Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00957


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Full Text
ANNO XXXI. N. 86.
Por 3 mezes adantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 14 DE ABRIL DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o suhacriptoi.
DIARIO DE
BNtkMtEGAUOS DA SL'BSCIllPr.A'O-
Medre, o preprietario M. I', de Faria ; Rio lo Ja-
neiro, o Sr. Jlo Pereira Marlins; Babia, o Sr. I).
Ihiprad; M(re", n Sr. Joaquim Bernardo de Men-
danca : Parabil, o Sr. (iervario Virlor da Nalivi-
dudo: .Natal, o Sr. Joaquim lunario Pereira Jnior ;
Ararat). o Sr. Amonio de l.cmos Brisa;Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; MaranliAo, n Sr. Joa-
fjjjni Marques Rodrigues ; l'iauliy, o Sr. Domingos
jjferrolano Achiles Pessoa Cearenc'e ; Para, oSr. Jus-
A* J. Ramos ; Amazona", o Sr. Jeronymo da (usa.
CAHBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
Paris, 3io a 350 rs. por i f.
Lisboa. J8 a 100 por 100.
Riu o Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aw;oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas* 99*000
Modas de 05400 velhas. 169000
> de 63100 novas. 16JOO0
> de 4*000. 93000
Trata.Palacesbrasileiros. 1*940
Pesos columnarios, 1*940
ii mexicanos..... 15860
PAIITHIA DOS COUREIOS.
Olinda, todos os das.
Carnai Bonito e GaranhunAis dias 1 el5.
N illa-Bella, Boa-> isla, Ex eOuricury, a 1 :i e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras. ,
. 1'IIE.VMAR DE 1IO.IK.
"rimeira s 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commereio, segundaseqnintas-feiras.
Relacao, ter^as-feiras e sabbndos.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.'
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1' vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio. dia.
i EI'IIEMEItIDKS.
Abril 2 Lua cheia ans8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
9 Quarlominguante as 7 horas, 12 mi-
nutos e 39 segundos da larde.
16 Lua nova a 1 horas. 16 minutos*
36 segundos da tarde.
21 <)uartocresecnte as 3 horas 37 mi-
nulos 40 segundos da manhaa.
bb.
DAS KA SEMANA.
9 Segunda. 1 .* oitava. Ss. Acacio c Hugo
10 Terca. 2.* oitava.S. Ezequiel profeta.
11 0uarta. 8. LskO Magno p. doutor da lgreja.
12 (Quinta. Ss. Vctor e Vessia mm.; S. .lulio.
13 Sexta. S. Hermenegildo priucipc m.
14 Sahhado. S. Domnina v. ; S. Tiburcio,
15 Domingo. 1." depoisda Pascoa. Ss. Euthiquio.
Olyinpiadn e Pausilipo imn.
g JARTE 0FF1CIAL.
GOVfcRNO DA PROVINCIA.
Espediente do a 10 de abril.
Otluio AoExm. commandaiilc das armas, in-
leirando-o de liaver ordenado a ihemur.ina de fa-
tenda, qae no so mande indemni-ir ao capitito com-
aiand~inle do-destacameuto do Rio l'ornioso, Domiu-
gas de Urna Veisa, da quanlia de i'ftlHX) rs., dis-
l-eedidj rom o fariierimenln de luzes para o quartel
do mesmo ilesUraiuenlu, deslo :l de ouluhro do
auno passa'An ato II do marco" ultimo, mas tambera
ao segando halalhan de infamara da de S-^KK) r.,
qne ullimainente se dispendra com a inhumarlo
dos cadveres dos roldados do referido batalhn. Ma-
ael Francisco da Silva e Joaquim (ionralves da Luz.
- Dito Ao Exm. consclheiro presidente da re-
lami, eommuiiiraudo-lhe que o hachare! Francisco
de Soma C.irne Lima participara haver no dia > do
corrale reassumidn o exerricio do carso de juiz mo-
mopal e de orphaos do termo de Santo Anlo, pas-
saaaa vara de direitn ao respectivo proprietario.
Igoal eornrannicacao se fez i thesouraria de fa-
. nade.
'gaal acerca do bacharel Ernesto d'Aquino Fon-
eeca no eiercicio de juiz municipal e de orphaos do
Cabo.
Wto Ao mio. at.-irim.lo-o de liaver o#ba-
chwal Francisco Elias do Reg Daalas participada,
qae no dia 25 de marco ulti.no reassumira o exer-
ao da vara de joiz da direito da coaiarca do Cbo,
par te lar liMtttaa a proroga;o da Jicenca imperial
a*M Ibe foi concedida. Coinmnuicou-se lambem
thesouraria de hienda.
Dito Ao director geral da instrccilo publicaJ
eeniiniinicando-lhe qoe o bacharel Jos Mara Mos-
caao da Veiga Pettoa, inspector do* circulo lutera-
no u. 33, participara liaver, em ronsequencia de
lar tomado assento na assembla-legislativa provin-
cial, licitado em sua ausencia encarroado de in-
prerionar as aulas de inslrucci raili, ao Dr. em medicina, Simph'ronio Cesar Cou-
Hahn.
Kilo Ao Dr. ch'efe de rlblicia, scientincando
d.; ler nao. eipedido nrdem ao agente da compa-
Ma das barcas a vapor para fater receber e Irans-
artar para as Alagoaa, no primeiro vanar qoe para
alrl aasnir. o criminoso dentarle, Jos de Barros
Af-oali, anas lambem ao coininamlaiile de corpo de
anafcia, afiaa de mandar apresentar a S. S. a duaa
piara do corpo de rtoliein daqnplla provincia, que
arpis*achara, e que devem rearessar escoltando o
ttsaride criminoso.E\pediram-5e as ordens de que
Portara Conccdendo a Antonio Joaquim de
Mello licenca para remetler para a ilha de S. Mi-
guel -26 pina do sienpira de 1(1 palmos de compri-
mento, devendo ser esta apresentada ao inspector
do arsenal de marinha.Commiinicou-se a este.
11
OfticioAo Eim. marechal commandanle da>) ar-
mas, reoomniendaudo a expedido de suas ordens para
que sejam enviados para a colonia militar de l'i-
eaenteiras a* cinco praoas do 1." balalho de urti-
(haria a pe, mencionadas na relacao que remelle afim
de servirem all rumo colonos.
Rclar.lo a que se relerc o ("lucio su|>ra.
CaboFrancisco Ferna>"'o le Carvalho.
AnspccadaJoio lavares.
SoldadoJoito lavares. ,
u Manoel tion^alves de Sou/a.
Jos Correia de Mendonca.
Communicou-se andircelor damiciouada en
DitoAo mesmp, Iransmillindo por copia o
orna,
aviso
demora que nisso havia, em detrimento do adian-
tamentn das obras. Que mostrando a espericneia
que nenhuma vantagem se colliia desse ensaio, visto
que aloin da demora da compra, surcedia que a pe-
quea diminuicao do preco, que raras vezes indica-
va a tliesoAraria efn relarao ao proposlo pela repar-
lijilo das obras publicas, nem semprc se verilicava ;
pois que quando se mandava cffectuar compra a
thesouraria responda que os fornecedores ou ven-
al a ralastrophc occorrida em 1S33, que perlur-
bou a paz da Europa.
Em 18U), as proposicoes insidiosas da Russia. a-
dopladas por Inglaterra e Austria, nos pozeram a
dou dedos de nina guerra com a Franca, empe-
nhando-ims na expedic.lo da Syria ; porin, salva
esta xcepcAo, a paz da Europa nao se perturban
ale |s;s.
No momento em que esse terremolo laneou por
favoravel, vio-se obrigado a renunciar o ensaio, que
so servia de entorpecer a progresso das obra* sem
resultailo alsum para a fazenda publica.
, Oulro sim, muida declarar que fazendo-se na
forma do artigo 57 da lei provincial a. 28fi a dislri-
hiiicnn dos fundos volados pela lei do orcamento
para as obras publicas, sao elles fornecidos ao thf-
soureiro pasador por meio de pedidos mensaes, em
relacao am trabalho de cada mez ; o se suecele pe-
ilirem-se em alguns mezes quanlias mais avulladas
do que em oulros snbsequuntes do ejercicio, he por-
circular da repartiro da guerra de 10 ile maro tal 1ue obras ha que o governo considera de tamanba
dedores ja nao queriam ceder o objeclo pelo preeo j Ierra 05 llironos da Europa occidental. Nicolao era
UW Ao mesmo, remetiendo na j os mode-
das avapfias dos jalgamenlus do jury, mas lain-
axai capia doaMso da justica que os aeompanbon.
bsb Ao inspector .1.1 Ibesnurari da razunda,
Mrirwio copia da acta do conscllui admini-lralivn
para lanwelmciito do arsenal de guerra, datada de
SB dafexereiro ultima.
"fAe- Ao juiz retalxr da junta dejuttica, trans-
mittiMdo para screm refalados cm sessao da mesma
juila, os processos verhacs dos solilados Joaquim An-
Ionio, Manuel Corre 1 da Cosa, Miguel dos Anjos
"'ndcrlej e Manoel Jos de Dos, pertcnconius au
%.batallio deinfaularia.Communicou-sc ao Exm.
prnsidcvite das Alagoas.'
. Dito Ao inspector do arsenal de marinha, pa-
ra que cntrale com mestre de algumas Jasemhar-
cacies que segiiirem para o Maranlnlo, a conduc-
re da tres' raiviVs 11V pinho com os artigos de ar-
inanienlo e equipamento mencionados na relacao
junta por copia, os qeaes perleiicem a companhia de
pedessres do Tar^-astdaquella provincia, e acham-
se 00 arsenal de upra a sua disposirAo. Neste
senlidAollicioii-se ao director do arsenal de guerra-
|tp Ao riireetdrtfdi abras publicas, reenm.
mendaiido-lhe que mande quauln antes fazer os re-
pbreVprateos em algune peqftehes arrombameiilos
feitos pelos presos na cadeia dfshi cidade, jolito a
lalrina da priso do crime, segundo participen o
Dr. cWffe de polica em oflirio de 7 do crrente, n.
269.Communicou-se ao mencionado chefn.
DMo Ao mesmo, autorisando-o nao s a lavrar
os termos Je recebimentn definitivo das obras da ca-
pella da povoacao de Santo Amaro de Jaboalo, do
22. lanro da estrada da Victoria, c da Casa da bar-
reira da mencionada puvoaeao, mas lambem a pas.
sar os competentes certificados, afim de que cada mu
-dos respectivos arrematantes pos-a liaver a impor-
tancia da prvslar.Vi a que lem direito.
Dito Ao juiz municipal da segunda vara, de-
s2nando-o para presidir ao andamento das rodas da
1. parle da i. lotera a favor das obras da igreja
de Mnssa Scnhoia do liuadclnpe de Olinda.Coin-
muniroii-se ao thesoureiro geral das loteras.
Dilo 1 Ao inspector da thAouraria provincial,
,nteiran lo o de que nesta dala lora transmtlidn i
assembla provincial o quadro da divida passiva
provincial dos etercicios de (8iti a 1851, liquidada
at o ultimo de marco prximo passado.
timo, no qual se manda passar titulo especial 1 s pra-
cas do eterciloqoe, sendo escusas do servido, ti iereni
dieilo em virtude de seus contratos a prazos le tr-
ras, alim de que taes pracas possam requerir aos
presiden les das provincias de Sau'.a Calharina on
Rio Crande do Sul a entrega dos lotes di ditar
Ierras.
DitoAo m'smo, inteiranio-o de haver, cm visla
de sua infiirmaeilo, concedido, mas com meii sold
somcnlc, os 3 mezes de licenca que solicitou o capi-
tito do 5." Ii.iI.iIIi.ik de infanlaria Joao do Ki-^i. Barros
FalcSo, para ir a corle.Tambein se rnmmunicou a
thesouraria de fazenda.
DiloAoincsni", inlcirando o de havero rector
da colonia militar de Pimenleiras, mandado reco-
Iher a eta capital para ler o conveniente deslino, o
soldado colono Donato Antonio, pertencenle ao 9.
Iial.illi.~i de infantina.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, in-
leiraiido-o de haver o promotor publico da comarca
da ltoa-vi>ia,bacharel Joic Mara Freir (iameiro J-
nior, participado que, achando-se nesta cidade no
gozo de licenca, lomara assento no da 2 do corren-
tc na assembla legislativa provincial, como depu(a_
do supplente.
DiloAo presidente do conselhn administrativo,
recommendando que promova a compra das fazendas
c mais objeclos mencionados na relacllo, que remel-
le, O' qiiaes s3o uccessaros ao arscnil ile guerra pa-
ra salisfazcr diversos pedidas e orcorrer aos Iraba-
Ihos das oflirinasd'aquclle arsenal.Fizcram-se as
necessarias communicares.
DiloAo inspector do arsenal de marinha dizen-
do que mando substituir par oulro, vislo nao pnde-
rein admillir reparos, os maslros do btime de goet-
ra CeartnscCoinmiiuicou'se ao commandanle da
o>larao naval.
DitoAo inspector da thesouraria provincial in-
Icirando-n de liaver o Exm. presidente das Alagoas
declarado, que o commandantc do vapor TncanUna.
Gervasio Mancebo, Ihe havia feilo entrega da quan-
lia de K'.-OOft-flOO reis, que Toraiu remetlidns pela
nicsma thesouraria i aquella presidencia, para paga-
mento do que se eslava a dever das madeiras con-,
tratadas para a ponle provisoria do Rccife, e remet-
iendo o conhecimentn, do qual consta acbar-sp a re-
ferida quanlia recolhida thesouraria de fazenda
d'alli.
DiloAo li.ieliirel Delfino Aogoita Cavaleanli de
Alhuqiiorou", declarando que, por ilecrclo de 20 de
mareo ultimo, secundo conston de participarlo da
secretaria do minislern da jasliea, foraSmc. recon-
duzido no Irfgar de juiz municipal e de orphitos do
termo ile Bonito, Fizeram se a* oulras communi-
cares.
DitoA junta qualificadora da fre-.'uezia do .-
mociro, acensando recebida a list 1 -upploinenlar dos
cidadAos qualilicados votantes n'aqiiella freguezia.
PortaraAo asente da companhia das barcas de
vapor, para mandar transportar romo passageiro de
estada nu vapor'que e espera do nortp, ao cap-
tilo Joan do Reg Barros Falco,
Illm. Sr. Vimlo ao conhecimento do Exm. Sr.l
presidente da provincia, pela discussao publicada
ii^IM;rio de boje,' que um dos dignos mcinbros,
dessa illuslrc assembla deseja saber o motivo por-
que alguns materacs para as obras publicas tem s-
do comprados pela repartirn das mesmas obras, e!
oulros pela lliesniraria provincial ; manda o mesmo
Exm. Sr. declarar a V. S.. para que se digne eom-
mnnica-ln asscmlila, que : procurando elle co-
nheeer se os maleriaes comprados por aquella re-
partilo, rforam pelos presos mais f^voraveis fa-
zenila, m mdra em alguns casos ouvr previamente
a thesouraria acerca de alguns pedidos feitos pelo
director das obras publicas : o que sempre que a
mesm thesouraria informara jjuc taes nu laesoli-
jectos >e*pudiain obler por menor preeo, havia man-
dado pdV ella edecluar a cumpra, nao obstante a
urgencia que as manda continuar eom mais forfa,
como acontece com a casa de delencilo, qne-apesar
disso nao pode anda servir para receber os presos,
que o.i.io sendo dizimados pela bciiga e febre ama-
rolla, na cadeia velha, sem que o governo os possa
valer; arcrescendo que nos primeiros mezes de cada
exercicio precisa-se dar mais, andamento as obras,
alim de aproveitar-se a estarilo secca : e que semlo
a qucslilo de pedidos mensies de fundos, queslao de
formula, que nunca lleve prejudicar a essencii, S.
Exc. entendeu que no devia reousar-se s juslas re-
clamacesda repartirn das obras publicas, que tan-
to seconformavam com as suas intences de dar in-
cremenlc i< mesmas obras, reclamacoes que, apezar
1I0 tercm sido satsfeitas, nao embaracaram felizmen-
te as opera^es da thesouraria, como receiava o res-
pectivo inspector.
MandanJo-me S. Exc. fazer estas declararoes, or-
dena-mc ao mesmo lempo que manifest a V. S. pa-
ra que faca constar a assembla que, desejando elle
toda a pnblicidade nos negocios tendentes admi-
iii-ti.irio da fazenda provincial, est dispnsto e es-
timar mnilo dar todos e quaesquer esrlarecimentus,
al documentados, de qoe a mema assembla e ca-
da um dos seus diznos membros necessitarem para
bem de suas disc.asses, com as quaes muito sanha-
r.10 os negocios pblicos.
Dos guarde a V. S. Secretara do governo de
Pernambueo5 de aliril de 1855.Illm. Sr. Dr. I.uiz
l'illppe de Souza l.eo, primeiro secretario da as-
sembla. Joai/uim Pires Marhaio Portella, ofli-
rial-maior servindo de secretario.
EXTERIOR.
o rmuo das iilhEies. (*)
Par Paulo Faval.
SEf^'XDA PARTE.
1 Appri.o 11
iO.pedilorio.
- Sen iluvid'Vi iks~! f'

^^LQpa tuaij inn\i,Ii]^i|e em Paris do que as
cidrada-.
Chifln rcuou os hombros, e responden :
lie un. miKraivei.qoe iiia receben cducaro.
l'rr.lpa,me l Iwhihi o lutwiiulio. I 111 misera-
velquesaiiha eiadaeiild -lilns soimnto para ir lu-
rar um... liamoi uulbar ohaiqava inso?
I finen. 1,
1 m/iucri^ Fai qmrera saber o que be.
Ali Imeti iteas'. exclamuu Cbiflou chegando
lim da atenida ; v, Coriol !
O raiuiKilui Icmi de bracos calados e olhos arre-
aaUdos. Cerlameate nloeta o desenlio duvidoso da
prar.i da Cono-rdia que causava esse pasmo, nem as
estatuas postas aolira o lecto de suas rhoupanas, nem
a bella arclmeolma do OBcle-Meiiblc, nem o pabl-
an Boiirbnn. rujo peristylo fro a noite encobria.
Chifln e l.or
co.
va
rtn Rivoli. Es*: especiara lo luminoso exceda 'ver"
dadeiramenle n- xHlhos de una imaginarilo.
' Deventa r l.i. CbilTonninlia, diss emfim I.o-
rie. Virgetn Santsima. qnanlo. aquillo he bello !
All ha muito mais luzes do que na igreja de
Sjlnl-Cast nn nile do .Natal respondeu a rapar-
giiinha. .
Vamos, limos, lofnrm l.oriol impaciente por
apprnximar-se dessas maravilhas.
Chiffan resisti, sullocou 110 peito om suspiro, e
marmureu : ,
.Naodie osse nosso caminho, l.oriol.
Porque interrompeu este ; a ra he de torios.
Onde ha mais bulbo, lia mais caresta, respon-
deu Chifln gravemente... All s moram ricos.
E quando seremos lambem ricos ? suspirn
l.oriol. ^^J~
Para afaslar-se desse lujar opuleni>r-~'rinde ludo
veaje-se muit" caro. Chifln levou o ranazinbn pola
raa Real an passeio da Magdalena. Era cahr de
Seifla em Carybdis ; mas Chifln no o sabia. A
ra Red no lem a ordem deslumbradora de lain-
liffon e l.oru;! n maravilhavam-se por Uto pou-
. O qoe rtiehin-os de admiraelo era a perspedi-
de Inzofl-roc la repentinamente a seus olhos pela
O Times faz as segninles coiisidcrarea qnanlo aos
ocios polticos dn dcfonlo imperadnr Nicolao.
Declaron-se a -;iicrra enlre a Bussi.i c a Persia, e
o colossal imperio do Norte adquiri mais urna pro-
vincia. A nsurrcicio grega, para a qual contribuir!
a polica secreta de Alcxandre, servio para propasar
no Oriente a publica russa, c cm IKdSo joven im-
perador dcclarou (amhcm cuerra Porta.
Os acnntecimenlos mostraran! que o imperador
nito possuia o talento de um grande capilo, e por
isso nao lomou o commando dos seus exercilos, nem
anda'quando dedcou parte do seu lempo a admi-
nistraclo militar, augmentando o poder do exercito
imperial.
Fosscm quaes fossem os seus designios a respetn
do.Oriente 110 princinio do seu reinado, suspenden
a sua execucAo, tomando a sua poltica oolra direc-
cito nos vinte annos que decorreram desde a revola-
do franceza de 1830. Desde case dia, o imperador
se dispoz exercer o sea poder contra os governoa
liberaes do occidente ; eslreilna os seus vnculos de
alliuue.i com a Austria e a Pru'sia, de sortc que,
por longo lempo,e-sa- rias potencias nbraram como
se fossem tributarias do seu imperio e estivessem li-
gadas sua poltica.
Accuinuloil os ultra "es sobre a mnn?rehia consli-
tucional de Franca, procuramlo estar em ba har-
mona anda que sem amizade com a Inglaterra. He
sabido que a convierto de toda a sua vida fo que
um rompimento com Inglaterra, se esta se ligasse
com a Franca, nao podi deixar de ser latal pros-
periilaile rio sen reinado. Viven bastante lempo
para ver que a#suas previses cram justas, sem ter
tido a prudencia de evitar o que previa.
Desde 18:10 at 1S10 a sua influencia nos aasamp-
tos da Europa, nao foi moilo enrgica nem mu
directa. Em 183! suffocou com trabalho. e casligoa
depos com implacavel rigor agrande insinreiclo
polaca, que eslava a ponto de arrancar-Ule as pro-
vincias occidenlaes, que depois encorporou no seu
imperio.
Em 1832 consegaio fazer chegar um exercito ras-
Wo ao Bosphoro, e arrancn o tratado de l'nkiar-
Skelesse fraque/.a do sulfilo Mabmoud. Pude sc-
uir-se a iulluencia russa nos assumplos da Turqua.
*) Video/Mano n. 85.

pees que forma uina Iluminado permanente, c que
enconlra-se na ra Rivoli.
Tenlio fome'. disse l.oriol esquecendo-se de ad-
mirar a Magdalena.
I .billn commelteu a mesma falla ; porm ambos
perno 1 ei ,mi com a vista torios os armazens que os
rodeavam.
Ncssa ra srande, diia a raparigunba, devem
haver parleiros e vendedores de queijo.... Vamos
adiante.
Vamos responden l.oriol alegre pela idea do
pao e do queijo.
Vollaram o ngulo da praca c caroinharam sobre
esse/amoso aspballo calcado rliariamenle por tantas
bolas illuslres. Os dous meninos aeutirain instinc-
livameute que estavam em um lugar, onde he ne-
cessario amlar decente, e calraram os soceos.
Ouve-me, l.oriol, disse Chifln com sravida-
de ; nio tiernos a Paris para divertir-nos, nao be
verdade !
Oh responden o rapazinbo, certamente n.lo
viernes lambem para aborrecer-nos.
Viemns trabalbar, sanhar muito dinheiro e des-
cansar quando formos ricos '.
, Entilo cuidemos logo nsso, Chiflonninba.
Amanilla comee,iremos a trabalbar, mcii l.o-
riol... sou corajoss.
E eu lambem !
Isso correr com presteza.
Sim, sim, disse l.uriol. Vs-alguma padaria V
Aiinla no.
O. estomago alornienta-me... e lenho muila
sede.
Continuemos sempre, meu l.oriol... lina mu-
sa cmbaraca-ine... em qu Irahalharemns '.'
_ Oh responden o*apazinbo, isso mo b dfli-
cil. Ifemosonrle bouter muila sent romo aqu por
exemplr, cantaremos, dansaremos, c eu fare ram-
balbotas.
Chiflliu relleclo, c depois lornon :
Tenbo olbarln debalde ; nao vejo ningoem dan-
s.ir nem fazer cambalhotas... Isso era hom na fera...
(Ib que.lind,.s barrotes I
l'.-l.ivam dianle.de um arma/.cni re roupa. l.oriol/
laneou apenas um nfliar dislr,iludo, sobre os limlo1
barretes, e iiitirmurou com um principio re co
lera :
Uno rua pe.siina, onde tilo vende-sc p.lo ne
queijo !
E os lencos re pescoeo conlinuoii (3iiflon, e
Indas aquellas ronsas bordadas !... Como sao alvas e
novas, l.oriol!
1-'. 1 ili pe-.oa- que bebem ao menos inter-
rompeu o rapazinbo avistando um botequim no can-
to da rna dos Capuehinhos. Vou beber.
Espera sera melluir bebermos depois que li-
vermos comido... Ah I Jess Jess que bellas
cassas !... Rular, he verdade que Paris he o panilla
das rnulheres !
Ja desijas ler.falbals, Chifl'oniinha .' disse I.o-
nat com amargura.
Acaao e nao (icaria mui genlil com aquillo,
meu [.oriol ? .
o nico que se achava em e>lado de fazer frenle ao
periso. A sua pauieucia foi" lao grande como a sua
forra. ,
No huscou pretextos -ora inlervir nos assumptos
dos estados vixnhos, e no negnu o sen apoio quan-
do se Ibe pedio ; no lirnu vantagem da fraqueza e
desorden! dos estarlos vizinbos, antea deu sempre
comedios favoraveis cansa da ordem e da paz.
A conducto rio imperador Nicolao nos anuos pe-
rigosos que decorreram desde 1848 al 1851 elevou-o
mais que nunca na estimarn da Europa. Foi con-
siderado como um jIos miis sabios e mais podero-
sos soberanas, e ainda os que deleslavam o sen re-
gimen desptico, no poderam negar que mostrara
moderarlo e grande rlesejo de paz.
O seu governo interior manlcve-se admiravcl-
mente. Ainda que fez pesar sobre o poto e -obre
as rendas rio estado o grvame de um immeiisoes-
lahelecimeulo militar, trabalhnu com o melhor xi-
to para desenvolver os recursos do paiz-
Melhorou as vas de communcuro ; prntegeu os
cnmmerciantes eslraugeiros ; submetleu a una lis
calisaco severa os serviros, administrativos e me-
lhorou a sorte da povoafo rural nos immensos do-
minios da corita.
Jamis imperador algum inspirou seus subditos
de rara moscovita urna alleir.lo mais fantica, sen-
do positivo que por toda a parte onde se va o czar
com a sua alia estatura e o seu ir imperial, era
considerado menos como um homem que cerno um
senn.(leus. Osen orzulho tinha crescido com a sua
posico e o seu poder.
Por que roaravilhosa fatalidade, por que excesso
de altivez ou por qne perversidade pude acontecer
que nm soberano que linda passado as illusocs da
juvenlude, versarlo nos assumplos da Europa, e que
finia alarde de querer manter a ordem existente,
descesse de repente da sua alia pnsirfio. ronimetles-
se incriveis actos de imprudencia e injuslica, des-
truste a influencia que exercia nn inundo, e mdt-
ressi-, cm ullitn,o resultado, sem um amigo'.'
Apenas lem decorrido dous annos desde a fala|
msso rio principe Mcnschikofl, c nesse lempo vio-
se diariamente o imperador da Kussi 1 deslisar-se
por ansa ladcra de m f, de aegressao, de violepcia
e de deslruean, para acabar com a morlc quo ler-
iniiia essa teirivid historia. Mas caria passo rpie rleu
nesse caminho receben o merecido castigo, semlo.
apezar disto, as oulras potencias da Europa acen-
sadas pela sua demasiada paciencia quamlo quize-
ram, a torio o cristo, evitar as cunsequencuis dcsaa
tula.
O imperador Nicol.a foi advertido a lempo e
mui solemnemente, que se ronlinuasse nesse cami-
nho, se nao deixasse esse orgulho que dava um 111,10
car.icler as suas menores acones, perdera luda a
considerarlo na Europa ; e no pode negarse que
o sentimento de hiiniilbarao, de agona e de remor-
sos que deve ler experimentado, vendo que ia per-
der ludo o que iis cstimava,' he o que abreviou a
sua vida.
lie este um dos exemplos mais solemnes e assg-
nalados dos vnculos que unem a grandeza e a fra-
queza do hoiuein. Na Russia eternamente Icmhra-
r Nicolao como exemplo de urna carrera misera-
velmenle acabada por have-la sacrificado a ms
paixes. quando podia durar mais lempo com paz,
honra e perpetua fama.
(fevolardo de Selemhro.)
Era mister ser l.oriol para no responder imme-
lial.1 esinceramente : .Vem durida '. Porm o meni-
10 eslava com o estomago vasio e a guella secca ;
lesscs casos perda a galanlaria pouca que tinba.
No s feia, CbilTouninha, respondeu elle ; mas
aquillo pertence as mulberes ricas.
I Que felicidarle suspirou a raparigunba.
I Em vez de teres seiiielhantes peiisamenlos,;tor-
lauu Loriot com severrlade, melhor fra que rlisses-
ses : Eis-abi raparigas que trabalham ; eu poderia
r zer oulro tanto.
Chifln balcu palmas com alegra, e exclamou :
Obrigada pela idea que me dus, meu l.oriol;
o trigada !
I.aiicoii-llio os bracos em torno do pesclo e bei-
joi-lhediias vezes as faces. .
0 rapaziuho fcou couruso, porque va bomens e
irulheres paradas cobservando-o. Cbiflou tinha fal-
la jo em voz alia bem como aquelles que vivem ao
ai livre, e estilo habituados a conversar longe dos
o \ idos indiscretos. Os que passavam liriliain-na
o ivdo c punbaro-se a conlempla-los.
Que v aquella gente pergunlou Chifln sem
rlurbar-sc.
He porque me abracaste, responden Loriot
1 voz baxa. .Mu convm fazer sso.
Ambos so genlis, diziam no circulo.
