca de um dos membros da direc-
tora e preco.leudo aiiiiuiirios pblicos por tres dias
consecutivos ; mas o dono do penhor ter o direito
le resgala-lo at comerar o leilao, pagando o qae
dever e asdespezas que litar occasionado. Verifica-
da a vemla e liquidada a divida com todas- as des-
pezas, juros e a comrnissao de 1 } ", ser o saldo, se
botivcr, entregue a quem de direito for.
Arl. If. Se o penhor consistir em apolices da di-
vida pnhlira, ou accoes de companhias. o mutuario
devora Iranreli-las previamente caixa.
Arl. 15. Se o penhor existir em papis de crdi-
to negociaveis no commercio, ou em ouro, prata, e
oulras mercaduras, a caixa exigir consentimentr.
poreseripto do devedor aulorisando a mama caita
para negociar ou alhear o penhor so a divida nao
for paga no mmi vencinicnco.
Art. 16. Avmereadorias que liverem de servir de
penhor aos empVestimol feitos pela caixa, ser.lo pre-
viamente avaliadas por um ou mais corretores ou
peritos designados pela directora.
Arl. 17. A caixa s poder emprestar >obre pe-
nhor :
1. de ouro.oa prata, com ah itimcnlo de 10$ do
valor vcrtlicado por contraste ou por peritos nortea-
dos pela directora.
2. De lilulos da divida publica, cora ahamcnlo
do 10 S io menos do valor do mercado.
3. De lettras a prazo maior de l mezes, com aba-
tmenlo nunca menor de I0 ; e de oulros lilulos
commerciacs e mercadorjas, com abaliraenlo de 25;
ao memos do seo valor.
4. De diamantes, com abatimento de 50 pele
menos do valor que Ihe for dado por peritos Hornea-
dos pela directora.
5. De accoes de companhia com abatimento nun-
ca menor de t|3 do valor realisado, ou do preco do
mercado quando esle for inferior aquelle valor.
CAPITULO II.
Da adminittrarao da caixa.
Arl. 18. A caixa ser administrada por urna di-
rectora composta de 7 membros nomeados annnal-
mente pela directora do Banco, que d'entre riles
designar o presidente e vce-presidenlc. Na falta
ou impedimento do vice-presidente far suas vezes
o director que se Ihe seguir na lisia destes organisa-
da pela directora do Banco.
Art. 19. A directora do Banco nomear lambem
annualmente cinco snpplenles para, pela ordem em
que nominalnieiile forem collocados, subsliluirem
os direclores em seus impedimentos ou faltas.
Arl. 20. Nenhum membro da directora poder
enlrarcm exercicio sem possur c depositar na
caixa quarenla acres do Banco do Brasil, as quaes
serao inalicnaveis emquanto durarcm suas respec-
tivas runrunes.
Arl. 21. Compete directoria da caiva :
vas
va em
() Vide o Diario n. 96.
! Naohavia necessidade de Chiflan ; Loriol csta-
im Paris.
Qucrendo cerlilicar-se disso, o rapaznho pz-sc
sobre a cadeira que guarneca o qu -rio, e chegou a
janellasua cabera loura coherla de cabellos longos e
almelados.
Esregou novamenle os olhos e deu um grande gri-
to de triumpho e de alegra. A jauella eslava situa-
da no cume da casa mais alta do quarleirao, e dahi
Loriol via Paris como se lvesse estado sobre a co-
lumna Vendme.
Cortamente Loriol nao procurava ah a pasagem |
s experimentava a sensarao de immensidade.
Paris Paris viva Paris ludo isso he meu !
Eisoque dzia o rapaznho contemplando a capi-
tal da janellinha aberla sobre o ledo de ama casa do
bairro de Saint Denis, onde o quarto para dous cus-
lava dez sidos, e era caro.
No lim do teclo liavia nm pedazo de chambo obs-
truido e chcio de agua de chuva. Loriol fez esfur-
cos com os ps e maos e subi ao teclo. Lavou as
mos e o rosto nesse vaso, onde s os pardaes, csses
passaros eminentemente cidadAos, iam ordinaria-
mente lavar o bco. Molhou lambem os cabellos para
annela-lus mellior. Que nao teria dado por um pe-
dazo de espelbo !
Sem embargo da falla de espelho, disse elle
comsigo. estoo certo de que serei mui bello feito mu-
lher ; Chilln assim u disse.
Praza a Dos que ella niio estoja acordada in-
lerrompeu-se Loriot voltando janclla.
Lanceo a vista dentro do qaarto. Chilln dorma
ainda, pois livcra lana fadga na vespera e chorara
lauto toda a noite !
Como ella dorme disse comsigo Loriot. Nao
valia a pena vr a Paris ; leria podido fazer outro
tanlo na granja de Chanlcpie.
Conlemplou mais urna vez as chamines da cidade
gigantesca que a ser sua conquista, e murmuren co-
inerando a descer :
Isso he bem alto!... Nao lembro-mc de ter
subido as escadas lioulem noile... Ouando eu for
mulher. deverei viciar as bebidas... Mas quem me
dir como as mulheres perdem-se ; pois he assim que
ganha-se dinheiro'.'
Cocou as orelhas, e disse :
Chilln lembem nio o sabe... Achi-se sempre
| a quem fallar em Paris... Quando cu liver um ves-
l tido a urna toura, pcrgunUrei a qualquer o que de-
' vn fazer.
Essa boa resoluto sereuou o espirito de Loriot.
Onanto rausa principal, aos mcios de turnar-se
mulher, so nao dava-lhe cuidado. Um vestido e
urna louca pareciam-lhe suflicienles para operar a
transformaran.
Muitos rapazinhos lioueslos sAo menos innocentes
que ese palifezinho de Loriol. Fez o inventario do
vestuario de Chilln alim le ver o que devia com-
prar para ser mulher.
1. Urna louca. A de Chilln e-lava muitn osa-
da ; mas que bellos cabellos liavia dentro Ah po-
dia-se procurar muilo lempo antes de achar oulros
semelhantes. Loriol concordava que eram os mais
bellos do mundo depois dos sen*.
2. Um lenco de pescoro. O de Chifln bavia-se
despregado na aguaran do somiio. Nunca Loriol li-
nha reparado no rollo caslo e formoso que o lenco
eutreaberto deixava ver. O rapaznho apalpou seu
1. Deliberar sobre a emissAo e anuiiliaran da
olas.
2. Fixar scmaualmenle as quantas que podem
ser empregadas em descont ou empreslimos sobre
penhores.
3. Determinar a laxa dos desconlos o do premio
do dinheiro que se receber a juro, c o mximo dos
prazos por que se farao os mesmos desconlos: obser-
vando todava o disposto no liual do S 1. do arti-
go 3.
4. Organisar a relaeio das firmas que poderao
ser admitlidas a descont, eo mximo da quantia
que poder.i ser de-rontada sob a garanta de cada
una de conformidade com os limites prescriplos pe-
la directora do Banco.
0. Dirigir e liscalisar todas as operacoes da
caixa.
6. Nomear e demiltir oserapregados que nao fo-
rem de Hornearlo da directoria do Banco, podendo
comtudo suspender i estes, dando immcdiatamente
conla 'los motivos porque assim procedeu, para que
vista delles, resolva a directoria do Banco o que
julgr convcnienle.
7. Propr directora do Banco as allerares ou
modilicaresquc julgar necessarias nos estatutos.
8. Organisar o regulamenlo interno e execula-ln
provisoriamente emquanto nAo for approvadu pela
directoria do Banco.
9. Approvar o relatorio das operacoes e estado
da caixa, e o balando que semcstralmente deven ser
remettdo directora do Banco.
Arl. 22. A directoria reunir-se-ha urna vez ao
menos oda semana, e poder deliberar estando pre-
sentes cinco de seus membros, excepto sobre as ope-
racoes indicadas no art. 3. 8., e nos casos que fo-
rem especificados pela directoria do Banco, nos
quaes ser necessaria a presenta de lodos os mem-
bjos da directora da caixa.
Arl. 23. A* deliberarles serao lomadas pormaio-
ria dos votos presentes, e quando hoiiver empale
sobre a resolurao de qualquer negocio, ser este
adiado e discutido de novo na sessAo seguinte ; e se
ainda nesta houver empale, ter o presidente o voto
de qualidade.
Arl. 21. Alm das oulras commisses que forem
designados no regulamenlo interno, ha vera eflecti-
vamcute em serviro urna commissAo de desconlos,
coinposta de dous directores, enrarregada de exami-
nar os ttulos apresentados a descont, verificarse
salsfazem as condiras exigidas por estes estatutos,
c se offerecem a necessaria garanta.
Os directores altenarAo ueste servico conforme a
ordem em que forem designados pela sua nomcacao,
de modo que nenhum director sirva na dita com-
missAo mais de 15 dias consecutivos. Se sobre al-
gum objrYf.rft o* doas membro* de serviro n.lo- podc-
rem concordar, o presidente da caa e decidir con-
formando-se coto a opiniao de um delles.
Arl. 25. A caita publicar, ao menos 15 e:n 15
dias, o prejo de seus descuidos e do juro do dinhei-
ro que houver de receber a premio.
Arl. 26. Compete ao presidente da directora :
1. Enviar semeslralmenlc directora do Banco
o relatorio e batanea de que traa o !). do
arl, 21.
2. Presidir as commisses ordinarias a cojos Ira-
balhos entender que de ve assistir.
3. Presidir as sesses da dirrrjria, ser orgAo del-
la, examinar e inspeccionar as operacoes e outros
ramos de trrico da caixa, e fazer executar fielmen-
te esles estatutos, o regiment interno, as inslriic-
<,">es da directoria do Banco, as decisoes da directo-
ria da caixa, devendo todava suspender a execurAo
das desta c da commissAo de decontos quando as jul-
gar contrarias a estes estatutos, dando immediata-
mente conla a directoria do Banco, para que ella
decida se devem ou nao ser execotadas.
4. Propr directoria lodas as medidas que jul-
gar vanlajosas aos inleresses da Caixa.
5. Convocar extraordinariamente a directora
quando entender conveniente.
Arl. 27. He dever do presidente comparecer dia-
riamente na caixa ; e no exercicio das altribuiroes
que Ihe sAo conferidas conformar-se as inslrucro>s
da directora do Banco.
Art. 28. A directoria lera" um secretario para la-
vrar e ler as respectivas actas, as quaes serao con-
signadas todas as decisoes que tomar.
Arl. 29. A directora do Banco, ouvida a da caixa
fixara' o numero e qualidade dos fmpregados desta
eseus vcncimentos.parlicularisando quaes os que de-
vem ser nomeados por urna e oulra das directoras ;
bem como as flaneas que liverem de prestare o modo
de rcalisa-las.
Art. 30. Os directores lerflo, em compensarlo do
seu Irabalho, urna commissAo de 3 por cento do lu-
cro liquido da ralxa, depois de deduzido o fundo de
eolio, e ficou nm lano desgostosu porque nao apre-
sentava os mesmos symptomas.
He urna cousa bella, lornon elle ; mas nem to-
das a lem... pode-se passar sem sso !
3. Um vestido. A cintura de Chifln era fina, c
baslava-lhe nm cordao para fecbar-lhe o cs. Loriol
tenlou abarcar sua cintura com as duas maos ; mas
nao o pode.
Aperlarei mais o cs do vestido, disse elle.
4. Sapalos noVos. Chilln s linha soceos ; mas
Loriot quera chapins. Teutou calcar os toceos de
Chifln ; oulro tanto fura fazer urna chave de adega
entrar na ferhadura de um desses movis de pao ro-
sado que adornam os carnarios elegantes.
Irra exclainoii o rapaznho, ella tem o p de-
masiadamente pequeo !
Loriot contemplou alguns instantes o seu, e lez
como o veado de Lafoolaine maldzendo as pernas.
Depois disse :
Cada am serve-se dos ps que tem.
Onanto ao rosto, acrescentou com orgulho, nao
sou muilo para lastimar, e ChiOboninha assim m'o
lem dilo muilas vezes...'
Parou porque encontrara com os olhos o semblan-
te delicioso de Chifln adormecida. A bocea da ra-
pariga eslava levemente enlreaberla. e uns dentinhos
ile perolas brilhavam-lhe entre os labios rosados.
Em lorno de suas palpebra- fechadas a fadga e as
lagrimas linham posto um circulo azulado qoasi in-
leirameute cobcrlo pela longa franja das pestaas.
Seus cabellos negros como o azevichc aiinelavam-se
em desordem ao redor da fronte e das faces.
Mas eu nunca a linha visto disse Loriot estu-
pefacto.
-* Porm, continunu, sou (alvez mais bello quan-
do durmo.
Pz o barrete de laa sobre a cabera com ar reso-
luto, o dirigio-ae porta. Em resumo necessitava
de urna tonca, um lcn?o de pescoco e um vestido.
Antes de passar o lnini.ii. vollou-sc como a seu pe-
zar, dizendo comsigo :
He urna grossaria dexar assim a pobre Chif-
fonninha !... Vou sempre abrra-la brandameiite.au-
tes de partir.
Estava immovel. e suas maos juntas pendiam.
Essa be boa date para animar-te, cada um
deve seguir sou caminho... Aquelh gente da rasa em
que veodiam-se ameixas, disse-mc que ella me im-
pedirla de ser feliz... u rtemais... ella escarnecera de
mim porque quero ser mulher'. Era esse o molivo
principal. '
Loriot ebegou-se lentamente ao eoxergSo, e como
este achava-se sobre o assoalh, foi obligado a ajoe-
lhar-se para abracar Chillen. Se a rapariguinha l-
vesse parecido sorrir aette momento, nao sei o que
leria acontecido, porque Loriol eslava verdadera-
mente commovido. muilo mais commovido do que
suas palavras pareciain indicar, linha os olhos bai-
to, e nao alrevia-se mais a encarar Chilln.
Em um movimenlo que fez, a mAo direita bateu-
Ihe na algibeira, e o dinheiro que linha dentro, soou.
A principio elle torrio com satisfazlo, depois lirou o
dinheiro.
Ella ri, murinurou elle examinando Chilln
sorrateirameute.
Chilln sonhava que a boa Virgem fallara a Lo-
rio!, e que este prometiera ficar sempre com ella.
Seis moedas de cinco francos, diste Loriot em
reserva, de conformidade com os estatutos do Banco.
Ao presidente da directora da caixa, alm da roiu-
missn que Ihe perlencer como director, arbitrara' a
directora do Banco urna gralificarao que nos impe-
dimentos do presidente competir' ao vce-presiden-
lc, ou a quem suas vezes fizer excepto se o impedi-
mento nAo exceder a 15 dias, ou fr por motivo de
molestia.
A directora da caixa remetiera* a (o Beioo, con-
forme o modelo que esta indicar, um balauro que
moslre as operacoes realisada- e o estado do activo
e pa-sivo do estabelecimenlo no ultimo dia de cada
mez. Copia deste bataneo sera' remettida ao mi-
nistro da fazenda pela directoria do Banco.
Arl. 32. A directora da caixa deve, sob sua in-
mediata responsabilidade, cumprir e razar riimprir
todas as instrurroes e ordensda directoria do Banco
em ludo que dsser respeilo i exeruro desle esta-
tuios, do regulamenlo interno e de quaesquer dis-
pnsires que adoptar, e communicar-lhc para me-
llior ordem do expeliente c funceesda caixa.
CAPITULO. III.
Disposicoes geract.
Art. 33. No ultimo dia dos mezes de mao e no-
vembro se proceder a bataneo geral e circunstan-
ciado da caixa, e com o relatorio da sua direcloria
ser immeilialaineute remedido do Banco.
Art. 3t. A caixa lera urna casa forte com a ne-
cessaria segurauca contra todos os riscos de fogo ,
xoubo, e quaesquer outros acontecimenlos que as
pnssam prejudicar.
Arl. 35. A directoria procurar, sempre ultimar
por meio de arbilrusas conlestaresque se possam
suscitar nomeneio dos negocios da caixa.
Arl. 3I. Os bens movis semoventes un de raiz
que a caixa houver de seus devedores por meios
conciliatorios ou judiciaes, serao vendidos no me-
nor prazo possvel.
Art. 37. A direcloria do Banco,.sempre que jul-
gue conveniente, c ao menos urna vez em cada an-
uo, e pelo meio que entender mellior, far inspec-
cionar e examinar o estado da caixa.
Art. ;irl. .\ directoria do Banco poder fazer ex
tensiva raixa filial no lodo ou em parte quaesquer
concessoes que forem competentemente oulorgadas
ao Banco.
Arl. .19. A directora fica antoritada para deman-
dare ser demandada, e para exercer livre e geral
administraran como mandataria da ditceloria do
Banco, que Ihe concede para isso plenos poderes, e
sem reserva alguma, inesinn osem causa propria.
Arl. 49. As arrus que forem d slribuidas por
ocra.iao da orsauisarAo ilcsla raixa tmenle tenia
transferidas por acto laucado no registro dola com
a as.-iguatura do pcoprielario, ou do seu legitimo
procurador. O seu dividendo semestral, que ser
o mesmo que fizer o Banco a todos os seus accionis-
tas, ser (iago na mesma caixa.
Art. 41. Os areionistas tocaos tem asseuto as
assemblea series do Banco, podeudo-sc fazer re-
presentar por procurador na forma dos estatutos
do mesmo.
Art. 12. A ili-solueao di caixa, a mtidanra de
sua selle, e a cessarao da loralisarae das accefl, -o
poderao ser resolvidas por deliberado da directora
do Banco, estando presentes lodos os seus membros
devendo d'ciitrc elles haver pelo menos dez votos
concordes em favor de tal re-olurao.
Arl. 13. A directoria do Banco poder, se julgar
conveniente, estabelccercom as necessarias garantas
urna mi mais agencias da caixa filial, nos lugares em
que mellior servircm as uecessidades commerciaes
da provincia ; c gar senAo de conformidade com o disposto no aitigo
antecedente.
CAPITULO IV.
Di*po*irex Irn Glorias.
Arl. H. SerAo distribuidas aos accionistas do Ban-
co de Pernatnbuco 10,000 acQdes do Banco do Bra-
sil, no caso do querer aquellu couverler-se em cai-
xa filial deste.
Art. 15. A importancia das accoes sera' paga em
prestadles, como resolver a direcloria do Banco de
conformidade com seus estatutos, podendo a primei-
ra ser igual a importancia ja realisada das accoes
distribuidas no Rio de Janeiro. Se porm a cncor-
porarao do capital se fizer por menores parcellas,
so nessa razao entraran os accionistas locaes na par-
tilh.i dos dividendos.
Arl. i(i. Distribuidas as acedes c realisada a pri-
meira prestadlo, entrara'em operacoes a caixa filial
ressando immedialamcnle as do Binco de Pernam-
buco, que se considera' exliucto, entrando em liqui-
dadlo por conla de seus accionistas a qual sera' di-
rigida de modo que dentro de um anuo da inslalla-
eo da caixa esleja concluida, salvo ns di re i tos de
terceiros, cujos contratos Ibes garantan! maior pra-
lom de sorpreza, e oulras menores... por oito libras
e dezsoldos!...
Chilln tinba pago dez sidos pelo aluguel do
quarto.
Trnta e oito libras e dez sidos, lor.iou Lo-
riot, porque teir) ludo isso ?
I.embree se vagamente da partilha, e corou bal-
buciandu :
Ella deu-me ludo.
Depois accrescentou abaixando novamenle os olhos:
Porque ped ludo !
He pena que Loriot pensasse em fa/.er-se mulher
justamente, quando ia lalvez lomar-e homem.
Eslava envergonhado, o que he bom signal.
Eu ia deixa-la sem nada !
Esle pensamenlo tocava-o moito mais do que o
proprio abandono.
Tirou da mAo urna moeda de cinco francos e rol-
locou-a sobre o assoalh aoMado do enxergio ; de-
pois oulra, c depois oulra.
A' terceira, den um suspiro profundo ; mas as
moedas eslavam no chao, e o rapaznho nAo loruou
a toma-las.
Dizem que um covarde lem mil vezes mais me-
ccimento que um corajoso, quando vai ao fogo pal-
udo e trmulo : isso he evidente.
Deixemos Loriot suspirar. Bestavam-lhe ainda
vinle e tres francos e dez sidos. Poz urna moeda
de dous francos sobre as tres de cem sidos, e disse:
Ella (em deiesete francos, eu leoho vinle e um,
e a moedinha... Se eu der-lhe mais quarenta sidos,
ella ter dezenove francos e cu lambem dezenove
francos.
Suspirn e fez o que disse.
Bcstava a moedinha.
Seria mislcr troca-la, disse Loriot comsigo em
sua rigorosa equidade ; cinco sidos para ella, cifico
sidos para mm. .
_ Debrucou-se sobre Chilln, c heijoti-lhe a fronte.
Urna lagrima vcin-lhe aos olhos, nina lagrima que
nao era arrancada nem pela fume, nem pela sede,
nem pelo fri, nem pela ladina, nem por nata do
que lazia ordinariamente Loriol chorar.
Bem se v que elle eslava prestes a toruar-se ho-
rnera.
Enchugou i pressa essa lagrima julgando-a talvez
indigna de si, e fez o geslo de metter a moeda de
cincoenta cntimos no bolsinhn com os dezenove
francos que fonnavam sua parle legitima e iiiconles-
tavel ; mas inudoo de resolurao, e por um movi-
menlo sublime depoz os dez sidos sobre o<|oinhao
de Chifln.
Ah isso ha mellior disso elle levantaudo-se
com a couscienca de sua grandeza d'aliua.
Dirigo-sc a porta, e sabio como homem importar-
le dizendo :
Emhora Pars seja grande, be sempre Paris...
Quando cu for rico, tornarei a achar Chifloninha.
Chegando a ra, elle esqueeeii-se dccidaiiieule de
Chifln para s cuidar em sua forluna.
Eram ptico mais ou menos oilo horas da manhaa.
e Pars linha tua febre de movimenlo e de negucios.
Apenas Loriot deu trila pa-sos na ra, senlio se a-
turddn. Esse tumulto, essa ronfiisao subain-lhe
cabera, e pareca-lhe que todas as carruagens iam
p.i ir-lhe sobre as costas.
Todava esse rumor e esse movimenlo altrahiam-
no ; pois que diriuio-se ao passeio publico, onde o
rumor e o movimenlo cresciam.
zo, nAo pudendo porm ser este augmentado desde
que acaxa entrar em opcrares.
Art. (7. A caixa filial podera, mediante a neces-
saria ennvenrao, encarregar-se como mandataria da
liquidaban do extiucto Banco de Pernambiico, nao
cobrando commissAo alguma pelo seu Irabalho.
Sala das scs-Mcs, em 22 de fevereiro de 1855.
Noimpedimealo do conselhciro presidente. Fran-
cisco .Xrier Pereira,Jos' CarUii Mayrink, se-
rrelario da directora.
GOVERNO BA PROVINCIA.
Expediente do dia 24 de abril
OlliroAo Exm. commandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Bcrife, para mandar
poslar em frente do convenio do Carino desta cida-
de no dia 2!> do correte, as 9 horas da maullan,
urna guarda de honra para assistir a Testa do patri-
arrlid S. Jos da Agona, e acompanbnr a procis-Ao
do mesmo Scnhor na (arde do referido dia.
DitoAo marerhal commandanle das armas, in-
tclligenciando-o de haver deferido n requerimento
em que o recruta em deposito .Manuel Anluncs, pe-
dia prazo para apresenlar documentos comprobato-
rios da sua isenc3o,
DitoAo mesmo, devnlvcndo o requerimento de
Antonio l'erreira da Costa Braga, pcdiinlo o pua-
mento da loura que vender para o ranxo do >. ba-
talllo de infanlaria, a que se refeie o offirio de S.
Exe. de 5 do correnle, n. 147, e ao qual responde,
remetiendo por copia a aformagto da Ihesouraria
de fazenda, e parecer do procurador-fiscal.
DiloAoExm. conselheiro presidente da relarao,
inteiraado-ode haver o bacharcl Miguel Archanju
Monleiro de Andrade Jnior, participado que no
dia I!) ilo mez passado reassumira o exercicio de juiz
munif/ipal ede orphAos do lermo de Cimbres.Igual
cemmunicacao lambem fez-se ao inspector da Ihe-
souraria de fazenda.
DitoAo Exm. director geral interino da inslruc-
r.lo publica, scieiililiaando-o de haver designado pa-
ra examinadores no concurso que se lem de pro-
ceder no dia 27 do correnle, para provimenlo da ca-
deira de instruccao putdira da villa de Serinhacm.
aos professores Jos Joaquim Xavier Sobrara, Joa-
quim Antonio de Castro Nones c Miguel Archaujn
Mindello.
DiloAo inspector da Ihesouraria da fazenda.auto-
risando-o adantar ao alteres reformado Jos Mar-
(ns da Silveira, um mez de venrimentos. Com-
miiuicou-se ao marechal commandanle das ar-
mas.
DiloAo mesmo, dcvolvcndo, alim de que pro-
ceda a respeilo de conformidade com a sua iufurma-
,cao de 21 do concille n. -J2, o lequerimenlo em
que Braz Anlonie da Cunta Albuqucrque, pede por
aforamenlo um terreno dcvolulo na ra Imperial
desla cidade.
DitoAo presidente do tribunal do commerrin.
declarando que aluguel de que .Manuel Jos da
Costa, pede pagamento, deve ser ntitfeito nos ter-
mos do parecer fiscal de que remelle copia, e que
ueste sentido deferir o requerimento do mcnio
Costa.
DitoAo comin.in laiil" do presidio de Fernan-
do, scientilirando-o de que pelo commandanle do
patacho I'irapama, Ihe serilo entregues para forne-
ciraenlo daquelle piesidio, os gneros e objectos
mencionados na rclacAo inclusa por copia.
DitoAo inspector do arsenal de mernba, recom-
meudandu a expedirao de suas urdens, para que se-
jam transportados para Femando no patacho Pira-
pama, os sentenciados Manuel Pereira do Valle,
Clandino Joao l'ernandes de Castro, Antonio Eva-
risto dos Santos c Matheus Jos Bodrigues da Silva,
os quaes serilo remetlidos para bordo do mesmo pa-
lacho, pelo juiz municipal da primeira vara. Re-
melteu-se as guias dos referidos sentenciados ao
commandanle do presidio.
DitoAo director do eollcgio dos orphAos, dizen-
do que, com a copia, que remelle do oflicio da c-
mara municipal desla ciliada, responde ao de Smc.
de 3 do correnle, relativamente ao cutcrramenlo
dos cadveres dos educandos daquelle eollcgio.
LitoAb Dr. Simphronio Cesar CoutinhoIn-
(eirado do quecommuniecu-me Vine, em seu ofli-
cio de 15 do correnle, relativamente ao desenvolvi-
mento da varila nessa comarca, lenho a dizcr-lhe
em resposla, que luuvando o seu zelo e interesse pe-
la salubridade publica, remetto-lhe laminas e (i
tubos capilares com piis vaccinieo, enferme Vine,
requisita, para applica-lo na vaccinarAo.
DiloAo juiz de paz da freguezia do Allinhoac-
cusando recelada por copia a lisia geral dos cidadilos
qualilieados votantes naquella freguezia.
DiloAo commandanle do corpo de polica, au-
lori-an lo-r passar escusa do servico ao soldado
Ora Loriat scnlia-se pequeninn e frarn no meio
da mullida", ora tinha impulsos de altivez iiifaiitis,
e dizia eomtjgo :
E-lou em Pars sou de Paris! mcus soceos fa-
zera parle desse rumor... mas nAo por milito lempo,
pois brevemente tere sapalos !
E saltava sobre a calcada pensando no vestido, na
coifa e no lenjo de pecoro. Se podesse, pretenda
perder-se uess mesma noile.
Ninguem ignora que no bairro de Saint Denis ha
famosos mercadores de vinbo que ulfcrecem cobiea
do povo bellos frascos de conservas de ameitas em
agurdente baplisada. O destino dos humanos re-
gula-se muitas vezes pelo acaso do primeiro passo.
Loriot nAo devia jamis esquecer-se do sabor dessa
linda e de seu caldo. Entrou em casa de nm mer-
cid-ir de vinho c comeu duas ameixas por seu pri-
meiro alineen.
Lemhrou-se cntAo do bolo succnlento que ceira
na vespera, c tendo voltario por acaso esquerda da
porta de Sailit Denis, pode satisfazer sen goslo ; mas
lia milita diflerenra entre os bolos : o do passeio pu-
blico de Saint Denis he um bohJ>burguez.
