Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00958


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Full Text
ANUO XXXI. N. 87.
. V
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
MH
SEGUNDA FE1RA 16 DE ABRIL DE 1855.
Por anno adiantado 15,000-
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCQ
aCABIlKAUOS DA SLBSC.RIPCA'O.
Hecire, o prnpriet.'ro M. F. ile Faria ; Kio de Ja
neiro, o Sr. Joan l'ercira Martin* ; Baliia, < Sr. I).
Duprad; Macei, o Sr. Juaquim Heanlo de Men-
dotira i Par-liif, o Sr. liervazio Vctor dade ; Natal, o Sr.Joaquim lanado l'ercira Juuior;
Ararat)', o Sr. Aniynio de Lemns Brasa; Cear, o Sr.
Virairiiimi Aognsto llorar ; MaranhAo, o Sr. Joa-
jaiai Marque* Hodriguet ; Piatihv, o Sr. Dominaos
Herrubino \rkile* Pnw- Cearence ; Para. oSr. Jus-
tino J. Kamos ; Amazona, o Sr. Jeronymoda osla.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d por 19.
Pars, 3 lo a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio He Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco 40 0/0 de premio.
da coinpanhia de Beberibe ao par.
da coinpanhia de seguros ao par.
Disconio de leliras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
(Juro.Oncas hespanholas- 29*000
Moda? de 63400 vellias. 169000
> de 69400 novas. 16*000
de 45000. 99000
Prala.Paiaces brasileiros. 1J40
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS COHRKloS.
Olinda, lodos os dias. +
Garuar, Bonito eGaranhun tos dias 1 e 15.
Villa-Reta, Boa-\ isla, ExdOuricury, aKle 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Nalal, as quintas-eiras.
PltEAMAIl DEHOJE.
rnmeira as 3 horas e 42 minutos da larde.
Segunda s 1 horas e 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS. |
Tribunal do Commercio, segundase iiuintas-feiras.
Uelacao, lergas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexlas-feiras s 10 horas. (
Juizo de orphaos, segundas e'quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Al.:
EPHEUERIDE& has da semana.
I 2 La ebeia aos 8 minutos e 36 scguri- j 16 Segunda. Os prazeres da SS.Virgen Mi de I),
dos da tarde. n Terca. S. Anicefo p. ; S. Hermorgeiius ni'.
9 Quartominguanleas 7 horas, 13 mi- 18 Qua'rta. S. Galdino b: <:ard. ; S. Per'feito.
untse 39 segundos da tarde. 19 Quima. Ss. Expedito, Aristonico e Sorrate.
16 Lua ora a 1 horas. 16 minutse 20 Sexta. S. Jgnez do Monte Policiano v.
30 segundos da larde. -Jl Sabbado. S. Anselmo are.; S. Abdecalas.
9 i Quario cresccnle as 3 horas, 37 mi- 22 Domingo, do Bom Pastore 2. de|x>is da Pa-
nulos 40 segundos da manha. coa Ss. Soler c Caio jip. mm.
PARTE 0FFICIAL.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Decreto ii. I,."i72 de 7 de maio i/e 1855.
Declara com se devem regular os presidentas dos
tribunal-- e juizes para a suspensao corrercional
do* escrivaes ou tabelliAet que peranle elle* ser-
vem.
Uei por bem, usando da atlribuicAo que me ron-
fere o n. Uvj. ; \> d j cunsliluicao, leudo ouvido
seccao de ju-iie i docunscllm de estado, decretar
qoe os pre-idem- dos Inbuiuei e juizes, pelo que
reapeila suspeu-Au correccional dos esertvaes ou la-
MliAes que peranle elle* servem se rquiem, quui-
l ao lempo. Turma e caso* della, pelas disposires
do deereto n. Kli de 2 de outubro de 1851, arl. 50
3. e artigo *eguinles.
Jote Thomaz Nabuco de Arauju, do mcu couse-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocios da
jastira, assim o Icnlia entemlido e faja execular.
Palacio do Kio de Janeiro, em 7 de marco Je 1855,
M.' ca de S. M. o Imperador. ose Thomaz Sabuco
4 Araujo.
ContHlta a que te refere o decreto n. 1,572 de 7
de marfo. de 1855.
Senhor. Maudou Vossa Mageslade Imperial, por
a visa tic 8 do (jrrenle, remetler a seceso de justica
d*> conselho do estado o officio do presidente da pro-
viaeia cta Babia, datado de II do mez antecedente,
toh a. 576, fcobrindo o do juiz Be direilo da coraar-
ea de Ilapicur, em* que consullou se o juiz muni-
cipal e de orphaos do termo do mesmo nume lem a
tacnldade de suspender, por b metes, o escrivao de
orphaos que com elle serve, bem como, por copia,
a respaila que, de accordo com o parecer do presi-
dente interino da relarjo respectiva ilra n mesmo
presidenle da Bahi. ao juiz de direilo. alim de que
* referida seccao consulte com seujparecer sobre se-
mentante objeclo.
A consulta que ao presidente da provincia fez o
o juiz de dereilo d.i comarca de Ilapicur he a se-
gaiule ;
* lllm. e Exm. Sf. Vou submetler ao conlieci-
rsento de V. L\. uin aclo que acaba de praticar o
.Dr. Francisco Mara de Almeida, juiz municipal e de
orphaos desle termo, suspendendu por urna simples
partira, e pelo longo esparo lie seis metes, ao escri-
vao de orphaos Hygino Ferrrira da Cosa, fundan-
do-te o mesmo magistrado na urd. do liv. 1.,'lil.
JB, qee convoni o cetlaru da exmela casa da supplic!c,ao he obsoleta,
ecaducou leteiramenle com a exiini-cao desse Iribu-
aal uo Brasil ; e desajando por oulro lado que em
Ue* nalerias ni. perrain os juizes a forra moral
qae devem exercer para rom os seu* eserivAes a
(Mi* ofliciaes que peranle elles ser\em, deivoi poi
i**e de por emquanlo aceitar a quei\a que o referido'
e*triv i elle pralieada pelo menciona lo jiiiz, preferindo
i para me1lror OMipITiia ^do Tftr de>ta tmarra
que um tal negocio venha decidido por V. Ex,, cu-
ja salwdori i e superiorjauloridade por cerlo impri-
jtirio nellc o precian ello da imiierial jbslira. Per-
mita V. Ex. qoc eu emita aqu a minha humilde
upini.io respeilo da referida iispensno, que, se-
geado me parece, conlem eui *i um verdadero ex-
ceso e abuso de aoloridade da parlo do Dr. jniz
municipal desle termo. Nao serei eu quem conlcs-
te o direilo que lem qualquer juiz de suspender cor-
reccimialineiile os seus escrivaes em cerlos e deter-
raiiiado* casot ; mas cnlendo que urna su'peusao por
sci* mezes, fundada no S il> da ord., liv. I.o, til. 79,
contra uta simples osen vi o de orpli.los, que niVo he
'abellian, perde o carcter da pena correccional,
e reVeste do de unta tenleura criminal que nao po-
de ser dada ncn.ln precodendo processo e audiencia
d oondemnado. Knti'ndida a ordenanca cilaila por
outra fnrina, enl.io de nada vali-m liem a uossa cons-
iiluico polilicH nem a legitlarao crimin-al em vigor.
Carao (irivar. Exm. Sr., por esparo ile seis, mezes a
m empresado com provisao vitalicia dada por S.
M. Imperial dos emolumentos do seu ofliciode es
crivlo 1 .Na ser isso una grava pena imposta ,
Ulula de corrVjci.ao, quando a merec- la devia o es
crivio ser processido convenientemente u forma d
lei Aim o eitleudo cu, contra o parecer do men-
cionado juiz miiicipal. c para evitar muflidos he
que lenho a honra de iiedir a V. Ex. os precisos es-
clarecinienloi, lano iiihs que qualquer rcsolurai
minha tendente a refrear o carcter arbitrario de tol
ittat-islradii he logo acoimada de despotismo e vin
Rauca de minha parte ; palavras que elle profere
por lo la a parle peraute os povos de minha jurisdic-
to. no entlenle de a* repetir muilai xeie* cos eos que me dirie. Como juiz superior da co-
marca, se limito desejo manler a disciplina do fr
e a obediencia dos subalternos as orden* legaes do*
saperiores, nao be smenos o mcu dever de pro-
paanar p.-la innocencia contra a oppress,lo e o arbi-
Irie, quando felizmente possuimos leis que nao de.
en servir de mero capricho a seus decolore*. Por
a justas razies aguardo de V. Ex. a prompla de-
arte, come cosjunta, de um negocio que aflecta aos
direMs* usredo* de um seu governado. Dos guar-
* V. Ex. Kapicur, 20 de outubro da 185i___
I lira, e Exm. Sr. presidenle da provincia.O juiz de
direilo da comarca, Joiio Antonio de Sampaio '-
A e*ta consulta deu o presidenle esla soluto :
Em resposta '-VMifUcio de 20 de outubro passado,
em que Vm. consulta se os juizes de orphaos podem
no n3o suspender'isrspeelivos escrivaes pelo lempo
de seis mezes, como praticra o juiz de orphaos do
termo de Ilapicur (lesna comarca, com o escrivao
llygiuo Ferreira da iCosla, lenho a dizer-lhe, de
aeoerdo com o parecer iW residen le da rclacao, que
nJo havehdo lei alaiim que haja revosado a ord.
do IN. I. til. "j9 ib (|iic dauma tal alliibuicao aos
ui/.es. ante* estando em sen inleiro vigor, como se
de*rehen4e da secunda parle (lo arl. 310 do cdigo
____________

FOLHSTig,
o mm das nHuse c
Por Panto Feval.
SK(,LM)A PAUTE.
CAPITIH.0 III
. Aoefdl.
O duuUtr nlpiri,i levara Tolo (iicquel para Ira/
da carru.igcni. e a. ultimas palavra- prommeiailas|
nao poderam -t uuvidas pelo grupo composln de Ko-
blet e do* don* meninos. O homein aordo que ex- i
pozera poaco .mies mullicr a eslatislica das rami- !
lias da Afeara, vollava depnis de ler passeadn al ,i
Maadal*-!!:!.
Eis-aqui nm dos fados que enchcm o vnlso de ]
admiraran, disseelh-, inoslrando companheira Tolo !
nos bracos de Sulpicio. Algiius jnlaain adevinhar
nisso um mjslerio... romo se a vida real nao fosse
toda clieia de dramas !... No thealro lac|iam-*e de
inverosimilhauca certas peripecias... Todo* os dias os
paiwio* pblicos, o* caes e ale as va* de communi-
racao menos importantes, assislcm a complicantes
ntailo mai* curiosas...
A mnllier nao respondeu. o que prova que eslava
salfereilj.
Agora se alcoein eslranha ver um homem gordo
Uo rruclmenle idoquentc, faremos observar que 'a
imprenta qaotidiana lem elevado muito o nivel da*
inteligencias obesas. A* curiosidades eslatislicas
()TideoO<(|rion.86.
criminal, nao se pode negar aos juizes de orphaos a
mnuiripaes csa faruldade que Ihes he propria. En-
irelaiilu vendo-se da portara da su*peu*ao contra o
supracitado escrivao, que ojniz o suspende para ser
re-ponsabilisado, e nao sendo justo que Iguemsof-
fra duas peana* pela mesma falla, dever o juiz li-
mitar-se u impoaiojte da pena correccional, ou ins-
aurar logo o competente processo de re-pdusahilida-
de. Compro oulrosim observar que a far ildaoe dada
aoajaisea pela cita la ord. nao he M direilo discri-
cionario, que no eU uso nao encontr limile senflo
a voutade dos juizes ; ao contrario, as fallas puni-
veis devem ser especificadas para fundamento do
aclo > emenda do culpado. Dos guarde a Yin. Pa-
lacio dogoverno da Babia, ',( de dezembro de 1854.
Joao Mauricio Ifandcrley.Sr. Dr. juiz de di-
reilo da comarca de Ilapicur.
OnviJo o desemhargadur procurador da cora, den
o sguinte parecer:
Eacontro ueste nogocio urna serie de artos, a
que nao poss,n dar a minha approvacao, porque os
repulo illegaes. O juiz de direilo proponeule, se-
gundo confessa ingenuamente em sua represrnta;ao
ao presidente da provincia, lulo quiz aceitar por
eiiii/uaiito a queixa do escrivao contra o juiz muni-
cipal ede orphaos por a haver suspenso, para, se-
gundo diz, nao fazer perder o mesmo juiz munici-
pal a sua /orea moral, quando o seu imperioso de-
ver era proceder nessa qucixa immediatamente co-
mo a lei manda, e prouunciar sobre ella, seaundo
enlendcssc de direilo, dando os recursos que e in-
terpozessem, para que nos respectivos tribunaes de
justica se delermiuasse o que fosse justo, iuterpre-
tando-se as leis, conforme a* regra* .de julgar, e a
competencia dos mesmos tribunaes. Receioe tirar
a forra moral ao juiz dos orphaos, sacrificando a
Ion;* poltica das leis que a perdem, lugo que o exc-
culor he o primeiro a suspende-la* por motivos de
conveniencia e atlenres de qualquer uatureza. Pre-
erio consulla r o presidente da provincia ; outro er-
ro iiiilispcusavel porque os presidentes nao s3o as-
sessores dos juizes, nem podem dispensa-Ios de seus
deveres, sol) sua responsabilidad!'.
a O presidente, que neuhuma gerencia.podia ler
nesle raso occuueule, sujeito csclusitament ao fo-
ro judrcial, em lugar de repellir, como devia, se-
melhaiite propcsla, e advertir o juiz para desempe-
nhar sua obriaaeao, entended que devia ouvir o
presidente da relacao, ficanrlo entrclaulo suspenso
Ofscritao', c suspensa a queixa. \
(i O presidenle da retaceo euleiideu que a especie
eslava comprebendida no-art. 310 do cdigo crimi-
nal, por tifiada do qual vigorava o S '* da ord.
liv. 1.1. 7!)cqiic ojuiz municipal usara de indis-
putavel ilireito fulminando a su^pensao de ti mezes
sem appelaeao nem agaravo. Fez-se porlanlo juiz,
sem competencia, julgandu sobre a premissa, que
nao pareca liquida ao juiz de direilo, c que dera
lugar a adiare por emquanlo a acccita,cl'o da quei-
xa. pr cansa da forra mural do juiz querellado.
Tudo isto passousem que se julgase dever ouvir-sc
O juiz querellado, nem -uber-e que suspensao lora
*sa qual o seu fundamento, quaes as causas ; pelo
menos nada di**o cnala dos papis junto*. O pre-
tidculc da provincia, que segundo se colhe da sua
deci'fio, pode obler nina en lilao da portara da
suspenso, revela anda urna circunstancia notavcl
e he que nessa portara se declara ser o escrivao
suspenso para ser rcsponsabilidade competentemen-
te ; e por cumulo s ja apuntadas irregularidades re-
solvcu, em cunfurmidade com o presidente da rela-
cao, (pianto a premissa, .id ver lindo por_ accreseiino
do juiz de direilo, que o juiz municipal devia esco-
Iher de duas urna, ou limilar-se a suspenso, como
pena correccional, ou instaurar logo o processo de
responsahilidade, porque o escrivao nao pude sujei-
lar-se a duas penas pelos mesmo* delicio.. A-.-im
ao que parece termiuou o negocio da queixa do es-
crivao. Por esle rentera, que repulu exacto vis-
la dos documentos junlus resolver.! u aoverno impe-
rial sobre os fados mcorrido* como julgar em sua
sabeJoi-ia e juslica. Se me compre inlerpr pare-
cer sobre a disputada premissa, direi francamente
que estando a especie da ordenacAo citada compre-
bendida na Ilimitada disposirpu do art, 121), 5 6., e
art. 154 do cdigo criminal, nao possodescubrir mo-
tivo algara plausivel para que se considere sub-is-
lenle o cilado *; iti do I. 1, til. 79 da Ord. ; sendo
para mim niaoinissivel por injuridica a razilu a que
recorreo presidente da relarao, fundada na necessi-
dade do jus roijeitdi. Nem considero haver seme-
Ihaute necessidade, a vista dos artigo* rilados c de
outros do mesmo cdigo, nem quando houvessc seria
isso runilamento legilimo para dar-se por .vigorosa
urna dispo-ieAu caduca c revugada. >
A *eci;ao i-oiil'oi m i--e com o parecer do deseni-'
haraador procurador da cora, leudo porm de ac-
crescenlar argumas observares.
O cdigo criminal do imperio, puhlirado em prin-
cipios de Janeiro de 1831, nullilicou toda a regisla-
e.io penal anterior, cum as nicas e poucas excep-
tes que fez, e dispoz no art. 317 o scguinle:
Telas as acroes ou omissdes que sendo crimi-
uaes por leis anleriores nao sao como lacscontidera-
das no presente cdigo, nao sujeilarao a pena al-
guma que ja nao esteja imposta por sentenra que se
teaha tornado irrcvogavel, ou de que se nao conce-
da revista.
Exreptuam-e : as acroes ou omissves nao decla-
radas ueste cdigo, e que nao sao puramente crimi-
minacs, as quaes pelos regiment* das autoridades
c leis sobre o processo esleja imposta algoma mulla
ou oulra pena por Taita do cumprimenlo de algum
dever ou abrigada.
He porlanlo evidente que todas aquellas acroes e
omisses, s quaes o cdigo penal impoe penas, nao
podem ser punidas pelos juizes, anda quando se
trate de ofician de seus juizos, com penas discri-
cionaria*, por bem da ord. do IrV. 1. lit. 7! g ili.
Dos papis presentes sece.lo nao e collige quaes
fnssem as acres ou omisses que deram lugar a
suspensao ilokescrivao do* orphaos pelo juiz munici-
pal e de orphaos ile Ilapicur', pelo lempo de seis
mezes. Se a accAo ou omissao de que foi argido o
escrivao est comprebendida no cdigo penal, exor-
bilou manifestameiile o juiz municipal, porquanto o
mesmo fado nao pudo1 estar sujeilo a duas penas,
ana declarada na lei, e oulra arbitraria, que pude
ser maior aquella. Em linio o caso o juiz munici-
pal exorbiluu imponde a Mi-peneAo por seis mezc-.
O cdigo criminal em quasi lodos o* casos de fal-
la itc i v,i''i;.io no cumprimenlo dos deveres impc a
pena de suspenrAo de um a nove mezes de um a
Ires anuos, de um a tres mezes, de quinze dias a
tres mezes, ele. He porlanlo evidente que o cdigo
penal considera criminosa a aceito ou omissAo,
qual rabe no mnimo a pena de quinze (lias de pri-
sAo. Seria um contraseuso dar as autoridades judi-
ciarias. em virlude de unta legislarlo de 160:1, que
bcodiga penal refundi em si a faruldade de impor
por fados lulo qualifcados na lei penas maiores, sal-
vo porm o raso em que alguma lei ou regulamenlo
especial especialmente a impouha. A seceo eu-
lendeque a faculdade pela ord. do I. I. III, 79
Mi e deve entender restricta e modificada pelo c-
digo penal, d*ndo-se smenle a respeilo de accoe* e
omis-oesque nAo forem puramentecriminaes, e lulo
poileudo os juizes impor seno urna suspensao por
lempo menor que o mnimo que o cdigo penal im-
poe geralmenle nos casos de responsahilidade, salvo*
nicamente aquellesrasos em que urna lei ou regu-
lamenlo especial autorise especialmente a fazer n
contrario. V. M. I., porm, mandar o que fur
mai- acertado.
Sala das conferencias da secrao de jn-lica do eon-
selho de estado, em 29 de Janeiro de 1855.l'itcon-
de do t'ritguay.Vitme des Maranguape.
Mrquez de branla.
Sendo o acto de suspensao, como das informadles
consta, decretado com a ctausula de responsahilida-
de, duvida suscitada nao he applicavel a ordena-
cao, liv. 1, til. 79 Sti, que se refere i suspensAu
corrercional, senAu a ordeiiac.au, liv. liv. I, til. 100
5 1. que regulava a suspensao preventiva ou no
caso* de responsahilidade ; ohrou irregularmente o
juiz de orphaos, visto cmo esta ordenacao esta re-,
vogada pela legislaran posterior, segundo a qual a
suspensto preventiva, anteriora pronuncia, ou nos
casos de responsahilidade, ti, pode ser decretada
pelo governo imperial ou pelos presidentes as pro-
vincias, salvas excepees expressas mi- leis.
Cjuno parece a seccao, qttantoa ordenaban lvrn 1.
lit. 100, 1. ou suspensao correccional, reaulan-
do-se os juizes pelo que rospeila ao lempo e forma
delta pelo decreto n. KUle 2 de outubro de 1851,
arl. 50, ; :K e artigos seauinles.
Paro, 24 de (evcVeiro de 1855.Coma rubrica de
S. Al. o Imperador.Jos Thomaz Sabuco de
ta lijo.
.Ministerio dos negocio* da justica.Rio de Janei-
ro, em l:lde .Mareo de 1855.
lllm. e Exm. Sr.l.cvei ao conbceimenlo de S.
M. o Imperador o ollicio de V. Exc. datado do 11
4e dcientbro ttllimo, mi) u. 576. acompanhado da
copia do juiz de direilo da comarca de llapicnru dcs-
sa provincia, consultando se o juiz municipal e le
orphaos do termo do mesmo nome linha famldade
para suspender por (i mezes o escrivao de orphaos
que peranle elle servia, bem como da copia da res-
posta que, de accordo com a opiuiao do presidente
interino da relacao dessa eidado V. Exc. dera ao so-
bredilo juizde direilo.
O mesmo augusto senhor, depois de ouvir o con-
selheiro procurador da cora e a seccao de juslii-a
do ron-ellit. de estado acerca do objeclo, houve por
bem, pela sua immediata e imperial resolucao de 2
do mez prximo lindo, lomada sobre consulta da
referida seccao, decidir que, tendo a suspenso im-
posta pelo juiz dos orphaos do termo de Ilapicur'
a lausul de responsahilidade, ella se nao pude
considerar como suspensao correcional ou discipli-
nar, a que se refere a ord. liv. 1. til. 79 S 46 se-
nao como preventiva, anterior ao processo, e appli-
cavel nos easaa criminaes,conforme a ord. liv. I til.
100, que a regulava ; que sendo atura prnredeu n
dilo juiz sem autoridade. porquanto, pela legislacao
actual, esta suspensao preventiva s pode ser impos-
ta ni. emprecados su*peitos de crimes pelo governo
imperial e presidente de provincia ; sendo que ali;
ella he um efleilu da pronuncia, c nao a pude pre-
ceder. Oulrosim que a so'bredila ord. liv. I, lit.
7!) S 56, que aulurisa a snspen-ao correcional tuto
esla revogada ; sendo que para regular esla allri-
huirAu baixou o derrelo n. 1572 de 7 do corren le
mea, que com i resolucao de consulla em que elle se
fundn remello incluso por cpia a Y. Exc. para sua
iulelligencia e devida execurao.
Dos guarde a Y. ExcJos Thomaz Salmeo de
Araujo.Sr. presidenle da provincia da Baha.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel-teoeml do commando das aroni de
Peraambacona cldade da Reclfe, na 1 i de
abril de 1855.
ORDEM DO DIA N. 28.
O marcchal de campo commandanlc da* armas de-
termina que o Sr. segundo eirurgiao alferesdo corpo
de saude do exercitn, Dr. Fortunato Auguatn da Sil-
va fique empregado no servico do hospital regimen-
tal durante o impedimento do Sr. segundo ei-
rurgiao lente do mesmo corpo, Dr. Jos Mu-
ir. Cordeiro (jitahy, que foi sorteado como juiz de
farto para servir na sessao dos jurado* convocada pa-
ra o dia 16 do correnle.
As-ignado./ote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudantc de
orden- encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
acham-se no corpo da follta ; o* peiisamcntos profun-
dos nos follielin- lillerarios. Com quarenla francos
por anuo lodo o hnmein sordu pude huinilbar a mn-
llier, esiuaaa la dehaixodopeso de sua superioridade,
se esla nao lem o lempo de ler a parle seria do dia-
rio. As mulheres leem as noticias diversas, a- ses-
soes do* Iribiiiiaes e o folhelim romance.
Tolo Tolo mea pobre Tolo dizia Sulpicio,
eu jateare-te morta desde muilo lempo.
Eu bem sabia que Vmc. linha-se tornado sabio
e poderoso, responden o macbinisla ; mas como rc-
cuahece-lo 1 Vme. era um lindo menino ; agora est
1,1 ti grande e lao helio !...
Sulpicio conlemplava com olhos cnlerncridos o
eompauheiro de sua lnimil le iul.nieia.
NAo muda.le. Tolo (iicquel. disse elle.
O macbinisla iiieueoii a cabcea, e responden rom
ti m sorriso :
Eu nao muilarei nem mesmo para morrer, se-
nhor Sulpicio. Son a-*im. Meo pobre eaplrilo nao
lem rrcseidu inais que meu corpa... Se pude rece-
nloM-i'-b, foi porque pensav* em Vine.
I'ensavas em mim, meu pebre amigo '.'
Por muilas razoes... Primeiramenle he Ymc.
que meu primo e cu vimos procurar em Paris.
De veras'.' disse Sulpicio : quem he leu primo?
Itohlol. marinheiro.
O aniigo manijo de meu pai exclamou o dou-
lor dando um passo para Roblol.
Lm seu servo, disse esle apprnximando-se ao
mesmu lempo. Os passarinhos voaram Se Vmcs.
iicaharam de conversar podemos aparlarmo-uos....
> amos, Tuto.
Sim, meu primo, responde! esle liudamen-
te : ma* sem mover se.
Eu pensava tambera em Vmc, senhor Sulpi-
cio, lornou elle, por causa daquelles meninos de que
talla meu primo... Sao de nossa Ierra.
PARS
12 de fe-erelro
O Sr. Alado/, he o terceiro ministro da fazenda
[ que a Hespanha lem lisie ha Ires mezes ; os don*'
priineiros, os Srs. Collado|e Sevillano, sustentado,
por um grande crdito pessoal, tinham rmprehen-
dido eslahelerer a ordem nos servaos pblicos em-
pregamlo somenle meios legitimo* c regulares : -ur-
cumbiram. Sen plano era bem imples qurriam
manler al nova ordem ledos os impo-tos exislenlcs;
siihmdler t rerlas cubran-as as rendas paga* pelo
estado e os ordenados dos empregados ; fazer a*
despetas todas as reduccOes poHiveht converter a
a divida fluctuaiile em divida consolidada e parpe-
lua rom um juro de :l por cento, e se estas medidas j
nao fossem sufticieutes, tinham reservado porpor a
venda de ulna poreao dos bens do estado dasmuniei-
palidpdes c do clero ; ma* a assemhla. que quera
oulra cousa, comeeou altoiinao a coiilrihuicao indi-
reda c os dircitos de imporlacAo, rujo irodurlo se
elevav para o Ihcsouro smente a 180 milhoes de
reales 15 milhes de francos) deixando ao governo
0 cuidado de occorrer a esle' novo dficit. Medida
funesta, que leve tambera por consequenea seccar
as fontes as mais fecundas da renda das municipali-
dades ; esla medida obleve na assemhla una gran-
de maioria. O Sr. Madox fazia parte desla maiuria,
I eslava pois naturalmente designado na esrolha do
1 ir.arechal E-parlero, porqucht joto deixar-sc-lhe a
responsahilidade do svslema linanceiro, que lleve
substituir aquelle cuja ruina foi eaus.ula por sua in-
fluencia.
O Sr. Madoz nao he am financeiro ; he ronheri-
do por ter dirigido a publicarAo de um grande dicci-
onario de historia, geographra e eslatistira, o qual
lem u seu nome. Esle diccionario forma urna cnl-
leccao vulumnsa. cujo preeo he bastante elevado.
OSr. Madoz foi suttendado nesla empreza por lodos
os ministerios moderados, que lera cbvernado suc-
cessivamenle a Hespanha. Tera-se calculado que
as subvenrocs, que elle recebeu do governo da rai-
nlia para esta empreza seelevam a mai* de 6 mi-
lhes de reales mais de um milhao e 500,000 fran-
<'os Ouandit u Sr. Madoz publicava u seu ditein-,
nario, era depulado s curtes eleilo pur um peque-
o dislricto ila Calaliinha ; e por espaeo de quarenla
anuos, nao deixou de ser o representante ile Tremp.
N.to obstante as boas c nteis relare'. que enlre-
liuha com os rniuislros, o Sr. Maduz senlava-se nos
bancos da opposii;ao c volara vslemalicaincnlr con-
tra o governo ; pertenria IraceAo dos progressistas
os mais exaltados, e mostrava-se mais danoslo a
unir-te aos partidos democraliros do que aos mode-
railos ; o Sr. Madoz nao tem sido sempre progresis-
la ; o re Fornando VII o conliecia c o tratara bem.
Dizrm al que rAe principe Ihe conliou mis-oes
particulares e intimas, as quts dcsempeiihuii rom
ulna notavcl habilidade.
Nao se pode dizer to ponen dizer que o Sr. Ma-
doz he nm estadista ; al este* ultimo- lempos nao
Viiilaa figurado na cmara elediva senAo cunto um
membro qua-i iuaiiiuvivcl da eiiinini io do orca-
menlo, onde se faiia disliuauir per sua olisliuarao
contra o* imposto* eslabelecidns; brevemcnle saba-
retaos que so deve pensar de sua eatncidade li-
nanceira e polilica.
Depon da rcuniAu das corlea, o Sr. Madoz lem
hesitado mais de urna vez eu so conditda ; a
principiu quiz lular eunlra os ascendentes do mare-
chal Espartero e foi um dos fundadores da l'nion
Aberale,formada pela combinaijo de lodosos parti-
dos moderados era um pensameulo de descuulianca
eonlia o marechal. Sahe-se enm que firmeza a
t'nion librale repellio o candidato do marechal
presidencia da assemhla, e como o marocha! se vio
abrigada a apresentar-se a si mesmo, para evitar
una derrota sua pessoa c sua polilica. A l'nion
Librale repellio igualmente os candidatos do ma-
rechal para as funeces da vice-presideucia e Ihes
substituid seus proprios candidato*, que ohliveram
lodosa maioria : o Sr. Madoz enlrava ne.le nume-
ro, e linham-o opposto ao Sr. Aguirre, boje ministro
das araras e da justica. Pouco depois, leudo o ma-
re'chal Espartero renunciado a presidenria^la assem-
hla para conservar a do consellip ile ministros, a
1 ilion Librale o quiz substituir por um depulado
da sua escolha, que recado sobre o Sr. Madoz, o
qual foi eleilo apezar da opposirao do duque da Vic-
toria. O Sr. Madoz cvidenlemenlc nao he mais o
que era naquelle momento.
Depois de algum lempo liuha-se observado sig-
naes piecursores de sua mudanra ; quinze ilia* ape-
nas liiiham decorriilo depois que- o Sr. Madoz linha
sida elcito presidente da cmara, qnaiulo soube-se,
que elle Irahalhava para dissolrer e*H mesma Vnion
l.ilu-nilc, a qual di", ia -na elevaran. Soilhe-sc que
linha reunido em sua casa cerlo numero de depula-
do* para Ibes declarar qtie linha ehegada o mo-
mento de crcar-seuma maioria exclusivamente pro-
gressisla.afim de sublrahir a a**emhla s influencias
perniciosas dos conservadores e dos demorralas ; que
por sua parle, ate senta neuhuma sympalhia pelos
ministros moderados da rainha, exrepto somenle o
marechal Espartero, porque nao era possivcl ne-
nhum guverno sem elle, b
O* arlos seguiram de perto a palavras ; no dia
seguinle o Sr. Madoz se una a maioria, que ordena,
va a suppressilo dos direilos de entrada e da contri-
buirn indirecta nao obstante os protestos do Sr.
Collado. He debaixo da proleccao desle passado
que o Sr. Madoz aceilou a diflicil mis-o de restau-
rar as financas da Hespanha e, elevar a* rercitas do
llie- niro publico ao nivel de suas despezas.
O Sr. Madoz at boje nao lem mostrado urna
grande fcrtilidade de invenro ; lem-se limitado a
seguir os planos de seus anlccessores, os quaes lem
modificado exagerando-os. O Sr. Collado linha
.'presentado o nrraraenlo dos receitas e despezas do
anuo de 1855 ; depois delle, o Sr. Sevillano linha
sustentado esle projeclo tauloquanlo Ihe permetlia
a luppressn da contribuirlo indirecta c dos direilos
de entrada ; oSr. Madoz lem feilo outro lauto. A
assemhla linha autorisado o Sr. Serv llano para ne-
gociar um empreslimo de 10 milhoes de reales f 10
nilhue* de francos para cubrir os dficits do Ibe-
Tu os conheces".' pergunlou o doulor viva-
mente.
Yi-os unta vez na estrada.
Eu tamhem, disse cumsigu o doulor.
Kohlol linha parado a dez passos. NAo compre-
hendia essn ronver*acAo, c comecava a pensar que
T.lo laliavadbe ao respeilo. Bohlot era muilo ze.
loso de sua autoridade sobre o enligo machinista ; por.
isso chamou-n cora voz severa.
Sim, mcu primo, responden o pobre rapaz.
Queres dormir aqui '!
Tolo encaro o Sulpicio com ar indeciso, e disse :
Nao sei, mcu primo.
Evidentemente isso dependa de Sulpicio*: Tolo
avia mudado de senhor.
E piirque leu primo Itoblol vinha proturar-
ane '.' pergunlou o doulor vivamente.
Por causa do* dqus meninos...
Involuntariamente o ulhar de Sulpicio perrorreu
a ra e as raleada-, leinbraiido-se daquelles que pou-
co antes vira -nesse mesmo lugar. Chilln c I-oriot
eslavam parados a un* cincoenla passos em frente de
um armazera.
Oue meninos '.' pergunlou elle todava.
0 lilil de Magdalena e a lilha de Victoria, res-
pondeu Tolo dando um grande sospiro.
Pois j achei-os, disse Sulpicio.
Ah lornou o anligo machinista, esla bem cer-
lo disso ?
Sulpicio hesilou, e depois murmurou como se li-
vesse querido persuadir a si mesmo :
Am o creio...
Ao mesmo lempo dirisio-e a Roblol. e disse-lhc :
Sou Sulpicio, o anligo pastor do Tregur. Oue
tens a dizer-mc *
Kohlol remoii minios passos, lirou o chapeo e Pi-
coa descoberlo. Emliin depois de alguus mnalos
de silencio, murmurou :
Viva Dos Vine, asseraelha-se a elle inleira-
meute... Mai* alto que o patrio... mais ilelgado...
porm o mesmo olhar !... Que bello marinheiro
Vmc. teria sido !... Permiti que dc-llie um aperlo
de mili pelo amor de seu pai, senhor Sulpicio ?
O doulor esteudeu-lhe a raao. Tolo enrbuaava
os olhos para ver melhor sen pequeo Sulpicio que
Haba agora a rabera acuna delle. Seu pobre cora-
ran Iranshordava, e a Imana linha cnmicliAo. Olan-
la- cousas Bijou, o cavado iloenle de polmoeira
que couduzia as Inglezas velhas ao pinrel iiquel-
le, a bella cabra de Victoria Handunneau. o cao
fieUe zeloso! Sua choupaua, cujas tahuas mal ua-
das dcixavain pascar o vento ilo mar A hahitaeao
do pastor IAu a-seiada, unde os seis carneiros predi-
ledos dormam dianle da iin-*eira ; a Casa, rujas
janellas enlreahertas deiiavam ver lautas vez- .Mag-
dalena em pranlo, e o CdSlello allivo e Irisle con-
templando o Oreano pela tonga avenida abena uo
bosque dccarvalhus...
Mas Sulpicio e Kohlol conver*avam cin voz balsa,
e Tolo nao alrevia-sc mais a abrir n bocea.
NAo os percas de visla, disselhe Sulpicio mos-
trando Chifln c I.oriol que iam ledamente de ar-
mazera em armazem.
Tuto segui-os como um cao.
Estivc oilo aunos com seu pai, -enhor. Sulpi-
cio, disse Roblol repentinamente ; pois quena occul-
lar *na emorao ; era um verdadeiro marujn e um
verdadeiro Brelao. Vme. deve ter bom e corajoso
como elle... Todava dizein que seu pai anda nao
est vingado.
Vingado repeli Sulpicio com dislrarcao e
consultando o relogio.
Nem Victoria de Rostan, nem ojoten marquez
Antonio .. nenhum daquelles que o amatara, e que
morreram na noite de sanano !
Os morios eslao com Dos, responden o doulor
toare ; e>la negociaste punen resulladu leve. O Sr.
Madoz compromelleu-se a renova-la, dizendo que
liiihasidoin.il frita e que Ihe seria faril tirar della
mu hora partido ; s o resultado far ver o que va-
le urna srinelbanlc prouiessa. Dentis o Sr. Colla-
do linha annnnciadO, mas como una medida longin-
qua. a venda dos bens do clero e de urna parle dos
do estado e das municipalidades ; o Sr. Madoz nao
quiz esperar. Acabamos de saber que ha Ires dias
pedio elle as corles aulorisae;lu para vender lodos
este*bens, iitditlindamente, eesta manilla publi-
camos sen projeclo de lei.
E-le projecto nao he eclenso : v-sc primeira
vista que seu amor se propoe um lim duplo e quer
tom.tr urna medida polilica ao mesmo lempo que se
propoe oblrr um grande resulladu linanceiro. O
Sr. Madoz pede que lodos os bens da cidailc c do
campo, todas as rendas, lodos os direilos, que per-
tencem ao estado, < municipalidades, ao clero ou
aos eslabelecimeulos e corporaeocs de beneficencia e
nslruec.io publica, sejara declarados em eslado di-
venda ; deseja exceptuar os bens de raz, que esto
empregados em um servico publico, algn* botones
ilo estado, a* rica* minas de Almadn, com pequeo
numero de terreno* municipaes, que sAo uleis as
poputaees dos campos e os bens de raz que o go-
verno qoizer conservar por alguma razo especial..
Trala-M pois doesbulhn completo e absululo ule
s da estado. senAo tamhem das municipalides, do
clero, da* eorporaeoes de ensillo, dos eslaheleri-
menlos de caritide c beneficencia. Que o estado
se despoje a si uiesmo, pode-o fazer, se o quizer,
ninguein Ihe pode conlestar seu direilo,por mais de-
lestave.l que seja o uso que posta fazer delle, mis o
mesmo uAu acontece com os municipios, 'por exem-
po, e apenas se pode coinprehendcr a inenusequen-
cia daquelles que. prelendeudo ser amigos do povo
por excclleucia, arcommellcm lAo rudemeute o di-
reilo de propriclade das populaeges, fazendo puuro
caso da resistencia, que pode encontrar a execurao
de sua lei. Os municipios sau o povo ; o* bens do*
municipios perleucem a lo los, e uAu ha ura be-pa-
i.hol, que se nao smla ferido em sua propriedade,
quandu vir despojar-se sua municipalidade. 'O*
muniipios hr-p bne--e lem mustradu sempre exces-
siv Jinenle ni lepen lente-.- prclciidein dirigir-se por
si mcsmo'.e soll'rem cora imparieuria que o governo
se cnvolva em seus negocios, taimo rcceberSo elles
a milicia do que Ihes ha de parecer urna violarn de
seus diieilos e seus prvilogio.'.^NAolquercmiisdisrultr
aqui > qucsIAo geral do lireilo, que os municipios
podem ter para postair propriedades pai licnlares e
lulo pretendemos negar os inconvenientes dos bens
ile inilo mora ; sabemos que a tolurlo deslas que*-
tcs he umita* vezes modificada por circuinstaneias
de lempo c de lugar ; direma* apenas que uo esta-
do ein que se arlta a Hespanha, o projeclo do Sr.
Mido/, he rreflectido, perigosu c sera verdadeira uli-
'ulaile.
A venda parcial dos bens dos municipios linha
sillo de um modo iuleiraniente ilillerenle pelos Sis.
Collado e Sevillano, o ni Fernando VII -up ton es-
leshens ao pagamento da cuntibuicAo tniitoiial,
como esta es bens dos particulares, e pur esle titule
elles paaain ao estado una renda animal de 6 ini-
'hties de reales \ milhao o 500,000 francos, equi-
valente pouco mais ou monos ,i quinta parle de seu
renilimento,' liiiha-ae concluido que o e.slado era co-
proprietario desles bens na proporro de um quinto,
e linha o direilo de vender sua parte. O Sr. Madoz
far melhor, vender ludo eempregar o producto
lodo da venda.
Devc-sc concordar que os municipio* de Hespanha
ato mal recompensados da parle, que tomaram no
ilumnenlo revolucionan!', donde sabio o actual go-
verno: para fazer face as suas despezas, elles linhain
o pro lucio dos direilos de entrada e das contriliin-
ee* indirectas; urna le da 'assemhla constituate j
Ihes lirou ele recurso, e emqiianlii a.* admiui-lra-
eies municipaes sao obrigadas a empregar os mais
pcniveis expedienta-, para substituir o que lem per-
dido, cis-qne os amearam em seus bens, dus quaes o
governo central cnlende que deve -ervir-se para pa-
gar as dividas do eslado. A este respeilo deve se
notar que todo* os municipio* de Hespanha nAo sao
proprietarios; niguas sao rico*, outro* pobres; ecomo
o* mamiripios sento despojados de stus bens indis-
tnirt,menle, os que lera muilo paaarao muilu, os
que lem peuco pagar.to pouco, e os que nada lera,
nada pagarAo. Snppoiiha-se ura municipio, que Ic-
nha sido a Iminislrailo ruin -abe loria c economa.
ser punido por causa de sua boa admlnisIracAo; lu-
das estas liypotheses lem fuudaiiieiilo.
Ha provincias inleiras, cujos municipios tem sido
despojados de seus beus por medidas geraes. que lej-
os de guerra linliam provocado : (al he a Calalunha.
Um edito do re l'ilippe V pronuuriou a cunliscacAu
dos bens de lodo* os seus municipios, por que ella
linha abracado o partido do archi-duque Carlos da
Austria, e estes bens nao Ihes l'nram jamis resti-
tuidos. Deste modo o projecto do Sr. Madoz. depu-
lado da Calalunha, naa fere os inleresscs de nenhum
municipio desla provincia, que pelo contrario tirara
proveito della, porque a divida, que pesa so-
bre a Hespanha, sera paga sem que Ihe cusle
nada.
Prevemos numerosas agitares em todas as provin-
cias da Hespanha; ellas serio excitadas pelos parti-
do polticos, cujos interesses a execoco da lei ser-
vir maravilhosamentc. J lem apparecido graves
de-orden nas" cidades importante*, em Malaga, Ya-
lenea, liranalla, Saragora sobreludo, e he impossi-
vel que o governo nao se demova com o que se passa
nesla ultima cidade. A adininistracao municipal,
privada dus productos do direilo de entrada e da
contribuirn indirecta, se lem adiado a bracos cum
loila a sorle de difliculdades; ella nao linha diuhei-
ro para pagar os servicos administrativos, para vi-
giar na salubridade e seguranra publica, para dis-
tribuir suecurrus a nuinerusos operarios, que nao
lem trabalho c morrem de fome; as autoridades lera
em voz Dalia ; lenho pensado nos vivos... Nao vics-
Ic de lAo longe, amigo Kohlol, para fallar-me de
morios.
Todava Vmc. amava muilo seu pai !... mur-
murou o marujo.
Sulpicio fez um gesto de impaciencia, e disse :
Meu pai v-mc ; lenho feilo qoanlo posso.
Itohlol guardn um instante o silencio : nao com-
prehendia csse homein, cuja fronte nAo carava, quan-
do era reprehendido pur nao ler-SC tingado.
(Jue sube a respeilo do lilbo de Magdalena e
da lilha de Victoria ".' pergunlou o doulor.
O velhe guarda d.i alfandega Nicolao Meruel,
responden Kohlol, foi para o oulro mundo... Antea
de morrer, fez-me promeller que viria a Pan para
lar iinlici.is a \ me...
Proeurei-o muilo lempo em vao inlerrompeu
Sulpicio. I
Elle linha fgido de Saiut-Cas!, c.miIiuuuu Ito-
hlol, porque era acensado de ter favorecido o des-
embarque ilo joven marquez... Os guardas tinham
ferio grande tumulto para desviar a altencAo da jus-
tica... Julg ivam ler coinmellidn os tres homicidios
atiraiulo cegamenle de Baile... E mais de om eon-
trahandisla enriquecen com isso, porque os guarda*
nAo ousiivam mais queimar um cartuxo de noite...
Comoeu dizia, o velho Nicolao Merucl eslava em
Jerscv, quando Vmr. foi ao paiz... Elle adevinhou
logo que os tres tmulos do eemiterio de Sniul Cast
erara obra sua. Dizia : o pastor sabe entalhar ma-
deira... piule gravar nomes sobre a pedra... e quan-
do elle ia orar pelo* Ires di-imito, acrescentava sem-
pre unta Are Maria em sua tencio, senhor Sulpi-
cio... Yoltando de minha ultima viagem fui v-lo
como coslumava. porque eramos prenles segundo
Vmc. sabe... Acheio-o preparndole para morrer...
Elle liuha alguma cousa na consciencia, e nao esla-
representado ao governo, o qual os lem convidado
para loinarem todas as medidas, que podessem ob-
ler-lhe a* sommas jnlgadas in-ce-saria. Oras con-
iribhirao toreada foi imposta inmediatamente sobre
os pruprietarins, sobre aquelles que se lem ruiiven-
cionado chamar ricos, c ohrigam-no. a enlrar para
o cofre da cidade com a somma de i milhoes de rea-
les 500,000 francos), aqn grandes applansos da-j
queljesque esla conlribofSo nao eomprehenile.
7 de marco
O governo da Hespanha, pedindo s corles a au-
lorisaeao para vender OS bens do e-dado, das munici-
palidade, do clero, dos eslabelecimeulos e corpoca-
ees de henelicencia e de inslrurao publica, nao se
propo/. soiuente obler os reearSoS linaneeiros de que
precisa ; quiz tamhem fazer urna reforma radical na
constiliiieao da pruprieladc lerrilorial e preparar
urna grande medida polilica. A roinraissAo das cor-
les associou-se ao pcniamenfo ilo governo 'dando sua
approvaeAo ao projecto do Sr. Madoz ; todava ajun-
luu ao projecto disposiees, que nao deixm de ler
imporlaucia.
O projeclo supprimc.ns bens de inAo mora em ge-
ral ; esles bens, cujo valor se eleva a mais de dous
mil niilhes de francos, scro vendidos sem prazo ; o
prmlnclo dos que perleucem ao estado ser applica-
doao pagamento das dividas do estado c a exccueAo
de Irabalhos de ulilidade publica, o dos bens, que per-
leucem as municipalidades ser dhidido em dua*
parles : um quinto ser devolvido aa Ihcsouro publi-
co soh pretexto de que elle representa a coulribui-
rao lerrilorial, a queeilcs bens eslao sujeilos; o res-
to sera empregado em novas inscripces de renda,
que niio podero ser transferidas, e as municipalida-
des possoiaCo perpetuamente. O producto dos bens
que perleucem ao clero, aos eslabelecimentos de ca-
ridadi; e de inslrurao publica, sera immedialameule
trocado por inscripces inalienavei* tamhem da ren-
da consolidada.
Como se v o plano concebido peto Sr Madoz he
do* mais simples, e lao simples que sea autor se
admirara de que Ihe quizessem fazer a menor obje-
ro, e nao cumprcbeiulera que a execucao de sua lei
encontraste alguma dffeaMade seria, como esl
eerlo de n.to ochar-so malloarado no resultado, tatn-
ludo he ventado que esle plano encoulrou a princi-
pio opposirao mesmo no seio do gabinete, e o minis-
tro dos negocios eslrauaeiros c o dos cultos, sumelu-
du na parle relativa a venda dus bens do clero, live-
ram alguma diliculdade em cournrdar com o collc-
aa das linaneas. O que pode retardar a publica-
rlo do decreto da venda dos bens do clero. e*cre-
viam-no de Madrid, he a necessidade de um actor-
do pcrfeilo c regular entre os tres ministro da fa-
zenda, dos negocios eslraiigeir.1 da juslica.
Fui entre o Sr. Madoz c o ministro dus negocios et-
Irangciros, o Sr. I.uzmu: i, que appareeeu a priu-
elpm a dissidencia, tanto mais grave pur ler-se ma-
nifesla lo na tribuna. ApresenUndo seu program-
ma as.emblea, o Sr. Madoz linha dilo : s (Juaulo
as piopiicda les do clero, disporemos deltas imme-
diatamente, em virlude do direilo incon'.estavel e
jmprescriplivel da nario hespanhohj. Fique eslabe-
leciduque a venda sera iutiuediata, nao luvera oulra
demora senAo o lempo indispensavel para eslabele-
ccr as medidas de administraran, e ai pttdir a uia-
guem permissAo para isto.Declaro face do paiz
que nao pediremos permis-Ao de niugiiem,- porque
nAo he noces-aria a! linguaaem irrefleclida, qiielera
sido considerada como urna sorle de des?lio laucado
corle de Koma, o que foi aperechido, quando o re-
presentante do Papa em Madrid pedio explicacoes
sobre os projeetns auiiuiiriados pelo governo.
O Sr. I.uzuriaga por sua vez so esforcou por alte-
nuar a importancia e o mao cllilo das declrame* dr
seu collega ao qual leve de inflingir urna censura in-
directa, mas muito signiflcafiva. Disse na tribuna
que engallar-jc-bia de um modo estranho aquelle que
qui/.e-se fundar sua popularidade subre o espolio do
clero c sobre a venda dos bens da igreja; que naquel-
la uccasuto nao se poderia obrar cora demasiada rir-
cnm'peceao.ncm comparar Koma cora qualquer oulra
potencia, porque a influencia e exerce, au alera da*
frunleiras, raa* no interior du paiz e por urna aerao
irre-i-livel c iliccssaule sobre a eonscienria do hes-
panhrscalholicos. O Sr. I.uzuriaga dizia ao mesmo
lempo ao encarregado dos negocios de Roma, que u
governo itao linha neuhuma intcncao de atacar os
interesses do clero, c que respeitara as esliputacoes
da ooncnrdala. O Sr. Madoz. como e devia espe-
rar, nao aceilou esta censura publica, e lirou sua des-
torra fazendo declarar pela Ha zeta of/idal de Ma-
drid e que se linha interpretado mal as, palavras do
ministro dos negocios eslraugeiros a respeilo da ven-
da dos lien- da igreja. e qoe liiialmenfe a vida polili-
ca desle ministro era a melln garanta de seu pa-
trioli-mo, de sua dedicaro causa da liberdade, c de
seu resucito aus dircitos e i independencia da MCjbo
despatillla, n
Temos querido referir este incidente com alaumas
particularidades, primeiramenle porque resulla del-
le, segundo entendemos, qoe o Sr. Madoz he ueste
momento o verdadeiro ministro que dirige, ao pasto
que o general Espartero nao he mais que urna, ban-
leira ; em segundo lugar.porque adiamos nelle urna
nova prova do que temos dilo precedentemente, isto
he, que o Sr. Madoz nao he um estadista, porque no
principio desta grave quesiao da venda dos ben* do
clero ralo eve intciramenle prudencia, justica e mo-
deracAoj
Evidentemente o Sr. Madoz deixou-se levar pelas
cegas paixes da maioria da assernblea ; sem duvida
esla maioria foi cleita para dar nm novo impulso
empreza* comeeadas pelas corles, que sustenlavam,
ha vinle anuos, o ministerio Meudizabal, e he muilo
simples que ella dezeje e aprc*sc a venda dos bens
do clero, que oSr. Meudizabal linha feilo decretar :
mas o Sr. Madoz lera oulro* deveres que preenclier,
n.i" pode ignorar a cotivencAo diplomtica, que foi
assiguada era Madrid era 1851 com a corte de Koma;
deve saber que esta convencao estabcleccu ura direilo
va tranquillo apezar da absolvir.lo do sacerdote.
I.ogo que v io-me, levanlou-se dizendo :
Ah '. mcu sobrinhu, ainda s o mesmo... era
lua infancia cusinei-te canees... F.s bom rhrislao ".'
lie-pon h : sim, embora. eu lulo confesse Bi-
abes travrssuras lodo* o* sabbados.
Os meninos vao-se disse nesse momento Tolo
liiequel que volluu coirendo.
Com ellciloo doulor viu-os no lim do passeio. Con-
sulto'! novamenle o relogio, e diste a Tolo :
Scgue-os, meu amigo... Ainda quando elles
-aiam de Paris... #
Ainda que elles vio a l.anderneau inlerrom-
peu esolul.imeiile o anligo marhini-U.
Se enlraren em alguma parle, coulinuoii Snl-
pirio, espera meia hora a porte alim de veres se nao
lomara a sabir ; depois vai .i minha casa na ra de
Tniirnoii II. S.
Na ra de Tuurnuii n. S, repeli o macbinisla
para nao esquecer-se.
Depois parlio a Irole inovcndo lodo o seu [Hibre
corpo desronjuticladn.
Sulpiciu abriu a porlinhula do coupc e dise a
Kohlol.
Sobe.
Este obedecen, e o doulor acrescentou dirigindo-
se ao cocheiro:
A' ra nova dos Malhurins era frente do n. 1;
depressa.
Viva Dos disse Kohlol quando o carro par-
lio, a gente esta muilo melhor aqui do que na dili-
gencia...
Eslavas na niorle de Nicolao Merucl, inler-
rompeu Sulpicio, continua.
Eu respond-Ihe que era bom clirist.ni... e isto
ha verdad?... Elle diss-me : Pois bem, rogars a i
Dos que conceda-me o perdao de meos peccadot.
Sua caieira era aquella que elle tomou depois da ]
civil lodo especial no iquu di/ respeilo aoi bens do
clero hespanhol ; e ap*reutemente elle nao imagina
que o governo da rainha Isabel posta ter desligado de
tuas promessas para com urna corle estrangeira pela
revolueao, que levou ao podtr o marechal Espadero.
Na Hespanha a vendados bensdo clero suscita dif-
ficuldades, que oo se encontrara em outra parle ;
Bao se lala precisamente de saber.se ocstadu lera ou
nao, quaudo um grande interesse publico o exige, o
direilo de dispor dos bens do clero medianlc urna in-
ilcmnisaeAo, ou antes de mudar o modo de admiuis-
iracAo desles beus, alim de oblaren) urna distri-
buirn melhor de suas renda* ; a questo he inteira-'
mente oulra, ao nosso ver, em eouseqiientia du vi-
cissitudet, qu ella lem suflrido.
Depois da revnlucAo de 18:10 he que os governo,
que se lera succedido na Hespanha, lem procurado
vender es bens do clero para crear recursos linaneei-
ros. Nem as juntas insurreccionaos, nem as cortes
conslituinlcs de 1812 tinham pensado nislo sem duvi-
da porque a insurreicao, 'que eiilo cobria o paiz.ra
au mesmu lempo nanonal e religiosa. Depois d
revoluco de 18-iO.as cofles decretaran.'a venda des-
les bens : vendeu-se urna parle delles e os comprado-
res pacern seu valor aos cofres do estado ; mas em
\H\, o re Fernando VII, tendo recuperado a pleoi-
lude ilo poder absoluto, pronuuciot a aunullarao das
vendas e ordenvu a resliluiro dos brns vendidos ;
dever-se-hia ordenar ao mesmo lem|Ki a re-lituieao
aus compradores das sommas, que tinhaiu pago e das
qaaes o thesouro se tioha utilisado; nada disto se
fez, e o aovernu real, a pretexto de reparar una in-
jusliea, tornou-te criminoso de unta grande iniqui-
xlade.
Depois da morte de Fernando VII, as viclimas da
reacrao de 182:1 reclamaran! junto do aoverno consti-
tucional da rainha Maria Chrisliua, regente por sua
lilha menor ; suas redmame* foram levadas peranle
as corles c as discuses, as qoe deram lugar
Reentra lalvez renascer a idea de despojar o clero em
proveito do estado, porque nao se deixou de atlribuir
aos momio o. mais influentes desta corporarao os
actos injustos e violento* do re Feniado.
A venda dos bens do clero foi resolvida pela e-
gunila vez em l$)<, fui ronlinaada sem inlerruprSo
porem rom mais ou menos sucresso dorante oilo an.
not ; em S, o mavechal Narvac/., presidente do
conselhu de ministros da rainha Isabel, a fer suspen-
der, e umlei votada petas cortes em 181, ordenou
a restituirn ao clero dos bens que nAo eslavam alu-
do vendidos.
Estas medidas linliam tido inspiradas ao marechal
Narvaez pelo dezejo de aproximarle da corle de Ko-
ma, ruja influencia te jnlgava ser indispensavel pira
-reslalielecer a ordem na igreja da llesptnlia, e pera
dar nina satisfacAo ao seulimento religioso, inquieto
e descontento. Deuiais havia-se concordado qoc a
venda dos bens ilo clero nao produziria ludo qoanlo
se linha esperado, e que ella nAo liuha ainda aprovei-
lado senAo a um pequeo numero de capitalistas,
que tinham comprado por nada os mais bellos do-
miaiot da igreja.
A lei da re*dluirn de 1815 era pois urna cuuces-
S*o frita .i corle de Koma na esperanza de ubler ama
concordata ; a* negocame, foram tongas e diflirri*;
foram comeeadas pelo marechal Narvaez em 1816,
contlnoarsm atravea de peripecias lAo diversas, que
agilaram a corle de Koma depois das revolueoes de
1818, e filialmente emJ851 rhegaran a urna conven-
cao, que lixou a cousiiiuiniu da igreja calhulica ua
Hespanha.
OSr. Bravo Mmillo era entilo primeiro miuis-
tro ; mas na sessao de 1S19, antes ile ligar-te com
a corle de Koma por urna Iran-iceao, cuja impor-
tancia nao dissimutavt, o governo da rainha Isabel
linha querido assegurar-se de que a approvacao da
curtes nao Ihe fallara, e tioha pedido e ubtido urna
lei, que o aulorisava a tratar com a sania S u pa-
ra o regolameulu geral dus negocios do clero e so-
lucaodas quesles ecclesiasticas pendentes. A con-
cordata de 1851 nao he somenle um aclo diplomti-
co, que obliga o governo .ic-paiihol com a curte de
Koma, he ainda una lei civil hetpanliola, que o-
briga o governo para com o clero.
A concordata de 1851 he certamenle um acto de
urna nalnreza excepcional, e duvidamus que lives-
se sido aceito por qualquer oulro governo a n3o ser
o de Hespanha, v-te nella mais de urna eslipula-
c,5o, que nao se pode explicar senAo por esla cir-
cumstancia, de que a religiAo calholica nAo he t-
menle a religin dominante,'mas a religio exclu-
siva do paiz. He assiin que depois de ler conser-
vado esle dominio exclusivo da religio n calholica,
apostlica romana i com todo* o* seu* direilos e
prerogalivas, inslitue-se em favor dos hispo* e dos
seus delegados um direilo Ilimitado de vigilancia
sobre as universidades, collegios e escolas publicas,
alim de que o ensno seja sempre e por toda a parle
conforme as duulrinas da igreja.
Ma* eiiilim esta concordata, por mais que se posta
pensar delta, he urna lei do eslado, que une a Hes-
pauha e a curie de Ruma por meio de promessas
reciprocas, regularmente feitas, que nao he permit-
lido a ninguein iufriiigi-lai e o Sr. Madoz he obri-
gado a respeitar como qualquer oulro, na tua quali-
dade de Hespanhol, e mais que qualqner oulro, em
sua qualidade de ministro da rainha.
A coi-contala resulten todas as quesloe* relativas
aos bens do clero ; reconheceu que urna grande par-
le desles bens tinham sido vendidos e ralificou es-
tas vendas; reconheceu que urna oulra parle des-
le beus linha sido restituida ao clero, em virlude
da lei de 1815, e declarou que o clero (icaria pro-
prielario perpetuo e incuuimutavel delta ; reconhe-
ceu que o estado posftua ainda bens, que depen-
dalo onit'or.1 dos conventos e declarou que esles
bens seriara restituidos, ao clero, o qual seria abri-
gado a vende-lo* em seu proveito e empregar o va-
lor delles era inscripces nio traiiferiveit da di
consolidada.
Para completar o estado civil da igreja, a eoucor-
mur te da aoliga... urna que lem barba e olhar torra-
teiro... Eu conbcri que Nicolao nAo alrevia-to a fal-
lar dianle della, e disse-lhe:
Tenha a bondade de dar-me algoma cousa para
beber, rainha lia ; porque o lempo esta muilo
fri.
Ella pegou de um coto de vela e dirigio-se a ade-
ga resraungando. O velho Meruel pz-ie a gemer e
solurar.
Ah '. mcu Dos disse-me elle, se en livesse
sabido eserever !... A mulher delcslata o* doot me-
ninos... Kohlol, meu subriiiho, se me promeltes fa-
zer o que cU le disser, morrerei ronlente.
Promdli, porque o seibo Nculaoera um ho-
mem bom, que nos linha feilo alguna servicos, quan-
do carregavamos renda*.
O blbo do palrao Sulpicio, lornou elle atlra-
hindo-me a cabera para junio da bocea... (He iuu-
lil dizer que o velho l'all.iva ja raui Iracaineule. O
lilho do p.iIrAu Sulpicio casou com a lilha da seuho-
ra Magdalena ; esta feilo medico lo em Paris, e ga-
nda muilo mais dioheiro do que em lulhar ma-
deira...
Todava, inlerrompeu Roblol, Vmc. Irabalha-
ta bellamente, senhor Sulpicio. Vi algumas obras
suas; s.iujoias... O velho disse-me que Vmc. era
doulor, e que os melhore* medico* nAo Ihe levavam
as lampas... Em oulra occasiao Ihe toruarei a fallar
a esse respeilo porque tendo no lado etqoerdo urna
dr maneira de citica... O senhor comprehende
que sempre cora os p* nagua... O
O carro vollou a galope a ra da Chautse-d'
Anlin.
O velho Nicolao acrescentou que Ymc, linha
hura ccracAo, conlinuou Roblol... Como o filho do
patrAo poderia ler msto coradlo";... Demais eooheci
liem itso quando Vme. abraeou meu primo Tolo...
Elle lem-mc fallado muitat vezes a seu respeilo !...
MiiTHAnn


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.W KM
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 16 DE ABRlLOE 1855.
~ rir novas bees por lodos os meio* regulares, o MU
nova* propriedade* serflo, con as antigs, o s-
cmnemente inviolave is.
Todas esta declararles, lodas eslas promewa* re-
ciprocas sao indivtiveis, e a corle de Roma uau
, eonseniio em ralilicar as airenacOes- dos bens taitas
anles do anno de 1811 senao porque o gbverno hes-
panhol subtcreveu Indas aa obrigiroes que a concr-
dala Ihe impoe ; se o gnverno aa desconheceesc oo
violaste, a ra'ficac ioicooicional das vendas esta-
ra anacarada por isto mesmo. Pode ser que esta
eoosideracao pouco abale ao Sr. Madoz ; eolrelanto
paroce-uos que ni be indiirereule para a Uaspanba
levar a perturbarlo ,i conscieiicia dos actuaos po-
suidores dos aoligns bens do clero.
Kesumjndo a> estipularocs da concordata de 1851
relalivas aos bena da clero, procuramos apresenlar
era urna medida exacta as ohrigaces do overno
hespanhol. Por ventora desappareceram eslas obri-
garoes ? A convenci -diplomtica, que Roma se
rouseiriiu e aceilou depois de urna lei regularmente
volada pelas corles, por ventura be apenas urna lei
mora? lie o que pelo menos lie pcrmitlido pensar,
he por isto que a questao suscitada m Madrid, lem
quanto a nos, um carcter, que Ihe he proprio, e
pelo qual difiere de (odas as qoesles aualogas. Ein
taes circumslaneiis nao tinha o Sr. Luzuriaga razao,
quando recommendava pruilencia e circunspecyao,
promeltia ao enviado da santa S, que as estipula-
rles da concrdala seriara respeiladas e o Sr. Ma-
doz nao era injusto, quando declarava, que vende-
ra os bens do clero sem pedir permissaoa niiiguem,
porque isto nao dizia respeilo a ninsuem ? Parece-
nos que o Sr. I.uzoriaga [fallou como om juriscon-
sulto esclarecido, previdenle, emquanto que o Sr.
Madoaempregou a linguagera de um tribuno, que
procura mais agradar a mullido do que render ho-
mcuagem aos principios do direito e da equidade.
Se o Sr. Madoz livesse lido mais experiencia, leria
compreliendidn que eonvinha sobretudo entrar ero
uegociares com a corle de Roma, e*cepluando--e
a poder tomar tillcriormenle o partido conveniente.
Esta marcha livera sido mais regular; a que o Sr.
Madoz prefera lem o inconveniente de ser cheia de
violencia, e ler lodos os signaes de um acto revolu-
cionario ; .ora, os actos desla natureza prejudieam
rajas do que ser vem, e muilas vezes d.io aos nomes
de seus autores urna deploravel celebridade.
a ( Journal des Debat.)
las pelo honrado membro contra o regulumento sao
innporluuas, intempestivas c extemrtoraneas, por-
que tratando-ge da primeira discussao, e devendo
lia versar sobre a ulilidade ou inconveniencia da-
quelle regulameulo, o projeclo que oapprova, elle
desccu a analvse de alguns dos seus arligo-, e a islo
limilou as -na- observacOes.
O Sr. Oliceira :Porque o regulamento o per-
mille.
corrido para islo '.' Sem duvida nenbuma o adminis-
loador.pelo zelo, cuidado e mesmo intelligencia que
ha desenvolvido no cumprimeiilo dos seus deveres...
O Sr. Oliceira : Nao apoiado.
0 Sr. flrandn : E com effeilo, se elle nao e
tivesse portado dignamenlc, se ein vez de zeloso, co-
mo lem sido, tralasse apenas de servir por Cormali-
dade, aquello estabclecimenlo nao teria por corlo
chegado a esse grao de limpeza e de asseio m que
se acha...
O Sr. Oliveira : l.ogo augmenle-sc o ordena-
da, he a rouscqueirria.
O Sr. Bramtiio : En vou adiaute, nao se apres-
se. Ora, se o administrador tein assim cumprido
com os seus deveres, e se alm das nhrigacoes, que
llie iiiipunliam os resulaincnlns anteriores, oulras
rio a pesar sobre elle em virtude do novo regula-
mento... 9 '
O Sr. Olireira : O mesmn se da com os em-
pregados da thesouraria, que lem tido augmento no
Irabalho.
O .Sr. Brando : E eu ja Ihe disse que d.-i va-
ri:; de volar em favor delta-'.' Mas, dizia eu.'se no-
vas obrigaees sao accumuladas as que j.i pesavam
sobre o administrador, c se elle se lem mostrado
idneo c capaz nos servidos que ha prestado, he cla-
ro que merece que se Ihe, melbore o ordenado...
fallava por desencargo de consci- *'r- /'cerda : E logo melado !
IITERIOR.
BAHA.
22 de marco.
_ Arha-se uomcado 4. vice-presidente d'esla pro-
vincia o Sr. r. Casimiro de Sena Madureira ti.
o Sr. commeudador Joaqun) Torqualo Carneiro de
Camama.
A corveta D. Itabel, que dos eslaleiros do arsenar
de inariiilia desla cidade foi lanzada ao mar no da
1 do correte, foi construida pelo lenenle-cons-
truclor Mmoel do Ges Muniz Telles. O seu com-
priinenlo entre as perpendicolares no convez he de
130 ps inglezes, leu.lo da quilha limpa 117 ps, de
bocea 33 e 7 pollegadas, e de ponUl 17 ps.
Monta 2 paixam de calibre 30 Irancez, e he de
t>!7 toneladas de capacidad. ,
. SI
Ao amanhecer dodia 28 do crrente foi apprehen-
dido um consideravel roubo de assucar em Ircs al-
varengas, que estavam csrregando um brigue de
ama casa iiis!l/a : 14 caixas esAvam arrombadas, e
grande porco de assocar ju lirada. Foram presos
> Africanos, que tripulavam as alvarengas, evadin-
Ha lempos que a polica tcm tomado i peito es-
lirpar ou nelo menos diminuir esse grande mal,o
roobo continuo ilo assucar: por varias vezes algu-
mas apprebeusf.es se lem fcilo. e o jury em urna da.
esaes paaadaa leve' de condemnar alguna crimino-
sas. E eolrelanto anda contiiiuam os roubos. Con-
fiaaaas purera que cessaro, se a auloridade proseguir
cotao deve.
2 a abril.
O Sr. Dr. chele de polica Innocencio Marques de
Araojo lloes acaba de prestar um valiosissimo ser-
mco ao paiz, e parlicnlarnicnle aos estabelerimentos
bancaesiTcsti.provincia, descobrindo uina ofcina,
em que coaeeavam a fabricar conhecimenlos de al-
=ira eslabelerimeiilos. No da 31 do passado cffer-
luou-se essa Ho importante diligencia, tendo tusar a
prisao de Jos Antonio do Frailas tiuedes, vulgar-
mente eonhecido pelo appellidoFragataem cuja
casa eslava asseulado um perfilo machinismo de
Ivtograpliar: foram mais presos Joo Ferreira de
Mallos eMhtuel de Almeida Pena, como envolvido"
em Uo criminosa industria. Acharam-se, alm de
lodosos preparativos uecessarios para o fabrfeo dos
cnalieciiiiciilos, tur anda por eneber da Caixa das
Economas; 6, acudo ^do valor de 1:0003 e um de
10f*J. rs., pertenrjiiles ao mismo esUbelecimeiito,
j.i prouiplos a iirmados : as firmal sao perfeitas; nove
c-onliecmeulos mais anda porcuchercm papel maior
o ."> na mesma conformidade, como se ja tivesscm
sido cortados do lalio. Finalmente aclnm-se tam-
bem nm conhecimcnlo da companbia de mineracao
.lo l.imoiro M villa de Sania Isabel do Paraguss-
s do valor de StKljrs., c dous vales de 50 rs. ca.
da um de um cslabelecimenlo da cidade de Na/.a-
relk. O plano era vashssimo, e, se a polica nao
caasgoisse realisar tan importante descoberta.ousa-
mosdizer que una grande caiamidade se nos prepa-
ra va. v
Jornal da llaliia.
FERNAMBICO.
A8SEMBCEA LEGISLATIVA PRO-
VINCaAL
Ssso' oaa 11 de abril de 1855
l're'idencia do Sr. Baruo de Camarat/ibe.
I Concluirlo.
O Sr.Branrlao:Sr. presidente, cu priucipiarei
laxenrio um reparo a respeilo de urna das ultimas
pteposirc-i enunciadas pelo nobr depnlaJo que
acaba de aentar-se: disse elle que a cummissao nao
liavia auaahxado o regulamenln do cemilerio, por-
qne se o boovesse feito, por certo, teria encontrado
nelle laes e (acs defeilos. que o mesmo honrado
membro imaginoo.
On. proferida nina proposito desla ordem, com-
pre qoe lenlia a devida raspala.
O Sr. Oliceira :-Sem o inlenlo de oirender ao
nobre depulado.
< .Sr. Brandar, :Esla explicacao lie milito f-
cil e rrequenle, mas ru i,o a admiti, llevo lem-
lr ao nobre depulado, que eu e os meos henra-
doscoll 2as-.aconiu,i.-s.lo imos o mesmo direilo
qoe elle de sermos acreditados em nossas assercoes,
de termos respeitados em "nossas opiniocs, e que
portanlo elle foi menos considerado, menos refler-
liilo, quando profeno una tal proposirao, sem se re-
r que se a alsuem ella cabe, he certamen-
te a si.
Hilo islo pussarri adianle.
Nolo em primeiro lugar qne as consideracoes fei-
O Sr. Brando:Nao me cnala que no regi-
ment da casa se acbe adoutrina de que o nobre
depulado se quer prevalecer, e antes estou persua-
dido qoe elle diz o conlrario...
O Sr. Olireira :(I nobre depulado nao esla ao
fado do recimento da casa.
" Si: Brandad :Pode ser, mas he misler qu e
me convenca dislo, mostrand-me o artigo em
que se funda; emquanto o nao lizer consinla que
llie diga, que fez consideracoes intempestivas, e que
so pertenciam a segunda discussilo, pois que na pri-
meira, como disse, sn se Irata de mostrar a ulilida-
de ou desvantasem da medida propnsla.
O Sr. Oliceira :Foi o que eu fiz.
O Sr. Brandio :Fez o contrario.
Nolo mais que mirando pela modo que (iea dito,
anda o hourado membro cabio em duas coolradii-
res ; a primeira foi nao votar contra o projecto,
c dizer que
enca...
O Sr. Olireira:Pode ser que se aprsenle a I-
guma emenda.
O Se. Brandao:A segunda foi allesar que a
commissao lolliern a discussao, leudo elle alias usa-
do1 e abusadodella [Cruzam-se differenles aparles) i
mas dcixarci de parte ludosto que revela a inco-
herencia do nobre depulado. e entrara na malcra.
Sr. presidente, a commissao considerou e reconside-
rou o regulameulo apresenlado pelo presidente da
provincia, confrouloo-o mesmo com o de. 1853 da-
do pelo Sr. Ribeiro. combinou-o lambein com o de
1831 expedido pelo Sr. Souza Ramos, e vio que el-
le eslava muilo cima daquelles uniros; ao menos
a commissao enconlrou nelle o que nao acbou nos
anteriores, a saber um svstema, um encadeamen-
lo de ideas, urna bem ordenada reuuiao de medidas
indispensaveis para o mcllioramento, progresso e re-
gularidade do eslabelecimeuto, e por isso nao trepi-
dou em propor a sua approvarao, Jla um aparte).
Pouco me importa que seja o presidente esle ou
aquelle, quando elle fizer um Irabalho mo, e eu
tiver assenlo nesla casa hci de censurado, bel de
levantar a minha voz contra elle, mas en leudo que
assim nao devo fazer, quando o Irabalho feilo eslri-
bar-se ein bous principios e for aproveitavel, como
he o regulameulo de que se est tratando.
Sem duvida nenhuma, meus senliores. vos ja ba-
veis de ler lulo case regulameulo, e observado que
ha nelle um metliodoc um complexo de providen-
cias bem reOecUdas: para que pois a commisaoha-
via de desarranja-lo, reduzindo-o a urna lian leira
de relalhos, a um monslro de Horacio? Por certo
que desla (arela ella se nao enrarregaria.
Ob.erva-se nos precedentles regularaenlos urna
falla muilo substancial, que he a de disposicoes que
regalen a parle religiosa do cemilerio. porcm a
commissao vio que ainda nisto o presidente actual
foi sollicito, pois qne no seu rcgulamenlo oceupou-
se largamente desla materia, e com a devida conve-
niencia; por conseguinte en I en. leu que nada liavia
a accrescenlar ou alterar no mesmo regulamento,
visto como todos os ramos do servieo daquelle es-
tabclecimenlo liuliam sido rclleclidamenle alleu-
didos.
Diz o honrado membro, o Sr. Oliveira, que o re-
gulameulo consagra a violar-no da lei n. 91, que
crcou o cemilerio, porque dando essa lei a cmara
municipal o direilo de nomear o capelln e oulros
empregados, esla faculdade he conferida pelo mes-
mo regulamento ao presidente da provincia, mas se
o nobre depulado allendes.se que o regulamenlo fi-
gura como um projeclo, qae vem a casa para rece-
ber a sua approvarao ou reprovarao, se attendesse
mais que o presidente oque fez foi expender soas
ideas a respeilo de lacs nomeacoes, e finalmente se
consideraste qoe na verdade he mais regular e con-
venicnle que ellas sejam por elle feitas, conheceria
que a sua nbservacao nenhum valor pode ler.
E, com efleilo, a commissao refleclio, que com-
quanlo a cmara municipal se componba de homens
muilo conspicuos e respeilaveh, todava nao era con-
veniente subcarrega-la com taes nomeacoes....
O Sr. Olireira : Porque razao ".'
O Sr. Meira : Parece-me que he o hispo a
quem ellas devera competir.
O Sr. Brandao: Pergunla-meo honrado mera-"
bro ( o Sr. Oliveira ), porque razao nao deve ser a
cmara quem faca as nomeacoes, e en Ihe direi qoe
nao convem que assim seja, porque ellas acarrelam
coropromcltimentos, e collocam os vereadores em
siluacocs bem desagradaveis.
O Sr. Oliceia : E nao be a cmara a admi-
nistradora do estabelerimento ?
O Sr. Braudao : Sim, senhor, mas o nobre de-
potado nao sabe qne por muitas vezes ella se lem
visto enlatada com certas nomeacoes, al para em-
precosde lerceira ordem, a ponto de haverem des-
soslos muilo serios, e mesmo inimiyades da parle
do*protectoral de alguns pretendentes ? Nao sabe
mais que estas scenas se repclem sempre que ha
noinoaccs pelos empciiho. que apparcccm, sendo
elles oulras lanas enlaladela< para os vereadores,
que muilas vezes se vecm ohrigados a carregar
com os desjostos dos seus amigos ?...
I'm Sr. D'niiladn : O mesmo succede aqui.
O Sr. Brandao : A I ti lo isto, cois, allendeu a
commissio. quando julgou mais convenicnle que
aquellas nomeacoes fnsscm feilas pelo presidente da
provincia.
O .Sr. Olireira : Tamben) os presidentes as ve-
zes se vcem enlatado-. '
O Sr. Br9ndao : lie verdade, porm ao meuos
achaudo-se mais altamente collucados, as inimiza-
'les-edcsgoslososnao alcancam lio de perlo como
aos vereadores ; eu assim o eutendo.
O Sr. Oliceira : E eu nao.
OSr. Brandao : Ainda o nobre depulado fez
considerares sobre oulros artigos do regulameulo,
porm eslou no proposito de o nao acompauhar,
porquo me parece, como ja livo occasio da dizer,
que elle occopou-se intempestivamente daqaillo
que sii devena ser Iratado na secunda discussao:
mus liiio ronclnirei sem dizer an menos duas pala-
vras a respeilo do administrador do cemilerio, visto
como foi por occasiJo de iralar delle, que o mesmo
honrado depulado disse que a commissao nao liavia
lido aquelle regulamenlo.
S?nliore, anda nao Uve orcasiaodc vVo cemi-
lerio desla cidade, mas diversas pessoas que la lem
Ido me lem alllrmado, que esse csluhelecimenlo ha
aneando i um poni tal de asseio, de aformosea-
meulo e de regularidade, que he sem duvida o pri-
meiro desle genero no lirasil...
O Sr. Oliceira : Eu nao conlcstei isto.
O .Sr. Brandan : Mesmo con-bm me que um
de nn.sos homens de estado, quo ha pouco passou
por aqui, ficou maravillado quando vio que a nona
provincia possuia um esabelccimcnlo daquella or-
dem c Uo bem montado. E quem muilo lem con-
A marqueza devia escolber enlre
O .Sr. Brandao : Nflp sou muilo propenso a
laes augmenlos, e por mais de urna vez lenhn dado
provasdislo na assemblca gcral, porm mo pens,
como o nobre depulado, que seja conveniente cs-
lahelerer neslas- materias orna regra.absolula, de
mancira que se lolha ao empregado que bem ser-
ve, e para quem se cream novos deveres a espe-
ranra de ver melborada a sua condico. Islo em
vez de ser um bem icarretaria iiecessariamenle um
grande mal, que vem a sero cnlorpecimenlo da ac-
tividade. a indircrenca, e o desgoslo da parte do
empreado.
O Sr. l.frerda : E de quanto deve ser o aug-
menio'.'
ti Sr, Brandao : A Commissao, enfeuden que o
que foi marcado no regulamento he razoavel.
O Sr. Ijicerda : Com 005 pagava-M ao admi-
nistrador.
O Sr. Brandao : Emfim, a commissao fez o seu
dever ; expenden o seu juizo e nao tinha obrigacao
de pensar como o nobre depulado, visto como pos-
sue cunsciencia propna : i cmara compele avallar,
se com elleilo ella pensou acertadamente, quando
considerou o regulamenlo de que se trai digno da
sua approvarao. Tenio concluido.
O Sr. Oliceira : Sr. presidente, vislajlo que
acaba de dizei o nobre depulado, nao posso deixar
de occujiar ainda a altaneio da casa, embora nao le-
nb.ia f.irtuna de .er dolado do talento, que elle 'pos-
tile, para em que rom loda a precisao.
O nobre depulado prineipiou diado, que a mi-
nha argumentaran era inconveniente, inopportuna e
em lodo o seu discurso nao apresenlou urna so razao,
que pedeate destruir as miiilias olijeccfies.
Senliores, eu nao atgoei, i(ue o administrador do
cemilerio servisse bem o seu lugar, o que disse foi,
que nao era opportuna a oceaaUo para se l!ie aug-
mentar o ordenado, porque a receita desse cslabele-
cimenlo nao chega para lodas as suas despezas, e de-
mais est elle comprometlido para cun a thesouraria
provincial em 31 conloa de res.
je as possibilidades do estabclecimenlo; pcrmitlis-
scra esle augmento, eu seria o primeiro a dar-llie o
meu voto ; mas, se vejo o contrario, como deixar de
Ih'o negar '!
OSr. Brandao : Cont com o augmento da re-
ceila doeslabelccimanto.
O Sr. Olireira : J disse, que por ora a recei-
ta na i be susceptivel de augmento.
O.S'r. Brandan : Porque ?
OSr. Olireira : l.cia o orramenlo municipal,
e saliera, t) nobre depula lo nao provou, como Ihe
cumpria, que o cemilerio podesse mppnrlar esse
augmento de despezas,argumentou simenle com hy-
polheses.
O Sr. Brandao : E o nobre depulado nao pro-
vou o contrario.
O Sr. Oliceira: Prove com o bataneo muni-
cipal, que a receita do anuo lindo foi inferior a des-
pez, e moslrei que, nao sendo aquella susrcplivcl
por ora de augmento, n;lo se poda elevar a dc-pe/.a.
tanto mais quanto, o estabclecimenlo lem de pagar
(atend provincial a quanlia de 31 conlos de res, e
por i.so disse cu, que nao era opporluna a occasiao
para se augmentar esse ordenado, embora reconhe-
cesse que o administrador serve bem. Agor qaan-
lo a dizer o nobre depulado, qne so o estabclecimen-
lo esta n'um p tal, que ainda ha pouco um persona-
?em, que por esla cidade passou, se admirou de ve-
lo, he isso devido ao zulo do administrador, eu res-
ponderei.quo o que faz o actual adminislrador, pode-
r.i f.uer oalro qualquer, qoe livor consciencia dos
seus deveres.
" Sr. Brandao : Ahi he que est4 a coosa.
O Sr. Oliceira : Entilo est da parle do supe-
rior providenciar, como Ihe faculta a lei, rorrigin-
do-n, e por ultimo demilliiido-o.
Sonhores, o cemilerio esl uesse bom oslado, por-
que esta casa, a presidencia da provincia e a c-
mara municipal, lem sido incansaveis em promover
o seu ausmento, e se o administrador nao tivesse i
sua disposirao os meios necessarios, de cerlo que na-
da pederta adianlar : se elle julga pequeo o orde-
nado, que percebe, lem emsuasmaos o remedio;
pera asiiademissao, pois nao fallar quemo subsli-
tna, visto como nao ha homens necessarios ; e, en
nolo as vezes, que certas cousas sao mais lilhas da
sympathia do que da convieco.
O Si:Bramido : Se diz cm relaraoa mim, sai-
ba quencnhumis relceles tenho com elle.
O Sr. Oliceira : Exprimindo-me por esta for-
ma, nao se emenda que cu faco opposicao sjslema-
tica aoaugmcuo, nao; cuso me opponho elle,
porque vejo que uao ha dinheiro para isso.
O Sr. Brandao : Se nao liavia dinheiro, para
qoe a cmara propoz *
O Sr. Oliceira:Est-cnganado ; a cmara o nao
propoz, e sim incuria no orcamenlo para o anno pr-
ximo futuro augmento dado no regulamento, em
razao de ler sido este mandado observar pela presi-
dencia.
O Sr. Brandao : Na parle pecuniaria, n3o.
O Sr. Olireira : Nem eu disse lal cousa. Se-
nliores, he mais fcil defender um acto da presiden-
cia, do que combate lo, e por isso lalvez o nobre de-
pulado achasse. que ludo quanto eu disse era incon-
veniente, e al intempestivo '. !
iJ.limagou-sc o nobre depulado por luver eu dili,
que a comniis mento como eonvinha.
O Sr. Brandao : Isso com clleifo he algama
cousa.
O Sr. Oliceira : E declarou que nao apresen-
lara emendas para nao (ornar o regulamenlo nina
b,ni.leira derclalho5 ; ento sera baudeira de rela-
lhos as emendas que a commissao de in Iruccao pa.
blica fez -ao regulameulo dado para o intrnalo, e
que foram liojc distribuidas na casa '.'
O Sr. Brandar : da um aparte.
O Sr. Oliceira : De maneira que por estar om
e tambero de um livro srande em que Vine, apren-
da a ler por si mesmo na chumera !... Mas trata-se
do vellio Nicolao.
Ah meu sobrinbo disse-mc elle, lecho orna
cao na rnnsciencia... eu linha prometlido defun-
la iiuiiea abdiulona-los !
Eu bem sabia onde a albarda o feria ; mas Un"i
ignorar, c elle ronliiiiiou :
Foi a mulher!... Ella media-lhesa comida ea
liebida... I na inanbaai!isse-me : Se esse* meni-
nos nao rclirarem-se, vou arrumar minha Irona, i
linha-me enfllenlo, meu sobrinbo, o eu nao teria
podido vivar sem ella... Ilei-llics algum |>ao edei-
xei-n> sabir... Depoil dista nao loruei a v-los.
t d.uiler ouvia allenlamente. e todava um obser-
vador leria loso adevinhado que oulro cuidado o do-
imnava.
O velho Merucl dweo nome que os meninos
liuliam no lusar 1 pergnntoa elle a Roblol.
O rapazinho chamivi-ie Joao. respnndeu o
inorujo | mas era ronliecido por Lorio! porque asso-
biava mclhor qu um melro...A raparisuinlia quan-
do Nicolao recolhcu-a debaixodo carvalhode Saint-
Catl linlia obre o peilo urna folha do livro de ora-
oaW da enmara Viotarta, onde eslava impreco o no-
me de Maria, e ao pesron, a rmz ,1a mSi... Em casa I Malhurins. Sulpicio poi .abl'fa dTnnrtteha0
e na Mzinlianca era chama la Chilln por causa da la, e lanrou um ^r^^^Z^^.
lina c Ceorgele.
ellas |res.
Qurm miidou o noinc? pergonlou Roblol.
Nunca os viste pessoalmenle ".' interrogoo Sul-
pici.i ein vez de responder.
Nunca, disse o marujo ; maslembro-me da se-
nhora Macdalena, e o velho Nicolao disse-me qoe o
pequeo Joilo era seu relralo. Maria tambero asse-
melba-se a mai...
- K ca por i-sn, interrompeu odoulor, que c\a-
mmavas uto atteniamcnle aquellcs pequeos Bre-
Com efleilo, disse Roblol ; m;-s se dessemos at-
eneVI Indas as semelhaiicas'...
E que Hmn Tota Uiequel a esse respeilo 1
lolu tinha lacrimas nos- olhos... mas he orna
pobre ci'Mlura.
Julgat que seja capaz de desempenhar a com-
n--.m .|... dei-lbr-:'
,olo,|e fiel i maneira dM bem caes, respon-
den Itoblo Se s aou, peqnenos forem ao lim do
inundo, elle oa seguir.... Vo.i terminar o que leuho
a dizci-lhe sobre o velho Nicolao, se Vmc. quer.
Sem duvida.
.\ carruagem chegava no insolo da ra nova dos
raslellila que afagavi-a muilas vezes ao sabir di
igreja e dizia sempre : < (,luo bello farrapinho
Fernanda e Virginia !... miirmorou o iioutor
fallarMo comsiso. Porque mudaram o nonm'.'
Durand de l.apierre ea vluva de Saillnux linbam
ido na reinara visilar o doutnr Sulpicio. Sahcmnt
qneeses dous fabncanles de herdeiros haviam es-
colhMo Fernando e Virsinia para faz-los Rstaos.
l-ernaiido ora delinilivamenlc Rostan ; mas Vir-
ginia, a rapariga romanlira e litterata, linha .ainda
do Mirar a concurrencia de raas coropnoheirat Paa-
Eu hmn via que o pobre velho enfraqoecia-se!
A voz roncava-lhe ja na garganta, o estertor ia ata-
ca-lo....
Men sobrinho, disse-me elle anda, os Rstaos ..,
Iinliam sido bous senliores, c eu havia muilai vezet feira*...
tomado sobre osjoclhos a pequea Macdalena com
sua irmaa Victoria. Icnlio muilo arrependimentu;
mas men peccado he grande, e a morle me faz me-
llo.....
Rogarei a Dos por Vmc, meu lio.
So Sulpicio, filho do palrao, interrompeii-mc
elle, ama dcvidamenlc o saiiguc dos Rostan..... Elle
he o marido de Irme.... e (rabalhou dorante al-
gum lempo de dia e de noite para alimentar a se-
nhora Magdalena, quando ella rclirou-se daqui
doeole, sem recunoie levando a filhinba pola m.ao...
O que quero pedirle he que vas a Pars fallar a
Sulpicio.
I'romelli ir, e elle apcrlou-me amlo: sua
mao e-lava tria c hiimida.
Obrigado, murmuro,! elle. O lilbo do palr:lo
era paslor do Tregni ha de ser feliz ccrlamenle....
ealem dislo nao he igual aos oulros.... Sem duvida
lomara a acha-lns.
.Netta momento a rarrnigem do dotktor paren cm
frente do n. 23. Sulpicio cslremcccu romo mitin
dcsperla c di-so
lroquenios os lugares.
Porque Koblol eslava do lado da ra.
Apenas o doulor toniou o candi do marujo, incli-
noii-se para lora da porlinhola e percorreu com a
vista a cabala opposla. Ilepois evaminoii a rasa
que Ihe licava em frenle. A mor parle das selosias
elavain fechadas. No quinto andar um perfil sobre-
sabia; era um rapaz dehincado sobre a varan la e
fumando nm cachimbo barco.
\ me. nao me escuta mais? disse Rob'ot.
Pois nao responden Sulpicio, que conseguio
Bear sereno.
Falla-me potrea coosa a dizer-lhc Tres
vezes o velho Nicolao ouvio fallar dos dous meninos
depois que se retiraran.... lam cantar e dansar as
Cantar e dansar repeli Sulpicio. Aquellos
que vimos lambem eanlavam e dansavam.... Dos
os lera hincado no men caminho?
Da Brelanha Pars, disse Roblol, a viasem
he longa....
Elles podem le-la feilo, lornou o doulor.
Irabalho bem coodernado, nao se Hu devem fazer
addilamenlos, ou moditicaees. ainda que razna-
veis !
O Sr. Brandao : A commissao aclimi o Irabalho
bem feilo.
OSr. Oliceira: Aclijiu-o agora pois, da pri-
meira VC4, a sua opiniao foi manifestada em sentido
cootrario, opinando pira que entraste em discus-
sao.
O Sr. Brando : E esl em discussao.
O Sr. Oliceira : Nao ; o qoe est em diicussao
he a rcsolucao approvandoo regqlament.
OSr. Brando:Has o nobre depulado lem
discutido o regulamenlo.
O Sr. Oliceira : O nobre depulado pretendeu
sustentar a lezalidade de aelo por unu forma para
mim singular ; disse que a lei de 8 de maio autori-
sou o presidente para dar todos os regulamenlos ne-
cessarios ao estabclecimenlo.
O Sr. Brandao : Para dar regulamen-
los.
OSr. Oliceira :E que portanlo, podia elle nao
sn expedir o de que se trata, como outros mais
se assim julgasse conveniente ; mas nesla parle o no-
bre depulado sophismou.
Senliores, que o presidente nao podia promlga-
lo, he cousa fura de duvida, he evidente, porquanlu,
a faculdade confer la pela lei de 8 de maio, j tinha
sido exercida pelo Sr. Souza Ramo-, sendo que por
essa razao, a lei n. 3(10, aulorfsou a presidencia pa-
ra reformar esae resulaineulq ; e se esla assemblca,
que he a competente para interpretar as leis, enten-
deu, que com a publiracao do primeiro regulamenlo,
confeccionado pelo Sr. Souza Ramos, eslava extincla
a autorisacao de que falla o art. II ,1a lei de 8 de
maio, lano assim, que em 1832, julsando que esse
regola meu lo nao providenriava acerca de lodas a.
necessidades do servieo, aulorisoo a sua reforma,
;apoi"ados, como he que o mibrc depulado vem aqui
emillir opiniao em sentido contrario ?
O Si: Brando : A' vista da lei.
O Sr. Oliceira :No seo modo de penara, Quan-
do eu disse, que me parecia nao ler a illuslre com-
missao combinado bem o resulamenlo com as dispu-
coes da lei, que Ihe deviam servir de base, tuquei
para prova disso em alsuus pontos, laes como a pas-
sagem do servieo dos carros fnebres para os parti-
culares, as sepulturas gratis aos religiosos mendican-
tes, e ecclesiaslicos pobres, a nomeacao do porleiro
pela cmara e demissao do mesmo pelo presidenle,
eo nobre depulado nao me responden satisfactoria-
mente, como era de esperar.
" .Sr. Branaao: Pela inconveniencia da occa-
siao.
0 Sr. Oliceira : Nao ; e se o nobre depulado
julgava, que liavia ioconveniencia cm discutir-se a
resolucao pela maneira porque cu o fizera, nao de-
via acompanhar-me.
OSr. Brandao : Eu nao o acompauhei.
OSr. Oliceira: Acoinpanhou-me ; mas cu ja fiz
verao nobre depulado, que no infrin^i o regiment
da casa discutindo por essa forma, lauto assira, que
o seu nobre presidente nao me cliamou a ordem ; e,
pois, permiltir qne Ihe diga, que sao mal cabidas
as expro-soesde que se servio para refutar as ideas,
que ha pouco cmilli.
O Si: Brandao : E nao cabera a commissao as
do nobre depulado.
O Sr. Oliceira : Como ia dizendo, senhorrs,
o nobre depulado nao me responde i satisfactoria-
mente, asseverando apenas, que o regulamenlo nao
precisa ser alterado. Pois, porque o nobre depotado
declaren que o regulameulo esl bem feito, eu de-
vo dizer be verdade t
O Si: Brandao : J dei a razio porque a com-
missjlo enleudeu assim.
O Si: Oliceira : Estranlioii o nobre depulado,
que eu bouvesse terminado o meu discurso sem de-
clarnr que volava contra o projeclo Pois para que
saoasdiscussoes".' nao sao para orientar o voto? sem
duvida ; e he por isso, que reservei-me para formar
o meu juizo depois de estar a materia suflicienle-
menle debatida ; e. assim obrando, mostr o desejo,
que tenho de acedar. Terminando, peco de-colpa i
casa por ler abusado da sua paciencia. (.V5o apoiai-
dot.)
O Sr. Meiro:Sr. presidente, ouvi a argumenta-
eSo do nobre deputado.quc susleuta o projeclo c que
cu nao impugno um sua lolalidade, mas nao posso
deixar de vollar discussao que leve lugar uesla
casa acerca do primeiro parecer. Suscilou-se aqui
urna queslo, que foi devidamcnle considerada co-
mo quesillo preliminar, e como lal devia ser previ-
amente decidida, c eu entemlo que a casa deve com
efleilo prestar a devida considerarlo a nma questao
de.'sa ordem : mis precisamos de eslabeleccr um pre-
cdeme cerlo e seguro que len!ia de ser adoptado
cm questes dcsta natureza.
Um Sr. Depulado:J est estabelecido.
OSr. Meirattiao esla lal.
Um Sr. Deputado-.O presidenta pode fazer o
que quizer.
O Sr. Meira:\ie o nobre depulado quem o diz.
Eu ao conlrario digo que o presidente s pode e deve
fazer aqoillo para que est autorisado. A questao
porein be saber se os regulamenlos confeccionados
pelo presidente urna vez aulorisado por esta assem-
blca, uecessitam ou nao de approvacaodella. O no-
bre depulado o Sr. Dr. Aguiar, sulen(ava que os
resulamcntos expelidos pela presidencia para a
execucao das leis, nao necessilavam de approvacso
da assembla, mas eulrelan(o,.bem que esle pensa-
mcnlo fosse adoptado ou pareeesse ser adoptado por
alguns do membros da rasa, todava apresenla-se
agora o projeclo da commissao approvando o rego-
lamenlodo cemilerio. |Se o projeclo approvasseo regu-
lamenlo smenle na parle relativa aoaugmenlodosor-
denados, eu desde ja me rompromeltia a votar por
elle, e nao o impugiiava por esse lado, mas o pro-
jeclo approvando o regulamenlo >n totuin, eslabe-
lece que elle nao pode ler .vigor sem a approvarao
da asscmbla, e essa lie a questao que eu quizera
ver resol vida.
O Sr.JIrandoo:Foram os meus principios.
O Sr. Mlittr. Mm, como he que principios des-
la ordem ho de ser eslabelecidos como lei por om
simples projeclo de rommissao ? Daqui pode re-
sultar que cm oatra HHle podem os membros de
diversa commissao dizer : o regulamento (al nao ne-
ccssila da approvarao da assembla. e por conse-
guinle nao deve ser discutido, e (eremos de lular
nesla continua incerteza. Por tanto, emndenlo
eu. como j disse, que regulamenlos dados-pela pre-
sidencia nao necessilam de approvarao da assembla,
iwrque taes resutameutos lem forra de leis, e nao
necessilam ser approvados ; e una vez que se acha
demonstrado que o presidenta foi autorisado, e po-
dia confeccionar esse resulamenlo, he claro que elle
'est por sua nlureza approvado. Aqui esl a
lei de 1832 que diz. (l.)
Isto he urna autorisacao concebida nos termos or-
dinarios, logo o presideute que prumolgou o re-
gulamento do cemileriu, podia fazer ludo quinto
eslava aulorisado a fazer a respeilo da Ihesou-
raria,
O Sr. Laceria: Do regulamenlo da thesou-
raria.
O Sr. Meir:Da thesouraria ; eslava autorisado
Roblol hesitou ; depois rmitiiuiou:
A Morsatle mandn percorrer o paiz por sen-
t sua.... O velho Mcruel nAo condeca o duque de
Rostan, que retenten o earteHo, a casa, os moinhos,
o bosque, emlim ludo o que perd uceo a essa fami-
lia antes da revolucao.... Elle dissenie: Tildo isso
perlenrera lalvez lilha de Victoria, e ao filho de
Magdalena, salvo se Sulpicio lomar ludo para ma
mulher Irene.
Dizendo isto. Roblol lancou um olhar furtivo ao
doulor. (I bello semblante de Sulpicio sorria triste-
mente.
Irene!.... repeli elle. .
Roblol aperlou-lhe Cortamente a mao, e dissu-lhe
rom voz commovida:
Perdoe-me, lorei conBanca em Vmc, assim co-
rno linha em sen pai... Eis-aqui o lim. Foi ao paiz
um amigo servo do castalio chamado l.apierre....
'Sulpicio fez um inovimento.
rol a Morsatle quem enviou-o. accretrenlnu
Roblol. l.apierre prorurou n vellio Nicolao e ofle-
receu-lhe dinheiro para elle dar leslcmunho....
De que? pcrcnnlou o doulor.
Esse criado dizia que adunia os dous meninos;
mas que era mistar estabelecer sua... sua... emfim
uimi cousa que lei reclama.
Soa idenlidade?
He iso... E o velho Nicolao dizia-me que
desconfiaste de l.apierre, quando ,- mulher vultou da
adesa com nm cntaro e dtsse-me eneheudo-me um
copo:
Beba; islo he mellior do qce a lagarellice do
meu pobre hornera, o qoal esla louco desde muilo
lempo.
Nicolao altrahio-me a si no momcnlo em que
eu ia beber c pcisunlou-inc :
Promelles-me !
E hei de eumprir minha promesse.
a reformar a thesouraria dentro do credjlo volado
oa lei.
( Cruzam-se varios apartas. J
OSr. Meira:Onero provarque elle eslava au-
lorisado a reformar o rcgulamenlo do cemilerio.
{ Sao apoiadot.)
O Sr. Brandao:Isso est em opposicao com o
qoe o nobre depulado j disse.
O Sr. Meira:Nao duvido. O uobre depulado
diste que havia dillerenca entre fazer um regula-
menlo e reforma-lo ; que o presidenta eslava au-
lorisado para confeccionar um regulamenlo, mas
nao para reforma-lo, e eu quero provar que elle
nos termos da lei poda reformar esse resula-
menlo.
I'm Sr. Depulado: Qoando essa autorisacao
nao livesse sido exercida.
O Sr. Meira:Eu Callo na reCorma cm referen-
cia a tai n. 01, pela qual o Sr. Oliveira disse que o
presidenle podia fazer regulameuAs, mas nao al-
terar as bases della. ( Ha um aparte. )
CmSi: Depulado:O nobre depulado argumen-
ta n'um falso supposlo
O Sr. Meira:Eu estou argumentando com a
verdadeira rcalidade. O que eu disse foi ; que o
resulamenlo nao piecisava da approvacuo da assem-
bla, islo he o que en sustento ; c vol ronfea o
o projeclo na parte que julg necessaria a approva-
c,-|0, salvo no que respcilaao augmento dos ordena-
dos, c nao pensando ha poucos dias de um modo
diverso, eslou em perfeila coherencia ; estou milito
convencido deque o poderlegislativoaulorisaiidoscm
clausula algunia o presidente para confeccionar esse
regulameulo, elle esl, e deve realmente estar foto
/acto approvado, be um veri!adeiro acto legislativo,
lem forra delei, e n3o precisa vollar a esla asscm-
bla para receber a sua approvarao.
o meu lim pois foi chamar a atleucao da casa
para a solucao desta questao. que me parece de
muita importancia, at mesmo porque da solucao
della depende toda discussao a respeilo do projorlo.
Se a casa entender que o regulamenlo nao precisa
de approvarao, qoe uecessidade tamos de disculi-
lo e analisa-lo, senao na parle que diz respeilo aos
ordenados ?
v lia um ap arle. )
O.Sr. Meira:Se cu enfeudo que a asscmbla
uao deve approvar esse regulamenlo, porque ja he
urna lei.
( Ha um aparta.
O Sr. Meira:O lim do rcgulamenlo he desen-
volver a lei rom referencia a sua execucao, c nao
entendu que possa haver urna lei sobre lira objecto
c que o presidente d o regulamenlo sobre'oulro
muilo diverso.
( Ha um aparte. )
O Sr. Meira:A idea da lei he a crearao do ce-
milerio, c sobre o meio mais conveniente de regu-
lar esse eslabeleciineulo beque o presidenle linha
de dar um regulameulo.
O Sr. Brando d um aparte.
O Sr. Meira:O que cu cntendo e se v da lei
he, que esla assembla deu urna autorisacao ampia
ao presidente para confeccionar o regulamento do
cemilerio, e consesuiutemeut? esse regulamenlo
nao depende de sua approvac.io para ler seu inteiro
vigor.
O Sr. Manoel Joaquim:Apoiado. Eu lambem
pens assim.
Encerrada a discusiao he o projeclo submeltido a
votacao e approvado.
Conlinu ic.io da segunda discussao do orcamenlo
provincial.
Art. 12. Gomo pagamento das
obras arrematadas at o ultimo do
jimho do correnle exercicio, es-
tados grapbicos, casa de Deten-
cao, Hospital Pedro 2., ea con-
tinuacao das estradas que se a-
chamconstruindo......... 20:000000
O Sr. Meira:Sr. presidenle, os objectos co-
udos no arligo 12 esUlo englobados por lal maneira,
que cu nao posto aventurar algomas observacoes
que tinha de fazer sobre am delles. Nao sei qual
he a quuta que esla assembla consigna para o hos-
pital Pedro II. porque o arligo diz.. Le.)
O Sr. Jos Pedro: A presidencia be que faz a
distribuicao.
O .Sr. Meira:Mas crein que se tem destinado
urna quola ; tenho idea deter lido isto em alguma
lei ou projecto de orramenlo.
O Sr. Jote Pedro:No exercicio correnle desti-
naram-se 16 contos, mas anteriormente erara 12.
O Sr. Meira:Eu pensava que para o hospital
Pedro II apenas se davam 10 contos.
O Sr. Jos Pedro:Isso be pira o curativo dos
pobres.
O Sr. Meira:Tamhem nao sei se a quola des-
tinada para o artisoestados* graphicos, lica ou nao
sujeila a distribuicao pela presidencia.
O Sr. Jos Pedro:Tambem.
O Sr. Meira:Nesle casoeu nmndarei urna e-
raenda, alim de que seja, applicada para o hospital
Pedro II a quota de 211 conlos ; porque be urna
obra tao necessaria, qua me parece que a quola des-
uada para ella nao deve fiear dependente de ar-
bitrio algum, e menos sujeila a quaesquer contin-
gencias.
Crcio que a importancia da obra, o mrito de seu
deslino, bastaran para justificar essi consignaeao, e
por islo liinilo-me simplesmeule a oflerecer a e-
menda. que espero merera a approvarao da casa :
lauta mais quanto me persuado que lodos nos sa-
bemos que os fondos consignados para essa obra
lem sido mui bem aproveilados pelo zelo e inleresse
de sua respectiva administraran.
Vai a mesa e he apoiada a sesuintc emenda :
N. 1.Sendo 20 conlos de rcis para o hospital
Pedro II.Meira Henriques.
O Sr. Brandao :Sr. presidente, he singular que
eu boje me aclic as mesnias circumslancius em que
eslive o anno passado quando se Iralou da discossao
destearliso! N'aqoella poea pergunlei a nobre
commissao de Cizenda, porque motivo estando de-
sisnades as inferiores leis de. orcamenlo certas
obras, ella as havia deixaJo em esquecimento e pre-
sentemente son forrado a farer-lhe a mesma pergun-
ta, porque vejo que ainda desta vez aquellas obras
olio merecern! a honra de serem contemplad, no
arligo que se discute. Desejo que a commissao me
explique islo, e |wr esta razan a provoco para a dis-
cussao; quero que ella me diga porqoe motivo dei-
xou em olvido o melhoramento do rio de Coianna,
e oulros serviros qne o anno passado Coram reco-
nhecidos por esta asscmbla como de urgente e inde-
clinavel uecessidade : nao posso prescindir de ouvi-
la porque ainda eslou as mesmas ideas que unun-
cici qnando se discuti a lei do orramenlo vigente ;
isto be, que o poder legislativo deve indicar ao pre-
sidente da provincia aquellas obras que repula de
maior urgencia para serem Ccilas de preferencia a
oulras.
Ora, na sessao passada fazendo eu algumas relie-
\oes a respeilo do inclhogimento do rio de tioianna,
deque me ocruparci agora cm primeiro lugar,esla c-
mara as colhcu,, e pois,devo saber que razao leve a
commissao de (azenda para nao considera-las no pre-
senta orcamenlo.
Senliores, o melhnramenlo de que se trata he n3o
s" lle evidente necessidade, como lambem de reco-
nheciua ulilidade para aijuella lucalidade, apara es-
ta capital : Coianna como loda a cmara sabe, he
urna conurca asricola, e de poderosa producto ;
d'alli sao exportados para esla cidade nao sn os pro-
ductos do seu fecundo solo, mas igualmente os de
grande parle di comarca de Nazareth, e limitas da
provincia da Parahiba ; e islo basta para mostrar
a iuiporlancii da via lluvial de commuuicarao que
ella posjue, e para recommcnda-la a consideracilo
desla casa.
Se poii assim he, e se o rio por onde ao Iranspbr-
lados tantas productos se acha em grande parte obs-
truido, e demanda promplo melhoramenlo nao tei
como he que a commis.flo se esquece delle, exislin-
nobre depulado me nao provar a razao da diffe-
rema, em quaulo uao mostrar qu. 0 piano que or-
ganisou pora o melhoramenlo do rio Coianna he
nelhnr do que o da re-tiluic.io do Capib&nho mei-
im ao seu anligo leilu, ha de consentir, quecuconti-
nue a nutrir inhibas din idas sobre a eiaclidio e exe-
quibilidade do seu dito plano e orramenlo. Aqui
conrluu o que linha a dizer a respeilo do melliora-
mento do rio Coianna, esperando que a cmara ad-
mita una emenda que sobre esta materia vou apre-
senlar. Agora Iralarei de oulrai obras que tam-
bem sao de palpitante necessidade para certas lo-
calidades.
. Meus icnhores, se algum de vos for a .cidade da
Victoria, se ha de contristar em presenca dos sofn-
do ate orna le que expressameme decretan o seu mentas dos seus habitantes, pelo que diz respeilo a
benel,camenlo! Nao se. co,o ., nao lembrou que i agua que beben), no verao principalmente quasi que
I.embra-le bem... Joao... Maria... a medalha
da Virgen)... e Dos le abencoe !
Fechou os ollios porque a falla o tinha esso-
j lado.
Seria nma felicidade para elle, disse-me a mu-
lher, se Dos o chamaste, porque nao piWIe mais co-
ier, nem beber, nem Irabalhar, nem fazer nada.
O eslerior comecava. Julguei ouvi-lo anda
dizer: A medalha...
Na rua nova dos Malhurins. silenciosa e solitaria
coma nina rua de provincia, nuvio-sc o rodar de
urna rarruagcni. Sulpicio nao liuha cessado de es-
lar atarla, e mi momela em que o carro approxi-
mava-fe. Roblol pode reparar que a n-.pirac.io do
doulor lornava-se mais forte. Era um cabriolet de
aluguel. Elle passou dianlc do l), 23, e um suspire
de allivio encapan do peito de Sulpicio, o qual con
sultmi o rclosio pela lerceiratvcz, e murmuren :
Cinco minutos depois da hora !
Docmpenliei minha commissao, disse Roblol.
Asora tanho duas cousas que pergunrir-lhe : A sc-
nhora Magdalena be mora !
Sulpicio guardn o silencio, asim como tinha fei-
lo quando a marqueza Aslrea Ihe lizera a mesma
perguula.
Poderci ver sua lilha Irene? lornou o marujo.
Sim. iespoiidi-ii o doulor.
Iloiive um silencio, unanle o qual Roblol encara-
va-o e parecia hesitar em fallar.
Bofe, disse osle rrpeitlinamenta. receio ler
j saslo meu dinheiro e meu lempo intilmente ;...
Tudo islo parece-me ser o menor de seus cuidados,
senhor Sulpicio!
O donlor crgneq a cabera, e respondeu com voz
severa:
Amigo, meu pai era servo dos Rostan*, e den
por elles sua vida inleira ; al agora tenho obrado
como meu pai. Sou medico, sei quinto emini i
quanto mais diflicei
caros chcgain os productos ao mercado em detri-
mento dos productores, ou dos consumidores !
He verdade que a obra do melhoramenlo d'aquel-
Ic rio ja se acha oreada desde 1831 ou 1832, e foi a
prara sem quo pparecetsa quem della se quizesse
encarregar, mas islo bem tange de mostrar que clin
heimpralicavel consliliie urna prova de mais em
aliono do que eu di-se, ha poucos dias nesla casa,
quando Iratii dos orcainentos feitns pela reparlirao
das obras publicas ; islo he que elles sao ordinana-
mcnle errados e inferiores ao prego dos Irabalhos,
que tem de ser execntados.
E na verdade, he crenra geral em Coianna que a
obra do melhoramenlo do no nao poder,! ser taita
com o orramenlo que se procedeu sem perda inevi-
(avcl da parle d'aquclle que a arrematar, e me pa-
rece que os que assim pensara leem toda razao, por-
que observo nesse orramenlo cousas para as quaes
ainda nao achei orna satisfactoria explicacao como
lerci occasiao de mostrar nesla discussao.
Devo entretanto declarar [a cmara que desde o
auno passado que Irabalho com lodas as Corea* para
ver se consigo arhar quem de ll obra se quera en-
carregar/, dirisi-me aos grande* proprielarios'meus
amigos, qoe possiiem na comarca fortunas colossaes,
c delles obtive a mema ranela, isto he, que o or-
camenlo Dio convidara a irremalar-se a obra, por-
que era inferior ao Irabalho projeclado de maneira
que quem della se enrarregasse teria de faze-la em
grande parte com o seu dinheiro.
Tambem devo aqui dizer que o plano d.i obra he
geralmeote reputado m-o, cno meu entender com
sobrada razan.
Os nobre* deputailos lalvez lenham punco conhe-
cimentodo riodcCoianua.inas eu Bliei n'aquellelu-
sar, posso dizer alguma cousa : em oulro lempo o
Capihanbe-meirim que he perenne, corria por den-
Iro da cidade e sobre o terreno onde boje existe o
rio chamado morlo ; ha all quem diga que por in-
leresses particulares de algum propietarios, aquelle
rio (Capibaribe meirim foi desviado do seu curso De"
lural Cazendo-se um aterro qup Ihe deu nova direc-
cao, e oafastou do seu leilo primitivo ; ficou enlao
subsialindo um canal, onde entra a mar, a que o
habitantes diio o nome de rio morlo. Ora be a esse
canal que alias se acha em grande extensao obstrui-
do, que segundo o plano se qoer beneficiar ; mas eo
creio qnco encenheiro que formulou esse plano,
deveria ler reconhecido que a obra as-im feila.alem
das despezas nrincipaes feria de acairelar ootras de
couservaeSo que seriam permanentes, e que dentro
de um cerlo numero de aunque clevariam a orna
grande cifra: deveria mais considerar que sem em-
bargo dislo a obra nao llcaria perfeila pela mesma
razao de se dever constantemente.Irabalhar nel'.a, e
qoe em face desla considerares mclhor serta pro-
curar restituir o Capibaribe meirim ao seu antiso
leilo, c desla maneira approvcilar a Corra e volume
de Mas asuas. Isto me parece obvio, porque tenho
a conviccaoque apenas e lizesse o que deixo dita,
naproCundamento e e.cavarao do rio appareceriam
como necessaria consequencia da correnle das aguas,
e deste Cacto tenho eu urna prova irrecusavel qne
vem a ser a ca pacida le qne o lio linha para ser na-
vegado por grandes hiales e embarcares matares,
quando o Capibaribe meirim corria por all, e nao
era obstado pelo aterra que se fez.
O Sr. Mello Reg : He do seu lempo ?
O .Sr. Brando : N.lo me record da poca em
qoe o aterro foi feito, maslembro-me bem ler vista
chegarem alli embarracars grandes....
O .Sr. Aijniar : Eu lambem vi eulrarem em-
barcares grandes.
O ,Sr. Brando : .... lembro-me que enlravam
hiales e que iam dcscarresar dentro da cidade no
trapiche qoe exislia, e onde se recolhiam as caixas
de assucar ; assim, pois, jnjgo muilo natural, que
introduzinilo-se o Capiharibe-meirim no leilo do rio
chamarta. Morlo, as cousas voltario ao seu anligo es-
tado com algum pequeo servieo mais, que por-
venlura carera fazer para acabar com algumas vol-
lat curvaturas'que o mesmo rio lem : e desla ma-
neira, Araremos possuindo una exccllcntc via de
commiiiiic.-ican fluvial naquelle importante lado da
provincia, maso que se pretende faft-r he tudo pe-
lo inverso.
Ainda ha poneos dias conversando eu com o Sr.
chele de polica, qae prximamente esleve em Coi-
anna, elle rae Corneceu um documenta, que com
bstanle pezar nao o leio asora. porque me ficou em
casa, e vem a ser um oflicio da cmara municipal
muilo bem elaborado, dirisidoem 1830an presiden-
ta da provincia, no qoal ella declara qoe o nico
melhoramenlo aproveitavel que se pode fazer no
rio be rasgar o aterro de que tenho falla lo e resti-
tuir o Capibarihe-meirim, ao seu leilo de oiitr'ora.
accrescenlando que esta obra pode ser Ceila com 31) a
33 conlos de res....
O Sr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Brandao:Dise-me mais o mesmo Sr.cbe-
fe-dc policia.que alli conversou com pessoas que se
compromeltem a fazer a obra por aquella forma....
O Sr. Mello Reg : Com :ib cotilos ?
O Sr.' Brandao : Sim. senhor. Ora.se as con-
siderares, que acabo de fazer sao exactas, como
creio, c se he possivel e Cacil canalisar o rio Cipiba-
ribe-meirim, e assim dotar a comarca de Coianna de
um melhoramenlo imprtame, que redunda em be-
neficio da provincia, particularmente do lado do nor-
te que at boje muito pouco lem sido favorecida,
nao me parece razoavel que a commissao queira con-
demnar ao olvido urna semelhanlc obra, tanto mais,
haveudn loda probabilidade de que sera fcila, se o
seu plano for mudado, e so deixar de existir esse or-
camenlo contra o qual lodos se pronunciara e eu
lambem.
OSr. Mello Reg da um aparte.
O Sr. Brando : Ora, nao enteja ah dando a
entender que eu de proposita qualilico osen Iraba-
lho de mo; nao, senhor; faco estas rellevoes, porque
olwervo, que, alem de oulras cousas, o nobre depn-
lado no seu orcamenlo calculan urna brara cubica
de Irabalho de alvenaria feilo dentro d'agua por
73,000, ao pssso que a mesma quantiilado de treta
llio escollado cm Ierra irme tem sido avallada por
120,130 eliO mil res.
O Sr. Mello Reg:Aonde .
OSr. Brando:Na reparlirao das obras publi-
cas, e para o acude'de Caruani e oulros, segundo
as informaroes que me dcram. Islo rom elleilo
me lem causado grande imprc-san. e emquanto o
orles, lauto mais ] ao he agua, porcm sim lodo a que *e bebe alli, e
particularmente a populara.! pobre, do que resul-
tan) continuadas e graves molestias quo ceifs.ui
muilas vidas.
Ora, he de lastimar que urna cidade importante
pelo seu cumrucrcio c siluacAo, que um povo 13o
activo e industrioso se oche re'duzido ao deplo-
ravel estado que eu acabo de descrever. A agua
que naquellelugar se bebe he de um riacho chama-
do Itapicur, mas esta riacho em lempo de sece*
deixa apenas um ou oulro 0050 onde se lavam e-
vallos, roupa etc., de maneira que a agua que delta
se lira para beber he siponacea, e por consegoinle
de pessima qualidade c nociva : eu pois levanto a
minea voz, pedindo a cmara que atienda a lo vi-
tal uecessidade daquelles uossos eoncidadaos : creio
que ha-uve em oulro lempo a dea de se .inlroduzir
o riacho denominado Naluba no Itapicor por meio
de canalisarao, mas parece-me que esla .embreen
foi depois abandonada em rasao de ser o Icito dente
ultimo quasi lodo saliao.....
O Sr. Mello Reg: lle melhor melhorar o Ita-
picur.
O .Sr. Brandao : ... enlrelanlo cumpre fuzer
algnroa cousa, e o qoe eo repulo mais exeqoivel be
um acede, visto como a poca das canalisaees en-
lre nos einda nao chegou.
Senliores, ij que temos a fortuna de beber boa
agua, nao .levemos ser egostas ; cumpre que pro-
curemos cslcud.r esle beneficio aos nosso compro-
vincianos que habitara nina zona menos favorecida.
Onlro lauto reclamo em Cavor dos povo. da cidade
de Nazareth, de Paje e de Ooricory, que tofrem
0 mesmo, ou ainda mais do que o da Victoria. No
pnme.ro destes lugares a agua he salitrada, lodo-
sa e nociva no lempo de verao, porqne h* apanhada
no roTracunhaem, onde apenas se cnconlra um ou
ooiro poro, que se presta-a lodosos uto* da gente
a dos irracionaes ; por esta motivo tambera alli se
solTre muito. De Paje nada posso dizer do vista,
parque la n3o foi, mas sei por inforinaces eiactas
e creio que ate ha na casa nma repre.entacap nesle
sentido, que os seus habitantes sollrem extraor-
dinariamente por falta d'agua em lempo de Meca!..
Um Sr. Depitado :l. j ha acode.
Um Oulro Sr. Depulado :He na Villa Helia.
O Sr. Luiz-Filippe ; ne mellior fazer um cm
Cldl piivoaran.
OSr. Brandao : Sem duvida, mrmenle se a
povoarao fiir como a aliga Villa de llores, qne lem
muilo povo, muilos fazendeiros qoe merecen) a nos-
sa consideraco, os quaes, segundo me consta, na ul-
lima secca perderam mais de seis ou oilu mil ciberas
de gado por Calta d'agua.
Senliores, outr'ora esta meima assemblca reconhe-
ceu que aquelle lugar tinha necessidade de um acu-
de, tanto que o mandou construir, mas por urna Ca-
lalidade a obra se nao le, e boje esl decretada para
a Baixa Verde ; convenlio que alli tambera se Cara
sentir a mesma necessidade, mu ella nao exclue a
que Coi recouhecida e approvada relativamente a
Paje, Resla-me tratar do Ouricurv : Cazem 3 ou
1 anuos que esta assembla decretan que se com-
praste on lizesse um arude naquella villa, e ate la
dala nem urna nem oulra cousa se lem leilo. Ora '
que ha necessidade de um deposita d'asua no Ouri-
curv que se preste a servidao publica, creio que nie-
guen) podera contestar, e na casa existem os meus
honrados amigos os Srs. Drs. Braga e Gameiro, que
la teem residido, o primeiro como juiz municipal, e
o iegnneo como promotor publico, os quaes poderao *
inCorinar se he exacta o que acabo de enunciar.
O Sr. Braga :He exacto.
O Sr. Brando :E.pois,sendo isto assim,cumpre
que senao retarde por mais lempo urna semelbanle
medida, que alias ha muitas auoos he reclamada
pelas necessidades dos nossos eoucidadaas.que morara
em iao grande distancia desta capital. :
Senhorcs. eu sou um pouco scrlinejo, andei mui-
ta lempo pelo sertao, e por isso nao devei* eslranhar
que a minha voz sempre se levanta em favor de popularao que habita os terrenos seceos da nossa
provincia ; assim o Cajo, porque eotendu que cum-
pre um dever, c lambem porque me record dos
grandes transes que passei por Calla d'agua as tan-
gas viagens qoe liz. Ainda convem lembrar que os
acudes naquellas alturas leeqi urna dupla vanta-
gem ; a primeira he de semrem oara o uso da vida
dos homens e dos auimars ; a segunda he de concor-
rerem para humidecer e (crlilisar a Ierra.
O Sr. A/ello Reg :Para Uso, nao.
O Sr. Brandao: Quando o arude lie grande
serve para isso, e eu ja vi um as proximidades da
villa Real de San Joao. que guardava agua seis e
mais anuos, e cujas margena em graude distancia
cram Cerlilissimas : ora o Ooricory he urna villa que
lica qoasi na extrema da pruvincia. e que segando
pens uao tem brejos na vizinhaoca ; o seu lerreuo
he todo serlanejo, he todo secco: por conseguidle
mistar se faz que procuremos supprir porjraeiu da
arta e do Irabalho a escacez da natureza. c ludo is-
lo para que os nossos comprovincianos que alli exis-
tan) n.01 continen) a soflrer, como al buje lem ac-
contecido.
Consla-me que exista uaquelle lagar um arado
muilo bem construido, que Coi Ceilo pelo fallecida
coronel Pacifico Lopes de Siquetra, e que at j se
Iralou da compra delle.
O Sr. Braga : O guverno j o contratan.
O Sr. Mello Reg : 'leve informaroes da c-
mara era coulrario.
OSr. Brandan:Tambem me consta que ac-
tualmente a popularao se serve delle para os diver-
ts 11-0. quniiiiianos ; e c islo as-im be. nao me pa-
rece justo que una obra particular uue cuslou o di-
nheiro de um cidadao, esteja tmerada coa) urna ser-
vidao publica quasi forrada, 'sem luver lido lugar a
respectiva indemnisarao ; mais conforme com ju-
lica iie que se proceda a compra deue acude, romo
ja tai deliberada, ou que se mande construir outro,
o que eu alias repulo mais difcil, ao s pela dis-
tancia, romo por diversas nutra* cansiderares.
Sao estas as observacoes que|bo a fazer sobre
esta arligo; mandarei pois unu tmenda no sen I ida
cm que acabo de explicar-na, r espero que a cma-
ra a acolheia, por isxo que ellalrala de uitaresses de
primeira ordem para os uostr. eoncidadaos do cen-
tro, o tambem para urna marca muilo imprtame
da provincia, qual he sew duvida a de Coianna.
Val a mesa e he apoijJa a sesuinte emenda : '
Depois da palavra construida acrrescenle-see
bem assim com o mellioramenlo do rio Coianna,
sciencia moderna, e lia inatento! em que minha al-
ma aspira alm dos limites da sciencia. Seria meu
dever ouvir o grilo de minha alma e dizer-lhe : ca-
minha na estrada dcsconhccida... Mas o hoinem s
lem nma vida, e as horas da vida c-lao contadas.
Imponlio silencio minha alma, e (ico orcupadoem
urna obra limitada, porque meu pai dilll W)l: S
fiele a lembranca de meu pai be mais Corle que a
paixao de saber e de poner... lalvez nao me cum-
piebendas iuleiramenle, amigo Roblol; fallo uesle
ro,un,oiio muito mais para mim mesmo que para lic-
taosme perdoarn ler obedecido a meu pai... Ou-
lros virao que terao 1 alma Rere, e Carao o ene en
feria podido Ca/.cr !
A voz do doulor aiiimava se ; elle cnnliniiou con-
lendo-a.
Se o filho de Masdalena, que be iranio de mi-
nha mulher, e a lilha de Victoria cvistam.serao ricos
_e Ionio o nome de Ito-lan mais elevado que nunca...
Desherdci Irene quando casei ; porque os bens de
Rostan nao devem perlcnrer a pmleridade do pa-
lrao Sulpicio : ludo para elles. nada para mis.
Muilo bem senlmr Sulpicio, cxclamou Roblot
aperlando-llic vivamente a mao. Dos o recompen-
sar.
O dootor ergueu a cabrea e continen com um
sorriso Irisle:
Irene lambem leria podido ser rica, e ter um
nome glorioso... Teria podido...
O doulor iuferrompeu-se c fez nina exclamacao
desorpreza. O rabriolel de alusiicl linha rollado,
e parado tres nortea distante dalu. I ma mulher
vestida de prelo dfsccu c halen a porta do 11. 27.
Enlrnii e tornando a sahir, levantan o niartello do
n. 23.
Desee disse o doulor ahrindo a porlinhola.
So* voz eslava (So alterada que ltohl.it obedecen
machinalmeote.
Ella ha de Unir oulra vez. enlinuon o dou-
lor em voz baix_a pc-le junio da oulra raleada, e
quando ella approximir-sc da porta qne.le lica cm
frente, pronuncia esta nomo : Solange !
S.lanse ? repeli o marlnheiro.
Sulpicio fez um neeno afirmativo.
A mulher vestida de prelo sabio do 11. 23, bc'm
como elle anunciara.
Al enlao eslava asombra; mas havia tim lam-
pean entre o 11. -J3 e o n. -ai. Avislaado.um humen)
em p no meio da rua, a dcsronheciiti desviou viva-
mente a cabera ; assim a luz so iiiiiundou-lhe o
niaulelclc prelo c as cosas do chip*.
O doulor apertava convulsivamente is raaos sobre
o peilo.
Da var.ui.la cabio esta palivra:
Aqu!
O doulor ersueu os olhos. vio a sombra debruca-
da s.dire a rua, c um suor (rio cobrio-lhc as fontas.
A descouhecid eslemba a mao para baler a porta
do n. 23 quando Roblol dando um passo adianle,
chamoo cm meia voz :
Solanse !
A mulher v ollou a caber vivamente c deixon ver
o rosto. Roblot recuou ale carruagem murmu-
rando estupefacta :
A minora Masdalena !
A pori abrira-.e c a mulher desipparerera.
Toma a subir ordenou Sulpicio tranquilla*
mente.
Eslou louco disse Bohlnl vallando ao sen lu-
sar. a senhor* Masdalena leria asora vinle anuos
mais do que parece ?
(Conlinuar-**-**.)
miitii nnn


01 ARIO DE PERMM8UC0 SEGN O A FEIRA 16 E ABHIL DE 1855.
:
podeado o presidente da provincia mandar alterar
o plano e remenlo desta ohra d raancira que te-
ja introdudo o rio Capiliarilie Meiriin no de tioian-
iu, como foi em oulro lempo, bem como a cons-
Iracrah de iim assude na cidadc da Victoria, de ou-
lro na cMade de.Nazareth, de oulro em Pajei de
Flore*, e finalmanle de oulro no Ouricury, podendo
ser comprado neste ultimo fugar, qualquer assude
de propriedade particular que all exista com a de-
xida capacida lo. Brandao: u
O Sr. Jos Pedro respondendo ao precedente ora-
dor principia louvando-o pelos seus bous de-
sejosmanifestados no seu discurso, mas nota-llic que
limitou-sc elle a demonstrar a ulilidaile c necessi-
dide de cerlas obras nao enmprehendidas no projee-
to de Ici que se discute, censurando a coinmissao
por nio as ler considerado, e deixou de mao a ques-
Uo principal que era a dos meios para so decrcla-
rrai essns obras, seudo-lhe muito fcil entrar na
apreciadlo deeses meios, e cunbecer se a renda pu-
blica ehegaria ou nao para tanto, visto como liuha
em toas mos os bitangos, ornamentos e relatnos
que Ihe davam os dados precisos para isto.
Justificando o procedimento da commissao, diz
que od era possivel consignar-se para obras publi-
hlicac exduindo os conccrtos.quaiKia maior de 200
cunto*, visto que a despera enmprchendida no pro-
jeclo exceda a receila oreada em mais de 100 con-
loa ; que estes 2K0 conlos stviriam para pagar-sc as
pr*slac,6cs das obras arrematadas ate o ultimo deju-
nho do crrente ejercicio, cuja importancia nao ser
jia menor de i20 contos. e sendo muito razoavel que
se continuem as obras da casa de detenerlo, hospital
Tedro II, e as estradas que cstSo principiadas, nada
podia restar para novas obras; e por isso'a commis-
sao nao Iralou dessas obras apoutadas, ncm de mui-
ta* oulras, cuja utilidade c necessidade eslava a 18-
da prova e nao ignorava a assembla.
O orador continuando, diz mais que nilo lia razao
para diier-se que a comarca do (juiamia nao luiha
sido altendida na factura das vas de communicarao,
porque te acba em parte feita a estrada do norte, e
lia poneos das lliiham sido arrematados alguna Un-
cos desta estrada por cunta do emprestimo decreta-
do; que nao era possivet cmdar-se ao mesnio lempo
no melhoramento de todas as vas de coinmunicacAo,
' que podem aproveilar a essa comarca, visto nao ha-
ver dlnheiro para lauto.
Finalmente oppoem-se as emendas que autorjsam
a factura de onlras obras alem das designadas no
projeclo; diz que essas obras uo se faro, que a as-
sembla estando certa disto,cumpria-lhe regeilar cs-
sas emendas, para que a lei do ornamento nao corn-
preheudee disposiees que levassom o conho da
ineiequibilidade. *
Vio a mesa e sao apoiadas as seguinles emendas:
Sobemenda. llepois das palavrasI'ajeu de
Floreadiga-se liciindo o governo aulorisado a
contratar e cITcctuar a compra do assude parlicular
ouecotnprehende a cacimba da Pasta na villa de
Ouricurv, on a mandar promover a ex-appropria-
ctlo do dilo assude pelos meios legaes.S. R.^
.Iguiar.
Depois da palavja construindoacrescente-se
e suas ramilieares./. /. Souza LeaoMantel
CUmentino.
Depois da palavia couslruindoacrescentc-sc
incluidas a estrada de desvio da serra da Kossn e
factura dial sudes de Tapissirica e da villa de Cim-
bres econcertos da eadeia de Cimbres.Catanho.
O Sr. Catanho :Sr. presidente, a hora est tilo
adianlaila que naosei se me ser possivel bem jus-
tificar minba emenda sem cancar a paciencia da ca-
sa, masen direi o menos que nie for possivel. Na
lei do rc.ament do anno passado foram apresenta-
das estas e oulras emendas, e a cmara vio que foi
justificada a necessidade dessas obras que por nin-
guetn foi contestada. Apoiadbs.)
Quantn a faelura da estrada da serra da Russa eu
appello para o uobre depulado que me da um apoia-
du.que por all tem passado. e que nao poder nejar
a grande necessidade de se fazer essa obra, cuja uli-
lidade sean pode ccrlamenle contestar, o assim as
oulras obras eomprehendidas em minha emenda; e
o nobre depulado engenheiro leudo ha pouco exami-
nado estas obras, nao as julgoa inuleis, e creio mes-
mo que Ihe foi favoravel em suas informarnos ao
governo ea sua rcparlc.io.
Np sei pois. Sr. presidente, a razo porque se
diminaram agora estas ot>ra do ornamento. Eu ve-
jo que o nobre inspector da thesojiraria constante-
mente nos diz no ha dinbeiro, he impossive! que e
facam semelhantcs obras porque nao ha fundos.
Sr. prenlenle, a altendermos ao que nos dizsempre
o nobre depulado inspector da Ibesouraria. esla J--
scinMa uao pode mais decretar estradas e obras
alem das prximas a capital, que absorvem lodosos
fundos. Mis senhores, islo be urna injuslica para
com os habitantes do centro, cujas necessidades nao
se se diga que sao mais palpitantes, principalmente
na falla d'agaa e oulras muilai cousas de que se
acbam privados, e dos quaes gozam os habitantes da
capital ; mas o nobre inspeclor diz, que se nao po-
dem fater essas obras porque temos oulras- comer -
das, mas a ser assim entao ser mellior nao deert-
larnios mais obras, ou quaesquer oulras despezas
sem as acabarem essas obras comecadas.
O*r. Jos Pedro :lia contratos a pagar ; quer
que te falle aos contratos";
O Sr. Catanho:Nao quero que se falle aos
contratos, mas quero que se facam as obras decre-
tada) nesta casa.
O Sr. Jos Pedro:Nao ha dinbeiro para todas.
O Sr. Calanho :He porque sendo ellas decre-
tada) igualmente, semprese d preferencia a pr-
ximas a capital e desprezam-se lodap as oulras ; e
liem V o nobre depulado que havendo t dinbeiro
paraos comecadas, aquellas que o nao s3o nunca o
terSo: de-se tambem alguma coosa em favor daquel-
leque tambem concorrem para as forjas dos cofres
da provincia,e nao sejm os beneficios tmenle para
osles que eslo de melhor condierno,. e gozando o
que ha de mellior, entrclnnto que aquelles de tudo
privados nad podem aleancar anda mesmo as obras
decretadas, porque nunca ha dinbeiro para comeea-
las. Sejainos justos, eslahelecamos urna proporrao
nao demos todo a uns e a oulros nada.
, O Sr. Jos Pedro :As estradas s3o em beneficio
de todos.
O Sr. Catanho:Sr. presidenlc, nao quero mais
cancar a paciencia da casi e deixo o mais que tenho
a izer para oulra occasiao.
IMu hora jica a discussao adiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia c levan-
la a sessae.
n'outros semelhantcs, de reprimir o escndalo da
publicidade ; e pura que nao leuhamos de soffrer
por mais este motivo o epithelo de barbaros ou sel-
vigeus, mis ler he que cesse o abuso indicado ; mis-
ler beque meia duzia de, chiban les, lao ridiculos
quanto insensatos, se persuadan! que> nao tem a li-
berdade de fallar em publico religiao com os sig-
mordacidade dos que se occupain com aualysar os
actos desta reparlic,ao, sem exame o conhecimenlo
dos Tactos; pelo que nao nos devenios preoccupar
muito com o que *se ha de dizer, por ser cerlo que
u3o ha de ser nunca em bem nosso.
Por Unto nao me pronuncio pela demolilo da
obra; alm de que, podendo o arrematante n3o con-
naes de respeito e acalamenlo ; e que pelo contra- formar-se com a nossa decisao. c cerlo que se nao
rio podem ser perseguidos, dc-respeilando aquillo
que a maioria dos Brasileiros respeila e acata, lano
em publico, como no intimo de suas consciencias.
Detcalpem-nos os leitores esla breve dijressao.
No da 1." .-liegou da Europa o vapor D. Mara
II, que mo fui dos mais fecundos em noticias. A
morle d imperador Nicolao 1 proocrupava lodo o
velbo mundo, e ka nanarOes c cnmmenlarios desse
grave aconlecimenlo cucliiain quasi loilas as caze-
las. Na Crimea ainda eslava por ser dado o grande
golpe decisivo, que ha muito nos promellem, c que
a Codos tem suspensos.
Alm do exposto nada mais occorreu de nola-
vel.
Conlinuam as chavas por esta cidade, ora mais,
ora menos copiosas. S a caresta do* vveres lie
conslaiilc, c lendc mesmo cada dia a crescer. A
hexiga ainda lavra com intensidade.
Renden a alfandeea 72,1909859.
Fallecern! .">! pessoas: 1:1 homens. 'J mtilliercs-
e 21 prvulos, livres; :l hotnens, i mulberes e I
prvulo, escravos. _...
------ UlaMM '
KEPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia I i de abril.
Ilfm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que, das diflerenles parlicipaccs boje recebi-
das ne-la reparlicao, consta que foram presos:
Pela delegacia do primeiro diatrielo dcste Icrmo,
o preto Marcellino, per espancamento.
Pela subdelegada da freguezia Alexaudre Francisco de Araujo. por fenmenlos, e o
preto escravo Domingos, por andar fgido.
Pela subdelegacia ta freguezia de S. Jos, o
pardo R o lio o Jos Beulo e Mara Joaquina, ambos
para correcto.
E pelo juizo de paz da freguezia da Boa-Vista, os
inghzes Benjamn e John Benelh, sem declaraclio
do molivo.
Por ollicio do Io do trrenle, comniuuicon-mc o
delegado do lermo de Fijres que, das diflerenles di-
ligencias que all li/.era durante o mez prximo pas-
tado, resultara as prises do Jos Xavier Cavaleanli
criminoso de niortc no termo do Pombal da pro-
vincia da Parabba, e de Manuel Joaqun) de Uli-
veira, Jos Francisco dos Santos, Jos Manocl de
liveira, e Jos .Paulo de Farias. por serem deser-
tores, os dous primeros do balalbao 9o de infanla-
ria, o lerceiro do batalhao i:'.. e o ultimo do deposito
de recrulas da corle.
O mesmo delegado accresrcnla que no decurso do
referido mez um s crinie nao foi commeltdo
n'.iquelle tcrjno, o qual continua a gozar de urna paz
e socego inalteravel.
O delegado do primeiro dislriclo deste lermo,
comiiiuuicoume por ollicio detia dala com referen-
cia a participadlo que lbe lize-a o subdelegado da
freguezia de Sanio Antonio, que pelas 11 horas do
dia de buitcm, na ra do Sol, n pardo canociro Alc-
xan.lre Francisco de Araujo, dar urna canivelada
cni um preto escravo de Vieira de Souza, de que fi-
cou graveiueqte ferido, Blihi-se procedido ao com-
petente corpo de deliclo.e tara immedatamenle pre-
so o seu aulor e contra o qual se vai instaurar o
respectivo summario.
:)eos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Peroambuco l'i de abril de 1855.Illin. e Exm.
Sr. consclhciro Jos Benlo da Cunha e Fguciredo,
presidente da provincia.O chefo de polica .uiz
Carlos de Paira Teixeira.
DIARIO DE FEmWliGOT
CONSULADO PROVINCIAL.
R/ndiiiienlo do dia 1 a 13.
dem do da 14.....
24:106-(J!)
1:G4"9I79
A assembla aule-honlem, depois de approvar di-
versos pareceres de commissaa, entrn na ordem do
dia e approvou em o\" discussao o projeclo n. 'i des-
te anno, que aulorisa o governo a jubilar o profes-
sor Salvadorllenriques de Albuqucrquc.
Passainloa tratar do projeclo u> 15, que approva
o resulamcnto do Intrnalo, oraram os Srs. Jos
IV.lio c Brando.
Entrando na egunda parte da ordem do dia, fo-
ram approvados os arligos do orcamento provincial
de 111 al ao final, deisando-se de volar sobre todo o
projeclo, por se acharem adiados os arligos que se
referen! inslrucc.lo publica, e a subvencao com-
panha de vapores cosleiros, leudo orado o Sr. Jos
Pedro. *
Continuando a discussao do projeclo de Intrnalo,
falln o Sr. Baplista, e foi afina! approvado o pro-
jeclo em priuieira discussao.
A ordem do dia de boje consta da primeira dis-
cussao dos projeclos ns. 1 i e 1(1. segunda dos de
ns. II e 15,larceira do de n. 0. e discussao dos
pareceres sobre a reparlicao das obras publicas.
conformar, c podendo recorrer aos Iribunaes do
pai e sustentar um pleiloconia fa/enda provincial,
ninguem poder* assegurar que esla alcance triuin-
pho.
Quanto ao meio indicado pelo engenheiro enrar-
regado da obra, urna vez que esta repartidlo, no
meu enhMidcr, nao pode turnar seinelhanlc delibe-
raQao, julao que deve o negocio ser subnicllido ao
conhecimenlo do governo da provincia, com a expo-
sicao de todas as circumslancias que o acompanbam.
propondo-se que seja aceito oa'.vitre do recebimenlo
da obra, com um abale do valor correspondente ao
depreciamcnlo que ella soffreu, pelas imperfeiees
que con tem.
Nao entendo como outros, que por csse modo se
v abrir um exemplo funesto, que a lodo o lempo
po'dc ser allegado por oulros arrematantes. 1 "ni tal
precedente nao pode (cr a exlen-ao quese Ihe quer
dar; c nao vejo mesmo inconveniente em que liquc
elle servindo de norma para os casos fuluros de
igual nalurcza. Quando o arrematante livor a cer-
teza de que pagara as imperfeces, que commcller
as obras que cxecular, (que lauto vale o abate no
valor dellas'/ cerlo que ser mais sollicito em cumprir
com as condicocs do ornamento, visto que nenhiim
|ticro tirar da falta de execucao do contrato, e en-
tao desapparecer o interesse que muitas vetea leva
alsuns a fallar f dos contratos. K de mais, ra-
nssimos s3o os casos da nalurcza do presente, em
que a imperfeinlo da obra nao comprometi a sc-
garaitca delta, como assegura o engenliciro eucor-
regado da sua inspeceo, e nao pe em risco o tran-
sito publico.
Alm disso deram-sc lambem alii circumslancias
um pouco excepcionaes, que nao devem%er esqueri-
das, at porque salvam a responsabilida le d'aqucllc
engenheiro. Nenhuma obra arrematada fui anda
feita com lana rapidez, quanlo a da ponte de Afo-
sados: o nosso collega, o Sr. Milcl, encanegado de
inspecciona-la c dirigi-la eslava, como cffectivamen-
Ic est, cncarresado da estrada lo Sul, em distancia
de 5 leguas ou mais das obras, onde sua presenca
era, e licindispcnsavel.
Nao podia elle por tanto vigiar constante!!.otile a
execucao da ponte, examinar todas as pejas antes de
serem enllocadas, e ir louo corrigndo as imperfei-
coes que fosse notando. L'ma s vez por semana, c
as vezes nem isso, podia eHe dedirar-se a esse Ira"
ballio, mesnio assim com prejuizo do bom andamen-
to dos istmios graphicos da referida estrada.-
Ora no espaco de oilo da', em urna tao grande
obra, em que o arremtenle Irabalhava com muita
forra, fazia-se muilo servico, e de tal uatureza, que
em boa f o ciigenlieiro nao podia assesurar qac
eslivesse bem ou mal cxerulado. Como poderla n en-
genheiro saber, por exemplo, se os esteios fiucados
durante a sua ausencia se arbavam ou nao enterra-
dos em a profundidade exigida pelo orcamenlo? De-
veria manda-Ios arrancar, com cnsto e prejuizo pa-
ra o arrematante, que ao demais nao era culpado de
elle ler eslado ausenle) para verificar se linham sido
ou n3o bem lineados? Nao era isso razoavel, e nem
haveri.i arrematante que a tanto se qnixeste su-
geilar.
Esse facto, enlrctanln, demonstra claramente que
a inspecc3u de obras laes nao deve ser rommeltida a
ensenlieiros, que nao possam visita-las diadamente-
Este, foi laijibem um dos inronvcnienles que se dc-
ram com a obrailc que se Irata, e he a elle sem llo-
vida que se deve a dura alternativa em que se acha
esla reparlicao de,ou privar a publico de urna
ponte importante, queja esta entregue ao seu uso,
ou aceitar urna obra rjue recoiiliccidamcnte cor.lcm
imperfeiees, que a pe em desharmonia com o seu
plano primitivo.
Em concilista, repito, que he meu voto que se
propunha ao governo u recebimenlo provisorio da
obra, com um abate, rojo ipi'iiituw devora ser ar-
bitrado antes do lavrar-se o termo de entrega, ou-
vidos o engenheiro encarregado da mesma obra e o
arrematante.
Repartirlo da* obras publicas de Pernambuco, 10
de Janeiro de 1854.
F. Ilaphacl de Mello llego.
25:7035888
PRACA DO RECIFE 14 l# ABRIL DE 1855,
AS 3 MORAS DA TARDE.
Ilerisla semanal.
Cambios ... Saccou-se a 27 l|9 d. por lj sobre
Londres, de 315 a 350 rs. por fr.
sobre Pars, de 9fl a 100 por cenlo
sobre Lisboa, e a 2 por cenlo de
rebate sobre o Rio de Janeiro.
Algodao Entraran! 475 saccas, que foram
vendidas de 5S20I) a 53500 por ar-
roba.
Assucar---------A entrada foi regalar, c as ven-
das reeularam de >I0I) a 25900
por arroba do branco, e'de 1g700
2s do maseavado, obtendo algum
especial 2^00.
Agurdenle------Vendeu-se dcSOjj o 859 por pipa.
Couros ----- Nao solTrcram allcraco.
Alcalrto---------Vendeu-se a 20; por barril do de
Succia.
Baealhs ------.dem de 159a ll5 por barrica.
bao de conformidade com o orcamcirlo planta e per-
fis approvados pela directora em conselho, e aprc-
senlados approvarao do Exm. presidente da pro-
vincia na importancia del3:31tfeO00 rs.
2. Oarrematanlc dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir no de oozc, ambos na
forma do art. 31 da lei n. 286.
3.i O pagamento da importancia da arrematadlo
veriltear-sc-lia de conformidade com o arl. 39 da
mesma lei, c ser feilo em apolices da divida publi-
ca provincial, creada pela lei n. S54.
4." O prazoda respoiisabilidade ser de um anuo,
durante o qual ser o arrematante obrigado maii-
ler sempre a estrada em perfeito estado de conser-
vacao, sob pena de serem imincdialamenlc feitos os
reparos necessaros a sua costa.
5." Em ludo o mais que nao cslivcr determinado
neslas clausulasseguir-sc-ha oque a respeito dra-
poe a lei provincial n. 28li.
ConformeO secretario,
./. /'. ('.tnnunciarii.
OUlm.Sr. 1 escriplurario servindo de inspector
da Ibesouraria provincial, em cumprimento da reso-
lucao da junta da fazeuda, manda fazer publico que
' no dia 2( do correle, vai novainenle a praca para
I *er arrematada a quem por menus lizer a obra dos
coucerlos do assude da villa do Liinociro, avahada
Carne secca- dem de 5tf a 5-5300 por arroba do :
Rio Grande', c de i>,00 a 45O OIMO .
" "linar o presente e pu-
mercado 2,000 arrobas desta e 22 bllcar I,el Di"rio-
mil arrobas daquella.
Farinha de trigo- Ha smente no mercado 1,100
barricas de Ballmore, da qual se
tem rctalliado de 28.-? a 305 por
barrica.
Louca------------Vendeu-se de 250 a 200 por cen-
lo de premio sobre a factura.
Vinagre----------dem de 905 a 1055 po* p'pa.
Vinkoa.....dem de 2805a 3205 por pipa dos
de Lisboa, e a 2005 do de Cetle.
Velas- ----------dem de 050 a OSO rs. por libra
das de composicao.
Discouto--------Rebaterani-sc lelras de 8 a 12 por
rento ao auno.
Frotes------------ElTecluaram-se a 38 c 5 por ren-
to pelo algodao para Liverpool.
Tivemos apenas 2 navios entrados, 1 do Havre e
1 da Babia ; alm do vapor I). Mario, que smente
tocou.
Sahiram 20 embarcacoes.sendo 5 em laslro, 6 com
Seeros para os porlos do imperio, 9 com carrega-
meiito de assucar e mais gneros para porlos estran-
geiros.
Existen) no porlo 49: sendo, 1 americana, 14 bra-
silciras, 4 dinamarqnezas, 8 francezas, 3 hamhur-
guezas, 2 hespanliolas, 8 nglezas, I oldemburueza'
0 porluguezas, 1 sarda e 1 sueca.
Secretara da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 10 de abril de 1855.O sccrelario, A. F. d'.in-
nunriaro
CORRESPONDEMIV.
COMMERCXO
RECIFE 1* DE ABRIL DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSrtCTO SEMANAL.
Tivemos no da 8 tres procissoes da Ressurreiro,
s iludas da matriz de S. Antonio, do convento do
Carmo e da igreja de S. Rila. Todas esliveram bel-
las; mas lao primorosamente foi adornado o andor
da primeira, que s pela sua elegancia e bom gesto
leve ella de sobresabir s oulras.
Im facto observado por occasiao das procissoes
dos enfermos, e ainda no domingo passado repel-
do, nbriga-nos lambem repetir aqu urna breve re-
llexao, a que pnr mnlos motivos nos nao podemos
furtar. Esse fado lie a sem-ceremonia, ou para bem
dizer apelulancia.com que certos individuos, no
meio de urna populacao ralbolica, nao hesilam em
conservar-se eobertos as ras por onde transita o
Sacramento, fazenu quando muito o favor de tira-
ren! os chapeos no momento em que por Elle pas-
sam, c p-iiidu-o- loso depois as caberas, como ejn
sigual' de dislincrao. Scmelbante procedimento,
alem de renrelarusivcl c criminoso, serve de rom-
prometter-nos altamente.
Oque mo direrom efleilo o eslranseiro atiento e
observador, vendo Brasileiros desaratarem as'im pu.
Iilicameule a religiao .lo estado'.' Estar islo nos li-
miles da liberdade de consciciicia ; c pode um paz
Oinle assim se procede, sem reboro, pretender os To-
ros ile civilistdo?
Sahindo do sancluario da consciencia e manifes-
taii lo-se em formas srnsiveis, toda religiao cabe na
esphera do poder temporal. E poder este tolerar
que a homenagem prestada pelo eslado ao culto que
adoptou. possa ser impunemente perturbada por ir-
reverencias, por escndalos piihlicos? Parece-nos
que n3o. Eii-ahi lambem porque a Conslitnicao
do imperio, proclamando no arl. 5"-a liberdade das
religin com seu culto domeslico ou particular, im-
pe todava aos disidentes do catholicismo, no arl.
1 '9 S 5, a obrigacSo de rcspeilarem a relig-lo do es-
tado e nao ofi'enderem a moral publica, alim de que
nao possam ser perseguidos.
Trala-se, pois, nicamente no caso occurretite e
Srs. Redactores. Em urna das passadas sesses
da assembla provincial compromctli-me a dar pu-
blicidade ao voto que, como engenheiru da repart-
5.1o das obras publicas, cmill no cot'selho da direc-
tora, quando all se tralou do recebimenlo proviso-
rio da ponte de Afogados.
Para salisfazer a esse meu compromisso recorro ao
seu runceituado jornal : peco-llies a publicarlo do
dilo voto, que abaixo seguSeu constante leilor
F. Raphael de Mello P.ei/o.
loto dado pelo engenheiro F. Ilaphacl de Mello
llego, em sessao do conselho da directora de 10
de Janeiro de 1854.
O arrematante da ponte de Afogados requer a en-
trega provisoria d'aquella obra, que se acha conclui-
da; e esta directora em conselho he abantada para
emitlir a sua npiniao a respeito, em vista de todos os
documentos que podem esclarece-la.
Est reconhecido, segundo a exposicHo do enge-
nheiro encarregado da inspercao da obra, que esla
nu, se acha executada de inleira conformidade com
0 orcamento. e que conten imperfeiees, que com-
quanto nao affectem de um moilp grave a sua soli-
dez, podem todava fa/c-la durar menos anno e meio
ou dous annos do que deveria razoavelmcnlc du-
rar.
Pergunta-se : deve esta directora propor a demo-
licaii lolalda obra, visto como nao lie urna ou oulra
de suas parles queconlm imperfeires, senlo osea
lodo".'
Ou deve-se antes seguir o alvilre uggerin'e pelo
nosso cillera o Sr. Milet. fc aceitarse a obia com
um abale razoavel no seu valor ?
Acho a quesiao mais grave do que primeira vista
parece.
He verdade que a obra est imperfeita; heverda-
de que as condices do contrato nao foram plena-
mente salsfeitas; he verdade lambem (e he isso oque
mais se deve lamentar que o arrematante desobede-
ceu a inlimacaii. um pouco tarda sem duvidn, que
llie Hiera o engenheiro para que demolissc urna cer-
ta parle da ponte que nao eslava boa. Mas por mi-
nha parle me au animo, no presente caso, a acon-
selbar o recurso dn artigo 30 da lei n. 280, coja ap-
plicaclo pode ainda ser contestada no presente caso.
Nao he cousa fcil a demolicao inleira de urna ohra.
da qual ja o arrematante receben a primeira presta-
cao; depois de concluida e cnltcguc no gozo do pu-
blico; ainda mais sendo dita obra urna ponte 13o ne-
cessaria como a de Afogados, pela qoal ha um cres-
cedissimo transito. ILi urna raz.lo. para mim muilo
pqnilrosn, que a isso se oppDc.
Desmanchar a ponle, para ser feila de novo; pri-
var o pblico della por outto lano lempo quaivlo o
que for preciso para sua execucao; deixar o mesnio
publico novamente exposlo ao risco rraaois, contra os quaesexi-leni srandes prevenees,
pelos desastres de que elles tem sido causa : he
provocar censuras e clamores que nao deixaro de
ser fundados, mormenle attendendo-seque nos adia-
mos na quadra das safras, c qne os nnssos asrirullo-
res, encontrando algumas bracas anles d'aquella
ponte barreiras. em qup pasam lavas, tcem o nirci-
to de exigir lvre e ror.'moda passagem para os seus
productos, que n,lo devem vir encontrar troperos as
portas desta cidade. A opiuiao publica enlo se er-
1 gucni contra esta reparlicao, que alias j he bstan-
le impopular, e vive constantemente dcbaixo do
peso de censuras injustas: lodos dirSo que a razao
esta do lado do arrematante, sem examinara questao,
o nosso procedimento seri olhado com desfavor por
parle do publico. He verdade que nao devemo nu-
trir a einerane de que, caso teja a "obra recebida, e
fique o publico se ulilisando da ponle, evitaremos a
PRACA DO RECIFE li DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces ofliciaes.
Descont por 2 mezesa 9 % ao anno.
Dilo por 8 mezes12 dem.
Assucar branco A." sorle2-5320 por arroba.
Dito someno25200 idem.
Dito maseavado escolhido superior25OOO.
Cambio sobre Londres a 00 d|v. 27 1|2 d.
Al.FANDEC.A.
lien lmenlo do dia 1 a 13. 112:30i;0l
dem do dia 14........ 7:546*258
1I9:910>9I9
Desearrega hoje (i de abril.
Briguo francezAlmamercadorias.
CONSULADO tiERAL.
Rendiinento do dia I a 13.
dem do dia 14. .
30:985)004
:I2.-99(I
33:309;991
iMVERSAS PROVINCIAS.
Rendiinento do dia 1 a 13. .
dem do da 14. ..... .
2:23l5l5l
1915717
422*868
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vario entrado no dia 14.
Baha8 das, hiate brasileiro Correio do Sorle,
de37 toneladas, meslrc Belmire Baplista de Sou-
za. equipagem 5, carga farinha de mandioca e
mais gneros ; a Caelano Cj riaco da Costa Mo-
reira. Passageiro, Belarmino Pereira Cliaves.
-Vdi'io* sahidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroPatacho americano Mary e For-
res!, em lastro.
Liverpool por MceinBarca dinamarquezn Prind
Cari, capilao II. L. Hanscn. em laslro.
Bucnos-Axres por MontevideoPatacho inglez l'i-
tid, capilao .1. Crowell. carga assucai.
PorloBarca porlugueza Flor da Maia, capitSo Jo-
s de Azevedo Canario, cama a-.su ar e mais gene-
ros. Passageims, Antonio Sergio da Cruz Muniz,
Antonio Manuel da Silva Maia.
BabiaHiate brasileiro Castro, rqeslre Francisco
de Castra, carga aila mais gneros. Paasagai-
ros, Marcelino Al ve* Ferreira, Bcncdicla Maria
dos Prazcres e I filha menor.
Navios entrados no dia 15.
Rio de Janeiro22 dias, briaue brasileiro Firma,
de 172 toneladas, capillo Manocl de Freilas Vc-
tor, equipagem 12, carga va-ilhamcs; a Novaes &
Companhia. Passageira. D. Francisca Alexandri-
ua da Silva Costa.
Cotinuiiiba 4 das, sumaca brasileira Flor do Ange-
Um, de 93 toneladas, mestre Jo3o Rodrigues dos
Santos, equipagem 9, caTga assucar; a Bastos &
Companhia.
Babia8dias, vapor inglez de guerra Sharpshooter.
commandante Parish.
Navios sahidos no mesmo die.
LisboaBrigue portuguez Clara, capilao Manoel
Joaqiimiia Silva, carga assucar e mais gneros.
TriesteBrigue hamburiruez Adolph, capilao (J. M.
I.assen, carga assucar e couros.
Ob-crvac.10.
Sabio para fondear 110 lameir.lo a galera america-
na Finland, para acabar do carregar.
Oitavo batalhao de infamara.
Manas de la, 355 ; panno verde escuro nlrcfi-
ORDE.U TERCEIRA DE N. S. DO CARMO.
Eslamos esperando que esla respeitavel contraria
no, covidos 1,983; sapatos, pares; cliifarolea com "dague quem empresloo a capa do Seolior retsusci-
,......,. j. ,... ,,. la'lo para a prodssao da irmaudade de Sania Rila, e
da.nha de couro preto envern.sado. bocal e ponle.ra que eipulsB,de seu remio es>e kmSo etfimmun'
EDZTAES.
Exportacao .
Babia, hiale nacionalu Caslro, de 53 toneladas,
conduzio o seguiule: 115 volumea gneros cslran,
-eiros e nacionaes, 7 pipas, 4 catalana, 2 toncleles-
I quarloia e 20 barra com 10,040 medidas e 5S2 ca-
adas de azeilo de mamona, 5 narria, 1 pipa, 2
metas pipas, 2 banda de 4.- e 2 ditos de 5.- com 35
medidas de azeite de carrapalo, 20 barris xinbo, 3
pacoles com 20 redes le algdihlo ordinario, 1 caxo-
tinho com I arroba de doce de goiaba, I tonel c 20
barris com 180 caadas de azeite de carrapalo, 3 pi-
pas e 1 tonelete com 702 medidas de dilo, 52 sac-
eos com 897 alqueires de milbo, 7 dilos com 30 ar-
robas de carvao animal.
Aracatx, hiate nacional Aurora, de 35 tonela-
das, conduzio o seguiule : 4 barricas com 500 bo-
tijas de genebra, 2 ditas com 97 garrafas de licor, 1
barril agurdenle do reino, 3 alambiques e 3 serpen-
tinas de cobre, 1 varanda de ferro, 11 barris niel, 1
parole com 2S caixasde charuto,! saccocom 51 libras
de lio da Baha, 2 fardos com 6 arrobas de fumo, 02
barricas e meia assucar, I aixa com 72 rhapeos di-
versos, 3 barricas com 20S libras de bisconlos e bo-
laehlabaa, 20 eaiai charutos, 3 ditas com 300 libras
de rap, 2 amarrados c 145 caixas doce de goiaba., **
barricas com 00 arrobas c 19 libras de assucar.
Porlo, barca porlugueza Flor da Maia, de 299
toneladas, conduzio o seguiule : 1,970 saceos, 170
barricas, 2 caras c I cunlielc com 10,457 arrobas e
18 libras de assucar, I8S saccas com 1,084 arrobas e
II libras de algoda* em pluma, 70 saceos mil lio, 54
dilus e 1 barrica arroz, 14 saceos gamma, 3 ditos fa-
rinlia de mandioca, 5 pipas, 33 mcias dilase 311
barris mel, 1 duo agurdente, 400 couros salgados,
3,950 candas de boi, 1,400 ponas de dilo, 10 cai-
xas, 3 hcelas c 1 ceaU doce.
Parahiha, hiate nacional Fiordo Brasil, condu-
zio a segniute : 152 voliiines'seneros rjslraugeiios
c nacionaes, 500'courinhos de cabra, 1 rarroca com
seus pertences, 2:10 arrobas de carne secca, 2 barri-
cas com 200 garrafas de licor, I dita botijas de gene-
bra. 1 barrica com 3 arrobas da caf moido, I caita
com 24 violas, 1 tacco com 1,009 pataco ;s, 10 fardos
com 41 arrobas c 23 libras de fumo, 1 caixacom 180
chapeos de bata.
liuenos-Avres por Montevideo, patacho inglez
Vivido, de 201 toneladas, conduzio o seguinle :
1,070 barricas, 150 meias ditas e 140 saceos com
11,127 arrobas c 22 libras de assucar.
Lisboa, brigue porluguez Clara, de 207 tonela-
das, conduzio o seguiule : 3,103 saceos c 1 barri.
quinta com 15,768 arrobas c 11 libras de assucar,
8 saceos com 28 arrobas de arroz.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da I a 13. 6:9999240
dem do dia 14........ 4959828
' 7:1959068
O lllm. Sr. 1." escriplurario servindo de ins-
peclor da Ibesouraria provincial, en cumprimento
do disposlo no. arl. 34 da lei provincial n. 129,
manda fazer publico, para conhecimenlo dos ere-
dores hypolhecarios, e quaesquer interessados, que
foi desappropriada a Francisca Joaquina do Nasci-
mcnlo, vuva de Jos Luiz Paredes, parte de um
sitio na estrada dos Remedios pela quanlia de 0005
rs. ; e que a respectiva proprielaria tem de srr pa-
ga do que se Ihe deve por scmelbante desappropria-
'."ao, logo que terminar o prazo de 15 dias contados
da dala desle, que he dado para as reclamacfles.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 11 de abril de 1855.O. secretario, A. F. da
.-/MHMUClOfO.
O lllm. Sr. 1. escriplurario servindo de ins-
pector da Ibesouraria provincial, em cumprimento
da orden do Exm. Sr. presidente da provincia, de
9 do correute, manda fazer publico, que no dia 3
de maio prximo vindouro, permite .1 junta da la-
zenda da mesma Ibesouraria se ha de arrematar a
quem por menos lizer, a obra do coicamente do se-
cundo lauco da estrada da Escada avahada em rs.
i:18iV|U0.
A arremataran sera feila na forma da lei provin-
cial 11. 343 de 14 de maio do anno prximo passado,
sob as clausulas e-peciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematadlo
comparecam na sala das sesscs da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Serrelaria da Ibesouraria provincia^dj Pernam-
buco 11 de abril de 1855.O sccrelario, A.F.da
Anminciariio.
Clausulas espeiiaes para a arrematariio.
1. O empedramento do segundo lauco da e-Ira
da Escada, far-se-ha de conformidade com o orc.a-
mpulo approvado pela directora em conselho, e
aprcsenlado a approvarao do Exm. presidente da
provincia, na importancia de 4:l8i.">OO rs.
2.'' O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e dever conclui-las 110 de seis me-
zes, ambos contados de conformidade Com o arl. 31
da Ici provincial n. 280.
3." A importancia desta arremalarao ser paga
na formando artigo 39 do rcgulameiilo.
4." Para ludo o mais que 11A0 se adiar especifica-
do as presentes clausulas, nem no orcamento, se-
guir-sc-ha o que dispe a respeito a lei provincial
11. 28G.
Conforme.O secretario, A. F. da Annunciaro.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ibesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de i do corra-
le manda fazer publico que no dia 19 do crtenle,
peanlo a junta da fazeuda da mesma Ibesouraria
se lia de arrematar a quem por menos lizer, a obra
do 12" lauco da estrada do sul, avalla la em 13:3100
rs.-servindo de base a arremataran o abalimcnlo 16 por cerlo olTetecido pelo licilanlc Francisco Ahes
de Miranda Varejao.
A arrematacao tara feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14 de maio dn anno prximo passado,
sob as clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalarao
comparecam na sala das sesses da mesma junta pe-
lo meio dia competentemente habilitada*.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de abril de 1855.O secretario, ./. F. da
Annunciaro.
Clausulas especiaes para a afrematarao. ,
1. As obras do 12 lanc,o da eslrada do sul far-se-
DECLARACOES.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo em virtud* de autorisa-
cao do Exm. Sr.presidcntc da provincia tem de com-
prar os seguintes objeelos:
Para o 2" batalhao de infantaria de linlia.
Bonetes 50, grvalas de sola de lustre 4fi, mantas
de la,i 41, esleirs 58, sapa los pares 57. capotes de
panno alvailio (i i, panno azul covados 227, liollanda
de forro dilos 173, brm branco liso varas 210, pan-
no preto covados 20, algodan/inlio varas 145, botes
I broncos de osso grosas 8, dilos prelos ditos ditas 5,
ditas de metal convexos grandes 712, dilos dilos pe-
queos 530.
10 batalhao de infantaria de liaba.
Bandcira imperial do seda 1. haste para a mesm.
1, porte dita dita 1, capa de oieado I, dita de brim 1.
Para a msica do mesnio batalhao.
Bonetes 27, panno corda rap covados 129, hol-
landa de forro dilos 71, charlatciras pares 27, cen-
lurcs crivernis.idos 27.
Meio balalbao do Cear.
Bonetes 233, grvalas de sola de lustre 31, ban-
das de loa 10, panno azul covados 721, hollauda de
forro.dilos 541, panno prelo dilos 73, brim branco
liso varas 1,303, algodiioziiiho ditas 801, mantas de
laa 212, botes bramos do osso grosas 19, dilos prev-
ios ditos ditas 21, dilos grandes convexos de metal
manilo 1,638, dilos pequeos ditos dilos 1,404.
Forte do Buraco.
Oculo de alcance 1.
Fortaleza de N. S. do Assnmpc3o da provincia do
Cear.
Bandeira nacional grande de lileli I, dila peque-
a defilcli I, cabo de linho de polegada e 1|4 dita
peca l
1 balalbao de arlilbaria.
Cordesde lia para canudos de folba 3, bandei-
ra imperial de seda I, porte para a mesma 1, baste
dila I, capa de oleado 1, dita de brim I.
Secretaria da delegela do corpo de saude.
I.ivros paulados com 200 fobas 2, papel arrraro
resma i, dilo de peso dila I, faca de niarlim 1, le-
soora grande I, lapes maco 1, canivele fino de 4 fa-
llas 1, patinas de ac da melhor qualidade, caixa 1.
Provimento dos armazens '\~> arsenal.
Cabo de linho fino de l|3 de polegada para ade-
rica, peca 1.
Expediente do arsenal,
Livros em branco paulados com 200 folhas 4, pa-
pel lmaco resmas 40, dilo de peso ditas 10, tirita
prcta garrafas 2(i, brelas de cor macos 40.
I"c2aclasse de oflicinas.
Oleo de linhaca arrobas 8, secante libras 20.
4* classe.
l.encocs finos de lato 6.
5a classe.
Couros de cabra curtidos Hit).
Fornecimeolo delus^s as eslttres militares
Azeite de carrapalo caadas 500, dilo de coco di-
tas 30 1|2, pavios duzias 6, fio de algodao libras 2,
vellas de carnauba libras 153.
Quera quizer vender estes objeetns aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 20 do correle mez.
Secretaria do censelho administraUvn para for-
necimenlo do arsenal de guerra 12 de abril de 1855.
Jos de Brito Ingle-, coronel presidenlc.fer-
uardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lettras sobre o Bio de Janeiro Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1833.O se-
cretario da direccao, Joio Ignacio de
Medetros Bego.
O lllm. Sr. capilao do porto manda fazer cons-
tar que em virti'de de aulorisacao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia foi enllocada urna boia bausa no
extremo dos baixos de Olinda, sendo a sua dcscrip-
tao, que muilo inleressa a iiavesarao, a por copia
junta a este. Capitana do porto de Pernambuco em
30 de mar0'de 1855.O secretario,
Alejandre Rodrigues dos Anjos.
Destripcao da boia baliza collocada no extremo
dos bai.ros de Olinda.
Na direccao Lessuesle Oesnoroesle da pona des-
linda, acba-se collocada urna boia indicando os bai-
xdsdo mesmo nume, balisada da maueia se-
guiule :
, Sua configuradlo de urna pv 1 amule cnica lem a
altura de 12 palmse 8 poltegadas do nivel dayaar
ao vrtice, e na sua base a circunferencia corres-
ponde ao dimetro de 10 palmos e 0 pollegadas. Sun
cor de um branco duro se deslaca inmediatamente
das bnias do banco do inglez, sendo ueste, a do nor-
te rajada de branco e escarlata em tiras perpendi-
culares, e a do sul de corvermelba. Acha-se ella si-
(a sobre um fundo de areia grossa vermelha, em 5
bracas na baixa-mar media, para Ierra della cousa
de urnas 30 bracas principian! apparecer algumas
laces solas, mas ao nivel do fundo, e nquem 240
bracas se euconlra o maissecco dos baixos de Olin-
da, vindn a boia a licar fura 2 milhas da cosa e 2
e 1 quarto do do extremo norte do banco do In-
glez. Sua posirao se oblem marcando a lorre da S,
na cidade de Olinda (igreja mais olla pouco ao .\
da qual se acha o roqueiro remarcavel por 63" K O,
o pao da bandcira do forte do Buraco, por 73 S O,
c a lorre do arsenal de iiiarinba por 57 S O, rumos
estes lodos magnticos, sendo a variaco da agulba
com que foram observados 9 N O.
Marcaudu-a norle-sul vcrdadelru por fura della
se pdela MVCCar livTcincnle n.lo s safo dos bai-
xos por ella indicados como do banco do Inglez, e
dos da lluba .coulinuacdo dos baixos qucdasCau-
ddas se pruluugam al a brrela de S. Jos): e to-
das as vezes que se fizer corresponder o coquoiro
remarcavel de Olinda, a meio do convento de S.
Francisco (igreja pouco mais ao norte, e mais bai-
la que a S se estara Leste-Oeste rom a boia, a
qual pode ser vista da dia com lempo claro na dis-
tancia de 5 milhas de cima do convez de qualquerJL
brigue, c de rolle na de 103 ou 200 bracas. Os lia-
vios quefnao demandan o porto, convm nao nave-
garon a Ierra da direccao cima inrnriaiada, por
quanlo quer nos baixos em frente a Olinda, qucr
nos da lluba, ciu frente da ilba do Nogueira, dioji-
nuco fundo nesles lugares rpidamente.
Capitana do porto de Pernambuco 30 de marro
de 1855.Eliziario Antonio-dos Sanios, capilao do
porlo.
Conforme.O secretario da capitana, Alejandre
Rodrigues dos Anjos.
CO.NSELIIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de autori-
tario do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeelos seguinles :
l'ara o dcimo batalhao de infantaria.
Panno verde escuro entrefino, covados 125 ; man-
tas de laa, 50 ; esleirs. 50 ; spidos, pares 281.
Segundo batalhao de infantaria.
Floretes com punhot dourados, bambas de couro
prelo enveruisado, com bocaes e ponieras dourados,
27 ; panno mesclado conforme a amostra que existe
no arsenal, covados 135.
be metal liso dourado, punho de bano, guarnecido
da metal douftdo, 27.
Nono batalhao.
Mantas tic Ifla, 376 ; panno verde escuro entrefino,
covados 1,468 ; sapalos, pares 348.
-Mein balalbao da l'arabiba.
Mantas de laa, 74 ; sapalos, pares 403.
Companhia de artfices.
Maulas de 13a, 72 ; sapalos, pares 88 ; boles
Convexos de metal dourado, com o n. 3, c de 7 lindas
de dimetro, 1,050 ; ditos de 5 Buhas, 675.
Companhia Uta do Km Grande do Norte.
Panno azul entrelio, covados 556 ; sapalos, pa-
res 106.
u-.iarto balalbao de arlilbaria.
Panno carmesim para vivos e vistas cova-
dos 90.
Companhia de cavaltara.
Maulas de laa, 11.
Hospital regimcnlal.
Roquete dehretaiiba com babados de cassa, hom-
breiras, collariuhos, c abertura de renda e bico, 1 ;
loalba de bretanba com 2 varas de comprimento c
com babados de cassa, I.
Colonia de Pimenleitas.
I bronelo, 1 ; magem do Senhor Crucificado, 1.
Quem quizer vender estes objeelos etrocar a ima-
gen), aprsente as suas proposlas em carta fechada,
na Secretaria do conselho, s 10 horas do dia 10 do
correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 9 de abril de 1855.
Jo/iilc lliito Ingle;, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
Pela subdelegada da freauezia da Boa-Vistase
faz publico, que lora apprehendido no .lia II do cor-
renle, era mao de prelo escravo urna bariqulnha de
biil.iebinbas inglczas, que anriava v endeudo por me-
nos de seu valor : quem liver sobre ella direilo com-
parcra perante esta subdelegacia. Subdelegada da
freguezia da.Boa-Vis|a 12 de abril de 1855.O sub-
delegado, suppleulc em exercido.
./. F. Martins llibciro.
Avisos MARTIMOS.
Segie com brevidade por ter parte da
carga prompta, o bem conliecido biate
AMELIA: para o resto da carga e pas-
sageiros/ trata-se com os consignatarios
Novaes i C, nariia do Trapiche o. 51,
ou com o mestre no trapiche do algodao.
Secuc para o Porto a barra nS. do Bom Suc-
cesso at o dia 26 de abril, por ler parte do seu car-
regamenlo prompto, por isso quem quizer carregar
na mesm, ou ir de passasem, dirija-se a Francisco
Alves da Cimba & Companhia, ra do Vigarion. II,
ou ao capilao na praca.
A barca portiigueza cafarla Jos, de que lie
capilao Jos Ferreira Lean, pretende sabir para Lis-
boa no dia 28 do correle mez de abril ; para o res-
to da carga 011 pa'ssaseiros, lrnta-sc com os seus con-
signatarios F. S. Rabdlo& Filho, ou com o mesmo
capilao na praca.
KIO DE JANEIRO.
A barca nacional SORTE, segu im-
preterivelrrenle para o Rio deJaneUb ter-
ca-feira 17 do correute, s pode receber
escravot a trete para os quaes tem encl-
lenles commodos: trata-se com os con-
signatarios Novaes & C, na rua do Trapi-
che n. 3, ou com o capilao na praca.
Para o Asea' sabe imprelcrvclmentc na scguWi-
tc semana o biate Angelical); para carga e palia
geiros, trata-se na rua da Cadea do Recil'e 11. 49,
primeiro andar.
Real Companhia de Paquetes Ingleses a
Va por.
No dia 20
desle me/, es-
pera-se do sul
o vapor Ai 'ni.
0 qual depois
da demora do
cos 11 me segui-
r para Sou-
Ihnmpton, to-
cando nos por-
os de S. Vicente, Teneriffe, Madeira e Lisboa : pa-
ra passaseiros. etc., Irata-se com os agentes Adam-
son Hovve & C, na rua do Trapiclie-Jiovo n. 12.
Para o Aracaty sabe o hiale nacional Incenci-
rel: quem nellc quizer carregar, dirija-sc a Joa-
quim Jos .Martins, 011 na rua doVigario n. 11.
LELO ES.
Segunda-feira, 16 do correnle, llavera leble
porta do armazem do Sr. Aunes Jacome, delronle
da escada da alfardega, r por conla e risco de quem
perlcncer, de cerca de 'M barris pequero* com supe-
riores presuntos e chouricas, e 2i barris tambem pe-
queos com loucinlro, em toles a vonlnde dos com-
pradores, e muito proprio para casas particulares.
Eugenio Didier presenca doSr. cnsul da Franca, de urna
caixa de candelabros avariados: terca-
'eira 17 do correnta as 10 horas da rea-
nima, em seu armazem rua Cruz n. l.
LEILAO' SEM LIMITE.
O agente Viciar, Tara leilao 110 seu armazem. na
da Cruz n. 2o, de urna infuto..ole de liras de mar-
cinciria. chapeos prelos de pello, algumas obras de
ouro, urna carroca nova com seus pertences, e excel-
lente cav alio, chapeos do Chile, e oulros objeejos :
terca-feira, 17 do correle, as 10 lloras da manha.
Timm Mom dem do Sr. cnsul de Franca, c em presenca dq seu
cbauceller.apor conla e risco de quem perlencer, e
por intervengan do agente Oliveira, de PVM n. I.
urna caixa com lencos de alzodao avariados, a bordo
do navio francez Gustare II, na sua recente viagem
lo Havre para este porto : aegonda-feira, 16 do cor-
renle, as 11 horas da atala em ponto, no seu ar-
mazem, na praca do Corpo Santo n. 1:1.
Vctor l.asne fara leilao (transferido do dia II
por nao lerem sido despachadas lia lempo certas fa-
zendas) de grande snrtimenlo ele (zondas de laa, al-
aodao. linho c de seda, todas proprias do mercada :
lerra-feira, 17 do correnle, as 10 horas da manilla.
110 seu armazem, rua da Cruz.
O agente Borja far
leilao em seu armazem
na rua do Cbllegio n.
15, de urna infinidade
de objeelos de difleren-
tes qualidados, os quaes
se acbarao patentes lio
mesmo armazem: qun-
la-ff ira 19 do correnle,
as 9 lloras em ponto.
pulse de seu gremio esse irmao escummunga-
do, para que se uSo reproduzam aemelbanlet faltas,
por quanlo o duna-las passar tem acontecido que al-
guem se persuada que os bens da ordem sao de sua
propriedade, como a tesoxira do alfaiate. Fazendo
eele pedjdo nao podemos deixar de lembrar a cerlo
irmao carol. que nao perca seu lempo em escocitar
quem eu sou, pois qoando quizer ter esta certeza
appareca, que Ihe teta palenle.
O irmao das varinhas.
Tendo otebaixo assignado perdido na noite de
11 do correnle urna carleira com diversos papis, in-
clusive urna ordem da quanlia de .'1O9OOO, sacada con-
Ira Joaquim Marques de Santiago, e algum dinheiro
em sedulas, rosa a quem a liver adiado, o especial
favor de a restituir, mandando-a entregar no Recite,
na rua da Cruz 11. 27, sesundo andar, que ahi sera
generosamente recompensado.
Antonio Pinheiro de Mendonra.
A. Lacaze tem a honra de participar ao res-
peilavel publico, que vendeu a sua casa de relujara
da rua Nova n. 22. a Mr. L. Delnuche; pelo que ro-
ga aos seus freguezcsqueltic continen ,e a o seu suc-
cessor a connanea que sempre Ibes mereceu. Reci-
fe 9 de jeueiro-de 18.").A. Lacaze.
Avis au public.
O aballo assignado vendo o annoncio de Mr. La-
caze em que scientifica a mudanra de urna sua luja
para o Recite, lem a participar "ao respeilavcl pu-
blico, que essa asseverac^o he menos exacta, vislo
como a loja que elle leve na rua Nova, (depois da
qual nao leve oulra} foi vendida com lodos os seus
pertences ao abaixo assicuado ; por isso he claro
que a tal pretendida mudanza se nao refere loja
supra-cilada, sm lalvez a alguma ambulante que
Irouxesse da Australia para onde verbalmcnte pro-
testara rctirar-se, assim como que nao trabalharia
mais uesla cidade, do que ha testemonhas immen-
sas. A'vista disto o publico que aprecie.
L. Delouche.
Desappareceu no dia 13 do correte, as 11 ho-
ras do da, um escravo de nacao, de nome Abrbam,
com dade de 22 anuos, cor preta, baixo, ps e mos
pequeos, quando anda naoassenla bem o calcanhar
do p direilo no chao ; levou camisa e calca azul de
algodao, chapeo de palha com um bonete dentro : a
peesoa que o pecar, dirija-se rua Direila u. 3, que
ser gratificado.
Mo lintel da Europa precisa-se de 2 negros para
aluguel. -
Desappareceu no da 13, indo vender tapioca
como cosluma, a preta Joaquina, bem conhecida por
ser esla sua venda ha muilo lempo, a qual be baixa,
magra, c de maior de 40 annos, (em o andar tropeco
como quem esta cabndo, tem as mos con uns,cal-
los por cima dos dedos, o nao Os pode aljm bem :
levoii-vestido de ganga azul e panno da Costa tam-
bem azul : quem a pegar, leve-a i travessa daTrem-
pe 11. 9.
Aluga-sc o segundo andar do sobrado n. 167, na
rua Imperial, com bons commodos, sotao grande,
quintal e estribara, por prero baralo ; trata-se no
mesmo.
A'visia do eminente perigo que anteara a casa
n. O, sita 110 aterro da Boa-Vista, esquina do beceo
dos Ferreiros, mediante as informaeoes produzidas
pela respectiva mcslraura, fui apressadamentc dito
sobrado desorrupado pelo F.xm. Sr. desembargador
Padilba : coiisequenlemente roga-so a auloridade
competcplc de providenciar a respeito, de' modo a
evitar aluuin desastre.
Patricio Marques da Silva rclira-se para a Eu-
ropa tratar de sua saude.
Precisa-se ainda a bordo do brigue Capibaribe
de om bom cozinheiro livre : quem estiver neatat
circunstancias,- dirija-se a rua do Collegio n. 10,
para tratar.
Loja uova de bilhetes de loteras da pro-
vincia, no pateo do Carmo n. 18.
Olbem, bilhetes
Vcnliam comprar,
Onom busca fortuna
Nao deixa escapar.
O meio billitlc n.1217 da quarla lotera do es-
labelecimenlo de flm conservatorio de msica na
curte, pertenre a Francisco Antonio de Souza Cami-
saoe a Domingos Antonio de Sa, da cidade de Goi-
anna.
Descja-se fallar ao Sr. Joao Francisco de
Alhayde ou ao sen procurador nesta praca, a negocio
de seu interesse : no Forte do Mallos, armazem
n. 20. .
No aterro da Boa-Vista n. 20. primeiro andar,
abrio-se um curso parlicular das linguas franceza e
inglesa : quem no mesmo quizer malricular-se pido
dirigir-se at o lim do mez, a qualquer hora do dia.
Precisa-se do urna ama para o servico interno
de urna casa de 'A pessoas de familia, que sirva lam-,
bem para as compras : na rua do Hospicio 11. 3.
