Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00954


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Full Text
MM XXXI. N. 83.
."
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA II DE ABRIL DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto.
DIARIO DE PERNAMBUCO
F.NCARHEtADOS DA SIIVSCWPCA'O-
Recito, o proprietrio M. F. He Faria ; Rio de Ja-
PereiraMkrlins ; Baha, o !-r. I).
Honrad ; Marei, o Sr. Joaquim llernnrilo de Men-
donra. ; Pandaba, o Sr. (forvazio Virlor .la .Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaqun) lunario Pcreira Jnior ;
Aracaly, o S. Amonio dje I.emos Braga; Ceara, o Sr.
VH-lor'ano Augusto Boraes; MaranhAo, n Sr. Joa-
qun Marque* Rodrigue* ; Piaudy, O Sr. Domingos
Herenlano Adulos Pessoa Cearence ; Para, o.Sr. Jus-
tino J. Ramos | Amazonas, o Sr. Jernnj mo da Coila.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1$.
Taris, 313 a 3r>0 rs. por 1 f.'
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio ile Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rbale.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da coropanhia de Beberibe ao par.
* da companhia de seguros ao par.
Discomo do le liras de 8 a 10 por 0/0.
METAKS.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 63400 velhas.
de 69400 novas.
* de 4aooo. .
Praia.Patar.oes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
29^000
16000
16J000
9C000
1940
18940
19860
partida dos uorreios.
Olinda, iodos os dias.
Caruati, Bonilo e Garanhuns nos dias 1 el 5.
\ la-Bella, Boa-Viisia, lixeOiiiicury, a 13 c 28.
Goianna e Paraliiba, secundas e sextas-loiras.
Vicioria e Nalai, as quinlas-eiras.
PREAMAR DE IIOJE.-
Primeira s 11 boras e 42 minuiosda manhaa.
Segunda s 12 boras e 6 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Coninicrcio, segundascquinias-fciras.
liulacao, ierra:fuiras e sabbados.
Fazenda, lerdas e semias-fciras s 10 horas.
Jui/.o de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL
EPHUMEKIDES.
Abril 2 La choia aos8 minutos e 36 segun-
dos da larda.
9 Quariominguante as 7 horas, 12 mi-
nutos e 39 segundos da tarde.
16 I.na nova a 1 horas, 16 minutos a
36 segundos da tarde.
2i Quariocrescenleas3 horas, 37 mi-
nutos 40 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
9 Segunda. 1.a oitava.Ss. Acacio e Hugo bb.
10 Terca. 2.* oitava.S. Ezequiel profeta.
11 Quarta. S. Leo Magno p. doulor da Igreja.
12 Quinta. Ss. Vctor e Vessia mm.; S. Julio.
13 Sexta. S. Hermenegildo priucipe m.
14 Sabbado. S. Domnina v. ; S. Tibureio.
15 Domingo. 1. depois da Pascoa. Ss. Eulhiquio.
(JI \ ni piada e Pausilipo mm.
COKKaVinK) DAS ARMAS.
ral rn ando da arm de
co m iCad* Racife, 10 da
< IRU.
ORDEN DO DIA N. 3.
O taaracbal de rain no commandanto das armas de-
termina, que de ora em diaote os Srs. capites dos
baUlhoe do cuento aqu lisenle, fajam e(ados-
nnintni dias aa goarnicAo da prac,a, sendo dispen-
sados Qacaes.
lote Joaquim Coelho.
CofifonH.Candido Leal Ferrtira, ajudanto de
do do delallie.
EXTERIOR.
O fallecido imperador da Russia.
A morte repentina do principal aclor no drama
qne presentemente se la representando peranle os
olhos do mundo, e dirji homem que por mudos
asnos foi lalve a ptr>ooagem mais ioDaenle na Eu-
ropa. naturalmente permiti que paremos un mo-
mela, a lancemos orna vista d'lhos relrospectivaso-
bra os principies aeontecimenlos da sua carreira
paasada. Nicolao I., nascido a 6 de julho de 1786,
foi o lerceiro (ilho do imperador Paulo, sua Runda
moVaer, Mara d Wurlembwrg. Quando o assissi-
nalo do pai Uve lugar tinba elle ." anuos de idade.
O iranio mala velho,Alejandre,sobio entAo ao thrnno
e foi, no uadro alterado da poltica europea, duran-
te ocre periodo (do 1807 a 1812) o alliado de ap-
te*, mas depois ara dos priucipaes instrumento* do
amento. Nicolao foi educado sob a
lo irmao, pelo general Laosdorf; receben
a inslraccio, em Naguas, do eininenle philologo
Adelung, o aalorde Mildridales. e do conseldei-
ru Slod> em economa politica. Nao sorprebender
a aiagaon saber que alia mauifeston grande ardor
nao Meaos habilidade para assciencias militare,
e que aprsenlos coosideravel aptidAo para a arle de
fartiakafA. Uiiem que liuha goslo para a msica,
nislo tambem mostrara a iuciinacSodo seu carac-
er na corapo.icAo de marchas militares. Em 1815,
depoit do esUbelecimenlo da paz geral, viajou em
diferentes parles da Europa, visitando a Frauca e a
Inglaterra. Bal sua yolla Rusta visitn todas as
ptaviaoiat eoropeas do imperio, residindo por al-
gara lempo oas eidades principaes, e informando-se
4a rondi$to *s seos futuros subditos. Tenito con-
rluidoastuas viasens, casou-se, em S. Pelersborgo.
oem Cariota, a lilha mais relha de Frederico Goi-
hernse III da Prussia. A noiva imraedialamenlr
abraroa a religiao grega, e loraou o-iinrntde AUian-
dra Feodorowna.' O seu primeiro aclo publico foi
ana carta aoarrehispo de Moscow, na qual aiinun
ioo a inlenrao que tinha da erigir urna ipreja em
honra de S. Aleandre Newski.
No !. de dezembro de 1838 morrea Aleandre em
Taparo;, ao sul da Rusb. Segundo ^ma lei fun-
damenUl do imperio russo, promulgada por Pedro-
grande em. ir, o monarcha russo lem direilo de
noivar o saccessor. izem que Aleandre, antas de
orrer. designeu o irmio mais moco Nicolao como
e socceasor ao Ihrono, passando sobre Constantino,
o tegainle na ordem da' tucceaslo natural. Cons-
lantino assigii.ira um compromisso eom Aleandre,
resiinaodo os aeus direilos eveiituaea ao Ihrono, e o
documento que attesU este fado eslava as oaos de
icolaoquando elle recebeu a noticia da morte do
imperador. Nicolao aa principio recusou a home-
:recida por aquelles que o cercavam, e
ilagem a ConsUntino, que se
aehava eaUo om Varsovia, e o qual a 43 de deaem-
bro esenrrea par confirmar a toa abdieaco. A 21
u corda. A Rusta naquelle lempo
eslava sclapada por urna mu vasta conspiraran.
Espalboti-M boado de q0> a abdicacao de Con.-
tantioo era ama falsificasiio. A 26 do dezembro,
qoando e juramento foi administradoaot regiment:.
abarracados, diRerenles enmpanhias correram dos
seos qaerteis, a obstrairam a casa do senado, lla-
raodo-seem favor de Conslanlino. As oarracoes di-
verges* qoanto ao compar! impiilo de Nicolao nesla
rrise.Segundo ama aulbridale.ellealaco os rebeldes
j frente de om batalhao, ao passo quo oulra di,
que conservou-se dentro das muralhas do seu pa-
lacio. Como quer que soja, a nsurreieo na ca-
pital o reprimida por meio da torea e os res|>ecli-
voa eabecis ejecutados oo taidos para a Siberia.
Mas a revolla linda isualnn-nle arrebenlado Unto
no-exercite do sol como no ilu occideule. No pri-
eiro foi supprimida pela pritao dos chefes do mo-
imento; no ultimo leve lug; r um combate, no qual
os insurgentes foram-tlesbar.ilailos .Des deste pe-
riodo al o Om da vida do imperador, nenhumain-
sorreiclo ocrorreu na Rossii propria, e elle leve
lempo para consolidara do/putiea administrariln do-
atootica, desenvolver a sua ambiciosa e invasora
pontsra estraneeira. He indubitavel quo junta-
meo le eom o engraudecimenlo, Nicolao aspirva o
methorameatto da Russia, tanto quanlo era com-
pativei eom as suas nocoes d,s soberana absoluta.
I alvo era concentrar toda auloridade,
tanto eclesistica como civil, as suas|proprias mAos
e para esle lim fez livre uso de agentes secretos e
deoulrosmeios duvidosos para oblcr a convierto dos
sentiinenlos de seus subditos, Seniclhanle aa gran-
de Frederiro, rcalisou o prinripio da superintenden-
cia pessoal o a direce.lo de todos os ramos do go-
v^rnc, e fui governador de faci o no nome. Sol-
dado por goslo natural e por educarilo, ; os seus es-
forcos eram conslanles e firmemente dirigidos para
aperfeicoar a oraiiisnc.Ao militar do imperio. Quilo
bem elle re.ilisou este objeclo temos apfendnlo i
nossa propria cusa contra as muralhas de Sebasto-
pol. As universidades, e outras insliluicos do c-
docaelo do paiz, niram orgauisadas eom designio ao
mesmo fim pralico. a Os Russos, diz um viajante
observador, sao Trtaros arrolados e disciplinados, e
nada mais.
Em setenAro de 1826 o imperador foi coroado
em Moscow, eom arande pompa e ceremonia. O
absolulisr.i? foi d'ahi cm yante a sua doulrina pre-
dilecta. Em 1829 a paz de Adri anoplefoi concluida
om virtbde da qual foi-pcrniillido a Nicolao manler
a auloridade na Vallacliia e Moldavia, e a Porla
concordou iideinnisar as despezas da guerra pelo
pagamento de oirze milboes e meio de ducados hol-
landezes, Ja qual -mima foram deduzidos depois
tres millioes. Em 1830 arrebculou a revoluto
polaca ; mas a Inglaterra o a Franca permanece-
rn! neulrae-, e a Austria e a Prussia ajudaram o
otar a esmagar os pa trilas insurgentes. Depois da
heroica resistencia a Polonia foi reconquistada, os
Russos eutraram cm Varsovia, e um despotismo de
(erro foi-subslituido a apparencia do goveruo cons-
titucional qna outr'ora linliasido permiltido eiistir.
Edllicou-se um icida-lella n.is alturas ir una de Varso-
via, e quando em 18:15 foramcomprimenlar o czar,
apuntando para a cida tolla, bradouelle: a Estt
vendo aquella fortaleza ; se vos agitantes ordenarei
que vossa cidade seja destruida, nao deiiarei pedra
sobre pedra, e quando for destruida nao ser reedi-
ficada por ni i ni. a
Subsequenlemenle, quando o colera invadi S.
Perlcrsburgo.a populaea ignorante aecusou os mdi-
cos .de lerem envenenado os doentcs no hospilal e
malou alguna delles. Nicolao corren ao lumullo e
hradou eom voz de (rovao, ajoelhai-vos dianle
de Dos e pedi-llie perdilo para vossa's culpas. Eu,
vosso imperapor, voso amo, assim vos ordeno. A
populara obedereu. e Nicolao ao descrever a seena,
jalisse ao marquez de Cuslinc, n estes momentos s3o
os mais bellos de minlia vida. Corra frente do pe-
rigo sm conhrcer, como re,de que maiieira airccli-
raria. Fiz"o nea dever, c Dos me ajudou. Em
1839 foi declarada a guerra eom a Circas-iaguer-
ra que, eom penca I.....ra para as armas rusias, lem
continuado al o pre-enie. L.iggnnta^i^arrelienl u
guerra entre i#Tu--ia^^aSen^| tt^00f
eia fui reunida ao colos-al imperiodo^norleTA in-
surreicAo srcua, para qual a politica de Aleandre
bavia contribuido scrreltmenVe, servio para e-ten-
der a influencia da lliis-ia no Orienle, e em 182S
foi declarada a guerra enlrc o joven impcraduV c a
Sublime Torta'. Mas quiesquer que leiiham sido os
seus designios contra os imperios do rlenle no pri-
mitivo .periodo do seu reinado, foram suspendidos, e
um carcter dilTerenlc foi dado a poltica do seu rei-
nado durante vinlc anuos pela revolurAo franceza
de 1830. Desde esle momento foi contra os goveruos
livres do Occidrnlc que o imperador Nicolao reser-
vou a sua forja. Aperlou os seus lacos de allianras
eom a Austria e l'russia, de tal sorte que estes es-
tados continuaran! por innilos anuos a obrar como
tribuanos do seu imperio c vassallos da soa poli-
tica. Arriimulnu alfrmilas sobre a monarchia cons-
titucional <|i Franca. Como a Iuglalerra se osfor-
rou para permanecer cm termes de boa intelligen-
cia, anda que nao de intima amizade ; e he sabido
que rile profesara durante a vida a crenea de que
um rompimenlo eom este paz, especialmente se
fosse alliado da Franja, serfa um acontecimeutoda
mais falal importancia para Russia, c para a pros-
peridade do seu reinado. Viven muilo lempo bas-
tante para verificar a predice*, sem Icr a pruden-
cia de cvilar-lhe as consequeucias. Durante o perio-
do de 1830 a 1810 a sua influencie nos negocios da
Europa nem foi mullo enrgica nem muilo directa.
Em 1831, amagara cora consideravel difficuldade,
mas eom eicessvo rigor, a grande insurreirito pola-
ca, que flie tera subtrahido as provincias occiden-
'act depoi "incorporadas no imperio. Conseguio em
1832 eslabelccer um eiercilo russo no Bosphoro, e
evloiipil i o tratado de Unkiar'Skclesi das maos en-
fraquecidas do sulllo Malimoud. Duranle o seu rei-
nado a corr"nle latente da inlervene,lo russa nos ne-
gocios da Turqua pode constantemente ser trarada
at que se vrrificou cm 18.3 esta nlaslrnpbc, que
durante os dous anuos passadns tem abalado a Eu-
ropa. O comporlamenlo do imperador Nicolao du-
ranle os tempestuosos e pergosos afinos de 1818 a
1851 elevou-o a um ponto mais alio do que nunca ;
fui considerado cumo um dos mais sabios, como um
dos mais poderosos soberanos da Europa ; e aquel-
las mesmos que deteslavam o seu governo desptico
nflo podiam negar que elle mostrara moderarlo e
grande desejo pela paz.
Um ou dous Iracos pessoaes do czar complelam.
FOLEaSTIJS.
0 CAPITAO PLOETEU. (*)
Por E. Gandin
SEGUNDA PARTE.
XXI
O protesto.
Eioqoanto estes aconlecimeiilos passavam-se ms
Anlilhas, a justira na Europa reuna os elementos
de uro procesan criminal.
Os leiloies devrm estar lerobrados do assassinato
qoe.ho'jve na quinta maldita, e do dcsappirecimerj-
lo mvslerioso da primeira eoodessa de Ploneven. Se
a ruriosidade publica cessra de oceupar-se rom es-
se felo, a magistratura nao e julg.ra por isso dis-
pensada de proseguir em suas avcriguacoes; por-
quaulo leria sido um pessimo eicmplo, se ISo eran-
de crme fleasse impune. Dalii devassas, nlerro^.i-
lonos, varejos, rmlim urna serie de esforjos que li-
nliam cunduzulu a resaltados inesperados. Militas
vezes o processo dorrailuu durante um ou dous an-
uos, e os juizes enmecavam a perder as espeluncas
fie dar-lbe andamento, quandn -ohrevinlia um i
cidenle, e derramava sobre elle nova^luzes. Eia-aqni
a ordem em que os fados se produziram.
Ao principio as pesquizas da justira eslavam cir-
camscriptas ao palacio da margen do Ajo!. A tco-
va da condess-i no apresenlava vesligios de violen-
ria nem de arrombamenlo ; so um circumslanca
donara alaunia impressao uo espritu dos masi-tra-
dao: quando abr ram a porta, ncliaram-ua fechada';
por deiilrn eom os ferrullios,_ o que provava que a
ruodcsta deiiara' o qua(tu por oulra sabida. Ora,]
nem o martello nem a sonda havi.un podido deseo-
brir essa saluda.
Depois do came dos lugares os magistrados "pro-
rederam ao inlerrogatorio das pessoas; porm ne-
nlium depoimenlo oflercceu verdadeiro inleresse, e
apenas a camarista da condessa deu algumas parli-
rularidades. de que a justira apoderou-sc. Dsse qoe
mulas secnas de ciume tiiiham havido entre os dous
esposos, as quaes o capillo commeltra al algu-
mas violencias. O objeclo desse ciume era nm tal
senbor Paulo, qoe ella nanea ouvira designar de
oulra maneira, e que pareca muilo adianlado na
intimdade da condessa. Ella o conliecra oas colo-
esta noticia. Os seus hbitos eram simples eom os-
tentarlo, dramticamente marciaes. O luso da me-
sa nilo era por elle. A sua forma militar apenas em
raras occasiOcs era vista encerrada dentro de urna
carruagem cubera. A sua industria era lao nolavel
como o seu temperamento ; viajara das e noiles
para inspeccionar furlalezas e passar rev isla a corpos
de eiercilo. Era um devorador de gazclas, nao dos
jornaes pouco reaccionarios publicados nos palies
lvresestes ello dc.-prezavamas daquellas gaze-
las que elle condeca que representaran) a inde-
pendencia c inlelligeucia das communhoos em que
eram publicadas. Urna lisia das gazelas que o impe-
rador diariamente eiaminava talvcz podes-e espan-
tar a algumas pessoas. A morle do imperador foi
repenlna c inesperada, e fatalidades repentinas e
'i:.-peradas bao sido 1.1o frequenles na liuha dos llo-
maiiofls que nao suggerem fundamentos de supei-
las desfavorjveis. Qualro prncipes tem cingido a
corda imperial em multo menos de um seculo entre
a morle de Pedro Grande e assenr,Ao de Aleandre,
a saber, cnlre os anuos de 172. e 1801. Eis-aqui os
nomes e os respectivos deslinos :
Pedro II deposlo em 1727.
Iwan VI deposlo em 1750, assassinadem 17C2.
Pedro III assassinado em 1762.
Paulo, assassinado em 1801.
Dos qualro imperadores, um foi deposlo c (res fo-
ram assassinado- dentro de 7G anuos. Porlaolo, nao
pode ser objeclo de sorpreza se una suspeila de que
Nicolao lenlia lide o destino do pai edoav possa
sereicilada por nina molestia lo repentina e ines-
perada.
O marque/, de Cosline d a seguinte descripcao
da appareucia e maneira pessoal do imperador: o A
eipressflo predominante do semblante he a de una
infleiivel severidade, que impressiona um observa-
dor i primeira vista, e, a despeilo da regularidade
das feices, nao causa de maneira alguma inipres-
sao agradavel ; eom tudo, is vezes, algum raio de
benigniqyide suavisa o imperioso olliar desle monar-
cha. Quando descanea da larefa de impr o jugo a
seus subditos, parece feliz. O combate enlre a dlg-
nidade primitiva do homem e a alindada gravidade
do soberano allrahio a minha allenrao. O impe-
rador he cima da eslalura ordinaria ; a figura he
nr-hre, posto qoe um pouco inflesivel; tem o perfil
gregoa fronte elevada, mas inclinada para Iraz ; o
nariz direilo, e perfeilamcnle formado ; todo o seu
ar he militar ; espera semp.re que olhem para si, e
nunca se esquece por um inomento que he assim.
O fallecido imperador deiiou seis lilhos qualro
hlhos e duas fillias. O grao-duque, que actualmente
impera, foi nascido cm 1818, e he casado eom urna
princeza de Darmstadl.
( Times.)
<:ORRESPO\DE.\CIAS%0 DIARIO DE PER-
NAMRCCO-
Lisboa 22 de marco de 1855.
F'inalmenle vai sabir o vapor 1). Mara II, que
(aulascontrariedades lem padecido. Alm dos des-
concertos humanos, Isla he da direcriio, (ambem os
do naliireza concorreram para lliccslorvar a partida.
O lempo nao tem consentido que o vapor da carreira
cnlre no Porto para condu/.ir a Lisboa os passagei-
ros das provincias que linbam j pagas as suas pas-
sagens: por isso annuuciou para 12 e parle a 22.
Cbama-sc islo navegar porlugueza.
. He pena porm que nao se demorasse mais dous
dias se quer, para llie levar a noticia do novo minis-
Iro da guerra, que vamos a ler, e de qual oeiilo da
crise porque esl actualmente passando o ministerio
na cmara dos depnlados. Eis o caso :
Como j sabe, a cmara tinha remetlido ao gover-
uo, o auno pa-sado, lodos os papis a respeito do
goveruadur geral de Angola visconde do Pinbeiro,
para que o governo procedesse na conformidade da4
leis, dando llie no mesmo parecer urna demonstra
rao por 1er acoitado a subscripto, iodicando-so ale
que o ministerio a deyii mandar restituir a seus
donos.
O governo nSo se atreven a mais que a mandar
proceder i syndicancia em Angola, e o visconde do
Pinbeiro no entretanto, requeren um conielho de
guerra, atf qual responden, e ahi foi absolvido.
Com eslt^bsolvicao^ e sem esperar o resultado da
syndicancia (porque a que j,i de l veio est nulla), o
governo nomeou Ximenes para sub-chefe do estado
maior general. Esle despacito Inflen toda a genlc,
e muito mais anda os depnlados que linbam assig-
nado ou aprovado o parecer que reprovava a con-
duelo de Ximenes. D. Rodrigo de Menezes e Mi-
guel do Cilo, ambos da antiga commissao, pediram
una inlerpellarao. a que se associaram depois inuilos
mais deputados; inlerpellarao que dura ha qualro
das.
Aitle-lioiiteui fallou o depulado Js Eslcvao,
mais de hora c meia; nao defende o Ximenes, mas
declarando que se o resultado Yinnl desta queslao
importasse urna mudanra politica, elle e muitos mais
do seu parlido votavam pela absolvido ministerial,
se se julgasse que o goveruo tinha commetlido abuso
de poder. A inlerpellarao conlinua manhaa, e se
houver volaran nominal receia-se que o minislerio
lenba muitos volos contra esle seu neto.
() Vide o Diario a. 78.
nas, e anlcs de vir i Europa ; assim testemunhra
grande prazer (Je lomar a v-lo. Quanlo ao cunde,
lizera-Ihe bom acolbimcuto s primeiras vezes que
veio ao palacio; porm depois suas maneira- mu-
daran), e cliegou a recusar-lhe a'entrada. O seuhor
Paulo ecs-ou as visilas; mas passeava (requeutemen-
le a cavallo sobre a inargem do Ajot, o que enfure-
ca o conde, e occasionava novas sceuas.
Tal foi o depoimenlo quo disperlou a desconfian-
Ca no espirito dos magistrados cncarregades do pro-
cesso. Duas pniOrs bom vivas, o ciume e o espiri-
to de \ ingaiiea, eutravam em scena como elementos
novos, c embora o conde eslivesse anda ausente,
lodos lemhravam-se de quanlo se mostrara suscepti-
vel-a respeito de pontos de honra, prompto em des-
forrar-se. e diflicil de perdoar urna oflensa. Foi esse
o primeiro periodo do processo. Heilor Ploueven
cstava protegido pela ausencia; no momento em
que a condessa desapparecra, elle acbava-se- fura de
Friura, e secundo todas as supposieoes em mares
longinquos. L'ma devassa fra lirada no porlo e na
enseada de Brest para verificar se alguma chegada
furtiva refera-sc a essa dala ; mas nao fontecra in-
forin,icncs eoiicliidenlet. Alm dislo eiislia um obs-
tculo mais grave: a conde -;. dessappareora ; mas
esse desapparcciincnlo poda ter sido voluntario, e
era susceplivel de varas inlerprelaces. A voz pu-
blica fallava de furto, de vagcm mvsteriosa, e pou-
cas pessoas criam em nina calaslrophe. Atsim a jus-
tira eslava iudecisa; pois faltava-lhe seu verdadeiro
poni de apoio, o corpo de delicio.
Esla desroberla s leve logar muilo mais larde, e
depois de algumas tentativas infrucluosas. O lelor
recorda-sc sem duvida da circumslanca qu? se deu
no principio dcsla narrarao. Um natural (le Ueur,
aideia silnadn sobre o Eloro, fe a pouca distancia de
l.anderneau, a-tislira como teslemunha ao assassina-
to do urna inulher mora levada em urna chalupa', e
cnnduzida a nuca a una casa solilaria, onde fra
enterrada. Acuuselliado pela familia, e dominado
pelo eu propro (error, esse aldeao uada revelara a
jushca do que linli.i visto e ouvido. Ao principio
guardara o maior silencio, e detmeotira enrgica-
mente os curiosos; mas pouco a pouco se desaferra-
ra desse recato, e achura ccrlo prazer em relerir a
scena, a qual com eu*elo era cheia de emorAo. Pas-
sando de bocea em bocea, essa historia sombra lor-
nou-se popular, e urna especie de analhema foi lan-
rado sobre a haliitacAo que fura Ihealro de tal cri-
mc. Os aldcoes perseguinavam-sc quando avislavam-
na, e nao olhavam para o interior da'qninla sem ccr-
lo espanto. Dab resultaram muilas variacoes sobre
esse Ibema tenebroso, e as narrarnos fabulosas que
misluram-se em todos os annaes do crme.
Era impossivel que esse boato nao chegasse au-
loridade judicial. Nada indicava ainda que liouves-
se conaexSo enlre o drama de Beur e do palacio da
margero do Ajot, e todava foi esse o primeiro pen-
samenlo que veio ao magislrado encarregado do
processo. Elle dirgio-se pessoalmcnic ao logar, e
lrot urna devassa. Ao aspecto do juiz, o aldeo la-
mcnlou sua imprudencia, e quiz relractar-se; po-
rm minias pessoas linbam ouvido a mesma narra-
to de sua bocea, e com circumslancias que concor-
davam. Sendo ameac.ado com a prisao, elle decidi-
se a fazer urna confisso cmplela.
Referi como urna barca o tinba vencido no E-
lorn, sua colera, sua curiosidade, as precaures que
tomara para salisfaz-la, e o espectculo horrivel de
que fdra teslemunha. Dsse que vira dous horneas,
dos quaes deu os signaos, lirarem urna mulher do
fundo da chalupa, e conduzircm-ua a urna casa que
designou; a chegada na sala inferior, as palavras
que tinham sido trocadas, a execucao, o enterro,
rmlim todas as particularidades que imporlava jus-
tira saber.
A consequencia necessaria de tudo islo foi um va-
rejo no lagares; pois era ahi que devia completar-
se o interrogatorio do aldeao. O juiz l passou um
da inteiro com o escrivao e os agentes da polica
judicial. Tudo na habilarAo allslava om abandono
que remontava a muilos annos. As fachadas apre-
-enlavau, fcmla- profundas, o forro cahia aos peda-
eos, e para abrir a porla baslou empurra-la com o
oe. A ferrugem bavia devorado a ferragem, o le-
lo eslava lodo arruinado, nao havia oulros movis
senSouma mesa e alguns utensilios de cozinha.
O aldeao mosirnu o lugar do desembarque, o ca-
mnho que tinham seguido os assassinos, a sala em
que haviam,eieculado o crme, e o lugar onde ha-
Viam eulerrado a victima. Era esse o n do negocio
e o que poilia lanrar alguma elaridade sobre o pro-
cesso ; assim o juiz o reservara para o ultimo aclo do
dia. O aldeao guiava os coveros, o estado da Ier-
ra cuiava-os ainda melhor ; pois tinba menos con-
sistencia nos pontos em que fra aberla a cova.
Essa operacao nao se acabou sem certa solemnida-
de. Muilos aldeiiet dos arrdores linbam-se reunido
e assisliam a ella no mais profundo silencio, e com
a caliera descocerla. Quando ehegaram a certa pro-
fundidade, os coveros comecaram a empregar rau-
la precaucAo ; pois n.lo convinha allerar o eslado
dos vestidos, nem a atlitude do corpo: os menores
indicios encerravam revelares. Emlim um som cla-
ro indicou que tinham chegado a um corpo resisten-
te : era a cabera da victima ja desfigurada. A de-
composirao (ora rpida, e do lana forroosura apenas
resiavam despojos informes. Tudo foi recolhido cui-
dadosamente, at algons pedajos de rassa branca
bem conservados: sabia-se que, na noile do seu des-
apparecimenlo a coudessa tinha um veslido seme-
Ibanle.
Todava as deseoberlas parecm parar ahi, os res-
tos da victima foram reunidos em um esquife para
Esla noile porm ha urna reunido da maoria, na
qual se diz que.o governo (toseja declarar, que con-
tinuando a eufermiilade do nobre duque de Salda*
nha, eru esperanca j de proiimo reslabelecimeuto,
elle desej demillir-se de minislro da guerra, con-
servaudo a presidencia do conselho de minislro sem
pasla. Nao se falla ainda cm quem ha de substituir o
marre bal, parece-me que sera o general Ferreira,
goveruador das armas do Porlo. Nesla mesma rcu-
niAo, o governo lia de tratar de prevenir algum cho-
que na inlerpellarao* do Ximenes, al mesmo por-
que -endo islo um aclo do minislerio da guerra, sa-
hindo o actual mini-tro, o novo lalvez de combinarlo
com o duque remova o visconde do Pinbeiro do lugar
que lano escndalo causou, e lano tem dado que
fallar a cmara dos deputados e cm breve lamhcm
a dos pares porque o conde de I 'liona r (ambem quer
inolluu a sua sopa nesle mel ou nesla melgucira,
que realmente o lem sido para a opposirAo esle mal-
dito Ximenes.
