Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00966


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Full Text
ANNO XXXI. N. 95.

K
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 25 DE ABRIL DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
, Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
KXCARIYEUADOS DA SUBSCRIPCA'O
Recite, o proprietrio M. i', de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. JoSo Pereira Marlins ; B.iliin, o Sr. D.
Duprad ; Macei, O Sr. Joaquim Bernardo de Men-
dunca ; Parahiha, o Sr. Gorvazio Vctor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de l.emos Braga; Ceani, o Sr.
Victoriano Augusto Borget; Maranhan, n Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
He reulano Ackile? Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazouas, o Sr. Joronv mu da Coala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
Pars, 3.5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a tOO por 100.
t Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Ac^oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 400O. .
Prata.Patacoes btasileiros.
Pesos columnarios, .
mexicanos. ." .
PARTIDA DOS COIUYEIOS.
29JOO0 01 inda, todos os dias.
169000 Caruarti, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
169000 \ illa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 c 28.
99000 Goianna e Paraliiba, segundas e sexlas-feiras.
1*940 Victoria e Natal, as quintas-feiras.
'94,0 L PHK.AMAR DE BOJE.
19860 Primeira s I 1 horas e 42 minutos da manhaa.
I Segunda s 12 horas e 6 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundase quintas-feiras.
Relacao, tetas-fciras e salibados.
Fa/.i'iiila lonjas e sextas-eiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas,
1* vara do civel, segundas e sextas ao rucio dia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia,
I.PIIKMEIUDES.
Abril 2 La cheia aos 8 minutos e 36 segun-
dos da larde.
9 Quartominguante as 7 horas, 12 mi-
nulos e 39 segundos da tarde.
16 La nova a 1 horas, 16 minutos*
36 segundos da tarde,
ii 24 (Ruarlo r.resccntc as 3 horas, 37 mi-
nulos 40 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Jorpe m.: S. Adbertob.
24 Terca. S. Fiel de Simaringa m.f. ; S. Honoro.
25 Quarta. S. Marcos Evangelista ; S. Hermino.
26 (Quinta. S. Pedro de Rmis b. ; S. Cielo p.
27 Sexta. S. Tertuliano t. ; S. Tburcio are.
28 Sabbado. S. Vital m. ; Ss. Agapioe Acacio.
29 Domingo. 3." depois de Pascoa A fgida da
SS. Virgem Mi de Dos para Ogyplo.
FUTE OFFICUL.
MINISTERIO DA MARINHA.
Barra do Mo*Granie do Sul.
N. 135.Illm. e Exra. Sr. Em observancia
do que V. Exc. me ordena em seu ollicio datado de
30 do mez prximo passado, sobo n. 128, para que
ouvindo por eseripto o primeiro lenle encarregado
da praticagsm da barra desta provincia, u informe
circumslaneiadamenle qual o estado da mesma bar-
ra, e qaaes os meios qucjulgo indispensaveis para
reraover-se os embarcos com que luta o commer-
cio para a entrada e sabida das suas embarcarle*,
'tientan grande falta de agua que ha lempos lem
ti Jo rebrida barra ; tenlio a honra de informar a
V. Exc. qnei ouvindo o dilo encarregado da prali-
cagem, rae aprsenla elle as observaces que hoje
recebi e inclusas envi a V. Exc. na? quaesreproduz
as diversas participarnos quetenho lido a honra de le-
var ao couhecimenlo dessa presidenciaemdifferenlcs
pocas, por motivo de iguaea circumstancias em que
a barra** tem arhado ; e que silo geralmenle conde-
cidas e devidamente pesadas pelo geral do coinmer-
cio desta provincia, comquanlo algumas pessoas le-
nliam abusaduMa imprensa para as adulterar, nao
para fin* de alilidade publica, mas sim como j le-
nho manifestado a V. Exc, para com islo consegui-
r os melhores meios de vingancas particulares.
as ciUda* observaces do encarregado da pralica-
gem apona elle o onico meio, que j lambem por
vece tenho submetlido consideradlo dessa presi-
dencia, qna he o profandamento da dila barra por
meio de urna grade de /erro puxada por um vapor;
mas enleitdo que este deve ser de mais forca do que
o Activa, que actualmente se emprega nos reboques
daquella barra;e que nao obstante esta minia suppo-
sifao, sera ulil quesefaca a experiencia,alim de seco-
ulicer e com efleito produzira bom resultado seme-'
Ihante idea; o que promptamentc levarei a por em
execucao logo que V. Exc. ino aulorise para fazer
esta despeza. A grade deve ser triangular com o
vrtice do menor ngulo puxado para afrente com
a crrenle de ferro que estiver' amarrada ao vapor
pela forma demonstrada no incluso desenlio. Se
hiiuver outra invencao mais appropriada e commoda
por demandar menos forja, sera^ ueste caso adopta-
da. Naoenlrarei no pensanienlo aprcseolado pelo
dilo encarregado da pralicagem, a respeilo da pos-
sibilidade de se fazer o encanamcnln das aguas em
direccao a mesma barra por meio de paredftesde un
e outro lado das margeos do canal respectivo, por-
que he urna obra 13o elevada c lilo cheia de embara-
ce e incertos resudados, que su fazendo-cc um es-
tado mui particular visla da qualidade extraordi-
nariamente voluvel do terreno que forma ;is ditas
margen, so poderia reconhecer lauto da facilidade
da obra,como da sua utilidade futura. Como lenlio
de voltar a tratar desle mesmo objecto sobre infor-
mac,esda barra, para sslisfazer ao que V. Exc. me
determina em seu ofticio de 30 do mez prximo
passado sol n. 127, nesta occasllo levarei ao couhe-
cimenlo de V. Exc. quanlo me possa suggerir a ex-
periencia, j jola a os dados que liver adquirido nos
exames que pretendo pcssoalmenlc fazer na barra,
para o que sei espero opporluuidade de bom lempo ;
ruinprndo-mc asseverar a V. Exc. que nilo me pou-
parei quaesquer estarces c fadigas para bem cum-
prir suas arden;.
Dos guarde a V. Exc. Capitana do porto do
Rio-Grande do Sul, 16 de Janeiro de 1855.Illm. e
Eim. Sr. r. JoSo Lias Vieira Caiisansode Sinim-
b, presidente desta provincia.Antonio Caetano
Ferraz, capillo do porto.
Informara a que te refere o officio tupra,
A barra do ^tio-Grande acha-sc presentemente
mui baixa e diflicullosa, e pode-se dizer sem errar
que a provincia actualmente nao tem barra, pois que
se nao pode dar outro uome entrada do Riu-Gran-
desenaoodeum esparcelado muilo baixo, que se
torna de gjinde arrebentacao e impraticavel quau-
do reinan) veolus pelos qnadranles de NE. e SE.
Em 1852, quando tomei a direccao da administra-
0o da pralica em da barra, a entrada da mesma
era do rumo do S E., sendo o banco muito curto, e
as aguas mui cheias sondava-s; em 20 e 21 palmos,
as baixas nunca menos de 15.
No invern de 1853 nolou-se que principiou a for-
mar urna cora de areia junio a pona denominada
Hospital, que foi crescendo e descerni para o laga-
mar, onde frmou um segundo banco mais baixo que
primeiro, o qual se conserven por algum lempo,
depois conlinuou a desrer torcendo a barra para E.
al N E, por onde he hoje a barra ou lugar por
que sahem e cnlram os navios.
O rabeen do S. O., que deila fra 2a 3 milhas,
S. S. O., abri urna pequea barreta com 12 a 13 )
palmos de profundidade, por onde j.i foi barra em
isi'.l e me parece lomar a ser.
Nilo he a primeira ve/, que a barra tem esladn co-
mo acora, o que sempre acontece quando ella vem
do S E para o N E ; estas mu tancas sempre lem
lugar no invern, quando ha muitaschuvas c gran-
des correnlczas com as aguas chamadas do monte,
que acarrelam sobre a barra areias, accrescendo
anda iii.ii- ler o auno passado e alrazado sido lauca-
do junto do canal da villa do S. Jos do Norte in-
mensos coinoros de areia, que tambem influiu para
obstruir a barra.
Se a barra da provincia fosse sempre a um rumo,
podia-.e desobstruir e profunda-la sem muilo difli-
culdade e despezas ; porcm sendo ella mudavcl em
rumos dilTerenles.sujeila a|inl1uenciaidas correnlezas,
e que sempre san da parle do vento que reina, julgo
muilo diflicil mclhora-la, pois que aconlecer quan-
do se estiver escavando em um rumo, ella abrir em
oulro, co:,forme as vicissiludes das correnlczas: se
se pudesse canalisar a uarra para subordinar as cor-
renlezas a um rumo certo, muito se aproveilaria;
porem e**a Irabalho, poslo que nao he impossivel,
demanda muito tempo, muita despeza e um esludo
peculiar na marcha peridica da barra.
Na barreta que abri do rumo do S. S. O. pode-se
fazer um cnsaio com urna grade de espigues, a a-
neira de um arado para revolver as areias alim del-
tas serem levadas pela correnleza, pois que o lugar
baixo he muito curto, e como este trabalho he fcil
e pouco dispendioso, ser bom experimentar, e para
islo se far necessario um vapor, que poder ser o
reboca,ior que esta na barra, fa/.endo-se-llie algum
inleresse.
Todas as vives que he possivel. sonda-se a barra
em lodos os sentidos, e nao se tem encontrado mais
profundidade sean nos lugares cima indicados ; e
se ella nao mudar (como ameacai, nao he possive'
enlrarem ncm sahirem navios cm mais de 15 palmos
de calado d'agua sem seexporem a sollrer algum si-
nislro.
O commcrcio do Rio (raudo muilo bem sabe que
a barra da provincia he -ujeita a estas vicissitudes
como tem sido testemunha,pois queja por vezes em
diflerenles pocas lem sido preciso mandar aliviar
os navios para poderem sahir ; porcm quando a bar-
ra torna-se baa c se conserva assim por qualro ou
cinco anuos, logo se esquece do passado ; e (cando
ella oulra vez em mo estado, conspira-sc contra a
adminislracaoda barra e contra os pralieos.
O nico meio de que o commercio lem presente-
mente a laucar m.o, cmquanlo a barra nao melho-
rar, he emprear navios cujo calado seja de lia 15
palmos, pois que a barra, qiiaudo est mansa e mui-
lo cheia rhesa 16*16 I |l palmus,u que nao hesem-
pre.; e quando baixa lem de.ti.a J2 palmos, accres-
cendo que a a^ua enoho e vasa com una rapidez
extraordinaria, pois que muilarvczcs cm 15 minu-
tos so torna de muilo baixa a muilo cheia, e vice-
versa.
Puntal da barra do Rio Grande do Sul, 15 de Ja-
neiro do l;sV). Rodriijo Antonio de Limare, Io
lenle encarcelado da pralicagem.
EXTERIOR.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel-general do commando da armas de
Pemambuco na cldade do Recife, em 34 de
abril de 1855.
OROEM 1)0 DIA N. 35.
O marcena! de campo commandanle das armas faz
publico para seicncia da guarnidlo e devido elleilo,
que S. M. o Imperador por sna inmediata e impe-
rial resolucao de 31 de marco ultimo, ouvido o con-
selho supremo militar, sobre o conselho de inquiri-
rlo feito acerca da conduela dos Srs. capitn Fer-
nando Antonio rtosauro, e lenle Vicente de Pau-
la Ros de Olivcira, ambos do balalhao 9. de infan-
laria, houve por bem determinar que os referidos
Srs. odiciaessejam conservados na primeira classe
do exercilo, segundo constou de aviso do ministerio
dos negocios da gaerra de 9 do crrenle, que se
refere a communicscau da presidencia exarada em
odicio de 21.
Omesmumarerhal de campo faz publico igualmen-
te, que o governo por aviso de i, foi servido nomear
ajudanle do director do arsenal de guerra dcsla pro-
vjncia ao Sr. capilao do 2." balalhao de arlilharia a
p JoSo Evangelista Nery da Fonseca, addido ab 4.
da mesiiia arma, e por mitro aviso de 3, ludo do
corrcnle abril, conceder tres mezes de licenc,a de
favor ao Sr. alfcres do '). balalhao de infanlaria
Thcolonio Joaquim de Almeida Fortuna, que se
aclia na corle, conforme deelarou a presidencia em
oflicios datados de honlem.
lote, Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle do
lambem sofl'ren mudancu, pois que a meio do rumo ordeus encarregado do delalhe.
0 PAIUIZO DAS MLLUEBES. (*)
Por Paalo Few.il.
SEGUNDA PARTE.
GAPlTULOuVII
Partilha do tuitde ouro.
Loriot e Chilln linham caminhado bstanle de-
Cois que os encontramos na volta da avenida Ga-
rielle. O lempo havia lambem decorrido r era j
alta noile. Se as prelencoes'ne toriot se tivessem
limitado i ceia, ninguem Ihe loria podido negar ra-
z3o ; mas elle queria repartir o luiz de ouro, deixar
Chilln e fazer-s miilher : eis ah incomequencias/
Tolo Gicquel, Chilln e Loriot achavam-se na al-
tura do liymnasio, quando leve lugar a iuaurreicao
do rapazinhe. Tolo ouvio perfcilaraenle a dispula,
c reeeioii ve-Ios separar-se iminedialamenta, o que
Ihe teria tornado a tarefa mui diflicil. Mus Chiffon
avislou um vendedor de bulos, e adevinhando de-
licias dease alimento, perguulou a l.uriol com bran-
dura :
Quere ceiar daquillo 1
Pelo numero das pessoas que la|icavam-96 sobre
esse produelo, podia-se jurar que era urna cousa de-
liciosa. E de cerlo. entre todos os Inicios do para i io
das mulheres, o bolo do Gyninasio he um dos mais
sahorosos. He um fruclo popular ao alcance de to-
das as bolsas : compra-se por dous sidos urna taina-
da capaz de incommodar gravemente o estomago.
Loriot aorio as ventas para aspirar o clieiroque ex-
halava o bolo quente, o pobre Tolo fez o mesmo, e
ambos acharam o rheiro exquisito.
Quero, responden o rapazinho pergunla de
Chifln.
Ten* os sidos .* disse esla recobrando a espe-
ranca. ,
Mas era quinto baslava par* fazer bramir nova-
mente a tempesta le.
O wldos ; repeli Loriot pundo o barrete de
la* de um lado, nao leus necessidade delles.
He paia nao trocar nosso luiz de ouro, disse
Chifln tullidamente.
Troca Iroca tornou o rapazinho ; para re-
partir he millar trocar.!
Estas palmas lizerain sVudir lagrimas aos olhos
de Chidon, a qual dirigio-se sem replicar casa em
que vemlia-se o bolo. Loriot Picando no meio da
cal(ada, leve o corac&o de procurar cm lomo le si
um armazem de amenas e de laranjinhas ; porcm
nada vio scnSo um bolequim. Como Chifln nao ob-
servaya-o, elle entrn e pedio om copo de agurden-
te. Loriot entenda dinso, porque bebe-se muila do
lido do eabo Frebel. Beben um copo e repeli.
O pequeo vai bem I pensava Tolo (irquel.
Quanlo quer de bolo ? perunlaram Cliiflbn
que apresenlav*-c bem triste dianle dn balco.
() Vid* o Diario n. 92.
Londres 23 de fcvere.ro
Nao preciso dizer-lhe ceilamenle, qu* a persisten-
cia ila cmara dos communs em exigir o inquerilo
que volou, nao foi a verdadeira causa da crise mi-
nisterial. Mrs. i'ilad-touo e Siriney Herbert e sir
James Grabam faziam parle do gabinete derribado
pela proposta de Mr. Koebuck ; quando elles acci-
laram as propostas de lord Palmerslon, a cmara
nao inilia mudado de parecer, nem feilo cousa algu-
ma, que indirasse a intenrao de o fazer.
A posicao do ministerio reorganisado era pois
muitosimples ;devia ou areilar o inquerilo,ou pro-
curar deaccordorom Mr. Roebuck c cem os mem-
hros mais influentes da oppnsic.a'o. um arranjoque,
sem compromeller a dicnidade do governo, salisfi-
zesse as exigencias da cmara, ou entilo dissolver o
parlamento. ,
A' vista deslas 3 comhinaces, os peelilas linham
lomado sua resoluto ; repelliram a primeira e acei-
laram a segunda, se o arranjo se podesse fazer em
condices honrosas para lodos, sem o que era claro
que o parlamento seria dissolvido.
Por conseguinte.a situado quando os peelilas de-
ram sua demissao, era anda a mesma que era ha 10
dias, quando tornaran a lomar suas pastas. Porque
pois mudaram de parecer 1 Porque esla retirada s-
bita, que he urna segunda edicao da de lord John
Kussell, 13o enrgicamente censurada por Mr. Glads-
lone i Evidenlemanin o inquerilo he um pretexto,
tanto mais quando Mr. Gladslone, quearrastou seus
collegas, nao est directamente inleressado nelle.
He o ministro da guerra e nao o da fazenda, que
he a causa dislo.
A verdadeira causa desla demissio he a questao
da guerra e a quesillo diplomtica. A este respeilo
he que appareceu entre lord Palmerslon e os peclis-
(as, urna divergencia, que nenhuma considerarlo
lem podido vencer. Mr. Gladslone ficou fiel a lord
Aberdeen ; entende que elle (em dirigido bem os
negocios ; approva sem reslricces seu syslema do po-
ltica externa, e nao quer seguir oulro ; he minio
bom islo, mas cumpria dize-lo mais cedo.
Suppnnho que quando lord Palmerslon organison
seu minislerio, explicou-se com seus collegas; leve
de dizer-lhes cm que quera modificar a poltica de
'ord Aberdeen, e ale onde ia o projecto de n fazer ;
foi eniao que se leve de objeclar ; se lord Palmers-
lon houvesse cedido, o ministerio ficava um ; se li-
vesse resistido, os peelislas segueriam lord Aberde-
en e lor.l Palmerslon lomara oulrus collegas.
Em lodo o caso ufe Uvera havido duas orises mi-
nsleriaes, una apir/, nutra, cousa mal* ridicula anida
doque deploravcl lias circumstancias acluaes. Os
tieclistas) naojjveain franqueza e lealdade, duas pa-
lavras que escrevo bem conlra vonlade para as ap-
plicar a Mr. Glailslono ; mas nao conheco mitras.
que possam quancarsua conduela.
Finalmente esla divisan imprevista lera urna du-
pla vanlagcm ; primeiramenle suppiimc um phan-
lasma de parlido, que sexislia pela lembranca do
homem Ilustro, de quem tinha o nome. Como j o
lenho dilo, os peelistas nunca passaram de um esta-
do maior/em ejercito ; alguns sao homens de la-
lento, mas todos, excepto Mr. Gladslone lem preten-
ees disproporcionadas com seu valor real, como
membros do parlamento. ,
A segunda vantagem da demissao he simplificar
a sitoac.au ; Mr. Gladslone passava por ser o braco
direilo de lord Palmerslon, o homem necessario do
seu governo, e elle realmente o enfraquecia. A
partir de hoje, he que lord Palmerslon bei de facto,
comoem uome, o chefe do governo, o senhor de sua
poltica. /
Agora vamos saber se ha urna poltica ; vamos
ve-lo Irabalhar, efo pederemos julgar, porque elle
lem em suas mansa guerrac a diplomacia, islo he,
a plenilude do poder.
Nao se trata mais, Mato de saberse lord Palmers-
lon achara nm concurso sullicente na cmara dos
communs. A questao do inquerilo nao he a nica,
que espera solucao, mas de um ou de oulro modo, a
incerteza em quo eslas rivalidades de fac^Oes conser-
vaui a Inglaterra e a Europa ha um mez, nao pode
durar mais tempo. As cousas ou marcharan von-
lade do governo, ou calilo a diasolutAo lera lugar
anles de 15 dias.
Em todo o caso, nao pode queixar-se da crise. que
poz fim as incertezas.
A sessao desla noile vai ser consagrada as explica-
r/tes ; mais um da perdido. Faz hoje justamente
um mez que o parlamento reuuio-se, mas a sesso
anda nao comecnu de fado ; la um mez que todos
repclein : n Amaiihaa os negocios serios e a occa-
siao destes negocios nunca vem. Entretanto o pu-
blico so impacienta, os meelings conlinuam ; tem
havido grandes manfeslacoes em Manchcster. Liver-
pool, Marylebonc, e honlem noite os operarios de
Londres percorriam as runs da cidade pedndo
pJo.
A respeilo de meelings, ha um, ao qual assisii ha
dous dias, e de que as gazclas franceza, rreio que
nada lem dilo, oque me admira, c Ihe vou fallar del-
le. Em semelhantesrcuuiics'he que se pude julgar
da inlelligenle poltica do povo inglez ; esle povo
hccomoAjax; o cmbale das ideas nao o espanta,
mas quer combaler luz do dia ; o que elle pede he
a luz, e he digno de ver-so o ardor, que lem em pro-
cura-la c deten l-'-la.
O que faz a forja e, pelo menos aosmeus olhos, a
glora, a gloria sabida da Inglaterra, be a massa dos
cidadaos queleem, que pensam e pensam livrcmen-
le. I.eilor o livre pensador, cis-aqui o inglez ; eis-
aqui o que o deslingun dos povos do conlnenle,
muilo mais do que sua posicao insular, sua acltvi-
dade rommercial e sobrcludo.muilo mais que os vo-
ltios prcconceilos, de queosjulgam ainda imbuidos,
e nao exislem mais, cracas a Ueos, seno nos livros
esquecidos dos inligoi professores de odios interna-
cionacs.
Supponde que enlre nos, cm Paris, nesla cidade,
que passa por ser,e que em lodo o caso lem sido por
muilo tempo o cergbro da Europa, existe urna asso-
ciacao fundada para obter a suppressao de lodos os
imposlos, que pesam sobre a inlclligencia; supponde
que esla associacilu, procurando nesle momenln a
abolicao dos sellos dasgazntas e da laxa do papel, se
reunissse urna lardesem outro convite senao um edi-
lalaflixado na cidade na porta da sala onde ella faz
suas reunios. ijiuc pessoas pensaes v sessao '! Muilo menos certamente do que na peque-
a prara da pasagem da Opera.
Aqujhc o contrario, a abertura da sessao era indi-
cada para s8 horas ; s 7 o immenso sallo d'Exes-
ler eslava cheio de mais de 6,000 pessoas, que nao
(hiham ido all, como o provaram, por um scnlimen-
o de pura curiosidade.
Tenho assislido a muilas sessoes parlamcnlares,
lenho visto funecionar a cmara dos lords c a dos
communs, nossas cmaras dos pares e dos depulados,
no-sasduas grandes assemblasdc represeiilanlcs do
povo, mas nunca vi reunan tao numerosas ; ho-
mens e mulheres acompauharam urna discus*ao com
tanto inleresse, rom urna alteneSo mais firme, darem
provas de mais de inlelligeiicia. reprovarein ou ap-
plaiidirem com mais criterio. Comprehciide-se, pois,
a razad porque quando rcbenla a compressao do ex-
terior compusla de lacs elementos, ella lem tan
grande poder, c se procura resislir-lbc tilo pouco.
Ha muito lempo j que a posicao dos jornalislas
*ajV he salisfactoria, e cu desejaria, que Indos os"
meus collejas liVessem podido ver o mcelini: d'Evcs-
Icr Hall ; porque ieriam fcado salisfeilos e anima-
dos. Em Franca he cosame gcral maldizcr os pe-
ridicos ; primeiro que ludo ha o amavcl parlido,
que a pretexto de morasar u povo, desejaria cm-
baracar a inlclligencia eeinbriitece-la nesle mundo,
para assegurar sua salvaco no oulro ; nao fallo desle
parlido.
Mas nao he raro ouvir ilzer a pessoas ; qucscjul-
2ain c sao com cubito liberaes : he bom que o povo
leia, mas elle nao lem necessidade de ler gazelas.
Que deve ler? Livros de n.racoes, a historia de Roma
e da Grecia. Porventura a viagem de Janson ao
Euxino, o cerco de Troia c a colonisacao da Italia
pelos Gregos, lem mais inleresse para elle do que a
entrada das esquadras alliadas no Mar Nc-m, que o
cerco de Sebaslnpnl, a colonisacao da America, da
India e da Australia?
Se elle sabe hoje e bem o que he. o Mar Negro, o
Bltico, os Dardanellos e o Bosphoro, as provincias
danubianas e a Crimea, Bucharest e Sebastopol, o
Danubio c o Prulh, o vallo do Mississipe e a Califor-
nia, Adelaide, Mclbourne e Sidney, a quem o deve
senao s gazelas ?
Nos Estados-Unidos um operario le lodas as ma-
nidas seu peridico com tanta exactidao como um
banqueiro de Londres on de Paris, e julgaria que
zombavam delle, se Ihe o'erecessem a gazela do dia
antecedente. Na Europa pelo contrario, e sobrelu-
do nos campos, quaulos ha que .,, ]etm peridicos
velhos de 8 dias, de 1 mei, e quanlos que nao leem
absolutamente ? Nitor he precisamente por esla razao
que o cidadao. que o homem americano he superior
ao ridadilo, ao homem da velha Europa ? Aqui to-
dos eslo convencidos dislo, c eis-aqui o que explic
o successo da Anociarao conlra lodos os imposlos
que pesm sobre a inlellige ncia.
Instado pelo chefe desla associacao, e obedecendo
lambem ssuas proprias conviccocs, Mr. Gladslone
Quero esle pedaco, disse ella mostrando urna
parle do bulo.
Silo dez sidos.
Em qualquer oulra occasiilo Chifln leria sem da-
vida eslrauhado o preco ; mas ess.i noile pouco im-
porlava-lhe prodigalisar seu diubeiro, pois delesla-
va-o. Seu Loriol valia para ella todos os luizes de
ouro do mundo.
Ah Jess! ella nunca o vira assim Sem duvi-
da elle ludia defeilos como lodos ; mas era um cora-
cAo bom de que Chifln razia o que queria. Era gu-
loso, goslnva do descanso, e o trabalho nunca o ten-
tara. Nao he esse o retrato de todos os rapazinhos ?
A genle corrige-se proporcao que as faces quei-
mam-se ao sol, e os cabellos eah?m menos macios
sobre as fonlcs bruidas pelo suor. Deve-se ser
philosopho aos dezesele annos, na flor da juven-
lude '.
Nao, cerlamenlc, Chiffon era milito prudente para
exigir tanto. Se huuves*em-na encarregado de re-
digir um cdigo para uso de seo amigo Loriol, elle
s teria lido um arllso assim concebido : Amars tua
Chilln de lodo o ten coracao, e Ihe obedecers...
Esla ultima palavra he "grave como as, Pandeclas.
Ora, muilos de nossos leilores podem saber por 1ra-
dicAo ou de oulra mancira, os coslumes das fadas da
Brelanha. Nao slo como as dos nossos Ihealros :
n8o gostam de viajar em nuvens de papelao. e mui
raras vezes lem vestidos de garra bordados de ouro.
Isso nao Ibes assentaria, porque su velhas e horri-
velmenl feias. Os cahelleireiros nao poderiam pen-
lear-lhes os cabellos, que silo como brenhas. Seriam
necessaris muilas varrelas po-laf em estado de apre-
senlar-se entre nossas tnapeiras. Nao lem denles ;
sao roxas, vessas, etc. Quanlo feialdade e sor-
didez, as feiliceiras de Macbelh nada sao relativa-
mente a ellas.
Ernas! As fadas de Paris Ao.diabreles um lano
tolos que protegen! os namorados c laneam cuna aos
olhos dos b.irhacas. As fadas da Brelaulia deleslam
os namorados.
Trazem orles em um sacco de couro debaixo do
soyaco esquerdo. Deixam cahir uns pos desde o ce-
niilerio at a porta da igreja, c lodos aquelles que
pisam esses pos sufl'rein desgracas no casamento. Co-
mo passar por outra parle ? Assim sSo contados q,
que dizem : Itcmdile seja o dia de minhas nupcias !
Disfrjam-se. Iransformam-so. Os bois que vos
enraram aliave/ das sebes sao fadas ; cuidado nelles !
As cabras que de cima dos roebedos lanjam-vos otila-
res assuslados. sao fadas : acaulelai-vos Os galos
acachados debaixo do cnaendo de liar, ou deilados
ao sol rom a cauda em lomo do corno sao muilas ve-
zes fadas : desconfiai delles !
Porm o que as fadas da Brelanha eslmam sobre
ludo lie disfarcar-se cm velhos burguezes. Nao se
pode dizer o numero de raparigas que tem padecida
por csse goslo siugular das fadas.
Como resistir a urna fada ? As mocas nem o ten-
lam. Quando veem um velho barguft, dizem com-
sigo : He urna fada, e n,lo procurara defender-se.
Tem se calculado que nos campos breloes nao ha
mais um s velho burguex : lados sao fadas que lem
a mana de se diricirem as rapariguiihas.
Eis aqui romo portam-se esses preleu lidos velhos
burguezes. Audam pelas estradas mui branda e ha-
ncstamenle, com chapos de'caslor, bengalas de cas-
IAo de mar ti ni, sapatos rangedores, eniliui ludo o
que infunde confianca ; quando passa orna mo-
cnba, meltcm a mo nu bolso u dao-lhe urna inoeda
branca.
Segundo dizem os entendidos, cssa moeda nilo
be uina inoeda ordinaria, be iimi isca do diabo. Ape-
nas a rapariga rerehe-a, perteuce ao velho burguez
em corpo e alma, porque caldudo no bolsinho a
inoeda branca, lagarelli com os sollos, e repele em
lodos os tons : Tenko irmAas I lenho ir maas i tenho
irmAas !...
A mocinha perde-se para ler as irmaas da moeda
brauca, que eslAo na algibeira do velho burguez. Eis
como sao as cousas na Brelanha.
