Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00952


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Full Text
ANNU MAI. N. 81.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
StliUNUA hblKAS DE ABRIL DE 185b.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.

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I
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCARREOADOS DA. SUBSCRJPCA'O.
Hecife, o propreUrio M. F. de Farin ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Baha, n Sr. I).
Duprad ; Matei. o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doiioa Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade 'alai, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Sr. Antonio de I.emos Braca; Cear, o Sr.
iano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Pauhy, c SV. Domingos
mo Ackiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronyino da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 15>.
' Paris, 314 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 298000
Modas de 65400 velhas. 16000
de 69400 novas. 169000
de 4J00O. 95000
Prala.Patacoes brasileiros. 1940
Pesos columnarios, 1940
mexicanos..... t5S60
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExieOuricury, a-KS c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PHEAMAR DE HOJE.
Primeira s 10 horas e 6 minulosda manha.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relago, tergas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas. |
l* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
EPIIE.MERIDES. -i
Ab:il 2 La cheia aos8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
9 Quartominguante as 7 horas, 12 mi-
nulos e 39 segundos da larde.
16 La nova a l horas, 16 minutos*
36 segundos da tarde.
2i Quartocrescenie as 3 horas, 37 mi-
nutos 40 segundos da manha.
PARTE OFFICUL.
COMMANDO DAS ARMAS.
)aarx*I-caeral de conmando das armas de
Fermaaabaco aa cldade do Recite, em 7 da
abril da 1855.
ORDEM DO DIA N. }.
rarechalde campo cominandanle das armas de-
clara para o (los convenientes, que nesta dala con-
'rahio novo engajamentn por niais seis anuos, nos ter-
mo do regulamenlo de 14 de dc/embro de lS." e do
decreto n, 1,401 de 10 de junho do anno passado,
precedendo inspeccAo de saude, o 1. sargento almo-
jarife da fortaleza de Ilannr.ici, addido ao quarlo
jtalhAo de arlilliaria a pe, Antonio Joaquim de
las, o qual perceber alm dos venciinentns que
por le llie eoiopelirem, o premio de 4009000 rs.,
pagos na forma do art. 3. do citado decreto, e lindo
oeogajamenlo urna dala de trras de ,.VKI bracas
quadredas.
se desertar, incorrer.i na perda das vanlagens do
premio e daquellas i que (ver direilo, ser lido
cono recrutado, Jescoulando-sc no lempodo engaja-
mento o de prisAn em virlude de sentenca, e aver-
bando-se este descont t a perda das vanlagens no
respectivo Ululo, como lie por lei determinado.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detalhe.
COMHANDO SUPERIOR.
Qaartel da coaanuado superior da tjuarda na-
cional de msuslciplo do Recite 31 de narco
' de 1856.
ORDEM K) DIA.
De ordem do Exm. Sr. coronel commandanle su-
perior, manda oSr. lenle coronel ehefe de eslado-
maior publicar a eguinle ordem do dia do Exm.
Se. marechal commandanle das armas desla provin-
soh n. 16 de 26 do corrente, por occasiao de
comroendar a parada ojie leve lugar no dia 2."> do
corrente:
Quartei general do commando dan armas de Per
mmbuco na chda.de do Reeife em -Jli de marro de
1855.
ORDEM ADDICIONAL A DE N. If..
r A divisao que hontem formnu em grande para-
i appliuso ao* anniversario do jnramcnlu
ronstiluicAo do imperio, preencheu salisfacloriamen-
le as vistas do marechal de campo commandaute das
armas, que a commandon. O corpos da guarda na-
cional desla cidade pelo aceio, galhardia e prompli-
dao com qae se apresentaram, merecem particular
mencio do marechal de campo, que esperimenla a
mais viva satsfagAo em rer.der-lhe os seas elogios
Se bem que os corpos de linha nao poderanTCnra
paralo competir com os da guarda nacional, pela
eiiguidade de suas forjas, o que molivon nAo pode-
rem ser nena necasao' (Tensamente avallados, no-
to* o marechal de campo qne o > batalhao de in-
fanlaria iobresahio ja pelo seo pessoal compasi-
vamente mais avullade, ;.i pelo lu-imenlo dos seus
uniformes, e finalme.n! pela cadencia, em suas
chas : fazendo esla declararlo presla-se a juslica
qne llie he devida. -
o AssignadoJote Joaquim Coelho.
ConformeFrancisco Camello l'essoa de La-
cerda, capitn secretario do commando das armas.
S. Exc. fazendo chegar ao conhecimento da guar-
da nacional sobseu commando superior o lisongeiro
lo qqe de um dos distinclos e Ilustres generaes
i excrcito merecern) os corpos desla cidade que
arrnmaram no referido dia 2"> ; julga de seu dever
atnlar-se com os respectivos cheles, oflicial-
lis pragas ; e espera que os Sr*. comman-
ilesde corpos conlinuem a empresar os seus es-
treos, para que eemqualquer occasiao em que a
cuanta nacional liver de arromar possam merecer
igoaes elogios.
Francisco de Miranda Leal Sitar,
Major ajudante d'ordeos.
EXTERIOR.
CHRONICA DA QUINZENA.
Paria 14 de fererelro.
NSo na senSo urna maneira de caraclerisar o esta-
do sincnlar. em que se acha a Europa desde alguns
das ne meio de urna crise agitadora, que appareceu
para ella : he ama hora de indecisao e espectaliva,
urna especie de armisticio de invern, em que s^ po-
dara procurar anles symptomas do quo feilos bri-
Ihanles, mais indicios que garandas positivas, e
donde lambem pode sahir repentinamente a palavra,
ae hade definir lodas assiluaces. As operaeeesda
ciierrr, assim como asnegociacoes d<> diplomacia, ca-
mintiaedo paru o mesmolim, parece lerem o mpsmo
carader; a lula no esla sem duvida inlerrompida
na Crimea, peto contrario todos os dias, ou antes ca-
da noile, os cimba tes se renovam em nossas trin-
cluiras dianle de Sebastopol e enlrclem o herosmo
do nenes soldados ; todava sao anles conflictos par-
ciaes c wrtidas incessanles dos Kussos para repellir,
do qoe operaces reaes e decisivas.
Os exercilos alliados lem tido para eombalcr ou-
tro inimigo sem ser a Russia : he urna larrivel e-
tacM, que tem aniquillado os balalhOes inglezes, e
nossos soldados ni tem podido resistir pelo
poder de urna organisaclo superior. Por tanto, a
guerra Iraronorlada para a Crimea, se lam reduzido
nestes dous metes, mais i nao perder terreno e for-
tificar nossas posicoes, esperando o momento de om
supremo erfrco proporcionado a defeza. do que con-
tinuar ama oflensiva seria. Anda hoje continua al-
li esto lula ingrata.
O invern nao lem cortamente a mesm.i influen-
cia sobre o Irabalhe diplomtico, o qual nao deia de
ter lambem urna pausa depois do grande movimen-
lo, que seguio-se assignalura do tratado de 2 de
detembro. L'ma (ransac^ao provisoria adoptada pe-
la Oteta do Francfort, veto livrar a Allemanha da
ameac.a de nma desmembra^ao lerrivel e da obriga-
cae de se decidir immediatamente enlre as propostas
da Aaatria e as da Rosaia.
Oiial hi o estado real das relames diplomticas
ceraea? Ha qaeslOes que se acharo indecisas enlre
a Prossia e-lis potencias occidenlae- ; ha negocia cues
de pax admillidas como principio, as quaesnilo estilo
nero eomejadas nem rompidas ; exislem como um
enigma, como um mvtbo, que parece haver receio
de as interrogar. Aqu pois anda se espera ; mas
airares desla especie de sospenso diplomtica e mi-
litar, lie evidente que lodos se preparara anles para
majon* neo n le c i me n los do que cnnliam em ama
paz prjblemalici ; sSo estes os signaes mais mani-
feslos e os mais acluacs. A propra Austria.
sobra a qual a Pius so e oda confederarlo germnica, a Austria se pe
rada dia em estado de combaler.
O ministerio inglez acaba de ser reconstituido nq
peosamenlo ni i infesto de dar guerra um impulso
vigereao. O parlamento de Toril), depois de urna
brilhanle discaasao, acaba de approvar a adhesao do
Piernn)*; allianc,a occidental, e a Franca acaba de
reunir aoa seus armamentos urna lcgiAo estrangeira
sobro cemmamlo do Sr. Oehsenbein, o ex-coronel fe-
deral suisso.oqnal receben o litlo de general francez.
A Russia do seu lado multiplica seus meios de de-
feza, manda seus principes i Crimea e faz ivancar
suas Iropaa para a frontiira da Polonia. Nesla mis-
Inra, de fados diversos, qoem nao ve a situado real
da Europa com suas perplexidades, suas confusOes
perigosas, lodas as perspectivas de urna lula gigan-
tesca, prompla para sabir desta espera lemrvel, que
pacer haver neste momento !
Porventura lomara com efleilo a crise actual da
Europa esse carcter mais geral qne nao he permit-
ido entrever com um sentimenlo de anxiedade legi-
tima ? E se assim fiir, qual ser a altilude definiti-
va de cada paiz ? E'tas duas queslOes na ver la le
implieam, a de saber que influencia Iriumphara na
Allemanha, que pnlitica prevalecer nos ronselhos
da confederac.30 ; dbale esle, que ri agita ha muilo
lempo alravcs de loda especie da obscuridade, e n,1o
se torna mais claro. A I'ru-sia, pola posir;ao qae
tem feilo para si com urna persistencia tilo pouco
calculada, quanlo inesperada, acha-sc separado da
Austria relativamente a direcrao, que se deve dar
poltica allemaa, e ve-sc em desharmnnia erm as po-
tencias occidenlaes sobre os pontos mais graves da
poltica europea.
Resulla dabi que depois de se ler assocado a lo-
dos os aclos da Auslria, a Prussia, com inlerpelacocs
chimeneas ou com um fanatismo verdadeiro de inac-
to, vem buje ex por a Allemanha a um desmembra-
ment vilenlo, e depois de ler entrado como gran-
de Dolencia as conferencias da Europa, esl nesle
momento fora das deliberaccs que se podem 'abrir
para o reslabelecimento da paz e regulamenlo das
qaesloes de ordem geral suscitadas pela Russia. Co-
mo >e desembarazara esla sil u a cao ? Eis-aqui o es-
ranho problema que u Prussia tem procurado resol-
ver, e quo nao pode ser evidentemente resolvido sem
perigo, semlo por una adhesao nova e mais diflicil
da Prussia poltica, que prevalecen em Vlenna a
2 de dezembro. Desle modo he que o gabinete prus-
siano pode alirar longe de si a responsabilidade ler-
rivel de urna dissolucao da confederaran germnico,
e lomar sua posicao no conselbos da Europa.
Todos sabem como a Dieln de Francfort se arhiui
a bracos com o ncrigoso conflicto elevado enlre a
Auslria e a Prussia, sobre o que dizrespeilo particu-
larmente a poltica da Allemanha. O gabinete de
Vienna rerlamava a mobilisacao de urna porcao dos
contingentes federaes; o gabinete de Berlm comba-
lia esta medida, fundando-se, ao que parece, as
dlspo'ico-s conciliadoras, manifestadas pelo impera-
dor da Russia, em suas reiteradas seurancas. das
quaes se poda concluir que os inleresses allemaes
nao tinham necesiidade de urna proteejao armada.
A Prussia fallava desle modo, emquanlo a AJastria
moslrava os soldados russos as snas fronleiras ; nes-
lasrircumstancias que sobreveio ? Com esse espi-
rito de recursos proprio di diplomacia allemna, a
Baviera descobrio um meio de impedir una divisao
imminenle, propendo a Diela que nao decrelasse a
mobilisacao reclamada pela Auslria, mas ordenas-
se os preparativos de guerra de lodos os conlingen-
esferieraos, meilTda esla, qdc^^Jrpre precede o ha-
hilo da mobilisacao.
Como v-se, a ilihlculdade esta mais adiada do
que resolvida, e ella se reproducir infallivclmen-
le. Ha smenle una cousa para ular-se,e he que,
se a Austria aceitando esta proposla, lem consenti-
do por agora em nao reclamar, mais a Prussia atlhc-
rindo igualmente a ellas foi alem do que peda a
Diela, porquanto pedia que nada flzesse. Porventu-
ra ser este iim-1 mploma, por fraro que seja, de urna
nova disposirao da poltica prussiana t Esle passo,
que separa da mobilisacao os preparativos de guer-
ra dos contingentes federaes, ser dado, romo foi o
primeiro pelo gabinete de Berlim ? A questao hoje
cifra-se nislo.
Finalmente ha para o governo p'russiann um meio
muilo simples de manifestar urna poltica, que pou-
paria i* Allemanha a mais perigosa das provea, e a
traria para o ajuste'.das potencias occidenlaes, lie
adherir francamente ;is eslpulacSes de 2 de dezem-
bro. O gabinete de Berlim nem pode mesmu ob-
jeclar que o tratado de Vienna conlem clausulas que
esiao no inleresse particular da Austria. Para re-
mover qualquer objecefto, a Franca e a Inglaterra
tem-se mostrado disposlas para tratar separadamen-
te; Desle modoso falla a Prussia pronunciar-se. Es-
la ella prompla para lomar orna resolucAo seria? He
o qae a missilo do general de Wedel em Paris c a
do Sr. de Usedon em Londres, parece ainda nao
ler resohido ; infelizmente a Prussia lem mostrado
aloque vive sobo imperio de urna illusio singular :
he que llie era impossivel conservar esle equilibrio,
que pareceu por muilo lempo ser a ultima expressao
de sua poltica, ir de um para oulro lado, mandar
para loda parle aliviados, encarregadosde levar a se-
gura nra de suas excellentcsdisposi^Oes e em delini-
tiva encobrir sua inacrao com um amor rhimerico da
paz ; mas a Prussia lem feilo mais. signataria dos
prmeiriis protocolos qne foram a sentenca da Euro-
pa contra a poltica russa, nao lem deixado de fado
e em qualquer circumslancia, de garantir a perfeita
innocencia do imperador Kicolo, c favorecer seus
planos, com designio premeditado ou involuntario.
A Russia, que ella lem condemnado, llie deve a m-
mobilidade da Allemanha.
Que llie devem as potencias occidenlaes, com as
quaes eslevo emquanlo se tratou somcule de fazer
um curso de poltica consultante, comosedisse enge-
nhosamanle T A Prussia paroo, quando leve de pas-
sar dessa poltica consultante para os acto ; relima-
se porsna propria vonlade do concert, que se esla-
baleceu a princidio a 8 de agoslo, depois a 2 de de-
zembro, enlre a Franca, Inglaterra e Anslria. Com
qae ttulo poderia ella ser admillida em as novas
deliberarles, se nao fizer a promessa positiva de o-
brigar a Russia a aceitar as coudcoes fixadas pela
Europa, sa a paz n3o sahir das negociarles que vAo
abrir-se ? Hoje a duvida mais grave he realmente
esla : qual ser o resallado destas negociacfies com
o concurso da Prussia ou sem elle I Ninguem mos-
Ira ler muila pressa em comcca-las, Uo pouca f se
lem na sua eficacia, (auto se receia talvez ver a pri-
meira explicado lornar-se o signal de um novo rom-
pimenlo.
A aceilac.in das qualro garantas pela Russia se
parece singularmente com urna dessas habilidades'
com que ella tem sabido ja embarazar mais de urna
vez a defeza da Europa.
Supponha-se que ella nao tenha lido oulro fim sc-
"3o enllocar a Allemanha na incerteza : por agora
o lem conseguido em parle ; lem dado a Prossia um
pretexto para impedir a mobilisacao dos contingen-
tes federaes, e como de om oulro lado sua situaclo
militar nao esl olfendida, he muilo duvidoso que
lenha aceitado seriamente o aceite anda o principio
da abolirn de sua preponderancia no mar Nergo.
Enlrclanlo por fracas que sejam as probabilidades
de paz, nAo he menos uecessario que se abram eslas
negocacfies. para que moslrem o que conlem, o que
significan), e para que a inutilidade das conferencias,
se a paz nao se puder concluir,; dissipe lodas aail-
lu-oes, colloquea Allemanha e a Prussia na alterna-
tiva de lomar um partido, transforme em urna rca-
lidade seria e eflicaz a allianca da Auslria, da Ingla-
terra c da Franca e venha a ser o principio mesmo
da confederacAo da Europa, celligadas para sua se-
guranza e seu socego.
Se ha na verdade um espectculo arrebatador no
meio de (es conjecluras, he o que oflerece a Ingla-
terra neste momenlo, esle espectculo be curioso
nao s debaixo do poilto de visla do estado actual
dos negocios geracs da Europa, seuAo ainda como
indicio das condices internas dos partidos. Diasol-
ve-se um ministerio, forma-se oulro ministerio; qual
he em sunima o verdadeiro pensameulo de lodas eslas
mudanzas ? He om sentimenlo amargo de patrio-
tismo, exrilado pelos desastres do exerrto inglez na
Crimea, junto ao desejo de ver a guerra tomar um
carcter novo de decisilo e de vigor. O nome de lord
Palmerslon lem lido a singular fortuna de ser o es-
tandarte de Indos estes sentimentos c de Indos esles de-
sejos. Quer slo dzcr por ventura que lord Palmers-
lon, menibrn dn antigo gabinele, o lenha perturba-
do com as suas opposicOes ? NAo ; lord Palmerslon
leve a maior das habilidades, eallou-se, e al se
diz que elle lingia oceupar-sc somenlc com os nego-
cios especiaes de sua rcparticAo.
No ultimo momento ainda elle combata a mocan
de Mr. Roehurk e acahava de tratar rom niiniia as-
pereza a lord John Russell, cuja dcmissAo feria de
morte o ministerio. Nao he menos verdico que,
quando o gabinele recebeu o ultimo golpe na cma-
ra dos communs, |nrd Palmerslon se achou designa-
do por todos, como o homem que poda rcslabelecer
os negocios da guerra pelo impulso de sua vonlade,
c desle modo se formn a sua candidatura ao posto
de primeiro ministro. Ha muilo lempo que nao be
cousa fcil na Inglaterra crear um ministerio. Cer-
cados de todos os servidos que o lluslje Roberto Peel
presin ao paiz, elle conlribuio mais que qualquer
oulro para una dissolucao verdadeira dos anligus
partidos, formando enlre as npinies antigs, urna
frac^ao poderosa pela indiligencia e pelo tlenlo, a
qual por si s nao seria sufliciente para o poder, mas
be muilo diflicil nAo contar com ella. Resulta dabi
que os gabinetes de combinacAo sAo de alguma sor-
le a emolirn forzada desla siluacao, mas tendo o ca-
rcter precario dos poderes sem homogeneidade, em
compensazAo reunem mais forjas e tlenlos, como
vio-se no ultimo gabinele.
O ministerio que acaba de organisar se, nao mo-
difica esla siluacao ; o que faz delle um ministerio
novo, nao he lano sua composizAo geral, que ficou
sendo pouco mais ou menos a uiesma, mas a mudan-
za de seu chefe, a subslituazAo de lord A bordeen por
lord Palmerslon. l,ord Clarendon conserva a pasta dos
negocios eslrangeros ; Mr. ladslone tica sendo
chanceller do lliesnnro ; sir James Graham nao dei-
xou a pasta de primeiro lord do almirantado ; Mr.
Sidney Herberl passa da secretaria da guerra para a
pasla do reino. O membro realmente mais novo he
o ministro da guerra, lord Panmure, oulr'ora Mr.
Fox Maule, o qual passa por um homem de experi-
encia ede um grande poder de trabalho.
Em seu lodo, o ministerio inglez, que entra hoje
no poder, lem o duplo carcter de ser a combinaco
mais natural e mais simples, e de ler sido o fruclo
de.um dillicullosissimo trabalho, que acahava mesmo
por indispor a opiniAo. Qualquer que seja o valor
que possam ter os usosconslilucionaes, parecan) des-
la vez nlempesltvos, e he em altenziio a esles usos
que a ratona incarregou surcos.iyaiueiile da forma-
rao de um gabinete a lord Derby e a lord John Rus-
scIH^i chefe Jf partido (ory e o chefe do partido
whig; Ras que probabilidades de successo podia ler
nis circumslancias acluaes urna combinajao exclu-
siva ? Lord Derby, conheccu lano, que foi direc-
tamente a lord Palmerslon oflerecer-lhe a pasla da
guerra e a direccao dos debales na cmara dos com-
muns, i'onsenliiidn ao mesmo lempo cnlender-se
com alguns Miembro, do partido peelila, laes como
Mr. lilaIstnnc e Mr. Sidney Herberl. Parece que
a repugnancia destes lie que fe; naufragar lord
Derby.
Lord John Russell nAo pode dissimular desde o
primeiro momento que, pela eslranbeza de.sua con-
duela recente, havia-se enllocado em ama posicao de
nao enleuder-se com ninguem, e desde entao a'cha-
va-se naturalmente indicada a combinagAo, que
prevalecen. Lord Palmerslon lornou-se o homem
necessario, a alma da nova administrazo, a qual
he menos urna mudanza radical, do que urna trans-
lormae"o do antigo gabinete, ao qual a opinio d
om sentido caracterstico ; ella v ah o desfecho de
antagonismos, que exisliam at entao no governo e
paralysava sua arcan.
Depois de ler feilo pesar sobre lord Aberdeen, e
o duque de Newcastle a responsabilidade dos crueis
erros da campanha da Crimea, foi a lord Palmers-
lon que ella incumbi da immensa lajefa de reparar
os desastres e levar a guerra ao seu flm ; em lodos
esles negocios miniares ha, como ninguem pode dcs-
conhecer, urna especie de pesadelo para o orgulho
britnico, que se julgoo feliz por adiar um ministe-
rio para pulverisar, como o criminoso universal ;
nao ha quem nao lenha atacado o antigo governo
com a mais impetuosa violencia, lodos o lem feilo,
e al o commandanle da esquadra do Ballico, sir
Challes Napier, em um discurso rcenle. *
Al! eis-aqui o resultado algumas vezes dessas
emprezas, das quaes se espera muilo sir Charles
Napier parta ha quasi ora anno para o Baldeo e so-
menle se receiava, que elle pralicasse algum aclp ex-
traordinario de audacia e de lemeridade. He ver-
dade que elle na.i loraou nem Ctonsladl, nem Svea-
borg ; mas nao he slo um motivo para increparse
ludo ao almirante, menos ainda para publicar-se sua
fraqueza c a forra do inimigo. Seja o que fdr, a
reconsliluicao do miuisterio inglez he hoje um dos
elemenlosda silaacao geral, desla sluac.o, onde lu-
do he um symptoma, onde lodas as polticas tendera
a lomar um carcter mais decidido.
O Piemonle leve a honra de nao esperar ser inii-
mAdo pelos aconlecimeatos para manifestar sua poli-
tica, e de ler inlervindo em um momento, em que
essaoccasiAo era ao mesmo lempo para elle um ti-
tulo como um acto de inlelligenle adhesao de sea
governo. A allianca com o Occidente nAo he mais
hoje a obra propria do gabinele de Tarn somente,
he a obra do paiz e do parlamento, que acaba de a
sanecionar com o seu vol, depois de urna das mais
brilbantes discussoes das cmaras piemontezas. Afo-
ra esle resallado, que d um carcter novo i poli -
tica do Piemonle, esta discussAo foi instructiva e
curiosa em mais de um poni de vista : deiiou ver
os pensamentos oceultos, as tendencias dos partidos ;
moslrou onde eslava o verdadeiro inslinclo liberal,
qae eslranbos auxiliares po'dia ter a Russia. Era
geral as observar/es do representante principal do
partido conservador.do Sr. de Revel.versarara menos
sobre o principio da allianca do que sobre as parti-
cularidades e circumslancias. Assim no dia em que
entraran) no ministerio homens como o Sr. Batazzi,
que foi um dos promotores da triste campanha de
Novara, o Piemonle, aosolhos do Sr. de Revel, ficou
exposlo a que as potencias occidenlaes reclamassem,
como urna garanta, urna adhesao boa em s mesma.
Alm disto o ex-miuistro conservador prefera a um
emprestimo um subsidio da Inglaterra. Em sum-
ma, o Sr. do Revel disse que nao Uvera hesitado em
assignar o mais cedo possivel, se estivesse em
eu poder, esle tratado conduido pelo gabi-
nete.
Mas ondea allianca com a Fianza c a Inglaterra
encontrou mais viva opposizao f Foi no partido re-
volucionario; enlre esles arde ules partidarios da li-
berdade e da rivilisaco houve orna espantosa una-
nimidade, seno para defender a Russia, ao menos
para sustentar urna poltica, que llie viria a ser til
indiredaracnle. O pensameulo dos revolucionarios
italianos he bem fcil de ser comprehendido; nAo
qoerem urna allianca, qae assegara aoseu paiz me-
dios regulares de influencia, oflerece s suas Torcas
um nobre fim, porque esles desejam para o Piemon-
le urna influencia irregular, querem ler suas torcas
disponiveis para revolucionar a Italia.
De que serve, dizem elles, mandar nossas forzas
millares para a Crimea ? Seu destino, ten fim ver-
dadeiro he a Italia; continu a guerra, que pode
DIAS DA SEMANA.
9 Segunda. 1." oilava. Ss. Acacio c Hugo bb.
10 Terca. 2." oilava.S. Ezcquiel profeta.
11 Quarla. S- Leo Magno p. doulor da Igreja.
12 (Quinta. Ss. Vicite Vessia mm.; S. Julio.
13 Sexta. S. Hermenegildo priucipe ni.
H Sabbado. S. Doranina v.,; S. Tiburcio.
15 Domingo. 1." de]>ois da Pascua. Ss. Eolhiquio!
Olympiada e l'aiisilipo mm,
vir o momento, em que se possa baslear a bandeira
de, ISIS. Ki.-.njui o pensameulo, lio esle o plano !
E como o resultado desla poltica seria neutralisar a
defeza da Europa, chamando urna parle de snas for-
Zas, segue-se que os revolucionarios italianos, a pre-
texto de nao se acharen) unidos A Austria,
podem passar pelos melhores auxiliares da Rus-
sia.
Que raiSo poderosa, que inleresse leva o Piemon-
le a guerra '.' dizem elle*; slo he claro. A razao
principal lio urna neutralidade absoluta, desarmada
he impossivel na situacao do Piemonle, cuma neu-
tralidade armada he ainda mais impossivel por mo-
tivos que he fcil prever, justamente por csses
motivos, que invocan) os partidos revoluciona-
rios.
A rarAo de sua ioterveneSo o Piemonle a encon"
Ira em sua historia, em suns Iradicces, em sua for-
mazAo mesmo que he o producto de suas cooperazes
a Indas as guerras geracs do continente; a grande
razAu finalmente, o general Durando a disse com
urna rara elocuencia, he nina razAo deciyilisazAo; he
que a questao que se agita hoje, he urna qucsIAo de
seiuranca e independencia para a Europa, para os
pequeos paizes, como para os estados mais conside-
raveis. Se nAo approvardcs esle traalo, diz com
arrebalainento o general Durando, podereis vlvcr
politicamente fallando, mas vossos filhos ou vossos
netos morrerao ao p dos Alpes sem honra e com
elles ser sepnltada a ultima esperanza da Italia '.
Desle modo a crise actual apparece por toda a par-
le em saas verdadeiras proporzoes, e he is-
lo justamente que faz nao alimentar-se illu-
ses.
Deve-se desejar a paz, deve-se aceita-la, se fnr
possivel, mas nao se deve crer na sua possibilidade
se ella nAo fnr i expressAo da victoria do Occidenle.
NAo he bastante para a Europa comprar essa vic-
toria a prego de seu socego violentamente pertur-
bado, de lodos os seos inleresses agitados, de seu
repouso transformado em urna hila j fecunda, em
sacrificios, e cujes consequencias podem augmentar
anda aggravando-se ?
A Franga, seguindo com a firmeza de nma gran-
de potencia urna crise, de que nao foi a ultima em
pressenlir o carcter c o alcance, consagra o lempo
e as preoecupagoea. que Ihe sobejam, nesses inleres-
ses e nesses Irabalhos de urna ordem interna, os quaes
nos momentos de calma sao o alimento da aclividade
publica. O corpa legislativo, sem sabir da esphera
modesto e tranquilla, que Ihe be asignada, nao
deixa por isso de proseguir menos obras nteis em
suas discusses. Occupou-se de diversos projectos
de lei, um dos quaes, como ha pouco dissemos, tem
por fim trans armar o syslema da substituto mili-
tar; uulro reformar em um sentido mais liberal a le-
gi-lac.io sobre a delengAo preventiva, dorante as
'nstrucges jinliciarias, finalmente "m lerceiro pro-
jeclo refunde a legislagao municipal, nao sondo pe-
quena iufelirdade ler um paiz de reformar peridi-
camente'instiluigoes, que deveriam ser as mais du-
radouras em razao mesmo de seu carcter pralico,
local, elementar.
A nova lei reproduz a maior parle das disposires
das leis anlicas, sobretodo da lei de 1831, barmoni-
sando-as com o espirito, do qual nasceram as nsli-
luigoes politicas, islo be, ampliando e fortificando as
prerosalivas da autoridad executiva; he assim que
Indo se concerta no poder e dcsapparecc a inlensi-
dade da vida poltica. As proprias modficazoes mi-
nisteriaes tem um carcter mais administrativo do
que poltico, como se tem podido ver ltimamente.
Mr. Mague succeden a Mr. Hincan no ministerio
da fazenda e hesubstiluido n lagricullura e as obras
publicas por Mr. Rnuher. Nao he islo cerlamenle
nma crise ministerial ; hoje nao ha crises desle ge-
nero.