Por esla semaua, creio eu, se resoiverAo esles
dous negocios de alguma gravidade. A noniearao
de minislro da guerra, e o vol de censura ao mi-
nisterio.
Acamara electiva continua a discussAo da lei da
aboliraodos morgados. Anda nem se falla no or-
ramento, e estamos no fim de marro. Assim nao
be possvel fazer cousa com gclo parlameiila,-
ineiilc.
Regressou da sua dlgroMo s provincias, o ir-
mao de'el-rei regente, e parece que se demora aqu
al s testas da coroacAo de D. Pedro V.
Fazem-se negociacoes para casar a filha do du-
que de Saldanha, a graciosa condessa de Tavarcllcs
com o primognito do conde de Farrobo. Nao he do
invejar a fortuna, porque elle (em muilo pouco jui-
zo, pouco decoro, e esl empenhadissimo. O mare-
cbal he infeliz com o casamento dos filhos.
Es(ao j nomeados os Ires commissarios porlu-
guezes para irem eiposcao de Pars, e sao: Jos
Victorino Damazio, director do instituto induslral,
c Julio Maiimo de Olveira Pimentel, e Jos Bola-
mo de Almeda, lentes de chimica.
Projecta-se um jornal monstro publicado em Lis-
boa somente para combater a anito ibrica. Tam-
'bem se publicar, dentro em pouco urna obra em
dous volumes intitulada Sao contra o iberismo pe-
to anligo redactor da Sarao A. Perera da Cunda.
Nos grandes ceiros da murmnracao tem dado que
fallar o casamento (projcclado) do joven escrplor
l.opes de Mendonra com a lillia do rico capitalista
Slreel. Como o pai nao quer consentir nesle poeli-
co e repentino consorcio, apesar dos muitos empe
nhosque llie tem sido impostes..., parece que o ne-
gocio vai aos Irbuhaes, c a menina ser lirada por
justira.
A paschoa proiima ser festejada no paro eom
mais dous esplendidos bailes. O marquez de Valla-
da tambem d um feslcjo para, o anniversario da
marqueza, ab qual pretende convidar o rci, para tilo
ficaratraz du marquez de Vianna, que fez ji oulro
tanto.
Manuel Pinto da Fonseca lem pciurado, c jii lodos
os prenles e mai aqu estilo.
20
A morle arrebalou Nicolao ; o homem que lan-
os cuidados dava ao Occidente. A eslas boras as
bandejras do imperio moscovita eslo volladaseco-
bcrlas de luto. Celebram-se os funeracs do mo-
narcha, que Irazia suspensos os reis da velba Europa.
O sinos de Kremlim dohram em signa! de dar. Os
Popes acompanbam em triste recolhimenlo para-o
jazigo dos seus maioreso poderoso chefe do pansla-
vismo, o autcrata de todas as Russias.
Nao ha muilo que o nome delleabalava lodos os
roidces, cora um gesto imperioso dommava o seu
povo, sua voz curvavamse os vassalos, marcha-
vam os eiercitos, o seu ar impunha, c o raio da sua
colera eslalava coni modonho estampido pelos seus
estados sem fim.
J nada disto, eiiste, jaz immovel e para sempre.
Aquella que fazia empallidecer os fortes, deslumbra-
va os grandes, punha em confusao as nares, con-
tra quem cresciam as tovas, al,slavam-se uumerosos
soldados, ci-lo ahi estirado e em mudez elerual.
Dos retem a vida e a morle, e as euvia como lhe
apraz. Os seus designios sao insondaveis. Ai.'?
que niv slerio he este, que se chama vida 1 que ca-
dea, que s lem dous los, o naScmenlo e a
morle !
Nicolao era grande, e o eterno Pai fulminou-o;
era-forte, Irlhourlhea forji ; era rci, arrancou-lhc
a coma ; quebrou-se o sceplro, a purpura rasgou-
se. NaJa lhe valeu.
Alordou-se a Europa com a nova, e agora vai e-
clioando por esse mundo em pezo. Quem era pois
esse homem ? Um conquistador ? NAo. Um le-
gislador ? Tao pouco.
Imperava em grande parle da Ierra, regia inmen-
sas familias impondo-lhe a sua vonlade ineidravel.
Soberano augusto e sacerdote summo da casta a que
pertencia, scismava na menle nebulosa o engran-
decimenlo do seu povo, e para tal fim nao remana
dianle de nenhuma virtude, bem como de nenhum
crime, se tanto fosse necessario. Nos dias bemquis-
los da sua fortuna, quando tentou com a espada
serem transportados ao cemilcrio de Beur, e o ma-
gistrado dispuuha-se a relirar-se, quando um dos
coveiros oceupado cm examinar a ultima poican de
Ierra, deu um grito. Todos acudiram, e elle enlre-
gou ao juiz um aunel que acabava de adiar: era
um aunel nupcial, no qual liam-se esles dous no-
mes Clara e lieilor com a data da ceremonia. Enlao
cessaram as duvidas; a coudessa fora mora, e eram
seus os restos a que te iam prestar os ltimos ofli-
cios. A connesAo enlre o assassinato de^Beur e o
acoolacimento do palacio da margem do Ajot lor-
nava-se evidente. A victima eslava adiada, reslava
-rnenle descubrir os culpados.
Para conseguir isso, era misler saber a quem per-
lencia a casa que fra Ihealro do crime. A informa-
r,1o a esse respeito foi fcil, e nada deixou a dese-
jar: baslou recorrer escriptura. Fura um campo-
nez dos arredores, quem a comprara por cunta ecom
o dinheiro de um marujo, enlao empregado no cor-
so, que ti vera a phanlasia de ser proprielario. 'Cha-
mava-se Miguel, e era natural de Beur. Nunca ap-
parecra nessa casa senflo urna ou duas vezes de im-
proviso, sem demorar-se, e sempre apressado como
-.lo os marinheiros. Quanlo aos cuidados, da conser-
varlo, nAo eucarregra disso a ninguem. Mas quem
era esse marinheiro, que fazia, onde eslava '.' Tirada
a iiiforinac.in. soube-se que perlenria ao brigue de
Ploueven, c que cavegava havia muilo lempo de-
baiio das orden- desse ousado capilAo.
Muilos anuos linbam sido consagrados a esse pro-
cesso ; mas cada ui.i Irouicra alguma elaridade. A
convicrAo dos magistrados chegou gradualmente a
lomar o carcter da evidencia.
Urna ultima circumstancia veio completar esta se-
rie de provas. Tinha-se vislo que Ploueven fizera i
sua nova familia o maior sacrificio que pode fazer
um homem e um BrelAo, u de deiiar o paiz natal.
Nao smenle retirara da Europa a parle liquida de
sua riqueza, como tambem dra ordens aos seu- a-
genles para que fossem vendidos todos os seus bens
de rail. O palacio da margem do Ajol que comprc-
bendia-se nesse numero aebou fcilmente compra-
dor, e este, como sempre acontece, nao descansou
emquanto nao deu novo aspecto propriedade. Foi
durante esses Irabalhos que sobreveio o ultimo inci-
dente, i
O palacio da margem do Ajot era urna das cons-
truesoes antigs, cojas paredes parecenrter sido des-
tinadas a sustentar um cerco. Tocando em urna del-
las, os obreiros encontraram um vacuo pralicado no
interior, e urna escada espiral que desenvolvia-seal
muilos andares. Essa escola tinha duas sabidas, ama
para o quarlo da condessa, oulra para um subterr-
neo que terminava no porto por um becco solitario.
Assim ciplicava-sc o que essa partida e esse furto
ainda tinham de mvslerioso: nao se poda mais du-
vidar de que era um crime domestico.
influir nos deslios humanos, ciieheu de terror o
Occidcnlc, esse voltio devasto e libertino, que nao
er senAo em dinheiro, depois que perdn o temor
de Dos. As casias velhas surriram-se coni alroz
conleulamenlo. Os reis reviam-se nelle como es-
pelho do sen anligo podero. Os representantes
das novas ideas dclestavam-no cora odio saludo das
enlranlias. Mofava de ludo o lerrivel imperador ;
dos reis que via submissos, dos povos que liuha cm
desprezu c da civillsarHo com que se via affronlado.
Era sinislro o seu orgulho.
Subir ao Ihrono no meio das imprecarnos, derra-
mando o sangue dos subditos quando foi a sua ei-
allacao. imeacara, e tomou vingauea ; no auge do
furor pareca Salan despenbadn (lasceos.
Alropelava com as palas do seu cavallo as tribus
vencidas, e qual aguia famulonla tinha os olhos
pregados no rresecnte. Neniara por preceilo dos
seus anlepassados acabar rom a sublime Porla eo-
terrar a doulrina do Koran. As mais do Islam
Ircmeram dianle de seus filhos. E l n'um.dia de
feliz audacia abalou com a grei belleuica, em cojo
espirito assenlou que havia de dominar. Dizem que
quando lal aconleceu, a sombra de Mahomet para-
ra consternada sobre. Slambul,
Os guerreiros do czar feram a Ierra de Firdussi
fa/.endu gala dos planos tenebrosos do seu re opu-
lento. Penetraran! depois lio paiz dos Indous,
apenas os virain os sacerdotes de Bouddha correram
espavorido. A velha Albion licou espantada a vasta
delamaiiha ornadla. Os polticos do Pontfice slavo
ouviam atnitos os seus projectos, com vonladereso-
lui.i de os por em pralca. Agora quo tudo no
mundo esla velho, gaslo, e rAlado, agora, que nin-
guem (rala senAo de si, que a revolla cnlrou nos
domicilios, baleu a porta de lodos. S elle era
grande, vigoroso, convencido ; abnegando de si
mesmo em pro da causa que tomara a peilo. S o
seu |iovo era obediente, fiel e dedicado, a vonlade
da narao era a vontade do seu soberano. Era esle
o segredo de muilas secretas sympalhias. o seu
querer supremo, a fortaleza do seu coracAo, o arrojo
e perseveranra do seu reil carcter alrahiOam.
homem em si era grave, o rci composto. Tmjava
sempre de uniforme, commandava em pessoa a sua
guarda, era nleiivel uo servico. Quando ia no
carro, levado pela qoadriga ans suburbios da sua
capital, dr-se-hia ver Achules em torno dos (larda-
mos mur^s.
Morreu sem ver o successo das suas emprezas ;
mas ah ficam os seus filhos c os lilhos dos seus filhos
com u teslamenlo de Pedro na mAo, como ilenerario
que os ha de guiar no caminhode Conslantinopla. O
genio slavo esl em clahorarAo, apurando-sc na luda,
engranderendo-se lias provaroes, c quando a Provi-
dencia determinar que o ungido da sania Russia es-
leja frente daigreja grega, entilo o imperial caud-
Iho do panslavisnio assumra osgloriusus destinos que
lhe estSo reserva-dos.
A igreja do Orienta supplanla.la no combalo me-
morando do mahoinelaiiismo com a igreja lalina,
surgir radiante, nAo para transbordar e abafar a do
Occidente, mas para calabe'ccer as forras contrarias
que eslAo no plano da crearAo. Unsdescnjolvem as
activas, oulros as passvas.ochoque de ambas he pro-
videncial, e por tanto productivo. Procedendo as-
sim em periodos determinados, recomern I i cm
pocas peridicas, Irocando-se as parles ;" pois que
os que sao activos hAo de vir a ser passivos e vice-
versa ; ludo est no todo. Na paiao a acra e na
accao apaiio; procuram se, demandam-sc recipro-
camente. Absoluto he s do Divino Poeta. A dou-
lrina de Jess encerra nos seus diclames a economa
da alma humana, por isso he inmortal como ella,
ha de sabir sempre victoriosa dos embales que lhe
oppozcrem todas as contrariedades. Quem sabe se
a igreja grega pelo impulso do carcter slavo lera
deVombaler as doulrinas de Mahomet e Bouddha ;
a projeccAp do genio da Russia vai apresenUindo essa
directriz.
J nao he vivo o mais formidavel dos netos da fa-
mosa Calharua. Dos nao abenrora as suas armas
no Danubio, ale ferio-as com o flagello da pesie. Em
Alma foram vencidas. Nicolao, porm, era como
Aute.u, que dando com a mai Ierra cobrava novas
forjas para luclar. E posto fra da lucldeiao
inimigo eslribuiando com frulas morlaes.
O mais illuslre dos filhos do fanlaslico Pauto eia-
gerara muilas das suas alias qualidades; mas he op-
nnlo correnle que se como soberano autcrata ei-
traviou-se, nos penetraos da familia foi homem de
bem e multas vezes chrisiao. que mais be.
Assim era Nicolao Paulovvlcb. Flho dos Roma-
uor, a Ierra le seja leve. Alli Hacha.
As noticias da Hus-ia e-I.io em flagrante con 1ra-
dcro, daremos todava as que pareccrem mais nac-
as. He certa a demissao de Menschicoll da, govcrr
narAo da Crimea, e que esla medida fra do novo
monarcha, sendo o principe goveruador subsluido
naseperaroes de Sebastopol pelo general Oslen Sa-
tn ; e o commaudo gexal do sul conferido a Gorls-
chacoll. Eslas e outras nomeaces fazem ver a in-
fluencia do parlido allemAo, que dizem ler ascen-
denle no imperador. Mas o que ningaem avanra
he a disconfianca de que o dito partido alleraao pro-
pende para a paz, que he o souho dourado da di-
plomacia, e que se lem pronunciado depois da mor-
le de Nicolao. lie ccrlo lambem, e por isso o indi-
camos, que Menschcoff e o conde OrlotTsaoos or-
gaos do parlido russiano, os mais caraclerisados ; se-
ria esla parlicularidade que desse boas esperanzas ao
parlido da paz? Oulros dizem que MenschcofTpe-
dir a sua demissAo por Talla de saude. Tudo pode
ser. Veremos n que saldr desla meada. Apona-
mos lodas eslas circumslancias para csclarecimcnlo
los leilores do seu Diario, os quacs provavelmente
bao de ter curiosidade de saber o que vai nesla ques-
ao que tanto lem atribulado os estadistas europeus.
Terminamos duendo que se I.uiz NapoleAo Bona-
parle parlir para o Ihealro da guerra como assoalham
por ah ; bem pode o chefe da actual situarAo do
Occidente romper com arcos decisivas; ou ficar
debatan das ruinas. Nada mais diremos por era-
1u'""o- Alli Bocha.
P S.A noticia do aconlecimento que foi objeclo
especial desla correspondencia.e que comoveu a Eu-
ropa, inlerrompeii as novidadesdesle paiz.'Porlugil)
atora as locaes de pouca monla; as de'vullo sao bem
poucas. Domingo gordo deu o nobre marquez de
Vianna um csplcudido bailo familia real c corte.
A cmara discule a lei dos morcados, tendo lugar
urna furiosa iulerpelaraosobre o visconde de Pinhei-
ro, vulgo negocio Ximenes. O embaiador hespa-
nhol Rio Rosas deu a sua demissAo e foi substituido
pelo Sr. Escossura.
IITERIOB.
Todava os juizes recuava^i ainda a fin de assegu-
rar melhor o efleito de suas perseguirles. Tinham
provas e meios ; mas gnoravam o que Ploueven Ibes
opporia. Um homem como elle nao ficra sem duvi-
da desarmado, c lalvez se livessc munido de lesle-
muubos lAo concludeules de sua ausencia, que a
consciencia dos jurados seria abalada, e dahi resul-
tara o escndalo da impunidade.
Ilesitavun, pois, e confiavam no beneficio do lem-
po, que at enlao os servir Uo bem, quando Mi-
guel desembarcou as praiasda Brelanha, e lornou
a apparecer na aideia natal.-
xxir
A pritao.
Miguel nSo achara obstculo em seu embarque
as Anlilha-. Um navio de guerra que eslava anco-
rado dianle da ilhola do uozier, dspunha-se a par-
tir para a Europa. Elle oltoreceu-se ao coramaudan-
le em qualidade de marinheiro auxiliar, e como as
febres tinham dizimadn a Iripolarao, foi fcilmente
aceito, e deixou a colonia sem ler sido inquietado
nem perseguido.
Duranle essa yiagem as impresses do marujo mo-
dificaram-se mais de urna vez. No principio elle lan-
tava fogo, c promedia vinsar-sc. Sua ferida, embo-
ra leve, nAo tinha ainda cicatrizado, e cada vez que
elle senta alguma dr, dizia :
O seuhor capillo ha de arrepender-se.
Era o dito de Vulcaoo applicado ao novo rbefo
da fazenda. Comludo proporjo que approiima-
va-se das praias da Brelanha, esses sentiinenlos a-
brandavam-se. Miguel era um espirito acanhado.
um braco doril, e em lacs homens a vinganra nAo
fermeula; pode rchenl.ir em um momento'ddo ;
mas passado elle, enfraquere. Assim ao cabo de al-
gumas semanas o marinheiro cstava tranquillo, e se
peutava em Ploueven era com menos colera e irri-
lacao. Pouco fallava para ter saudades delle. Esse
lerrivel capilAo fizera om papel lAo importante na
vida de Miguel, que n.lo vendo o mais a seu lado,
esle sentia fal(ar-lhe um poni de apoio. Eslava lao
habituado a s pensar por elle, c s eiccular suas
ordens cegameule sem hcsitarAo, sem commenlario,
que nAo sabia em que empregaase dahi em dianle
sua vonlade e sua eoergia.
Oulras considerarnos obravam igualmente sobre
elle, e lodas em um sentido pacifico. Embora fosse
brulo, compielien lia que nao podia perder o capi-
lAo Ploueven sem perder lambem a si mesmo. Ora
Miguel prezavn a vida, ia lomar a yer a Brelanha,
e levava do reodimento do corso urna cinta dedo-
brOes, de que nao separava-se de da nem de noile.
Com esse dinheiro reparara a rasa, cultivara e
augmentara a quinta, mandara dizer missis pela
sua salvarlo, e offereceria velas igreja em expiacao
BAHA.
Belatorio appreaantado a' auembl-a legislativa pro-
vineial pelo lim. pretideota da provincia, na aea-
i .lo da abertura a-, dia 1 do. marco.
SU. memhros da astemblet legislalia provin-
cial. Cumpro um gralo dever assisliodo instal-
larao de vossos trabalhos para dar-vos conla do esta-
do dos negocios pblicos, e propor-vo aquellas pro-
videncias, que mais consentaneas mcparecem aoseu
melhoramenlo. Ja leudo-me cabido a mesma honra
em duas dillerentes occasies, hei de forcnsamenle
prescindir de cansar a vossa altencao com a repet-
cao de algumas ideas, sem que por isso deiie de per-
sistir na mesma convicrAo, de que ser couvenienle
que as tomis em roiisiderarAo, emendando-as ou
modificando-as, segundo vos suggerir vosso patrio-
tismo e illusIrarAo.
Ligando pois esla is anteriores eiposices passare
a inleirar-vos da marcha administrativa, e daquillo
que tenho por mais urgente ao bem da provincia,
que lao dignamente representis.
Tranquillida.de publica.
A brandara do carcter de nossa popularo, e a
dura experiencia d um passado, nao iseulo de er-
ros-o deploraveis Iresvarios, c mais que tudo a con-
vicrao que vai callando nos espiritos d que a aulo-
ridade iiAohe um inimigo publico, e ao contrario
nao pode ler inleresses diversos dos da communhSo
em geni, lem sido urna furto barreira s inclares
com que sempre alguns mal inlcucionadus, prevle-
cci.do-se de nAo apagados prejuizos ou ciume nalu-
ral do povo pela manulenrao das instiluiroes livres,
procuram pcrlurbar a ordem e tranquillidade pu-
blica.
A imprensa, que nos paizes cultos esclarece e gui
a opiniao, conslituio-se cutre nos, com propro des-
crcdilo, o pelourinho das repulareseo algoz do sa-
crario das familias. Se houvesse um governo inimi-
go das garantas sociaes, adiara por certo seus me-
Ihores cumplices nos ncansaveis apostlos dessa li-
cenca desmoralisadora, que se arreia com o maul0
da liberdade.
Em poni nenhum lem sido perturbada a Iran-
qoilldade publica, e a proviuca gozado prouuda
paz.
Seguranza individual.
Nao succede o mesmo pelo que loca aos rimes
individuaes.
A despeilo da mais activa vigilancia, que lem des-
envolvido a polica, coulinuam os ataques contra a
seguranca e vida dos cidadaos. Nota-se al um aug-
mento nos crimes e lentativas de homicidio, em com-
paracao com os dous annos passados. O mappa n. 1
moslra qne em diflerenles termos, nelle especifica-
dos, houve 9* homicidios, sendo 6 em resistencia,
31 tentativas e 27 suicidios.
As comarcasde Sanio Amaro e Cachoera, das mais
Ilustradas da provincia, deram um graude contin-
gento para esla dolorosa estalslica morluaria !
Que causas podem eiplicar um semelhanle resul-
tado
Acontece que os corpos moraes soffram, como os
curpos physicos, crses peridicas, e a maior repres-
sAo nem sempre consiga a diminuir., dos deudos.
Mas o nosso eslado nao pode ser eiplicado por ossas
crises passageiras : i effelos mrbidos permanentes
s dAo lugar enfermidades chronicas.
N3o he tmenle a carencia de educaro religiosa '
e de Irabalho ; nAo he s o uso de armas defezas
mui frequen(e no inlerior, a grande eilensAo de
territorio, relativamente a populacho, nem a fraque-
za das prises, que originam un mal lao enraisado.
Serio causas concomitantes sem duvida ; masa prin-
cipal, a que precisa de mais prompto remedio, he a
dos crimes que commellera. Taes eram os clculos
do marinheiro as ultimas semanas da viagem.
Quando cliegou a llrcsl, mal conservava a lembraura
de sua colera ; tinba o cerebro muilo acanhado para
abrigar duas ideas ao mesmo lempo. Cuidava se-
ment em sua aldea e no emprego que faria de suas
riquezas.
Apenas o navio fundeou, elle pedio lcenca para
desembarcar, eobleve-a fcilmente ; pois nao ligu-
rava na lista da Iripolarao como marinheiro perma-
nente, e sua saade eliga o repouso. Recebeu urna
despedida regular e metteu-a na carleira defolha de
1-landres que lodo o marujo Iraz comsigo, e que he
sua egide contra as pesquizas da polica.
Assim armado e com urna trouxa debaiio do bra-
ro, lomou o camiohn de Beur pela margem direla
do Elorn. Tera podido pastar as barcas que so-
bem o l.anderneau ; mas pretorio ir a p, alravessar
essa Ierra auenroada, tornar a ver os sitios que ama-
va, ssudar os sinos das aldeas e refrigerar a visla fa-
tigada pelo sol dos Iropicos com o espectculo desses
campos bandados por lanos regatos e alcatifados de
lAo bella relva.
ffiA passagem foi tonga, porque elle parava a cada
instante para gozar melhor dessas scenas. Emfim
edegon aldea natal, onde fez urna ultima pousada
d.baivo de urna bella maciera. Embora Tosse de
Honre, Miguel nao linda adi prente algum ; porque
luda a sua familia havia-se dispersado ou extinguido.
Seu primeiro cuidado foi pois ir igreja implorar o*
pcrdAo de suas fallas, e pr-se em regracomo cura.
Pretenda fazer urna ollera e um vol por causa de
sua volla feliz.
nossa defeiluosa organisaijao judiciara, ainda aggra-
vada pela ingerencia da magistratura na poltica,
que a djslrahc de suas dabloaes occuparns, e en-
trega a juslica mAos leigas e ineiperentes.
Com elleiln, Srs., de que serve prender e proces-
aros culpados, se to fcil he a .sua absulvirao '.' O
espirito mal entendido de patronato faz da justira
urna lotera, em que (com poucas eicepres) s aos
desgranados cabem os nmeros brancas I
E como assim nAo ha de sneceder, se o tribunal
que os julga he um tribunal irresponsavel anle a
le, e mesmo ante a opiniao, porque be um tribunal
anonymo f I m juiz encanecido na pralca de pro-
cessar e julgar, esclarecido e recto, medita na soli-
dan da noile, e Iremc de ler errado, quaudo lavra
urna seulenca contra a vida-, a liberdade, ou a pro-
priedade de seu semelhanle : um jurado, qualili-
cado antes pelo rendimenlo do que pela sua illus-
lrac,Ao e bom sonso, sabe de oavir discursos apaisa-
nados, e as mais das vezes sopdislicos ou falsos, pa-
ra deliberar em poucos minutos, impressionado pe-
las lagrimas, iustigado por coiisuJeraroes pestoaes, e
al aguildoado pela forae .'
Em alguns lugares sabe-so previamente qual he o
advogado, que, defeodeudn, sempre consegue a ab-
solvirAo do seu cliente : em oulros be um poderoso
que dicta a sentenca dojuiz;em oulros finalmente
he o terror do reo e seus prenles, que arreda as
leslemunhas, e inllue no julgamenlo.
Nao de urna salyra que faro, he nma verdade que
o dever me constranga, a proferir. E onde nAo da
punicao, poderao os crimes deiiar de reproduzirem-
se'.' He esta a regra gem dosjulgimenlos por jun-
dos : da em nossa provincia louvaveis eicepres, e
entre todas meocionarei para .honra-Ios o jury de
Nazarcth e l'eira de Sanl'Anna, qne se distinguen]
pela sua inabalavel severidade.
Os cidadaos, os propros que se veem muita vez
forrados a darem um vol de absolvicAo contra sua
i nnsciencia, quciam-se dos inuleis incommodos a
que a lei os compeli com pezadas multas, e bra-
dam por ser alliviados do misler de juizes de fado !
O mappa n. 2 d mais um tettemuiiho do, que le-
vo dito : de 345 reos julgados em o anno passado,
216 foram absolvido, e 129 condemnados!
Esles algarismos fallam eloquenlemenle contra a
nossa adminslrarAo da justira. Algoem attribuir
este resultado m orgamsac3o e falta de esclireci-
mcnlos dos processos ; mas de que servira o jury,
se a sua conscienca nao supprissc essas lacunas na
maior parle dos casos em que ella conhece e apona
o culpado '.' E entretanto nao sao as absolvieses por
falla de provas as que mais escandallara o bom sen-
so do publico. Digamos antes que esses sAo os pre-
textos.
Qucrcrei por sso a eilinc^So do jury ? Quero pri-
meiro a sua reforma com urna melhor qualificaco
de juizes : se ilo nAo bastar, sim, quererei a sua
exliuccao, porque as leis devem ser adaptadas aos
costuraos, e illuslrajao des povos; iustiluijoes do
luio n.lo as desejo nem as comprehendo. Se o jury
lie urna garanta indispensavei aos paizes conslilu-
cionaes subsista para oscrimes polticos e para os da
imprensa, e ficarao salvas todas as susceptibilidades
populares : mas nao sei o que leuda a ganhar a li-
berdade com a impunidade de assassinos, incendia-
rios e ladres.
No correr do mesmo anno .foram capturados SS
reos de morle, 8 de tentativa, 6 de roubo, e 2 de fe-
Seguranrm de propripdade.
Os crimes contra a propriedade mo tao lio com-
miiii-, quanlo contra as pessoas. as estatislicas
criminaes observa-se que aquellos crescem na razao
da maior civilisaeao das narOes, e esles na do sea
a traza ment. .
Islo mesmo da-se entre nos ; as eidades he a pro-
priedade a mais atacada, no campo a pessoa. Dahi
nasce a-seguranca com que se viaja pelos serios, e
as cautelas que de preciso tomar-se nos povoados.
O.furto deanimaes he mesmo mais frequenteem
um raio de 20 leguas, do que mais para o interior
Ha crmes contra a propriedade que eiigem o em-
prego de cai'plaes, combinacao de individuo, astu-
cia consumada, o um certo grao de sciencia ; tal be
o de mueila papel falso, de que a nossa provincia
lem sido infelizmente Ihealro.
Anula em bus do anno passado foram capturados
alguns moederos nao escarmentados pelas diligen-
cias anteriores. Se nao Ibes foram encontradas lan-
as provas quanlas a polica suppuuha, he porque
esla leve forles motivos para anlecipar a diligencia.
E comludo nao foi ella de lodo sem resultado. O
meio de defeza descoberto pelo* compromettidos
merece ser mencionado, ainda que nao seja senAo
pela sua curiosa siugolaridade. Allribuem (epara
isso alacham leslemunhas 1 ) polica a introdc-
elo em suas moradas do papel falso, que lhe foi
adiado, e das machina prupris ao eu fabrico!
Entretanto os reos sao ou horoens obscuros a des-
conhepidos, oo mascarados virtuosos, que no desa-
fiavan as iras c viuganras de ninguem.
O que nao diara, se algum delles fosse desees
personagens, que encobrem os andrajos do crime
com os ouropeis da politica 1 Mas a conscicncia pu-
blica nSo se Ilude com semeldanles manejos, o s
lastima qoe oulros mais sagazes nAo tenham ainda
soflrido as penas da lei.
Com eslas boas resolures a desembocar na roa
principal da aldea, quando enconlro'u um cani|ionez
que eonduzia a um campo vizindo una carreta pu-
nida por dous bois. Apenas elle avitlou o mari-
nheiro, larcou a aguilhada c deu ura grito, que ex-
prima ao mesmo lempo a sorpreza c o susto :
Ah Vrgem Sanlissima !
E abandonando os bois e a carreta vollou, c en-
trera em urna palhora prccipiladanicuto e comu do-
minado por um terror inveucivel.
Miguel nao fez caso dessa cirruinstancia, eulrou
na igreja, onde fez suas ora-.oe-c oflerlas como quem
rumprc conscienciosamenle seus deveres. Porm
quando sabio e alravessou novamenle a aldea, nao
licou pouco admirado de ver os habitantes ehegaram
as podas e ciaminarem-nn com um olhar hostil e
desconfiado. As raparigas estendiam a cabera com
alguma curiosidade e reliravam-na immediatamaule
com espanto. Que significava esse acolhimento ? A
inlelligeocia do marinheiro nSo podia achar urna ei-
plicarao plausivel ; astim dirigio-se para sua pro-
priedade, oude pretenda viver ao abrigo de seme-
ntantes demonslraces, e longe de vizinhoj 19o pou-
co hospitaleros. Chegando a habilacao, aceonmo-
dou-se o melhor que pode para pajsar ahi a noile.
Entretanto a eflervescencia que elle deiioD em
Beur foi em augmento. Eis-aqui-o motivo. O al-
deAo que Miguel encentrara era aqoelle que assisli-
ra ao crime commetlido ni casa solada. Ora, como
as feieoesdos assassinos eslavam profnndamenle gra-
vadas em sua memoria, recooheceu logo em Miguel
um delles, o membrudo, o qne fra eiecutor. No
mesmo instante despertara os habitantes da aldea,
e ouvia-se gritar de todas as partes :
O homem da quinta maldito I O homem da
quinta maldita !
Immedialamenle corren o boato da qoe om dos
assassinos apparecera em Beur, e procurara ura re-
fugio na rasa, onde se passra a calaslrophe. Nessa
mesma noile os magistrado de Brest foram avi-
sados. ,
No dia segninte ao romper da alva, Miguel esla-
va, em p, e lancava sobre sui propriedade o olhar
do dono. Gustara a achar ura canto, onde pastease
a noile ao abrigo dos insulto do ar, fizera lailo da
mesa e centra algn I bucoilos levados de bordo ; mas
em seu pensamento era esse o ultimo sacrificio que
liuha de fazer i penuria do lugar. Prelendia ter
urna habilacao digna de si, eom ama adega cheia de
vinhos bous e urna dispensa bem prvida. Tinha
soflrido bastante, vagando de praia em praia, o que-
ra viver oo descanso com o cachimbo na bocea e os
hraros cruzado, em urna patarra, quera ter ama
eiisteucia de sv barita.
Pcnsava nesse bello designio, pasoeando em seus
dominios c eiaminaudo-os com um sentimeulo pa-
ternal. A illusAo nAo era possvel, porque as plan-
las parsitas, o espinho e ortigas linbam invadido
a quinta, e extinguido al os resto de umi vegeta-
cao til. As propria frucleiras padeciam o depera-
cimento que ataca as culturas desprezadas.
11 avernos de arrtnjar islo, dizia Miguel. Quem
(cm dinheiro (em (udo o que quer, viva Dos !
casc pstelo elle cdogou. ao lugar onde fra en-
terrada i victima ; mas quando vio o chao revollo e
conheccu os vestigios de urna eidumarao rcenle,
seu espirito perlurbou-se, e elle assenton-se sobre
um Ironco de arvore, lendo a fronle as mos e os
olhos lilos na cova entreabierta. Embora o er esli-
vesse vivo e o lempo fri, golas de suor corriam-
Ide da fronte e banbavam essa Ierra que fdra tesle-
munha de um crime odioso. Ficou muito lempo
ssentado, e lao absorto que s disperlou sentindo
urna mo pezar-lhe sobre o hombro. Era um gen-
darme revestido de todos os seus allribulos e no eier-
cicio de suas fuucr,oes, o qual disse-lhe :
Em nome da lei o sepbor est preso.
(Conli'niior-M-no.)
ILEGVEI
liiiTiimn


A coma ule energa, com que as autoridades lem-
ae dedicado exiirpacao desse cancro dai forlunai
publicas* particulares vai aorlindo o desejido ef-
feilo.
FORCA PUBLICA.
Gatanfa nacional.
A rcorganisaca-o do* carpes da guarda nacional
marcha com leelidao, nao atando anda cunclaida
em toda a pravlacla.
At lioje esli creados 90 cotnmandos superiores,
2 carpo* de cavallaria. 13 eaqnadroes, i cotnpanhia
avulsa, 1 batalhao de artlharia, 1 companhia aval-
sa, 83 balMIiOes de Infantera, t secrao de halaldao
do servico activ 10 baUlhons de infantera de re-
sen-a, e 9 scccOes da balalhiio, contendo todos o nu-
mero de 81*72? otaca* qualificadas : a saber, 70,708
da evvico activo, e 13,920 do de reserva. Exislem
na secretaria as qualiftcacOe* de mais 13 municipios
eom o numero de 12,810 guardas qaalifendos do
snico activo, e I,ft22 do de reserva ; o qde prefaz
o numero total de 99,159 qualiGcados na provincia
para ura e oulro servico.
O roappa n. 3 mostra a forra jos corpos por cada
municipio.
Pencos sao os corpos que lem algum armamento;
apexar de moitos acliarem-se fardados : falta-Ibes
isciplina adequada, que m Ibes pode ser dada por
ofliciaes de linha, e lutam com grandes difliculda-
des resultantes do mi syslema de qualificacao, que
facilita a* dispensas do servico, e passageni para a
, reserva. .
A ea refortnaf-se o methodo actual do alista
mente,! guarda nacional Dio existir senSoem nome.
Forra de linha.
Continaama permanecer na provincia os rorpos
de linha, de que fia menea o no relatorio ultimo ; a
*ua forra effecliva consta do mappa n. 4.
B$tarao naval.
A eslar.io naval acba-se reduzida a 3 vosos.a cor-
veta Knterpe, hrgue Cavpo e OUnda, emprea-
do* no cruxeiru da cosa.
Corpo de polica.
A lei n. 502 deu nova organsaro ao corpo de
pasada filando a sua Torca em 657 pravas. A extlnc-
c-io dascompanhiasexlaeionadas as comarcas de fora
da capital, eomposlss em grande parte de individuos
das diversas locallidades, e sua reuuiao a um cen-
tro, donde devem partir os destacamentos precisos,
leve em resultado a diminuidlo do eslado completo
do carpo queacha-se com o efTeclivo de 603 pravas,
como veris do mappa anneio sob n. 3, mas este in-
coavemenlejie por cerlo muilo menor do que a exis-
tencia dos destacamentos compostos de pessuas co-
nhecldas e relacionadas nos lugares, as quaes mili-
tas me* eram as propriasque revelavam e Inutili-
savara as diligencias. Pelo que respeita ao aceio e
disciplina, o* melhoramcntos sSo sensiveis, e abo-
nara a artividade e lelo do seu ex-commandanle,
ajoe paasou a commandar interinamente por ordem
do governo imperial o segundo batalhao de artllha-
riaap.
Com una grniidejdilliculdade se lem lutado, e lie
fazer-se Regularmente o supprimcnlodos sordos, pos-
to que baja nrdem para que sejam adiantados por
trimestre ; mas a falta de prestarito das contas antc-
rtores demora muitas vezes a remesa das qtlanlias
destinadas ao naHnu.-n'p com grande damno do ser-
vico da disciplina. Tem mesmo chegado a pre-
senca do governo queixas contra alguns offlciaes, c
em ro,i 'ouias e nilo deixarSo de ser punidos
aquelle que forera aclndos em falta, e liverem
commellido quaesquer abusos.
Surgem sempte dimcoldades, quando se empre-
hendem certas reformas :" a voulade e constancia as
vencerlo, quando ae est convencido da utilidade
dallas.
Para facilitar e rezularisar o servico, mande! re-
colher a capitana todos os cascos das companliias,
e daqui partirao os destacamentos para diversos ler-
mo* ; desla forma o* soldado* e as contas andarao
em da, como nao se tem podido conseguir.
A* vos nao podo ser estrauh que a forra de poli-
ca, que possulmos, he diminuta e insufliciente
para ama provincia tito extensa e populosa como a
DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 11 OE ABRIL DE 1855.
nossa : as reclamarocs para seren aocmcnladus ou
collocados destacamentos em certos pontos nao ces-
sam, porque infelizmente pouco ha que esperar da
coadjuvacao da guarda nacional, e as autoridades
veera-se sem recursos para prevenir os crimes on
perseguir.os colpados. lie porem um mal sem re-
medio em nossas acluaes circunstancias, porque
na podemos despender mais do que despendemos
com esl servico ; pelo que vos propouho.a conti-
nuarlo da ci vigente.- Quando o governo imperial
ppder augmentar a orea de linha, a de polica ser
em maior numero empregada no centro, onde faz-se
mais necessaria. .
Existem ao servido das auloridades polciaes 20
pedestres, a 26 ordenincas. A respeilo desles, den-
se urna duvida nascid \ das leis na. .502 e 512 : man-
dndoos reunir aos pedestres, disse-se que teriam
o sold do cprpo de polica : ora,_o_servro desses
onleoanjas alo he comparavel nem eorn o dos pedes-
tres, e tanto que minlia inleneao era aboli-los ; e
contado pareis que Ibes concediels um sold*o supe-
rior so de* ultimoi.
t-undaudo-me no R 10 art. 1 da lei n. 512, de-
terminei que se Ihesjtagassc o mesmo sold que aos
pedestres. Se erre fcil he a emenda com a expli-
cacoda*disposic,aesdas duas leis, a que me re-
firo.
A reforma do regulamento do carpo anda nao
est concluida para vos poder ser desdeja presente.
CULTO PUBLICO.
Nanhuroa alleracao occorreu no exercicio do eol-
io duranle o anno, apenas continua o estado de
ruina de muitas matrizes, e a falta de oulrasem ra-
zio de insufllciencia dos soccorros que sao anoual-
menla volados pela assemblea,
O governo tem distribuido a verba ou pelas igre-
as, que Ihe parece maisnccesslam, on por aquel-
las, em que o fie coneorrem com algumas esmo-
laj. A distribui^ao fez-se pelas seguintes igrejas.
. Coracao da Mara na comarca de Inham-
bope.
i. Frefuezia velha de Santo Antonio da Jaco-
biaa.
1 Dita da Feira de Santa Anoa.
4. Fregueiia deJagoaripe.
5.< Diu de Ilaparica.
. Dita de Valenca.
7.* Dita do Bom Jess do Rio de Coatas.
% Dita da l'urilu-ac.io dos Campos.
9." Dila da Madre de Dos do Boqueirao.
10.a Dita de Ourissangas.
ltf Dita da Villa do Prado.
12.' Dila de S. Miguel d'Aldeia.
13.- Dila da Cruz das Almas.
!. Dita da villa de Itapicuru'.
15.a MU de Caetil.
16. Dita de Caravella.
17.- Dita deS. Miguel de Colegipe.
18 Dita da Santo Amaro do Cala'.
19." Dila deltapos.
20.' Oila da Penha de Ilapagipe.
21. Dita da ra do Passo.
22." Dita da Victoria.
23." Dila de Santo Antonio, alcm do Carmo.
Nomeou-se alcm d'isto urna commissao para cui-
dar da creatJo da matriz da villa da Sania Isabel,
adioUnda-se-rhe para cornejo da obra fcOtWSOOOse
conuta-me qus entre os habitantes foi lirada orna
subsctTpcao avullada, devendo os trabalhos ja ter
tido principio.
As. reclamaces chovem de todas as freguezias,
mas he impossivet ao governo salisfaze-las com
JllrIJOOSOOO. A excepto de orna ou oulra, todas
ellas eslSo prvidas de parochos.
O estado dos esUbelecimentos religiosos lie o
mesmo descripto nos anteriores relatorios.
Dirimo ereleciailiea, cicil ejudictaria.
A dvislo civil e eeclesiastiea niio len\sido altera-
da, era anda foram incorporadas ao arcebispado
d'esla provincia as fregaezias do seu territorio, que
csU soba jurisdirao dos bispos do Ro de Janeiro
c Pernambuco. He de crer que nao so demore
muilo a expedirlo da bulla, que para esse fim sol-
li.ilosi de Sua Sanlidade o governo imperial.
Quanlo divivtojudiciaria, foi creado foro civil
lias illas de Aiagoiabas e Sanlarem, separado o
termo da villa Nbva da rainha do de Jacobina, c
nomendo juiz municipal formado para o da villa da
Victoria.
A exlcnsao da comarca do Rio de Contas torna
quasi inexequiveis as funcee* do respectivo juiz
de direilo. CompSe-se a comarca das villas de
Sania Isabel, Rio de Contas, Victoria e Caetii. Sen-
do a rabee* da comarca Rio de Contas, lera o juiz
de direilo de percorrer annualmente 320 leguas. A
divislo da comarca he pois orna uecessidade.
Apezat de ser contrario aereado de novo* termos
enlendo lambem, por indispeosavel boa admins-
Iracaoda justica, elevar-se villa a povoacao do
Camisao, unindo-sc-lh* a freguezia de Monte
Alegre.
Eslabelemenlo de caridade.
A dsposir,ao do art. 1. 8. da lei n. 512, obr-
gando os eitabelecimenlos de caridjide traiismitlir
at o ultimo de detembro um relalorio acercado
seu estado, o odemonslralvo de sua recet e despe-
za, habililou a presidencia a inellior inlerar-se, e
poder-vos instruir do estado dos ditos eslabclecmen-
los. Mullos d'elles lutam com dilliciridades, c do
teslerouoho mais do espirito de caridade, do que de
previdencia das respectivas administrarlas, e procu-
ram como que viver exclusivamente cargo dos co-
fres publicos,isto he.do produelo dos impostos.o que
he iuada missivel.e lira-lhes aquelloeuuho devirtude
christa sua base eorigem. No or(amen(o figura urna
verba do 19:900000aplicavelscisas pias, e em vez
de diminuir vaiem animal crescimento. l.onge de
tnim o eonsurar-vos por esla tendencia, a que cu
mesmo talvcz voslcnha induzido ; mas acredito que
mais atil aos ditos eslabelecimentos, e mais econ-
mico provincia seriadolar-se logo a cada umd'cl-
lesdeum patrimonio, cujo produelo conespondes-
>e as ordinarias que ora recebem, e em proporeau
que o fossem recebendo, scsupriinisse do ornamen-
to a respectiva ordinaria. No espaco de dez annos
p.le ser que se conseguisse acabar de 4odo com se-
raelhanle verba.
Mandci extraliir dos assenlamcntos da tliesoora-
ria provincial a coula da despeza lolal que de 18H
a 1853 se tem feito cora soccorros s casas pias, e
ella sobe a ris 180:5793973, afors o produelo das
loteras, como veris do quadro sob n. 5.
Ajiroviucia possue os seguintes eslabelecimen-
tos:
I*. Santa casa da misericordia da capital.
2*. Da Cachoeira.
3-, De Santo Amaro.
4*. De Mararogipe.
5\ De Nizarelh.
6\ DeS. Pedrod'Alcanlara da villa da Barra.
Todas com hospltaes para enfermos pobres, e al-
gumas com casas de criaejo e educaran de ex-
postot.
7". Collegio de S. Joaquim, desuado criacJo
de orpbaos pobres.
8'. Collegio'do SS. Coracao de Jess para orpbaas
pobres.
9-. ^ocolhmenlo de S. Rayraundo para mulhe-
resarrependidas e cracAo de orpbaas.
Os dous recolliiineiilosdos Perdes n'csla cida-
de e dos Humildes cm Sanio Amaro, poslo que re-
cebara soccorros da provincia, nao os comprehendo
na classe dos eslabelecimentos de caridade.
De todos passo a dar-vos resumida con la.
Santa casa da mhericordia d'esla capital.
A recoita do anuo administrativo, comecado em
18 de julho de 1853, e ultimado em 15 de julbo de
1854 orcou em ris Il6:69ii9l no cofre geral da
casa, comprehendido o saldo de 138J524 res do
ann anterior, e 10;t5io000 rcis procedente do em-
prcslimos, viudo por lauto a ser a receita real do
anuo de 10o:37IJJ%7 res menor que a do antec-
deme 2:2:155998 ris.
A despeza a cargo do referido cofre foi de ris
II5:I83$3(9, da quai deduzida a quautia de
i mkhmiimi ris paga por cunta de um dos ditos em-
prestimos, iicara' reduzida a rcisll4:l83a;)(>9. Alm
da receita do cofre geral houve a do cofre dos de-
posilosno valor de 111:214872 ris,sendo 83:413^150
de saldo do anuo anterior, representado por lelras,
apolices da divida publica, o' outros ttulos seme-
jantes. A essa receila total correspondeu a des-
peza de 15:0179525 ris. A verba de receita. que
mais anilla, he a proveniente do rendimento de
predios urbanos, principal patrimonio da santa casa,
que anda em cerca de 8:(>00000 ris.
No periodo mencionado liana no recolhimenlo 98
recolbidas, e duas servas; entraram mais dua>, e
urna expasta, por csiar em idade maior em casada
pessoa que a criara.
Osaram-se 12 fallecen urna, e exislem 88 ( in-
clusive as tres superioras ) e duas servas, ila mais
11 recolbidas na fabrica de Valenca, e urna com
licenca D'esla cidade.
Dosexposlos existiam "i em criacao no comeen do
anno : durante elle fram recebidos na roda 75 ; fal-
leceram d'aquelles 15, c d'esles 25 : fiudaram a
criacao 21, foram enlregues a seus pai/., 6 passaram
para a casa de educarlo 3, e conlinuam em criacao
79. Na casa dos espostos em educarao lia 20 me-
ninos com urna serva, c na das exposlas 68 meninas
lambem com urna serva. O numero das visitadas
era de 25 por ler fallecido urna no correr do anno
e ler-secasado oulra.
Passaram para o dito anno 225 docnles do hospi-
tal de caridade ; entraram durante elle 1561 ; fal-
lecern) 400 ; sahiram curados 1195; conlinuam
em curativo 191. Dos 400 fallecidos 160 entraram
agonisanlcs, e nao duraram alm de 48 horas ; e 68
em (al estado de invalidez, que apenas duraram al
o oilavo dia.
Santa casa da misericordia da Cachoeira.
A sua receila no anno administrativo lindo chegou
a 13:2758856, e a despeza foi de 11:4429069, pastan-
do para o anno seguinte o saldo de 1:8339787 rs..
Sendo a receila incerta em muitas de suas verbas,
e a despeza creseente, deve este cstabelecimento vir
a sollrcr falla de recursos, principalmente allenden-
do-se aos grandes reparos de que necessilam as pro-
priedades que formao parle do seu patrimonio, e s
obras reclamadas no corpo do hospital. Para seme-
Ihanle estado lem concorrido grandemenlo( ze-lo) as adminislracoes por mal entendido espirilo
de caridade, admillindo maior numero de enfermos,
do queaquellesa quem pode soccorrer. Sepuin lo-
se esta marcha, nem os soccorros da santa casa serao
completamente proficuo!, nem assim mesmo Traeos,
poder-sc-hao sustentar por mullos annos.
Talvez que haja algum abuso na admissao de do-
entes, usurpando o lugar dos indigentes aquelle- que
o nilo sao.
O sea patrimonio consiste:
1. Em 56 casas precisadas de grandes reparos, e
muitas em estado de ruina que redem 500000rs-
2. Em terrenos aforados.
3.0 Nos juros de duas apolices.
4. No rendimento do quintal.
5," No legado perpertuo deixado pelo commenda-
dor Pedro Rodrigues Bandeira.
6. Ordinaria votada pela assemblea.
Receila eventual.
De muilo zelo e economa convem qtie so compe-
nelrem as administrarles para manler o hospital no
p em que possa prestar servitos reaes pobreza, sem
carregar desmedidamente sobre os cofres pblicos.
O numero tolal de doeutes recebidos foi no mes-
mo espato do l. de julho de 1853 a julho de 1854 de
324 dos quaes sahiram curados 190, por curarem-se
11, por incuraveis 4, sem licenja 2, por mo proce-
dimenlo 1, raorrerara 83, ficaram em curativo 33.
Os exposloa sao creados por amas exlernas e parece
que este svslemadiminuo a mora I idade a que estao
sujeitos, estes infelizes em outros eslabelecimentos.
Ateo 1." de julho existiam 15 expostos; entraram de
entao dezembro 3^ Estao se educando na capital por
conla da santa casa 3, fallecen 1 o outro foi entre-
gno ao pai ; exislem 13 entregues a amas.
Coiicluiu-se o i, raio da obra do hospital, e para
elle passaram-sc osdoenles, tirando assim em boa e
comnioda enfermara ; mas sendo insufllcienle para
o numero dos enfermos recebidos, prosegue a cons-
trurcao do 2.' raio, que ja est em estado de receber|o
vigamento. Paraesse fim conceden a assemblea o au-
xilio de 2:(009000 rs.
diversos eslahelecmenlos de crdito, e vencem ju-
ros.
O estado d'cstc eslabelecmento, um dos mais mo-
dernos em seu genero na provincia, he lisongeiro,
devido ao zelo de suas adminislracoes, caridade dos
deis, e prolerc.lo d'esla assemblea. Mas os elemen-
tos de sua receila naesao por em quanlo laes que,
Ihe assegurem um prospero mluro, o por muilo
lempo ha de precisar da coadjuvacao dos poderes
proviuciacs. -
O patrimonio cousisle as quanlias recolbidas aos
estabelecimenlos de crdito, e cm Ierrasa saber-
urna porgao doada pelo finado capilao Carahy ; em
um silio doado por Jos de Moura Alves; assim como
cm 148 l|2 bracas em que acba-se fundado o hospi-
tal com tneia legua de Tundo, loadas pela fallecida
D. Joanua Tbeodora Maria dos Reis, pertenecalo o
uso fruclo d'eslas trras a dous prenles da doadora:
de umescravo e divida na importancia de 2:000000
reis. '
Ao servico do hospital, assim como no de outros
da provincia, eslao 4 afriranoajivres dos distribuidos
pelo governo da provincia.
Em o anno de 1853 o movimenlo das enfermaras
foi de 19 doeutes, dos quaes sahiram curados 9, fal-
lecern! 5, passaram para o anno de 18545, que
reun los a 15 entrados do 1. de Janeiro ao ultimo
do dezembro fazem o numero de 20 duraute o dilo
anno de 1854 : d'esles falleccram 8, sahiram curados
9, e ficaram ero Iratamcnlo 3.
O medico do hospital alribue a crescida mortali-
dade, queso observa, aos enfermos nao procurarem
soccorros se nio depos de csgolados os remedios de
curiosos e curandeiros, quando j a arcan dos medi-
camentos toma-so quasi de lodo impiolicoa.
As obras do hospital estao concluidas, faltando-lhe
apenas pequeas divises para s^pra^lo dos presos
em tratamento.
Conlinuar-se-ha)
as na -
A capolla precisa de reparo* : os Icitos e rouparia
de icrem reformados.
Hospital de caridade de Santo Amaro.
Acha-se concluido o edificio do novo# hospital, que
oflerece actualmente commnda. enfermaras comas
precisos subdivisos; sen patrimonio, porem, he an-
da insullirieiitc. c a mesa administrativa, assim como
todas as nutras, solcita augmento da ordinaria.
A. receita durante o'anno de 18.53 a 1854 foi de
tO: 1459767, e a despeza de reis 9:4539388, passando
ao anuo presente o saldo dc6929379 ra.
Reccheranvse dorante o dito anno617 doenles, do
quaes sahiram curados (09, e fallecern! 207.
Hospital de Moragogipe.
No anno le 1852 foi a recsita d'cate hospital de
reii5:l',>l5"2l, inclusive 1:5919571 que passou de
saldo do anno snlecedeole.e a despeza de reis 1:6549
vindjp ficar de saldo reis 3:5379021, que unido a
receita do anno de 1854 fez subiresla a reis 7:5929431.
A despeza dovmesmo anno nndou em rcis 1:1319730,
restando porlanlo um saldo pata o anno correle na
importancia de 6:4579701, que foram recolhidos a
CORRESIOXIH;x<:iA HO DIARIO DE PER-
NAMBI'CO.
PARAHIBA
2 de abril de 1855.
Iloje, sim, eslou oflegando, replecto, eslou mesmo
aba/rotado, nao lauto de nolicias, como de ediccoes
de urna que lem creado lautos Meircles, quantos sao
os animaos de dous pes, sem pennas, que encontr
a cada canto d'esla cidade. E sao tao diversas as
edires, que cada nina parece urna historia nova, sem
iclac.io com a nutra, disparalada, e dissemelhanle,
quanlo he urnaagulha de umanzol. Cada um dos
Mereles -u.lenta, que vio, que presenciou, que gri-
tou, querhamou, e que correu. A pos os Meireles-
chronistas, .simplemente, vem os Meireles-Sapier,
que mandaran), deram planos, lembraram o carregar
as armas, e o atacar de baionelas ; o uso da ral, e da
prudencia ; a paciencia de esperar, que a tome con-
livesseos revoltosos. Apdz estes anda ehegam os Mei-
retcs-conibatentes, que fcriiam, prenderam, espauca.
ram, morderam, e furaram. O numero d'esles hc
cincuenta vc/.es superior aos presos, e feridos. O qile'
admira, mas he real. Finalmente no encalce d'Mes
anda chegam os Meireles-conselheiros, que dao
ralis, a quem os ature ptimos conselhos de pre-
venrao, com os quaes o mundo se Iranquillisar, e
Sebastopol nao ser tomada. E eu aturando lanos
Meireles He sina miiiha, agora conheco. Dir
Vmc. conte-me de pressa o qne houve.
Tenha paciencia, cada cousa lem sen tempo. Nao
me perturbe, porque culao a cousa fica peior. Dei-
xe-mc seguir a ordem cbronologica. Por agora sai-
ba -rnente, que lemm uovidade de grosso calibre,
e Meireles como baratas. Acaslelado en assim cm
miiiba leima, tome tabaco, e v ouvindo.
No dia 3, dala de mnha ultima missivq, livemos,
apezar das grossas ebuvas da manhaa, urna ptima
tarde, e urna lusida prorissao dos Passos. Os ando-
res estveram, posso dize-lo, ricos; mas o'concurso
nao foi numeroso, sem duvida pelo temor das cha-
vas. Houve sermao na sabida, e reculher da procis-
sao, nos quaes o concurso foi extraordinario. Os
Pssos estveram muito coucorridos, ao que preslou-
se a noile admiravelmenle com um lindo luar. I n-
lercssanles grupos de bellas devolas percorram as
ras, e fariam votos ao Allissimo pro populo. He
urna das virtudes de nimbas patricias, a devocao.
Honra seja feila, dirficilinenlc se encontrar a iucre-
dulidadc entre o bello sexo. O Commercial acbou
pequea a guarda de honra da prociasap; mas Meire-
les sustenta, que dal." linha era impossivcl* dar
maior numero de pracas.e quea guarda nacional anda
nao esla completamente fardada.
As chinas tem ido mais moderadas, porem anda
sentimos calor. A salubridade publica vai sem alle-
racao; com lano que nos nilo aproximemos cadeia.
Apparecem algumas intermitientes; mas a primeira
dose do quimino, temperado por qualquer forma
desapparecem. Agora vou salisfazer sua curosdade,
que deve estar bem agucada, se he que a luba da
fama me nao prevenio, por saber qual he o grande
succesSo, que lem poslo em activnlade as qualro cas-
ses dos .Meireles,de que Ihe fallei a assima. Talvez an-
tes queira saber qual das qualro pertence o meu
amigo noliciador, e n'esla convicco,dir-lhe-hei, que
elle nao pertence segunda, que he a dos paparro-
toes.e nem a lerccira,quehe a dos Iracalhoes.perlen-
ce a primeira, e participa da segunda. J v, que
hc, como nao cesso de dizer-lhc, um homem inapre-
ciavel, impusavrI. Vimus a bislorin.
No din 31 do passado, as dez horas do dia, pouco
mais ou menos, eslava eu muito tranquillo, q n3o
aei cuidindoe m que planos, quando me apparece
repentinamente Meireles,n'um verdadeiro croo nin-
fo, e sem mais cortejo, arrmou-se a urna cadeira,
bul'.ndn como um urna baleia de primeira barpoada-
Os cabellos hirlos, a respiraran dillicil.e eslreplosa, a
cor macilenta, os olhos espantados,o lodo corpo Ir-
mulo. O que lem ,amigo '..
Poli... pSishh....
O que Ihe a conleceu'.'.'
Nao... nao ouviodous tiros ?!...
Nao cerlamente, e o que ha?
Nao... ouvio... lo... loto... locar chamada...de-
campo..
Nao, liomem de Dos,o que lia?
lia... ha... ha... Nao vio morrer... ferir... cor-
rer...?
Ora, se eu eslou aqui, como poderia ver?
Na cadeia...
Ali! brigaram os vareadores?
Nao arrombaram...
Qoem os vereadores?
Nao os presos.
Como?
Arrombaram, malaanm, fugiram.
Vendo que no estado do Meireles nada mais saberia
lomei a casaca, um chapeo, e corri cadeia. l. en-
conlrei o Exm. presidente, o Dr. chefe de polica, e
ajudnte d'ordens o secretario, o delegado, e subde-
legado, ocommandanledomcio batalhao.o major Ni-
colao, o capilao do dia, Barros Falpao, o lente Luiz
Estanislao, e baslanie tropa de linha.
Vi nm pobre soldado de linha cxlorcendo-se as
vascas da morle, oulro baleado ao p do hombro, e
tres presos feridos na cabeca, em differenles parles,
no mcio de urna escolta de baionetas caladas. Vi
carregaram-sc armas, reunir urna forra, armar baio-
netas, e rrefotcar, ao commando do capilao Barros,
a torca, que crcava a cadeia. Ouvi dilTerenles pla-
nos de ataque, c cada qual mais apreciael. Final,
mente a Cadeia eslava um Sebastopol em miniatura,
e crcio, que al houve quem se iembrasse de man-
dar vir obuzes, e morteiros. fazer aproches, e armar
baleras.
Os presos nao qiieremrender-se, dzam uns; leem
um forte armamento, diziam outros; leem rauila mu.
nicfio, accresccnlavam outros. N'esse barulbo esla-
va, quando enconlrci urna alma cardosa, quo me
quiz servir de Meireles, c me rontou o soc-
cesso.
Indo o carecreiro abrir a porta para tirar presos
para a faxinn.umdos mudos criminosos, que se acha-
vam na primeira sala da cadeia, chamada se-
guro, arrojou-se a sonlineila, e segurou-lhe na
arma.
Ese preso audaz, e facinorn, cclcberri.no ladrao
de escravos,crimlioso de morle n'essa provincia, e
aqai por baver vendido escravos furtados, lulou com
a senlnella um pouco, al que um dos comparsas,
tirando urna pislolla de urna malla, desfechou-a no
pobre senlinella, causando-lhe grave ferimento. O
pobre soldado cahio, e o perverso Victorino, assim
se chama o que com elle lulav, apoderOu-se da ar-
ma. Corre sobre um prclo sentenciado, de nome
Camorini, que be o fiel de lodos os carcereiros, para
lomar-llie a chave doalcapiloda eHrhona. De fado
conseguio lorha-la, e atira-ln ao meio dos comparsas,
para que esles fossem abrir o alcapao; masum oulro
preso loma a chave, e corre com ella para a prisao
das mulheres. Victorino, que quera Ihggar Ca-
moiim. era embaracado pelas mulherea, para cuja
prisao Camorim lambem se refugiou, vendo que a
chave do alcapao nio era aproveilida, corre nova-
mente a procura-la, e vai lifa-la do poder da juiza
da cadeia, a quem a linha dado o tal preso, e tirou-a
um pouco indecentemente, porque a juiza linha-a
poslo a bom recado. Senhor novaraenls> da chave
val abrir o alcapao; ma tal era o seu eslado, que
nao pode acertar com a broca da techadora. N'esso
inlerin Camorim, e o ex-alferes Souza, que seacha
preso pela soltura, ou fuga de um preso, que es-
collava, quando alferes de polica, sahem, e fecham-
Ihes por fora com os fcrrollios, sem chaves, porque
Victorino as linha, a portada cadeia; *
Em quanlo se dava esse conflicto na cadeia, que
durou menos lempo, do quo eu levo cm coiita-lui
oulro mais sangrento linha lugar fora.
I.ogo que o soldado da senlinella, que Intava rom
Victorino, recebes o Uro, lano o preso que lh'odes-
fechou, come dous outros companheiros, com cujo
auxilio Victorino contava, deitaram a fugir pela es-
cada. O que vinba na freule Irazia urna pislolla en-
galilhada, e com ella ameacou a primeira senlinel-
la, que eslava cm bailo. Esla deixou-os passar;
mas um soldado, que pasieava na frente da cadeia
lanrou-lhe a m3o, e asseguroii-o; o perverso, porm,
vendo-se preso, desfecbou-lbe a arma, e ferio-o
gravemente.
Pouco adianle, oulro soldado derrihou-o, rom um
lijlo, e prendcii-o. ,0 confliclo fo 13o rpido, os
dous tiros lo prximos, que a guarda nao leve
lempo de reunir-se, e nem o respectivo comman-
danle de dar ordens, se bem que elle nao he dos que
as podem dar, e moslrou um pouco de amor vida,
lio um alferes de polica, moro, e recruta. Os sol-
dados da guarda dispersaram-sc cm perseguirlo
dos presos, auxiliados pelos paisanos, que acudi-
ram.
Se o Camorim, e ex-alferes Souza nao leem fe-
chado a porta da prisao, cerlamente, que lodos os
presos ler-sc-hiam mudado, sem o menor incommo-
do; pois o alferes dcixou-se possnir de lal pnico,
que nao maudou auxllia-los, apezar dos gritos que
davam, quando fecharam a porta. A' aqaelles
dous homens, devemos eslarem boje recolhidos laes
mon-lros.
O corneta da guarda leve o bom acord, por cu-
rosdade propria, de locar a chamada; e esla fez
com que viessem muito a lempo reforcos nao s das
guardas, como do quarlcl de primeira linha, gra-
cas artividade do major Nicolao, e alferes Ro-
sario.
Consta-me, que o primeiro ofiirial, qne se apre-
senlpu na guarda da cadeia, foi o lenle l.uiz Es-
lauislau, que deu todas as providencias, e pode, com
o auxilio dos ptimos soldados, que estavam deguar-
da, e paisanos, capturar lodos os fugitivos. O ca-
pilao Barros lambem chegou dos primeiros, e pres-
tou bstanles serviros. "
Deve-se fazer justica aos soldados, que, apezar de
verem dous companheiros, um morto, e oulro gra-
vemente ferido, n.lo mallrataram os presos mais du
que Toi misler paraobriga-los a render-se. S. Exc,
e o Sr. Dr. chefe de polica, deram Indas as provi-
dencias, que o caso exiga. Couslava que os presos
nao queriam consentir na entrada de pessoa alguma
na cadeia; mas a forra, que leve de entrar nao en-
contrn o menor obstculo.
O Dr. chefe de polica procedeu s averiguaces,
?.exames, acompanbado do delegado, ajudnte de
ordens, que lomou a si arompanhar os presos feri-
dos ao quarlel de primeira linha, para que nada,
soffressem, e engenheiro. Pedindo as averiguaroes,
conheceu, que aquelle altenlado fora lilbo de um
plano combinado entre os presos do seguro e os da
enchovia, que devena ler lugar no dia antecedente,
e linha como lim descerera de sorpreza, alacarcm a
guarda, apossaremse das armas, e carluchame, e
sahirem reunidos, o que era fcil visto o seu numero
prximo a duzento9.
Aaliou-se em um barril alguma plvora, obra de
urna quarta, algum chumbo, palanquetas, e urna
bala, que, com as duas pslollas, linham vindo den-
tro do fundo falso de urna malla. A plvora eslava
cmbrulhada em cartas escripias a Victorino, que no
seguro, e Santa Isabel, vulgo Sereno (que deu
agua-forte a mulbcr) na (tenorio, crain os dous ca-
beras d'aquella desordem. Averguou-se, que ha-
viam uns nula, e tantos presos senhores do plano.
Nenhum arrombamento haviam feito, o que an-
da mais manifesta a audacia dos autores do alten-
lado.
Jetos da Pobreza, fcia pelos pretinho9 do Hozario;
esleve baslaule decente, e houve sermao ao reculher,
pregado pelo padre Francisco, quedesempenhou sa-
tisfactoriamente.
Nada mais occorre, porque os thuggs externos es-
lao calmos.
Saude, e (ranquillidade, paz a harmona, Ihe de-
sojo por muilos anuos.
PERNAIBIJCO.
Victorino aprcsenlou-sc peranle o Dr. chefe de po-
lica com loda a audacia, c dsse, que fra aulor do
plano, no qual nao pretenda malar algucm ; mas
que all na cadeia s haviam assassinos covardes,
que matavam por detraz dos paos, sendo o mais fra-
calhao d'elles o Arscnib, que nao quizeram ajuda-
Irf, e o deixaram comprometler-se s. Anda nao
foram interrogados todos os presos, e eslSo muilos
incommunicaveisi S. Exc. depois que o Dr. chefe
de polica entrou para a cadeia, dirigio-sc ao hospi-
tal militar, a visitar, e recommendar os feridos. In-
felizmente encontrou morto o segundo soldado fe-
rido, e indagouse linha mulher, ou filhos; e lendo
resposla negativa,fez, por seu ajudnte d'ordens, dar
urna crescida esmulla mulher do ferido, que all
lamehlava a sorle de seu marido. Muito hon-
ra a S. Exc. esse arto, quo nao passou desa-
percebido, como elle quiz. Tambera he digno de
louvor o commandanle do rfieio batalhao major N_
colo Tolenlino de Vesconcellos, que fez qm pom-
poso enterro ao soldado morto. Acompanhou o ca-
dver a officialidade de primeira linha, e guardas
nacionaes, lodos fardados, o doulor chefe de polica,
ajudnte d'ordens, secretario do governo, inspector
da thesooraria, delegado, e mais pessoas gradas, e
S. Exc, que esperava o cadver na igreja, assislio a
cncommcnd.icao. '
Eu, em minha qualidade de veterano, quasi dou
um abraco em todos, que assistiram os ltimos ac-
tos de caridade do pobre cantarada. Assim he que
e anima, e faz-se conhecer o mrito do cumpli-
mento do dever.
Tambera quero dedicar duas linhas ao nosso mu
reverendisaimo vigario, que no lugar do conflicto
foi prestar as ultimas consolaces ao moribundo; aos
doulores Candido, Pogge, e Vital, que promptamen-
le concorreram a tratar dos feridos.
Eis ah um longo detalhe do que vi, e do que me
contaran), por que nao vi ludo, acerca do occor-
rido no da 31, que por pouco nao iuutilita o fruclo
do trabalho de urnas puncas de adminislracoes
na captura dos criminosos. Veja ao que escapa-
mos.
Esquecia-me dixer-lhe, que o ex-alferes Souza foi
mmediatameule removido da guarda da cadeia, on-
de so recolheu logo que fechou a porta, para o es-
lado-Niaior do quarlel de primeira linha. O proces-
so d'esse ex-alferes pende em recurso na Miarlo,
que o conserva al boje, Dos queira que ella ao
menes em alleurao a isso, adianle o seu julgamenlo
pois esta preso ha quasi um anno. Se elle, o que
nao aflirmo, concorreu para fuga de um preso, boj-
lera pago com usura assegurando duzentos.
Meireles diziaTodos viram a desordem, s quem
a h de contar he Meireles. Nao tem razao
porque seus acolylos nao deixaram; que elle figuras,
se ua historia, como Eneas figurn dianlo de
id.'
O jury continua a funecionar; porem lem tido
alguns lapsos. Absolveu um individuo aecusado de
haver morto seu irmao, o digno doutor juiz de direi-
lo appeltou; condemnou a seis mezes e meio de pri-
sao, e mulla correspondente melada do lempo, a
oulro aecusado por ferimento-; a um anno de gales
a outro aecusado por crime de roubo. Esle aclia-
va-se fgido por causa d'esse crime, e chegando *
esta cidade, lalvez para ver se consegua ser absolvi-
do, por nao ler o que fazer foi tratando de fazer uns
furtos a uns matulos, que o trancafiaram. I..go
que estes a prenderam, mostrou-lhcs uns palaces,
que Ibes havia furlado, dizendo, que urna carleira,
furtada tambera, eslava em cerla parle, onde iriam
buscar; mas os malulos, desconfiando da historia, o
conduziram a forja ao delegado, e elle no camimio
lomou-lbes, por sorpreza, os mesmos palaces, que
n3o quiz restituir, apezar das ordens das au-
toridade. J encontrou descamnenlo semelhanle ?
Na ultima remessa de condecorarse* livemos por
c um fidalgo cavalleiro, um commendador de Chris
(o, Irez ofliciaes da Rosa, sele ravalleiros da mesma,
e mais dous de nome* trocados, que e condece-m ser
os mesmos.
Nao vamos tao mal como isso. Entraram de 23 *
29 docorrente 867 laceas de algodiio, que conserva
o mesmo preco, que ltimamente Ihe disse, bem co-
mo o assucar, e couros.
llunlem i tarde assislimos a procissSo do Sr. Bom
CMARA MUNICIPAL Do REGIFE
Sessao extraordinaria da 14 de marco.
Presidencia do Sr. Barao de Capiharibe.
Prsenles os Srs. Reg e Albuquerque, Reg,
liarais, Mello, e tiamtiro, fallando com causa par-
ticipada o Sr. Vianna, e sem ella os mais senhores,
a lirio-sea Malla, e foi lida e approvada a acia da an-
tecedente.
Foi lido o segoinle
EXPEDIENTE.
Um ofliciodo Exm. presidente da provincia, con-
vidando a cantara a assistir ao cortejo do dia 25 do
correle, anniversario feliz do juramento consti-
tuirlo do imperio, as horas do cosame.Inleirada.
Oulro do presidente da commissao de hvuiene pu-
blica, pedindo houvesse a cmara de mandar dar
esgolo as aguas eskignadas e infeca- existentes nos
fundos das ultimas casas, ao lado do norte da ra
do Seve.Mandou-se ao fiscal para informar.
Oulro do fiscal de Sanio Antonio, rommunicando
que com as ultimas diuvas leve de ficar inlransitavel
parle da ti ave-a da ra da Concordia, enchendo-se
d'agua, por ter abatido o aterramenlo que mandn
ah fazer esla cmara, precisando por isso de mais
algum alerro.Mandou-se que o engenheiro orejas-
~e a obra a fazer.
Oulro do fiscal da Boa Vista, informando que o
requerenle Jos Joaquim de Oliveira, em das do
anno passado, obleve licenca e cordear.an para edifi-
car muro no seu silio, no lugar do Chora Menino
sendo esse mesmo muro, o de que elle falla agora, e
quer reconslrui-lo. Resolvcu-se que o engenheiro
cordeador informasse se o muro lem de seguir no-
va direcrao'em virlude de planta.
Oulro do procurador, informando acerca da peli-
cao do Antonio Bernardo Quintciro, que requereu-
Ihe mandas.c a cmara indemnisar a despeza que
fez com a cnudiiccao de dous cadveres de pobres,
sem Ihe competir fazo-la, e sim a Francisco Lucas
Ferrcira, a quem se fez a distribuirn ; sendo urna
conducho por ordem do subdelegado e uulra a pe-
dido do procurador desla cmara. Que se ouvisse
ao advouado.
Outros ;Jdos juizos de paz presidentes da junta
de qualiliraco das freguezias da Boa-Visla eSanlo-
Aiitonio,remullendo os respectivos livros.Inleirada.
Oulro do fiscal de S. Jos, declarando qne na se-
mana de 5 II do crrenle se malaram 432 rezes
para consumo desla cidade. Que se archivasse.
Oulro de Feliz Jote Pinto, juiz de paz supplente
do segundo districlo da freguezia de Muribeca, di-
zendo que por,lenlo c n3o ter habilitacoes para ser-
vir dilo cargo, como era publico, deixava de compa-
recer para prestar o juramento do estilo.Resolveu-
se que visls de semelhanle confissao se aceilasso a
escusa e se chamasse o inmediato.
Oulro do eogeuheiro cordeador, communicando a
differenca queenconlrara as plantas de Janoatao, e
do I." Ianjo da estrada do Manguinho, ambas orga-
nisadas pela repartido das obras publicas ; na 1.a
morcandoe a largura de 40 palmos para a estrada
da Victoria, quando elle cordeador lem marcado CO
as cordec-Oes dadas, e na 2. 50 palmos para a lar-
gura do calcamenlo da estrada d Manguinho, entre-
lando que a planta municipal designa 60 ; mas que
en(endendo-se com o director daquella repartilo,
este Ihe dissera que quanlo a primeira se dera enga-
o, equanlo a segunda, a largura dada ao calca-
menlo, nada influa sobra os alinhamenlos exigidos
oela plaa desla cmara, que conlnuavam a ser os
mesmos, pudendo elle cordeador conferir as cordea-
ciies na eslrada'da Victoria como prineipiou ; o que
Irazia ao conhecimento da cmara para seu conheci-
mento. Resolv>u^e_aiav2c ouvisse aojirottor das
obras publicas, remettcudo-se-lhe copia deste.
Oulro do fiscal do Poco, pedindo Ihe augraenlas-
se a cmara o sen ordenado em lano quanlo julgas-
se necessario para poder ler um canillo, e assim me-
Ihor lisealisar a fregoczia. A' commissao de po-
lica, i
Oulro (lo fiscal dos Afosados, aflirmando ser ver-
dade o que allega em sua pelicao l'lisses Cokles Ca-
valcanle de Mello, sobre o mo estado da ra dos
Po{ostlaquella freguezia, mas que os seus reparos
s3o de alguma importancia. Mandou-se que o en-
genheiro os orcas-e.
Oulro do fiscal de S. Lourenco da Malta, partici-
pando que no mez de fevereiro ae malaram 25 re-
zes para consumo da mesma freguezia.Que se ar-
chivasse.
Entrando em discussao o parecer da commissao
dando soluc.lo s'.duvidaa propostas pelos fiscaes acer-
ca da execurao das novas posturas, resolveu-se,
rcquerimenlo do Sr. Barata, que sendo de presumir
que as rr.csmas posturas soflressem modificaces na
assemblea, ficasse adiado o parecer, at n final reso-
lu'.oo da mesma assemblea.
Foi approvado o parecer qne apresenlou a com-
missao de polica, a favor da pre.lencao de Auuus.io
Genuino de Figueiredo, de que Irala a acia prece-
dente, e que se informasse i S. Exc, parecer i c-
mara que a aua pretendo eslava no caso de ser at-
lendida, urna vez que continuava inda .rnecessida-
de de seus sej icos.
A rcquerimenlo do Sr. Barata resoleu a cmara
que se pagasse ao Dr. Jeronymo Vilella de Castro
lavares, o seu trabalho pelo parecer que den rela-
tivo ao contrato que pretendeu a mesma camarace-
lebrar cum a companhia de Beberibe, para esla for-
necer um annel d'agua do encanamenlo, s rezes
destinadas diariamente ao consumo publico ; assen-
lando-ie que fosse a paga de eem mil rcis.
Deipacharam-se as pelicOes de D. Anna Maria de
Aleluia, do hachare! Abilio Jos Tavares da Silva,
de Benlo Luiz de Carvalh, de Delfino Uoncnlves
Pereira Lima,de Delfina Eduarda da Cusa, de Fran-
cisco Pinlo da Cosa, de Fredcrico Chaves, de Fran-
cisco Mendes de'Mello,de Joaquim Ribeiru Meireles,
de Jos J. de Oliveira. de Jos Lopes de Oliveira,
de Jo3o Francisco Pereira da Silva, do bacharel
Luiz Lopes Caslello Bramo, de Manuel Duarle do
Nascimcnlo, de Manoel Francisco Ferreira, de Ma-
noel Antonio de Oliveira do Saumer & Expilly.de
Ulisses Cokles Cavalcante do Melle, de Venceslao
Machado Freir Pereira da Silva ; e levanlou-se a
tarta.
Eu Manoel Ferreira Accioli, odela!.maior, a es-
crevi no impedimento do secretario.Barao de Cas-
pidaribe, preaidenle.Mamede. Oameiro, Reg,
Barata tTMmeida, Mello.
Segundo parlicipajo do vice-almiranle Bruat, da-
tada da babia de Kamieach em 7 do paisado, linha-se
recebido na vespera em Sebastopol a noticia da mor-
le do imperador Nicolao.
Os sitiantes linham ensaiado com muilo bom exilo
os disparos de fugeles, incendiando varioi edificios
em difireme* pontos da praja.
Dous ofliciaes russos se presenlaram no acampa-
mento iiiIuz, desertando dai respectivas baudeirai.
Os alllados Irabalhavam com maior artividade as
obras do cerco.
Segundo as noticias receblas de Berlim, Vienna
a oulras curies dedoz-se que lomara diariamente
maior merecimento as esperancas de paz.
O imperador Alexandre II mandn imprimir ni
ordem do-dia do xercilo as derradeiras palavras do
imperador Nicolao, que slo do tlieor scuinle :
a Agradeco minha leal guarda, que salvou a
Russia em 1825, cujo proceder nunca desmenlio ;
agradeco igualmente ao meu excrcilo c minha es-
quadra.
a Rogo a Dos que perpelae nos meus soldados o
sen valor c bom animd para firmar a seguranca in-
terna e a forca exlerna do Imperio- Entao, ma) da-
quelles inimigos que atacarein a Russia.
Se n situarn de lodos os meus subditos nao
se melhorou quanlo eu quera, he porque nao pude
fazer mais. ,
OConstitulionel publica o seguidla extracto de
urna carta que Ihe foi dirigida de Varsovia em 7 do
mez passado :
zio aqui a morte do imperador Nicolao* A primei-
ra participaran veio na sexta-feir.i 2, dia em que
clleexpirou: porem, nos primeiros momentos jul-
gou-se que linha morrido a imperalriz. No ablui-
do desvaiieceram-se as duvidns ; lodos eslavam per-
suadidos qije o imperador era defunlo ; mas al ago-
ra aioda nada se publicou oITlcialmcnte. Os Iheatros
eslo fechados.
Os generaes que residiam aqui ha lempo parli-
ram pela maior parle, enlre cites o'general Rudigcr,
goveruador desla cidade e commandanle de um cor-
po de xercito e o feld-marechal Paskcwitch. Posto
que o imperador Nicolao nao fosse amico da Polo-
nia, lodos se senlem mais ou menos commovidos
com a nova da morle do poderoso autcrata.
" O syitema de poltica tradicional da Russia nao
morreu cum elle ; au contrario, seu tildo v-sc de
algum raudo obrigado a continuar a obra de 4eu pai,
sobre ludo relativamente queslo do Oriente ; por-
que a honra do Tallecido imperador e da Russia se
acha comiprometda pelos documentos reiterados e
ofliciaes do gabinete de S. Pelersburgo.
A Russia considerou a sequsimo do mar Negro
como um nonio necessario s communicares do
commercio e prusperidade do imperio. Considera
mais urna psito forte e segura as fronteiras da
Anatolia e na Crimea, assim como cm a Polonia e
em Cronsladt, como um passo para cumprir-se o tes-
tamento de Pedro I, e a que s encamiiibaram as di-
ligencias do imperador Nicolao por esporo de vinte
c nove anuos, julgando poder alcancar esse objeclo
da sua predilercao e dos seus antecessores. Por con-
sequencia, nao pode um successor, sobre ludo iuc-
cessor inmediato, fazer drsde j concessOes que ale-
nuem a posicao e a forca da Kussia.
Segundo a fccohicao de Setembro, os jornaes
francezesrelalam as cirenmstancias de um banquete
dado ao general Vivian, destinado para commandar
o contingente que a luglalerra recruta na Turqua.
Lord l'almerslon, que assisla a esle banquete pro-
ferio um discurso, cujos termos sao bastante bella -
cosos ; e nem sequer alludio as conferencias de
Vienna.
O tioniUttr publica Ircs decretos diplomticos ; o
primeiro promulgando o arto de aceilacao assignado
L-se na lmprensa e Lei de 23 de marco os se-
guiles promcuorea acerca da morle do imperador
Nieobio :
o Ha lempo que o imperador era atacado de urna
furte grippe. O doutor Mandi, seu medico, reque-
reu juuta no dia 18 de fevereiro. Nicolao zombou
do caso, mas consenlio que fosse chamado o Dr.
Karil. O estado morboso de 8. M. aggravou-ae
gradualmente cora ai iutomnisi e o augmento de los-
sc cum forte expectorar-ao, de modo que o* aculta-
livoa instaran para qne no dia 22 ficasse de cama.
S. M. nao quii que Ib* filhiasera mais na doenca.
e eniao ura dos medico, aisladles Ihe diase :
" Nao ha cirurgiao mi'ilar que vendo um soldado
no ealado cm que se acha V. M. nao 0 mindasse re-
culher ao hospital. > S, M. respoitdta Meus
senhores, tendea cumprido com o vosso dver, e eu
vou cumpr.r o meu. E logo metteu-ac n'um car-
rinho, e poslo que Uzease muUo frn,, fo pasMr ,.
vala a um corpo que deva marchar para a l.llhua-
nia. Duranle a revista o imperador tossio e cuspio
muilo, e diste : Eslou sndo alagado em agua.
O fri era cada vez mais ntenso. o sem embargo
disso foi a casa do ministro olgoronaki, que eslava
(lenle, recomnrendou-lhe que cuidaase de si, e re-
colhcu-se ao palaciu de invern.
A' tarde assistio ao sermao da primeira semana
de qnaresma, passando em seguida aos aposento da
imperalriz ; mas queixava-se de fri enao larga-
va a capa. Desde essa noile S. M. perseverou no
seu gabinete de sludo ; no dia 23 <| fevereiro re-
cebcu o corone! ajudnte do general Titlemborn ;
eslava recostado n'um divn e embrulhado na ca-
pa ; expedio-o.com ordens para Sebastopol. Feito
islo, chamou o grao-duque herdejro, e encarregou-o
do expediente de lodos os negocios.
A'i pergunlas que se faziam robre o estado da sau-
de de S. M. desde o dia 2* al 2? ,! fevereito, res-
pnnda-s sempre a O imperador nao pode largar
a cama, porque esla doenle e a loase augmenta,
ele.,
Duranle a enfermidade, o imperador nSo aban-
dono., o seu lalo de campanha, is|0 he, um enxer-
gao e urna almofada cheios de palha, e urna capa
ou manta.
No dia 28 de fevereiro raanifkitou-s* decidida-
mente grave a molestia, qua desda asa dia al o 1."
de marco fez progressos enorme. O medicas re-
ccavam urna paralysia do pulmSo, e em a noile do
I." do marco ja desesperavam de poJer salva-lo. A
imperalriz e o grao ducrae, pela recommendarSo do*
facultativos, Iherogaram que reccbeue o*sacramen-
tos. Parece que foi entao que o imperador conhe-
ceu a gravidade do seu eslado, porm qnasi qne nao
se assustou.
O Dr. Maut disse ao imperador, em a noile do
1. para 2 de marco, que a ma enfermidade era
gravissima, que o pulmao eslava no maior perigo e
muilo selemia do eslado deste orgao vital. S. M.
pergonlou eom serenidade paralyse a aeco dos pulmoes ? Respoded-lhe a
Dr. : He muilo possivel. n Km conseqoetlcia
desta declaraco. S. M. recebeu com grande reco-
lhimenlo religioso a cummunhao, detpedio-so da
imperafriz e de seus filhos prsenles, abencoou a ca*
da um delles em especial, pronunciando com voz
firme as palavtas da benc.ao, e nao conservoo a seu
lado oulras pessoas mais do que a imperalriz e o
gro-duque herdeiro. Aconteca islo eramsqoalro
horas da manhaa. Pouco depois disse S. M. im-
peralriz a Rogo-te que vas descaiu.-ar um pouco.
a Dexa-me estar aqu ; qneria morrer coui ligo,
se fosse possivel.' Nao replicn o imperador ) ;
coida muito na la saude para qne possas ser o cen-
tro da familia : retira-la que eu te chamarci no ul-
timo transe*
A imperalriz obedecen a esla vonlade tan for-
era Tarn quanlo ter adherido e,l-rei da Sardenhal malmenle expressa e retirou-.e. S. M. mandou en-
a convencao de 10 de abril de 1854 ; o segundo re- (rar em ,ezuid. ,onde 0rlon- nd. AraorllB
REPABTItJAO DA POLICA.
Parte do dia 10 de abril.
Hlin. e Exm. Sr.Levo ao conhecimento de V.
Exc. que, das differenles participarles hoje rccebl-
das ne(a repartcoio, consta que foram presos:
Pela suhitelcgacia da Tregiiozia de Sanio Antonio,
Porfirio Villar.i, para corrcc;ao.
Pela subdeleaacia da fresuezia de S. Jos, Ma-
riannn Comes da Silva Fgueiredo, por briga, o par-
do Marlinbo, cacravo de Antonio Bolelho Piulo,
por fgido, c a prela Joaquina, para correrr'o.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Pernambuco 10 de abril de 1855. I lim. e Exm.
Sr. conselbciro Jos Benlo da Cunta e Fgueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paita Tcixeira.
DIARIO DE PERNAMBICOT
Honlein deram-sc sepultura os reslos mortaes
doSr. coronel da guarda nacional Joaquim Canulo
de Fgueiredo, proprietario do engenho S. Francisco
daVarzea, do municipio do Bccife. Pernamburnno
honesto, bnmcidado, exrellcnle pai de 12 filhos
que dcixou, o Sr. coronel Canuto foi sempre bem
quisto c eslimado por lodos.
Pelo vapor perdigue/ Maria II, che: ido honlem
ao nosso porto, recebemos jornaes, cujas datas de
Lisboa alcancam a 2:) de marro, de Londres lo, de
Pars a 10 e da Hespanha a 19.
Em Pars cspalhara-se o boato de que houvera um
combale na Crimea, em que ficou ferido o general
Osten-Sacken ; mas esle boalo foi desmentido pelo
Monileur do 13, que declarou que o governo linha
recebido despachos do dia 4, os quaes auiiunciavam
apenas que o lempo mudara para bom, mai que
ntohum feilu importante ae emprehindera.
lalvo ao convenio militar celebrado enlre a Fran-
ca, a Grao Brelanha e a Sardenha ; o terceiro de-
creto relativo ao ajuste para os fornecimenlus fcilos
ou que tenltam de fa/cr-se ao excrcilo turco pelo*
alijados na Crinjea^^
NApdJj^"-' i ;-v mar'eslo du czar \le-
xanor^rnr!*'laaaaj,o,ndo os seguintes paragrapdos que
se le ueste ducumenlu, parece que o novo impera-
dor est determinado a aegur a poltica paterna :
a O imperador Nicolao suecumbio a urna doenca
grave que se desenvolveu rpidamente. Assim
como os estorbos e cuidados p.cessantes de nosso au-
gusto pai se linham dedicado ao bem dos seus sub-
ditos, nos, sut.iiido ao throno hereditario do impe-
rio da Ruasia c dos calados 'inseparaveis da Polonia
e da Finlandia, juramos peranle u cu considerar
como a nossa nica meta a felicidade da patria.
A Providencia, que nos destinou para esla gran-
de miso, dirigir os nossos passos c prolezer os
nossos esforcos para manler a Russia no mais subido
grao de poder e de gloria, e para eflecluar em nossu
reinado os desejos e projectos prcmanentes de Pe-
dro o Orande, Camarina, Alexaudte e de nosso au-
gusto pai.
a Auxliem-nos, pois, o zelo e as orantes dos nos-
sos subditos !
Ordenamos que seja prestado juramento a nos e
ao herdeiro do throno Nicolao Alexandrowitsch.
O bolelim da Piesse diz o seguinle :
o Hoje, 15 de marro, deviam comecar aa novas
conferencias de Vienna. Anda n.lu recebemos o
despacho que nos devia annunciar essa abertura.
Porem, estamos persuadidos de que nem os gover-
nos, nem a opinao publica esperara cousa importan-
te do resultado dessas conferencias.
a Diziamos ha pouco que o desenlace da queslo
nao eslava em Vicua, mascm Sebastopol. He esse
tambera o parecer do Jorntl de Francfort, lado
esta manhaa pelo Xloniteur. *
a Seria superlluo provar diz aquella folln) que
nao se tratara da conclusao da paz antes de qualquer
resultado definitivo na campanha da Crimea. Se
fosse favoravel a Russia, e esla potencia quizesssen-
Ulo ou relirar as suas precedentes concesses ou mo-
difica-las d modo que as lornasse illu-orias. o de-
ver da Austria -seria oppor-se enrgicamente a taes
caprichos.
Um jornal iriglez, o Daily Seics, pretende que
o principe (iortschakofi assigtiara no. dia 12 on 13
um documento publico recoubecendo em geral os
principios que deviam servir de base snegouiaroes,
e que os plenipotenciarios Icro de definir e ex-
plicar.
Cremos que nisln ha erro. Trala-se, sem du-
vida, da nota interpretativa de 28 de dezembro ;
porm, a adhoso do principe UortschakoiT nao he
nova; dala de muitas semanas. Urna interpj-elaro
mais restricta e mais rigorosa ha de ser apresrnlada,
como dissemos honlem, na abertura'das conferen-
cias. Os plenipotenciarios russos serao convidados
a adherir a essa interprelacao ; porm, nao presu-
mimos que tivessem de assignar documento alaum
nos ltimos das, de que temos noticia. Por oulra
parle nos annunciaram nova circular de Mr. N'cs-
serolde. n
Diz a Reroluciio de. Setembro de 2'1 de marco que
seguudo um despacho deCnnstaulinopla.mu exten-
so, narra-se o combale de2i para 25 de fevereiro,
cujas nolicias essenciaes j lem sido publicadas cm
lodas as folhas; segundo eslaa o resultado foi a des-
Iruirao de um reducto dos Russos.
Sir Charles Napier publicou urna caria cm que
explica os seus actos duranle o lempo que comman-
dou a esquadra iugleza do Bltico ; e nella faz gra-
ves increpantes ao ministerio inglez entao frente
dos negocios, e com espceialidnde a sir James G-ra-
ham, primeiro lord do almiranlaao.
O jornal de Conslaolinopla diz o seguinte acerca
do combale nocturno que leve lugar no dia 23 de
fevereiro junio as rauralbas de Sebastopol:
a Ura batalhao do segundo regiment de zouaves
levou de assalo a obra exlerior da torre Malalkoll,
enrravon 18 pecas de artilharia russa, expellio as
guardas das trincheiras inimigas, e smente se reli-
ruu quando so apresenlou ura corpo de 8,000 ho-
mens de (ropas rusias. N'esla lula heroica 310 sol-
dados francezes ficaram fra de cmbale. O general
Monel, qne commandava o.alaque, flcou ferido em
ambos os br.ic.os. A Pretse de Constantinopola com-
puta a perda do* Russos nesle conflicto em mil ho-
mens, e rednz a dos Francezes a 250. Segando *
mesma folha, o general Monet rerebera cinco feri-
daslcves, desfazendo na retirada a columna russa
que Ihe interceplava o passo. Durante a deslruicao
das obras dos reducios russos, os Francezes mano-
bravam debaixo dos fogos cruzados das bateras e
da* ombarcaces inimigas. Todos os boatoa que,
alora dalo, w espalharam acerca desla combale a-
cham-se desmentidos.
Segundo a agencia Lejnlivel, ns noticias de Se-
bastopol' alcancam ao da 3 : os Ruasos forlificavam
de um modo furmidavel o valle de lokermaa.*
trar em seguida o conde Orloff, o conde Arderberg
e o principe Dolgoronski, agradeceu-lhea o* seus ser-
vi joa e despedio-ee delles. D'ahi a pouco chamou
os seo* criados particulares, abencoou-os e deu-lhes
o ullimo adeos. O imperador eslava mui coinmo-
vido nesle* momentos. Tau.oem chamou a cama-
rcira", madama Robrbck. agradeceu-lhe a fidelida-
de com que sempre servir a imperalriz, a olicitii-
de* o em particular nesla ni lima.
Esleve depoia o imperador impossibililado de fal-
lar por algum espaco, orava em silencio e fazia fre-
quentes vezes o siena) da cruz. Mais larde recupe-
rou o uto da palavra, e falln em diversosobjeclos
aleo momento da sua mufle, que succedeu no dia >
de marco s 12 horas e 10 minutos do dia, talando
prsenle a familia imperial.
a As ultimas palavras que proferio foram : l)i-
zei a Fritz que seja sempre o mesmo para a Russia
o que nao se esqueca das palavras de eu pai.a
As potencias occidenlaes fizerara constar aos seus
representante* em Berlim que a morte do imperador
Nicolao nada modificava a sua publica quanlo a
queslo do Oriente.
Lord UranviDe annuncion na cmara dos com-
muns na sessao de 9, que lord John Russell s per-
manecera em Vienna o tempo necessario para se
e-iipularem as bases da pgeral, e que se recolhe-
ra a Londres pela Pasehos.
Segando as nolicias de Berlim parece qne a cor-
te da Prussia esla inclinada a modificar tua po-
ltica em favor du potencias alliadas, mas isto no
intuito sement de conseguir-se a paz.
A Hespanha ficr em paz, e o congresso eonsli-
luinte conlinuava o debate das bases constilucio-
naes.
A gatelas francezas d3o como certa a partida do
imperador dos Francezes para a Crimea, que se pre-
sume teria lugar no rociado de marco. As divtses
recenlmente formadas rao constituir um acampa-
mento de 40,000 homens era Conitanlinopla, apio a
manobrar nfj sentido mais' conveniente ; que sen-
do objeclo de muita importancia para os alijados
fechar a passagem do ialhmu de Perekop, por onde
Sebastopol he suppriila de homens e abaatecmen-
los, essa operario se effecluar com o exercilo turco,
que successivamento esla desembarrando em Enpa-
toria ; feito islo e cercando-se completamente Sebas-
topol, o exercilo russofica a merc dosatliados.
Passava como cerlo que o principe Menschikoff
fra exonerado do commando russo na Crimea.
Cumpre advertir que linha solicitado esla exone-
raran.
Quanlo aos outros paizes da Europa nada oecor-
correu que mereca especial moncho.
Os tres por cenlo francezes licavam na bolsa do
Parisa 70 fr. e 15 cen.; a o* consolidados] Ingleze
cotavam-se n 93 '.. lendo, porlanlo bastante alta,
pois que noa das anteriores eslava, i a 92 a 3| at
7 oila vos.
Quanlo a Portugal referimo-nos ai cartas de nos-
sos correspondentes em Lisboa, que Icint trans-
criptas.
CORRESPONDENCIAS.
Tendo eu chegado a esli cidade no dia 12 demar-
co ultimo, dias depois, fui informado que o Sr. Dr.
Miguel tionralves Lima, juiz municipal do lermo de
Labrlo., em orna sua correspondencia, publicada
no Diario de 'Pernambuco n. 13 de 17 de Janeiro
('es| anno, em a qual responda a urna oalra corres-
pondencia do Sr. Dr. Joaquim Pedro da Cosa Lobot
ex-juiz de direilo da Boa-Vista, publicada no Btho
Pernambucano n. 78 de 3 de oulubro do anua pas-
sado, se defender de lal maneira, que dexava'mi-
nlia repulaco duvidosa, quando jai/, municipal do
termo do Ouricury, pelo que procure! obler aquellos
jornaes, o hoje que os consegu, e os apreciei, s me
limilarei a seguinte pergunla, que espero me ser.-i
learmenle sals feila pelo Sr. Dr. Misuel tionralves
Lima : Esses faclnsque referi o Sr. Dr. Lobo em
sua citada correspondencia, e qu( S. S. disse qua
nao diziam respeilo a s, e sim a outros termal a a
oulros juiz.es. como do Ouryury e Bom Jess, di-
zem respeilo a mim Sr. Dr. Miguel oncalve Li-
ma ou a outros juizea que lem lido aquelle ter-
mo'.' Espero que S. S. se dignara re*pooder-me(
afim de que nao carreguc eu com colpas que me nao
perlencem
Recife III da abril de 1855.. O bacharel, Joao
Francisco da Silra Braga.
Srs. Redactores. Despeilado por um fado,
que me lem por demais alrocidado, teria remorso*
se, deiando de salisfazer um dever, que a nalureza
e a honra me conliou, emmuderesse aos reclamos do
senllmrnlo fraternal, desprezando inda mesmo esle
fraco recurso, o onico de que em ISo grave objeclo,
podem dispor as minha* diminua* forca*.
Lendo em Maceio, onde actualmente, retido, ama
caria do teu mui digno correapondaola de Pao do
v
?
K
MUTILADO


DIARIO DE PERMMBMQUARTA FEIRI II E ABRIL DE 1855.
Alho, transcripta no seu DIARIO n. 29 dsl anuo, I ALFANDEGA.
nella deparei, ende outros funestos acontedmentos Rendimenlo do dii 1 a 9. ,

#
V
havidos mquella cc-mare, cora um quo assas me
pungi o coracio.
Havi sido auassioado cora um Ufo ao mel dia
freguezia da Luz, meu presado e infeliz irmao An-
tonio Din Feij.; que se havia prendido Ignacio
Jos d Castro indiciado nesleassassinato, o qual ia
r proeenado, altribaindo-se lio brbaro atleulado
a qucsloes que elle livora por essas Ierras, das quaes
era procarador guarda. He at onde pode chegar
a aalvadeza a a desn- oralisa^ao !
O infortunado Antonio Dias Feijd, appello para
quena o conhoccu) era un cidadio pacifico o hones-
te ao cumplimento de sens devores soeiaes, que por
seu xelo e actividade, mereccu a confianca do reve-
rendo l). abbade do mMleiro de S. Benlo, que liie
encarregou da adminitrarSo das trras perlencen-
te* a m orlera, onde vivia a honrosa vida de agri-
cultor em companhia de saa esposa e de seis flllii-
nhos,.que a sua morto deitou em orphandade.
Anda em oulra carta do mesmo seu correspon-
dente insera no seu DIARIO n. .">. fallando elle
daae acontec ment, da que tambent ae achavam
presos a mullicr, duas liltiae um flho de Ignacio
Jote" da Castro, por denuncia do Dr. piomolor, como
compromellidos nessa norte, assim como que louva-
va o reverendo D. abbade da 6. Bento, pelo inters-
se que tomava na punic.w dos culpados, envidando
sua forjas para forneoer a juslica os escliirecimeu-
los preciaos, alim de que elles sejam descoherto, e
segunda se dizia, lencionava eslender. sua mo be-
neflea sobre a desvalida viuva e seus filhinho, m-
nislrando-lhe os meios de subsistencia einquanto el-
la se conduzir honestamente. Bem conllevo, Sr.
redactores, que 0 meu vi-rdadeiro e mus rigoroso
dever, era coadjutar a juslica publica, onindo os
meusesforsos aos desse prestimoso 1). abbade, para
punir os assassiuos de meu irmao, porque sou o ni-
co hornero a quera raais direito cabo de satisfacer
este legada, mas infelizmente para min, vejo-me
obrigado a nao sabir dsqui, onde os inleresses He
miaba fafcilia ciigem a miuha presen; e de Uo
longe e fajlo de meios como sou, nada posso fazer,
apeaar de meas vehementes desejos, e snu forjado a
Hcama especial!va deizando obrar a Justina e seus
particulares interesados. Oala que ella seje acti-
va e rigorosa.
Receba o cando.o reverendo D. alibade de S.
lenlo, o meu sincero aaradcrimenlo pelo inleresse
que ha lomado uesla causa, e bem assim pela cari-
dade e benevolencia que porventura pralique para
coza i deaventarada viuva e seus lilhinhos, e possa
erla instruida por seus virtuosos conselhos, dirigir-se
sempre palo caaiiiho da hnnr* e da honeslidade e
nunca desinertcer de sua eonsideracjlo e aturada
clemencia.
Agora, Sr. redactores. resU-me pedir a seu dig-
no correspondente de Pao do Alho. o obsequio de
proangair M raeosao das circumsUncias que deste
ficto ae foraoi diado, ate o resultado desse proces-
so, com qae muito empeuhara ( minha gralidao.
, Sen constante leitor, Ciaudino Falcao Dias.
Slacei 2 de marco de 1855. *
Un fasto escandaloso reprehensivel leve lu-
gar na noite de quinta-feira santa, na matriz de
Saelo Antonio, por oecaaiao de se cantar o ofilcio de
Trotes.
Aehaado-ea o Sr. Manoel Antonio da Silva An-
luues na frente dasjzrdj-->or*rida matriz, em
uma posic.no desreSpeitosa a sanlidade do lugar e do
acto, qne alli-e celebrava, a ello se dirigi um suar-
da naciomil (fue eslava de ser viro, e urbanamente
advertio, dizenoVdhe que convinha que se arredas-
se penco para \raxipor isso que impedia que
as senhoras podeasem faiw oracao dianle do sepul-
cro.
O Sr. Anlunea longe de aceitara advertencia, re-
peino guarda nacional cbamando-o de canalha,
bregelro, billrc, etc., e como o Sr. Souza,.sargento
do tula-bao do referido suarda nacional lomasse a
defensiva do sea eompanheiro, insultado por ha'ver
cumprido urna orden do ?. e-rWHMpP**ja,tit-n-
(e maltratado p**o Sr. Aniones que entilo decla-
rou emphalicamente que era capitao da reserva,
subdelegado supplenle e juiz de paz do primeiro
dislzieto do Hecife, dando voz de prisao ao dilo sar-
gento >
Invada a lata, o negocio lornou-so um pouco se-
rio, e sem duvida teria um desfecho desagradavel,
se na acudiste o Sr. espita Pernambuco comman-
dantn da guarda, que Informando-se do occorrido,
lizer.i retirar o Sr. Anluues que em lodo este acto
den um trislissimo espectculo ; um sargento do en-
tnelo batalhlo de milicia n. 59, leria prucedido de
oulra maneira.
Dos permita que a licao approvcile ao. Sr. An-
tonia, e o convence de que sua patente de capi-
la da reserva e a nomeacao de subdelegado sup-
plenle, nao o antorisa a maltratar impunemente ao
cidadio honesto, tmbora pouco favorecido da for-
tuna.
y
%
i
dem do dia 10.
65:.161J83fi
12:269098
77:6303911
Srs. rtdaclores:Tendo lido no Belrospeclo pu-
blicado no seu Diario de hoe 9 do correle a nar-
rafao de um relo, qne diz livera lugar entre nmof-
liciale um guarda nacional da guarda de lionra, que
se chavan matriz de Santo Antonio para osados
d semana santa ; e como nio seja cx?cto o que diz
o Sr. redactor do Retruspocto, por sera duvida ler
sido niel informado; cumpre-me na qualidade de
commandanle daquella gnarda, e em abono da ver-
dnile, dizar que nao he ezacto ler o offleial-aaiado
a espada e com ella maltratado o guarda, e nem ter
este toncado mi da baiuneta para o oflicial ; tendo
apenas liavido nicamente entre dito oflicial eo
guarda uma simples occorrencia, por uma falta com-
netlida pelo guarda, o que deu lugar a ser este
|ireo.
Oueiram, pols, Srs. redactores, dar publicidade
esta minha resposta, pelo que Ihes ncarsumma-
mente obrigado O capitao, Miguel Jos de Almti-
iia Peritambuco. ()
PIJBLICAaO A PEDIDO.
Dttearrtgatn hoje 11 ie abril.
Barca portngueza Mara Josdiversos gneros,
Brigue portuguez>. Manoel /idem.
Brigue ingle Caroline Schmtbacalho.
Patacho americano Mary A. Farresl farioha da
trigo.
Escuna nacionalFlora diversos gneros.
Hiate nacionalAme lia fumo e charutos.
Importacao'.
Bgue inglez Caroline Schenk, vindo de Terra
Novo, consignado a N. O. Bieber & C. manifeslou o
seguinte :
9,357 barricas bacalho ; aos consignatarios.
Patacho americano Mary A. Frret, consignado
a Malheus Auslin & Companbia, manifeslou o se"
gniole :
1.674- barricas familia de trigo. 100 meias ditas di-
ta de dita, 50 barrscame salgada, 50 ditos dita de
porco, 10 barricas presuntos, lOOdilas banha depor-
co ; aos consignatarios.
Barca porlugueza Bom Successo, viuda do Porto,
consignada a Francisco Alves da Cunha & C, mani-
feslou o seguinle :
4 bombas de madeira ; a Manoel B. Bibeiro.
1 caixao panno dclinlio e loalbas. 10 barris vi-
nho, 60 rana-Iras batatas a Manoel Azevedo An-
drade.
1 raiza panno de linhoe cothurnos ; a Jo.lo Tava-
res Cordeiro
i>l> canaslras albos ; a Francisco Alves da Cunha
S Companhia.
2 pipas, i meias ditas, e 4 barris vinho, 1 caixa
brochas e alfazema, 1 dita pomada, 1 fardo capa-
chos, 1 caixa cochins ; a Joan Tinto Begis de
Sousa.
20 rodas arcos de pao ; a Antonio Jos Aran-
te.
40 canaslras batatas, 3 fardos pellica ; a Lima &
Irmaos & C.
1 caixao presuntos ; a Jos Antonio Cor-
deiro.
1 barril azeitonas, 1 dito vinho ; a Antonio Jos
Gomes Oliveira.
2 barris vinho ; a Antonio I.uiz dos San-
tos.
2 fardos capachos ; a Jos Antonio da Cunh Ir-
maos-.
3 caias ferros de engommar ; a Barroca & Cas-
tro.
Hiate brasileiro Amelia, vindo da Babia, consig-
nado a Novaes i Companbia, manifeslou o se-
guinle :
8 vnlumes azeite da palma, 10 dilos clavinotes, 6
ditos parnaibas, 106 fardos fumo, 420 caixinhas cha-
rutos, 1 caixao dilos, 160 saceos feijao; a or-
dem.
2 meias pipas lirio florentino, 10 pipas fumo moi-
do, 2 qnartolas cal ; a Mearon '& <"
1 caixao mangas de vidro, 1 dito com 1 cadeirade
arruar ; ao maaechal Jos Joaquim Coelho.
10 pipas vinho, 15,barr dilo ; a Novaes & Com-
panhia.
17 saceos farinha ; a Manoel Ignacio de Oli-
veira.
1 caixao camisas ; a Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo.
Vapor portugoez D. Mara II, vindo de Lisboa,
consignado a Manoel Duarte Rodrigues, manifeslou
o seguinte:
1 caixa livros ; a Hav mundo Carlos Leile.
I pacole jnrnaes e fulbelos ; a Miguel Jos Al-
ves.
1 caixa e 1 lata joias; a Moreira 1 r.onder.1 flores ; a Augusto Joi Soarcs.
1 caixolc peras de ouro ; a Fonseca Medciros &
Companhia. ,
1 caixole retratos, 1 lata joias ; a Viuva Mo-
reira.
O. (ERAL. -
Rendimenlo do dia la'.).-.
dem do dia 10......
18:8473020
2:5713983
21:4193003
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia 1 a 9..... 1:6673741
dem do dia 10........ 1143347
ESTABELECIME.NTOS DE CAKIDADE.
Illm. Sr. Jos Pires Ferreira.Becie 9 de abril
de 1855.ConsUndo-me que o segundo medico do
grande hospital de candado se ada doenle, oflere-
co-rae para supprir as rallas, no casa de qne a ad-
minisltasao se digne aceitar meus serviros gratui-
tamente. De V. S. mnito altencloso "e respeila-
dor.r. Joaquim Antonio Alves Ribeiro.
Illm. Sr.Respondendoaooflicio de V. S. dosla
dala, em o qual se offerece para servir gratuita-
mente o lugirde segundo medico do grande hospital
de eardade, durante o impedimento do Dr. Ignacio
Firmo Xavier; eumprc-me scienlificar a V. S.. qne
esta administrarn aceitando o olferecimento de V.
S., nao quiz deixar pessar incouime esse aelo de pa-
triolismo, philantropia e humanidade. e me ordenou
que Olease anegar a V. 8. oeu reconhecimento e
gralidae.Deo guarde a V. S.Administrado ge-
ral dos estabelecimenlos de caridade, 9 de abril de
1855.Illm. Sr. Dr. Joaquim Antonio Alves Ri-
beiro.Jos* Pires Ferreira, thesoureiro e membro
de semana.
COMMERCIO.
1:7823088
Exportacao.
Aracaly peto Assu', hiale brasileiro Eialacjlo,
de 37 toneladas, ronduzio o seguinte : 24 caixas,
13 fardos, 4 cimbeles, 1 caixao e 6 pacules fazendas
e especiaras, I cartao chales, de laa, 3 barricas Tari-
nba de trigo, 8 ditas bolachas, 1 sacco sellins usados,
6 latas massas, 1 quartola vinho, 1 embrulho bafcias
de tulla, I rama de vento e colxao, 2 embrulhos e 2
barricas ferragens, 6 iarris manteiga, 4 volumes cer-
veja, 5gigos louca, 4,ancoretas azeilonas, 2 saceos
pirtienta, 3 barricas massas, 7 saceos bolacha, 2 dilos
biscoutos, 2 caixoles e 4 caiioes doce degoiaba,8
quarlolas e 4 barricas genebra, 32 ditas assucar, 6
garrates agurdenle de miz, 1 mesa de amarello.
RECEBEDORIA DE RENDAS 1NTBRNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 9..... 3:2913481
dem do da 10........ 302-3568
3:594*049
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 9..... 14:7703095
dem do dia 10........ 1:834*902
16:6043997
MOVIMENTO DO PORTO.
PRACA DO RECIFE 10 DE ABKIL AS 3
HORAS DA TARDE.
'Colatfie ofllciaes. '
Cambio obre Londres a 27 I \-2 d. 60 d|v. a di-
ubeiro. *
Dito sobre Paris a 345 rs. por fr. 00 djv. a di-
nheiro.
Dito sobre ditoa>0 rs. por rr. 00 div.a dinheiro.
Assucar someno29200 |>or arroba
Hilo mascavado especial2s000 idem.
() Muito estimamos que seja inexacta, como ar-
lirma o Sr. Pernambuco, s narrarao do Tacto a que
se refere em sua correspondencia, e que por in/br-
tnac^ao noticiamos em nosso Relrospeclo passado.
Isio por corto be mais lisongeiro honra da guarda
nacional, que como cidado, lainbem prezamos.
Nao lendn oprivileaio da ubiquidade, por ser el-
la um attribulo que s^ Deoo perlence, forja nos he
mullas vezes admittirmos como foole das noticias
que damos, o teslemonho, embora fallivel, de pes-
soas serias, vislo que do contrario, bem ponro^o-
denamos noticiar ; e no faci oceurrente linbamos
tanto menos razao de duvidar, qnanlo, alem de nao
ser elle virgem, foi-nos a informarlo ministrad por
peaeoa qoe nao he estranha parle mals considera-
da di rorpornr.So.
Entrelanto, como confessa o Sr. Pernambuco.
empre tionve o quer que fosse ; e por amor da ver-
riade sentimos apenas que nao referlsse 9. S. essa
imples occorrencia, que molivou a prisao do guard
. O R.
Navios entrado no dia 10.
Lisboa e portos intermedios17 dias, vapor portu.
gnezD. Maria II, commandanle Antonio Fran-
cisco Ribeiro Guimaraes. Passageiros para est
provincia, Leonardo Pinheiro da Cunha Carneiro,
1 lillio o 1 sobrinho, Mariaono Machado Freir,
Manoel Coelho de Mosquita, Joao Machado Bnn-
do e 1 cria, Antonio Gonralves, Jos Joaquim
Cardosn, Jos Antonio da Cunha Guimaraes, Ma-
noel Ferreira de Souza. Auna Rita e 1 filha, An-
tonio Augusto Peretra Saldanha, Jos Elcodoro
Barradas Alhayde, Eslevao Ilion.zin. JoaoPereira
da Silva, Jos de Mallos Rangel, Victorino de
Castro Moura, Alexandre Jos da Silva.
Havre31 dias, brigne francez Alma, de 205 tone-
ladas, capilao Petil, eqoipagem 12, carga fazeir-
das e roas gneros ; a I.asserre & Companhia.
Navios sahidos no mesmo dia.
Buenos-Ayres por MontevideoBrigne bremense
Arion, capitao G. Iabnrg, carga assncar.
demPatacho portuguez Joven IVenccllau, carga
assucar.
AracalyHiale brasileiro Exalaraoi mestre Jos
Joaquim Duarte, carga fazendas e mais gneros.
Passageiros, Domingos Jos da Cunha Lage e sua
familia, Flix Gomes da Silva e sua familia.
Bahia e Rio do JaneiroVapor portuguez D. Ma-
ria II, commandanle Antonio Francisco Ribeiro
Guimaraes. Passageiros dosla provincia, Francis-
co Monteirode Moura, RenecharlesRoussoul, Jo-
s Joaquim Guimaraes.
18
20
22
24
26
28
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32
34
36
38
1
9
II
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29
31
33
35
37
39
41
drade..........
Marcellnn Antonio Pereira. .
Viuv de Joaqnim Leocadio de Oli-
veira Guimaraes.......
Viuva do Dr. Jo* Francisco de
Paiva..........
Jos Baplisla Ribeiro de 1-arias. .
Manoel Buarque de Macelo. ,
l'mbeliuo Maximino de Carvalho.
O mesmo.........
Francisco do Prado......
Viuva de Frmcisco Severino Caval-
canli.........
Nuno Maria de Seixas.....
Manoel Francisco do Moura. .
Herdeiros dr. Joaquim Jos de Mi-
randa..........
Thoma de Aquno Fonscc. .
Capella dos Prazeres de tiuarara-
P"...........
Ordem Tcrceira de S. Francisco.
Francisco Jos Pacheco de Medciros
e oulros. ;.......
Antonio da Silva Gusmao. .
Antonio Jos da Castro.- .
Herdeiros de Izabel Soares de Al-
meida. ........
Joaquim Ribeiro Ponles. .
\ iuva e herdeiros de Joao Pires
Ferreira.........
Manoel Romao de Carvalho. .
Irmandade das almas do Recito. .
Dr. Ignacio Nery da Fouseca. .
Padre Joao Antonio Gaiao. .
Antonio Cordeiro da Cunha. .
Joao Pinto de Queiroz c herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. .
Joao do Rosario Guimaraes Ma-
chado..........
Antonio Luiz Gonralves Ferreira.
Juliao Porlella.......
Joaquim Francisco de Azevedo. .
Francisca Candida de Miranda. .
753150
903000
180*000
1249O0
1263000
1083000
483600
60*000
603000
609000
78*000
1113600
1273500
993600
273000
61*200
679500
453000
63*000
183(100
513000
36*000
753000
683400
81*000
1239000
6O3OOO
2I36OO
723600
759000
52*500
45*000
00*000
Rs. 3:006975i
t, para constar se mandn afflur o preseule e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 14 de marc,o de 1855.O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Dr. Manoel Filippe da Fnnseca, juiz municipal
supplenle da primeira vara da cidade do Recito
de Pernambuco, por S. M. I. e C, que Dos guar-
de, ele.
Faro saber qne uo dia 15 do andante mez, pelas
11 horas, se lem de reunir no Paro da cmara mu-
nicipal desla cidade, o conselho municipal de recur-
so na forma do art. 36 da lei n. 387 de 19 de agosto
de 1846, e para constar inandei lavrar o prsenle,
quesera publicado pela imprensa.
Dado e passado neslo cidade do Recito de Per-
nambuco aos 7 de abril de 1838.
Eu Joo Saraiva de Araujo Galvao, cscrivao o es-
crevi.Manoel Filippe da Fonseca.
Pela inspectora da "alfandeaa se foz publico,
que no dia II do correte, depois do mciodia, i por-
ta da mesma repirtirjto, se ha de arrematar em has-
ta publica 40 canaslras com batatas.abandonadas aos
direilOs por Lima Jnior rS C, sendo a arrematacao
livre de direilos ao arrematante.
Airandeua de Pernambuco 10 de abril de 1855.
O inspector, Benlo Jos Fernandes Barros.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
lliesooraria provincial, cm cumprimcnlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 4 do corren-
te manda fozer pblico que no dia 19 do corrente,
peranle a junta da fzenda da mesma Ihesouraria
se ha de arrematar a quem por menos fizer, a obra
do 12 tango da estrada do sul, avahada m 13:310*
rs. servindo de base a arremalacao o abatimento do
16 por certo oITcrecido pelo licitante Francisco Alves
de Miranda Varejilo.
A arremalacao sera foita na forma da le provin-
cial n. 843 de 14 de maio do auno prximo pasado,
e sob as clausulasesne^aes ahaixo copjadas/
AffpSSSofs queaaa^ropSzareiB n est arremalacao
comparegam na sala das sessoes da mesma Jaula pe-
lo meio da competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflUar o prsenle e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de abril de 1855.O secrelsrio," A. F. da
Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1." As obris do 12" lauco da estrada do sul fai-sc-
hao de conformidade com o 01 carnelo planta e per-
As approvados pela directora em conselho, e apo-
sentados i approvacao do Exm. preiidenle da pro,
vincia na importancia de 13:310*000 rs.
2.' O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir no de onze, ambos na
forma do arl. 31 da lei n. 286;
3.J O pagamento da importancia da arremalacao
verificar-se-ba de conformidade com o arl. 39 da
mesma lei, c ser feilo em apolices da divida publi-
ca provincial, creada pela lei n. 33%.
4. O prazoda responsabilidade ser de um anno,
dorante o qual sera o arremalanle obrigado i man-
ler sempre a estrada em perfeilo estado de conscr-
vac/io, sob pena de seren inmediatamente feilos os
reparos necessarios a sua cusa.
5. Em ludo o mals que nao esliv-er determinado
nestas clausulas segnir-se-ha o que a rdspeilo dis-
pe a lei provincial n. 286.
ConformeO secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O IMm. Sr. 1 escripturario servindo de inspector
da Ihesouraria provincial, em cumprimento da reso-
locao da junta da fazenda, manda fazer publico que
no dia 26 do corrente, vai nuvamente a praca para
ser arrematada a quem por menos flzer a obra dos
concerlos do assude da villa do Limoeiro, avahada
em 2:200*000 rs.
E para constar se mandn olhxar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 10 de abril de 1855.O secretario, A. F. d'An-.
nunciaro
DECLA.RACO ES.
EDITAES
. O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietarios abaixo mencionados, a entrega-
ren! na mesma Ihesouraria, no prazo de tri na dias
a contar do dia da primeira publicarlo do presente,
a importancia das qnolas com quo devem entrar
para n cairamenlo das casas da ra do Livram*nlo,
conforme o disposto na lei provincial n. 350. Ad-
verlindo que a ralla de entrega voluntaria, ser po-
nida com o duplo das referidas quotas na conformi-
dade do artigo 6.- do regulamcnto de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 Manoel Jos Monlciro.....979500
* Antonio da Silva Ferreira.
6 Joaquina Maria Pereira Vianna. .
8 Manoel do .Nascimenlo da Costa
Monleiro e Paula Izidra da Costa
Monlpiro. .......
10 Viuva a herdeiros de Jos Fernan-
' de Eiras.........
12 Antonio Monleiro Pereira. .
14 oii de Franr,* da Crer Feneira.
16 Joiquim Antonio dos Santos An-
909080
118*500
663000
679500
759000
37*500
das boias do banco do Inglez, sondo nesle, a do nor-
te rajada de branco e escarate em liras perpendi-
culares, e a do snl de crvcrmelha. Acha-se ella si-
l sobre um fundo de areia grossa vermelha, em 5
brcas na baixa-mar media, para trra della coosa
de urnas 30 bracas principiam apparecer algumai
lages solas, mas ao nivel do fondo, o quem 240
bracas se encontra o miissecco des baixos deOlin-
da, vindo a bbia a ficar fra 2 milhas da costa e 2
o 1 quarlo do do extremo norte do banco do In-
glez. Sua posirflo se oblem marcaudo a torre da S,
ha cidade de Olinda (isreja .mais alta pouco 10 N
da qual se acha o coqueiro rcmarcavcl por (!3n N O,
o pao da bandeira do forte do Buraco, por 73 S O,
o a turro do arsenal de marinba por 57 S O, rumos
estes lodos magnticos, sendo a variarao da agulha
com que foram observados 9" f O.
.Marcaudo-a nurte-siil verdadeiro por fura della
se poder navegar livrenieute n.lo s safo dos bai-
xos por ella indicados como do banco do Inglez, e
dos da ltuba ^continuaran dos baixos qne das Can-
dcias se prolongan! al a barreta de S. Jos): c to-
das s vezes que se fizer corresponder o coqueiro
rcmarcavel de Olinda, a meio do convento de S.
francisco (igreja pouco mais ao norte, e mais bai-
xa que a S) se estara Leste-Oeste com a boia, a
qual pode ser vista do dia com lempo claro na dis-
tancia de 5 milhas de rima do convez de qualquer
brigM, c de noite na de 100 on 200 braca*. Os na-
vios que nao demandara o porto, convm nSo nave-
garen! a Ierra da direrrao cima menciauada, por
quaulo quer nos baixos em frente a Olinda, quer
nos da Iluba, em frente da ilha do Nogueira, dimi-
nueo fundo ncsles lugares rpidamente.
Capitana do porto de Pernambuco 30 de marco
de 1855.Elizitrio Antonio dos Santos, capitao do
porto.
Conforme.O secretario da capitana, Alexandre
Rodrigues dos Anjos.
CONSELHO. ADMINISTRATIVO.
O conseibo adminislralivo. en! \ rindo de autori-
sacao do Exm. Sr. presdeule da provincia, lem de
comprar os objeclos seguiutes :
Para o dcimo balalbao de infantaria.
Panno verde escuro entrefino, covados 125; man-
as de laa, 50 ; esleirs. SO ; sapalos, pares 281.
Segundo batalhao de infantaria.
Floretes com punbos dourados, bambas de couro
prcto enverusado, com bocacs e ponteiras dourados,
27 ; panno mesclado conforme a amostra que existo
110 arsenal, covados l5.
Oitavo batalhao de infantaria.
Mantas de laa, 355 ; panno verde escuro entreli-
o, covados 1,983; sapalos, pares 80 ; chifarotes com
baiuhas de couro prelo envernisado, bocal e pouleira
de melal liso dourado, punho de bano, guarnecido
de metal dourado, 27.
Nono I1al.1lh.l1>.
Manas de laa, 376 ; panno verde escuro entrefino,
covados 1,468 ; sapalos, pares :!ts.
Meio batalhao da Parabiba.
Manas de laa, 74 ; sapalos, pares 403.
Companbia de artfices.
Mantas do 13a, 72 ; sapalos, pares 88 ; boloes
rouvexosde metal dourado, com o n. 3, e de 7 linhas
de dimetro, 1,050 ; ditos de 5 linhas, 675.
Companhia fixa do Rio Grande do Norte.
Panno azul entrefino, covados 556 ; sapatos, pa-
res 406.
Quarlo balalbao de artilharia.
Panno carmesim para vivos e vistas cova-
dos 90.
Companhia de cavallaria.
Mantas de laa, II.
Hospital regimenlal.
Roquete debretanha cum babados de cassa, liom-
breiras, collarinhos, e abertura de renda e bico, 1 ;
loalha de bretanba com -2 varas de comprimento e
com babados de cassa, 1.
Colonia de Pimenteiras.
Thronclo, 1 ; imaqcm do Scnhnr Crucificado, 1.
(Jueni quizer vender estos objeclos o trocar a ima-
sem, aprsente as suas propostas cm carta fechada,
na secretara do conselho, as 10 horas do dia 16 do
corrente mez.
Secretaria do conselho adminislralivo para forne-
cmentn do arsenal de guerra 9 de abril de. 1855.
Jotdc .Brilo Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal' e secreta-
rio.
Acham-se apprchendidos ua subdelegada da
freguezia do Poro da Panella um cavallo de cor ala-
san, e uma vacca eaatanha sem cria, os quaes ani-
maes foram adiados em lavouras: quem se julgar
com direito a qualquer dellcs, dirija-se a mesma
subdelegada.
Viclor I.asno, fara leitSo por inlervenro do
agente Oliveira, de variado sorlimenlo de fazendas
de algodilo, lia, lindo e seda, todas proprias do mer-
cado, e a maior parle recentenicute despichadas :
quarla-feira II do corrente as 10 limas da mauhaa,
em seu arniazcm ra da Cruz do Recito.
T. d'Aquno Fonceca 4 Filbo farao leJo em
lotes a contento, por conla e risco de quem perlen-
cer, e por intervengo do 'agente Oliveira, de cerca
de 80 barris de vinho tinto de marca muilu superior
(nao supponham os freguezn ser igual ao ordinario
vendido em seu ultimo leilflo, chrgado prxima-
mente de Lisboa : quinta-feira 12 do corrente, s I.
horas da manda,- em ponto, porta doarmazem di
Sr. Anoes Jacorn, defroole da arcada da alfondegno
O agente Oliveira far leil.lo em seu escriplo-
rio ra da Cadeia n. 62. por cima do armazem de
fazendas dos Srs. Fox llroOiers, no sabbado li dn
crrenle, ao meio .lia em ponto, dn segiiinle : 3
moradas de casa de pedra e cal em chitos proprios,
livrese desembararadas, sendo uma de dous andares
e solam, a qual faz esquina para a Iravessa da ra
do Vigario. c os fondos, frente para a Iravessa do
C'orpo-Santn n. 29; uma dita terrea na ra do Pilar
n. 61, em Fra de Portas, e nutra tambem Ierren na
mesma ra n. 69, com aalam o cosinha fura, e am-
bas com portaoe quintal murado para o lado d
mar : os senhores preleudenlcs poderao examinar
dilos predios, para o que *e faz o presente anuunciu
com bastante anliciparAo.
O agente Viclor far leilo de um cxcelleulc
bote novo rom seu competente inaslro, vellas, remos,
croque, forquelas, cbadres; na senhores pratenden-
les podem dirigir-se ao porto das Canoas junio a
fundirn dos senhores Mosquita & Dnlra. onde esta
aurorado dilo bote, e examiua-lo, para isso se faz o
presente anniinrin : quinta-feira 1:2 do corrente as
10 1|2 doras da mandria nu indicado lugar
LEILAO'DE BATATAS.
Jos Fernandes Ferreira faz le laude uma poreao
de batatas vinda de Lisboa : dcfrnnto da arcada'da
air.indcLM. porta de Luiz Anloniti Aunes Jacomc,
quarla-feira, II do corrento, as 10 horas da manbaa.
O conselho de administraco de fardarneuto
lo corpo de polica precisa comprar, para as pra?as
ao mesmo corpo, 400 pares de sapalos : a pessnas
que se propozercm vender devero comparecer no
dia 11 do rorrete pelo meio dia, na respectiva se-
cretaria, com suas proposlas em carta fechada,ncom-
panhadas das competentes amostras.
Qnarlel do corpo de polica na fortaleza das Cinco
Ponas 8 de abril de 1855 iipiphanio Borges de
Menezes Doria, leuenle-secrelarin.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da*
lettras obre o Rio de Janeiro. Banco de
Pernambuco 7 d abril de 1855.__O se-
cretario da direcrao, Joao Ignacio de
Medciros Reg.
COMPANHIA PERAMBCANA.
O conselho de direcco convida os Srs. accionistas a
reasarem a quarla prestadlo du 10 por % sobre o nu-
mero do acees que llie peitcncem, al ao dia 15 de
abril prximo ; oceucarregado dos recebimeutos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 26.
. lleudo esta repartirn precisao de bons nfliciaes
de pedreiro para as suas obras ; manila o Illm. Sr.
inspector convidar a quem queira assim nella era-
pregar-se a aprescntar-sc-lhe com toda a brevidade.
Inspecco do arscual de marinha de Pernambuco 3
deebril de 1855.O secretorio, Alexandre folri-
gues dos Anjos.
O Illm. Sr. capitao do porto manda fazer cons-
tar queem virlcde de ntorisarao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia foi collocada uma boa balisa no
extremo dos baixos de Olinda, sendo a sua descrip-
{3o, que muito interesan a navesarao, a por copia
junta a este. Capitana do porlo.de Pernambuco em
30 de marco de 1855.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Descripcao da boia baliza collocada no extrem
dos baixos de Olinda.
Na direcrao Lessuesle Oesooroesle da ponta de O-
linda, acha-se collocala uma boia indicando os bai-
lo do mesmo nume, balitada da maneia se-
guinte :
Sna configurarlo de orna rrvramide roica lem a
altura de 12 palmse 8 pollei;adas do nivel do mar
ao vrtice, e na soa base a circorntorencia corres-
ponde ao dimetro de 10 palmse 6 pollegada. Sua
r de um branco claro se destaca immedialamente
AVISOS MARTIMOS.
PARA O RIO D JANEIRO
segu com milita brevidade a barca na-
cional Sorte, porter a maior.parte da
carga prompta, para o resto, passugeiros
e escravos arete, para o que temexcel-
lentes commodos: trata-ge com os consig-
natarios Novaes & C, ra do Trapiche n.
34, 011 com o capitao Jos Maria Ferreira
na praca do Commercio.
06 Abaixo assignados consignatarios do patacho
portugus. Alfredo, declaran! que os passageiros que
vieran no mesmo navio da Ilha de S. Miguel, e que
anda nao pagaram as suas pastagens, queiram fo-
zer autos do dito navio sabir, nao quereudo que os
sen. dadores paguem. Recito 7 de abril de 1855
Johnslon.Pater & C.
Para Lisboa segu viagem com muita brevida-
de o l>'.-i -'aiilim portuguez Tarujo lo, capitao Ma-
noel d Oliveira Faneco : quera 110 mesmo quizer
carregar ou ir de passageir., dirija-se ao mesmo ca-
pitao, 011 .1 seu consignatario Manoel Joaqnim lla-
mos e Silva.
Para o Porto segu viagem com muita brevi-
dade o bergantim portuguez S. Manoel la, capitao
Carlos Ferreira Soares : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, dinja-seao mesmo capi-
tao, on a seu consignatario Manoel Joaquim Ramus
c Silva. ,
PARA MACEIO.
Segu na presente semana o brigue na-
cional ADOLPHO: para carga e passa-
geiros trata-se com a consignatario Edu-
ardo Ferreira Bailar, na ra do Vigario
n. 5, ou com o capitao Manoel Pereira de
Sa', na praca.
Companhia Brasilea de Paquetes de
Vapor.
O vapor
Impera-
dor, com-
mandanle
Io lente
TorreiSo ,
espera -se
dos portos
----------------do norte a
15 do corrente, e gira' para os do sul no dia se-
guinte ao da sua entrada: asenria em Pernambuco
na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Passagens. Cmara. Convez.
Para o Rio de Janeiro. l(r*000 JNHKI
Babia. 4rt*<>00 10>000
Macei. 203000 4000
Coneede-se aos passageiros adultos a r 25 palmos
cbicos para bagagem, e havrndo excesso pagarao a
r.r/.an de 300 rs. Os senhores passageiros que prc-
Icnderem passasem ueste vapor, queiram com ante-
cedencia pajar suas pataagMM, para oblcrem preto-
rencia aos lugares que o vapor Irouxcr dispouiveis.
Segu com brevidade por ter parte da
taiga prompta, o bem conhecido hiate
AMELIA: para o resto da carga e pas-
sageiros, trata-se com os consignatarios
Novaes* C, na ra do Trapiche n. i,
ou com o mestre no trapiche do algodao.
LEILOES
O agento Borja far
leilao em seu armazem
na ra do Collegio n.
15, de diversos objeclos,
consistindoem um com-
pleto sorlimenlo de
obras de marcineiria
novas e usadas, um p-
timo apparelho de pra-
------------ la para cha, uma por-
oso de quinquilleras de pnrcellana e de vidro, ri-
cas caixas de charo para vollarele, dilas para cos-
tara e para guardar joias e oulros milites ebjeclns de
rliarao e de outrrs qualidades que seria impossivel
mencionados e qualro escolenles carros de quatro
rodas mnito novos e de gosto modornissimo, cujos
se acharan patentes no mesmo armazem no da do
leilao, quinta-feira 12 do corrente, as 9 horas da
manbaa.
AVISOS DIVERSOS
O tiOalxo n-*si",iijMl<> l>r. cm
medicina, acha-se resldtndo
na rnu da Cruz rio Reclfe n.
4ij si-slindo andar, ende pd
de ser procurado t qualquer
hora. Joaquim tlntonio
llrrx ftiheiro:
'>'!
U !
>9^
As rodas da lotera de
N. Hi do Cuadalupe de
Olinna, andaui Iioje iui-
preteriveluieute as 11 ho-
ras do dia.Periaaibuco
11 de abril de 1854-O
thesoureiro, F. Antonio de
Oliveira.
O proprieiario da linha de mni-
bus faz sciente que do dia 16 do cor-
relo em dianle, havor.i nos dias de
aula da academia um mnibus para alli, o qual
partir da ra do Crespo as 7 horas e :t|i, 8 1|2, 9
1|2,10 1|2e 111|2 lloras da manliaa: a mensalidade
he de G9UU0 rs. pagos adiautados, e avulso 2U0 rs: os
bilhetfs de entrada vendeiii-se no escrplorio da
ra das Laranseiras u. IS. Advcrle-sc que nao le-
ra ingresso quem deixar de apresenlar o bilhetc de
entrada. '
Lotera de N. Senhora do Guadalupe de
Olinda.
HOJE, quarta-feira 11 de abril, he
O induhitavel andamento da- referida lo-
tera as 10 horas da manlma, no consisto-
rio da igreja da Conceicao dos militares :
os mettsbilhetes e cautelas s estSo a \vu-
da ate as 10 horas da manbaa: a elles
que cstao no resto, Pernambuco 11 de
abril de 185.O cautelista, Salustiano
de A(|uino Ferreira.
Aluga-se um grande sitio com casa
de vivenda de pedra e cal, estribara pa-
ra 4 cavallos, cocheira, um grande poco
com dous tqnques com coberta de quatro
Bguat, sito na estrada do Parnameiiim,
com parte de frente para a estrada prin-
cipal: adyetindo que se alugara' com
preferencia a' pessoaque se quizer encar-
regar a tratar bem do sitio e das casas,
e igualmente se tara' negocio por venda :
quem pretender qualquer destes nego-
cios procure na travessa do Veras n. 15.
LOTERA 1)0 RI DE JANEIRO. '
Acham-se a venda os novos bhete! da
loteria quarta do conservatorio de msica,
que devia correr a,4 do presente mez : as
listas esperamos pelo ^apor Guanabara
ottnTocantins, que deve aqui chegar a
17 ou 18. Os pen? ios sao pa gos logo qu e
se distribuam as listas.
Aluga-se nm silio no lugar denominadoCam-
po Alegre outr'ora Capunga, com os seguiu-
tes commodos : quatro sallas, 9 quarlos, rozinha
Erande, estribara para 4 cavallo?, cocheira, balsa de
capim formidavel : a tratar nos Quatro Cantos da
ra do Mondego sobrado n. 1, segundo andar.
Precisase de um moleque de Ij a 18 annos de
idade, para lodo o servirode nnia cia de pouca ra-
milla na ra da Qadcia do Recito, loja n. 10.
Do engenho Copes, toeguczia de Agua I'reta,
desapparercuno dia 1( de Janeiro do corrente anno
um crioulo de nome Filippe, oflicial de carapina, le-
vando comsigo a ferramenla, com os sicnaes sesuin-
tes : representa ter 2i a 25 annos de idade, allura
regular, cheio do corpo, cor prela, ps largos, sem
barba, perlcncenle ao abaixo assignario : roga-se
todas s autoridades e capitaes de campo que delle
tiverem conhecimento, de o capturaren!, e levarem-
no ao mesmo encenho, ou cntrega-lo ao Sr. Manuel
Gonralves da Silva ou ao Sr. Antonio Gonralves
Ferreira & Irmao, nesta prafa.'qiM ser.lo gene'rosa-
menle recompensados. /.uiz Heira Fialho.
Uesappareceu do engenho Bom Jess, da co-
marca do Cabo, no dia i do correte mez, o escravo
de uome Vicente, cabra, de idade de M annos, alto,
secco, hombros largos, sem barba, cabellos corridos,'
ps compridos c chatos ; levoucalca e camisa de al-
godflo branco, e um barrete de meia j osado : he
dislillador, toca rabeca. aaila e viola ; be lilho do
seriao da Serra do Mariins : quem o premier levau-
do-o ao mesmo engenho ou casa do commeiidador
Luiz Gomes Ferreirj, no Mondego, ser generosa-
mente recompensado.
O Sr.Candido Francisco Gomes mestre pedrei-
ro, tenha a bondade de apparecer na ra da Cadeia
de Santo Antonio serrara n. 19, a tratar de um ne-
gocio que muito o inleressa.
Precisa-se de um pequeo de 12 a 14 annos de
idade, para taberna : a tratar na ra da Conceicao
na Boa-Vista n. 6.
l)a-se 40OS90O rs. juros razoaveis, com pe-
nbores_deouro ou prala : na rua.cstreita do Rosa-
rio n. i, se dir quem di.
Andr Blanco, subdito bespanhol, vai Euro-
pa tratar de sua saude e leva em sua companhia seu
primo Jos Bento Augusto.
, ~T l'rec'a-se, para una cas estrangeira de pouca
ramilla, de duas diadas, uma para o servico de co-
zinha. e a oulra para os outros arranjos da casa, am-
bas devem saber lavare engommar : na roa do Tra-
piche n. 12.
Avis a ti publique.
O abaixo assignado vendo o annuntio de Mr. La-
cate em tiuc scientifica a inudanra de uma sua loja
para o Recito, lem a participar o respeilavcl pu-
blico, que essa asseverasao he menos exacta, visto
como a leja que elle leve na rna Nova, ('depois da
qual nao leve oulra) toi vendida com todos os seas
pertences ao abaixo assignado ; por isso be claro
que a tal pretenda mudanza se nao retore loja
supra-cilada, sim talvcz a alguna ambulante que
truuxesse da Australia para dude verbalmenle pro-
testara relirar-se, assim como que nao trabalbaria
mais nesta cidade, do que ha toslcmunhas inmen-
sas. A'visla disto o publico que aprecie.
L. Delouche.
OLEO DE RICINO PARA CANDIEIROS.
O fabricante d'oleo d ra dos Guararapes faz sci-
enle ao respeilavcl publico, que para mair conlmo.
diilade de seus freguezesestahelcreu um deposito no
palco dn matris de Sanio Antonio a. (i, aonde se
vende por caada c por garrafa. O oleo de ricino
de Estevao Chantre, preparado .para os candieiros,
dura muito mais lempo que o azeite de coco, d
muito boa luz c he (3o cryslalino que nao faz fuma-
ja, nao cria murrao as torcidas e nao snja os can-
dieiros. /
O abaixo assignado, thesoureiro da'sociedadc
S. Negra, tem comprado para a inrsni.-i sociedad os
bilheles, a saber : 3270, 2567, 78. inteiros ; meios
3092,451, 181, 2169; vigsimo 692, da primeira
parte da lotera da igreja de Goadelupe.
Candido Vereira MonteirO.
Precisa-se singar nma prela cscrava ou form,
para cuidar em 2 meninos: no atorro da Boa-Vista,
taberna n. 8, se dir quem precisa.
Esrptorio commercial em Braga, ra de S. La-
sara n. 11.
Joaquim Jos Antunea da Silva Monleiro, que pe-
las muitas rclacoes que pos-ue, tanto na cidade como
as diflerntes torras do dislrictu de Braga, e provin-
cia do Miuho, se ada cabalmente habilitado nao su
para dar vanlajosa exlrareao a lodos e quaesquer g-
neros, ou productos do imperio do Brasil, que nella
costiimam tr eousumo, taes como assncar, arroz,
cafe, carao, couros, vaquetas, cliifres, etc. ; mas
tambem para proceder a compra daquelles que se
exportam oo podem exportar para p dito imperio, e
por isso recebe consignaco lodos e quaesquer g-
neros, e so promplifica a dfsempcuhar quaesquer
commissoes, esperando nada deixar a desejar aos se-
nhores commercianlee, que o quizerem honrar com
as suas ordens e remetsas.
Companhia I.uso-Rrasilcira de agencia de negocios
entre o Brasil c Portugal.
Este eslabeleciinento, fundado cm 1S7, sob o ti-
tulo de Agencia de negocios entre Portugal e o Bra-
sil, e de que bao formado parte pessoas competen-
tomcnlc.habilitadas, lem correspondencias regulares
com Vigo, Madrid, Paris, Londres, llamburgo,
Montevideo, lluenos-Avres, Chile, Peni, New-York,
ele,; entrelanto Portugal e Brasil conlinuam a ser
Os estados cm que se acha mais slidamente organi-
sado. porque em quasi lodos os pontos de nlguma
importancia em ambos elles se eslabeleceram dcle-
garocs desta companhia. Os priucipaes assumptos
de que a companbia se enrarrega nas varias nacocs
aonde lem cstabelccido correspondencias, sao : pro-
seguir reclama/des, tentar composiroes, instaurar
J seguir procedimientos judinacs, fazer cumprir
rogatorias, agenciar compras e vendas de predios
urbanos e rsticos, solicitar 'prelcnres justas do
gocemos c representar herdeiros e legatarii/s, pro-
movendo todo .o processo desde a habililaiao ale a
effeclira cobranra, e finalmente proteger e activar
toilos os negocios lcitos, e todos as transacciies que
respeitem internacionalmerAe aos subditos das ditas
naces.
A companhia tem assentado cm deixar sempre aos
consliluintes a esculla da livre base sobre que, em
cada caso, se firma o respectivo contrato ; pois com
qnanlo estas bases sejam inalteraveis, e para todos
os casos, variam conforme a eilensao dos compro-
misos que ficam i cargada companhia, ou do inte-
reando. O corto porm, iic que, para dar plena de-
munstrarao do zelo com que osnpgocios sao tratados,
o nlabelccmeulo nada recebe para si em caso al-
gum, se a reclamarao fiel infructfera, pois s le-
vanta uma porcentagcni sobre os valores cltocliva-
meiilc cobrados." A empreza ohriga-se a por os
fundos nas localidades que as parles dcsigiiarem nos
contratos.
A companbia acaba de annexar uirm agencia cc-
clcsiaslica, que se incumbe de impetrar da Santa S.
despensas, remisses, breves, grata, commitacOes,
reduejes, habitnroes, scculartsares, nomeajoes,
confirmar/es etc., para lodo o imperio do Brasil. O
director gcral no Rio de Janeiro be o Sr. Dr. Adria-
no Ernesto de Caslilho Brrelo, muidor na ra dos
Pescadores n. 43, era Lisboa o Sr. Joaquim Elias
Rodrigues da Costa. As pessoas que tiverem algum
negocio a cncarregar a sobre-dita companhia, podem
eutender-secom o delegado nesta cidade, que he o
abaixo assignado, morador na ra da Cadeia do bair-
ro de Santo Antonio n. 15, em lodos os dias uleis
das 10 horas da manbaa at as 3 da tarde.
Jos Narciso Camello.
Francisco Cordeiro retira-sc para fura do im-
perio.
Francisco Cordeiro Ramos e Manoel de Farias
reliram-se para lora do imperio.
Precisa-se de um cozinheiro bom para uma
casa de pasto : na ra do Amorim u. 36.
Precisa-se de uma ama de leite : na ra de
Sania Hila n. 16.
O Sr. Eduardo Ciaudino Corroa Cahral queira
apparecer na ra do Vigario a negocio que nao ig-
nora.
Jos Valenlim da Silva lemhr.i a quem con-
vier, que a sua aula de grammatiea latina est iber-
ia ua ra da Alegria, na Boa-Vista, n. 38, e alre-
cebo por preco commodo alomos externos, pensio-
nistas e meio pensionistas.
Prccsa-se de uma ama de leile, sadia e de boa
conducta : na ra do Vigario n. 1, armazem de
cabos.
Precisa-se de uma ama com leile : na roa do
Cabuga n. I',.
Nos ltimos dias do mez de marc/i dcsappare-
cen do engenho Crauassn', um mulato de nome Ja-
cinlho, alio, bom corpo, cabello muilo carapiuhado,
c he carrerp ; snppe-sc ser do serlao, e talvez pa-
ra l tenha ido : quem o apprehendcr, leve-o a seu
senhor no mesmo engenho, c nesla praja ar) Sr
Francisco Jos Silveira, ou a Gabriel Antonio d<
Castro Quintaes, que gratificar generosamente.
Quem liver alguma divida para os serles. Se-
ndo, Rio do Peixe, Serra doTeixeira, villa do Pom-
bal, Rio de Piabas, Acari, villa do Principe n Scri-
d. Catlo do Rocha e seus arrabaldes, o abaixo as-
signado tem grandes relarocs, que por amizade das
autoridades dos competentes lugares tem a vantagem
de receber torras, gados, auimaes, e pagar a dinhei-
ro dilas cobranzas ; a fallar na ra das Larangeiras
n. 18, em casa do Claudio Dnbeux. .
Candido Pereira Monleiro.
C. C. FIGUEIREDO.
CtSTOMHlSE^SIIiPPINGAGENT,
S0liTH\MPTO>.
mtiiHia, BACU6I, t Erran ttarnt i rtuwiuE,
W'itli detpatchand ecunomv.
Goodsand Passengers' l.aggage strictly atteuded lo.