De quem vinha o luiz de ouro ? De nm velho bur-
guez. Onde lora encontrado ? Na estrada. He wer-
dade que nao.era urna moed* branca ; porm as fa-
das do Paris devem ser muilo mais ricas do que as
das Costas do Norte.
Os donativos dessas fadas malficas sao condecidos:
por fazerem perder o que as Tapanzas lem de mais
charo nesle mundo. Que cousa havia nesle mundo
mais preciosa para' Chifln do que a ternura de seu
amigo Loriot. Desde que recebara a moeda de ou-
ro. Loriot nao amav mais Chifln ; logo o velho
burguez era ccrlamenle urna fada.
Pobre rei Trulle tomado por feiticeiro I
Chifln aborreca pois o luiz de ouro. Lanrou-o
sobre o balean, dizendo :
Tire seus dez sidos.
A corladora, a envolvedora n a caixeira estreme-
reram ; houve lambem um movimenlo entre as pes-
soas que compravain. Felizmente nao se achava en-
tre ellas niMihiiin gatuno.
A corladora suspendeu a faca para lanzar om olhar
sobre a fregueza rica, e quando vio a louquinha e o
lenco de pesclo de Chilln, julgou ler-se enga-
ado.
Qiiarcnla francos disse a caixeira.
Tens muilas oulras moedas guaes a essa. pe-
quea ? perguulou um homem vestido de urna blusa
de linho cru.
A corladora hesilava ; mas o semblante de Chifln
com seus olhos grandes cheios de lacrimas fallaram
em seu abono. A caixeira recebeu a moeda de oiiro
do duque de Rostan depois de te-la feito passar de
inflo em mflo para ser examinada escrupulosamente.
Foi para essas mulheres um ohjeclo de longa con-
versacao, e quando recolheram-se eslavam arrepen-
didasde nflo Icrem confiado a alleAaauscuidados es-
clarecidos de um soldado de polica.
Chifln nao cabla em si de alegra, embora nao li-
vesse a idea do penuo de que escapara. Levava em
urna m.lo o bolu envidio, c na nutra os Iriula e nove
francos e cincuenta cntimos. NAo era mais o luiz
de ouro ; a desuraca eslava conjurada.
Meu Loriol, exclamou ella correndoao enron-
1ro do rapazinho que sabia do bolequim, eis aqui
dez sidos de bolo.
Aqui Hilo he como no oulro, respondeu elle ;
nao d-se de beber gratis... Mi.s isso he indifleren-
le ; lenho com que pagar... E ciernis sou pastor do
Tresuz... nao me fallarlo os escudos !
Chifln achou-lhe a voz alterada. Elle tinha as
mos nos bolsos e caminhava a passa pesado e irre-
gular.
Se eu quizer, tornou elle, casarei com urna
dessas mulheres bellas que passam... lodas tralarara-
me rarinhosamenle...
Oh disse Chifln, esses -enflores lambem ob-
servam-me muilu...
tinha preparado um projecto de lei. que devia ser I
suhmellido ao parlamento durante a sessao actual. '
Sea le mo liver a sorte do ministro, se for aprc- j
senlada. daremos eniao noticias, que hoje nao tem
inleresse. He para fazer couheepr esle projoclo ele
Mr. Gladslone e pedir a sua approvacao, que o meo-
ling tinha sido convocado.
Esla reunan era presidida por Mr. Milver Gibson,
depulado de Manchcslcr ; pronnuciaram-seseis dis-
cursos, sendo dous por Mr. Brilil c Cobden, os
quaes tanta areitos com um ver.ladeiro enlhusias-
mo c numerosos applausos. (Preste.)
(Correspondencia particular da Presse.)
Londres 3 de marco.
Como acabara islo ? Esla persunta lia ora anno
constantemente repelida na Europa, he fcila aqui
com um scnlimcnto de iuquietacAn, a que ninguem
pode fugir, rcccbcndo-a cada um involuntariamente
de ludo quanlo o cerca. Em logar de pergonlar,
como istn acabar, o que sci condal ? vagas supposi-
Sfiqs, fra mais ulil indagar, como isto comec,uu e
comu*devc acabar.
A Europa ainda nao chegou, porm marcha para
urna dessas siluacocs, cm que a fortuna concede aos
povos e aos governos a occasio de reparar
seus erros e suas fallas. Couvm nao perder-se esla
occasAo, e ella o ser cerlamenle, se as causas da
crise actual nao forem bem (profundadas.
Se as negociacajes pendentes lia um anno, silo um
cabos, onde o espirito se perde em procurar a me-
dida c a regra darpretences da Premia e dos esla-
dos secundarios da Allemanha; se os governos esiao
em urna posicao tito toreada e lao firisa a respciUi
uns dos uulro-; se indos os lacos polticos imagina-
dos para os tornar solidarios as grandes quesillos eu-
ropeas sao liio indecisos, lio discordantes; se no meio
de urna perlurbacAo geral, depois da mais evidente
violacao dos tratados, em presenca de urna guerra
I urio.a e depoi. de lo longo lempo consagrado em
adiar os meios de a terminar honrosamente, se est
(5o pouco adiantado, nao pode deixar de ler inleres-
se o indagar as causas de urna lo estranha con-
fusilo.
De que se queixam neste momento? das tergiver-
sarnos, das cucaa*, da duplicidade da Prussia, a
quem aecusam de trabir ao mesmo lempo seis inlc-
resses e seus deveres; sera contestar a Icgilimidade
deslas qucixas devemos reconhecer que lodos os cri-
minosos nao eslo cm Berlim.
Convm dizer a verdade a lodos, snbreludo nos
seos amigos; he esle o memento de dize-lo li nula-
Ierra, asis n-.ezes que ella procede como Xer-
xes, que depois da tempestado, mandava acolitar o
mar; seria mais razoavel queixar-se dos pilotos, qne
olancarain no meio dos escarceos. Os Inglczes sao
um povo livre, mas em cerlas pocas, os ministros
que os lem governado, lem podido sambar impone-
mente da liherdade dos oulros povos; a opinio pu-
blica be agora ou pelo menos quasi a regra da go-
verno, mas nem sempre foi assim; citaremos somen-
le dous exeinplos Pili e Casllcroagh, que guverna-
ram muito lempo de um molo contrario opinllo;
Pilljuslilicou-sc lalvez a certos respeilos; Caillerea-
gh nunca osera de ncnliiim modo.
Occupado smenle em combaler a Franja, Pitt
procurou sempre elevar conlra ella as barreiras, que
a lizeram perder do visla a Kassia, de quem seu
pai tinha sido Ulo preoecupado. Relalivamenlc a
Prussia, quo depois da deslruicao da Polonia podia
ser o baluarte da Europa conlra osCossacos, enfra-
queceu-a syslemalicamenlc para enlreler elementos
de rivalidade conlra a Franca. Esle grande espi-
rito nAo leve lempo para comprehender a grandeza
da falla, que linha rommellido, mas lord Casllerea-
gh nao lem desculpa; elle nao lem absolulamenta
discernimenlo e o parlamento inglez deenlflo he im-
pcrdoavel por le-lo dexado dirigir os negocios da
Europa com prevencoes pes los indignos de um homem de eslado.
Naqnella poca lord Palmerslon j tinha urna po-
sicao importante, fazia parle do minislerio de lord
Liverpool; linha substituido na repartirlo da guerra
a lord Casllercagh, Horneado ministro dos negocios
o.lrangeiros em lugar de Canning.e a historia nao di
que elle livesse urna poltica.
A pretexto de recolher os Tructos de sua perseve-
ranca c de seus inmensos sacrificios, a Inglaterra
chegou ao congresso de Vienna, declarando que nAo
admitlia dehato sobre suas possessoes; que con-er-
vava Heligoland, Malla, a I!ha de Franca, o Cabo e
urna mullidao de oulros pontos as cosas da Ame-
rica meridional e na India. Era a parto do leilo,
mas pelo menos fazia ao plenipotenciario ingle/, una
posicto cxcrllenlc para defender os inleresse* geraes
da Europa. O plenipotenciario inglez os Irahio no
pcrgunlou Loriot ergueudo os
\ disse Chifln. Va-
Crcis isso ?
hombros.
Nao faco caso dessas cousas
mos asscnlar-nos, e ceiemos. >
Os bancos eslavam deberlos por causa da hora
adianlda e do fri.
I.oriol tocou com as cosas da mflo a face da rapa-
risuinba.
Era o luiz de ouro penson ella ; que maldi-
to !... Meu Loriol j lorna-se novaraente gentil !
Quando pens, disse esle, que se lvessemos fi-
cado no paiz lerias sido lalvez miuha mulher !
Deu urna risada, e conlinooa :
lia-me o boto !... sei como isso chama-se ; lu
nada sabes.
Tomou a melhor parle do bolo e enlregou o resto.
Chifln nao proteslou : Deas sabe que ella n.lo linha
appelile apezar da fadiga da viagem.
.oriol p/.-se a comer guio menle. Chifln ten-
lou engolir um bocado. Tolo Gicquel foi assen(ar-se
na oulra exlremidade do banco.
Lembras-te, pergunlou a rapariguinha com um
suspiro, da ultima vez que comemos junios no ca-
iiniiho debaixo do palheiro e ao lado do caslello 1
Que tolice respondeu Loriol com u bocea
cheia.
Entilo nao me amas mais nada, meu Loriot ?
exclamou a rapariguinha rompendo em snlueo-.
Tenho urna idea, prouunciou o rapazinho com
Mocara...
Depois acrescentoa continuando a devorar o
bolo :
Se fosses como aquellas mulheres...
Sabes, meu Loriol ? disse 'Chilln jubando ler
a causa ganha ; silo mulheres que fallain aos ho-
mens... bem as vi...
Se ellas fallam he porque lem algma cousa a
dizer-lhes.
Nao me comprchciides, meu Loriol... sSo mu-
lheres perdidas.
Que importa isso 1
He possivel que falles assim ?
Se isso nao te agrada, hasta !
Loriol desabotona i veslia, e acrcscenlon :
Eu quizera ser mulher para perder-me, e ler
com que.
Chifln pz asmaos. Tolo Gicquel tocou-lhe no
braco, e disse-lhe em voz baixa :
' Elle esl um (auto embriagado, minha pa-
tricia.
A, rapariguinha vollou-se vivamente. O pobre
Tolo tinha um semblante de quem pede csmola. Co-
mo Chilln nao podia comer o bolo, deu-uao anligo
machinista, dizendo ;
E*s de nossa Ierra ?
Sim, sou de Plouesnon, respondeu Tolo ; mui-
lo nbrigado, minha linda mocinha.
E mordeu o bolo com urna delicia que nao ten-
taremos descrever.
Chifln ler-lhe-hia dado muilo mais pelo balsamo
que elle acabava de pr-llie no corarlo. Ella nao
sabia onde nem como seu Loriot linha podido em-
brianar-se; mas o balito do rapazinho era urna pro-
va suflicienle. No paz, doudo vinham Chifln e
Loriol, as mulheres Silo obrigadas a perdoar ludo
ebriedade ; do contrario toda a unio seria impossi-
vel. Os viajantes aflirmam que ellas empregarn a
agurdente como remedio homeopalhieo contra o
aborrecimento.que Ibes causa a horracheira conjugal.
Qu.iodo o marido volta embriagado a mulher dorrae
ebria. Ncsse eslado nao conlam as pancadas dadas,
nem as recebidas.
Onde bebesle, meu Loriol ? pergunlou Chifln
bramlicnenlc.
Fiz o que quz, respondeu o rapazinho com
grosseria ; devo dar-te conlas ?
Tivesles ralla de beber, se livesle sede; mas...
Ainda tenho sede, interrumpen Loriol, e que-
ro tornar a beber.
A agurdenle, meu charo, nao mala a sede....
He agurdenle que quero beber.
Chifln nao pode reler um gesto de impassicncia.
Nao le agrada, Chiffonnelte, cnutinuou elle em
(om provocante, queeu goste de agurdenle?... Que-
ro beber j, c vas comprar-me qualro sidos della.
Nao irei disse vivamente a rapariguinha.
Veremos! exclamou Loriol levanlando-se.
Apenas poz-seem p vacillou, e disse com o sorri-
so estpido da embriaguez ;
Oh porque o banco gyra?... Gyras lambem,
Chiflonette... E nao minio... Ah! qne cousa singu-
lar !... 'Vai comprar-me, seras mni gentil... dar-te-
hei melade... Bem, bem, lenho urna idea.
Deixou-se cahir sobre o banco, e halbuciou halan-
cando a cabera.sobre o peilo:
Vai comprar-me por favor... quero seis sidos
de agurdenle..;-Ab! sim, nao se me d de perder-
me... Oh amigo, inlerrompeu-se elle avislanda o
pobre Tolo, que saborea va o bolo aos bocadinhos,
quem le permitliuassenlar-le no meu banco?... Vai
comprar-me, repartiremos.
Chifln cucaron o amigo machinista com ar sup-
plicanle, e esle fingi nao ter ouvido.
Nao me respondes, palife ? exclamou Loriot,
mostrando Ihe o piinho.
Relire-se dahi, patricio, disse Chilln cm voz
baixa.
Totcfsaudou a rapariguinha e deixou o lugar.
Viste? viste'' conlinuou Loriol com exalla-
menlo, faco medo aos homens!... Ah! quanlo etou
contente deachar-me ero Paris!... Aqui ha muilas
cousas boas, torei lodas... Tenho urna dea.
Tolo lora assenlar-se cm oulro banco ; pois sua
commissilo nao eslava acabada,
Ah pensava Chifln, de balde troquei o luiz
de ouro; a moeda ainda persesue-me I
E's mui gentil, ChiHonnelle, tornou Loriol
bine ando -Ihe um olhar prolector, poder* perderle,
se quizeres, e ter ludo.... Quando encontrar-te dir-
le-hci bom dia, se esliveres bem veslida.
Eia, meu charo Loriot, disse Chifln lomando-
llic a mo, porventura lerias o coracao de vivar sem
mim .'
Sim, respondeu o rapazinho sem hesitar.
Os olhos de Chilln iniundavam-se novainenle de
lagrimas.
Visto que nao nos convimos mais, prununciou
Loriol com gravidade, lomas a direila, eu esquer-
da e boa viagem I
Chilln solucou e pergunlou cum carinho:
E se eu for comprar-le agurdente?
Oilo suidos I disse Loriol.
Quanlo quizeres.
Pois bem vai, Chiflonnette.
Tornaras a amar-me?
Issn me restituir lalvez uso das paran*,..
Piraras romigo ?
Veremos.
Responde-me, Loriot.
Dir-le-hei Uso quando liveres vollado.
que elles tem de mais essenrial, sobretodo no que
diz respeilo a posicilo fcila Prussia, Auslria, Alle-
manha c Dalia. Fallemos somonte da Prussia, por-
que he para esse lado, que se vollam hoje as pre-
oceupaees.
As potencias occidenlacs lem qucixas conlra o ga-
binete de Berlim e suas gazclas clamam habilual-
menle contra o parlido, que suas ideas polticas; e
seus inleresse* *e l'gams ideas e aos inicresses do
Governo rnsso: he atenuar a quesllo.
Se a Prussia livesse para com os oulros oslados
urna posicao franca, indcpeiuleiilc.uiTerecendo lodas
asgaranlias de urna perfeila seguraura,seria necessa-
rio oulra cousa e as intrigas de parlido, para Ihe ta-
zer c-quecer seus deveres e seus inicresses de gran-
de potencia europeia. A Franca e a Inglaterra ex-
piiiui hojeas faltas commctlidas ha quarcnla annos
por seus governos; estas fallas nAo justifican! sem
duvida a conducta da Prossja, mas c\plic,im-iia.
A paz de 1811 achoii a Prussia tilo desmembrada,
que n congressu de Vienna reconheceu animeineule
a necessidade de a reconstruir sobre novas bases.
Desde muilu lempo o crescimento da Russia linha
feilo comprehender a necessidade de fortificar a
Prussia, c nilo se podia fortificar senao de dous mo-
dos: ou pela Saxonia ou pelos paizes enlre o Rheno
c o Mosa ; nao se podia hesitar; o bom senso, a geo-
graphia, a poltica, a historia, ludo indcava os pe-
rigos de urna aproximarlo cum a r"ranc,a.
Mas a Austria, assuslada de ver a Prussia eslender-
sc pelos dos flancos da Bohemia.naSelesiana Saxo-
uia le/, manobrar lodas as intrigas para impedir que a
Saxonia Ihe fosse dada, O plenipotenciario inglez sus.
tentn o Sr. de Metlernich, que acabou por ganhar
ale o governo francez, cousa incomprebensivel, se
a juslira o n.lo forcase a reconhecer os embarcos da
pwiejto feita Franca pelos aconlecimentos de loli
e-1815.
Obrigada a volver seus olhos para oulra parle, a
Prussia dirigio-os para as provincias, que compoen
boje o ducado de Baixo Rheno ; era renovar a poli-
lica do (ralado de 1"o da Europa; tratado lio contrario a natureca, que fez
pronunciar cnllo pelos povos irritados a palavra re-
publica, como Burrke observa em suas carias sobre
as nczociaccs da paz com o Direciario. O congres-
so de Vienna, aproximando assim a Franca da Prus-
sia, consagrou pois a mais falsa das ideas polticas,
dividindo, enfraquecendo assim a Prussia, lornou-a
milla conlra a Russia,
Fez della um eslado disseminado, inconhcrcnlc.
estendendo um braco em Memcl, n oulro cm Thiou-
\lile, nllongando'SC em umespaco de quasi qualro-
cenlas lesnas, esloforpo magro e desmembrado, que
o le comparar por Vollaire a um par de lisas.
A Prussia, geugraphica e polilicamente, he um
contra senso ; esla abcrla do lado da Bohemia, da
Saxonia, da Polonia, da Franca, da liussu ; ludo na
aggrcgaeSo de suas parles he toreado, ficlicio, arlili-
cal; pur conseguinlc, pondo-se a parle as disposiees
pessoaes de seus minislros, as lersivccaees, que Ihe
exprobram boje, silo o resultado dessa posicilo coacta
a dependente, que nao Ihe permuto urna accao nlei-
ramcul livre.
A Prussia he muilo Iraca conlra cada urna das
potencias, que Ihe sao limilrophcs; so Ibes oll'ercce
pontos vulneraveis, c esle eslado que ale aqui se
lem obstinado cm n.lo entrar lian,'ament na alli-
anca da Franca e da Inglaterra, nao pode todava
siislcnlar-se senao por al I aneas; mas ah comer a
difliculdade.
Ao primeiro Uro de canhAo, a Russia Ihe aperla o
Memcl e knisberg, os exercilos russos, reunidos na
PoloDia, Ihe corlam a primeira parle de seus estados;
a Franca Ihe tira o ducado de Baixo Rheno ; a Aus-
tria penetra irb corneando reino. Com lacs perspec-
tivas, qual he para a Prussia o alliado mais ulil, o
iuimigo menos perigoso ? .
A esle respeilo ha ideiasbcmdillerenlesem Berlim,
Pris, Londres e SAo Petersburgo; mas por toda a
perleesla demonslradoque he somenteemuma guer-
ra geral entre a potencias accdenlacs c a Ru'sia,
que a Russia pode .adiar urna uccasiflo de se aug-
mentar, de oliler limiles mais naluraes, um territo-
rio que Ihe permita siislcnl.tr iialuralinenle a posi-
cao de grande potencia europea a que se lem eleva-
do por sua aclividade, ambicAo e genio de Federico,
A Prussia nesle momento i^ga una grande para-
da ; allian lo-se Russia, Ihe abrira a porla da con-
federacAo germnica, c se tiesta allianca achasse al-
gumas vantagon* momentneas, (icaria mais que
nunca subordinada potencia que Ih'as concedesse.
E como a Europa occidental nao poderia tolerar
um eslado de cousas inleiramenle ulil a Russia, a
Prus-ia seria constantemente mneac.ada de urna no-
vo balalha de Jeva, que poderia scr-lhe muilo mais
fatal ainda que a primeira.
Se a Prussia, peto contrallo, se pozer em campo
para sustentar o peso da Russia, do qual recebera o
primeiro choque, ella tornase o baluarte da Euro-
pa, da qual be boje o erabaraco. A Europa enlflo
por gralidflo e inleresse, devera forlifica-la, ou por
um augmento de territorio, ou dando mais eohesao
aos seus membros esparsos, e succeda o que for, a
Prussia ser sustentada pela Europa, cujas avenidas
ella defender. He este n auligo, o verdadeiro sys-
lema poltico da F~ rauca que Napoiciii, levado por
prevencoes pessoaes, abandonou, despojando e hu-
millando excessivamenle a Prussia.
A allianca da Prussia e da Franca he o eixo de
urna boa poltica europea, < depende agora da Prus-
sia, enlrgar-se ao seu invariavel deslino, o de vi-
giar a Russia. Nao, he a occasio de ir mais adianto
nesta importanlc que.tao ; sao bastantes as consi-
deracoes que precedem paia explicar as hesitajcs
da Prussia, e para demonstiar a enormidade da falla
que a Inslalerra commellen em 18l, abusando de
nossos revezes, favorecendo contra rits os odios da
Europa absolutista, impondo-nos a visinhanea da
Prussia.
As potencias occidentaes queixam-se lambem da
confederac-o germnica, e creio que se pode appli-
car aos pequeos estados da Allemanha o que acaba
de dizer da Prussia; a siluacSo complexa desles esta-
dos explica igualmente as lerjjiverjaces, as inquic-
lacoes,lodos os aclos de sua diplomacia.
Os tratados crearam na Allemanha urna hierar-
cliia de poderes graduados quasi do mesmo modo'
queas ordeus innuuierave i de sua nobreza: poderes
insignificantes, tendo cada um inleresse dislinctos,
contradictorios, quasi sempre opposlos aos da cor-
poracao germauica inleira. O que ha' de peiorhe
que estes estados, fracos para se defender, tem
muilas vezes a veledade de provocar as grandes po-
tencias e sempre a facilidade de as descontentar.
Estes estados infusorios coubecendo sua fraqueza,
saliendo que seu eslabelccimenlo he u negocio de
Iradicao, de rutina, de capricho, lem sempre Iraha-
Ihado por enlreler a rivalidade da Auslria e da
Prussia, que elles consideram como a melhor ga-
ranta de sua, frgil existencia sobretodo elles se lem
rivalisado em servilismo para assegurar a proleccAo
da Russia.
Islo explica porque nesla crise europea, quando
AI Icma'uliH be ameacada oin toda a sua frooteira
oriental, ella mostra (Ao pouca franqueza em sna
diplomacia e (anta fraqueza em seus aclos. A guer-
ra est empcohada em nome das maores quesloe*
europeas, e a Allemanha nao lem sabido elevar-se
altura de una questao germnica ; nao tem qoe-
rido romper com o inimigo, conlra o qual a Franja
e a Inglaterra, a Franca sobretodo sustenta urna
guerra, que be particularmente urna gaerra da Al-
lemanha.
As polencias occidentaes soffrem com esla conduc-
ta, queixam-se e querem pcir um termo a ella ; mas
do oulro lado, deve-sc reconhecer que esla silua-
cAo depende de causas mais serias do que das ms
disposiees de alguns principes allemes. L'roa
mullidao de tralador e aclos diplomticos tem
creado um estado de ce usas lio contrario se-
gurancia dos governos, como aosdireilos dos povos,
e a crise actual prova que nao se violenta mais im-
punemente a poliUca ea juslira do que a natureza
c a lgica.
Chifln alravessou o passeio publico. A consci'en-
cia drtia-lbe.quo obrava mal; mas ella amava lanto
seu Loriol! tinna um coracao excellenle; porcm
pelo seu amisuinho era capaz de falhar.
Enlrou cm casa do mcrcador de vinho, e pedio
oilo sidos de agurdenle.
Luriol tendn ficado sobre o banco ria ssinho e es-
carneca de ('.billn. Os rapazinhos dessa idade lem
o diabo no corpo nove vezes sobre dez. De dezeseis
a vinle annos ha quasi sempre um momento em que
os lilbos de Ad.lo tem um seixo no lugar do coracao:
he a muda. Todava alguns (os predestinados deste
mundo) conservara o seixo toda a vida. Na grande
balalha humana estes apresentam-se armados de
ponto em bronco, e ganham victorias como Pizarro
coberlo de ferro combaleado coaira os Peruvianos
mis.
Nosso pobre Loriot nao era Iflo forle, seu seixo
era daquelles que derrelem se ; mas enlrelanlo era
duro.
Ei-la bem humillad t dizia com sigo o ra-
pazinho. Ella que gosiava lano de governar, srve-
me agora romoaima criada!
Isso nao enlerneoin-o. Elle linha urna idea nao
falta de lgica. Chifln impedja-o de mudar de se-
xo. Ora, para que ser lioiuem no paraizo das mu-
lheres?
A idea de Loriot era fazer-se mulher, c perder-
se se fosse preciso para ter com qne.
Nilo he necessario accrescentar quo elle ignorava
inleiramenle em que consiste a queda urna mulher.
Toma, disse Chifln vollando esbaforida com
urna garrafa ; eis aqui oilo sidos de agurdenle !
Devias ler feilo isso honlem, Chifibnuetlc, res-
pondeu Loriol em vez de agradecer.
A' la saudc, conlinuou elle metiendo na boc-
ea o gargalo da garrafa.
Nao convom disse romsigo, que a ( biflor, sai-
ba que vou fazer-nic mull 'r.
Isso he bom. meu Loriot ? pergunlou a rapa-
riguinha tentando sorrir.
Da-me melade do luiz de ouro, tornou Loriol
arresal'.indu os olhos.
Tinha j bebido mais do que podia.
Bebe, meu amigo, quiz dizer Chifln ; ama-
nbai repartiremos.
Loriot beben ; mas respondeu :
Quero repartir esla no'le.
Poz a carrafa enlre elle c Chifln, e accresccnlou:
Minha parle deste lada, a toa desse... Faze is-
so ja !
Chifln como coracao angustiado, a mo tremo-
la, e albos cheios de lagrimas lirou o diuhetro do
bolso.
Ainda que, conlinuou Loriot, fui cu que ga-
nhei ludo, fazendu camhalliolas.
Ah exclamou Chifloi, so quizeres licar comi-
go leras ludo.
Reparte disse Loriol, com um gesto digno de
um imperador.
Chiffou havia recebido seis moedas de cinco fran-
cos, tres de quarcnla sidos, tres de vinle sidos, e
una de meio franco.
Ja que absolutamente o qneres, disse ella, vou
dar-le teus dezcoove francos.
Assim n.lo, minha res, pe ludo em um lu-
gar, e repartamos.
Chilln obedecen, e poz os iiiiila e nove francos
sobre o banco.
Loriot devolveu-os, apalpau-us, e disse :
IltTnRIOR.
PARAHUSA.
Kipoj,;o feta pelo im. presidente da Parahiba o
Dr. Francisco Xavier J*aei Barreta, no acto de
paliar a adminutracao'- da provincia ] vice-
presidente Dr. Flawio CU mentino da Silva Freir
em 17 de abril <*e 1895.
Illm. e Exm. Sr. Passando V. Exc. aadmi-
nslr*cao desta provinci* por ler de ir tomar tsen-
lo na cmara temporaria, como depulado pela pro-
vincia de Pernambuco, cumpre-me salisfazer o pre-
ceito do aviso circular de 11 de marro de 1818, ex-
pondo a V. Exc. o eslado dos diversos ramos de *d-
ministracao publica.
Seguranra publica.
Sinlo particular satisfcelo em poder annunciar a
V. Exc. que esla provincia goza da mais perfeila
(ranquillidadc.
Durante o lempo da minha adminislraco, que co-
mecou em 23 de oulubro do auno passado, uenhum
fado se deu, que pdese, j nao digo alterar, po-
rm mesmo amcacar a paz publica.
O antagonismo poltico, que ainda em pocas nao
muito remlas, lanas iuhs gerava, excitando os
odios e as piixoes dos parlidos, e arrastando-o* a
excessos deploraveis, dcciessc rpidamente n'esta
Tomo hma moeda de cinco francos, toma lam-
bem urna.
Um escudo de cem sidos passou pira cada lado
dn carrafa, direila para Loriol, a esquerda para
Chifln.
Para mim, conlinuoo o rapazinho, para li...
oulra para mim.
Quanlo ja lenho aqui ? -
Quiuze francos.
E lu quinze francos... Necessitas de todo isso,
Chiflonnette ?
Loriol eslava montado sotre o banco, e seu olhar
pesado, mas vido, ahracavaas duas partes io mes-
mo lempo.
Chiffou linha as maos cruzadas sobre os joelhos, e
setis olhos grandes hnmidos inlerrogaram sorraleiri
mente o semblante do amigo.
A idea da separaran nao podia entrar-lhe no es-
pirito ; assim ella julsava estar solidando.
Nao respondes? disse Lqfiot, que esleve pres-
les a cahir; porque quiz bater com o p no chao.
Pcrguulo, se neressilas de ludo isso?
Nao, responden Chifln dislrabida.
De que necessitas ?
N3o sei.
Loriol sorrio surdina e tornou :
Vou dizer-te, necessitas da melade de toa
parle.
Toma o que quizeres, meu Loriot, murmu-
rou t .billn passando amito pelos olhos.
Nao vale a pena choramigar por isso, disse o
rapazinho.
Beben um trago, e poz direila da garrafa cinco
moedas de cinco francos coa, oulras menores: dei-
xiva a companheira uns dez francos.
A pobre Chiflan nao cuidiva em protestar, e pen-
sava chorando :
Como pode-se dizer qte Paris he um paraso !
Loriol ajuntou seu thesourc murmurando :
He bem ponco !
I.aneou um olhar invejoso sobre o pequeo qOi-
nhao de Chifln, n disse-lhe :
Esls rica, Cliiflbniells !
Os dez francos pareciam-llie dez vezes mais vol-
rnosos do que seu> Irinta francos.
Quero que timbas com que, tornou elle... Nao
nos separamos agaslados.
Porque nos separamos, meu querido Loriot ?
balburiou a rapariguinha.
Loriol bebeu outro trago ( respondeu.
Porque?... Nao podemos licar sempre junios...
A eaheca anda-mea roda... De certo, nao he por ler
bebido urna gola do agurdenle... Talvez o *r de
Paris uo seji-me favoravcl.., Vou tirar cem sidos
de la parle para se eu adoecer.
Como qaizeres, meu Loriol.
Esle volva os olhos, e apoiava-se no banco com
ambas as maos para susteular-se : eslava completa-
mente embriagado.
He verdade que a.cabeca ndame a roda, rV
liuuoii elle, acaulcla-te parn nao cahir, Chiflonnet-
te... A ganara he la... Vou lomar o resto, com o
qual coroprare urna correnlinha para Irazer ao Des-
coco em tua lembranca...
Kennio os ltimos cem sol los aos oulros, e mel-
len luda na algibeira dizendo:
Eis ahi lodo repartido... at a optra vista Chiflon-
nette !
[Contmmr-se-ha.)
MUTILADO


