Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00967


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Full Text
ANNO XXXK N. 96.
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 26 DE ABRIL DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.

J

.*>
>
DIARIO DE PERNAMBUCO
BNCARREGAD08 da srBScmpc.vo.
Recite, o proprieUvio II. F. He Farin ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Msrlins; Rabia, o Sr. I).
Poprad ; Maroi, o Sr. Joaqun) Heanlo de Me ji-
rimica ; Parahiba, o Sr, Cervazio Victor da Nalivi-
Hade ; Nalal, o Sr. Joaquitn Ignacio Pcreira Jnior;
Aracaly, o Sr. Amonio de Lomos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgos; Maranhan, o Sr. Joa-
Ium Marques Rodrigue* ; Piaiihy. c Si. Dominaos
lerrulano Aokilcs Pessoa Cearenre ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona?, o Sr. Joronymo da I jp*t,i.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
Parts, 345 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por JOO.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acr.es do hanr.o 40 0/0 de premio.
da rompanhia do Bcteribe.ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto He lcliras de 8 a 10 por 0/0.
MKTAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 63100 velhas.
de 69100 novas.
de-JOOO. .
Praia.Pataces brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
PARTIDA DOS CORREIOS.
298000 I Olinda, lodos os dias.
1C000 Garuar, Bonito e Garanhuns nos dias 1
16J0O0
TO000
l040
19040
tJJ>860
e 15.
Villa-Bella, Hoa-\ isla, Ex eOiirir.ury, a 13 e 28
Goianna e Paralaba, segundas e scxlas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PltEAMAR DF. IIOJE.
Primcira 0 e 30 minutos da larde.
Segunda 0 e 54 minutos da nianha. *
AUDIENCIAS.
I Tribunal ilo Commercio,'segundase quintas-feiras.
Tvelacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, lerdas e sextas-feiras s 10 boras.
Juizo'de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
! 2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
KPIIKM CUIDES.
Abril 2 La rheia aos8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
0 Quariominguanteas7 horas, 12 mi-
nutos e 39 segundos da. tarde.
16 La nova a 1 horas. 16 minutos
36 segundos da tarde.
94 (>iiarlocresecnte as 3 horas, 37 mi-
nutos 40 segundos Ha manha.
DIAS DA SEMANA.
23' Segunda. S. Jorfje m. : S. Adberlob.
24 Terca. S. Fiel de Simaringa m.f.; S. Honoro.
25 Quarta. S. Marcos Evangelista ; S. Hermiuo.
26 Quinta. S. Pedro de Ralis b. ; S. Cielo p.
27 Sexta. S. Tertuliano b. ; S. Tiburcio are.
28 Sabbado. S. Vital m. ; Ss. Agapio e Acacio.
29 Domingo 3. Hepois de Pascoa A fgida da
SS. Virgem Mai de Dos para Ogy^xo.
PARTE OFFICIAL.
de Alhiiquerque. Theodoro Machado Freir Pereira
Ha Silva Jnior, l.uir. F'ilippc de Souza l.eiio, An-
Exr. apresenlado na assemhlca legislativa daquella
provincia no primeiro de marco lindo, e heni assim
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 20 de abril
Oflicio.Ao Exm. ministro du ltr.i-.il em Londres,
acensando recelado o de 10 de fevereiro ultimo, ao
qual acompanhou copia Has condicnet que S. Exc.
propoz aos concessionarios da estrada de Cerro desla
provincia.
Dilo.Ao commandanle das armas, recommen-
dando a expedican de suas orden, para que o 2 c-
llete Laurentino Caettno Soares pague na .recebe-
doria He rendas a importancia dos emolumentos da
passanera que obteve de 10 balalhao de infanlaria
para o ."> regiment de ravallaria ligeira.Commu-
nicou-se a Ihesouraria de fazenda.
DR".Ao mesmo, devolvcndo sen oflicio de 28
do pastado u. 11 i, ao qual vai afmexo o requeri-
menlo do particular primeiro sargento Coriolano de
Castro e Silva, afim de ser sati-foila a exigencia da
quarta seceo da contaHoria He fazenHa, constante
Ho parecer do Despectivo chefe, eiarado no verso do
citado oflicio.
Dito.Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
para mandar abonar ao lenle reformado Jos Cy-
priano Ferreira, que (em o sold correspondente ao mez rorrenle.Commu-
nicou-se ao marechal commandanle das armas.
Dito.Ao mesmo, Hevolvendo o requerimento e
mais papis relativos ao pagamento qne pede o al-
fares reformado Jos Martins da Silveira, e dizendo
que pode mandar pagar a esse oflirial a quanlia He
4J366 rs. em que importa a elape e gratificarlo
adicional que elle venceu desde o primeiro at 9 de
outubro ultimo.Comraunieou-ss au commandan-
le das armas.
Dilo.Ao rae. dido a Joaqun) Ignacio de Oirvallio Mondones li-
cenca para vender a Francisco Lopes Ha Silva, pela
quanlia He 5005 rs, o dominio ulil de um terreno
de marinha que possue em Fora He Porlas.
Circular.ao provincial Ho .convenio -do Carmo
Ho Recife.-Pnra qne enpossa salisfazer o que me foi
determinado em'aviso circular da repart rao Ha jtis-
licn de 7 do correnle, faz-se necessario, que vossa
palernidade informe com hrctidade: primeiro, qual
o numero de religiosos de caHa um Hos convenios
Hessa ordem erectos nesla provincia ; segundo, qual
o numero de novicos que lem ou pode ter a me*ma
ordem por autorisaao legislativa ; lerceiro, qiial a
aiiiorisacilo legislativa ; quarto, quaes as habilita-
res exigidas para a profis'ao e ordenarn ; qninlo
finalmente, quaes as aulas de novicos que cada con-
venio Heve ler e quaes as que efTeclivamentc lem,
com declararan do numero de aliiid)aj^^utrii.i* mi
externos que as frequentam.Neslctgj H^^oHin-
011-se ao provincial Ha veneravel ordem de S. Fran-
cisco, ao prior do convenio do Carmo de Olinda, ao
prefeito do Hospicio da Penda, e ao D. abbade do
mosteiro de S. Bento de Olinda,
Dilo.Ao Dr. chefe de polica, declarando-lhe
que a Ihesouraria provincial lem ordem para pagar.
estando nos termos legac, as rontas das daspefci
felns rom o sustento dos presos pobres das eadeiaS^
do Brejo e Santo AnIAo, no mezes de Janeiro a
marco deste anno.'
Dilo.Ao inspector do arsenai de marinha, re-
commendando-lhe que expela ordem ao comman-
danle Ho palarbo Pirapamu, para que transporte
para o presidio He Fernando a sen bordo, a familia
do alferes Jorge Rodrigues Sidreira, que vai servir
naquellc presidio.
Dito.Ao mesmo, recommendando a expedirn
He suas orden,para que o commandanle do patacho
Ho palacho Virapama receba a sen bordo. econHuza
para Fernando, os 11 sentenciados constantes da
relarjio junta, 01 quaes serao enviados para burdo
do mesmo palacho polo juii municipal Ha primeira
vara.
Dito.Ao mesmo, inteUgenciamfo-o de haver o
Exm. peesidtnte do Ceara participado, que Tora pa-
ga ao mestre do hiale Capibaribe a importancia Ho
frete Hos arligos e mais ohjeclos a que ae refere o
sea oflicio n. 926 de 2 He marco ultimo.
Dilo.Ao juiz He Hircito do Limoeiro, dizendo
que, com a copia qae remelle do parecer do oonsc-
Iheiro presidente da relacAo, responde ao sen oflicio
de 16 de Janeiro, communicanHo nao ter havido
nessa comarca revisan da lista dos jurados qualilica-
dos, e pedlndo providencias a respeito.
Dito.Ao director das obras publicas, communi-
eando-lhe ler nomeado urna commissAocomposla dos
cidadaos comanles da portara junta por copia, para
o lim indicado na mesma portara, e orrienaudo-lhc
que franqueie aquella repartirn, e ministre lodos
09 csclareeimentos e docnmenlos de que precisaren)
para o bom^lesempenlio do que Ibes lie Incumbido,
proporcionando-lhes lodos os meios de ronduccao de
que houverem misler.
Portarla.Nomeando aos Drs. SUvino Cavalcanl
Ionio Alves de Souza Carvalhn, Jos Pedro da Silva, 1 os documentos que S. Exc. rcmelleu.
capililo de fragata Eliziario Antonio dos Sanios,
general Jos Ignacio de Abreu.Lima, Dr. Bernardo
Pereira do Carmo c M.inoel de Barros Brrelo, para,
reunidos or, rommissilo, examinaren) com a mxima
po-sivel hrevidade, toda gesteo da reparlicao das
obras publicas, dtiranle o correnle anno financeiro
e o anterior, dando o seo parecer especieadamente
sobre a fiscalisarilo. inspeceo e execucSo Ihosdaquella reparlicao.Commuuicou-se ao res-
pectivo director, e nffieiou.se nesle sentido a cada
um dos memhros nomeados, como se v do oflicio
abaivi Iranscriptn.
nConvindo examinar al I cutamente a gesblo dos Ira-
balhos a cargo da reparlicao das obras publicas, du-
rante o correnle exercicio flnanceiro e o anterior,
julgnei accrlado incluir p nomo de V. S. no nume-
ro dos memhro-|da commissiln, que acabo de nomear
pela portara jnnta por copia, esperando do sen pa-
triotismo que se nao nesuea prestar mais este servi-
ro publico.
21
OflicioAo Exm. marechal commandanle dqs ar-
mas recommendando a expedirn de suas ordens
para que rearessem para a Parahiba, Ires pr.iras do
meo balalhao provzorio daquella provincia, que
vieram a esla escoltando um preso dejustir.i.Com-
municou-se ao chefe de polica.
DiloAo mesmo, Iransmitlindo por copia o aviso
circular da repartirn da guerfc de 83 da marco ul-
timo, recommendando a pontual execucao do que se
acha dsposlo em outro aviso de 12 de abril de 1851,
acerca da remessados termos de contralos celebra-
dos para fornccimenlo de medicamentos aos hospi-
tacs e enfermaras.
DitoAo chefe de polica, dizendo que, para po-
der salisfazcr o dispusto no aviso, que remelle por
copia, faz-se neres-ario queS. S. ouvindo ao Hele-
gado do termo de Goianna, informe acerca do rc-
qucrimenlo, que lambem remelte, do soldado do 1.
balalhao de infanlaria, Galdino Xavier da Costa,
pedindo perdao do crime (Je* deserc,lo que commcl-
teu, e baixa do servido.
DiloAo inspector Ha Ihesouraria de fazenda,
inlcirando-o de haver o marechal commandanle das
armas participado, que falleceram o rapitao de 1.
linda reformado Jo.lo Baptista de Aroaral, c o ca-
fpclla.o alferes da repar(ie3o ecrlesiaslica do exercilo
fre Amonio deSanU Rosa Lima, este no dia 15 e
aquelle a 19 ludo do crrenle mez.
DiloAo mesmo, remetiendo em salisfarao a sua
requi-iean, a planta do ciado em que foram recelo
das, c do em que presentemente se acham as casas
em que fuucciona a Faculdadc de Direito.
HiloAo jiii/. relator da. iunlj^ile instjca. Irfuis-
mitlindii para ser relatada em scssHo da mesma jun-
ta, o proceso verbal 1I0 soldado de 2. batalbao de
infanlaria, Jos Ignacio.Parlicipou-se ao Exm.
marechal rummandaiiledas armas.
DitoAo director do arsenal de guerra, remet-
iendo por copia a informacSo, que minislrou o che-
fe de polica acerca do destino, que liveram'os ulen-
cilio* fornecidos por aquelle arsenal ao subdelegado
da freguezia da Boa-Vista, em -JO de dezembrn
de 1851.
DitoAo inspectorda Ihesouraria provincial, in-
teirando-o de haver aulorisado no director das
obras publicas, a comprar para a obra da punte pro-
visoria do Rccfe, dous eacupfee a 15280 res cada
am,3 mil prego* ripaes a l-56f>'l res o milheiro.
meia arroba de arco"de barril a 557(i0 ris cada ar-
roba, cluas ditas de pregos de ferro a ItJSlO ris cada
urna ; 20 arrobas de pregos de costado a 398(0 res
a arroba, e .VIO pregos batel grande a (00 ris o
rento.
DiloAu nic-ino, para que preslando, llanca id-
nea ovigario da freguezia de Barreiros Jo.lo Bap-
lita Soares, mande Smr. entrrgar-lhe a quanlia de
1:0005000 lirada da consignacau da le do ornamento
viaentca lim de que possa elle occorrer aos reparos
mais urgentes de matriz d'aqarlla fresoeza.
PortaraO presidente da provincia, (endo em
\ isla o aviso da reparlicao da marinha de 21 de
marjo ultimo, do qual consta que S. M. o Impera-
dor boiivc por liem conceder licenca a Antonio Jo-
s Pereira He Mendnnra Jnior para corlar em mal-
las de proprieilade particular nesla provincia, c na
das Alagoas, 2000 pranches de amarello para screm
emprezados na conslrurr.lo de algumas obras, qne
lem de fazer nesla cdade, resolve rerommendar as
autoridades locaes dcsta provincia, que nao ponham
impedimento algum ao corte denla madeira, o qual
se devora rflecluar no prazo de oito mezes conlor-
me o drpuslo no citado aviso, leudo porm lodo o
cuidado para que senao commeltam abusos no corte
e condurrao dos referidos pranches.
93
Oflicio Ao Exm. presidente da Baha, acrusan-
do recebidos dous exemplares do relalorio por S.
Dita*- Ao Exm. marechal commandanle Has ar-
mas, para rccommenHar ao capilio Ho2 balalhao de
arlilharia p Jnao Baptista Nery da Fonceca.quc
trate de pasar na recehedoria de rendas internas,
vista Ha nota que remelle por copia a importancia
de dreilos e emolumentos que est a dever por ler
sido nomeado, segundo consta do aviso que lambem
remelle por copia para o lugar de ajudanledo direc-
tor do arsenal de guerra desla provincia. Nesie
sentido oflirinu-se ao inspector da Ihesouraria de fa-
zenda.
Dilo Ao mesmo, dizendo que, pela tritura do
aviso que remelle por copia, ficara S. Exc. inteira-
do de se ter concedido Ires mezes do licenca de favor
ao aireres Ho 9" balalhao de infanlaria Theolonio de
Almeida Fortuna que se acha na corle.
Dito Ao mesmo, recommendando que mande
apresenlar ao doutor procurador fiscal da Ihesoura-
ria provincial, um soldado de cavallaria para levar
oflicios aos paro -dos de algumas frcgxezias deste
muuicipio.Communicou-se ao mencionado doulor.
Dilo Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
ransmil'.indo por copia o aviso da reparlicao da ma-
rinha de-:l do correnle, do qual ronsla que nao s
se concedeu qualro mezes de licenca com odo, e
respectiva .'> parle para tratar desuasaude na corle
ao rapitao lenle Jos Mara (ialhardo, comman-
danle do lirigue f'apiharibe, mas (ambem se expe-
do ordem ao encarregado do quarlel general da ma-
rinha, alim de que o capilao lente Pedro Antonio
Luiz Ferrcira.queseacha nu commando do brigue
escuna Legalidade, passe a rnmmahdar iolerina-
menie o referido brigue Capibaribe.
DitoAo mcsmo.dcvolvendo coberto'comofficiodo
marechal commandanle das armas orcquerimcnlodo
alferes do balalhao n. 11 de infanlaria Joaquim Ca-
valcanti le Albuquerqiic Bello, afim de que decon-
formidade enm a sua informarn mande pagar a es-
se oflicial a quanlia de 36-5 rs., que segunde os do-
cumentos que vio annexns ao rilado requerimento
foi por elle dispendida com alugueis de cavallos pa-
ra sua ennduceno e da respectiva bagagem Hcsfa ca-
pital para a villa do Limoeiro. Parlicipou-se ao
referido marechal.
Dito Ao commandanle da estaco naval, intei-
rando-o de haver o inspector do arsenal de mari-
nha participado que fuera substituir por oulras
vergas grande e de gavia Ho brigue de guerra Ca-
pibaribe. '
Dilo Ao lenle coronel Jos Candido de Bar-
ros, dizendo licar inteirado de haver S. S. entrado
no exerricio do vice-consulado da Rusia. Fito-
ram-se as necaasarias communicaees a respcilo.
_d^=^A" rii,)iiruhdi>,n.irTi"j ibuiiLaiiuUi^*-"*-*^^ --
melteu-se copia do oflicio cima ao mencionado di-
rector.
Porlaria Ko director do arsenal de guerra, pa-
ra receber do tenente-rorencl commandanle do ba-
lalhao de arlilharia da guarda nacional desle muni-
cipio as caixas de guerra e n armamento que esive-
rem arruinados, fornecendo ao dito balalhao oulroa
em bom estado.Communicou-se ao respectivo com-
mandanle superior.
Dita Ao agente da companhia das barras de
vapor, para mandar transportar para a corle, romo
pa-sageiro de talado no vapor TocantiiK, a Antonio
Pinheiro do Mendnnra.
Dila Ao mesmo, recomtnendando a expede,.!
de suas ordens para que tejan) transportarlos para o
Maranhao, no vapor que se espera do Sal, v*lo nao
lercm seguido no vapor Tocantim, os Ificaixocsde
que (rala a portara de 16 do correnle, deven lo o
frele dos dilos caives ser pago naquella provincia.
Communicou-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
mm
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel-general do commando das armas do
Pernambuco na cldade do Recite, em 25 de
abril de 1855.
ORDEM DO DIA N. .16.
Convindo que os arligos de fardamenlo sejam di*-
tribuidos aos corpos as pocas de sen vciicimeuto,
determina o marechal de campo romniandanlc das
arma-.que os respectivos Srs. comrpandanles nos dias
I." de Janeiro e 1. de julho de cada jfnno, em exe-
cueao do art. 10 do regulamenlo de 26 de fevereiro
de 1852, remollara a secretara militar, alm do pe-
dido nominal dos arligos de fardamenlo vencidos, e
ilaquelle que diz respcilo as pracas novamente en-
tradas para o trrico, ou que lenham de entrar pr-
ximamente, um entro pedido numrico comprehen-
sivo dos arligos coudos nos dous primeiros ; a-
qucjlcs para serem enviados a repartido da guerra
com destino a de quartei-mestre general, e este'a
presidencia, para com lempo deliberar a compra das
materias primas, e a manufarluracao dos arligos de
fardamenlo, em ordem a cstarcm prnmptos e serem
distribuidos aos corpos, logo que se 'receba a compe-
tente aulorisarao do governo para o fornccimenlo.
O mesmo marechal de campo declara, para os fins
necessarios, uc nesla dala se ronlralou para servir
por tres anuos na banda de musir do 2." balalhao
de infanlaria, 111 qualidade de msico de l. cla-se.
precedendo inspeccan de saudc, o paisano Manoel
da Rosa de Oliveira, que j servio 110 exercilo,.o
qual perceber alm dos veneiuientos, que por le
compelir,. o premio de 2IMI5 melado (loque Ibe ca-
era se engajado fosse pelo doliro do lempo.
lote Joaqnim Coellio.
0 PAIUIZO DAS MtLHERES. (
*^
**or Panto resal.
SEGUNDA PARTE.
pa n8o so o aviso circular da repartirlo da marinha
de 22 de marco ultimo,maslambem o que se expedio
na mesma dala ao capitao du porto do Rio de Janeiro
acerca da matricula das equipagens dos vapores da
companhia brasileira dos pjquetes e dos das oulras
companhias nacionaes.
Dilo Ao inspector da Ihesouraria provincial ap-
pruvando a arromadicen que fez Francisco Pereira
deCarvalho, dando por fiador Paulo Caelano de Al-
boquerque da obra de 12 lanco da estrada do Sul
com o abale de 17 por cenlo no valor do respectivo
orcarrieiito.
Dito Ao mesmo. communicando haver a assem-
bla legislativa provincial creado mais um lugar de
2 oflicial para a respectiva secretaria com o orde-
nado de 7(105 rs., recahindo a n,linearn na pessoa
de Francisco Xavier Carneiro Lins.
Dilo Ao me mais Ires mezes de licenca com ordenado, ao profes-
sor de obslrclicia do lyceu desta Hade Dr. Simpli-
cio Antonio Mavignier. Igual rommunicacao se
fez ao director do mencionado lyceu.
Dilo Ao commissario vaccinador, rorommen-
dando que remella au dnnlor Symphronio Cesar
Coulinhu, em Nazareth, algumas laminas de pus
para a propagarlo da vaccina naquelle municipio.
Dilo Ao presidente da rommissau de llygiene
Publica, para- informar, sejulga ainda preciso na
quadra actual a ronlinuacao de um medico no laza-
reto do Pina,
Dito Ao mesmo. Maja Smc. de reunido ao
director da reparlicao das obras publicas, proceder
a um inventario dos objeclos e reagenles cbimicos
que .lida existem naquella reparlicao e na casa do
anligo conselho de salubridade, perlencenles 011-
Ir'ora ao curso do chimira e physica, e examinando
o estado em que se acham. quaes os que ainda po-
dem ser concertados e aproveitados, e quaes os que
faltam, vislo que nao se acha no archivo da secreta-
ria do governo a factura dos que rulan vieram da
Europa,me informe circumstanriadamenlc a respcilo,
aprescnlando um orramenlo especificado do que fal-
tar, ejulgar necessario para semelhanlc curso.Re-
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanlc do
ordens encarregado do delalhr.
CAPITULO Vil I
Primara naile em f ari.
Loriot nunca havia lido ai fbulas de Lafonlaine.
A melhor prova desle facto*he que elle nao sabia ler.
Se livesse lido as fbulas de Lafonlaine, leria podidS
ser aecusado de plagalo ; pois em sua maneira de
repartir porlavasse como o leao do fabulista. Mas
tintia bebido doze sidos de agurdenle, e iso torna
leao.
Tinha conscenria de sua ju-lira. e a garrafa vasia
generosamente dada, era urna aeran de munificencia.
Se alguem Ihe hnuvesse dilo qoe Iratava mal sua
('.diflninelle, elle leria estranhadoamnilo isso. Te-
ria tentado lalvez bate-lo ; mas nao o leria podido
fazer por causa das pernas que nao sustenlavamno
mais.
O co prnlegia-o minifrstamenle. Nenhum sol-
dado de polica viera perturbar a parlilha feila no
meio do passoio publico sobre um banco, e lodavia
havia am posto liem perlo.
Al a oulr vi.|a,.CIiillbnnell" I
Dizendo islo Loriot levantou-se alegremente ; po-
rm as pernas Irahiram-no c elle cabio bramlamen-
le 110 vallado. Chilln havia contado com isso, le-
vando-lhc os oilo sidos de agurdente. (.(nand um
Passarp quer voar, corlam-sc-lhe as azas. m
Al a oulra vista, meu Lorio!, respomleu ella.
Espera um punco, espera exelamou esle ten-
tando debalde levanlar-se. Nccessilo de outro gole
para lomara mini... Di/e, nao ha mais nada na gar-
rafa t
Nada ah-nhilamenle... Al a oulra vista 1
Espera. Cbillonnetlo !
J lie larde o, lenho presta... He misler adiar
onde dormir.
Essa idea nao linda ainda vindo a l.orinl.
Onde vas dormir. ChilTonnelle'! |>ergunlou elle
consesuiniln agrrar-lhe a saia.
Essa he boa responden a rapariguinha, a c-
dade he grande, ha do achar-te...
Irra I exelamou Loriot, que fro !... Cahi na
agua... Nao ha mais nada na garrafa ?... Se queres
voo condurir-le ao lugar da dormida.
Onde '.' pergunlnu Chilln a sen tus no.
'Loriot levantou-se murmurando :
Nunca eslive 13o fatigado como hoje.
{} VideqZXan'on. 95.
Chifln era obrigada a sustenla-lu para imped-lo
de rafir. '
Tolo dava-os ao dinbo e comc^ava a adiar sua ta-
refa mais incommoda que nunca ; porquanto a pou-
sada sobre o banco fora tonga, e o bolo de Chifln
nao mpeila-o de pensar na ceia.
Provavelmentc isso durara toda a note. dizia
elle comsiao, porque o pequeo nao pode mais...
Apoia-leem mim, Chifl'oiioelle, dizia Loriol,
nao leudas medn !
Deram alguns pastos o dirigiram-se i porta de
Saint Denis.
Fn en que beb a agurdenle, e es tu que vas
vacillando. murmurava o rapazinho ; nao lenhas
medo, spoia-te em mim !
Meu patricio, disse Chilln passando junto do
anligo machiuisla, d-mc urna m,lo.
Tolo prestou-sc de boa vonlade. Loriot encarou-o
com ar feroz, e exelamou :
Quem le disse que en linha dinheiro ; continua
leu caiiiinhn, ladran !
Ha semelhanles bandidos em Pars! prnseguio
elle lomando o braco de Tolo... Este bebeu muito...
s cu ando firmemeule esta nnile !
Sabe os lugares em que dorme-se '.' pcrgunlou
Chifln a Tolo.
Meu primo e cu oslamos alojadas la beira da
agua.
He longc a beira Ha agua t
Sim.
E quanlo vnsss pagam '.'
Meu primo Kuhlot he quem paga. Vme. conhe-
ee-o bem ; he aquelle que hradoii-lhc na estrada di
Brelanha que nao Irocasse seu loiz de ouro por um
sold novo.
Andem mais firmes voss dous disse Loriol,
cujas pernas afrouxavam. Eslaremos brevemente
na parochia ?... Dormiremos na granja do presbite-
rio, e a velha Mauellc me Har urna lijella He dHra
quelite.
Tolo leve urna dea. o que aconlecia-lhe raras ve-
tea. Disse comsigo : Se elles nao sabem onde hilo
de dormir, he porque nao lem domicilio; logo de
que servir ir dizer ao meu pequeo Sulpicio que
elles estilo aqu ou alli '.'
I Esle argomenlo intimo absorven-o de tal sorle que
sollou o braco de Loriol. Esle perdeu immcdiala-
I mente o equilibrio, e esleve prestes a arrastar Chif-
ln em sua queda.
Senao te sostenas, deixo-teahi disse elle pa-
rando.
Todava pensava o anligo marhnisia, Sulpicio
deu-me urna larefa, e cumpro-a... E demais elles fi-
rar.in ah al amauha.
Tomou Loriot por baixo do braco o disse a
Chilln : t
Se nao quer pazar caro, nao procure por aqu...
Men primo Roblo! disse-mc que aqu s alojavam-se
os ricos e hurguetes.
Vollemos esqnerda, responden Chilln pas-
sando airas da porta de Saint Denis ; es o qne asne-
melha-se mais a urna aldea.
Era urna aldea altiva esse bairro de Saint Denis
queesiciiile-sc entre dua estradas de ferro at La
Chapelle !
Foi Tolo quem tomn informaees. O bom rapa-
zole eslava cheo de zelo porque quera retirar-se.
Loriot quera entrar as tabernas. Chifln cami-
nhava silenciosa e triste.
O senlior pode dizer-me onde aloja-e a gente
por aqu 1 perguutoa Tolo a um droguista que fuma-
va sobre o lumi.ir da loja.
Na quarta porta, respondeu o droguista, ah
onde esl o lampeao... no fim da avenida.
O lampean era amarello e coberto de fumo, e nel-
le eslavam escripias em lellras irregulares estas pala-
vras : Alojamento para a noile.
Nossos tres Breies nao linham snflicentes lices
de liiteraiura para lerem esse llulo explirilo ; mas
confiados na iiiromiar.io do droguista entraram no
corredor que ahra-sc dcbaixo do lampeao. Tolo
conduzio Loriol e Chilln at o fim, e Hepois retren-
se. ChegauHo roa ello nhservou altenlamcnte a
casa como um bom soldado enviado em exploraeao,
e que quer dar urna cnnla minuciosa.
He o segando lampeao.da ra, disse elle com-
sigo ; mas que ra t
Corou a orelha, e conlinuou :
l'mn-rua que desemboca no passeio publico e
que comeca alraz dessa porla que nao se fecha....
Ali Jess! meu pequeo Sulpicio dir-rae-ha : To-
lo ests l.in tolo como oulr'ora !
O pobre rapaz dava tratos ao juizo. Como desig-
nar claramente esse lampeao suspenso sobre urna por-
ta nesse srande Paris "!
O cspeciero eslava ainda sobre o lumiar de sua
loja ; p rm Tuto nao ousava mais dirigir-se a elle ;
pois logo que ficava.sosinlin sua timidez prevaleca.
Apoinu-se parede dizendo comsigo :
Voo esperar que passe um sacerdole ou urna
velha boa para perguntar o que desojo saber.
Tolo leria esperado muito lempo em vao ; mas nm
garolo vriidn-n ah parado chegou-se a elle e inter-
rogou-o severamente :
Oue fazes !
Quero saber o nome da ra em que e,lou c o
numero desle lampeao.
He a roa de Saint Denis, meu charo, e o lam-
peao esla no numero 20... Pagas alguma cousa ?
Tolo halen sobre sua algibeira vasia, agradecen e
reliroa-se pressa remando com os bracos e repe-
tindo :
. Roa de Saint Denis numero 20 Com isso mea
pequeo Sulpicio ficar salisfeilo.
