Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00955


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXI. N. 84.
QUINTA FEIRA 12 DE ABRIL DE 1855.
Por 3 mezes adiantado 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
EN<:.\iutK(;\i>os i>.\ subscuipc.vo-
Rcrife, o proprietario M. F. de Farin ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. 3"'" l'ereira Marlins; Babia, n Sr. I).
Honrad; Matein, o Sr. Joaquim liernanln co Men-
dnitra VParaliiha. o Sr. Gerva7.ro Viclor da Nativi-
dad* ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Juuinr;
Ararat), Sr. Amonio de I.emot Itr.iu.i; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto llorget; Maranldo, n Sr. Joa-
oaim Marqoe Rodrigue* ; Piauhy, o Sr. tlomingos
Hecealano \rWiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jut-
tine J.< Hemos ; Amazona, o Sr. Jerona/mo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 15?.
Pars, 31o a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acucies do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
* da companhia de seguros ao par.
Discomo de letin s de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.-
META.ES.
Oncas hespanholas* .
Mudas de 63400 velhas.
do 63100 novas.
de 4 5000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29*000
163000
169000
93000
19940
19940
13860
PARTIDA DOS COIUIEIOS.
Ulinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-Vista, ExeOiiricury, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-eiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DF. noJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda O e 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, ter^as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varadocivel, segundas e. sextas ,ao mciodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPnEMERIDES.
Abiil 2 La chota aos8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
9 Quarlominguanlc as 7 horas, 12 mi-
nutos e 39 segundos da tarde.
16 I.ii.i nova a 1 horas, 16 minutos*
30 segundos da tarde.
24 (Ruarlo crescenle as 3 horas, 37 mi-
nulos 40 segundos da manhaa.
des te
Hoje principia a distribuido
) do Chora-Menino a Api pucos:
DIAS DA SF.MAXA.
9 Segunda. 1 .* otara. Ss. Acacio e Hugo bb.
10 Terca. 2.* oilava.S. Ezequiel profeta.
11 Quarta. S. Leao Magno p. doulor da Igreja.
12 Quinta. Ss. Vctor c Vessia mm.; S. Julio.
13 Sexta. S. Hermenegildo priueipe m.
14 Sahbado. S. Domnina v. ; S. Tiburcio.
15 Domingo. l. de|Ktisda Pascoa. Ss. Eulhiquio,
Olympiadae Pausilipo mu.
Jirinctpia i
o Clioru-M.
o senhores que residem pelas restradas
coudas entre os dous extremos eferidos,
queiram maridar suas deca i-aroes a' li-
araria da praca da Independencia n.
6 e 8 que promptamente sero servidos.
A distribtiieao se tara' de modo que ate 7
liora da manliaa seja entregue o DIARIO
a os senhores assifjnantes de Apipucos.
Iterte-se aos Srs. subscriptores que
M pagar o quartel da a3$ignatura,
Re veputa adiantado o pagamento
k-ito ate o i lia 15.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA JLSTICA.
Kcrao.Ministerio dos, negocios ila jusiica.
*e Jaaeiro, em 17 de margo de 185..
ha. eEsm. Sr.Participa V. Exc. em seo ofli-
kaSfc. ile:lde dezemhro ultimo, ler o juis de
oraban* do termo dessa capital consulltdu se lie in-
caaipalivei o ejercicio simultaneo do empreo de cu-
radar geral dos orphAos coru o de ajudante do proen-
der bacal da fazenda (eral, e subroetle a dita con-
falla decisSo do governo imperial.
S. II. o Imperador, a qoem foi prsenle o dilo o-
rla, Banda declarar a V. Exc. que nao convem
aeltiplicar as incompatibilidades rataibaicao nao he bastante para que pualquer delles
l bem servido, e que, alm dislo, nao sendo aos
prego* de ajeriante do procurador fiscal da fazen-
**, carador sera) dos orphaos imposta a obrigaco
laaaaoareeer ordinariamente em algum lugar e ho-
ra eerta, nao te d iaaompalihilidaric em serem ex-
ereidee Bimnllaneamente.
Saa caarde a V. ExcJote Tkama: Sabuco de
-irania. Sr. presidente da provincia de San
Paulo.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expedienle de Ifi de fevereiro de 1855.
>sareetnr geral da conlahilidade, declarando que
fmpregados civisda repartirte de marinlta nao
gozar do privilegio de dar proruracoes pur
coto particular, como lie concedido aos offi-
riaes aailitnres a aos da gnarda nacional, nos termos
da ardasa a.rtt to 3() de marco de IK1 ; porqoanlo
nevereta n. 489 de 19 de dezeraliro de IS'tti, s Ihes
coacedeu o uso de uniforme* c dwiinciivos corres-
paadentos s craduar.es militares do corpo da arma-
da, a nao es privilegios a ellas inhrentes.
Ao* inspector da Ihesonraria do Rio Grande do
Sai.enviando os litlos de meio sold perlencenles a
D. Roteara da Silva Barbosa e a D.Amabilia Amalia
da Silva, e declarando que, coinquanlo ao irmAo
deltaajoao daSilva Barbosa .se nao pnssa passar -titulo
idaaiicr, por ler completado IS annos de idade no
dia 26 de jolln de I8YI, deve-sc todava liquidar o
e se llia ilever da quufn do meio sold a que tcm
direate al aquella dala ; e que se approva a delibe-
rarte de exigir a restituirlo da quanlia de 1875500,
faede maisse pigou mi das referidas habilitan-
-17-
Ao administrador da recebedoria do municipio,
declarando que nao se tendo anda generalisado em
ea o imperio u>o do papel sellado para os ttulos
ijeitos ao sello proporcional, nao pode por ato ter
lasjpr t disposirao do arL 8 do decrelo n. 895 de 31
. de dezerabro de 1851, quanlo aos crditos, escriplos
i ardem. e vales passados nos lugares onde nao se
ache^dmiltido o uso do ditp papel, c que tenliam de
pradaor sea elTeito dentro do municipio da corte, e
beai aaaim aesque forem datados anles do dia 19 d
corrale mex ; devendo-se conlinuar na pralica ale
atora eslabelecid, de serem sellados por meio de
verfc*. mencionando-se, porem; lio livro da receita,
a lagar donde procedem os referidos Ulules, quan-
eV aejaaa de lora do municipio.
20
Ae administrador da recebedoria, para receber,
vista de guia pastada pelo secretario da inspectora
geral da intlrucc.5o primaria e fecundara do muni-
cipio da corle, a tixa de 5-5000 pela cerlid.lo de ap-
provajao de cada um dos eiames das materias re-
aacridas como preparatorios para a matricula nos
cunea toperiores. na forma do art. U das inslruc-
rnde'21 de ilczembro>dn anuo pastado. E oiitrn-
sim, a vifta de guas do secretario da Facnldade de
Meaerjna detla corle, os emolumentos a que se re-
fere a tabella annea ao decrelo o. I '.IT de 1 do
referida mez.
28
Aa director geral interino das rendas, em solu-
c5o A duvida do administrador da recebedoria do
municipio da corle sobre se o sello pela transferen-
cia das acres dos bancos e outras companbias, se
devo pagar do valor nominal dellas ou do real eflec-
tuado, lite dever declarar que as associacos a que
se refere, lem procedido irregularmcnte cobrando o
sello fi\o d transferencia de suas ace,oes, e que por-
lanto llie cumpre exicir das mesmas associares que
cobrem a laxa devida do sello proporcional, calcula-
do sobre o valor nominal das arc'es que se Iransferi-
rem ; c indemnizem a fazemla nacional do prejuizo
que Ibc caajaran com semclhante erro.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Inleirado do objeclo do sen oflicii n. 81 docor-
rcnle. recommendo a Vmc. que alm da planta, de
que falla, do estado das casas em que funcciona'a
taciildade de Direilo>nleriormente aos concerlos,
mande lambem nutra do estado aclual ; ctimprindo
qneremetta-mo ,com a maior urgencia urna roula
geral. conlendo eirt addicoesseparadas, alm das des-
pezas relativas aos reparos do edificio, as que tive-
rem sido feitascoma sua decnracAo e mobilia, com
a iniMauca dos movis e mais objeclos transporta-
dos ile Olinda.
Dos guarde Vine. Palacio do governo dePer-
nambuco. 2-2 de marco de 1855.ote fenlo ta
Cunhn e Figueiredo. Sr. major de engenbeiros,
Jos Joaquim Rodrigues Lopes.
Illrr.. e Evm. Sr___Tenlio a honra de pastar s
mos de V. Evr. as plantas dos dous edificios em
que funrciooam a Faculdade de Dircilo, e col-
legio das arles, tanto do estado em que os achei an-
tes das obras que se nelles fizeram, como daquellc
em que o deizei ilepois dellas.
Igualmente envi V. Ec. as conlas das drspezas
feilas com laes obras, com todas as declarares por
V Ezc. eligidas sobre as quaulias que dizem res-
peilo s obras propriamenlcs ditas, decoraro, e
mudanca da Faculdade de Olinda para o Recite.
Ahi V. E\c Ver algumas nolat lenilcnlet escla-
recer quem de-ej ir sabermiudamenlc em que par-
tes das obras se gaslaram os diflerentes inaleriaes e
objeclos comprailos para all.
(.uinprindo-nii! por esla occasiAodeclarar i V. Exc.
que ale sendo en por V. Exc. enearregado da com-
pra dos movis, o fui pelo inspector da Ihesonraria,
e que nenlium tecomproo ou mandou fazer semque
elle fosse previamente informado do preco respecti-
vo. Sera para desejar qne V. Exc. liignando-ce
de mandar ouvir i pessna entendida na materia, me
forneresae indirectamente omeiode responder victo-
rivsamenle quem adiar cara a obra em queslAo ;
pos eslou inteiramente convencidoique ningucm de
boa fe echar excessivot os precos dos ohjectos com-
prados para ella, nem tao pouco em demasa asquau-
liilades de (aes ohjectos, \ vista das notas que lenlio
a honra de.offerecer consideradlo de S. Exc. Tai-
vez nos jornaes dos operarios se possa enxergar al-
aum cxceso ; mas nAo era pnjsivel de outra manei-
ra concluir em lao ponco lempo taes trabalhos. m-
xime os qoe se fizeram no curto espaeo de lempo
em que decorreu entren dia em querecebi as chaves
dos edificios en dia 3 de noveml.ro do ;\.....i prxi-
mo patwavlu, em que nelles eomecou a funcciornir
a Facnldade.
Creio lersalisfeilo ao resp*itavel ofTicio'de V. Exc.
datado de 2> ilc marro prximo pavada.
lieos guarda a \\ F.xc. Kecifo S de abril de 1853.
Illm. e Exffl. Sr. conselheiro JoteH-nlo da Cu-
nha e Figueiredo, presidente da provincia___Jet
Joaquim llodriijucs .ipet, major de enacuheiros..;*
COieMABIDO SAS ARMAS
Quartel-Ecnernl do commando das a:
fernamboco na ciclada do Recite, etn 11 de
abril de 1855.
OR0EM 1)0 DIA N. 26.
O marechal de campo commandanlc das armas
declara para scicncia da guarnicao, que foram exa-
minados Os materias designada! nos arts. -28 e -2!) do
rcg'ilameiilojtpprovado pelo decreto n.772 de 31 de
marco de 1851, os Srs. offiriaes, cadetes e sargentos
bailo mencionados. Os Srs. commandantes de
corpos em harmona s ordeus em vigor, averharao
o resultado do- exames nos assentamentos dos exa-
minados.
trinitaria a pe.
Segundo halalhAo.
CapilAo Trtslo Pi dos Sanios. Approvado ple-
namente nas materias do art. -29 do tupradito regula-
menlo : a 12 de marro ultimo.
Quarto batalliAn.
Primciro lente Anonn Luiz Duarle Nunes.
Approvado plenamenle no servido das pecas de cam-
panha e movimenlos dos armes, detalhe, cscriplu-
raeAo e ernnoinia ; c simplesmenle em exercicio de
peMAo, serviro das pepis de balcr, Iheoria e prali-
ca do Uro : a 12 de mareo ullimo.
fnptittaiia.
Segundo batalliAn.
Tenenle JnscManoel de Souza. Approvado ple-
namente nas materias do art. -29 do regulamento ci-
tado : a II de mareo ullimo.
Oilavo balalhao.
Tencnle addiilo Malhias Vera de Aguiar. Ap-
provado plen.iuirnte nas materias do arl. 29 do re-
gulamento citado : a li de marco ullimo.
Oceimo batalhAo.
Tcnente Francisco de Assis l.uim.iraes. dem.
Tenente Jusc Carlos tialdino de Souza. dem.
Teneiilc Alcxandre Jos da Rocha. dem em de-
talhe, escripluracAu e economa ; e simplesmenle no
manejo de arma, fogu, exercicio de pelotAo c mano-
bras do balalhao.
Caca I aria.
Terceiro regimenlo.
llnenle addido Jos Cesar de Mello Sampaio.
Approvado simplesmenle em detalhe, escriptura^Ao
e economa ; reprovado no manejo de arma, fogo e
ma lobras de esquadrAo : a 19 de mareo.
Companhia fixa de Pernanrbuco.
(apilAo Leopoldo Augusto Ferreira. Approvado
plenamenle nas materias designadas no arl. 29 do
cil do reculamento : a 19 de m.irro.
'. nente Fraocisco Henrique de Noronha. Ap-
prc vado plenamenle em delalhe, escripturaAo e
ecc noima ; e simplesmenle no manejo de arma, fo-
go e manobras de esquadrAo : n 1i> de mareo.
-- Artilharia n pe.
Qntrto batalhAo.
rimeiro cadete primciro sargento Horacio Alves
da Silva. Approvado plenamente nas materias do
ar 28 do dilo regulamento : a 31 de marco.
Infanlaria.
Sesundo batalhAo.
[Primciro sargento Carlos de Sonto (iondim. Ap-
pt vado plenamente nas malcras do arl. 28 do dilo
rc:ulamenlo : a 31 de marco.
Segundo cadete segundo sargento Lourenro Justi-
Jorge (ionralves. dem.
Particular segundo sargento Ernesto Izidoro Casa-
Lima.
dem, simplesmenle..
Nono li.ll.llh.in.
Primeiro sargento Manoel Saturnino da Cunha.
pprovado plenamente nas materias do art. 28 do
lado regulamenln : a 31 de marco.
Primciro cadele Joio Lina Cavalcanli L'choa.
I lem.
"cimo balalhao.
Segundo cadete segundo sargento Pretxtalo II'-
mliio de Araujo Pernambuco. Approvado plena-
i icnte nas malcras do arl. 28 do citado rcgolamen-
i o : a 31 de majen. .
Particular primciro sargento Antonio Raymundo
fampello. dem.
'rimeiro cadele segundo sargento Fanslino JoAo
a ilveira. dem, simplesmenle.
Segondo sargento Manoel Alves de branles.
! dem. lote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
rdens enearregado do detalhe.
EXTERIOR.
0 CiPlTAO FLOOETEN. O
Par E. Oaadba.
SEGUNDA PARTE.
() No Diario d'amanliAa src.i publicada a conla
denioiislraliva a que se refere o oflicio, na impor-
tancia de I":!,">-;:>"), com as competentes notas ex-
plicativas. ,
XXII
H) tefredo.
Migaa! To|ioii-te par, iCenle da furos publica,
e eaararaa-a mjrhiiMInvente como se nao livesse com-
aaaaawaaJo. A lemhrau^a. '" "". y^aata ; mnu-elle rao ligava-lhe a idea da
aae. Assim ew'ii'i* aobre a inleiir.io do mi-
lttir#e dise-llw :
Man' papis estao em tigra. Vmc. ver.
k]Mmha-se a tirar a despedida da carie ira em que
guardada, quando. o gendarme releve-o pelo
btaata. dzeno;
Hao se trata dase ; prepare-separa seguir-me
eaaa demora.
Tada a resistencia era Intil; pnis do oulrn lado
fe eslavam dons camaradas do soldado promp-
para ajoda-lo, ane vigiavim os movimenlos do
do. Miguel rnmpreheudeu emtim que o nego-
a ano; foi algemado c conduzido i cadeia de
aaesj.
AM ftcafi inronimnnicavel durante duas semanas,
'rea cada dia um interrogatorio. (Juam singu-
lar be o espinto humano Essc homeiii que linha
aata jaeixas de Ploueven, e que partir das An-
I i Ibas cata a infencao formal de dcmiuria-lo, mu-
data de hamor de conduela logo que o vio dchaixO
** paa de ama ccusarAo, e empregou em eneobri-
b t^jtoade-lo urna obslinarAo, que approximava-
* a berotsmo. Omprehendeu que rousideravam-
naaaa instrumento valgar. r que r.ueriam sohrc.luilo
faaer raaaanlar ate o capitn a inteneu e a execu-
raa aV> rrirne. lies le eniao negou ludo, soube esca-
par da* 1ari. que lite for mi armados, c cntrinrhei-
mat-tc ao lencin. quando vio-so muito aperlado.
Haaaginradj,. "Aosabiam a que rceorrrssem para
+mmat Ha fcirra de inercia ; pois todos os sen, es-
w^os linhain s I" baldados.
Seta david.i bavia priva* suflirienlcs para que
*bBan'surcunibisse; mas una ronfissAo do rom-
H*ae ara de lana importancia que a jusiica nao jul-
* eaaapra-la mnilo raro por urna nova dilacao.
E-*>trai,m que Miiirl fatisado desa guerra e des-
* Mtaaaealo ricoroso se afastaria cmfim do recato,
feria revelares. lie linios os ineios empregadns
aaaa amatar e*se segredo sri um sortio hom elTeito.
'fea os tormentos que cau-.i\ n-llie essc esla'do de
' ai aai laiiiito, a nenlium elle era mais seusivet do
1"* bapietihilidade, em qoe seachava de cumprir
a ifevarre religiosos. J vimos que mesmoem ijua-
aaadoeslava dominado pela nostalgia, Mi-
() Video Otario n. 83.
gucl voltura as orenras de sua mocidade, e experi-
mentara accesso* de devora,., que couciliava como
poda com as culpas que pcsavam-lhe sobre a cons-
cicncia. Chegando ao solo natal, essc dever fra o
primeiro em que elle cuidara, e anles de lomar pos-
sc de sua habilarao ajoelhra sobre as lages da igre-
ja de Deurc. Estos aclos leslemunhavama que pon-
to esse senlimcnlocra profundo, cque imnenoexer-
cia sobre sua alma. Scm duvida no meio dos cri-
me* mais execrandos esse homem nunca perder de
vista a obra de sua salvacao, e esperava forca de
cxpiaries desarmar ojuiz supremo anles da hora,
em que leria de comparecer diante de seu tribunal.
Essas aevommodai;0es nAo sao raras : he urna moeda
corrente entre os bandidos corsegos ou italianos.
Privado dos soccorros religiosos, Miguel eslava fe-
relo no lugar mais delicado ; assim ao cabo de alau-
mas semanas nao pede mais resistir, e pedio, um sa-
cerdote: era capitular. O esmoler desceu masmor-
ra.'e desde as primeiras palavrasapoderou-se-lhe do
espirito. O que os juizes nAo liiiham podido obler
rallando em nomed lei, um sacerdote aIcancou fal-
lando em nome da Dos ; Miguel que aOronUra os
rigores humanos nAo esislio perspectiva dos rigo-
res eternos que o aguardavam. Fez urna confissAo
completa de scus crimes, teslemunhando um arre-
pcndimcnlo profundo; mas isso era um Iriumpho in-
completo ; couviuha induzir o culpado a renovar es-
sas confisscs p-ranle os magistrados. O esmoler ex-
perimculou a esse respeito mais difliculdades e maior
resistencia do que esperara ; pois Miguel s deseja-
va rcconciliar-se com a igreja. O apparalo e as for-
malidades da justira, a prespecliva de um protesto
publico, de nina audiencia que servira de espect-
culo aos curiosos, ludo isso causava-lha, apprehen-
soes, e laneava-o em incertezas scm lim. Elle adi-
anlava-se e reruava ; declarava-se disposlo a dizor
tudo, c rctractava-sc no raesmo momento. .
Einquanlo eslas sccoas passavam-se Da pristo de
Brea!, Plouevea nAo abaadonaaa ao acaso o cuidado
de preserva-lo e de doend-lo. Ilesde o dia em.qiic
Miguel rugir da fazenda, elle comprchendera que
comeeava a provaeflO definitiva, c que nunca scu r-
pouso lora lio soriamcnlc anMacado. Esrrevcu logo
para a Europa por todas as va* de maneira que suas
cartas chpgas^em a lempo. '
O Ipilor sahe com que fjm r^ (-rrijeois ahi eslava. .
Ploueven ordenou ao uMieial quocoinmandava o bri- i
gae, que deixas-e lodo o negocio, e fosse immediata- j
iiicnte a euseada de lrest acrescentando as iinUruc-!
roe* para o que devia fazer.
Sem declarar-ge iulciramenle, o capitn dcsigna-
va .Miguel como devendo ser o ohjcclo de grande vi-
gilancia, e era o Maluiuo que elle encarregava par*
liculaiHicnle desse cuidado. Apenas ehegasse a Brcsl,
ronviulia indagar o que era feito do fugitivo, onde
vivia, que fazia, e no raso de que a juslira se hou-
ves-e .ipoiler^lo ilelle, inforniar-se o mais possivcl
do que so passasse na piisAo. Para isso Ploueven a-
bria aa rommandanle do Uregeoit um crdito illi-
milado, e puiiha a sua disposicAo urna somma consi-
deravel. Cumpria a loaV o cu'slo estar inleirado de
ludo, e logo que a cifcumslancia o exigiste vir dar
conla ao capitAu do ponto em que eslavam as cousas.
Quer de perlo, quer de longe, una ordem de
Ploueveu linha a mesma auluridade para a genle do
Vicua 16 de marro.
.. O novo imperador receheu, no mesmo dia da
sua elevacAo ao throno, o juramento da guarnirn,
e no dia seguinte leve um grande conselho.
o O principe de Menschikoff, demitlido por cau-
sa da saudc, segundo se dia, e a seu pedido, he su-
bstituido no commando da Crimea pelo general Os-
len Sacken, que ser subordinado ao general dorls-
chakoO, rommandanle em chefe do exercilo do snl.
n O principe Gorlsehahoff receheu a confirmacAo
dos sen* poderes com a manutengo pura e simples
das suas inslrucones.
Ilanover 6 de marro.
rador Nicolao j padeca desde grande parle do in-
vern. O* vomito, que o acommctliam, desde as
ultimas semanas, tomavain um carcter lo assusla-
dor, que os me leos inslavam com elle a renunciar
a todo exercicio violento; rna* o imperador nao lo-
ava em conla esle aviius, e foi j larde quanJo
oIycu Iralar-so.
Berlim 7 de mare,o :
A imperatriz mAi foi quem condoli o corpo do
imperador Nicolao capella rdanle, onde Pirar por
oilodias. Ser depois transportado cidadella e ahi
Picar rollos oitu dias, depois do que ser depositado
no rarneiro da familia imperial.
Jassi 26 de fevoreiro:
A noticia do levanlamenlo do bloquciodas boc-
eas do Danubio foi acolhida com um senlimento de
vivo recoiihecimenlo por (oda a popolacAo. De ago-
ra em diante a venda dos cereaes. cuja exporlaco
forma a principal fonle dos rendimenlos particula-
res c que havia um anno iuio tiuliam sabida, vai re-
tomar seu curso.
Londres 9 de maro/) :
o O Timet considera o manifest do novo impera-
dor como indicando as dsposi;des bellicosas da Ros-
ta, e julga que Aleiaudrc nAo poder deixar de se-
guir a poltica Iradiccioual dos seu* jiredecessores.
Londres 10 de marro :
a Na.sessAoda cmara dos lords esla noite, o con-
do de (irauville annunciou que lord John Kussel s
Picara em Vienna o lempo necc-sario para regular
as bases da paz geral, sem se oceupar dos outros de-
lalhcs; que porlanto o mais lardar na prxima pas-
choa estaa de volla em Londres.
Sir Roberto Peel foi nomeado lord do almiran-
tado.
Hamburgo 9 de marco:
o A segunda cmara da Dinamarca aceita mo-
hilisaeao dos contingentes allemAes, sob a reserva de
decidir se as despezas serAo parlirularmenle salis-
feitas pelos ducados ou pelo governo dinamarquez.
Sluttgard 9 de mareo:
O principe Frederico de Wurlemberg foi no-
meado commandanle do oilavo corpo do exercilo fe-
deral.
Os ministros da guerra do reino de Wurlem-
berg, do grao-durado de Badn, e do grao ducado de
lies*, tiveram honlem urna conferencia em Heidcl-
berg.n
(Despacho russo, sh toda a reserva.;
Berlim sabbado 10.
.Sao Pelersburgo 2 de maree-:
O principe Menschikoff escreve da Crimea, em
dala do primeiro de marro. Em a noilc de 28 do fe-
verciro para o primeiro de mareo, levantamos se-
gundo reducto diante daquelleque j liahamos cons-
truido esquerda da* forlificares. O inimign pro-
curou impedir os nossot trabalhos, porem nAo o
consegoio.
Nada de nolavel lem acontecido diante de Eu-
pa loria, d
Os jornaes inglezes de 8 publicam a participarlo
de lord Ragln, relata menle ao ataque de Eopalo-
ra no dia 17 do passado e he a seguinte :
ICm frente de Sebatlopol a 21 de feeereiro de 1855.
Mvlord. Depnis do meil ofiicin de 20 do
eorrenle, lem melhorado o lempo. A Ierra anda
se acha cnberla de nev, c as noiles .cslAo frias. O
vento porem abrandou, e temos boje um sol bri-
Ihanlc. r.
Continua a nolar-se grande aclividade no mo-
vimento das tropas inimigas ao norte do porto, che-
gando seguidamente cjmhoys de carro*. Parece
que o objeclo dos Itussos he fortificar as alturas, que
se cslcndem esquerJa, dominando o valle de la
Tchcrnaia.
llavendo-se as (ropas da guarnicao postado na
altura da colima de Inkerman, para cima da baha
de ('.arenage, una-i em distancia de urnas 300 jardas
da nova pnrallela franceza, na extrema direila, o ge-
neral Canrobert propoz-se a desaloja-las.
Vcrilicou islo com valenta, na manli.ii de boje,
pela volta das duas horas, urna forca de 1,500 lio-
mens, sob o commando immediato do general Mo-
net, e direcrAo do general Mayran, poslo que algu-
ma perda (sinlo dize-lo) por causa do morillero fo-
go contra os Francezes, feito pelas baleras inimigas
e embarcaroes, quando proenravam demolir as for-
lificar/ie*,
Finda esla demolirao relirou-se o inmigo para
as Irincheiras, como era sen inlenlo. Sinlo muito
(er de accrcscenlar que o valente general Monel cn-
Ira no numero dos feridos. O leneule-gcneral sir
Jorge Brown (muito me alegra dize-lo) reassumio o
commando da divisAo Mgeira, estando j do perfeila
saude.
o O caminho do ferro vai excellcnlemente. Os
esfnreos de Mr. Bellic, que dirige as obras, sAo in-
cessanles c lhe dAo jus a grandes encomios. Tenlio
a honra de sur, clr. Ragln.A lord Paiimurc.
Quarlcl-gcneral em Suputarla 21 de fereretro de
1855.
Mjlord. Tenho a honra de participar a V. Exc.
que o immigo ataron Bopaloria no dia 17 do cor-
rente pela ntanhM. As tropas desliuadas a esle ata-
que, tiuliam, liawa seis da*, alianVnado o tiinno
m fronio re Melusiopol. e outras tropas viudas da
Perecop c Simpheropol, se haviam a ellas reunido
nos dias 16 e 17, pela manhaa, no terreno plao que
jaz na retaguarda das alturas em frente da Eupa-
loria.
Tanto quanlo era possivcl prev-lo, e pelas in-
formares ministradas pelos prisioneiros, centava o
inmigo 36 balalhcs de infanlaria, 6 regiment* de
cavallaria, 400 cossacos, 80 pecas de arlitharia de
podri, e alguma tropa de artilharia a cavallo, que
eslava de reserva. O ataque eomecou de dia por
urna forlecanhonada, durante a qual o inimign em-
pregou pecas de calibre 32.
Os Ku-s i. appresentaram-se primeiramcnlc em
grande numero em toda a nossa posicAo ; mas co-
nhecendo que a nossa esquerda era protegida por
embarrarnos de guerra, que ao primeiro(liro de ar-
tilharia, tinham vindo a e**le porto, coneenlraram-se
contra o nossO centro e direila.
Convidei enlao o ofiicial mais antigo no servi-
ro da marinha real ingleza, para enviar direita a
canhoneirq Viper, e lomar posirAo junto ao vapor
francez l'eloce, e vapor Se.hafer, abordo do qual
eslava o \ ice-almirante Abmed-pach.
ti Reforcei ao mesmo lempo a direila com varios
balalbes de infanlaria e algumas peras de artilharia,
que lirei da esquadra. Da posiejio oceupada pela
sua artilharia conlinunu oinimigo, sem inlerrupcAo,
o fogo. Depois a sua infamara lentou com tahuas
e escadas atacar .por Ires vezes as nossas forlilica-
SOes.
a F'oi todas as Ires veze, repellido, e obrigado a
retirar -sedebaixo do nosso fogo ; pudendo efferluar
clc movimento retrogrado sobre a proleccAo da sua
arlill.iria, c de grandes massas de cavallaria.
A nossa cavallaria, que nAo conla agora mais
de 200 ou 300 cavallos, e que carregou infanlaria
russa no cornejo da relinda, nflo ousou persegu-la,
na procura de forras IAo considera veis. Esla su-
perioridade em artilharia e cavallaria obstou a que
inquiclassemos o inmigo na sua retirada.
o No fim de qnatro horas e meia de cmbale,
principiaran] cllcs a retirar-so em tres diversas di-
recees sobre a ponle do lago Sasi k, para o lado de
Topo-Mamai, e pela estrada de Perecop.
