Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00963


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Full Text

INNO XXXI. N. 92.
Por 3 mezes adiantado 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500-
SABBADO 21 DE ABRIL DE 1855. \
Por anno adianlado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
KNC.AMIKU.VDOS U.Y SUHSCMPCVO.
Recife, o preprielerio M. V.-de Faria ; Rio de Ja-
neiro, Sr. Joan Pereira Martin* ; Babia, Sr. I).
Imprad; Maeeit. o Sr. Joaquim Bernardo deara ; Parahiba, o Sr. ervazio Viclor da Nalivi-
lade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ercira Juuior ;
Ararat). o Sr. Amonio de I.einos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borge<; Maranhao, o Sr. Joa-
tm* Marques Rodrigues ; Piauhy, v Sr. I(ominaos
llercelann Ackle* l'es-ua Cearence ; Par, o Sr. Ju-
lino J. Runos ; Amazona*, o Sr. Jeronyroo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1*.
Pars, 3*5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100,
c Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
A mies do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
ucta.eS.
Outo.Oncas hespanholas* .
Modas de 63400 velhas.
de 69400 novas.
de 13000. .
Prala.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
PARTIDA DOS CORRKIOS.
29000 Olinda, lodos os dias.
169000 Cacuar, Bonito p Garanhuns nos dias 1 e 15.
IfifOOO Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricry, a 13 e 28.
99000 Goianna e Parahiba, secundas e sexlas-feiras.
19940 Victoria e Natal, as quinlas-feiras.
it9* n PREAMAB E IIOJE.
198601 Primeira ;is 8 horas e 30 minutos da manha.
I Segunda s 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cominercio, segundase quintas-feiras.
Relaco, terces-feiras-e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES. DIAS DA SEMANA.
Abril 2 La ebeia aos 8 minutos e 36 segn- 16 Segunda.Os prazeresdaSS.Virgem Miii do ,
dos da tarde." iV Terra. S. Aniceo p. ; S. Hermorgunes m.
9 Quartominguanlc as 7 horas, 12 mi- 18 Quarta. S. Galdino h. rard. ; S. Perfeito.
nulos e 39 segundos da tarde. 19 (Quinta. Ss. k.xpedito, Arslonico e Scrates.
16 La nova a 1 horas. 16 minutos al 20 Sexta. S. Ignez do Monte Policiano v.
36 segundos da tarde. 21 Sabbado. S. Anselmo are.; S. Abdecalas.
94 Quartocrescenleas.3 horas, 37 mi- 22 Domingo, do Bom Psstore 2.a depois da Pas-
nutos 40 segundos da manliaa. | coa ; Ss. Soler c Caio pp. min.
parte orriciii.
ttOVERNO SA PROVINCIA.
Expedienta 4o I |6 4a abril.
OflioioAo Exm. presidente das Alags, rogan-
do, digne-se de expedir suas ordens, para que o
commandanle do 8. hatalhan de Infanlaria informe
cooi o que conslar dos assenlamenlos do cabo do
aunas batalMo, hojerolono, Francisco Pereira de<
Mcndoaca. acerca do requerimenlo qae remelle, no
anal o inesmo cabo pede pagamento das preslacoos
di graHcarao de voluntario, correspondentes a no-
ve tneae*.
DHoAo Etm. hispo diocesano, remetiendo, em
satisfar* arequisicAo de S. Eie. Rvm.\ copia da
lei provincial n. 157, e bem asim os papis que a-
eomp*aharam a mencionada reqnisicao.
Dito--*.o E\m. marcchal commandanle das ar-
mas, declarando, que o l)r. Joaquim da Silva A Tan-
ja Amazonas, j.i aprsenlo!! o relatoriodos Irabalhos
do ame esleve incumbido nos municipios ao norte
desla provincia, pelo qnc deve ser considerado como
Ttcalliidode semelhanle commissao.
DitaAo meimo, mandando por em liberdade o
retrata Manoel Jos Luureuco, por ler sidojulgado
incapaz do serviro militar.
DteAo Exm. presidente do cnnselho adminis-
trativo do patrimonio dos orpliilos,' remetiendo 12
eienplares do regalamenlo provincial do 13 de Ja-
neiro ultimo, para seren distribuidos pelos mem-
ores daquelle conselho, e pelos empregados do cot-
es* dos orphSos.
DitoAo jaiz relator da jaula de juslica, Irans.
miltindo para ser relatado em sessilo da mesma jun-
ta, o nroeesso verbal do soldado do 9. balalhao de
infamara Gabriel Jos de Mcsquila.Parlcipoa-
se ao Exea, mareclial commandante das armas.
DitoAo director das obras publicas, inlerendo-o
de haver reeommendado ao inspector da thesouraria
provincial, qne, .i vista do competente certificado,
mande pagar ao arrematante dos conoertos do empe.
dramentoda estrada do Pao d'lllio Joo Francisco
da Reg Maia, a importancia da ultima prestarlo
do sen contrato.
DitoAo inspector do arsenal de marinlia, re-
eommrndando que mande com urgencia nao so con-
certar a borda do brigue de cuerra Cearente, mas.
lamben faaer os mais reparos de que necessila o re-
ferido brige.Communicou-se ao commandante'da
antele naval.
DitoAo juiz de direito da comarcado Bonito,
diiendo que, com o parecer qne remolle por copia
iltieiro presdanla da relacAo, responde ao
i da Smc. acerca da nomeaoao que Cuera do ci-
tada* Jase Florencio de Cartallio Torqaeza, para
servir interinamente o officio de escrivo do jnrv do
termo de Caruar, durante o impedimento de Ma-
noel Jes Pedro de Miranda, que o exorcia.
DitoAo inspector da ll.csoiirnra provincial, ac-
rasando recelados os 50 ejemplares impresos, que
Saac remetteii da divida passiva provincial,.dos ex-
dos para passageiros de estado nos vapores que se es-
peram do norte e sul, ao l)r. Benjamim Fernandes
Torrean de Barros, que segu para a corte, e a JoSo
Nepumuceno de Mello e Albuquerque, que vaiuo
Para.
DitaAo nif-inn. recoinmeirdando a espedidlo de
uas ordens, para que o commamlanle do vapor
loeantins receba do inspector do arsenal de mari-
nlia, c transporte para oMaranbao a disposi^ao do
respectivo E\in. presidente, 16 caixOes contendo ar-
tigo* ile f.ird.im culo, equipameuto e ulrns objectos,
com a condigno de ser pago naquella provincia o
frele dos ditos eaixoes.Oftiejou-se nesle sentido ao
mencionado inspector, e ao Exm. presidente do Ma-
ranhao.
DitaO presidente da provincia, confurmando-se
com a proposla do lenle coronel commandante do
batalllo de infanlaria da guarda nacirnal da villa
do Limoeiro de 15 de marco ultimo, sobre a qual
informou o respectivo commandante superior em of-
ficio de 2 do corrente, resolv, nos termos do artigo
S da lei ii. 602 de 19 de selembro de 1850, nomear
para ulliciaes do referido balaltiAo os cidadaos se-
gnintes :
Esta'do-maior.
Tenenlequarlel-raestrcJoaquim Theodoro de Vas-
roncellos Aragiln.
Alferes-secrelarioJoao Antonio de Oliveira Coe-
llin.
Dito porta bandeira Jos Ignacio de Figuei-
redo.
1.* Companhia.
CapitaoFrancisco Antonio da Cosa Cabral.
TenteAntonio l.uiz de Souza.
Alfrres Jos Maria Vellozo da Silva o Aze-
vedii.
DiloManoel dos Aojos Silva.
2." Companhia.
CapilaoFrancisco Jos de Figueireilo.
Teiinlc Paul Cavnlcauli da Rocha Wander-
lev.
AlfercsAntonio de liollanda Cavalcanti.
DitoManoel do Reg Lima.
3.> Companhia.
C.ipit.Mi Manoel Cavalcanti da Rocha Wander-
ley.
TenenleJoaquim Francisco de Paula Motta.
AlferesFrancisco Manoel Cavalcanti.
DitoManoel Pereira de Moura.
i.' Companhia.
Oipilaol.ourenco Soares Carduzo de Mello.
TenenteJoao da Malla Leal.
AlfercsPedro Jos da Silva.
DiloAgosliiiho Correia de Mello.
5.a Companhia.
CapilaoManoel Rndrisues dos Santos.
TenenleJoao Capislrano da Costa tinmes.
AlferesAntonio Rodrigues dos Santos.
DiloJoaquim llirmcliiido da Silva Ramos.-
6.a Compantiia.
Ca[iitrioCosme Teixeira de Carvalho.
> '^. ^.-^y '. '"' --- TenenleHenrique l.uiz da Costa Comes,
emaos e DVtb a 185J liquidada atea ultimo de wt^t
marra arasimo lindo
DitaA' cmara municipal do Recife.Cerlo do
raaletido da informacSo por Vmcs. niini-trada em
2R de turro nltimo, sol n. 20, tenho a dizer, que
pareeendo-me saffirienle a largara de 50 palmos da-
eta pelo directo! das obras publicas, i estrada* de A-
pipacos. e j estando adianlado o calamento da mes-
ma estrada, que a ler a largura prnjectada por essa
amara, augmentar a despetado calamento na ra-
ziada quinta parte, para o que nao ha dinheiro,
beaa como para adesppropriares que dahi resulta-
rlo, convm que semelhanle obra continua como
est, devendo essa manicipalidade ler por alterada
asta parta a respectiva planta. Officiou-sc neste
*enli DBoDo secretario du goveruo ao da assembla
lefiabtivt provincial. Iransmittindo para seren a-
aresealadas a mesma assembla copias dos termosde
arrematarlo relativos as obras de que sao arrematan-
tes Bento Jos Pires, Jos Corgnuio Paes Brrelo,
Maaoel Thom iz de Albuquerqoe Maranhao, Joao
Francisco do Reg Maia, Antonia Carneiro l.eAo,
Joa Lopes Uoimares, Amaro Fernandes Dallro,
anstel Caelano de Medeiros e q>ancisco de S.'i Al-
aajatii|ne.
BitaAo mesmn, enviando 10 evemplares da di-
vida passiva provincial, dos ejercicios da 1816 a
1851, liquidada al o nltimo de marco ultimo.
WloAo inspector Ha the-ouraria provincial, de-
vorvendo para seram archivados os papis relativos
a arrematarlo da obra do 12. lanc,o da estrada do
m.
Portara Vo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar Iransporlar noslucares deslina-
Alcundre Mantel llez.orra. .-. .
DiloBento Jos Lopes Raimarte*.
7." Companhia.
Capitn l.uiz Francisco Barbosa da Silva Cu-
mar.
TenenleManoel Francisco de Moura e Silva.
AlferesAmaro de Souza Fcrreira Habello.
DiloJoao Francisco de liollanda.
8. Companhia.
CapilaoLeandro Comes da Silva.
TenenleJoiquim Olegario Comes da Silva.
AlferesPaulino Cabral de Arruda.
Communicou-se ao referido commandante supe-
rior, i
17
Oflicio- Ao Exm, mareclial commandanle das ar-
mas, remetiendo por copia para seu conhecimentn u
aviso da repartido da guerra de 31 de marc.o ulti-
mo, do qual consta que, por oulro aviso de 1* de
Janeiro de-te anuo, se mandou vir com guia de pas-
sagem para o i. balallnlo de arlilbaria a p.o solda-
do do :). da iiiesma arma Jos Tiburrio Barbosa.
DitoAo mesmn, enviando copia do aviso da re-
partirn da guerra de 3 desle mez, mandando dar
baila do servido, no caso de haver concluido o lem-
po da lei, ao soldado do 10. balalhao de infanlaria
Hypolito Manoel Antonio.
DitoAo mesmo, iuleirando-o de haver conce-
dido permissao ao 2. cadete do meio balalhao provi-
sorio da Parahiba Jos Joaquim de Figuciredo Per-
namhuco, que honlcm chegou a esla capital no va-
por Tocanliiit, para se demorar alguns dias nesla
provincia douile seguir para aquella no primeiro
vapor que passar para o norle.Nesle sentido ofli-
ciou-se ao Evm. presidente d'alti.
* PARAMO DAS 11LHERES. (*)
Far Pasito Fa*al.
SUCUNDA PARTE.
CAPITULO VI
^oriof loma dwu laranjinhut e duas ameixai.
Ei.-alu um olliun que ronvinha ao nosso excellen-
le amigo Tolo Cico/iel, anligo conductor de Inslezas
>>a cabo Frehel: seguir os dous pequeos Breles no
Plia pabliro Slo era urna larefa complicada ;
snaa pern Tracas a sai pobre iulelligciicia estavam
na aliara desse esforra. A hora era muilo adianla-
d para elle poder Iribalhar as ligas : nao havia
lempo perdido. Alm disto Tolo Gicquel leria feilo
moito mais pelo sea paslorzinho !
O doulnr. alto, re semblante grave e refleclido,
era o paslorzinho de Tolo Cicqul, o qual -empre
l*m.ira que sea Sulpicio seria grande.
Tinlia bavido um momento lerrivel na vida de To-
' "1*"lle em que pantera ao mesrno lempo seu
avallo Bijou e seu amigo Sulpicio. He verdade que
Roblot seu primo n soceorrera ; mas o raarujo era
am amo, e faria o pobre Tolo sentir sua inmensa su-
penaridade. Tadavi.i Hoblnt era bom homem, e A5o
avia malina nos pnutaps que prodinalisava-lhe.
Tolo leria voluiilarianicnle tolerado os ponlaps,
panjae linha na frente das pomas um.i couraca ad-
loerida p-tn bahilo ; mas deleslava os disrnrs*ns de
Roblot, esobre lulo suas canc/Ves. Tinha amado as
caaroes ; porein Roblot o fuera aborrece-las.
Naturalmente Rohlol tornndose lutur de Tolo
tiicqnel. a /ora marinheiro, c alm de que a pobl
crealur.i nunca sentir um gosto mui vivo pela vida
(iwmar. o lunar que necupava na'i podia salisazer
saas incliaares tranquillas a indolentes. Aperar
de su iJaile periiianecia grumete, e nao era feliz
nesse erofirego. S linha alegra quandn poda achar
alguns minulos pira eulregar-se ao sen Irabalhu pre-
dilecto : fabrico das ligas. Sein isso Tolo leria
iqprrido le disgoslo.
Nesses iBomcnUis elle recordava-se das horas afor-
I malta- q-ie liaviam-lhe deixado urna saudade eter-
na. Mil imagens agradaveis paisavam-lhe (liante
dos olhos : o cabe com o grande roebedo debrurado
*>bre o mar. Bijoo, o cavallinbo aniailo qae coilu-
zi as loglezas, a chnupana. onde havia tao bom le-
b. os rarneiros ilo paslorzinho, Rnndonneao, o co
honrarla e rosnador, a bella casaca verde dos cuardas
di alfandeza, o brando semblante de Magdalena e o
chara arriso de Victoria.
Sonlm ilitnsos de que ere sempre cruelmente dis-
perlado por um pontap !
Sesamdo Chilln e I.oriol. Tolo linha na verdade
lirrirats as nios, Esses lindos meninos faziam-no
m-ordar-sj. vivamente da patria no meio desse gran-
de Pars, onde perda-so desde a manha al a uole
DitoAo mesmn, Iransmillindo para terein o con-
veniente destino as nulas das alleracOes que ti vera ni
nos mezes nellas indicados,,i capilao Miguel Jerohy-
mo de Novaes, os lenles Francisco de Assiz Bar-
rel, Manoel Alves Pereira da Motta e o corneta F'i-
lippe Nery de Carvalho, o 1. e 1. do 10. balalhao
de infiularia, e o3. perlcucente ao 2. da mesma ar-
ma.
DitoAo mesmo, enviando por copia o aviso da
repartitoda guerra de.'l do corrente, mandando se-
guir com guia de passagem para o corpo de guarni-
cBo liva na Rabia, n 2. sarsentn do i. balalhao de
arlilbaria a p Francisco Jos da Silva.
lto-^Ao mesmo, dizenda que pela leitura do a-
viso que Demelle por copia da repartido da guerra",
ficara-S. Exc. cerlo de que, por immediala e impe-
rial resolucao de 17 de mareo ultimo, tomada sobre
consulta do conselho supremo miiiiar determindn-se
que o alferes do 10. Iialalh.to de infanlaria Tilo Li-
sie da Silva, qne se acha na corle, continu a per-
tenece a prime-ira classe do evercilo, por nao estar
provado que tenha mao comportamentn h|bilual.
DitoAo mesmo, remetiendo por copia o aviso da
reparticao da guerra de 3 do correnle, pelo qual sa-
manda dar baila ao soldado do 10. balalhao de in-
fanlaria Carlos Ferreira Martins Ribeiro, visto ter
sido jnlgado incapaz do serviro militar.
DiloAo mesmo. Iransmittindo por copia o aviso
da repartirlo da guerra de 96 de marro ultimo, do
qual consta haver-se expedido oulro ao Kxm. Sr.
ministro da fazenda para mandar levar a etl'cito o
augmento de 12:0005000 rs. conslanles da tabella
que que lambem remelle por copia, o qual se conce-
den aquella Ihcsooraria para as despezas da verba
-' obras militares no .corrente exercicio.
DitoAojuiz relator da junta de justira, remet-
iendo para serem rehilados em l tarta da mesma jun-
ta os processos verbaes dos soldados Laarenlino Jos
Correa e Antonio Leoncio Professor, esle do 2. ba-
lalhao sle infanlaria e aquelle do 10." da mesma ar-
ma.Parlicipou-se ao Exm. conim.in.I,me das ar-
mas.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, envi-
ando por copia nao s o ollicio do coinmaudaiilc da
eslaeao uaval, mas tambem o do encarregado do quar-
lelgeneral da. marrulla, ministrando os esclareci-
menlos exigidos |ielo referido commandanle, acerca
da bandeira que se deve arvorar no escaler em que a
presidencia embarcar.
DiloAo director das obras rtublicas, dizendo
que com o parecer que remelle pnajeopia, do procu-
rador fiscal da Ihesouraria provincial, com o qual
concorda o respectivo inspector, responde ao seu of-
licio relativo a deappropriaco de urna peqnena casa
do major Manoel Francisco Ramos, situada na o\irec .
rao do 21." laneo da estrada de Pao d'Albo.d
DitoAojuiz dedireilo da 1. vara docrimedesla
ciiladc, transmillimlo para ter a devida poblicidade,
um exemplar do rcgularnenln de cusas mandada
observar pelo decreto n. I5b!> de 3 de marco ultimo.
Neste sentido olliciuu-se aos de mais' juizes de di-
reito da provincia e ao conselheiro prsateme da rc-
lacSO.
PortaraAo agento da companhia das bareas de
vapsw. para mandar desembarcar de bordo do vapor
Toeanlu o segundo cadete do meio balalhao provi-
sorio da Parahiba Jos Joaquim de Figueiredo Per-
nambucu.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartal-seneral do eammando daa arma, da
Psrramaafcaeasu cldade do Recife, em 20 de
abril da 1856.
ORDEM DO DIA N. 33.
O mareclial de campo commandante das armas faz
certo para conhecimcnlo da gusrnicao e devido e-
feito, que o Sr. alteres do nono balalhao de infanla-
ria, Joao Antonio I.filan, mirn boje no gozo de
Ires mezes de lcenc,a, com vencimenlo de sold e
etapa, que a presidencia sobre parecer da junta de
saude, foi servida couceder-llie por portara de 14 do
correnle para Iralar-se, segundo conslou de oflirio
da_mesma presidencia, datado de hontem.
lote. Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalhe.
i*) Vide o Diario n. 91.
havia dous dias. Porque Sulpicio linha-lhe ordena-
do que os seguisse ? Tolo nunca fazia a si essas per-
guutaa indiscretas. Tinha urna idea lita que domi-
nava ludas as Otilias, u dizia comsigo de dez em dez
passos:
Como o paslorzinho lem crescdo !
Chilln e Lorio! ignoravam absolutamente que
eram seguidos. A fgida repeulina tos espectadores
no momento da arrecadacto os puzera de mo hu-
mor ; mas isso nao podia durar. O rumor, o movi-
menlo, a luz subam-lhes ao cerebro, Paris enlon-
lecia-lhes a cabera desde o principio, assim como om
bom Iraao de vinho embriaga aquel les que s tem
bebido agua.
Nao fui dillleil a Tolo segui-los ; porque caminha-
vam lentamenle parando era ludas as portas, procu-
rando adeviobar o destino de todos os objectos que
nao conheciam, lagarellando, disputando e abracan
do-so. Regra -eral: nunca eram da mesma opiniao.
Chifln sustenlava seu parecer cum a superioridade
de seu sexo e de sua i.lade ; Loriol pleleava mais
tmidamente, porm com goal alineo.
Diremos em confidencia que Loriol comecava a
achar as manciras de Chilln pedantes, desagrada-
veis e Ijraniiicas. Lma idea vaga gcrminava nelle :
cuidava em sacudir essa lulella.
Tolo via-os de bracos dados, e dzia comsigo :
Como amam-se esses dous anjinhos !
Vs 1 exclamava Loriol; ha euusas anda mais
bellas daquelle lado... vamos l !
Ensanas-le, respundia Chilln, deste lado ludo
he mais bhlhante.
Loriol lomou um ar de agaslamenlo, e a rapariga
conlinuou :
Eis como devenios fazer. Entras em urna olli-
cina de marceueiro cmquanto entro em casa de una
coslureira... Ou lu na toja de um chapeleiro, eeu
em rasa de urna florista... Eu gnslaria de fazer flo-
re-!... Dizcs : Venhn trahalhar de jornal. \\> iikm.u
e satlo ; porque nao serias rerebido ?
Nao desojo 11 aba I ha r, tomn Loriol parando
danlc de urna confeitaria ; ludo isso he assucar e
bolinhos !
Passou a lingua pelos hecns.
Ah disse Cl'illon ecoleriseila, nao desejas
trahalhar .'...
Queres comprar-nos um pouquiiho de ludo
aquillo '.' pergunlou o rapaziaho.
Chilln aacudio-lhe o braco, e respundeu :
Aqulo nao be para os pre^uieosos.
. Ah Chflonninha, nao sou znais preguicoso
que lu.
Visto que nao queres trahalhar...
Pars he muilohello, nao so pode trahalhar
nelle... Qaeres comprar '.'
Chilln ai rasloii-n.
Costas muilo tle governar, disse Loriol... Isso
acabam !
Atrai delles Tolo laucn lambem um nlhar sobre
os conTeilos e bolinhos; mas Tolo, prudeute e mo-
desto em seos dessostos, prefera as salchicas.
I. ma cousa mais appelilosa que os confeilns sao as
tortas de damasco, Os bolinhos domados einfira toda
a paslelaria, essa esperialidade tentadora que Icio
ma desde n principio ilo mundo os dolesrenles
commellerein tantos e lao -rande. perratlos !
Se Irahalhari-s hem, lomou Chiflan em lom in-
siname, iM.-ii charo Loriol, e se ganhares haslanle
e eu lambem... viremos comer de ludo isso todas as
pitea.
EXTERIOR.
O FALLECIDO CZAR E OS MINISTROS.
O Dr. A. B. (iranville puhlicou no Times a e-
guintc carta confidencial, dirigida por elle a lord
Palmerslon, e Salada de Kissugen, na Baviera a 6
de julbo de 1853 :
Mylord Nao sendo possivej oncontrar-inc com
V.Exr. para a entrevista aprazada na cmara dos
communsa 22 do passado, na qual prnput fazer de
viva voz urna rominiinicaco de alguma importan-
cia paro o goveruo. como eu pensava. relativamente
as actuars discussoes publicas com a Hu-sia, decla-
rei n'nma segunda nula escripia no momento da mi-
nha partida da Inglaterra para este lugar, que la.
mentava a rircum-taiicia de nao poder comparecer
na cmara, especialmente por cansa do objeclo da
communicar.lo projectaila, cuja delicada nalnreza
nao admillia ser confiad ao papel.
tt Anda pens da mesma mam-ira. Mas por oulro
Indo, a necessidade que o goveruo tem de se por na
posso d i i onimiinicdc.Ao pareci-ine lomar-so lodos
os das tanto mais urajanle, qae se pode ser* de al-
gum uso, cunipre que seja feila de urna vez, ou de-
x de dirigir os ministros em lempo, como pens
que a cominumcacao he capaz de fazer,nas suas ne-
gociaroes com a Hussia, e na sua estimacao do par-
ticular elemento que, segundo julgu, provurou pri-
meramente o'imperador no seu actual eompiirta-
menlo.
it A ininha cnmmunicac.io nao he poltica, mas
prnfessional, por tanto estrictamente confidencial.
Nao be eonjecliiral. mas positiva, largamente basca-
da em ronhecimeuto pessoal, e parle em commu-
nicada iuformarao, accidcolalraenle obdana he
essencal que eu diga de queai he, porque lomo a
rcspuiisahilidadc do lodo sobre mim me.ino, mxime
porque o lodo confirma aquillo que eu mesmo le-
nho observado, estudado, ou ouvido dizer.
Os gabinetes occiileulaes acham o pruceilimen-
lo do imperador Nicolao cvlraordinario, absurdo,
iucompalvel, inesperailo. Espanlam-se tas suas
exigencias; assustam-se vista das suas notas ; nao
podem comprebeniler-lhes o contexto; nao reconlic-
cem nellas o claro e preciso raciocinio do Nstor da
diplomacia russa, masantes oidiclames de umi von-
lade de (erro a que elle tem acoslumado fixar o seu
nome; repjlam extravagantes- os novoi principios
iiiternaciouaes do imperador; duvidnn que esteja
sob a direccao du sabios couselhos. Com tildo Ira-
(am, negnciam e fallara como se nenhuma tiesta9
perplexa novidades em diplomacia exislissem da
parle tle urna potencia at aqai considerada cumb o
modelo de lealdade polilica. Os gabinetes occiden-
laeseslan'em erro.
tt A saude do czar est abalada. Te-n desanido
baslaule depois tle cinco an'ios. Tem es'.aJji irrita-
vel, apaixouadu, fantstico, mais supersticioso do
que de orJinario, caprichoso, anressado, precipitado
c obstinado, e lutlo por causa da m, saude, gno-
raiileinentc tratada ; c ullim rn-ol deleriurando-se
emnm grao de excitamento cerebral, que, ao passo
que Ihe embarga a facul la le do raciocinio promp-
lo, impcllc-o a tolas as extravagancias,da mesma ma-
neira que o pai; como Alex.intlre, n.i Polonia, em
1820 ; como Constantino, em Varsovia, em ISlll ;
como Miguel, *m S. Pclersbiifgo, em 18US'). Co-
mo elles, a s-.n nslureza tanto a fatal Irausmis-o da
locnra hereditaria, a natural ronsequencia caneada o progres-iva congestao cerebral. Cuno ci-
tes, se va apressandp para o seu deslino, morle re-
pentina, proveniente de cnicettfloeerebral'. t) mes-
mo periodo de vida, entre 15 e tiO anuos tle dade,
vacarreira desia familia coiidur-se.
ti Paulo, ao principio violento e fantico, um per-
feito luntico aos 10 annosde ida le, foi assissinatlo
.vis i7, em 1801.
k Alexandre morre em Taganrog em dezetnbro
de 182, na idade de 18 anuos. Cinco anuos ante-
riormente o seu temperamente e espirito manifesta-
ran! .is vezes a eufermdatle paterna por meio da sua
caprichosa e impertinente m meira de tratar as pro-
vincias polacas. Morrea tle febre congestiva to ce-
rebro, durante o que enlregou-se ao seu medico fa-
vorito, Sir James Wylie. que asseverou-me o facto
em S. Pelershurgo e,n 1828. porque elle desejou ap-
plicar saiigucsiisas as fonles.
ti Constantino, sempre excntrico, tjrannicu.cruel,
morre om Varsovia repentinamento em julho de
1S3l.na idade de ~rl anuos, depois de ler causado a re-
belliao no par por meio do seu crael tratanienlo pa-
ra com os ofliciaes. Vi-o e conversei com elle na
parada e no palacio em Varsovia, em dezemhro de
1828. O seu olhar e coinpirlamenlo suflicienle-
menle dcnolavam a um medico o que elle era, e
qual seria o seu deslino. Disseram que morren do
cholera ; presentemente, que fura muri como o
pai. O medico em chefe doshospilaes militares po-
lacos asseverou-me poucos. anuos depois que mor-
rera de sppoplexia e n'um alaque de ira.
tt Miguel, depois tic soflrer por muilos annus as
mrsmas queias que allligem u nico irmo que an-
da vivedilataco do ligadu, digeslo irregular, e
ilerramamento de stnzue ni cabejatornou-se em
1818-9 ntoleravelmcnto irrilavel, violento, c ty-
Loriut nao responden. Tinha as sobraiicelhas car-
regadas e urna nuvem debaxo de seos cabellos
louros.
Trahalhar Irabalbar '. exclamou elle cerrando
os punhos. Escarnecestcde mira, ChilToiiiiinha !
Eu, meu Loriol ?
Fnge-le innocente !... Durante todo o cami-
nlio dizias-me :- Paris he desla ou daqnella manci-
ra... ah nao lem-se sede nem tome... Apenas bre-
se a bocea, cabe nella alguma cousa boa e bem co-
gida !... He o paraizo das muflieres vers quando
l rhejare- !...
E enlAo ? disse a rapariguinha pondo a mao so-
bre a anca.
Porquanlo devemos fazer-lhe juslra, ella nunca
recusava a batslha.
Com efl'eilo aqu ha muilas cousas delicio as ;
mas devem ser vistas atravez das vidracat... para ler
bolinhos lie, misler Irabalbar, e dando um suspiro
profundo, icrescentou :
Tens-me dito bstanles mentiras !
V aquillo inlerroiupeu Chilln.
I nli.iin chegado i parle to passeio que he como
urna fera de flores mimada-. Essas flores um tan-
to minchas, mas de cures anda brilhanles clarlda-
de do gaz, vem ostentar suas grat;as duvidosas, pas-
sam e tornam a passar forrando os vestidos tle seda a
tremer violentamente, e pudem sem conlradir.au des-
lumhrar olhos ioexperieules. *
V aquillo repeli Chilln ; eshlo no pa-
ra izo ?
