Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00964


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Full Text
AMO XXXI. N. 93.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
DIARIO
SEGUNDA FE1RA 23 DE ABRILDE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripta.
NMM
EXCVItllEt.ADOS DA SCBSCRIPg.Vth
liento, o prnprictorio M. 1". de Faria ; Kio neiro. Sr. Joan Pereira Martina ; ll.ihia, u Sr. I).
Duprad ; Macen., o Sr. Jo i<|uiin Bernarda de Men-
4 ima ; l'araluha, o Sr. Gervasio Virlor da Nalivi-
dade ; .Natal, o Sr. Juaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Arn-aly, o Sr. Amonio .le l.em.is Braga; Ceara, o Sr.
Sirti-uno Augusto llorgc; Maranhflo, o Sr. Joa-
qmn Marques Rodrigues ; l'iauliy, o Sr. Domingos
llrrciilano Aciviles Pessoa Cearenre ; 1'aY, oSr. Jus-
lin.i J. Kamos ; Amazonas, o Sr. Jcronymoda Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1$.
Pars, 3io a 3,'>0 rs. por 1 f.
Lisbo,a, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de re bale.
AcQoes do banco iO 0/0 de premio.
> da companhia de Beberibe ao par,
da companhia de seguros ao par.
Discomo de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas' .
Modas de GP400 velhas.
de 65400 novas.
do JUTOO. .
Prata.Patacoesbrasiieiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
299000
GJOOO
ItSOOO
95000
1'J-0
1940
15860

"
PARTIDA DOS COllREIOS.
linda, todos os dias.
Caruar, Bor.iio c Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, lioa-Yista, ExeOoricury.a i;ic2S.
Goianna e Parahiba, secundase sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PMvValAIt M HOJE.
Hrimeiraas 10 horas e 6 minutos da manha.
Segunda s 1q horas e 30 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commctcio, segundasequinlas-feiras.
Relacao, toicas-tairas e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varadocivel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
PARTE 0FTICI4L.
COMMANDO DAS ARMAS.
9iMlll^o Pinnb.co ctdade do Recito, ero 21 de
abril de 1855.
ORDEM IH) DIA N. 3*.
O marechal de campo rommandauto das armas loni
a satistarflo de Iranscrever na prsenle ordem do ilia.
o aviso ilo ministerio dos negocios da guerra de 29
le marro ultimo. |ielo qual liuiive por liem S. M. o
Imperador, mandar que fosse louva.la cm sen iinpc-
rial notne. a maneira porque o Sr. coronel Manuel
alanii lavares desempenhoii a rommissflo de com-
mandante das armas desla provincia.
O mesmo marcchal de campo declara par os fins
convenientes, que por decreto de :l do iljto mezde
marco, foi nome.ulo inslrorlor da t. classe da esco-
la He applicacao do everrilo. o Sr. capitn do 1." ha-
tathSo de arlilharia a p Joflo (".irlos de Villagran
Cabrita, e q-je em virludeda imperial rosolucflode
21 lambem Ha marco, tomada sobre consulla do con-
*ethn supremo militar, foram reformados os Sr. ca-
pilfle* do 10. halalhao de infanlaiia Manoel Clima-
co He S'ivas Cardnzo e Benevenulo de SnuzaMari-
nlm, ambos no pesio de major com o sold de capi-
tn pela tabella do t.He dezemhro de 1811, na ron-
formidadedo artigo 9.. S 1. da tai n.Ct de 18 de
agosto de 18.')2.o que ludo eonslou de eommunicacan
odirial Ha picsidencia dcsta provincia aiilc-hontam
datada, com referencia aos avisos da repartirn dos
negocio da guerra ce :t do mdanle nez de abril.
.irisoRio de Janeiro.Minislerio dos negocies da
guerra em 29 He uiareo de I8.">.lllm. e Evm. Sr.
^. M. o Imperador ha por bem determinar, que
ao coronel Manuel Muir. Tavares louvc V.Evc.
em sea imperial nome a maneira porque desempe-
nhou nessa provincia a eommissao de rommandaiile
das arma-. O que communico a V. Exc. para seu
ronliccimenlo e eaecueflo.
Dos guarde V. Exc.Pedro de Alcntara Bcl-
legarde. Sr. presidente da provincia de l'erjiambuco.
' los Joaquim Colho.
Conferme.Candido Leal Ferreira, ajudanle do
orden* encarregado do drtallic.
EXTERIOR.
AS INTENCO ES DO BRASIL.
Bueno.- \\ros. lj de marco.de 1855.
No no-so ultimo artigo prumelleinos ronliniiar
eslabelecen.lo todos que demonstren) a deducan l-
gica que se podo fazer das iulencoe* do Brasil na
ques'flo que se agita com o Paraguav.
Nada be mais sagrado c difflcil do que sondar
as inlcncoes dos homens; mas quaudo estes -n.nao
encapotan) sob o maulo da ma fe ou da perfidia,
a lareta uao se loma lilo penosa, sohreludo quau-
do ella se basca em fados que sao do dominio pu-
blico. '
A allitude imponenle lomada pelo Brasil, e a
internacao da sua numerosa esquadra as aguas
de Paran, Ibe mereceram o nome de cunquis-
. lador. ^
l.ogo. em nosso* primeiro* arligos combalemos
essa asserran, porque nos parece luteirameiite gra-
tuita. O Brasil asse: s VV e a -na rcenle ron-
dada o esla prevalido, que n.io vai ao I'araguav*
na inlenco de tingir com sanguc os feriis cam-
palidessa joven repblica, l'or que motivo mo o
rimmii /
Nao silo sullicieiiles, a noaw modo de v.cr. cssas
allirm.itivas arrogantes que pe em duviila a boa fe
do governo impcnaWeujo proeedimeuto para com-
oacv lem sido da lia lempos a eU ^wle .ligno ao
menos de mn teslemunlii- sincero de gralidao.
He preciso provar com tactos o que e diz : (ra-
lirenius pois mis mesmos de dar o exemplo, co-
mecando por eslabeleccr um parallelo entre os dous
naiies.
Todava, para Iriumphar das preoecupacoes que os
detigiiius do Brasil para com o Paraguav inspiram,
. be iiecessariociinlemplar nAo sii cerlus factos proemi-
nenles, mas lamben) o inleresscs que dominam no
goveruo do um e de mitro Estado.
N io nos constituimos pauegeristas da curie impe-
rial; e o nosso carcter republicano nSo se confor-
ma com c de corlezlo; porcm renunciaramos a
lodo o isli.ic(odo equidade se nodeduzissemos do
parallelo enlre ambos os paizes urna predileccao
para com a polica brasileira, tilo desfigurada por
alunus.
O Brasil aindaque Icnba um rgimen monarchico,
encerra em sua coiisliluirAo principios efteoeial-
tnenle democrticos. O syslema represenlalivo nflo
,. be all una mentira, c siipposto que o senado seja
vitalicio, as provincias loinun parte directa na elei-
cJo para aquelle corpo conservador.
O ministerio lem urna responsabilidadc rffeetiva,
eos seus memhros san geralinente escolbidos d'eolre
amaioria parlamentar, comonm tributo do Impera-
dor a opiniilu. Com islo, p.rm, nao he nosso fim
analwor o mecanismo de um imperio lo vasto. He
bstanle dizer quo as suas iiisliluirrs asseguram aos
BTasileiros as garantas de que pndenam gozar as
repnblicas mais livres.
O coinmercio do Brasii, que desde a poca colonial
renovava o esplendor da cora de Portugal, be
boje o ervo de urna potencia que se eslendo desde
a provimidade do Eqifador at as cimsUllan.es mais
puras da lona temperada.
O Brasil consla de > provincias, que se enrique-
cen pelo Iralico inieriin, c por sua coramanicao
cummcrcial com lodo o universo.
A arles e as sciencias parece que buscam o seus
roroioso> bosques de palmeiras, su is monlanlias e
satas ilhas pcrreilamente verdes, para plantaren) no
meio .los unslriioi de urna nalurea virgem um ru-
niaiili o pa ilb.in para seu cilio.
f>> ludo convida all a ssas pacificas victorias do es-
pirito Iiuman..: e observar o vo magestoso das ideas
atessa rcgiao afortunada, revive a desmatada fe sobre
o de.diiios do novo mundo.
Por lien, uiu soberano dolado de urna inlclligeiicia
lao elevada como seu coracau, slenla uo llirono c
a flor da moci.lade o amor pliilosophico a liberdade
a tabedoria.
.0 Paraguav aprsenla o reverso desle quadro.
.Vio he parin nosso lim condemnar os bomeus que
bguraa na infancia daquclla repblica; mas se a sua
**>peroridade comparativa nSo nos sorprende, deve-
namos cumiado esperar menos vagareza no seu pr-
gresso depow da mni te do vellio dictador.
Tuda oonvidava e gabinete de AssumpcSo a orna
evpansjo frnc? das suas rclaces, cspe'cialmenle
com os seuscoiifiiiriles. ,
A principio parfebu romprenender essa necetsi-
dade da sua situar, geograpliica e moral, e amea-
ado o Paraguay pela vinganca ou pela ambico do
governo argentino d,ue Ihedispulava o titulo da sua
independencia, pretorio lanrar-se nos bracos do Im-
perador. "
Temos lido rrequenlesncrnsiocs de observar a leal-
dade c o empenlio ctini me o governo do Brasil guin
s pasaos de um govcniu Inexperto na senda cm que
* lanr-tva sem mais apoiu do que urna juslir;a abs-
traa, e a amisa.le do seu imperial visiuliu. Porm
razan leve par,, contar com o prestigio de urna alli-
anr u0 desinicrc-s,da e opporluna.
'ovemos illuslres sadaram o n iscimenlo He um
povci que paretia digno do lugar a que aspirava, i.or
seos breo, para emancipar-sc.
O Brasil >e prestJU desde |ORo a favorecer a rep-
blica nasceole. convencido de que nm bab.l magis-
trado tirana p..ne.ts, resollados de um paiz rico,
as virgem anida, que convidava o engento, do bo-
"" a ex|M.ir...;.o de t HtaBue| h.ueu^
Ma tardos) qu. opre-, lente Lpezcelebras nao: eccrla.nent,.qB a r,,,e/.a do
seu paiz, fngio ao compromisso esrriplo, em menos-
cabo dos clculos formados pelos limilrophes sobre
urna base mutuamente aceita.
Preferira o presidente Lpez vollar ,-to antigo
cosame de eslabeleccr sohreas fronlciras cssas guar-
nicoes permanculcs, que cumn lilulo de guardas, fa-
ziam o servir;., de muralias vivas, para impcdiremo
transito ? Sera a exerntricidade cliiue/.a compalivel
com as formulas republicanas ?
Tcri.i o mesmo Paraguay rendase recursos se nao
bouvesse livre qavegarao regulada sera rcsiriccao
que a drsalcnlassc '!
So um espirito obtuso poderia converler estas
questoes cm problemas; mas, drsgraradainenlc, pa-
rece que alcanc.iraiii essa honra, gracas s falsas no-
{oes que entorpecern) a marcha do governo p,ira-
guavo, e a. barreira inpcnelravel que a rno do aira-
se parece ter levantado entre aquella repblica e os
demais novns da ierra.
Nao pretendemos que no Paraguav se decida a
controversia entre o systcma proteccionista e o de
lvre permuta; mas os rudimentos mais claros da
economa publica, dcveraui ser as primissas de ma
adintnislrac.no prevideute.
Confessamiu que ao recordar o atrazo do Para-
guay, em cnsequeiicia desse obscurantismo, um
senlimento de amargura conlra os seus mandatarios
contrasta com a viva sympatha que dedicamos aos
seus valerosos liabilantes.
As rcclainaroes para a exeenrao do Iralado firma-
do pele mnislro llcllegarde nao arharam a devida
acquiescenria, ca frieza quesobreveio entre os ron-
Iratantcs augmcnlou com incidcnlrs ulteriores de
que o publico se acba bem inslriido.
Assim, quan.lo a diplomacia u3o linba oblidn se-
nilo desares mi decamaroes, e quando se nflo divi-
sava iieiihuin symploma de inudanca nessa conduela
obstinada, tejulgou cliegada a opporlunidade de urna
SeeSo imponente para terminar esla crise.
Tal he o motivo e o fim da evpedtoo que lanos
qucixumcs causnu, sem se calcular nema gravidade
das queivas nem a moderaco do offendido.
Todas asoperacocs da djvisflo naval conbecidasat
agora confirmamo juizu que formamos da abncgar;Ao
do Brasil, da pureza das suas inlencOes, c a despeilo
daquclles que s vn) nu-eiis siiiislr'as, perseveramos
em contar com uindcsrcchu pacifico das difliculdades
pndenles.
Para islo confiamos ainda na prudencia do gover-
no paraguayo, o qual al liojc longe de apagar o
fogo que alimenta a discordia, parece hav-lo aug-
mentado cada vez mais com o impulso de um amor
patrio milito mal entendido.
Nao se crea que ao apresentar estejnito, inien-
lamos criticar ao Paraguay o zelo que musir Icr
pela conservaco do seu territorio. Pelo cunlrario,
applaudimus essa qualidaxle inherenlc a lodos os
povos livres do glubo ; porcm se desojamos v-lo
afaslado do caminbn que ato boje lem Irilhado, he
porque leudo sido elle quem creou a situaeflo emba-
racosa em que agora se encoiitra. parere-nus razoa-
vel que a sua modrracao e prudencia, corlando o vo
aos inslinclos bellicnsos de que lem feilo alarde,
aplane o caminbo para relacoes amigareis, para a
Concordia.
E'sa conduela do gabinete da Assumpc.in mostra-
ra ao Brasil osseus ii.ms desejos para a'p". e des-
viara ao meSmo lempo as su-peilas alimentadas al
agora sobre as iilenfOrs da corle.
Se o governo do Paraguay insistir em SSUSVStenta
de insultos e Je reciimiuares, se em re de Indar
com calma as pn-poslasque Ihe siil.mellc o/>uviado
brasleiro. ostolllar una perseverauca quivlesea na
egaeo dos diroilos que diz ler para repcllir pela
torea a"Tn beesjteira, eniflo fcil ser comprelien-
der que, mallo2Ki.ro o exilo da navegarSo, o
rninpimeiilu das bosU*lades ser :un r.iro in-
conuslavcl. E sa.ia.sso ae der, quem sera o cul-
pado? ~- '
Sera acaso o Brasil 1 Nao por cerlo, pos desde os
mus primeims bsssos lem manifestado rom inlcira
franqueza quo os seus designias sflo pacficos e nao
hoslis, como erradamente lem pensado os que ana-
Ibcmatisam a conduela do imperio ncsla desagrada-
vel coiilenda.
Bssta por boje. Temos si lo mais extensos do que
desejavamus, e por rouscguinle suspendemos aqu
esle artigo. Mais larde tornaremos queslflu.
{La Tribuna.)
Jornal do Commerrio do Rio.)
nao exceder prazo de seis anuos, emita los da dala
do conlralo.
5 3. A lomada da 5" parle da| acedes da compa-
nhia por cuita do cofre provincial, somente se ell'ec-
luara se iiRoveruo assim entender convenieiile.
S i. Se pela naliireza e facililla le do terreno, ou
por qualqucr nutra circum-lanria, a coinlruccao
o eslahelecimentos da companhia na linba de Uba-
laba nao evigireui o emprego de um capital que, em
relarao cvlcnso da linba, nflo seja correspondente
ao fnndo social da companhia da estrada de Manga*
raliba, o governo estipulara na conres.ao das vania-
gens a rediircao proporcional que f..r de equidade,
leudo igiialmenl
EW,EArERIDES.
Abril 2 Lnacheie^g^^.^g
dos da laru
" 9 Q"arlon,'inSuantoas7 horas, 12 mi-
mitos eJ9 se ,,0S(|alan|c
. 16 La novaal horas ,,. minulos,
86 segundos d^ torde
M 21 Qwtoerescem, as 3 |10raS) 37 m-
nuios-IOs.undbsnama|l|uia_
cia ajiidado pelo destacamento que o Sr. Saraiva ni ti
iiianiinii estacionar, rommandado pelo diligeulc al-
tores Mallos, lem salisfeilo a opiniilo. Ja entraran)
para a cidpia desla cidade liom iiuiuern de assa-si-
iius. inclusive aquelle' que mais que brbaramente
assas-inou scu.'ompaneiro de viagem para roubar
alguna conloa da res, e de que ja Ibc del cont.
Em outrus pontos da provincia fo se fazen lo as
mesmas diligencia rom hom resultado. Cerlo que
os destacamentos volaailes sao una com.lico e-sen-
cal para a nessa Iranquillnlade, a di'minuica.i de
loica moral, que decorre do bomisio de respeilaveis
criminosos, acorocoa a reproducejo-dos alleuladns
DIAS l.\ SEMANA.
23 Segunda. S. Jorge ni,: S.Adlwrlob.
24 Terca. S. Fiel de Simal -inga id. f. ; S. Ilounru.
25 Qii.nia. S. Mareos Evangelista; S. UermiBo.
26 Quima. S. l'edro d> Ralis b. S. Cielo n.
27 Sexta. S. Tetiiiliaiio b. : S Tibutcio are.
28 Sabbado. S. Vital ro. ; Ss. Agapio e Acacio.
2!) Domingo. 3. dermis de Pascoa A fgida da
SS. Virgem Mi de leos para Ogyplo.
e em vista a maior ou menor fre- poisqoe nada melhor para um andido que tirar'
ll I D r l'l-l 11 lai'lllnlll. .11 .. ., i. l >^^._ 1J. .. *
IHTERIOR.
de
Paraguav repuu.ava subre o teusvsteroi
navega^ao.
0 r!l'r.en"ei""f' ^n',eciula a "-onvencao aj,,s,.,d., com
ptempaleacarid brasileo em ls.,11. o fim dos
btadea signatarios ,,., (|ue Br,,ni,ej tim
-anliam rw cslivesseiii coiidemnados a sepulcral -i
lencio. Aprvmcia do Matlo-drosso, que podia de
IM-r si f.raia, um reino lluresceulc, ronlina con,
1 aracua). e pode trocar os seus productos pelo rioJ
desle nome. Para facilitar esto permuta se habihuiu
na., inargens dele rio o antigo pjriu de Albuqucr-
que, eni.lji. 1*1. sul.
A clipnlarao n.io India por lim unirainciilo fun-
dar mercadossujcilus ao monopoUo brasileiro. Osen
a asa meato era mais Iranscendenlc e liberal- era
de abrir aos prododos do Brasil e. do Paraguay
amia nora estrada para as provincias argenMius
por essa cadeia cryslalina quo se coninnde com o
l)e-l maneira' o Paraguav cxpl.ira.va o benefi-
cios natOraesda sua posicao; c a sua indii-slria agr-
cola, abandonada lioje pela inaplidflu, sacudira
csaa inercia que eslerilisa os melhores dons da na-
lureza.
Kra presumivel que a parle mais inleressada lio
'uinprimtnlo lecomaam elemento de riqueza. Porm succedeu
inleiramenlc o contrario.
Com frivolos pretexto*, indignos de serem empre-
ados por un governaute qae aspira ao reuome de
S.-PAULO]
1 de abril.
Saliera que estamos em completo eslado de civil-
sacao : furla-sc aqu atlualmciilc como cm Londres
ou.nu Italia.
Parece que a cidade esl cnfeslada de urna caler-
va de ratone.ros, que se incumbe de quolidianaiueii-
le pregar monos a polica, lio infallivel mais de
um ri.iibo cm cada noito, e ja vflo S"ndo rara as
tojas, tabernas e hotequiis, cujas portas nflo sejam
experimentadas; sendo que ao menos, um delil
manqu, rodeado de circamvtanciaa cariosas, oll'e-
rece um episodio divertido aos madrugadores.
A repr.iducrflo dos roubos nocturnos, das tonlali-
WS_e assalloa lem prodazido serio clamor na popu-
lacji; p0is as historias que por ah so conlam reve-
lan) que osss marons Irabalham com urna audacia
sdmisaveL As diligencias policiaca lem asaltado,
e nem nniisii dos raralleiros fui aprisionado, rom
geral resapbotamentn dos palrutbeiros, que anda
nflo descohriram as coros,
I lliininienle, diante de seniellnnle nnsler., al-
guiis lem feilo recibir as suspeilas sobre os proprios
soldados que rondan) a cidade. Pelo que, as auto-
ridades resolvern) por *i mesmas palrnlhar, arom-
panb.idas por alguns cidados que, etc-officio, se in-
cumbiram de rouhecer quem Iflo eiigeiibosamenlc
nos obsequia alta noilc.
Codavia, iia.laaiinda Iranspiroti. servintln nica-
mente esla aclividade para fazer diminuir e afugeii-
lar os ladroes, e Iranquillisar os marcadores, cujas
portas sflo o alvo da cobija dos malanrin*.
Neslas crcumslancias inadrquada foi aesulueflo
da assembla provincial, que acaba de dissolver o
corpo dos pedestres, que aqu falta algum serviro
policial. Cedo que esla gente nflo gosava l desss
rredilos de moralidad.. ; ma, o remedio nao resi-
da na dissolucao, sim na reforma do pessoal. Em
todas as cidades populosas, me parece se manlm
um corpo pedestre, para as prmeiras necessidades
policiacs; lem-se mesmo considerado sua inslilui-
Cflo como indecluavel : auiqutla-lo aqui, nao'lomo
como bem invento, mrmeiilc quaudo nflo se lem
evidencia de adiar um meio seguro de substituido.
A polica em S. Panto nflo lem a forca do diniei-
ro, primordial elemento de sua efiieacia, romo pro-
va o exemplo do Rio de Janeiro; se alm disto se
Ibc tirar os recursos uiingi;ados que abi ha, sobrevi-
r.i o predominio dos ladroes e malfeilores.
O que nos vale, na emergencia, be que os ralonei-
ros au cxislem cm Irabalho pennanenlc, e'nossa
cidade lio essencialmenle pacifica.
Todava resta-nos a esperanca da passagem de um
mpurlinle prnjeclo do r. Ribas, que muilo ha de
aduar para a Iranquillidade que almejamos.
Esse projeclo d.i urna nova organisarflo a guarda
policial, cuja existencia al nqui lem sido nominal.
A assembla provinrial vai rhegando ao tormo
de seos trabamos, que no crrenle auno foram de
magna importancia ; cada um de seus memhros po-
de relirar-se c..m o nobre orgulho de ler volado
projertosque muilo conlrlniirflo para imsso engran-
lecimcnlo.
Llliniamenlco Dr. Barbota da Cunha. um dos
mocos mostradosdesta provincia, uITcreceu um pro-
jeclo que minio ulilisara nossa lavnura. Tende a
rater estabelecer Beata provincia ama linba dees-
rada de Dilataba at Taabal ou Pindainonhansa-
ba, com as mesmas basese condicOes estipuladas cn-
Ire o govprnn da provincia do Km de Janeiro, e ..
empresario e companhia da estrada de Hangaratiba,
com as alterarles relativas seirennutanciasespeeiees
desla provincia.
Envo-lile o projeclo mpresso: julgs ser til a sua
publicaeflo no Jornal do C'ommcrcio para conheci-
menlo de qneffl convicr.
N. 33.
A assembla legidaliva provincial decreta :
Arl. I. O governo da provincia lica aulorisadn
a conlratar eom quab|iier companhia ou individuo
nacional mi estrangairo, a eonstruce^h) de urna buba
de estrada de llialuba ale Tanbat ou al Pinda-
monb.ing.dia com as mesmas bases e condicesque
por cntrale de2li de fevercirodo corretc anuo fo-
ram estipuladas cutre o governo da- provincia do Kio
de Janeiro e o empresario e companhia da estrada
M Maegarallba, salvas as allerarocs seguntes:
S 1.0 pra/.n quo se designar para comecu das
..liras da estrada, ou ,in | seccao delta, poder ser
maior que o concedido para a encorporac,ao da res-
pecliva companhia. emtanlo que nflo exceda o de
um anno a contar da data da assignalura do con-
Irnclo.
S 2. A exlensflo da linba contratada ser dividi-
da em duas ou Ires secces ;confrme o governo
julgar man eolivenienle ao inlereme publico, de-
vendo a cunclusao.dos Irabalhos da ultima seceflo
quencia iclaliva da estrada, e harmonisandu os ule-
reases da empreza com o favor que a presento lei de-
vc-preslar produreflo e industria pela re.lurcflo dos
precns de transporte.
Arl. l-'fca igualmente o governo aulorisado a
contratar com qtialquer companhia, en individuo
nacional ou estrangeiro, orna estrada de carros que,
parlindo da cidade do Banaual, va encontrar no
Pouzo-Sccco a que segu para Mangaraliba, poden-
do nasse contrato estipular as mesmas bases e con-
.tienes que se achain eslabelecidas para a dita estra-
da de Mangaraliba se nflo apparecer quem Dielhores
condicocs ollerecer. Esle contrato, porcm, nflo pre-
judiear qualquer empre/.a que para o futuro se po'-
sa estabelecer cm direrrn a qualquer podo de em-
barque mais prximo, e que em ratita da reduerflo
dos preces de transporta favoreca de modo mais "ef-
licaz a [.rn.lucra,i c industria do municipio de B,i-
n.inal.
Arl. 3. I iram revogadas as disposiees cm con-
Irario. (B. R.) Paro da assembla provincial, d'J
de maico de 18"ij.Ilarhoza da Cunka.Honora-
to.Padre Toledo.Barata.Manaoel Hufrazin.
Itnsa.lalladao..tzeiedo. Padre tranca.
Ucha Cintra, n
Tivemos ha poucos dias um suherbo feslim,
olbe que he soberboca para para aterra) nojardim
publico desta cidade.
O barflo de Tiel quiz obsequiar os seus numero-
sos amigos da assembla provincial, reunindo-os em
esplendido banqueta, ao qual esleve lamben) presen-
to o Sr. Saraiva c uniros cidados.
I'oi um bello feslim campestre, que a muilagenle
fez recordar as reunies du jardmi da corle.
Oispense-me de fazer aqui a pintura do solemne
da reiiiiin, dos arcos e. flores e da banda musical;
cunfesso-lhe a miuha fraqueza dertarando-lhe que
Desta cspecialidade faco bancarrota. Basta que Ibe
diga que abi livemus urna gradare! reuniao, nflo
llenando de reinar um verdadeiro enlhuswsmopnr
occasiflo de diversos brindes que mesa foram diri-
gidos; figurando entre ellcs os eiilhustaslicamenlc
referidos aos Srs. Monlalegre, Paran, Nabuco, Eu-
zebio uniros esta lisias la da sua corle; a depula-
cau bahiana. com especialidade o Dr. Dulra Rocha,
Icmbrado por um sen particular amigo que aqui
deixnu. ^
Dizem-me que se pretende retribuir o obsequio,
sendo o depulado Rosa incumbido da direceflo.
Esquccia-me signiflcar-llie que o nome do Sr.
cnnselbeiru Josinu foi mais de urna vez. invocado.
S. Exc. nflo pode jamis ser deslembrado pelos seus
innmeros amigos de S. Pauto.
Tciibo de retorir-lhe um fa"lo demasiadamente
desagradavel. Ha de saber que M invencnamentos
nflo sflo raros pelas f.izeudas do Interior da provin-
cia. Ordinariamente um preto, qnequor desenvol-
ver a sua ira contra nsenhor >>e cm pralica o meio
de que dispoo o ei:veiieiiainf-nl,. e//^caiidc escala,
propinado contra seus proprios
modo, grandes ncrav
succedeu na fazenda
""/.'' ma fazenda fio sul da p,oviucia comer a
ortri a mesilla pralica. .Vetase a saber que'um
preto desla cidade, um .lesles Bj**l0~t que ordiuaria-
mente apparecen), he o eWswr que se incumbs
de aconselhar, ensinar e proporcionar as stUistan-
ctas.
Em virudc de represenlafflo < sendas ameacadasja tai captar-do o alchimisla que
a sen salvo, dispunha de tantas vidas.
Nflo sorprenden) aqui estas cousas; a reproduceflo
de semelhanles fados ja vai embotando a fcnsib'ili-
dade de minia gente. .Muilo mais Vine, se admira-
ra quando en Ibe disser que, nao muilo longe da ca-
pital, a polica de mais de urna locallidade tolera
que um preio captivo, que se slenla curandeiro de
veneno o adevinho, exorca a sua industria com a
maior innocencia deste mundo. Em Porta Feliz, e
ine parece, em Indaialuba o povo lem o seu me-
dico preto que adevinha o fuluro,que|cura venenos
e ron bree a rundo todas as berras milagrosas
Em Porto Feliz mais signiliantc he o caso. O de
L-lieiiaiUf-.ilM i'ftv^raiule escala,
us proprios pai *rot. Ueste
roturas tara surc.Wnbi.ln, como
do S<: Juu nalvao. Asura
urna vida e acasleliar-se em sed proprio sitio, onde
a accao publica nflo pcnelra. So/Vermn de que- Ibe
fallci formigavam rasos desles, que agora Vita de-
sapp.irecen.lo rom geral elogio das autoridades res-
pectivas que vflo ganbaiidii os lauros cm virlude da
licc.in de direilo bellico, que quem ganha i batalba
be o general Mas quem se apartar deesa fin-flo re-
partir um louro pelo juiz municipal de Brganca
pelo altores Mallos, e igualmente por um furriel de
permanculcs, rujo nome ignoro, mas que be um
bom e alent soldado. Todava, nflo passa de um
furriel : niuguem falla nelle.
Mais duas calhegnrias novas no mappa da pro-
vincia. Nasceram duas bellas cidades na assembla
provincial : Itapetaninga e Mogi das Cruzes. As
duas respectivas influencias loccaes, l)r. Salvador
Corre* c Pereira Chaves, assim promovern!. Seja
dita que a clevacflo ,ic calhegoria nflo foi fundada
meramente no pedido presligioso deesas duas influ-
encias, que por cerlo nflo se prevaleceram .losen no-
me valioso para elevar Tillnos a cidades, pois que
he bem cerlo que as duas povoares lem direilos i
nova denoininacao. .Mas, nem por isso Mogy c Ila-
peteninga declinern de agradecer ahonraria' ao Dr.
Correa c Pereira Chaves, procuradores na rau>a.
O Dr. Tavares Bastos acha-se cmpos> no
cargo de juiz de direilo.
E-ie senhor jeera aqui Iradiceionallnenta conhe-
ciito por seu carcter iudepcndenle. Sabe-se que,
ainda animado pela ideas e i.ilercsses de um parti-
do, abslrahia de sua qpalidade de parlidiala as
questoes jodiciarias. Dmjjlil nestas condicocs he
aquelle que a provincia quer.
Arabaram as interinidades, flagcllu que nn< per-
segua, e o Sr. Tavares pode, querendo, fazer-nos
muilo bem.
NSo fallam nesle foro manco, cuja machina secn-
ferrujou. abusos a anniquillar.
A populadlo lem f no novo juiz de direilo o Dr.
Joflu Mciules de Almeida, que Ihe nlrcgou avara.
exerceu-a bellamente e tai tomar a de juiz munici-
pal em Jundiahy. <
Tivemos a lamentar o passameulo de urna da-
linda enhora da idade da I tu, rujas vn-tudes lao
alias crflu ciiiibccidas na provincia. Pallo da Dal de
Sr. senador los Manoel da Knncera, que, rbamado
pelo esla..1.! perigMO d" pessoa que Ihe era lao chara,
vio-se obrigado a nflo figurar lias questoes da assem-
bla provincial.
Ale a seguinle mala.
(Carta particular.
[Jornal do Coinmercio do Km.
PER.Y4HBEC0:
ASSEKTLEA LEGISLATIVA PRO-
VINGIAI..
Sessao' em 16 de abril de 1855
Pretiiiencia do Sr. BarSo de Camarogibe.
(Conclusa*.]
O Sr. 'Iheodoro :Sr. presidcnlc, se motivos po-
derosos ohrigain-iue a tomar par^ na dbcilinao do
parecer que *o acba sobre a iiresa. creta-mu V.
Exc, que o faco, nflo conslrangitlo, porm Se rerio
modo c.usliisl.ido, porque provavelinenle nao Icre
em mea apoio a opinjflo de collegas e amigos, com
quem desojo eslar semprc no mais pcrfciln accor-
.lo, e na mais intima harmona. Forja porm be
que me resigne, visto nflo me ser possivel remover
as crcumslancias em que me ado, c a que fui leva-
do pela soluc'n que dei, como membro da commis-
sflo de obras publicas, ao requerimenlo que oflerc-
ceu a consideraeflo da casa o honrado depulado o Sr.
Mein.
_Tendo recebido a honra de ser por V. Exc. pro-
visoriamente nomeado incmbro da eommissao de li-
bras publicas, a quem hara sido affcclo esse reque-
riincnl... de que ha pouco faltai, entend que nao de-
via emillir sobre elle miaba upiniflo. senflo depois de
baver Jiensado e reflecii lo prouindaincnto.
Airino
escandalosos lacli.s pralica.los nessa mesma repart-
cao, igual procedimenlo leve anda esla casa, Ho-
rneando urna ci.in.-aissao de nquerto para conhe-
cer deses tactos.