Os dous pequeos Bretc- achavam-se em um quar-
(i ti lio, situado no sexto andar, e que nao linha oulra
abertura senao urna jiiellinha feila junio do lorio.
K--.1 janclla dividida em duas pelo reparlimenlo,
devia dar elaridade e ar a dous quarlos gemeos.
Era quasi meia iioile. Loriot roncava fortemente
deilado sobre um envergan, e uniros roncos mais va-
rons ro-poiiiliain-llii' do oulro lado do reparlimen-
lo. Um segundo envergan lancado na oulra exlre-
midade do quarto eslava desoecupado.
Teria sido diflicil estar em p nesse lugar, onde as
vigas cruzavam-se seis palmos cima do assoalho. O
[OH.
rom o seu produelo reparar o edificio da Santa
Casa.
Alguns cidadaos pre-timo-os, entre os quaes figu-
ra V. Exc,, suliserevcram rom a quanlia de 2009000
rs. cada um para aquelle lim Uo pi. KU snhs-
criprao achava-se parada, e o sen pradurlo por
arreradar quando rheguci a provincia, luje exisle
ja rccolliida eaixa pa da a lministr.ie.io de ren las
a quanlia de 2:0303000 rs. pro-eniente da referida
subsrripgao, fallando apenas para ser arreradada a
rloBOOgOOO rs. que espero o ser brevemente.
Com esta s'unmi nao so farao todos os reparo* que
o edificio reclama; mas far-se-ha .iquilla que for de
maior urgencia, o que j n.ln he pouco.
Cabe a V. Exc. dar comeen a e-ses mclhora-
menlos,
i: Nao lem lido piviive! obter urna eslatisliei com-
pleta da pnpnlacan da provincia. Os dados que
exisiem para esse trabalho, alm de s referircm ao
anuo de 1852, sao miiiln imperteitos e apenas po-
dem dar urna idea aproximada da verdade.
Segundo estes dados, a populacho da Parahiba nflo
excede a 211,852 almas, sendo 181,(79 de pes-oas
lvres, e 28,(73 de escravos.
Do mappa n. condecora V. Exc. qual a po-
pulara de cada nina das freguefias da provincia, as
Hislancias em que sC acham ellas da capital, as po-
vuar'sqiie conlm,qii.-nilns volantes e eleilores d,lo,
o numero dos seusengenlios d'assucar. qual o patri-
monio das suas matrises, se sin habitada por Indios,
c qiianlns, e nutrns esclarerimentos indispousaveis
a administrarjao.
Ubra< publicas.
A falta de mn regulamenlo para as obras publi-
cas torna-so rada da mais sensivei. Convin esta-
helerer um systema de arrcinala^ln, que olTereea as
ncressarias garantas a fazenda provincial. Alom
d'isso a provincia nao pode Continuar a ler um s
enzenhero, e este mesmo encarregado Has obras :
raes. He indispeiisavel que baja mais outro enge-
nheiro c um ajudante, ns quaes reunidos ao que j
exisje, formem um carpo scienlifico incumbido de
dirigir as obras publicas, de prepararos estados pre-
liminares d'aquellas que se livor de emprchonder, e
do esclarecer c orientar a presidencia sobreludo
quanlo for concernenle a este ramo, do ser-
vico.
Por falla de informaees e esrlarecimentos pres-
tados por pessoas entendidas, algumas obras alias
acenarias, sao licando adiadas, an passo que se lem
emprehendidu nutras, que, 011 dcixam do ser con-
cluidas, depois de grandes dispendios, ou fazem-se
com tal iioperfeea> e abandono, que nenhnma uli-
lidadc prestara.
Sirvan) de exemplo as estradas do Brejo d'Arei.i c
Pedral de Pego, c o edificio destinado para a repar-
tirn das renda*. Quanlo nao se gastn com ossas
obras ? Que proveilo lem-sc tirado d'ellas '.'....
A asseoibla poovincial lem decretado diversos
mclhoramonlos, que (levo suppor de grande ulili-
dado, e as cmaras nao cessam de reclamar oulro*
para os seus* municipios. Masaimla quandoo e-ta lo
.Jn*cnfres pcrmillissc cmpreheincr etsat obras, como
poderia a presidencia dar-Ibes comceo, nao tendo
quem as dirija, c nem mesmo quem Ihe d a menor
informaeao sobre o seu cusi o praticabilidado 1 He
sem duvida por isso, que al boje bom poneos mc-
lhoramonlos se lem emprehendido fora ,ia capital, e
esses poneos, quasi quo so pode Hizer, que o foram
em pura perda. A' assombla provincial compete,
providenciar sobre este a*sumplo, como cnlcnder
em sua sabedorta.
Obras n*raes.
As obras geraes que acliialme'nle se acham em an-
damento sao, caes do Varadouro, c o hospital mi-
lilar.
Caes do l'aradouro.
Esla obra arrenftlada pela quanlia de K:SI5!H):i,
depuis de se adiar quasi concluida, abalen alguma
cousa 1I0 lado do rio, ahriudo nina srande fonda na
muralha. Em virlude desle cnnlralempo leve o ar-
rematante He desmanchar quasi loda a obra para
ronstrui-la de novo com a nocessaria solidez. Para
esse fim ohlevc elle, creio que de V. Evc., urna
prorogacao do prazo dentro do qual se obrigara a
dar a obra prnmpla, c en acabo de cunceder-lhe
um novo prazo, depois de ouvir o engenheirn e o
inspector da Ihesouraria, que reconheccram ,1 pro-
cedencia das razoes allegadas pelo arrematante para
ohte-lo.
O caes do Varadouro nao Heve licar no lugar em
que se acha, mas convm leva-lo al a ponle doSa-
uhaii.. S assim ser possivel evilar, que as trras
arrasladas pelas cnxorradas.eque descem de diversos
pontos da cid-ule alia, continen) a obsblmir o por-
to, queja comeca a ser impraticavel s grandes em-
bareaees.
A'osle respeito ja tivea honra de derigir-me ao
governo imperial, e espero que elle prestar benig-
no acolhimenlo as minhas ohservares. Para nu-
PARAHIBA.
Evpoiic.io Feita pelo Exm. presidente da Parahiba o
r. Franciico Xavier Paes Barrlo no acto de
passar a administrarao' da provincia ao 2 o vice-
presidente Bi. Flavio Clementino da Silva Freir
em 17 de abril de 1855.
(ConclusSo.)
Sania Casa da Misericordia.
Esle eslabelecimcnlo caminha lenlamenle, petar
do zelo, e eslorcos do seu 'digno provedor.
A necessidade-que lem a administrarlo de rcu-
nir-se em meza para deliberar sobre lodosos nego-
cios, ainda os menas importantes, difliculta a reali-
sarjlo dos seus melhores desejos.
.Muitns vezes objeclos de inleresse, c que exigem
urna pmmpla decisan, ficam prejudicado*, porque
nao he possivel reunir-se a mesa na occasiao neces-
taria. Alm d'isso, V. Exc. sabe, que de ordinario
os negocios confiados a moitos, acabam por nao ser
tratados por ninguem. Lina reforma no corapro-
misso, que dsse ao provedor mais liberdade d'aceo
me parece de absoluta necessidade.
Durante o anno passado entraram para o hospital
de Sania Casa IHdoeiiles, dos qtiees 60 presos que
sao tratados a rusta dos cofres provinciaes. D'estes
falleceram 8, e dos onlros'chamados de earidsde
II.
No anno que corre lem sido recolhidos ao referido
hospital 26 doentes presos, e 8 de caridade. Morre-
ram dos primeiros 1, e dos seguodos 3.
O edificio que serve de hospital de Santa Casa
acha-se doleriorado, e as suas enfermarlas em pes-
simo estado. Infelizmente as rendas do eslabeleci-
mento nao permillcm a respectiva administraran om-
prehendor os necessarios roncerlos e melhoramen-
tos. Alten, en 1.1 sera duvida essa deficiencia de
meios. o men Ilustre antecessor abri urna subscrp-
cao, na qual foi o primeiro a inscrever-se, para
yizinho do oulro quarto havia fechado a janella, e
impedido assim a entrada de ar fresco. A elaridade
da la allumiava vagamente os objeclos alravez das
vidraciuhas.
Chilln e Loriot ahi -slavam havia um quarlo de
hora. Nesse lugar via-se quanlo bastava para po-
Her-se Histinguir as feicoes decompostas de Loriot e
a alliiude de Chifln ajoclhada junto de seu amigo.
A' excepeau dos roncos sonoros que correspondiam-
se. e do vento de outono que gomia nos altos celos,
nada perlurbava o silencio desse miseravcl apo-
scnlo.
De quando em quando a presenca de Chilln re-
velava-se por am suspiro profundo. Eslava imrao-
vel, acocorada junio do enxergo e de mHos postas.
Loriot dormia atormentado pelas angustias da em-
briaguez-; o soor corria-lhe das foules ; mas elle dor-
ma prul'unda,nenie e sem sonhos.
Era a ultima vez que Chifln via-o dormir !
A' elaridade que descia do ledo elle eslava bello
com sen rosto paludo, e nao sei que expressao de sof-
Iriinentn. Chilln coulemplava-o com urna ternura
de mai. e com a pona do avenlal hmida de lagri-
mas, enxugava-lhe as faces bandadas pelo soer.
S havia nella misericordia e indulgencia. Teria
querido perdnar-lhe, e ama-lo ainda mais pela sua
falla. Reeusava ver o que havia de egosmo bru-
lal na sua eouducta, e se a evidencia foreava-lhe
o pon*amonto, urna chusma de desculpas eslavam
promplas.
Loriol nada linha visto al enlo, e Indas e**as
cousas novas o liaviaui deslumhrado. Chilfop nao
sabia que seu nmigiiiubo linha bom coracb ?
,Na llrelanh 1, na* eslradas inlcrminavcis que alra-
ve*ssrn a rhnrneca, quanlas vezes Loriol a linha sus-
tentado e carrecado Na pilbagern o pomo mais helio
e mais maduro que Loriol achava nao era sempre
para Chilln "?
Ah! esse Paris, esse paraizn, esse lugar mgico
linha nao sei que venlo de embriaguez, e a cabera
do pobre rapazinho era l.lo traca Alm disio n.1o esperanras nao eslavam em Loriol-.' I-cando sii para
fra ella demasiadamente severa? nao abusara de que Irabalharia. para que viveria.
sua superioridade aceita pelo joven amigo"! Oh! Minlia mili, disse ella repenlinamenle, minha
Cliiflon choran a esse peusamenlo, e eslava prestes mai que estis noco, rogai por mim a Virgem San-
a atribuir a -1 lo la* a. falla*, lnlerrognva *ua cons- lissima!
ciencia, e lomava sua Iristeza pelos remorsos. Chegou aos labios a mao de Loriol que pendia fria,
Quanlas vezes quando ambos eram meninos ella e lornou a melle-la debaixn do leneol. Depois Ii-
debrurara-sc cabeceira de Loriot como urna mai .* rou do seio^ima mcdalha de prala, que penilia-lde
nesse lempo o soinno de seu amigo era rheio de su- ao neseoeo por um cordao, e onde es! iva gravada
nhos e de sorrisos. Muilas vezes Loriol (inha-se dei- urna imagen) da Virgem.
lado sem cciare sonhava comezanas. lito vem de miulia mai, murmurou ella bei-
Dezeselc anuos de uniao loda a sua idade snas jando-a piedosamenle, e duas vezes, nina por Mari 1
duas vidas linham formado urna s. Dcos nao oc- Sanlissima, oulra por sua mai. Mioha m.i era de-
collara seu designio de crea-Ios um para o nutro, vola da Virgem... Orai comigo, miuha mai. a boa
linham nasridn no mesmo dia, linham sido rerolhi- Virgem ha de ouvir-vo!
dos sobre a mesma pedr, na mesma hora e pela I Comecou em voz baixa a ladainha de Nossa 80-
mesma caridade. nbora. a qual ga Brelanha lodos ns meninos sabem
E para que Tos-em absolutamente um Ho outro
n3o linham prenles, a quem dessem urna parle de
seu corarn. Chifln chorava quando pensava na
mai: ella leria sido adorada e bcmdila Mas Chif-
ln nan a condeca, e o velho guarda da alfaudega,
que tivera cuidado de sua infaucia, dissera-lhe majs
de urna vez que sua mu era mora.
trir esla esperanca basta attender para o inlcrcste
que n governo tem mostrado pelos melhoramenlos
matednos do paiz, e recordar a boa vonlade c promp-
li 15o rom que foram salisfeilo* lodos os auxilios
que solicilei em favor das obras da provinra, au-
xilio* que me habolilaram a emprohender diversos
melhoramenlos,como mais adianto ver V. Exc.
flotpUal militar.
Esta obra, que apenas linda os alicorees,c acha-
va-sc parado quando rheguci a provincia, esl em
andamento, Segundo o plano adoptado polo meu
antecessor, o hospital devia ser lerrco.e nao ter. se-
nao urna nica salla. Alterei osle plano, adoptando
algumas devisos qne mo parecern, uecessaria*, e
mandando que o edificio fosse construido para so-
brade, devendo servir o andar superior para enfer-
maras, c o lerreo para deposito de arligo* bellicos.
Anexar de se ler etgolado logo a verba pela qual
oram pagas as despozas desla obra, maudei conli-
nua-l.i sob minha responsabilidade, contando que o
governo se dignar aprovar esla minha resolce.
Obras prorinriaes.
Cadeia publica desla ciliado.Esla obra lorna-se
cada dia mais necessacia. O velho e fraco edificio
que actualmente serve de pn/ao nao s aos crimi-
nosos do termo da capital, mas ainda aos do alguns
oulros termos que nao possuem cadeias, alm de nao
ollereccr as necesarias garantas de seguranea, he
demasiadamente Mandado para o grande numero
de presos, que de ordinario recebe. Ainda ha bem
pouco lempo ebegon esse n. 205 presos,oque ohri-
gou-me a remeller para a ilha de Fernando lodos os
sentenciados, que aqui existan). Apczar disto
arham-se actualmente na cadeia velha cerca de 120
presos, numero anda superior a sua capacidade.
O farto deplovavel occorrido no dia 31 de mareo
c de queja fiz menso, veio lomar anda mais evi-
dente a necessidade de dar o maior impulso possivel
a conslruceao da nova cadeia. Pela minha parle,
posso a asegurar i V. Exc. quo n.lo lenho ressado de
dar-lbe andamento,c ainda iilliniamente. observan-
do, que essa obra nao marchava com a celeriiade,
que eu desejo, conlratei com o mofjre pedreirn A.
Polari a continuaran das paredes do edificio lano
externas romo internas, al o ponto de poder elle
rcceSer a cubera, e lambem o assenlamcnlo de toda
a cantara e grades, que por motivos que ignoro, nao
foram colfocadas quandoo deviam ser. O emprei-
leiro obrgou-se a fazer esta parle da obra por
I3:000-")0fl0 e conclui-la dentro de 11 mezes.
Adiando se ja comprada e preparada grande por-
co de madeira necossaria para a coberla, e vga-
mcnlo, e sendo fcil obter o restante em muito me-
nos de ',1 mozos, convm ler ludo preparado para
que a obra nao sollra alguma inlerrupcao, c possa
oslar concluida ncsles 15 mezes ao mais lardar.
Para fazer face as Brolladas dospezas que exigem
esla obra.c a cadeia de Mamanguape.lem o governo
gcral auxiliado o* cofre* da provincia no exerc'10 cor-
rele com a somma de 13 conloa de res.
Com a nova cadeia errada em 17:000 rs.. lem-se
gasto al boje 29:7971)339 r ., sonda U:388f689 rs.'
pelos cofres provinciaes, e 18::!293(86 rs.,. pelos
geraes.
Cadeia de Mnmanguape.
Esta obra comceada depois que tnmoi coala da
adirlinislraeao da provincia, mas cujo orramenlo
e planta ja encontroi organizados, esla sendo coos-
Iruda por administradlo,
Oreada em 8:0005 rs., lem-se tasto com ella e
quanlia dn2:l8i3:(80r.*., sendo 2:0009 r*., pelo co-
fre goral, e 1829380 r. pelo provincial.
Casa do Mercado.
O arrematante desla obra ja fez dclla entrega, e
receben 'a ultima prestacao. Cnmtudo como pelo
sen contrato nao fui o mesmo arrematante obrigado
a fazer o empedramento do edificio, encarreguei ao
engenheirn dessa obra, depois do que ser 1 en-
tregue a cam ira municipal,na forma do arl. h do
til. 3 da lei n. 36 do anuo passado.
Cemilerin publico da capital.
Aalorisado pela lei cima sitada, maudei edificar
por impreilada o cemitero publico desla ciliada, no
lugar denominado Matlinba que me parecen
o maisapropriado para esse fim. Esla obra foi con-
tratada pela quanlia de 7:100'} r*., dividida em Ires
prestacoes, d is quaes ja foi paga a primeira. O go-
verno imperial solicilaces minhas, dignou-sc au-
xiliar c*(a obra rom 3:5003 rs.
Cemllerio publico ih l'ianrn.
Na villa de Pionco acaba de ser ronslruido um ce-
milerio publico, rom 100 palmos de frente e 200
de fundo, a cusa dos hahilanlcs do lugar. Es!
obra de lana utilidade, de devida, princpalmenle
aos esforcos do digno missionario Fr. Serafina, quan-
do alli se arliou no principio desle .anno. He mais
umservico que Ihe deve a Parahiba.
Maladouro publico.
Esla obra foi contratada por 3:0003 e acba-se em
andamento. O contraanle obrigou-se a entrega-la
prompla dentro de Ires mezes. e ja receben a pri-
Esle fura o molivo das dispatas de sua infancia.
Quando liravam esmolas e iam de p-r.l.io em per-
dao com os soceos ao hombro pelas estradas tortuo-
sas e escabrosas da Brelanlia, discutiam muilas vezes
acerca de sua mai. Cada um quera ter a melhor e
,1 mais formosa; porm Loriol jamis gauhava, por-
que Chifln era mais eloquenlc. Cansado de com-
bater elle punha-se a chorar, e entAo ChilTon lanca-
vase-lhe ao pescoro dizeqdo:
Meu Loriol, la mili era boa e formosa ; amo-a
quasi lauto como a minha....
Dizia-llie lambem, tao extraordinaria-- sao ai ade-
vinhaees do corarao:
Tua mai ea minha deviam conhecer-se. amar-
se... eram talvez duas innaa*.
E se a estrada era solitaria, ambos ajoelhavam so-
bre a relva, recilavam as orares que sabiam, e en-
viavam um beijo s suas mais no eco.
Sanlissima Virgem murmurou ella com um
estremecimeolo doloroso, he a ultima vez que vejo-o
dormir!...
Nao se esquecem os amores da infancia, c Dos
nao quer partir os pobres enraees, onde nunca en-
Ira o pensamcnlo do mal. Se era um crime ter so-
ndado esse paraizo das inullieres. e ler vindo de lito
longe. cora tantas privarnos e fadigas, Chifln eslava
prumpta para vallar ao fim da Brelauha, com lano
que Ihe dcixasscm seu Lorie! !
Quesera delle sosinho? (pois Chifln pensava ain-
da no amiguinho ante* de pensar em si/ que liria o
pobre Loriol? A rapariga tinha enlo idea di im-
meusidade parisiense; porquecaminhra qualro ho-
ras sem vollar-sc, e nao sabia onde era o lim de Pa-
ria. Separados nessa cdade, sem limites nao se lor-
oariam jamis a ver !
Elle neressitava tanto Helia! Nada sabia, era um
imprudente, um lonco. Virgem Sanlissima, urna
palaw a ao seu envido !
Ah quercslava a ella lambem? Que devia espe-
ar 011 desejar? Todos os seus desejos, todas as suas
de cor como o Padre Susio e a Ace Mara.
Se a alma ouve alm dos limite* desta vida, se os
morios v igiam la de cima sobre as rabera* amadas,
a alma da pobre Vcloria sem duvida estremecen
a essas palavras bemditas. Chifln ir. lava a ora-
c,So com urna piedade apaiiouada. o sabia que
na hora Ha morle sua mai recibir a mesma oraejo
em intenr,ao da filha orpbaa que ficava abandonada
sobre a Ierra. Ninguem Ihe contara a historia da ra-
pariga mai descendo tristemente do ccmerio de
Saint Casi praia.
Chilln havia dcscdo csa vereda mnitas vezes,
ma ella nao cooservava as pegadas de sua mai.
As mesmas palavras que passavam na imite funes-
ta pelos labios da mai cahiam nesse momento da boc-
ea da filha:
Mai de Chrislo, mai da divina graca, mai pu-
rsima, virgem clemente, leudo piedale de nos!
Como adevinhar as particularidades solitarias e
dolorosas dcs*c drama ? Como adevinhar o segredo
das Ircvas occullando a victima de de/cois anuos,
que vai psalmeando o canto de seus proprios fue-
raes?....
_ Oris comigo, minha mai.? interrumpeu-se
Chifln.
Conlinuou depois com as mnos postas e entre a-
marges solaces:
Espelhodajustica, causa de nossa alegra, vaso
espritu al, vaso honorfico, rosa myslica, lorre de
m.11 lim. tunde piedade de mis.
Loriot agilnu-se sobre o enxergao, e um gemido
sahio-lhe do peilo. Chifln parou intimidada ; mas
alesre. Seu semblante ingenuamente convencido ex-
primir seu pensanicnln antes que ella nao livesse
aberlo a bocea.
lie a boa Virgem quo falla-lhe murmurou
ella.
(jonvem malhar emquanto o ferro esl quente.
Chifln conlinuou do fundo da alma e com maior
fervor:
Arca da allianca. lende piedade de mis Por-
ta do co, estrella da manhaa, lende piedade de nos!
Forra dos fracos, refugio dos peccadores, consolarao
dos afuetee, lende piedade de mis!
Elle muda dizia Chilln comsigo. Sen somno
torna-se mais tranquillo... sua respracao he mais
branda... Seus olhos Tediados lem quasi umsoiriso...
Elle ouvio, rile ouvio!
Inclinou a cabera pensativa sobre o hombro, e
agradecen dentro do corajao. Depois accrescontou
repenlinamenle em lom carinhoso:
Minha mai! quem pode perder a corocera
qnnndo esle nome vem .nos labios .'... Mas como pu-
de esqueccr voseo ultimo beijo, miuha querida lT..
Niinra vos vi sorrir .'... Morrcsle mui joven, minha
mdi, bella como vos vejo em sonhos... com vnssos
cabellos longos sobre a frole paluda... Minha (MU...
creio que eris desgrarada sobre a Ierra... Se aquel-
le que amo, c que be meu nico bem, nao ama-me
mais. f.i7.ei que eu morra lambem joven, e conser-
vai-me junto de vos.
Eslremeceu. Isso era urna dislraccao, pois a ladai-
nha nao eslava terminada. Acabou precipitada-
mente.
It linda das virgen., lende piedade de nos !
Rarafca dea uiarlvres, lende piedade de nos! Rainha
des anjos, lende piedade de nos!...
Ilion algum lempo immovel e muda ; mas a ora-
cao era continuada pof sua alma. Nao chorava
mais, e seus olhos eslavam ardemos. Urna vez ella
disse: I
meira prestacao. Tamben pira esta obra concor-
ro 11 o governo geral com 1:500* rs.
Ponle de Mirtri.
Tendo pessoalmente observado, que esla ponte
ameacava ruina, e que se nao fosse de promptn re-
parada ficaria dentro cm pouco lempo inuulilisada,
com grave prejuizo do publico, aulorisei os necessa-
rio* concert,que ja se acham concluidos.
Ponte de Mamanguape.
Tendo a cmara municipal de Mamanguape aberlo
urna subscriprao ntreos seas municipcs.para com O
seu producto construir ama pequea ponte de pedra
sobre o riacho que atlravessa aquella villa, e obten-
do a penas metade da quanlia em que foi ella orea-
da, .rilrigio-se a presidencia, solicitando o necessa-
rio auxilio para que possa ser levada a rffeito aquella
obra.
Annui promptamenle a tao justa requizicao. e
determine! ao engenlieiro da provincia que se en-
carrcgas*e da conslruceao da ponle de Mamanguape,
concorrendo a provincia com melado das suas des-
pezas. Consta-me que a cmara traa com empe-
nho de arrecadar o produelo da suhscrp<;ao, e logo
que for elle entregue ao engenheiro, enmecar a
conslruceao da ponle.que esta oreada em (OlJJlOO rs.
Fonles publicas.
Diversos reparos lenho mandado faajr as fontes
do Tamhin e Grvala ; mas nem por isso arham-se
ellas em bom estado, principalmente a ultima, qoe
he constantemente obstruida pelas areias que nella
depositen) .is enrhorradas causadas pelas chuvis.
Enlrelaulo sendo esla [otile a que exisle dentro da
cldade, c que mais utilidade presta a popu'.aeao pou-
co abastada, merece que se trate quanlo anlet de
molliora-l,1, alim de evitar a completa ruina que a
ameara.
Observando a falla d'agna que soflrem os habitan-
tes desta capital, e a difliculdade com que ohlem a
da fonle lo 'lambi, que, segundo me informam,
nao be tao boa, nem lao abundante como a algons
annos passados, procurei examinar se era possivel,
sem grandes dispendios, trazer para aqui per meio
de cncunamento agua de algum dos ros qoe exisiem
as proximidades da cidade. Creio que o rio deno-
minado Mares de excelleule agua, e que fica
(alvrz a urna legaa do distancia, presla-se a ser en-
canado sem av uliadas despezas ; lodavia estas mes-
mas sao superiores s torcas da provincia, de modo
que smenle por meio de alguma companhia parti-
cular, qual se conccdcsse um privilegio, e alguma
oulra vanlagem.como urna sobven'eao, ou a garanta
de um cerlo premio do seu capital, poder-se-hia ob-
ter esse grande beneficio em favor dos habitantes da
capital da Parahiba. Arredilo na pnssihilidade de
conseguir-se esse importante melhoramenlo, se a as-
sembla provincial quizer aulorisar a presidencia
para contratar com'quem se propozer a lomar a em-
preza, mediante as vanlagens apuntadas, ou oulras
equivalente*.
Estrada do Tambi.
Esla estrada que lindae tornado quasi inlransita-
vel pelas escavacoes e barrancos, que as chavas e o
transito publico Ihe haviam feito, acaba de ser con-
certada c acha-se em bom estado.
Estrada do Tamban'.
Ordenei ao engenheiro que fizesse nesla estrada
usconcertse reparos He que precisa, e j comera-
ram os trabadlos, nos quaes acham-se empregados
algans Indios, que maudei vir da Babia da Trairao
para este fim.
Calcamento da cidade.
O pessimo estado em que se acham as ras desla
cidade, levou a a.embira provincial a determinar na
lei do nrramenlii do anno passado, que a imporlaii-
cia arreradada da dcima dos predios urbanos, fosse
exclusivamente cmpregaHa no calcamento Has tuas
mas e iadeiras. Por ora ainda nenbuma arrecada-
rao se Tez desse imposto, e por isso nenlium melho-
ramenlo ueste sentido se tem encelado. No en-
tanto, j encarreguei ao engenheiro de fazer os estu-
ltos e trabalhos preliminares para o cairamente de
algumas ras, preferindo-se aquellas' que ligara os
dous bairros da cidade, e que sao por isso mais fre-
quentadas'
Agricultura.
A' V. Exc. que lie agricultor nao podem ser es-
Iranhos os bices, que se oppoem ao desenvolvimen-
lo'da agricultura da provincia.
- A falla de bracos, que lodos os dias vi-se (ornan-
do mai sensivei, pela grande qaaolidade de escravos
que sao exportados para o" sul; a impossibjlidade
de obter machinas que faciliten) e melhorem o tra-
balho pela deficiencia de capitaes, que s por um
premio exorbitante se piule encontrar ; e finalmente
a caresta e difliculdade dos transportes dos gneros
para o mercado, pela ausencia absoluta He boas vas
de communicae.io, sao oulrot tanlo embaraces com
que lula a lavoura d Parahiba, que s lem em seu
favor a ferlilidade do slo.
Enlrelaulo, a colbeila do algodao contina a ter
abundante, e esle anno exceden a leda at anterio-
MUTILADO
Se elle lem de viver longe do mim. teja feliz I
Ouvio urnas depois de oulras todas at horas da
noile. Ncsses quarlos junto do ledo de urna casa
de seis andares as horas nocturnas sao oro conserlo
dos relogios viznhos. Em Paris sobre 09 ledos meia
iiutl soa durante um quarto ele hora. .
Mas.sao Ires horas da madrugada que fallam mais*
alio na cidade moda.
A's qualro doras Chifln eslava ainda ajoelbada
junio do enxergao de Loriol. A fadiga domava-a,
c em sua idade o soffrimenlo nao pode sempre afas-
iar o somno. Seus olhos fechavam-se pesados e tor-
navam logo a abrirse, porque ella repeta machinal-
menle a si'mesma:
Se he a ultima vez que vejo dormir mea Lo-
riol, nao quero perder nada desla noile.
N.lo, nao, nao tornava revollando-se, o bom
Dcos nao pode permiltir isso!
Pelas qualro horas, e meia ella sentio que nao po-
da mais Iutar, adraron Loriol, e jinz-lhe ao pescoco
a mcdalha da Virgem que ainda tinha na mi, di-
zendo :
Esta imazera que sempre lem-me protegido,
o proteger lambem.