Eslou muito satisfeito com o proceder de nossas
tropas nesla aeran. Anda que entrinrheiradn* por
delraz das fiirlijpcarries, apenas meio acabadas, c nAo
complelamcntc rmalas, lizcram ellas ousadamenle
frente, com grande firmeza.
i Nao contamos grandes perdas, mas deploramos
a morle de Selim-pach, teiicnlegeneral, comman-
(e das (ropas egypca*. Tivemo* 87 morios c 277 fe-
ridos ; e contamos 79 cavallos morios, c 18 feridos.
Enlro os primeiro* ha sele offiriaes; sendo 10
os feridos, e do numero deslcs Soliman-pacb. Fo-
ram morios 13 habitantes da cidade, c feridos 11.
.Iigo do moii dever fazer menean honrosa de um
destacamento francez que est.aqu, e das embarca-
rnos do guerra Curaf, Fitriou.', I'ulorous e
l'iper.
a Tamhem fallarei com elogio do vapor turco
Sehefner, e da enrgica cooperario do vapor fran-
cez l'eloce* os quaes lodos concorreram para mallo-
grar o*.esfnreos do inimign. O destacamento fran-
cez leve 1 morios c 9 feridos, entrando ueste nume-
ro um ofiicial de marmita.
A perda dos Russos leve ler sido grande. Se-
gundo o oflicio das autoridades civisde Eupalora,
que mandaram enterrar os morios, subi o numero
deslesa.553. A sua arlitharia perdeu 300 cavalea-
duras. Levaram elles grande numero de morios, e
qnasi lodos us feridos. Fizemos 7 prisioneiros. Te-
nho a honra de ser, etc.O/ner.
(Imprenta e />.)
IHTERIOR.
Gregeuit; assim o rigue fuudeofi na enseada de
Breslno mesmo da em que Miguel aparlava-se pa-
ra vollar aldeia natal e sua propriedade. O Ma-
luiuo rindieren fcilmente a direcr,Ao que elle to-
mara, e segulu-o pasto s passo. Em lloare a chega-
d* do marinheiro, o encontr do aldeao e stij prisAo
eram o objeclo de todas as conversarles', assim bas-
tou ao M-itumo passar ahi para recolher as informa-
eOcs que lhe eram uecessarias. Soube de que era
accu*a' inleresse que Ploueven linha nesse negocio, e quan-
lo imporlava-lbe ser advertido a lempo. Seus passos
loraui regulados segundo essc rtTIWrTr***Illi.
Emqoanto Miguel esteve incommuoicvel, os
meios de informarAo reduziram-se a bem pouca cou-
ta j porem um segredo, por mais rigoroso que teja,
nAo o he para lodo*. Ot carcereirot e oulros agen-
tes subalternos sabem dia por dia e hora por hora o
estado de um processo, e a conducta dos jos. Foi
esse o peusamentu do Maluiuo, o qual, mediante
urna rixa (ravada com oulros mar,ujos e alguns mur-
ros trocados no caes, consegno ser encarceradoj O.
dinhcro he soberano para vencer os escrpulos e
soltar as linguas. O marinheiro prodigalisou-o e es-
labcleceu commuiucaces mysleriosas entre Miguel
e elle ; soube scus combales, suas irresoluccs, e a
lula que suslcntava, e que havia de terminar por
urna capitulado infallivel. TransmiUia (odas essas
partieiil.irid.nles ao commandanle do Crgeoit, o
qual eslava promplo para obrar no momento op-
porliuio.
De sua parle esse ofiicial rccolhera outras infor-
maroes. Sabia que urna das mais ligeiras corvetas
do porto de Bresl fura pesia disposico do minis-
tro da jusiica, e partira logo que os magistrado* lhe
dossem o aviso. Evidentemente semelhanle ordem
devia referr-se ao processo que se formava em se-
zredo. O commandanle do Crgeoit resolVeu regu-
lar seus movimenlos pelos da corveta.
Algirma semanas'passaram-se no meio dessas pre-
cance*. Toda a genle do Crgeoit eslava a bordo,
e apenas daaernbarcavam por algumas horas* os ma-
rinheiros de servieo. O convez achava-sc desemba-
raeado alim de que nada impedis*c a rapidez dos mo-
vimenlos ; a prnvi*ao dagna e de vveres eslava fei-
ta. Al o fim o hrigoe seria fiel a fortuna do capi-
tn, e lhe prestara os serviros que esle linha o di-
reilo de esperar dalle.
I ina larde o Maluiuo voltou para bordo mais a-
pretsado c mai* preoecupado que de ro9tumc.
Entilo'.' pergiiulou-lhe o cominaiidaute avis-
lando-o.
Tudo esl perdido, mcu ofiicial; dizem na pri-
sto que elle confessou completamente, lie lempo de
levar a noticia as Asatilhas.
Vepunn. piiineiraiiiente o que far a crvela,
marinheiro; cssa noticia pode ser falsa ; esperemos.
A noticia be mui certa, mes ollici.il; dous car-
ccrciros assim m'o asseveraram, e esta genle sabe
ludo.
O commandanle vigiou toda a note. A urna hora
da madrugada houve um ilumnenlo no porlo, e
duas chalupas abordaran) sucressivamenle a corveta :
era urna ordem urgente que chegava. Poucot min-
los depois ouvio-sc o astobiu que mandara levantar
a ancora. Nao havia duvida deque a informarAo do
Maluiuo era exada : as duas circumslancas coin-
cidan). '
Levanlem-se, amigos, exclamou o ofiicial do
Crgeoit, todiis ao convez.
A manobra foi execulada com rapidez e no mais
profundo silencio. No dia seguinte ao romper d'alva
dous navios dirigiram-se para o alto mar: a crvela
do estado e o hrigue cruzeiro, que pareca ir debai-
xo de sua prolecc.Ao.
XXIV
O detenlace.
Ploueven nAo te dignara delntervir pessoalmenle
no ullimo combale que_dava fatalidade. Tomara
precaurOes, dura ordensT procurara garantas contra
urna surpreza ; porm nao quizera levar a defeza
mais adiante. Lina especie de presentimenlo dizia-
lhe que sua hora era chegada. e que nada poderia
conjurada. Nos esforrns que lizera para prender Mi-
guel ou impedi-lo de prejudicar-lhe, empregara os
ltimos recursos, e saldr baldado: o resto perleucia
ao lempo. Via a espada suspensa, cnAo ten lava sub-
(rahir-se a ella. Sem duvida teria podido pedir hos-
prdagcn ao co estrangeiro, e gozar ahi impune-
mente de, seus milboes; porm preferio morrer em
seu poslo e fazendo rosto ao destino. Alm disto
talvez as cousas nAo se corromperan! quanlo elle
julgava. Muilas rircumstancas asscguravam-lhe a
impunidade, o lempo passado, a distancia, a ausen-
cia de provas, e reflectindo nisso tornava a esperar,
e lirava novot mol vos para uAo deixar seus domi-
nios, contente de nelles viver, o ti resignado a nelles
morrer.
Nunca linha gozado prazeresmais vivos, c por na-
da no mundo Ibes leria interrumpido voluntaria-
mente o curso. Eslava na -lloaran de um homem
deleitado por um souho, e nAo queria que lh'o per-
'irhassem. Tudo lhe sorria, com elle entrara alias-
tanra uessa rasa, c com a abaslanca a felicidade.
Era amado pelo bem que Diera, e pido quo prelcn-
dia fazer. Era um gozo para sua vaidade ver renas-
cer esse caslello, augmcularcm-se esses dominios,
alinharem-se esses parques, e ludo isso inopinada-
mcnle, o como se a mao de um feiticerro boafeste
aperado cssa iMtamorphose. o feiliceiro era o rti-
nheiro que elle prodigalisava e a aclividade que des-
envolva, de que era pago pelo* sorrisos des-as duas
imilhcres maravilhadas por esse espectculo.
nanlo as apprchenses serretas que o Bstalla-
vam, s se revelavam em um ponto, a impaciencia
que o animara. Desejava terminar lado em um dia,
as reparares, as compras e os adornos. Assim cuiu-
plelou no espaeo de alguns me/es o que oulros lo-
rian) frito em muilus anuos. Ouando prosegua net-
sa larea, pareca que toda a energa de sua alma ahi
eslava empresadu, e que ella tomava a seos olhos o
cararlcr de una expiaran.
lira ni-i ii li.i.i. que de cinia de seu lerraro contem-
plava e iiilrrrogava o mar sesundo scu custume, vio
despuntaren) no liorisoulc dous navio*, um maior c
oulro menor, que parecan) navegar de conserva e
obervarem-se mutuamente. O lempo era magnifico,
e apenas a brisa animava a superficie do Ocano ;
assim os dous navios adiantavam-se lentamente a-
judados de todas as volas. O menor leria levado van-
(agem, se nao livesse moderado a carreira; ma* pa-
reca nao querer perder de vista, uu nAo deixar o
BAHA.
Relalorio appraentado a' miraiM legislativa pro-
vincial pelo Xxm. presidente da provincia, na tei-
lao da abertura no dia 1 de marco.
Continuara...
Hntpilaldc Sazarelh.
Das informarnos que me foram minislradas pela'
mesa administrativa desle hospital consta que foram
receidos, no anno de 1834, 106 doontes, nao se po-
dendo eonherer qual o numero do fallecidos ; so-
mente sltese, que 16 passaram para o anuo rom-
promissal correle. Entretanto das mesmas infer-
maroes v so que desde o primciro de fevoreiro de
1832 prestaram-sc soccorro* a 1856 enfermos, dos
quaes sabiram curados 1,093, e falleceram 748, mor-
alidadc attrihuida ao eslado de adlanlamento das
molestias de una e*vclhiee de oulros.
A reccita durante o anno findo foi de 11,73593 II,
c a despez do ll,i.SHS|99, passando ao anno Tu-
luro o saldo de 246(632.
(I scu principal patrimonio Cantista em 21 predios
urbanos avaliados em 28,270(86. em 5 aplices da
divida publica no valor nominal de 5,000?, c em
alguns legados e escravos, dem da ordinaria que an-
imalmente volis.
Hospital de S. Pedro de Alcntara da villa da
Barra.
A receita desle hospital no anno decorrido d 1.
de julbo de 1853 ao ullimo de julho de 185* foi de
1,3389950 inclusive a ordinaria que lhe concedcsles
ea despeza de 1,3293090. Com IAo fracos recur-
sos presin soccorros a 79 enfermos indigentes.
O seu patrimonio consifle em duas pequeas casas,
em que esl fundado o hospital, doadas pelo capilAo
Joaquim Carlos de Magalhaes Neiva ; e em 1,0005,
quelhe concedesles, depositados a., juros na caixa
econmica desta capital.
Bem vedes que o eslado desle IAo mil eslabeleci-
menlo he sobremodo precario ; mas como em-aclos,
decaridade nunca falla protccrAo da Divina Provi-
dencia, he de esperar que o hospital de S. Pedro,
nico em, lodo o centro da provincia adquira de dia
em dia novas recursos, e so colloqne em posirAo de
prestar maiores serviros humandade soffredora.
At hoje deve elle vossos soccorros o ler vencido
s dilliculladcs que semprc se oppOem a todo o es-
labelecineiilo nascenlr.
("ellcgio dot orphnos de S. Joaquim.
Existen) ueste eslabelecimeulo 101 orphAus, al-
guns dos qnaes se acham promptos, sem que se Ibes
lenha dado conveniente destino. He e-la urna das
principaes dilllculdades com que lem lutado e ha de
lular o cstabclcrimcnto, e para removc-la insisto
nas ideas que cmilli no rotatorio de 1853.
A receita da casa do 1 de setemhro de 1853 31
de agosto de 1854 foi de 19.9L5S738 e a despeza,
6,3189665. O patrimonio, que em IS'.l era de
188,7739833, leha-M boje elevado a 2f(),l2i>l07,
prova de que nao tem fallado aquelle estabelecimen-
abrigodu rompanbeiro. Um era o Crgeoit, o ou-
lro urna corveta de guerra. Que signilicava essa v ia-
gein em commum? O Gregeoit eslava acoslumado a
defender-se a si mesmo, e nao necessilava de es-
colla. Ploueven nAo'sabia que pensarsse :.essa ap-
par5io inipnionon-o como urna ameara.
Sua perturbaran augmenlou quando vio o brigue
approximando-se da Ierra separar-se da corveta.
Ela fez vela para o sul afim de galibar a on-ra.la
de Poinle a Pitre ; o brigue pelo contrario dirigi-
se a oeste, e fundeou diaule da ilbola de Kaboua.i-
ne, seu ancoradouro predilecto, donde destacou urna
chalupa conduzida por excedentes remeiros.
He urna menagem de Irsleza, diste Ploueven
comsigo. Vamos-lhe ao encontr para que nada
transpire aqu.
Deixando o caslello, o capilo tomou o caminho
da praia, onde cnconlrou o Maluiuo, cuja plivsio-
nomia triste annunciou-lhe a senten^a.
EnlAo '.' perguulou-lhe Ploueven.
Ms noticias, mcu capilAo.
Eu o desconliava Trazes-me alguma caria ?
lieos nos livre de tal, senhor capilAo. Nenhu-
ma palavra escripia O papel he IAo traidor Tudo
vem aqui, acresecutuu balendo na fronte.
Enlao falla.
Foi Miguel quem fez o mal Fin velhaco !
E que fez elle '
Disse tudo jusiica.
Eram patarras Icniveis. urna sentenra de morle,
e todava Ploueven sustenlou o choque sem abalar-
se. Seo temblante nAo revclou nenhuma emorao.
El crvela ? lornou elle.
Traz ordem de prisAo para V. S.
Muilo bem disse Ploueven ; nada falla.
Sempre impassivel, elle rellcclio alguns segundos,
c depois pergunloii ao Maluiuo :
Tana um relogio ?
Ei-lo, senhor capilo.
Ploueven tirou lambem o relogio, c disse ao ma-
rinheiro moslraudo^lhc os ponleiros :
Ento rcgula-o pelo mcu.
O Maluiuo obedecen maeliinalmente e sem coni-
prchender. (l eapiUfo cumparou o dous relogio*
alim de ccrlilicar-se de sua exaelidao, e eontnuou :
Agora ouve-me. Volla n praia. embarra no
mesmo rstante scm le demorares no ujnupa de lia
Branca nem em qualquer oulra parle, entrega o re-
logio ao commandanle o tica junto dalle para ajuda-
lo. se for preciso.
Sim, seohar.
lo os toroorrosde oaridade publica poslo que ainda
insunicienles para receber o dcsenvolvimenlo que
reclamamos inleresse*da orphandade desvalida.
Collegio do SS. Coranto de Jetur.
Contem actualmente 10 orphos em urna casa so-
bre modo acaudada e ineommoda, em que foi fun-
dado o eslabelccimentn pelo seu bem-failor padre
F'rancisco tiomes de Souza.
No decurso dos dous anuos ullimos sal i rain l or-
ohAas para serem rinprcgadas no sorvico domestico
de familas honestas, una que foi entregue a mai 6
paja casarcm-se ; c cnlraram 8.
He urgente transferir o rollecio para oulro local
mais saudavel, c que olforeea as convenientes pro-
pure es para rummndn das infclizrs orphAas. Os re-
cursos porem da mesa adminislraliva nAo sAo bastan-
tes para ronsegui-lo, c lomhrava-irie de que esla as-
semblca poderia pedir a gerak a concessao de al-
gara proprio nacional, que nAo fosse necessario o
servieo publico, para patrimonio e morada das or-
phaa*.
A receila de 31 de julho de 1852 31 de onlubro
de 1851 foi de 10,1615186, ea despeza de 10,1499382,
reatando um saldo de I I80i. A principal verba de
receita he a ordinaria de 3,000.? com que soccorreis
a dila casa. O seu activo, inclusive dividas e di-
uheiro nos eslabclecimenlos, he de 35^8719355.
Itecolliimenln dos Perdcs.
O numero lolal das rccolliidas he de 59 a saber :
29 extraordinarias, 5 educandas e 25 numerarias.
Acerca do seu patrimonio ja vos"informei no relalo-
rio de 1853.
A receila do anno findo foi de 5,7679850. e i des-
peza de 6,3499080 rs.
fecolliimenlo dot humildes de S. Amaro.
Couccdendo a assemblca um soccorro annoal a esle
rccolhimenlo, houve de comprehcnde-lo na dispo-
sico geral que abriga as casas de caridade a presta-
ren) contaste sua receila e despeza. Enlendo po-
rem qne o recnlhimenlo dds humildes dever ser
ralo desla obrigar.lo, a nao querermos que elle de
futuro pese anda mais sobre os cofres provinciaes.
A sua receila foi oreada em 5,0395 rs-, inclusive
as mesadas das pensionistas, e a despeza em 7,300
Ts., haveudo assim um dficit de 2,261?, que foi pre-
enebido por esmolas e (rahalhosdas recoll'idas.

Hospital dt Lazaros.
A-parte do edificioqu serve de enfermara aos
humen* amcaea ruina, e nao podendo o rendimeiilo
do eslabelecimeulo fazer face a despeza de mais de
3,0005 rs., em que foram oreados os reparos, pedio
o administrador por emprcslmo ao governo e-sa
quanlia,para ser descontada annualmenieda ordina-
ria que recebe da provincia. Ainda nAo lomei re
sotarte alguma por pender de informaran da thesou-
raria provincial ; crcio porem qfte, a nAo querermos
fa/.er maior 'despeza, porque cmlim o hospital ha de
ser socrorrido pela provincia, dever-se-ha tratar
quanlo anles de acudi-lo.
A nova casa destinada morada do administrador,
capelln c mais empregadns levo de parar por falla
de Hielos ; conseguindo-se apenas eobri-la, c fazer"
llie alguma* divisies portas e jaoellas ; a enfer-
mara das^taVres foi ronce-riada, elevando-se
o p oilon* niv I de Indi) o edilirio. *
Existan) no principio do anno de 1854 qiiarenla e
dous doentes, entraran) no decurso do mesnio anuo
22, falleaeram (i, au*entaram-se 2, exislom Mi.
Niibuia'd fallecidos acaliou em coiisequcncia do
mal de S. Laaaro. mas do nutras enfermidades, sen-
t I de rdhysica pulmonar.
Ao servieo do hospiul esli 37 escravos, 3 dos
quaes invlidos, o 12 nienoraj fcHecerim o nas-
reram 3. Acham-sc maitau H^odo mesmu hos-
pital 28 Africanas li\res, incInsW'e 17 menores, len-
do-se emancipado 4, c I qoe foi entregue ao juizo
dos fcilos, e um que se ausenlou.
A sua renda nao passou de 10,9005071 rs., qoe
epm 3,0003 rs., voladus para adjulorio das obras a
elevou a 13,9005071 rs. A despeza subi a reis
14,8715157, apparecendo assim um dficit de reis
971998:), que se justifica com a caresta dos gneros
alimenticios.
Catcchese e cicilitaeSo dos Indiot.
O numero dos Indios aldedos he de 5,178. A re-
lacAo sob n. 7 moslra quaes as aldeias existentes ;
os IudiosTesidenlcs em cada urna dellas, com decla-
radlo dos que se po lem considerar civilisados, c dos
calechumenos, os missionanos que as dirigem, e as
Ierras oceupada*. Ao sul da provincia, e nas mal-
las, que dividem esta com a de Minas Geracs, exis-
lem algumas hordas que lem acomedido os habitan-
tes que mais prximos cstAo s mallas, especialmen-
te margara dos ros Ocquilinhonlia e Pardo, e na
villa do Prado. Para afugcnla-los fez o major Pe-
dernciras sabir urna expedieo composta dciOpes-
soas, que, dando sobre una aldeia ou ranchara, no
centro das maltas, os debandou ; lomando-lhes 6
enancas, que foram entregues ao juz de orpliAos,
cncnnlrando-se no dilo lugar espolada em um pos-
o capilo I ii mu a entrar no caslello sem ser perce-
bido. .Nos andares superiores havia um mirante,
donde a vista eslendia-sc sobre o mar, e de que o ca-
pilAo lizera observatorio e gabinete- de Irahalbo.
Nelle reunir sen-inslrunenlos e sua-armas de cm-
bale. F'oi para ahi que relirou-se, e onde durante
duas horas fez suas ultimas dispnsiroes e refleclio so-
bre o passado que ia expiar. Seu pcnsamciilo pa-
rou priineiramcute nos crimes produzidos nos por
outros que huliain-uu conduzido gradualmente ao
abvsmo, em cujo tundo se achara. Tirou de urna
rarleira um papel ntjslerioso. e dis*e comsigo lan-
cando-lht um olhar, no qual o odio reunia-se a
dor
Urna confissAo de sua culpa, de que serve ?
.Vio valia a pena dar lano proco a um pedaco de pa
pe. Eu vinsava-rae ; eis minha excuta : lavava
miulia injuria com o sangue. Oh se elles soubes-
sem Indo se souhessem quanlo padec quanlo be-
rile. que cmbales snflri Se snuhessein quantas
an.u-lias devorei anles de commeller essa accAo,
quantas noiles sem somno, quaulas horas de delirio
e de barritis visoes Todas as furias eslavam em
meu coraran, c fer Que resta-me agora para excu-
sa '.' Esle papel'!
Chegou-o a luz de urna busia que acahava de ac-
cender, e vio-o consumir-sc-llie nas mAus. Depois
acrescenlou :
Cin/a*!... Faiiam ainda alguns minutos para
eu nao ter mais necessidade de ser justificado nesle
mundo.
Foi o ullimo olhar que lancou sobre" a parle tene-
brosa de sua vida, e eaforeoa-ae dahi em diaule por
morrer com pensameutos mai* hrandos. Cuidou no
Crgeoit e em sewcompanheiros de armas, nos cru-
zeiro* qoe fizeram junios, nos cmbales que os ti-
nham assignalado. 'Achou justo deixar-lhes urna
lemhranea c urna despedida, e legoii-lbes expresa-
mcute o hrigue, e quanlo nelle linha. Cada mari-
heiro devia ter seu quinhAona forma das distribui-
roes ordinaria*.
Depois pensou em Mczelia e na mAi. Instiluio a
pinucir sua herdeira universal, e leve o cuidado de
faier um invcnlario de sua riqueza rom as parlo-1-
laridadcs neres-arias para facililara eobraiuja. Ex-
punha os motivos desse dom com nina seusibilidade
IAo natural que era.impo--i\el nao licar-se cnmino-
vido: era o afente de um homem que pedia perdSo
para sua generosidade como se roceiasse que fos*-
repellda. Ignorava-se depois delle a solidAo preser-
vara siillirientemenle as duas mullieres do* boatos
le a cabera de Antonio do.Carmo, que ha poucos
dias linha sido assassiuado pelos Indios. Creio que
alguns desles perderiam a vida nesse encontr, pos-
lo que a informarAo, que, obn've.nada sobre lal iran-
io adianle. Reprovo o emprezo de meios de forca;
ainda que, por delles lancarcm mAo.seja diflicil cri-
minar a bomens, que se veem nos deserto, expos-
tos sem defeza furia de um iunrgo astucioso,
brbaro c vingalivo.
Persuadido de que pela bran lur.i muilo se pode
conseguir, e recoiiliecendo que a ralee lese religiosa,
apezar de pequeos resultados, lem comludo sido' a
mais tilica/, nomeci dous novos misionarios, um
para o Rio Pardo, e oulro para a villa do Prado*
com o fim exclusivo de calechisar os ludios bravios,
e espero que algumas vanlagens se colham desla
medida.
A' proporran que se forem ahrindo novas com-
municacescom a provincia de Minas e povoando
as Ierras ainda deshabitadas, mais fcil ser o do-
meslica-los"? se he que cssa raja desgranada nao est
condemnada a e\linguir-sc ao contacto da rivilisa-
cao Nao se lem podido conseguir a viuda de no-
vos missionarios caplichiohos, nicos qoe se prcslam
a ardua e gloriosa larcfa de calechislas.
A mr parle das acluaes aldeias deven ser exme-
las por ser milla ou desnceessaria a acete '* direc-
loriajconservando-se apenas as de calechumenos, e
urna ou oulra que necessila de administrarlo parti-
cular, por causa das trras. NAo lie possivel, nem
til, que se conserven) os descendentes dos Indios
em urna perpetua tutela, que os manten em lasti-
moso eslado de inferioridade, em relacAo a outrot ci-
dados da mesma.condicte e edoeacao. Onde ha
villas fundadas convem que as (erras formem patri-
monio das cmaras.
Salubridade publica.
No correr do mez de fevereiro do anno findo rc-
appareceram alguns casos de febre amarella, e em
consequencia de irein em augmento. abrio-as> hos-
pital do Monl-Serral no 1." de mareo.. A pide-
mia cresceu de intcnsidade, atacando principalmen-
te os homens do mar_ recem-chegados. De abril a
maio lornou--e mais aterradora ; dejunho a julho
eomecou a declinar, al que completamente desap-
pareccu em onlubro.
O numero de doentes recolhidos ao hospital foi
de 325, dos quaes falleceram 129. e sahiram cura-
dos 196 como se deprehende do msppa sob n. 8,
em o qual vem expostas a-.causas a que se deve al-
Iribuir a mortalidad?, o Iralamento eropregado, e
nacionalidado dos enfermos.
Rcconhecendn a commissAo de hygjene publica
de cuja aclividade, zelo e serviros comprazo-roe
em dar aqui um solemne leslemanho ) que a falla
de polica medica no porlo, bordo dos navios, era
umo|das principaes causas da presciencia e aug-
mento da epidemia, propnz ao governo urna serie de
medidas, que correm mpretsas, c foram approva-
ii'. .tas quaes titou-*c a immediata vantagem de
diminuir a mortnlhlade ,> liospilal. paraonoVeraar
remellidos muitotjdos doentes ja moribundos.
Nomearam-se dous mdicos de conceiln para fa-
zeresn a risita diaria dn ancoradouro, prestando soc-
corros inmediatos aos alandal de epidemia, e rc-
mellendo-ospara o hospilal.onde recebiamlra.anren-
to a lequadn. Se nAo consegumos salvar ludas as
victimas, nAo le faltaran) os cuidados da medici-
na. O hospital acha-seem um pe, que lemmrrecido
elogios dos cnsules estrangeiro*. que o vjzilaram
por diversas vezes e inesperadamente.
Quando suppunhamos cxlncla a epidemia, reap-
pareceram no mez de Janeiro alguns casos na prisao
do arsenal de marinha, onde eslavam recolhidos va-
ros marinheiro* eslraiigcirnt. A commissAo de hy-
giene visitou a prisAo, que foi achada em estado le
aceio ; com ludo foram logo removidos os presos, a
prisAo convenicntcmentedesinfectada, e os doeulcs
recolliMos ao hospital. Os casos apparecidos al
o fim de fevereiro conslam do m,Tppa n. 9.
Havendo icceos de que o cholera morbut po-
xlesse vizilar-nos, delerminou o governo imperial a
observarte de cerlas medidas prevenlivas, qne fo-
ram postas em exccucAo ; mas, como nAo houvesse
local apropriado squarentenat para pastageiros, foi
escolhido o do pliarol, onde se fazem as obras ne- "
cessarias para commodo dos dilos pastageiros, sendo
indicada pela commissAo de hygiene, no exame a
que procedeu, a baha do Morro de S. Paulo para
quareiitena d'aquelles, e dos navios cujo bordo li-
vessem apparecido casos de cholera, (iracas Di-
vina Providencia desappareceu o receta, que ahalava
os nimos ainda os mais resoluto* ; cumpre porem
que nao licitemos de tomar aquellas medidas de
precaurAo, que a scicncia e a experiencia ensinam.
Urna d'cllas, ea mais provcilosa.he o aceio e lim-
peza da cidade, c das praias. .
lem sido esludado ccxaminadoestcassumplo pela
commissAo de lagiene, e por urna commisso da ca-
Eis o que espero de vosses, delle, de li. do c,e- que chegariam da Europa c do rumor que causara
A/aoif, de loda a IripolarAn, acresceulou Pl
oueveii
rom mais Iri.leza e solem'nidade. Daqui a ilu.is ho-
ras exactamente ; quando o pooteiro bouver chegado
all indicava-lhe um ponto do mostrador j arvrem
a baudeira prcla no maslro grande do brigue, e deem
una salva de vinte tiros.
Sim, senhor capilAo, sera obedecido, respon-
den o Maluiuo cnmprchcndcudo emlim. e dando
um suspiro profundo. Todos subirAo o* vergas, e
se nAo tiverem crep no luaco, lerAo lucio no co-
rarao.
Pos bem, vai,- disse Ploueven mais commovi-
do ; o lempo corre.
Emqosnio o marinheiro vollava para a chalupa,
nas Antilhas a ordem de sua priste. Para prever
ludorecordava a origem legitima de sua rique/1 ao
mente devida sua inlrrpidcz.ilc maneira que me-
mo condemnando o homem, nao podesta subsistir es-
crpulo para os bens de que dispunha. Tildo isso
era dilo cm um lom firme c sincero,como s acha-sc
no momento de morrer.
Deslava dar a esse fim repentino urna explicara,) mitio-ihe transformar o ajoupa em una ronstruc-
que podesse Iranquillisar a conscienria dessas miilhe-; {Ao menos frgil que ainda vise nos limites da en-
res, e nAo as lanrasse na pista do* mntivosque tinham- seada de Maricols. De sua parte Acleon conlinoou
nao leriam podido aceitar ; porem conbecia a Mcze-
lia e a m;l, e sabia que nao levan.un suas soppoti-
ces nem suas pesquizas alm do circulo em que as
restringa. Ao mismo lempo pedia-lhes com ins-
tancia que nAo o amaldiroassem e que lhe perdoas-
sem. Eram precaurOes subtis e engenhosas que o
menor incidente poda mallograr, e que elle. nAo lo--
inava com menos esperanza de que sorliriam bom
cfTeilo.
No meio desses preparativos ot minutos passavam-
se, e quando approximaram-se us ltimos, o lempo
pareca ler azas. Ploueven tomou seu melhor ocolo
e avislava o Crgeoit em toda a exlensao. Os ho-
mens subiam as vergas, os arlilhciros acbavam-se
em seus lugares, a bandeira prela eslava prestes a
ser aorada, e os ofliciaes na popa esperavam o a-
contecimento associando-se a elle pelo seu ar.