E. fiialmeiite, aenbores, lia bem pouco lempo,
em 1853, nao proceden esta assembla do mesmo
modo, acerca do corpo de polica, eiu consecuencia
das prevaricacocs nelle coinniellidas '.' Nao foi, por-
venlura, o honrado membro da eommissao de obras
publicas, dssidente da upiniau da manira, lira da-
qnelles quo eiilao mais concrreiaui para que fosse
eflecllvamenle nomeada una commisaflo de inque-
riln, de que fe/, parle ? Entretanto, similores, apear
de lodas essas coHsi l.'iac.e-. e dos bous motivos em
que c bases o parecer,"que se discuto ; o certa be
que por ean.i delta una .lis.-i.tancia apparecru enlre
os membro* da eommbvSo, cuja maiora o coufeccio-
nou ; resullmnlo dessa dissidencia o vol separado,
que corre boje impresso no jornal da casa.
Nao pretendo, Sr. presidente, incumbir-me .le
analysar palavra por palavra, trecho por trecho,, esse
voto, que profera o meu honrado rollega de com-
niis-.lo: liniiiar-me-bui, porlanto, a examinar so
sao valiosos os motivos em que elle se baseoa, c
com osquaes suppoe justificar a sua .ll-sidenra.
II honrado memoro, senhores, dons motivos leve,
como consla de seu voto, para nfln conformar-se
coni o parecer, que se discute ; consistinda o pr-
meiro em consillera-lo, como que contend! em si
ama medida destruidora iladiviso e harmona dos
poderes polticos ; e o segundo, em repota-ta como
significalivo do .Icsconlianc.i para com o actual pre-
sidente da provincia.
ludo porm, senhores, supponho que poder-se-
hia dizer desse parecer, menos, Hescolpe-me 0 hon-
rado membro a franqueza, nae fosse elle olfensivo
ao principio de divisflne harmona dos poderes po-
llinos, que he cvpressameule consagrado em a cons-
liluirflii do imperio.
Coiivm, pos, que se indague e verifique onde
esta o engao, ve de minlia parle, ou se da do hon-
rado membro ; islo lie, se com elTeito o parecer da
maiorta da commisalo na ou nlo destruidor da har-
mona dos poderes polticos do imperio. '
A soliirAu dcs.a queslflo pude ser afeita, quanto m
inim, ou por meio de fados, ou cm Vista, e de con-
formidade com a legislacflo, que nos rege.
Keronhec.i, senhores, que o governo" monarchico
representativo basa-ae na divisflo c harmona dos
poderes legalmenle eonsliloide, c esiou convencido
de que, sem essa divisflo e sem a pertoila harmmiia
desses poderes, nao poder-se-lil ohtar delta as van-
tageiM de que he susceptivel ; o que neg, porcm,
he que o parecer da Historia da cummisflo coulenha
em s a menor oflensa (al principio. -Os fados es-
Ifln em meu apoiu.
A Inglaterra, por exemplo, que be, por assim di-
zer, n patriarrha do sy-lem.i monarchico represen-
tativo, o que Coz ha bem pouco lempo? ma de
suas cmaras legi-lalivas, a dos commiins, nnmeou
de sen proprio seio urna commssflo de
rilo,...
O Sr. Cameiro da Cimba : Que, por signa!,
den com o n misterio em torra.
O Sr. Throtoro :' .... Nomeou, repito, uli-
mameiile unta eommissao de ii.qiierilo, alm de sin-
dicar o modo porque diriga o governo a guerra no
' "nenie, cm consequencia do estado allliclivo e
contristado*-, a que se achou all reduzido o seu
everrilo.
Enlre n
sos idenlii
O .Sr. A
partido, que boje se acba decabid .
assembla era eompost dos mentor' e '1"'""'" es,.a
nenies desse partido, que volevam w mais procmi-
conliai.ru ao presdeme de enlo, esi'"'"s 'l"c Plena
/ i Sr. Depulado: Quem era es
t)!sr. Theodoro :EraoSr. Chichi
1 casa...
j'se presidente'.'
Esta casa, dizia e... leve um procedmlT"1d ,,'","<-
ao que boje lere.nos. se tor adoptada o'"" *".....
se discuto, l.ome.iiido, rumo m.ment. aP"" ,|1"-'
sao de inquerilo para examinar o estado il'.'',r,,m,,,li-
l Me..Hila-
ria provincial; e entretanto, semelhanlc
al.
sgnificandu descunuan
podera, par torma ulgum.. ser nterii.el/''.'"10 ""'
' ido CtOllo
inquc-
pois a casa, que assim proced ; p portan-
la goza de lal reputadlo que na assembla provin- "iinlia opmiflo podera ser qualificada de qufll-
quer modo, menos de inronveiiieiilc u precipi-
tada. '
Nflo quero, senhores, incumhr-mo de reprodntir
bojeas arcu*aeto feil as ses-es auleiiores a re-
parlicfln das obras publicas; nao: maso que he
certu, beque toda a casa deve lembrar-soqiic, por
mais de urna vez nesle recinto, VOSOS, que nao a mi.-
nba. ergueram-sc para denunciar aiiicpciadle alguna
des empregados dessa reparlicao, os abusos uella
pralicados, o sen delcixo, que, segando disse-sc, for-
inava a sua vida habitual, e finalmente, o que mais
be. as suas prevaricarnos ; ollerccen.tu-sc como
Complemento a ludo isso, um requerimenlo em que
se pedia urna commssflo de inquerilo, nomeada por
nos mesmos, alim de sindicar do estalle daquclla
reparlicao.
lautas e Iflo graves foram, senhores, cssas acensa-
cues ; Iflo circumspeclos sflo os honrados membro*
que as R/.eram ; Iflo grande foi o apoio que encon-
traran! clles na casa, que sem dovilla nflo podia d-
ler-se a priori, e sem que se provaS'C o contrario,
que ellas nao linham fuidameiilo. A meu ver, ,.
apoia da casa, a gravidade dasaccusares...
O Sr. A. de Olictira:Se naohouve volacao, co-
mo sabe que a rasa apoou ?
OSr. Tbeodoro :Kefiro-mc aoapnio que mani-
tostou a casa,quando tacs accusuces erara taitas. He
nina verdade.
O Sr. A. de. Oliccira :A casa nflo manif.slou o
seu voto. t
O Sr. Tbeodoro :Em apartas, em apelados, ma-
nircslam-se opinOes. E, purlanlo, prgmilo eu,
manifeslou ou nflo a casa sua'npiniflo, merecen l de
sua manira apoio as arcusarocs feilas a repartieflo
das ifbras publicas ? Mui po'ucos dias lem decorr'do
das ultimas sessOeeaM boje, e lodos nos recurdamu-
nos do que ncllas so passou.
Assim, dizia eu, em vista da gravidade o do apoio
que mereceram as accusacOes taitas a reparlicflo das
obras publicas, que solucfln deveria dar, comms-
sflo de que faco parle, ao requerimenlo que ao seu
conhecimeuto se bavia submellido, o qual resumi
em si, por assim dizer, lodas essas aecusaees '.'
Eu na., quero encarecer as crcumslancias em
que se achou a commissflo|para solucflo desse reque-
rimenlo ; porm creio, que nao conlealar-se-ha que
bem graves c melindrosas erara ellas.
Tflo lvre, quflo inesperadamente corren a discos-
Sao tiesta casa, ao fazerem-sc laes aecusaees ; tal
foi o apoio, repilo, que mereceram ellas ;"quc por
cerlo, em extrema melindrosas e graves sram essas
crcumslancias.
Com cffeilii, se por um lado linba a commis-a.. a
allnese publica, que eniao ja se bavia despertado,
alienta e lila sobre si; por oulro, desaffeieOes mais
"u menos cararlcrisadas, mais ou menos profundas,
linham de descuvolver-se e priiuuiiciar-se contra el-
la, conforme defers) o requerimenlo que Iheeslava
airelo ; ma, a par de ludo isso, palentaava-se um
dever imperioso, que exigs o sea cumpriniciilo em
vutuile do manilalo que temos como representante*
da provincia ; devengenos impbeo acto addicio-
nal, quando exprcssanienc obriga-nos a nSealisar-
mos, se as rendas publicas malbaraieam-se ou eni-
pregam-se desproveilosamenle.
Em tal caso, senhores, o que fazer ? A eommissao
afilo hesitan na esculla, que nao poda remnve
manifeslou-se pelo curaprimcnlo de seu dever. Pro-
lorio porlanto sua opiniilo, approvando o requeri-
menlo do honrado meinbra o Sr. Meira ; porque,
em vista das aecusaees grauimas feilas a repart-
cao das obras publn'-as, leudoo dito que nolla se
commeliiainabusos, prevaricarles mesmo sem du-
vida que mu, como representantes da provinda, e
memhros de nina Commisaflo nomeada por esta ca-
sa. otTerecendo-se um reqaerimenta, em que m pe-
da que se examinasse se procedamos n.ioes-as ae-
cusaees, elegeiulo-se urna rommisao de inquerilo
para sindicar do eslado daquclla reparlicao, nfln llo-
vamos deixar de pronunciai ino-nos pelo" sen deferi-
inenlo, salvo se nfle quhwssemos ciunprir cora o de-
ver que resulta de nosso mandato.
nal se decrelou urna quola para a compra de seus
segredo-. Nao erflo qualru patacas ; mas o Sr. Sa-
r.uva, antes de mandar entregar-lhe o presente da
assembla exigi que o doulor viesse a palacio para
ser aquilatado seu mrito scienlilico, por cujo se-
gredo se ia dar conla redonda. reaullado
foi, ale aprsente dala, nflo comparecer esse scicu-
tifico lenotiroso. que naturalmente nao quiz ver o
seu ltanlo compulsado. Convinha a Iransacrao,
asa* quena-sc, como diz o vulgo, vender-se nabos'em
saceos. .
Economisou-se pois a Iquola destinada a esla
brujante conquista ; agora resta que a policia
d bom gazalhado a esses Ilvpocrales do serlflo.
Estamos boje no priiciro de abril, que corre
sob a influencia pa pelalogica. Tcm decorridu gran-
de espare em qae estamos baldos de noticias da cor-
te, pois que um s vapor nflo s; dignou apparecer.
Pelo que, c.uiiiar.iin de pregar-nos um carapclflo,
que alu eslava a mala trazendo noticias de vulto,
entro ellas o decreto bancal para nossa humilde pro-
vincia.
Foi mais nina decepcao : ninguem me lira que,
na queslo, ha caveira do barro ; I tar.lanra a-sim
o indica. O caso be que a nossa lavoura dcinlia lii-
leralmenle, sem oaiixllin da instiluicflo a que te-
mos direilo. lie rigorosa consequencia da clamo-
rosa talla de captacs; a cultura da Ierra nflo d
para sollrer o juro brbaro que ah ha; neslas cir-
cunstancias grila-se pela instituirn bancal, accom-
modada as torcas da provincia, que venha salVa-la
de urna crise.
He em falta de nm soccorro desla ordem que a
nossa lavoura subsista n'um ridiculo eslado estacio-
nario ; sim, porque os prejuizos du empirismo los
lempos antigua sao inherentes!. suas circunstan-
cias :
Para nutras provincias ja se lem mandada urna
caiva filial ; nossa anda esli'n alMi !
De taita, enlre os individuos, cujo dinheiro ja foi
lomado, ha um grande clamor por esla causa. As-
sim devia ser : ja decorreu largo lempo em que as
acces foram tomadas ; nciihuma sutorio ha appa-
reculu.no entaulo que quem desemboisou seu di-
nheiro ignora com queeondicoes esl elle dormindo.
8 de abril.
Afinal..api.s longo.interregno, aqui chegau nma
ala. Italia preparado a prsenle corresponden-
cia, qne ahi ficou espera de vaper, durante 8 dias.
Dcyo pos enmprehender o que mais foi necorren-
do. I iveram lugar as solemnidades da semana san-
ta, coma pompa que sempre aqui se observou.
cadeira do Sr. bspo.'slevc solitaria com sempre
S. Exc. la anda petos bosques, ouvindo o Irinar dos
passarinhos, e o bramr das selvas. Por nossa f,
que assim vale ser hispo ; e no ciUanlo S. Exc. ou-
vindo faltar de sua nomeacTio, disse que nao quera
a mitra que Ibe faileciam as torcas. Que engao \
S. Ex. nao nasceu para outra cousa. auto que be
um viajante universal.
Boje ja o povo esl cansado ; j ninguem ola os
erro* do seu Uspo : mas cu mi declino de dizer
aqu que S. Etc. nflo devia deiaar a calbedral na se-
mana santa. Nflo cusa ouvir o psalmordiar dos pa-
dres e o ollicin divinal ; muita gente vai fazer esse
taerifieio sem ser hispo.
De surte que, meu charo senhor, s temos um his-
po nominal.
Tenha paciencia de ir consignando islas colisas no
seu Jornal : o desabafo da opiniao publica jamis
foi incflicaz.
v oliamlo as solemnidades da semana sania, dcixo
de desrrever-lhe como ella aqu se taz : nao quero
pie algum sen leitor vire roma, sendo que teubo en
proprio n-cu medo de minhaa riescripe/ies. Limitlo-
mc a retorir-lhe que na aexla-taira da Pailita orou
eloquentemeiita o arcipreste Anselmo, o melhor pre-
ga.lor ca da Ierra, que ah mesmo na corle seria no-
villo com agrado. Tcm una bella elucueflo, e com
seus profundos conheciinenlos nos olterece bellissi-
mo discursos.
r.nibein aqui orava o conego Monta Carmello.
que na opiniao de muilos, rivalisa com o preceden-
te. Mas o Sr. hispo privou-nns de ouvir os bellos
discursos deste senhor, que commclteu o crime de
usar de relias doutadas. ,
\ eja como van por aqui as nussas cousas cccles-
asticas
Que sflo intormares !...
No termo de Brganca, refugio de criminosos
deallajustica. se lem desenvolvido ltimamente
Brande aclividade na caplura de diversos assassinos
occiillos lias mallas e na* proprias fazendas.
O Dr. Villaca, jui municipal e delegado de poli-
o mesmo se lem dado, sempre que ca-
ita Oliceira: t) nobre depulado au
leu a disrussan da cmara dos commum ; o tacto he
bem .liflereiile.
O Sr. Tbeodoro :. O honrado membro lalvcz
nao me 60mprebeoda-.se. Trago a ron.i ieracflO' da
casa o que acabado acontecer cm Inglaterra, so-
mente nata provar, ntese bem. que nns pases,
queseregem pelo systema moiiarchico-reprcsenl.-i-
tivo, sem ollensa de seus poderes polticos, iiomam
os corpos legislalivns couiir.isscs de inquerilo, sem-
prc que ellas se fazem necessarias...
O Sr. A. de. Oliceira : Nem cu contesto.
OSr. Tbeodoro :- Se o nobre depulado reco-
nhecc que a pralica do syslema representativo au-
torisa seraelhante procedimenlo, como disseno voto
separado, que deu, que, sendo mistar que os pode-
res nao traiisgredssem os limites de suas verdadei-
ras allrihuces.cra por isso o parccer.que se discuto,
ofiensivo a harmona desses mesmos poderes ?
Por ventura a medida proposta nesse parecer nflo
lera sido adoptada pela casa, sempre'qiie se dan cr-
cumslancias idnticas as em que nos acharaos? Nflo
lem asta assembla, por diversas veze.
e precedcnlcnienle.
mala.
(> Sr. Ilranda : Apoiad i.
O Sr. Theodon :E, nole-se. que a eommissao
assim procedendo, nflo faz mais que confurtiiar-se
com os eslylos e prcrcdenlcs da casa.
Em ISili, por exemplo, quando o clamor publico
comrrnu a ersuer-se nesta cidade contra a Ihesou-
raria proviocial, urna rommissflo de inquerilo tai
escoltada por esla casa, denlre seus proprios mem-
hros. alim de que sa-exaininasse se procedan) ou
n.io as accusacOes, qiiQntao se faziam ouvir conlra
essa reparlicao.
Em tdejulho de 18t, depois de terem tomado
vulto essas aecusaees, e de so haver descoberlo os
como ja di
nomeado commisses de in-
querilo, sem que se considerarte o seu procedimen-
lo como destruidor do principio constitucional da
harmona dos poderes'.' cerlo que sim.
Allen.la, pois, a casa a ludo isso ; aos faclqs
que cites n'onlra parle, e a quo acabo de referir-
me ; au rv.'inplo quede da Inglaterra, cora o pro-
posito nico de provar a censltocionslidade do pa-
recer, de que me oceupo ; c lalvez se convenca de
que sem razao, segundo me parece, avancoa o hon-
rado membro. em seu vol, a priiposic.ii. de que era
ee parecer ultoii-ivo e destruidor du'divisflo e har-
mona dos poderes polticos...
") Sr. ./. de Oliceira : Nflo apoiado.
t) Sr. Iheodoro : Nao quero, porm, senho-
res, limiiar-m au que icnho dito; pelo contrario
vou provar a coiisliliicimalilade do parecer, com
referencia i nossa legislacflo.
O acto addicioiial, no ti. de seu arl. W, impc-
nus o dever de lisralis.innos se as rendas publicas
pruvinciaes sflo applicadas iuconvenienlcmeule, nu
malbaratada*.
Se, poi lauto, esse dever pesa sobre mis. sem da-
vida que temos o direilo. que Ibe he correlativo, de
empregarmos os meios ao nosso alcance, alim*de
bem podermo-lo Cumprir... Sera esse direilo na i he
possivel cumprr-se aquelle dever, c nem lambem
que baja verdadeira fiscalisaeao : logo, legalmen-
le proceden a maiora da Cl........ssflo, delerindo o
requerimenlo do honrado membro, o Sr. Meira,
em o qual se proponha nina medida, alim de que
se verificassese abusos c'prcvaricaccscommellein-
se eom enalto ns reparlicflo das obras pnblitas.
Em verdade, se o acto addicional estabelcco a nes-
sa competencia Tiara li-ralisarmos o emprego das
rendas publica provinciacs, tanto que nos d o di-
reilo de legislar a lal rcspcito ; me parece fra de
duvida, que mui conslilucionalmciile prnrcdcu a
maioria da commssflo de obras publicas, deferndo
aquelle requerimenlo, porque nflo taz. mais 'que
cumprir um dever...
Cm Sr. Depulado : lie o comllaro.
O Sr. A. Oliceira : Eu nflo neguei esse direilo
a assembla.
OSr. Tbeodoro:Se reconhece esse direilo,
com que fundamento, no seu voto, avancou a pro-
posiclo de que a nomeacSo de urna eommissao de
inquerilo, por esla assembla, era nm oto destrui-
dor da harmona dos poderes poliliros '.'
O Sr. A. de Oliccira : Parece.
O Sr. Tbeodoro : O cerlo he que semclbanle
proposcao consta de seu voto ; e-la : ( L. )
Era consequencia, pois, das ensideraees que le-
udo taita, concluo, dizendo que injuatilicavel me
parece essa proposieflo, a que ha pouco me refer,
Vista nflo contar o parecer qne se discute, a menor
ollensa ao principio constitucional, a que alludu o
honrado mcmliru.
Agora porm, senhores, examinemos o oulro mo-
mo, que levou o honrado membro a discrepar da
opiniao da maioria da eommissao de obras publicas,
a qual, como sabis, consista na conlianca que lodos
prestamos ao actual administrador da provincia. Eu
nao desejava cuvnlver-me nesse exame ; son, po-
rm, toreado a faze-lo, pela posicao em qae me
acho, como memhro da maioria daquclla roni-
m-sflo.
Disse o honrado membro em seu voto, fallando
da commisslo .le inquerilo : o todava a pralica do
svslema representativo, seguida cm diversos paizes.
a lem admitlido cm circo instancias excQpcionae*
extraordinarias, sendo, porcm, esta medida sempre
iniciada c s apelada nos parlamentos pelas oppo-
sicr.e, eonira um governo, cm quem n.io confam., lega.'acaboo de proferir, dejenvolvedo-o sastato-
I ortanlo, he clan, e evifleule que urna rommissflo de riamenta pelo lado da ,-oulii.....a o lao Conliaoc uo
inquerilo nao pode -er considerada sango como um governo da provincia, terreno'
denota falla de
para cun e*se pr, .
i quem ha pouco me refer. aiuenie,
Logo, senhores, com razio diase-vqs eu qu
podem dar-se em que, a simples nomeaoflo ifncas'."
commissflo Je inquerilo, por deliberacjto de un u,,,l
po legislaliva, nao exprime a menor d"esconliani.''"r"
nem lambem passa sCr considerada desbvora,',
......te ao guveruo. 1L''"
J.i ve poii o honrado membro que os prncipi
!iii que se baseod nflo sflo verdadeiros cm sua gene"
rali lado, cm consequencia da possibilida le, que ha"
de Harem -se casis, era que corpos legislativos no-
nieem coinmis.es de inquerilo. por inolivos que nflo
sejara de hostlliaarjta e desconRanea ao governo; e
que porlanto nflo sendo verdadeiros seus principios,
nao pode lambem se-lo a ronclusfl,, genrica, que
deltas deduzio. Quando muilo semcllianta conclu-
eflo, a raen ver, lera o mrito de ser Considerad* co-
mo urna presumpeai), c por isso, como toda a pre-
sumpeflo deve ceder a verdade loan que esta *e pa-
tent*. '
Nao sendo, portante, verdadeiros os principias des-
envolvidos pelo honrado membro; uo o semlu tam-
bera em sua generalidade, a conclusao que dclles li-
rn, a qual por isso nao poder ser considerada se-
nfiu coiro una presunipcao, rae parece que foi elle
injusto para cora a maioria dos memhros da comms-
sflo de obras publicas, qualilicando o sen parecer
Coma significativo de deseonfianea para com o presi-
denic da provincia, quando o coulrario se dedus
desse mesmo parecer.
Se como fica dito, a condasflo, a que me refiro,
pela laLddada dos principios, de que foi deduzida,
nflo passa de una presumpeflo. nder porvcnlura
ler applicacao ao parecer que se iMcule, nflo sendo
ella mais que urna prcsuinpcflu. c inauifestando-se
ti esse parecer profunda conlianca ao aclual presi-
denta? Senhores, serci mais explcito para ser bem
romprehendido, e alim de balita escrpulos que pur
ventura se tenha.
" Sr. i. de Olieeir.1 d nm aparta.
'' Sr. Tbeodoro [respondendo ao aparta : Do
voto do honrado membro consla que o motivo que o
levan i discrepar de mis. foi porque a parecer que
se discute, deuolava descuhftanee para com o go-
verno da provincia, em consequencia de s apoia-
rcni cotnmsOes de inquerilo as opposicoo*.
Mas, dizia eu ha pouco, que desejava ser explcito
e claro, alim de ser bem coinprehen lido. Decl
pois solemnemente casa que, se como pariieu
mais de um molivolcva-me a votar profunda estima
au aclual presidcule da provincia ; rumo funeciona-
i'iu* publico, romo depulado provincial, deposita
nclleplena contornea porque cslou convencido
de seu zelo. sollicitode e patriotismo pelos negocios
pblicos. K quem assim penan, forniulaiulii o pa-
recer que orciippi a nossa adeneflo, teriaem vista
por meio delta, manifestar um vol de deseonfianea
ao actual administrador da provincia? Como poli
dizer-seque por lalmotiv.i, esae parecer nfl.. de
ser approvado pela casa, allegan.]..-se o simples
preleitode que commissAes ds inquerilo sao unra-
manta Horneada* por parlamentos nppqsjeionislas?
Senhores, deixrui i-uo. de escrpulos. Porquera
foi ulfereridn o requerimenlo sobre oqn.l versa 0
parecer que se di.cuta '.' Nao tai por nm lie nnaaos
eortegav, que pur mais de urna vez lera palenleado
ncsla casi a sua Coinranca para com o aclual presi-
denta'.'
(' Sr. y eir :Apoiado.
O Sr. Tbeodoro : Nao recor.lamo-nns pnrven-
tura de que elle era a anno pa*sado, por diversas ve-
zcs, dea-nos provas dessa conlianca .'
(' Sr. Meira : Apoiado.
O Sr. Tbeodoro : Como pois, defarin.lo a com-
missflo esse requerimenlo, que nflo foii.rTerecido com
o proposito de boslilis.ir-se o governo, manifesloa
um vota de lioslili-.ir.in 9
Um Sr. Diputado : A eommissao nflo quiz,
mas pode ser que assim se pense.
O Sr. Tbeodoro: Se algoem interpretar por
tal forma o proceduieulo. da maioria da eommissao,
nilerprelain muilo mal; porque, como a lenbo dilo,
aquelle* que pensara que o simples fado Ha nouiea-
5*8 de urna convmissflo de inquerilo, revela de-c.n-
lanca para com o governo, baseam-se em principios
que nao sin verdadeiros em sua generalidade, e que
nflo poJein ser bem apreciados senflo cm vista de cer-
tas (irciirastaiicias. Diga-se. pois. o que quizei-se
conlra o parecer, de que rae lenbo oceupado, me-
nos que seja elle nina espresslo dc'favoravcl ao ac-
lual presdeme.
illa um aparte.
O Sr. Cameiro da Cunhn : Eu concordo na
inlenco.
O Sr. Tbeodoro: -^ Sei que nao posso convnce-
lo do que digo, .la se v i orlanto que o parecer da
maioria da eommissao nada mais expiime que o
eomprimentode um dever imperioso; dovendn li-
Car crio, quem houver de impngna-lo, que su en-
tendemos que devia esta assembla lomar a iniciati-
va no descubrimenlo da verdade, cora referencia as
aecusaees taitas a reparlicflo das obra* publicas, foi
por causa de nossa dignidade, e nao porqueduvi.las-
s 'mus do zelo do actual presidente, pois se taes c-
cusaces livessem claegndo ao seu conhec.imebto, an-
tes que ao nossi, loria elle por cerlo lomado a me-
did, i. que mi. boje tratamos de adoptar,
II Sr. Carntiro da Cunhn : Elle as tomar.
O Sr. Tbeodoro :, Seulo-mc faligado, e pur is-
so vou terminar, pednd .-vos, senhores. que tange
de perderde* lempo- eom iii-cussf.es Inoleis, appro-
veis o parecer, a que me lenbo referido, alim de
que nomeada a roiniiiiss.io posas chegar-se ao des-
cohriinenlo da verdade, acerca do que ncsla casa se
tcm dito cura referencia a reparlicflo das obras po-
blicas.
Cm Sr. Depulado: Ale mesmo no intaresse
dessa re|iarIieao.
fl Sr. Tbeodoro : Diz muilo bem o nobre de-
pulado, por que cm vista das aecusaees taitas con-
lra ella, o seu crdito esl seriamente abalado.
t) Sr. I.uiz Filippe: .Na minha opiniao ella nflo
se pode reahililar.
0 >r. Tbeodoro ; Nao sei. Vou scnlar-me snp-
poudc Icr justificado o meu voto, como membro da
eommissao de obras publicas.
O Sr. Branauo: Muilo bem.
O s,
nm vedado
vres.
ler um pensamento, e um voto li-
q.ic eu disse-o ironica-
I hornean.
O Sr. Meira : Me parece que nao devo fazer
aqu o simples papel deacolylo, como ha'pouco se
disse em um aparta; a rujo reapeito leudo eu o Li-
btral vi que chama ello a allencflo publica pVa a
sesposla que cu dei ao seu autor, o Sr.' Dr. Stlvino
quaiido.li.se que s deviamos fazer aqui papel de
av-olv loa para dizcrmosamen, ao que enlo m*.
p.m li que eu so dizia amen, quando a orarflo o pe-
dia.
O Sr. Silcino : Noto
mente.
O Sr. Meira: Sei disso. e s respond para
rcsalvar-mc parante a casa. Eu e>tou sorprendido
por ler ouvdodizer que algum membro da casa pa-
rece considerar o requeriinenlo como olfensivo da
embauca que ella deposita no presidenta da pro-
vincia.
O Sr. Silcino : Eu nflo considero assim.
" Sr. Cameiro da Cunha: En considero.
OSr. Meira i La tora, senhores, o jornal da op-
posn-ao me cou.si.lera lalvez como insimlenlo do
prndente para aqu aecusar a reparlicflo das obra*
publicas, ao pasto que na casa se me considera em
^.posicao ao presidenta porque aecuso essa reparti-
(crn;enhores,conio be fcil dotaer, a queslflo he odiosa,
abre lammio "m caminbo espinhoso, eu quera mesmo
te mef.r nl'"s l""s,vel a discussflo c porconseenin-
mc po "nil" a exl'lic'lr racu procedimento. Seja-
tazer ""rlndiier anda por demais que eu ouvia
blicae V""laS "-es a reparlicflo das obras pu-
iiina irL1'6!"1' q"c a-es''1 assembla compela lomar
que o rec lcla' <|,lc cllil era P"ner rompclenle,
dos podcr"1ucr"nc"1" "So cra olensivo da harmona
falla de couV'l"":0,: "*" live cm visla mra'fc*lar
mu eslou loi "9 "" l":es"lei,lc'|a provincia, e mes-
vide taitas oV8", reCC'J'T q,le clle "!or sua !,sr,c cn"
exame e avee- os m de lJuui,r a rommissflo no
<> que pois rl*uaca ,los racl<,s aqui denimciados*
mente aquillo ,'e,,l,u ^^o assembla he juala-
eflo snislra e q'"' 10 co",c'ncia, sem inlen-
neu proposito, re,crva'la-;. atan porlanto firme nu
tenha por ora re"0 i,rucd'menlo que Uve, sem que
pendiiucnlo. norso al'"m e mull mcl e-
Sle, Si. presidenta, a J-orrendo-me a obriga-
gente da eommissao quajLd*de-d,6 "mhro divcr-
ovoloemwpaiadoiK. !pnMteas. de defeuder
do iiobredepulado i|ur""mdilt,losnl're a 'odicacSu
de ludO declarar a V. "'"caba dc senlar-se.devo antes
c......ccer a nesvaiilaioB,lcV1,I,' eu sau o primeiro a
rollocado.Pela maneira SI,,,aC;i,, em que me acho
havida nesta casa acerca PT?"? c"rre" "Sqffo
lia de eslar lemhr.idoque d"".b",1 Pabl'c"- v- Esc
. uella lomaran) parle, li/eiq",sl '"'jos Moradores que
aro ellcs assim procediam, lev""' sen "' ? aS5emblea que
lar, e obrigado* pelo rigoroso dt *"?" !ouv"vel U*J
mallos desmandse aos cabrar ,le''or'crmo. cer-
publicos que elle, recetan) 'Ji"n!!!,,os1 de "'"''eiros
reparlicflo ; poroulr lado lei" '",0 '=!" "quella
do a maioria da nobre
eommissao de obras publicas, c_
recero fundamento de que a de?"",1Sn:ld" fm ,eu Pa"
mis ...... -- ,,,; i'" uniiti fiiiinii; n# __, ,
quella disenss..o. lalvez alguem^"d"de
qne nflo podem admitlir se.-nelha ;' 1u,e a1u.e"
pie dao
propenso
issentimento ao voto cm
a continulo desse. .^l1'1"'1. <*>
menlos de dinheiros pblicos. <*$&**" esba"-
rm, como eu eludes aquelle. que,.a'"'!<"'0" P"
materia pela mesma forma, lTerecei,,,."'',"am "" a
I da pureza do n,w voto ,da nosi^osattaS"
e lodosos ,sso. prcceilentes que bem \1, Jrp~Z"'
nos semine hemos pugnad., pela causa se""1",.?a*
santa dos cofres pulilie.^. eu eslou pr^J.Tratl."
convenci.Jo dc que. nao -o a benevolencia da casa
como mesmo o sen simples hom enso, arr-darao de
iioaqiialquer injustica.fa/.undodesipparfcer qualquer
li-paridade de posieflo para onde nos alirealsum espi-
rito maligno ; de maneira'que nflo baja a rabnor du-
da, que fique bem eiilcii.lido.que lodos, que em de
volar nesta materia, quer pelo parecer Ha Aaioria
da eommissao.quer pelo vol em separado, procedem
seauido os diclames de sua* consetenctas, inspi.-adab
pala raesma nobreza de scntimenlos. [Apoiadosh
O Sr. Meira: En assim suppunho. ApXin-
dos.) r
O Sr. A. de Oliccira : Islo posta, Sr. presiden-
ta, passare a responder as observadles taitas pelos
dous honrados depulado* que alaban) He senlar-se.'
Nao me sera possivel entrar na apreciaran de loda
essa imprtante discusslq que leve lugar na casa
acerca das obras publicas, apenas ocenpar-me-hei
com alcuraas pruposicoes que foram emillidas pelo
nobre.leputado que sesenta du oulro ladu.nflo s por-
que elle he o autor da indicaru que molivou os
dous pareceres objectos da presento discussflo, como
lambem foi elle que collocou a queslflo no terreno
mais importante, que Ihe imprimi um carcter mais
grave...
/ io Sr. Depulado : Nflo f0i selle.
O Sr. A. de Oliceira : Esperando que esla mi-
nha reliccncia a reapeito do que dfeseram os oulros
nobres depulado* que (omaram parle naquella dis-
cussflo, nflo seja considerada como falla de respeito,
nem ceusma a esae* meu* honrados amigos.
11 Sr. Silolno : E o que he islo Tenha a bou-
dade de-explicar-sc.
O Sr. A. de Oliceira : Digo eu que esla minha
reticencia nao deve ser considerada pelos raeua ami-
gos como falla de respeito, que liles devu, pelo con-
trario, soii o primeiro a reconheror as vistas puras e
palioticas que dirigirara os honrados memhros
quando citas ulgaram dever fazer certas revcllan.es .
con.-ernentes reparlicao das obras publicas.