Ah querida mai, interrompeu-se, naodou-a,
porque vein-me de sos : empresto-a... Ella o guar-
dar contra os mo peusamenlo*... elle nao cuida-
ra mais cm separar-se...
A medalha dcsapparereii debaixo da camisa de
Loriol. Chifln arraslou o enxergao para approxi-
ma-lo. e deilou-se repetindo :
Nao quero dormir.
Pouco depois nao ouvia-se mais ahi senio o ron-
car sonoro do vizinho que dormia do oulro lado do
reparlimenlo. Ninguem ouvio ahi s cioen horas
que soavam lenlamenle em lodos os campanarios de
Pars.
A oulra metade da janella dava elaridade a esse .
justo que roncava blo sinceramente desde o princi-
pio da note. Semelhanle somno he inseparavel de
urna boa conscicncia; assim nao Acaremos admira-
dos, te applirando o olho a alguma das numerosas
fendas do reparlimenlo, remolironnos nosao amigo
Nieul, anligo vira-cspcte do casi el lo de Maurepar.
O quera de Nieul era menor que o dot dous me-
ninos, porque nao linda dons leitos, e alm disto era
muilo mais srdido e muito menos mobildado. Nao
linha enxergao, Nieul dormia sobre retios de pa-
lla, tendo por Iravesseiro (rapos lirados do cesto.
A propongo que a elaridade augmentava, ler-se-
dia podido ver o rosto paludo e barbudo do anlig
fnrrado.e distinguir os farra nos que eompunham seu
vestuario. Junto delle, no chao, pois nao havia mo-
vel algum, eslavam Ires monloes de uioedas de cin-
co trancos, sobre as quaes repousava o gaucho.
Esse diuheirii produra um efleilo singular no
meio dessa miseria nna e immunda. Qoalquer leria
pensado mmediatautenle em um crime; lodavia
era apenas orna proraessa de crirle. Os Ires mon-
loes de moedas eram penhores. Nieul havia feito-
um negodo na rea da Gola de Ouro com o velho
Bitlori e a Morgatte.
(Continuar-se-ha.)


2
DIARIO DE PERMMBUCO, QUNTA FEIRA 26 DE ABRIL DE 1855.
ros. Infelizmente o proco das lo genero lem-sc con-
servado muilo baiu, o qoe al certo poni detlroe
as esperaneas dos productores de alcodln.
A safra- do assucar fui ni. Esle produelo tem
ainda conlrasi o nao poder dcscaplivar-se do merca-
do pouco favoravel da Paralaba ; porque no Recfe,
para mido poda recorrer, encentra elle lacs onus e
encargos, que quiii iiculralisain vantagens rebl-
lanles da inclhoriado prer,o.
'-"-o deiiois da iiiinha chtgada a es(a provincia,
procurei libertar o assucar da l'arahiba que he leva-
do l'urnambuco da imp'osicao que lie obrigado a
pagar a aquella provincia, apezar deja ler a'respec-
tiva assembla rceonhecido a injustira de urna (al
exigencia, quando aulorianu o presidente a culen-
der-se con o da l'arahiba para o fina de acabar com
emellianlc abuso. Infelizmente minhas reclama-
ces dirigidas ao presidente de Pernambuco ficaram
al boje sem cfTeito.
yaregaeiio cotteira a vapor.
A companhia de navesar.lo cosleira a va por deno-
minada Pernambucana, leudo encoutrado algn
einbaracos na realisarjo da sua empreza, os quaes
nao fnraiii de todo removidos com o augmento da
subvencao que Ihe acaba de conceder o governo im-
perial, e a provincia de Peruamhuco, dirici-se aos
presidentes das diversas provincias em que lem os
seus vapores de tocar, sollicilando urna subvencao
cao de 10:001)3 anouaes, e allegando que sem ella
a empreza, que tantas vantagens prometi as "mes-
mas provincias, lera de naufragar.
Sendo esta proviucia urna das que mais lem d
lucrar com a navegara cosleira a vapor, que a
Companhia Pernambucana promelle eslabelecer,
pelo incremento que vem dar ao seu commercio c
industria, resolv conccdcr-llie urna subvencap de
8:IX) nos primeiros 10 anuos, e de 4:000 uos ou-
tros 10, pelo modo e mediante as cundirnos, que
V. Exc. conhectr da copia anticxa ao contrato,
que celebrei com o procurador da referida compa-
nhia tiesta cidade, o Dr.Felisardo Toscano de Brito.
Nao me adiando aulorisado para fazer esta conces-
s, depende ella da approvarao da assembla pro-
vincial.
Fazena provincial.
Do relalorio junio, que me dirigi o inspector
da administraran de rendas em data de 9 do m-
renle, ver V. Exc. que a rcuda liquida do anuo
passado, incluudo nsupprimento feito pela thesou-
rara da fazenda para obras provinciaes, foi
de.....
A saber :
Direilos de exportacao .
Diversas rendas.....
Suprimeulo pela thesouraria .
102:0265884
61:7399917
93:7349147
6:562,5*20
162:0269881
Eulrelanto com o saldo que passou do anno an-
terior no valor de 42:1549153, sendo 27:1538106 cm
dinheiro, e 15:0003747 em ledras, e o acrescimo re-
sultante do movimento de fundos, que foi de
67:0539388, subi a receila cm sua totalidade a
27l:234i35. E porque toda a despeza nao exce-
desse a 209:7899351, resullou um saldo de.....
61:4159081, que passou para o anno corrente, e que
servir para arredar do cofre provincial o deficil
que pareca immnenle em visia da reducejio ulli.
mmente operada nos direitosde exportacao e acres-
cimo em diversos ramos da despeza publica.
A receila proveniente dos. direilos de exportaran
relativa ao auno passado foi inferior a de 1853 em
30:3759019, ao passo que a das diversas rendas foi
superior em 37:9339010.
O inspector da adminislraoilo de rendas explica
a diminuioao dos dircitos de exportacao pela fra-
queta da safra e redcelo nos direilos do assucar.
Eis aqui a explicara da despeza havida o anno
passado:
Pelas verbas que tiveram quotas rua-
das..........,
l'elas que nao tiveram, a saber:
Divida inscripta........
Divida nao inscripta.......
Juizo dos feilos, agencias, colleclorias,
sob responsabildade do governo. .
131:0969161
4:7919746
11:7879981
1:8589674
Despeza liquida. .
Movimento de fundos.
21 ::l83S(lf.
1.">2:5:189062
57:25l.2S9
209:7893351
ToUl. .
Comparando-se a renda liquida do auuo passado
com a do anno anterior, encoulra-se urna diderenra
para mais em 1851 de 11:6579161.
Em data de 9 do correte 0 saldo existente ne co-
fre provincial era de 17:1609222, dividido pelas se-
guintes caixas:
Caixa corrente. ......
Dita de deposito......
Dita de iardamenlo. .....
Dita de "agricultura.....
Dita municipal......
* *........
Irammiltir a V. Exc. nesla occasiao. Reconheco
que sao ellas inromplela-, mas espero que as suas
lacunas tejara suppridas pelo conliecimcnlo que V.
Ble. lem da provincia e*pela sua ptatica dos ne-
gocios pblicos. Resla-me em ultimo lugar desojar
a V. Etc. uina feliz administrar renovar-lhe os
proleslos da mais viva estima diatincta cousidera-
rao que tributo a pessoa de V. Exc.
Palacio do governo da Parabiba 17 de abril de
1855.Francisco Xavier Yac* Brrelo.
PERMBMO,
9:691-5612
2:825>i 18
1:8379256
989776
7049130
2:0009000
17:1605222
Alera disto deve existir em Pernambuco arrecada-
da pela respectiva agencia urna quantia superior a
8:0009000 rs.
Divida passiva.
A divida passiva que foi liquidada c inscripta por
virludo da lei n. 9 de 10 de julho de 1815, vencen-
do o juro annual de 6 por cento, e que suba a
16:2079063 rs., acha-se actualmente rednzida a
9:5909189. Para amorlisa-la eiisle em deposito a
sorama de 2:8259148, e mais um crdito sobre a cai-
xa provincial no valor de 5:0009000 pelos cmpresli-
mos feilos a esta em virludcde ordens da presiden-
cia'interiores a minha administrarlo.
Divida nao inscripta.Esta divida he insignifi-
cante, e rediiz-sc boje a alguns ordenados que lem
deixado de ser recebidos.
Divida activa.
A divida activa sobe a 17:8669579 rs., entrando
nesla quantia a importancia dos supprimcnlos, que
os cofres geraes deixaram do fazer em tempo ao
da provincia, e que por isso cahiram em exercicio
lindo. Faz tambera parle desla divida o anligo al-
cance de 4:0319271 do thesoureiro que foi dos orde-
nados Joaqoim Jos de Farias. O rstanle provein
de leltrasna importancia de 2:8319988, que seacham
emjuizo, e do alcance de alguns collcclores em suas
ronlas do anno passado no valor de 9339090, pelo
qual esli elles sugeitos ao juro de 2 por cento ao
me/, de conformidade com a lei u. 30 de 10 de julhe
de 1854.
, Agencia e colleclorias.
Durante o anno passado a renda arrecadada pela
agencia fiscal de Pernambuco foi de 16:3649575, is-
to lie 2:0009000 rs., menos do que !cm 1853. Esta
ilillerciica porm cxplica-sc pela falta de navios
que se deu no porto de Pernambuco durante os l-
timos mezes do anno passado, do que resullou dei-
xarem de ser exportados muitos gneros, que fica-
ram cm deposito, e que forain embarcados no anuo
corrente. Nada renden a agencia do Aracly em
lodo anno de 1851. o qae fax presumir, ou qne
para all nao se dirigem os genero desta provincia,
ou que o respectivo agente he pouco zelo- no cum-
priineulo dosseus deveres. Trata-se pela adminis-
trara de rendas de verificar qual destas causas he a
verdadeim.
As colleclorias da provincia a presen I a rain un anuo
lindo um reudimenlo de 18-607/119. nao inrluindo
nesla cifra o produelo da do Catle do Rocha por
n3o se lerem anda recolhido os livros respectivos.
A maor somma a que bata chegado o ron tmenlo
das colleclorias nos annos anteriores, foi de 9:0009
rs. Tcrroinarei esta parte da prsenle exposiran.
notando a falla de um regularoento para a admi-
nistrarn da renda, a qual devendo guiar se pelas
le* geraes, no que Iba he applicavel, euconlra mul-
tas vezes lacnnas que embaracam a sua marcha.
Repulo de grande uliliilade urna reforma nesla rc-
partieo.
Secretaria do governo.
A secretaria funeciona com regularcenle e os seus
trabalbos aeham-sc em da. Na me parecendo ne-
cessario o lugar de archivista credo pela lei n. 19
do 1 dejulh do auno passado, prevalcc-me da fa-
caldade que concede o !$ 19 da lei n. 36 d'aqucllc
mesmo anno, para nao prove-lo. Os serviros in-
herentes ao cargo! do archivista sao salisfacloria-
mente riesenipenhados pelo official Leocadio Rodri-
gues Chaves. Quando acabam de ser elevados os
ordenados dos empregados da secretaria, nJo julgo
acertado augmentar e seu pessoa1. Da exposiro
com que V. Eje. entrego a administrara da pro-
vincia em 25 de selembro dn anuo passado ao 1 v-
.ce-presiJenle, vejo que ja V. Exc. nao tinlia julgado
conveniente prover o referido lugar. Foi mais urna
razao para que meablivesse do faze-lo.
Sao estas as nformacOes qae julguei conveniente
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Sessao em 18 de abril.
Preiidencia doSr. Iiarilo de Camaragilic.
(Cnncluso.)
O Sr. /raga : Sr. presidente, eu nao preten-
da tomar parle nesla discussao, tanto mais quanlo,
farmou-sc ella para mim imprevista, porque nlo es-
lava honlem na casa quando se deu a nrdem do dia
por me ler retirado iucommodado, e nao leudo hoje
ldo o jornal da casa, como que sorprcndeii-mc a
leiluradeste projuclo. Tendo porem acabado de
ouviraonobredeputadoque se sentau. avista de
suas razos, resolvi-mc,i pedir a palavra para dizer
alsuma cousa a bem da comarca da Boa Vista, e
que nao pode aproveilar ao projeelo do nobre depo-
tado. O nobre denotado apresentando este projec-
le dsse, que leudo'.o anno passado sido elevada a
villa ile Tatareta a enmarca, nao fura ella provida
dejuiz.le direlo, porque.segundo eslava informado
o governo gcral esperava que fosse augmentada es-
sa comarca para cniat) Ihc poder dar juiz de direlo !
En nao s nao ocho muita razao no que diz o nobre
depulado, como tambem nao acho nesse modo de
enlender do governo, se he que existe esta razao da-
da pelo governo.
l'm Sr. Depulado : De fado exisle.
O Sr. Praga: Pode a razao ser oulra qualquer,
menos esla, que a repulo inademissivcl. Disse
mais o nohre depulado que nlo convinha dcixarmos
de augmentar a comarca de Tacaral, una vez que
o governo cnlcndcu que nao deva nomear esc juiz
de direilo por nao ter a comarca as proporressufli-
cientes, o que dava lusar a ficar esse aclo da assem"
bla de alguma maneira desronceituado, por nao
merecer a Mucepo do governo imperial. Ora. como
disse, nao aei se o nobre depulado tem raza, se lem
mesmo bastante fundamento para asseverar que a
falla dessa nomearao do juiz de direilo he motivada
pelas razocs que apresentou, quando nao consta que
linja urnas communicarao oflicial ncsle sentido,u3o
digo isto porque duvide da palavra do nobre depu-
tadado.
O Sr. Yinto de Campo* : Era tambem o que
fallara.
O Sr. Praga : Nao he meu costume duvidar
com lanta inoporlunidade do que dizem os honra-
dos membros ; mas digo que nao liavendo algum do-
cumento ollicial a respeito, n3o sou obrigado a a-
rompanliar ao nobre depulado. O argumento do no-
bre depulado, de ficar o aclo desla assembla des-
conceiluado por nao ter o governo feito a nomearao
do juiz. de direilo para Tacara!, devendo mis por
isso annexarinas a Tacarat o termo de Cabrobs, pa-
ra poder ler lugar essa nomearao, me parece menos
acertado, e a darmos esse passo vamos como que re-
conhecer e snnegionar esseprocedimen(odogoverno>
c eoiao se realisara esse desconceito de que tanto se
recra o nobre collega.
O Sr. finio de Campos: Como ".'
O Sr. Praga :Por isso que saccionamos a oppo-
sc,ao que o governo fez execuca dessa"lei, como
dsse o nobre depulado. Alm disto, Sr. presidente,
eu nao joleo que a razao por que tem dcxado de ser
nomeado o juiz de direilo, seja pelo motivo que 0
nobre depulado apona, o ser a comarca de Tacara-
til pequea, porque nos temos comarcas de esten-
rao muilo diminuta, em relarao a Tacarat.
OSr. Pinto de Campos : Entao tome contas ao
governo geral.
O Sr. Braga :Eu n3o disse ao nobre depulado
que quera lomar cotilas ao governo, eslou emitlin-
do as ininlinsopinic.es.a respeito da materia em ds-
cussao, c continuando direi ; se he pela pequenhez
da comarca, eu vejo comarcas de una exlenro muf-
lo mais diminua do que a de Tacara! que, segun-
do eslou informado, nao lem menos de 50 leguas de
extendi.
O Sr. Pidi de Campos : Nao adianla nada,
porqnc ludo isso ja eu disse.
O Sr. Praga : Admiti, mas a comarca nos ir
apreciando e nosjulgar Tambem me parece qae a
argumentadle do nobre depulado nao procede, por
que pode o governo geral ler deixado de prover a
comarca de juiz de direilo porotilras razocs que nao
as aprcseiitadas pelo nobre depulado.
Direi anda, Sr. presidente, que quando o anno
passado assigne o parecer da coinmssao para elevar
a comarca villa de Tacaral, o nobre depuladoi
que foi quem redigio o parecer da commissao, dcs-
envoheu a bella e judiciosa llieoria de approximar-
seajustca, quanlo for possvel, porta de lodos
os ridadaos, c eu nao duvidei em acompaoha-lo,
lano que nenhuma objecc,ao puz em assignar o pa-
recer, porque julgo necessario e conveniente cir-
cumscrever-se as jurisdircs para quo a arca do go-
verno e das autoridades se tornem mais immedia-
las, e possa d'ahi resultar a moralidade deque tan-
to carecemos na provincia.
Entretanto, Sr. presidente, que tendo o nobre de-
pulado desenvolvido esses principios, com osquaes
eu ineconformci, o anda hoje os sigo, agora o no-
bre depulado presentando esle seu projeelo, esta
inlciranienle sin opposir,1o com as suas ideas de en-
la, quetendo desmembrar a fregueza de Cabrob
da comarca da Boa-Visla part rcuni-la Tacarat,
viudo a ficar essa parle do territorio da Boa-Visla,
que hoje apenas dista 28 leguas da sede da comar-
ca...
O Sr. Pinfo de Campos : 32 leguas.
O Sr. Praga :Pois bem, a differenra he peque-
a, para reunir esse territorio a outra comarca, cuja
sede fica na distancia de quasi .50 leguas, segundo me
foi ainda honlem confirmado pelo ex-promotor pu-
blico da comarca de Flores !
O Sr. Pinto de Campos d;t um aparte. *
O Sr. Braga:O nobre depulado est ainda em
opposirao com os seus principios, porque quando
fallou contra a transferencia da sede da Boa-Visla
para a Petrolina, apresentou a mesma razao da dis-
tancia em que viuha a ficar a rabera do termo, por
ficar na exlremidade do mesmo ; e al disse que, se
em oulro lempo linha proposlo essa medida da
transferencia da'frcguczia para Pelroliua, foi por es-
tar mal informado acerca das dislaucias : por tanto,
o nobre depulado bascou a sua argumenlacjto n"
distancia, e entao...
O Sr. Pinto de Campos: Como agora baseio-
O Sr. Braga : E entao ha de permillir que lhe
diga que est cm coutradlccao. Quanlo outra ra-
zao apresentada ltimamente pelo nobre depulado,
quando disse que era para equiparar o numero das
freguezias entre as duas comarcas..
O Sr. Pinto de Campos : Termos.
O Sr. Braga : O numero dos termos entre as
duas comarcas ; acho que uisso u3o ha razo do
conveniencia, porque somonte pela razao de vir a
ler lanos termos a comarca de Tacarat, qaantos
liver a romarra da Boa-Visla, pens que essa razao
de i-'uat-l ule sem nutra" ciicunislancias nos nao de-
ve levar a decretar essa desmembrarlo, por ser de
pouen significarlo.
O Sr. Pinto de Campos :-Ecu apresenlei essa
razao solada ?
O Sr. Braga : Disse que leudo a Boa-Vista tres
termos, e Tacaral um, que rn\nh.i equiparar as
duas comarcas. Mais nada disse a esle respeito.
O Sr. Pinto de Campos : At nSo disse tanto,
como o nobre depulado lem dito.
O Sr. Braga : Talvez que a sua consciencia as-
sim o aecuse. Por tanlo, Sr. presidcnle, vista des-
tas ronsiderarcs, parece que o projeelo do nobre
depulado nao podeipassar, i visla mesmo de suas
idea a esle respeito mullidas na casa.
V ai mesa c he apoiaJo o seguinle requerimento
Requeiro que seja ouvido o presidente da pro-
vincia acerca do pi ojelo cm discussao, icandoesla
aJiala.Meira llenriguet. o
O Sr. Catanho (Nao denolveu o sen discurso.)
O Sr. Meira :Sr. presidente, be para justificar
um requerimento que Uve a honra de ufierecer a
casa quevuu servir-raeda palavra. O requerimen-
to se ada justificado quasi que em sua totalidade,
pelas observacoes feitas pelos uobres deputados, que
me precedern os Srs. Drs. Braga e Calanbo e o
nobre autor de projecto, declarou, que se nao oppu-
nha.
Eu acabo de ler o rclalorio da presidencia e vejo,
que elle declarando que essa comarca nao linha sido
provida, eonfcssa que islo|mcsmo nao tem *aido um
mal, porque seria coiiveninte que a casa se encarre-
aanede lasor urna melhor divisao jtidiciaria na pro-
vincia, e que se Ihc fosse possivcl, na presente sestlo
ollerere ia alguns dados, ou mesmo otn plano a cse
rc-pcitaS. Em vista dislo, cntendendo que he de al-
guma importancia o projecto que agora se discute,
que altera a divisao judiciaria, c quo a casa nao deve
volar sem.ouvir as autoridades competentes, sendo
ma dolas o presidente que deve estar muilo habi-
litado para conhecer dessa necessidade, requer que
elle fosse ouvido a esse respeito, lano.mais quanlo
a razao quo offercre o nobre depulado autor do pro-
jeelo, me nao parece solliciente para juslilica-ln,
porque nos sabemos que quando aqu foi creada a
villa da Escada, se apresentaram pomposos argu-
mento! em favor desse projeelo ; se disse mesrao que
era indspcnsavcl que (Ssa villa fosse separada de
Sanio Anlo, que a juslira precsava ebegar a porla
dos Escadcnscs ele. c o que lem feilo o govern :c-
ral alo hoje t Ainda ii,1o nomcott juiz municipal
para a villa da Escada. .(.ruzAo-se muitos apartes.
Eutendo pois, Sr. presidente, que o.meu requeri-
mento esla no caso de ser approvado.
O Sr. Pinto Campos :Com muilo goslo o ap-
provo.
Posto a votos o adiamento he approvado.
3." discussao do projecto n." II, qae augmenta
o subsidio companhia de vapores costeiros.
O.Nr.Si'citto:Rcferindo-inc as razoes que apre-
senlei a considerarao da casa sobre a inconveniencia
que resultara de onerar-se por 10 annos a provin-
cia com o aogmentu de subsidio de mais 10 conlos
de reis, alera dos 30 ja concedidos por esla assem-
blca, cu oilerec a casa aprsente emenda.
Vai a mesa c be apoiada a seguinle emenda.
Supprima-se a ultima parte do artigo 1." desde as
palavrasconcedidas pelo governoat o lm, suhs-
tilua-se esla ultima parle pelo seguinle membroso-
mente pelos 5 annos primeiros. P. S. SUvino Ca-
valcaitlldc .4lhuqurrt/uc.
Os Srs. Meira, Mello Rogo, c Augusto de Oliveira
fazem algumas observacoes sobro o projeelo, que a-
liu.il he approvado e regcilada a emenda.
Conlinuaco da 2.-1 discussao do projeelo n." 15,so-
bre o Intrnalo:
OSr. Clementino:Vou usar da palavra, Sr. pre-
sidenlc.para justificar algumas emendas que submelli
ao apreciamenlo da casa. Considerare! caa urna del-
las.
Vou tratar da emenda ao artigo 27, que se expri-
me asim;l,e.)
O projecto em discussao estabelecc a prazo de 15
annos para que osprofessores possao tercera gratifi-
carlo pelo tempo do exercicio no magisterio comapro.
vcilamcnlo, cnlretanlo que esle aprazo nos termos
da legislarao vsenle he de 12 annos. Os acluaes
professores s,1o mentidos na mesma posirao cm que
se ncbam com os mesmos vencimenlos, c sem as no-
vas vanlacns: be para seguir esle principio em loda
sua plenitude, que me animo a pedir a casa a ap-
provaraoda minha emenda, sem a quallicariamobli-
gados os professores a esperar mais o prazo de Ires an-
nos afim de gozar d'uma vantagem, que sem a adnp-
c.ao do parecer em discussao seria obtida em tempo
mais breve. A emenda tambem (em pjor fim dar aos
acluaes professores, que nao se habilitaren! na for-
ma do projeelo, que se discute, a graliicac,ao pelo
exercicio do magisterio na razan da i." parle dos seus
vencimenlos, como he a disposicio vigente. A
doutrina nova reduz. a gralificacao a 5.a parle dos
vencimenlos dos professores. Parece-me, que a
emenda be fundada em boa razo, e est no caso de
ser approvada. '
I ma nutra emenda ainda arlioi necessario fazer
no projeelo, que se discute. Diz o artigo 28 (Le.)
He principio novo que a jubilar das professo-
ras porporcional ao lempo de serviro, pode ler lu-
gar aos dez anuos do exercicio cora as condicoes es-
tatuidas, eulrelanto o regnlamento vigente exige
treze : se se coiicedcm aos acluaes professores, que
nao se habilitarcm nos termos do projecto, as mesinas
vantagens quo presentemente gozam, parece tambem
razoavel, que nada se deva alterar nesla especie, fi-
quem elles as mesmas condires em que eslao.
Esla emenda tem tambera por fim manter os acluaes
professores no tucsnio p em que se acliam, com as
mesmas vanlagens e direilos, espero que a casa a
adoptar.
Diz a terecira emenda : ( Le. )
lia nesta cidade uina cadefra de obslrelicia, que
nao se pode mais conservar sem infracrao da legis-
larao geral. He prohibido quo alguein possa exercer
a profissao medica relativa aos partos, sem titulo
competente de sulliciencia, sem eslar habilitado na
forma prescripla no regulameulo da juma de llvgie-
ne Publica. O ensino, como he feilo nesla cidade,
nao da a precisa habililarao, e assim fica patente a
inconveniencia de manter-..- um esltjdn. urna escola
d'onde a provincia nculiura lucro relira. Me parece
que nao |>ile continuar por essa forma o ensino da
nbstreticia.
Altendendo a esla ponderacao deliberei-me a
apre-enlar a siippressao dessa cadeira, a dar aulori-
sarao ao governo para reformar o respectivo profes-
sor, cujas direilos nao sao por esta medida vio-
lados. ,
Sr. presidente, esta proposta he lano mais fun-
dada, quanlo a occasiao olfcrece o momento mais
asado para esse alvilre. He o mesmo profesor que
solicita a jubilar.) no lugar que excrce, allegando
para isso motivo justo, falla de tanda para continuar
uo servieo.
Scnhores, he um fado rcronliccido por nos lodos,
que nao pido ser contestado, que oSr. r. Mavig-
nicr csteve gravemente enfermo, c ainda contina c
soffrer de modo a nao poder servir no magisterio, a
uestes termos o defeninento de seu requcrimetilo be
rondado em loda juslica. Seja elle jubilado com os
anuos que lem de exercicio no magisterio, que as-
sim se atiende ao seu direilo, e tambem supprima-
se a cadeira de obslrelicia, que por esle modo se
consull.ini inleresscs de outra ordem. A emenda
resolve bem esla questao.
Ainda outra emenda, Sr. presidente, submelli a
approvarao da casa, que me parece fundada. Ella
diz: ( le.)
Tenhoem vista crear mais urna cadeira de scien-
cias Bataneo, quando o Gimnasio Provincial oDe-
recer algum lucro.
Enteudo, Sr. presidente, que o esludo das scien-
cias naluraes deve merecer Inda nossa altenro, e
que muilo cunvm que seu entino seja posto ao al-
cance dos uossos concidadaos, de maneira que se tire
delle alguma vantagem : duas cadeira, como eslao
eslabelccidas no projeelo, talvez nao sej.-.m sudi-
cientcs para o asiudo conveniente destas materias,
e eulrelanto adoptamos esla idea, porque llovamos
altender para a situarn uanceira da provincia e
porque tomamos por modelo o plano do collegio Pedro
II da corle. Pdcdesappareceroiuconveuiuutcda fal-
la de rcuda, e neste caso sera prudente o eslabeleci-
mento mais ampio do esludo das ciencias naluraes,
cujas vantagens para nosso paizninguem contestara,
V emenda lem por fim occorrer a'esla necessidade ;
me parece no caso de ser adoptada.
A nltima emenda exprime-so neslcs termos: (IA)
Seu fim he eliminar a idea da creajao de um extr-
nalo provincial.
Parece que o artigo 122 do resulamenln de 22 de
fevereiro ullimo consigna a i.la de se crear alm
do tivmnasio Provincial oulro estabeleriiueiilo de
instrucran secundaria com o nome de Extrnalo.
Entendo que nao podemos nem llevemos ler dotis
eslabelecimenlos desla ordem, principalmente de-
pois da remocao do^Collegio das Arles para esta ci-
dade, que prcenrhe ronveniciitemenle as condires
de um extrnalo. Nao he bora que passe esle arligo
como esta redigido. porque ja leva pacscripla idea
da fundara do extrnalo, o slo talvez despertarse
a altenro de alguem para csc ponto, lie, pois, pa-
ra evitar que islo se de. e mesmo porque a provin-
cia nao pode ler He cedo um eslabelccimento desla
ordem, que solicito da casa a approvarao da emenda
que li.
Julgo ler justificado as emendas, que oflereci ao
projeelo que se discute. Nada mais Icnho a acres-
renlar.
Encerrada a discussao he o projeelo approvado,
bem como as emendas da commissn e a do Sr. Jos
Pedro, sendo rejeitadas as demais.
Entra em discussao o parecer adiado sobre a pre-
lenra de Raphael Lucci.
O Sr. Carneiro da Cunha pede renri a com-
miss3o para nao volar pelo parecer, e mesmo que
lhe consintam apresenlar algumas reflexiies em con-
trario a opima da commissn.