Adeot, bons e fiis companheiros, disse Ploue-
ven, e acresceulou tem ousar proferir nome nenhum:
Adeos lodos os quedeixo aqui. -
O ponlero locava a hora que elle mesmo desig-
nara, cuino tomando urna pistola de alcance, encos-
lou-a a fronie e disparan. Ouvio-se um eslrondo, e
alguns segundos depois nm Uro de cnido seguido
de outros vinle. Ao mesmo lempo a bandeira prela
edevara-se ao cume do maslro do l.regeoi-, e coroa-
va-o como um allrihulo de d.
Entretanto ouvndo o eslroudo, todos no caslello
ficaram sobresaltados, tem saberem que pensatsem
nem para onde se dirigitsero. O fumo designon o
mirante. Acleon subb l e achou Ploueven cabido
sobre urna poltrona, banhado em seo sangue e com
urna pistola aos ps. O negro senlio-sa desfallecer a
essc espectculo, e mal leve a forca de dar nm gri-
to. A noticia espalhou-se logo, eas tcnborat de An-
gremonl foram informadas da calattropbe.
A nllima esperanra de Ploueven, pela qual elle
morreudu tanto se inleressara, nAo foi engaada :
nenlium rumor secuto sua mortc, c o processo cri-
minal c-tlinguo-se por falla de culpados. Em conse-
quencia das confisics que lizera, abatido pelos re-
moraos, Miguel adueceu na priste e morreu algumas
semanas airtes do dia da audiencia. Assim'' nada
veto perturbar as senhoras de Angremoiu no gozo de
sai riqueza, e o emprego que dclla lizcram acabou
de piiiilicar-lhe c justificar-lhe a origem. Ainda bo-
je seu nome he abeocaado no norte da ilba e sua me-
moria venerada.
Que foi feito dos oulros pcrsnnagens que figura-
ran! nasta historia '.' Vamos diziMo em poucas pata-
rras. A estrella do Crgeoit einpailidrceu depois
da morle do capilo, elle foi aprisionado pelos In-
glezes, e a equipasen) passou uiuilos annos nat ga-
les. O Maluiuo den ahi ao disripulo tienes de phi-
losophia, c feila a paz, ambos foram pescar arenques.
Assim ter mi ii.im as grande/a* humanas | ,
Ouanto a lia Branca, o ouro dos corsarios per-
na produzido. Hozando de tanta felicidade como
poda justificar essa despedida sbita. Imaginou
pois urna fbula, na qual melteu quanta verosimi-
Ibaura pode, e que todava almas menos crdulas
a ser o negro mais importante da fazenda, e algiim
lempo depois da morle do capilAo ligou com um lar0
regular scus desliuos aos de Kodogone.
UM.
ILEGIVEl


miitii una
fe
-*** -



2*
DIARIO DE PERMMBUCO QUINTA FEIM..2 DE ABRIL DE 1855.
toara municipal, c em lodos os projeetoiagran-
da, a unir difliculdade he a despeja, jura occorrer
.\ qml rall.im-nos meio. Todava Iguma cousa se
deve cusaiar; e parece-me que seria prcferivel o
projecto, que habilitase a muucipalidade mandar
proceder a I un pea accio das ras por empregados
seu;. O alrlre* propoaios, c ns competeutts orca-
menlos scrvos-hlo prsenles.
A remoclo dos nlerramsntns do eenlro da ida-
do he oulii medida capilit; e por isso mrndei dar
impulsos obras do comilero, queja se arha em es-
la lo de ir rceebcndo cadveres.
Em diversos pontos da provincia appareceram
lainbem epidemias, com especialidadc nas villas de
Caravellas* Cantnmu' e Sumaren), onde algumas
vklimas foram arrebatadas por dyscnlerias de san-
ios, fcnmrdialamente nomeei mdicos, que, mu-
Aiio* de ambulancias, preslassem soccoito i pobre-
ta : assim lambem nas villas de Jacobina e Urub'
appareceram febres de mau canelar, que na prraci-
ra foram diagnosticadas como febre amanla
modificada, c na segunda como biliosa. Para urna
e oulra villa lomaram-se as mesmas providencias
eom igual proveito. Todas as mais anfermidades
ao paasaram das que silo rummmis ao nossu clima
e feralmente condecidas.
Vaccina.
(I mappa n. 1(1 moslra que durante o anno de
ls'il foram vaccinadosem 22 municipios da provin-
cia 4,036 indiriduus, os de ns. 11 completam as
ulornuroes relativas aos annos de IS".:i a 1854. Dos
municipios, que nao csUo mencionados, oun;lo vi-
ramos mappa ou nSo exisiem commissarios.
Para rcgularisar o servido da vaccina publiquei o
regulameuto dcCI de fevereiro ultimo, em virlude
da aulorisacao da rcsolucSo n. 482 de 28 do maio
de 1853, c creio que algum proveito se colber ob-
servando-sc as medidas conlidas no mesmo regu-
lameolo. Cingi-me quanto era possivel aos regula-
mentos geraes, sem sujeioao completa, porque na-
turalmente nao era essa a vossa inlcnclo, c devia-
tnos prever a bj pudiese de nos nao couvir os ms-
anos empregados escolbidos pela administrado geral
alm de que noresulamcnlo a. 464 se recommen-
daque os commissarios geraes sejam de preferen-
cia escolbidos de enlre os nomeadus pela provincia.
A crearlo de vacciuadores ambulantes, ou de do-
micilio, era de urgencia ; assim como a elevaoao das
gratificarnos dos commissarios das comarcas, afm
de sercm escolbidos bomens prolissionaes, e nao cu-
riosos, que nem ao menos sabem distinguir a ver-
dadeira vaccina da falsa. A despeza deve cresccr
lalvez a mais de 4:0005000, quantia por cerlo in-
significante, quando se lala de preservar os habi-
tantes da provincia de urna das mais terriveis enfer-
" miilades que affligem a humanidade.
Chegaram ao conbecimento do governo algomas
quexas de que a vaccina distribuida para o centro
da provincia havia desenvolvido a varila.
Ainda ltimamente o Dr. Abilio Cezar Borges,
coanmissario da villa da llarra, dava sua demisso,
porque, Icndo rerebido da capital urna porcAo de
pqs vaccinieo, o innoculara em 48 pessoas em todas
as quaes manifeslou-se varila, assim <*6mo em ou-
Iras nao vacri nadas, incumb desde logo o Conselho
de Salubridad? e Commisslo de Higiene de examina-
rern a vaccina de que se razia uzo. A commissilo por
m.is denm mez as-i.lio aos Irabalbos da vaceina-
rlo. fazcudo varias expermentares, e chegou con-
clasao de que era vaccinieo, e nlo varilico o hn-
mur existente na capital e qe porlanto outras
causas se dexera allribuir o que suceder na villa
da Barra e em outros pon los da provincia.
Os prejuizos contra a vaccina, que se iam pouco
a |iouco apagando, bao de rcapparecer com estes fac-
i*. Para renovacAo do humor vaccinieo rcquisilei
do nosso ministro em Londres algumas laminas, que
pntmptamcnte me fonirrt remettidas, c, para que
as remessas sejam mais regulares c em maior quan-
tidotc, puz i disposicao do dito ministro cinco libras
esterlinas, segundo elle indicara.
Exceptuando csses casos nao bem verificados de
varila, poucos outros .appareceram, c isto mesmo
em individuos nao vaccinados.
Iivtrnrro publica primaria e fecundara
O numero total das aula* do ensino primario adia-
se elevado a 171 para o sexo masculino, e W .ara u
feminino, alm de 3 cadeiras do escola Normal, e
duas aulas de pralica que I he eslo annexas.
Para o ensino secundario existen lyco com 16
cadeiras, e 17 outras avulsas em dilTereoles polos
da provincia.
Al aulas primarias de urr.e oulro sexo foram no
sao mximo frequentadas durante o anno findo por
'.1,229 alumnos, 7;%l do sexo masculino, e 1,268
do sexo feminino, que se dislribue pelas dilTercntes
comarcas da mancira seguinle :
Tolal.
2393
519
1305
895
721
203
(i I
. 504
329
45G
168
19i
332
187
208
361
140
Na Escola Normal malrirularam-sc 85 alumnos,
58 homens e 27 mulhcres ; c nas aulas de ensino
secundario 551 alumnos2ii nas do lyceu,c 307 nas
avulsas, o que eleva an total de 9,865 os que fre-
qucnlaram as aulas pagas pela provincia
Adcspeza com este ramo de servico he oreada em
140:9895756 rs, incluindo o seu pessoal e material.
A frequencia das aulas particulares, de que teve
conhecirnento a directora geral dos esludos, roi de
3.582 alumnos, 2697 meninas, e 885 meninas, nao
se podendo distinguir os que cursaram as aulas de
ensino primario dos que corsaram as do secundario;
.mas calculndole cm 2,500 aquelles, e em 1,082
esles, e, acrcscciilando-se 31 dos primeiros, e 225
dos segundos que frequcnlaram o pequeo semina-
rio de S. Vicente de Paulo, oremos 13,703 alum-
nos em toda a provincia, a saber: 11,760 para as es-
colas primarias, e 1858 para as secundarias, nao in-
cluindo os da escola Normal.
V-se, eomparaudo-se com o que expuz nos rela-
tnos passados, que a inslruceln progride sensivel-
menle, c allribuo esle resallado ao melhoramcnto
do pessoal do ensino, c maior fisealisaclo depois
da instituido da directora.
Resta, nos, porm, ainda muiloa fazer para allin-
girmos aquello grao de perrcijlo, a que devem ten-
der os nossos t-^forru..
Infelizmente osdous ltimos annos tem sido per-
didos, apezar das reiteradas instancias, que lenho
feilo para que tomis esle objecto em considerarlo.
He de esperar que mais desembaracados na presen-
to esto Ibe deis aquella altenriio de que elle be
digno. _,
Os pontos essenciae* sobre qne deve recabir um
exame reflectido, e precisam de reforma, acham-se
indicados nos relalorios, que lenho lido a' honra de
aprcsenlar-vos, e no do zeloso c digno director dos
esludos, e do seu antecessor ; escuso, pois, repelir as
mesmas ideas.
As alteracocs qne lem havido uo pessoal, as crea-
r/es de novas cadeiras, a extinclodc outras, e todos
os mnis esclarccimcnlns, de que poderdes precisar,
acha-los-beis no Iraballio imgortante do mesmo di-
rector.
A cadeira da colonia Leopoldina deve ser extnc-
la. Sendo para all nomeado um professor nao pode
encontrar nina casa para alujar e onde dsse nu'a,
nem be fcil reunir meninos que frcquenlem a es-
cola, porque as habitarnos siio derramadas por urna
grande exlenslo, e nao ha um s lugar em que baja
asglonicracio de pessoas. Os colonos ou fazendeiros
abastados nao- matiilam os filhos a escola publica, e
ns pobres nao (em mcio de transporte para b local
que fpssc escolhido ou designado para sede da esco-
la. Transfer por isso o professor pan a cadeira va-
ga da villa de Alagojnhas,aguardando vossa final de-
liberarlo.
No rotatorio do annop.i-ado li/ sentir a conve-
niencia de mandar-se a Portugal algum de nosso*
mais habis professoresesludar o novo mclhodo do
Sr. Castilho, e ditso-vos que esse methodo pareca-
me urna verdado provada. As experiencias fcilas
pelos professores Phlippc Jos Alberto e Antonio
Gentil nra pilonga lem correspondido, at cerlo
ponto, s promesas do autor ; mas a leilnra dos li-
vros nao he sufficienlc desneompanhada da pratica.
Meninos. Meninas.
Capital. 1774 578
Sanio Amaro. 539 31
Cachoeira. 1197 168
Nazarclh. 787 108
Valonea. 600 121
C.rmamu'. 196 7
libos. T .
Podo Seguro. 173 31
Caravellas. :ioo 29
Inhambupe. 425 33
Ibipiciiro'. 168 .
Monte Sonto. 19i
Jacobina. 294 38
Rio de Contas. 150 .37
.Urubn'. 208
Rio do S. Francisco. 288 73
Seolo-i. 126 li
Felizmente que o Sr. Castilho resolveu-se a vir ao
Brasil o pretende abrir na curte un curso do seu
syslema, trae durar de marco a maio. Aproveitan-
do-mc de lio favbravel occasiSo, nomeei o professor
Philippe Jos Alberto para esluda-lo, com o que (er-
se-ha de fazer a despeza de 800, quantia insignifi-
cante em rcl.icAn grandeza do fim ; como com a
Vossa approva^io a esle acto.
A necessidado da creacAo de alxuns empreados
que coadjuveni a dirertoiia em seus Irabalbos ha in-
conlcslavel, em faco do expediente avulladn seu
cargo. Sosofllcios c relalorios expedidos durante
o annochegaram a 1291, e os recebidos a 1965 ; ac-
crescenlsi o registro dos livros de correspondencia,
asscnlamenlo dos professores, da mobilia, distribui-
rlo o suarda de livros o rnmptndlos, ele., o reco-
nhecereis que he servido superior aos esfor^os de um
amanuense, cmcsquinliamenlc retribuido. Sem aug-
mento de despeza poder-sc-hia empresar na direclo-
riadous dos ad I idos a secretaria do governo, elevan-
do-se a gralificacAo do professor sobre qtiem tem
pesado o Irahalho, e deve como mais pralico o hbil
continuar a dirigi-lo.
Aprcsenlo-vos por fim os ruappas ns. 12, 13 14
da escola de medicina, do grande e pequano semi-
nario, para que ajuizeis do estado da iiislrucclo da
provincia em lodos os seus ramos.
Bibliotheca publica.
Dura ule o anno findo augmenlou-se a livraria da
I'..Minera com 1272 volumes, sendo 25 doados por
particulares, compondo-se porlanto a livraria ac-
tualmente de 13,783 volumes. A acqdisiQao de in-
teressantfs obras sobre agricullara, commcrcio, in-
dustria, arcbiteclura, poulcs e calcadas, e economa
poltica, ce. fez augmentar o numero das pessoas,
que frequenlaram o cstabelccimenlo na tolaldade
de 1,893,592 mais que no anno de 1853; e maior
ser ainda a frequencia, continuando-se a [acquisi-
cSo de obras modernas, especialmente relativas i
historia, jurisprudencia, philosophia, gcographia,
medicina, hygcne ele, das quaes sent falla a lli-
bliotbcca.
O numero das obras sabidas de nossas (> posra-
phias he insignificante, consistindo apenas em 5
obias ou antes folbetos.
Prosegue-se na classifica^ao c organisarlo dos ca-
tlogos, assim como nas encardcnacOes de brocharas,
c 'ub-tiiaie..o das encadcrnacOcs estragadas, para o
que appliquei o saldo da quanlia volada para com-
pra de novas obras.
O regulainento permillia o emprcslimode livros ;
reconheceu-se a inconveniencia disposirlo, e, por acto de 13 de outubro, deroguci os
arls. 31 e 32 do dito resulamenln.
O pessoal nao sollreu alterarjAo, coinecainlo em
Janeiro a correr o augmento de vencimentos, com
que fui alleudido na lei do ornamento vigente.
U edificio he acaudado, e mais se (ornar pro-
norcao que fur crescendo a livraria. Talvez que so-
bre o edificio da casa rifc Moda, que passou a ser
proprio proviucial, se possa levantar oulro com as
precisas acrommodacoes para transferir-se o eslabe-
lecimento. .Maudarei em lempo proceder a planta e
orcamcnlo par deliherardes afinal.
Gabinete de Hittoria Salural.
O gabinete de Historia Natural, a nao.scr habili-
tado com alguns meios^para a acquisirAo de novos
objeelos, e substituicao dos que se eslragam com o
andar do lempo, anles soja exllnclo para nAo servir
de documento nossa Ddiflerenra. Quando nAo
fosse montado no p, que a sriencia reclama, pelo
menos deveria ronler os objectus naluraes de nossa
provincia,*dc sorle que podesseser encontrado em
um ai ponto ludo quanto se observa espalhado em
diversos.
As acquisicoes no decurso do anno limitaram-se
4 caixas de insectos ; urna raixa doada pelo Dr.
Francisco Muniz Brrelo, em que se vem as me-
Ihamorplioses do bicho de seda, e uns ornatos de
indigenn, offerecidus pelo (cuente-coronel 1 rede-
rico Carneiro de Campos.
/Iluminaran publica.
Del i de abril em liante comecou a Iluminadlo
a ser administrada pela reparlicAo da polica, por
lor acabado o contrato com o cidadlo Jlo Adrin
Chaves.
l>o principio do anno al a expirarlo do conlralo
tintn so dispendido com ele ramo de servico a
quanlia de 12:6065506 : de enllo at o fim de de-
zembro 30:6015506, apparecendo um dficit sobre o
orcamento na importancia de 5839666, proveniente
da compra de vasilbame, reforma de lampeos c ou-
tras despezas necessarias ao estnhelecimento da nova
adminislraclo. O azeile estove sempre por preco
subido, nunca inferior i 25200 a caada, c ainda as-
sim a experiencia nao deixon de corresponder mi-
nha espectaliva, melborando-se o servico sem aug-
mento de despeza. Todavia, por maior que seja a
fiscalisacao he mpossivel, enligue como esta o ser-
vico a Africanos, por nloapnareccr gente livre, ob-
(er-se urna boa illominarao.
A aulorisacao que concede-te; para ser substra-
da pela lluiiiinacAo a gaz, tornou-se de algnma for-
ma inexequivel,porque fixasles o mximo de 60:0005
que o governo nAo poderia exceder. Ora, o mais
supcrfical'exame da materia bastar para conven,
cer-vos rie que com 60:0OO.5he impossivcl costear a
illuminacAo desla cidade com o numero de 1,200
lampeoes, que deve de necessidade augmentar.
A despeza ha de ser calculada pela quantia de gaz
que se consumir ; o que podis fixar he o seu prec,o
por cada hora. Na corle regula a 27 rs. por hora ca-
da lamplo, c estou que se obleram mais vanlajosas
condices, e conseguiramos brevemente um melho-
ramcnto lio essencial urna grande cidade como a
nossa, se nAo fosse o obstculo cima ponderado.
Anda nAo foico;jprida a disposicao do S 5, arl. 1
da lei ii. 512 para augmento da illuminajAo nesta
capital e na cidade da Cachoeira,e comee c'a de Va-
lenca c S. Fclix, despeza que lenho por desneces-
saria, ti ao menos pouco provelosa, nas villas de
fra. Entretanto as vossas vistas serao brevemente
salisfcilas.
Renda geral, commercio de importafao, exporta-
cao e naeegariio,
A arrecadaro da renda geral da provincia no an-
no fiuanreiro do I. de julho de 1853 ao ultimo de
junhode I85i, importou em rs. 4,502:3175(10, sem
comprehender n receila dos depsitos na quanlia de
61:4775383, devendo ainda cncerrar-se a arrecada-
c;ao no ultimo de marjo. Unida a arrecadaro pro-
vincial ser o total de urna c outra renda ris
5,561:9339456.
Comparada a arrecadaro desle com a dos dons
annos anteriores, v-se que houve um decrescimen-
lo na imporianca de 7ll:475->i57 em relajao ao
I." e de 059:5825346 em rclarao ao 2., decresci-
menlo que rocahip quasi exclusivamente sobre a im-
portarlo c exporlaco.
O quadro numero 15 moslra por seas diversos fi-
llos qual fosse a receila do dilo auno comparada
com a dos dous annos anteriores, o o quadro nume-
ro 16 Iraz a rrrosma comparadlo do semestre de ju-
lho a dezembro do anno financeiro crrenle com
iguaes periodos dos dous anleccdenles, nolando-se
ainda tendencia diminuicAo. Esle resultado he al-
(ribuido pelo digno inspeclor da fazeuda ao excesso
de importarlo dos 3 annos anteriores, observando
elle que em perodos de 3 annos a renda aprsenla
constantemente cssa oscillac,ao, como se pode ver do
quadro sol numero 17, que he o demonslralivo da
arrecadarAo nos 9 anuos transados, nao se dando
igual dii'.iunicao nos impnslos do interior, em que
.lo contrario houve augmento.
Oulras cansas, que nlo o excesso de imporlarao
em cortos annos, bem como e pnpcipalmenle a mes-
ma produccao dos gneros agrcolas, em que consis-
te a nossa axportacAo, necessarinmente hlo de con-
Iribuir para essa diminuirn nos direilos de impor-
taran. Ora, he sabido que a safra do asnear fo das
menores em o anno passado, posto que a de signos
outros producios, que nlo liguram em lio grande es-
rala nos valores exportados, augmenlasse, c que nao
se note proaresso nos melhodos de cultura, nem iles-
*nvolvjiiienlo de Irahalho. '
Veris pelos mappas nmeros 18 e 9 qual fo a
safra do assucar, algodao, caf, agurdenle e (aba-
co, rccolhida s diversas casas de arrecadac,dO nos
annos do 1851 a 1,2, 52 a 53, 53 a 51, a conlar
de 30 de eelemhro ao 1. de oulubro c nos 3 mezes
do rorrente comparados com guacs periodos dos an-
nos antecedentes, mencionando-se o que pertence
s provincias de Sergipe c Alagoas, com quera le-
mas maiores relaeoes commerciaes. Ohservarei que
a prodcelo do assucar no crrenle promelle exce-
der em mais do duplo a do anno prximamente findo
em 30 de seiembro. Os valores dos gneros de nos-
sa induslria exportados no ultimo anno foram cal-
culados em rs. 10,431:101-5625, romprehendidos os
da Alagoas e Sergipo despachados pelo consulado
desla provincia : os que mais avultam sao o assu-
car em res 6,207:1459490 ; o tabico em reis
,,757:0655158 ; agurdente em rs. 432:3285710 ; o
caf em res 493:2969118; os diamantes em ris
581:1009000, dando-se neste produelo a diminui-
rlo de pcrlo do 700 ronlos ; c- madeiras em ruis
218:7035663. Podcres comparar detalhadamentc
esses valores com osdos 2 annos anteriores, laucan-
do as vistas para o quadro numero 20 ; assim Como
para o de numero 21 que demonstra quaes ns gene-
ros, que foram despachados no primeiro scmeslre
de 1851 a 1855.
Do quadro numero 22 conhecereis que no anno
findo o valor da exporlaco para paizes eslrangeiros
folde 10,i3l:10i9625, como vos disse, e para den-
ro do Imperio de 1,393:5129126.
Os valores imporlados (em anda soffrido maior
diminuirlo ; os do ultimo anno foram calculados cm
I2,92I:7!I3.*085, leudo sido osdos dous annos ante-
riores cm 11,584:1169691 e em 14,856:0509611.
orno moslra o quadro numero 23, arompanhado do
de numero 21, em que se ralculam'ns dilos valores
cm proporclo das arreradacocs nos primeiros semes-
tres dos 3 annos fiianceiros de 1852 a 1853, 1853 a
1851, 1851 a.1855.
O quadro numero 25 hsbilila-vos a julgar do pro-
gresso de nossa importarlo desde o anno de 1844 a
1851, vendo qual a lolalidade dos navios de longo
curso, que aporlararr. ao nosso porto duranle esse
periodo, os valores dos gneros despachados para
consumo e os direilos que pagaram em cada um dos
referidos annos.
Alm dos dados que pederis colher dosobrcdi-
(o quadro, quanto navesaclo de longo curso, apre-
sea(o-vos .w de ns. 26 e27, dos qnar-s v-se qual o
numero dos navio entrados durante o anno do 1.
de julho de 1853 ao ultimo de junho de 1851 e do 1.
semestre do anno corrente comparadas as respecti-
vas totalidades com isuaes perodos dos 2 annos
transados, declarando-se a nacionalidade dos navios,
(onelazem, 'se as entradas foram regulares, em las-
tro ou por franqua. N' dito anno de 1853 a 1854
as entradas de portos eslrangeiros foram do 391 cm-
barcacoesconi'120,200 toneladas, a saber: com car-
regamcnlos para esle podo 233 com 71,497 tonela-
das, ero laslro 98 com 26,243, poi franqua 60, des-
las .50 com carga o 10 em laslro, todas oreando em
22,460 toneladas. Na classe das entradas regulares
incluem-seasembarcaces, q0e, tendo de fazer con-
certos, descarregaram c tornaran] a rarregar, as
quaes miaran cm 6 a 7 e 21 vapores com 19,611
toneladas.
Compre para maior csclarccmonlo addicionar
aqu o movimento da navegarao de eahnta'sem. Es-
la pode sor classificada : 1." enlre os portos da pro-
vincia, 2.a entre os desla e das outras provincias do
imperio com carregamento de seeros nacionaes,
3.a enlre os mesmos portos, mas com seeros es-
lrangeiros ja despachados para consumo. '
O numero das embarcaees da 1." classe foi de
1282 em 1851, do 1374 em 1853, de 1428 em 1852.
Todas com carregamento de gneros de produccao
da provincia.
O numero da 2. classe fo de 298 em 1855, de
516 e.n 1853, de 334 cm 1852.
Finalmente quanto a 3." classe vicram com carrer
gamentos :em 1854 130 com 29,405 toneladas,
em 1853 140 com 27,216 toneladas, em 1852
109 com 22,598 toneladas, em cojo numero eslao
incluidos os vapores.
Para melhor ajuizar-se das entradas c sabidas por
cabolaaem, junto sol n. 28 e 29 os mappas relati-
vos aos 3 annos passados o do somcslrc findo cm de-
zembro, segundo os dados ministrados pela mesa do
consulado. Melles ver-e-ha que as entradas em
1853 a 1854 foram de 812 embarcarnos cum 98,750
toneladas c 7,W5 homens de equipagem ; as sabidas
de 804 com 87,036 toneladas e 7,090 homens de
equipagem, apparecendo urna diminuirn em com-
paradlo com os dous anuos anteriores. No semestre
as entradas lem sido de 310 embarcares com 36,254
toneladas e 2,906 homens de equipagem e as sabidas
295 com 36,912 toneladas c 3,029 homens de equi-
pagem.
Junio por ultimo sol n. 30 o quadro demonslra-
livo dos mposlos anteriores no municipio da capi-
tal dos dous annos de 1852 a 1854 e do 1." semestre
Je 1854 a 18t>, em que se ola um augmento de
renda, posto que lento, comprehendendo o mesmo
quadro alguns dados eslalislics sobre o numero de
casas de negocio existentes, escravos matriculados,
barcos, corporares deinlo-moda e africanos livres,
ludo regulado pelo lanramcnto, que est muilo dis-
lanle da verdade, pelo que respcila aos escravos e
Africanos livae*.
listabetccimenlo* de crdito e companhias de se-
guros.
Jalgo que ser ull o continuardes a ler conbeci-
mento do estado dos estabelecimentos de crdito da
provincia, e bem assim das companhias de seguro.
O fundo dos primeiros, segundo os seus ltimos
balancos, he o seguinle :
Banco commercial......2.000:0005000
Caixa econmica*......2,000:0005000
Qiixa commercial......2,200:0009000
Socedade commercio. .... 2,850:0009000
Caixa de economas......1,298:0009000
Caixa de reserva mercantil. 1,219:0009000
gens somanaes, aos dons segundos urna c duasmen-
salmcntc ao ultimo. As viagens para Valenca fo-
ram interrompida pordesarranjo do vapor, e a com-
panha paga por essa filia a mulla do contrato. O
sen estado nao he prospero, apezar da prestadlo de
30:000g rs. qne llic pasa a provincia, nins allribuo
isso a nao ler (ido urna dlrecrlo expedente.
Actualmente pnssue i companhia quatro vapores,
dous dos quaes actliot- c em concedo ; e bem assim
um eslabeiccimenlo en Ilapagipc, onde se empre-
gam para mais de 30 operario* de todas s oflicmas.
\ segunda faz por em quanto urna viagem mcnsal
aos portos de Cimum, libos, Canavieiras, Porto
Seguro,c Caravellas aosul da provincia, Ro Real,
Sergpe, Cnliniiaiba, renedo e Macei/ao norte.
Eirprea tros vapores Ja capacidade e faireja desig-
nadas nos contralos feral c provincial. Vence o
subsidio de 60:0005 rs. pelo cofre geral. 40:0009 rs-
pelo desla provincia, 1:OO9rs. pelo de Sergipo o
8:0009 pelo das Alagoas.
Comecou a navegara cm principios de julho d
anno passado, e lem ctnlinuado regularmente. As
vanlagens desla empreza sin incalculaves para esta
c para as provincias lintilrophcs; o movimciilocom-*
inercial vai em augmento, c s em passageiros de to-
das as classes lem regulado em 1372 na liaba do nor-
te e 563 na do sul.
O contrato primitivo foi revisto e harmonisado com
o geral, conforme delcrmmasles no S 17arl. 2 da
lei do orcamento.
11,767:0009000
O banco commercial lem alem do sen fondo orna
emssAo ds 1,000:0009000, cerca de 1.700:0009000
a jro de 5 por cenlo e um deposito em conta cor-
rele nuru-a menor de 600:0009.
Existem duas companhias de seguros marilimos
Lealdade e Bom Concedi, cada urna com o ca-
pital de 400:0909000, tendo em cofre 5 por cenlo
do capital, c urna oulra de seguros contra fosoIn-
lecesse Publicocom o capital de 2,000:0009000,
que ja he rcsponsavel por 1,200:0009000, e. lem cm
cofre 5 por cenlo. Solicita approvarAo do soverno,
dependendo esta Je cedas modificarnos nos estatu-
ios : urna 3.a companhia de seguros marilimos__
Providencia, e estabelecer-se-ha com fundo igual
s duas prime-iras.
Eslatistica.
Habladas lem sido todas as diligencias emprega-
das para conseguir-se urna eslatistica da populacho
da provinci? ; parece que tudoseoppoe a que se ob-
lenlia esse dado lio indispeifsavcl ao legislador ;
prejuizos, lemor, inleresses, negligencia, ludo se
combina para que vivamos ncsSa prejudicial igno-
rancia. '
A regularmo-nos pelo numero de freguezias, que
temos (137), seis cidades e 57 villas, pelos guardas
nacionaes qualificados (99,1.59), assim como pelo nu-
mero de volantes, dando s- descont exagerarlo
de algumas freguezias, a provincia nlo pode conter
menos de 900,000 a um milho de habitantes livres
". escravos. Se qutennos proceder a um censo exac-
to da popularlo, faz-so mislcr que votis urna
quantia para esse fim ; nlo haveria despeza que mais
bem cmprega.la fosse. A' urna das secces da se-
cretara da presidencia seria incumbido o Irahalho
de receber e collgir os domnenlos, que fossem
transmitidos pelos commissarios nomeados nas df-
ferentes paroebias sob a direccao e fiscalisacao dos
juizes muncipaes.
