Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00953


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Full Text
AMO XXXI. N. 82.
-i
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,S00.
J
TERQA FEIRA 10 DE ABRIL DE 1855.
H----------
Por anno adiantado 15,000.
, Porte franco para o subscripto!.'
\
DIARIO DE PERNAMBUCO
KNCRREG.VDOS DA SUBSGRIPC..VO.
Recife, o proprietrrio M. F. de Faria ; Rio (le Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Marlins ; Baha, o Sr. I).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doncn ; Parahiba, o Sr. Gervaiio Virlor da Nativi-
dad^! ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Amonio de Lemos Braga;Cear, o Sr.
Victoriane Augusto Borget; MaranhSo, n Sr. Joa-
qun) Marques Rodrigues ; Pauhy, c Sr. Dominaos
llerculano \ckile Peoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tiuo /"Ramo ; Amazona, o Sr. Jcronymo da ('.osla.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por lj>.
Paris, 314 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
c Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Ar< oes do banco 40 0/0 de premio'.
)> da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29J000
Modas de 60400 velhas. 16J5O0O
* de 69400 novas. 169000
de 4J00O. 93JOOO
Prata.Patacoes brasileiros. 19940
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos..... 15860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ itla-Rclla, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE 1IOJE.
Primeiras 10 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relajo, tei'as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcodia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EP1IEMERIDES.
Abiil 2 La cheia aos8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
9 Qiiartominguante as 7 horas, 12 mi-
nutos e 39 segundos da tarde.
* 16 I.na nova a 1 horas, 16 minutos*
36 segundos da tarde.
24 Quarto crescenle as 3 horas, 37 mi-
nutos 40 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
9 Secunda. I.'oitva. Ss. Acacio e Hugo bb.
10 Tercia. 2." oitava.S. Ezequiel profeta.
11 Quarta. S. Leao Magno p. doulor da Ignya.
12 (Quinta. Ss. Vctor e Vessia rom.; S. Julio.
13 Sexta. S. Hermenegildo principe m.
14 Sabbado. S. Domnina v. ; S. Tiburcio.
15 Domingo. 1. depois da Pascoa. Ss. Euthiquio,
Olympiada c Pausilipo mm.
parte ornciiL.
gf
I