O Sr. Sitciii'i : Nao me satisfaz enm palaYras
Iransversaes.
o Sr. a.
.Un, que denota falla de conlianca da parto de | culo a queslo, direi algnma cousa. Senhores
quem a decreta. Outra nao podando ser a signiOca. en ,., declare, por mais da ama ve, que bu do e-
eaoHesemellianta medida, parece que ella jamis rele a disco...:, a respailo dasobras publica- taina
devia ser aconselhada pela maioria da commis4ao...n eonviccao de que na qualidade de depulado provin-
r1'iHnires. (ac in.lic 1...... ... ....,.,.. ... ..... ----______. ., '
Senhores, faco justifa ao honrado memoro, sup-
ponilu que clle ha de concordar cmico em que po-
dem dar-se casos, nos quaes, nomeando carpos le-
gislalivns una commisalo de inquerilo, nflo se Icnba
por fin oflender, do forma alguraa, ao governo eu-
t.i.. extalento...
' Ha um aparta.)
O Sr. TheiMnro : Itepilo, me parece que faco
ju.lica ao bouradn meinbru, declarando que elle
comigo esla convencido de que casos podem dar-se,
em que nomeamlo-sc una rouiniissao de inquerilo,
nflo se tenha por lim emillir un voto He deseonfian-
ea ao governo enlflo existente.
l.m fado, senhores, qne hoje tenho trazlo a
vossa consiHeracflo, por mais He urna vez. servir
para compro var o que acabo He Hizer.
Em 1810, estando a provincia sob a direcra do
de Oliceira : De melhor modo nflo
peesa exprmir-roe, se o nobre depulado nucr en-
vergar em ludo inalignidade, nao he minlu culpa ;
en estou fallando cun luda a sinceridade c a casa
bem vea maneira porque procedo.
Ko posso deixar de lastimar, Sr. presidenta, que
o honraJo depulado que se senladefroiita He mira,
s visse as obras publicas desla provincia esbauja-
menlos, prevaricaces e. abusos.
O Sr. Meira : Pelo que se diz. e n. > fai cu so !
o nobre depulado, parece que esl n'u.n proposito
maligno...
O Sr. A. de Oliceira : Quero dar lodaa as hon-
ras ao nobre depulado porque foi o nobre depulado
que leu a esta disrussta um carader inaisgrave.
bu, Sr. presidenle, devo dizer a V. Exc. que for-
ma acerca das obras publicas de minha provincia na
sua generalidade idea muilo diversa ; eu sempre
considere! que al era urna gloria para esta provin-
cia o eslado de a.lianlameiiloem que ella se achava a
respeito de obras publicas; c nao pense a assembla
que esle meu pensamento lie de hoje, cuja por ve-
/es live occasiflo dc enuncia-lo na tribuna da assem-
OlCa geral, senlimto-mc sempre enobrerido, quando
nilia recordarnos do eslado dc adiantamento em qoe
se achava a minha provincia, no que diz respeito a
obias publicas, comparativamente com*asoulraa pro-
vincias do imperio. Ainda assim, Sr. presidenta, es-
sa niiiiha convicrao, poder-se-hia adiar abalada em
vala da discussflo que houve neslacasa, se por ven-
tura para trauqiiillisar-me eu nflo fosse como que
obrigado a render homenagem a lestemunhos depes-
soas insuspeitaa e habilitadas. Ainda o anno passa-
lo viudo i esla provincia um engenheiro estrangeiro,
eiigenlieiro muilo hbil, encarregado He urna com-
mis..io do governo, no seu rclalorio que tev'e He fa-
zer ..cerca das abras da provincia, fez elle o maior
elogio a cssas obras, mo su no que diz respeito ao
modo porque eslavam cvccolados todos os Irabalhos
como al quanto aos precos mdicos de seu cusi. '
Ha um aparte
O Sr. A. de Oliceira : Ainda ha pouco esla
Cidade vcio umciigeiihciro brasileiro,cujo nome sem-
pre ser grato a estaprovincia.oSr.Conrado Jacob de
.Nicmevr, e elle fui o primciio que a lodos manifes-
tou a sua admiraran, o iin.mii que a lodos dava pa-
rabena pelo eslado de adtanlameota eqi que se acha-
va a provincia cercade obras publicas, (ira, y ,,.
\ fcxc. que sendo esla a minha opiniao e nflo de bo-
je, clend.i para fortalerc-la o lesleiimnho de pes-
soas ia-i:-pcilseiierrcilaincnte habilitadas, eu nao
pono deixar de sorprender-ana, ao ver a maneira
perqu o nobre depulado Laacou um analhema geral
sobre ludo que era obras publicas dc minha provin-
cia. >
asSr. Depulado : Nao foi elle so.
" Sr. Brandao ; Reparla com os oulros,
" Sr. I.uiz Filippe : Eu aceita a paite que me
loca de minio hoin goslo.
O Sr. Oliceira : Eu ja disse as raabsa parque
, nflo posso responder a lodos, c us inolivos que rae le-
.. S nes.e sentido, eco.no complemento de vara a oceupar-mc nicamente com as proposirocs
di-, u-.flo oltereci um requerimenlo. Assim I da autor da indicacflo.
Meira: V. Evr. e a casa conhecem per-
fcilamenta que eu nflo posso dispeusar-me dc lomar
parle nesta discerni, visto como son autor do re-
querimenlo snbmeltidu euusidcracao da nobre eom-
missao de obras publicas, rujo parecer se discuta.
Nflo su por esta razio como mesmo em consequencia
da direrefln que esle negocio lera tomado, sou tarca-
do a declarar, senhores, que realmente nflo estou
npesar d'isto arrependido de haver encelado a dis-
cnssao acerca da reparlicflo das obras publicas; nflo
"Stop arrependido, digo, e firme no meu posto, e na
minha ronseiencia nao rcreio qualquer retallado
lOesla discussao por mais funesto que elle po**a
ser, porque leudo ronseiencia de que nada mais li,
do que o meu Hevcr, tenho a roragem neeeasaria
para arrostrar lodos ..s resollados que dahi rae pos-
sam \ir. apojalot. Odios, rancores, obensas di-'
reclas, ou indirecta*, anteara*, insultos, compromet-
imientos, calumnias, injurias, ludo me ser foreosa
-upporlar com rc*igiiaratv qualquer qne seja o nu-
mero dos desairelos que rlnilra mira se possa ergucr
de claro que nao desanime al que as torcas me aju-
icio a siisientar-ine no meu posto, c n'esta melin-
drosa lituaeflo em que por amor di dever, me hci
colli.cado: Apoiodos.
J.i por esta* roiisideraces.e ja pelas rallesAes que
nobre depulado, mu digno ineaii.ro .la eommis-
sao que sssignou o parecer cora o seu banrado rol-
em que e lera cita-
da! eslava jio meu direilo quando alcava minha voz
cora o lira de mover casia lomar css'a medida qual-
quer a respeito de nina reparliroo p.iblica, sobre
que nos pudemos legislar. Mullas iuforinacocs li-
nba acerca dessa reparlicflo, grande parto Helias ar-
pes casa c cnlendi que erara mais que sullicienles
para que a assembla lomases urna providencia a
respeilo.
loda
procedendo, senhores. salive mui longe dc ano lar
a conlianca que deposita no presidenta da provincia,
com quem declaro que presumo eslar em harmonia:
verdade he que ainda depositando conlianca no pre-
sidente, me persuado que nao eslou na rigorosa obri-
gacao de jurar 0111 lodos o- seus actas, me persuado
que nflo eslou privado do direilo qne o acta addicio-
nal me cantare como depulado, que nao rae lie raes-
O Sr. Meira : Mas dirigindo-s* sil a mim,quan-
do fados que en refer por intormaces.toram cono-
horados pela casa,
O Sr. A. de Oliceira:Os nobres deputados -
zeram revcllaces importantes e todos linham con-
viccflo do que diziam, porcm, o nobre depulado tal-
lou por ouvir dizer, islo he muilo differente. sflo di-
tinlio-, '
da-
es
fu n. la m en I o e


Mumann





DIARIO OE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 23 UE ABRIL DE 1855.
O Sr. Braga : Tudo quanlo o uobre deputado
Mea Toi corroborado por lodos os oulros depula-
Ms, '
O Sr. Metra : l'Je continuar, eu cslou promp-
lo i carregar com todo odioso.
Sr. /. de olireira : O nobre depulado pelo
eonti irio. cebre-se de gloris, e quem carrega com o
odioso ta aquelles que pareccm ser propensos a lo-
dos esse* eshanjamentos.
O .Sr. Metra : Eu nao faro este juizo do pobre
depulado.
O Sr. i. de Olieeira : Felizmente, Sr. presi-
dente, que confrontada diversas proposites do no-
bre depulado, urnas com oulras, uola-se logo il-i-
granlcconlrariicflo.
O Sr. Meira ': Nao duvido.
Sr. .1. de Olieeira : O nobre ilopuladn, romo
tanto M revelarlo de un fado importante' 1ue
vou a assembla a tornar una proviilcnr."1 c"10
fosse nomeaeflo da conimissin de inquer "
nao peinen os honrado! membro*, que a(i"e')<'s julgaram riever tomar semelliante arbitr,'- l"era"1
suppnnrioque Dio s fa/.iam un serviro ." nr"v"""':l'
porm lamben) bem coilas que dnvam u.",.a Prov" J*
pose conlianca admiiiislrarao proviii''1 ."aquella
lempo exista no partido da ordem po* a,slin "urr
una ciAo ; o presidente, o Sr. ijM" ipomi-M
no partido oMcial, e em urna pea/0"* 3 'lc
nosso amigos divergentes que linrT por orgao de
suas opinies o peridico /ira ; r ,l *> Prl>
o partido puritano da ordem, cijo .or?flo era '."""
j n aquella poca nSo poda, ron""!1." al,0'ar a
administracao provincial, eela? '"P0*10 a r"er
.,. o yum : u noore oepuiaao, rumo 'oppotifio u presidente da pro> J c ao 8verno
can se lia de lembrar. foi o primeiro a dizer que geral, sendo que apenas os ,|f Piados scracs che-
nasobras arrematadas lodo os orramenlos eram er- garam a corte, rompern) loa/ em 0PP0SIC:, entra
o governo }u foi preciainl7Pclo,nlc,nl)ros'lPar-
lidoque eslava qua em hM U"'* contra o presi-
dente da provincia,nnmeada ommiS8lopara ocorpo
depolicia-.aqaal foi canside*"0" >'anuflm lempo ro-
mo diii verdadeiro arlo dr. dcsconfianc.,. Aquelles
que votaram pela corarais*40 "ljla lcmP- esla-
van convencidos de que Prc< e,1,e 'mana
providencias ; oque par*"* ,c'r Halo eevidente.por-
que o exame relio pela U**mwl lindo sido ulti-
mado no dia 21 deTei er"ro' "0,l,,a '' ,le mar':"
Sn pro\ i-
r.idos, e portMH razo, os arrematantes eram sempre
prrjuriiea.in em seos inleresses.
(i Sr. luiz Filippe : Disse urna verdade.
<> Sr. fruitdao : Naodisseelle s.
O Sr. I. le Olireira-. Esta prnp.oscflo do no-
bre depulado c daquelles que a ostentaran., pre-
me que lem non resposla inuilo simples...
O Sr, Stlcino : Supponho que islo i.Ao esl em
dis.-ussao. '
O Sr. A. de Olieeira : ... e be que lodas essas ..
obras assim niosnio feitas com os orramenlos erra- presidente anda nflo ,'n'lil lomado urna
dos, anda nAo rieixaram de ser arrenialadas por (al- 'rieneia acerca ele |,i ^ravo oceurrencia! !
la de arrematantes ; e se porveiTtura esses arronia-
lanles los-rin sempre prejudicados em seus inleres-
ses, certamenle nAo baviam de conlinuar a empre-
gar-ss erg arrematarnos de obras publicas para c-
rem sempre prejudicados.
O Sr. Ignacio Ledo: "Nem sempre sao os mos-
mos.
O Sr. A. de Oliera :Embora naosejam sempre
os mesados, todava observo ao nobre deputado que
existen) companbias de empreiteiros de obras, I*.
iner# que exerrem :i industria de arrematar obras pu-
blicas, fazee eshadas, ele. ; esles individuos se fos-
sem sempre prejudicados. como dizem os nobres de-
pulados, de ccrlo nAocootinuaram a empregar-se cgi
semelbante induslria.
" Sr. Meira :t.ontan com os orcamcnlos 80-
ple>ntularcs. '
'mSr. Deputado :E lambem com certas bene-
volencias.
Huiro Sr. Depulado :Tem alguns bemaven-
lurados,
" Sr. .1. de Olieeira :Ora ja ve a casa que se
por ventura Besas obras au dexam de ser 'arrema-
tada* por falla de arrematantes, iso prova que os
inleresses dos arrematantes nAo, sao prejudicados e
que os inleresses da provincia lambem nada per
dem.
Eu procurei, Sr. prcsidenle, desccr a certas ana-
lyses, alim de ver ale que ponto irle poderiam me-
recer f as asscveracncs feilas por alguna honrado/
deputadns; procurei saber em quanlo imporlava"
as obras feiUs na provincia depois de cerlo leinr*0*
comparativamenle com oulras excculadas em c*10-
cas anteriores. De um calculo que me foi forn "
do |Kir pessoa habilitada, vejo o seguinte : que r es .
quasi
Irada da Victoria, que est por as'sim dizer I'1'
prompta, menos em 2 Uncos que ainda nao .loram
enlicgues), constando de -26 lanc,o, 16 ft!j,'s ,'
|>rooiplos antes do anno de I8j0, e 10 de if' |' alc
lioje; examinando os presos de lodas essas "s'
alim de saber o termo medio do cusi de a ,"
a, vejo que nos Ifi primeiros leos feilo" a,llc'i ''"
183(1, a braca, Ibrmo medio, custou 2ijW ,' "g*
obras feitas de 1830 al boje cada braca rus ,u. ''*'
compre notar que desde celta poca as <,>lra'las ''ei-
xaram .le ler menos larsura. porm n?n dev?"'os
esquecer que depois de 1850 ludo que f" rcsi,,lu a
obras publicas lem encarecido, nao so malerla
como a mao d'ubra ; de maneira qiJC em y", ,
calculo a que acabo de me referir, lroce vnlcnle
que as obras feilas depois da pora "e "r* lem
custado antes menos-, provincia d 1ue as fe"asa"
lerormenle. Ora considerando-'5* f'ue ,(!(,a< a
obras da provincia, com peque "as f ccP(:ucs- f1
feilas por arrematado ou a mab,r Pa.rl da ""V5"
naraodas obras publicas be cin[,rK1i"la, em airadas,
as q..ae sao lodas feilas ,,or arr!"nn,'"-"a',-I. Ia .ve a af"
scmblca que au se pode com ,raza c rundamenlo
laucar ess auall.ema em aer''1 ,sobref obrM Pu-
blicas. Existe urna uncf ;"ra ,fe,,a I"'1' "'-
mntatrteao que he a tm{'*tm#n leUlve pns.au, ser exacla.5 "I=,"nas r,;1euc fe,la*
lelo nobre depulado, sen,j,0 1e, Pos*" Pclu
neu teslemunho fortalece-10 es'a parte. No que
diz respeilo aos aterrus ?* casi ,le di'e"^' observl!'
eu pelos meus proprios ""'.em certas pocas que
as cano-s que rondu/.i?"" "ela; nA" 'r"m a 1"an-
lidade de arcia devid1-. Esle facl" eb*W"io c-
nbecimento do presidc"tc 1"ee"lfl? era aSr', A lclor
le Olivcira elle obV10" ao ensenheiro director que
den as providencias 1necessar,ase ruram demiltidos
alguns empreeados'' ,. .'. ,. ...
i m Sr. cpulac*" :-l>epois da vis.la do Sr. Vic-
iar de Oliveira. ,. ,.
O Sr. I. de (j'":eira 'O 1ue posso dizer lie que
ne*la parle as r^^exoes do nobre depulado podem
ler seu fuidan'en'0'8 inleresses poblicos podem
ler sido me no'* uera orados; c mesino allamenlc
prejudicados /"a our ('a casa ^e delen^ilo, mas no
que diz respe*'1" ,s """^ obras, nao.
{,-, j,.. jtpulado :Eo nrcamento ,1a capella do
eeimerl"'"' ^'Sa alguma cousa a respeilo delle.
t Sr. .4- de Olieeira :Essa obra esl a cargo da
cmara. /Porlanlo j v a assembla que aquelles
que pinli/raui o quadro da repartiera das obras
publicas,, com cures lao melanclicas e aterradora
procedeAa,,k com alguma evageracao, permillam os
nob)-es/'dcput.,dus que as.im Ibes tliga. A vista pois
do qu! acabo de expender os receos dos nobres dc-
putados devend limitar-te a casa de detencn, um
vez iiue quasi lodas as mais obras sao feilas por ar-
remalacao, c que as arrematac/ies, segundo o dizer
do lirondo aulor da iinlicacAo, sao antes lesados os
ni Icresses dos arrematantes e nao s da fazenda, na
rfSalidade nao sao Io grandes os prejuizos que possa
ler soflrido a provincia, de maneira que ainda man-
lenlio aopiniao por inim emittida que o estado de
adiantamenlo c prospendade em que se acham as
obras publicas iicsta provincia na sua eeueralidade,
conslitue antes um padrfto de gloria,sendo a provin-
cia de l'eruambuco a mais adianlada nesse ramo im-
portante de servico publico comparalivamenle com
as mais provincias ; parecendo-me injusta c infun-
dada a proposito do nobre depulado aulor da indi-
cacao.- quo as obras publicas lenbam s servido para
corruprese immoralidades.
Todava nao pense algnen qae eu possa asseve-
rar que na repartieo das obras publicas nAo lenbam
sido commellidos erros ou abusos, aules pelo contra-
rio parece-me corlo que alguns necessariamenlc de-
vem ler bavido e sempre haverao.
Um Sr. Depulado :Nome-sc a comini'.Ao de
inquerilo.
O Sr. .1. de OUteira :Mas cu pcrgunlo, que
signilicacAo lem essa comnaissao de inquerilo'.' Esse
aclo da aHonobla nao be mais du que um estigma
laucado sobre lodas as assemblas transadas. STm
apiado*. ICsses abusos, essas prevarcacOes nao
exislem do hoje, os faclus aponlados pelos nobres
depulado referem-se tambciu a pocas passadas, c
eonseguiutemenle esse procedimeulo que ora sequer
ler, importa o estigma feilo a lodas a assemblas
transacta', importa dizer que a actual assembla
provincial be a nica que lela os inleresses pblicos,
todas as mais tem dormido acerca desse dever to
imporlante.
ta d/.iVii e varios apartes.'
O Sr. 'residente : AtlencAo.
O Sr. A. de Oliveira :Sr. presidente, depois
das explicarnos que acaban) de me ser dadas pelos 2
honrados memhros, que nos disseram que elle vola-
vam a mais plena coiiliauca no actoal presidente da
provincia, e em vista de semclhantesdeclaragocs.eu
nao Icrif iluvida alguma de conceder a commissAo
de inquerilo, se uAo visso que esse aclo da assembla
poderia ter lora d'aqui urna significacAo poltica e
de grande alcauce que Ihe d pratica do sfstema
representativo seguido nAo s em nosso paiz como
em diversos paizes estra'ngeiros.
Para esse im, e para mostrar o perigo de seme-
ihanle medida, servir-ine-hei dos exemplos citados
pelo meu nobre amigo e collesa da commissAo que
lento ascircumslancl"(l"c ")o|ivaram a nomeacAo
ten i commiswo, ej>n*taiieUa que em nada se as-
semclhamcom aact"a"; cumprindo anda nolar
que as contal do r"^'" ''e P"l|rla nunca baviam sido
tomadas pela n^-ouraria ; ao passo que actualmente
as conlas da rep:'rhSa:> (l,ls nl,ra'1 P"'|licas eslo em
da aesaodo no* **''* Sr- inspector da (hesoa-
Ja v porla-1'0 ^ ^,c-- 1" differenca niio exis-
le?! \ resnr''" ''" ,'l,rPl"le polica bavia urna pro-
va de corrui">3" ofli'dalmenio veridcada, as contal
nflo lomad*? '"''a rl'P',^,l,l' competente, e o partido
da onlem J'1 em Principio "'a boslilidade contra o
presidente'1 respeilo da reparlicAo das obras pu-
blicas ut c"n'as fs,;lo cm dia, nada fui provado, ape-
_.$ 'a.,severaeOes apoiam-seem ditos vagos, e todos
-ae a_ji se acham dizem votar plena confianza no
preshb''"" ,la ProT'Bcil
q ,-r. Thi-otora :Ma note o fim para que cilei
excm'1'"8 ^'' ,iara l'rovar a consiilucionalidade di
n .ida.
(. Sf. 4. de Olireira O nobie depolado levan-
un) caslello para ilepois derriha-lo ; eu por ven-
. ia neg a consiilucionalidade da medida ? Eu es-
iheleci no parecer o principio de harmona dos po-
deres politices, e disse mais que para lAo Miniar dis-
poscAo de noan constitoicao poltica se conservas-
se Ilesa, uecessario era que os diversos poderes nAo
transgrediste!!) as raias de su^s verdadeiras altriboi-
buices, e que nina commissAo nomeada pelo poder
legi-lulivo para e.xanunar urna reparlico que func-
ciouava sob a inspeccAo e resp in.abilidaile do de-
legado do poder execulivo, pareca urna medida
destruidora do principio de harmona des poderes,
mas que a pralica do syslema representativo seguida
em diversos paizes, a linha admillldo em certas cir-
c inislaucias que cspecfiquei....
(' Sr. Theodoro :Mas a que vem este periodo!'
O Sr. A. de Olireira:Foi para mostrar cusa a
queslAo imporlante de principie a que se prenda
o assumplo que ora nos oceupa ; sendo que real-
mente esla medida parece a primeira vista deslrui-
dera da hannonia das poderes polticos, por quanlo
as medulas de repressAo que devem ser lomadas
conlra reparlicAo ilas obras publicas no caso de
ler bavido abuso, sAo puramente administrativas e
nao legislativa'. Tainbem consigne! no meu pa-
recer as rondrocs que aulorisam a decretaco pelo
poder legislativo de urna medida lAo imporlante, e
a qoal nAo po IJJScr nutra significacSo scnAo a de
falla de conlianca, Porem eu nunra nesuei o di-
reilo dcsla assembla de noincar commissoes de in-
querilo, poslo que esla opiniAo possa ser milito bem
sustentada, mas eu nao a sigo, cu cnlendo que esla
assembla osla no sen direilo Horneando commisse
para examinar qualqucr repartiejoquando julgar
uecessario.
tanto nos preoecupa, e para moslrara assembla que
por parle do presidente lodas as medidas serSo nn-
mcdialamente lomadas para que a reparlicAo das
obras publicas se ponba'em estado de merecer a con-
lianca publica, referirei oque acaba de se passar
acerca de um incidente que se den na discussAo lia-
vida na casa acerca de obras publicas. Eslao lem-
brados todo* que o nobre depulado qucsesenlaem
frenle le mim, referi o fado de urna obras geraes
feitas as casas do curso jurdico e collecio das ar-
le-:, li'iidu-nns asseverado que essas obras linbam cus-
tado :M) i> Untos cont de ri ao passo que no dia
seguinte, documentos aluciaos publicado! no Diario
nxHraram que essa obras, que tiuliam sido feilas
por um engenheiro, que lio empregado gcral e pes-
soa lambem muilo rcspeilavel, apenas baviam cus-
tado rs fO:SOU|O0Q rs.'.! parece na retlidade que o
nobr diputado a quem me refiro, anda mal infor-
mado scerca de obras publicas desla provincia".'! >Ao
obstante 1 publicarlo desses documentos ofilcacs ler
a lodos convencido da injuslica das asseverare do
nubre deputado o Sr. Meira, relativamente a esle
fado ; o prcsidenle anda assim para dar urna salisfi
coanpniao publica e para desvanecer asduvjdasqiie
as aecusaees do nobre depulado podan) ler incidi-
do no animo dejla assembla, ordennn ao inspector
da thesouraria ueral que bouvesse ,1o non)ear urna
CommissRo para examinar ludas obras feitas as ca-
sas do curso jurdico c collegio das artes. E se por
ventura j nAo proceden da mesma maneira para
Eis por- com as obras provinciacs, he nicamente por delica-
ineii
Portante nAo vamos para es a 1 mi 11 -i, nao a aceito, se esta fura niinha opiniao
Mo Icria concluido no parecer conlra a decrelVAo
necessaria e Impoltica, omilhu'do o funayimenlo
de c.ins(iiucioiialidade,que seguramente he a allega-
ra, i mais poderosa que pode ser produzida contra
qualqucr medida.
No lerreno pois da conveniencia e confianca he
(Jue deve ser discutida esla mcida. E V. Exc
ja vio que oexcmpln do corpo .le polica longe.de
favorecer a opiniao do nobre deputado, nAo faz se
nao dar forca a miuha opiniAo ; pois que a commis
sAo para o corpo de polica foi nomeada por pessoas
que nAo votavam coulianra na primeira aiiloridade
admiuislraliva; i'ov lano essa deliberarlo da as-
sembla provincial de Peruambuco loma la as cir-
Lcomslsncias que eu elini, prova a favor da asseve-
raejio de meu parecer, quando en disse quescme-
lbanle medida era sempre iniciada, c sai sustentada
nos parlamentos pelas opposicoM contra um gover-
no em quem nAo conliein.
Procuremos agora um exemplo em algnm paizes-
Irangeire ; felizmcnlc o nobre depulado preveuio
nie, rilando um exemplo de una oceurrencia nola-
vel, bavida ha pour.o lempo em um paiz modello
quanlo pralica do syslema rcpresenlalivo, que vem
desvanecer qualqucr duvida que por ventura possa
baver no animo da casa a respeilo da significarlo
publica que tem una commissSo de inquerilo, O
nobre deputado parece nAo ler bern mcdilado sobre
essa nolavel oceurrencia a que se referi; se o meu
nobr* amigo leu a discusAo que leve lugar no par-
lamenlo Ingle/, acerca da nomeac-Ao de rummissAo
de inquerilo para examinar a reparlicAo da guerra,"
em conseqnenci* uuuciavam o triste esladn do exerrito inglez
na rimr.i, hade lembrar-scjque entrando a dis-
cus-Ao da moejio do Sr. lloebuk. o ministerio-brit-
nico relirou-se, por julgar que a couccssAo de seme-
lbante medida importara 'falta de confianca, tendo
um ilos membros desse gabinete o Sr. Hcrbertdecla-
rado na tribuna que jamis consentira, como mi-
nistro da cora, que o poder legislativo nomeasse
coininisscs para examinar a reparlicAo a seu cargo,
leve de relirar-se o ministerio Abcrdeen, a quem
succedeu a ninisterioGranville'ePalmerslon; luven-
ilu ja aquella in ii 11 quasi por assim dizer mere-
cido o assenlimenlo (U cmara dos communs, quan-
do se deu a segunda leitura da niocAo do Sr. Hoe-
buk, o novo mlnisterin,'embora esse accordo dopar-
lamcnlo nAo o podesse ferir, porque a commissAo ia
examinar actos pralicados pela reparlirao da guerra
perlcncenlc ao ministerio transado, todava em vir-
lude dessn especie ele solidaredade governamental
que existe entre lodos os gabinetes, disse que nAo
acceilava a medida sendo medanle urna candirn
que de alguma maneira diininuisse o rigor de sua
intelligenca poltica; e a condirAo proposla e acceila
foi que a commisso fosse composta le 7 membros
da opposicao e 8governislas, nAo obstante una con-
cessAo lao favnravcl fela so governo, tres ministros
que baviam perlencido ao gabinete Iransaclo, o Sr.
tiladslouc e mais 2,cujos uome na imc record, -que
alias furam os membros divergentes do ministerio A-
berdeen, pertencenles as deas de guerra e conlra
asile paz,'que eram as de Mr. Aberdeen e OUtrns
eolleaslesseslres ministros rcliraram-se, leudo por-
lanlo lugar um i inniliiirar.nl no novo gabinete.
'i Sr. Depulado: Mas a commissAo nome-
ou-se.
OSr.A.deOlheira -llouvc nova modilicacao, e
nole o uobredeputadoque a commisso do inquerilo
nAo he para examinar actos do actual ministerio, e
simpara examinar osados pralicados pelo ministerio
Aberdeen, Porlanlo examinadas as circumstancias
dessa importante oceurrencia, esse exemplo exube-
ranlementc prova que urna commissAo de inquerilo
nomeada pelo poder legislativo para examinar urna
reparlicAo publica, que funeciona sob a inspecrAo o
respousabilidaile do poder execulivo, nflo be senao
urna medida de descoufianca.
O Sr. Theodoro:Sempre '.'
O Sr. A. deOlireira:Sempre, c a prova be esse
za. por deferencia para com esla assembla, cuja
deliber.icK's n3o quer S. Exc. prevenir, afim de que
volemos livremenle nesla quesillo, porque o presi-
dente est tamben) no seu poslo para ao depois fazer
o que julgar conveniente.
V-se porlanlo que esle procedimento do governo
a respeilo deesas obras geraes, insigniflca'nles, por-
quera pouro monta a cifra de sua importancia ( rs.
(0:30090001), deve convencer assembla que o
prcsidenle da provincia proceder com o mesmo zelo,
coma mesma soliciludc, coma mesma aclvdade
acerca ilas mais obras proviuciacs que forem referi-
das na discussAo dcsla casa.
Se porlanlo leubo a certeza de que o prcsidenle
da provincia por si e ndependente de qualqucr de-
liberaran desla casa, dar lodas as providencia que
adiar convenientes para fazer desappareccr quaes-
quer abusos e irregularidades que possam exislir, e
que seus autoreserao devidamente responabilsa-
dos, pergenio eu, para que Hornear rummissAo do
inquerilo quando esle aclo ollerecc o granvc incon-
veniente de ter nina inlerpretarao politice, desairo a,
toda nll'ensva ao delegado do poder execulivo'.'
O Sr. Theodoro : O nobre deputado be quem
Ib'a d.
Sr. A. de OHceir :No son en infelizmente,
mas essa interpretaran result i da pralica do svslcma
rcpresenlalivo seguida em todos os paites, como an-
da ha pouco demonslrci. Semelbante commissAo be
lano mais desnecessaria e impolitica pelos molivos
que teuho expendido, quanlo o presidente da provin-
cia he boje o primeiro interessado a fazer desappa-
reccr do horizonte todas essas uuvens lAo carregadas,
que pairam obre a reparlicAo das obra publicas,
urna vez que ao delegado do poder execulivo cabe a
responsabiliila le moral de ludo quanto praticam
sij-js agentes subalternos.
Cm Sr. Depulado :Islo be seu.
Cruzan)-se muiUs apartes.)
O Sr. i. de Olieeira 5Ora, Sr. presidente, s no-
bres deputado n| ueste momento esquecem-se dos
primeiro principios de direilo publico. O governo
be.sempre moralmenlaresponsavel peranle a opiniAo
publica e-para com o partido da opposicao, por In-
do quanlo praticam seu agentes.
Quando live de fazer opposicao ao minislerio no
auno de 18-33, baseei a mnlia opposirao em actos
pralicados pelo agentes desse minislerio ; nAo acen-
se) a esses agentes, aecusci ao aoverno, tendo pro-
duzido os fados do presidente Kiheiro para justificar
o meu voto, para justificar a miaba opiniAo.
Porlanlo para mim he clro e evidenfe, que ca-
bendo ao presidente da provincia a responsabildade
moral de ludo quanto fazcm seus agente, c sendo
do seu proprio inleresse levar a actual orden) de
censas para o sen verdadeiro estado normal, he mais
urna ronsideracAo de algum peso que me leva a pro-
nunc.iar-me conlra a concessao da commissAo de in-
querilo, medida que a meu ver lie lAo desnecessaria
quilo impolitica.
Sr. presidente, cm vista de ludo quanlo lenho ex-
poslo, julgo baver respondido aos dpus nobres depu-
lado que encelaram este dbale, e ler expendido os
motivos poderosos que me levam a nAo conceder a
medida pedida na indrarAo do Sr. Meira. Voto por-
lanlo conlra o parecer da maieria da commissAo, e
pelo meu vol em separado.
O Sr. Luis Filippe:Sr. prcsidenle, anles de
entrar na matara principal dadiscusso, peco lcen-
ca i V. Exc. c rasa para referir um ircnlcnle.que
comquanto me soja pessoal, lem todava immediata
ligacAo com o assumplo de que nos oceupamos.
V. Exc. e casa bAo delembear-sede qne, quan-
do se Iratou aqu da reparlicAo das obras publicas,
cu me pronuncie! com toda a prudencia e modera-
CAo que sempre me lenho imposto. Ncslas occasies,
mas anexar dislo, o meu procedimeulo nAo nip poz
acoberlo de insultos e injurias.
Measa oecasiao ilissc eu, que eslava bem certo de
qne i provocar desITeices e crear odio contra
mim, c rise lamben), que desprezava urnas e ou-
lras. Succedeu o que ed liavia prevslo. NAo lia
muilos das que um engenheiro insolente dirigio-rae
por mein de urna carta, insultos de que s elle he
capaz, ennvidanrio-mc comnrovaro que a seu res-
peilo cu bavia dilo, como se a islo devesse eu eslar
adatricto.