Contemplando lodas essas raparigas, i pobre Chif-
fon linha agua na bocea como punco antes Loriol em
face das cerejas e caslanhas coiifeiladas ; porm nao
o sabia.
Loriol crsueu os hombros, e disse :
Sao mulkcres '. Que bella vantagem de passear
sempre!...
Oh inlerrompeu-se elle mudando repenti-
namente de lora eis all algumas comendo bo-
linhos !
Que parecem cxcellentcs, acrescentou Chilln.
Ei-las beben.!o alguma cousa amarella em co-
pinhus de vidro !
Knl.lo, disse Chifln, eu lnba-to mentido "?
Loriol guardou um minuto o silencio, e depois res-
pondeu :
' Visto isso, quero ser mulher.
Chifln desaino a rir, e Loriol agastou-sc.
Muilo hem exclamou elle. Emquaulo farias
redes, flores, etc., ou nada absolutamente... emquau-
lo passeiarias como aquellas com fallalas, eu ira la-
Ihar madeiras, ou fazer chapos !...
Para comecar, meu Loriol.... quiz dizer
Chilln.
E's urna rapariga sem coracao, lomou o rapazi-
nho ; mas isso acabara.
Cerlamenle, dizia Tolo, ha tle comer em casa
do paslorzinho... Mas son muilo tolo de chama-lo
aimta paslorzinho, pois elle j he um grande medi-
co... Com Indo ha de comer r beber em sua casa...
Se os dous meninos fossem dear aa, eu ira i ha-
bitculo do meu Sulpicio, e elle me dara ceia...
Por coiiseL-ointe Tolo que linha o estomago vatio
desejava ardenleiuenle que ns ,lon< pequeo- che-
gassem ao seu aposento ; mas Chilln linha resolvi-
do dar essa mesma noite ao seu Lorot um exemplo
uiemoravel. Procurava um armazem tle roupa ;
porque alm da dansa e das cancoes, o que ella me-

rannicn para cora os seus proprios ofliciaes to cnrpq
de engeuheiros.e tle arlilbaria, de que era o chefe
supremo. Em julho de 1819 roiisultou-me em S-
Pelersburgo. Foi depois que elle passou revista a
lodo o Irein da arlilbaria que tleixon a capital para
a Hungra, na qual revista eu me achava p-csen'.e
e aop delle, e testemunliei scenas de vilenlo lem-
prrameiito para com os generaes e ajudanlcs de
campo, thfllcilmente ignaes n'min casa de liudos.
Encoiilrei-n como cima he descripto. Aconsn-
Ibei-lh- ventosas, tliela, que se na,, expazesse ao sol
nem a fadigss, a apnlicacAo de medicamentos con-
venientes e a cess.ic,vi de tomar asuas miueraes, do
que era apaixonaslo desde que estove em Kissingen.
O sen medico, > mais moco Sir James Wylie (elle
mesmo morreu depois repentinamente), concnrdou
reluctantemente, mas nao poz o meu conselho em
execurn. O grao duque, no estado em que.eslava,
nt, aliviado por nenhuma medida medica ou por
tralameiito proprio, reonio-sd ao exerclo, andn ao
sol, e cabio da cavallo apopltico em setemhro de
1819, na idade.de 18 anuos.
i Para completar esto quadro desastroso dos ne-
tos de Calharina, a mai delles. Maria -de Wurlem-
hurg, urna das princezas mais exemplares, ninrreu
apoplelica em novembro de 1829 na idade de l5 ali-
os. O ataque, errado por fraqueza, foi tratado com
estimulantes c quina pelo seu medico Ruhl, e st
recorren a sangras quando o erro foi descoberlo
mas haslanle larde para salvar. A benigna e ama-
vel Elizahelh logo depois seguio o seu imperial
companheiro, Alexandre, ao inmuto, na idade de
50 anu-.
it Durante a ininha segunda residencia em S.
Pelersburgo. em 1S19, por um.periodo de 10 ema-
nas....qual era a opiniao da saude do imperador
que actos chegaram ao meu conhecimcnlo,que si-
gnifiqieexreiilricidadeqoaes sao os senlimenlos do
seu medico, o Dr. Mande o qual, homeopalha como
he, e exercendo urna influencia mui preremritoria
sobre seu amo, tteixa-o sem alivio, dando-lhe apenas
mvslcas gollas e glbuloso que Iranspirou tas
doutrinas e opinies polticas, ou era lira, n que co-
ln depois em Moscow em lodos os pontos semclhan-
les deve ser confiado is cnujecturasde V. Ex.,nao
he islo diflicil depois tle ludo o que tenho revelado.
Ir mais longe Tora violacao de cmli.iuc.i.e disto nao
serei criminoso.
tt Em Indo quaiitotonbo referido nao ha nada
que rae tenha sido confiado como communicaeio pri-
vilegiada enlrblanlo. romo as exigencias imperati-
vas do momento requerem a sua imraediata revelar
t-;lo nlo hesito fazc-la. dehaixo da mais firme oonvir-
c3o de que ns ineus receios c antecipaees h,1o de se-
seguramente r'alisados.
tt Se assim be, enlAu omethodu de tratar um oin-
nipotenle soberano tao visitadotlevc dillcrir do mo-
do mais regular de ajusfar negocios entre governu
e goveruo. Para este fima saber, eelloeaf os rai-
nislros de sua magesladc em sua guarda,he que
delerminei de pr lias maos de V. E\r. a presente
iiiforraacao prufessiuu.il, que levo ser. afmaadarada
|3o estricuinente confidencial que nJOlinriTiiirei
cora o meu nome.
Parecer natural a V. Exc. que eu o lenha cs-
colhiilo para o canal da ininha informae.lo antes do
qae o ministro dos negocios eslrangeiro,, a quem
cora muis propriedatle tea sido dirigida. Na mi-
nhacapaej.lade denulr'ora, e tluraule alguns anuos,
medico de V. Ex. 'posto que nao agora honra.lo
com e-le Ululo V. Exc. me conbeceu prssoalmen-
te, e est convencido de que o que a ininha penna
confia ao papel, pode ser considerado como viudo de
um homem honrad e seu obediente servo.
N. B.Um ciihocmento ta recepcao desla carta
chegou por va do correio as maos do lord Palmers-
lon.
Memorndum.N'uma'enlrevisla com lord Pal-
merslon a 23 de feveCeiro de 1851, sobre negocios
de Balaren parlicoiar. S. Exc. tlignnu-se pergnn-
lar-me aniel que nos separassemos se eu anda adhe-
ra a minha opiniao e predicrao. Respond que an-
tes de julho de 1855 o imperador eslaria eniao na
idade de 59 annos,' o que eu linha prcdiclo aconle-
oeria. a So alguns revezes aconlecerem ao impera-
dor, acre-centei eu, a sua morle, semelhanle de
todos os seus irmaos, ser repentina. Assim sut>
cedeu. Alma, Inkerman, Balaclava, abalaram o
ptenle cerebro. Eupatoria romplelou o golpe, que
anlecipou o meu prognostico somenle algumas se-
manas. Timen.)
Ibor sabia era dehruar as loalhas condicao feliz pa-
ra querer ser coslureira parisiense !
Os armazens nao fallara no passeio publico. Chif-
fou parou porta to primeiro, lomou a mao de Lo-
rio!, e disse solemnemente :
Vou entrar aqu.
Para comprar o que '!
Para comprar nada... Para ganhar dinheiro.
Vas propr-le'!
nicamente... J que nao querns Irabalbar,
meu amigo, Irabalbarei por nos dous.
Eslas palavras nio fizeram no rapazinho o efleito
esperado.
Elle sorrio applicando o rosto s vidracas, e Chif-
ln que observava-o sorraleiramenle, nao pode dei-
xar de afagar-lhe o queixo.
Nesse mumenlo mi iran urna risada dentro da to-
ja : eram essas raparigas que divertain-se.
Es-ah algumas que escarnecen! de ti, disse
Loriol.' .
Chilln abri resolutamente a gradee enlrou. Lo-
riol observava-a dizendo comsigo:
Todas aquellas raparigas sao genlis Chifl'on-
uinha assim corada tambem he gentil.... mas nao
sou feliz com ella... quer sempre ter razio... isso
acabar! ,
No irmazem linham cessado de rir no momento
em que Chifln enlrava : receiavam um pedido de
esmol.
Boa noile, seuhoros, disse a rapariguinha, fa-
zendo urna bella reverencia.
Que quer perguntaram-lhe.
Trabalhti, minha boa senhora... chego de nos-
sa Ierra cun saude c ba vona.lt-. Ilesejo Irabalbar
para ganhar a vida.
As coslureiras eucararain-se sorrindo desdenhoga-
mente. Lnriol adcviiihoii o que peana a aa e'o san-
gue subi Ihe ao rosto; porque nao tinha remor-os
quando eocoleriMva sua Cliiflouinulia, mas nao que-
ra que os outrns Uzeasen) como elle ; er.i ama espe-
cie tle man liiiln.. .
Uii.iii'l. ChilVon vio as coslureiras sorrirem, julsou
na innocencia de seu coraran -m causa ganha.
Sabes coser".' pcrgunlou a proprietaria do es-
lahelecimciilo.
Perdoe-me... comerou a pobre Chilln.
Sobrecoser ?
Ijiianto a isso, miiiha boa senhora....
Bordar'.'
Vou di/.er-lhe...
A' ingina t
Chifln ahaixou a cabera.
Sabes, conlinuou a mulher, rourcilar rendas,
fazer (oucas, gnlas, ele. Eia, minha rapariga, res-
ponde, para entrar em urna casa como a minha, he
misler saber alguma eoosa.
Chifln alnrdula e prestes a retirar-se. laucn a
vista alraz de si para procurar um apoiu no olhar de
seu Lorot ; esto nao arhava-sc mais ah.
Junio do armazem de roupa havia um tle conser-
vas, Loriut avistara os frascus grandes cheius de la-
raiijifhas e ameixas medidas em agurdente. Es-
lava ssinho e tinha na algiheira os sidos rerolhitlus
na raleada. Depois de ler contemplado um lisian-
te essas comidas ilescouheciilas procurando Bjtevi"
nliai -Ibes o gosln, Lorot enlrou un palela das a-
meixas,
Nao era para i i-.ln Irabalho.
Ah via-se claramente qee f'atis he o paraizo das
/i. Ir.ir. dalas tle Mtiulevideo ale 6. e de Buenos-
Avres al i do correnle.
Da Assuiiipr.o, capital da repblica do Paraguax,
tomos noticias por Corrientes ate dezeses do mez
passado.
O Sr. Pedro Ferreira de Oliveira couseguio tles-
eucathar o vapor .tmuzunas, que, como sabem os
leilores, varara no banco de Taxi, e tenriu reconhe-
cido que aquelle navio demaudava demasiada agua
para seguir rio cima, mandou appruximar o vapor
Ypirauga, e. nelle suliiu capital, mide chegou no
dia t.'> as 10 huras e mala da inauliaa.
S. Exc. pedio inmediatamente una audiencia ao
Sr. presidente la repblica, c tendo-lhc respondido
este loe o receberia is 5 horas da larde daquelle
mesmo dia, mandou a essa hora urna carruagem a 6
para ronduzi lo ao palacio de goveruo. A entrevis-
ta tlurou mais de hora e meia, e assegura-se que o
Sr. Pedro Ferreira se retirara salisfeilo.
Acreditava-ae era Corrientes, por onde, romo ci-
ma dissemus, nos vein eslas noticias, que as duas
parlesebeglram a um accordo ptificu.
A divisan naval do imperio licava fondeada a 2
tiros de pc^a da fuz do rio Paraguay, sob o rom-
mando interino do Sr. capilao de mare guerra Bar-
roso, chefe do eslado-maior.
Verifica se a noticia daila pelas folhas rcrebidas
anteriormente, de ter sido invadida; a provincia de
(.rnenles pelo general Caccrcs, que se achava na
Bajada.
Parece qme Cacares entrara era Corrientes somen-
le com 200 humen-, por contar com o proniincia-
mcnlo de alguns chefes. Euganou-se porm em seus
clculos. Todos os chefes em serviro activo se con-
servaram liis ao governo, e Cu-ero-, vemlo-sc so-
lado e aeossado por urna torca superior sob o com-
manlu du coronel Lpez, fuaio para Enlrc-Rios,on-
de foi preso por ordem do governo federal.
Em Buenns-Avres nada occorrra de inleresse. O
governo reuna na fronleira dos Pampas urna forra
suflcenle para conler as deprcdaces dos Indios.
O Esladu Oriental coulinuava em paz. O Sr. pre-
sidente Flores regressou da campanha no da 28 do
mez passado, e no dia 29 rcassuirao as redeas do go-
verno.
O ministro da fazenda aprsenla ra as cmaras o
-eu velatorio. A leuda para o anuo de 1856 rala
oreada em 2.132,800 pesos e a despeza em
3,280,715 pesos, apresentando as-im um defin de
1,147,915 pesos.
O-ministro conclue a sua exposic/io linanceira com
as seguinles observaees :
tt Resiabelcccr a economa e a ordem em totlas as
parles ta sua adminislrar.io ; desempenhar com
methodo e paciencia os ramos priucipaes da, suas
rendas ; diminuir as despezas ; recuperar a moral,
prestando devido respeito aquellas operaedes em
que'se ache mais directamente t-nipcnhada a equida-
dc e ajusiiea, piraaclnr no futuro arbitrios menos
ruinosos, sao ns nicos meios que temos para sabir
lo ac.inhado circulo a que nos vemos limitados. Sao
meios modestos e lentos, mas he necessariu co'uvir
em que n.lo lemos-ootra foi -no de levantar-no-, pe-
lo menos agora, quecomeramos a obra de repara-
cao.
Urna vezreslahelecitla a mml t i ronli inra
publica, o governo esl seguro de ler urna base para
formular e levaran rabo pensamejjlos felizes de re-
forma e de instituirn; qne unidos ao desenvnlvi-
menlo notorio da criacao de nados e de agricultura,
fonles priucipaes da prosperidade ta nos-1 patria.
apurados pela confianca na tranquillidade poblica,
e na recta administraran dos negocios, produzirAo
em breve lempo, se se tomarem em conla -as cala-
midades sobre cujos vestigios estamos Irabalhaudo,
o resUbeleeimeuto do commcrt io e da pro I urro ; o
regresso ta populado ; e emfim, e-e movimenlo
vivificador da prosperidade publica, cuja falta he a
dillculdade immensa que o governo enconlra em
lodos os seus vehementes dcsejns de melhorar a si-
Itiaco linanceira da repuhlira. n
Os cslalutus do banco M -n k. aire-enla lo- c-
mara dos reprcsenlantos pelo poder executivo, fo-
ram appro\ a !- pela coiumissao tle fazenda da mes-
ma cmara. Jornal do Commercio do Rio.
IITERIOR.
Rio de Janeiro.
13 de abril.
Enlrou do Rio da Prala o paquete inglez Camil-
mulheres. No brido havia raparigas vivas e riso-
nli.is que derramavam cmn minia graca a amexa e
o cabio em Um rnpinho lapidado. Mu -orle I Se
Loriol j nao livesse liria a dea tle mudar de sexo,
leria adquirido csse desejo vendo essas mufliere-.
Dianle do hlelo havia- pessoas de ambos os sexos ;
mas Lorot reparou que era sempre o sexo mascu-
lino quem pagava, e isso infundio Ihe um desprezo
aintla mais prolundo pela sua cundirn de homem.
Todava tendo entrado nesse lugar" brilhaute, Lo-
riol ficou confuso dianle de (anta gente, e sem sa-
ber como fallasse s densas do balrao.
Que tlcseja o senhor? pcrguntou-lhcde tonga
urna tas dis-indades, justamente a mais corada e mais
bella.
Loriol nao comprehendi'a que ilgucm podesse cha-
madlo senhor; assim ficou immtivel.
Que quer, rrcu homemzinho? grtou-lhc ou-
Ira em toni jovial.
Ah que amor disse urna compradora.
Todas as compradoras vollaram-se, e Curial que
e-la ia mais vermelhu que urna cereja fui unanime-
menlc declarado amor.
Approxima-le, amor, gritaram-lncos cavallei-
ros ilas que compravam.
Lorot adianlou-se gravemcnle e disse erguendo
cora altivez sua linda cabera loma.
Nao quero que se esca'rneca de mim ; convm
saber que tenho cum que pagar. .
Para pruva balen no bolsinho, onde reliniram al-
guns suidos.
Todos entraram a rir, c duas muflieres envollas
em chales pelo, bordados de amarello vieram to-
ma-lo pelo braco. Chegando ao halcao, Lorot mus-
trou com o dedo um frasco .le ameixas e oulro de
laranginhas, dizendo :
Quero provar disso e di--..
Seus olhos -i'iniiilav un de goloilicc, e seo emha-
raco afogira-se na agua que vinha-lhc bocea.
Una teosa servo-lhc disso e disso, segundo seu
desejo: primeramente urna ameixa, depois uina la-
unginha. Loriol pruvou a laraugluha no meio to
circulo dos compradores, c disse com alegria:
Islo aquere ; 5 saude de Vmcs. lodos.
Ouanlo a sto, exclamou elle rnm enthusiasmn,
atacando a amexa, he Igualmente bom a Saude de
Vmcs.
QMnlo costa isso'.' perguutou Lorio!, levando
a nulo ao bulsiiiho.
lina compradora fez um signal -i densa que linha
,i colher, e esla responden com una linda reverencia:
He gratis.
Nao pode ser! disse Lorio! eslupel.icto. Enlao
vou chamar Chiflonniiha.
lie la rmaa, homem/.iiiho ".'
He la pruna .'
He tua boa amiga '.'
E's rasado, liomernziiiho t
Loriol nao sabia a quera desse ou,idos. Percor-
ieu o circula cum a vista, c vio lanos chales pretos
bordados de ouro que eovergonhou-sc do pobre len-
co de Chilln. Os rapazinhos cedem lao fcilmente
a lenlac.i de rellenar A BMa respeito as raparigui-
nhas sao iiirlhores ; port-ra quaud lem ura pobre
len;o na devem ser pastos dianle de um chale re-
lo bordado de amarello.
i.liiein he a Cbilloiiiiiuh i'.' Kespniileu l.uriol:
he iiimh i serva.
I'ma risada geral fez tremer as vidracas do arma-
zem de ameixas.
AMAZONAS.
E.rpnsinu apresenlada pelo E.rm. Sr. contclhriro
llerralano Ferreira Penna, presidente da pro-
r'iwii do Amazona* ao k\rm. Sr. Dr. .Va-
noel Comes Correa de Miranda, no dia II de
marro de 1835, em i/ne pasaou-llic a admtnUtra-
i-iio da metma provincia.
Illin. c Exm. Sr.Tendo eu oblitlo permiss.au de
Sua Magcstade o Imperador para rccolhcr-me
corle, e tenconando embarcar no vapor qae parle
boje, cabe-me a honra de passar a V. Exc. n'esle
O bnmemzinho lem sua rasa miniada .' disse
urna mulher.
i toe salino dis a la serva/ pcrgunlou unir.
E o' mais.
Lorot adeviiihando que cscarneciam tlellc, poz
o brrele de l.i.i sobre a cabera e disse i densa do
balrao:
J que he gratis, torne a dar-ine!
De qual?
De ambos !
Tolo Cicquel achara um banco entre o armazem
de roupa branca e o de ameixas: tinha ura olho so-
bre Chifln, oulro sobre Loriol.
O pequeuu vai hem, pensava elle; he o quartu
copo que bebe..,, eu leria lomado um com prazer.
A lingua aragou-lhe os beicos.
Nao desejo ser rico, dizia elle com melancola,
desejo comer e beber tres vezes por dia.
Ouauto a isso, minha pequea, responda i
Chilln a prnprielariado arm.izemde roupa branca...
Debruar tualhas he um lindo talento, mas nao basta,
e cutre nos paga-se para aprender.... Todava como
pareces branda, e moslrasboa vontade.... Necessilo
de urna pessoa para fazer ludo...
Para fazer ludo 1 repeli Chifln, erguendo a
linda cabeca cora esperanza.
Fazer ludo, minha lilha... he varrer, lavar a
louca...
Coraprehend.n, senhora, inlerrompeu a rapari-
ga com resignaran, fare ludo.... para comecar... se
quer receber-me em sua casa...
Ah : n pir.ii/n de Paris linha urna antecmara
bem triste! Mas Chifln era corajosa, scutia que Pa-
ris Ihe seria hom. c que baslava viver nelle : lodos
os que tem de subir confiara em sua estrella.
O salario he quinze francos por mez, (ornen a
mulher, alera do sustento, roupa lavada, meio copo
de vinho sobremesa, e sabida quando poder ser....
Dorme-se no sotan.
Chifln relleclio:
E meu a mizo Loriot ?...
i.ivsi.ii! ardua! Hem.n- a mulher encelou-a por
si mesma.
Onde piderei informar-me a seu respeito, mi-
nha pequea ?
Nao coiiheco nnguem ein Paris, senhora, res-
pon leu Chifln.
Ah!... e donde vera enlao'.'
Da Brelanha.
Necessilainus aqu de urna poema honesta, mi-
nha lilha.... a casa he citada pelos seus bous cusa-
mos.
As raparigas estavam serias.
Os bnns costumes. prnseguio a mulher, sao a
primeira condirau... Como veiu da Bretaulta'.'
A p. snhora.
Sosinha 1
Nao... balbuciou Chilln, laucando um olhar
i grade para procurar seu Loriol.
Com quem 1 inlerrogou a mulher.
Com o meu Loriot.
Seu rollo, Ulvez'.'
N3u, senhora.
Seu bom amigo Mino?
Sim, senhnra.
Tudas as raparigas pararan de liabalhar, e Irora-
iiiii tildares pasmados : tanto descarantenta asnela-
va a candan daa coslureiras.
Mlha lilha, disse a mulher, ansenle em de-
xar seu Loriol, como vosse o chama?
MUTILADO
momento a presidencia da provincia, como determi-
na o aviso do ministerio do imperio de 5 de de-
zemhro prximo lindo.
Os relalorios, que apreseniei a assembla legisla-
tiva provincial nos mezes de outuhro de 1853, e
agn*in de 1851, a correspondencia otllci.il existente
na secretaria e alada mais o cunhecimento, que das
cireumslancias da provincia, e da direcc.io dos nego-
cios pblicos desde que ella foi installada (em V.
Exc. adquirido no exercicio dos cargos tfe juiz ta
lireilo, chefe de polica, e vice-presidente dispen-
sara-me de referir e indicar minuciosamente ludo
qiianto se ha felo, e he ueo-ssario fazer, e por isso
crt-io que resuuiin lo a presento exposicao, e limi-
-aiido-a s oceurreurias poslcriores a abertura da
ultima H'ssao legislativa nao falto ao llover, que me
impe a circular tle tt de marco de 1818.
Tranquillidade publira.
Com a maior salisfacao repito boje, fundado na
experiencia, aqulo mesmo que dizia pooco de-
pois de haver rhegado esta capital, islo he, que
no lacanle ao soeezu pode a provincia do A m.i/uuas
ser considerada como umi das mais felizes do. im-
perio.
Em todo o lempo da minha administrarao conti-
niiiiu a ser in.mlida sem a menor alterarao a ordem
publica, e entre os facto( que agora tenho de expor
a V. Exc, nenhum ha, que por sua nalnreza possa
causnr-lhe recejo de ver perturbada a tranquillida-
de, de que actualmente guzam todos o.< districtus do
interior e das frouleiras.
Saude publica.
Por merco ta Divina Providencia lem os habitan-
te- da provincia continuado a eslar preservdos do
flagello da febre amarella. e das bexigas, que, ha
poucos annos, lanos estragos fizeram na capital do
Para; mas nao tleixa por isso de sir deploravel a
--re de grande parle da populacao quando grassam
as febres intcrrnillenles, e oulras enfermtlades pro-
lirias tle certas Jquadras do auno, faltando-Ihe oare-
cursos da medicina, e os meios de observar a conve-
niente dieta.
N'csta capital residem boje dous mdicos, que
pertcncem ao corpo de saude do exerclo, e um d'el-
l's o Dr. Anlonip Jos Moreira) acha-se encarrega-
do de curar os enfermos' pobres em virludc de um
contrato feilo com acamara municipal, e approvado
pela presidencia; mas nao ha anda um hospital,
nem urna botica provida dos medicamentos mais
cumniumiiienle usados, e emquanlo se nao aoppril
tao sensvel falla ndispciisavel ser mandar com-
prar no Para, como j urna vez m'andei, e conser*
varaqai de sohresalentoos que por conla do governo
e da niunicipalidede liverem de ser applicados s
praras da guamieao, e as pessoas indigentes.
A vacriua nao lem sido propagada com o disvelo
que merece um servicu, lio til i humanidade, e
para que V. Exc. se convenga d'islo bastar ver o
insigiilicaule numero de pessoas vaccinadas, que ap-
parece nos mappas 'remedidos i presidencia pelo
commissarjo -provincial.
Poucos dias ha que rerommeudci-lhe nuvaiiienle
a fiel observancia das pro\identes disposieoes do re-
gulamenlo de 17 de igoslo de 1816, mas creio qoe a
negligencia dos chefes de familias, os preconceilos da
seneralidade do povo, e a falta de varcinadores pa-
rochiaes baldaiao anda por muito lempo os desejos.
que (em o governo de estender esse grauae beneficio
a (odas as liabUactJes.
No obstante a carencia de recursos, de qae acabei
de fallar, ve-se, comparando o numero condecido de
bitos cum o dos babitontos, que aquelle.s nao exce-
dem o termo medio dos que ordinariamente se veri-
fican! enr oulros lugares onde os enfermos acham o
uecessario Iralameuto, o que parece confirmar a boa
opiniao. que geralmcnle se forma do clima da mxi-
ma psrle d'esta provincia.
A sua saluhridadc, o soreg de que aqni se goza,
a extensa e ferlilidade das trras anda incultas, a
liqueza e variedade da. sua produccio espontanea, a
abundancia do pescado, e a facilidade da communi-
rac.io e Ir.insporle pur agua, oflcreceiido a mais Ii-
songeira perspecliva aos humen, induslriosus que
quizerem residir n'esla porto do imperio, sao uniros
tantos elementos de sua futura grandeza t prosperi- '
dade. Tinto sto porm nao basta para, impedir
quo no principio da colouisacao, em quanlo os emi-
grantes nao eolherein agum tinelo do seu Irabalho
era grandes ou pequeos eslabelecimentos agrcolas
ou induslriies, em quanlo nao se habiluarein pes-
ca, em quanlo s vierem ao mercado os producios
que boje d a acauhadissima lavoura dos ualuraes da
provincia, a falla de rertos gneros de primeira ue-
ce-sidade, e a extrema caresta de oulros, que se
imporlain do Para, reduzam muila gente a iropossi-
bilidaile tle ler aqui um passndio commodoe conve-
niente a conservacao da sade, como ji comee a a
Nunca, senhora! re-pondeu Chifln vi\menle.
Muilo bem! disseram as raparigas.
Minlia pequea, pronunciou a mulher julgao-
du em ultimo recurso, seu Loriol a impedir de era-
pregar-se em Paris... ptide procurar em ootra parte.
Chilln saudon lentamenle c sahio.
Nesse mesmo momento Loriot devurava a segunda
ameixa, depois do ter devorado a segunda larangi-
nha.
Meu pequeo, disse-lhe uina voz. ao ochido, se
queres ser feliz em Pars deixa la Chiflbnninha.
O rapazinho volluu-se, vio urna mulher alta com
o inevilavel chale preln bordado de amarello. Essa
mulher linha bigodes.
Es-ah oulro que disfarroa-se em mulhtr!
disse Loriol comsigo.
Meus negocios nao Ihe inlercssam, respundeu
elle em voz alia, e tirando o barrete relirnu-se di-
zendo :
Boa noile, meus senhores, senhoras e toda a
eoinpanliia !
Tinha con.ciencia de ler-se portado limito bem.
Tolo levanlou-se do banco, e mide observar que
Loriol tinha en'.o a cahec.i mais alta.
Donde veas, meu Loriot? perguutou Chilln
lancaudo-se ao encontr do amigo.
Amava-n mais pelo sacrificio que ac ha va de fa-
zer-lhe.
E que fizeste, Chiflonoinha ? disse o rapazinho
rom ar faluo.
Chifln nao dcclarou-lhe que perder um empre-
sa por sua causa, e respoudeu somenle :
Meu pobre Loriol, nao fui feliz.
Eu fui feliz, minha rica ; eis-ahi a dflereu-
?a !... beb de ambos, e assevero qae sao escolen-
les!... Agora quero comer urna codea.
Tolo, que eslava quasi entre elles, nao achoa ille-
gilima a prelcncao de Loriol; porm Chifln repel-
lio-a dizendo com o coracao Irisle e voz trmula :
Nao lenho fume.
Cerlamenle a pobre Chilln nao linha razio ; mas
seu bello cohavia-se toldado 13o repentinamente !
e i tentativa que acabava de ftzer lancava-a 13o lnn-
e de suas esperanzas!
Loriol lomou um tom choroso, c Tolo lamentou-o
de luda a sua alma aecusando Chilton, a quil pare-
cia absorta em soas reflcxes.e nao responda.
Repentinamente Loriol poz-se no meio da caiga-
la, c i.izen lo Chilton parar, disse-lhe com ar reso-
luto :
Da-me minha parto do luz de ouro ; nao que-
ro licar mais comligo:
Chifln reruou espantada, encarnu u rapazinho e
disse-lhe :
Vamos comer, se queres, meu Loriol.
Quero minha parle, replicou este. Ha muito
lempo governas... e demais sei o que sei... Elles
disseram-me que ou le deixasse, se qnizesse ser fe-
liz era Pars.
Chilln lornou a encara-lo. Loriot linha a cabeca
alia e o olhar brilhaule. O caldo das duas larangi-
nhas e tas duas ameixas animava-lhe a lez. Chifln
nunca o vira lao bello, e coraludo pensava lambem
uas palavras da merradora de roupa branca:
Ten Loriol le impedir de einpregar-le em
Paris.
(Continuar -se-ha.)