2
=
-------
DIARIO DE PERMMBUCO QUARTA FEIM 5 DE ABRIL DE 1855.
provincia, para dar lugar a urna tolerancia benfica
das opinies, sombra da qual ir* lornando-se cada
vez mais profunba e inabalavei a c'rensa, j hoje ge-
ralmeute firmada, de que he somenle do respeilo a
ordem e as instiluces jurada?, que provir i pres-
peridade o engrandcciroento do paiz!
Seguranca individual.
Se Dio me cabe a fortuna de dar V. Etc. infor-
macdos complelamenle satisfactorias a respeilo do es-
tado da provincia no locante a seguranca individual,
pois que infelizmente aida nao esla extincto o br-
baro costuras das vingtneas particulares, quede
ordinario se traduiem ero senas de violencia e mor-
'icinio, cujxsola-me ao menos a idea de que, ao en-
regar Exc. a administrado da provincia, dei-
xo-a expurgada de um grande numero de malfeito-
ret, quea infutavam, e presenciando urna sensivcl ili-
minuico no numero dos, atlentados contra a vida
c propriedado flus cidadaos.
Com elleilo, nao menos de 1 II criminosos,sendo
til de morte, tem sido capturados nos ltimos cinco
metes. Alm d'isso lie sabido, que um crescido nu-
mero de facinorosos, arham-se furagidos, procuran-
do em Ierra eslranha. aonde suas malfeilnrias san
desconheedas, a impunidade que aqu com difflcul-
dade podent obter. Entretanto es toa bem louge de
assegarar, que nao cxisl.nn ainda na provincia em
liberdade, um numero extraordinariamente avullado
de criminosos. Para nao conservar urna lalcrensa
basta saber, que segando as relares que cxhii, dos
'udivirfoos pronunciados em diversos annos e que
deisaram de ser capturados, sobe o sea numero
439, nao incluindo n'essa cifra os pronunciados nos
termos de Mamansuape, Pilar, Ingii, Bananeiras,
Paitos, Catle dn Korha e Porubal, cujas relaces
ainda nao me cliegaram as mos. Se esse numero
addicionarmos o dos criminosos, que por deleixo, ou
patronato nao tem sido processados, aquella cifra su-
bir cousideravelmente, e tomar, se he possivel,
ainda mais ptenle a necessidade que ha, de prose-
- guir por muilo lempo e sem descanso em um sysle-
ma do vigorosa represslo, que em moitas localidades
so se pode obler empregando. como tenlio feito, au-
toridades de fora, e pondo a sua disposicao deslaca-
meulos de i.* linlia, ou de polica.
Costa-rae dize-lo, mas he urna verdade incontes-
lavel, que em geral a aotoridade .publica nao pode
contar com a fpadjuvaco da poputaclo no louvavel
empeolu) de reprimir o crirce. Pelo conlrario, mui-
las veles, para nao dizer quasi sempre, ella nao en
contra da parle d'aquelles, que mais parecan) dever
interessar-se pela puhicao dos malfeilores, seno 1ro-
pecos embarazos alsumas vetes insoperaveis. V.
Exc. que he filho da provincia, e lem n'ella occupndo
os lugares mais elevados, u3o pode ignorar, e lera
sem duvida deplorado esse funestissimu cosime.
que existe enlre a roaior parle dos homens do in-
terior, de receher em suas Ierras, e furlar a acrlo
da justica os maiores scelerados, urna vez que->pro-
ciirem sua prolecrlo e amparo. Esse costume,
que se acha pitra assim dizer, enraisado, e que nao
eneontra infelizmente um correctivo as leis, he, no
mea entender, urna das priucipaes causas do grande
numero da crimes, que se commellem na pro-
vincia.
Para os homens grosseiros, sem educaco e de ius-
linclos ferozes, o nico inovcl que ospode'conter
na estrada dci crime. he a certeza do castigo. En-
tretanto qual he o individuo por mais perverso que
teja, que nao possa nutrir a esperanza de encontrar
um protector, que o ponha a coberto das persegui-
joes da autoridade, ou quando nao seja isso
possivel, que o defenda perantc o jury, e consiga
d'essc tribunal, qoasi sempre accessivel ao patronato,
urna sentenra, que Ihe garanta a impunidade '.' Aca-
be-se com a impunidade no nosso paiz, e os cri-
les se turnarlo lao raros, qaaoto sao hojo fre-
gante*.
Dos mappas e parlicipaces do chefe de polica e
outrat autoridades, cousla, que no decurso do auno
pastado .houvc n'esla provincia os seguidles cri-
mes :
Homicidios. 39
Tentativas de morle. 7
Ferimentos graves. 25
Ferimentos leves. 5
Koulm. 1
Furto de escravos. 1
Estelionato. 1
Tirada do, presos. 1
80
Esta sonimacsla bem louge de ser exacta. A ue
gligencia de muil.il autoridades em communicar os
fados occorridos nos seus rustridos, e a facilidade
com que podem uiuilos crimes licar occullos uo nos-
so paiz, induzem a crer que muilo maior deve ser
a referida somma.
Coraparando-se o numero dos homicidios perpe-
trados em 1851 com os do anuo anterior, qu foram
52, enconlra-se a difiereuca para menos tan I85 de
16. Esta dilTercncu continua ainda mais sens- el no
anuo correte, e musir que nao tem side iraprofi-
cuos os esforcos emprogados pela autoridade publi-
ca na defeza da seguranza individual.
Estou iuleiranicule persuadido de quo se eises es-
treos continuaren! sem inlerrupcito, e com o mes-
mo visor, e o tribunal do jury, compenetrando-se
da importancia da sua missio, moslrar-se severo,
r juvencendo pralicamente aos criminosos e seus pa-
linos de qao esl passada a poca da impunidade,
segaraiicaindividual mclhorara consideravelmenle,
e dentro un pouco lempo a vida do cidadao deixar
estar exposla aos ataques e perigos com que lula
actualmente. NJo posso duvidar um momento de
V. Exc. se desvelar cin empregar todos es nieios de
represslo ao seu alcance; mas receio, que os jurados
continen! ainda a conipreheuder da. um modo im-
perfeito os verdadeiros principios da joslit-a. Para
nutrir estes receios basta laucar as vistas para os
julgamenlos do jury navidos o anuo passado em at-
gims termos da provincia, e que em outro lugar v3u
mencionado'.
Devo communicar V. Exc. que tenho sido in-
causavel em recommeudar s autoridades locacs, que
organisem os processos pelos crimes ooramellidos,
n s 'estes ltimos lempos, roas ainda era anuos
anleriores, e que nao se haviam instaurado. Quaolo
aos primeiros, creio que acham-se quasi lodos con-
cluidos, Ou em audameulo; porm o mesmo nao
acontece em relajo aos ultimo, nao s por que sao
em grande numero, m.is ainda por que a respeilo
de muilos apparecem grandes difliculdades em ofi-
ler-se prava coulra os delinquenles. Enlrelanto a
moral e a justica exigem, que nao se desanime ante
estas difliculdades. e que se procure vence-las a cus-
la dos maiores esforcos o sacrificios.
Tambem tenho recomraendado, que se inslaurre
novos processos nos casos em que os primeiros foram
jaleados improcedentes, por nao se ler desccberlo
os delinquenles, on por falla de provas contra o in-
diciado, sempre que te lomar possivel obler essas
provas, ou descubrir o autor do delicio.
V. Exc. nao desconhece a immoralidade com que
em muitos lugares se organisavam processos para o
lim, nao de sugeilar o delinquenle devida puoi-
SAo, mas para despronaucia-lo e livra-lode futuros
incommodos. Taes escndalos nao devem ser lole-
rados, a menos que se achem oblilerados lodos
os principios do justo e do honesto. '
O crime de resistencia ouli'ora tao frequenle no
nosso paiz, eque lano affecla a ordem publica pelas
suas consequeucias, ainda nao cessoo de lodo. No
decurso do aono passado, e mesmo durante a mi-
nha estada na provincia, alguns desses fados se de-
raro. Enlre oulros, cilarei os seguintes mais nota-
veis, i No dislrido de Naluba, procurando urna es-
colla.de ordem do respectivo subdelegado capturar
um cerlo Jo3o l.uiz, homem criminoso e celebre
guarda-costas fui accommetlida pelo referido cri-
minlo, o qual aimado de um punhal censeguio fe-
rir a uro soldado, e o mesmo teria feito oulros, se
este*, laucando nulo de suas armas, nao o ferissem'
tambem. Infelizmente alguns dias depois falleccu
o criminoso.
No Icrmo de Campia (randa um celebre facino-
roso,contra quem o delegado mandara urna forra en-
carregada da soa priso, assassinou a facadas um'ca-
1 bo da escolla, na occasjau em que este Iralava de
cumprir a ordem que recebera. O sicario foi preso
c recolhido a cadeia da cidade ile Areia.
Em Pianc Amaro de Souza Brasil, facinoroso de
prol'is-lo e um dos gssasj*jaaa do infeliz subdelegado
Estanislao Lopes da Silva, pastando pelo povoadoda
Conceijao, leve o arrojo de mandar dizer ao com-
roandante de destacamento ali estacionado, que elle
segua para o lugar denominado Guaribas, o que I
o esperara. O commandante do destacamento reu-
niudo urna forca sufliciente, segaio o sicario e al-
cancou-o no lugat indicado. hi, vendo-te cerca-
do,- elle nao desanima ; dispara dous Uros sobres
forc.a do governo, acertando infelizmente em dous
soldados, que cahiram gravemente feridos, e prepa-
rava-se para darlerceiro tiro e fazer orna nova victi-
ma, quando a seu turno recebe um ferimenlo, que o
lancou por por trra, e do qual poucos dias depois
fallecou.
He eteusado dizer, que por todos estes fictos man-
dei a autoridade competente, que intlaurasscos res-
pectivos procesaos.
Tendo fallada em Pianc nflo posso resislir ao
detejo de informar a V. Exc. do estado desse termo,
que ate bem pouco lempo lanos cuidados dava ao
(averno, c que foi durante, muilos annos o theatrode
lulas sanguinolentas c encarniradas.
Antigs inimizades de duas familias que all exis-
tom, e que procuravam reciprocamente exlermlnoa-
e. tinliam feito ilaquella localidade um vasto campo
de violencias e de crimes, ante os quaes a arcan da
autoridade confiada ;i individuos do lugar, lornuu-se
inleiramenlc impotente.
Esta silua?ao anormal e cheia de perigos, tanto pa-
ra a vida dos cidadaos, como para a ordem publica'
nao poda deixar de chamar a alinelo dos meus II-
luslrcs anlccessores, um dos quacs, aulorisado pelo
governo imperial, uomeou e fez seguir para Pianc,
um delegado extranlm ao lugar, e as paixoes que
nelle predominam, augmentando o deslacamenlode
prime ira linha que la exislia, o qual foi posterior-
mente confiarlo ao commando do dis'.inclo capilao
Antonio Juliano Correa de I'aria,militar inlelligenle
e rircumspeclo.
Eslas acertadas medidas tem 'produzdo o mellior
effeito. t'.essaramas lulas e os assassinatos, e eu fc-
licito-me por poder annunciar V. Exc. nesta oc-
casiao, que o termo de Pianc muden de aspedo, e
acha-se senlo em condieoes inleramenle regulares,
ao menos nada apieser.tando. que inquiele seriamen-
te a administradlo.
O usn.de armas defezas, origem de muilos crimes
e desgranas, e que era lio geral nesia provincia, tem
sido severamente reprimido. Aclualmcnlc ja nao he
muilo fcil encontrar um homem armado, mesmo
nos lugares mais remolos, e menos frequenlados.
O crime contra a propriedade. que mais se com-
mctlc na provincia, he o do furlo di; animaes. Es-
te mesmo lem diminuido consideravelmenle, con-
correndnmuilo para isso o recrutamcnlo a que DMO-
dei proceder, e que se lem feito com preferencia en-
lre os homens vadios.
Cabe aqui referir V. Exc. que na manilla de
dia 31 de mareo prximo pastado, os presos da ca-
deia desla capital, que se achavan as prisoes da sa-
la livrec seguro, conloiados cornos da enchovia, len-
laram vadir-se na occasilo cm que se recolhiam a
mesma cadeia os presos da fachina. Felizmente o
plano, que consista em malar a senlinella da porla
principal o descerem os prqsos cm borbollo assassi-
nando aos que se lhes oppozessem, nborlau, grabas
coragein do soldarlo que eslava rio senlinella, o qual
ainda depois de gravemente ferido com um tiro.con-
servo'i-se no seu poslo, e dedicarlo do condemna-
do Manoel Joaquim de Souza, quo emquaulo os
conjurarlos se preparavam para sabir, conseguio fe-
char por fora a porla]da prisao,evlando assim um sem
numero de desgracas e calamidades. Entretanto 3
presos, que haviam logrado fugir, foram logo cap-
turados pelos soldados da guarda e alguns paisanos,
que acudiram ao conflicto, do qual rcsultou nlo s o
ferimeoto grave da senlinella, masa morle de um
valenle soldado, que recebeu um liro de pistola na
ocrasilo em que procurava embargar a passagem a
um dos criminosos evadidos.
O processo por este fado ja foi instaurado, cacha-
se em andamento.
Ao terminar este lopico, devo dizer i V. Exc,que
na larcfa que o meu dever me impunha, de perse-
guir vigorosamente o crune, lenho sido lealmente
coadjuvado pelo digno chefe de policia da pro-
vincia.
Adminislrariio da juttira.
Durante o anno de 1851 foram julgados pelo jury
em loda a provincia 75 processos, comprehendendo
93 (eos, que commelleram 98 crimes, dos quaes 4
foram pblicos, 15 policiaes e 79 parlicutaret, in-
clusive 55 homicidios. Nestes julgamenlos deram-
se 50 condemnaees e 39 absolvieses.
Esl numero crescido de absolvices deve lano
mais allligir, qoantn lio sabido, que no nosso paiz
quasi nunca um homem innocente he cnnduzido a
barra dos tribunaes. Pelo conlrario, a experiencia
nos ensina, que para ser levado ao jury, mesmo um
criminoso, lio preciso, que a opinilo publica o ac-
case forlemenlc em vtsla de provas irrefragaveis.
Do mappa respectivo ver V. Exc. que em mui-
los termos da provincia nao funecionou o jury du-
rante o anno anterior, e que em todos deixou de
reunir-sc o numero de vezes exigido pela lci. He
esle um fado, que merece seria alinelo, porque
d'elle resulla olTensa aos direitos sagrados dos indi-
viduos, que se acharo presos a espera de julgamen-
lo, e grave prejuizo aos inleresset da justica. que
reclama a maior releridade na decisao dos pro-
cessos.
Tal vez a principal causa da irrezularidade que se
nota na reutiiamdo jury, seja a m rlevislo judicia-
ria da provincia, a qual compoe-se ainda de tres co-
marcas, conlendo a primeira qualro municipios, ou
termos, a segunda oito, e a lerceira cinco, todos ex-
tensos e muilo distantes uns dos oulros. V. Exc.
concordara em que he muilo delicil, para nao dizer
impossivel, aos juizes de direito dessas comarcas,
percorrer lodos os termos de sua jurisdic.o, e u'elles
fazer Irabalhar o tribunal regularmente.
Foi tem duvida allendendo aos graves inconveni-
entes, que rcsullam de um tal estado de cousas,
quea Ilustrada atseinbla provincial em sua sessao
do anno passalo, Iratou de dar a provincia urna no-
va devisao indiciara, creando mais (res comarcas.
Infelizmente esta devisan nao heexempla de defleilus
e talvez por isso o governo imperial teulia deixado
de prover de juizes ai comarcas no\ emente creadas.
Nao me acho sufficientcmenle habilitado para dar
urna opinilo segura sobre a melhur devisao que se
deva adoptar. Entretanto parece-me, que a que fui
indicada pelo meu antecessor, he por ore a que
mais satisfaz as necessidades do servico publico, e a
boa administradlo da jusliea. He por tanto de es-
perar, que na sua prxima reuniao a assemhla, so-
licita como he, em promover o adiautanieolo da
provincia que representa, nao deixar de reconside-
rar esla materia, melhorando a lei n. SI do anno
passado, c lomando-a-rcalisavel.
Nos 17 lermos em que se devidem as comarca,
cxislem apenas sele juizes municipaes formados,
que exercem jurisdiccao em dous e ires lermos
reuniras. A administradlo da justic.a solfre cruel-
mente com essas reunioes de lermos. Os.juizes su-
plentes nao offerecem, em geral, as necesarias ga-
randas de inteligencia e imparcialidade, o nao he
raro velos guiar-se em suas decisocs, nlo pelos
diclames da joslira, mas pelos dn patronato, e se-
gundo ot interesses, muilas vezes reprovadot, que
predominam na loc.ilidade.
Tendo a assemblca provincial pela lei n. i de 2~
de maio do anno passado, elevado a calbegoria de
villa a povoaclo da Serra do Coil, ordenei que se
procedesse a eleijlo da cmara municipal, que se
fez com Inda a rcgularidade, achaudo-se ja cm BX-
ercicio a referida cmara. Aguar.lava as necessa-
rias informaces para decidir de corformidade com
o decreto n. 270 de -.24 do marco de 1813. o no-
vo municipio esl no caso de ler em si foro civel.
e conscllio de jurados, separado dos onlros lermos a
que se acha annexado. Cabe a V. Exc, logo que
chegarem as mencionadas informaces, que ja fo-
ram pedidas, resolver sobre este negocio como for
de direito.
Arham-se nomeados os sapientes ros juizes mu-
nicipaes dos lermos do Inga, e Alagoa Nova, cojo
qnatrienio se lindou no mez de fevereiro prximo
passado.
Forra publica.
A guarda nacional, o meio balalhao provisorio, c
0 corpo do policia, compoe a forea desla provin-
cia.
(luarda nacional-
A guarda nacional vai-sc orgauisando vagarosa e
difcilmente. Alguns corpos ainda esiao sem olli-
ciaes, por nao terem os respectivos chefes apresen-
lado assuas proposlas. Noto com pesar, que ha gran-
de repugnancia da parte da popularlo para o servi-
co da guarda nacional. Todos procurara etqoivar-se
1 elle, sendo que em geral, os proprios officiacs s3o
os primeiros a dar oexemplo de pouco zelo e into-
Ycsse por esse servico. Nenhum enrpo, inclusive o
da capital, se acha ainda fardado e armado regular-
mente. Ja requisitei ao governo imperial o neces-
ario armameulo para os balalhes, que compoe o
commando snperiur d'esla cidade, os quaes sao tal-
vez ot aicos, qne prestam algum servido, e apre-
tenlam urna ceda inslrucelo e regnlaHarle. Uo
mappa annexo sob numero conhecer V. Etc. de
quantos corpos se compoe a guarda nacional da
provincia, com declmelo do numero de pra-
eas de cada um, e eslado em que se acham.
Meio batalho provisorio.
O meio batalllo provisorio acha-se quasi no seu
eslado completo, fallando apenas para isto 37 [iracas
como V. Exc. ver do madpa sob numero...
O eslado de disciplina e regularidade em que se
acha este corpo honra ao deslindo lente "coronel
Joaquim Mendes](iuimaraes, que foi encSrrcgadu de
tua organisac/o, e que ainda ha pouco deixou o
te commando. Igual honra cabo a sua briosa of-
ficialidade.
Aulorisado pelo governo imperial, lenho no-
meado a diversos ofilciaes do meio balalhao para os
cargos de policia de algumas localidades, aonde me
pareceu, que nn inleressc da represslo dos crimes,
era indispensavel confiar a autoridade policial ,i
pessoas eslrauhas a ellas. Nlo lenho senlo moti-
vos para louvar a essesmililares, e aos ofliciaes do
corpo de policia encarregados de igual commissao,
pelo morlosalisralorio porque a tem desempenhado.
A elles deve-sc em grande parle a prislo dos mui-
los criminosos, que lem sido n colbidos s cadeias da.
provincia, e he isso. no meu entender, um grande
servico prestado ao paiz.
Carpo de policia.
A lei n. > de 27 de maio do anno passado fixou a
forca policial da provincia em 1511 pracas. Este nu-
mero seria inleramenle iusullicienlc, se acaso o go-
verno imperial nlo houvessu creado o meio bala-
lhao de cassadores. Enlrelanto apezar d'esle aug-
mento, enteudo que seria um grande desservi^o, o
reduzir a forca policial, em visla da exlenslo da
provincia, eda necessidadede conservar em quasi
todas as freguezias um destacamento ndesposiclodas
autoridades policiaes, e eucarregado da captura e
eonducao dos criminosos para as poucas prisesse-
guras que temos.
Quasi lodosos dias recebo das autoridades dos lu-
gares em que nao ha deslacamento, reilirados pedi-
dos de alguma forca para os seus deslriclos. c he
sempre com pezar, que rleixn de salisfaze-las, por-
que sei qulo precario einsuficiente he o auxilio que
Ibes presla a guarda nacional, e desejaria ver eu-
carcerados e expiando os seus crimes lodos estes fa-
cinorosos, qiieaindaseconscrvam sollos, econlinuam
a amparar a vida dos celadlos honcslos e pacficos.
Bem sei, que a despeza que se faz com o cojpA de
he avnluda. e que pesa cruelmente sabr os enr.r-
quecidos cofres prgviiiciaes, mas entendo que as
circumslaucias adunes, a primeira necessidade da
provincia hea repressao do crime, e que para obler
esle lim vale a pena fazer loda a casia re sarilicios.
Por conveniencias do servico, dispensei do com-
mando do corpo policial, aposeutando-o nos lermos
da lei n. 10 de 12 de jiinho de 18H, ao cidadao Je-
nuino de Almeida o Alhuquernue. Nomeei para
suhslilui-lo ao capillo reformarlo Joaquim Moreira
Lima, que em outrat pocas ja linha com ni m dad i
mesmo corpo com muila dislincr^ao, e que conti-
nua ainda a moslrar-se digno da boa fama que o
liutiuetao publica.
O bem elaborado relalorio, que tubmeto a consi-
derado de V. Exc. c que me ful apretenlado em da-
la de 20 de Janeiro do crrenle anno, pelo director
do lyceu d'eila capital, e director da instrucjlo pu-
blica da provincia, mottra o estado pouco tatiafa-
torio em que so acha esto ramo importante do servi-
vico publico. D'elle ver V. Exc. que exittindo em
toda a provincia em exercio 37 cadeirat publicas de
primeira leltras, senda 32 para o sexo masculino, e
> para o sexo feminino,foram durante o anno de 1851
frequentadas aquellas por 1239 alumnos, e eslas por
106 meninas, ao lodo 1315. Se a esta cifra adicionar-
mos mais 228 alumnos que frequentaram as diversas
cscolat particulares, lercmos o tolal de 1572, n. de-
masiadamente insignificante a visla da popularan da
provincia, c no qual lem a sua triste explicacao o
eslado de completa ignorancia em qoe se acha a m-
xima parle da nossa popularlo.
Segundo collijo do relalorio do meu digno anleecs-
menlo da igreja do Desterro, na comarca de Pao
d'Allio, offerecendo o seu compromiso para ser ap-
provado. A' commissao de negocios ecclesiaslicos.
He lido e approvado o seguinle parecer :
a A commissao de fazenda e ornamento para po-
der cmillir o seu parecer sobre a prelenclo do pa-
dre Jlo Jote da Cosa Hibeiro, eapellilo do hoipilal
de Notsa Senhora da t'.ouceicio do* Lazaros, requer
que, pelos can a es competentes, se ouea aadministra-
co dos eslabelecimenlos de calidad*.
a Sala das cominissfies 18 de abril de 1855.Jote
Pedro da Silva M. J. Carneiro da\CunhaBar-
ros Brrelo.
He lirl e approvado o seguinle parecer:
A commitsao de inslrucelo publica precisa para
dar sua opiuio sobre o requerimenlo em que Sim-
plicio da Cruz Kiheiro, professor publico de inslruc-
elo elementar na pnvoaeo do Peres, pede augmen-
to de gratiticaclo para pagamento do alugucl da ca-
ta de sua escola, que se solicilem da Ihesouraria
sor apresenlado a assenililea provinrial na sesslo do provincial informaces a semellianle respeilo, e por
anno patsado,o n." dos aliimnns.qiie frequentaram as \ isso prope que, pelos canaet compelentes, se ouca
Tenho manilado'forneccr ao corpo,o armamento, e
equipamento de que elle precisava, fazendo expel-
'ir do seu seio os saldados de m conduela, que nel-
le exisliam.
Chamo a alienlo de V. Exc. para a m organisa-
clo da pequea cavallaria de policia. Parece-me
irregular, e contrario aos interesses do servico, o
permitir-se aos soldados a faculdade de sustentaren)
os ca val los em suas casas.recbenlo para|i-so urna for-
ragem de 400 rs. diarios.
Este sysiema, alem de contrario a disciplina, d
em resulladoo conservarem-se oscavallossempre ma-
gros, e militas vezes iucapazes de prestar o servico
para que slo destinados. Creio que com a mesma
despeza,poder-sc-hia obler por arrematarlo, o sus-
tento dos cavallos, accrcscendo somenle os gaslns ne-
cessarioscom a construcrao Jde urna cochia pu-
blica. ,
DitlribuirUo da (orea.
A forca de linha c de policia acha-se distribuida
pela seguinle maneira. Em Pianc, Po.nbal o Ser-
ra doTcixeira73 pracas, um capillo, um lente e
um alferes. Na cidade da Areia 3(1 pracas e um ca-
pillo. Em S. Jlo 13 e um alferes ; em Piles 9 e
um sajgento;em Campia Grande 27 e um lenle;
em Inga 9 e um sargento : em Kabaiana (i e um te-
nenle ; em Pedra de Fogo 13 e um alferes ; em
Naluba 1(i c um (encole ; em Mamanguapc 9 e um
sargento : em Alagoa Nova 12 e um alferes, e final-
mente no Cabedelk) II c um sargento,que serve de
almojarife ra fortaleza.
O resto da forca conserva-se nesla cidade empre-
garlo no servico da prara, no dos quarleis, fa-
china, ele.
A necessidade de conservar lautos destacamentos
pelo interior da provincia, nao me lem permitido
dispensar o servico da pequea forsa da guarda na-
cioual.que aqui ja achei destacada, parlil lian-in com
a Iropa de linha o servico da guarnicao.
Convencido, como esloo, de que sem o auxili o da
forra publica nadase far re proveiloso para a se-
gnranea individual, nlo hesito em declarar a V. Exc.
qucjulgode imperiosa necessidade manter ainda
por muilo lempo nos lugares em que se acham os
destacamentos que acabo de mencionar, podendo
ssegurar a V. Exc. que teria augmentado o seu
numero se a falla de forca disponivel nlo me o ve-
dasse. A experiencia me lem mostrado, qoe de or-
dinario, na locallidade em que existe urna fora de
linha, ou de policia, raro lie o crime que se com-
meltc, c quando infelizmente algum apparecc, n seu
aulor quasi nunca deixa de ser capturado.
Culto publico.
He foreoso reconher que esle objeclo, alias da
maior importancia, acha-se em deploravel abando-
no. Por toda a parle a relrgiOo tao necessaria ao
individuo, como ao cidadao, limila-sa a pralica de
alguns actos externos,que de nada valemquando nao
sao fortificados pelo conliccimento ros verdadeiros
prinepios do chrislianisino, e de tua sublime moral.
Mas como poder o nosso povo conhecer esses prin-
cipios ''. Quera se encarregar.i de ensinar-lh'ot ? Ot
pas nao podein transmillir aos filhus aquillo, que
ellet proprios ignoram; c os parodies cuja principal
missio pareca ser a de dur as suat ovclhas a inlruc-
tao religiosa, veem-se quasi sempre impossibililadot
de fazc-lo ou porque oulras oceupa^es os rustra
hem, ou porque a grande exlenslo de tuas fregue-
zias, e a falla quasi cmplela dos meius de commu-
nic,icio nlo Ibes permit estar em contacto, senilo
com urna pequea fraeco de seu rebanho. Poder-
sc-hia appellar ainda para os professores de inslruc-
tao primaria, os quaes slo tambem obrigados a en-
sinar aos seus discpulos os principios da rcligi.lo
chrisiaa ; mas alem de que o ensino primario enlre
nos esla anda muilo distante do que deve ser, aere-
ce.que raras slo as escolas, e essas raesmas frequen-
tadas por um pequeo numero de alumnos, que jul-
gam ler feito muito.quandu as dcixam sabeudo ler e
escrever pessimamenle.
Desse eslado de cousas resulta, que a nossa popu-
lado nao sendo comida pelo freio Benfico da mo-
ral deixese dominar fcilmente pelas ruins pai-
xes, e comniellia todas essas violencias e allanta-
dos, que tanto alligem a so.-ierla le, c contra os quaes
s resta um correctivo,a punicao.
Tratando d'esle assumpto.dcvo naturalmente, oc.-u.
para a alinelo de V.Exc. com oesladodas ntalrzei
senlindudizer, que quasi e ludas, acham-se em ino
eslado. e reclamando promlos soccorros para nao li-
carem c inleiramente inulilisadas.
A assemblca provincial tem prumulgadu diversas
leis em que se auturisa a presidencia a auxiliar com
cedas quanlias a algum d'etses templos, e na ultima
lei do orcamenlo, lembrou-se de incluir enlre as
obras, quede preferencia recommendou os conccrlos,
e reparos das malrizs. Parle d'aquelh's auxilios
tem se dado, conforme permilem at circumslancias
do cofre provincial, c Iralava de obler as necessarias
iufurmarca, para continua-ios.logoque cessassem as
difliculdades com que lem hilado o mesmo cofre, em
ruto da dcminuicada renda, c augmento conside-
ravel, que teve ltimamente a sua despeza.
Seria coiivenienje eslabeleccr algum meio de ls-
calisar o emprego d'essas sommas desuadas ao con-
cert e reparo das malrizes. O svslema at aqui a-
doplado pode dar logar a muilos abusos. Entrega-
se o dinheiro ao vigario.ou a alguma pessoa do lugar,
e depois a visla de alguns e reribos, que aprsenla
o encarregtdo da obra, enlrega-se-lhe urna quilacao,
e quasi sempre urna nova prestaeao. He fcil con-
jedurar os pestimos rcsullados.de um (al tyslema.
Deixo sobre a mesa diversos ofllcios de vigarios e
cmaras municipaes, solicilandoalgunssoccorros para
a sus malrizes, aos quaes nao pude allender imr
mediatamente pelo* motivos, que cima eipuz.
aulas rloensiuo primario cm 1853,suba a lr>71, o que
revela urna deminuicao em 1851 de 102 discipulos,
ten lo-se entielaulo creado n'eslc anno mais urna ca-
deira publica !
Ja ve pois V. Exc. que a inslraccao primaria n'es-
la provincia, em vez do deseuvolver-se e prngredir,
como pareca natural, c lauto era para dezejar, vai
rclrocedcndo, e rcslringindo-sc.
Um lal estarlo de cousas reclama a mais seria
altcnrao da parle do poder legislativo proviucial, a
quem compele examinar a causa do mal, e prov-lo
do necessario remedio.
Quaulo a mim. nada se fara de til em materia de
iuslruccao publica, emquanto o professorado for
exercido, como o lem sirio al aqui, com poucas e
honrosas excepces, por pessoas inleiramente alheias
no magisterio, sem as necessarias habili taces, e s
vezes sem aquella,moralidade e regdez de princi-
pios, que deve possuir quem se enrarrega de difllcil
e honrosa missio de educar a mocidade. Para ler
bons professores nao basta, como en leu lem alguns,
augmcntar-lhes os ordenados. Esla medida appli-
e.ada aos que ja exislem, seria em pura perda, e aos
futuros trar.-i muito pouco proveilo, se porvenlura
nlo for acompanliada de oulras provideucias.
Compre antes de ludo, crear professores, edca-
los convenientemente, prepara-los emfim para essa
vida 13o cheia de cuidados e sacrificios, como he a
rio verdadeiro meslre.
Reconheco asdiflicuidades, para nao dier impos-
sbilidadc, que se apresenlam para o eslabelecimen-
lo na provincia de urna escola normal,aonde se prc-
parem os individuos destinados ao professorado ;
mas sem aspirar a lano, poderamos, adoptando o
que a seraelliaule respeilo eslatui o regulamcnlo de
17 de outubro de 1811, que reformou a intlraeejhl
primaria do municipio da corle, crear urna classe de
professores adjuntos, os quaes depois de alguns annos
de exercicio, e de ler esse provado seu zelo e aplidao
paraomagislerio.scriamempregados as cadeirasque
vagastem on fotsem re novo creadas. Para esles coii-
veria marcar ordenados superiores aos que exislem,
porque o augmento despeza seria ainplamenle com-
pensado pelas vanlagensque resultara do progresso e
aperfeicoamentn do ensino publico.
Cabe aqui informar i V. Exc, que ainda se acham
vagas as cadeiras ltimamente creadas pela assem-
blca provincial. O mo estado em que enconlrei os
cofres pblicos nao me permiltio dar cumprimento,
como desejava, a lei que dccrelou, aquella crea-
c,3o.
Pela mesma razao dcixei Je allender a duasrepre-
sentajes, que me dirigirn! por intermedio de suas
resperlivas cmaras, os habitantes das povoacfjes de
Cachoeira no Inga, e Serra do Teixeira em Pumbal.
solicitando a creadlo naquellas localidades de urna
aula de prmeras ledras.
Nlo desconheco a necessidade de desseminar a
inslrucelo primaria, dolando de escolas os lugares
mais populosos ; mas V. Exc. concordar em que,
haveria imprudencia de minha parte te sobrecarre-
gasse a fazenda provincial de novas1 despezas, quan-
dn tudn induza crer, que as queja pesam sobre ella,
sau superiores as suas Torcas.
O lyceu marcha regularmente. O numero re disc-
pulos que o frequentaram durante o anno pastado.foi
de 100.As cadeiraspiihlicasilelalimdacidaded'Areia,
Pombal c Serra do Teixeira liveram 49 discipulos.
Presentemente o lyceu he frequcnlado por .99 alum-
nos.Emquanto os exames feilosneslceslabelecimenlo
nao forera aceilos as academias do imperio, ser
muilo difllcil altrahir para elle grande numero de dis-
cipulos, e nlo vejo possihilidade de obler um lal fa-
vor da assemblca geral, que para nega-lo tem segu-
ramente muilo boas razes.
Antes de concluir esla parle da presente expnsi-
5.I0, devo cummunicar a V. Exc. que lendo o gover-
no imperial,a solicila5es de om dos meus antecesso-
res, determinado por aviso de 20 de fevereiro do an-
no passado, que fosse remetldo para a corle o me-
nor Pedro Americo de Figueiredo Mello, que mos-
Irava possuir grande talento para a pintura, afim de
receher na academia das Bellas Arles urna educaclo
conveniente, couhe-me a sal sfaran de dar cumpri-
menlo a essa ordem,Tazando seguir o referido rac-
nor.que ja chegou corle aonde foi recehido com lo-
do o interesse que inspiram a soaidade, eo hlenlo
deque parece ser dotado.
Saude publica.
O estado sanilario da provincia he salisfatorio.
Alemdaqurllasenfcrmidades.que roslumam appare-
cer com maior ou menor forra, segundo as circums-
lancias especiaes das diversas localidades ; nada
lem occorrido de extraordinario na provincia, pel>
que loca a saluhridade publica.
A febre amarella, que lanas victimas fez logo no
seu comeen, e ainda algum lempo depois,tem desap-
parecido quasi complelamenle. Apenas um ou oo-
'ro caso desse leriivel flagello se deu no principio
desle anuo enlre os presos recolhidos a cadeia desla
capital; mas foram 13o raros es-es casos,que nenhuma
impressao fizeram, podendo-sc dizer que passaram
desapercibidos.
No principio do anno passado lavrou com algnma
inlensidade o mal das hexigas por enlre os habi-
tantes da freguezia da Babia da Irairao, os quaes
foram logo soccorridos pela presidencia, que para
alli mandou ua facultativo com os necessanos, me-
dicamentos. Felizmente o mal nao duroo por
muilo lempo, e na secretaria existe o relalorio com
que o mencionado facultativo dea conla da tua
commissao. > (Conlinuar-ne-ha. )
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Sei tao' em 18 de abril de 1855.
Presidencia do Si: Barao de Camaragibe.
A'sll ',, feilaa chamada, acham-se prsenles
30 senhores depulados.
O Sr. Presidente abre a sessSo.
O Sr. 2." Secretario lt a acia da sessao antece-
dente, que he approvada.
O Sr. l.o Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um cilicio do secretario da provincia, Iransmil-
lindo 10 exemplares impressos que foram remctli-
dos pela Ihesouraria provincial em 1* do crreme
da divida pas-iva provincial dos cxcrcicios de
1816 a 1851, liquidada al o ultimo de mar5o pr-
ximo lindo.A distribuir.
Oulro do mesmo senhor, IransmiUindo de ordem
de S. Ex. o Sr. presidente ra provincia, copias dos
termos de arrematacao relativas s obras de que slo
arrematantes os cidadaos mencionados no offlcio des-
la assemhla. A' cfimmisslo de ohias publicas.
Oulro do mesmo senhor, dando informares que
por esta assemhla foram pedidas, do director geral
de inslrucelo publica acerca do requerimenlo do
professor de msica do collegiu dos orphaos. A'
commisslo de iuslruccao publica.
I'm requerimenlo do Dellinu Concalves Pereira
Lima, proprielario da Lihrica "do sabao desla ci-
dade, pedindo a prorogaclo do prazo eslahelecido
para o privilegio que foi concedido pela le n. 2119.
A' commisslo de orcamenlo proviucial.
Oulro de Antonio de Castro Pereira, ex-arrema-
tante das medidas das reiras do municipio de Po-
d'Alho, pedindo o deten ment de sua prelem.lo,
que se acha atcela a esta assembla. A' commis-
sao de negocios de cmaras.
Oulro do padre Antonio Gon5alves d* Silva, pro-
fessor publico do ensino elementar na freguezia de
Traconhaem, pedindo a gratificacm marcada no arl_
60 do regulamenlo de 12 de maio. de 1851.A' com-
missao de inslrucelo publica.
Oulro da lrmandade de Nossa S-juhora do Livra-
solire o assumplo dn incluso requerimenlo, a refe-
rida repadi^ao. Manoel Clemenlino Padre f'ri-
rejlo. n
He lido, julgado objeclo de deliberaelo e man-
dado imprimir o seguinle projedo :
ir A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
o Arl. l.o Os ordenados ros empregarlos da Ihe-
souraria provincial serao regulados pela tabella que
vigora na thesouraria geral desla provincia.
n Arl. 2. O secrclario e escrivio da reccila e
despeza Icrlo a catheguria c o ordenado de primei-
ros escriplurarios, e o oflicial da secretaria de 2.
escripturario.
ir Arl. 3." O cxpedienle da Ihesouraria continua-
r a abranger o espaco de seis horas diarias, segun-
do esl marcado no regulamenlo de 3 de agosto de
1852.
Arl. l.o Eicara revogadas todas as disposi5oes
em contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 18 de abril de 1835.yoio Francisco da
Silva Braga Padre Marral /.opea de Sit/ueira
Jos' (Juintino de Castro Aeiio Jote' Hodrit/ues
do PausoCosta Comes Cqtanho.
He lida c approvada a redacrau do projeclo n. 9.
O Sr. Castro Leiio : ;Pela ordem Tendo a ca-
sa approvado um parecer acerca da prelenclo de
Thomaz da Cunta Cauluari.i, apparece agora a iu-
foriiiaclo do director geral da inslrurrlo, e nlo do
director do collegio dos orphaos como passou na ca-
sa ; por tanto, vou mandar um requerimenlo nesle
sentido.
Val mesa ehe apoiaJoo seguinle requerimenlo :
rt Kequeiro que seja ouvido o director rto collegio
dos orphaos acerca da prelenrao de Thomaz da Cu-
uha Canillara, na forma rio parecer que por esla"
casa foi approvado.S. W.Castro Leiio.
ORDEM DO DIA.
Segunda discussan do projeclo o. 20, que conce-
de una p.oi-.vi a Arsenio Fortunato da Silva.
Vai mesa e he apoiada a seguinle emenda :
a Igual favor he concedido a Joaquim Pires Car-
neiro Monleiro, que se acha esludando actualmente
em Pars. Piulo de Campos.
O Sr. Silvino oppe razoes as apresenladas pelo
deputado o Sr. Mello liego, e sustenta a emenda ad-
ditiva ao parecer da comniisslo das obras publicas.
O Sr. Pintode Campos: Salisfazendo s exigen-
cias do nobre depulado, que acaba de senlar-se, di-
reique o ajudaute de engenheiros Joaquim Pires
Carneiro Monleiro, em favor de quem aprsenle! a
emenda, ha pouco lida, acha-se as condiees que
lodos sabem ; islo he, acha-se em Paris com parle
de doente, e consta que, apezar do seu eslado de
4aude, lein-so applicado ao estudo das malcras de
sua prolisso, om que vai fazendo progressos, e pre-
tende proseguir no seu empenho ate completar o
curso. Ora, nao se adiando elle em circumslancias
favoraveis, parece que tem direilo tambem a bene-
volencia da provincia. E por islo espero que esla
| assembla everca com elle a mesma hgnignidade que
'acaba de pralicar com o cstudanlc Arsertio, alias
digno do favor que se Ihc fez.
Encerrada a discusslo he o projeclo posto a vo-
tos e approvado, sendo rejeitada a emenda.
O Sr. Metra faz algumas observaroes.
Primeira discussao do projeclo n... que desliga o
lermo de Cabrob da comarca da Boa-visla e o reu-
ue de Tacaran!.
O Sr. .1. de Oliet'ra : ( Daremos era oulra oc-
caisao. )
O Sr. Pinto de Campos : Louvando os senli-
menlos de compaixo quo o nobre depulado acaba
de manifestar cm favor da comarca da Boa-Vista,
.levo todava pondcrar-lhe que eu, apresenlando o
projeclo, que ora so discute, nlo live em visla acar-
relar mal algum aquella comarca, cujos interesses
me slo tao charos como ao nobre depulado ; e a-
quelles povos sabem que provas de dedicarlo lhes
lenho dado.
As razos que me le varara a apresenlar esle pro-
jeclo, cu as produzi nessa occasio. Fiz ver que o
governo geral enlende, que a nova comarca de Ta-
caralii nlo est bem dividida ; nlo est em propor-
co com a da Boa-Vista, que compoe-se de tres ter-
mos e cinco freguezias. Assenlei que devia corres-
ponder essa objerclo, desligando o lermo de Ca-
urb para Tacarali'i, por ser o que Ihe fica mais
prximo. Aonde esl, pois, o despropsito ; Nao
ficam as duas comarcas com proporrs iguaes '.'.Mas,
diz o nobre depulado, que de Cabrob a Tacaralii
he muilo mais longe do que para o Ouricury, sede
da comarca da Boa-Vista. A' slo respondo, que ha
smenle um excesso, talvez de 7 a 8 leguas. Mat
lamhcm p erg un lo eu, de i acara tu a Flores nao slo
mais de 10 leguas'.' E at boje esses povos nlo leui
recorrido sdc da comarca com grave detrimento
seu/ Pois alien.le-se aos inleresset dot povos de
Cabrobc n,1o se allende aos dos habitantes de Ta-
caratii, que inegavelmenle bao eslado em peior con-
diclo do que bao de ficar os de Cabrob ? He pre-
ciso, pois, que eslas cousas sejam bem ponderadas e
que se enmprchendara fielmente as cumpensaees
que o meu projeclo resume. Al aqui lenho sempre
sustentado o principio : que quanto mais prximas
ficarera as serles das comarcas c dos lermos, lauto
mais prompla e enrgica correr a aejao da jusli-
ea e das leis essas localidades ; e quem duvi la que
Tacaralii fica mais prximo desla capital do que Ou-
ricurv ?
Alm de que, Sr. presidente, como o administra-
dor da provincia nos ditsesse em seu relalorio, que
po,loria olferecer-iios alguns dados estilsticos que
prerisassemos, em relarjo mellior divisao das co-
marcas, cu, antes de apresenlar este projeclo, en-
tendi-me'cum o presidente ecom o engenheiro em che-
fe das obras publicas, a ver se me podiara dar alguns
ctrlarecimeiilot a respeilo, e ambos convicram qne
a encorporarlo de Cabrob Tacaral nlo seria
cousa desarazoada, alenla a petaca difTerenca das
distancias.
Se estas razes nao calaren; no animo do nobre de-
pnlado, nlo sei de que modo vencerei os seus escr-
pulos ; cnlrelanlo pode seguir ot dictames de sua
conscicncia e volar como muilo quizer.
He o que tenho a dizer sobre a materia.
(Continuar-se-ha.)
Esle por te achar mudado, e os dentis por Icrero
justificado molestias.
Forammulladoscmmais 208 cada om, os senhores
jurados j.multados not anlerioret dias de se*s3o.
Aberla a sesslo compreceu o reo afiianeailo Au-
gutto Candido de Seixas, aecutado por crime de of-
fensat phisirai perpelradat em Manoel Cecilio de
Brilo ; sorteada o conselho de sentenra que tem de
julgar. tahiram sorteados os senhores jurados te-
guintes :
Dr. Kozendo Aprigio Pereira oimaraet.
Adelo Jn-c de Mendonja.
Henrique Slcple.
Manoel Camello Pessoa.
Francisco Martins Raposo.
.luvenrin Augusto de Alhaxde.
Antonio Jos Leal Kcis.
Francisco Bernardo Quinlciro.
l.uiz Manoel Rodrigues Vallenca.
Jlo Heuriquet da Silva.
Manoel Jos dos Sanios.
Francisco Manoel da Cruz Coulo.
I iodo, os dbales foi o conselho couduzidu a
sala
das conferencias 2)( hnrai da tarde, de onde vol-
tea s 3 }{ com suat resposlas, qu* foram lidas pilo
presidente do jurv cm vi zalla, em virludede cuja
decisao o Dr. juiz de diieilo absolven o reo, cou-
deronandova municipalidad* as cusas, e levanlou
a sesslo adiando-a para 9 dia segoiute as 10 horas
da manlia.
34-
Pre$iiencia do Sr. Dr. Adelina Antonio de Luna
Freir.
Promotor interino o Sr. Dr. Francisco Comes Vel-
loso Albuquerqiie Lins.
Escajvo Joaquim Fraielsco de Paula Esleves Cle-
mente.
Feila a chamada as II lorat da manhli acharam-
se prsenles :)8 senhores jurados.
Foram multados os mesmos j multados aos anle-
riores dias de se--.10.
A 1 ; hora da larde nao leudo chegado o reo
Anlor.10 da Silveira S Brrelo, qoe se mandara con-
duzir da cadeia, o Sr. Dr. juiz de direilo levanlou a
sessao adiando-a para o da seguale at 10 horas da
manilla.