Dizque Raphael Lucci pede a empreza do Ihea-
Iroscm subvencao do governo, e qne elle orador
achaque este theatroji pesa maito sobre os cofres
provinciaes sem zrando proveilo que se gsslam
sommas enormes, e quo muita vezes sucre de nao
termos tbealro ; razao pela qual emende que, se se
he mal servido pagando-so urna grande subvencao,
nao liavern inconveniente em ler-se o mesmo que
actualmente se tem, sem dispendio da provincia.
Entend- mais que o peticionario n.lo vai dar re-
citas de groja, pois que para isso se lhe concede nao
s-dar represenlaces lyricas, dramticas e mmicas,
como tambera eslabelecer urna especio de lotera,
que tenha por fim chamar a concurrencia do publi-
co, o que nao aclia inminentemente immoral, como
dii a cominssao ; porque as lotera! sao autorizadas
por le, e lodos os das se conceden). Alm diso
observa que do cslabelecimeiit daeaa lotera nao
resulta beneficio ao empresario; que elle nada ga-
nba com isso, a nlo ser o augmento da concurren-
cia, porquanto quem comprar um bilbclc de Ihea-
tro, recebe um bilbele da lotera, qu nada mais
Ihc custa ; e consegiiintemcole suppOe qne se pude,
sem grande inconveniente, conceder |o que pede o
peticionario, visto baver a grande vantagem de nao
dispemlera provincia cousa alguma, licando ao ar-
bitrio d enverno fazer um contrato de maneira tal
que a moralidade publica inda sofl'ra; e por isso
offerere considerarlo da casa una emenda, alte-
rando a conclusa do parecer.
Vai a mesa e he apoiada a seguinle emenda ao
parecer da comrassao :
a He a commissao de parecer que seja o presiden-
le da provincia aulorisado a contratar com o suppli-
canlc na forma de sua pelillo, ou cnmojulgar mais
conveniente.Manat Joaquim Carneiro da Cu-
nha.
u Sr, l.uiz Filippe : Estando na emenda,
que acaba de ser oflerecida pelo nobre depulado,
consignada a dea c pon-amento da commissao, vislo
como sendo esta, no parecer quo arabou de ser lido,
de opiniao que se oeste ao presidente da provincia
facnldade para contratar rom Raphael Lucci a em-
preza do Ibcatro de Sapta-Isauel, do modo que mais
v.i atajos fosse i provincia.e contendna emenda essa
mesma dsposro, a commissao rulen.leu que np
convinba sobre este assumplo, eslabelecer urna ques-
lo de redacrao, que em ultimo resultado ficaria
reduzida. Porlanlo, estando com o nobre depulado
de accordo quanlo ao fim que se lem em vistas, de-
clara que aceila a emenda, deixando de contrariar
cerlas doulrinas sustentadas pelo nobre depulado.em
conlraposirao as cmitlidas no parecer, relativamen-
te ao jogo, porque em sua emenda tal respeito
guardo absoluta reserva.
Encerrada a discussao he o parecer approvado
com a emenda.
Continua a discussao do parecer adiado sobre a
pretendo do arrematante dos Afogados.
O Sr. Meira:Sr. presidente, cu nilo esperava
agora essa discussao, mas lendo-me compromctld
por ler pedido a palavra, nao posso dcixar de fazer
algumas reflexiies.'
O peticionario fez um contrato acerca da ponte dos
Afogados, concluio a obra e marcando a le a prazo
de 12 mezes para dentro delles correr a sua respon-
sabilidade, acontece que j tem decorrido 15 ou 16
mezes.
Tambem succedeu qne no principio da obra foi
elle obrigado a soffrer um abate de 10 por cento,
cm consequencia de urna imperfeirao que se deu na
mesma obra, crcio que pela qualidade da madeira.
Dcpois em consequencia de um estrago proveniente
da chela, entendeu tambera a repartido das obras pu-
blicas dever responsabilisa-lo. O peticionario recor-
reu ao presidcnle, e esle remelleu a pretencao a esla
assembla. Ora, eu creio que ra nobre commissao
reconhece a juslira do peticionario quando o consi-
dera isenlo ilanhriuMrau de fazer o reparo de que a
ponte necessita em consequencia do estrago prove-
niente da chela do anno prximo passado; e nem
podia deixar de ser assim, quando o nobre depulado
o Sr. Mello Reg, que he um dos membros da com-
missao, no seu parecer acerca dessa questao, publi-
cado no Diario de hontein, deu mesmo a conhecer
que com efleilo o peticionario era digno de alguma
altenro, vislo como talvez so nao desse verddeiro
zelo da parte doencarregado da obra, qne deixou-a
ehegar a ponto de muilo adianlamcuto, para enlao
conhecer do estado dclla.
O Sr. Mello Pego:Por falla de zelo, nao.
O Sr. Meira:Seria por oulra circunstancia,
mas o nohre depulado parece que reconherau que a
obra j eslava bem adianlada quando sofireu essa
impugnarlo. Por tanto j v a casa que eu me nao
opponho a rcsolueo do parecer que conclue cm fa-
vor do peticionario exonerando-o dessa responsab-
lidadc; maso peticionario fica lalvez aluda mais onera-
doapezar deisentar-se desse onus,coiiliniiando a res-
ponsabilisar-se pela obra, por que alm deja ler de-
corrido 15 mezes, eslao a complclar-se 16 e anda
a repartirao das obras publicas nao provdenciou a
respeito da entrega, c recchimeulo d'ella.
O Sr. Mello Reg:Nem o poda, fazer.
0 Sr. Meira:O peticionario (salvo o engao) of-
Icreceii a esta casa um oulro requerimento, pedin-
d que fosse exonerada da responsabildade da obra,
afim de que pudesse receber dos cofres pubjcos o
que lhe he devido cm consequencia desse conlralo :
parece-me pois que o meio de por urna vez acabar
com eaaas rcclamac.cs, seria declarar o parecer, que
o peticionario brava desde j salvo de loda a res-
ponsabildade da obra.
O Sr. Mello Pego di um aparte.
O Sr. Meira : Mas ha um oulro requerimento
na casa, o nobre depulado ji o leu ?
O Sr. Afeito Reg : i.
O Sr. Meira : J lem decorrido 15 mezcs.e por
isso entendo que se deve mandar receber a obra li-
cando o arrematante salvo da responsabildade, afim
de que possa receber o que se lhe esl a dever, por-
que a lei marca o prazo de 12 mezes para o arrema-
tante correr o risco da obra, entretanto, que para
peticionario j lem decorrido mais de 15 mezes e
contina a correr responsabildade.
O Sr. Mello Reg : O nohre depulado est ar-
gumentando com urna base falsa, porque nenhum
parecer exisle a respeito do segundo requer-
metilo.
OSr. Meira : Sim, mas quiz Iraze-lo discus-
sao para provar que com efleilo o peticionario nao
pode ficar salvo c garantido cm seu direilo ; nao
pode o parecer da commissao scr-lhe favoravel, como
he de juslica, a nao ser elle desde j desonerSdo de
toda a responsabitidade pela obra, e me parece que
essa resolucalo a respeilo de sua inlcira deso-
ncra deve ser lomada desde j, deve-se aulorsar
ao presidcnle para isso, e nao remeller-lhc o reque-
rimento para elle decidir, porque o presidente, co-
mo ja disse, mandeu para aqu a p.relenco de que se
trata, e a coinmssao cntendeu que o peticionario de-
va ficar desonerado da obrgar.lo de fazer esses re-
paros.
O Sr. Mello. Reg : Isso he urna cousa que nao
esla prevista, mas a oulra esla.
O Sr. Meira : Se o presidenle remetteu para
esta assembla es'ta queslAo insignificante a respeito
da obrigarao de o peticionario fazer nu nao os repa-
ros de que a punte necessita, como nao poder a ca-
sa resolver tambem a respeilo da secunda pelirao,
slo he.desonerar o peticionario de loda responsabi-
ldade que ha nessa obra, por isso que j ella tem
corrido por um prazo muilo superior a quelle que
a lei eslabelece'f Neste sentido me animo a offereeer
urna emenda ao parecer, alim de que fique o peti-
cionario desonerado de loda responsabildade, para
poder leccbero que selhe esla a dever, vislo como
j.i tem decorrido mais de 15 mezes, c ainda nao foi
recebida pela reparlic-ao competente a entrega da
obra.
Demais, Sr. presidente, esla minha emenda be
consequencia do parecer, porque a obra ainda no
foi recebida por causa dcsle incidente que dependa
da decisau da casa ; he o motivo que da a reparti-
r das obras patuleas para no receber essa obra,
slo he, por nilo saber se a responsabildade do peti-
cionario pelo reparo di obra seria ou nao reconhe-
cida.
Ora a commissao de obrai publicas reco-
nhece que o peticionario nao pode estar sujelo aos
reparos de que a poni necessita, logo esla decidida
a queslo principal, e a obra no caso de ser recebi-
da, porque a sna responsabildade s era de 12 me-
zes e j lem decorrd muilo mais tempo : porlanlo
creio que nao he destituida de boas razos a emen-
da que oflercro ao parecer e que espero mereca a ap-
provarao da casa, por ser de toda a juslica e equi-
dade. .
Vai mesa e be apoiada a seguioda emenda :
o Emenda addiliva ao parecer.
Ficando o peticionario desonerado de loda e
qualqoer responsabildade sobre a obra arrematada,e
com direilo a receber o que ainda se lhe esliver a
dever.Meira.
O Sr. Meira faz. algumas rcflexe.
O Sr. Mello Pego explica os fundamentos |do pa-
recer da commissao e combate a emenda do Sr. Mei-
ra, notando que ello vai nao s envolver a assembla
n'aquillo que por urna lei volada pela mesma assem
li Ira he da compctenria do poder administrativo, co-
mo tambem vai alterar as disposiro da lei que es-
tabelecc o meo, svstema c melltodo que se deve se-
zuir no recchimeulo de qualquer obra, sendo que
Ihc parece que be incurial revogar-se urna lei por
una emenda n um parecer da corarais-'; pelo que
julgo que a referida emenda, se nao he urna soper-
fluidade. que em nada obriza ao governo como o
orador cnlcnde, lem um alcance pernicioso e peri-
goso que a casa dte ler em vistas e prevenir.
O Sr. Silrino op|ie razoes s apresealadas pelo
depnlado o Sr. Mello Reg, e sustenta a emenda ad-
diliva ao parecer da cinmissao das obras publicas.
OSr. Metra:Sr. presidcnle', eu creio que a
minha emenda em disrussan nao he ofTensiva da le,
romo encara o nobre depulado e muilo menos se ba-
seia em um fundamento que se nao acba na pelirao.
Diz o peticionario (l):
O que beque se findou a 28do passado? 15 mezes.
O Sr. Vello Pego :Conla com o lempo que se
gaslou antes do rendimiento provisorio.
O Sr. Meira :Eu cont de quando se devia con-
tar o aun da responsabildade.
O Sr. Mello Reg :Nao, senhor, nao he de
entao. *
OSr. Meira :Mas. se nao se desse esse inciden-
te, a obra podia ser recebida '.'
O Sr. Mello Pego d um aparte.
O Sr. Meira :No dia 28 de marco venceram-se
15 mcz.es, mas agora cumpre saber quem devia car-
regar com a responsabildade durante esses 3 mezes
de excesso. Devem esses 3 mezes corref contra o
peticionario alem desse abato qae j soflreu ?
O Sr. ,1/el/o Pego da um aparte.
O Sr. Meira :Mas a reparlicaoo que diz'.' que
nao pode receber a obra em consequencia de eslar
'affecta ao governo a questao dos reparos: ora, se
a repartirao diz. que ella nao pode receber a obra s
cm consequencia do incidente, cuja decisn depende
da assembla, he porque reconhece que he lempo de
recebe-la.
O Sr. Mdh Reg :Era 28 de marco.
O Sr. Meira :Nao, porque anles dissu j elle
linha dirigido seu requerimenlo a esla assembla.
O Sr. Mell O Sr. Meira : Sr. presidente, eu argumento
com o requerimento do peticionario, com o parecer
da commissao e com a lei, e digo que se a repartidlo
das obras publicas recusou aceitar a ponte sob fun-
damento de que nao eslava ainda decidida a questao
dos reparos, he porque sem duvida a ponte podia
ser recebida, se tal circumstancia se nao dera para
obstar a isso ; mas a commissao acaba do recoube-
cer que esle incidente nao pode fazer carga ao pe-
ticionario, que elle n,l pode ser respnnsavel por se-
mclhaiile occurren:ia ; logo nssisle-lhe o direilo de
pedir que sejaconsiderada a ponte como" recebida
desde o momento em que o devia ser, se aquelle in-
cidente se n.lo desc : isto be o que me parece in-
eonlestavel e de acord coma lei que diz: (l)
V-se pois que alem dos 12 mezes marcados por
le para a responsabildade (do arrematante, decor-
reram mais tres, como j fiz ver, e todo esse lempo
consumi a reparlicao, duvdando se devia receber
a ponte em consequencia desse mesmo incidente ;
mas, forroso be anda repetir esta argumentarlo a
assembla acaba de reconhecer em sua sabedoria,
qia o peticionario nao pode ser responsavcl pelos
estragos provenientes da chea, como he de jutliea,
opor consequencia reconhece ipso fado que elle esla
uoseu direilo pedindo que a ponte sja considerada
como recebida.
Porlanlo, Sr. presidente, em vista mesmo da le
entendo que a emenda est no caso de ser recebida
lano mais quanlo agora leudo o peticionario recor-
rido a esta assembla, taluez nao v adiar boas dis-
posicocs da parle da repartirao das obras publicas, e
fique assim cxposlo a soflrer anda novos prejuizos ;
e por isso entendo naos de juslira como de cquidade
queso mando considerar a ponre como re< chula, fi-
cando elle inteiiamento descuerado no sentido da
emenda que oflereci ao parecer.
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
ta a sessao.
Sessao' em 19 da abril de 18S5.
Presidencia do Sr. Baro de Camaragilie.
Va ti X feita a chamada-, acham-sc presentes
29 scnhores depulados.
O Si: Presidenle abre a sessao.
O .Sr. 2." Secretario le a acia da scssao'atitece-
denle, que he approvada.
OSr. 1." Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.'
Um oflicio do Sr. secretarioda provincia,remetien-
do o requerimenlo do procurador da cmara muni-
cipal de Olitida Jos de Mello Cesar de Andrade, a
que se refere a ultima parte do parecer da commis-
sao de orramenlo desla assembla de 6 de maio do
anno passado, ao qual vem annexo resultado lo
exame a que se proceden as contas da mesma c-
mara, a commissao que por S. Exc. Tora Horneada
em vii ludo do mesmo paiecer. A' commissao de
orramenlo municipal.
Um requerimenlo dos cscripturarios do consulado
provincial, pedindo o pagamento lo accesso dos ven-
cimenlos que Ihc compelalo desde o. lempo que lo-
maram posse dos logares .que eslao exercendo, crea-
dos pelo regulamento da presidencia de 23 de de-
/.embrn de 1852..V commissao de ordenados.
Oulro de l.uiz de Pinho Borges, 1. escripturario
da Ihcsouraria provincial, que tendo requerido sua
aposcntadorla com o ordenado proporcional em vis-
la da lei n. 82, entendeu o governo da provincia de-
ver aposntalo segundo a lei n. 276, pelo que vem
recorrer o supplicanle a esta assembla, pedindo sua
aposentadoria nos termos da lei n. 32.A' commis-
sao de legislarlo.
Sao lidos e approvados os seguidles pareceres :
A commissao de polica reconhecendo a necessida -
de de crcar-sa mais un official para a secretaria des-
la assembla, prope esla crearao, bem como apr-
senla para servir o novo logar o cidadao Francisco
Xavier Carneiro Lns, que se ada servindo interi-
namente na mesma secretaria, devcudn vencer o or-
denado do "OOj como 2. oflicial.
Paro da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 19 de abril de 1855.Parao de Camara-
gibe.Luiz Filippe de Souza /.eao. Joao Jos'
Ferreira de Aguiar.
a A commissao de obras publica, industria c ar-
les, Icndo examinado a proposta dirigida a esla as-
scmbla pnrllenrique Ijibson e Manocl de Barros
Brrelo, que oflerecem fazer a gaz a Uuminarao
desla cidade, recebendo por cada combustor 180 rs.
por nolc, prcro porque actualmente se paga cada
larnpcilo de azeile, com tanlo que o numero dos
combuslores n3o seja inferior a 1000; he de parecer,
alientas as vantagens e superioridade da Iluminar
a gaz, que na lei do ornamentse aulorisa o governo
a contratar dita Iluminarn rom os mencionados in-
dividuos sob as bases por elles oflerecida, ou cora
oulro qualquer, que melhores condiroes offere-
eer.
a Sala das commisses 1'.) de abril de Isa. /'.
Raphael de Mello Pego.Silrino Caralranli de ti-
buqiieriiue.
u A commissao de e-tat 1 di. .1 desejando emillir um
voto seguro acerca da represenlacao qoe a esta as-
sembla ilirieiram os balotante- da fregueza de Ipo-
juca, pedindo a crearao de urna villa na povoacode
N. S. do O', perlencenle aquella mesma fregueza,
he de opiniao que acerca dcsle requerimenlo seja
ouvido o Exm. presidenle da provincia.
a Sala das commissocs 18 de abril de 1855./('-
lo de Campos.,/. J. Carneiro da Cunha S'lca
Braga.
B A commissao de eslalislica, a quem foi prsen-
le urna represcntacTio dos povos da povoacao de Agua
I'rcla, pedindo a restaurarlo de sua anliga villa, he
de opiniao que se consullc ao presidenle da provin-
cia sobre a conveniencia dessa resolurao, visto exi-
girem as melindrosas circumslancias daquelle lugar,
que se proceda com toda a moderaran e prudencia
em ludo que diz respeito aquella localidade.Pin~
lo de Campos. Manoel Joaquim Carneiro da Cu-
nta.Silva Braga.
Ho lido, julgado objecto de deliberarlo e man-
dado imprimir o seguinle projeelo :
n A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. nico. Ficam approvados os compromissog
das irmandades do SS. Sacramento de Paje de Flo-
res ; do Divino Espirito Santo, erecta no convento
dos religiosos franciscanos desla cidade ; e do SS.
Sacramento do Bom Jardim ; revogadas as dispos-
roes cm contrario.
a Sala das commissocs 19 de abril de 1855. P.
FarejaoP. MorralPinto de Campos.
He lida e approvada a redaccao do projeelo nu-
mero 9, sobre a companhia cosleira de vapores.
He lido e adiado, por ter pedido a palavra o Sr,
Laccrda, o seguinle pai :cer :
A commissao de commercio e obras publicas,
(endo lomado na devida consideracSo |o oflicio do se-
cretario da provincia, que acompanhou o projecto e
remenlo de edificio necessario a accommodaeao do
tixmnasio, creado pelo reglamento de 32 de feve-
reiro do corrente anuo, dependettle da approvarao
desta casa ; entend! que, importando a remessa do
dilo orramenlo e projeelo a esla assembla um pe-
dido do fundos precisos para a ronslrucro do refe-
rido edificio, deve ser ouvida a commissao de orra-
menlo provincial, a cujo cnibecmenlo prope a
commissao de obras publicas que seja submcllido o
mesmo pedido./'. /{. de Mello Pego. Augusto
F. de Oliveira.
He lido julgado ohjerin dr deliberar c mandado
imprimir o seguitrtc projecto :
a A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
b Arl. uiiico. Fica o presidente da provincia au-
lorisado a conceder a M.-mel Vieira de Barros Mar-
reca, professor de inslrucro elementar do 2." grao
po bairro do Recifc, e a Joaquim Antonio de Castro
Nuiles, professor de inslrucro elementar do 2.* grao
do bairro de S. Jos, a gratificarao de que ti ala o
o arligo 60 do regulameulo de 12 de maio de
1851.
r Sala das commissocs 11 de abr! de 1855. A-
prigio Guimaraes./'. Farejao. n
O Sr. Clementino faz algumas reflexes tenden-
tes a fazer sentir, que o seu discurso pronunciado em
tima das sesses passadas, foi publicado com bstan-
les erros lypographicos, alguns dos quaes allcram o
sentido de suas proposiroes, e porjisso julgon a pro-
posito pedir a palavra.
O Sr. SUvino :Leudo o Diaria de hoje, tambem
encontr o meu mime assignado .u'um parecer de
commissao a que nao perlenro : poderia dispensar-
me de fazer reclificaroes, porque a nobro commis-
sao deu o seu parecer de maneira, que nao pede ser
. i-ii-iiiuvel. mas acho que eslas incorrecres lypo-
graphicas nao sao boas, e por isso pero a palavra pa-
ra fazer eslas pequeas reflexes. N'um parecer da
commissao de petires* a que nao perlenro, vem o
meu nome no parecer dado a respeilo de Aisenio
Fortnalo da Silva ; vejo que foi erro de lypogra-
phia, sahio o meu nome em lugar do Sr. Siqueira
Cavalcauti.
ORDEM DO DIA.
Enlra em discussao e lio approvada a emenda em-
palada ao projeelo 11. 15 sobre o Intrnalo, e na
qual seeleava 1:20oy ordenado do professor dede-
enho.
Submettido a votarao, lio o projeelo approvado
em segunda discussao. sendo a requerimento do Sr.
Clementino dispensado o intersticio,
1.a discussao do projeelo n. 19.
u A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
Arl. 1. Fica o governo aulorisado a dispender
pela renda do exercicio de 1855 a 1856, com > paga-
mento da divida dos evercicios lindos, constante da
relarao que a esla lei acompanha, a quanlia de
5:Iim;.si r-., lleven I a conta desla despeza ser
dada com a das desperas do mencionado exer-
cicio.
Arl. 2. Ficam revogadas todas as disposires
em contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 16 de abril de 1855.Jos Pedro da Sil-
va. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha.
He approvado sem debate.
Enlra em primen discussao o he approvado sem
dbale o projeelo n.... que marca os limites entre as
freguezias de Ipojuca e Seruhaem.
Segunda discussao do projecto u. 13, que concede
diversas loteras.
- /ao i ijesa as scbjintcscmcndas e arligosaddt-
livos :
11 Ficam igualmente concedidas 3 loteras da
quantia de .50 conlos rs. cada urna : al.'a matriz
de Pao d'Alho, a 2.a .1 igreja do Pilar desla cidade,
a 3." a matriz de Santo Amaro de Jaboatao. S. R.
Fpaminondas de Mello..Manoel Clementino.
Siqueira Cavalcanli.Vciga Pessoa. o
a Ficam concedidas as irmandades de Nosia Se-
nhora do Amparo da ordem lerceira de S. Francis-
co, e do Seuhur Bora Jess dos Passos da (iraca cm
Olioda, a cada urna, duas loteras dc50 cuntes de ti.
cada uina. S. R.Castro Leao.
Ficam concedidas 6 loteras de 120:0008 cada
urna, para o seu producto servir a edilicaro da ca-
sa do Gimnasio Provincial, devendo ser ellas extra-
hidas de preferencia a qaaesquer oulra-. A-
guiar.
Posto volos o projecto, he approvado com a c-
incuda e arligos addilivos.
Continua a discussao do parecer adiado sobre a
prelenrau do arremtame da pobl dos Afoga-
dos.
O Sr. Mello Reg faz algumas considerares em
favor do parecer, e coolra a emenda do senhor
Meira.
Encerrada a discussao he o parecer poslo voslos
e approvado com a emenda.
Eulra em discussao o parecer adiado da commissao
le obras publicas, sobre a pretencao de Joao Viei-
ra de Mello e Silva, arrematante da obra do acude
de Caruar. v
Vai mesa e he apoiada a seguinle emenda :
Emenda ao parecer da commissao de ornamento e
commercio. He a commissao de parecer que seja
rcmellido o requerimento do supnlicanle ao piesi-
denle da provincia, para cm vista dos documentos
que elle produzir, deferir como entender de juslica.
Barros Brrelo.
Dcpois de algumas observacoes das Srs. Barros
Brrelo, Carneiro da Cunha, Lacerda e Catanho, he
a emenda approvada, Picando prejudicado o pare-
cer.
Segunda discussao do orramenln municipal,
a Art. 2. A cmara municipal da ci-
dade do Recifc hcaulorisada a dispen-
der com os objecto designados nos-
paragraphos seguales, a-quanlia de
71:781*1000.
a 1. Com a secretaria : sendo com
o secretario l:000rs. com o oflicial
maior 800?, com quatro amanuenses a'
6OO5 rs. cada nm, servindo um delles "
de porlciro, 2:1005 rs., e com o cor-
reio e servente da casa 300$- l:500jOUO
2. Com a contara, sendo com o
procurador a porecntagem de 6 por
cento, em todas as rendas da cmara,
calculada de modo que mo seja infe-
rior a 1:5005, e nem exceda de 1:8009
rs., dando-se-lhc mais :l003de grali-
ficacao, 2:1003 rs., e com o contador
700000rs.......... 2:8005000
a 3. Com os empregados externos,
sendo com o advosado 1005 rs., com o
solicitador :|509 rs., cora o oflicial .de
juslira 1505 rs., cora ns tres fisraes das-
freuez.ias do Rerfe, Sanio Antonio e
S. Jos, lendo cada um 3509 rs. de or-
denado, e ignal quantia de gralifica-
c3o, 2:1009 rs com o da Boa-Visla
8OO9 rs. sendo 1009 rs. de ordenado, e
igual qusnliade gratificarao, que|deve-
r ser percebida, bem como a daquel-
les pelos supplentes que os subslitui-
retn em qualquer impedimento : com
os fiscaes do Poro e Afogados, tendo
cada um 4009 rs., 8009 rs., com os de
S. Lourenco, Jaboatao. Vanea e Mu-
rbec.i, sendo 101X5 rs. a cada um M|
rs., com o crurgiao de partido 6OO9
rs.,comoeugenheiro cordeador 1:1X109
rs., com 8 gardas munieipacs, que ex-
crcero comulalivametitens lugares de
repezadores, percebendo animalmente
cada um 240 rs., 1:9209 rs. 8&209000
o *. Com o cemiteri publico,sen-
do com] seu administrador 1:2009 rs.,
com o porleiro 5005 rs., com os dous
guardas, lendo cada um 500J rs..
1:0009; com,o jardineiro 3609 rs., com
15 trabaIhadores, devendo os'paga-
mentos a estes ser feilos semanalmen-
ta no eslabelacimento s preprias par-
tes pelo procarador da cmara em vis-
la dos pontos e folhas de ferias, rubri-
cadas pelo administrador, e revistas
pela conladora 3:6009 rs., e com as e-
venluaes IOO9OOO....... 7:060j>0(
o 5. Com o alOguel do paco da
cmara 5005rs.,com oeinedienle cim-
pressoes 400 rs., com o tribunal do ju- "
ry e eleirnes 2:0O rs., com as cusas
dos processos crminaes2:0009000 rs.,
comazeileea agua para as prises
5009 rs., com a limpeza econservara
do calramenlo das ras6:000 rs., com
o concert dos predios, perlenceiues a
miinicipaldade 4:000 rs., rom os ne-
sociot forenses 500 rs., com desappro-
priares G:000 rs., com despe/as e-
venluaes 2:0009........23:9OO0OO
Despezas extraordinarias.
o 6. Para couclusao da obra da ca-
pella do ccmilerio publico 6:000 re-
para a estrada do mesmo ccmilerio
2:000 rs.......... 8:O0O0OO
a S "- -Para a obra do maladouro
publico 10:(KX)9 rs., e com a de um
mercado publico 10:000 rs. 2O:0OOOOO
71:7809000
Vai a mesa a seguinle emenda :
Supprimam-se as palavrasdevendo al conla-
dora. S. R.Aguiar.ii*
lie approvado o anigo, e regeilada a emenda sem
discussao.
Art. 3. A cmara municipal da cidade de 0-
linda, he aulorisada a dispender com os objeelos de-
suados nos paragraphos seguinlcs a quanlia de rs.
3:695.
n S I.Com o ordenado do secretario
600 rs., com o do porleiro 300 rs.,
com 6 por cento do procurador calcula-
dos na forma da le, 210 rs., lendo
mais a gralficarao de 150 rs., com a
|iorcenl.igcm de 20 por cento aos fis-
caes,percebendo os das duas freguezias
de Mamaneuape, Paratibe e Bcberbe
0rs, cada um, 150...... 1:8109000
i 2. Com o advogado..... IjOjOOO
11 3. Com o expediente c despe-
zas mensaes '........ 609000
r 4. Com o p.-sameiiL.> de Gustas,
de processos criminaes e ronlravenccs
de posturas, inclusive o que se est a
dever ao ex-escrivao Eduardo Daniel
Vello/ de liiiivara, bem como aos her-
deirosdo escrivao Joaquim Jos Cyria-
co, ea Filippe do Nascimento de Va-
ria ............... 7769000
o 5 Com azeile e agua para a ca-
deia..........'.. 100*000
61 Com o calramenlo de roas,
concert de predios e obras muid-
paes............ 4009000
a 7. Com o jury o eleiroes. l.VfcjOOO
8. Com despezas eventuaes e js-
signatura do Diario....... 15O9O0O
9. Com o que se esl a dever a
Manoel Luiz da Vcigo. ..... 690<>n
3:695000
Arl. 6. A cmara municipal da cidade da Vclo-
ra, he aulorisada a dispender com es objeelos de-
signados nos paragraphos scguinles, a quantia ders.
1:9779000.