>

acontecer, poslu que-seja aL^.i Jiminuto o augmen-
to que lem havidu ua populado depois qae se mis-
tallou a provincia.
A abeclura de urna estrada entre esta capital e os
Campos do Kio Illanco (onde sa reunem a circums-
lancins na i > favoraveie ao eslabelecimento de faien-
das de criarlo), que isenle o iransporla dos gados das
demoras e riscos a que est exposto, sendo fe i lo,
como actualmente, pelo mesmo rio, lie na opini.lo
de militas paaaoas o primeiro passo, que se deve
dar |Mira abastecer de carne o mercado da ca-
pital. .
Nao duvidaudopor maoeira alguma das grandes
vaulagcus d'esse projoclo, observo todava qae os
seus resultados ngo podem ser 19o promptos como
exigen) as acluaes necesidades, c omqoanlo nao for
posto enyiralica parecc-me que se o habitante de
cada pequeuo sitio dos arredores das povoaces j,
redolidos i campo, cuidar da tilo fcil quanlo inle-
reasante criac,a.i de carnciros e aves domesticas, ate
agtra mem.spresada; muilo menos sensivel vira a
ser em pouco lempo a penuria, de que lodos se
qucixam.
I mi providencia, que lambem me parece mui di-
gna do particular aliento, consisle em vedar com
todo o rigor das acluaes posturas, ou de outras aiuda
roais repressivas, a desordenada colbeita e estrn-
g<> que se roslnma fazer dos ovos e Puliles das tar-
tarugas. A carne d'esle amphibio be, como V. Exc.
sabe, o melhor e mais usual alimento dos habitantes
da provincia, e se a producto continuar a 9er pro-
udicada por scmellianlc maneira nao admirar que
a progre-siva elevarlo do preco, j muilo mainr do
qu.j era d'antes, a exclua inlciramcnte da cozinha
dos pobres, que rcaidirem nos povoados.
Repartirlo da polica.
Por decreto de 3 de feverciro de 1854 foi creado
na provincia o lugar de rhcfe de polica espe-
cial, c para ocoupa-lo dignou-se S. M. o Impera-
dor nomear o Dr. juiz de direilo Polvcarpo Lopes
de l.eao, que cntrou em e\ercicio no da 13 de de-
x-embro.
Dosdous nicos lugares de delegados, que atoo
presente lem-se creado, acha-se vago o da capital,
assim como os de subdelegados e supplenlcs de di-
versos dislrictos. Alguns dos nomeados pedem com
instancia a sua escusa, e mui difficil he adiar, como
V. Exc. bem sabe, quem os substilua. Por isso dei-
xei do crear subdelegadas as parocbas de Taba-
tinga c Marabilanas, que estando situadas as Fron-
leiras, e sendo os lugares por onde se faz a coinmu-
nicacTo enlre o imperio e as repblicas do Per e
Venezuela, reclamnm a presenca de urna autoridade
policial: eutrelauto vao supprindo al cerlo ponto
essa falta os commandanles dos fortes a quem o re-
glamento especial expedido pelo ministerio da jus-
lica em 7 de oulubro de 18M confere a altribuieo
de conceder passaporles.
A falla de pessoal habilita do para os empre'gos, as
grandes distancias que separam os povoados, e os si-
tios particulares, e a difliculdade da communicacSo
com os lugares onde nao tocam os vapores, devem
necesariamente retardar e enfraquecer a acrSo
da polica; mus V. Exc. (era tambem observado com
prazer qae a ndole dos habitantes, o respeilo que
Irihutam autoridade, e o socego em que habi-
lualmenie vivem tomara muilo menos sensveis do
que sefiam em outras circuinstancias ledos estes em-
barazos.
.idminislracao da, juslica.
Tendo chegado a esta capital no dia 7 do corren-
tc o bacharel Flix Uomes do Reg, nomeado por
decreto imperial de III de Janeiro prximo passi>do
para o lugar de juiz de direilo du comarca do Soli-
moes, e conhecendo eu quanlo convem a adminis-
lracao da juslica que ella sej promptamenle ins-
lallada, daferi-lhc juramento no dia 8, e recommen-
dei-lhe que para all partiste no prximo vapor, sob
a,condicao de apresentar i presidencia a sua caria
no prazo (le seis mezo-.
Para o lugar de promolor publico nomeei a A-
drio Xavier de Olivera Tapajoz.
Quanlo i viuda do bacharel JoSo Francisco Co-
lho Biltamourl, nomeado juiz municipal e de op-
pilaos do termo de Ega em 12 de abril de 1&Vi, ne-
nliuma noticia tenlio recebdo .at boje.
(Juatido Itndou o quadrienio do bacharel Comes
doKego foi nomeado juiz municipal edeorphaosdo
capital o bacharel Gaspar de Menezes Vasconcellas
de Druinmoiiil; outro decreto porin de .') de Janeiro
prximo passado removeu do termo de Obdos para
esle o bacharel Marcos Auloirio Rodrigues de Souza,
como havia pedido. J se Ibe fez o convenieule
aviso, e cu espero que aqu se aprsenle com a pos-
sivel brevdi'dc.
O bacharel Kiwlaa Alfonso de Carvalho, nomea-
do em novembro de'l8j:l juz municipal e deorudaos
do termo de Maus, nao veio tomar posse; c para
aquellc lugai foi despachado por decret de 15 de
dezembro ultimo o bacharel Claudio Jos dos Sanios
l.eal, que nao sei onde se acha, nem se pretende
acella-lo.
NSo cntrarci em considerarnos sobre os emdaracos
e prejuizos que a adminislraoio da juslica e as par-
tes soflrem com a vacancia de 13o importantes laga-
res, por que todos os sentem. e V. Exc. ter lid o mil
ccasifes de conbece-los. Pa'ra dar alguma idea do
ponto a que devem ler chegado, julgo "bastante ob-
servar qae d'cnlre os substituios horneados
em virluded artigo 19 da le de 3 de dezembro
. de 18il un ni nao lia ifesln capital, que presente-
mente estoja promplo para servir, e que no impedi-
mento d'llcs, e de lodos os volcadores mais volados,
lem sido chamados a excrcicio supplcntcs de 2 votos.
Sendo d'islo informado, c notando a faclidade, com
que se tem esrusado do servico os que a elle sao
odrigados pela le, julguci necessario prevenir a re-
pelilo de semelhanles fados pela maneira que V.
Exc. peder ver da Portara dirigida cmara mu-
nicipal em 11 de feverero prximo passado.
Forra publica.
No da do setembro de 18& installou-se o com-
inando das armas d'csta provincia, creado pela le n.
715 de 1! de solembro de 1853, lomando po>sc o
coronel graduado do eslado-maior Ignacio Correa de
Vasconcellos, que para exerce-lo foi nomeado por .
M. o Imperador.
Dos mappas inclusos ver V. Exc. que a Torca de
lili'' aqu existente compe-se de 27 ofliciacs de
diversas clanes e armas, sendo 2 coronis, 2 lenles
coronis, 2 majares, 5 capiles, 1 primeiro lenle,
13 alferc o segundos lenles, 2 cirurgiOcs e 112
praras de prel.
Os majores Hilario Maximiano Antones Curjao, c
ronde Bozwadowsl, c o alteres ojudanlc Alberto
Knaul acham-se empreados como eneenheiros, mas
o primeiro deve rccolher-sc brevcmenlc ao sen
corpo, eomo.ji determinei em consequencia de re-
>pusii;:io do commando das armas da provincia do
Para.
Enlre osoulros offiriaos lia II) reformados, e d'cs-
les estilo empreados no commando superior da guar-
da nacional um coronel, e no sefviro da guarnirn
um 2. lenlo c 1 alferes.
A Irisufllcienria da tropa de linha lem-me obli-
gada a conservar cui servico de destacamento na
forma dos arlig..s 87 S I." e !ll da le de f9 de elem-
bro de 1850 um continenlo, da guarda nacional, a
da policial, que ninda existe no municipio de Ega; c
esse contingenlp consta aclualmeulc de 1 lenle e
SI praras de prel. N
Toda esta for;a est assim distribuida : na capital
I coronel graduado, 1 capillo, 5 alferes, i segundos
cirurgiocs e 80 pravas de urot; em Serpa um 1. le
nenie e 8 pracas ; Misslo de S. Pedro de Alcnta-
ra do Kio Madeira 1 praca ; na Missilo de S. I.niz
ionzaia do rio Pnrus i pravas; no rio Japur 2(1
praras : m Sar lo Antonio do lea 1 alferese f, pra-
ras ; em Tabatiqga 1 capilao c 13 pracas : no forte
do rio Br.mro I tencnlecoroncl e ISpraras ; no for-
te de S. Gabriel 1 Icnonlc e 13 praras \ em .Mar-
biUna- u:n 2.' lenle, e Iti praras ; em marcha pa-
ra o rio Vaneo 1 opimo c 1 praras.
O destacamento do Japorn foi por mim posto sob
a immediala direceao do lenle coronel da guarda
nacional du municipio de Esa Jos Monlciro Cliri-
SOSton, lirando lodavia subordinado ao commando
das iirmas em ludo quanlo inleressa a economa rio
senicj militar.
O mesmo lenle coronel esta encarregade nao id
de fazer all conslruir um qnarlel, mas lambcm de
promover por lodos os meius a seu alcance o aldea-
menlo dos Indios, que habilam aquella parlo da
provinria, e ras providencias por mim dadas lal
respeilo adiara V. Exe. mais circunstanciada in-
rormafto as inslrurroes que Ihe exped em 27 de
junho de 1894, o em um officio dirigido a secreta-
ria d'eslado del negocios d i imperio com data de
13 de novembro do mesmn auno.
As poucis prajas existentes no Ingar impropria-
01 ARIO DE PERMMBUCO SBADO *l V ABRIL DE 1855.'
mente denominadoSanio Antonio do Ic, sito na
Diargem esquerda do Solimoes, quas Jnada fazem de
nlil, servindo apenas de nudcu :i reuniiD de um di-
minuto numero de Indios ja domesticados.
Convir pos retira-las, e reslabcleeer o poslo
militar, que amigamente exista as margens do
mesmo ro Ira, como lem sido recomendado por di-
versas ordens do governo imperial, i que deivei de
dar o devido cumprimenlo por nao poder disporde
omofflcial proprio para essa commissiio.e da forra de
linha, que seria necessaria.
1' inn.iine.llo, munioes, c mais artigos bellicos
acham-se desde Janeiro de 1851 depositados em ar-
nia/.em proprio, cargo do alferes Cosme de Fara
Teixera ; e ha lambem n'essa rcparlioao um sr-
venle com o \ encmenlo diario de 500 ris.
As qualidades e quanlidades de cada nm desses
objeclos r oi-Lim do respeclivo nueni.no. jTrcmet-
li lo ao ministerio da guerra na forma das ordens
em vigor.
Os mappas c iiiformarcs enviadas i presidencia
no 1. de Janeiro prximo passado pelo coronel com-
mandanle superior da guarda narional mostrarlo a
\ Esc. o e-lado desla forja nos municipios da ca-
pital e Silves.
Os seus chefes c ofliciacs esmeram-sc em dar-lhe
a conveniente organisadlo c disciplina, e a boa von-
tade e promplidau com que ella tcm-se apresenlado
para o servico a lazem muito digna dos louvures do
governo.
Os wffieiaes e pravas pretendem construir sua
cusa um quarlel n'csla capital, e para asenlo delle
ja designe, de accordo com o coronel nimman.lan-
o superior, e terreno onde amigamente exstro o
edificio denominadopalacio.
S; M. o Imperador dignou-se conferir o comman-
do dos biilalboes dos municipios de Ea e Maus aos
cidadaos Jos Monteiro Chrisostomo, c Jos Bernar-
do Micbiles, e para aquelle foram por mim nomea-
dos os nfliciaes em 15 de feverero prximo passado
e marcadas as paradas. '
O plano da orgauisarao (lestes corpos pode ser
alterado de maneira que o servido se torne ,mas re-
gular, e mais .-omino lo a mui tos dos guardas, e
disto tratei em oflicio dirigida ao ministerio da jus-
lica com dala de 12 de ontubro do anno prximo
passado.
A qualilicac.30 (eila no municipio de Barcellos deu
em resultado o numero de 985 prajas do servico
activo n 33 de reserva,e em 21 de novembro prximo
passado propuz ao governo imperial aorganisaoao de
urna scelo de balalhao, composla de 3 compa-
nhias.
Pelo ministerio da jMiea foram-me remeltidas
:MK) armas novas de adarme 17 com o competente
corrame, 3 bandeiras, e 12 cornetas para a guarda
nacional : estes ltimos objeclos esli entregues ao
coronel commandantesuperor, e as armas acham-se
depositadas no armazcm de arlgus bellicos.
Lei das Ierras.
Logo que recebi o regulameuto n. 1318 de :M) de
Janeiro de 1851 expedido pelo ministerio do imperio
para execucao da lei u. 01 de 18 de sclembro de
1850 liz dar-lho loda a publci.lade possivel, e em
29 de maio Iransmillio-o" com urna ordem circular as
compelenles autoridades, recommeiidando a sua fiel
observancia, e exigindo das indicadas no artigo 28
que me enviassem al o lim de dezembro as 1nfur-1
marocs, deque Irala o mesmo arligo. Quasi lodos
ja campriram este dever, e das suas resposlas colli-
ge-se que as posses das trras nesla provincia lem
sido originariamente adquiridas porsimples oceupa-
S4o, ou por concesso das cmaras municipacs, nao
constando que baja ltulo algum passado pelo gover-
no geral ou provincial.
A visla de laes informaees cumpre que pela
presidencia sejam nomeados os juizes commssarios
das medirocs, marcados os seus salarise emolumen-
tse os dous seusescrivaes e agrimensores, e fixado
o prazo em que deverao ser medidas as Ierras su-
jeilas a leglimacao, ou revalidadlo, como determi-
nam os artigos 30, 32, e 55 ( explicado por avis de
V de marco de 1851 ), o que anda nao fiz por ser
mui diflicil adiar em qualquer dos municipios pes-
soaes, que possam desempenhar os deveres d'aquel-
Ic cargo.
A cscolha dos escrivacs c agrimensores ser lam-
bcm, meu ver, urna grande difliculdade para os
juizes rommissarios, e mal se pode esperar que o
regulamenlo lenba alguma execurao na parte que
compele aos juizes municipaes emquanto os seus lu-
gares c-liverem oceupados por substitutos leigos, e
inleiramcnle eslranbos ao esludo de semclliaiUe ma-
lerins.
Por uulra circuHr de 2U de maio lambem exigi
das cmaras circumslaiiciadas informadles sobre a
toncesso de terreno* dos seus municipios, tanto pa-
ra a edificarlo de predios, como para a lavousa, e
eriaoao ; c do que dizia respeilo ao da capital Ira-
lei parlirularmenle em ollicio dirigido a secretaria
de oslado dos negocies do imperio com data de 7 de
julho, submellendo a decisao do governo imperial
varias duvidas que se me oUereciam. Em resposla
a esle oftirio recebi o aviso u. 8 de 12 de oulnbro,
sobro o qual devo chamar a alienlo de V. Exc,
porque alm de explicar algumas das disposiccs do
regulamenlo, e de mandar suspender -toda e qual-
quer concesso de loles urbanos, lem anda de ser
cumprido na sua parle final. Eu < transmilti a to-
das as cmaras municipaes em 13 de Janeiro, mas
algumas delta*, anida nao prestnram ns informaees
exigidas, nem he provavel que o facam de om mo-
do complelo e salisfaclorio, fallando-Ibes o auxilio
de peanas habis, que levanten) as plantas das po-
voases, e designen as porgte de terreno, que de-
vem tirar reservadas para os estabolecimenloie ser-
Nidf.es publicas na forma .lo arligo 77 do supraci-
la.lo resulainenlo.
Nesla cidade esla incumbido de semelhanles Ira
baldos o ailei-cs Alborto Knaul, como consta da or-
dem que Ihe diriai com dala de 8 de Janeiro, e mui-
lo convir que V. Exc. Ihe mande prestar os meJa* | vico desdi
de couclui-los com a maior brevidaie, para que se
possa adoplaro plano de edificarao mais adequado
as circumslaucias da nascenle capital xle urna
grande provincia, c a commodidade dus seus ha*
bilaules.
0 decreto n. 1131 de 33 de setembro ile 1854 creou
nesla provincia urna rcparlioao especial das Ierras
publicas composla de um delegado do director ge-
ral. um Baca!, que he o mesmo da llics lurari.i.
um ollicial de secrclaria, um amanuense, e um por-
leiru archivista.
Por uulro decreto de 21 de oulubro do mesmo
auno foram nomeados delegado o actual secrelario
da presidencia Joflo Wilkens de Mallo*, inspeclor
geral das medicOes o major Bozwadowski, e o ofli-
cial da secrelaria o engenheiro civil JoSo Mamede
Jnior.
Para que a repartidlo comecasse n f-inccionar com
a hrevidade recommendada pelo governo imperial
nomeei provisoriamente porleiroarehivisla a Mari-
anno llcskelh, e a inslallarAo verilicou-se no dia
0 de Janeiro, Picando ainda vago o, lugar de ama-
nuense.
Diversos avisos do ministerio do imperio deter-
minara que, sem perda de lempo, se faga a medicao
e demarcaran das Ierras cancedidas por decrelo u.
1410de 8 de julho de I85t a rompanhiaNavega-
can e romniercio do Amazonas,entre esla cidade e
o lugar denominadoFuro aballo das I.ages, mas
ainda nao foi possivel dar a esses Irahalbos o con-
venieule impulso, e apenas fez o inspeclor geral nm
reconhecimento rio terreno, porque alm de fallar o
pessoal indispensavel, principalmente desenhado-
res e agrimensores, e alguns instrumentos, nao se
acha n agente da rompanhia aulorisado para pagar
as rtespezas que devem correr por conla dola, se-
gundo a expressa di*psioao das ordens dirigidas
presidencia.
De-te* obstculos Icnbo informado o Exm. Sr.
ministro do imperio, que solicito, como be, por lu-
do quanlo inlere.-sa ao serrico publico, nao dcixar.i
xinio passado. O primeiro aulorisou-me para en-
carroar aossubdclegudos.de polica, como-cu baria
proposlo em- meu ollicio n. 50 de 17 de julho, o re-
gistro das Ierras das freguezias do Rio Negro, 'que
Te so achavam todas desprovidas' de parocbos,
mas nao Ib dei immcdialo cumprimenlo porque
quan.l.i o recebi ja linho d'aqui parlido m vigario
interino com poderes para adniiuislrar os sacramen-
tos em todas aquellas freguezias, e eaperava-se que
outro, apresenlado por S. M. o Imperador na de
Barcellos, lambem fiisse lomar posse dola enm lo-
da a hrevidade.
O segundo aviso determina: 1, que visto ser
principio regulador do regislro das Ierras ppssuidas
0 deslino dellas para a lavoura ou criarlo, obsrve-
se em geral romo linda de scparar.lo a demnrca(ao
da dcima urbana, Picando comprehendidos ua obri-
E.icao do regislro lodos os terrenos, que estiverem
fora da dita demarcaran; 2, que .piando a ron lera
acbarem-se dentro da demarcarlo da decima alguns
terrenos desuados para a lavoura ou criar.lo, em
lal caso soja fcita por ordem da presidencia da
provincia urna circuin*cripc.ao especial para o dito
regislro; 3, que as povoacoes onde nao houver
demarraro da decima seja lambem eslabelecido por
ordem da presidencia um limito, que separe dos ter-
renos obligados ao registro os que forem delle iscn-
los ; i finalmente que a presidencia conclua este
trabalho no prazo de 10 mez-s. rnnliido do receebi-
mcnlo do mesmo aviso, dando de ludo circiimslan-
ciada informacao ao governo imperial.
Tendo-o recebido em 27 de feverero, communi-
quei as suas disposioes em 3 do corrcnle ao dele-
gado do director geral, as cmaras municipaes e ao
Rvm. vigariu geral, para que as lizc*se chegar ao co-
uhccimcnlo de lodosos parocbos, e mandei lambem
publica-lo pela imprensa; mas nos pouras dias que
decorreram al boje nao foi possivel expedir todas
as demais ordens, que serao necessarias para sua
completa execucao.
Sategario a rapor.
Os vapores da compandiaNavegara c commer-
cio do Amazonaslizeram de agosto al dezembro
de 1854, sem que occorresse raso alsu'm digno de
especial menrao, as viagons mensaes a que ella es-
lava obrigada pela quinta con.lirao do contracto de
30 de agoslo de 1852.
Na segunda linha completaran! em maio as (res
vingens porlencenles ao primeiro anno, e lite rara
duas em setembro c dezembro por conla do segun-
do: a lerceirdever comecar no correnlc mez.
Quanlo a navegaran desla linha, e as circumslan-
cias dos diversos distrirtos por onde passa, iienhuns
esclarecimenlos poderia eu agora nccrescenlar aos
que se contem nos Irabaldos do conde Itozwa-
donski, que corren) impressos cora o relalorio l-
timamente apresenlado a assembla geral legislativa
pelo Exm. Sr. ministro do imperio, e em um rolci-
ro da primeira viagem do vapor Monarcha escripto
pelo secretario da provincia, c j por mim remelti-
dn ao governo imperial. I.imilo-me pois a recom-
mendar a consideraban de V. Exc. esles inleressau-
tes Irahalbos.
Em virtude do novo contraclo celebrado pelo go-
verno imperial com a companhia aos 2 de oulubro
de 1851 coineoaram os vapores a fazer duas viagons
mensaes na primeira linha desde Janeiro prximo
passado, c eslabeleceu-se as aguas desta provincia
uina quarta linda -en.lo a lerceira enlre a cidade
de Belm e a villa de Baiao) que parte da cidadc'da
Barra, e termina na povoarao de S.-Isabel do Rio-
Negro.
O servico desla linha, na qual devora haver urna
viagem por mez, fui encelado em 15 de Janeiro pelo
vapor Monarcha. A primeira viagem redonda fez-
se no esparo de 21 lias e 7 horas, do qual devem
ser descontadas as da noilc, durante as quaes sus-
pendia-se a navegacAo, a segunda em 11 dias c 18
horas; e a lerceira que lindou hontem, em 8 dias e
13 horas.
A progressiva endiente do' rio, e o condecimen-
toque o cnmmaudaute-c os pralicos jr lem adquirido
do seu leilo, silo as causas da maior hrevidade das
duas ultimas.
O agente da compandia designou provisoriamente,
de accordo comigo, os pontos de escala, c os pre-
oos das passagens pela maneira constante da tabel-
la que aballo transcrevo, c quanlo aos fretes assen-
lamos cm que se cobrassem conforme as distancias,
os marcados para a primeira linha, at que bouvesse
os dados precisos para regola-Ios,
lia Barra a Tauapessass. 1ti?000
Ayrilo. 1K-SI00
Moma. 23JJ0O0
i) Carvociro. 2tij000
- Poyares. 339000
n B Barcellos. 36>O00
n Moreira. 423000
Tliomar. 509000
Santa Isabel. 609000
lendo-se porem ronhecido desde a primeira via-
gem a inutilidade das escalas de Carvoeiro e Poya-
res, propoz-me o mesmo agenle a sua supressao, a
que lambem annui, dando de ludo conta secreta-
ria de eslado dos negocios do imperio, como V. Exc
poder ver dos meos offirios ns. 13 e 20 de 2!) de
Janeiro e 9 de feverero.
Conherendu a conveniencia de fazer embarcar no
vapor om agenle do governo, especialmente incum-
bido de Irahalbos semelhanles aos que fizeram na 1-
e 2 lindas em virlude de recommendadto do gover-
no imperial os majores Pcreira de Sales e Rozwa-
dow-ki, nomeei para esla commisssjo o engenheiro
civil Joao Mamede Junior,queaprcseulou-me o seu
resultado em oPlicio de 8 de fevereiro, ja por mim
remedido secretaria de estado dos negocios do
imperio, e em um relalorio datado de 3 do correnlc.
e acompanhado de um roteiro, que liea na secreta-
ria para ler o mesmo deslino depois que for por V.
Exc. examinado. I
Oulro relalorio, cscriplh pelo Imajor Curjo da
visteas, que ltimamente fez cm commissao doser-
1 viro desla capital al a Serra Cucui, tambem dar
a V. Exc. cirumslanciadas informarOcs do estado dos
diversos dislriclos do Rio Negro. Nada alii se v de
inleressanle se nao o mesmo rio. e as soberbas mal-
la, que cobrem as suas margens: dos anligos po-
voados alguns ja desappareceram, e oulros lem che-
gado a lal eslado de deradenria que os donos das ca-
sas, residindo nrdinariamenle em seus silios, s as
oceupam em algum dia de fesla. um dos que se
arliam neslas circumslaucias he u de Santa Isabel,
onde o commandanle do vapor nao encontrou na se-
gunda viagem nem urna pessoa.
Bem Irisiunho seria cerlamenle este quadro, se a
navegaran a vapor, e a rolnuisaran que o governo
imperial se empenda em promover com lana solici-
tude nos nao dessem as mais lisonjeiras esperanras
de v-lo em breve lempo mudado.
Devo nesla occasiao informar a V. Exe. que ba-
vendo o gcrenle da companhia sujeitado i minha
approvs.io em dezembro prximo passado algomas
allerares, que pulgn convenieule fazer as tabel-
las de passagens e fretes da primeira linha. caulori-
sado o seu agenle nesla cidade para enlender-se
comigo sobre as de que precisassem as da segunda
linha, abslivc-me de tomar qualquer deliberaran so-
bre este assumplo, porque bavendo ja approvado
provisoriamente as ditas tabellas como permitlia o
aviso de 15 de novembro de 1852, e dado conla dislo
ao governo imperial, que lambem approvou pela
sna parle as da segau.la linha, como consta do a\iso
de 21 de julho de 1854. entend nada mais dever fa-
zer sem nova ordem,por baver-se estipulado no con-
trato de 12 de oulubro con.lirao 13} que pela com-
panhia seriara presentadas ao governo al odia pri-
meiro de dezembro as tabellas definitivas.
Obras publiras.
A administraran das obras publicas aoda-se ainda
organiza la na forma das inslrurroes da ti de junho
de ISVt, que me parecem snllirientes para salisfazer
s acluaes necesidades do servico.
Tres feiloros.um pcdieiro. um oleiro, I!) Indio*, c
II A trienios Trer1, que vao' se aprrfciroando nos of-
em vigor, nem me pareceu conveniente obriga-los a
isso.
O pessoal, de que cima fiz menrao. esl empe-
gado na olaria provincial sob a direceao do alferes
Alberto knaul, e por nlo ser bastante para todos os
trabalhos interrompeu-se a coiislii.-rao da nova casa,
que deve servir, como lie de urgente uecesridade,
para residencia dos feitores, e para deposilo do ma-
lerial das obras e dos producios da fabrica.
Parle desses producios ja lem-se vendido em has-
la publica iior conta da lazenda provincial ; e pos-
to que o estabelecimenlo eslej ainda muilo distante
do eslado, a que dever chegar. parece-me que V.
Exc. nao senlir a necessidade de mandar vir de
fora da provincia ledas e lijlos para as conslruc-
oe>, com que douver de augmenla-ln.
Alguns dos Indios lem-se oceupado cm serrar lo-
ros de cedro, que mandei conduzir do Solimoes,
vcnr.endo por isso maior jornal, e a* taboas postas a
venda alrauraram muilo bom prejo.
A continuaran desle servijo parece-me que ser
muilo mil lano a fazen.la, cuino aos particulares,
que diflicilmenle podein adiar em nutra parle o la-
do; i lo preciso para as suas obras.
O fornecimenlo dos gneros para sustento dos tra-
bajadores tem sido coutralado pela Ihesouraria,
precedendo a arrematarlo em hasta publica, excep-
to urna pnrc/io de aniili i ltimamente comprada
no Riu Negro. Esta compra, incumbida ao major
Curjau, realisou-se por preco muilo inferior ao do
mercado da capital, roas uao sei se ser sempre pos-
sivel faze-las 1,1o vanlsjosas, corrodo a conducho
por conla do governo.
Tendo condecido que a pralica geralmente admit-
idla nesla provincia de comprar e vender a farinha
por paneirOs medida a n ai*irdilrana que he possi"
vel imaginar-se:, nao permitlia que fossem distri-
buidas as rarcs aos Irabalhadores rom a devida
igual lado,nem tomadas exactamente as contasdo ad-
ministrador, mandei preparar os necessarios lernos
de medidas, iguaes a oolras aferidas pelos padrees
da capital do Par.-i, e recommeudei que por ellas se
lizesse a compra e a distribuirlo. -
Esla providencia porem nao deve Picar limilada
repartirlo das obras publicas, porque he de geral
interesse, e bem cerlo eslou de que V. Exc. a esten-
der a toda a provincia, fazendo cu)prir pelas c-
maras municipaes os dtveres, que a tal respeilo Ibes
impoem a legi-larao em vigor.
As obras do quarlel do largo do Pelourinho sof-
freram muilo sensivel alrazo, pnr haver cabido du-
rante as chafas de novembro prximo passado gran-
de parle da muralda, que schavia conslruido no
fundo do quintal. Da sua direceao esl encarregado
o major Rozwa.low^ki, mas nao tem sido possivel
dar-lhe o conveniente impulso por faltarem Iraba-
lhadores.
Na fronleira do Rio Negro esl se construindo ac-
tualmente um novo quarlel, seguudo a planta le-
vantada pelo major Curjao, que V. Exc. achara na
secrclaria, e o commandanle do forle de Marabila-
nas acha-se encarregado de dirigir esta obra na con-
formidade das inslruccoes por mim expedidas com
data de 20 de oulubro prximo passado.
O edificio denominado de S. Vicente foi indicado
ao governo imperial pelo delegado docirargio-mr
do'exercito como o mais proprio dos desla capital
para servir de hospital militar, e eu remetli a
secrelaria |de eslado dos negocios da guerra
em 13 de dezembro |de 1854 a planta e .orramen-
mento da despeza, que se far quando se tenha de
dar-lhe esse destino.