BALANCO da receita e despeza do estarx-cecimenlos de caridade, verificado do
primeira de jullio de 1851 a T>1 de marro de 1855.
I Despeza.
Com ot ordenados do empreados .
Com a mcnsalidade das ama*. .
Com o jornaldosenfermeiros srvenles
Receita.
Por saldo cm 30 de juuho. A sahr :
Em letras......I:071c;'.li5
Em recibos por adianlamcn-
los........2:9723618
Em cobre e olas. 5:025368-
Beccbido da Ihesouraria proviucial, im-
portancia ra subvenclo para o coslcio
ros eslabelecimenlos......
Da mesma Ihesouraria para roiiliiiua-
clo da obra rio hospital Pedro II .
dem para o* reparos da casa do hospi-
tal de Caridade........
dem para o dote das cxposlas .
Da Ihesouraria da fazenda, importancia
do subsidio ros vinhos
Kndimenlo dos predios do patrimonio. 10:0159938
Dilo de foros ......... 1:000000
Dito de amostras do assucar .... 839320
Dilo de curativos e medicamentos 8:606852
Hilo do segundo andar da casa dos ex-
pos'o........... 4129500
Dito de esmolas e legados..... | :3:i7j5O0
Bilo do beneficio das loteras do hospi-
tal Pedro II......... !;050S0OO
Dilo de madeiras inulilisadas .... :lii-sOOO
Com o dol e enchoval das exposlas.
Com o cotleio dos ettabelncimento. .
9:0/39277 Com a obra do hospital Pedro II. .
Com,o importe de razedas ....
dem idem de gneros ....".'."
12:37.59000: dem dem de medicamentos. \
\ dem idem de sausne-sugas .
15:0008000. dem dem do alaguel da cata dos'ex-
poslos..........
2000000 dem j|cm rio reparo dos predios e casa
3:158:806 do hospital.........
Mein idem re despezas com o anniver-
1:0009000' ario dos eslabelecimenlos .
dem idem de Toros......
dem idem de uteusis e movis .
dem idem de despezas judiciaes. '.
dem idem de conferencia no hospital.
dem idem de fio de linho.....
dem idem da despeza proporcional a
arrecadarlo do subsidie dos vinhos .
dem idem de expediente e impresses,
66:345421
Saldo em 31 de marco. A saber:
Eralelras ..."... 1:0749945
Em recibos por arlian'la-
menlos.......4:9138880
Em cobre e notas. 3:2536553
7:032.5198*
2:4958744
7088100
1:031-3011(1
8:88B8910
20:8549364
9728230
0:4669689
6:0689154
2629200
5509000
511.5350
368800
3680S
5278120
' 32193:*)
808000
639900
1089392
829000
57:1039019
- 9:2429378
66-.34894Z7
EXPLICACAO' DO SALDO.
Pencnce a obra do hospital Pedro II a quanla de 5:031-3539. sendo 3:2533553 cm olas e cobre c
1:780998b_em recibos por conta de maleriaes. Aos eslabelecimenlos de caridade 4:207-3839 sendo em
letra* 1;07l9915: em recibos de diversos credores por conla do qoe se Ibes deve 3:1323694 '
Administrarlo geral dos eslabelecimenlos de cari dade 1 i de abril de 1855.
O Ihesoureiro. O eterivao,
Jos Pires Ferrcira._________________________ Antonio Jos Gomes do Crrelo.
MAPPA ilo rnovimento rio hospital re Caridade,
inclusive as pracas do corpo de policia, do
1. de Janeiro de 1851 a 31 de marro de
1855.
o
G
O o

o 3

kU *-.
Exisliam.....
Entraran!.....
(Curados .
Sahiram- Melhorados .
Nao curarlos .
as 24 horas de entrada
Morreram -
Exislem
..Denois desla poca.
43 17
416 121
262 32
41 11
11 8
6 3
i.i 56
64 28
m
537
294
52
19
9
131
92
MAPPA do rnovimento do mesmo hospital no lem-
po cima, exclusive as pravas do corpo de
policia.
TL I
Exisliam......
Entraran!.....
| Curados .
-Sahrr;iB-4 Melhorarios".
I Nao curados.
[Na* 24 "oras de entrada
Morreram-
Exislem.
.Depois desla poca
20 17 37
211 121 335
81 32 113
37 11 " 1H
9 8 17
0 3 9
70 56 126
31 59
MAPPA do movimenlo do hospital dos Lazaros, no
lempo cima.
Exisliam......
Enlraram ....'.
(Curados .
Melhorados .
Nao curados.
Morreram ....
Exislem. ,
99
5
0
0
o
7
37
MAPPA do movimenlo da casa dosexposlos no lem-
po cima.
S
2U 19
4 1
0 0
0 0
0
> -
19 18
MAPPA do movimenlo da informan.i do corpo .le
policia no lempo cima.
Exisliam........ l.nlr.iiam........ Saliiranw Melhorados -. (Nae curados. Morreram-^"8 g *1 <*"Irada (Uepois desla poca Exisiem......... 23 202 181 4 2 0 5 33
Exisliam
Enlraram .
Sahiram.
Morreram-'E" 2i llo"sde .mirada
- (Utpeis desla i-p-ica .
Exislc-
h.!;,'!~,Sri,Cf12.erld0S 'abelecimeulos de ca-
ndarle 11 de abril de 1855.
O escrivao
Antonio Jos Goma do Gorreiu.
DIARIO DE l\ \T H i) IabrS,r S brasileir0i ,odl>. "Petar de plantada em
--------tfMMV UU liHUrllim.UV. lumsoloferlileprodoclvo, te acha faada pela pe-
A assembla a pprovou liontem um parecer da!sa(la somD,a desses nodosos troncos, que enlao e
commissao de estalislica. para qne se reprsenle ao a'nda ,,0Je a cercara ; e esla colpa de origem unida
Enverno geral sobre os direitos que esla provincia
lem freguezia de Nossa Senhora da Penha da Ta-
quara, fallando sobre a materia os Srs. Silvino e
.Mello Reg.
Rejeilou o projeclo n. 21, que augmenla os orde-
nados dos empregadns da Ihesouraria provincial,
orando o Sr. Baptisla.
Entrando em orreira discussan o projeclo n. 15
sobre o Intrnalo, bem como a emenda ao mesmo
olTerecido pelo Sr. S Pereira. oraram os Srs. Cle-
menlino, S Pereira, Brandan e Agaiar, apresen-
lando esle ullimo senhor um requerimenlo para que
fosse a emenda desligada do projeclo : depois de al-
gumas observaroes do Sr. S Pereira e Agotar, foi
o requerimenlo approvado,.bem como o projeclo da
commissao em lerceira discussao.
Foram approvadas em lerceira discos.ao as postu-
ras do Itecife. tambem foram appruvadas em segun-
da discnsslo as emendas oflerccidas em lerceira ao
projeclo n. 13, que concede diversas loteras.
Enlraram er/i segunda discusslo c foram appro-
vados o projeclo n.:. que approva diversos compro-
missos e o de n. 22. Sendo esles mesmos projeclot
dispensados do intersticio.
A ordem do dia enmprchende as lerceirat ds-
cutsoet do orcamenlo municipal e projeclos ns. I ,
19 e 22. Segunda dos de ns. 17 e 23 e conlinaacao
da mesma.
**f^V57Pv Por mal informados dissemos honlem, referiodo a
(cnlaliva de fuga dos presos, que dot (iros dados
resullaram ferimentos. contequencia que se nao deu
por sercm aquellet tiros de plvora secca. Oulro
sim, cumpre-nos declarar qne o Sr. capillo Pedro
Afibnso, estando de dia, concurren tambem. loio
que se manifeslnu o desaguisado ; assim como qne
o Sr. Francisco Jos da Silta, cir uranio da cadeia.
empregou de sua parle os meios possiveis para dis-
suadir aos presos de seu desesperado intento.
A infinidad? de verses que de ordinario correm
mesmo acerca dos mais simples acuntecimenlos, faz
com que sejam inevilaves os equvocos dessa or-
dem, lodas as veies que os fados nlo slo pessoal-
menle lestemunhados. Enlrelanto. por amor da
verdade, rectificaremos sempre com prazer as inex.
arlides que por aquella causa cnmmettermos.
(o-
i
dea .
'(Mil
ERRATA.
No discurso do Sr. Silvino pnblicado no Diario
de honlem paz. -_>.< col. 1.-'linh. 29, cm lugar de
uulrnsla-se oulras.
Na mesma paz. e col. linh. i i, em lugar deate-
nnela-sealeme.
JURY SO REG FE.
DIA 23 DE ABRIL.
Presidencia dv Sr. Dr. Adelina Antonio de Luna
Fieire.
Promotor interino, ciSr. Dr. Francisco Comes Vel-
loso AlhuquCrque Lilis.
Advogadu, o Sr. Dr. Joaqnim Elviro de Moraes
Carvallio.
Escrivao, Joaquim Francisco de Paula Eslevet
Clemente.
A's 11 horas fela a chamada acham-se prsenles
36 Srs. jurados.
Foram dspeusados e relevados das mullas ero que
incoireram, ns seguales senhores :
Hemclcrio Mariel da Silva.
Feliciano Jos (jomes.
Jo3o Pacheco de Quciroga.
Antonio de Maura Hibeiro.
Anlonio Luiz dos Sanios.
Manoel Pires Ferreira.
Jos Joaquim da Cunta.
Luiz de Moraes (mines 1 eneira.
(inniiMcuMi
A ELEICAf) DOEXM. SR. ARCEBISPO PARA
SENADOR.
Se eu l'vsse todas as ver-
dades ferhadas na mao,
Dos me defendesse de a
abrir.
Fonlenclle.
Nlo dcsconhccemos a forca deslas expressoes en-
satas, ao contrario concordamos per fe lamen le que
lorias as verdades n3o convein dizer-se ; mas no
Brasil as cousas estao tao desvairadas, os nesocios
pblicos segucm um caminhn Uo errado, que as
verdades relativas a nossa poltica devem ser rail
vc/.es repelidas, c sempre o deverSo ser, em quanto
os interesse* mesqoinhos ros preconisados polticos
coiitinuarem asuffocar o espirito publico, que enlre
nos inda nao pode vngar.
Parlamos da poca feliz da nossa emancipaclo po-
lilica. A nossa independencia foi, em si mesma,um
facto eminente poltico, nao s porque era j chega-
do o lempo de despedcennos os daros grilhes de
barbaros conquistadores, fazendo toar na* margens
do Vpiranea nsrilo de independencia ou morle, e
foragida a larga eseravidle, ersaermos sobre as rui-
falla de educaco poltica que ha entre nos, adian-
do-te em consequencia o povo inleiramente ignaro
de eeus direilo, he a cansa Ce todos os males que
nos corroem, males que s poderlo detapparecer,
quando o espirito publico poder desenvolver-se, a
lomando forca e vigor reagir sobre essa polilica fa-
nesla do inleressc pessoal.
Como porm essa poca feliz anda nao he chsga-
da, e essas influencias Talaes ao paiz continuara a
preponderar, a poltica do interesse, que tem mar-
cado vcrgonhosamenle aqnclle ficto heroico, lem lo-
mado lao grande incremento e feilo lmannos pro
gressot, que ja um ministro da coroa ousou dizer i
alto da Iribuna que a sua polilicaera a polilica
dos amigos. '
Desle modo os homens honestos qhe nao teem
querido chafurdar-se nesta polilica infame, embora
de reconhecldo mrito, lem vivirlo em eterno olvidos
c por mais de urna vez desgracadamente a ignoran-
cia tem preterido a sabedoria, o crime a virtud*, *r^-_
sempre o interesse pessoal ao inleressc publico, e
a provade ludo islo sao us factos de todos os dias,
que fallara muilo alto, e deixando de cilar tantos
que ueste momento nos sallam a indiligencia, cite-
mos um que he do nosso proposito. Quem ser ca-
paz de explicar,* nao ser com as llieorias que viemos
de expor, a preterirlo por mais de urna vez do Sr.
arcehspo por homens reconheciihimenle inferiores T
Quem poder explicar, a nao ser pela desleselo de
nossas coutas, o Tacto inaudito de ainda nao ler urna
cadeira no senado bratileiro esse homem por laatoi
linios Ilustre, e lio Ilustre que cima delle nin-
suem presume estar, e nem seqaer poder ler sido
chulo, em ludas as occasioes por sua provincia na-
tal, onde nlo ha um so cidadao que nao rcspeilee ve-
nere os seus altos mcrecimcnlos ? He urna vergo-
nha eterna, cujos tratos serao sempre indclevei as
faces ras duas policat que al hoje teem dirigido os
deslinos desle paiz, digno de melhor sorle.'
Agora purera, senhores do poder, ja que o* seni-
menlot patriticos dos Paraenses, retislindo a ludo,
fizeram eleser a seu 13o Ilustre patricio, aprovei-
lai esle entejo feliz para lavardes esta feia nodos,
evitando assim a continuarlo de revollante procedi-
menlo de vossos predeeetsores,* o paiz inteiro desa-
tontado talvara ao mesmo lempo a toa reputadlo
poltica, pois he deponente, desddanle mesmo, o
nao lomar aatento enlre os do congretse, que sabios
devem ser, o primeiro abio do paiz.
Mas qual 1 nao podemos crer necia escolha. feliz,
porque o Sr. arcehispo nSo respira a vida corrom-
pida da polilica aranhada e niesquinha da noasa
lrra. Como gnio nan se curva as mediocridades,
como sabio eompadece-se dus ignorantes, como
lilico lem sempre ambicionado as liherdades puhli-
cas em seus verdadeiros limites, reprnvaajlo as licen
cas e aborrecendo o despotismo, conro parlamenta
nunca mercadejou com a soa posifai e inlluencia
como chefe da igreja hrasileira a neinum poder tea
cedido os seas direitos,sus(eulando-ns com loda a li-
berdade ja da Iribuna e j da imprensa, embora
muilas vezes, mo grado dos poderes do eslado, cerno
subdilo obedece, mas nlo se escravisa e om homem
de tanta dignidade, nao pode ter senador, nao deve
mesmo.
Nlo deve mesmo.porque que figura triste, e como
que descummunal no estado de corrupclo em que
vivemos nlo fazem os/pouquitsmos homens, qne
ainda nlo alienando a sua independencia, nao lan-
ram aos diversos governos que se suceedem os,dne-
lot perigotos da lisonja ? Perigosos, sim, porque a
lisonja ua phrase de la Rocliefoscauld, he urna fal-
sa moeda que au tem curto senlo por nossa vaida-
nat do despotismo os estandartes de em povo livre : de : he oescolho contra o qnal sequebram maxi-
como tambem porque em abono da verdade, era ver-
rlarleiraraenle patritica essa porclo abencoada e fe-
liz de homens que com o seu pensamento planlaram
e fizeram reverdecer essa arvoretinlia de liberdade:
mat esta arvore mimosa, coja sombra j hoje devia
masas mais sabas,os principios ot mais rerdadeiros.
os contedlos os mais uteis. Os lisongeirot, continua
elle lazem a* suas eonlat com os prender, sai ce-
rne os mdicos com os doenles maginarioi; etle pa-
gara por docncas que nao tem, aquelles por virlu-
MUTILADO


1
?
V
a
deque deviam 1er. E esquecidos de ludo islo, ut
homeiis que nos lem governado enitegaiido-sc' as
prfidas insinuares da lisonja bebem o veneno,
como n'ara copo d'oaro. He umn verdade dura
dedizer-se, mu he urna verdade pralica entre nos
quem nio quizer inorrer em completo esquecimenlo
chafurde-se nolodoral das intrigas iufjmes.das fac-
roes chumadospartidos polticosque scprosliluem
ou adule sen reserva aos que eslao no poder : quem
esperar pela recompensa de saos merecimenlos lie
um utopista e como falto disenso deve ser dcsprc-
xado para sempre.
Mas como obrar deste modo o poltico rfMriola, o
Iliterato eiimio, o philosopho consumado, o sabio
em fim'! O sabio conhecido ere pa, membro do diversos institutos scienlificos, at
dalli mesmo consultado, como por mais de urna vez
pelo dislincto publicista o Sr. Silvestre Pinheiro, e
aqu pelos homens mais proemineiiles. como os Vas-
concelos e eotros? Nao, quem lem l.iinanlia glora
nao precisa de ser senador pelo Brasil ; porque os
ttulos nunca deram merecimenlo a quem nao lem,
a gloria dos merecimenlos. pois lie a nica que se
deve ambicionar ; porque be a nica immarcessivel.
Nao pretendemos rom estas ligeiras e maltratadas
linhas ofleuder o melindre de quem quer que seja.
e nem tambem pintar com ciires proprias, que nao
posuimos, os alt ? merecimenlos do uosso sabio me-
tropolitano, nio: recejamos que os longes da pintu-
ra nao se parecam, nosso fim foi lao somenlc lem-
brar aos Srs. do poder esla mxima de Wauvenar-
gaesos fruclos maduros e laboriosos "da prudencia
sao semprejlardiose esta de Lamartineassim dor-
mem longo lempo as Faltas dos homens de estado, e
be quaudo elle* menos o julgam, que ellas propria8
os Aniquilan). *
Recife 22 de abril de ISi.
"PlIBLICACAO 4 PEDIDO.
P'M'O PE PRMInBUCO. QUARTA FEIRA 25 JE IBRlL DE 1855.
COMARCA DO BONITO.
I lira. Sr.Conslando-me que no dislriclo de sua
(iirsdic.a'o muitosindviriuos-selcm appropriado de
Ierras devolutas, j ,i pretexto de compradores le
potses. i arredilando crear um dircito para o fu-
turo, e vilo derribando suas maltas, e nellas lanran-
do fgo ; recommendo a V. S. a mais restricta ob-
servancia do arligo88do decreto n. 13l8do anuo pas-
sado, que reguloo a execurao da le das trras. Con-
ven) que em termo breve me envi urna lista de to-
dasas pessoas que oceupam esses terrenos. Espero
de seu zelo o%bom xito de minha recommendarfio.
Dos guarde a V. S. Bonito 19 de abril de 1855.
Illm. Sr. subdelegado de...Dtlfino Augusto Ca-
valcanti de Albuquerque, juiz municipal e dele-
gado.
COMMERCIO.
l'KACA DO RECIFE 24 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Colacocs ofiiciaes.
iloje nao houveram colarnos.
ALFANDEUA.
Rendimenlo do dia 1 a 23. 186:5144177
dem do dia 24........ 10:366jl3
* MMfMpno
Descarregam naje 25 de abril.
Barca inglezaMotoramercadorias.
Barca IoglezaBrighltassncar.
Brigue brasileiroMara Unzapipas e barricas
vasias.
Importa cao .
Brigue nacional Hidra, vindo do Rio de Janeiro,
consignado a Hachado & Piuheiro, nianifestau o se-
guate :
40 voluntes barricas vazias, 50 pipasvazas.4 caixas
pililos, 60 barris vazios, 520 saceos caf, 73 ditos fci-
jao, 100 caxas sabao, 1 barril carne, I surrilo male,
5 embrulhos palmas, 2 caixas chapeos, 1 dita cha, 40
latas, fumo ; a orden).
I ctixa chapeos -, a C. I. Rrenkfeld.
I dita ditos ; a Novaes &C.
3 litas ditos \ a Augusto C. de Abren.
40 pipas vazias ; a Machado & Pinheiro.
12 pecas de cabos; a Miguel Antonioida Cosa e
Silva.
Brigue nacional Mana Luiza, viudo do Rio de
Janeiro, consignado a Antonio de Almeida (iones &
C, manifestou o seguinte :
283 pipas vazias, 91 barris vazios, 60 amarrados e
100 voluntes barris vazios, 27 voluntes saceos vazios,
336 saceos caf, 5 caixas chapeos, 3 voluntes merca-
dorias ; a ordem.
3 caitas rap ; a Seve & C.
50 saceos caf ; a Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo.
CONSULADO UERAL'.
Reudiroento do dia 1 a 23. 57:031I29
dem do dia 2........ 3:86.55292
60:8969121
IH VERSAS PROVINCIAS.
Hendimento do dia 1 a 23. 4:6885545
dem do dia 21........ 187141
1:8755686
RECEBEORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES E PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 23.' 13:77:l*498
dem do dia 21........ tsbi-751
li:638>2l!l
CONSULADO PROVINCIAL.
\ Rudimento do da 1 a 23. 43:437*085
dem do dia 2........ 3:4:138876
-------------
46:8*03%!
MOVIMEWTO DO PORTO.
Savias entrados no dia 24.
Babia9 dias, jumaca brasilera Hortencia, de 94
toneladas, meslre Thomaz Luiz da Rocha Fraga,
equipagem 8, carga tabaco e mais gneros ; a Do-
mingos Alves Malheus. Ficoa de quarentena por
5 dias.
Rio Grande do Norte2 dia, vapor de guerra in-
glez Shargpshootcrn.comuiaiidaiite l'ai i-li.
Rio de Janeiro23 diss, barca ingle/a oSapplia,
de 359 toneladas, capitao I. Shelford, equipagem
16, em lastro ; a Me. Calmonl & Companhia.
y'ac'os saludos no memo dia.
tiuernseyBarca ingleza Eleonore, capilar/ Nico-
ls Moullin, em lastro.
Assu'Hiale brasileiro Anglica, meslre Jos
Joaquim Alves do Silva, crsa fazeudas e mais
gneros. Passageiros, Francisco Jomes de Sob-
s, JoSoManoel da Costa e Silva, JosAnlonio da
CosU e Silva, Candido Pereira Monteiro e sna fa-
milia.
EDXTAES.
O Illm. Sr. 1." escriplurario servindo de ins-^
peclor da lliesouraria provincial, em cnmprimenlo
do disposlo no arl. 35 da lei provincial n. 129, man-
da fazer publico, para conlieitinento dos credores
hypolhecarios, o quaesqoer inleressados, que foi de-
approprada a Francisca Joaquina do Kascimenlo,
viuva de Jos Luiz Paredes, parle de um sitio oa es-
trada dos Remedios pela quan'.a de 600S000 ; e que
n respectiva proprielaria lem de ser paga do que se
hedeve por semelhanlc desappropriaco, logo que
erminarq prazo de 15 dias, contados da data deste,
qu he dado para rs reclamarte..
B para constar se mandou afllxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias soccessivo.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco II de abril de 1855.O secrelario, 'A. I. da
Annunciaco.
O Illm. Sr. I. escriplurario servindo de ins-
pector da (liesauraria provincial, em cumprimenlo
da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, de 13
do corrnle manda fazer publico, que no dia 1.o de
maio prximo vindouro, perante a junta da fazenda
da inesraa lliesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos lizer; a obra do calcamento do IK. lauco
da estrada da Victoria, avaliada em 8:36000
rcis.
A arrematacao ser feiu na forma da lei protin-
cial n. 343 de 14 de maio do anuo prximo paseado,
sobas eoodicoes especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerema csA arrematarlo
comparecam na sala das sesses da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para consir se mandou afh'xar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourarht provincial di Pernam-
buco 16 de abril de 1855.O secrelario, a. F. da
Annunciario.
Clausulas especiaes para a arremalafSo.
t." As obras deste empedramcnlo scrao exerula-
das do conformidade com o orcamenlo approvado
pela directora em conselho, e submeltido i appro-
vac,,1o do Exm. presidente da provincia importando
m S:36O000 reis.
2. Estas obras serio comeoadas no prazo de 1 mez
e concluidas uo de 1 anuo, contados de conformida-
de com os arlgos 31 e 32 da Ici provincial
n. 286.
3. A importancia desla arremataran sera paga em
4 preslacesiguaes, sendo a I. pagaquandohouver
o arrematante feito o terco da obra total ; a segou-
da, quaudo houver feito dous tercos; a lerceira,
quaudo for completamente concluida ; e finalmente
a ultima, na entrega definitiva.
4.- Durante a exceurao das obras o arrematante
ser nbrigado a dar commodo c fcil transito aos
viandantes
5.11 Para linio o mais que nao estiver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ba o que dispfic a
lei n. 286 de 17 de maio.
Conforme. O secretario, ./. F. da Annuncia-
ro.
< Illm. Sr. 1" escriplurario servindo de inspeclor
da lliesouraria provincial, cni nimprinicnto da or-
den) do Exm. Sr. presidente da provincia-de 12 do
correle, manda fazer publico que no dia 10 de!
maio prximo vindouro, perante a junta da fazenda
da mesma lliesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos (izer a obra da rooliuuarao do cano dc
esgolo da praya da J'onlc Velha, ale a esquina da
ra Velha, avaliada em 3:99000 reis.
A arreinalacao sera feila na frma da lei provin-
cial n. 313 de 14 dc maio do anuo prximo passado,
e sob ascondires especules abaixo copiadas.
As pessoas que se propozemm a esta arremataban
comparecam na sala das sessocs da mesma junta pe-
o meio dia competentemente habilitadas.
E para constar se mandou oditar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 16 fle abril de 1855.O secretario, A.F. d'An-
niinciarun
Clausulas especiaes para a arrematariio.
1.a A continuacao do cano de esgolo no lugar da
Ponte Velha do bairro da Boa-Visla, ser exrculada
de conformidade com o orcamenlo approvado pela
directora em conselho e apresenlado i approva-
cSo do Exm. Sr. presidente da provincia na impor-
tancia de 3:1999000 reis.
2. O empreilciro dar principio as obras no pra-
zo del mez e s concluir no de 3 mezes, ambos
contados na forma do art. 31 da lei provinciai
n. 286.
3." O pagamento da importancia deste contrato
ser feito em duas preslaces iguaes ; a primeira,
quando esliver executada melade das obras ; a se-
gunda c ultima, depois dc concluidas lodas as obras,
que sera logo realisada defiuilixamente.
4." O emprcileiro empregar ao menos melade
dos Iraballiadores livres.
5.' Para o que nao esliver determinado lias- pre-
sentes clausulas e no orcamenlo, seguir-se-ba o que
dispe a lei u. 28.
Conforme. O secretario, A. /'. da Annuncia-
eao.
O l)r. Custodio Manoel da Silvi Goimaraes, juiz dc
direilo da primeira vara do civel-e commercio,
ncsla cidade do Recita de Pernambuco, por S.
M. I. e C. qne Dos guarde ele.
Fajo saber aos qne o prescita edilal virem, que
Joaquim Pmbciro Jacome c oulros, me fizeram o
requerimenlo dc audiencia do llicor seguinlc :
Aos 20 de abril de 1855,'nesla cidade do Recife,
em publica audiencia, que aos feitos e parles fazia
o Dr. Custodio Manoej da Silva linimaracs, juiz de
direilo da primeira vara do commercio, nella pelo
solicitador Manoel Luiz da Verga procurador dos
excBjjgj^les fui requerido por pan<. .losie* f0s*o .lau-
cado dcbaixo de pregao o execulado Antonio Perei-
ra Vellozo, dos 6 dias assisnados a peubora, e que
se passeeditaos por 10 dias para sercm citados os
credores ieertos. O que ouvido pelo dito juiz, man-
dou apregoar pelo porlciro do juizo Jos dos Santos
Torres, o qual o fazendo na forma doeslylo, deu f
de nao comparecer, nem outrcn por elle. Pelo
que hoiivc o juiz o execulado por laucado dos 6 dias
assignados, e mandou passar editaes na forma, re-
querida de que fiz o prsenle, exlraliido do protoco-
lo das audiencias. En Pedro Tertuliano da Cu-
nha, escrivao o cscrevi.
Em cumprimenlo do qual se passou o presente
com o prazo de 10 dias, alim de serem citadus os
credores incerlos do execulado para verem seguir a
execucao seus termos.
E para que cliegue a noticia de todos mandei pas
sar o presente, e mais dous do mesmo Ihcor, sendo
um publicado pela imprensa, e o mais aflixados nos
lugares designados.
Dada e passada nesla cidade do Recife de Per-
nambuco em 23 de abril de 1855. Eu Pedro Ter-
tuliano da Cunta., escrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da Sido Caimanes.
O Dr. Rufino Augusto de Almeida, juiz municipal
supplente da segunda vara conimcrcial desta cida-
de do Recife, capital da provincia de Peruambu-
co e seu termo por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II, a quem Dos guarde ele.
Faro saber aos que o presente edilal virem, que a
requerimenlo de Manoel Arcanjo de Mello [fi C. se
aclia abarla sua fallcncia pela seulcnrado Ihcor sc-
gunle :
A vista da declararlo a folhas 2, julgo fallidos os
commercianles Manoel Arcanjo de Mello e Jos
GuedcsdeAlbuquerqueem sociedadusob a firma Ma-
noel Arcanjo dc Mello & Companhia, e declaro a-
bcrla sua fallencia desde j dia 12, do coi rente, que
marco para termo legal da sua existencia; pelo que
mando se ponliam sellos em todos os ben?. livros e
papis dos fallidos, para o que se ofliciar ao juiz dc
paz respectivo, e nomeio para curador fiscal provi-
sorio ao credor Candido Jos da Fouseca. que pres-
tar* o juramento, c mando que nos edilaesde puhli-
cac,ao ( artigo 812 do codizo commercial) sejam con-
vocados os credores dos fallido-, para que compa-
recam no dia 23 do corrento pelas 11 horas da
ntanha na casa de minha residencia na ra do Col-
legio n. 17. para o fim de se proceder a nonipacao
de depositario mi depositarios que bao de receber
provisoriamente a casa fallida. E hei por publicada
em mo do escrivao.
Pagucm os fallidos as cusas.Recife 18 de abril
de 185-5.Rufino Augusto de Almeida.
Em cumprimenlo do que todos os credores pre-
sentes dos referidos fallidos comparecam em casa
dc minha residencia no dia 26 do rorrele, alim de
se proceder dila nnmeacao de depositario ou depo-
silarios, como menciono em minha senlenca cima
transcripta.
E para que cliegue ao contiecimenlu do todos
mandei passar o presente, que ser publicado pela
imprensa e alisados nos lugares designados uo artigo
129 do regulamento n. 738 de 25 dc novembro de
1850.
Dado e passado ne-la cidade do Recife de Per-
.uambucoaus 21 de abril do anno do nascimenlo de
Nosso Senhor Jess Chrislo co 1855, trigsimo
quarlo un independencia do imperio do Brasil.
Eu Manoel Josua Molla, escrivao o subscrevi.
Rufino Augusto de Almeida.
Manoel Joaquim da Silva Ribciro, fiscal da fregue-
zia de Sanl'Antooiodo Recife etc.
Paco publico, nao obstante j o ter Mo por dillo-
rentes-veies, que em|visla do arl. 5 rio til. 5 das pos-
turas municipaes de 30 de junliu de 1819, he in-
leiramcnle prohibido fazer-se despejo desde hs 7
horas da manlnla al as 9 da noile ; pena dc paga-
ren) a multa eslabelecida pelo citado artigo.
E para que os senhores dos escravos, e lodas as
mais pessoas a quem perlcncer, uno alleguen) igno-
rancia fazo presente, fine sera publicado pela im-
prensa.
FiscalUacJta da freguezia de Sant'Antonio do Re-
cife 23 de abril de 1855.O fiscal, Manoel Joaquim
da Silva Vibeiro.
O fiscal da freguezia de Sanio Antonio faz
constar a lodos os moradores da mesma freguezia,
que pelo artigo .5 do titulo 5 das posturas municipaes
de 30 de jiinho de 1847,as vasilbas.nas quaes secn-
duzirem as imniundicie, serao coheilase lavadas de-
pois do despejo, pelo que passa a fizer elTecliva a
mulla decretada pelo citado artigo, a quem infringir
semelhante dsposc.3o conforme ltimamente llie
lem recommendado a cmara municipal. Fiscalisa-
5S0 da freguezia de Santo Antonio do Recife 23 de
abril de 1855.O fiscal,
i/(diof Joaquim da Silca Ribeiro.
O fiscal da freguezia de Sanio Antonio de no-
vo faz aciente aos moradores 'da referida fregoezja,
que os nicos lugares aonde se deve fazer o despejo
sao : caes do Ramos junio a ribeira, porto do Poci-
nho c travessa da ra Bella, oulr'ora Mundo Novo ;
eque todo escravo que em ontros lugares fizer dilo
despejo, o seu dono est sujeito a mulla de 15000 de-
cretada no artigo 5 do Ululo 5 .las posluras munici-
paes de 30 de junbo dc 1819. Fiscaliiacao da fre-
guezia de Sanio Antonio do Recife 23 d'e abril de
1855.O fiscal, Manoel Joaquim da Silva Ribeii\>.
Joo Ignacio de Medeiros Reno, commercianle ma-
triculado, dcpulado commercial do tribunal de
commercio da provincia de Pernambuco e juiz
rommissario Borneado pela mesmo tribunal.
Face saber que nao leudo comparecido na rcu-
niao, que leve lugar no dia 23 docorrenle, os cre-
dores da rasa fallida dc Oliveira trataos & Compa-
nhia, Leonino Brothers, Jacomo ..V P. [rms
Carboni, Gamba Sromio & Mello, Frercs Bosaner.
Antonio Joaquim de Oliveira Mello, Novaes \ l'a
sos. Viuva Seve, Sebastiao Jos de Figueircdo, que
residen) fora deste imperio, ou dentro dellc, ma-
em domicilios nao couhecidos, por nao 1er sido s
convocacao feila segundo o arl. 13.5 do rcgulamcno
lo n. 7:18 de 25 de novembro do 1850, convoco pe-
lo prsenle edilal a ditos credores para que compa-
recam no dia i de junho do correte anno, pelas 11
horas da manlia.i, em casa da minha residencia na
na da Cruz n. 9 do bairro do Recife, alim de que
reunidos em miuha presenra,- con) todos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquen) os sens
crditos, se forme o contrato dc anuo, e se proce-
da a nonieaco de administradores dos bous da di-
la casa fallida, advcrlindo que iieubun credor se-
ra admiltido por procurador se este nao.liver pode-
res esperiaes para o acto, fe que a procuracao nflo
pode ser dada pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credores. Em cumprimenlo do que
todos os credores da referida casa fallida compare-
cam em dilo dia c lugar designado, sob pena de
se proceder a suas revenas.
E para que ebegue ao conbecimento de lodos
mandei passar o presente edilal, qne br afiliado na
praea do commercio c publicado pelo Diario dc
Pernambuco. Dado e passado nesla cidade do Re-
cita dc Pernambuco aos 27 dias do mez dc Janeiro
de 185.5. Eu llinamerico Augusta do Reg Rangel,
Bscrlvao juramentado o cscrevi.Joo Ignacio de
Medeiros Reg, juiz do commerciu.
Jos Antonio Bastos, commercianle matriculado,
dcpulado commercial do tribunal do commercio
da provincia de Pernambuco, e juiz rommis-
sario.
Faro saber, que no dia 9 de junlro do crrcr.lc
anno pelas 11 horas da manhAa na casa d minha
residencia na ra da Cadeia do bairro do Recife
n. 31 ha de ter lugar a reuniao -los credores da rasa
commercial fallida de Richard Roxlc na conformi-
dade do artigo 13.5 do regulamento n. 7.18 dc 25 dc
novembro dc 1850, afini de que reunidos cm minha
presenca lodos os credores, verifiquen) os seus cr-
ditos, formem o contrato dc uniao, c procedam a
nomeacao de administradores dos bens da referida
casa fallida, adverliudo que nenhum credor ser ad-
miltido por prucurador, se este nao liver poderes
especiaes para o arto, e que a procuracao nao pode
ser dada a pessoa que seja devedora ao-fallido,
nem un mesmo procurador representar por dou
divtrsos credores. Em cumprimenlo do que lodos
oscredoresda referida casa fallida comparecam em
dilo dia e lugar designado, sob pena de; se proceder
as suas revelias.
E para que cheguc ao conliccimcnlo de lodos,
mandei passar o presente edilal, que ser afiliado
na praea do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco.
llaJoe passado nesla cidade do Recife dc Per-
DamaUto aes'8 dia- d mez de feverciro de 1855.'
Eu Dinamcrico Augusto do Reg Rangel, escrivao
juramentado o cscrevi.Jos Antonio Rusto, juiz
commisario.
Joao Pinto de Lentos,; commendador da ordem de
Chrislo, commercianle matriculado, dcpulado
commercial da tribunal do commercio da provin-
cia de Pernambuco e juiz commissario):
Faco saber que nao tendo comparecido na reuniao
que leve lugar no (lia 19 de Janeiro do cnrrenle an-
uo, os credores da casa commercial fallida de Deanc
Voule & C, que residem fora (leste imperio ou den-
Iro delle, mas em domicilios nao couhecidos, por
nao ler sido a convocacao taita segundo o artigo 135
do regulamento n. 738 de 25 de novembro de 1850,
convoco pelo presente edilal a ditos credores, para
que comparecam no dia 11 de junho do corrcnlc
anuo pelas 11 horas da manhaa, na casa da residen-
ciados mesmos fallidos, na ra da Cadeia do bairro
do Recita n. 52, alim Je qua reunidos em minha
presenca lodos os credores da referida casa fallida,
verifiquen! os seus crditos, deliberem sobre a con-
cordata ou formem o contrato de uniao e procedam
a nomeacao de administradores dos bens da dita ca-
sa fallida; adverlindo que nenbuin credor ser ad-
miilido por procurador se esle nao tiver poderes es-
peciaes para o aclo, e que a procuracao nao pode ser
dada a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores. Em cumprimenlo do que todos os credo-
res da referida casa fallida, comparecam em dito
dia e lugar designado, sob pena do se proceder as
suas revelias. E para que cliegue ao coubecimeiito
de lodos mandei passar o presenta edilal, que ser
'adixado na praea do Commercio e publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dado e passado nesta ci-
dade do Recita de Pernambuco aos 9 de feverairo
de 1855. Eu llinamerico Augusta do Reg Rangel,
escrivao juramentado o escrevi. Joao Pinto de te-
mos, juiz commissario.
DECLA.RACOES
O liiate AMELIA segu na presente se-
mana, por ter a maior parte da carga
prompta, para o resto e passageiros, tra-
ta-se com Novas & C.na ra do Trapi-
che n-Tii, ou com o capitao no trapiche
do algodao.
Companhia Btasileira de Paquetes de
Vapor.
O vapor
S. Sana-
dor, com- I
mandante
o eaprtao
lenle V.
Navarro
Cardozo,
espera--e
dos porlos do norte em *) docorrenle, e seguir pa-
ra os do sal, no dia seguinle ao da sua chegada :
agencia Da ra do Trapiche D. 10, sesundo andar.
Passagem. Cmara. Conrea.
Para o Rio de Janeiro. KHtOOO 22f000
Babia. u-onn 10)000
Mareio. 209000 18000
Concede-so aos passageiros de r 2.5 palmos c-
bicos para bagasen), c liavendo excesso pagarao a
razao de 300 rs. por palmo.
LEILO'ES.
O agente Borja faro
leilan em seu arma/cm
na ra do Collegio n.
1.5, dc urna quantidade
de objeclos diflcrcnles,
como obras de inarci-
neiria dc varias quali-
dades, chapeos pretos
francezes, ditos de fel-
_ tro e do Chile malte
linos, urna porcao de la/endas fraucezas, obras de
ouro e prala, relogios para algibeira, ditos dc parc-
dc, ele, c oulros umitas objeclos que se adiar ao
polentas no dia do leilao: quinta-feira ti docor-
renle, as 9 horas cm ponto.
Estando a relirar-se para Inglaterra a familia
do tinado llenrique l'axlor, os lestamenlciros desle
faro leilSu, por interveocao do aecnte Oliveira, da
mobilia seguinle : sedas, cadeiras, mesas redondas
e consoles, com lampos dc marmore lindos qua-
( ros. marque/as, guarda-roupas comniodas, mesa
da jantar elstica, aparadores, lavatorios, espteos,
locadores, leilos para casados c sol lei ros, sendo al-
guna de tarro, banheiros, una machina moderna pa-
ra entornillado, um buhar com todos os perlcnces,
umoplimu piano, esleirs desala-, um copiador de
carias, urna carrean nova com arrcios para cavallo, e
alen) dc varios oulros artiaos uleis, urna varea in-
glesa : sexta fjira. 27 do crreme, as 10 horas da
manhaa, no sitie do Sr. George Renwortliy, em que
morn dilo finado, logo inmediata a igrejinba dc S.
Jos no Manguinho.
Francisco Xavier Cavalcante Litis far leilo ,
por intarvencAo do agente Oliveira. do seu e\tcnso c
excellenle sitio em terrenos proprios, na travessa di<
Lasa lorie para o Arraia!, com casa grande de vi-
venda construida de pedra e cal, e mais una oulra
dc laipa anda por acabar, com bastantes commodos
para prelos, estribarla, cocheira, e um grande le-
llieiro sobre pilares com inangedoura no centro para
animaos ; esl bem plaelado de laraugeiras, jaquei-
ras, mangueiras dendesciros, cafeseirvs, e umitas
oulros arvoredos fructferos : os pretendentes pdem
ludo examinar com anticiparan ao dia do leilao, que
lera lunar no sabbado, 28 do corrcnlc, ao meio dia
em ponto, noescriptorio do referido agente, cm mao
de quem se aeha a copia do titulo respectivo.
Leilao que faz Manoel lavares Cnrdeiro por
cunta c risco dc quem pertenrer, de 20 saceos com
leijao inul.iliiilio : quinta-feira, 20 do corrcnlc, as
11 horas do dia, no caes da alfandega.
Leilo de fazendasinglezas.
Barroca & Castro tarto leilao. por inlervenrao
do agente Oliveira, de um completa sortimento 'de
fazeudas nglezai de algodHo, linbo, la e seda, re-
ccnlemeule despachadas : quiula-feira, 2(i do cor-
rcnlc, as 10 horas da manhaa, no seu armazem, ra
da Cadeia do Recita n. 1.
AVISOS DIVERSOS^
BANCO UE PERNAMBUCO.
O Banco dc Pernambuco toma e da"
lettras sobre o Kio de Janeiro Banco dc
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
Pela subdelegacia de S. Jos do Becife se au-
nuncia anchada de 2 baluis, contando dentro delles
roupa de bomem com a firma F. J. 1). M.: quem
for seu dono compareca nesla-subdelegacia a qnal-
quer hora para llie serem entregues. Subdelegacia
de S. Jos do Recita 23 de abril de 1855.O subde-
legado, Eduardo Frederico Banks.
TRIBUNAL 1)0 COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, qoe o Sr.
Barlholomeo Francisco de Souza, eidadSo brasilei-
ro, domiciliado ncsla cidade, se mal i colon neslc tri-
bunal na qualdadc de commercianle de drogas de
grosso trato e a rctallio.
Secretaria do tribunal do commercio da provin-
cia de Peuiambuco, 2 de abril de 1855.O secreta-
rio, Lui: Antonio Siqueira.
AVISOS MARTIMOS.
IUO J)E JANEIRO.
O brigue nacional FIRMA, capitao
Manoel de Freitas Vctor, segu com bre-
vidade para o Rio de Janeiro, para cai-
ga, passageiros e escravos a frele para os
[uacs tcni exceilentes commodos: l ata-
se com os consignatarios Novaes & C, no
rua do Trapiche n. 7>\, ou com o capitao
na praea.
AO MARA.NHAO' PELO CEAI.V.
A escuna nacional Flora, capitao Joaquim Jos
Alves das Neves. seguc com brevidade ; para o res-
ta do seu carregainenlo, lrala-se con) os Consignata-
rios Antonio de Almeida Gomos t\- Companhia, na
rua do Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
PARA O IUO DE JANEIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu em
poucos dias, por ja' ter parte dc seu car-
regainento prompto: para o resto, da
carga, passageiros eescravos a frete, tra-
ta-te com Machado & Pi'nliciro, no largo
da A&sembla sobrado n. 12.
Paran Aciracn' e Granja sabe com loda a bre-
vidade a escuna S. Jos; para n resto da carga e
passageiros, trila-sc na rua do llrum n. 16. c na
praea do commercio com Manoel Jos de S Araujo.
Jos Pereira da Costa Bastos, subdito porlu-
guez, rclira-se para Lisboa.
Precisa ,ie de una ama secca para casa de pen-
ca familia : a tratar na rua do Collegio n. 1.5, pri-
meiro andar.
A mesa regedora da rmandade do Palriarcha
S. Jos d'Agonia, erecta no convenio (te N. S. do
Carino desla cidade, tendo de apresenter vista dos
liis cm procissao a iinagem do seu Palnarclia no
dia 20 do Correle, pretende passar pelas rua* abai-
xo declaradas: rua da Horlas, travesea de S. Pedro,
paleo do mesmo, rua das Aguas-Verdes, frente do
Terco, rua ireila, palco do l.ivramento, rua da
Penba,. pateo da mesma, rua do Rangel, dita do
Ouciniado, paleo do Collegio, rua do mesmo. dita
da Cadeia, Iravcssa da ordem, rua das Cruzes, prara
da Independencia, rua larga do Rosario, dita estrel-
la, 'dita das Trincheiras, dita Nova, dita das Flores,
Camoda do Carino a recolher. Portante pede aos
moradores das mencionadas ras loda limpeza pos-
sivel, alim de nao apparecer Iranslorno alguin uo
transito. '
Antonio Pereira Mendes faz publico, com cs-
pecialidadc ao commercio desla praea, que tem ven-
dido o.seu eslabelecimenlo de moteados, silo na rua
da Praia n. 27, ao seu cx-caizciro Antonio Jos Vil-
lar desde o I.- do correule mez, perlencendo ao dilo
\ llar a cobranza de lodo activo perlencenle ao dilo
eslabelecimenlo, e bem como deixa em mao do dilo
Villar fundos sullicicnles para pagamento praea de
lodo o passivo, relativamente ao mesmo estabe'leci-
menlo. '
Responde-se a pessoa que por esta Diario pro-
curou saber a residencia do hachare! Alfonso de AI-
biiquerquc Mello, que morn no Rio de Janeiro com
o fallecido Joao Francisco dc Siqueira, e ha pouco
aqui chegado. que se acha elle residindo na villa do
l-abo, c tara d.ili lem a rasa de seus pas e irmaos
na freguezia dos Afogados, dcfronlc do cruzeiro da
Paz.
O abaixo as..ignado, tendo de fazer una via-
gem .i Portugal por Ihc ser de muila necessidade,
dcixando aqui sua casa commercial continuando na
mesma forma como at aqui, entregue ao Sr. Jos
Gomes da Silva Santos para comprar e pagar, e co-
mo procuradores os Srs. Joo Fernaudts Prenle
\ aorta e Jos Mara da Cosa Carvalho.
Manoel Moreira da Cosa.
LOTERA DE N. 8. DA CONCBICAO* I) V
VILLA l>(> HOMTO.
' Aos 5:00O?000, 2:OO(l?000, 1:00t?000.
O caulelisla Salusliano de Aquiuu Fcrrcira lem
exposto a venda coicamente na ruada Cadeia do Re-
cife, taja n. 1,5. e na praea da Independencia, teja n
37 e 39, um pequeo numero de bilheles-teiros em
quarlos, os quaes nao sollrem descont dc oilo por
renln da lei, nos Ir primeires premios grandes, se
ncllcs sahirem os Ires premios cima referidos, -
lo prnmplamcnlc pasos por inteiro, logo qne se fi-
zer a distrihuio>> da lisia geral, na roa do Trapiche
n. 36, segundo andar. Pernambuco 25 de abril dc
1855.O caulelisla,
SatusMollO de Aquino Fertdra.
MIMAS E GRADES.
i ni Imdo e variado sortimento de modellos para
vanadas e gradaras dc goslo modernissimo : na
fundirte da Aurora, em aulo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rua do llrum.
O Sr. Francisco Lins Vieira de Mello, brasilei-
ro, queira apparecer na rua da Madre de Dos, en
casa da pessoa que nao ignora, para desemhararar
seus negocios, do.contrario se procuran) os me'ios
judiciaes, c s lem 8 dias para que os venha desem-
barazar, lindo- os quaes tem principio judicialmente.
O abaixo assignado faz icienle ao publico, que
a procuracao que passou ao Sr. Jo-de Mello Albn-
querque Monta Necro no (lia 7 do marco prximo
passado, lirn sem elleilo atanm, assim romo a caria
de ordena da mesma dala, conforme Ihe fez aviso cm
15 do mesmo por caria que Ihe dirigi.
Manoel Moreira Campos.
Precisa-se de OtfcOOO a 1:000*101) a premio
de um por cenlo ao mez, dando-se por seuuranca
urna cesa livre e desembaracada : na roa dos Mar-
lyrios, taberna n. 36, se dir quem quer."
As. mais novas e
modernas joias.
lis abaiie assignados, donos da taja deourives, na
rua do Calinga n. 11. confronta ao paleo da matrize
rua Nova, fa/em publico, ip'e estilo receben.lo cen-
liuiiadameule muito ricas obras de ouro dos mellio-
res costos, lano para senhoras como para homens e
meninos : os preros,continan) mesmo baratos emo
tem sido, e pas-a-se romas com responsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de l a 18 quila-
tes, fleandoassim SOJeitoS os mesmos por quatquer
duvida..Serapliim \ Irmao.
LOTERAS iia P0VI.\C|\.
A lotera de N. S. da
Concei^fto da villa de Bo-
nito, corre impreterivel-
uiente jio da 1 de maio.
Per ambuco 24 de abril
de 1855.O thesoureiro,
JP. Antonio de Oliveira.
SECRETARIO DE CARTAS.
\ ende-se o secretario de cartas familiares sobre
os principa assumplos da .vida a 15 rs. : na livra-
ria n. (i e S da praea da Independencia.
ORDEM TERCEIKA DO RMO.
O prior convida a lodos os seus charissimos irmao-
em geral para comparecercm domingo, 20 do correu-
le na notsa igreja paramenlados com seus habilosas
0 horas da manhAa, para assislirmos no convenio a
fesla do palriarcha S. Jo da Agona, e de larde as
3 hora* para a procissao do mesmo Sanio, por con-
vite feito pela mesa da dila irmaodadc.
Na rua Nova n. 12 alluga-se um ^molcque que
faz lodo o servico de casa e rua: a tratar das 9 horas
as 12 do dia.
Antonia Moreira Reis, innjo deD. Joaquina
Moreira Ilcis, mora no palco do|Tereo u. 1:1.
Na rua do Encantamento n. 10. preci-a--e dc
um caixeiro que leona pralica de taberna.
Manoel Jos de Oliveira, portugus, vai a Y.a-
rcpaecouslitue seu procuradores durante a sua au-
sencia os senhores: Joao Simio do Almeida, Manorl
TavaresCordeiro, Joao l'ernandes l'.aptisla c final-
mente seu irmiio Jerdlo Jos de Oliveira, que lica
na gerencia de seu cstaheicrinicnlo.
Iloje. pela segunda vara do civel, escrivao
Cunta, se ha de arrematar os restos dos bens dc
Uellina Mara da Conceicao. por exerur.lu que move
Joao Moreira Marques, visto .pie o dep-itario Fran-
cisco Lucas Ferrara deixou de os apresenlar no dia
21 do cnenle.
Na nova casa de pasto do Pasnio Publico n. 12
aproinpla e almoc.os com moila limpeza, prompli-
ddo, e preces commodos ; tambem se faz indo de
vacca todos domingos.
LOTERA O KIO DE JANEIRO.
As rodas da lotera primeira do thea-
tro dS. Pedro de Alcntara, ficavam a
andar a 21 ou -2") do prsenlo, anda
exirte um pequeo numero de bilhetes a
vi tula nos tugares ja' sabidos ; as lisias
vraopelo vapor GUANABARA, que parte
do Rio de Janeiro a do corrente: os
premios terao pagos logo que se fizer a
distribuirlo das lisias.
estXbelecimentos !)E garidade.
Salustiano d Aquino Ferrera oll'erece
gratuitamente ao hospital PEDRO II a
melade dos premios que sahirem nos qua-
Iro bilhetes inteirosns. 7), T,7,:, 3387
e .).)!)1.) da primeira parle da primeira
lotera a beneficio da matriz de N. S. da
Conceicao da villa do Bonito, os quaes li-
cam era seu poder depositados : a niela-
de dojque nellcs sabir sera' fiel e pronip-
lamente entregue ao Sr. .lose Pires Fer-
reira, thesoureiro do referido hospital
Pernambuco 23 de abril de 18.")"), Sa-
lustiano de Aquino. I'erreira.
I)cseja-se saber quem he nesla praea o rnrres-
pondenle de Antonio Mariel de Lima," lavrador do
eusenhu Pantorra, baja da aniiuuciar ou tlri^ir-se
a rua da Cadcia-Velha n. ^7.
Jos Francisco de An drade Jnior relira-sc
para Portngal, a tratar de sua saudc.
Precsa-so de urna ama, para rozinhar. para
casa de pequea familia: na rua do Cabng, n. 2.
Precisa-se de urna ama forra, qne saiba enzi-
nliar e cnsominar, para urna casa de pouca fami-
lia : na rua das Crine, n. 28, primeiro andar.
O Dr. Jos Joaquim dc Souza mudou-sc para
a rua de Apollo, u. 20, primeiro andar.
Na rua de Moras, n. K, lava-se e eogomna-se
hellissimamonle. por preco commodo : quem pre-
cisar, dirija-se a dila casa, que achara com quern
tratar.
Olfcrece-se urna ama para o interior de urna
casa de moco solteiro, ou de pouca familia : na rua
das Aguas \ cides n. 72.
O eautelisla Salustiano dc Aquino
I'erreira, avisa ao possuidordobilhele in-
teiro n. 2170 da primeira parte da pri-
meira lotera da matriz do Rosario de
Goianna, em que sabio o premio de
2:000.s0<)0, pode vir receber os 8 por cai-
to da lei, que he IGO.sOOO rs.. na rua do
Trapiche n. 36 segundo andar, logo pie
sabir a lista geral. Pernambuco 22 de
abril de 1855,-O Cautelsta, Salustiano
de Aquino Ferreira.
Da'-sc dinheiro a premio sobre pe-
nhores de ouro e prata : na rua do Quei-
mado loja n. i(A, se dir" (pemela".
SYSTEM.V MEDICO DE IIOLLOWAY

PIULAS HOLL\\AN
Esta ineslimavcl especifico, composto inleiramcn-
le de hervas medicinaes, nao conlcm mercurio, nem
oulra ataiima substancia deleclerea. Beniann mais
lenra infancia, c compleicito mais delicada, he
igualmente promplo c segare para desarraigar o mal
na complecaomais roliusla ; lie inleiranienle teno-
cenle em suas uperacocs e elleilos ; pois busca c re-*
move as docncas de qualqucr especie e grao, por
mais antigs c lenazes que sejam.-
Entre milbares dc pessoas curadas rom esle re-
medio, militas queja eslavam as portas da mnrle,
perseTerando cm seu uso, eonsegniram recobrar a
sadc c tarcas, depois de baver lenlado intilmente
todos os oulros remedios.
As maiaafllicUsnio deven entregar-se desespe-
rac.lo ; fac.im um competente ensaio dos cllica/e*
elleilos desla assombrnsa medicina, e prestes recu-
perarlo o beneficio da saiide.
Nao se perca lempo em lomar csse remedio para
qualquer das seguidles enfeimidades :
Accidentas epilpticos.
Alporcas.
Aropolas.
Arelas mal d' .
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou cxlcnua-
cao.
Debilidade ou falla de
loicas para qualquer
cousa.
Desinteria. .
lior de garganta.
(( de barriga.
nos mi-.
Dureza no ventre.
Eofermidades no ligado.
(( venreas
Enxaqueca.
Ilervsipela.
I'ehres bilioasa.
inlcrmltenles.
_ assim como contina a ensinar i ieomeiria pe-
@ lo compendio ltimamente adoptado na la- aj
S9 cuidado de Direilo: quem de seu preslimo @
@ se quizer ulilsar, dirija-se a rua do Queima- ^
2.S. jL
O Sr. Epiphano Jos dc Souza queira dirigir-
se a dislilarao do Franca, na praia dc Sania Rita,
ajncgocio de seu interesse.
Arrcnda-sc o cnsenho Poeta na freguezia da
\ anea: os prclendenles dirijam-sc ao mesmo eoge-
nbo oo na rua das Cruzes casa da esquina que vira
para a do Crespo.
LOTERA DA PROVINCIA
CORRE NO l.o BE HAIO,
O caulelisla Antonio da Silva (iuimariies lem e-
poslo a veuda o> seus bilhotes da I. parle da (.
lotera do Bonito, nos sesoinles lugares: Ierro da
Boa Vista n. 58, rua do Cabng n. ->, rua larga do
Rosario n. h, praea da Independencia n. I i c Iti, e
rua da Rangel o. 54.
Meios bilhetes 29800
Ouartos IJsUO
Olla vos1 "0
Decimos (i(K)
\ igesimes :J20
I'recisa-se dc urna de icile
(as n. UO.
na rua dc Ilor-
lem de se arrematar a poi.a do juiz de paz da
freguezia de San Jos, no dia \ deste corrcnlc mez,
as II horas da manhaa, una sacada de pedra de can-
.taria lavrada com 8 palmos ile comprido c i de lar-
gura, penhnrada a Joscdo Almeida Lima, a requeri-
inenln de Justino GuimarAes Villar-: quem a pre-
tender, dirjja-sc porta do juiz de paz. as horas de
audiencia.
Julio Cremers. subdito prussiano, vaila Eu-
ropa.
GABINETE PORTUGCEZ DE i.EiTl'RA.
Ndo tendo sido possivel ao conselho deliberativo
acabar os seus trabadlos na se-sao dc 21 do crreme,
adiou a conlnnarao deltas para demingo 29, as I i
horas da manlnla.M. F. de Souza Barbota, se-
gundo secretario.
Custodio Jos Pereira, vendo o an-
nuneioque, emoDIARIO de hontem, Ihe
dirigi Jos Vieira de Figueircdo, vende-
dor de esnavos, observa-lbe (|iie esta' a
esperada aerao com que O amcaea, pe-
duido-lhe que <|uanto antes a intente,
alim de liear logo o respeilavel publico,
pelo resultado da mesma accSo, Sabendo
qual dos dous Calln a verdade, seo Sr.
Figueiredo, se Custodio Jcs(; Pereiett.
fi Iteseja -se saber onde mora o Sr. Aulonio S
9 Moreira Reis, irmo do E\m. Sr.' I). Joa-
=5 quii Moreira liis, para se Ihc entregar
$ una caria e urnas cucomuicmlas, viudas da &
cidade de I.oanda.
89 :@8-
Esl a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOfEOPATHA.
EXTRAII1DO DE RUOFF E BOEX-
NIMiMAlISEN I! OUTKOS,
poslo em ordem Iphabftica, com a dejeripcio
abreviada de lodas as molestias, a imlirar.io phvsio-
lgica e Iberapeolica de todos os medicamentos ho-
nieopalhicos. seu lempo de accflo e concordancia,
seguido de u:n diccionario da siKttiHca;flo de lodos
o- lemos dc medicina c cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
Ii!. A. J. DE MELLO XORAES.
Suhscrevc-se para esla obra no consultorio homeo-
palhico do Dr. LORO MOSCO/O, rua Nova n. :*),
primeiro andar, por 55000 cm broebura, e tiXX)
encade inado.
Madama Theard vai a Euiopa com a sua ma-
na 0 sua liiha menor, deiva cncarregado desua loja
madama Eugenia Jovenna, e procuradores bastantes
Chaprond rS Uerlrand.
Precisa-se de um Sr. sacerdote que se propo-
nlia a urna capellana de um engenho muiln perlo
desta praea, e ao mesmo lempo ensinar urna meni-
na : na rua da Cruz u. 7, primeiro audar. Na mes-
ma casa precisa-se de um taitn
r'ebre loda especie.
Cola -
ilcmorrhoidas.
Ilvdropisa.
Ictericia.
indigestes.
Inllaminaroes.
Irregularidades da mens-
IruarAo.
LambriajaJ de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na cutis.
Obslruccao de ventre.
i'hthisicaou consumpcilo
pulmonar.
Relencao (1'ourina.
Ilbcumalismo.
Svmploroaa secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras,
Venreo mal .
\endem-ie estas pillas no eslabeiecmienlo geral
de Londres, n. -2, Slrand, e na loja de lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas eneaneaadas
da sua venda em toda a America do Sol, llavana c
llespaoha.
Veiidc-sc as bocelinbas a800 reis. Cada urna (tal-
las conlcm urna irlslracrjln em portugue/. para ex-
plicar o modo de se usar d'eslas pilotas.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, phar-
maceullco, na rua da Cruz n. 1, em Pernam-
buco.
I'triplorio commercial em Vraga, rua de S. Ijx-
saro n. II.
Joaquim Jos Antones da Silva Monlero, que pe-
las muitasrclaccs que possuc, lano na cidade como
as dilTerenles Ierras do dislriclo dc Braga, e provin-
cia do Minbo, se acha cabalmente habilitado nao s
para dar vaatajosa exlraeejo a lodos e quaesquer g-
neros, ou productos do imperio do Brasil, que nella
cosluinain ter consumo, laes como assucar, arroz
caf, cacao, couros, vaquetas, chines, etc. ; mas
tambem para proceder a compra daquellcs que se
expqrlam qu podem exportar para o dilo imperio, e
por isso recebe i consignadle lodos e quaesquer ges
eros, e se promplifica a desempenhar quaesquer
comiuisscs. esperando nada dcxar a desejar aos se-
nhores commercianles, que o quizerem honrar com
as suas ordens e rcmessas.
Companhia I.nso-Rrasileira de agencia de negocio^
entre o Brasil e Portugal.
Este estabelccimenta, fundado em 1817, sob o ti-
tulo dc Agencia de negocios entre Portugal e o Bra-
sil, e de que bao tarnado parle pessoas compelcn-
tcuienlc habilitadas, lem correspondencias regulares
com Vigo, Madrid, l'aris, Londres, Hamburgo,
Montevideo, Bucnos-A\res, Chile, Per, New-York,
le; entretanto Portugal e Brasil conlinuam a ser
ss estados cm que se acha mais slidamente orgaui-
sado, porque em quasi lodos os pontos de alguma
importancia cm ambos ellcs se estabclcceram dcle-
gacOes desla companhia. Os priucipaes assumplos
de que a companhia se cncaricga as varias nacocs
aonde lem cslabelccido correspondencias, silo : pro-
seguir rcclamaces, tentar composires. instaurar
o seguir procedimentos judiciaes, fazer cumprir
rogatorias, agenciar compras e vendas de predios
aramos c nuticot, solicitar preleuces justas doi
gocemos c representar herdeiros e legatarios, pro-
movendo todo o proeetto desde a habilitaran ali a
effecliva cobranca, e finalmente proteger e actkar
lodos os negocios lcitos, e todas as transacres que
respeilem internacionalmeate aos subditos das ditas
nares.
A companhia lem assenlado cm dcixar sempre aos
conslituiutes a escolha da livre base sobro que, em
cada caso, se firma o respectivo contrato ; pois com
quaulo oslas bases sejam inalteravcis, e para lodos
os casos, variam contarme a extensao dos compro-
j missos que Otan cargo da companhia, ou do inte-
ressado. O cerlo porcm, he que, para dar plena de-
monstradlo do zeta com que os negocios sao tratados,
o estabelccimenlo nada recebe para si em caso al-
gum, so a reclamacao lica infruclilcra, pois s le-
vanta urna porcenlagem sobre os valores cltacliva-
menlc cobrados. A empreza nbriga-se a por os
fundos as localidades que as parles designarem nos
contratos.
A companhia acaba dc aunexar urna agencia ec-
clcsiaslica, que se incumbe de impetrar da Santa S,
despensas, remisses, breves, gracas, commulacoes,
redueces, habillaees, sccularisacoes, nomcares,
confirmacoes etc., para lodo o imperio do Brasil. O
dire-lor geral no Rio de Janeiro he o Sr. Dr. Adria-
no Ernesto de Caslilho Barreta, morador oa rua dos
Pescadores n. 13, em Lisboa o Sr. Joaquim Elias
Rodrigues da Costa. As pessoas que tiverem algum
negocio acncarregarasobrc-dila companhia, podem
entciider-secom o delegado nesta cidade, que lio o
abaixo assignado, morador na rua da Cadeia do bair-
ro dc Sanio Aulonio n. 15, em lodos os dias alis
das 10 horas da nianhaa al as 3 da tarde.
Jos Narciso Camello.
LOTERA DE N. S. l)A CONCEICAO' DA
VILLA o BONITO.
Aos 5:0HOSO0, :lK?00O, 1:00O3OO0.
O caulelisla Salustiano dc Aquino I'erreira avisa
ao respeilavel publico, que a referida lotera corre-
r indnbitavalminlc no dia I.- de maio. Os seus bi-
lhetes e cautelas n,i0 sofrem o descont de oito por
cenlo do imposta geral nos Ires primeiros premios
grandes. Acham-se venda as seguiiles hijas :
rua da Cadeia do Recita n. >\ c 5 ; piaca da lude-
pendencia a. 37 39; roa do l.ivramento n. 23;
rua Nova n. 1 c 1( ; rua de Queimado n. i9 e il ;
e rua cstreita do Rosario n. 17.
ScOMiaOOO
5001000
1:250)000
IiOOOJOOO
6259000
5001000
25000o
O rctaride caulelisla declara mui exprcssamenle
ao respeilavel publico, que he respnnsavel nica-
mente a pagar os premios grandes por inteiro que
utaiv i.-i em ->ui~ cautelas : sobre r seus hilheles nlei-
ros vendidos em originaos, se obriga apena- a pa-
gar os oilo por rento da lei, logo que so Ihc apr-
senle o hilhcle, indo o posseidor receber o rmpe-
teme premio que nelle sabir, na na do Collegio n.
1.1, escriptorio do Sr. thesoureiro liancisco Antonio
de Oliveira. Pernambuco-21 dc abril de 1855.
Salustiano de Aquino Ferreira.
Na praea da Independencia n. 32, Iccem-sc
Iranselins, fazem-se polcaras, anneis, rosetas e tir-
inas, indo de cabello, com muila perfeicau; como
tambem apron>ptam-sa lodos os perlcnces para olli-
ciaesda guarda utcional e primeira linba, por preco
commodo.
Jos Anlouio de Oliveira relira-sc nara Por-
tugal.
Goilherme Ferreira Pinta vai a Europa.
Na rua da Aurora n. -2't, precisa-s de una
ama de leile ; paga-M bem.
Aluga-se por lOaOOO meneaos orna preta *s-
crav, crmiila, para servir de portas a denlro, sabe
co/.ioii ir,- eusaboar perfcitanienle, encsmnur, cose
bem e lem vanas habilidades de costura: quem a
pretender, dirija- a rua do l.ivramonlo, laja dc
fazendas n. I que achara com quem tratar. '
A pessoa que no dia seita-feira offereceu pela
prela 8005000,caso anda nio Icuha comprado esers-
va, dirija-se a praea da Boa-Visla n. 7, que se far.i-
negucio,dando mais do que promedien.
ROB LAFKEClJiLR.
O nico aulorisado por decisao do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o Arrobe
de l.aflecleur, como sendo o nico aulorisado pelo
goveruo, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d'um goslo agradavel, e fcil a lomar
em secreta, esla em uso na marinha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente cm pouco lempo,
oom pouca despoza, sem mercurio, as aileeces da
pelle, impigens, as consecuencias das sarna, ulce-
ras, e os accidentas dos partos, da idade critica, e da
Bilhetes 59500 Keci
Meios -S0I)
Ouarlos 19140 0
Quintos 19160 ))
Oilavos 7l) a
Decimos 000 a
\ icesimos 320
acrimonia herediteria dos humores; convm aos ca-
larrbos, a bexiga, as conlracrcs, e i fraqueza dos
orgaos. procedida do abuso das injec6es ou de son-
das. Como anli-syphilitico, o arrobe cura em pouco
lempo os lluxos rcenles oa rebeldes, que volvem
incessanles em consequencia do eroprego da copai-
ba, da cubeha. ou das injeraies que representem o
virus sem neutralisa-lo. O arrobe Laflecteur he
especialmente recommendado contra as doencas, in-
veteradas ou rebeldes, au mercurio e ao iodurelo de
potassio. Lishoiine.Verjde-sc na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Aze*edo,praca de 1). Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar urna grande porcao
de garrafas grandes o pequeas vindas directamente
de Par, de casa do dilo Bov veau-LalTecleur 12, ru
Bicheo u Pars. Os formularios dlio-se gratis em
casa do agente Silva na praea de I). Pedro, n. 82.
Porta. Joaquim Araujo ; Baha, Lima & IrmSos ;
lernamburo, Soum; Rio de Janeiro, Rocha iVFi-
lm ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova. Joo
1 ereira dc Msales Leile ; Rio Grande, Fran do
Paulo Coolo A. C."
1 w AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e fjrossas, por
preros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
(ocs, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinarlo com a
maior parte Gis casas commerciaes
inglezas, f rancczas, allemaas e sus-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oH'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; .o
propiietario deste" importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rorim.
C. -STARtTA C.
respeilosanicnte annunciam que no seu extenso s-
labclecimenlo cm Santo Amaro,conlinuam a fabricar
com a maior pertairao e promplidAo, toda a quaida-,
de de macliiiiisqio para o uso da agiicullura, na-
vegafSo e manufactura; e que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
teem aberto cm um dos grandes armazens do Sr.
Mesquia na rua do Brum, alraz do arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu estabelccimculo.
All acharan os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de caima, com todos os melhora-
menlos (algnns delles novos e originaes) de que a
experiencia de umitas aunos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa o alia pressao,
laxas de lodo lamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de mao e ditas para conduzir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, fornos de ferro batido para tarinha. arados de
ferro da mais approvada coiislruccilo, fondos para
alambiques, envos e portas para iorualhas, o urna
innnidade de obras dc ferro, que seria enfadoubo
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligenle e habilitada para receber lodas as en-
commendas, ele, etc., que os annunciantes contan-
do com a capacidadedesuas otlicinase machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se compromettem a fazer
secular, com a maior presteza, pertairao, e exacta
conformidade com os modelos ou dcseuhos,e inslruc-
coes que Ibes forem fornecidas.
HOMOPATHIA.
FEBRE AMARELLA. W
Alguns casos de FEBBE AMARELLA
se tem ltimamente inauifeslado nesta ci- 2
dade. Olralamenlo homu-opalhico bem
dirigido tem mostrado sua superioridade
ii antiga medicina. Oj (lenles, pois, que
a homceopathia quizerem recorrer, pod-
lo-ho fazer, sendo soccorrido* de preferen-
cia aquellos que nenhum remedio liajaui
lomado.
Consol lorio central homieopalhico, rua
de S. Francisco mundo novo) n. 68A.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
BALSAMO HOMCGENIO SY1-
PATHICO.
I avoravelmenlc acolhido em lodas es provincias
do imperio, e tao geral como devdamenie apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURAVEIS
POR MEIO DESTE rORTMOSO BALSAMO.
FEKIDAS DE TODO O GENERO, anda que
sejam com lacerarnos de carnc.e queja eslivessem no
estado de chagas chroulcas, esponjosas e ptridas.
Logo depois da applicacilo cessam as dores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erysipelas, molestias cutneas ou perpe-
tuas, e scirrhos, couhecidos pelo falso nome de liga-
do nos peilos. rheumatismo, dieleze de lodas as qua-,
lidanes, golta, inchacOes e fraqueza as arliculai;oes.
QUEI&IADU RAS, qualquer qoe seja a causa e o
objecto qoe as prodozio.
O MESMO BALSAMO se tem applicado com a
maior vanlagem as molestias seguiolas : porcm ad-
verle-se que s se deve rtcorrer a elle em casos ex-
tremos, na falta absoluta ou impossivel dse obter
a assisiencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpe.
LOMBKIGAS, nao exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS dc qualqucr especie, inda que
sejam as mais venenosas, *
DURES clicas ou dc barriga, debilidade do esto-
mago, obslruccao da glndulas, ou eulraphas, e ir-
rrgulai idadu ou falla da menslrurao ; e sobreludo,
inllammacoe* do flgado e do baco.
AFFECCO'ES do peito, degeneradas em principio
de phlisica ele. Vende-se na rua larga do Rosario
u. oo.
Coroadas por suas virtudes
A VERDADEIRA
AGUA DOS AMANTES.
Quem fr amante nao pdde
Su'aoi/a (tenar de comprar,
lira pannos, sardas, espiuhas,
Faz a pelle clarear.
Refresca, lustra e suavisa a cutis,
lira rugas, borloejas, que primor !
Quem com a Agua dos .Uantes
Nao gozar do auior '.'
* As nossas bellas patricias
Desla agua devem usar,
r'ra mais bellas licuein,
Mas bellas de fascinar.
He liquido saoespecilico,
IJue deve ser procurado,
Pois torna o ente querido
Muito mais formoseado.
Dous mil reis a garralinha,
Pode qualquer rumprar,
Ca na rua do Queimudc,
Vinte e seta procurar.
He o seu nico deposito,
Deposito mui afamado,
Aonde tal elixir
He por lodos procurado.
.O duplo do importe se devolve
Nao sendo cflicaz cm curar.
Urna mi queixa inda nao hoUve .
O que lodos pdem apreciar.
Acba-se venda na rua do Queimado n. 27, ni-
co deposito.
NAVALHASA CONTENTO B TESlRAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. H, primeiro an-
dar, escriptorio dc Augusto C. de Ahrcu, ciuti-
nuam-se a vender a 8>U0<) o par preco li\u) as ia
bem condecidas e afamadas navalbos dii'hai ha feilas
pelo hbil fabricante que tai premiado na exjosirao
de Londres, as quaes alm de dnrarera exlraardia-
riamcnle, n,1o se senlein no reato na accao d corlar-
vendem-se com a enndieo rio, nao agradando, pe-
Jercm os compradores devoKe-las al t."> das depois
pa compra resliluindo-se o importe. Na mesraxca-
sa ha ricas lesouriubas para unhas, feilas pelo mes
mo fal'icante.
Aluga-se ou vende-se urna casa com
sotfto e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
bara, quartos para feitor, etc.: na rua
da Cruz a: 10.
MUTILADO