I m homem gordo expllcou :
A Alsacia he um paiz pobre c sohrecarregado
c popularn. Carla familia cumpe-se de mais de
oze lilhos ao menos assiin lenho ouvirlo dizer por
atoas fidedignas ] ; em virlude desla superabun-
ancia muitos vem estabelccer-se em Pars.
_ E as familias em que ha mais de rlozc lilhos
Iso cnmmuns '.' |iergunlou a mullier do dito homem.
Pouco iii.ii- ou menos, loruou elle sem heslar,
011/e familias sobre rlezenovc tem mais re don li-
lhos, sete sobre de/onnve lem mais de qualorze, seis
mais re quinze, qualro mais de dezeseis, e urna l-
mente mais de vinle.
Porm aquelles meninos sao Normandos dase
oulro senliur.
O homem sonlo, rlcsprczanilo a discussao, reliiou-
-e rom a mulhcr, ilizendo-lbc :
Isso no desabona as inl'ormacoes eslatislicas
que acabo le dar... Slrasburgo he a capital da Alsa-
cia, a qual tem outras cidiiilcs importantes ; nola-
velmenle Mulliouse. que em allcmao escreve-se Mu-
Ihauseu. As Alsacianas so mu sagazes e sabem
fazer vassotiriuhas re pao bronco... o oulro sexo
canta niiradavelmcnle canees do Tyrol.
Voss liulii-ine prometlido levar-me ao bole-
quin do Palais Ruyal, interrompeu a esposa do ho-
mem gordo, apara ouvr canees do Tyrol.
Isso he outra queslao, responden o esposo, se
sallas assim de um assumplo a mitin, declaro impos-
svel loria a conversaco serio.
O circulo aiizmeutava, todos fallavam e conlem-
plavam curiosamenle Chifln e l.oriol inundados
pela claridade do armazem de roupa.
Como so jocosos eases Auvernhezes !
A peqnrtia lem uns cabellos lidos !
. Yejam vejam que soceos !
Manifest do rei da Sardenha, com relacao sua
.innuc eia ao tratado de 10 re abril de 1851 entre a
Franca e a Inglaterra:
Ha muilo lempo que a Europa olha saspeilasa
para o engrandecimenlocoiitiiiuo da Rii'sia no Ori-
ente, no qual v a applicaco progressiva rio syste-
ma, que inaugurado por Pedro o Ijrande, arraigado
na naru mais ainda do que nos soberanos moscovi-
tas, leudo com lodasas forejas occultas e ostensivas a
conquisla de Coiistaiitinopla, nu como osen propo-
sito linal, mas como o elemento c o primeiro passo
para novas ambicOes anda mais dilatarlas.
Estes projectis da Russia, subversivos do equilibrio
europeo, amearadores da liberdadc dos povos e da
independencia das nares., nunca se revelaran! 1,1o
claramente como por orcaso da iniqua nvasio dos
principados danubianos, e dosaclus diplomticos que
a precederam e a seguiram. Por isso com bem Fon-
dado direito a Franca e a Inglaterra, depois de es-
gotados lodosos meios de conciliario recorreram s
armas e protegerm o imperiootlomano contra a ag-
gresso do seu poderoso vizinho. Da solucao da ques-
illo do Oriente dependem ns deslinos no immedia-
tos, mas evenluaes da Europa e da Asa, e mais di-
rectamente, e prximamente, os dus estados que o
Mediterrneo baiiha. galea Mtado* nao podem per-
manecer espectadores, indiflerenles de urna lula na
qual se agitam os seus inte reates mais importantes,
na qual se combate para saberse sero lvres c inde-
pendentes ou Vatsalot, seno no Hume, pelo menos
de faelo, do colussal imperio rusto. A juslica di
causa sustentada pelos eneras def'iuorea da Subli-
me Porla, as considerarnos, t.io poderosas sempre
sobre o enracao rio rei, da dignidarle e da indepen-
dencia nacional, delcrminaram S. M. o re da Sar-
denha, depois do convite formal que Ibe foi feilo
pelas duas crandes potencias occidenlaes, a adherir,
pela convenci re 10 le Janeiro passado, ao tratado
de illianca oflusva c defensiva estipularlo cm 10
de abril de 1851 entre SS. JIM. o imperador ros
Franee/ese a rainha do reino-unirlo ra (iraa-ltrota-
11I1.1 e da Irlanda. Porm ainda anles que este arlo
bisse confirmado e lealisado, como era iiidispensa-
vel, pela Iroca das raiilirares, anula anles de poder
comecar a ler execuro, o imperador Nicolao, que-
xamio-se. em linsua^eui amarga, le que u direito
ras goales fora violado por nos mandando, como el-
le suppunha, sem previa declararlo re guerra, urna
expedico contra a Crimea, acensando alm disso o
rei de iogralMlO por liaver aquerido aligas provas
de ami-aib- e do -\ mpalbia da Russia em favor 1I.1
Sardenha, nosdeclarava pessoalmentc a guerra.
Sem nos determos coma pretendida tiolaro lo
rlirclo das gentes, que si pode ser um erro da chan-
cellara, observaremos que a recordacao las antigs
loiiioiislraciies de amisade enlre os predecessores de
S. M. 1. e os de S. M. sania, o imperador poderia
conlrapor outras recordaees mais modernas e pes-
soaes da altitono que ha oito anuos leve para com o
rei Carlos Alberto e para com Vclor Fiiiiinnnel H.
Porm aalfs de ludo deveria pcrsuailr-se de que S.
M. adherin a esta alliane.r, no |inr esquccinienln le
antisas relu.oes de amisade 11019 por oslar reseirliilo
de novas ofl'cnsas, mas em resultado la sua firme
i-|ivic;lc le que a isso era levado imperiosamente
pelos inleresses .'eraes da Europa, e pelos interesad
particulares da naeo, cajos deslinosa Divina Provi-
dencia poz a seu cargo. F^is os motivos porque o rei-
toinanrlo parle n'uma guerra de lemanita consirle-
raeflo, esla convencido deque o seu tppello ser ou-
vido com a mesma f de olilr'ora pelos seus muilo
amados subditos c pelos seus valen les soldados, con-
fiando com nteira fe na protereo Divina, a qual
durante oito seculos tantas vezes acudi em penosas
provar-iies, c lcvou a gloriosos feitos a monarrlua
le Sabina. S. M. esta conscienciusamenle conven-
cido dos dolorosos dissabores que o leem allligido, nl
allrouxara na sua rcsolurio le defender contra qual-
qner aagressao os direilos sagrados do poto, osdirei-
tos imprescripliveis da roroa.
Fattado os mais arrenles votos pelo bom sacr.cssn
las negociaciies le paz que em breve vo abrir-so na
cidade de Vieuna, lid s obricarAe* com a Franca,
fnglaterra c Turqua, o rei mandoo ao ministro abai-
xo assignado, cm virlude lo acto de adheso cima
meucioiailo, de proclamai que as suas forras de Ier-
ra a de mar esiao em estado de guerra contra o im-
perador da Russia.
i> .ibaixo assignado declara alm disso, por ordem
dcS. M. rie o r.i c/ii'ihn- concedido aos cnsules
russos nos seus estados reaes tica revogado, que as
propriedades e os subditos russos sero comludo res-
peilarlos escrupulosamcnle, e que se conceder aos
navios russos um prazo razoavcl para sabirem dus
estarlos sarrios.
Torta, 1 de mar~;o de 1855.
C. Carour.
Eis as cirrumstancias a que se reerc o manifest
que cima publicamos, c que o conde Cavour parece
exprobrar ao imperador Nicolao :.
Em 1818, o imperador Nicolao namenten ministro que o represcnlava em I urie
rli'spedio o reprcsenlanli' do rei Carlos Alberto em
S. Pelersburgo. Em 18!) negon-se a receber a car-
la na qual o rei Victor Emmanuel participa a sna
eleva;o ao Ihrono: esla rerusa coiistiluio una in-
juria grave de que no se cucontra nutro ctemplii
na historia liplomalica, c que nunca leve rep irarSo.
O imperador Nrcolao nunca explicou esles fados, por
cedo inspirados pelo seu profundo reseiiliinenlo
pessoal c pelo desejo de lar um vol le censura as
iiislilui'es constiliicionaes oulorgadas pelo rei Car-
los Alberto ao sen poyo, e que van crescendo c ar-
raigando-se sob o governo do rei Vidor Emma-
noel.
Cerlamcnle vem de Solonh !
Ha pouco ibracaram-se sem ceremonia.
De veras ".'... Que selvagens !
I Jlli/inlia. quero v-los abracar-se disse um
menino louro solurandu.
Chifln inclinou-se, e disse ao om do do amigo :
Eis uina bella occasiao, meu l-oriol ; fsze ni
-.-urnas cambalhotas.
Como Loriot eslava intimidarlo, a rapariguinba
pegou-lhe da mao e pz o nutro punbu sobre a
auca.
\ lo dmsar vo dan-ir disseram os especta-
dores. So Sab nanos
Com elleito os meninos cninecaram a dansar. Chif-
fon tinba dito ao ouvido de l.oriol*:
Eslou -certa de que teremos leu barrete clieio
de moedas brancas !
, O circulo era numero se cada pessoa rlcsse urna nioeda branca ; mas he
misler ser natural da Alsacia, do Tyrol. de Au-
vergne, ou mesmo da Brelanha para crer as moe-
das brancas dos hasbaques de Paris : se elles dessem
assim moedas brancas, essolariam a caixa de um mi-
llonario.
Chilln diriga a dansa, e l.oriol que nunca tinha
Irahalhado dianle de um publico lao rerommenda-
vel, eslava um lano envergonbado ; porm assen-
lava-lhe muilo esse ruuor dn peje. Seus longos ca-
bellos lauros bailavam-lhc sobre os hombros, e (pian-
do elle ergua cus olhos grande) e zoes, todas as
mulberes Majares le tinte e cinco anuos senliam-se
enternecidas. Chilln era admirada pela porra
masculina dn circulo. Os conhecedores adevinha-
vam que ella nao conservara muilo lempo o Iraga
de aldca.
Islo passava-sc pcrlo da rua da Paz no passeio dos
Capuehinhos. No momento em que Chilln e l.oriol
acahavam a primeira copla da /jira I um boinein
vestido de manijo, c leudo as orelhas bellas arau-
linhas que siisliubam pequeos poubaes, alrave-sou
a mullidlo as coloveladas, c vco pr-se na primeira
ordem.
Viva Dos '. disse elle ; aquillo he de aossa Ier-
ra... Vem c. Tolo !
Sim, meu primo, respondeu urna voz I mida
alraz lo circulo. Os espectadores entraraui a con-
templar ns brincos de orelha rio' marinheiro. Tolo,
humilde de coraco, nao oasava lar coloveladas como
l/.ia sen valeroso prente.
Todos bo de dar-nos alsuma cousa, meu l.o-
riol, disse. cm voz baisa Chifln, lomando respira-
cao. Dansa bom ; uossa fortuna esla la I vez feita !
He sede que lenho agora, respondeu l.oriol.
Dansa bem.... quando livermos com que, be-
bers a tua Miniado.
Sem contar o comer, accrescenlou o rapasinbo
ei--ando a lingua pelos bcieos.
Os soceos suhsliluiram novarnenle a orcheslra. A
harmona moderna emprega as calanhola<: porque
desprezaria os soceos'.' O so -cu bem tocado nao he
um instrumento desprezivel.
(1) Dausa das coilas seplenlrionaes de Franja.
Recebemos jonaes com as seguintes latas;
Paris'I, Marsclha 8, Havre 7, Madrid 1:2, Valen-
cia 10, Londres,17 iir.arilimn .
( Mniolenr publica a scguinle parlic|iaclo do
-ciicral Canrobert com dala de l!l de fevereiro, acer-
ca do ataque contra Eupaloria.
Senbor marcchal.Honlcm 18, um vapor ingle/
indo re Eupaloria trouxe a noticia de que o inimi-
go linlia atacado com vigor esla praca, sendo repel-
lido.
Esle navio largou de Eupaloria sem receber os
despnchos do commandanle Osmond, por isso no li-
nha pormenores alguns aquellc respeito.
Foi boje que recebi lo commanilante Osmond um
nllieiu ranlo una rel.ri;'iu circuiiistanciarla que abai-
xo soaue.
Na noite de lli para 17, os Russos aproveilando-
sc la osruridn lovanlarain em redor ra praca, cu-
jas Indias nao estn inleirainente rom luirlas, una es-
pecie de parallela, l'ormaila le montos le Ierra, a
lim le robrir a sua arlilharia e OS seus tiradores.
No rlia 17. s cinco horas da manhaa. 80 peras
romperam o foso. Na recla-giiarda desla arlilharia
estavam em columna cerrarla 5:000 bomens de in-
fanlaria, commaiiilados, segundo diz o chele d'cs-
quadrao Osmond, rielo general Olcn-Sackcn. Ti-
nhain lambem (OOravallos.
Depois de um tirotoio quedurnu duas horas, o ini-
migo preparou-sa para lar o sssallo pelo lado de
nordeste, onde o armamento de arlilharia la praca
he mais fraco. Cinco balalbes de infantera, pr-
vidos lo material uecessario para tallaren) o Cuso a
escalarem a pra;a, avancaram le iOO metros, prolc-
gidos pelos muros do aulign remilerio ; rlepois dous
lestes balalbes (om.inuii a frenle. Esla columna
avaiicou al >() metros do fosso, pr-rem recebida com
um logo vivissimo de fusilaiia, leve de retirar, e vol-
lando outra vez a atacar, foi repellla com vigor por
um balalho turco, o qual sabido da praca, a atacou
1 h,inmola poudu-a em retirada, em qoaulo a caval-
laria oltomana a rarregava pelo flanco. Esla colum-
na deixou 150 morios no campo do cemilerio.
No eulretrauto o fugo da arlilharia continuara cm
tola a liaba. O fogo do inimigo coucenlrava-se par-
lieularmenle sobre a collina 11 amada dos Moinlios,
onde foram moitos, cuinprindo brilhanlemeule o
seu dever, o general de devisan cgvpcio Selim-Pa-
cha e o coronel cuy prio Ruslen-Bey.
As lOhonsos Russos retiravam romplclamenle.
A defensa de Eupaloria da a maiur bunr.t au ae-
neralissimo Omer-1'ach.i o s tropas do seu comman-
do. lie urna bullanlo estro 1 para as tropas olluma-
nas na Crimea.
O commandanle Osmond avalia as perdas do ini-
migo em 500 modos e 2:(KK feriilns. Como esrre-
vcu pooco depois da aco ainda no tinha conbeci-
mento ollicial da perda la guaroiclo, avahando-,1
milis cen morios e um numero pruporrioiial deferi-
dos.
A uossa pequea guarnilo franceza de uns 00
domaos |ierlenccntes ao 3.a rcgimcnlo de infanteria
naval e 1 esquadra lri|ilacao rio Ilenri IV ligurou
liunrosamcnle na defensa as ordens do seu- comman-
danle, o ebefe d'csquadiilo lo estado raaior Osmoml,
cuja iiilelligeiici,! c lirmeza cunheceis. litemos
linmciis morios t S.feridus, entre os qnacs se conta
o capillo tenente Cas Cases, que dirigi o fogo das
batei ias de mariiih. O seu ferimento no he mni-
lo grave ; be um ollicial dislinetu e bravo.
Os vapores que estavam fondeados nu porto, en-
lre os-quaes levo mencionar crvela l'elure, com-
maudada pelo capilo Diifour re Montbouis, concor-
reram iwderosamente, com a boa direci-o das pon-
laras, para a defeza de Eupaloria.
Canroherl.
A primeira cxposi;ai) universal franceza que al
boje no he mais do que una hrilhanle promess,
sera dentro cm pouco una realidadc ; leve abrir s
maratlhas industriaos .do mundo inlciro as porla
1I0 novo palacio de rrystal. Semlo de C'perarque
loilas as nac/ies lli apresenlcm o Iribulo de suas 0-
bras, no sera superlluo (a/.eraqui um rpido tame
das suas forcas commcrciaes. Desla sorle podar
aniever-se de alguma maneira, o grao que cada urna
deltas porler oceupar no grande concurso aberlo
aos industriaos ; e esle golpe de visla no licitara de
ser conveniente. Examinaremos os Tructos geraes
que nos rerellaa estalislica.
O commerrio geral exterior do inundo inlciro, is-
lo he, essa immensa massa de mercadera, que se
transportan] c negocriam, de urna i oulra exlremi-
dc lo clolio, e as inuumcraveis frolas le navios, as
lentas eslradas de Ierra e mar, e as arlitns e rpidas
locomotivas, pride ludo calcular-sc em um valor lo
lal de :lt) militares de francos, lie esla urna grande
cifra nllicial, que o conlrabaiulo enm ludo ainda cn-
grr>ssa nulavelmenle. Mas como a imporlacao le 011 daquelle paiz, se compoe neccssariamenlc ra
exporlarn ros oulros estados, be necessano para es-
labcleceras cousas no scri verrladeiro p, reduzir esla
parrrdla lolal a nrelade, quer rlirer, a porto re I"
milhares. Pi^o deixa le ser ulil accrescenlar que is-
lo he urna simples approximaco.
Nem lodos os paizes pultlicam as suas eslalislicas
rommerriacs ; nem lodosas trazem i unidadedo va-
lor monetario, por isso, que neste vato vaivem de
exporlar;es, liguram s operaerlos da escala, de de-
posito, de Iransilu que algumas vezes fazem figurar
Muiio bem, pequeos! grilou o marinheiro
no momento em que a dansa tornava a comecar.
Fura os pplausos! rtisseum garoto invejoso.
Chifln e l.oriol haviam recouhecido ao mesmo
lempo o roslo qaeapparecera na anlevespera na,por-
tinliola ra diligencia de Mans, quando o lidalao p-
lido c baloto Ibes laucara sobre a estrada a famosa
inoeila de quarcnla l'rauro.. Trocaram um signal
cuconlraudn-sc face face ; pois occuparlos em can-
lar no poili un f.dlar. De sua parle Roblol dizia
comsign:
Ja vi esses pequeos em algum lugar.
Cm coupc parou alraz dos espectadores, a porli-
nhola abrio-se, um homem de Irage clcganle e se-
vero rlcsceu 1 calcada e poz-se a contemplar como o
ultimo dos hasbaques. Era alio e podia ver por ci-
ma da cabera dos oulros. n:i,m lo 04 movimenlos
dos assislcntcs permilliam i clarirlade do armazem
de roupa illuminar-lhe o rosto, quem se bouvesse
lembrado le observa-lo, teria rlcscoherlo em suas
feirc.es nohres urna emo;.lo singular. Seus olhos ex-
pressivos pareciam repetir as proprias palavras de
Roblol e dizer:
Aquillo !.e de nossa Ierra.
S fallava o Irapeiro da avenida Cabrielle. c a
mulher do veo que o maullara buscar um /aere. O
irapeiro vinba lambem de nossa Ierra, pois pronun-
ciara o nomc de Morgalle, e cantara correctamente
snpaleira de l.amballe.
Nunca tnlvez lilra fra melhor dansada ou can-
tada. Kssas duas tnzinbiis claras casavam-se ailnii-
ravelmenle, eos dous pares de soceos batiam lo
forlemente sobre o aspballo que eram utidos rin-
cocuta pa-s 1- cm torno. As janrdlas rio passeio 1-
briam-se. e para cumulo de felieidaJe, iienhun sol-
dado re polica passava.
Roblol balen palmas, c Chifln disse :
Algumas cambalholas para terminar.
l.oriol tirou os soceos e rodeou o circulo rolando
coinu um sol re artificio. Auriol
nulo.
Chifln pegn ras ponas rio avenlal, l.oriol abri
o brrele de la.o o pediln comer >u. Receta-
ramos exagerar, se qui/osseiniis dizer emqonto ,is
esperanzasdoa dous meninos orcatam a receila.
No'rcinado de I.uiz Filippe o marcchal l.nban ad-
quiri una fama bem merecida inventando um no-
vo mete de dispertar ,s reunies seilirinsas. Des-
pre/ando a plvora como demasiadamente assassiuu,
elle recorreu a agua Tria. A bomba siihsiiluioo
mosquete e os revoltosos resfriados fugiram dianle
dessa arlilharia exceulrica.
ludo gasla-se, o secuto candaba e a bomba enve-
Ihecer. Sem embargo da Irivoliiladc de nossas
concepcoes habiluaes, lumamos a liberdade leap-
proximarmo-nos um-inslanle das margen* da polili-
ca, e le propnr aos goveruos que se acharem amea-
eados um meio mais simples, melhor e menos dis-
pendioso do que a bomba.
' Ki-aip o meio, pelo qual alias nb reclamamos
111 leiiinisaeao alguma.
A|>ruas formar-se urna reuni.lo mal intenciona Ja,
o governo envi una posto* lid para que faca com
o chapeo na mi mu ped lorio vigoroso.
O Parisiense aborrece o pedilona. Ao rbuvciro,
e por ronscgninle a bomba pude-se oppor o gu.url.i-
chuva; porcm runtra o pediloriu nao ha escudo:
s<'> a fgida pude evita-lo.
Aseveramos que nenhuma reuniao pride resistir a
um pediloriu resolutamente 01 .'anisado, e ollerece-
mos j 1 irona mil francos a quem provar o con-
trario.
Apenas Chilln apresentou o venial azul, c l.o-
riol abri o barrete de la, bouve um movimeuto
repentino no circulo. Os dous ou Ires primeiros
hasbaques.de qualquer sexo, apanbados de improvi-
so, sacrilicaram um sold para proteger sna retirada;
mas emquanln melliam ~mo na algibeira, lodo) os
oulros espectadores debaudaram-se criticando amar-
menle o espectculo que no queriam pagar.
He urna cousa tola! disse urna mulhcr de a-
venlal.
L'ma mulher de cesto responrleu :
A polica prohibe vender-sc tablo que he ulil;
mas causate semelhaoles vagabundos!
J ao longe o garolo invejoso imitara ocanlo do
gallo. Os casaos prudentes, um instanlc demorados
por essa comedia 10 ar livre, vollavam para seus do-
micilios f iMando ros bous Inglczes e do preeo,exur-
bilante da carne verde.
Chilln c l.oriol licarain estupefactos diauto de
mo ou de/ pessoas que leudo lado um soblo espe-
ravam oignlhosamonlc outra dansa e oulra caneo.
l.oriol liiilin lagrimas nos olhos. Chifln dcsatou
a rir.
Eis-,u|iii nossa fortuna exclamou ella sacu-
ditido tguus soblos no fundo do vcnll.
: E eu que Da lo bellas cambalhotas I murmu-
ren o pobre 1 apa/inho.
Os hasbaques que tiohmi pago esporaram um mi-
mulo, e rlepois relirarain-sc vendo que os daa me-
ninos conliuuavam seu caminho. Todava Ires pes-
le-lo-hia idmi- I toas seguiram os passos de Chifln c l.oriot: o ma-
nijo rio argolinbas com puohaes. seu companheiro
Tolo, que ia um pooco atraz ilolk', c sobre a oulra
(aleada o elegnnle propnelario doroiin.
O roeheiro |ior um signal do amo condu/ia o car-
ril lentamente.
Roblol alcaneou ns meninos cm duas 011 Ires per-
nadas, passou a mo pelos cabellos le l.oriol, e afa-
gou o queito de Chifln. O homem do coupe parou
repentinamente afim de ver isso.
Enlo, pequeos, pergunlou o marinheiro 1 om
sua voz estrondosa, leraos anida o nosso luiz de
ODIO !
l.oriol csaminou-o com rlcsconlanr~a, c Chifln
responden repelliudo-lhe a mo:
tsso nao Ihe importa ; se recebessemos smen-
te moedas de Vmc., no loriamos com que comprar
mauleiga paran po !
Chilln presentara o avenlal an manijo durante
o pedilorio, e o marujo nda laucara no aveulal de
Chifln.
Em aliono da honestidade de Roblol levemos di-
zer que a culpa no era delle. Sua bolsa de couro
f'om fodos os paizes.
8,000 milhiies.
:,5ta a
1,800 a
1,500 0
1.2H-2
1,194
800
794 i>
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140 .
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508 0
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0,100 ))
10'J
no duplo ou triplo, estas ou aquellas mercaduras,
que lem seguido enlre os purtos re diversos Es-
lados.
Seja, porin, como for, veremos em numero ro-
dondo, como se reparte esle total geral das transac-
ees humanas.
Inglaterra.......
Friinca e possesses .
Porlos anseticos.....
y.ullverein.......
I'ai/rs BailOS.....
Bel gira.......
Austria........
Russia. .......
Suecia, Noruega e Dinamarca
Suissa........
I-Mados Sarrio-, f
Estarlo da Italia ....
llespanha e Portugal. .
Turqua, F>gt plo.lrecia eilhas.
Eslados-L'nidos.....
Brasil........
Chali........
Antilhas eslrangciras. .
India inglesa.....
Javae independencias' .
Cbim l'l ilipinas c Australia
Confederadlo Argentina. .
Todos esles paizes apresentam-nos urna cifra col-
lecliva de um pouco mais de 26 milhares; ma sa se
considerar que se cnconlram nhmcrosas lactinas;
quealli se no faz mcn<~ao nem dos Estados secunda-
rios la America do Sul, nem do Cabo, nem das eos-
las africanas, nem mesmo do commereio que se faz
pelos vaslos paizes la Asia interior, Persia, Arabia,
Tirlaria,"Thibel, Sio, Cochinchina, etc., nem final-
mcnle, Oa, pesca sobre o grande espaco dos Ocanos,
fadlmenle se reconbece a razao porqne o todo das
Irausac^iies inlernacionaes se offerece em um minimu
de 30 milhares. Pela indicarlo que cima apresen-
tamos, podem calcular-se as forras comparativas de
todos os Estados. Os principaes elassifleam desla
maneira. em relacao por etemplo 1 importancia re-
lativa do seu commereio com a Franca ; em pri-
meiro luaar esla a Inglaterra, depois os Estados-Uni-
dos, a Blgica, a Suissa (debaixo deste nome agru-
pam-se a maior parle das nperariies que a Franca faz
por trra com a Austria a Hespanha, /.nllvercim.
Levante. Russia, Peninsola itlica, Brasil, ele.
Sobre esles 30 milhares de mercadnrias de toda a
especie importadas c exportadas, em qne relacao te
tero os fructos dos (rabalhos industriaes propria-
mpnle ditos, isln be, ns productos manufacturados c
fabricados, pro lotos que mellinr ib) rjuc quaew|uer
oulros in.iicaui ucarcter especial do genio das.na-
fOes, c cujos specimens lomaran, dentro em pouco-
lugar no palacio dos Campos-Eltsios '.' He sta urna
qoeslo, a que seria diflicil responder com alguma
certeza.
Todava, e/ilando aeeresrpnlar .nqui rnaiortfi da-
lalhes re cifras, julgamos poder rlizcr que os artigos
alimenlicins c as malerins primas flguram neste to-
tal cntnmercial por doos tercos proximdamente,
deixando aos productos das fabricas e oulros estabe-
lecimenlos um valor de 5 milhares, que a reciproci-
dade das tmnsccOi~s faz naturalmente figurar as
eslatislicas porum total de 10 milhares.
A maior prte da Inglaterra emprega-se no com-
mereio ; i milhares pooco mais ou menos de artigos
'alineados so nella importados e vendidos. Depois
seguc-se a Franca com um milhar 7 jo milhes, qua-
si todos exportados. Finalmente, como grandes pai-
zes manufacturis, deve depois da Inglaterra e da
Fran(a citarle ns Estados-linidns e /.ollverim, e
lepois lestes a Blgica c Suissa, rlons estados peque-
os cuja popularlo numricamente frara, mostra-se
forte e grande pelo sen genio industrioso ; e alm
deslas por diversos ttulos a Austria ; e mesmo a
Kiissia, mais untavcl pelos seus esforcos do que pe-
lo* resollados para desenvolver no paiz o poder ma-
nuraclurciro.
lie 3005 medalhas distribuidas na exposirao de
Londres, osoiln paizes que arbamos de mencionar
olitiveram 7"Ki, 011 nove decimos, no deixando se-
no 337 medalhas para geralmente se dislribuirem
por ludas as nacOes.
A arle manuTaclureira, assim como o emprego
das marl.iiiiis. as vias le enmmuuicaclo e de trans-
porle esto cm muitos paizes, no seu estado de in-
fancia, ou pelo menos nao lenr leilo grandes pro-
^ressns. Enlre estes paizes, alguns ha que su ricos
pelos seus productos ualuraes, e nicamente cjpor-
tam las, algnihlcs, sedas, cereaes, mineraes, ma-
deiras, couro- e melaes em lnulo.a .
A Hespanha, por exemplo, forneccr, como fez
em Londres, exposi;o de. Paris, as suas espingar-
das, s suas sedas, as obras de algodo, os artigos de
otaria, c as sua pollos trabalhadas; os estados da
Dalia e do l.evntr, os seus ricos etofos le seda e
te ouro, os seus sumpluusos tpeles, os seus tinos le-
erlos de palha c de esparto, seus marmores e ala-
--------------------------------x"-----------------------------
eslava mais chata que a dos meninos, porque nem
mesmo tinha o famoso luiz de quarenla francos. Ro-
blo! parlira da ltrelnha com urna misso relativa
aos iconlecimenlos que referimos no prologo desta
historia. Prometiera vir a Paris Irazer urna revela-
eo importante. Fir pago ; porm modestamente,
pois aquello que cuviav a mensagem era mui po-
bre. Tolo no faina grande despeza ; mas neetssi-
lava de alimento. Roblot partir com o que era jus-
tamente preciso para a viasem ; mas como Paris he
grande, e o marujo no sabia a habilnro de quem
procurava. tinha juntado naquclle dia em compa-
nhia de Tolo com o que Ibe rrslava em dinheiro.