Em lodo o caso parece-me inconleslarel necessi-
dade de concerta-lo. para que nao falten) os com-
modos ndlspensavcis s praras com que houver de
ser augmentada a actual guarnidlo.
Em virtudo de ordens do ministerio da guerra foi
o conde Rozwadow-ki encarregado de fazer ai plan-
las e orramentos dos olas de forlificaro, que con-
vem levantar em Tabalinga.e leudo para all partido
em dezemhro prximo passadp vollou em Janeiro;
mas n.lo pude ainda concluir aquello- Irahalbos.
A compra dorelogiode lorre, de que fallei no meu
ullimo relalorio nao se pode efleciuar pela quanlia
minha disposico, e por isso foi ellafJresliluidn ao
cofre provincial.
Das conlas organisadas na administradlo da fa-
zenda provincial, e na Ihesouraria, que acoraps-
nbam aprsenle cxpoiiraover V. Exc..t qae a des-
peza feita pelo Cofre|provincial.em todo o anno de
3
0
12
18
hKlrucrao Publica.
n segoinle reanlo erirahida de um mappa, que
me foi apresenlado pelo director da instrucro pu-
blica em 20 de fevereiro prximo passado, inoslra
quaes as aulas creadas na provincia, e o numero dos
discpulos matriculado*.
Ka capital.
' Philosophia......(vaga.)
Arilhmelica, algebra e geomelria.
lieographia.........
l-'rancez..... .
Ithelorica.........
I.alim..........
Msica.
Primeira* lellras para o sexo feminino.
Capital........-. \\
E?a........vaga)
Para o sexo masculino.
Capital..............;|.|
Serpa .'.-.-.( recenlemenle provida ) .
Silves...............(s
Villa Bella da Impcratriz i inclusive 5 discipulus
de msica .'...........-jf,
Maues..............;j9
Canjm.......... 31
Borba..............j.{
Coary...............<;:(
ESa- '........... 53
S. Paulo de OIvcnc,a.........\-
Moura..............s;j
Barcellos..............y
Tliomar..........'. ; 23
S. Calino!.............2g
Observa o mesmo director: ."que na capital mul-
los dos alumnos frequcutam duas e mais. aulas ao
mesmo lempo, 2." qoe algumas do interior sao fre-
quenladas por menos de melade dos que se achara
matriculados; 3. que o professor de lalim e rhelori-
ca lambem di lijes de philosophia, tendo actual-
mente 3 discpulos, poslo que por isso nao perceba
vcuciinciilo algum; i. que dns doze pensionistas da
provincia, quedevem ser admiltidosao seminario se-
gundo a disposico da lei n." 35 de 29 de sclembro de
'854, s exislem presentemente os qualro do muni-
cipio da capitel.
Comparando o numero de discpulos de primeira*
lellras, de que acabe de fazer menrao, com o dos
que se achavam malriculados nos anuos de 1852 e
1853, ver V. Exc. que cm relarao ao 1. bouve o
augmenlo de I55,e ao 2." de 74.Quanlo a intrucrao
ep> geral oulra informacao ralo posso dar a V. Exc.
se nao quevai progredindo com mnilo vagar; mas
parece-me que poetas em pratica as disposices de
um novo regulamenlo, com que ainda n'estes ollimos
dias me lenbo oceupado, nao dcixarao de sppare-
cer mais salisfalorios resultados.
Calchete e cirilisaeao dot ludios.
Tres nicos missionarios exislem aclualmeulc na
provincia, a sader Frei Cregorio Jos Mara de
Bene, que ha anuos exorce n seu ministerio as Al-
deas dos ros l'aupes e Icana ; Frei Pedro de Ciria-
na enrarrcga.lo da nova missSo de S. Loil Cunzaga
as margens do rio Punis, e Frei Joaquim do Esp-
rilo Sanio Dias e Silva da de S. Pedro de Alcntara
no riu Madeira.
Das providencias que lenbo dado a respeilo da
fundacao d'estas duas ms6es Picar V. Exc. srien-
te pela leilura dos oflicios, que dirigi aquelles re-
ligiosos em 17 de julho, e 15 de setembro de 1851, o
folgo de poder annunciar a V. Exc. que as informa-
roes que elles me enviaran) logo depois de haverem
chegado aos lugares de seu deslino, inspirara bem
fundada cspcr.mea de que serAo coroados de feliz suc-
cesso os meritorios trabalhos, de que se achajn in-
cumbidos.
De um aviso do ministerio do imperio de 23 de
setembro de 1bV>t*ronsta quo o padre Antonio Tva-
res Dornellas ofTeacreu-sc para servir n'esla provin-
cia como raissiunario, mas ainda n3ose me apresen-
loa.
Culto publico.
Das 28 paedocias creadas na provincia acham-se
actualmente providas de vgarios collados as de Sil-
ves, Man*,villa Bella da Imperatriz, Canum, Bor-
da, Ega e barra do Rio Negro ; de vgarios encom-
mendado as de Serpa, S. Paulo de Olivenca, e Bar-
cellos; e vagas as do Andir, Alvellos, Nogueira, Al-
vares, Fonfe'Boa, Malura, Tabalinga, S. Joao do
Principe, Ay rao, Moura, Carvoeiro, Poyares, Morei-
ra, Tliomar. Sania Isabel, S. Cribiel, Marabilanas,
PERMBICO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Discurse pronunciado na sessao de 13 ao tor-
rente pelo Sr depatad Melra.
0 Sr. Meira: Sr. presiden(e,|ped a palavra
em favor dos pobres. Eu estou informado de que
a quanlia de 10 conlos de res he mais que insufli-
cientc para acudir a despeza que fax o hospital com
os pobres que para all vao, de sorle que por muilas
vezes se v a adminislracao na dolorosa necessidade
de repellir a pessoas que all vao implorar a cari-
dade.
1 m Sr. Depulailo : Repellir?
O Sr. Wcfi-a : Porque ngo podem ser receblas
no hospital, vislo como a despeza he superior re-
ceila. () Sr. chefe de polica urna vez me repeli
islo mesmo em conversa, edisse-me que era laslima-
vel que, quando a polica recolher alguns pobres a
o hospital, e nao podse fazer, porque aquelle esta-
belecimenlo nao linha meios.
Ou Sr. Deputado : E qual ser a limitarao a
O Sr. Meira :He vrrda le, Icniliero que he ne-
cesario p.ir um lmite, mas lambem ennhero que
casa deve avaliar. que 10 conlos de rcis be quanlia
insignificaotissima ; islo salla aos albos de lodos.
Om Sr. Deputado :Tem oulros Isorcorros.
O Sr. Meira : Mas o nobre deputado eslara
mais habilitado para conhecer dislo do que os encar- (lesP",s ulteriores para o complemento do syslema
soromas que se vao gastar, sem a certeza de vanla-
gens, que iudemuizem, nao sao prdcnles : a pruaii-
ca, seguudo estou certo, ha de nos mostrar, que se
nao deve ir de sallo, roas gradualmente, e qae io-
nios mais alto do que deviamos, e quando as difli-
culdades nalaraes nosconvencerem disso, os sacrifi-
cios estarao feilos.
Sr. Pinto de Campos : Nlo ha inliiinr.i,,
que nao lenha no seu cumeco dTiculdades.
O Sr. liapiiiia : Senhores, o principio de se
gproveilar as VocarOes nalurae* e dse Ibes dar urna
directo proveito,,, he mais que verdadeiro : o prin-
cipio de assegarar um Tature aessss vocaces tam-
bera he verdadeiro syslema de ^ formaren), e
se prepararem, desde os primeiro annos ; os Do-
men* que se dedique, a profissio de mestre, he lao
verdadeiro que, apoiando-me em grandes autorida-
des, qunsi que possu dizer, que he a principal pedra
do grande edificio da n*trucra e educaran : s.m,
ludo falliar, todas as ptacaufBea serao imitis,
quando os mestres nao forem homens de sacrificios
por amor do seu paiz e dos innocente,, cuja educa-,
rao Ibes he confiada. KApoiadas.)
Ora. a esle respeilo eu nao possoapprovar a com-
missao quando deslroe a classe dos meslres adjanc-
los : nesle poni, lalvez pela economa de peqona
parcclla, ella ataca profoHdamenle o regulamenlo em
suas bases, e no que elle confu de indispen*avel e
de grande. Ora, se a commissao ji recua por peque-
as despezas, o que far em presenca das grandes
regados da adminislracao do hospital c que alias me-
recen! toda a confianza Eu (enho vislo conlar islo
por todos.
(Ua um aparte.;
adoptado pelo regulamenlo "! O regulamenlo.exige
urna casa de asylo que ha de costar bstanle dinhei-
ro. Ora, depois que se der intrucho e edocacao a
varios meninos, ser possivel que se os mande pata
O Sr, Metra:J que ralo podemos marcar ? Treln e para oflicinas hamildcs, e desla sorle se
urna quola que seja suflicenle para acudir oda a
pobreza, a essa alluviilo de pobres que vemos men-
digar pelas podase vagar pelas mas ao menos, va-
mos habilitando p.ircialmcnla os rslhelecimeulos de
caridade com aquillo que for possivel, c eslou con-
vencido que nao poderemos volar una eoasignaeao n0S0 c|ero, e todos Ihe atlribuem falta de illustra-
que lenha um destino mais louvavel, do quo essa em '# ; entretanto pens que a illastracao sem bons
favor dos pobres. Eu quzera al que se a provin- i hbitos disciplinares que dirijsm bem a* vontade, he
cia pudesse, se eslabelecesso um asylo de caridade e um 'hesouro quasi perdido, mormente naquelles,
lalvez nao lenba offerecirto um projecto a esle respei- 1lle Cum suas palavras e seus exemplos rlevem'for-
to, porque conhc;o;que>lle nao passar lalvez.e Ihe 'alecer e fazer progredir os hons enstumes.
percara ricos caracteres e prnpensoes magnificas?
Nao, o syslema para ser complelo como o he em va-
rias parles da Allemanba, he preciso que se pro-
vcilem os homens. I.embrarei, porexempln, os pe-
queos seminarios.' lia muito que se clama contra
1851 com obras publicas n.lo excedeu a 2:7ti2j3IO, e Carino do Rio Branco. Para as do Andir. Serpa
ccilamente de dar as providencias que cm sua sa- lirios de pedreiro. carpiniie oleiro. silo'os uniros 1ra-
bedoria julpnrmais arcrladas ; e enlretanto vai pro.
gredin.Ioa fundarao du primeiraColoniaas
marcens do Igarap denominado da tiuarita, lugar
este que so acha comprchendido na conecs-ao feita
companbU, e que foi por mim designado de ac-
cordo com o sen agente por parecer muito proprio
para aquelle eslahclerimcnlo. All j exislem 98
colonos, sendo 8!) Uomeiis e lt mulberes, lodos por-
tngnezes, excepto smenle II hinjiaalluil.
Poslo que a V. Exc. soja mui fcil inrorraar-se
de loda a correspondencia, que al boje lem bavi-
do entre a secrclaria de eslado dos negocios do im-
perio e a presidencia a respeilo da execucao da lei,
de que eslou Iralando, jnlgo do meu dever chamar
linda a atlcndlo de V. Exc. sobre dous avisos dala-
dos de 22 de novembro de 185*, e 13 de Janeiro pro-
balliadores presentemente reunidos na capital.
Dos emigrados que lem desodo do Per ncnlium
mosirou desejos do emprecar-se assidoamante cm
obras publiras. o de Hi operarios cslrangeiros, que
acompanharam da corleo ronde Roswadowski, uns
ja so iuiscnlarain. e quasi lodo, os oulros lera prefe-
rido ipphcar-se a diversos ramos de induslria, nao
obslanlc haver ihe* cu assegurado o vciicimenlo de
vaiili.josos salarios sempre qoe prcslassem os servi-
ros de que a provinria precisa.
A maior parle dos ludios Iradallia.lorcs lem ull-
mamenlc rinde dos di!ridos do alto Rio Negro, e
nanea deiiei de reromuieu.lar que fossem liio bem
tratados romo merecen) por seu enn parlamento ;
mas ainda assim ncnlium delles quiz aqu demorar-
se alem do prazo do servico marcado pelas ordens
incluindo-sc a quanlia de 7928O applicada aos
concertos de diversas malrizes ; 2 que do cren-
lo de Hi.tXlOjOOO concedido pelo ministerio do im-
perio para o exercicio de 1853 .54 s se dispendeu
a quanlia de ttJBOfSSS, passandn para o exercicio
de 1851 55 o saldo da 7:7l0)}f.i7 ; 3o que desle
saldo dispendeu-se al o ullimo de fevereiro prxi-
mo passado a quanlia de rs. 5:323,7271, reslando
portantoaders. 2:1173370, da qual urna pequea
parle somente poder ler sido dispenlida nos dias
que decorreram do primeiro desle mez al boje; 4,
finalmente que ajnda se acha inlactu o crdito de rs.
13;954g8i2 concedido pelo mesmo ministerio para
o crreme exercicio de 1854 55.
Elija teria applicado parle .lestes crditos aber-
tura de urna picada das immedia^es da capital at
os campos do Rio Branco, se algum dos engenheiros
existentes na provincia podessr, ser distrahido dos
trabalhos a seu cargo para dirigi-la, ou bouvesse
outra pessoa idnea que disto se encarregasse. l-
timamente propuz a empreza ao capilao Miguel Nu-
iles Bonifica, que moslou-se disposlo lentala no mez
de maio prximo roturo, c V. Exc. podera ouvi-lo
de novo para resolver o quo maisconvier.
Do malcrial comprado para as obras geraes e
provinciaes existia ainda cm deposilo no dia 5 desle
mez o que consta das relares asslgnadas pelo ad-
ministrador, que aprsenlo a V. Exc. grande parle
da? compras Toi feila pelo inspeclor da Ihesouraria
do Para Mauoel Rodrigues de Almeida Pinlo, que
a (aescommisses se prestou com o zelo, c boa
vontade, de que nunca deixa de dar provas quando
se tratado servico publico.
Fabrica de chapeos de pal ha.
0 meslre desla fabrica parll com licenrao da pre-
sidencia cm 8 de dezembro prximo passado -para
um dos dislriclos do Rio Negro, e comquanlo pro-
mella vnllar brevemente lera ella de cehar-se por al-
gum lempo porque oulro operario que o substitua
prelonde tambem aosentar-sc.
Al n presente lem-sc vendido em hasta publica
55 chapos, que prodnzirara 283*000, e quanlo a
poesihilidade, e conveniencia de propagar na pro-
vincia esle ramo de industria parece-me qae nao
pode havera menor .divida.
J se comeron no silio da Olaria a plaanlo da
bombonassa, e para augmenta-la naquelle e oulros
lugare-sera mais fcil mandar conduzir do lttoral
de l.orelo ou de algumas paragens do Solimoes
maior quanlidade de modas.
Thcsouraria de Fazenda.
Ouasi lodos os lugares de esrriplorarao e conla-
bili.la.le dosla repartirlo acham-se ainda vagos por
falla de pretendemos habilitados na forma do de-
creto de 20 de novembro do 1850, e os poucos em-
pregados que nella exislem apenas lem podido ven-
cer o servico mais urgente. Do actual eslado de ca-
da um dos Irahalbos a seu cargo poder V. Exc. ob-
ter mais'circumstanciadas informarles pela leitura
do relalorio do inspector, enviado.au lliesouro nacio-
nal em Janeiro prximo lindo.
.Idmiiiistranio da Fazeuda Provincial.
1 salido da autor i-acau ronfoi ida pela lei n. 40 de
30de setembro de 1854 no artigo 3', dei a esta re-
parlioao em 20 de fevereiro prximo passadoum no-
vo;regubinienlo. que ainda n.lo se acha impresso.
Do halando junio ver V. Exc. que a receila do
exercicio de 1831 importoo em rcis 3652S792 in-
cluindo a quanlia doris I:7!)752(i3 de saldo do de
1853, o a despeza em ris 30:3639218, liavendo por-
Utolo um salde de ris 2S9&574, que paesoa para
o correnlc. Todas as despezas provinciaes tem sido
ponlualmenle pagas, c o balaucelc lambem junio
inoslra quo lionlcm existia DO cofre a quanlia de rs
i:s:!(i>,28.
A receila de 1851 excedeu a de 1853 em ris
1:5619740, c cu creio que o augmento seria mnilo
maior, se a arrecadaejio dos imposlos nao eooon-
Irassc os embarazos, de queja fallei em meus anle-
riores rctatorins. cqnc nao podem ser removidos se
nao com mnilo vagar.
Pelo Ihcsuuro provincial do Parj lem sido pos-
las cm pralica com approva$lo da presidencia da-
quella provincia, como V. Exc. ver dos ollicio* que
agora passo as suas maos, algumas medidas com o
Pim ,?!: auxiliar as repartirnos fiscacs da do Amazonas
na ai rer.jdar-hi das rendas, que Ihe perlencera, e he
de esperar que esla cooperario continu a produ/ir
rmii salisfaclorios resultados.
e Barcellos j ha parocbos apresenlado- por sua ma-
gestade o Imperodor. mas ainda nao empossados.
Cabe aqu observar que a existencia de algumas d'es-
las paro, dias he nominal, porque n.lo consla que fos-
sem providas cm lempo alsnm, e acham-se inleira-
menle des|H)Yoadas. Scri pois da maior convenien-
cia um aclo legislativo, que designe as que devem
subsistir, tixando-lhes as divisas, a respeilo das quaes
ha tambem muila incerteza.
Todas as malrizes carecem de obras novas, ou cun-
enos, e a algumas d'ellas falla a decencia indispen-
savel para o culto divino. Do estado de cada urna
das do Solimoes achara V. Exc. mais circumsUncia-
da noticia no roteiro escripto pelo secretario da pro-
vincia, de que j tiz mencjlo. e das do Rio Negro em
um relalorio. que aprcscnlou-me o major Curjao
com dala de 12 de feverciro prximo rindo acompa-
nhado das respectivas plantas, c orramcnlo.
Adminislracao dos correios.
O quadro assiguado pelo administrador, que lenho
a honra do apresentar a V. Eje, rooslra o estado
d'esla renarlican; e ao que d'ele consta devo acero*.
cenlar que ltimamente foram prvidos pelo gover-
no imperial os empregs de sjadanle contador, e
praticanle porleiro. Parece-me necesaria a crea-
cao de novas agencias em alguns dos lugares desig-
nados para escalas dos vapores, mas nao ser fcil
achar pessoas, que d'ellas se cncarreguem.
Depois que se eslabeleceu a navegaban a vapor na
segunda linha, fiz cessar por desnecessario o servico
dos correios militares, que o commandanle da fron-
leira de Tabalinga, c os de oulros destacamentos do
Solimoes mandavam a esla capital em pequeas ca-
noas (ripoladas por Indios, para (razerem e levaren)
a correspondencia ollicial. A V. Exc. cabe agora
resolver se os que ainda continuara a vir da fronlei-
ra de Marabilanas c do forte de S. (abrid deverao
descer al aqni, ou -rnente al a povoacao de San-
la Isabel, onde termina a 4." linha.
Secretaria do gorerno.
Em virtude da disposicau do arligo 4. 5 3. da
lei provincial n. 10 reforme! o regulamenlo d'esla
repartirn, como V. Exc. ver do qae exped com
dala de 31 de Janeiro protimo passado.
Devendo limilar-se a um ionio de res o augmen-
lo da despeza, c convindo repartir esta quanlia pe-
los einpregados em gralificacoes proporcionaos i ca-
tegora .le cada um, nao poderia eu faz-lo, se fosse
contemplado p secretario, sera que ficassem lodos
muilo mal aquiuhoados, como elle mesmo ponderou-
me com louvavel desinleresso. Por isso vi-me obri-
gado a cxreplua-lo ; mas nSn sendo de juslica, nem
do meu Intente negar a lao digno funecionario a re-
Iribuio.lo que merece por seus serviros, e accrescen-
do ainda a cirrumslancia de haver elle perdido a
quola dos emolumentos, que passaram a fazer parle
da receila provincial, julgo dever lembrar esle as-
sumplu i V. Exc, a lim de que, no caso de concor-
dar comig. se digne recommenda-lo a considerarlo
da assembla legislaliva provincial, que cerlamenle
resolver cm sna sabedoria o que for mais justo.
Mohilia de palacio.
Todos us objeclos destinados ao servico e decora-
rn do palacio da presidencia acham-se sob a guar-
da de nm amanuense da secrelaria, c rnnslam do in-
ventario Lineado em livro proprio na forma das or-
dens em vigor.
A quanlia de reis 71)0^100 concedida por aviso do
ministerio do imperio de 29 de novembro de 1853.
foi por mim applicada a compra dos que eram mais
necessarios, o o inspeclor da Ihesouraria do Para a
quem a incumb, salisfez a esta cncommenda pela
maneira a mais vanlajosa a fe/onda publica.
Concluu, Exm. Sr., renovando a V. Exc. os pro-
lestos de miaba particular considerarlo e estim
asradeccinlo-lbc o zelo e lealdade, com que sempre
auxilien-me no cumprimenlo dos deveres inherentes
ao cargo qne al boj? exerci,iiiaiiifcstando-lhe o pra-
zer que sinlo por v-lo mi.menle oceupado por V.
Exc. c asseverando que se agora cessa para mim a
rcsponsadilidadeda admiuislraoao d'esla bella pio-
vinria,nao ccs*an jamis o desejo que ienho de sor-
vi-la, e de mostrar quauto sou grato aos seus genero-
sos habitantes.
Dos guarde a V. Exc. cidade da Barra do Kio Ne-
gro II de marro de i855.
Illm. c Exm. Sr. Dr. Manocl Comes Correa d
Mirauda, 1. vict-presidentc d'esla provincia.
Ilerculano Ferreira Penna.
a {Treze de Maio)
servir de bice a cifra da despeza.
O Sr. Ilrandio : Porque '.'
O Sr. Metra:Porque seria letlra mora : eu.cn-
nhero os recurso* da provincia e estou cedo que
apezar das boas intenroes da casa, nada se poderia
fazer por falla de dinheiro. Animei-mc, pois, a pe-
dir esle pequeo augmenlo cm favor do hospital, e
estou que casa Ibe prestar o seu vol.
Discurso pronunciado pelo Sr. deputado Sr.
Francisco de Paula BaptUta, na sessao' de
14 de abril.
' O Sr. Baplista : Sr. presidente, fiz um esfor-
50 extraordinario em vir doente para dizer o que
pens sobre esle projecto.
Eu o acliri bello e magnifico ; mas, lenho duvidas
e receios que serei franco em apresentar.
Senhores, eu vejo as emendas da commissao a
prova irrecusavel de que a provincia nao esl em cir-
cumslancias de receber as novidades do projecto, e
l'or esle lado crescem os meus receios de Picaren) com-
promellidos os cofres piovinciaes.
O Sr. Ilnuid'io : Tenho os mesmos re-
ceios.
O Sr. laptista : Eu digo mais qae vejo no pa-
leccr da commissao a prova de que a provincia nao
pode ler mais que o mesmo I; can, qne aclualmeulc
lem, dando-se-lli3 maior expanso.
Senhores, esle projecto he orgnico, e nao sim-
plesmenle regulamentsr : p syslema em que elle
funda a inslrucdlo primaria e o Cymnasio qae crea,
do imitarnos fiis da inslriicC/lo e instituidles da
Prussia e da Blgica.
O Sr. ClemenUno : E ningueui disse que era
cousa do oulro mundo.
O Sr. Boptista : Sao instituidles que alli flores-
cem depois A muilo* ensaios o tentativas, e depois
dos esbirros continua los e.immensos, de muilas devo
roes soblimes que nos fallan). Assim, segundo pen-
s, ellas neccssariamenlc ala podem ser naturalisa-
das no nosso paiz,' sem uuc soffram modiiicares
apropriadas as nossascircumslaucias, e aos no'sos h-
bitos, e...
O Sr. ClemenUno : A commissao entendeu qoe
as modificarnos eram essas, que propoz.
O Sr. Baplista :O nobre deputado parece estar
no intento de interromper-mc, e ohriga-me a dizer
nulecipadamenlc que a commissao mo comprehen-
deo bem o syslema do projecto, e com as suas emen-
das o desnatura, deslroe o que nelle ha de substan-
rial ; desconhece verdades que sao geralmente acei-
'as.
l-'allareiprimcirn da instrncriio primaria. O pro-
jecto, alm de oulras medidas, inslitue o ensino
obrigatorio com penas impostas aos pais, que forem
omissos em nao mandarem seas filhos para as esco-
las : favorece os meninos pobres e indigentes, e pro-
cura livra-los dos maos exemplos do mundo, reco-
Ihendo-os urna casa de asylo : proporciona-Ibes lo-
dos os meios de inslrucoilo e educarlo disciplinaria,
para que, segundo suas vncaedes, se torncm cida-
daos uleis: trata de innocular logo na infancia os
habilos de urna vida de Irahalbos atis, e de prepa-
rar os homens que se devem dedicar a ardua e peno-
sa profissao'de meslres, etc.
Ora, sobre estas grandes ideas, que adopto e pro-
fesso, ha, senhores, urna observarlo muilo verdadei-
ra, edeixai-meidize-la.
Senhores, enlre a rcligiao do ensino c a poltica
ha um contraste enorme : na poltica, principios,
que parecem succolenlos e de poder iramenso, nao
dlo resultados na pratica : as materias de instruc-
ro, principios, que parecem delgados e sublis, quan-
do professados c execolados com lidelidade, zelo e
verdadera crenoa, produzem resultados maravlho-
sos.
Ora, onde esiao por ora eslas crenras enlre nos'!
onde esta eslas dedicac/ies sublimes c incansaveis
cm formar homens que nos devam succeder onde
esperaremos adiar toda a forja de vontade, para ba-
nir da religio do ensino (oda a idea de palronagem
e favor, c render culto verdade e ao merecimen-
lo dos homens, e das coasas 1 onde acharemos a eren,
ra viva, poderosa e enrgica para operar com lide-
lidade que a delicadeza dos principios exige?
lie innegavcl, que a iuslrucr.ln primaria c secun-
daria como esla, lem vicios profundos e radicaos. Eu
vejo, por exemplo, que apezar de termo, um lyceu,
quasi todos os pais de familias o eu cnlru nesle nu-
mero) nao querem mandar para alli os seus tildo-. E
porque "? ahi devem haver causas, e causas assusta-
doras. E agora pergunlo : j eslas causas foram
averiguadas '.' ou anles sao sabidas '.' e, se sao sabi-
das, que ensaios se lem feito para se extirpa-las'.' que
disposr,ioinflexivel lem havidn para remo.lia-ias'.' e
esla disposico nao leih anparecido at boje, n.lo he
natural que no vasto campo, em que se vai col locar o
ensino, a fraqueza e a condescendencia obrem tam-
bem em maior extensao. e facam maiores males, aca-
bando por iuulilisar o que houver de bom ?
Eu fallei do ensino obrigalorio e de oulras stilu-
roes, qne excellenles espiraos tem dado a varias
quesles concernentes aos -\ -lema- de ensino c a
cranlo de insliliiici.es adulares, como sao os Cym-
nasios. Ora, he mais que cerlo, que agora he que
vamos adoptar eslas verdades pcaticaraenle. Mas,
sabcni lodos, que esle regulamenlo, na parle que
concerne instrucro primaria, foi cxlrabido do re-
gulamenlo da rorle, onde o Exm ministro do impe-
rio, com a Ilustrarlo, dedicad! e perscvcrnnc,a de
que de dolado, so esforra por beneficiar nesla parle
a nosso paiz. Elle lem encontrado difliculdades.
procura remnve-las e chegar aoseu louvavel e mui-
lo louvavel designio, que he a pralica roal e posiliva
do* principios. E porque, pois, nao bavemos de es-
perar pelos fruclos das observares do governo geral.
para cutio com passo mais segu o acompanharmo-lo '.'
para que a impaciencia neslas cousas 0*0 lana impor-
tancia e maguilude ".'
OSr. ClemenUno d.i um aparte.
Para isso as casas de as> lo, onde se recolham as
creanc.as pobres, e livres do conlagio das perversida-
des, e ahi recebara urna educarlo apurada, osgym-
nasios, onde recebam a insirucsao secundaria e
sempre debaixo de salular disciplina, e animados
por bons exemplos, bavendo em ludo isso orna es-
culla circumspect dos caracteres mais dislinclos,
para as importantes fanccGes da vida, como por
exemplo, para as luiicro* de clrigo e para o servi-
cio ; tal he, senhores, o desidertum principal da-
quellesqucjulgam ( c eu sou om delles), qoe com
a educarn se pode conseguir a perfeicao dos ho-
mens e por barreiras fortes a immoralidade.
Assim, senhores, as minha- rcflcxes sobre esla
assumplo cu me vejo em urna siluacao bem singular,
e que eu mesmo nao a posso definir. Eu receio-me
do regulamenlo ; porque me anleeipo em pensar,
que elle esl 'muilo superior s possibilioTadcs da
provincia, e nao lera urna overucao feliz ; roas cap-
liva-me a sua elegancia, agradam-me as conceptes
fundamentaes do seu syslema ; por oulro lado,
ahorren! as emendas da con.missao, que por Tracas
economas ja romera de agora a desnaturar o objec-
lo, que eu acho precioso, e como que nao conhece
os grandes fins, a que elle se propoe.
Senhores, nlo ha meio termo : cora o syslema,
qae se quer adoptar, gastare muilo e muilo : oo le-
lo com lodo o sacrificio, o nao possui-lo mutilado e
imperfeilo.
O Sr. Brandao : Mnilo bem.
O Sr. Baplista : Nao he agora a occasiao pro-
pria de oceupar-me de todas as emendas da commis-
sao; alm de que ellas sao rain tas, o o meo esl*do me
nao permute alargar-me na discusso ; mas, repilo,
algumas me desagradara lano, queem colli.-ao darei
anles o met vol ao regulameuto, tal qual foi coa-
feccionado. -
Couliiioando ainda com os meus receios bem fun-
dados contra a cranlo do Cymnasio, pergunlo : que
pessoas temos aptas esufJicientespara eusiuar as ma-
terias, que o rcgulainsulo manda '.' que meslres se-
ra estes ? se nao forem ca^zes, que resultado de
veremos esperar '! *
Scnlisres, esle regulamenlo prova bem qoe he
grande nossa vontade de possuirroos um Cymnasio ;
mas o desejo sem as rondires de possibilidade na.,
baila ; e eutao he prudente adiar o negocio al que
se possuam as forras necessarias. Nao lemos meslres,
e queremos, apezar disso, que se ensinera certas ma-
lcras.