*d-
OIARIO DE PERMIBULO, QUARTA FEIRA 25 DE ABRIL DE 1855

CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA NOVA 1 JUVUAR SO.
O Dr. P. A. Lolio Moscnzo d consullas homeopalhica lodo os das aos pobres, desdo 9 horas da
manlija aleo meio da, c ein casos extraordinario* a qualqucr hora do dia ou nuile.
Ollerece-se igualmente para pratiear qualquer operacao do cirursia. e acudir proniptamenle a qual-
qoer niullier que esteja mal de parlo, e cujascircunislanriatnau permitan) pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
anual completo de meddicina homeopalhica do Dr. ti. II. Jahr, traduzido em por
tugues pelo Dr. Moscozo, qualro volumes enradernarios cni dous.e acompauhado de
un diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele.
20|000
Esta obra, a mais importante de (odas asquclratam doestudn e prafica da homeopalhia, por ser a unir
que conitni a bise fundamental ('esta doutrinaA PATHOUENESIA OC EFFE1TOS DOS MEDICA-
MEMOS NO URGANISMOEM ESTADO DE SAUDEconheeimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar ortica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizerem
experimentar a oulrina de ijabnemann, e por si mesmos se convcncereni da verdade d'clla: a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho que esto lon'ge dos recursos dos mdicos: a todos os capiles de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripulantes :
- todos M pas de familia que por circumslancias. que nm sempre podem ser prevenidas, sAo obriga-
?s ai prestar n continenli os primeiros ,soccorros em suas enfcriiiidades.
vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompanliadn do diccionario dos termos de medicina...... 1(15000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. :;-i hh>
Sem verdadeiros e bem preparados medicamento nao se pode dar um passo seguro na pratira da
meopallia, e o proprielario deste eslabelecimenlo se lisongeia de Ic-lo o inais bem motilado possivel e
inguem dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
ticas a ll tubos grandes.....................
ticas de 24 medicamenlos ein glbulos, a 109, 12$ e 159000 rs.
Dilas 36 ditos a..................
Dilas 48 ditos a..................
Dilas 60 ditos a .................
Dilas 14> ditos a..................
Tubos avulsos ........................
Frascos de roeia on;a de lindura...................
Dilos de verdadeira lindura a rnica.................e
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompl-so qualquer cncommenda de medicamenloscom loda a brevida-
de e por precos rauito commodos.
89000
20?000
25000
.'SU^OOO
60)000
15000
25000
25000
'IDLICACAO DO KSTITCTO 110
HtOPATIHCO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPAUA.
Methodo concito, claro e seguro de cu-
rar homeopticamente lodas as molestias
que affligent a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redimido segundo os mclhores trata-
dos de homeopalhia, laulo europeos romo
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
Pinh. Esta obra he hoje reennhecida co-
mo a melhor de todas que Iratam daappli-
caerto homeopalhica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sean possui-la c
consulta-la. Os pais de familias, os senho-
res de engcnlio, sacerdotes, viajantes, ca-
piles de navio, serlanejos etc. ele, devem
te-la inflo para occorrer promplimenle a
qualquer caso de molestia.
Dous volomes cm brochura por 108000
11 encailernados 115000
Vende-se nicamente em casado autor,
ns palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 68 A.


m
9
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Novo livros de homeopalhia uiefraucez, obras
lodas de summa importancia :
llahiicmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. ........... 205000
Teste, iroleslias dos meninos.....<^Km
Hering, homeopalhia domestica.....75000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 65OOO
Jahr, udvo manual, 4 volumes .... Itijooo
Jahr, molestias nervosas.......(i;iHK)
Jahr, molestias da pellc....... SNHHl
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes llijtHJO
liarlhmann. tratado completo das molestias
dos meuiuos..........
A Test, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli .......
Caaling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nysteu.......
Alllas completo de anatoma cun bellas es-
lampas coloridas, conlndo a dcscripcari
de lodas as parles do corno humano .
vedem-se lodos estes livros 110 consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro audar.
IO5OOO
85OOO
75000
63000
43000
IO3OOO
305000

J
DENTISTA.
Paulo Gaigitoui, dentista francez, eslabele
9 cido na roa larga do Knsario n. 36, seznndo
tj) andar, colloca dentes.com gengivas artilciaes,
Q e dentadura completa, ou parle della, cora a
9 pressp do ar.
% Rosario n. 36segundo andar.
<#<*# 9999
CASA DA AFEKICO, PATEO DO TERCO N. 16.
O abaixo assignado identifica, que no cscriplorio
daquella casa da-secipedieote lodos os diasdas 'J'lio-
ras da raanhaa as 4da larde ; outro slni, que a re-
visHo leve principio 110 dia 2 do correnle, e que lin-
do o prazo marcado pelas posturas muuicipaes, in-
correrao os contraventores as penas do arl. 2 Ulu-
lo 11 das sobredilss posturas. Prxedes da Siha
Cusmlo.
Jos Antonio Pinheiro vai Europa a tratar de
sua saude.
Juliao Cremers nao vai a Europa.
Aluga-se uina casaWerrea 00 de sobrado, em
qualquer das ras que fcam enlre o becco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
l MI DENTISTA.
coutiua a residir iia/uaNova n. 19, priraci- f
ro andar. +

J' cliegaram as scgumlessement
de ortal ices das melliorcs <|ualidades que
lia: tbanos brancos, ditos encarnados,
labanetes brancos e encarnados, alface
repoliiuda e alemn, repolho, tomates,
nabo branco e roxo, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, x-
coria, cebla de Setttbal, sinondas, sigo-
relba, selgas, ervillia torta, dita direita e
geno veza, dita de Angola, feijao carra pa-
to de quatro qualidades, coentro de ton-
cara, eum grande sortimento dasmelbo-
res sementes de llores da Europa : na ra
. la Cruz n. 02 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
quemudou a sua au\p paraa ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eevternos desde ja' por m-
dico preco como he" publico: quem se
quizer uttlisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer bora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Pailo Ga-
gnoux, dentista francez, chumba o denles com a
i adamantina. Essa nova c maravilhosa com-
poiicao lem a vanlagem de encher sem presso dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerindn
era poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dara.e promelte restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
A. Lacaze tem?a honra del participar ao res-
peilavel publico, que vendeu a sua casa de relujara
- da ra Nova n. 22. a Mr. I.. Delnuche; pelo que ro-
ga aos seus frecuezesqclhe conlinucm.eao sen suc-
cessor a cnnliacira que sempre Ibes mereceu. tteci-
le 0 de Janeiro de ISVi..t. Lacaze. '
Koga-se ao Sr. TarquinioThcolonio de Ahrcu
tuiimarfles, que se nao retire para fura da provincia
sem antes vir ajusfar cuntas com o abaixo assignado,
na ra Jjiova II. 5, da administrarlo e negocio de urna
toja de selleito, em Marci. E roca-sc a lodos os
capiles de navios e CQmmendantes de v.ipores, que
nao recebam a seu bordo o dilo senhor sem que mos-
tr seus papis desembarazados pela polica, relali-
vaincnte ao dilo ajuste decontas. Kecifc 20de abril
de 18j.iogo Jos Lette Ouimariles.
l'reeisa-se de tima ama secca para Iralar de urna
menina : n; pateo do Trro n. 44.
Precisa-se de urna pessoa para Italialhar alcu-
i mas horas no da. por algum lempo, cm cscriplura-
c.io por partidas dobradas, pagando-se bem : quem
esliver tiestas circumslancias, apparera na ra do
Pires n. 36, que Ihe di rilo onda e com quem deve
Iralar.
Manoel Moreira da Cosa vai a Portugal.
Matriz de Santo Antonio.
Koga-se encarecidamente aquellos dos senhores
que as |iroc*ses e actos na matriz do bairro de San-
io Antonio uhlivcram capas, c que dcxaram de as
entregar, que hajam de assim o fazer. visto que pa-
rece islo um religioso dever o desencargo de suas
conscieocias, omissDo esta qae prejudica a Irman-
dade. O thesoareiro, Jos /sietes Fianna.
Participa-ce aos Sr*. mestres pedrei-
ros, catadores e mais pessoas particula-
res, que na rita da Cruz do Recife n. 62,
lia um deposito da bem condecida ca
blanca de Jaguaribe, c que se vende
muito em conta, tanto cm retalbo como
em porcoes.
Casa de consignaeao de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 21
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commisso, lauto para a
provincia como para fura della, ofTerecendo-se para
sso loda a seguranca precisa para os dilos escravos.
I MDANfA DE LOJ. !
9 A. I.acazo scicntfica ao respeilavel publico
f e principalmente aos seus freguezes. que mu- 33
@ dou a sua loja de relojoeiro para a ra da Ca-
deia do Recife n. 18, onde o acharao sempre ft
promplo para fazer qualquer concert, tanto 5
de relosiusde algibeira como de parede, ele, @
etc., asm como acharflo um completo sorti- ?
Cft ment de relogios de algibeira patentes, suis- Ti
sos c horizonlaes, rorrenles para dilos, occu- y(
9 'os, ele. js.
#-t t>jf 999
Madame Thcard, leudo de fazer urna viagem a
Europa, avisa aos sens devedores devirem saldar suas
coulas na loja da ra Nova.n. 32, para Ihe evilar de
proceder conlra ellos judicialmente.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar cx-pro-
curadorda cmara de Olinda, que venha entender-
se com os berdeiros de I.uiz Roma, pois basla de
rassoadas, Tirando cerfo que em quanto nito se en-
tender com os mesmos lia de sabir esle annuntio.
C. C. FIGUEIREDO,
CISTOM HOISE v SIIIPP!\G AGEM,
SOITII.MI'TOV
MERCIIAND17.E, BACCACE, & EFFECTS
RECEIVED& FORWAROED.
Wilh despatchand economy.
Goodsand Passingers' l.uggage slriclly ^illended to.
/n/ormation giren respecliiig Ihe arrival & de-
prtate of Steam l'essels.
I'oreign MoncvExcliangcd or Rcccivcd in Pavment.
C C. FIGUEIRDQ.
COORTIER DE DONE,
A SOUTHrVMPTON.
JHurljatiDisrs, btigagc, ct cffets
Rccus et expedios avec diligence ct economie.
La plus grande altention esl apporte eiaer* les
Passagers, teurs Bagaget et Marchandises.
Tate informalion possible est donne sur l'arrive
ou le deparl des Italeaux ;i Vapeur.
CARLOS C. FIGUEIREDO.
Agente da Alfandega e de Navios/
8, QUEEN'S TERRACE,
SOUTHAMPTON.
Recebe e expede com presteza c economa, mer--
cadorias, bagagem e elidios de qualquer ualure/a e
ordem.
Esclarece os viajantes sobre as chegadas e sabidas
dos paquetes, decaminhos de ferro, etc., dirigindo-
se no mais que precisem.
Faz as operarnos necessarias da alfandega, e rece-
be fazendas a commissilo, ele.
Precisa-se alagar urna prela para oservicode
urna familia ingle, quo sai ha lavar, engommar e
coser : emeasa de Paln Nash & Companhia, ra do
Trapicho Novo u. 10.
O abaixo assignado, ofTerece o seu preslimo'a
quem se quizer ulilisar para tirar guias do juizo dos
ledos ila fazeuda, lauto da geral cmoda provincial,
por aquellas pessoas que pessoalmenleaa nao podem
tirar, e que com a mesma lazenda se acbam debita-
das : quem precisar pode insudar por escripia seu
nome, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares seguinles : Uecife, ra da Cadete loja n. 39,
ra da Cruz n. 56, pateo do Terco n. 19, ra do l.i-
vramcido n. 22, prafa da ludepcndcncia n. \, ra
Nova u. 4, praa procurados os biiheles c as pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na ra da Gloria n. 10 casa
do anuuncianle.Macariio de Luna Peire.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confronte o c--i iplorio dos Srs. Barroca (S Cas-
tro, despacham-se navios, quer uacionacs ou.estran-
geiros, com loda a promptidAo ; bem como liram-se
passaportes para fra do imperio, por piceos mais
commodos do que cm oulra qualquer parle, c sem o
menor Irabalho dos pretendentes, que podem Iralar
das 8 da matihaa as 4 horas da larde.
Paga-se 155000 mensaes pelo aluguel de urna
escrava"que cozinhe c eugnmine, para urna casa de
pequea familia : Irala-se uo prjmeiro andar da ca-
sa da esquina da ra de Apollo, com entrada pelo
odlo, confronte a liermida dos prclos canociros.
SALA DE DANSA.
I.uiz Caularelli participa ao respcibivcl publico,
que a sua sala de ensino, na ra das Trincheiras n.
I!), se acba aberla todas us segundas, quartas e sex-
tas desde as 7 horas da noile al as!): quem do sen
presUmo se quizer ulilisar, dirija-se mesma casa
das 7 horas da manlida al as !1 ; o mesmo se ulTerc-
ce a dar lines particulares as horas ronvencionadas:
c tambem da lirocs nos collegios pelos precos que os
mesmos lem marcado.
Al pessoas que livcrem conlas conlra a galera
americana Finland, arribada a esle porto, quei-
rain aprsenla!' boje 2."> siEiialarios llenr\ Fnrster Companhia, na ra do
Trapiche n. 8, uio lie.indo os consignatarios respon-
saveis por coula alsuma nao sendo aprescnlada no
diii referido. "
Roga-se no Sr. (juilhcrme Auguslo de Azevedo
que, anles de se retirar para > Rio de Janeiro, baja
dejpparccer na ra da Cadeia do Recife, loja n. 18.
AVISO AO PUBLICO.
A taberna de Gurjah de cima acha-se completa-
mente sorlida com um completo sortimento de mo-
tilados, fazendas c miudezas ; porlanlo as pessoas que
quizerem honrar este eslabelecimenlo, aqai acharao
luJoa voulade do comprador, pelo mosmo precoon
com pouca dill'ercnca da prac,a.
^Precisa-se de um bom cozinheiro
fono ou captivo, que seja liel e de boa
conducta, para urna casa cstiangeia, pa-
ga-se milito bem: a tratar na rita do
Trapiche Novon. 08, armazem.
Engomniaso com muila perfeicao.
No Caes do Ramos taberna do retiro u. 26 achar
com quem Iralar.
Tcndo de proceder-se rateio do liquido produe-
lo da taberna de Manoel Vieira Franca, os Srs. ere-
dores do mesmo tcnbam a bondade de diriuirem se
travessa da Madre de Dos, atmazem u. 13, afim
de verificarem-se eslSo incluidos no mesmo raleio,
islo al o dia 29 do correnle.
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Industria bi usileira.
Na ra Formosn, na quinta casa terrea, indo pela
ra da Aurora, fazem-se muila- qualidades de boli-
nhos muito bem feitos e com iniiiln aceio, enfeilain-
so bandejas com boliuhns para bailes, casamenlos,
etc., assim como oulras mudas maasm, bolos, pAo-
de-l.iis, pastis, pudins, fregideiras, ludo por precos
muito razoaveis.
ATTENQAO.
Arrenda-te o engcnbo .Ma/.nn-
gao, na fregnesia de Goianna.
distando i leguas da(|uelle porto,
a bom caminno, em ptimo ter-
reno, de prodigiosa prodllCCSo, de
toda qualidade de lavoura, esta'
moente e com boa salta fundada,
nao se duvdando vender ao ren-
deiro : os prelendenles com a pos-
sivel brevidade, dirijam-seao pro
ptietario cm seu engenho .Mus- V0
tupe de Baixo, tprmo de Igua- ($)
i
m
i
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8
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i
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i
Quem liver e quizer trocar urna masera de N.
S. do Bom Parto, que Icnha o vulto de ."i a ti pal-
mos, dirija-se ;i ra do Pires, no ultimo sitio que vi-
ra para o Corredor do Hispo.
Jos Coelho da Rocha, subdito porluguez, re-
tira-s para a Europa.
Na obra que se est fazendo no terreno nonde
foi o theatro de S. Francisco, precisa-se de srven-
les, preferindo-se os escravos : quein quizer empre-
gar-se ou tivcr escravos para alugar, enlcnda-se com
o administrador da referida obra.
Manoel Joaquim Milhcirs vai ao Aracaly.
PASSAPORTES.
Tiram-se passaportes, despacham-sc escravos ccor-
rcm-se folhas : para esle lira procure-se na na do
Oueimado n. 25, loja do Sr. Joaquim Monleiro da
Cruz.
--33@@8
y"
CINCO A\MS.
Precisase alugar pelo lempo de :
^ 5 anuos, urna casa terrea a modpr- 'f
na que tcnlia ."> a i quartos e bom, *
quintal, dando-se ate 1 .S'OO rs.
q .mensaes : nesta lypogrnpliia se di-
ra <|uem precisa. J|
SS*@3-8@@@
Precisa-se de urna ama que tenlia
bom leite: na ra do Hospicio casa ter-
rea de sotao, junto ao Sr. dezembargador
Santiago.
O abaixo assignado, vendo o anuuncin do Sr.
Seraphim Alvos da Rocha Baslos no Diario do 21 do
correnle, em que o mesmo senhor diz ler perdido
urna ledra j vencida, aceda por Jos de Azovedo
Maia, faz scientc ao respeilavel publico, que nao se
eutende com o abaixo assienado, eslabelecido na ra
do Qucimado n. 53. Recife 21 de abril de 18V>.
Jos de Azevedo Maia.
l)-c 1:0005000 pelos juros que se convencio-
nar, sendo com firmas desla praca : quem quizer an-
nuicie.
METIIODO PORTUGIEZ CASTII.IIO.
No 1. de maio se abre novo curso de leilura, es-
cripta c.contabilidade por este excedente methodo,
para homens oceupados de dia, das 7 as9 horas da
noile. A experiencia lem mostrado que ( mezes silo
sullicientes para se aprender a ler, eserever e conlar
as qualro especies solirivelmente. A aula nao ser
visitada de nuile, e por isso estariio os alumnos livres
do vexamc que Ibes causa a presenta dos visilanles
Vterfl 32 n. 48.
Furlaram no dia 17 de abril de 18Vi, do lugar
Calende, no rancho do Sr. Jos Ignacio, 2 cavados,
1 ruco quasi rodado, e outro caslauho, ambos baixos,
porcino ruco mais baixo pouco, ambos calcados dos
pese milos de pelo, c o caslanho com um sehhI
branco pequeo na testa, ambos carregadores baixos
e passeiros, sendo o ruco mudo mais que o caslanho,
o caslauho ferido as coslcllas, e quadriz relados da
cangalha, o ruco mais gordo do que o caslanho, sen-
do o ferro do mesmo no quarlo direilo e no queixo :
quem os lomar ou dedos der noticia a Duarle Dias,
ou ao padre Jos Xavier Mendes titncalvas. dono
dos mesmos cavados e capel Lo do lugar, ou no Re-
cife, ra de Aguas-Verdes n. 92,Jser gratificado.
Aluga-se um grande silio com casa de vivenda
de pedra e cal, estribara para 4 cavados, cncheira,
um erande poco com dous tanques cun cubera de
qualro aguas, silo na eslrada do Parnameirim, com
parte de frente para a eslrada principal ; adverliu-
doque se alugara enm preferencia a pessoa que se
quizer encarrezar a tratar bem do silio e das casas, e
igualmenle se far negocio por venda : quem pre-
tender qualquer desles negocios, procure na taberna
do Veras n. 15, na Boa-Visla.
O procurador dos feitos da fazeuda nacional
manda convidar aos devedores do imposto sobre ca-
sas de movis etc., fabricados em paiz eslranseiro,
relativo aoexercicio de 185:1 e 1851, u vircm pagar
seus debilos deulro de 8 dias mprorogaveis, sol) pe-
na de se proceder a cobranca judicialmente, deven-
do os mesmos devedores drigirem-se a casa do dito
Sr. procurador dos feitos, no caes do Ramos, afim de
recebercm all a guia do reculhimciito. Recife 21 de
abril de 1855.O solicitador,
Joauqim Iheodoro Alces.
Precisa-se de urna ama que saiba coziubar, en-
gommar e fazer lodo o mais servico interno de casa :
uo paleo do Terco u. if.
O abaixo assignado, proprielario das casas da
ra do AragAo n. 37, ra Direita n. (15, e consenhor
dos sobrados da ra Direita n. 88, e ra do Queima-
do n. 34, faz scientc aos Srs. inquilinos das respec-
tivas rasas que lem constituido nesta cidade seu
procurador ao Sr. Miguel Jos de Almeida Per-
uambuco, e revogado as procuracOes dos Srs. Jos
llygiuo de Miranda e Manoel Florencio Alves'de
Moraes, para que os mesmos Srs. inquilinos ou mo-
radores, saibam com quem deverilo tratar, e pagar
os respectivos alugucis. Recife 30 de marco de 1855.
Joaquim Teixcira Peixoto de Abreu Lima.
\rrcnda-sc o milito conhecido silio do Cajuei-
ro, com urna das melhores rasas de vivenda, grande
viveiro, baixa para capim, mudos arvorodos de
Inicio, ptimo banho, cocheira, casa de pretns, etc.
etc., por preco commodo : quem o pretender, diri-
ja-se ao mesmo silio, que achara com quem Iralar.
Nu mesmo aluga-se uina casa por anuo ou por me-
zes.
A praca cm que se haviam de arrematar os
lieos penhurados por execuro da fazeuda nacional
contra seus devedores, e declarados pelo auuuiicio
inserto no Dialio de 19, 20 e 21 do crrente, lirn
transferida para o dia 25 do mesmo, no lugar e hora
do costume. Recite 23 de abril de 1855.O solici-
tador do juizo, Joaquim Theodoro Altes.
Aluga-se ama ama de leile, forra ou escrava:
quem pretender, dirija-se ao pateo do Carmo, sobra-
do n. 9.
Precisa-se permutar o aluguel do sitio dos 1
lees, na Soledade, pelo o de urna casa de 2 anda-
res, nos bairros deSaulo Antonio ou Doa-Vista, que
tenha as conimodidades necessarias para lamida nao
pequea : quem este negocio desejar faztr, dirija-se
ao dilo silio a qualquer horado dia, que achara com
quem Iralar. A
Na ra do Queimado n. 20, exisle umanrla
Nimia do Rio de Janeiro para os Srs. Lupes & Ri-
beiro
Perdcu-se desde a groja da Corpo Saulo al a
ra do Livrameulo, urnas chaves amarradas cm um
anuol : quem as levar a ra da Cadeia do Recife n.
36, sera bem recompensado.
Pracisa-sede urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ra da Cruz do Recife n. 18, primeiro
andar.
Aluga-se urna prela moja para o servico de ca-
sa de pouca familia, cozinha, engoinina liso.'o faz as
compras na roa, e declarare que nao se aluga para
vender, s sim para casa : oa ra Nova n. 40.
COMPRAS.
Compram-se patacoes braaileiroa c hospa-
nhes : na ra da Cadeia do Uecife n. 51, loja.
-- Compram-se os as. 1 a ti, e de II cm dianle
do jornal Castalia Brasileira; quem tiver aniiuii-
cie.
Compra-se urna negra que saiba perfeilamentc
engommar : na ra da Praia n. 2<.
Compram-se 3 casas terreas : ua ra do Collc-
gio n. 'J.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 25 anuos, lauto para a proviucia como para fra"
na.ra Direita n. 66.
Compra-se ama casa terrea, que teja pequea
e tenha quintal e cacimba : quem liver para ven-
der, dirija-se a ra Dircila n. 32, primeiro andar.
Compram-sc escravos de ambos os sexos, de 12
a 30 anuos : Da ra do l.ivrameulo n. 4.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de
idade de 12a 30 anuos, lano para a provincia como
para fura della : na ra do Ringcl n. 71, scguudo
andar.
Compram-se 12 radeiras.l sof, 1 guarda roupa.
I carlcira Brande de uina face ; ludo em bom uso :
na ruado Cahug n.7, loja de ourives se dir quem
quer.
VENDAS.
AUIANAk PARA l&SS.
Salitram a bizas lblliinbas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentdo, contendo
00paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana ii. G e 8 da piara da Indepen-
dencia.
atte\<;ao .
\ ende-se una ptima escrava. de idade 35 annos,
a qual engomma, cozinha, lava e vende na ra :
quem pretender, dirija-se ra Direita n. 7(.
No paleo do Carmo n. 1, vende-se urna cscra-
crioula, de idade de 2i a 25 anuos, propria har
todo o aervifo.
r- Vende-se ou aluga-se um silio no lugar deno-
minado Paniameirim, confime ao silio do cirur-
giao Manoel Joaquim: a ualar rnju Anlonio Au-
gusto da louscca, na ra do Trapiche, armazens n.
Vendcm-sc 3 negras de mudo bonitas ligaras,
e mudo mocas, e una com lodas as habilidades e
mono boa engoromadeira': na na do Livraroenlo
Vende-se urna escrava crioula, com idade de
oannos, sem vicio, garantc-se : na ra do Raugc
n. 11, segundo andar.
Vende-se nina taberna
com pomos fundos, bem afreguezada, pTopria p
um principiaiilc : a tratar na mesma com o done.
OBI
Vende-fe superior farinha de mandioca de
Santa Calbanna : a Iralar no cscriplorio da ra da
Cruz ii. 19, com Isac Curio & C.
Vende-se arroz do Maraiih.io mnilo superior, e
saceos de alqueirede feijao mul.ilinho muilo novo c
por prec,o mudo commodo: ou caes da alfandeea
n. 3.
0 3 A,
confronleno Rosario de Sanio Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que receben marmelada muilo no-
va, e mais diversos nhjeclos de Lisboa,

Vende-se urna carroca em bom uso, rom bois
muilo bous, mansos e gordos : alraz da matriz da
Boa-Vista n. 13.
Vonde-se um oseravo ja velho, mui|o bom para
algum ensenhn nu algum sitio, para o que Inn gran-
de prahea de planlarocs e he muilo liel : na ra do
Neftaeira n. 39. Na mesma casa vendem-i3iravea
de siiupira com O palmos cada urna, c (i dilas com
25, senon eslaa madeiras mudo novas.
PEGHINCHA SO' Ni RA DO
CRESPO 1?.
Hicas cobcrlas de chita de urna largura, pelo bara-
liaaimo proco de 2>500 cada una, chales de Inuquim
lOcOtH), dilos minias mais fazendas baratas; a ellas, que se estilo
acabando.
Vende-se una escrava de nacilo, de idade 25
anuos : na rua Dircila n. 3.
Vende-se um forte piano do Jacaranda, muilo
bom, por mdico prego : na rua do Crespo n. 10.
Cambraiaa I.s600.
Vcndem-se pocas de cmbrala de cores, propriaa
para corliuados e mosqiieleiros a 19600 cada peca :
ua loja do portas, na rua do Oueimadu n. 10.
Vendem-se '2 bous escravos, moros e sadios, e
um mnlcquinho : ua rua da Assump^ao, junio ao
nicho do INoia, casa n. 50.
Sedas de cores.
Na loja ile 1 porlas, na rua do Queimado n. 10,
ha para Tender um rnrtiplelo sortimento de corles
de vestido ile seda de cores, superior qualidade c
costos modernos, que se vendein por preco mudo
commodo.
AS PECHINCHAS DA CALI-
FORNIA ANDA NAO SE
ACARARAIS, CHEGDEH AO
PASSEIO PUBLICO N. 9
PARA SE INFORMAR.
Vendem-se pecas de ma-
dapolo a 500, %OO,
3,000 e 5,500 rs., pe^as
de a.o-odao a 800, 1,000,
1,280, 1,000 e 2,000 rs.,
em va ras a 100 rs., a el-
las que destas fortunas
apparecem poucas.
NA LOJA DE 6 PORTAS
em frente do Livramento.
rnz
ii Brunn Praeger&C, tem paraTg
p vender cm sua casa, rua da Cruz
| n. U).
:| Lonas da Uussia.
J^ Cbampajjne.
M Instrumentos para msica.
p Oleados para mesa.
| Charutos de Ha van a verdadeiros.
S Cerveja Hamburgueza.
g^ Oomma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Na 'undicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua. do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de.Matinlia ha' sempre
um grande sortimento de taiebas tanto
de fabrica nacional como- estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, penuenas,
razas, e fundas ; e em arabos os logares
eMStem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despe/.a. O
precos sao' os mais commodos.
O dono desta loja acaba de ebegar da Europa, e
querendo acabar com mudos retadlos, que encon-
Irou na dila loja, para surlir de fazendas novas,
riMilveii vende-loa por precos muilo baratos, sendo
a diubeiro vista, para nilo ser dous prejuizos :
chitas de bom panno e bonitas a meia palara, nove
vintcns e dona lusloes, linas ; madapolao a solo
vintn*, meia pataca, nove vinlens c dous lusloes ;
curtesde cambraia de tres babados a dous mil rcis ;
lencos brancos e piulados, para mao de senhora,
a meia pataca ; riscados e panno oscuro, proprio
para ronpa de escravos, a meia pataca ; riscadinhoa
de Idilio para jaquelas c palitos, a doze violes : e
outros mudos reatos, que quer acabar e que
visla da fazeuda o o preco convida a comprar para
a rua Imperial n i~ "Te*,ir nma lamllia com pooco diobeiro. Aprovei-
- r^ toin nrc'.iiio. no P peehhwha ...<-:.iv.i ..^.\ ij.,
esta aberla das (i horas da manhaa al as llfl noi-
le, para assim oll'erecer commodo a qualquer dona
de casa a vir cscolher o que pieeisar.
Vende-se muilo bom peixc dcCamorimpim
cm salmoura : na rua do (Jucimado, loja a. H.
No alcrroita Boa-Vista n. 12, taberna que foi
do .Maia, esquina do becco dos l'erreiros, vendem-
se presuntos e cinturicas altimamenle ebeaadaa de
Lisboa, pelo baralissimo preco de iOU rs.a libra, pa-
ra ultimar conlas.
fj da mellior qualidade: vende-se
|| em casa deBrunn Praeger&C,, rua
^ da Cruz n. 10.
RELOGIOS DE ALGIBEIRA
IngletM de patente : vendem-se a prejo muilo com-
modo, no armaxem de Uarroca & Castro, rua da
Cadeia do itecife n. .
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se para vender araa
dos (aferr de --"i qualidade.
CHABMA'S.,
Compendio de Pliilosopbia por Cbar-
ma's: na livraria n. (i e 8 da piara da
Independencia.
Vende-se um sobrado em Olinda, na rua de S.
Itenlo, o qual lem bstanles commodos, c um terre-
no que se pode edificar oulra casa : a pessoa que o
pretender, dirija-se em Olinda botica do Sr. lele
Soares Kaposo, rua do Amparo; no Recife ao Sr.
Joo Rodrigues de Miranda, na rua August.
Loja de miudezas do Pinlio, em frente do
Lirra ment.
Acaba de chesar aeslcsorlido eslabelecimenlo pe-
los ltimos navios da Europa, boas e finas estampas
de inaior parle das sautas e sanios, Invocacocs de
Nosso Senhor e Nossa Senhora. tercos de conlas en-
crasados cm rame, assim como anda lem alcuns
crucixos para oratorios cm maior e menor frma-
lo, ludo se Iroca como de coslumo, por pouco di-
nheiro. Na mesma loja se vende pomada do Porto,
piules de chifre para alisar, aloes e rendas doura-
das para armadores, pelo proco de primeira mao.
BARATO VENHAM VER.
Corles de casemira de cor, a 3(300 o corle.
Riscado francez com quadros a 20 o covado,
Cambraia franceza, a .VXI a vara.
Mclpomcnc de lia, > (i(K( o covado.
Coberloret de algodlo grandes I5HK)
Chilas francezas finas 240 o covado.
na rua do-Qneimado n. 3S, cm frente do becco da
Congregarlo : dao-so amoslras deisando pcuhor.j
Em casa de l'o\ Brolhcrs rua da Cadeia n. 62,
vende-se o seguate :
Lonas largas e eatreUaa.
I.inhade carrilel de 2011 jardas, n. If a 150.
! das de laa de 20 jardas.
CordAo para vestido do ns. SO, 90, 100, 110 e 120.
ludo por preco commodo.
Cerco de Sebastopol.
. Vende-se superior vinho verde a :l2t)rs. a garrafa,
o mellior que lem viudo a esto mercado, e adverlc-
se que he a dinbeiro t visla : na rua da Sentada
Velha n. 101, taberna de M. Jos Comes Braga.
CASEMIUAS A S$f00 e ItollOO O CORTE.
> loja de Cuimaraea \ Ueiiriques, rua do Cres-
po u. 5, veudem-se cortes de caeinra ingleza, pel
liaratissimo preco de 25l00e I1-500 cada um.
Vcndc-scum cxcelleule escrnvo, moro,de per-
feila saude c sem vicio algum : na rua do Cabuga
n. 16, segundo andar.
Vende-se um e.ilniolet-americano
de t todas, muito commodo, com c-
brela e arreios para um eavallo eeni per-
feito estado por (Ofl.sOOO rs.; na rua do
Trapichen. AO, segundo andar.
DEPOSITO DO CHOCOLATE FIVG1E-
NICO DA FADRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e hygieni-
cas: vende-se ein casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-lino.
uperior..
iuo. .
800
640
500
lil).
vento
regar horlas e baia,
Moinhos de
"om bomba silo repino para .
decapim.nafunuicaOdeD. W. Bowman : na rua'
do Brum ns. 6, 8 c 10.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento cm barricas e a reta-
lbo, 110 arma/em da ru da Cadeia de Santo Anlo-
nio de malcraos por proco mais cm conta.
COBERTORES ESGROS E
BRANCOS.
Na rua do Crospo.loja da esquina que folla para a
cadeia, vendem-se cobertores escuros, proprios para
escravos, a, 720, dilos grandes, bem cucorpados, a
1-5JK0, dilos blancos a 1;200, ditos com pello mi-
ando os de lia a 13280, ditos de laa a 28100 cada
um.
C@S3?:tt9:tsMMM**]tMHl
1 PALITOS FRANCEZES. I
iS Vendem-se palitos e sobreciisacos frmicezes
do panno lino prelo e de cores a ISgOOO is., ."
K dilos de inclino -elim a 128000 rs., dilos de 15
j-: lioinlia/.iin a 103000 rs., dilos de alpara a S
'.''. s-'KiO is.. ludo da ultima moda: na rua No- ;:;
va n. i. ;
-3fiife-SaS.-a>^
Veudem-sc na rua da Cadeia do Recifojoja de
ferragons n. 53, saccas com gomma mudo fina, por
prrro commodo.
TA.VEZ ADMIBBH-SE, MAS HE O y CE HE.
Vcndem-se charutos de Uavaoa a 38000 a caia :
na rua Direita, loja n. 13.
SARJA PRETA E SETIM
MACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. (i, vende-se superior
sarja despatillla, mudo larga, pelo diminuto preco
de 28300 e 2;G00 o covado, selim mico a 25800*c
38200 o covado. panno prelo de 35000, 4o000, 58000
e fcOOO o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, ein saccas que tem umalqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. T>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e 110 rma/.em defronte da f orta da
alfandega, ou a tratar no cscriplorio de
Novaes A C., na rua do Trapiche n. IV,
primeiro andar.
proprio m
Vcnde-se superior comento em barricas -r.in I,. ;
amia como laanbem vendem-se as linas: alraz de
lliealro, .irinazcn de Joaqun Lopes de Almeida.
Riscado de Iisti as de cores,
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Veude-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 lia para vender exccl-'
lentes pianos viudos ltimamente de llam-
burgo.
A 1<000, 2s500 e 5,s000.
Vende-se mclpomenc de duas largura* com qua-
dros achamalolados para vestidos de senhora a 18 o
covado ; sciim pelo Marao, excedente para vesti-
dos a 28 o covado; lencos de rambraia de linho fi-
nos bordados e hicos pela heira a.53 cada um ; cam-
braia de linho fina a 5o a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo preco : na rua da Cadeia
do Uecife loja da esquina 11. "><>.
Com pequeo toque de avaria.
Petas de madapeiie largo a 28500 e 38000 ; pec,as
o al.odao/inho a lj2H0, Idilio e 28000; muilo lar-,
picoiii 20 v iras a 2-VH) e 3IJO00: na rua do Crespo
loja da esquina que volta para a cadeia.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alfandega, e para por-
gues a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. I*.'
M)\( I SOKl'IMl-NTO DE COIIEHIOUES DE TO-
DAS AS OXAI.IDADES.
Couerlorcs oscuros a 720 rs dilos grandes a l>_00
rs., dilos brancos .le algodilu de pello e sem elle, a
DlitacJo dos de papa, a lo200 rs. : na loja da rua
do Crespo n. 6.
CEM\T0 ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, ebegadn agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : alraz do theatro, arma-
zem de lahoas de pinbo.
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, asquaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embaream-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SRS. DE ENGENHO.
COM PEQUEO TOIIIE DE AVARIA.
Ilaeta enramada e amarclla a 500 rs. o covado :
na roa do Crespo loja da esquina, que volta para a
Cadeia.
Na rua do Trapiche n. 16, cscriplorio
de liiandera Brandis&C-, vende-se por
piceos razoaveis.
Lonas, a iniitacao das du Uussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores emcaixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaeo e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de ti It17.es de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiadc de zinco muito superior ao al-
vaiade eommum, com o competente seo-
Cante.
Vendem-se em casa de S. P. Job lis-
tn & C., na rua de Scnzala Nova n. 42.
Sel litis inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de.montaria.
Candieirose casticaes bronzeados. 1
Chumbo em leneol, barra c munieao^
Farello de Lisboa.
Lonas inglc/.as.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vende-se um mualo claro, de 18 annos. sapa-
leiro. proprio para boliciro, sem vicio algum, boa
lisura, na rua do Collogio n. lli 3. andar.
Na rua do Vinario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-se farclo novo, ebegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
POTASSA BRAS1LEIRA. (%
Vcnde-se superior potassa, fa* (^
bricada no Hio de Janeiro, cBr^s
gada ccentemente, recommen- ^
da-se aos senhores de engenhos os 2J
seus bons ell'eitos ja' experifnert- w
r alos: na rua da Cruza. 20, ai- W
mazem de L. Leconte Feron cV &
Companhia. Q
vcnde-se escolenle laboado de pinbo, recen
lmenlo cheaado da America : na rui de Apollo
trapicho do Ferrcira. a ontender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vaatagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Cluistao.
Sabio a luz a 2.a edirao do livrinho denominado
Devoto Chrishlo.mais correcto e acrcscenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 0 e 8 da praca da In-
dependencia a 010 rs. cada etemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz. o novo Mea de Alaria, adoptado pelos
revereudissimos padrCs capiichinhos de N. S. da Te-
nha desla cidade, augmentado com a noveua da Se-
ubora da Coneeicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se uuicamonle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a IjjOOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpiciro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menlc ebegados, de evccllcnles vozes, e presos com-
modos em rasa de N. O. Bieber A. Companhia, rua
da Crua n. 4.
'A
i

Vende-se vinho de Lisboa, em pipas
e barris de quarto, pelo baratissimo pre-
co de 48*000 rs. o barril, assim, como
se retalha a 2*000 em caada, c a 280
rs. a garrafa : na praca do Corno Santo
armazem n. 4, junto a loja de tunileiro.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica dear-
Ibolomeu rraucisco de Soua, na rua larga do Rosa-
rio n. JG ; garrafas grandes5>5O0 e pequeas35)000.
IMPRTAME PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlisica em lodos os seus diderenles
gmos, quer motivada por conslipaees,, tosse, asih-
ma. plruriz. escarns de sangue, dr de costados e
pedo, p.ilpiiacao no coradlo, coqueluche, bfoncbile
dr una garganta, e lodas as molestias dos orgao* pul-
monares.
Em casa de Timm Momsen& Vinas-
sa, praeado Corpo Santo S. 15, ha para
vender :
L'm sortimento completo de livros em
branco de Hamburgo.
Lonas da Bussia de superior qualidade e
por preco muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de diflerentcs qualidades.
Absinthe ccherry cordeal de superior qua
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada
Faure pere & lils.
Chotxilate francez.
Pianos verticaes e horizontaes.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENG
NIIEIKO DAVID W. BOWN1AN. iA
RUA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechaoismos proprios para engennoa. a sa-
lier : moendas e meias moendas da mais moderna
roiislriiocao ; laivas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodos ..s lamanhos ; rodas
neniadas para agua ou animaes, de lodas aa propor-
ooes ; cr.vos c boceas de fornalhae registros de bo-
oiro, aguilhoes, brome, parausos c cavilboe, moi-
nlio de mandioca, etc., ele.
NA MESMA FUND1CA O.
scexeculam lodas as encommendas com a superio-
ri.lade ja conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
LIPDO SORTIMENTO DE CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos' Joaquim
Moreira, ha um bello sortimento de cal-
jado (tara senhora, que pela sua qualida-
de e preco muito deve agradar as senlio-
ras, amigas do bom e barato : os precos
sao os sejjuintes, ja' se sabe, a dinhero
sem disconto.
Sapatos de couro de lustre. l.sfiOO
Borzeguins com salto para qenhora. S500
Ditos tollos gaspeados tambem com salto
para senhora. ^.,00
Sapatos de cordavao de muito boa quali-
dade. 1^000
Vestidos a 2,^00o.
Conlinuam.se a vender corles de vestido de chita
tara franec/a, cores Ihas, a 2W0 cada um : na
loja de 1 perlas, na rua do Queimado n. 10.
Vende-se urna balanca romtna com lodos o.
seus pcrlcnces.em bom dso e de -2,0TW libia : quem
pretender, dirija-se a rna da Cra, armazem n. 4.
Cera de carnauba do Ariscaty e Assu.
\ ende-se por menos preco que cm b'utra qualquer
parle, no armazem de IrommeosHodrigues Andra-
de <5 Companhia, ra da Cruz n. 19.
Fino e Foiei.
Na rua do Amonm n. 39, armazem de Manoel doa
Sanios Pinto, ha muilo superior fumo em folha de
todas as qualidades, para fazer charutos, por preco
ommodo. *
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vcnde-se bnm francez de quadros a 640 a vara.
dito a 900 rs., dilo a 1JQ80, riscado de lislras de cor,
proprio para o momo fim a 160 o covado : na roas
do Crespo n. 6.
Vendem-se presuntos superiores, baratos, para
hambre, lulas com bolaehinhas soda e inglea, mar-
melada nova em lalinhas pequeas, lalai com 10 fi-
bras de manteiga fina, muito nova, vinho do Porto
engarrafado, o mais superior: na rua da Cruz do
Kecifc n. 46.
FEIJAO HMTim.
INa rua do Amonm n. :19, armazem de Manoel
dos Sanios Pinlo, ha muilo' superior feijao ruulali-
nbo em saccas, por pre;o commodo.
Vende-se rail lio muilo novo a granel, e fei-
jao muiatinliu muilo novo ein saccas de alqueire por
preco commodo: ,i bordo da barcada Feliz Venir*.
tundeada na rampa.do Ramos.
No armazem da Iravessa da Madre de Dos n
0, de Joaquim Pinheiro Jacmne, vende-se feijao mu-
lalinhu em saccas grande, por preco muilo com-
modo. ,
V endem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C,. rua da
Cruza. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se om cabriole! com robera eos com-
petentes arreios para um cavado, lodo quasi novo
para ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr
Miguel Seaeiro. o para Iralar uo Itecife rua do Trapi-
che u. I i, primeiro andar.
vinho de cham-
iraqua-
Deposito
pagne Chateau-Ay, pri
lidade, ele propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o mellior
de toda a Champagne, vende-se
a ."i.S'OOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron St Companhia. N.
W B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os To-
ntillos das garrafas sao azues. SL
$ @ fs@l#
Potassa.
No anligo deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criploriu n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Uussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para lechar coulas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, Ion a
venda a superior flanella para forro de sellius che-
cada recentemenlc da America.
Vendem-se no armazem o. 60, da rua da Ca-
deia do Hecife, de Henry (ihson, os mais su pe co-
re relogios fabricados em Inglaterra, por pre<;e*
mdicos.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
. ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GBATIFrCACAo""""
Desapparcceu no dia 6 derfezembro do anno pro-
iiino passado. Benedicta, de 14 auno de idade, ves-
la, rr acabildada ; levou um vestjdo de chita cum
lislrss rr de rosa e de caf, e oulro tambem de chi-
ta branco com palmas, un lenco amaiello no pesce-
0 ja desbolada: quem n apprehender coudiiza-a
Apipucos, no tlileiro, em casa de JoAo Leile de Aze-
vedo, ou no Hecife, na praca do Corpo Saulo o. 17,
que receber a gralificaja cima.
CEM MIL RES DE GRATIFICA CAO'.
Desapparcceu no dia 8 de setembro de 1854 o ea-
cravn, rrioulo, de neme Antonio, cor fula, represen-
la ter ,'t0 a 3.5 annos, pooco mais ou, menos, lie mui-
to ladino, cosluma trocar o Dome e intilular-se forro,
e quando se vi perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Anlonio Jos de Sanl'Anna, morador no
engenho Caite, da comarca de Sanio Anlao, do po-
der de quem desapparcceu ; e sendo capturado e re-
colhido a cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de agosto, foi ahi embargado por exe-
cuc.odeJos Das da Silva Coimartes, e ltima-
mente arrematado cm prac,a publica do joiio da e-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mei, pelo
abaixo assignado. Os jignaes|sJo os seguinles : ida-
de 30 a 35 annos, estatura regulaf, cabellos prelo e
carapiihadns, edr amulatada,' olhos escuros, nariz
grande e grosso, beicos grossos, o semblante fechado, .
bem barbado, tom todos o deoles na frente ; roga-
se a autoridades policiaes, rapiOes decampo e pes-
soas particulares, o appreheudam e maadeni nesta
praca do Recife, ua rua larga do Rosario n. 24, que
receber a graiilicac.no cima, e protesta contra quem
o livor occullo.Manoel de Almeida Lopes.
Dosappareceu no dia 2 do crrenle, do enge-
nho l'agilinga, um escravo. crioulo, de nome Ho-
rencio, com trinla annos de idade, pouco mai; oa
menos, lendo os siguaes seguinles : bstanle |re-
to, estatura regular, barbado, cara descarnada, am
pouco denlof o, olhos .ipilombados urna cicalrix na
guela e oulra na barriga, nenias fin*, pes torios que
mostram ler sido cambados, denles podres e falla de
alguiis na frenlc, e Talla alcm disso um pouco alra-
vessado ; descona-se qae seguisse ao termo de Na-
zarelh : roga-se a qualquer pessoa, que apprehrn-
de-lo, leve-o ao referido engenho, que ser bem
recompensado.
Desapparcceu da rua larga do Rosario n. 12,
o escravo Vicente, pardo, alto, barbado, olhos gran-
des, rom urna pequea cicatriz uo roslo, he sapalei-
o, anda de cale r. jaquela, calcado, c diz-se forro,
rahalhou na rua Direita e no aterro da Boa-Visla,
c consta qoc anda freqoenlemenle em Beberil o :
quem o apprehender e entregar na dita casa, sera
recompensado.
Dosappareceu do poder do abaiio assignado im
seu escravo, com os siguaes seguinles: cabra bem re- '
tinto, cabelles corridos, odio grande, eom fallado
alsuns denles na frente, mas nito lantes que pa/oca
desdentado, alio, bem proporcionado, e de bonita 'fi-
gura, quando principia a fallar parece ler dillicul-
dade ou pregoica de pronunciar as palavras, cosa-
nla Irazer a vista baixa e he morosa em seus movi-
mentos. po(u que n.lo Ihe falla agilidade, chamase
Ignacio, lem de 25 a 30 annos de ida.lt, e be natural
de Sobral, prfjincia do Cear, donde veio ha 3 an-
nos para esta cidade. Recife 2:1 de abril de 1855.
Bettto Jos Fernando Barro*.
PERN. TYP. DE M. F. DE FAMA. 1855.


MUTILADO
V


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