Tenlei conbeccr ao menos a popularlo de nossa
capital, onde lp fcil seram os arrolamenlos ; en-
Irelanlo, pelos que recch, a popularlo dclla nao
excedera a 56,000 habitantes !
Ora, que scmelhantrs dados sin inlcramcnlc fal-
sos demonstra o numero de casas rnmprehcndidas
na demarcarlo, da decima urbana.
Do mappa n. 31, cuja exactidao garanlo, \-se
que eslo inscriptos nos arrolamenlos da decima,
slo he, enlra llapagipe c Barra 8,311 rasas, a sabor :
73 de q lalro andares, 225 de tres, 559 de doiis,
1.460 de um e 5,992 terreas, comprehendendo-se
as que lem sollos, assim como naqucllas as que lem
sobre-lojas, lojas com moradores.
Ora, quem sabe da mullidao, que se pinta na
maior parle das casas, e do grande numero de pes-
soas de que so cnmpoe as familias nesla cidade, nao
dir que evagoro. dando a cada nina casa 15 habi-
tantes c por consesuiitc I2 a 125 mil cidade ; e
esle he a numero que pessoas mais pralicas e enten-
didas Ihc do ilo muilo lempo.
Do mesmo mappa veris anda o numero de edifi-
cios e estabelecimentos pblicos, igrejas, casas de
inslracc,!o, fabrica, alucinas, hijas Ce vveres,
de lateadas, depsitos de gneros, etc., que ha na-
cidade.
Savegacao a vapor,
Duas companhias de mu osarlo a vapor subsidia-
das possue a provincia : a companhia Bombn ea
companhia Santa-Cruz. A primelra navega enlre o
porto desla cidade e os de Sanio Amaro, S. Francis-
co, Cachoeira, Mnagogipe, Nazareth, Jagaaripe e
Valenca. Aos quatro primeiros portos faz duas vla-
Sacegarao do Gequitinhonha.
Quanto a navegacaodo Gequiliihonha, refiro-me
a cxposiclo do major Pedarneiras encarrcg.ido de
mclhora-la : o mappa que acompanha a mesma ex-
posicao d conta do movimento da dita navegaran c
commercio com a provincia de Minas no anno.
lindo.
Sentc-sc cada vez mais a conveniencia de ensaiar-
se a navcgarlo vapor nas aguas d'aquclle rio, na
parte em que a pode offerecer sem obstculos: c so-
bre este poni j vos dei a minba opinilo.
O canal Puassii, que foi aberlo para communira-
clo de Canavieiras a Belmonte, onde desasua o (Je-
quillnhonha, nao se presta navegarlo franca lodo
o anno, o que diflinilta o commercio do ro, que (em
de demandar Canavieiras para seguir ao porto desla
cidade. ,
So os vapores deixarcm de locar cm Canavierasi
como he de prever pela ruindad" da barra, anda mais
reduzidas licaram as vanlagens da navegaro do (je-
quilinhoiiha ; mas lalvez quee<(c inconvenienle pos-
sa ser remediado, abrindo-so urna estrada, que de
(iequilinhonha v ter ao ponto de Santa Cruz, o qual
oITcrece livre accesso a grandes embarcacoes.
Nategacao e trafego dos portos e ros.
O numero das ombarcacocs e dos individuos em-
preaadus no trafego dos parios, ros navegaveis e na
pesra nas cinco eslaroes da rapifal. Sanio Amaro,
Cachoeira, Nazareth e Ilaparica, nicas que lem lido
algnma organsaclu, consta do mappa n. 32, que,
comparado com o do relalorio do anno passado, apr-
senla um augmento, que se deve allribuir nao ao
progresso da navesacio interior, mas a maior exac-
tidao nas matriculas |e inscripran martima. A ex-
len-.io do nosso litloral, a mulliplicidade de nossos
pedos, a abundancia da pesca e o desenvolvimento
que vao tendo algumas povoaees ao sul da provin-
cia, oflerecem vanlajoso emprego 4, popularlo, que
reside por essas praseos, e fazem cora que elevamos
ser considerados com urna provincia essencialmente
martima.
S nas cinco estacos cima referidas, compre-
hendidas no circuito da nossa extensa baha, ha li-
mpios 5,713 individuos da vida do mar (devendo-se
calcular em maii de 1,000 os que deixaram de ins-
crevor-se), sendo livres 3,969 e escravos 1,744. Ora,
incluindo a popularlo aosul e ao norte empregada
na vida do mar, nao tiraremos alem da verdade,
avaliando-a em 12,000 individuos.
A pesca pode offerecer um lucrativo emprego, se
for, como convem. protegida e animada ; mas por
em quanto apenas a villa de Porto Seguro e oulras
do sul exploram a pesca de garepa) era pequea es"
cala e a de Caravellas e esla cidade a de baleias, em
que acbam-se empregadas 161 embarcacoes denomi-
nadas baleeiras.
O molboramento de nossos portos o rios necessila
de alinelo e prompto remedio, que al boje tem s-
do quasi neiilium: moilos devein ser balizados, dan-
do-se regolarmcnlos para sua pralicagem; oulrus es-
cavados, principalmente alguns em que tocam os
vapores da companhia Sania Cruz.
Emo anno passado mundou-sc levantar urna ala-
laia no por lo le Canavieiras, e deu-se um regula-
mcnlo provisorio para a pralicagem da barra, e ba-
lsou-se a barra do pequeo podo de Saula Cruz na
Iba de Ilaparica para facilitar a entrada das lanchas
que para all navegam.
Foram esles os nicos mclhoramenlos, que se po-
de emprchender com os poucos meios de que dispe
a capitana do Porlo, j cxslinJo boias ou bolizos
nos baixosala I'molla, Gamboa e Barra Falsa.
Urna das maiores necessidades nlo s para a nos-
sa navesaeao de cabolagem, como lambem para a de
longo ciir-o^nai ional c rslrauseira he a conslrurrlo
de um pharol de priraeira tlasse nas ilhas dosAbro-
Ihos. Com o eslabeiccimenlo do pharol do Morro
de S. Paulo, que esli a concluir-se, conviria remo-
ver-se o de Santo Antonio da Barra para o monle do
Conseibo no Ilapoamsinbo, u qual servira de guia
s embarcacoes, que demandassem o nosso podo pe-
lo lado do norte, subsliluindo-se o actual por oulro
de luz Uva, que iudicasse a eulrada da barra. '
Erna barca de escavar io que se empregue na lim-
peza dos ros navegaveis, que derraraam-se na ba-
ha, he oulra necessidade urgente. O Sergi ou Scrc-
gipe, que serve i navesaeao da cidade de* Sanio Ama-
ro ; o Paraguass da Cachoeira ; e o Jaguaripe pa-
ra a de Nazarclh reclaman! cle beneficio. Mandoi
proceder exame no rio Sergi, e acba-se prompto
esle Irahalho, leudo sido remedido copia a cmara
municipal para uos alnhamentos.que der margem
do dilo ro, observar as indicaces do eogenheiro,
por isso que ama das causas de ler-sc ddicultado
all a navegaro he a usurpaco de suas margen* e
leilo.
I'harol do morro de S. Paulo.
. Acha-se completo o assenlamento do machinismo
e con el us Ao das obras, fallando apenas o reboco da
torre, pintura c casa para os empregados. Poderia
pois o pharol funecionar desde j, se nao fosse in-
dispensavel dar-sc um praso para que os navegantes
tenham conbecimento da sua existencia.
Designei por isso o da 3 de maio para o 1 em
que deve elle accender-se. Ser sem duvida o me-
lhor da Costado BrSTul, e creio que o 1 que possui-
mos do syslema de Fremell. Terno espaco de um
minuto lu clara por [15 segundos, seRBlda^Iertm
cclypse de 45, podendo ser avistado a 24 mlhas de
dislancia.
A torre sobre, que esl assenlado lem 80 ps iri-
glezcs da \aramia sobre a monlanba e 276 sobre o
nivel do mar, e sua posicSo he na l.al. S. 13 21'
40", Long. O Grw-38. 54' 48".
Commissilo do mclhoramenlo do fabrico do assu-
car, estado desla lacoura e exportacao de es-
cracoi.
Esto snjeilas ao exame da llicsooraria provincial
as contas da despoza feila eom a compra de instru-
mentos aggrarios e do novo apparelho de fabricar
assucar e logo que eslejam 'concluidas scr-vos-ho
prsenles: mas a despeza esl ja verificada na m-
podancia de 71:7919632, sendo |5:i:!'.)5848 Com o
apparelho, 4:9155656 com a compra de anmaos,
12:5919113 com instrumentos agrarios c 9:1363638
com o pessoal da commsslo. A 2 parta do relalo-
rio do coronel Carson ainda nao me fo presente ; e
vai ser impresso o irahalho do oulro membro da
commsslo Joaquim Antonio Moitinbo Flho, a quem
eu havia nomeado para o fim indicado no mcu rea-
torio passado.
A presidencia poz a concurso a acqnisicao do ap-
parelho, e apenas comparecern! 2proprielarios,quc
se propozeram a rcccbe-lo mediante aa condirros
constantes do acto, que vai junto a osle relalorio,
sendo preferido fjclas razes ah cxposlas o conse-
Ihciro Francisco (ioncalvcs Martin, que assignou
lellras, obrgaiido-se ao pasamento de 44(4399848,
importancia tolal do mesmo, incluidas as despezas
do transporte e desembarque. Se o resultado das
experiencias corresponder ao que se suppe, ainda
assim nlo ser fcil aos noisos agricultores da can-
na oblcr machinas por lio alio preco ; mas alsuns
poderlo estabelceer-se como fabricantes, que be o
que ha do vir a succeder, quando a falla de braros
lornar-se mais scnsivcl.
Esle mal nlo dista muilo, a continuar a emigraco
de escravos para os portos do sul, tem que sejam
por qualqucr forma substituidos oo Impedido esse
commercio brbaro, que rcprodui os horrores doan-
ligo ira reg da Cosa d'Alrica, empobrecendo a pro-
vincia. O imposto de IOO5OOO na exportacao n3o
he suflicicnle para eminui-la. Duranle o anno lin-
do sahiram.l8:5escra\s: a saber581 lirados da
lavoura, 836 da cidade e sou termo, villas e povoa-
ees a 416 sem declararlo da procedencia. S para
o Rio foram despachados 1692. Dentro em mui puu-
cos anuos onde a nossa lavoura achara suppriincnlo
aos bracos, que Ihe lallarem He misler nlo olhar-
mos descuidados pare o fulum, e que nlo entregue-
mos aos nosso* vindouros empobrecida e alrazada a
Ierra, que nossos maiores deixaram-nos rica c nas
vas de um progresso residir.
Exforcei-me para apresenlar-vos umti eslatistica
da importancia da cultura da canna, e fui-mc im-
possivcl nbler lodos os esclarccimeulos desojareis.
Posso i'orm npproximadamcnle di/.er-vos que o nu-
mero de ongenbos em toda a provincia sobe a 1651,
incluidas as chamadasengenbocas, que fabricara ra-
padura c agurdenle, apenas suflcienles ao consu-
mo interno dos lujares, cm que eslo situados. Ues-
les engenhos 253 Irabalbam com agoa, 114 vapor,
a 1,274 com animaos bois c cavados.' Os bracos
cflectvamenlo empregados regulara de 18 a .50 rail ,
sendo pedo de 50 mil escravos e o restante livres:
animaos einpresados 11 mil bois mais ou menos) e
17 18 mil cavallos.
Produzera unsannos por oulros 4 milhcs de ar-
robas de assucar, 200 a 300 mil arrobas de rapadu-
e 5.000,000 de caadas de mel. Se nao ha cxacli-
dflo, como fcilmente se percebem nesles dados, nao
ser porque sejam exagerados, mas anles por esta-
rca a quem da yerdade.
Para conscgni-los, dirigi-me particularmente as
pessoas, que me parecern! mais habilitadas nas di-
versas frcsuo/.ias da prov ncia, nlo me sendo possi-
vel vencer a repugnancia de muilos para ministra-
ren! iirormaces, ou porque receassem algum tri-
buto, ou por nlo quererem dar a conbeccr o seu es-
tado de fortuna.
(Continuar-fe-ha.)
MINAS GERAES.
O diamante monstro, ou a estrella do sul.
Por enlre os municipios do Patrocinio c Paracalu,
e scrviiidn-lhes de divisa, corre de lesleaoesleo
rio Paranahyba, que da barra do ro de S. Marcos
em diante separa a nossa das provincias deGoyaz
e Mallo Grosso, c vai juntar suas aguas com as do
Rio Grande pouco abaixn da capeflinha de Sanla-
Anna da Paranahyba. Algumas leguas cima da bar-
ra do Itio das Velhas, e pela margem esquerda, cn-
Ira-lhc o rio Bagagcm, que pela nomeiada que lem
modernamente adquirido parereeslar-se viugaiidocm
pouco lempo do esquecimento em que viveu por
moilos seclos.
Nasce em chapadnos de campias lavadas, procura
o Paranahyha ao norte, e na sua carreira rpida, e
rauilasvezes precipitada de 15 a 16 leguas, despe-
nlia-se por 11111 valle profundo, deixando para ambas
as margen* vastas e fcrlilis-imas malas. Leva grosso
volme d'aguas, que seriara navegaveis por canoas
se o permitlira a violencia do corso c as cachoeiras
que lem.
O de-eobrimenlo de preciosos brilhanles nessas pa-
ragens havia em 1850 estimulado a aclividade de nos.
sos painel is, que o Sr. senador Verguero lio acerta-
damente chama einprehcndedores. Numerosas ca-
ravanas de mineiros abalaran ele pontos diversos e
ao mesmo lempo para a Bagagem, e por isso nao
admira que em 1852, nas estrellas planicies que la-
deiam o rio, ja eslivessem construidas muilas.mo-
radas, nao elegani.es, nao commodas sequer, mas co-
mo enllo era possivel. Teclo cobedo de palmas dc
baguassu, por pared* uns paos a pique, c em vez de
porta oulros paos rolicos de tirar c por, e a essa porla
chamava-se de parafmo. Eis a casa do induslrioso
mineiro beira da Bagigem.
Hojo nlo he assim. L est o medico, oadvogado,
o negociante, o sacerdote, a botica, a igreja, a casa
coramoda, alguns bous sobrados, a farlura de vive-
res, a familia honesta, a Mintira discreta, eal quem
o diria) o divertido baile, de que se nlo pode esque-
cer, como esse que em julho tiveram a bondade de
offereccr-me us meas anligos e particulares amigos
os Srs. Bot?lho>.
Na povoacAo ,l chamam-se commercios) do Jlo
Bernardo urna legua abaixo da Cachoeira Rica, el
n'umn casa moda do lempo, viva em 1852 um po-
bre homem. doente e aleijado, que pelo adjulorio de
duas moletas arrastava de um para oulro lugar um
corpo enfermo e gaslo dc soffiimenlos.
Era imite, e as distraernos do dia nlo pedurbavam
esse meditar profundo, e tantas vezes amargo, cm
que a alma do infeliz, a s* comsigo, erabriagava-se
do pra/.cr cruel de beber gota a pola al s fezes lodo
o ralix do infortunio.
Tinha defronte urna esposa a qoem muilo amava>
un* filhiiibos quasi na infancia, urna nica escrava,
e por fim, e la bem 110 intimo d'alma, a conscien-
cio de sua miseria.
A angustia com mo de ferro lorce-lbe entilo sem
piedade o espinbo da dor que a desgraca ha muilo
Ihc cravra no coracao, e o misero suecumbido
forca de seus padecimentos exclama como que desa-
tinado : Parece nue Dos se nlo lembra de mim !
Arraslci-me de lio longe! Trabalhei tanlo Eo
fruclo 1 A miseria : ainda pcior, a certeza de nlo
poder remedia-la..., E en lenho ama esposa e lenho
filhos 1
Quanto lemos sido injustos contra esse amavel
sexo quesoh a* apparencias e fraqueza abriga urna
alma mais forte muilas vezes que a do guerreiro des-
lemido que expoodo o nobre peilo ao medoobo fusi-
lar dc uina adilharia disciplinada, avanc conlra a
guarnecida muralha onde se perde vida, conquisla
a fama e a gloria !
Varado por urna baila franceza cm Trafalgar, rc-
colhido a essa cmara da nao l'irtoria, donde nlo ha
de sahir senlo um cadver, Nelsou nas vascas do
passameiito esquecc-se de que sua ultima hora li-
aba soado, e anda lcinbra-se de ordenar que acabada
a halalh.i dsse fundo a armada ingleza. Dessaix ao
(indar em M ircnso a carreira da suas glorias, com
o peilo Iraspassado do peiouro austraco, recommen-
da que nao vojam as Aguias da Repblica a mortc
de um dos seus bravos. Boissy d'Anglars, rivali-
saiidn com a coragem dos anligos senadores roma-
nos, que sentados em suas cadeiras assslam imp-
vidos Invaslo da cidade Eterna pelas selvagcus
tropas de Breno, despreza os uivos fero/.es de urna
(urba daaanada que (razia cm prestito a cabrea do
desgracado Ferraud Buy ler. por urna bravura que
resvalla a mais que temeridade, calca, esmagasoba
quilha dc poucas naos hollandezas a soberba do or-
gulhoso Tamisa, incendia parle de armada de Car-
los II ancorada em Chalara, aterra a poderosa Lon-
dres, e coTtSegnc para a sua patria nina paz de hon-
ra, um tratado vanlajoso.
Tudo isso he grande, e talvez devesse levantar no
nosso espirito tenares de orgulho dc ser homens,
se ellas nao bouvesscm de desponlar nos rrimes, nos
vicios, nas vilaniasde (re* quarlas parles pelo menos
dessa boa rara .humana, que a philosophia al hoje
Sprega cm ar serio e obstinadamente como a obra
mais prima da croarlo.
Mas cssa paciencia sem1 qneixomes, essa confor-
midade que nao causa-se, essa resignaro que se nao
altera, essa constancia nas desgraras e que nao he
alimentada prlos eslimlilos da gloria, essa virlude
modesta que nlo arma a applausos, he mais admi-
ravel, amigo Icilor, do que a do guerreiro valenle.
Nao nos pedence, hee da mulher, naolh'a dispu-
lemns.
Imprecarnos lio magoailas ouvira-as, e ainda em
mal, a boa esposa. Mais do que ninguem sabe que
linliam sua rai/. na verdade das penas, na dureza do
destino.
Mas era urna mulher, c liaba na Providencia a
esperanca das almas puras. Dirige ao co urna ora-
rlo intima, una dessa* supplicas do corarao, que.
Dos nunca deixon de ouvir, para por um iuslanle
a roda cm que flava urna pobre laicfa. e procura
consolar seu marido com eslas singlas palavras.
Nao desanimes. Dos ainda nos ha de dar una po-
dra tainanha que sirva para pesar o fiado.
Leve sorriso de iucredulidade e de compaixo por
sua espasa dosonhnii-se na physinnomia eje. Casimiro
Percira de Moraes, e o odiado la foi recahir 110 oca-
no de seus an lisos pozares,
Vicente Ferreira da Silva havia concedido a Casi-
miro faculdade ampia c sem reserva de Irahalhar
n'um terreno diamantino que possuia nesse commer-
cio de Jlo Bernardo.
Tros dia* depois desla scena enlre Casimiro e sua
ciihora. e que acabo dc referir sem a mais leve
quebra da verdade, e s com algnma- pequea mu-
danca de redacelo, essa nica escrava fra de ma-
nilla principiar o Irahalho nesse terreno assim
franqueado,
Mas dahi que podia esperar-se ? Milhares dc ho-
mens robustos, amostrado* e diligoiilc* lidam n'um
Irahalho improbo, devassando o leito do rio, a per-
demo lempo. E ha dc estar ahi na flor da (erra o
n'uma gopiara um brilhanlc monstro espera de
que urna preta com esse Irahalhar da indolonci"
e com mcia duzia de cnxadadas v.i descobri-lo ?
Talvez.
Slo 10 horas de um dos ltimos das de dezembro
de 1852, a escrava volla iues|ieradamenle do servi-
Co, encaminha-se para a casa de seus senhores. e
nlo mais leal, nao mais dedicada, paren mais feliz
do que o bom Antonio do Velho CsiOoW, entrega na
mo dc sua sciihora um brilhanle de extraordinario
volume.
Ella, que nunca descorocoava, pois suas esperan-
ras eram alimentada* pela mo poderosa da l'rov.-
dencia, corre a seu marido cora o corarlo' Iransbor-
dando de jubilo, ciilresa-lhe a podra preciosa, ;
e exclama do futido d'alma Olba, estamos ri- I
eos!
Casimiro recusa acreditar seus ollios : seu espiri-
to enfraquecido, c acommelido de mil sensa;6es for-
tes e contradictorias, que a sbitas e simultanearaen- I
le se abalroavam, quasi desvair; examina a pedia
com visla devoradora, e exclama huiro de prazer .
He um bullanle, ou Chrisln nlo hcChrslo !
V. de leito era um brilhanle de 14 oilavas e 22
tinten*.
Quera nao dra que esla familia, pois acabava de
fazer lio preciosa acquisiclo, devera (er-se nao s
por abrigada da miseria, como em conla de opulen-
tsima ? Naturalisara-sc abderila quem lal cousa
pozesse cm duvida, c Casimiro levou para alm do
tiimuln essa seguranca ; mas sua esposa, mas seus'
filhinhos; esses ahi eslao boje no commercio de Joa-
quim Antonio para documentos vivos desla verda-
de eterna.
.....Aguardar a hora derradeira ;
Que em quanto se nao fecha a sepultura
O nome de feliz vai sempre em ri*co.
He natural curiosidade querer-se saber esmiuca-
,|amenle porque canaes cscoou-se tamaiiba fortuna.
Pduco me cuslar cscreve-lo, pois sci desses fados,
que apurei uos proprios lugares em quo occorreram!
mas nao eslou resolvido, nao quero ser historiador
desta pedra, e sim mero chronista, que narra fiel-
raenle os aconlecimenlos sem moralisa-los. Faga-o
quem qoizer, que a imprensa ahi est, e pooco cus-
la estudar fados que slo de escandalosa nolorie-
dade.
Divulgada a noticia deste adiado lao extraordina-
rio, nlo falln quem nao quizesse avaliar o brilhan-
le, para o que, salva alsuma rarissima excepcao,
ninguem eslava habilitado, o menos do que lodos o
proprio dono, que o eslimava em cerca dc 15 ou 0
milhes de cruzados. Tinha porm de vende-lo, e
ahi se uxoria seu verdadeiro valor.
Desta eominis.i.i fui encarregado o Sr. Antonio
l'ereira de Souza Caldas, que inmediatamente Ic-
vou comsipo o diamaute para o Aio de Janeiro, c
nlo achando na praca lauco que Ibe quadrasse, to-
mou o expediente de deposila-lo no Banco do Brasil
como propriedade sua e de Casimiro, de quem se
dizia socio.
Neste inierini brolava na Bagagcm a prmeira das
celebres questes que formam os curiosos episodios
da vida desle brilhanle. Espalhou-se o boalo de que
Aira ac|iado por um escravo da sociedade dos Srs.
Bezende, Correa e Belisario, e que esse o dera es-
crava, com quem tinha relaces particulares. Aflir-
maram-me que o escravo depunha isso mesmo; que a
preta o confessava, e um amigo, em quem supponho
conhecimenlos mineralgicos, assevorou-me que do
lugar que Ihe fra mostrado era impossivel exlrahir-
se urna pedra (al. Soja como for, essa questao alo
foi por diante, o que lio admiravel, se a* couaas pas-
sarara assim, como me adirmaram.
Por este mesmo lempo Casimiro coulratou com o
Sr. Machado, socio da casa Rrandlo Machado e C.
do Bio de Janeiro, a venda do brilhanle pela cora-
misslo de 2 por cent"; porm quando esse hegocian-
to chegou corle, j estafa o brilhanle depositado e
embargado,'e deu em nada o contrato.
Feilo o deposito, vollou o Sr. Cal las para a Baga-
gem, e Casimiro con lesin- llu a qualidade desocioi
confssando que apenas Ihe prometiera cinco contos
do ris pelo seu Irahalho. Nao foram aceilo<; pois
oSr. Caldas julgava-se com dircilo melada do bri-
Ilianto.
Nova quesllo, novo embaraeo vcio ajudar enllo b
mostrar que nem sempre he srande fortuna adiar u
aleijado urna pedra muilo rica. Com o fundamonlo
dc que, apezar da faculda lo sem reslricrao conce-
dida a (;asimirode Irahalhar em lerreno de Vicente,
nao ficava excluido o proprielario desse lerreno dc
sor moeiro polo menos ; ma companhia com
procaracao dcse Vicente, e que he condecida
por sociedade I'icentina, poz demanda a Casimiro
por hitar lodo ou melade do brilhanle.
Inda eslava sub judice esla quosllo, quando afim
de levantar esse embargo feilo 110 banco a requeri-
menlo doSr. Caldas, receber o brilhanle e vende-lo
no Rio de Janeiro pelo maior preco que fosse possivel
encontrar naqoella praca, lendo era visla o valor de
novecentos conlos de ris, em que eslava estimado.
Casimiro em 6 de julho do 1853 conlratoo com oSr.
Bernardo de Mello Franco com a porcentagem de 4
por cenlo do produelo liquido que se apurasse.
O Sr. Mello Franco padio miiuedialainentc para
a corte, oblevc urna accommo lacao com o Sr. Caldas
pela quanlia de 84:0005, a 9 de seteml.ru desse anno
vendeu o brilhanle a Willep & C. por 302:0005, e
fez-se na" volta para Bagagem.
Ahi, a 14 desse mesmo mez, havia fallecido Casi-
miro, e a 22 a sociedade Viccnlina conseguio da
viuva uma ao- iinni i.l.ic.l-i pela quanlia de 74:0005,
deque ella uessa mesma data passou lellra 1.5 das
no vista sobre .toso Antonio Guimare* de Lemos,
negociante da corte.
No lugar denominados. Sebastian, que dista amss
15 011 18 legua* da Basagem, o portador dessa lel-
lra, que descia para o Rio dc Janeiro, encontrn, o
Sr. Mello Franco que vollava da I li.
Idformado de que em poder do Lemos nenhuns
fundos havia com que fazer-se tal pagamento, pro-
curan exigi-lo do Sr. Mello Franco, e passoa-lha
recibo na ledra em 22 dc outubro.
A principio a viuva recasou approvar essas con-
tas; mas fe-lo depois por cscriplura publica, de
que immedialamcote arrependeu-se, c poz em
juizo ama accao, cuja decisio pedence aos tribu-
naes.
Essa pedra, seguodoo Times de 16 de junho desle
anno. eslava enllo depositada no banco de Londres,
c era repatada superior cm belleza e pcrrec3o ao
diamante de Labor, ou .Monlanba de Luz. Ouvidi-
Zcr que se Ihe dava o valor de sele milhes de fran-
cos.
Chama-se hoje Estrella do Sul.
Lavras, 13 de outubro de 1854.
J. Jorge 4a Silca.
(Jornal do Commercio do Rio.)
PHNAMGO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Sessao' em II de abril de 18' "i
Presidencia do Sr. Baro de Camaragilie.
Ao II e meia horas do dia,fcilas chumada, acham-
se prsenles 30 senhoresdepulados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessao antece-
dente, que he approvada.
OSr. i. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do societario da provincia, communi-
cando a esla assembla toro subdelegado dc Ipojuca
Gamillo" Pires Ferreira aborto uma subscriprlo entre
os habitante* daquella fregaetia, que subir a ." ron-
los de ris para auxilio da cadeia que se liouver de
construir c movis da casa da cmara, caso seja
elevada a villa a povoarlo de N. S. do mis-ao de eslatistica.
Oolro do mesmo Se. remetlpiidn por copia a in-
formaclo dada pelo director seral interino da ins-
Irucc.io publica acerca da reprcseutac.io dos habi-
tantes do Barro, Peres, e Tigipi.A comraisso de
instriicclo publica.
Um reqiierimenlo de Antonio Gonrjilves dc Mo-
caos arrematante da ponte dos Alosados, pedindo a
esla assemhlca para que se considere a obra como
entregue, afim de que elle possa ser pago do que se
Ihc deve, visto j ter expirado o prazo legal.A
commsslo dc obras publicas.
Oulro da irmandade do Divino Espirito Santo,
erecta no convento de Santo Antonia desla cidade,
pedindo a approvaco de. seu compromisso na parle
temporal.A commislo de ncitocins ccclesiaslicos.
Oolro de Alexaodriua dc Lima Albiupierqoe, pro-
fessora publica de primoiras lellra* da fresuezia de
Sanio Antonio desla cidade, pedindo a esta assem-
bla a gralificarlo a que tem dimito visla ler mais de
12 annos de servico.A' commsslo de instrucrlo
publica.
Oulro do padre Jlo Jos da Cosa Ribeiro capel-
lio do hospital dos Lazaros, pedindo um augmento
de ordenado proporcional ao sen Irahalho, augmeu-
lando-se o subsidio para os estabelecimentos de Ca-
ridade.A commisslo de orcamento provincial.
Oulro de Jaqum Theodoro de Alhoqucrque Ma-
ranhlo ex-escrivao do jory la cidade de Nazareth,
pediude que se marque quuta no un;menlo muni-
cipal para pagamento do supplicanle, da quanlia de
1419767 rs., que a mesma cmara Ihe he deve-
dora.jireveiiieiil de rusias de procesaos.A com-
misslo de orcamenlo municipal.
Oulro da* irmandade do SS. Sacramento da
freguezia do Bom Jardim, pedindo a approvaco
dc se1 compromisso.A comraisso de negocios
ccclesiaslicos.
( Continar-se-ha. )'
MIAICA DO CABO.
Ipojuca 6 de abril.