Roblot nao era homem que se agastasse cora a re-
proben- o da rapariguiuha; mas dea um grande
suspiro pensando no vacuo profundo de sua bolsa
de couro e responrleu :
Aquelles que eslao cedosde tercm sempre po
sem manteiga lo longe de sua Ierra so ainda fetizes,
minha formasa.
Dizendo istjjf, elle fez Chifln parar debaixo de
um lampean e disse :
Vem c, Tolo '.
O homem do coup estremecen vivamente ouvin-
do esse nome, e parou lambem. Deixou de contem-
plar os dous meninos para laucar a visla sobre a po-
bre crcatura que caminhava alraz de marujo, e um
crito de sorpreza suflocou-se-lhc na garganta.
Qae quer Vmc. de mim? pergunlou Chifln
escdiidalisada. l.oriol cerrou os punhos volvendo
olhos ferozes.
Vem c, Tolo lornou o marinheiro cora im-
pariencia.
Aqui eslou, meu primo, responden a pobre
crcatura poudo-se ruante da rapariguinia.
A claridade do caz innnndava-lhe o roslo magro
c paludo, sobre o qual cahiao cabellos grosseiros. 0
ilcsconhecido que eslava ., sombra poz as mos e de-
pois levou o lenco ns olhos como para enchugar la-
grimas murmurando:
He um sonbo "!....
Roblol erzueu em ceremonia o qucixo da rapa-
ricoinha, alim de p.'i-la melhor na claridade. e diste
a Tolo:
V! l.ombras-lc de Victoria '.'
loto passou a man pelns olhos.
Nesse momento o desconhecido alravessoii a cal-
carla cm dous saltos, o sem rspeilar sea bello Irane
prolo, tro.....iluto pelo meio do corpa COflOO para
abrcalo.
Eis-ahi oulra etclamou o marinheiro soltan-
do o queixo de Chifln.
Os hasbaques paravam notamente vendara ho-
mem cleganle spcrlar nos bracos um rapaz Csfarra-
pado.
Tuto eslava pasmado. Seus nllios ergueram-se
[iara o desconheriilo e una pallidez mortal cobrio-
lhe o rosto.
O pastor murmurou elle cahindo. Ab '. Sul-
picio! o bom l)eos*ou\io minha nra~-#
(Conlimr-sc-ha.)
Mil tu flnn


DIARIO DE PERNAMBUCO. SBADO l'i DE BRlLGE 1855.
.kaslros trabalhados, os coran-, as perol, as csscn-
des, o objeclos de vidro cuja dclicadcia e arle Ve-
nera conserva em segredo.
O Per, o Mxico, o Brasil, lodo* o sul da Ame-
rica, apresenlar.im (ambem o nacrc, a tartaruga, o
cobre, os metaes preciosos, as pluroagens, os bri-
Ihantes, as madeiras odorferas; a India finalmente.
a Asia e a frica concorrem com as suas ricas ca-
chemiras, marfim, lacre, porcelana e bamb, e ou-
Iras especies de canna, debaixo das mais valladas
formas de oscnlptura e de arte.
O palacio dccrvslal de Londres receheu dos seos
18,000 expositores, um valor colleeUvo de perto de
lmilhesde francos sera comprebender o Kob-i-
nor dos quaes 42 milhoes eram dos oilo paizes que
cima merfeionamos. Julgamos que o palacio dos
Campos Eljsios, anda que menos espacoso, reu-
nir urfl valor mais consideravel: o inieresse pare-
ce desla vez ser mais activo, mais vivo e geral do
que em 1851. I>eve ser seguramente nm grande e
curioso espectculo ver aquella immensa riqueza
anda deseonhecida da maior parte das populaces
franrezas.
Ocontmercio exterior da Franca cliegou em 18" :t,
a 3 militares c meio, e nesle muvimento os produc-
ios fabricados eslrangeiros montaram apenas a 63
milhoes.
Parece islo iocrivatem um paiz cuja exportado
cm productos anlogos excede a um milhar. Na-
qnelles 63 milhoes. 19 foram fornecidos nicamente
por tres paites: a Blgica 22, a Inglaterra 11 e
Sais-a 13 ; toda a Allemanha apenas concorreu rom
3 milhoes. Como os producios se pasam com pro-
ductos, he infinitamente profavel que se aquello
paiz importasse mais, mas exportara tanrbem. Es-
te estado porlanlo nao deve ser definitivo ncm im-
mudavel. O lempo sem se alterar, lem ja modifi-
cado os seus svstemas. segu a sua marcha progres-
iva, e a eiposicAo universal de 1R55 he cerlamente
uro dos aconlecimeiiloi mais proprios para favore-
cer a tendencia liberal da nossa poca em malcri
de coraroercio e de industria.
Em um jornal oflicial de l.ima, euconlra-se um
fado commercinl do mais alto interesso, e que ntos-
Ira lodo o seu valor pelas cifras que aprsenla, be o
quadro comparativo das importaces do guano, du-
rante o primeiro semestre de 1854. Todos conhe-
cem aspropriedades desle maravilhoso adubodasler-
ras; alguns ricos agricultores em Franca teem feilo
uso dellc as Ierras mais fecundas e rebeldes
cultura. O guano vem do Ocano Pacfico ; entre
l.ima e Tisco euconlra-se um pei|ueno grupo de
ilbas brancas, chamadas de Chincha.
Estas ilhas em oulro lempo habitada-, provavel-
menle antes do diluvio, por infinidade de passaros
aqualicos, nao eram sem duvida na origem mais de
que rochados incultos, pouco elevados cima do ni-
vel do mar; na aclualidade sao alias montanhas, c
esas preciosas monlanhas nao ao mais do que gua-
no. Qucm poder calcular o numero de annos, que
foi necessario para aprcsenlar-se aquella difireme
nalureza'.' .
Nao trataremos mais de anah-ar esta, materia,
por isso que he suflieietde saber, que no primeiro
semestre de 1854
A Inglaterra receheu. 11.1,156 lonnes
Os Estados-Unidos. 98,225
A Franca e suas colonias. 5,688 a
A ilha Maurica. 1,129
A Ilcspanha. .... 5,105 *
A China.'..... 44fi
Esta immensa importncao em Inglaterra explica-
se por vitas razos, segundo o uso sem cessar pro-
gresivo para os agricultores inglezes, da franqua
dos direitot da alfaodega, e da liberdade da bandei-
ra, que admilte todos os navios nos portos do lle-
nu-lndo e de suas colonias.
A situadlo da Franca he hem difierenle; se a im-
portat-ao do guano he em navios fraDcezes nao paga
dircito algum, cm navios eslrangeiros a airaiidege
percebe um direilode 33 francos por lonne, o que
he equivalente a urna prohibioao.
O suanb he um mo carregamento, que canea os
mais solidos navios, e muilas vezes os pe em peri-
go, o seria conveniente allivar a sua marinlia mer-
caole, roncedendo um privilegio geral. Alm dis-
so, apezar dos bellos navios, que boje navegou en-
tro a Franca 0 o Ocano Pacifico, e do scu maravi-
lloso andamento, he insufiicicnte este numero para
taparla* aquello adubo de Ierra, e aprescn(a-lo ba-
rato no mercado aos agricultores francezes; as ci-
fras que rilamos pruvam isto sem replica.
Em Franca, o guano be urna l,heoria ; mas em
Inglaterra e nos Estados-Enidos, he a pralica activa
e ntelligente ; he a. riqueza da sua agricultura.
Conviria pos imitar estes paizes.
PORTUGAL.
A emigraran incessanle de milbares de familias e
de individuos das na5f.es, anligo mundo, para as
novas regies da America e da Australia, he um
fado cada vez mais importante,que ajtrahc por to-
da a parle a desvelada atlenc.io dos governos.
Es-a immensa povoacao, que se lanca desse mo-
do corajosamente alravez dos mares, par ir fixar-
se entre povos estranbos. e sobre Ierra deseonheci-
da, nao vai como era oulras eras, inspirada pela
ambirao de conquista, nem cesa pelo fanatismo-re-
ligioso ; he o instincto poderoso da propria conser-
varan, e o desejo vehemente de melhorar de es-
lado, que a impeli c a. anima nessa aventursa
perignnacao.
Nao he a cmplela desliloiro de meios de sob-
sislcncia, nem a falla de Irabalho, ou a incerteza do
futuro, que determina por toda a parlo a emigra-
cao, be a probabilidade 011 esperanca de grandes lu-
cros, que leva a maior parte dos emigrados a procu-
rar as florescentes sociedades da America e Austra-
lia : he o recito brilhanle, exagerado muitas vezc,
c muitas vezes mentiroso ds fortonas rpidamente
adquiridas, que Ihes acende a imaginario ambicio-
sa, e os entregbanlas vezes temerariamente aos
riscos c .i vicessitudes de um futuro precario e
obscuro !
Dos paizes da Europa a Inglaterra he o que
maior numero foroece emisracao annual : em 1853
libio esle numero a 339,937 : e desde 1815 al es-
te ultimo anno 3 milhoes e 793,529 emigrados in-
glezes teem deilado os porlos da Grae-Brelanha.
A Allemanha vem logo depois da Inglaterra : de
Liverpool, Dunkerque, Havre, Anvers, e portos
ansealicos.sabe annualmente urna consideravel mul-
lidlo de emigrados allcmaes.
Segundo as eslalislicas geraes publicadas cm Ham-
burgo, o seu numero monlou em 1S52 a 155,000,
e as eslalislicas particulares do Havre, Brcme, e de
llamburgu e Anvers, deram um consideravel aug-
mento em 185:).
A Franca tem eslalislicas imperfeitas a esteres-
peilo, mas os puncos dados que pode fuicar, mos-
trara que a sua emigrarlo para a America e Aus-
tralia ha muito inferior i da Allemanha.
l'ortogal, escusado he dize-Io, nao possue sobre
.asta importante materia esclarecimenlos estatislicos
de quaJUade nenhuma. O governo nesle ramo m-
eVcomo em lodos os oulros da adminstra-
lo iwblica, Jera horror dos algarismos, e julga
que pode governar, e administrar ignorando todos
os faci-, e desprezando lodas as nncW. He porm
inquesliouavel, que a cinigracAo porlugueza he ac-
tiva e abundante; de Lisboa, do Porto, dos Acores
e Madcra, parteui annualmente milbares de porlii-
guezes para o Brasil c para Demerara. As infor-
marnos particulares e o registro mais ou mends
inexacto dos porlos do reino e ilbas, convencen)
des! verdade.
A opiniao de que indigencia c inzcra sao as uni-
ausjs, que delerminam por lela a parle eem-
gracSo, nao pode fcilmente sustentarle em prsen-
se de fados rigorosamente averiguados, lia rcla-
lorio ult mmenlo publicado em Franca acerca de
diverso* pontos cencernentes a emiaracBo europea,
atiesta que o valor medio do peculio de cada emi-
redo, desque teem podido ser comprchendidos em
dooametitosestalislicos, escede a 1:10t>francos ( 2003
res |iouiv mais ou menos ) o que revela inqueslio-
uavelmente que muitos dellessao possuidores de um
capilil de alsuma importancia. He verdade que a
fea. c desla a Irlanda,que mais ali-
menta a eajBKiu europea, lie lambcm a naco
me .ii< igualdades soriaes, nrsanisa-
i;ao iiiuslrial geram o mais extenso e mais misera"
vel pauperismo \ esta coincidencia, porm. que de
cerlo explica urna parte do pheiiomeno, nao be
a nica causa delle, por que da Inglaterra nem s
os indigentes so aventurum a procurar fortuna nos
remotos climas d'alm mar.
Entre nsntngpem dir, que he a mizeria.e 1 Tal-
la de trabalbo que forja os nossos concidados a dei-
xar a Ierra da'patria. Em geral os bracos nao su-
perabundara em Portugal, e so adifliculdade dos
transportes nJo conserva os salarios onslantcmenle
equilibrados nos diflerenlea dislrclos do reino, he
sabido de lodos, que as provincias do sul occopam
aera varias pocas do anrio, grande copia de bracos,
que as do norte podem eniao dispensar. O progres-
so incessanle da nossa cultura, o desenvolvimento
fabril desles ltimos annos, e a exlensao visivcl que
o nosso commercio tem lomado, do continua oc-
cupacao ao nosso povu, e afasia de nos essas scenas
horriveis de miseria, de que una riqueza collossal
nao tem podido sentar outras naces. Dos Ajo-
res e da Madeira infelzmenle algumas vezes, lid a
mtzeria a causa principal dacmigracao, mas anda
daquelles dislrclos muilos colonos sahem, sem que
os Instigue a isso urna indigencia desesperada c
irremediavel.
O que principalmente provoca a migracHo por-
lugueza, he a esperanca, c a expectativa de adqui-
rir prompla fortuna : esta crenr,a, tradicional entre
mis pelo que toca a emigrarlo para o Brasil, he ali-
mentada, e fortificada cora o uxemplo de alguns que
ell'eclivamenle, sabindo pobres de Porlugal enr-
quecem naquelle imperio : depois nao falla qucm
aproveite esta disposirao popular e aggrave esta ex-
cilacao para promover em beneficio do Brasil a
paasafcem de operarios robustos, inlelligcntes e la-
boriosos.
Sejam porm quaes foreni as causas que deter-
minem esta emigrado, be cerlo, que os poderes p-
blicos nao leem dircito de imped-la c devem res-
peta-la como urna manifes|ac,ao-de liberdade indi-
vidual ; como acto licito de cidadaos no pleno uzo
das suas faculdades.
De feilo a emigracao he para muitos a origem de
melhor fortuna ; e nenhum governo lem direito de
antepor nos negocios de inlercsse particular as suas
previses as do individuo, de querer regular os 11-
teresses domsticos ; e de lolber a qualqoer que
sisa as proprias inspiracocs quanlo ao modo de di-
rigir o seu desuno sem damno, nem prejuizo dos
oulros. Prohibir 011 embaracar a emigrajao, be
pos urna idea absurda qno pugna com lodosos prin-
cipios de direilo e de equidade.
Mas devem os governos mostrar-sc inleiramenle
indflerentes em presenca deste Randa fado social,
quoenvolve tantos milhares de 'individuos 1 He a
inlcrvcnc,ao dos poderes pblicos absolulamenle des-
necessaria no que toca aos nleresses da emigrajao ".'
A accao tutelar e proleclora dos goverooi nao deve
auxiliar oesforco corajosa desses, que impellidos ou
pela mizeria 011 por urna honrosa ambirao, se aven-
lurain a um transito arriscado e Irabalhoso, e as mil
contingencias de futuro, c'ueio de azares c lluses !
Em outro artigo aventuraremos algumas obser-
vantes sobre esla materia nfportanle.
(Jornal do Commercio de Lisboa)
INTERIOR.
lie, alm
ivessem
aquella
CORIIF-SPOXDKXUV lio DIARIO DE I'ER
NAHBGCO.
PARAIIIBA
7 de abril,
Calii em falla pelocorreo passado, mas o da era
tal, c de lao importantes recordaees, que certamen-
te nao levara a mal, que nelle esquecesse noticias,
kque nao dalassem de 185S antes. Essa desculpa be
perempturia.
Entremos em assompto. As dez horas da noile do'
da soflromos o maior temporal, de que Icnho lem-
branca. Eu^ive tambero, de queimar mnbas palbas
de domingo de llamos, e urna vclla berta, para
guardar-mede algum raio, ou de receber'em cima
de mimmiaba vclha qhoupana. que gema debaixo
do ajoule do vendaval como rheunialico em prepa-
racao de ebuvas.
I.araenlc nao ler a prudencia dos kagados. Felizmente, contra a opiniao do Mei-
relcs, ella resisti, e passaria upune e inclume, a
nao ser urnas pequeas avarias pelas obras moras da
popa, que lenbo tratado de reparar touforme Dos
me ajuda.
Osrelampagos que comecaram logoao anoiteccr
fuzilaram cm todos os pontos do horizonte, c com tal
vigor, que alumiavam os menores objeclos, e deixa-
vam ver a alhmosphera de urna cor baca e azulada,
que fazia pavor, e succedam-se com tanta precipi-
tado, que podamos quasi dizer, que eslavamns
coiislantemente Iluminados por elles. Ostlrovoes r-
bombavam sobre nos com estampido horroroso, e
pareciam querer atirar sobre nossas cabeas a abo-
bada celeslc. O vento de oeste para l^e soprava
violenlissimo, e pareca querer varrer da Superficie
da Ierra quanto so Ihe aulepunha.
A ebuva em grossas gollas aroeac.ava-nosj cora um
segundo diluvio, e os lelhados nao podendo con ler
o enorme volume d'agua, que recebiam. jransbor-
dando-o, o lancavam sobre os moradores, q
domis, nao cnronlr.iv.im Usar cmque es
livres do acommetlimcnto das aguas.
Felizmente meauoile liiiba cessado loda
desordem, e a nalureza pareca dormitar depoisda-
quelle lidar com os elementos. O ar eslav puro e
tranquillo, o co limpo, e lodos mis reanima los, rc-
paravamos quanlo podamos as ruinas resull mies da
hita. Nenhum snstro occorreu : eo furor la tem-
pestade limlou-se a moihar-nos as casas, lerribar
alguns muros e paredes velhas, muilas que 1 ao esta-
vam comprehendidas em um de meus requei imeulos
inunicpalidade, a partir alguns coqueiro a des-
arraigar, c por de raizes ao ar algumas velb is e vo-
lumosas arvores ; e finalmenle a fazer morre de sus-
to urna pobre senbora, que leve um bom uccesso
naquella lerrivel noite. Escusado he dizer-lbe quan-
las preces particulares se fizeram naquella noile.
Dos o livre, e a min lambcm, de ver cous seme-
ntante.
Tvernos urna semana sania bem solTrive divi-
dida em diflerentes igrejas. Na manhaa do da 1.
tiveinos a procissao do Viatico aos enferme s, que
esleve com umita decencia. He esla urna c as pro-
cisscs. de que o nosso zeloso pastor se nao d( scuida,
desde que receben esle rebanho. N'esse da, o 1 men-
tirosos, que leudo Iodos qs das por s, quei sm um
designado no anno, presaran) solemnes, e ci graca-
dos carrapeloes aos simplices. He um uso a |ui in-
Iroduzido ha pouco lempo, e que nao deixa de ler
seu sal.
A tarde (vemos a procissao do Senhor Bor 1 Jess
da Pobreza, que esteve moilo boa. Ao recollier da
procissao pregou o padre Francisco.
Na quinta l'eira maior apreciamos os sepulcros,
Matriz, Ma dos llomens, Misericordia, e OrdEm 3.
do Carmo. Na Mil dos llomens, o Misericordia
houve o lata ji. N'esla ullima igreja foi feilo com
bstanle solemnidadc. S. Exc. assistio ao acto ; e
pregou o Rcvm. padre Moura, que desenvolvi, co-
mo costuma, o assumpto.
Na sexla feira santa hoove o acto da Pai^ao ni
Mise/icorda, no qual pregou o padre
cisre.
O acto foi alguma cousconcorrdo; mas ipfeliz-
menleminhas lindas patricias ainda mem aparecer
em aclos de dia. O lempo convence-las-ha, Je que
nasceram para ser vistas, que os olliarcs Ihjes nao
roubam algum de seus doles, c que nao teem razao
para esennder-se,
A' noile houve sermao do Descendimenlo no Ro-
sario, pregando o padre Monra. IVessa igrej* sabio
urna procissao de Enterro, que foi um pouco atro-
pellada pela chava, que nunca se esqueceu de nos
durante a semana sania
No domingo houve Ressurrcirao na malrz, pre-
gando o Revm. visorio ; e Icsta da collocacfio das
tmageus da Senhor. das Mere., do Bom Parte, c de
S. Joao Baplisla na igreja das Mercs. Pregou o
Revm. padre Lindolpbo.
A Iraipquillidade, seguranca, esalubridade pubVica
vao sem uovidade. Honlem aqui cliegou o carro de
lama S. Saltador, que veo com a especial fniatao,
ao que diz Meireles, de conduzir os deputados. Nao
irao mal servidos, e com boa viagem.
Sao, em verdade, hospedes incommodos. para se
Ibes dar bom agafalbo. Os qe esperavam muita
cousa no da i do passado, ficarara com o desaponla-
mcnlo, e regalaram-se de ler a promoc.ao de infe-
riores no exercilodo Ihesouro.
Com que cnlao morreu o lio Nicolao Nao va-
lia a pena incommodar tanta gente para retirar-se
assim sem dar a menor sal .ifacAo, c nem, ao menos,
esperar Napolea.., que ia visila-lo, Estar a guerra
linda ? '. Meireles diz, quo nao. E de que morreo
o r/.ar .' Diz .Meireles, que de urna dose mal appli-
cada d'agna ingleza de Andr Lopes de Castro. Pela
Russia lambcm ha intermitlenles ?
Perd irreinediaavclmenle o mcu baronato. Pacien-
cia, acho moitos companheiros.
Morrerain no mez de marco fiodo, n' esta f re-
gaa 33 pessoas, entre innocentes e adultos; e nem
por isso augmeulou, ou abaixou o cambio. He bom
ser Nicolao al para mnrrer, porque, pelo menos,
movem-se os fundos, e nscilla o crdito.
Sabio no dia 5 o brigue hespanhol Lepanlo
com 5623 arrobas de algodo, e 1800 caadas de
agurdenle.
Enlrou no dia 1 o brigue inglez Sarah de 259
toneladas.
Entraram de 29-do passado a 6 do correle, 1258
saccas de algodao, que foi vendido de 5? a 59601).
Os assucarcs conservan o preco.
Saude, e quanlo be bom lhe desejo por muilos
annos.
Eran-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Sessao' em 11 e abril de 1855.
Presidencia do Sr. Jlarao de Camaragibe.
(Conl'tnuara'o.)
lie lido, approvado c mandado imprimir o se-
gunle parecer :
11 A rommissao de iustruccao publica lendo al-
Icnlamente examinado os requerimentos e mais do-
cumentos annexos, do padre Miguel Veira de Bar-
ros Marreca, professor de iustruccao elementar do
segundo grao do barro do Recife, e d Joaquim
Antonio de Castro Nunes, professor de instruccao
elementar o segundo grao da fregnezia de S. Jos,
os quaes pedem a gratificado deque trata o artigo
60 do regulamculo de 12 de uiaio de 1851, be de
parecer que se deliram as pretenees dos peticina-
nos, para o que olTerece o seguinle projecto de
re-olucio :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resol ve :
a Art. nico. Fica o presidente da provincia au-
lorrsado a conceder Miguel Veira de Barros Mar-
reca, professor de insliuccao elementar do segando
grao do bairro do Recife, e a Joaquim Antonio de
Castro Nunes, professor de instruccao elementar do
scguudo grao do bairro de S. Jos, a gratificado de
qoe traa o artigo 60 do regulamento de 12 de maio
de 1851.Sala das commissocs 11 de abril de
1855.Aprijio Cuimara'es.Padre l'areja'o.
He lida e approvada a redarcao das posturas da
cmara municipal da villa de Garanbuns.
He lida e approvada a redaccao das posturas. da
cmara municipal do Brejo.
L'm nfficio do secretario da provincia dando es-
clarecimenlo sobre as ioformaces que se pediram a
respeilo de alguns maleriaes comprados pela tbesou-
rara provincial, e de outros comprados pela re-
partidlo das obras publicas.Inleirada.
O Sr. Silcino:(Pela ordem). Principio fazndo
urna reclamado sobre urna inexadidao que sabio
n'um dos jornacs desles dias. Quando se discuti
o capitulo terceiro do orcamenlo provincial houve.
ramduas emendas, para que a quota de 30 contos
de ris, que a assembla marcou como subvengo
companhia de vaporescosleiros.se augmeTitasse com
mais 10 conlosde rcis: no sentido de sustentar urna
dessas emendas, o nobre deputado o Sr. Dr. Mos-
coso disse que dispensava-se inleiramenle o parecer
da commissao, que al ento nao liiiba sido dado,
porque a commisao nao poda augmentar idea,
que nao eslivesse ju mente de lodos, por isso que
lodos os honrados senhores deputados eram perfei-
(amente conhecedores da materia. Nesla occasio,
senhor presidente, dei um aparte, dizendo. que como
Miembro da commissao por minha parle agradeca a
maneira por queoSr. Dr. Moscoso juslilicava a sua
emenda : no aparte porem que foi publicado se
accresccntou:Porque anda nao l o contrato cito
lelo governo com a companhia. Aqu be que esl
a inexadidao, porque eu por mais de urna vea lenbo
lilo esse contrato, tanto mSis que j tinhamos con-
ferenciado nos os memhros da commissao a respeilo
da materia. A.)
Aprovcilando a occasio de ter a pala vi a, eu ve-
jo-me na necessidadp de motivar- umaindicac.no que
pretendo mandar a mesa. Em fado importante, Sr.
prcsidenle, tem infelizmente passado desapercebido
entre nos, c be o sesuinle : a provincia de Pcrnam-
biico foi espoliada e acba-se na ausencia da posse
de urna parle do seu territorio. A freguezia de
N. S. da Penba de Franca da Taquara pertencia
desde lempos immemoriaes a provincia de Pernam-
buco, e sem que acto legislativo nenhum autorisas-
se a desmemhracao dessa freguezia da provincia de
Pernarahuco e a anexasse provincia da Parahiba,
esse fado se deu, sendo de nolar que para isso nem
ao menos conlribuio o governo.central. Da-se ain-
da urna anomala digna de nolar-se a respeilo da
freguezia de Taquara e vem a ser, que a parle pu-
ramente ecclesaslica continua siijcila a Pernam-
boco, ao passo que a parle administrativa, poltica
e judiciaria perlenrc a Parahiba; o vigario da fre-
guezia da Taquara be paso pela thesonraria geral
de Pernambuco, o coadjutor da mema freguezia he
pago pelos cofres provinclaes de Pernambuco, assim
como he paga por estes cofres a despeza de guisa-
menlo e fabrica. O vigario da freguezia da Taqua-
ra s lem correspondencia oflicial com o presidente
de Pernambuco, e^por mais de urna vez lem deixado
de responder oflicios c porlariaa>do presidente da
Parahiba; e admira, Sr. presidente, que nao obstante
a Parahiba julgar-sc com direilo a esse territorio,
nao teulia reclamado ao governo geral, para que
se tomcm medidas aliin de que o vigario responda
aos oflicios que daquella provincia lhe sao dirigi-
dos. Nesle senlido vendo cu que o direilo da pro-
vincia da Ternambuco sobre essa importante parle
de scu territorio tem sido desconhecido at boje, ou
ao menos tem sido esquecido a visla do longo
silencio que a esse respeilo se lem guardado, me
animo a trazer a considerarlo da casa essa materia
para que ella conscia do direilo que lhe assisle faca
urna representarlo a assembla geral alim de que
esla decida a lal respeilo.
U Sr. Meira:J' se Iralou na assembla geral,
mas esla uada fez.
O Sr. Silcino:Alian.;,, ao nobre depulado que
he queslao que pende dos poderes legislativos.
Vae a mesa a seguinle indicarao que he remedi-
da a commissao de eslatislica :
Indico que esla assembla represente a assembln
geral legislativa, afim de que esta lomando na de-
vida considerarlo o direito que assisle a pro-
vincia de Pernambuco sobre o territorio da fregue-
zia de N. S. da Penda de Franca da Taquara, inde-
vidamenlc sujeila a adminislracao da provincia da
Paral liba .-35a I a dassessoes cm II de abril de 1855.
Silcino Cacalcani de Albuquerque.
O Sr. dprigio:;Pela ordem.) Sr. prcsidenle,
subvencionado pela provincia viven na Europa por
muilos annos um moco, que se me nao engao, se
chama Antonio Ecrreira de Araujo Jacobina, o qual,
segundo me informan), abandonou os cursos qne
pralicava e acba-se actualmente no Rio de Janeiro
creio que empregado na mordomia do Pajo impe-
rial. Segundo lambem me consta, esse moco assig-
nou um contrato pelo qual se obrigava a vir a pro-
vincia retribuir lhe esse favor que receber ; mas
essa sua retirada importa nao s um desprezo a nos
que sempre aqui lhe volamos consignaron, mas a-
iuda um puro disperdicio dosdiuheiros da provin-
cia.
Assim pois, faco o prsenle requerimento, para
que se pecara nformacoes ao governo, e para que
nos seja remetlida urna copia do contrato celebrado
entre esse individuo c a provincia, afim de que
como nos compele, sindiquemos desle negocio.
O Sr. Silcino:Provarei que a sua asseverarao
foi menos evada.
0 Sr. Aprigio:Eu nada asseverei ; peco infor-
raaees.
Vai a mesa e be approvado o seguinle requeri-
mento :
Requeiro que se pecara ao presidente da provin-
cia ioformaces sobre o destino do cstndantc pen-
sionista da provincia Antonio Araujo l'erreira Ja-
cobina e urna copia do contrato com o mesmo ce-
lebrado por occasio .leentrar no gozo de sua pensan.
S. R..Iprigio tiuiuiara'es.
O Sr. Meira interpclla a commissande obras pu-
blicas acerca do parecer que ella tem de emillir
sobre o requcrimenlo do orador, pedindo urna romr
inissao de inquerito para examinar a repartirn de
obras publicas, vislo como lem decorrido 9 dias c o
objecr demanda al goma urgencia.
O Sr. Theodoro, salisfazcndo ao pedido feilo a
commissao de obras publicas, para que fora Momea-
do interinamente, em suhsliluicao do Sr. Mello Re-
g, explica o procedimenlo dessa commissao, decla-
rando que dous dos seus membros, depois de reflec-
lirem sobre o requerimento do honrado depulado
que o precedeu, resolvern) formular sobre elle o
respectivo parecer ; mas, que lendo sido esse pare-
cer siibuiellido ao conbecimento do nutro nobre col-
lega o Sr. Augusto deOliveira, rcipondera esle, que
nao podia dar sobre a materia o eu vol, seniio de-
pois de a ler esimiado; e que em consequencia pedia
fosse demorada a apreientacao do mesmo parecer,
al que bouvesse pensado sobre o sen objeclo.
A visla disto, persuadido o orador de que a mate-
ria em queslao era summamenle grave, concordou
com o seu nobre collega o fir. Silvinh, emaunurera
ao pedido do Sr. A- deOliveira, por julgarem que
assim o deviam fazer, deixando por esse motivo de
ser apreseulado o parecer at a manifeslacao da
opiniao do Sr. A. de Oliveira.
O Sr. A. de Oliueira faz breves refleiOes.
oftEM DO DIA.
Enlra em primeira discussao o projeclo n. 9. des-
le auno :
Aftstembla legislativa provincial de Pernambu-
co, rcsolve :
Arl. nico. Fica approvado o regulamento da-
do pela presidencia em dala de 2 de junbo de 1851
para o cemilerio publico desla ridade : ficam revo-
gadas as disposices em contrario.
Sala das commisses 29 de marc.0 de 1855.Fran-
cisco Orlos Brandilo. Francisco de Assis Olivei-
ra Marte!.
O Sr. Aprigio:Sr. presidente, avista da discus-
sao bavida em oulra occasio nesta casa sobre esle
regulamento, discussao ventilada mesmo pela pro-
pria commissao que aprsenlo a resolurao que se
discute, eu desejara muito que a nobre commissao
expozesse os motivos que a levaram a formular esla
ventilar, se a Ici n. 91 esta revogada na parte que
anlorisa o presidente da provincia a dar regolamen-
tos para o cemiterio, subractleudo-os a appruvacao
da assembla ; pela minha parle emendo que essa
lei est em stu pleno vigor.
O Sr. Aprigio : E ocioso be o Irabalho que o
nobre depulado est lomando, por que para o auno
o presidente faro outro regulamento.
O Sr. Brandilo: Pode-lo-ha fazer cerlamente
se a experiencia mostrar que o actual nao precnebe
o 1'nn, e a assembla o approvari, ou nao, conforme
entender ; e nem isto he novo, porquanlo o gover-
no geral assim o tem pralicado em diversos casos,
sendo que mesmo no hypotesc da autori ciaes, elle lem alterado e modificado os trabalhos
qoe sao objeclos das mesmas aulorisacoes antes da
detliniliva approvaco do corpo lesislalivo, como
pouco mais ou menos acontecer cora os estatutos
das Facilidades de Direito.
O Sr. Oliveira : Deu-se o contrario do qoe
diz o nobre depulado.
O Sr. Brandilo : Se o lynrado foi lestemunha
presencial do que se passou, admillirei que baja en-
gao de minha parle; se porm assim nao succedeu,
nao me pode convencer.
O Sr. Oliceira: Nao presenciei, mas li.
O Sr. Brandilo : E, pois, se a commissao exa-
minando a queslao incidente aventada pelo Sr.Oli-
veira, acbou razcs para convenecr-se que ella nao
Multa importancia alguma, e se sustentando os seus
principios propoz que o regulamento fosse approva-
do, nao vejo razao queautorise o honrado memhro
o Sr. Aprigio a dizer que ella cahira em soulradic-
caofj nao! Se quer atacar o parecer, recorra-se a ou-
lro expediente, menos ao de qualificar a commissao
de contradictoria, pois que ella se acba as mesmas
don trina- que aqui sustentara de 011 Ira vez, como a
(A) O aparte a que se refere o honrado memhro
oi por nos escripto tal qual S. S. o pronuncinu,
sendo que as palavras que foram publicadas de'
mais, foram inlrpduzidas no autugrspho pelo hon-
rado membro o S,r. Moscoso. O Tachigrapht.
resolucao ; por quanto no meu entender vai ella in- I Ciimara s lia "le recordar, e assim lenbo respondido
teiramentede 'encontr as razOes aqui produzidas j ao """"-ado deputado que me precedeu.
por um dos nobres membros da mesma.commissao. O Sr. Oliceira: Sr. presidente, achn-me in-
Disse esse honrado membro quo o presideule nao po- coramdado, por isso, talvez nao possa dizer, acerca
dia servir-se de urna aulorisacao j excrcida pelo seu do ouJcelu em discussao, quanto desejara. Quandri
antecessor. i aver|tci nesta casa a idea de que a presidencia ti-
O Sr. Brandao : Nao foi a commissao quem o nl,a ncompelcnleraenle promulgado o regulamculo
de que se trata, visto como a aulorisacao, de que ella
se servir, j tinba sido usada pelo scu antecessor,
o mesmo nobre depulado que acaba de sentar-so J01
um dos que me apoiaram. (Apoiados)
O Sr. Brandao :Eu '. Oh! Sr. 1
O Sr. Oliceira :Sim; e muitos, que nessa occa-
sio cnjcndiain que o acto da presidencia era legal,
e nem prcdsava de apprnvacao, mu laram de pen-
sar, avista das observacoes por mim feilas ; sendo
que por isso se approvou o requerimento do nobre
segundo secretario, no sentido de voltar o regula-
mento commissao de legislarlo, afim de que esta.
rcconsidcraiiilo-o emiltis-ede novo a sua opiniao pro-
pondo as alleraces, que julgasse conveniente.
O Sr. Brandilo :Isto be conlra-producenlem T
O Sr. Oliceira : t- A commissao no seu primeiro
parecer dizia, que o regulamento eslava no caso de
ser approvado,devendo entrar em dicussaofarligo por
artigo, conforme determina o regiment da casa ;
agora diz que seja approvado sem preceder aquella
formalidade :
O Sr. Brandao :Nao disse lal.
O Sr. Oliceira : Combine o primeiro como se-
gundo parecer, e ver que he exaclaa minha asser-
ca'o.
O Sr. Brandao : Nao disse, que fo6se discutido
artigo por artigo.
O Sr. Oliceira :Disse, que enlrasse em discus-
sao ; o que segundo o regiment da casa, importa a
mesma cousa.
O Sr. Brandao: Perdoe, nao se d islo.
O Sr. Oliceira : He o que diz o seu parecer,
e o que est em discussao he o projeclo.
t7m Sr. Depulado :Nao, porqoe a casa no pode
approvar o que nao discutir.
O Sr. Brandao :Mas pode ou nao iratar-se lam-
bem doresulamenfo?
O Sr. Oliveira :Pode-se, porem a discussao lor-
na-sc mais complicada,
O Sr. Brandilo d um aparte.
O Sr. Oliveira :Embora o nobre depulado di-
ga o que quizer, a commissao est cm perfeita con-
Iradirc.io com o cu parecer.
O Sr. Brandao d um aparte.
O Sr. Oliveira:Perguntarei agora nobre
riunmiv-lo de legislaran, se o presidente pode alte-
rar as disposices de urna Ici, sem delegaran do po-
der competente'.' se nao pode, como creio, como be
que altern, e at revogou algumas das disposices
da lei 11.91 de 8 de maio de 1811, que creou o ce-
milerio!
O Sr. Carneiro da Cunta :Essa nao lie a ques-
lao.
O Sr. Oliveira :Nessa lei he que se acham es-
labelecidas as bases sobre as quaes se devia formo-
lar o regulamento, e por consequencia entendn, qoe
o presidente nesse regulamento nao podia inserir
determinares, que fossem de encontr a ellas. O
art. 10 da dita lei determina que o eslabelccimcnlu
lenha os empregados que (orem necessarios ao ser-
vico.sendo o administrador Momeado pelo presidente
da provincia e os oulros pela cmara,
O Sr. Brandao :Eisahi o nobre depulado dis-
cuiMido o regulamento.
O Sr. Oliveira :Nao eslou disculindo, e sim fa-
zndo algumas observacoes geraes.
Mas, como dizia, se o arl. 10 da lei eslabelcce o
que acabo de referir,e se a presidencia nao receben
delegaran do poder competente para altrala, he
evidente que ella no regulamento em queslao, nao
podia dispor que alem da a ^ministraran fossem lam-
bem de sua nomcacAo o capelln e o sacristn.
O Sr. Meira > um aparte. a
O Sr. Oliveira :Nao trato da inconveniencia da
uomeacSo peia cmara. Mas se essa lei nao eslava
revogada, nem a presidencia aulorisada para expe-
dir um novo regulamento, creio que ella nao podia
dispor que o capelln c o sacristao fdisem de sua
nomeaciio.
O porteiro do cemilerio he prla Mei nomeado pela
cmara, porm, conforme o novo regulamento, nao
pode ser demillido senao pelo presidente da provin-
cia : a nobre commissao que, como assevera o ni-
co membro que esta presente, considerou a materia
com lodo o criterio, leriaatlendido para esla dispo-
sicao !
O Sr. Brandao :Altendeu, sim senhor.
O Sr. Oliveira:Enlflo lera a bondade de de-
clarar-me, qual 11 conveniencia de ser esse empre-
gado nomeado pela cmara, mas s dcmiltido pelo
presidente da provincia'.'
Atlenderia lambcm a commissao para o arl. 25 do
regulamento, que augmenlou a laxa de urna -sepul-
tura perpelaidade na razo dupla '.' julgou qoe isso
de alguma maneira nao prejudicava os particulares,
porque outr'ora qucm tinba 50-9000podia obter urna
sepultura perpetua, e boje qucm n3o liver lOftsOOO
nao o pode '.'
O Sr. Brandao :Altcndemos sim, senhor.
O Sr. Oliceira :O artigo 6 da lei designou as
pessoas que devem ter sepulturas gratis : podia o
presidente ampliar essa disposico, mandando que
(ambem a< (ivessem os religiosos mendicante- os
sacerdotes pobres 1 creio que nao.
O Sr. Brandao : Nada mais justo.
O Sr. Oliveira : Nao quero saber se he justo,
nem cmbalo o regulamento. porque o considere in-
leiramenle defeiltioso; lauto assim, que ja declarci,
que elle cunliiiha disposices salulurcs, o qoe desejo
he que negocios desla imporlancia, sejam (raladol
com toda pausa c rellevo.
O Sr. Brandiio : He islo o que se esla fa-
zndo.
disse.
O Sr. Aprigio : Se o nao disse aceitn a pro-
posito, segundo me record.
O Sr. Brandao :Nao, nao aceilei.
O Sr. Aprigio : Pois diso-lbe. que devia acei-
tar, porqoe a nao ser assim a commissao devia ler o
regulamento como legilimamenle feilo, e s depen-
dente da apprnvacao desla casa na parle do augmen-
to dos ordenados; mas se a commissao aceitou a idea
de que a aulorisacao em queslao ieslava \gasla, pas-
sem-me o termo, e que por consequencia a presi-
dencia nao podia usar della, e se o nobre deputado
entende comigo, qUe o presideule da provincia nao
pode aqui iniciar leis, eniao este regulamenlo por
forma alguma pode ser considerado por esla assem-
bla. (Apoiados.)
O Sr. Brandilo da um aparte
O Sr. Aprigio :Pode serque o nobre depulado
lenha muito boas razes, epor isto desejo ouvi-ln.
O Sr. Brandilo: Sr. presidente, l>m longe de
estar a commissao a que pertenco cm coutradircao,
como suppe o honrado membro que aeaba de sen-
lar-se...
OSr. Oliveira :E en lambem...
O Sr. Brandiio.....pelo contrario, se acba justa-
mente em suas doutrinas, em soas opinias. Eu,
como seu relator, disse quando se discutio o primeio
ro parecer que foi apresentado sobre o regulamenl-
do cemilerio. de que se esta tratando, e quando al-
guns dos honrados membros sustentaran) que elle nao
careca da approvacao da assembla, para ler vigor,
djfsc, torno a repetir, que pensava dilTerenleniente,
visto como entenda que regulamentos daquella or-
dem nao leudo bazes eslahelenlas por urna lei, nao
eslavam no caso daquelles de que falla o acto addi-
cional, c qoe por tanto careciam da apprnvacao do
poder legislativo, para produzirem o devido elTeilo,
sendo que a minha opiniao fra adoptada pelo outro
meu collega signatario do parecer.
O Sr. Aprigio d um aparte.
O Sr. Brandao : Isso disseram os nobres depu-
tados que me contestaran), mas nao a commissao ; os
meus discursos correm impressos e o honrado mem-
bro pode cnsul ia-los para convencer-se da cxacli-
d.lo do qne acabo de enunciar. Ora, tendo ou por
parle da commissao expendido aquellas ideas, len-
do mesmo declarado que naoreconbecia na assembla
a faculdade de delegar ao prcsidenle da provincia o
direilo de legislar, he claro que me acho presente-
mente no mesmissiino terreno que oceupei naquella
discossao, porqoe he cm virtude dos principios que
emilli, que ainda boje sustento, que o regulamento
deve ser submellido a consideracao "a casa, e appro-
vado.
He verdade que na precedente discussao appare-
ceu urna queslao incidente, que causou muita sen-
sacao, e que com effeilo pareceu a primeira visla ser
snmmamenlc grave, e foi a seguidle :
Que tendo sido o presidente da provincia antnri-
sado pelo artigo 31 da lei n. 300 a dar regulamento
para o cemiterio, urna lal aulorisacao j bavia sido
esgotada, pois que o presidente R!beiro em 1852 a
(nba exercidn, quando formulara o regulamento de
25ile novembro daquelle anno, d'onde conclua o
nobre depulado, o Sr. Oliveira, que aventn a ideia,
que o regulamenlo de que se esl tratando fra in-
competentemente confeccionado pelo actual presi-
dente.
Esla queslao assim eslabelecida, e que, como dis-
te, pareca grave, foi examinada pela commissao,
a quem a assembla fez devolver'/) primeiro parecer,
e cnlao ella coiibecen que ainda nesta nova situacao,
em que a discussao fra enllocad 1, os seus principios
se raostravam verdadeiros.
Evaminou priineiramcnte a Ici 11. 91 que aulorl-
sou a fundaran do cemilerio, e observou que ella,
d faculdade so presidente da provincia para fezer
nao um, porm lodos quantos regulameu(os forem
necessarios para aquella cstabelecimenlo, ficendo no
entonto dependentes da approvacao da assembla
provincial...
O Sr. Oliveira :Logo a aulorisacao de 1852 foi
ociosa
O Sr. Brandao :Bem o parece,
O Sr. Oliveira : He o que resta provar.
O Sr. Brandao:Vio uiais que o regulamento
dado pelo presidente o Sr. Ribero, nao linha viudo
a cmara para ser discutido e approvado, como ella
entenda ser raisler, em face da opiniao qoe j. bavia
manifestado...
Um Sr. Depulado: Devia reconsiderar o regu-
lamenlo do Sr. Ribciro, e nao esle.
O Sr. Brandao:.....Observou finalmenle que esse
mesmo regulamenlo do Sr. Ribeiro. nem ao menos
por elle se acba assgnado, como consta dos impres-
sos que por.ahi correm, e concluioque a queslao in-
cidente nao linha a imporlancia qoe parecer ler, e
que a aulorisacao concedida por esta a-sembl, nao
bavia sido esgotada por aquclle ado incompleto do
Sr. Ribeiro....
O Sr. Oliceira: Ento o actual presidente he o
culpado.
O Sr. Brandao : Como pode elle ser culpado
por aquillo que 11S0 perlence a sua adminislracao ?
Como pode ser culpado por nao baver o Sr. Ribeiro
assisnadn o seu rcsulaincnto da
1852 f
25 de novembro de
O Sr. Oliveira : O engao loi da l\ pogra-
phia.
O Sr. Brandao'. O nobre depulado vio 1
O Sr. Oliveira : Nao vi, mas asscvero-lhe que
esl assgnado.
O Sr. Brandilo : Se nao vio como assevera ".'
Mas admitamos mesmo que eslivesse assisnado pelo
presidente da provincia, foi elle por ventura nppro-
vado por esla casa '.'
O Sr. Oliveira : (Juid imlc'.'
O Sr. Brandao :Se nao foi ainda approvado ; se
quem o fez nao o submelteu a consideraran desla
cmara, como era de seu dever, o aclual presidenlc
da provincia eslava no sen dircito alterando- o ou
mesmo subsliluiudo-o por oulro. (Apoiados.'
E, de mais, senhofes, os nobres deputados que sao
jurisconsultos sahem por 101 Lmenlo quequalquer fa-
culdade concedida, so pode deixar deexislir quando
beexpressamente retirada,e por ventura esta assem-
bla proceden assim a respeilo da autnrisace de que
se Irata '? Nao me consta.
Ha um aparte.
O .Sr. Brandao : Isso he muilo vago, o que he
cerlo he que eraquanto nao ha um acto muito expl-
cito que manifest a rcvogajao da aulorisacao ella
subsiste.
O Sr. Oliveira : E a approvaetfo deste regula-
menlo mo importa a retirada da aulorisacao ?
O Sr. Brandilo: Por cerlo ; mas ainda compre
OSr. Oliveira : Mas, se a presidencia julgar
de jajlica dar sepultura sralis aos religiosos mendi-
cantes e aos sacerdotos pobres, porque nao estendeu
esle favor aos militares c empresados pobres'.' Nao
esto elles as mesmas circumslancias '.' Ninguem o
contestar ; non mente se altender-sc, i que os ec-
clesiasticos lem um patrimonio, e que o militar e o
empregado pobre, quando morrem, quasi sempre
deixam as suas familias exposlas miseria. Pare-
ce-me, porlanlo, qoe os servidores do estado deviam
tamheni merecer a attenco do presidente, qaaddo
qniz ser tilo enridoso para com os relisinsos e sacer-
dotes.
O Sr. Brandao : Mande urna emenda.
O Sr. Oliceira : Nao a mando, porque cnlon-
do, que para scu- ella mais bem recebida.'dcve de ser
oflerecida pela romraissao.
O Sr. Ilrandiio : Pode ser feita por qualquer
deputado.
O Sr. Oliveira :--A commissao disse, que recon-
siderando o regulamento, vio, que nenhuma altera-
cao carecia fazer-llie: poi, se a commissao, compos-
ta de habis jurisconsultos, enlendeu, qoe o regula-
mento era um chefe d'obra, c que qualquer altera-
rlo, que se lhe fizaste, seria dcsaranja-lo, como be
queeu.cujosconhccimcntos eslao muilo aquem dos
dos nobres membros da commissao, hei de emen-
dar tao bem elaborado Irabalho?
O Sr. Brandao : Pode.
OSr. Oliveira: Sei disto, mas, como q.ICr
qoe eileja persuadido de que o rcsulamento ha de
passar lal qual se acba redigido, limilo-rae a fazer
algumas observacoes por desencargo de consciencia.
O art. 7 da citada lei deterininou, que ficassem per-
tencendo ao eslabelecinienlo do cemiterio os carros
fnebres, e lodos os mais objeclos necessarios para
os ealerros o funeraes; entretanto, a presidencia
commetleu este servicoa qualquer individuo ou cor-
poracao, pagando urna laxa : considerou a commis-
sao sobre uto ?
O Sr. Brandao : Sem-luvida.
O Sr. Oliveira : Assim he de presumir, mas o
seu parecer d lusar a pensar-'se o contrario.
O Sr. Brandao: Conforme a sua maneira de
peusar, de certo nao considerou.
OSr. Oliceira : Nao sei, se a commissao re-
flcclio bem, se era mais conveniente, que semclban-
te serviro deixasta de pertoncer cmara, a passasse
a ser feilo por particulares. Ora, pelo que acabo de
expender esla claro, que o regulamento conlm mui-
las disposices legislativas, alm do augmento de or-
denados c disposices moilo importantes; e entre-
tanto, a presidencia pz smenle dependente da ap-
provacao da casa, o augmento de ordenado mandan-
do logo observaras de mais. Creio, senhores, que a
presidencia obrara com mais prudencia, quando
mesmo livesse sido aulorisada para formular esse
Irabalho, pondo dependentes da approvacao da as-
sembla todas ssas disposices legislativas conlidas
no regulamenlo, nao smente n augmento de orde-
nados. Disse o nobre depulado que acabou de fal-
lar, que a presidencia pelo art. 11 da lei de 8 de
maio de 1811, eslava aulorisada dar os resuiamen-
los necessarios para esse eslabelecimento, e que por
isso podia promulgar o de q.le se trata ; mas, senho-
res, por forja de tal disposicao.nao se segu, que se.
pussam expedir uns regulamentos atraz de ou
tros.
O Sr. Brandao :Nem cu o disse.
O Sr. Oliveira :Alm de que lal fartlldade ex-
pirou com a publiracAo do primeiro rcsulamento de
1851 : e a nao ser assim, ociosa seria a aulorisacao
da lei n. 300 para reforma-lo, aulorisacao que tam-
ben) licoo exlincla com a expedican do regulameuto
de 1852 : e lano islo heverdade, que a presidentia
nao se valen de disposicao tao ampia no entender
do nobre deputado e sim da aulorisacao conferida
pela lei n. 300. Agora passarei a tratar do aug-
mento de ordenados. O lusar de administrador do
cemiterio foi creado em 1851 com o ordenado de
8005 rs., o qual em 1852 foi augmentado com 400
rs., e agora pelo regulamento actual com mais 6OO5
rs. ; c onde ir i*su parar ? !
O Sr. Soma Carcalho :Acho que nao he mui-
lo para o Irabalho de lidar com os dcfunlos, que he
cousa bem desagradavel.
O Sr. Oliveira'.Senhores, cu- ouco constante-
mente dizer-se nesla casa, quando se trata de algum
augmento de ordenado, qrfc se a receita be pequea,
embora baja loda a justirn, embora o empregado
sirva muilo bem nao se deve de decrejar (al aug-
mento ; e assim perguntarei,a nobre commissao deu-
se ao Irabalho de examinar a receita e a despeza do
cemilerio.
O Sr. Brandiio:Uso no he da competencia da
commissao.
OSr. Oretra:Para saber se era possivel decre-
tarle esse augmento ? creio que na; porque do
coulrario leria feilo algumas alleraces nesle e n'ou-
tros pontos.
Sabe a commissao a quanlo monla a receita do ce-
miterio ? Salie a quanlo monta a sua dsspeza J eu
ib direi ; a receita he de 11:3009696. e a despeza
muilo superior a esla somma ; alm lisio esla o es-
labelecimento compromellidn para com a IbesouraTia
provincial na importancia de 31 conlos de reis, que
lhe foram emprestados sem premio para as suas
obras ora se o estabelechncnlo lo sedo nao pode-
r solver esse debito, e s para a conlinuacjlo da ca-
pella lem sido necessario applicar-llie algumas ver-
bas, destinadas a oulras obras como do maladouro,
ser occasio opportuna para se dar esse augmento
de ordenado ".' Os mais salpresados pblicos, mui-
los dos quaes lem menores ordenados, e tralAlhos
mais mportaules, nao pdenlo reclamar desla assem-
bla o mesmo favor'? e enia> cm que poicao se
colloear a casa '.' Sera juslo que se d a uns, e se
nesue a outros as mesmas circumslancias, se nao
melhores'.'
O, Sr. M. Clemenlino : Isso he para a segunda
discussao.
O Sr. Oliceira : O que esla em discussao he a
resolucaoapresenlada pela commissao.
l'm Sr. Deputado : Tem. tres discusses.
O Sr.Oliceira: Eu nao desconhego que o ac-
(Ual administrador lem servido bem;cseiquc per isso
tem merecido elogios do presidente da provincia e
la cmara ; mas porque esle empresado lem cum-
prido as suas obrigac/>es, dcve-sc-lbe augmentar o
ordenado com 600-9 ? julgo que nao.
Sr. presidente, comquanlo eu livesse ainda varias
observacoes a fazer, limito-me ao que lenbo expen-
dido, e a casa em sua alia sab'doria resolver o
que achar conrenicnte.
[Contimw-tt-ha.)
COMARCA IH PAJEL!.
Villa-Bella 1 de abril.
Mais por oceupadn, doentc e sedsibilisado mesmo
por oceurrencias que s a mim dizem respeilo e
mo podem inleressar-lhc, que por pacto que hoo-
vesse feilo com Vmc, ou por mera prcsuic.a, ou por
alguma... como aventura o seu novo corresponden-
te desla comarca, que se inscreve A. D-.. lenbo dei-
xado de noticiar-lbe os pnucos fados occorridos de-
pois da ullima que lhe escrevi, que, se'a memoria
me nao falla, supponho ler sido 110 1.* de oulubro
do anno prximo passado.
Dando a Vmc. e a mim propria os parabeas por
urna acquisieao que, augmentando o numero dos 110-
ticiadores do seu bello jornal, deve poupar-'mc d'ora
em dianle urna parle do lempo, que despenda em
indagar pelo que a por esse mundo, nao posso, co-
mo seu amigo velbo, deixar de preveni-lo (aqui pa-
ra dos) que urna m estrella vai guiando esse nobre
cavalleiro, e anteara cclipsar-lbe n brilbo, na espi-
nhnsa inissao que se impoz. se elle n.ic ronbeeer a
profundidade do abysmo que vai cavando, e nao
procurar em lempo mudar de rumo. Aquelle que
pretende boje, contra a publica c geral opiniao,
singularisar suas ideas, opinies, preleures, ambi-
ces e finalmente o seu todo no meio de um povo
que lem seiilimenlns contrarios, parece nutrir a lou-
ca pretencao de nadar contra a furia da crrenle, ou
como dizia um velbo calvo de meu conbecimento,
de, com orna pistola velha, conquistar o genero hu-
maDO. Esse nobre cavalleiro parece estat justamen-
te nesse caso, como moslrarei em oulra occasio se
for chamado, o que nao desejo. a esse terreno ; con-
leulando-me por ora com asseverar-lhc que a ver-
dade, que lano inculca na sua missiva, nao lem si-
do religiosamente respeilada, que as condices de
publico chrnnisla nao foram inteiramenb! observar
das nos seus primeiros ensaios, e que a faculdade de
muralisr.r sobre os fados tem excedido os limites da
decencia c as raas da dignidade pe-nal, degeneran-
do em acres, violentas c injustas censaras a vida
privada.
Ora, considerando a nobre inissao de um rhronis-
la mu diversa do desejo de celebridade de um zoilo,
de nm intrigante, nao posso deixar de cslranbar a
desabrida linguagem desse cavalleiro empregada
conlra um povo que, na maior adversidad, sabe
eslender a mao bemfazcja aos naufragados lilhos de
Adao que, acossados pela desventura, procuram abri-
gar-se no seu solo, bem como nao de- leu ia .lar pu-
blica bospitalidade, tratar por amigos, e promover t
elevacao aquello proprios que, semclhaiiies aser-
pCnte da fbula, s sahem pagar finezas com ingra-
ides.
Os Pajcoenses posto que dolados de excedente n-
dole, de bous desejos e iuleiiencs, como tenho dito,
lulo deixam com ludo de ser bomeiis, e bomens cu-
jas faculdades inlellecluacs e moraes na se acham
esclarecidos pela luz da civilisaran. e cujos bons cos-
(umes nao e-l.io ainda implantados nos nimos por
um sentimerto rapaz de rebater o aceesso das pai-
xes mas. o que s pode ser obrado lempo e da per-
feita combinacao dos diversos elementos sociao e
religiosos. Isto importa o mesmo que csnl'essar que
entre ns ha muila ignorancia, lia prejaizos, vicios,
erros e oulros males de que nao estamos, nem pode-
mos ellar isenlos, quando as vezes nao se a:ham in-
leiramenle csroimados os povos mais adianlados na
cultura das latirs e na pralica das boas aeces. Daqui
as funestas consequencias que se devem esperar da
lemeridade com que esse chronisla ataca descarido-
- imenie os aclos da vida privada de pessoas que,
anda quando nao livessem direito ao seu respeilo,
nao deixariam de le-Io sua eonlemplarao.- se S. S.
fosse lusceplivel disso. Prevejo pois que a continua-
ban dessa linguagem trar.i a esla eomarca a ereac3o
de novas intrigas, a ressurreicao de velhos odios, e
a conversan do seu bello Diario em um campo de
gladiadores, onde os ofTendidos nao deixarao de de-
fender denodadamente seus direitot ; porque o col-
lega parece pretender alear todas as chammas que
as prudentes medidas do governo, de accordo com o
benfico Irabalho do muito veneravel Prefeilo da
Peona, hartan quasi extinelo nesla comarca em to-
das asclasses de cidadaos.
Tendo feilo estas breves consideraces com 11 cons-
ciencia do bomem sincero c verdadeiro, parece que
su me cumpria fazer minhai despedidas, visto estar
bem preenchido o lugar que indignamente, e s por
necessidade exerci, e concluir aqui ; mas nem me
despeeo por ora da benisnidade cora qne Vmc. som-
pre acolbeu o meu tosco Irabalho, por entender que
nao devo renunciar o direilo de rectificar, oa corri-
girquaesqner fados que porvenlura possam ser a-
dullerados em detrimento de urna comarca, qua
sempre foi a mais calumniada da provincia, e que,
apezar dos seus achaques chronicos, conslue as di-
licias dos seus habitantes; nem concluir sem ob-
servar ao collega que o publica nenhum inleresse
tem em saber quo loda a familia de Pedro esla pthi-
sica ; que Paulo empresta sobre penhore? a 3, 4 e
mais por cento ; hem que o honrado anciaa, pai de
uramocojde mos coslumes, dissera no excessoda
paixao que dara alvicaras a quem lhe dsse noticia
da morlc do infeliz filho, e oulras parvoices desla es-
tofa que mais rlepe conlra a insensatez de quem
as delata, do que contra a moralidade daquelles a
quem se pretende com isso fazer um crime.
Accrescenlarei anda que se houve leviandade e
ndiscrcao na poblicacao do que fica referido, hou-
ve inexadidao e injuslica da parle desse cavalleiro
alem d'oulras cousas: l.o em censurar o procedi-
menlo do dignissimo Sr. Dr. Rodrigo Castor d'A.
M., na-qualidade de jaiz de direilo interino da co-
marca, cuja conducta esta fura do alcance das in-
vecvasdo collega, e cuja defeza omiti por ja ler
sido satisfactoriamente feta por um hbil entende-
dor que. apezar de lambem ser macambireiro. co-
mo diz. conhecia perfeilamenle o terreno onde p-
zava ; 2. cm censurar um dos mais importantes 6
discretos cidadaos \la comarca por andar com orde-
nanca alguu* dias, nao substituindo ao delegado de
quem nao era supplenle, como diz o collega, mas
como juiz municipal supplenle em exercicio. Oeol-
lesa que ludo sabe nSo pode ignorar que o juiz mu-
nicipal he pelas nossas leis urna aulor'dade civil,
criminal e policial, c que nesla qfcalidade pode ter
ordenanza sem commeller um crime por que.deva
subir ao patbulo ; accrescendo a respeilo da pessoa
aje que se trata que o commandanle do destacamen-
to lhe mandara o ordenanca, que, sendo a primeira
e segunda vez rcusado, foi ltimamente aceito por
delicadeza.
O collega lem paixao particular por maldzer c
intrigar, e he sempre infeliz em faltar com a verda-
de qoe lauto alardea. Ora diga-mea que venaqael-
la reticencia que me applicoa ? O collega conhece-
ine lano quanto eu lambcm o conheco, e deve eslar
convencido dos meus principios, da minha lealdade,
c conducta, assim como sabe qoe eu na ignoro os
predicados que tambem lhe sao merecidos. Posto is-
lo, queira por obsequio explicarse ou ter paciencia
le carregar com o odioso da alluso de sua fisura.
Repsouda-me mais', se lhe for possivel: essa cru-
zada levantada conlra o Dr. Jos Filippe de Souza
Lelo, seria por nao fazer bom cabello em lempos de
liberdade um juiz tan severo e sempre disposlo a
punir o crime, como diz em sua primeira missiva '!
Se assim be, sguc-se que os cruzados ou eram cri-
minosos ou protectores do cripae que aquelle magis-
trado procurava punir. Tendo S. S. cstabelecido o
principio, nao pode recusar a consequencia. Pois
bem : o collega he bastante franco para publicar o
que convem e oque nao convem, e pouco escrupu-
loso para dizer a verdade, ou o que nao he ; res-
ponda porlanlo com essa franqueza, e com esse pou-
co escrpulo, que o caracterisa, e aponte d'entre '
a grande populacho de toda a comarca de Pajeu'
ums cidadao imporlanle que se nao afailassedesse
magistrado, aexcepcao nicamente do Sr. Macambi-
ra, que nao he da comarca, e qne por calclos de
inlercsse conservou sempre'com elle intimidad, e
cite por obsequio d'enlre estes 10 menos um nome
ou de pessoa iniciada cm crime, ou de proledoaj
Mi dirn lo logo o protegido.
He por calumnias desta nalureza, qne, a Torca de
ssrem indiscretamente repetidas tem sido injusta. *
mente incalidas no animo de pessoas alias bem in-
tencionadas e sinceras, que esla comarca chegou a
gozar de tao pessima moneada na provincia e no
paiz, que. para certa gente, o maior descredilo de
mu individuo era confessar-se Pajeuense. Hoje po-
rem grabas Providencia, e as sabias medidas -em-
pregadas pelo governo, a comarca ja vai sendo me-
lhor comprehendida, e o mesmo geverno ja se acba
quasi inleiramenle desnssombrado dessa celeurtla
que por loda a pariese levanlava conlra Pajeo. Pa-
ra que pois, meu nobre collega, essas reeriminacoes
immerecidas conlra os cidadaos mais grados da co-
marca, qoe, por motivos roui estranbos, que lhe nao
sao desconheeidos, aparlaram-se do Sr. Jos Filippe/
Se o nome de urna pessoa moi chara ao collega fi-
gurou nessa cruzada, se essa pessoa lancen lambem
algumas pedras nesse edificio no inlajto de primar
na comarca sob os auspicios do Sr. Jos Filippe. que
entao era o non plus ultra aqni, para que tratera
arena o nome daquelle magistrado, de que Dos ja
livrou os Pajeuenscs.em urna discussao que deve
ser tao desairosa a elle e ao collega 1 De>xemos em
paz aquelle magistrado ao menos por caridade. bas-
tan) os descostes de Pajeu e a rcmacao para o Beni-
to, que lano lhe amarguraram os dias, eqee deve-
ram ler-lbe arranra'do d'alma aquellas memoraveis
palavras de Campes:
r Porque trmbero co' os grandes e possantes
Mostra a|forluna injusta seas poderes, -
e pnupemrA ao proprio collega a reeordacjlo de fac-
tos que quando menos deverao proditzir-lhc os mais
afllictivos reinorsos, se he cerlo qoe collega lem
no fundo do seu coracao, como os mais bomens, um
tribunal onde se jolga. Pode ser que o collega nao
creia neslas ennsas, mas be cerlo qae o trtre devora 1
a preza e dorme, e o hornera assassina e vella, como
diz Chateaubriand.
A historiadas bararmas posto que contada um pou-
co -emelh inte ao que se passou, aio deixa com ludo
de resentir-se d'alguma inexacta. O colleg, fal-
lando na geni da cmara miinifl'l'al^parcce querer
nvolver toda aquella corpuiacao nesla queslao,
quando a queslao se deu nicamente entre o fiscal e
o Sr. Macambira.Tambera ufcliouiteram protestos de
rompimentos d'alliangas; baJalso, den-se enlre ami-
gos que muilo se eslimaoi ilgom dcsgoslo que s u
Sr. Macamhira seria ct/l* de promover, dcsgoslo
que nao tomou vullo parque os amigos esto tao in-
timamente ligados qu prelareriam antes urna mudan-
ca de lugar do quevm rompimento. Quanto a razao
porque o fiscal assenlau que o seu luilindre de em-
pregado publico se acbava juslanieula ollemlido pela
opposicao que ao corle dessas arvores fazia Sr. Ma-
rarobira, como o collega parece confessar, proveio
de ja se ler oSr, Macamhira, era oulra occasio, op-
poslo a que outro fiscal arrancaste um pao fincado
no meio da ra desta villa, donde resullou que o
Fiscal cedeu a pedido do Sr. commaudanta superior,
mas deu immedialamenle sua deasUOo. Provoio
mais de.pretender o Sr. Macaiilura ingerir-se aqui
uas allribuicea de lodos os empregados pblicos,
desde a cantara municipal at o purteiro e afer lor,,
desde o juiz municipal at o ollicial de juslica, tic.
a inclusive os empregados intermediarios, sem pres-
cindir mesran dos oflicios mecnicos, como pedrei-
ros, carpinleiros, etc. o que lem grangeado a esse se-
nhor juilas desalleires c una cerla prevencio
mesmo. Oppondo-se pois o Sr. Macamhira a qufcda
dasbaraunas era muilo natural que o fiscal cauidasse
os meios de levar a ellilo sua ordem, e de frustrar a
maligna iulcnrao de quem timbra cm censurar e op-
por-sca lodosos aclos alheios anda os mais honestos
e justos, com o (ira de desmoralisar as autoridades.
Muilo leria emfim que observar ao collega a res-
peilo de suas ojias primeiras mis-ivas se esta ja nao
eslivesse*Uo louga,enao me fosse preciso dizer ainda
duas palavras arerrada lerceira, que nesle momen-
to vcram mostrar-me.
O colica parece ter tao ma vonlade ao honrad
Pajeueose o Sr. major Chrislovao Jos de Campos
[ Barbosa, que sempre que falla de sua pessoa, o faz

MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO SBADO 14 DE ABRIL DE 1855.
em desdem. Nao podendo contestar 03 relevantes
Mi-vicos qoe esta importante cidadao prestan nos
pourosdias em qita siihslituio ao Sr. major Porlel-
la.nosquaeseaplurou varios criminosos de morte,
Jimita-se apenas a dizer1 que dnranle o mez e 26
dias de seu eicrcieio nada se linha a notar, que me
uos regular fosie na adininistnrAo de sua polica
dexando bem entender no raysterioso e maligno
sentido de sus palavras, que este digno Fajcuense
mnilo pouco Ihe merece, e qoe o collega esperava
tanto mal de sua polica, que rauBOU-lhe admirarHo
nao descolirir, mesmo nesses poucos dias de exerci-
eio, cousa que menos regular fosse. Esta inteligen-
cia lie tanto mis verosmil quanto mais claramente
a demonstrara estas palavras que o collega accres-
eentou fazendo talvez mais servicos do que se es-
perava o alem de que o algnem, que empalharia
ovos para tirar pintos, parece ter sido tambera ap-
pllcado ao mesmo cidado, que sem duvida .r sido na mente do collena o que chocou-sc com a
ehegada do actual delegado. Nao sei al onde pre-
tende levar < collega a insania de inverler as cou-
sasede mal dizer por um modo 15o insolente, 'ss
mais respeilaveis pessoas da comarca. Ou o colle-
ga n3o sabe descriminar o bem do mal, o vicio da
vlrt'Kle, c nesse caso, ignorando o que faz, loraou-
M digno de que os propros ollendidos a exemplo
de r.liristo implorem o seu perdao : Paler, dimitte
illi : non enim sil quid fcil ; ou entilo inspirado
pelo anjo Gabriel le Mil" una nutre uigerieroso' de-
ejo de confundir todos os elemente* de sociedade,
religio, moral, e dessecabos dcduzir Icis divinas
e bumanas acrommndadas ao seu bom senso, ;'i sua
esclarecida razao a i moral do seu favorito cilador
de rigo-d.ehruio para reqcnrar os estpidos Paje-
ueuses ; e tiesta hypotlipse. isto he, se o collcga as-
pira fiierde Villa Bella urna nova Merca, edescus
ni e da sua moral um novo Alcorn, abre-
minti, vade retro. Salan.
Tambero nao foi justo o collesa enm o ct-dcleca-
do o digno enbor major Portella que, leudo ejer-
cido a tu polica com muita energa, protiidade e
inlrreza, como por vezes demonstrei cm minhas
misivas collega como condesrendenle com jogadores, e pe-
Intiqueiros, ladres de bodes, e ovelhas. Nao _con-
testo que ludo, isio lia por esse mundo, mas, leud-
se fetto ricoroso recrutamento no lempo da delegada
daquelleliouradomiltar, nao pode elle ser censado de
haver contemporisado com criminosos a ponto de os
nao enjergar. Isto be urna argicao por demais
injusta para quem sabe com que eneraia procedeu
elle quando em urna de minlias missivas do precc-
denleannodenunciei a ouzadia com que esses la-
dree lio ha 111 lurtar criarcs muidas dentro dos pro-
pros frseos. Os eximes de furto so podem ser
punidos ex-ofllcio quando oS delinquentas sao pre-
a em flagrante; e nunca se den aqui o casode ser
algom preso nesta cireamstancia, ou de ser denun-
ciado ; que rb?s*por elle resucitado, nem mesmo
esse peixinhodo viveiro do collega, a quem nao de-
fer.do, por niio ser capaz dsso, posto que me nao
consle que elle bouvesse sido criado daquelle dele-
gado, cojo teslemnnlio invoco ; antes sei que na
noile da dansa do rame hambo, quaudo alguns va-
dios descubriram a casa onde se fazia a representa-
rn, con o filo em gerein admiltidos no recinto por
um modo meno% dispendioso, o Sr. Portclla, dos
doas que poderam ser aprehendidos, mandou dor-
mir na cadeia esse proprio pcixioho, e o outro que
era filbo de pessoa bem condecida do collega, fo
entregue a seu pai que nao Ihe dea urna Ave Ma-
ra de penitencia.
Finalmente esse pai,a quem o collega qualifica de
republicano, infenso a monarchia e a empregos vila-
Jicios, he um veneravel anciao, que, por sua Idade,
eslado valetudinario, o independencia social, jul-
gando-se cora direilo a ser melhor tratado pelo col-
lega, a quem nunca otrendeu, e de quem lem sido
por mais de urna vez provocado, considera-se inac-
cessivel ios seu.s boles. Nao tenha o collega ciu-
me de que elle aspire algum logar rendoso ; por que
lenho por vezes ouvido a esse homem desentimentos
livrescouressar que nunca exerec, nem pretende
exercer commissao alguma lucrativa do governo,
como ostros ambicionam e intrigam para o conse-
guir, nem lie crime seguir qualquer pensamenlo po-
ltico urna vez que se nao procure por meios vio-
lentse e\(raordinarus.deslruir as uslluiedes do
paiz. T
I icoaqiii por naoser possvel desla vz acompa-
nhar o collega cm lodos os delirios de sua imagina-
do, para restabelecer a verdade dos factos que lem
adulterado as suas tres primeiras missivas. Ver-
dade be que por toda a prtese levanta urna animad-
versio geral contra o collega : uns queixam-se de
inexactidOes, oulros clamam contra calumnias,
.aquelles offeudem-se do dcsabrimento com que se
laca vida privada, estes das injuriosas alliisn.es que
Ihe sao atiradas. Em lini o dia cm qne o collega
encelou o seu trabadlo nao pudia deixar de ser
aziago. O telho correspondente.
(Coarta particular.) .
DIARIO DE PERMITO.
A assembla approvou honlem um requerimento
do Sr. Souza Carvalho, para quo fosse autorisada a
eemrnissao de polica a contratar a poblicarao dos
Iruhalhos da casa, e bem assim um outro do Sr. Sil-
viuo para qoe se pcrain ao presidente da provincia
lodos os csclarecitoenlos que se possam obter na se-
cretaria do governo a respeito da freguezia de Nossa
Senhorada Petttaa de Franca da Yaquara, acerca do
direilo qoe esta provincia lem aquella freguezia ;
e adiou os pareceres que abaiio van transcriptos.
Entrando na ordem do dia approvou em primeira
discussao o projecto 11. ti, que concede diversas lo-
teras.
Pastando a tratar do projecto que approva o sub-
sidio addicional concedido companhia de nivega-
jao cosleira n vapor, oraram os Srs. Meira, A. de
(Miveira, Silvino, Mello Hego*, e Campos, sendo fi-
nal approvado o projecto em primeira discussao.
Continuando a diseussAo do projecto n. 15 sobre
o intrnalo, oraram os Srs. UrandSo e Silvino, lican-
do discussao adiada.
Passou-se a discussao do ornamento provincial, e
forarn approradosos arls. Iti, 17,18, 19, a, 21,
22, 23, 24, i, 26, 21, 28, 29 e 30, lendo orado os
Srs.: Aguir, Silvino, Mcira, Carneiro da Conha,
Sooza Carvajlhu, Jos Pedro e Brandan.
A ordem do dia he a et>nlinaac.ao da mesmar e a
lereeiri discussao do projecto n. 3.
A coinmissao de obras publicas, a quem foi pre-
sente o requerimento do depntado o Sr. Moira, com
o Jim de pedir a esta assembla a nomcacSo de urna
commissao de iqaerilo sobre a reparlicao das obras
publicas; atlenitenito a qoe os factos, que se fizeram
ouvir nesta assembla contra a mesma reparlicao,
sao de nalureza a nedirem medidas do corpo legis-
lativo provincial, en erdem a descobrir-se a verda-
de, be de parecer qm se nomeie a ccmmis rida jura que, de ccordo com o Exm. presidente,
era quem a commissao depn-il3 a mais plena con-
fianca.-se proceda aos eximes uecessarios.
Sala dascotnmisses II) de abril de 18.V. silrino
Caralcanti de Mb t-rrire Percha da Sitta Jnior.
feudo a rmmissAo de obras publicas, agricuBu-
rae commrrrjo, aquem'loi presente a iinlicran
do Sr. deputads Meira, para que fosse nomeada
urna cpmmlssao de inquerilo sobre a reparlicao das
obras publicas, un sua maioria concluido no pare-
cer assignado por dous de se.us membros em favor
da concessao da medida indicada ; ihaixo assig-
nado, membro da mesma commissao c divergenle da
opiniao seguida pela maioria da commis-So, jolga
dever, alienta a gravidade da questao, expor por
escriptoos f.indamenlos de sua divergencia,' offere-
. rendo considerado desla assemblk o presente vo-
l em separado.
Prescinde o abano signado de cnlrar na apre-
ciara da discusj.To havida na'rasa acerca da repar-
Ifravdaa obras publicas, cumprindo-lheapenas no-
tar, que as allegacf.es feilas referem-se"a factos,
alguns de data rauilo remota", ql)e mo foram pra-
licdos durante a existencia da aetoal administracao
nem da actoal directora das obras publicas, e ou-
lros qoe Ihe possam di*er respeito na tua maior
parte apoiam-se em ditos vagos sem haverem sido
sustentados por provase documentos autnticos. To-
dava admltindu o fundamento em que se basta a
niaioria da commissao no prembulo de seo parecer
Wobe, qoe os factos produzidos contra a reparlicao
ds obras publicas sao de nalureza a pedirem me-
didas do corpo legislativo provincial, nessa mesma
hypolhese, o abaixo assignado nao pode assentir i
adida indicada por consideracoes de urna ordem
topertor.
A divisan e harmona dos poderes polticos he
um principio consagrado na nossa ronslituirao po-
ltica. Para que 13o salutar disposc,ao, que se acha
estatuida nao s no nosso pacto fundamental comn
em quasi todas as ennsliluiees de pnvos livres seja
respeitada e se mantenha Ilesa, lio mislerque os di-
versos poderes do eslado nao Iransgridam os limites
de suas verdadeiras attribuires. m commissao
deinquerito dcrrelada e nomeada pelo poder le-
gislativo para examinar actos pralicados por urna re-
parlicao publica, que fiincciona'sob a inspeccao c
responsabilidade do delegado do poder execulivo,
parece na rcalidade urna-medida destruidora do
principio de harmona dos poderes; todava a prati-
cadosyslema representativo seguidi em diversos
paizes a tem admillido em certas circumslancias ex-
eepcionaese extraordinarias, sendo porui esta me-
dida sempre iniciada e su apoiada nos parlamentos
pelas opposices contra um governo cm quem n.ln
confiem. Pnrlanlo, he claro e evidente que urna
commissao de inqueri'o n,1o pode ser considerada
senao como um acto que denota falla de confianca
da parle de quem a decreta. Ou ira, nao pudendo ser
a sigiiilicacaodc semelhanle medida, parece que ella
jimais poda nem devia ser aconselhada pela maio-
na da commissao. que em seu parcrer protesta de-
positar a mais plena conlianca no M'.Qll presidente
da provincia.
Se fados eiislcm pralicados pela reparlicao das
obra* publicas cm prejuizo dos inleresses da pro-
vincia, e que por ventura tenham escapado a inces-
sanle vigilancia da primeira autoridade administra-
tiva, o abaixo assignado enlende que o presidente da
provincia,armado dos poderosos recursos de quedis-
pOe, e animado, como sempre se ha mostrado, do
mais sincero desojo de pugnar pelos inleresses da
provincia, cuja administracao suprema Ihe foi confe-
rida, em vista da discos.sAo havida nesta assembla,
ludo envidar para corresponder a espectaliva de
lodos aquellos que cm S. Extv deposiUm confianca,
mandando por si e indepeudenle de qualquer deli-
berado expressa desla casa, proceder lodas as ave-
riguacoes que possam ser julzadas necessarias para
o dcscohrimento da verdade e severa represso de
quaesquer abusos, que possam ter havido; como
lamben) usando das aulorsacoes ja concedidas to-
mar todas as medidas convenientes para dar a
reparlicao das obras pnblica-s a precisa forca moral,
de maneira a convencer, que as importantes e avul-
tadas consignacocs voladas por esla assembla para
melhnramenlos maleriaes, lem tuna applicarao tanto
na parle cientfica como fiscal, lao proveitosa e. til,
como se pode razoavelmcnte desejar em nosso paiz.
Por lodas as consideracoes, que acabam de ser ex-
pendidas, conclue o abaixo assignado contra a de-
cretarlo da commissao de inquerilo indicada no re-
qnerimentodoSr. deputado Meira, julgando seme-
lhanle medida nao s desnecessaria como impo-
ltica.
Sala das commissoes cm 12 de abril de 1855.
Augusto Frederico de Oliceira.
COIIIMADO.
fio podedeixar de manifestar symptomas d ruina
e de decomposirao.
E sern dignos dos vossos sulTragins aquellos que
condu7.ir.im aos vossos muros esses estrangeiros, que
oulr ora foram repellidos pelo esforz dos vossos an-
tepagados ? Todava, se lacs homens apparecessem
no mcio de vos, ve-los-hieis com a fronte tranquilla
e serena; por que ncte secnlo o vicio fem o "seu ex-
plendor como a virlndc, e a corrupcao sua singeleza
como a innocencia !
Mas, gracas ao excedente espirito deslc departa-
mento, vos nao seris ronstrangidos a fazer cssas
distincres dolorosas : nao se ronlam aqoi senao sub-
ditos devotados ao seu re. J vossos collegios das
comarcas apreseulam ,i vossa escollia candidatos di
tinelos por seus talentos, como por seu romporfa-
mento varonil, e nao menos pelo seu nobre carc-
ter. Feliz embaraco das riquezas que vos nao dei-
xara se nao o pesar de nao poderdes nomear c csro-
llier a lodos A fidelidade ao Ihrono de S. I.uiz he
enlre os OrIcanista> urna virludc hereditaria : ollcs
conservaram seus baluartes por Carlos, o victorioso,
assim como guardaram seu rorariio por I.uiz, o de-
sejado. Quem ignora, senhores, que a vossa cidade,
durante as rommoees revolucionarias, foi o refu-
gio de lodos os Franrezes perseguidos"! O padre fu-
gitivo achou aqui um altar; o servo fiel do rei. um
asilo para rogar ao seu Heos, c derramar lagrimas
por seu senhor Ainda mais : mo foslos vs os pri-
meiros que pedisles a liberdade da Ilustre orphaa,
boje orculiio e gloria da Franca ?
Quanto a mim, scnhores.ha olhei sempre como um
dos mais bellos dias da minba vida aquelle cm que
fui chamado a presidir o vosso collegio clciloral.
O re, qoe em grande cania: tem os eos subditos
fiis, assim como o seu zelo, me tem pago bastante
os mcus debis servico?. Julao-me, pelo menos,
com alsum tulo vossa benevolencia: porque ouso
crer que nenhum homem se coaduna mais com os
vossos scnlimeiilos, do que cu, como tamhem nin-
guem aprecia tanto a vossa lealdadc. Como vs,
darei mil vezes a vida pelo melhor dos principes: o
meu coraeao nunca deixou de palpitar, mcus o'lhos
nao deixarao nunca de enclier-se de lagrimas, ao
grito de amor, e salvacan, ao grito francez.Viva o
rei !
CORRESPONDENCIA.
O conde de Chatea^tiand combatendo
os excessos du concilaco em 1816.
-d).
Senhores
Quando I.uiz XVI, de santa e dolorosa memoria,
convocou os Estados-tieraes, leve em vistas remediar
um mal que Franca considerava entaocomo insu-
porlavel; mas que nos parecer mu ligeiro boje,
que a experiencia nos ha tornado mclhores juizes
d'idversidade.
Como acontece qoasi sempre aos mdicos pouco
habis, nos converlemos n'uma chapa incuravel urna
frula de fcil curativo. A assembla conslituintc
tnve intences sabias; mas o seculo arrastou-a em
sua torrente. Com menos (alent c mais audacia, a
assembla legislativa alacon monarchia, que a
Convenci derribou. Os dous'conselhos se dcslrni-
ram por suas proprias facees. Sol o lyranno o
povo einiidcccu, c nao recobrou sua voz se nSo sob
o legitimo rei. Na volta de Bonaparlc, a Convencao
pareeeu sabir do tmulo com elle : os dous phanlas-
mas rnlram junlps no ahysmo, deixaodo era lesle-
raunho de sua apparico, numerareis calami-
dades, e seiscenlos mil eslrangeiros no solo da
Franca*
A jqlgar-se das cousas, senhores, pelos resultados
destas assembla'. por cerlo que desanimaramos; mas
os nossos erros nos devem servir de licao. He che-
gado o momento de empregarmos, na consolidaran
da monarchia. essa mesma forca popular que servio
para abala-la. Em lempo algum os deputade-s da
naco se reunirn- em circumslancias mais .graves :
o proprio rei os advertio da importancia das func-
Coes que vSo exercer. aproximando o povo do Ihrono,
c confiando alguns collegos cleiloraes ao nobre pa-
dreado dos principes de seu sangue.
Mas he necessario nao dissimular-vo-lo, senhores-.
ludo depende da cscolha que a Franca vai fazer.
A Europa nos espreila nesla ultima experiencia ;
ella vem collocar-se, por assim dizer, no meio de
nos. afim de assislir s resoluces que devem decidir
do seu e nosso repousn. O povo francez vai ver mo-
narrhas as tribunas de seus conselhos: dpois de
haver julgado os principes da Ierra, era, por seo
lurno, julgado por elles. Trata-se de saberse sere-
mos incapazes de firmar essas inslilniri.esque temos
buscado, alravs de lautas lerapestades; se os nossos
succe'sos seraoolhados como um jogo da l'orluna,nos-
sis calamidades como um castigo merecido, cu, se
encerrando-nos na rbita de ama sabia liberdade,
conservaremos o brilho de nossa gloria ea dignidade
de nossas desgracas.
E o que he necessario fazer, senhores, para che-
gar esc resultado 1 L'ma cousa mui fcilesco-
Iher os bohs, arredar os mos, c deixar de crer que o
espirito, o talento, a cnercia san dotes exclusivos
dos qoe Irahiram seus deveres, e que s o perverso
he hbil. Chame a Franca em seu soceorro os ho-
mens probos, que ella ser salva; A Europa se nao
julgtr completamente segura, se nao quando ouvir
os nossos oradores, ha longo lempo deavairados or
dootrinas funestas, profess.ir esses principios de jus-
lC e de religiao, que sao o fundamento de toda a
sociedade. Nos nao reassumiremos a nossa impor-
tancia na batanea poltica, em quanto nHo tnmarmos
a nossa posirao na ordem moral.
Permitli, sniores, quo vos talle com a franqueza
do paiz, que me vio nasccr: j l se vai o lempo de
guardarmos respeitos humanos, que nos poderiam
ser funestos. Sent duvida, son de opiniSo que con-
velo extinguir as divises polticas, cicatisar as fe-
ridas, tancar um veo de earidade clrrijtaa sobre os
erros dos nossosirmaos desvairados; convm abster-
mo-nos mesmo de todo o reproche, de toda a recri-
minacao. de toda a vinsanca. e, templo ,|0 nosso
monarcha, perdoar-lhes o mal qu flos leem feilo.
Ato, senhores, rai muita distancia enlre essa in-
dulgencia necessaria c essa condescendencia cri-
minosa, i/ue ros lei-asse a deixar recahir ros>a et-
colha sobre o bom e o mito cidaduo, sem marcar ne-
iilmma di/ferenra enlre os principios e as opinies-
entre as acms e as patarras. Se, em ultimo re-
sultado, fosse indiffcrenlc ter ou nao ter commet-
tido o crime; ter guardado ou violado o juramen-
to ; se passada a tarrasca, se tratasse do mesmo
modo quem a prometen, e quem aconjurou, com
risco de sua tidae fortuna; se um e ouiro gozatsem
do mesmo grao de confianra, das mesmas dignidades
e honras*eu rosassegaro, senhores, que um tal tut-
uma traria o desatento, o scepticismo e a indi-
gnaco ao seio do homem honesto, em pura perda
das nossainsliluires, quealis necessitam de apoio
iiirrro no presente e no futuro f.onge um tal
modo de aquilatar o mrito, que tornara altamen-
te penoso odeier de bom cidatlo ,Se qutennos
reparar s desastres da patria, nao dems otcasiao
que os que se aproreitaram das nossas desgravas
digam que a tirtude he s proprin dos tolos, ex-
presso irrisoria que escapa algumas retes quem
est opprimido do in/ortuni'), como ao insoleule que
attinge o cumulo da prosperidade. Cerquemos,
pois, da nossa estima c dos nossos favores a candida
virludc, na intima certeza de que nos retribuir
com u-aira.
Entregar ao csqueciraeiilo os fautores das nossas
pcrtuibares. he de juslica; porquanto, ,1 ju-lica nao
he urna reacrao, o esquecimento nao he urna vin-
ganci. Mas be necessario qiie ninguem se julgue
punido, por que nao reecbc a recompciisi dos males
que pralica. Desde a organisacao das sociedades
humana que e esta acoslnmado a ver o crime punido
onmo crime; a virlude galordoada como tal. A so-
ciedade em que o primero he acollado e premiado,
i () Do traductor.
Sr.. redactores.Fui ferido alraicoadamcnlc na
minha reputaran pelo sen inco&nlo correspondente
do Diario de II do rnrrente, o qual encarregando-sc
de narrar nm Taclo commigoaconlecido na matriz de
Santo Antonio, quz, como socm todos os anonymos,
approvcilar-se-do cnsejo para ferir-me, para'me in-
dispor para rom o rfiblico menos sensato, exaseran-
rando e adulterando o faci, c desla forma faltando
com o maor descaro verdade, que nestas orcasies
devesempre presidir; c naosatisfeito com isto, pre-
tende dar-mc lices de civilidade !
* Eu, Srs. redactores, deixaria passar* inclume esse
aranzel recheado de hyperboles, e mesmo despreza-
ria, como devia. se nao visse torturados o meu nome
e a minha reputacao, que mniln przo, lias paginas
de'seu Diario, pela maneira a mais inslita e infa-
mante, e para contestar laes asserres, he-me misler
nicamente appellar para os mcus amigos e para o
publico sensato ; por quanto nascido nesle paiz e
vivendo al o prsenle sem mancha na minha vida
particular e publica, nao temos assallosdessas pai-
xes desregradas, manejadas por entes incgnitos,
qoe cogitam a oportunidade para asen bel-prazer
destecharen) o seu polpe. Com a publicacao destas
linhas omito obrigarSo a cu constante leitor.
Manoel Antonio da Silva Anlunet
Becle 13 de abril de 1855.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECITE 13 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces oiciacs. .
Cambio sobre Londres a (O d|v. >' l|2 d.
ALFANDECA.
Randimento do dia 1 a 12. 1l:33!)>222
dem do dia 13........ ll:0-J5;i:i!l
17 Joaquim Ribeiro Porfes. .
19 Viuva e herdeiros de Joao Pires
Ferreira.........
21 Manoel Itomau de Carvalho. .
23 Irmandadc das almas do Recite. .
25 De Ignacio Nery da Fonseca. .
27 I'nlro Joao Amonio Caiao. .,
2tl Antonio Cordeiro da Cunha. .
31 Joao Piulo de Queiroz c herdeiros
le Joaquim Jos Ferreira. .
33 Joao do Bo-ario duimaraes Ma-
chado..........
35 Antonio Luiz Concalves Ferreira.
37 Juliao l'ortella.......
39 Joaquim Francisco de Azevedo. .
41 Francisca Candida de Miranda. .
SiftOOO
sfisnoo
7.9II0O
i;h>(H)
SI:-IX10
1239000
6OSO0O
219600
725(10(1
75000
528-500
459000
GOS00O
R- 3:006975s
E para constar se mandn aflxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria^ tbesouraria pro-
vincial de Pernambiico l de marco de 1855.__O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Aununciariio.
O lllni. Sr. l.o cscriplurario servindo de ^is-
peclor da tbesouraria provincial, cm ciimprimenlo
do disposlo no arl. 3! da lci provincial 11. 139,
manda .fazer publico, para conbcciincnto dos ere-
dores hypothecarios, e quaesquer inlercssados, que
foi desapprnpriada a Francisca Joaquina do Naaci-
ment, viuv de Jos Luiz Paredes, parle de um
sitio na eslrad.i dos Remedios pela quanlia de 15009
rs. ; c que a respectiva proprietaria lem de ser pa-
sa do que se Ihe deve por semelhanle desappropria- I 1 *"""-"
cao, logo que terminar o prazo de 15 dias contados |
da data desle, que he dado para as reclamaciues*.
E para constar se mandou aflxar o presente c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias soccessivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco II de abril de 1855.O secrclafV A. F. da
Secretara da delegara dn corpo de saude.
I.vros pautados com 200 folhas >, papel anraro
rp-111.1 I, dito de peso dita 1, faca de marm 1, te-
soura grande 1, lapes maco I, caivete fino de i fo-
lhas I, pennas de ac da melhor qualidade. caixa 1.
Provimento dos armazens do arsenal.
Cabo de linho fino de 1|3 de polcgada para ade-
rira, pera 1.
Expediente do arsenal,
Livros cm hranco paulados com 2IK) folhas |, pa-
pel ilmarn reamas -10, dito de peso dilas 10, tinta
preta garrafas 26, nbreias de cor-maros 10.
1"c2aclasse de oflicinas.
Oleo de linhaca arrobas 8. secante libras 20.
^ 4" classe.
I.i'iirocs finos de Lilao 0.
3" classe.
Couros de cabra curtidos 100.
Fornecimeolo de lases as estarnos militares
Azeite de carrapato caadas 5(N), dito de coco di-
tas 30 1|2, pavios du/.ias (i, fio de algodao libras 2,
Vallas de carnauba libras 133.
Quem qaizer vender esles *abjectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada na secretaria do
consclho as 1(1 horas do dia 20 do correte mcz.
Serreta! a do censelho administrativo para for-
nccimcnlo do arsenal de guerra 12 de abril de 1855.
Jos de tirito Ingle:, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogil e secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma c. da'
Banco de
Pernambuco 7 do abril de 18").").O te*
cretario da dyecrao, Joo Ignacio de
Medeiros llego.
Iiinunciaro.
O Illm. Sr. 1. escriplurario servindo de ins-
pector da tbesouraria provincial, em cumprirhento
da ordem dn Exm. Sr. presidente da provincia, de
0 do corrente, manda fazer publico, que no dia 3
ile maio prximo vindourn, perante .1 junta da fa-
zenda la mesma Ihesouraria se ha de arrematar a
quem por menos (i/.cr, a obra do cub-amenlo do se-
COMPANIIIA PKRNAMBLCANA.
O conselbn de direcro ronvida os Srs. arcinnislasa
rcalisarem a quarla prestacao de 10 por', sobre o nu-
mero de acees que Ihe pcrlciicem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o'eucarrccado dos recebimentos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 2fi.
0 Illm. Sr. capitn do porto manda fazer cons-
tar que cm virludc de aulorisarao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia foi collocada una hoia bausa no
cxlrcmo dos baixos de Olnda, sendo a sua descrip-
Eiindo lanco da estrada da Escada avahada em rs. cao, que muito interesa a navesarffo, a por copia
ii2:3;ie<;ni
Descarregam hoje 13 de abril.
Barca insleza(lenecieccferro.
Brgue trance/.Almamcrcadorias.
CONSULADO GEBAL.
Reudimenlo do dia I a 12. .
dem do dia 13.......
2&I54*W2
2:8:MI.-:l(i2
30:98.55001
1MVERSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia 1 a 12. 2:4219.597
Mem do dia 13........ 1009554
2:2313151
JtECEBEDOBIA DE BENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendmento do dia I a 12. 6:4988100
dem do dia 13;....... 5019140
6:999j2i0
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendmento do da 1 a 12.
dem do dia 13. .' .
2I:3I23H
2:799365
21:1069709
MOVIMENTO DO PORTO.
Varios tahiiot no dia 13.
LiverpoolBrgue inglcz Mary Annn, capilo G.
R. IIulib.ird, carga algodo.
AracalyIliale brasileirn Aurora, mesIreEsla-
co Mendes da Silva, carga falcadas e mais gene-
ros. Pa-sau-ciros, Alexandrc Ferreira Caminha,
Gustavo Sczearcno Portado de Mcndnnra, Joao
Au-ostinbo de Sa Pereira.
Parahihalliatc braslciro Flor do Brasil, mes-
Ire Joao Francisco Martins, carga farinha de Irigo
c mais gneros.
EDITAES.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
tbesouraria provincial, em cuinprimeutu da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietarios abaixo mencionados, a enlrega-
rem na mesma tbesouraria, no prazo de tri uta dias
a contardo dia da primeira publicacao do presente,
a importancia das qnolas com que devem entrar
para n calcamenlo das casas da ra do Livramento,
conforme o disposlo na lei provincial n. 350. Ad-
verlindo que a talla de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dad!; do artigo (i.- do regulamcnlo de 22 de dezem-
bro de 1854. *
N. 2 Manoel Jos Monleiro.....97*500
4 Antonio da Silva Ferreira. 909000
b' Joaquina Mara Pereira Vianna. 1189500
8 Manoel do Nascimenlo da Costa
Monleiro e Paula Izidra da Costa
Monleiro.........5(19000
10 Viuva c herdeiros de Jos Fernan-
des Eiras.........(79-500
12 Antonio Monleiro Pereira. 755000
14 Luiz de Franca da Cruz Fencira. 379500
1l> Joaquim Antonio dos Santos An-
Irade..........75>I50
18 Marcellino Antonio Pereira. 909000
20 Viuva de Joaqun) Leocadio de Ol-
Mira Guimaracs.......I8O9OOO
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........Jj.yilKi
2i Jos Bap'.isla Ribeiro de I-arias. .. IJtgOOt)
2l\ Manuel Buarque de Macedo. IO83OOO
28 ("mbelino Maximino de Carvalho. IrftWK)
30 O mesmo........ 09000
3- Francisco do Prado......tiO.^OXK)
'l Viuva de Francisco Scverino Caval-
ca,,li..........65000
36 Nudo Maria de Seixas.....7K300O
88 Manuel I lamisco de Moura. .' IHB6O0
1 Herdeiros de Joaquim .Jos de Mi-
rana..........I2TJS06
3 Ihomai de Aquino Fonseci. 'JNiOO
5 Impela dos IVazeres de Guarara-
Ps...........27SHI0
7 Ordem ierceira de S. Francisco. bl>00
9 Francisco Jos Pacheco de Medeiros
e oulros.........67.V.00
11 Antonio daS.lva Gusmo. WXJOO
13 Antonio Jos da Castro. 639000
15 Herdeiros de Izabel Soares de Al-
me'<- '........189000
.MSbiOO.
A arremataran sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 11 de_ maio do auno prximo passado,
sob as clausulas epcciacs abaito copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta ar'rematacao
comprecam na sala ilas sessoes da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitada*.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial di Pernam-
buco 11 de abril de 1855.O secretario, A.F.da
Annunciaroo.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1. O empedramento do segundo lanco da eslra
da F'scada, far-se-ha de conformidade com o orra-
menlo approvado pela directora em conselho, e
apresentado a approvacao do Exm. presidente da
provincia, na importancia de 4:1843(00 rs.
2." O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de um mez, e dever conclui-las no de seis me-
zes, ambos contados de conformidade com o art. 31
da lci provincial n. 286.
3. A importancia desta arremataran sera paga
na forma do artigo 39 do regulamenlo.
4.a Para ludo o mais que nao se achar especifica-
do has presentes clausulas, nem no orcamento, se-
guir-se-ha o que dispoe a respeito a lci provincial
n. 286.
Conforme.O secretario, A. F.da Annunciaruo.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesoararia provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 1 do corren-
te manda fazer publico qoe no dia 19 do corrente,
pcranle a junta da fazenda da mesma tbesouraria
se ha de arrematar a quem por menos fizer, a obra
do i-2" lanco da estrada do sul, avallada cm 13:3109
rs. servindo de base arrematarlo o abatimento de
16 por certo olTerecido pelo licitante Francisco Alvcs
de .Miran la Varejfln.
A arremataran sera feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 1 i de maio lo anno prximo passado,
sol as clausulas especiaes abaixu copiadas.
As pessoas que so propozerem a esla arremataran
comprecam na sata das sessoes da mesma junta pe-
lo meio dia competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presente e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de abril de 1855.O secretario, ./. F. da
Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacSo.
t." As obras do I* lan da estrada do sul far-se-
hao de conformidade com o orcamento planta e per-
fis approvadospela directora era conselho, e apo-
sentados a approvacao do Exm. presidente da pro-
vincia na importancia de 13:3109000 rs.
2.- ()arrematante dar principio as obras no pra-
zo ilc um mez c as concluir no de onze, ambos na
forma do art. 31 da lei n. 286.
3.' O pagamento da importancia da arremalacao
verificar-sc-ha de conformidade como arl. 39-da
mesma lei, e ser feilo em apoliers da divida publi-
ca provincial, creada pela lei n. 351.
4." O prazo ila responsabilidade ser de um anno,
durante o qual ser o arrematante abrigado man-
ler sempre a estrada em perfeito estado de conser-
vacao, sob pena de serem immcdiatamcnle feilos M
reparos necessario* a sua cusa.
." Em ludo o mais que nao esliver dclerininaaV
qeslas clausulas seguir-se-ha o que a respeito m%
pe a le provincial 11. 286.
ConformeO secretario,
A. F. d'Annunciacii.
OlUm.Sffl" escriptarario servindo de inspector
da Ihesouraria provincial, cm cumprimento da reso-
lui;ao ila junta da fazenda, manda fazer publico que
no dia 26 do corrente, vai mivamcnte a prara para
ser arrematada a quem por menos fizer a obra dos
concerlos do assude da villa do Limociro, avahada
em 2:2009000 rs.
E para constar se mandn ofiixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 10 de abril de 1855.O secretario, A. F. a" An-
nunciacao
RIO DE JANEIRO.
A barca nacional SORTE, segu m-
prclerivclmcntc para o Rio de Janeiro ter-
ra-feira 17 docorrente, s pode feceber ra da Cadeia doRecife n. 18.
escravos a frete para osquaes tem excel-
entes coinmudos : trata-se cot os con-
si;;n:it;inos NovaesA C, na ra do Trapi-
che n. o, ou com o capitao na prara.
Para oAssu'sabe imprclerivebnenlc na segniu-
le semana o Iliale Anglica; para carga c [Him
geiros. trata-M na ra da Cadeia do Kecife n. 19,
primero andar.
Real Companliia de "Raqueles Injjle/.es a
Va por.
ISo da 20
Aluga-se a loja do sobrado da ra do .
Amorim : a tratar com o propietario
Antoi'io Joaquim de Sou/.a Ribeiro, na
M CO^ILTORIO
DO DR. CASANOVA
RLA DAS CKL7.ES N. 28, .
vendem-se rarleiras de homeopalhia de lo-
do os tamaitos, por prems muito em ronla.
Elementos de homeopa'lhia, 4 vols. 69000
Tinturas aescolhcr, cada vidro. I9OIM)
Tubos avulsos a cscolhera 500 c :
Consultas gratis para os pobres.
Prccisa-se de ofliciaes de "alfaiale,
o vapor Acn,
o qual ilepois
da demora do
costume aegui-
r.i para Sou-
lliampton, to-
cando nos por-
los ile S. Vicente, Tcnerlfe, Madeira c Lisboa : pa-
ra passaaeiros, etc., Irala-ae com os agente* Ailam-
soii llowie ri C, na ra do Trapiche-Novo 11. 42.
desle mez, es- ,
pera-se do sul tanto de obra grande como mtuda : na
ra Madre de Dos n. 30, primeiro an-
dar.
LEILOES.
DECLARACO ES.
CORKEIO GERAL.
A mata que lem de conduzir o brgue portuguez
laruio I, para Lisboa, sera fechada 110 dia 17 du
crrenle ao meio dia.
A barca portogueza Flor da Afaia recebe a
mala para o Porto hoje (14) ao meio dia.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo em virlmla de alorsa-
C-lo do Em. Sr.presidenle da provincia tem de com-
prar os seguintes objeclos:
Para o 2> balalliHo de infantaria de linha.
Bonetes .50, grvalas de sola de lustre K, mantas'
de lia 41, esleirs .58, apalea pares 57. capoles de
panno alvadiotil, panno azul covads 227, hollanda
de forro ditos 173, hrim hranco liso varas 240, pan-
no prelo covados 20, algndaozinho varas 145, botes
branros de osso grosas 8, ditos preios ditos dilas 5,
dilas de metal convexos grandes 712, ditos ditos pe-
queos 5:!0.
10 batalho de infantaria de linha.
Bandeara imperial de seda I, baste lara a mesm.
I, porte dlla dita I, capa da oleado 1, dita debrm I.
Para a musir do mesmo batalhiio.
Ilonetes 27, panno cor de rap covados 12!), hol-
landa de forro tilos 71, chartateiras pares 27, cen-
lures envernisados 27.
Mio batalho do Cear.
lonetas 233, grvalas de sola de lustro 31, ban-
das de !1a 10, panno azul covados 721, hollanda de
forro ditos 541, panno pelo dilos 73, brm hranco
liso varas 1,303, algodSozinho dilas 861, mantas de
lan 212, boles bramos de osso grssas 1<>, dilos prq-
los ihlos ditas 21, ditos grandes rnvesos de metal
amarello 1,038, ditos pequeos dilos dilos 1,101.
Forte do Huraco.
Oculu de alcance 1.
Fortaleza le N. S. da AssumpcAo da provincia do
Cear.
Bandcira nacional grande de filell 1, dita peque-
a delileli 1, cabo de linho de polegada. e 1)4 dita
peca 1.
~4 batalhiio de arlharia.
Cordoesde ISa para canudos de folha 34, bandei-
r imperial de seda 1, porte para mesma 1, liaste
dita 1, capa de oleado 1, dita de brim 1.
Junta a esle. Capitana do porlo de Pernambuco em
30 de marco de 18.55.O secretario,
tlc.radre Rodrigues dos Alijos.
Descripriio da bota baliza collocada no extremo
dos baixos de Otinda.
Na dreccSo Lessueste Ocsnoroestc da pona de O-
linda, acha-se collocada urna hoia indicando os bal-
let do mesmo nome, balisada da maneia se-
gninle :
Sua rnnfi-iirarao de urna pyramide roica tem a
altura de 12 palmse 8 pollegadas lo nivel do mar
ao vertir, e na sua base a circu inferencia corres-
ponde ao dimetro de 10 palmos e 6 pollegadas, Sua
cor de um branco claro se deslaca immcdiatamcnle
das botas do banco do Inglezvsendo ncstc.a do nor-
te rajada de hranco e escarlata em tiras perpendi-
culares, e a do sul de cor vermellia. Arha-se ella si-
ta sobre um fundo de areia grossa vermelha, em 5
bracas na haia-mar media, para Ierra delta cousa
de urnas 30 bracas principiam appareccr algnmas
laces solas, mas ao nivel do indo, c nquem 240
bracas se enronlra o maissecco dos (taixos de Oln-
da, vindo a boia a ficar fura 2 militas ila costa e 2
e 1 quarlo do do extremo norte do banco do In-
glcz. Sua posirao se oblem marcando a torre da s,
na cidade de Olinda (iareja mais alta pouco ao N
da qual se acha ocoqueiro rcmarcavol; por 03" N O,
o pao da bandcira do forte do Buraco, por 73" S O,
c a torre do arsenal de marinha por 57 S O, rumos
estes loilos magnticos, sendo a variacao da agulha
com que foram observados 0 N O.
Marcaiido-a nort-sul verdadc'ro por fora delta
se poder navegar iivremente n.lu s safo dos bai-
xos por ella indicados como do banc* do Inglez, e
dos ila Iluba (conlinuaro dos baixos que das Can-
delas se prolongam al a barreta de S. Jos): e In-
das as" vezes que se fizer corresponder o coqueirn
rcmarcavol de Olinda, a meio .do convento de S.
Francisco (greja pouco mais ao norte, e mais bai-
la que a S) se oslara Leste-Oeste com a boia, a
qual pode ser vista de dia rom lempo claro na dis-
tancia de 5 milhas de cima do convez de qualquer
brgue, e de noite M de 100 011 200 bracas. Os na-
vios que nao demandan) o porto, convm nao nave-
garen) a Ierra da ilrerrao cima mencianada, por
quanto quer nos baixos em frente a Olinda, quer
nos da Ituba, cm frente da Iba do Nogueira, dimi"
nuco fundo uestes lugares rpidamente.
Capitana do porlo le Peruambuco 30 de marco
de 1855.Eliziirio Aulonio dos Sanios, capitao do
porto.
Conforme.O secretario da capitana, Alexandre
Rodrigues dos Anjos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O censelho administrativo, em virlude de aulori-
sarao do Exm. Sr prcsidcnle da provincia, lem de
comprar os objeclos seguintes :
Para o dcimo batalho de infantaria.
Panno verde escaro erilrefino, covados 125; man-
as de laa, 50 ; esleirs. 50 ; sapatos, pares 281.
Segundo batalho de infantaria.
Fiordes com punhos dourados, bainhas de couro
prelo enverni-ado, com bocaes e ponteiras dourados,
27; panno raesclado conforme a amostra que existe
no arsenal, rovados 138!
Oilavo batalho de intaolaria.
Mantas de laa, 355 ; panno verde escuro entrefi-
no, covados 1,983; sapalos, pares80 ; cbitaroles com
Jambas de couro prelo envernisado. bocal eponleira
C "e metal liso duurado, punlio de bano, guarnecido
de metal dourado, 27.
- Nono I1al.1ll1.i0.
Mantas de laa, 376 ; panno verde escuro entrefino,
covados 1,108 ; sapalos, pares 348.
Meio batalhiio da Parahiha.
Mantas de 15a, 74 ; sapalos, pares 103.
Companhia de artfices.
Mantas de lita, 72 ; sapalos, pares 88 ; botocs
convexos de metal dourado, com o n. 3,c de 7 linhas
de dimetro, 1,050 ; ditos de 5 linhas, 675.
Companhia fixa do Kio Crande do Norte.
Panno azul entrelio, covados .550 ; sjpatos, pa
res 408.
Quarlo batalho de artlharia.
Panno carmesim para vivos e vistas cova-
dos 90. '
Companhia de cavallaria.
Mantas de laa, II.
Hospital rcgimental.
Boquete debrclanba corn babados de cassa, hnm-
breiras, culi,nidio-, e abertura de retida e bico, 1 ;
toalha de hrctanha com 2 varas de comprmanlo e
com babados de cassa, 1.
Colonia de Pimenteiras.
i'liroueto, I ; imagem do Senhor Crucificado, 1.
Quem quizer vender esles objeclos e trocar a ima-
gem, aprsenle as suas proposlas em carta fechada,
na secretaria do consclho, as 10 horas do dia 10 do
corrente mez.
Secretaria do consclho administrativo para torne-
cimenta do arsenal de guerra 9 de abril de 1855.
Jos de Brilo ingle:, coronel presidente. Remar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
Pela subdelegacia da fresuezia da Boa-Vista se
faz publico, que fora apprehcudido no dia II do cor-
rente, cm mito de prelo cscravo urna harriquiiha de
bolachinhas Bajeras, que andava endeudo por me-
nos de sen valor : quem tiver sobre ella direitu com-
pareca peranle esla subdelegacia. Subdelegacia da
freguezia da lloa-Vista 12 de abril de 1855.o sub-
delegado sopplenle em excrcicio.
, A. F. Martins Ribeiro.
O agente Oliveira tara leililo em seu escriplo-
nu na da Cadeia 11. 2, por cima do armazcm de
fazenda.-dos Srs. l-"oi Brothers, no sibb,ido I do
carrale, ao mcio da cm poni, do egqinle : 3
moradas de casa de pedra e cal em chaos prnprios,
livres e deserabararadas, sendo urna de dous andares
c sotan, a qual taz esquina para a Iravcssa da ra
do Vigaro, e os finidos, frente para a Iravessa ilo
Corno-Santo1 n. 29: tima dita tarrea na ra do Pilar
n. 61, cm l-'iira de Porlas, c outra tamben) terrea na
mesma ra n. 69, com solam e costaba (ara, c am-
bas com porUo e quintal murado para o lado do
mar : os senhores prcleudentcs pdenlo examinar
ditos predios, para o que se taz o presente aiinuncio
com bastante anticiparan.
Hcnry Fonter & Companhia farao leilo, por
intervenciio do agenle Oliveira, cm presem-a do Sr.
cnsul dos Kslados-1 nidos, e por conla e'riscerde
quem pertencer, de cerca de 20,000 couros seceos de
Calcuta, 011 quanlas bastera para oeroner 10 eeatrio
e mais gastos ueste porto, com a salera americana
Finland, capitao Gardner, onde arribou por forca
maior, na sua recente vtagcm que fazia procedente
de Calcuta com desuno a Londres : sabbado 14 do
corrente, as 10 horas da mandila em poni, vislo (cr
0 agente de fazer loco pus outro leilo annuneiado,
no armazem altandegado de Jos Aulonio de Araujo,
no raes novo do Recife.
Scgunda-feira, 1G do correnlc, bavera leilao
porta do armazem du Sr. Annes Jacome, defronle
da escada ila alfandega. e por conta e risco de quem
pertencer, de cerca de 30 barris pequeos com supe-
riores presuntos e choariees, e 24 birria tambera pe-
queos com louciiiho, em lotes a vontadedos com-
pradores, e muilo propriu para casas particulares.
Eugenio'Didier & C, farao leilao em
presenca do Sr. cnsul da Franca, de urna
Cauta de candelabros avariados: lerca-
feira 17 do correnta as i horas da rpa-
nhaa, em seu armazem ra Cruz n. 51.
LEILAO' SEM LIMITE.
O agente Vctor, fara leilAo no seu armazem. ra
da Cruz n. 23, de urna infinidade de obras de mar-
cineria, chapeos prelns de pello, algumas obras de
ouro, una carrora nova com seus perlences, e excel-
lente cavalln. chapeos do Chile, e oulros objeclos :
lerca-feira, 17 do corrente, as 10horas da mandria.
Timm Mom-en c\ Vinassa faro leilo, por or-
dem do Sr. cnsul de Franca, c em presenra do seu
chaiicellcr, por conla c risco de quem pertencer, e
por inlervenra~o do agente Oliveira, de PVM n. I.
urna caixa com lenosdc ataodan avariados, a bordo
du navio francez Cusate II, na sua rcenle viauem
do Havre para esle porlo : segunda-feira, 10 do cor-
rerle, as II horas da mandria em ponto, no seu ar-
mazem, na praca do Corpo Sanio 11. 13.
AVISOS DIVERSOS
O abaixo assignarto ir. cm
medicina, acha-se residindo
na rna da Cruz do Kecife n'.
4 seg:nntlo andar, onde p-
de ser procurado a qnaiquer
llora. .Joaquim .Antonio
Jllres Kibeiro.
A VESOS MARTIMOS.
Serjue com brevidade por ter parle da
carga prompta, o bem condecido biate
AMELIA: para o resto da carga e pas-
sageiros, trata-se com os consignatarios
NovacstXC, 11a ra do Trapiche n. 54,
ou com o mcslrc no trapiche do algodao.
Secue para o Porto a barra S. do Bom Suc-
cesso al o dia 20 de abril, por ter parle do seu car-
regamenlo promplo, por isso quem quizer carregar
na mesma. ou ir do passasem, dirija-se a Francisco
Alves da Conha ( Companhia, roa do Vicario u. 11,
ou ao capilo na prara.
A barca porlugueza Mara Josn, de que he
capitao Jos Ferreira Lesia, pretende sabir para Lis-
boa no dia 28 do corrente mez de abril ; para o res-
ta da carga ou passageiros, trata-se com os seus con-
signatarios F. S. RabelloV Filho, ou com o mesmo
capitao na praca.
JAUIIIM PUBLICO EJt PEIINAMHLCO, RLA
DA SOLEDADE N. 70.
Cbegou a esle gramle cstabelerimenlo pelo navio
Alma, viudo de Franca, umbomsorlimenlo de plan-
tas, sendo 2-iOqualidailes das mais bellas rosas, ha-
vendo ja 400, asim tambera 53 quididades de dalias
das melhores que ha era Franca, havendo jii 300, 30
qualidades das melhores uvas, frmhousier 00 amo-
rciras, duas rxa e branca, sendo esta a mais propria
para a cria/io de bicho da seda, arhousier ou mc-
dronhos, groselhas i qualidades, phlox 4, geranicons
ou bicodegrou 11 qualidades; lamben) ha frucla
pilo, grandes ps de sapotis. etc. : os senhores que
quizerem destas plantas silo convidados a comprar,
que o lempo he proprio. Kecehem-se cncommendas
para o centro desta provincia, c as mais do norte e
sul, de ludo se afianca a perfeila identidade batas
plantas.
Maria Rita da ConceicJIo, viuva do fallecido
Pedro Paulo de Moracs, meradora x villa de Igua-
rass, pede encarecidamenle a lodas as pessoas que
lii-iinun devendo a.seu fallecido marido, que bajam
de saldar suas cuntas quanto antes, pois qne a casa
se acha em liquidarOo com a cxlincla firma de Pedro
Paulo de Moracs.
O abaixo assignado roga a lodas as pessoas que
tem penhores em seu poder, que os venbam tirar 110
prazo de lidias, a contar da dala desle, do contra-
re sero vendidos para seu pagamento.
Manuel Mureira da Cosa.
Na ra do Crespo n. 13, deseja'-se fallar com o
Sr. lenle Villas-lluas, para Ihe ser entregue una
carta le importancia, vinda da Babia.
Prccisa-sc alugar um sobrado, ou mesmo casa
tarrea, com commndos para grande familia, sendo
ii" lian ni da Bua-Visla, as ras seguinles: litara
at o Mondego, Sebo, Pires, etc.: na ra do Quei-
mado, segunda loja 11. 18.
Aluga-se urna casa terrea ou de sobradu, era
qualquer das ras que licam enlre o becco do Virgi-
nio e o piteo de S. Jos : na ra Nova 11. 69.
Os Srs. Aulonio Jos abollo uimaraes (do
Para ; Joao Carlos Damasccuo (itero); Filippe Jos
de Oliveira (do l.imoeiro ; Joaquim da Malta Ri-
beiro (lem}; Amaro domes Barbos (ilem); Manoel
Rodrigues Ponlc (d* cidade da Victoria) ; Jos Joa-
quim Lavares (de Porlo Chito) ; Antonio Paes da
Silva tilein) ; Jos Claudia Leitti; Joao llvpolilo
.Meira Lima e Jos Lopes liuimiir.ii--. queiram lera
bondade le mandar salisfazer a assicnalura du Echo
l'ernambvcano, vislo que os seuacorrespundentes se
I1A0 recusadu a pagar por Ss. Ss.
No sobrado ao pe da ordem (erceira do Carmo
precisa-se de uraa preta escrava, para ama de leile, e
que seja sa lia.
No alono da Boa-Vista n. (i,), primeiro andar,
precisa-se de urna pessoa que se cucarreguc da cozi-
nlia da urna casa de pouca familia ; paga-so bem.
Aulonio Pereira Mendes vni'a Portugal.
Precisa-se de urna ama para urna casa de pou-
ca familia, eque lambcm sirva para ra : quem pre-
tender, dirija-se i ra do Sebo n. 37.
Prccisa-se de um prelo para o servico de unja
casa ile pasta : na ra do Trapiche n. 38.
Do engenho Benlo Bello, propriedade do ba-
charel Pedro Bellrilo, desappareccu a 12 de marro
prximo passado, o' nioleque Quinliliauo, crioulo, de
l.t annos. cambailo, futa, sabio com camisa de algo-
,I,i" : quem o pegar, leve-o ao referido encenho, ou
nesla praca a Aulonio Jorge Guerra, qoe ser.i gratifi-
cado.
Sjdney Mond.iv, subdito britnico, relira-se
para fra do imperio.
Urbano, crioulo, de idade de i. annos, pouco
mais ou menos, que ju comer a pintar de branco,
alto, cor preta meia clara, pernas finas, pouca bar-
ba, rosto regular, heicos arnos, laliandu-lhe osden-
;i-s ,11 fii-nl" do lado ilerima : lendo viudo a esla
prara no dia 12 do corrente abril, jH-sapparereu no
diaseguinte; lendo dilo cm raminlio a uolrns par-
ciros, qu nao vollava mais para u mallo, pelo que
rappOe-se ter-se oceultado ou fugid 1 : por i-sn ra-
ga-ce as vigilantes autoridad** pofciaes o locan)
prender, caso seja encontrado nesta praca e seus ar-
rabaldes, e mesmo aos Srs. capil.lcs de campo, que
o poileriio levar a ra do Rancel n. 1!, secundo an-
dar, onde sero recompensados generosamente.
Ninguem contrata com a viuva do finado Jus-
lioiano Aulonio da Ponseca ort cun nutra qualquer
peatoa, a venda do sitio que foi do mesmo finado
Jusliuiano, porquanto es^e sitio acha-se penlmrado
por execucao que deixou de rxceular o linado Fran-
cisco Antonio da Fonseca, pai do referido linado
Justiniauo, por senlenra do tribunal supremo de ]............... "J.'I
justira, que existe no cartorio do escrivaodas aiipel- j 'Ornecei (t"a, (.auoac
LOTERAS DA PROVINCIA.
O caulelisla Vicente Tihurcio Cornelio
letieii-a tem as suas cautela e hilhetes
da primeira parle da primeira loteria do
lns,a ni deGoianna a venda as seguinles
loja: ruadoCretpo b. Ve 12, ruado
Queimado n. 2S, paleo do Carmo n. 18,
ra Novan. 47 e aterro da Boa-Vista n.
5 ; sendo os hilhetes i n le ros pagos sem o
descont dos S por cento do imposto ge-
Seus piceos ate 21 docorrente.
BUhetet. ."i.sOO
Oiinitos. l.s'ti.O
Oitavos.- 720
Decimos. (00
Vigsimos. r>20
I|recisa-sc de um menino portuguez de lll uu
12 anuos de idade. para raixeiru de um taberna : na
rua de San Francisco n. CS.
Prerisn-se logar urna prcla forra ou captiva,
que 'iiiba cozinhar, engommar e fazer lodo o mais
servicoile urna casa de pequea familia ; a Iralar na
rus da Scnzala Velha n. tW, primeiro andar.
Paulino Gonralves da Silva, ridadao portuguez,
rrtira-sc para o B10 de Janeiro.
Desappareccam no dia 9 do corrente, do engenho
Sacambu', -J escravrx, sendo um de nome Flix, cri-
oulo. de idade. pouco mais ou menos, de -10 annos,
alto, graso, sem barba, cor Tola,' lem falla de don--*
les por aisnal urna cicatriz entre os petos) ps lar-
gos ; levou camisa e ceroula.de algodao grosso ; o
unlro de nome Joaquim. le nleSo Angola, idade 18
a 21) aonos, estatura resillar, sem barba, lem urna
feriilirna perna esquerda ; levou camisa e ceruola
de alcodao grosso : roga-sc a lodas as autoridades
e eapililes de campo de os apprehender c levar ao
dilo engenho, ou na rua da Praia n. 3, que serio ge-
nerosamente aratificados..
Bernardino Antonio Hamos e Joao Flix de
Mello vio a Porlnsal.
Ainda est para se alugar a casa na cidade da
Olinda da ladeira da Misericordia n. 12 : a fallar no
roa de Matbiss Ferreira n. 28, ou no Itecife, ro do
Kangcl n. 24.
- Precisa-se de um bom carroceiro : no armazem
de maleriaes da rua da Concordia, onde tero tab-
lelas.
LOTERA de n. s. do rosario em
GOIANNA.
Corre indulitavelmente sahbado 21 de
abril.
Aos r.:faa>O00. 2:000*000, 1 :tX)O5000.
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira anisa
ao respeilavel publico, que seus hilhetes e cautelas
eslao iscnlos do imposto de oito |ior cento da lei.
Acham-se venda tas seguintes tajas : rua da C11-
dei.ado Kecife n. 21 c 15 ; praca da Independencia
n. 37 e 39 ; rua do Oueimado 11. 39 e 44 ; rna do
Livramento n. >; rua Nova n. 10 ; e rua do Cabu-
a n. II, botica.
Herede .V.tXtOSObO
51X130(10
1:2003000
1:0003(KIO
( l'.\3OO
5003000
)i 2.")030OO
O referide caulelisla declara mui rxpressamentu
ao respeilavel publico, que he responsavel nica-
mente a pagar us_ premius grandes por inleiro que
otiliverm suas cautelas : sobre os wus Inlheles iutei-
rd*.vendidosem originaos, se ohriga apenas a em-
Imlsar ao possmdor do bilhele os oito por cenlo da
lei, logo que elle Ihe for apresentado, indo o possoi-
dur receber o competente premio que' nelle sabir,
na rua do Collegio n. l, escrplorio do Sr. Iheso;-
reiro Francisco Antonio de Oliveira. Pcruambucu
13 de abril de 1855.
Salusfano de Aquino Ferreira.
JnSo Ignacio de Arruda, subdita portuauez,
relira-se para a provincia do Para, levando em sua
companhia sua mai e urat irinaa, u que faz publico
na conformidade da lei.
Manoel de Faria relira-se para fra do im-
perio.
Precisa-se arrendar um silo qoe tenha casa ca-
paz, para urna l'amihapseiidn uos lugares, Passagem,
Cajueirn 00 Capun^a, Icnilo banho : quem livcr an-
nuncie u dirija-se ao quarlo audar do sobrado n. 4
da rua da Cadeia do Kecife.
GABINETE PORTIGIEZ DE
LEITIRA.
Por oitlem da directora, convoca-seo
conselho deliberativo para domingo l.">
do corrente as 11 horas da manliaa.
Precisa-se de um bom jardineiro pa-
ra (indar um pequeo jardim, e pelo que
se Ihe pagara' a seu contento: quem es-
ttver nestas circuuistancias di rija-sea esta
t>pographia, que se llie dir' com quem
tem de tratar.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO DE
COIANNA.
Aos 5:00030(10, 2:0008000, 1 :(TO00O0.
Os Indicie- o cantatas do caulelisla A. J Rodri-
gues de Souza Jnior, lao afortunados pelas frequen-
tc.s vezes que lem dado as sortes crandes, como re-
cemmendados por serem pagos os premios grandes
por inleiro sem descont ataum, acbain-se disposi-
C3o do respeilavel publico as seguinles lojas : pra-
Ca da Independencia ns. 4, 13, 15, e 40: rua do
Quciinado n. 37 A, o em outras mais do costme :
asrodasda referida lotera andam impreterivelmen-
le a 21 do correnlc mez cm o consistorio da igreja
dn Ciuireir.io ilo- Militares.
B Hieles .'>3-_>00 Recebe .VOOO-iOtlt)
Meios 23800 o 2:.VI03000
Ouarlos l-j.O UZWm
O lavos 7:20 ri5300O
Dcimos 6IK) 5003001)
V O mesmo caulelisla cima declara ao mesmo res-
peilavel publico, qoe se obrica a pagar os premios
graudes por inleiro sabidos em suas cutalas, e mais
que quanto aos seus Inlheles inleiros, os quaes sao
vendidos em orgiuaes apenas seresponsabilisa a pa-
sar os oilo por cenlo, logo que se Ihe aprsenle o bi-
lh;le. indo o possuidor receber o respeclivo premio
do Sr. Ihesoureiro.
Bilhcles S950Q
Meios :~S|||
Quarlos l-O
1 lllillliis 19160
Oi lavos 720
Decimos tX)
\ igesimos 320
appel-
larni-s Ferreira, por existir herdeiros forrados da-
quelle finado Francisco Antonio, como srjam filhos,
netas, etc.Antonio Rorgcs da Fonseca.
Participa-se aos Srs. mes tres pedrei-
ros. caadores e mais pessoas particula-
res, que na rua da Cruz do Recite n. (i2,
ha um deposito da bein conhecida cal
branca de Jaguaribe, e (pie *e vende
muito em conta, tanto em retalho como
em porres.
.lose Piulo deMagaiaesALC, fazemsci-
ente ao respeilavel publico tpie em seu es-
labelecimenlo de carros fnebres do pa-
teo do Para izo casa 11. 10, se encontra car-
io; e pannos ila primeira a quarta or-
ilein com ricos adornos, tanto para de-
funtos como para anjos, incumbem-se de
isseio, msica.
aiiiiiu-ao, cera, ele., e pvoraetem bem
servir a quem se dijpiur incumbi-los de
qualquer enterro, para o que lia a* ne-
cessarias habilitares: no mesmo alugam-
se cai\oes, e vemlem-se mortalhas de pi-
nho.
i.inrm ilesejou saber se nesla praja existe pes-
soa autorisada aos negocios de Paulino di Cunha
Souto Maior, pude ppnrecer na roa da Madre do
Dos n. 7, primeiro andar, que achara com quem
iralar.

MUTILADO


i :
4.
DIARIO OE PERMMBUCO. SBADO 14 OE ABRIL DE 1855.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 1A
1 AlfUAH 50.
O Dr. I*. A. Lobo Moscozo.d cogullas homeopalhicas loilos os dias aos pobres desda ') horas da
manhaa leo meio din, c ota casos extraordinarios a qualquer hora .lo da ou noile.
Ollerece-ee igualmentepara^iralicar qaalquer operaco do rirurein. e acudir promptamenle a qual-
quer roulherque eslejl mal ile parlo, e cujas circunstancia? nAo permillam pasar au medico.
N eOlULTORI DO DR. I L LOBO M0SC0Z0.
50 RA NOVA SO
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddieina hnmeopalliira do Dr. (1. II. Jalir, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Mosco/o, qualro volumes encadcrnados em dous e acompaiihado de
unT diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... '209000
Esta obra, a maisimportante de todas as quetratam do eslndo e pralica da homeopalhia, por ser nica
que conlem a luso rundamcnlal' .''esta dontrinaA PATHOGENESIA <>!' El I HITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimeiilos que nao podem dispensar as pes-
soas que se qucrein dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mediros que qoiierein
etpcrimenlar a doolrina de Ilahnemann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella : a lodos os
fazendeirose senhores de engenho que eslao lonee dos recursos dos mdicos: a lodosos capilcs de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incnnimodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circnmslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao obla-
dos a prestar in amlinenli os primeiros soccorros em uas enfermidaries.
O vade-mecum do homeopalha ou tradurc.to da medicina domestica do I)r. Herinc,
obra tamhem ulil s pessoas que se dedicara ao esludo da hpmeo'palhia, um volu-
me grande, acompinliado dri diccionario dos termos de medicina...... ln-oilli
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, analomia, ele, etc., eucardenado. 3)000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietario dcsle estahelecimenlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
Bolicas a 12 tubos grandes.................
Boticas de 21 medicamenlos em glbulos, a 10, 12 e 15*000 rs.
Dilas 36 ditos | a.........-..........
Dilas 48 dilos "a '...'.,'.'.'..'.
Hitas 60 dilos a...........
Dilas Ui ditos a..................
Tubos avulsos.......... .......
Frascos de roeia onca de lindura. ..............
IMIos de verdadeira lindura a rnica. *............. 1
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lobos de cryslal de diversos lamanhos!
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamenloscom loda a brevida-
rie e por presos multo commodos.
8*000
205000
359000
30-30(10
609000
19000
2JOO0
29000
ft
i
*IBLIACA0' DO INSTITUTO 110 g
MfcOPATIIIGO DO BRASIL.
TFIESOURO HOMKOPATIIICO 3
O W>
VADE-MECl M DO U
HOMEOPATHA.
m
Melkndo concito, claro c seguro de cu-
rar homcopathicamenle todas as molestias
que afjligem a especie humana, e parti-
cularmente agellas que reinam no Jira-
sil, redigido sculin.lo os melhores trata-
dos de bomeopatliia, lauto europeos como
americanos, e segundo a propria exper:
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Lurigero
l'inli i. Esla obra he boje reconhecida co-
mo a mellior de ludas que Ira lam daappli-
cacao homeopatluca no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo segitro sem possui-la e
consulla-la. Os pais de familias, os senho-
res de enaenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pilcs de navios, scrlanejos ele. ele, devem
te-la m/lo para occorrer promptamenle a
qualquer caso de molestia.
Dojis volumes em hroehura por 108000
eucadernarips U9OIM)
Vende-seunicamenle cm casa do autor,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) 11. 68 A.
m
1
I
J. JANE, DEMISTA, |
t conlinua a residir na ra Nova n. 19, primei- @
& ro andar. a
Novos liwros de homeopalhia toefrancez, obras
todas de summa importancia :
Ilahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............209000
leste, rrolestias dos meninos ..... (<*si>o
llcring, homeopalhia domestica. '. 7()(K)
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. fij-OOO
Jabr, novo manual, 4 vulumes .... KijoiH)
Jahr, molestias nervosas.......6000
Jahr, molestias da pelle.......89000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes llijOOO
Jlarllimaiui. tratado completo das molestias
dos meninos.....'.,... IO5OOO
A 1/slp, materia medica homeopalhica. 83000
De Favolle, (loulrina. medica homeopalhica 7jOO0
Clnica de Slaoiieli ....... GsOOO
Casliug, verdade da homeopalhia. 4000
Diccionario de Nvslen ....... io~0(K)
Alllas rompido de analomia com bellas es-
lampas coloridas, conjeiidn a descripeo
de todas as parles do corpo humano .' 309000
vedem-se lodos esles livros no consultorio homcopa-
thioo do l)r. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
"meiro audar.
S5^ **. gsta
DEHTTSTA,
lauloGaignoux, dentista francs, eslabele
9 cido na ra larga do Rosario n. 36, segnndo 9
andar, enlloca denles com gengivas artiliciaes, d
8-edentadura completa, ou parlo della, com a (jt
presso do ar.
Q Hosario n. 36 segundo andar. _>
ate
Na na da Gloria n; S ensina-se a
fraduzr, fallar e escrever perfeitamente
a lingua itijjleza, ptoiuettendo-se um me-
tliodo fcil para em poi/co tempo o disci-
pulo adquerir um grande adantamento.
Illm. Sr. inspector da Ihesouraria geral. -Diz Jos
da Rocha Paranhos, queemvirludc de ordem do
Ihesouro pnhlico nacional, que mandn a informar
a esla Ihesouraria um requerimenlo com documentos
annezos c comprobatorios, da quahlia de dous con-
loa e Unios mil ris, que ao supplicanle he a mesma
faienda devedora, acontece que Icndo o suppli-
canle estado na expectativa, e requerido ja a V. S.
em dezembro do anno passado soluc.lo de urna tal
inl.irmac.io ale o prsenle, parece que por urna fala-
lidade, nao lera sido possivel o supplicanle obter o
despacho, apezar de ter j.i decorrido um anno pouco
mais 00 menos ; pelo que, nao sendo cabivel que as
. repartieses scacs prolelem o direilo das parles por
um lempo indefinido ; por isso, vem o supplicanle
requerer a V. S., que como chele desla repartirn, e
.a cujo cargo esla a altrihuicao de cumprir e fazer
cumprirasdcliberacOese ordens do Ihesouro, como
dclermina o paragraplio 10 do arl. 31 do decreto n
7.16 de20 de novembro de 1850, se digne mandar
que e empregodo em cujo poder eslao os (lenmen-
os e pelices do supplicanle, para informar manda-
dos por V. S. que be o chefe da 4. seccilb, Jos
llenrique Machado, d promplo andamento s dila
informacao nfim de que nao fique eternamente sc-
pullada esla pelicao em seu poder, como lem estado
os oulros documenlos e pelicOes ; com o que Tara
ao supplicanle a merecida juslija ; e assim pede i
V. S. Ihe delira.E. R. Me.
Jos da lloclta Paranhos.
Recifo 22 de marro de 1855.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
jas, ra do Collegio n. 2,
g-se um compteto sortimento
azendas, iin;is e prossas, por
preros mais haisos do que emou-
tra {[ualquer parte, tanto em por-
teles, como a retalh, aOian^ando-
c aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciment
alirio-se de conrbinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
cDnta doque se tem vendido, epor
isto oferecendo elle maiores van-
tagens doque oul 10 qualquer ; o
proprietario deste importante es-
ta belecimenlo convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Lui/. dos Sanios & lium.
i;asa da afeiu<;o, pateo do terco n. m.
O ahii\o assignado sciiMlili.a, que 00 csvrjplorio
daquetlt casa da-seexpediente lodo os diasdas 0 ho-
ras da manli;1a ;is 4 da larde; oolro slm, que a re-
visBo leve principio no da 2 do correnle, e que Ru-
do o prazo marcado pelas posturas municipaes, in-
corrcrSo os contraventores as penas doart. 2 Ulu-
lo 11 das sob.reditas posturas. Prxedes da Silva
Cusmao.
Perdeu-ieuma argolinba de brilhanle : quem
a arhou e quizar restituir, leve-a roa da Cadeia
po Recile, armazem o, 4, que se gratificar...
ra do Collegio
LOTERAS DA PROVINCIA.
Aciani-se a venda os b-
Ihetes da primeira parte
da primeira leteria, con-
cedida a beneficio da igre-
ja de N. S. do Rosario de
Goianna, nicamente na
thesouraria das loteras
n. 15, e
corre impreterivelmente
no da 21 de corrente.
PeruambuGo 11 de abril
de 185S.O thesoureiro,
F. Antonio de Oliveira.
Casa de consignaeao de escravos, na ra
dos Ouarteis n. 2i
Compram-se e rerebem-sc escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de rommissao, lano para a
provincia como para fra della, ouererendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Precisa-sc de llagar um pre|0 : na ra do Se-
bo n. jO A, ao qual se da bom ordenado.
Ama de Ieile.
Precisa-sc de urna ama de Ieile que lenha bom Iei-
le e seja sadia, e que nao lenha lilhos : na ra D-
reila n. 06.
*$*8a3--eee39s
| MDAN?A DE LOJA. %
~ A. I.ara/.e sciei.lilica ao respeilavel publico
^ c pnncipalmenle aos seus freguezes, que iriu-
ST .ou IMi loja de relojociro para a ra da Ca-
*? dea do Recife n. 18, ondeo adiarlo sempre
h prvmplo para fazer qualquer concert, lano
K de relogios de algibeira cuino de parede, ele,
,. ele, assim como achar.1o um completo sorli- @
mente, de relogios de algibeira patentes, suis- |f
sos e borizonlaes, correnles para dilos, necu-
los, ote. g
K Madamc Theard. leudo ile fazer urna viagem a
Europa, avisa aos seus devedores devirem sald'.r suas
conlas na loja da ra Nova n. 32. para Ihe evilar de
proceder conlra ellos judicialmente.
------Pfede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar cs-pro-
euradorda cmara de Olinda, que venba entender-
se cornos licrdeiros de Luiz Roma, pois basla de
cassoadas, licaudo-certo que em quanto iio se en-
tender com os mesmos ha de sabir esle annuncio.
- C. C. FIGUEIRED,
CIST0MH01SE.S1!1ITI\GAGEM,
SOITIHMPTOY
MEBCHIHDIZE, BACUCt, t ETUCTS HECEITED t FOlWAMt,
Wilh despalrhand economv.
oods and Passengers' Luggage slriclly allended lo.
Information gicen retperling tfie arrical & de-
parture of Steam I 'esselt.
Foreign Money Exchanged or Received in Pa> ment.
C C. FIGUEIREDO.
CORTIER DE DODAHE,
A SOUTHAMPTON.
illnrcljanoisrs, bagflc, rt rfete
Recus el expedis avee diligence el economie.
La plus grande atention est apporlce enrer* les
Passagers, leurs Bagages et Malcltandise*.
Toulc inforirialion possible esl donne sur l'.irrive
ou le deparl des llalcaux i Vapear.
CARLOS C. FIGUEIREDO.
Agente da Alfandega e de Navios,
8, QUEEN'S TERRACE,
SOITIIAMPTON.
Recebe e expede *om presteza e economa, mer-
radorias, bagagem e elfeilus de qualquer nalureza e
ordem.
Esclarece os viajantes sobre as chegadas e sabidas
dos pageles, decaminhos de ferro, ele, dirigindo-
so no mais que precisem.
Faz as operacocs necessarias da alfandega, e rece-
be fazendas a commisso, etc.
Precisa-sc alugar urna prela para oservicode
urna familia ingleza, quosaiba lavar, engommar c
coser : em casa de Patn Nash & Companhia, ra do
Trapiche Novo n. 10.
O abaixo assignado, offerece o seu prestimo a
quem se quizer utilisar para tirar guias do juizo dos
feilosda fazenda, tanto da geral cmoda provincial,
por aquellas pessoas que pcssoalmenleas n?o podem
tirar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares segoinles : Recife, ra da Cadeia loja n. 39,
ra da Cruz n. .">(i, paleo do Terco n. 19, ra do Li-
gamento n. 22, pra^a da Independencia n. i, ra
Nova n. 4-, praca da llon-Vista n. 21, onde sedo
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o lim expendido, e na ra da Gloria n. 10 casa
du anminciante.Macariio de Luna Feire.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confronte o cscriplorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacbam-se navios, qner uacionaes ou eslran-
geiris, com loda a promplidilo ; bem como liram-sc
passaporles para fra do imperio,* por precos maic
commodos do que cm oulra qualquer parle, c sem o
menor Irabalbo dos prclendentes, que pcaJcm tratar
das 8 da maohac as 4 horas da larde.
Arrenda-se urna loja no .Ierro da Boa-Visla,
propria para qualquer eslabelecimcnlo, sendo con-
fronle a casa do Sr. Antonio Luiz Gonealvea Ferrei-
ra, e junlaa urna loja de culileiro : os prelendentes
entendam-sc no sobrado por cima da mesma loja, ou
na ra da Cadeia do Recife, sobrado n.;(, primeiro
andar.
O Sr. Bernardo Augusto de Abren deixou de
ser caixeiro dos abaixo assignados desde 10 do cor-
renle. Isaac Curio & Companhia.
Precisa-sc de urna ama para o servico interno
de urna casa de poma familia : na Capunga, casa
grande na esquina da ra dos Deoscs ; preferese
porlugueza.
No hotel da Europa d-se comida mentalmente.
por preco razoavel.
No hotel da Europa da ra da Aurora lem co-
mida c bous pellicos a loda hora, com os procos mar-
cados na tabella, milito commodo.
Nada perder quem for credorde M. M. do R.
senhor do engenho em PC, se noticiar seu debito
na ra do Queimado n. 18.
Joao Francisco de Araujo Lima vai a Europa.
SALA DE DANSA.
Ldiz Cantarelli participa ao respeitaxe1 publico,
que a sua sala de ensino, na roa das Trincheiras n.
19, se cha aberla todas us segundas, quarlas c sex-
tas desde as 7 horas da noile ale as 9 : quem do sen
presumo se quizer ulilisar, dirija-sc mesma casa
das 7 lloras da manbaa al as 9 ; o mesmo so oflere-
ce a dar lices particulares as horas convencionadas:
e tambem da liles nos rollegios pelos precos que os
mesmos tcm marcado.
Manoel Ignacio de Oliieira embarra para a
Europa oseu filho menor de 10 annos'Jos.d de As-
sumiie.io Oliveira. (
O pidre Antonio da Cimba Figueircdo mudou
o sen escriplorio Rosario n. 2ti, onde poder,, ser procurado lodos os
das das 9 horas da inaiib .a em .liante.
\ll DAM.A DE COJA.
i3 Jos Pndines, culileiro francez, lem a hon-
>S r> de previnir o respeilavel publico e a seus "
g fregue/.cs cm particular, q'uc mudou sua luja j
de culilaria da ra Nova jiara a ra da Ca-
go dcia do Recife. n. 11), onde o acharan promplo Sf
jg para os misleres de seu oflicio, e assegura as S
g pessoas que quizere^n honrado rom sua confi- m
S anca, que sero salisfeilas. tanto na prompli- g
S3 du como nos precos, que serao os maisrasoa- 23
3 veis possivel: approveila lambem essa occa- SS
sio para previnir a seus freguezes que leem 2S
obras as mAos delle ha muito lempo, que ve- ^
S nham buscar no prazo de um mea. do con- S
cj Irario serao vendidas para pagamento do Ira- ||
gg balho, porque nao pode passar seu lempo a w
gS apromplar obras que deixam depois sem as gj
K vir buscar.
83 Faz as amollaccs lodos os dias. 38
Ja" cliegaram as seginntessemontes
de ortalices das melhores qualidades que
ha: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, altare
repolliuda e alemaa, repolho, tomates,
nabo branco e ro\o, couves, trnchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, celiola de Setuba, (mondas, slgo-
relba, selgas, ervillia torta, ditadireilae
geno veza, dita de Angola, feijao carra | la-
to de quatro qualidades, coi-ntro de tou-
ceira, e um grande sortimento das melho-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
O proprielario da linda de mni-
bus faz -cenle que do .lia Kirlo cor-
._______~^- rente em dianlc, llavera nos dias de
aula da academia um mnibus para alli. o qual
partir da ra do Crespo as 7 horas e :i|i, H l|2, 9
l|2, 10 l|2e II l|2 horas da manl.Aa : a u.en-alidade
he dr ."(-ODO rs. pagos adianlados, avulso 2IKI rs: os
bilhetes de entrada vendem-se no cscriplorio da
ni* das Larangeiras n. 18. Adverle-se que nio le-
ra ingresso quem deixar de apresentar o bilhele de
entrada.
Aluga-se um grande sitio com casa
de vi venda de pedia e cal, estribara pa-
ra i ca vallo, cocheira, um grande poco
com dous tanques.com coberta de quatro
aguas, sito na estrada do Parnameit m,
com parte de frente para a estrada prin-
cipal : advertindo que se alugara' com
preferencia a' pessoaque se quizer encar-
regar a tratar bem do sitio e das casas,
e igualmente se fara' negocio por venda :
quem pretender qualquer desles nego-
cios procure na travessa do Veras n. 15,
na Itoa-Vista.
Precisa-se de um molrque dc.15 a 18 Snnos de
idade, para lodo o servico de una casa de pouca fa-
milia na ra da Cadeia do Recife, loja n. 10.
J'is Valcnlim da Silva lembra a quem ron-
vier, que a sua aula de grammalica latina csl.i aber-
la na ra da Alegra, na Boa-Villa, n. 118, e ah re-
cebe por preco coinmo.lu alumnos externos, pensio-
nistas e meio pensionistas.
Nos ltimos dias do mez demarco dcsappare-
ceu do engenho Crauassu', um mualo de mime Ja-
cinlho, alio, bom corpo, cabello muito carapinhao,
e he carreiro ; suppoe-sc ser do serlao, e lalvez pa-
ra I., lenha ido : quem u appreheu.ler, leve-o-n seu
senbur no mesmo engenho, e nesla prac,a ao Sr.
Francisco Jos Silveira, ou a (abiiel Anlonio de
Caslro Quinta, que gratificar generosameule.
Na loja de miudezas da ra da Cadeia do Re-
cife ii. 7, de Antonio Lopes Pcreira de Mello e Com-
panhia, existe umcumplelo-sortimenlo de lia para
bordar, de encllenles coi es, por preco commodo;
assim como anda existe urna pequea porfo de
saccas com excellenle feijao mulaliiiho, viudo ulli-
mamenle do Aracatv. pelo diminuto preco de lf
rs. cada una; assim como continua haver sempre
caixas com os bem conhecidos chapeos de fellro da
fabrica de Jos de Carvallio Piulo s Companhia, do
Rio de Janeiro.
O abaixo assignado estando a mu-
dar-se de Olinda, declara nao dever a
ninguem nessa cidade nem na do Recife,
nein em parte alguma : se todava al-
guem se julgar seu credor, aprsente
seu titulo para ser pago.Jos Lourenco
Meira de Vasconcellos.
Precisa-se alugar urna ama de Ieile : na praca
da Independencia n. 2G.
Precisa-se de duas amas que nao andem de li-
mao, urna para comprar, cozinhar, engommar e en-
saboar, oulra para cozinhar e comprar : ua aua Au-
gusta n. 2, segundo andar.
Na ra Nova, esquina da ponte, precisa-se de
bous olliciaes para calca-.
CASA DE GOMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na ra Direila, de fronte do becco de S. Pedro n.
3, sobrado de 3 andares, recebem-se escravos de am-
bos os sexos para se venderem de coniuiis-ao, nao se
levando mais do que dous por cento por esse Ira ba-
lho, sem despeza alguma de comedorias, ollerccen-
do-se para islo toda a seguranca precisa para os di-
tos escravos.
PIANOS FORTES.
Brunii Praeger ,& Companhia, ra da Cruz n. 10,
recommendam as pessoas de bom goslo, seu escolla-
do sorlimeulo dos melhores pianos, lano l.oi i-nu-
laes como verlicaes, que por sua solida conslruccan
e harmoniosas vozes, assim como por sua perfe'ila
obra de mito se distiuguem. Todos estes pHmo* sao
feitos| por eucominenda, escnllihlos e examinados,
e por islo livres de qualquer defeilo que se encontra
muitas vezes em os pianos fabricados para expor-
taco.
COLLElilO PARA MENINOS, EM W.vN-
SBECK, SUBURBIO DE HAM-
URGO.
O abaixo assignado tem a honra de participar ao
publico, que mudou o seu collegio nesle-anno, de
iiainhurgu para W'andslierk, e esl agora habilitado
de poder aceilar mais alguns pensionistas. A situa-
c.io do lagar he a mais saudavel de lodos os arrabal-
des de liamburgo, e a distancia dessa cidade permu-
te o gozo de lodas as vanlagens das cidades grandes,
assim como ella impossihilila o gozo das desvanla-
gens para merlinos.- Ao entrar do collegio os meni-
nos nao devem ter excedido a idade de 10 anuos, e
inaiot cuidado e zelo se empregar cm favor delles,
nao s para o seu bem phvsico como intelleclual.
Elles terflo licOes em lodas iis limpias modernas, his-
toria, geographia, historia natural, mathematica,
assim como os principios necessarios*para o commer-
cio, ou lias linguas antigs, -ciencia das anliguida-
des, philosophia, ele, romo preparos para o e-ludo
na universidade. As despezas do ensino, sustento e
casa imporlam em 1,000 marcos,jOOSOOt pouco
mais ou menos. Os pais deverito dar roupa, assim
como pagar msica e ensino de dausa, caso o dese-
jeio.C. It'olckshausen.
Esle'collcgio podemos rccommeddar s pessoas que
queiram dar urna educac.io exeinplar aos seus lilhos.
por ser um dos melhores na Allemanha, e ollerece-
ino-nos a dar lodas as informaces a quem precisar :
na ra da Cruz n. 10.
Alu;a-se ou vende-se urna casa com
solap esitiO\ no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Pei\oto, com todas as com-
modidades para lamilia, Cocheira, estri-
barin, quartos tara feitor, etc.: na roa
da Cruz n. i.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferr'er de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a recefier alum-
nos internos eexternos desdeja' por m-
dico preijo como he publico: <|item se
quizer utihsar deseu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo auda da refe-
rida casa a*qualquer hora dos dias uleis.
Antonio Jos do Reg vai a Portugal tratar dos
seus negocios.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo (iai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova c maravilhosa com-
posiclo lem a vanlagem do encher sem presso dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqucrimln
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e promelle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
IRMANDADE DO-ROM PARTO, ERECTA
NA IGKEJA DE S. SEBAST1AO'. EM
OLINDA.
A mesa desla rmamladc, leudo resolvido que a
sua milagrosa imagem, chegada de Lisboa, sua lien-
cao fosse na igreja de Sania The.ieza, no domingo,
15 do correnle, as 3 horas da larde, o dahi sabir em
procissao'logo quechegun a irniaudade da mesma
Sen!.ora, que sabe deS. Sebastian rom esla milagro-
sa imagem paira irreceher aquella, e seguir as mas
segoinles : ladetoa do Vara.leur, nra de S. Itenlo,
Otialro Canina, AIjuMI Biquinha, e recolher-sc na
igreja de S. Seha.sli;lo, d'oinle tem de ficar expona ,i
visla das devolas ; leudo a nidio ladainha, e no .lia
seguiqle a sua primeira mi-sa rom a assisten.i.i da
irinand,. le : rnga-se, perianto, as irmaiujades que
fizerem o favor de acompanbar a milagrosa imagem,
de cninparecercm as 2 horas do referido dia.
Precisa-se alugar nina ama de leite
forra ou captiva que teja sadia : no pa-
teo do Hospital n 2(i, por cima da [co-
cheira.
Na roa do Cabng n. 1(1, primeiro anda)-, ha
urna caria de Lisboa par o Illm, Sr. Joaquin .Ma-
nuel (Jomes de Mendonca.
Viuva L. Wolicbard e seus 3 lilhos meojores.
rcliram-se para a Europa.
Perdeu-sc no dia 8 do crrenle, na ra Nova,
um alliuele de ouro com esmalto verde, c pelo meio
do esmalte ninas palminhas do ouro, o qual alunte
he da foruialura de um S com una volla por cima do
mesmo S, o qual be de senhora : r.iga-se a quem
arhou de o levar ao largo da riheira n. I, taberna
que faz quina para a ra do lagundes, que se dar
111*000 de adiado.
D.i-se dinheiro a juros sobre ponhores delonro
e prala. seja qual lor a quanli.i : ua ra de Hurlas
ol:l, casa terrea.
Aluga-se pelo tempo de ."> anuos,
urna casa terrea a moderna que tenlia i
quartos e*hom quintal: nesta typoera-
phia se d/ .'' (iucm precisa.
Ofl'erece-sc urna miilher para ama de qualquer
casa, p;ira Indo servico de portas a dentro, d boa
conduela e muito liel ; a auniinciaiile lem urna en-
anca, porm nao a conservar oomsigo mais d um
me/.: quem precisar, dirija-se i Malarineira, na ca-
sa de Francisco Anlonio Valerrle, que dir quem he.
Jos (ornes Malhnnro relira-se para a Europa
para tratar de sua saude."
Precisa-se de urna pessoa que lenha as habilila-
coes necessarias, c queira lomar, por halanco, conla
de u/Ba boa taberna distante desta cidade urna le-
gua, e nao se duvida dar ulerease na mesma; ou
bom ordenado : a tratar no becco do Pcixe Frilo,
taberna do Gabriel.
O abaixo assignado, lendn-sc assnciado a casa
coir.mcrrialdc Vicente Pcrreira da Costa cm marco
do anno passado, na qualidade de socio de lutoslna.
faz publico, para que chesue ao rouhccimeiito dos
inleressados. que em marco do curenle anno fra
dissolvida a sucirdade por motilo acror.lo e na me-
llior harmona, ficando a lquidar,ao cargo do ge-
gente Ferreira da Cosa. O mesnio abaixo assigna-
do aproveila o ensejo para declarar, que se acha
quite rom a praca, c bem assim que desla dala cm
dianle assignar-sc-ha Antonio Jos Silva da Brasil,
alim de evitar os inconvenientes da confusilo de no-
me. visto como no imperio, e mesmo na provincia
mais de um se nconlrava igoal ao de que nsava o
abaixo assignado, que era Antonio Jos da Silva.
Recife 12 de abril de 185.Antonio Jos da .Silva.
209000 RES DE URATIFICACA'O
a quem entregar ou der nolicia certa, nos qualro
canlos da ra do Oueimado, loja do sobrado ania-
iello n. 29, de dous giianlaiiapns adamascados, que
se suppnem lirado, ou foram perdidos de cima de
urna raixa que um moleque conduzio a cabera des-
de a ra Velha do bairro da Boa Visla ale o largo do
(iollcgio, cujos giiardanapos eontinham : ."i lencos de
labvnnlho, 3 lencos de camhraia de linho, sendo 2
de labyrintho passado largo e 1 de labvrinlho rbeio
ni grade, 1 lenco de esguiao de labyrintho paasado,
um lenco de camhraia ingleza" de lahvriiilbo
chiflo no panno, 1 vestido de menino de cas'sa lisa
com roupiulin franzido e asaia comprla c aberla.il
roupAo de menin.i, de rambria lisa cercado a hico,
e abeilo no lalho e as mansas com renda franceza,
3 louqiiinhas de menino, sendo una de esauiao -
berla com renda e rulo, oolra.decamhraia lambem
com rufo e oulra de csguia lisa. Agradeccr-sc-ha
a resliiuiciiu ese promellesegredo.
Viriato de Freilai 'lavares, residente nesta cU
dade, herdeirn legitimo de seu finado pai Francisca;
Jos Tarares, Tallecido em Lisboa, cnnslando-lhequei
para esla cidade pelos mais berdeiros de Lisboa, foil
rcmelii.la pror.iracao bstanle para screm vendidas
as parles dos engentaos Cuianibuca c Riacho dos Pa-
dres na fregaeiia de Agoa-Preta, que por heranca
de seu fallecido av Manoel de Carvalhn Medeiros
as houverani. E como os bens de seu fallecido pai
anda mo foram inventariados, parlUhados. e menos
para isso ouvido foi o mesmo anminciante, he do
seu rizoroso dever srienlilirar ao respeilavel pnlitiro
desla cidade o provincia, que deixem de negocio al-
gum fazer, pois que essas inesmas parles dos refe-
ridos cugciibos, elle mnuncianle herdeiro, tencinna
sercm as que por heranca Ibes devam locar, emhora
mesmo qualquer repusir/m que baja de haver. pela
qual se ohriga o aiinuncianle a salisSizcr, urna vez
que nesla provincia se acha residiudo. e da agricul-
tura do Brasil pretende usar, e por sso deixar de
perlencer as inesmas partes dos dilos engenhos aos
berdeiros de Lisboa por ser lio dillerentes as suas
residencias. E para que de fuluiu ignorancia iid
baja aos que lal compra li/erem. faro por annuncio
em H dias successivos nesle Piarlo, ludo islo constar
ao mesmo rrspeilavel publico desla cidade, e loda a
provincia. Recife II de abril de 1855.
COMPRAS
Compra-se urna escrava de 20 a 2") anuos de
idade, saliendo bem engommar, coser c lavar: quem
liver, dirija--.' i casa n. 15, ra do Colovello.
Compram-se palacdes hrasileiros e hespanhes:
na ra da Cadeia do Recife, loja n. 33.
Comprani'sc palaces hrasileiros c hespanhes:
na ra da Cadeia do Recife, loja n. 5i.
ATTEMjVO.
.ompram-se escravos de ainlios os sexos, sendo par-
dos de 10 a 18 annos, e crioulos de 1(1 a 2", anuos,
sendo bonitas figuras ; paga-se bem ; assim como re-
cebem-se para se vender de commissAo : na ra de
Borlas n. 60.
Compram-se algumas acedes do Ban-
co de Pernambuco : na ra da Cadeia do
Recile loja n. II.
*
Compra-se urna casa terrea,que o sen valor nao
exceda de 1 .OOOjOOO, na freguezia de S. Jos ou
Santo Antonio : quem quizer vender aumincie por
esla folha para ser procurado.
VENDAS.
, ALMINAR PARA 1*55.
Sahiram a' luz. as glhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola c industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
440paginas: vende-se a 500 rs., na li
vraria n. (i e 8 da praca da Indepen
denota.
CORTES DE GASEMIRAS
A 5,000 RS.
Para liquidado vendem-se cortes de casemiras de
cores escuras com loque de molo, muilo pruprias
para a presente cslacAo, vendem-se pelo barato preco
de 2-> e 3g : ua ra do Queimado loja n. 17 ao p
da boca.
Continuarse a vender muito superio-
res charutos : na ra do Crespo n. 21.
Vendoste bombas de carnauba mili-
to boas: no armazem do Guerra, defron-
te do Trapiche do algodao.
\?) Vendem-se. duas cadeirinhas em muilo (i
'i '",M1 PS,'M'0 e com uniforme para dous pre- j.
?*' los: quem prelcnder dirija-se ao pateo de W>
($ N. S. do Terco n. 12. M
Vende-se superior arroz de Maranhao c do sol
a i^HHl e 2J300 a arroba, e a 80 rs. a libra : na ra
llireila n. 8.
Vende-se no Manguinho, labjrna da calcada
alia, 3 pipas e 2jogos. de canteiros, em bom estado.
Xa ra do Crespo n. 13,
ha para vender ricas coberlas de chita de una lar-
gura, pelo haralissimo preco de 29500, e chales de
loquim a 10000, e militas mais fazendas baratas.
Vende-se um negro de bonita ligura c sadin,
proprio para trabalhar na rita: quem prelcnder, di-
rija-sc a ra da Cadeia do Recife u. i.'i.
Vendem-se duas coberlas de damasco, cm bom
uso, por preco con.inndo : na roa da Cadeia Velha
n. 21, primeiro andar.
FRASCOS DR VIDRO DE OCCA LARGA
COM ROI.IIAS.
Xovo sortimento do tamanlio de 1 a
12 libras.
I'endem-se na botica de llarlholomeu Francisco
de Souza, ra larga do Rosario n. 36, por menor
preco que m oulra qualquer parle.
Vende-se a taberna do pateo do Parizo n. 18,
bem ilregoexada para a Ierra ; podem-se informar,
que o dono relira-se.
vende-se urna batanea romana com lodos o
seus perlenrcs.em bom uso e de 2.000 libras : quem
prelcnder, dirija-se a ra da Cruz, armazam u. i.
Farmha de mandioca.
Vende-s.e saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da altandega, e para por-
ches a tratar com Manuel Abes Guerra
Jnior, na ra do .Trapichen. 1 i.
NOVO SORTMENTQ DE COBERTORES HE TO-
DAS AS QUALIDADES,
Cobertores escaros a 720 rs dilos grande* n l>200
rs., dilos brancos .le algodSo de pello e sem elle, a
milacio dos de papa, a 1-211(1 rs. : na loja da ra
do Crespo n. (i.
Vende-se no paleo do Carmo, quina da ra de
Moras n.2, iloce novo, secen. de cajo' a .')(H) r-.. di-
to em caixao de libras, de goiaba, ffno, a 880, cai-
sinhascom palitos proprios para quem fua, pois
nrtoseapagam em qoanto dura a madeira. feijo
mulalinbo novo a 560. e prelu a 180, arroz a 180 a
ruia, banha a 180, notes a 100 rs.. loociobo a .Ifio,
amenas a 200 rs.. holachinha Napolc.lo a 100 rs.,
zeilc doce a 720 a garrafa.
Na ra da Cadeia do Hecifc, loja de miudezas
n. 10, vendem-se escrivaninhas de melal branco e
amarello, o mais perfeilo que ha nesle genero, pro-
prias para reparlices publicas, saceos com gomma
de muilo boa qualidade a 8^)00 cada nina.
VESTIDOS DE SEDA.
Na loja de portas da ra do Queimado n. 10 ha
para vender um rompido sorlimeulo de cortes de
vestidos de seda de cores, superior qualidade, mo-
dernos goslns c por preco mullo em conla.
paiwos mos.
Superiores pannos linos, cor de caf, de vinho,
lironze e verde ; oroprioa para palitos c sobre-casa-
cas a 45 rs. o rovado : vendem-se na loja de i por-
tas na ra do Queimado n. 10.
VESTIDOS A 2:000 RIS.
Corles de vestidos de chita larga franceza, padir.es
de cassa a 2? rs. cada um : vendem-se na leja de i
portas da ra do Queimado n. 10.
Na ra do Amorim n. il, vendem
se osseguintes gneros, os mais superiores
que vrm a esle mercado e por commodos
preros:
\ inho muscatel em barril de i 9canadaa.
Champagne.
Cha' de San Paulo, caixasde 2 a 20 libras.
Chocolate Prancezr.
Garrafes com cevadinha.
Garraioes com sag.
Estbtuas p;irjardim.
Vasos para, jardim e cemiterio-
Gales, trinas, espiguilha e voltiles para
armadoras.
M.in.od Ta.ares Cordcirn lem para vender fu-
mo para charutos de lodas as qualidades. gigos com
champagne em garrafas, e mcias, do inclino autor,
e oulros mais gneros : no armazem n. 18, na Ira-
vessa da Madre de Dos.
POR SEDLAS VELI1AS A .'LOOO c i.?000 O
PAR. QUEM DEIXARA' DE COMPKAU.
A' moda, pechincba de borzeguiis e sapaloes de
lustre franec/.es para homem, dilos de bezerro e de
lustre de Nantes, lano para homem romo para me-
nino, muilo.proprios paraaeslacao prsenle, alm
dislo um novo e completo sortimrnlo de calcados .le
todas as qualidades, lano para homem como para
senhora. meninos e meninas, ludo por preco muilo
commodo, a Iroco de sedlas velhas : no a'lerro da
lloa-Visla, defronle da lionera n. 14.'
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e higini-
cas : vende-se cm casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ra da Cruz n. 20.
, Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior. 640
Fino. 500
Moinbos de vento
om bombas de repaxo para regar horlas e haixa,
d capini, na fundica de II. W. Bowman : na ra
do Brumos. 6. Se 10.
CEMENTO ROMANO.
Vpiule-se superior remen lo em uarriras e a rcla-
ho, ni nu.i/'Mii -li niA da Cadeia de Sanio Auto-
do de maleriaee por prero mais em conla.
I COBERTORES ESGROS E
BRANCOS.
Na nra do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se coherlores escirros, proprios para
escravos. TO, dilos grandes, bem eurnrpados, a
1^280, liles brancos a IJOO, dilos com pello mi-
ando os de la a I-Jmi, ditos de Lia a J>i(Ki cada
atfi.
CAL DE LISBOA A 000 RS.
Vendcrn-sc barr com cal de Lisboa, chegado no
uI:imo navio a V~t)tHi por cada una : na ra do Tra-
piche ii. 1b, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior laruilia de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 10 do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes &C, na ra do
Trlapicbe Novo n. 10, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to Superior, a ri'j.iOO rs. a sacca : nos ar-
m zens de Luiz Antonio Annes Jacoine,
eriode Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na ra do
Trapiche-Novo n. SARJA PRETA E SETIM
SACAO.
fa ra do Crespo, loja n. l>, vende-se superior
arja despalillla, muilo larga, pelo diminuto preco
de ?",W0 e 2S600 n covado, selim macno a 2?8tK)'e
;IS20O o eovado, panno prelo de :i3O00, 4j000, ."5000
c 03000 o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na ra do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
CE1EHT0 ROIANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : aira/, do
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listi as de cores, proprio
para palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom goato.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55 ha para vender e\cel-
1 en tes* piano* \ indos ltimamente de Ham-
buigo.
A IfOOO, 20500 c.i.sOOO.
Vende-se melpnmenc de duas laiguras com qua-
dros arhamalolados para vestidos de senhora a I? o
covado : selim prelo Ifaeo, excellenle para vesti-
dos h-ii covado; lencos de ran.lir.iia de linho li-
nos bordados e bies p.da beira a r>? rada um ; cam-
hraia de linho lina a 5$ a vara ; assim rnmu diver-
sas fazendas por commodo preco ; na ra da Cadeia
do i!.ti Ir loja da esquina a.SO.
CHARUTOS DE HAVANA.
\endem-sc superiores charutos de llavana, por
preco commodo : na ra do Crespo u. 2."t.
Vende-se afectivamente alcool de."( a 40
graos
cm pipan, harria ou caadas : na Praia de Santa Ri-
la, dislilacao de tranca.
ARROZ DO MARANHAO.
Vende-se no armazem n. 10 do becco
do Azeite do Peixe, por prec.0 commodo.
Vendem-se e.n casa de S. P. Jobns-
ton & C., na na de Scnzala Nova n. 4 2.
Seliins iuglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes ile carro e de montara.
Candiel i ose casticaes bron/.eados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farelio di (Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateirOedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n 07.
CEHE.M0 ROIANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade. muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas depinho.
Taixas part engenhos.
Na fundica' de ferro de 1). \y.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
1UITI BARATO.
Corles de casas de cores proprias para mnsque
ciros a 1:y00 rs. cada pessa : na loja de i portas d-
ua do Queimado n. 1(1.
CON DEGAS PARA ROUPA SUJA DE
DIVERSOS TAMANHOS.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife
n. 48, primeiro andar.
AOS SRS. DE ENGENHO.
C rBQUBKO TOLE DE AVARI.l.
Baela encamada e amarella a 500 rs. o rovado :
na roa do Crespo loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
Na ruado Trapichen. 10, escriptorio
de Biandera BrandistX"C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das dn Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, lormato grande e
perpieno.
Papel de cores emcaixas sortidas, mili-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Grasa para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade. de zinco muito superior ao al-
vaiade eommum. com o competente sec-
cante.

Vendem-se as obras seguinles por W.
Scott, Os Puritanos, Waverley, o Talis-
mn, A pnsao d Edimburgo, Qnmtino
Durivard, Ivanhoe, Diccionario Theolo-
gico por ab Aquilla, Jurvs Caones por
Lequetix : no aterro da Boa-Vista loja de
onrives n. 68.
Vende-se muito bom Ieile : na ra Uireita n.
120, primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
@@$$$s$$:$$S9
$ POTASSA BRASILEIBA. tt
(JS) Vende-se superior potassa, fa- A
(g) bricada no Rio de Janeiro, che- ^j
S C:u'a 'ecentemente, recommen- ^
^ da-se aos senhores de engenhos os S*
j*jz seus Iions elleitos ja' experimen- W
W tados: na na da Cru/.n. 20, ar- 0
($ mazem -de L. Leconte Feron & G
$) Companhia.
Vende-se excellenle taimado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' Jo Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Christo.
Sabio a luz a 2.' edieflo do livrinho denominado-
Devoto Christao,mais correlo e acrescenlado: vnde-
se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBLIGAGAO' RELIGIOSA.
Sahio lu: o novo Mez de Mara, adoptado pelos
rcveretidissimos padres rapuchinhos de N. S. da l*e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da I.. nrcir;io, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. dn Bom Conselhn : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da
independencia, a 1j>000.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar4 tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas,' valsas, redowas, sclic-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
mentc chegados, de excellcnles voies, e presos com-
modos em casa de O. Bieber & Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bielier&C, ra da
Cruz ii. 4.
AGENCIA
Da Fundica' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nesle esta&elecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.-
Vende-se nm cabriole! core coberta e os com-
petenles arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Uigad Segeiro, e para Iralar noBeciferua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
E
mm
Deposito de vinho de cham- W
lagne Cbateau-Ay, primeiraqua-
dade, de propredade do conde 0
de Mareuil, ruada Cruz do Re- *
cife n. 20: este vinho, o mellior
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le- =
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fe- (0
goConde de Mareuile os ro-
tirios das garrafas sao azues. (&
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kussia, americana c do Bio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na ra du Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de seliins che-
gada recenlemenle da America.
.Vendem-se no armazem n. GO, da ra da Ca-
deia do Becife, de Ueury Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prejos
mdicos.
n FIMO EM FOLHA.
ar,a ru.v 'l0 AmOT,m.n- arm,ltra de Manoel do.
Sanios Piolo, ha mu.Io superior fmo em folha de
todas^qoa.idades, par, fazer Carolos, por preco
BAPE" DE LISBOA,
liei chegado o magnifico rap de LMoa, 0 mais
s. -r,r que ,em vlndo pur de eocummenda.em
VOS RVHS. SACERDOTES
Na praca da Independencia n. 26, vende-se imr
preco coinmodo o excellenle compendio de Iheolo'.u
moral pelo padre Monle, X* edicao'. e conferencia,
deiS. S. ilclans, pelo padre Mrordaire, em riorlu-
gue, obra de summa importancia aos reverendo
pregadores.
Vendem-se 2 molccotes de idade 14 a 18 an-
uos, e urna escrava qoilandeira, de muilo boa con-
duela : ua ra Direila n. 3.
Vende-se urna balina nova de lila fina, por nao
iervir a pessoa para quem foi feila : quem preten-
der, dirija-se a Iravessa do Ouvidor, loja de alfaiale
do-Sr. Souza.
Vende-se um ptimo moleque hom cor.inheiro,
por prero muilo barato por ter um pequeo deleito
em urna perua, mas que Ihe nao empala semro al-
gum : na ra da Cadeia Velha, loja n. 40.
ATTENCAO.
Na ra dos Martyrio* n. 14, vende-e um boailo
molequecnoolo, e um mulalinbo, pecas lindas, lim-
bos de 17 para 18 anuo, de idade. de da conduela ;
na mesma casa.compiam-se e recebem-se escravos
de coinmissao, lano para a provincia, como para f-
ra della.
Bom sortimento de hrins, tanto para cal-
ca como para palito.
A ende-se hrim francez de quadros a 640 a vara,
dito a 000 rs., dito a 1->280, riscado de listra de ir.
proprio para o mesmo lim a 160 o covado : na ras
do Graspo ii. 6.
Ao barato.
Na ra do Queimado n. 38 vendem se as seguinles
fazendas:
Chales prelode 1,1a para as devolas da l'enha a 3j00
Uas linas frauceza.........a 210 o covado
Kiscados franceses com quadroa 260
Cambraias francezas lindos padres. o -560 vara
Alpacas de quadros com lisias de
sf'la ',',..........* 400 covado
Melpomcne de laa com quadros. 600
Lories de rambraia de seda fijajoo corle
IMlos de chine de seda......113030
Ditos de casemira de cores 4^800
Dilos de camhraia aberla. 3g000
Chapeos Traucezes para homem.". n 5-jO
VENDE-SE A DINHEIRO A VIS-
TA PELO BARATO .PRECO PA-
RA ACABAR COI A PEGHIN-
CHA.
Da-se amostras licitando penhor.
MARMELADA AiOALIBRA.
Vendem-se becelas com libra de marmelada a
19280 : na taberna da esquina da ra da l'enha por
haixa do sobrado.
AOS AMANTES DA ROA PINGA.
VINHO VERDE!
Alerta que chegou n ra Nova n. 5o taberna,
e exellente vinho denominado Crimea, pelo dimi-
nuto preco de 300 rs. a garrafa e29200 rs. a cana-
da ; a elles freguezes antes que se acabe, pois os fre-
guezes silo moilos e o li quido he pouco.
Vende-se um ranu-iro manso,proprio para car-
regar menino, bern ensinado e gordo : na roa de S.
Francisco taberna n. 68.
Vende-se vinho verde a 29000 rs. a canada.sen-'
do a garrafa a 280 rs. : no paleo do Paraizo n. 18.
Vendem-se meias barricas com fari-
nlia de trigo: no armazem de Mtheus
Austin & C, ra da Senzala-Velha n.
160.
Vendem-se 2 pares de brincos de ooro de le,
com diamantes, obra muilo bem feila : a fallar ua
ra do Caboga com Joaquim Jos da Cosa r'ajozcs.
. Vende-se farello novo, chegado de Lisboa pe-
lo ultimo navio : na cocheira do becco do Ouvidor.
N EEIJAO MILATIMO.
Na na do Amorim n. 39,<^rma/.em de Manuel
dos Sanios Pinlo, ha muilo Wpcrior hijao niubili-
nho em saca-as, por prec,o commodo.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICA DE FERRO DQ ENGE
NHEIRO DAVID W. B0WNL4N. ,iA
RA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimeulo dos segoinles ob-
jcclos de mechanismos proprios para en^enlios, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
constru-cao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade c de lodosos lamanhns ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
ces ; crivos e boceas de forualha e registros de bo-
eiro, aguilhocs, hronzes, parafusos e cavilhoes, moi-
nlio de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FLNDICA O.
se eieculam lodas as encommendas com a superio-
ridade j conhcida, c com a devida presteza e com-
ino.lidadc ero preco.
PECHINCHA IGUAL SO' NA
CALIFORNIA. OD NO PAS-
SEIO PUBLICO H. 9.
Vendem-se pe^as de ma-
dapolo de 4 palmos de
largura pelo barato pre-
co de 300, -l.?000, 2^500.
5#200 e 3^500; a ellas
que sao pou casa vista dos
freguezes.
SEBASTOPOL.
Chegon pelo paquete inglez urna farenda lolal-
menle nova, toda de seda, campo assetario, com
quadros largos e de li-lras lambem asseliuadas o
mais lindo possivel, ul linio goslo em Parle, romo
nome SEBASTOPOL : vende-se nicamente na le-
ja da ra do Queimado n. 40, peto diminolo prejo
de I.jik) rs. o covado: do-se as araoalras com pe-
irlior,
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRIIFICACO'.
Desappareccu no dia 8 de selr'ibro de 1854 o es-
cravn, rrioulo, de nome Antonia, cor fula, represen-
la ler 30 a :!.">' annos, pouco Buhou menos, he mui-
lo ladino, cosluma Irocaro nome e inlitular-se^brro,
e quando se vi perseguido d que he desertor ; foi
escraio de Anlonio Jos deSanl'Anna, morador no
engenho Cail, d tomare de Sjfiilo An^lo, do po-
der de quem desapparec*e ; e sendo capturado e re-
cIhi.l.. a cadeia desla ridade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de agosl. foi al.i embargado por exe-
cucSo de Jos Dias da Silva (luimarAes, e ullima-
ile arrematado em praca publica do juiz da se-
gunda vara desla cidade em 30' do msWi mez, pela
abaixo assignado. Os signaes slo. os saguinles : ida-
de :U) a 35 anuos, estatura regular, cabellos prelos e
rarapiihadns, cor amulatada, ulhos tscuros,nariz
grande e grosso, beifos grossos, oseinb^qle fechado,
bem barbado, com lodos os denles ua frenle ; roga-
se as autoridades polieiaes, capilaes decampo e pes-
soas particulares, o appreheudam e maudem nesla
praca do Recife, na ra larga do Rosario n. 24, que
recebera a gratificara cima, e prolesliconlra quem
o liver occullo.Manoel de .limada flajic.
Uesappareceu marca do Cabo, no dia i do correnle mez, o escravo
de nome Vicente, cabra, de idade de :W annos, alio,
secco, hombros largos, sem barba, cabellos corridos,
ps ruinpi 1.1s c chatos ; Icxoii calca e camisa de al-
go.Wo branco, e um Rarrete de meia ja usado ; ha
dislillador, loca rabeca. gaita e viola ; he filho do
serlao da Serra do Marlins : quem o prender levan-
do- ao mesmo engenho ou casa do commendadnr
Luiz (ornes Ferreira, o Mondcgn, sera generosa-
mente recompensado. .
CEM MIL RES DE ORA Til ICACAO'.
Uesappareceu no dia li de dezembro de anno pro-
ximo passado, Benedicta, de 11 anuos de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levou um vestido de chita cun
lislrss cor de rosa e de raf, e oulro lambem de chi-
ta branco com palmas, nm lenco amarello no pesco-
i.'n j desbolado: quem apprehender conduza-a i
Apipuetis, noOilciro, em casa de JoAo Leite de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo u. 17,
que receber a gralilicajao cima.
PERN. TVP. DE M. F. DE FARLA. 1855
MUTILADO
i***%m*mrf>*'


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