"S 1 Com.o ordenado do secretario
loo rs., com o do porleiro 80 rs.,
rom o do ajudanle do dito 709 rs., com
os seis por cenlo do procurador calcu-
lados na forma da le, em 2659 rs., e
com o fiscal da cidade 200 rs. .
S 2. Com o, ordenado do advo-
gado............
n $ 3. Com o jury e eleiroes. .
*. Com o expediente e despezas
iniudas. ,.........
a i 5. Com o guarda dos pesos, ba-
lancas e aceo dos arougue?. ....
S 6. Como pagamento'dos"furos
dos terrenos orcupados pela cmara. .
7. Com o pagamento de cusas
dos processos por cnnlravcnr,ts de pos-
turas, wnprehendida a divida dos em-
pregados de juslica.......
o S 8. Com o alugucl da cata da t-
mara.' ...........
9. Cora agua e azeile para a ca-
deia............
10. Com o enlerramenlo ttns ca-
dveres de indigentes, e de animaes.
11: Com despezas eventuses e
assignalura do Diario. .....
a 5 12 Com obras municipaes, re-
paros, limpeza de ra, ficando a c-
mara aulorisada a construir um mer-
cado publico, e bem assim a gratificar '
a um consenvador com a quanlia de 50
res............2:50091X10

Vai mesa a seguinle emenda :
X Depois da palavra 20 por cenlo, diga-se a um
fiscal que servir para as duas freguezias de S. Pe-
dro e S. S. R,Castro Leao.n
Depois de algumas explicaces dadas pelo Sr. Cas
Iro Leao, s duvidas proposlas pelo Sr. Theodoro, he
o arligo approvado, bem como a emenda.
' Art. 4. A cmara municipal de Iguarass heau-
lunsada a dispender com os objeelos designados nos
paragraphos seguinles a quantia de 1:815.
I. Como ordenado do secretario
3009 rs., com o do porleiro 80 rs.,
com o do ajudanle do porleiro 50 rs.,
com a porcenlagem do procurador 6
por cento, calculados cm 120 rs., e
com o scajJiU* r........ tT7O00l)
0 2- expediente e impres- ,
sos.......v-'^^j. 609000
S 3. Com o jury e elercoes. .-. 8O9OOO
' 4. Com cusas dos processos e
contra venenes do posturas. .' 150000
a 5. Com azeite e agua para a ca-
ueia............ 25000
S 6. Com despezas eventuaes. 509000
5 7. Com obras municipaes, cal-
eameuto e limpeza de. ras .... 8009000
1:8359000
He approvado sem discussao, bem como vs se-
guinles :
Art. 5. A cmara municipal de lioianna lie au-
lorisada a ilispcnder rom os objeelos designados nos
paragraphos seguinles, a quanlia de 4:166000
res.
I. Cornos empregados, sendo o
ordenado do secretario 400 rs., e do
porleiro 200 rs., o do ajudanle do di- az
lo 605 rs., o do procurador 6 por cen-
lo calculados na forma da le, 200., o
do fiscal 200 rs., percebende o sup-
plenle melade, quando esliver em ex-
ercicio .... ...'.... 1:0b0000
2. Com o ordenado do advogo-
3. Com o crurgiao da munici-
palidad.. .......... 200.5000
a 4. Com o repezador do arougue 50000
o. Com o expediente e despezas
niiu.las........... 2|000
$ 6. Com os foros dos terrenos oc-
cupados pea cmara...... 25000
7. Com o jury e eleiroes- 50000
8. Com o pagamento de cusas
de processos e coulravenries de pos-
tura........... ', 1209000
a 9. Com obras municipaes, calca-
metilos e limpea das roas, e reparos
de predios.......... .009001)
1 { 10. Com o aluguel da rasa que
serve para a ribeira do pexe. 609000
a S 11 Com .0 aluguel de urna casa
que serve de maladouro publico na po-
voacode Cruangy....... GU9OOO
S 12. Com azeile e agua para a
cadeia........... 1."j0000
i< ^ 13. Com o ordenado do admi-
nistrador do maladouro publico. 505000
a 14. Com o tratamenlo dos enfer-
mos pobres, recolhidos a sania casa da
Misericordia ,....... 200&000
11 S 15. Com as despezas eventuaes
e assignatura do Diario ..... 1168000
4:l6650tXI
1:0159000
2OO9OOO
170SO0O
30*000
96*000.
369000
JOOjrKX)
12OO00
709000
809000
1600001)
i
1*
-
. *
4:9779000
MUTILADO
Maji *'


X
s

Art. 7. A cmara municipal ra villa ro Cabo, he
aulorisaila a dispender rom osohjeclos designados nos
paragraphos seguintes, a quantia de n. 1:2329185.
5 I. Com os empreados, sendo o or-
denado do secretario 1:20a rs., com
o do porleiru2#rs., com o do procu-
rador, seis por ret lo calculados na for-
ma da Ici, 2ii.>si5, com os fiscars das
regue/ias a poroentagem de vinle por
renlo, ralcnliida em 208 rs..... 191IJ&1
2. Com o eipediente e despezas
miudas........... 10JJ000
3. Como jury e eleires. OJOOO
4. Com o pagamento de cusas de
processos rriminaes, e de infracres de
posturas........... 108*95(1
5. Com a:eite o agua para a ca-
dea- ..........' 405000
S t- Coro as despenas eveuluaes t as-
ignatura do Diario....... 509000
7. Com obras municipaes e con-
cerlosderuas.......... 381*390
DIARIO OE PERMIMBUCO QUINTA FEIRA 26 DE ABRIL DE 1855.
1:2329185
Arl. 8. A cmara inuniripai re Nazarelh. lie au-
torisada a dispender com os objeclos designados nos
paragraphos seguintes a quaulia de rs. :i:t8C3U00.
~ I.Cuin os ordenados dos emprega-
dos sendo com o secretario 3005000, o
porleiro. 60^000; com o continuo
(JO7OOO; com os seis por cenlo do pro-
curador calculados em 120JOO0;cornos
fiscaes das freguezia* a porcenlagem
calrulaila em 60)000, sendo que o fis-
cal da cidade no poder perceber
nunca menos que 80*000...... XfOfOOO
S 2. Com o advogado da cmara. 1508000
S :l. Com o expediente, mpresses,
e despezas miudas ... .... 303000
4. Com o aluguel do paru da ca-
963000
1009000
300*000
5. Com o jury e eleicjies. .
6. Com o pagamento de cuitas, e
conlravenrOes de postaras......
7. Com obras municipaes e limpe-
za de ra", tirando a cmara municipal
obrigada a construir um cemilerio .
S 8. Cora despezas eventuacs e as-
sjguatura do Diario.........
0008000
70*000
::8t>9000
Vai mfia a seguinte emenda :
Com azeilc e agua pora a cadeia 508. Veiga
P'ttoa.M
Verleando-se Bo baver casa, fica a discussSo
adiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia c le-
vanta a sessao.
ERRATA.
Nos Iraballiosda seso de 18, publicados no Dia-
rio de honlem, deu-se a (roca de um pequeo dis-
curso do Sr. Silvino, em lugar de outro, porlanto
depon da ordem do dia. onde dizo Sr. Silvino
oppoe razes, deve ler-se :
O Sr. Sitcino:Peco a palavra para provocar ex-
plicarOes do nobre autor da emenda: ignoro em que
conriieoes se acha esse mojo, desejo nicamente que
o nobre deputado me informe a tal respeilo, para
que eu poisa votar conscienciosamente.
"REPARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 25 de abril.
!Ilm. e Exm. Sr.I.evo ao conhecimento de V.
Etc. que, das diflerentes participarles lionlem e
hoje recebidas nela repartirlo, consta que foram
presos :
Pela subdelegara da freguezia de S. Jos, Joilo
Francisco do Rosario, para correccao.
Pela subdelegara da freguezia da Roa-Vista, o
escravo Luiz, por suspeit, e o prelo Sabino, cscra-
v* de Anlonio lleurique, para correcto.
E pela subdelegada ra freguezia dos Afosados,
llanoelJoaquim de Suiiza Negreiro. para recrula.
Por oflicio datado de hoje parlicipou-me o sub-
delegado cja freguezia da Boa-Vista, que hoje ama-
nheceta arromhada a taberna de Andr Nauzer, si-
ta na ra do Camino d'aquella freguezia, eque pa-
ra illi se ririginro e procedendo a competente vis-
toria e mais diligencias necessarias, rcconbeccu que
urna das porta? do estabclecimenlo fura viulcnlada
pela fechadura, declarando os peritos que o arrom-
bamento fora praticado de fora para dentro, e vice
versa achando-se sobre o balcite um forman e urna
barra eoosislindo o roubo feilo em gneros como
ch(, manleisa. etc., sendo que exislinrio urna cor-
respondencia pelo interior da taberna com a casa em
que reside Nauzer. e leodo este ha tres dias decla-
rado-se fallido,lornou-se por isso suspeito c em con-
jcquenciu foi recolhido a custodia, bem como um
seu caixeir'o para se averiguar o faci.-
O iiNmiio subdelegado participou igualmente, que
endo noticia de que o negociante allcmiio Merman
Merlliens, morador na ra da Uniao, fora ronhado
em a noiie de honlem, havendo os ladros que cram
. dous, entrado por urna janclla, cuja veneciana le-
vanlaram dirigira-se immedialamente a referida ca-
sa, e averiguando o faci, soube que o roubo havia
constado de dous relogios um de o uro e oulro de
prata', que estavam pendurados sobre a parede, eva-
ilindo-se osladres logo que o dilo Merthens acom-
inetlido por elles, tratou de gritar pedindn soccorro,
cm cuja occasiau luclando rom um que eslava ar-
mado de urna faca, recebeu alguns ferimenlos as
mflos. ,
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policin de
Pernambuco 25 de abril de 1855.lllm. e Exm.
Sr. couselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos i* Paita Teixeira.
DIARIO DE PERMB1JC0.
A assembla discuti cm lerceira discuss?o oorra.
menlo provincial, ficaudo adiada a vularao por le-
rem-se a presen lado diversas emendas : fallaram so-
bre a materia os Srs. : Baplisla, Jos Pedro, Mello
Reg, Calanho, Campos, Brandan.
Foram noraeados para a comtnissao que Icm de re-
digir a represenlarflo que lem de ser dirigida as-
sembla geral sobre o direilo que lem esla provin-
cia .1 freguezia de Taquara os Srs : Brandao, Sil vi
lio c Souza Carvalho.
Entrando em lerceira discusso o prnjecto dos
ejercicios lindos, toi oflerecida urna emenda, Picando
por isso adiada a volarlo.
Aordem dodia comprehende a primeira volato
das postaras do Recite ; a-segunda das emendas ofle-
recidas em lerceira ao ornamento provincial, e a
continuaran da mesma.
Certifico que polo meu carlorio niln correu, ncm
pende processnde fallencia dos supplicanles; tam-
bem nao existe arralo, sequestro, e nem penhora
nos estalielecimentos que os supplicanles menrionam
emsua pelir^o retro; o referido lio verdade.Rc-
cife 21 de abril de 1855.Era fe re verdade.Ma-
noel Jaquim Baplisla.
Manoel Jos da Molla, escrivad vitalicio do juizo ro
civel e tommercio resla cidade do Recife, por S.
M. 1. e C, ele.
Ccrlifico que pelo meu carlorio nao con cu nem
corre processu de falleucia dos supplicanles, c nem
existe amalo, penhora c sequeslro nos eslabclcci-
menlos que os supplicanles menrionam.O referido
be verdade.Recife23 do abril ilc IN55.Subscrevi
assienei.Manoel /Ot da Molla. ,
Pedro Tertuliano ra Cunha, escrivao valirio ra va-
ra ro civel nesta cidade do Recife, ele.
Certifico que ro meu carlorio nao consta que fos-
se julgada fallencia alguma dos supplicanles, e nada
mais consta.Recife 23 re abril de 1835.En f
de verdade.Pedro Tertuliano da Cunha.
Certifico que pelo meu carlorio nilo existen] aulos
tic fallencia contra os supplicanles, c nada mais cons-
S. amigo, aliento, e criado obrigado. Joaquim
Francisco de Paula.
Rerifo 21 do abril re 1855. '
(E-lava rcconliccido.)
------ m.....
ALLOCOCAO DIRIOIDA AO EXM. PRESIDEN-
TE DA PROVINCIA POR UMA COM1BSSAO
DO CORPO DE COMMERCIO DE MAMAN-
Cl'APE.
lllm. cExm. Sr. presirculc.Os ncgocianli~ do-
ta villa, sabendo que V. Exea veio honrar com .-na
presenta, nao quizeram perder esla occisiilo de ma-
nfeslar-lhe o apreco cm que lem a pessoa re V.
E\r. e o respeilo que lhelrihulam, nao lano como
delegado do gOverno supremo, como principalmente
por ser V. Exc. aquello, que rom vonlade enrgica,
soube adoptar a honrosa divisamelhoiamenlos ina-
teriaesoseuraiira individual na provincia.
Para significar a V. Exc. estes senlimenlos ro res-
peilo c graiidao, os negociante! deela villa, enlre os
quaes temos a honra re nos conlar, nos mandaran]
em commissao a V. Exc. trazer-lhe a expressflo dea-
KI mesmos senlimenlos, e Icslcniuuhar-lhe os seus
volos pela continuarao e prosperirade re. sua admi-
ta.Recite 25 de abril de 1855.O cscrivao, Joa- "ls,ra':;i" "> mesma senda que eslrcou..
qitim Jos l'ereira dos Santos. ^ '"a lle Mamanguape 31 de Janeiro de 1855.
lllm. Sr. major Joaquim Elias re Moura.-Ten- I J" A"?u*1 d" Amaral.-Fnu.-ite Joaquim Pc-
1 V. S. a pedido meu earaniido kUraa Da quanl K*^ Barnto.-^aoniaJoavtm da Costa Cui-
re 7:0009000 rs. a casa de I.ecomte Feron&C. a! ^ ternandes lieira.-Antonio Jos
quem minha mana Rosa .Mana, re quem-sou procu-
PUBLICARES A PEDIDO.
AO PUBLICO.
O abano aignado corno prociinidor
bastante e administrador de sua mana
liosa Mara dosPrazeies Henriques, nro-
piictaria tjoe foi da livrarift etvpogra-
pliia eatabelccidas na ra do Colegio n
20, pagou espontanea e amigavelmente
todos os dbitos desses estabelecimentos
sem abate de juros e menos de capital; e
se ha. algum credor que assim nao osse sa-
tisfeito, o declare afim de ser indemniaa-
do. Recife 20 de abril de 1855.Leo-
nardo Antune Meira Henriques.
lllm. Sr. Dr. jaiz do commercio.Diz o padre
Leonardo Anlunes Meira Henriques, por si e como
procurador bastante e administrador de sua mana
Rosa Mara dos Prazeres Henriques, proprietaria
que foi de ama livraria e (ypographia establecidas
na ra do Collegio n. 20, que se Ins faz mister que
V. S. se sirva de mandar que os escrivaes desle jui-
zo certifiquen] se pelos seus respectivos carlorio-. e
dos autos que nellet se ha prncessado, consta alguma
scnlen;a deste juizo, julgando os supplicanles falli-
dos de boa ou de ma f, ou mesmo alguma reuniao
e concordata de rredures; e bem assim qualqier ar-
resto, sequestro ou penhora feilos naquelles estabe-
lecimentos para pagamento de stias dividas; e nesles
termos:Pede a V. S., digne-ee do de/erir-lhe
como requer. E. R. Me. //onardo Antunes
Meira Henriques.
Cerliflqoem.Racife 21 .lo abril de 1833.$Hra
Caimuraes.
Manoel Joaquim Baplisla, escrivao interino do ci-
vel e do commercio, nesla cidade do Recife de
Pernambuco, ele, ele.
rador bstanle, era devedora. e lenro-se venriilo
somenle urna deltas ra quanlia re rs. 1:8299000,
sondo que loras as mais se lem de vencer a prazos
do 4 mezes at 1855, vou rogar a V. S. o favor de
dizer-me se dita minha mana se acha pu nao des-
cuerada desse debite, bem como V. S., e se em con-
sequencia re lal garanta V. S. descmbolcou por si
quanlia alguma para o seu pagamento, ou leve al-
gum prejuizo, pois que estamos promplos aindcm-
nisa-lo, noque temossatisfarao, talvez 11.I0 inferior
a que nos resullou da desonera de sua garanta que
s por grande infortunio cu solicitara.
Son de V. S., ltenlo venerador e criado.Leo-
nardo Antunes Meira Henriques.
S. Casa 20 de feverciro de 1854.
lllm. e Rvro. Sr. r. Leonardo Antones Mei-
ra Henriques. Em rcsposla a sua caria relro,
sou a dizcr-lhe que as lellras do que (rala e que fo-
ram por mini garantiras na referida imporlancia,
j se achara pagas por V.*., mesmo as que nao es-
tavam vencidas, e que em cousequencia desla ga-
randa eu nao soffri prejuizo alsum, assim como que
V. S. actualmente nada me deve, e nem lenho eu
lellra alsuma re V. S. por mim garantida e nao
paga. Tenho a distincla honra cm subscrever-mc
re \ S. muilo aliento criado, amigo e compadre.
Joaquim FU as de Moura.
Seu sitio das Rozeiras, i de fevereiro de 1834.
(Eslava reconhecido e sellado.) ,
lllm. Sr. Dr. Leonardo Antunes Meira Henriques.
Em rcsposla a sua caria supra devo significar a V.
S. cm abono ra verdade, que a Exm. Sr.a sua ma-
na nada mais deve ao meu cnnslilunle Sr. JoSo
Joaquim Vieira proveniente da compra que ella ha-
via feilo a este senhor da loja de livros cm quo V.
S. ma falla, sendo eu mesmo o proprio que recebi a
sua imporlancia, c o premio pela demora, sem que
para isso me'.fossc necessario mover execurao alguma
conlra a mesma senhora. Pode V. S. fazer us res-:
la minha rcsposla, lora lilha da verdade e do meu
dever, e dispor da inulilidade do de V. S. muito al-
enlo c obrigado criado.Francisco Joao de Barros.
S. Casa 21 de abril de 1855.
(Eslava reconhecido.)
lllm. Sr. Dr. Leonardo Antunes Meira Henri-
ques.Em resposla a sua caria supra sou a rizer-
Ihequc V. S. se acha desonerado dos credores que
me conslava existir nos estabelerimenlos re que tra-
ta, e que me foram vendidos, e por orcasiao ressa
venda nenhum abale de capilal e de juros se fez em
favor da senhora sua mana. Devo arrrescenlar que
nessa occasiAo anda V. S. separou alguns livros pa-
ra si, dos quaes alguns me venden posteriormente
e uniros rvi-t.-n na liVraria em pequeua porr3o pa-
ra scrcm vendidos por ciinla de V. S. lfc o que me
cumpre dizer por amor da verdade, podeudo V. S.
fazer o uso que lhe convier.
Sou de V. S. aliento venerador.Domingos Fer-
reir das Seves (iuimaraes.
S. Casa 23 de abril re 1855.
(Eslava reconhecido.)
lllm. e Rvm. Sr. Dr. .Leonardo Antunes Mei-
ra Henriques. Permilla-me que responda aqui
mesmo. Tive Iransaetes com V. S. Em ajuslc re
conlas, houve um saldo a meu favor quo me foi sa-
lisfeito por V. S. sem que me resullassc daino
ou algum prejuizo ressa lransacrao.
Sou com eslima de V. S. aliento venerador e cra-
do../naci Francisco dos'Santos.
Recife 21) de abril de 1855.
(Eslava reconhecido.)
lllm. Sr. Dr. Leonardo Anlunes Meira Henriques.
Em obsequio a verdade e em resposla a caria de
V. S. cumprc-me dizer que havendo cu como ad-
vogado dos Srs. I.ecomte Feron & C, intervndo
enlre elles e V. S. como procarador da lllm. Sr."
D. Rosa Mara dos Prazeres Henriques, sei que V.
S. se desonerou totalmente para com aquelles se-
nhores, sem que dcllcslivesse o menor abate quer
em relarao ao principal, e quer cm relarao aos juros.
Consta-mc oulro sim que V: S. (ambem se arba res-
oneraro para com lodos os mais credores, c isso por
ouvr dizer a diversos. Creio haver salisfeln a V. S.
que mandar suas ordens ao de V. S. amigo e eollc-
ga muitu aliento e obrigado.Dr. Antonio Fcente
do Sascimento Feitosa.
S. Casa 24 de abril de 1855.
(Eslava reconhecido.)
lllm. Sr. Dr. Leonardo Anlunes Meira Henriques.
Em rcsposla a caria cima lemos a declarar que. a
Sra. 1). Rosa Mara ros Prazeres Henriques esl in-
leiramenle desonerada com a nnssa casa, e tambem
V. S., e que nao se fez abate algum em favor della,
ncm re V. S., mas sim em favor ros compradores do
eslabelecimento.
Recife 24 de abril do 1835. Ueomte Fe-
ron csi C.
(Eslava reconhecido.)
lllm. Sr. Dr. Leonardo Aniones Meira Henri-
ques.Em resposla a carta supra cumpre-me dizer-
Ihe que V. S. do nada me he devedor, porquanlo
me pagou o que devia, principal c juros mdicos,
conforme cu Ihevjxgi. l)e V. S. alenlo venerador
e criado.Luiz Antonio Seqneira.
S. C.23de abril de 1835.
(Eslava reconhecido.)
lllm. Sr. Ih. Leonardo Anlunes Meira Henri-
ques.Tenho a responder a V. S. que eslou pago
e salisfeito por inleiro re loras as Iransaccoes que
Uve com a lllm.' Sr." Rosa Mara dos Prazeres
Henriques, como proprietaria ra livraria ra ra do
Collegio n. 20, decujo cstabolrciinenlo V. S. era ge-
rente. He o quanlo cm rcspesla lenho a dizer-lhe,
podeudo fazer della o uso que llic convier. De V.
S. ltenlo venerador e criarlo.V. Lasne.
Rece 21 re abril de 1853.
I Eslava remullendo.
lllm. Sr. r. Leonardo Antunes Meira Henriques.
Salisfazcnro ao que V. S. de mim quer, tenho a
dizer em abono da verdade que V. S. me pagou loras
as lellras que os Srs. viuva Beltranr & Filhos de
Lisboa conlra V. S. sacaram a pagar a minha orrcm
sem que por nenhuma ras diversas vezes que tive
saques conlra V. S. fosse preciso nzar dos meos ju-
diciaes para (aes pagamentos, qae-seguuro me cons-
ta erara provenientes de remessas de livrps que os
mesmos Srs. faziam a V. S. pra sorlimenlo ra loja,
n.o 20, da ra do Collegio, n'esla Cidade.. Pode V.
S. fazer d'esia minha reposta o uso que julgar con-
veniente, e crer que sou do V. S. aliento venerador
e obrigado.Miguel Jos Alee
S. Casa 24 de abril 1S",.'i
(Eslava reconhecidaj
lllm. Sr. Dr Leonardo Anlunes Meira Henriques.
Em resposta a caria supra de V. S. cm data de
22 do torrente, lenho a dizer primeiro, que recebi
todos os meus ordenados vencidos at lins de 1853
como caxeiro que fui da loja de livros da ra do
Collegio, n. 20, por seler coucluido por esse lempo
a venda comeeada aos Srs. Ricardo de Freilas &
C", (e nao concluida por desinlelligcnrias enlre os
socios de dita firma, com o Sr. Domingos Ferreira
das Neves Gumaraes; segundo,.que nenhuma escri-
plurarSo foi laneada oos livros da casa para essa ven-
da, e por occasiao d'ella; e tereciro, finalmente qne
nenhum abale recebeu a casa dos seus credores, cem
quem me consla eslar quile. He ela a resposla que
lenho a dar a V. S. a quero dou faculrade de usar
d'ella como lhe aprouver. Sou com respeilo de V.
COMMERCIO.
PIUCA DO RECIFE 25 DE ABRIL AS 3
MORAS DA TARDE.
Cotaces olciaes.
Em 24 re abril denotadas 3 horas.
Desconlo re lellras re 2 mezos9 ". ao anuo.
Dito re ditas de 5 a 9 mezes10",; dem.
Vendas de acees ra companhia Pernamhueana20
% d premio.
Em 25 de abril.
Assucar raascavado especial1,->950 pur unofaa.
Dilo dilo escolladol.jVOO a 15930 dem.
Dilo -nincuo29150 dem.
Desconlo de lellras de 2 mezes9 % ao auno.
Frele de alsorao ra Parahiba para Liverpool112 d.
e.50 'I, por libra.
ALFANDEllA.
Rendimento ro dia 1 a 21. 196:8803280
Irerc do dia 25........ 15:2283052
212:1081332
Descarrcgam hoje 20 de abril.
Barr inglezaMedoramcrcarorias.
Brig e inglczll'cslmorlundidem. .
Ingleza/iriT/Ai/assucar.
Brig e brasileiroMara Lusia 'pipas e barricas
vasias.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia t a 2. .
dem do dia 25
G0:S9Kf2l
2:875?939
63:772*360
INVERSAS PROVINCIAS.
Kenrmenlo do dia 1 a 2i. .
dem do dia 25........
4:87.5*686
.1215631
4:9979320
Exportacao'.
Liverpool-por Macei, bricue jnglez nRunin-
mede, de 302 toneladas, conduzio o seguinte :__
210 saccas com 1,178 arrobas c 14 libras de alcodao,
300 barricas de bacalliao e parle ra carga que Irouxe.
Falmoulh, brigue riuatnarquez Roberl, de 243
toneladas, conduzio o seguinte : 3,200 saceos com
16,000 arrobas de assucar.
RECliBEDORlA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEKNAMBUCO.
Rendimenlo do da 1 a 21. 14:8380219
dem do dia 25........ 1:1:i.-X7i
. -- ibaast\23
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo ro da t a2f. 46:8705961
dem dodia 25...... 2:3218215
49:1923176
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 25.
Parahiba4 rias, hiale brasileiro ciConceirau de
Marian, de 27 toneladas, meslrc Bernardno Jos
Banileira, cquipagem 4, carga loros de mangue ;
a Paulo Jos Baplisla.
Rio Graude do Sul32 das, patacho portuguez
Especulador, de 163 toneladas, capilao Manoel
Josc re Araojo, equipagem 9, em lastro ; a Bal-
lar ,V Oliveira.
Mar Pacifico, leuilo sabido de New-Bedford ha 10
mezesGalera americana ((Rodmatin, de 371 to-
neladas, capito L. Allin, equipagem 28, carga
azeile ; ao capilao. Veio refrescar e segu para o
mesmo porto.
Liverpool15dias, brgc iuglez Westmorlund,
de 195 toneladas, capilao A. Ilalidav, equipagem
11, carga fazendas e mais gneros ; a Me. Calinnut
iS Companhia.
Conslanlinopla67 das, barca ingleza Ignis Fa-
leus, de 174 toneladas, capilao John llessiler
equipagem 11, carga Tazendas c mais gneros ; a
Schramm Whalely & Companhia.
Parahiba3 dias, hiale brasileiro Flor ro Brasil.),
de28toneladas, meslrc Joao Francisco Marlm-.
equipagem 5, carga loros re mangue ; a Vicente
Ferreira da Cosa.
New-Caslle51 dias, galera ingleza Indus, de 419
toneladas, capilao J. Blucch, equipagem 16, carga
carvito ; a Me. Calmonl & Companhia.
Mar Pacifico, tendo sabido de New-Bedford h] 2:1
mezesGalera americana ; toneladas, capilao A. 11,. Macomber, equipagem
23, carga azeite; ao capito. Veio refrescar e
' segu para New-Bedford.
Parahiba7 dias, hiale brasileiro aCamos, de 31
toneladas, mestre Izidoro Brrelo de Mello, cqui-
pagem 4. carga loros de mangue ; a Juslino da
Silva Boavsla.
Nado* saludos no mesmo dia.
Kans pela ParahibaBrigue sueco Emil, capilao.
J. Hall, carga assucar.
BarcellonaBrigue hcspanhol Restaurador, capi-
lao Anlonio Fonlanills, carga algnilao c couros.
Ilha de FernandoPatacho nacional Pirapama,
eommandanlc Gamillo de Lellis Fonseca. Sabio
honlem as 6 horas da larde.
EDITAS7~
O lllm. Sr. 1." escriplurario servndo re ins-
peclor da Ihesourara provincial, em enmprimento
do disposlo no arl. 34 da le provincial 11. 129, man-
da fazer publico, para conheciiiienlo dos credores
hvpolhecarios, c quaesquer Inloftasidos, que foi rc-
appruprada a Francisca Joaquina do Nascmcnlo,
viuva re Jos Luiz Paredes, parle de um sitio na es-
Irada dos Remedios pela quanlia de 6005000 ; e que
a respectiva proprietaria lem de ser paga do que se
hedeve por senielbaule resappropriaQo, logo que
erminaro prazo de 15 dias, contados da dala desle,
que he dado para >s reclamares.
E pafd.cmislar se mandn afiixar o presente c pu-
blicar pelo Otario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 11 de abril de 1835.O secretario, A. r. da
Annunciacao.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Sant'Antonio do Recife ele.
Faro publiro, nao obstante j o ler feilo por difle-
renles vezes, que em|visla do arl. 5do til. 5 ras p, |.
luras municipaes re 30 de junho de 1849, he in-
leirameule prohibido fazer-se despejo desre as 7
horas ra manli;la al as Oda imite ; pena de paga-
rem a multa eslahelccida pelo cilado arligo.