Por ventura viver-se-lia totalmente tranquillo no
mcio das selvas 1 Em relaco ao holco, intrigas,
luxo, mpiedade, e prccnnceilos das cidades, cedo
que ; vive-se mascm relactlo aos pbenomenos assus"
ladorea da natureza nlo he possivel.
A larde de 31 do passado e a iioilc de 3 do prsen-
le mez vicram >crificar meus pensamenlos.
Nunca as-i-ii a especlaculu mais sublime,que maii
rcvelassc poder do Supremo Artfice do (inverso,
nem lambem mais assustador para a pobre e mes-
quinba humanidade!
Eslava cssa larde suavemente serena, a brisa mal
rorava as tetiras folhas da marmajuba ; o orvalho
rociava levemenle as flores silveslrcs das maltas ; o
co eslava limpo com uma ou oulra nuvem auri-
branca ; uma barra dourada orlava lodo horisonle,
e allrahia a si os raos do sol, qne jieuda a mcus
dhos, uma braca ao seu accaso.
De repente, meu amigo, oavi ao longe, atravs
das mallas um rumor que se foi prolongando cm tor-
no de miaba chou pana, c logo as imbabas darem
sigual de vida, tremendo e curvande-se de ora lado
ao oulro, mais ou menos.
O aii que mmenlos anles sensibilisava a flo-
resta com suas olas de repassada Insiera, calon-se,
c tremendo procurou o eenlro de seu ninho no alio
do vigguojro.
Aps a montona, c triste meloda desaina ouvio
agudo silvado da terrivcl surucuc.
Ouvi o lgubre preludio da ave agoorcira da
morle.
11 boi mugia nos montes, o burro zurrava nos
brejos, a ovelha balando corra para o corral, e o
porco grunhndo procarava o chiqueiro, a abrigar-se
no odacal.
O meu fiel companbrro, o cao do meo bnrralho
"adrava no lerreiro para uma nnvem .negra, que
como om medonho phanlasma passav por cima da
nossas caberas.
O meo lindo pichano mava desgostoso em cima
da -umioira, e o meo hora prelinho enchia-se de
ciiizaabeirudo fogo, e eo, meu amigo, pasmava
com e >e capricho da natura.
Assenlado ao hlenle com o mea insoparavel
Carlos Magno as maos, saboreando n'om cachimbo
o bello e goslozo fumo de Garanhon.....fiquei pe-
trificado em vista de ama mudanca to repentina na
ordem suave dessa bella e encantadora larde.
A almospbera eslava enllo enfumacada totalmente,
das mallas subiam grossas columnas de vapor, as
ouvens desciam pesadas quasi ao rz dos montes, o
veido roncava com medonho ruido dentro das
mallas.
O fro gelava a miaba criacSa, que alouila corra
a abrigar-se na subeifa do mea casal.
Depois, a forca de borriveis loMos vi grossas e
frondosas arvores padircm-se com ruido espaaloso,
e lal facilidade que pareciam Traeos grvelos. As
salbas voavam no ar como se fossem paslas de a'-
godao ou (iras de papel.
Era medonho ver a Iota das mstlas com o
vento,
Dc quando cm quando vla-se ao longe um form-
davel estampido, como um ocho de canillo em vasla
solidao ; era um visgoeiro ou uma marmajoba, qne
licava fora do combate.
Pela noilea (empestade que nm s momento nao
havia ctssado, amainon como por encanto.
ra que Diana condozia para o alio do Olympo,
seu carro de pra(a, e toda natureza aurria em seu
(rausito.
Bolo curvon-se ante a sublime e magesloza
Phebe.
Pontana e Flora correram, los prados, e aos mon-
tes a visitarem suas flores e seu frutos.
Pan voou a ver seu gado, que a tempestade ha-
via dispersado pelos valles. Os Faunos e os Satijrot
o acompanhavam saltando e brincando.
A* Saiades correram presurosas as nascenlcs das
fonles, e ahi cm mgico ampielo banharam-se Ira-
quinas.
as Drades, que epavoridashaviam doixado seas
bosques, a ellcs voavam, caolaodo hymnos de amor
ao grande pai dos Densos.
le us, pollo, Bacho, Cupido e as Grarai pro-
curavam nlo ser visto! de Pkebe, e n'oma sombra
propicia em mollc leilo da reivas Tingaran), na
sensualidade o lemor da tempestade : Apollo era
feliz...
Eulerpe, a espirituosa F.uterpe correo pelas cho-
cas dos camponezes, reunindo-qs para dansarem em
honra de Dianna.
Morpheo espreguicando-se, e razando reunir em
lomo de s os Sonhoi, procurou com prestezaa grua
de seu repouso.
E o brando Zephiro adojou em derredor doa ta-
res e dos Penates convidando-os ao descauso noc-
turno.
Em fim, meu amigo, foranvlioras asiagas, as lio-
ras da (empestade. Coasta qne varas casas desa-
baram, e que as jangadas no mar for^rn parar ao
Recife.
(Juando pensava qoc nao leria mais que temer
neste lugar, vai se olo quando no noila de 3, como
cima disse, li/.eram om papel bem importante na
abobada celeste os trovOes e relmpagos.
A trovnada cabio sobre as matas com cstron'dos
espantosos, as nuvens eleclrisadas pezavam sobre
nos, moradores nesle lagar ; os relmpagos se repe-
liam com tai vclocidade, que pareciam alo mediar
um de oulro dous segundos ; a eleclriridade dalles
e seu fulgor era tal, que todo o espacl pareca a-
brazar-se n'um fogo azulado. Ab meu amigo,
nas cidades ha mais incentivos para o homem se
distrahir nessas crses asaustadoras o pensamento
(em nas sociedades mais objeelos com os quaes possa
arredar pensamenlos sinislros pesias horaa de
horror.
Mas aqu oh o que logo assatlou-me foi a idea
da morlee do julgameiitu derradeira !..,
A idea desse tremendo dies ira, en) o qual lodos
verao, como diz S. Lucas, o ftlhado homem descer
em uma novem com grande pe*r e magcalade !
O corarao do crenlc confranse-sc dc terror, e a
consciencia do reprobo nesse.*nomenlos aguilhoa-
Ibe o espirito : he eolio, qoan'um negro paiuel se
aprsenla a seus olhos a triste realidade de seu
crimes. de suas torpezas l'arece-me', met charo,
que no fu/.ilar de um relmpago, 110 som alroador de
um (rovao ouco a voz do Eterno, que diz>congem-'
na/o'. E se nao he aturo, porque uesses rnomeii-
los de dolorosa agooi, qoando tempestada 'esla
ilumnenle sobre nossa*eabecas,lreme-se qne se ras-
gue o gneo v da uuvem electrisada, e desea um
r,uo 1 !
Nao ser porque se reconhece nesses effeilo* da
natureza a poderosa mo do Eterno ? NSo ser por-
que uma lembraura iiiccssaule do (errivel rolle t
Josaphat >c nos aprsenla como um espectro medo-
nho T
Vivemos lio tranquillos !
Por veutura a voz de Abel na* pedio vinganra,
n.io 1 imi 1 juslir.i contra sou seugae rruclmentader-
rainadu'.'
Viveaios to Iraaqaillos
O saaguedo huiacm Dos, o DiiiOu Martyr, der-
ramado pelo mais borrivel dos alicatados, profandllo
por uma inlinidade de pecradores, ju foi por ven-
tura vingado ?
Vivemos to tranquillos .'
Nao fo por lodos una, meu amigo, qne esse singue
precioso foi do alio da cruz derrabada 7 NSo de-
viainos vingar o innocente do (iolgolha, calcando a
borrivel rahcc.i do monstro do peccado, e esmagando
com a conlrirao (Uas garras ? ,
Ab .' que sen singue precioso derramado sobre
nossas caberas clama ao Eterno justica contra oo
homens que nao liverem um momento de rellexio,
para se arrepeuderem dos repelido* ultrajes que
fazem a memoria desse cruento holocausto Uo Re-
demplor !
Si m, meu amigo, a noile de 3, em Om lempo como
o actual, que a igreja commcinora a Sagrada Paulo
de J. C, fez-me tremer, por mim e par naana seuie-
Iha'nles.
lie que ninguem te lembra que o Eterno pro-
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO. QU NTA FEIRA 12 DE ABR'L DE 1855.
melleu piiraos pos de seu fillio seus temerarios ini-
migos nesse da tremendo do juizo final. Ponam
inimicot tu"' scabellum palian tuorum. Que
niSgucm sera dispensado de comparecer aiile o
lerrivel tribunal do supremo juiz dos vivo* dos
morios, tribunal, segundo aeiprrss.lo de um sabio
ecclesiaslico, sem misericordia para os culpados, on-
de o universo inlciro ser rremUsivcImonl jul-
gido.... lie ama das verdades niais bullanles e mais
solidas da nossa religiao.
Equa surte noi estar reservada,mcu amigo, nesse
ultimo julgamcnlo de nossa vida ueste mundo ?
l>ucm podara contar rom a pena ou recompensa
iknso dia tremendo, quando o anjo cxlcrmiuador
embocar a tuba, c fizer soar ile, um ao oulro lado do
mundo a hora da ressurrcir'ao '!
lintao veremos confundidos, trmulos e abatidos
adianto da magcslade divina os hdmeiit orgiilhosos
deste mundo, e eternamente condemnados ao fogo
eterno lie. maledicli, in ignem eternum'.
E tambem veremos dolado do (lirouo celeste, ale-
gres, felizcs, e coroados do brilbantes diademas os
pobres o humildes deste mundo, victimas desses mi-
seros conVemnndos. ['ara aquellos o inferno abri-
r lias portas vermclhas, e llics oslara.1 reservados
os tractos mals acerbos, os tormentos mais dolorosos,
sobre todos a vista da slernidade. c sua infinita
privando. E para estes um lugar junto ao Supremo
ser na gloria eterna... .
Yimja muilo longe, mcu amigo ; mas consinla
que llie corile o resto. Nao resisli aos impulsos do
mtdo, e no auge da lompeslade corri ao mcu orato-
rio, ibri-o, e lartcei-mc aos ps do Crucificado...
Meu amigo, dcsculpe-nie ; eu nao sou impostor,
ncm hypocrila : se tambem nao^sou virtuoso, escan-
daloso muilo menos sou.
Di) islo de caminho continuarci:
Kesei a Magnficat, os Ptalmoi da penitencia e
a Ladainha de Todos os Santos, e como que me sen-
t mais aliviado quando por duas vezes repel A
fulgure et tempestateUibera nos, Domine. Nao lie
exageracao, nem desejo de cncher papel; se Vine,
nlo gostar, dig, como sou nobre correspondente da
Parahiba, passe adianle, que oque esta cscriplo, esta
escripto : quoi scripsi, scripsi.
Sei, que com as minhas beatices nao eslou na mo-
da : mas paciencia ; cada qual come do que gosla.
Muilos, que se julgam impeccaveis, ou invalneraveis
zombam, escarnecen! da fe ; eu porm, como me
julgoomais peccador, tenho medo.... sim, senhor,
tenlio muilo medo dos grandes poderes de Dos.
Pelas 10 horas da noile serenaram os troves, e s
no horisonlc um ou oulro relmpago se fazia ver....
Pi outro dia fui sabedor que dous raios rahiram
em urna gruta prxima ao engenho Diamante.
Meu amigo, lie boje o din da sagrada Paiiilode i.
Chrislo, dia cm que a nossa mili commom cnmme-
mora sua morte alTronlosa ; e quauto mo se senle bo-
je compungido o coraco do fiel calbolico, em vista
dessas imagens, que a igreja aprsenla boje nos tem-
plos 10 novo chrislo para Ibas, recordar a paixo c
morle do Kodcmplor '.' !
O canto fundir dos coros, as ceremonias^dos I.c-
vilas,a liturgia da grcja,as oracBes ascticas, o con-
curso do povo, que traja loto, finnlme'nle a melan-
cola natural do dia,ludo arrastara ainlelliaeuria hu-
maua a urna infinidade de idas.pias e religiosas que
lcvimajmais embrutecida raza o a evidencia de que
boje he n sagrado anniversario da deshumana e bar-
bara exeeucao do fillio de Dos.
o entretanto, meu amigo, a Semana Sania hoje
em dia entra no calhulogo dos ohjeclos, ou festas de
luso, e de caprichos.
O mancebo emprega em seu es|tcllio horas esque-
r i das atizando o 'cabello, aperfeiroando o lace da
grvala, para ir ver a adorara/) da Cruz.
A doiizella, que pretende ver no sermao de lagri-
mas o seu favorito, traa de caprichar mais que nnn-
ca em aliar a cinlaira, jejuando a Sagrada Morte c
l'iuio : ora, alm de muilo de proposito nao comer
para nao engrocar-se, arrochi por tal forma a cintu-
ra, a ponto do dar-lhe faniqnitoi na igreja por amor
do basbaijue, que se suppe causa daquelle deli-
quio I
A beata vai em procura do padre, que mais gar-
galeje nos iiradados, e quando depois se Itie pergun-
taque tal esteve o acto da Sexta-(eir Santa ?
Ora muilo bonito O padre que cantou os braga-
dos era nm padrezinhojdamnado : boajvoz !
O carola que vai-rovir o orador que mais grite,
que mais acene no pulpito, sabe, criticando do sr-
oslo porque o padre- pregava assim : pm, pm,
pm ; pm, Um, pm, ora adcot !
O padre que vai ganbar seu dinhclro, ou no aliar
ou no coro, e nio Me pagan) como ajustn, sahe mal
dizendo a Semana Sania, ou o acto da Sexta-feira!
O orador depois de esgolar lodos os recursos das
teosa cues, e persuasao, desee do pulpito ; e em vez
de dinlieiro quando se relira, encoulra-se com um
eu correspondo ao Sr. padre., .sabe ven deudo azeileas
caadas, praguejando a hora que esludnu lal sermao
ele. etc.
E o sagrado objeclo do. dia, quem pensou nelle 7
Ooem raedilou em sua Sagrada Morte e l'aixfio '.'
' Ora isso s3o cousas que os padres invenlaram
para Iludir o povo!.... palranhas. Dizcm elles.
Deixemos, meu Iran amigo, os impos, os nescios,
os vaktosos, e ignorantes, e leamos por um pouco a
leuda du Moto Testamento, ou o episodio de boje
KEPARTIQAO DA POLICA.
' Parte do dia II de abril.
!llm. e Exm. Sr.I.cvo ao conbecmento de V.
Exc. que. das dilTcrenlcs parlieipaces hoje recibi-
da nela repartirlo, consta que fram ptBlillI
l'elo juizo municipal da primeira vara, Manoel
Francisco Leile, poc se adiar sentenciado.
. Pela delegacia do primeira ilislnclo dcsle termo,
o prefoMarcellinodo m.-i, por se adiar tambem
enlenciado, c Jos Francisco da Silva, para cor-
recebo.
Pela subdelegara da freguezia do Recito, es ma-
rojos hamburgueses Joliu Nordcm, J. Jorger, Car-
los Scbidcr, E. Baungaslen, Malhies Guindel. Jo-
sepb Leandro, Jacob Defrus, lodos a requisicao do
seu respectivo cnsul.
E pela subdelegacia da freguezia de S. Jos,
o prelo Ofcnvo Benedicto, por brlga.
Dos guardo a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco 11 de abril de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselbciro Jos Benlo da Ciuilia e l'igueiredo,
presidente da provincia.O rhefo de polica Lui:
Carlos de Paira Tcixcira.
DIARIO DE PERMITO,.
A assembla approvou bonlem urna ndioaco do
Sr. Silvino, para que se represente a assembla ge-
ral sobre o direito qtic tem esta provincia ao terri-
torio da freguezia de Nossa Senhora da Penha de
Franja da Taquara.
Approvou igualmente um requerimenlo do Sr.
Aprigio, para que se pecam ao governo da provin-
cia informaees sobre o desuno do esludante Anto-
nio Jos Pereira Jacobina, e copia do contrato com o
mesmo celebrado.
.Entrndose na ordem do dia foi approvado em
primeira discussao o projecto n. 9 deste Anuo, que
adopta oregulamenlo do cemilerio, e bem assim o
artigo 12 do orcamenlo provincial ; fallando sobre
o primeira os senhores Aprigio, Brandao, Oliveira o
Metra e sobre o segundo os scnbores Mcira, Bran-
dao, Jos Pedro e Calanho,
A ordem do da di boje be a continuacao da de
bontcm, e mais a primeira discussiio dos projeclos
ns. 13 e 15.
Antonio loriado ik Mendonca.l Dario Fortuna
Pessoa, Fredcrico Ferreira Piuicntcl, Joilo Bap-
lista da Costa. Ilernrjato Gomal Prenle, llarian-
110 Machado Freir.
EDITAES.
O Illm. Sr. 1. eacriplurario servindo de ins-
pector da tbesouraria provincial, em cumprimenlo
do disposto no arl. 31 da Ici provincial n. 129,
manda fazer publico, para conbecinicnlo dos ere-
dores hvpothcrarios, e quaesquer nleressadfls, que
foi ilesappropriada a Francisca Joaquina do Nasci-
mento, viuva de Jus'; l.uiz Paredes, parle de um
sitio na estrada dos Kmedios pela qoaulia de (itH)3
rs. ; c que a respertiv;
cao, Iiil;o 111c terminar
da data deste, que be
E para constar se ina
blicar pelo Diario por
propriclaria leinife-*" pa-
a du que se llie deve or senielhanle dWJSjliiRiria-
o prazo de 15 ds ronldos
CORRESPWDEMIV.
Seniwet Redactores : -7 Peco 11111 pequeo es-
pato no jornal de Vmcs., para publicamente lomar
a responsabilidade que possa caher-me, por um fac-
i que me perlcncc, c para fazer urna reclifica-
e,1o.
Na lluslrissima assembla provincial se snppoz,
que quem dirigi a exeeucao dos canos^dc esgolo
desla cidade no lugar do Pal) do Carmo foi o Sr.
Dr. director das obras publicas, c se dis>e. que par-
lindo um dos canos da ra da Penha e oulro da ra
de Hurtas, nao se encontraran!'na mesma linba, fi-
cando um mais alio e o onlro mais baixo. Pe5.11 li-
cenca para dizerque o Ilustre Sr. deputado que is-
lo dssefoi mal informado.
Nem a reparli5.no das obras publicas leve parle no
faci que se suppe, nem se den esse dcscjiconlro de
nivel. Aquella obra foi da cmara municipal, e fui
eu quem dirig asna execugao.
Quem quiter verificar se o informante do digno
Sr. depuludo foi ou nao infiel, pode ir ao ponto de
encontr dos referido* canos, dentro do qual se pode
descer, tirando o ralo de ferro que all exisle, e cn-
lao ver que nao liouve desenronlro algum. Eu
mesmo me oflereco para acompanliar qualqucr pes-
soa que queira desenganar-sa, do que digo, e para
dar-lhe todas as explicaces que queira ouvr.
Tambem disse o illu-lrc Sr. deputado, que no
roucerto que se fez na ponto do Recito por occasi.lo
di clieia do auno passdo, adoplou-se o sysloma que
eu liavia proposlo ao Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, para suspender a ponte, o que nao be exacto,
porque o syslema que se empregou do escorar-se os
pilares arruinados c sustentar a ponte por esleios,
fui idea do mesmo Sr. Dr. Maincdc, combinada com
a do Sr. capilo do porto.
Nao quero olTender a ninguem, e muilo menos ao
Sr. deputado, a quem me dirijo, ao qual al agra-
dc5o a occasio que me deu de juslificar-me de urna
arcusaeao que anda nao linba ebegado ao mcu co-
nhecimento'.
. Recite 10 de abril de 1S5.5. Andr Uenrique
ll'ilmer.
ado para as reclaimCTJes.
idou aflixar o presento c pu-
15 das siiccessivos.
Serrelaria da llicsounria provincial de Pcrnam-
buco 11 de abril de 1S&5.O secretario, A. F. du
Annunciiiiito.
O llim. Sr. 1." Hftiplanirio servindo de ins-
pector da tbesouraria provincial, em cumprimenlo
da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, de
0 docorrente, manda f;zer publico, que no da '.i
de maio prximo vindiiiiro, porania a jaula da fa-
zenda In mesma Ibcsoiiraria se ha de arrematar a
quem por menos lizer, a obra do cnleamenlo do se-
gundo lamo da estrada da Escada avahada em rs.
iilMi-siOO.
A arrematarlo sera faila na forma da lci proiiu-
cial n. 3i:t do'li de majo do anuo prximo paitado,
sobas clausulas Bipaclaai aballo copiada-.
As pessoas que se prqpozerem a esla urremalacao
comparerain na sala das tesses da mesma jada pe-
lo meio da, rompclenlcincnle habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da llicsourtjria provincial Pcrnain-
buco 11 de abril de 1855.O secretario, A.b'.da
Annunciarao.
Clausulas espeiiaes para a arremntarao.
I.' (I emped ramelo (lo segundo lancti da eslra
da Escada, far-se-ha dclronformidade com o orca-
menlo approvado pela llirecloria em consclbo, r
aprcsenlado a approvaca^o do Exm. presidente da
provincia, na Importancia' de 'i.-lK'oiOO rs.
2.a O arrematante dar.ij principio as obras no pra-
zo de um mez, e datar conclui-las no de seis ma-
les, ambos contados de cbnformidade com Otrt. 31
da Ici provincial n. 286.
3." A- importancia dcs|a arrcmala5ao sera paga
na forma do artigo :t'.l do regulamenlo.
4." Para ludo o mais que nao se adiar especifica-
do as presentes clausulas, nem no orcamenlo, se-
guir-se-ha o que dspoe t respeito a lei provincial
h. 286.
Conforme.O secretorio, A. F. da Annunciarao.
PlJBLICAai) A PEDIDO.
Convido ao Illm. Sr. deputado da assembla
provincial Dr. Silviuo Cavalcanti de Albuquerque,
para apresenlar em publico c-se bilbelc, quc.seguu-
do disse na sessAo de do correle mez, possuc, por
mim escriplo a Antonio Jacinlho Borges, donde se
deprebende ter sido o meu fallecido mano contrala-
dor do fornecimenlo de lijlos pafa as obras publi-
cas desla cidade, tirando certo do conceilo que me-
recer para o publico; se nao apresenlar lal docu-
mento.
Devo anda preveni-lo que a reparto das obras
publicas conlratou pela primeira vez o fornecimenlo
de lijlos para as obras desla cidade, om fevcreiro de
185:1, emquanlo que o meu mano j liavia fallecido
em maio de 1852.
Recito 10 de abril de 1855.Jote Mameie Alce*
Ferreira.
COMMERCIO.
Anuo da hera vulgar 33 aos 3 do mez de abril.
O Senhor Crucificado.
Chcgando o filbo de Dos ao monte Calvario, son-
de havia de ser immolado sanba, e furor dos Ju-
deos, sacrificio este figurado desde a treagiio do
mundo, e do qual a iulinita virtude se liavia
de' atender por todos os lempos, e e por ludas
.as idades.... deram-lhe logo a beber vinbo mis-
turado com fel. Jess provoii-o, e nao quiz be-
ber. l)espira'n-o, e o crucilicarain em um pesado
raadeiro entre dous ladres, que com elle liubam si-
do escollados ao Calvario, oara que o povo visse em
Jess um oulro malfeilor. '
Jetas nao te qocixa, e qual o manso cordeiro em
naos de quem o degolla geme em segredo : nao se
. queita de lautos ullrages, de lautas crueldades, e
tormentos, que com Uet- inauditas violencia pade-
, ca.
. Pedio aim a seu Eterno Pai, que perdoasse aquel-
, le delicio aos seus mesmos inimigot, porque lUtota-
biam o que aziain.
Seat rancorosos nimigos nao llie agradecem a
que supplica.; tornam-se mais crueis, e mordazes,
e pedem-lbe por escarneoque se elle) era o que
destrua o templo de Dos, e o reedilicava em 3 dias,
que te salvasse ; se es o filho de Dos, desee da
Cruz! Disserarn eises furiosos israelitas. Os prin-
cipes dos sacerdotes o aecusavam de fraqueza, d-
zeudo-lbe que se elle poda salvar os oulros, por
que uto salvava a si '.'
O soldados igualmente o insultavam com iguaes
affronlas, dando-Uit a beber vinagre, e al um dos
ladres que eslava ciucilicado o blasfemou duendo :
sa t s Chrislo, salva-te ali, e salva-nos a nos.
O oulro, porcni, con um coraran mais Ilustrado
por urna Iransformacio, que foi sempre a consola-
cao de mudas almas, e de inuilas a ruina, dell'ciideu
a Jess das blasfemias do coinpanliciro dizendo :
que cites padecan) justamente, mas que Jess esla-
va innocente. E vrando-se para Jess quem
recoohecia por seu re, llie pedio, que delle se lem-
brasse, quando te visse em seu reino, e Jess llie
proinelteu, que naquelle mesmo dia entrara no
Paraizo.
Vendo Jesns. que sua Santissima M3i eslava ao pe-
da Cruz com S. Joao, llie disse Mitlher, ei.< alii o
leu Fitlio ; S. Jo3o mostraudo-lbo a SS. Vir-
gem ; liit-ahi a tua Mili.
. E, depois em alia voz disse a seu Eterno Pai :
Pni meu, Jiorque me desamparaste ?
Emlim, sabendo Jess, que eslava completo ludo
* quauto os Proplielas baviam dito d'elle, c part com-
pletar o que sllava disse : TenAo t/de; e depois
de ter bebido um punco de vinagre, recommenddii-
dn a sua alma ao Eterno, inclinando a cabeca........
EXI'IKOU!
Morern (shristo em urna Cruz, diz S. Bernardo,
nicrercndo infinitamente ser ainado : da-nos o seu
espirito, para que o amemos ; porm se o mesmo di-
vino espirito nos nao illuslrar. veremos a Chrislo
Crucificado, mas nao o amaremos.....
Tudo vai assim ; muilas febres, algumas mor-
tot, careslia, e poueai vergonhas.
Adeos. Sou amigo. ti'.
V. S. Se vir cm algum tomlo ama virgen)
orando com fervor, innocente, e iuucnua como a ro-
ta branca.....he lilla, he a visflo que IheUllebe
a (ada que me apparecc em sonto.
{Carta particular.)
PRACA DO RECIFE 11 DE ABRIL AS 3
llOlt AS DA TARDE.
Cntacios ofliciaes.
Assucar branco 3." sorle cm barrica 23900 por
arroba.
Dito mascavado escolbido ditai-200 dem.
Dito dito dito em sacco29000 dem.
ai.fandei;a.
Rendimento do dia 1 a 10. 77:6303331
(dem do dia II........ 1I::m,-.:
O Dr. Manoel Filippc da Fonseca, juiz municipal
supplenlc da primeira vara da cidade do Recife
de Pernambuco, por S.M. I. c C, que Dos guar-
de, ele.
Fa50 saber que no dia 15 do andanlc mez, pelas
11 horas, se tem de reunir no Paco da cmara mu-
nicipal desla cidade, o consclbo municipal de recur-
so na forma do arl. 3(1 da lei n. 387 de 19 de agosto
de 186, c para constar m,andci lavrar o prsenle,
quesera publicado pela imprensa.
Dado e passado oetla cidade do Recito de Per-
nambuco aos 7 de abril do 1855. t
Eu Joo Saraiva de Araujo (lalvo, cscrivao o cs-
crevi.Manoel F'ilippe da Fonscra.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
tbesouraria provincial, cm cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de do corren-
le manda fazer publico que no dia 19 do correle,
pcranlc a junta da fazenda dS mesma Ihesouraria
se lia de trremalar a quem ppr menos fizer, a obra
do 12" lauro da estrada do sul, avaliada cm l.: I u-
rs. servindo de base a arromaban o abatimcnlo de
1f> por certo nfferecido pelo licitante Francisco Alves
de Miranda Varejan.
A arrematarn sera feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 14 de maio do auno prximo passado,
e sol: as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataran
cornparc5am na sala das sosses da mesma junta pe-
lo meio dia compctcnlcmcnlc habilitadas.
E par constar se mandn allivar o presente e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
bucp 9 de abril de 185-5.O sccrclsrio, ./. F. da
Ann unciacao.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
I.t As obras do 12" lan^u da estrada do sul far-sc-
hao de conformidade com o orramenln planta c per-
lis approvados pela direcloria era ronselho, c apre-
seulados a approvagao do Exm. presidente da pro-
vincia na importancia de 1:1:3109000 rs.
2.- < > arrematante dar principio as obras no pfa-
zo de um mez c as concluir no de ouze, ambos na
forma do arl. 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da ariematarao
verilioar-se-ba do conformidade com o arl. 39 da
mesma le, e ser felo ein apolces da divida publi-
ca provincial, creada pela lei n. 35i.
4." O prazo da responsabilidade ser de om auno,
durante o qual ser o arrematante obrigado man-
tee sempre a estrada cm pcrfeilo eslado de conser-
varlo, sob pena de screm immcdialamcnlc fciios os
reparos neeessarios a sua rusia.
5." Em ludo o mais que r.o esliver determinado
neslas clausulas seginr-se-ba o que a respeilo dis-
pe a li provincial n. -28G.
ConformeO secretario,
A. F. "Annunciarao.
Olllm. Sr. toescriplurario servindo de inspector
da Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da reso-
Ineao da jimia da fazenda, manda fazer publico que
no dia 26 do correle, vai novamenle a pra5a para
ser arrematada a quem por menos fizer a obra dos
conferios do assudc da villa do Limociro, avahada
em 2:2009000 rs.
E par constar se mandn oflixar o presento c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibes miara provincial de Pernam-
buco 10 de abril de 1855.O secretorio, ,/. F. a'An-
nunciarao
cslcs lodos magnticos, sendo a variarlo da agullia
rom que foram observados 9U N O.
Marcando-a nortesul verdadeiro por fora dclla
se podera navegar livrcmcnle nao s safo dos bai-
xos por ella indicados romo do banco do Ingle/., e
ilos da lluba (continuaro dos baixos que das Can-
deias se prolongara al a barrla de S. Jos): e to-
llas as vezes que se fizer corresponder o roqueiro
rcniarravel dcOlinda, a meio do convenio de S.