/
COHHANOO DAS ARMAS,
Qaartel-feneral do comisando da* >rmn da
Panasahaeo na eldada do Recite, en 9 de
abril da 1886.
ORDEM DO DIA N. 24.
O marechal de campo commnndanle das armas
declara para o lins convenientes, que scaundo a au-
torisarao conferida pelo governo em aviso do minis-
terio do negocios da guerra abaixo transcripto, que
por copia Ihe foi Iransmiltidn pela presidencia em
dala de28 do mez de marro prximo (indo, o Rvd.
padre Joaquim Verissimo do Anjos, conlratou-se
nesla, data para servir no quarto batalhao de arli-
lharia a pe com o vcncimenlo mental de quarenla
mil ris.
Declara igualmente, que hoje fez a sua apresen-
larao no quarlel-general, o Sr. rapit.lo da compa-
nhia de artfices desta proviucia, Trsjano Alipio de
Carvalho Meurionca, vinrio da corte, e determina
ue entre no commando dessa foVipaiiha, eierridu
interinamente pelo Sr. capilo do" aesnndo batalhao
de artilhnria a p, J0S0 Evangelista Nery da Fonse-
ca, que IVo devera entregar com as formalidades do
estylo, revertendo ao servido do quarlo batalhao da
mesma arma, ao qual se cha addido.
AVISO.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra
em 5 de marr,o de 183.
Illm. e Exm. Sr.De nrdem de S. M. o Impera-
dor declaro V. Exc. que, no caso de achar-sc o
quarto batalhao de arlilharia a p sem capelto, fica
Vi' Exc. aulorisado a engajar, com o vcncimenlo
mental de fOjOOOrs., algum sacerdote que sirva no
referido batalhao, podendo este engajamenlo cele-
brar-ge com o padre Joaquim Verissimo dos Anjos,
se V. Exc. o julgar para isso habilitado, e dando-se
de todo parle a esta secretara de estado para final
approvario.
Dos guarde i V. ExcPedro de. Alcntara Bel-
legarde.Sr. presidente da provincia de Pernam-
bnco.
lote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordeas eacarregado do detalbc.
EXTERIOR.
CHRONICA DA QUINZENA
Parta 31 da evereiro.
Nos negocios actuaos da Europa lia um no, se
no permittem a expresaSo, que negocales proli-
mas vrao desalar, e o poderem, ou a espada vir,1
corlar sem dunda neijiumi ; em lodo o cano, e an-
tes da hora da* solucoes definitivas, elle he neslc
momento o objeclo de todas as preoccupaocs, com-
plicando ponen e pouco todas as situares e todos os
inleresses. Por pouco que se observen] os factos, que
se succedem e se confundem, ningilem se Iludir
obre o carcter verdadeiro dessa etlagnacao appa'
rente, debaixo da qual fermentam lodos o elemen-
tos de uaxa grande crise.
Se fosse verdade, como se lem dito algumas vezes,
que nuiiea se esleve I Jo perto de urna pacificarlo,
romo no momento em que a cxlensao das cusas
(ornase extrema e universal, he claro que o Occi-
dente poderia julgar-se na vespera de ver a paz sor-
rir de novo sua 'fortuna. Infelizmente quando se
discuten quesles de certa oidcm, quando se enu-
meran! forjas em todas as partes, quando a espada,
j desembainhada por uns, est quasi|fra da bainlia
p"r outros, mais longe se est de fazer-se a paz, do
que de ir de urna, guerra restricta a orna guerra mais
geral.
Hoje nao he gmenle em um poni, lie por toda a
parte ao mesmo lempo, que a lula acluat apparece
em sna gravidade, lomando lodas aa formas, tornn-
dole a pro va de todas as polticas, fazendo nascer
esta successSode incidentes e complicaces com qoe
remede a situaco real da Europa. Reunam-se gs
elementos esparsos e diversos desla situaco no mo-
mento em que estamos : primeramente na Crimea
he 1 guerra, que depois de ter sido suspendida por
algum lempo, parece estar a ponto deconlinuarcom
nina nova intensdade ; em Vienna he urna nego-
ciado constantemente adiada, diflicil cerlamenle, c
que nao pode agora tardar mais em dizer seu tegre-
do vista da chegada de lord John Russell sede
das conferencias europeas; na Inglaterra, da nltima
crise ministerial, provocada pela guerra, nasceu urna
nova crise, qoe apenas chega ao seu termo; alm do
Rlieno, n Prussia ainda esl por saber quaes serao
suas relaces com a Austria ou com as potencias 00
cidenlaes.
A atlilude decidida da Sardenlia dcixava presen-
tir sufticienlemenle um rompimento com a Russia,
o qual o gabinete de Pelersburso acaba de procla-
mar, e as reeriminaces do Sr. de Nesselrodc contra
n qoe elle chamaingratidSo do Piemonle s nos
parecera provar nma cousa : e he que quando ella
sostena'o direito e os inleresses de seu paiz, a Rus-
sia imagina adquirir um lilnlo perpetuo a suasub-
missSo'e.i soh complicidade.
Em todo os paizes, al na Blgica, a crise da Eu-
ropa tem achido echo, e lem suscitado discussoes
parlamentares, cuja opportuoidade he bstanle du-
vidosa, tnas enlram na ordem geral dos nconteri-
raentot aeluaes, justamente parque se referen) a esla
grande quesillo da neutralidad;. Finalmente contar
no numero das eventualidades da situaran presente
a partida possivel do imperador para Crimea, be di-
vulgar hoje o segredo j sabido por lodos. Na verda-
de, de todos os fados proprios para caraelerisar o
momento, era que estamos, nao seria este o menos
grave, porquanto dominara todos os outros, se por
acato se reaiisasse. Comprehende-se que nao he da-
do a ninguem dizer, se esta partida se realisar ou
nao, tanto mais quanto as circunstancias gao prova-
velmentede ualureza tal, que exercem aqu alguma
influencia.
Que o ebefe de estado tenba lido o pensameuto de
Ir forlificar com a sua pre>enra esle exercilo intr-
pido, Uto firme contra o choque do inimigo, como
contra at privirf.es e os rigores do clima, nada he
evidentemente mais natural, assim como he muilo
simples, que este projeclo houvesse de ser considera-
do debaixo do duplo ponto de visla do estado da
guerra na Crimea e dat circunstancias geraes, em
que e acba a Europa.
Ora qaal he o estado da guerra diante de Sebas-
topol ? Se lem podido haver alguma morosidade f-
cil de explicar-se, oesla campanha lao glorosaraen-
lecomecada, lao laboriosamento continuada, ludo
indica hoje, que se aproxima a hora da acc/lo. c que
nostos soldados rhegam ao momento de tentar um
'forro ultimo e heroico. Abundantemente abasteci-
do, augmentado com todos os reforros, que lem ido
mandados para o Oriente, nosso exercito, esperando
comecar oulra veza hostilidades, lem podido con-
tinuar seus trabadlos.
A viagem recente di general Niel a Crimea deu
nm impulso mais vivo 1 operares do assedio ; le-
vuUraro-e novas batirlas e reconhcceram-sc os
ponto* vulneraveit do inimigo. A praca vai ger cer-
cada, como ge lem dito, pelas i,nsds obras, e nossos
soldados, confiando em seus chefes e em seu proprio
herosmo, eslo promptos para quebrar os ltimos
obstculos. Porveulura procurara os Russos evitar
este aiaque, dando ama nova balalha ? Elles o po-
derao fazer evidentemente, e al uto he muilo pro-
vavel. porque elles lem sua frente um chefe vigo-
roso, o qual nao he nem um general, nem um almi-
radle. massim um homem de achilo. O imperador
Nicolao linha eseolhido muito bem o principe Mens-
chikoffpara com seo orgulho, comecar esla lula em
Cnnslanlinopla ; mas o principe Menschikofl nao
pode fazer que sea exercilo nao fosse duas vezes ba-
lido, e nao tenba soffrido muilo mais ainda, que os
evercitos alliados. Quando se enumerou as forras
immensas, que o czar Icria enviado Crimea, s ha-
veria ama difficnldade, se estas forras eslivessem la
onde as collocam : serla fazc-las viver.
A verdade he qtie nSo ha provavelmehlo nenhu-
ma disproporc^Io cnlre os exercilos, que se acham
hoje frente nm do oulro no solo da Crimea, e o
desasir que, como dizem, os Russos acaham de sof-
frer em um combale com os Turcos dianle de Eu-
paloria, he cerlamenle para elles o presagio de der-
rotas mais decisivas no dia, em que romperem urna
lula seria com os exercilos alliados, que estro acam-
pados junto de Sebastopol. He pois neslas condices
a visla das operares, que se conlinuara regular-.
mente e esli a ponto de se concloirem, que a par-
tida do imperador poderia rcalisar-se. A presenca
do chefe do estado seria sem contradicho dcnalurc-
za tal, qoe poderia precipitar a arrao, inspirando
urna nova confianca aos seus soldados.
Mas nao he nicamente na Crimea, nem mesmo
pela forra somente das armas, que se agila hoje a
qaeslo ; ella lem oulro Ihealro : he a Europa, on-
de lodas as neguciar/ies estilo cntaboladas, as rela-
;0es da Allemanha eslao por fixar-se, e onde final-
mente se concentra a acfo da diplomacia. He des-
te modo que as consideraces polticas vem r< Mocar-
se ao lado das considerarnos da guerra, e ea'minhan-
do para o mesmo fim, uao lem cerlamenle menos
importancia.
Chegamos com cfleilo nesle momento a reuniao
da conferencia que deve deliberar sobre as garandas
de paz, estipuladas pela Franca, Inglaterra e Aus-
tria e aceitas como principio pela Russia. Lord John
Russell, encarregado de representar a Inglaterra,
atravessou Paris e dirigio-se a Berlim, para dalli
transporlar-se para Vienna. A infelicidade destas
negociares he abrirem-se sem excitar urna grande
confianca at aqui. e o ultimo manifest do impe-
rador Nicolao nao lie tal, que revele suas verdadei-
ras disposirdes : o pensameuto a qoe elle obedeceu
aceitando os quatro pontos do garanta. He verdade
que o czar se moslra promplo para tratar com a Eu-
ropa ; falla urna linguagen pacifica, mas faz ao mes-
mo lempo um appelln ao seu povo e pve a Russia
loda debaixo de armas, propondo-se os exemplos de
IM2. Oude se deve procurar o verdadeirn pega-
mento do imperador Nicolao '! Porvenlura em suas
l'Jlavra^jCiUjjyuta^^Uo^s armaa-^-Esnjiu.m.ma a
mTor dilliculdade^Tmno todos sabem, esTa na na
neira de interpretar a condicro, que imp? Rus-
sia a cessarao de sua preponderancia no mar Negro,
e he sem duvda sobre este poni, que se asilar o
verdadeiro debate, pedra de toque dasinceridade e
das dsposicoes reaes da llossia.
A' esla abertura de negociares de Vienna, se
prende alm dislo outra questao, que nao be menos
grave: saber qual ser o papel da Prussia em a nova
conferencia, o que implica aqui a conduela da con-
federaran germnica, sempre dividida entre duas
influencias, entre duas direccOcs. Infelizmente na-
da faz ver al aqui que a Prussia tenha conseguido
formular um pensamento 011 se tenha resolvido a
aceitar as proposlas, que se Ihe lem podido fazer ;
desde eniao nao est em dm ida sua participaran na
obra diplomtica, que se vai emprehender em Vi-
enna ? Nao he porque se nao lenha um zelo extremo
em aplainar lodas as difficuldadcs, em desarmar as
susceptibilidades da Prussia.
As potencias occidentaes, como ninguem ignora,
(em-se mostrado disposlas a concluir um tratado
separado com ogabincla de Berlim; entretanto a
arando diffieuldade he sempre saber a verdadeira
medida das promessas, que o governo'do re Frede-
rico Guilherme est prorapto para fazer ; em sum-
ma, elle desejava nao compromellcr-sc.mas quererla
que lodos se compromellesscm para com elle ; seu
fim seria remover em primeiro lugar quesloes m ui-
lo graves com edeilo, e que dizem raspeilo a certas
nacionalidades ; e nao desejaria menos obler que
nenhum exercilo occidental podesseem nenhum caso
passar pela Allemanha ; em oolros termos,.quereria
que se Iralasse de cousas, que nao esto em questao
ou que fossem urna garantia a favor da Russia.
Urna das prctenres mais singulares da Prussia he
fallar conslanlcmenlc de iraparrialidade, de mode-
radlo, derespeilode lodos os direilos, como islo fos-
se um debate ordinario, romo se houvesse ambi-
cies contrarias para conciliar, como se nao Iralasse
de nada menos do que proteger o direito e a segu-
ranza da Europa. He sempre para o mesmo Ierre-
no. que se deve Irazcr a questao. As polencias bel-
ligerantes individualmente nao pedem nada, ellas
nilo tem dcixadn ver nenhuma ambicio; nao loma-
ram as armas senao por um interesse geral, e logo
que se traa de om interesse desla nalurcza, he mais
que um direito, be um dover reivindicar todas as
garantas de urna pa: solida.
Cousa estranha depois de (er comcrado por con-
demnar com lodas as outras potencias europeas a po-
lilica do czar, o governo prussiano quer boje defen-
der a Russia. Porvenlura nao he islo um indicio
de um Irabalbo singular, que se operou em Berlim?
E que resultado consegue a' Prussia ? ver de re-
pente quebradas lodas as suasallianras. A separar/io
he a Ultima expressio de sua poltica, por isso nao
he para admirar que a opiniao se tenha agitado ni
Prussia e tenha lido echo no parlamento.
O gabinete de Berlim linha proposb-. urna lci de
crditos mililares ; a commissao da segunda cmara
em suas dcliberares internas, oceupouse de urna
proposla, que consista em submellCr a cmara urna
mensagem ao re em um sentido favornvel polti-
ca occidental. Esla moclo foi adoptada pela com-
missao prussiana ; mas que se vio entao '! Quan-
do se tratou da questao dos crditos, a maioria se
proiiuiiriou conlra a autorisar.ao, que o soverno re-
clamava para deslinar ao estado militar rio paiz urna
porreo doemprestimo contrahido o anno passado,
de modo qoe a commissao pareca ao mesmo te,mpo
aconselhar ao rei urna pullica mais decidida e re-
cusar Ihe os mcios de sustentar esta poltica.
Esla conlradirao mais apparenle que real foi o
resultado de urna allia'nca muilo imprevista, forma-
da no ultimo momento enlre a extrema esquerda,
que volou conlra o governo, porque n.lo o via sem
duvida muilo resolvido a seguir urna marcha firme,
e a extrema direita, que recusou os crditos, por-
que nao eslava bstanle segura de que o governo
no faria uso delles a favor da Russia.
Agora resla saber como se disspar esta confuso
na dscuisao pblica.e seo gabinete de Berlim con-
seguir, como o auno passado, obler seus e'reditot,
illudindo toda promessa. O fado principal nao dei-
xa de ser o indicio das tendencias do espirito publi-
co, e he firmado ueste espirito que o governo da
Prussia peder alcancar o lerreno, que tem perdido
fazendo arabur urna separarao (So fatal para elle
mesmo, como para Allemanha e para a Europa,
A opiniao como se vi, procura manifestar-ge em
Berlim, quando se declina sua competencia nog ne-
gocios externos ; na Inglaterra a opiniao be a sobe-
rana e a senhora de lodas as eombinacSes polticas.
Na verdade he ella que domina o governo, commu-
nica-lhe seo impulso e o obriga a contar com ella,
com o risco de o arremessar em todas as especies
de crises, as quaes prolongando-se, nao poderiam
deixar de voltar conlra o fim commum. O mal pro-
vem de que nao tenha havido desde o principio urna
intelligencia intima e vigorosa entre a opiniao pu-
blica ingleza eo governo sobre os negocios da guer-
ra ; Nao havia accordo nem sobre o fim nem sobre
os meios : a opiniao suspeilava a frieza dn ministe-
rio, cujas dill'erenles opiuies ella coiihccia ; o gabi-
nelelpor sua >ez senlia-se antecipado pelo sen I mir-
lo popular, cujas illusGes e transportes elle tema
vieram os desaslrcs do exercilo nstez e o governo
leve de sustentar um choque universal, ao qual nao
pode resistir. O gabinete de lord Aberdeen leve de
responder nao s pelas suas fallas, seno lambcm
pelo que nao linha feilo, pelo vicio das insliluiccs
militares, pelas anias da administrarlo, pelas de-
cep^ocs patriticas da opiniao.
Entretanto islo nao he ludo ; o novo ministerio
recomposlo por lord Palmerslon, acaba de dissolver-
se anda tima vez. Os peellislas, que tinham Tira-
do no poder, Sir James Graham, Mr. Gladslone. Mr.
Sidney flerherr nio tardaram em reunir-se a lord
Aberdeen em sua retirada, e o ministerio sahe pou-
co mais ou menos refundido desla nova provarao.
I.nrd l'alinerston tenlou reconstituir sua administra-
eJo com seus* amigos do parlido wbig e alguns ho-
mens novos; lord Clarendon fica sendo o invnriavcl
minislrndos eslrangeiros ; Sir Cornwall l.ews entra
como chanceller do Ihesouro ; Sir Charles Wood,
como primeiro lord do almirantado, Sir George
Grey como minslrodo reino ; finalmente lord John
Russell; que ja linha recebido de lord Palmerslon a
mssao de plenipotenciario na conferenciada Vien-
na, enira no governo como secretario de eslado pa-
ra as colonias.
A palavra danllima crise ministerial est na mo-
cao de inquerilo feila, como se sabe, por Mr. Roe-
buck. Que esle inquerito foi urna medida extrema
destinada, segundo toda a apparencia, a nada re-
mediar e a suscitar embarazos de mais de um gene-
ro, est fora de duvida, mas Iratava-sc deobrigar o
parlamento a desdizer-se, e a opiniao a abandonar o
que ella considera justa ou injustamente como urna
garanta, isto he, que ella linha de (ravar i'ina lula
que s poda terminar pela retirada do ministerio lo-
do 011 pela dissolurao do parlamento e por um ap-
pello ao paiz. I.ord Palmerslon enlendcu que rie-
via evitar esla alternativa; aceilou simplesmente
urna transaro, que consiste em compor a commis-
sao de inquerito de memhros designados como meio
partidarios da cmara dos communse do governo.
Que produzir esle inquerito ? A resposla perlcn-
ce ao futuro ; mas lord Palmerslon harmonisou-se
com a opiniao publica c o parlamento, resignndo-
se a uina medida, que nao poda impedir ; porem
nesle.ponlo be que appareceu a opposicjo entre o
rlieTe gabinete e seuscollesas, Sir James Greham,
Mr. Gndslone e Mr. Sidney Herbert, mui decidi-
damente opposlos mora i de Mr. Rohuck nao slio-
je como nos ltimos momentos do ministerio Aber-
deen, e na verdade era mais particularmente para
elles uma'qucstao possool ; era urna especie de sen-
lema profer la contra elles c que segua seu curso,
emqoauto estavam no poder. O resultado he pois
um arrao jo qnas completo do gabinete ; ludo de-
pende hoje do espirito, que o ministerio renovado
de lord Palmerslon levar ao poder e do impulso
que souber dar aos negocios pblicos.
Finalmente ninguem pode desconbecer quanto he
critica a sua situaco vista da phatanee comparta
doslorye e da traern pouco numerosa, mai inlell-
scnle e necessariamente descontente, dos peellilas.
Urna dissolurao do parlamento pode vir a ser a ulti-
ma palavra desla confusao dos partidos, e ainda as.
sim pode haver certeza de que nma dissolurao leria
por efleilo dar ao parlamento urna opiniao homog-
nea e poderosa, capaz de exerce o governo com urna
autorilade renovada pelo suffragio popular '! En-
tretanto convem pensar oslo ; trata-se para os ho-
mens pblicos da Inglaterra de alguma cousa mais
do que de urna emularan vulgar de poder ; se os
ministerios se succedem igualmente impotentes, se
as combinarnos que se cnsaiam, nao (em por fim se
nao abortos peridicos, enlao a opiniao publica po-
der rrlar-sc conlra esle espectculo ; ese quexa-
r dos grandes nomes polticos e daquelles que tem
recobdo a Iradirao de urna preponderancia heredi-
taria, como ja se queixou pelas desgracas do exerci-
lo, do carcter aristocrtico das nsliluicOes milila-
res ; debaixo de urna dupla forma he da propria
iluconsrao da draa-llrelaiiha. que se trata.
Seria isto cerlamenle um dos mais estranhns re-
suflados das complicarnos, que tem apparecido na
Europa ; tal he alm disto a nalureza desta cris-,
que lem seu echo em Indos os paizes, em virtude
desla lei, que lorna solidarios lodos os direitos, to-
dos os inleresses, lodas as segnranras. Se para as
grandes patencias particularmente, ella crea a obri-
garao de uina iniciativa mais clara e mais vigorosa
para todos os estados.qualqucr que seja sua ordem,
qaalquer que seja sua importancia, eslahelcce urna
questao de conducta, que o Piemonle, da sua parle,
resolveu com urna inlelligente firmeza, adherindo
poltica occidental. Esta qucslao he a que se agua
um pouco em todos os paizes, onde a opiniao dos
povos em situaco alguma cousa anloga, ouve
o conselho de nma poltica semelhante. Quera po-
deria dizer com efleilo, que no dia em que a lula
lomasse maiores proporr,es, a Suecia, a Dinamarca
e outros paizes ainda nao segueram o Piemontc 1
A Blgica, como parece, a;i(ou-se com esso mo-
vimento, que leude a destacar certog paizes da ncu-
Iralidade, c um deputado do parlamento de Bruxel-
las, veio fazer ao governo loda a especie de ques-
loes. Porvenlura a Blgica foi cor,v.dada, como o
Piemonle, para adherir poltica das potencias oc-
cidentaes'.' Naorecebeu da Russia proposlas de ou-
lro genero, que procurariam firma-la em sua ncu-
tralidade No caso em qoe se fizessem convites em
qualquer desles dous sentidos, que leria respondido
o governo. Nao foi sem algama paixao baslanle in-
tempestiva, que esta curta discussao sobre a situaco
da Blgica veio interromper de repente os trabadlos
1I0 parlamento de Bruxellas, como lambem ha cer-
ta inconveniencia em fallar dos escritores francezes
nos termos, de que se servio o interpolador. Em
summa, nao se pronunciou mais urna s palavra, que
nao fusse quasi de nalureza, que podesse servir o
interesse, que se defenda, e o que ha de maig gravo,
de mais singular,'diremos nos, beque debaixo des-
las interpelarnos se occullava diflicilmentc o pensa-
meuto de por a Blgica em estado de defeza, afim de
constituir sem duvida urna neutralidade armada;
lalvezseja isto ir ao encontr do perigo, contra o qual
se quer acautelan
Entretanto em que se funda va esta asilado do
parlamento belga ? O ministro dos negocios eslran-
geiros, o Sr. Henrique de Brouckere, veio simpl
mente dizer, que nenhum pedido tnho sido feilo ao
governo do rei Leopoldo, e por isso nenhuma res-
posla linha que dar; alm dislo fez ver que a neu-
Iralidade nao era urna escolha para a Blgica, mas a
propria lei de sua existencia, conforme os traladog
que a conslituiram. He nislocom efleito, he em seu
direito. que a Blgica pode adiar seu verdadeiro es-
cudo e nao em um apparellio militar, que Ihe cu-
laria cerlamenle muilo dinheiro, sem a garantir
lalvez com uina perfeila eflicacia. Qoe a Blgica
depende da neutralidade como de urna lei natural e
fundamental de ana existencia, islo he mui simples;
mas ha um momento em que nao he nem prudente
nem acertado fazer-se muito mntim a favor desta
ueulralidade, cima da qual esta todava o interesse
geral da Europa.
A--iin v-seque a questao, que se agila hoje, ma-
nifesta-se debaixo de minia- formas e por inciden-
tes bem diversos; hostilidades, que se prosesuem,
negociares que se preparam no meio dos armamen-
tos em grande escala, crises ministeriacs. debates
sobre as neutralidades, ludo marcha, ludo se con-
funde, ludo decorre de uina mesma fonlc c se com-
bina com um pensamento nico: o da lula em que
a Europa esta absorvida, prompta para aceitar (anal-
mente urna paz justa ou a ennlinuaeao de una guer-
ra, 'ne nio he senao um acto defensivo para sua
seguranza e sua civilisarao. A Franja lem nalaral-
menle em urna semelhante lula a -loaran c a influ-
encia, que Ihe dan sua posarlo no mundo, suas forjas
e seus recursos.
As condir/ies internas de nosso paiz mudam bem,
pouco; para supprir a aclividade organisada da vida
publica, ellas lem esse Irabalbo permanente dos cs-
pirilos, divididos entre os inleresses positivos c as
complicarles da crise actual. Qualquer que seja
resulta lo deslas complicajes, o que he evidente
para a Franca, be que seu exercilo suslenla heroica-
mente o nobre peso de suas velhas Iradirrcs, e no
momento em que pode aggravar-se ainda a -loaran
militar e poltica da Europa, nao he indlferente dar
conU do estado real dos nossos recursos financoiros;
be o que se pode ver no relatorn recente do minis-
tro da hienda ao imperador e no projeclo da lei do
orramcnlo, que acaba de ser apresenlado ao enrpo
legislativo.
O relatorio ministerial nao oflerece naturalmente
senao resudados geraes; faz ver os dficits, que desde
mui(o tempo pesam sobre o Ihesouro, os quaes se cle-
vam -omina de 700 milhes; moslra o augmento
progressivo das rendas publicas^ a faclidade da ar-
recadajao dos imposlos. Todava apresenlava-se a
primeira queslao: como o eslado pode occorrer a
todas as suas despezas, fra mesmo dos recursos ex-
traordinarios creados por emprestimns ? Parece que
o governo leve um momeuto o pensamento de pe-
dir novos recursos ao imposto, reeslabclecendo os
17 cenlimos, de que linha sido desazgravada a con-
trihuir.lo territorial, ha quatro annus; preferio, por
meio de nesociaces romas companhias de raminhos
de ferro, diminuir seus encargos presentes, deixando
ao futuro sua parle de responsabilidade, e propoz ao
mesmo lempo o restabelecimenlo de certos direilos
de registro.
Com o auxilio deslas medidas, o juro dos dous
emprestimos pode ser inscripto as despezas ordina-
rias e permanentes sem perturbar mui scusivelinenle
o equilibrio das (naneas; baveria mesmo um exce-
dente de receilas de qualro ou cinco milhes, se se
realisassem as previses da lei do orcamenln. As
recoiUs rom efleilo sao calculadas ci 1,802 milhoei
e as despezas em 1,597 milhes, mas-ninguem pode
esquecer, para apreciar cadamente a siluarao geral
de uosas nanras, que islo he urna previsao, que
neslas cifras nao e-iao coinprehendidas as despezas
extraordinarias da guerra e que o estado alm dislo
leve de contar em certas despezas. actuacs de obras
publicas com melade das despezas fuluras. Pcrlen-
ce hoje ao corpo leg'slalivo a mislo de examinar o
budget de 18.i(; em lodo o caso, se onur e dillirul-
daiies de mais de um genero pesam sobre nossas fi-
naiiras, ha 0111 faci que se manifesla por loda parte:
a promptidao com que a Franca acha todo o poder
de seus meios materiaes, assim como ella lie sempre
accessivel aos maiores instinclos polticos c nao
Procura apprevar todas asdistinccOes sociaes e inlel-
lecluaes.
A Pennsula soflre a triste lei, que Ihe impoze-
ram ; acha-se em I uta com todas as difliculilades, e
sua iranquilliilade material est mesmo longe de ser
segura no meio de lodas as ameajas de conspiraroes
carlistas. A assembla consliluinle de Madrid con-
tiuua entretanto seus trabadlos, e por pouco que
continu, a Hespanha nao lera 13o cedo urna cons-
tiluirao, e he muito se at aqui alguns artigos tem
sido discutidos. Entretanto ha urna cousa que no-
lar-se, he que todo este raolim revolucionario, que
se lem feilo durante esles ltimos mezes em Madrid
e ainda se faz por momentos, tem lalvez no fundo
menos importancia do que se suppe, e ha para is-
lo urna razio muilo grave he que urna revolurao ver-
dadeira, que procurasse atacar algumas das condi-
res fuiaamcnlaesda sociedade hespanbola, arris-
cara sublevar inmediatamente o paiz conlra ella.
A esle respeito nada ha raais inslnclvo do que a
discussao recente, que leve lugar as corles sobre a
queslao religios? ; ftfz-se uma revolurao ; era cer-
lamenle a occasiao de procurar-se fazer prevalcrer
a liberdade dos cultos; com efleilo lentaram-no ;
mulliplicaram-se as emendas.
Com ludo que aconleceu A commissao de cons-
lituirao rejeitou todas as emendas sustentando sua re-
darr.lo, a qual implica sem duvida a liberdade de
cousciencia, prohibindo porm todo exercicio pu-
blico dos outros cultos differenles do calholico, o
que vem a ser em resumi a con(inua<;o rio queja
exislia. a commissao respondeu ainda, 011 quiz dar
a enteder, que oulra cousa nao quera, sem cotilra-
diejao, senao proclamar a liberdade dos cultos, mas
nao poda dissimular que se noria em contradicho
flagrante com o sentimenlo do paiz. O proprio go-
verno nao hesilou em pronuacar-se neste sentido e
o ministro dos negocios eslraugeiros, o Sr. I.uzur-
riaga exprimio-sc com lana clareza como energa;
anda nao appareceu a decito difinitiva das corles ;
todava he pouco provavel qoe o ultimo escrutinio
nao tenba o mesmo resultado de dez volos, que ja
leve lugar sobre a mesma questao.
Appareceu outra questao, qoe bem demonstra o
qnoUu de facticio em lodas as paixes revolucio-
narias, um momento excitadas ; lodos arada se lem-
bram das aecusares dirigidas ha poneos mezes con-
lra a rainhaCbristina, [orna commissao das corles
foi encarregada de ludo quanto dizia respeito ,1 ex-
regenle : que resulla hoje finalmente de ludo sto !
Nada. O que ha de singular he qnea commissao de-
sgoada pelas cortes, tomando ao serio sua missao,
pedio ao governo todos os documentos relativos
rainha Christina ; o governo respondeu que os n!o
havia de especie alguma. A commissao legislativa
bradou e o L'overno entao fez propor s corles por
um de seus amigos uma mojao, tendente a dar-he
um bil de indemnisaraopor ludo quanto elle fez na
questao do exilio da rainha Christina, o que com ef-
feito leve lugar.
Na verdade nao havia absolutamente nenhoma ra-
zao aera senao oexeitamenlo popular,para motivar o
exilio da rainha mai c a medida de ->H de agosto,
que o prescrevia, nao poda Icr oulro Tim, sdno ti-
rar um alimento perigoso s paixocs publicas era
uma medida iuleiramentc poltica. V-se pois a
que se reduzem quasi sempre ama tempestadas re-
volucionarias, infelizmente um paiz soflre muilo
tempo lodas estas violencias e lodas eslas coniradr
reg, no seio das quaes vive.
A Hespanha ha muilo lempo que nao lem lido
senao nma boa fortuna : vio partir Mr. Soul, que
foi substituido em Madrid como ministro dos Estados
luidos. Ah eis-aqui pois a que se reduzio a
grande missao de Mr. Soul Vinlia Europa para
emancipar os povos opprimdos em geral, ea ilha
de Cuba em particular ; fez o que pode e mais de
uma vez observaram-se seus vestiglos nos aconteci-
raentos revolucionarios de Madrid ; todava uo foi
mais feliz com o novo governo do que com o enli-
go, e seu destino diplomtico, te he mister dizer,
acabou com bem pouca gloria.
O gabinete de Washington condecen que os ser-
vicos de teu ministro na Uespauha nao podiam dei-
xar de ser compromettedores. As conferencias,que j
ha poneos mezes tiveram bisar em Oslende enlre os
diversos representantes da Iniao americana na Eo-
ropa, nao ronrorreram pouco para abriros olhos do
general Pierr.e. De ficto, a presenca de Mr. Soul
em Madrid nao leria tirio nutro resultado de hoje
em diante, senao irritar as relaces dos dous paizes
e demorar a snluro das rrucsles, que se suscita-
ran o anuo passado. Isto he lao verdadeiro. que
jase falla em uma Mnelo amsaveldestas riillicul-
daries, depois que Mr. Soul deixou a Hespanha.
O cx-minislrn americano lera a ronsolarao de tornar
a comprar seus discursos sobre a emanciparlo dos
povos. feme des deux mondes.
possivel que dando-se "o-JOO por nma braca quadra- I OSr. Luiz Filippe:Mas se casa ruiua foi occa-
ria de empedramenlo, se exigisscque com Il^jOO fos- sionada por factos do arrematante.
PERMBICO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIA!..
Settao' em 3 de abril de 1866.
Presidencia do Sr. Bariio de Camaragibc.
Ao.meio dia, feila a chamada, acham-se pre-
sentes senhores depularios.
O .Sr. Presidente abre a sessio.
O Sr.-2.<< Secretario l a acta da sessao antece-
dente, que lie approvada.,
OSr. l.o Secretario menciona o segainte
EXPEDIENTE.
I_'m oflicio do secretario da provincia, transmiltin-
do um outro da cmara municipal do Bonito, re-
presentando contra um abaixo assignadoqoe promo-
ve o vigario do Allinho. A' commissao de eslatis-
lic.i.
Oulro do mesmo Sr., transmillindo a postura ari-
dicional da cmara municipal desta cidade. A'
commissao de posturas de cmaras.
Outro do mesmosSr., remetiendo as posturas da
cmara municipal desta cidade, as quaes foram pro-
visoriamente approv; das pelo Exm. presidente da
provincia em 23 de dezemhro ultimo. A' commis-
sao de posluras de cmaras.
Oulro do mesmo Sr., transmitlindo copia da in-
formaran dada pelo director geral da inslrucjo pu-
blica acerca do rcquerimenlo do professor publico,
Miguel Vieira de Barros Marreca. A' commissao
de inslrucrao publica.
Um requerimenlo de Silvano Thomaz de Souza
Mazalhaes, substituto das aulas de instrurrao ele-
mentar desla cidade, ped ndo que seja igualado o
seu ordenado ao dos aeluaes proressores cathedrali-
cos. A' commissao de inslrucrao publica.
Oulro do parodio da freguezia de Santo Amaro de
Jaboatao, pedindo a esla assembla a concessao de
una lolcria da quantia de t)0 conlos de rs. para
ronclusan das obras da sua matriz. A' commissao
de pelices.
Oulro de Simplicio da Cruz Ribeiro, professor pu-
blico de inslrucrao elementar do primeiro grao na
povoajao do Peres, pedindo a esta assembla que se-
ja elevada Iu-niki rs. a quanlia marcada para alu-
guel da casa em que mora. A' commissao de ins-
lrucrao publica.
Sao lidos e approvados os seguinles pareceres :
1 A commissao de negocios de cmaras para poder
inlerpor o seu parecer sobre o requerimeuto de Joao
Alves Guerra, precisa que, pelos canaes competen-
tes, seja niivnla a cmara municipal desla cidade a-
cerca da pretencao do supplicanl.
Sala das commissOes :l de abril de 185j. Oli-
te/ra.Meira Henriqua.
a A commissao de estalistica. a quem foi presente
urna representado dos habitantes de I.inda-Flor,
Macaco, Ferrados e Aguas-Claras, perlencenles fre-
guezia de Agua-Prela, pedindo encorporar-ao dessas
propriedades a freguezia do Bonito, e o projeclo do
Sr. depulado Epamiuondat, cuja materia he idnti-
ca a rcprcsenlacao, he do opiniao que se consulte
ao Exm. hispo diocesano respeito.
He lido e apprnvado na primeira parte, sendo con-
siderada a segunda prejudicada, o seguiu(e parecer :
b A r.immis-.io de negocios de cmaras para dar o
sen parecer a respeilo da pretendo dos donos de co-
ebeiras existentes nesta cidade, requerque, pelos ca
naes cnmpelcnles, se exija iiifnrin.ir.'io da cmara
desla cidade, bem como a remessa da postura de que
tratam os supplicanles, visto que ainda nao se acha
na casa.
Sala das commisses :l de abril de 185.Ol-
veira. Meira Henrique:
Vai a mesa e he lida a seguiute indicaran
Requero que se nomeie uma commis-ao de 5
mcmbrns para examinar a repartirn das obras pu-
blicas, e dar o seu parecer acerca da regularidade,
ze\o, fiscalisar.au e inspecrao com que lem sido diri-
aidos e execulados os trabadlos a sen cargo ; que se
ofllcie a presidencia afim de auxiliar por lodosos
mcios ao seu alcance a mesma commissao em ludo
quanto esta entender conveniente ao bom desempe-
nbo do sua missao. Meira llenriques.
Sendo considerada a mocao do honrado membro
como indicaran, he enviada a commissao de obras
publicas para sobre ella interpor o seu parecer.
O Sr. Mello llego pede seja Horneado ontro mem-
bro para a commissao de obras publicas, vislo julgar-
se suspeilo na presente questao.
Consultada a casa, allende ao pedido do honrado
iDcmbru, e he nomeado para o seu lugar o Sr. Thco-
doro Silva.
ORDEM DO DIA.
Continuarlo da segunda discussao do artigo II.
do orcameuto provincial.
Vai mesa e he apoiada a seguiole emenda ad-
diliva.
a Picando o presidente da provincia autorisado a
crear uma companhia de (rabalbadores.
O Sr. Presidente : Tem a palavra o Sr. A. de
Oliveira.
O Sr. A. de liceira : Cedo da palavra.
O Sr. Mello Pego : Sr. presidente, lalvez que
pe|a mesma razn por q.n. o nobre deputado acaba
de ceder da palavra, cu lambcm devesse ceder ; por-
que ha um requerimenlo que se acba submellido a
considerarlo da commissao de obras publicas, sobre
o qual naturalmente ge ha de abrir uma discussao
mais extensa, mais minuciosa, era que qualquer de-
pulado podera emiltir as suas ideas rom mais ampli-
dao. Todava me julgo obrigado a lomar parle no
dbale que se tem suscitado. Comquanto lenha de
agradecer aos nobres dcpulados, que me teem pre-
cedido-na discussao, a bondade com que me quize-
ram tratar, nem por isso me julgo dispensado de ex-
plicar alguns factos qoe me dizi-n respeito, um dos
quaes foi Irazido casa pelo noi ,-e depulado que se
senla junto a mim, 'o Sr. Branuao e outro pelo Sr.
primeiro secretario. Pelo que respeita ao faci a-
prcsenlado pelo Sr. Brandan, com referencia ao or-
namento do rio de Goianna, deve lembrar-ee o no-
bre dcpulario, queja no auno passado tratando aqui
desle negocio, e exprimindo-se pelo mesmo modo
por que se exprimi agora, eu apresentei casa uma
nota los preros elementares que serviram de base a
aquede orcamento, pedindo ao nobre depulado que
se informasse das pessoas habilitadas, que conver-
sas-e mesmo cora alguns arrematantes, e ouvisse
delles se esses presos eram insignificantes, e se nao
sao os mesmos com que se lem oreado outras obras
que teem sido arrematadas; porque he smenle em
vista dos preros cimentares, comparados com a ex-
lenslo e vnlumc da obra que se pretende eiecutar,
que se pode dizer que Id ou tal orcamenln he insuf.
ficicnle.
O nobre depulado naquella occasiao perguntou-
m smenle, depois de me haver ouvido, como era
se fcita uma braca cubica de esravaro, como se acha
estipulado no ornamento da obrado rio de Goianna:
eu respondi-lhe que os trabadlos eram de nalureza
dil!rento, e que se nao podia eslabelcccr compara-
rlo enlre quanlidadcs heterogneas; o nobre depu-
lado calou-se, e o sen silencio me pareccu nma ac-
quiesecncia...
O .Sr. Brando : Nao, senhor, nao me sa-
t !-!'/.
O .Sr. Mello llego : Ora, cmquanlo o nobre
depulado so nao der T,o Irabalbo de combinar os pre-
ros dos objeclos, que devem ser empregados na obra,
rom o Valor lolal do oreamenlo. bem v que me
acbo dispensado de responder as acensaees um pou-
co vagas que, pareceu-me, me quiz dirigir; lauto
mais nanlo o nobre depulado lem em seu poder a
planta e oreamenlo daquella obra, e poda t-Ios
trazado ,1 casa para aponlar-lhcs os defetos...
O Sr. Brando da um aparte.
O .Sr. Mello llego : Ornamento, que pedio com
o louvavel fim de ver se podia organisar uma com-
panhia para levar a efleilo o melboramento do rio.
Ora, tendo o nob're riepulado esse oreamenlo em
sua njo, podia analysa-lo lodo, ou por cstudo e tra-
badlo proprios, ou, no caso de Ihe fallarem conhe-
cimeulos praticos, por informares e csclarecimcnto
de pessoas entendida- na materia. Seria isto melhor,
do que vir dizer que o orcamento be insignificante,
que a sua cifra nao paga a obra projectada, sem a-
presenlar uma s prova que justifique a sua as-
sercao...
O Sr. Brando da um aparte.
O .Sr. Mello fego : Sr. presidente, eu devo de-
clarar casa que gosto da discussao, amo a poblici-
dade, conseguinlemente nao posso desejar que os
meo- aclos fiqnem no silencio, no myslerio...
O Sr. Brando : Justina Ihe seja feila ; sem-
pre lem aceitado as discussoes.
O .S'r. Mello fego : Sempre tenho aceitado as
discussoes nesta casa,,1o Ja a vez que as collocam em
terreno conveniente.
Occupar-me-hei agora com o nobre primeiro se-
cretario, que tratou da radea de Olinda ; e devo lo-
go dizer-lhe que nao foi muilo bem informado...
O Sr. I,uiz Filippe : Apresentei um documen.
to nllin.ll.
O Sr. Mello llego : O nobre depulado apresen
lou uma ola, um aponlamcnlo que Ihe deram, com
referencia a um documento oflicial, mas nao um do-
cumento oflicial: e eu sinlo que quem Ihe forneceu
cssa nota, que quem o informou da rcprescnlacao
dirigida pela cmara ao governo, lambem nao Ihe
desse ola da resposla que o enuenheiro deu a essa
rcpresenlarao. O nobre depulado foi ainda engaa-
do, quando Ihe assevcrou que o concert da cadeia
de Olinda leve dous cu tres armamentos supple-
mentares.
OSr. Luiz Filippe : Nao asseverei cousa al-
guma.
O Sr. Mello fego : O que se deu na cadeia
de Olinda foi o seguirde :
Oreada a obra e arrematada, na occasiao rie sua
execuc,ao, foi o engenheiro que a linha orrario, ten-
do de ser dMr.iliido para outro servir. longe riaquel-
le lugar, e mandou-se para l um oulro engenheiro
que nao linha lido parle no orcamento, e que achou
a obra j muilo adiantada: o engenheiro que se
mandn fui eu ; c assim que all chegoei appare-
ceu-mc o arrematante reclamando, que os espigues
mandados collocar na robera, tinham pelo orea
ment dimensCes menores ao que deviam ter, u que
ede havia reconherido na occasiao de collocar os
mesmos espigues. Tratei de verificar por mim mes-
mo a reclamaron, c acbei que de faci havia uma
diflerenr,a de cinco palmos para menos.
He natural que o nobre depulado queira por isso
aecusar o engenheiro que fez o nrramenlo ; mas de-
vo ariverlir-lhc, que quando se traa de fazer or^a
montos de roberas e obras de igual nalureza, o en-
genheiro nao he quem vai subir ao lelhado ; he sem-
pre um nedreiro ou um carpina quem faz isso. Foi
o que se deu em Olinda ; chamou-se um carpina,
man luii-se subir coberta e lomar lodas as medida,
que eram precisas : o carpina enganou-se, em vez de
dar O palmos, deu 15. Ora, reconbecido que a-
quellas pecas da cobcrla estavam curias, enlloqe-
se o nobre deputado na posicao do engenheiro, e di-
ga o que faria nesle caso? I.evci o negocio ao co-
nhecimcnlo do director, e indiquei a medida que me
parecen acertada ; islo he, que se pozessem peque-
as (esouras supplemenlares na exlremidade dos es-
pigues, e abi se fizesse uma emenda em cada um,
preudendo-a com galos ou cavilbas de ferro; e foi
precisamente o que se fez, com o que ficou a cober-
ta segura. Eis-aqui o grande excesso que se deu no
valor do orcameuto, augmenlando-se lambem algu-
mas tipas e caibros.
O nobre deputado que he filho de senhor de enge-
uli". e tem vislo mudas vezes fazer obras, sabe o que
he concertar uma casa verba, avalia bem as diflicul-
dades que ha em calcular-se o numero de caibros
que sao necessarios. Depois de tirada a coberta da
casa, reconheceu-se que eram necessarios mais trifi-
la ou quarenla rabros: oque devia fazer o enge-
nheiro t Nao mandar qoe se collocassem esse cai-
bros, smente pelo receio de censuras e aecusare4
por causa de nm orcamento supplementar, que foi
logo elevado a dos ou Ires'!
O Sr. ttls Filippe:Se fosse um facto isolado,
bem.
O Sr. Mellajlego:Eu eslou respoodendo pelo
facto que me diz respeito. Propuz que se collocassem
mais esses caibros, e eis aqui em qoe consisti o or-
camento de que tanto se escandalisou, nao direi o
nobre deputado, mas quem o informou. Mas, digge
o nobre deputado hateado na informarlo que Ihe
deram, que o coucerlc linha sido tal, que ia cadea
eslava a desaliar.
Sr. presidente, isto para mim he novo, appello
para o nobre deputado, que be delegado de Olinda,
paia que diga se a cadeia est desaliar....
o Sr. Jos Quintino:Est, sim, senhor.
O Sr. -Vello Reg:Se a cadeia esla a desabir,
he um facto novo, e pode ser que isso venlia a ter
lugar por efleilo de circomslancias ulteriores, ao
concert ; sao ruinas novas, que podem ter appare-
cido posteriormente. Diga-me o nobre deputado :
al que poni deve o engenheiro ser respousavel
pelas ruinas que pode apresentir um edificio enligo
como o da cmara de Olinda ?
{ Ha um aparte. )
le verdade que essa parede divisoria a que se re-
fere o nobre deputado se achava radiada, quando
pela primeira vez fui inspeccionar a obra, e disse-
me um vereador, que isto havia acontecido
por causa do arrematante, o que esle negou. Ou-
lro vereador ainda me disse, que a fenda ja era
enliga, mas que se havia augmentado com o peso
da tedia lancada sobre o assoalho. Mandei logo
lirar essa tedia. O arrematante negou ainda isso,
e eu em cousciencia nao sabia quem era que me
fallava com exaclidao; mas nessa occasiao nenhuma
contestadlo levanlou-se acerca da parede principal
fallou-sc-me somenle da parede do reparlimenlo.
O Sr. yufnino:A parede principal.
O Sr. Mello fego:Pergunlo ao nobre deputado:
devia o engenheiro exigir do arrematante a -demo-
liro da parede para ser feila de novo, quando pelo
oreamenlo ao qual eu devia cingir-me, nao Ihe era
imposta semelhante enndico ?
O Sr. Mello llego:laso he que nao eslava pro-
vado ; havia uma fenda em uma parede divisoria
que em nada comprometa a seguranra do edificio,
eu n3o poda responsabilisa-lo pela solidez dat pa-
redes externas : podia ser que a casa depois de li-
rado o madeiramento, que o nobre depulado sabe
que suslenla e comprime as paredes do edificio,
e-tas se relachassem um pouco, e lendessem a aflas-
lar-se do centro commum : isto he muito natural,
mas he um facto inteiramenle exlranho a vontade
do arremattanle.
O Sr. Luiz Filippe:O material da obra foi todo
guardado no assoalho ria casa.
OSf. Mello fego:J disse que achei uma por-
<;ao de tedia no assoalho, e que a mandei tirar.
Eu tenho aqui -o oreamenlo dessa obra ; o nobre
depulado leia-o e exmine-o, e pelas condices que
se acham impostas ao arrematante, veja te eu podia
ohriga-lo a fazer a obra raaior do que a que foi ex-
ecutada.
Alem disso, Sr. presidente, todo o manda sabe,
como j disse, o que sao concerlos em casas velhas,
he melhor muilas vezes demoli-las, do que fazer
concerlos ; e quer a o nobre deputado que um con-
cert em edificio tao antigo e mesmo ja arruinado,
ficasseuma obra tao boa e perfeila como se e fi-
zesse um edificio novo *
O Sr, Luiz Filippe: Nao, mai lambem nao que-
na que ella lirasse peior.
O Sr. MeNo llego:He o que neg, e para ver-
se que houve exagerarao no que se tem dito, devo
notar, que na tal rcpresenlarao da cmara se dizia
que nao (endo as telhas sido encalcadas, deviam
ser lanzadas fora do sen luga'r pelo venlo; entretanto
he sabido, que depois disso tivemos um invern bat-
anle forte, tem havido ventos forles, e ainda as te-
dias nao foram arrebatadas, acham-se no mesmo
lagar.
Podra limitar-me no qqe tenho dito, mat o no-
bre deputado fadou ainda na hora em qua foi rece-
bida a obra, t 6 da (arde.
Nao vejo no rcgulamenlo das obras publicas mar-
cada a hora em que o engenheiro dever receber as
obras ; prece-me que em lodo o aspare do dia em
que elle possa ver o que esta feilo, he permitlido
examinar as obras. Posso entretanto affirmar ao
nobre deputado, que ainda desta vez o informaran]
mal ; porque em muilas outras occasies o enge-
nheiro tinlia ido a obra, sendo que quando leva de
recebe-la deffinitivaraen(e, nao Ibe agradando uma
fechadura, mamlou que se puzesse oulra ou te re-
mediaste o defeilo que havia naquella. Dias de-
pois lendo o.engenheiro de ir "para Ignarass, e de
la para Ilamarac e cosa de Pona de Pedras, pas-
sou por Olinda para ver se se linha feilo o qoe elle
exigir : eram pouco mais de 5 horas, ou eram
mesmo (i. O engenheiro, como, disse, era eu: sub e
verifiquei que de facto o arrematante linha feito o
que cu mandei, faltava, porem, varrer-se o andar
terreo e lirar-se dahi um pouco de clica, que lal-
vec por descuido limSam deixado, e como eu obser-
vaste isso, o arrematante respondeu-me que ja tnha
dado ordem para se limpar o varrer aquello pavi-
mento, e mesmo (liante de mim, chamou um indi-
viduo e o encarregou disso.
Pergunlo : o nobre depulado sendo engenheiro e
lendo de relirar-se para uma commissao como
a de que me achei encarregado, na qual me
demorei mais de om mez, deixaria de dar a infor-
macao do estylo s por nao estar ainda lirada esta
'cauca '.'
O Sr. Luiz Flppe:E os oulros Irabalhos es-
lavam feilos ?
O Sr. Mello fego:Estavam, segundo o orna-
mento, e eu nao podia exigir mais do arrematante.
Acha o nobre deputado que seria razoavel qoe eu
demoraste o atlestado da entrega por dous mezes,
por causa dessa calica, que em dez ou quinze minu-
tos podia ser lirada '.'
O Sr. Luiz Filippe:Acbo que nao.
O Sr. Mello llego:Enlao leria lugar a aecusa-
i;n que fez o nobre debutado o, Sr. Meira, quando
disse que os arrematantes concluan) g obran, que
quando queriam entregarlas, os engengeiros leyavam
2 mezes sem se aprescnlarem para isso.
O Sr. Meira da um aparte.
OSr. Mello llego:Entretantoparece-me que de
facto obrei mal ; porque o homem nao varreu as
priscs, segundo o diste a cmara: entend, porem,
que esse individuo devia obrar de boa f, suppnz
que nao devia negar-lbe o atlestado. e assim o fiz.
Appello agora para os nobres dcpulados. codoquem-
se elles na minha posiraovc digam se por isso dei-
xariara de dar um atlestado, quando talvez devetstin
pastar alguns 2 mezes sem voltar a Olinda.
O nobre depulado fallou ainda n'um concerlo da
ponte do Varadouro. Sr. presidente, creio que ha
annot que se nao fazem concerlot naquella ponte:
peroao nobre depulado qae me diga de que poca
he o concert.
O Sr. Luiz Filippe:De 3 annos para ca.
O Sr. Aprigio:Foi em 1850.
O Sr. Mello Rejo:Entao digo bem, que ha se-
guramente annos.
O .Sr. Luiz Filippe:Bem, ser isso.
O Sr. Mello lego:Talvez que as tuas informa- ,
COesa este respeito sejam tao malignas como u
outras.
O Sr. Luiz Filippe:Nem por ittop facto deixa
de ser verdadeiro.
O Sr. Mello llego : Eu eslou ha anno e meio
encarregado da estrada do norte, e durante esse lem-
po nao se tem feilo obra nenhuma na ponte do Va-
radouro. Se os nobres depulado* disaenem que a-
quella ponte etl cahir, poder-se-hta dizer que ti-
nham ra/ao ; mas devo lambem dizer-lhet que ha
um oreamenlo feilo para o sen completo reparo, o
qual nao lem tido execulado, porque Iratando-se de
dessecar o pantano de Olinda, e sendo provavel que
essa obra altere inleiramenlj as condices da ponte
actual, julgou-se conveniente suspender qualquer
coucerto, at que se baja definitivamente resolvido
o qoe se deve all fazer.
Afllrrao, porem, ao nobre depotado, que no mea
tempo nao se fez concert algum na ponle do Vara-
douro, e por isso nada posso dizer acerca dessa his-
toria de inga porco, que-4eo4ugar aog chistosos apar-
tes do nobre deputado ( o Sr. Meira ). Creio, por-
tanlo, que posso merecer a obsolvirao do nobre de-
pulado...
O .Sr. Luiz filippe : Talvez que nao.
O .s'r. Mello llego : Tambem sei disso...
Parece, Sr. presidente, qoe eu deveria limitar-me
ao que tenho dito com referencia a mim, e deixar a
cada um dog engenheros, a qae dizem respeito os
fados, que tem tido trazidos a casa, a tarefa de se
defender; porque elles o far.lo de modo mais salis-
faclorio e cmplelo. Todava, julgo que o modo por-
que os nobres deputados se exprs-,iran, a ausencia
dessa pessoa que tem sido o alvo principal de tan-
las actus*res violenta, a amizade mesmo, que a
ella (eolio, me conslilaem na obrigado de pedir a
casa que, pelo menos suspenda o seu juno, e me
levam tambem a procurar attenuar a ma impregna o,
que no espirito dos dernais Srs. depulados (iverem
produxido ag pslavras dos Srs. Braodao, Meira e
Baptisla, quando se referiram a esse individuo...
O Sr. Meira : Que individuo ? Nos nao indig-
lamos pessoa algama.
O Sr. Mello liego: Tanto, meas senhores, se
personalisou, que at ae disse que os relalorios nao
IIII Til inn