Ainda mais, sele anuos he ocurso do Cymnasio.
Entre nos lodos aspirara a iuslraccao superior : nao
se quer senao correr precipitadamente, e estu.lar-su
os preparatorios em breve lempo, para se entrar as
academias.
Um Sr. Deputado : E isso lie um grande
mal.
O Sr. Baplista : He um grande mal ; mattie
um roal habitual: he geral. E a vista desle fado, se
a cscolha dos meslres nao for ptima qual ser.i o
resollado .' que concurrencia llavera para o Cym-,
nasio ?
Sabis, senhores, o que receio ver '.' sabis, que
probabilidades descubro '! eo vo-lo digo: espero
que, quando o Cymnasio esteja como solitario sera .
sigoaes de vida, su o lliesouro provincial tenha vida
e se niova para pagar ordenados a empreados em
ocio e em plena iranquillidadc sem lerem que
fazer.
O Sr. .'lemeiiliuo d uro aparte.
(' Sr. Baplista : Bem o nobre deputado mao
er no que digo, pecamos a Dos que nos couserve a
vida, que nlo dou Ires annos, que o noure deputa-
do nao veja os inconvenientes de que tenho fallad.
Permita Dos, quo me enganr, e qoe para a minha
provincia e para os meus coucidadaos baja esle en-
gao feliz...
O Sr. Brandao : He esle tambem e meu pen-
samenlo.
( Ha oulro aparte. )
OSr. Baplista : Repilo cora boa f e sioceri-
dade : desejo conlealmcute que, contra minhaa
previse, o Cymnasio prospere e d lodos os fruc-
lus, que se esperan).
O Sr. ClemenUno d um aparte.
O Sr. Baplista : Eu, que esloa considerando
os nossos costuraos e os nnssos hbitos, que estou Ic-
v indo em conla o* nosso*. humen-, eludo que DOS
concerne, sou philosopho, e nobre diputado e ou-
lros, que querem sbitamente plantar ama novida-,
dade na provincia sao homens positivos, sao os ex-
pedentes e os praticos !
Senhores, o regulamenlo ha de ser approvado ;
eu o antevejo com toda certeza ;e apenas lenho fci-
lo pequeas observar* cm cimprimenlo do mea
dever, e por salisfazer o meu senliflicnlo de lealda-
de e franqueza. Amigo das .-ciencias, defensor de
lodos os meios de se propigar os conlicrimeiilns ne-
cessarios e uleis, cu desta vez recuso o meu vol a
este regulamenlo, e o recuso ; porque nao quero
sacrificar as pequeas posses da nossa Ihesouraria
crearlo de um oslabelecimenlo de nslrucriio que,
no ponto em que vai serfundado, nao medrar. Nato
basta querer as cousas ; porquanlo cutre as muilas
colisas que se pdern desrjar, rumpre aquellos que
sao chamados psra tratar dos iuteresses de um povo,
| ver, examinar e reronbecer aquillo qae pdrm fazer
no sen lempo. Nao posso continuar, e concluo de-
clarando que vol contra o regulamenlo.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE
Sessao extraordinaria da 21 dejMurco.
Prsenles os Sea. Rega, Mamede, Barata, Mello,
c Gareeiro, faltando coro cansa participada o Sr. Vi-,
anua, e sem ella os mais senhores, abriu-se a scsmio,
e foi lida c approvnda a acia da antecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do inspector da Ihesouraria de fazeu-
da, rogando bouvesse esla cmara de propor-lbc
O Sr. Baplista : lie islo mesmo : aproveite- at o da 15 de maio prxima futuro, os daos cida-
mos as experiencias do governo gerel : sigamos seo,,' ditos de que trate a ultima parle do artigo primeiro
passo* : em ludo uniformi/.emos os estados c o n-i- \ do regulamenlo de i dejonbo de 1815, os quaes
no ; mas n .o sejamos impacientes. ; devem compor a commissao, que nos termos do
O Sr. Carntiro da Cunha : Vamos logo lu- | mesmo arligo tem de designar os limites desta ci-
tando tambem com os cuidrseos. dade, para depois se renovar a matricula do esera-
O Sr. Baplista :l.ulando lambem com embara- vos, sujeilos ao pagaaenlo da laxa.Resolveu-se
cosque comprometiera os nossos cofres O nobrede-
puladu ser.i tambera da opinia.i.lc um oulro honrado
que fossem propostos os Drs. Jos Bernardo Cal*
van Air .for.ido e Cervazio Concalves da Silva, e
memlirii,raen amigo, que disse que a nossa Ibesoura- > que se Ihes oftiriasse e respondesse ao inspector.

-
MUTILADO
ria provincial era inai- rica qoe o thesouro geral'.'
Pois eu vejo o contrario,* pens qne todos eqonesqaer
passosque dennos nu sentido de se gastar ai enormes
Oulro do presidente da commissao de hveiene pu-
blica, pedindo ordenaste a camau aos Ihcaes, 1T-
zeasem observar os arligos 3 e do Ululo 12 drt



\
.V
DIARIO OE PERNAMBUCO, SBADO 21 DE ABRlLDE 1855
postura*, tendoelle sempreem vida oeumprimenlo
do racimos artigo.Que s ex pedissem orden aos
fiscaessesle sentido.
Oulro do me.no, dizendo em resposla ao que a
cmara Ihe dirigi ein 7 do correnle, que se o fa-
brico *i carvo animal lie feito em 'vasos fechados,
nilo he uocto a saudt publica, nAoscndo do rigo-
rosa iieressidilc que o, eslabeleeimenlos em que
este carvao se ptepara por tal modo, sejam remo-
vidos dos centro* das populares, cumprindo que o<
ll.raes os examinen) fiequenlemenle, afim de evi-
tar-se que as operarnos que nellcs'se praticani.incom-
modem a visinhanea, e que os apparelhos emprega-
dos senio cooservem riemancra quepermiltamque
a fumara se espallie e va incommodar as pessoas
que habilam 0111 suas proximidades.Inleirada.
Oulro do inesino, rosnido que liaven-ln a commis-
sao de hygiene reslvido, de conformidade confor-
midade cuiu o arligo 19 do regulatuento n. 828 de
2'J de sehunbro de ISV que fosse removido para
lugar (solado a fabrica eslabelecina na ra dos Gua-
rarapsd eilracjao e depurarao d'oleo de ricino
commora u carra pato, por ser este um do esta-
helecimenlos perigo-o em conseqiiencia lo incen-
dio a iiicommodo por causa da fumar.!, fizese, esla
caoiara eveeular a disposirao do artigo segundo
til. j das postura.M indou se responder que para
ser a fabrica removida, era mister que primeiro
designasse a commissAjo lugar para onde o devia
ser, como heexpressn no citado artigo, e que se
acresr.enlasse a inesin i coramissito, que parece a ca-
ntora, que u eslabsleciinento mal existente na ruada Concordia, de que cima se
falln, devia ler igual surte, porque embora se ope-
rasse o carvao em vasos fechados, todava 13o insu-
portavel he o mao cheiro que de si etala semelhnnte
fabrico, que os moradores visinhos sa lem delle
queivaduao fiscal ; pudendo ser lachada de injusta
a conservarSo desse eitabclecimenlo no lugar em
que se cha, em visla de oulros queetn idnticas cir-
cumslancias se tem mandado remover.
utrodo engenheiro cordeador, mostrando a con-
veniencia quo resultar ao pnblico da desipropria-
cau do sobrado collocado na entrada da parle do
norte, da ra do l.> ramelo como determina a
planta da cidade. o qual se acha bastante deteriora-
do.A commissao de edicarao.
Oulro do mesmo, informando poder o cidad.lo
Jos Joaquim de Ulive ira reconstruir no mesmo a-
liultameulu primitivo o lauro do muro do sen silio
no Chora .Menino, que desab'ou pela cheia.Conce-
deo-te a licenca.
Uulro do fiscal da Boa Visla, participando a exis-
tencia de um terreno de marinhas, em parte alagado
na continuarlo da ra da Aurora, u que leudo ou-
trora pertencido a Jos Joaquim Marinho, e boje a
Joaquina Jos Sillines, >e aclia actualincnlc em um
estado prejudicial ao publico, pedmdo se dirigase a
cmara ao Exm. presidente da provincia para pro-
videnciar sobre o seu derrmenlo.;Que se offici-
aste a S. Exc.
Uulro do me>mo, cormunicando as providencias
que dera, ahni da seren esgotadas as aguas estat-
uadas no fundos das casas ao lado do norte da ra
do Seve, de que fallou ein seu oflicio a commissao de
hygiene publica.Inleirada, e rnandou-sc respon-
der a mesma commissao.
Oulro do juiz de paz presidenle da junta qualifi-
-adora da freguezia de S. Fre Pedro Concalves, re-
metiendo o livro da qualilicacao dos respectivos vo-
tantes.Inleirada.
Uulro do fiscal de S. Jos, trazeudo ao conheci-
menlo da cmara o ol co em'original, que Ihe diri-
gi o teoente-corouel Joaquim Lucio Monteiro da
Franca, pedndo providencias a respeilo dos estragos
feilos pelas mares no terreno e estacada, ao sul de
sua propriedade, na ra da Praia de Santa Rila.
A commissao de edilicaco.
Uulro do mesmo, dizendo que na semana de 12 a
18 do correnle se malnram para consumo dcsta ci-
dade 414 rezes.Inleirada.
Uulro de Antonio Jos Alyes de Amorith, juiz de
paz ftupplcnle do segundo dislriclo da freguezia de
Muriheca. commuoicaido que, por molestia, como
provava com o documento que remellia, e Bao saber
ler, assigiiandu mal o seu iioine, nao poda compa-
recer prestar o juramento do dilo cargo.Que se
exarasse na acta esta coiifnrso do juiz de paz, e se
chamasse o imroedialo. -
Uulro do fiscal (lo Poco, dizendo que se achava
um pouco embarazado cm cumprir a ordein desla
cmara, relativa a plantario de arvores as estradas,
por ulo eslarem eslas devidameule ahuiladas ; mais
quo todava faria o que fosse possivel.Iuter
rada.
Foram approvados _' pareceres da cnmmissAo de
edificarn, u'uui opinando que se indeferisse a pe-
lic,ao de Nicolao Cadaul, ein que requeren indemni-
sario de terrenos ue sua propriedade, que diz ter
cedido a beneficio publico; e n'outro nao seoppon-
do a que so ioformasse favoravelmente a pclirAo de
. Alexandrina Ferreira Souto, requerendo ao go-
veruo da provincia lilulode aforamenlodc um ler-
reno de marinhas em I'ora de Portas.
Foi tambein approvado um parecer da commissao
de polica, votando que se concdesse ao fiscal do
Poro ama gratificar! animal de 100?) rs para ler
nm cavallo, alim de com mais facilidade e promp-
lidio fiacalisar a freguezia.
Nao leudo comparecido quero arremalasse os con-
cert do cano d'alvenaria do Chora-Menino e da
casada ra da Florentina, ha pouco adjudicada
cmara, resol^eu esla, que licassem aquelies adiados
e que a commissao de edicarao examinasse o estado
da dita casa. -
Despacharam-scfas pelirocs de Antonio llernarde
Uuinleiro, de Auna Mara de Alleluia, de'Bernardo
Antonio de Miranda, de Dellina Eduarda da Cosa,
de Francisco Courenro Pinhcro (2), de Francisco
Jos da Costa Cam|.ello, de Francisco Xavier Car-
neiro, de Jos Antonio de Araujo.'de Joanna lzido-
ra do Nascimento, dejse Joaqpim de Oliveir, de
JoSo Alhana/.io Dias (i), do commendador I.uiz Go-
mes Ferreira, de Manoel Antonio de* Uliveira, de
Manoel Francisco Ferreira, de Manoel Francisco de
Aranjo, de Nicolao Gadault, de Pascoal Aires de
Agotar. I.evanloii-se a sessao.
Ea Manoel Ferreira Accioli, oflicial maior, a es-
creviuo impedimonlo do secretario.Baraode Ca-
pibaribe, presidenle.I ianna.Cametro.ego
Albuquerque./lego. Mello.
mero de 48, e sahiram sorteados;os leguiutes senho-
res :
Antonio Bernardo Quinlciro.
Jn.lo Henriques da Silva Jnior.
Feliciano Jos Gomes.
Ur. Joilo Honorio Bczerra de Menezes.
Juvencio Augusto de Alhasde.
Manoel Antonio Goncalves.
Dr. Prxedes Gomes de Sonta Pilanga.
Justino I'creira de Fnria.
Dr. Cypriano Fenelon Guedes Alcoforado.
Manoel Jos de Siqucira Pilanca.
.Manuel da Silva Ferreira Jnior.
Francisco de Paula Queiroz Pontees.
Manoel Jos da Silva tirulo.
femado Francisco da Silva.
Joaqoim Icnaoio dc;Carvalbo Mendouca.
I.ourenr.o Rodrigues das Neves.
Joao Anlonio Pereira de Brilo.
Manoel Camello Pcssoa'.
Claudino Jos de Siquera.
I.uii Antonio de Siqueira.
Bernardo Jos Martins Pereira.
Anlonio de Uliveira Din.
Francisco Anlonio de Uliveira Jnior.
Anlonio Jos de Moraes.
Dr. Gabriel Soares Kaposo da Cmara.
Para sua nolificaroes se passaram os compeleulcs
mandados e fo adiada a (Pacte para as 10 hora da
manhaa do da seguinle :
DIARIO DE PERNAMBICO.
A assembla disculio houlem o projeclo n. 15
sobre o intrnalo, o qual ficou adiado 'al a impres-
silo de um oulro sobre o mesmo objeclo apreseula-
'do pelo Sr. Sii Pereirn
Fo approvado em ttreeira discussjo o projeclo n.
20, que concede um auxilio a Arsenio Fortunato da
Silva para estudar na Europa, sendo lambem ap-
provada urna emenda no mesmo,sentido a favor de
Joaquim Pires Carneiro Moujcro.
A ordein do dia he a mesma.
Pelo vapor inglez Aoon, chegado honlem do sul,
recebemos jornacs do Kio de Janeiro que alcanzara
a 14 do correnle, e da Baha a 18. Nada adianlam
cllcs de imporlancia aos que nos vieram pelo To-
canlins.
O Sr. capito deengenheiros Jos Mario Jacintbo
Rehtllo, superiiitendenic da imperial la/.enda de
Pelropoli, fet nomeado pelo governo provincial di-
rector d'aquella colonia.
U Sr. capitn de fragata Subr.i foi nomeado para
a capitana de Paraiiagua, ero 9ubsllur,So ao Sr.
capitn lente Bulhes que pedio exonerarlo.
O Sr. capitao de fragata l.assancc foi nomeado
para commandar a corveta D. Januaria, em substi-
Iu irn ao capitao lente Crista d'Ouro, que passou
a commandar a companhia de aprendizes niarinhei-
ros da Babia.
USr. Io lente Henrique Pires Branco foi no
meado para oflicial da companhia de aprendizes do
Para.
Foram despachados varios individuos para pra ti-
rantes do thesouro nacional, e da recebedoria do mu
Dicipio da corte.
No dia 13 suicidou-se com propinaran de veneno
o allemao |Theodoro Sedertrohm, morador na
ra da Alfandega, suppondo-se que embarazos pe*
cuuiarios levaram o infeliz a pralicar e I.e-se no Correio Mercantil de 13:
a S. M. o Imperador honrou anle-hontem com a
sna augusla visita a fabrica de papel do Sr. Dr. Ca-
panema, situada no meio da Serra da Estrella, on-
de se demorou qualro horas e mci.i examinando as
bellas machinas all montadas, indagando minucio-
samente os seus usos, e assstindo a fabricarn de
algumas folhas de papel d diversas qualidades fei-
tas com materia prima do paiz. das quaes guardn
amostras. O estabelecimenlo do Sr. Dr. Capanema
he um dos primeiros do seu genero, nao s por fonc-
cionarem nelle algumas machinas completamente
novas entre nos, como pela boa -dsposirao e solidez
com qne csiao assenladas. Consta-nos que brevemen-
te podra fornecer papel para -lodos os jomaes da
corte, de qualidade superior e mais barato do que o
importado da Europa. Nan.poder deiiar de pros-
perar esla vanlajosa e uJJjil ic-duslria do nosso hbil
engenheiro, e sera mais um padrao de gloria que
juntara ao que adquirid com os importantes niel lio-
ramenlosinlroduzidus sob sua ilirerro na fabrica
da plvora.
Em'outra parte acharan os leilores as ultimas no-
ticias do Kio da Prala.
Ouanto a Baha, eis o que no respectivo jornal
encontramos digno de ser mencionado :
Consta que foi roubado o consol francez na
noile de sabbado 14 do correnle. Encontrn se de
manba apenas aberla a porla da chancellara, ar-
rombada urna gaveta, por um Irado ao que parece,
sarcando-se-lhe della um cont [e tanto em papel,
prala e ooro: desle metal baila algumas' moedas
francezas, etc. Nao sabemos se ja houve respeilu
algum prnce limento judicial cm ordem a descobrir
o aulor ou os autores de sernelhante brinzadeira
por demais sravosa ao paciente, e sem duvida sem-
pre em prejuizo da moral e da-sociedade ; entretan-
to convlria nao prescindir-se do recurso lesal.
Um erioaln, que passava no sabbado pela pra-
r;a do Commercio, dirigio-sc a um pardo, que fu-
mavu, e pedio-lhe fogo ; esle recusou-lh'o : o criou-
lo despeilado drigio-lhe aigBM insultos, aos quaes
o pardo respondeu, dando-Ihe urna bofetada ; o
crinlo pniou immeilialamen'le de urna faca, que
cravou-lhe no peilo esquerJo. ferido acha-se no
hospital, e cousta-nos que em risco de vida ; o oulro
foi preso, o
COMMERCIO.
JTUKY DO RX.C1FE.
DIA1KDEABK1L.
1'retUtHtia do Sr. Vr. Idelino Antonio de Luna
Freir.
Promotor interino o Sr. Dr. Francisco Gomes Vel-
loso Albuquetquc l.iii"-
Escrivao Joaquim Francisco de Paula Esleves ele-
menta.
Feila a chamada as II horas da manhaa acharam-
se prsenles >\ seulu-re jurados.
Foram dispensados da sessAo por apresentarem
escunas legitimas os senhores :
Joao Gontalvesda Silva.
Fraurisco gnacio Torres Kunleir.i.
Tlieoiloro Macliado 1"reir Pereira da Silva.
Joslbomaz Pires .Machado Porlella.
Manoel Joaquim do llego Albuqnerque.
Foram mulla los cm 203 cada un, os senhores
jurados j multados nos anteriores das de sessau, e
ma os seguiilesseiihores :
Adelo Jof de Meudonra.
Antonio Angosto Maciel.
Joaquim Francisco Duarlc.
Marcelhno Anlonio Pereira.
Dr. Jos Franrisco de Arroda,Cmara.
Jos Xavier Pereira de Brilo.
Joao Pachaco de Qtieiroga.
Ilenrique Sleple.
Di Denlo Jos di Ca.
Joio Jos de liouveia.
Dr. Jos Bernardo Calvan Alcoforado.
Manoel da Silva Miindauba.
Dr. Manoel de S*ou/a Garca.
Anlonio Jos Leal Keis.
Joaquim deAbrcu Kiheirn Machado. .
Hemctci io Maciel da Silva.
Dr. Jos Antonio Alves de Brilo.
Dr. Pedro Aulran da Malla Albuquerque.
Antonio de Mour.i Kolim.
Jos l.nurearo da Silva Jnior.
Dr. Mauoel Jos Pereira de Mello.
1 raucco Rodrigues da Cruz.
Antonio Laiz dos Santos.
Loi Miel Rodrigues Valerio.
O Sr. Dr. juiz de direito, esperando at meio din
ver a reuma numero nilicienle para abrir a ses-
sJo, e nao coropareceudo mais jurados, fez eilrahir
da orna supleroentar 25 jurado para completar o nu-
PRACA DO RECIFE 0 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Colares olliciaes.
Assucar mascavado bom1J880 por arroba,
pilo blanco sumeno2J2J0 dem.
Dito dito 4. sorte2320 idem.
Descont de lellraspor pouco lempo8 | ao auno.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 27 l|i d. com
' pequeo prazo.
Al.l ANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 19. 16:6'JlgOH
dem do dia 20........ 5:9864431
170:6779172
escarregam hoje 21 de abril.
Barca inglezaMettoramcrcadorias.
Billa brasileiroOuridosogneros do paiz.
Importacao .
Iliale Duvidoso, viudo do Aracalv, consignado
I Jos Manoel Martins, manifesloii o seguulc :
73 accos cera de carnauba, 1 caixa calcado, 1 sac-
co pennas de ema, 47 eaisas velas, 80 meios de sola,
1,150 couriubos de cabra, 22 saceos familia ; a or-
dem.
CUNSULADO GERAL.
Reudimenlo do da 1 a 19. 48:1795167
Mein do dia 20........ 2:6973621
50:876579I
llVEItSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia I a 19. 3:52G3i02
dem do dia 20. ...'.... 2553063
nnssa praca, porcm os vinhos em geral, e principal-
mente os da Calalunha, haixaram em consequenria
das entradas avultadas, e quasi todos de qualidades
inferiores.
O gneros do Brasil foram gcralmenlc procura-
dos, e particularmente o mate, o arroz, a familia,
e a agurdente.
Colamos :
Agurdenle do Rio de Janeiro: 1,530, ullma
venda.
Arroz : :ii a 38.
Assucar do Riode Janeiro, branco: 43,ultima" venda,
( mascacado: 34,
Caf do Brasil : 200, ultima venda.
Familia : 18, ha falla.
Fumo qualidade : 100, ultima venda.
" 2- i) 80, sem procura.
Male : 39 a 10, eacano.
A ullma venda de carne secca foi a 115 pesos
moeda correnle, porem eremos que boje nao se po-
dera obter csse prero e que as primeras Iransacres
se eirerluaram de 110 a 112 pesos. Ha deposito no
mercado.
Cambios,Inslalerra : 6<| a 6(i|(i.
Franca : 82 1 |S a 83 fr.
nras de ouro : 327 1|2, 328 1|2, 327 l|2.
MONTEVIDEO 5 DE ABRIL.
As Iransacces do mez passado foram regulares
em consequencia da paz de que felizmente goza a
repblica, o que nos d esperanra de um augmento
progressivo as operares de nossos diversos mer-
cados.
Colamos os principacs producios do Brasil:
Agurdenle do Ro de Janeiro: "83 a bordo, ven-
davel.
Arroz : 13">50 a 13500 a bordo, ullimas vendas.
Assucar du Rio, branco : 23 a bordo.
mascavado : 1350(1 a bordo.
Caf : 103 a 113 a bordo.
Milho : 53OO a bordo, ultima venda.
Tabaco Baependy : 456OO a 53, superior, cm de-
positoi
Male.23 a bordo, ultima venda.
Todos os contratos de carne ueste mez foram pas"
sailos a <)> 1 entregar em Enlre-Rios Esle genero
contina a ser procurado, c ltenlo o alio prcro do
gado nao ha esperanra de preros mais baixos.
Cambios.Londres : 41 1|2 d. Pars: 5.20. Rio
de Janeiro; l|2 0|0.
Exportacao'.
3:7813465
Genova, barca sarda S. Miguela, de 2> tonela-
das, conduzio o seguinle .5,700 saceos com 28,500
arrobas de assucar, 2 pipas com 366 medidas de
aguardeule cachara.
Havre, brigue francez Le General llochc, de
199 toneladas, conduzio oseguinte : 3,000 saceos
com 15,000 arrobas de assucar.
Knns pela Parahiba, brigue sueco'Cmil, de 333
toneladas, conduzio o seguinle : 1,070 saceos com
5,358 arrobas do assucar, 5,950 couros salgados.
RECBBBDOB1A DE RENDAS INTERNAS GE-
UAES DE PEHNAMIHICO.
Kenilimento do dia 1 a 19. 10:1495567
dem do dia 20........ 570J638
10:7203203
CONSULADO PUUV1NCIAL.
Kendiiiieiilo do dia I a 19. 37:,5373673
dem do da 20........ 1:518J7H3
39:0563456
KIO DE JANEIRO 1; DE ABRIL.
/iirnm-.iyres, 3 de abril.
Nao temo lido alterarflo uolavel no lado da
REVISTA DO MEKhCAO.
' DE 1 ATE 12 DE ABRIL.
/lio de Janeiro 12 de abril larde.
Nesle periodo relnou muila apalhia, lauto 110
mercado de impurtac,lo como 110 de exportaran. So-
nante em cambio se elfecliiaram Iransacces de im-
portancia. Tcndo-se aberto sobre Londres a 98, e
oscillando enlrc esla colacilo e 7 3|t, desceu hon-
lem, contra todas as esperanzas, a 27 1|2. Hoje
porem appareccu urna pequea rcarro, e subi a
27 3|4. Tanlo o governo como os bancos lomarain
quanlias avulladas.
Como ja dissemos na uinsa rcvisla do mez passado
o Banco do Brasil foi aulorisado a elevara suaemis-
so ale o triplo do sen fondo disponivel. O resul-
tado desla medida nao pode ser apreciado desde j.
U >cnenVilo inmediato foi o snpprimenloregular das
necessidades a praca, apezar de lerem sido impor-
tantes as suas necessidades desde o principio do
mez. O Banco levanten os seus dcsconlos a 8 0|0, e
os nossos capitalistas desconlaram geralmcut a
8li2 0l0.
MOVIMENTU DO MERCADO.
Alcalrao.Nohonve entradas, mas 50 barril do
americano, das existencias anteriores, vcnderain-sc
a 63 por ser de qualidade muilo inferior.
Azeite do Mediterrneo.50 barr de quarto'en
Irados est mez, alcanraram cerca de 23500 o galn.
e 10 caixas marca Plagniol viudas pelo Auna Feliz
95IOII a duzia de garrafas.
Azeite de Porincal.As ven las foram insignifi-
cantes, a 350-7 a pipa.
Bacalho.Honlem vendeu-sc ,is nossas cotacoe
a carga da Iphygenia,. viuda de Aalrsund, de li.J'.l
caij.au ; 528 linas entradas cm feverciro no Chrix-
tina foram vendidas em leilao a 53600, por ser de
muilo ma qualidade.
Banha.Chegaram 170 barricas por cahotagem :
100 vieram de encomeuda, e 70 foram Vendidas a
700 rs. a dinheiro.
Breu.As vendas que chegaram ao nosso conhe-
cimento sao 494 barrisa 53 e 25 a 43800, lodos em
deposito. Eiilraram 75 barris somenle.
abos.Nao nos consta que e lizesse Irancrao,
nem nos da Russia, nem nos de Cairo.
Cauhamaco e grossaria.Os preros desles Teneros
regulara*m a 270 rs. a jarda do inglez, e de 265 a 2711
rs. a jarda do allemao. As Iransacres eectuarias a
estes precos eram limitadas por falta da genero.
Carne secca.Chegaram :
17,454 ai do Rio da Prala.
15,5:10 @ do Rio Grande.
. 32,984 i
A vendas loram regulares, c cm geral as nossas
colares.
As existencias de ambas as procedencias moolam
a 100,000 arrobas.
Carvao.Chegaram lies cargas. Urna foi arma-^
tenada eduasdo grado de Cardiffvenderam-se.uma
a 193 e outra a 183-500 a tonelada.
Cha.70 caixas hyson, qualidade regular, alcan-
raram 13710, c 189 caixas, o hyson, 13700 e o Pou-
chong 13500.
Cerveja.Vendcram-se smenle 300 barricas da
de Londres, das quaes 250 das primeiras marcas a
13800 a duzia, e 50 a 45500.
familia.Enlraram duas cargas que liram cm ser.
As vendas foram ; 2,008 b. Ballimorc, a 21-3500 ;
600 b. Iiaxall acerca de 303 ; 600 b. Colombia, acer-
ca de 305 ; 123 b. Riclimond. a 30>. A farinha Bal-
limorc alcanroii smenle 23.500 por ler sabido de
qualidade inferior e muilo escura.
Existem 6,478 barricas em primeira mao.
Ferro da Suecia. 654 barras entradas no mez
passado venderam-se acerca de 93.
Genebra.A nica partida que havia em ser, 1,000
garraloe vindos de llamburgo, foi vendida a 4-3800
cada um.
Manleiga ingleza.Vcudcram-se 100 barris vin-
dos pelo Avon, e 60 das existencias anteriores a 720
rs. Os possnidnres pedem majs dHiheiro. Existen-
cias 530 barris.
Massas.200 caixas viudas por rabolagem alran-
Saram boje cerca de 655OO.
Oleo de linhaca.Houve vendas limitadas de 270
a 280 rs. a libra.
Passas.800 caixas de Malaga entradas este mez
obliveram cerca de 63500 cada urna.
Pinho. Venderam-se doas cargas do de rcsir.ea,
urna a 303 e outra acerca de 363 a doria.
Pixe da Soecia.Houve smenle una venda in-
significante a 188.
Oueijos. A maior parle di*> vindos pelo Aron
eram de encommenda ; o resto venden-se de 29 I
23200 cada um.
Sal.A nica carga entrada fica em ser. A ulti-
ma transacrao eirccluou-se a 600 rs. por una carga
entrada no lini de marco.
Vinhos..Nafta temos a accrescentarao queja dis-
semos na nossa revista do mez passado, porque o
mercado conserva-sc na mesma poscao, o que nao
deve admirar, i visla das existencias de 10,000 a
11,000 pipas em todas as maos, e de um consumo
rcdiizido Ulvez a 800 pipas por mez !!...