Francisco (igreja pouco mais ao norle, c mais bai-
xa que' a S) se eslara Leste-Ueste com a boia, a
qual pode ser vista do dia com lempo claro na dis-
laneia de 5 milbas de cima do convez de qualquer
litigue, c de noile na de 1110 011 200 bracas. Os na-
vios que nandemandam o porto, convm nao nave-
carem a Ierra da direcgSo cima mencianaa, por
quauto quer nos baixos cm fenle a Olinda, quer
nos da lluba, em frcnle da Iba do Nogucira, dimi"
naco fundo nestes lugares rpidamente.
Capitana do porto de Pernambuco 30 de marco
de 1855.Eliziario Antonio dos Sanios, capilo do
porto.
Conforme.O secretario da capitana, Alcrandrc
Rodriguei dos Anjot.
CONSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O consclbo administrativo, em virtude de aulori-
taco do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos seguinlcs :
Para o dcimo balalluio de infanlaria.
Panno verde escuro entrelio, covados 125; man-
as de lil, 50 ; esleirs 50 ; tpalos, pares 281.
Segundo balalb.i de infanlaria.
Moretes com punlios dourados, bambas de rouro
prclo envcniisado, rum bocaes c ponleiras dourados,
27; panno mcsclado conforme a amostra que exisle
no arsenal, covados 135.
Oilavo batalho de infanlaria.
Mantas de laa, 355 ; panno verde escuro entrefi-
no, covados 1,983; tpalos, pirrsSO ; chifaroles com
bambas de couro prclo envernisado, bocal e ponleira
de metal liso dourado, punlio de chano, guarnecido
de metal dourado, 27.
Nono batalho.
Mirillas de laa, 376 ; panno verde escuro entrelio.
covados 1,108 ; tpalos, pares 3S.
Meio batalho da Parahiba..
Mantas de laa, 71 ; sapalos,.pares *03.
Companbia de artfices.
.Mantas de laa, 72; tpalo, pares 88 ; bolcs
convexos de mclal dourado, com o n. 3, e de 7 lindas
de dimetro, 1,0.50 ditos de 5 liqjiat, 675.
Companhia fixa do Ro Crande do Norle.
Panno azul entrelio, covados 356 ; sapalos, pa-
res 506.
Quarlo hnlallio de arlilharia.
Panno carmesim para vivos e vislas cova-
dos 90.
Companbia de ravallaiia.
Mantas de laa, II.
Iln-pial rcgimeulal.
Roquete debrclanba com babados de cassa, hom-
breiras, collarinbos, c abertura de renda e bien, 1 ;
loallia de bretanlia com 2 varas de compriiuenlo c
rom babados de cassa, 1.
Colonia de Pimcnleiras.
Tlironelo, 1 ; imagem do Senhor Crucificado, 1.
Ouem quizer ve.ider estes objectos c trocar a ima-
gem, aprsenle as suas proposlas em caria fechada,
na secretoria do consclbo, slO horas do dia 16 do
rorrete mez.
Serrelaria do ronsellio administrativo para foriic-
cimcnln do arsenal de guerra 9 dn abril de 1855.
Jos de /rilo nglcz, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
T. d'Aqoino Fonreca r\ Filho faran lelao em
lotos a contento, por cnntt c risco de quem perten-
cer, e por iiitervenrao do 'agentoOliveira, de cerca
de 80 barrs de vinbo tinto de marca muilo superior
(nao supponham os freguezes ser igual ao ordinario
vendido cm seu ultimo lailSOj cliegado prxima-
mente de Lisboa : qujnla-feira 12 do corrento, as I.
liaras da nianha cm ponto, a porla doarmazcm di
Sr. Annes Jacoinc, defronle da arcada da alfandcgao
O agente (lliveira fara leilSo em seu escriplo-
rio ra da Cudeia n. 62, por rima do armazem de
falcadas dos Srs. Fox Brothers, no sabbado I do
corrate, ao meio dia em podio, do segrate : 3
moradas de rasa de pedra c cal em chaos proprios,
livres e desembarazadas, sendo una de does andares
e sotan, a qual faz esquina para a travos-a da ra
do Vinario,-c os fundos, fren le para atravesado
Corno Santo n. 2!); urna dila torrea 111 ra 1I0 Pilar
n. 01, em Pora de Portas, e oulra tambem terrea na
mesma ra n. t9. com sotan e cosinba fora, c am-
bas com poriaoe quintal murado para o lado do
mar : os senhores prelendenles- poderlo exaliiiiar
ditos predios, para o que se faz 0 prsenle aununcio
com baslaule anticiparn.
Ilenry Fontot i\j Companbia farao leilao, por
intorvenco do agento Oliveira, em preteneaado Sr.
ronsul dos Kslados-Cnidos, e por cunta e risco de
quem perteucer, de cerca de 2,000 couros seceos de
Calcula, 011 quatflas basleni para niconcr ao cosleio
e mais gastos ueste porto, com a .galera americana
Piolands, capillo Gardner, onde arribou por forra
maior, na sua rcenle viagein que fazia proredcnle
de Calcula com rlcstinu a Londres : sabbado 11 do
corrento, as 10 horas da manliaa em ponto, visto ter
o agente de razar logo apea oulro leilao anonadado,
110 armazem alfandcgado de Jos Antonio de Araujo,
no caes novo do Recife.
C. J. Asile) & Companhia faro leilao, por in-
lervcnsao do agente Oliveira, de um bello sin l-
menlo de fazendas as mais vendaveis : sexta-feira,
13 do correnle, as 10 horas da manbaa, no seu ar-
mazem, ra da Cadeia do Recife.
AVISO^DVEHSOS.
&W-------~'v&&fc
;. O ul)aix.o nsi^iiailu Dr, em g^
; medicina, achu-sc residindo ^
m 11a rna ca Cruz ilo liecife 11. 3a
\\\ lo segundo andar, onde po- ^j
*;< de ser procurado a qualqucr ^
gg hora. lou.quim 'Milloneo ^
mi "/* Riheiro. ..IMtyt^ ^
GABINETE IMIIWEZ DE
LEITinV,
Por ordem da directora, convoca-seo
consellio deliberativo para dominfjo 15
do corrente 88 11 horas da manliaa.
203000 RES DE CRATIFICACA'O
a quem entregar ou der noticia corla, nos qualrn
cantos da ra do Oueimailu, loja do Cobrado ama-
relio n. 20, de dous guardanapos adamascados, que
se suppoem lirados, una caixa que um moleque condozid a cabefa des-
de a ra Yeldado bairro da Boa Yisla ale o largo do
Collcgio, cujos Boardanapos eonlinham : 5 len5os de
labj rintlio, 3 loncos de rambraia de linho, sendo 2
de labvriulho passado larzo c I de lahvrinlbo rhein
na grade, I lenco de esguiao de labvriulho passado.
um lenco de cambraia ingleza de lahyriullio
choto no panno, 1 vestido de menino de cassa lisa
com roupinhn franzido c asaia comprida c iberia, I
roapBO de menino, de cambria'lisa cercado a bico,
e aberlo ir la I lio c as mansas com renda franceza,
3 touquiibas de menino, sendo una de esguiao a-
berla com renda c rufo, oulra de cambraia lambem
rom rufo c oulra de esguiao lisa. Agradecer-se-ha
a restituirse esc promelle segredo.
Acham-sc apprclienilidos na subdelegacia da
freguezia do 1*050 da l'anella un cavallo da cor ala-
sao, cuma varea caslanh.i sem na, os quaes ani-
maos foram adiados cm lavouras: quem se julgar
com direilo a qualqucr dclles, dirija-se a mesma
subdelegara.
AVISOS MAHITIiVOS.
89:.566a:i77
Detcarreqam hoje 12 dr aori.
Barca portogueza/(om bucce/sodiversos gneros.
Brigue portuguez>. Manoel ldem.
Brigue inglezCaroline Srhmtbacalbo.
IIale nacionalAmeliacharutos.
CO.NSULADir'GERAL.
Reudimaoto do dia 1 a 10. M:M0JM9
dem, dodiall........ 3:3180108
24:7673111
DECLARACOE3
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 10. 1:7824088
dem do dia 11........ 220*135
2:(Kr>;123
Exportacao .
Marselha, escuna fraoceza Sirenen, de 240 tone-
ladas, con lu/.io o seguinle : 3,000 saceos com
15,000 arrobas de assucar.
Trieste, brigue bamburguez oAdolph, de 359 to-
neladas, conduzio o teguinte : 3,700 saceos com
18,500 arrobas de assucar, 4,000 ponas, 8.500 va-
quetas, 4 caixas resmas de papel.
Liverpool, brigue iuglcz Maiy Ann, de 300 to-
neladas, conduzio o seguinte : 875' saccas com
1,070 arrobas e 13 libras de algodao.
Buenos-Ayrcs por Monlevido, brigue brmense
oCourricr, de 256 toneladas, conduzio o seguinle :
1,6C0 barricas e 200 barriquinlias com 13,273 arro-
bas c 16 libras de assucar.
dem, briguo dinamarquez oda e Erna, do 232
toneladas, conduzio o seguinte : 200 saceos, 1,200
barricas c 60 barriquinhas com 10,577 arrobas e 13
libras de assucar, 3 pipas cachara, 5 barris mel.
UECEBF.D01UA DE RENDAS INTERNAS GE-
IlAES DE l'EUNAMBUCO.
Kenilimenlo do dia 1 a 10. 3:59'i0i!t
dem do dia 11. ....... I:736j55(i
5:33(ls(i05
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimenlo do dia 1 a 10.
dem do dia II.....
CORBEIO GEHAL.
A mala que lem deconduzir o hiato Flor do Bra-
sil, para a Parahiba.scr fechada boje (12) ao meio
dia.
BANCO DE PERNAMBUCO.
'O Banco de Pernambuco toma <; da'
lettras sobre 0 ICio de Janeiro Banco de
Pernambuco "t de abril de 1855.O se-
cretario da direccao, Joto Ignacio de
Medeiros Bego.
COMPANHIA rERNAMBL'CANA.
O ronselho de direccao convida os Srs. accionistas a
realisarem a quarla 1 1 -e-daro de 10 por sobre o nu-
mero de acres que Ibe perlcncem, al ao dia 15 de
abril prximo ; oceucarrcgado dos reccbimeiilos he
o Sr. I". Coulou, ra da Cruz n. 26.
Tcndo esla rcparlieao precisao delions ofliciaes
de pedreiro para as suas obras ; manda o Illm. Sr..
inspector convidar a quem queira assim nella em-
pregar-se a apresenlar-sc-Ihe com toda a brevidade.
lnspcceao do arsenal de marinha de Pernambuco 3
de abril de 1855. O secretario, Ale.vandr%Bolri-
gues dos Anjos.
O Illm. Sr. capitao do porto manda fazer coo-
lar queem virlmle de aulorisacao do Exm. Sr. prc-
sidenlc da provincia foi coltocada urna boia halsa no
cvlrcmo dos baixos do Olinda, sendo a sua desrrp-
5S0, que muilo inleressa a uavegarao, a por copia
junta a este. Capitana do porto de Pernambuco em
30 de marro de 1855,t) secretorio,
Alexandre Bodriyucs dos .lujos.
Descripciio da Imia baliza rollocada no extremo
aos bai.ros de Olinda.
Na direccao l.cssucsle Oesnoroesle da pona de O-
linda, acha-se collocada urna boia indicando os bai-
xos do mesmo nomo, balisada da maneia se-
guinle :
Sua eoofigaracjki de urna pyramide cnica lem a
aliara de l- palmos e 8 pollegadas do nivel do mar
so vrtice, O na toa base a cirrumferencia corres-
ponde ao dimetro de 10 palmos-e ti pollegadas. Sua
PABA O-RIO DE JANEIRO
tegue com muita brevidade a barca na-
cional Sorte, por ter a maior parle da
Carga prompla, para o resto, ppSSgcirot
e escravos a 'rele, para p rjue tem e\ccl-
lentes eommodos: trata-te com os consig-
natarios Novaes & C, ra do Trapiche n.
54, ou com o capito Josq Alaria Ferreira
ta praca do Commercio.
Para Lisboa segu viagem com muila brevida-
de o bergantina porluguez Tarujo I, capilo Ma-
noel de Oliveira Faneco : quem 110 mesmo quizer
caircgar ou ir de passagem, dirija-sc 'ao mesmo ca-
pilo, ou a seu consignatario Manoel Joaqoiui Ra-
mos e Silva.
Para o Porto seguo viagem com muila brevi-
dade o berganlim porluguez S. Manoel la, capilo
Carlos Ferreira Soares : quem no mesmo quizer
rarregar ou ir de passagem, dirija-sc ao mesmo capi-
tao, ou a seu consignatario Manoel Joaquim Ramos
c Silva.
PABA MACEIO".
Seguc na presente semana o brigue na-
cional ADOLP1IO: para carga e passa-
geiros trata-s com a consignatario Edu-
ardo Ferreira Baltar. na ra do Vigario
11. 5, ou com o capitao Manoel Pereira de
Sa', ha praca.
Companhia Brasileira de Parpictes de
Vapor.
O vapor
Impera-
dor, com-
inandanle
1" lenle
Torralo .
espera -se
dos porlos
do norle a
*5 do correnle, e seguir' para os do sul no diA se-
guinle ao da sua entrada : agencia em Pernambuco
CASA DE COMMISSAO DE ESCRAVOS.
Na ra DireiUi, defronle do becro de S. Pedro n.
3, sobrado de 3 andares, recebem-se escravos de am-
bos os sexos para se venderem de rommissao, nao se
levando sajit do que dous por cento p>ir csse Iraba-
llio, sem despeza alguma do cnmrdorias, olferecen-
do-se para islo toda a segurtnra precisa para os di-
tos eteravof.
Precisa-se arrendar um silio que lenha casa ca-
paz para urna familia, sendo nos lugares, l'as-agem,
Cajueiro ou GaOcMga, leudo banlio : qum lver an-
nuncie ou dirija-sc ao quarlo andar do sobrado n. 4
da ra da Cadeia do Recife.
Achando-se prompla urna das lanchas que nos
tormos do aiI. 3 do remilaineulo de 28 de fevcreiro
de 1834 deve ler a MSOCilclo dos pralicos das barras
e porlu desla ciliado, o pralico mor as-iin o En pu-
blico para canhtcimentu dos senhores consignatarios
c espitaos de navios, sssegurando-llios quo nos pe-
queos serviros como espiar ferros dos navios, e
mudar oulros .le pequeo tole, ele., nao se exigir,
por pagamento mais do que -kiii pela dila lancha,
I7OO0 porcada unidos seus remadores.
Precia-se alosar urna ama de leile : na prara
da Independencia n. -Jli.
Precisa-se de duas amas que nao audem de li-
man, urna para comprar, rn/nhar, engoinmar e en-
saboar, oulra para cozinhar c lonipiar : na ra Au-
gusta n.2, segundo andar.
Na ra Nova, esquina da ponte, precisa-se de
bous olliciaes para calcas.
Manuel Ignacio de Oliveira embarca para a
Europa oseo filbo menor de 10 aooot, Jos de As-
sumpro Oliveira.
O Sr. Jos Coriolano de Souza Lima fjni oh-
seqnio ir a loja do Sr. Manoel do Amparo Caj', que
epconlrara urna pessoa que Ibe deseja fallar, ou an-
nuncie a sua morada.
O Sr. Bernardo Angosto de Abroa deixou de
ser ctixeira dos abaixo assignados desde 10 do cor-
renle.Isaac Curio k Companhia.
Precisa-se de urna ama para n trrica interno
de urna casa de pouca familia : na Capunga, casa
grande na esquina da ra dos 1 Ico-es ;*prefcrc se
porluguez.a.
Antonio Jos do Rego*Vai a Portugal tratar dos
seus negopios.

O propictario da linba de mni-
bus faz setenio que do dia II! do cor-
renle cm dianle, hovera nos dias de
aula da academia um mnibus para all, o qual
partir da ra do Crespo as 7 llorase 3|,H 11, 9
l|2, 10 1|2c II 1(2 horas da manbaa : a niensaliilade
he de bOOO rs. pagos adiaolados, e avulso200 rs: os
bilheles de entrada vendem-se no cscriplorio da
ra das l.aranseias n. IS. Adverlc-se que irilo le-
ra ingresso quem deixar de apresenlar o bilhcte de
entrada.
-Altiga-sc um grande sitio com casa
de vivencia de pedia e cal, estribara pa-
ra i cavadlos, cocheira, um grande poco
com dous Limpies com coberta de quatro
aguas, sito na estrada do Parnameiiim,
com parte de frente para a estrada prin-
cipal: advertindo que se alagara' com
preferencia a* pessoa que se quizer encat>
regar a tratar bem do silio e das casas,
e igualmente se fara' negocio por venda :
quem pretender qualquer des les nego-
cios procure na travessa do Veras n. 15,
na Boa-Vista.
I). Auna Joscpha Pereira dos Sanios, po-
nderada do mais vivo rccenbccinionlo, sum-
mamentc-agradccc a lodos os senhores que se
dignaran assislir as exequias de seu finada
marido, o coronel Joaquim Canuto de Kiguei-
reln. ,
ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Passagens. Cmara. Convez.
Para o Rio de Janeiro. 1005000 22MI0O
Babia. itMMH) IO3OOO
Macei. stHM) ',-iuo
Conccde-se aos passageiros adullus a r 25 palmos
cbicos para bagagem, e haveudo excesso pagarlo a
ra/.o de 300 rs. Os senhores passaaeiros cjue pre-
tenderem passagem ncsle vapor, quuiram com ante-
cedencia pagar suas passagens, para oblcrem prefe-
rencia aos lugares que o vapor trouxer dispouivcis.
_ Jss^^m.Jaa?JM:^m.
Segu com brevidade por ter parle da
carga prompla, o bem conliecido biate
AMELIA : para o resto da carga e pas-
sageiros, trata-te com os consignatarios
Novaes S C., na rita do Trapiche n. ."'t,
ou com o meslre no trapiche do algodo.
Os abaixo assimiados consignatarios do paladn
porluguez Al/redo, lencionam que o dito navio saia
domingo 15 do corrente sem falta, e quem no mes-
mo quizer rarregar, para o que anda lem' lugar,
queira apromplar os seus despachosal scxla-feira.
Rerife II de marco de 1K55. Jolmston Pa-
lerck C.
Segu para o Porlo a barca nS. do Bom Suc-
cesson al o dia 21! de abril, por ler parle do seu car-
regamcnlo promplo, por isso quem quizer rarregar
na mesma, ou ir de passaecm, dirja-se a Francisco
Alves itaCunha & Companhia, ra do Vigario 11. II,
011 ao capilo na prara.
Para o Asan' sabe improlerivelmciito na seguin-
le semana o hiato Anglica ; para carga c pas-a-
L-eiros, Irata-se na ra da Cadeia do Recito 11. i'J,
primeiro andar.
1b:(iOi8097 1 cor de um branco claro se destaca immcdiatamcnle
401*142
1!>:00G5l39
MOVIMENTO DO PORTO.
Sacias sohidos no dia.
Rio de JaneiroPatacho br.-isileiro I alent, capitao
francisco Nicolao de Araujo, carga assucar. Con-
dnz desla provincia 19 escravos a entregar com
passa portes.
Rio da PrataBrigue dinamarquez Ida e lima, ca-
pilo E. Bock. carga assucar.
Marselha pela ParahibaBarca franceza Sanio An-
dr, capilo G. Bronkbors, em lastro.
Acaracu'Patacho brasileiro Emularo, capilo
Antonio Comes Pereira, carga fazendas e mais g-
neros. Passageiros, Miguel Francisco do Monte,
LEILO'ES.
das huas do banco do Iuglcz, sen lo nesle, a do nor-
te rajada de branco c escarale em liras perpendi-
culres.c a do sul de cor vcrmelba. Arha-sc ella si-
la sobre um fundo de areia grossa vcrmelba, em 5
bracas na baxa-niar media, para Ierra dclla cousa
de urnas 30 bracas principiam apparecer algumas
laces solas, mas ao nivel do fundo, e aquem 2i0
bracas se enconlra o maissecco dos baixos deOlin-
da, vindo a boia a licar fura 2 milhas da cosa e 2
e 1 quarlo i!o do extremo norle do banco do In-
glez. Sua posicao so oblcm marcando a torre da S,
na cidade de Olinda (igreja mais alia pouco .10 N
da qual se ada o roqueiro rein; rcavel por 63 N O,
o pao da bandeira do forte do Buraco, por 73 S O,
e a turre do arsenal de marinha por 57 S O, rumos
O ajenie Borja far
leilao cm sen armazn
na ra do Collegio n.
15, de diversos ohjeclos,
coiisislindoein 11111 com-
pleto sorlimento de
obras >(le. marcineiria
novas e usadas, nm op-
liino apparelho de pra-
la para cb.i, una por-
cSo de quinquilharias de pnirellana c de vidro, ri-
cas caixas de cbaro para vollarele, dilas para cos-
tura e para guardar Jolas e oulros mallos chjcclos de
cbaro c de outras qualidades que seria mpo-sivel
menciona-los c qualro evcellenles carros de qualro
nulas muilo novos e de gosla modernissimo, cujos
se acharo patentes no mesmo armazem no dia do
leilao, quinla-feira 12 do correnle, as manbaa.
O agente Vctor faro leilao de um excellenle
boto novo com seu competente mastrjj.vellas, remos,
croque, forquetas, rhadres; os senhores prelcndcn-
Ies podem dirigir-.se ao porto das Canoas junto a
iludirn dos senhores Mosquita & Oulra, onde esl 1
ancorado dito bnle, e examina-lo, para isso se, faz o
presento annuncio : quinla-feira 12 do corrente as
10 1|2 horas da manha no indicado logar
MATRIZ DE S. ANTONIO.
Sendo assiduos os abaivo assignados a
lodos os actos da semana sania na matriz
do bairro de S. Antonio, e mesmo na vi-
da da guarda de honra ate sua retirada :
em abono da verdade somos obligados a
declarar, que esta guarda, daqualra
commnndante o digno capilo Miguel Jo-
s de Almeida Pernambuco, porlou-se
com seus subalternos com toda'a dignida-*
de, mantendo o respeito devido aos actos :
se alguna inconvenientes appareceram
ibram taes que nao foram presentidos no
(jer.il, pois que dito commandanle com
sua prudencia evitara seu progresso ; e
sa bouve pessoa iao estranha a cor pora-
cao que causn a narracao 110 Iletrospeo
lo, por certo nao foramFrancisco Jos
do Itego, Jos Esteves Vianna, llemeterio
Maciel de Souza.
- Precisa-se de um bom jardineiro pa-
ra lindar um pequeo j.irdim, e peloque
se llie pagara' a seu contento: epiem es-
tiver nestas circumstancias dirija-se a esla
typographta, que se llie dir' com quem
tem de tratar.
O Sr. Joao Lui/. Vianna, queira di-
tigir-se a esta typographia a negocio que
llie diz respeito.
LOTERA DE N. S. 1)0 ROSARIO DE
GOIANMA.
. Aos 5:00?000, 2:Oi)0o0O(), 1:0005000.
Os billieies c cautelas do eautelista A. J. Rodri-
gues de Souza Jnior, to aforlunados pelas frequen-
lea vosos que lein dado as sorles grande, como re-
cemmendados |ior torero pagos os premios grandes
por inleroscm descont algum, nrham-se i disposi-
cilo do respeilavel publico as seguinlcs tojas : pra-
ra da Independencia ns. i, 13, 1">. c 41); ruado
niicim.iilo n. 37 A, o em oulras mais do coslume :
as rodas da referida letona andan imprclerivelmcn-
te a 2t do correle mez em o consistorio da isrrja
ila Conceicoilos llililarcs.
Bilheles o^it Recebe .VomftOfM)
Meos 2|tj00 ,, 2:.jOO-5(HK
Ouarlos IJMO o 1:2VWK)0
Oilavos 720 23300
Decimos (JUJ) tMftKKIt)
Vicsimos :tl) jgUtlII
O mesmo canlelisla cima declara an mesmo res-
peilavel publico, que se obriga a pagar os premios
grandes por inlciro sabidos em suascuulelas, e mais
que quauto aos seus bilheles nlciros. os quaes s.lo
vendidos em originaos apenas se rasuonsabilisa I pa-
gar os oito por rento, logo que se Ibe aprsenle o bi-
lbelc. indo o possuinor receber o respectivo premio
do Sr. (hesourciro.
CASA DA AFERICAO, PATEO DO TERCO N. 1(1.
O abaixo BOSlgnado srienlilii-a, que no esrriptorin
ilaqui-ll, casa da-seexpediente lodo os diasdas D.ho-
ras da manha as ida larde ; oulro slm, que a rc-
visao leve principio no dia ^do correnle, e que lin-
do o prazo marcado pelas posturas munic'ipacs. in-
cnrre 10 s contraventores n.is penas do arl. 2 Utu-
to 11 das sobredilas posluras. Prxedes da Silva
Gutm3o.
Ouem desojen saber se nesla prara exisle pes-
soa aulorisada aos negocios de Paolfno da Cunda
Souto Maior, piole apparecer na ra da Madre de
Dos n. 7, primeiro andar, que achara com quem
tratar.
Precisa-se alagar urna ama secca : na roa da
Unido, em casa do Dr. Jo-e Amonio de An liado.
' Joao francisco de Araujo Cima vai a Europa.
Virialo de Fretas lavares, resllenle nesla ci-
dade, berdero legitimo de seu finado pai Francisco
Jos 'lavares, fallecido em Lisboa, conslandn-lhequc
para esla cidade pelos mais herdeiros de Lisboa, fui
remelliila procurarn baslaole para serrn vendidas
as parles dos rngenbo-Cuiambuca e Riacho dos Pa-
dres na freguezia de Agua-I'rela, que por haronea
de seu fallecido av Manoel de Caiv.ilho .Medeiros
as houverain. E como os bens de seu fallecido pai
anda u3o foram inventariados, p.irlilhados. e menos
para isso envido fui o mesmo annuuciaulc, he do
seu risornso dever scentilicar ao respeilavcl publico
detla ridado c provincia.' (pie deixem de negocio al-
2um fa/er, pois que essas mesillas parles dos refe-
ridos cugeiihos, elle alinunrianle berdero. lenciona
serem as que por hcranr.a Ibes devam tocar, einbora
mesmo qualquer repusi^ao que hoja de haver, pela
qual se obriga o annuncianle a satisfacer, 111:1.1 vez
que nesla provincia se arda residindo, c da agricul-
tura do Brasil pretende usar, c por isso deixar de
perlencer as mesmas parles dos ditos ongenhos aos
herdenos de Lisboa por ser Uta dillercnles as suas
residencias. E para que de futuro ignorancia no
baja aos que lal compra li/.ercm. fac,o por aunando
em (i dias successivos nesle Diario, ludo islo constar
ao mesmo rcspelavel publico desla cidade, c toda a
provincia. Recife 11 de abril de 1855.
No hotel da Europa d-se comida mcnsalmenle,
por preco razoavel.
No holel da Europa di ra da Aurora tem co-
mida e bous peliscos a toda hora, com os precos mar-
cados na tabella, muilo commodo.
Nada perder quem for credor de M. M. do B.
senhor dn engenho em PC, se noticiar seu debito
na ra do Queimado n. 18.
Maioel de Faria relira-sc para fra do im-
perio.
Precisa-sede m moleqne de 15 a 18 annos de
idade, para lodo o servicode una casa de pouca fa-
milia na ra da Cadeia do Recife, loja n. 10.
Do engenho Lopes, freguezia de Agua Prela,
desapparereiuio dia 1 de Janeiro do correnle anno,
um rrioiiln de nomc Kilppe, oflicial do rarapina, le-
vando coinsigo a ferrtMMMa, rom os signaes segiiin,
les : reprsenla ler 21 a 25 anuos de idade, altan
regular, chcio do eorpd, cor prela. ps largos, sem.
barba, peileiireule ao abaixo assignado : roga-se
todas s autoridades c rapitacs de campo que delle
liverem conhcciinenlo, de o capturaren!, e levarem-
110 ao mesmo engenho, ou enlrcga-lo ao Sr. Manoel
Goiiealves da Silva ou ao Sr. Antonio Concalves
Ferreira & Irinio, nesla praca, que serao generosa-
mente recompensados. Mi l'iriru Fialho.
Desappareccu do engenho Bom Jess, da co-
marca do Cali, no dia 1 do correnle mez, o escravo
de nome Vicente, cabra, de dado de 30 annos, alto,
tOCCO, hombros largos, sem barba, cabellos corridos,
ps cmpralos c chatos ; levoucalca c camisa de al-
godlo branco, e um barrete de lucia j.i usado ; he
distillador, loca ranee, gaita o viela ; be filho do
serian da Serra do Martina : quem o prender levan-
do-o ao mesmo engenho ou rasa do commendador
lui/: t tomes Ferreira, no MoudegO, ser generosa-
mente recompensado.
O Sr.Candido Francisco Gomes meslre pedrei-
ro, lenha a dondade de apparecer na ruada Cadeia
de Santo Antonio serrara n. I'J, a tratar de um ne-
gocio que uiujto o inleressa.
Precisa-sede um pequeo de 12 a H annos de
idade, para taberna : a tratar na ra da Conceicao
na Boa-Visto n. 6.
Da-se 420900t> rs. juros razoaveis, com po-
nhores deouro ou prata : na ra eslreila do Rosa-
rio n. 7, se dir quem d.
Andr Blaneo, subdito hespanbol, vai Euro-
pa tratar de sua saude e leva em sua companhia seu
primo Jos Bento Augusto.
Precisa-se, para uina cast eslrangtira de pouca
familia, de duas ciiadas, urna para o servido de co-
zinha, e a oulra para os oulros arraujos da casa,-am-
bas duvern saber lavar c eugommar : na ra do Tra-
piche n. 12.
OLEO DE RICINO 1>AUA CANDIEIROS.
O fabricante d'oleo da ra dos Guararapes faz sci-
enle ao respeilavcl publico, que para maior commo-
didade de seus rrcguezcsestabdereu um deposito no
pateo da malris de Santo .Antonio n. aonde se
vende por*canada e por garrafa. O oleo de ricino
de Eslovao Chantre, preparado para os candiciros,
dura muilo mais lampo que o azcile de coco, d
muilo boa luz c he 13o cryslalino que nao faz fuma-
ra, nao cria inurrao lias torcidas e nao suja os can-
dieiros.