DIARIO OE PERMMBUCO, TERCA FIRA 10 DE ABRlLDE 1855.
erm feilus por elle, o queme parece nao devia ser
ohjeclo de discussao...
O Pr. Muir : De cerlo, e se nSo liouvesse al-
gum aparte, que me provocasse, eu Hilo o f.iria, mas
o nobre depulado,que hoje censura islo. o anno pas-
tado chamou aqu a um erupregado, analpb, abeto.
O .S'r. Mello Pego : Eu ? Nao he exacto.
Sr. Meira: Sim, a profesora de Goianna,
que disso que nao sabia escrever.
O Sr. Mello Reg Islo he oulra cnusa : eu
disse cin vista de documentos por ella escriptos, que
urna profesora que escrcva por tal modo, nao sa-
bia o potingue* para ensinar cora aprnvetamenlo
das alnmoas, como exige a lei...
O Sr. Meira : Enlao nao iujuriou f
O Sr. Mello Reg : Mas agora a questiio he
inuito difl'erente ; porque tendo o nohro deputado os
Irabalhos desso engenheiro na mo, nao sei como se
julga autorisado> a diser, que nao s3o feitos por
elle.
Quero dar urna explicaco ao nobre depnlado
acerca da qaesllo d* ponte dos Afogados, com que
elle oceupou a altencao da casa, e ua qual achou mo-
tivo para aecusar 13o desabridamente os engenheiro*
das obras publicas.
Sr. presidente, eu live parle na decisiio, que o
goVerau lomou relativamente a aquella ponte, por-
que sendo esse negocio levado ao conbecimento do
couselhoda directora, eu ahi expuz por escripto a
minlia opiniio com a qual se conformou n director,
que no mesmo sentido se prouunciou perante o go-
verno, e este couformou-se com a sua opiniao. O
nobre deputado fol mal informado...
O Sr. Meira : Nao duvido.
<> Sr. Mello Rtgu ; ... quaudo Ihc disserfm,
que depois de recebida a ponte se impoz ao arrema-
tante a obrigaca de pagar 3contose tantos: e, se
o nobre depnlado livesse refleclido por alguns mo-
mentos, reconheceria que essa versao que deram.era
opposla at ao boni senso. Qual he o processo que
se se"gue na reparlicao das obras publicas quaudo se
tem de proceder a entrega e o recebimenlo de qual-
quer obra ? O nobre deputado se leu o regulamento
leve saber isto.
O Sr. Meira : I.i.
O Sr. Mello Reg.: Entilo qual he o processo?
O Sr. Meira Isso he 13o compridu, e ha tan-
tos procesaos...
O Sr. Mello Reg : S ha um estabelecido por
lei e admiltido na urlica, que he o segunie : Con-
cluida n obra, e dada a informaran do engenheiro
encarregado dclla, o arrematante vem a reparlirao
c ahi assigna um termo em que se exonerada res-
ponsabilidade, resultante da cxecuro, c recebe o
altestado do director ao mesmo lempo que se faz a
respectiva commuuicacjo ao governo para expedir
a ordens para o pagamento. Munido do dito al
testado, que he a sua salva-guarda, vai o arrema-
tante a tbesouraria onde recebe a prestado que llie
he devida.
Ora, admilte o nobre deputado que o arrematante
fosse lao nescio, que depois de se pilhar com o alies-
lado, que recebeu quaudo assignou o termo, depois
de ja ler recebido o seu dinheiro. fosse anda con-
descender com os eugenheiros c sujeilar-se a um
abate, quando elle ja eslava exonerado de toda res-
ponsabilidade ? Acha o nobre deputado dmissivel
isso?
O Sr. Meira : O que acho muilo admissivel; e
o que li exacto, he que eslaudo a obra muilo adian-
tadaquitessem obrigar a desmar.cha-la.
O Sr. Mello Reg : Mas he que nao se deu o
Tacto, como diz o nobre deputado...
O Sr. Meira : Nao duvido que csteja enga-
ado.
O Sr. Mello /lego : Pelo regolamenlo os arre-
matantes sao obrigados a desmanchar (oda parle de
qnatqoer obra, que n3o estiver de confurmidade
rom a planta e orcamenlo ; o foi em virlude de
urna (al disposicao, que o engenheiro, adiando que
a obra nao sendo execulada, segundo as regras
proscriptas, intimou ao arremalante que demohsse
a parle imperfeila. O arremalante revoltou-se con-
tra cssa intimarlo, e proseguio na obra. O director
das liras publica, nao tendo em sua mao onlro re-
curso senao negar-lhe o altestado para o pagamen-
to da segunda prestarlo, assim o fez. Concluida a
obra e aprsenlando-se o arrematante na reparlirao
para que se procodesse ao respectivo recebimenlo, a
primeira opiniao que oceorreu .ao director, foi nao
receber a ponte e pedir ao governo a demolir.lo com-
pleta dclla ; mas n queslao era grave, c sendo leva-
da ao conbecimento do conselho da direcloria, pe-
dio o director que cada engenheiro on ajudanle
emittsc o sea voto por escripto : eu teubo aqui co-
pia do voto que ne*sa occasiao dei, c nao o leic a
casa, porque lie um ponco extenso ; mas prometi
manda-lo publicar em occasiao opporluna.
Em verdade. pele que se deprehende da lei, o que
a reparlirao devia fazer era paopnr ao governo
demolicao da punte, urna vez que o arremalante se
nao quiz sujeilar as admoeslarcs do engenheiro, e
proseguio em seus Irabalhos : mas havia valiosas
consideracoes a altnder-se ; a ponte ja eslava en-
tregue ao transito publico, e offerecia seguranza
bastante; o engenheiro encarregado dlla dizia que
ella eslava imperfeila, linha seios, tinlia defeilos,
mas que a sua solidez, que o que era necesiario pa-
ra garantir a durarao, nao eslava comprometido.
* Ora, seria conveniente u'um casodesles pedir a de-
roohrao da ponte, na qua Ira das safras, quando exis-
tia da parlo di> publico grandes e justas prevenees
contra os passadiros quo o iriam expr a desastres
semelhanles no que se deu com um carro do mano
do nobre deputado ( o Sr. A. de Oliveira ), que foi
aorio .' Enlendeu, portanto, a reparlirao das obras
publicas que o melhor era aceitar a ponle c nao
privar o publico de ama passagem t3o necessaria,
quando esse nicsroo publico, a quatro passos cu-
ronlrava duas barreiras, onde pagava um pedagio, o
que liie dava direito a pedir entrada franca c com-
moda nesla cidade para seus gneros.
Mas por oulro lado; tambem nao convinha dei-
xar pastar o precedente de receber-se urna obra
imperfeila: o que se devia, pois, fazer ? Obrigar o
arrematante a pagar as imperfeiees que commelteu,
e nao deixa-lo tirar vautagens dclla ; e foi justa-
mente o que sr fez. Itecebeu-se aquella ponle com
abate proporcional differenra que havia da obra
oreada execulada. Me parece que islo he muilo
regular, e qnelonge de merecer censuras, bonra aos
eugenheiros ; anda maisme confirmo nessa opi-
niao vendo que o governo achou o alvilrc justo, o
com elle se conformou. O arremalante por seu lado
tambera nao pode se queisar dos eugenheiros, vislo
. que reconheceu os defeilos deauaobra, e concordou
com a deciso tomada.
En nao quero agora aecusar esse arrematante:
pelo contrario desculpo-o al cerlo ponto ; porque
II Sr. Ilrandao : O anulo do Buiquc.
(I Sr. Mello Reg: NSo sei nada a respeilo do
acude de Buique, o nao goslo de fallar sobre aquil-
lo de que ndo tenho inleiro eonhedraento. V. Ex.,
Sr. presidente, lalvez se record de que, quando se
tratou do vender essa casa de Ouricury ao governo,
so disse que com pequeos conccrlos, com reparos
que lalvez nao excodessem a nm cont de res ficava
urna boa cadeia. Creio que na casa lia de haver de-
putados que se lembrem disso. Entretanto a repar-
tido das obras publicas orea esses reparos em 2:5008
rs., t diz-se que be punco !
O .Sr. Ilrandao d um aparle.
" Sr. Mello Reg : Eslou mostrando ao nobre
deputado que nao ha da parle da reparlirao esso de-
sojo de fazer orcamentos baixos para que os arrema-
lanles percam.
O Sr. Brandao : Eu nao affirmei.
O Sr. Mello lleg : A opiniao que enlao gra-
cava era que um conlo de ris seria bastante para
essa obra ; eu fui umdos que vntaram pela com-
pra da casa, c eslava nessa pcrsu.isao ; boje, porm,
que a despeilo da opiniao de enlao se acham os cou-
certos avaliados em afeSOOf rs., diz o Sr. Ilrandao
que a quantia he insignificante, que islo foi feilo de
proposito para se nao arrematar Sr. presidente,
se fosse oulra obra lalvez se podesse recorrer a esse
dizcm, mas a obra do Ouricury, quem admil-
te que engenheiro nenhum de boa vontade procure
dcslerrar-se uaquelles serles longinquos, e por isso
deseje que laes reparos nao sejam arrematados ?
Quem quercr ir daqui ao Ouricury para fazer um
miseravel concert ?
(Cruzam-se varios apartes.)
O Sr. Mello Reg : Porque razilo o nobre de-
putado n.1o ha de dar s cousas a sua origem verda-
deira ? Porque nilo indaga as suas causas legitimas
e naluraes ? Porque nao ha de o nobre depnlado con-
siderar esse negocio com toda a allenrao que Ihc he
propria, quando traa de ou|ros assumplos.' Sr.
presidente, todo o mundo sabe que no serian ha dif-
ficuldade em se fazer obras ; porque geraluienlc la
nao ha individuos no caso de dispender urna certa
quaulia mais crescida para depois seren indemnisa-
dns pelos cofres da provincia, e d'ahi nascem cssas
difliculdades para a execucao de obras publicas, em
que lie uece compra re maleriaes, quer para pagamento de ope-
rarios, vislo nao poderem os empreileiros empregar
somenle os seus escravos c bois : laes obras nao dei-
xam muilo i oler esse ao que as faz. O nobro depn-
lado tem vislo quanlo as estradas s.lo procuradas ; e
porque? Porque ahi o trabalho he todo material,
he feilo com escravos, e islo deixa grande! vanla-
gens, entretanto que as obras do alvenara nHo eslao
no mesmo caso, exigem operarios livres e compra do
objerlos que obrigam desembolso c nvancos de di-
nheiro ; alcm de que o Irbalho livre no nosso paiz,
be sempre mais raro do qae o Iraballro escravo. Eis
a razo porque eslas obras nao sto procuradas. Pois
os engenheiros quo orram os roncerlos o conslruc-
ces de cadeias, nao sao os mesmos que orc.am os
lauros de estradas, que san procuijados com tanto
afn pelos arrematantes ? Vendo os! engenheiros que
c-ses laucos sao 13oprocurados, se cjuizcssem por em-
barazos sua arrematarlo, nao fafiam os ornamen-
tos muilo baratos ?
Sr. presidente, eu pedira ao nobre deputado que
se esclarecesse melhor sobre este ponto ; que se in-
formasse de quanto tem castado as cadeias feilas na
provincia, com as dimenses da "do'Rio-Formoso,
para enlao formar o seu juizo. Quanlo cuslou a ca-
deia de Goianna ?
O Sr. Meica d um aparte.
O Sr. Mello Rcgo : He verdade, excedeu-se o
orramento, isso me serve. Recorra o nobre depu-
tado Ibesourarra, pera os documentos da despeza
feita com essa cadeia, e vera que andn por '20 cori-
tos de ris. A do l.imociro, que he exactamente
das mesmas dimensocs da do Rio-Formoso, creio
que nao cxccdcu ile 23 eolitos ; a do Unjo anda
andn por menos ; c entretanto a cadeia do Rio-;
Formoso csl orr,?da em 3'. cotilos, e o nobre depu-j
lado acha que he um prero I .lo haixo que ninguem
a quer arrematar, porque o orramente foi feito de
prtfposilo .' Nao aceita eslas explicarors ?
O Sr. Krandio : Nao me convencen).
O Sr. Mello Reg : Paciencia Enlre nos, Sr.
presidente, os homeus que se empregam em arre-
malar obras, nao s,lo commummenlc os mais abas--
tados da nosaa seciedade, c a maior parte dellcs en-
tenda que quem faz negocios com a fazenda deve
ganhar sempre, e ganbar muilo. Por isso, n3o pro-
curan! obras que Ibes deixem diminuto lucro. He
lambem desse desojo de ganhoque nascem todas es-
sas lulas dos arrematantes rom os engenheiros, o
que lein produzdo esse clamor a que o nobre de-
pnlado chama voz publ'ca, mas que nao he mais do
que a voz di I ou ti arrematantes que lem sido con-
trariados na sua ma fe. Ha arrematantes sizudos e
de la f ; nao devo snppor todos iguacs. mas ha
oulros que se nao pode aturar. Isto lie a pura
verdade.
,Sr. presidente, nem deve admirar o que se d.i
enlre nos ; essa lula enlre engenheiros e arremata n-
les nao he cousa nova,- da-se em toda a parle onde
se fazem obras por arremataran, e se darao constan-
temente, quer o pessoal seja composto de nacionaes,
quer de eslrangeiros, quer de curiosos, quer de
mestres da sciencia : viesse para ca o proprio Slc-
venson, e a sua reputarao havia de ser abocanbada,
seu mrito havia de ser dcsconbecido pelos mos ar-
rematantes, inloro-ssados em desacreditar os enge-
nheiros para chegarcm a seus lins. Essa lula he mui-
lo anliga, deu-se lambem no lempo em que a repar-
lirao das obras publicas era dirigida por um enge-
nliciro hbil, que lautas recordaroes deixnu na pro-
vincia : a ana reputara lambem nao foi respeitada,
porque davam-se as mesmas causas que hoje, ha-
\\am es mesmos inlcresses. Nada ha que acnntera
hoje, que nao livesse ncontecido enlao : esses mes-
mos orrnmentos supplcmenlarcs, que tantos clamo-
res levantam boje, sao daquelle lempo.
Eu sinlo nad se adiar na casa o Sr. Baplisla,
que hontem tanto elogiou o Sr. W'aulliier, no que
acho que nada disse de mais do que elle merece, ao
poni de dizer que confava tanto no seu mrito que
duvidava que a plaa da cidade podesse ser obra
dalle.
(Entra o Sr. Baplisla.)..
O Sr. Ilrandao : Cbcgou bem a lempo.
O Sr. Mello Reg : Felizmente chega o Sr. Bap-
lisla, que, como eu dizia, (auto cncarercu honlcm
o mrito do Sr. Waulhkr, e creio que nao exage-
rou. Pois bm, no mesmo lempo em qae os Iraba-
lhos da provincia eram dirigidos por esse engenhei-
ro lao hbil, que mereceu cssa lisongeira recorda-
cao do nobre deputado, lambem' se deram orcamen-
tos supplementarcs : nao poderei dizer l#udo quanlo
operarios perfei- occorreu a CSie P<''to, mas lerei algums olas que
cacao ,cnll- Sr' l,resi(le"'. fallando do Sr. Waulhier, nao
los, aos quaes se possa. confiar sem susto a execn^a
de certas obras. Ninguem acreditar que na cidade
do Reeife$l!i haja um nico carpina que seja capaz
de se Ihe conliar a eiecueao de qualquer ponle; e
esse naqoclla occasiao eslava oceupado con a ponte
do Pirapamn.
Uevo ainda acrescentar qne mandando a lei que
os arremalantesponbam as obras mestres a conten-
to dos eugenheiros, e lendo o engenheiro encarrega-
do da ponto dos Afogados advertido ao arrematante.
que o sen mcslrc nao linha a precisa aptidao, elle
respondeu que Ihe indicasseoulro qualquer mcslre,
que elle o ira contratar ; mas o cmgenheirn nao co-
nhecendu tambem nenhum oAlcial capaz desoecupa-
do, recusou a responsabilidade de indicar nenhum.
Os defeilos da ponle provieram principalmente da
falla de um boni meslre.
Sr. presidente, o nobre depulado ( oSr. Brandao 1
avnncou hontem -proposices um pouco lemcra-
rias...
O Sr. Mello Reg : Sim, porque nao sei como
elle poeta provar que os orcamctilos, pelo menos os
de que elle lem conbecimento, sejam fritos de pro-
posito para qoe os arremata ules percam.
O Sr. Meiiu : Eu disse o que se dizia.
0 Sr. Uramlilo : He urna verdade inconleslavel,
que se diz islo.
1 m Sr. Deputado : He o Sr. Milct quem o
diz.
(Ha varios apartes.)
O Sr. Mello Reg : Sr. pres.dente, ha.um ada-
gio muilo vulgar que di/.: Goza boa famae deila-
le na cama ; c eu direi : Se gozares mu fama,
prepara-le para ser enforcado. Eu creio qne o in-
dividuo a quem se referen! os nobrea deputado* es-
la neste raso : ludo se Ihe allribue. >sto seja dito de
passagem.
O nobre depulado em apoio fia sua propositan
Irouxe por etemplo os concertos.da cadeia de Ouri-
cury, a cadeia do Rio Formoso, e nlo sei se mais un-
irs obras.
pretendo de forma alguma deprimido -eu merilo ;
se o trago adiscussao he someute para servir-mc de
sua autoridaile, he para provar que isso que'hoje se
nota nao deve ser allribuido ao engenheiro, he de
nature/.a da cousa, he como que inherente a trba-
llios pblicos. Na Europa mesmo, onde eslao os
meslres da sciencia, isso se d.i. Ha pouco li no ./or-
na! dos Trabalho Pubhcos urna queslao que pode
ser Irazida em favor do que digo. Hoovc nao sei
que desarranjo em um caminho de ferro, que deu
em resultado amorte de alguns passageros : a fren-
te aecuson violentamente o engenheiro director da
linha ; ete procurou jusllcar-se dando'asexplica-
coes precisas pelo Monileur. No ctanlo o Jornal
dos Trabalhos Pabli'oi, que he redigido poi ha-
rnees profrssionaes, iomou a si a queslao, cxplicou o
fado como devera ter acontecido, deu-lhe a sua ver-
dadeirn causa, e moslrou quanto havia sido injusta
a aecusacao dirigida no engenheiro pela Preste, cujos
redactores nao entendan) da materia. Por lauto, fal-
lando no Sr. Waulhier, nao quero cscureccr o seu
merilo, quero sim mostrar que os mesmos homeus de
merccimenlo, como elle, nao esto isentos de ceu-
sura*, c al de algunas ralumuia-.
A estrada de Olinda que foi e-dudada, comerada
e quasi loda execulada pelo Sr. Waulhier, se o no-
bro depulado se recordar do que se deu a esse res-
peilo, vera que essa estrada leve dous ornamentos
supplementares. A ponle da Tararuna projectada
pelo mesmo engenheiro, lambem leve dous orramen-
los su ppleraen lares...
O Sr. Oticeira :O plano era para oulra ponle.
O .Sr. Mello llego : Sin), senhor ; mas foi logo
em seu cornejo ; sullreu duna orramcnlos snpplc-
menlares, um no cnrochamenlo e oulro para refor-
jar os (utos de encost. A ponte do ltujar; lam-
bem leve dous orsamenlos supplementarcs, e alm
disso o arrematante vcio pedir aqui urna indeninisa-
eSe. A cadeia de Goianna, acerca da qual ha pon-
co deu-me o meu nobre amigo um aparle, aso foi
obra da reparlirao actual, nilo foi oreada pelos ac-
luaes engenheiros, foi pelos engenheiros habis, e
entretanto leve orcamentos supplementares.
O Sr. Setea : Nao sei quem a orc,ou, mas sei
que Imuve augmento.
O Sr. Mello Reg :A cadeia do l.imoeiro orea-
da pelo Sr. Ancora, leve orcamcnln supplemenlar.
A respeilo da estrada de Pod'Alho, Sr. presiden-
le, eu invoco o teslemuiihn de V. Exc. ; mesmo em
frente do seu engenho, foi construida urna bomba
que dosappareceu pela trra denlro, a ponto de fa-
zer-se outra sobre ella, que ainda assim abalen c o
rao licou radiado. Entretanto esse fado nao he dos
engenheiros ije boje.
E o que se disse enlao a tal respeilo ? Ficaram
por iso dcsconciluados os engenheiros daquella
poca ? Nao ; mas estou cerlo que se isso aconleces-
se presentemente os engenheiros haviam de ser acen-
sados por nao lerem sondado o terreno, c nao talla-
ra quem os qualilicasse logo de ineptos, deleitados
c al prevaricadores O nobre depulado que ent.lo
nao crgucii a sua voz para censurar a reparlirao das
obras publicas, nccessariamenle reconheceu que nes-
c- lacios nao havia razio para aecusar os engenhei-
ros, para chama-Ios de ignorantes ; c porque nao
procede boje do mesmo modo ?
No aterro lambem que fica contiguo a essa bor--
ba, V. Exc. sabe do prejnizo que soffreu o arrema-
tante, porque n3o se contou n on;amcnlo com a na-
tureza das carnadas inferiores do terreno, que eram
laes, que todo o aterro dcsappareceu e foi elevar os
terrenos adjacentes.
Na estrada da Victoria, os nobres dcpulados que
frequenlam aquella estrada se bao de lcmbrar, que
o oitavo lauco dcsappareceu lodo o foi feilo de novo,
entre o engenho Soccorro c o engenho Ycllio. Na
casa ilcvc haver quem se lembre di&>o ; foi junio a
bomba do Caranguejo ; o aterro desmoronou-se todo
e foi cahir ao rio: entretanto nessa poca ninguem
se levantan para acensar oSr. Waulhier de ignoran-
te, nem de prevaricador.
Porque, pois, esse rigoi lodo com os engenheiros
acluacs ? porque se u3o quer ter com os nationaes b
mesma indulgencia que se leve com o eslrangeiro ?
Non me parece que isso estoja de accordo com os sen-
lmenlos do nobre depulado, que aqui se acha ao pi-
de mim.
O Sr. lrnnrfao d om aparte.
O Sr. Mello Reg :Sr. presidente, ainda um ou-
tra facto acontecido nesse lempo : o arco do llieatro
publico abaten completamente. E islo de almuna
sorle depreciou o mrito de Sr. Waulhier ? Entre-
tanto, senhores, estes fados boje nao sao lao repeli-
dos, c porque ra/.3o se ha de aecusar com mais forra
os engenheiros arluacs ? Digo que os fados presen-
temente mo sito 13o repelidos, nao porque os enge-
nheiros d'agora sejam mais habis do qae os passa-
dos, nem mais zelosos no cumpriincnlo dos seus de-
veres ; mas porque esses Carlos Ibes lem servido de
licao, c he com a experiencia nascida dellcs que se
lem prevenido muilas cnusas.
Um Sr. Depulado : Os fados silo em maior es-
cala actualmente.
O Sr. Mello Reg :Quaes sao ?
("fli Sr. Deputado :Os que se tem apontado.
O Sr. Mello llego :Nao sao em tao grande nu-
mero, isto he, no esparo decorrido dessa poca al
hoje'tem-so dado menos tactos de que de 1836 at a
retirada do Sr. Waulhier.
Eu me vejo forjado a dizer, pelo menos, que cssas
censuras sao injustas c sem fundamento. Para que
os nobres depulados possam fazer as suas censuras
rom juslira, ser preciso comparar quanto so lem
feilo desde que cxislem Irabalhos pblicos na provin-
cia al 1K.0, com o quo se lem feilo de enlao para
ca ; he da comparadlo desses Irabalhos que os no-
bres depulados devem parlir para formar o seu jui-
zo, e conhecercm se ullimamcnle os dinheiros da
provincia (ecni sido applicados com proveilo ; he
dahi tambem que devem parlir para aecusar os en-
genheiros ariiiars. Comparem-sc as sommas dispen-
didas.de 18311 a 1830, e de ISO al iioje, e ver3o o
nenhum fundamento de todas essas accusaces.
Om Sr. Depnlado :S se se provar que um lau-
ca de estrada boje cusa meuns do que naqucllc
lempo.
O Sr. Mello llego : Pelo contrario, hoje cusa
mais caro ; porque os maleriaes, da mesma sorle
que os saiarios, lem subido de prcro, e conseguinle-
menle as obras devem costar mais.
Om Sr. Deputado :Enlao a que vem ism ?
O Sr. Mello Reg-:He para mostrar que os di-
nheiros tem sido empregados convenientemente ;
ique apezar de ludo estar mais caro presentemente,
ha mais trabalho feito uestes ltimos cjnco anuos do
que de 183(i al 1850. Comparc-se as duas quadras,
e ver-se-ha que ha muila diffcrenrn a favor da ul-
tima.
Sr. presidente, lem-se fallado lano nessa casa de
delenco, lem-se dito lana cousa, que cu realmente
tenho al acanhamenlo de dizer alguma cousa a res-
peilo, e lalvez mesmo seja extemporneo fallar dis-
to, quando existe um requcrimenlo na casa para se
noniear urna commissao para tomar um conhecimen-
tb especial daquella obra.
Eu nao tenho querido descer a particularidades
que dizcm respeilo a este ou aquelle engenheiro : te-
nho accilado a discussao na genoralidade dos fados ;
mas n3o pesso deixar de notar que accusajOes laes,
cmo as que parliram do nubre depulado o Sr. Mei-
ra, s se apoiem nordizem.
': O Sr. Meira :Dizem.
O Sr. Mello llego :Nilo posso admillir a facili-
dade com que se aceita essedizem. Senhores, se
essesdizemdevessem ser sempre aceitos, qual se-
ria de nos o que podesse conlar-se seguro em sua
replanlo ? Qual de ns, o que nao enha sido vic-
[ima de um dizemdesses ? 5 todava se lem as-
segurado que isso he voz publica Senhores, a voz
publica enlre nos he a do. primeiro calumniador i
esle diz'o que Ihe parece a Ircs ou quatro, os quaes
dizcm a outros, e assim vai a calumnia se descnvol-
vendo em urna certa espbera de acc3o, at lomar
grandes dimcnsOes, e enlao chama-se voz pu-
blica.
O Sr. Hapti*la : E peusa que se nos nao dizc-
mos alguma cousa he porque nao sabemos ?
OSr. Mello Reg :Acho que faz muilo mal nao
d7.endo o que sabe : quando se lem conbecimento
de cousas ms, que precisan! ser corrigidas, deve di-
zer-se, mormentc quando a discussao tem chegado
an ponto em que se acha.
O Sr. Baplisla d um aparle.
O Sr. Mello llego :Fazia o seu dever sedeniin-
cijisse esses fados de qae tem conbecimento, obra-
ra melhor do qua fazendo essas mcias derlararOes
e guardando o resto, entretanto que essas mcias pa-
labras ferem profundamente a repularao do indivi-
duo a quem se referan ; porque fazem crer quo ha
fados 13o horrorosos e de tal ualureza, que o nobre
depulado, lendo alias dito tanto, nao os quer-de-
clarar.
(i Sr. Ilaplitla : Nao preciso de tienes, sei im-
pdr os limites a mim mesmo, sei cumprir o meu
dever.
O Sr. Mello Reg :Nao digo que sim, nem que
nilo, nao entro nisso.
I) Sr. Meirfl :O nobre/*rJeputado lem a vaneado
muila canta sem provar,e debaixoda capa dodirem ;
anda ha pouros dias fez isso.
O Sr. Mello Reg : Sou inimigo do dizem,- e
se se quer referir a discussao i que chamei o Sr.
Jos Pedro, dir-lhe-hei que nao proced como sup-
p6e : lancei Dalo de 3 ou i fados verdadeiros, assu-
mi a responsabilidade da existencia delles, npre-
riei-os comojulguei conveniente, c nilo me acoher-
tei com a capa do dizem que acho impropria do ho-
mem leal.
(enrao ; hontem disse-se quo j se lem gailo all Iro-
/.enlos c lanos ronlus ; isso nao he exacto : he me-
lhor que antes de fallaren) nessas cousas verifiquen)
o quo ha com eiadidao, vao a tbesouraria e vejam
quanlo se lem gasto na casa de delenco-. Nada
quero dizer a esse respeilo ; porque nao desejo pre-
venir ojuizo da commissao que lem do ser Hornea-
da : lacain os nobres depulados o mesmo.
En j.-i disse que queria encarar oj negocios sob sua
gcueralidade; nilo devo, repilo, -vloscer aos fado'
qne dizem respeilo a esle ou aquello engenheiro,
porque a elles cabe responder, c eslou cerlo que de-
pois de publicados os discursos dos nobres depulados,
o (arto cabalmente. Nada mais, Sr. presidente, devo
acrescentar.
O Sr. Carnelro da Cunka :Sr. presidente, o
meu leslemiinh foi, ha pouco, invocado pelo^iobrc
orador que araba de assenlar-se. Eu nao o ou vi
bem, e nao lendoasaistido a discussao de hontem,
nao saliendo quaes farain as causas que provocaran
a resposta do nobre depulado, nao sei se o puderc1
salisfa/.er rompidamente.
Tralava-se da cadeia de Olinda, c invocou-se o
meu lesleiniinlio como delegado, para dizer se aquel-
la obra est,i\a bem ou mal feila.
S. Exc. nos viesse dizer, que logoriepnis das chcias
te azarara os reparos mais necessarins ponle pen-
sil, e que em dezembro se comeraram oulros con-
ccrlos, quando alias em fins de fevereiro foi, que se
anima em Irabalhos. SerSo pur ventura eslas aecu-
sai;fies com o ciinlio da verdade, pequeas bagate-
las, que nao mi-iecain resposta ou antes ellas affcc-
l ni a dignidad* de homem e deempregado publi-
co? O que disse o nobre depulado em resposta as
graves accusares de prevericaroes, que foram feilas
pelo nobre depulado que est defronte de mim, e
por oulros.
O Sr. Mdlo Reg d um aparte.
OSr. Raptista :O nobre deputado, apezar de
pertcncer a repartir das obras publicas, certamen-
te n.1o quiz defender esta repartirlo ; mas quiz ape-
nas alti-nuar as impressOes vivas, de que lodos eslao
possuidos coulra eila ; c por isso Irouxe as aecusa-
roes que em lempos passados se fizeram aos anear-
regados de obras publicas, quando enlao eram diri-
gidas pelo Sr. Waulhier. O nobro depulado foi in-
feliz em seu plano de atlcnuar a responsabilidade de
sua reparlicao ; porque nao comprehendeu as po-
cas; por quanto Waulhier servio em um lempo, em
Om Sr. Deputado :Se eslava a ilesmoronar-se. Iraliva na lisraltsarAo dos dinheiros pblicos nao de-
O Sr. t'arneiro da Cunha :lie o meu leslemu- ] sarmava o furor de um partido poltico, inimigo
nho como delegado de Olinda. c nao como drpula- dessa administrarn c de lodos os seus empregados,
do. Principiarei a dizer, que a cadeia de Olinda he que eram Deis, os engenheiros acluaes servem em
um edificio muilo vclbo, e lalvez que qualquer con- um lempo de tolerancia, paze indiflcreiica : Wau-
rerlo que nellc se livesse de facer o amiinasse mais, (hier soffria accusaces somenle de um partido poli-
o que falla he a cxardlo no cumplimento dos
deveres, que nem lodos quercm ter : o que falla he
o medu de efleetiva responsabelidade, c a certeza
que se lem, de'quese continuar no gozo das met-
mas vantagens. Assim he que se pode explicar o
fado de se ler despendido grande tomma com os re-
paros da cadeia de Olinda, do engenheiro ler dado
a obra como prompta, lendo deixado o edificio em
Jieior estado.
Pero alcntara roa dcscuipe por lerroub.ido algum
lempo necessario para as suas dalberac.es : .tenho
respondido ao nobre deputado, que nem de leve to-
cn as minhas observaedea contra a ma direcj3o
das obras publicas; preencM um dever e eslou sa-
lisfetto.
Sr. Joti nuintino:- Sr. presidente, quando
orava o Sr. Helio Reg invocou o lestemuuho do Sr.
Hanoel Joaqnim como delegado de Olinda, qoe co-
nhecia o eslado da cadeia ; eu lambem me vi Torra-
do a dar um aparle, e elle rr.c faz agora lomar parto
na discussao. Como juiz do termo, lalvez lenha vis-
to mais vezes c com mais altencao os estragos que
appareceram depois da robera nova que foi posla
na cadeia, nao s porque dou audiencia duas e Ires
que o maior zelo c exacro da autoridade admiuis- vezes por semana, como porque ja examiuei minu-
ciosamente os eslragrscausados pelo concert. Devo
confessar a casa que foi prior a emenda que o soneto;
O Sr. I.uiz Ftlippe :Agradero a correccjlo.
O Sr. Ilrandao :Pela minha parle nao aceito a
reprimenda.
O .'';. Mello llego : Senhores, quaudo esse di-
zem pode ler um alcance liio grande, nao acho que
seja licito a alguem recorrer somenle a elle, para
azer acensares lao graves, sem juntar nenhuma
prov ao seu dito.
O Sr. Meira :Por iso que lem um alcance gran-
de, he que cu publico esses fados.
O Sr. Mello Reg : Sr. presidente, esses enge-
nheiros cine sao aqui censurados, o que desejam be
urna accusae.,10 formal, directa, positiva. F. romo
responder ao nobre depulado, quando elle s se re-
fere ao dizem ? Islo he collocar os homens que de-
vem defender-se em urna posirao muilo desvanla-
josa, relativamente aos que os acensa ni.
O S-. Meira :Ahi esl.i urna commissao part tra-
tar disso.
OSr. Mello Reg :Sr. presidente, a exagerarlo
lera chegado ao ponto de se elevar ama cifra mul-
le maior do qae a que se tem gsto-na casa de de-
porquo lodos sabem o que be um concert n'uma ca-
sa velha ; lalvez que algunas de suas paredes que
ainda eslivessem presas com o matleiramcnlo, len-
do-se esle lirado, solressem.
Om Sr. Deputado :Estas pesquizas devia ler
feilo a repartirlo das obras publicas, quando se
ifiaddou concertar a casa.
O Sr. Cametro da Cunha :Eu, como delegado
de Olinda, por mais de urna vez ped ao governo
da provincia que cuidasse daquella casa, que a man-
dasse concertar, tanto mais quanlo cssa providencia
era lambem reclamada pelas boas obras que faziam
os presos, que pralicavam arronibos pequeos, c os
pralicariam maiores se.os pudessem fazer.
Nao sei mesmo se um engenheiro pode bem ava-
har, quando se traa de concertar urna rasa velha,
al onde ir3o esses concartos, porque muilas vezes
succcdc que, bulindo-sc n'uma casa velha, lem ella
do ser reedificada desde os seus fundamentos; c n3o
sei se o governo oslara disposto a laxar essa obra na
cadeia de Olinda, quando o pcntameiilo do governo
era simplesmcnle fazer pequeos reparos; para que
aquillo fosse exislindo. Eslas consdcrac,oes pesam
alguma cousa no meu animo.
Eu n3o su engenheiro, e nao eslou bem a par
dessa historia das linhas; mas ouvi dizer que eram
mais curias, e fui a islo que respondeu o nobre de-
pulado. Nao tenho eslado sempre em Olinda ; mas
me parece que por se lerern depositado certas male-
riaes por alguns dias naquella casa, niio poda isso
fazer com que a cadeia soflre.sse lano como se diz ;
que por isso as paridos pudessem cahir. Nao me
parece islo muilo razoavel.
Quanlo ao ladodosul, n3o posso responder satis-
factoriamente.
OSr. Quintino il.i um aparte.
O Sr. Carneiro da Cunha :J disse: quanlo a
parle do edificio que he oceupado pela cmara, nao
sei bem o estado em que est.
(Crazam-se varios apartes.)
O Sr. Carneiro da Cunha :Eu s me levantei,
por ter sido invocado o meu tcslemunho, o digo :
pode bem ser que essas fendas, que lem hoje as pa-
redes, nao sejam resultado do concert, on pelo me-
nos n3n srja disso culpado o engenheiro ; porque,
qualquer de nos, que moramos no campo c fazemos
obras, quando temos de emprehender algum con-
cert, avahamos que se podera gastar urna certa
quantia e depois quando mellemos m3os obra, he
que vemos quanlas cousinias appareccm, quantas
despezas com q"ue nao lindamos contado. Por isso
digo eu : nao sei al que ponto puder ser respon-
savel o engenheiro, pelo que dizcm que aconteccu
na cadeia de Olinda.
Fallou-se lambem na ponle do Varadouro, e ;foi
invocado tambem o meu tcslemunho i esse respei-
lo. Como morador all, ou como transitapdo por al-
l sempre, posso dizer que me parece que, de 5 an-
uos para c, se na concertou. a ponle do Vara-
douro.
O Sr. Luis Fi\ippe :Seja 5 annos.
O Sr. Carneiro da Cunha :Enlao '.' o nobre de-
pulado parece que se qucixou de qne os paos em-
pregados eram de 13o m qualidade, queja estavam
acabados.
lila um aparte.)
OSr. Carneiro da Cunha:Pode-o dizer, por-
que eu fui duas vezes ao presidente pcdir-lhc que
mandasse por a ponte do Varadouro Iransitavel; achei
alguma difp.culdade, lalvez por essa obra projeclada
a ilo dessec ame uto do pantano ; porque he possvel
que a ponle nao fique all. Vollei terceira vez, c
pedi que ao menos se mandassem por all alguns
paos. Digo, porm, que se ha 5 annos* se fez esse
concert, nao ha razo de queixa, porque nao sei se
o nobre deputado me pode apresentar paos de qua-
lidade tal que, empregados nessas obras como esti-
vas, durem mais de 5 annos.
O Sr. Luiz t'ilippe :Ha.
O Sr. Carneiro da Cunha :Os paos emprega
dos ordinariamente nessas obras (c nao precisa ser
inga porco nem jangada,1, durando 5 annos, tem fei-
lo o seu serviro ; e se a madeira empregada nesse
concert foi o ing porco, e tem aturado esse lempo
lodo, nao ha razao de queixa.
A ponle grande lem apenas meia duzia de travs,
que d3o passagem a quem vai a p, c naoacavallo
ou a carro ; e por curiosidade, passando cu ahi,
apeei-me e fui vera qualidade da madeira, c nao
era inga porco. O que conclu foi, que, em quanlo
se conservar esle sistema de e.-tarcm as estivas des-
cobcrlas e soflrendo tudas as intemperies, bao de
apodrecer, porque n3o he possivel que haja pao, que
n3osendo pintado, resista loda chuva dos nossos
invernos, e depois a.o ardor do sol.
lia um aparte.)
O Sr. Carneiro da Cunha :Eu nao eslou dc-
fen.leudo os arrematantes, nem a rcparlie3n das obras
publicas; eslou dizendo que ha mais de 5 annosque
a peqJ.e foi feila ; c se foi construida cora as madei-
ra s que se costumam usar /"ja o disc, nao precisa
ser pao de jangada, nem oulro semelhanle) lem ser-
vido o lempo que he de costme.
O Sr. /.i; t'ilippe:Nao ho islo o que diz a c-
mara.
O Sr. Carneiro da Cunha :N.lo duiido.
Quanlo a inlerpellac,ao que me fizeram arespeito
da obra da cadeia, disse o que cuten lia, e nada
mais tenho a acrescentar.
OSr. Baplisla : Sr. presidenle, promello ser
breve na resposta, que tenho de dar ao nobre depu-
lado. O nobre depulado para atenuar alguma* ac-
cusaces, que eu liz a repartir das obras publicas,
rcmontou-se pocas pascadas, e de urna serie de
fados, que apresenlou quiz concluir que nem sem-
pre he possivel, que os engenheiros ou director das
obras publicas eslejam isentos do aecusaroes ; mos-
lrou, que no lempo doSr. Waulhier, cujo (alent e
Ilustrarlo elle reconhece, se deram tambem accusa-
ces desla ordem. Senhores, he islo modo de de-
fender t!
O Sr. Me/lo Reg :Apresenlci Tactos.
O Sr. Raplitla :Que fados? o de ler abatido um
arco do Ihealro ? Senhores, defeza desla mane-ira
nao pode proceder ; nos nao queremos qm; os enge-
nheiros sejam infalliveis, e antes lemos todo o ho-
mem como sujeito a erros ; mas o que nao queremos
e nem podemos querer, he que o erro, o engao, o
deleixo, o escarnio do puiilicoconslito.ini a vida ha-
bitual de urna reparlicao, e he isso justamente oque
tno que o odiava ; os engenheiros acluaes soflYem
accusaces de homeus que difunden) a adminislra-
c3o, que aelatu a honra do governo que apoiam
[apoiados e que nao lem cm consideraban oulro in-
leresse, senao o dever : Waulhier, n3o obstante ler
abatido um arco do Ihealro que eslava edificando,
apreseutou grandes obras na provincia: fez o ele-
gante Ihealro que lemos, fez a ponte pensil com lan-
a seguranca, que ainda dura apezar do furor das
cheias, do poder ruinoso do lempo e do abandono a
que lem sido condemnado, nulras umitas obras im-
portantes; mas o que tem feilo ns acluaes engenhei-
ros? Aqui o orador pede licenra para fallar sentado,
vislo adiarse docnle, e oblla a licenra scnla-se.)
SJas, senhores, como dizia, o que leem feilot fa-
zem os engenheiros acluaes, que sirva de provar
suas luzes c oulras habllilaccs ? No lempo de Wau-
lhier niio haviam queixas c clamores j)e ninas grande
parle da pnpularao.que sollie com as ruinas das obras
c das estradas ; boje, porm, os clamores, surgem
de todas as parles, e assim Ma ha quem nao veja
com seus proprios nlhos, um fado que .designe des-
mancho na direcrao das obras publiras, e niio otic,a
contar fados merecedores de censura e condemna-
cao.
O nobre depulado no sistema de atlenuar a im-
preMO causada nos espirilos pelas accusaces, disse
ainda, que eslas accusares eram exageradas- O no-
bre depulado uesle ponto confundi as palavras, c
as ideas. O que elle chama exager.ico he, o ler a
asscnibla provincial aeeordado para sabir da indif-
ferenja em que eslava, e lomar conlas reparlirao
das obras publiras : quena tal ve; perpetuo silen-
cio....
O Sr. Mello Reg: Repulo, nao preciso do seu
silencio,netn do de ningii.-m.
O Sr. Baplisla : Se nao precisa do meu silencio
(Como realmente creio) lambem Ihe pero que fara o
favor de nao laucar a pecha de exagerados sobre
aquello* qUe aprcsenlam fados verdadeiros, que o
nobre depulado n3o pode destruir. (Apoiados.
O Sr. .Vello Reg :J Ihe disse que nao preciso
do seu silencio.
O Sr. Raplitla : Tambem j Ihe disse que nao
precisamos di seus conselhos, para deivannos em si-
lencio fados, que o nobre depulado nao pode res-
ponder.
Sr. presidenle, eslou bem convencido das boas in-
lences do administrador da provincia, e eslou igual-
mente convencido de que S. Exc, que me honra
com o ler-ine entre os seus amigos, n.lose enfezari
c antes estimar saber, que he pelo amor de minha
provincia, que levantei a inhiba dbil voz cernir" a
reparlirao das obras publicas, e que rumproto meu
dever com tanto maior aatlafacSo, quanto sinlo pro-
fundamente que S. Exc. fosse mal infoynado, nao
deixando por isso de Ihe ti bular lodos os respeitos, e
confessar suas boas intenroes o o zelo que tem tido
em outros ramos do serviro publico.
O nobre depulado lambem quiz aecusar-me por
nao ter aprcsenlado fados especificados...
O Sr. .Vello Rcgo Nao me dirig nessa parle
ao nobre depulado.
O Sr. Raptista : .... nao ler aprcscnlado fados
que depouham contra a honra c probidade dos em-
pregados das obras publicas. Sr. presidente, eu nao
sou dos mais Ilgicos as minhas argumentaces ;
e, pelo contrario, areilo sempre todas as consequen-
cias que se deduzein dos principios que emulo ; mas,
por oulro lado, eu vou ale onde quero e al onde en-
leniloquc devo ir ; e nao preciso de'eslimulos nem
de conselhos eslranhos. Supponbo, que para tomar-
mos algumas providencias sobre as obras publicas, o
que lemos dito basta, tanto mais, quanto nao pode-
mos repentinamente supprimir (odas os algarismos
desuados obras da proviocin, pois que isso seria
urna verdadeira calamidade. Portanto, nao sendo
possivel parlir do poder legislativo provincial urna
medida prompla, decisiva e ellicaz, tratemos de re-
ver o regulamento das obras publicas, tratemos de
n3o occullarmos o deleixo, os abusos, e lodasas fal-
las desla repartirlo, e os seus mos serviros, que
muilo* beneficios Taremos [apoiados), o curnprimen-
lo de nossos deveres ha do nccessariamenle disper-
tar o zelo da autoridad; administrativa, qoe, a fal-
lar a verdade, he o primeiro poder contra seus su-
balternos que servem mal. ( Ipoiados.)
Nao supponha,pois,o nubre depulado.qoe eu quero
destruir,mas emendar, corrigir c melhorar ; nao se
persuada que venho denunciar fados sem o preciso
criterio, c rirctimspccc.io : de muilo* sei e me ralo
pela deficiencia de provas decisivas.
O Sr. .Vello Reg: Da miuha parle estimo, que
sesouber alguma cousa o declare, ate o provoco a
isso.
O Sr. Baplisla : Esta inlcrpellacao do nobre
depulado me parece ser de boa f, e por isso respon-
do-lhe rouveniei.teniente, que de CODtat de-airosas
a seu respeilo nada *e, e nem se Ihe lem allribui-
do ; e pelo contrario, asna replanlo esl.i inlacla
e iilesa, e eu sou o primeiro a respeila-la : o nobre
depulado, cuino homem o como engenheiro, bu do
ter errado : cu lambem tenho errado.
0 Sr. .Vello llego : Todos nos. -
(I Sr. Baplisla : .... Porm no que respeila a
probidade, lodos ns lazemos ptimo conecito do
nobre drpulado,
1 m Sr. Deputado : Ha mais alguem. .
O Sr. Baplisla : lambem ha mais alguem. Fin
oulro nobie deputado quu hoje orou c fallou sobre
os comerlos da cadeia de Olinda, emillio principios,
que para mim, sao ncomprehensiveis. Disse, que
um engenheiro nem sempre podia conheccr todos os
conccrlos, que um edificio velho e arruinado exi-
giam.
O Si: Carneiro da Cunha: Nao disse as-
sim.
O Sr. Baplisla : Foi o que eu entend. O no-
bre depulado quiz dizer, que qualquer engenheiro
pode concertar um edificio arruinado, na certeza de
Ihe ter dado toda t seguranca e solidez, e todava
enganar-se ; e pode mesmo julgar, que cortos con-
cerlos s3o bastantes; a, todava, no curso ou anda-
mento da obra, se manifestar a necessidade de on-
Iros novos reparos.
Se assim be, senhores, eu cometo a declinar do
grande conceilo cm que linha a arle da engenharia ;
e pelo que vejo, os que proteaaam esla ario eslao
abrigo de lodasas acnsameos por insaHiricncla cin-
capacidade ; c j d'agora comeco a lamentar a Iris-
porque, estando o difiri estragado na coberla.pas-
sou a se-lo nos seus alicerces^ Nao se pode dizer
que o edificio eslivesse muilo estragado, porque as
raves eslavam inleiramenle perfeilas, e depois da
coherta posta, as paredes radiaran) a ponto, que o
mesmo delegado e eu temos receio de dar audiencia.
O Sr. Carneiro da Cunha : Isso he n'uma
parece interna.
O Sr. Jote Quintino : Posso afliancar que, sen-
do lirada a coberla velha, foi enllocada toda sobre o
assoalho, de maneira que o quebrou lodo, e al de
mais a mais amassou-se cal em cima, sendo que as
laboas ficaram de tal modo, que, para endireila-las
foi necessario paasar-se-Ihe a ptaina, oque as tornou
13o linas, que corre risco quem sobre ellas pisar.
Possa dizer mais que a coberla foi de lal modo pe-
quea, que foi preciso cmendarem-se as travs, eo
peso augmenlou extraordinariamente. As linhas
que deviam ser inleiras para a completa seguranza
do edificio, foram emendadas com aros de ferro qua-
si uo meio ; foi preciso acrescenlar-Uies oulras linhas,
e se a coberla que linha pesava cen arrobas, a que
lem boje pesar OO. Alm dislo, a madeira velha
era melhor do que a nova, porque eu vejo madeiras
postas boje que lalvez nilo possam tr dous annos de
duraro ; o o proprio arremalante servio-se das ma-
deiras velhas para o concert. A cornija foi loda
estragada : cahiram podras, e o que se fez ? Em lu-
gar de enllocaren! novamcute as podras, arranjaram
pedaros e os bolarain la. Islo he verdadeiro, e pode
ser por lodos examinado ; o u3o se noder por {cer-
lo dizer que urna lal obra est bem feila.
O nobre deputado o Sr. Carneiro da Cimba, en-
trando para o edificio pelo lado das audiencias, nao
lera lalvez vislo todos os estragos ; mas se entrar
pela cmara ha de ach.ir o que ca Ihc digo...
O Sr: Carneiro da Cunha : Nem eu o neguei.
O Sr. Jote Quintino : Pel lado da cmara csl
ludo estragado : as divisoess internas eslao de tal mo-
do, que n3o podem conler as madeiras ; as jaulas
cshlo aberlas. E quede proveio ,' isto ? Do enorme
peso qoe supporlou a casa.
Sr.'presidente, eu mtis alguma cousa podia dizer
aprsenla a reparlicao das obras publicas, [Apoiados., le SOr:o daquelhs que leem necessidade de chamar
O nobre depulado na sua Iraca defeza lano reco-
tihccep as verdades da aecusacao,que na locou em
um s dos fados que narrei, cuja certeza se funda
no meu lestemuuho occular, c no de infinitas pes-
soas. O que disse o nobre deputado tobre as ruinas
da ponle pensil, sobre a negligencia era se coi sentir
no curso do rio irumsinbo pelo alicoree do muro,
que sltenla a mesma ponle, sobre os quatro preci-
picios aberlos, esobre o perigo em que eslamos. de
perdermos urna obra rica, importante, necessaria e
engenheiros, para fazerem ou repararem obras.
O '/-. ('ainciro d'i Cunha : Eu disse. que as
consequencias que pode Irazer o reparo de urna obra
velha.
O Sr. Baplisla :N;1o romprchendo ainda. Pelo
que ouro, quando, por excmplo, atenta engenheiro
encarregado dp concertar um edificio, por n3o co-
nhecer se urna parede corre o risco de cahir, liran-
do-sq-lha o madciramenlo, ou por qualquer outro
incidente-, nao evita a Jesgrara do edificio cahir e
especial no noss paiz, tudo isto por (alia .le" ha- | fer tic,mas, 3o he rcspons'avcl ; e ainda naoper-
bililaces dos nossos engenheiros ? Podem os nos- -
sos engenheiros entrar cm reparos profundos, que
dizem respeilo as pecasessenciaes, ou ao mechaivs-
mo da pente pensil? o que disse em re-posta a mim
o nobre depulado ? hada. E o que dse ainda a
respeilo dse haver Iludido o presidenle da provin-
cia, e roubado o crdito de sen relalorio, que he
urna peca official importante, Uzendo-se com que
de na repularao de engenheiro ; porque todas essas
cousas nao lo.lcm sar prevenidas pela srienria a
arte...