Loriot tinha seu plano e nao ia ao accaso. Com-
prar roupa, mudar re vcsluario c perder-se, como
deve fazer urna mulher que quer viver bem, tal era
a trela irarada. Tendo enchido o estomago, per-
correu o passeio publico procurando urna loja de
vestidos, coifas e lenros.
Achou lojas de calcas, colleles, casacas, redingotes, i
lujas de joias, de fazendas, fabricas de bocetas de ta-
baco, c urna cocheira de mnibus. Nada de loucas,
nem de vestidos, nem de lencos como Loriot quena;
mas o passeio publico era lao bello! O rapaznho le-
ve paciencia.
llevemos fazcr-lhe juslira, Loriot vendo essas di-
versas industrias, nao peusou urna s vez em traba-
Ihar. lia Irabalhadnres natos; mas nosso Loriol
n.io o era. Tinha Irabalhado algiimas vezes em sua
vida ; mas fura Chifln quem nos bous campos bre-
tes mcllcra-lbe a foiirinlia na mAo.
Loriot nAo recordava-se des prazer. Prefera dausar ou fazer cainbalhotas, o
que he lambem um Irabalho.
Nenhuma das industrias qiic encnnlrava aarada-
va-lhe; porm desejava quantn via s portas. Senao
livesse aliada poaMldo pela idea de fazer-sa mulher,
leria cerlamente comprado urnas cairas de quadros.
um redingote cimento e nm barrete.
Quando cu liver gaulio com que, perdendo-mc
romo mulher, dizia elle comsigo desviando os olhos
para nao ceder a leularu, hei de comprar um helio
vcsluario... um chapeo e nAo um brrele.
I'a-sava diente da porta de um rhapelteiro.
E nina chihalinha! acrescentou vendo urnas
bengala!; e um guarda-rhuva !... Ah! viva Dos!
desejo ter um guarda chuva!.... (Juero-o azul.....
nao... encarnado... Ah scChiflbniiiiha me encon-
iia-e com um guarda-ebuva !...
As ventas enlumeceram-se-lhc emquanto pensava
nessa honra trumphal.
Ella o ter lalvez ao mesmo lempo que cu, tor-
oou o rapaznho com um movimenlo de inveja; sou
pastor de Treguz; mas ella be llha do Car.alho
I i raudo... Se liver um guarda-chuva, tanto mellior
para ella 1
Jess! um relogio de algibeira. um relogio de
prata com fructos da America e urna lita Um relo-
gio que marca as horas e forma no bolso o volume
daquelle corpo Francisco Jos da Silva, logo que fi-
nalise a pena que Ihe foi imposta pelo crime de
de-erc,ao.
PortaraAo agente da companhia dos vapores,
para mandar transportar para o MaranhAo, no lugar
de pasageiro de estado, no paquete que se espera
do rol, o Dr. Joao Paulo Monleiro dr Andrade.
DitaNomeando para o cargo de subdelegado da
fragoeril de Taquaritinga do lermo do Limoeiro,
ao cidadAo Joaquim Jos lavares. Cummiiiiicuu-
sc ao Dr. cU,efe de polica.
DitaO presidente da provincia, atienden lo aos
motivos, que em ollicio de 22 do correnle, aprsen-
la o Dr. Mainel de Barros Brrelo, para nAo fazer
parte da commissAo para que fura nomeado por por-
tara de 20, rosolve nomear em seu lugar ao cidadao
Manuel Caoln Cintra.Communicou-se ao nome-
ado e ao director das obras publicas.
DitaO presidente da provincia,em aditamento a
portara de 20 do correnle, rosolve que a commissAo
lomeada para examinar a gesto dos negocio! da
repartirn das obras publicas, podera elendcr tam-
bera as suas indgameles aos excrcicioo anteriora aos
mencionados na referida portara. itemetteu-se
copia da portara cima aos Drs. Antonio Alves dn
Sou/a Carvallo, Luiz Filippe de Souza LeAo e Sil-
vino Cavaleanti de Albuqucrque. como se vedo ofli-
cio abaixo.
Para nao perder os serviros de V. S. no exame da
gestao dos negocios da repartirlo das obras publi-
cas, lenho pela msneira constante da porlaria desla
data, junta por copia, removido o obstculo, que V-
S. me ponieron nu seu oflicio de 21 do correnle,
esperando que V. S. nao deixar de aceitar a com-
rnissao para que foi numeado.
Porlaria a que se refere a cima.
O presidente da provincia resolve nomear os Srs.
Drs. Silvino Cavaleanti de Alhuquerque, Theodoro
Machado Frer? Pereira da Silva, Lat Filippe de
Souza Lcao, Antonio Alves de Souza Carvalhn, Jos
Pedro da Silva, capillo de fragata Elisiario Antonio
ilos Santos, general Jos Ignacio de A tiren c Lima,
Dr. Bernardo Pereira do Carme e Manoel de Barros
Brrelo, para o fim, de reunidos em enmmissio. exa-
minarem com a mxima possivel hrevidade toda a
gestAo.da reparlro das obras publicas durante o
correnle auno financeiro e o anterior, dando o seu
parecer esperificadamenle sobre a fisralisarao, ins
peccaoe execurao dos trabadlos da mencionada re-
partidlo.
OflicioAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, inleirando-o de haver o cadete Laiircntino
Caclaun Soares aprescnlado conliecimenlo de liavj
pago os emolumentos correspondentes a patagona
que obieve por aviso de 3 do correnle, do 10 bata-
llian de infantaria para o 5" regiment de ^avalla-
ra ligeira.
DitoAo mesmo, declarando qoc em oflirios de
I" de fevereiro e -J8 de oulubro do anuo prximo
pialado, solicitara do Exm, Sr. ministro da guerra
a e\poilrau das convcnienles nrdem para serem
comprados na crle^iito nao os haver no mercado
desta provincia, os ferros cirurgiros reqnsilados pelo
eirorejao enearregado do hospital regimenlal, e nao
leudo at agora oblido decisAo alguma a scmelhan-
|e respeilo vai novamenle requisitar a compra dos
sobredi los ferros.
DitoAo cliefe de polica, dizendo que achando-
se inslalladoo lermo doBuique, creado pela le pro-
vincial n. 337 de 12 de maio do anuo prximo pas-
sado, cumpie que S. S. proponha pessoas para ser-
viran os cargos de delegado c supplenles no refe-
rido termo.
DitoAojaudilor de marinha, remetiendo um
excmplardo decreto n. 731 de 5 dejunlio do anuo
prximo passado, declarando desde quando deve ler
lugar a competencia dos auditores de marinha para
processar e julgar os reos mencionados no art. :l
da le n. 361 de i de selcmbro de 1851), e os casos
era que devem ser impostas pelos mesmos auditores
as penas de tentativa de importadlo de escravos.
DitoAo juiz municipal de Pao d'Aiho, nteiran-
do-o de haver, cm visla do parecer que remelle por
copia do conselheiro presidente da relarAo defe-
rido o requerimento em que Ignacio Comes de Sou-
za, escrivao vitalicio de orphaos daquclla comarca,
pede permissao para rea-sumir o exercicio de seu
lugar por ler cessadoo molivo pelo qual deixou de
o evercer. "
Porlaria Nomeando, de conformidade com a
proposla do coniraissaro vacciuador provincial, ao
Dr. Syniphronio Cezar Coulinhn para exercer as
lacrOea de cominissario varcinador no municipio de
Nuzarelh. Fizcram-se as nerc-sarias communi-
caroes.
DilaMandando admittir ao serviro do exercilo
como voluntario por tempo de 6 annos, ao palzano
Jos Marianno de Mendonra que per cebera, alm
dos vencimenlot a que lem direito, o premio de
300S000. Fizeram-se as necessarias coromuai-
caroes.
DilaO presiden(e da provincia, atlendendo aos
motivos que em oflicio de 21 do correle apresentou
o general Jos Ignacio de Ahreu e Lima, para nao
fazer parle da rommis3o para que fora nomeado
por porlaria de 2(1, resolve nomear em sea lagar ao
1 lente da armada Manoel Antonio Vital de
i II iveira.Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.
EXTERIOR.
Le-se no Jornal de Mocatnbique :
.1 lempeslade Ja semana pastada. E-ta ilha
foi na semana passada visitada* por urna daquelUis
calamidades, que apparecem de lempos em tempes
e qae assignalam sempre urna poca nos fastos fa-
miliares dos povos ; poca de devastarles, ruinas e
desgranas. ,
Na nosa folha antecedente liaviamosregistrado
a mudnra repentina, qae se tinha operado na al-
motpliera desde domingo anterior,mudanza que pre-
sagiava algum desfecho eslrondoso ; mas ninguem de
certo previo o horrivel cataclisma, que nos devia to-
brevr na noile da quarta reir passada.
o Na tarde daiuelle memoravel dia, o reo appare-
cen como nos dias anteriores, coberlode grosias nu-
vens carregadasjde fluido elctrico, qoe pairavam so-
bre as nossas raberas, e que ao cahir da noile come-
jaram a incendiar-se, despedindo deslumbrantes fu-
zilanles e medonhas Irovoadas, acompanhadas de a-
guaceirns bastante copiosos, ventando do lado
deS. E.
A's 9 horas o vento (omou mais forra, e gradu-
almente foi crescendo, e convergindo para o E. De-
pois da meia noile loruou-se em temporal desfeilo ;
e as rajadas eram tao furiosamente violentas, que na-
da Ihe- poda resistir.
e dalli repentinamente para S. O. e pouco depois
tomn a direcro do N. O., e ento a sua furia re-
dobrou rom espantoso impeto. J n3o era lempes-
lade, mas um medonhn furaclo, qoe devastou, as-
solou ludo quanto enrontrou no seu irresistvel cur-
so. No seu terrivel furor arrebatou os lelos e tolda-
dos de lgumas rasas, despedacou os mirantes, es-
migalhoa as hlenles das porlas c janellas, e fez im-
mensos oulros estragos nos edificios. Arvores secu-
lares e corpulentas que haviam resistido a maiores
tormentas anteriores, combalidas pela violencia das
rajadas foram arrancadas da raiz e arrojadas ao lon-
ge; as palmeras oslajaram pelo mrio.ou cahindo so-
bre os lelos das casas, as derribaron comsigo. Ne-
nhuma arvore escapoa furia tremenda do rede-
moinlm, que (orcendo os ramos, e arrancndoos
aos troncos, os alirava a grandes distancias.
Era um phenomeno espantoso, urna convulsao
tremenda, que semeava destruicAo por toda a parle.
Assim conlinuou eslede-lroro al s 7 horas e meia,
quando se foi moderando aos poneos, aloque desap-
pareceu de lodo pelas 11 horas.
n Nao trillaremos descrever aqui os incalcuiavei*
estragos que em Ierra rausou o calamitoso Cyclne,
que acabamos de experimentar por notsn desgrara.
Bastar somcnle dzer que nao lia edificio, rata ou
choupana que nao lenba soffrido mais ou menos pre-
juizo, nem quinta ou fazenda, que nao lenha tido
grande perd de arvores e oulras plantas.
u Se em Ierra foram lao funestos os effeilos da
(empestade, no mar sito superiores a lodo o calculo.
As embarcarles do governo foram as que mais sof-
freram. O novo vapor Amaye parti as ancoras, e
iudo de encontr com muralha do castello, perdeu
a bujarrona, c foi encalbar na praia, donde -e safen
a muilo cusi no dia seguinte. O navio Hatlings,
com a bandera do contra-almirante, commandanle
cm chefe naval, perdeo tambera as ancoras, abrio-se
em agua, e foi arrojado as praia depoii de haver
cabido sobre os vapores G. /?. Cltrk, Phloo: e Sir
Jamselje Jeejeelbay, os quaes todos foram ao fundo.
O mesmo Ilaslimjs cahio lambem sobre a barca Shaw
Allum, a qual perdeu o leme, e licou inteiramente
desarvorada. O vapor Snak afuodou-se : o brigue
Palimirut, e as escunas Margare!, Serbudali,
Mandocei deram cosa e consideram-se perdidas.
0\/loyal Tiger desappareceu. A corveta de guerra
Ulphinstone encalhou defronledaalfandegaOs ber-
ganlinsdo gavernador, de sir II. Leek, os escaleret
do arsenal e particulares foram qoasi sem exreprao
atrojados aspraias. e ah licaram espedacdos.
As embarcacOes mercantes tiveram grandes pre-
juizos. Os uavios fita, Jamen Turcan, e Cantil-
tit foram as praias. O Forfaihirtioi encalbar em
de nina mara Um relogio, o tonho de todos os ra-
pazinhos ambiciosos! Creio que Loriol teria dado o
guarda-chuva pelo relogio!
Ouantascousas vio nesse primeiro passeio quau-
las cousas desejou Fitas, chapee, adornados de llo-
res, botas, pistolas, estampas, lasostas.chicaras de lou-
ra vidrada, e mesmo de porrellana, livros, emhora
nao soubesse ler. e oculos. emhora livesse boa visla !
Loriot linh.i os desejns de ambos o sexos; mas
era prudente, linha os dezenove francos no fuudo
do bolso e paisa va avante.
Kinlim vio am vestido e nm lenro de pescoro: n.lo
era mais no passeio publico. Loriol linha vllado
direita chegando ao fim do passeio de Saint Martn,
e sua boa estrella o conduzra directamente ao Tem-
ple.
Paremos e descubramos a fronte para sandar urna
grande gloria que vai eclipsarse. Nosa i iv ilt-acao
floretee sobre ruinas. O Temple esta agonisante, e
brevemente apenas restar sua lembranc,a na alma
daquelle- que o amarara. Que haver no lugar do
Temple defunl? Nao o sabemos. N'Ao iremos ve-
lo, e quando passarmos pelo lugar cm que existi o
Temple, nossos olhos se fecharao involuntariamente.
Nosso amigo Loriol compren no Temple um ves* '
tuario completo de Bretona, que serva para o car-
naval. Isso custou-lhe dezeseis francos, e foi urna
boa compra. Reslava Ihe pouco mais de dous fran-
cos, e elle tinha com que perder-se. Sua fortuna
eslava feila.
Nito cabii cm si de alegra, vollando ao passeio
publico com a (routinba debaixo do luaco. a trouxi-
"nha que rontinha cm germen sua grandeza futura.
O que Loriol prorurava entilo era um lugar para
mudar a roupa. Um garolo de Parit em tal caso
niio leria achado dilliculdade; mas Lorial no co-
nhecia os recursos da capital. Tudo o que pJe ima-
ginar foi ganhar o campo e Irausfonnar-sc alraz de
urna sebe. Ora. cm Paris sanhar o campo nao he
cousa fcil, e Loriot bem o vio, pois caminhava ain-
da a una hora da tarde com a Irouxa debaixo do
braco. Clava junto de Munlmarlre alraz do remi-
terio e via o rampo abaixo de si.
Tinha ja -.-lo nieta le do dinheiro cm comer e
beber..
llevemos dar conla de um inri.enteque sobreveio
junto de Monlmarlre, quando Loriot dcscia para a
planicie:
ira nm caminho estreiln que corra em zisueza-
guc enlre dous muros. So liavia na vereda una ra-
pariga iweiada que levava um cetlo de lava leira.
Loriol apres.sou o passo c alcanrou-a. A rapariga
vollou-c espantada; mas quando cncarou o nosso
Loriol. pergunlou-lhe soi-rindo:
Vai a Clichv, met aniiguinho '.'
Ella lie genlil, disse comsigo Loriol; mas nao
tanto como a Chilfonninha I
A Clichv repoiideu elle era voz alia, he Ion-
ge ?....
Urna hora de passeio.
Bofe! disse Loriol, ha muilas horas que passeio!
Depois caminlmu sem dizer nada ao lado da rapa-
riga, corando e dando suspiros enormes. A hvadei-
ra esperava urna declararan, simiente arhava que a
declararan lar.lava muilo. Olanlo ao notso rapaz-
nho. eslava realmente afilelo, e o suor corria-lhe
pelas fonles.
A lavadeir que linha boa alma e achava Loriot
bello, quiz ajuda-lo um pouco, e perguiilou-lha em
lom faguern:
Tem alguma cousa que dizer-me'.'
Ah s-ini, respondeu Loriol, dando um suspi-
ro mais profundo que os precedentes.
Pois bem! diga, loruou ella.
E como o rapaznho hesitara, accrescentou sor-
rindo :
Diga, nao o dvorarei!
De veras'!
De veras.
Eis o que lie... Eu quizera saber...
Que quer sabor? pergunloa a lavadeir.
Loriol parou, e ella imilou-o. O rapaznho en-
chufen a fronte c tornou :
Eu quizera saber, porque vendo de longe, ea
genlc de minha Ierra n.lo he maligna....
Isso he eviderle, inlerrompcu a rapariga.
Loriol uo falln mais.
Eia continu I disse ella balendo graciosa-
mcnlo com o p no chao.
Loriot animado chegou-se a ella, e disse-lde so-
prando-lhe terrivelioente ao oavido, porque o em-
bararo o opprimia.
Eu quizera saber o qae fa/.em as raparigas pa-
ra perder m-se aqui em Paris.
A lavadeir encarou-n pasmada. Loriol julgan-
do que ella nao o comprehendera, nelinou-se no-
vamenle e repeli :
Eu quizera saber....
Mas nao acabou, porquoa m3o da rapariga levan-
tou-sc promptamen a, e elle receheu urna bofetada
que fez-lhc ver as estrellas. Quando Loriot loruou
a si, a lavadeir j ia longe...
Parece que ser misler adevinhar, disse elle
comsigo tristemente, continuando a seguir a estrada
son n lio.
A's dus horas mudou o Irage em urna peJreira.
Quando vio-sc com o vestuario bretAo em um espe-
lho de cinco sidos que comprara, deu um grande
grilo de alegria e exrlamou :
Viva Dos quantos seuhores qaereriam dar-
me o braco 1
Bepellio com o p sua roopa de rapaznho e oc-
cnltou-a debaixo de urna rocha. Loriol nao duvi-
dava de nada, e jolgava-se cerlo de tornar a achar
esse lugar quando quizesse.
Parti. No fim de una hora lembroa-se deque
es poir-os toldos que Ihe restavam, linham ficado no
bolso de homem. Tinha muita fonie e sede. Procu-
louvollar; mas nao pode aliar rom o camindo.
Ento poz-sea chorar senlindoj a fallada Chiffon.
Loriol ou a n 11- Loriollc vigou astim toda a tarde.
ludia as pernas ranradas c murria de fome. Pelas
qualro horas tornamos a acha-lo na ina de Malig-
nen no losar, em que se apeara quando edegara a
Pars na vespera, linda os odos clieios de lagrimas
e a cabrea baila.
Os aenhores linham-o observado pela cidade ; mas
nenlium Ihe ensoara como as raparigas perdem-se.
A'ssenlou-se pora chorar a venta.Ir. e quando le-
vaulou a cabera vio a urna janella do primeiro an-
dar alraz das vidraras am rosto paludo e batofo.
Lanrou os olhos eio Ionio de si, e remulleren o lu-
gar. Salten em pr e exclamou batendo palmas :
Od que felicidade !... eii-illi o dom sendor
que dcu-noio lu/, de ouro na estrada !
Correu a porta e baten com loda a forra....
(Conlinaar-M-na.)
MUTILADO


2
S"-
<.iirii(ja. o hrigue Amisade ficou desmastreado, e a
escuna Dous /rodos desappareceu, ejulgn-se ler
sido arrojada o desefiacada nos rochedos que bor-
dam as ilhas vizinhas.
Todos os paltamarins o emharcaocs Cjpslejras fo-
rtn iradas as praiase all c desfizeram contra as
pedras, perecciidn grando numero de marinhciros o
Coles. Dizom-nos que nesse numero enlram onze a
12 pallsmarint de (loa, que deviam par ir no dia
immeiiialo para o seu destino.
Seria impossivcl fazer resenta de todas as per-
das que vSe successivamenle chegando ao nosso co-
nhecimento. que se arham registradas os jornacs
diario*.
llrande numero da cadveres foi encontrado as
prais, e muilos oolros lerAo sido arrojados as ilhas
pteximas. Em Ierra tambem liouve penla conside-
ravel de vidas pela queda das casas,e arvores, e nu-
tres accidentes, occasionados por 1,1o desastrosa lem-
pestade.
O nossos contemporneos, compulsando as an-
tigs codecrGcs dos jornaes.dAo coula de muitos tem-
poraes que lem visitado esta costa, como os de K7,
1783,1799,1819,1827, 1837 e 187 ; porm con-
cordato Iodos em que nenhnm exceden em Violen-
cia ao da semana passada. ^Imprenta e Lei., -
,
UNIAO' IBRICA.
Urna voz poderosa vibron nos ares mais um pro-
testo eloquente da nossa nacionalidade. O poeta
primoroso, o escriplor justamente celebrado, glorili-
cou o sen bereo porliiguez, quando ouvio fallar de
ser alboreado a eslranlios, em noine de urna econo-
ma que nos lem feilo pobres. Este poela eminen-
te, que sent no seu corarAo o corarAo mesmo de
Portugal, he o Sr. Antonio Pereira da Cunta, nosso
antagonista poltico, nosso amigo cordeal, nosso al-
ijado encllente nesle terreno neutro da patria, em
que todos pospondo as discordias nos abracamos
fraternalmente como fillios delta.
ti nao lie o titulo de urna serie de arligos publi-
cados no Portugal, contra a idea ibrica pelo caval-
lciro que citamos. Depois de dizermos o sen nome,
s podemos accresccntar a seguinle carta, que loma-
mos da .Vacilo. Nessa carta .o Ilustre anti-ibcrisla-
vencendo, por nobre estimulo, os impulsos la sua
modestia, declara-se*aulor dos referidos arligos j
publicados e dos que se forem publicando,
lie como se segu :
Depois de urna tfo Ursa nlerrupc.Ao, ocasio-
nada por motivos poderosos, que vos nao sao estra-
nhes, vnUo ao posto, onde estou combnlendo, lia
mais da nm anuo, contra a fusilo ibrica, visto que
os senssectarios se nao descuidan! de fonienla-la, ,>
iusistcm em nos calhechisar, mesmo ao som dos fn-
zilamenlos de Pamplona, desse novo ultraje civi-
lisacAo.
o Anda lionleni ouvi cu lr o regiilamcnto. que.
para a chamada liga hispano losa, acaba de sabir a
turne em Madrid, e, como, peto qoe respeta ao oh-
jeclo de lio benemrita associaro, se diz all, sem
o menor rebuco, que se ai tratar junto dos poderes
pblicos dos meios de realisar a uniao dos dous pai-
zes,como a cousa leude aasumr nm carcter ofli-
cial, entendo que he chegado o lempo de cada qual
responder por si, e -protestar individualmente pela
sua inconnivencia na nefanda obra da dcstruiro de
nossa nacionalidade.
t Pela minba parle he o que cu faro agora. Fir-
mando a prsenle caria, comofirmarci todos os ar-
ligos, qoe publicar de futuro sobren mesmo assump-
to, perfilho o que escrevi acerca dellc as columnas
da vossa fnlha, profira, sem hesitar, o me, me ad-
smn,c dcsligo-me de loilos os escrpulos qnedigo-o
sem fingida modestiame snggeria a conscicncia da
obscuridade do seu nome. E que oulra causa podia
haver para que o cu oceultasse ? Nito me envergo-
nho. glorio-mede ser Portuguez o Porluguez Itere,
d'anles quebrar que torcer. Ibrico nilo me hei de
chamar nunca ; e, emquanlo a loleraicia de Cas-
talia, que ha de Bear em provernio como a orilem
de t'anotia, nao ver applicar-nos a mordaca, de
que la se faz (3o proveilosn empreso, nao cessarei de
ajudar-vos na empreza a que tan briosamente haveis
jvosto o hombro.
o Esla he urna nobre cansa, mcus amigos, porque
importa a honra, a lherdade o a esislenca poli-
tica.
0 Aqui franqueia-se-nns om campo neutro. Ao
menos nelle podemos unir-nos, os bons porlugue-
zessejam quaes forem as crenras que profesamos
gruparmo-nos era volta de um pendao.que a nin-
guem repugna e que a iiingucm dev6 deixar de ser
charo, e cooperarmos juntos no inleresso comnium.
1 Oslo da patria he de todos. Quando so cuida
de defende-lo, os partidos desapparecem e fica s a
narao.
Acreditai quo sou vosso amigo sincero o corcti-
miario../. P. da Cunha.
u Lisboa 4 de marro de 18.".
A par do glorioso poeta um publicista j contien-
do e eslimado, bem que de urna escola poltica lam-
ben diversa da nossa, o Sr. Barros e Cunha, levan-
la um bradu nao menos fervoroso no Porluguez.
Damos um specimen dessa protestarlo vehemente do
mesmo mode, para que se veja se o iberismo pode
rontar com excessivas sympalhias. Ei-do :
a Tenlin diaule de wm os duus korans, que di-
rigen! os iberista'. Lm detbWRnfudos 'sobre a
reforma, he digno de ser lulo e meditado. Aqui
nao se chega a Iberia,, como federarlo, seno por
meioda associaro local, pelo municipio, pela rep-
blica secundaria. Aqu existe um fuudo de boa le, a
toda a prova na apreciarlo da causa das nossas cala-
midades : lenloa-se com imparcialidadc a pessima
organisaclo social da nossa trra : e concluc-se con-
tra a nacionalidade, propondo como salvaterio a fe-
derado.
o Rejeila a conciusAo como falsa por nfln se con-'
ler dos principios cstalielecidos.
Dos erros dos nossos goveraos nao se pdem ti-
rar argumentos contra a nossa nacionalidade. Se es-
ses pnivin da falta de moral, da degeneraran da es-
pecie humana, nao creio que o autor dos Estados
que cscreve cousas lao sublis, lo vaporosas, lenha
dentro do cerebro urna legiao de estadistas, c que- -
confito Jpiter da fbula os faca sahir armados e
equipados com toda a sahedoria de Minerva, para
regerem a repblica da futara federarlo.
Se esses liomens ciistem em Hespanha, enlao
tambem me paroro que se deve antes votar pela
conquista e pela fusao.quanlo mais depressa mclhor.
sem retalhar a Ilespanlia em pequeos estados ; por-
que a uniao nessa caso quanlo mais intima for.maio-
res sobras de bens nos devo ofierocer.
Se iiAoexislein, nem la neni e, nada ganhamos
com a uniao. *
Se e xislem, tanto n'uma como n'outra parte, os
nossos esforros devem convergir para firmar primd-
i ament a nacionalidade, esla base da felicidade pu-
blica ; para os levar uniformes discussAo de urna
propaganda reformadora, que pnssa assentar em ba-
ca solidas ludo qnanto o Sr. Nogueira conhece, que
nos falla para urna boa administraran ; e nao me
parece que a nacionalidade seja obstculo para ex-
pulsar das regioes do poder os abulres, que fazem
de Portugal nm novo Promolheu.
A Iberia do Sr. 1). Sinibaldo de Mas, essa uz
no gesto liypoerila com que se move, as seducoes
com que se exprime, o cunti do refalsado aliciador.
Alli nao se trata senao de offiscar pelo brilho de
v.mlasens pessoaes. Alli pergunla-se ao duque de
Saldanhae ao conde de Tliomar.se com a Iberia Ihc
nao (curia um paiz mtor para governar ? Alli
falla se em lodos os beus, que ao necessarios para
dspor os nimos, ou juilificar o tocto de urna in-
vado.
DIARIO DE PERIiMBUCO. SEXTA FIRA 27 DE KBRlLDE 1855
nem duques, nem icis, nem senadores, nem cousa
algum* do que esla.
OSr. Sinibaldo quer comprar Portugal a troco
de eraras, que pele dar aoi liomens. que o Sr. No-
gueira diz teem ciando a sua ruina ; que o Sr.
Nogueira acensa do serem o cancro, que lem dila-
cerado a patria.
Para curar os males do quiJV Sr. Nogueira nos
falla, nao he infallvcl a toderacAo. Para os recom-
pensar, aqui d'el-rei. Sr. Nogueira contra o Sr. D.
Sinibaldo, que quer dar premios aos liomens, que
causam a nossa perdirAo.
i Entretanto ambos marebam unidos e compactos
a conquista da recalenta araHca, que deve curar
todas as nansas desgraras, felicitar o nosso paiz, dar-
Ibe grandeza, estale, prosperidade, virfude.se ion-
cia. cronomias : que o deve faier, ao mesmo lempo,
republicano e monarrhsla.