OOcrecc-se um rapaz portuguez para caixeiro
de taberna ou oulro qualquer estaheleciinenlo. para
lomar conla por halanro oa sem elle, para o que
tem bastante ortica : quem de seu presumo se qui-
zer iililisar, dirija-se rua do Rangel n. 37, loja de
marcioeiro, que achara com quem tratar.
JARDIM PUBLICO EM PERNAMBUCO, KUA*
DA SO LE DA DE N. 70.
Cbegou a este grande estahelccimento pelo navio
Alma, vindn de Franca, umbom sortimenlo de plan-
tas, sendo 2Oqualidades das mais bellas rotas, ha-
vendo j WO, asim lambem 52 qualidades de dalias
das melhores que ha em Franja, havendo j 300, 30
qualidades das melhores uvas, frambousier on amo-
reinis, duas rosa e branca, sendo esla a mais propria
para a criarlo do bicho da seda, arbootier ou me-
dronhos, groselbas i qualidades, phlox 4, geranicons
ou bico de grou 11 qualidades; lapibem ha fructa
pao, grandes ps de sapotis, etc. : os sentares qne
quizorom dcslas plantas s3o convidados a comprar,
que o lempo he proprio. Recebem-se cncommendas
para o centro desta provincia, e as mais do norte e
sul, de ludo se afianca a perfeita idenlidade dettas
plantas.
i!
AVISOS DIVERSOS-
huhIxo avtrslgiiudu Dr. em jija
nirtcina, aclin-se retsfrtlutio 3
na rata dn Cruz dn leclfe n. $*
49 si -imito ulular, onde j>6- Sj
tle s : trociniuo :. qtiulqaer SJ
liera- /ouqttha Intenta r^*
itVfH R
Alaga-te pelo lempo de 3 annos,
lima casa terrea a moderna <|ue tenlia i
(piarlos e bom quintal: nesta tvpofjra-
phin se dita' quem precisa.
Chegou a loja de miudezas de 4 por-
tas da rua do Cabuga', um completo sor-
menlo de retroz de lodas as cores, vo-
lanl", trina e jales llancas, bjcos de
seda, e lia de bordar de todas as cores
e raescladas
O raulelsla Salu>lianode Aquino Ferreira de-
clara, que d gratajlamenle a melado da sorle que
ahir nos bilhetes ntelroa n. :t,.v>:i e:!^:i ta i. par
le da l. lotera da matriz do Rosario de Kiuiamia,
ao bospilal da ordem lerceira do Carino, pata adan-
tamcnlo de sua obra, e o digno prior da iticsma or-
dem lerceira o Sr. lranci-co Pinto da Cuela Lima,
pollera vir receber o que liver de sabir nosi referidos
bilhetes, vislo o desojo que lem de ver o a idamente)
da referida obra-
ATTENCAO'.
No dia 1 i, a 8 horas da noite. desapparc reu a cri-
ouliuha forra, de nome Hara, com idade de 12 an-
nos, pouco mais. baixa e secca do Corpo ; evou sa-
palos do couro de lustre, e vestido de dita branco
com ramagein muida, a qual eslava em rasa do abai-
xo assiguado, morador na rua larga do Rosajrio n. ifi:
roKa-se,portanlo,alodaas |ies-oas que della liverem
noticia, cu quem a liver rerolhido, que participe ao
mesmo abaixo assignado, que ser recompensado, e
se Ihe licar.i muito obrigado.
Antonio Claudino Alves Gomes.
No holel da Europa precisa-se de um copeiro.

Jos Pinto deMagalhaesixC., fazemsci-
ente ao respettavel publico que em seu es-
tabelecimento de carros fnebres do pa-
teo do Paraizo casa n. 10, se encontra car-
ros e pannos da primeira a quarta or-
dem com ricos adornos, tanto para de-.
f'untos como para anjos, incumbem-se de
fornecer- guia, carros de passeio, msica,
aimaco, cera, ele, e prometem bem
servir a (ptem.se dignar iucumbi-los de
(pialquer enterro, para o que ha as ne-
cessarias habilitacies : no mesmo alugamt
se caixoes, e vendem-se mortalhas de pi-
nito.
LOTERAS da provincia..
O catttelista Vicente Tiburcio Cornelia
Ferreira-tem as suas cautelas e bilhetes
da primeira parle da primeira lotera do
Rosario de Goianna a venda as seguate*
lojas: rita do Crespo 11. ie 12, ruado
Queimado n. 25, pateo do Carmo n. 18,
rua N'ovan. 47 e aterro da Boa-Vistan.
3 ; seido os bilhetes intetros pagos sem o
descont dos 8 por cento do imposto ge-
ral.
Seus precos ate' 21 do corren te.
Bilhetes. ."'i.S'.'iOII
Ouailos. l.sUO
Oitavos. 7211
Decimos. (i)ll
Vigsimos. 320
l'rerisa-sc de um menino porlugue de 10 oa
12 anuos de ida.le, pan c nveiio de um taberna : na
rua de San Francisco n. (S.
I'rerisa-se alugar urna preta forra ou captiva,
que saiba cozinhar. fuMmirur e fazer lodo o mais
servico de urna casa de pequea familia ; a (ra(ar na
rua da Senzala Velha n. 60, primeiro andar.
Paulino Connives da Silva, cidadao portuguez,
relira.ee para o Rio de Janeiro.
Rernardino Antonio llamos e Joflo F'eliV de
Mello vAo a Portnaal.
Ainda esta para se alujar a caa na cidade de
Olinda da ladeira da Misericordia n. 12 : a fallar no
rua de Malinas Ferreira n. 28, on no Recife, roa do
Rangel n. 24.
Precisa-se de om bom carroceiro : no armazem
Je materiaes da rua da Concordia, onde lem tabo-
lelas.
Mimiann


OHRIO DE PE RH Ai BULO. SEGUNDA FCIRA 46 01 ABRIL l 1855.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 IVA 3VOT7A 1 AJTOAR 50.

O Dr. I*. A. Lobo Moscnzo d consullas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde i) Imras da
inanhia alomeio di, e ein casos eilraorduyarios a qualqucr hora do da ou noile.
()erece-se gu.ila.Mto para pr altear qualquer operario de rirureia. e acudir prnmptamciilc a qual-
qucr niullierque csieja mal de parlo, fe cujas circumslaucias nto peruiillam pagar ao medico.
NO MMTOKIO DO DR. F. L LOBO MOSC/0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Mauuil completo de mcdilicina homcopalhica do l)r. (j. II. Jalir, traduzido ein por
luguez pelo l)r. Moscozo, qualro voluntes encadernados cm dous e acoinpanhado uin diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc.
E-la obr, a inaisi
(19(100
ia, por ser a nica
lis importante de todas asqnelratam do estndo e pralira da hnmeopallii.
que conten abase fundamental i*'esla doulriiiaA PATHOGENESIA OU KFFEITOS )OS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DESAUDErouhecimcnlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pratica da verdadera medicina, inlcrossa a lodos os mdicos que quizerem
etperinientar a r'nulrina de llalineinann, e por si meamos se Convenceren! da verdade d'ella : a lodos os
faiendeiros e senhores de enaenho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaes de uavio,
que urna ou oulra vez nao podem.dinar de acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais do familia que por circumslancias. que nem seinpre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prealar in continenti os primeiros sorcorros *m suas enfermedades.
O vade-mecum do homcopallia ou tradcelo da medicina domestica do Dr. 11 crin.-.
obra lambem ulil a pessoas que se derticam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanllado do diccionario dos termos de medicina...... 10JO00
O diccionario do termos de medicina, cirurRia, anatoma, ele, ele, encardeuadn. 3O00
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pateo seguro na pralira da
homeopalhia', e o propriclario desle eslahelecimenlo se lisongeia de Ic-lo o raais bem montado possivel e
ninzuem duvida hoje da urande superioridade dos seus medicameulos.
Botiras a 12 tubos grandes.........._...........
Boticas de i medicameulos em glbulos, a 10*, 123 e 1 jjOOO rs.
Ditas 36 ditos a.................. -JOjOOO
Dilas 4S ditos a.................. VjOOO
Ditas 60 ditos a................... .'IOjjOOO
Ditas 144 ditos a.................. 609000
Tubos avulsos............... ......... 131)00
Frascos de meia mira de (indura................... 29000
Di los de verdadeira lindura a rnica................. 23000
Na mesma casa ha aemprc a venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentoscom loda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
, SALA DE DANSA.
Lu/ Caularelli participa ao respeilavel publico,
que a -na sala de ensino, na ra das Trlnrbeiras n.
19, se acha aborta (oda- us segundas, quartas c sen-
las desde as 7 horas da noile ale as '.) : quem do sen
presumo se quier olilisar, dirija-se a mesin.i casa
ilas 7 lloras da manira al as 9 ; o mesmo se ollere-
rc a dar licoes particulares as boros convencionaila-:
e lamben) d.i licoes nos collegios pelos precos que os
mc-inos (cm marcado.
Manoel Ignacio de Oliveira embarca para a
Europa oseu filho menor de 10 auno-, Joaej de As-
sumpi.o Oliveira.
O padre Antonio .la Cunha l'igucircdo mudou
o seu escriplorio de advogado para a ra estrella do
Itosario n. 26, onde poder.i ser procurado lodos os
dias ilas !l horas da mauli/ia em di.inle.
Mll)A.\(,.A DE LUJA.
Jos Pradincs, cullleiro franre/, tem a non- S
ra de previnir o respeilavel publico e a seus *$
& freaue/.es em particular, que mudou sua lija ^
; da culilaria da ra Nova para a roa da Ca- Ss
J deia du Hccife n. 10, onde o acharan promplo ^
. para os muleros de seu ollicio, e assegura as K
i% pessoas que quizercm honra-lo com loa conli- B
a anca, que sero salisfeilas tanto na prompli- c
: 3 dio como nos precos, que serflo os mais rasna- H>
S3 vois possivel: approveila lambem e-sa occa- SI
3 siao para previnir a seus freguezes que leen 9
oliras as inflos delle ha muilo lempo, que ve- |j
5_ nliain buscar no prazo ilc um mez. du con- 'j
j tr.irio sertlo vendidas para pagamento do Ira- B
balito, porque nao porte passar seu lempo a gj
S apromplar obras que deixam depols sein as
K >ir buscar. 3
K Faz as amolladles lodos os lias. t
D-se diuliiMi o a juros sobre ponbures de ouro
e prala, soja qual lor a qu.uili.i : na ra de Hurlas
n. 43, casa lerrea.
Precisase de unta petaca que icnlia as habilita-
rnos necossarias, c queira lomar por bataneo, conla
de unu lioa laberua dul.uilc desla cidade urna le-
gua, u nao se iluviB dar interc-se na mesma, ou
bom ordenado : a Iralar 110 becco do Pcive Frito,
taberna do Gabriel.
Vicalo de Frailas Tararea, residente naala ci-
dade, hunleiro legitimo de seu Hilado pai Francisco
Jos 'lavares, fallecido em Lisboa, rouslaudn-lhe que
para e-la cidade pelos mais bordnos de Lisboa, fui
remedida procuraran bstanle para sercm vendidas
as parles dos engeiihos Cuiuiiihuca e Kiacho dos Pa-
dres na frecue/ia de Agua l'i ola, qoe por hrraiioa
de seu fallerido av Matoel lie Carvallo! Me.leiros
as hnuvcram. E como os bens ile en fallecido pai
^ anda nao fjiam inventariados, parlilbinlos. e menos
para issu uuvido fui o mesmo annuncianle, lie do
seu rigoroso dever srienlilioar m respeilavel publico
desla cidade o provincia, que ilcitcui de negocio al-
gum ^azc^, pois que cssas ineamaa parles dos refe-
ridos enuciilios, elle annuncianle herdeiro, tenciona
serem as que pur heranea lliesdevam tocar, entbnia
mesmo qualquer repusicao que hoja do liaver, peta
qu.d se obriga o annuncianle -.ilisf.r/ei, uma vez
que nesla provincia se acha residm.lo, e da agrirul-
lura do Brasil pretende usar, c por isso deixara de
perlencer as iiipsmas parles ilos ililos cnt:eulios aos
licrdeiios de Lisboa por ser Ida dilleronles as suas
residencias. E para que de futuio ignorancia nao
baja aos que lal compra lizerem, faco por aonnnrio
em 6 dias sucerssivos noslo Diario, lud,, islo constar
ao mesmo rrspcilavol publico desla cidade, e toja a
provincia. Ilecife II de abril de 1855.
MAIIMULADA A liil) A LIBRA.
8
8
^ IBLICAljAe DO IXSTITITO BO g r
MEOPATMCO DO BRASIL. 1 hau
W THKSOURO HOMLOPATIUCO
OU
g) VADE-MLCLM DO
0- IIOMEOI'ATHA. f
Mclhodo concito, claro e seguro de cu- \)
rur homcopathicamente todas as molestia /a
que affligem a especie humana, e part- Vj
A cutarminte aquellas que reinam no lira- (A
2? Sil", redigido secundo os mclltores (rala- ,j.
0 dos de homeopalhia, lauto europeos romo \pj
8 americanos, e segundo a propra cperi- ^S
enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera z'
Pinhu. Esla obra he boje reconhecida co- \J9)
a moa melbor de todas que tralam daappli- /A
" ca^ao homeopatluca no curativo das mo- *J
leslias. Os curiosos, principalmente, nao (ffi
podem dar um passo seguro sem possu-la e /k
ronsulla-la. Os pais de familias, os senho- W
re de eusenho, sacerdotes, viajantes, ca- (j*
pitaes de navios, serlanejoselc. etc., devem ^-j.
te-la a mito para occorrer promptaitieule a \5)
qualqucr casodp moleslia. A
Dous volumes cm brochara por 108O00 "2
u encadernados H9OOO fff
Vcnd-se nicamente cm casado aulur, /A
110 palacete da ra de S. Frauoisej) vMun- J
do Novo) 11. 68 A. Bj
1 J. IMS, DENTISTA, I
-tQ coulina a residir na ra Nova n. 19, primei-
tjk ro andar. J;f
88>i>@
' Nevos liwosde homeopalhia uefrancei, obr.^s
1 todas de summa importancia :
iialiuemaiin. tratado das molestias chronicus, vo-
2OJO00
69000
7.?(KIII
ll-HKHI
169000
63OOO
8(K)0
ibaooo
109000
SCODO
7WXHI
61000
4901K)
lOoOOO
lumes.
Teste, iroleslia- dos meninos.....
iieriug. homeopalhia domestica.....
abr, plriiijiarnpi,1 bomeopalbica.
ahr, novo manual. 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas. .
Jalir, molestias da pelle. ......
liapou, historia da bomeopatlua, 2 volumes
llarllimann. tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica. .
De Ftyolle, doulrina medica homeopalhira
Clinioa de Slaoneli ....'...
Casling, verdade da homeopalhia. .
Dicdonario dc.Njslen.......
Adas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripca
de todas as parles do corpo humano .1OS00O
vedem-sc lodos osles livros 110 consultorio hnmeopa-
l.'ui'o do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
*moirp audar.
esSS@*J><4 B^). *
DENTISTA,
Paulo Gaignoui, rtenlisl francez, cstabele G
A eido na ra larca do Rosario n. 36, segundo #
% andar, colloca denles com gcngivasarlifciacs,
9 c dentadura completa, ou parte delta, com a 9
*Jt pressao do ar.
Q Rosario 11. 36seguirlo andar. m
83>@g3 ega
Va ra da Gloria n. S ensina-se a
traduzir, Tallar e escrever perfeitamente
a lingua ingleza, promettendo-se uie uie-
thodo fcil para em poveo temroo disc-
pulo adquerir uin grande adiantamento.
lllm. Sr. inspector da Ihesouraria geral. -Diz Jos
da Kocba Parauhos, que ein virlude de ordem do
(hesouro publico nacional, que mandn a informar
a esla Ihesouraria um requerimcnlo com documentos
annexos c comprobatorios, da quaolia de dous con-
loa e lautos mil res, que ao supplicanlc he a mesma
fazeuda devedora, acontece qoe leudo o suppli-
canlo eslado na e>peclaliva, e requerido j,i a V. S.1
cm dezembro do anuo passado solucfio de urna tal
informacao at o prsenle, parece que por uin.i fala-
lidade, nao tem sido possivel o supplicaiile obler o
despacho, apeaar de tprja decorrido um auuopouco
mais o menos ; pelo que, nao sendo cabivel que as
reparlicoc liscacs prolclcm o dircilo das parles por
um lempo indeliiii lo ; por isso, vem o supplicanlc
requerer a V. S., que como ebefe desla reparlicao, e
5 cujo cargo esla a allribuirao de cump 11 e fazer
cumprir as dcllberaees c rdeos do Ihesouro, como
determina o paragrapho 10 do arf. 31 do decreto n
106 de 20 de uovembro de 1830, se digne mandar
que e empregado em cujo poder estao os documen-
tos e pelices do supplicaute, para informar manda-
dos por V. S. que be o ebee da 4. seceso, Jas
lleurique Machado, d promplo audamenlu a dila
iulormacao iiGm de que uao fique eterua'meiile se-
pultada esla pelicao em seu "poder, como tem eslado
os oulros documentos e pelices ; com que far
ao supplicantc a merecida juitira ; e assim pede
V. S. Ihe delira.E. It. Me.
Jos da Uoclux l'aranho*.
Ilecife 22 de marco de 1855.
CASA DA AFERICAO, PATEO DO TERCO N. 16.
O aliaivo assgnado scientilica, que no escriptoro
daquelld casa da-seexpedieote todos os diasdas 9 ho-
ras da manira as 4 da tarde ; outro Im, que a re-
viso leve principio no da 2 do correnle, e que lin-
do o' prazo marcado pelas posturas muiiicipaes. in-
correrao os conlraveulores as penas do arl. 2 Ulu-
lo 11 das sobredilas posturas. l'ra.icdes da Sileu
(u.'iiiao.
l'crileu-seiima ar&nlinha de brilhanle : quem
a aeliuu o quizer pesliluir, leve-a a roa da Cadeia
po Kecile, armazein n. 4, que se gratificar.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO DE
OIANNA.
Aos 5:0005000, 2:0009000, 1:00 'h bilheies e cautelas do caulelisla A. J. Rodri-
gues de Souza Jnnior, lio afortunados pelas frequen-
(es vezes que (em dado as sor(es grandes, como rc-
CKmmendados por serem pagos os premios grandes
por iiileiro sem descont algum, acham-se .i dispoi-
cao do respeilavel publico as seguidles lujas : pra-
ca da Independencia na. 4, 13, 15. e 40; ruado
Oueimndo n. 37 A, o cm outras mais do cosime :
as ro las di referida lotera andam iinprelcrivelmcn-
le a 21 do correnle mez em o consistorio da igreja
d.i Conceicaodos .Militare-.
Recebe 5KI00|e0O
2:.'K)O.NI0;
1:2509000
6259000
.VMHKMI
' 2509000
O mesmo caulelisla cima declara ao mesmo res-
peiluvel publico, que se obriga a pagar os premios
grandes por inleiro sabidos ein suas c'nuleUs, e mais
que quanlo aos seus bilheies1 iulciros, os quaes sao
vendidos em originaes apenas se rcsi>ontabli*a a pa-
gar os oilo por ceulo, logo que se Ihe aprsenle o hi-
Ihele. indo o possuidor receber o respectivo premio
do Sr. thesoureiru.
Precisa-se alugar um sobrado, ou mesmo casa
lerrea, com commodos para grande familia, sendo
uo bairro da Boa-Vista, as ras seguinles: loria
aleo Mondeso, Sebo, Pires,etc.: ua ra do ijuei-
mado, segunda loja n. 18..
Aluga-se urna casa terrea ou de sobrado, em
qualquer das ras que ficam enlre o becco du Virgi-
nio e o pleo de S. Jos : na ra Nova n. 69.
Bilheies 5550O
Meos 298OO
Ouartos 19440
Olleros 720
Decimos 61 MI
Vigsimos aao
na ra Nova,
1 e pelo meio
1 rfual alfiucle
a por cima do
a-se a quem
Participa-se aos Sr. mestre pedrei-
ros, caladores e mais pessoai particula-
res, ijiie na ra da Cruz do Recite n. (2,
111 deposito da l>em conhecidu cal
branca de Jaguaribe, c (pie* se vende
incito em conta, tanto cm retalbo como
em porroes.
Preciba-se de olliciaes de alfaiale,
tanto de obra grande como muida : na
ra Madre de Dos n. 5(i, p'imeiro an-
dar.
Pcrdeu-sc no ilia 8 do rorrele,
um allinele de ouro rom esmalte verd<
doesinalle urnas palmiubas de ouro,
he ila formalura de um S com urna vol
mesmo S, o qual he de senhora :
achou de o levar ao largo da ribeira n. 1, taberna
que faz quina para a ra do Fagundes, que se dar
109000 de adiarlo.
Na ra do C.abug n. 16, primeiro andar, ha
urna caria de Lisboa para o lllm. Sr. Joaqun] Ma-
nuel Gomes de Mcodonja.
Viuva L. Wolichard e seus 3 filhos menores,
reliram-se para a Europa.
Casa de consignacao de CScravOs, na ra
dos Quarteis n. Si-
Compram-sc e recebem-se escravos
sexos, para se venderem de commissao,
provincia como para fra della, od'ere
-so (orla a segurauca precisa para os d
Precisa-se de alognr um Prelo :
bo n.."! A, ao qual se na buin ord'jnad(i.
MDANA DE LOJA.
A. Laca/e acieulifil a no respeilavjel publico fi
e principalmente aoateiH frcauezesl que mu-
= dou a sua loja de relojoeiru para a ijua ra Ca- $
W rlcia rio Recife n. 18, ondeo acharko sempre @
; promplo para fazer qualquer cunearlo, lauto 9
& de'relociue de lgibeira como de parede, ele, '
S ele. assim con, acharan um completo sorli- C:
ment de relogio de lgibeira paleles, sois- 3
Si sos c bofifootees, crrenles para ditos, occu- t
W los, ele. jg
Aladame Thcard, leudo de fazer urna viagem a
Europa, avisa aos sem llovedores de viran saldar suas
contas na luja da roa Nova,*. 32, para llie evitar de
proceder coolra ellos judicialmenle.
Pede-se ao Sr. Jos' de Mello Cesar ci-pro-
curadorda cmara de Olinrla. que venha entender-
se com os henleiros de Luz Roma, pois basta de
rassoadas, licando cerlo que cm quanlo nao se en-
leuder com os mesmus ha de sabir este annuncio.
C C. FIGUEIRED0,
aSTOMHOtSF^SHIHMNGAiEM.
S0UTH\MPTO\. \
Wlh despulchand economvJ
(joods and Passengers' Luggage slriclly allended lo.
Information giren respecling the arrical & de-
parture of Sleum l'essels.
Forcgn Moncv Exchangcd or Rccevcd in
de ambos' us
lano para a
endo-se para
los escravos.
ia ra rio Se-
*
Pawncnt.
C. C. FIGUEIREDQ,
COURTIER DE DODANE,
A SOUTHAMPTON.
illaicljonoiscs, baflgc, ft cffets
Recus c( expdis avee diligeuce el econoinie.
Im plus grande allention esl apporle enreri les
l'afsagers, leurs Hagages el Marrliandises.
Tale Information possible esl donne sur l'arrivce
ou le deparl des Italeaux a Vapeur.
COMPRAS.
8SSES3SSS3KSaiKSS3I
Ja' ebegaram as seguinles sement
de 01 tabees das melbores i|nulidades, que
lia: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, alface
repolluida e alema, repolbo, tmales,
nabo branco e roxo, couves, trinebuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, \i-
COria, cebla ile Selubal, sinoiidas, sijj relba, selgas, ervilba loria, dila ilireita e
genoveza, dila de Angola, feijaocarrapa-
lo rie (|tiatro qualidades, eoentro de toti-
ceir.i, eum grande sortimenlo das melbo-
res sementes de llores da Europa : na na
da Cruz n. 2 em casa de Antonio Fian-
cisco Martins.
O propriclario da linba de mni-
bus faz seienle que do dia 16 rio cr-
renle em rlianle, llavera nos dias re
aula da academia um mnibus para all, o qual
partir da ra do Crespo as 7 horas e 3|4, S l|2, !1
l|2, 10 l|2e II l|2 horas ra mauhaa : a iiieiisalidade
he rlc 5JJO00 rs. pagos adiautadus, e avulso200 rs: os
bilheies de eulrada vendem-se no cscriplorio da
ra das Laranseiras n. 1S. Advcrte-sc que nao le-
ra ingresso quem deixar re aprescutar o bilhele re
entrada.
Aluga-sc um grande sitio com casa
de vivenda de pedia e cal, estribara pa-
ra 4 cavallos, coebeira, um grande poro
cora dous tanques com coberta de <|uatro
aguas, sito na estrada do Parnameiiim,
com parte de frente para a estrada prin-
cipal: advertindo que se alagara- com
preferencia a' pessoaqu sequizer encar-
regar a tratar bem do sitio e das casas,
e igualmente se fara' negocio por renda :
quem pretender- qualqucr desles nego-
cios procure na travessa do Veras n. 13,
na Roa-Vista.
Precisa-sede um muleqoe de 15 a 18 anuos de
idade, para ludo o servicorle urna casa de poma fa-
milia na ra da Cadeia do Recife, loja n. 1 (">.
Nos ltimos dias rio mez de marr-n dcsapparc-
ceu du engenhu Oauassu', um mulato de nonio Ja-
ciulhu, alio, bom corpo, cabello muilo carapiuhado,
e he carreiro ; suppoe-sc ser rio serian, e lalvez pa-
ra la tenlia ido : quem o apprcbcmler, leve-o a seu
senhor no mesmo eugenho, e nesla prao^i ao Sr,
Francisco Jos Silveira, ou a Gabriel Antonio de
Castro Qiynlaes, que gratificar generosamente,
-t Na luja de miudezas da ra da Caricia do Re-
cife n. 7, de Antonio Lopes Fereira de MellolCom-
panhia, existe um completo sorliuienlo de laa para
lioidar. de exccllenles cores, por preco tummodo ;
assim coinu anula eiisle una pequea purcau de
saccas com cxcellenlc l'eijan mulaliuhu, viudo lti-
mamente do Aracaly, pelo diminuto preco de l9
rs. cada una ; assim como contina liaver sempre
caixas com os bein condecido diapcos de fcllro ia
fabrica de Jos de Carvalbo Piolo i Compaohia, do
Rio de Janeon.
Cabaixo assignado estando a mu-
dai-se de Olinda, declara nao dever a
ninguem nessa cidade nem na do Recite,
neni em parte alguma : se todavia al-
guein se julgar seu credor, aprsente'
sen titulu para ser pago.Jos Lonrenro
Meira de Vasconcellos.
da
Na roa Nova, esquiua
bous olliciaes para calcas.
ponte, precisa-se de
CARLOS G. FIGUEIREDO.
Agente da Alfandega e de Navios,
. 8, QUEEN'S TERRACE,
SOITHAMPTON.
s3KSS^~~
Recebe e expode rom presteza e economa, mer-
caduras, bagagem e clleilos de qualqucr nalureza e
ordem.
Esclarece os viajantes sobre as chegadas e sabidas
dos paquetes, de caminhus de ferro, ele, dirigiudo-
se no mais que precisen).
Faz as operaccs iiecessarias da alfandega, e rece-
be fazeudas a cummissau, etc.
Precisa-se alugar urna prcla para oservkode
urna familia ingleza, quosaiba lavar, entotumare
coser : emeasa de Paln Nash & Companliia, ra do
Trapiche Novo n. 10.
O abaixo assignadu, olTerece o seu presumo a
quem se quizer olilisar para lirar guias do juixo dos
teiius da fazeuda, (anloda geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessnaliuenlea nao podem
Orar, e que com a mesma fazeuda se acham dehila-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
oome, numero da casa, e roa em qoe mora, nos lu-
gares seguinles : Ilecife, ra da Cadeia luja n. 3,
ra da Cruz n. 50, paleo do Terco n. 19. ra do Li-
vramenlu n. 22, praca da Independencia n. \, ra
Nova n. i. praca da Boa-Vista n. 2, onde serao
procurarlos os bilhele* e as pessoas que quizerem
para o llin expendido, e na roa da (dona n. 10 casa
do annuncianle.Macariio de Luna Fcire.
Na ra da Cadaii do Recife n. 3, primeiro an-
rlai, confronte ocsniplurio dos Srs. Barroca & Cas-
(ro, despacham-se navios, quer nacionacs ou eslran-
geiros, com loda a prompliriao ; bem como liram-ae
passaporlcs para fura do imperio, por breos mais
CQiomudos do que em oulra qualquer parle, e sem o
menor trabado dos preteudenles, que podem l'ralar
das 8 ra manhflz as l horas da tarde.
Arrenrla-se ama loja no aterro da Boa-Vi-I.i,
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na roa ircila, derronle do becco de S. Pedro o.
3, sobrado de 3 andares, recehem-se escravos de am-
bire us sexus para se ven le ep: de cummissau, au se
levando mais du que duus pur ceolu por esse Iraba-
llio, sem despeza alguma de comedurias, ollereeen-
du-se para islo loda a segurauca precisa para os di-
los escravos.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do itaii-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos intei nos eexternos desde ja' por m-
dico preco como be pblieo: quein s
quizer nblisar deseu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer bota dos dias uteis.
MASSA ADAMANTINA.
Ra du Rosario o. 3(i, sgguudo andar, PauluGai-
gouux, dentista francez, chumba os denles com a
ni-,a adamauliiia. Essa nova e maravilbuea rom-
posic-ao lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa lorias as anlracluosidadcs do denle, adqucrinilo
em pouens instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e promclle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO EM
GOIANNA.
Corre indubitavelmente sabbado 21 de
abril.
Aos 5:0003000, 2.00(rcO00, 1 MHMbflOO.
O caulelisla Salusliano re Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que seus bilheies e cautelas
estao isenlns do imposlo de oilo por cenlo da le.
Acham se venda lias seguinles lujas : roa da Ca-
deia do Recife h. 2i e 45 ; praca da Independencia
n. 37 e 3!l ; ra do Queimado o. 3!l e H ; roa rio
l.iv mnenlo n. 22; ra Nova n. 10; e ra do Caba-
la n. II, bulica.
Bilheies aOO Recebe 5:00(WHK)
Meius 29800 i> 5O0000
Quarlos IjtMO 1:2.iIINMH)
Quintos I9IW) m 1:0009000
Oilavos 720 6259001)
Decimos IKK) .~i009INK)
Vigsimos 320 a 2.IO9OOO
O referirle caulelisla declara mu expressamenlc
ao respeilavel publico, que be respunsavel uuica-
menle a pacar os premios grandes por inleiro qoe
obliverem suas cautelas : sobre os seus bilheies inloi-
ros vendidos enroriginaes, se obriga apenas a ein-
bol-.ir an possuidor do bilhele os oilo por cenlo da
lei, logo que elle Ihe for aprcsenlado, indo n possbi-
dor receber o coinpelenle premio que uellc sabir,
na ra do Collegio n. 15, cscriplorio do Sr. Ibe-ou-
reiro Francisco Antonio du Oliveira. Pcruaiubuco
I.lile abril de 1855.