Antes de dcixar o ministerio das obras publicas,
Mr. Magno publicou um relalorio. no qual expOe o
estado, em que elle deixa as grandes emprezas dos
caminhos de ferro; resalta dahi que, no anno que
acaba de passar, mais de seis centos kilmetros de
vias torreas foram entregues a circalagao, e que no
fim do anno actual os caminhos de Ierro francezes
construidos al aqui olTereceram um Irajeclo lot.il de
perlo de seis mil kilmetros. Deve-se juntar a islo
os Irabalhos em andamento e as novas concesscs.
Em o numero destes ltimos contou-se especialmen-
te a concessAo de um caminho de ferro de Nuiles a
Bresl, por Lorienl e Qumper, a da rede que deve
unir Clermont a Tolo-a, I.imoges Agen, Lyon
Brdeos, finalmente a concessAo de urna linha de
Nevera Paris. Assim continan) estos Irabalhos,
que em breve vAo envolver a l'ranga. Finalmente
a extensAn, que tem lomado os caminhos de ferro
resulla anesmo do quadro de seus producios. As
dezeseis linhas principaes dos caminhos de ferro
francezes tormam um tolal de 4,676 kilmetros e
produziram em 1854 196 milhes, e esle resultado
excede a 30 milhoes o de 1853, havendo al est par-
ticularidadc, deque a retida por kilmetro lem au-
gmentado de um para ontro anno. No mesmo ins-
tante continan! em todos os pontos e com o con-
curso de lodos os capitaes, Irabalhos nero, us quaes vAo solear a Europa, aproximar suas
extremidades apagando as distancias e multiplicaros
elementos da aclividade publica fecundando as in-
dustrias.
O Piemonle, como dissemos, acaba de ter urna 1,r _
Ihaute discussAo parlamentar, na qual se eslabele-
ceu e resolveu-se a questao da allianca com as po-
tencias occidenlaes. Por pouco que se procurasse
em um tal debate o brilho da eluquenria, acha-la-
hiam cerlamenle nos discursos do presidente do
consclho, o Sr. de Cavoar e do genesal Du-
rando.
Seo Piemonle em sua vida publica s conlassc
fados como o que acaba de o ligar s potencias occi-
denlaes, se se Iralasse somenle de tacs questes em
sua publica, seria urna siluagao l.io feliz quanlo
franca e habilmentedirigida; mas lodos os negocios
desle pequeo reino lem este carcter de felicidade
e de babilidade? A esle acto de allianca. que acaba
de ser o ohjeclo da mais notavel discussilo no parla-
mento ile Turin, se juntara infelizmente hoje dolo-
rosas provages domeslicas para a casa real da Sar-
denha, ou dilliculdades de politica inlerna, que nae
podem dexar do complicar o eslado do Piemonle c
enfraquecer em urna certa medida sua arrao exter-
na. Cerlamnnle sAo acouteciroeulos polticos senti-
dos por todos, csses lulos successivos, que opprimem
cruelmente ueste momenlo a casa de Sahoia; ainda
ha poucos dia, a iii.ii do re, a rainba Mara There-
za, e a rainha reinante, Maria Adelade, deixavam
de existir coi pequeo inlervallo urna da mitra, dei-
xando recordages diflerenles e igualmente queri-
das; boje he o iniMo do re, o duque de tienova;
qae acaba de morrer ainda joven, victima de urna
molestia implacavel. O duqun de Genova era o se-
gundo lilho dojlluslre e dcsdiloso Carlos Alberto,
com quem se pareca por muilos respeilos.
Amante da glora de seu paiz, linha feilo a guerra
de 1848 comu seu pai, como seu irmSo o duque de
Saboia, hoje Viclor Emmanuel II, c se linha distin-
guido no cerco de Peschiera, que elle diriga, li-
nha sido nomeado inspector da arlilliaria, e quando a
morle o veio rouhar. nutria ainda, como dizem, a
ambigao de commandnr os soldados piemontezes
que devem r pera a Crimea- O duque de tienova
linha apenas 32 annos.
A impressfto dolorosa, que causam em lodo o paiz
estes lulos reaes, se explica naturalmente pela popu-
laridade da casa de Saboia, orna das mais antigs da
Europa.c |or nina lonja tradzao'desenlimentosrom- bastante forra paca obrar por seu proprio impulso,
muns enlre aquelle pequeo povo o aquello, principes [ nem mesmo para derribar o ministerio, todava tem
militare-; o inslinclo dos servigos. que o duque de anda o recurso de u abalar por pariese a cada pas-
(jenova podia prestar aoseu paiz, nAo faz senAo aug-
mentar a energa desla impressAo universal no mo-
mento em que o Piemonle entra activamente na
confederaeao da Europa.
Infelizmente, como dissemos, ao lado ou afora es-
tes incidentes de um carcter de alguma sorle do-
melico, existe anda boje para o Piemonle ama
grande qucsIAo politica, que se vai complicando: he
a queslAo religiosa, a questAn das relarofs do gover-
no piemonle/. com Roma, qual a discusso rcenle
de urna lei sobre a supprcssao dos convenios e a des-
apropriagao do rlero veiodar um novo e perigoso ali.
inenlo. Sabe-.e que as reiages do governo pe-
montez com a Santa S ha muilos annos, sAo as mais
delicadas e diliceis; o gabinete de Turin, collnrado
ob o imperio do sttilut, quiz pr certas partes da or-
dem ecclesiastica em harmona rom os principios
fonslitucionaes, sobrcludo sujeilando o rlero jara-
digAosecular ordinaria em lodos- os negocios cvis e
crminaes, supprimndo os dizimosna ilba deSardc-
nba e lomando nutras medidas.
A santa s vio neslas medidas um ataque aos di-
reilos da igreja ; o clero piemonle?. proleslou e obrou
contra as novas leis, seguindo-sc dabi conflictos, que
liverara em resultado o exilio de muilos prelados;
muilas vezes se lem entabolado negociagoes, que ne-
nhum resultado tem lido, e entretanto a hita ainda
nAo .linha nada de extremo, quando o gabinete de
Turin propoz ltimamente as cmaras a lei que
supprime os conventos e sugeila ao poder do eslado
as propriedades ecclesiaslicas. O soberano pontifico
respondeu por sua-vez com om monitorio, no qual
ame ac oPiemonle com as penas da igreja. Nesta
siluagAo extrema, ser possivel agora achar-se um
meio de Iralar todo* estes negocios, collocando-os em
um melhor terreno? Eisaqui a queslAo.
He muilo natural e simples que o governo pie-
montez lenha lido o pensameulo de fazer reformas,
desde 1848, na organisagAo temporal do clero e as-
segurar ao poder civil suas prerogalivas essenciaes ;
mas nAo he sem duvida para admirar que eslas re-
formas tenham encontrado dilliculdades, que s se
vencen) com algum lempo e com muilo espirito de
conciliacao ; comtudo he e\denlo que no dni, em
que o eslado de sua propria autoridade pozesso a
mAo sobre as propriedades da igreja, ne*se dia estas
cumpl'cages seaggravariam singularmente.
A meibor prora de que esle negocio linha compra-
do mal, be que a apresenlazAo da lei sobre os cou-
venlos molivtiva a demssan de um homem enlrclan-
lo muilo liberal, o Sr. Hulla, intendente, de tienova ;
o enviado piemonlczcm Roma, o Sr. de Pralonno.
devia considerar sua misso terminada e relirar-se ;
o ministerio julgava-se obrigadn a noinear cerlo nu-
mero de novos senadores por entao. Dizem que se
negociou e sem resultado ; islo he verdade, mas ha
uegociagoes que o nAo sAo, e o governo piemontez
nos parece ler negociado sempre mais para fazer re-
conhecer fados consummados, do que para chegar
por meio de conces*0cs mutuas a um arranjo amiga-
vel de lodos os negocios religiosos. Se a queslao ti-
vesse sido enllocada nesle Iprreno francamente e sem
fraqueza, como a corte de Roma poderia ler recusa-
do ao Piemente o que ella conceda a pequeas re-
pblicas da America do Sul, por exemplo a aboligAo
do fiSro ecc\esiaslico ? A lei sobre a desapropria-
gAo dos bens do clero he cerlamenle muilo mais ara-
ve, porque em substancia, excepluando-se qualquer
cousideragAo religiosa, ha urna queslAo de proprie-
dade, que nAo pode ser resolvida senAo por acenrdo
dos dous poderes. O Sr. de Cavour, que he um es-
pritu notavel. e acaba de mostrar urna rara decisAo,
assignando o tratado de allianca com a Franga c In-
glaterra, poderia ser esclarecido por um symptoma
caraclerislico, pela adhesao que ohlem dos revolu-
cionarios os mais exaltados nos negocios ecclcsasli-
cos. O Sr. Broflerio basea a le na desapropriagAo
do clero, e cmbale a allianca do Piemonle com as
potencias occidenlaes, prova evidenlc deque nao ha
a me.ma poltica uestes dous casos. Poder-se-hia ac-
crescenlar ainda que urna destas medidas he incom-
palivcl com a oulra, e com efleilo he nislo que esla
as circumslancias acluaes, a gravidade desla lei so-
bre os bens ccclesiaticos, cuja discussAo ainda nAo
esl acabada na cmara dosdeputados, e nem passou
no senado. Se a lula for proseguida al o fim, se a
perturbaran enlrar as conscicncias, se as paixes se
irritaren), resultar dahi urna divisSo de (odas as tor-
gas moraesdo Piemonle no momento em qoe o paiz
lem mais necessidade de eslar unido, e conservar sua
coherencia. Note-se mais que as vanlagens linan-
ceiras que o governo espera de-la medida esla rao
compromctlidas por slo mesmo, o eslado se achara
com propriedades depreciadas e urna lula religiosa,
com recursos muilo duvidosos e urna guerra das
consciencias; haver perigo onde um pensamento
liberal, abslinado na conciliagAn, acabara por adiar
os elementos de ama transformagAo equidosae acei-
ta por todos,garanta de novos e sabios progressos
para o Piemonle.
Em politica hasitaagoes que lem qaasi fatalmen-
te suas consequencias, apenas se lem entrado em
um cerlo caminho, a diflieuldade est em parare
mesmo conservar toda a sua liberdade. A crise em
que se debate a Hespanha nao he um exemplo bem
evidente ? J fazem sete mezes que alem dos Pyre-
neos lodos se ocenpam em resolver esse eslranho
problema de fazer a ordem com a desordem, nAo
s as questes polticas, senAo lambem as quesles
financeiras e econmicas. Ainda nao consegu o se
resolver este problema, como he natural, c os mais
acertados estorgos. s lem finalmente conseguido pal-
liar um momento os resultados mais immediatos e
mais pergosos desla siluagao torgada.
O partido progressista hcspanhol lem urna grande
infelicidade; logo que sobe ao poder, todo he contes-
tado, nada permanece em p; as instilaizoes desap-
parecem de alguma sorle debaixo do poder desses
homens, dominados por seus arrebatamenlos. Quan-
do ha Ires mezes os homens mais consideraves dessa
assemhla conslituinte, que se rene cm Madrid, se
harmonisavam para cousagrar por um vol solemne
o principio mnnarchico e a dynastia de Isabel II,
ellesobedeciam sem duvida nenhuma ao mais acer-
tado pensamento, mas desde esse raorrenlo a realeza
nAo lem deixado de ser discalida. Lina proposla
singular foi feila, pela primeira vez, para recusar a
rainba o direito de sanczAo s leis ordinarias; na
ili.cos-.io mais rcenle da constituigAo, proclamou-se
de novo o principio da monarchia, mas que vo-se".'
Viram-se oradores, como o Sr. Olozaga, por em du-
vida a legilimidade hereditaria de Isabel II, accres-
cenlando que por direilo, o lilho de I). Carlos era o
verdadeiro rei legitimo, e alem disto, ao lado do
principio da insliluicAomonarriiica,inscreveu-se na
constituigAo um principio vago e abstracto de sobe-
rana nacional, que he urna ameaga perpetua.
Ainda nestes ltimos das foi preciso urna nova
manifeslagAo das cortes para declarar, que a rainha
n'nha o direilo de sanecionar cerlo numero de leis
votadas depois de algum lempo, o cerlo he que a
monarchia he orna liegao e entretanto se o poder
nao esl nella, estar por ventara na assemblacons-
lituinte '! Elle o est ahi lao poaco que as cortes na-
da podem, dehalendo-se em sua fraqueza c em um
lurbilliAo de prnpostas ociosas ou contradictorias.
Por acaso estar no ministerio ? Se o duque da Vic-
toria conserva cerlo ascendente, nem por islo deia
de ser toreado a disputar constantemente a pouca
autoridade queexerce; porque as corles que d3o (em
so ; e qual o fim,para uqual seinclhanle poltica con-
duz a Hespanha '? Talvez ella v ler brevemeule a
urna nova leva de langas do partido carlista.
He es'.c nm dos lados da siluagao da Peninsala c
o eslado de suas fiuangas esla bem longe dcscr mais
animador. As corles, como se sabe, abolirn) ha
Pouco lempo, es direilos de consumo e de entrada
dos gneros nacionacs ; a Hespanha lem sentido o
peo ilesla abnlican, que exliaurio sbitamente urna
das fontes das rendas publicas, sem lhc substituir
nevos recurso! ; a abnlican dos direilos do consumo
leve um resultado ainda mais triste, supprimio urna
receita do Ihesouro e de ncnbum modo lem aprove-
tdo aos consumidores o que era fcil de prever;
entretanto conven) procurar melhnrar semelhanlt
iiluaglo, que ca,da dia loma-te pcior, porque lodas
as receilas do Ihesouro diininuem, c o dficit as re-
ceitas para IK.,1 excede a 60 milhes de reales.
He sob o imperio destas coniplicnces inextriraves
que o novo ministro da fazenda, o Sr. Madoz, ima-
giuon om piojo,-lo, que consiste na venda de lodos
os bens do clero e das municipalidades, mas islo he
urna queslAo, que pode levantar as mais graves dif-
liculdades polticas. A venda dos bens municipacs
esl longe de ler sido popular e pode encontrar urna
hoslildade, que a tora impossivel ou illusoria ; a
venda dos bens do clero apresenlar menos embara-
zos, se for feita conforme a concrdala, que a prev
e determina as suas condigoes; mas ,ha urna cousi-
deragAo superior, e be que nunca alieuagOes desle
genero, toilas em circuslancias criticas, tem salvado
asfinangasde um paiz e acontece quasi sempre o
que lem acontecido a propria Hespanha : isto he,que
os bens nAo exislen mais, e seu valor se acha con-
siiminido sem senil lado, sem ler preenebido o dfi-
cit. Tal be agora, debaixo do duplo poni de vista
poltico e fiuanceiro, a siluagao da Hespanha e ella
oflerece puncas garantas de seguranga.
{fevue des deux. mondes.)
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMUL'CO-
Maceio' 5 de abril.
Estamos na semana santa, poca solemne e lo-
luosa para lodo aquelle que na pa recebeu o bap-
lismo us foros de chrislao ; he lempo das maceracoes.
jejuns, conlisses e todos os exercicios penitenciosos,
be a quadra cm que o calbolico mais palenleia sua
religiosidad*, pois he o anniversario e commemora-
gao dos indeleveis e lgubres fados occorridps ha
IS22 anuos na ralba, Hierosolima, capital dos Ju-
dcos,rquc cegiis, incrdulos e cru-is arrastaram at
Golgolba, e deram all morle affronlosa ao lilho de
Dos. Depois de Irahido, acontado, escarnecido e
martyrisado earregou o liomem Dos em seus pro-
prius hombros o instrumento, at enlao ignominioso,
em que foi suppliriado, solTrcndo os mais crueis
Iralos. Era preciso com efleilo que esse que mor-
reu ha mais de 18 seclos rbs.se em verda le um
Dos para serem as ullimas palavras que pronun-
ciou o per lao de seus algozes, e parase conservaren)
sempre vivos, permanentes e indeleveis na memo-
ria dos homens todos os seus duros padecimentos,
ignominiosas torturas e acerbo passamenlo Se o
lempo, esse consummidor dos mais solidos monu-
mentos e irreragaveis IradigOes do homem, nao lem
podido apagar da memoria dos chrisiaos a menor
circumslancia daquelle grandioso sacrificio, he por
que ha ah urna obra de Dos nAo do homem, e co-
mo lal ser sempiterna como elle. As predicges dos
prophelas realisaram-se : a malfadada Siao lornou-
se urna Ierra maldita, sea terreno esleril n3o pro-
duz senSo enfriadas sargas e espinhosas urzes ; seus
habitantes espatriados, vagabundos e errantes nunca
mais poderam formar urna nagao ; onde quer que
procuren) abrigo encoitlram o odio, desprezo eana-
Ihema dos povos como ama raga amaldigoada. Nan-
ea mais regressarAo a Jerusalem, que tomada muilas
vezes pelos Romanos, destruida e reedifica-
da lornou-se por fim presa dos infieis. Persas, Sar-
racenos, Sedjoucidas a tomaran) por sea lurno, e
apesar dos ingentes estorgos dos cruzados jaz desde
12:1!) sob o jugo dos Turcos. Ainda hoje paga o
chrislAo urna esporlula para poder oscular o lumulo
do seu Dos !
Mas agora he que reparo, Sr. correspondente, qoe
estou pregando-lhe ama reverenda massada em laia
de sermAo. e entrando sans /acn pela seara do pa-
dre Mello e do Uelulio ; lenha paciencia, e j agora
addic'one esla as muilas penitencias que sei que
Vmc. faz como bom devoto, quanlo a mim reserv-
me em descont de peccados a cscrever-lhe esta as
carreiras c com lettras bem innlclligiveis, afim de
repartir a penitencia com os seos compositores que
se bAo de dar a perros para derifrarem os hierogli-
phicos, charadas e enigmas piltorescos qoe por ahi
vao.
Encetarei a larefa pela salubridade publica. Ha-
via-lhe eu contado em minha ultima carta a pavo-
rosa sceoa occorrida eotre mim e o Baha a respeilo
dos qualro individuos da tripolagaoda galera ingle-
za T. Forrest, allectados da labre amarella. Um
terror pnico espalhoa-se logo pela populac.lo, di-
zendo-se al qoe era o tremendo cholera qae bata
nossa porta, boje porm# acha-se o povo completa-
mente desassombrado. dragas a divina Providencia
nAo me consta al agora que a febre amarella ti-
vesse alocado a algum habitante desta cidade. res-
iringindo-se nicamente galera inglcza menciona-
da. S. Exc. nomeou urna commissao composla do
Dr. chefe de polica interino, do vereador Silveira e
do ajudante do director das obras publicas para pro-
mover com loda a urgencia a limpeza e asseio da ci-
dade, um dos mais eflicai.es meios*aconselhado pela
medicina como preservativo do desenvolvmento ou
propagagAo de epidemias. Os Drs. Babia e Lopes
Vianna foram encarregados pela presidencia de tra-
tar os marinheiros inglezes aneciados de febre, os
quaes foram recolhidos a um antigo forlim, que
existe alm de Jagaar em urna praia isolada, sen-
do lambem a galera segregada das oulras embarca-
Zes que se acham no porto. Nao metiendo em li-
nha de ronla definios e oulras afleeces proprias da
quadra, pode-se dizer que a bygieue publica vai
sem notavel a I ler a cao.
A admiiiislragao nAo lem afrouxado em suas enr-
gicas medidas para repressAo e perseguigao do cri-
me, e continua zelosa e solicita na promogAo de
melboramenlos maleriacs. Com seus bons modos,
aflabilidade e maneiras allraclivas vai o Exm. pre-
sidente conseguindo ama das cousas mais difliceis
desle mundol'argenl : qualro pares de conl-
nbos de ris, I i railes em subscripgoes por sua influ-
encia promovidas, lem de auxiliar os cofres pbli-
cos na ronstruegao de obras de indeclinavel necessi-
dade. J Ihe fallei das suhscripgos obldas para
a edificagao dos cemilerios do Penedo e Pilar, e pa-
ra a consirucgo da cadeia de S- Miguel ; recorreo-
do S. Exc. lambem aqui ao pariolismo e generosi-
dadedos proprielaros dos predios de Jagaara acaba
de obter em resaludo a quantia de 1:700 para a
conliouaco do calgamento da estrada de Jaragua
al a capellinha de N. S. MAi do povo. O presidente
linha nomeado para roembros da commissao incum-
bida de promover a'subscripgao a sele cidadaos in-
fluentes daquella localidade, os quaes lornam-se dig-
nos de todos os encomios pela diligencia e zelo com
que a desempenharam, fazendo-se lambem credores
dos uuinres elogios os vinle assignalarios da aubs-
cripgAo, pela generosidade com qae acudirn) ao re-
clamo da autoridade para a consirucgo de urna
obra til e que muilo atormosear a principal roa
daquelle povoado, que bem cedo lornar-se-ha parte
integrante desla capital. Enlre os membros dacom-
missAo nAo omiltirei os nomes dos prestantes cida-
daos Manoel de Vasconcellos Jnior e Joao Gomes
Ilibeiro, que me consta haverem diligenciado e se
esforgado para o 'bom resultado colbido. S. Exc. no-
menu para Ibesoureiros da obra aos Srs. da casa Sa-
ravem & Barbosa, r-m rujas inAos ser depositado o
dnlieiro arreradado, em quanlo se nao d cmego
ao calgamento. Por influencia lambem do Exm. pre-
sidente anemaloii a obra do lazareto da porto do
Francez o preslimoso e diligente proprielario J. V.
de Araujo Peixolo : essa obra, da qual no mez de to-
verciro existan) apenas os alicerces, consla-me que
esl prompla a'receber o madeiramento, gragas a
aclividade e zelo daquelle cidadAu. Al demais obras
publicas vAo cm bom andamento ; ja Ihe disse que
as lorres da matriz desla cidade eslavam acabadas ;
o cemilerio e a respectiva capella achara-se bstanle
adianladas ; o hospital de cari dado esl qaasi promp-
lo ; a obra do accrescimo do quarlel da tropa de li-
nha quasi concluida aprsenla urna bonita perspec-
tiva ; muilo conviria levantar-se lambem a ala es-
querda para que nAo fique imperfeto o edificio :
ainda se nAo encetraram os Irabalhos para o assenla-
mcnlo do apnarelho de luz do pharol por falta de
raateriaes npropriados que se eslo confeccionando.
Resla-me por ultimo fallar-lhe n'oma obra qae ape-
sar de particular considero-a de muilo inleresse para
esla capital : o negociante M. do N. Prado delibe-
rou-se a edificar sua cusa um theatrinlio por
contrato feilo com urna sociedade particulVque nel-
le pretende dar espectculos ; vi o edificio que j
esla bem adianladu ; he de lastimar qae nAo fosse el-
le construido.sob o plano de algum hbil eugenhei-
ro ; porque se evitariam algumas iropertoigOes de
construcgAo e leria a aproprada archlectura ; no
enlanto pareceu-me vasto- e com capacidade para
aceommodar a pnpulagao dlelanli da capital, qae
vai em pro^ressivo augmento. Basta por boje de
obrasVamos seguranga individual.
Al esla dala nao lenho noticia de um nico as-
sassiualo na provincia : o Dr. Casado lem exercido
salisfatoriamrnle o seu cargo interino; os toccinoras
continan) a chegar do centao as duzias. e nao ten-
do a cadeia mais accnmmodagOes para lanos hospe-
des ; seguio no brigue Cearense, que daqui parti
no dia :10 de manbia, avallado numero de senten-
ciados, que foram apanhar caranguejos na liba de
Fernando.
Ha muilo que nao toco na inslfurgo publica : he
lempo de "dizer-tbe que o director geral, o depulado
I ilara acha-se em exercicio, esforgando-sc por bem
cumprr seus afanosos deveres : o mrbido lyceo ain-
da nao falleceu; lastima actualmente a tolla do seu
nclito porleiro o iucomparavel Machado que, me-
ihorando do renuente c chronico calarrao, ett ago-
ra abadiado com urna terrivel optalmia que poz em
peligAo de miseria lodos os 100 olhos daquelle vigi-
lanlissimo Argos. Que ser do malfadado eslabele-
eimeuln. seo mafimu* janilorum ficar ceg ? 1 O
Exm. presidente, segundo declarou cm sen relalorio
nao pretende montar o intrnalo em quanlo nao
adiar um director cimme il faut creio que mes-
mo com a cadencia de Esopo nao se encontrar om
homem com as habililages requisiladas, que queira
vir aqu encafurnar-se, e aguenlar os bem criados
educandos do Machado.
Como Ihe declate qrie escreva esla por peniten-
cia, vou dzer-lhe alguma coa mara municipal : esta respeitavel corporagao engol-
phada em dolce far mente no seu pomposo kiou/ue
ha muilo que nao dii signaes de si ; os uhysraos das
velhas lornam-se cada vez mais inson lavis, ea ca-
sa era que mora o vice-consul inglez, da qual tanto
Ihe fallei no anuo passado, ainda oscilla especada
por uns ponteiros carcomidos, amearaudo a loda a
hora a vida dos incautos passeadores e pondo coa pe-
rigo sobre ludo a existencia do bom caplao Polcar-
po, com sua numerosa familia, do Bocea-negra com
seus discpulos, e da viuva Rondof com seus filhos.
Digam-me, Sr. vereadores, se com um denles ven-
davaes e borrascas cahir aquelle predio e esmagar
algum chrislAo, de quem seraa culpa ? Ja vos escoe-
cesles do :!. do art. 66 do vpsso regiment ? Pois
o povo nao sesquece delle, e mais de urna qucixa
lenho eu ouvido nesse sentido !
Aproveilando urna destas lardes em qae pararan)
as (dunas sahi aespaircer ; dirgi-me no futuro
passeo do palacete ; encontrei alh um desles sogei-
(os de nariz torcido, para quem ludo cheira mal, u
que estao sempre descontentes com a gerencia dos
negocios pblicos : veio logo balita a cmara, a
qual fazia o sugeilo mil recriminaces, qae ea ia
rebalendo como Dos mcajudava (pois taiba que
apesar de ludo sou muilo amigo dos camaristas'.
Depois de muilos dize fu, direi ea, reveslio-se o su-
geilo de um ar de Graccho, ou de Ciceroesligmal-
sando Calilina.e assim fallou : Se os nosstjs verea-
dores desperlam alguma vez do sea profundo le-
thargo, he sempre para fazer algoma boa Tibi !
(retorqai muilo depressa) Ha ja visla contiaaou
elle) o segointe fado : Defroote da casa do meu
amigo majo Pinheiro eslava-se conslrnindo ha lem-
pos urna capellinha que j se adiava bastaelead-
anlada, quando o presidente Flix Peixolo ou Ban-
deira de Mello (uso me lembro agora qual dos dous)
mandou sobr'estar naquella edificagao ; porque di-
zia que, sendo o lagar a desembocadura de 5 roas,
era indispensavel qae all houvesse urna pracinha ;
parou porlanlo a obra. Pasaando ea ante hontem
por all nulei que se tinham cooduzdo maleriaes, e
indagando sobre o caso vim a saber qoe a requeri-
menlo de um sugeito tinham permittido que se le-
vantasse ura predio no mesmo local em que tora pro-
hibido erigir-se um templo. Dar-se-ha acaso qae se
conceda ao homem o que se negno ao sanio ?!!__Fi-
quei com a cara banda sem saber o que respoodes-
se ao embirranle, nem o qae dissesie em defeza da
cmara. Valham-me pois, Srs. vereadores, demons-
tiem a falsidade desla recriminagAo para que a nao
rcpilam semelhautes increparles 1
A assembla provincial esl cm ferias : esta sessao
lem sido calma e bonanzosa ; urna navemsinha negra
quodospmas a no horisonle foi logodesfeila por urna
brisa fagueira. Tenho saudades do anno passado
pois, ao contrario de milita gente, regosijo-roe eom
as borrascas, goslo da lempeslade e delela-mc o su-
blime medonho Muilo conviria agota que eslao
todos concordes que so postassem cm derredor dos
coUres formando insuperavel barreira. I Ilustres re-
presentantes da provincia, permclli que por ullimo
me dirija a vi qoe sois os seas escolhidos Lan-
cai vossos olhos para o futuro ; ponderai madura-
mente sobre a crise que nos ameaga ; gonsiderai dos
rditos do vossa beHa e florescentc provincia, e pe-
sai em vosso a^rysolado patriotismo as enormes des-
pezasqueja comportamseus coffres Vede como
para nos se encaminha a rpidos e gigantescos pas-
sos o hediondo dficit com suas andrajosas vesles; em
vez de indla-lo a avangar on-voi para repelli-lo e
rechaga-lo com (odas as vossas torgas, que com ifio
fareis nm bem real, salvareis a provincia que, ele-
gendo-vos, depositoa em vossas mSos seu deslino,
fuloro e esperangas de grandeza NAo lhc augmen-
tis mais carga que sua-perda seria nallivel Nao
consintis qoe de vos possam dizer os vindouro*:os
depulados que compunham a 10.a legislatura das
Alagoasexhauriram os coffres pblicos e arrumaran!
MUTILADO


uiHniu uc rcnHMinoubu oluuhuh runn 3 itc noiiil ut io
ale cuino marrli.iva na senda SCUla
hVal ki que i prde-
ainh que m.il chcgjm p ira (|ue au
1; fn.am piircm lodos mu
ncHicr quadra, quando o
idas ve,-tcs, se apic.
les galas e a(aio>>
r*l.
PERNAIBICO.
ASfiEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Mili abril e 1856.
de Gamaraoibe.
i Sr. Brandao : Menl senliores. ilepois do que
a'i
ni ni aparto que foto Sr. Mili
O Sr. Mello llego: Ma*HI
acaba de dizer o honrado memhrn, oSr. Sotiza Lelo,
que me preceden, depois di revlamete* que ello fe,
i, ai quaes eu na verdade ignorava em aramio
parle, me parece quo pouco 011 nada poderei adan-
lar; mas eslou na obligarlo do responder a algu-
mas o servales que em op|Hisiraii ao que eu disse-
r.i na ultima sessao, hoje (el o meu honrjdo amigo.
Sr. Barros Brrelo lleve justificar peranto a rasa
o que ilis*e no sjbbado nllimu, e mostrar que nao
tui Irviano como o nobre dcpolado menos conside-
radamente declamo ; por isso, pois, lomo a fialavra,
lanto niais porque vejo que se trata de um assump-
lo muilo serio, qual lie por sem davida o rcodo de
proceder dcinna repartilo, pela qual so gastara
pcrlo de 500'contos de ris, que silo lirados das boi-
na! dos mcus comprovincianos, o tambem da minhi.
Eu disse, senliores, fallando em geral da repar-
tirse das obras publicas, que o scu pessoal se liavia
augmentado contra a dhposcao da lei, o seni se dar
a menor salisfacAo .1 esta asscmbla ; clamei contra
islo em face dos relatnos do respectivo director : o
nlura o unbre depulado me coulestou ? Por
ventara moslrou nao ser exacto que um 011 dous cn-
cenheros domis pezam sobre a provincia contra o
que se aclia determinado na lei 7
O Sr. Mello Reg : Essc engenheiro nao lio
da reparlicao, e uisso nao tem o nobre. depulado
razo. I
0 Sr. Brandilo : Nao (enh razio ? E o que
dit o relalorio da direcloriat Nao declara qucssc
ciucnhciru faz parle do pessoal da repartirlo.' Co-
mo, pois, nao Icnlio ruzo?
Sentares, 011 temos lei, ou nao temos; se lemos,
como he quo em face da provincia e do poder legis-
alivo da mes-na he cssa lei lio abertameule infrin-
? E se llevemos ronsenlir nislo, se llevemos dei-
xar os dinheiros poblicos a discripco de quem quer
que sja, enlau sera uielhor q ic abandonemos estas
Cidi'iras, para nao illudirmos a popularlo que espe-
1 de nos Indo zeloe cuidado nos seus inleresses, que
nos coufioii a honroza misslo de representa-la. Dir-
a, porm, que nao he a repartirlo das obras pu-
ilicas a culpada ; mas esla razio nao satisfaz ; com-
pre vedar sobre ella ; eumpre saber quem be o res-
isavel pela violacwo da lei, e pelos abusos que all
vaaappareccndo.....
a Sr. Depulado : He o presidente da pro-
vincia.
Sr. Brandao : Se for elle, devenios tomar
a posean que nos compele.
Sr. Diputado : Nao podo ser oulro.
O Sr. Brandao : l'ois bem, procedamos, como
he do nos*o dever, inslituindo exame sobre este e
oulros objectos relativos aquella repartidlo.
Sr. Si trino :Somos ac!) tos. que dizemos
umen. (.Vo apaiadot.)
0 Sr. Brandao : Pelo que me diz respeilo, do-
claro que nunca direi amen quaudo o governo
proceder mal; pelo contrario censura-lo-bei, o as-
sim o lenho feilo por mais de una vez.
t Sr. Meira : Eus digo amenquando 11
orarlo reqoer.
Sr. Brandan : Senliores, eu lamhem Iratci
da Mirada da Victoria, e foi particularmente deste
ponto que com esprcialidade se oceupon o meu hon-
rado amigo, o Sr, Barros Brrelo. Consinta, porm,
elle que, pozar de loda a considerabas que llie tri-
buta, eu continu censurar a repartirlo das obras
publicas pela i.iexaclidlo e inlidelidade-dos seus re-
latnos, assim como pela indolencia e incuria com
que se lem portado a respeilo daqoella estrada.
O Sr. Barro Brrelo : Sim, senbor, he a re-
partidlo que deve 1er aecusada.
O Sr. Brandao : Se nao he ella, declare eo-
lio quem he o respoDsavel pelo desi-rarado estado
em que se aclia a estrada de que fallo.
O Sr. Ilarros Brrelo: Quem concede proro-
Sc,ao de prazos de fie S mezes.
OSr. Oliteira: Com informarlo da direc-
Isra.
' Sr. Brandao : Mo parece, senhores, que
quando se Irata de confeccionar una estrada, lio pa-
ra facilitar o transito daquelles que por ella teem de
p.wr, lie para auxiliar o transporte dos productos
e Merecer a populacao laboriosa dos lunares centraos
as vanlagens que resultan) das boas vias do coinmn-
i.i, so lie este o fim da confecrao das es-
tradas, posso affiancar 1 cmara que a da Victoria
lo est nesas condi^Oes, principalmente de More-
te Oueiinadas, na distancia, talvez, de tres le-
is, como o honrado membro nao poder negar...
O .Sr. Barros Brrelo : Nesses lugares que eu
file li:
O Sr. Brandao : .....pois que a vi naquelles
lugares e defronte do engenho Tapora em um estado
que causava librror...
O .Sr. Barros Brrelo : Sao justamente os tros
bucos de que Ihe fallei.
andao : Acrescendo que na ladeira di-
mos, quando eu passei, lie que se eslava traba-
litando, e era tal a obra, que inelbor fura que se
nao fizse.
O .Sr. Ilarrot Brrelo : Foi entregue proviso-
riamente.
'i Sr. Brandao : Se do estado em que ella so
ra fot recebida provisoriamente, declaro ao oti-
lado que anda mais razilo lonho para cla-
rontra a repartirlo das obras publica.
Mo fego : Houveram circurasUncias.
Irandao : Que circunstancias podiam
qoe levassem aquella repartirn a receber co-
mo foila e acabada una obra que apenas se aclia
print ipiada ?
OSr. Barros Brrelo: lia de estar em har-
mona com o que eu/lisse.
Brandao: Diz o Sr. director das obras
o sen relatorio do anno passado c do cor-
renle o segninlc
uca agora a tasa o que diz o Sr. presidente da
proTiecia esle anno. (Le.)
Ira, se o presi.leule da provincia aflirma que a
la da Victoria esl concluida, e se isto, porem,
1 exacto, como o nobre depulado conlesss, lie
clare que a repartido das obras publicas nao eum-
pre com os seus deveres, nao lie ficlM.
O Sr. Barros Brrelo : A eslrfda foi.fcila do-s
extremos para o centro.
.Vello Reg : A enlrega provisoria sup-
pOa a couclusSo.
.Ir. RrandSo : Mas o que tem islo ?...
O Sr. Mello llegt : Sim, que nao esta entre-
gue definitivamente. .
randao : O resultado lie que a estrada
el e nao esl concluida.
l.acerda : Est concluida no relalorio.
Sr. Brandilo : Ja veein, por tanto, os bon-
) membros, que a estrada da Victoria sem estar
abada, e achando-se pelo contrario em pessimo es-
tado, he dada jiclo presidente da provincia como fei-
ta e concluida ; oque por certo s poda acontecer
formacfies ta reparlicao das obras publicas.
(Apmttnt.) E em face disto nao tenbo razao, meus
senheres, para invocar loda atlticto da cmara, lo-
lo o seu cuidado a respeilo de uma lal reparlicao '.'
ero mesmu ficar sobresaltado com fados desla
, eBl, e procurar saber que deslino leem (fio avul-
das sommni, como as que sAo voladas para os Ira-
balhos pblicos"? Creio que sim. {Apoiados.)
Eu tambem fallei na ultima sesso a respeilo dos
orcatiicnlas das obras, porm parecc-me excusado
ir mais disto, porque o Ilustre Sr. primeiro se-
cretario elocitlou maravilhosamente esta materia, e
moclrvo que os (aes orcamcutos sa.i pela mor parle
extravagantes; por isso concluirei aqu 'dizendo que
nenhoraa razo (iveram os honrados membros que
fallan: em sentido contrario quando se apostema-
rain com as observaces por mim feas na sessao de
saMMHlo, mormente sahendo riles que me nao 'refe-
ri asteas pessoas. Kara a cmara o que (leve, e en-
tao a reparlicao das obras publicas poder prestar
pr*ieia a utilidado CMrvic,os proprios de sua ins-
litnirio ; do contrario nao.
-. Weira : Sr. presidente, eu sou forcado
a proseRuir na discossao que eucete na sessao an-
terior cm o intuito de obter alguus esclarecimc-
arwci de duvidas mu serias, que me occorrein
sofera o artie.0 oliras publicas, o o proseguimen-
ta desta diseussao por parte dos nobres deputados,
o Sr. Dr. Barros Brrelo, e o Sr. Dr. Brandao, o o
nohre 1. secretario, que se dignaram ajudar-ne
nessa larefa, me nao pode dispensar de justificar-
me a respeilo de algumas observarnos, aecusaces
oa cora qualiiicar qoizerem, que eu enunciei na
rasa. Qnero, mostrar, Sr. nresiilenle, que nao foi
esa raxao que eu m animoi a alcur a minha fraca
raa Ira a reparlicao das obras publicas ; eu nao
f menta o e uem sou agora mais que um echo da 0-
pino publica, um echo de loda populacao, de to-
das qae teem as obras publica-, de todos emliin que
veni os abasos, as omisscs, prevaricantes se as-
sbi me posso exprimir, que se tlo na repartirn
das obras publica*.
<> Sr. .1. de Otueira : Cest trop forl.
O Sr. Metra: Eu Irarci, por ejemplo, a casa
deactencao; ota obra que esl l.lo perto de nos, c
qae lem, por assitn dizer, excitado a allenrAo de nos
todas, nao s pela sua novidade relativamente ao
|dan, como lamhem por urna cifra horrorosa, ima-
ginaria e monstruosa quo nella se tem despendido,
fi, corneja disse, oronda em TO) e tantos conlos lotla
rila eom o aterro, os Ircs raios, muro, ele, ele. ; c
"5*, lo anda concluido o primeiro raio,
ja excede muilo .le 3(10 conlos ; sendo de notar que
a aterro, rah-nlado em 1-2 cuntes, excedeu de !0,
mais do quintuplo de l Me uma obra pira a qual
111 comprado urna porcao de tijollos.que seria suf-
ra edificar as pvramides do Eg) po.