O Sr. Mello Reg : Falha, como a jurispru-
dencia.
O Sr. Raptista : Nao falha. nSo, senhor. O
qoe falha he a) prudencia, e a previso que devem
acompanbar lodo o homem na pralica dos negocios :
mu tu nnn
se o meu nobre collega j o nao livesse feito conve-
nientemente ; e concluo dizendi que nao tenho de-
sejo de censurar ; mas' he a verdade pura o que es-
lou dhzendo, e que pode ser vislo por todos.
O Sr. Mello llego : Sr. presidenle. tendo eu
dito quaudo ha pouco fallci,quc oo enlrava as accu-
saces feilas reparlicao das obras publicas, seno
em sua gcneralidade, porque quera deixar a cada
urna das pessoas acensadas a gloria de se deffender
a si propria ; n3o esperava quo o nobre depulado o
Sr. Baplisla me inveclivasse como fez, por eu n3o
ter-meoceupado com-o que elle dissera acerca
ila estrada de Pao d'Alho : de cerlo, cu esperava do
cavallciHsmo e da iilu-lracojfB^MaVHaatwm! Iro proccdimcnlo. O nolire drpulado vio bem que eu
disse noquediziarespeilo a este oii aquelle engenheiro
cu n3o devia envolvcr-mc, por que elles responde-
riam rouvcnienlemenle em lempo cpporluno ; mas
o nobre deputado querendo fallar da-sua lgica nesla
casa, c na cmara dos depulados, eiit-ndeu que o n3o
devia fazer sem inveclvar-me, porqie uo respond
ao que elle disse, nem toquei .nos fados por elle
apontados.
Senhor presidenle, cu nao podia dizer cousa al-
cuma sobre fados de que nao tenhi inleiro conhe-
cimenlo; ha alguns delles que s.lo de nalureza tal,
que s o proprio individuo acensado pode explca-
los ; ha oulros que al sao inverosimeis e mi devem
ser acreditados por scrcm referidos pelo nobre de-
oulado : por evcmplo o engenheiro quiz obrigar
o Sr. de engenho do liriim a dar-Hit os escravos para
Irabalbar na estrada. Que podeiia|eu dizer sobre
isso? Ademiro-mc por lano que o.nobre depulado
me inveclivasse.
O Sr. Ilaplitla : En nao invective!.
O Sr. .Vello Reg : Sr, presidente, eu entro
nesla discussSn com repugnancia, c eslou re-olvido
a uao lomar mais parle nella : conhero o espirito
da casa, c achoque melhor he calarme ; mas devo
ainda dizer duas palavjas cm resposta- ao Sr. Quin-
lino.
J se disse que essa fenda que o edificio lem, po-
de ser o resultado da lirada da coberla, he isso oque
o nolire deputado devia entender ; e iiti lemilar-se
fa fallar do um fado quej foi explicado, islo he, que
os espigues linham sido menores do que deviam ser,
c por isso foram emendados c presos com aros de
ferro. J dei a razio porque isso se fez ; mas pare-
ce-me que o nobre depulado niio deu allenrao a mi-
nha explicar.lo.
O Sr. Jote Quintino : Nilo ouvi.
0 Sr. Mello llego: Keconhendi-se que os espi-
gues eram menores do q' deviam sei nao havia oulro
remedio a dar-aa scnio o que se deu. O nobre de-
putado commetleu una cxagerarSo, que elle mes-
mo nSo pode deixar de reronhercr ; porque mo he
crivcl, que o peso da robera lenha augmentado o
duplo ou o triplo do que era, somenle porque se bo-
taran! algumas pequeas Ihesouras....
O Sr. Jote Quintino: Mais de (i.
OSr. Mello Rcgo : -*A casa lem qualro cantal,
e na se podia botar mais de urna leaquN en) cada
canto. Foi isso o qu; so fez ; e se o noble depula-
do cxplicisse as cousas segundo as suas causas nalu-
raes, ino faria as accusaces que fez ; porque aquel-
las tesoura; Bao podiam augmsnlur por lal forma
o peso da coberla.
O Sr. Meira : Sr. presidenle, nao ped a pala-
vra para vollar aos fados que j dennnciei a casa,
mas sim para explicar-ine a respeilo de alguns apar-
tes, ou de algumas a*>ei"cos que talvez nao fo'scm
bem cpmprchendidas por alguns senhores dcpulados
que nao lem entrado na discussao, c mesmo pelo no-
bre depulado o Sr. Mello Reg, que se propoz a de-
fender a reparlicao das obras publicas.
O Sr. Mello lego : ola bem que eu fui s a
generalidnde.
O .S'r. Meira: Disse o nobre depulado qne eu
nao eslava habilitado nem pula estar para denunciar
fados a casa sobre a capa do dizem e disse al
que este proeedimenfo n.1o era leal ; mas eo me per-
suado que na qualidade de depulado e representan-
te desla provincia, obrigado a promover lodos os seus
inlcresses, nao posso prescindir de denunciar a esta
casi ludo quanto souber e for tendente o fim desse
mndalo, qualquer que seja o meio porque me po-sa
ebegar i noticia ; e "1~ l'Tt lihintdtaameuti. u>
sentir e approvar qne se praiiquem fictos prejudi-
ciaes o* iuleresses da mesma provincia. Sei por
exeinplo do esbanjamenlo dos dinheiros nitblieos
pela reparlicao das obra* publicas, nao esloa habili-
tado para denmicia-lo i cala ? Na indiquei perso-
ualidade aluuma, bem 'que o pode*s; facer; disse
sim, e repilo que contra essa reparlirao publica pe-
sam graves accusaces. e qoe acho conveniente que
a casa o saiba para lomar as providencias que julgar
acertadas, o mesmo porque, senhores, nos sabemos
que as vezes o administrador da provincia por mais
bem intenciona lo, p,le deixar da conheccr um on
oulro facto, pode ignorar certas cousas,*- o aclual
presidente, ss nao lem tomado providencias, he cer-
tamenle por n.lo estar inteiradn desses fados; por-
tanto o depnlado provincial que os denuncia, nao
podo eslar em parallelo com um denunciante no sen-
tido odioso, em que se quer lalvez tomar. Nos so-
mos e devenios ser denunciantes, porque estamos
obrigados a promover por todo os meios ao nosso
alcance ludo quanlo for ten lento a boa economa
dos dinheiros pblicos, e ao progresso e prosperida-
de da provincia que representamos, temos oliriga-
CSo de manifestar-nos ainda mesmo a despeilo de
odios e desafeinJes particulares ; e essa manifetita-
C3o he o que se pretende quaiilicar denuncia 1 (A-
poiados.)
O Sr. Malte Reg : Quem chamou 1
O Sr. Meira : Va a quem tocar. Entretanto,
repelliodo estas niinuarOes.quesoberanamenle des-
prezo, tenho a satisfarjto da que a maioria da casa
lem justificado as minha tnlencet, e mostrado que
eu nao linha em vistas senao move-la por esle modo
a indagar e avahar lodos os tactos que aqui foram
apresentiidos ; estimei muito n.lo ficar isolado, e ter
sido acompanhado por muilos dos meas nobres col-
legas, porque ito prova que na ara eu o nico que
linha noticia dessas arguicGes, nao era o tnico que
linha conheeimento deses fados.
Demais nao me limilei somenle, rom dil o no-
bre deputado, a denunciar fados com a capa du
dizcm; apresenlei alguns que niio foram por elle
contestados; apresenlei o facto do individuo que d
lijlo e arria para a casa de delenco, sem ler ola-
no, c quem o conteslou, quem o contesta 1
O Sr. .Vello Reg: O que prova islo ?
O Sr. Meira : Eu mo sei, o nobre deputado
que o diga e avahe.
O Sr. Mello llego : S pode dar lijlos quem
tem olana ?
O Sr. Meira : Eu disse que possoa muilo ha-
bilitada aftirmara que o lijlo comprado al boje
para a rasa de delenrao seria lalvez mais que suffi-
ciente para levantar as pirmides do Egyplo; quem
o contestn ?
O Sr. .Vello Reg : A commissao de ioquerilo
ha de contestar....,
O Sr. Meira: Disse que at 1851 ja se linham
gaslo mais de trinla coutos de ris, s em canoas do
areia ; disse finalmente que a maior parle dos orca-
mentos eram inexactos ; e oulras muilas cousas; e
quem me conteslou, quem me contesta, senhores?
n,lo nuco, nao vejo ninguem. Agora, cumpre a com-
missao, que eu mesmo requer, indagar se com efiei-
lo cses fados sao ou n,lo exagerados; e assim pois
nao indigilo jiessoa alguma, apenas avancei e conti-
nuo a avanrar, que se estes fados *.lo verdadeiros,
se isto com cffeilo se d, niio sei como a reparlicao
das obras publicas ha de arredar de si a responsabi-
lidade, nao sei, e he isto o que eu desejava que me
explicassem. Estimarei muito que ella possa arre-
dar de si a responsabilidade que sobre ella pesa, e
sobre tudo a pecha de omissa, relaxada c prevarica-
dora....
O Sr. .Vello Reg d um aparle.
OSr. Meira:Eis porque me parece que ella
nao pode deixar de ser rcsponsavel. Eu, Sr. presi-
denle, pens que commissao cumpre indagar esles
fados; e licarei silisfeito se ella acharo contrario
lo que se (cm dito nesla isscmbla, e se diz geral-
menle contra essa reparlirao; terei mesmo muilo
prazer.
(Ha um aparle.)
O Sr. Meira: Compete a commissao examinar
as i-ontai.
O Sr. .Vello Reg: Peca a'conla do tijol"
gasto.
O Sr. 1/ei'rn : N3o quero dar-me a esse traba-
lho, n.lo quero eslar agora pedindo conlas de lijlos,
de ral, de arca, elr., etc.
O Sr. Augusto de Oliceira: He melhor do que
estar com dilinhos.
O Sr. Meira : Eslou no mea direito, e o nobre
depulado quando Ihe convm lem feilo o mesmo; he
que mis nilo podemos aqui proferir certas proposi-
roes quando n.lo agradam a alguem, e admiro rer-
lamenle qne o nobre deputado esleja assim qualif-
cando as minhas asserrOes e de todos que lem falla-
do sobre obras publicas, e sem duvida iucorrido no
seu desagrado, a poni de esquecer-se de nossa ir-
responsablidade.
O Sr. A. de Oliceira: Eo digo-o ao nobre de^
nulado.
O Sr. Meira : Os oulros lem-me acompanhado;
o Sr. Dr. Baplista anda ba pouco aeabou de fallar,
c disse tanlo on mais do que eu tenho dito.
O Sr. Baplisla : Quer-se que o silcucjo seja
urna obrigaco.
O Sr. A/ello Reg : J disse que nao preciso.
OSr. Meira: Eu entend que devia dispertar
a altencao, quer da assemblca, quer do enverno,
tanlo assirn; saiba o nobre deputado qne (endona*3
at levar as minhas vistas sobre oulras obras que
lalvez n3o pesem sobre ns cofres da provincia ; pre-
tenda fallar da faculdade de direito, onde se d o
crandalo mais revoltanle possivel ; as abras que
all se tem feilo, e com a maior porcada, relachacau
e delapidarao, j. orcam em urna cifra extraordina-
ria ; isto me consta; e lem sido admirado por lodos;
eu 1 i fui ver, e laucando os olhos para a eslauteda
biblioteca, passei a mao por urna das laboas, que sao
limpasa enx, o nao a cepilho, e levantei um cavaco
leste tamaito {Risadas.) Eu vi islo. e at urna
vez eiu companhia do Sr. Jos Pedro, elle que o di-
r i. Dizem-me tamb*m que ha por la urna moblia
velha de jacarando envemisada, e vendida corlTb
nova, e oulros escndaos dessa ordem em detrimen-
to dos cofres pblicos.
Ilom beque o engenheiro siiba, afirn de dirigir a
sua altencao para all, on le, salvo o engao, ja se
lem gasto mais de 31) cont, s naquella ohrinha, a
i un bem para a obra dacocheira ou r-rVallarica cm
Santo Amaro, a qual me cuesta ter cabido, apenas-
se ia levantando ou logo depois de levantada. Eu
pretenda lambem tocar na obra da pente provisoria,
onde alm do erro que j disse, consla-me qnese
lem gasto urna parran immcnsa de pilhas seccas* de
coqueiros, 300 e maii, segundo anda ha poucos
dias me informaran.
i'mSr. Depulado: Para que?
O Sr. Metra: Eu sei'! dizem que para derre-
ter breo, (/risadas.) Porlanlo, j v o nobre depu-
lado que quando cu tralo dislo, nilo distingo pessoas,
nao olho para as individualidades, apenas considero
que dcst'artc os dinheiros pblicos e as rendas da
provincia (icarao gravemente eomprnmelliila*, eco-
mi quero que se n.lo esbangem a torio o a direito ;
como quero que se cscolham pessoas capazes para
dirigir as obras, r se nao entreguen) a individuos
.creados as vezes de lerrivcis precedentes; \apoia-
i/oj) eis a nica razao porque ouso ainda Tallar : se
este procedimenlo mo agrada, paciencia ; niio me
posso queixar senao do minha cimsciencia, pois que
jamis posso trahi-la.
Portanlo se i-to s.lo dilnlios, se sio denuncias me
lie ndillerenle, qua'iliqucm como qtlizerem.
l'ozrs: -- Na se importe, cuntinue.
O Sr. yicira : Nao me importo, pois qne estou
tranquillo emminha consciencia, e uem escrupulisi,
se fr mistrr, dar um juramento sobre ludo o que
tenho declarado ; e finalmente direi que lalvez seja
denunciante, lalvez denuncie-com a capa da rfuem,
e com dilinhos, sm?nle porque pabiquei nesla ca-
sa o qoe sabia fra della. mas nem Indas, ainda
quando o denunciem por fra, leem a corag'em de o
fazer aqui; e assim tenho concluido.
O .S'r. Si I ci no : Sr. presidenle, lendo-se j* mui-
lo dito a respeilo da reparlicao das obras publicas,
lendo-se por oulro lado procurado tancar uro como
que verniz de reprovacao contra lodos aquellos que
liveram a coragem de alear as suas vozes eontra o4^
desmandos, a inepcia e previrieacoes dessa repart-
Cao, parece que eu deveria conslranger-mt um pou-
co na deliberar/lo em que estiva de fazer tambem
algunt reparos a respeilo de fados de qne teuho eo-
nherimenlo ; mas, senhores, reconhero qoe etn
mim nenhuma moral he mais poderosa do qae a do
dever, nenhum senlimento lem mata forc do que
aquelle que vem de minha ronsciencia ; assim, pois,
a despeilo de quacsqiier palavras qne se tenham di-
to, para demover me desso proposito, a despeilo qiiaesqucr tempestades que l.i fra mu ainraeem, ea
continuo da mesma forma firme no meu proposita
de denunciar os Moa, de que tenho conheei-
mento...
O Sr. Brandita : Vai muito bem.
O Sr. Silono :Scihorc, par principiar a
cumprir o meu dever, devo faier referencia a rasa
de um facto, de que ja se tratou aqui. e lie o do aro-
de do l.imoeiro. En allci de inepcia, quero provar
como lem havido inepcia na reparlirao das obras pu-
blicas.
Mandado um engenheiro comarca do Limrteiro.
para levantar a planta c fa>er o orramenlo, e dar a
direcrao de um acude qae te llova fater na villa do
l.imoeiro, este arrr*enloii o seu trabalho, e lend
esle trabalho sido executndo dcbaixu justamen-
te do plano presentado,acoileccu qoe* obra firasse
dcfeiluosa.iJe maneira que o sangradouro do acude
licoa sobranecire ao balde do mesmo dous palmos
ou mais, pergunto : seria possivel que semelhanle
sangradouro dsse nunca lugar n evacuacao das
amia*, sem qne primeiramente ellas passassem por
cima do balde e o destrussem completamente ? Nao