Salusliano de .quino Ferreira.
JuAo leado de Ar'ruda, subdito portuguez,
relira-se para a provincia do Para, lev an lo em sua
companhia sua m.1i c urna inna, o que faz publicu
ua conformidade da lei.
.Nu lintel da Europa d-se comida mensa luiente,
por preco razoavel. .
No holel da Europa da ra da Aurora lem co-
mida e bous petiscos a loda hora, com os precos mar-
cados na tabella, muilo commodo. .
Nada perder quem for credor de M. M. do R.
senhor do eugenho em PC, se indiciar seu debito
na ra do Queimado o. 18.
Os Srs. Antonio Jos abollo Guimaraes .lo
Para;; Jo.lo Carlos Damasceon (leuD); F'ilippe Jos
de Oliveira (do Limoeiro) ; Joaquim da Molla lli-
beiru (item); Amaro Comes Barbosa (ilem); Manoel
Rodrigues Ponte (da cidade da Victoria); JusJoa-
ei 111111 lavares ,de Porlo Calvu) ; ArUouio Paes da
Silva (ilem); Josc Claudino Leile ; Joan llypoio
Meira Lima e Jos Lopes Guimaraes. queiram lera
bondade do mandar salisfazer a assigualiir du lichu
Pernambucano, vislu que us seus correspondentes se
hau recusado a pagar por Ss. Ss.
No sobrada ao p da ordem lerceira do Carino
precisa-se de urna prela escrava, pata ama de leile, e
que seja sadia.
se acha cm liquidadlo com .1 exlincta lirma de Pedio
Paulo de Moracs.
O abaixo assignado roga a (odas as pessoas que
(em penhures em seu poder, que os vouhaiii lirar no
prazo de ludias, a contar da dala desle, do contra-
rio sero vendidos para seu pagamento.
Manoel Moreira da costa.
Na ra do Crespo n. 13, deseja-se fallar com o
Sr. lenle Villas Boas, para Ihe ser eulregue urna
caria de importancia, viuda da Rabia.
No aterro da iioa-Visla n. 65, primeiro anda'r,
precisa-se de urna pessoa que se eucarreguc da cozi-
nba de urna casa de pouca familia ; paga-se bem.
Antonio Pereira Mcndesvai a Portugal.
Precisa-se de urna ama para urna casa de pou-
ca familia, eque lambem sirva para ra :. quem pre-
tender, dirija-se ra Precisa-se de um prelo para o serviru de uma
casa depastu : na roa du Trapiche 11. 28.
Sjdney Momiav, subdito britnico, retira-se
para fra do imperio."
Compra-sc o diccionario de rasos de ponas c
Alfonso Maria de Ligurio, Thcolnuia Moral : quem
liver para vender, ilirija-te a travesea rio Vigario
o. 3
Coinpram-se escravos de ambos ns sexos, de 12
a 2", anuos, lano para a provincia como para fra :
na ra Dirila n. (iti.
Compra-sc um casal rio pavfs, que nao tejara
vclhns : na relioaoao rlc Miguafl Joaquim da Costa,
na ra da Guia : quem os mor o quizer vender, di-
rija-se mesma relinarao, a fallar com jo-e reman-
des Ferreira.
Comprara-so patacoesbrasileiroi c hespanhoec
na ra da.Cnteia rio Recife, loja n. ,"i.
Coir.piain-M'algitinas- acroesdo Rau-
co de Pemainbuco : na ra da Cadeia do
Recife loja n I.
Compra-s uma.casa lerrea,que o seu valor nao
exceda le 1:0009001). na fregnexia de S.Jos uu
Santo Antonio : quem quizer vender annuncie pftr
esta fulha para ser procurarlo.
VENDAS.
4L1ANAI PAMA .8^.
Sahirain a luz as lolbinlias de lgibei-
ra com o alnauak administrativo, mer-
cantil, ajjricola e industrial desta provin-
eia< corrigirlo e acereseentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. ti e 8 da piara da Inrlepen-
dencia.
CORTES DE G4SEMIRAS
A Mi) RS.
Para liqui lae,io vendem-se curies de casemiras de
cores escuras cun loque de molo, muilo proprias
para a prsenle estarn, ven lem-se polo Paralo preco
de 2> o 39 : na ra do Queimado loja n. 17 uo pe
da botica.
^J) Vendciii-so duas cadeilinhs cm muilo {Si
fgl, bom estarlo e com uniforme para dous pre- ,ja,
?v los: qnem pretender dirija-se ao paleo de w?
1A N: S. do Terco n. i2. ftj
Vendc-se superior arroz de Maranhao c rio sol
a 2S100 e 25:KK) a arroba, e a 80 rs. a libra : na ra
Direila n.8.
\'ende-se no Manguind, taberna da calcada
alia, 3 pipas e 2jugos de dulciros, em hum eslado.
.Na rua do CiPspo n. l.
ha para vemler ricas cobertas de chita de uma lar-
gura, pelu baratsimo preco de 29500, e -chales de
loquim a 109000, e mullas mais fazeudas baratas.
Vende-so um negro rlc bouila (gura e sadio,
proprio para Irabalhar na roa : quem pretender, di-
rija-se a rila da Cadeia do Recife o. 15.
^^ Vend-se um cahrioiel de duas
."/r^L-* rodas, com os compeleules ar-
kall iff 'reiog; na rua da Cadeia do Ke-
2ZXSI te luja u. II).
Atteucao ao barato.
Na ruado l.ivramenlo n. 14. venrlc-sc pelobaralu
preco re 280 rs.orovado, laa paia veslulo,de senho-
ra, re bonitos parlrcs, bretanha de linho muilo lina
a SS0 a vara, corles rlc calca le hla com 3 Ipi cova-
rlosa I-SIKI o corle, hrius de linho de lodas m cores,
lencos re selim para grvala, bonitos chales de lar-
laiaua, madapoln muilo lino a .JSllOO a pera, e ou-
(ras l'azenrlas a Iroco de pouco diulieirol
Com pequeo toque de avaria,
Per;as de malipolao largo a 2>5(X) e 3.3OOO ; pecas
re algoriaozinho a 19280, 19000 e 29000; 11101)0 lar-
go com 20 varas a 2>VK) e 3900O: na roa do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
Farinlrn de S. .Malbeus.
Vndese a burdo do hiato Comi do Norte, fun-
dcadu em frente do arsenal de guerra.
(Iiuii'lindas da Radia.
Vemlem-se em porefles a bordo do hiato Correio
du Sorte, fumlcado em frente rio arsenal de guerra.
Vende se ou pcrmiila-se por urna rasa terrea
nesla cidade, um sitio com Biiflrive] casa ,le vivenda,
frurleiras, liauliu iloce, ele. ele, 110 Barro Verme-
II10, fregoeiia dos Alagados : a quem rouvicr qual-
i|uer dos dilus negocios, dirjase ao aterro da lloa-
Viftla, laberna n. 20.
Vende-te uma pora de inad,'ira para imprimir
resislus, por precu baralu : na rua Imperial u. 107.
\ ende-'e um negru muco e sem vicios, pro-
priu para agricultura por ser desle pequeo einpre-
gado nesse servico, sabe bem limpar larangciras c
Iralar de cercas de liman : ne rua de Apollo, arma-
zein n. (i, das 9 huras ale as 3 da larde.
Vendem-se 2 bois proprios para carroea : nu
siliu que fol rio fallecido Moni/.
Ha orna escrava de meia idade, perita cozi-
ulieira, que serve ha 1 anuos em ca-as eslran^eiras,
n.ni propria para pessoas deneuocio que (em caiici-
ros ; vendo-so por sua senhora se i curar breve para
a Europa: na rua do Sebo n. 22.
Vendem^sc 4 escravos, sendo urna mulalinha
de 10 anuos, de bonita figura, ptima coslureira c
sulfrivcl engommadeira, um molequc de 12 auno- o
duas prelas rrini las, de 2i anuos, cun algumas lia-
bilidades, Indos |>ccas boa s: na rua de Hutas u. 60.
Vende-se uma escrava ri ioula, de idad 28 ali-
os, pouco mais ou menos, perita engommadeira,
cozinheira, e lav bem de saho : no paleo da ribei-
ra, sobrado de um andar n. 4.
Vendem-se 2 carneiros bonitos e goros, sendo
I delles grande e manso, pruprio para montana de
menino por ser a islo coslumado, c para o que tem
os nere-sarios arreos: na rua da Concordia, primei-
ro Sobrado a esquerda, passando o areal.
PIANOS FORTES.
Bfunn Praeger i\ Companliia, rua da Cruz n. 10,
recummeudam as pessoasde bom goslo, sen escollu-
do sorlimeulo dos melbores pianos, lanto horison-
laos como verileaos, que por sua sulida construeco
c harinouiusas vo/es, assim como por s*ua pcrfeila
obia re mo se distin^ucm. Todos esles pianos sao
feilos| por encommenda, esrolhidns e etaminados,
e por islo livres rlc qualquer defeilo que -r* enconlra
milas ve"zes em os pianos fabricados para expor-
tarn.
TAIX.VS DE IERRO.
Na fundicad' d'Au'ora em Santo
Amaro, e tatnbein no DEPOSITO na
rua do Rrum lo<;o na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ba' sempre
um grande sorlimento re taiclias tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; c em ambos os logares
existem quindastes; para carregar ca-
noas, ou carros livres de despe/.a. O
precos sao' os mais commodos.
FRASCOS DE VIDRO DE ROCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimenlo do tanlando de 1 a
12 libras.
I'endem-se na iolica de Uartholomeu Francisco
de tensa, rua largado Rotaran. 30, por menor
preco que m oulra qualquer parte.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundiro de C. Starr & Compandiu
em Santo Amaro, aeda-se para vender
moendas de carinas todas de ferro, de um
modello e construeco muito superiores
Vendem-se herelas com libra de marmelada a
l-_'Mi : na laberua da esquinada rua da I'enlia por
baila do sobrado. *
Vendem-se 2 molecoles de idade 11 a 18 an-
uos, e urna escrava quilandeira, de muilo boa con-
duela : na rua Ihreila n. 3.
ATTNCAO.
Na rua dos Marlvrios n. 11, vendc--e um bonito
molequc crioulo, o um miilaliltbo, peca- ndao, am-
bos de 17 para ts anuos de idad, de hoa conduda ;
'a mesma casa compiain-se e reeobem-se escravos
de commissao, lauto para a provincia, cruno para f-
ra della.
fumo m mu. .
Na rua do Amoriiu n. 39, armazm de Manoel ros
Sanios Piolo, ha ninilo superior fumo cm fnlha de
lodas as qualidades, para fazer charuto-, por preco
commodo.
RAPE' DE LISBOA.
Ilechegailo o magnifico rape tic Lisboa, o mais
superior que trui viudo por er de cncnniiiteurla, em
libras, meias dilus, e a rclalho : na praca da Inde-
pendencia, loja n. 3.
VOS MIS. SVCERDOTES
Na praca da Independencia n. 20, vende-se por
proco commodo o escolenla compendio de Iheologia
moral, pelo padre .Monle. 3t edico, c conferencias
de.N. S. de Paria, polo padre Larordaire, cm porlu-
soez, obra le summa Importancia aos reverendos
preuadores.
Vende-se uma haUpri romana com todos o
siis perteneos'.em liom uso e le 2.000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armaztm n. 4.
Farmha de mandioca.
Venrli'-se saccas grandes com l'arinda :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes dd aliandega, e para por-
cOes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 1 i.
NOVO SORTI MENT DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QI'ALIDADES.
Coberloreaoscuros 1720 rs diios grandes a i?2tni
rs., ililos brancos de alzodo de pello e sem elle, a
milacao dos de papa, a l.?2l)0rs. : na luja da rua
do Crespu n. 0.
Vende-se nu paleo do Carmo, quina da rua de
Dorias o. 2, doce novo, secco, de cajo' a 300 r*., di-
to em eaixta de 4 libras, de goiaba, ffiio, a 880, cai-
(iiiliascom palitos proprios para qoem fuma, pois
nao se ipagam ein quanlo dura a madeira, feju
niulaliiihn novo a ."iliO, e prelo a 180, arruza 180 a
ruin, haiiha a 180, notes a 100 rs.. loiirinhn a 360,
ameixas a 200 rs., hnlacbinha Napuleao a 400 rs.,
azeile doce a 720 a garrafa.
Na rua do Amorim n. i-l, vendem-
se osseguintes gneros, os mais superiores
que vem a este mercado e por commodos
precos:
Vinlio moscatel em barris de 7i r Ocanadas.
Champagne.
('.lia' de San Paulo, caixas de a 20 libras.
Cbocolate l'rance/.r
Garrabips com cevadinda.
Garrafies com sag.
Estatuas para jardim.
Vasos para jardim e cemilerio.
(aloes, trinas, espijuilda e volantes para
armadores.
Manuel Ta.aros Cordciru lem para vender fu-
mo para rliarulos rlc lorias as qualidades, gigos com
champagne em garrafas, e meias, do molhor autor,
e uniros mais gneros : uo armazem n. 18, na tra-
vessa da Madre de Dos.
POR SEDLAS VELI1AS A 3J000e4M0OO
PAR. (JEM DEIXARA' DE COIIPKAR.
A' moda, perbindia re borzegnina e sapaloM de
lustre franrezes para liomem, ililos de be/erro C de
lustre de Nanles, lano para liomem como para me-
nino, muilo proprios para a eslacao prsenle, alm
dislo uin novo o cnmpleln sorliixenlu decalcados de
lodas us qualidades. lauto para liomem como para
senhora, meninos e meninas, Indo por preco muilo
commodo, a Iroco re sedlas velhas : no aterro da
Boa-Vista, dol otile da bouecau. 14.
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE BYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Lsle chocolate, o nico preparado cm
substancias puras, nutiitivas e bvgieni-
cai: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C.: rua da Cruz n. 20.
Precos:
. Extra-lino. '. 801 a lab.
Superior. 640
Fino.....500
Moinhos de vento
rom bomba-,1o rcpiivo para regar hurtase baiza,
decapim. na fuudicade D. W. Buwman : na rua
do Brumos*, (i. 8c 10.
CEMENTO. ROMANO.
Vende-se superior cemenlu em barricas e a rela-
Iho, nu armazein da rua da Cadeia de Sanio Aulu-
ni> de materiaes por preco mais em conla.
COBERTORES ESCUROS E
BRAMOS.
Xa rua do Crcspo.loja da esquina que vnlla para a
cartela, vendein-se cobertores escoros, proprios para
escravos, a 70. ililos grandes, bem encornado*, a
t?80, ditos brancos a l000, ditos rom pello mi-
ando os de lia a 19280, ditos de laa a 21(K) caria
Vende-se a taberna do pa(eo do Paraizo o. 18
bi m arregueznda para a Ierra ; podem-se informar]
que o dono retira-se.
Boiii sortimenlo de brins, tanto part cai-
ra coiiiii para palito.
Vendp-s hfim francez de quadi'os-a (iiO a vaia,
dito a 000 rs.. ,|i(0 I.--JS0, riscado de lislras de cor,
prourie para o mesmo lim a 100 oovado : na ras
d Crespo n. (i.
Vendem-se ein casa de S. P. Job.is-
lon iS; C., na rua de Sen/.ala Nova n. -.2.
Sellins in;lc/.es.
Relogioi patente ingles.
Chicotes de carro e de montara.
Cnndieirose casticaes bronceados.
Cliumboein lencol, barra e municao-
Farelio de Lisboa.
Lonas ingleza*.
Fio de sapateiroc devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Banis de graxa n. 07.
CEMENTO ROANO BIANJ.
V ende-se cemento romano hiauco, cheuado asora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as tinas : alraz do Ihealro, arma-
zem de tahuas de pinito.
Taixaa pare engenhos.
Na fundieao' de ferro de D. \V.
Bowmann na rua do Brum, passan-
do o cbafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SRS. DE ENGENHO.
COI rEQtlKQ TOQlK HE AVAKIV.
Ilael.i enramada e amarella a.Mm rs. o covado :
na rua do Crespo luja da esquina, que volla para a
Cadeia.
Na ruado Trapiclien. lO.escriplorio
de Biandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de Bussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mili-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaeo e de peso, branco e azul,
de bous qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (> luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes linos. .
Alvaiade de zinco mu lo superior ao al-
vaiade commuim com o competente sec-
cante.
Vendem-se as obras seg tintes por".
Seott, Os Puritanos, Wnverley, o Talis-
mn, A prisao d'Edimhurgo, (.luintino
Drivard, Ivanbojjfiiccionaiio Tlieolo-
gcoporab Arpiilla, Itiiys Caones por
Lerpieux : no aterro da Boa-Vista loja de
oiuives n. OS.
Vende-se muilo bom leile : na rua Direita n.
\~29, primeiro andar.
Na rua do Visario n. 19, primeiro ailar, von-
de-se fardo uovo, diegado de Lisboa pela barca Cra-
tdao.
f^^^.^^^:@@@}
') POTASSA BP.ASILKIRA. tt
(^ Vende-se superior potassa, fa- &
( bncada no Rio de Janeiro, ebe- : gada lecentemente, recommen- /k
/^. d-se aos senhores de engenhos os ]5[
w seus bous eileitos ja' experimn- *?
W tados: na rua da Cruz n. 20, ar- H
\?) niazein de* L. Leconte Feron & 9
(^) Companhia. Q
@^SSSSSS@Ss9
ii'iii........ui'llfiiin lal nado de pinito, recen
teniente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enteuder-se com o adminis*
rador do mesmo.
Vendem-se duas coberla, de damasco, em bom
uao.-por proco commodo: na rua da Cadeia TtZ
n. 'Ji, primeiro andar. *
LINDO SORTIMENTO OE CALCADO.
Xa rua Nova n. 8 loja de.Jone Joaquim
Mitiiira, ba um bello sortimento de cal-
'j"Jo |iara senhora", que pela sua iiualida-
de e preeo milito deve agradar assenho-
ras, amigas do \x>m e barato : os precos
sao os s,..Tntcs, ja' se sabe, a dinhei'ro
sem ihsronto.
Sapatos de como de lustre. 1*700
Boreeguins com salto para senhora. SfftOQ
Ditos torios gaspeados tambem com salto
para senhora. 4,S'50<)
Sapalos de cordavao de muito hoa quali-
dade. 110o
XAVAI.HASA CONTENTO ETESOLRAS.
Na roa da Cadeia do Kccif, n. 8, primeiro an-
dar, escriplono de A onusto C. de Abreu, cjnli-
miam-se a vender a 88000 o par -preco fuo) as ja
bem conhecidas e afamadas n.v.lhas de harta feilas
pelo hbil fabrcame que foi premiado na ejjosicno
fie Londres, as quaes alcm de durarem eu-ardina-
namenle. niloseseulrm ho rosto na arcao d corlar ;
vendem-se com a rnndicao de. nao airadaudo, >o-
derem os roir.prarlorcs devolve-las al 5 diasdepois
pa compra rest,l,,,n,lo-^ itnporle. fa mesmj7a-
,H ''i1 "*"s ""'""-"'lias para unhas, feilas pelo ines
lio fai'ncanle. r

Brunn Praeger & C-, tem para
vender em sua caja, rua da Cruz
ii. 10.
i Lonas da Russia. .
'i* Champagne.
;...( Instrumentos para musiea.
M Oleados para mesa.
I Charutos de Havana verdadt
^ Cf;rvi!Ja llambiirgiieza.
^| 'omina lacea.
VINHO DO PORTO SUPERIOR
leiros
um.
CAL DE LISBOA A -Vj000 RS.
ViMiilfin-M.' burrix rom cal de l.i^boii, clie^ iil( mu umvo a i--uno por cnlri nina : na rua do Ti-
(iclii' n. 1i>. MgUlida andar.
FARI.MIA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. l do becco
do A/.eite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Alenla Gomes&C., na rua do
Trapiche Novo n. l, segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MAM.
Na rua do Creapo, loja n. 6, vndese superior
sarja hespjiihola. muilo laraa, pelo dimitilo proco
lo -2.MHII o -J-i;ini o ..-ovado, soln mac.io a l'^miii'o
:i9'i00 o covado, panno uelo de 35000, oOOO, .JOOOO
e -rOOO o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
arma/.ens n. i), 5 e 7 de'ronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptoro de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. o-V,
primeiro ailar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim cuino lambem vendem-se as linas : atrazdo
llieatro. arma/.em de Joaquim l.-.pc- de Almeida.
Riscado de listt as de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquiua que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C., -na rua
da Cruz n. 53 ba para vender cxcel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
A l.s'000, 2s500 e 5 \ ende-se mel[>oincnc de doas laiuoras com qoa-
drosarlnmalolailos para vestidos do senhora a Ijo
covado; setioa prole Uaco, excellenleparavesli-
dos a 2? o covado; lencos de camliraia de linlio li-
nos bordados e lucos pela heira a ,"> cada um ; cam-
liraia de linho lina a "ts a vara ; assim como rliver-
jas fazeudas por commodo preco : na rua da Cadeia
do Ilecife toja da esquina 0.50.
CHARUTOS DE HAVANA.
Vendem-se superiores charutos de Havana, por
preco commodo : na rua do Cr.cspo u. 23.
Vende-se eHer-tivamente alcool ileTi a 40
graos
cm pipas, barris ou caadas : na Praia de Sania Hi-
la, distilac.oi de Tranca.
ARROZ DO MARANHAO.
Vende-se no armazem n. ludo becco
do Azeitedo Peixe, por preco commodo.
AOS SENHORES DE ENGEJHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stollfem Berln, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioraincnto do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto'com o methodp de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber di Companhia, na rua da
Cruz. n. 4-,
Devoto Chiistao.
Saino a luz a -2. edicao do livriuho denominado
Devoto (!lu i-i.o.m.iis corrcejoe acresceulado: vnde-
se uuicametile na livrana n. 6 e 8 da prac.a da In-
dependencia a 650 rs. cada eiemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Saldo luz o novo Ule/, re Mara, adoptarlo pelos
reverendissimos padres capiicliiulios rlc N. S. da l'e-
nlia desla cidade, auiincii|ailo com a novena da Se-
nhor- da (,onceic,lo, e da noticia histrica da me-
dalita milagrosa, e deN. S. do Bom Consellio : ven-
de-sc uiiicioienle na livraria u. 6 e 8 ra pnea da
iiidepeii lorien, a IfOOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar,.tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violan e flauta, como
sejam, ([uadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Venrlenr-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente ebegadoa, de exccllenles vozes, e presos com-
inod.is em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Venderr-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C,, rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundieao' Low-Moor. Rua da
Sen zal nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamanhos, para
dito.
Vende-se um cabriolel com coberta e os com-
peleules arreios para uin cavallo, ludo quasi novo :
para ver, no aterro da lioa-Visla, armazem dd Sr.
Miguel Seaeiro, e para Iralar no Ilecife rua doTrapi-
che ii. 11, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham- fy
55 pagne Chateau-Ay, primeira qua-
(0f lidade, de propnedade do conde
^ de Marcuil, rua da Cruz do Re-
^v cife n. 20: este vnho, o melbor
yg. de toda a Champagne, vende-se
^ a ti.S'OOO n. cada caixa, acha-se
a nicamente em casa de L. Le-
W.comte Feron & Companhia. N.
*3&l B.As caixas sao maleadas a o-
t^ goConde de Marcuile os ro-
jjj) lulos das garrafas so azues.
Potassa.
No .inli.'o deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vendc-se muilo superior polassa da
Hussia, americana e do Kio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar coulas.
Na rua do Vis ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flauella para forro de sellius che-
cada receiileiiienle ra America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
rtela do Kecife, de llcory Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados'em Inglaterra, por preco?
mdicos.
Vende
irro
rol.
FEITORIA.
t.M HAKRIS DE
OITAVO.
e-se a preco commodo : no armazem de
Barroca Cs Uslro,na rua da Cadeia do Recife nuroe-
ii
corte

RELOGIOS DE LGIBEIRA
majeza de patente : vendem-e a pre;o muito com-
modo, no armazem do Barroca & Castro, rua da
Cadeia do Kecife n. i.
Ao barato.
Na rua do Queimado n. 38 vendem-se as seguinles
fazeudas:
Chales prelos de laa para as devolas da Pende a 39500
Chitas linas francezas......., 240 o covado
ltiscados francezes cumquiidros 2fJo > o
Camhraias francezas lindos padres. n 560 vara
Alpacas de quarlros com lisias de
""'................400 covado
Melpomene de hla com quadros. 600
Corles ile rambraia ile seda n 63000
Hilo iie chin de seda......119000 a
Drt it de casemirn de core 49800
Hilos de camliraia aberla.....n 39000 a
Chapeos francezes para bontem. jjOOO
VENDE-SE A DIHHEIRO A VIS-
TA PELO BARATO PRECO PA-
RA ACABAR COI A PICHIN-
CHA.
D-se amostras deisando penlior.
AQS AMANTES DA BOA PL\(,A.
VINHO VERDE;
Alerta qoe dieRou a rua Nova n. 55 taberna,
o aliente vinho denominado Crimea, pelo dimi-
nuto preco rio 300 rs. a garrafa e-29-i00 rs. a caa-
da ; a elles freauezes anles que se acalle, poi osfre-
guezei sao mullos e o liquido be pouco.
Vende-se um carneiro manso,proprio para car-
rejar menino, hem cnsiuado c'sordo : ta rua de S.
Franci-co taberna n. 68.
Veude-se vinho verde a JrjOOO rs. cauada.sen-
do a garrafa a 280 rs. : no'paleo Uo Paraizo 18.
\endem-v meias barricas com fari-
nha de trigo: no armazein de Malheus
Austin & C, rua da Senzala-Velha n.
I0(j.
0- Vendem-se 3 pare* de brincos de ouro de le,
com diamantes, obra muilo bem leda : a fallar na
rua do Cabuga com Joaquim Jos da Costa Fajoles.
Veode-M farello novo, chegado de Lisboa pe-
lo ollinio navio : na cocheirado becco dw Ouvidor.
EEIJVO IIILVNMIO.
Na rua do Amoriiu n. :ll), aunazem de Manoel
dos Sanios l'inlo, ha muilo superior feijao mulali-
nho em saccas. por preco coinmodo.
PECHINCHA IGUAL SO' NA
CALIFORNIA. OU NO PAS-
SEIO PUBLICO N.' 9.
Yendem-se pegas de ma-
dapolo de 4 palmos de
largura pelo ha rato pre-
co de 500, 1^0004 2^500.
5^200 e 3^500; a ellas
que sao pon casa vista dos
freguezes.
SEBASTOPOL.
Chegou pelo paquete iuglez ama fazeuda total
mente nova, loda de seda, campa asseliuadu, com
quadros largos e de lislras lambem asseliuadas o
mais lindo possivel, ultimo goslo em Pars, rom o
nome sKIlAS'l'ni'iil. : veuile-se uuicamenle na lu-
ja da roa du Queimado II. 40, pe diminuto preco
de l.-sxt rs. o covado : d.io-se as amostra, com pe-
idor,
ESCRAVOS FGIDOS.
_esappareccam uo dia 9 do correnh.do engenhu
s-tcaintiu', 2 escravos, sendo um de nome Flix, cri-
oulo, de i lade, pouco mais ou menos, de IU anuos,
alio, grosso, sem barba, cor ful*, tem Talla de den-
les (por signal uma cicatriz enlre orpeilos) pea lar-
gos ; levou camisa e ceroula de algudao grosso ; o
outro de nome Joaquim. de nac. Angola, idade 18
a 20 anuos, estatura regular, -eii barba, tem uma
ferida na perna esquerda ; levo* camisa e rcroula
de algodAo grosso: roga-se i todas as .autoridades
e capilaes de campo de os aaurehender e levar ao
dilo engenhu, ou na rua da tP n. 3, que serio ge-
nerosainenle gratificarlos.
Urbano, crioulo, de Made.de 15 annoa, penco
mais uu menos, que ja rentera a pintar de branco,
alto, cor prela meia ciar*, pernas finas, pouca bar-
ba, rosto regular, leii;arossos, t.illatido-llie os deu-
les da frente do lado de cima : leudo viudo a esla
prac,a no da 12 do Trente abril, desappareccu no
diaseguinlc; Icrul dito em rainilho a uniros par-
cleos, qoe mo voflava mais para o mallo, pelo que
suppe-se ter-s accullado nu fgido j (>er isso ro-
sa-se as vigilaeles aulurhlades poticiaes o lacain
prender, caso sfja encontrado nesla praf^a e seus ar-'
rabaldes. e.mesmo aos Srs. capilaes de campo, que
o poiler."..i levar a rua do llanc! n. 11, secundo an-
dar, onde serao recompeusadus generctamenle.
Do cngcnlio Beulo Bello, proeriedade do ba-
charel Pedro llellrao, desapparecea a 12 de marco
proviiuo passado, o moleque (Juiuliliauo, crioulo, do
1,1 anuo-, cambado, fula, sabio com camisa do algo-
.i.o : quem o pegar, leve-o ao referido eugenho, ou
nesla praca a Antonio Jorge (iucrra, aje seri gralift-'
cade.
Desapparcccn do engeiho lloro Jess, da c%-
Slarca du Cabo, uo dia 1 do cotieirli me/, o ervo
e nome Vrenle, cabra, de idade de 30 anuos, alio,
secco, hombros laiaos. sem barba, cabellos corridos,
|s compridos e ctiatos ; levou calca e camisa de al-
aodao branco, e um barrete de meia j,i usado ; he
dislillador, loca rahece, gaita e viole; he lillio do
serbio da Serra do Martina : quem o prender levan-
do-o ao niMiini engenho ou i casa do rommendador
l.uiz (iomes Ferreira, no Mondrgo, sdr generusa-
menlc recompensado.
CEM Mil. RES DE GRATIHCACAO'.
Dcsapparccen no dia C de dezembro do anno pro-
timo passado. Benedicta, de II anuo de idade, ven-
ga, cor acabildada ; levou um vestida de chita rom
lislras cor de rosa ede cafe, e oulro lambem de chi-
I. bronco com palmas, um lenco amarello no pesc-
lo ja ib-boiadii: quem a appreliender ronduza-a
Apipucos, no Oileiro. em casa de JoAo Me de Aae-
vedo, ou no Kecife, aa praca Ho Corpo Santo o, 17,
que receber a gralificaJo cima.
PEKN. TVP. DE M. F. DE FARIA. 1855.
'

nata iMrnDDCTA
miitii nnn


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