In/ocmalion gicen retpecting Ihe arrival & ae-
partnre of Sleam Venis.
Foreign Moncy Exchanged or Received io Pa> ment.
C. C. FIGUEIREDO.
GORTIER DE DOAHE,
A SOUTHAMPTON
itlorcrianliisfs, bagoge, rt fffcls
Reeus el evpdis avec diligeuce eteconoraie.
Im plus grande attenlion esl apporte envers les
l'assagers, teurs liagages et Marchandises.
Toule intormalion possible etl donne sur l'arrive
ou le deparl des Baleaux Vapaar.
Na loja de miudezas da ra da Cadeia do Re-
cito n. 7, de Antonio Lopes Pereira de Mello & Conr-
panhia, existe um completo sorlimenlo de laa para
bordar, de cxcellenles cures, por preco commodo ;
assim como anda existe uma prquena poreao de
saccascom excellenlc toijTo mulalinho, viudo lti-
mamente do Aracaly. pelo diminuto prero de 13
rs. cada uma; assim como contina haver sempre
caixas com os bem conhecidos chapeos de fellro da
fabrica de Jos de Carvalho Pinto & Companhia, do
Rio de Janeiro.
Na raa da Cruz do Recito n. 37, muito se de-
seja saber aonde existe o portuguez Antonio de Sou-
za Soares, vindo da Porto no brigue S. Manoel I,
natural da Maia, freguezia de liairao, o qual esleve
de raiveiro nesla prae.i, ha pouco mais ou menos de
nm anno ; agora julga-se estar na cidade do Rio
Grande do Norlc ou seus suburbios : quem delle li-
ver noticia far favor de dar parle na casa ucima
mencionada, que muilo se Ihe agradecer*, para rece-
ber novas de uma beranea de cerlo prenle.
Aluga-se o sobrado o. 35 da roa eslreita do
Rosario com commodos para uma grande familia ;
a Iralar no memo.
f HOMmillA.
FEBRE AMARELLA.
^ Alguns casos de FEBRE AMARELLA t)
a. se tem nlliinameuto nauifeslado nesta ci- /gk
W dade. O tralamenlo boiiiipopatbico bem W
ra) dirigido tem mostrado sur superioridade A
^A ,i auliga medicina. Os doeiites. pois, que '5,
V lionueopathi quizerem recorrer, pod- t
&i lo-hao tazer, sendo soccorridos de pretoren- 6A
*L cia aquelles que neiihum remedio haiain j
) lomado. IQf
jgl Consultorio central bommopalhico, ra ^
:le S. F'rancisco (mundo novo. n. 68 A.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
i
Os credores do fallecido Manoel Joa-
quim Goncalves e Silva queiram compa-
recer na quinta-feira 12 do corrente, as
10 horas do dia, na casa dos Srs. Jos
Antonio da Cunha & Irmao, para delibe-
raran sobre o que ha a \uer-sc.
O Sr. Guilhcrmc Augusto de Azere-
do, deixou de ser caixeiro dos abaixo as-
signados desde o dia do corrente. Per-
nambuco 9 de abril de 18.">5.Macha-
do & Pinheiro.
O abaixo assignado estando a mu-
dar-se de Olinda, declara nao dever a
ninguem nessa cidade nem na do Recife,
nem em parte alguma : se todavia al-
guem se julgar seu credor, aprsente
sen titulo para ser pago.Jos' Lourenco
Meira de Vasconcellos.
HOlfflOPATHlA. I
Remedios eflicacissimos contra
9 as bexigas. v
(Cratuilos para os pobres.) ff
No consultorio central houiii'upalbico, ra t
m do S. Francisca (mundo novo) n. 68__A. S
SI ir. Sabino Olegario Ludgero Pinho. S
Manoel do Reg Lima vai a Europa tratar de
seus negocios, e lev em sua companbia o menor
seu filho Antonio, nada deve a esta praca, e em sna
ausencia lem constituido por seus bastante proca-
radores : em primeiro lugar seu sogro Jos Andr
do Oliveira, em segundo Pedro Jos da Costa, e em
lerceiro Salsas Azevedo, licando o seu caixeiro
Joao de Azevedo aulorisado a laxer todas as compras
precisas para o seu eslabeltcimento, a dinheiro a
vista.
CARLOS G. FIGUEIREDO.
Agente da Alfandega e de Navios,
8, QUEEN'S TERR1CE,
SOUTHAMPTON*
Recebe e expede com presteza e economa, mer-
cadorias, bagagem e effeitos de qualquer ualureza e
ordem.
Esclarece os viajante sobro as chegadas e sabidas
dos paquetes, docaminhos de ferro, ele, dirigindo-
se no mais que precism.
Faz as operaees necessarias da alfaoitoga, e rece-
be fazendas a commissAo, ele.
, C. C. Johnstn estando em vespera de fazer
viagem para a Europa, roga a toda e qualquer pes-
soa que se julgar seu credor por divida particular,
queira apresenlar as suas conlas em casa de Jo-
lionslon Paler & C, ra do Vigario n. 3, para e-
rein verilicadas e pagas.
Na ra das Trincheiras n. 'ifi, primeiro andar-
precisa-se fallar ao Sr. capitao Torres, que estove
na povoaeau do Abreu e em Barrerus, em casis do
Sr. Theudoro, e du Sr. Kirmioo Lucas de Azevedo
Soares Go rdo, a negocio destes meamos lugares.
Precisa-se alugar uma prela para oservijede
una familia inalrza, quo sailia lavar, engommar o
coser : cm casa de Patn Nash & Companhia, rna do
Trapiche Novo n. 10.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
AO MILICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, raa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortment
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos da que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, alliancando-
se aos compradores um s 'preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes j
inglesas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se.tem vendido, e por
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; b
jroprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
eus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a* bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
NAVAI.IIAS A COTfrVnTE 1 V >OI RXS7
Na rna da Cadeia .lo Recife u. *S, primeiro an-
dar; earriplorio de Autuslo C. de Abren, ejo-
nuam-e a vender a 8j00 o par (preco fixo) aa ja
bem contiendas e afamadas nsvalhas de barba relias
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirjo
de Londres, as quaes alm de durarem exlraarrfina-
riamente, nao se sentom no rosto na acrao d corlar ;
vendem-se com a condicao de, nao agfadaudo, po-
derem os compradores devolvc-las ale l d'us depois
pa compra reslitniode-e o importe. Na mesna ca-
si ha ricas teaourinhas para uohas, feita pele IM
mo fal'icanle.

UNGENTO IIOKLOWAY.
Militares de individuos de todas as nacfles podem
leslemunhar as virtudes deste remedio ineomparavel.
e pro van em caso neressario, que, pelo uso que del-
le lizeram, lem seu corpo e membros inleiramentc
saos, depois de liaver^cmpregado intilmente outros
iratamentus. Cada pessoa pode'r-se-ha convencer
dessas curas maravilhosas pela Icilura do peridicos
que lh'as relalam lodos os dias ha muilo annos; e,
a mior parto (tollas sao tao sorprendentes que admi-
ran! os mdicos mais clebres. Ouantas pessoas re-
rubraram com este soberano remedio o uto de seu
bracos e pernal, depois de ter permanecido lougo
lempo nos hospilacs, onde devinm sonrer a ampu-
tadlo Dellas ha muitas que liavendo deixado esse
asylos de paderimenlj, para se n.lo submetlerem a
essa operocao doloro*a. toram curadas completaraen-
le. mediante o uso desse precioso remedio. Algo-
mas das laes pessoas, na efusao de sen recuubeci-
mento, deelararam estes resultados benficos diaule
do lord corregedor, e oulros magistrados, tiim de
mais aulenlicnrem sua atlirmaliva.
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
livesse bastante cunfianra para ensaiar tste remedio
conslantemenle, seguindo algum lempo o trala-
menlo que uecessilasse a nalureza do mal, cajo re-
sultado seria provar incontestavelmenle : Ooe ludo
cura !
O ungento he til mais particularmente nos
seguinlet casos. '
Alporcas. matriz.
Cambras. Lepra.
^allos- Males das perna.
Cancere.] do, p,jto>
Uaduras. ,je olhos.
Dores do sfete* Mordeduras de replis.
das costas. Picadura de mosquitos.
dos membros. Pulmoes.
Enfermidades da culis Queimadelas.
em geral. Sarna.
Entormidades do an'us. Supuraces ptridas.
Erupres escorbticas. Tihha, em qualqner par
I -i-lulas no abdomen. le que seja.
Frialdade ou falla de ca- Tremor de ervos.
lor nas extremidades. Ulceras na bocea.
Fneiras. do figado.
cngivas escaldadas. da arllcnlacoes.
incharues. Veias torcidas, ou n'oda-
Inriammapio do Ogado. da nas perna.
da bexiga.
Vende-se esto ungento no estabelecimento gTal
de Londres,n. 2U,Slrand,e na loja de lodos os bo-
ticarios, droguistas c oulras pessoas encarregadade
sua venda em toda a America do Sul, Havaoa e
Ilespau..
Vende-se a 800 ris cada bocelinha, contm ama
inslruccao em portuguez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceulico, na rna da Cruz n. >, em Pernam-
buco.
C. STARR & C.
respeilosamcoto annunciam que no seu extenso es~
labelecimculo em Santo Amaro,cunliuuam u fabricar
com a maior perfeirao e promptidao, toda a quaida-,
de de machiuisrao para o uso da agricultura, na-
vegado e manufactura; e que para maior commodo
ite sem numerosos freguezes e do publico em geral,
leem aberlo cm um dos grande armazens Uo Sr.
Mosquita ua ra do Brnm, atraz du arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimento.
Alli acharau os compradores um completo sorti-
mcnlo de moendas de canna, com todos os melhora-
meutos (alguns delle novos e originae) de que a
experiencia de inuitos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
taixas de lodo lamanho, tanto batidas como foudi-
das, carros de mau c dilos para conduzir forma da
assucar. machinas para m6er mandioca, prensas pa-
ra dilo, tornos de torro batido para farinha, arados de
torro da mais apprpvada construccao, landos para
alambiques, envos e porta para tomaina, a ama
nfinidade de obras de torro, que seria enfadoobo
enumerar. No mesmo deposito existe uma pessoa
intelligente c habilitada para receber todas as ea-
commendas, ele, etc., que os annunciautes contan-
do com a capacidade de suas oflicinas e machiaismo,
e pericia de seus olliciaes, se rorapromelUm a fazer
exccular, com a maier presteza, pertoi;Ao, e exacta
contormidade com os modelos ou dcseiilios,e instruc-
{es que Ibes forem fornecidas.
": :; .-. i
-
ftlliTiiann


DIARIO DE PERM1BUCO. QUARTA FEIRA i I DE ABRIL DE 1855
DE LOJA.
Jos l'radines, ctilelro francei, tem a hon- E
ra de previoir o respeilavel publico e a seus SI
Treguezes em particular, que mudou sua l"ja %l
de cutilaria da ra Nova para a rut da Ca- fc|
deia do Recife n. 10, onde o acharan promplo t,
para os misleres ile seu cilicio, e assegura as S
pomas que quizerem honra-lo cun su coy- j
ansa, que serao salisfeilas Unto na proiupli- ."'.
dan come nos preco, que serlo oa alais rasoa- B8
veis possivel : approveita lamben) essa ucea- C
siiio para previmr a seus fregueses que leein jj
obras as mitos ilelle tul inuilu lempo, que ve- g
ntiain buscar no prazo do um mcz. do con-
trario serlo vendutas par pagamento do tra-
halbo, porque nio pode passar sen lempo a
3 apromptar obras que deixam de[iois sem as
vir buscar.
1 a/ as aaiellarGes lodos os das.
Psrdeu-sauma nota de ;> rmbrulliadu em um
leiijo de cambraia de marca pequea, da botica do
Sr. Antonio Pedro das Nev* atoo herr que vira
para o Irem : quein achou e querendo restituir po-
de-o fazer na ra do Rangel n. 21, que se llie liciira
obligado e tamhem a consciencin mais levc.e se exi-
gir algum achado elhe darn, pois lie de pesson ne-
cessilada.
l)a-se algum dinheiro por G mezes a juros de 2
por cento ao mu, com hvpolheca de ouro ou prala :
na cidade de Olinda, ladeira da ribeira, casa em
que mora o padre Ignacio Antonio Lobo, se dir
quera da.
Pcecisa-se de una mullier livre ou escrava pa-
ra servico interno de urna casa de Familia, inclusive
engommado : i tratar na ra Nova n. 50, segundo
andar.
O padre Antonio da Cunha Figueiredo mudou
o sen eicriplorio de advogado para a roa eslreila dq
Rosario n. ti, onde podera ser procurado todos os
dias das 9 horas da manilla em dianle.
Antonio da Ponte Araujo, porluguez, retira-
se para fra do imperio.
English hotel.
I i.i-se almajos e jaulares para fra, t lambem as-
signatura por mex, por preco mu razoavel.
Pede-se ao Sr. Amonio Jos Rodrigues de
Souz Jouior, que nao pague o que or sorle sabir
no meio bilbele da lotera de N. S. do Guadelupe de
o. 1919, o qual foi desapparecido do poder do an-
uuncianle.fianoei Antonio Rodrigues Samicu.
Desappareceram da praia de Santa Rila,2pran-
ches deamarello, curlos.com a marca A. C. : quem
ariuazemde Auaclelo n. 76, que sera gratificado.
. Quem precisar de um rapa/, hrasileiro, de ida-
de 13 anuos, para caixeiro de loja ou arjnazem, com
inlrlligencia, o qual d Gador a sua conduela : pro-
cure ua bblica do Sr. Bartholomeu, que dir quem
he.
Eucene Tisset, socio gerente da casa'j. B. Las-
serre 4 Compauhia vai fazer urna viagem Europa,
dcixando para seus procuradores seu irmilo Gustavo
Tissel, e o Sr. commeudador Manoe'. GonCalves da
Slfva.
Anda se precisa de um pequeo de IV a It
annos, para caixeiro de taberna : ua ra do CahJei-
reire n. 60.
Manoel Barbosa retira-se para fora do imperio.
Attenrao.
Apessoa que na (arde de 7 do rente tirou da
casa do Sr. Flix alfaiite um chapeo de sol de seda
forta-cors, novo, lalvez por entumo, visto que l
deixnu outro, queira ir destroca-lo, on na rasa do
mesmo senhor, ou na ra da Gloria, cusa n. 80, que
alm de se pagar generosamente,ficar-st-lhe-lia mul-
to agradecido.
Um rapaz de boa conducta, pralicoem taber-
na, se offerere para caixeiro de ima taberna : em O-
linda, novaradouro, taberna do capitn Antonio.
SALA DE DANSA.
Luiz Canlarelli participa ao respcilavel publico,
que a sua sala de cnsino, na ra das Trincheiras n.
19, e aehaaberla todas ns segundas, quarlas c sex-
tas desde as 7 horas da noite ale as '.I : quem do sen
prestimo se quizer utilisar, dirija-se mesma casa
das 7 horas da manilla al as 9 ", o mesmo se uflere-
ce a dar licites particulares ns horas convencionadas:
c Lambem da lices nos collegios pelos precos que os
inesmos tem marcado.
Precisa-so de urna ama para casa de pequena
familia, porm que se disponha a lodo-o servido de
portas a dentro : na ra do Hospicio n. 34.
CONSULTORIO DOS POBRES
60 mUA lfOVA 1 JJVDAB 50,
O Ur. P. A. I.obo Moscozo d consullas homeopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
in.inli.ia aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualqoer hora do dia ou imite
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operacu de cirurgia, e acudir prumptamenle a qual-
quor mulher que eateja mal de parlo, e cujas circumslaacias nao perrniltan ,iagar ao uiedico.
fl CONSULTORIO DI) DR. P. A. LOBO HOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE :
Manual complclo de meddicina homcopalhica do I)r. G. H. Jahr, Irailuzido em por
tugue pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia. anatoma, etc., ele...... 209000
Esta obra, n mais importante de todas as que tratara do esludo e pralica da hoineopalhia, por ser n nica
que conten abase fundamental "esta doulrinnA PATHOGENESIA OL EF1E1TOS UOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEcouhecimentos qoe nAo pode.n dispeOMr as pes-
soas que sequerem dedicar i pratica du verdadeira medicina, interessa a todos ua> mdicos que quizercm
experimentara .'outitna de llahiicmann, e por si meamos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros c senhores de engenho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde uavio,
que orna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incoramodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumslancias, que um sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mcum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... IO9OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 3JO00
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro ua pralica da
homeopalhia, e o proprielario desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ningnem duvida hoje da Brande superioridade dos seus medicamentos..
Boliras a 12 tubos graudes.....................
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 108, 129 e 159000 r*.
lYideu-se da givju do Carmo ate o
aten o da Boa-Vista, uin rosario branco
com um cruciliv) de prata novo: quem
o adiar entregue nestu lypographia que
se dar' o adiado.
COMPRAS.
Compram-sc palaces brasileiroa c hespanhoes:
na ra da Cadeia do Recife, loja n. 54;
Coinpra-se nina prela que saina engommar e"
cozinhar bem : na ra do Ainuiiui u. 545.
\TTD,(V.
Comprain-so escravos de uinlios os sexo*, sendo par-
dos de 1(1 a 18 anuos, e crinlos de 10 a 2"i anuos,
sendo liimi|a- figuras ; paga-se he; Main como re-
ebem-se para se vender de rommisso : na ra de
(lorias n. 60.
89OOO
Ditas 36 ditos a
Diias 48 dilos a
Ditas 60 dilos a
Ditas 144 ditos a
, 209000
. 2590OO
, 309000
. 609000
. I9OOO
. 290011
. 29OOO
diversos tamaitos,
VENDAS
i
W .'IBLlCAtiO* DO INSTITUTO 110
MEOPATHICO 1)0 BRASIL.
THESOl'KO HOMEl'ATHlCO J
m ou P
p VADE-MECM DO ($)
<$) 1I0ME0PAT1IA. Q
SS Sttthodo concito, claro e teguro de cu- j|9
rar homeopulhicamenle lodas as molestias ,,/t
que affligem a especie humana, e part- Sr/
cularmenle aquellas gue reinam no lira- &
sil, redigido segundo os raelhores Irala- X.
dos de homeopalhia, lauto europeos romo $>)
americanos, e segundo a propria experi- ^*i
eucia, pelo Dr. Sabino Olegario l.lidgero ^1
Pinhu. Esta obra he hoje reconhecida co- !^J
mo a melhor de toda qoe Iratam daappli- /A
carao homeopalluca no curativo das mo- <*jr
leslias. Os curiosos, principalmente, nao iS)
podem dar um passo seguro sem possui-Ia e /a
consulta-la. Os pas de familias, ossenho- S*T
res de engenho, sacerdotes, viajantes,-ca- (&i
pitaes de natos, scrlanejosetc. etc., devem X.
mt) te-la man para occorrer promptamenle a ^V>
ufa qualquer caso de molestia. k
W 1,ou volumes em brochura por ,109000 J?
(jp) n encadernados USOOO &
f/tk Vende-se nicamente em rasado autor, A
W no palacete da ra de S. Fraucisco (Man- J
(Sk do Novo) n. 68 A. (Si
Tubos'avulsos......................
Frascos de meia one,a de lindura.................
Ditos de verdadeira lindura a rnica............. '.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por preco* niuito commodos.
Casa de consignaro de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de coinmissilo, tanto para a
provincia como para fra della, oll'erereiido-se para
|sso toda a seguraura precisa para os dilos escravos.
Ja' cliejjaram as seguintessements
de ottalices das melliotes qualidades (ue
lia: rbanos breos, ditos encarnados,1
rabanetes blancos e encarnados, allace
repolliuda e alemta, repollio, tomates,
nabo branco e roxo, couves, trincliuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, .\i-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sijo-
relba, selgas, ervillia torta, dita direitae
genoveza, dita de Angola, l'eijao carra pa-
to de <|uatro qualidades, coentro de tou-
ceira, enm grande sortimento dasmellio-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz n. 62 em casa de Antonioi'ran-
cisco Martins.
ALM4NAI PAli 1855.
Sahiram a' Luz as i'olliinlias de ulgibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido c accrescentado, cpiitendo
400paginas: vende-se a 500 n., na li-
vraria n. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
CORTES DE CASEMIRAS
A 2$000 E 5So00.
Para liquidacAn vendem-se rrles de rasemiras de
cores escuras com loque de molo, minio proprias
para a presente eslacao, vendem-se pelo barato preco
de 29 e 39 : na ra do Queiiuado loja n. 17 ao p
CAMBRA1AS VARSOVIANAS
A 4,500 0 CORTE.
Acaba de chegar um novo sorlimenlo dos lindos
corles de camhraias Varsoviaims para vestidos de se-
nhoras, de goslo rscossez, e se vendem na ra do
Queiaiado l"ja n. 17 ao pe da botica, a IjOO rs. cada
corte, dinheiro a visla.

RECREIO MILITAR.
Previne-se aos Srs. socios, que no dia 12 as ||
5 horas de tarde na casa da residenciado abai- ^
,|| xo assignado na ra do Aragilo n. 12. serao
i$ entregues as propostas para convite de familia |j
Spara a partida que lera lugar no dia 21 do gg
lente.Alfores Barros, secretario.
Precisa-se de um homem de meia> idade, que
d informarles de sua conduela, para feilor de m
engenho perto desta cidade: a tratar na ra do Cres-
po o. 15.
Gabinete portuguez de leitura.
Por ordem da directora ronvoca-seo coiiselho de-
liherativn para duiningo 15 do crranle as 11 horas
de manida.
' Desapparcreu, nodiaprimeiro do corrcnle, um
quarlao alasilo caliuclo com os signacs seguinles :
frente aberta, urnas pintas brancas sobre o lombo,
crinas aparadas a tesitura, um lalhu no p esquerdo,
sendo o outro e as nulos calcadas, e com a marca-S-
no quarlo esquerdo : qum o adiar poder levar a
casa do Sr. Andr Avelino de Barros, na travessa
da ra Bella que ser generosamente recom-
pensado.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, oode continua a rebeber alum-
nos internos eexternos' desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer liora dos dias uteis.
Arrenda-se ama loja no aterro da Boa-VIsla,
propria para qualquer eslabelecimenlo, sendo con-
fronte a casa db Sr. Antonio Luiz lioncalves l'errei-
ra, e junta a urna loja de culileiro : os pretendenles
enlcudain-se no sobrado por cima da mesma loja, ou
na ra da Cadeia do Recife, sobrado o. 3, primeiro
andar.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravlhosa com-
posirju tem a vantagem do enrlier sem presso dolo-
rasa todas as anfractuosidades do dente, adquerindo
em poucos instantes solidez isual a da pedra mais
riura.c promette restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
2 J. MI DESTISTA. %
@ contina a residir na ra Nova n. 19, primei- @
if ro andar. ff,
8@S9@@S
Novos livros de homeopathia uiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Uahiicmann, tratado das molestias
lumes.........
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopatliia domestica.....
Jahr, pliarmacnpnhomcnpalliica. ,
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervpsas...... .
Jalir, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2.volumes
llai llimiinii, trillado completo das molestias
dos meninos..........
A 1>slc, materia medica homcopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .~ .
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de >')slcn.....' .
AUlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnuteiido a descrip^o
de lodas as partes do corpo humano 309000
vedem-se lodos esles livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova'u. 00 pr-
r In un iras, 4 vo_
'. 2O9OOO
. 69OOO
7&0OO
63000
I69OOO
. 69OOO
89000
163000
109000
89000
79000
69000
49000
IOjOOO
ASPHALTO,
Escriptorioda fabrica deasphalo, tra-
vessa do Carmo n. 10.
4>
&

meiro andar.
LOTERA te n. s. de guadelupe.
Aos 5:0009000, 2:0009000, 1:0009000
Os bilheles o cautelas do cautelisla Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior (Ao afortunados pelas
frequenles vezes que tem dado as surtes graudes, co-
mo recommendados por serem pagos os premios
grandes por ihteiro sem descont algum, acham-se a
dis|iosc,ao do respeilavel publico, as seguinles lu-
jas : praca da Independencia n. 4, 13 e 15, e 40, ra
do Queimado n. 37 A, e em oulrasmais do cosime:
as rodas da referida lotera audam impreterivelmen-
le em 11 de abril em o consistorio da igreja dos Mi-
litares.
Bilheles inteiros 59500 Recebe por inleiro
Meios bilheles 298OO
8 aarlos I5MO i)
i la vos 720 11
Decimos i;m 0
Vigsimos 320
Augusto Carneiro Monteiro da
O Silva Santos, Dr. em medicina.
<$ reside- no aterro da Boa Vistan.
(^ ")5, segundo andar.
lotera de n. s. de guadelupe
OLINDA.
O cautelisla Antonio da Silva GoimarAcs faz sci-
eule ao publico, qoe tem eiposto 11 venda, no aterro
da Boa-Vista u. 48, as suas cautelas e bilheles da lo-
tera cima, a qual corre 110 dia 11 de abril cr-
renle.
DE
VESTIDOS DE SEDA.
Ji loja de 4 portas da ra do Oueimado 11. 10 ha
para vender um complclo sortimeolo de corles de
vestidos de seda de cores, superior qualidade, mo-
dernos goslos c por preco muilo em conta.
Vende-se cera de carnauba e vellas
em porcaoc a retalho e pennas de cid a :
na ra do Oueimado n. o).
PATOS FIIS.
Superiores pannos (nos. cor de cafe, de vinho,
brome e verde ; proprios'para palitos e solire-castv
ras a '19 rs. o covado : vendeiu-se na loja de S por-
tas na ra do (Jiieiuiado n. 10.
VESTIDOS A 2:000 RIS.
Corles de vertidos de chita larga franceza. pudines
de casia a 2J rs. rada um : veudom-se na loja de 4
portas da ra do Queimado 11. 10.
Na ra do Amorim n. Vi, vendem-
se os seguinles gneros, os mais superiores
que vena ueste mercado e por commodos
preros:
Vinlio muscatel em barris de o a Ocanadas.
Champagne.
Cha' de San Paulo, cai\asde 2 a 20 libras.
Chocolate france/.r.
Garrafoes com cevadinha.
Garrafot com sag.
Estatuas para jardim.
Vasos para jardim e cemiterio.
Gatees, trinas, espiguilha e volantes para
armadores.
FARINHA Di TERRA.
' Vendem-se saceos com arinha Ha tr-
ra nova e bem torrada, arroz de casca e
pilado : nii ra da Cadeia do Recife n. 2o.
POR SEDULAS VELIIAS A 39000 e 9000 ()
PAR, QUEM DE1XARA' DE COMPRAR.
A'moda, pechinrha de borzegnins sapaloes de
luslre franrezes para homem, dilos de bezerro c de
lustre de Nanles, lano para homem como para me-
nino, muilo proprios para a eslaco presente, alcm
disto mu novo e completo sorlimenlo de calcados de
todas as qualidades. lano para homem como para
sciihorii, meninos e meninas, ludo por preco muilo
ciinunodo, a troco de sedutas velhas : no aterro da
lioa-Visla, delimite da lionera n. 14.
MUTO BARATO.
Corles de cassas de cores proprias para mosque-
teiros a 1g600 rs. cada pessa : na loja de 4 portas da
ra do Queimado u. 10.
CONDECAS PARA ROUPA SUJA DE
DIVERSOS TAMANHOS.
Vendem-sena rita da Cadeia do Recie
n. 48, primeiro andar.
AOS SRS. DE ENGENHO.
COM PEOtENO TOvJiJI U VARIA.
Baela encarnada eamarella a 500 1. o covado :
na roa do Crespo loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
Bilheles 5*500
Meios 29800
.liarlos 19140
Quintos 19300
Oitavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320


PUBLICACAO'. &
Acha-se no prelo e breve saldr .1 luz urna $$
inleressanle obra intitulada Manual do
Guarda Nacional 011 colloccao de lodas as leis,
regulameulos, ordens e avisos conceriienles 9
8 a mesma Guarda, (muilos dos quaes escapa- @
ram de ur mencionados as colleci;Oes de vi
4j) leis): desde a tua nova organisacao al 31 de dj)
9 dezembraj de 1K54, relativos nao su ao prores-
19 so da qualilicarao, recurso de revista, ele,
a$ etc., senflo a economiu dos-corpos, orgauisa-
tj) cao por municipio), batalhes, companhiaa,
Q| de raappas, modelos, ele. etc. ele. Subscre-
% ve-sea 59000 para os assiguantes^c 63OOO
j) para os que nio o forem : no paleo'do Car-
9 mu o. 9, primeiro audar.
O abaiio assignado, offerece o seu prestimo
quem te quizer utilisar para tirar guias do juizo dos
feitos da fazenda, lano da geral como da provincial',
por aquellas pessoas que pessoalmenteas nao podem
tirar, e que com a mesma fazenda se achara debita-
das : quera precisar pode mandar por escripia seu
iiofne, numero da cas, e ra em que mora, nos lu-
gares seguinles : Recife, ra da Cadeia loja n. 39,
ra da Cruz n. 56, pateo do Terco n. 19, roa do Li-
vramento n. 22, praca da Independencia n. 4, ra
Nova n. 4. praca da Boa-Visla n. 21, onde serio
procurados os. bilheles e as pessoas que quizerera
para o Orn expendido, e na na da Gloria n. 10 casa
du annnncianle.Macariio de Luna Feire.
LOTERA DE N. S. DE filliDELO
l'E DE MJBA.
AOS1.V.OOO9OOO, 2:000?y)00, E 1:(K)09000.
Corre indubitavelmente quarta-feira 11
de abril.
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferreira, avisa
ao respcilavel publico, que os seus bilheles e ca
lelas eslao isenlos do descont de S por cento do im-
posto geral uo acto do pagamento sobro os Ir*' pri-
meiros premios grandes. Acham-g) a venda as
iiiiUojas rua da Cadeia do Recife n. 24 e 45, ua
praca da Independencia n. 37 e 39, rua do Livra-
menlo n. 22. rua Mova II. 16, roa do Queimado n.
39 e 44. e rua du Cabug n. 11.
Bilheles ">9VK) receber |>er inleiro 5:0009
Meios 29H00 2:5009
Quarlos 1440 1:250
Oitavos 720 u i,2\^
Decimos 600 a g0Q|
Vigeasimo 320 a 509
Na rua da Cadeia do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confronte oescriptono dos Srs. Barroca & Cas-
1ro, despacham-se navios, quer nacionaes ou estran-
geir-i, com toda a promplidilo ; bem como tiram-se
passaporlea para fra do imperio, por precos mais
commodos do qoe em outra qualquer parle, c sem o
menor trabalho dos pretendenles, qoe podem tratar
das 8 da roaniaa as 4 horas da larde.
5:0005
2:5009
1:2509
6259
5009
2509
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior oflereee os seus bilheles e cautelas as pessoas
que coslumam comprar para negocio nesla cidade e
para fra, aos precos abaiio, sendo em porrau de
IOO9OOO para cima e a dinheiro visla, em seu es-
criplorio, na rua do Collegio u.2l, primeiro andar.
Bilheles inteiros "9300
Meios bilheles 29650
Quarlos l:i."K
"ilavos f,73
Decimos 510
Vigsimos 270
Precisa-se alugar urna preta de boa
conducta para casa estrangeira, <[ue sai-
ba engommar, para andar com meninos:
na rua da Cruz n. 10.
i p, DEHTISTA. S
W Paulo Gaignoux, dentista fancez, cstabele
cido na rua lama do Rosario n. 36, segnudo @
,3 andar, colloca denles com gengivasarlificiaes, @
K e dentadura completa, ou parle della, com a 9
" pressao do ar. g
Rosario n. 36 segundo andar. g$
K-. O cautelisla cima garante nicamente os,
bilheles inteiros, pagando sem dscoulo dos 8", os
premios maiorcs.
Os meios bilheles ns. 1037. 1414 e 170 per-
leucem a sociedade t'runlespicio do Carino, os quaes
corren boje.
Precisa-se de alugar um prelo : na rua do Se-
bo u. 50 A, ao qual se da bom ordenado.
Na taberna da rua da Conceicao n.
6, se dita' quem precisa de urna ama for-
ra ou captiva.
Trecisa-se de um caixeiro que tenha
bastante pratica de venda, de 14 a lo an-
nos, rua Direitan. 27
Arrenda-se um engenho distante desla prara
5 leguas, o qual asta inocule e cnrreule, lambem se
vende urna porrao de ammaes com que moc o mesmo
engenho, dous carrelOes e alguns bois de concia :
quem o pretender, dirija-se 11 rua da Pcnlia n. 4, que
achara com quem tratar.
ORerece-se para ama do-servico interno de urna
casa de homem solleiro ou viuvo, urna mulher que
tem as habilitarles necessarias : quem preteuder,
dirija-se i rua das Cruzes n. 22, andar.
Precisa-se alugar um prelo'para servido de ca-
sa de familia : no aterro da Boa-Visla n. 45.
Quem precisar de dous pedrciros porluguezes
para lazer calcadas ou oulro qualquer servico : di-
rija-se rua das Cruzes n. 38.
Oflerece-se urna mulher para ama de casa de
pouca familia, a qual cozinha e faz o mais servico :
procure no Iheatro da rua da Cadeia a Feliciana Ma-
ra da Conceicao, que mora cm um quarlo do mes-
mo Ihcalro.
Ama de le le.
Precisa-sede urna ama de Icite que leujialiom le-
te e seja satlia, e que niio lenha lilhus : na la Pi-
ma 11. 66.
una 1 uuiiu
Riquissinios corles de rhah de seda de novos de-
senlies e cores delicadsimas', por prtJCO coinmoilo :
na rua du Queimado loja 11. 17, ao 1 o da botica.
LA'A ESGOSSEZA OU fflELPO-
MENE, A 320 0 COVAO.
Vende-se, |)or haver porcao ifesla fazenda propria
para roujies c vestidos de scnlioras e meuiuos, pe-
lo barato preco de una pataca cada covado : na rua
do Queimado loja n. 17, ao pe da botica. Esla fa-
zenda he de muila duraran, c nunca se vendeu por
Iflo barato preco.
ALPACAS DE QCADROS E DE
L1STKAS DE SEDA A \M E
M) RS.
Vende-se por este liaratissimo preco para liqnida-
to de conUa, na roa do Queimado loja n. 17 ao
pe da botica, assim como urna porcao de cassas
Irancezas linas e de cores lixas a 320 e 100 rs. o co-
vado.
RISCADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.
Vende-se na rua do Quemado loja n. 17 ao p
da botica, riscados cscoros rom listras de seda, pro-
prios para vestidos e roupoes para senhoras e me-
ninos, pelo barato preco do nina pataca cada cova-
do, para ullimacao de cuntas.
Vendem-se lodo* os pertenece de urna taberna'
consistindo em balco, balance, de Romn & Compa-
uhia, pesos, medidas, caixes c canteirns muito se-
guros, ludo por preco conu.-iodo, c tanihem se vende
nula urna cousa de per si : a tralar na rua da Ma-
dre de lieos n. 36. Na menta casa veude-se urna
porcao de semciilc de trigo para quem quizer plan-
tar.
Vende-se cera de carnauba em maiores e me-
nores poiques : na rua do Vjgario n. 5.
Vcnde-se a taberna da rua do Pilar n. 86,
casa com mullos couunodos, propria para qoein ti-
ver familia : a tralar na ruada tiuia u. 34.
Vende-se no paleo do Cumio, quina da rua de
Hurlas n.2, doce novo, Meco, de caj' a 500 rs., di-
to em caixilo de 4 libras, de goiaba, lino, a 880, cai-
xinlias com palitos proprios para quem fuma, pois
DaO se apagara em quanlo dura a undena, fejao
jnuliiliiiliu novo a 560, e prelo a 180, arroz a 480 a
cuia, lianh.i a 80, nozes a t(XI rs.. touciuho a 360,
ameixas a 200 rs., bolacluiiha .NapuleSo a 400 rs.,
azeile doce a 720 a yatrofa.
, Na riaa da Cadeia do Recife, loja de miudezas
n. 19, vendem-se escrivaiiinlias de 'metal himno e
amarello, o mais perfeilo que ha ueste geuero, pro-
prias para repartires publicas, saceos com gomma
de muilo boa qualidade a SjOOO cada urna.
Vende se urna negra de meia idade, sem vi-
cios nem achaques, por preco muilo commodo : no
paleo de S. Joso n. 47.
Vende-se urna canoa bem construida, de lote
de 800 lijlos de alvcnaria grossa, por preco commo-
do : a tralar na rua Imperial II, 5.
Na rua do Crespo n. loja de quatro
portas
veude-se madapoln e algodaozinho com toque de
avaria por precos muilo baratos: a cites antes que se
acaliciu.
Manuel la.ares Cordeiru lem para vender fu-
mu para charutos de ludas as qualidades, gigos com
champagne cm garrafas, e mcias, do melhor aulor,
e oiilrns mais gneros : no armazcm u. 18, na tra-
vessa da Madre de Dos.
Na ruado Trapichen. 1G, escriptorio
delkandera Brandis&C, vende-se por
preros razoaveis.
Lonas, a imitara das du ltussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores cm caixas sortidas, mui-
to propriopara loriar chapeos.
Papel almaro e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Grasa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes (inos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HIGI-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este eliocolate, o nico preparado com
substaneias puras, mili ilitus e higini-
cas: veude-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua'da Cruz n. 20.
Precos:
Sxtra-tno. *. 800 a lib.
Superior. 5W0 ~
Fino.....500
MoinhoH de vento
'ombomhasderepuxo para regar borlase haixa,
decapim. na fundirn de D. W. llowinaii : na rua
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Bom sortimento de brins, tanto para cai-
ca como para palito.
Vende-se britn francez de quadrns a 610 a vata,
dilo a 900 rs., dito a 19280, riscado de listras de cor,
proprio para o meamo lim a 100 o covado : na ras
ilo Crespo n. 6.
Vende-se urna balanra romana com lodos o
saus pertcuces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armazam n. 4.
Vende-se muito hom licite : ua rua Direita n.
129, primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de l.i-boa-pcla barca Gra-
tidao.
Farmha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinba :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da aliandega, e para por-
coes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Coberloresescuro a 720 rs., dilos grandes 19200
rs., dilos urlicos de algodao de pello e sem elle, a
milaeo dos de papa, a I92OO rs. : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Vendem-se em casa de S. P. Job lis-
tn & C, na rua de Scnzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes.
Kclogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronceados.
Chumbo cm lencol, barra e munico.
Farello de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Vendem-se sobrasseguintes por W.
Scott, Os Puritanas, Wavrley, o Talis-
mn, A prisao d'Edimburgo, Quintino
Durivard, Ivanho, Diccionario Theolo-
gico por ab Aquitla, Jury Caones por
Lequeux : qp aterro da Boa-Vista loja de
ourives n. 68.
Vende-se ama escrava de bonita figura de 20
a 22 annos e com urna cria de oilo mezes, anda cora
muilo Irile e com algunsa*habilidades, 11A0 lem vi-
cios nem achaques, a qual se allinnca. ao comprador,
a-sim como se dir. porajue he vendida esta escrava:
na rua da Roda n. 52.
Vende-se superior doce de ajotaba em caixes
c latas de 1 libras, por preco coinaaodo : na travessa
do .Inclinado n. 1.
Vende-se uin pollro muilo novo, andador bai-
xo por nalureza e muito ardigo : ua roa do Rangel
n. 10.
V-
Precisa de ,um criado, que seja forro
ledade, casa do sol e eslreila.
na So-
O Dr. Lobo Moscoso tnudou-se pa-
ra a rita Nova n. 50, primeiro andar
Na rua da Gloria n. 80 ensina-se a
traduzir, fallar e escrever perfeitamente
a hngua ingleza, proinettendo-se um me-
thodo fcil para em pouco terapo o disc-
pulo adquerir um grande adiantamento,
Arrenda-se um dos melliotes silios da Torre,
on vende-se, com lodos os commodos precisos : a
Iralar alrazda nutriz da Boa-Vista n. 13.
Aluga-se uin negro para conduzir urna caita
de fazeudas : ua rua do Queimadu n. 7, loja da Es-
trella.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba bem coziuhiir. para casa de homem solleiro :
na rua do Queimado n. 40.
lllm. Sr. inspector da Ihesooraria geral. -Diz Jos
da Rocha Paranhos, que em virlude de ordem do
thesouro pnblico nacional, que mandou a informar
a esla Ihesouraria umrequcrmenlu com documentos
annexos c comprobatorios, da quanlia de dous eoli-
tos e lanos mil ris, que ao supplicanlc be a mesma
fazenda devedoru, acontece que leudo o suppli-
eante estado na espeelativa, e requerido ja a V. S.
em dezembro do armo passado solucao de urna tal
infurmacao al o presente, parece que por urna fata-
lidadc, nao tem sido possivel o supplicanle oblero
despacho, apezar de ler ju decorrido um anuo poucoj
mais ou menos ; pelo que, niio seudo cabivel que as
repnrlieoea fiscaes prolelcm o direilo das partes por
un lempo indefinido ; por isso, vem o supplicanlc
requerer a V. S., que como chefe ilesla reparticao, e
a cojo cargo esta .1 allribuiro de cumprir e fazer
cumprir as delilierarOes e ordens do Ihesouro, como
determina o paragrapho 10 do art. 31 do decreto n
7.16 de 20 de noveinbro. de 1850, se digne mandar
que e empregado em cujo poder eslao os documen-
tos e pelices do siipplicante, para informar manda-
dos por V. S. que he o chefe da 4." seccilo, Jos
Heurique Machado, d promplo andamento a dita
informarlo afim de que nao fique eternamente se-
pultada esta pelico em seu poder, como (cm eslado
os oulios documentos e petices ; com o que far
ao upplicanU a merecida juslma ; e assim pede
V. S. lhe defira.E. K. Me.
/oe da tocha Parankos.
Recife 22 de marjo de 1855.
ATTENCAO.
Aos Sis. ofliciaes da armada.
OBRA EM PORTUGUEZ.
Acha-se no prlo oManual do commandanle, do
machinisla, chefe de quarlo e do foguista, ou Memo-
ria sobre a manara de conduzir c enlreter as ma-
chinas marinlias, indicando os devores de cada em-
pregado da machina em todas as circumslaucias pos-
siveis, enntendo alm disso urna eiplicarao succinla
das theorias da comdeusacAoe da expanso,
uistrucres mui especiaes sobre as difierentes ma-
neiras de economisar o corabuslivel em viagem ; bem
como a ciiis-iiicarin de lodas as especies de carvilo,
com preceilos para a escolha do mesmo, seguida de
um vocabulariofrancez. inglez e porluguez, em
que cada termo lie-claiamenle explicado em portu-
guez, segundo o empregp queocecupar na sciencia ;
machinas de vapor, quer em sua parle theorica
quer na pralica, acompanhada de eslampas e tahuas
interessaiites, dedicada ao Exm. ministro da mari-
nha, o consellieiro Jos Mara da Silva Paranhos,
por Joao Carlos de Souza Machado, 1. lenle da
armada brasileira. eugenheiru naval, ex-discipulo da
escola de eiigenheiros navaes em Lorient (Franca.)
Subscreve-se na bibliolheca da marinha. na typo-
graphia do Correio Mercantil e na rua do Ouvdor
n. 69. em casa do Sr. Gamier, por 29500, pagos na
entrega. Preco da obra depuis 3-9500. A obrasahira
luz em iiriiiru'ios de abril; em Pernambuco, rua
do Trapiche Novo n. 17.
HsS5iS3H-l-gS8
1 HDANCA DE LOJA. t
A. I.acaze scientilica ao rcspeilavel publico @
j* e principalmente aos seus fregufzes, que 11111-
@> dou a sua loja de relojoeiro para a rua da Ca-
deia do Recife 11. 18, ondeo achanto sempre vi
j(5 promplo para fazer qualquer concert, lano
de relogios de algibeira como de parede, ele,
etc., assim como achanto um completo sorli- @
ment de relogios de algibeira patentes, suis-
sos e horizonlaes, correntes para dilos, occu-
los, ele.
@--s
Precisa-se alugar um moleque de 14 a 16 an-
nos : -na rua da Cadeia do Recife u. 18.
Precisa-se alugar urna prela forra ou captiva,
que saiba cozinhar, engommar e fazer lodo o servi-
co de urna casa de pequea familia : a Iralar no pa-
teo do Terco, sobrado o. 26.
Precisa-se de um feitor para um si-
tio: na rua do Trapiche n. 17.
Madame Thcard, leudo de fazer urna viugem 3
Europa, avisa aos seus devedores de vireni saldar suas
cotilas na loja da rua Nova n. 32, para lhe evitar de
proceder contra elles judicialmente.
Pede-sc ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-pro-
rurador da cmara de Olinda, que venba entender-
se com os herdeiros de I.uiz Roma, pois basla da
I cassoadas, ficaodo certo que em quanlo niio se en-
1 tender com os mesmos ha Vende-se urna negra de nacao Cosa, moca e
robusta, a qual paga diariamet.le 610, um sitio com
casa de pedra o cal na estrada do Rusariuho, com
I1.11 va para capim, terreno' para plantar e bstanles
arvoredos de fruclo: no alerto da Boa Visla n. 17,
a fallar com Frcdcrico Chaves,
Ha urna escrava de meia idade, perila co'xi-
nheira, que serve ha qualro anuos em casas eslcan-
geiras, mui propria para pessoas de negocio que lera
caixeiro*; vende-se por sua seuhura se retirar breve
para a Europa: na rua do Sebo 11. 22.
Na rua do Crespa 11. U se dir quetr. vende
urna ptima vacca tounna.
Vendcm-se urnas figuras de loura para jardim :
ua rua eslreila do Rusario 11. 35.
SEBASTOPOL.
Chegou pelo paquete inglez urna fazenda total-
mente nova, toda de seda, campn assetinado, com
quadros largos c de listras lambem asselinadas o
mais lindo possivel, ultimo goslo cm Pars, com o
nome SEBASTOPOL : vende-se unicameule na lo-
ja da rua do Queimado n. K), pelo diminua preco
de I92OO rs. o covado: dao-se as amostras com pe*-
nliur,
Vende-ie por prejo muilo commodo um carro
quasi novo, de 4 rodas e 4 a*senlos, e com os com-
plenles arreios : a pessoa que precisar, dirija-se a
Soledade, silio dos 4 leoes, a qualquer hora do dia,
que ah achara com quem tratar.
Vcnde-se urna escrava moiU moca e bonita fi"
gura, que engnmma, cozinha, cose cinto, lava de sa"
lulo n lem una lilha uegriulia de i mezes : na rua
das Cruzes n. 22,
Vende-se a laherna do paleo do Paraizo 11. 18,
bem afreguezada para 11 Ierra ; podem-se informar,
que o douo retira-se.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundiqao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem 110 DEPOSITO na
rua do Rrttm logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha lia' sempre
um grande sorlimenlo de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e cm ambos os logares
esistem juindastes, pq'a carregar ci-
noas, ou carros livre* de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. Santo Amaro acha-se para vender aras
dos <*> ferro de ---1 i<-qualidade.
WW'IMIUIpJU IJ
M Rrunn Praeger iV C, tem para
S vender cm sita casa, rua da Cruz
I Lonas da Russia.
( Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Cerveja Ilamburgueza.
X Comma lacea.
aw^iMb^KiMbawMuMGavivni >
' CEMENTO ROHAHO.
Vende-se superior cemento em barricas e a rela-
llio, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por preco mais em coula.
COBERTORES ESCROS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores oscuros, proprios para
escravos, a 720, dilus graudes, bem encorpados, a
1^280, dilos brancos a 1&2O0, dilos com pello mi-
ando os de la a 19280, dilos de lila a 2a i00 cada
um.
CAL DH LISROA A 4000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo uavio a 49OOO por cada urna : na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodb : no armazem ri. 16 do neceo
do Azeite de Pcke; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes&C, na rua do
Trapiche Novon. 16, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a .s'oOfl rs. a sacca : nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
eno de Jos Joaquini Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e cm porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Rryan, na rua do
Trapiche-Novo n. 6, segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
HAGA'O.
Na rua do Crespo, loja n. 6, vende-se superior
sarja hespaiiluda, muito larga, pelo diminuto preco
de 2a3O0 e 25600 o covado, selim maco a 2a800 e
3920O o covado, panno prelo de 39000, 48000, 5a000
e 68000 o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que lem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
CEIERTO R0MA80.
Vende-se superior.cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alrazdo
Iheatro, armazem de Joaquim Copes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales do merino' de coi es, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Kellcrifc C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes piano vindos ltimamente de Ham-
buigo.
A igOOO, 20500 e ggOOO.
Vende-se melpnracnc de duas larguras com qua-
dros achamalolados para vestidos de senhora a 19 o
covado ; selim prelo Maco, excellenle para vesti-
dos a 2a o covado; lencos de riimbraia de linho fi-
nos bordados e hicos pela boira a58 cada um ; cam-
braiii de linho fina a 58 a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo preco : na rua da Cadeia
do Recife loja da esquina u. 50.
CHARUTOS DE HAVANA.
Vendetn-se superiores charutos do Havana, por
preco commodo : na rua do Crespo u. 23.
Vende-se efl'ectivamente alcool de 56 a 40
graos
era pipas, barris ou caadas : na Praia de Santa Ri-
la, dislilaco de Franca.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do hecco
Barris de graxa n. 97.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Veude-se cemento romano branco, chegado agora
de superior qualidade. muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : atraz do Iheatro, arma-
zem de tabeas de piuho.
@ RL'A UO CRESPO N. 12.
% Vende-sc nesla hija superior damasco de @
seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, $
@ por preco razoavel. / %
5;3se*Sig3:aS
Taixas par;, engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chal'ariz continua haver unr
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos dfc
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
'& POTASSA BRASILEIRA. Q
(^ Vende-se superior potassa, fa- g)
A bricada no Rio de Janeiro, che-
(fk gada recentemente, recommen-
7? (la-se aos senhores de engenhos os
J^ senx bons elfeitoaoj\B*aW,porimGzi-
*i) tados: na ru* da Cruzn. 20, ar-
ia^ mazem. de L. Leconte Feron &
^ Companhia. 0
Vende-se expeliente taboado de pinho, recen-
teniente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enleoder-se com o admiras
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2.a edic.lo do livrinho denominado
Devoto Chrislao.mais correcto e acreseentado: vende-
se unicameule na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 640 rs. cada exetnplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mczde Hara, adoptado pelos
reverendsimos padres capuehinhos de N. S. da Pe-
uha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Cunceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. dn Rom Conselho : ven-
de-se uuicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a IjOOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjain, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vcndem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menlc chegados, de exccllenlts vozes, e presos com-
mod"S em rusa de H. 0. Bieber & Companbia, rua
da Cruz 11. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Veinte-s um cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para ubi cavallo, Indo quasi novo :
par* ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che u. 14, primeiro andar.
BALSAMO. H0M0GENI0 SYM-
PATHICO.
1'a v ora v el ment: acolhido em lodas as provincias
do imperio, e tao geral como devidamenle apreciado
por suas adniiravfis virlude*.
MOLESTIAS CURA VEIS
1'ttR MEIO DESTE PORTENTOSO BALSAMO.
I LKIIiAS DE IODO O GENERO, anda que
sejam com laceracftes de carne,e que j eslivessem no
estado de chagas rluouicas, esponjosas e pulridas.
I.ogo depois da applicarao cessam ai dores.
CLCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, rivsipelas, molestias cutneas oa perpe-
tuas, e scirrhos, condecidos pelo falso nome de Dga-
do nos peilos, rheuiiiaiismo, diele/.e de todas as qua-
nitv'i\""a' '."'""J6*8 haqueza as arlicalacoet.
yt-LIMADCRAS, qualqoer que seja a causa e o
objeclo que as produzin.
O MESMO BALSAMO se lem aprlicado com a
maior vantagem uas moleatias seguinlar: por cm ad-
verle-sc que so se deve recorrer a erle em casos ex-
Iremos, na falla absoluta ou impossivel de se oblcr
a a*",.lei!,'li' de-um facultativo.
I' IS11. LAS, em qualquer parle do corpo,
LOMBHJUAS, nao exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, inda qoe
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou de barrita, debilidade do esto-
mago, olistrucrao das glndulas, ou enlranbas, e ir-
regularidade on falla da mensirorae ; e sobretodo,
inllarania^e* do ligado e do baco."
AFFECtO'ES do peilo, degeneradas em principio
de phtisica ele. Veude-se na rua larga do Rosario
GHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito continua a ser na botica Je'Bar-
Iholouicu Fraucisco de Souza, na rua larga do Rosa-
rio n. : ; garrafas graudes OO e pequeas 30000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phtisica em Jodos oa seus difierentes
graos qaer motivada por ronslipacoes, losse, asin-
ina, pleuriz. escarros de singue, der de costados
peilo, palpitarlo no corarlo, cqurluche; bronchite
dr ruin garganta, e todaa as molestias dos orgos pul-
monares.
IECHAIISMO PARA EH6E-
IHO
NA FUNDIQAO DE FERRO D ENGE
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. AA
RUA DO BRUM, PASSANDO O v.HA-
FARIZ,.
a sempre um grande sorlimeuto dos segoioles ob-
jeclos de mechaoiimos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
coustrucefto ; tainas da ferro fundido e batida; de
superior qualidade e de lodos s lmannos ; rodas .
dentadas para agua ou ammaes, .de lodas as propor-
cues ; crivos e boceas de foroalhae registros de bo-
eiro, agsilhoe, bronzes, parafnsosccivilhoes, mpi-
nliu de mandioca, ele., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se execjr*-"^^'"xiimmenda com a superio-
ridade ja oiiliecida, e com a devida presteza e com-
raodidade em preco.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de Bartholomeu Francisco
de Souza, rua larga do /totarion. 36, por menor
preco que m outra qualquer parte.
PEGHINCHA IGUAL SO' NA
CALIFORNIA. OU RO PAS-
SEIO PUBLICO lf. 9.
Vendem-se pegas de ma-
dapolo de 4 palmos de
largura pelo barato pre-
co de 500, l^OOO, 2^500.
5^200 e 3^500; a ellas
que sao poucasavista dos
freguezes.
Vende-se a laberna da rua dos Pires n. 28, com
pouco fundo e muito afreguezada, propria para al-
gum principiante : a fallar no aterro da Boa-Visla
n. 14.
Vende-se urna escrava crioula de ,30 anuos
com algumas habilidades', com um filho criimlo de
S aiinus e urna negriiiha de 2 metes : aa raa das
Cruzes n. 2.
Vende-se o novo melhodn pralico Iheorico .
da hngua frauceza por L. A. BuTgiiin, chegado ul-
liinamenle do Rio de Janeiro : na rua larga du Ro-
zario ii. :1S, loja do Cardcal.
Vcnde-se um ptimo cavallo prelo muilo gordo
com os ps calcados c bom andador da bailo a meio,
por preco muilo commodo: quem prelender diri-
ja-se a rua Direita n. 7S para ver, e para tratar na
rua do Collegio n. 1. armazem.
V

V
Deposito de vinlro de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, na da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 063OOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixs sao marcadas a fo-
oConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues-
Potassa.
mmmm
No anlign deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
tajyis que he para fechar contas.
Na ruado Vig ario n. 19 primeiro andar, lem* a
venda a superior flauclla para forro de sellins che-
cada recentemente da America.
Vendem-se no armazem ir. GO, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henrv Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
Vinho PRR,
em barril de 5 em pipa : vende-se em casa de Ao-
do Azeite do Petxe, por preco commodo. I uslo C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recife n.18.

ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fula, represen-
ta ler 30 a 35 annos, pouco mais ou menos, lie mui-
to ladino, cosluma trocar o neme e intilular-se forro,
e quanuo se v perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Sanl'Anna, mofador no
engenho Caite, da comarca de Santo Aile, do po-
der de quem desappareceu ; sendo capturado e re-
colhido cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de agosto, fui ahi embargado por exe-
curao de Jos Dias da Silva Goimaraes, e ullima-
menle arrematado cm prac,a publica do juizo daae-
gunda vata desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
alniivo assignado. Os ignaessao oa seguinles : ida-
ile .111 a :i."i aunos, estatura regular, cabellos prelo* e
carapiuhados, cor amulatada," olhos escures, nariz
grande e grosso, beiros grossos, o.semblanl* fecliado,
bem barbado, com lodos os denles na frente; roga-
se as autoridades policiaes, capules de campo a pes-
soas particulares, o appreheudam e manden! nesla
praca do Recife, ua rua larga do Rosario n. 24, que
receben! a gratificarlo cima, e protesta contra queaa
o liver occullu.Manoel de- Almeida Lope*.
Auscnlou-se do engenho Gaipio, da fregaexia
delpojuca, em dezembro prximo passado, uta es-
cravo de nacao, por uoma Jacinlho, allo.fula, pun-
ca barba, rarapina ; foi escravo do fallecido Jos
Ramos de (Uiveira, e consla andar trabalhaodo pelo
oflicto aqui em diferentes obras : qaalquer capillo
de campo on outra qualquer pessoa que o capturar,
leve-o ao escriptorio de Jos Juaquim de Miranda,
na rua da Cadeia do Recife n. 46, ou em sua casa
junio a igreja da Estancia : e se for pegado no mal-
lo em qualquer engenho ser levado ao cima refe-
rido, a seu proprielario Jos Flix da Cmara Pi-
inenlel, que quem o receber gratificar generosa-
mente.
Desappareceram do engenho Piluawu'. do po-
der do abaixo assiguado, 2 escravos, ubi de nome
Jo.lo, crioulo, idade 40 e lantoa annos, estatura re-
gular, corpo secco, bracos e pernas finas, penca bar-
ba, Irazendo sempre rapada, rom lata de um denle
uo qoeixo superior, olhos vermelhos, e ja princi-
piando a piular : outro de nome Luiz, crioulo, ida-
de it) annos, alio, secco, pouca barba, cara descar-
nada, corcundo, com marca de rclho pelas costas ;
e-le escravo suppc-se andar por Oliuda o. Recife :
quem os pegar, lveos ao enapiiho cima, que serlo
gratificados.Joo Caiaicanti de AXbuquerque.
CEM MIl/ RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 6 de dczembVo do auno pro-
imo passado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
sa, cor acaboclada ; leven um vestido de chita com
listras cor de rosa e de cafe, e oulro tambem de cin-
ta branco com palmas, um lenco amarello no Desco-
co j desbolado: quem 1 apprehcnder condaza-a
Apipucos, uoOiteiro, em casa dejlo Leite de Aze-
vedo, ou no Recife, na pra^a do Corpo Santo n. 17,
qoe recebar a gratificarlo cima.
PERN. TVP. DE M. F. DE FARIA. 1855.
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