Os iberistas pdem ler razao. Entretanto na
China exislem leis que mandam castigar aquelle que
defende o pro e o contrasegunde pedem os seus
nttreaie. Se a Iberia fosse animada, c publicasse
na China o livro do Sr. Nogueira c o do Sr. D. Si-
nibaldo, a sua existencia nao pollera ser doradou-
r.i.J. C. de Marros e Cunha.
Quando siam deslas vozes ardentes c convidas,
toda a tentativa para enfeudar urna naro, seja qual
fr o pretexto, he baldada.
dem, )
15TERI0R.
a Era assim que se fazia nos 60 annos da Iberia,
que (indou em 1610.
o Nao guardava ao reino seus foros e liberda-
de ; veiava os povos com tribuios iosupporlavc,
gaslava os rendimentos do estado em coosas que nao
perlenciam ao bem ciwmnum dclle ; vendia os otli-
Cjos dejUlra e fazenda ; provta nclles pessoas
mdisnas, e exercilava loda cssas cnusas por minis-
tros insolentes einimigos da patria,dos quaes se ser-
via, sendo os peiores da repblica.
c lie assim queso exprime o sabio Vclasco de
Couvca. e assim he que era a Iberia, que o Sr. D.
Simibaldo nos offerece se acaso hejde S. Etc. o Tu-
llido que muito boas autoridades Ihe altribuem.
Os dous propagandistas entretantose acaso se
nao teem approximadodivergem nos meios e nos
fins para qne nleulaiu realisar o sen grandioso pen-
samenlo.
a Simi-baldoou Sinibaldo, quer a uniao sem
condiroes ; quer um rci, quer senadores e diputa-
dos, o duque de Sal Janha. o conde de Tliomar. os
liomens formados em direito, quer ludo quanlo est
e como est ; e o Sr. Nogueira nao quer nem condes,
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Paiahiba
Mamanguape 13 de abril.
Sili um ambiente pouro feliz vamos cscrevcr-lhe
esla : pesadas oceupares que ora nos cescam. peno-
sas fadigas que ja supportamo*. teem produzidn em
nos urna especie de langor, displicencia .c falla de
alarridade quo, senao fnsso a preseveranra e lena-
ciilade que tomamos como balisa po cumprimenlo
dos nossos deveres, e que tanto nos tem ajudado a
atirantar os eulravcs que se anlepoe aos_ nossos desig-
nios, certamenlc qtie desla vez nao lite cscreveria-
mos; fazemos, portanlo. um esforro enderessando-
lhc esla, cujo laconismo bem ailjccliva com o nosso
estado; esforro que uos ndemnisa, ventado de
que lie dspendido para satisfazer um nosso encargo.
Anniinr.-imos cm primeirn limar que. na nossa
ullima correspondencia, liouveram deserroes de lel-
tras e renioroes de virgulas, que occasionaram al-
iiin transtorno a concordancia e sentido de algumas
orarnos: recommendamos, pois, a qoem dedireilo
competir para que mclhormcntc as poticie, compel-
lindo-as ase prestaren! em ordem.
Nflo ha muil.) que prometlemos historiar o acervo
de ocriirrencias que se lem dado, para organisacao
da guarda nacional deste municipio, boje porm.
aiuila que possamos passar alcm das ramas de seme-
lliantcquestao. e entrar nos seus arcanos misterio-
sos, a falla de documentos que procuramos obter,
nos embarga de satisfazer ja o imsso compromisso,
porque queremos Irazcr a luz da evidencia e provar
autlienlicamenle a balburdia, o cahos em que per-
manece a nossa infeliz suarda nacional, e o quanlo
tem sido ella victima da imbecilidade e do egosmo
que lem sabido illaquear a boa fe do poder, a ponto
de tornar inacessivel e quasi im^iossivel verdade.
Nao temos interesse particular no feliz desenlace
desle incitricavcl lecido, todava averbamo-nos de
suspeito, vislo como nao ambicionando banhar-nos
na piscina da conlianra, a qual fluclua ao sopro ma-
ligno, da sem razao; smenle pretendemos que se
aquillate verdaderamente a importancia dos docu-
mentos que houvermos de exhibir. Entre nos nao
media o abvsmo que separa Boileau do Pasquino.
Nao precisamos anda da espada dos Cesares.
Passou-se a semana sania, e apenas tivemos os ac-
tos da paix.io Je Jess Chrsto, na sexla-feira, e da
Ressurreirao no domingo: a ponr.l n;ao mnstrou-se
compenetrada do espirito de religiosidade, satisfa-
zendo lodos os preceitos da igreja e cencorrendo,
chcia de compunecao, aos ollh-ios divinos : devemos
por isso render grajas a bondade divina.
Consta-nos que partir breve para a corle, a lo-
mar parte nos Irabnlbos legislativos, como deputado
asscnbla geral, o Exm. Sr. ccmmendador Frcde-
rico de Almeida c Albtiquerquc: parlamentar anli-
go, cidadao prestimoso e encanacido no servico pu-
blico, elle honra a sua provincia na respectiva cma-
ra, c goza da melbor Horneada e boa Tama, entre os
caracteres mais dislinctos do nosso paiz: esperamos
que o nosso Musir comprovinciano continu a em-
pregar os seus recursos intellccluaes e o sen presti-
gio em favor a interesse de sua chara provincia, a
qual jamis se esquecera do seu lilho dileclo, cujo
renome passar posteridade. Itrandos zephiros,
mares bonanrosos o conduzam cm paz e a salvamen-
to a seu destino..
Foram aceitas as condecorares ltimamente con-
cedidas com mais ou menos desfavor, como sempre
se acconlecer : alguns dos considerados sofireram
amargas decepc.es pela ponquidade das que Ibes
couberam ; e os que nao foram contemplados, des-
goslosos lomaram por estribilho os seguinles versos
de Cames, qne a forra de tanto recitar tem-sc tor-
nado popular :
....... essas honras vaas.....
." Vcrdadeiro valor nao dao a gente,
Melbor he merece-las sem as ler,
HQue possui-las sem as merecer.
Entendemos que, com pouras excepres, ellas
foram dadas convenientemente; acreditando no en-
tanto que deixaram de ser lembrados alguns varoes
dislinctos, e quir.i de mais importancia c servir
do que muitos dos agraciados : licaram sem duvida
reservados para oulra opportunidadc : as forras
cenlripelas e centrifugas de attrarao e repuls.no, de
sjinpatbia c anlipalliia influrm sobre mancira as
paixocs do momento : o tempo tem suas pheses, que
uinguem pode furlar-se de segui-las; c assim como
a ampia vaslido do esparo nao tem marcos, o fio
perenne do tempo nao lem nos; corra, pois, elle que
o futuro a Dos perlcnce.
Um nosso amigo, deplorando terem sido esque-
cidos tantos cidadaos benemritos que cnlrc nos exis-
lem, especilicou os nomes de alguns, sem duvida di-
gnos de qualquer honrara; nos, pois, ainda que jul-
gamos acanhada a sua rehiran, porque cuntiremos
maisalsuns de merilos iguaes aos mencionados, a
passamos, todava, fielmentee sem a menpr alteraran
as suas ntos, para que, insera as paginas do >a-
rio, o publico os cotillera e os reverencie romo lio-
mens Ilustres e de merecimentos. Ei-los :
Padre Francisco Pinto Pessoa.
Vicario Alvaro Ferreira de Souza.
Padre Reuovalo Pereira Tejo.
Padre Jos (jonralves Dantas.
Dr. Basilio Quaresma Trrelo Jnior.
Dr. Joio Antonio Fcrnandes de Carvalho.
Dr. I.uiz Cavalcanli d'Albuquerquc Buril}.
Joaquim Jos ieuriques da Silva,
pao Comes de Almeida.
nlonio Barros l.eira.
Marcolino Xavier Ta-ares da Silva.
Commandanle superior Francisco Xavier de Au-
drade.
Dito I.uiz Antonio Villa-secca.
Dito Antonio Alvos Pequeo.
Coronel Estevo Cavalcanli de Albuqiierqiie.
Dilo Francisco Antonio d'Almcda e AUiuquerquc.
Hit" Salviano Jos da Costa.
Dito Benln da Cosa Villar.
Dilo Joao Valenliin Peixoto de Vasconcellos.
Francisco Cordeiro da Cunha.
Tenente-corooel Flix de Mello Aleda.
Dito Amaro Jos Coelho.
Dilo Jn.lo Danlas d'Olivcra,
Dilo Patricio Jos Freir Mariz.
Dita Jos Joaquim das Neves.
Dito Joao Jos da Costa.
Dito Ildefonso Avres d'Albuquerquc Cavalcanli.
Dilo JoAo de Mello Azdo.
Dito EslevAo Jos da Rocha.
Dito Francisco Antonio Correa i!c Sa.
Chefc do cstado-maior Francisco Ferreira de Paula.
Idcm Jos Carlos de Medeiros.
Majal Jos Francisco de Souza.
Dr. Joao Miando Cavalcanli da Rocha Wandcrlev.
Coronel Joao da Cosa Villar.
Tenenle-coronel Ilerculano Cavalcanli d'Albuquer-
quc.
Padre Amaro Gomes da Silveira.
Padre Jos de Souza Marques.
Jos Lucas do Souza Rangei.
Capilao Alfonso d'Almeida e Aihuqucrque.
que
I
vi
Quereriamos que se nos derifrasso esse enigm
ocha-se foro da nossa romprchensao !
Mais um fado horroroso temos a registrar nos
annaes das ferocidades:um assassinalo foi perpe-
Irado no engenhoPregoicado capilAo Jos Theo-
tonio; sendo a victima e o assassino dous mercena-
rios, que, viudo dos brejos, aehavam-se triballiando
n'aquelle engenho, felizmente foi capturado o raons.
Ijo, diligencias do senhor do dito engenho. He
preciso qoe nos convengamos, que sem moralisarmos
o povo, sem o educarmos dcvidamenle, estirpando-
Ihe a seve venanosa, e os inslinctos ferozes, nAo he
possivel ohter-se a exIinccSo de criines taes; se a mais
severa rcpressAo consegue diminuir a repetirao dos
crimes, nAo Hado ella o poder de lalar as railes que
germiuam nos coracoes. estas brotapao loco que
aquella liminua de intensidade. e o crime ergoera
impvido o seu horroroso eolio:a repressao he um
auxiliar neressario, mas nAo he o meio directo o
proficuo para rouseguir-se o (im:os fados l'allam
mais alto que ludo.
Nada mais occorre digno de especial mensao: o
invern conliuua rnnlenlii de lodos:a saluhrida-
de publica he ptima:o commercio proseiue com
llorcseencia :lemos abundancia de vicluallias:
as incss.es dos cereaes devem ser exlraordinrrias:
os nimos eslao calmos:as intrigas vo-se arrefe-
reinlo : os estpidos requintam:a ignorancia nos
persegue de cerlo lempo a esta parle : e assim vai
este nosso inundinho, un qual. repelimos, nada mais
orcrre digno de referir.
lamos esquerendn de dizer-lhc. quo romos con-
vidados para assislirmos a um baile monstro, que
devo ler lugar amanha na capital; temos nossas du-
vidas de l ir porque j nn gostamos de taes
traquinadas, c estamos reformados pera as vaidades
do mundo.
Aceite os nossos protestos de amisade ercconieci-
mento. O Ordeiro.
asa ii
ALAGOAS.
VILLA DO PASSO 17 DE ABRIL.
He sempre com iuexp'riniivel enlliusiasmo, que
lae. un da penna para Irarar' alcuns caracteres
que, exprimindo meus pensamenlos, formalise al-
guna cousa, que scrxindo'de ulilidade a sociedade,
conrnrra tambem para dar expanrao ao meu genio.
Nesle momento esquero a tonga serie de meuS so-
frimenlos operando-sc cm mim tal mudanza, que
suppondo-me oulro Saiiso.nolenlio limites na vasta
esfera dos mcis desejus.
Desenruga-sc minba decrepilude, adquirn tal elas
ticidade, que o meu perseguidor o furibundo nervoso
foge espavorido, deixando-me sem dizer aqui ficam
as chaves.
Crescc ainda mais meu jubilo, quando recebo a
noticia da partida do alguns dos nossos liaiveis, corro
immediatamente a casa doCanavarro,que (aqui para
nos] he um rapaz curioso e original, meio Ingisla,
meio vciidelliao, um lano fogueleiro e finalmente
musico, e como tal mostr de capella na sufislilui-
rao do prsenle meslre Garca.
Como ia contando, sem ser dinheirn.quo antes fora,
compro meia duzia de fogneles na casa do Miguel,
lirado Ires vivas solemnes c gulturaese eslou no meu
elemento. E mais ainda tana, se resdissem aqui
os mens amigos Braga, Moreira Jnior, Guilherme
Pinlo e Figueiredo, porque reunido a ellcs mamaria
suas boas dalas do rovo vinho. Ingrataloes dei-
xaram o seu amigo a sos com a mullidao de seus
males, e cites em Macei diverlindo-sca goslo de seu
paladar Tivcram hom goslo os maganes.
Sei que Vine, j est enjado com a extenr.io do
prologo, perdoe-me, meu charo, permilta-me esla
divagacjto pelos esparos da imaginar;.o ; silo estes
os meus recursos, nAo quera perdr-los, porlanto
desculpe-me o desafogo.
Anda esta villa continua na plena posse de paz e
tranquillidade, apenas jnlerrompida pelo pestfero
halilo da poltica, mas^ nAo influindo no socegn
publico, apenas afecta as larinces eos polmoes dos
senarios de seus mislcrius ferrenhos e tortuosos.
A religiAo caminha para o rearesso, o mesmo in-
diferentismo lavra com tal rapidez, que j me en-
vergonhode ser chrislAo uesla Ierra. Tenlio convc-
c.ao, tenlio a f de quefie esla villa sem duvida, vic-
tima de alzuma inaliliclo.cirrnmstancia que, a nao
dar-se, nAo estara porlanlo roduzidaa esle estado.
A "lira da igreja proseguida com tanto fervor, de-
pois dccl!cvar-se a um alto ponto paralisou, apezar
de liaver recursos Que quer islo dizer O que
importa este passo '. Que ludo aqui marcha com o
furor do leao, estacando como osendeiro.
A salubridadc publica conservan amenisadora ;
todava lavra o Icrror na popularo pela noliria que
appareccu doler reaparecido a febre amarella nessa
prara, c para anda mais corroborar nosso temor,
um rapaz viudo dahi apenas duran tres das, pas-
eando de*ta para melbor. Dizem alguns que loc"os
os simplomasforam de febre amarella, oulros que
eramos mais scusalos, aflirmam que fallecer de urna
molestia proverbial na familia.
Por causa das duvidas. e para cvi'.ar engaos, es-
lou tratando de prevenir a borrasca, que pode sur-
gir, medonha e de funestos resultados pessoa. Nao
lenho receio da morte, pois sei que he a conse-
quencia, o termo final da vida ; mas ao menos de-
scjava urna morle poelica. E se me fosse possivel
acabar na Crimea impunhando a minha arma mi-
ni, ou hrandindo com o meu ferro ponleagudo
golpes a direila c a esquerda, levando de vencida
quanlo Russo aparecesse a minha vista, leria a cer-
teza de expirar contente.
Que bello nAo seria nos lapos, a Sebastopol...
Ouvir de parlo o rufar do tambor.
Dos caolines senlir fero ribombar,
Urina a peleja ornado afrontar
Morle radando ao colosso upressor.
1 iidii arrostrar inclusive a dor
Por sobre cadveres, furioso galgar,
Iliaco a braco o ferro cruzar,
Entre os bravos, bravo, fero lidador.
Como seria airoso morrer assim !
Conhcro, rr.eu charo amigo,que seria morrer po-
ticamente, mas vou me conservando no silencio, e
lano mais que temo nAo me aconlcra o mesmo que
a Plinio ao observar de perlo o Vesuvio. Cedo por-
tanlo o campo, embora aplique a minha posirAo o
illa mtlitibus decora, do poela latino.
Eslara Vmr. estra.nhaiido meu enlliusiasmo ; que
quer. se alem dos muitos prccalsos que me ccrcam
aparcccu-mc oulro que acaba de garrolear-me .'
Sim. charo senhor, descobri en nos ullimos andares
de minha solea, uns cerlos vestigios de em lenle po-
elica, o principio apenas borrifava. foi engrossaudo,
agora porcm surgi, qual correnle caudal amoaran-
do levar-me na sua torrente. Poeta, c poeta in-
spido c material, irra com o diabo anles boa por-
rAo de contos de ris c nos bolsinhos do rapaz ;
poela, sjuonimo de pobreza, Dos abjura o recep-
tculo do r.carneo e das setas ou miseraveis zoilos,
o homem infeliz pela conliuua ordem das cousas ;
ah ja eslou temeudo meu fundo porvir.se nao Ira-
lar quanlo antes de'resi-lir a csse flagello.
Nao he s ah e as capitacs de oulras provincias
que apparccem proslitos das opinies alijadas c
russas, tambem aqui temos numerosa falange dos
taes petecas, que tomainas dores, entretanto que se
bem indagarmos, nAo sao capazes de dar a ex-
plicarlo de suas opinies.
Ha diversas edicres dos laes senhnres, uns sAo
verdadciramenle Adiados de lodos os qualro costa-
dos, percorrem com as ideas da civjlisarAo e do pro-
gresso, ha oolros miseraveis anliquarios, que dese-
jam o triumphoda Russia, nao por seren delta par-
tidistas, mas para vingar-se de Inglaterra, e altri-
buem (o que nao contesto) lodos os Iranslornos no
mundo aparecidos.
Que imparta poremquesejm os Breliios aventu-
raros e ambiciosos, se na prsenle queslao defen-
dem o fraco contra o mais forte, se pugnam final-
mente pela causa da razAo e da juslicn, resislindo
aos arrojos de um infrene colloaso, que ludo preten-
de levar de vencida, para assim saciar seus anligos
planos de escravidao do povo Oriental '.'
S. Exc. o senhor presidente da provinciacum aquel-
la perspicacia que o orna acaba deompatar na idea
de fundaran econmica,aplicando oquantitalivosubs-
criplo para a edlcar,Ao de um cemilerio, obra por
sem duvida de palpitante necessidade para esta villa;
convein porem que S. Exr. nAo pare, anda outros
methoramenlos ha de prmera tntuirao para esla
villa, melboramcnlos que farAo grande beneficio e
por sem duvida elevaran esla Ierra ao grao de pros-
peridade de que he bem digna.
A estrada que vai para a Imperatriz com pouco
dispendio pode ser desobstruida, e lnlo mais, que
os propietarios de seus limites c o commercio con-
---------------------- .._... v 'nmuil.un VUtl'
A proposito :-porque razao a nossa dcpulao,Ao correrte de boa menle para esse beneficio feilo a
geral nao leve a subida honra de ser condecorada I! I agricultura e ao commercio. nicas e fortes alavan-
ras das iiarsen. lima ponte no lugar da antiga, no
raminhoque vai para S. Miguel, tambem he nma
da precisoes muito urgentes, oque obviara por
cerlo mil Iranslornos, impedindn tambem o conti-
nuo morticinio que alli se realisa, de maneira que
nao ha anno que alli nao perera um nosso semc-
(fcarila.
NAo prosigo; S. Exc, assaz condece e bem in-
formado est dos melhoramcntos que sAo preciso,
para esta villa, seu Imprtanla relalorio he a prova
mais que evidente de suas alilada vistas e bous de-
seJ09 a prol desle paiz.
A nossa delegada esuhdelegariaaudaramempcrc-
seguijao, felizmcnle encontraran! dous clirisl.ins que
assumiram a pezada cruz policial. Esta no exerci-
cio de delegado o major Belmiro de Aihuqucrque
l.ins.e na subdelegada o lereeiro supplenle.
t) major Cobra prinripiou domingo a exercer suas
arduas funcees ; rcunio-se apenas a lerceira coin-
panhia, a unica que est armada.
Dcu-lhe agua pela barba, cm vflo lenlon infiltrar
o manejo nos pobres guardas uarionacs. era m.ilhar
cm ferro fri ; bradava, olhar frente, elles olh.ivam
para a retaguarda; se dava ordem de marcha, elles
eslaeavam : acredite Vine, que o tal exerricio foi
urna exposirao exolira. bastante me custou conter o
n/.o Roma nao se fez em um dia, persevere, meu
major, talvez consiga o que nAo acredito, bons re-
sultados. Nenhom oflicial comparecen, excepto o
lenlo Azevedo.
Dizcm-me que os rapazes lem pejo de andarcm
quaes ralungasde dircita a esquerda, e vice versa.
Ah s queriam as patentes, apenas colheram a
manjuha, nada de prestarem-se : acho-lhes razAo.
Quando me record que possuo esta villa urna mu-
sica militar, e que ncnbuma villa da provincia tem
urna msica bem afranjada em proporrAo dos re-
cursos, o ainda assim leudo assenlo este apralo mu-
sical os rapazes nAoqucrem lomar geilo Bem fez o
major. ordenando que a mesma locasse o recolher
na sua casa aos domingos.
E quando sabiri a malfadada c mesquinha pro-
posia '.' Coilada un, divaga, e desterrada, amea-
cada continuamenlc de morte he lamenlavei sua
sorle.
Vou agora dirigir nao censuras, e sim adverten-
cias ap nosso fiscal, tonha santa paciencia em
avante.
Nao sabe S. S. ou nAo v, a phalauge assuslado-
ra de rAes que ahijval por esla villa, em delrimenlo
do inerme viandante, que no meio de saas excur-
ses ve-se assaltado pela matilha dos dainadas .
talvez S. S. nAo pona providenciar, acho-lhe ra-
zao; c tanto mais que aquelle cao perlence ao major,
este outro de atadlas brancas, tu- do capilAo, o preto
he do doutor, lodos querem ler caes; para amrra-
los; susleiita-los.iiAo faz hom cabello. Ah! Sr. bacal,
atienda, ao menos, mande buscar algumas carracas
de pedras, nao para macadamisar as ras, paraser-
v-rem de projeclis contra a naci cachorral. Urna
Ierra de lanto edn, nAo tem urna pedra He cs-
pauloso.
Ainda continan, senhor fiscal, as corridas raval-
larcs. em projuizo dos raminliantes, suseilos a serem
calcados pelas palas dos laes bucephalos. NAo se
esqueca S. S. de cerlo mocinho com propenso para
cigano, cuja apparirao nesla villa, he como a es-
pada de Damocles pendente sobre nossas cahecas.
Veja S. S. que o Antonio c o Loiz Antonio, depois
que pagaram a multa licaram mansinhos !
Ainda uina oulra providencia de grande alcance,
senhor fiscal, e que por cerlo nao lera escapado a
sua perspicacia, quero fallar dos senhores atravessa-
dores dos generas de primeira intiiicAo, taes como
farinha, feijAo, peixe. NAo consinta S. S. es judicial monopolio que assas oliendo a pobre e des-
valida hiimanidade.
Basla por agora, meu amigo.
Dcsculpe esta massada,
A insolencia do arrojo,
Quem (|ue se nAo podia *
Com esle fardo no luyo I
Parlicipo a Vmr. que se nao fora lemer o examo
de suflicienria, era agora aeeatUa de iniciar-me na
vida forense. Sim, o novo regiment de cusas por
tal maneira eleva o quantum ilas propinas, que tor-
na iiivejavcl a sorle feliz do empregado. Nao que-
ro fallar na alia magistratura, basta referir-me aos
senhores escrivAes, partidores, avaliadores, e al of-
licial de juslira, eslao esles senhores como querem.
sem precisAo de prevaricar, eslAo com a fortuna fcila.
Nem tanto c nem lAo pouco. Felizmente nao lenho
quesles c mesmo nao desojo ler, lie para mim isso
difirante, essa alteracAo que s anecia a aquelles,
que por urna infinitsima quanlia expc-sc as
vicissiludes da cinema forense. Para esles bem
feilo, devia sextuplicar.
Aqui vai sem mais cnuinientarios,mais um contin-
enle para reunirse i chrqniea escandalosa, que tan-
to offerece a bella torra de Sania Cruz. Sexla-feira
para amanliecer o ibbado de Alleluia. Francisco de
Souza, morador no sitio Retiro desla villa, ntreos
engenhos Arac e Gameleira, enviou para a morada
dos bomavenluradns sua mulher, a que ha lempos
mallralava, por ella se oppor constantemente a rca-
lisarao de seus hvdrophobieos inlentos.com a propria
filba do casal. Monslro parricida, nionstroassassiiio
da esposa fiel, da mulher que ludo esgotava, para
arranca-lo da lerrivel fascinarlo. Eis aqui o resul-
tado da impunidade, eis aqui os beneficios de bran-
ilura.passai, senhores jurados, a esponja sobre os cri-
mes, a consequencia ser terrivel e fatal Esle
monslro foi capturado, lera proteccao Quem
sabe !.
Agora mesmo acaba de informar-me, pessoa que
lem entrada nos altos mysterios das potestades da
Ierra, que S. Exc. lenciona passar por esta villa, al
o dia (i do vindourn, seguindo por torra para Per-
nambuco, d'ondc embarcar para a corle. Venha
S. Exc. observar o bello oslado desla villa, cuntiera
pessoalmenle as nossas uecessidades, e eslou cerlo
que concorrer com seu prestante auxilio para a
realisarao das necessidades desla villa.
Passo agora com permissu de Vmc. a dar nma
respaila cabal, a alguns senhores, que julgando-mc
talvez mcnlecaplo ou habitando o mundo da la,
cnlendem que eu d por pedras c por p.ios, censu-
rando a direila c a esquerda. No capisco. NAo he
movido pelo receio, nao lenho inleresse occiillando
qualquer fado que por ventura apparara nesle in-
grato torran; nAo, senhor. Sigo a marcha dos acon-
lecimentbs. se apparecer algum fado que se conhe-
r:. decnconlro a razao ea tei, nAo penscm que fu-
cirei de palcntea-lo, heide expo-Io a execrarAo pu-
blica, censura-lo, aprecnla-lo em summa com as
vestes asquerosas... Ainda nao apparoceram desde
que me dispuz a ser seu correspondente; portanlo
nao admiti censuras. Podia cu, bem sei, censurar o
deleixo, a indisciplina que reina na guarda nacional,
produzida pela inqualificavol upposirAo do capilAo
fiscal ao lenentc-cnrauol Paulo Caolano; mas estan-
do esse negocio alfocto a"S. Exr. o Sr. presidente da
provincia, quiz portanlo esperar al o fim.
A respeilo do Dr. juiz municipal,, leuho ouvido
algumas censuras, mas como dizem respeilo a ques-
loes forenses, e mesmo slo eivadas do espirito de
partido, deixo o campo aos seus adversarios. Co-
nfiera que o Dr. Rodrigo he morosusceplivel, qual-
quer cousa o choca; entretanto lem honra, he mcu-
paz de prostituir a acc.3o de juslira.
Tem um deleito, que he aspirar alguma cousa de
poltica, e d'ahi ssas affeices, cssas cousas.inheren-
l(s aos aspirantes a volac,es. Nao me esquivarei de
narrar qualquer cousa que eonheca que marcha d>.
encontr ao pacto fundamental da nacAo; e quanlo
ou fados passado?, permillam-me que abandone o
campo, para narrar esnos fados, eslo amnistia-
dos.
Depois.mcu charo senhor,aqoillo que lie feilo ago-
ra por Paulo, j foi feilo por Marlinho, se Bellrao
pralica mil e mil arbitrariedades, Rapliael n'oulro
lempo fez as mesmissimas cousas, lie a repelirAo das
mesmas sceuas, com oulros representantes. Islo nAo
bes aqui, da-seem loda a parle, cm lodos os pai-
zcs, esempre se darn em quanlo o mundo for ha-
bitado c -ovornado pelos liomens.
Aqni paro, meu charo -rubor, muilissimas cousas
linha para euviar-llie. mas o somno fecha-me as
palpcbras, siulo um lal enlorpecimenlo as ininhas
raeuldades, que nAo sei como ainda estou Iracaudo
esta algaravia. Perdoe-me a massada.
Desejo-lhe um polosi de prosperidades, no centro
de sua amavel familia, avultadas porc.es do mela1
sonoro que alegra a visla, com a condicAo sine qua
non, de partilhur ainda que soja a vigsima parte,
cora seu sincero respeilador.
O Cosmopolita.
ASSEMELEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIA!..
Stna. em 30 de abril de 1856.
Presidencia do Sr, tlariio de Camarogibe.
A's 11 fi senhores dopulados.
O Sr. Presidente abro a sesslo.
ti Sr. 2." Secretario t a acta da scssAo'anleee-
dcnlc, que lie approvada.