As nicas vendas desde o primeiro, foram 110 pi-
pas de vinho catalao e 240 quintos de Malaga bran-
co, a preros q ip nao transpiraran!; 186harris de
quinto do Faxal bronco, acarea de 2409a pipa, eal-
guns tutes do de Lisboa, foseado um total lalvez de
120 pipas, das quaes 100 pipas das piimeiras mar-
cas, gcralmenlc a prego nao lixado e que deve ser
aqurllepor que se ellerliiarcm as primeiras vendas,
depuis da chegada do vapor Mara II.
Um lole pequeo de segunda qualidade alcancou
hoje mesmo cerra de 250.-.
EXPORTACAO".
Caf.As vendas foram de muilo diminua im-
porlancia, constando smenle de 49,50(1 taccaij das
quaes para os Estados-Luidos 21,000. para o Canal,
e o norte da Europa 21,000, para o Mediterrneo
4,000, e para o Cabo da Boa Esperanra 500. Os
precos allos impediram gcralmcnle as (ransacees.
e pouco 011 nada se fez esta semana.
O presos dos lotes americanos rcsularam de
43150 va' 4-3WO, para o Canal c Mediterrneo de
39750 a 492OO, e para o norte da Europa de 49)00
a 45IOO. Ai existencias constam hoje de 05,000 sac-
ca.
Consideramos as nossaa colaree de hoje frouxas.
Dcspaeharam-ie do da 1 ale boje inclusivamente
36,286 saccas, das quaes :
Para os Estados Unidos. 12,000
Sendo para :
Ballimore........... 5,049
New Orinan,.......... 6,958
Para o Canal........ 9,116
Cnnslanlinopb.......... (me
(;i)lfl1............_ 2,600
Filmouth ......' 6,440
llamburgo........... 5,441
36.286
Assucar.Ell'ecluaram-sc vendas reculares do de
Campos a 33 o brauco, a 2?800 o balido, e de 2--VMI
a 297OO o mascavado ; do de Periiambuco branco
(le ;950 al 23100 ; do de Macei, de :l? a 3.-200 o
branco, e de 29500 a 2f600 o mascavado; do da Ba-
bia, de 2-S00 a 3> 100 o branco, c de 23200 a 21500
o mascavado.
A maior parle das vendas foram para consumo.
Existencias cerra de 850 caixas do de Campos, c 7
a 8,000 saceos do do norte.
Couros. Venderam-se honlem 12,000 grande*,
pequeos e medios, a 3(0 rs. As existencias sao in-
significantes.
Fretes. Em consequencia das insignificantes
lran*arres em rafe, este mercado esteve em comple-
la apalhia; clfecluaram-se somenle estes das al-
guns frelamcntos para os Estados-Unidos a 50 cents,
e um honiem a 30 eenls. para Ncw-Vork, que julga-
mos nao regular.
Para informares maisdelalhaiias referimo-nos as
nossas cotac,cs
RIO DE JANEIRO 13 DE ABRIL.
' Colares olliciaes da junta dos correctores.
Cambios.Londres: 27 l|t a 274(2a 90 dias boje,
27 l|2a 90 dia* hontein.
llamburgo : 652 a 90 dias.
a Havre em Paris: 350 a 60 dias.
Arres de cumpanhias.Banco do Brasil: IO83 pre-
mio a dinheiro, 1103 a en-
Iresar a 11111 mez.
As Iransacces ellecluadas boje em cambio sobre
udres foram as scguinles :
A 27 l| t 8.000
27 3|8 i 5,000
27 112 22,000
27 5|8 i 2,000
37,OtMI
Passarani-se (ainbcm 15,000 marros de banco so-
bre llamburgo a 652 a 90 dias; c cerca de 75,000
francos sobre Paris, directa c ndireclamente, a 350
e315.
U cambio fecbou-se frouxo.
Nada feilo em caf.
MOVIMENTU DU MERCADU.
Sanios 9 de abril.
Caf.Em consequencia dos dias de fcsla, as en-
tradas duranle a semana passada foram mais limita-
das. Nao obslahte as avultadas porrfies que, como
consta, existem, na provincia, todava ha pouca es-
peranca de que os navios que pretenden! carregar
fcilmente oblenhain suas cargas, allendendo a 1110-
rasidade com que pir falla de tropas o genero esl
rhegando ao mercado. As vendas pelo correio de
honlem eiTectiiarain-se aos precos colados. A pro-
cura, principalmente das qualidades superiores, he
grande, e consta-nos que por aluns lotes escolhidos,
superiores s, houveram offertas de 49200,
Assucar.- Quanlo a esle arliso, confirmamos o
qne nos nmeros passados dissemos, e supprimimos
as rotariics de dala j enliga, porque nao rcgulam
para as vendas das diminutas porres que de vez
cmquando appareceni, e mal dicgam para o consu-
ni) da praca.
Sal.As entradas foram ltimamente assiis abun-
dantes c monlam acerca de 70,000 alqueircs. As car-
gas do Silphide e TuniMa, ambos de Cadix. vende-
ram-se 1 850 rs. por alqueire, a do D. Thereza, da
mesma procedencia, a 800 rs.: das carga do Lacra-
dor, de Cabo Verde, e do Adam, de Sclubal, cons-
(a-nos que pequeas porres se vendaran] a 950 rs.,
e que a maior parte sera armazenada; ocarrega-
menlo do Sienburg vendeu-se anles de sua chafada,
e ignora-so o prer,o, e o do filisabeth c Mary, de
Selubal eITcctuou-se a 900 rs.
Cambios.
Londres271i4a27 3|8.
Paris 318 a 352.
Lisboa nominal,
llamburgo 618 a 652.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Uuras hespanbolas :!imk.ki
da patria. 29J800
Pejas de 65OO xelbas. I63OOO
Moedas de 43.....99000
Soberanos.......83910
Pesos hcspauhes I392O a I3960n.
da patria .... 13900 a" 13950
- PalacOes.......13000 a 13950
Apoliccsde6".......... 109* a 110 %.
provinciaes........ 103>. "a 104,.
FRETES.
Antuerpia 10 j, 50|. Liverpool 40|.
Ganal.....40 a 15|. Londres 40|.
EaUdoa-UaidM :W a 50 c. Marselha 70 f. e 10", n.
llamburgo 10|. Medilerraneo S0| a 50|.
Havre. 70 fr. e 10 S Trieste 15 a 50|.
(Jornal do Commercio do Rio.)
MOVIMENTO DO PORTO.
Abraioi entrados no dia 20.
Aracalv14 dias, hiato brasileiro nDuvidoso, de
43 toneladas, meslre Joao Henriques de Almeida,
cquipagem 6, carga farinha de 11.111 linca e mais
gneros ; a Jos Manoel Marli is. Passageiro,
I.uiz Anlonio Piulo.
Parahiba6 dias. hiato brasileiro Tres Irmaus, de
31 lonsladas, meslre Jos Duarlc de Soma, cqui-
pagem 6, carga lros de mangue ; a Justino da
Silva Boavista.
Rio de Janeiro-2i dias. brisue inslez Pearl, ile
189 loncladas, capitao Foskev, vquipagem 9, em
laslru ; a Manoel do Naseiuienlo Pereira.
Havre34 dias, baica (ranela Comle Roger, de
213 toneladas, capitao Toinbarcl, equipazcm 15,
em laslro ; a La-erre & Companhia. Pas-agei-
ro, Vincenso Rele.
Riode Janeiro e llahia6 dias, vapor inglez aAvoni
commandanle R. Revell. Passaseiros para esla
pruvincia, Francisco Gomes da Cosa, Jean Jac-
ques Merki.
Rio de Janeiro16 dias, brigue brasileiro Elvira,
de 181 toneladas, capilo Joaquim Pinto de Oli
veira e Silva, equipagem II, carga caf e mais g-
neros; a Machado & Pinheiro.
EDITAES.
U lllm. Sr. 1." escriplurario servindo de ins-
pector da thesouraria provincial, em cnmprimenlo
do disposlo no arl. 31 da lei provincial n. 129, man-
da Caler publico, para conbecimento dos credores
h>pollicrai ios, p. quaesquer interaliado, que foi dc-
sappropria la a Francisca Joaquina do Nascimento,
viuva de Jos Lui/. Paredes, parle de um silio na es-
trada dos Remedios pela quau'.ia de (OO3OO ; e que
a [esportiva proprietaria tem de ser paga do que se
'he "leve por seuielbaule desappropriaro, logo que
terminar o prazo de 15 dias, contados da dala deste,
que he dado para ?s reclamaroes.
E para constar se mandn aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Sccrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco II de abril de 18.55.O sccrelario, A. F. da
AitiiHiiciuro.
O lllm. Sr. I. escriplurario servindo tic ins-
pector da theslinaria provincial, em cnmprimenlo
da ordein do Exm. Sr. prendante da provincia, de 13
do crrante Manida foler publico, que no dia I." de
maio prximo vimlouro, peranle a junta da foiande
da mesma Ibesouraria, se ha de arrematar a queni
por menos Uzer, a obra do calramcnlo do 18. lauro
da estrada da Victoria, avahada em 8:3603000
reis.
A arreniataejM sera feila na forma da lei provin-
cial 11. 313 de 11 de maio i'oanno prosimo passado,
sobas condires especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se piopozerein a esta arrematarlo
comparecer na sala das (easoM da mesma junla pe-
lo meio .lia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourlrria provincial dj Pernam-
buco 16 de abril de 1855.O secretario, A. F. da
Annunciarao.
* Clausulas especiaes para a arrcmaluro.
1." As obras desle empeilrainenlo scrao execula-
das de conformidade com o orcamcnlo approvado
pela directora em couselho, c submellido i appro-
vacao do Exm. presidente da provincia importando
em 3:3605000 reis.
2." Estas obras serSo comeradas 110 y .zo de 1 mez
e concluidas no de I auno, contados i conformida-
de com os arligos 31 c 32 da lei provincial
.286.
3." A importancia desla arremnlacao sera p3ga em
4 prestarnos iguaes, sendo a I." pagaqiiandohoiivcr
o arrematante feilo o lerc,o da obra total ; a segun-
da, quando houver feilo dona terco ; a terceira,
quando for complelamenle concluida ; c (innlmcnlc
a ultima, na entrega definitiva*.
. Durante a cxerurSo das obras o arrematante
ser abrigado, a dar coinmodo c fcil Iransito aos
Tindanles
5.1 Para ludo o mais que nao esliver determinado
naa prsenles clausulas, seguir-se-ha o que dspe a
lei 11. 286 de 17 de maio.
Conforme. O serrclario, ./. /". da Annuwia-
rao.
O lllm. Sr. I escriplurario servindo de iuspeclor
da Ibesouraria provincial, em cumplimento da or-
dein do I->,m. Sr. presidente da provincia do 12 do
correnle, manda lazer publico que no dia 10 de
maio prximo vindouro, peranle a junla da lateada
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos lizer a obra da coulinuarao do cano de
esgolo da praca da Ponte Velha. ale a esquina da
ra Velha, avahada em 3:1993000 res.
A arremataran sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14 de maio do anuo prximo passado,
e sob ascondiees especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao
rompareram na sala das seasoes da mesma junla pe-
lo meio dia compelcnleiiieiilc habililadas.
E para constar se mandou oftixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesooraria provincial de Pernam-
buco 16 de abril de 1855.O sccrelario, ./. F. nunciarao
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
I.' A conlinuacao do rano de eagoto no lugar da
Ponle Velha do bairro da Boa-Vista, ser exrculada
de conformidade com o orramenlo approvado pela
direcloria cm conelho c aprescnlado a approva-
rilo do Exm. Sr. presidente da provincia na impor-
lancia de 3:499900Qreit.
2.a O emprcileiro dar principio as obras no pra-
zo de 1 mez e as concluir 110 de 3 meics, ambos
cuitados 1111 frma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
3." O pagamento da imporlancia desle conlrato
ser.i Icito en duas prclaroes igyacs ; a primeira,
quando esliver execulada melade das obras ; a se-
cunda c ultima, depois de roncluidas lodasas obras,
quesera logo rcalisada ilefinilixameiile.
4.a O empreileiro empregar ao menos melade
dos Irahalhadorcs livres.
5.a Para o que nao esliver determinado as pre-
sentes clausulas o no ornamento, seguir-se-ha oque
dispe a lei 11. 286.
Conforme. O sccrelario,.. F. da* Annuncia-
rao.
O lllm. Sr. I." escriplurario servindo de ius-
peclor na Ibesouraria provincial, em rumprimenlo
da rcsolnrauda junta de fazeiida, manda fazer pu-
blico, que a arremalarao da obra do 8." lauro da es-
trada da Escoda foi transferida para o dia 26 do cor-
rente.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco 17 de abril de 1855.O secretario, ./. F. da
Annunciaro.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaracs, juiz de
direilo da primeira vara do r,ixcl c commercio,
nata cidade do Rccife c sen Termo, porS. M. I.
el",, qne Dos guarde ele.
Fajo saber em como por Batojaran da primeira va-
ra do commercio. i requerimenfo de ISaphael Felii
Jos Garca, abr a sua fallencia pola senlcnra do
theorseguinle :
Atleiidendu quo em proscnr.a dos doenmenlo que
decorrem de 0. 16 a II. 42. c da atlegaeao de II. I i se
moslra que o allegante Joao Angosto Bandeirada
Mello, desde 21 de Janeiro do auno passado se acha
desligado da sociedade llandeira ( Garca, de qne se
Irala, liculo nicamente o socio Garcia soppliraule
de II. 2, com toda responsahelidade sobre si, easnra
desoncrado o socio Bandeira, que ficou subslituido
por aquelle outro socio, em consequencia de haver-
se dissolvido a mesma sociedade, como reconhecem
os credores no documrnlo de fl. 5, pelo qual he con-
siderado smenle devedor o socio Garcia. que conti-
nuou a commcrciar somenle por sua responsahelida-
de, segundo provam os citados documenlos, lornan-
do-se o socio Bandeira intcitainenlc ilesonerado nos
termos do arl. 313 do cod. com. que se rpfere o do-
cumento a I). 36 : que a allcarao de folbas 47, pro-
cluzida pelo supplicanle de II. 2.' Ornada nos arls. do
mesmo cdigo alii citados, ralo procede a vista do ex-
pendido, e nem os documentos de fl. 18, e folbas 61
deslroem a verdade sabida de que essa sociedadedis-
solveu-se, com confessa o supplicanle de II. 2 fican-
1I0 esle com loda a responsab-lidade. com exelusao
do -ocio Bandeira,que nenhuma inserncia e parle te-
ve mais em dita sociedade : que faltando como falla
a prova de existencia daM sociedade. desapparece
complelamenle o fundnmenlo'da petirao II. 2 na par-
le que diz respeilo ao allegante de II. ll.poisque
era nicamente na qualidade de socio, que se diz
que elle lem cessado pagamentos, que diaaoMda a
sociedade como esl dcmonslrado, desoneradoo socio
Bandeira, Jcessando por conseguinle a sua vida com-
merrial. nao pode ler lugar asen respeilo a declara-
Piio da fallencia, visto como por nenhuma onlra coli-
sa pode Irr lugar essa declararan sean pela cenacho
de pacamciitos durante a vida do negociante, ces'sa-
Cilo esta que he a liase esseneial para a declararan da
quebra, e sem esla nao pude dar-so fallencia,'a que
seappliquein as disposi^es do cdigo : que por lu-
do islo lira eorrente, que pelas Iransacres commcr-
ciaes de que se Irala, e que lem continuado sob a
nica respousabilidade do supplicanle de fl. 2, cons-
tilnindo se assim a' sua flrolisso comnicrei.il. temo
mesmo supplicanle de folbas 2 provado ser commcr-
cianle, e que tem cessado seus pagamentos, impeli-
do como diz, pelas causas referidas em sua exposiran
ditas lis. 2, a qual juulnu o balanru geral do aclvo
e passivo, conforme a delermiuarao do arl. 805, de-
claro jnicamente o commercialc Bapliael Flix
Jos Garcia, o mencionado supplicanle da fl. 2 em
estado de quebra, e he lixado o termo lesal de sua
existencia contar desde o dia 28 de feverciro pr-
ximo passado, ein observancia do arl. 806. -Nomeio
para curadores Rscaee os credores Ta*M & limao..
e ordeno que prestado pqr elles o devido juramento,
se proceda com toda a celeridade no |desempenho
das medidas provisorias, que a lei reconiiiienda, pon-
do-se os compelenlfs sellos, exptdindo-sc para esle
fim os officins uecessarios, e sendo a prsenle aanten-
ra publicaila e allixad.i nos lugares do costume, se
anlori-ara a primeira minian dos credores, ludo na
forma dos arls. 809, 211 e 812'do mesmo cdigo.
Recife 17 de nango de 1855. Custodio Manoel
da Silva (uimaraet.
E havendo-me o dito taludo requerido para que
fosscqi substituidos os curadores nomeados Tasso (J
Irniilos, nomeio em seu lugar os credores Chrisoslo-
mo & C, que prestaran o juramento do eslvlo.
Em ronseqnencia do que os credores presentes do
dito fallido, cmpareram na cusa dos audiencias 110
dia 23 do correnle a urna hora da larde, fim de em
reooiao se proceiler a Hornearan do deposilario ou de-
positarios, que provisoriamente admininislrem a
massa fallida, valo nao lerem comparecido no din 4
do crlenle, eomo foi publicado pela imprensa.
Dado nesla cidade do Recife cm 18 de abril de
1855. Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos, escri-
vao o subscrevi.
Custodio Manoel da Siha Cuimaraes.
DECLARACO'ES.
Sabbodo 21 do correte, depois da audiencia do
Dr. juiz dos feilos da fazenda se bao de arrematar
em prara presidida pelo mesmo scnbor, osheusse-
tuinles por exeruraoda fazenda nacional contra seus
devedores, a saber : urna riquissima mohilia de jaca-
randa, c oulros muifos movis de casa avaliados de
per si cada objecto, e lodos no valor 2:3763000 r.,
penhoradoa a Uliveira IrmAo A C, 20 bahus e 1 jo-
so de malas por 225100 rs.. a Antonio Ferreira da
Costa Braga, I eaixao deonviresa imitaran decom-
moda com uincaixilio eniidiarado. I balanca do la-
tfio, c r.idriras de Jacaranda,' ludo por 269000 r..
a viuva Monte, urna jaqucla de alpaca, nina farda
da guarda nacional, c 4 COlletes de lOae seda, -cm
osoalgnn.,lndo por 83IKIO rs., Jacob de Santiasa,
I casa larrea na ra de I.uiz do Ileso n. I. de taipa
c em mao estado, com cacimba, grande quintal, rom
arvores de fruidos, por 1:0009 rs.. Domneos da
Silva Ferreira. diversos movis de casa avallado ra-
lla nm de per si,c l.ldos|cm IH31MIO rs., a vii.xa de
Goilherme Patricio Bezerra Caxalcanle, amamobi-
lia de sala de madeira Jacaranda inclusive :! manga
de vidrn e 3 castieaei de prala, Indo por 739000 rs
a Anlonio .lose de Carvalho S.inliaso, nm c-rrnvo
pardo portOtl^OXW rs.. a*Joaquim Duaile l'inlo na
Silva. 10 cadeiras de amanillo, nina rominoda. duas
mezas, ulna marqueta ile amarello, i mangas de vi-
dro, e 1 caatican de caaqninho, ludo nor2l9000 rs.
a Joao Evangelista Bello : quem pretender oaobjec-
los cima dirija-seao'luaar e hora do costume. Reci-
fe I81I0 abril de 1855 O solicitador do juizo dos
feilos, Joaquim Theodoro Alces.
ANCO DE PERNAMBUCO.
0 Banco de Pcrnamhtico toma e da'
lettras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1853.O se-
cretario da direcrao, Joao Ignacio de
Medciros Rejjo.
Em virlude da requisjcSo feila pela direrrodo
Banco de Pernambuco em oflicio de 17 do correnle,
he convocada a asscniiilca =eral dos acrionislas para
rcunir-sc uo dia 23 do correnle 110 luar e hora do
costume, alim de (ralar-sc definitivamente da con-
versan do Banco em caixa filial do Banco do Brasil.
Recife 17 de abril de 1855.liara-) de Cainragibe.
presidenle.Jos Bernardo Caleo Alcoforado.
A*
AVISOS MARTIMOS.
Seeiic para o Porlo a barra kS. do Bom Suc-
res,, al o dia 26 de abril, por ler parle do seu car-
regamenlo promplo, por is-o quem quizer rarregar
na inc-iii-, 011 ir Alves daCunha & Coinpaiilna, ra do Vigarion.it,
ou ao caula na prara.
Para o Araralv -alie o hiato nacional Iuccnei-
rW : quem nelle qnizer carrejar, dirija-fe a Joa-
quim Jos Martins, 011 na ra do Vigario 11. 11.
RIO DE JANY.IRO.
O brigue nacional FIRMA, capit&o
Manoel de Freitat Vctor, segu com bre-
vidade para o Rio de Janeiro, para car-
ga, passageiios < escravos a frete para os
quaes tem excellentes commodos : trata-
se com os consignatario* Xovaes & C, na
rita doTrapicbe 11. i, 011 com o capitao
na praca.
iiEILOES.
Manoel Ferreira Ramos c seus fillios maiores,
laeinlho Ferreira Ramos e Anlonio Ferreira Ramos
Sobrinho, nicos proprielarios do excedente predio,
com espacoao armatem o :i andaros com solao, silo
na ra do Vigario n. 8, faro leilao, por interven-
cao do agento Olivrtra, do referido predio inleira-
menlc livie c deseinbararado : sabbado, 21 do cor-
renle, aomeio dia em nonio, porla do mesmo pre-
dio.
O agente Borja [faro
leiloem, seu armazem
na rna do Collegio n.
15, de urna qnanlidadc
de objeclo* 1,Hrcules,
romn ohras de marri-
neira de varias quali-
ilades, chapeos praloa
franeez.es, dilos de fel-
p do Chile muito
linos, urna porcao de fazendas francezas, obras de
ouro e prala, rcloeios para a'gineira, dilos de pare-
dc, ele. e oulro* natloa objeclos que se acharo
p.ilenle* no dia do leilao.- quinla-feira 26 do cor-
rete, as '. horas em ponto.
O agente Borja, por atitorisarao do lllm. Sr.
Dr. juiz do direilo do civcl e Commercio, Custodio
Manoel da Silva Cuimaraes, a requcrimculo de
Len Leennte Fron tV C. de acrordo com os her-
deiros do finado JoSn da Costa Douradn. far leilao
da arniarao, divida--, livros e mais objeclos existi-
les da Inja. que foi do dilo finado, sila no largo do
do Collegio 11. 5, lesra-feire 21 do correnle, s 11)
horas em nonio.
AVISOS DIVERSOS.
gjg O abaixo assignaiio Dr. em <
S medicina, acha-se resiclindo ^
^ na rna da Cruz do Kecifc n. >^
HJH 49 1 -mulo andar, onde p- ^
ng de ser procurado a qnalqner kS
^ hora. .loaquim Antonio 3
^-; .llrcs Kibeiro. J:
33K.Jat^V
DE N. S. 1)0 ROSARIO UE GOlAfWA.
HOJE, sabbado 1 de abril, lie: o in-
(liibitavel andamento da referida lotera as
10 Itoras da inanliia, no consistorio da
Conceicao dos militares: ris meiisbillietese
caulelass estaoa venda ate as 10 horas
da maahaa ; a elles que estilo no resto.
I'ernamliiico 20 de abril de 18.").").O
cautelista,Salusliano de Aqtlino Fer-
reira.
' i ',->
Coroadas por su-is virtudes
A VKKDADEIR4
AGUA DOS AMANTES.
(nem fr amante nao pode
Sa'aftM deiiar de comprar,
Tira pannos, sardas, cspiuhas,
Fas a pelle clarear.
Refresca, lustra e suavisa a culis.
Tira ruga, borloejas. que primor !
Quem com a Anua dos Amantes
Mao gozar do amor ".'
As nossa9 bellas patricias
Desla asna devem usar,
P'ra mais bellas ficarem.
Mas bellas de fascinar.
lie liquido saoespecifico,
Que deve ser procurado.
I'ois torna o ente querido
Muilo mais formoscado.
Ii mis mil reis a garraflnha,
l'iide qnalqner comprar,
Ca na ra 1I0 Queimado,
\ inlo e sele procurar.
He o sen unim deposito,
Deposito mui afamado,
Aondc (al elixir
He por lodos procurado.
O duplo do imporle se devolve
.Nao sendo eflicaz em curar,
Urna s qneixa inda nao houve !
O que todos pdem apreciar.
Acha-se venda na ma doJJaemado n. 27, ana-
co deposito.
Francisco Joanna de Sonsa, subdito porlusne!,
vai >o Assu', c dahi a cidade do Ccara, a tratar de
seus nogodoa.
Precisa-se de urna ama de leile, que seja sa-
dia : na ra de Apollo 11. 19, tereciro andar.
1>. Felicidad" Perpetua de Vasconcellos.subdila
porlunuea, vai ao Kio de Janeiro, levaudo em sua
companhia sua lilla* 1). Rila Perpetua de Vasroncel-
los c eu sobrinho menor de nome Jo-e.
Prccisa-se de om criado que seja fiel e saiba
comprar, para,urna casa de familia : quem qnizer,
pode dirigirse a prara da Boa-Vista, casa da quina,
que tem a entrada pela ra do Araaao, n. 32, pri-
uieico andar.
AS MAIS NOVAS E
JOLAS.
MODERNAS
Os aballe asaignadoa, donos da loj.i dcourives, na
ra do Cabng n. 11, confronte ao paleo da nutriae
roa Nova, Cazeen publico, q-e asilo recebende con-
linuadamente muilo ricas obras de ouro do mellio-
resgoslos, lano para scnlioras como para bonicos e
meninos ; os preros coiiliuuam monto barato como
lem sido, a passa-se conlas rom re ponsahilidailc,
csperilicando a qualidade do oaro de I i a 18 juila-
les, licando assim sdjeitos os mesmos por qualqucr
duvida.Seraphim & Irmao.
Pela segunda vara do eivel, eserivAo Cunta, se
bao de arrematar os bens movis de Dellina Mara
da Concejero, por evecurao que conlra a mesma
move Jo.lo Moreira Marques, sendo boje o ultima
prar,a.
O Sr. Custodio Jos Pereira, autor do nnnun-
cio publicado no Diario de 19 00 rnrrente, deve ao
abaixo assiganda a quantia pela qual foi chamado a
juio conciliatorio 110 dia 111 de marro prximo pas-
sado. Soperfloo. be npreaehlar-ae-lha dentro de ti
ibas a ronta emsua ra*a. poique 011 S. Me. a rero-
nlicie ou nao ; no primeiro raso S. Me. sabe l*lla-
mente a caaa do abalSO assiynado para la^ai -llm. ou
rerolha a quanlia ao ile|>osilo publico, e noSMllao
raso o< liiliuiiars do pan para onde 11 aiaitn atsis-
nado 1 Morrea) sto compacta de jsoae* haaraona i)
inlellisentes, que a vista las pruvas decidn.10 ; e
fur a favor de S. .Me. recebar as rustas que se cou-
(airin. se porrn for contra S. Me. pagara principal
e cusas, c o sen a.......icio Reara lulo como um meio
de Blanda c impostora!... Recife 20de abril de |.SV>.
Jos l'ieira de Figueiiedo.
Perdeu-se da ra da Praia ale a ,la Cadei.i do
Recife, 110 ilia 1K, urna lelira da quanlia de i~-S e
lanos rs.,sacad por Seraphim Alves da Rocha Ha-
los, c arcila por Jos de Azevedo Maja, ja venei la ;
e como de nada sirva a qnalqner que a leuha adia-
do, por isso querendo restilni-la, (enha a bondade
de levar rna da l'raia, armasen! 11. 31, ou aiinun-
ciar, que se pasar a despesa 1I0 mesmo annuncio,
pois que o aceitante ja ma inleirado de se ter perdi-
do dita lettra.
Aloga-sc a loja e sobrado da c.ia da ra da Ca-
deia du Rtcilcn. 17 : a Iralar na ra Soya n. -J.
Jacintho lavares de Mello deixon de ser xeiro do abaixo assignado desde o dia 151 do corri-
te.Manoel do llego Lima.
Arrenda-se o engSStnw Boa-Sone, d'agna, com *
proiinrrocs para tafrejar de dous a Ires mil paes, e
trras de vanlajosa prodoerjo, silo legua e meia ao
sul da cidade da Victoria ; a fallar com o seu pro-
fiielano francisco Elias do Reg Dantas, na villa
do Cabo, on no engenho da Illia, na mesma co- ,
marca.
Precisase de um bom forneiro, que seja bem
descmbararado para lodas as qualidades de massas ;
como tambem se precisa de dous amassadores que
saibam desempenliar o seu Ingar : na roa do Rangcl
n. 13. Na mesma se precita alugar 2 prelos para
todo o serviro de padaria.
Hcsappareeeo no dia 17 do rorrenle, do enge-
nhn I haquinha, um esrravn criuulo, de nomc Lat,
de idade 18 a-20 annos, principiando a burear, he al-
guma cousa vermolhaco. lem nina piula na testa pa-
recend marca de bexiga, pnrm nunca leve, he
chelo do corno, lem tiraros e pes erossos, e as dedos
do*pese mantearlo*, rosto redondo, be riso, atr-
pela aLiiuia cousa na falla, elein marcas de chicle,
levuu urna caira de algadaa azul e urna qamisoia de
algodao de lislra ja usada : quem do mesmo souber
ou dr utira na ra das Cinco Poetas ao Sr. Jos
Andr de Oliveir?, ou na ra da Cruz ao Sr. Jos
Anlouio Pinto, ou no nie-uio engenbo IJbaquinha a
seu senhor Jos Soares do .Nascimento, sera bem re-
compensado,
~ O Sr. Francisco Jos de Sant'Anni, morador
no Giqni, qoeira dirigir-se roa do Queimado, loja
n. 18.
Roga-se ao Sr. Joaquim Ferreira da Silva J-
nior, morador em Apipucos, o favor de vir i ra No-
va n. 65, concluir o negocio que nao ignora.
Ccde-se com a"enlimcn(o do respectivo pro-
I notario, o ai rectamente de urna casa terrea com
Brande solio, na Passagesg da Magdalena, a primei-
ra do lado esquerdo alm da ponle pequea : a Ira-
lr com Jos da Silva Olivcira, na ra eslreila do
Rosario n. 32 A.
Pede-se encarecidamente a administradlo da
companhia de Bcberibe, qne, a bem da hvgicne pu-
blica, l'ara esgotar |ior mais lempo as aguas do en-
ranaincnln eslaaiiadas nelle durante a noile ; que
principiando o esgolo depois das 3 horas da manhaa
e acabando anles das G. romo he feilo actualmente,'
nao d lempo suflicicnle parasahirem os saesde fer-
ro de que ellas licam carregadas em grande quanti-
dade, nem o lodo e lixo que acompanham as agua
em sua rorrenlcza, pois be sabido qne os insoluveis
se precipitan! no decurso de algumas horas, e os o-
Inveis fazem corpo com as aguas. Pede-se mais, que
nao seja o esgolo feilo somenle nos chafarizes, seja
lambem, afim de ser mais pnwreitnso, feilo na bica
da ponte, e em lodos os resfolsadourns collocados
na extensBO *lo encanamenlo. He mais um benefi-
cio qne a arlminislracao prodigalisa ao publico sem
dispendio algum, valo que os empregados do estabe-
lecimenlo j pc-rrebem pingue salario: beneficio que
muilo obrigara a
O hygienicoalugador dos lialdcsl
Guilbermc Auzuslo de Azevedo rclira-se para
o Rio de Janeiro.
O abaixo assignado comproa por ordem e con"
ia do Sr. Dr. Candido Concalves da Rocha osbilhe-
les inleiros ns. 291 c :fi7 da I.* parle da 1. late-
ra de N. S. do Rosario de Gojanna, que corre ama-
nliila.J. C. Pacheco Soares.
A pessoa qne qui/.er dar 200JO00 a juro, enm
seguranca em nm escravo rrioulo, mero e de bonita
figura, aununcie para ser procurado.
Precisa-sa de urna ama secca : na ruadoltan-
gel n. 13.
Pede-se aoSr. D. Aflonso, querhegnu ha pouco
do Rio de Janeiro, e que assislia com o finado Sr.
Joao Francisco dos Santos Siqueira, que declare a sua
morada.
Jos Antonio Monteiro relira-se para o Rio
Grande do Sul.
Rona-se ao Sr. TarquinioTheolouio de Abreo
liiiimarAes, que se nao retire para fra da provincia
sem anles vir ajustar conlas com o abaixo assignado.
na ra Nova 11. 5,da adntmstCMae. c negocio de urna
loja de selleiro, pm Maccic. E roga-se a lodos os
capilaes de navios e coinmaiidanles de vapore, que
nao rerebam a sen bordo o dilo scnbor sem que mos-
tr seus papis desembaracados pela polica, relati-
vamente ao dilo ajaste de conlas. Kecife 21) de abril
de 18.),.Diogo Jos Ijc Cuimaraes.
O Sr. Dr. Amaro Rezerra Cavalcanli leuha a
bondade de dirisir-se a ra do Cabuga 11. :| A, a ne-
gocio de seu inlcrcsse, ou annuiicic a sua morada.
OsbiHiclesn. 1003, 3541. 3509da 1> parlada
I. lotera a favor da irmaiidadede R. S. do itosario
de Coianria, perlcncem a irmandade do N. S. de
Guadelupe da cidade de Olinda, compradns pelo thc-
soureiro da plasma irmandade.
Tlioma: da Cunha Lima Cautuario.
Frontispicio do Carmo.
Os 3 billietcs da lotera que corre boje ns. 13, 4,'t.">
e 21171, perlcncem a sociedade do Frontispicio do
Carino.
Na ra de S. Goncalo 11.11, precisa-sede urna
esclava que saiba engommar e cozinhar perfeila-
inenlc, para casa de pouca familia : quem liver para
atusar, mande-a ra indicada, ou a do Seve, pri-
meira casa terrea, que se pagara conteni.
Prccisa-se de um caixeiro que lenha bstanla
nal!,-a de laherna, e que d fiador a sua conduela :
quem pretender, dirija-se prara da Sania Cruz n.2.
I m CONSILTORIO
U DO DR. CASANOVA-
& RLA DAS CRIZES N. 28, '
s vendem-se cadeiras de homeopalhia de lo-
S dos os lamanhos, por preros muilo em. cunta.
C3 Elementos de homeopalhia, 4 vols. t>!5000
^ Tinturas aescolhcr, cada vidro. IKbhi
j^ Tubos avalaos a escolhera 500 p 300
]$ Consultas gratis para os pobres.
ROB I.AFFECTECR.
O nico autorisado por deciso do conselho real e
decreto imperial.
Os medico dos hospilacs recommendam o Arrobe
de l.aflecteur, como sendo o nico autorisado pelo
enverno, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d*om goslo asradavel, c fcil a tomar
em secreto, esta em uso na mam,lia real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as afferrps da
pelle, impigens, as consequencia das sarna, ulce-
ras, e os .orllenlo- dos parios, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convem aos ca-
l.trrhos, 3 bexiga, as contraccoes, e fraque dos
orgaos, procedida do aboso das'injecroes 011 de son-
das. Como anli-svphililico, o arrob cura em pouco
lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que volvem
incensantes em consequencia do emprego da copai-
ha, da cubeba, ou das injci roes que representem o
virus sem nculralisa-lo. O arrobe Laffecleur be
especialmente reroiiimendado cnnlr.a as doenras. in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio c ao iodurclo de
pdtassio. Lisbunne. Vecde-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo,praca de t. Pe-
dro n. 8K, onde acaba de ebegar orna erande porrao
de carrafas grandes c pequeuas viudas' direetamenle
de Pari, de casa do dito Boy vean-LaOecleur 12, ru
Ricbeo i Paris. Os formularios dao-se gratis em
casa do agenle Silva na praca del). Pedro. 11. &.
Porlo, Joaquim Araujo ; Babia, Lima & irruios ;
Pernanibiico, Soum; Rio de Janeiro, lloclla^ l'i-
Ihos; el Moreira, loja de droga ; Villa Nova. Joao
Pereira de Macales l.eile ; Rio Grande, Fran de
Paulo Coulo \ C"
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a er na botica re Bar-
Iholomeu Francisco dcSouza. na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes.,500 c pequeas 39000.
IMPRTAME PARA 0 PIMO).
Para cura de plilisiea cm lodos os seus diflerenles
graos, quer motivada por conslipares, tosse, aslh-
ma. pleuriz. escirros de sancue,. dr de roslados o
peilo, palpilarao no corarAo, coqueluche, broncble
dr ona garganta, e todas s moleslias dos orgaos pul-
monares.
C. STARR & C.
ropeilosamcnle aiiuunciam que no -i u extenso es-
labclecimcnlo cm Sanio Amaro.conliiiiiam a Tabricar
com a maior perfeirao e promplulao. loda a qnaida-,
de de iiiachinisnio para o uso da aaiicullura, na-
vegacAo e manufactura; c que para maior rommodo
de sen. numerosos frccuez.es e do publico em geral,
leein aherlo cm un dos granates armazens rio Sr.
Mesquila na ra do Brum, alrz do arsenal de raa-
riiiba
DEPOSIUI DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimenlo.
All acharan os compradores om cmplelo sorli-
iiicnlo de moendas de raima, com todos os niclliora-
menlos alciins dcllis novos o origtoae de que a
experiencia de mito* anuos lem nMatradn a alalia
stdade, MacWnaa de vapor de baa e alia nreaaaa,
UlXai de linio aiii.nilin. lano bolillas romo fundi-
das, canos da mao e ditoB^ara condnzir formas do
assorar, machinas para moer mandioca, prcnsis pa-
ra dilo, for no' de ferro balido para farinha, arados de
Ierro alambiques, crivos c portas para "fornalhas. e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe nma pessoa
intelligente e habilitada para recebe todas as en-
conunendas, ele, etc., que os annunciaiiles contan-
do com a capacidadede-uas ollicinase machinismo,
e pericia de seus olliciaes, se compromcltem a fater
execular, com a maior prstela, perfcicAo, e exacta
conformidade com os modelos ou dcseuhos,e inslruc-
rrtes que Ibes forcni forneciilas.
Na ra do Crespo, loja de fazendas n. 15, ae
dir quem precisa de um homem de meia idade pi-
ra feilor de um engenho perlo desla prara.
MUTILADO



l* .-
DIARIO OE PERMMBUCO, SABAOQ 21 DE ABRIL DE 1855.
CONSULTORIO DOS POBRES
o mua aroA i aitojei so.
O l>r. I". A. Lobo Mmcozo I consulta tiomeopatliieas lodo os das aos pobres, desde 11 botas da
m inliaa aleo meio dia, e em caso extraordinarios a qualqoer hora do dia ou noile.
<)(erece-se igualmente pura pralicar qualquer operaco de rirurcia. e acudir promplamciilc a qual-
quer mulhar que esteja mal de parto, e cuj*scircuinslancias nao perniillam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO OH. P. i LOBO ISfOZO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Mauuat completo de meddieina homeopalhica do Dr. G. H. Jabr, traduaido em por
>iguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompaiihai ule
um dicciouario dos termos de medicina, cirurgia. anatoma, etc., ele
209000
Esta obra, amis importante de todas as que Iralam doesludu cpralicadabomeopalliia, por ser a nica
queconlm abano fundamental 'eata doiilrinaA l'ATIIOtiENEslA O EFFETS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAI" DEroiihccimenlo que nAo podem dispensar as pes-
soas'que se quercm dedicar i praliei da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que quizerem
experimentar a doulrina de Halinemuun, e por si mesmos se convenceren)'da verdade d'ella: a lodos os
' faiendeirosesenhores de cnucnlio que eslao lonee dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de scus tripulantes :
a todos os pas de familia quo por circumstancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar n continenli os primeiros soccorros ero suas enferniidade.
O vade-roecum do tiomeopalha ou Iriduccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambero til as pessoas que se dedicam ao esludo da bomeopalliia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma^ etc., etc., encardenado. .
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na
homeopalhia, c o proprielariu desle estabelecimenlo se lisongeia de tc-lo o mais bem montado
uinguem duvida hoje da Brande superioridad* dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...... v-.........
Boticas de 24 medicamentos em glubulos, a 10J, 129 e 1 j&OOO rs.
Dilas 36 ditos a..................
108000
39000
na pralira da
possivel e
89000
LOTERIA
Corre
Bi Hieles 59300
Meio* 2*800
Quarloi li.HO
IJiiintns 19160
i iilavos 720
Herimos 00
\ iBesimos 320
ditos a
ditos a
ditos a
Dita 48
Ditas 60
Dila 144
Tubos avulsos .........
Frascos de meia onc,a de lindura. .
Ditos de verdadeira lindura a rnica.
208000
9000
308000
008000
19000
29000
28000
a mesma casa ha gempre venda grande numero de tdbos de crystal de diversos lamanhos,
'vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo rommodos.
DE N. S. DO ROSARIO EJi
GOIANNA.
ndubitavelmente sabbado 21 de
abril.
Aos 5:0009000, 2:0008000, 1:0009000.
'* raulelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
an respeilavel publico, que neos bilbeles e cautelas
eslao isentos do imposto de oilo por cento da lei.
Achain-se venda lias seguiules lujas : ra da H-
dela do Recite n. 2i e 1.3 ; priiea da Independencia
n- 37 e. 39 ; ra do Ouoimado 11. 3!l e 11 : roa do
I.mmenlo n. 22; rua Nova n. 10; ra do Cabu-
Kii 11. II, botica.
Hccebe 5:000*000
.. 2:5008000
1:2.V)^MK
1:000800
I238000
5009OOO
1) 23090110
O referide rautelista declara mu cxpressanienle
ao respeilavel publico, que be rcsponsavel nica-
mente a pasar os premios grandes por iuteiro que
obliverem suas cautelas : sobre os scus Inllieles inlei-
ro* vendidos em originaos, se obriga apenas a em-
bolsar ao possuidor do bilbcle os oilo por rento da
lei, logo que elle llie fur apreseulado, indo o posMi-
dor rereber o competente premio que nelle sabir,
na rua do Collegio n. 15, escriplorio do Sr. Ihenou-
reiro Francisco Antonio de Ohveira. I'ernambuco
13 de abril de 1M55.
Salusliano de quino l-'erreira.
Joo Pereira da Kocba vai a Europa.
Na rua da Sania Cruz n. .'10, se indicara a pes-
soa que compra 2 casas terreas, que estejam collo-
cadas em boa rua da freguezia da Boa-Vista ou San-
to Antonio.
Attencao.
Custodio Jos Pereira julga nada dever a pessoa
alguma.desta praca, se porcm alguem se julgar cre-
dor, aprsenle sua conla ou titulo ao annuncianle,
em casa dos Srs. Amorim Irmaos & Companbia, rua
da Cruz n. 3, no prazo de ti dias, sob pena de nao
ser atlendida, passado que seja o referido prazo. Ile-
cife 17 de abril de 1855.
GABINETE PORTIGIJEZ DE LEITIRA
.cincoAfi
Prnrji
Vende-se um mualo claro, de 18 aunos. sapa-
leirn. proprio para boliciro, sem vicio algum, boa
ligura, na rua do Collegio n. 16 3. andar.
Precisasealugar pelotempo de W No aterro da Boa-Vista n. V2, taberna que oi
i tunos, nina casa terrea a moder-
na que tenlia ~> a i quartose l)om
IBLICAC40 DO INSTITUTO HO g
MF0P4TIUGO DO BRASIL.
TIIESOURO HOMEOPATIHCO g
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA. tt
Mtlhndo concito, claro e seguro de cu- ()
rar homcopalhicamente todas as molestias ^.
que affligem a especie humana, e parli- yrf
eularmente aquellas que reinam no Bra- flh
sil, redigido segundo os melliores traa- ,.,,
dos de homeopalhia, lauto europeos rimo 1^7
americanos, e segundo a propria experi- A
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludsero T
Pinho. Esta obra be hoje reconliecida co- lj?}
moa melhor Je todas que tralam daappli- fj.
cac.l.i homeopatluca 110 curativo das mo- w
leslias. Os curiosos, principalmente, nao gf
podem dar um passo seguro sem possui-la c .y*.
consulta-la. Os pni de familias, os sendo- wf
res de engenho, sacerdoles, viajantes, ca- A
pitaes de navios, serlanejoselc. etc., devem ^
te-la mao pora occorrer promplamenle a ^)
qualquer caso de molestia. A
Dous volumes em brocliura por 105000 J7
n encadernados II9OOO (9
Vende-se nicamente em casa do autor, g>
no palacete da rua de S. Francisco (Mun- J
doNovoi n. 68 A. Ka
iiumi.il, dando-se ate l.S'OOO r
H inensaes: iiesla l\ porjrapbia se di- S
j5 i-a' quem pcecisa.
K'-5SS5eeg-R@@s;:?;r:
ATTENCAO'.
No da II, m 8 hora da imile. dcappareceu a
rriouliulia forra, de nomo Mara, rom idade de 12
anuo, punco mais, baixa c secca do rorpo : levoi
apatas de conro de lustre e vestido de chita branca
com raiiiagcm miada, a qual eslava em ra' 1I0 abal-
la assignado, morador na rua larga do Rosario 11.
(>: roga-ae, portanlo, a todas as posmas que dellar
liverem noticia, ou quem a tiver recoldido. que par-
ticipe ao mesmo abano asslgnado, que sera recom-
pensado, e se llie Gcar minio obligado.
.inionin Clandino Mee (ornes
Alttjja-se 011 vende-se nina casa com
sotio e sitio 110 lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peisoto, com todas as com-
modidades para familia-, coclieira, estri-
l'eitor, etc.: na rua
__Novos livros de homeopalhia uieframcz, obras
todas de summa importancia :
llalinemaun. tratado das molestias
lumes.........
Tesle, rroleslias dos meninos
chronicas, 4 vo-
. 209000
69OOO
*

Hrring. homeopalhia domestica..... 78 3ahr, pliarmacnpcadomeopalliica. 69000
Jabr, novo manual, 4 volumes. IrigOOO
Jalir, molestias nervosas....... ijikn
Jahr, molestias da pelle....... S9OOO
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes IO9OOO
ilarlhmann. tratado completo das molestias
dos meninos.........' 108000
A Teste, materia medica homeopalhica. 89OO
De Favolle, doulrina medica homeopalhica 79OO
(.liuic de Slaoneli ....... 9000
Casling, verdade da homeopalhia. 49000
Diccionario de Njslcn....... 108000
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo-a descripc,o
de todas as parles do corpo Inmuno 308000
vedem-se lodosesles livros no consultorio domcopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova n. 50 pri-
meiro audar.
ss-s;? ?*
DENTISTA,
Paulo daignoui, dentista francez, estabele
f/f cido na rua larga do Itosario n. 5 andar, colloca denles com gengivis artiliciaes,
e dentadura completa, ou parle della, com a
pressao do ar. Of
f) Rosario u. 36 segundo andar. >
& ss
Na rua da Gloria n. 80 ensina-se a
iradn/.ir, fallar e escrever perfeitamente
a lingua ingleza, promettehdo-se um me-
Ihodo fcil para em powco tempoo disc-
pulo adquerir um gi-ande adiantamento.
CASA DA AFERH'AO, PATEO DO TERCO N. 16.
O abaixo assignado scienlilica, que no escriplorio
daquella casa da-seeipediente todos os diasdas i) ho-
ras da mandila s 4da larde ; nutro sloi, que a re-
visita leve principio no dia 2 do con ente, e que (in-
do o prazo marcado pelas posturas municipaes, in-
correrao os contraventores as penas do art. 2 titu-
lo 11 das sobredila posturas.-t- Prxedes da Silca
(Jusmao. ,
Preeisa-se de urna ama para o servico inlerno
de urna caa de 3 pessoas de familia, que sirva lam-
ben) para as compras: na rua do Hospicio n. 3.
LOTERA DE N. S: DO ROSARIO DE
GOIANNA.
Aos 5:0009000, 2:0009000, 1:0009 O bilheies e cautela do caulelisla A. J. Rodri-
gues de Souza Jnnior, l.io afortunados pelas frequen-
les vezes que lem dado as .-.orles grandes, como rc-
ceromendados por serem pago os premios grandes
porinteirosem descont algum, acliam-se disposi-
rflo do respolavel publico as seguintes tojas : pra-
r da Independencia ns. 4, 13, 15, e 40; ruado
Oiieim "lo n. 37 A, e em outras mais do costumq :
as rodas da referida lotera andam 1111 pro lem cimen-
te a 21 do correule mez em o consistorio da igreja
da Coureie.'io do* Militares.
Recebe 5:0009000
2:5009000
1:2509tKK)
6259000
5008000
b 309OOO
O inesmo cantelisla cima declara ao mesmo res-
peilavel publico, que se obriga a pagar os premios
grandes por inleiro sabidos em suas cautelas, c mais
que quanlo aos seus bilhets inleiros, os qones sao
vendidos em originaes apenas serespnnsabilisa a pa-
gar os oilo por cento, logo que se lae aprsenle o bi-
lhele. indo o possuidor receber o respectivo premio
do Sr. Ihesoureiro.
Aloga-se urna casa terrea ou de sobrado, cm
qualquer das ras que licam entre o becco do Virgi-
nio e o piteo de S. Jos : na rua Nova n. 69.
*
I J. JANE, DENTISTA, g
9 contina a residir na rua Nova n. 10, primei- J-J
Oj) ro andar. Q
*
Ja' cliegaram as scgtuntess emente
de ortlices das melliores cjualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, alface
repolbuda e alema, repollio, tomates,
nabo branco e ro\o,,couves, trincliuda,
saboia clombarda, salsa, pimpinela. Ai-
rona, relila de Setubal, sinondas, sigc-
rcllia, seltjus, ervilba torta, dita direitae
;;iiiov'e/.a, dita de Angola, feijaocarrapa-
lode quatrd (jualidades, coentro de toti-
ccira, e 11111 grande sortimento das mellio-
res sementes de llores da Europa : na rua
da Cruz n. 02 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
Participa-se aos Srs. mes tres jiedrei-
ros caiadores e mais pessoas particular
res, que na rua da Cruz do Kecile n. 02,
lia um deposito da bem condecida cal
branca de Jaguaribe, e que se vende
muito em cotila, tanto em retalbo como
em porcoes.
Casa de consignarao de esclavos, na rua
dos Quarteis n. 24
Compram-se e rerebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissao, tanto para a
provincia como para Oir della, DlTerecendn-se para
sso loda a seguranza precisa para os dilos escravo'.
S*--@@
MUDANZA DE LOJA. t
A. Lacaze scienlilica ao respeilavel publico
e principalmente aos seus freguezes, que mu-
dou a sua loja de relojoeiroparaa'rua da Ca-
dcia do Recito n. 18, ondeo acharan sempre
t prumplo para fazer qualquer concert, lano
S de relogius de algibeira como de parede, etc.,
etc., assim como acharan um completo sorli-
menlo de relogios de algibeira patentes, suis-
sos e horzontaes, carretiles para dilos, occu- 3;
los, ele.
tta&@- @@@
Madame Theard, leudo de fazer urna viagem a
Europa, avisa aos scus devedores devirem saldar suas
cotilas na loja da rua Nova.n. 32. para Ihe evitar de
proceder contra ellcs judicialmente.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar e-"-pro-
curadorda cmara de Olinila, que venha enteiidcr-
se com os herdeiros de Luz Roma, pois basta de
rassoadas, ficandn cerlo que cm quanlo nilo se en-
teuder com os mesmos ha de sabir este annunco.
C. C. FIGUEIREDQ.
CISTOI HOtSE SHlPP13.fi AGEKT,
SOITHVMPTOY
MERCIIANDIZE, BACCAC.F., & EFFECTS
RECEIVED& FORW ARDED,
Wilh dcspnlchand econom).
Goodsand Passcngcrs' l.uggagc slriclly allcnded lo.
n/ormaliongicen resperiing thearrical & de-
parture of Sleam l'essels,
Forcgn MoncyExchangcd or Reccivcd in Pavmcnt,
C. C. FIGUEIREDO.
CORTIEE DE DODANE,
A SOTH/VMPTON.
illarcrjaniiecs, bn^age, ft rfffts
Recus el eipdics avec dlgence el economie.
NAo se leudo reunido numero suflicienle de mem-
brosdo consol lio deliberativo, para que este podesse
funeciouar no da 13 do correle, por ordem da ili-
reclora novamenle se convoca o referido conseibo
para domingo, 22 do correle, as 11 horas da ma-
nhaa.M. F. de Souza Barboza, segundo secre-
tario.
Precisa-se de urna lavadeira : na rua
de Hortas, casa que tem a frente pintada
de azul.
. Precisa-se para f'eitor de um sitio
perto da prara, de um bomem capa?, e
de boa conducta: a tratar na rua do
Trapicbe Novo n. r>8, armazem.
A. Lacaze lemja honra de participar ao res-
peilavel publico, que venden a sua casa de relojaria
da rua Nova 11. 22, a Mr. L. Delourhe; pelo que ro-
ca aos seus freguezes que Ihe conliniiem,cao seusuc-
cessor a 1 mili.mea que sempre Ibes mereceu. Reci-
te 9 de Janeiro de 1835.A. Lacaze.
Precisa-se de urna ama secca para urna casa de
pequea familia : na rua da Cruz n. 7, segundo c
(crceiro andar.
Oflerece-se para ama de casa de bomem sol-
leiro ou viuvo. urna mulher de meia idade, natural
de Sergipe, e por sso sem parete nem adherenle
nesta cidade; enlende perfeilamenlc de todo o ar-
ranj'i interno de urna casa, he zelo^a nos seus de-
veres, c promelte servir a cutilento: na rua eslrcita
do Rosario n. 13.
Precisa-sc de tima ama que tenba
bom leile : na rua .do Hospicio casa ter-
rea de sotao, junto ao Sr. de/.oinbargador
Santiago.
Precisa-se de um bom cozjbheino
forro ou captivo, que seja liel e de boa
conducta, para urna casa estrangeira, pa-
ga-ce muito bem: a tratar na rua do
Trapicbe Novon. 08, armazem.
I ATTENCA.
Arrenda-se o engenbo Mazan-
jj' gao, na freguezia de Goianna.
v3 distando V leguas daquelle porto, W
a bom caminho, em oplimo ter- (^)
reno, de prodigiosa produccuO, de ()
toda ([ualidade de lavoura, esta' f&
<$>
baria, quartos para
da Cruz n. 10.
nsmBBMBmB m$ saaBBsasm
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que mou-
tra qualquer parte, tanto em por-
. coes, como a retalbo, aliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abri-se de enmbinacao com a
maior parte das casas cnmmerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagens c'oque outro qnalqiler ; o
proprieta no deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da roa do
Collegio n. 2. de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolim. p
E BBBSaBSBS&EBB nTPfMB
COLLECIO PARA MENINOS. EMWAN-
DSBECK, SUBURBIO DE 1IAM-
Liu.o.
O abaivn assignado lem a honra de participar ao
publico, que mu ion o sen collegio ueste anuo, de
Hamburgo para Waud de poder aceitar mais alguix pensionistas. A silua-
cao do lugar he a mar saudavel de Indos os arrabal-
des de Hamburgo, e 1 dislancia dessa miado permit-
i o gozo de todas a* yantasen das rtdades grandes,
asim como ella impnssibilila o gozo das desvanla-
gens para meninas. Ao entrar 110 collegio os meni-
nas nao do\ein ter excedido a idade de 10 anuos,m
maior cuidado e zelo se empregar em favor delles,
nao s para o sen bem physico como inlellectual.
Elles leran lices em Indas as linguas modernas, his-
toria, geograpbia, historia natural, malhematica,
asim como o* principios necessirios para o commer-
cio. 011 as linguas antigs, scieocia das antiguida-
des, pdilosopdia, ele, romo preparos para o e-ludo
na universidade. As despezas do ensino, sustento e
rasa importan) em 1,000 marcos,300SO00 pouco
mais ou menos. Os pais deverao dar roupa, asim
romo pasar msica c ensino de dansa, caso o desc-
jem.C. fl'olcl.sluiMseii.
Este collegio podemos recommcddar ,is pessoas que
queiram dar urna edneacao ejemplar aos scus filhos.
por ser um dos melliores na Alleiuaiida, e oflerece-
mo-nos a dar lodas as iiiformares a quem precisar:
na rua da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
do Maia, esquina do becco dos Ferreirns, vendem-
se pre>uulo< c rdourica iillimamr-nle rhegadas de
Lisboa, pelo baralissiio pre^o de 100 rs. a libra, pa-
ra ultimar conla.
__ Vende-se a taberna do aterro da Roa-Vista n.
80 ; c-ti taberna lie moa das melliores rio hairro da
Boa-Vista, lem bom armazem e rommodos para fa-
milia, muilo fresca, a lem bom quintal : quem a
pretender, dirija-so afi armazem de Vicente Ferreira
da Cosa, na rua da Madre de Dcos.
Nilo ha mais barato.
Na na do l.ivrameiilo 11. 11 vende-se a IJKOO o
corte ile meia rasemira de lodos as|cres. I.i.l/i 11I1.1
para vellos de senhora a 280 o cavado, e nutras
mulla fa/.endas a troco do barato : a ollas que se es-
tilo acabando.
Vende-se urna cabilleira de senhora muilo cres-
pa e bonita por preco muito rommodo : no Oes do
Ramos taberna do retiro 11. 2ti, adiara com quem
tratar.
Vcndem-se saccas de mildo de Mamanguape a
,Drcco de 2?(i00 rs : na rua do Vigario n. 14.
No armazem de David & Compandia, rua da
Cruz n. !(, vende-se azeitc de espermarele de supe-
rior qualidade, propria para eiudieiro de meio de
sala, ou globo.
Na rua do Rangel n. 71, vendem-sc 1 escravos
de bonitas guras, entre elles 1 mulatinho de idade
16 anuos, proprio para pasen).
Vende-se a casa de 2 patina e I janclla, na na
de Acuas-Verdes, lado da sombra n. 82, a qual lem
no fundo urna ontra do porta e janclla, e um quarlo
com porta com frente para a rua de Hortas, ludo em
chaos proprios. sendo a casa da rua de Aguas-Verdes
de paredes dobradas. propria para levantar sobrado:
a pessoa que pretender, dirija-se 11 rua da Manguei-
ra n. 9, na Boa-Vista, ou no trapiche do algodao,
que adiara com quem Iralar.
Vende-s um muito bom sitio no principio da
estrada nova, com 6 palmos de frente e 730 de fun-
do ; o dilo sitio oflerece nimia vanlagcus ao com-
prador, nilo s pelo lugar, como pelos diflerentes
Inicise boa Ierra, etc. etc.
Vendem-se fazendas rom toque de atarla, por
muilo barato preco, consislindo em algodfio/inho,
madapoln, algodo azul, dito riscado, dito me-c la-
do, dito tramado, alvn, e chitas: ua loja de i portas,
na rua do (Jueimado n. 10.
Vestidos a 2X000.
Conlinna-se a vender curies de vestido de chita
france/.a'i larga, cores Ras, a 23000 rada um : na
loja de portas, na rua do Qucimad n. 10.
Saccas de 1.11 mlia.
Vendem-se saccas com familia da Ierra, nova e
bem torrada, c arroz branco : na rua da Cadeia do
Recifc n. 33.
Farinlia de S. Matbeiu.
Vende se a bordo do hiate Correiodo Serle, fnn-
dcido em frente do arsenal de guerra.
Vende-se urna balanza romana com lodos o
atas perli'iires.em bom uso e de 2,000 libras ; quem
pretender, dirija-se 1 rua da Cruz, armazamn. 1.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-sfe por menos prer,o que em oulra qualquer.
parlo, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
dc A Companbia, rua da Cruz n. 19.
mu I ENFOLHi.
Na rua do Amoiim n. 39, armazrm deManoel do
Santos Pinto, ha muilo superior fumo em falla de
todas as qoalidades, para fazer charutos, por preco
aniado.
Bou
sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-so bnm francez de quadros a G10 a vara,
dito a 900 rs., dito a 1c280, riscado de lislras de cor,
proprio para o mamo fim a ItiO o covado : na ras
do Crespo n. 6.
Vendem-se em casa de S. P. Job lis-
tn & C, na rua de Scnzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes decano e de montaria.
Candiciios e easticaes bromeados.
Chumbo em lencol, barra e ntunicao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 117.
CEMENTO UUm BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, -llegado agora,
de voperior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as lina : alraz do Ihealro, arma-
zem de taboas de pinho.
Taixas
fundicao'
pare
de
engerhos.
ferro de D.
W.
f
m
i
i
m
inoentc e com boa safra fundada,
nao se duvidando vender ao j'en-
deiro : os pretendentes com a pos-
sivel brevidade, dirijam-seao pro-
piietario em seu engenlio Mus-
supe de Baixo, termo de Igua-
rassti.
Bruno l'racger & Companbia, rua da Cruz n. 10
recommendam as |ie?soasde bom goslo, seu esculhi-
do mu lmenlo dos melliores pianos, tanto borison-
taes como verlicacs, que por sua solida conslruccilo
e liarmouiosas vozes, assim como por sua pcrfeila
obra de milo se distinguen). Todos estes pi.i>m. sao
leiio-) por ,encumnieud,i. escolludo e examinados,
e por isto livres de qu dquer deleito que se enriiulra
niuilas vezes em os pianos fabricados para expor-
(ac5o.
COMPRAS
Bilbeles 53300
Meio 29800
Ouarlos 1-i.
Oitavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320

AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
ipiemudou a sua aula para a rua do Ran-
gel 11. 11, onde continua a receber alum-
nos internos cedernos desdeja" por me-
dico preco como he publico: ipiem se
ipiizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo atida da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do'Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnouv, dentista francez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e maravilbosa com-
po-icao lem a vantagem de encher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do dente, adquerindn
em poucos instantes solidez iguala da pedra mais
dura.e promelte restaurar os dente mais estragados,
com a forma e 1 cor primitiva.

Im plus grande altenlion est apportce enver< les
Passagers, leurs Bagages el Marchandises.
Toute informalion possiblc est domine sor i'nrrivce
ou le depart des Rateaus i Vapeur.
CARLOS C. FIGUEIREDO.
Agente da Alfandega e de Navios,
8, QUEEN'S TERRACE,
SOUTHAMPTON.
Recebe e eipede com presteza e economia, mer-
cadorias, bagagem e effeitos de qualquer nalureza e
ordem.
Esclarece os viajantes sobre a chegadas e sabidas
dos paquetes, de caminho de ferro, ele, dirigiudo-
se no mais que precisem*
Faz as operaces necessarias da alfandega, e rece-
be fazendas a commissao, ele.
Precisa-se alogar urna pretn para oservirode
urna familia inglcza, quo saiba lavar, engomniar e
coser : emeasa de PaionrNash & Companbia, rua do
Trapiche Novo n. 10.
O ab.iivi assignado, olTerece o seu prestimo a
quem se quizer utilisar para tirar guias do juizo dos
Teilo da fazenda, tanto da geral cmoda provincial,
por aquellas pessoas que pessnalmenteas nao podem
tirar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nomo, numero da rasa, e rua em que mora, nos lu-
gares seguintes : Recifc, rua da Cadeia loja n. 39,
ruada Cruz n. 36, palco do Terco n. 19, rua dol.i-
vramentn n. 22, prac,a da Independencia 11. i, rua
Nova n. 4, praca da Boa-Vista n. 21, onde serio
procurados os bilbeles e as pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na rua da Gloria n. 10 casa
do annuncianle.Macariio de Luna Feire.
Na rua da Cadeii do Kecile n. 3, prinieiro an-
dai, confronte o esrriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, qoer nicionaes ou estran-
geiros, com loda a promptidao ; hem como liram-se
passaporles para fura do imperio, por procos mais
commodos do que em oulra qualquer parle, c sem o
menor Irahalbu dos pretendentes, que podem tratar
das 8 da manhaa as i horas da tarde.
No hotel da Europa d-se comida mensalmente,
por preco razoavel.
No holcl da Europa da rua da Aurora lem co-
mida e bons petiscos a loda hora, com os presos mar-
cados na tabella, muito commodo.
Chegou a loja de miudezas de i por-
tas da rua do Cabuga', um completo sor-
timento de retroz de todas as cores, vo-
lante, trina e gales trancas, bioos de
seda, e laa de bordar de todas as cores
modadas.
Pagase 1.39000 mensacs pelo alugucl de urna
escrava que cozinhc e engorme, para urna casa de
pequea familia : irala-se no pnmeiro andar da ca-
sa da esquina da rua de Apollo, com entrada pelo
oilho, confronte a temida dos pecio ranociros.
SALA DE DANSA.
I.uiz Cantarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensino,' na rua das Trincheiras n.
19, se acha aberta (odas us segundas, quarlas c sel-
las desde as 7 huras da noile al as 9 : quem do sen
prestimo se quizer utilisar, dirija-se mesma casa
das 7 horas da manhaa ale as 9 ", o mesmo se oflere-
ce a dar lices particulares as horas convencionadas:
e tambem da lices nos collegios pelos precos que os
mismos tem marcado. *
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilbe-
les da 32 lotera do Monte Pi, que devia
ter corrido na santa casa da Misericordia
no dia liott 1 (i do correnle. Asustas vi rao
pelo vapor nacional, que partir do Riode
Jos Manoel de" Oliveira
, por liaver
outro de igual nome, se assignara' daqui
em diante Jos Manoel
anna.
de Oliveira Vi-
Aluga-se na rua da Soledade, em casa do sol c
estrella, urna tala grande c urna alcova para um ou
dous moco, solleiros, de boas conduelas.
' O bacharel Jos Antonio Alves de Brilo, nao
leudo podido despedir-so pessoalrncnle de lodosos
seus amigos em consequencia da presteza de sua via-
gem, o faz por este meio ; e aproveita a occasiAo
para ofTerecer-lhes com loda a sinceridade o seus li-
mitados serviros na corte do Kio de Janeiro,
Militar.
Para algum oflicial ou cadete de carpo secco e bai-
xo, eiisle urna sobre-casaca feita na rua Nova n. 1(1,
que se vende muito barata.
Knga-se as autoridades policiaes e capilaesde
campo, que peguem o mulatinho de 12 a 11 anuos,
de nome Cassiauo, rosto redondo, cabellos de cabo-
do, feic,es miudas, lem dpus denles da parle de ci-
ma partidos ; protesla-se com todo o rigor da lei
contra quem o live seduzido ou lite der agasalho :
na rua da Soledade n. 42, que se gratificar.
No dia segunda-feira, ~2'\ do correnle, no hotel
da Europa da rua da Aurora haver.i sopa de Ravioli
de 1 hora al as 3 da larde.
O abaizo assignado dcixou de ser caiseiro do
Sr. Andr Nauzr, desde o dia 18 do correnle.
.Amo Correia Carneiro.
Compram-seo Diario ns. 76, 77, 81 e 81, lo-
dos do curente mez : ua livraria 11. 6 e 8 da prara
da Independencia.
Compram-se 3 casas terreas : ua rua do Colle-
gio n. 9.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 23 annos, tanto para a provincia como para fura :
na rua Direila 11. 66.
Compra-se o livro, as Frases de Tilo I.ivio ou
os cinco livros do di(o, que esleja cm bom eslado :
quem o tiver aununcic.
Compram-se escravos ; na rua das Cruzes n. 33,
segundo andar.
Compra-se a grammalica franceza de Sevene,
em segunda mu : na rua das Flores n. 37, primei-
ro andar.
Compra-sc elTccIivamcnle brunze, lalo e co
bre vellio : no deposito da fundico d'Aurora, na
rua do Brum, logo na cnlrada n. 28, e na nicsma
fundicAo em S. Amaro.
Com pequeo toque de avaria.
Pecas de madapolo largo a 25300 e 35000 ; pecas
e algwlSoziiiha a 13280, 1J600 e 22000; muilo lar-,
go com -Jt varas a 2>300 e 30000 : na rua do Crespo
loja da esquina que volla para a cadeia.
Vcndem-sc i escravos, sendo urna mulatinha
de 16 annos, de bonita figura, ptima costureia e
solfrivel.enzommaileira, um moleque de 12 anuos e
duas prelas rrioulas, de 21 anuos, com algumas ha-
bilidades lodo pecas boa s: na rua de Hortas 11. 60.
Farroba de mandioca.
Vende-se saccas grandes cori l'arinba :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alfandega, e para'por-
ees a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS OUAI.IDADES.
Cobertores oscuros a 720 rs dilos grandes a 15200
rs., dilos brancos de algodao de pello e sem elle, a
milaeo dos de papa, a 13200 rs. : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Na rua do Amorim n. il, vendetn-
sc os seguintes gneros, os mais superiores
que vem a este mercado e por commodos
precos:
Vinho moscatel em barris de a 0caadas.
Champagne.
Cha' de San Paulo, caixasde 2 a 20 libras.
Chocolate francezr.
Garrafoes com cevadinlia.
Garrafej com sag.
Estatua para jai'dim.
Vasos para jardim e cemiterio.
Cales, trinas, espiguilha e volantes para
armadores.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HVGIE-
FICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e higini-
cas: vende-se em casa de L- Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior.... (HO
Fino.....500 >.
Moinhos de
'un bonillasde repuxo para
decapim, na fundicaode D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 810.
Na
Rowmann, na rua do Rruro, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquacs acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
em barca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SRS. DE EN GIMO.
COI l'lOl\0 10011 DE AYARIA.
Baela encarnada e amarella a 300 rs. o covado :
na rua do Crespu loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acba-se para vender ara:
dos d ferro de -rr- qualidade.
VIDROS PARA VIURACAS.
Ver lem-se em raixas, em casa de Barlhomeu
Francisco le Sodra, rua larga do Rosario n. 36.
MECHANISMO PARA ERSE-
NA FINDIcao DE FERRO DO EXGE
NHEIR DAVID W. ROWNIAN. aA
RUA DO BHIJM, PASSANDO O oHA-
F.MUZ,
ha sempre um grande sortimento do seguintes ob-
icrlos de mecbau.mos proprios para em.enbus, a sa-
ber : ro.iendas c meias mnendat da mais moderna
ronslrnccao ; laixas de ferro fundido e batido, do
superior qualidade e de lodo.o umanlios ; rodas
dentadas para agua ou animan, de Indas s propor-
coes ; envos e boceas de furnalhae regilro de bo-
eiro. aguilhes. bromes, pan>fi*o, e cvIIhw, moi-
iilin de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se execulam lodas as encommenda. com a superio-
ridad ja condecida, e com a devida presteza e eom-
rnodidade em preco.
Vendem-se presuntos superiores, baratos, pira
hambre, latas com bolacliinbas soda e ingleza, mar-
melada nova em lalinhas pequeas, bita* com 10 li-
bras de manleiga fina, muilo nova, vinho do Porlo
ensarrafado, o mais superior-: na rua da Cruz do
Kecile n. ib.
Vende-so um cabriolel inglez com I0.I0 os ar-
reos, e por baixo preco : uo armazem do agente dos
leiloes Marcolino 4le Borja Geraldes, rua do Colle-
gio.
Vende-se um* armacao de tabernil com seus
pcrlenres, no caminho novo da Soledade : esla ta-
berna regulava diariamente IOS a 129000 com pe-
queo sortimento, e a maior parle dos genero* da
Ierra, paca de aluguel 700 por mez, oflerece a
maior vanlageni a qualqner pessoa que rom pouco
dinheirn quizer principiar : quem a pretender, di-
rija-se a Liberna do clephante, no Hospicio.
Vinho verde.
Vende-se na roa Nova 11. 65, o verdadeiro vinho
verde, chegadu pelo ultimo navio do Porto, Ifcfl) 1
garrafa.
N FEUVO MIIVTIMIO.
Na rila do Amorim n. :I9, armazem de Manuel
dos Santos Pinto, ha muilo superior feijao mululi-
nho em saccas, por preco commodo.
. Vende-ie milho muilo novo a granel, o fei-
jao nula 11 olio muilo ndvo em saccas de alqueire por
preco commodo: bordo da barrara Feliz I entre,
tundead* na rampa do Ramos.
No armazem da Iravessa da Madre de Dos n.
9, de Joaquim Pinlieiro Jacouie, vende-se feijo mu-
latinhu em saccas graudes, por prero muilo com-
moJo.
VENDAS
vento
regar horlas e Jiaixa,
CEMENTO ROMANO.
Vende-se snperior cemento em barricas e a rela-
sllin. no armazem di rua da Cadeia de Sanio Anlo-
nio de maleriaes por preco mais em conta.
Na rua do Trapiche n. 16, escriptorio
dcBrandcra Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo .
Papel de cores emeaixas sortidas, mui-
to proprio para iorrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitto ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade eomnium, com o competente sec-
ca n te.
Na rua do Vigario n. 10, pnmeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
@@^^*^@@:S@@
0 POTASSA BRASILEIRA. ($)
(k Vende-se superior potassa, fa- fc}
^ bricada no Jtio de Janeiro, che- tA
/A gada recentemente, recommen-
jZ da-sc aos seuliores de engenhos os
2 seus bons elleitos ja' e.vperimen-
'W lados: na rua da Cruzn. 20, ar-
(#> ma/.em de L. Lwonte Feron &
^ Companbia.
Vende-se excellenle taimado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com o adminis
rado r do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companbia, na rua da
Cruz. n. 4.
i
s
E
Janeiro
a 2.)
os premios sero pagos
logo que se lizer a dislribuicao das listas.
AVISO AO PUBLICO.
A taberna de Gtirjab de rima acha-se cnmplela-
menle sorlida com um complelo sortimento de 1110-
Ihados, fazendas einiudezas; portanlo as essoas que
quizciem ho'nrar esle cslabelecimento, aqai acharan
ludo a \nuladc do comprador, pelo mosmo prer;oou
com pouca diflcrenc.i da praea.
Na rua Nova, esquina da ponte, precisa-se de
bons olliciaes para calcas.
Na rua do Collegio n. 10, lercciro andar, pre-
cisa-se alugar um criado.
O Sr. Joaqnim ferreira da Silva Jnior quei-
ra apparecer na ruado Amorim-n. 35, a negocio.
Attencao.
Roga-sc as pessoas que devem na taberna da rua
Nova 11..1O, que foi do fallecido Malinas Juaquim da
Maia, baja ni de mandar pagar as suas conlas, do con-
trario resolver-se-ha o proprielario da mesma a em-
prear os meios que Ihe faculta a lei para com as
pessoos que se lem negado a seus pagamentos, de-
clarando urnas j lerem pago, c outras apreserUando
duvidas, sem que provem com recibos ou docomen-
los ; c assim o mesmn proprielario declara pelo pr-
senle annuncio, que quando comprou a referida ta-
berna foi firmado em que as pessoas devedoras da
mesma jamis se negassem aos pagamentos ; e por
isso espera no prazo de 8 dias ser emboUado.
Attencao.
Vende-se a taberna da ruaNova n. .10, que foi do
Tallecido Malinas Joaquim da Maia, com lodos os
ulencilios e gneros que cxislem dentro da mesma,
sendo estes novos, de mui boas qualidades. e por
ccmmndos precos, por lerem sido comprados a di-
nheiro : a pessoa que este negocio quizer fazer rom
a rclenda taberna, que se acha collocada em bom
lugar, muilo acreditada e tambem aTreguezada, po-
de dirisir-se i mesma a fallar com Joaquim da Cos-
a Honrado,
I.'ma mulher capaz se cncarrega de tomar con-
la de nlKiim sitio perto ilesla prara, anda que seja
pequeo, licaudo ao cuidado da niesina o bom Hdla-
inenlo, tanto da casa como do arvoredo, por nao po-
der pasar aluguol, Dcando prompta a enlrega-lo logo
que seu dono lenlia dola precisao : na rua da Sen-
Ma Velha n. 70, segundo indar, informara da pes-
soa que pretende.
Victorino Martins Fernando* relira-sc para fu-
ra da provincia.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar : na
rua da Cruz n. 7, seguudo c lerceiro andar.
O caulelisla Vicente Tihurrio Conidio Fer-
reira avisa aojrespcilavel publica, que continua a ter
a venda nos tugare* ja annuiiriados, cnidas da lo-
tera que ueve correr no dia -Jl do correnle, assim
como que logo que se publicar a li-la dos bilbeles
premiados, pagara os premios que sahircni as suas
cautelas, sendo os de um cont de mis para cima,
pagos na loja do Sr. Joaquim Mouleiro da Cruz.e
os onhos no pateo do Carino loja do Sr. Benlo Al-
ves llodrigues Tnpin milu.
O abalso assignado roga a quem livor adiado
a rarteira que perdeu no dia II do correnle, que te-
lilla a bnndade entrega-la com os papis, no Becife,
na rua da Cruz, segundo andar u. Si. hcando com o
dinheiro quo a mesma linha por sua ur ilili.acao.
Antonio Vinliciro de Mendonra.
Precisa-se ihe urna ama para ca.a de poura fa-
milia : na rua das Trincheiras n. d*.
ngomma-se com muila perfeicao.
No Caes do Hamos taberna do retiro n. 2(i achara
com quem iralar.
AUANAK PAR !8oS.
Sahiram a luz as lolhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
V00 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana n.. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
NA LOJA DE 6 PORTAS
em frente do Livramento.
O dono desta loja acaba de chegar da Europa, e
quereodo acabar com muitos relalbos, que encon-
trn na dita loja, para surtir de fazendas novas,
resolveu vuude-los por prcros muilo baratos, sendo
a dinheiro it visla, para nao ser dous prejuizos :
chitas de bom panno e bonitas a meia pataca, nove
vinlens e dous lustes, linas ; madapoln a sele
vinlens, meia pataca, nove vinlens eidous tusl&es ;
crlesde cambraia de tres babados a dous mil ris ;
leaos brancos e pintados, para nulo de senhora,
a meia pataca ; rucados e panno escuro, proprio
para roupa de escravos, a meia pataca ; riscaOiuhos
du Indio para jaquelas e palitos, a doze violes; e
uniros muitos restos, que quer acabar e que i
visla da fazenda e o preco convida a comprar para
se vestir una familia com pouco dinheiro. Aprovei-
lem a occasiao, que a pechiucha acaba-se. Aloja
est aberta das (i horas da manhaa at us 0 da noi-
le, para assim ollerccer commodo a qualquer dona
de casa a vir escolher o que precisar.
N* rua Nova n. 10, rende-se a Historia de
Portugal, ciicadi-ruada de novo, por prejo muilo
commodo.
Vende-sc urna masseira de amarcllo, bem fei-
la, emmalliclada e com parafusos, est em bom es-
tado porque nao servio anda : ua praca da Inde-
pendencia, loja de chapeos n. He 16.
Vcndem-sc as phrases do Tilo l.ivo ; quem
quizer, dirija se ao raes do Hamos, Mioma do Iteli-
ro n. (i, que achara com quem tratar.
Vende-se muilo bom peixe deCamorimpim
em salinoura : na rua do (.Inclinado, toja n. II.
Vende-se nma crnica de boi : quem preten-
der, dirija-se praca da Santa Cruz 11. 2. ,
Vende-se una rarrora em bom uso, com bois
muilo bous, mansos c gordos : alraz da matriz da
Boa-Vista 11. 13.
Veudcm-sc 1 srades de sacada, 2 parelhas de
enlam* rasgados, alzumas taboas de pinho servidas,
:l janellas velhas, 3 cancellas de portas, 3 dilas pe-
queas, algn caibros de -10 c algatlMN Iravelas de
20 palmus, alguns cabejos de Iraves de diversos la-
manhos, urna mao Iravessa : quem pretender, din-
ja-s'e casa da rua du Pilar n. 101.
TAIXAS DE FERRO.
Na lundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Matinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como eslrangeiru,
batidas, fundidas, gratules, pequeas,
razas, e fundas ; e, em ambos os logares
evistem quindastes, #para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
COBERTORES ESCDROS
BRANCOS.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores escuras, proprios para
escravos, a 720, dilos grandes, bem encorpados, a
1-5280, ditos brancos a 15200, ditos com pello mi-
ando os de laa a 1-3280, ditos de laa a 2-; 100 cada
um.
CAE DE LISBOA A WX)0 RS.
Vendem-sc baYris com cal de I.isnna, chegado no
ultimo navio a -13000 por cada una : na rua do Tra-
piche n. 10, segundo andar.
FARINIIA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por prero
commodo: no armazem n. lfi do l)ccco
do Azeite de Pe\e; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida GomesAC, na rua do
Trapicbe Novo n. 16, segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
IACA'0.
Na ruado Crespo, loja n. vende se superior
sarja hespantmla, muilo larga, pelo diminuto prero
de 29300 e 25OOO o covado, selim maco a 25800 e
35200 o covado, panno preto de 39000, 5OOO, .jOOO
e 6.5000 o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 7>, e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem delronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. Si,
prmeiro andar.
CEIEITO ROIARO.
Vende-se superior rcnionln em barricas grandes ;
assim como lanibem vendem-se as linas : alraz do
llicalro, armazem de Joaquim Lupes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Venderse na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Em casa de J. Kellei'&C., na rua
da Cruz 11. 55 ha para vender encl-
lente* piano* viudos ltimamente de Ham-
burgo.
A I.SOOO, 2$5 Vende-se inclpomenc de duas larguras com qua-
drosachamalolados para vestidos de senhora a I? o
covado ; seliin preto Marao, excellenle para vesti-
dos a 25 o covado; leos de cambraia de linho ti-
nos bordados e bicos pela boira a.">5 cada um ; cam-
braia de linho fina a ."1^ a vara ; assim como diver-
sa- 1.1/endas por eoinmndn preco : na rua da Cadeia
dn Becife loja da esquina 11. 50.
CHARUTOS DEHAVANA.
Vendem-se superiores charutos de liavana, K>r
prero commodo : na rua do Crespo n. 23.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.' ediean do li\ riiiho denominado
Devoto Chrisiao.uiais correctoe acrescenlado: vende-
se unicameule na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada eiemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maa, adoptado pelos
reverendissimos padres capuebinhos de N. S. da l'e-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da ConceicAo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conseibo : ven-
de-se unicameule na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I5OOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinbas tudo modernissimo ,
chegado do Rio deJ?ieiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de exccllcntes vozes, e precos com-
rnodi. em casa de N. O. Bieber & Compauhia, rua
da Cruz n. .
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber i C,, rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste cstabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Vende-sc um cabriole! rom cubera c os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi dovo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Becife rua do'Ira pi-
che II. I primen ii andar
Ha na'rua Nova p. 8, loja de Jos Joa-
quim. Moreira, .
um-restn de anneis de oiiro de 1t quilates, que para
se Ihe dar o lim, vendem-se por 18100 cada um ; a
elles, antes que se acaben).
No largo do Corpo Santo armazem n. ?, jonlo
a loja de funileiro, vende-se a dinheiro vinho de
Lisboa imitando a vinho verde era barris de 4 em
pipa, assim como se retalba a caadas a preco de
dous mil reis e a garrafa a 280 rs.
BALSAMO H0M0GENI0 SYM-
PATHICO.
Kavoravelmente acollado em todas as provincias
do imperio, e Lio geral como.devidtmenle apreciado
por suas a din ira veis virtudes.
MOLESTIAS CURA VEIS
PCR MEIO DESTE PORTENTOSO BALSWO.
I-1-III HAS E TOBO O CENERO, anda que
sejam com laceradora de carne,e quej eslivessem no
eslado de chagas chronicas, esponjosas e ptridas.
Loso depois da applicarao cessam as dores.
L'LCEKAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erisipelas, molestias cutneas Ou perpe-
tuas, e scirrhos, ronhecidos polo falto nome de Aga-
llo nos peilos. /beumatismo, dieleze de todas as qua-
lida.les, sola, inchaees e fraqueza lias articulares.
QUEIMADURAS, qualquer que seja a cansa e o
objecto que as produzio.
O MESMO BALSAMO se tem appiicado com
maior vantagem as molestias seguintes : porcm ad-
verle-se que so se deve recorrer a elle em caso* en-
tremos, na falla absoluta ou tmpossivel de se obter
a assi'lencia de um facultativo.
IIS TULAS, em-qualquer parle do corpo.
LOMBRIGAS, nao exoepluando a tenia ou soli-
taria. t>
MORDEDCRAS de qualquer-especie, inda qu
sejam as mais venenosa*.
DORES clicas ou de barris*, debilidade do eslo-
maso, obsiriircilo das glndulas, ou enlranhas, e ir-
regularidad.- mi falla da menstrucAo ; e sobretudo,
inflammaces do finado e do haco.
AFFECCO'ES do peilo, degeneradas em priucipio
de pluisica etc. Vende-se na rua larga do Rosario
n. :16. (
Em casa de Timm Mpmsen & Vuias-
sa, pracado Corpo Santo n. 15, ba para
vender:
Um sortimento completo de livros em
branco de Hamburgo.
Lonas da Russia de superior qualidade e
por preco muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dillerentes qualidades.
Absinthe e cherry cordeal de superior qtia
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada
Faurepre&iils.
Chocolate francez.
Pianos verticaes e horizontaes.
,-.,...
ESCRAVOS FGIDOS.
8
Deposito de vinho de cham- w>
fiagne Chateau-Av, primeiraqua- ~;i
idade, de propredade do conde 0
de Marcuil, rua da Cruz do Re- di
cife n. 20: este vinho, o melhor b*.
de totla a Champagne, vende-se <
a oGsOOO rs. cada caixa, acha-se j
"nicamente em casa de L. Le- J
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-sc muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he par* fechar conlas.
Na rua do Vis ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
__ Vendem-sc no armazem n. GO, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenrv (iihson, os mais superio-
res relosios fabricados em InsUlerra, por proco.
mdico-.
ARROZ. DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. lCdo becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
.CEM MIL RES DE UKATIFICACAO'.
-Desappareceu no dia 8 de selembro de 1851 o es-
cravo, rrinuU, de nome Antonio, cor fula, represen-
la ler 110 a .'15 anuos, pouco mais ou menos, no moi-
lo ladillo, eostuna trocar o nolnc e intilular-se forro,
e q na non se >e pe seso ido diz que ho desertor ; foi
escr.vo de Antonia Jos enseuho Caito, da comarca de Santo Antlo, do po-
der de quem desappareceu ; e sendo capturado e re-
colhido .1 cadeia desta cidade com o nome de Pedro
Sereno em!) de asoslo. foi ahi emharsado por ne-
cuc.in de Jos Dias di Silva tiuimar.Se*, e ltima-
mente arrematado em praca publica do jhjo da se-
gunda vara desta cidade em M) do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os jignaes s-o o* srgoinles : ida-
de :t0 a :!."> auno*, estatura resultr, cabellos prelos e
carapinhados, cor amulatada, olbo* escoro*, nariz
Erande e grosso, lricos srossos, osembUnle fechado,
bem barbado, com lodo* o* denles na frente; roga-
se as autoridades policiaes, capilSes decampo o pes-
soas* particulares, o apprehenilam e niamlein nesta
praca do Becife, na rua larga d Rosario n. 24, que
receber.i a gratifcalo cima, e-proKslaronlra quem
o livor occullo.Manoel de Atmttta Lopes.
Desappareceu no dia 28 Weoiarr-o urna escra-
va crioula. de nome Beneditl^.de idade 30 anuos,
pouco mais ou menos, com f.gnae seguintes :
cor bastante preta, estatura alfil reforrada do corpo.
beiros um tanto grosios, deijw ''vos e gengivas es-
branquieadas, peilos pequeqn, s palmas da* mos
muilo brancas, e os pos aCuma cousa incitado*,
quando talla p*rece mura, e tem, de cuslume.inti-
lular-se forra. Esla escrjva foi da Sr*. D. /.nimia,
lilha doSr. Joaquim da Silva Cuimaraes Dengoso,
de oueiii os abaiso asa'gn'doj a Iwuveram por com-
pra : roga-se, porlan'o, a qnaesquer pessoas que a
apprebenderem a enlreguem no engenho l'orrinha,
a Jo.io Jos de Medeiros Correia, ou nesta cidade
da Paralaba aos abaixn ssguad^^^seu escriplo-
rio, rua da Areia n. 106, que >ero geuerosimcnte
rerompenados.Joilo Jos de Meueiros Correia &
Ci inpanhia.
Desappareceu no dia 1:1, indo Vender tapioca
como cosloiii*. a preta Joaquina, b*n rrmhecida por
ser esla sua venda ha muilo lempo; .nal he balxa,
magra, e de maior de -10 anuos, le o miar Iropcco
como quem e ios por cima dos dedos, e nAo os pode abrir bem :
levoi vestido de ganoa azul e pana* da -Costa lm-
beni azul : quem a pegar, leve-a travesa da Trom-
pe n. ,
CEM MIL RES DE CRATIFICACAO*.
Desappareceu no dia 6 dedezembro do anno pTo-
ximo passado. Benedicta, de 11 aun" de idade, ves-
8*, cor acahnclada ; levuu um vestido de chita com
lislras edr de rosa e de caf, e outro lambem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarillo no pesco-
co j desbotado: quem i apprchetidef eonduza-a
Apipucns, no Oiteiro, em tasa de Joilo teilc de Aae-
vedo, ou nn Recife, na praca do Corpo-Sanlo B. 17,
qoc receber.-i'a gralilicarao cima.
Terta-feira, 7 do correnle. ileapi>*receu do
cngeiibo Tiuma, freguezia de S. Looreaoo da Mal-
la, un eacravo pardo rlaro, de nome Marcolino,
idade 18 annos, pouco mais ou menos, boa estatu-
a, rhem do corpo. bem feilo o bem parecido, rosto
redondo, olhos grandes, cabello pegado na cabera,
bocea regular, bem enprrnado. e beaa feilo de p*,
quando calilo levou alcuma roopa de sobitsaleule de
outro pare-iro, e consta ter vindo par* esla cidade :
raga se as autoridaite* e capitae* d* campo que o
-niihrii-in, o maodem pegar < eiilregai atjMa piara,
no armazem da rua Nova n. 67, que ser btm re-
compensado.
------------------1---------------------------1------------------
l'ERN. TVP. DE H. F. DEFAMA. -185.
MUTILADO


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