Precisa-se alugar urna prela cscrava ou forra,
para cuidar em 2 meninos : no atorro da Boa-Vista,
taberna n. 8, se dir quem precisa.
Francisco Cordeiro relira-sc para fra do im-
perio.
Francisco Cordeiro Ramos c- Manoel de Farias
rcliram-se para tora do imperio.
Precisa-se de um cozinbeiro bom para una
casa de pasto : na ra do Amorim 11. :tl.
na ra de
C. C. FIGUEIREDO,
CLST05II10LSE & SIIIPPING AGEM.
SOUTIUMPTO}.
t>fH0s<
HE11CBA.SD1ZE. BACUCE, 4 EITECTS. BECEiVED F0EW1UE,
NViid despatrhand economv.
Gondsand Passengers' l.uggage slriclly allended Jo.
hiformalion oicen respening thearrical & de-
^ parture of Steam I essels.
Forcijii Money Exchangcd or Receivcd in Pavment.
C. C. FIGUEIREDO,
COORTIES DE DOAU, .
A SOUTHAMPTON.
iiliirfljanliisrs, bnjjagf, rt cfets
Rcrus el evpdis avee diligeuce et econome.
Iji plus grande atlention est apportre- ettver* les
Paitagert, leurs Bagages et Marchandiies.
ToaU Information postibie esl donne sur l'.irrive
ou le dcparl des Baleaux Vapeur.
CARLflTI FIGUEIREDO.
Agente da Aifandega e de Navios,
3, QUEEN'S TERRftCE,
SOUT1IAMPTON.
Rcccbc e expede com presteza e economa, mer-
cadonat, bugagem e clleilos de qualqucr nalureza e
ordem.
Esclarece os viajantes sobre as chegadas e sabidas
dos paquetes, de eainuihos de ferro, etc., dirigindo-
e no mais (;c precisem.
F'az as oprraroes nece-sarias da aifandega, e rece-
be fazendas .1 rommissao, ele.
. 6. C. Jolmston estando cm v espera de fazer
viagem para a Europa, roga a toda e qualquer pes-
soa que se julgar seu credor por divida particular,
queira apresenlar as suas cotilas em casi de Jo-
honslon Paler A; C, ra do Vigario 11. 3, para se-
rem verificadas e pagas.
Na ra das Triiicheiras n. 46, primeiro andar*
prcrisa-se fallar ao Sr. capitao Torres, que esleve
na povoacao do Abren e em Barreos, cm casa do
Sr. Thcodnro, c do Sr.'Firmino Lucas de Azevcdo
Soares Gordo, a negocio deslcs mesmos lugares.
Precisa-sc alugar una prela para oservicode
urna familia ingleza, quosaiba lavar, eugommar e
coer : em rasa de Paln Nash & Companhia, roa do
Trapiche Novo 11. 10.
Os credores do fallecido Manoel Joa-
(|ium Goncalves e Silva queiitun compa-
recer na quinta-feira 12 do corrente, as
10 horas do clia, na casa dos Srs. Josti
Antonio da Cunta & Irmao, pata delibe-
raran sobre o que lia a lazer-se.
O Sr. Guilhenne Augusto de Azere-
clo, deixou de ser caixeiro dos abaixo as-
signados desde o dia do corcente. Per-
narabuco 9 de abril de. 1855.Macha-
do & Pinheiro.
O abaixo assignadb, oflerece o seu prestimo a
quem se quizer ulilisar para lirar guias do juizo dos
leitosda fazenda, lauto da geral cmoda provincial,
por aquellas pessoas que pcssnalmenleas nao podem
lirar, e que roni a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da rasa, c ra cm que mora, nos lu-
-aus seguinlcs: llccifc, ra da Cadeia loja n. 39,
ruada Cruz n. 56, pateo do Terco n. 19, ra doLi-
vramenlo n. 22, praca da Independencia n. i, ra
Nova 11. 4. praca da Boa-Vista n. 24, onde serao
procurados os bilheles c as pessoas que quizerem
para o lim expendido, o na ra da Gloria n. l casa
do annuncianle.Macariio de (.una Feire.
Na ra da Cadeit do Recito 11. 3, primeiro an-
dai, confronte o cscriplorio dos Srs. Barroca c\ Cas-
tro, di-parliani-se navios, quer narionacs oa eslrao-
geiros, com toda a prumptidao ; bem como lirara-sa
passaporles paradora do imperio, por precos mais
eommodos do qoe em odlra qualqucr parle, e sem o
menor Irabalbo dos prelendenles, que podem tratar
das 8 da manbaa as 4 huras da larde.
allil)AM..A DE LOJA.
3S Jos Pradijies, cutilcro" francez, lem a hon-'l
g rt.de previiur o respeilavcl publico e a seus I
H freguezes em particular, que mudou sua toja i
de cutilaria da ra Nova para a ra da Ca-
deia do Recife n. 10, onde o achanto prompto !
g para os misleres de seu oflicio, e assegura as i
r5 pessoas que quizerem lionra-lo com sua confi-
j5 anea, que serao satisfeitas tonto na prompti- 1
S dio como nos precos, que serflo os mais rasoa- i
3 veis possivol : approveila tambem essa occa- I
|| sifio para previnir a seus freguezes que teem
Ea obras nas maos delle ha muito lempo, que ve- ]
gj nham buscar no prazo de um mez, do con- !
irario serao vendidas para pagamento do I/a- '
__ balito, porque nao pode pastar sea lempo a
p apromplar obras que dcixam depois sem as ,
vir buscar. #
Faz as amollaces todos os dias.
Precisa-se de urna ama de leile
Santa Rila 11.16.
O Sr. Eduardo Claudino Correia ('.adral queira
apparecer na ra do Vigario a negocio que nao ig-
nora.
J'is Valenlim da Silva lemhrn a quem ron-
vicr, que a sua aula de giammalira launa esla aber-
la na ra da Alegra, na Boa-Vista, n. 38, e ah re-
cebe por prcc,o eommodu alumnos externos, pensio-
nistas e meio pensionistas.
Precisa-se de urna ama de leile, sada c de boa
conduela : na ra du Vigario n. 1, armazem de
cabos.
Precisa-se de unta ama com leile : na ra do
t .abusa 11. 11.'
Nos ultimo-, das do mez de marco desappare-
ceu .lo engenho Crauassu', um mulato "de nomc Ja-
cinlho, alto, bom c.orpo, cabello muito carapinhado,
c he carreiro ; suppt-sc ser do serian, e lalvez pa-
ra la leuda ido : quem o apprchcndcr, leve-o aseo
senhor no mesmo engenho, e nesla prara ao Sr.
Francisco Jos Slvcira. ou a Gabriel Antonio de
Castro Uuinlaes, que gratificar gcuerosaiocnle.
Na loja de miudezas da ra da Cadeia ilo Bc-
cito 11. /, de Antonio Lopes Pereira do Meta panhia, existo un completo sorlimento de laa para
bordar, de cxcellenles cores, por preco commodo ;
as-iin cio anida exisle nula pequea purrao de
saeeas rom uxcellenlc feijao mnlalinlio, vindo ulli-
ni.miento do Aracaty, pelo diminuto proco de 12o
rs. cada unta; assim como contina haver sempre
caixas com os bem onhecidos chapeos de fellro Ja
ladina de Jos de Carvalbo Pinto & Companhia, do
tito de Janeiro.
Na ra da Cruz do Recife 11. 37, muito se de
seja saber aonde exisle o porluguez Antonio de Sou-
za .-soares, viudo da Porto no brigue aS. Manoel Ii>,
natural da Maia, froguesia de Bairao, o qual estove
de caixeiro nesla praca, ha pouca mais ou menos de
una auno ; agora jolga-so oslar na cidade do Rio
Grande do Norle ou seus suburbios : quem delle li-
ver noticia fara favor do dar parle na casa cima
mencionada, que muito se Ibe agradecer*, para rece-
ber novas de urna bcranra de cerlu prenle.
Manoel do Bego Lima vai a Europa tratar de
seus negocios, e lev em sua companbia o menor
seiilildo Antonio, nada deve a esta placa, c em sua
ausencia lem conslitnido por seus bstanles procu-
radores : cm primeiro lugar seu toara Jos Andre
de Oliveira, ein -e-iindo Pedro Joso da Costo, c em
lerrciro Setxas & Azevedo, (cando o seu caixeiro
.loan de Azevcdoaulonsado a lazer todas as compras
precisas para o seu cstabclecimento, a diobeire a
vista,
O abaixo assignado estando a mu-
dar-se de Olinda, declara nao dever a
ninguem nessa cidade ncm na do Recite,
iiL'in em parte alguma : se todava al-
guem se julgar seu credor, aprsente
seu titulo para ser pago.Jos Lonrenco
Meira de Vasconcellos.
Precsa-se de urna mulhcr livre ou escrava pa-
ra terviso inlerno de urna casa de familia, inclusive
eugoramado : a Iralar na ra Nova n. 50, segundo
audar.
Perdeu-se urna nota de 5? embrulhada em nm
lenco de cambraia de marca pequea, da botica do
Sr. Antonio Pedro das Neves at o becco que vira
para o Irem : quem achou e querendo restituir po-
de-o fazer na ra do Rangel n. 21, que se Ihe ficar
obrigado e lambem a consciencia mais leve.e se exi-
gir algum adiado se Ibe dar pois he de pessoa ne-
cessilada.
O padre Antonio da Cunda Ejguciredo mudou
o seu cscriplorio de advogado para a ra eslreila do
Rosario n. 2l>, onde podera ser procurado todos os
dias das 9 horas da manbaa cm dianle.

Antonio da Ponto Araujo, porluguez, relira-
sc para fra do imperio.
English hotel.
D-se almoros c janiar.es para fra, e lamber as-
sigualura por mez, por preci mui razoavel.
Pede-so ao Sr. Autonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior, que nao pague o que por sorle sabir
no meio bilbele da lotera de N. S. do Guadelupe de
11. 1919, o'qual foi desapparecido do poder do an-
nunciaiitc.Manoel Antonio Rodrigues Samt'co.
SALA DE DANSA.
l.uiz Cantarelli participa au respeilavcl publico,
que a sua sala de ensino, na rna das Trincheiras 11.
19, se acha aborta todas us segundas, quarlas e sex-
tas desde as 7 huras da noile ale as 9 : quera do seu
presumo se quizer ulilisar, dirija-se mesma casa
das 7 horas da manbaa al as 9 ; o mesmo se oflere-
ce a dar lisoes particulares as horas convencionadss:
e tambem da lires nos collegios pelos presos qoe os
mesmos ttm marcado.
i 1.E.MI0 MILITAR.
Previne-se aos Srs. socios, que no dia 12 at |jj
H > boras de tarde na casa da residencia do abai- '
S| xo assignado na ra do AragSu n. 12, tero If
jj entregues as proposlas para convite de familia 9
jj para a partida que tora lugar no dia 21 do jgj
a curente.Altores Barros, secretario.
:: :.::. ..- ..: :; .. ..: ;. ;;:;
Precisa-se de um bomem do meia idade, que
d informarnos de sua conduela, para feilor de um
engenho perlo desta cidade : a Iralar na ra do Cres-
po n. Li.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente I'errcr de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos iritei nos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer ulilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar dn refe-
rida casa a' qualqucr hora dos dias uteis.
Arrenda-se ama loja no atorro da Boa-Vista,
propria para qualqucr eslabelecimeiilo, sendo con-
fronto ,1 casa do Sr. Antonio l.uiz Gonsalves Ferrei-
ra, e junta a urna toja de eulileiro : os prelendenles
entcnd.im-se no sobrado por cima da mesma loja, ou
na ra da Cadeia do Recito, sobrado-11. 3, primeiro
andar.
Dosapparrreram da praia de Santa Rila, 2 pran-
choes deainarello, curlos.com a marca A. C. : quem
dcdli- souber e, der noticia dirija-se i ra da'Praia,
armazem de Adelo n. 7o, que ser gratificado.
Oucm precisar de um rapaz brasileiro, de ida-
da 13 anuos, para caixeiro do loja ou armazem, com
nlelligcnria, o qual da fiador a sua conducta : pro-
cure na botica do Sr. Barlholnmeu, que dir quem
he.
Eusciie Tisscl, socio gerente da cata J. B. Las-
ierre & Companhia vai fa/er ima viatiem a Europa,
dexaudo praseos procuradores seu irmao Gustave
Tistet, e o Sr. commciidador Manoel Goncalves da
Silva.
Anda se precisa do om pequeo de 14 a 16
anuos.'para caixeiro de taberna : na roa do Caldci-
reiro n. 60.
Manoel Barbosa relira-sc para tora do imperio.
Precisa-se de um feitor para um si-
tio : na ra do Trapiche n. 17.
V..--.-. 1
MUTILADO



iAm
O'M'O DE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA 12 OE ABRIL OE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
*<
50 mVJL
1 AVBAR 50.
O Dr. l\ A. Lobo Momo*., d consultas homeopalliicas lodo, os dias m pobres, desde 9 Loras da
manhaa aleo meto din. e ein cosos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operara ,1o ciruraja* e a-udir"pr"n.ptamente a qual-
qucr rnuHier que esteja mal de parlo, e cujas circumstancias nao permillam pagar ao medico.
SO COMLMI DO R. P. L LOBO MOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo de me.ldici.ia homeopalhica do Dr. (i. H. Jalir, traducido em por
tu^uez. pelo Dr. Mosrozn, qualro volumes encadernados cm dous e acompanhadode
, un diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 205000
lista obra, a mais imporlanlc de toda* as qiiclralam do esludo e pralira da homeopalhia, por ser a unir
2i'i?'i 1,1,'." .fi,'!".?Ie,J.la] '''0 IttNTOSKO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
as que sequerem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que qui/crcm
experimentar a doulnna de Halincmann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella : a lodos os
izendciroscseiilioies de encenho que eslao longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capilesde navio
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de scus Iripulanlcs :
a lodos os.pais de familia que por cirenmstancias, que ntm sempre po los a preslar in continenti os primeiros soccorros eic suas enfermidades.
O vade-raecum do homcopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra .lambem til s pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 10JO00
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, ele., etc., encardenado. 3)000
Sem verdadeiro e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira'da
homeopalhia, e o propnclario deslc eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o raais bem montado possivel e
ninguem dovida hoje da grande superiorida Bolicas a 12 lubos grandes................ 8S000
Boticas de 24 medicamenlos em glbulos, a 10, 12 e 159000 rs. ^^
Ditas 36 ditos a........ on-uinri
Ditas 48 ditos a *............'.'. -T-2
Ditas 60 dilos a.......... s**m
Ditas 144- ditos a.......... ...... SSE
Tubos avulsos...................'!!."!".! 1NMK)
Fraseos de meia nuca de lindura...........\ \ oSBK
Ditas de verdadeira lindura a rnica.........'.'.'.'.'." ~>--
N mesma casa lia sempre i venda grande numero de tubos d'c ry'slai de diversos lamanhus,
vidros par*edicamcnlos. c aprompla-se qualquer cncommenda de medicamenloseom loda a brevida-
oe e por precos multo commodos.
ft

.'tBUCACAO' DO INSTITUTO 110
MtOPATHICO O BRASIL. g
THESOL'RO HOMEOPATI11CO
OU
VADE-MECLM DO
HQMEOPATHA.
Methodo conciso, ciato e seguro de ru-
tar homeopathnamenle todas as molestias
que affligcm a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redigido segundo os melhores traa- ,.
dos de homeopalhia, tanto europeos romo \^5
americanos, e secundo a propria ctperi-'ftft
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera S,
Pinho." Esla obra he hoje reconhecida co- \$>)
nio a mellior de (odas que tratam daappli- (g%
V cacao homeopathica no curativo das nio- W
ffif lestias. Os curiosos, principalmente, nao (}
gt. podem dar um passo seguro sem possui-la o /,.
W consulla-la. Os pais de familias, os senho- *?
fA res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (&i
7 pitaes de navios, sertanejos etc. ele, devem 2j.
"9 le-la i m9o para occorrer promptsmente a * qualquer caso de molestia. A
2 Dous volumes cm brochura por 108000 J?
($) >< encadernados II000 tfif
Sk Vende-se nicamente em casa" do autor,
<9 no palacete da roa de S. Francisco (Mun- w
|p do Novo) o. 68 A. (Qk
S J. JANE, DENTISTA,
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
At ro andar.
Novos livros de homeopalhia uicfrancez, obras
tortas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
2000
63000
"5000
6)000
InXHHJ
69000
89000
169000
10.JOO0
85000
"5000
0-30(XI
45000
10*090
I limes.
Teste, irolcslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pliarmacnpa homcopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ,
Jahr, molestias nervosas......
Jahr, molestias da pelle. ..... ."
Rapou.historia da homeopalhia, 2 volumes
Jlarlhmann, tratado completo dasmblestias
dos meuiuos.....*....".
A Tesle, materia medica homcopalhica. '.
De Fayollc, doulrina medica homeopalliica
''linica de Slaoneli '.......
Casling, verdade da homeopalhia. \
Dir/?ionario deNysIen.......
Aulas completo da anatoma com bollas es-
tampas coloridas, cnotondo a descripcao
do todas as parles do corjio humano 30'"000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopi-
llnco do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova'n. 50 nri-
meiro sudar.
Precisa-se alugar urna preta de boa
conducta para casa estrangeira, que Jai-
ba engommar, para andar com meninos:
na ra da Cruz n. 10.
@g? e@@ 4 s
DEBTISTA, 1
I Paulo Gaignoui, dentista rancez, eslabele
9 cide na roH larea do Rosario n. 36, sesnndo^
andar, colloca denles com gengivas artiliciaes 9t
81 e dentadura completo, ou parle della.tom a
pressao do ar. S
Knsario n. 36 segundo andar. g,
O Dr. Lobo Moscoso mttdou-se pa-
ra a ra Nova n. 50, priineiro andar.
Na ra da Gloria n..8 enjina-sc a
traduzir, fallar e escrever perfeitamente
a bngua ingleza, promettendo-se um me-
thodo fcil para em pouco tempo o discir
pulo adquerir um grande adiantamento.
Aluga-se um ncaro para condnzir urna caixa
de fazendas : ua ra do (Jueimado n. 7, lea da Es-
trella. '
lllm. Sr. inspector da Ihesouraria ceral. -Diz Jos
da Rocha Paranhos, que em virtude de ordem do
tliesouro pnblico nacional, que mandn a informar
a esto thesouraria umrequerimciito com documenlos
.annexos e comprobatorios, da quantia de dous con-
tos e Unios mil ris, que ao supplicanle.be a mesma
rateada devedora, aconlece que Icndo o soppli-
canle estado na cipeclaliva, c requerido ja a V. S.*
cm dezemlfro do auno passado solucao de nina tal
informae,ao at o presente, parece quo por urna rala-
lidade, nao tem sido possivel o supplicanle obler o
despacho, apezar de ler ja decorrido um anuo pouco
mais 00 menos ; pelo que, nflo sendo cabivel que as
repartieses liscaes prolelem o direilo das parles por
um tempo indefinido ; por isso, vem o supplicanle
requerer a V. S., que como cliefe desta reparliciio, e
a cojo cargo est a atlribuico de cumplir e fazer
curoprir as deliberarles e ordens do Ihesouro, como
determina o paragrapho 10 do arl. 31 do decreto n
736 de 20 de uovembro de 1830, se digne mandar
que e empregado em cojo poder estilo os documen-
tos e petires do supplicanle, para informar manda-
dos por V. S. que he o dicte da i. socrfio, .l.is
Ilenrique Machado, d promplo andamento a dita
inforraacao nfim de que nao fique eternamente se-
pultada esto pelicflo em seu poder, como lem estado
os ontros documentos e petiefies ; com o que far
"o supplicanle a merecida juslira ; e assim pede i
V. S. Ibe defira.E. R. Me.
Jos da /locha Paranhot.
Recife 22 de marro de 1855.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
snoux, dentista franee/, chumba os denles com a
maua adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posiro tem a vantagem de encher sem presso dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adqiicrindn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e prometle restaurar os denles mais estragados,
eom a forma e a cor primitiva.
LOTERAS da provincia.
Acham-se a venda os bi-
Ihetes da primeira parte
da primeira leteria, con-
cedida a beneficio da igre-
ja de N. S. do Rosario de
Goianna, nicamente na
thesouraria das loteras
ra do Collegio n. 15, e
corre ^ impreterivelmente
no dia 21 do corrente.
Pernambuco 11 de abril
de 1855.O thesoureiro,
F. Antonio de Oliveira.
Casa de consignaco de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
s"0'' P?,ra ,e yendcrem de commissao, tanto para a
provincia como para fra delia, offerecendo-se para
sso loda a segurauca precisa para os dilos escravos.
ASPHALTO.
Escriptorio da fabrica de aspbalot ra-
Vessa do Carmon. 1.0.
Augusto Carneiro Monteiro da $.
Silva Santos, Dr. cm medicina. O
,reside- no aterro da Boa Vistan. Sk
~>o, segundo andar.
$'
Precisa-se de aluzar um proto : na ra do Se-
bo u. 50 A, ao qual se a bom ordenado.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leile que lenha bom lei-
le e seja sadia, e que nao lenha lilhos : na ra Di-
reila n. 66.
sr;? a 9 a a S--@ @j
S MDANA DE LOJA. S
^ A. I.aea/.e srici.lilira ao icspilavel publico
^ c principalmenle aosseus ficguezes, que mu-
Ion a sna loja de relnjoeiro para a roa da Ca-
fi dcia do Kccife.n. 18, ondeo achara* sempre $5
53 prumplo para f^zer qualquer concert, lano
5>3 de relosiosde aigibeira como ilc parede, ele.
etc., assim como adiarlo um completo sorli- @
9 ment de relogios de algibeira paleles, suis- ;.;
@ sos c horizontaes, correles para dilos, occu- O
ti los, etc. .
g-*323a K i
Prccisa-se alagar um inoleque de H a 16 an-
nos: na ra da Cadeia do Recife n. IX.
Madame Theard, leudo de fazer urna vjagcm a
Europa, avisa aos sen devedores de virem saldar suas
cotilas na loja da ra Nova h. 32, para Ihe evitar de
proceder contra elles judicialmente.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar cx-pro-
curadorda cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de l.uiz Roma, pois basta de
cassoadas, ficando certo-que em quanto>nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir este aununcio.
PerJeu-se da igreja do Carino at o
atenoda Boa-Vista, um rosario branco
com um crucixo de prata novo : quem
o adiar entregue nesta typograpbia que
se dar' o adiado.
COMPRAS.
Compram-6e palacesbrasilciros e hespanlioes:
na ra da Cadeia do Recife, loja n. 54.
-Compra-se urna preta que saiba engommar e
cozinhar bem : na ra do Amnrim n. 25.
ATTEMIAO1.
w ^ ^ PIBLICACAO'.
W Acha-se no prelo e breve sahiri luz urna jl
5P inleressante obra intitularla Manual do
>> i.uarda Nacional ou collccrao de lodas as Icis,
regotiinentos, ordens e avisos concernentes
9 a mesma Guarda, (muilos dos quaesescapa-
l ."! de. "r mencionados as calleccoes do f
9 Un): desde a ua nova oramisacao al 31 de
% dezembro de 1854, relativos nao so ao prores-
m so da qualilicarao, reirse de rcvisl, ele,
ele, seii.1o a economa dos rorpos, nreani
9 rao por municipios, lnlallies, companhias,. gb
tH de mappas, moilclos, rIr. ele. ele. Sobscre-
A ve-sea .iQOOO para os a-, ;,:,... ,, ,;^hio O)
ti para os que nao jttan : no pateo do Car- te-
05 mo n. '.l. i'nmejro aadar.
Desapp.ireicn. nodipiii: ira do correlo, um
quartao alasao cnliorlo com o- -ienaes seguintes :
Irenlo aberla, urnas jiinlas branc- su tiro o lambo,
crinas paradas a lesoura, um lallio m> p esquerdo,
sendo o outro e as snaos calcadas, e com a marca-S-
no quarlo esquerdo : quem o achar poder., levar a
casa do Sr. Andr Avelino de Itarros. na Iravessa
da ra Bella que ser gnerosaroe*te recom-
pensado.
compram-se escravos de amims os rezos, sendo par-
dos de 10 a 18 anuos, c rrioulos do 10 a 25 anuos,
sendo bonitos lisuras ; pagare lie ni; assim romo re-
cebem-sc para se vender de commissao : ua ra de
Hurlas u. 00.
Compram-se algumas acate* do Ban-
co de Pernambuco: na ra da Cadeia do
Itecii'e loja n. il.
Compra-se urna casa terrea.que o seu valor nao
exceda de 1:0005O00, na freguezia de S. Jos ou
Santo Antonio : quem quizer vender annuncie por
esta folha para ser procurado.
LISTA GERAL
Dos proii, ios da
1/ parte da 4.a Lotera concedida pela Le Provincial n. 105, de 9 de >faio ce 1814, a benefi-io A
igreja de JN. S. do Guadelupe da cidade de Olinda, extrahida em 11 de Abril de ISSs! oenenci da
NS. PREMS.
:>
8
16
JO
21
, 25
28
28
:m
:i
36
39
12
t
45
17
5a
55
61
63
61
65
67
71
72
7i
75
76
79
83
8-
88
90
93
95
103
7
12
15
17
19
20
i
21
28
30
:i2
33
:t
:w
:i
8
51
56
58
61
65
67
69
70
76
77
79
85
87
9t
95
97
99
202
i
5
II
12
13
14
16
17
23
59
5j
5$
59
59
>
59
:..-
59
59
59
59
59
59
59
59
59
>?
59
59
V?
59
59
59
.v?
59
53
59
59
109
5
5
59
55
59
59
59
59
5
59
59
59
59
51
59
59
59
59
53
59
55
5
SI
59
.55
51
5)
51
55
59
59
5
59
59
59
59
59
59
.59
59
59
59
59
59
59
59
NS. 1 ItlMS.
221 1:11009
28 59
29 59
30 59
37 >9
42 59
H 59
45 59
XI 59
"7 59
. "8 .>.'-
59 59
lis 59
69 59
71 59
7i 59
"77 5|
80 59
i 59
86 .-
87 59
92 59
>4 55
98 ">5
99 5
301 59
2 59
. 3 5g
7 5jH
19 53
15 59
18 59
19 59
2> 59
93 59
26 59
28 59
30 59
32 59
:i 59
35 59
38 ">3
39 59
43 59
44 r>9
45 59
52 ">9
53 59
56 59
56 9O009
59 59
64 . 59
65 59
67 59
69 59
70 59
76 59
78 59
86 .59
88 59
93 59
99 .?-<
403 59
8 59
9 59
11 59
13 53
14 59
15 59
18 59
24 59
28 9
29 59
35 9
40 59
42 59
44 59
49 59
NS. PBBMS. NS. PBBMS.
i iii
53
54
57
lili
61
ti2
lii
65
66
67
74
80
84
91
92
9i
95
96
97
.503
9
13
19
23
24
29
32
34
36
42
14
18
51
57
58
63
69
75
80
86
88
89
90
91
95
97
,,2
12
11
15
16
22
23
29
32
33
34
35
41
43
45
51
55
.58
62
67
71
72
73
76
77
78
87
88
89
92
97
209
59
5|
>5
59
.1-^
59
59
59
S
59
ai
59
59
59
"
59
59
59
">3
5.3
59
"'-
r>9
59
"O
59
5}
909
59
5
58
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
.53
59
59
59
59
')'.
59
59
59
59
.53
59
53
59
59
59
55
59
59
103
53
59
' 59
59
59
53
53
59
1009
53
55
55
698
99
701
8
9
II
17
19
20
21
28
31
33
34
38
41
15
19
51
52
53
55
57
58
60
62
65
69
70
73
76
80
81
84
88
92
95
96
89
803
5
6
7
II
17
20
98
2:1
3(1
31
34
35
38
ti
15
48
51
53
51
56
62
69
75
78
80
81
83
86
87
90
96
99
900
1
8
14
15
18
23
:>0
59
39
5|
59
59
59
59
59
."1**
59
59
59
59
59
59
59
5j
59
59
59
59
59
">3
59
59
r>.3
59
.59
59
5-3
53
">5
53
909
">3
5-3
59
59
.".5
la-,
59
">3
59
59
59
>
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
59
5-3
59
53
59
59
59
53
55
59
59
53
55
59
50
NS. PREMS.
59
59
5-3
59
>-
59
5*
S
59
59
59
59
5j
5g
'5
53
59
59
59
55
59
59
53
59
53
59
55
59
59
59
53
55
59
53
55
55
55
:,5
55
59
59
59
55
509
53
.59
53
53
53
53
53
5-5
, 5-5
55
59
59
59
">3
53
59
.">?
59
59
53
59
59
59
, 59
59
59
55
53
1 a,
59
109
59
55
99
55
921
93
2".
31
32
33
36
38
10
7
51
52
53
61
66
6S
69
71
72
79
811
85
87
8S
91
92
94
99
IOIKI
t
4
8
II
13
20
21
22
27
29
34
NI
n
15
18
. 49
51b
51
62
64
69
Tu
71
72
75
SI
82
83
85
95
1106
s
II
li
20
21
92
25
30
38
42
H
50
52
54
60
62
63
65
71
N. PREMS. NS.
1177 59 1119
78 59 21
SI 59 21
83 2
85 95
89 59 96
90 59 27
93 59 28
96 59 12
1201 59 37
1 53 38
8 5a 10
d 47
39
11 5g 48
16 59 51
18 59 .56
26 .>** .58
36 59 62
41 59 64
12 5-3 67
50 59 70
51 59 71
>) 59 72
56 .5- 76
58 59 82
59 59 84
60 67 59 59 8-5 Mi
68 109 95
71 59 6
7") 59 98
a >5 Ill3
88 59 6
91 5g 7
1300 i >3 10
>> 11
8 59 12
10 59 23
II 59 >5
U 59 >7
1' 59 12
18 .?. 3
20 >; 37
il 59 38
2> 5- 39
26 59 41
27 >5 12
28 59 4:<
31 59 17
3> l9 49
.3 . 53
39 59 56
11 1- 57
43 )5 59
li, 59 60
4/ 59 (i7
19 59 71
.V >5 73
52 >- 7 i
56 5 78
58 59 79
59 ">9 S2
61 59 8
62 59 86
63 59 87
61 v3 90
76 59 92
83 59 94
8 59 1606
87 53 8
88 ?9 11
93 53 14
95 59 15
97 59 16
99 .59 18
1409 59 19
4 5-3 25
9 53 30
14 ,
59
59
.-,.-
59
59
59
59
58
59
59
55
59
59
59
53
39
59
53
59
59
59
53
59
59
.53
55
59
55
59
53
59
59
59
59
59
59
.",5
53
59
55
53
59
83
59
55
59
53
59
55
59
59
59
59
59
55
53
59
55
55
59
59
59
59
59
59
59
59
53
59
55
59
55
59
59
59
.59
53
NS. PREMS. N!.