O.S'r. I. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um requerimenlo dos herdoirns do finado Manoel
Luir da Veiga, pedindo que na lei doorramcnlo mu-
nicipal se marque quola. alim de que sejam pela c-
mara de Olinda pagas as prestarnos do anuo de
1854 e do presente.A' commhn3ode orramcnlo
municipal.
ORDEM DO DIA.
Torceira discussAo do projedo n. 15, sobre o In-
| le n il".
(Coiilinuar-'e-hii.
MHTHAnn
COMARCA 1)0 IONITO.
Bonito 23 de abril.
Esla terrinha est lao sccra de novidades que nao
sei com que cucha ao menea meia folha de papel ;
sAo bem aperlados os cordois de um ebronista de lu-
narejo pequeo quasi sempre se v em apuras e
obrigado a diva^aroes ; c que remedio, quando fal-
la o assmnplo ?
Ah .S'ir compadre, l se foram as esperancinhas
do nos-o amigo.............
N'aquelle billiete inteiro
Espcrava os chile contos,
Saliio-lh'o mesmo dinheiro !
Os premios sao poneos, os que querem,muitos; nAo
pode deixar de ser assim, todava nao convmesmo-
recer, deve elle ainda tentar a lotera, visto como l
diz o meslre Ovidio :
Quid magiscsl darum sa.co '.' quid molas unda?
Dura lamen mulli saxa caiuutur aqua.
O qual Utim he mais ou menos isto :
Asua mole oni pedra dura
Tantod ale que fura.
Pode muito bem ser que a tal que he de mais a
maiscegninha de ambos os odios, c muilas ve/.es
move a roda em favor de quem nAo espera, se
sarria ainda
Changeont de place
Felizmente contina |o slalu quo cousa algu-
ma de nolavcl se deu e ludo caminha regular-
mente.
Se a polica oestes ltimos dias nada tem colindo
de importante aqui, porque apenas seguran liontcm
na fcira um bnm eicant que passa por exceden-
te vadio, arranjnu em Caruani urna boaacquisirAo :
(iermano do Espirito Sanio fez parte da. palrulha
que foi prender, e segurou por una vez o Antonio
Molaliuho, e he um dos que alirou, andava la por
Caruar mullo fresco, o delegadodesle termo recom-
mendou-o ao Dr. lenlo, que hontem na feira o
manduu agarrar, e pjr em seguranra esse fiel Chris-
o,que lanto gosla de cnusas summarias.
J lenho ouvido censurar ao Dr. Dellino por ler
processado duas palrulhas que bao feilo morles em
artos de prisao. Mas a polica deseja a captura dos
delinqucntcs, c nAo o seu assassinio, e querer o|con-
traro seria querer a desordem, era fater de cada a-
gente de polica um criminoso, e Dos sabe onde
iramos parar.
Nao adopto o principio de que ante a resistencia
daqoellc a quem se quer prender.deve recuar a for-
ra publira. para evitar elTusAo de sauguc ; pois esse
proceder Iraria innmeros inconvenientes, porm
autoridade nAo convein sollar-lhe os bracos odiosa
rcstrmgendz devo sindicar esses aconlecimcnlos,
para conhecerem ciso de excessosse liouve motivo
para lano, e proceder rigorosamente contra toda e
qualquer forja, que indo prender um hnnuirjl) ma-
la s vezes com o nico receio de urna opposicAo
de sua parle, e quira |iara exercer nina vingai'.ca !
A sorle desle mundo be mal segura ; se boje nos ten-
amos na cadeira de juiz, ninauhaa poderemos oceu-
par o banco dos reos, e ouvirnios o que se disse
quede Chancellar de Francapatere legem, quam
'pse lulisli.
Em* poder dadelogacia me consta existirem de Ifi
a 20 granaderas inleiras e roladas, urnas lomadas a
particulares, oulras a inspectores, que abusivamen-
te s linha mem seu poder, e nina boa porcao de fa-
cas. Ha oulro hemisferio. Por c anda urna rno-
lequeira, consinla no termo, pof causa do terrenos
dcvolulos, e conven tomar providencias, porque po-
de dar em serias consequeiicias.
Depois da publicado [da lei e registro das Ier-
ras, melteu-se muila gente por essas mutlas.e la cada
quisque csrolhcndo o lugar que melbor Ihe conveo,
estou apossado.e toca a derribar, maltas.abrir rora-
dos, locar fogo, elr. etc. ; uns para melhor seguran-
ca compraram urna casa de palha cujo dono oceu-
pava um pequeo solo, e de seu hlenle, cslende-
ram os olhos e disseramo que vejo nos perlence e
ei-Ios senhores de meio mundo, de urna, duas e mais
legoas de Ierra, as quaes escrevi o noli me tangere;
oulros invejosos de varen, um mais pohre situado em
posiro que Ihe agradou, alli vai apcrria-lo para o
expedir,liado cm que possue alguma coosa.
J lem havido occasioes de se receiar desastres por
causa de laes posses.
Tendo cm vista estas, e nulras cousas, ouvi dizer
que o delegado recoinmendara aos respeclivos sub-
delegados o cumprimenlo do deverque Ibes impe
a dita lei e rcgulamenlo, e me dizem que elle est
disposto por sua parle a rumpri-lo.
DigoMhe, que muilo desejo ver demarcadas eslas
trras para acabar rom os ambiciosos que querem le-
las sem comprar.
A principio alguns vieram (cr aojuiz municipal,
pediodo mandado de manutcnrAo, mas socegaram
com sso porque nao o ronseguram.
Adeos, d lembranras aos amigos, e diga-llies que
lenho desojos de ir breve ve-los,anda que estoft com
medo das febre* amaradas ou verdes, todas sAo
ruins. porque malam, e alguns que daqni vAo para
la, nAo tem vallado ; ja lem acontecido ficar no ca-
minlio ; marren assim um moco de Grvala, um
i mralo que j.i foi alli morador, o eslavaem o enge-
nhoSote Ranchea--, c o Sr. Concalo Teixeira que
lia pouco de la vcio, esleve por urna dependura, a
senhora tropos, que lie a da tesoura, esleve corla
Dio corta-, o fio da* 3 fdas.he a com quemis em-
birro, ainda que conlam que a pobra nAo tem von-
tade propria, he mera machina do destino.
Basla. Seu do coracAo. .; reroir.
(Carta particular.)
COI ARCA DE 6MAS&.
Itamfa.
Tenho adiado de crescida importancia osystema
adoptado por Vmc. em publicar as oceurrencias
tocaos de todas as partes da nossa provincia ; esta
tarefa, posto que pezada, muilo conlribue para a
marcha progressiva de todo o melhoramenlo de
que somos carecodores. ao mesmo lempo qc Ihe
deixa urna gloria nvejavcl nAo Iridiada at boje
pur peridico algum dos muilos que tem surgido
em o nosso Pernainhuco. Todos trazem a mira
no atrita la do patriotismo de una semelhante em-
preza : Dos queira que o fastio nAo venha oceu-
par as paginas do seu Diario, antes que leve ao
cabo o fim que viramos ser o seo proposito, o en-
grandecimenlo do nome Pernambucano. He de-
batan, portanlo, deste ponto de vista que venho
tambem boje entrar na commonho dos que offer-
13o a bem de sua patria o seu fraco contingente
para o eiigrandenciinenlo de nina obra de lao alta
magnitnde: cemecarai polo Itamb porque deve
merecer alguna ola na ordem das cousas.
Horroroso, triste e medonho, pois sem duvida era
onlr'ora o qaad.ro quelocava as vistas do viajauo '
que transilava os caminhos de Tinibanba, e Mocos.
liuma, Jardim, Campia, Ferreiras. t'.amntanga.
Arnau, etc.; de esparo a esparo nAo se enconlravaui
seno cruzes sobre cruzes roberas de grandes fo-
Ihagens. annunciando as imnieusas victimas qoe li-
iiliam eahido ao som do bacamarle tancido pela
mao do cobarde assassino, qne se occiillava no en-
redado das silvas para a seu salvo derramar o san-
gue da innocencia ; lodo o grande terreno que oc-
cupava enlAo esles lugares, era o assediu de urna
s familia de malfeilores ; a especie humana linha
por cerlo de acabar as garras de anlropophagos sem
igual, se a auloridade que dominava por aquellas
pocas fosse nm pouco mais adiante com a sua
exislencia. lloje, porm, ludo mudou de face.
Apenas foi chegadu o tiln. Sr. alferea Manoel de
Azevedo do rtascimenlo, como subdelegado do jul-
gado de Timbeara, comernu por cnsetar urna nova
marcha policial; a noile a mais lenebroza, o in-
vern o mais assustador nAo oa/.ia recusar peran-
te consideracAo alguma de seus commodos parti-
culares, com tanto que nAo desse pousada aos si-
carios que tanto infe-lavam o lugar d. sua jurs-
dicrao; foi urna deirota completa a chegada do bravo,
intrpido e jusliceiro oflicial para a horda de 13o
lemivcis cambaes quem pr()vnu 0 calamitoso tem-
pd dos Antonios Bernardos, Franciscos Campias,
Antonios Rosas, Manoeis Malambos. Joss Ferrei-
ras, Mannns CabocJo., Franciscos Pindohas, Joss
Benedictos, Flix Tallas, Benulos, Fabriros, F-
lippcs ele. ele, boje v saranlida a vida c pro-
priedade dos cdadAos que se ncliavaaa a inerc do
punhal assassino. dcixar.i ,le lerer encomios ao no-
me daquelle que he o Icrror dos malvados, deixa-
r de Irihular um respeilo cheio de gloria ao deno-
dado magistrado o lllin. Sr. alferea Manoel de Aze-
vedo do Nascimonlo'.' Atienda, o lllm. e Exm. Sr.
presidente da provincia a esla verdade. filtra ni-
camente do corarAo daquelle que so almeija o bem
do son paiz, para que ronliuue a proteger-nos com
a demora do lllm. Sr. alferea Azevedo na suhdele-
gaeia de Timbeaba; a relafSo das pritdei feias pe-
la sua propria auloridade. inserida no Diario de
IS do correnle, he o echo mais importante para
que seja alleudida a supplca que fazemos. A mar-
cha do corrcio he rpida boje, sem que estivesse
para isso de ante-man preparado ; muilas oulras oc-
eurrencias ficam para um oulro entejo, ja que de pre-
sente nAo posso sor muito mais extenso.
dem.)
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE
Sessio cm 28 de marco.
Presidencia do Sr. barrio de Capibarihr.
Presentes os Srs. Re;o e Alhuquerque, Reg Ma-
mede, Viauna, Mello, liaineiro, faltando sem causa
participada os mais senhores, ahrio-se a sessao, e foi
lida e approvada a acia da antecedente.
I'oi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidente da provincia.trans-
mittindo copia do projedo n. i do correnle anno,'
apresentado na assembla legislativa provincial.alim
de que de confnrmidade com a resoliicao da mosma
assembla, houvcsso a cmara de informar a respei-
lo do mesmo. A' commisso de polica com ur-
senria.
Outro do engenheiro director das obras pnblicas'
dirigido ao Exm. presidente da provincia, e por este
a cmara informar.'expoiiilo a razAo porque for-
mulara o projedo para o cale amento da estrada de
Apipucos, dando osla a largara do O palmo, sem
saber que existia planta desla cmara marcando tM) ;
e pedindo houvcssc S. Exc. de resolver sobre a lar-
gura com que deve tirar a estrada, antes que a obra
do calramento se adianto, alim de evitar-se a des-
peza e trahalho de desmaurhar, o que na aclualida-
de sera pouco por nao exislir ainda r atena grande
eilensAo da dila estrada.Resolveu-sc que se res-
pondesse a S. Exc, que era conveniente que se con-
servasse a largura da estrada marcada na planta pri-
mitiva.
Urna pelieAo dirigida ao Exm. presidente da pro-
vincia, assignada por Jos Hysino de Miranda eou-
lros moradores vizinhos do edificio arruinado, silo
na ra da Gloria da Boa-Visla, pertencenle aos her-
deiros do finado Cervazio Pires Forreira, reclaman-
do providencias tendentes aeaulclar a calaslrophe,
que pode occorrer com o desraoronamcnlo do edifi-
cio.Mandou-se determinar ao fiscal respeclivo que
procedesse vestoria no predio, e se informasse isto
mesmo S. Exc, c o mais que liouve a respeilo em
1853.
Um otlicio do director das obras publicas, respon-
dondo ao desla cmara de I do correnle, relativo s
plantas de JaboatAo c estrada de Apipucos. Inte-
rada.
Oulro do presidente da commissAo de hjgiene pu-
blica, rogando desse a cmara as providencias de
modo a desapparecer o charco exislenfe na ra'ua
Palma.Recommendou-se ao fiscal que e-lava pre-
sente, procedesse na forma das posturas contra o do-
no do terreno sobre que assenla o charco.
Por esla occasiao mandou mesa o Sr. vereador
Gustavo o seguidle arligo de posturas, que foi ap-
provadn. ampliando o disposlo no arligo 1., Ululo
3. das posturas vigentes :
a Postura addicioual.Arl. ur.ico. O propieta-
rios de terrenos particulares cm que carcm ropre-
zadas as aguas provenientes das endientes da mar,
ou pluviaes scrao abrigados a aterra-tos oa esqua-
los, de modo que as aguas nn flqiiem eslagnadas :
os infractores serAo mudados em 5.5 rs., tirando
alm di&so sojelos a pagar asdespezas que a cmara
fizer com o e'golamento das mesmas aguas.
lego.o
Outro do contador, remetiendo o orcamento das
despezas a fazer com os alerros de parte da Iravessa
da Concordia, na importancia de 3215000 re.
Adiado.
Outro do procorador, dizendo ter em son poder,
liara recolher ao cofre a .quanlia de :MHtj, de Banca
que foi arbitrada judicialmente a Francolino Au-
gusto de Hollauda Chacn, pelo crime de ferimeu-
los leves.Que se reeolhesse.
Oulro do amanuense servindo de contador, apre-
sentando a rehiri das ledras que se vencem no 1.
de abril,- afim de serem liradas do cofre.Que se li-
rassem no dia 31 do correnle.
Outro do fiscal de S. Jos, participando que na se-
mana de 19 a 2">do correte, se mataram lo' rezes
para consumo desla cidade.Que se archivasse.
A commissAo especial enrarregada de examinarse
os eslabelecimentos de carros fnebres existentes, se
arham montados de ronl'nrmidade com o respeclivo
regulamento, deu parecer adirmalivo. que foi ap-
provado, declarando eslarem elles em estado de sa-
tisfazer aos serviros dos funeraos. Constando qne
ainda nao linha sido esgotado o alagado existente
nos fundos das ultimas asas da roa do Seve, como
prometiera o respectivo propriclario ao fiscal, re-
solveu a cmara se recommendasse a esle, fizesse ob-
servar a postura.Maudoti-scque o engenheiro cor-
deador orcasse os reparos da ponle do Rosari-
nho.
Despacliaram-se as pelires de Bernardo Antonio
de Miranda, de Francisco Jos da Cosa e Silva, de
Francisco Lourenco Pinheiro, de Jos Joaquim de
(lliveira, de Jos da Cunha Teixeira, de Jcs Jaco-
mo Tasso, de Joaquina Benedicta Vieira da Silva.de
JoAo Moreira Marques.de Jos Paulino de Almei-
da Catando, de Jos da Cosa Dourado, do hachare!
I.uiz Lopes Caslello Branco, de Manoel Antonio de
Olivcira, de Manoel Alexandre de Souza, e levan-
loo-se a sesso.
Eu Manoel Ferreira Arcioli, oflicial maior, a es-
crevi no impedimento do secretario.llaraode Ca-
pibaribe, presidente/ /amiaCimeiro.Rego e
Albuquerquc.llego.Mello.Mamede
JURY SO RECIFE.
DIA35 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. Dr. Adelino Antonio de luna
Fteire.
Advogadoda accusarr.o, o Sr. Dr. Jos dos Anjos
Vieira do Amorim.
Advogado da defeza. oSr. Dr. Leonardo Augusto
Ferreira Lima.
EscrivAo, Joaquim Francisco da Paula Esleves
Clemente.
A's 11 horas fcila a chamada acham-se prsenles
10 Srs. jurados.
foram mudados em mais -2fg os senhores jurados
j mudados nos anteriores dias de scssAo.
Ahcrla a scssAo foi conduzido a barra do Iribunal,
para ser julgado, oreo Joaquim, pardo, escravo de
Manoel Jos Ferreira CusinAo, acensado pelo crime
de homicidio perpetrados na pessoa ,1o pardo Jos
Vicenle.escravo do major Antonio da Silva CiisinAo.
Foram sorteados paracompor ejory de seiilcnra,
os Si--, jurados seguinles :
JoAo Francisco Pontcs.
I.uiz Manoel Rodrigues Vllenos.
Jos l.iiurcuco Bastos.
Francisco de Paula Qucroz Fonseca.
Francisco Manoel da Cruz Coulo.
Dr. Jos Bernardo Calvau Alcoforado.
Dr. Jos Muniz Cordeiro Citohy.
Jos Lourenco da Silva.
Dr. Manoel Jos Pereira de Mello,
Joao Delinques da Silva.
Jos Francisco Pires.
Dr. Rozcndo Aprigio Pereira tiuimarAes.
Findos os dbales foi o conselho conduzido a sala
das conferencias 4tf horas da larde, de onde vol-
tou as 5 ,( com suas respostas, que Jorara lidas pelo
presidente do jury cm voz alia, em virlude de cuja
decisAofoi o roo coudemnado a gales perpetua-,
grao maiimo ilo arl. 193 do cod. crim. condeniia-
do seu senhor as cusas.
Foi apn-seiilado polo Sr. Dr. juiz municipal su|i-
plente da segunda vara proparador, o processo do
preln Nicolao, escravo de Jos Rodrigues do Passo,
para ser julgado na presento sessSu, vislo achar-sc
comprehendido no art. 3. da lei de 10 de junho
de 183." por tentar matar seu senhor,c foi designa-
do para sor jnlgadn no dia 27 do correnle, pelo Sr.
Dr. juiz do direito que levanloo a sassAo s .:ij4
horas da tarde, adiando-a para as 10 horas do dia
seguinle.
REPARTIt^lO OA POLICA.
Parte do dia 6 de abril.
Nlm. e Exm. Sr.-Levo ao conhecimento de V.
Exc. que, das difiranles participai.ocs hoje rere-
bidas nesla repartido, consla que foram presos :
Pela subdelegada da freguezia da Roa-Vista, o
sulsso AndrtNauzer, e o porluguez JoAo Pereira
Conralves, ambos para iveriguaeoes policiacs.
E pela subdelegacia da freguezia dos Afogadob,
o pardo (aspar dos Reis, tambem para averigua-
res.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da noliria de
Pernambuco 26 de abril de 1855.lllm. e Exm.
sr. rouseihciro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.chete de polica l.ui:
Carlos de. Pana Teixeira.
DIARIO DE PEINAIBUCO.
A asserr.bla approvou hontem em segunda disc us
sAo as emendas offerecdas em torceira ao orcamen-
I provincial, Tallando os senhores Meira, Souza
Carvalho e Baplsla ; e em primeira as posturas ad-
dieionaes do' Reato.
Approvou tambem em segunda discussAo o projec-
lo n. 23 bem como o den. 17, e em lerceira n
projedo n. i>, que npprova diversos compromissos.
Entrando em lerceira discussAo o orcamento muni-
cipal, oraram os senhores Brando, Augusto de Oli-
vcira e Theodoro, Picando a volacao adiada por se le-
rem "florecido diversas emendas.
A ordem do dia de hoje compreheude a segunda
discussAo das emendas olerecidas o orcamento mu-
nicipal, segunda das posturas do Recito, primeira
do projedo n. 10, lerceira dos ns. de 14, 17 c 23.
COMUNICADOS.
ra
Foi em maio de 18ifi, que leve lugar pela primei-
vez a celehracAo publica do me de Mara San-
lissima no Hospicio de N. S. da Penha, para a qual
conrorreu o povo com fervor quasi inesperado, por-
que sendo tambem quasi at enlAo de-conhecida es-
la grande devorlo nesta provincia, apeo.-iz de ves-
pera enunciada do pulpito, o povo como levado ',>or
urna forra, que Ihe era desconhejida, mas que Ihc
atrada o corarAo, bnsca a igreja. e ahi proslrado
dando espansAo ao fogo, qoe sent no pello, enloa
hymnos, cnticos, e o Sanlissimo Rosario em louvor
de Maria, e parece como em porfa cada qual mais
se esforcar.com especialidade o devoto sexo, que em
ludo he imitado, e muilas vezes igualado pelo ou-
tro ; a capacidade do templo j r.o pode conter o
numero, que por isso se derramou peto adro do mes-
mo, augmenlando-se sempre de cada vez mais duran,
le omoz a concurrencia; d'ahi se pode julgar qu.u>
sraode he a devocAo de Maria Santissima na capilal
de Pernambuco; porm islo nAo he ludo,no anno se-
guinle a concurrencia ainda foi. maior, u enlAo ja
nAo s na igreja, mas tambem na> casas particulares;
e nos seguinles annos em diversas igrejas.e em diver-
sas freguezias,porm lodo parece ser pouco para con-
ter o povo que se abraz'ava no doce amor de Maria ;
masisio nAo he ludo, a devoro ja nao, se estende so
pelas igrejas da capilal, mas tambem por grande nu-
mero de igrejas das freguezias do bispado de Per-
nambuco, e por muilas cpelas do campo, indo sem-
prg cm progresso al o anno pausado; ora, se esla de-
vorao tem "laojslamenle atrahido os fiis ale ago-
ra, qoanto mais esle anno, em que a gloria de Ma-
ria nesle mundo parece ler sido mais exaltada t
Sendo elevada a dogma calholico sua pura e imma-
culada ConreirAo ? O' devotos de Ma/ia, alegrai-vos
louvai e bemzi a Santissim Trindadn ler guarda-
do para o lempo de vossa vida a conrmacAo aulhcn-
tica desle mysterio glorioso da Sanlissima Virgem,
que muitos sanios e lodos os devotos de Mara dos
lempos passados desejaram, mas que nAo liveram
durante sua vida mortal o gozo de verem, como nos
boje ; e para dianle ninguem chegado ao oso de ra -
Ao entrara no reino do co sem crer, que Mara
Sanlissima foi concebida em graca, sem mancha do
peccado original; he ver.lade que todos os verda-
deros calholicos liveram sempre esla pia crenca.
posto que nAo definida positivamente como agora,
por so que o Concilio Tridenluo leudo declarado,
que quando diza que todos os liomens nasciam man-
chados com o peccado original nao queira incluir nes-
la universidade de Maria Sanlissima.
Assim pois correi aus templos enloai seus doces
touvore no abencoado moz de maio prximo, pois
nAo sabis se osle ser o ultimo de vossa vida; Icm-
brai-vos que a mesma misericordiosa senhora pelo
Evangelista dizquem me adiar, achara a vida.__
He por esla causa que aquelles que esiao morios
pelos seus peccados dianle de Dos, sao frios para
com a devocAo desla mAi (Ao boa: he por esla raas
que lodos heresiarcas, logo que se deelaram, priuci-
piam a atacar a pureza da augusta rainha do eco, e
sua divina malernidade, pois eslo morios, islo he,
em estado de condemnacao: um outro motivo ha in-
da para que corramos ,i louvar Maria Santissima es-
te he. para que ella nos defenda da pesie, que vai
principiando a grassar entre nos, e tambem do urna
oulra mais lerrivel.e mortferao cholera morbus
a colera de Dos coulra os liomens pelas suas gran-
des iniquidades) que era qnasi lodos os paiaes lem
feilo mcdonhns estrago*, excepto no nosso, provavel-
menle porque Maria Sanlissima tem intercedido cm
favor delle, poi o sei corar jo he essencialmcnte
misericordioso, e nAo pude deixar de compadecer-se
de lodo mundo,muito principalmente d'aquellesque
a invoraml; um oulro molivo existe nesle lempo
abencoado, he o jubileo concedido pelo nosso pai es-
piritual o Sanlissimo Po I\, a lodos aquelles que
ronfessads e communga los visitaren) (res igrejas
tendo dado orna esmola, feilo um jejum c orarem
pela paz da Europa em guerra ; note-se que no ju-
bileo sAo concedidas aos confessores faculdades para
absolveren! cerlos peccados reservados, que fora do
tempo do jdbileo nAo he permiltido sem aulorisar>
especial, assim pois aprovoilemos o presento jubileo,
que termina noollimo de maio que coincidencia o
jubileo findar com o saulo mez mariano de Per-
nambuco !
Eia pois chrislAos pas de familias.o lempo oppor-
iuoo para (riumphar da iinmoralidadedos entumes,
do luxo, e dos bailes; animai-vos a por um dique a
lanas escolas de perdirao da honeslidade, erguen-
do um aliar em vossas casa para louvar a inmacu-
lada Maria; de todos osdias ao sanio exercicio ma-
rianno em alguma igreja, pois cm muilas se vai ce-
lebrar, destru o espirito de falsa devocAo ha pouco
manifestado na semana sania pela immodeslia do
vestuario, por isso que o santo mez de Maria he o
mez de maior modeslia e castidade ; assim ninguem
se envergonhe de apresenlar-se hnneslamonle vestido;
o lega n vossos filhos esla preciosa devocilo, que os
far filhos da Rainha do Universo e por esta cousa
nunca serAo orphaos, ainda quando venham a mor-
rer.
APASCIIOA OU RESSURRECO DE JESS
CHMStO.
Eslupendo e maravilhoso he o inefavel mysterio
que a igreja Santa, acaba de celebrar, e que por
espago de oito das ronsecoliros lem commemorado
por sem duvida mostrar a singular masiiitude da
ora a que na ressurreirAo do Divino Marlyr, foi
sublmala sua sanlissima humanidade.
Esle dia mcmoravcl da ressurreirao tambem se
chama o de Paschoa derivada da grande so-
Icmnidadedos Hebreos. Paschoa. ou paseoa, he pa-
lavra hebraica que lem |>or significarAo passagem
Esla solemnidade celebrada enlre o povo Israelita
traz a memoria da passagem qa anjo que Irncidou
os primognitos do Egypto, exceptuando somonte fi.
dios de Irreal, que nessa 'occaio conjunctamente
se achavam.
Paschoa tambera coenrnemor.ou ndica passagem
daquelles Israelilas pelo mar vcrmelho que Ibes lle-
ra franco caminho por meio do seu Icilo, quando
fugiram do Egypto. edadesabida perseguirlo de
Farad para irem lomar posse di Palestina promolti-
da seus progenitores.
Para nao ficar cm olvido lao assombrosos aconte-
:.


OURIO OE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 27 LE ABRIL Of 1855.
v*
rmenlos, aquelle povo usliluira, e celobrava lodos
os anuos no ilia II" iU loa de marco so grande me-
moria ; ultimando sua paschoa, a comida dorordri-
ro com os ritos da lei qae fulmiuava a pena de mor-
s remira o llolireu que onsasse o contrario praticar:
tal he a origem da fe que enlrc os nhrisiaos lambem se eonhece pelo do-
mingo da Res Do mesmo modo que a paschoa rele Ja enlrc os
Hebreos recordae lembra a pissagem do ciptiveiro
do Egyplo para librrdade, e aequisiruo da Ierra
prometila, a paschoa dos christaos rommemora, e
faz lembrar que pcl.i morlc c ressurreirao do ho-
mom-los,quc passou da morlc para" a vida, passa-
mos li* do imperio da raorle, que granjeamos por
nonos delirios, pura a vida da grana, e ficamns des-
l'arle habilitados a entrar na Ierra da promissao pe-
los merecimeiitos de Jess Chrislo.que a cusa de sen
sangue precinsissimo rcsgalara a humanidade do in-
fernal capliveiro, abrindo as portas da celestial mo-
rada. ,
Eileclivamenle, o lilho de Dos, depois de liav er
durante sua peregrinac,ao na Ierra, apresenlado
urna serie sublime de prodigios e milagres, que ex-
huhcranlemeiile atleslavam ser elle o Messias pro-
mellido, o Salvador do mundo, seis das antes da
paschoa, chega a Belhania onde ha pouco havia res-
Misniado a Lzaro no lerceiro dia de sen fenecimen-
lo, c dahi no sesuinte dia, perlo de Bellifagc villa
situada na rail do monte Olvele, sabe montado
n'um jmenlo, e entra triumphanle em Jerusalem,
onde i mullilude do povo tomando tamos de palma
clama Hosanna (Salvaran e gloria. Bendicto so-
ja o rei de Israei que vero em nome do Senhor ; re-
alis.uidu-sc assim o vaticinio do prophela Jubit i fi-
lia Jerusalem ; eece rex luus renit 'tibi justas el
saliator ; ipse pauper, el ascendis super asinam
el super pullum filium axinre. i)
Salisfeitos estes preparativos de seus anhelos, Je-
ss Chrisln entra as pilases de sua dolorosa paixaV
Prognoslica mais de ama vez a ruir.a de Jernsalem;
inslriie a seus discpulos em diversos assumptos, fal-
la-lhesem diflerenles parbolas ; pralica a acrao
mais hiunilhanle e sribmissa, lavando os ps a
seus discpulos, deixa-lhes um novo mndalo,
um preceilo singular -de amarem-sc mutuamen-
te ; inslilue o innefavel Sacramento Eucharis-
tico, e para mostrar aos bonicos quanlo subia Me
ponto, seu acrisolado amor, deixa-lhes sua mesma
carne, seu proprio sangue para sustento e a soa san-
lilicarao. Requintada bondede de Dos Preeu-
chidos estes ardcnlcs desejos ; Jess Chrislo, vai ex-
perimentando es labores aturados que Ihe eslavam
preparados ; as agonas do Hurlo ; os sollrimcnlos
no jardim das oliveiras; i perfidia de um discpulo
insolente ; seos ultrajes no Pretorio ; a negativa de
Pedro ; a accosarao'no tribunal de Pilatos ; a coro-
"i.ao de espinliua pendrantes ; a flagcllacao na co-
lumna ; o choveiro de baldes, c sarcasmos sobre
elle laucado ; a iracundia sem par de um povo amo-
tinado ; a preferencia de Barrabas a Clirislo ; a
ronrtemiiaraodemorleMe cruz.em summa, sua dolo-
rosa orucilixau no empinado Golgota ; o sorleio de
sua luiiica iuleirica ; os improperios, c vilipendios
que nos ltimos momentos de espirar, recebe com ad-
miravel mansocetude ; sao provas irrefragaveis, de
que ludo supporla para resgatc da humanidade ; c
nessa oecasiao se v entilo cumprido em sua pleni-
lude, o vatiein i do propheta Rei ; Sou um verme c
nao liomem ; stou feito o opprobrio dos homens, a
irriso do povo Ego aulcm sum vermis, eL non
homo ; opprohrium hominum el abjeclio plebise
Divisernnl sibi veslimenla mea, ct super vestem
meam miseronl sorlem. (2)
Aleado o estandarte da redempran, e nella expi-
rando o Divino Mrl\ r ; sua morle serve de c onver-
sao aquellas qae ero fiis servidores da corle pre-
loriana.
Abenadar commandanle da guarda que cspreila-
va o-Salvador, eonhece que o innocente en til fio
de Ueos ; arremessa a tanca, bale nos peilos, c cla-
ma com a voz de om homem totalmente novo
bemdilo seja Dos todo poderoso. Dos de Abra*
bao, Dos de Isaac ede Jacob, este homo erajoslo,
era verdadeiro lillio de Dos a ver hic homo li-
li us Dei ert. (:l)
Abenadar (ceuturiao) prestando immedialamcnle
reverentes zuinbaias ao verdadeiro Dos, entrega o
commando, e laura i Cassio, nfficial inferior da mes-
ma corte : este homo activo e desembarazado, cuja
vista porem fraca, e olhos vesgos excilava as mofas
de seas coueidadaos, recebe urna inspirar,loiiiopina-
da ; elle toma a langa, e com mao cerleira crava no
peito dircilo do Salvador, e tirando-a ve sabir urna
grande quanlidade d'agua e sangue que inundara
seu rosto, como um rio de salvaran egraga. i.4)
, Cassio recebendo a perfectibilidade do sua vista,
aturdido por lito eslupendo milagro, commove-se
profundamente, e arrodilliado na dura, trra, fere
os peilos e confotsa altamente .i Jesus Chrislo ;' re-
cebendo pela regeneradlo o nome de Longuinho. .">
Os mesmo* soldados boquiaberlos por lao grandioso
suceesso, proslram-se recoubecem que be o
verdadeiro filbo do Eterno.
Morto e sepultado Chrislo na sexla-feira ; Mara
Magdalena, Hara filha de Clcofas, e Salom parlem
no seguinte dia, com aromas preciosos c perfumes
odorferos para embalsamaren! o corpo do homcm
Dos, e vem com sorprcra arredada a pedra que cu-
bra o sepulcro; veem um anjo de rutilante face, e
nevadas roupai descer do co, e derribando a pe-
dra sobre ella senta-sc e diz-lhes ; nao vos assusleis;
se procuris ,a Jesus Nazareno, crucificado, ressns-
cilou, nao esta aqu ; he este o lugar uiide o poze.
ram. a Volite espaveseero Jesum quxrels Naza-
rciiura crucifixum, surrexit, non est hic ; eccc lo-
cas nbi posueranl eum. (67
As santas mlbercs recoubecem que ah ja nao
se achara o corpo de Jesus ; Magdalena corre aos
apostlos e na presenra de Pedro e Joao, exclama.
Ii'varain-me o meu Seobor, c nao sei onde o puze-
ram !
Atnitos e sobresaltados os apostlos avista de
to triste noticia, chegam ao lugar c se conveocem
que sem a menor dubiedade, nao exista o sacro-
sanio corpo.
Magdalena continua allliela, lacrimando sobre o
sepulcro ; vO depois doas aojos de vestes candidas
sentados uas duas exireiiiidades do tmulo, que Ihe
perguntam ; porque choris ? muler quid plo-
ras ? quem quajrels? levaram, diz Ibes, o meu
Senhor e nao e onde o pozeram ; a Tulerant do-
minum meuro, el nescoubi possuerunt eom. 7
Proferidas estas palavras, v um homem em Ira"
jou de hortelo que Ihe diz, roullier porque choras?
a quem procuras 1 Senher, responde ella, se lu es
qoem daqui o lirou diz-rae onde o poxeste, e leva-
lo-hei ; Domine si lu smlulisti eum, dicito raibi,
xhi prosuisle eum, et ego eum tollam. (8)
Avista de tao acrisolados desejos de Magdalena,
o Senhor di;nou-se a conhecer 53, chamando-a por
seu mesmo nome, Maria ella exelamou Rabboni.
(quequer dizer ineslre Entao Jesus Chrislo diz-
Ihe, nao me toques, que ainda nao ubi a meo pai -
vai porem a mcus irroos os apostlos) e diz-llics,
qun eu vou subir a meu pai, e a vosso pai, a meu
Senhor, e a vosso Seobor. Noli me laugere, Hon-
dura enim ascend ad Palrem meum ; vade aulem
ad rratresmaos, et dic eis : ascendo ad Palrem
meam et Palrem veslrum, Deum meum et.Deum
rastran. (9;
As pedosns raulberes, annanciam aos apostlos
que viran)a Jesus Chrislo ressuseilado ; e no lugar
onde aquelles com o medo dos Judeos, eslaanm jun-
tos, Jesus Chrislo se manifesta e diz-Ibes, pax vo-
bs,ego um ; a possuidos elles de grande conturba-
rao e assombro, leudo antes o que viam por phan-
tasraa, Jesus Chrislo enlao falla de urna maneira
que faz desapparecer os tiros da duvida ; deque vos
perturbis-; lhli meus ps, e innhas mos sou
eu tocai-me, e considerai que um espritu nao lem
carnu e ossos como em mim vedes; moslra-lhes as
chasis nos ps e raaos e no lado, a el curo hoc di-
zssel ostendil eis manusel lalus. > (10) A vista dis-
(1} Zacli. cap. 9 v. 9.
2 Ptalm. SI,
-'t) Marc. c. Is, 39.
'*' ,81"lg0 e Bua miraculosa que sahiram do
lado do Salvador Jess Chri.fto, slo, segundo os SS.
I adres, duas foules injsteriosas, que serviram a re-
gar e sanlihcar a greja : A agua significa o baptis-
mo por meio do qual o homem" he regeuerado vida
da araea; e o vangne significa o acramentn da euca-
rista que alimenta a alma. Vede lli.-t. Saar. de Rq-
quelle lom. i p. 469.
[ Vide a Dolorosa Panao de Jess Chrislo segun-
do a> meditacoes de Anua Calharina Emmerch,
pag. -MO.
Marc. cap. 16 v. 6.
(7) Joan.c.-.H) v. 13.
(8* tem cap. 20 v. 15.
(9; Jcan c. 2017.
(10) tem c. 3020. "
lo, Itegrun-M snbrcmaneira ns Apostlos vendo o
seu Divino Mcslre (iavisi sunt discipuli viso Do-
mino.
A ressurreirao de Jesus Chrislo, como diz Ro-
qiictlc, em su is reflexcs na obra citada, he nao so
o fundamento de nossa f, ohjeclode nossa esperan-
ca senao tambem o modello, e excmplar da res-ur-
rcicno espiritual da nossa alma na prsenle vida.
Da mesma orle que ein Adao lodos perecemos ;
isslm em Jesus Chrislo lodos vivificainos : as primi-
ci-is da merlo nos ministra o inTractor Adao, as pri-
marias ila ressnrreirao nos enlrcia Jess Chrislo, no
qual todos ressnrgem. assim pois. diz o Sanio His-
po de Milln :i!)em Jess Chrislo ressuscila o mun-
do ; ressuscila o ceo, c ressuscila a Ierra. Sur-
rexit in cu mandos; surrexit in eo celum; surrexit
11 co Ierra.
Para Jesus Chrislo nao era necessaria a ressurrei-
rao como acrescenrk o mesmo Santo Doulor, porque
nada irunvcm a quem nao esl sujeilo aos gri-
IbOM da morlc. mas era "de um v.ilor e vanla-
ein transcedenle par nhnmcm morlo pela culpa.
Beneficio sem par prodizalisado a humanidade !
Desde a elernidade possue o lilho de Dos todas
as excedencias ; ana grandeza nao lem limites ; seu
imperio he iinmenso ; seu poder Infinito ; nao pode
crescer; nem pode subir ; a mesma crearlo do mun-
do, esta obra estupenda aos olhos do homem, nao o
faz mai* poderoso, nem a luz mais esplendido, e
nem o ourodas minas mais rico: que faria logo pa-
ra su hir !
Baixou do seio do Eterno, ao seio de Maria; c
nclle ahreviou a sua immensidade ; celipsou sen es-
plendor ; caplivou sua liberdade ; dcsarmou seu
poder; mas qual o resultado dcsta incomprebensive'
mu.laura As proprias quedas o levantaran) com
as ruinas preparou liiumphos sobre os rus sublima-
dos, c rom duasnaturezas so restituio ao tbrono ex-
celso, donde com una smenle sabira !!
A vista do que diz S. Bernardo; que Chrislo des-
een para subir, abaleu-se para remonlar-se de glo-
ria. Neste sublime misterio, a razao humana va-
cila tropera, confunde-sc, e. perde. O raz3o hu-
mana qnain fraea es para comprebenderes lao ine-
favel objeclo abale o pcnsamenlo, e alcanzars o
misterio ; admira como diz o mesmo Santo abbadc
de (.11rav.1l os etreitos da Omnipolenria, e Bao
queiras perreber a razao delles ; da crdito as ver-
dades fundadas no orando do Espirito Santo, hu-
millare el apiirehemlisli.
Fre /.. M. Carmello.
Senhor* Redarlnres__A falla de algumas lami-
nas de pus vaccinieo esla a peiflc da tosiga Hienda
'na povoarode Cruangi um estrago espantoso, nao
precisa queS. Exr. mande c um medico com dcs-
pez.is, hasta que mande algumas laminas de bom
pus vaccnico ao preslanlo c rcspeilavel anciao Mi"
auel Bcrnardino de Barros Araujo, juiz de paz do
Inaar, oque far.i com presteza e sem despez, por
via dos Srs. Manuel Ignacio de Olivcra, c Leal, a
seus correspondentes de assucar naqaelle ponto.
Com o fim de obter de S. Exr. esse bem para a-
qnell.i populacao, lembrei-me de publicar esla em
seu ronseiluado Diario, o que far se julgar con-
venienle. a. I.. P. l>.
PimiCACAO A PEDIDO.
Allendeudo que as acrcs reaes, remo de que
se trata, ronsidera-sc obretudn a lucalidade uu si-
laaf*0 dacousa, pelo que da'-se urna especial com-
petencia segundo a ord. liv. 3" lit. II5., e a opi-
nio geral dosl'raivslas, verdadeiros interpretes das
leis; Asscnlo de 2:1 de marro de 1786.
Altendendo, que o mesmo foro de siluarao he in-
declinavel, c ante elle deve responder o reo pelo
bem sabido aforismo jurdico :lrus ttgitem forem
reiI.eiliio Finium/leomitlnrunicnp. 9 11. f v.__Al-
enla cSnuzaInterdictos i 293: alleiidFiido.qiie
nao pode ser appliravcl na presente queslao a pres-
criprao do anno til para infirmar aquella compe.
leticia, romo sc_allega, nao sjwiorque (Jas trras ma-
nutenidas he interessadn e herdeirn o bacharel Gas-
par de Menezes Vasconccllos de Drummond, con-
forme se moslra do documento junto a fl. 117 desle
autos, o qual consenhnr e possuidor era menor na
poca do esbulhn argido aos excepieules, e por isso
contra o mesmo nao poda correr aquelle lapso de'
lempo, anda quando foi intentada a manulenrao a
fl 2, como lamben nao se acha siiflicientementc
provado nao ter batido impedimento alguni, c antes
plena sciencia da parte do excepto a respailo da dita
lurliacao, circunstancias ou requesitos alias essencia-
cs paja bascar a referida prescripe0 aiinual, que os
eiccpienles invocaram em seu favor.Tratado dos
inlerdictos por Almeida c Souza SS:l(H), :M)2 c 301 ;
considerando que os proprios excepicnle* leem reco-
nhecido a legitima competencia deste juizo, e tanto
assim, que nerlc comporereram, allcsando e procu-
rando logo prnvar pelos documentos a fl. 63, que so
acbavam na posse dos terrenos manutenidos e silos
nesta jurisdiccao-, o que por si s bastara para sanar
quaesquer defeilos 011 nultidades de ritaro, quan-
do porvenlura exstissem : Repertorio da Ord. lom.
2o pag. 260; considerando emlioi. que aexceprao a
fl 6 v., versa sobre materia de direito expresso, fi-
xado pela le, qual seja a competencia desle juizo,
nao s firmada pela localidade da propriedade nelle
comprehendida, e ainda reconhecida posilivamenle
pelos mesmus excepientes:Moraes Carvalho, Pra-
xe Korense ^ 260, reformo o despacho a fl 107 v.,
desprezando referida excepcao a fl. (i v., condem-
nando os excepientes as cusas do relardamenlo,
e mando que corra a presente causa ueste juizo.
Scrinhaem 22 de marro de loj.-.l/n,ioel de
Barros ll'andirley Un*.
Avista-da expressa disposirao do arl. 15 do regu-
lamcnlo de 15 de marco de 18i2, nao ppdendo have
duvida alguma que os aggravos do pelir.lo sao so-
menlc admissiveis quando a relarao a quem com-
petir o seu conhccimenlo se ochar 110 termo, 011
dentro cinco leguas do lugar abone se aggrava, he
consequente ser Ilegal o agaravo de fl. 129 interpos-
loda decisaoa 0. 119 desle juizo, o qual a conlar-se
como deve de ser ( por (arca do arl. 9 do citado re-
gulamenlo dos seus limites Osados pela le provin-
cial, e segundo be publico e notorio ) apenas dista
qualorze le^-oas da sede daquellc tribunal.
Em observancia pols do arl. 26 do mesmo regla-
mento, da ord. liv. 3 til. 20 S ) ; carta regia de 1(i
de maio de 1610; alvar de lli de setemhro de 181 i
ele, declaro, que nao admitlp por Nigalo predilo
aggravo a II 129, aprcscnlailo lora de lempo', como
se evidencia do lermo a II 186, condemno ao aggra-
vanle as rustas do relardamenlo, c iinponho a mul-
la de I63OOO rs., e mais a de 30 cruzados para as
despezas do mesmo tribunal, ao advogado que as-
sigiirm a.respectiva minuta, o qual por isso Reara
suspenso do exercico de sua profissio neste juizo
al apresentarSo do compleme coiibecimenlo de
baver alii recolhido a importancia dessas mullas,
sendo de estranbar que o Hilo advogado o bacharel
Vicente Icrreira liomes, sem aprcsenlar a sua carta
ou diploma, c inscrever-se na classe 011 numero dos
dos auditorios desle lermo, como consta do documen-
to a 0 124, oliciasse no presente fcilo em pleno
menosprezo do preceilo do arl. 35 do regutamenlo
n. 120 de 31 de Janeiro de 1812, e mais dsposices a
respeilo.
Serinhaem :il de marro de 185.Manocl Jone'
Afacliado.
pon, consignada a Me. Galmontd C. manifestou o
seguinte :
I,IOS barras de ierro, 101) caixas folhas de flan-
dres, 7 gigos loura. 100 barris manleiga, 81 fardos
tecidos de algodn, 891 taimas, 1. toneladas carv.lo ;
aos consii'iiatarios.
1 calla tecidos de algodao ; a Feidel Pinto &
Campanilla.
3 ditas e 1 barriea cobre, 20 dilas folha de flan-
dres ; 11C.J. Asllcy & C.
2 raixas lecidos de algodlo o seda, 1 caixa dito, de
seda ; a II. liihson.
1 caixa fazendas ; a E. II. Wyall g Cnmpa-
nhia.
4 caixas cobre, 14 fardos lecidos de algodao ; a
Barroca iV Castro.*
2 fardos e 2 caixas lecidos de algodao; a l'ox
Brothers.
1 caixa meias de algodao c seda, :il fardos o'.I
caixas leridos de algodao ; a Rostron Ruoker &
Companhia.
3") chapas de ferro; a C. Starr & Compa-
nhia.
~) barris ceneja, :12 fardos e (9 caixas lecidos de
algodao, 12caixas linlias ; a Russell Mellors & Com-
panhia.
110 canos de ferro r, 499 cadeiras ; a I.. \V. Bow-
man.
7 raixas e 6 fardo* lecidos de algedSn ; a Adam-
son Howie C.
2 caixas obras para tellerro, .") baricas ferragens ;
1 cru miudezas a J. Halliday.
3 fardos lecidos de laa ; a J. Crahliee & Compa-
nhia.
I sacco amostras; a diversos.
1 reslo ; a nrdem.
CONSULADO liERAL.
Itendimenio do da I a 85. 63:7729360
dem do da 26........ 1:8598455
653iJ6l5
UlVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a 25. 1:9975320
dem do dia 26........ 949448
5:0913768
COMM ERGIO
PRAtA DO RECIIE 26 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Colacfies oiciacs.
Assucar branco someno a 2ol">() e 2-3200'por ar-
roba.
Desconlo por 30 dasa 10 % ao anno.
ALPANDKliA.
Rendimenlo do dia 1 a 2.5. 2l2:l08a:i32
dem do dia 26........ 8:4369479
220:.">i45811
Dcscarregam Aoje 27 de abril.
Barca inglczaMeiioramcrcadorias.
Brigue inglez// estmorland dem.
Barca inglczaBriyhlassucar.
Importacao .
Barca inglcza /nrfus, vinda de New Castlc, consig-
nada a Me. Calmnnt & Companhia, manifestou o se-
gninlc:
482 toneladas de caan ; aos consignata-
rios.
Barca iuglcza IVestmoreland, vinda de I.iver-
(11; S.Ambrosio ex libro de fide Ressurreclionis.
Exportacao'.
Paro de Camaragibe, Male nacional Novo Desti-
nos, ile 21 toneladas, eonduiio o seguinte 1 20
arrobas de carne do Rio tirando, 20 chapeos de pag-
ina, 1,300 charutos, i duzias de cocos, 2 libras de
rap, 3 gigos com 18 medidas de aniz, .'(ditos com
18 ditas de genebra, 2 ditos agurdenle do reino, 1
dito dita de canm, I barrica com 6 arrobas c :!l li-
bras de assucar, 11 saceos com 16 arrobas de bo-
lacha.
IIKCEIIEDOHIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUGO.
Itendimenln do da I a 23. I5:782$!23
dem do dia 26........ Ki7;:
\ -------------
16:62!cV,ll
' CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenln do da I a25. 49:192*176
dem do da 26........ I^9#319
51:031919.)
MOVIMENTO DO PORTO.
A'ac/'o entrado no dia 26.
Rio de Janeiro:t0dias, escuna inglcza iLad) Saler,,
de 117 toneladas, capilao E. Rnwe, equipagem 8,
em lastro ; a Pox Brothers.
Naci saltillos no mesmo dia.
MarselhaBarca franceza Vandyeks, capilao Ri-
val Franrisro, carga assucar.
LondresGalera americana aFindlama>,cspit3o Ja-
mes Gardner, carga a mesma que Irouxe.
DemereraBarca ingleza nlgnis Pateos, com a
mesma carga que Irouxe. Suspendeu do lamei-
rao.- ^f
Ncw-BedrordCalera americana nRodman, com a
mesma carga qno Irouxe. Suspenden do lamei-
rao.
demCalera americana nMary Ann, com a mes-
ma carga que Irouxe. Suspondeu do lameiro.
Liverpool por MaceuiUrige inglez nRiinnymede,
capilao Samuel Prowse, carga parle da que Irouxe
e lastro.
EDITAES.
O lllm. Sr. 1. cscripturario servindo de ins-
pector, da thesouraria provincial, em cnmprimenlo
do disposlo no arl. :tl da Ici provincial n. 129, man-
da fazer publico, para conhecimento dos credores
h\ pnthocarios, c quaesquer interessados, que foi de-
appropriada a Francisca Joaquina do Nascimenlo,
viuva de Jos I.uiz Paredes, parle de um sitio na es-
trada dos Remedios pela quan'ia de 6OOS5OOO ; e que
a respectiva proprielaria lem de ser pagado que se
hedeve por semelliaiile desappropria;o, logo que
erminar o pra/.o de 15 dias, entilados da dala desle,
que he dado para as reclamarcs.
E para constar se mandou affitar o presente c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 11 de abril de 1855.O secrclario, A. F. da
.innunciariio.
Manocl Joaquim da Silva Ribciro, fiscal da fregue-
zia de Saul'Antoniodo liccifeelc.
Faro publico, nao obstante ja o ter fcilo por diffe-
rcnles vezes, que cm|visla do art. 5do lit. 5 das.pos-
luras municipacs de 30 de junbo de 1819, he in-
(eiramenlc prohibido fazer-se despejo desde as 7
lloras da manhaa al as 9 da noilo ; pena de paga-
ren! a mulla eslabelecida pelo ciladu artigo.
E para que os senhores dos escravos, c ludas as
mais pes*oas a quem pertencer, nao alleguem igno-
rancia fazo prsenle, que sera publicado pela im-
prens.
Fiscalisaco da freguezia de Sanl'Antoiiio do Re-
cite 2:1 do abril de 1855.O fiscal, Manuel' Jvaqu'in
da Sih-a P.ibeiro.
O fiscal da. freguezia de Sanio Antonio faz
constar a todos os moradores da mesma freguezia,
que pelo artigo 5 do titulo ."> das posturas municipacs
de :U) de junbo de 1817,a* vasilhas.nas quacs secon-
dozirem as immundicies serao cuberas e lavadas de-
puis do despejo, pelo que passa a fazer efectiva a
mulla decretada pelo citado artigo, a quem infringir
semclhanlc* disposirao conforme ltimamente Ihe
tcm rerommendado a cmara municipal. Fiscalisa-
{0 da Trcgoezia de Sanio Antonio do Recite 23 de
abril de 1855.O fiscal,
Mantel Joaquim da tilia llibeiro.
O fiscal da freguezia de Sanio Antonio de no-
vo faz sciente aos moradores da referida freguezia,
que os nicos lugares aunde se deve fazer o despejo
sao : caes do Ramos junto a ribeira, porto do Poci-
nho c travesa ds ra Bella, oulr'ora Mundo Novo ;
eque lodo escravo que em outros logaras fizer dito
despejo, o seu dono esl.i sojeito a multa.de iJjOOO de-
cretada no artigo 5 do titulo 5 das posturas munici-
paes de 30 de junbo de 1819. Fiscalisar.au da fre-
guezia de Sanio Antonio do Rcrife 2.1 de abril de
1855.O fiscal, Manocl Joaquim da Silea llibeiro.
O lllm. Sr. 1." esrriptiirario, servindo de ins-
pector da thesouraria provincial, em cumprinienlo
da resolurao da junta da fazenda manda fazer pu-
blico, que os reparos urgentes precisos no acude dp
Garuar, v.lo novamcule praca no dia 16 de maio
prximo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o presento e pu
hlicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrn.im-
buco 21 de abril de 1855.O secretario,
Antonio Ferrtiru da Annuimari'io.
Peranle a cmara municipal desta cidade cslar
em praca nos .lias 28 e 30 do correnle, e 1. de
maio prximo futuro, a obra do melhoramenlo da
estrada dos Poros, na freguezia dos A Togados, or-
rada em 850*320 rs., c a do aterramento, ja arrui-
nada do alagado em parle da ra da Concordia e
da Palma desta cidade, oreada em 32ig000. Os
prcleiidcnles podem comparecer na casa da mes-
ma cmara para consultaren! os respectivos orra-
mcnlos e condiees nellcs escripias.
Paco da cmara municipal do Recite em sesso
de 25 de abril de 185..Barao de Capibaribe,
presidente. No impedimento do secretario, o offi-
cial maior Manocl Ferrcira Accioli.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico, que
no da 2 de maio se lia de arrematar em hasta pu-
blica, quatro pei;as de brim para velas de 25 po-
legadas de largura, e de 30 varas, avaliada cada
nina peca em I0000, apprchendidas pelo encarre-
RlHlo da palrulha rondante do Forte do Mallos Jos
Rodrigesele Araujo, no acto de serrm desembar-
cadas para seren sublrahidas aosdireitus; sendo
.1 arremalarao livre de direilos ao arremalaiile.
Alfandega" de Pernambucu 26 de abril de 1855.
O inspector, fenlo Jos Fernandas Barros.
Pela inspecrao da alfandega se faz publico, que
no dia 2 de maiu do correte anno, soba de arrematar
em hasta publica depois do mei > ilia," a porta da
mesma repartirn, urna caixa da marra S. A; F
contoneo 15 vMroa com 750 pillas de familia, viu-
das de Lisboa pelo navio portugus Despique, em
marco do anno prximo paseado, e abandonadas por
Sanios cv Perreira ao pasamento dos direilos :
sendo a arreinatacio livre do direilos ao arrema-
tante.
Alfandega de IVrnainliucn 26 de abril de 1855.
" inspector, BeMo Jo* Ftrmmde Barros.
O Dr. Custodio Manuel da Silva (uimaraes. juiz de
direito da prineira vara commercial desla cidade
do Recife por S. M. I. e Cele.
Faco saber aos que o prsenle cdilal virem que
Manoel I'ereira de Magalhaes, eessionario do com-
mendador Joao Pereira de Andrade. me lizeram o
rpqucrimenlo ra audiencia do Ibeor seguinte:
Aos 23 de abril de IH55,nesla cidade do Rcrife de
Pernamhuco em audiencia publira que aos feilos c
partes ilava o Dr. juiz. de dircilo do civel Custodio
Manuel da Silva Gnimarles, nella pelo sollicitador
Antonio Piulo de Barros, procurador do exequenlo
Manoel Pereira Magalhaes. cesionario do com-
mendadnr Jos Pereira de Andrade,foi dito que pa-
ra a presente audiencia e sua mulher para virem
assignar os 6 dias a penhnra feila em seus bens, c
|ue se passcui edilaes ruin o praiu de 10 dias para
screin rilados os credores dos circulado-, para que
dentro dos referidos lOdiai opponhan oque liverem
a allegar a penhora feila em dinheiro, pena de lan-
ramenlo;c requera fossem os excciitadns apregoados
c nao cornparecendn nem oulrern por elles. lcasse a
arrao propusla em jui/.o, e por assignados os <> das a
penhora, pena de lanraincntu e que se passem edi-
laes na furma requerida ; o que visto e ouvido pe-
lo juiz mandou apregoar aos excculadoa pelo portei-
ro do juizo Jos do* Santos Torres, que o fa/.endo
na forma do cl\ lo deu sua f de nao comparece-
reni nem oulrem por cites pelo quehouveo dilojuil
a acrao prupost.i em juizo e por assignados os ti dias a
penhora feila em bens des eiecolados, com a pena
de lanramcnlo e que se passe edilaes na forma re-
querida : de que liz. este termo extrahido do prolo-
collo de audiencias a que junlci as petires, ilucu-
menlos, mandado, c termos ilc penhora c cilacocs,
que adianto se segu. Eu Manocl Jos da M.ilta.es-
crivao o cscrevi.
Em cumprimrnln da qual se passou o presente
rom o prazu le 10 dias alini de scrcm citados os
credores iuserlos dos execuladus para verem seguir a
exerurao seus termos.
L para quechcgiic a noticia de todos manilci pas-
snr o presente c mais dous, sendo uin publicado pela
imprensa eos uniros aflixados nos lugares designados
pela lei.
Dado e pastado nesla cidade do Recife capital da
provincia de l'ernamhuco aos 26 de abril de 1855.
Eu Manoel Jos da Molla, escrivo o subscrevi.
Custodio Manoel da SUoa Cuimaraes.
0 Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel e commercio,
nesla cidade do Recife de Pernamhuco, por S.
M. I. o C. qne Dos guarde ele.
Fato saber aos que o presente edilal virem, que
Joaquim l'irihciro Jacome e uniros, me lizeram o
requerimenlo de audiencia do theor seguinte :
Aos 20 de abril de 1855, nesla cidade do Recife.
em publica audiencia, que aos feilos c parles Cazia
o |)r. Custodio Manuel da Silva (iuimaracs, juiz de
direito da primeira vara du cnmmercio, nella pelo
solicitador Manoel Luiz da Veiga procurador dos
exequentes foi requerido por parle Uestes fosse lau-
cado debaixo do pregao o executado Antonio Perei-
ra Vcllozo, dos 6 dias assignados a penhora, e que
se passe edilaes por 10 dias para sercm citados os
credores incertos. O que ouvido pelo dito juiz, man-
dou apregoar pelo porleiro do juizo Jos dos Sanios
Torres, o qual o fazendo 11a forma docslylo, deu f(.
de nao comparecer, nem oulrem por elle. Pelo
que houvc o juiz o execolado por anead.> dos 6 das
assignados, c mandou pasear edilaes na forma re-
querida de que liz o presente, extrahido do protoco-
lo das audiencias. Eu Pedro Tertuliano da Cu-
nha, escriviio o escrevi.
Em cumprimciilo do qual se passou o prsenle
com o prazo de 10 dias, alim de sercm citados os
credores incertos do executado para verem seguir a
execucao seus termos.
E para que chpgse a noticia de lodos mandei pas-
sar o presente, e mais dous do mesmo theor, sendo
um publicado pela imprensa, c o mais aflixados nos
lugares designados.
Dada c passada nesla cidade do Recife de Per-
namhuco cm 23 de abril dol855. Eu Pedro Ter-
tuliano da Cunlia, escrvao o subscrevi.
Custodio Manoel da Silca (^uimaraes.
Joao Ignacio de Mcdeiros Reg, commerciaule ma-
triculado, depulado commercial do tribunal de
commercio da provincia de Pcrnamburo e juiz
rommissann Horneado pelo mesmo tribunal.
Faco saber que nao leudo comparecido na reu-
niiio, que leve lugar no dia 23 do correnle, os cre-
dores da casa fallida de Oliveira Irmaos & Compa-
nhia, Leonino Brothers, Jaromo & P. Irms
Carhoni, Camba Scomip A; Mello, Freics Bosaner.
A nlonio Juaquira de Oliveira Mello, Novaos i\ l'a
sus. Viuva Sevc, Sebasliiio Jos de Figueircdo, que
residem fora desle imperio, ou denlro delle, ma-
em domicilios nao conhecidos, por nao ler sido t
convocarlo feila segundo o arl. 135 do rcgulameno
to n. 738 de 25 de novembro do 1850, convoco pe-
lo presente edilal a ditos credores para que compa-
recaoo 110 dia i de junbo do con ente anno, pelas 11
horas da manhaa, em casa da miuha residencia na
ruada Cruz n. II do bairro do Recife, ufim deque
reunidos em miuha presenca, com torios os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquen! os seus
crditos, se forme o contrato de unlo, e se proce-
da a nonieaco de administradores dos bens da di-
la casa fallida, advciiindo que nenbum credor se-
r ailanitlido por procurador se esle nao liver pode-
res especian para o acto, e que a procurarao nao
pode ser dada .1 pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credores. Em cumprinienlo do que
lodos os credores da referida casa fallida comparc-
cam cm dito dia c lugar designado, sob pena de
se proceder a suas rex ellas.
E para que chcgiie ao conhecimento de lodos.
mandei passar o prsenle edilal, que ser allixado na
praca do commercio c publicado pelo Diario de
l'einambuco. Dado e pastado nesta cidade do Re-
cife ile Pernamhuco aos 27 dias do mez de Janeiro
de 1855. Eu Diiianierico Augusto do Rogo Raugel,
FOscrivao juramcnlado o escrevi.Joo Iqnacio de
Mcdeiros Itcgo, juiz do commercio,
Jos Antonio Bastos, cominerciante matriculado,
depulado commercial do tribunal do commercio
da provincia de Pernambuco, e juiz commis-
sario.
Faco saber, que no dia 9 de junbo do correnle
anno pelas 11 horas da manhaa na casa d miuha
residencia na ra da Cadeia do ha i mi du Recife
n. 34 ha d ler lugar a renniao Jos credores da casi
commercial fallida de Richard Rovlc na conformi-
dado do artigo 135 do rcgulamcnlo 11. 73S de 25 de
novembro de 1850, afini de que reunidos em minha
presenra ludos os credores, veriliquem os seus ere-
ditos, forniem o contrato de anisa, c procedam a
nomeacao de administradores dos bens da referida
casa fallida, adverlindo que ncnhiim credor sera ad-
mitlidii por procurador, se esle nao Iner poderes
especiaes para o acto, e que a proruracao 11 o pude
ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous
diversos credores. Ein cumprimciilo do que losdo
os credores'da referida casa fallidacomparecan en
dito rlia c lugar designado, sob pena de so proceder
as suas revelias.
E para que chegue ao conhccimenlo de lodos,
mandei passar o prsenle edilal, que ser allixado
na praca do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco.
Da 3o e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 8 dias do mez de fevereiro de 1855.
Eu Dinamcrico Augusto do Reg Rangel, eacrivao
juramentado o escrevi.Jos Antonio Basto, juiz
commisario._________^^^
MUTILADO
Joan Piulo do l.einos, rommendador da ordena de
Chrislo, ciimmerrianle rnalririiladn, depulado
commercial du tribunal do commercio da provin-
cia de Pernambuco e juiz romrotassrio :
Paco saber que nito tendo comparecido na reuniao
que leve lugar no dia 19 de Janeiro do correnle an-
uo, os credores da casa commercial fallida dr Dcanc
Volito (X, (;., que residem fora desle imperio on den-
tro delle, mas cm domicilios nao conhecidos, por
nao (er sido a couvnraco feila segundo o artigo 135
do regiilamcnlo 11. 738 de 25 de novembro de 1850.
convoco pelo presente edilal a ditos credores, pura
,,iic comparecan) no dia 11 d; junbo do correnle
auno pelas 11 horas da maulia, na casa da residen-
ciados mesnins fallidos, na ra da Cadeia do bairro
do llocife n. 52. alim .le qua reunidos em minha
prpsenea todos os credores (la referida rasa fallida,
verifiqnem os seus crditos, deliberen) sobre a con-
cordata ou forniem o contrato de uniao e procedan)
a nomeacBo de administradores dos bens da dita ca-
sa fallida; adverlindo que ncnliiiin credor sera ad-
miltido por procurador se esle nao liver poderes es-
peciaes para o acto, c que a proruracao nao pude ser
dada a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mrsmo procurador representar por dous diversos
credores. Em cumprimenlo do que lodos os credo-
res da referida casa fallida, Compre$am em dito
dia e lugar designado, siih pena de se proceder as
suas revelias. E para que chegue ao coiihccimrulo
de lodos mandei passar o prsenle edilal, que -era
aflixado na praca do Commercio e publicarlo pelo
Diario de Pernambuco, Dado e passado nesla ci-
dade do llecifp. de Pernambuco aos 9 do fevereiro
de 18.55. En Dinamericn Augusto do Reg Rangel,
eacrivao juramentado o escrevi. Joo Pinto de Le-
mos, juiz caminario .
DECLARACOES.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco loma e da'
ledras sobre o Bio de Janeiro. "Banco de
Pernambuco 7 de abril de I8"i"i.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Mcdeiros RegO.
(.(1NSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cnmprimenlo do
art. 22 do regularncniu de li de dezembro de 1854,
faz publico, que foram aceitas as propostas de Joa-
quim Jos I inunden Pinto. Ricardo de Frailas Ri-
bciro, Joao Pinto de l.einns Jnior, Isaac Coriodl'
Tiinm Mumsen & Vinassa, Manuel Davina das Ne-
vos Teixeira Bastos, Joaquim Jos Dias Pereira, Alt"
Ionio Pereira de Oliveira Ramos, e Domingos Fran-
cisco Ramalho, para fornercrem :
O I.", linos em branco paulados com 200 folhas
rada um, meia cncadcrnaeao, rom lombo de couro c
ponas de lati, a 10)000 rs.
O 2.", 2 litros paulados com 200 fallas cada um,
a ttgOOO rs.
O :l. 1,000 covados de panno azul para tobrecasa-
cas, a 2.?:UH) rs.
O I.", 507 covados de panno azul para cairas, a
19950 rs. ; IS9 ditos de dito cor de rap, a :',-lilHI
772 varas de brim branco liso para frdelas c calcas,
a :I80 rs.
5., 9:1 covados 2)000 rs. ; 788 dilos de hollanda de forro, a 105
rs.; 771 varas de brim liso para frdelas e cairas, a
380 rs.
O 6., 500 caadas de azeilc de carrapalo, a
filOrs.
O "., .10 ij caadas de azeitc de coco, a 29100 rs.;
(i duzias de pax ios, a 100 rs. ; 42 libras de fio de al-
godao, a 550 rs. ; IOS esleirs de nalha de carnauba
escolladas, a 180 rs.
O 8.,27 bonetes com galao de ouro para os msi-
cos do 10." balalhlo, a 79000 rs.
O '.).", 233 bonetes para o meio batalblo du Cea-
r, a 1*180 rs.
E avisa aos supradilos vendedores que devem rc-
colher os referidos ohjcclos ao arsenal de guerra no
dia 2t> do correte mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 21 de abril de 1855.
Bernardo Vcreira do Carino Junldr, vogal e secre-
tario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumpriinenjn do
arl. 22 do regutamenlo de ti de dezembro de 1853,
faz poblico, que foram acedas as propostas de Isaac
Curio & C., Joao Fernandos Prenle Viaiina. Ma-
noel Antonio Marlins Pereira, Maneel Ignacio de
Oliveira Braga, Antonio Pereira de Oliveira Ramos,
Rolhc li. Ridoulac. llenry (libson, Ricardo de Frai-
las & C\ llarlholnmco Francisco de Souza, Jos
laplisla Draga o Eduardo & ll>at, para fornecc-
rem :
O I.o l,O0li varas de algodazinho a 195
reis.
0 i, 27 grozas de bolfies braneos de osso, a 280
rs. ; 26 dilos prelos, a 210 rs. ; 2,.tS0 ditos conve-
xos de metal amarello, a 58 rs. ; 1.9:11 dilos peque-
os, a :|S rs. ; 5 resmas de papel de peso, a .1-IIK)
rs. i faca de marfim, por 000 r.; 1 caixa de pen
Das de aro superiores. poril'SOKl rs. ; 100 conros de
cabra cortidos, por lJSOOO rs.
O 3.", 2 bandeiras de seda com as armas imp-
rtaos pintadas, a 98&000 rs. ; 2 portes Turrados de
velludo o com galao de uro, a.503000 rs.; 2 ba-
teas com esphera dourada, a 133000 rs. ; 2 capas de
oleado, a 25OOO rs. ; 2 ditas de brim, a 010 rs ; 1
bandeira de lilleli de 8 pannos, com as armas impe-
riaes, por 8-53000 rs.
04., 1 bandeira de lilleli com as arrftas imperiaes,
de 5 pannos, por 303000 rs.; 1 oculo de alcance,
por mjOOO rs.
O 5.-, 27 pares de cbarlatciras para os musiros do
IO. batalhao. a 53500 rs. ; 27 riiilures de couro
envernizado com as competentes ferragens, a I3OOO
rs. ; 10 bandas de laa, a 236OO rs. ; 34- cordes para
canudos de folhas. a Oill rs.
O 6.e, 1 pera de cabo de lindo de I l|i ele polega-
da, a .583000 rs. o quintal; 1 dita de lindo fina de
l|3 ilc polegada, a 780 rs. a libra.
O 7 20 resmas de papel alonen a 3)800
rei.
O 8.", 21 resmas de papel almaro superior, a
I38O rs. ; 0 resmasde dito de peso, a 89500 rs I
tesoura de aparar papel por 1)000, rs. ; 1 doria de
lapes finos, por 140 rs. ; I caivete fino do 0 folhas,
per2)000 rs. ; 20 garrafas de tinta prela. a 180 rs. ;
10 massos de obreias, a 60 rs.
O 9.", 8 arrobas de oleo de linhaea, a 93600
reis.
O 10.", 20 libras de sccanle. a 200 rs.
O II.", 6 lenrnes de latao, a 750 rs. a libra.
E avisa aos supradilos vendedores qne devem re-
colher os referidos ohjcclos ao arsenal de guerra no
dia 28do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para fnrnc-
cimenlo do arsenal de guerra 26 de abril de 1855.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
Pela subdelegara da freguezia da Roa-Visla se
tn publico, que fura lecolhirla a cadeia por andar
rugida, a parda Maria. que diz ser csrrava de Fran-
cisco Joaquim ra Silva, morador rio lugar do Rom
Suceesso, junio ao Limociro, a qual declarou na
mesma subdelegara, qne havia fgido para esta ci-
dade a procura de quem a comprasse : seu senhor
comparcra peranle a mesma subdelegara. Subde-
legada da freguezia da Boa-Vista 26 de abril de
1855.O subdelegado supplenle em exercicio,
A. Ferreira Marlins /libeiro.
AVISOS MARTIMOS.
Real Companliia de Paquete* Ingleze* a
Vapor.
No da 1" de
maio espera-se
da Europa um
rii~ vaporea da
Real Compa-
nhia, o qual
depois da de-
mora do cosi-
me seguir pa-
ra o sdl: para
passageros. etc., Irata-se com m agentes Adam
son Howie ; C. na ra do Trapiche Novo n. 42
PARA O RIO DE JANLIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu em
poucos dias, por ja" ter parte de seu car-
regamento prompto: para o resto, da
carga, passageiros eescravos a fretc, tra-
ta-se com Machado 4 Pinheiro, no largo
da Assembla sobrado n. i 2.
AO MAKAMiAO PF.I.O CHARA'.
A escuna nacional .,|-,,, :>,,.,pila,, Joaqun Jos
Alvcs das Nevos, segu un brevidade; para oros-
In do sen urregameiilu, trata- c m 01 mutuata-
rios Antonio ile Almeida Comes Companhia, na
ra do Trapiche Rovo n. 16. segundo andar.
PA11A O PORTO.
ii 1 alacho nnrlugiiez Especuladora dever partir
dentro de20 dias por ter don ierres da ana carga
; ia : quaill no mesmo quier carrr2,-ir a fieles
iiiuilo ra/oaveis, ^(' podern entender rom os consig-
natarios Ilal'ar Aj Oliveira, lia roa da Cadeia du Re-
cife, escriplorio n. 12.
Para o Acnracu' c (ranja sabe eom toda a bre-
vidade a escuna 11S. Josn ; para o rosto da carga e
passageiros, Irala-se na ra do Rrum n. 16, a na
praca do commercio com Manoel Jos de S Araujo.
RIO DE JANEIRO-
O brigue nacional FlilMA segu pa-
ra o Itio de Janeiro, labbado '2H do cr-
lente, si'i pode receber escravos a fete
paraos quaet lem exccllentes commodos :
irata-se com os consignatarios Novatas &
C, na ra do Trapichen. Ti.
LEILOES
Franrisro Xavier Cavalcanle l.ins fara leiMo .
por ntervenran do agente Oliveira, do seu extenso e
excellenlo sitio cm terrenos proprios, na traveaaa da
Casa Forte para uArraial, rom casa grande de vi-
venda roiislriiidi de perlra e cal, e mais iimaoulra
de laipa anda por acabar, com baslaules commodos
liara pretos, esinlnria. cucheira. e um grande le-
Iheiro sobre pilares com rnaugedoura no ceutro para
aniones ; csi bem plartado de larangeiras, jaqooi-
ras, inaiiguciras dendeseiros, cafaseiros, e moitos
outros arvuredns fructferos : os pretendenles pdem
Indo examinar rom anliciparao ao dia do leila,., que
lera lugar no sabhado. 28 do correnle. ao meio ilia
em poni, no escriplorio do referido agente, em 111.10
de quem se acha a rupia do titulo respectivo.
Estando a retirar-so para Inglaterra a familia
do linado llcnrique Tavlor, os testamentemos desle
farao leilao. por iiilervenrao do agente Oliveira, da
mohilia segninle : sofis. cadeiras, mesas redondas
e consolos, com lampos de marmorc lindos qua-
drus. manjoezas, gnardn-ronpas commodas, mesa
de janiar elstica, aparadores, lavatorios, cspclhos,
locadores, leilos psra casados e solleiros, sendo al-
guns de ferro, bauberos, Uma machina moderna pa-
ra engommado, um buhar com todos os pertence-,
um ptimo piano, esleirs de sala, um copiador de
carias, urna corroen nova com arrcios para ravallu. e
nlcm de varios nutros arligns olis, nina vacca 11-
gtea, 2 exccllenles carros grandes, un ingle/, e ori-
llo fabricado nesla cidade, rom os competentes ar-
rcios : sexta f. ira. 27 do correnle, as 10 horas da
manhaa, no riti do Sr. tieorge Kenworthy, em que
moroii dito finado, logo inmediato igrejinha de >.
Jos no .Manguinho.
O agente Oliveira fara leilao, por autoris.icao
do respectivo jui7.11. das fazendas c armaran existen-
tes na toja da maesa da .Manuel Pereira de Carvalho,
sita na ra do Crespo n. 19. junio a do Sr. Jos ros
Santos Nevos, assim romo de alguma rnobilia. c um
escravo, periencentes a dita maesa ; Mgnnda-feira,
W do correnle, ao meio dia em ponto, na indicada
toja.
Jobnslon P.iler A; Companhia fara leilao, por
inlc venrao do agente Oliveira, ein presenca do Sr.
cnsul de S. M. II., c por conla e risco de quem per-
lencer, dos salvados do hriguo ingle/. Piala, capi-
lao David Rowl.ind. naufragado nn Rio Grande dii
Morto, "a sua ultima viagem daquellc p.irlo para
1 .i!.rallar ; quarla-feira, 2 do prximo mez de maio.
as 10 horas da manhaa, 110 armazem de J. A. de
Araujo, caes de Apollo.
F. Souvage & Companhia farao leilao, por in-
torv ene"ui do arente Oliveira, do mais bello sorli-
menlo de fazendas (rancezas de algodao. laa, linho
e de seda, todas proprias desle mercado : terca-feira.
I. de maio, as 10 horas da manhaa, no sen armazem,
ra da Cruz do Recife.
AVISOS DIVERSOS
SECRETARIO DE CARTAS.
Vcnde-sc o secretario de carias familiares sobre
os prtneipaes assumptos da vida a to rs. : na livra-
ria n. ti e S da praca da Independencia.
Precisa-sc de urna criada ingleza 011
de f|tial(|!ier ontia nacaoetrangera, pa-
ra ftcompanhar urna iamila para Ingla-
terra no vapor lo me/, de maio, para to-
mar conta de alguni, meninos: a tratar
a ra do Trapiche n. 12, escriplorio.
O caulclisla Vicente Tibiirrio CornelioFerrei-
ra avisa que lem exnoslo venda os seus bilhctes
da 1.a p.irtc da I.1 luleria do Knnilo, nos lugares ja
couhecidos pelo publico.
-Meios 2>S00
Ouarlos 1-11(1
Oitavns 720
Decimos (iiin
Vigsimos :I2U
Hadante C Amada I.asne, rclira-sn para a
Europa, levando em sua companhia seus i lilhos me-
nores
ATTENCAO'.
No din 1!. as 8 horas da noile, desappareceu a
crinulinba forra, de nome .Mana, com idade de 12
aunos, pouco mais, bailae sccea do corpo, levou sa-
palosdcrouro de lustre c vestido de chita branco
com ramagem minda. a qual eslava em casado'abai-
xo assignado, morador na ra larga iln Rusario n.
iti : rogase, portante, a todas as pessoas que della
liverem noticia, ou quem a liver recolhido, que par-
ticipe ao mesmo abano ass pensado, e se Ihe ficara ni(o abrigado.
Antoni^~ i'J'no Alcei Gome*.
I'rerisa-se de ama ama para o erviro interno e
externo de uma casa de hoincni solleiro : quem pre-
tender, dirija-sc praca da Independencia n. 34.
Ainda se aluga a casa em (llio.l.i. na ladcira da
Misericordia 11. 12, bem piulada e concertada de no-
vo: a fallar na ru do Kangel 11. 21, 011 na mesma
cidade. ra de Malinas Ferreira n. 28.
I AO PtBLICO.
:ba No armazem de fazendas bara-
S tas, ra do Coilegio n. 2,
I vende-ce um completo sortiinento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais bai\os do que einou-
tra qualquer parte, lano em por-
coes, como a retalho, alliancando-
Se afis compradores 11111 s preco
para todos : este estabelecimento
. alnio-se de combinadlo com a
H maior parle iris casas cornmurciaes
inglczas, franeczas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
islo ollerecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ; o
proprietano desta importante es-
tab'elecimenlo convida a' todos os
seus patricios, e ao publico ein ge-
ral, para que vcnliam (a'bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. de
Antonio I.uiz dos Sanios & Rolim.
IRANIAS E GRADES.
l'm lindo e variado sortiinento de moilellos para
varandaa c gradaras de gosln modernissimo : na
rundirao da Aurora, cm Sanio Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do Rrum.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-'
Iholomeu Prancisco de Son/a. na ra larga do Rosa-
rio n. lili; garrafas grandes o ,01) e pequeas-IJOOO.
N1TANTE PARA 0 Pl'BLICO.
Para cura de pnl.sica cm lodos ns seus diflerenles
graos, quer motivada por eoustipacu) >. losso, aslh-
ma. plcurii. escalios de sangue, ddr de cosladus s
peito, palpilaro no corarlo, coqriluche, broncl lie
dr Ana garganta, c todas as molestias dos orgos | ul-
monares.
NO COMLTORW
DO DR. CASANOVA
Rl A DAS CRUZES N. 28,
vendem-se carleiras de homeopalhia re lo-
dos os lamanhos, por preros moiloem conta.
Elementos de bomeopaibia, i vols. C90U
Tinturas a escolhcr, cada vidro. 1 NKI
Tubos avulsos a esculher a MO e 300
Consultas gratis para os pobres.
THEATRO DE AFOLLO.
Os senhores ocios da amiga sociedade//arm-
nico Thcatral, que assiguarain para a sua nova
iistallac.3o nn Ihcalro de Apollo, cueiram compare-
cer no salan do mesmo Iheatro j 9 horas da ma-
I nhaa de ilomingo 21 do correnle, alim de escolhe-
| rem a rommis-ao admiiuslraliva qie ha de dirigir a
sociedade. c Iratarem de ludo mais que for tenden-
te aos interesses della.
Precisa-se de uma ama para casa de
pouca familia: na ra larga do Rosario
n. li. .
T8ATAMEST0 U MORPHEA
No da 2i le marro prjimo passado. appareceu
neste Diario um annuncio publicado pela Sra. I).
Francisca Xavier, aconselhanrio ns pessoas que pa-
decen) de allerres de pellc (morphea) a recorrer ao
Dr. Casanova, que he qoem as poiia salvar, como Iba
havia salvado.
He verdade que* no dia 3 de novembro do anno
p. p.. fomos chamados para visitar o tratar a Sra.
f). Francisca, que nos declarou padecer desla terri-
vcl doonca Ij.i mais de i annos, e.qoe Iralando-se
pelosvslema allopalhico, resultado algum linha oh-
lido. Nos a examinamos e conliecemos realmente
que se achava afleclada de elepltintiases dos Gregos,
(geralmcute chamada lepra ou morphea, ej no ler-
ceiro grao, lano que a desengaamos e acnnselha-
mns a nao misar em Iralamenlo aliento o triste f>
estado em qne se achava. Nao costante nossa fran-
ca declararan, a Sra. I). Francisca inslou para que
a Iralasscmos, visto estar resolvida a eurr-sc ho-
meopalhicamenle. Com eHeito, accedendo as soas
rogativas, no mesao dia empregimos o medicamen-
to, e com mais algumas ilses re nhecemos grandes
melboras, todava nao consideramos curada ; po-
rem milito melhorada de seu estajo primitivo.
Em nossa clnica descubrimos um medicamento,
rom o qual temos lirado bous resallados as adec-
enes de pellc, particularmente na de morphea quan-
do se acha no 1. e 2." grao, e sendo a doenra anli-
ga ou hereditaria firam os doentes mais aliviados
dos seus paderimenlus.
Perianto, declaramos ao rcspeilavel publico, qae
mo pretendemos com este annuncio inculcar-nos
de curar radicalmente a morphea, porque islo im-
portara o mesmo, que termos descuberlo a pedra
philosophal.
As pessoas que desejam lralar-se desla eiifermida-
demorpheaeoulras aflec^es. podem recorrer ao
consultorio da ra dasCru/.es n. 2H.
Dr. I. 0. Casanoca.
LOTERA DA MATRIZ DA VILLA DO
BONITO.
Aos rOOOsOO, 2:000$00f*, < OOO.sDOO.
O rautelsla A. J. 1. de Sou/.a Jnior avisa ao pu-
blico, que a respectiva lotera corre impreterivcl-
menle no dia 1. de maio. Os sem bilheles e caute-
las nao soffrem o descont dos 8 por cento do'impos-
to geral nos tres primeiras premios grandes, e que
acham-se venda na prara da Independencia n.4,
ii. 13 e 1."). n. 10, c as nutras do cuslume, e pelos
preros abano mencionados.
Bilhelcs SfSOO Recebe :.:(KMI30(K)
Meios 29600 a 2O090O0
Quarlos I-! io a 1:250j000
Oilavos 720 62.0PO
Decimos 600 n 500J00I
Vigsimos 320 i 2509000
O mesmo caulclisla declara, que se obriga a pagar
os premios grandes por inteiro salidos em suas cau-
telas, purm que quanlo aos seus bilhelcs Inteiros.
que sao vendidos em originaos, apenas se obriga a
pagar os 8 por cento, logo qne se Uve aprsente o hi-
Ihele, iudo o possuidor receber o espectivo premio
do Sr. Ihcsonreiro.
Quem jnlgar-se credor do armazem de assucar
do abako assignado. sito na ra de Apollo n. I A,
queira apresentar a conla al o dia 30 do correnle.
para ser ronferida e paga, no seu (criptorio, na na
du Vigario n. i.-Jos IJaptista da Fonseca Jnior.
Precsa-se alagar um prelo forro ou escravo,
com preferenra ao que enlcnda de cniinba. para
servir a urna familia ugleza : a fallac na ra da Ca-
deia do Recilc, loja n. 38.
II. H. Suifl, cidadao americano, relira-se para
fura do imperio.
No dia 2 de fevereiro de 18-Y'l desappareceu do
ahaiv) assignado o seu escravo. de nome Valerio,
pardo, cor de canda, de idade li annbs, ponen
ipais ou menos, estatura media, cabellos de pirnenla
do reino.islo he, rarapiohn frouxo.i ara ovada, olhos
pardos, nariz chato pontudo.'bncca regular, barba s
no queixo c beico de cima, com 2 denles podres na
lenle d parte de rima, rheio do corpo, espaduas
largas, quarlos mais seceos, ps pequeos, tem urna
cicatriz de pancada na cabrea, qua os cabellos en-
cobren), e outra grande em uma das cxas cima do
jnelho, pelo lado de fura, proveniente de mal de
bubas ; he bstanle ladino, falla m irisa, anda sern-
pre vestirlo de calca c jaqiiela, e me dizem que esla
com o nome mudado para Andr Alejandre, inlilu-
lando-se por forro, e que anda pelas provincias do
Rio ir. ande do Norte e Paralaba, pela cidade de (joi-
anna e povoacjlo dePedras de Fogo : roga-se as au-
toridades pnliciaes e capitacs de campo, qae o facam
apprchender e o remettam ao mesmo abaixo assig-
nado, morador na cidade da Victoria da comarca de
Santo A ulao, nbrigando-se esle as desposas que hou-
verem, e aos conductores dar a grali(i:a;ao de lOUJ.
./,.<( ('avalcanii Ferra: de Azccedo.
O abaixo assignado, tendo de fazer uma via-
gem i Portugal por Ihe ser de muil necessidade,
licitando aqu sua casa commercial cnnlinuaiido na
mesma forma como at aqu, entregue ao Sr. Jos
omesda Silva Sanios para comprar e pagar, e como
procuradores os Srs Joao Fernandes trenle Vian-
na e Jos Maria da Costa Carvalho.
Manoel Moreira Al Costa.
Mara Francisca dos Aojos Bastos faz saber ao
Sr. Joao Florentino Cavalcauli re Albuquerqne, que
leudo escripia por tres vezes a S. S. para nao pagar
a pessoa alguma as i lellras de 1:108999.) cada uma.
importancia da venda da parle do engei.hu Jussaral
de Serinhaem, as quaes Ihe foram furtadas, por ser
a annuriciante cega. uo tem tido respos.a, por isto
o previne por meio desle Diario, par que a todo
lempo nao allegue algum Iraspasso que s: leiiba fci-
lo falsamente, pois que nao as deu e nem assignon, e
protesta ir baver a soa importancia de 4:1359982.
Aluga-seo primeiro ailar do sobrado, na ra
da l.apa n. 13, por commodo preco : ni prara da
Roa-Visla n. 7.
Precisa-so por aluguel, de uma pn la escrava,
que saiba (ralar de crianras, que seja U, sadia. e
sem vicio algum : quem a liver, dirija-so a ra de
S. Franrisro, como quem vai para a ra do Mundo
Novo, sobrado n. 8, ou culeuda-se com o porleiro
da alfandega desla ridade.
A pessoa que Irouxe do Rio de Janeiro uma
carta' e uma encommenda para o abaixo assignado,
queira ter a boudade de a mandar enlrezar na ra
do Hospicio n. 9, "ii na praca da Independencia, lo-
ja n. C e 8, pelo que o mesmo Ihe sera mnilo agrade-
cido.Antonio de I asconcrllos Menezes de Drum-
mond.
Offcrece-se 200?000 a juros sobre penhores da
ouro uu prala : .quem precisar, dirija-se i ra da
Praia n. i9, que se dii quem da.
Precisa-se de ama mulher para criada de uma
casa de pouca familia : na ra da Uniao. junto a ly-
riographia.
Na ra de Apollo n. 19, von.lr.se muilo supe-
rior polassa do Rio de Janeiro a 110 rs. a libra.
A pessoa qae annuiiriou querer comprar pa-
voes, querendo 2casaes, dirija-ss traversa doQoei-
mado n...., que se Ihe dir quem os vende.
Desappareceu de casa de seu senhor o prelo do
nome Thnmaz, idade 42 annos, leudo ja a.gons ca-
bellos braneos. de nacao Mossambique, bailante al-
io, magro, peruas Tinas, andando sempre muilo di-
rcilo, lem caroros sobro o nariz, sigual proprio de
sua naco ; consta que anlc-hontein esluera em
Olfnda, ganhando na ra, ou no Varadouro : roga-
se aos capitaes de campo e pessoas particulaies, que
uapprchendam e levem-o a l.ui/. (iomes lerreira,
no Mondego, de quem reeebero boa gratiuarao.
Manoel Jos Correia Braga vai Porlogal Ira-
lar de sua saude, edeixa nesla praca por seus bas-
tantes procuradores: em primeiro lugar ao eu cai-
\ciro Antonio da Silva llamos, enr.irregado de seus
negocios ; em segundo lugar ao Si. Joaquim Jos da
Cosa Pinheiro, c lerceiro ao Sr. Anacido Antonio
Ferreira.
NAVAI.HAS A CONTENTO E TES0LT1AS.
Na ra da Cadeia do Recite a. 8, prinuiru an-
dar, escriplorio de Aucuslo t'.. le Abren, conti-
e a vender a 89100 o par'preco Ovu) as ja
bi ni i mh -cidas e afamadas aavalhii > debarhii relias
pelo hbil fabricante que foi premiado na ei,>osirtlo
de Londres, as quaes ;;kin de durarm exlr.i.irdia-
riamente, naoseseiileni no rosto na acrao d .-orlar ;
vendem-se COBI n condjno de, nao agradando po-
dercm os n tEpradoraj devolve-la at 15 dias depois
pa compra resUtnindo-M o importe. Na mesai
sa ha ricas leaeartnhas para unhas, feilas pelo UHS -
mo fai'icante.
Vicente Jos da SMv.a lavares, brasileirn adop-
tivo, relira-se para Lisboa, levando em soa compa-
nhia seu lilho menor Manuel de Assis Tavarei.
Aloga-se ama ama que lenha bom leite, e sa-
dia sem filha: a tratar na ra Nova n. 53.
Na nova casa de pasto do l'asscio Publico n. 12
aprompta-se almoeos com mnila limpeza, prompli-
dau. c precos commodos ; lamhem se faz mo da
vacca todos domingos.


0!RIO DE PERMRBUCO. SEXTA FEIRI 27 DE ABRIL DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
a o mu a hova i thas 50.
O Dr. P. A. Lo&o Moscnzo di consullas homeopalhicas todo os dias aos pobres, desde 9 Loras da
m.inli.i;i alo Oflcrece-se igualmente para pralicar qualquer operado de cirursia. e acudir promplamenle a qual-
quer uiullier que esleja mal de parlo, e cujascircumslancia? nao permutam pagar ao medico.
1 CONSULTORIO D DK. ?. A. LOBO I0SC0ZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina liomeopalliica do r. (. 11. Jalir, traduzido em por
tuguen pelo Di. Mokozo. qualro volumes encadernados ero dous c acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 209000
Esta obra, a mais importante de todas as qnclratam do esrudo e pitica da homeopalhia, por ser a nica
que conten a (use rundirniciilal ''osla doutrinaA l'ATHOG-E.NESIA )li EITEITOS DOS MEDIO\-
MEN IOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhccimeoloi que nao podem dispensar as pes-
soat que se querem dedicar i pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os meilicos que quizerem
experimentar a Houtriua de Hahnemann, e por si metmos se convcncereni da verdade d'clla: a lodos os
fatendeiros c senliores de engonlio que estfiolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesdr navio,
qne urna ou oulra vez. nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripulanles :
a todos o pas de familia que por circumslancias. que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorrcTs em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradurc.ui da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra tambem til as pessoas que se dedicam ao estudo da bompopatbia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 105000
O diccionario dos termos de medicina, cirurga, analoroia, etc., ele, encardenado. :ia000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario desle eslabelecimenlo se lisonaeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
Koliras a 12 tubos grandes, f...........
Boticas de 24 medicamentos cm glbulos, a 10, 129 e 133000 rs.
Dilas 36 dilos a..........
Ditas 48
Dilas 60
Dlas 144
Tubos avulsos
Frascos de rneia 0115a de lindura. .
Dilos de verdadeira lindura a rnica................. "000
Na mesma casa ha sempre 1 venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer cncommenda de medicamenloscom loda a hrevida-
oe e por precos muilo commodos.
dilos a
dilos a
dilos a
88000
209000
9000
MtjOOO
ObOOO
I N Mil I
2JOO0
.'IBLiaCAO DO IKSTITtTO 110
MEOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATIHCO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPAT1A.
Mclhodo concito, claro e seguro de. ai-
rar homeopalkicamente todas as molestias
que af/ligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, lauto europeos romo
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera
Pinho. Esla obra he boje reconherida co-
mo a melhor de todas que Iralam daappli-
cacao homeopalhica Ao curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
ronsulti-la. Os pais de familias, os senlio-
res de engolillo, sacerdotes, viajantes, ca-
pitaes de navios, serlanejos etc. ele, devem
te-la mao para occorrer promplamenle a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes cm bcchura por 105000
encadernados II9OOO
Vende-se nicamente em casado autor,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 68 A.
i
i
i
Notos livrosde homeopalhia uicfrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, i vo-
aoiooo
65000
7000
65OOO
168000
65KI0
8S000
IS5O1IO
IO3OOO
85OOO
750IH1
6>000
45OOO
IO50XHJ
309000
lumes.
Teste, rrolcslias dos meninos.....
Heriug, homeopalhia domestica.....
Jahr, pbarmacopii homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Ka pon, historia da homeopalhia, 2 volumes
ll.irthiiiann, Iratado completo das molestias
dos meninos......'....
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Faj ollc, doulriua medica homeopalhica
GHuiea de Staoneli .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nystcn.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, coDlendo a desenpeo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos esles livros no consultorio homcopa-
thico do ,r. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro indar.
DENTISTA. !
V Paulo l.aignoui, dentista fraucez, estabele
9 cido na ra larga do Rosario n. 30, segundo 9
Qt andar, coltoca denles com gengivasarliliciaes,
(} e dentadura completa, ou parte della, com a fj
tt pressiodoar. a
# Rosario n. 36 segundo andar. X
* & ei& aae>&
CASA DA AFERICO, PATEO DOTERCO N. 16.
O abaixo assignado scienlifica, que no escriptorio
daquella casa da-seeipedienle lodos os diasdas 9 ho-
ras da manhaa os 4 da larde ; oolro slm, que a re-
visita leve principio uo da 2 do correute, e que lin-
do o praxo marcado pelas posturas municipaes, in-
conerao os contraventores as penas do arl. 2 ulu-
lo U das sobreditas posturas. Prxedes da Silva
Gu$mio.
Jos Antonio l'inheiro vai Europa a Iralar de
sua saude. sdsaa
Aluga-sc urna casa terrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que ficam enlre o becco do Virgi-
nio e o palco de S. Jos : na ra Nova n. 69.
I J. JANE, DENTISTA, S
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei- A
<*} ro andar. >
***** ** i*
Ja' chejjaramas seguiritessement
de 01 tabees das melliores (nulidades que
lia: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, alface
repolliuda e alemaa, repolho, tomates,
nabo branco e rovo, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-.
cotia, cebla de Setubal, sinondas, sij'o-
reUia, selpas, ervilha torta, dita direitae
genoveza, dita de Angola, feijaocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de ton-
eeira, eum grande sortimento das mellio-
res sementes de (lores da Europa : na rita
da Cruz n. U2 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Han-
ge! n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoui, dentista fraucez, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posirao lem a vanlagem de enclier sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqueriudn
em pouros instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e proraelle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
A. Lacaze lemja honra de| participar ao res-
peitavel publico, que vendeu a sua casa de relojnria
da ra Nova 11. 22. a Mr. L. Delouche; pelo que ro-
-.1 aos seus freauezesquelhe conlinueir.,eao seusuc-
cesaor a conliaiira que sempre llies mereceu. Reci-
le 9 de j?ueiio de ISj.A. Lacaze.
~- Roga-se ao Sr. TarquinioThenlonio e Abren
mimante, que se nao retire para fura da provincia
em antes vir aju-lar cuotas com o ahaixo asgiunado,
na rua Nova 11. .">, da administrado c negocio de una
I '!'' >"lleiro. em Mac.eio. E roga-se a todos os
'Mpilaes de natos e commzudanles de vapores, que
nao rereham a seu bordo o dilo senhor sem que mos-
Iro seus papis desemharacadus |>cIh policia, relati-
vamente ao dilo ajuste de cuntas. Kecife20de abril
de 18J5.Diogo Jp$e Leiie (uimarSet.
Engomma-se com muila perfeirn.
No Caes do Ramos taberna do reliro 11. 26 acliar.i
com quem Iralar.
AVISO AO PUBLICO.
A taberna de (iurjahi dcima acha-se rumplela-
nienle tortida com um completo sorlimenlo de 1110-
Ihados, faxeodas e niiudexaa ; uartaolo a^ peeaoas que
quiierem honrar esle .'-t ilirleiinp.-iilo, aajiacharu
l'ido a voulade do comprador, pelo mosmo preco011
com pouca dillercnc.i da pnfa.
O Sr. Francinco l.ins Vieira de Mello, brasllei-
ro, qoeira apparecer na rua da Madre de Dos, em
(,i-a da peana que n.lo ignora, para desembararar
!-eus negocios, do contrario se procuram os meios
judiciaes. e s haracar. lindos os quaeslem principio judicialmente.
Precisa-se de um negro de 13 a 20 anuos, para
serviro de urna casa estraogeira : na rua da Cadeia
do Recite n. 10,
Participa-se aos Srs. mestres pedrei-
PO. caladores e mais pessoas particula-
res, (jiie na ru.i da Cruz do Kecife n. (ti,
lia um deposito da bem conhecida cal
branca de Jaguaiibe, e que se vende
milito em conla, tanto em retallio como
em porroes.
Casa de consignacuo de escravos, na rua
dos Quintis n. 2i
Compram-se e recebemse escravos de ambos os
sexos, para se venderem de eommissAo, lano para a
provincia como para tora della, offerecendo-se para
sso loda a seguranea precisa para os dilos escravos.
i HOMOPATHIA. |
W FEBRE AMARELLA. W
($) Alguns casos de FEBRE AMARELLA B
/j*. se lem ullimamenln manifeslado nesla ci- J.
Wf dade. O ^llmenlo honuropalhiro bem W
0J dirigido (em mostrado sua superioridade ft
^a, i antiga medicina. Os doentes, pois, que "*J,
*)! a honiii'upalhia quizerem recorrer, pode- O
.gS lo-hao Tazcr, sendo soccorridos de preferen- (#.
^J ria aquelles que neiihom remedio hajam "
M
lomado.
A Consullorio central hommupalhico,' rua
w de S. Francisco inundo novo) n. 68A.
Dr. Sabino Olegario Ludgero l'inho.
Madame Theard, tendo de fazer urna vhigein .1
Europa, avisa aos sen* devedores de vi re u sahlr suas
conlas na loja da rua Nova.n. 32. para Ihe evilar de
proceder contra ellcs judicialmente.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ci-prn-
curador da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de Lni| Roma, pois hasta de
cassoadas, licando ccrlo que cm quaulo nao se en-
tender com os menos ha de sabir esle annuncio.
C. C. F.GUE.REDO.
CISTOM HOlSEv SHiriM>(; VliEM,
SOUTH WTOY
MEItCIIA.Mil/K. BACCAGE, & EITECTS
RECElVEDiV FORWARDED.
Wilh dcspnlchand economj.
Uoodsand Passcnccrs' I.uggage slrictly allende I lo.
In/ormalion giren resperting thearral & de-
parture of Steam I essels.
Foreign Moncy Excltaugcd or Received inPavmcnt.
C. C. FIGUEIREDO,
COURTIER DE DODAHE,
A SOUTHAMPTON
illurrr)onoi6cs, bagaje, rt fffets
Reeus el ei|icdics avee diligeuce et economie.
Ijx plus grande allention est apporle envera les
l'assagers, leurs Bagages et Marchandises.
Toulc iiil'urmalioii possible esl donnee sur l'arrivcc
ou le depart des Baleaux i Va|ur.
CARLOS C FIGUEIREDO.
Agente da Allanega e de Navios,
8, QUEEN'S TERRACE,
SOLTUAMPTON.
Recebe o expede com presteza e economa, mer-
cadorias, bagagem e elfeilos de qualquer nalureza e
ordem.
Esclarece os viajantes sobre as chegadas e sabidas
dos paquetes, de eaminhos de ferro, ele, dirigindo-
se no mais que precisem.
Faz as operarcs necessarias da alfandega, e rece-
be fazendas a commissao, ele.
Precisa-se de 800^000 a 1:0000000 a premio
de um por cenlo ao mes, dando-su por seguranea
urna casa livre c descnihararada : na rua dos Mar-
lyrios, laberna n. 36, se dir quem quer.
O ahaixo assignado, oflerecc o seu prestimo a
quem se quizer utilisar para tirar guias do juizo dos
feilosda fazenda, lano da geral como ila provincial,
por aquellas pessoas que pcssnalmcnlc as nao podem
Urar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da rasa, e rua em que mora, nos lu-
gares segoinles : Recite, rua da Cadeia loa n. 39,
rua da Cruz n. 56, palco do Te.rco n. 19, rua do Li-
vramenlo n. 22, prac.a da Independencia 11. |, rua
Nuva n. i, prara da Ba-Visla n. 2, onde scr.lo
procurados os bilheles c as pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na rua da (loria 11. 10 casa
do aunuiicianle.Macuriio de Luna t'eire.
Na rua da Cadeia do Recic n. 3, primeiro an-
dai, confronte o esrriplorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacbam-se navios, quer narionacs ou eslran-
geir-is, com loda a promptidao ; bem como liram-se
passaportes para fura do imperio, por presos mais
commodos do que em oulra qualquer parle, e sem o
menor Irabalho dos prelendentes, que podem Iralar
das 8 da manhaa as 4 horas da tarde.
SALA DE DAHSA.
Luiz Canlarelli parlicipa ao respcilavel publico,
que a sua sala de ensino, 11a rua das Trinrheiras 11.
19, se acha aberla todas us segundas, quarlas e sex-
tas desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do seu
presumo se quizer utilisar, dirija-se mcs'ma.casa
das 7 horas da manhaa ale as 9 ; o mesmo se ollerc-
ce a dar lic/ies particulares as horas convencionadas:
e tambem d.i liees nos collegios pelos, prcros que os
mesmos lem marcado.
As pessoas que liverem cotilas conlra a galera
americana Finlands, arribada a esle porlo, quei-
ram aprescnlar boje. 2-"> dororrenle em casa dos con-
signatarios llenry Forslcr ci Compauhia, na rua do
Trapiche n- 8, nao licando os consignalai ios reapon-
saveis por conla alguma nao sendo aprescnlada no
da referido.
K .lai sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE ROFF E BOEN-
NINCHALSEN E Ol.TKOS;
poslo cm ordem alphabeliea, com a descripi;o
abreviada de todas as molestias, a indicaran physio-
logica c Iherapeulica de lodos os medicamenlos ho-
meopalhiros. seu lempo de acciio e concordancia,
seguido de um diccionario da guiGcar,SO du Iodos
os lermos de medicina c cirurgia, c poslo ao alcance
das peMOM do povo, pelo
R. A. I DE MELLO MOKAES.
Subscrevc-sc para esla obra no consultorio homeo-
palliico do Dr. LOBO MOSCOZO. rua Nova 11. 50,
primeiro andar, por iJOOO cm broebura, e 6-)000
cncadernado.
(iA BNETE PORTLIEZ DE I.EITLRA.
Nio lendo sido possivel ao rnnselhn ileliheralivo
arabar os seus Irabalhos na sesso de 22 do enrrente,
adiou a cunliuoarao di'llus para domiugo 29, s 11
horas da manhaa.II, f. de Souza Barbos; se-
gundo secretario.
Na rua Nova 11. 12 alluga-e um moleque que
faz lodo o terVieo de casa e rua: .1 Iralar das 9 horas
as 12 1I0 da.
As mais novas e
modernas joias.
Os ahaixo assignados, donos da loja deourives. na
rua do Cabug u. 1t. conlronleao paleo da matrize
rua Nova, fazein publico, que esl.'io recchendo con-
liiiiiail'meule muitii ricas obras de ouru do mellio-
res gastos, lano para seuhoras Como para homens c
meninos ; os precos ronliniiain mesmo haralos cerno
lem sido, c passa-se conlas com re: pnnsaliilidade,
especificando, a qdalidade do 011ro de I i a 18 quila-
tes, (irando assim sujeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim \ Irmao.
Aluga-se 011 vende-se nina casa com
sotao < sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para (amilin, cocheira, estri-
bara, quartos para feitor, etc.: na rua
da Cru/. 11. 10.

II0M0PATII1A.
t
Remedios ellicacissimos contra
as bexigas. q
(liraluilos para os pohrrs. ;;,
53 No cmisullorin central homii'npalhico. rua ^
de S. Francisco mundo novo' n. (>KA. j
59 Dr. Su/iino Olegario f.tdgero Pinho.
Prccisa-sedc una de cile: na rua de Hor-
las n. 60.
Jos Coclho da Rocha, suhdilo porliiguez, re-
lira-se para a Europa.
Na obra que se esl faiendo no Icrrcno aonde
foi o ihcalro de S. Francisco, precisa-se de srven-
les, preferindo-se os escravos : quem quizer empre-
gar-se ou liver escravos para alugar, cnlciida-se com
o administrador da referida obra.
GINC6 AWOS.
Precisase alugar pelo tempo de
S ") anuos, urna casa tenca a modei- ^
na que tenlia a i quartos e boin S
9 quintal, dando-se ate IGsOOOrs. O
-jj mensaes : nesla t\ pofjraphia se di- 2
?-i ra' quem precisa. '
@es-e@a3S3
METIIODO PORTK EZ CASTILIIO.
No |.e de maio se abra novo curso de leilura, es-
cripia cconlabilidadc por esle excrlleule mclhodo,
para homens oceupados de da, das 7 a9 horas da
noile. A experiencia lem mostrado que 6 nic/.es sao
sullicieiiles para se aprender a ler, escrever c contar
as qualro especies sollrivclmenle. A aula nfla sera
visitada de noile, e por sso eslarAo os alumnos livres
do vexamc que Ibes causa a presenca dos visitantes.
Preco 55OO mensaes : na rua larga do Rosario
n. 48.
Precisa-se de urna ama que saiba rezinhar, cn-
gommar e fazer lodo o mais servico interno de casa :
no paleo do Terco 11. ii.
Prcclsn-se permutar o aluguel do silio dos i
leoes, na Solcdadc, pelo o de urna casa de 2 anda-
res, nos bairros de Sanio Antonio 011 Boa-Vista, que
tenha as coinmodidades necessarias para lamilia nao
pequea : quem esle negocio desejar faztr, dirija-se
au dilo silio a qualquer hora do dia, que achara com
quem Iralar.
Da-se dinlieiro a premio sobre pe-
nhores de ouro e prata : na rua do Otiei-
mado loja n. 46 A, se dir' quem da'.
LOTERA da provincia
CORRENO l.o DE MAIO,
O caulelisla Antonio da Silva Cuimaraes teni cx-
posto a vendaos seus bilheles da I.'parle da 1.a
olera do Bonito, nos sesuinles lugares : Ierro da
Boa Visla 11. 18, rua do Cabugti 11. 2, roa larga do
Rosario 11. 26, praja da Independencia n. 14 c 16, e
rua da Rancel n. ."ii.
.Meios bilheles 2j00
Ouarlos loHO
Oilavos 720
Decimos 600
Vigsimos 3211
Dcscja-se saber quem he nesla pracs o rorres-
pondciile de Antonio Maciel de Lima," lavradi'i do
engolillo 1'anlorTa, baja do aiinunciar ou dirigir-se
a ruada Cadcia-Velha n. 27.
Aluga-se um armazem proprio para eslabeie-
ccr urna nadara, por ser lugar marcado pela cmara
para.esse fin, leudo 110 fundo porlo de embarque,
sendo no lugar das Barreiras : no mesmo boceo, casa
n. 4, se dir quem aluga.
O abaixo assignado declara ao rcsneilavcl pu-
blico, que o nome de Juaquim Josc Pereira que vem
na parle da polica, no Diario de 2i do correte
mez, nao se entende com Joaquim Jos Pereira, ac-
ia* do ihc.itro de Saula-lsabel.
Sahbado, 28 do correnle, a 1 littra da larde,
depois da audiencia do Sr. Dr. juiz municipal sup-
plenlc da segunda /ara, se arrematar o sobrado de
Ircs andares n. 1 i da rua do Oueimado, por execu-
eo de Bernardo Duarle Braudao, contra Joao Col-
lares Sobrcira Cintra e outros ; he a ultima praca.
Perante a seguuda vara municipal desla cidade
vai ser arrematada em praca publica urna escrava,
crioula, de nome Rila, avahada visla de seu esla-
do em 05000 ; e bem assim uns movis velhos, lu-
do perlencente a Manoela Monlarrovos, para paga-
mento dedespezasdo deposito : -ahilado, 28 do cor-
renle mez, a 1 hora da larde, na sala das audiencias.
. O Sr. Jos Pedro Carneiro da Cunha queira
vir no praxe de 13 dias, a contar desle, resgalar a
sua lellra da quantia de reis 675980 e seus juros ven-
cidos, e caso n ai venha resgalar no prazo cima
marcado, lera de ver seu nome nesla folha ale o cre-
dor ser embolsado. Recite 20 de abril de 18w.
Manoel Oonralres de .tzecedo llamos
A mesa regedora da irmandade do Palriarcha
S. Josc d'Agonia, creca no convento de N. S. do
Carmo desla cidade, leudo de ipratMlbr 11 visla dos
liis em procissao a imagem do seu Palriarcha no
dia 29 do correnle, pretende passar pelas ras ahai-
xo declaradas : rua de Hort.it, Iravcssa de S. Pedro,
palco do mesmo, rua das Aguas-Verdes, frente do
Terco, rua Dircita, paleo do l.ivramenlo, rua da
Penlia, paleo da mesma, rua do Raugel, dila do
Oueimado, palco do Collegio, rua do mesmo, dila
da Cadeia, travessa da ordem, na das Cruzes, praca
da Independencia, rua larga do Rosario, dila estrel-
la, dila das Trineheiras, dita Nova, dila das Flores,
Can hila do Carmo a recolhcr. I'orlauln pede aos
moradores das mencionadas roas loda limpeza pos-
sivel. aliiii de nao apparecer translurno algum no
transito.
Antonio Pereira Mendes faz publico, com cs-
pecialidailc ao commercio desla praca, que lem ven-
dido o seu eslabelecimenlo da Praia n. 27, ao seu cx-caixeiro Antonio Josc Vil-
lar desde o |. do correnle mez, perlcncendo ao dilo
Villar a cohranca de lodo activo perlcnrenle ao dilo
eslabelecimenlo, e bem como deixa enrmilo de dilo
Villar fundos suflicieules para pagamento i praca de
lodo o passivo, relativamente ao mesmo eslabeleci-
menlo.
O abaixo assignado, tendo de fazer urna via-
gem Portugal por Ihe ser de limita neressidade,
deixando aqu sua casa commercial continuando na
mesma forma como ale aqui, entregue ao Sr. Jos
Gomes da Silva Sanios para comprar e pagar, e co-
mo procuradores os Srs. J&io Fernandes Pareulc
Vianna e Jos Maria da Cosa Carvalho.
Manoel Moreira da Cosa.
LOTERA DE;.\. S. DA CONCEICAO' DA
VILLA DO BONITO.
Aos 3:00tfeO00, 2:0tHrO00, 1:00(N)00.
O caulelisla Salusliniiu de Aquinu Fcrreira lem
exposlo i vendo nicamente na ruada Cadeia do Re-
cife, loja n. 13, e na prava da Independencia, loja 11
'Y7 e 119, um pequeo nufnern de bilheles inteirosem
quartos, os quaes nao sollrem descont de oilo por
cenlo da Ici, nos Ires primeiros premios grandes, se
nellcs sabirem o* Ires premios cima referidos, se-
rlo promplamenle pagos por inleiro, logo que se li-
zer a dislribuieao da lisia geral, na rua do Trapicho
n. 36, segundo andar, l'crnambuco 23 de abril de
lv.'O.'l caulelisla,
Salustiano de .tquino i'crreira.
KSTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Salustiano deAquino Ferreira olleicce
gratuitamente ao hospital PEDHO II a
metacle dos premios que saliircm nos ((na-
to bilheles iiilu'iosns. 27!), o35"S'5o87
e li) ila primeira parte da primeita
loteria a beneficio da matriz de N. S. da
Cbnceicao da villa do Bonito, os quaes li-
cam em seu poder depositados : a meta-
de do'que nelles sabir sera' fiel e promp-
tameote entregue ao Sr. Jos Pires Fer-
reira, tliesoureiro do referido hospital.
Pernambuco 2-") de abril de 1855, Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
IIIIF1! TEBCE1HA IM) llHll.
O prior convja a lodos os seus cbarissiiiios irmaos
em geral para comparecerem domingo, 29 do corren-
le na nossa igreja paramentados com seus habilosas
9 horas da manhaa, para assislirmos no convenio a
fesla do palriarcha 8. Jos da Agona, e de larde as
.'f horas para a procissao do mesmo Santo, por con-
vite feilo pela mesa da dila irmandade.
Na rua do Encanlamenlo n. 10, precisa-se de
um caixeiru que teoha pralica de taberna.
Bilheles
Meios
Quartos
Ouinlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
59300
2->S(HI
I-Vi III
1J160
72(1
(HH)
320
t ATTENQAO.
Arrcnda-se o engenho Mazan- z
'** g8o, na Ireguezia de Goianna. w
'2* distando i legtns daquelle porto, W>
vg) 1 bom tiiminTio, em ptimo hi- '$>
fa reuo, de prodigiosa producrao, de $)
i^J) toda qualidade de lavoura, esla' )
A moente e com bou safra fundada, 2
(a nao se duvidando vender ao ren- ^
S deiro: os pretenden les coma pai- ^'
W svel brevidade, dirijam-seao pro- *
9* prietario em sen engenho Mus- '^
W supe le Baixo, termo de Igua- (@
$ rass. $
LOTERA DE N. S. DA CONCEICAO' DA
VILLA DO BONITO.
Ao* 5:0008000, 0009000, 1:0009000.
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavcl publico, que a referida loteria corre-
r iiidiibilavclnicnle no da I.- de maio. Os seus bi-
lheles e cautelas nao soffrem o desconlo de oilo por
cenlo do imposto geral nos Ires primeiros premios
grandes. Acham se i venda lias Mgaintes loja- :
rua da Cadeia do Recite u. 21 c 13 ; praca da Inde-
pendencia n. 37 e 39; rua do l.ivramenlo n. 22;
rua Nova n. i e 16 ; rua do Oueimado n. 39 e ii ;
e rua estrella do Rosario u. 17.
Recebe &000SOC0
2:3008000
1:2509000
1 .-0009000
6259000
."OOeOUo
2.O9OO0
O referido caulelisla declara mu exprestaraeUle
ao respcilavel publico, que he rcsponsavel unica-
incule a pauar os premios grandea por inleiro tue
obliteren) suas cautelas : sobre os seus bilheles iulei-
ros vendidos em uriginaes, se obriga apenaf-a pa-
car us oilo por cenlo da Ici, logo que se Ihe apr-
senle o brdele, indo o possuldor receber o compe-
lentc premio que nelle sabir, na rua do Collegio 11.
15, escriptorio do Sr. Ihesourairo Francjcq Antonio
de Oliveira. Pernambuco21 de abril de 1855.
.Salustiano de /tquino l-'errcira.
Na praca da Independencia n. 22, tecem-so
Iraiisclins, lazem-se puleeiras, aunis, rselas e ur-
inas, ludo de cabello, com muMa perfeicfo; como
lambem apromplam-se Iodos os pcrlenccs para olli-
ciaesda gnarda njcional e primeira liuha, por preco
connnodo.
LOTERA DO 1{I0 DE JANEIRO.
Asnillas da loteria primeira do thea-
tro deS. Pedro de Alcntara, licavam a
andar a 21 ou -25 do presente, ainda
existe um pequeo numero de bilheles a
venda nos lugares a' sabidos ; us listas
viraopelo vaporGUANABARA, que parte
ilo Hio de Janeiro a 25 do correute: os
premios serao papos lopo que se fizer a
distribtiicao das listas.
Manoel Jos de Oliveira. portiiguz, vai a Eu-
rrpaeroiislilueveus procuradores durante a sua au-
sencia os seuhores: Joao Simio de Alenla, Manoel
lavares Cordeiro, Joao Fernando* Baplista e linal-
menle sea irinilo Jordao Jos de Oliveira, que fica
na gerencia de teu cslabeiecimcnlo.
PASSAPORTES.
Tiram-se passaportes, despaehnm-se escravos c cor"
rem-se follias : para esle lim procurc-se na rua do
Oueimado n. 23, Inja do Sr. Joaquim Mnnleiro da
(.ru/..
loteras ba mmm.
A loteria de i\. 5. rja
Conceico da villa de Bo-
nito, corre impreterivel-
niente uo dia 1 de niaic.
Pernambueo 24. de abril
de 1855.O thesoureiro,
t\ Antonio de Oliveira.
COMPRAS.
Compra-scenectivamrnte brooze, lati eco
bre velho : no deposito da fundieao d'Arora, na
rua do Bruin, logo na entrada n. 2, c na mesma
tundir.m em S. Amaro.
Compram-se palacocs hrasileiros e hesiia-
nhoes : na rua da Cadeia da Kecife n. .Vi, loja.
Compram-se :1 casas terreas uj rua do Colle-
gio ii. y.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de
idade de 12 a 110 anuos, lano para a provincia como
para fura della na rua do Kaiigcl n. 71, segundo
andar.
Compram-sc escravos de ambos os sevos, par-
dos e crioulos, de 12 a 2 aunos, lano para a- pro-
vincia como para Tora della, sendo honilas (guras,
paga-se bem : na rua de Hurlas n. M).
VENDAS.
ALMANAM TARi m%.
Saliiram a' luz as llhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentadq, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana n. Iic8 da praca da Indepen-
dencia.
, TRANSAS E FITAS.
Completo sorlimenlo de transas de seda prelas, c
Has de velludo tarradas, de superior qualidade e
iMim goslo. para vestidos, por preco connnodo : na
praca da Independencia ns. 2 a 3().
OLEADOS PINTADOS;
lc superior qualidade,e diversas larguras,proprios
para cc-brir me/as. commodas ele. : ua prara'da In-
dependencia ns. 2 a 30.
1HAPE0S DE FELTRO.
Acatado ebegar praca da Independencia loja
de chapeos de Joaquim do Oliveira Maia, um varia-
do sorlimenlo de chapeos de redro, linos, de cores
anula nao vistas no mercado. < lamber chapos de
palta atarlos, e dilos de palha hrasilcira a imila-
cHo dos de -Manilha, de diversas cres.sopcrlinos cha-
peos de castor branco e prelo, chapeos Trnceles
de excedentes formas c superior qualidade, ludo por
preco comnmdo : na praca da Independencia* loja
e fabrica de chapeos de Joaquim de Oliveira Maia
ns. 2i, 96. 28, e 30.
LIVROS DE MORAL E PREDICA.
Obras oratorias de Monte Alverne, Iheologia mo-
ral por Monte, ultima ediccilo, e ConferenciasdeN.
a. do Paria, vende-se baralo para acabar : nn pra-
ca da Independencia n. 28.
- vende-sc um bonito negro, moco : na rua dos
1 razeres, o ultima casa, se dir quem t ende.
\ ende-se una taberna no Yaradouro, na cida-
de de Olinda, n. 1S, muilo bem afreguezada, lauto
para a Ierra como para o mallo : a fallar com o mes-
mo dono.
\ ende-se a taberna do Mondego n. 71, com
pouco fundo e commodo para familia, bem afresue-
aada ; o dono vende por querer ir ncslcs 8 das para
o mallo Iralar de sua saude.
Vende-se urna riquissima mesa re-
donda de meio de san, toda de pedia
marmore, sendo o tampo baseado em
nma elegante! columna de maiiiiuie: na
rua da Cadeia de Santo Antonio n. I!),
segundo andor.
Superior vinlio de cbampagnec Bor-
deaus : vende-se em casa de Schadiei-
tlin & C, rua da Ci u/. n. 38.
Vende-se no armazem do caes do Hamos ii. 1,
milho a I9OOO o alqueire.
- \ ende-se urna cabra muilo boa leileira e man-
M, prapria para criar, .e lem duas crias muilo boni-
tas : na rua das Cruzes, laberna n. 20.
Vende-se orna criolla de 28 aunos, com muilo
bom leile para criar, c com um lilim moleque, de i
anuos ; a escrava becoziiibcia e lava de sabio.
TAIXAS J)E IERRO.
Na fundieao' d'Arora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, o defion
te do Arsenal de Maiinba lia' sempre
nm grande sorlimenlo de taicnas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pemienas,
rasas, e fundas e era ambost os logares
existem quindaste.s, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os. mais commodos.
I MOENDAS SUPERIORES.
Na ftindieo de C. Starr & Companh'u;
em Sanio Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello econstruccao muilo superiores
IEGHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA EINDICAO DE PERRO DO ENG
NHEIItO* DAVID W. BOWMAN. A
RUA DO BRUM, PASSANDO O I1A-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenln, dos seguinles 00-
jeclos de incchanisiiios proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas c meias moendas da mais moderna
constru-cao ; taitas de ferro fundido c balido, de
superior qualidade e do lodosos lamanhos : nulas
dentadas para auna 011 animaes, de Indas as propor-
coos ; crivos c boceas de fornalhae registros de bo-
eirn. aguilhoca, bron/.cs, parafusos ccotilhes, moi-
11M11 de mandioca, ele., ele.
NA MESMA EUNDICA'O.
o eveculam ludas as cncnmmeiidas com a superio-
ridade ja conhecida, e com a devida presten e com-
modidade em preco.
M Rrimn Praeger A C., lem para S
I vender em sua casa, rua da Cruz g
n. 10. S
^ Lonas da Russia.
^ Champagne. B
Instrumentos para musica. M
Oleados pura mesa.
Charutos de Havana verdadeiros. M
Q Cerveja rlamburgueza.
| (omina lacen.
mm;-r?;, -. ,?* %&easaeasi
vmwmw e mais pecbinija.
NA RUA NOVA N. S, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acalia de receber pelo ultimo navio fraucez, um
magnifico sorlimenlo de tattfgoins para scnbora,
lodos de duraqne, mas que pela deleadeu com que
sao fcilos e consistencia da obra, muilo ilevcm agra-
dar ; accrescendo alem disto o preco que apenas he
de 2>1(KI rs o par, pagos na OCCISlao da entrega.
YINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BARRIS DE OITAVO.
Vende-M a preco rommodo : no armazem de
Barroca & Castro,na rua da Cadeia do Rccife nume-
RELOGOSDE ALGIBEIRA
ilisic/.cs ih-patente t cndeni-so a prreo muilo com-
11101I0, mi armaiem de llarrnca A Castro, rua da
Cadeia do Itecife n. '1.
VIOROS PARA VIDKACAS.
Ver l frarrisco lo Souza, rua larga do osario 11. :i(i.
CASEMIRAS A 2.;(>() e :to Na loja de GuimarSoa & llenriqucs, rua de Cres-
po u. 1, tendem-se curies deca-emira ingleza, pelo
haralissimo prcc.11 de 25OU e :iaO()0 cada um.
Vende-se um cabriole! americano
de V rodas, intuto commodo, com co-
berta earreios para um cavalloeem per-
l'eito eslado por (OO.sOOO rs.: na rua do
Trapichen. 40, segundo andar.
BARATO VE.NHAM VER:
Corles de casemira de cor, a 39.VNI o corle.
Riscado fraucez com quadros a 2fi() o covado.
Cambra france/.a, a .VKI a vara.
.Mclpomene de laa, (i(Kl o covado.
Cobertores de algudflo grandes a IJUKI
Chitas francesas linas 24(1 o covado.
na rua do Qoeimado n. 38.em frente do becco da
Congregae/io: dao-se amostras deixando penhor.
Em casa de Fox llrolhers rua da Cadeia n. 02,
vende-se o seguintc :
Lonas largas e estrellas.
I.inh.i de earrilci de 200 jardas, B. 1G a 1,'K).
Tilas de laa ilc 20 jardas. '' ~
CordSo para vestido de ns. 80,110, 100, 110 c 120.
Tudo por preco coniniodo.
Loja de miudezas do l'inho, em frente do
Livramenlo
Acaba de ehegar a estesorlido eslabelecimenlo pe-
los ltimos navios da Europa, boas e finas eslampas
de matar parle das sanias e sanios, Invocarocs de
Nossd Senhor e Nossa Senhora. lercos de coutas en-
grasados em rame, assim como ainda lem alguns
crucilixos para oratorios em maior e menor frma-
lo, ludo se troca romo de roslume, por pouco di-
nheiro. Na mesma loja se vende pomada do Torio,
penles de chifre para alisar, gaitas e rendas (Inora-
das para aliadores, pelo preco de primeira mo.
CIIARMA'S.
Compendio de Philosophia por Chnr-
ma's: na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
DEPOSITO DO CHOCOLATE IIVGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nuttitivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Pe-
rn C: ruada Cruz n. 20.
Prcros:
Extra-fino. '. 800 a lib.
uperior.... 0*0
no.....500
Moinhos do vento
'ombombasdo reputo para regar borlase baita,
de capim, na fundieao de W. Bowman : na rua
do Brum ns.fi, 8 c 10.
CEMENTO ROMANO.
Vernta-Msuperior rntenlo cm harriras c a rela-
II10, no arina/.ein da roa da Caricia de Sanio Anto-
nio de materiacs por proco mais em conla.
COBERTORES ESCROS E
BKANCOS.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, veiidem-se cobertores oscuros, proprios para
escravos, a 7:0, dilos siamlCs, bem encornados, a
l$80, dilos Mancos a ISjSOt), ditos com pello mi-
ando os de la a 1*080, dilos de 13a a 100 cada
um.
Veudem-sc na rua da Cadeia do Kecife,loja de
ferrageoa n. 53, saccas com gomma muilo lina, por
preco commodo.
TAI.VEZ ADMIKEM-SE, MAS HE 0 QE HE.
Vpndem-se charutos de llavana a 35000 a caia :
na rua Direila, loja 11. 13.
SARJA PRETA E SETIM
MACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. (i, vende-se superior
sarja liespanliola, milito larga, pelo diminuid prero
de 2|300 e 3(O0 o covado, selim maco a s800"e
SSOOocovade, panno prelo de 3a000, i9000,"s000
c (i-^100 o covado.
FARLNIIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem umalqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, e 7 defronte da escadi-
nltd, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
CUESTO ROMANO.
Vende-se superior remonto cm harneas grandes
assim como tambera vendem-seas Unas: atrazdo
thealro, armazem de Joaquini l.opcs de.Almeida.
Riscado de listas de cores, propiio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa le. J. Keller&C, na roa
da Cruz n. ." ha para vender excel-
lentes piano viudos ltimamente de Jlam-
buigo.
A l.soiii), 2500 e 51000.
Vende-se mclpomene de duas largaras com qua-
dros achamaluladus para veslidos de enhora a la o
covado ; setim(irelo Macao, excellenle para vesli-
dos a djs o covado; lencos de ramhraia de linlio li-
nos bordados e lucos pida heira a 58 rada um ; cam-
braia de linbo lina a 8j a vara ; assim romo diver-
sas fazendas por commodo preco : na rua da Cadeia
do Kecife loja da esquina u. 50.
\endc-se urna batanea romana com lodoso
seus perlences.ein bom uso e de 2,000 libras : quem
pielmider, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Bou sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brun trances de quadros a OH) a vara.
dila a lllMIrs., dilo a I9-.M0, riscado de lislras de cor,
propria para o metnio lim a 16U o covado : na ras
do Crespo ti. 6.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu*.
Vende-se poi menos proco que em oulra qindqocr
parte, no armazem de Domingos Hodrigaes Andia-
dc i Caespaiihia, rua da Cru n. 19.
Cm pequeo loque de a va ria.
l'ei;as de mad|iolao largo a 'vilHi e :| e algodaozinho a IriHO, |g*j00 e l'IKHI finmlo lar-,
go rom II tara~ a J-MHI e SpOOO: na rua dn Crespo
loja da esquina que tolla para a cadeia.
Fannha de mandioca.
Vende-te saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira'de
Mello no caes da alfandega, e para por-
res a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapichen. 1 i.
NOVO SORTIMENTO DECOIIERTORES HE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores esruros a 720 rs dilos grandes a 1 >-JO(I
rs., ditos hranros de algndao de pello c sem elle, a
milaeao dos de papa, a t500 rs. : na loja da rua
do Crespo n. 0.
CEMEMOROMWOIIRA^O.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao 1I0 consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de pioln.
Taixas part engenhos.
Na fundieao' de ferro de D. W.
Bowmann na rua do Brum, pastan-
do o chafar continua haver um
completo sorlimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SRS. DE ENGENHO.
COM PEQUEO TOQUE HE AYAIIIA.
Baela enramada e amarclla a 500 rs. 11 retado :
na rua do Crespo loja da esquina, que volta para a
Cadeia.
Xa rua do Trapiche n. IG, escriptorio,
de Brandara BrandisdtC, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de llussia, de
muilo boa qualidade.
Papel para imprimir, iormato grande e
pequeo.
Papel de cores emcaixas sortidas, mui-
to proprio para torrar chapeos.
Papel almaco c. de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco minio superior ao al-
vaiade cbmmum, com o competente sec-
cante.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua de Sen/.ala Nova n. i 2.
Sellins ingle/.es.
leli.gios plente inglez.
Chicotes decano e de montara.
Candieirose castieaes bron/.eados.
Chumbo em leneot, barra e 111 mi i cao.
Farello de Lisboa.
Lonas ingrcr/.as--*s
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
liarris de graxa n. 97.
Na rua do Vlfeario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de t.isboa pela barca Cra-
lido.
tt POTASSA BRAS1LEIRA.
(^) Vende-sc superior potassa, fa-
(i* bricada no Bio de Janeiro, che-
(. gada tecentemente, recommen- 2
a da-se aos senliores de engenhos os "
^jv seus bons elfeilos ja' experimen-
w lados: na rua da Cruzn. 20, ar- .
W mazem de L. Lcconte Feron & 0
(Q) Companhia.
Vcnde-se eicellenle labnado de pinho, recen
(emente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a eulender-se com o adminis
rador do mesmo.
lernissiino
AOS SEXHOBES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da irivencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagetn' para o melhoramento do
assticar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
X. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.a edicAo do livri;iho denominad
llevlo Christao.mais correlo e acresecntado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo c (lauta/ como
tejam, quadriihas, valsas, rcdowas, scho-
tickes, modinhas tudo mod
chegado do Bio de J.-nciro.
Venden se ricos e modernos pianos, recenlc-
menlc chegados, de excedentes vozes, e. precos com-
modos em casa de N. O. Bieber A. Companhia, roa
da Cruc n. H.
Vendem-se lonas da Bussia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C,. rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundieao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncstc cstdbclecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se um cabriole! com coberla c os com:
ptenles arreios para nm cavallo, tudo quasi novo
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr-
Miguel Segciro, e para Iralar no Kecife rua do Trapi-
che o. II, primeiro andar
|M3SS$:$:$S&ef|
Deposito de vinho de cliam- "
ingne Chateau-Av, primeira qua-
idade, de propredade do conde
tt de Uarcuil, rua da Cruz do Be- M
(g) cife n. 20: este vinho, o melhor A
^ de toda a Champagne, vende-se
? a ."G.SOOO i-s. cada caixa, acha-se
' tnicamente em casa d L. Le-
W comte Feron & Companhia. N.
W B.As caixas sio marcadas a f-
3 goConde de Marcuile o ro-
8 lulos das garrafas sao azues.
CHEOUEM AO QLEIMA, A 160 KS
v eiidem-se capachos a 160. imagen, de barro com
palmo e tanto de altura a IjOOO. r.log.o, para cima
de mesa com a sua competente redoma a's.JO0 peii-
les de.larlaruia para atar cabello a 'oo, |,,var7dai
fcscncia a ,jOO e 6Jt> rs., Iralam laraas de seda a 00
r. a vara, e oulros inuilon qnesc eslao lorraudc oa-
ra acabar : na rua larga do Kosario n. Ii.
Na liavessa do Vigario n. T>, vnde-
se superior vinho verde do ultimo che-
gado de Lisboa, em -burris de qu.irlo a
.'s-000, caadas a 2000 c IMi rafas a
280 ,s.
- Vendem-se queijos d Beino a 1M0, ljjKK. e
I;b00 rs. : na rua do Collegio n. (ti.
Vcnde-se urna linda mulnlinha rerolhida de
idadcdel6ann., de eicelleule conducta, ptima
rosturcira, e soflrivl engommadeira : na rua de
lionas n. 00.
AT1WA0'.
i:
Polassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, ps-
ci iplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Kussia, americana c do Kio de Janeiro, a preces ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vlg ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanella para fono de sellins che-
gada rerenlemenle da America.
Vendem-se no armazem n. GO, da rua da Ca-
deia do Kerife. de llenry Gibsott, os mais superio-
res reiogios fabricados em Inglaterra, por precios
mdicos.
Vcnde-se urna oplim escrava, de idade X> annos,
a qual rngonima, cozinha. lava e vende na roa :
quem prrlcnder. dirija-se i rua Direila n. 76.
No paleo do Carmo n. 1, vende-se urna escra-
va crinla, de idade de 24 a 25 annos, propria pira
lodo o servico.
. Vende-se ou aluga-se um silio no lugar deno-
minado l'arnamcirim, confronte ao silio dn rirur-
giAo Manoel Joaquim : a Halar com Antonio Au-
gusto da I ouscci, na rua do Trapiche, armazens n.
~ e 11.
Vcnde-se urna escrava crioula, com idade de
2 anuos, sem vicio, garaule-se : ua roa de Raugc
n. /I, segundo andar.
Vende-se urna laberna oa rua Imperial n. Vi,
com poucos fundos, bem afregueada, propria para'
um principiante : a Iralar na mesma com o dono.
No alcrro da Boa-Visla n. 42, laberna que foi
do Maia, esquina do becco dos Ferreiros. vendem-
se presuntos, e chouricas ltimamente chegadas de
Lisboa, pelo haralissimo preco de 100 rs. a libra, pa-
ra ultimar conlas.
NA LOJA DE 6 PORTAS
em frente do Livramento.
O dono desla loja acaba de ehegar da Europa, e
qurrendo arabar com muitos relalhos, qoe eiicnn-
trou ua dila loja, para surlir de fazendas novas,
resolveu tcnde-lus por precos ninilo baratos, sendo
i dinheiro visla, para nao ser dous prejuizos :
chitas de bom panno e bonitas a meia pataca, nove
vinlens e dous lustes, Tinas ; madapoln a sele
vileos, rucia pataca, nove vinlens c dous lusles ;
corles de cambraia de Ires babados a dous mil ris ;
lencos brancos e pintados, para mao de senhora,
a meia pataca ; riscadus e panno escuro, proprio
para roupa de escravos, a meia palaca ; risradinhos
de lilil" para jaquelas e palitos, a doze violes ; o
oulros muitos rcslos, que quer acabar e que ii
visla da lazenda e o preco convida a comprar para
se vestir urna familia com pouco dinheiro. Aprotti-
lem a occasiAo, que a pechincha acaba-se. A loja
esla aberla das 6 lloras da manhaa al i< 9 da noi-
le, para assim offerecer commodo a qualquer dona
de casa a vir escolher o que precisar.
AS PECHINCHAS DA CALI-
FORNIA ANDA NAO se
ACABABA!, CHEGUEH AO
FASSEIO PUBLICO N. 9
PABA SE INFOBHAB.
Vendem-se pegas de ma-
dapolfto a 500, S.,.100,
3,000 e 5,500 rs., peyas
de algodao a, 800, i,000,
1,280, 1,600 e 2,000 rs.,
em va ras a 100 rs., a el-
las que destas fortunas
a jipa rece poucas.
Cambala a l.s'GOO.
Vendem-se pecas de cambraia de cores, proprias
para eorlinauos e mosqueleiros a l6U0 cada peca :
na loja de 1 portas, na rua do t.lucimado n. 10. *
Sedas de cores.
Na loja de i portas, na rua do Oueimado n. 10,
lia para vender um cmplelo sorlimenlo de ertea
de vestido de seda de cores, superior qnalidade e
goslos modernos, que se vendem por preco muilo
commodo.
PECHINCHA SO'NA ROA DO
CRESPO N. II.
Ricas roberas de chita de orna largara, pelo hara-
lissimo prero de 2J.J00 cada urna, chales de touquim
105000, dilos de merino, bonitas corea, a 78000. e
mullas mais fazendas baratas; a ellas, que se eslao
acabando.
Vende-se urna escrava de najao, de idade 25
anuos : na rua Direila n. :i.
0 59 A,
confronleao Rosario de Sanio Antonio, avisa ao res-
pcilavel publico, que receben marmelada muilo no-
va, e mais diversos objeclos de Lisboa.
Vende-se orna carroca em bom uso, com bois
muilo bous, mansos, e gordos : alraz da matriz da
Boa-Visla n. 13.
Vende-se vinho de Lisboa, em pipas
e barris de quarto, pelo haralissimo 'pre-
ro de 48.S000 rs. o barril, assim como
se reta Iba a 2.S000 em caada, e a 280
rs. a jarrafa : na praca do Corpo Santo
armazem n. 4, junto a loja de iunileiro.
Vende-se superior farinha de mandioca de
Santa Calharnia : a Iratsr no escriptorio da raa da
Cruz ii. W, comlsac Curio & C.
Vestidos a 2$00(f.
Conlinuam-sc a vender corles de vestido de chila
larga, Tranccza, cores livas, a 29000 cada um : na
loja do 4 perlas, na rua do Oueimado n. III.
Vendem-se presunlos superiores, baratos, para
hambre, latas com bolachinhas soda e ingleza, mar-
melada nova cm lalinhas pequeas, lulas com 10 li-
bras diMiianleiga fina, muilo nova, vinho do Porto
engarrafado, o mais superior : na rua da Cruz do
Kecife n. Ifi.
ESCRAVOS FGIDOS."" ~~
CEM MIL RES DE GRATIFICACAoT**
Desa pparecen no dia 6 dedezembro do anno pro-
tuno passado, Benedicta, de 1-i anuos de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levon um vestido de chila com
lislras cor de rosa e de cafe, e oulro tambem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarcllo no Desco-
co ja deshelado : quem i apprchcndcr conduza-a
Apipucos, no Uileiro, em casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no Recifc, na prac,a do Corpo Sanio u. 17,
qne recebara a gratificado cima.
Desappareceu no dia 2 do crrenla, do enge
nho l'agiliuga, um escravo, crioulo, de nome Flo-
rencio, com Iridia annos de idade, pouco mais ou
menos, lendo os signaes seguinles : bastante pre-
lo, estatura regular, barbado, cara descarnada, nm
pouco dcnluco, olhos ipilombados, urna cicatriz na
suela e oulra na barriga, pernas linas, pea torios que
mustram Icr sido cambados, denles podres e falta de
alguns na frente, e falla alem disso um pouco alra-
vessailo ; desconfiase qoe seguisse ao termo de N.i-
zarelh : roga-se a qualquer pessoa, que apprehen-
dc-lo, leve-o ao referido engenho, qua ser bem
recompensado.
Na quarla-feira de Irevas desappareceu de casa
lo m.-ijor Anlonio da Silva tinsmilo, ron Imperial
u. 6i, a sua escrava Thereza, representa ler 60 an-
uos, ponen mais ou menos, baita, um ponco refor-
cada. cabellos brancos, testa eslrcil, olhos um pou-
co aperlados, nadegas muilo salientes, que parece
Irazer pannos para faze-las apparecer, porm sao
naluraes, temem um dos lados das costas bastantes
.. i. n.lu-, e em um dos ps o dedo junio ao mnimo
trepado por rima dos oulros ; Icvoii vestido de chita
cor de caf com flores miadas : qnem a pegar, leve-a
a indicada casa, que ser geocrosmeule recompen-
sado.
Do dia 22 para 23 do correnle mes de abr'
desappareceu de Apipucos o escravo crioulo, fulai
de nome Miguel, d idade 28 a :K> annos, mais ou
atenea, alio, secco do corpo, com falta de 1 ou 2 den-'
les na fenle : quem o mesmo negar, levr-o rasa
do ahaixo assignado, na rua da Cadeia do Recifc n.
.V), que sen bem recompensado.
Francisco de M. Leal Sece-
Desappareceu do poder do abaixo assignado um
sen escravo. com os siguaes seguinles: cabra bem rc-
linlo, cabellos corrido, olhos grandes, com falla de
aLuns dente-na frente, ma nao lanos que parec
desdentado, alio, bem proporcionado, e de bonila ii-
gura, quando principia a Tallar parece (erdihVul-
dade ou preguica de pronunciar as palavra., coslu-
ina ira/ei a Msla baita e he moroso em seus ID0V-
menlos. poslo qoe nao Ihe falla auilidade, chamase
Ignacio, lem de 25 a 30 anuos de idade, e lie natural
de sobral, provincia do Cear, donde tejo ha .1 an-
uos para esta cidade. Itecife _':( de abril de 1855.
Bento Jos Fernandes Barros.
"\
Mil T It AMI
l'ERN. TVP.DE M. F. UEFARIA. -1855.
r


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