E para que os seuhores dos escravo?, e ludas as
mais pessoas a quem perlenccr, nao alleguem igno-
rancia fazo prsenle, que sera publicado pela iro-
prensa.
FiscallsocSo da freguezia de Sanl'Anlonio do Re-
cite 23 de abril de 1855.O fiscal, Manuel Joaquim
da Siha P.ibeiro.
O fiscal da freauezia de Santo Anlonio faz
constar a lodos os moradores ra mesma freguezia,
qae pelo arligo 5 do titulo S das posturas municipaes
de 30 de junho de I847,as vasillias.nas quaes secon-
duzirem as iromundic'es, serio cnbcrlase lavaras de-
puis do despejo, pelo que passa a fazer effecliva a
molla decretada pelo cilaro arligo, a quem infringir
semclhante disposieao conforme ltimamente lhe
(Cm recommendaro a cmara municipal. Fiscalisa-
rao da fregoetia de Santo Antonio do Recife 23 re
abril de 1855.O fiscal,
Manoel Joaquim da Silva llibeiro.
O fiscal da freguezia de Sanio Anlonio de no-
vo faz sciente aos moradores da referira freguezia,
que os nicos lugares aonde se deve fazer o despejo
sao : caes do Ramos junio a ribeira, porlo do I'oci-
nho e travesa da ra Bella, oalr'ora Mundo Novo ;
eque lodo escravo que cm oulros lugares lizer dilo
despejo, o sen dono esl sujeilo 1 mulla de 49000 de-
cretada no artigo 5 do titulo 5 (las posturas munici-
paes re 30 de junlio de 1819. I'iscalisarao da fre-
guezia-de Sanio Antonio ro Recite I re abril do
1855.O fiscal, Manoel Joaquim daSilca Ribeiro.
O lllm. Sr. 1." escriplurario, servindo de ins-
pector ra Ihesourara provincial, em rurapriineiilo
ra resolurSo ra jimia ra blenda manda fazer pu-
blico, quo os reparos urgentes precisos un acude do
Caruar, vao novaineule prara 110 dia 16 de maio
prximo vinrouro.
E para constar se manilou afiixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria ra lliesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de abril re 1855.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciariio.
O Dr. Rufino Augusto re Alincira, juiz municipal
supplcnte ra 1 igonda vara commercial rcsla cida-
de do Recife, capital ra provincia de Pernambu- i
co e seu termo, por S. M. I. e C. o Sr. I). Pedro !
II, a quem Ucos suarde ele.
Paco saber aos que o prsenle edilal viran, que
Jos Anlonio Bastos e oulros me fizer.im o requeri-
inenlo de audiencia ro theor seguinte :
Aos 28 de marco de 1855, nesla cidade ro Recito
de Pernambuco cm audiencia publica, que aos fei-
los e parles dava o lr. juiz municipal supplenlc da
segunda vara e commercio Rufino Augusto re Al-
meira, nella pelo solieilaror Manoel l'ereira Ma-
aalhaes, procurador ros excqucnles Jos Anlonio
Baslos e oulros, foi dilo que para a presente audi-
encia Iraziam citados aos executados os herdeiros de
Francisco Carneiro da Silva c oulros para verem
assignai dez dias penhora feila em dinheiro. c
que se passe editaos para scrcm rilados os rrcrorcs
iucerlos (lestes, e requera fossom os mesmos aprc-
goados, enAo comparecendo, ne;i oulrem porelles,
lirasse a arrao proposta cm juizo c por assignados
os seis dias a penhora feila em dinheiro, c que se
pastera os edilaes; o que visio e ouvido pelo juiz
mandn apregoar aos cxecularos pelo porleifn do
juizo Jos dos Sanios Torres, que o fazenro na for-
ma ro estilo deu sua f re nao comparecerem, ncm
oulrem porelles, pelo que houve o dito juiz a acrao
proposla cm juizo e por assignados os dez dias a pe-
nhora feila cm dinheiro, c que se passem os edilaes
na forma requerida, de que liz esle termo extrahido
do protocolo de audiencias a que junlei a pelicao
mandado, lermo re penhora, citae.'io e um docu-
mento que adianle se segu.Eu Manoel Jos da
Molla, escrivao o eserevi.
Em ciimprimculo do qual se passsu o prsenle
com o prazo re dez das, afim re serem citados os
credores iucerlos dos executados para verem seguir
a execurao nos termos.
E para que chreuo ao conhecimciilo de todos
mnndei passar o prsenle, c mais 2, sendo I pu-
blicado pela imprensa, e os oulros alixados nos luga-
res desiguados por le.
Dado e passado nesla riilade ro Recife de Per-
nambuco aos 21 de abril de 1855.
Eu Manoel Josc na Molla, escrivao o subscrevi.
Rufino Augusto de Almtida.
O Dr. Custodio Manoel da Silva (iuimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel e commercn,
nesla cidare ro Recife re Pernambuco, por S.
M. I. e C. qne Dos guarde ele.
Faro saber aos que o prsenle edilal virem, que
Joaquim Pinbeiro Jacomc e oulros, me fizeram o
requerimciilo de audiencia ro llieor seguinle :
Aos 2(1 ile alu.il re 1835, nesla cidade do Recife
cm publica audiencia, que aos feilos c partes fazia
o Dr. Custodio Manoel da Silva (iuimaraes, juiz re
direilo ra primeira vara ro commercio, nella pelo
solieilaror Manoel Luiz da Veiga procurador dos
excqucnles foi requerido por parle desles fosse ran-
eado dcbaixo de pregao o execulado Antonio l'erei-
ra Vellozo, ilos 6 rias assisnados a penhora, e que
se passe editaos por 10 dias para serem rilados os
credores incerlos. O que ouvido pelo dilo juiz, mau-
ilou apregoar pelo porlciro ro juizo Jos dos Santos
Torres, o qual o fazenro na forma ro eslvlo, deu fe
de nao comparecer, nem oulrem por elle. Pelo
que houve o juiz o execulado por lanraro ros 6 dias
assignados, c mandou passar edilaes na forma re-
querida de que liz o prsenle, exlrabiilo do protoco-
lo das audiencias. Eu Pedro Tertuliano da Cu-
nha, escrivao o eserevi.
Era ruinpi Milenio ro qual se passou o presente
com o prazo de 10 dias, afim re scrcm citados os
credores ircertot do execulado para verem segdir a
exccucQo seus termos.
E para que cliegue a noticia de lodos mandei pas
sar o presente, e mais dous do mesmo llieor, sendo
nm publicado pela iiuprensa, c o mais all vados nos
lugares designados.
Dara e passada nesla cidade ro Recife de Per-
nambuco cm 23 de abril do Ih Vi. Eu Pedro Ter-
tuliano da Cunta, escrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da Silca Cuimaraes.
Joao Ignacio de Medeiros Reg, cominerriante ma-
triculado, deputado commercial do Iribunal de
commercio da provincia de Pernambuco c juiz
commissario Horneado pelo mesmo Iribunal.
Faro saber quo nao tendo comparecido na rcu-
nio, que leve lugar no da 23 do ro rente, os cre-
dores da casa fallida de Oliveira Iranios v Gompa-
nlii.i, Lcunino Brothers, Jacomo & P. trras
Carboni, Gamba Scomio & Mello, Frcrcs Bosauer.
Anlonio Joaquim de Oliveira Mello, Novaes l'a
sos, Viuva Seve, Sebastiao Jos ele Figueiredo, que
residen fora desle imperio, ou dentro relle, ma-
cm domicilios nao conhecidos, por nao ler sido s
convocacao feila scgundo'o arl. 135 do rcgulameno
lo 11. 738 de 25 de novembro de 1850, convoco pe-
lo presente edilal a rilos credores para que compa-
rerura no dia 4 re junho ro enrenle auno, pelas 11
huras ra manli.i, cm casa da minha residencia na
ra ila Cruz 11. 9 ro bairro Xlo Recife, afim de que
reunidos em minha presenca, enm lodos os mais
credores ra mesma casa fallida, verifiquen] os seus
credilos, se forme o contrato de uniao, e se proce-
da a nonieacao de administradores des bens da di-
ta casa fallida, sdvertindo que nenhum credor se-
r adniillido por procurador se esle uao tiver pode-
res especiacs para o aclo, c que a procuracao nao
pode ser dada i pessoa que seja devedora aosfalli-
aIos, ncm um mesmo procurador representar por
dous .diversos credores. Em cumprimenlo ro que
loros os credores ra referida casa fallida comparr-
ram em dilo dia c lugar designado, sob pena de
se proceder a suas revelias.
E para que chegue ao conhcrimenlo ro lodos
mandei passar o preseute edilal, que sera afiixaro na
prara ro commercio c publicado pelo Diario de
Pernambuco. Dado e passado nesla cirade do Re-
cife re Pernambuco aos 27 rias ro mez de Janeiro
de 1853. Eu Diuamerico Augusto do Reg Kangcl,
Escrivao juramentado o eserevi.Joao Ignacio de
Medeiro* llego, juiz do commercio,
Jos Antonio Baslos, commerriaule matriculado.
repularo commercial do Iribunal do commercio
da provincia de Pernambuco, e. juiz commis-
sario.
Faro saber, que no dia 9 de junho do rorrenle
anno pelas 11 horas da manli.la na casada minha
residencia na ra da Cadeia do bairro do Recife
n. 34 ha re ler lugar a reuniao Jos credores da casa
commercial fallira re Bichan! Ilovlc na confornii-
rade do arligo 135 ro rcgulaincnto n. 738 de 25 de
novembro de 1850, afim de que reunidos cm minha
presenca lodos os credores, verifiquen) os sem cre-
dilos, formem o contrato de solio, e procedam a
nomcaeao de administradores dos bens da referira
casa fallida, arverliudo que nenhum credor ser ad-
mitlid.i por procurador, se este nao tiver poderes
especiaes para oac!o; e que a procurarlo nao pode
ser dara a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador represenlar por dous
diversos credores. Em cumprimenlo do que todos
os credores da referida casa fallira co'inparecam cm
rlo dia e lugar designado, sob pena de se proceder
as suas revelias.
E para que Chagua ao ennhecimente de lodo?,
mandei passar o presente edilal, que ser afiliado
na pracado commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco.
Dalo e passado nosla cidade do Recite re Per-
nambuco aos h dias do mez ro fevereiro de 1855,
Eu Diuamerico Augusto do Reg lian.el, escrivao
juramentado o eserevi.Jos Antonio Basto, juiz
commisaro.
Joao Pinlo de Lemos,; commenradur ra ordem de
Chrislo, commerriantc matriculado, drpulado
commercial ro Iribunal do commercio ra provin-
cia de Pernambuco c juiz commissario :
Faro saber que nao tendo comparecido na reuniao
que leve lugar no dia I1.) re Janeiro ro rorrenle au-
no, os credores ra rasa commercial fallida re Deanc
\oule iS; C, que resircm fora re-te imperio ou ren-
Iro relle, mas em domicilios nao conheciilos, por
nao ler sido a convocacao feila segando o arligo 135
ro rcgulamenlo u. 738de25de novembro de 1851}.
convoco pelo prsenle crital a ditos credores, para
que conip.irer.ini no riull ds junho do concille
anuo pelas 11 horas ra mauliaa, na rasa da residen-
cia ros mesmos fallidos, na roa ra Cadeia ro bairro
ro Recife 11. 52, aliin .le qua reunidos cm minha
presenca lodos os credores ra referida rasa fallira,
veriliquein os seus crditos, rcliberem sobre a con-
currala ou tormera o contrato de uniao e procedam
a Hornearan re administradores ros bens ra dita ca-
sa fallira; adveriiro que nenhum .-redor sera ad-
milliro por procurador se este nao tiver poderes es-
peciaes para o aclo, c que a procuradlo n;To pode ser
dara a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador represenlar pur dous diversos
credores. Em cumprimenlo ro que lodos os credo-
res da referida casa fallida, comparcc,am em dilo
lia o lugar designado, sob pena de se proceder as
suas revelias. E para que chegue ao coiibccimenlo
de lodos mandei passar o prc-enle edilal, que ser
alBxado na praca do Commercio e publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dado c passado nesla ci-
rade do Recife ro Pernambuco aos 9 de feverciro
re 1855. Eu Diuamerico Angosta ro Itero Kangel,
escrivao juramentado o eserevi. Juo Pinlo de Le-
mos, juiz commissario.
DECLARAGO'ES.
RANGO DE PERNABJBUCO.
O Raneo de Peniuinlnico loma c da'
letltas sobre o Rio de Janeiro Maneo de
Pernambuco 7de abril de lS,").O se-
cretario da direcrao, Joao Ignacio de
Medeiros Royo.
Pela eubdelegaeia le S. Jos do Recife se so-
nancia, a adiara re 2 bahs, conlendo dentro dellcs
roupa re homem com a firma !'. J. D. M.: quem
fojr sen dono comparece, nesta subdelegada a qnal-
quer hora para llic seren entregues. Subdelegara
de S. Juse do Rente 23 re abril de 1855.O subde-
legado, Eduardo Frercrco BauM.
CONSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm camprimcnlo ro
art. 22 ro rcgulamenlo re 14 re dezemhro re 1854,
faz publiro, que foram aceitas as propostas 'le Joa-
quim Jos Thimoleo Pinlo, Ricardo re Freilas Ri-
beiro, J0.I0 Pinto re Lemos Jnior, Isaac Gurio&C,
Timm Momsen & \'na*sa, Manoel Davina das Ne-
ves Teixeira Baslos, Joaquim Jos Dias l'ereira, An-
lonio Pereira re Oliveira Ramos, c Domingos Fran-
cisco Ramalho, para fomecerem :
01.", 4 livros em branco paulados com 200 folbas
cada um, meia cncarcrnarao, com lombo de couro c
ponas de talan, a 1(l;t|(lil rs.
U 2., 2 livros paulados com 200 folbas cada um,
a 63OOO rs.
O 3. 1,000 covados de panno azul para sobrecasa-
cas, a 25:(00 rs.
O 4.", 507 covados re panno azul para calcas, a
19950 rs. ; 129 ditos de dito cor de rap, a 39600
772 varas de brim branco liso para frdelas c cairas,
a 380 rs.
O.5., 93covados de panno prelo para polainas, a
29900 rs. 78S dilos re bollaiida re forro, a 105
rs.; 771 varas de brim liso para lrdelas o cairas, a
380 rs.
O (i., 500 caadas de azeilc de carrapalo, a
640 rs.
07.", 30 'j caadas re azeile re coco, a 9f160fS.;
6 iluzias ro pavios, a 100 rs. ; 42 libras de fio re al-
orao,.a 5.50 rs. ; 108 esleirs de palha de carnauba
escolbidas, a 180 rs.
8.0,27 lioneies com galAo do ouro para os msi-
cos do 10." balalhao, a 7QO0O rs.
O 9., 233 boucles par o meio balalhao do Cea-
r, a 19:180 rs.
E avisa aos supradilos vendedores que devem rc-
colher os referidos objeclos ao arsenal de guerra no
dia 20 do correle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal re guerra 24 re abril de 1855.
Bernardo Vereira do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
AVISOS MARTIMOS.
Real Companhia de Paquetes liij;lezes a
Vapor.
No dia 1 de
maio espera-se
ra Europa um
do- vapores ra
Real Compa-
nhia, o qual
rrpuis ra de-
mora ro cost-
me seguir pa-
ra o sul: para
passageiros, etc., trala-sc com os ageutes Adam
son Howie C, na rus ro Trapiche Novo n. 12.
PARA O PORTO.
O patacho portuguez oEspecularor devora partir
dentro de 20 dias por ler dous trros ra sua rarsa
prompla : quem uo mesmo quizer carregar a frotes
muilo razoaveis, se poder entender c&in os consig-
natarios Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia do Re-
cife, cscriptorio n. 12.
RIO DE JANEIRO-
O brigue nacional FIRMA, capito
Manoel de Freilas Vctor, seguo com bre-
vidade para o Rio de Janeiro, para car-
ga, passageiros e eserayos a fete para os
quaes tem excellentcs commodos: traa-
se com os consignatarios Novaes &C., na
ra do Trapiche n. i, 011 com o capilao
na praca.
AO MARAMIAO' PELO CEARA'.
. A escuna nacional Flora, capilao Joaquim Jos
Alves ras Neves, sesuc* com hrevidarc ; para o res-
to doscu carreganiciilo, trala-se com os consignata-
rios Antonio re Almeida Gomes & Companhia, na
ra ro Trapiche Novo n. 16, segunro andar.
PARA 0 RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu em
poneos dias, por ja' ter parte de seu car-
regamento prompto: para o resto, da
carga, passageiros eesclavos a iete, tra-
ta-se com .Manchado di l'inlieiro, no largo
da Assembla sobrado n. 12.
Para o Acorten' e Granja sabe rom Inda a bre-
virade a escuna S. Josn ; para o resto da carga e
passageiros, (rata-se na na do Brum n. 16. e na
prara* do commercio com Manoel Jos de S Araojo.
Leilao de fazendas inglezas.
Barroca & Castro faro ieilao, por intervenrao
ro senle (llrveira. re um complete sorlimenlo "de
fazendas inglesas re algodao, linbo, laa e sera, re-
cenlemente despachadas : quinla-feirs, 26 do ror-
renle, as 10 horas damanhaa, no seu arraazem, ra
da Cadeia do Recife n. 4.
O agente Borja far
leilao em seu armazem
na ra do Collegio n.
15, de urna qoanlidarc
re jbjeclos riflercnlcs,
como obras re marci-
nciria re varias ipiali-
dades, chapeos prelos
france/.es, ditos de fel-
m Iro c do Chile muilo
finos, nina porrao re fazendSS francesas, obras re
ouro e prata, reinlos para a'gibeira, ditos re pare-
de. elr.. e oulros milites objerlos que se adiar ao
patentes no da ro leilao: quinla-fcira 26 ro cor-
renle, as 9 lloras em ponto.
Francisco Xavier Cavalcanlc Lins far leilao ,
por-inlervenrao do agente Oliveira, do seu extenso e
OSO lenle silio em terrenos proprios, na traves'sa da
Casa forte para o Arraial, com rasa grande devi-
venda construida re podra e cal, e mais umaoulra
de taipa aind'a por acabar, rom liaslanles coiumnros
para prelos, estribara, cocheira, e um grande le-
Iheiro sobre pilares com manseroura no centro para
animaos ; esta bem plat-laro de laranseiras, jaquei-
ras, mangneiras dendeseiros, cafeseiros, e multes
oulros arvoi eros fructferos : ofpreteudenles prem
luro examinar rom anliriparAo ao da ro leilao, que
lera luCar no labbado, 28 ro correle, au meio ilia
em ponte, no esrriplono ro referido agente, cm mao
de quem se acha a copia ro titulo respectivo.
Estando a rclirar-sc para Inglaterra a familia
ro (inado lleurique Tavlor, os leslamenteiros reslc
far.lo leilao, por oterveocSo ro agente Oliveira, ra
mobilia seguinle sotos, cadeiras, mesas rerouras
C CODSolos, com lampos re 111 irnii.ro linros qua-
rros, marquezas, u'uarda-ruupas commodas, mesa
d janlar clstica, aparadores, lavatorios, espelhos,
locadores, lcilos para casados c solleiros, sendo al-
guns de ferro, banlieiros, urna machina moderna pa-
ra engommaro, um buhar com todos os pertenees,
um ptimo piano, esleirs de salas, um ropiaror re
Carlas, urna earrocn nova rom arrcios para ravallo, c
ilom ,lo varios oulros artigos ulcis, urna vacca in-
gleza, 2 excellcnlcs canos grandes, um incleze ou-
lro fabricado nesla cidare, cun os compelemos ar-
rcios : sexta feira, 27 do correnlc, as 10 horas d*
mauhaa, no sitio ro Sr. tieorge kenworlhy, em que
morn rito finado, logo inmediato igrejinha de S.
Jos no Manguinho.
O asente Oliveira faro leilao, por aulorisarao
do respectivo juizo. das fazeudas c armarao existen-
tes na loja da mas-a do .Manoel Pereira re Carvalho.
sita na ra do Crespo n. 1*1. junte a do Sr. Jos dos!
Santos Neves, assim romo re ateama mobilia, e um
escravo, pericnccnies a dita massa : segunda-feira,
30 do trrenle, ao meio dia em ponto, na ndicads
loja. *
AVISOS DIVERSOS^
O hiale AMELIA segu na presente se-
mana, por ter a maior' parte da carga
prompla, para o resto e passageiros, tra-
ta-eje com Novaes & C.,na ra do Trapi-
che n. o4, ou com o capito no trapiche
do algodao.
Companhia Rrasile'ua de Paquetes de
Vapor.
O vapor
S. Salla-
dor, com-
raanranlc
O capitn
lenle V.
Navarro
Carrozo,
espera-se
dos portes do norteen) 29 do crreme, e segir pa-
ra os do sul, no dia seguinte ao da sua chegara :
agencia na ra do Trapiche 11. O, secundo andar.
Passazem. Cmara. Cenata.
Para o Rio re Janeiro. 100S000 22000
Babia. 409000 10{4K!0
Macei. 209OOO IjiOtK)
Concede-so aos passageiros -de r 25 palmos c-
bicos para nsgagem, e havendo exeesso pagarao a
razao de 300 rs. por palmo.
LEILOfeS
I.eilao que faz Manoel 'lavares Cordeiro por
tonta e rico de quem perlenccr, de 20 saceos com
feijao mulalinlio : quinta-feira, 26 do crrenle, as
II horas do dia, no caes da slfandega.
SECRETARIO DE CARTAS.
\endc-sc n secretario de cartas familiares sobre
os principacs assiimplos da vida a 15 rs. : na livra-
ria n. 6 e S da prara da Independencia.
PUBLICACAO RELIGIOSA.
Sahio'a luz o novo mez de Mara, adop-
tado pelos reverenditsimoa padres capu-
chinhos de N. S. d Penha desla cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Conceieao, e da noticia histrica da
iredalha milagrosa e de N. S. do Rom
Conselho: vende-se nicamente.na livra-
ria n. e 8 da raca da Independencia,
a EsOOO.
Precisa-se de tima criada ingleza ou
de quahpicr otitra naeiioestrangeira, pa-
ra acompanlai'urna familia para Ingla-
terra no vapor do me/, de maio, para to-
mar conla de alguns meninos: a tratar
na ruado Trapiche n. 12, escriptorio.
O cautelUla Vicente Tibnreio Cometi Ferrei-
ra avisa que lem vpo-tn venda o- seos liilheles
da l.a parle ra l.a lolcria ro Bonito, nos lugares ja
cooliecidos pelo publico.
Metes JrsiK>
Queras 19140
(lita vos 720
Decimos 600
Vigsimos :i20
M,ulaiui- C. Amara l.asnc, rclira-so para a
Europa, levando em sua companhia seu; '1 lilhosme-
nores
ATTENCAO'.
No dia. 11, as 8 horas da noile.'desapparcrcu a
crioulinha forra, de nome Hara, com iraile re 12
anuos, pouco mais, baixae meca de corpo, levou la-
patos de couro re luslre c vestido re chita branco
com aamagem miinla, a qual eslava cm casado abai-
xo assignaro, morador na ra larga ro Rosario n.
16 : roga-sc, porlanto, a loras as pessoas que della
liverem noticia, 011 quem a tiver recolhido, que par-
ticipe ao mesmo abafso a-signado, que sera recom-
pensado, e se lhe tirara muilo obrigado.
Anlonio Claudiuo Alies Comes.
Precisa-so de urna ama para o erviro interno e
externo re urna casa de hornera sultciro : quem pre-
tender, dirija-se a prara ra Inref.'iiilenria n. 14.
Luiz Jos dos Prazeres, morador no engenho
Pindobinba, sito na frcuuezia de S. I.oureuro ra
Malla ra comarca ro Recite, leudo uolicia que o
Sr. Francisco Xavier Soaresde Albuquerquo Juuiur
propalara que-lhe havia comprado um seu escravo
de nome Raphael, faz. publico pelo Diario de Per-
nambuco, que nao venden ao referido Sr. Francisco
Xavier Soares re Albuquerque Jnior escravo al-
gum, por isso que lodos os -cus escravos se achara
vendidos ao Sr. Jo-e Luiz deAnrrado Lima por es-
criptura lavrada na villa de Pao-r'Albo as olas do
labelliao Rangcl. com as clausulas estipuladas na
mesma escriplura. O annunciaule protesta empre-
ar lodo o rigor da lei conlra o autor de lal falsida-
rc, e por ni)o saber, ler nem esrrever rogou ao Sr.
Francisco Xavier Cavalcauti Lins llie lizessc a pr-
senle reclarac,ao em presenta ras lesteniiiulias abai-
xo declaradas.Francisco Xavier CatalcanU Lint,
Gabriel dos Santos, Jos de Mello Coulo.
Julius Cremers, subdito prussiauo, vai Eu-
ropa.
Juliao Crcmcrs, nilo vai a Europa.
Antonio Murcira Reis, mano de I). .Inaquin
ira Res, mora uo palco do Trro 11. H. '
Ouem annunciou querer comprar urna duzia
letras e um- sof, falle 011 procure na ra do
el 11. 21, a qualquer liora do dia, que lem as
menos o guarda-roupa, e Icm mesa de meio
la.
Estanro-se procedendo o inventario dos bens
do finado Miguel Carneiro, o leitamentciro coovida
a todos os 1 redore- do mesmo a apresenlareo suas
conlas legalisadas, na ra Nova o. 32, dentro de 8
'lio-, para serem allendidos.
.O Sr. Jos Pedro Carneiro da Cunha queira
vir no prazo de 15 dias, a conlar de-te, resgalar a
sua lellra da quanlia re reis G7#)S0 eseus juro ven-
cidos, e caso Bao veuha resgalar aq prazo cima
marcado, lera de ver seu nome nesla follia at o cre-
dor ser embolsado. Recife 25 de abril de 1855.
Manoel Gonralces de Azecedo llamos
A mesa regedora da irmandide do Palriarrha
S. Josc d'Agonia, erecta no convento de N. S. do
Carino desla cidjide, leudo re aprr*seiitar vista dos
liis cm prorissao a imagem do seu Palriarrha uo
dia 20 do rorrenle, pretende passar pelas ras abai-
vo declaradas : ra da Moras. Iravessa de S. Pedro,
paleo do iiie-1110, na das Aguas-Verdes, Trente do
terco, ra Dircila, palco ro l.i>'runente, roa da
Penha, palco da mesma, ra du Rangel, dita do
'.Inclinado, pateo ro Colicu, ra do mesmo, (lila
da Caileiif, Iravessa ra orrem, ra das Cruzes, praca
da Independencia, ra larga do Rosario, dila estrel-
la, rila das Trincbeiras, dila Nova, dila das Flores,
Camua ro Carino a recolhcr. Portante pede aos .
moradores das mencionadas roas (oda limpeza pos-
sivel, afim de uo apparecer Iransloruo algum no
transito.
Anlonio Pereira Mendes faz publico, com es-
perialirade ao commercio desla prara, que lem ven- -
.lulo osen eslabelccimente re molhados, silo na ra
1 1 "' ~' ao scu cx-caixelro Antonio Josc Vil-
lar desde o 1.- ro corrente mez, perlencendo ao dilo
Villar a cobranra de lodo aclivo perleiiccnle ao dilo
i'slauclecinienlo, e bem como deua em mo do dilo
\ illar fundos suflirienles para pagameuto prara de
todo o passivo, relativamente ao mesmo eslabe'leci-
menlo.
aaSsBBBHB -mm BBBBMaR3&
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio 11. 2,
vende-se um completo sorumento
le fazendas, linas e grossas, por
procos mais bai.ros do queemou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a relallio, ffiancando-
se aos compradores um s preeo
para todos : este esLabelecimcnto
aluio-se de combinacao com a
maior parte dis casas commerciaes
irijjlezas, rancezas, allemaas e sais-
sas, para vender fazendas mais em
con tu do que se tem vendido, epor
isto o'ereccndo elle maioros van-
tagens do que 011(10 qualquer ; o
propi-ietano desle importante es-
tabelecimento convida a' todos o
seus ijuti-icios, e ao publico em ge-
j| ral, para que venbain (a: bem dos
ctj seus interesses) comprar fazendas
g baratas, no armazem da ra do
fs Collegio n. 2, de
B Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
38 mSFmE33i&mmBB HB&gBfi
Oabaixn assijinado, lendo de fazer urna via-
gem ;i Portugal por lhe ser de muila necessidade,
deivando aqui sua casa commercial coulinoaodu na
mesma forma como ale aqui, entregue so Sr. Josc
Comes da Silva Santos para comprar e pagar, e co-
mo procuradores os Srs. Joao Fernandes Parele
\ i.iun.1 e Jos Mara da Costa Carvalho.
Manoel Moreira a Coila.
LOTERA I>E N. S'. DA CONCEICAO' DA
VILLA DO BONITO.
Aos 5:0003000, 20u00000, 1:0003000.
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira lem
exposte a venda nicamente na ruada Cadeia do Re-
cife, loja n. 45, e na praca ra Independencia, teja n
:17 o 39, um pequeo numero de bilhetes inleiros em
quarlos, os quaes inte soflrem desconlo de oito por
cento ra lei, nos (res prpnciros premios graure, se
ncllcs sahirem os tres premios cima referidos, se-
rio piouipl.luiente pagos por inteiro, logo que se fi-
zer a distribuirao da lisia geral, na roa do Trapiche
n. 36, segundo andar. Pcruambuco 25 de abril de
1855.O cautelisla,
Salusti'anode Aquino Ferreira.
VMAMAS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimenlo de modellos para
varanras e gradaras re goslo modernissimo : na
|-uiirir.o d.i Aurora, em Sanio Amaro, c no deposi-
(0 da mesma, na ra do 'ruin.
O Sr. Francisco Lins Vieira re Mello, brasilei-
ro, queira apparecer na ra da Madre de Dos, cm
casa da pessoa que inte ignora, para desembarazar
seus negocios, ro contrario se procurara os meios
judieiaes. e sii tem 8 dias para que os venha desem-
barazar, lidos os quaes lem principio judicialmente.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
More
de cu
Uam;
ditas,
de sa
. Afana se atusa a casa em Olinda, na ladeira ra
Misericordia n. 12, bem piulada c coucerlara re no-
vo: a fallar na ra ro Kangel 11. 21, ou na mesma
cidade, roa de Malhias Ferreira 11. 28.
O Sr. Joao Marlins (ionralvcs lem nma caria
na ra do Trapiche n. 17.
Aluga-sc um armazem proprio para cslabele-
cer urna padara, por ser lugar marrado pela cmara
para esse fim, leudo no fuiuio porlo re embarque,
sonro no lunar ras Barreiras : no mesmo boceo, cara
n. i, se rira quem aluga.
O abaixo assignaro declara ao respeilavcl pu-
blico, que o nome re Joaquim Jos Pereira que vem
na parlo'da polica, no Diario de 2i do correte
me/, nao se emende com Joaquim Jos Pereira, ac-
tor do Ih&alro de Saula-Isabel.
Na quarla-feira rclsevas resappareccu de casa
do major Antonio ra Silva Cusmilo, ra Imperial
11. 6i, a sua escrava Tlicreza, reprsenla ler 00 an-
uo-, punco mais ou menos, baixa, um pouco roleV-
cada, cabellos brancos, testa estrella, olbos um pou-
co apllalo-, nade-.as muilo salientes, que parece
Iraicr pannos para faze-las apparecer, porin silo
naluraes, lera em um ros I idos ras cosas bastantes
ralombos, e em um ros pos o dedo junio ao mnimo
Irepadu por cima dos oulros ; levou vestido de chita
cor de caf com flores miudas : quem a pegar, leve-a
indicada casa, que ser generosamente recompen-
sado.
Precisa-se de um negro de 15 a 20 annos, para
servico de urna casa eslrangeira : na ra da Cadeia
do Recife n. 10,
S lidiado, -j8 do rorrenle, a I hora da larrp,
repois ra audiencia ro Sr. Dr. juiz municipal sup-
liente da segunda vara, se arrematara n sobrado de
Iros andares n. 14 ra ra rio Oueimario, por execu-
cfto ile Bernardo Duarle Brandao, runtra Joilo Col-
lares Sobrelra Cintra e oulros; he a ultima praca.
Peranle a Segunda vara municipal desla cidade
vai ser arrematara em praca publica urna escrava,
crioula, re nonio Rila, avahara vista re seu esta-
o era 5O5OOO ; e bem assim uns movis vclhns, lu-
ro pertenienle a Manuela Monlarrovos, para p laa-
menlo re despezas ro deposite : sahliado, 28 do cor-
rente mez, a 1 hora da larde, na sala ras aurieucias.
Heda 22 para 23 do corren le mez ro abril
resapparereu re Apipuros o escravo erioulo, fula,
de nome .Miguel, dt idare 28 a 30 annos, mais ou
menos, alio, secco do corpo, com falla re I 011 2 den-
les na frente; quem o mesmo Pecar, leve-a ,1 rasa
do abaixo antiguado, na ma da Cadeia do lterife n.
53, quo sera bem recompensado.
Francisco de M. jeal Ser-
O Ihesoureiro da irmm la le do Sentas Bom
Jess ras Dores, erecta na igrejs reS. i.oocalo, len-
do concluido a prorissiio do Senhor Bom Jess dos
Ainiclns ra mesraa iureja, suppoe nao ler lcado a
dever nada a iiingueiu, todava se alguem se julgar
credor da mesma irmandare, apreseule-se na casa
da residencia do annunciaule.
Joaquim Marliuiaoo de Farias.
UNGENTO HOKLO.WAY.
Milhares de individuos de todas as naques podem
tesieiiiiinhar as virtudes desle remedio incomparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo oso que dcl-
le lizeram, lem seu corpo e membros inteiramcula.
saos, depois de haver erapregado intilmente oulro?
ir,llmenlos. Cada pessoa poder-se-lia convencer
dessas curas maravlhnsas pela Icilura dos peridicos
quo lli'as relatam lodos os dias ha muilo* anuos; e,
a maior parle deltas silo lito sorprendente* que admi-
rara os mdicos mais celebres. Quanl.is pessoas re-
cubraram tom este soberano remedio o uso de seus
braros e peritas, depois de ler permanecido longo
lempo nos hnspilacs, onde deviam soffrer a ampu-
tarlo Deltas ha rauilas que havendo deixado es-es
asvlosre padeciment, para se no siibmellerem a
essa opcracAo rolorosa, foram curadas completamen-
te, mediante o oso desse precioso remedio. Aten-
nas das tacs |iessoas, na efusio de stu reconheci-
inenlo, declararam esles resultados benficos dianle
do lord corregedor, e oulros magistrados, alim de
mais aulentiearrin sua aflirmaliva.
>'iuguera desesperara ro estado de sua saode se
livesse barranle confianra para ensiar tsle remedio
conslantemenle, seguindo algum lempo o (rala-
mente que uecesstassc a natureza do mal, cujore-
sultado seria provar incontcslavclmciitc : Que ludo
cura"!
O ungento he til mai* particularmente nos
seguinte* cato*.,
matriz.
Alporfas.
Cambras.
Callos.
Canceres.*
Corladuras.
Dores de caliera.
ras cosas.
ros membros..
Eiifcrmiriailes da culis
em geral.
Enfermidedes do anus.
Erupres escorbticas.
Fstulas 110 abdomen.
Frialdadc 011 falta de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
(jengivas escaldadas.
Inchares.
Iiiflammacito do Gedo.
Lepra.
Males das pernas.
dos pellos.
de ollios.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
uueimadelas.
Sarna.
Sopui-:iroes ptridas,
linlia, cm qualquer par
le que seja.
Tremor de ervos.
Cceras na bocea.
do figado.
das arliculaces.
Veas torcidas, ou nenia-
das as pernas. .
da bexiga.
vende-se esle ungente no eslaLlecimenlo geral
de Loo liearios, droguistsa e oulras pessoas enrarregadasde
sua venda em loda a America do Sul, llavana e
llespa..
Vende-se a 800 reis cada liocelinha, conlcm orna
inslruccao em porluauez para explicar o modo de
fazer uso desle ungente.
O deposite geral he em easa do Sr. Soum, phar-
maceulico, ua ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
ROB LAFFECTEUR.
O nico aulorisado por decisao do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendam o Arrobe
ro Laflcclciir, como sendo o nico aulorisado pelo
goveroo, e pela real sociedare ds medicina. Esle
medicamento d'um goslo sgradavel, c fcil a lomar
em secrete, eslacm uso namarnha real desdo mais
re 00 anuos; cura radi.-alroenle em pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as alteceies da
pelle, impigens, as runsequentias ras sarnas, ulce-
ras, e os accidentes ros parios, ra iilare rrilira, e da
acnmouia hereditaria ros humores; roirvm aos ca-
limbos, a hexiua, as conlraccics, e fraque;. 1 dos
urgaos, procedida do huso das injoeejtee' ou de son-
das. Como anli-svphililice, o arrob cura em f ouro
lempo os duxos rcenles ou rebeldes, que volvem
ineaassntea era consequenca do croprego da copai-
lia, ra cuheba, 011 das iijerc/ies que represeulen o
virus sem neulralisa-lo. O arrobe Laltecleur he
especialmente rccnmmeiidado contra as doencas, in-
veteraras ou rebeldes, au mercurio c ao 10 lurelo re
potassio. l.isbuiinc.Vei.re-sc na botica re Brrale re
Antonio Feliciano Alves de Azevcro,prara de D. Pe-
dro n. 88, onde acaba re chegar urna cianre porcao
de garrafas arndose pequeas viudas direelamenle
re Pan, re casa do dilo Bovveau-L.iireclcur 12, ru
Richeo a Pars. Os formuarins dko-se gralis cm
casa do agente Silva na praca re I). Podro. 11. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Rahia. l.iui.i V [sattos ;
Pernambuco, Soum; Rio re Janeiro, lincha k\ Fi-
lhos ; el Moreira, loja re drogas ; Villa Nova. Joilo
Pereira de Magaies Lei le; Rio Grande, Fran de
Paulo Coato & C.
MHTii nnn


DIARIO DE PERUWECC. QUINTA FEIRA 26 DE ABRIL DE 1855.
CONSULTORIO DOS POBRES
5o mu* rr ova i jtojlb 50.
0_ Dr. P. A. Lobo Mosco jo di consultas horaeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa alo meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do ilia ou noile.
Ofiercce-*c igualmente para pralicar qualquer operarn de cirurgia, e acudir promptameule a qual-
quer mullier que esteja mal de parlo, e cujascircumslancias nao permiltim pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. i. COBO POTO.
J 50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em por
raga pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernarios em dous e arompanhadode
i>ni diccionario dos lermos de medicina, rirurgia. analomia, etc., etc. '..... 20$000
Eslaobra, a mais importante de todas as quetralam do esludo epralica da homeopalhia, por sor i unir
que conten atuse fundamental "'esta doutrinaA PATHOGENESIA O" EFFEITOS DOSMEDICA-
M KNTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDErorrhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soai que se querem dedicar pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os medicas que quizerem
experimentar a doutrina de Hahnemann, e por si mesmos se coniencrrem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros c senhores de_ engenho que eslAo longc dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou ontra vez nao podem (lear de acudir a qualquer iurommodo seu ou de- seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por cirenrostancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenli os primeiros. soccorros em suas eiifermidades.
O vade-mecum do homeopallia ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem nlil s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos lermos de medicina v..... IOoOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirursia, analomia, etc., etc., encardenado. 35000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
homeopalhia, e o proprietario desle esta,belecmcnto se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem dovida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
lioliras a 12 lubos grandes.....................
Boticas de "24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.. .**.....
Dilas 48 ditos a............
Ditas 60 ditos a............
Ditas 144 ditos a.............'.'.'.'.',
Tubos avuhos.................'.'.'.'.'.'.'.
Frascos de mia oncj de lindura...............'.'.'.'.
Ditos de verdadeira lindura a rnica................
Namesmaeasa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos lamaohos.
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentoscom toda a breviria-
rie e por preros muilo coramodos.
85000
209000
.TiSOOO
.'HfeOOO
6O5OOO
19000
2JMHXI
& .CACAO* DO INSTITUTO HO g
MEOPATMCO DO BRASIL. g
THESOURO HOMEOPATH1CO g
OU O
VADE-MECUM DO k
HOMEOPATHA. t$)
Melhodo concilio, claro c seguro de cu- (A
rar homeopalhicamente todas as molestias ,>.
que affligem a especie humana, e part- W/
cularmente aquellas que reinam no Bra- ai, redigido segundo os melhores trata- 7Z
dos de homeopatbia, lauto europeos como ^7
americanos, e segundo a prupria esperi- <*
encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero jjj'
Pinho. Esta obra he hoje reconhecida co- {p
mo a. melbor de todas que Iratam daappli- ,A
cacao homeopalhica no curativo das mo- W
leslias. Os curiosos, principalmente, nao ua
podem dar um passo seguro sem possui-la e /a*
consulli-la. Os pais de familias, os senho- Wi
res de eogenho, sacerdotes, viajantes, ca- #
pitaes de navios, sertanejosetc. etc., devem 2*
te-la i mao para occorrer promptsmenle a <^
oalquer caso d molestia. a>
'oos volumes em brochura por 10-3000 J
b encadernaribs 11000 O
Vende-se nicamente em casado autor, 4%
no palacete da ra de S. Francisco (Mun- Wf
do Novo) n. 68 A. (S
--@@SS
Novos livros de homeopalhia uiefranrez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
209000
6f000
78000
68000
169OOO
68000
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l6gQ00
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78000
69000
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109000
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lumes.
Teste, iroleslias dos meninos.....
Ilcring, homeopalhia domestica.....
Jahr, pbarmacnpu homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pello.......
Rapon, historia da homeopalhia, 2volumes
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Favolle, doulrina medica bomeopathira
Clnica de Slaoneli ......'.
r.asting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nysten .......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnnlendo a descripeo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, roa Nova u. 50 pri-
miro audar.
DENTISTA. \
Paulo Gaignoui, dentista fiancez, eslabele 9
# cido na ra larga do Rosario n. 36, segnndo <*
9 andar, colloca dentescom gengivas artificiaos, Qr
8 e dentadura completa, ou parte della, com a V
presso do ar. m
9 Rosario n. 36 segundo andar. $
$
CASA DA AFERICAO, PATEO DO TERCO N. 16.
O abaixo assignado scienlilici, que no escriptorio
daquella casa ria-seexpediente todos os diasdas 9 ho-
ras da manha as 4da larde ; oulro slra, que a re-
visAo leve principio no da 2 do corrente, e que lin-
do o prazo marcado pelas posturas municipaes, in-
correrio os contraventores as penas do arl. 2 titu-
lo 11 das sobredrtas posturas. Prxedes da Silca
Ousmo.
Jos Antonio Pinheirn vai Europa a Iralar de
sua saude.
Aluga-se urna casa terrea 00 de sobrado, era
qualquer das ra que ficam entre o becco rio Virgi-
nio e o pateo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
I J. JANE, DENTISTA, S
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei- 9
9 ro andar. a
999999999999 9999999999
Ja' chegaram as seguintessement
de ortalices das melhores qualidades que
lia: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes bvancos e. encarnados, alface
repolhuda e alemn, repollio, tomates,
nabo blanco* roxo, couVes, trinchuda,
saboia e lombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
relha, selgas, ervilha torta, dita direita e
genoveza, dita de Angola, feijao carrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tot^
ceira, e um grande sortimento das melho-
res sement* de flores da Europa : na rua
cisco Martins.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de AUw.quer-
quemudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
giioux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa coin-
poskao lem a vanlagem do encher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqueriurin
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
riura.e promctle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
A. Lacazo temja honra de| participar ao res-
peitavcl publico, que venden a sua ca*a de relojnria
da rua Nova D. 1, a Mr. L. Delnuchv; pelo que ro-
ga aos seus freguezesquelhe continenle ao seusuc-
cessor a cnnfianija que sempre Ihes mercecu. Reci-
te 9 de jjneiro de 185.A. Lacaze.
Roga-se ao Sr. TarqunioThentonio de Abren
liuimarles, que se nao retire para fura da provincia
sem antes vjr ajusfar cotilas com o altano assignado,
na rua Nova 11. 5, da administraran e negocio de tuna
loja de selleiro, em Macei. E roea-se a todos os
fapit.les de navios e commandantes tic vapores, que
nao recebam a sen liordo o dito senhor sem que mos-
tr seus papis desembaracados pela polica, relati-
vamente ao difo ajuste decontas. Recite 20 de abril
de 1805.Diogo Jos Lee (uimaraes.
Engomma-se com muita perfeijao.
No Caes do Ramos taberna do retiro n. 26 acitara
com quem Iralar.
Tendo de proceder-se raleio do liquido produc-
to da taberna de Mauocl Vieira Fianra, n. Srs. crc-
riores do mrsmo tenham a hondatln de diriairemse
.1 Iravessa da Madre de Dos, artna/.ein 11. 13, afim
de verificarem se eslao incluidos no mesmo rateio,
uto at o da 29 do corrente.
AVISO U) I'LBI.ICO.
A taberna de Gurjahii de rima acha-se rnmplela-
mente sorlida com um completo sortiinculo de mo-
ldados, fazendas entiudezas; portaiito as pessoas que
quizerem honrar este estabeleeimenlo, aqai acharau
fudo a voutade do comprador, pelo mosino prcc.0011
com pouca diuerenca da praca.
Jos Antouit) de Oliveira retira-se para Por-
tugal.
Guillierme Ferreira Pinto Tai a Europa.
Participa-se aos Sis. mes tres pedrei-
ros caiadores e mais pessoas partcula-
rt;8, que na rua da Cruz, do Itecife n. 62,
ha um deposito da bem conhecida ca
branca de Jaguarrbe, e que se vende
muito em conta, tanto em retalho como
em porcoes.
Casa de consigna rao de escravos, na rua
dos Quarteis n. 2
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sesos, para sevenrierem de rommissao, lanfb para a
provincia como para fura della, olTerecemlo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
as9*'3se3-i'-*g
i MDANCA DE LOJA. S
3 A. I.acaze scientilica ao rrspeilavel publico
J c principalmente aos seus freguezes, que mu- *'
ffi dou a sua loja de relojoeiroparaa rua da Ca- 9
tlcia do Recite 11. 18, onde o acharan sempre 55
$ promplo para fazi>r qualquer concert, tanto
de reloEios de al^iheira como de parede, ele, -
ele, assim como acharan um completo sorli- Sg
9 ntcnlo tle relogios de algibeira patentes, suis- @
sos c lioriznnlaes. rorreles para ditos, occu- '/
los, etc. "a
W999999-99 99999 999
Madame Theanl. leudo de fazer urna viasem 1
Eoropa, avisa aos seus devulores devirem saldar suas
conlas na loja da rua Nova,n.32, para lite evilar de
proceder contra elles judicialmente.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar cs-pro-
curatlorda camura de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros ilc I.uiz Roma, pois hasta de
cassoadas, licandn cerlo que em quanlo nao se* en-
tender com os mesmos ha de sahir este annuncio.
C. C. FIGUE.REBQ.
CLSTOM HOISE v SHI1FI>G \(EM,
SOITHVMPTOY
MERCIIANDIZE. BACCAGE, & El FECTS
RECEIVED& FORWARDED,
Willi dcspalchand economy.
Goodsaml Passengers' Loggagc striclly allended to.
Information giren respecting the arrical & de-
parture of Stcam I ettelt.
Forcign Moncy Exchangnd or Rcccivcd fn Pa>mcnt.
C. C. FIGUEIREDO,
C0RT1ER DE DOUANE,
A SOUTHAMPTOP
illarch,aiioisf6, bagagr, rt cffrte
Recus et eipcdis avee diligence et economie.
La plus grande atlention est apporle rnrer* les
Passagers, leurs Bagagex et Marcliandises.
Toule information possiblo est donne sor l'arrive
ou le deparl des Baleaux Vanear.
CARLOS C. FIGUEIREDO.
Agente da Alfandega e de Navios,
8, QUEEN'S TERRCE,
SOUTHAMPTON.
Recebe e ezpede com presteza e economa, mcr-
cadorias, bagagem e elTeilos de qualquer nalureza e
ordem.
Esclarece os viajantes sobre as chegadas e sabidas
dos paquetes, de raminhos de ferro, etc., dirigindo-
se no mais que precisem.
Faz as operares necessarias da alfandega, e rece-
be fazendas a commissao, etc.
Precisa-sc alugar urna pretil para nservicode
tima familia ingltza, quosaiba iavar, engommar e
coser : emeasa de Patn Nash & Corapanhia, ra do
Trapiche Novo n. 10.
O ahairo assignado, oflerece o seu prestimo'a
quem se quizer utilisar para tirar guia* do juizo dos
feilos da fazenda, lantoda geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pcssoalmenleas nilo podem
.tirar, e que com a mesma fazenda se acltam debila-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e rua em que mora, nos lu-
gares seguinles : Recite, rua da Gadeia loja n. :t9,
rua da Cruz n. 56, palco do Terco n. 19, rua do I.i-
vramento n. 22, praca da Independencia 11. 4, rua
Nova n. 4, praca da Boa-Visla n. 2i, onde senlo
procurados os hilheles c s pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na roa da Gloria n. 10 casa
1I0 annunciante.Macariio de Luna Feire.
Na rua da Cndcis do Recie n. 3, primeiro an-
dai, confronte o esrrlptorio dos Srs. Barroca & Cas-
iro, despacham-se navios, jmer nacionaes ou eslran-
geir-is, com toda a promplidao ; bem como tiram-se
passaporlcs para fra do imperio, por presos mais
rommodos do que cm oulra qualquer parle, c sem o
menor trahalho dos pretendentes, que podem tratar
das 8 da manhaa as 4 horas da larde.
SALA DE DANSA.
Luiz Cantarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensino, na rua das Trncfieiras n.
19, se acha aberta lorias ns segundas, quartas e sex-
tas desde as 7 huras da noile ale as 9 : quem do seu
presumo so quizer utilisar, dirja-se mesma casa
das 7 horas da manhaa al as 9 ; o mesmo so oflere-
ce a dar licites particulares as horas convenciunadas:
e Ipmbem da licocs nos collegios pelos prcros que os
mesmos tem marcado.
As pessoas que liverem contas contra a galera
americana nFinlan.lt), arribada u esle porlo, qnei-
ram apresenlar hoje.2 riocorreule em casa dos con-
sicnalarios Henn Fnrsier & Companhia, na rua do
Trapiche n. 8, nao licandn os consignatarios respon-
saveis por conta alguma nao sendo apresenlada no
dia referido.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
. EXTRABIDO DE RL'OFF E BOEN'-
NINGHAUSEN E 01 TROS,
pristo cm ordein alpliabelica. com ailescripi;o
abreviada de todas as molestias, a indicarao pltjsio-
logica e '.Iterapcutira de lodos ns medicamentos lio-
meopallnros, seu lempo de accjlo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicarao de lodos
o termos de medicina c cirurgia, e posto ao alcance
das pes-oas dopovo, pelo
DR. A. 4. DE MELLO MORAES.
Snbscrevc-sc para osla obra no consultorid homeo-
ptico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova .1. .V),
primeiro andar, por JJJIIOO em brochura, e (i.^000
eacaderoado.
Precisa-sede urna de ieite : na rua de Mor-
as n. 60.
GABINETE PORTGUBZ DE LEITIRA.
Nao tendo sitio possivel ao fonselltn ileliheralivo
acabar os seus trabadlos na tessao tle 22 do corrente,
adiou > coiiliuiiacan dellrs p,ira tlnmingn 2>, as 11
horas da maullla.U. /'. de Souza Barbos, se-
gundo secretario.
O Dr. Jos Joaquiii de Sonza mudou-sc para
a rua de Apollo, 11. 20, prime,ro andar.

lii
la O
so-
8!S
o. a^>
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O &. Q.
= as re
i = _,
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3-
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P3
M
O
Vi
C/3

ea
IF

_' Jos Coelho da Rocha, subdito porlngucz, re-
tira-se para a Europa.
Na obraquele esl fazendo no terrena aonde
foi o Ihcatro de S. Francisco, precisa-sc de serven-
tes, prererindn-se os escravos : quem quizer empre-
gar-se 011 liver escravos para atusar, entenda-se com
o administrador da referida obra.
Manuel Joaquim Milheirs vai ao Aracaly.
PASSA PORTES.
Tiram-se pasaportes, despachttm-sc escravosc cor-
rem-se folhas : para este fim prucure-se na rua to
Oueimado n. j, loja do Sr. Joaquim Moitlciro da
Cruz.
@9Es-s-e9Sa
9 Precisase alugar pelo tempo de
9 '> annos, urna casa terrea a moder- &
9 na <|ue tenlia a i quartos e bom @
9 qumtal, dando-se ate 6.S000 rs. I
g mensaes: nesta typographia se di- 1
9 ra' (|uem precisa."
999999999999 999999999
D-e 1:0003000 pelos juros que se convencio-
nar, sendo com firmas desta prac,a : quem quizer an-
mincie. .
MF.THQDO. PORTL'GUEZ CAST1I.IIO.
No I. de maio se abre novo curso de leilura, es-
cripta cconlabilidade por esle excellenlc melhodo,
para homens oceupados de dia, das 7as9horasda
noile. A experiencia lem mostrado que t mezes silo
su Hirientes para se aprender a ler, escrever c contar
as qualro especies sollrivclmenle. A aula nao ser
visitada tle noile, e por sso estaran os alumnos livres
dn vcxame'que Ibes causa ti presenca tos visitantes:
Proco 55000 mensaes : na rua larsa do Rosario
n. 48.
' Prccisa-se de urna ama que saiba cozinhar, en-
gommar e fazer Iodo o mais servico inferno de casa :
110 paleo do Terco 11. i i.
O abaixo assianado, proprietario das casas da
rua to Aragao n. 117, rua Direita n. (3, e consenhor
dos sobrados da rua Direila n. 88, e rua do Queima-
do n. 34, faz scienlc ao Srs. inquilinos das respec-
tivas casas que lem constituido nesta cidade seu
procurador ao Sr. Miguel Jos de Almeida Per-
nambuco, e revogado as procurarles dos Srs. Jos
II\sino de Miranda e Mahoel Florencio Alves de
Moraes, para que os mesmos Srs. inquilinos ou mo-
radores, saibam com quem deverao Iralar, e pasar
os respeclivos alugueis. Recite :(0 de marco de 1833.
Joaquim Jeixeira Peixolo de Abreu Lima.
Aluga-se ama ama de leite, forra ou escrava:
quem pretender, dirija-se ao paleo doCarmo, sobra-
do n. 9.
Precisa-se permutar o aluguei to sitio dos 4
le5es, na Soledade, pelo o de urna casa de 2 anda-
res, nos luir 1 o- de Sanio Antonio ou Bda-Vista, que
lenha as commodidades necessarias para lamilla nao
pequea : quem esle negocio desejar far, dirija-se
ao difo sitio 1 qualquer hora do dia, que achara com
quem tratar.
Perdcu-se desde a isreja do Corpo Saulo at a
rua do Livramenlo, urnas chaves amarradas em um
annel : quem as levar a rua da Caricia do Recite n.
30, sera bem recompensado.
Pracisa-sede urna ama para casa tle pouca fa-
milia : na rua da Cruz do Recife n. 8, primeiro
andar.
Da'-se dinheiro a premio sobre pe-
11 llores de ouro e prata : na rua do tUtei-
mado loja n. Mi A, se dir' quenada".
999t9 9999999999
3$ O Itacharel Joao Francisco Teixeira, pro- a
33 pe-se a'dar liccfes de Francez c Rhelorica, $
: assim como contina a ensillar Geometra pe-
lo compendio ltimamente adoptado na Fa- A
,-t) culdade de Direilo: quem de seu presumo
49 se quizer utilisar, tlihja-se a rua do Oueima- S
8. 2
jjT*
Arrenda-se o engenho Poeta ua fregoezia ta
Vanea: os pretendentes dirijam-seao mesmo ense-
11I10 011 ua rua tas Cruzes casa da esquina que vira
para a do Crespo.
LOTERA DA PROVINCIA
CORRE NO t.o DE MAIO,
O caulelista Antonio da Silva Guimaraes lem ex-
poslo a veuda os seus bilheles da 1. parte ta 1.
lotera do Bonito, nos sesuinles lugares : aterro da
Boa Vista n. 48, rua do Cabug 11. 2, rua larsa do
Rosario 11. 26, praja da Independencia 11. 14 c 16, e
rua da Ransel n. Si.
Meios hilheles 28800
Quartos Uo
Oilavos 720
Mecimos 00
Vigsimos 320
Dcseja-se saber quem he iiesta praca o corres-
pundenle de Antonio Maciel de l.ima, lavrador do
engenho Pantorra, luja tle aununciar ou dirigir-se
a ruada Catleia-Velha n. 27.
Jos Francisco do An drarie Jnior rclira-se
para Portugal, a tratar de sua saude.
Prccisa-se de urna ama, para cozinhar. para
casa de pequea familia: na rua do Cabug.i, u. 2.
Precisa-sc de urna ama forra, que saiba cozi-
nhar e engommar, para urna casa de pouca fami-
lia : na rua das Cruze*, n. 28, primeiro ailar.
ESTARELECIMENTOS DE CARIDADE.
Saltistiano de Aqtiino refreir o Merece
gratuitamente ao hospital PEDJIO II a
metade los premios que sabirem nos qua-
tro bilhctes intc'rosns. 2759, .1.157, 55S7
e 5599 da ptiineira parte da primeira
lotera a beneficio ta matriz de N. S. da
Conceicao da villa do Ronito, os quaes li-
cam em seu poder depositados: a meta-
de doVjue nelles sabir sera" liel e promp-
tamente entregue ao Sr. Jos Pires Fer-
rara, tliesoureiro do referido hospital.
Pernambuco 25 de abril de 1855, Sa-
Instiano de Aquino Ferreira.
ORDEM TERCEIRA DO CIR 110.
O prior convfda a lodos os seus charissimos irm.io
cm gcral para comparecercm domingo, 29 do corre-
le na novsa igreja paramenlatlos cont seus hbitosM
9 lloras da manhaa, para assislirmos no convenio a
fesla do palriarcha S. los da Agona, e de tarde as
3 horas para a proris-ao do mpsmn Santo, por fon-
vite feilo pela mesa da dila irmandade.
Na ma do Encantamento n. 10, prccisa-se de
um caiieiro que lenha pratica de taberna.
I ATTENQAO.
Arrenda-se o engcnbo Mazan- J2
S "'"' "" ,l'ct"ez'a de Goianna,
W distando 4 leguas daqueile porto, W
$? a bom caminio, em' ptimo ter- !$i
O reno", de prodigiosa producc3o, de '$)
(^) toda qualidade de lavoura', esta' (ift
^ moente e com boa Safra fundada, S
.-A nao se iluvidando vender ao itn- Z.
lS\ ro: Pr**en^entes com po- S
*r sivel lni'vitlade, dirijam-seaopro- *^
jj prietario cm seu engenho Mus- <*
W supe le Rai\o, ti-rmo de Igua- '&
fy rass. (
LOTERA DE N. S. DA CONCEICAO' DA
VILLA 1)0 BONITO.
Aos 3:0005000, 2:000*HJO, 1:000>OO0.
O caulelista Salii*lano tic Aqnno Ferreira avisa
ao respeilavel pablieo, que a rererida loieria corre-
r' iiiiluliilavolincnlo no dia I. da maio. Os seus bi-
llielea e cautelas nilo soffrem o descomo de oilo por
cento to Imposto seral nos (res primeiros premios
grandes. Acham se venda as sesuinles lojas
ma da Caricia to Recife u. 24 c. 13 piara ila In.lc-
peiidencia n. 37 e 39 ; rua do l.ivramnlo n. 22;
rua Nova n. I e 16 ; rua rio Oueimado n. 39 e i i ;
e ma estrella rio Rosarlo n. 17.
Bilheles 5>500 Berelie j:OfKM)t,0
Meins 89800 2:.,(KMKK1
Ouarfos 1>i',0 l:SSO*0OU
Ouiufos I9I6O 1. 1:00O*K>0
Oilavos 7211 ,, 6259000
Decimos (iOO i) 500*00(1
\1sesin10s 320 ., 250500o
O referitle caulelista tleclara mui exprcssamenle
ao respeilavel publico, que he responsavel nnica-
inenle a pasar os premios grandes por inleiro que
ottlivcrem suas cautelas : sobre o< rus hilheles intei-
ros vendidos em originaes, se obriga apena?, a pa-
gar os oilo por cento da le, logo que se lite apr-
senle o bilhele, indo o possuidor receber o comp-
lanle premio que nelle sahir, na rua rio Collegio n.
lo, escriplttro rio Sr. lheourciro Francisco Antonio
de Ohveira. Pernambuco 21 tle abril de 1855.
Salustiano de Aquino ferreira.
Na praca da Independencia n. 22, lccem- Irauselins, fazem-sc pulceiras, anneis, rselas e fir-
mas ludo de cabello, com innila perfeico ; como
tambem apromptam-se todos os pertenres para ofli-
ciacs Ja guarda lucional e primeiro |in|M, por nrero
commodo.
Na rua da Aurora 11. 2i, prcrisa-se de urna
ama tic leile ; paga-se bem.
Aluga-se por 16>O00 mensaes ama prela es-
crav cnoula, para servir rie portas a tlenlrn, sabe
cozinhar e ensalmar perfeilamenle, engommar, cose
tem e lem varias habilidades .le costara : quem a
pretender, d.rija-se rua to l.ivramonlo, loja de
lazcntlas 11. 11, que achara com quem tratar.
Madama Theard vai a Euiopa com a sua ma-
na e sua lilil menor, deixa enrarregario de sua loja
madMiia Lsenla Jovenna, o procuratlores bastantes
Chaprontl & Berlrand.
Prccisa-se de um Sr. saerdole que se propo-
nha a nina Capellana de um engenho muilo perlo
tiesta praca, e ao mesmo lempo cnsinar una meni-
na : na rua da Cruz n. 7, primeiro andar Na mes-
ma casa precisase de um feilor.
"7 Na '"* >>va n. 12 alloga-s'e um moleque que
raz todo o scrv.co de casa e rua: a fratar tas 9 horas
as. 12 rio da.
LOTERA DO KIO DE JANEIRO.
As rodas da lotera primeira do thea-
tro deS. Pedro de Alcntara, licavam a
andar a 21 ou 23 do presente, ainda
existe um pequeo numero le bilheles a
venda nos lugares ja' sabidos ; as listas
viraopelo vaporGUANARARA. que parte
lo Rio de Janeiro a 25 do corrente : os
premios serao pagos logo que se lizer a
uistribuieao das listas.
Na nova casa de paslo do Pasteio Publico n. 12
aprompla-se alineos com muita limpeza, prompli-
dilo, 6 procos commodos ; lambem se faz inflo da
vacca todos domingos.
.Marrad Jos de Oliveira, porlifsuez, vai a Eu-
ropa e consume sen procuradores dorante asna ati-
senda os senhores:.loan Simfte de Almeida, Manoel
lavares tortletro, Joflo Fernainlcs BapUsla e final-
mente sen irmfln Jonllo Jos ,lo Oliveira, que lica
na gerencia de seu eslabciccimcnlo.
As mais novas e
modernas joias.
Os abaixo assienados, doea da loja de onrives na
rua rio Calinga 11. 11, ronrruiileao paleo da matriz c
rua Nova, fazcm publico, qe estflo recebendo con-
I11111.nl iinenii. muilo ricas obras de ouro rio melho-
res costos, lano para senhnras como para homens e
meninos ; ostreros continan) menino baratos como
tem si.lo, c patsa-oa conlas com responsabilitla.lc,
cspecilieantlo a qualidade do ouro de 14 a 18 quila-
tes, Picando assim sujelos os mesmos por qualquer
tluvida.Seraphim i\ Irmo.
LOTERAS da provincia.
A lotera de N. S. da
Conceicao da villa de Bo-
nito, corre impretervel-
niente no da 1 de maio.
Per.iambuco 24 de abril
de 1855.O thesoureiro,
F. Antonio de Oliveira,
O abaivo assignario faz scienlc ao publico, que
a procurarlo que passou ao Sr. Jos de Mello Albn-
querque Monte JNearo no dia 7 rie marco prximo
passailo, ficou sem eleilo alcum. assim como a caro
de nrdens da mesma dala, conforme Ihe fez aviso em
lo do mesmo por caria que Ihe dirigi.
Manoel Mortira Campos.
- Precisa-se de 800&000 a t :000*M)() a premio
ue um por cento ao mez, dndote por seguranca
ima casa hvre c desembarcela : na rua dos Mar-
inos, laberna n. 30, se dir quem quer.
COMPRAS.
Compram-se palacocs brasileiros o hespa-
nlmes : na rua da Cadeia rio Recife n. ;., loja.
Compram-se os ns. 1 a 6, e de II cm liante
lo jornal Caslalia Brasileira; quem liver annun-
cie.
Compra-se urna uepra que siba perfeilamenle
cnsommar : na rua da Traia u. -2 Compram-se :) casas terreas : ua rua do Collc-
,io n. J, ,
Compram-se escravos de amitos os sexos, de 12
a 30 anuos: na rua do l.ivramnlo n. 4.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de
idarie ile 12 a 30 anuos, lanto para a provincia como
para fora della i na rua rio ltinscl o. 71, secundo
audar.
Compram-se l_> cadeiras,! sof, 1 suarda roupa,
I CMrteira arando t|c urna farc ; lorio em bom uso :
na ruado Cabug n.7, loja de onrives se diri quem
quer. ^
Compram-se escravos tle ambos os sexos, par-
dos e crioulos, de 12 a 25 aunos, tanto para a pro-
vincia como para fra della, sendo bonitas figura,
paga-se bem : na rua rie llorlas n. ().
VENDAS.
almak pai m:>.
Sahiram a luz as folliinbas de algibei-
ra com o aJjnanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cial, corrigido <; accrescentado, contendo
MW paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria a. G e 8 da piara da Indepen-
dencia.
CIIFCLE.M AO QUEMA, A 160 RS.
Vendein-sc capachos a 100, imagen] de barro com
palmo e lauto tle altura a lOtMI. relogios para cima
le mesa com a sua competente redoma a4950D, Den-
les de lartaruga para alar cabello a i^'AH), lavas da
fcscocia a jOO e 'JO rs., Iraitr.ts larcas tle seda a GflO
r. a vara, e oulros muito que se eslao torrando pa-
ra acabar : na rua larga do llosario n. M,
Na travesa do Vicario n. 5, vnde-
se superior vinbo verde do ultimq clie-
gado le Lisboa, em barril de piarto a
ili.S'OOO, caadas 2S000 e gairafai a
280 rs.
Vftidem-se queijos do Reino a l-*2S(l, l.>O0 e
lfillilrs. : na rua do Collegio n. lli.
Vende-se urna linda inul.ilinlwt rceolhida, de
idarie rie 1G auiitis, tle eicrllente tuiducta, oplinta
coatureia, c solTrivel engominadeira : ua rua de
llorlas n. 00.
Vendem-se novos os livros leguintei
por \Y. Soott: Os Pntanos, Waverlev, O
Talismn, A ptisao d'Edimburgo, Oum-
tino Duruaril, Ivanhoe, Juris Canonis
por Loqueus : no aterro da boa-Vista lo-
ja de ourives, n. 68.
Em casa de Timm MomscmV Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 15, lia para
vender :
l'm sortimento completo de livros cm
branco de II.i ni burgo.
Lonas da Itussia de superior qualidade <
por pceo muilo commodo.
Vaqueta* para carro.
Sola branca.
Licores de dilicrenlos qualidades.
Absintlie echen y cordeal de superior quaa
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada
Faure pete & lils.
Chocolate francez.
Pianos veitieai's e hoiizontaes.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O iinirct daposiUl ronlina a ser na botica de ll-tr-
tlinlomeii Francisco de Souza, na rua larga to llosa-
rio n. ;ti; garrafas grandes5^500 e pequeas 39000.
HIPORTAME PARA 0 PUBLICO.
Para cura tle phlisica cm lotlos os seus diflercntcs
Sraos, quer motivada por conslipaces, losse, aslh-
ma. pleuriz. esearroa iIr sangne, dor de costados e
peito, palpitarn no cora'rAo, coqueluche, bronrbitc
dr na samanta, e lorias as moleslias los orgos pul-
monares.
VIDIIOS PARA VIDIUCAS.
_ Ver lm-se em caitas, cm casa tle llarlbnmeu
Francisco le Souza, rua larga do Kosaro n. 3(i
Cerco le Sebastopol.
Vende-se superior vinho verti a 320rs. a garrafa,
o melltnr que lem vinrio a osle mercatln, e adverte-
se que he a dinheiro ti vista : na rua ta Senzalla
Velha n. Kl, laberna de M. Jos Comes Braga.
CASEMIIIAS A 39100 e 39000 O CORTE.
Na loja tle Cuimarei i llenriques, rua do Cres-
po n. 5, ventlein-se rtrlet de ca*emira ingleza, pelo
baratissimo preco de 2?i(K)e IIJOOO cada um.
Vende-se um excdlente escravo, moc.n,tle per-
feitl satitle c sem vicio algom : na rua do Cabuga
n. 1G, segundo andar.
Vende-se um cabriolet americano
de i rodas, muito commodo, com co-
berta e arreios para um cavallo eem per-
l'eito estado por 60().s()00 rs. : na rua do
Trapichen. 40, segundo andar.
BARATO VENHAM VER.
Corles tle casemira rie cor, a :U>.')Ot) i corle.
Riscatlo francez com qoadros a 260 o rovado,
Cambraia franceza, a .r>00 a vara.
Mclponiene de Ma, 1KX o covario.
Cobertores tle algvdao grandes 110
Chilas franeczas linas 2ll) o corado,
na rua do Oueimado n. .18. em frente rio becco ila
Congregarlo : tllo-e amoslras deivando penbor.
Em casa de Fo* Brolbers rua da Cadeia n. 62,
vende-se o seguintc :
Lonas largas e eslreilas.
Liaba tle carrilel de 200 jardas, n. |f. a 130.
Filas de lila de 20 jardas.
CorriSo para vestido rie ns. 80, 90, 100, 110 e 120.
ludo por preco commodo.
Loja de miiide/.as lo Pinho, em frente do
Livramenlo.
Acaba de rhegar a esle sonido estabeleeimenlo pe-
los ullimos navios ila Europa, boas e finas eslampas
tle malar (tai-tc tas santas e santos, Invocaeocs tic
Nos.n Senhor e Knssa Senbora. tercos rie contas cn-
grando cm aranie, assim como anda tem alguns
crucilixos para oratorios em maior e menor forma-
to, lurio se Iroca como rie rosltime, por pouro rii-
nheiro. Na me-ma loja se ventle pomaria do Porto,
pontea de chifre para alisar, gales e rendas tlntira-
tlas para armadores, pelo preco de primeira mao.
CUARMA'S.
Compendio de Philosophia por Char-
olas: na livraria n. (i e 8 da praca d;
Independencia.
Vende-se um sobrado em Olinda, na rua tle S,.
Bcnlo, o qu.il lem baslanles commotlos, c um Ierre-
no que e ptirie eriiPicar oulra rasa : a pessoa que o
pretender, tlirija-se em Olinria botica do Sr. Joao
Soarcs Raposo, rua rio Amparo; no Recife ao Sr.
Joo Roririgues tle Miranda, na rua Augusta.
Vende-se um forte piano de Jacaranda, muilo
bom, por mdico prcro : na rfia rio Crespo n. 10.
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lccomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
uperior. (JVO
no......500
Moinhos de vento
f-ombgmbasrie repuio para regar borlase baia,
derapini, na fiinilit.-antle ll. \V. Bowman : n.t rua
do lirun ns. 6, s c 10.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas e a reta-
lho, no armazem da rita ta Cadeia de Sanio Anto-
nio de materiaes por preco mais em cnnla.
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Ka rua to Crespo,loja da e-quina que volla para a*
cadeia, vendem-se coberlorcs esenros, propros para
escravos. a 720, ditos grande-, bem enrnrpailn-, a
1X280, ditos brancos a 15200, dilos com pello mi-
ando os de ISa a 19280, ililos de 13a a 2I00 cada
um.
Veudem-sc na rua da Cadeia do Recife,loj.i de
ferragens n. 53, saccas com gomma muilo fina, por
ftreco commotlo.
TAI.VEZ ADMIREM-SE, MAS HE O QUE HE.
Vendem-se charutos tle Havana a 39000 a caia :
na rua Direila, loja n. l:l.
SARJA PRETA E SET1M
MACi'O.
Na rua to Crespo, loja n. 6, vende-se superior
sarja hespsnbola, muilo larga, pelo diminuto preco
de 29300 c 29GOO o covario, seliin macito a 2N10U*e
39200 o covado, panno prelo de 39000, 49000,".">3O00
e 63000 o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas pie tem umakjueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armasen* n. o, 5 e 7 defronte la escatli-
nha, e no armazem delionte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novacs & C, na rua do Trapiche n. o\,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem veiulcm-se as linas : aira/, rio
Iheatro, arnia/.cni tle Joaqun Lopes de Almeida.
Riscado de. listias de cores, proprio
parapalits, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Veinlc-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. KcIler&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender e\:el-
lentet piano viudos intimamente de llam-
buigo.
A IfOOO, 2fjf500 e sOOO.
' Vende-se inelptimeuc tle dos larguras com qua-
tlrosachanialolarios para vestidos de enhora a 19 o
rovado ; seliin prelo Maco, excellenlc para vesti-
dos a 29 o rovado; teneos de cambraia de linho fi-
nos bordados e biro pela beira a ."i9 rada um : rttm-
braia tle Multo lina a 09 a vara: assim como diver-
sas fazendas por commotlo pren : na rua da Cadeia
do Recite loja da esquina 11.30.
Vende-se urna balanza rom ana com lodoso
san peilences.em bom uso e de 2.000 libras : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armazn) n. 4.
Bom soi'(ment de brins, tanto para cai-
ra como para paf.
Vcnt|e-se Itrini franrez tle guariros a 6W 1 vara,
dito a >00 rs., riitn a 192K0, rsratlo dejslra* rie cr.
proprio para o mumo lim a 100 o covario : na ras
do Crespo 11. 6.
Cera de carnauba lo Aracaty e Ai su'.
Venrie-se por menos prern que em nutra qualquer
parle, no ariiia/ein tir Duminsos RodriRu'ca Andra-
de c\ Cnmpanlna, rua da Cruz n. 19.
Com pequeo toque de avaiia.
Pecas de ma I < pulan largo H .j.vh) e :t9000 ; peras
e algodaozinhn a 19280, 19600 e 29000; minio lar-,
go com 20 varas a 2>.">O0 e 39000: na rua do Crespo
luja da esquina que volta para a radeia.
Farinha de mandioca.
Venda-Se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Petcira tic
Mello no caes da allandega, e para por-
enes a tratar com Manoel Alv;s Guerra
Jnior, na rua lo Trapiche n. 1-t.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
PAS AS OLA l.l HADES.
Cobertores escuros a 720 rs dilos grandes a 1?200
rs., ililos brancos tle algodilo tic pello e sem elle, a
mitarn dos tle papa, a 19200 rs. : na loja da roa
to Crespo n. (i.
CEffiTO ROIANO^ MANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegario agora,
de superior qualidade, milito superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do theatro, arma-
zem de laboas de pinito.
Taixa.s part engenhos.
Na (undicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cbafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SRS. DE ENGENHO.
COM PE0HINO TQtfl'E DE AYARIA.
Baca enramada e amarclla a .)(X) rs. o covado :
na roa to Crespo loja da esquina, que villa para a
Cadeia.
Xa rua do Trapiche n. 16, escriptorio
de litandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de llussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, (ormato grande e
pequeo.
Papel de cores emcai\as sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Grasa para arreios de carro.
Candelabros de G luzes de feitto ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muitostqierior ao al-
vaiatle cominum, com o competente sec-
cante.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
lon & C, na roa de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente ingles.
Chicotes de carro e de montarla.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra c munico.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
lFio de sapateiroe devela.
Vaquetas*de lustre para carro.
Barris le graxa 11. 97.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro ailar, ven-
tle-sc farelo novo, ebegario de I.isboa pela barca G'ra-
tdo.
<& POTASSA BBASILLIRA. fii
tj^> Vende-se superior potassa, fa- ft^
) bricada no Rio de Janeiro, che- *A
S B**1 fecentemente, recominen- ^
^. ila-se aos senhores de engenhos os ^
J? seus bous clleitos ja' experimen- -w
W tados: na rua da Cru/.n. 20, ar-
W mazem de L. Leconte Feron i
(y) Companhia.
Vende-se excelleule taboado de pinho, recen
temente ehettado da America : na ral de Apollo
trapiche do berreira. a enlcnder-sc com oarimiois
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invenCao' do Dr. Eduai
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
X. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Clnistao.
Sabio a luz a 2. eriirao do livrinbo denominado
Devoto Cbrisiao,mais correcto e acresecntado: vnde-
se nicamente na livraria n. Ge 8 da prar,a da In-
dependencia a 610 rs. cada ejemplar.
Xa rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinbas tudo modernissimo ,
chegado do Bio de J.-neiro.
Ventlcm-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, tic exccllenles vnies, e precos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 5.
Vendeir.-se lonas da Ru'ssa por preco
commodo, e de superior pialidade: no
armazem de N. O. Bieber & C,. rua da
Cruzn. -i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabclecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com cubera eos com:
plenles arreios para um cavallo, lodo quasi novo
par ver, no aterro ila Boa-Visla, armazem rio Sr
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che n. 1i, primeiro andar.
jy Deposito de vinho de cbam- W
agne Chatcau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
ATTCW:
vende-senma ptima escrava, rie idade 35 annos,
a qual rugomma, cozinha, lava e vende na roa :
quem pretender, dirija-se roa Direila n. 76.
No pateo do Carmo n. 1, vende-se urna escra-
va cnoula, de idade de 2i a 25 annos, propria pira
lodo o servico. r *
Vemlc-se 011 aloga-se um sillo no luga, oVno-
inado rariiameirim, coiifronle ao silin ,1o rirur-
m
giAo
Manoel Joaquim
cirur-
a iiafar rom Antonio Ao-
Rusto da i o.iscra, na rua do Trapiche, annazens n.
7 B ilt
Vendem-se 3 egr.u de muilo bonitas figura,
e minio moras, enm. rom todas as habilidades e
minio boa engnmmadeira : na rua de Livramento
n. 1.
_ Vende-se urna escra>a crionla, coa idade da
2i annos, sem vicio, gnante-se : na rua do Rauge
11. il, segundo andar.
Vende-se urna taberna mi ma Imperial n 47
com poucos fundos,.bem frego.eza,lH, propriti para'
um principiante : a tratar na mesma oun o dono.
No aterro da Boa-Vjsl p. j-2, laterna qoe foi
to Maia, esquina do hecen dos l'erreirns, endem-
se_ presuntos e chourtt.as ullimamenle chegada de
Lisboa, pelo baratissimo prero de 100 is. a libra pa-
ra nlliinar titulas.
NA LOJA DE 6 PORTAS
em frente do Livramento.
O dono desta loja acaba de chegar da Enropa, a
quereiulo arabar com muilo relalhos. que encon-
trn na dila loja, para surtir de fazendas novas
rcsolMMi ventle-los por precos mniln baratos, sendo
ti dinheiro ti visl, para uAo ser dous prejuilos
cltilas> de bom panno e bonilas a meia pataca, nove
vinlens e dous instoes, finas; madapolo a sete
vinlens, meia pataca, nove vinlens e dou fusles
corles tle cambraia de tres hallados a dous mil re '
lencos brancos e pintados, para mao de senbora'
a meia pataca ; riscados e panno escuro, proprio
para ronpa rie escravos, a meia Balaca ; rlscadinhoi
de linho para jaquetas e palitos, a doie vinles e
oulros miiilos restos, que quer acabar e que a
vista ila razeuria e o preco convida a comprar para
se vestir nina familia com pouco dinheiro. Aprovei-
tem a occaslao. que a pechincha acaba-s. A loja
esltt aberla das (i horas ila manhaa al s 9 da noi-
le, para.assim olferecer commnrio a qualquer dona
de rasa a vir escolher o que precisar.
AS PECHINCHAS DA CALI-
FORNIA ANDA NAO SE
ACADARAH, CHEGDEI AO
PASSEIO PUBLICO N. 9
PARA SE INFORMAR.
Vendeiu-se pe^as de ma-
dapblfto a 500, 2100,
3,000 e 5,500 rs., pefas
de algodao a 800, 1,000,
1,280, 1,600 e 2T,000 rs.,
em varas a 100 rs., a el-
las que destas fortunas
apparecein poucas.
Cambraia a l.soOO.
Vendem-se peras de cambraia de cores, proptias
para cortinados e mosqueleiros a 18600 cada peca :
na loja de 4 ponas, ua rua do yaeimado n. K). '
Vendem-se > bons escravos, moros e sadios, e
um molcquinho : na rua da Aasumprao, junio ao
nidio do Noia, casa n. 50.
Sedas de cores.
Na loja de i portas, na rua do Queimado n. 10,
ha |tara vender um completo sortimenle de corles
tle vestido de seda de cores, superior qualidade e
goslos modernos, que se vendem por prero muilo
commodo.
PECHINCHA SO'NA BOA DO
CRESPO N. 11.
Kiras .oberlas tle rima de urna largura, pelo bara-
lissimo prcro de d3J00 cada urna, chales de toiiqttim
i 103O00, dilos de merino, bonilas cores, a 7j>0Ul), e
militas mais fazeudas baratas ; a ellas, que se eslao
acabando.
Vende-se urna escrava de neao, de idade 5
anuos : na rua Direila n. 3.
0 39 A,
confronte ao Rosario rie Sanio Antnnio, avisa ao es-
peilavel publico, que receben marmelada muito no-
va, c mais tliversos objeclos de Lisboa.
Venrie-se orna carroea em bom uso, rom bois
muilo bous, mansos e gordos : alraz ila matrix da
Boa-Visla n. 13.
Vende-se um escravo j.i velho, muilo bom para
algum engenho ou algum sitio, para o que tem gran-
de pratica de plantaron e he muito liel :. na rua do
INogucira n. 3. Na mesma rasa vendem-ie 3 travs
rie sicupira com 40 palmo* cada urna, e 6 dilas com
23, sendo eslas matleiras muilo oovas.
Vende-te vinbo de Lisboa, em pipa
e barris de quarto, pelo baratissimo pre-
se retallia a sOOO em caada, e a 280
rs. a ^arrala : na praca do Corpo Santo
armazem n. i, junto a loja de tunileiro.
o ~7 yen1de"se superior farinha de mandioca de
Santa Cathanna : a tratar no escriptorio da roa da
Cruz n. 49, rom Isic Curio & C.
Vende-se arroz do Marauhao moito superior, e
saceos de alqueirerie feijao miil.iliuho muilo novo e
por prcro muilo commodo : no cae* da alfandega
Vestidas a 2$00.
Conliiiuam-se a vendar corles de vestido de chita
arga, franrez*, cores fita*, a >3000 cada um : na
loja de 4 porlas. na rua do Queimado n. 10.
FIMO EM FOLBA.
Na rua do Amorim n. 39, armazrm de Manoel dos
-santos Pinto, ha moito superior fumo em folha de
todas as qualidades, para fazer charulos, por prero
ommodo.
Vendem-se presuntos superiores, baratos, para
Hambre, talas com bolachinhas soda e inglezu, mar-
melada nova em lalinhas pequeas, hilas tom 10 li-
bras tle ni.itileiga lina, muilo nova, vinho do Porto
engarrafado, o mala superior : na rua da Cruz do
llacifc n. 46.
FEIJAO MILVTIMIO.
Na na do Amorim n. 39, armazem de Manoel
tos Sanios Pinto, ha moilo superior feijao mulati-
bu em saccas, por pre< commodo.
No armazem da Iravessa da Madre de Dos n
9, de Joaquim Pinheirn Jacome, vende-se feijao mu-
laiinhu em sacca grandes, por preco muito com-
modo.
>
E
de Marcuil, rua da Crur. do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melbor
!g| de toda a Champagne, vende-se
? a TiCs'OOO rs. cada caixa, acha-se
w nicamente em casa de L. Le-
W comte Feron & Companhia. N.
W R-As caixa* sao marcadas a fo-
a) goConde de Marcuile os ro-
J lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No antigo deposito ta rua ta Cadeia Velha, ea-
rriplorio, n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kusoia, americana e do Rio de Janeiro, a pre;os ba-
ratos que he pan fechar contas.
Na rua do Vig ario n. 19. primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellins che-
gada rereiilemenle da America.
Vendem-se no armazem n. fiO, da rua da Ca-
deia rio lenle, de Ilenry (iilt-nn. os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'. "
Desapparece no dia 6 de dezembro do anno pro- '
Mino pastado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
Ka, cor acaboclada ; levou um veslido de chila com
lislras cor rie rosa e de cafe, e oulro lambem de chi-
la Itran > rom palmas, um lenco ama/ello no pesco-
ro j tlesbolado: quem a apprehender conduz-a
Apipucos, no Oileiro, em casa de Joao Leite de Aie-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo n. 17,
que recebar a gratificarSo cima.
Ocsappareceo no dia J do crrenle, do enge-
nho l'auiliitga, nin escravo, crioulo, de nome Mn-
rencio, com Irinla anuos de idade, pouro mais ou
menos, lenrio os signaes seguinles : bstanle pre-
lo, eslalura regular, barbldo, rara descarnada, um
pouro deiiluco, olbos tipilomhtidos, urna cicatriz na
guela c oulra na barriga, perns Jia., p> lories que
moslram ler sido cambados, denles podren e falta de
alguns na frcnlc, e falla ali'-m lisio um pooco alra-
essatlo : tleronfia-se qoe seguisse ao termo do Na-
zan Ib : roga-se a qualquer pessoa, gue apprehen-
dc-lo, leve^i ao referuto engenho, que ser bem
recompensado.
Ilesapparercu da rua larga do Rosario n. 12,
oesrravo Vrenle, pardo, alio, barbado, olhos (Tan-
dea, com uma pequea cicatriz uo roslo.Jie sapatei-
ro, anda de cah;i e jaquel, calcado, e dlz-se forro,
Irahalhou na rua Direila e no a'lcrro da Boa-Visla,
e consta qoe anda frequenlemente em Beheribc :
quemo apprehender e entregar na dila casa,'sera
recompensado.
Desapparereu do poder do abaixo assignado um
sen esrravo, eom ossiguaesseguinles: cabra ltemre-
linfo, rahcllns corridos, olhos graudrs, com falla de
alguns rienles na frente, mas nao lanos qoe parara
riesdeutado, alto, bem proporrionado, e de bonita fi-
gura, quando prinripia a fallar parece ler diflirol-
ilade ou preguira de pronunciar a patavras, cosln-
ma trazer a visla liaiva e lie moroso em seus niovi-
mcnlos, polo qoe nao Ihe falta agilidade, chama->e
Ignacio, tem de l'i a 30 anuos de dada, e be natural
de Sobral, provincia do peara. donde veio ha 3 an-
nns.para esta cidatle. Recife i.\ de abril de 18.SS.
fenlo Jos FernanJes Barros.
PERN. TVP. DE M. F. DE FARIA. 1855.
r
.
4
/
MUTILADO


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