1632
:l
35
36
37
13
58
61
62
64
65
66
70
71
72
74
7?
78
80
81
82
i
89
94
95
98
99
1710
11
16
28
34
35
38
39
II
46
47
63
65
66
67
76
79
92
91
98
I SO I
3
6
8
12
l
16
17
32
33
37
39
4..
17
48
53
54
55
96
61
64
65
71
73
75
79
83
84
86
*-;
59
5 '
59
59
59
59
59
59
;-
59
59
59
59
59
.55
55
59
59
53
59
59
5|
5-5
5-3
59
59
* 59
59
59
59
59
53
5a
53
59
59
59
39
59
*9
59
5g
5-3
:,.-
59
59
59
59
">9
55
59
59
59
59
.">-
59
55
59
59
5>)
53
55
53J
">5
.55
55
53
-55
59
59
59
59
c3
59
59
103
59
I8-9
91
97
1931
5
6
7
12
15
IS
22
2!i
27
30
33
35
37
40
II
13
15
50
53
56
57
58
71
79
81
91
94
97
99
200 i
8
10
11
16
17
18
25
27
31
35
38
42
U
15
16
48
51,
53
51
59
ir.
66
69
71
78
Si.
85
89
99
2100
5
6
14
15
16
18
19
23
24
26
27
28
29
30
lirunii Praeger A C, tem para M
vender em sua casa, ra da Cruz
n. 10.
Lonas da Russia.
Champagne. H
Instrumentos para msica. M
Oleados para mesa.
Charutos (Iq Havana verdadeiros. ^
Cerveja Hamhttrfjueza.
fiomma lacea". H
um h nmmBom ~m wmini mM
IECHANISHO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNOICAO DE FERRO DO ENGE
NHEIRO DAVID W- BOWNIAN. ,>A
RA DO BRUM, PASSANDO O UHA-
FARIZ,
ha sempre um arande sorlim'ento dos seauinles ob-
jectos de merhanimos proprios para engenho*, a sa-
ber : moendas c meias moendas da mais moderna
conslrucrao ; laixas de ferro fundido c batido, de
superior qnalidade o de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para asna ou animaes, de lodas as propor-
rOes ; rrivns e boceas de fornalha e resilros de Iki-
eiro. aguilhoes bronzes, para Tusos ecavilhes, moi-
nho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICA'O.
se execnlam lodas as encommendas rom a superio-
ridade j condecida, e com a devida presteza c com-
modidade cm prero.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Rar-
Iholomeu Francisco deSoiwa, na ra larsa do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes5c500 c pequeas 39000.
IMPORTASTE PARA 0 PIRLICO.
Pora cura de plttisira em Iqdos os scus diflerenles
graos, quer motivada por constipacoes, losse, aslh-
ma. plenriz. escirros de saggue, dor de costados e
pello, palpitadlo no corceo, coqueluche, bronrhile
dr ona garganta, e lodas as molestias dos orgaos pul-
monares.
REM5. NS. I'l EUfl NS.
59 21 11 5| 2359
9 ., , . 61
59 37 i^ 62
'5 38 is 68
59 39 >^ 69
59 59 i 'i 78 83
59 17 .,^ sr
5- 48 5 87
59 59 i s:i
60 >- 9o
59 63 >> 92
59 68 .-. 93
59 69 .i^ 98
59 73 >^ 99
59 74 .i-. 9404
59 11 >5 10
59 78 '5 14
59 79 >5 16
59 83 >- 18
59. 55 95 97 5 22 23
59 22M 9 25
Sa 11 >> 29
59 13 9 32
59 17 >5 37
55 23 >9 40
59 2S '5 41
69 31 >9 43
59 37 >.< 45
-5-5 42 >9 46
59 43 *9 50
509 45 J3 52
59 i6 5: 53 54
59 50 59 .>
59 52 59 62
59 54 59 63
>5 ., i >9 65
59 >/ 59 67
59 58 5 70
53 59 . 59 71
1009 61 59 74
53 "5 64 65 1- 77 3
.59 (8 5.1 87
53 59 69 71 9 > 3 SS 89
59 72 59 93
5| 73 19 94
. 78 59 95
59 S2 59 99
53 SS 59 9508
53 94 .,9 16
59 95 59 20
59 99 >9 21
55 2303 >9 25
59 i 19 27
59 8 59 28
*>9 14 59 30
59 15 >-5 32
. 16 >9 34
59 19 59 36
59 21 5 42
'- 24 5 43
59 25 J9 44
59 27 59 46
>9 30 59 51
5j 31 59 56
:,- 35 59 58
59 41 59 61
59 46 .5-9 64
59 47 >9 67
59 49 59 68
59 50 59 73
" 59 52 59 76
59 s54 . >> 7/
59 56 59 78
PREMS-
Manoel Tavares Cordeirtt lem para vender fu-
mo para charutos de lodas as qualidades, gigos com
champagne'em garrafas, c meias, do melhor autor,
e oulros mais gneros : no annazcm n. 18, na tra-
vesa da Madre de Doos. *
POR SEUUI.AS VEI.II.fS A 3*000 c 4.9O0O O
PAR. QUEM DB1XAKA' lE COMPRAR.
A' moda, pechinclta de horzegitins e sapaloes de
luslrc fraiire/.es para domeni, dilos de he/erro c de
lustre ile Nanles, lano para Inimem romo para me-
nino, muilo proprios para a cstacao presente, alm
disto um novo e completo sortimenlo de calcados de
lodas s qualidades, tinto para huincn como para
senhora, ineuinos e meninas, ludo por proco muilo
rnininodo, a troco de sedlas velhas : no a'lcrro da
Itoa-Visia, ilefronte da lionera 11. 11.
. ,1- (ombombasderepuxopara regar horlas e baua,
Na ra do A mor m n. il, vendeut- de#apim. na fundica-de t). W. Bowman : na ra
se os seguintes genefoi, os mais superiores
que vem a este mercado c por commodos
precos:
5- 2579
51 S'l
59 85
SS
59 93
59 96
>9 2602
59 6
59 1
53 II
59 16
:,- 19
. 21
?5 24
59 30
59 36
.59 38
>9 39
59 i2
.!> 44
59 47
59 49
209 50
59 53
59 57
59 6S
?3 69
i 71
5- 73
59 //
59 87
89 90
>5 96
53 97
59 88
59 2702
59 1
>5 6
?5 8
59 9
'- 12
53 16
55 22
59 23
53 27
53 30
59 33
>7 35
?5 36
53 37
?3 10
59 13
59 14
?5 i7
59 52
55 60
59 62
59 63
J9 67 i
>3 72
59 11
. 79
>9 81
>-9 86
59 87
59 89
53 97
59 2801
59 2
59 4
59 6
59 22
59 23
59 24
59 25
>3 27
309 28
I-
59
55
59
59
5.3
59
59
59
,59
59
59
59
59
59
59
59
55
59
5.9
59
59
59
59
59
59
">9
59
59
5.9
59
59
5g
59
59
59
i-
39
55
59
59
59
5-9
59
50 J
r>-}
59
5-5
59
39
59
.59
59
59
59
59
2 59
59
59
59
5-
59
59
59
59
59
59
10-3
59
59
59
59
59
59
NS PREMS.
2S31
33
34
35
15
46
50
51
58
60
63
67
68
70
77
82
83
5
88
99
2903
6
7
II
18
20
93
29
31
32
34
36
38
39
40
41
42
43
i i
45
19
51
53
58
60
65
72
74
75
78
81
84
85
86
89
90
95
96
98
.1004
2
4
9
14
19
20
21
31
33
34
:
43
48
54
56
58
61
65
5-7
:-
59
59
59
59
55
59
59
59
59
59
59
59
59
99
5-
59
"59
909
59
59
59
5|
5-
59
59
5-9
59
5-3
5j
5-9
59
'>>
59
59
59
59
209
59
5-3
59
53
59
59
59
59
.53
59
59
89
59
59
59
5-7
59
59
55
53
59
59
59
59
59
5-9
59
59
5-3
99

50
59
5e
59
59
59
5.3
59
NS. PREMS.INS. |.|(i.:ms
30SS
70
72
75
76
80
84
90
91
98
97
99
3ll)
12
16
2.3.
26
27
28
31
37
38
39
41
45
.51
53
58
64
67
70
72
75
79
SI
87
89
90
95
98
3200
8
10
12
22
24
26
2*
39
43
48
.50
51
59
60
66
70
74
75
76
77
8
85
87
88
91
92
94
95
96
3369
. 3
4
13
14
16
17
19
59
59
59
59
59
59
55
59
5-5
5-3
50
5j
9
5|
>9
5J
59
5-9
59
">5
39
59
5-9
59
59
'5
">3
59
59
59
59
.)
53
59
69
59
5-
59
53
53
59
?"
J9
59
59
5.9
5-9
5j9
,17
55
5g
55
53
59
59
5-9
5g
59
59
59
59
59
59
59
59
59
5-9
59
S9
59
5|
59
59
.53
59
55
59
59
3324 ~>- 3529
28 29 31 32 33 59 59 59 S| 51 5] 30 31 35 44 i 16
3 5) t7
40 liKi- 51
11 59 ,-,i
49 5,3 55
52 < 56
.54 a .58
>8 5| 61
60 5a 63
62 .59 64
63 51 65
64 59 67
68 59 70
71 51 71
73 5-9 76
76 77
82 9. 51 80
89 5-9 84
85 59 94
86 >9 99
93 .59 3600
97 5 4
99 59 6
3400 .5.3 7
2 59 12
3 .?9 16
4 5 000.9 18
1 59 22
13 59 23
14 S9 25
16 59 27
21 5| 28
22-^- 5 34
29 59 39
3fi 59 41
37 5f 45
3 . 59 46
40 42 14 >5 47
59 49
59 54:
i8 49 59 59 52 .58
.)> 60
54 >-9 62
57 '" 68
59 .).- 70
64 59 80
65 .,- 81
66 5- 82
6S 59 84
71 5| 85
77 1o> 86
81 59 91
82 59 93
84 5 97
85 53 98
88 53 3701
89 5.9 ->
93 59 5
94 59 7
95 59 8
98 59 12
99 3503 59 5-9 14 15
3 53 16
>9 18
7 59 19
10 '59 21
16 59 27
17 i3 38
18 59 48
23 59 49
NS. PRLMs.
"9
59
59
5-
59
59
59
5|
59

5-9
5
59
59
51
"?9
5J
5
59
53
S|
59
59
59
59
5J>
9S
59
59
5-9
59
53
59
59
53
53
59
59
5(
5|
59
59
5-3
53
9
53
59
5*
59
5
59
5-9
59
5-
>9
59
59
59
59
59
59
55
59
59
.5
59
53
53
59
59
59
58
59
59
NS. I'KEMS.
3751 .58
53 .53
54 55
53
59
59
59
53
59
59
59
59
59
59
59
53
53
53
59
59
5
59
59
.5
59
59
5
59
.Y7
6
71
. 72
78
80
82
83
85
87
88
96
98'
3802
11
20
21
24
26
30
34
35
36
37
41
42
4-5
48
49
.50
53
54
58
59
64
, 67
68
69
71
72
76
80
86
88
92
93
97
3900
2
4
5
8
10
12
15
20
22
26
27
30
31
34
36
:(8
44
48
52
54
68
70
74
87
90
99
1
59
59
59
59
59.
59
59
59
209
5
59
2O09
5
o
58
>9
53
59
i
59
5
59
5O9
3
t.
99
59
53
5
59
59
59
59
59
5
59
59
59
5
59
55
59
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYG1E-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e hvfjieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecotptu Fe-
ron & C: ra da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib. ,
Superior. tid
Fino.....500
Moinhos de vento
,-rVen(lc'se muil l,om i|c''e : a m ireila n.
129, priineiro andar.
Na ra do Visarlo n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Grz-
tidat).
do llruin ns. 6, 8 e 10.
CEMENTO ROMANO.
Vinin mutriiol cm U... 1 I n J ^ enilc-sc superior cemento cm barricas e a
> tniio muscatelm lian tsde o a Ocanadas. Uto,
VENDAS.
AUANAM PARV .800.
Saluram a' luz as l'olhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
CORTES DE GSEHIRAS
\ 2.S000 E o.SUOO.
Para lii,uidar,lo veudem-se corles de casemiras de
cores escf.ras com loque de molo, muilo pruprias
para a presente eslarilo, vemlcm-se pelo barato preco
de 29 e 39 : a ra do Qucimado loja n. 17 ao p
da botica.
RAPE' I)E LISBOA.
Ilcchegado o magnifico rape de Lisboa, o mais
superior que lem viudo por ser de cncommenda, em
libras, meias ditas, e a rctalho : na praca da Inde-
pendencia, loja ii. 3.
\0S 1118. SACERDOTES
Na praca da Independencia n. 26, vende-se por
prero commodo o excedente compendio de Iheolngia
moral, pelo padre Monte, 3.' edicilo, c conferencias
deN. S. deParis, pelo padre Lacordairc, em portu-
gus, obra de summa importancia aos reverendos
p regadores.
Vendem-se 2 molecolcs de idade 14 a 18 an-
uos, e urna csrrava quitandeira, de muilo boa con-
docta : na ra Dircila n. 3.
Vendem-sc no largo dos Cqalhos, nruhiis a 2-9,
sendo muilo necessario para Icr-so nos quintaes, por
livraras aalinhas da peste, e mesmo a gente : a fal-
lar com Denlo Mariaiino.
Vende-se uina batina nova de lila fina, por nao
servir a pessoa para quem foi feita : quem preten-
der, dirija-so a travessa do Uuvidor, loja de atraale
do Sr. Souza.
Vende-se um ptimo moleque hom cozinheiro,
por preco muilo barato por ler um pequeo defeito
em urna perna, mas qne Ihe nao empata servico al-
gum : oa ra da Cadeia Vclha, loja o. 40.
Contitiua-se a vender milito superio-
res charutos: na rua do Crespo n. 21.
CEMENTO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do thcalro, arma-
zem de laboas de pinho.
Taixas par; engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de tahas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquacs acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sel luis inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarla.
Candieiros e casticaes bromeados
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barr de graxa n. 97.
Vende-se urna balanca romana com lodos o
stus perlences.em hom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem u. 4.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes'da alfandega, e para por-
rees a tratar com Hanoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
NOVO SORTI MENT HE COBERTORES DE TO-
DAS AS QLALIDADES.
Cobertores escuros a 720 rs., ditos grandes a 19200
rs., ditos brancos de algodilo de pello e sem elle, a
milaro dos de papa, a 19200 rs. : na loja da rua
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brim francez de quadros a 610 a vara,
diloa 900 rs., dito a 18280, riscado de lislras de cor,
proprio para o racimo fim a 160 o covado. na ras
do Crespo a, 6.
Champagne.
Cha' de San Paulo, caixasde 2 a 20 libras.
Chocolate i'rancezr.
Garrafes com cevadinha.
tiarraloes com sag.
Estatuas para jardim.
Vasos para jardim e cemiterio.
Cales, trinas, espiguilha e volantes para
armadores.
VESTIDOS DE SEDA.
Na loja de 4 portas da rua do Queimadu n. 10 ha
parai vender um completo sorlimcnlo de cortes de
vestidos de seda de cores, superior qualidade, mo-
dernos goslos e por prer,u muilo em cunta.
I
FINOS.
Superiores pannos finos, cor de cafe, de vinho,
bronze e verde ; proprios para nalilns c 5obrc.-casa-
rda-
no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio de maleriaes por preco oais em conla.
COBERTORES ESCUROS
BRANCOS.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volta para a
cadeia, vendem-se cobertores escuros, prnppos para
escravos. a 720, dilos grandes, bem encorpados, a
19280, ditos bramos a 1,9200, ditos com pello imi-
audo os de laa a 19280, dilos de lila a 2*100 cada
um.
CAL DE LISBOA A A$000 RS.
Vendem-sc barris eom cal de Lisboa, rheadn no
ultimo navio a 49OOO por cada urna : na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com milito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 16 do neceo
'& POTASSA BRAS1LEIRA.
() Vende-se superior potassa, fa- (
^ bricada no Rio de Janeiro, che-
/a gada 1 ecentemente, ( recom;nen- i
^ da-se aos senhores de' engenhos os ]
2 sc,,s "ons eleitos ja' evperimen- j
A ,iK,0S: na r,,a da Cruzn. 20, ar-
W mazem de L. Leconte Feron & i
(jj) Companhia. I
casa 4.9 rs. o covado: vendem-se na loja de 4 por- do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes* C, na rua do
Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mili-
to superior, a .s'.iOO rs- a sacca : nos ar-
VESTIDOS A 2:000 RIS.
Corles de vestidos de chita larga francesa, padrfics
de cana a 23 rs. cada um : vendem-se na loja de 4
portas da rua do Queiniado 11. 10.
Vendem-se lodos os perlences de uma taberna,' mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
consislindo em balco, balanza de Homilo & Compa-
nhia, pesos, medidas, caixocs c canlciros muilo se-
guros, ludo por preo commodo, c lambem se vende
cada uina cousa de per si : a Iratar na rua da Sla- criptono de Aranaga& Brvan, na rua do
dre de Dos 11. ;. Na mesma casa vende-se uma ~
pori.-.u, de sement de trigo para quem quizer plan-
lar.
eno de Jos Joaquim Pereira de Mell, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
Vende-se excellonle laboado de pinho, recen-
lenienlo chegado da America : na ra de Apollo
trapiche do Kerreira. a enleuder-se com o adminis
radiir do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran- [ de boas qualidades.
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
lib
HITO BARATO.
j rua do Queimado n. 10. pW,< ^
! CONDECAS PARA ROUPA SUJA DE
DIVERSOS TAMANHOS.
Vendem-se nA rua da Cadeia do Recife
n. iS, primeiro andar.
AOS SRS. DE ENGENHO.
COM PE01EM TOOIE DE AVARIA.
Baela encamada e amarell a 50 rs. o covado-
5w,:.do Crcs"",oJ" "T'' ^"*3?
-Na rua do Trapichen. 16, escriptoi^
de Biandera Brandi?&C, vende-se Wr
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao. das de Russia, de
milito boa qualidade.
Papel para imprimir, ormak} grande e
pequeo.
Papel de cores emcaixai sortidas, mili-
to proprio para forrar chpeos.
Papel almaco ede peso, branco c azul,
ras, junto com o methodo de emprc- gante.
Gra\a para arreios de cano.
Candelabros de 6 luzes de feitto.ele-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. edicSo do livrinlio denomintdo
Devoto (.lirislao.mais correcto e aerescenlado: vemle-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada eiemplar.

Trapiche-Novo n. segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MACA'6.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco mmtosuperior ao al-
vaiadeeommum com o competente sec-
cante. '
Vendem-se as obras seguintes por- W.
ScotJ, (X Puritanos, >Vaverley, o Talis-
mn, A. prito d'Edimburgo, Ouintino
Durivard, Ivanho, Diccionario Tbeob-
^x^ljss1^^ c,ervabnoAri,,a,dJu,Rv$ rr? ^r
reverend.ssimos padres capuchiuhos de W. S. dAPe- *'etl.lleux no aterro da Boa-Vista loja de
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se- Olirives n. 68.
nhor da Conceicao, e da noticia histrica da me- I
darha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven- ,
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da *,, ,"?Ae com 'T" "l,.'le oil" meies> aiBda com
independencia, a IjjOOO. l0"e ccom 'turnashabilidades nllo lem vi-
1 u a ,,orque ''vendida esta escrava:
V?ZZ L.STf- bw,i* fi9ura
Na ruado Crespo, loja n. 6, vende se superior
tarja heapanhola. muilo larga, pelo diininuln prero
de 2:t00 e 23600 o covado, selim maco a 258IK) e
Vende-se no palco do Carino, quina da rua de
Ilortas n. 2, doce novo, secco, do caj' a 300 rs., di-
to em c,ii.\ao de 4libras, de goiaba, Ano, a 880, cai-
vinlias eom palitos proprios pan quem fuma, pois
mo se apagaui cm quaulo dura a madeira, fejao
nulatinlio novo a 560, e prelo a 180, arroz a 480 a
azeile doce a 720 a garr.fa. e wuu"" c>0Ya<10- 1 Cruz n. 4.
Na rua da Cadeia do Recife, loja do miudezas FARINHA DE MANDIOCA. Venden:-se lonas da Russia por preco
I^ie!r!JStt?,S! 'lc mc,al,,rancu ei Vende-se superior farinha de mandio- commodo, c de superior qualidade: o
amarello, o mais pendi que lia neslc genero, pro- __ ,, ,.. ... 1 ., -, r. '. .
prias para repariicoes poblicai. saceos eom goiiima j8'em sacc:,s tme tem "m alqueire, me- armazem deN. O. Bieber Se C, rua da
de muilo boa qualidade a 8?000 cada uma. dida velha, por preco commodo: nos Cruz n. 4.
Vende se uma negra de meia idade, sem vi- j armazens n. 7), bel defronte da escadi-
oios nem achaques, por preco muilo commodo: no! nha, e no armazem defronte da porta da
pateo v 'allandega, ou a tratar do escriptorio de
> enue-se uma canoa nem ainnsiraii.it. .1 1.1-' i -* ~. .*
- Na rua do Vigario n 19, primei- ,,, ^ g-
10 andar, tem para vender diversas mu- Ven,., tllM .
rfcaspara piano, vioiao e flauui, como c lata de 4'^7^Z X
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio- <"> Quemado n. 1.
tiekes, modinhas, tudo modernissimo ~ }enl,'"5e nm poI,ro m,,il novo- andador baf-
chegado do Rio dsWeneiro. I. Pw. Mtmu e mu,,u ardis : dn **
xoei
vcsia
Vendem-se ricos e modernos pianos^.-ccenle- PPPU||(|PII1 IflTTiT PiV l
mente ebegados, de eicellenles vosea, e precos com- 1 Juulllll Lli A lllU AL UV A
^cnde-seuma canoa bem construida, de lole Vnvane A f* ,,,,,,I., T,...;l -i
dctWO lijlos de alvenaria grossa, por preco commo-: 1>.vae? L-,na "ua do Trapiche n. oi,
Da
do : a tratar oa rua Imperial n/3.
Na rua do Crespo n. 4, loja de quatro
.portas
vende-se madapolAo e algodSozinho com loque de
avaria por precos muilo baratos: a elles anles que se
acabem.
Vende-se uma negra de narao Cosa, moca e
robusta, a qual paga di.iriau.enle (iiO, um sitio com
casa de pedra c cal na estrada do Kosarinho, com
baisa para capim, terreno para plantar e bstanles
arvoredos de fructo: no aterro da Boa Vista n. 17,
a fallar com Krederico Chaves,
AGENCIA
Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Jestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
Vende-se superior cemento em barricas grandes. 'Alinas de vapor, e taixas de ferro batido
isim como lambem vendem-se as tinas : alraz do' e COado, de todos OS tamauliOS, para
dito.
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Iheatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de ristras de cores, proprio
Vende-se nm cabriolel eom coherla o os com-,
volla para a cadeia.
- lia uma escrava de meia idade, perita cPzi- Chales de merino' de cores,* de muito
nltcira, que serve ha quatro anuos cm casas cstran- LT ">""u
aciras, mui propria para pessoas ilc ncgcio*quelem i .,' nom gOStO.
caixeiros; veudc-se |ior sua senhora so retirar breve *"dcm->e na rua do Crc?po, loja da esquina que
para a Kuropa: na rua do Sebo n. 22. | volli' para a cadeia.
umToLT^oTna"' "" **'*"* """"L Tf ^ 'V' **? ":l TO
ca Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes piano viudos ltimamente de llam-
- para palitos, calcase jaquetis, a 1601 pc'enies arreios para um cavallo, ludo quasi "novo":
O COVado. I P?r* vcr' no a,erro <"a Uoa-Visla, armazem do Sr.
:;-,e-"a;- d0 ^espo, w + ^^\}^,z$&i^^
Depo8to de vinho de cliam- @
pague Chateau-Av, primeira qua- ^
lidade, de propriedade do conde *
CALIFORNIA. O lO'.PiS-
S$I0 PUBLICO l l
Vendem-se peca8.de ma-
dapolao de 4 palmos de
largura pelo Ua^O pre-
co de 500, l,Oe0M5OO,
3#200 e 3^M';, a.ellas
que sao pouWas^-^slk dts1
freguezes. -.,
, i '"'' :. J>
ESCRAVOS.FUGIDOS.
Vendcm-se mas figuras de loura para jardim :
ua rua eslreila do Ilusorio n. Sa>
SEBASTOPOL.
burgo.
Chegou pdo nquelc ingle/, uma fazenda lolal-
mcnle nova, fodifde seda, campo aasetinado, com
quadros largos e de INtraa lamben a mais liado poaiel, ulliino snalo cm Paria, como
comte Feron & Companhia.
R.As caixas sao marcadas
A ijJOOO, 2*500 c iijjOOO.
Vende-se melpnmeuc de duas larguras com qua-
dros arhanialoladus para vestidos de cnlinra Ti 1 Jo
covado ; selim prelo Maco, evccllenle para veli-
dos a 25 o rovado; lencos de ramhraia de linln fi-
nme SEBASTOPOL : vende-se nicamente na lo- !"".l,0"li".,0f n ''"t"* pela beira a.Vj rada um; ram- H lulos das garrafas Sao azues.
ja da rua do (Jiicimado 11. 10, pilo diminuto preco lira,i< ,,e llllllu "a a :> a vara ; assim como iliver-
ltalya00l*.oeovado: dUo-seas amostras com pe'- SM f""''* Pr-ommodo preco : na rua da Cadeia
nhor, 'lo Refile loja da esquina 11. .50.
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a (i.S'000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
0
Ansen(ou->c do erfgentio Gaipio, da freguezia
de Ipojuca, em dezembro prognio passado, nm a-
cravo de n.ir.lu. pornome Jacintho, alio,Zula, pun-
ca barba, rarapini ; fol eicravo do fallecido Jos
Hamo* de Oliveira. e CMula andar Iratiallaiodo peto
odicio aqui em diflerenles obra : ouilajuer capitao
I de campo on oulra qualquer peimoa O eaplurar,
leve-o ao escriptorio de Jos Joaquim d Miranda,
na rua da Cadeia do Hecie >. 16, oa em ua rasa
Junto a iereja da Estancia ; e se for pegado no mt-
I lo em qualquer engenho ser levado neima refe-
| rulo, a seu proprielark Jos Flix r Cmara tt-
menlel, que quem o receber gralificira^eiierosa-
meiile.
Vcnde-sefior prero muilo commodo um carro CHARUTOS DF HAVANA
quasi novo,de4rodase4asenlos,e eom os com- ," Ut ** II A.
plenles arreios : a pessoa que precisar, diriia-se 3 el ''"'"-superiores eharulos de llavana, por
Solodade,, sitio dos 1 leoes, a qualquer hora do dia, pre'-' conin,0,l : '" ,ua d Crespo 11. 23.
que ah adiar com quem tratar. Ycnle-sc elleclivaniente alcool (le oG a \0 ra'S qUe ''e ,'flr* rcrll,r """
Desapparcreram do engenho PiloSMo'. do po-
der do ,.il,,ii\ assignado, > escravo's, em de nomo .
JoHo, cnoulo, idade 40 e tantos aiihos, estatura re-
V tt SUl,r' ror|'" sec^0 bri,Cos e lernas linas, pouca hai -
i / "* 'fa'eudo sempre rapada, rom falla de um denle
a fo- W "o queixo superior, olluis vermelhos, e j i prinri-
goConde de Marcuile os ro- l ',!"",','! a n,,,,!,r.: ",ro le nonte I.uii, trionlo, i.l.i-
22 annos. alio, secco, pouca bar,a, cara desrar-
^| nada, corcundo," com marca de re lio pelas costas
j este cscravo suppoc-se andar por lllm la e Herir :
W quem os pegar, leve-os ao engenho cima, que ser.Ki
gralillcadosJo<7o Caralcani de -fbuqutrque.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
ide-se muilo superior potassa d ,,ew,PP1, <*' lembro do anno pro-
mm
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-1
Vende-se uma escrava muilo mora e bonita fi-
gura, que engorvma, cozinba, cose chflo, lava de sa~
biio c lem uma lilha nrgriiiha de 1 mezis : oa rua
das Cruzes n. 22.- ,
Vende-se a taberna do paleo do Paraizo n. 18,
bem afreguezada para a Ierra ; podeni-se informar,
que o dono relira-se.
Reasia, americana e do llio de Janeiro, a precos ba- ^"^0'm""^"' "e "",'y d, "'"^, m-
na. cor arahorlada ; lcv.,11 um vestido de chita rom
lislras cor de rosa c de cafe, e outro lambem de chi-
B
MUTILADO
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a '* ^r''"""0 c"" palmas, um lenco amarello no pesco-
em Dina, barris 011 raululas na Itaii A -,! di ven la di Ulario de ranc ada ""'emente da America. Apipeeos, no Oileiro. em casa de Joilo Leile de Aze-
M' "' vedo, ou no Recife. na praca do Corpo Santo n. 17,
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca- qe recebar a graliHeajSoaeima.
deia do Recife, de Henry tiibson, os mais superio- i
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos --------------------------------------------
mdicos. IPERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. ,1855
ARRCfc DO MARANIIA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco!
do Azeite do Peixe, por preco commodo.'


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E617XUCRU_QZZNR2 INGEST_TIME 2013-03-25T15:42:27Z PACKAGE AA00011611_00955
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES