Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00962


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Full Text
ANftO XXXI. N. 91

SEXTA FEIRA 20 DE ABRIL DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
I
i;.\CA|llu;..VI(>S DA SUtSl.l.IPC.VO.
Recite, o preprieterio M. 1'. de Furia ; Itio do Ja-
neiro, o Sr. J"'" Pereira Martin: lialiia, n Sr. I).
Duprad: Mi"';. Sr. Joaqnim Bernardo de Men-
donca ; Parehiba, o Sr. liervazio Virlor da Nalivi-
dade : Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio Pereira Jnior;
Arican, o Sr. Amonio de Lomos Braga; Ceara, o Sr.
Vinwi"" Augusto lloraos; Mamnhflo, n Sr. Joa-
quim Marques Rodriaues ; l'iimliy, o Sr. Dominaos
Herrnlano Arkiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
te J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jurunymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
Pars, 315 a 3.">0 rs. por 1 f.
Lisboa, OS a 100 por 100.
Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroesdo banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modus de GOlOl) velbas
de 69-f 00 novas
de 49000. .
Prala.I'atarirs brasileiros. .
Pesos columnarios,
mexicanos. .
29000
169000
163000
99000
19940
199-10
19860
-PARTIDA DOS CORREIOS.
linda, lodosos das.
Carnal Bonito e Garanlnins nos das 1 e 15.
* illa-Bolla, Hoa-\ isla, Ext'i eOnricury.-a 1:( e 28.
Goianna e Parahiba, secundase sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIO.II-:.
Pnmeira s 7 doras e 42 minutes da inanha.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundase quintas-feiras.
Kelaco, ter^as-feiras o sabbados.
Faz-anda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
L* vara do civcl, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civcl, quartase sabbados ao mcio dia.
EPUEMERIDES. DAS DA SEMANA.
Abril 2 La rheia aos 8 minutos e 36 segn- 16 Segunda.Os prazeres daSS.Virgcm Mi de 1),
dos da tarde. 17 Terra. S. Anirefo p. ; S. Hermorgcnes ni.
9 Qoarto minguante as 7 horas, 12 mi- 18 Quarta. S. Galdino l>. rard. ; S. Perfeito.
nulos e 39 segundos da larde. ; 1!) Quinta. Ss. Expedito, Arislonieo e Scrates.
16 La nova a 1 horas, 16 minutos i 20 Sexta. S. Ignez *> Monte Policiano v.
36 segundos da tarde. 21 Sabbado. S. Anselmo are; S. Abdecalas.
24 Qnartocrfescente as 3 horas, 37 mi-'22 Domingo, do Bom Pastore 2. de|>ois da Pas-
nutos 40 segundos da manha. coa j Ss. Soter c Caio pp. mm.
PARTE OFFCIAL.
GOMMANDO DAS ASMAS.
Quansl-ganeral do c ominan do da arma* da
PaurMauamco na ctdade do Recite, u 1 9 de
abril da 1856.
ORDEM DO DIA N. 32.
O niarcchal de campo comroandanle das armas
determina, que o Sr. 2." ciruraiAo-alfcres do rorpo
de saude do esercito Dr. Joaquim da Silva Araujn
Amazonas, suhsliiua no servir do hupilai regi-
mcnlal o Sr. 2.u ciruraio-tenciite do ioemo enrpo
Dr. Rocen do Apiigio Pereira (iuimares, que fui
sorteado na qualidade de juiz de f.irlo para funeci- % os seus inlere-se---
onar na preentc scsso do jury.
los Joaquim Coelho.
Conforme.('anuido Ltai Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detalhr.
EXTERIOR.
gado* a defender noso territorio, nossa indepen-
dencia, honra r. existencia.
Honlem 20 talvez houvesse um combate rom a
noss batera de HumaiUi. Esperamos a lodo ins-
tante a noticia da surte das nossas armas.
O presidente da repblica conla com a determina-
ra, fu c serena do povo paraguayo. NAo o alemo-
risa a superiurdade do inimigo : nao o desviaro da
sua rondiirla os males a que vai expor-sc. O sent-
mcrflo da nacionalidade, o sen profundo antagonis-
mo a lodi (loii'jarjo eslranaeira san senlimenlos
mui fortes e iuallcraveis "oS"***0 paraguayo; para
cites appella n prcsidc-nle da rcD'-bca, r iri* 'I""'
for a sorte das armas, fu-.iAu salvos a honra do paiz
PARAGUAY'.
Queslo Rrasileiro-Paraguay a.
AssumprAo, 21 de fevereiro de 18>.
BOCLAMiCAO.
; lia a Repblica do Paraguay !
O presidente da repblica ao excrcilo.
Soldados '. Quando o chefe supremo da repblica
eontava com urna paz segura, fundada tas relacoes
amigaveis rom todos os Estados visinbos, um inimi-
go insidioso nos atara e invade repcnlinamente.
O Brasil, cujo Imperador acaliava de assegurar-
nos urna paz iualtcravel cm tu* mensagem s c-
maras, invade os nosso ros, o no*xo territorio, e
pretende impor-nos a sua aatoridade e as su.is or-
dens.
Urna esquadra brasilcira cntroo no rio Paraguay,
sein que o seu governo, ou o seu chefe transmil-
tissem au governo da republira o menor aviso. Esse
aclo que nao tem cxcmplo srnAo entre sdvagens
nos chama ao combate. Soldados, vamos pelc-
jar porque a isso nos ohrig.-i um governo que rallan-
do-nos de paz e de amisade, traz-nos a guerra e seus
Vales. '
Soldados, a patria conla com os seus filhos; conla
com esse valor fri, com essa sereiiidadc impertur-
bavel que vos tem feito arrostrar os perigos e
a aserte sempre que tem sido invocado o vosso au-
x*To.
Soldados, seja qual fnr a sorte que a Providencia
na reserve, nossa reiitlencia ser um prolrslo eter-
no'contra a injuslira do Brasil e urna gloria inunar-
cessivel, rinda, que sejamus mal succedidu.
Soldados. Viva a repablica Independencia ou
morte seja a. nova divisa : suslcnlai ossa divisa,
toldados, e o Paraguay se tornan inemoravel e digno
de admirarlo.
AssompcV, 21 de fevereiro de 1835.Ca ios .1.
Lpez..
PROC^AMACO..
t'tra a trpnCli-ti to Paraguay '.
O supremo governo da repblica aos seus con-
cidailos.
Paraguayos! O presidente da repblica conliava
tranquillo em sua scieucia e as sinceras dispusi-
eses c scnliineiilos que nutria -de aju-tar pacilica e
amigavelmente rom o. governo do Brasil as qucslns
pendentes; sua Iranquillidade e ronliane-i augmen-
taron! qnando vio S. M. o Imperador, na occasiao
solemne e grave da abertura das cmaras asseaurar
que o incidente uccorrido com o eu encarregado de
negocios no Paragoa) nao allcraha a paz e boas re-
l.ir >cs entre os doi** pnies.
Era tao sagrada e solemne a augusta palavra do
Imperador, tal a cnnftanra qoC devia inspirar, que o
presldenle da repblica nao qoiz por muilo lempo
rrt r nos avisos que de todas as parles Ibe chegavain
deqaeo Brasil preparava urna expedirlo para u I'n-
rtgxtty. S quando vio enlrarem no Paran consi-
deea*eis forras hrasileira, e quando nAo p duvidar de que se reuna em S. Borja um exercilu,
cmecen a lomar algumas medidas para defensa do
territorio. O presidente quera afaslar luda a sus-
peita de que o animava um e mostrar ios seus compatriotas que eslava di'posto a
fazer todas as eonces e rom os intereses da repblica, para poupar aos
P. r.ianavos os males inseparaveis da guerra. 0
presidente nenhiima communicarAu linba recebido
rio gabinete brasileiro; ncnbuma rccIamiiQao se Ibe
lluvia feito, iiein queixa uenliiuiia. e era incrvel urna
aggressao tao injuslifirada.
Comtudo.a duvidaj nao he possivcl: forras bra-
ileiras subram o rio; ncm urna palavra de ror-
tezia nos foi dirigida : romos desconsiderados c eliri-
Eia. Paraguayos .' o presidente da republira cunta
comvoiro.
Assump(o, 21 de fevereiro de 1835.Carlos An-
tonio Lpez.
CIIEli.VDA DA ESQUADRA AS AGUAS DO
PARAGUAY.
Assumpro, 2i de fevereiro de 1855.
i.iue o inimigo enlrou nos ros da repblica j.i sa-
bem lodos os Paraguayos pelas proclamacoes que o
upremo aoverno publicnu em 21 do correle ao re-
ceber a prime-ira noticia de que a esquadra brasi-
leira liavia entrado no rio Paraguay sem annun-
riar nem por civilidade o objeclo da sua viuda,
e pnr conseguinte era provavel que dentro de
duas horas tivesse de baler-se rom as bateras de
llumnila.
Na embocadura do rio Paraguay, no lugar deno-
minado Cerrilo. ha somente um olfirial encarregado
de fazer a polica do rio e alguns soldados e guardas
que emnarram nos navios mercantes que ahi che-
san). Unan.lo aporlou quelle porto a esquadra
hrasileira esse ..lli-i.il enlregou ao chefe dclla a
communicarao, cujo resumo se acha naqnella que
o chefe dessa esquadra dirigi ao ministro e secreta-
rio de relares exteriores com data de 20 do corren-
te, a qn.nl foi recebida nesla capital quinla-feira
22. Essa nota he a primeira participarn ofli-
cal que o governo brasileiro dirige ao governo para-
guayo.
Inserimos adianle a ola do chefe brasileiro e a
re*posta que Ihe deu o ministro paraguavo: esses
documentos sao muilo importantes, e h;Vi de repre-
sentar um grande papel nos negocios adunes.
A nota do chefe da esquadra hrasileira annunca
que lem elle plenos poderes para ajuslaros negocios
pendentes. Abunda em protestos de vistas pacifi-
cas e de riispnsice* amigaveis; porcm vem afrente
de urna expedirn militar, fado este nanea usado,
injurioso, e que nem em lempo de paz he permit-
tido c conveniente. Se urna mcJIo lem de pedir
jostira quenulra lile nega, querva te c faz rcrlama-
rdes por intermedio dos seus minislros, e nao ap-
pella para a forra armada lala no caso de recusa, c
quando nao ha oulro recurso.
O aoverno do Brasil prevalecondo-sc da sna prepo-
tencia machima e de mitras crciim-lancias inverleu
a ordem e o usofon-lanle de lodas as uaroes, e em
pleiu paz enviou utn ncgoci.idor armado que* no
meio das suas prolrstares de disposi^oes amigaveis
deita transpirar na sua nota ainc.icas mal en-
cubertas e eslabelece um ferino perempturio; cou-
sas estas puuco conciliaveis com as disposi^ucs pa-
cificas.
Na rcsposla do ministro paraguayo ha nao s um
lom de moderaro e de calma mui conforme com o
desejo sincero de ajustar pacilicamenle os negocios,
como lambem se f.z em favor desse mesmo ajuste
pacifico um nobre e louvavel sacrificio de amor pro-
pno e um pouco da dignidade de Estado e de gover-
no iiidepeudeule. O armamento por si s e o le-
va-lo ao Paraauav em plena paz e sem que prece-
derse nenlium acto, neiilium passo ot que mostra-
mos ser de uso e de pratica de todas as narres oes-
tes casos, era j urna verdadeira agaressAo, urna los-
lilidade, um araudissimo e immerecido aggravo que
aulorisava o guverno paraguayo a negar-se a entrar
em communicac,es e ajustes. I'odavia, com o (irme
desejo que sempre leve de manter bas relaees com
o Brasil, e para que em caso neiihum se pos*a dizer
com visos do razio que elle punha obslaculus a loda
e qualquer cunvenro e ajuste, limtou lodas as suas
exigencias a pedir au chefe da esquadra hrasileira
querctirasse as suas forras das aguas da repblica, e
vicsac i eapilal sem cse apparato de forras riesne-
cessario e que s serve para fazer appaeccer o Brasil
aos ni Iris de Todo o inundo conimetteudo um buso
irrilanle de forra, e a repblica na posiro bumi-
Ibante de um vencido que recebe a lei de um vence-
dor sem baver combatido por sua honra, ncm defen-
dido sen dircilo.
Ser atlendido, razoavel e conciliador o pedido do
governo paraguavo!' Em breve o saberemos.
CORRESPONDENCIA DIPLOMTICA.
Commanrin em cheje da esquadra brasilcira na
embocadura do rio Paraquay, a bordo do rapar
de guerra Amazonas, 20").
Illm. e Exm. Sr.O aballo assiguado, chefe de
esquadra e commandanto em chefe das forras na-
vaes4e S. M. o Imperador do Brasil no Rio da
l'rat e seus alllucules, lem a honra de participar M
Exm. Sr. ministro das relarocs exteriores da Rep-
blica do Paraauav. para que se digne levar ao co-
nlicciincnlo do Em. Sr. presidente da inesma rep-
blica, que boje s II .!. huras da manhaa. quando
com a esquadra do seu i-ominando se aproxiinou do
parlo do Cerriln, as Tres-Bocas, rcreheu um olli-
cio do commandanlc da polica fluvial do dito por-
to, no qual Ibe participa, que rrendo ser a missa0
dii ajiaixo assianado pacfica ediplomatica, nenhuma
duvida feria cm que o aliaixo assiguado seguisse pa-
ra a Assumpro munido das garantas que o dircilo
das gentes concede a todo o agente diplomtico, e
risongeiras esperanzas de corresponder confianca
do seu augusto soberano, iii-'a/.end o os senlimen-
los que o animam pela conservatgo da paz c ami-
sade enlrc o imperio e as nares vsinhas, e que em
conseqnenca esperara n.lo s os qoalro dias que, se-
-'iin lo disse, Ihe liavia assegurado o commaintaulc
de pnlicia fluvial se demorara, a resposta, como seis,
a contar do dia 20 ao meio dia, e que Hadas elles
continuara a sua marcha.
O abaixo assiguado Icvou ao conhecimenlo do
Exm. Sr. presidente da repblica o conten! da no-
ta de V. Exc. e reealieu ordem de S. Exc. que,
lemln e conservando sempre os mais vivos c since-
ros desejos de manter inalteraveis as relacoes de
perfeila amizade c cor4eal inlclligeiica com n go-
verno de S. M. f., recebeu cen a mais viva e lison-
geira s.iiis|.ii_--i as primeiras participares de que
S. M. o Imperador se dispunli a enviar ao Para-
auav nnageole diplomalico para aju-lar as que-
loes pndenles enlrc .ambos os a ovemos ; sua sali-
FOLHETM,
0 PAKAIZO DAS MtLHERES. (*)
For Panto Feval.
SL'GL'XDA PARTE.
*-*JVJ9F,ajL.
CAPITULO v"
Sieul o tira-espelo.
Na ra da Cola de Ouro a carruagem de alugnel
esperava anda. Veduiin ser dtz horas da noitc. Ncs-
se momento um pao** pesado perlurlinu o silencio
que ah reiuava, cocheiru vio brilhar urna lan-
terua se pavimento Ierren. Era dia de servico, a
mor parle das segas dascausavam, c apenas via-sc de
lempos em lempos urna soipbra passar ao longo das
paredes a claridaile du* iampees.
lie um fregu* lardio do velho llslouri, disse
coinsigo o cockeirv.
O velho Bislouri era um Uainem celebre.
A lanterna movel que costeava a avfeada era com
elTeilo siislenl.nl.i pnr urrt Irapeiro vestido e calcado
coin o riaor do miiforine philos,0|ilico. Caminhava
inclinado, teudo o cesto as costas, as pernas arquea-
das e os bracos cahidos. Era qins vellio. Sua esta-
tura tora aria ; nvtssrn corpo linlia-se curvado. Pela
1 irgura de suas ep-ulnas, pela grossura de seu pes-
rueo musculow podase adevinliar que esse homem
devia de-cnvolvcr em um moineulo dado grande fer-
<;a ; mas essa Torca parela entorpecida. Ha andra-
jos alllvos; porni os desse homem pendiam humil-
de e srdidamente.
A lanterna alliimiava-llie o rosto inclinado sobre
e peilo. lira om semblante de velharo vencido c mi-
seravel, un cabera de malvado desdloso. Apenas
son fllhar, no qual reslava ^omo um reflexo do riso
grnsseiro def*emesanaa pausadas, viva e conservava
una expressao de energa iudoleiile.
Masacus oliins csla\Bmquasi sempre occullos. Eii-
lo debaixu da.-abas moiles c rulas de sen chapeo,
via-se smcnl urna mascara tiran lo a cor de Ierra'
e guarnecida por una barba meio branca.
Na mutlenlo cm que elle a|pro\unava-sc, o co-
ebeiro recnuliecu o homem que o fra chamar para
lomar uina nuillier na avenida Cdlirielle. O leilor
lembrj-se do li.ipriro que ia atroz ilos'nossos peque-
iios llrelcs raiilorolaudo nina cancn do paiz. Elle
lambem viaha da Urelanha, e sem duvida ja la o vi-
mos en) nutro lempo, anda que ue passagem, as sa-
la haferiqrrs do caslello de Maurepar, onde a orgia
canlaia o Libera.
Aii! ab disse elle parando diante Ai cabrio-
'*' ; eu recciava nao acba-lo mais aqu !
E vem prociirar-me de tilo longe, met charo '.'
perguntuii o cncheiro. ,'
O homem do cesto crgucu os hombros, dea mais
um passo adianle, e diie :
Ella eal anda em casa do velho '.'
Uucm '.'
A mulher.
Que Ihe importa isso '.'
nessa conformidade se servisse o abaixo assianado | faro e esperanras parecern! complelar-sc quando
vio que S. M. o Imperador na abertura das cama-
ras assegurava cm sua incusagem que o inriilenlc
ocrorndo com o seu encarregado de negocios na Re-
pblica nAo alterara a paz enlrc ambos os Eslados.
S. Exr. o Sr. presidente coniprazia-se com esla
idea c cpcianra, e preparava-se para dar ao en-
viado de S. Magostado, em suas demonslracfies, a
mais explcita esolemne prova da que, como lica
demonstrado em a nota de 12 de agosto de 18VI e
domnenlo a ella alelos, c di qual at boje, au
se leve nem um aviso de recepeo, as dispusiees
tomadas para com o ultimo encarregado de negocios
no Paraauav,, nao liavia a menor inlenro a niei-- leve offensa ae Brasil, nem de ellenUr con-
tra a dignidade do seu guverno, quando Ihe cheaa-
ram novas cnminunicaces de que o governo do
mesmo augusto Imperador preparava urna expedi-
rn naval, c reuna um exercilu no territorio de
Misses, ludo destinado ao Paragaav. Taescommu-
niracoes cr.un muilo proprias para inspirar duvidas
demores ;-porcm S. Etc. o Sr. presidenle da ic-
publica esperando comlulo rcccbcr alguma coa-
municarAo, como era natural e de costume enlrc
todas as narocs, persisti na sua confianca de que se
chegaria a una resolu^ao pacifica e decorosa das
questoes pendenlcs, apazar de sa'ier i|if> na Ro da
Prala se reuniaui forras navaes e um excrcilo cm
S. Borja, comquanlo i\o tivesse recebido queva
alguina, ou reclamarlo que pudesse justificar tal
armamento.
S. Exc. o Sr. presidente continan ni mais com-
pleta inacro, esperando einpre que essa forras
reunidas no Rio ila Prita nu viriam au Paragua]
sendo depnis de se lerera eigolado lodos os meios
picilicnsc se caaiiecesse qu,- linham sida iuiilei lo-
dos os trQforcus lendenlcsa urna soluco pacifica. Na
opinin do Ex.rn.Sr. pre-idenle uo su era po'sixcl,
como ale mui provavei e fcil, o arranjo das ques-
Ies pendentes, lauto mais que. eslava S.Jixc. lo sin-
ceramente disposto a qualqui-reoncossao razoavel e
decorosa que s esperava a cbeaadi .1 agente de
S. M. o Imperador para por termo a todas as dif-
ferenras. ,
Porcm, quando soubc que V. Ex*, linha entrado
no ('aran ruin una esquadra inipuneiitc e que suba
o rio do mesmo mudo, sein auiiunciar sua viuda e
o seu lm, dissiparani-se todas as suas illuses e es-
peranzas : vio com o mais profundo pezar fechadas
ludas as vas de communicarto amigavel e discnssilo
pacifica, porem a honra c dignidade de um Estado
iiulependenle Ibe impunliam o dever e a necessida-
de de negar-se a toda a rommunicacAo e neaocia(;Ao
principiada e continuada snb o peso e ameaca da
forca. Semelhanle forma, em urna missao diplo-
mtica, quando Ihe nAo precede reclamarAo algnma
a que o Paraauav livesse repelldo, he desusada, in-
juriosa, ufl-nsiva e buinilh.iiile sem nece-ida Ir.
S. Exc. o Sr. presidente da repblica eslava per-
feila e sinceramente disposto a rereher a V. Exr.
ou a qualquer nutro que S. M. o Imperador hou-
vesse por bem mandar ao Paraguay para o ajaste
dos neaorios pendentes, desde que se aprcsenlasse
segundo o eslylo e as formulas usadas cm lodas as
nacops ; parean i vita dessa altilude hostil que to-
mo*, o governo de S. M. o imperador, desse appa-
rato bellico e lessas intimarnos peremptorias com
que V. Exc. aiinuur.ia sua missao, a honra c a sus-
ceplibilidadc do novo paraaaxo nSo Ihe permittiam
receber a V. Exc. no carcter diplomtico.
Supposto que com o simples apresto e armamen-
to se fizrsse ja urna injuria c olfensa gravissma ao
governu paraguaxoe icpublica. S. Exc. o Sr. pre
sidente da repblica, re leudo aos desejos que o
animam de conservar relarocs amigaveis e beuevu-
las cun o Brasil, esquece-se dessa injuria, e est
dirigir-se ao Exm. Sr. ministro de relaees exterio-
res, para cuju lim punha disposicAo do abai-
xo a-signado as postas do servico publico, e
que nuduvidava receberia resposta prumpta csats-
facluria.
O abaixo assignaJo manilau pergeniar au refe-
rido cufnmandaule que lempo era necessario para
ler a resposta de S. Exc. o Sr. ministro de relares
exlcriure*; ao que rcspondcji que scriam precisos
quatro dias.
O abaixo assignado, visto nao haver duvida ne
nliunia em poder seguir ale AssumprAo em missao
pacifica c diplomtica, resolveu Tundear a esquadra
de seu cominindo em frente ao porto do Cerrilo as
Tres-llocas, e participar a S. Exc. o Sr. ministro das
relarocs exteriores, para que se digne levar ao co-
nhecimenlo do Exm. Sr. presidente da Repblica,
que S. M. o Imperador do Brasil, augusto soberano
do abaixo assiguado, se diguou ronliar-lhe plenos
poderes para tratar e terminar, se, for pus-ivel e por
meios pacificse honrosos para ambus us gnvernos,
as questoes pendentes entre o imperio e a Rep-
blica do Parasuay.
, abarxo assianado ao fazer esla parlicipacao a
S. Exc. o Sr. ministro das relares exteriores, tem a
satisfarn desianilicar a S. Exr. que se acha animado
das mais lisonjciras esperanzas de corresponder
confianca que nellc deposilou seu logele soberano,
salisfazendo aos scutimentos que nutre pela cunser-
\nrn da paz c amisade entre o imperio e as narcs
visinh-ts; c pur isso, querendo o ahaixo assiguado dar
urna pruva de laossenlimenlos, aguardar no ponto
em que ss acha com a esquadra de seu rommau lo,
nAo us qualro dias qu. diz o commandanlc j refe-
rida serem necessarios para receber a resposta des|a
nota, porm seis raulados de boje ao meio dia, lin-
dos os qifaes continuar sua marcha al a Assump-
rilu, onde apresentar seus plenos poderes, se
durante a viagem nao for hoslilitada a foica de seu
ceinmando, nu que confia u aballo, assignado. porj_
ipie'assim o exigem o bem e os inleresscs das duas
uaces.
O abaixo assignado prevafecc-se da presente op-
purluuulaile para aprcscntar a S. Exc. seus respei-
losos comprimenlus.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr.'mi-
nistro das relages exteriores da Repblica do Pa-
raauav.
Pedro Ferreira de Oliceira, chefe de esquadra
riiinmandaiilc cm chefe.
/ iiii a Repblica do l'nrayuny'.
0 ministro e secretario de eslado interino de re-
lacoes cxleriores.
Assumpco, 23 Ao Illm. c Exm. Sr. Pedro Ferreira de Oliveira,
chefe de esquadra e commandante em chefe da es-
quadra hrasileira as aguas do rio Paraguay.
O abaixo asssignado, ministro e secretario de estado
interino de relares cxleriores da Repblica do Pa-
raguay recebeu lioutem a nota de V. Exr. datada
de 20 ao meio dia, na embocadura do rio Paraguax,
na qual V. Exc. em consequencia dacommunicacAn
que Ihe dirigi o commandante da polica lluvial no
porto do Cerrilo, dizendo-lbe que se a sua missAo
era diplomtica e pacifica se servisse dirigirse a
este ministerio, cerlo de que obleria prompta e sa-
tisfactoria resposta, uie participa que contando que
poderia seguir al Asumprao em missAo pacilica,
fundeou esquadra do .eu cummaudn cm frente ao
oorto do Cerrilo, para fazer saber ao governo da re.
publica que S. M. o Imperador do Brasil se dignnu
conliar-lhe plenos poderes para tratar e terminar.
se for pussivel e por meius pacHicos e honrosos a
ambos os governos, as qucloes pendentes entre el-
los, assegurando V. Exc. acbar-se animado das mais
(} Vide o Diario n. 90.
tem, ella esla ahi... Obrigado lornou o Ira-
peiro vollando-se e apagando a lanterna, enlrou no
corredor escuro que .ermiuava as duas escoda!.
Deve ser importante, dizia elle comsigo, saber
o que CueM juntos JoAo Tooril c a Morgalle a eslas
horas.
Joao Ton'ril c a Morgatle conversavam anda como
amigas vetlios, trocando suas verdades e tratando de
sens negocios. Meja hora linba pasando desde o ins-
tante em que os donamos sos. Bislouri linha acecn-
dido i.ovameulc o cachimbo, e a marqueza, ajudada
pelo frasqiiinho de saes, comecava a habiluar-se
almosphera do aposento.
Eslava recostada sobre a radeira, e em seu sem-
blanlc tranquillo e risonho via-se um laivo de sarcas-
mo. O mantelete havia-lhe cabido dos liomln ... o
que permitlia adevinhar-se os conloruns ao mesmo
lempo esbeltos e ricos de seu rollo. Soa allilude in-
dolcnte mostrava a flexibilidad)- exquisita da cintu-
ra, e seu vestido de seda brilhav.i orgulhosamcnlc
entre toda essa miseria.
JoAo Touril vil ludo isso, e ese coWasle regosi-
java-o manfeslamenle.
Enaanas-le. velho JoSo, disse Aslrca riepois de
um silencio, enganas-lc ahsolulaincnle.
Prove-me isso, minha princeza, respondeu o
anligo curandeiro approximamlu galanlemenle sua
poltrona arruinada.
Aslrea apalpnu-lhe com a mAo ambos os joelhos, e
disse rindo :
Anda remendos .'
Anda, repeli i.velho ; nao goslo de cairas
que nAo elao ronrcrladas.
Eu rosia melhur, coiiliuuou a marqueza.
Ab vclhaqoinha. exclamen o velho com colo-
rn, nunca acliei coslurcira me rcmendasse lo bem
como lu.
Que idade lem, meu lio '.' pcrgunlou ella re-
penti na mente.
Ah niinhii rica... eslou perlo dos scssenla.
E quaulo dinheiro lem ?
O velho Bislouri deixou de sorrr, e disse com en-
fado :
(Juc te importa iso '.'
Nao (lis-este nu- que cu le provas.c que le en-
ganavas, velho Jogo? lornoua marqueza.
(Jue rilaoo pode haver entre minha idade c
meu dinheiro'.'...
Sa cu provar-te que es um lonco, iulerrumpeii
a marqueza, c, nm nao somos semelliantes, lerei de-
monstrade minha aabedorla... Arrn-as-me de le
dissipado a riqueza dos ltosl.ur. de Maurepar que
uie costara lo rara... Nu diasipi-a, enipi-cauei-a...
1". para acabar las censuras, dize-me ; que ferias
leilo em meu lugar'.'... Ain'l.i que todos os millinrs
00 niuiido rabissem cm la caix, nao terias una
calca nova!...
Ja te disse que obro assim por aoslo !
Muilo bom !... lio igualmente por aoslo que
pero ao mm. |,| qUe e||c pn,ic <];,,... |u melles
os bilhetes de banco em um cofre, cu Iroco-os por
prazeres... Snpponhamos que eu morra sobre a pa-
Iha.como arabas de predizer-me, lerei padecido um
da ou urna emana Uepois de ter vivido no luso, na
elegancia e na felicidade. Supponhauos que raor-
res dez vezes inillionario, como desojas, le&s a dr
immensa dedeixartuas riquezas...
Nao Tallemos a esse respeilo, disse o velho, cu-
jas orelhaa curaram.
A quem dars leus-charos milhes continuou
a Morgatle inclinando-so para elle.
Vnire cem anuos, murmurnu Joilo Tnoril.
No lm dos cera anuos a quem dars leus mi-
lhes queridas ?
JoAo Touril agilou-se sobre a cadeira, e disse com
dcsgoslo :
Nao se deve fallar assim,.. nflotenho milhes...
Sabes quanloa cestos sAo necessarios para fazer um
milliAo ?.-. E se eu livesse milhes, para.que pu-
blicar isso pelas ras ? O quarteirau nAo he bom...
nanlo minha successAo, continuou elle com bole-
ra concentrada, ninauem a ter... Fui eu que jan-
le! o dinheiro... Sou como lo, .uo amo a niiiguem...
Amigamente amava-te um pouco, porque julgava-le
econmica... Ah ah por ventura emitas com a mi-
nha successAo, vclhaquinha ?
NAo, respondeu Aslrea.
l'azes bem !
A marqueza aperloo-lhc o braco, c pronunciou
lentamente :
Digo-te que es um lonco, JoAo, cnidcmnas-le
por urna Humera. O ouro nada reprsenla para li,
e es mais pobre que um mendiau no mcio de tua
opulencia... tenho piedade de ti !
O velho ra e piscava os olho.
Amonloo por amouloar, disse elle, assim como-
fazes o mal por fazer, Morgalle, minha flor... A
rareza he um peccado conbecidoe antigo, urna no-
breza que remonta alcm do diluvio... Amonlnar he
um lim... masjjamnilirar por damnificar... lanraru
ouro comprado com sangue cm um lonnel sem fun-
do, he urna loucura furiosa... Se ao menos livesses
um lillm !
Tenho mais do que isso, inlerrompeu Aslrea.
Tens a ti mesms, nao be assim '.'... comerou o
anligo curandeiro.
Aslrea impz-lhe silencio com um geslo, e todava
levou alguns segundos sem fallar.
Elle mesmo o ignora, disse ella cinfim com voz
lenta e alterada, ojio saliera junis quanlo o amo .'
Se o soubesse, cu feria medo, porque entre duus en-
tes humanos s ha rcrla somma de amor possivel :
muilo amor de mu lado produz a frieza do nutro...
Oue dizes'! perguntou o velho estupefacto f
acaso estas enamorada, vclhaquinha "
Aslrea melteu a cabera enlrc as mitos.
Tu enamorada repeli Joo Touril... Com
que amas, se nao leus corarn '.'
Aslrea lanrou-lhe uiA olhar que fez-lhe abaixar os
albos, romo se ; pona de um piiuhal Ibe huuvesse
auiearadoas pal|iebias, e lornou :
Ah uilo romprclicnderias agora, velyo JoAo,
si- nunca podesle compreheuder... Sei que he o meu
ifeslind !... padeco ; mas nao dara i-so pelo prazer
do paraizo... Tenho amado militas vezes... primei-
ramenle u marque/. Antonio de Maurepar. que lr-
mc-hia feilo boa c grande se livesse querido... Eu
linba um coraco, poi una palavra de amor ler-
me-hi.i salvado... Tenho um roracAo ; pois miulias
esperancas, ineus desejos, minha vida, nAo me per-
tencem mais !... Eslou nelle... Se elle enganar-me,
morrerei; vivo porque elle ama-me.
t.lue idade lem elle "! peraunlnii JoAo Touril.
A marqueza corou, abaixou os olhos, e respondeu :
Vinle aunos.
JoAo Touril deu urna risada, e exrlamou :
Eu feria apostado Magnifico !... Ah vclha-
quinha. minha querida, ji vas euvelhecendo !
Aslrea levantou-sc, lornou a vela, c cheaandu-a ao
rosto, disse radiando de nrgulho c de belleza :
Conlempla-me. JoAo pela minha parle mir-
me lodos es das. A primeira raga anda est lon-
ge... Meus olhos eslo menos brilhanles '.'... Tinha
eu antigamenle cabellos mais bastos ".'... Meus den-
tes, minha tez, minha cintura, nada tenho per-
dido.
Vint annos repeli o velho.
Elou mais moca que elle, disse a marqueza.
Me Imita e seis ou Irinta c setc annos que vas
completar em dezemhro :'
Aslrea lornou a por a vela sobre a mesa, sem dei-
xar seu sorriso tranquillo e altivo, e respondeu :
NAo podes assuslar-mc, amigo JoSo ; nao colille-
ro mulher mais formo-a do que eu.
Ellas certa de que elle ama-te '.' perguntou o
velho.
Assim o rreio.
Crs smente '?
Aslrea refieclio um instante, e murmurou :
Se eu estivessecerta ; para que uecessitaria dos
milhes do pobre duque '.'
EnlAo, disse JoAo Touril, a sorle desse infeliz
rei Truffe depende do capricho de um maricas....
1 na ckoupaiu e leu corar o nao bastan) a esse
rapaz '.'
Eu mu-cutira em vi ver pobre rom elle, res-
pondeo a marqueza seriamente.
NAo pur muilo lempo.
Para sempre.
JoAo Touril \ oitou Un- as costas.
Eia, velho Joo, disse a marqueza mudando
oulra vez de Inm, dcixei-le zombar c divertir-te:
mas pensas que vim para isso Desejo que satbas t
que ponto'amo o meu l'crnaojl i !...
Ah '. ah inlerrouipeu o vclbn, rbama-sc Fer-
nando... ento he elle !
Cala-le !... Desojo que saibas quanlo o amo...
Sem isso lalvez nao me obedeceras.
Falla, .velhaquinlia.
Cala-te... Sabes a somma da riqueza do rei
Truffe
Pouco mais ou menos.
O "rei Truie uflereceu-mea sua mito.
Joo Touril arregalou us olhos.
Reeusei, continan Aslrea ; porque quero rti-
sar com Fernando.
Ah '. vclhaquinha, quanlo Fernando le bala-
r E quinto elle faro bem niaso !
Para cu ler a riqueza do rei Truffe releva alas-
lar um obstaculu que conhcccs...
O elcino doiilor'.'
Jreguei-le que nao me iuterrompeses, velho
Joo, dase Aslrea severameule. 'n linha viudo
pedir leu auxilio, oo ante compra-lo porque nao
das cousa alaunia. Pareces (pierer resislir-mc....
Temes Sulpicin... I a lalvez muilo rico... Kia es-'
tou pobre c Itada tenho a perder ; mas amo Fernan-
do assim como amava oulr'ora Paris, o qual sonha-
xacheiode delicias... Se alaueni se livesse metlido
enlrc Paris e mire...
Alrea nAo lerminou a phrase, e continuou pou-
co depois:
Vi em nao sei que romance um Irapeiro que
aiocar.iva una marqueza... o Irapeiro era mi-ea-
vel como ns seus iguaes, e a marqueza gozava pro-
vavelmenle de sua bella renda... Eu sou urna mar-
queza digoa de riso, e la c> um Irapeiro riquissimo...
promplo a receber a V. Exc. e entrar em urna dis-
cussAo c negociaro pacifica, se V. Exc. quizer fa-
zer sabir das aguas da repblica a esquadra sol seu
commandn.e subir a Assumprao no navio que o ron-
duz, na inlelligenria purm de que rsla courrsso,
depois do decreto do :t deoulubro ultimo, be fcita
em favor de V, Exc. por considerares particula-
res para rom o imperio.
Eslc passo consultara pcrfeilanienle o crdito c a
honra do governo de S. M.,seria em ludo confor-
me ao carcter pacifico e moilerulo de S. M.o Im-
perador, seria a prova nAo cquivora da* sinreridade
ilos desejos que proclama deinanler a paz e a ami-
zade core ns Eslados vizinhos, e o meio nico e se-
guro de chegar a um acrurdoc de concluir um ar-
ranjo amigavel.
Se V. FJxc quer drostepssso preliminar lao jus-
to, equitativo e honroso para o governo de S. 11. o
Imperador, e ge servir fazc-lo saber au crmmandan-
leda polica fluvial na embocadura do rio Paraguay
a quem nestl dala se faz conveniente rommunica-
rAo, nenlium embaraco lora em subir com o seu
navio al esla capital annuHciar o seu carcter,
apresenlaros poderes com que o honrou a confian-
ca do seu augusto soberano, e realisar a esperanca
que airmcnla de corresponder dianaincule a essa su-
bida confianca.
Se pir drsgrara para ambos os Estados V. Exr.
nAo quizer prestarse a eslc passo conciliatorio, e
insi-lir em subir o rio Paragoa) com a sua forca na-
val. V. Esr. lera iniciado as hostilidades Rep-
blica, carregai com a responsabilidade de agares-
sor gratuito e Itio provocado, c lera posto a rep-
blica na norrssidade indeclinavel de defender se-
sem se importar cem o reavUedo da lula, nem de-
ler-se ame a superioridade do poder e tjjrra dr que
V. Exc. dispe. Eslc lerrivel e penoso, porni in-
declinavel dever, Ihe impe a sua honra e digni-
dade como disse o abaixo aMsignaaO.
Tenrio o abaixo assignado camprido as ordens de
S. Exc. o Sr. presidente da repblica, resta-Iba s-
menle asscguiar a V. Exc. a sua mui dislincla cuu-
sideracao. *
Dees guarde a V. Exc. moitos annos.Jos
Falcon.
RESPOSTA AOSR. PEDRO FERREIR*.
Atmmpfio I de marro de ISj.'i.
o nosso uuinero ordinario de sabbado 2i de fe-
vereiro, publicamos a nota que ao nosso ministrg
dirigi u chefe de esquadra. commandante das Tor-
cas navaes do Imperador do Brasil c a respnsla do
nosso ministro, na qual, depois dos protestos mais
positivos e solemnes da boa vonlade c disposires
amiaaveis Je S. Exc. o Sr. presidente. Ihe parlici-
pava que, para facilitar i ncaociacAo c chegar a um
desenlace pacifico das questoes pendentes, era in-
dispcmavel que Riessa sabir das aguas da repbli-
ca a fTirri sol, o sea cor.imando a viesse s uo seu
navio, na certeza da que seria recebido e poderia
desempenhar a ua missao ; porem que, s? insista
em a|H-es"r.laNa>o rom tola a sua ferra-c em alli-
lude hostil e ate guerra, a honra e a dignidade do
aoverno Ibe impuuham o dever inflcxivel de negar-
se a recrbe-lo.
O Illm. c Exm. Sr. chefe de esquadra Pedro Fer-
reira de Oliveira anuiiiu ao pedido lao justo e de-
corosu para ambas as parles c lao conciliador do
supremo aoverno, e dando urna prova da sinecrida-
dedos bous senlimenlos c vistas pacificas que au-
nndola, mandn sabir dasagnasda republira o na-
vios de sua armada, e resolveu cnlrar s no vapor
em que Iraz a sua insignia, cuino se ve pelu seguin-
Ic ilumnenlo uflicial :
('.ominando em chefe da esquadra brasilcira a bordo
do vapor Amazonas, na embocadura do rio Para-
guay, 26 de fevereiro de 1855.
Ao Illm. e Exm. Sr. D. Jos Falcon, minislrn c
secretario de csladu interino dos negocios eslrangei-
rus Ha repblica do Paraguay.
O abaixo assignado chefe de esquadra, comman-
dante em chefe das forcas navaes de S. M. o Impe-
rador do Brasil no Rio da Prala. ele. ele, acensa
a recepran da ola que S. Exr. o Sr. ministro dos
negocios eslrangeirus, 1). Jos Falcon, Ihe dirigi
por ordem do Exm. Sr. presidente da repblica do
Paraguax, datado na AssiimprAu aos 2:1 do crrenle
mez.
O abaixo assianado, sr.ientc do que na dita nota
refere o Exm. Sr. ministro ilus negocios eslranaei-
ros, roaaa S. Exc. se sirva fazer chegar ao ennheri-
mento de S. Exc. o Sr. presidente da repblica ba-
ja dedcsculpara u abaixo assianado nao respon-
llerbiquelles tpicos de referida ola, com os quaes
o abai\oas'ianado nao concorda, nAo porque o
curto espacode lempo nAo h'o perinille, seno por
julgarque eslc seu procedimento inleressa c nAo
Os papis esli trocados; aqui he a marqueza quem
ameaca o proletario.
Ameaca, marqueza, ameaca, minha joia '. dis-
se JoAo Touril recustandn-se na poltrona.
Tenho esla idea ha muilo lempo, continuou
Aslrea. SenAo fra o rei Truffe, cu j feria vindo
pedir-te melado de las economas.
Irra! exrlamou o velho ; metade !
Eu pretenda dizer-lc: Mataste, resgala-te
do radafalso !
Para me levares ao cadafalso, Morgalle, serias
nbrigada a subir adianle.
Kenunrici a essa idea, pruseguio a marqueza
cm vez de responder.
O velho respirou.
Tua bolsa, continuou Aslrea, vafe bem acaixa
de um agenle de cambio; porm quero cousa me-
l'-.or ; nAo desejo leu dinheiro.... por ora!... Meu
Fernando ser duque, e lera a riqueza de um prin-
cipe... Em vez de exigir rescate de li, velho JoAo,
pago-le : offercro-le cem mil cscudus de presente....
Smnente quero que ineobedecas como oulr'ora, nao
admilto reilexAo ncm hesilarAo. e para conseguir
isso ponho-te, como dizem. a faca aos peilos.
L'ma faca de pao, vclhaquinha..'. nao respon-
desle a minha objeeftO... a faca de que me fa'las le
faria a mcsnia ferida que a mim...
A Morgalle levanlau-se c disse dchrur.ando-sc so-
bre o velho, o qual empallideceu:
Ab! nAo le leu-.br.is mais de mim, velho Joo?
Ja esquecesle ludo .'... Chamaslc-mc ha ponro Mor-
aalte... Nao mudei. meu charo, por ter calcado si-
palos, c vestido velludo ou seda... Acabare! mal,
duvidas disso-; l'ma vez o grande Rostan ia-me cs-
Iranaulandu; mas soltou-mc vendo-me surrir... Pos-
so ser pisada, mas nao punida.... u lando cu for a
duqueza Fernando de Rostan, e pnssulr lodos os
caatellos do rei Tiuffc, nao sei romo screi; mas ago-
ra sou nina mulher miserac! disfarrada cm mar-
queza... C.uid i em li, meu amigo, eslou prompta
para arriscar a vida por um sim ou um nao: expe-
rimenta c tirando o relogio concluio.
Tens um minuto para capitular.
O velho JoAo linha suor as ionios. Sacudi o
mais lentamente que pude a cinza do cachimbo, e
disse com um ireenlo caiinbuso : *
E's muilo ;;enlil, minha joia. e aosto muilo de
enrolerisar-le !___ Por gracejo, bein entendido !....
Tazes sempre grandes antearas como sr nu podesse-
moa conversar dez minutos "sem fallar de auillmii-
ua !.... Ili-ni sei que estamos cima delta ; mas isso
dii-me ideas pouco aleares.... Nao lenho-le senipio
leito a-vonlade, volhaqoiuhat... Nao pesM rrer que
lenh.is o rolarn de fa/.er-me corlar o pescoc'.
O velho luinoii-lbe i mo leruamente.
Estamos de acord J pergnntoa a marqueza.
Ali! meu Dos! velhaquiiha, respondeu Juo
Touril. cu era de la opiuiAo ja d'anlcs. Perdesle
tua colera e ten lempo. Bem sei que esse homem
nos destruir, senAo o dcslruirmos... Desde que me
fallas-le ni elrada de Chantres, cuidu nelle... Te-
nho-n visto de lunge, de perlo, lenho-o visto sem
que e le me veja, e lambem tenho-o eucarado... El-
le nAo piide ser apauhado nem pela colera nem pelo
.....lo... ojo esqueceu-se de nada... escreveu sobre
os tres tmulos de Saint Casi tres peame latinas !
Cerlior larde pirna, Comprei um diccionario de
proposito para entender isso.'Cerlior significa mais
seguru. larde lentamente, piena castigo...
E Indo junto?
prejudica a mUso jusia. pacifica e conciliadora
de que o incumbi o seu augusto soberano.
I.imila-sc o ahaixo assignado pois a fazer conhe-
cer o Exm. Sr. ministro e secretario de Estado, D.
Jos Falcon, que. querendo dar uini prova dos
senlimenlos pacificas e conciliadores que o animam,
accede proposla que Ihe foi feila de Tandear a es-
quadra do seu coinmainlu fra das aguas da repua
blira. e seguir viagem no navio em que traz su*
insignia al a Assorep~io, unanhi de manhAa, on-
de apresentar os plenos poderes que lem para
tratar.
O abaixo assiguado conunnuicoii ao cominandan-
le da policia lluvial ua embocadura do rio a deli-
beraro que lomara, cnufermc Ihe foi indicado na
referida nota.e aproveita esla ucrasiiu para a pre-
sentar a S. Exc. os sen respeiloaos eomprimentos.
Dos guarde a V. Exc. miSais anuos.Pedro
Ferreira de Otiteira, chefe de esquadra cominan-
daule cm chefe.
lemus prazer em annunciar ao publico esle snc.
cesso ipie esperamos seja o principio e o presagio do
feliz c pacifico termo das questoes pendentes.
informado o commandante da policia fluvial da
resol ur A o de S. Exc. u Sr. Pedro Ferreira da 011-
veira, pos a ana disposicAo os pralicos que quizes-
se uu pudesse precisar, us quaes S. Exc. nu aceitn.
'leudo recebidu o nosso governo a neta que aca-
bamos de Iransi-rever, houve pur bem diriair ;io Sr.
Pedro Ferreira de Ollveira o seguinie :
I ira a Repblica do Ptrayuay,
O ministro secretario de csladu interino dos ne-
gocios eslrangeiros.
;-sum;i,--io, 28 de ferereiro de 1859.
Ao Illm. e Exm. Sr. Pedro Ferreira de Oliw-ir.i.
chefe de esquadra e commandanlc em chefe da es-
quadra hrasileira.
O abaixo assignado, ministro e secretario de es-
tado interino dos negocios eslrangeiros da repblica
do Paraguay, leve a satisfarn du receber c licar
cente da nota de 211 do crranle, em que V. Ec.
aecusando o rccebiiucnlu da que Ihe dirigi em X)
do corrento, participa que querendo dar urna pro-
va dos senlimenlos pacifico e conciliadores que o
animam, coufurma-se rom a propu.l.i de fazer Tun-
dear a esquadra du seu cumulando Tora das aguas
da repblica e seguir Viagem nu navio em qne Iraz
a sua insignia.
Levada esla nula au cinheciincntu do Exm. Sr.
presidente da repblica, recebeu ordem o abaixu
Signado para dizer a V. Exe. que Ihe foi mu sa-
lislaloriu e agradavel que V. Exc. se preslas-e ,n>
que o supremo governo Ihe pedio para facilitar
negociable de que vem encarregado.
O abaixo assignado leve ordem alm disso, do S.
Exe. 0Sr, presidente para canununlcar a V. Exc.
que lendo milicia de que a agua que demanda o sen
navio talvez nao Ibe permita salvar o passo ileTa-
cuiiiii, que he de mui pouca profundidad)-, S. Ev-
u Sr. presidente resolveu que cm 1,ambare espe-
ren! a V. Exc e a sua comiliva que deva arompanba
lo, os carros necessarios para Iranspurlar-se a ea-
pilal.
O official encarregado de entregar esta ola as
mos de V. Exc. vai incumbido de comprmentar a
V. Exc. e de por sua disposicAo os referidos
carros.
O abaixo assignado, ministro o. secretario de cs-
ladu uterina dos negocios estrangeiras, aproveita
esta occasiao para oflerecer ao Illm. r Exm. Sr. Pe-
dro Ferreira de Oliveira sua uiui dislincla conside-
rarAo.Jos' Falcon.
Cllima hora.
O vapor brasileiro Amazonas passou pela bale-
ra de 11 uuiaila as 2 horas menos um quarlo da lar-
de de 27 prximo panado, com urna marcha rega-
lar qtM Ihepermillia observar perfectamente a nos-
sa pusii;Ao. OpavilhAu nacional Ircniulava noquar-
tel general. Ha um ceremonial ^eilabelecido e ca-
crupulosamenlc observado por ludas as nares, se-
gundo u qual, por civilidade, eemsigualde boa ami-
zade, he uzu f,iZer urna saudac,Ao. O vapor Ama-
IrurrAo da obra.
zonas nao salvou a handeira nacional paraguax a
com lrus, nem com a bandeira hrasileira, ainda que
se annuncic em miisao diplomtica c pacifica, c
a pezar de ler o vapor paraguayo Tacuary com-
primenlado a esse mesmo Sr. Pedro Ferreira de
Oliveira, como chefe daeslarAo naval hrasileira na-
O referido vapor brasileiro cncalhou no banco de
Tavi, onde antes lambem linba cncalbado o vapor
paraguavo Tacuary. O coinin.iodaule da guarda
daquelle poni mandn parle "da sua tropa em au-
xilio. O Sr. Pedro Ferreira de Oliveira recusou
aceitar este auxilio, c a iropa regressou ao seu
ajearle!. ( .Semanario. )
(Jornal do Commercio do Rio.)
O castigo he tanto mais segqro quanlo mais
lentamente vem.
Pobre divisa! disse Aslrea. A vida he curta, c
ninguem cuuhece o futuro... a vinganra que espera
he louca.
JuAo Touril mencou a cabeca e disse :
N'Au discutamos mais; queremos a me-ma cou-
sa, tu pnr amhie-io. en por prudencia ; procuremos
conseguir nosso intento,
Eu te havia dado urna idea ; que tens feito pa-
ra realisa-la'.'
Teuho procurado o homem que he necessario,
e nAo o lenho adiado.
Como entre lanos desgraradosque vecm aqui
lodos os dias !...
Ha mullos honestos, objecin JoAo Tooril.
Sim ; mas os entra'.'
Os oulros podem Dio ler urna noc,ao bem exac-
ta de meu c do leu ; mas nAo colillero muitos que
alrcvam-se a usar de urna faca.
Basla um, disse Astrea.
O velho cucou a orelha e lornou :
Sem duvida... sem duvida basla um ; mas re-
leva que seja bom.
J o adiaste, velho- JoAo, e queres darle im-
portancia !
Assevero-lc que nao Eslou procurando.
Devcs lomar qualquer.
E dar-lhe um puuhado de luizes para esperar
o doutor na ra, nAo he assim i*
Aslrea crgucu os hombros.
Bem sei que es muilo sagaz, lornou o anligo
curandeiro, nao o neeo... Mas digo-te que qualquer
nada vale para por em excciirAo la idea.
Porque '.'
Porque leu doutor nao se inenmmodaria alia
noilc pur qualquer.
Elle he generoso e raritalivo...
Tamhem he prudente c sabe que lem inimiaos.
Aslrea inclinen a cabeca, poz-se a rellcctir, c dis-
se emliiii:
Procuremos oulro meio.
Nao, replicn Joao Touril, esse meio he bom...
somonte be misler achar um rapaz condecido do
iloulor... de inaneira que quando nuxir di/a-r : Fu-
lano osla inorreudu, e so lem esperanra no sciihor.
Sulpicio que he generoso e rarilalivo, seaiiudo las
proprias pal.rn.is, sallo da cania c carra eui sea soc-
cvrro.
E he lo dillicil encontrar um homem que esse
Sulpicio roubeca ?
Eqo.....minia em Tazer o que queremos, ac-
riesrenlou llislonri ; sim lie mui dillicil... liracsi a
Dos, tenho huns rapa/es enlie os meus Freguezes:
nu o doutor Ule us cuuhece... Jo descnbri minio.
pobres que elle lem curado; mas esses elevam-no as
niiveus, esem duvida Iralariam mal a quem Ihe lo-
rao no dedo mnimo... Ah se llvssernus aqr.i o
aunan Nieul!...
Nieul! u anligo servo do caslello? pcrgunlou
a marqueza.
Sim, o alegre vira-espelo que lornou-se depois
um homem serio... Enconlrci lambem a viuva Rio
e n Inaarella I.apiri re... O amiao Nieul he justa-
mente o que nos conven)... Ainda quando o livesse-
mos amas.adu rom nomn proprias i lo, elle nAo
seria melhor!... Sulpicio Iralou-u dez vezes por ca-
lidade, quando Nieul morava no lerreiro paleo... E
Nieul disse-me urna noile: O matador lem a loli-
Londres 24 de fevereiro de 1855.
A CRISE.
O mais determinado optimista nAo pode desconhe-
cer que a posicAu dus negocios pblicos ueste mo-
mento he mui grave e ameacadora. Estamos empe-
nhadus n'uma guerra com a mais colcssal e inacces-
sivel potencia ilo mundo. Temos um excrcilo n'uma
das partes mais vulneraveis dos seus dominios, mas
este exercilo esla rcduzido a menos de metade da
sua forra effectiva original, e esbi amcacado de urna
immiueiile e homicida conlenda, nAo su relativa-
mente victoria, mas ,i existencia. No momelo da
crise da guerra descubrimos que o no-so svslerea mi-
litar be defeiluoso, e a machina e o pessoal da nos-
sa ailininislraco militar inadequada para a pressAo
que recado subre ella. O paiz esta irado e aman-
tado ; a cmara dos communs repercute os respecti-
vos senlimenlos, em vea de inlerprela-lo9, e insiste
cm fazer umi cousa necessaria pur via de mu pro-
resso impraticavel ; o guverno esl desbaratado e de-
millese; dous chefes polticos em successAo se esfor-
eam para construir urna nova adminslracao, c nau-
Tragam na empreza ; succede um lerceiro, mas o aeu
minislerio apenas permanece urna semana no posto,
c logo Ires dos seus membros ma demitlem. c nos arhamos oulra vez laucado na rou-
fusAo e incerlexa. Todas as dfliculdades, defeilos e
fraquezas das instiluir,es represenUilivas vieram ca-
hir sobre mjs n'uma formaigaravada juslamente no
instante critico em que san mais prejudiciaes e mais
desacredilaveis. A situaro exige energia concen-
trada, c su temos desunan e descoutenlamcntu. Ca-
recemus ou da nica vonlade e d acjio prumpta de
despotismo, nu da patritica abueaaco individual
que pode, na occasiao imitar, supprir, eexceder a to-
dos os recursos c vanlagens do poder aristocrtico ;
e nao temos conseguido nem urna nem oulra
cousa.
' Ha dous aovemos feries e efleclivos possiveis na
CrAo-Bretanha, e soiiicnlc dous. Ha dous funda-
mentos em que um ministro pode bascar o seu po-
der : se nao se funda em nenlium, ou se lenta por
couiprumissu fundar-se parcialmente em ambos, s-
11 perdido.
Pode confiar no favor da coroa, no apoio da c-
mara dos lord, na forca que pode tirar de influen-
cias.individuaos concilladas, e de partidos poderosos;
pode reonjr cm lomo .le si por meio le conlempo-
risaces ou podeenrorporpr na sua administrarlo
os senadores da mais ampia chiculeila pessoal, do
talento maU consumado, da man ampia reputacao,
do maior poder local; te pode desl'ar'le dispor as
suas medidas para evitar opposiAu seria c escapar
a derrotas prejudiciaes. Desla maneira pode mane-
jar nao s para manter-se no poder, ms para levar
a efleilo us neaorios du paiz cum energia e pericia ;
pois que a uarau lem nm vasto ropeito para core
os nouies celebres c para com as capacidades reco-
nhecidas.
Se elle acha os seus prricipiosappnsloa eaVrte oa
arislurracia ; se se reputa abandonado pelos priu-
cipaes polticos, c em dcsarrordo cornos partidos ve-
lhos;se acha a replanlo eslal.elecida do senado
preparada contra si, e a sila influencia exercida pa-
ra oppor-se'as s'ias medidas, e lanra-lu forado po-
der,deve cumtudo resistir cnnlra lodas eslas for-
ras bosiis, se pode chamar em seu succoiro urna for-
ra superior a ludo. Pode foi mar o seu governo com
homens habis e Competentes em todas as funcres
administrativas, posto que, nao com as summidades
do mundo parlamentar. Pode iriumpbar apezar
de derrolas sobre, derrolas.como Pilli-triumphou em
1781, cuino Peel em 1SH, como lord Derhyem 182.
Depois da completa modificacAo da guerra de parti-
dos pelo bil de reforma de 18.12 nenlium minislrn
necessila demiltr-se meramente, porque se acha em
minora, emquanto nAo for laucado fra do poder
por nm vol directo de Taita de confianca. Pode
i mullido dirigir o- gorerno do paiz, posto que frus-
trado nos seus esforcos legiilalicos, e pode esperar
o triumpho dc-ies esforcos iias scssci futuras ouem.
nutro anuos. Mas alim de seguir este processo de-
ve conhecer que tem a nacAo a seu lado. Deve com-
preheuder que esla interpretando a vonlade e reali-
sando os designios do novo. Deve ser protegido pe-
lo paiz. Deve conhecer, asim com os seus opposi-
tores parlamentares, que por meio de urna di'sulu-
rAo pude cm qualquer lempo dominar urna maioria.
Se nAo for o ministro da coroa nem da aristocracia,
deve ser o ministro do povo.
Profundamente deploramos a separaeo do gover-
no de homens como Mr. Gladslonc, Mr. S. Her-
berl, eSir James Graham. Seriam tima perda gra-
ve em qualquer lempo. SAo dupliradamenle' urea
perda em uina crise como a presente. Cnmtiulo os
seus lugares podem ser oceupados por succcssorcs
ce de vir aqu com o relogio e a rorrelo.... mas es-
lou muilo Traen Que pensas a esse respeilo?
Se Nieuil liveaea eslado mais ferie, disse As-
trea, Sulpicin nao nos incommudaria mais.
Isso he claro... Nieul nao lem preconceilos.
Quando objecle-lhe que o doutor era um homem
benfico, elle respondeu-me: Eu teria cem escudos
pelo relogio e corrente.... Kis, vclhaquinha ?
Aslrea levantou-se sobresaltada. Com efleilo li-
nham ouvido urna risada suffucada; mas nao fra a
marqueza quem a dera. O velho cncarava-a pas-
mado.
Ouvisie'.' murmurou elle.
Sim; isso vpm d'all, respondeu Astrea mos-
trando 0 repai lmenlo da direila.
Enaanas-te, disse o anligo curandeiro, sem
procurar dissimular sua inquielacAo ; all s ha um
armazem cheio como um ovo e bem fechado...
E aqui '.' pcrgunlou a marqueza designando
u lado esquerdn do quarlo.
Urna parede grosa que termina a casa.
Houve um silencio, durante o qual ambos sppli-
c.irain allenlamenle o ouvido" mas nao perceberam
nenlium rumor.
As vezes, comerou o velho, quando a genle falla
assim de cousas... mui perigosas... julga ouvir... -
.Nao julao nunca ouvir senAo u que oujo, disse
Aslrea, e inclinando-se para o mitigo curandeiro,
conliuuoii:
He lempo de separar-nos.... dizc-mc smente
onde poderemos achar esse Nieul.
JuAo Touril deu um suspiro profundo, c disse:
Elle esl em BresL,.
as gales ?
Por dez anuos.
Unvio-se-oulra risada, c ao mesmo lempo Ires
pancadas distinctas na porta. O velho e a marque-
za enr.iraramc assusladtis.
Nao abras 1 disse Aslrea.
Quem pode procurar-nos a eslas horas ? disse
JoAo Touril em voz alia.
O desconheciilu baleu mais forlementc.
A porta he boa '.' perguntou a marqueza.
Aqui s lia uina porta boa, respondeu seria-
mente o i-lli.<, he a da caixa.
Ha oulra sabida '.'
Nao... excepto a atiella...
A marqueza mui paluda saltn junio da janella.*
Neme momento o dcsconhecido halcu pela lercei-
ra vez, nao mais rom a nao ; pun.-iu rom o p. A
porla carcomida aailou-se, e depois alirio-se.
Apaga a luz! ordenen Aslrea ibaixaude rita-
mente n veo sobre ns cllin-.
O ellin Tooril nao obedecen. A' \ i-la do homem
que ipreaentavi-ae nu humar, vestido de urna blu-
sa eslarrapada, e Irazund um resto de vunes as cos-
tas, elle lcvantou-se e halbnriou:
Nieul! nlo be possivel !
Boa noilc, amigo, disse o Irapeiro, vas bem'.'...
Nao lome lano iiicominodo, minha rica, para -
rullar-se.... .Reronheci-a na avenida liabriellc... f ui
eu que chamei-lhe o fiacre por .V) sidos.
He o diabo quem le entre murmurou J oAo
Touril pasmado.
A marqueza ievanlou o veo e disse adiaolinr' ,o-se
com a cabeca alia e semblante resplulo:
Se eu livesse sabido que eras lu, amigo ,' xieul,
nAo me leria escondida... Eslou certa de q- je nos
encenderemos.
{Continuar-se-ha. .)
Uimiftnn



4F


*
DIARIO OE PERNAMBUCO StXTi FEIRI 20 UE ABRIL DE 1855.
, comptenles, e comludp pode ser possivel a lord
Palmerslon levar .1 elfeilo osea governo sem ellei.
Mm ja nAo pode esperar dominar urna mnioria nessa
cmara dos commiiiis. Nao precisa demiltir-se em
rouscquencia dislo; mas ser-Hie-Ha necesaro obrar
asim a fallar como para dominar uma maioria na
oulra cmara, em qualquer (emporqu lije aprou-
ver. Plo contrario, so se lanzar sobre o paii com o
inluiln de obler os seus suffragio, 9 prospecto de
uma dissolucio, ao menos por algum lempo, pode
lomar urna dissolurfio desneeessaria. Se fuer islo.
pode ser o ministerio mais popular e poderoso que
temos visto desde muilo lempo. Pode dorar mais
lempo e fazer mais do que qualquer dos seus prede-
ic-s^es deade lord Grey. Se elle nao flzer islo, a-
iTCM-culara onlra derrota a longa lisia das derrotas
e o goveruo parlamentar em lempos de difliculdades
se tornar qnasi i m possivel. '
Ora, oque lie que o paiz exige '.' Nada desarra-
zoavel, nada excessivo, nada que nao lenha jai a
eligir, nada que um ministro realmeole patriota e
lioneslo lenha escrpulo de conceder. Requer urna
seguranza de que o svslema sub o qual um valenle e
poderoso ejercito lem solTaWo Tome, adoecido e mor-
ridu, a ponto de estar reduzido a nina miseravcl
fracrao, seja mudado, lima seguranca de que ne-
nhnm ofHcial inpompetenle, civil on militar, ser
lomeado ou conservado no posto, 9eja qual fr a sua
gerarchia, dade, serviros ou relames polilicas. A
nardo nao deve licar salisfeita com menos do que
islo. I.ord Palmerslon nao pode nem deve licar no
lugar rom menos do que islo.
O paiz est irritado, impaciente, suspeiloso. On ni
pcnlera dizer que 11A0 temamplus motivos paraassim
estar'.' Tem perdido de uma ou outra forma >,000
homens. Tem gasto um numero immenso de mi-
ludes. Tem ganhado duas esplendidas victorias,
mas esl t."io longo do Iriumpho como sempre. As
suas tropas, islo he, seus rmAos, flhos e pais, I1A0
perecido victimas appareicmenic da incapacidade,
da negligencia, de ofliciaes estpidos e de nome.i-
ces descuidadas ou corruptas. V-se abatido dian-
le dos odios da Europa ; a sua honra, o seu presti-
gio, a sua propria seguranca cerlameiile em perign.
Ninguein ha sido punido, ainguem reprehendido,
ninguem demitlido. Per lano lem direito a estar
irritado, impaciente e suspeiloso.
Mas nao deseja ser vingalivo ou injusto. S
quer punir o crime, ou remover o insuficiente e o
incapaz. Sabe quo dlcl he verificar onde exsle
a colpa, equao pouco se deve confiar em meros ru-
mores e meros clamores. Nao diz positivamente.
Este ou aquclle humein he imbcil ou iniqno :
insistimos para que seja revocado e punido. Diz,
b Alguem deve ler commellido graves faltas : insis-
t timos para que o governo verifique qpem seja es-
le alguem, e demilta-o. Entretanto, eremos que o
governo sabe quem seja ; e comtudo ainda ralo ou-
o vimos fallar em dcmissAu. Insistimos sobre algu-
ma seguranza para que o estado de cousas de que
nosqueixamns nAo continu,e nao occorra nova-
meute.
Se lord Palmerslon dissesse simples e brevemente,
NAo prolegeremes a ninguem, seja qual fr a ua
. gerarcliia e posicAo. Nao conservaremos a quem
nAo julgaruios ser plenamente competente para
cumprir os seus deveres. Assim que podermos en-
conlrar um delinquenle demilti-lo-hemos. Assim
que pdennos descubrir um abuso, procuraremos
11 remcdia-lo. Mas ninguem exija de nos que s.i-
critiquemos aigum individuo ou algum syslema
aos clamores exagerados das gazelas, ou as aecusa-
too do individuos irreponsaveis. Pedem-nos que
a fagamos justiga a alguem, e ao mesmo lempo pe-
o dein-iiusqiie fagamos iujii-lira aos outros. Con-
( cednm-nos confianra, e mis a mereceremos. Sa-
-be-se que camosinquirinduque estamos fazen-
do inudnnrasque somos tAo activosquanto pode-
" mus ser na'intro luccAo dos melhoramentos. As-
n severamos, como estadistas e como homens, que
< estamos to resulvi los como qualquer pessoa po-
k de csir a realisar uma reforma completa tanto as
n pesioas como as cousas ; somente desejamos o-
ci hrar delibera la, sagaz justamente. Se lord
Palmerslon sustenlasse esta liuguagcm, estamos con-
vencidos que o paiz esperara e o apoiaria.
Mas ella deve defender a sua linzuagem por feilot
que mostrem que lem na menle o que diz, e pode
fazer o que pretende. Presentemente somos ohriga-
dos a dizer que ncm os seus feilos neni as suas pa-
lavras lulo sido laes que inspiren a confianra ne-
cessaria para habilila-lo a dirigir o governo como
deve ser dirigido. lie um grande passo n'uma es-
Irada razoavel enviar para fora commisses de ho-
mens competentes. Mas, dar-se-ha caso que estes
commssaros lenham n/eno poderes para obrar 1' 011
sAo meramente para dar informages e aconselhar'.'
E, primeiro que ludo, porque razao ninguem he re-
vcalo ou demitlido, excepto lord l.uran '.' Talvcz
lord Ragln seja, npezar de ludo quanto se tem di-
to, um competente commandanle. Pode ser, pe-
lo menos, que nao baja mAo um mais competente.
Mas, porquerazao lord liarding ainda continua no
cominando dos guardas a cavallo'.' Porque raiAo he
o l)r. Andrew Smilli o chefe do esta lo maior medi
cal ? Porque ra/.lo ainda continua no cargo o com-
missario geral Filder '.' E porque razao he a opiniao
.publica09 precooceilus. pblicos como alguem
chamainsultada no seu mui excitado humor pela
nomeacAo de um velerano de 80 anuos de idade pa-
ra commaiidante em chefe na Irlanda'.' Ao passo
que laes cousas sAo c uo sao feilas, como pode ser
con-piislada a confianra do paiz '!
Nem era a linguagem da lord Palmerslon segun-
da feira a noile inleiramenlc calculada para dar sa-
tisfago ou inspirar confianra. A sua resposta aos
clamores existentes contra a consliluicAo aristocrti-
ca do nosso excrcito, foi alm desle limjle, e sonu
como um pleito especial, e pleito especial de fraca
especie. He intil dizer que n aristocracia pelejou
lAo bflflcomo os soldados ordinarios. He verda-
de, pelejou. Ninguem nega esle fado. Ninguem
' nunca duvidou das suas faculdades bel liedlas ou das
suas propenses. Mas pclejarnAo he a nica cousa,
nem a principal cousa que pedimos aos nossos ofli-
ciaes. Um ollu-ial deve ser capaz de commandar os
soldados, economisar-lhes a forra, vigiar-lhes os con-
forlos, ver que nAo sejam desprezados, mante-los em
boa condigAo para a peleja. Se csto sem alimento,
sem abrigo, sem roupa, he do seu dever nao tolerar
este estad) de cantas, mis nAo daixar pedra alguma
revirada, representar islo quotidianamenle a seu su-
perior, caujir o commandanle em chefe com quei-
xas, 1 ao deixar o commissarado em paz, emquanlo
nao fr reclificado. ocenpar-se noite e dia em up-
prir as uecessidade Tircwenieples da negligencia e
incapacidade dos oulros. J'oder lord Palmerslon
di:.er que os notsos officiaes lem feito islo? A quei-
xa era que o mais elevados e*mclhores. e os mais
critico cargos no exercito eslAo oceupados, nAo pe-
los odiciaes mais habis, mas por aquellos mui aris-
tocrticamente relacionados. Poder lord Palmers-
lon dizer que este nao tem sido o caso '.' A aecusa-
cao lie que a influencia aristocrtica he lAo forte,ou
as.coinidcracoes polticas lAo poderosas, que homens
incompetentes nao sAo revocadosque homens de-
linquenles, se sao altamente recommendados e po-
derosamente ipoiados, sao abrigados da censura e do
castigo. Poder lord Palmerslon negar islo .* O
p.i/ mi que os nolires generaes e ajeriantes nAo
tem desenvolvido a incanrarel e sempre prompla
energa que tera sido mostrada por outros. cujaca-
Ihegoria nAo as exoncrou quer da falla de Irabalbo.
querdo nielo da responsaliidade ; e que os guar-
das a cavallo rontinuam a aponlar a mesma classe
de humen-, sob cujos auspicios as nossas calamida-
des tem occorrido. Sao scid assim '.'
Uuas cousas sio certas : que sem a Ilimitada
confianra du paiz nenhum ministro nosta crise pode
conservarse no poder por muilo lempo, ou usar
dellc utilmente ; c que esta confianra nAo srja
ilada a i,iiem tentar defender ou routinar o syslema
'actual. TU Kconomitt'.)
perador, n'esle porlo me he misler roandr-lhe esta
por contrabando,islo he sem pagar oporle aocorreio
inlroduzindo-8 bordo do mesmo vapor na algibeira
de um amigo, que Ibe far prompla, e segura entre-
ga, se ella escapar aos malsins daalfandega de la.
Nada lem occorrido n'esles ullimos dias contra a
seguranca individual, e rerlameule os cem crimino-
sos de roorle Irancaliados emqualro mezes ullimos,
lem aliviado muilo a cifra do orcamenlo criminal.
Todos os meus affer,oados do interior, ainda das
extremidades da provincia, que vieram s arremala-
r,5es, e ao baile, me asseveram que,em lodo o longo
caminho, nao eoconlraram um t homem armadu,
assim como que nao tiveram necessidide de vigiar
seus animaes nocturnamente, por causa dos anligos
permutantes. .
Islo ja he muilo em nosso favor. tem haja quem
he causa de (al estado, e aquelles que o lem ajudado.
A salubridade publica vai indo ; mas os sarampot
conlinuam, nao fataes, obedeceudo assim aos dilames
dos nossos discpulos de iivpocralcs.
As chuvas conlinuam, e os agricullores andam sa-
lsfeilos com a 1'uiuia s.iilra ; mas nao assim com o
prefo dos assucares.
As arremalaees dos dizimos de animaes vaceum,
e cavallar subiram a um prero elevadssimo. E o
que mais me admiren foi a exagerada cifra a que
chegou 0 dos bodes, feita peanle a sania casa. Nun-
ca mo persuad, que houvesseiulanos bodes na pro-
vincia.
Meircles, que he suspeilo, sostena, que os qua-
Iro conlos e lauto, que renden o lal dizimo, ainda
niio lie o dizimo do que val. Isso corta por conla
d'elle, porque en nada sei de exacto a lal respeilo.
Eu fiz cainaradagem com os homens do interior.
que andavam em meiu zanga roroigo pur causa de
um calculo, que fiz sobre a rotarao das casacas. Se
Dflo fus-e lenier as reincidencias Ihe diria minhas ul-
timas oli-en.tenes a respeilo, mas V. nAo guarda se-
gredos, e pouco Ihe importa comprometter-rae.
Teve lugar no dia, nAo digo bem, na noile do dia
li o baile olferecido pelo corpo do commercio a S.
Exc. Paes Ilarrelo. Uizer-lhe que me apresenlei de
rasara nova, feila pelo alteres de Uenriquc Jos do
Rosario, he xcusa> ; somcule Ihe posso asseverar,
que eslive qua9i {quasi he da modestia1 um dandy
dos quatro costadas. Mais de uma senadora me lan-
rou uiis'olhinbos de desalio,lAo temos lAo mignetisa"
ores.que euliveturbares de cabera continuas. Eeu
mereca. A minha casaca eslava no trinque. Man-
gas de absorver o genero humano, abas de ponche,
gola eslreila ; calcas de assuhio, collele de cintura
completa, c camisa de periquito, chapeo de machu-
ca... Oh NAo Ihe digo lodo. Somente vi l um
opposilor rei de baile ; mas a esse dcrrolei n'um
momento. Se quizer um falo de conquistar um sucep-
Iro no primeiro baile, j que eslAo em moda por gra-
ra dos senhores poetas, mande encommenda-lo ao
Rosario, ra do Foco; numero 3.
O baile esleve muitissimo concorrido; mas o cam-
bio esleve a favor do bello sexo; assim devia ser,por-
gue as salas do interior havia occ nao (infla pares. Eu depois que vi ludo com vagar,
empresiiei-me na aulopsia de um peni, e a despejar
unas garrafa de champagne, somenle para conhe-
cer-lhes a capacidade. Oserviro estove cxcellenle,
e nada houve a desejar. 0 bello sexo brilhou co-
mo sempre.
Quanto a mim escolhi logo a ranha do baile, nilo
direi quem foi, porque nao quero oender sua mo-
destia, e nem desafiar susceplibidades. Bem haja o
meu amigo, que goza tAo impagavel prenda. Dos
conceda longos anuos a ambos. I. vi nimios olhi-
nhos matadores,u enlre esses os de uma moreuinha,
que valem como brilhanles de primeira age.
As salas eslavam bem Iluminadas; e a msica um
pouco soll'rivel. A amahilidade do Sr. Novaes, e sua
Exm. familia, e de lodos os membros dislinclos da
commissao muilo me lisnngeavam. Entre todos ar
gradecerci especialmente, sem qffensa dos oulros, aos
Srs. Novaes, e V. P. Maia, seus obsequios.
Depois de algumas conlradansas Tomos ceia, c as
mesmas eslavam com o maior luxoe profusao.Massas,
assadus, fruas, e refrescos, abundaram. Ao come-
car o Dr. Poggi leu um discurso, do qual uadaouvi,
mus que me pareceu dirigido a S. Exc, porque elle
o agradeced em poucas palavras.
Uouve um longo discurso em ande, que esleve
eloquenle, mas nAo foi no genero Sapier.
O Sr. cnsul inglez, cavalleiro polido e deliwdo-
(evea fortuna de licar vizinhoaum cnplAo-mor mo
sacarrolhas de champagne, que fez uma explosao
com que inundun 05 galoes da farda de S. S. La-
mento lal fraeatM ; mas he misler ennfessar, que a
poca he funesta 3 Inglaterra, At um vellio capi-
13o mor brasileiro Ihe lava os galoes com champagne!
lloiiveram muilos brindes a ceia com e findou o de
S. M. o Imperador.
Vi 110 centro da mesa um enorme emcaslcllo de bol-
lo, que luilia a bandeirn hrasilcira no centro, e qua-
tro oulras, enlre as quaes Agora va a inglza. Tive
volitado de atacar aquellc raslcllo, mas eu eslava
como Sapier distante e os amigos nada fizeram.
Entretanto uma bandeira vou com uma rolda de
champagne. Adevinhe qual foilMeireles, pedio-me
que nao dissesse.
Depois da ceia conlinuou o baile; o a patalea des-
Iroroii os despojos. As duas horas reliramo-nos.
Nao posso fazer mais detalhada descripcAo, mas fique
saben.!, que foi um dos melhores, que lemos lido.
As casas foram pequeas.
Eu lenho lamentado nao termos um assim todas
as semanas, ainda que corria o risco de receber o sa-
cro jugo matrimonial.
No dia t."> chegou o Imperador,logo se anuunciou
sua saluda para n dia inmediato, porque linli aro
de embarcar S. E\c, c os deputados.
Com eflei lo no dia Ibas qual ros horas seguio S
Exr. no meiodc um brilhanle e immenso concurso.
Uma guarda de honra, postada no caes. Ihe fez as
honras. Se.Hiram lamben o senador Cunha. e depu-
lados Almeida e Albuquerque, Concia das Naves, e
Cosa Marhado
Eu foi a bordo, c vi lana genle, que segua, qoe
me horrorise. Como, se admillir a bordo numero
superior de passageirnsa sua capacidade?
Noslhealros a polica prohibeesa Iraficncia, cn-
trelanlo que nos vapores, onde os iorommodos e ris-
cos ao muiliisimo maiores.arompanhia Iraficacomas
nossa commodidade e vida Esl direilo. Algum
dia isso lomar geito.
Logo que vi esse desaforo, oudesaltencao, e sube
que o|seuadoredousdeputados,alem de immensos pas-
sageirosiam. pelo inenos, al essa provincia sem ca-
maroles, vollei para casa, vendendo azeile as can-
nadas.e quasi despersuaddu de Biaba viagem. Bas-
ta por boje. Saude, e quanlo he liom Ihe desejo,
N. />'. Esquecia-me dizer-lhe, que ficoo na admi-
nislrarao da provincia o Exm. Dr. Klavio.
AUGOAS.
VILLA DO PASSO.
9 de abril.
Se quando o sol ostentando radiante suas gallas,
brindando-nos com 1 suavidade e poesa de seu
hrilhanlismo, ainda assim .1 navegaran para ah re-
ceule-se de mil obstculos; que diremos agora, que
o invern arrojando sobre nos o foror de suas bra-
vatas, pretende reduzir-nos a exprcssAo mais dcplo-
gras paixoes, dssolvam-se os laros sociaes, que im-
porlam laes Aagellos, se assim he preciso, i reali-
sa^Ao dos planos gigantescos do ndaz Cossaco, de
um Napolen, repulsado pelos seus, da aveiilurcira
e insaciavcl Alhiou ; e nutro que taes fachus de
discordia, que lavra no mundo terrqueo !
E assim sao olvidados os grandes nteresses da hu-
manidade, os melhoramentos ficain estacionarios,
guerra e mais guerra, c a nica bandeira' bastea-
da pelos Hegulos que Ivrannisam as naees !
Milhares de victimas sAo ceifadas uos campos da
Crimea, offerecidas em holocausto, sacrificadas i sa-
nha dos ambiciosos Ali e nAo lera islo um para-
deiro Conlinuam essa guerra falal que, qual en-
ciienle do Nilo, ameaea levar-nos no seu horroroso
lurbilbAo? .
S vejo partidarios, este he a favor das potencias
Occidentes, aquclle parliiha o bronco e estupido
svstcinada Kns-u. Ncscios, que sAo os laes que as-
sim pensam Nada, nao parlilhu laes principios, he
a causa da humanidade que cumpre advogar, nao
consentndu que se prolongue uma guerra, que vai
de encontr aos grandes inleresses das naces, guer-
ra creada lAo somente para satsfazer planos dos am-
biciosos empoleiradns.e enriquecer meia duzia de mi-
lionarius, que s assim dariam expansAo aos seus
clculos financeiros.
Eis-aqui, meu charo senhor, eis-aqui meu modo
de encaar laes aconlecimeutos, Ao eslns as reAe-
es por mim foilas na noile de t do correnlc, noi-
le prosaica, quando da gelosia do meu pobre alber-
gue contcmplava a solemnidade de uma revolu;Ao
lias ollas potestades celeste- !
Contina esta villa no gozo pleno de uma paz pe-
rene, u que marcha de accordo com o meu nervoso,
geralmenle alterado, sempre que
Una nuvcm que os ares escure,
jpbre nossas cabecil apparece.
O Sr. invern conlina mimoseando-nos em o ex-
tenso furor de suas bravatas, o que nao he certa-
menle retabillo com especial agrado ; e tanto mais
que com seus altos c inesperados favores ; nao fez
ineiirAo na acia de nossos corares. Posso allirmar
a Vine, que lenho-rae pegado a quanlo santn ha no
I'losSauctorum.para ver se escapo da sua inAueircia.
E de facto, o Sr. invern he sempre escoltado de
alguns Aagellos, taes como :
Embirrantes defiixo;,
As inspidas maleilas
E outra. qoe laes desfeilas
Caneadas sem razao
Na descendencia de AdAo.
Abre um esli, louge o fillio da velha de algum
I- rnoslo e pesado escarcen, ,
Que amarrle o chapeo.
Toca, loca a prevenir-me, csrapuc,a de laa, camisa
idem, lamancos de dous andares e sulAo, forrado
por todos qualro costados. Iiei de pulverisar as hu-
midades !
Disse-mc cerlo sujeto,
, Q'p'ra velhasco caminha :
Cautela e caldo de gallinha
Nunca fez mal a ninguem,
E pensa muilo bem.
Nao pretenda fallar a respeilo do indifierenlismo
do habiUntes e sacerdotes desta villa, a respeilo da
religlo ; inas como cuuservar-me silencioso presen-
ciando o mal progredirein maior escala, de manera
que, tanto depc conlra a civilisaelo dj povo ca-
111 ir.iL'ilien-e : Como he possivel qucesla villa e seus
circuilos, povoada de milbaies de habitantes, passe
qualro c cinco mezes sem presenciar um acto ao
menos, que demonstre que somos um povo religioso,
e nAo urna" horda de sclvagens !
Como he possivel calar-me vendo passar o do-
mingo de Hamos, a Semana Sania, a Paschoa cmfim,
sem haver uma missa, inven lo padres na lugar ? .' !
Ou esle povo he ialeiraueule adverso a rcligio ca-
tholica, ou um aualliema pesa sobre nos!
E como nAo dar-se esse esquocimenlo.se os Hvms.
padres, por despeito, ou por inleres3e. oo por cau-
sas que alo dseejo perscrolar, sao aquelles que mais
concorrem para esse abandono, partilhando os mise-
raveis preconcebios do mundo, e as vis odiosidades
da raiva, do odio e crenras politices '!
Exn e Kvm. Sr. bispo, dignai-vos allender aos
solTrmcntos desl povo, mandai-nos afgum lioilivo,
que abraiidando nossas culpas, nos lorne fervorosas
oselhas do vosso rebanho. Arredai de sobre nos a
jusla malilieao que nos acurva.
Nao no dia IS e sim no dia 1C do passado leve lu-
gar a inslallarao da segunda sessao do jur\ dela
Villa, presidida pelo Dr. juiz de direilo da comarca.
Keinou durante a sessao, que fui longa, muila or-
dem, lleudo ludo sto a impartialdade e inleireza
que desenvolveu o Dr. presidente e aos Sr. jurados,
queassscompreliendendoaalla magnitude de suas
funecoes, ganli irem assim o alio jus que compele ao
cidadAo, que se (orna digno e merecedor das ben-
roes da palria.
Foram julgado quinze reos, sendo 12 defendidos
pelo incancavel Dr. aldino, 2 pelocapilAo J. Jos
Apolinario e I fioalmenle pelo lente Azevedo J-
nior.
Deram-se alguns expcharelns nesla sessao, lor-
nando-sc uolavei, injustas a pesadas punirles para
alguem, c fataes absolvrOes para ouros... parce se-
putlis...
O Tempo, depois de um mutismo de dous mezes,
resolveu-se dar-nos um ar de sua grasa, apresentan-
do-se a luz do dia no i .< do mez passado.
On porque aqu exista uma socedade, que esposa
as ideas do Tempo, ou porque cont aqu avullado
numero de assignaulcs, he crrlo que sua apparir.10
nesla villa, he encarada como um aconlecimenl de
primeira ordem.
Com efteiio, s o pincel de Horgart seria capaz
de esbozar o complexo de peripecias, o mixtiforio de
scenas que se rcalisam nesla villa, quando apparece
algum numero do lal jornal. Improvisam-se o mee-
liog, os oradores galgam a tribuna, os apartes e as
hilaridades eslrondosas succedem em lal borburinho
que excedem a ludo quanlo se conla de eleiees na
Inglaterra E quando apparece a tal miscelnea as-
signada pelo adrogado da cmara '. abala-se ofir-
minenle, as paixoes desenvolvem seus frentico
inclnelos, o enlhusiasmo toma formas gigantescas
E na verdade, duvido que a arca do palriarcln
Noe, encerrasse em seu seio nulas raridades exqui-
sita, estupendas c originaes Cachitos, bicho que
deslroe os covos : vapor monslro, Jacars de papo-
amarello, parafusos e finalmente Malonguiuho, eis-
aqni as caricaturas em mnvimenlo na lal expo.i;Ao
do advogado da cmara. lie da venia o lal sujei-
linhoj Toma liga, bacuro Nada lbe escapa !
Saiba Vmc. que S. Exc. o Sr. presdeme, rcsol-
veu-se alinal corlar n ngordio, que Iranslornava a
ordem do balalliao desla villa. Para liudar a desin-
lelligencia que lavrava' enlre o lenenle-corouel
Paulo Caelano c o capilao fiscal, enviou S. Esc.
para esla villa o major Cobra, encarregado por S.
Exc. para,' assumindo o cumulando, disciplinar o ba-
lalhAo, onraminhando ludo na verdadeira rbita.
Euennlrar o major os mesmos obstculos ".' Cor-
rerAo as cousas em bello aspecto, ou -apparecerao os
mesmos cbces Aguardemos.
O commercio desla villa contina limladssimo,
ravel Avisla, pois, nao querendo perder a qua- i apenas lem-se realisado algumas compras de assu-
dr favoravel, vou a pressa trarar esla remessa, ou car, em grande e immediato iuleresse para os agri-
Chegaram aqu, ha 6 dias, os Srs. Magalhes Bas
tos, Manoel Ignacio de Oliveira Jnior,u Sr. Mavig-
nier, rclratita. O Sr. Bastos, membrn da dualida-
de, commissionada para desmoronar o cnsul porlu-
guez Moreira Jiinior e seu chunceller Miguel Jos
Alves, lem dado {expansAo a veia palraturia. He
da de seus deveres, todos nos vimos que na lei do
orr,ameuto marra uma quola para aecudir essa ne-
cessidade; infelizmente, porm, sao Untas a9 neces-
-idades que tem de ser atlendidas, que essa quola
he sempre diminuta e aere-ce aigda que nAo obstan-
te ser diminua essa quola, quas nunca ella se es-
gola, sendo qun quando a assembla designa -la ou
incansavel Massou-no com a sua chegada de LU- a.10el,a matriz, muilas vezes essas malrzes designa-
boa ; sua recepeAo no Paco das Necessidadcs, e fi-
11.lmenle asseverou-nos ler sido demillido o consol.
Eu porem declinn e s acrcdilarei quando observar
em ledra redonda, e islo por meio oAiciaes. No
capisco...
>"Ao salto Vmc. quanlo seuli nAo estar nessa pra-
5a na occasiao 031c se forjava a rcpresenla^ao mons-
lro Havia de er rico e bello, vendo essa demons-
trarlo hostil. Oh quebalburdia, que espalbafale !
Perdi a occasAo de presenciar
Touros dr pahinque,
Arlequn embuslciros,
Pedantes, vate, inalreiros,
Fcrvel opos caballaudo,
Ao nesclos e tolos lograudo.
0 Fernandes Tbomaz
Arroganle s valenle,
Reunir lusa-gente,
Impingir carapeles
Nos pacovios marmanjcs.
Pensavam que o Moreira, o Miguel e o conselho
dos dez, eram qualquer fivella de chumbo Couhe-
i.am a inopia. I.evem o carao, Srs. pelecas.
Muilo me hci ri lo da peca que acaba de pregar
o Sr. invern nos donos do carro e cabriolis desla
villa.
Ja o capilao Jos de' Barros, vindo do K10 de Ja-
neiro, assenlon de rondo/ir para seu cngeiiho um
carro, e a seu exemplo seu lilho, o capitn Augusto
eo Dr. Manoel Joaqu'un lambem desejaramler seus
cabriolis, em ultimo resultado, metamorphoseava-
se esla.villa assumindo as gigantescas semelhancas do
boulevarde Parisiense. Emquanlo durou o verAo
caminliavam ufanos; infelizmente surgi o invern
e la baixou um firman, prchibiudo a conlinuai'Ao
dos passeos uos laes vehculo-. NAo foi bem prega-
da a pesa
J vai apparecemlo algum algodAo nesla villa, vin-
do de perlo ; e como vrda Iraperalriz e oulros lu-
gares, se as estradas eslAo iulransilavei e nem no
menos se cuida em desolslrui-las, emboru seja esla
despeza partilhada pelo rommcrcio e proprietarios !
fe ao cidadAo Triada IIcarie de Normindia a quem
>e deve a introducn do algodAo, que vai appare-
rendo nesla villa.
Que he isso,'charo Sr. Jos!' Vera lAo espan-
tado Que novida le o traz a esla sua casi !
Alvieara*. ahieara-, gauhei.
(ianhon o que '.' Tenha seu modo... Pobre ra-
paz, nlouqueceu '!
(ijnhei, gauliei ; disse, esta dte.
Nicolao morreo.
A Ierra dexou
Depois, que enlre mis .
A discordia lancou...
Ah morreo Nicolao que Nicolao ?
Ora crieos, nao sabe Vmc. que parti desta para a
melhor o czar Nicolao, imperador de todas a
Russiag !
NAo sabia, e ser.i certa essa noticia, ou ser algum
cont larlareo, ou balalha do Alma ampliada '.'
He mais que cerlo, agora s nos resla uma cousa,
que he ver Sebastopol voar pelos ares..
Qual, meu Jos
Sebastopol tem caslanha,
NAo he p'ra qualquer menino.
La se fia muilo fino
1 endo carradas de razes
No obuses e canhes.
Ah Vmc. lamnem he Cossaco !
Nao sou Russo, meo amigo, porm na 1 corro pre-
cipitado, acompanho a pausada marcha dos aconle-
cimenl ; e demais enlendu que a Kussia nAo he a
repblica de S. Marino
Ao passo que MonteuAel
Buol e Palmerslon
Esbanjam fofo palavrAo ;
Sahe a proa Nesselrode
He o velliiiiho quem pode.
Que feiio he de Canroberl,
Ragln, BrelAu maneta,
Napier audaz pecela,
Que no Bltico socobrou
E ao nada gravilou!
Convenca-se, meu amigo, que a Kussia ha secolus
se prepara ; e quando a Europa dorma o soinno do
indiferentismo, ella reuna e armazenava os com-
buslivcis, prcvendo'o desfecho que ora d-sc. Em-
quanlo as cousas caminharem, como vAo, nada espe-
ro senAo a repetir' 'las mesmas scenas ; balalhas e
mais balalha, que em ultimo resultado van ceifan-
do importante numero de \ climas, esgolando as na -
enes e diAicultando finalmenle, a brilhanle marcha
da c\lisacao.
A'leos. meu amigo.
Espere, nao querouviro reslo.... E foi-se....
Ilasia.meii amigo, de massadas, lanto me esleudi,
que j pensava|que eslourava o bandulho.felizmenle
lenho dado expansAo a inhiba veracidade.
Um abundanlissimo luri-assu de prosper idade,
saude e regalorin, vida aleare e folgada, estimarei
qoe Vmc. goze, licando algum quintiAo para o seu
sincero respeitador
O Coimnp'lila.
PERNAMBLCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Seaaao' em 16 a abril da 1855.
Presidencia do Sr. Barao de Camarogibe.
A'i II ',, feila a chamada, acham-se prsenles
29 senhores depulados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao antece-
dente, que he approvada.
OSr. i." Secretario menciona oseguinle
EXPEDIENTE.
Um ofiieio 1I0 secretario do governo, Iransmillin-
do a posturas da cmara municipal da villa de Ca-
brobii.A commissao de posturas de cmaras.
Oulro do mesmo Sr., remetiendo 6 quadro da
divida passiva provincial do exercicios de 1846 a
lis')i, liquidada ale- o ultimo de marco prximo
passado.A commissao de orcajnenlo provincial.
Ontro do mesmo Sr., Ir.iusmillindo de ordem de
sua Exc. o Sr. presidente da provincia, a mappa
firmado pelo Dr. chefe de polica, do escra vos ex-
portados para dill'erentes provincias do imperio des-
te o primeiro de marro de 18.V2, al n ultimo d
marro do rorrele anuo, que por esta assembla foi
exigido.A quem fez a requisirAo.
Oulro do mesmo Sr-, Irausmiltndo a cupia da in
formare) dada pelo director geral da ntrurcAo pu-
blica, acerca da prelenc3o de Jos Pereira Borges,
professor publico de lalim da rulado da Victoria.
A commissao ne inslruccAo publica.
Um requerimenlodo vgario da freguezia do I.-
inoeiro, pedlndo a esla assembla que se marque
uma quola na lei do orcamenlo para a conliuuacAo
da obra da matriz da sua frezuezia.A commissAo
IHTERluR.
embroglio correspondencia!, para aproveilar o por-
tador.
Quanlo he bello c agradavel, meu charo senhor,
quando longe do ruinoso redemoinhar da mullidAn,
abrigado das paixes, circumsrriplo uus limites da
solidAo, pode o homem a sos com eseu pensamenlo,
refleclir e aualvsar essa medonha e verde-negra se-
rie de eventualidades, que ah caminham por esse
mundo de meu Dos E para quem como eu aman-
te de scenas prosaicas, fofga sempre que a nalureza
desfigurada e rcvolla, circumdada de negrume,ven-
do a cada lisiante-o raio rruzandn a vaslidAo dos
-paros. seguidos pelo inseparavel ribomhar do trn-
vjo! Oh! peranle a solemnidade de lAo graudioso
lORIlCSPOMU^IIA lio 1)I\H|. |K PKR"
JSAMBUCO.
xAe.i
tAHlBA
16 de abril.
Emquanlo com a sua resposla roe nao dcidi deli-
nilivanieiilc em minha viagem a corte a solicitar um
dos lugares de porleira dos auditorios, ou todos, con-
furme me ajudarem meus empeiilios, nAo lenho ou-
lro ,-eincdio se nAo continuar a aturar Meireles, c
Heni niio. e proseguir em minha msao de nolcia-
dor. Mis-ante niisso ". Nao ha oolro remedio, o
habilo he uma segunda nalureza.
Para que possa nolieiar-lhe o que te occorrido
cultores, que assim c vio libertando de* transar-
nos, imposicoe, fraudes c mais precalsos a que es-
lAo sujelos esle e oulro gneros. Um grande cla-
morsa lia tempo nesla villa, quero fallar da es-
candalosa fraude, que lem apparecido nos assucares
que sAo remedidos para essa praea. He cpanlosa
por cerlo a dilTerenja que se lem dado, a ponto de
em 100 saccas dar-se a diuiiiiuirAo de 10 arrobas. He
esla uma lesAo enorme,um escndalo revollanlc,que
assas depe contra'os laes senhores. E como saber-
se d'onde nasce essa fraude, se lodas*se descu'pam '.'
os harcareiros com os donos das barcaras, esles com
os Irapichciros, estes com os aruia-enarios.em ulliino
resaltado o pobre agrieoltor he o nico prejudicado,
espcclaeulo, que curvando minha fronle, reconheeo i,le (luem pwd no jugo. Juouvi fallar de um coslu-
a sublimidade da Piovidenria He entAo qoe sinlo I,ne I"1' ba, nao sei em que trapiche, que robraudo-
minha existencia fulgurar, cheia de vida e de ca- jse l'e tada, sacco 80 rs. enlrelaulo para allrahir o
conductor paga-Uta 00 rs. por carta om, viudo a
ficar apenas 20 rs. pur cada voluine.
Dizci-me, sabios da escriptiirn,
Que scgredo9 sao esles de natura.
Os gneros de primeira necc-sn'ade eslAo nesla
menlos da humanidade. para assim saciaren! a h- 1 villa por um preco exlraordinario C.ame fresca a
dropbobia, que os rala Galaando por sobre lodas 55120, secca a 7-TOiO, farnba a "jfiHO o alqueire,
as considerares da juslira e da razAo, e los ah vao vnho e esse mo aliiO rs., linalinenle ludo esla ca-
lor ; he enlAo hnalmeolc, que 110 meu pensamenlo,
se suscita immensidade de reflcxi'ies a respeilo do
mundo : Ol e o que vejo? Homens impos e or-
gulhosos, que collona los no promontorio das gran-
dezas humana*, zoinbam a seu talante dos soll'ri- I
conculcando na sua marcha falal, os direitos os mais
comprovados, a felicidide e bem eflar das oa-
jie
al oul limo momento da orea de Soe, chamado lm- Abale-seo mondo em seus eiios,fermentem-seoe- nada encontr.
rissimo. Ainda se houvesse dinliciro, bem, mas infe-
lizmente he l.lo raro, que eu mecho, viro ere
viro as ilgibeiras de densro para fra, e vice-versa e
dasdeixaiH de receber as consiguacoe voladas. Na
segunda sessAo da legislalura passada.eu pugnei nesta
rasa para que fo*>e dada uma pequea consignado
para a milriz do Ouricurv. No en la ni o consla-me
que la nao chegou a qualia volada ; desejando eu
obler algumas iufurmariics acerca desse incidente,
infnriiiari-| que me podem levar a oAerecer talvez
casa algum projeclo, alim de que se torne eleeii-
va qualquer deliberadlo que a casa para o futuro lo-
me acerca dos auxilios que ella julgr dever dar 19
nialrizc, pe^e a assembla que approve um reque-
rimenio que eu vou apreseular a sua consideraco
pedindo informare a ihesouraria acerca desse in-
cidenle que se deua respeilo 1)11 matriz de Ouricurj .
Vai mesa che apoiado o seguiule requermenlo:
Kequeiro que pelos canaes competentes se pc-
cain ns segulnles infurmaOes da Ihesouraria provin-
cial.
Primeiro, quando, como e a quem foi entregue
a consignarAo de um cont de re9 votada pela lei n.
:120 de 17 de maio de 1833 para 09 reparos da ma-
triz de Ouricnrv ?
Segunde, a razao porque nao leve applicacAo essa
consignarAo votada f
Tercciro, as providencias dada pela thcouraria
para o recolhimenlo deau quana volada depois de
haver silo eulregue. ilcsignando-se a poca do re-
colhimenlo. reenviaudo-se (oda a correspondencia
ofiicial havida a semeUianl" respeilo. S. R.Au-
gusto de Oliveira.
O Sr. Braga : Sr. presidente, icerca do reque-
rimenlo apresentado pelo nobre depuiado. eu farei
breves rellexcs. porque nAo pretendo dar-lhe o meu
voto, c explicare! a casa a razAo porque o faco. Di-
rei priineiramenle que para o requerimento do no-
bre lepla.In poder ter e>se fim convenienle e ulil
que diz, como quedeveria 11A0 limitare a pedir e-
clarecimculos acerca dos dinheiros dados para uma
matriz....
O Sr. ,i. de Oliveira: He da que eu tenhu co-
nhecimenlo.
O Sr. Braga : ....mas pedir acorra de todas a
nutras as mc*mas rirciimslancias. Tamhem nAo
julgo que haja grande conveniencia a esse respeilo,
porque a Ihesouraria dando as quolas que sao desti-
nadas para as dilfereules malrizes, quando sAo pe-
dida pelos respectivo vigario, ou deixandu de.da-
las por qualquer razao, disso mesmo somos aqu lo-
dos o anuos informados.
Em relacAo a esse requerimento do nobre depuia-
do, direi finalmenle que acerca do Ouricurv eu sei,
que lendo-se marcado aqu uma quola, esses dinhei-
ros liveram difliculdade em ser receido, porque
houveram algumas clausulas exigidas pela lei que
marcou sua quola, veuridas os quae ltimamente
foi ella recebida pelo procurador do vigario do Ou-
ricurv, e nao foi a elle remellla logo, porque nesse
lempo oecorreram circuinslaneias pelas quaes o pro-
curador deixou de remetle-la ao vigario, deixando
por isso de se poder efiecluar o emprego desse d-
nlieiro em beneficio da matriz, o procurador do vi-
gario resllalo toda quanlia Ihesouraria. O auno
passado marcuu-se oulra quola, essa foi rerebida ha
poucos dias, e me partee vjue o nobre inspector da
luesouraria. melhor do que ninguem, nos pode in-
formar a esse respeilo, e por isso julgo dispensavel
esse requer menlo.
O Sr. Jos Pedro faz algumas observares em res-
posla ao precedente orador.
O Sr. .1. de Oliveira Sr. presidente, posto que
as informacoes que o nobre depuiado acaba de uos
dar me saliszessem em parle, todava 11A0 vejo in-
conveniente para que*>asse o meu requerimento,
uma vez que a casa lem sempre lido a benevolencia
de approvar lodos os requerimento pedindo infor-
mncOes. O nobre depuiado que primeiro lev ania-
se para impugnar o meu rcqueriinenln nAo fez se-
n3o juslifiru-ln ; o nobre depuiado no referi 39
grandes diAculdades que fazem com que esses au-
xilus volados pela assembla deixam de ser efiecli-
vos ; he pois necessario que a assembla tome uma
medida que leuda a remover semelhanles difliculda-
des, alim de que lenha ell'eclividade qualquer deli-
berado que ella tomar ,1 respeilo desla ou daquella
materia.
O Sr. Braga :Peca na generalidade.
O Sr. A. de Oliveira : Eu fallei na malriz do
Ouricurv, porque fui nesla casa o autor da emenda,
pedindo e9se auxilio, c come chegou aos meus ouvi-
dos que essa medida nao liaba ldo efieilo, constaji-
do-me al que linha havido correspondencia enlre a
Ihesouraria 6 o governo a este respeilo, desejava ser
informado pllicialmenle, alim de propr alguma me-
dida que leuda para o futuro a tornar efirliva qual-
quer irlilierar.io que a rasa lome tendente a prestar
auxilios a essas inatrires que 15o necessitadas se
dchani.
Poslo vol o requeriraeolo he approvado.
DiscusAo dos pareceres adiados sobro nomea-
CSo da commissao de inquerito para examinar a re-
partirlo das obras publicas.
(Con/nuar-se-Aa.)
Discurso pronunciado pelo Sr. deputado Sil-
vino na aeisao' de 13 de abril
O Sr. S/ci/10: Sr. presidente, quando orava
honlcm o nobre depuiado que foi um dos confeccio-
nadores do parecer que se discute, eu em virlude de
umaparleque Ihe dei, pedia palavra, pelo que ve-
jo-me boje na necessidade de impugnar o parecer da
commissAo quanto ao eslabelerimenlo do Intrnalo.
porque julgo que he dispensavel e ante-economica a
sua creacAo. Quando se sabe, Sr. presidente, que a
Facul l,de de Direilo se aclia eslabelecda nesla ci la-
de e conjuntamente cum ella o collegio das Arle,
perfei lamente ve-sea inulildade que resolta de lodoe
qua'quer eslabelerimenlo que leuda a prodlgalsar o
esludo secundario em competencia com aquclle col-
legio.
Senhores, he extraordinariamente gravosa aos co-
fres provinciaes a rreacAo do Gymnasio : e para jus-
tificar esla minha asserrao recono ao pruprio orca-
menlo do director das obras publicas sobre a cons-
Irucrao da casa para aquellc eslabelecimenlo : esse
ornamento eleva a despeza da edificado a alia cifra
de cem conlos de rei I
O Sr. Aprigio : O orcamenlo esli er-
rado.
O Sr. Si'ieino : Admira-me o aparle do nobre
depuiado O uobre depuiado qoe me parece ser
um daquelles propensos a favorecer a repartirlo das
obras publicas.
O Sr. Aprigio: Eu?
O Sr. Silcino : Bem, eu aceito o aparle do no-
bre depuiado, esla errado o orcamenlo, porque lodos
os confeccionados pelo engenheiro em chefe das o-
bras publicas quando se Irala de obras por admisnis-
irar.lu, assim o sAo, porque sempre apresentam uma
cifra as vezes dous lerros inferior ao rn-ln final da
obra ; se assitn he, em lugar de 100 conlos de reis,
(eremos de gastar 200 oo 300 conlos ; a valerem os
precedentes, 100 conlos sAo insuAlcienles para o in-
trnalo.
O Sr. Ctemcntiiio : NAo lenha medo disso. He
imaginaran milito rarregada.
O Sr. Sil ri u : ImaginarAo qu se estriba em
faetqs.
Sr. presidente, o nobre depuiado CDunciou nn ca-
sa que II" cunlos de res eram suAicienles para o es-
labelecimenlo do Gvmnasio, se, porm, s o edificio
com as proporres necessarias, lem de custar pro-
vincia Humillos de reis, nAo fallando na hibliolhe-
ca, ordenados de lentes, despeza com a suslcnlaro
dos alumnos e oulras que sempre apparecein qoan-
do se (redi de crear eslabelecimenlos desla ordem,
claramente se v que a cifra aprcsenlada pelo nobre
depuiado, he que he inteiramenle imaginaria. Eu
disse que d orcamenlo eslava errado, porque os orea-
rte orcanitnlo.
He lido o julgado objeclo de deliberarse, e mm- I mel""s fe""s pel" ,llreclor das obr"s Pb'>"9, eram
dado imprimir o seguiule projeclo :
Arl. 1 Fica o governo aulorisado a despender
pela renda do exercicio de i.sv a Is'ii;, com o pa-
gamento da divida dos exercicios lindos, couslaule
da reanlo que a e-la lei acoinpanha, a qumlia de
"il lS-""832, devendo a conla desta despeza ser;
dada com a das despezas lo mencionado exercicio.
. Irario.
I feralmente deferlivos : vou eslrihar-me n'um fado,
porque nao quero eslar continuadamente a ser in-
commodado por esses vespas la de fra : o director
da obras publicas fez o orenmento do aterro para a
cdificaeao da casa dcdelcnrAo, calculando as despe-
zas desse aterro em 12 conlos de res.
Nolai, senhores que anda o aterro nAo eslava
Paco da assemblf legislativa provincial de Per- Pron,Pl0' e ,e "lll,am 8i,s, lrin,a e la>'> ""los
nambuco 16 de abril de 1SV. Jos Pedro da SU- dc rci* :
tn. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha. Passare anda a responder a alguns tpicos do
Um ofllcio do secrelano da provincia, trausmlln- ,iscilrs0 ,, ohre llepulado. Disse elle que os ren-
do de ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provin- .. ... '. 7.
ca, as nformarocsqne por eita casa roram pedidas ; dime",os ><> Gymnano nao somenle podiam eobrir
respeilo doesludanle pcnsionisla da previnca, An- as sius despezas,*como ainda pudfam Irazer va 11 la-
Ionio Ferreira de Araujo Jacobina. quem fez
requisican.
He lido c dispensado da impressao o segninle pro-
jeclo :
A assembla provincial legislativa de Pernam-
buro resolve :
Arl. I" Fica concedida a Arsenio Forlunalo da
Silva a (iiianiia de um coulo e dnzentos' mil
ris por espuro de dous auno, alim de que o mes-
mo possa ir a Roma concluir os seus estudos artsti-
cos.
Arl. 2. Fica o governo aulorisado a celebrar
com o ronces-ou 11 io um contrato em que sejam re-
guladas as suas obrigaroes para com a provincia.
Ait. 3. Ficm revogadas as dispusieres em con-
trario.
Sala das sessfies 1t de abril de 18.V>. Luiz
Filippe.Siqueira Cacalcanli.Epaminondas de
Mello. tui/usto lio.F. C. Brando.
O Sr. .1. de Oicirapela ordem): Supponho.
Sr. presdeme, ser de Indos condecid o mo estado
dos nossos templos na nossa provincia, devendo a
asserrbla recorrtar-.se do relalorio do Sr. Vctor de
Oliveira, que nos annunciou de uma manera hem
explcita, que as nossas malrizes estando na sua
maior parle em pcrfeilo estado de ruina, reelama-
vim grandes reparos : esla assembla compeoetra-
gens para a Ihesouraria provincial : se he exaclo co-
mo eu j disse, que he intil a crearAo do (jymna-
sio, vslo que existe eslabelecdo nesla cidade o col-
legio das Artes, que em seu pessoal se in-li-i bem
montado : fcilmente se deduz que a concurrencia
para otivmnasio nao pode ser, grande, c se he rer-
lo, que s da concurrencia he que pode vir uma
grande cifra, como portera esse eslabelecimenlo dar
lucros .Ihesouraria provincial '.' ja v, pois, o nubre
depuiado que foi infeliz nessa argumenlarAo.
E dentis, senhores, o nobre depuiado quer fazer
a cunfronlarAo de uma cifra rerla com uma cifra hy-
polbelira de 117 conlos de rei, que disse, se deviam
gastar rom uma cifra imaginaria que s esl escripia
no i'uliiru : ora,islo sera calculo ?
O'tr. Aprigio d um aparle.
O Sr. Silvino : O nobre depuiado sabe qoe o
futuro no tem realidade malhemalca.
O Sr. Clemenlino : Ha probabilidade.
O Sr. Silcino : O nubre depuiado tacha-me de
imaginario, mas parece que lem o mesmo defeilo ou
talvez maior ainda.
<> Sr. Clemenlino d um aparle.
0 Sr. Silvino : En concordo com o nobre de-
puiado o Sr. BrandAo. que o plano do xmnaiio he
um edificio bello, mas o que he bello nem sempie he
ulil, ou ao menos quas nunca o he immediala-
mente.
Oulro argumento do nobre depuiado: diz elle
gaslam-e :)00 e tantos ronlos de rei comas obras
publicas da provincia, porque nao se poder lirar
um pequeo bolo dessa quanlia para lalisfazer a
necessidade da crearao desse eslabelecimenlo 13o
ulil inslruccao, que he de cerlo um do9 priineiroi
elementos de civilisacAo, ele ?
Senhores, isto sao palavras boolas que calam no
animo de todos, porque lem o ruiiho da- evidencia,
ma 11A0 sei se ha evidencia de ulilidade em relarAo
despeza que quer fazer o nobre depuiado. lirondo
uma somma dos .'Ulil cuutos : nos sabemos que as li-
bra publicas que se fazemna provincia nao sAn lodas
as de que ella ncriissit.i : deixam desalisfazer-seiuu- '
las necessidade publica e s se salisfazem aquellas :
que san urgcntisimas se islo be assim, como se ha
de lrar parle dessa quola, que he destinada pora sa-
tsfazer necessidade desla ordem, para ser applicada
necessidades puramente ficticias ?'
O Sr. Clemenlino : Compare os inleresses e ve-
ja se he inferior.
O Sr. Silvino : J disse, nao vejo inleresse na
crearao do (iymnasio, porque exislem varios eslabe.
lecimenlos de inslruccAo secundaria na provincia,
existe nAo s o collegio das Arles, como oulro esla-
belecimenlo particulares : o collegio dasArles ha de ,
ser sempre preferido ao (iymnasio, nAo s pelas ra-1
zes que j expend a caa, como porque os exames
feilos nesse eslabelecimenlo, servem para a Faculda-
de de Direilo, e 3o julgados pelos proprio profes-
sores. O nobre depuiado disse que ainda nAe.-rfla-
va definilivamente resolvida a nues(l6 do dre!T\"
que porvenlura possaif povo de amplamenlc ins-
truir-se, mas que e||c el,iendia que esse pretendido
direilo, era al uma nconv,;jeuCa, ,. acabou mini-
feslandoa sua opiniAo contraria l<)leramenleao que'
se pralica no centro da illuslraro MtMmm he
a Allemanha. O nobre dr pillado disse que era mes-
mo perign.o derramar- a insIrucrAo secundaria
por lodas as classes da sociedade.
OSr. Clemenlino : lio minha opiniao esla.
O Sr. Scino : Eu peco lcenca an nobre de-
putado para qualificar de paradoxal a sua opi-
niao.
O Sr. Clemenlino : Aiuda mesmo nao pedin-
do lieenca, eu nao me agaslava, s Ihn pero que se-
ja fiel no meu pensamenlo.
O Sr. Silvino: Senhores, em Beilim, aonde a
iuslrueao lem chegado ao maior grao de aperfeicoa-
menlo, nAo quanlo au ensino das materias, mas
quanlo ao organismo dos eslabelecimenlos ; em Ber-
lim, digo, existem escolas para os pobres, onde se
pagam 2 sold e meio, segundo uma resoluto do
ministerio, alim de au "derogar o principio de que
lodo pa tem obrgarAo de contribuir para a escola,
ainda mesmo que reclame o beneficio do ensino gra-
tuito ; islo se v no plano de orgaoisarAo das esco-
las communaes apresentado por M. Kechkelm.
Exislem, segundo este plano, duas cla9e9 de cnsi.
no ; a primeira classe prodigalisa o ensino as criau-
(M de 6 a 10 anuos ; a segunda, a de 10 a U an-
uos ; para esles os estudos sao j.i de uma ordem su-
perior, porque compreheudein a Geographia, Histo-
ria, Arithmelica, etc. : essas malcras se ensiuam
gratuitamente vslo que abrangem a segunda classe
das escolas dos pobres, mas nao fica ah ; na Alle-
manha al se permute aos pobres os estudos superiu-
res.
O Sr. Clemenlino : Nem eu quz embau-
car.
O Sr. Silcino : Tirei o seguiule trecho da obra
do Sr. Cousin : u A cidade de Berlim, lem alm
disto o recurso de enviar meninos pobres gratuita-
mente s escolas siqieriores, que se acham debai.ro
do seu padroado.
J v o nobre depuiado que em Berlim que he
a capilal do reino da Prussia, onde a jusca dislri-
buitiva nAo pode ser muilo igual, por isso que se re-
ge por um governo militar em Berlim, digo, se dis-
tribue a uslruecAo por esla forma ; no Brasil, po-
rm, onde a constituirlo diz que lodos os cidadAo
sao iguaes peanle a lei, que lodos lera direilo a as-
pirar aos cargos pblicos e a lodas as vaulugens 90-
ciaes, e onde mesmo o goveruo lem distribuido a
iusIrnccAo grailuilainenle...
O Sr. Clemenlino : O goveruo lem obrgarAo
de ensillar lodos '.'
O Sr. Silvino : Admira que o nobre depuiado
se pronuncie por esla forma que enlenda que a
nslruceau nao deva chegar lodos Eu enlendo,
Sr. presidente, que quaudo o misero filil do povo
lirer aplidao e desejo de cursar osesludos superiores,
enlendu. digo, que o seu direilo nAo dever ser me-
nos sagrado por causa da falla de meio.
O Sr. Clemenlino : Para qne a discussAo nao
fosse para esse campo, he que eu me calei.
O Sr. Silcino : Nao quer que tire as consecuen-
cias das suas opinies emillida na casa '.'
O Sr. Clemenlino : Hei de me explicar.
O Sr. Silcino : Sou infeliz para com o nobre de-
puiado, nao o posso convencer nunca,mas resla-me a
conviccSo de que as suas opinies mo scrAo admil-
ildas (Ao geralmenle como peusa.
Ullimamenle disse o nobre depuiado,que eslaques-
lao era uma queslAo de direilo administrativo. Se-
nhores, ser direito administrativo a scienca que
Irala da maior ou menor expansibilda Je dos direi-
os do cidadAo *
O Sr. Clemenlino : Agora (rala da queslao de
nome 1
OSr. SOvino : Eu enlendo que o nobre depu-
iado nAo l por um diccionario diAereute do qoe eu
leio, e se as palavras lem uma s signilicacAo, se
mesmo nao exislem svnonimos na nossa lingiia, por-
que razao nao hei de usar das palavras do nobre de-
puiado e tirar dellas as deducres que se podem na-
turalmente tirar '.'
Enlrelaulo qoe nao he precise fazer mais observa-
re, porque se v bem que esla queslao nAo he de
direilo administrativo : he uma queslao transcen-
dente de poltica geral, e que pode comprehender os
mais altos planos do rgimen governalivo.
Eu poderia, Sr. presidente, entrar em alguns de-
lalhes para provar a inulildade do regulamenlo,
para mostrar a mpoisibtidade de sua realsa^ao,
mas por ora me acho dispensado dislo e me aguar-
do para a segunda discusiao. se h: que la chegar o
regulamenlo de que se (rata.
O Sr. Clemenlino : Com o favor de Dos ha de
chegar.
lini .lit. DO BOMTO.
2 de abril.
N'um desses, planetas que giram em lomo da es-
trella Sirio i'iisli.i um moro muilo espirituoso que
leve ahonrnde coiiheccrna ultima viagem que fez ao
nosso formigucro. chamava-se Micromcgas, nome
bem adequado a lodos us homens grande, linha elle
de altura olo leguas,que sAo 21,000 BaMM gcomelr-
cos de ."> ps cada um. Algum algebrista, gente sem-
pre ulil ao publico ira sem duvida pegar no gis, e
achara que leudo esle Sr. Mirromegas dos p a ca"
bera 2.000 passos e leudo nos apenas ."> e o nosso
gjobo 9,000 leguas de circumfercn...ci...a... onde
voueu? o que cscreve pois nAo lbe eslava refe-
rindo agora a historia do homem dc 8 leguas de .Mr.
de Vollaire : ora. com ellelo perdoe Sir compa-
dre mais uma absIrarAo, e nAo leve em conla essas
puucas linhas que nada vem ao caso, e que vAo por
que n o convem borra-las pois sempre foram dicta-
das por quem muilo sabia, e nem de balde as escre-
veu.
Novidades de ola depois que aarlua ocorrenleni-
/1 -;apenas'um sujeilo,dos|que cerlamenlc guerreariam
a propaganda do padre Malhcus, se por 01 ella
cliegasse, catando muilo chuio. ferio a caseira
com um golpe de amada. A plida leve noticia do
fado, mandn \r a ollendida.c fez a vesloria e le-
vou o homem cadeia naturalmente para evitar mal
maior, porquanlo, le boureur conliuuava ebrio.
'"'sse individuo ha bem juuco lempo esleve preso por
correccao, e aAirmou o corecreiro que elle disse ao
leixar o hlenles da cuja que sabia com sauda-
des pelo dolce farnienle, em que viva pois Ihe
davam comida sem Irabalhar, lendo s.'o peqiicnino
ncinmodo de dormir com o fi 110 tronca, o qoe
pouco era para tamanha fclicidade. NAo he grara.
Oh vida da minha vida
Quem me dera agora l-la.
Moje lem trnvejado desde que clarean o dia. Pa-
ra o lado de Bezerros supponho lerchurido bastante.
Aquclle difirite continua em socego. Daqoi sa-
bio om dia desles para Capoeirai o delegado que nao
sendo esperado por essas vas, encontoo alguns desa-
percebidos com a suas no quarlo. as quaes facas fo-
ram lomada, e enlre ellas um facao e um fundo de
sranadeira. A delegacia lem em seu poder orna
porcaozinha luArivcl do laes fundos que dao fondo,
e boa i/uantile de facas. Assim mesmo ja o malu-
los eilAo muilo sabidos, ande rossignoria por esses
caminhos que nAo encontrara como outr'ora tanta
arma muilo al Irazem as facas bem apparadas.
A principio me pareceu ser larefa dilTicil o desar-
mar a popularo, mas agora pens qoe nada he mais
fcil; sejam as autoridades perlinaze* qoe da-
qui a algum lempo eslaremos livres desse pernicioso
coslume. o nosso puvo he o melhor de governar-se,
coilado vai para onde o levam, o al esl em cer-
tas cousas que eu ca sei. Na minhas hora vigas
Di uns versnhos que desejo mandar-llie, e a mudo
que nao me parecem dignos de ver luz lalvez por
ser cousa minha. pois 110 pensar de inn philosppho se
eslivessemos condemna.los em escrevendo a adifa-
zer-no9 com os nossos escrplos nao sei se algoem es-
creveria uma pagina em sua vda.e'a prora'esl em
que essa para mim sem segunda das obras latinas de
quo lenho conhecimenloaEneidaesleve em risco
de rao logo, porque Virgilio que nAo achara li
essascousa9a quera quemar como refere cer-
ta autoridad.-. Morrerei. dizia Vollaire, sem ler
arranjado uma pega do meu oslo
Qualquer dos dos linham demasiada modestia.
Ja o Carcao nao foi assim ; ronlam qoe elle depois
de ler a sua cxcellenle cntala de Dido disse : bra-
vo nao ha melhor I O poela linha razAo poda
com orgulho assim se exprimir, porque de cerlo na-
quelle assumpto nio se enconlra mais sublimidade.
Me p irece lAo nimilavel como o Walerloo do
^osso dsliuclo patricio o Sr. Magalhes. Talvez
n"om>jas segoinles Ihe mande a produccozinha,
e se ninmema adiar boa responderei com Gressl:
J'abaiiiioirticTexaclliade
Aiu gen qui rimni pourmelier ;
H,mires fonl des ver par elude,
J'en fais puur me desennuyer.
lenha paciencia com minhas massada. tanto mais
loleraveis. quanlo s incommodam seus lypos. Goslo
muilo da poesia, diz Dulcs :
Concois lu ce qu'est la poesie T
Cest le neclar, c'est lmbroze,
i Cest lsaveurdesfruiL,ledouceesprtdesneurs
C'est l'arcciel, el sescouleun
Cesluneivresse,unech,irmeen unmotc-esllavie.
VARIEDADES.
Autores telhos.
Homero era de idade avanzada quando escreveu
aOdvssea ; foi na idade de 60 anuos que Ilossuet
compoz seu chefe d'obra de eloquencia ; Milln sa
lamenta de ja eslar gelado pela idade quando pinta
os amores de Adao eEva; Miguel Angelo linha
60 annos quando emprehendeu o immenso Irabalbo
do seu juizo final, que Ihe cusloo perlo de 8 anoos :
A obra de Gioja. ,
A bussolu, esse nslrumenlo indispensarel na-
vegarAo de longo curso he uma invencSo que nos
deu a dade media. A agulha locada com o imn,
vulgarmente se chama carada) pela prupredade do
vollar-se sempre para os polos leva os navios de um
a oulro emispherio, e indica 1109 martimos um ca-
minho cerlo em lodos os mares. He a ella que' de-
vemos os inmensos progressos da arle nutica nos
lempos modernos.
Por mais grosseira que sa a podesse conceber, a
bus-ola fui Ledamente desconhecida dos povos anli-
gos. Nao e\le monumento algum que ailesle que
nao foi ella ignorada dos pillos Finidos, Romano,
iregosoii Carlliaginezes. Tudo provaao contraro
que por falla desle precioso gua as embarcagoes
crAoobrgadasaseguiras praias.e semelhanle oave-
garoes em visla das cosas faziam as vigens longas
e penivei. Molo lempo antes de e fazer delta uso
110 mar se notoo que uma agulha locada, suspendida
ou nadando o'agua sobre uma cnica voltava sua
ponfa para o norte ; o primeiro mprego de taldes-
coberla foi impo-la aos incrdulos como cfleilo de
magia. Heao accaso sem duvida que se dereu o co-
nhecimenlo da alraclibilidade do imn, a he prora-
vel que mediassem longos annos e mesmo secnlos
enlre a descoberta prmtiva.ea invenrao da bussola.
No 12seculo isso, a que mariuheiros das cosas
da Mancha edo Ocano, chamavam marinettope-
dra de cevar e os do Mediterrneo Calamite Bao
passava nessas pocas barbaras de um iuslruraento
informe, de uma agulha de imn adaptada um peda-
jo de codica ou de qualquer oulro corpo leve, qoe'
A Tazia boiar em um vaso d'agui. Se serviam del-
ta em nuiles escuras e lempos nebuloso. Algumas
nadie : os Napolitanos, us Fraocezes, os Porlugoe-
zes e os Inglezes dispulani a honra de lao importan-
te adiado. Todos podem ter essa prelencAo, mas
ninguem aligiiraa com documenlos autnticos; o
autor da primeira he absolutamente desconhecido.
Viajantes enlhusastas da China mellem-se provar
qoe ella tem essa gloria, porque os Chinczes sabein
da bussola desde o l:l"seculo, porem he natural qoe
isso para all foi Iransmllido da Europa. Autores
dezem, que os mariuheiros francezes a empregnn
desde o 11 seculo, e della ja se servirara na frola da
propria cruzada em 1096. Nada mais doridoso, o
cedo he, que os nautas breles conheciara a bussola.
anle do 13 seculo, e qoe seu uso era comraum no
I empo deS. Luiz.
A bussola padicipou da sode das grandes inren-
ges, leve lambem sua infancia, e s no principio do
seculo 14 foi qoe o napolitano Ebrio Gioja, galaral
dc Amalfi, deu-lhea perfeirAo que cenluplicou sua
ulilidade. e fez com q ue a posleridada o considere
como o verdadeiro creador do comparo do mar. Se
nao fosse a bussola nao loriamos as immensas deseo-
bertas dos Colombos, Vascos e de lodos os nossos
m;ns celebres navegante. (Traduzido,)
N. B. De C ir mu 11 me rlizem o seguiule :
Concluiram-se o trabalhos do jury aqoi; foram
julgado 13 reos, sendo 8 conderaaados, e 5 absol-
vidos, e desles foram 2 appellados.
No Bonito procipiarao os jurados no dia16 de
maio, para quando fui designado pelo Dr. Jos Fi-
lippe que mandou que o juiz municipal lzesse o
sorleo. Com esla cada vai outra queja eslava feila
vossignoria as empenque ou publiqae em separado.
conforme as conveniencias do seu Diario.
8
EIAo feilas e lacradas duas missiras, e ja com o
aresse a, rossignoria, e por ralla de quem as leve.
pairam anda n'um canlinho da gire! i espera de
opporlunidade. Comquanlo lenha. como disse a;
dnascm poni de seguir, nao me jufto descuerado
da ohriarAo de organisar onlra ptfa completar o
svmbucn numero de 4res, < malar de uma rajada-
da Ires preaes, ainda que na* havendo apret la
dernire occorrido :ousa alsuma. pareca esca-
sado a presente, nao s inessio porque, ora esta
he Ma, como por me ser precio andar por ah al-
gores de porla cm porta en cocura da assumpto, a
assim ora melteudo o beilto nos negocios do Balit-
eo, ora na rebelda chinero, da qual ha lempos nSo
tenhu novas, ora /ignalfCMle (deixeir assim que he
oxpressAo de cerlo cantarada de sea eiinhaissanse ii*
Ihis countriz) massawlo-lhc com os meus amores da
infancia. Cerlas cousas em mim ja aassain por ma-
na, sou o prineir a couhecer meu (rico, e nocan-
lo lenha paciencia, agueute-me. Se fosse a espe-
rar s pelo produelo do paiz para encher minhas
cadas, nAo Ih'as poderia mandar com freqiieucia,
pois a lerrinlia he pequea, e nem sempre oflrece
materia; alim dislo goslo daquclU preceilo de Boi-
leau citado pelo collega de Soma.
Xi'ule/. du ptiblfc capter le .isioursi'
.1 Saus cesse, en ecrv.iut, vares vusdiscours.
A proposito do seu de Souza, ha ra*lo que nao
leio producrao alguma sua. Nao tealio a honra de
o couhecer, porm son tamhem um ile seus apaixu-
nados, Vmc. se tez orgAo dc logares, onde j eslve,
e dos quaes conservo boas saudades; essa enlre ou-
lra razes, da direilo a minha eslim c considera-
ran. Eslive algum lempo nos ceiros da Paralaba .'
Palios. Pumbal, i;alul, Souza, ele, ele, gosleias-
sas desses lugares e dc seus habitadles, a quem sem-
pre desejarei a maior somma de beneficios.
Ja que lou pela Paralaba d lias suas particula-
res minhas recommendagoes ao correspondente da-
quella capilal ,0 velho diga-lbe, que comquanlo
nunca eslivessemo em eslreilissimas relacocs, j-
mais Ihe volei desafeirAo: s live uma raivinha por
me ler Vmc. passado a forqoillia naquella queslao
dos I.... e DD de Palos, sendo eu a favor dos ullimos,
affirme-lhe que de c lenho sido um dos aprecia-
dores de suas preciosas letlras para o Ifiario de Per-
namhuco, que muito estimo contine a brilhar. co-
mo o lem feito at o prsenle, quer na sua proviu-
cia quer na C... onde tanlu se tem dislinguido;
MllTimnn
1


.-.
DIARIO OE PtRMMBUCO, SEXTA FEIRI '20 OE RBR'L Dt 1855
"Km de luilo goslei batanle do seu disc... por oc-
casiao do* t. m., e eslou que o collega leve una pro-
va disto, e he que lem litio como lupponho, todas
as miabas epstolas. Avista do que lbe hei dito, de-
ve saber que lbe dirig eslas lindas, se aiuda for
poicorcorde-se do 1):
Basta gumeiro. basta..........
........Es domen) para
(Magalhaes.)
Tive o ilc.pr.iifr de ler n'uina folba a triste noti-
cia da ruort; do ciar, morle que na expresso da
asoma folha, lem de mudar a face dos acunleci-
atcnlo*. Os alliados devem estar sallando de con-
tantes. A senbora Parca forln o n gordio de toda
tasa queslAii que tantas noites de somno Ibes trou,
e parece Ir la resolvido em seu favor, porque quando
nada, be mais fcil boje urna paz cora a Russa. O
iaaperador ."Nicolao morreu no meu entender, quan-
do devia morrer: a guerra ia cm um pe muilo
avanzado, j.i nao lbe era dado relrogradar sem de-
sar a saa honra e dgnidade. At o da do seu pas-
saatealo a mooarcha russo nada linba perdido de
saa (rea ; ao seu nome anda cercava esse prestigio
bordado de seus av, e que elle fea Unto brilbar no
aportante papel que acabou de representar no
3
nao
Saa* (ropas liveram desastres, mas tambem os li-
aran as dos adiado-. Sebastopol, que estes peosa-
lomar eom urna borbeclia d'agua, anda nao
lia deiado avancar um s passo ao ini-
saigo, O segundo homem deste seculo lerminou
sao das eoberto de gloria e mais feliz que o pri-
neiro, porque nao os concluio n'algoma S. Helena,
a maos de algum corumissario inglez de nome
findron Lotee. Nao sei se dire beni, linba desejos
!* negocioTurco-Kusso se decdisse pela es-
pada, quera ver onde ira sso ler.
Deiiemos a Hussia. i
.Nenhuma novidade lia apparecido aiu la, dado va i
beta, a excepedo desle seu compadre que ha dous
das dea urna spaternala (i), que Iba poz em bem
asan calado, os giolhat, os quaes por sso nao Aca-
ras Bailo correules. Todava j vou melhor.
A carne esta a qualorze e a doze pticas, a fari-
aha a vinle e viule quatro, o milbo a dez, e feijAo a
6W a roa.
O invern lem ido regularmente.
9
Aaai chesou o regulamenlo de cusas, e com-
qnanlo c.i o liomeui uu capisque desses negocios,
> qoe est supprida um grande uecestidade do
i faro", o novo regiment melboruu a sorte da
gante da juslica. Eslou que com o augmento das
mullos arripiarao das demandas injustas, na
de que em ultimo resultado as pagaran, o
criminoso sera mais perseguido porque lia maior
iarenlivo, lenba o malvado mais essa pena, e saia-
. Ike caro o seu crime.
Cotn a devida venia a S. Esc. o Sr. ministro da
jnatica : convm qne sejam elevados os ordenados
das jotaes municipaes a 1:200501)0, porque essa po-
bre dasse anda nao esta bem garantida, ninguem
fax idea do qne gaoba e dispende um empregado de
certl categora no matto. DO -Ibes o governo a in-
deptndencia de que tanto carecem, que temos mo-
cas iateiligentes e juizes inciros que sabem cora-
prrhender o lagar que oceupam. IIaja cm cada
tenas um promotor, e seja elle ao mesmo lempo cu-
radar de orphilos a ausentes, e promotor de cnpella*
e residuos, porque por maior que seja o zelo de um
juiz, mnlo lbe resta a fazer vendo-se s. Sao cura-
dores quasi sempre pessoas legas, que quando mui-
lo limilam-se em dzerfara-se justira. elles nao
leem consciencia do que fazem. por essa razao a no-
meac.io de um curador que a le julga Uo essencial
na feilos, onde lia menores interessados, se tradnz
em simples formalidade. Os processos crimes serao
mais bem organisados, o criminosp lera mais certe-
za de.soa pnica, porque sempre achar-se-ha em
frente com a gente da justica. Karam-se essas mu-
sas qoe rauitos inconvenientes se remediarao.
Devemos ludo esperar do Sr. conselheiro Nabucn,
qne bailante ja lem feilo em favor de urna corpo-
racio que muilo se bonra em ter a S. Exc. como
ebefe supremo. A magistratura de nossa Ierra
maito deve aos Exms. Euzebio e Ni buco que lauta
boma Ihe uona.
Sao o lioras da laide, ey sabe urna jjjJS"-1
seipara onda, naturalifMte em buaraTTe-Oi
ramoso. Dos o traga. ,,
Gradu esta com a lisia dos CTimmosos presos de
Janeiro para c.i pela polica do termo:
Manoel Velbn, roubo ; em a cidade da Victoria,
e para all remedido.
Manoel Pereira, morle; em Alagas.
Antonio de Freilas Coplista, morle ; em Taqua-
tilinga.
Manoel Ignacio das Neves, pronunciado .em ten-
tativa de morle ; Bonito.
Francisco Ignacio Callado, morte; em Capoeiras.
Jos Hibeiro Bibas, indiciado em tentativa de
morle; Bouito.
Antonio Manoel, pronunciado no art. I'._; Bo
nilo.
Anlonio Simoes de Carvalbo, pronunciado em
china da olas falsas ; Bonito.
Manoel Joaquim acamarle, ferimentos; Hu-
ndo. Au revoir.
10
N. B.Veste momento chega a palrulba, e Irou-
le preso a Jos Gomes, criminoso de morle.
(Carta particular.)
DIARIO DE PERMroT"
A aasembla approvou honlem urna proposta da
commissHo de polica, para que fosse creado mais
om logar de ollicial para a secretaria da osa, pro-
pando ao cidado Francisco Xavier Carneiro l.ins
para ene logar.
O Sr. Clemcntino reclamou sobre a mancira por
qne foi publicado nm seu discurso proferido em urna
das sesadas passadas. no qnal se nolam bastantes er-
ros tv pographicos, alguns dos quaes alleram essen.
cialmante.
O Sr. Silvino lamb.em nolou que em um parecer
da eommssiio de pelires. publicado no Diaria de
honlem, sahio por engao o seu nome em lugar do
o Sr. Squeira Cavalcanli.
Entrando na ordem do da, foi approvada a emen-
da empatada oflerecida ao projeelo do Intrnalo, e
qne eleva a 1:200500o o ordenado do professor de
desenlio,
Foram.approvado* em primeiru discusso os pro
ectoi nti 19 e..., o primeiro que marca a quota pa-
jra o pagamento dos ejercicios lindos, o segundo que
marca os limites entre as freguezias de Scruhaem e
Ipojuca.
Entrando em atganda discusso o projeelo n. 13,
qoe concede dilterealrs loteras, foi approviido coro
algnmas emendas:
Foi tambem approvado o parecer da commis-.io
de obras publicas acerca da prelenro do arrema-
tante da ponte dos Afosados, licn como a emenda
ao mesmo offerceida peloSr. Mera.
Entrando cm segunda discusso o arrunenlo, mu-
nicipal, foran approvados os artigos 1, 2, 3, I, 5,
e7.
A ordem do da couipreben.'e as segundas discus-
ses da orraracnto provincial e das posturas de Na-
aarelb, lerceras dos projectos us. 15e20, e conlinua-
>..io da de boje.
I VISITA AO ARSENAL DE MARINHA.
Por diversas vezes temos fallado nesse bello esta-
belecimenlo, o mais importante talvez da provincia,
quanto ao seu material c ao estalo de inclliora pro-
gressiva que se lbe nola; e felizmente, sem fallar-
mos i verdade c a juslica, temo-lo sempre eito de
urna mancira lisonaeira, lrihui.au lo os devidos elo-
gios a qnein jnlgamos mercelos. Nesta occasio
porm, IcjicIo-iios dirigido pjra alli. alim de obser-
v.irmos torre, que deve servir de observatorio, e
o relogio que na mesma se vai collocar, fomos ion-
ios pelo digno inspector, o Sr. capilA lenle
Eliiiariu Antonio dos Sanlos.a viitar todo oeslabe-
p'ciinento. convite esse que aceitamos, sendo do seu
resultado que temos de enlieler boje os leitores,
J>ersnadidos de que partilbaro comuosco o prazer
qne sentimos, por ver um estabclccimenlo publico
montado e dirigido com ama intelligencia, zelo c
reedso, verdadeiraiuente dignos de louvorcs.
Ra desciipcao que abaixo apresentamos, achara o
publico urna noticia abreviada,mas exacta de lodo o
estabelecimento, no que elle lem de mais notavcl*,
assim eumo dos melhoramcutos que se esperara ; po-
rem antes de l.i chegnrmos, cumpre-nos especialisar
aqni algnma coosa do que mais allencao nos mere-
(1) OnedaPatois de Bagnres.
ceu. As oflicinas, por excmplo, p.ireceram-nos Ira-
balbar com a maior regularidade, sendo extremoso
o aceio em que se acbam ; a economa de lempo e de
valores presidem a ludo quanto alli se faz, e de tal
sorle, que se pode admirar a importancia das obras
em relajan ao dispendio com ellas feilo. A judi-
ciosa e recta a da as suas boas maneraa, concorre principalmente
para que ludo alli marche na melhor ordem, ev.ni-
do-se todo disperdicio e (oda confusao nos Irabalhos.
Era em verdade para lastimar que a nossa cidade,
J lio populosa, nao livesse mais que um relosio de
torre, para indicar aos seus habitantes, em particu-
lar i classe industriosa, a marcha do lempo. Befe-
rimo-nos ao relogio do convento de S. F'rancisco,
Pois que da Madre de Daos, que alias foi oplimo,
ha muilo n,lo Irabalba, e dize.n-nos que est em pes-
smo estado. Com o novo e excellenle relogio do ar-
senal acaremos por lauto mais bem servidos; e oa-
la que a necessidade, que elle vai salisfazer princi-
palmente no h.iirro do Kecife, fosse em breve lara-
bemsatisleila cm todas as maisfieguezias da cidade.
Eis i dcscripc,3o do arsenal, lal como pujemos
da-la, quer por observado propria, quer por infor-
mar,es fidedignas.
O arsenal de marinha propriamenle dilo, apresen-
la a forma de um parallelogramo, mais ou meuos
regular, cuja superficie chega de tres a quatro mil
'racas. He situado do lado do mar, ou mosqueiro,
e tem em lodo o comprimento ceuto e cincoenta e
seis bracas de caes com seis guindastes, uotandn-sc
entre estes dous mais importantes, feitos nesla cida-
de na IciiijVAo de Man & <".., um que suspende o
peso de seleceulas arrobas, e oulro porttil monta-
do sobre um carril de ferro, de mancira fabricado
que .embarra e|dcsembarca os ohjeclos que para isl0
pega, e lera-as at onde pode o mesmo carril
chegar.
No mesmo caes exislem loas rampas reinlrantes,
duas caldeiras, sendo as dimeusoes destas na do
|*4prle, sesseuta e seis ps de largura sobre noventa e
nove de comprido; e na do sul,cenlo c oitocom igual
comprimento, dando ambas abrigo sullicienle, para
o reparo de embarcacOes al escunas de pequeo
porte, se fr preciso.
Tem duas carreiras feitasde cautaria e alvenaria,
com diraenses suflicientes para a couslruci-ao at
grandes corvetas, sendo de lamentar que esleja an-
da em projeelo o serem roberas.
Era lugares convenientes estilo os tclheirns, ser-
viiidn cornos competentes arranjos de oflicinas de
carpinleiro, calafate, policiro, lanoeiro, e carpina,
existindo no pavimento terreo de quasi lodos os edi-
ficios denominados quarleis |da eilincta intenden-
cia a de Troco e Velas, bastantemente espaciosa por
comprehender todos os armazens nesse pavimento,
communicando-se uns com os uulros por aberturas
sol) arcadas que formam a divisao de cada um dos
mesmus armazens. Observa-se nesla olcina, cuja
entrada he pelo arsenal,a precsao com que se acbam
arrumados os diversos ohjeclos do seu meneio, ',e os
em deposito para o seccorro dos uavios, de sorte que
este nao pode deixar de ser dado com a presteza
sempre necessara em tacs ocrasxjes.
Dous lelheiros se eshlo fazendo do lado do norle,
contiguos para servirem de oflicinas de ferreiro, fun-
dirao, cahlcreiro e fiiuileirn em sulisliluirao a que
com o primeiro titulo ainda permanece dentro do
anligo arsenal, lendo esses lelheiros cincoenta e um
ps de largo sobre noventa de comprimento.
He ora somente fechado pelo lado do norte rom
um muro, que lema altura de vinle e seta ps, e o
ser tambem na frente que tica para a ra, em cujo
centro acha-sej collocado ura grande portao de
ferro, e sobre este um lorreao finalisaudu em urna
cpula. Presentemente esta frente he guarnecida
de um muro mu baixd com gradara de ferro por
cima, que desaparecer, elevado este mesmo muro a
altura do que fecha o arsenal pelo lado do norle, nao
lendo disto precisan o do sul, por se adiar nclle urna
caldeira com grade de ferro, forte c alia que o se-
para da ra contingua.
As diinensOes do lorreao sao : noventa e um ps de
aluna conlsdos desde a base at o vrtice, seteule
e oto no referido portao, triuta e nove na torre, a
vinle e quatro na cpula, de largura, c vijla e qua-
tro de comprimento ou de Tundo, em lodo o edi-
ficio.
No pavimento abaixo da cpula, | ve-se collocado
om grande relogio de mostrador transparente, para
serem as horas vsiveis a noite pondo-se-lhn luz por
detraz, fabricado em Inglaterra por um dos melho-
res autores, com todos os melhoramentos obtidos at
hoje em ohjeclos taes, sendo os sinos em numero de
brea, dous para annunciar os piarlos e o maior as
horas. Segundo consta lerao as salas do lorreao de
servir para as secretarias da nspecrao e capitana do
porto e musen naval, ao passo que na capilla se po-
ra ura observatorio podendo-se ah estahelecer tam-
bem om Ihelegrapho, para indicar aos navios o meio
da medio marcado pela pndula horaria, regalada
por pessoa Mimen.
Do lado opposlo ulico arsenal a entrada do por-
tao, e a direita existe um calabougo seguro e nao
muilo pequeo para os presos do arsenal e capitana,
segiiindo-se logo a casa da guarda ; e a esquerda um
deposito d'agua potavel, levada por canno subterr-
neo, atravessando da ra ao chafariz. Dentro do
arsenal e a eulrada exislem salas, no pavimento su-
perior, serviudo urna de reunido do conselho naval,
decentemente ornada ; e outradepoisde urna saleta,
para a casa deuomioeda de risco e velas, lodos estes
ohjeclos cerca los de janellas. leudo a ultima sala
cenlo e Irinla a cento e quarenla ps de comprimen-
to e quarenla de largura mais ou menos, sendo que
a saleta he onde lecciona-se os aprendices do arsenal
de primeiras ledras, geometra applicada as arles e
de conslrucrio naval.
Um portao de Ierro confronte a aquello oulro que,
he de po, no quadro que forma a referida entrada
do antigo arsenal, d sabida para onde outr'ora es-
lava a mor parle das oflicinas,e ubi observa-se quasi
em frente, om sobrado servindo de enfermara dos
ofliciacs da armada no pavimento superior, e dos
ofliciaes inferiores e marinheiros no terreo ; e em
torno apresentnndo um quadrilongo de duas mil e
qualrocentas bracas, as tres faces, o armazem que
serve de ferrara provisoriamente, e mais sele de de-
posito de madeiras de conslrucnlo em numero de
tres mil paos, quando nao for maior, rlassilcadas as
deuoiniiiacoes em cada um dos armazens ; sendo os
paos numerados, avallados e datados, e de maneira
dispostos a escolher-se um sem Irabalho.devendo es-
tes armazens ser em maior numero visto eslarem-se
fazendo outros na face completando a quarla para
igual fim.
Em outras dependencias do arsenal, porm, fora
dos dous lados mencionados, esl o almoxarifado,
que comprehende o pavimenta baxo do quarlel da
residencia do inspector, sendo assim mui proprio
para um tal lim, nao se notando cousa algnma em
desabono da regularidade ou boa ordem em que de-
ve sempre permanecer semelhante eslabelerimento.
Tambem ha um qaartcl de configurarlo quadrilatera
irregular, superficie do seleceulas a oib reas bra-
cas, precisando de reparos, e que serve de aquarte-
lamenlo da manija do arsenal', invlidos, e africano-
|ivres, ficando-lhe junto um grande armazem, pre-
cisando igualmente de reparos, para deposito de
diffrentes ohjeclos,e hoje no lodo ou exclusivamente
de perlo de duas mil barricas de cimento para as
obras do mclhoramento do porlo.
Quanto aos trabadlos que fazem as oflicinas s3o
elles os segrales :
A de carpinleiro.Conslmccao de navios quando
ha, e de embarca roes miudas de todas as denomina-
r-oes, eos reparos que tanto aquellrs como estas leem
precisao.entrando na.....nero das cniharcaces miu-
das as oceupadas exclusivamente no melhnramento
do porto.
Alie calafate,O mesmo que cima lica declarado
leudo de mais a mais os Irabalhos provenientes de
calafelos nos edificios do arsenal, prepararan e ron-
servar.lo das bombas de apagar incendios para func-
cnnircm com proveito sempr que deltas luja pre-
cisaran.
A de Troca e Velas, duas oflicinas reunidas em
urna si, servindo o ptflro-inr de meslre dellas.
Apparclhamcnlo dos navios, factura e concert do
veame e luidos dos mesmos e dasembarrares miu-
dis.incluidasnestas as do arsenal e melhoramenlo do
porto; deposllo. e bom acondcionamenlo dos nbjec-
09 para o sorrorro dos navios; e ensaio dos Irabalhos
relativos as ollicina? de correeiro, bandeireiro e cor-
doara com bstanle proveito, mxime nos da ultima
oflirina, pela acqusirao que ju se fa de cordoalha de
urna a Irc/.e polcgadas, cujo material lia sido amar-
ras fervi*,s, eoulros cabos que pelo bitolamento nao
esto mais em oso na navegncio.
A de polieiroi.Factura e concert de ludo quan-
to deste otllcio lie necessario para os navios, como
inoiioes, cadernaes, bombas de pao, juncos, nabos,
e outros ohjeclos mais, que san de (orno.
Os cadernaes e molicies tanihem faclura-os pelo
systema americano, ainda em pouco uso no imperio,
consislindu sua va'iilagem em serem feitos com mais
seguranra e facilidade em pocas separadas e reuni-
das depois por urna cravacao de ferro.
Tem esta oflcna ulna regular machina de lomear
pelo que d moldes para objeclos torneados de gran-
des dimensoes, como pci;as de c. 1 e etc., e os ueces-
sarios a fundalo ensatada na ferrara.
A nflicina de ferreiros.Faz com toda a perfeicao
as obra* e concerlos precisos aos navios, melhora-
menlo d.o porlo, edificios e oflicinas do arsenal, in-
clusive os concerlos das boias que servem de balisa
no Latnaliio, itrora feilos naa fuudires de Starr
& '-., e Bowman.
Ao zelosu c perito meslre desla olcina deve-se
no s a perleirao das obras e concerlos, como a fac-
tura e concert nella de diversas pecas da machina
da barca da escavaeo. e o ensaio com bastante pro-
veito de urna fundirn de metaos, e outras olTiciuas
decaldeiraria e fnnileiro.
A officina de lanoeiro.Fabrica e concerla todo
o vasilhame necessario aos navios, s outras ollcinas
eao servido do arsenal.
A oflirina de carpina.Factura e roncera Indo
quanto he desle oflicio perlencente aos navios, arse-
nal, e seus edificios, e melhoramento do porto.
Nao fazemos particular mencao nesla cxposir.lo (Jas
oflicinas de pcilreiro, e cnteos existentes tambera
no arsenal, por serem provisorias e de uatureza a nao
poderem ser visitadas ou observadas ; entretanto vi-
mos com perfeicao alguns dos seus trabadlos as edi-
ficarOes em andamento.
COIMI'MCADOS.
lalberes, ao seu amigo o Sr. commendador Joo
Joaquim da Cunba Bego Barros, coinmandaule su-
perior da comarca de Goianna, c.i seus filhos, e
genro, assistindo a elle o Exm. Barao de Camara-
gibe, os depulados geraes Dr. Aguiar e Pinto de
Campos, almdemuilos depulados provlnciaes, e
pessoas de dislucrao, lauto desla capital, como de
lora, que foram convidados.
A reuniao esteve brilhaote e digna das pessoas
que a uiulivaramr e que della lizeram parte.
PIBLICACES A PEDIDO.
O Monte-Pio acadmico.
.- educaro nacional he
nina dicida morada.
V. Cousin.
De lodos os pensameulos que nesse foco d'inslruc-
r"m e moralidade *) lera litio origem, se nao he ste
o mais louvavel, he por certo ao menos um dos que
mais merecen! ser auimados. lio urna reuniao de
mancebos associados para subsidiar, estimular e pre-
miar as iutellisencias moralisadas. qne a fortuna des-
favorece, tendo por divisa a consoladora .luxima do
Evangelho : Son potes! arbor hona malos fructoi
facer.
Se. a moralidade de um povo est em preprela
cora oseu grao de Ilustrarlo, inslrui-lo he morali-
sa-lo, e por couseguinle por obstculos a sua inslruc-
ran he uppi'tr-se a sua moralidade, he abrir as por-
tas ao crime, he dcsmoralisa-lo.
E se isto he assim, nao lern favorecer a immora-
lidade do povo, influir mesmo para ella, o fazer da
silencia una mercadoria, vend-la lo caro, que
mo pode compra-la a mor parte dos que a ella as-
pirara '.' Ciemos que siui, e nossa crenr,. nao- he
urna crensa vaga, mas fundada em fados ; nao he
urna supposic.ao, he urna realidadc. Observamos
um nao pequeo numero de mocos, alguns dos
quaes, dotados de feliz inlelligeucia, masque por nao
terem meus, perdem, uns o que teriam gauho se
estudassem, outros alem disto n que ja possuem, e
licain os priraciros inferjoridades, quando se estu-
dassem talvez passassem de mediocridades, e os se-
gundos, que nao admirara se chegassem a illustra-
eesde primeira classe, nao passam nem podem paa-
*ar de mediocridades, talvez menos, porque acontece
tanbem que o talento perde-se as relaccs malc-
riaes do homem, se mo he cultivado.
Entretanto nos vemos alguns desses mancebos fre-
qneniando a nossa academia ; mas. sabemo a que
prero, com que sacrificios elles o fazem He a
prero de maiores prvacoes, he sacrificando raudas
vezes, alem de outras cousas preciosas a propria sa-
udc, tendo de trausporsraiMes distancias sob o rigor
do invern e p, por que seij pobre pai, que bem
pode ser au lucre animalmente nem OOft rs., len-
do de dispeuder nesle esparo em matriculas e em
livros, par* que so possa mauler com o resto he-lhe
misler cronomisar, c economisar muilo, he-lhe mis-
ler sotlrcr privares ; demais esle lucro, que por
hipoUiese figuramos em 5009 rs.. que mullos ha qne
nem metade lenham, elles o recebem mensalmente;
e poder, quein recebe esss insignificante qiianlia,
dispor de oulra em proporcao lao avullada ? He
impossivel, e por tanto impossi vcl tambem a ins-
Irucrao do filho do pobre, porque a sciencia ven-
dendo-se cara nao be para todos, pertence exclu-
sivamente ao rico, a menos que algum roracao ca-
ridoso nao se compadera dclle, e Ihe nao estende
mao beueficente.
Quizeramos antes que essa inslruccao, por sua ul-
ldade a todos os homens, por sua necessidade na
vida, fosse urna inslruccao obrigaioria, e que o go-
verno, em vez de ganhar, deapendesse com o seu es-
lubelecimenlo : com effeilo o governo que derrama
a maos ebeias, e lanas vezes inulilmenle rios de
dinheirn, uan poder deixar correr um regato que
venh i dar vida a esta insliluicao, talvez a que mais
proveito tenba retribuido ao paiz, e tornando deste
modo obrigaioria a sua insiiuccao, permillir que se
inslruam mancebos, que o aca luno, embora a natureza os 4cnha enriquecido de
talentos ?
Nao nos podemos roubar a admirarao, quando re-
lleclimos que alguns dos que j aquiesludaram e es-
liidarao sustentados pela generosidade de quera os
quiz favorecer, e que se o n.lo fizessem, licara o
Brasil privado dessas illustrares, boje necessarias,
porque poderam ser conhecidas, mas que passariam
desapercebdas, se nao tivessem encontrado esse au-
xilio, porque suas intelligencias seriara campo (er-
tilissimo, mas que fallo de cultura jamis produziria
l**),seriain, o que por ahi ha muilo, genios que se
n3o podem mostrar por falla "d'instrucrao. E porque
se nao lerabrarao esses que j passaram os Irabalhos
e que sahiram ricos de saber, de seus irmaos, por-
que com um simples acceno, j que o podem, mo
fazem boje acsles o que eslimariam e eslmaram que
se Ibes lizesse'.' Porque o homem he esencialmen-
te egosta ; he que elle apenas salvo da desgrara
logo scesquecedos que com elle a partilharam, e
com mais promplido, dos que a virio depois par-
lilhar ; ha que alguns dclles chegam a sacrificar a
quem os elevou, s para que algum dia sua vista se
nao lenba de abaiiar em presenra de seu bem-
fetoj!
Mas, dizem alguns. se a inslruccao for obrigaioria
nao fallar quera se proponha a esludar, e todos so
quererjo formar. Tanto melhor, respondemos nos ;
quando se procura alcanrar um bul, inelhores sao os
meios que com mais facilidade elle nos conduzem;
o fim para que foi instalada a Academia, foivul-
garisar a inslruccao e Ilustrar o pai/.,e se com a
entrada gratis augmenta o numero dos concurrentes
esc vulgansa u instrucrao, prova be sufliciente de
que assim conseguir plenamente o seu grandioso
fim. Em verdade, se previamente sahe-se que lla-
vera essa concurrencia, imped-la he de alguniu
sorte burlar o lira da insliluicao, he crear um mal
para o paiz. Uue importa que, como dizem, veuha-
mos a ler lanos barbareis, que os lenhamos al ar-
tistas'.' Cortamente que anda he cedo para essa
abundancia, e quando 'ella chegue. quando rn er-
raos nao-o hachareis artistas, mas tambem hachareis
negocianles, militares, sacerdotes etc., enlao lere-
nios tocado esle ponto de ri\ilisarao, que anda
a.pirara as nares mais cultas e civilisada, porque o
estado ser composlo de homens instruidos na sci-
encia dodirrilo, os quaes por couseguinle saberaore-
gularsuas relarOes'com seus semelhanles ; lano
mais quanto este couheciinenlo ih# nao impedir,
antes, e de necessidade facilitar a appliracao escla-
recida na sua profiss.lo especial ; e enlao terrinos
artistas invenlorc*. negocianles inlelligcnlcs, ele,
einlini ilahi o piogresso ao infinito.
Nao suppomos que essa associarao v sanar o uia-
de que lentos fallado, nao ; e nem he ueste senliJo
que della nos oceupamos, porque como todas as
cousas em principio, ella he anda Iraca e lahe/.
punca forra ganhe;he, sim, considerando-a como a
eiprcssao do una necessidade, como um pensamen-
lo lilho do espirilo de caridade e fralernidade, que
anima os coraroes dos joveus acadmicos, que a sao-
damos c abenroamos; possa esse ilo de magna sa-
bido do centro mesmo do soffrimcnlo, fazer com que
os que los reg em consideren) a educarlo nacional
como ama divida sagrada, eque a paguem.
________ o. <;. /,
O Sr. deputado Dr. Francisco CarlsJBrando ob-
sequiou honlem com um bem servido jantar de 30
() A Academia.
(*) Frayssinous.
/tediada no acto de bai.iar seputtuva, o cadacrr
do Exm. Sr, Viiconde da Pedra /tranca, em o
dia H) do correnle, composta e. offerecida n sua
fiUta a Exm.* Jienhora l'iscondessa de Barral,
por Joao Cttalberto de Passos.
" ludo assim passa, a morle acaba ludo.
" Ha humana vida a aurora e o ocaso loca m
E, como a luz, vidaapaga-a um sopro :
Sabemos vida ler, porque sentimos,
Vein de fura o sentir,a vida he nada.u
i'* tmulosPEDtyA BRANCA.)
Sm... he nada, he chiraera... umsonho a vida !
Chimerassonhos sao grandezas, pompas,
I ilulos, honras, ouropeis d sorte.
Aqui ludo confunde o p da campa,
A rasoura da morle iguala ludo.
Do nubre, do plebeu, do rico c pobre,
l)> monarcha c vassalloasrosos rulot
0 mesmo pasto d&ti impuros cermes
as tristes solidoes da immensa noilc.
Onde reina o silencio a par do olvido,
Alto arcano, rovslerio impcnetravel
Com maos avaras no defezo cofre
Os deslinos da humana vida curen am !
(irandes do mundo, de soberha iuchados,
Cegos d'orsulli, de vaidade loucos,
Aqui ncsles abysmns insondaveis
l.irfles fiada lomar do desengao !
S das trevas do lumulr Iriumphaui
A virtude e o saber,que, se adornando
De iflireola brilbante, vem postar-se
Seulinellas eternas do futuro
Na luusa do philosopho illuslrado
Que mente, ao cnrar.au cultura dando.
Soube um nome legar Patria honroso,
V Patria que adora, que servio comante,
Ora co'a penna difTundindo luzes,
Que cusi era longes Ierras mendigara ;
Ora co'a voz aulorisada e livre
Dos sabios no congresso sustentando
Da razio, da juslica os sacros foros ;
Ora, quando vagava estudos graves,
A poesa nacional ornando
Co'as bellas producroes do estro rlenle.
Estrenuo lidador da Independencia,
Um dos raros luzeiros que reslavam
Da pleiada qje lauto refulgir
Do Itrasil no poltico horizonte,
Allini se recolheu no ocaso exlreino,
Um vaso fatal, perpetuo abundo
No, das ledras, das leis, supremo lemplu ;
No mundo social, que avivenlava
Co'as ceutelhas do espirito sublime,
E no pcito de amigos, n'alma terna
Da lilha tanto amada, quantu amante !
I.itlcralo, poltico, philosopho,
Patriota sincero, amigo puro,
Pai carinhoso, desvelado c meigo,
E grande philautropoo claro Uorgcs
As honras c aos Mulos, que nellc
Eram symb'lo de mrito elevado, ,
Dava luslre maior, mais vivo esmalle.
Sobre esses donscaducos eslimando,
Distinguindo o talento c a honeslidadc,
Embora sem prestigio de riqueza :
Nunca as pedir, mereceu-as sempre
Do espontaneo suffrago de monarchas
A quem, sendo fiel, nunca adulara.
Entre o sec'lo passado e o presente
Itepaitida a existencia,professava
H.iquellc os bous principios na firmen.
Do carcter leal e saos costumes ;
B desle commungava as crenras liv'res,
Itazoavel progresso, ideas grandes.
1 ma lagrima pos na honrada lousa
Do filho benemrito derrame
A patria cesta dia agradecida....
E'o poela obscuro a quem honrara
O illuslre Ancio, prezando-o tanto,
Nos toscos verso--, que Ihe a dor inspira, -
Exprima gratid.losaudade cierna.
\Jornal da /Sahia.
-------niaTiaan ii
Da superficie da Ierra
Uro injo desappareceu,
Terra, perdesle um anjo,
Mais um anjo conla o co.
-Meu anjo, que ingrato foste,
Do mundo fugindo assim !
Porque de mira le esquecesle,
Ao co subiudo sem mi ni !
Que faro eu cu no muudo
Sem leu dio roslo ver !
Entre espinhns da saudade
Suspirando al morrer !
Se me vires do co, doce anjo,
Entre a saudade e a ddr,
>o le esqueras que nu mundo,
S por t sent amor.
Da superficie da trra,
I m aiijo desappareceu.
Terra, perdesle um anjo,
Mais um anjo cinta o eco.
A RAINHA DO BAILE
Commercial Parahibano
\a noite de li de abril de 1855.
Viste a raiuha do baile I
Vsle a joven mais bella ?
Vate ,-i Deosa da fesla 1
\ islc-a ?... pois era ella !...
Era ella lada garbosa,
No corpo como Diana.
No roslo Venus formosa,
De belleza sobrehumana.
Foi de seda cor de uuro,
0 vestido q'ella linba,
A mais alta e a mais bella,
Era do baile a raiuha !...
No pisar delicadeza se nolava,
Mas pisava sempre sem affeclarao,
1 ns pesinhos q'a seda molestava,
E na dausa mal tocando o chao...,
Com lal grara, tal donaire, ella dansava.
QneTcrpsirburc a palma Ihe ceda;
O sen boque! de rosas aspir.iva,
Era loda atlraccao, e sjmpalhia '. '...
I'anhiba do Norle 13 de abril de 1855.
COMMERCIO
ditos com casca, 65 pipas agurdente, 1 mesa, 3 ca- ida rosolurao da junta de fazenda, manda fazer pu-
xes doce, 358 saceos milbo, 171 balas.de papel, 100
saceos Trelo, 2 caixes miudezas.
Bo de Janeiro com escala por Marei, brigue na-
cional uAdolpho, de 212 toneladas, ronduzio o se-
guinte : 3 voluntes cominhos, 1 dito alfazcma, 2
dlos cevada, 7 ditos ceblas, (i ditos massas, 1 dilo
albos, ti ditos velas de espermacele, 2 dito azeilc
doce, 10 ditos azeilonas, 1 dilo cha, 3 ditos fardos,
5 ditos vinho brauco, 10 ditos vinagre, I dito prego<,
5 ditos (pinjo-, 29 dilos manteiga, 2 dilos phospho-
ros, 1 dito rhounra-. 1 dito fazenda de briro, 2 dilos
cerveja e licores, 2 dilos chapeos c 2 manuaes para
missa, | dito earimbo*, 20 rodas de arcos de pao pa-
ra barris, 125 resinas de papel, 300 arrobas de carne
secca.
Lisboa, brigue portuguez Tarujo I, de 311 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 3,V.li saceos, 9 caixas
e 8 caras com 17,879 arrobas e i libras de assurar,
28 saetas algodao era pluma, l|2 barrica com 3 arro-
bas e 13 libras de caf.
Havre, brigue Craucrz Eugene, de 20ti tonela-
das, conduzio oseguinte :2,800 saceos com 11,000
arrobas de assucaa.
Marselha, barca Irn.e/.a Jeune Charles, de 280
toneladas, couduzio o seguinle : 1,501) saceos com
22,500 arrobas de assucar.
Falmonl, barca ingleza tiiaur, de 38i lonela-
das, conduzio o seguinle :5,600 saceos com 28,000
arrobas de assucar.
RECEBEDOKIA DE KENDAS INTERNAS ItAES DE PERNAMBUCO.
Kendimento do dia I a 18. '.):JJ'i-',\~
dem do dia 19.
9243120

10:149*567
CONSULADO PROVINCIAL.
Itru lmenlo do dia I a 18.
dem do da 19, ....
35:612*532
1:9256l 11
37:5379673
MOVIMENTO DO PORTO.
-Vanos entrados no dia 19.
Camaragibe2 das, hiale hrasileiro Novo Desli-
no)', de 21 toneladas, meslre Eslevao Kibeiro,
equipagem 3, carga assurar o mais gneros ; a
Josc Hanoal Martius. Conduz 1 escravo a entre-
gar.*
Maceio2 dias, barca ingleza Miranda, de 336
toneladas, rapihlo Wni. Williams, equipagem 16,
carga assucar e algodao ; a James Crablree & (.0111-
panhia. Veio receber orden- e seguio para Li-
verpool.
Babia6 dias, barca ingleza Oberon, de 279 to-
neladas, rapilo Taverner, equipagem 16, em las-
tro ; a James Crablree i\ Compauhia. Veio re-
ceber urdens e seguio para Liverpool.
lioston13 dias, palacho americano Mermaid, de
312 toneladas, capillo Daniel Thavcr, equipagem
11, carga taboado de puibo ; a ordem. Veio re-
frescar e seguio paia o K'o de Janeiro.
-Vuios sa/tidos no mesmo dia.
Liverpool por MacabBrigue inglez Crimea, ca-
ptao William CargeU, em lastro.
FalniouthBarca ingleza iaour, caplao 1. Wil-
liams, carga assucar.
Em commissanEscuna nacional d.iiMoia, co
mandante Joaquim Alves Moreira.
MarselhaBarca franceza Jeune Charles, caplao
Francisco Nicolao Deloeson. carga assucar.
PIUCA DO KECIFE 19 OE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces olliciaes.
Descont de latirs de aVmcxes8 ao anno.
Cambio sobre Londres a 27 3|l e 28 d. 60 d|v.
. ALFANDEOA.
Kendimento do dia 1 a 18. 155:2968931
dem do dia 19........ 9:391*107
EDITAES.
16l:69l-Klil
CONSULADO GBRAL.
Rendimenlo do dia I a is. 15^596785
dem do dia 19........ 2: H9o:l82
18:1799167
MVEKSAS PROVINCIAS.
Kcndimenlo do iUa I a 18. 3:28ij688
dem do dia 19........ 211*714
3:526*602
Exportacao'.
Kio de Janeiro, barca nacional Sorlo, de 332 to-
nelada-, conduzio o seguinle: 5'duzas de taboas
deamarello, 1,810 saceos com 9,0.50 arrobas de as-
sucar, .13 dilos com 92 arrobas de eer'a de carnauba,
269 caixas com 193 arrobas e 2 libras de velas de
carnauba, .50 saccas com 272 arrobas e I libras de
algodao, 150 dutias de cocos de beber agua, 2,000
O IIIm. Sr. 1." escriplurario servindo de ins-
pector da Ihesouraria provincial, em cnniprimenlo
do dsposto no arl. 31 da lei provincial n.129, man-
da fazer publico, para conherimento dos credores
hypolhecar*os, e quaesquer interessados, que foi de-
sapproprada a Francisca Joaquina do Nascimenlo,
viuva de Jos l.uiz Paredes, parle de um silio na es-
Irada dos Remedios pela quan-ia de 600*000 ; e que
a respectiva proprielaria lem de ser paga do que se
Ihe deve por semelhaule esappropriac,o, logo que
terminar o prazo de 15 dias, contados da data desle,
que he dado para ?s reclamarOes.
E para constar se mandou affixar o presente-c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias succcssvo?.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernain-
buco 11 de abril de 1855.O scrclario, A. F. da
innunciacSo.
O Illm. Sr. I. escriplurario servindo de ins-
pector da Ihesouraria provincial, em cumprimenlo
da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, de 13
do correnle manda fazer publico, que no dia I. de
maio prximo vndouro, perante a junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer, a obra do calcamenlo do 18. lanc
da estrada da
reis.
A arrematar ni sera fela na forma da lei provin-
cial n. 313 de 14 de maio do anno prximo passado,
sobas condires especiaea abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esla arrematarlo
conipareram na sala das sesses da mesma junta pe-
lo meio da, competentemente habililadas.-
E para constar se mandn affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial dj Pernam-
buco 16 de abril de 1855. O secretario, .1. p. da
.InnunciacSo.
Clausulas espedaes para a airemalarao.
I." As obras desle empedramento seriio execula-
das de conformidade com o orcamenlo approvado
pela directora em conseibo, e submeltido i appro-
vacjlo do Exm. presidente da provincia imporlaudo
em S:360a000 reis.
2." Eslas obras sarao comeradas no prazo de 1 mez
e concluidas no de I anno, contados de conformida-
de com os artigos 31 e 32 da lei provincial
n.286.
3." A importancia desta arremalarao sera paga cm
i prestarOes iguaes, sendo a I." paga quando houver
o arremtame feilo o Ierro da ob_ra tolal ; a segun-
da, quando houver feilo dous tercos; a lerceira,
quando for completamente concluida ; e linalinenle
a ultima, na entrega definitiva.
1.- Durante a execucao das obras o arrematante
ser obrigado a dar commodo e fcil (ransilo aos
viandantes
5." Para ludo o mais que nao cstiver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o qu dispe a
leiu. 286 de 17 de maio.
Conforme. O secretario, A. F. da Annuncia-
i-ao.
O Illm. Sr. 1 escriplurario servindo de inspector
da Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de i 2 do
correnle; manda fazer publico que no dia 10 de
maio prximo vndouro, perante a junta da fazenda
da mesma Ieatafarla, se ha de arremalar a quem
por menos fizer a obra da conlinuacSo do cano de
esgoto da prara da Ponte Velha, ale a esquina da
ra Velha, avadada em 3:1999000 res.
A arremataran sera fela na fofaM da lei provin-
cial n. 313 de 1} de maio do anno prximo passado,
e sob asrondicors especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esta arrematarlo
roinpareram na sala das sestees da mesma junta pe-
lo meio dia compclentcmcnlc habilitadas.
E para constar se mandou ofllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Scrrctaria da Ihesooraria provincial de Pcrnam-
buco 16 de abril de 18>5.O secretario, ./. F. d'An-
nunciactlo
Clausulas especiaes para a arremutarao.
I.*- A continuaran do cano de esgoto 110 lugar da
i Ponle Velha do hairro da Boa-Vista, ser execulada
de conformidade com o orramenlu approvado pela
directora em conselho e apresentado i approva-
<\to do Exm. Sr. presidente da provincia na impor-
tancia de 3:499*000 reis.
2. 'O empreiteiro dar principio as obras no pra-
zo de I mez e as concluir 110 de 3 mezes, ambos
contados na forma do arl. 31 da lei provincial
u. 28ti.
3." O pagamento da importancia desle contrato
ser (cito cm duas prcslares iguaes ; a primeira,
quando esliver execulada ractade das obras ; a se-
gunda c ullima, depois de concluidas todas as obras,
quesera logo realisada definitivamente.
4." O empreiteiro empregar ao menos metade
dos trahalhadores livres.
5. Para o que nao esliver determinado nas pre-
sentes clausulas e no orcamenlo, seguir-se-ha o que
dispoe a lei n.286.
Conforme. O secretario, A. F. da Annuncia-
co.
O Illm. Sr. I. escriplnrario servindo de ios-
peclor da Ihesouraria provincial, em cumprimenlo
blico, quea arremalar5o da obra do 8. laneo da es-
Iruda da Escuda foi transferida para o dia 26 du cor-
rele.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de abril de 1855.O secretario, ./. F. da
Annunciacao.
DECLARACO ES
Na roa de S. lioncalo precisa-sc de nma escra-
va, qoe saiba cozinhar e eugommar com perfeicao :
paga-se bem o seu alaguel.
*eSG-ea*e-*ef
1 CNCO AMOS.

Precisase aiugar pelo ternpo de

A mala que lem de ronduzir o patacho porlu-
guez Alfredo para a IIlia de S. Miguel, ser fecha-
da boje 2U ao meio dia.
Existindo 110 almoxarifado desla rrparlirao'
urna pnrrui de bolacha arruinada, ainda propria pa- i
ra alimento de animaos, o Illm. Sr. inspector manda (
fazer constar que sera vendida em leilao publico, na
Porta do mesmo almoxarifado, no dia 25 do corren- .
le me/., pelas 11 horas da muiihaa. Secretaria da '
nspecraodo arsenal de marinha de Pernambuco 19 '
de abril de 1855.O secretario,
Alc.tiiitdie /lodrigues dos lujos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
ll. 22 do regulamenlo de 11 de dezrmbrn de 1855,
faz publico, que foram acedas as proposlas de Fran-
cisco Macielde Sou/.a, Anlonio Alves da Fouseca e
Tiinm Morasen k\ Vioassa, para fornecercm :
O 1., 1,606 pares desapaloa de sola c vira feitos
11a Ierra, a I98O rs.
O 2.", 1 roquete de brelauha rom babados de cas-
sa ebico na abertura, por .5^2111 rs. ; 1 loalha para
altar com babados de cassa, por 2J660 rs.; I Irone-
to de madeira piulado c dourado.por 24^000 rs. : 1
imagem do Senhor Crucificado, encarnada e com
resplandor, litlos e rravos de prala, por 30->S8l
reis.
O 3-o. 135 (ovados de panno verde entrefino.
2)800 rs.
E avisa aos supradtos vendedores qoe devem re-
colheros referidos ohjeclos ao arsenal de guerra no dia
20 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
ciinenlo do arsenal de guerra 18 de abril de 1855.
fernardo Vereira do ('armo Jnior, vogal e secre-
tario.
Sal diodo 21 .lo correnle, depois da audiencia do
Dr. juiz dos feilos da fazenda se bao de arrematar
em prara presidida pelo mesmo senhor, os bens se-
grales por exerurao da fazenda nacional contra seus
devedores.a saber : una riquissiina mohilia de jaca-
randa, e oulros muitos movis de casa avadados de
per si cada ohjerlo, e todos no valor 2:376?000 rs.,
penhorados a Oliveira IrasftO C, 20 babas e I jo-
ao de malas por 225IOO rs a Anlonio Ferreira da
Costa Braga, I eaxlo deouviresa imitarao de cum-
moda com umeaixilio rmidrara lo. | balanra de la-
13o. c l cadeiras de Jacaranda, ludo por 26OO rs.,
1 viuva Monte, urna jaquela de alpaca, una farda
de guarda uacional, e 4 colletes de laa e seda, sem
uso alaum. ludo por 88000 rs ; Jacob de Santiago.
I casa lema na ra de l.uiz do KeSJu n. I. de laipa
e era mao estado, com cacimba, grande quintal, com
arvores de ruclos, por 1:000? rs Domingos da
Silva Ferreira, diversos movis de casa avadados ca-
da um de per >,c lodos |em IHsOOO rs 1 viuva de
liuilherme Patricio Bezerra Cavalcanle, nina inobi-
lia de sala de madeira jacarando .inclusive 3 mangas
de vidro c 3 caslicae* de prala, ludo por 739000 rs.,
a Anlonio Jos de Carvalbo Snnliago, nm escravo
pardo por 6008000 rs 1 Joaquim Duarte Pinto da
Silva, 10 cadeiras de aniarrlln, un commoda, duas
mezas, urna niarqiieza de araarello, 1 mangas de v-
dro, e i casliracs de casquiuho, ludo por 219000 rs.
a Joao Evangelista Bllo : quera pretender os objec-
los cima dirija-se no lugar e hora do costume. Befi-
e 18 de abril de 1855 O solicilador dojuizo dos
feilos, Joaquim Tlteadoro Alces.
Em virtude da requisirao feila pela direcraudu
Banco de Pernambuco em oflicio de 17 do crrente,
he convocada a asscmbla geral dos arriuni-l is para
reunir-sc no dia 23 do crrante no lugar e hora do
coslume, alim de tralar-s definitivamente da con-
verslo do Banco cm caixa filial do Banco do Brasil.
Rerife 17 de abril de 185")./7rii > de Camragibe.
presidente.Josc'Bernardo Galeie Aleo forado.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de 'aulori-
sarao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguimos :
Para o presidio ik Fernando.
Farinha de mandioca, alqueires 575 ; dita de tri-
go, barricas i ; garrafes, 30 ; vidros para lapa-
das, 2 ; chapa de ferro para fogao com 5 furos, 1 ;
dita de dito da tres ditos, 1 ; barro proprio para
telhas, canoas ti.
Quem quizer vender estes objeclos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho. s 10 horas do dia 18 do correnle mez.
Secretara do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 14 de abril de 1855.
Jote de /rito Inglez, coronel presidente. Btrnar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e sncrela-
rio.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de 'Pernambuco toma e da
lettras sobre o Rio de Janeiro. Banco de
Victoria, avadada em 8:360800t> Pernambuco 7 de abril de 1835.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio de
Medetros Reg.
AVISOS MARTIMOS
Segu para o Porlo a barca oS. do Bom Suc-
cesso at o dia 26 de abril, por ter parte do seu car-
regamenlo prompto, por isxo quem quizer estregar
na mesma, ou ir de passagem, dirij-se a Francisco
Alves da Cunha & Campauhia, ra do Vigarion. 11,
ou ao capo na prara.
Para o Assu' sabe impreterivelmcale na seguin-
le semana o hiate Anglica : para carga c pas-a-
geiros, Irala-se na ra da Cadcia do Becie 11. 49,
primeiro andar.
Real Companliia de Paquetes Ingleses a
Vapor.
No dia 20
desle mez, es-
pera-s do sul
o vapor Acn,
0 qual depois
da demora do
costume segui-
r para Sou-
Ihamplou, lo-
cando nos por-
os de S. Vicente, Tcneriffe, Madeira c Lisboa : pa-
ra passageiros, etc., Irala-se com os agentes Adam-
son Ilowie ei C, na ra do Trapiche-Novo 11. 42.
Para o Aracaty sabe o hiale uacional Incenci-
tel: quem nelle quizer carregar, dirija-se a Joa-
qnim Jos Marlins, ou na ra do Vigarin 11. 11.
RIO DE JANCIRO.
O brigue nacional FIRMA, capitao
Manoel de Freitas Vctor, segu com bre
vidade para o Rio de Janeiro, para car-
tja, passageiros e esclavos a lete para os
(|tiaes tem e\cellentes commodos : trata-
se com os consignatarios Novaes & C, na
ra do Trapichen. 3, ou com o capitao
na prara.
LEILOES
T. de Aquino Fonseca i Filho faro leilao, em
lotes a 1 milenio, por conla e risco de quem perlen-
cer, c por intervengan do agenta Oliveira, de urna
por(ae de ptimo vinho em pipas e barris do i.- e
5.\ assim como de algnmas pipas de excellenle vi-
nagre, ludo receiilemenle importado de l.isboi : sex-
ta-feira, 20 do correnle. as 11 horas da manilla em
ponto, a porta do armazem do Sr. Aunes Jacome,
defionle da arcada da alfaudcga.
Manoel l'erreira llamos e seus lilhos maiores,
Jacintho Ferreira llamos e Anlonio Ferreira Ramos
Sobriulio, nicos propriclanos do excedente predio,
com esparoso armazem e :i andares com sotan, silo
na ra do VigaVio n. 8, farjo leilao, por interven-
cao du agente Oliveira. do referido predio inleira-
mente livre e desembaracado : sahbado, 21 do cor-
renle, no meio dia em ponto, porta do mesmo pre-
dio.
AVISOS DIVERSOS-
gw O abaixo assisnadct Dr. em v
^ medicina, aeha-se reshlindo B
na ra da Crnz do Kecife 11
^ 49 segundo andar, onde po-
^ de ser procurado a qualquer S
S{ hora. .Moaguitu Intonio *
^< *tlrex Kibeiro. ^
Precisa-se de orna ama para casa de poura fa-
milia : na roa das Trincheiras n. 38.
Engomma-se com rauita perfeicao.
No Caes do liamos taberna do retiro n. Jii achara
cora quem tratar.
Os senbores Jobnslon] Paler & C. |que por es-
le jornal disseram desejavain tallar ao Sr. Ur. Seve-
rino Dias Carneiro a negocio de seu inleressc, derla-
rain que era para entrega de urna carta.
O Sr. I'r. Amaro HezerraCarueirn Cavalcanli,
qoeira ter a boodade de annunciar a sua residencia
ou dirigir-sc roa do Cauuga 11. 3, a negocio de
sen enteresse.
i iiinis. urna casa terrea a moder-
l na que tenba 5 a A quartos e bom
quintal, daido-se ate 16t000 -s. 9
g mensaes: nesta tvpographia sedi- 2
ra* quem precisa." y
ATTENCVtr.'
No dia 11, as 8 horas da noite. desappareleu a
crioulinha forra, de nome Maria, com idade de 12
anuos, pouco mais, baria c secca do corpo*; levou
spalos de couro de luslre e vestido de chita brauco
com ramagem miada, a qual eslava em casa do abai-
xo assignado, morador na ra larga do Rosa-iu u.
16: roga-sc, portanlo, a todas as pessoas que delU
tiverem noticia, ou quem a liver recolhido, que par-
ticipe ao mesmo abaixo assignado, que sera recom-
pensado, c se Ihe ficar muilo obrigado.
Anltnio Candino Alces Comes
O abaixo assignado roga a quem liver adiado
1 ranura que perdeu no dia II do correnle, que te-
dia a bondade entrega-la com os papis, no Kecife.
ia ra da Cruz, segundo andar n. 27, tirando cora o
diuheiro que a mesma duba por sua grati(cac,u.
Anlonio Pinlteiro de Mendonra.
Precsa-se de um bom amas-ador : na padaria
da prara da Santa Cruz, debaivodo sobrado.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar : na
ra da Cruz 11. 7, segundo c lerceiro andar.
Precisa-se de urna ama secca para urna casa de
pequea Tamilia : na ra da Cruz n. 7, segundo e
lerceiro andar.
OfTerece-sc para ama de casa de homem >ol-
teiro ou viiivo, nina inuiher de meia idade, natural
de Scrgipe, c por i-so sem prenle nem adberenle
nesta cidade; enteude pcrfeilaiueule de lodo o ar-
ranjo interno de urna casa, be zelosa nos seus de-
veres, e promede servir a conlcuto: na ra estrella
do Rosario u. 15.
O cautelista Vicente Tiburcio Cornelio Fer-
reira avisa aojrespcitavel publico, que conlinua a ler
a venda nos lugares ja annunciados, cautelas da In-
leria que ueve correr no dia 21 do correnle, assim
como que logo que se publicar a lisia dos bilheles
premiados, pagara os premios que snhirem nas suas
caulelas, sendo os de um conlo de rii para cima,
pagos na loja do Sr. Joaqoim Monleiro da Cruz, e
os outros no paleo do Carmo loja do Sr. Rento Al-
ves Rodrigues Tupinambo.
Precisa-se de urna ama que tenha
bom leile : na ra do Hospicio cata ter-
rea de sotao, junto ao Sr. dezembargador
Santiago.
Precisa-se de um bom coznheiro
forro ou captivo, que seja liel e de boa
conducta, para lima casa estrangeira, pa-
ga-se muito bem: a tratar na ra do
Trapiche Novon. ,~iH, armazem.

i
ATTENQAd.
Arrenda-se o engenho Mazan-
gio, na l'reguezia de Goianna,
distando i leguas daquelle porto,
a bom caminlio, em ptimo ter-
t^D reno, de prodigiosa produccao, de
{jj) toda qualklade de lavoura', esta'
( moente e com boa (afra fundada,
as nao se duvidando vender ao ren-
(i ('.e'ro: os preteiidente com a pos-
X sivel brevidade, dirijam-seao pro-
7 pi ietario em seu engenho Mus-
f9 supe de Baixo, termo de Igua-
^ rass.
Jos Manoel de Oliveira, por baver
outro de igual nome, se assignara' daqui
em diante Jos Manoel de Oliveira Vi-
anna.
DE N. S. DO OSARIO DE GOIANNA.
Amanhaa, sabbado 21 de abril, lie o in-
dtibitavel andamento da referida loteria as
10 horas da inanhaa, 110 consistorio da
Conceicao dos militares : 01 meus bilheles e
cautelas s estaoa venda at as 10 horas
damanha ; aellesqueestao noreste Per-
nambuco 20 de abril de 1855.O cau-
telista, Salustianode Aquino Ferreira.
Perderam-se dous maios bi i heles da 1.a parle
da I. loteria de N. S. do Rosario de Goianna ns. 301
e 800, do cautelista Antonio da Silva Cuimaraes, os
quaes bilheles foram comprados na hija da ra do
CabugaoSr. Manoel Dominguas da Silva ; previ-
ne-se ao dilo Sr. cautelista, que 110 caso de sabir al-
gum premio nos referidos dous bilheles, baja de os
nao pagar, por isso que o seu proprio dono he o
abaixo assignado.Candido Emigdio Vereira Lobo.
Offerecc-sc urna ama para o diario de urna ca-
sa de moro solteiro, ou poura Tamilia : qoem pre-
tender, dirija-se ao oiao do Trro n. 2. Na mesma
casa recebe-se roupa para engommar.
Aluga-se na ra da Soledade, em casa do sote
estrella, urna sala grande o urna alcova para um ou
dous moros solteiros, da boas conductas.
O bacbarel Jos Antonio Alves de tirito, nao
leudo podido despulir-o pessoalraenle de lodosos
seus amigos era consequencia la presteza de sua vria-
gem, o faz por esle meio ; e aproveila a occasio
para ouerecer Ibes com toda a sinceridade os seos li-
mitados serviros na corle do Rio de Janeiro,
I>a-se diuheiro a juros sobre penhores de ouro
e prala, seja qual fra quanlia, mais commodo do
que em outras partes : na ra dos Marlvrios n. 15 ;
e tambem se da quantas de 3O0?)O00 a WOflOOO, so-
bre h> pudiera de algiimu casa.
Militar.
Para algnm ollical.ou cadele de corposecco e ba-
xo, existe ima sobre-casara feita na ra Nova n. 10,
que se vende muito barata.
Narua do Collegio 11. 19, precisa-se aiugar um
criado.
Roga-se as autoridades policiacs e capilfles de
campo, que peguem o mulatinbo de 12 a 14 anuos,
de nome Cassiauo, roslo redondo, cabellos de rabo-
rio, feires miudas, lem dous denles da parle de ci-
ma partidos ; prolesla-se corr lodo o rigor da lei
contra quem o live seduzido ou lbe der agasalho :
na ra da Soledade n. 12, que se gratificar;!.
OHerece-se urna pessoa para ama de leite, com
bous roslumcs : na ra do Caldcireiro, casa n. 7.-
No dia segunda-fera, I do correnle. no hotel
da Europa da ra da Aurora havern sopa de Ravioli
de I liora at as 5 da tarde.
O abaixo assignado ilrixou de ser caixero do
Sr. .Vndre Nauzr, desde o da 18 do correnle.
Joao Correia Carneiro.
Na ra do Collegio n. 19, lerceiro anclar, pre-
cisa-sc aiugar um criado.
O Sr. Joaquim Ferreira da Silva Jnior qnci-
ra apparecer na ruado Amorim n. 35, a negocio.
Attenco.
Roga-se as pessoas que devem na taberna da ra
Nova 11.50, que foi do fallecido Malinas Joaquim di
Maia, hajaiu dem.lndar pagar as suas emitas, .lo con-
dono resolver-sc-ba o proprielario da mesma a era-
pregar os meios que ihe faculla a lei para cora as
pessoos qne se lera negado seos pagamento*, de-
clarando urnas j lerem pago, e mitras apresenlaiulu
llovidas, sem que provem com recibos ou docooieii-
los; c assim o mesmo proprielario declara pelo pre-
-cnte annunro, que quando comprou a referida ta-
berna foi firmado em que as pessoas devedoras da
mesma j.unis se negassem aos pagamentos ; e por
isso espera no prazo de 8 dias ser embolsado.
Roga se a pessoa a quem for offerecido una
carimba de costura muilo bem feita, u;1o he obra
daqui, toda de madeira embatada, forrada de papel
amnrello por dcnlro, assim romo uns poucos de en-
feiles de senbora, sendo um lodo de Monde branco,
com titas brancas bordadas de ouro, um verde rom
lilas lanas liada nito servido, oulro diloazul esrurn,
e mais don da loma-lose leva-Ios ra do Pires,
sobrado novo junto da casa-velha do Gervasio; l
estregando, pagar-se-ha, palavra de honra, mais do.
valor dos dilos objeclos, dizendn-sequem os venden.
Allencao.
Yemle-ea taberna da ra Nova n. 50, que foi do
fallecido Malinas Joaquim da Maia, com todos os
nlenrilios c gneros que exislem denlrn da mesma,
sendo cslcs nnvos, de mui boas^ualidades, c por
ctmmodoi precos, por lerem sido comprados a di-
uheiro : a pessoa que este negocio quizer fazer com
a referida taberna, que se arha enllocada em bom
lugar, muilo acreditada e tambera afreguezada, po-
de dirigir-se :> mesma a fallar rom Joaquim da Cos-
a llourado,
l"ma mulhcr capaz se encarrega de tomar con-
la de algum silio perlo desta prac,a, ainda que seja
pequeo, ficando ao cuidado da mesma o bom trata-
mento, tanto da rasa como do arvoredo, por nito po-
der pagar aluguel, brando prompla a enlrcga-lo logo
que seu dono lenba deltc preciso : na roa da Sen-
zala Velha n. 70, segundo andar, informara da pes-
soa que pretende.
Victorino Marlins h'ernsndes relira-se para to-
ra da provincia.
i

;
MUTILADO


W
' 4-
.
>
OlfcRIO DE PERNMBUCO. StXTA FEIRA 20 OE ABRIL DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
60 IVA IMOVA 1 AI** AH 50.
O lr. I*. A. I.nlio Hoscoso da consultas liomeopalhica* lodos os dM ana pobres, desde. '.1 huras "la
mauh.ia ateomeio di, o em risos extraordinarios a qualquer hora dodia ou noile.
Oflerece-ae igualmente pira pralicar qualquer operaejia de oirurgia. e acudir promplamcnle a qual-
quer mullierque cslejj mal ile parlo, c cujascircumslanelsf Dio permillain pasar .10 medico.
SO 0H8UUDI10 BO DR. P. 1 LOBO
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEQUINTE:
Manual rompido de inrd.licina liomeopalhica do Ilr. G. II. Jalir, tradutido em por
l':,n v pelo |)r. Moscozo, qualro volumes eneademailos en dous e acompanhadn de
um diccionario dos termos de medicina, ciruria. anatoma, etc., ele.
208000
me grande, aconirmnhado do diccionario dos termos le medicina
O diccionario dos termos de medicina, cirurcia; anatoma, etc., etc., eucardenado.
.Esta obra, a mais importante de toda* asquclrataiu do estud que conten a use f.....lanicnlal .''esta doulrinaA I'ATIIOF.ENEsIA OU Er'FEITOS DOS MEDIC \-
HENTOS NO ORGANISMO Eii ESTADO DESAUDEconhecimcntiis que nao podem dispensar as peg-
ue sequercm dedicar pralica du verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos (|ue quizerem
experimentara doulrina lo llahncuiann, e por si meamos se convenceren! da verdade il'ella: a Indos os
la/oodeirose senhoies de engenllo que. esli lonse dos recursos dos meilic >s: a I- dos os capitaes de na, io,
que urna ou oulra ve/, nao podem deixar de acudir a .qualquer iiiroiiimmfo sen ou de scus Iripulanles :
a lodos os pas de familia que por circumstaucias, que ncm sempre podem ser prevenidas, silo nbriga-
dos a 'prestar in canfinenti os primeiros sorcorros ere suas enfermidades.
O vade-mecum lio homeopallia ou Imducrao da medicina domestica do l)r. llering,
obra lambcm uli\ s pessoas une se dedicam ao esludo da homeopatbia, um volu-
IOSiOOO
3|000
Sem verdadeira e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
liomeopathia, e o proprielario desle eslabelcrimenlo se lisongeia de tc-lo o mais bem moldado possivel e
muguen) duvida boje da grande superioridade dos scus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.........._........... SJO0O
Boticas de 2t medicamentos em glbulos, a 10, 128 e 158000 rs.
Hilas 36 ditos a.................. 30*000
Hilas 48 dilos a.................. 2SJOO0
I til i = 60 ditos a t.............., 309000
Hilas lii dilos a................, 60*000
Tffuos avnlsos........................ ISjOOO
Frascos de meia nina de lindura................... 29000
Hilos de verdadeira lindura a rnica................. 28000
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de erystal de diversos (amanhos,
xidros para medicamento, e apromptu-sc qualquer cncominenda de medicamentoscom toda a hrevida-
Ic e por precos muito commodos.
IBLICAAO' DO INSTITUTO 110-
MtOPATHICO 1)0 BRASIL.
9 TlISOLRO IIO.MLOI'ATIIICO
m ou
H VAE-MECUM DO
UOME0PATHA.

I
i
9
Mclh'ido conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopahicamene todas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no /Ira-
n, redimido segundo os melbores trata-
dos de boineopalhiaj tanto europeos como
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Ilr. Sabino Olegario langero
Pinito. Esta obra be boje reconherida co-
mo a inellior de toda que tratan daappli-
cacao homeopatliica no curativo das mo-
le-lias, lis curiosos, principalmente, hao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os paU'de familias, os senlin-
res de engenllo, sacerdotes, viajantes, ca-
pilacs de navios, scrlanejoselc. ele, deveni
le-la a mao para occorrer prompUmenlc a
qualquer caso de molestia.
ous volumes em hrochura por 109000
d encademadoi II9000
Vendc-se nicamente em casado autor,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 6S A.
i
9

Novos livrosdc homeopalliia uiefranccz, obras
todas de summa imporlancia :
llahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 208000
Teste, noleslias dos meninos.....C3OOO
Hering, liomeopathiadoiDcsca. ~;O00
Jahr, pharmaenpealiomeopalhica. 65OOO
Jalir, novo manual, 4 volumes .... 16)000
Jalir, molestias nervosas.......69000
Jalir, molestias da pcile.......SpOOO
Rapou, historia da honieopalhia,"2 volumes IG5OOO
llai linnann, tratado completo das molestias
do*, meninos..........IO5OOO
A Teste, materia medica liomeopalhica. 09OO
lie Favollc, doulrina medica homeopatbica 7-8000
Clnica de Slaoneli .......69000
Casling, verdade da homeepatlii. ,|000
Diccionario de Nyslen.......OJOOO
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlcinlo a descriprao
de lodas as parles 00 corpo humano ." 309000
vedem-sc lodos osles livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. ,"0 pri-
ineifo audar.
*;::~:v' *r. r .T;UM
DESTISTA.
Paulo Gaignoui, dentista francei, eslabele ^
^ rido na ra larga do Rosario n. 36, segundo 6,
flt andar, colloca denles com gengivasarliliciaes, @
0 e dentadura completa, ou parte delta, com ,1 at
ab prrssao do ar. ^
49 Sosario n. ;lli segundo andar. g
Na ra d;i Gloria n. S."> ensina-se a
(raduzir, fallar e escrever perfeitamente
a lnijjiiii ingleza, proincttendo-se uin me-
thodo fcil para em potito lempo o disci-
pulo adipieiir ttm grandeadiantamento.
III111. Sr. inspector da thesouraria geral. -Diz Jos
da lincha raranhos, que em v rinde de ordem do
Ihesouro publico nacional, que mandn a informar
a esta thesouraria umrcquerimeuto com documentos
anneos e comprobatorios, da qnanlia de dous con-
los e tantos mil ris, que ao siippliranle lie a mesma
faieuda devellora, acontece que lendo o suppii-
ca'nle estado na espeelajiva, e requerido ja a V. S.a
cm de/embro do anno passailo soluclo de urna lal
informacio at o presente, parece que por urna fala-
lidade, nao lein sido possivel o supplicanlc obler o
despacho, apezar de ler ja decorado um auno pouco
mais ou menos ; pelo que, mo sendo cabivel que as
repartices liscacs prolclcm o direilo das parles por
um lempo indefinido ; por isso, vem o supplicanle
requerer a V. S., que como chele desta rcparlicflo, e
a cojo cargo est 1 allribuico de cumplir e fazer
rumprir as deliberacoes e ordens do lhcsq.uro, como
determina o paragraplio 10 do arl. 31 do decreto n
736 de 20 de novembro de 1830. se digneamandar
que e emprtgado em cujo poder eslilo os documen-
'os e peliroes do supplicanle, para informar manda-
dos por V. S. que he o chefe da i.' scccfio, Jas
llcurique Machado, d promplo andamento a dita
iifinnaco Hm de ajue ni\o fique eternamente se-
pultada esta petico em seu poder, como lem estado
os outros documentos o pelices ; com o que far
'0 supplicanle a merecida juslica ; e assim pede
V. S. II10 delira.E. R. Me.
Jos da /tocha Paran/tos. ,
Recife 22 de marro de 1853.
CASA DA AFERIC.), PATEO DO TERCO N. 16.
O abaixo assignado scicntil'ica, que no escriptorio
daquclli rasa ila-seexpedienle todos os diasdas ti ho-
ra* da mauliaa as 1 da larde ; oulro slm, que a re-
m~,io leve principio lio dia -2 do correntc, e que lin-
da prazo marcado pelas posturas muiiiripaes. in-
correMo os contraventores as penas do arl. -2 ulu-
lo II das sobredilas posturas. l'ra.redes da Sitia
Cusmao.
Prccisa-se de urna ama para o servieo interno
de urna casa de It pessoas de familia, que sirva lam-
ben para as compras : na ra do ilospicio n. 3.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO DE
. GOIANNA.
Aos 5:0003000, 2:0009000, 1:0009000.
lis bilhe es c cautelas do caiitelisla A. J. Rodri-
Ic Souza Jnior, lio afortunados pelas frequen-
levezes que lem dado as sorles grandes, como re-
rrnimenda Ins por serein pagos os premio* grandes
parhvMresen descont alsum, arliam-s" .1 ntpoii-
r.10 do respcitavel poblico as secuintes lejas : ora-
ra da lautependencia na. t. 13, 15. e 40; roa do
Oueini.ido 11. :!7 A, c em oulras mais do costme :
Usda referida lotera.andam impielcrivelmen-
le a 2\ do correntc me/, cm o consistorio da greja
da Gouceicao dos Militares.
Itilhclcj .59.500 Recebe ."J:0009000
Heioi 2--JSO0 n 2:.5(KfeO0t
O"'10' i) 1:250 jtHK
Oitavos 720 <2530t'tl
Decimos 6(K) .5MM>imi
Vigsimos 320 2309000
1 inrsmo rautelisla cima declara ao mewno res-
peutavel publico, que se obriga a pagar os premios
grandes por ioleiro sabidos em -as cautelas, e mais
que quauto aos smis bilheles inteiros, os qo.it- a in
\ endilos rm orisinaes apenas se resnonsabiliM a pa-
ga os oitn por cento, log., que se Ihc aprsenle o bi-
lliclc. indo o possiinior receber o respectivo premio
do Sr. tliesonreiro.
Aluga-se urna casa terrea ou de sobrado, cm
qualquer das ras que licam entre o beces rio Virgi-
nia e o piteo de S. Jos : na 111a Nova 11. 69.
J. JARE, DNTISTA,
it continua a residir na 111.1 Nova 11. 10, primei- a
f ro andar.
*e8SS:: :sg@
Descja-sc fallar ao Sr. Jo.io Francisco de
Atliaydeou ao seu procurador nesla praca, a negocio
de sea inleresse : no Forte do Mallos, armazem
u. 20.
Participa-seaos Sis. mestrespedre-
ros. caiador.'.s e mais pcsso.is particula-
res, (|tie na 1 ta da Cruz to Kecife ti. 02,
lia um deposito da bem conhecida cal
branca de Jaguaribe, e iptc se vende
milito em conta, vanto em retallio como
em porcoes.
ssc
ft $!-*
I MDANCA DE L0J1
w A. Lacaie scientilica a respeilavel pul
lliM(EOIV\TII!\. i
Remedios eflicacissimos contra
as l>e\gas. S
S {Gratuitos para ns pobre.) $
No consultorio central homiropathiro, ra J3
9 le S. Francisco (mande novo n. tA. @
S Dr. Sabino Olegario Ludqero l'inho. &
Casa de cousignaco de esclavos, na rita
t dos Ouartcis n. 2V
Compram-se c recebem se esrravos de ambos os
sexos, para se vcndci cm de rnmmissao, lano para a
provincia como para fura dola, olerecemlo-se para
sso toda a seguranra precisa para os dilos escravns.
Precisase de alagar ri-io na roa do Se-
bo 11. 50 Ai ao qual se da bum ordenarlo.
9
i
publico .'
' -e principalmrnle aosseus freguezes, que mu- S
dou a sua toja .le n lojociro para a ra da Ca- V
W deia do Recife n. 18, ondeo acbarSo sempre i
S promplo para fazer qualquer concert, tanto 9
*i de reoslos de aluibrira como de parede. etc.. ffl
etc., assim como acharflo um completo sorli-
3 ment de rclogms de algibeira patentes, suis- @
S sos c horizontacs, correutes para dilos, occa- g
Mu lame Theard, leudo de fazer urna viagem a
Europa, avisa aos sen, rlcvrdores devirem sa!d;,r suas
oiilas na loja da roa Nova.n. :!2. para llie evitar de
proceder contra cllcs judicialmente.
. Pe.k-se ao Sr. Jos de .Mello Cesar e-pro-
rurailor da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os berdeiros de Leil Roma, pois basta de
rassoad.is, licandn cerlo que em quaiitn nao se en-
tender com os mesttiog ha de sabir este ganando.
C. C. FIGUEIREDQ,
CIST0MII01SEaS1I||TI\GA(EM.
soith.hptoy
I1ERCHANOIZE, BACCAGE, & EFFECTS
RECE1VEU & FORWARDED,
Willi despnlrhaiid economv.
(oodsand Passeng'ers' l.uggage striclly attended lo.
Information gicen respecting thc arrical &jle-
parlurc of Sleam Veuelt.
Eorcign MoncyExcliangeil or Reccived in Pavmcni.
C C. FIGUEIREDQ.
COURTIER DE DOANE,
A SOUTHAMPTON.
----ss^^Sa^
iHorfr)onot6cs, bajojjr, tt cftVts
Rerus et expedios avec diligence el economie.
/.a plus grande allention est apporte meen les
l'assagers, leurs Bagage* et Marchandises.
Toule information possible est donne sur l'arrive
ou le depart des llaleaux ;i Vapeur.
CARLOS G. FGUE1RED0.
Agente da Afandega e de Navios,
, 8, QEEN'S TEBRACE,
SOLTIIAMPTON.
Recebe e expede com presteza e economa, mer-
cadorias, bagagem e ell'cilos de qualquer nalureza e
ordem.
Esclarece os viajantes sobre as cliegadas e sabidas
dos paquetes, decaminhos de ferro, ele, dirigindo-
se no mais que precselo.
Faz as operacocs necessariat da alfandega, e rece-
be fazendas a eommissio, ele.
Precisa-sc alugar nina pretn para o servieo de
urna familia ingleza, quo sailia lavar, engomniar c
coser : emeasa de Patn Nash & Companliia, ra do
Trapiche Novo 11. 10.
O abaixo assignado, olTerece o seu presumo a
quem se quizer afiliar para tirar guias do juizo dos
fcitosda fazenda, lano da geral cmoda provincial,
por aquellas pessoas que pessoalinenleai nao podem
tirar, e que rom a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nomc, numero da rasa, e ra em que mora, nos lu-
gares KRointet: Hccifc, ra da Cadcia loja n. 39,
ruada Cruz. 11. 56, paleo do Trro 11. I'J, ra do I i-
vramenlo 11. 22, praca da Independencia n. ra
Novan. 4, praea da Boa-Vista 11. 2, onde serf.o
procurados os billietes e as pessoas que quizerem
para o lim expendido, e na ra -la Gloria 11. 10 casa
do annunciaiilc.Macariio de /.una Feire.
Na ra da Cadeii do Recife n. 8, primeiro an-
iLh, confronte ocsrnpioiio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, quer nacionacs ou estran-
geiros, com loda a promplidao ; bem como liram-se
passaporlcs para fura do imperio, por precos mais
commodos do que cm oulra qualquer parte, e sem o
menor Irabalho dos pretenden les, que podem tratar
das 8 da inanhaa as i horas da larde.
No hotel da Europa d-se comida mcnsalmcnle
por pieco razoavel.
No hotel da Europa da ra da Aurora tem co-
mida c bous peliscos a loda hora, com os precos mar-
cados na tabella, muito rominodo. '
Cbegou a loja de lindezas de \ por-
tas da ra do Cabuga', um completo sor-
I miento de retro* de todas as cores, vo-
lante, trina e galQes trancas, bicos de
seda, e laa de bordar de tolas as cores
e mescladas
Paga-se 159001)"mensaes pelo aluguel de una
eacrava qoe cozinite e engomme, para una casa de
pequea familia : trala-se no primeiro andar da ca-
sa da esquina da ra rio Apollo, com entrada pelo
oitao, confronte a In unida dos pelos cauoeiros.
f IIOJiePATIIIA. f
FEBRE AMAiti-.i 1 v W
'$, Alguns casos de FEBRE AMARELLA
. se lem ullimanientc manifestado ncsla ci- ,}.
*y dade. Otratameulo bonuropatliico bem **'
(Wj dirigido tem mostrado SUa superioridade
^ .1 anligl medicina. Os doentes. pois, que ,1
\?i a lionMEopalha aaizeretn recorrer, pod- Sp)
(A) lo-hlo faier, sendo toccorridoa de prereren- ^1
(A ri'' "l'"'llcs 1uc nenhun remedio liajaui 7V
s|?) tomado. (^
Consultorio central lionM'opalliirn, roa Aft
de S. Francisco mundo novn) n. <>HA. w
Dr. Sabino Olegario Ludgero l'inho. (J^
I
r SALA DE DAiSA.
Luiz Canlarclli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensillo, na ra das Trincheii,i- 11.
10, se arlia berta toda- us segundas, quarlas e au-
las desde as 7 lloras da noile ale as '.I : quem du sen
prestimo se quizer ulilisar, dirija-se mesma casa
das horas da manhaa at as ti ; o mesino se ullcie-
ce a dar licoes particulares as horaa convcnciona la-:
e tambera da lines nos collegi< s jiclos precos que os
mesmos lem marcado.
padre Antonio ,1a Canha Fisucirrdo moJou
o seu escriplorio de a Ivogado para a roa estreila do
Rosario n. 2(i, onde pu lera ser procurado todos os
das das 0 horas da manilla em dianle.
Ja' eliegaram as secuintess emente
de ortalces das melbores qualidades que
lia: ralanos braucos, ditos encarnados,
rabanetes braucos e encarnados, al face
repolbuda e alemn, repollio, tomates,
nabo branco c ro\o, COUVeS, trincliiida,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, .\i-
coria, cebla de Setubal, inondas, sijji>
ellia, seljjas, ervillia torta, diladireitae
geno veza, dita de Angola, feijaocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, eum grande sorti ment das melbo-
res sementes de llores da Europa : na ra
da Cruz n. (2 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
Na ra Nova, esquina da ponte, precisa-sc de
bous ollicaes para calcas.
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
i|iic inuiiiiii a sua aula pava a ra do Han-
ge! n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico prerh como lie publico: quem se
quizer utihsar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo anda da refe-
rida casa a' qualquer hora dos das uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo C-ai-
guoux, deulisla francez, chumba os denles rom a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa rom-
posirao lem a vantagem de encher sem pressAodolo-
rasa lodas as anlrarluosid.ides do dente, idqncriiidn
cm poucus inslanles solidez igual a da pedia mais
din.1,0 promelle restaurar os denles mais eslrjKados,
com a forma e a cor primitiva.
LOTERA de n. s. do rosario em
GOIANNA.
Corre indubitavelmente sabbado r de
abril.
Aos 5:0009000, 2;000>(K)0, 1 iOOOSOOO.
O caulelisla Saliisliano de Aquiuu i'erreira avisa
ao respeilavel publico, que_scus bilheles e cautelas
eslao isenlos do imposto de' oilo por rento da le.
Acham se venda as segundes tojas : ra da Ca-
deiado Recife n. 2i e 15 ; praca da Independencia
11. 117 e Hit ; ra do Onciinado 11. 39 e i ; ra do
I.mmenlo 11. 22; rila Nova n. 16; c ra du Cabu-
ga n. II, botica.
Itiihctes 59500 Recebe 5:0009000
.Meios 29SOO 2:500.9000
(juarlos l~!(l t;25ll9 Quintos 19160 1 .-0009000
Uitavos 720 6259000
Decimos 600 5009000
Vigsimos 320 2509000
O referida rautelida declara mui expressameule
ao respeilavel publico, que he rcsponsavel nica-
mente a pagar os premios grandes por inteiro que
obliv erem suas cautelas : sobre os seus bilheles inic-
eos vendidos em originaes, se obriga apena; a em-
bolsar ao possnidor do bilbcle os oilo por cento da
Ici, logo que elle Ihc for apresent.ido, indo o pnusoi-
dor receber o competente premio que nelle sabir,
na ra do Collegio n. 15, escriptorio do Sr. Ihc-ou-
reiro Francisco Antonio de Ohvcira. Pernanibuco
t:i de abril de 1855.
Saustiuno de Aquino Ferrara,
Antonio Ferrera Leal relira-se para Lisboa,
levando em sua companhi.i sol fillia mesor de i an-
uos, c deiva por seus procuradores, em primoiro lu-
gai o Sr. Pirmino Ferreira Leal, e cm segundo Joao
Alesandre Vieira.
Joaquini de Magalhaes retira-se para Liados,
levando em sua coiupanhia sua lia 1). Josepha Ro-
drigues Vieira.
Precisa-se de um menino porlugiicz ou brasi-
leiro, que sirva para caixeiro para Abreu de I na :
quem quuer, dinja-sc 1 lora de Portas n. 'J2.
O abano ; ignadu, acdcinho do terceiro an-
ualmente habilitado por aulori-acflo provincial,
ensilla francez e inglez, no aterro da Boa-Vista 11.
20, primeiro andar.CordoUno /arliosa Co.idcir.
Manocl I'erreira relira-sc para Lisboa, donan-
do por scus procuradores, em primeiro lugar o Sr.
Diogo Jos do Rcgo,.em segundo Joflo Joaquim Bar-
bosa.
Joiio Percira da Rocha vai a Europa.
Na ra da Santa Cruz n: :0, se indicar a pes-
soa que compra 2 casas terreas, que eslejam collo-
cadas em boa ra da fregnezia da Boa-Vista ou San-
to Antonio.
Domingos de Oliveira Pinto e Antonio de Oli-
veira Pinto reliram-se para fura do Imperio.
No aterro da Boa-Vista n. 65, primeiro andar,
precisa-se de urna ama de leile para ajudar smente
a criacio de urna meuina, e tratar dola.
Atteneao.
Custodio Jos Pereira julga nada dever a pessoa
alguuia drsta praca, se porm alguem se julgar cre-
dor, aprsente sua conta ou titulo ao aniuincianle,
em casa dos Srs. Amorim Irinos & Companhia, ra
da Cruz n. 3, jio 'prazo de 6 dias, sob pena de nao
ser attendida, passado que seja o referido prazo. Re-
cife 17 de abril de 1855.
Precisa-3e de urna ama forra 011 es-
crayn, para o servieo de urna pequea fa-
milia, preferindo-se a que saiba co/.inliar
e fazer as compras : pa na da Conceicao
taberna 11. 6.
GABINETE PORTIGLEZ DE LEITIR1
Nao se leudo reunido numero sullirienlc de mem-
bms do conselho deliberativo, para que este podesse
funecionar no lia 15 do correnle, por ordem da di-
rectora iinvamenlc se convoca o referido conselho
para domingo, 22 do correnle, as II hora da ma-
nis.i/. /'. de Souza Darboza, segundo secre-
tario.
Precisa-sede urna criada para acom-
anliar urna familia esliangeira para In-
platerra no vapor inglez. no me/, de maio,
para tratar de alguns meninos durante
a viagem : a cpiem convier dirija-se a rita
do Trapicbe 12 escriptorio, primeiro
andar.*
LOTERA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Aeha-se venda um resto de billie-
tesdao lotera do Monte Pi, que devia
ter corrido na santa casa da Misericordia
no dia 1 i ou 1 (i do correnle. As listas viran
pelo vapor nacional, (|iie partir do Rio de
Janeiro a 25 : os premios serao pagos
lo;o t|ite stHizer a distribufcSo das listas.
Aluga-se urna grande casa com solao, estribara
e (piarlos fra, cacimba e grande quintal, no lugar
da Solcdaile n. 12 : quem pretender ve-la, procure
a chave all mesmo, na taberna do Sr. Francisco da
Cosa Amaral, que elle dir a quem ella perlence
para tratar, ou ilinja-se para SSO ao Recife, ra de
Apollo, armazem u. 30.
Precisa-se de um pequeo de 12 a 16 anuos de
idade, que tenha boa conduela, para taberna a Ira-
lar na ra da Conceicao da Boa-Vista 11. 6.
AVISO AO PUBLICO.'
A taberna le Gurjah de cima arha-se completa-
mente sorlida com um completo sorlimenlo de mo-
tilados, fazendas emiudezas ; portante as peaseas que
quizerem honrar este cslahelcciinenio, aqai acharfio
todo a voulade do comprailor, pelo inosmo precoou
com pouca lillereura da praca.
A. Lacaze lcm{a honra de participar ao res-
peilavel publico, que vendeu a sua casa de relejara
da ra Nova 11. 22. a >ir. L. Delnuche; peln que ro-
ga aosseus freguezes que Ihe conliniicir.eao sen suc-
cessor a conianca qoe sempre Ibes merecen. Reci-
te 9 de Janeiro de 1855../. Lacaze.
O abaixo assignado estando a *mu-
dar-se de Olinda, declara nao dever a
ntnguem nessa cidade nem na do Recife,
neni em parte alguma : se todava al-
guem se julgar seu credor, aprsente
seu titulo para ser pago.Jos Louienco
Meira de N'asconcellos.
Precisa-se de um pequeo de 12 a t anuos:
na taberna da ra larga lo Itosario 11. 16.
I'recisa-se de lima lavadeira : na ra
de Hortas,casa (pie tem arenle pintada
de azul.
Precisa-se para feitor de um sitio
perro da [naca, de um liomcm capaz, e
de boa conducta: a tratar na ra do
Trapiche Novo n. 38, armazem.
Na ra do Crespo, loja de fazendas n. 15, se,
lira quem precisa de um hornero le meia idade pa- |
ra feilor de um eugenhfl porto desta piara.
Manocl Jos da Silva, rom taberna na ra Ia
Sen/ala .Nova 11, 26. faz ver ao respeilavel poblicoi
qoe a palle da polica dodia 17 de abril nao seeir
leude rom elle.
WM
COMPRAS.
Comrn-nro-se esclavos de ambos ns sexos, de 12
25 anuo-, tanto para a provincia como para fura :
na ra Direila 11, (.li.
Compram-ieolgunras ctjSesdo Ran-
eo de i'ernaubucti: na ra daCadeia do
Recife loja. n I.
l.oiiipram-sc duas prelas i(ue lenlian alzuma
lialiilidadeeboa coinlucta. em icio- nem achaques:
quem as tivci, leve ra do Auioiiin 11. 25.
Compra-se o livro, as Frases os cinco livros do lito, que eslea em bom e-lado :
quem e liver annuncie.
t'.oinpram-sr escravns ; na ruadas Croles 11. 33,
segundo andar.
Compra-se a grammatica traoceza le Sevene,
cm segunda mo : na ra das Flores n. 37, primei-
ro andar.
VENDAS.
ALMNAK PAR m:.
San ra m a luz as folbinbas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, COrrigido e accrescentado, contendo
00 paginas : vendc-se a 500 rs., na li-
viana n. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vendee uiillio muito novo a granel, t fci-
jao mulalinho muito novo em surcas le abpieire por
proco eoiumudo: a bordo da barrara l-'eliz I entre,
fondeada na rampa do llamos.
No armazem da Irave-sa da Madre de lieos 11.
0, de Joaquim Piuheiro Jaroun*. vende-se feijomii-
lalinhii em sarcas grandes, por prero muito coin-
moilo.
Ha la ra Nova p. 8-, loja de Jos Joa-
quim Moreira,
um rcslo de aiincis ile miro le l'i quilates, quedara
se Ihe dar o lim, vendem-se par IpiOO cada um ; a
elles, antes qoe se acaben).
LINDO SORTIHEXTO M CALCADO.
Na rila Nova 11. S loja de Jos' .loaiptim
Moreira, lia um bello.sortiinento de cal-
Jado para senliora, <|iie pela sua qualida-
de e pre;o muito leve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato: os precos
sao os seguintes, ja" se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de couro de lustre. l.s'00
Borzeguinscom sallo para senliora. .".s-iOO
Ditos todos jaspeados tambera com sallo
pa ra senliora. 4$500
Sapatos de cordavao de milito boa quali-
dade. 1I00
lECHANiSMO PARA ENGE-
NA FUNDICAO DE FKRKO 1)0 ENGE
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. WA
RA DO RRUM, PASSANDO O uHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo los seguintes ob-
jeelos de inechanisiiios proprins para eiiuenhos, a sa-
ber : moi-uilas o meias moendas da mais moderna
construrcao ; laiXM le ferro fumlidn e batido, le
superior qualidale c le lodos os tamanhos ; rodas
domadas para auna ou animaos, de loda* as propor-
roea ; crivos e boceas de fornalha e registros de ho-
eiro, aguilhcs. bronzes, parafusos e cavilhSes, moi-
11I10 de mandioca, etc., etc.
NA MESMA l'L'NDICAO.
e c\,'( ulaiu Indas as cncommendas com a .superio-
ridade ja conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade cm prero.
PECSHNCIIA E MIS PECHIMHA.
NA RA XO*.A N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, um
magnifico sorlimeutn de borzeguins para senliora,
lodo) le iluraqiip, masque pela delicadeza enm que
.io feiios e consistencia di obra", muito levcm agra-
dar ; accreseendo alm lisio o prejo que apenas he
de ;IOO rs o par, pagos na occ.isiio da entrega.
Nao lia mais barato.
Na rua lo l.ivramenln n. 1 venite-se a l|600 o
corte de meia r.scmira de todos as|cores, laazinba
para vestidos le senliora a st) o rovado, e oulras
Millas fazendas a troco do barato : a ellas que se es-
tilo acabando.
Vendc-se runa cabilleira de senliora muito cres-
pa e bonita por preco muito commodo : no Caes do
Hamos taberna do reliro n. -2t>, achara com quem
tratar.
Vendem-se sarcas de milho le Uamangaape a
preco de ^till!) rs : na rua do Vigario n. H.
No armazem de David & Companhia, rua da
Cruz n. 9, vende-se azeile de espermarete de supe-
rior qualiilade, proprio para raudieiro de incio de
sala, ou globo.
Na rua do Kangel n. 71, vendem-sc i escravos
de bonitas guras, entre cites 1 mulatinho de idade
Iti anuos, proprio para pagara.
No largo do Corpa Sanio armazem 11. 4, junto
alojado fuinleiro, vende-se a dinheiro vicho de
Lisboa imitando a vinbo verde em barris de i em
pipa, assim como se re Ulha a caadas a preco de
dous mil rcis c a garrafa a SO rs.
No aterro da Boa-Visla 11. 42, taberna que foi
do Maia, esquina do becco los l'erreiros, veudem-
se presuntos e chouricas ltimamente cliegadas de
Lisboa, pelo'baralssimo preco de U0 rs. a libra, pa-
ra ultimar cotilas.
Vcndc-se a taberna do alerro la Itoa-Viita n.
80 ; esta taberna he una das melbores Uo bairro da
lloa-Visla, tala bom armazem e commudos para fa-
milia, muito fresca, e lem bom quintal : quem a
pretender, dirija-se ao armazem de Vicente I'erreira
da Costa, na rua da Madre de Dos.
Vendc-se luna arina;;lo de taberna com seus
peileuces, no raminbo novo la Soledade : esla ta-
berna rcgulava diariamente !(.; a I2>U00 rom pe-
queo sorlimenlo, e a maior parle los seero- da
Ierra, paga de aluguel 7jW) por inez, ollercce a
maior vantagem a qualqner pessoa que rom pouco
dinheiro quizer principiar : quem a pretender, di-
rija-se a taberna do clephanle, 110 Hospicio.
Yin 110 verde.
Vende-se na rua Nova n. t.">, o vcnladciro vinho
verde, ebegadu pelo ultimo navio do l'orto, a 3-J0 a
garrafa.
Palitos fraucezes. *
Na rua Nova loja n. 4 vendem-se palitos franeczes
de panno lino prclo e de cores a Itt-vKll).
Chales.
Vcudeln-se chales grandes le seda a 10 c l?(HKI
rs., dilos de casemira bordados a \2 e litIOO, ditos
de relroz matisados a 1(i.-<000 ts. : na rua Nova loja
n.4.
Chapeos pura senhoras.
I'clo brigui' fraiucz Atina, vieram os mais moder-
nos e elegantes chapeos para senliora, c vendem-se
na rm Nova loja n. 4.
Vende-se um mualo claro, le 1S anuos, sapa-
leiro. proprio para hnlieiro, sem vicio algum, boa
figura, na rua do Collegio 11. Iti 3." andar.
EEI.IV0 MI L\TI\II0.
Na rua do Amnrun n. 39, armazem le Manuel
dos Sanios Pinto, ha muilo superior feijao mulati-
nho cm saccas, per ptec,o>eommodo.
Em casa le Kollie & ldoulac. rua do
Trapichen. 12, vende-seo sejpnte
Cobre em folliade 20 a 20' oncus.
Pregosdo cobre.
Zinco em ollia.
Ferro da Suecia.
Acode MSo.
Pregos sordos.
Alcatrao da Suecia
Lonas da Russia.
Bros dita.
Arados de ferio.
I'aixas para assucar.
Vendem-se presuntos Fiipcfiercs, baratos, para
fiambre, latas com bolachinha soda e ingleza, mar-
melada nova cm alinhas pequeas, bilis com 10 li-
bras de maiileim lina, muilo unva, vinho lo l'orto
engarrafado, o mais superior : na rua da Croa do
Recife n. iti.
Vendse um rabriolel ingle/, com lodos os ar-
reios. p por baivo preco : no armazem lo agente los
leiles Marcelino de Ilorja Gerablcs, rua do Colle-
gio.
Vende-se um lindo moleque criouio, de idaile
lia l anuo-, pouco mais oa menos, com principio
de prdrcno. sem vicio nem achaque, e o motivo da
venda se dir ao comprador ; na rua da Koda n.
11, das 7 da mandila ale as 3 da larde.
Vendc-se a casa de 2 portas e t janclla, na rua
de Aguas-Verde*, lado la sombra n. S-, a qual lem
no fondo una nutra de pula e janella, c um quarln
rnm perla com fenle paras roa le Hurtas, ludo em
chaos proprins, elido a rasa da'rua de Aunas-Verdes
le paredes dohradas, propria para levantar sobrado:
i pe. oa que pretender, ilirija-se a rea da Mancuei-
ra u. 0. na Boa-Vista, ou no trapiche do algodgo,
que achara com quem tratar.
Vendem-sequartolas e luzas de garrafas com
vinbo de Uordeauv. de suporier qualidade : .no ar-
ina/em da rua da Cruz ll. 11.
Cera de carnaujxi do Aracaty e Assti'.
Vende se por menos preen que em otra quahpier
parle, no armazem le Domingos Rodrigues Andra-
Ic A; Companhia, rua da Cruz n. 19.
Vende-se a quem quizer comprar iinli excel-
lenlc p.uellia de escravns muilo mocos e robustos.
Irabalham bem em lodo o servieo de campo, born
Iraballiadores e locedores de curraos, moilu bonsca-
bnqueiros. o enlcndo imiiio de queimaiem cal. c um
driles muito h ihiliiloso,eufona bem fornosde qnci
mar cal por ler sempre usado leste servieo. ambos
silo rain iros de rio, o' dje para embarcadien- | os
prelenilenles dinjam-se a villa do Iguaiass casa
do abaixo assignado. que avista dos escravos farflo o
ajuste, c declara que ns nita vende por precisar), sim
por desgosto de mu driles, mas vende ambns por-e-
rcm companheiros preferiiidu antes para fora da pro-
vincia. Francisco Xavier Dias de Albuquerqne.
Vende-se um muilo bom sitio no principio da
estrada nova, com (i palmos le frente e 750 de fun-
do ; n dito sitio ollercce militas vaulasens ao com-
prador, nao so pelo lugar, com pelos diilerciiles
fruclosc boa Ierra, etc. ele.
i Vendem-se fazendas com toque le averia, por
muito barato preco, ronsistindo cm algoiblo/.iiiho,
madapolo, slgodo azul, dito risrado, dito mescla-
lo, dito Irnncado, alto, c chitas na loja de 4 portas,
na rua do Queiraado n. 10.
Vestidos a 2.si)0).
Coolinna-ae a vender cortes de vestido le chita
franre/.a, larga, cores fivas. a -J-OOO rada um : na
loja de i portas, na rua do Oueimadoii. 10.
Suecas de i'arinlia.
Vendem-se suecas com familia la Ierra, nova e
bem torrada, c arroz branco : na rua la Cadeia do
Itecrfe n. 2Tt.
Na rita do Crespo n. !!">,
ha para vender ricas roberas de rbila de urna lar-
gura, pelo barali-simo prero le #.)U0, c chales de
loquim a 10;!)!Ni, e militas mais fazendas baratas.
Com pequeo toque de arara.
Peras de madapolio largo a 99300 e 39000; peras
c algodaozinlio a IK280, l-hll() e AKXN); muilo lar-,
RO com 0 varas a -"illil e 39000 : na rua do Crespo
loja da esquina pie volta para a cadcia.
Vendem-se i escravos, sendo urna inulalinlia
de 1( anuos, de bonita figura, ptima coslureira e
soflrive! engommaileira, um moleque de 12 anuos p
dna- prelas rrionlas, de24 anuos, com aluomas ha-
bilidades, lodos pecas boa s: na rua de Dorias ti. (MI.
Vende-se urna ha! inca roinsna com lodos o
scus pe lences.cm bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-te rua da Cruz, armazem n. 4.
Farinha de mandioca.
Vende-se sacias grandes com l'arinlia :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Millo no caes da altandega, e para por-
res a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua dicTrapiclie n. 14.
NOVO SORTIMENTO DB COBERTOBES I)E TO-
DAS AS O A Ll DA DES.
Cobertores escaros a 720 rs ditos grandesa l?2fX)
rs., dilos braucos de algodlo le pello e sem elle, a
mtaco los da papa, a 1^200 rs. : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Na rua do Amorim n. U, veudem-
se os seguintes gneros, os mais superiores
que vem a este mercado e por coinniodos
precos:
Vinho moscatel em barris de 5 a Ocanadas.
Champagne' *
Cha' deSn Paulo, caixasdc 2 a 20 libi-as.
Chocolate francezr
Garrafoes com ccvadinlia.
Garrafes com sag.
Estatua! juna jaraim.
i asos para jardim e ccmileiio.
Cales, trinas, espiguilba e volantes para
armadores.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, niitiitivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa del.. Leeomte Fe-
ron i C: ruada Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. SOO a lib.
Superior. (0
Fin.....oOO ..
Moihos de vento
'ombombasderenuxopara regar borlase baia,
decapini, na fundirai'ide D. W. Kovvman : na rua
do Brum ns. 6, 8e 10.
CEMENTO ROMANO.
Vendc-se superior cemento em barricas e a rea-
llio, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de materiaes por preco mais em conla.
COBERTOR^ ESCUROS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-sr cobertores oscuros, propros para
escravos. a 7:20, lilos grandes, bem eucorpados. a
l?iS0, dib'S brancas a 15200, ditos com pello mi-
ando os de la a .19280, dilos de laa a 28i00 cada
um.
CAL DE LISBOA A 4|000 S.
Vendem-se barris rom cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 1-ihiii por rada urna : na rua do Tra-
piche n. 10, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no .irma'/.em n. 1 (i do neceo
do Azeite de l'eixe; ou a tratar com Anto-
nio de Ahnetda Comes & C, na rua do
Trapiche Novon. 16, segundo andar.
SRJ FREA E SET1M
MAC&'O.
Na ru lo Crespo, loja n. ti, vendc-se superior
sarja hespaniola, muito larga, pelo diminuto preco
de 2S300 e 2J600 o ovado, icnm macan a sstoio'e
.'te00o covado. panno prelo de 351KK), i>000, 5|0M
c (i-jOOO o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior larinlia de mandio-
ca, em saccas que lem um alqueire, me-
dida vellia, por preco commodo: nos
armazem a ~>, e 7 defronte da escadi-
nba, e no armazem defrohte da porta da
alaodega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. oV,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
\cnde-sc superior cemento em barricas grandes ;
assim como lanibein veuilem-se as linas : alrazdo
Ibealro, armazem de Joaquim Lopes de Almcula.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vendc-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Kelter&C., na rua
da Cruz 11. 55 lia para vender 'Ml-
lenles piano" viudos ltimamente de Ilum-
ino go.
A I o*000, 2s500 e 5^000.
Vende-se melpomene le las larguras com qua-
drosachamalolados para veslidos do (enflora a I? o
invado; -etiin pretn .Macan, cxecllenle para vesli-
rtos a ^~ o covado; lencos le cambraia de liubo li-
no* Bordados e bico pela beira a "> rada um ; rain-
braia d linho tiiia"i 59 a vara ; aasim como diver-
sas fazendas por cmnmndo preeo : na rua da Cadcia
do Recife loja la esquina 11.0O.
CHARUTOS DE HAVANA.
Vendeni-se superiores chariitus de llavana, por
prei.o coinm-ido : na 1 na do Cccspu 11. 23.
Vende-ce eirecttvament alcool de36 .110
paos
em pipas, harria ou caadas : na I'raia de Santa Ri-
la, distilacao de tranca.
Vende-se urna canoa grande, que leva 16 pes-
soas : no armazem da rua da Oai n. 1!).
11110 EN HH ll\.
Na rua di Ain.ii un n. :pj, armazem de Manoel doi
Sanies Pinto, ha muilo superior fumo em folba de
lodas as qualidades, para fazer charutos, por preco
ommodo.
\0S KVMS. SACERDOTES
.Na praca da Independencia n. 6. vende-e por
reco comii.o lo o evcellenlc Compendio de llieologia
mural, peln padre Motile, 3." edii;ao, e conferencias
de N. S. de Taris, pelo padre Lacordaife, em porlu-
guex, obra le summa imporlancia aos reverendos
pregadoia -.
Ilom sortimeuto de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brim france/ de quadn.s a 640 a vara,
diloa 900rs., dito a 19280, riscado de lislras le nir.
proprio para o mesmo lim a Hit) o covado : na ras
lo Crespo ii. (i.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 4 2.,
Sellins inglezes.
Relogiot patente n'lez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bromeados.
Chumbo em lencol, barrae mtinicao.
Farello de Lisboa.
Lonas itiylraas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa h. !I7.
CEMEMO ROMANO BRANCO.
A emle-sc cemento romano branco, chegado agorad
de superior qualidade. niuto superior ao do consn-
mo, cm barricas e as tinas : alraz do Ihcalro, arma-
zem de laboas depiulio.
Taixas par, engenhos.
Na l'undicao' de Ierro de 1). W..
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do p chafariz continua baver um
completo sorlimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carrefjam-se m carro
sem despeza ao comprador.
AOS SRS.DEENGENHO.
GM l'NjlENO TOOIK HE AVAIIIA.
Rela encamada e amarella a Otl is. o covado :
na roa lo Crespo loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
Na rua do Trapicbe n. 10, escriptorio
de Htandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitarao das de Uussia, de
minio boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores emcaixas soi tidas, mui-
lo proprio para loriar chapeos.
Papel alma;o e de peso, branco e a/.ul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (> luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commiun. com o competente sec-
cante.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca GnM
tidao.
'^ POTASSA BBASLLEIRA. (}
() Vende-se superior potassa, fa- ^
f* bricada no Bio de Janeiro, che- fc*
/A g:'da recentemente, recommen- /
/, da-se aos senhores de engenhos os 5
*? seubons ell'eitos ja' experimen-
W lados: na rua da Cruzn. 20,ar-
w) mazetn de L. Leconte Feron >.\
Companhia. Q
Vcncle-se exPetlenle latinado de pinho, recen-
lenicnlo chegado da America : na rm de Apo):o
trapiche du I'erreira. a enlendcr-sc com o admini-
rador do mesmo.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Di". Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas'c hollandzas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar,^cha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chiistao-
Sahio a luz a 2." edir.lo do livrinho denominado
Devoto l .liri-taii,mais correcto e acresrentado: vende-
se nicamente na livrana u. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a (ilO rs. cada esemplar.
PUBLICACAO' BELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Marta, adoptado pelos
reverendsimos padres capuchinlios de N. S. da Pe-
nha* desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nliora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, erieN. S. do Ilom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a IjtKHI.
* Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
cjam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, inodinlias tudo modernissimo ,
chegado do Bio de Jpneiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegado*, de exccllenles vo/.es, e precos com-
modos em casa de IN. O. Ricbcr c\ Companhia, rua
da Cruz o. i.
Vendem-se lonas ta Bussia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N- O. Bieber&C. rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento dt: moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamanhos, para
dito.
Vende-se um rabriolel com coberla c os com-
petentes arreios para um cavado, todo quasi novo :
pal* ver, no aterro da Roa-Vista, armazem do Sr.
.Miguel Segeiro, e para Iratar no Recife rua do Trapi-
che ii. ti, primeiro andar.
$t$&8^S: $:$-$)
Deposito de vinho de cha ni--W
fff pagne Chateau-Ay, pHmeiraqua-
^ iidade, de propredade do conde J&
^ de Harcuil, rua da Cruz do He- fl|
(&. cii'e n. 20 : este vinho, o melhor a^
t* de toda a Champagne, venderse S
a 36s000 rs. cada caixa, acha-se W
P nicamente em casa de L. Le- |
9 comte Feron ii Companhia. N.l
% B.As caixas sao marcadas a fo- (&
c( gComiede IWarctule os ro- tt
finios das garrafas sao a/.ues. ^
Potassa.
No a litigo deposito la ruaMa Cadcia Velba, es-
criptorio n. I, v.ndc-se muito superior polassa la
Rosta, americana c lo Uin de Janeiro, a precos lia-
ratos que lie para fechar eonles.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanclla para forro de sellins clie-
gads recentemente da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
dcia de Iteiife. le llenrv tiibson, os mais superio-
res rehilaos fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
A&BGZ DO MABANIIA'O^
Vende-se no armazem n. 10 do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
Farinha de S. Matheus.
Vende-se a bordo do hiale Crrelo do Norte, tun-
deado em frente do arsenal de guerra.
, Ilrunii Praegei dt C., tem para S
\ vender em sua casa, rua da Cruz
') 10.
'-"Has da Bussia.
Chain
Instrii
pugne.
nentos para musica.
Ojeados para n
Charutos de llavana verdadeiros.
Cerveji II;,,,,!,,,,,,,,,,^.
omina lace;,.
PIANOS POBTES.
lirn,, l-raeger & Companhi,, rua*da Cruz n. 10.
recom.enlamas pessoas de bom gslo, seu oscila-
do s, lmenlo. dos melbores ,.......s. Ii)nlu NoTfcWI-
lae c .no vert.caes, que por sua ,,0)l oon>lrucran
e bar loniosas votes, assim romo por una perfe.la
oh a)je mao se d.stinguem. To.:,,, esles piano, sao
leiln*! por encommeiula. escolhid. t examinados,
c p..r ist. I.vres de qualquer defeilo qoe se encentra
muiflas vetes em os pianos fabricados para etpor-
$
9
i
1
1
i
3

tt
3
i
tt
as pa
li-
Vende-se cobre para forro de
20 ate 8 oncas.
Zinco para forro com os pregos
competentes.
Chumbo em barimbas.
'Alvaiade de chumbo.'
Tinta branca, preta e verde, em
oleo.
Oleo de linhaca em botijas de 5.
gal fies.
Papel de cmbrnllio.
Vibro para vidracas.
Cement amareilo.
Armamento de todas
dades. '
tiembla de Hollanda em fras-
queiras.
Coiins de lustre, marca grande.
Arreios para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para carro e esporas, de
ac prateado.
Formas de ferro para fabrica de
assucar.
Papel de peso ingle/.
Champagne marca ASC.
E um resto pequeo de vinhosdo
Bheno de qualidade' especial:
no armazem de C. J. As-.
tlev & C.
NAVAI.1IAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Cadeia do Uerife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aleoslo C.' le Abren, onli-
niiain-se a vender a 8&000 o par (preco fiio) as ja
liem conhcciilas e afamadas naval has de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na et^ositao
de Londres, as quaes alm de durarcm eilraard.a-
riaincnle. n;lo sesentem no rosto na accAo ti cortar ;
vendem-se com a condiedo de, n(o agratlando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias di pois
pa compra reslitoindo-se o imporlr. a mesma ca-
sa ha ricas Icsourii'ihas para unhas, feilas pelo ines
mo fal'cante. ,
CEMEMO
da melhor qualidade: vende-se
_J em casa deBrunn Praeger& C,, rua
$i da Cruzn. 10.
mmwsmkmmKm
MOENDAS SUPEBIOBES.
Na fundicao de C. Starr d- Companhiu
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferr, de um
modello e constrccao muito superiores
j ^vAKADOS DE FERRO.
Na .Haticjipl f| V* Santo Amaro acha-se para vender ara-
los r1'* ferro de --rir- qualidade.
RELOGOSDE ALGIBEIRA
ingle/es le patente : vendem-se a preco mailo com-
modo, no armazem de Barroca tv Castru, rua da
Cadeia do Recife n.4.
VINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BARRIS l)B (UlAVO.
\ ende-se a prc^o couiniedo : no armazem de
Barrora ; Castro,na rua da Cadeia do Recife nume-
ro i.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O milco deposito conlina a ser na botica de llar-
Iholoineu Francisco de Souza, na rua larga do Rosa-
rio n. 3l; garrafas grandes500 c pequeas JJOOO.
nirOKTAME PARA 0 PUBLICO.
Para cura de plilisica em lodos os seus diflerenles
graos, quer motivada por constpateles, losse, aslh-
ma. pleuriz. escirros le saugue, dr le costados e
peito. palpilarao no coracao, coqueluche, bronrhilc
dr ma gargauta, c lodas as molestias dos oreaos pul-
monares."
uiitii nnn
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 28 le marro urna escra-
va crioula. de nome Benedicta, de idade 30 anuos,
pouco mais ou menos, com ns-sirtiaes seguinles :
cor bstanle prela, estatura alia, refun.iaila do corpo.
henos um lauto grnssos, denles alvos e genitivas cs-
branquicadst, pcilos pequeos, sj*\lmas.las mios
muilo brancas e os ps alguma rousa inchados,
qiiandu talla parece mura, e lem de costme inti-
tularse forra. Esla escrava foi da Sra. D. /.utima,
tiiti.i do 5r. Joaquim da Silva Cumiarais Dengoso,
le quem os abano assignados a houveram por com-
pra : roga-se, porlanto, a quae apprchenderem a entreguen) no engenho Torrinlia,
a Jofln Jos de Medeiros Correia. H ncsla cidade
da l'araluha aos abaixo assicoados, n> seu escripto-
rio, rua da Areia n. 106, que serie generosamente
rccompcnailos.JoSo Jos de Mpleiros Correia &
Companhia.
Ao amanheccr do dia 27 J* fevereiro prximo
passado, desappareceram d'cVqenho S. Jos, em
Serinhaem, 2 escravos de Fr^iHco Manoel Wan-
lerlev l.ins, com os signaes efundes : ElisbSo, par-
do, le 3") a iOannos, cslalnn regular, cara muito
redonda, bous denles, gross; liraeos e pe mas bem
feilos, ps muito limpos, falta imilaidu a de caborlo,
desappareceu com ferro no pescoco. de que lalvez
tenha alguma marca, j,i foi preso no Recife, fugiudo
daqui por duaf>vezes. Tlicreza, preta, alia, grossa,
cara larga, nariz chato, bous denles, peitos um (anln
grandes c cabidos, ps limpos. mas apalliclados pou-
ca censa ; foi comprada em agosto prximo pasudo
a Sra. I). Francisca Xavier Cavalcanfl de Albuquer-
j....^ .... ll....i..;..,. .....' ..'^l,;- .___"_ _.
que, residente no Montciro, mas'ivssftlia a negra no
Recife e pagava emana a senliora.
Desappareceu no dia (3, indo vender tapioca
como costuma. a prela Joaquina, bem conheciila per
ser esla sua venda ha minio lempo.J qaal lie Misa,
magra, ede maior de in aunes, lem o andar Iropeco
c.....o quem esta cahindo, tem as mSus aero una cal -
los rtlir cuna dos ledos, c no os pode abrir bem :
levoo vestido le ganga azul e, pannt daCoern lain-
bem azul : quem a pegar, leve-a ii traversa da Trem-
pen. !).
CF.M MIL RES DE GIUTIBCACAO1.
Desapparercu no lia 6 dedezembr do anuo pro-
viiiio pa-ddo, Bencdicla, de I i .uni de idade, vp-
Ka. rr acnliorbula ; levnu um vestido de Hiila con.
lislras nr le rosa e de cafe, e oulro Inmbrm' de Ciri-
la branco com palmas, um lenco amareilo no pesco-
{ ja lesLMadn : quem a appreheinler conduza- .i
Apipocos, noOiteiro, em casa de JoSol.eile de A/e-
vedn, ou mi Kecife, na praca lo Corpo Santo n. 17,
que recebar a graliliracao cima.
Teica-feira, 7 do correnle, desappareceu lo
engolillo Tiuma, freguezia de S. l.ourcuco,da Mal-
ta, um esclavo paido claro, de nonio Marcnlina,
idade IH anuo-, pouco mais ou meuts, biva cstatu-
ra, cheio tu corpo, bem feito e bem parecido, ralo
redolido, ollius gratules, cabello pegado, na rabera,
bocea regular, bem enptrnado, e bem eilu de pr-,
quatido aldo levou alguma roupa le sobresaleiile de
un o panino, e consta ter viudo para esla cidade :
rogase as autoridades e capilAes de campo que o
souberem, o maudem pegar e entregar nesla preco,
no armazem da rua Nova n. 07, que sera bem re-
compensado.
PERN. TVP. DE M. F. DB FARIA. 1853.
m


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