I
1


>

I*
nevera ahi inepcia do cngenliciro qne fez csie plano,
anda mais quando o empresario da obra roclammi,
o fe sentir es homem que nao era profeceional Nao obstante a
reclamado feila pelo cinprezario da obra, ella se fez
segundo o plano presentado, c pergunlo : a quem
cal i responsebilid.nlo desle erro ? ao einienheiro
por cerlo, que deu o planu o ainda mais ao enge-
nhciio, que indo inspeccionar a obra na oecasiao de
ua coneccao, deixou que ella fosse feila segundo
liulia sido planejaila. A respousabilidade deatainep-
cia reetha pois, sobre elles, e eu entendo que a res-
ponsabilidade dos dinheiroe pblicos que se dispen-
dciam com esse acode, que foi inlciramenle detruido
pela cheia do anno pistado, deveria lamben pesar
sobro os engenheiros, mas infelizinenle o rcgula-
mcnlo das obras publicas nessa parle he mauo de
inaueira que a responsabllidade mondaria nunca
sengenheiros, ainda mesmo que se pro-
veque houve errp deofllcio.
O Sr. Mello llego : Heirme a le.
O Sr. Sill'no : Fallci era prevaricarnos. Se-
ntara, ex'ulem differentes aruiazcns nesla chinde
e madeiras ,venda, mas su em .um ariua-
zem se comprara madeiras para as obras publicas ;
he de notar quo o dono desse armazem nao sabe
ler uem escrever, he inlciramenle analphabclo o
cncarreg aescrplurarao das compras c vendas de
madeiras a bm seu amigo: excepto, purera, venda-
feilas n repartido das obras publicas : o que quer
islo dizor? cu dcixo a assembla e ao publico lirar a
conseqnencia. Tem-se fallado na enormidade de
linheh-o frailo as obras da penitenciaria, em lijn-
'os....
O Sr. Mello llego : Emquaiilu suppe que an-
dar ? -
O Si: Silciiio : Nao quero saber emquanlo an-
da, van* provarque lera havido prevaricaran.
Um Sr. Deptilado : Isto he mais grave.
Si/iina : Senhores. -juera esla enrarre-
gado dosuboiinislrar lijlos para cssa obra, assim
como para tedas as obra? publicas desla cidade, he
um homem que se chama Aulonin Jarinlho Borges,
um porluguez que, apanhado ahi las nas da cida-
de, foi apreaonlado como espanlalho para-afugenlar
lodo e qualquer pretndeme que por ventura appa-
recesse ; mas, senhores, ja deveis ler inferido que a
prolercao dada a esle horacm nao proveio de mere-
cimonlo proprio ; e se assim he, una razao oceulta
leve existir para cssa prolercao, a raziio, senhores,
be qnr Antonio Jarinlho Borges he, como ja vos
disse, um mero lesta de ferro, he um hornera que
na represeula mais do que um nome, que oeculla
outro nome e outra pessoa.
Senhores, visto que este negocio lem referencia a
urna pessoa queja nao existe, lalvez devesse eu con-
ler-me e nao pronunciar o seu nome ; mas, como ja
vos disse, o conscicuria do dever he '.So poderosa em
mira, que nao se me Ja mesmo de fazer urna excep-
ran'ao natural scnlimenlo de respeilo que devenios
ler pelas cinzas dos morios, assim afaslarrl para um
lado a sombrado passado, e direi que o socio, 011
antes o enearregado do fornecimenlode lijlos e mais
maleriacs para as obras publicas desla cidade, era o
irmao do dircclor das obras publicas.
Pergunlo qual a razao porque o irmao lo enge-
nheiro om chefe da provincia nao se aprcscnlou
a descoberlo n pretender cora os ou.lros submiuislrar
os raaleriaes pira estas obras'.' qual a razao porqur
elle apareceu com um nomo emprestado ".' Qual a
rasito porque o director das obras publicas escre-
vendo um bilhetc a Antonio Jaciulho Borges dsse-
Ibevisto que meu irmao morrea, he preciso que
vosse venha a minha casa para Iralarmos dos nego-
cios de meo irmao, concernen les a repartirlo das
obras publiras ? >"ao indicara islo prcvarcac,jo '.'
Srs.. eu entendo que os fados apenlados con-
tra a repartirlo das obras publicas, ainda nao fo-
ram contestados, e apenas um ou oulro depntado.
guiado lalvez pelo bum deaejo de fazer ser-
viros a amigos que por ventura lenln naquella le-
particHo, tem imaginado defezas, roas de mqdu a
nao destruir esse faclo^ *
Um Sr. Depulado:Isso nao be assim.
O Sr. Silrno:O nobre depulado o Sr. Manocl
Joaquim, quereodo jnsiiliar o compurlameulo do
engeuheiro enearregado da inspecro e or^amentu
do concert da cadeia de Olilida...
O Sr. Carneiro da Cunha:Note bem, que uo o
conbeco.
O Sr. Silvino:.....quereodo favorece-lo, fallou
da parle (Jo edificio da cadeia, que nao lem refe-
rencia a obra....
O Sr. Carneiro da Cunha:Perd meu lempo.
O Sr. Silvino:Fallnu-ss em acensarnos v
eu entendo, Srs., que quando o ouvir dizer, vem de
urna bocea era que o depulado confia, c ainda man
quando elle vem das boceas da popular ao em pezo.
entendo, digo, que esse ouvir dizer tem quasi a for-
ra de que nao he
O Sr. Mello Reg: La se o nobre depuUdo~~ttui
afortuna de conversar com loda a .....
O Sr. Silvino:De mais, porque be, quo o ou-
vir dizer nao podeni eivir para vir-se aqui
lear fados escandalosos deata on dquella reparli-
rao, urna vez que esse ouvir dizer cale !
nosso animo 1 emais oque se lem revelado ale
boje, o que se tenvfeilo denunciaudo-se
nao lie mais do que un) formulario de
nao se pedio ainda que se pronunciare um verdiel
contra os engenlieirus das obras publicas, conlia
quelia reparlirao, pede-se uniramciilc una rom-
misso de inquerilo, para conhecer-se se o que "ex-
iste de real a respeilo dessa repar perfei-
lamente de accordo cora os fados aponlados, se
esse ouvir diicr era verdadeiro, se era fundado em
motivos suflicicule e justos. Uquc ha pois de ex-
Iranhavel no procedimento dos nobres depul
que assim obrara ni'.'
Senhores, lio preciso'que nos. convencemos de
urna cousa, e lie, que essa indolencia respeilosa em
que se lem estado al taje em.relac.ao a ceilas re-
partieres, deve delxar de existir, lie preci-o que su
se lolereiu aquelle aclos que e-liverem de cuiilor-
raidade com a lei, e que me possam sollrer contes-
lac.3o aiguma, mas urna vez que a vo publica se
levanta para acensar urna repartirlo, entendo que
qualquer depulado lem o direilo de analvsar os
latios que se indicara como contrarios a lei, e nao
sei donde vemeasassusceplibilidadesm.il enlendi-
das, lalvez ruis fillias do orgulbo, do que do me-
recimento.
((Sr. .1/ello Pego :Quena foi que apresenlou
susceptibilidades?
O Sr. Silrno : Qoer-sc que qualquer voz que
st levaule para fazer accusiris, seja logo sullocada
por causa densas susceptibilidades...
O Sr. Mallo Reg : Eslao levantando caslellos
para os corobater a seo gosto.
O Sr. Si'ln'H" : Quer-e nicamente o silencio,
silencio culpado, como inulto bem disse um nobre
depulado, quer-se eslabelecer o syslcma da rolha
com esse accordar de susceptibilidades.
Sr. Mello Reg : Nao preciso do scileocio do
Sr. nem do de ninguem.
Sr. Silvino : Eu nao fiz referencia ao nobre
depulado, e se uzease, creia que tinha a corazem
sullicieule para dirigir-lhe direelamente as ini-
uhas accasafOes.
O Sr. Mello Reg, da um aparte.
O Sr. Silvino:SeenlendetMser necessariouc-
rupara alienta* da cata a respeilo do nobre depu-
lado, ea, apeaar das allenr,oes que lite sao devidas
pelo carcter de depulado, de que seacha revestido,
accusr-ia o engeidieiro das obras publicas, porque
en nio temo a respunsabelidade, urna vez que o de-
ver me dile, que devo obrar nesle ou naquelle sen-
tido.....
O Sr. Mello Reg :Nao preciso do seo silencio.
O Se. Silvino :Ja v pois que so eu nao faroac-
sacAes a fados de sua administraran, he porque os
nao rouliero.
O nbbre depula lo dis,e. que havia nlguina coma
de desairoso para .iquclles que se levanlavan nesta
casa. denunciar fados que n3o poessem ser me-
diatamente provado*, mas eu declaro que eslou c
eslarei sempre proinplo a trazer ao conhecimentn da
casa lodos os que rae forem revelado', urna vez que
reconhcc,a criterio na pessoa qne m'os confiar.
Aceito as detafta|0f e nao lenho receio das sa-
ntal de qoilquer qoc me quizer fazer frente.
(I Sr. Mello Reg : Tambcm ninguem se teme
do seulior.
Encerrada a discussao he o arl. n. 11 approvado,
bem como a emenda.
0 Sr. Presidente designa a ordem ofVJem do dia
o levanta a sessao is 3 horas de tarde.
. EEPARTigAO DA FQX.ICIA.
Parle do dia 9 de abril.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao eonhecimenlo de V.
PIMO OE PERIIHWBUCO TftC* FEIRA 10 DE ABRIL DE 1855.
Ec. que, das differenlcs parlicipn<;0es lioutem e
hoje recebidas nesla reparlitao, consta que foratn
presos:
Pela delegacia do primeiro dislriclo desle lerino,
Aleixo Joso Rodrigues, por desordem.
Pela subdelegada da freguezia do Recite, Izidro
Joao de Dos, para correera.., o portnguez Joaquim
Alves de Araujo. por ler sido encontrado cora urna
faca de pontir, Manuel da Cunha Meaquila, Francis-
ca Amelia Pacheco, ambos para averiiuaces poli-
ciacs, eJoiio Ferreira de Altneida, para correcto.
Pela subdelcgaeia da freguezia de Santo Anlonioi.
Antonio Fraoclsco Ferreira. Antonio Uaotila, e Ma-
nocl Virginio da Cruz, todos para averiguaees po-
liriaes.
E pela subdelegacia da freguezia dos Afogados,
o preto Jorge Lucas, Maria Francis.-a, e Jo-ela Ha-
ria, por desordem.
)eos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernainbuco i) de abril de lio.lllin. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha o Fgueircdo,
presidente da provincia.O chefo de polica Luiz
Cario* de Paira Tcixeira.
RECEBEIIORIA l)K RENDAS INTERNAS GE-
RAES 1>K PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 7.
dem do dia 9.
8*78551
3:S9t#491
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 7.
fdem do dia"9, ,
12:5855763
2:I8J;332
Si i. redactores.Sendo eu natural da povoac,ao
de Pedras de Fugnc morador nj povpacao de Serr
do Teiieira, termo da villa de Patos, tenhoa satis-
farAo ile anniinciar pelo prelo de seu cslimavel
Diario, o estado lsongeiro ua actualidade de ininha
ierra natal, qqe grabas a Divina Providencia e a sa-
ba e Ilustrada administracilo do Exm. Sr. Paes
Brrelo, leve a felicidade de estar sendo policiada
pelo nobre o dislinclo cepille Affnnso de Alenla e
Albuqucrque.mililar nimiamente patritico o honra-
do, de urna moralidado exemplar,q qual lem feilo re-
levantes sorvic,osa su* provincia tanto na capital quan-
do commandanle do corpa de voluularios.qucpor elle
fra cryado no lempo da revolncao de 1848, como no
centro da provincia, quando pacificou os nimos ir-
ritados dos partidarios do termo do Pianc,c ao mes-
mo lempo fazendo prender a varios criminosos, que
se achavam garantidos de alsumas autoridades di-
quelle lempo, s>> tendo dile de si o rigor da lei
para cora lodos, e assim em poucu lempo que all
esleve deixou aquello termo em plena 41a/., e aonde
haviam naufragado por vezes os bous desejos do go-
verno de ento, e dos varios militares que anterior-
mente para all haviam sido mandados. Tem, por-
tante), inuilo aprovelado aos bous habitantes de Pe-
dras de Fogo a cstxda ahi desse eximio ollicial.o qual
lie inleiiamenie imparcial e josliceiro, verdadeira-
mento punidor do crmo, e nao reserva os potenta-
dos quando criminosos 9 protectores dos mos;jn
he moilo para aquella povoarao nao ouvir fallar ein
furtos de cavallos, esptica raen los e assassinatos.
Comiuanlo aquefle enrgicoolcial leona capturado
os maiorea sceleralos do lugar grande numero de as-
sasiinns e de perversos, que all eslavam agualda-
dos : todava seria mister que tvesse aleada na co-
marca de Ciianua, onde esta o foro da immoralida-
de em liguas ,anlos desla comarca,c o valhacoulo de
muilos criminosos, como os que assa*sinaram ao in-
feliz Ildefonso de Albuqucrque e Mello procesados
por este digno oflicial. que apenas pode capturar a
um lestes por nome Jos Pedro de AlmeiJa, esca-
pando os seus compatihciros nesla comarca.
Queiram, Srs. redadores, dar pithlicidadc a eslus
linnas para inteira ntisfa$So de seu conslan'.e lei
lor, venerador e criado
.lulero Francisco de Paxt\a Cava\caitl.
Mt770f095
PAUTA '
dos prero correniei do turnear, alffodiio, e mais
gneros dctpaiz, que se despachan! 1111 mesa 4a
consulado de Ptrnambueo, na semana de !l
a 14 de abril de 1855.
Assucarcmcaixasbranrol.^qualidadc g>
" i> 2."
" mase.........
bar. esac. branco.......
" n mascavado.....
refinado ..........
^godao era pluma de l. qualidade
" n -2.a i)
3.a
em caroco.........
Espirito de agurdente......caada
Agurdenle cachaca........
de calina.......
resillada.......
Gcncbra.....
Srs. redactores. Leudo no Echo Pernambucano
n. 1fi de 2 de marro corrcnle um artigo poltico sob
a epigraphe Quem governar aliual o termo da
Boa-Vista ? O governo e a juslica do paiz, ou o va-
lenle e o arrogante Luiz de Car'valho Urando '.' 110
qual se diz que Luiz de Carvalhq Brandao se jac-
tara em iiiinli 1 presenra de que com dous assoluos
era ura momento Ihe ai-cu-lium Wm homens, permil-
lam-nie Vmcs. declarar por meio de seu conceiliiado
jornal que he falso, que o dito Carvalho me dirigisse
jamis semelhaiiles palavras.
Lembro-ine que o alferes liuilkerme Marques de
Souza, que fazia parle do deslacairenlo de meu com-
mando, me contara urna vez que em conversa o dito
Carvalho Ihe dissera que fcilmente, se fora preciso,
reuna 50 homens para su.tentar a ordem e apoiar o
destacamento, acrescculando logo, que naquella co-
marca jamis Icra a forja do governo semelhaule
precisan. Nao he tambera verdade. que Luiz de
Carvalho rae liouvesse feilo soltar nlguiii desertor.
Esla historia de Francisco Mathias, de que trata o
Echo, nao foi assim.
ln Janeiro do anuo passado eu live e mandar,
aeouipaiihados por 8 softlailoMkalguns paisne\-
pie-os do termo da Boa-Visla, que se achavam na
Mdeiade Ouricury para respoudercm aojurx na
villa da Bou-Vista ; seguiudo eu, cora a foixa (ispo-
nivel do destacamento por caminbo diverso, estrada
do Salguciro e Cabrobo, alim de me reunir com a
dita escolla ua Boa-Vista, quando j se achasse ins-
,talla iu o jury.
Logo que cheguei a Boa-Visla represenlou-me o
oinniandante da escolla, que ennduzira os presos,
jue dous das antes, as 11 horas da noilc, Francisco
Malinas e mais dous paisanos, haviam ido descalcos
a casa,onde se acbava a escolla aquartelada, que
tenlaram entrar iu rorpo da guarda, e que forara
repellides; informei-ine disto, e soubc por mul-
las pcisnas que e*te excessu fra cunsequencia de
una patuscada e beberronia, em que havia eslndu o
dilo Halmas; nao obstante estas informaeas e algu-
mas pessoas se moslrarem desejosas que' eu disfar-
rasse esla falta, julguei que em salisfacao a meas
soldados e polica da villa, deva mandar prendc-lo ;
e sendo conduzido a minlia presenca, declarnu elle
mesmo, que fra guarda a aquella hora sem mu
tencao, e_que s a bebedeira all o canduzira.
Era Francisco Mathias escrivao do subdelegado
Jos Crispiniano Rodrigues tioclho ; e por cuja pri-
s3o se malquistara este comigo. Nunca ouvi dizer
se nao agora pelo communicado do Echo, que fo o dilo .Mathias desertor. No da que se seguio ao
desla pi isao, a larde foi i minha casa, com dous de
seus prenles. Luiz de Carvalho Brandao, pedir-me
pela -ollera do dilo Malinas, escrivao de seu sobri-
nho, o referido subdelegado ; julgando cu sulucien-
le para correcto a prisao que havia solrido o dilo
Mathias, cedi ao pedido de Luiz de Carvalho. Eu
nao fa^o desle homem o mesmo joizo que faz o au-
tor do artigo do Echo. Luiz de Carvalho Brandao
gozava de influencia legitima na villa da Boa-Vista
pela sua familia, ahastanca c philanlropia.
Muilas vezes informei-me sobre o seu proceder, e
todos me alliaucavam, que elle nao era assassiuo;
que era porm opposicionisla, e liaba por islo ini-
mlgos. As instruccoes que rae foram dadas pelo go-
verno da provincia limilavam a minha obrigacao as
diligencias para prender criminosos ; uas listas Jes-
es que me foram entregues pelas autoridades poli-
ciaca do lugar, nao eslava o nome de Luiz de Carva-
Ibn, e ainda mesmo quo elle tivesse rriminalidade
nao era eu o competente para disso conhecer, e pro-
cessa-lo. O governo da provincia me nao encarre-
gou do dirigir apolticado termo da Boa-Vista ;
c assim tambera julguei nao dever preslar-me como
ceg instrumento perseguirn que se preinedilava
contra Luiz de Carvalho a favor de outra indivi-
dualidade.
-Cresciam em Janeiro as aguas do rio de S. Fran-
cisco, tenos soldados meus adoeceram ; apressei-
nie era refugiar-mo no Ouricury, Hollando du-is
cousas,.a parahsa^io da peste c reslabflecimcnlo da
meus soldados-, e ler escapado a colisio de desliar-
monisar e cahir no iar.0 que vi, mas nao quiz ex-
perimentar; do qua por certo me nao arrependn,
emhora contra a verdade das musas se publiquen!
cerlos arligos no Echo Pernaml/acano.
l'arahiba 12 demarro de 1855.
Jjsc Thomaz Henriquen.
.............
............... botija
''cor ...............caada
"................garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueirc
em casca...........
Azeile de mamona*........caada
mcndohim c de coco
de pcixc.......
Cacau.............
Aves araras .......
" papagaios.......
Bolachas............
Bscoilos............
Caf hom.............
reslolho..........
cofti casia '......
i) muido...........
Carne secca ..........
Cocos com casca........
Charutos bous.........
ordinarios ......
regala e primor .
Cora de carnauba.......
em velas.........
Cobre novo man d'ohra ....
Couros de boi salgados.....
expixados .......
verdes .........
i) de onra........
raln-.i rorlidos .
Doce de calda.........
goiaba........
a secco ..........
o jalea ...........
Eslpa nacional........
i) eslrangcira, imlo d'ebra
Espanadores fraudes ..#...
pequeos.....
Farinli i de mandioca.......alqueire
o IllilllO......... (g
ararula .........

a.;
una
iiiii
|
cento

2J200
1880(1
I--1IKI
2J600
1^900
3*200
5*500
5*100
t*700
1*375
Nitll)
>"Kld
V,(l
9600
9580
240
9580
92M
5*000
1*600
9560
1*440
1*200
5.3OOO
IIWKMI
59120
7968O
1*500
17 Joaquim llibeiro Poules. .
19 Viuva e herdeiros de Jo3o Pires
Ferreira.........
21 Manoel Romao do Carvalho. .
23 Irmandade das ajmas do Recifc. .
2j Dr. Ignacio Nery da Fonseca. .
27 Padre Joao Antonio (iaiao. .
29 Antonio Cordeiro da Cunha. .
31 Joao Piulo de Queiroz c herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. .'
33 Joao do Rosario (luimaraes Ma-
chado........* ,
I-i Antonio Luiz tioncalves Ferreira.
37 Juliao Porlelli........
i'.i Joaquim Francisco de Azevedo. .
il Francisca Candida de .Miranda. .
I^.
54JJ0OO
368000
7.">5 68S4O0
813)0(10
60*01X1
21*600
799600
75*000
529500
<5*000
60*000
. 3:006753
E para constar se mandn allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thisouraiia pro-
vincial de Pcrnarabuco l de marro de 1855.O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunctacio.
Pela admnislraeao da mesa do consulado se
faz publico, que no dia 12 Jo correnle, denota do
meio dia, se bao de arrematar em hasta publica, i
porta da mesma repartidlo, tt sccas com arroz, yin-
da! da provincia de Alagoas na barcaca Fiordo Mar
na forma do arl. 271 do Regolamenlo de 22ileju-
nho de 1836, sem que em lempo algum possa haver
roclamaeao aiguma.
Mesa do consulado de Pcrnambuco !! de abril de
1855.O administrador, Joao Xacier Carneiro da
Cunha.
Joan Ignacio de Medeiros Reg, commerrinnle ma-
ulado, depulado commercial do tribunal de
provincia de Pernambiiro c juiz
cominerco commissario nomcado pelo mesmo tribunal.
l-aco saber que nao leudo comparecido ua reu-
nan, que leve lugar no dia 23 do correnle, os cre-
dnres da rasa fallida de Oliveira Irniaos i\ Cumpa-
nhia. Leonino Brotheis, Jacomo & P. Irms
(.arhnni, Gamba Sroiuio tv. Mello, Frercs Bosaner.
Antonio Joaquim de Oliveira Mello, Novaos & I'a
ao,1 inva Seve, Sebastian Jas le Figueiredo, que
residen) fora desle imperio, ou dentro delle, mas
em diimirilioi nao conliecidos, por nao ler sido-
cnnvwarflo feila segundo o arl. 135 do rcgulameno
0 n. ,.',,i ,|e o-, ,| novembro de iS.")l>, convoco pe-
lo presente edilal a ditos credores para que compa-
38000 !"-'"" no da 'i d.junho do enrenle auno, pelas II
ora da manhaa, em casa da minha residencia na
ra da Cruz 11. 9 do hairro do Recite, alim deque
leiiindos em minha presenca, enm lodos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquen os seus
crditos, aeforihe o contrato de uuiao, e se proce-
Uaa nomeacan de administradores dos hensda di-
ia ca.a fallida, adverlindo que iienbiim credor se-
ra admillido por procurador se esle nao tiver pde-
le- especiaos para o aclo, c que a procuradlo nao
pode ser dada .1 pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem ..... memo procurador representar por
ilOOS diversos credores. Em ciiraprimcnto do que
todos os credores da referida casa fallida compare-
'.ani em dilo da u lugar designado, sob pena de
se proceder a soas revelias.
E para que chegue ao eonhecimenlo do todos
niandei paesar o presente edilal, que ser jifixado na
praca do conuneicio c publicado pelo Diario da
Ptrnambueo. Dado e papado nesta cidade do Re-
"e ''?J arnainbuco aos 27 dia* do mez de Janeiro

1

um
i)

Feijao..........
Fumo bom .......
ordinalin .....
em Tulla bom. .
. 11 ordinario.
reslolho .
Ipcracuanlia......
(omma.........
(eugibre.........
LcftiiiUe letal rrandes .
pequciias
n i) loros.......
Pranchas de amarello de 2 costados urna
a louro......... o
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
alqueire


alq.
II
ciilo

684(X)
5f$00
39840
18G00
8600
2--2()l)
8*800
119000
9160
9190
9190
9100
I59OOO
9200
9260
8160
9400
9320
19280
1,8000
25000
15000
2*240
28JHX)
1*500
7*000
7*000
39000
85OOO
3*000
40*008
9*008
19580
9800
IO9OOO
r6*000
78000
de dito usuaes ....
Costadinho de dilo......
Soalbo de dilo........
Ferr de dilo........
Costado de louro.......
Costadinho de dilo.....
Soalbo de dilo........
Forro de dilo........,
o cedro.......,
Toros de lalajuha.......
Varas de pal reir.........duzia
aguilhadas........
1) quiris.......... d
Em obras rodas de sicupira para c. par
eixos 11 d
Melaco............
Milbo............
2J000
KX5OOO
9800O
6*500
4s0(X)
69000
1) 59200
3521)11
2200
11 39000
quintal 1*280
PUBLICABA A PEDIDO.
PROVA DE Ot'E O EXM. SR. CASTILHO JA'
ESTA' NO RIO DE JANEIRO.
Illm. Sr. Francisco de Frailas Gamboa.Acata
de recebrr em 3 numeres de fallas de Pcrnambuco
o annuncioque a delicadeza de V.S. all fez inserir
acerca da minha prnjectada visila a V. S. e a sua
eseolha. Agradecendo a V. S. devo ao mesmo
lempo desculpar-me de haver fallado; as pon-
eos horas que o vapor se demorou diante desse
porto, a iliininiiirao que ainda artas horas fez o
temporario impedimento, que nos pozeram como
ii'peilos de contagio, e linxlmente ninvolto que o
mar se acbava para'en ir a Ierra, o que poderla im-
possibililar depois o meu reembirquc, ludo islo me
condemniiii a licar sem um prazer, quo eu lano
desejava, admirando os fruclos que a proii-.au o zelo
e a illu-lracao de V. S. devein ler produzido 110 seu
ensinn pelo meu melhodo. '
No meu regresso para Portugal diligenciarei ser
ma:s feliz.
Queira V. S. di'por da boa vonlade de quem he
da V S. atiento admirador, e criado,
Antonio FeMHano de CasliMio.
Rio 9 de marco de 1855.
COMMERCIO.
Pedra de amolar .
filtrar .
rebolos .
Ponas de boi ... .
Piassava.......
Sola 011 vaqueta .
Sebo em rama ....
Pe les de carneiro .
Salsa 'lamilla ....
Tapioca.......
L nlias de boi '.
Sahao ........
Esleirs de perncri .
Vinagre pipa .
Caberas de cachimbo
caada
alqueire
urna
....... cento
.......nioiho
.......meio
."......
.......urna
.......
....... cento
....... a
.......una
.......
de barro. milheiro
1&600
19*20
11291
448000
989080
9228
1*600
8640
68000
8800
48000
53211
2-IIO
5*208
8200
17*000
3*200
9240
9128
5160
30*800
58000
MOVIMENTO DO PORTO.
Mario fahido no dia 9.
1'iTioliriaio purluguez Esperanra, capilao Anto-
nio Jos Das Brauquinho. carga assuc'ar.
EDITAES.
ALFANUEUA.
Rendimenlo do dia 1 a 7. ,
dem do dia 9.....
47:720*060
17:64lo776
le lfi>.i. Eu Uiuamerico Augusto do Reg Itangel,
ts,-ii ivao jiiranienlado o escrevi.Joao Ignacio de
Mcdeu-ot llego, juiz do commcrcio-
Jos Antonio Bastos, commercianle matriculado,
depulado commercial do tribunal do coromercio
da provincia de Pernambuco, c juiz commis-
sarin.
raro saber, que no dia 9 de iunbo do rorrer.lc
anno pelas 11 horas da manhaa na casa d minha
residencia na ra da Calda do hairro do Recile
n. .Ii ha de ter logar a reuin.lo Jos credores da cas
comiuercial fallida de Richard Rovle na conlormi-
dade.do artigo 135 do regiil.miento 11. 73S de 25 de
noveinbro de 1850, alim de que reunidos era minha
presenca lodos os credores, verifiquen! os.seus cr-
ditos, forniem o contrato de unan, c nroeedam a
nomeacao de administradores dos bens da referida
casa fallida, adverlindo que neiihuin credor sera ad-
mitlidr; por procurador, se esle nao [ver poderes
eperiacs para o acto, c que ;. procurarlo 1110 pode
ser dada a pesni que seja devedora" ao fallido,
nem um mesmo procarador representar por dous
diversos credores. Bm cuiiiprimenio do que lodo)
oacredores da referida ca fallida comparecara em
dilo dia e lugar designado, sob pena de se proceder
a suas revelias.
E para que chegue ao conhecimenlq de todos,
manad passar o prsenle edilal, quo ser aflixado
na praca do commeroio c publicado pelo Diario de
Pernambuco.
Da !o e passado nesta cidade do Recite de Per-
nainhuco aos S dias di mez de fevereiro de 1855.
Eu Dinainerico Auguslo do Reg Rangel, escrivao
juramentado o escrevi.Jos Antonio Bailo, juiz
columbario.
Joao Pinto de Lemns, comraendador da ordem de
Christo, commerciaulo matriculado, depulado
commercial do tribunal do commercio da provin-
cia de PernambiKo e juiz commissarioj:
Faro saber que nao leudo comparecido na reuna j
']w leve lugar no dia 19 de Janeiro do correnle au-
no, os credores da casa comiuercial fallida de Deanc
^oule & C, que residein fora desle imperio ou den-
tro delle, mas em domicilios nao conliecidos, por
nao ler sido a convocarlo feila segundo o artiga 135
do rcgul.imenlo 11. 738 de 25 de novembro de 1850,
convoco pelo prsenle edilal a dilos credores, para
que comparecara no da II de junbo do correnle
anno pelas ll.horas da manhaa, na casa'da residen-
ciados mesmos fallidos, na ra da Cadeia do hairro
do Recite 11. 52, alim Je qua reunidos em minha
presenra lodos os credores da referida casa fallida,
vcriliqncm os seus credilos, deliberem subre a con-
cordata ou formem o contrato de ailo e procedam
a nomeacao de administradores dos bens da dita ca-
sa fallida; adverlindo que r.ehhum credor ser ad-
millido por procurador se esle nao tiver poderes es-
pecules para o aclo, e que a procuraran n3o pode ser
ilada a pessoa que soja devedora aos fallidos, nem um
un -nio procurador representar por dous diversos
credores. Em cumprimcnlo do que todos os credo-
res da referida casa fallida, romparrgam em dito
da e lugar designado, sob pena de se proceder as
-ii'.s revelias. E para que chegue ao cmihecimcuto
de lodos mamlei passar o presente edilal, que ser
aflixado na praca do Commercio c publicado pelo
Otario i'.e Pcrnambuco, |)*do e passado nesta ci-
dade do Recife de Pernambuco aos !) de fevereiro
de 4855. Eu llinamericu Augusto do Reg Rangel.
psc'rivao juramentado o escrevi. Joao Pinto de Li-
mos, juiz commissario.
DECLARACIO'ES. r
65:3618836.
Dtiearregam hoje 10 de abril.
Barca portuguezaMaria /os diversos gneros.
Brigua portuguezSt Manoel Idem.
Brigue inglez Caroline SrAmlbaralho.
Palada* americano Mary A. Forret familia de
trigo.
Iliale nacionalAmelia pipas e barril de viilho.
Barca portogueza om SueeMsoarcos c balates.
CONSULAIO C.EHAL.
Rendimenlo do dia 1 a 7..... 15:595*362
Idam do dia 9........ 3:251*658
O Illm. Sr. contador, sen indo de inspector da
thesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietacios abaixo mencionados, a enlrega-
rem na mesma thesouraria, no prazo de Irinla das
a contardo dia da primeira publicaran do prsenle,
a importancia das qnolas com que devem enlrar
para o calcamenlo das casas da ra do Livramenlo.
conforme o dsposlo na lei provincial n. 350. Ad-
ve/lindo que a falta de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas qnolas na conforrai-
dade do arligo 6.- do regulaniento de 22 de dezem-
bro de I8&4.
N. 2 Manoel Jos Monleiro.....89*500
4 Antonio da Silva Ferreira. U05OO
6 Joaquina Maria Pcreira Vianna. 1188500
8 Manoel do Nasciuiento da Costa
Monleiro e Paula Izidra da Costa
Monleiro.........66&000
10 Viuva e herdeiros do Jos Fernau-
des Eiras.........679500
12 Antonio Monleiro Pereira. 758000
14 l.oiz de Fraora da Cruz Feneira. 373.500
16 Joaquim Antonio dos Santos Au-
drade.- .'.......75*450
18 Marcellino Antonio Pereira. 90*000
20 Vjiivii de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Goimarfea.......1808000
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva......."... 124*500
24 Jos Baplisla Ribeiro de Fariai, 1268000
26 Manoel Buarque de Macedo. UKjlXK)
28 L'mbelino Maximino de Carvalfio. 488600
30 O mesmo. .....*... 60*006
32 Francisco co Pradoi ..'... 689000
34 Viuva de Francisco SeverinoCaval-
canli .....'.
PIVEKSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 7. ., .
dem do dii 9........
18:8478020
1:2563990
446*745
1:6678741
36 Nuno Maria de Scixas.....
38 Manoel Francisco de Moura. .
1 Herdeiros de Joaquim Jos de Mi-
ranJa..........
3 Thomaz di Aquiuo Fonseca. .
5 Ca pella doi Prazeres de Guarara-
pe...........
7 Ordem Tcrceira.de S. Francitco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Medeiros
e outros. :.......
II Antonio da Silva Gusmo. .
13 Antonio Jos da Castro. .
15 Herdeiros de Izabel Soares de Al-
nieida. .
(OpOOO
7J4J0O0
1118600
998600
27S000
618200
678500
638000
188000
() ronselhodc admnislraeao de fardamenlo
do corpo de polica precisa comprar, para as (iracas
ao mesmo corpo, illj pares de sapatoa : as pessoas
que se propozercra vender deveao comparecer 110
dia II do correnle pelo meio da, na respectiva se-
cretaria, com suas proposita era caria fechada,acora-
panhada das cuiupetentes ameslras.
Ouarlcl do corpo de policia na fortaleza das Cinco
Ponas 8 de abril de 1855. Epiphanio Borges de
Mcnezes Doria, lencnle-secic'.ario. ,
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pcrnambuco toma c da'
lettrns sobre o Kio de Janeiro Banco de
IV'fiiainliuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direccao, Joao Ignacio re
Medeiros Reg.
COMPAMIIA PERNAMIII\M.
O conselho de dircrco convida os Srs. acrionislasa
realisarem a quarla prcslacao de 10 por sobre o nu-
mero de acees que Ihe perlcnccm, al ao dia 15 de
abril prximo ; o:encarrcgado dos rccebimcnlos he
o Sr. F. Coulou, ra da Cruz 11. 26.
Tend esta reparlicao preciso de bous oliciacs
de pe Ireiro para as suas obras ; manda o Illm. Sr.
inspector convidar a quem qneira asaim nolla em-
pregar-sc a aprescntar-sc-lhecom loda a brevidade.
Inspercao do arsenal de maiiuha de Pcrnambuco 3
de abril de 1855. O secretario, Alejandre lloiri-
gues dos Anjos.
O Iilm. Sr. capilao do poito manda fazer cons-
tar queem vrlnde de auturisac3o do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia foi CoUocada urna boia balisa nr
cxlremo dos baixos de Olinda, sendo a sua descrip-
cao, que muilo inleressa a ^avegacito, a por copia
junta aeshr. Capitana do porto de Pcrnambuco em
30 de marco de 1855.O secrelaro,
Alejandre llodrigues dos Anjos.
Desciipco da boia baliza collarada no exlrem-i
aos bai.tos de Olinda.
Na direccao Lessuesle Oesnoroeslc da pona de O-
Iinda, acha-se enllocada urna boia indicndoos bal-
sos do mesmo nome, balisada da raaneii.i sc-
guinlc :
Sua configuracao de urna pyramide cnica lem a
altura de 12 palmos e S pollegadas do nivel do mar
lo vrtice, e na ua liase a circunferencia corres-
ponde ao dimetro de 10 palmse 6 pollegadas. Sua
cor de um branco claro se destaca imniediaUmenle
las bmas do balenlo Ingle/., sendo ueste, a do nor-
te tajada de branco e escarale era liras perpendi-
culares, c a" do sul de cr vcrinelha. Acha-ae ella si-
brac.ts scenconlra o maisserco des bailasdeOliii-
da, vindo a boia a lirar fra 2 milhas da coila c 2
el quarln dn.d-i exlremo norle do banco do lii;
glez. Sua postilo se oblcra marcindo a torre da S,
na #dade de Olinda (igreja mais alta pouco 10 N
da qual se acha o cqueiro reinarcavel) por 63 N O,
o pi da bandeira do forte do Buraco, por 73" S O,
o a lurro do arsenal de raarinha por 57" S O, rfiinus
esles lodos magnclico, sendo a variaciio da agulha
com que foram observados 9'N O.
.ilarcaodo-a norle-sul verdadeiro por fora dola
se podera navegar livremente nao s safo dos bai-
vos por ella indicados como do banco do Inglez, e
dos da i tuba (ConunoaeSo los baixos que das Can-
delas se prolongan at a brrela de S. los): c lo?
das as vives que se li/.cr cuiTcspoudcr o roqueiro
remarcavel de Olinda, a meio do convenio de S.
Francisco (igreja ponen mais ao norte, e mais bai-
la que a S se catara I.e.-le-Oesle com I boia, a
qual pode ser vi-la de dia com lempo claro na dis-
tancia de 5 milhas de cima do eonvet de qualquer
brigue, c de noile na de 100 011 200 bracas. Os na-
vios que nSodemandara o porto, convm nao nave-
garen! a Ierra da direceflo cima mencionada, por
quanlo quer nos baixos era fenle a Olinda, quer
nos da lluba, em frente da ilha do Nogueira, dimi"
nuco fundo uestes lugares rpidamente.
Capitana do porto de Pernambuco 30 de marco
de 1855.Eliziario Antonio dos Santos, capilao do
porto.
Conforme.O secretario da capitana, Alajiulre
llodrigues dos lujos.
CAPITANA DO PORTO.
Importancia de sellos de documentos ex-
hibidos no trimestre de Janeiro a mar-
co ullimo ._.7:te800
Dita de multas impostas por infraccOes
do rcgulamcuto no dilo lempo 3029008
5758800
C. C. FIGUEIRE00.
aSOMHOlSEvvSHPPI>GAT.
SOUtUiPTOA.
ERCEADIE, B1CUCE. S irFECTS UCEifU 4 rOEWlUE,
Wilh despalchand economj.
oodsand Passcngers' Luggage slricllv allendcJ lo.
Information gicen resperling thearrical & de-
paitm-e of Steam I v
Forcijii Money Excbange-I or Receivcd inPaymcnl.
C. C. FIGUEIRE007
CORTIEi DE DOANE,
A SOTHAPiIPTON.
iHiirri)anliisr5? biijjagc, rt cfffts
llecus el expedios avec diligencia el econnmie.
/.a plus grana* atlention est apparte e'ncer* les
Panagen, leurt Bagages el Marchandises.
lole inrurmatiun poasibh cst donnee sur l'arrive
ou ledepail des llalcaux i Vapeur.
T-
AVISOS MARITISiEG'S.
A escuna nacional PLORA vai seguir
com brevidade; tem grande parte do leu
carregatnento proinolo : para o resto
Irala-se com os oonaigoatario* Antonio
ae Altneida Gomes4C., na na do Tra-
pidieNovo n. 16 segundo andar.
PARA O KIO Dr; JANEIRO
segu com muila brevidade abarca na-
cional uSorte, por ter a maior parlera
carga prompia, pata o resto, passageiros
e esclavos afiele, para o que tem encl-
lente! connnodos: liala-se com os consig-
natarios Novaes & C, ra do-Trapichen.
7)\, ou com o capilao Jos Ufara Ferreira
na praca do Commercio.
Os abaixo signados, consignatarios do pata-
cho poriugucz Alfredos, declarara que o dito navio
pretende seeuir viagem para a ilha de S. Miguel
ueste dias, e quem no mesmo quizer ir de passageni,
para o que lem excellenlcs coMNmdoa, dirija-se
ra do Vigario n. 3.
Johnslnn Pater & Companhia.
Os Abaixo ssiguados consignatarios du patacho
porlugue-' Alfredo, declarara qne os pamageiraa. que
vieram no mesmo mivioda Ilha de S. Miguel, c que
.linda nao paganini as suas pas-aeens, queiram fa-,
zer antes do dilo navio sabir, uo quereodo que os
seus dadores paguem. Rccifc 7 |de abril de 1855
liilinslon Pater t\ <'.
Para Lisboa segu virgen) cora muila brevida-
de ii bergautira porlugue/. Tarujoja, capilao Ma-
noel de Oliveira Faneeo : quem no mesmo quizer
canegarou ir de pasn gen;., dirij-i-sc ao uiesino ca-
pililo, ou a sim consigoalaro .Manuel Joaquim lla-
mos c Silva.
Para o Porto sogue viagem cora molla brevi-
dade o herganliin porlugue/. S. Manoel le, canilSo
Carlos Ferreira Snares : qu, m no mesmo quizer
carregarou ir de paosagem, dirija-seao menso capi-
lao, nu a seu consignatario Manuel Joaquim Ramos
e Silva.
PARA MACEIO.
Segu na presente semana o brigue na-
cional ADOLPO: para carga e passa-
geiros trata-se com a consiguataro Edu-
ardo Ferreira .illar. na ra do Vigario
n. .">, ou com o capilao Manoel Pereira de
Sa', na praca.
Compauliia Crasileira de Pacpteles de
Vapor.
O vapor
Impera-
dor, com-
Olandanle
1" lenle
Torrado.
espera se
dos portes
do norte a
para os do sul no dia so-
agencia em Pernambuco
CARLOS C. FGUEiaEDQ.
Agente da Alfandega e de Navios,
8, QUEEN'S TERRDCf,
SOITHAMPTON.
Itecebo e expede com presten c economa, mer-
endonas, ba^agem e elidios ile qualquer uatureza e
ordem.
Eaelaraee os viajantes sobre ai chegadaa e sabidas
dos paquetes, deearainlios de ferro, elcv, dirigindo-
se no ni.lis que precisen).
Faz as opeaces necesarias da alfandega, e rece-
be (azendas a commissSo, etc. -
^:: I .;.-t-J:;..;:
HOJMEOPATOIA.
^ Itemedios eflicaclssimos contra
as liexigas. :;
.;; [Gratuitos para os pobres.)
.3 N consullnrio renlral liomnJopalhic, ra
vi de S. Francisco (mundo novoj n. <>8A. }
.'" Dr. Sabino Olegario l.ulgero Pinho. Ka
Lotera ile fi. Sen hora do Guadalupe de
Olinda.
AmanbSa, quarta-feira 11 d-> abril, he
o inditbitavel andamento da referida lo-
lena a's 10 horas da manhaa, no consisto-
rio da igre a da Conceicao dos milttaret:
os meus hillietes e cautelas s estao a ven-
da ile as 10 horas da manhaa : a elles
quei>stono resto. Pernambuco. 10 de
abril de 1855.O cautelisla, Saltistiano
de Armio Ferreira.
i HOMePATHlA.
FEBRE AMARELLA.
Alguns rasos de FElfitE AMAUELLA
se lem ollimamenle manifestado noria ci-
dade. Otariamente homcropalhicn hera
dirigido lera mostrado sua superinridade
j. a mitiga inedidna. Ql doentes. pois, que ,
W a hominupalliu quizerem recorrer, pode- \)
Qp lo-haofa/er, sendo socenrridns do nrereren- AA
a ca aquellos que iipiihum remedio hajain
%Jj tomado.
i*. Consultorio central horan-opalhicn, roa
*^ de S. Francisco mundo novo] n. p) Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.


~
15 do correnle', e seguir
guinlc ao da sna entrada :
na ra do Trapiche n. 10, segundo andar'
Pa-sagens. Cmara.
Para o Rio da Janeiro. 1009000
Bahia. 4OJ000
Macei. -2II50O
Cnncedc-se aos passageiros adultos a r 95 paimos
culncus para hagigein, e havendo excesso pagarflo a
razio de 300 rs. Os senhores passaueiros que pre-
lendercni passagem ncsle vapor, queiram com ante-
cedencia pagar suas passasen*, para nblcrem prefe-
rencia aos lugares que o vapor trouxer disponiveis.
Convcz.
228000
IttOO
i-^KX)
LEILOES.
Roslrnn Rooker t\; Companhia farilo Icilao, por
coula c risco de qnem (lerlencer, c por inlervcm ao
do agente Oliveira, de diversos volamos de fazenda
ingle/as avariada, importadas ullimanienlc de lu-
glalerra : lerca-feira, lll do crrenle, as 10 horas da
manhaa, em seu armazem, nu largo do Corpo Sanio,
(i agente Borja rara
Inilao era seu armazem
na ra do Cullegio n.
I"), de diversos olijcdos,
conaisliudo era un com-
pleto sedimento de
obrai de raarrineiria
novas e osadas, nm op-
limo apparelhe de pra-
ta para ch.-i, una por-
ro de quinquilharias de porreliana e do vidio, ri-
cas caixa* de charan para vnllarele. dilas para Cos-
tara e para guardar j.iias e asiros amitos chjerlos de
charan e de nutras cualidades que seria impossivcl
mencinna-los c qualro excellenlcs carros de qoalra
roilas muitn nuvos c de gofio raoderissimo, cujos
se itharlo patentes no mesmo armazem no dia do
Icilo, quiula-feira 12 do correnle, as '.I horas da
manida.
Viciar Lame, far.-i Icilao por inlervrneao do
agente Oliveira, de variado lorlimeolo de raleadas
de algodan, laa, ludio e se la, lij.las prnp.rias do mer-
cado, e a maior parle rceentemente despachadas :
quarta-feira ti do correnle as 10 horas da raanha,
em seu armazem ra da Cruz do Recite.
T. d'Aquino Foneeca & Filio farilo leilo em
lotes acontento, por conta e risco de quem perten-
cer. e por inlerveiicao do agenle Oliveira, de crea
de 80 barril de Tinao linio de marra multo superior
(nao supponhain os freguezes ser igual ao ordinario
vendido em seu ullimo Icilao. chegado prxima-
mente de Lisboa : quinta-feira 12 do crlenle, as |,
horas da manhaa em ponto, a porta do armazem di
Sr. Aones Jacomc, defroole da oreada da alfandegao
O agcr.Ie Oliveira far hilan em seu escriplo-
rio ra da Cjideia n. IU. por cima do armazem de
fazenda dos Srs. Fox Krolheis. no sabbadol'idn
correnle, ao meio dia em poulo. do seguinle : :i
mrradas de casa de pedra e cal em rliios prnprios,
livrese desembarazadas, sendo urna de dous andares
e solara, a qual faz esquina para a Iravessa da ra
do Vigario. e os fundos, frente para I travest de
Cnrpo-Santo n. 29; urna dita Ierren ni ra do Pilar
n. III, era Fura de Portas, e outra lainbcni terrea na
inesia ra n. 69, com solara c co-inha fura, e am-
bas COB) portille quintal murado para o lado do
mar : os senhores prteodenlM poderSo examinar
dils predios, para o que se faz o prsenle aimunrio
com bastante anlicipacAo.
O agenle Vctor fara leilao da um cxcellonlc
bote novo com seu competen! ina-lrn, veilas, reinos.
noque, furqnelas, chadres; os senhores prclendou-
les podem dirigir-se ao pullo dea Canoas junio a
lundicao dos scnhnres Masqoita Dulra, onde Ht
ancon-da dilo bote, c examiua-lo, para isso se faz o
presente anniincin : quinla-leira 12 do correnle as
10 1|2 horas da m-ulia no indicado lugar '
LEILAO'DE HATATAS.
Jos Fcrnandes Ferreira faz leilao dq ama |iorcao
de hlalas viuda de Lisboa : defronle da afeada di
alfandega, porta de Liiiz Antonio Aunes Jacomc.
quarta-feira, II do correnle, as 10 horas da manhaa.
AVISOS DIVRSOS
Pergnnla-sc a mesa regedora da ordem lercei-
ra do ('.armo, fea bulla que prohbeos cmpreslimns
das alf.iias da mesma ordem. com a pena de esco-
munhao, se acha icvogada*pnr nulra bullif, visto
ja sobre um finido de areia gfossa vermelha, em 5 nue fui emprestada um capa de velludo bordado a
bracas ni baxa-inar media, para Ierra delta cousa
de urnas 30 bracas principiara apparecer algumas
laces solas, mas ao nivel do fundo, e uqu.ein-240
irmandade de Sania Rila para o Seulior llessusoita-
do, cuja capa ficou bem maltrada pelas muitas do-
bras que soffrau. Isto deseja saber O irmao dos
variabas.
i abaixo BSSgnado estando a mu-
dar-se de Olinda, declara nao dever a
ninguem nessa cidade nem na do' iW-ife,
nem em parte aiguma : se todava al-
guem se julgar seq credor, aprsenle
seu titulo para ser pago.Jos Lourcnco
Meira de Vasconcelos.
Os credores do faHecdo Manoel Joa-
quim Gonealves e Silva queiram compa-
recer na quinta-feira, 12 do* correte, as
10 horas do dia, na casa dos Srs. Jos
Antonio da Cunha A Irmao, para delibe-
raren! sobre o (pie ha a fa/.er-sc.
O Sr. Guilherare Augusto de Azere-
do, deixou de ser caixeiro dos abaixo as-
signaflos desde odia ~> do corrente. Per-
nambuco 8 de abril de 1S35'.Macha-
do & Pinheiro.
mli)a.n.:a de i.oja.
Jos Pradines, cutileiro francs, lem a hon-
H rade previnir o respelavrl puhlico ea seus
g freguezes em parlicular, que mudou sua loia
g de culilaria da ra Nova para a ra da Ca-
g deia do Kccifc n. 10, otada o acharao prnmplo
S para os misleres de seu ollicio, e assegura as
B pessoas que quizerem honra-lo cora sua rnnfi-
B ain-a, que sern s disfeilas lauto na
...... promi
a dan conmnos precos, que serflo os mais raso- H
3 veis possivel: approvvila tambera e siao para previnir a seus freguezes que leem 68
' nliras lias mos delle ha muilo lempo, que ve- ^
nhan luis ar no prazo le om mez. do con- '--i
no scrao vendidas para pagainenlo do Ir,
bilbo, porque nao pode passar seu lempo
' apromnlar obras qi;e deixam deiios sem as s
g vlr bascar. j
Paz as ainoliaroes lodos ns tijas.
I1F.II/FI
Manoel do llego Lima vai a Europa tratar de
seus negocios, e leva em sua companhia o menor
sen lillio Antonio, nada deve | esta praca, c em sua
ausencia lem constituido por seus bastantes procu-
radores : era primeiro lugar sen sogro Jos Andr
do Oliveira, em segundo Pedro Joso da Cosa, e em
lerceiro Scixas & A'.evedo. (cando o seu caixeiro
Joao de Azevedoaulorisado a lazer todas as compras
precisas para o seu esiabelecimento, a dinbero a
vista.
CC. Johoslon estando em vespera de fazer
viagem para a Europa, roga a toda e qualquer pes-
soa que sejolgir seu credor por divida particular,
queira apresenlar as suas muas em casa de Jo-
honslon Pater & C, ra do Vigario n. :>, para se-
ren veriiieadas i pagas.
Ha ra das i'riucheiras n. 46, primeiro andar,
precisa-se_ fallar ao Sr. capilao Torre, que rsteve
na povoacSo do Abren e era llarfeiros, era casa do
Sr. Theo.lnro, c do Sr. Pirmiiin Lucas de Azevedo
Soares Gordo, a negocio dalles mesmos lugares.
Perdeu-seuma nota do50 crabrulliada em um
lenco de cajntiraia de marca peqona, da luilea de
Sr. Antonio Pedro das Naves aleo lucen que vira
para o Ircm : quem achou e querendo reslituir po-
de-o fazer na ra do Kangel n. ->\, que se Ihe licar
ohrigado olambem a coincidida mais leve.c so exi-
gir algum ach.ulo se Ihe dar, pois he de pessoa ne-
cessilada.
Gabinete portugus de leitura.
Por ordem da directora convoca-seo conselho de-
nigrativo para domingo l do correle as II hora
da manhaa.
Desappareccu, no da primeira do corrcnle, um
quarlau alasilo callado rom os signaos seguintes :
trente berta, urnas pintas brancas sobre o lomb-.i,
crinas paradas a tesoora, um lalho no p esquerdo,
sendo o oulro e as maos cale i da-, e com a. marci-S-
no quarln esquerdo : quera o adiar podara levar i
casa do Sr. Andr Avelno de Barros, na Iravessa
da na Bella que ser generosamente recom-
pensado.
.:' r. :. mmssamma
REfaRElO MILITAR.
Previne-se aos Srs. sucios, que no dia 12 as
5 horas de larde na casa da residenciado ahai- 2
* jo'assignado na ra do AcagSo n. 12. serSo B'
s entregues as proposlas para convite de familia '.
21 para a partida que lera lugar no dia 21- do g
..-. i-or.ieiilc.Alteres Barro, secrelaro.
:
Semprc ha dchaver gcnle que queira s im-
portar com a vida alheia (Jua quer o Sr. I.do
annuneio inserido no Diario de 7 do correle '.' Bem
sabe que semprc fui o peor bota de Peniamboca, e
que minha vida consiste smente em difamar as fa-
milias honradas se namoro cora es-a menina he
por brincadeira, e nada mais ; e se tambcm abro o
meu chapeo de gol as....., he para me acanlelar do
nao lempo..... Finalmente lique cerlo odilo senhor
que me n3o importa o pal da menina, e nem mais
algueni ; raisc hesta o hesla hci de ser em quanlo
hooverera h'eslas no mondo. Son seu criado.
Pernos tortas.
Prerisa-se de um homem de meia idade, que
d informaees de son conduela, para feilor de um
engenho perlo desla cidade : a tratar na roa do Cres-
po n. 15.
L'm rapaz de boa conduela, pralicoem taber-
na, se olterece para caixeiro de urna taberna : em O-
linda, novaradouro, taberna do capilio Amonio.
SALA DE DABCA.
Luiz Caularelli participa -ao respeilavel publico
quo a sua sala de ensillo, ua ra das'I'riucheiras n.
I'J, se ,n lia aberla lodas us segundas, quartas e sel-
las desde as 7 horas da noile al as 'J : quem do sen
presumo se quizer utilisar, dirija-se mesma casa
das 7 horas da manhaa al as 9 ; o mesmo se offere-
ce a dar licOes particulares as horas convencionadas.
Prcci-a-se de urna ama para casa de pequea
familia, po. .n que se disponha a ludo o servico de
portas a dentro : na ra do Hospicio n. 34.
Ensene Ttsscl. socio gerente da casa J. B. Las-
serre <5 Companhia vai fazer urna viagem a Europa,
licitando para seus procuradores seu irm3o tiusUve
i i-sel, e o Sr. commendador Manoel Gonealves da
Silva. '
Ainda se precisa de om pequeo de 14 a 1t
annos. para caixeiro de taberna : na roa do Caldci-
reiro n. 6U.
Auscntou-se do engenho Gaipio, da freguezia
dclpojuca, em dezembro prximo pasudo, um es-
cravo de uaefio. por nome Jaciulho, alio, fula, pou-
ca barba, cara pina ; foi escravo do fallecido Jos
liamos de Oliveira, e consta andar Irabilhaudo pelo
nflicio aqu em differenlcs obras : qualquer capilao
de campo ou oulra qualquer pessoa que o capturar,
teve-o ao escrplorio de Jos Joaquim de Miranda,
lia ra da Cadeia do Hecife n. fi, nu em sua casa .
junio a igreja da Estancia ; e se for pegado no mal-
lo em qualquer engenho ser levado ao ciraa refe-
rido, a seu pi-opnclario Jos Felii da Cimara Pi-
inentel, que quem o receber graliQcar generosa-
mente.
Manoel Barbosa retira-se para fra do imperio.
AttencSo.
A pessoa que na larde de'7 do correnle lirou da
casa do Sr. Flix alfaute um chapeo de sol de seda
furia-cores, novo, lalvez por engao, visto que la
deixou oulro, queira ir dslroca-lo, ou na casa do
mesmo senhor, ou na ra da Gloria, casa n. SO. que
alin de se pagar generosamente,licar-sc-lhe-ha mul-
to agradecido.
EnglUh hotel.
o-se almoeos c janlares para fra, a lamben] as-
signatura por mez, por preco,mui razoave,.
Pede-se ao Sr. Antonio Jos Rodrigues de
Souza Juuior, que nao pague o que por soile sahir
un meiu billielo da loleriade N. S. do Guadelupe de
n. 191!), o qual fn desapparecilo do poder do an-
nuncianle.M'inoel Antonio llodrigues Samtco.
Desapparecoran da praia de Sania Hila,'.! pran-
ches dearaarello, curlos.com a marca A. C : quem
delles soubor c der utida dirija-so rua da Praia,
armazem de Auacleio n. 7(i, quo ser gratificado.
Quera precisar de um rapaz hrasileiro. de da-
de 1:1 anuos, para caixeiro do luja ou armazem, com
inlelligenc.i. o qual d liador a sua conduela : pro-
cure na botica do Sr. Barlholomeu, que dir quem
he.
Prensa so atugar urna prela para oservieide
nina familia ingleZa.quis.iiha lavar, engomra. re
coser : eneas de Paln Nash & Companhia, rua do
trapiche Novo n. 10.
UMA DEcf.ARACAO'.
A carta de Liberdade da menina Severina a favor
do quem promovemos uina subscriprao, fui laucada
graluilamenle as olas do Sr. labelliflo Almeida.
M. Fonseca de Medeiros, F. lavares Corris, J.T.
de Lima Bairilo.
IM-se algum dinheiro por fi mezes a juros de V
por cento ao mez, com bypolheca de ouro ou praia :
na cidade de Olinda, laiera da ribera, casa em
que mora o padre Ignacio Antonio Lobo, se dir
quem d.
Precisa-se de nina inulhcr livre ou escrava pa-
ra servico interno de una casa de familia, inclusive
ciigoinmado : a tratar na rua Nova o. 50, segundo
andar.
-r- O padre Antonio .la Cunha Figueiredo fiM*d*a__.
o sen iMcriplorio de advogado pana a rua eslreita do
Itosario n. 2li, onde poder ser procurado lodos os
dias das 9 horas da manhila cm dianle.
Antonio da Ponte Araujo, porluguez. retira-
se paia fura do imperio.
Desappareeeram do engenho Piluassu'. do po-
der do abaixo assignado, > eSCravOS, um de noine
Joo, crioulo, dude 0 e tantos annos, estatura re-
gular, corpo secco. bracos e pernal linas, pouea bar-
ba, trazendo sempre rapada, com.talla de um denle
no qucixo superior, nlhos vermelhos, e j. princi-
piando a piular: nutro de nome Luiz, crioulo, da-
da 10 anuos, alio, secco. pnuca barba, ara de-
nada, curcundu. mu marca de rellio pe
e-lu escravo suppe-se andar por Olinda e Recife :
quem os pegar, leve-oi ao engenho cima, que sern
gratificadosJoio C naicanti de Albuquerijue.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
venile-se um completo sortimento
ele lazendas, ibas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ces, como a telnlho, alliancindo-
se aos compradores um s preco
paca todos : este estabeleciment
ahrio-se de comliinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, (rancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
agens doque outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
real e
KOI! I.AI KKCTIUR.
O nico aulorisado por decisao do conselho
decreto imperial.
Os mdicos dos hospitacs reroramendam o Arrobe
de Lati'ecleur. como sendo o nico aulorisado pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d'iiin gusto agradavei, c faail a turnar
em secreto, esta em uso na maiinha real desde mais
de IKJ anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca despeza, sera, mercurio, as afferces da
pellc, impigens, as consequencias das sa/nai, ulce-
ras, e ns accidentes dos parios, da idade critica, c da
acrimonia hereditaria dos humores; convm aos ca-
larrhos, a bexiga, as conlracces, e fraqueza dos
urgaos, procedida do abuso das'iiijectoes ou de son-
das. Oimo anli-sv phililic, o arrobe cura em pouco
lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que volvein
ules era conseqflenci.i do em prego da copai-
ba, da cubeba, ou das injeices que representeiTl o
virus sera neulralisa-fci. O arrobe LaCTeclaur he
especialmcnle reroinmendado contra as nloencas, n-
veler.ulas ou rebeldes, ao mercurio e ao iodurelo de
polassio. Lisbunne. Vende-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo,praca de I). Pe-
dro n. SH, onde acaba de chegar urna grande porrao
de garrafas grandes o pequeas vindas direelamenle
de Pars, de casa do dito liuv veau l.allecteur 12, ru
itichoo a Pars. Os formularios dao-se gratis em
rasa do agenle Silva na praca de 1>. Pedro, n. 82,
i'orlo. Joaquim Araujo ; Baha, Lima s lrmilos ;
Pcrnainhiiro, Soum; Kio de Janeiro, Kodia & KL-
Ihos ; el Moreira, loja de drogas ^ Villa Nova. Joao
Pereira de Algales l.eite ; Rio Grande, Fran de
Paulo Coulo ii C.
C. STARU & C.
respeilosamenle annunciam que no seu cxleuso es-
labelecimenlo cm Sanio Amaro,ciiuliiiuain a fabricar
com a maior pcrfeic3o e promptullo, (oda a quaida-,
de de inacliiuisino para o uso da aRficullura, no-
vegacao e manufactura; e que para maior coajmodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geni,
leem aberto em um dos grandes arinazens do Sr.
.Mosquita na rua do Urum, airas do arsenal de ma-
riuhi
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslaheleciniento.
All acharao os compradores um complelo sorli-
mento de moendas de canoa, com lodos os melhora-
mentos alguns del. inaesi de que a
experiencia de mullos anuos Inn mostrado a neces-
idade, Machinas de vapor de baixa e alia presso,
laixas de lodo tamaito, lano batidas como fundi-
da-, euros de inflo e ditos para, conduzir formas de
hias para muer mandioca, prensas pa-
ra dito, fuios de ferro balido para firinha, aradosde
ferro da mais api i Iruccao, fundos pira
alambiques, cnvoi ira fornalhas, e unja
inlindade de obris de ferro, qife scril eufadonho
enumerar. No mesmo deposito existe nina pessoa
inlellgenle e habilitada para receber todas as en-
coinnundas, etc., etc., que as aununciantes contan-
do com a ca(iacidade de suas nllicinas e machiiiisnio,
e pericia de seus nlliciaes se compromellein a fazer
exceular, com a maior presteza, perfeicao, exacta
cnnforniiilade com os modelos ou deseuhos.e instruc-
res que Ibes forera fnrnecldas.
>AV.\l.ll.\s,A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48. primeiro ai|f
dar, escriplorio de Auguslo C. de Abren, cjoli-
uuam-aa a vender a frfcOOO o par (preco lixo) as j.i
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que fui premiado na exon-
de Londres, as quaes alera do durarem eilraardina-
riamente, uo tesen tem no 'rosto na ace,3o d cortar ;
vendem-se com a condiftode, nao agradando, po-
derem os compradores develve-las al (,"> dial depois
pa compra resltuinlo-see importe. Na mesma ca-
sa lia ricas lesouriuhas para unhas, feilas pelo mes
mo fak'canle.
V
uiitu inn
I


DIARIO DE PERRMBUCO. TERCA FEIRA 10 OE ABRIL DE 1855
Previne-se que liraram um bilhete nleiro c
un mcio, .millos iia lotera que lera de correr no dia
II do abril ; firmados nas costas com o mime por
inlriro do abaiio assignado, e roga-se aos pasadores
dos premios que, no caso de saliircm os ditos billie-
tes premiados, nao paeuem senao a Ainrico Jan-
sen Tellts da Sitta Lobo.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
">!. do Monte Pi, extrahidu em 21 de
marro de 18
20:0006'
10:000S
4:000$
2:000
1:000
iOOjj
1 N. W54. . .
1 5584. . .
1 A720.
1 >, 8355. . . . .
(i ,, 121 , 1741 , 2019 ,
5170 , 333t , 4261 .
10 n 003 , 937 , 1201 ,
2231 , 2460 , 2568 ,
2(107 , 2875 , 124o ,
5581.
20 7, 200 , 284 ,
r,80 , 1025 , 1079 ,
1416, 1435 , 1709 ,
1810, 2138 , 2256 ,
3070 , 5480 , 55 31 ,
3929 , 4015 , 4886,.
5761 , 5820. ,: 390*.
60 85, 89, 32;
433 , 446 , 465 ,
516, 531 , 575.
597 , 609, 890 ,
91o, 1074, 1083 ,
1175, 1178, 1200 ,
1263, 1694, 1777 ,
I8(il , 2048 , 2188 ,
246 , 2632 , 2662 ,
2772 , 2880, 2917 ,
2952 , 5085 , 5205 ,
7,510 , 3475 , 5528 ,
5672, 5777 , 5805 ,
5808 , 4105, 4248 ,
439* , 4473 , 4551 ,
4561 , 4573 , 4610,
1853 , 4708 , 4751 ,
4900 , 4918 4965,
5140, 3221 , 5457,
5763 , 5955
100
1800 ditos de
200.S
CONSULTORIO DOS POBRES
50 mUA NOVA 1 4HDAU 50.
O Dr. V. A. Lobo' Moscozo di consultas homeopalhicas lodos o das aos pobres, desde 9 horas da
manliia aleo meio dia, e ein casos extraordinario* a qualquer hora do dia ou noite.
OOerece-se analmente para praticar qualquer operario de murcia, e acudir promplamente a qual-
quer mulher que esleja mal de parto, e cujas circumstancia? nao permiltam pagar ao medico.
m C0UT0KI0 DO DR. P. A. LODO NOMO.
I^FVffiTg5 RUA N0YA 5o
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de'meddicina homeopalhica do Dr. G. H. -Jalir, Iraduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhailode
nm diccionario dos termos de medicina, rirureia, anatoma, etc., ele...... 2OJO00
Esta obra, a mais importante de todas as qoclralam do esludo c pralica da bomenpalbia, por ser u mura
que conlcm abase fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENESIA O EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS HO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcoulieximenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar prutica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que qui/.erein
experimentar a doulrina de llahnemann, c por si meamos se convencerem da verdade d'ella : a todos os
fazendeiros e senbores deencenho que eslAo lonee dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de acal tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circunstancias, que nm sempre podem ser preveuidas, sao obriga-
dos a prestar in cantinenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou IradurcAo da medicina domestica do Dr. Herinc,
obra lambein ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, m volu-
me grande, arompanbado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. .
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro nn pralica da
homeopalhia, e o proprietario deste estabelecimeulo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da crande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.....................
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12* e 13000 rs.
Ditas 36 ditos a..................
Ditas 48 ditos a..................
Ditas 60 ditos a................, .
Ditas 14* ditos a..................
Tubos avulsos.......... ..............
frascos de meia onca de lindura...................
Ditos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesma casa ha semprc. venda grande numero de' tubos de eryslal de diversos tamanhns,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer cucommenda de medicamentos com loda a nrevirfa-
de e por presos muilo commodos.
PcrJeu-se da groja do Carmo at o
.lleno da Boa-Vista, uin rosario branco
com um crucilixo de piala novo: quem
o adiar entregue nesta lypograpliia que
se dar' o adiado-
COMPRAS.
Compram-se palace, hrasileiros e hespanhoes:
na ra da Cadeia do Kecife, loja n. Vi.
Comprare nina prela que saiba entornillar c
coziohar bem : na ra do Ainorim n. 'j.
attem;\o.
>.ompramseecravos de amlios os sexo*, sendo par-
dos de 10 a 18 annos, c crinlos ilc III a 2."> annos,
sendo bonitas finuras; paca-se bom; assim romo re-
cebem-se para se vender iie rommissAo : na ra de
Sorteo. 60.
"vendas-
100.S
40.S
20$
Acham-se a venda os no*os bilhetes da
lotera quarta do conservatorio de msica,
que devia correr i 4 ou 5 do presente ; as
listas esperamos pelo* vapor Guanabara
ouTocantins, que dve aqui chegar a
17ou 18. Os premios sao pagos logo que'
sediftribuam ditas listas.
Precisa-se de um eitor para um si-
tio : na ra do Trapiche n. 17.
lllm. Sr. inspector da thesouraria geral. -Diz Jos
da Rocha Paranhos, que em virlude de ordem do
Ihesouro pnblco nacional, que mandn a informar
a esta thesouraria um requerimenlo com documentos
anneos e comprobatorios, da quantia de dous con-
tos e tintes mi! ri, que ao supplicanle he a mesma
hienda devedqra, acontece que leudo o suppli-
canle otado na eipeclaliva, e requerido ja a V. S.-1
em dezemhro do anno passado solurflo de urna (al
informado al o presente, parece que por urna fala-
lidado, nao lem sido possivel o supplicanle obteru
despacho, apezar de ter ja decorrido mn anno pouco
mais oa menos ; pelo que,1 nilo sendo cabivel que as
repartieses fiscaes prolelcm o direilo das parles por
um lempo indefinido ; por isso, vem o supplicanle
reqoerer a V. S., que como chefo desta repartirlo, e
a cojo cargo est a attribuico de cumprir e fazer
cumprir as deliberarnos e ordeiis do Ihesouro, como
determina o paragrapho lOdoarl. 31 do decreto n
736 de 20 de novembro de 1850, se digne mandar
que e empregado em cojo poder estilo os documen-
tos e peliries do supplicanle, para informar manda-
dos por V. S. que he o chele da 4. seceso, Jos
lleurique Machado, d promplo andamento a dita
informarao atim de que nao fique eternamente se-
pultada esta pelillo em seu poder, como lem estado
o oulroa documentos e pelicOes ; com o que far
o supplicanle a merecida julira ; e assim pede
V. S. lmj defira.E. R. Me.
Jos da lloclui Paranhos.
Kecife 22 de marco de 1855.
RETRATOS.
No aterro da Roa-\ isla n. 4, leiceiro andar, con-
linua-se a tirar retratos pelo syslema cryslalotypo,
com milita rapidez e perfeicSo.
Hdame Tlieard, leudo de fazer urna viagem a
Europa, avisa aos sena devedores devirem saldar suas
cantas na loja da roa Nova n. 32. para I lie evitar de
proceder contra elle* judicialmente.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-pro-
curador da cmara de Olinda, que venda entender-
se com os herdeiros de Luir. Roma, pois basta de
rassoadas, ficando certo que em quanlo nao se en-
tender com os meamos ha de sahir este annnncio.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que muclou,a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como lie publico: quem se
quizer tittlisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Arrenda-se ama loja no aterro da Boa-Vista,
propria para qualquer estabelecimeulo, sendo con-
fronte a casa do Sr. Antonio Luiz (ionr.ilves Kerrei-
ra, e junta a urna loja de culileiro : os pretendemos
eoteudam-se no sobrado por cima da mesma loja, ou
na roa da Cadeia do Recife, sobrado n. 3, primeirn
andar. -"'*.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
mas adamantina. Essa nova e maravilhosa eom-
posicSo tem a vantagem de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em pouros instantes solidez iaual a da pedra mais
dora.e, priunelle restaurar os denles mis eslragado?,
com a forma e i cor primitiva.
PUBLICACAO".
9 Acha-se no prelo e breve sahiri luz urna
0 interessante obra intitulada Manual do
9 Guarda Nacional ou collecrao de lodas as leis, 9$
J /egulamenlos, ordens e avisos concernentes
9 a mesma Guarda, (muitos dos quaes escapa- @
# ram de *r mencionados as collecoes de J
9t lea): desde a sua nova orcanisacao al 31 de 9
9 dezeinbro de 1854, relativos nao s ao prores-
0 so da qualilicacao, recurso de revista, etc.,
8 etc., senSo a economa dos corpos, organisa-
cae por municipios, batalhes, compauhiaa, y
Sde mappas, modelos, etc. ele. etc. Subscre- y
ve-se a .53000 para os assignantes, e 69000
9 para os que no o forcm : no pateo do Car- fcr
9 mo n. 9, primeiro andar. tt
--s;
O abaiio assignado, oflerece o seo prestimo a
quem se quizer ulilisar para tirar guias do juizo dos
feitos da fazenda, lano da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessoalmenlea n.lo podem
lirar, e qoe com a mesma fazenda se acham dehila-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e rua em que mora, nos lu-
gares seguinles : Hecifo, rua da. Cadeia loja n. 39,
ruada Croz n. 56, paleo do Terco n. 19, rua dol.i-
vramento n. 22, pra^a da Independencia n. 4, rua
Nova n. 4, prac.a da Boa-Vista n. i, onde serAo
procurados os liilheles e as pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na rua da Gloria n. 10 casi
do annuncianle.Macoriio de Luna Feire.
LOTERA DE. S. DE (lADELt-
PE DE 0I,IMI\.
A (>Si5:0003000, 2:0009000, E 1:0009000.
Corre indubitayetmente <|uarta-feira 11
de abril.
O caulelista Salusliano de Aquino Ferrcira, avisa
ao respcinivcl publico, que os aeus bilheles c cao-
lelas estao isenlos do descont de 8 por cento do im-
posto geral no acto do pagamento sobre os tres pri-
meiros premios arandes. Acham-se venda as
>uaslojas : roa da Cadeia do Recife n. 24 e 45, na
praca da Independencia n. 37 e 39, rua do Livra-
menlo o. 22, rua Nova n. 16. rna do Queimado n.
39 e 44, e rua do Cabug o. 11.
Bilheles 59VH) receber por inleiro 5:000
Meios i8(H .j.,5009
guarios 1sl40 1:250
(litaros 720 2.5?
Decimos (KKI a 50,,,
> igcssimo 320 jS0t
Na rua da Cadeii do Recife n. 3, priieiro an-
dai, contrlate o eseriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, qoer nacionaes oa estran-
geir-M, eom loda a prompudlo ; bem como liram-se
passaportes para fra do imperto, por presos mais
commodos do qoe em oulra qualquer parle, e sem o
menor trabalho dos prelendeoles, que< podem tratar
das 8 da mandila as 4 horas da Urde.
105000
350011
89OOO
20.^000
25?o(MH)
309000
609000
19000
29OOO
29OOO
I Casa de consignacao de escravos, na rua
dos Quartcis n. 24
Compram-se e rerebem-sc escravos de amlms os
sexos, para sevenderem de commissAo, lano para a
provincia como para fra della, ofierecendo-se para
sso loda a seguranra precisa para os dilos eacravo*.
Guilherme Selle, ignorando quem sejam os
donos das madeiras existentes sobro o seu terreno de
Wimarinh.i, no caes do Kamos, fundo da Iravessa do
Mclhodo concito, claro e seguro de cu- (S) Carioca, roga aos meamos o obsequio de lira-las com
rar homcopathicamente todas as molestias a*.
que a [ligan a especie humana, e parti- v/
eularmente aquellas que rc'mam no Bra- fA
til, redigido secundo os melhores trata- ?Z
dos de homeopalhia, tanto europeos como i59
americanos, e sesondo a propria expeci- (-^,
encia, pelo Dr. Sabino Olesarin Ludgero J
Pinho. Esla obra he boje reconlierida co- (^
mo a melbor Je lodas que Iratam ilaappli- tk
carao homeopalhica no curativo das mo- **
lestias. Os curiosos, principalmente, nao ygy
podem dar un passo semiro sem possui-la e /a
consulta-la. Os pnis de familias, os senlio- s?
res de ensenho, sacerdotes, viajantes, ca- {fijj
pitaes de navios, serlanejoselc.elc, devem L
te-la raSo para occorrer promplamente a '69
qualquer caso de molestia. jfc
Dous volumes em brocliura por 109000 W
I encadernados II9OOO (py
Vende-se nicamente em casa do autor, ^
no palacete da rua de S. Francisco (Muu- y7
I do Novo' n. 68 A. fj)
AUANAk PARA !8:o.
Sal i rain a luz as olhinlias de algibei-
ra com o almanak administrativT mer-
cantil, agrcola b industrial desta provin-
cia, corrigido e acitesrentado, contendo
100 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da piara da Indepen-
dencia.
CAHBRAIAS YARSOVIA AS
A *,00 O CORTE.
Acaba de rhesar um novo orlimento dos lindos
corles de camhraias Varsovianas para vestidos de sc-
nhoras, de gosto escosaei, e se vendem na rua do
(Jueimado loja 11.17 ao p da botica, a i>5UO rs. cada
corte, dinbeiro a vista.
.'tBLIGAOAO' DO INSTITUTO 110
MEOPATIIICO DO BRASIL.
THESOURO IIOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
@aS5J!SaS:*@SS2
n i mi DEMISTA,
9 contina a residir na rua Nova n. 19, primei- f
;-.a ro andar. fg,
loteras m pitovn'f i \.
s rodas da lotera de
N. S. do Guadalupe, an-
dam impreterivelmente no
da 11 de abril.O the-
sotireiro* F. Antonio de
Oliveira.
Novos vros de homeopalhia mefrancez, obras
lodas de summa importancia:
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes........... 209000
Teste, iroleslias dos meninos.....69OOO
Uering, homeopalhia dom,estica. .... 79OOII
Jahr, pharmaenpeahomeopalhica. 69OOO
Jahr, novo manual, i volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......69OOO
Jahr, moleslias da pelle.......89OOO
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I69DOO
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos........* IO9OOO
A Teste, materia medica homeopalhica. 89OOO
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Slaoneli....... 69OOO
Casling, verdade da homeopalhia. 4;>0O0
Diccionario de Nvslen.......IO9OOO
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descriprao '
de todas as partes do corpo humano 30-9000
vedem-se lodos osles livros no consultorio homeopa-
thco do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova'u. 50 pri-
meiro udar.
LOTERA DE N. S. DE GUADELUPE.
Aos 5:0009000, 2:0008000. 1:00090(K)
Os bilheles e cautelas do caulelista Antonio Jos
Rodrigues Je Souza Jnior lao aforluuados pelas
frequenles veies que lem dado as sorles grandes, co-
mo recommendados por serem pasos os premios
grandes por inleiro sem descont algum, acbam-sc a
disposrao do respeilavel publico, as seguinles la-
jas : praca dn Independencia 11. i, 13 e 15, e 40, rua
do Oueimado n. 37 A, c em oulrasmais do cosime:
as rodas da referida lotera andam imprelerivelmen-
le em 11 de abril em o consistorio da igreja dos Mi-
litares.
Bilheles inieiros 59500 Recebe por inleiro 5:000s
Meios bilheles 298OO 2:5009
Quarlos I9MO 1:2.509
Oilavos 720 11 6259
Decimos (itKI o 5009
Vigsimos 320 2509
O cauleli-la Ai.Ionio Jos Rodrigues de Souza
Jnior oflerece os seus bilheles e cautelas as pessoas
que cos urna 111 comprar para negocio nesta cidade c
para fra, aos precos abaiio, sendo em porfo de
IOO9OOO para cima e a dinliero i vista, em seu es-
eriptorio, na rua do Collegio n. 21, primeiro audar.
Hilhcles inteiros 59900
Meios bilheles 29650
Quartos 19350
Oilavos 675
Decimos 510
Vigsimos 270
Precisa-se alugar urna preta de boa
conducta para casa estrangeira, que sai-
ba engommar, para andar com meninos:
na rua da Cruz n. 10.
brevidade, por ir fazer obras no dito terreno.
Ja chegaram as seguintessements
de ovtalices das melhores qualidades que
ha: rbanos broncos, ditos encarnados,
rabanetes blancos e encarnados, alface
repolhuda e alemfia, repolho, tomates,
nabo branco e roxo, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
coria, celx)la de Setubal, sinondas, sigo-
relha, selgas, ervilha torta, dita direitae
geno veza, dita de Angola, feijao carra pa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, eum grande sortimento das melho-
res sementes de flores da Europa : na rua
da Cruz n. Ii2 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
ASPHALTO.
, Eseriptorio da fabrica deasplialo, Ua-
vessa do Carmo n. 1.0.
*7 Augusto Carneiro .Monteiro da ^
l) Silva Santos, Dr. em medicina.
*gf) reside- no aterro da Boa Vistan.
IA|33, segundo andar.
Aluga-se um excellente sobrado, com boa visla
e grande quintal para o lado do panlano, para ludo
quanlo se quera plantar, e com agua ao p. silo no
lugar do Arrumbado, em Olinda : quem o preten-
der, falle na rua de Apollo, armazein n. 30.
AliiRam-se 2 arandes arma/eos, silos na rua rio
llriini. junios a Rindilo do Sr. Bowman : quem
pretender, falle na rua de Apollo, armazem 11. 30.
LOTERA DE N. S. DE GUADELUPE DE
OLINDA.
O cautolista Antonio da Silva Guimaraes faz sci-
enle ao publico, qoe lem oposto a venda. 110 aterro
da Boa-Vista u. 48, as suas cautelas e bilheles da lo-
tera cima, a qual corre no dia 11 de abril cr-
reme.
J1III1 I 1IJU1.I8
Riquissimos cortes de chah de seda de novos de-
senlise cores delicadissimas, por prero rommoilo:
na rua do Oueinado loja 11. 17, ao p da botica.
LA'A ESCOSSEZA OU MELPO-
MENE, A 320 0 COVADO.
Vende-se, por liayer porcao desta fazenda propria
para ronpOes c vestidos de senlioras c meninos, pe-
lo barato prero de urna pataca cada covado : na rua
do Queimado loja n. 17, ao p da holira. Esla fa-
zenda he de muila duracao, c nunca se vetideu por
tilo barato preco.
ALPACAS HE (JIADROS E DE
LISTRVS DE SEDA A m E
500 RS.
\ ende-se por este baralissimo preeo para liqnida-
c5o de contas, na rua do Oueimado'lnja n. 17 ao
p da botica, assim como urna porfo de cassas
francezas linas e de cores uvas a 320 e 100 rs. o co-
vado.
RISCADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.
.Vende-se na na do Queimado loja n. 17 ao p
da botica, riscados escures com lislras de seda, pro-
prios para vestidos e roupoes para senlioras e me-
ninos, pelo barato preeo de 111,1a pataca cada eova-
do, para ultimaban de conlas.
Vendem-se lodos os peitences de urna taberna'
consistindo em balcflo, balanra ilc Romn & Compa-
nhia, pesos, medidas, caivoes e canlciros muilo se-
suros, ludo por prero coinmodn. c lambem se vende
cada urna cansa de per si : a tratar na rua da Ma-
dre de Dos n. 36. Na mesma casa vende-se nina
porcAn de sement de trigo para quem quizer plan-
Hilhcles 5>500
Meios 29800
Quarlos 19410
Quintes 19300
Oitavos 720
Decimos (00
\ isesimos 320
VESTIDOS DE SEDA.
Na loja de 1 portas da rua do Queimado n. 10 ha
para vender um completo sortimento de corles de
vestidos de seda de cores, superior qualidade, mo-
dernos goslos e por preco muilo em ronla.
Vende-se cera de carnauba e vellas
em potr/10 e a ectalho e pennas de cia :
na rua do Quehnado n. 59.
PANMS FINOS.
Superiores pannos tino, cor ile eaf, de \inho,
lironzc e verde ; propri o para palitos e sohrc-rasa-
cas a i? rs. o covadu : vendem- se na loja de i por-
tas na rua do "Qiioim.nlo n. 10.
VESTIDOS A 2:000 UIS.
Corles ile vestido* de chita larga frauceza, padioel
de cassa a 29 rs. rada um : vemlem-se na loja de l
portas da rua do Queimado n. 10.
Na rua do Amorim n. 11, vendetn-
se os seguinles gneros, os mais superiores
que vem a este mercado e por commodos
precos:
Vinho moscatel em barril de 7> a Ocanadas.
Champagne.
Cha' de San Paulo, caixasde 2 a 20 libras.
Chocolate francezr-
Garrafes com cevadinha.
(iarraoes com sagi.
Estatuas para jardim.
Vasos para jardim e cemiterio.
Galdet, trinas, espiguilha e volantes para
armadores.
FARINHA DA TERRA.
Vendem-se saceos com tariaba Ha tr-
ra nova e bem torrada, arroz de casca e
pilado : na rua da Cadeia do Recife n.' 25.
POR SEDULAS VEI.flAS A 3fOM e 9tXK O
PAR, QUEM DEIXABA' DE GOMPRAR.
A' moda, peclilnrha de borzeguina e sa|ialocs de
lustre francezes para homcm, ditos de bezerro e de
lustre de Nanles, lano para homem como para me-
nino, milito proprios para a'estacan presente, alm
disto um novo e completo sortimento de calcados de
lodas as qualidades. lano para homcm como para
scnliora, meninos e meninas, ludo por preco mu i lo
commodo, a troco de sedulas vclhas : no alerro da
Roa-Vista, defionle da lionecan. 11.
SI a noel Ta.ares Cordciro lem para vender fu-
mo para charutos le lodas as qualidades. gijos com
champagne em nrralas, c meias, do melhor autor,
e nutros mais seeros : no armazem n. 18, na 1ra-
vessa da Madre de Dos.
Xa rua do Trapiche n. 1 (i, eseriptorio
de Brander a Brandis&C., vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das dn Hussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, frmalo grande e
pequeo.
Papel de cores emea i xas sortidas, mui-
to propriopara lorrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 #Iuzes de fcitto ele-
gante.
Tapetes linos.
Alv.iiade de ziuco muito superior ao al-
vaiade commum, cora o competente sec-
cantc.
CONDECAS PAKA ROUPA SUJA DE
DIVERSOS TAMANHOS.
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife
n. iS, primeiro andar.
AOS SRS. DEENGENHO.
COI PFOIEIVO TOQUE DE AVARIA.
Ilaela enramada eanarella a.500 rs. o covado :
na rua do Crespo loja da esquina, qoe volta para a
Cadeia.
Bom sortimento de brins, tanto para cai-
ra como para palito.
Vende-se hnm francez de quadroa a 640 a vara,
dito a !KK) rs., dito a 19280, riscado de lislras de nir,
proprio para o mesino lim a IKll o covado : na ras
do Crespo n. (i.
Vende-se urna balanca romana com todos o
seus perlences.cm bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz.flrmaztinn. .
Vende-se muilo llom licite : na rua Direila n.
129, primeiro andar.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se (arelo novo, chegado dt Lisboa-pela barca Gra-
tidao. <
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da allandega, e para por-
cOes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 11.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS Ql'ALIDADES.
Cobertores oscuros a 720 rs.,ditos grandesa 15200
rs., ditos hrancos de alzodode pello e sem elle, a
mitarao dos de papa, a 15200 rs. : na loja da rua
do Crespo n. 6.
PECHINCHA IGUAL SO' NA
CALIFORNIA. OD NO PAS-
SEIO PDRLIGO N. 9.
Vendem-se pec,as de ma-
dpolo de 4 palmos de
largura pelo barato pre-
co de 500, 1^000, 2^500.
5TJ)00 e 5^500; a ellas
que-sao pon cas a vista dos
frfguezes.
3 CEMENTO
gg da melhor qualidade: vende-se w
Jg emcasadeBrunnPraegeriSiC,, rua &
da Cruz n. 10. W
Um(\ SORTIMENTO DE CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortimento de cal-
r.'ido para senhora, que pela sua qualida-
de e preco muito deve agradar ai senlio-
ras, amigas do bom e barato: os precos
CAL VIRGEI.
sao os seguintes,
sem disconto.
ja' se sabe, ardinheiro
DENTISTA.
Paulo Gaignoui, dentista francez, eslabele
cido na rua larca do Rosario n. 36, segnndo
andar, colloca denles com gengivas arlificiacs,
# e dentadura completa, ou parle della, com a 9
ti pressao do ar. ^
9 Rosario n. 36 segundo andar.
sa
O Dr. Lobo Moscoso mndou-se pa-
ra a rua Nova n. 50, primeiro andar. '
Precisa-se sacar ale a quantia de 5:."i00000
paeavel em Lisboa : a quem coo\ier fazer tal lian-
saco, dirija-se a rua larga do Rosario n. 48, se-
gundo andar, que se dir quem faz esle negocio.
Precisa-se alugar um silio com saca decente
para familia, que fique perlo da erara, e que Icnba
banho, cedendo-se a morada de um segundo andar
na rua larga do Rosa;io : a quem convier, (rata-se
ua rua de Apollo n. I .'i.
Antonio Lopes Braga vai a Portugal tratar de
sua saude.
Na rua da Gloria n. 8." ensina-sc a
traduzir, fallar c cscrever perfeitamente
a lingua ingle/.a, prometteildo-se um me-
tliodo fcil para em pouco tempo o disc-
pulo adquerir um grande adiantamento.
Arrcuda-se um dos melhores sitios da Torre,
ou vende-se, com lodos os commodos precisos: a
tralar atrada matriz da Boa-Vista n. 1.1.
Aloga-se um negro para condozir urna caixa
de fazendas : oa rua do Queimado n. 7, loja da Es-
trella.
No dia seita-feira 6 do correnlc, fugio de
Olinda um cavallo pedrez, pequeo, com urna cruz
do lado esquerde. urna marca de gerimum na sar-
nela, duas cicalrizes de cangalha ; a pessoa qoe o
arliar leve rua de S. Francisco, defronledo Ihealro
vclho, na cocheira do Sr. Miranda, que se pagar o
adiado ou qualquer despeza que o mesmo cavallo
Icnba feilo.
Precisa-Se de urna ama forra ou captiva, que
saiba bem roziuhar, para casa de homcm aolleiro :
na rua do Queimado n. 40.
Precisa-se alugar umn prela forra ou captiva,
que saiba cozinhar, engommar e fazer todo o servi-
co de urna casa de pequea familia : a tratar no pa-
leo do Torro, sobrado o. 26.
N. B. O caulelista cima garante nicamente os
bilheles inteiros, pagando sem descont dos 8 os
premios maiores.
Precisa-se de urna ama de boa conduela, para
lodo servjeo inleruo de orna casa de pouca familia :
quera pretender, dirija-se i rua do Sebo o. 37.
Precisa-se de um distribuidor para
entregar este DIARIO do Mondego a Api-
pucos : na livraria n. C e 8 da praca da
Independencia.
Na taberna da rua da Conceico n.
G, se dir' quem precisa de urna ama foi--
ra ou captiva.
Precisa-se de um cai\eiro que tenlia
bastante pratica de venda, de 14 a 1 (i no-
nos, e que d (ador a sua conducta : na
rua Direitan.,27
Arrcnda-se um engenho dislantc desta prara
5 lesnas, o qual esla ninenle e crrenle, lambem se
vende mi porc.o de animaes com que moc o mesmo
engenho, dous carretees e alcuiis bois de crrela
quem o pretender, dirijj-so rua da Penha n. 4, gue
achar com quem tratar.
Oflerece-se para ama do serviro inlcrno de urna
rasa de homem solteiro *) viuvo, urna mulher que
lem as halnli!ar/ic necessarias : quem pretender,
dirija-se a rua das Crujes n. 22, 2." andar.
Precisa-se alugar um prelo para serviro de ra-
sa de familia : no alerro da Boa-Visla n. i "i.
Quem precisar de dous petlrciros porliisoezes
para laier calcadas ou oulro qualquer servido : di-
rija-se rua dasCruzcs n. ;18.
Oflerece-se urna mulher para ama de casa de
pouca familia, a qual cozinha e faz o mais servido :
procure no Iheatro da rua da Cadeia a Feliciana Ma-
ra da Conceirao, que mora em um quarlo do mes-
mo ihealro.
Ama de leile.
Precisa-se de urna ama de leile que lenha bom lei-
le e seja sadia, e que nao lenha lilhos : na rua Di-
reila n. 66.
Precisa de um criado, que seja forro : na So-
ledade, casa do sol e estrella.
ATTENCAO.
Aos Srs. oHicaes da armada.
OBRA EM PORTOGUBZ.
Acha-se no prelo oManual do coinmandanle, do
machinisla, chefe de quarto e do fogui*la, ou Memo-
ria sobre a maneira de couduzir e enlreter as ma-
chinas marinhas, indicando os deveres de cada em-
presado da machina em lodas as circumulaucias pos-
siveis, contendo alm disso urna euplicacu succinla
das llicorias ila comdensacloe da expansao,
instrucees mui especiaes sobre as Mifferetites ma-
nciras de economisar o combuslivel em viascm ; bem
como a classiticar.a'o de todas as especies de carvao,
eom preceilos para a escolha do mesmo, seguida de
um vocabulariofrancez, inglez c porluguez, em
que cada termo he claiament oxplicado em porlu-
guez, segundo o emprego queocecupar na sciencia ;
machinas de vapor, quer em sua parle theorira
quer na pralica, acompanhada de estampas o (aboas
inte relia ne, dedicada ao Etm. ministro da mari-
nhn, o consclheiro Jos Maria da Silva Paranhos,
por Joo Carlos do Souza Machado, I. lenle da
armada brasilcira, engenheiro naval, e\-disripulo da
escola de engenheiros navaes em Lorient {Franca.)
Sobscreve-se na hihliolheca da marinha, na lypo-
graphia do Correio Mercantil e na rua do Ouvidnr
n. 69. em casa dt Sr. Gamier, por 28500, pasos na
entrega. Pre^o da obra depois:3OO. A obrasahira
i luz em principios de abril ; em l'ernamliuco, rua
do Trapiche Novo n. 17.
S MDANCA DE LOJA. 8
39 A. Lacaze scienlilica o respeilavel publico
* e principalmente aos seus freguezes, que mu- 9
dou a sua loja de relojoeiro para a rua da Ca-
@ ileia do Recife n. 18, ondeo acharo sempre -'fi
9 promplo para fazer qualquer eonrrrlo, lauto 3
(le rclocios de algibeira como de parede, etc.,
ele, assim como acharflo um completo sorli-
melo de relogios dV algibeira patentes, sois-
sos c horizonlaes, correnles para dilos, occu-
los, ele.
e@--8@8i
Precisa-se alugar um moleque do 14 a 16 an-
s: na rua da Cadeia do Recife n. 18.
-' 199 99 999@-8
Para acabar a S.sOOO n.
5$ Chapeos de seda para senhora guarnecidos ,
,^ de Meo de lilond, llores e plumas a8)cada
g um : na rua do Crespo, loja amarella n. 4. S
88888 8-&<@
(i\SE A POAhDOIR.
Checou pela odenevieveii urna fazenda jnleiramen-
le nova, toda de seda, campo arrendado, eom qua-
dros largos c lislras asselinadas, encantadora visla. e
ultimo gosto em Paria, cbm o nome (lase a Pompa-
dour : vende-se iinieamenle na rua do Queimado n.
19, pelo baralissimo preco de 1200 o covado ; c
dao-sc amostras com penhor.
Vende-se cera de carnauba em maiores e me-
nores porces : na rua do Vigario n. 5.
Vende-se vinho de'caj': na rua de
Aguas Verdes n. 80, primeiro andar.
MOTO BARATO.
Corles de cassas de cores prvprias para mnsque-
Iciros a 13600 rs. cada pessa : na loja de 4 portas da
rua do Queimado n. 10.
Vendem-se alguns livros usados, como sejam :
Iralado da Conflanea na Misericordia de Dos, I lo-
mo ; a \ nz de Jess Chrislu pela boca dos Parochos,
e outros anime-, ludo obras espirituaes, e lambem
as Ordcnac,oes do Reino, e oulros livros de leis, usa-
dos : na rua do Rangel n. 21.
Vendem-se saccas com alqueirc de arinha, me-
dida vclha,'por barato preco para acabar: na rua
do Itangcl n. 21. Na mesma casa se vende cal de
calar i|e gagoribi, muilo boa, ou junto ou em rea-
IIiji, uma porcao de ara de Ungir, 2 laboas de ama-
relio vinhalico, e uma pouca de inadeira de obra, 2
rotulas usadas, uma nova.
Vende-se a taberna da rua do Pilar n. 86,
casa com inultos commodos, propria para quem li-
vor familia : a tratar na rua da (iuia n. 34.
e \ ende-se no paleo do Carmo, quina da rua.de
Hurlas n. 2, doce novo, secco, do caj* a 500 rs., di-
lo em caixao de 4 libras, de goiaba, lino, a 880, cai-
xiuhas com palitos proprios para quem fuma, pois
naosnapasara em quanlo dura a madeira, feijao
mulalinlio novo a 560, c prelo a 4811, arroz a 180 a
cuia, banha a 480, necea a KM) rs.. loucinho a 160,
amenas a 200 rs., bolachuilm Aanoleao a 400 rs.,
azeile doce a 720 .1 garrafa.
' ~ N* ru'' da Cadeia do Recife, loja de miudezas
11. 19, vendem-se cscrivaniulias de metal branco e
amarello, o mais perfeilo queda ueste genero, pro-
prias para reparlieoes publicas, saecus com gomma
de muilo boa qualidade a 83000 cada uma.
Vende se uma negra de meia idade, sem vi-
cios uem achaques, por preeo muilo commodo : no
paleo de S. Josc n. 47.
Vende-se uma canoa bem construida, de lole
de 800 lijlos de alrenaria grossa, por preeo commo-
do : a tratar na rua Imperial n, 5.
CORTES DE CASEMIR.VS A2.3 E 3J>! !
Para liquidarlo vendem se corles de caseroiras de
cores escuras com loque de mofo, milito proprias
para 1 prsenle ealacto, veudem-sepelobaralo prero
de 25 e 3a : m, ru6 uo Queimado loja 11. 17 ao p
da botica.
Vendem-se as obras segiiintes por YV.
Scott, Os Puritanos, Waverley, o Talis-
mn, A prisiio d'Edimhurgo, Quintino
Durivard, Ivanlio, Diccionario Theolo-
gicoporab Aquilla, Jurvs Caones por
Lequeux : no alerro da boa-Visla loja de
ourives n. 68.
Vende-se uma escrava de bonita figura de 20
a 22 anuos e com uma cria de oilo me/e-, inda co/n
muilo leile c com algumas habilidades, nao lem vi-
cios ncm achaques, a qual se afli.inra ao comprador,
assim como so dim prrque he vendida esla escrava :
na rua da Roda n. 52.
Vchde-se superior doce de soiaba*cm etilSea
e latas de 4 libras, por preco commodo : na travessa
do Queimado n. 1.
Veudc-se um pollro muilo novo, andador bai-
so por nalurcza e muito ardigo : na rua do Raugcl
11. 10.
Em casa de Timm Morasen &: Vinas-
sa, pracado Cor[>o Santo n. 13, ha para
vender :
Um sortimento completo de livros em
branco de Hamburgo.
Lonas da Russia de superior qualidade e
por preep muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dill'eientes qualidades.
Absinrhe echerry cordealdesuperiorqua
I idade.
Vinho de champagne da marca afamada
Faure pre c\ fils.
Chocolate francez.
Pianos musicaes e horizontaes.
VIDROS PARA VTDRACAS.
Vendem-se em caitas, em casa de Barthomeu
Francisco de Souza, rua larga do Rosario o. 36.
IITU inn
DEPOSITO DO CHOCOLATE HVGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o unicopreparado.com
substancias puras, nutlitivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos: -
Extra-fino-. '. 800.a lil.
Superior. 040 u
Fino.....500
Moinhos de. vento
ombombasdcrepuxopara regar borlase baia,
decapim, na,fundirlo de D. W. Bowman: ua rua
do llriuii n-. 6. 8c lo.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se sopero r cemento rm barricas e a rela-
Iho, no armazein da ru da Cadeia de Sanio Anto-
nio de maleriaes por preco mais em conla.
COBERTORES ESCUROS E
BRAHCOS
Na rua do Crespo,loja da esquina que volta para a
cadeia, vendem-se cobertores cacuros, proprios para
escravos, a 720, ditos Brandes, bem encorpados, a
15280, diles hrancos a 19300, dilos com pello mi-
ando os d laa a I928O, dilos de laa a 29400 cada
um.
CAL DE LISBOA A 4*000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 490O0por cada uma : na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por prero
commodo: no armazem n. 10 do becco
do Azeite de Peive; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes &C, na rua do
Trapiche Novo n. 10, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a .SoOOrs. a sacca nos ar-
mazens de Luiz Antonio Aunes Jacorae,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da allandega, e em porcao, no es-
eriptorio de Aranaga&Brvan, na rua do
Trapiche-Novo n. segundo andar.
SARJA PRETA SET1M
liCA'D.
Na rua do Crespo, luja n. 6, vndese superior
sarja liespanhola, muilo larsa, pel diminuto prero
de 29300 e 29600 o covado, setim macno a 29800'c
39200 o covado, panno prelo de 33000, 49OOO, 59000
e 69OOO o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vcnde-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no eseriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
CEMENTO ROIANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as tinas : alraz do
ihealro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listi as de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina'que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores,. de muito
bom gosto.
Vendom-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lentes piano vindos ultima mente de Ham-
burgo.
A 'l'&'OuO, :2.<;500 e 3000.
Vende-se inelpnmenc de duas larguras com qua-
drosachamalolados para vestidos de senhora a 18 o
covado ; setim prelo Macno, excellente para vesti-
dos a 29 o covado; lencos de cambraia de lindo fi-
nos bordados e bicus pela beira a 09 cada nm ; cam-
braia de 1 i lllm fina a S) a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo prero : na rua da Cadeia
do Recife loja da esquina u. 50.
CHARUTOS DEHAVANA.
Vendem-se superiores charutos de llavana, por
preeo commodo : na rua do Crespo u. 23.
Vende-se ellectivamente alcool de 30 a 40
graos
era pipas, barris ou caadas : na I'raia de Sania Ri-
la, dislijacao de Franca.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do liecco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
1
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. 1 j, armazem d Bastos Ir-
inilos.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton Si C, na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellns inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montana.
Candieros e castiraes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e munirao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapa tetro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
CHUMO ROIANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado aanra,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinho.
m RUA O CRESPO N. 12. (f
% Vende-st nesta loja superior damasco de 9
5:i seda de cores, sendo branco, encarnado, roto, (t
^ por prero razoavet. i$
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taifas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
H POTASSA BRAS1LEIRA.
(0) 1 Vende-se superior potassa, fa- ^
( hricada no Rio de Janeiro, che- (A
/A gada. iecentemente, recommen-' /a
S da-se aos senhores de engenhos os 2
2 sei,s bons elleitos ja' experimen- H
w lados: na rua da Cruzn. 20, ar-.W
(B mazem de L. Leconte Feron & O
^ Companha. Q
\'cnde-se eicellenle labnado de pinho, recen-
I emente chesado da America : na rui de Apollo
trapiche do Kerreira. a coteuder-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stoile em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.a edicAo do livrinho denominado-
Devoto Christao.mais correcto e acrescentadn: vende-
se nicamente na livraria n. 6e K da prae,a da In-
dependencia a 040 rs. cada etemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz n novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinbos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da (.oiiteie.01, e di noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria o. 6 e 8 da prara di
independencia, a 15000.
Na rua do Vigario n. 19 primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclic-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Jpneiro.
Vcndcm-sc ricos e modernos pianos, rccenlc-
menlc ebegadoa, de encllenles vnzes, e precos cora-
modos' em casa de H. O. Bieber i_\ Companhia, rua
da Cruz 11. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
cpmmodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C,. rua da
Cruz n., 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a na-
ver um completo sortimento de moen-'
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Sapatos de couro de lustre. 1S700
Borzeguins com salto para senhora. 59500
Ditos todos gaspeados tambem com salto
para senhora. 4{500
Sapatos de cordavao de muito boa quali-
dade. 13100
Brtinn Praeger < C., tem para
W vender em sua casa, rua da Cruz
S n. 10.
Lonas da Russia.
jg| Champagne.
aSs Instrumentos para msica.
I Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Cerveja Hamburgueza.
'omma lacea.
as qua
li-
Vcnde-se um cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, lodo quasi novo :
para ver, no alerro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tralar no Recife rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de proprtedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56S000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
M lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
eriptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he par fechar contas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanell para forro de sellinscbe-
gada recentemenle da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenry (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
, Vende-se o Chauveau, Theone do Code Penal,
uliima ediro em 3 volumes, inleiramcnle novo, por
3O90OO rs. : na rua do Collegio 11.3, primeiro andar.
'$) Vende-se cobre para forro de
,A -20 at 28 oncas.
a* Zinco para forro com os pregos
/2[ competentes.
'* Chumbo em brrinhas.
W Alvaiade de chumbo.
t Tinta branca, preta c verde, em
0 oleo.
Ole de lindara em botijas de 5
(Q galdes.
/> Papel ile embrulho.
22 Vidro para vidracas.
J2 Cemento amarello.
W Armamento de todas
9 dades.
^ Genebra de Hollanda
A [ueiras.
^ Couros de lustre, marca grande.
J2 Arreios para um e dous ca-
W yallos.
t Chicotes para carro esporas de
ac prateado.
Formas de ferro para fabrica de
assucar.
Pa[>el de peso inglez
. Champagne marca A & C.
um resto pequeo de vinlios do
Rheno de qualidade especial:
no armazem de C. J. As-
ile)- & C.
em
fras-
gomma muilo sisa : na
GOMA
la com gt
FRESCAES OTAS
\'endem-se saccas com
rua do Queimado o. 14.
4
*
\
Vende-se a taberna da rua dos Pires n. 28, eom
pouco fundo e muilo afrecuezada, propria pera al-
gum principiante : a fallar no alerro da Boa-Vista
n. 14.
Vende-se uma escrava crioula de 30 annos
com algunias habilidades, com um filho criollo da
i annos e uma negrinha de 2 mezes : na rua das
Cruzes n. -2
Vende-se o novo methodo ortico e Iheorico
da lingua frauceza por I,. A. Burgain, chegado l-
timamente do Rio de Janeiro : na rua larga do Bo-
zario n. 38, loja do Cardal.
Vende-se um ptimo cavallo prelo muilo gordo
com os pos calcados e bom andador re baiso a meio,
por prero muito commodo: quero pretender diri-
ja-se rua Direila n. 7b para ver, e para tratar na
rua do Collegio n. 1 armazem.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companliiu
era Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
\ endem-se ovas do serijo, por preco commodo :
na rua do gueimndo n. 14.
Vinho PRR,
em barris de 5 em pipa : vende-se em casa da Au-
uslo C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recife n.4(s.
ESCRAVOS FGIDOS.
Em 51 de marco pelas quatro horas
da tarde, fugio o mulato Manoel, idade
10 annos, altura regular, rosto redondo,
cabellos crespos, olhos pardos, nariz' e
bocea regular, sem barba e com um sig-
ua 1 na face direita, levando vestido calca
de castor escuro de quadros, presa na cin-
tura por urna correia, camisa de algodao-
/.mlio com listras azues echapodepa-
llia novo. Este escravo foi comprado
nesta piara a Joaquim Alves de Lima,
de Grvala', e soifreo mal de gotta, de
cujo mal foi atacado na vespera dodiaem
(pie desapparece, e do queresultouir
com a camisa bastante dilacerada. Quem
o appiehender pode leva-Io a' rua do
Crespo loja do Sr. Ferrao, ou a rua do Vi-
gario n. 5, que sera' gratificado com ge-
nerosidade. '
ESCRAVO FGIDO.
Em 28 de marco pelas 7 horas da noi-
te. desapparece o esclavo. Domingos,
natural do Ronito, com os signaes seguin-
les : altura regular, cor preta, cabellos
carapinhos, rosto redondo, nariz chato e
dentes limados; levou vestido calca de al-
godaozinho com listras azues. camisa' de
chita cor de rosa e sem chapeo, ou talvcz
um de couro que no mesmo dia desappa-
receu pertencente a outro escravo. Este
prelo he muito conhecido, nao s pela
mansidao com qi/e falla, como tambem
pela grande quantidade de pannos que
tem no rosto e peitos, originados de ve-
nreo de que se estava curando, como se
pode examinar pela ferida pie tinba na
verilbaesquerda e com cuja perna deve
coxear : (|uem o apprehender pode le-
va-loa rua do Vigario n. 5, que sera' gra-
tificado com generosidade.
CEM MII-3 RES DE GRAT1FICACAO'.
Desapparece no dia 6 de dezembro do anno pr-
jimo passado. Benedicta, de 14 annos de idade, vea-
sa, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
lislras cor de rosa e de caf, e oulro lambem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarello o pesco-
ro ja desbolido: quem a apprehender conduza-a a
Apipacos, 110 Oiteiro, em casa de Joao Leile de Azc-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Sanio D. 1",
que receber a gralifleacao cima.
PERN. TYP. DE M. F. DE FABJA. 1855-

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