Menciono esle incidenle, nAo para responder a es-
sa caria, porque a lano me nAo rebaixaria, porque
me considero muilo cima dclle, e minlia rcpularAo
Tora lio alcance dos seus tiros ; mas para fazer nolar
como recebeu as censuras que desla tribuna lbe. fo-
ram dirigida, demonstrando, assim, que acaslella-
do na impunidade cm que al boje lem estado os seus
mo feitos, se julga iiivnlneravel. Tanto cynismo
nAo provoca un do que o despiezo, a que de nii-
nha parle o rondemno.
Entretanto, rievo dizer que si de alguns aclos de
prevaricacau commellidos por elle, e que espero a-
presenlar prova dellcs, e ncsle sentido passo a fazer
as neeessarias iodagaeOes.
I m Sr. Depulado : Quem Ite o engenheiro ?
) Sr! I.ui: Filippe :O engenheiro de quem fal-
tb he llenrquo Augusto Millel.
O Sr. Si'/ueira : l.eia a carta que elle Ihe di-
rigi.
Oulros Sr>. Depulailof : Nao, niio.
OSr. Luis hilippe:Agora vou me oceupar do
discurso do nobre deputado, que senla se d.muelle
lado.
Sr. prcsidenle, admiro que, depois de haverem di-
verso depulados levantado as suas vozes, e apresen-
lado Taclo que lem maisou menos sido juslilcailos,
admiro iligo, que o nobre depulado sem contestar
as aecusaees feilas, se apresenlasse boje defendeudo
essa reparlicAo, qoe lem sido acensada e acensada
com milito bous fundamentos, duendo qoe ella lbe
merecan mais alto conceito!
O Sr. A. de Otierira d um aparte.
O Sr. /.('; Ftlippe :Eu tome aqui apoutamen-
los e julgo que me nAo enganei. Os fado que eu
e nulros deputa.los tivemos a hbnra de apresenlar,
pravam bastante contra esta asserrAo do nobre depu-
i liz ver aqui, que a ponte de (iin.laliv
nlreiro como me consta, pessoa mnilo competente ;
mas nAo leudo feilo a compararlo da cifra cunsomi-
da rom o servicu <|oe via. nAo poda saber se a re-
parlicAo gaslava econmicamente ounAon dinbei-
ros que lliceram conlaJos ; bem v o nobre depu-
tado que assim nflo posso dar a aulorida.le por elle
citada, todo o valor que Ihe parece ler.
O Sr. A. de Olireira :Entilo elle avanrou urna
pr.ipusiri,, leviana "!
O Sr. l,u\z Filippe :NAo o quero dizer, mas o
que digo, he que esse engenheiro nao podia ter co-
ubeciincnlo dessa cous-.
O nobre depulado disse, que em sen entender a
allluencia ou concurrencia de prelendentes a arre-
malacAo de obra publicas, be um fado que prova a
sua retolardade c bom andamento, porque se
assim nao fora, c se os arrematantes tivesseni certe-
za de perder, nAo se presentaran. Islo nAo lie
lAoJiquirio quanlo suppe o nobre deputado.
Sr. presidcnle.as vetes desenvolve-se de urna ma-
neira espantos* o gusto predominante para cerla or-
dem de trahalbos, e i'o se lem dado effectivamen-
Ic a respeilo das obra publicas ; muilos individuo
lem desviado os capilac e braco que cslavam em-
pregado na agricultura, para empresa-Ios na factu-
ra de obras, riahi procede essa concurrencia, e nAo
do lucro que possiin tirar deste Irabalho ; muilo in-
dividuo ten) seos es.-ravos. e tendo-o s ve/.es sem
emprego vanlajoso.vtlo emprega-los nesla ordem de
trahalbos, embora c.mhec un que lucro nAo podem
lirar, c que com diftlculdade satvarao, se be que lo-
dos silv.im. u Irabillio desse cscravos, e a esle re-
peilo vem a proposito ili/er. que son informado de
que a braca.cubica de estrada quo al algn anuos
passados lempo em que quasi lodas as obra eram
feilas por ariminislrscgo) era oreada em 6.}, sollreu
o abale de metaric, logo quo so adnploii o systema
.le arrematado. Se is!o be verdade, como me dis-
mitou-sea combaler aquelles aprescnlarios pelo no-
bre depulado a Sr. Meira, duenda em eeral que lo-
dn as ma aecusaees linbam sido enunciadas sem
provas, que ludas ellas linbam sido lalvez o resulla-
do da Icviandad.-.
" Sr. A. di Olireira : Foi palavra que nflo pro-
nnnciei.
OSr, S'dtiin : Digo leviandade, porque lalvez
das palavra do nobre depulado se possa depreben-
der um uizospeior... conleirto-me com essa dedneflo
que j be por demais oflensiva da minba digni-
dade.
Sr. prcsidenle, eu referidn-n)e ;i re|iarlcAo das o-
bras publica c querendo provar que lem hividonel-
las inepcia, eprev.incaeoes, aponte) fados em abo-
no das mullas aseverai;ocs : eu dic que linha ba-
vido ineptidlo no confeccionamenlo do orfamento e
planta do arude do l.imociro, c appello para o no-
bre depulado que he engenheiro da obras publicas,
para que diga se hou've ou nAo ineptdAo.
O Sr. Mello Itego : .NAo coubcro a localidade,
nflo o Sr. Silrino : -- Nao ouvio dizer que o sangra-
douro licava mai? alio que o balde '.' Reconbeceu-se
que linha havi lo erro, e em laes casos um erro .les-
te, que s podem ser filiaos da mais crassa ignoran-
cia.
En die mai que liiibam havido prevaricacues e
cilei dous fado um de ualuieza tal que lalvez nAo
me seja po-sivel provar, por ossa demora, por cs.<
dojonga, que lem bavido na medida qne se deve lo-
mar a respeilu da reparlicAo das obras publicas;
quanlu ao oulro. julgo que produzi urna prova que
leve convencer lodos. Eu disse que linha havido
um hilliclc em que o engenheiro director, dirigin.lo-
se a um tal Antonio Jacintho Borges, pedia que esle
viesse sua casa ou reparlicAo da obras publica,
para Iralar de negocio coiicerncnles mesma repar-
seram. nAo revella o desejo de arredar toda a com- I liego, e que linliam referencia com seu rflo, e d*l
eneelou esle debate. Em primeiro lugar o honnolo i mesmo exemplo da Inglaterra, que alias referi
inembro cilou o exemplo de urna commissAo uomea- )neu nobre amigo. Se o nobre depdlado. cujos la-
da no lempo do Sr. Chicharro para examinar o es-
tado da llu-.ouraria. Permilla-me u meu collega
que Ihe lembrc, que pelo no urna coininissAo de cuntas provinriac, e pelo regi-
ment da cmara dos Srs. depulaos, tamben) lia
urna commissAo intitulada do exame do Ihesoftro ;
de maneirn qe esse exame na thesouraria ordenado
no lempo do Sr. Chiehorro, aules me parece nina
medida de simples espediente c ordinaria, (.mi to-
da a franqueza declaro que quizera anles que scme-
lbanle exemplo nflo fosse citado, por nos Irazer elle
reiwrdares dolorosos. Essa commisso a que se re-
feri o nubre deputado, em coiisequencia da manei-
ra porque riesempeuhou a sua missfio, fez com que
robl* provincial sellassc Indas as provarica-
re que te cominclliain na infeliz e desgrasada cx-
lioeta ihesouraiia provincial. Exemplo porUnlu
do fados la.i funestos n'io deveriam tW ser citados,
c muilo nieiios poden) cllcs servir de areslos.
( O segundo exemplo citado pelo nobre depulado,
l"i I nomeacBo de nina comoisdo decretada por es-
la rasa pira examinar o corpo de policia.
Ora, Sr. presidente, eu nunca peosei que o nobre
depulado para justificar a sua opiniAo, (igurase nina
hvputl) se que reamente em nada honra ao aclual
presidente da provincia, eotlocandeo na mesma po-
sie.ioem que se achava o presidente, que eni.au ad-
.niin-trava esta provincia '. na verdade, Sr. presi-
dente, este proco liiueulo n.lo parece proprio de
quem di7 votar plena conlianca un aclual presiden-
ttdo.
que se fazia sob a direreflo desse engenheiro que b'a
pouco numeci, iinha lulo mai de um orcamenlo ;
eu lie ver aqui. que esse engenheiro havia redama-
do contra esses orramcnln, porque dizia elle que
eram eslimados o maleiiae e inflo d'obra muilo a-
baixo do sen valor, sendo de-uolar-se, que esse or-
camenlo be obra desse mesmo engenheiro ; cumpre
dizer ainda, que o presidente da provincia leve Iflo
pouea conlianca nelle, que lbe nAo'quiz enlregar os
fundos necessarios para fazer essa obra o presiden-
te ila provincia mandn entregar ao Sr. JoAo M.
\\ inderiey, propietario do er.genho (iindabv, lodo
o dmlieiro que nella deviaser consumido, e deu or-
deih par* que s se eulregasse ao engenheiro aquel-
lo q'ue fosse preciso para fazer face despezas fei-
tas c isso nao prova certamenle, que o engenheiro
cncarresa.lo da obra merera a confianra do go-
vernu.
Esse engenheiro ainda quando se achava na di
rcc.Ao da estrada dosulno lugar do engenbo Campo
Alegre, man lou fazer ninas puntes para facilitar o
transito pela nova estrada, e essa ponles eramlfeilss
ne representativo, on regenerar o actual, eu de ama madeir qne lodos nos lalve condecimos, a
bom grado aceitara a dclinicflo qne o nobre de- au0 *L' cliai11' ImDanba j eu live de passar por cima
pulado quer dar medida de que (raamos: islo he, MI"-. digo sinceramente que live receie de me
considerara urna commissAo de inquerilo nomeada precipitar nos ahysmos, porque essas ponles n.lo
pelo poder legislativo para examinar urna repart- I ""spiravam conlianca alguma, em vista de sua ira-
cao, que funeciona sob a responnbilidade do dele- 1uelaic nenhuma seguranca;riellas na opiniAo de pes-
soa competentes, nao po.liam distar mais de 59 a
(i.-, porque eram de pessma ma leira, c de Irabalho
muilissimo liseiro, entretanto, o eagenlieiro
me disse-
lenlos ali en simo primeiro.i reronheccr, podesse
eievar-se at altura de umBenjamimConstanl.oo de
um Ciernen! Tqnncrre, para fundar um novo isle-
gado do poder execulivo, eojio medida de confianca
como o nobre depulado quer.
Parece-me porlanlo, Sr. presidente, ter provado
de nina maneira clara e concliideulc, que a medid estrada recdieu^.K15 por rada urna, com
pedida na in.licacAo do Sr. depulado que se senla
em frenle do mim. nao pode em virtO.de dos uso e
hallos eslaliele.idos na pralica do svslema repre-
senlalivo, segundo os exemplos que lenho citado,
ser considerada senAo como nina medida puramcnle
de desconfianca*
Eu eiilendo, Sr. presidenle, que assim se prali-
rain. Oulros minios tactos foram aprescnlarios, e
nao contestados cabalmente. Talvez lo ludo seja
o nobre depv-
refet i ao nobre
r. presidenle, (,_.
ca em ludus os paites, nffdc existe o svslema repre- Cbo de mencionar, e o que oulro
tentativo, c onde ..sgoyernos Ilustrados c que lem
coDscencia de seus deveres nao poden) jamis con-
sentir que os reparlices publicas que Vuiiccnnam
sob -na respenaabilidade, sejam etaminadns por .ic-
legncoe de um poder esirauio. Se assim acontece
em luda parle, pcrgunlo eu ao nobre depulado,
se o alcual presidenle da
provinc, que alias lem
feilo tant.isservieos esta provincia, apoiodot que
lem direilo a gralidio de lodos os l'einainbucanos
le. Eu pedira ao nobre depulado que examinas- j em COsequeaeiados benelicio que tem feilo,I apoi- 'i'.''1" da noSM le, que considera o depulado inviula
^e bem as dreamstaneiasque deram lugar a uumea- "
ditinhos, como acabo de dizer
lado.
O Sr. ./. de Olireira :Nao me
depulado.
O Sr. Luis FAippc :Sr. presidente, se o que ,1-
ineus collegas
lein dilo, n.lo ri dir.'il aos memhros riosla casa,
paia ergoeren suas vozes, edenunciaren) de abusos
que chegam ao seu roiihccimcnlo, cnlAo cu tiro urna
conclusa; bem trille, e he. que n.lo lia accu- i.-.lo
possivel conlra as repartiese* publicas. {Apoia-
iot.
0 Sr. ./. de Olireira d um nparle.
0 .Sr. l.-iiz Filippe :Se ludo devesse ser exube-
raiileiuenie prova.lo, ciilao bem intil era a dispo-
rdodaquella coinmlssilo, eslouque elle convencer-
-e-b,i que.is circumstancias san muilu diversas, ap-
pellan lo para o honrado membro que se sent de-
fronte de'mim,que foi justamente oaulur do reque-
rimenlo pedimn a noineacao d'aquella conmsssjlo.
OSr. Josc l'cdro :l'e.li para a miaba repai-
tir 10.
O Sr. A. de Olireira:Havia, Sr. presidente,
acerca do corpo de polica, nao simples boatos como
."-es a que se refercm os nobres deputado, mas
urna prova de ciirrupcAo, prova que 1105 foi nesla
.-.isa i.vebi.lar aiinimrraria pelo Sr.inspector da llie-
I Hirnria o Sr. Jos Pedro, o qual foi que coininuui-
cuu a esla sscinhla 110 dia K ou !> de marco, que
do exame feiln unsconla do corpo de polica rea
nsfoi nao lem direilo a ser tratado, ao menos VB| exerccio .la sua fnncres, e irre-p msavel
en eireainwaqrias ideejtieas, coift a mesma delereu- PCi**. propoelejlei que lloovosse du aventurar, lie
ci, com o mesmo respeilo que se observa em lodos I1"-' minba opiniAo. a lacnbla.le que elle lem de dc-
oa paites civihsa los sempre para com os g.ncio '. nnnciar os fados maos de que lem coniieciinenlo,
OSr. Theoduro:Ja sci que o que disse nao Ifmbora baldo esleja de provaa, nina .lesnas, mais
val uH.la. ratoaveis prcrogativas, e o fundamento mais solido
0 Sr. /. de Olireira: Seguramente, porqueono-!<,il theoria .las immunidades,
l.re depulado lnulou-se a combaler n meu vol em nobre depulado para demonstrar que a repar-
ssparade, daudo-llie nina inlelligencia que nao Ihe lis'oda* obras publicas Ihe mereca multo concedo,
perlence, e tratando niiieaininle ds quesillo de di-1 cilou a aulorida.le do Sr. Itnrlhwiek engenheiro
reiloquando eu nfloquiz traanle semelhsnle Ihesc, '"glez, que aqui esleve.
leudo cu cm termo precisse claros enllocado aj O Sr. A. de Olireira:- Foi oSr. Neallc.
queslao no terreno da conveniencia e conlianca. E OS/:. I.ui: Filippe:Seja. Mas eu siipponbo que
soppondo hnver jsuhlcieiitemnutedesenvolvido essa o Sr. Neallc 11A0 fez mais do que relatar as obrasdo
qucHlao. e n.lo me lestdopossivelaceeitara ioterpre- porio, e sopponbo, que ello nao foi examinar as es-
tacan qne o nobre deputado d a decreUelo .1.1 com-
tivas a um semestre do auna (nanceiro enl.lo fin.lu inis-Ao de inquerilo, julgo e memo cslou profun-
H h.-.via verificado um alcance de K cont e lautos mente convencido que semelbante medida be im- '
conlra a fazenda, proveniente de duplcalas de sol-
dos e oulro ahuos: porlanlo era urna prova de cor.
rupeflo, c prova da maior gravidade. Deu-sc por-
poiilica e desnecessaria
Para aquellc que talvez peinera que a adminis-
Iracflo provincial vai dormir sobre esle negocio que
Irada
0 Sr. ./. de OUteira :Foi.
O Sr. Lu: Filippe :leve orcasiAu de comparar
o serviro com os orcamentos feito '! Ito he, o que
convnha averiguar, e nflo dar um juizo, quo nao
deve ser aceito por superficial, embora seja o enge-
pciencia des particulares na factura das obras ? Pois
agora que o Irabalho cusa muilissimo mais caro do
que ento, se ha de dar nina avaliarAo inferior na
rhigo de niela le as obrris que tem de ser arrema-
tadas -.'
O Sr. Mella ll'qo :De qiie lempo he|issa .'
O Sr. I.uiz Filippe :He de nlguns annos.
O Si". Mello Pego : Os lencos que o Sr. Mllcl
fez. foram a :l50n<).
O Sr. I.uiz Filippe :Islo me informan) pessoas
que lem bastante conliecimento desle negocio, e qoe
me disseram que las informarespartan de enge-
nheiros.
O Sr. Mello liego :Se quizer va.no reparli-
cAo que cu Ihe mostr.
OSr./.iii; Filippe :E o caso que se deu na e-
Iraria rio sol n'um pequeo lauro de embarreamen-
lo me faz acreditar no que acabo de riizer. Foi cal-
culada cada braca a razAo de 2;l carga de barro ; o
arrematante gaslou :l() como se quizer nos pode af-
lirmar, porque tem asenlo nesla casa ; deu-se para
esse arremedante cada miiheiro Jellijolo a 2i.3,enlrc-
tanto, que com o transporte sahio-lhe a 39000. A
este respeilo nada mai* tenhoa dizer.
Passarci agora disenssao rio parecer da commis-
lo, na parle relativa a uomearao da commissAo de
inquerilo.
O uobre depulado disse ha pouco, que nAo linha
considerado a medida iiiconslitucional, islo he, que
ella nAo era oflensiva da harmona e divisAo dos po-
deres polticos, entretanto no seu parecer leio o se
gunlc:(ll A divisan e hannonia do poderes pol-
ticos fie um principio consagrado na nossa conslilui-
Cao poltica. Para que tao salular riisposieao que se
acba estatuida nAo s 110 nono paci fundamental,
como em quasi todas a consliluiees de pavos livres
seja respeitada e c manlenha iUeaa, he mister que
os diversos poderos do esla lo nAo Iransgridam o li
miles de suas verdadeiras alnbuices. Urna com-
missAo de inquirilo decretada e nomeada pelo poder
legislativo, para examinar Aclo pralicados por urna
reparlicAo publica, qucVuncciona sob a iusperc.o
e reepoosabilidade rio delegado do poder execulivo,
parecena calida le urna medida deslruiriora rio prin-
cipio ria hannonia dos poderes.
leve-se convir que n uobre deputado quiz appli-
car isto que dizia ao caso de que nos oceupamos
porque do contrario seria suppor urna- hanalidade,
urna cousa sem flpplicacao, o que niio posso acrodi-
lar, que o nobre depulado tivesse cm vistas, e con-
seguiileincule devo crer que elle eslava na convic-
Cao li verdade que ao depois a moililicou) de que
esle aclo en oflensiva a consliluifao do imperio; en-
tretanto, como o nobre riepiilario moililicou a sua
opiniAo, 11A0 insistir!. Tendo sido infeliz nesta ar-
gumenlacAo, o nobre deputado votloii-se para as
doatnnas de conlianca, cuja applicarflo me parece
que he forrada ueste caso; disse mais elle, nAo ap-
provemos o requermento porque elle importa urna
offensa as assemblas pastada.
Fiu, scnboie, cnlendo que nao, que islo nada
prova contra o zello das dessas assemblas, porque
ellas nAo linbam couhccimenlo desses fado-, elle
nao linbam sido trazidos seu seio com a solemn-
dade com que esle anuo o foram, c conseguintemen-
tc ella nAu liuli un o dever rigoroso de laucar mAo
desses meios, enlrctaulo que nos eslamo em cir-
cumstancias bem odiosas: fados de urna ordem su-
perior foram referidos aqui, alguns acbam-se ainda
no ini'i t da duvida, nAo lem sirio convenientemente
esmerilbados, porlanlo, he de toda a conveniencia
que a tal respeito um inquerilo se etabclc(;a.
Entretanto, o que be evidente be que abusos se
lem dado, e a assembla provincial he incumbida
pela lei de sua rrcacAo da liscalisacAo das renda, do
emprego que lem os riuheiros pblicos; rienunciam-
se prevancaees, dizem-nos que esses dinbeiro sAo
m?)l gastos, que sao desviado da sua applicacAu e
conseguiilemeute n temos c dever de examinar
esses fados, isso he u'nmi ao nossa. Diz o nobre
depulado que esse procedimenlo importa urna des-
ronsjderacAo c falla de confianca no presidente,
ma eu cnlendo que elle senAo d'eve julgar descon-
siderado, porque alie esta no seu poslo e nos no nos-
so. cada um faca aquillo que lbe incumbir. Eslon
persuadido de que se o presidente ria provincia li-
vesse sido informad.! anles de mis desses fados, elle
teria lomado as providencia necearias ao descobri-
menlo da verdade. Uemais, elle esta com nosco de
accordo a descnh'rir ludo quanlo de mo que por
ventura bouver na ge-tan das obras publicas ; assim
disse em um ollicio, e sab'endo que nos temos o rii-
reitoe dever de examinar |>or nos mesmo essa cou-
sas, nao U-m motivo para se olfeoder.
O Sr. Carni'ro da Cuuha : E se livessem che-
gado bojean seu couhecimento?
O Sr. /.ni; Filippe : Eslou >\iq se a assembla
nAo eslivesse funcciooando, tornada por sua parte as
providencias.
O Sr. Carneiro da Ca.iha : E se elle boje che-
gasse ao inheriineitlo de quo sAo boatos mal enten-
didos?
'/n Sr. Depulado : Isso importa a conteslacflo
do que se tem dilo, e por io peco ao nobre depu-
tado que prove a sua asserego,
O Sr. Luiz Filippe: EnlAo n que temo enn-
vicc.lo de que esses boatos nAo sAo infundado, esta-
mos 110 nosso direilo acoiiselhando o inquerilo.
Declaro que deposito no aclual administrador da
provincia toda a conlianca, eque se eslivesse persua-
dido do que a snslenlaciu dcslas ideas, imporlaya
um signa! de desconlianr.i, recuaria, porque eslou
convencido do que elle havia de empregar o mes-
mo zelo que n na indagaciio e exame desla cou-
sas, c que por iso seria desneceseario eslabelecer-
mns um c.mflilo entre nos e elle. Obscrvarei ainda
que isto he conforme ao cslylos do parlamentos :
entre nos temos o exemplo da commisso nomeada
para o exame do corpo da jolina, que tAo bou re-
sultado aprcsenlou ; c no elraugeiro temo* lam-
bem um exemplo bem recente que acaba de dar a
Inglaterra. E creio que isto se pralica em toda par-
le, sendo que quando o eoveruo, comt aclualmenle
soda entre n, concorda com o pcnsamcnlo, nAo
lem molivo para ehcrs -se. Em vista disloacbo mal
Irazida a queslao de conlianca.Disse ainda o nubre
depulad.. que a nomeacAo da commissAo era inconve-
niente, porque a opposicAo leria molivos para acen-
sar o presidente da provincia se accao essa connnis-
sflo descubrisse prevaricar/tes, mas ao mesmo tempo
o nobre deputado nos afliaucou nqui que se a com-
misso nflo fosse nomeada pur nos, o presidente a
Humeara a exemplo do que acaba rie pralicar com
a oulra reparlico. Ora, perguuto eu, em que in-
fluir que a commisso seja nomeada pela casa ou
pelo pie-id.'iitc. para qui a opposicAo dcixc de tirar
riahi tbema para Uas aecusaees ?
O Sr. Ilrunilan ; Muilo bem.
O Sr. Carcati): Isto he irrcsponriivel.
O Sr. Luis Filippe i Entendo que ,1 circums-
lancia de ser a comms presidencia, de modo algum influir para que a
opposicao deixc de acensar o governo, una vez que
seja adiado o resultado desojado, que be a prova das
aecusaees feilas as obras publicas ; sempre a oppo-
sicAo tirara riahi molivo para suas censuras: [apela-
dos) porlanlo, ainda poresss la.lo nfl 1 descubro in-
conveniencia na nomearilo da commissA 1, pela qual
pretendo volar.
Sr. presidente, eu concluo, pe.lindo a ascmbla
disculpa por teroeeupsdo a sua atlencao. (Apoiados:
muilo bem, muilo bem.;
OSr. Sliiino : Sr. presidenle. parecera a pri-
meira vista que eu tomando a palavra deverja me
oceupar nicamente em' fair a defeza rio parecer
da commissAo das obras publicas de que BOU mem-
bro, e cuja respousabilidaile assuiuo : parecc-me
que desla maneira, Sr. presidente, lenba eu perfei-
lamenlc cumplido o neu dever, salisfazcn.lo a na-
tural curiosidade di casa com a apresenfacAo franca
ria razes, boas ou mis, que cu tive para ..infeccio-
nar o parecer no sentido em que elle esla redigido.
Mi', Sr. presidente, urna circumstncia inexperada',
faz com que eu anles de entrar no cumpriineulo des-
se dever, diga alguma musa a respeilo do que acaba
deevancar na casa o non honrado collesa o Sr. A.
de Oliveira.
Sr. presidenle, o nobre depulado lalvez por um
desses rasgos ordinario de cnminiseracao para con
aquelles que se oecuparam com os negocios da re-
parlicAo das obras publicas, passou em silencio tu lo
o que ilisscram a respeilo dessa reparlicAo, e cuno
denodado campean enrielen a laucar nicamente
mitra o nobre depulado o Sr. .Meira.
Sr. presidente, cu deveria por iuo lalvez rnnser-
var-mc no silencio em .pie me denrou o nobre depu-
lado, ma cuno o silencio cm cerla ocrasics pode
ser olignal rio desprezo, en julgo que devo remover
de mim torio e qualqucr juizo que pur ventura se fa-
ca desse silencio, e senflo em allencAo as palavra rio
nobre depulado, ao nenas em illeurAo minha riig-
111 la-Ir e a respoiKabllidadc que assumo peranlo o
publico, devo dizer algurrukcousa sobre o que em
oulra occisilo emilli na casay
O nobre depulado fez referencia ao aclos mani-
festados aqui como culposos por parle da reparlicAo
das obras publicas, e fuzendo referencia a elle*, 'li-
direclor das obras publicas, lambem no havia de ir 1
receher lijlos, nem barricas de cal.
O Sr. Silrino : Eu pao agora a fazer ainda al-
gum.s consideraros* sobre o que diesen nubre depu-
tado a respeilo ria conveniencia on nAo conveniencia
publica, que e.xile na nomeacAo .la commissAo de in-
querilo.
Disse, que a commissAo de inquerilo nomeada. li-
nha necessariamenlc rie produzir urna rcpercussAo
desagradavcl no publico, repercussAu que poderia
servir para que os inimigo rio governo lbe fizessem
inrrepaees, c quo era essa a raijo porque elle nAo
linha combinado na nomeacAo dessa commisso.
Sr. presidenle, pelas arcusaee dirigida nesla
casa a repartidlo das obras publica, cnlendo que a
assembla, leudo em altenc.i 1 os dilTcrenles depu-
lados que a la I respeilo follaran), deve numear essa
commi-sin.
Enlen.ln. enhore, que mis .mies de ludo temos
obrigarAo de zelar a riiguiria le da assembla e a dig-
nidad* de caria um rie sen meinbrn de per si.
.Vio devenios consentir, meus senderes, que cada
um la tora possa ergn.'i a sua voz violentamente
Entretanto lendo-se erguido de alguns dias para
ra ddlerentes vozes nesla casa, para aecusarem a
reparhrSo das obra publica, cxhibindo fados, e
tendo esa aecusaees grande importancia pelo fado
des.rem felas pelo cscolbido da provincia, quo
em negocio desla ordem sempre proceden) com
visteado bem publico; em lae circunstancies, o
que cumpre ao presidenle da provincia urna vez que
ao s. u ronbecimento chegoo a ponibillidade nU ex-
istencia de malversaces as obras pubhcas, e a
opiniio desla assembla, manifestada pela disenin"
quanlo a inini, urrc-||.e o imperioso dever deenl
Irar no conhecimento do fado eempregar o. meiL
a seu alcance pira remediar o mal e 'puir o crime
secomelfe,iextcm.E, somenle manifeslad, ,1
gura a opiniAo c conceilo qne muilo mem,
bros fuen, ,(il gerencia das |,ras pu|,liCas, podo ra-
siiavelmento ser acensada de (olla a adininislracA>
.>inguemriira|quesini. porque nflo leudoapparcido
antes qnelxas ou reclamaeoes que auiorisassem a
arcan admiuislraliva da presidencia, e enri somenle
agora que lomaran corpo e despertaran a alinele
publica esses fados que aqui loram referidos, tarr.-
contra os noSMS acto, sem que ao menos em respei- bem somenle agora be que pude haver a respeito
lo so publico, e a nos meemos musiremos que pro- Idelles um ame rigoroso, e o presidenle da nrovin-
ciiramns por em hannonia a verdade rom os fados. cia ser lachado rie indolente, c mesmo de indiferente
Nan Irara incoulestavclmenle quebra ria riignidade ao negocios publico, c|pnrventura nAo'der as pro-
videncias que caben na rbita rie suas al'lrihiiiciies.
Ja urna vez riis-e que a assembia lem oriireilo
lirei a eousequencia de que bavia pr*varica(So. Ein
urna correspondencia poblicaria uo Di'Vlt de l'er-
nambwu, pedio es-e engenheiro que eu apresmos-
se esse bilhete.
Eu, Sr. prcsidenle, rieclarci logo quando referi es-
se fado, que nao linha o bilhete cm minba mao,
mas que no baviam promeltido : infelizmenle nAo
me foi possivel oble-lo,madirigindo-ine pessoa que
me havia asseverado a existencia delle, essa pessoa
preslnu o seu tesleinuuho para a miuha justificaran,
assim como oulra que posso i o o bilhele: alguemtcm
dilo, lalvez por escarnen n moraliJarie publica c ao
bom senso, que esses loslemunhos sao graciosos SAo
graciosos, mas cu emendo que em um paiz onde
justien ni- exarta, sera i un) motivosufiicienle para se
fazer comparecer barra dos trihunaes um empre-
gado daquella ordem Tem-so riitn que s_Ao atiesta-
dos graciosos, como se cu fosse pedir urna csmola de
prova como so o meu carcter eslivesse uo casu de
poder ser ferido por juizo laes !
O ir. Mrtto llego : E se elle se justificar '.'
O Sr. S1/1 uo : Como '.'
|0 Sr. l/v/i llego : Se se justificar '.'
O Sr. St'ci'rtO : A apresenlar provas em contra-
rio? lie iinpussivel: n negagao da existencia material
de urna cousa diflicilmcule se prova, se be que nAo
he i 111 po-sivel a prova.
Assun, Sr. presidenle, j;i se v que foi escudado
em urna ronwcrao iulima que eu vim peranle esla
casa denunciar fados daquella ordem. Ku bem qui-
zera, como disse, dispensar-me de repelir e*es fac-
los, mas a isso me obrigou o nobre depuladu quo me
prece.leu.
Paseando agora a fazer algumas reflexessobreriif-
ferentes lopicos do discurso do nobre depulado, di-
rei que elle foi pouco lgico quando chegou a con-
cluir do parecer da eoiumisao de obras publicas,
que nos os membros ria commissAo podamos crer
que elle linha inleresse em que esses desmandos,que
se apoutavam continoassem : islo be rie ccrlo em-
prestar a commissAo um juizo que ella nunca formou
rio nubre depulado, e cu aproveito-me da occasiAo
para, fazendojustica ao nobre deputa.lo, tributar to-
da a consideraran a sua pessoa, alim rie que o uobre
depulado se convence de que a commissAo lio inca-
paz de ollend-lo.
O uobre depulado querendo provar que as aecusa-
ees feilas a reparlicAo dasobras publicas nAo tiuliam
cabimento, disse O estado das obras publicas da
provincia he prospero, a provincia progride nesse ra-
mo rie servico publico como 11A0 progndemas oulras
provincias.atatinn provarque o diuheiros p-
blicos uAo Icuhain sido rsbaujados.' Isso quando
muilo provaru, que nos temos feilo sacrificios que as
mai provincias nao quercm fazer, porque nos gas-
tamos quasi metade da renda provincial nesse ramo
de servico publico.
O Sr. A. de Olieeira : Prove com algaris-
mos.
O Sr. SHcino :) nobre depulado disse, que um
engenheiro inglez, e o nosso patricio o muilo digno
Sr. Conrado Jacob de Niemex r.tinham elogiado o es-
tado prospero das obras publica da provincia.
Sr. presidente, sobre ser aporripho o fuiulameiiln
da proposieflorio nobre depulado, julgo qne ella nflo
se funda nem em visos de eroaimilhaney, porque
todos n sabemos que o Sr. Conrado e o'engenheiro
inglez nao saJiir.).Ti u'eslAi capital, ao passo que as o-
bra publjej||siAo riissejminadas por luda provincia:
sea opi'i'i des-es en genbeiros foi a que o nobre
depulado mair,fesiou i*,, be que elles avaharan)
a importancia o 1, ,t ..envolv 111-ni u das 0|,ra< >abji-
eas na provincia pela enorme cifra, quo com dra se
lem gasto, avaharan os elleilos pela uatureza da
causa. I
Disse ir.ai, que nunca se linbam rieixado rie arre-
malar obras publicas por causa de deleites (|e orca-
mentos, ou porque graurie prejuizos podessem re-
sultar dessas arrematarnos.
Eu julgo que apresenlando alguns faclcs, le-
nho convencido ao nobre ileputario de que obras pu-
blicas rie grande valor para a provincia, lem sirio
oreadas e nAo lem adiado quem lance sobre ellas,
tAo pequea, Iflo miseravcl tem sido a cifra de seus
orramenlos. Oto por exemplo o rio de ttoianna.
O Sr. Mello llego :Convido para urna iliscusflo
especial aceren desa obra ao senbor e ao Sr. Ur.
Uran.lAo.
OSr. Silctno :1,'m raio ria penitenciaria foi or-
eado em ,11 e tanto contos ; pelo que nAo se ichou
quem quizesse fazer essa obra, pois bem, senbores,
300 Vanlos conlasja e lem gasto no que existe da
penitenciaria, eo raio nAo est acabado !
0 Sr. sVetto llego :Sabe disto ".'
O Sr. Sici'io:Tenho ouvido dizer-ss aqui mais
de urna vez seincouteslacAo.
Un Sr. Depulado :NSo be exaclo.
O Sr. Silctno :NAo valem somenle a* assevera-
COes do nobre riaputailo.
Agora mesmo, Sr. prcidenle, acabam rio aponlar
mais a ponte do (indahy, que nao leve concurrentes
por can* da exiguiriarie ria cifra consignada no or
eamcnlo da obra : como elas muitas nutra obras
lem dcixado de ser arrematada por cansa do orca-
mentos.
O Si. Brandao :- O proprio director mencionou
urna porra deltas.
O Sr. Sii/10 :Disse mais o nobre depulado pa-
ra provar como eram bem dirigidas as obras publi-
cas, que al 18"SO a braca da estrada importava em
21.--. o que .11 Lilimente importa em 175, e notou
que a inflo d'obra c os maleriaes nessa poca eram
muilo mai baratos cloque os aduacs. Islo que o
nobre deputado cbamou em apoio de sua opiniAo,
prova justamente, cm favor do que aqui se disse ;
al 1830 I maior parllas obras eram feilas por ari-
minislraco, c lio razAo porque cada braca de estra-
da custava i-3000.
OS'". Mello llego:Est engaado. L'mou oulro
lanco foi icilo por mlininislracao, lodos os mais fo-
ram arrematados.
O Sr. Silrino :Entretanto OUV dizer...
0*>r. Met) llego :Pois euganaiam-no.
O Sr. SHcino :Alguem me nsscverou na casa.
l'mSr. Depulado : Veja como esl mal infor-
mado.
O Sr. Sili'i/io :I-di informaran de um depulado.
Agora be oreado mais barato essu Irabalho, porque
todas as estradas sao feita por arrematado, e essa
be a razAo riese nflo arremataren) muitas obras.
O Sr. A. de Olieeira :Muilo pencas,
O Sr. Silrino :Poi bem, era necessario eslabs-
lecer um nivelameiilo para a obras, quer feitas por
arrematacAo, quer feilas por administraeflo : a rie-
lapidar-) lamben) lem -na lgicaa braca da es-
trada para er feila por arrematacAo nflo devia a-
presentar urna cifra inferior a braca oreada para ser
feila por admiiiislrarflo.
Ha um aparte.,)
O Sr. S'lii;iu :Hoje porm, que lodas as estra-
das sAo feilas por arrematacAo. riiininue-sc o preco
dessas obras, porque a repartirn da obras publica
nflo mais pule fazer as suas ganancias : he esta ara-
do dessa diminuirflo de preco Iflo celebrada pelo no-
bre depulado.
Senbores, o nobre depulado convencido talvez de
que realmente exislem desmandos na reparlicAo das
obras publica', Irabindo o seu proposito fi mais
looge do que era rie esperar : nAo se limilou a ae-
cusaees que aqu so tiuliam feilo, disse qne no lem-
po rio Sr, Vistor de Oliveira elle vio que is canoas
que carregavam arcia nao iam cheias, nAo levavam
quaalidade que deviam levar; e que em virlurie
disso. ebegando ao conhecintento do presidenle e*ses
desmani.i-, elle manden reeponsabilinr a., admi-
nistrador das obras da penitenciaria, e lomou medi-
das para que nao couliiiuas.eeste fado ase reproilu-
zir. Mas, pergonlo eu. quem era engenheiro di-
rector das obras publicas nesse lempo 7 O mesmo
que he boje : foi em virln.le do informacln dada
pelo engenheiro diredor das obra publicas que u
presidenle lomou essa medida '.' Responda o uobre
depulado.
0 Sr. Mello llego:Quer o nobre riepulario
que o dircelor v us-islir a descarregar as canoa de
arcia *
OSr. Silrino : Eulrclanto a primeira nutorida-
rie da provincia, que lem milbares rie objerlns em
que pensar (onstantemenle. que vive em relaees
olliciaes com o governo geral c rom lodas as entori-
la assembla a nflo decreUelo da nomeacAo da com
missAo de inquerilo '.'
L'm Sr. Depulado : O publico o julgar.
O Sr. Silrino : Mas nao ser verdade que um
tal proeedimeiilo po le ao menos dar lugar as aecu-
saees conlra nos da parle daquelles que no sAo in-
tensos I 11,. debaixo dcse pomo rie vista que eu
relloro a qUCSlAO.
O honrado depulado romhalcu com os usos parla-
mentares a nomeacAo da commissAo de inquerilo, e
para apoiar a sua opiniAo, referio-se moeflo apre-
sentada ha pouco na cmara dos coramans," em que
se pedia que urna commissAo de inquerilo fosse 110-
mcada alim de lomar coniieciinenlo da geslflo dos
negocios do almirauladn de guerra tendente ao
aprovisionainent do exercilo inglez no Oriente, e
com esla citaran quiz provar que s a opposices
se serviam de more para a notneaQAo de laes com-
missoes.
Varios oulros fados foram rila los na casa bavi-
dos enlre nos. os quacs coiilra.lizein a assercAo do
nobre deputado.
Sr. presidente, porque o Sr. Itoeuurk na cma-
ra dos communs fez a moe.lo nesse sentido, porque
era elle membro da opposicao, seguir-sc-ba daqni
que loria a moees. qoe tenderen) a nomeacao de
commissoes de inquerilo I1A0 de partir necessaria-
mente da opposicAo?1 A commissAo uomea la no lem-
po da administracao rio Sr. Chichorr<> da Gama, nao
riimanou de nina assembla que eslava inleiramcule
ligada com o pensamento do presidenle '.'
Eu n.lo quero, como fez n nobre deputado, co
nliecer rio resultado ria nomeacao dessa commisso ;
Iralo nicamente de saber se, tomando-se e-la me-
dida, o presidenle rie enlao, que ca exlrenuo defen-
sor das ideas vertiginosas daquella qua Ira. se julgou
por isso ollendido '.' uiuguem o dir, nem mesmo o
nobre depulado. Se assim foi, j v o nobre depu-
lado que nao leve raigo, ou que seu receio nflo tem
fuu.lamento. Aqui nflo se trata de queslflo de con-
fianca. Como quer o uobre deputado Irazer essa
queslao para o caso ?
Segundo as theoria* novas, aprescnladas pelo no-
bre depulado, a quem combato, o direilo que temos
de inspeccAo suprema sobre lodas as reparlices pro-
vinciaes, he um direilo de reluctancia])! de guerra, c
nunca um direilo de juslira e exequivel na paz. Se-
gundo o uobre riepulario son despeito ou o desejo rie
fazer opposicAo be que pode motivar um requer-
mento no seutido cm que esl concebido o do no-
bre deputado, o Sr. Meira..
Eu creio e creio firmemente. Sr. presidenle. que
a ron-litiiirlo dando-nos esse direilo nflo quiz li-
mila-lo somenle aos caso de opposicAo, creio que
ella quiz eslendc-lo a lodos os rasos c a lorias as
poca, porque inconlcslavelmente he esle um* dos
direitos mais importantes concedido a acmblas
provinciac. Se ass'm he, como be que o nobre de-
pulado, prevaleceudo-se de urna Iheoria inleira-
inente nova, chegou a avauear que repugnava com
o svslema moiiarcbicu representativo a nomeacao
dessas commissoes '.'
Sr. presidente, eu j tive occasio de dizer nesla
casa e repilo, que a queslflo de conlianca he urna
queslao Odiosa, porque joga com as individualida-
des, pelo quo cnlendo que aquelles que se fazem
partidarias da confianca, s,io justamente os parti-
darios da desconfianca.
y nobre depulado, querendo fazer lalvez urna
defeza a susceplilidarie que o presidenle nao lem
(faco-lhe essa ju-lica ), Irouxe a pello esla queslflo
de confianra, queslflo que s serve para .-palh.ir a
discordia enlre nos...
O Sr. A. Oficeira : Se fr poltico, ha de t-las.
O Sr. SHcino :Se pensar como o nobre depula-
do. Pe" contrario, Sr. presidente, eu enlendo que
a nomeacAo ria commisso rie inquerilo convm mes
mono crdito da arimiuisIracAo : quando aecusaces
tio graves se lem feilo a reparlicAo das obra publi-
cas, lmar para o presidente a resp-uisaliilidade do
exame daquella reparlicAo, be jautamente ir exp-lo
aos motejo- e a urna guerra desabrida pposicflo,
sendo que o resultado dessa iuvsligaccs 11A0 cor-
respondam a expctaejie publica ; ainda mais, por-
que a responsabilidade dv>ri\u dstroe a gravidade
da aecusaees ; c n nAo deverenlus d.'ixar ao pre-
sidenle da provincia a respousabliriilertrire tamben)
no cabe, sendo que se frustre o exame.
Eu nAo Iratare mai da queslao, rie qne c tem
oceupario torios os oradores que me precederam, da
constitucionalidade ou inconsliliieiouali.la.le da me-
t la, entendo que a constiliiciounliriude be evidente,
pelo que dispensa loria a prova. Tanto quanto pude
julgo, Sr. presidente, ler justificado o parecer da
commisso de obra publicas.
O Sr. Aguiar:Senbores, ao nosso espirito aprc-
sentan-se as vezes ssumptos revestidos de vestes
tao simples que, a primeira visla, c nao Ibes des-
cubrimos nem a importancia, nem o alcance que em
si 111: smo encerrara. O objecto da prsenle discus-
sAo he urna prova ri'esta verdade, porque aquillo
que, principio, me parecen apena digno d'um vo-
to simblico, tomou laes proporcoe c originou lal
discuso que me colocaran) na rigorosa necesidad.'
rie expender, com mais largueza, as minbas opinies
e ofTrccer a consirieracao da (asa os molivos que me
determinan) a regeitar o parecer da maioria da no-
bre commisso d'obras publicas c volar c defender o
voto separado rio Ilustre membro riissidentc.
Senbores, eu serei o primeiro a confer, que
qualquer dos memhros desla casa est no seu direilo
quando por meio d'um rcquerimenlo ou de oulra
qualquer mocAu.qiier e procurainleirar-scdo estado
de alguma dessas reparlices que a lei lem poslo sob
a sua airada : eslou mesmo persuadido que essa fa-
culdarie lbe nAo pode ser contestada, sem manifest
desprezo d'um preceiln constitucional, e por isso j
devem ver o meus col legas que nem pretendo negar
um direilo que reconlicco e respeilo, njm lenho por
Ora julgar iii.-onipei.'nte o exerccio delle.
O acto addicioual, conferindo s assemblas pro-
vinciaes o direilo de interferir no exame e liscalisa-
cAo das renda publica, e daurio-lhc a inconteslavcl
altrihiiicao rie legislar a rc.pcito das obras publicas,
oolorgou necessariamenlc as meemss assemblas c
por ronaequenria qualqucr de seus membros,o di-
reilo de procurar inlelrar-sc do eslado dessas obras,
e da repartirn ,1 cargo de quem cstio, sem que riahi
resulte alguma olfensa consliluicAo, conforme o
nobre autor do voto separado pareceu cnxergar no
parecer da nobre commisso, .pian lo opina que se
noincie urna commissAo de iuquenlo. lie minba
humilde opiniao que a nobre commis'Ao, opinando
d'esla maneira, exerce um direilo proprio que for-
coso be i-eronbeeer orespeilar.
KnlreTanio. Sr. presidenle. me parece qoe, em po-
ltica, rio-sc as vezo conveniencias c circumstan
cas laes que, por seu alcance c resultados, fazem
com que nem sempre o direilo mais reconhocido-em
Iheoria deixe de sulfrer prudentes modificaces, se-
nAo em si mesmo, ao menos em sua rigorosa appli-
raru; c he justamente debaixo desle ponto de vista
que eu encaro o parecer da nobre commisso. Pri-
meinmente declaro que nao contesto ao nobre aulor
do requermento o direilo que linha para o ofl'ere-
cer a consideracAo da casa, e muilo menos contesto
a sua competencia : reconhero da mesma maneira a
boa f'c zelo da nobre commissAo, quando opina no
sentido de se uomear una commissAo alim de ser
suhmellida a' un exame a reparlicAo .las obras pu-
blica-: mas pergunlo eu, islo convira'? Sera' pell-
n n'.' Eis o lerreno cm que deve ser hatada a
queslao, e desde ja' declaro que, segundo o meu
pensar, i,lo nem conven), nem be poltico.
Sr. presidente, quem quizer o svslema rcpresen-
lalivo deve-o acceilar com loria as suas theorias e
corolarios, c qoem quizer as Ihcorias e corolarios
riesse svslema rie governo, deve fogosamente arimil-
lir um principio que delle derorre como eouse-
quencia infalivel e necesanria, isto he, a principio
de conlianca. Sei que o proceriiineiilo ria assembla
11 uncando um* commisso de inqneritu para conhe-
rer do eslado da reparlicAo das obras publicas, nao
ricslroe o equilibrio poltico, qne pelo aclo addicio-
ual exisle enlre esla mesma assembla, e o poder
adminislralivoda provincia : sei que um semelbante
aclo nAo deve Aniquilar essa .armona que existe
iflo bem regulad;! enlre os poderes soberanos pro-
vineiaea ; mas pergontarei, a assembla aclualmen-
le poderia decrelnr
commi
de mandar inspeccionar por urna commissAo soa a
reparlicAo das obras publicas, porem julgo que laes
medida em regra somenle sflo adoptada*, quando
o corpo legislativo, nao tendo conlianca no execuli-
vo e vi na rigorosa necessidade de -izer por si a-
quillo que a esle cumpre cspccialmenle fazer ; e
entretanto me parece que esla assembla nao e
acba nesla* circumstancias a respeilo do presidenle
da provincia, mullo especialmente, porque sendo
agora que apparecem aecusaees rumiadas, nAo se
pode dizer que Unha bavido, da parle da presiden-
cia, descuido ou demora em adoptar provipeniia- *
respeito- Porventura a ittaierla da ssembla nao
coma na administraos* 7 Creio que si 111 : e a
nobre CommissAo autora do parecer lombem nao
.loriaron de nina maneira formal, que deposita ple-
na conlianca no presidente, ningnem o negar. Ora
se a maioria desla rasa e a mesma commisso eslao
possuidas riesse nAo equivoco senlimenlo de conli-
anca, porque razan nAo e-perarao um acto da ad-
ministrarlo qne satisf^a as soa vislas porque ra-
zAo deixarAo rie confiar no zelo e empenho do pre-
sidenle na adoprflo rie medidas enrgicas para des-
cobrir a verdade" e remediar o mal ? (Apoiados.)
I 111 Sr. Depulado : E a nossa dignidade lam-
bem nao deve ser lomada cm linha de conla 1
O Sr. Aguiar: Aqu nflo ha riignidade feriria,
porque eu sopponbo perfeilo accordo eutre osdiflc-
renles poderes. A queslflo acha-se enllocad.-) a meu
ver, n seguinte lerreno, a medida pode partir ou
da assembla ou do poder administrativo, porque
ambos esses poderes lem o direilo e a obrigarAo de .
zelar os inleresses publico'.
So a assembla enjende qne. o poder admiiislrali-
vo quer rie Ixia f, reprimir o abusos que houve-
rem c nelle deposita confianca, cumpre deix*r-lbe
esla trela, porque sem duvida a su.) acrAo he mais
prompla eellicaz, visto ter a sua disposico lodos os
recursos neces-arios para exames desla orddm....
O. Sr. Silrino :Nos lambem lemos.
O Sr. Aguiar : lie verdade, nstambem os po-
demos ter, porm com mais lenlidAo do que o poder*
administrativo ; e sendo esle mai promplo e mais
expedito em sua accao, particularmente em negocios
scmelhanlc, me parece que, urna vez que goza da
conlianca da asembla c esl inteirado do pensa-
mento desla. pode, com mais celeriiladc e igual suc-
cesso, assegurar-se da existencia do mal, conbecer as
sua fonles e applicar-lbe o remedio que a pruden-
cia eo Mm publico aconsclharem, sendo esla a ra-
zAo porque me parece acertado esperar da confianca
todas as medulas que porventura pederamos lomar,
e a mais plena i cali-aran do pcnsamcnlo que anima
a maioria desla assembla.
Dizem us humados memhros que defeudem o pa-
recer, que nenbum alcalice euxcrgam em seraelhan-
le commis-Ao nomeada pela cssemblca em relacao
ao poder execulivo, c para sustentacAo rie sua opi-
niao invocam fu-ios semelhanles, bem como o que
se rieu na cmara dos communs em Inglaterra, o que
se vehficou aqui em ISt", e finalmente o que succe-
deu em Is'ij na cmara dos depulados do Brasil.
Mas consiulam o honrados membros qoe lbe diga,
que esses fados 11A0 lem apnlicario alguma pata o
caso presente, por Ibes fallar idenlidadc de circums-
tancias. Para mim, senbores, be inconleslnvel qne
smenle das opposices he -que devem partir actos
desla ordem, e, se me nflo engao, foi isto justamen-
te o que succedeu na Inglaterra. Pero aos honra-
dos membros que sa lembrcm, que na cmara dos
communs,quando foi ha pouco aprsenla.la urna mo-
ran para que se nomeasse urna commissAo de inque-
rito, essa m icflo linha por base um fado inconlesla-
1I0 e do mais subido alcance para a nacAo ingleza,
qual o deplora) el estado em que se achava o seu exer-
.'-11 no Oriente, e as diQicuhlaries com que lulava
por falla de providenoas do gabinete que enlAo di-
riga os destinos do paiz : e quem foi o autor dessa
muran ".' foi um membro da opposicao que linha de-
cidido inleresse cm ver cahir un governo que, no
seu entender, mal gera os negocios da guerra, e no
qual, sem duvida alguma, nAo deposilava a menor
conlianca. Acora peiguni.. .\i. estaremos no as
sesmas rircuinslai.cias 1 Dar-se-ha caso que esleja
provada, como eslava o fado que acabo de allu lir.
a m drecrAo d* administracao a respeilo da obras
publica "?
Nflo, meus senbores. Militas coasas lenho cu ou-
vido dizer a respeilo da obras publicas, de cuja de-
feza me nao encarrego, poim oslaran provarias essas
argniees ?...
Um Sr. Depulado :Se eslivessem os fados pro--
vados, para que a rommissflo t
O Sr. Aguiar : Em lal caso, servira ella para
coagir o governo a fazer o seu dever vislo que delle
se bavia esquecido.
Um Sr. Depulado :Nao precisava.
0 Sr. Aguiar :Nesle caso precisava, porque na*
lAo era evidente que du o presidenle nAo conhecia o
seu dever, ou quera apalrncinar malversaces.
Mas, eu proseguirei : Por ventura estamos nos
nesta circumstancias? Estao provadas prevaricacues
de maneira que se possa dizer a administracaov*
lc\)ries vislo praticar laes, laes e lae fados crimino-
so, cuja prova he ronhecria rie lodos, e eulrclanto "
nflo lende riada "a menor providencia, nao leudes
rrsponsabilisado nem demillirio os individuos que o*
pcrpelraram ?
Podemos nos com razAo dizer islo ?
l-'alluu-se da commissAo nomeada pelu governo' ge-
ral cm 1852 para examinar o eslado do arsenal de
guerra da corle.
O Sr. Luiz Filippe :NAo insist sobre isto.
O Sr. Aguiar : Pois bem. ma en quero argu-
mentar com esse fado : quero fazer conbecer casa
como islo se passou, e provar que nAo lem applica-
Cflo ao cao vdenle. Eslou delle bem presente, por-
que me achava enlao na cmara.
0.1:111 Id a allencAo publica era orcupada pedo fado
escandaloso de se haverem rerebirio, no Rio lrande
rio Sul, um grande numero de barracas por pi ecos
muilo superiores aos que deviam costar, aecusava-
se o arsenal rio guerra da corle de inimensa preva-
ricarnos e de conluios com os fornecedores, produ-
zindo-se provas Iflo evidentes qoe removas) toda a
duvida.
Appareccu nm requermento, pedindo a nomeacAo
de urna commissAo para examinar aquclle eslahele-
cimenlo, e essa moeflo deu lugar a discanto renhida *
que lodos ouvram ou leram : porm quem suscilou
essa queslao '! quem foi o autor do requermento f
os hoorados membros estarao lembrados de que esa
commissAo foi requerida por um dos camples da
PPO*CAo, o Sr. Dr. Mello Franco, que, com sto,
segua seu empeuho de oposicionista, desacreditan-
do a administracao...
O Sr. Siirno :Ningnem fez a referesca a islo.
O Sr. Aguiar :Eu sou quem etou referindo pa-
ra sustentar a minba opiuio. A presentado o reque-
rmento, o governo, contra aqurilo que u pensava,
contra a minha opiniAo (individual be erdadel, no-
iiii'uu 11111,1 commis'Ao, de que fez parte o proprio
aulor do requermento, e mande? preceder o indica-
do exame, de cujo resultado lodw'devemns eslar bem
prsenles. Entretanto, para esjoprocedimenlo exis-
ta o fado geralmenTc r.'.-onb.'*) le grandes dela-
puIncoes, scrvudo esle rie bs*)*um* morAo que,
coirfonne j disse e agora reps* foi apresenlada
por um dos mais denodados fiposir.ionslas da c-
mara.
O Sr. Silrino : Isso n'P'V'va a regra geral.
O Sr. Aguiar: Eu. se*nrsUnlendo quo urna
cmara que confia na adini*1'';*" c marcha rom
ella de accordo, nflo voW more/ sMta ordem. Se
exisle armona c conliasf erru medidas, muitas
vezes neces'aras sflo indicadas fe arotiselharias por
oulra maneira, e smente no cas^de nflo screm st-
tendirias, he que a Inervaros* censuras na tribu-
na sAo o correctivo dessa de'alleur.m.reservando-se
para remedio extremo a interferencia da aulorida-
.le propria. Aiin'a pergunlare : estaremos n na*
mesmas ercnmsISnrias e 111 que slovj a assesthla
provincial de Peruambuco. quanuo n 1R*7 nome-
on uflla .omuiissflo para eiam'imr a Ihesourari*
provincial'.1
,Nflo.seiiliores;nAo eslamos,porque conforme enlAo
nuvi dizer. a maioria da -ssembla. proceden nesse
O Sr. Sileino:Pode sem duvida ncnbuma
O Sr. Aguiar:Enlendo que nao, e contino a
pensar que no sentida rigoroso do direilo pdc-o
fazer. o esl rompreliendi lo na aiuplilu le de uas
numerosas c mpnrtanles attribnicSes, mas politica-
mente fallando, me parece qu" nflo. una vez que
sejam consultadas as conveniencias. Se he um fado
permanente e inmole-1 ad que a a-sembl'i provin-
cial de Pernambiicn se lem' conslanleiiiente runser-
(ia tes administrativas, judiciarias, policiae) c ecele- vado e acha-se rctuelmcnlo em rujrsnoaia com o p0
SiasliCBS da provincia, que cuida em projeclo do me
Ihoramcutos da mesma, pode chegar ao ronhecmen
lo das prevancaees, que all davam !
Ku bem poderla lembrar ao uobre deputado, que
o Sr. Vieior'de Oliveira nessa occasiAo mandn cha-
mar palacio o engenheiro director das obra pj-
lih'\i,. e passou-lhe um grande reprimenda : mas,
porque Ib'a possou ".' seria porque as) fosse respon-
savel este engenheirn'.' seria pela sua innocencia'.'...
Om Sr. Depulado : Deveria fazer mai alguma
cousa.
O Sr. Silrino : Eu nao quero defenrier a con-
sequencia negativa i|(i fado, porque a eousequencia
immediata era a demissflo do engenheiro...
Um Sr. Deputado : O nobre depulado se fosse
negucio de accordo com n presidente di provincia
enadecrehir e elledivamenlc nomcar urna qilc enlio era o Sr. Chiehorro. e rst* caso be ,vi-
ssao do inquc/iln, lirada de seu ceio, sem que J ,,,,, qUL, semelbaiite nomeacao era resullndo do
esle seu- procedimeulo expumis.e um Voto de reo- arrnrdo e armonio entre os don pdeles. Se. porem
sura, e una manifesls prova de falla rio confianca es4e afcorcll flo w e e a assembla prescindi rl
no^poder ariminutralyo '. interferencia administrativa, infring* .iberiamente
as regra da verdadeira poltica, quebranluu a corri
venteadas, e. em sentir-se, lancou fronte de um
presidente amigo o slignia ria desconfianca...
O Sr. SUritu : Ma ninguem pfrcebeu isso.
O Sr. Auuiar : F. oquee segu riahi |
^) Sr. Silcina: One boje he que se fez esta des-
coheria.
') Sr. .Ijiii'tr : Islo nao be descoherla, be con-
seqnencia dos principios que regulan) o syslema re-
presentativo. Em vista desla eonsidenenes, Sr.
presidenle, j se ve que com quanlo rspede muilu
a nobre ci.mmi-fln de obras publicas, con) qoanlo
esleja persuadido rie que a mclbor inlencflo presidio
a confcccflo du .eu parecer ; embora mesmo repule,
muilo sincesa e leal a drlaraeAo por ella fela, de
de sua disposican em remediar e punir quaesquer que lem e vola ao presidente da provincia nleira
desvios 011 prevancaees que possam apparecer, he, conlianca ; com lodo me parece que o seu parecer
sem duvida, coaseqnensia neeessaria que esta mes- nAo esla nos condices de ser npprovado, porque
infringe, apezar de suas boas iuleiice, o principio
qne a mesma nobre commiAo prolessa, e cuja ne-
eessida.re rie ser guardado procurei demonstrar uas
reflexe que acabo de expender.
Eu nAo quero mais cancar a paciencia da casa
propuz-me a dizer estas pouea* palavra para fun-
damentar o mea vol, declarando qne, ainda anes-
rier administrativo da provincia, se he um fado n-
eonleslavel qne esta assembla. por muilos e repe-
lidos aclos seus, Ion reconliernlo no presidente da
provincia sptidSo, salo e desejo profundo rie bem
' liuini-lra-la. sem que baja a mennr duvida cerca
ma assembla deve estar convencida rie que se por-
ventura seu coniieciinenlo bouve'sem rhegario
provas ha-lanle* para fazer responsabilisir ou lomar
medida* coercitivas a respeilu dos empresarios das
obra publica, elle o lena feilo : c nesla parte sigo
o pcnsamcnlo da commisflo,quandoric urna manei-
ra nao equivoca exprime a sua conlianca.
1
MUTILADO


.-- \
DIARIO QE PERNAMBUCO, SEGUNDA FElRA i OE ABRIL DE 1855.
mo no cato de davida, seii parecer niremle ou nlo
as eonsider.iroes quo te devem 1er para eom urna-
administrando amiga, en mo liesilo om volar contra
ello e pronunciarme pelo vol em separado, porque
aprociador dai qualidades polticas do Sr. conse-
llieiro Jos lenlo, e leudo nelle a ni ii- robu-la con-
l inia, nl'i davo admillir a seu respeilo, umactoa
flue se poisi dar umi interpretarlo desfavoravel,
cumprindo-me declarar todava,qucos favores da ad-
uiinislracan nlo me lem sido prodigalisados....
O Sr. Mtira : Nem para mim.
O Sr. Aguir i M< eu devo prezar, prezo e
su.lento lo lo administrador, quo como o Sr. Jos
Beuln, sa niaras** pela provincia e procura fazo-la
caminhar ua vas dos incllioramenlos. Voto pelo
parecer em separado.
t'ozes:Malta bem, muilo liem.
0 Sr. Smh Carcatho: l'ermilli, senhorcs, que
eu lainliem veuha fallar-vos a respeilo da que-llo
das obra- publicas. Fallando, porm, sobre este
assumpln, m.o homeu proposito convcrter-me ein
accuiador des acluaes empreados dessa repartidlo;
declaro ti casa que nao disponho de todas as esla-
i.cs publicas da provincia para la ir colligir da-
dos sobre o procedimcnto de taes empregados, e
nao ousaria KCUM-los sem as prova* inais evidentes
e os mais solidos fundamentos. O incu lim he dffe-
rente. Provocado pelo nobre Jepulado o Sr. Augusto
de Oliveiraa sustentar o que eudisscemurna parle,
nSo posso dai lar de expender r.sa algumas rclle-
xei sobre as obras publicas de l'ernambuco. desde
que leaos aarembla provincial, e de manifestar o
meu juizo sobre a cummi--.ii de inquerilo que foi
requerida.
St. presidente, se forillos a -ominar as quanlias
que teem sido consignadas nos nossos orcamentos
desdo 1835 al boje, concluiremos que de've-e ter
gasto con as obras publicas tiesta provincia, potico
mais ou menos, a enorme quantia de qoalro mil
coutns. avullado .leste 'alsarismo lie por sis
sufllcienle para nos mover a indagar se os fruclos
colbidns cora essas despezas correspondem aos nos-
sos sacrificios. Nao son com|>eleulo para avallar as
difteroules obras que leein sido eteculadas : enlre
lauto mv> posso deixar d" lamentar o estado pouco
adimtado e iao imperfeilo em que se acbaiu as nos-
si- estrada*. Na verdade, lonhores, das cinco gran-
des estradas da provincia qual be aquella, eujn e-la-
lado nos deva salisfazer ? A da Victoria aitida nao
est concluida nao est calcada, e um nos-
so Ilustre collega o Sr. llrando. se enenrre-
gou de descrever a casa, como testemuiiba occu-
lar, o transito ncoinmodo e at perisoso que el-
la ollcrece. A estrada do l.imociro acha-se ape-
nas ein Pan rl'Alho, e o Ilustre Sr. Baplista fez ver
a assembla o est.lfto miseravel em que est at o
Cachang.a. A estrada do su I nem sei se j cliegou
ao Cabo, e o Sr. Lu/ Filippo creio que disse
bstanlo sobre a siioacao lastimosa ein que se acha.
A estrada da Escada est apenas no seu comeco ;
oulru tanto direi da de tioianna, e lodos nos pode-
mos certificar o seu estado al Oliuda. E, todava,
Sr. presiden o, a assembla provincial, pur um zelo
que eu nunca dcixarci de exaltar, lem quasi lodos
oblas.
O lim com que temos mandado abrir cssas vas de
conimunicaclo, creio que n.io be o prazer de termos
estradas algum lauto mais recias ; lie principalmen-
te favorecer a agricultura, proporciouando-lne meios
de transporto ap,'reic i ol- e mais econmicos. In-
felizmente cite lim nao ti'in sido alcanzado. Us
transportes anda sao gcralmeole feilos s costas de
aiiiiuaes, e raro he o carro que transita pelas nos-
sa* estrilas. Contieno orna pessoa que mandn vir
de Inglaterra alguna carros para urna empreza de
transportes de gneros, e que vio-se obrignda a de-
sistir do seu proposito. E islo porque 1 porque na
mesma extenslo de estradas fedas, ln pedacos mul-
lo imperfeilo, ha grandes aloleiros e areaes, por-
que ha pedacos que vivem sempre desconcertados.
O ?\stema (|ue existe de conservacao be pessino.
O Sr. Mello llego : lie o mais barato que be
possivel.
<> Sr. Souza Carcalho : Nao sei se he o mais
barata ; o que ei he que be o mais nneflicaz que
lie possivel e que nos deve sabir .mullo caro, lalvez
por isso mesmo que, secundo diz o nobre depulado,
be muilo barato. Esse amor ao baralo s vezes be
mu fatal. Anda, lia poucos das passando eu por
una estrada que se eslava reparando, vi eslar-se en-
tiilliando as suas excavarles com lama lquida lirada
de nm pantano. E conversan lo dcpiis com o enge-
nheiro encarroad i da dita estrada, elle me di-se
que o orcamento assim tinba sido feilo, porque es-
lando in lis louge o barro, seria rauito mais caro.
O que resta porm saber, e que cu ignoro, porque
nao sou engeabeiro, bese a lama he o melbor cal-
r menlo para as estradas.
Senhor presidente, nao So nicamente as es-
leiras que devem excitar as nossas aprebeuses. O
que diremos desses ros quo vao sendo loilos os
dias Herrados em detrimento da belleza desla cida-
de e que se manifesla i de um modo 11 > Icrrivel
as suas iniund.irOS peridicas 1 Na i sei mesmn se
temos lid algum engenlieiro que possua conheci-
meutus especiaes de hidrulica. O que diremos das
cadeias e quasi todas as n usas comarcas? O que di-
remos dos caes que devem circum.lar quasi toda esta
cilla le 7 Onde eslo os nossos passeios pblicos ".' O
qae devetno pensar do sistema anliquissimo de a-
c.i les. linda boje empreuaaWnara prover de agua os
nussossertes"! Sem querer lazer applicacao as d-
lereutes posmas e aos diversos lempos, parece-me,
Sr. presidente, que posso dizer sem exagerarlo que,
em algum is pocas de sua existencia, a re^arlicao das
obras publicas lem estado quasi exclusivamente
entrega*) to obscurantismo, i ignorancia e inexpe-
riencia.
I'clo g R." do arl. .">. do regulamenln das obras pu-
blicas est asa directora eucarregada de urganisar
i carta corographica da provincia. Ora nao sei que
exisla, nen i|ua tenba sido impressa, semelbanle
tarta, ao passo que sei que talvcz a esta hora esleja-
-e imprimi lo eni Londres a caria lopographira do
" Sul de Pernainbuco, orgauisada por algo mas pes-
soas particulares, dotadas de coobecimeutos de*en-
:enbaria, ijue vititaram essa parle da nossa provin-
cia. Enlte arito. Sr. presidente, compelindo direc-
Inria das obras publicas or.ani-ar tal mappa, anda-
mos nesi assembla coiisUnlemcnte a nadar na ig-
norancia do ludo que diz respeito s divisoes tcrrilo-
riaes da provincia.
Dulra ohservaco qjie nao posso deixar de fazer so
loe a repartidlo das obras pubticasreferc-sea falla de
pulilicidiide.ao nxsterioqueem lodos os lempos,des-
do que me enlendo, tem envolvido os seus trabalhos
nesta provincia. t> rcgiilamento actual manda rpie
luja sessita da directora ao menos duas vezes por
met. Quil a razio porque sean pubcam os resu-
mos dess.is sessoes"! Creio que a sua utlidade nao
sera menor do que a da publicarlo que se faz dos
resumos da- -c-ses da cmara municipal do llecife.
as ae-ses da directora das obras publicas se dis-
culem c approvam, e propoam a presidencia os
ir piado*. oinliccOes e ornamentos para todas as
c obras e Ir ilnlbos pblicos da provincia, ou sejam
de execurjilo nova, ou de reparadlo, ou de enlre-
leuimeiilo e conservarlo, diz o rcgulaineuto. Se-
gundo elle, os engeuheiros e ajudanles sao ohriga-
ilos ir a jrganisar o apre-enlar 'ao director no prin-
n cipio de cada mez e anuo liuanceiro, um reldlorio
a cireuiistauciailo dos trabalhos executados em cada
' una ilurantc o mez, u auno prximo lindo, com a con-
ta das despezas. o O director be tambem nbngado
i a apresenlar ao presidente da provincia Irimeslral-
sr mente um relatorio recopilalivo sobre oservicoge-
ral, tanto no esludo e preparatorios graphicos das
< obras aiuda nao aujorisa^as, ou principiadas, como
na adminislracao, ou inspeccao das comecadas, e
n co parcial e geral da despeza feila, e offeroecudo
emullimo limar asobserva^oes quejulgar de ult-
(f liilaile, snjrilar ao conhecimento e deliberacodo
n govcioo no inlcresse e mcllioramciilo ilo servido.
Ora, Sr. presidente, nao sei porque se no pulilicam
a maior parle desses trabalhos, c os orcameutos que
se faiein. I enlio por cerlo que, se riles vissem a luz
regularmente, alende militas oulras utilidades, ha-
veria mais lisraltsacilo, mais uniformidade. c mais
esmero da parle das engenheirps para apresenlarem
algum? couia que prettasse.
Tem se dito tamben) que o regulamcnla actual he
muilo defeiluoso, eqne convem quaulo antes re-
forma-lo, separando parle admiuislraliva e sci-
enlifici da parle da fiscal, como Im anligameule.
Todas estas considerecocs, Sr. presidente ligam-se
perfetimenlc neressulade que temos de uomear
urna cnmmisso, para qae ella nos diga o que teem
ido enlre nos as obras ptblicas e o que devem ser
para o fulum. He misterua verdade que sabamos
se lodos os sacrificios que leinos feilo com ellas bao
ido a|iroveilados, eae o nosso zelo pelos melbora-
menlos maleriaesda provincia nao ha sido em tran-.|
de |>arle mallogrado. Convem lixar as ideas que de-
venios adoptar para o futuro na direccao das obras
publicas, c o mellioiamenlo que pode 1er essa repar-
t S o.
lias porque razan nao deve ser nnmeada essa com-
icisso de inqutrilo ? Por causa da harmona dos
poderes, por causa d,-x,tema da confiaica, diz o
illuslie depala Jo o Sr. Auguslo de Uliveira. Nao
insi'l re, Sr. presidente, sobre essas doiilrinas, ja
lijo hbilmente refutadas por alguns de meus colle-
gies. Direi apenas algumas palavras a respeilo dos
xeinplns da ciiuimi-sa i que ai-ili.i de ser Horneada
em Inglaterra para exame da direccao da guerra, c
da que ha poucos anuos foi nomcada por esta as-
sembla pira ejiame do crpo do polica, exemplus
que loram invocados pelo uobre autor do voto em
separado.
TSa-j sai, nbores, al que ponto os cxemnlos ilo
grande parlamento ingle, poden) servir de norma
para a assemblta provincial de pernanibuco ; mas
sustento que na presente q esiao o recente exemplo
que nos den a Inglaterra em nada pode aprovoitar a
quena leve a lembranca de cila-ln. He verdade, se-
nbores. que a commissao de inquerilo lia pouco pro-
|insla ni Inglaterra, desfez duas coinbinarocs minis-
teriacs. (jnc a baviam combatido com energa, enlre
oulras razes.pela publicidad-que tria dar em lempo
de guerra as fraqnezas do paiz e por ser um perigo
para a alliam. i francez. Mas esto exemplo prova
em contrario; prineiro porque em Inglaterra a idea
do inquerilo Iriuinphou, nao obstante todas ,-,s Ibeo-
rias de harmona dos poderes, professa los pelo iltus-
Ife kV.Augoslo de (Miveira; ein segundo lugar.por-
que a cmara dos cummuns qui/. pur si mesmn Ho-
rnear, a cinnmi-sao de exame, apezar de ser chele do
gabinete Lord Palmerslon. islo be, o liomciu em
quem as circunislancias actuacs a Inglaterrac aca-
mara depositan maisconliaina; e em 3." lugar, por-
que ltimamente o ministerio inc'cz aceilou a coin-
inisspo d'assemblea.assiin como enlre nos o Exm. Sr.
presidente n,lo reprova o requer ment que disculi-
noi, e euu vou demonstrar.
Senliores, o honrado membro foi aiuda infeliz,
qiiando para apoiar o seu parecer em separado, dis-
se que o Sr. Jos lenlo nao deixava de ser respon-
savel por quaesquer abusos pralicados pela reparli-
cao das obras hulics. Pelo que me diz respeilo,
Srs.,ao Exm. Sr. Jos Beulo nesta parte so cabe jus-
tamente a gloria de haver com luda a energa e leda
a sua influencia promovido os uii'lb iramenlns inaU-
naes iii provincia. Aeease-o quem quizer, por ha-
ver S. E\c. mandada adianlar o mais que llie lem
sido possivel asestradas da provincia,por ler-secxfor-
sado em extremo pelareallsaCSo da estada do ferro c
da companhia de vapores coslciros, por haver cura-
do, como he sabido, da ranalisac/io do Kio Beberibc,
e de mudos outros trabalhos : ueste terreno nao
deixo de reconlieceraresponsabilidade, bonrnsa, que
pesa sobre o Sr. Jos Benlo. No mais, Sr. presi-
dente, eu julgo as funcres de um presidente de pro-
vincia por demais elevadas para ronverte-lo ein lis-
cal ou aponladoi da reparlicao das otras publicas,
aliin de examinar se se furia areia e qual o numero
real dos Irabalhadorcs das estradas.Para que S.
Exc. lemassa medidas alcm do regular, para exame
das obras publicas para que nomeasse commisses ex-
traordinarias com esle lim, era niisler que rhegassem
ao seu conhecimento os abusos da reparlicao ; era
mister. por exemplo, que a imprensa opposcionisla,
cujozelo ern lodos os pa;zes vai brir as mais pequea* c nccultas irregularidades dos
funecionarns pblicos, houvc'Se denunciado esses
abusos,Mas, pergunlo eu, quindo foi que a folba
opposicionila ou qualqucr oulru jornal da provincia,
qualquer reparlicao, asscmhje i ou cmara chamou a
ai lem; Vi sobre abusos e prevaricaces as obras pu-
blicas '.' Iloje o redactor da folba opposiriouisla po-
llera pois fazer recahir Indas as arcusa^oes exclusi-
vamente sobre a presidencia, poder mesmn fazc-lo
com tlenlo, porque elle o tem inconlcstavclincnlc,
mas ludo isso nao passar de urna lctica milito usa-
da pelas opposires. c qual todas as pessoas de cri-
terio sabem dar o verdadeito apreco.Agora. Sr.
presidente, que se lem fallado seriamente, pela pri-
meira vez, desee* abusos, qual foi oprocedimento do
nobre presidente da provincia ? S. Exc. dilTercnle
do ministerio Aberdeencm que nos veiu fallar o Sr.
Augu'to de Uliveira, tem sido franco em dizer a to-
dos os deputadus, em Convereac,des. e al por um of-
licioa asta casa, que milito anplaulo asnos-as discus-
ses o que nac. reprova qualquer meio para se ebe-
gar ao descobrimento da verdade.D'este modo, se-
nhiiros, a remessa de todo esle negocio presiden-
cia be puramente um presente que os nobres dipu-
tados, querem fazer ao Sr. Jos Benlo, mas um pr-
senle pouco amigavcl, na minha opiniao.
Uircj agora du is palavres sobre a questau do corpo
de polica. A este respeilo, Sr. presidente, contes-
to zjue fazia rnas juslica ao nobre depulado o Sr.
Augusto de Uliveira. do que elle faz a si mesmo. Es-
lava persuadido que o honrado membro s havia pug-
nado pela commissao de exame do corpo de polica
por causa do seu zelo pela flscillsaejo dos dinheiros
pblicos, por causa da coiuciencia dodever. He porem
0 nobre depulado quem vera dzernos : senliores,
n.lo vos illudaes, advert bem que, c ou mo iinpor-
lei rom o corpo de polica, se por cansa d'elle pas-
sei nuiles, e dias autos, a Irahalhar, nao foi somente
por ilever, nem par consciencia, foi por causa do meu
papel de uppocionisla ao Sr. Kibsiro, foi para sa-
lisr.izer odios polticos cru.srro-.se varios aparte* (I
nobre depulado lira i sua accao lodo o merecimcnlo
que geralmeule se Ihe allribuia.
A que-tao foi tratarla pelo honrado Sr. Aguiar pe-
lo lado ilas conveniencias. t Vou pois tambem consi-
dera-la por esse lado, demonstrando as inconveni-
encias do Iriumpho du voto em separado querem rc-
1 o .io assembla, quer em relele aos empreaados
ilas obras publicas, quer em rclacSo i presidencia da
provincia.
Se nao posso deixar de lastimar a lorie de una ro-
particilo, cujos actoseempregados talvez nJo lenbam
sido Iratailn- com a mais rigorosa jifslir;a e com as
mais seductoras allcne/ies, nao me he possivel tam-
bem,Sr. presidente, nao deplorar amargamente a
triste posicao em quevao ac.bae os nossoscollcgas,
qOc ni ingemuiiida le de suas cnisciencias vieran
dizer casa o que pensavam conlra a reparlicao das
obras publicas. Oulras pessoas, que nao elles e os
seus collegas, iran examinar a verdade e a juslic de
suas asserres. Nao despulido elles dos archivos p-
blicos para verificar a exaelido completa de hutas as
informaees que Ibes deram, recusa-se-lhes boje a
occasiao do se ju-llicirem ,i vista da responsabilida-
de que sobre ellei pesa; oulros, aprnvoilaiido-sc lal-
vez de algumas pouco conccudeiilesinexactdes. que
possam ler proferido dir-lhes-ha as faces. Kqs-
les levianos, ou calumniadores. E elles nem se
quer poderiau procurar demonstrar a verdade dos
seus ditos. Mas urelizmcnie n.lo sao s esses depu-
lados que soffrem, toda a assembla ha.le muilo per-
der, se for adoptado o voto em deparado. As aceu-
sases Corara proferidas no seoda assembla, a in-
mensa maiona as apoiou e applaudio, raros fnrain
entre nos os libios defensores das obras publicas. Per-
ianto a ra-a de cerlo modo idenlilicuu-se com essas
accnsai.es e se por s nao lomar as medidas que Ihe
compre, perder conslprevelmenle na opiniao pu-
blica ; diz-se-ha para o fuluro quo as aecusises fei-
tas e apralas nesta assembla a nada aobrigam, que
nao devem causar a menor impressao, visto que ella
mesma lem depois o cuidado deas conlradizcr pelos
seus actos. V
U illogisino nao he mcnoi >r-nsivel, se consi lcrar-
inos o ca-o em rclaco aos empregados" das obras pu-
blicas. Como he, senliores, que aisseniblea os des-
moralisa em face da provincia, impondo i repart-
can o laho de dcsleixada, inepta e prevaricadora, e
nao Ibes o le rece o meio mais propro para serem d-
limlivamenlc julgados, ou restituida a reputadlo a
esse fiinccionarios, lalvez innocentes. Aqui he
que cites loram aecusados, aquibe qii- MM
aeeustoW devam cahir abaladas pela evidencia
dos fado, o.r fcarem confundidos aquellos que
possam ter-se conspurcado em tantas mnlversaces
e lorpesas. Qoalquer outro poder que os absolva,
nem por isso licar de lodo apagado o cfTeilo das dis-
cussesa que temos assisiido. Nao v a casa que o
nosso honrado amigo e collega, o Sr. Barros Brre-
lo, enjo carcter tanto respcilainos. foi o primeiro
que aventou a idea de commissao d'vxame Horneada
pela assembla ? Nao lomos nos lodos otivido dizer
que o Sr. director das obras publicas dosuja arden-
tmenle o inquerilo '.'
O Sr. Aguiar.E o que he que o presidente vai
mandar fazer. seno isso!*
O Sr. Souza CarcallipAgora mesmo ia consi-
derar o fado em rclacao ao presidente la provincia.
Senliores, digo-vos uue be o mais inconveniente
possivel alienar esse negocio ao presidente da pio-
vincia. U que hado aconlccer,sc por for elle nomcada
a commissao d'inquerito '.' Se a commissao Hornea-
da absolver os empregados das obras publicas, se
declarar infundados os boatos que conlia elles exis-
lem, o que nao dirao os malvolos'.'
<> Sr. Carneiro da Cu/tlia:Malvolos sempre
ha.
O Si: Souza Carcalho:Mas he que Jjmprc que
for possivel, compre desarmar a propria malevolen-
cia. Se, comodisse.lo parecer da commissao nnmea-
da pelo presidente for de aixolvicte, oque nao se ha
de dizer"' Verdadeiros, ou suppostos os abusos da
lavraso nobre depulado que diga e do nobre
depulado que.
dem iJein, idem 11.1,em I ugar decifra s ve-
lesla-scifia nfima s veres.
dem, columna (>.>. Ilnlia I2,em lugar un pa-
lavraenlrclaiilola-se enlendo.
eMi
HECIFE 21 i)E AHKIL DE 1853.
AS fi HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL
A abertura da Faculdade de Direito no da Iti do
crrenle, depois do acabadas as ferias da Paschoa,
proporciona-nos a occasiao de inteirarmos aqui os
nossos Irilores do numero de oslmjanles que a fre-
qiientam, assim romo dos que se preparara noCollo-
gio das Arles. S agora podemos ohter rom segnran-
<;a estes pequeos dados eslalisticos, c parece-nos que
a curiosidade publica nao ficara com a publicarlo
dclles mal salsleila. ,
No l. anuo da Faculdade acham-sc malricnladoi
S7 estudantes ; sendo 1 naluraesiU proviuria do l'i-
auby, .") do UaranhSo, s do Cear, II d Parahiba,
:il de I'eruamhiiro, ti te Alagoas, I de Scrgipe, 16
da Babia, i do Rio de Janeiro, I de Minas tienes, I
de Santa Calharina e I de S. Paulo.
No >." auno malrirularam-se 7(1; pernio -2 do Pa-
ra, 5 do Marauhao, 7 ilo Pinuhv, 7 do Cear, I do
Rio Grande do Norle, .1 da Tarabilla, 10 de l'ernam-
buco, -> de Alagoas, 18 da Babia, 1 de Scrgipe e .">
do Rio de Janeiro.
No :!. atino 82 ; sendo 2 do Para, 7 do Marauhao,
i doPianhy, 7 do Ceara, 2 do Kio traude te, !) da Parahiba. 17 de l'ernambuco, 2 de Alagoas,
28 da B.iliia, 2 de Sergipe, 2 do Itio de Janeiro, 2
do Paran e I de Minas (ieraes.
No i." auno 71 : sendo 2 do Par, (i do Marauhao,
2 do Piaulix, 0 do Ceara, 7 da Parahiba, 21 de l'er-
nambuco, 18 da Babia, 1 de Sergipe, 5 do Rio de
Janeiro, 1 de Minas Gentes 12deS. Paulo.
No.')." anuo ; sendo do Marauhao. :l do Cea-
r, I da Parahiba, 14 de l'ernambuco. 1 de Sergine,
12 da Babia, ( do Kio de Janeiro, 1 de S. Paulo, 1
de Minas (ieraes e I de Mallo GroSsO. Ao todo sao
351 os estudantes matriculados na Faculdade de Di-
reito do Hecfe.
No Collegodas Artes ma l ricol ira m-se 7811 esluda li-
tes, distribuidos pelas respectivas aulas da maiicira
seguinle :I2t na de lalim ; 1:17 na de francez ; 81
na de inglez ; 38 na de rhelorica ; I2> na de nhilo-
sopbia ; Ittinn de geometra ; li na de geogra-
pliia. Mas, compre observar, que a terca parle, pon-
en mais ou menos, do numero total dos matriculados
freqiienlain ao mesmo lempo duas aulas, (garando
proporrorialmciilo por rousegiiinte em duas matri-
culas os nomesdos mesmus individuos.
V-se, perianto, que a concurrencia dos que se
dedicara aos trabalhos da inlelligeucia, tendealor-
nar-s cada da maior enlre nos ; e como os traba-
lhos desla classe salisfazem neeessidades menos ge-
raes e menos urgentes, emb ira mais elevadas, pode-
so recetar que, nao sendo bastantemente procurados,
nao possam os individuos que os olTerecem, colher
de sua aclividadc fruclos bailante! para urna decen-
te subsistencia. Eiso mal que, em quaulo he lem-
po, cumpre prevenir c acauelar.
Tratando da Faculdade de Direilo.temosa satisfa-
zlo ds noticiar que acaba de organisar-s* no seio
dessaVorporaco una snciedade de beneficencia, in-
titulada Atonte Pi Academi-,o. e que lem por lim
subsidiar, estimular e premiar as iulelligencias mo-
ra usadas, que a fortuna desfavorece. Na conformi-
dade do arl. 2. dos respectivos estatutos, devem go-
zar do favor do Monte Yin Acadrmico os estudantes
que tiverem os predicados seguintes:pobreza, ap-
provaco de todos os eximes preparalorios.moralida-
de reconhecida, amor sincero aos esludos. O fa-
vor consistir durante o !< quiiqueniiio dasociodade,
no pagamento das matriculas da Faculdade. na pres-
tado mensal de 2(l*)0. e n'uma suhscrpc.lo an-
imal do (abinete I'orlugoez de Leilura, Perder o
favor o estulanle que soffrer urna reprovncSo, ou
mostrar procdimenlo desenvolto.
A commissao direclora, composla de "> membrns,
escolhen, conforme a disposicao do art. i. capit. i.
dos estatutos, para prcsdienlc e tbesonreiro do .Mon-
te Pi Acadmico ao Sr. Dr. I.oureuco Trigo de l.ou-
reiro, lente do auno da Faculdade ; e he de es-
perar que, sob os auspicios de tilo digno presidente,
chegue a instiluicao a consolidar-se c a pridnzir
bous fruclos. Pela nossa parle, cougraulaino-nos
com a corporacaa acadmica pela realisaco deca fe-
liz lembranea, que muilo a deve honrar ; e fazemos
sinceros votos para que a perseverar*;.! nos senli-
meutos de philanlropii ejostica, coosfitaida sem-
pre a norma da commissao directora, possa tambem
ser a divisa perpetua do Monte l'io Academia.
Pelo vapor Tocanlim, cliegado do sul no din ir>,
e rielo ingtez Avon chegado a 30 livemos indicias de
todas as provincias ilesse lado ilo imperio. Reina
tranquilliilade em tolas ellas, e apenas no lenno da
Barra do Kio de Conlas. lia Babia, foi o ocego pu-
blico aller?do de um modo passageiro.eque nao leve
consequcucias. \ nossa pendencia com o Paraguay
continua a apresenlar um aspecto favoravel, nao
havendo rumtudo anula nada de decisivo acerca do
destecho paeiHco que se espera.
rambeni recebemos noticias do norte pelo vapor
Imperador, entrado no dia 17. E-iaxa quasi conclui-
da a eleijo a que s procedeu no Para para um se-
nador, sem que alli fosse perturbada a ordem publi-
ca. As oulras provincias desla parle goiam igual-
mente de socego, e em nenhuma deltas occorreu no-
villada digna de especial mencao.
Em consequenci daresuluco ltimamente loma-
da pela assembla provincial, acaba o Exm. presi-
dente da provincia de uomear a commissao que lem
de rever as cantas da repartirlo das obras publicas,
e que he composla dos seguintes senliores :-Tt)r.
Silvino Csvalranti de Albuqucrque, Dr. Antonio
Alves de Souza Carvalho, Dr. Luir. Filippe de Sooza
LeAo, Jos Pedro ila Silva, Dr. Tbeodoro Machado
Freir Pereira pitn lente Eliliario Antonio 'dos Santos, Dr.
Bernardo Pereira do Carino, Dr. Minoel do llego
Barros Brrelo.
No dia i'J du corrale houve nm janlar oflerecido
pelo Sr. depulado Dr. Brandan ao Sr. commaudan-
te superior Jlo Jonquim di Cunha do Reg Bar-
ros, ao qual assislirarn o Exm. Sr. barao de Cama-
ragibe, varios depulados geraes e provinciaes, alem
de muilas oulras pessoas de consideradlo.
Kendeu a alfandega jj:.i8298.'i6 rs.
Fallcceram (17 pessoas: 17 lumen', li mulheres,
e 20 prvulos, livres ; (i homens, 6 mulheres e 4
prvulos, escravos.-
ricas e 774 saceos com 9,078 arrobas e li libras de
asaltear. 875 meiosde sola, 9t varas, 53>5rocoi com
casca, ,'li pedras, 1(> (oros de sicupira, 1:1 caixes
e 20 harrit doce, 8 barricas farinha de mandioca, 2
barris farinha, 20 pipas agurdenle, 20 barris nila-
te, 1 sacco c l barricas caf, 2 ancorlas mel, 12
uropemas.
Gibraltar, brigue inglez illenryn, de 3;17 tonela-
da-, conduzio o seguinle :3,000 saceos com 35,000
arrobas de atracar. I
Falmoulb, brigue diuamarquez Contmaudeur,
de 27(1 toneladas, cnndu/.io o seguinle : 3/iOt)
saceos com 17.090 arrobas de assiicar.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBDCO.
lien lmenlo do dia 1 a 20. IO:720|S03
dem do dia 21........ I:961n957
I2:(i82jl(ill
CONSULADO PROVIfjCIAI..
Kendimenlu .lo da I a 20. 39:056f46
dem do dia 21........ t:095628
Slaasl*' -------
I'BACA
D6 RECIPE 21 DE ABRIL DE 1853,
AS a HORAS DA TARDE.
Retilla Cambios---------- Os saques sobre Londres, de que
foi portador o vapor
I.....miii. a 27 i |2 ^7 ll|i e :I8
d. por 1-3 c mili poucos a 27 l|'i
com prazo; e sobre Lisboa a loo
por cenlo de premio.
Eniraram 778 saccas, que foram
vendidos de 59200 a SfGOO por
arroba ; e wimente tima vfida do
escollado a 59700.
Assucar Os preces da semana comecaram
Algodao ----------
-r-Olllm.Sr. I" csrriplurariu serxindnde inspector
da Iheynraria provincial, em enmprimento da or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 12 do
crrenle, manda fazer publico que no dia 10 de
niaio prximo vindouro, perantc a junta da fd/.emia-l
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a obra da conlinuarao do cano d
esgolo da pr.n.a da Ponte Velha, ale a esquina da
rna Velha, avahada em 3:1999000 reis.
A arrematadlo sera feila na forma da lei provin-
cial n. :ti:l de II de maio do anuo prximo panado,
e sob ascondic,es especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacflo
romparecan) na sala das ses-es da mesma junla pe-
lo meio dia cumpclciitemcnlc habilitadas.
E para constar se mandou ollisar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesnnraria provincial de Periiam-
buro l(i de abril de I8jj.O secrelario, A.F. d'An-
nunciavtio
Clausulas apeviaes pura a arrematii'So.
I.1 A continuaran do rano de esgolo no lugar da
l'onle Velha do hairro da Boa-Visla, ser execulada
de i niifui miil.ule com o urrainento approvado pela
directora em conelhu e apresenlado approva-
rtlo do Exm. Sr. presidente da provincia na impor-
Aron ell'er- lancia de 3:4999000 reis.
2.a O einpreileiro dar principio as obras no pra-
*o de I mez e as concluir no de 3 mezes, ambos
contados na forma do arl.*31 da lei provincial
n. 8(i.
3." O pagamento da importancia deste contrato
ser teito em duas prcslaccs iguaes ; a primeira,
quando esliver execulada inelade das obras ; a se-
gunda c ultima, depois de concluidas lodas as obras,
W-.I52J084
firmes, porm fondocreseido a en-
trada, principalmente do chegado : que sera logo rcalisada dcfiiilixamentc.
em pequeas embarcaces dos i." O einpreileiro cnipregari ao menoi metade
portos da provincia, os preros i ., ,, ,, ,
___ .:._ | dos Irabalhadurcs livres.
Para o que nao esliver dclerminadn
froutaram alguma cousg, e nos
iillinios dias as vividas diminu- i
prc-
as Vafnw
rain. O branco vent^-seile 25200 I senles clausulas e no orcamento, seguir-sc-ha o que
a 29900 e us mascavadea de 137001 dispc a lei n. 28(i.
Conforme. O secrelario, ./. F. da Annuneia-
rtio.
9 a 5 por arroba, e o smenos ;;
, 29250. ner-ado esta suppridu.
Agurdenle-------Vndenle a 8O5 por pipa.
Azeiledoce-------Nao I11 do do Mediterrneo, co
Portugal veudeu-se 1 2--'.i00 por
cabio.
Itai.ilh.il)----------Tivemos um carrcgamenln chega-
do no dia 16, e o mercado cala
abastecido.
Carue secca- Vendeo-se a do Rio (iraudo de
19800 a 59IOO por arroba, c li-
ndamos lmente 12,000 arrobas,
o que lornava o preco mais firme;
( como porm chegssae boje um
carregamenlo de Buenos-A\ res,
que n.lo sabemos se licar no por-
to, he duviiloso o resultado da se-
mana prxima.
I^ii mlia de Irigo- llavera apenas urnas 101) barricas
das que vieram ltimamente de
Ballimnre, que bem que fosse de
m qualidade, relalhoj-se de 28-3
a 305 por barrica.
Viuhos-------------- Tem soffrido alguma diminuirlo,
tndo- ve'ndi.l.) ode Lisboa l'RR
a 285 o de oulros autores de 9009
a :l00-5, e o da Figueire de 2659
a 270.>.
Vinagre- Veudeu-se a KMi.3 por pipa.
Discoiilo Continuaran) de 8 a 12 por cento
ao auno.
Frclcj------------EHctuoii-se o do algodao pata
Liverpool a l|2 d. p( r libra c.'i
por cenlo, tanto embarcado nesta,
como as provincias lemilrofes.
Tivemos 22 navios chegado* a este porto.- dos
quaes 8 (ornaran a sabir, sendo 3 vapores, 3 eom
carga da assucar, I rom latinado e I em lastro ; de-
ram entrada 110 porto II, sendo I com carajtgimeu-
lo de fazendas procedente de Liverpool, I com ba-
catliu, I com carne secca do Rio da 'rala. 3 em
lastro e 8 com gneros de cabolagem.
Sbiram 12. sendo 7 rom carregamenlo de diver-
sos gneros Uo paiz. 3 em lastro, 2 estrangeiros, I
nacional, 1 com objectos de cabolagem e 1 de guer-
ra a cruzar.
Picaran! no porto asseguinles cmbar.-aces: 1 8-
mericana, 19 hrasileiras, 4 dinamarqnezas, (> (ran-
elas, 3 lianiburgiiczas, 2 hespanholas, 9 iuglezas, I
oWletnburueza, 4 portuguezas e I sarda. Ao lodo 50,
O lilm. Sr. l:o oscriplurario servia lo de ins-
peclor da Ihesuuraria provincial, em riiinprimciiln
da resolucaoda junla de lateada, manda fazer pu-
blico, que a arrematado da obra do 8." lauco da es-
Irada da Escada foi transferid.! para o dia 20 do cr-
rente.
E para constar se mandn allxar o presente e pu-
blicar pelo D'iurio.
Serrclaria da Ibcsouraria provincial do Pernam-
bnco 17 de abril de IRii.O sccrelirio, ./. F. da
Annunciaciio.
O Dr. Custodio Manoel da Silva liuimare. jniz de
direito do civel e comnterrio desta cidade do
Recife de Pernambuco e seu termo, por S. M.
l.eC. ele.
Paro saber aos que o presente cdital virera, que
no dia 30 do correle mez se Im de arrematar por
yenda a quem mais der, depois da audiencia desle
'juizo, 11a casa ilas audiencias, um escravoVrioulo, de
nomc Francisco, avaliado em GOO3OOO rs.. e peuho-
raclo pnr exerurao dcTasso Irmo, contra Candi-
do Jos da Silveira.
E para que chegue noticia de todos, man lei pas-
sar editaos, que serao publicados pelos jurnaes e all
xados na prara do commercio e casa das audiencias.
Dado e pasudo nesla cidade do Recite de Per-
nambuco aos 19 de abril ,1o 1855.Bu Manoel Jos
da Molla, escrivao o subscrevi.
Ctutodio Maiwil DECLARACOES.
BANCO DE PERNAMBDCO.
O'Banco de Pernambuco loma e da'
lettra* sobre o Bio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario' da direccao, Joao Ignacio de
Mcdetros Bego.
MOVIMENTO DO POlftTO.
suppi
reparliclo das obras publicas, justa ou injusta a opi-
niao a este respeilo, voz de Des ou voz do ilialio.
nao he menos cedo que contra ella exislc o clamor
popular. D'esle modo, se o inquerilo for favoravel
a reparlicao,dij-se-ha que houve complacencia; que
os abusos e as malversadles foram encapadas; que se
a commissao fosse nomcada pela assembla, nao ha-
via de acontecer outro lano.E no caso de que,
conlra loda a volitado e esperaura do presidente da
provincia, acummissao seja favoravel. faltando aos
seus devores, sendo infiel, quem nos dir que d'aqui
ha algum lempo, sob a pressao da pinino pu-
blica, esta assembla nao mandar esaminar uova-
mente as obras publicas ? Crein que enlre nos ja
houve cousa semelhanle.equeldepois se vcio a saber
quaulo foi cuidadoso e fiel o primeiro exame feilo na
thesouraria. Se porem acontecer o contrario, sobre
o presidente nao dcixar.m de recahir os queixumes da
algumas pessoos, e os seus de-alleclos dirao que ne-
nhuma gloria llie cabe, por isso que foi impedido pela
assembla. e que a nao ser ella, nenhuiii 1 providen-
cia se havia de lomar. Senliores ha urna lgica que
os nobres depulados n.lo pdenlo deslruir.Jhe a l-
gica das siluaees. a lgica dos fados. A queililo
era simples, era quesUo entre a assembla e a repar-
ij.10 das obras publicas. Os nobres depulados qui-
eran) n'a ilfslocar,lanr,ando depermeioa presidencia
da provincia ; sobro ella rao recahir as consequenci-
as das aecusaces proferidas na assembla. U presi-
dente qi;e Ibes agradecn o jogo de empurra.A
primeira dilTiculdade que se Ihe apresenlar he saber
quaes M pessoas que dever nomear. Bscolhera elle
alguns empregados publicos cheles dereparlicGes que
ialvcz mo cslejam ux res de seren um da tambem
inspeccionados'!Disse se aqui que as pessoas mais
proprias para esses exames eran os (unecionarios ha-
bituados aos trabalhos bttreaitrratkos. Eu porem pe-
co licencia para dizer ao Sr. Dr. Aguiar que nao >e-
r.i entre elles que se achara faciimente o despreso lodos os comprometimientos,e esse zelo deque acom-
miss.io d ella aasepabfoa, que examinuu o corpo de
policia, den provas, andando por lodas as rasas de
commercio a pergiinlar onde e porquanto se havian
comprado os panos, e Irabalnando dia noile.Eu,
senliores, nao duvido declara lo. se fosse o nobre
presidente da provincia, ret ihoiria o iog ile empur-
ra da assembla, tirando alguns dos memhros da
commissao, que lem de nomear, do seio d'csla assem-
blaa. principalmente d'erdre os depulados que lize-
ram reveanles a casa.
Alem d'estas raaCesde conveniencia, exilie para
mim, como ja di-se, a vanlagem immeiisa que esta
assembla tirara da MnntWt de inquerilo, para
vermns nos mesmo o que teem sido ale aqu as obras
publica- nesla proviuria, e o que devem ser para o
futuro, ellas e a ua Icsislarao.
Paranlo, senliores, se a minha voi lixesse a in-
uiieuna de que sei que he desliluida, cu vos pedi-
ra em nome dos nossos collcgas, em mime afala as-
sembla, em nome da reparlicao das obras publicas,
em nome dos nossos cnllegas engenheiros, em nomc
do Sr. Barros Brrelo, em nome do presidente, c da
iililidade da provincia, que nomcasseis vos mismos
a commissao de inquerilo lApoiados .
O Sr. Ilianirio Braga: ahida fazem algumas
considerantes cerca da materia.
I> Sr.Y.'ain/iriiDarc mosem outro numero.1
l.niorrada a di-cii'-ni o Sr. Mcira requer. que se
proceda a volarlo noqjinal e verificada, esta, he u i Rendimenlo do dia
voto em separado approvado e rejeiledo o parecer. |i|em do dia 'I
O Sr. prttiden\e designa a ordem do dia ,c lvenla
a sessao as ."> horas da larde.
REPARTItJAO DA POLICA.
Parle do dia 21 de abril.
Jllm. e Exm. SrLevo ao runhecimcnlo de V.
Exc. que. das dillerenlcs participaulcs boje rece-
bulas neta repartc,Ao, consta que "foram presos :
A minha ordem, Antonio Candido da Cooeeifko,
[tara averiguacOes.
Pela subdeiegacia da freguezia do Recife, o pardo
Manoel Fraucisco de Paula, pnr furto.
Pela subdeiegacia da freguezia do Sanio Antonio,
o preto Felinto. escravo de Jos Pires Falclo, sem
declaradlo do raolivo, e o preto Manoel, escravo de
Manoel de 1. ismao, por espancamcnlo.
Pela subdeiegacia da freguezia de S. Jos. Lata
da Cunha, pnr ebrio, e Marcelina Mara da Penha,
para averiguacOes policia es.
E pela subdelegara da freguezia da Bna-Visla,
a escrava Mara, por furto.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco-21 de abril de fs.1..Illin. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de policia Lui:
Carlos de Paiva Teixeira.
.Vacos entrados ?io dia '21.
C.uinga90 dias, barca inglesa John Brighlu, de
299 toneladas, capillo John Mili, equipagem I i,
carga assucar e mais gneros ; ao cnsul inglez.
Velo a esle porto arribada rom agua iberia.
Rio re Janeiro10 dias, hiale argentino Obligado,
le lio toneladas, capillo 1.. C. Nielsen, equipa-
gem 10, carga carue secca ; a Amorim limaos ,\
Companhia.
Macen!24 hora, barca ngleza Spirit of Ihe Ti-
man*, de 2-V.I toneladas, capitn John Marliu,
equipagem 13, carga assucar c algodao ; a M. Cal-
moni A; Companhia. Veio receher ordens e se-
guio para Liverpool.
A'acso sabido no mesmo dia.
Soulhamplou e porlos intermediosVapor inglez
Avoni>, cominandante R. Revell. Passogeiros
desla provincia. Amonio Silveira Macel Jnior.
Dr. Manorl Mendes da Cruz tiuimaraes, Jos
Mendos, Carvtilhers Jolin-tmi. sua senhora e 3 -
llios, George Sharpe, Olio Plessumann, Eugenio
Tusset.
Vino entrado no dia 22.
Rio iie Janeirol dias, brigue brasileiro Mari
Luizn, de 301 i toneladas, capillo Manoel Jos
Prcslrello. equipagem II, carga catee vasilhame;
a A11 Ionio ile A uncida Gomes.
yavios sahidos no mesmo dia.
liba de S.- MiguelPatacho portuguez Alfredo,
cambio Joan Pereira de Avilar, earga assucar c
mais geoeros. l'assageims, Manoel do Reg Li-
ma c I lilbo menor, Pedro Bolelho de Mello, Jo-
s Francisco Teive, Jos Jacinlho Barbosa, Joo
l.eite, Luiz Jos da Silva GnimarSes,
GibrallarBrigue inglez llarrj, capilao Thomaz
II. Me. Rai, carga.assuear.
HavreBrigue francez Le General Hoclieo, capi-
llo B. Augusto Mario, carga assucar-
M ,11-e.lia pela ParahibaGalera franceza Sumatra,
capilao Armaguin Vctor Pedro, em lastro.
CanalBrigue diuamarquez Commandcur, capi-
tn II- von Appeu, carga assucar.
DIARIO DE PERMITO.
A assembla approvou ante-honlem em 2. dis-
ciisslo a emenda otlVrecida em 3." ao projeclo n.
20, que aulorisa ao presjdeale a conceder 2 anuos
delieenea com ordnalo a Joaqum Pires Carneiro
Monleiro para continuar na Europa os ssus eslu-
dos de engenliaria.
Foi approvado em 2.a disrussao o crfamento mu-
nicipal.
Enlra em 2,1 discussao.e he approvado depois de
ler orado o Sr. Mello Reg, o projeclo n. que
designa o rio Sebir como U11I1.1 divisoria enlre as
freguezias do Ipojuca cSerinbaem.
Silo tambem approvadasen) I. discussao as pos-
turas adlicionaesda cmara do Recife.
Continuando a discussffo sobre o parecer arliado
da commissao de obras publicas acerca dunrelen-
c.lo de Jos Ignacio Pereira Dutra, foi o mesmo
regeitado e approvada urna emenda que concede a
iodemiilsacjto pedida por esse cidadlo.
Entrando em dhieosslo o parecer da mesma com-
missao, para que seja nuvirla a do orcamento so-
bre a planta e orcamento do (ixmua-io, nraram os
Srs. Lcenla, Silvino, Mello Reg e Epaminondas,
sendo regeitado o parecer e approvada una emenda
determinando que o orcamento volle uovamente a'
commissao para reconsilera-lo.
COMMERCIO.
PRACA DO REQIFE ^l DE ABRIL AS 3
HORAS DATAROS.
Cniaecs officiaes.
Descoulo de ledras de 3 meses9 ,, ao anuo.
ALF4lM)EtiA.
Rendimenlo do dia t a 20. 170:(i77S72
dem do dia 21........ 1:816*303
17.':iti.l.-77"i
Descarregnm hoje 23 de abril.
Barca inglezaMeitoramcrcadorias.
Iliale brasileiroDmiJosngneros do paiz.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da I a 20. 50:876tf791
dem do dia 21........ 2-0H-7N
AVISOS MARTIMOS.
kio de.janhiro.
0 biifjiic nacional FIRMA, Capitao
Manoel de Freitas Vctor, segu com bre-
vidade para o Kio de Janeiro, para car-
pa, passageirot v. escravos a frete para os
quaes tem cxccll'ntes commodo*: hala-
se com os consignatarios Xovaes &C, na
rna do Trapiclie n. o, ou com o capitao
na praca.
AO MARAMIAO' PELO CEARA'.
A escuna nacional Flora, capillo Joaqun) Jos
Alvcs das Neves, segire com brevidade ; para o res-
to'do seo carregamenlo, Irala-sc com os consignata-
rios Antonio de Almeida Gomes A; Companhia, na
ra do Trapiche Novo 11. Iti, segundo andar.
O Itiate AMELIA segu na presente se-
mana, por ter a maior parte da carga
prompta, para o resto e passageirot? tta-
ta-se com Novacs & C.,na na do Trapi-
che n. 34, ou com o capilao no trapiche
do algodao.
PARA O KIO DE JANEIRO.
O brigue nacional ELVIRA segu em
poucos dias, por ja' ter parte de seu car-
lega 1 nento prompto: para o rosto, da
carga, passageiros eescravos a frete, tra-
ta-se com Machado &Pinheiro, no largo
da Assembla sobrado D. 12.
EDJTAES
O lllm. Sr. t.<' escripturario servindo de ins-
pector da thesouraria provincial, em cninprimenlo
do disposto no arl. 3i da lei provincial n. 120, man-
da fazer publico, para conhecimento dos credores
U\ pothecarios, c quaesquer interessades, que foi de-
sappropriada a Francisca Joaquina do Nascimenlo,
viuva ale Jos Luiz Paredes, parle de um sitio na es-
trada dos Remedios pela quan'ia de 6001)100 ; eque
a respectiva proprelaria lem de ser paga do que se
|hc deve por sernrlhanle ilesappropriacao, logo que
terminar o prazo de 15 diana, contados da dala desle,
que he dado para ?s reelamaees.
E para constar se mandn atusar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de l'ernam-
buco II de abril de IS-'ij.O secrelario, 'A. F. da
Annunciarao.
O lllm. Sr. I.o escripturario servindo de ins-
pector a thesouraria provincial, em cumphmenlo
da ordem doEsm. Sr. presidente da provincia, de 13
do correnle manda fazer publico, que n dia I." de
maio prximo vindouro, peranle a junla da fazenda
da mesma thesouraria, se ha de arremalar a quem
por mejios fizer, a obra do calramenlo do |K." laar,o
da c.-lrada da Victoria, avahada em 8:3603000
res.
A nrremalacAn ser.i feila na forma da lei provin-
cial 11. 343 de II de maio do anuo prximo passado,
sobas condinles e-peciaes abaixo copiadas.
As peMOH que se propozerem a esta arrcmalaeao
comparecam na sala das sesscs da mesma junla pe-
lo meio da, competentemente habilitadas,
E para constar se mandou aflixar prsenle e pu-
blicar 1 elo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial dj Perita m-
buco 16 de abril de 1S.V>. O secrelario, A. F. da
Anniinviavo.
Clausulas rspwiaes para a arrematanio.
l.i As obras desle empedramenlo serlo execula-
das de couformidade com o orcamento approvado
pela directora em cnn-elbo, c submeltdo i appro-
vacao do F.xni, presidente da provincia importando
em fc36t]SO00 rei
LEILOES
AVISOS DIVERSOS
Da'-se clinlieiro a premio sobre pe-
nliores de ouro e prala : na ra do Oitei-
ntarlo loja n. 46 A, se dita" quem da'.
@ O bacbarrl loan Francisco Teixeira, pro- 3S
|iie-sc a dar lirces de Francez c Rhelorica, @
j$ assim como contimia a ensillar tieometria pe- AJ>
lo Compendie ltimamente a dnplailn na la-
jg culdade de Direito: quem de seu presumo jif
@ se quizer ulilisir, dirija-se a ra do Oueima-
S5 -' I
LOTERAS A PROYIXCIl.
Aeanf-se a venda os bi-
lhetes
di primeira lotera
S. da ConeeicS.o ta
d f
vi
Sa
52:911-viii
IMVERSAS PROVINCIAS.
1 a 20. .
:l;Tsl;(i
30BV*3I
ERRATA.
No discurso do Sr. Silvino publicado em 20, pa-
gina I., columna 3. lialu 136era lagar das pa-
l:080|698
Exportacao'.
liba de S. Miguel, patacho portuguez Alfredo,
de 202 toneladas, conduzio o seguinle : 744 bar-
dia 1 dt maio*
buco 'i'2 do abril
O tliesotireiro,
e
de com os arlisos 31 e 32 da lei provincial
o. 286.
3." A importancia desta airemala^lo sera paga em
l prcslaces i&uaes, sendo a 1.a paga quando bouve
o arrematante feilo o terc;o da obra total ; a si-mi-
da, quando houver feilu dous tercoi ; a lerceira,
quando for completamente concluida ; c finalmente (k (l(> ()il'('t'(l,
a ultima, na entrega definitiva.
I. Durante a cxecuipo das obras o arrematante
ser oliiiuado a dar commodo c lacnVliansiln aos
viandantes
o." I'ara ludo o mais que n.lo esliver determinado
as prsenles clausulas, seguir-sc-ha o qae dispOe a
lein. 2H6 de 17 de maio*
Conforme. O secretario, A. F. da Annuna-
eS.
Per
O agente Bnrja Ifarii
leiliin'em sen arma/ein
na rila do CalleffM 11.
1">. de urna quanlidade
de ohjeclns d.ilTcrcnles,
como obras de marci-
neiria de varias rpinli-
dades. chapeos jireles
france/.es, ditos de fcl-
_ tro o do Chile moito
linos, urna porclo de fazendas francezas, obras de
ouro e prala, relogios para a'gbeira, tlitos de pare-
de, ele, c outros rouitns ohjeclns que se acharan
patentes no dia do leillo: quinla-fcira 2(> do cor-
renle, as!) lloras em ponto.
O agente Borja, por autorisaeao do
lllm. Sr. Dr. juiz de direito do civel e,
commercio, Custodio Manoel da Silva Gu-
mares, a rc<|uermento de Len Lecom-
teFern \ C, de accordo com os berdei-
ros do finado Joto da Cosa Domado, Ca-
ra' leilao d;i armacao, divids, livros e
mais objectos existentes na loja ipie Coi
do dito tinado, sita no largo do Coegio
n. O, tcrra-leira 2V do crrante, as 10
lioras em ponto.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferrara, avisa ao pouuidordobtlbete in-
teiro 11. 2170 da primeira parte da pri-
meira lotera da matriz do Rosario de
Goianna, em que sabio o premio de
2:000*000, pode vir receber ot S por cen-
to da lei, que be lO.sOOO rs., na ra do
Trapiche d. .~il segundo andar, logo cinc
sabir a lisia gera. Pernambuco 11 de
abril de W55,O cautelista, Salustiano
de Aquino Ferreira.
lotera do r.10 de Janeiro.
A roda da lotera ">2 to Monte Pin, li-
cava annunciadano Riode Janeiro para
I (i do coi rente, depois se segua a pri-
meira do tbeatro de S. Pedro, da qual
nosso correspondente nos mandou alguns
bilbetcs e meios, que ficam a venda as
lajas do costume; as listas viran pelo va-
por nacional que parte do Kio de Janeiro
a 25 do crrante : os premios serao pa-
gos logo que se fizer a dislribuirao das
listas.
Jos Coelbo da lloclla, subdito porl jguez, re-
tira-sc para a Europa.
Precisa-fe de nina ama para casfPd'i pouca fa-
milia : na ra das Trincbeiras 11. :tK.
ViclerJDo Marlins t-'eruandes relira-sc para fu-
ra da provincia.
Tem de se arremalar na porta dojuiz. ilc paz
da fresoezia <\e S. Jos, 110 dia 2.3 desie correnle
mez, as!) lloras da manlia, urna sacada de pedra de
cantara, lavrada, com S palmea de comprido c i de
largura, penliorada a Jos de Almeida Lima, a re-
querimeiitn de Jiistinn Gomarea Villar : quem a
pretender, dirija-sc 11 porta do juir. de paz, a hora de
audiencia.
O abaixo aeiijtnado, vendo oannuncio do Sr.
Serapliim Alvcs da lloclla Bastea no Diario de 21 do
correnle, cm que o mesmo senhor diz ler perdido
ama lettra j vencida, aceita por Jote de Azevedo
Hala, faz sricnle an rcspeilavel publico, que nao -e
enlende com o abaixo assisnado, eslabelecido na ra
do Oucimado 11. 53. itecife 21 do abril de 1855.
Josv de Azecedo Maia.
I'recisa-se alagar urna prela cozinheira, oque
seja eaerava : na rna do Oueimado, loja 11. 'ib.
l>a-sc 1:OtKfcOllO pelos juros que se convencin-
nar, sendo rom firmas desla prac,a : quem quizer a n-
nuncic.
METHODO PORTUGUEZ CASTII.IIO. .
No I .de maio se abre novo curso de leilura, es-
cripia ccoulablidade por este excellente melhodo,
para homens nrriipado de dia. das 7 as!) horas da
noile. A experiencia lem mostrado que fi mezes san
sullcientes para se aprender a ler, esrrevcr e contar
as quatro especies solTrivelmente. A aula n.lo sera
visitada de noile, e por isso estarlo os alumnos livres
do vexame que Ibes causa a presenca dos visitantes.
I'rcco jOOO mensacs : na ra larca do Kusaro
n. 48.
Forlaram no dia 17 de abril de 1855, do losar
Calende, no rancho do Sr. Jone Ignacio. 2 eavallos,
I meo quasi roilido. e oolro ca-lanbo, ambos baix.is,
porm o ruco mais haixo pouco, ambos calcado! dos
pese maos de preto, c o caslanbo com um sienal
branco pequeo un testa, ambos carregadores haixos
e passeiros, endo o ruco milito mais iiue o raslanbn,
o caslanbn feridonas eoslellas. e quadriz relados da
cangalha, o ruco mais gordo do que o ra-lanlio, sen-
do o ferro do mesoio no quarlo direito e no qucixo :
quem os lomar 011 delles der noticia a liuarle Dias,
ou ao padre Jo- Xavier Mendes Conexivas, dono
dos mesmus cavallos e capellao do luuar, ou no Re-
cife, roa de Aguas-Verdes n. !l2,ser gratificado.
Alaga-ee um (trende sitio rom casa de vivenda
de pedra e cal, estribara para i csvallos, cncheira,
um erande poco com dous lauques com enherla de
quatro acuas, silo na estrada ilo Parnameirim, com
parle de frente para a estrada principal ; adverlin-
do que se alagan rom preferencia .1 pessoa que se
quizer encarroar a tratar bem do sitio e das casas, e
i-iiamenle se far nesocin por venda : quem pre-
tender qualquer deles neanrios, procure na laberna
do Veras n. 15, na Boa-Vita.
O abaixo assignailo, tendo sido roubado em a
noile do dia 19 do correnle mez- pelo seu criado Ja-
cinthn, no da sesiiinte, pelas activas dilisencias do
Sr. delegado Dr. Francisca de Caivalbo, nlosdilo
Jacinlho foi capturado, como parle rio roubo me foi
entregue ; nlo podendu deixar de agradecer ao dito
Sr. delegado a promptidao e diligencia com que se
houve nesle caso; por io serve-e da publicidade
desle Diario para este lim, e Iributar-lhe os meus
respeitos.Mililo llorgcs Vchia.
O procurador dos fcilos da fazenda nacional
manda convidar aos devednres do imposto sohre ca-
sas ile movis ele. fabricados em paiz eslr.mgeiro,
relativo aoexerricio de 1853 e 1851. a tiren) pagar
seus dbitos dentro de 8 dias improrngaveis, sob pe-
na de s proceder a cohranra jndicialmculc, deven-
do os.....-ni is lloved.uo. dirigirem-se i casa do dito
Sr. procurador dos feilos. no raes da llamos, afim le
receberem alli a guia de rendhimculo. Recite 21 de
abril de 1855.-0 solicilador,
Joauqim Jhcodoro Alvv>.
Precisa-sede um hornera brasileiro, queeuten-
da de planlac'j para Irahalhar em um sitio '. a Ira-
lar uo silio Crtame, nos Afosados, ou na roa Nova
n. 18.
Precisa-se de urna ama que saiba cezinhar, en-
goinmar c fazer lodo o mais servico interno de casa :
no palco do t'err;u 11. i!.
Precisa-se de urna m secca para tratar de urna
menina : no paleo do Terco 11. i .
Precisa-se de urna pessoa para Irahalhar algu-
mas lioras no da, por algum lempo, cm escriplura-
cao por partidas dohradas, pagando-sa bem : quem
esliver tiestas circumslancas, appareca na ra do
Pires n. 3, que Ihe dirao onde e com quem deve
tratar.
Manoel Morcira da Cosa vai i Portugal.
Matriz, de Santo Antonio.
Iloga-se encarecidamente aquellos dos senliores
que nal procis-es e actos na matriz do bairro de San-
to Antonio obliveram rapas, c qucjdeixaram de as
entregar, quehajam de assim o fazer, visto que pa-
rece islo um religiosu dever c desencargo de suas
coiiscicncias, omissilo esta que projudica a ir man-
dado. O thesoureiro, Josv Ktetts I amia.
Industria brasileira.
Na roa Formoa. na quinta casa terrea, indo pela
rita da Aurora, fa/em-se militas qualidades de holi-
nhos muilo bem fcilos ccom muilo aceio, enfeilarn-
se bandejas com bolinbns para bailes, casamento*,
etc., assim como oulras multas massas. Indos, pSo-
de-bus, pastis, pudius, fregideiras, ludo por precos
muilo raznaveis.
O cautelista Vicente Tiburcio Cornelio
Ferreira avisa a pessoa que lem o hilhele o. 230 da
primeira parle da primeira lotera concedida a favor
do Rosario de (.'oainia, que foi vendido na loja do
Sr. Joaquina Monleiro da Cruz, na ra do Oueimado
11. 25, baja de ir na referida bija receber 1:000(M)0
que por surte Ihe sabio. O mesmo cautelista avisa
ao publico, que os ses hilbetes e cautelasda primei-
ra |iarle da primeira lotera 1 favor das obras da ma-
triz do llnuito, acham-sc venda nn/nesma ronfor-
midade com os .ninnncins j publicados, na ra do
Oueimado 11. 25, loja de miudezas do Sr. Joaqun)
Monleiro da Cruz; no palco do I.ai nm, loja do Sr.
Beulo Alves Rodrigues Tupinambo ; ra do Crespo
n. i, loja de fazendas do Sr. Antonio Francisco Pe-
reira ; na mesma ra 11. li, loja do Sr. Antonio I)o-
mingoai Ferreira ; rna Nova, toja de selleiro do Sr.
Jos Francisco Carneiro ; aterro da lioa-Yisla 11. 5,
fabrica decharulos do Sr. Lucio.
PASSAI't HITES.
Tiran)-ae passaporles, dcspachnm-sc escravosccor-
rem-se fallas.: para esle lim procure-ge na ra do
Oueimado n. 25, hija do Sr. Joaquim Monleiro da
Cruz. >
Prcrisa-se fallar rom Felinto Elisio de Lemai
Gnnzaga, liho do Sr. Manoel Dia lionaaea, mora-
dor na cidade do Penado, provincia das Alagoas :
na ra du Crespo, loja 11. 21.
Na ra de S. FrancuM n. 20, faz-se com toda
a perfeiclo llores de cera.
Precisa-sede uua ama que tenba
bom leite : na rita do Hospicio casa ter-
rea de soto, junto ao Sr. dezembargador
Santiago.
8$*S3$08S-aS-*M9a)9
i cixeo m. i
Precisase alugar pelo lempo de
"> annos, urna casa terrea a moder- 9
^ na que tenba 7, a i titiartos e bom a)
quintal, dando-se ate 1G.S000 -s.
mensacs: nesta tvpographia se di- S
i$ ra' quem precisa. a)
A pessoa qtic quizer dar 20091100 a juros, com
seguranca em 11111 escravo crioulo, moco e de bonita
ligura, atiniincie para ser procurado.
Jos Manoel de tUiveira, por haver
oitlro de igual nome, se assignara' daqui
em diante Jos Manoel de Oliveita Vi-
,11111,1.
Aluga-se na ra da Solcdade, em casa do sol
estrella, urna sala grande e urna alcova para um ou
leus mucos solleiros, de boas conduelas.
Militar.
Para algum ollirial ou cadele de corposecco e bai-
lo, existe urna sobre-casaca feila na ra Nova n. 40,
que se vende muilo barata.
Na ra de S. GoDcalo 11. H, precisa-se de urna
escrava que saiba engurruar e cuzinhar perfeita-
menlc, para rasa de puuca familia : quem liverpara
alugar, mande-a ra indicada, ou a do Seve. p-
uieira casa lerrea, que se pagara contento.
Na ra do Crespo, loja de fazendas n. 15, sal
dir quem precisa de um bomem de mea idade pi-
ra fclor do um engenho perlo desla prara.
- --5.
iA
2.' Kslas obras serlo comecadas no przo de 1 mer ({< 84 C: I 110 CliilS I ()(1 'IS "l '-
concluidas n de I atino, contados de conformida- .' ,
(laiii inipreteriveiniente no
de
fllll-
Anlo-
m
8
I ATTENCAO.
^ Arrenda-se o eogenho Mazan-
gao, na freguezia de tioianna*.
distando V leguas daquelle (Mirto,
a bom ( aminlio, em ptimo ter-
reno, de prodigiosa produccao, de
toda qualidade de lavoura, esta'
moente e cobi boa safra fundada,
nao se duvidando vender ao ren-
deiro : os prelendentes com a pos-
sivel brevidade, dirjamrseao pro-
pietario ern sen engenho Hus-
supe de Bai\o, termo de I"tta-
i
1
i
m
i
1
r.issih.
Alnga-M nina prela mnea para n servirode ca-
sa de pouca familia, cozinha, engomma lisn, c lazas
compras na rna, e declara-so que nao se aluca para
vender, s sim para casa : na rna Nova 11. 10.
Oflerece-se urna pessoa para ama secca : na
rna da Sensata Velha n.74.
O Sr. Epiphanio Jos de Souza queira dirigir-
le a distihicao do Franca, na praia de Santa Hita,
a negocio de seu nteresse.
O Sr. Francisco Jos de .Sanl'Anna, morador
110 liiquin, queira dirigir-se a ra de Oueimado. loja
n. IS.
Cede-M com as priclario, o ai reo,lamento de una rasa terrea com
erande sollo, na Paaeagem da .Magdalena, a primei-
ra dolado esquerrio aloi da ponte pequea : a Ira-
tur com leed da Silva Oliveira, na roa estreila do
Rosario 11. 32 A.
(iuillierme Augusto de Azevedo retir: -se para
o Rio de Janeiro.
Coroadas por suas virtudes
A VK.UDAHEIRA
AGUA DOS AMANTES.
Ouem fiir amante nlo pode
Su'agtta deixar de comprar,"
I ira pannos, sardas, espinhas,
Faz a pelle clarear..
Ilefresca, luslra e. suavjsa a calis.
Tira rugas, horloejas, que primor !
Ouem com a Agua dos Amantes
Nlo gozar do amor J
As nossas bellas patricial
Desla agua devem usar,
P'ra mais bellas licarem,
Mas bellas de fascinar.
He liquido siloespecifico,
l)ue deve ser procurado,
Pois torna o ente querido
Muilo mais formoseado.
Dous mil ris a garrafinha,
Pode qualquer comprar,
C.i na ra do (Jueim.idc,
Vinlo e sele procurar.
He o seu nico deposito.
Deposito mu afamado,
Aondc tal elixir
lie por lodos procurado.
O duplo do importe se devolve
Nflo sendo effleai cm curar.
Urna > queixa inda nao houve !
O que lodos pdem apreciar.
Acha-se .1 venda na ra do Oueimado n. 27, ni-
co deposito.
Francisco J.oanna de Souza, subdito porluguez,
vai ao Assu', e dahi a cidade do Ceara, a tratar de
seus negocios.
Preca-se de una ama de leile, que seja sa-
dia : na ra de Apollo 11. I'J, lerceiro andar.
I). Felicidade Perpetua de Vasconcellos,subdila
porluguea, vai ao Rio de Janeiro, levaudo em sua
companhia ua filil D. Rita Perpetua de Vasconcel-
os c seu sohrinho menor dt nome Jos.
Precsa-ie de um criado que seja fiel e saiba
comprar, para urna casa de familia : quem quizer,
pode dirigir-se a praca da Boa-Vista, casa da quina,
que lem a entrada pela ra do Aragflo, 11. 32, pri-
meiro andar.
AS MAIS NOVAS K MODERNAS
JOIAS.
Os abaixo aasignadoa, dono da loja de ourives, ua
rna do Gibiig 11. II, confronte ao pateo da matriz o
ra Nova, fazem publico,, q"c esliS recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro dos media-
res gallos, tanto para seuhoras como para hornea e
meninos ; os piceos continala mesmo baratos como
lem sido, c passa-se conlas rom responsahilidade,
especificando a qualidade do ouro de li.a 18 quila-
tes, (canda assim sjcilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim t\; linulo.
O Sr. Custodio Jos Pereira, aulor do annuu-
co publicado 00 Diario de 19 do corrale, deve ao
abaixo assguado a quantia pela qual foi chamado a
juizo conciliatorio uo dia 31 de marco prximo pas-
sado. Superfino he apreseular-se-lhe denlro de 6
dias a coala emsua casa, porque on S. Me. a reco-
nhece ou nao ; no primeiro caso S. Me. sabe bella-
mente a casa do abaixo assignado para pagar-lhe, oa
reciba a quantia ao deposito publico, e no segundo
caso os trihunaes do paiz (para onde o abaixo a-sig-
na lo recorreu) slo compostos de juizes honrados e
inlelligenles, que vista das provas decidirn ; se
for a favor de S. Me. receber,1 as cuitas que se con-
taren), se porm for conlra Si Me. pagara principal
e cusas, e o sea annuncio ficara lido como um meio
de Maneta c impostura!... Recife 20de abril de 1855.
Jos l ieira de Figueiredo.
Aluga-sc a loja e sobrado da casa da rna da Ca-
deia do Recife 11. I" : a tratar na ru^ Nova n. 20.
-J Jacinlho 'lavares de Mello deixou de ser cai-
xeiro do abaixo assignado desde o da 19 do corre-
le.Manoel do llego lima.
Arrenda-se o engenho Uoa-Sorte, d'agaa, com
proporees para safrejar de dous a Ires mil pes, e
Ierras de vanlajusa prodcelo, silo legua e mea ao
suida cidade ila Victoria ; a fallar rom o seu pro-.
prietario Fraocisco Elias do Reg Dantas, na villa
do Cabo, 011 no engenho da liba, na mesma co-
marca.
Precisa-se de um bom forneiro, que lija bem
de.embarazado para todas as qualidades de manas ;
como-tambem se precisadle dous amassadores que
siham descmpeuliar o seu lugar : na ra do Rangel
n. 13. Na mesma se precisa alugar 2 pretos para
lodo o servico de padaria.
&&&2&:&^&:&&$j\Sg^KX
m co3.si i/roiiio
DO DR. CASANOVA
RLA DAS CRL7.ES N. 28,
vendem-se carleiras de homeopalhia de lo-
dos os lmannos, por precos muitoem con la.
Elementos de homeopalhia, \ vols. SeOOO
Tinturas a esrolher, rada vidro. I5OOO
Tubos avulsos a escolher a 500 e 300
Consullas gralis para os pobres.
CHAROPE
1)0
BOSQUE
O nico deposito continua a ser na botica de Bar-
Iholomeu Francisco de Souza, na ra lnra do Rosa-
rio n. 36 : garrafas grandes.59500 e pequeas38000.
niPORTAMK PARA 0 PUBLICO.
Para i ura de pblisica em lodos os seus diflercntcs
graos, quer motivada por constipaees, tosse, aslh-
uia. pleuriz. escarns de sanue, dr de collados e
peito, palpitarlo no coraclo, coqueluche, bronchite
dr una sariama, e todas as molestias dos orsos pul-
monares.
IECHNISHO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENG
NHKIKO DAVID W. BOWNIA. >A
I!LA DO BRUM, PASSANDO O. ^UA-
FAUIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos lignina ob-
jectos de merhanismos proprios para engeiihos, asa-
lier : moflidas c metas muradas da mais moderna
ronslrarcao ; laxas de ferro fund lo e batido, de
superior qualidade e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para auiia ou animaes, de lodas as propor-
ees ; crivos e horcas de fornalhae recistros de bo-
eiro. aguilhocs, bronzes, parafusos e civilhes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FLND1CA O.
se exceulam lodas as encommendas com a snperio-
ridade ja conhecda, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
MUTILADO


f ***
a. ..

*
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O Dr. P. A. Lobo Moscnzo il consullas homeopalhica- lodos os roaulia aleo meio jlia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
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fugue/, pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c acompanliado de
mu diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele. ele...... 203000
Esta obra, amaisimportanle de loda* asquelralam do Calada e ortica da homenpalhia, por ser a nica
que conten a bate dindaiaenlal 'esia douliinaA PATHOtiEMESIAOUEFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO KM ESTADO DE SALDEconlierimenlos que nao podem dispensar as pea-
tn que se quercm dedicar i pralica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a i'outrina de ilahncmann, e por si mesmos se convenecrem da verdade d'ella : a lodus os
fazendeiros e senhores de engenta que eslo lonse dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou oulra ve, nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes':
a lodos os pais de familia quo por circuinslancias, que nim sempre poilem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar conlinenti os primeiros soccorros em suas enfcrinhlades.
O vade-mecum do homeopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. llcring,
obra lambein til s pessoas que se dediram ao esludo da homeopalbia, un volu-
ine grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 11 Mino
O diccionario dos termos de medicina, cirureia, anatoma, etc., etc., encardenado. ::-ikki
Scm verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se po/re dar un passo seguro na pralica da
homeopathia, e o proprielario desle estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
"les....................- .
DIARIO DE PLRMrnEUCU, SEGUNDA FEIRA 23 DE ABRIL DE 1855
LISTA GEliAL
Dos prcii.ius da i* parte da t* Lotera concedida pela Lei Provinciil n. 101, de 9 de Jfaio de 184 irmandad de N. $ do Rosario da cidade de Goianna* extraliida em *1\ de Abril de 1855.
NS. PKEMS.
8l Boticas a 12 tubos grandes.
Boticas de 24 medicamentos cm glbulos, a 10J, 129 e 158000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 21)5000
Dilas 48 dilos a ................ j.,,-i.i
0 Dilas 60 ditos a................, 309000
J)ita9 144 dilos a.................. 609000
Tubos avulsos........H................ i .-non
Frascos de meia onca de lindura................... 29000
Dilus de verdadeira lindura a rnica................. 29000
Namesmacasa ha sempre venda graudeaaiumero de lubos de crystal de diversos tamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer cncomincnda de mcdicameoloscorn toda a brevida-
de e por precos muito commodus.
$ .'IBLiaCAO' DO KSTITtTO 110
ME0PATH1C0 DO BRASIL.
TUESOURO I10MEOPAT111CO g
ou O
VADE-MECUM DO M
HOMEOPATHA. 0
Methodo conciso, claro e seguro de cu- (j)
rar homeopticamente todas as molestias /jj.
' ijue afjligcm a especie humana, e part- w'
i c.ularmeiite agellas que reinan no lira- A
' sil, redigido segundo os melliores Irala- ?2
| dos de homeopalbia, lano europeos como \>/
(americanos, e secundo a propna esperi- (*.
enca, pelo Dr. Sabino Olesario Ludgero *^
) l'inli. Esta obra be lioje recouhecida co- (g)
mo a melhor de todas que tralatn daappli- ,-,*,
carao homeopalhica'no curativo das mo- *9
leslias. Os curiosos, principalmente, nao KJ
podem dar um passo seguro scm possui-la e /a
consulla-la. Os pais de familias, os seuho- Vv
res de engenta, sacerdoles, viajantes, ca- ft
pitaes de navios, serlanejos etc. ele, devem X,
i le-la mao para occorrer promptameule a '43
, qualquer caso de moleslia. (<*]
Dous volumes cm brochura por 108000 J*
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de todas as parles do corpa humano 309000
vedem-sc todos calca livros 110 consultorio hnmenpa-
thica do Dr. Lobo Hoscoso, ra Nova n. 50 pri-
ineiro aucrar.
i
Participarse ios Srs. ilustres pedrei-
ros, caladores e inai.s pessoas partcula-
res, que na ra da Cruz do Kecile n. 02,
lia um deposito da bem conliecida cal
branca c laguaribe, c que se vende
muito cm cotila, tanto em rctalho como
cm porcoes.
Casa de consignacao de esclavos, na ra
dos Quarteistn. 2\
"Compram-sc e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de rommissao, tanto para 1
provincia com para fra della, oflerecendo-se para
sso loda a seguranza precisa para os dilos escravos.
5@fi?:-$S3--S@@
MDANCA DE LOJA.
A. I.acaze cientfica ao rcspeilavel publico
c principalmente aos seus freguezes, que mu- 9
1I1111 a sua loja de relojociro para a ra da Ca- 9
deia do Kerife 11. 18, ondeo acharao sempre 5if
prumplo para fiizer qualquer coucerlo, lano
de reloKius de aliiiheira cuino de parede, ele, 9
ele, assim como acharao um complclo sorli- i
JS menlo de relogios de algibeira patentes, suis-
sos c horizontaes, correutes para dilos, occu- fit
~i los, etc. @
'@Ka:-JSee
Madame Theard, leudo de faier urna viagem .1
Europa, avisa aos seus devedores de virem -a 10;.r suas
conlas na loja da ra Nova.n. 32. para Ihe cvilar de
pioceder contra ellcs judcialmenle.
Dede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-pro-
curador*da cmara de Oliuda, que venha cnleiider-
se com os lierdeiros de l.uz Koma, pois basta de
cassoadas, tirando cerlo que cm quanlo 11.I0 se en-
Icnder com os mesmos ha de sabir este aiinuncio.
C. C. FIGUEiREDO,
ClSTOnilOtSE^SHIPMNGAliE^T,
SOLTIIAMPTI.
MERCIIAM)I/.B. BACCAGE, & EFFECTS-
HECEIVED& FOltWAltDEl),
Wilh dcspaliband cconomv.
(ioodsand Passencars' Luggage slrictly allended lo.
Information gicen retpecting Ihe arrical & de-
fiarlure of Steam PetteU.
Forcii:n Moncy ICxclianged or Itecevcd in l'ayinent.
DEMTISTA.
Paulo liaignoux. dentista francez, eslahele
9 cido na ra larga do Kosario n. 36, segundo @
Sj| andar, colloca denles com gengivas artificiaos,
9 c dentadura completa, ou parle della, com a s
pressao do ar. g
9 Rosario 11. 36 scguudo andar. g*
99tS 9@999
CASA DA AFERICO, PATEO DO TERCO N. 16.
O abaixo assignadu scicntilica, que no escriploro
daquella casa da-secxpedienle lodus os diasdas 0 ho-
ras da inanliaa as 4da tarde ; uulro slm, que a rc-
visilo leve principio no dia 2 do correle, e que lin-
do o prazo diarrado pelas posluras municipaes, n-
correrao os contraventores as penas do ai 1. 2 titu-
lo 11 das sobredilas posluras. Prxedes da Silca
Utismao.
l'rccisa-se de urna ama para o servido nlcrnu
de urna casa de 3 pessoas de familia, que sirva lam-
ben para as compras: na ra do llolpicio 11. 3.
Aluga-se urna casa lerrea 00 de sobrado, cm
qualquer das ras que ficam entre o becco do Virgi-
nio e o paleo de S. Jos : na ra IS'ova 11. 69.
99999.-399:
I J. JANE, DENTISTA, 2
9 contina a residir na ra Nova n. l'J, primei-
9 rn andar. 5^
999'999S9
Ja' cliegaram as seguintess emente
de oitalices das melliores qualidades lia: rbanos hrancos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, alface
repolliuda e alemaa, repolho, tomates,
nabo branco e roxo, couves, tiincliuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, celwla de Setubal, sinondas, sir;o-
-'Ihi, selijas, ervillia* torta, dita direitae
genoveza, dita de Angola, Gjaocarrapa-
tode quatro qualidades, coentro de toti-
Ceira., e um grande sortimento das melho-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz n. 02 cm casa de Antonio Fran-
cisco Mattins.
AULA DE LATIM.
0 pudre Vicente Ferrer de Albuqucr-
que mudou a sua aula para a ra do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desdeja' por mr>
dico preco como lie publico: t[uem se
quizee utilisar deseupequeoprestiino o,
j>ode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Huso 11. n. 36, segundo andar, Paulo Oai-
guoux, denlisla francez, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
>nii|ln lera a vanlagem de enrlier sein pressao dolo-
1.1-a (odas as anlracluosidades rio denle, adqucrimlo
em poucos instantes solidez isual a da pedra mais
dura,o promette restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Joo l'creira da Rocha vai a Europa.
Attenciio.
Custodio Jos l'creira julga nada dever a pesso
aUuma dcsla prara, se porem ataoem se julgar cre-
inr. epruenle sua coala ou titulo ao aanaeiatfle,
cincasa dosSn, Aniorim Innaus & Coinpanliia, ra
da Cruz 11. :i, uu prazo de 6 dias, sob pena de nao
ser alleuriiria, passado que seja o referido prazo. Rc-
nfc 17 de abril de 1855.
Precisa-se de tuna lavadeira : na ra
de Hortas, casa que tera a frente pintada
de azul.
A. I.acaze lemja honra de) participar .10 rcs-
peilavel publico, que vendeu a sua rasa ile relojiiria
da ra Nova 11. 22, a Mr. L. Ddooeiw; pelo qoe ro-
u.i aos seus fresuezesqucllie cmilimieir.,e,iu seuuc-
1 essnr a eonSeaca que sempre Ihea merecen. Reci-
le 9 de nneiio de 1855..;. I.acaze.
Roga-se ao Sr. Tarquiuio Theulonio de A4ircii
tiuiniaraes.'que se nilu retire para fra da prnviii'-ia
sein anles vir ajuslar eontaa ruin o abaixo assiimado.
na ra Nova 11. 5, da adiiiinislr.iro e negocio de una
loja de selleiro, cm Mareiii. E roga-sc a lodos os
capiUes de navios c coinm;:iidaiiles de vapores, que
nao recebam asen bordo o dilo seiihor sem que mos-
tr seus papis ditsembarai;adus pela polieia. relati-
vamente ao dilo ajuste de cuntas, lenle 20 de abril
de 1855.iogo Jote JLeile Cuimarao.
Precisa-sa de nina ama secca : na ra do Ran-
gcl 11. 13.
Jos Antonio Monleiro relira-so para o Rio
rtade do SuJ.
C. C. FIGUEIREDO,
COURTIER DE DOUANE,
A SOUTH(\MPTON.
c*^HSw
illiitcliaiiiicc, biuviiu-, rt rft'rts
Hccus el expedios avee diligence el economie.
Ijx plus grande attention esl apporlce ntetn les
l'axsagerr, leurs Bagugex et Marchandises.
Toule informlion possiblc esl donnee sur l'arrivcc
ou le depart des Balcaux Vapeor.
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No dia segonda-feira, 23 do corrate, no boiel
da Europa da ra da Aurora bavera sopa de Kavioli
de 1 bora al as 5 da larde.
abaixo assipnado ricixou de ser caixeiro do
Sr. Andr Nauzcr, desde o dia 18 do correle.
J0S0 Coi reta Carneiro.
O Sr. Joaquim Fcrreira da Silva Jnior quei-
ra apparecr na ra do Ainoriiii n. 35, a negocio.
L'ma imilbcr capaz se erxarrega de lomar con- .
la de algum silio pello desla prara, linda que sc|a '
pequeno, licaudo ao cuidado da mesiua o boin Irala-
muiilo, tanto da casa como do arvoredo, por nao po-
der pagar alugucl, Picando prompla a enlrega-lu logo
que seu dono Icnlia dellc preji-ao : na ra d Sen-
!! \elba n. 70, segundo andar, informara da pes-
soa que preleude.
COMPRAS.
CARLOS C. FIGUEIREDO.
Agente da Alfandega e de Navios,
8, Q JEEN'S TERRACE,
SOLTHAMl'TON.
Recebe e expede com presteza e economa, mer-
caderas, bagagem e efleitos de qualquer natureza e
onlem.
Esclarece os viajantes sobre as chegadas e sabidas
dos paquetes, de caminbos de ferro, ele, dirigindo-
se no mais que precisem.
Faz as operaces iiecessarias da alfandega, e rece-
be fazendas a commissao, etc.
Precisa-sc alugar urna prcla para oservicode
urna familia ingleza, quo saiba lavar, eugomiar e
coser : emeasa de Paln Nash & Companliia, ra do
Trapicho Novo 11. 10.
O abaiio assignado, ofl'erece o seu presumo a
quem se quizer utilisar para lirar guias do juizo dos
Teitosda fazenda, tanto da geral cmoda provincial,
por aquellas pessoas pie pessoalmcnlca nao poitcm
lirar, e que com a mestna fazenda se acliam debila-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
"orne, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares seguinles : Kccife, ra da Cadeia luja n. 39,
ra da Cruz 11. 56, paleo do Terco n. 19, ra do I.i-
vramenlo n. 22, prra da Independencia n. 4, ra
Nova 11. 4, prara da Itoa-Visla n. 21, onde serio
procurados os billicles e as pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na ra da Gloria 11. 10 casa
du annunciaiile.Macariio de Luna Feire.
Na ra da Cadeit do Keclfe 11. 3, primeiro an-
dai, confronte oesrriplorio dos Srs. Ilarroca & Cas-
tro, despacham-se navios, quer naciunacs eu eslran-
geiros, com loJa a promplidao ; bem como (irara-se
passaporles para fra do imperio, por precos mais
commodos do que cm oulra qualquer parle, e sein o
menor Irabalho dos prclendcnles, que podem tratar
das 8 da manliaa as 4 horas da larde.
No hotel da Europa d-se comida mensalmenle,
por preco razoave|.
No hotel da Europa da ra da Aurora lem co-
mida e bous peliscos a loda hora, com os precos mar-
cados na tabella, muilo commodo.
l'aga-se 158000 mensacs pelo alugucl de urna
cscrava que cozinlic c cngouime, para una casa de
pequea familia : Irala-se iro primeiro andar da ca-
sa da esquina da ra 3e Apollo, com entrada pelo
uil.io, confinle a licrmiila dos prelos canociros.
SALA DE DANSA.
1.10/ Caularelli participa ao rcspeilavel publico,
que a sua sala de ensillo, na ra das Trinclieirai 11.
19, se acha aberla todas us segundas, quartas c pel-
las desde as 7 horas da noile ale as 9 : quem do sen
presumo se quizer ulilisar, dirija-se mesnia casa
das 7 horas da inanbaa at as 9 ; o mesmo se ollere-
ce a dar lices parlicularcsas horas convcncioiadas:
e lamben da lirocsnos collcgios pelos precos que os
mesmos lem marcado.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aclia-se a venca ti 111 resto de bilhe-
tef da52lotera do Monte Po, r|tie tlevia
ter corrido 11a santa casa da .Misericordia
no dia 1 i ou 1 ( do corrate. As listas virao
pelo vapor nacional, (|iie partir do Rio de
Janeiro a 25 : os premios serao pagos
logo que te Gzer distribuirlo das listas.
aviso AO PUBLKQ.
A taberna de Garjah de cima acha-se cuniplela-
monle sortida coro um completo sortimento de mo-
HiadoS, laiendas e ntiodezai ; piirtanto a pessoas que
quizerem honrar esle e>laht>lcciinriilo, aqji acharan
ludo a voulade do eempradar, pelo mosmo preco ou
com pouca dill'ereni;a da prara.
Precisa-se de tim hom co/.inlieiro
forro ou captivo, que seja liel e de boa
conducta, para tuna casa cstiangeita, pa-
;a-se inuitobcm: a halar na ra do
Trapiche Novo 11. 58, arma/.ein.
Engomma-se com multa perfci^ilo.
No Caes do Hamos taberna do retiro n. 26 achar
coro quem Iralar.
Compram-seo Oiar'd'ns. 76, 77, 81 e S, lo-
dos do correle inez : na livraria n. 6 e S da prara
da Independencia.
Compram-sc 3 casas terreas : 11.1 ra do Collc-
gio n. 9.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 25 anuos, lano para a provincia como para fra : ,
na ra llireila n. 66. -
Compram-sc escravos; na ra das Cruzcs n. 33,
segundo andar.
Comprae a grammalica franceza de Sevene^
em segunda mo : na ra das Flores u. 37, primei-
ro andar.
Compra-se um diccionario de Constancio, com
algum uso : na ra do Crespo n. 23.
Compra-se urna casa lerrea, que seja pequea
e toaba quintal e cacimba : quem liver para ven-
der, dirija-se a ra Direita n. 32, primeiro andar.
VENDAS.
auIlYU, par in;;:;.
Sabiram a' luz as lblliinbas de alpibei-
ra com o almanak administrativo, mcr-
cantil, agiicola e industtial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo!
400 paginas: vende-sc a 500 rs., na li-
vraria n. e 8 da ptaca da Indepen-
dencia.
CHARMA'S.
Compendio de Pbilosopliia por Cliar-
ma's: na livraria n. (i e 8 da piara da
Independencia.
Vende-se feijao e milito, cm saccas, assim co-
mo urna porro desoa e oleo le ricino : a Iralar na
ra do Crespo n. 23, ou com l.uiz lorges de Siquci-
ra, na ra do Vigario.
Vende-se orna carroca cm boni uso, com bois
muilo Imhis, mansos e gordos : alraz da malriz da
Boa-Vista n. 13.
AS PECHINCHAS DA CALI-
FORNIA ANDA NAO SE
ACABARAN, CHEGEM AO
PASSEIO PUBLICO N. 9
PARA SE INFORMAR.
V enilein-se pecas de 111a-
(l!ijoIao a 500, %M0,
3.000 e 5,300 rs pev.is
(\e a!o(laoa 800, i,0(')0,
1,!80, 1,000 e 2,000 is.,
em va ras a 100 rs., a el-
las que tiestas bitiras
apprecem poneas.
Vende-se um mulalinbo de 22 anuos, hom -a-
palciro, bolieiro e copciro : quem o pretender au-
iitmcic.
Vcndcm-se 2 hom escravos. mocos c sadios, e
um molcquiiho : na ra da Assiimpcao, junio a
nicho do Noia, casa n. 50.
Sedas de cores.
Na loja de perlas, na ra do Queimado n. 10,
ha para vender um complclo sortimento de corles
de u'slido de seda de cores, superior qualidade c
gordos modernos, que se veiidcm |ior preco muilo
cominoiJ.
Vestidos a "i.sOOu.
Conlinuam-sc a vender corles de vestido de chita
larga, france/.a, cores livas, a 3IKKI cada um : na
loja de i portas, na ra do Oueimado ll, 10.
Cambraia a I.J600.
\Cndm-se pecas de cambraia de cores, proprias
paracorljnadoaemosqaeteiros a isSOOcada peca :
na loja de 4 portas, na ra do Huciuiado n. 10.
ATTENCAO'.
Vende-se a labeina da ra Nova n. 50, que fui do
fallecido Malina- Joaquim da Maia, com lodosos
uloiirilins e gneros que evislcm dentro da mesma,
sendo esles novos, de mu boas qualidades, e por
commodos precos por lerem sido comprados a di-
nheiro : a pessoa que este neaocio quizer fazer com
a referida laberna, que se acha collorada em hom
lugar, muito acreditada, e lambein afreguezada, po-
de dirigir-se mesma a fallar com Joaquim da Cos-
ta Dourado.
Vendeni-sc 2 grades de sacada, 2 parelbas de
Cnxame* rasgados, abiimas laboasde pinhoservidas,
3 janellas vclhas. 3 cancellas dcjiorlas, 3 dilas pe-
quenas, algn eaibros de 1(1 e algomas iraveta* de
20 palmos, alguns cabecos de Iraves de diversos la-
manhos, urna mo Iravcssa : (|ucm prelender, diri-
ja-so casa da rui dt Pilar n. 101.
NA LOJA DE 6 PORTAS
em frente do Livramento.
O dono dcsla loja acaba de chegar da Europa, e
Unciendo acabar com muilos relalhos, que encun-
irou na dilu loja, para surhr de fazendas novas,
resolveu vcude-los por preco* muilo batatos, sendo
a diuheiio visla, para nao ser duus prejuizos :
(hilas de bom panno e bonitas a meia palaca, nove
vinlcns e dous lusles, linas; inadapolao a sele
vinlens, meia palaca, nove vinlcns e.Uous tustoes ;
crlcsde cambraia de (res bailados dous mil ris ;
lencos brancas e piulados, para mao de senhora,
a meia palaca; meados e panno escuro, pruprio
para roopa de escravos, a meia palaca ; risradinhos
de liulio para jaquelas e palils, a doze violes ; e
oulros mullos reatos, que quer acabar e que i
visla da fazenda e 0 prego convida a comprar para
se veslir una rainilia com pouco diuheiro. Apruvei-
lem a occasiao, que a pechimha acaba-se. A loja
esl aberla das ti horas da inanbaa ale as 9 da iioi- j
te, para assim ollerecer commodo a qua!qucr duna;
de casa a vir esculher o que precisar.
Na ra Nova n. 10, vende-se a Historia del
Portugal, CDrademada de novo, por prejo muilo'
commodo.
i
V'endem-sc as plirases ft Tilo l.ivio ; quem
quizer, dirija se ao caes do llamos, liberna do Heli-
io u. 26, que chara com quem Iralar.
Vende-se muilo bom peine de Camorimpim
em salmoura : na ra do (Jueimado, loja n. 1*.
AOSSRS.DEENGENHO.
COM PEQIEXO TOQl'E DE AVAR1A.
Baela cnrainada e amarella a 500 rs. o covado :
na ra do Crespo loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
Xa ruado Trapichen. 16, escriptorio
de Ib andera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitncSo das du Uussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeno.
Papel de cores emcai\as sortidas, mui-
lo propriopara forrar chapeos.
Papel almaro e de peso, branco c azul,
de boas qualidades. .
Graxa Ipair arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feilio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade cummum, com o competente sec-
cante.
.GE1EM0 ROMANO BRANCO.
Vende-se cemenlo romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do cunsu-
in i. em barricas e as linas : alraz do Ihcatro, arma-
.em de laboas de pioln.
Tahas pare, engentaos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Bruno, patean-
do o chafar continua liaveV um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquacs acbam-se a venda, por
pceo commodo e com promptidao' :
enibarcam-se ou carregam-se em carro
sein despeza ao comprador.
Farmha de mandioca.
Ncnde-se saccas grandes com faiinba :
no armazein de Jos Joaquim Parir de
Mello no caes da alfandega, c para por-
efies a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapiche n. I .
ROVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escarne a 720 rs, dilos grandes a I3200
rs., dilos hrancos dcalgodilode pello e scm elle, a
milacao dos de papa, a 13-0 I rs. : na loja da ra
<'o Crespo n. 6.
No aterro da Boa-Vista n. 12, laberna que foi
do Maia, esquina do becco dos terreiros, vendem-
sc presuntos o chouiiras ulliiniiiipnle (ludadas de
Lisboa, pelo baralissimo pceo de 100 rs.a libra, pa-
ra ultimar ronlas.
Vende-se a casa de 2 perlas e I ianella, na ra
de Aguas-Vrdes, lado da sombra n. H2, a qual lem
no Tundo nina oulra de perla e janella, c um quarln
com porla com frente pura a ra de Moras, ludo em
chaos proprios, sendo a rasa da ra de Aguas-Verdea
de paredes doliradas, propna para levantar sobrado:
a pessoa qup prelender, dirija-nc i rua da .M.induci-
r n. 9. na Boa-Vista, ou uu trapiche do alRodao,
que achara com quem Iralar.
Com pequeno toque de arara.
Pecas de madipolo lurgo a 23 Mo e.'15000; peras
c alRodaozinho a 1?280, 1-1600 e 25000; muilo lar-,
RO com 20 varas a 25500 e to'iOO: na rua do Crespo
loja da esquina que volla para a cadeia.
Na roa do Amotitn n. VI, vendem-
se os seguinles genero, os mais superiores
que vem a este mercado e por commodos
precos:
Vinlio mtiscatel em barril de "> a Ocanadas.
Champagne.
Cha' de San Paulo, caixasde 2 a 20 libras.
Chocolate france/.r.
Gdrraoes com ccvad'mha.
Garrafes com sag.
Estatuas para jai-dim. #
Vasos para jardim e cemiterio.
GalOes, trinas, espiguilba e volantes para
aliadores.
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE IIYGI I-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Esle chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nuttitivas'e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz rt. 20. '
Precos:
E\tra-iiio. '. 800 a lib.
Superior. ... 610
Fino..... 500
Moinhos de vento
'orn bomba sdcrepuvo para reliar hortas C baixa,
decapim, na fundicao de U. W. Bowinau : na roa
do Brum os. 6,8 e 10.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemenlo em barricas e a rcla-
Iho, no armazein da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriacs por preco mais cm con la.
COBERTORES ESGDROS E
BR ANCOS.
Na rua do Crespo.loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-sc cobertores oscuros, proprios para
escravos, a 720, ditos erando-, bem eucnrpados, a
19280, diles hrancos a 15200, dilos com pello mi-
ando os de laa a 15280, dilos de 1,1a a 200 cada
um.
i PALITOS FRANCEZES. S
oO \ endem-se palitos e sobrecasHCOs Trancezcs
de panno lino preto c de cores a IK5OOO is.,' i
SS diles de merino selim a 129000 rs., dilos de
' boinbazim a ItlStKIO rs., dilos de alpaca a @
3 83OOO rs., ludo da ultima moda: na rua No- {$
Vcudsm-se na roa da Cadeia do Kecife.loja de
ferrasens n. 53, saccas com gomma muilo lina, por
preco commodo.
TALVEZ AMIREM-SE, MAS HE O QLE.UE.
Vendem-se charutos de ll.nana a .'Iniihi a caita :
na rua Direila, loja n. Ll.
SARJA PRETA E SETIffl
HACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. t, vende se superior
sarja hespanhola, muilo larga, pelo diminuto preco
de 3I00 e 9PBO0 o covado, setiin maco a 25800*e
39300 o covado, panno preto de 35000, I5OOO, 5000
c 5000 o covado.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vend-se superior familia de mandio-
ca, em saccas <|iie tem inri alqueirc, me-
dida vclha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da etcadi-
nha, e 110 armazcm del'ronte da porta da
alfandega, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
GEIENTO ROMANO.
\ ende-se superior cpmenl" em barricas crandes ;
assim como lainbcm vendem-so as linas : alraz do
lliealro, aimazeni de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
p.na palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa ile J. KeHeriVC, na rua
da Cruz n. 55 lia para vender excet-
lentes piano* viudos ltimamente de Ham-
burgo.
"A IJ000, 2.v.)l)( e ."i.sOOO.
Vende-se melpomeue de (Juas lai-iira- rom qua-
drosarhamalolados para vestidos de senhora a 15 o
covado ; selim prelo Maco, cxccllenle para vcsli-
dos a 25 o covado; lencos de cambraia de linbo li-
eos bordados e lucos pela beira a 53 rada um ; cam-
braia de liiiliu lina a 5-3 a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo preco : na rua da Cadeia
do lenle loja da esquina 0.50. -
CHARUTOS DE HAVANA.
Vendcm-sf superiores charutos do llavaoa, por
preso commodo : di rua do Crespo n. 23.
Vende-se um mualo claro, de 18 anuos, sapa-
lejro. proprio para bolieiro, scm vicio algum, boa
Agota, na rua do Collegio n. It 3. andar.
Na rua du Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se trelo novo, chegado de Lisboa pela barca Ura-
tiiiaa.
($) POTASSA BUASILEIBA. (
(0) Vende-se superior potassa, fa- (ji
(gj bricada 110 Rio de Janeiro, clie-
gada 1 ecentemente, recommen-
2 ila-se aos senhores de engcnlios os
Z seus bons elfeitos jal experimen-
w) tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
'v) mazem de L'. Leconte Feron & Q
(jj) Companhia. ^
Vende-se excellenlc taimado de pinho, recen-
lemenlc chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do fcrreira. a enleoder-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em bVrlin, empregado as co-
lonias inglezas e hoandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, ein casa de
N. O. Bicber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chtisto.
Sabio a luz a 2." edieao do livriurio denominado-
Devoto Clinsio.inais correctoe acresceutado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia a CO rs. cada etemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mcz de Alaria, adoplado pelos
revereudissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda de-la rida.lo, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conccieao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unicamenle Da livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 15000.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, (|uadrilha3, valsas, rcdowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
Vcndcm-se ricos e modernos pianos, recenle-
menlc ebegados, de exccllenlcs vozes, e presos com-
modos cm casa de IS. O- Bieber& Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Venden-.-rse lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bicber di C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor Rua da
Sen zal nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen*
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamanhos, para
dito.
Vende-sc um cabriolel com coberla e os com:
plenles arreios para um cavallu, lodo quasi novo
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr
Miguel Seceiro, e para Iralar no Recite rua doTrapi"
che n. 11, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham- w)
*j> pague Chatcau-Av, primeiiarpia- $
$ lidade, de propricdadc do conde ^*)
^ de Marcuil, rua da Cruz do Re- A
a cife n. 20: este vinho, o melhor *&
^ de toda a Champagne, vende-se S
" a 56^000 rs. cada caixa, acha-se JK,
nicamente em casa* de L. Le- J^1
comte Feron d Companhia. N-
B.As ca xas sao marcadas a fo- H
goConde de Marcuile os ro- wk\
lulos das garrafas sao azues. fjfc
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Vclha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Uussia-, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fccljar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanera para forro de sellius chc-
gada recenlemenle da America.
Vendem-sc no aimazem n. 60, da rua da Ca-1
deia do Kecile, de Hcnry Ciibson, os mais snperio- '
res relogios fabricados cm Inglaterra, por prec,o |
mdicos.
ARROZ DO MAllAMIA'O.
Vende-se no armazem n. 10 do becco
do Azeite do Pcixe, por preco commodo.
Saccas de farinba.
Vendem-sc saccas com farinht da Ierra, nova e
bem torrada, e arroi branco : na rua da Cadeia do
Itecire n. 23.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins iglezes.
Relogios patente inglcz.
Chicotes de carro e d montara.
Candieiros e casticacs bronceados.
Chumbo em lenco!, baria e muniejto.
FaVello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro esfla vela.
Varpietas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 07.
Vende-se urna Palanca romana Com lodos o
stus pertences.cm bom uso e de 2,000 libras : quem
prelender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. i.
Cera de carnauba do Aracaty e Assn'.
Vende-se por menos preco que em o'ulr qualquer
parte, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de & Companhia, rua da Croi n. 19.
FIMO ElFOLHA. ?
Na rua do Amurim n. 39, armazrm de Manoel dos
Sanios Pinto, ha muilo superior fumo em folha de
lo las ,is qualidades, para fazer charutos, por preco
ommodo.
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se bnm francez de quadros a 640 a vara,
dito a 900 rs., dilo a 13280, riscado de lislras de cor,
proprio para o mesmo fim a 100 o covado: na roas
do Crespo u. 6.
Vendem-se presuntos superiores, baratos, psra
lid mitre, latas cen bolachinha* soda e ingleza, mar-
melada nova em lalinhas pequeas, latas com 10 li-
bras de manleiga fina, muito nova, vinho do Porto
engarrafado, o mais superior : na rua da Crui do
llecife o. 10.
FEUAft HLVmilO.
Na rua do Amorim n. 39, aimaiem de Manoel
dos Saulus Piulo, ha muilo superior feijao mulali-
nbo em saccas, por preco commodo.
Vende-te milho muilo novo a granel, e fei-
jito in nliii iihn muilo novo em saccas de alqueir por
proco commodo: a lenlo da han ara Feliz l'entre,
tundeada na rampa do Ramos. ,
No armazem da Iravessa da Madre de Dos n.
9, de Joaquim Pinheiro Jacome, vende-se feijao mu-
laliuhu em saccas grandes, por preco muilo com-
modo.
Ha na rua Nova p. 8, hija de Jos Joa-
quim Moreira,
um resto de anneis de utiro de tt qallates, que para
se Ihe dar o fim, vendem-se por 19400 cada um ; a
ellcs, anles que se acabem.
No largo do Corpo Sanio armasen n. 4, junio
a loja de funileiro, vende-se a dinaeirn vinho de
Lisboa imitando a vinho verde em Jiarris de 4 em
pipa, assim como so retalba a causeas a preco de
duus mil res e a garrafa a 280 rs.
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE UTIF1CACAO'.
Desappareccu no dia 8 de sM'mbro de 1854 o es-
cravn, rrioulo, de nome Antftic, cor fula, represen-
la ter 30 a .1 anuos,' pouco aais ou menos, be mui-
lo ladino, cosluina trocar o teme e inlilnlar-se forro,
e quando se v perseguid esenvo de Anlonio Jos (M Sanl'Anna, morador no
engenho Caite, da comarca de Sanio Anlao, do po-
der de quem desapparree ; e sendo capturado e re-
colhido a cadeia desli cidade com o nome de Pedio
Sereno cm 9 ce ago*>, f >i abt erabarsado por ese-
cu^o de Jos Das* Silva Cuissaraes, e ltima-
mente arrematado em piara publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mcz, pelo
abaivo assignado. Os siRiiaes sio o srsuinles : ida-
de 30 a 35 auno, estatura resillar, cabellos prelos o
rarapinhadns, cor amulatada, ollws escuros, nariz
grande e grosso, beicos giossos oseiuUanle fechado,
bem barbado, com todos os denles, na frente ; roga-
se as autoridades policiats, capilae- decampo e pes-
soas particulares, o appreheudam mandem nesla
praca do Kerife, na rus larga do Rosario n. 24, que
receben a gralicacjlo cima, e protestaron Ira quem
o liver occullo. Manoel de .tlmeiia Lopes.
CEM MIL RES DE RATIFICACAO'.
Desappareccu no dia 6 de dezembro do aooo pro-
timo passado, Benedicta, de 11 auno de idade, ves-
ga. cor acaboclada ; levou um vestida de chita errm
listas cor de rosa ede caf, c oulro Rmbem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amurallo no pesco-
co j desbolado: quem a appicbeudtr couduza-a a
Apipuco-, noUileiro, em casa de Joileljile de Aze-
vedo, ou no Kecife, na praca do Corpo Santo n. 17,
que receberti a gra(ificcito'cima.
Dcsapparcecu nu dia 17 do crranle, do enge-
nho I haquiiiha. um esetavo rrioulo, de nome Luiz,
de idade 18 a 20 anuos, principiando a bnrar, heal-
giima rousa vermelhaco, lem urna piula ua lesla pa-
rerendo marra de bexiga. porm nunca leve, be
ebeio do corpo, lem bracos e pos urossos, e os dedos
dos pe- e mitos curios, rosln redondo, he risio, alro-
pefh alguma cousa na falla, elem marcas da chicle,
levou urna cal^a de algodao azul c urna camisola de
algodo de lislra jii usada : quem do mesmo soulier
ou der milicia na roa das Cinco Ponas ao Sr.'Jes
Andr de Olivrira, oo na rua da Croa ao Sr. Jos
Antonio Pinto, ou no mesmo engenho l.'haquinha a
seu senhor Jos Soares do Nascimenlo, sera beai re-
compensado,
PEKN. TVP. DE II. F. DE FARIA. 55.
MUTILADO


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