011 aestrM Inda a ci lde do Itccife ; lio uma obra,
Sr. presidente, para a qual ja em 1851 se tiuliam
tundo li em um dos jomaos dcsta cidade por occa-
siiio tle urna ronlesta^Ao hivtla entre o Sr. nspec-
lortla tli.--i>ur.iii.i o o Sr. Dr. director das obra; pu-
blicas. Ora, mais de 30 conloa de 1 is s em srcia
bastarla para alonar lodo o ti tundo so lem
ouvitlo dizer mesmo a 11111 ciiycnlieiro, o tijol-
hpje insumido irien-
te para enerar lo lo o JMWxbbK, desde sou* imi-
s columna- altura duas vezes
1a da mesuia cadeia.
: He veril .ule.
4) Sr. Mello Reg : C?ucm foi que disse i*to-.'
QPr. Mrira : Foi umancenheiro, e dizcin-me
le.
tugo: Ma< elle disse ao seuhor 1
r. Mrira : A miin nao ; dizem-se islo pes-
soas quo repulo muilo fidedigna*. O que se he quo
o artigolijlosparaacadeia nova, monta a uma
cifra monslruesa e imaginaria, o affirmam-me que
elles sito de nalureza (al que parecem feitos com la-
ma o agua salgada, da qual se faz uso para a obra
da dita cadeia; e sera talvez por islo quo os lijlos
parecem desfazer-so rom a punta da uiiba, romo so
ifcium de lama ; quem la foi, e vio, assim o aflir-
ma. Bastar talvez comparar-'O-se o lijlo que se
tem comprado para o hospital de caritlade com o
que se tem comprado para a oadi-ia nova desta enfa-
de ; bastara saber, Sr. presidente, quo a pessoa que
vende o lijlo para a cadeia nova, como ja ditsc
hontetn, nao lem olara ; quo nlo se pode comprar
lijlo boje por menos de:J05 a 169000rs. o millieiro,
ao paisa que as obras publicas o compram a l.S rs.
pouco mais ou menos ; 011 anlcs por menor preo,
pois qoe, mcus senliores, o lal mgico se olToreceu
veuder o lijlo com dona por cento de menos do
qu oulro qualquer,... (Apoiados.)
O Sr. Mello Reg d um parle.
O Sr. Meira : Por isso digo eu, que se elle re-
almente nao faz lijlos com o colovello, (Risadas, i
nao sei onde pode arranjar lauto lijlo. A cal lam-
tam he fornecida por un homom que nio tem for-
no propro, c me dizem quo nem canoa*, nt-ni 0*-
eravoi ; e entretanto que o hospital compra" a cal
por 3(X) rs. o alqueire, e a cadeia nova por 400 rs.
pouco mais ou menos. .
f'/n Sr. Depulado : He vantagem.
O Sr. Metra : He vordade, mus he que 1 ca-
deia nova comprainlo mesmo a tros to*te*,'lem tic
sabir a seis, porque compra um alqueire por dous,
200 lijlos por 100. (Apoiados. 1
Um Sr. Depulado : lie o que dizem.
O Sr. Meira :Oque be verdade ha quemis
se falla da cadeia nova quedas outras obrasencar-
recadas a oulras direrooes.
O Sr. Mello llego : Dizem de todos.
O Sr. Meira : E de inini pndem dizer o que
qiiizorem ; nSn dtivido que digam aiuila cousa ; sou
li.1:110111 e por isso sujeilo ao erro ; mas desejarei
muilo poder juslificar-inc sempre que me lizcreni
aecusates quer como empregaflo publico, quer co-
mo particular ; o he mesmo para que aquelles a
quem cahem estas acrusa^Ocs se possain ju*lifiear
que eu as faco, porque couvcm que a provincia lo-
da saiba. que nos uo somos l.lo in lilVorenles, tao
omissos em promover os seus iiloresses queapezar
de um clamor publico nao procuramos saber como
se esbanjam os dinheiros pblicos. (Apoiados.)
OSr. Mello Reg:Se he csse o seu intuito,
loiivo-o muilo.
O Sr. Meira : Fallei na ponte dos Afogados.
Esta ponte, segundo me ronsla, foi arrematada, c
dopoi* de ja otar bastante achantada, o enfienheiro
director das obras publicas disse ao arrematante
desmanche, porque eu nao quero assim, e esl er-
rada, devia-ser feila deste, e daquelle modo ao que
rcrlanyiu o arrematante ; o entretanto ser razoa-
vel que sendo a ponlc feita vista de lodos, c lia-
vendo um empregado encarregado de examinar a
sua construroao, deixasse chegac a obra a asse pon-
i para manda-la desmanchar ? O arrcmalanle se
oppoz, e o presidente resolveu quo elle soffresse o
abale de 10 por cento, que com o queja liona sof-
frido andou em 11 por cont, que orcou em 2 ou
Ires conlos c tantos de abale, pelo que me dizem.
Eelo sto vem a cheia, a ponte soffre estragos nos
esteios ; es que responsabilisam o arrematante, que
sendo assim. tem de gastar, ou de'pagar por mulla
lano ou qnanlo.
O Sr. Mello Rfgo : Porque eslava dentro do
anno da responsahilidade.
O .Sr. Meira : He porque ha um outro erro
ou defeilo, o oraissSo da parte da reparlicao das 0-
bras publicas : um arrematante acaba uma obra
quer entrega-la, e sabe V. Ex. quando se toma coti-
la della ? 3, 4 e 5 mezes depois, e anda o arrema-
tante alraz dos engenheiros por lodo esse lempo, e
d'h succede que o prazo que a le marca he ficti-
cio, porque o arrcmalanle em lugar de ler 12 mo-
zos do responsabilidade, lem, como levo o de que
trato, 15 mezes, porque tres so Baaron al que se
resolvosse se convinha aceitar ou nao a obra ; e ni-
camente em consequencia de nao serem as madei-
ra* inoilo boas, entretanto que iguaes maderas se
compraram para a obra da cadeia e para outras,
sendo qua s mo prestavam para a ponte dos Afo-
Por engandeu-se esla sessao por linda no
rdenle com o discurso do Sr. deputa-
do Luiz Filippo, quando depois do mesmo Sr. fal-
lara ra os Srs. Brandao, Meira c Bnplula, como aqui
se menciona.
gados
Fallei na ponle do Tirapama, que, segundo me
di/em, foi construida pela reparlicao das obras pu-
blicas ; fizeram-se os alicorees, e quando so collocou
a madeira, a ponle abateu, eereio que os alicorees
cahiram.
O .Sr. Mello Reg : Nao houve islo.
" Sr. Meira : Eu nao sei, he o que dizem. O
faci do acude do Limoeiro he bem sabido ; o ar-
rematan le fez o acude segundo o orcamenlo, e li-
cando o sangradouro visivclmeule defeituoso por er-
ro to orramenlo ; fielmente observado pelo arrema-
tante, se pretendeu obrigr a este a desfazer a obra,
e como porque justamente reclamasse, dizendo que
liulia feilo pelo orcamenlo, ouvio-se a repartirlo
das obras publicas, a qual niio pode deixar de reco-
nhecer que era verdede, e por conseguidle confas-
sou o seu erro.-
O Sr. Mello llego : Tambem nao foi assim.
O Sr. Meira : O arudc de Cantara, Sr. pre-
sidente, soffreu Ires .remenlos, om complementar,
nm supfilemenlar e um ornamentos de obra impro-
visas ; isto he exaclo : arrematante gaslou de
mais, vsio reparlicao daa obras publicas, c ella
tlis*e ser verdade, e formulan um ornamento com-
plementar, porque liavia obras nao previstas, e as-
sim fo1 indo ile maneira que o acude de Caruar
passou por tres ornamentos, e agora vai ser cons-
tado. O que prova islo senilo que, como ja uma
vez disse, a obra oreada em um, chega a cifra de 1,
e s \ezes a mais. Ora, eu nao sei qoem deve ser
responsavel por estas couas, porque, segundo a lei,
os orcamentos devem ser approvados pela diiecloria
das obras publicas, c creio mesmo que ella tambem
devera ler muilo zelo e muilo interesse em facilitar
a factura dessas obras...
f'/n Sr. Depulado : Como he do sen dever.
O Sr. Meira : Mas o que he cerlo he que esles
casos se dao, e alcm destes oulros rhegam ao meo
couhecioienlo, que indicam alguma cousa mais
que falla de zelo ; indicam falta de hahililares para
a boa direccao. Eu ouvi Jizcr, por exemplo, que
csse encanamenlo que se fez'ncsla ritlade para es-
golo foi celebre; comecaram um cano da ra da
Pcnha, chegou al ru de Hurtas, e reccando-se
que o imclamcnlo d'alii em diante ate ao logar on-
de so tinba de fazer o esgoto, nao sahisse- bom,
pararam e foram comecarda ra da Concordia ; mas
qual foi o resultado? quando se deviam encontrar
os dous canos da mesma direccao, eis que um ficou
abaixo do oulro alguns palmos, isto he, em vez de
se umrem, ficou um em cima, oulro em baixo,
(Risadas): e foi misler reformar-se e obra, como lie
publico e notorio. O mesmo me dizem ler sucee-
tlido 00:11 a ponte provisoria, onde os dous extremos
longe de se locaram 110 meio della, e na mesma di-
recreo, ficaram quasi paralellns, (risadas) ; de sor-
te que foi nenessario pelo menos arraucarcm-se al-
guus esteios. Esla ponte nao sei e se esla fazendo
a cusa dos cofres gerae* ou provinciaes : mas tra-
tando-se de obras publicas, nao me parece extem-
porneo fallar della, bem que entregue aos cuidados
do Sr. Lobo, que creio ser moco hbil e activo (M-
lartdad* geral), sem duvida bem apio para aquella
servido.
Vamos agora ao orcamenlo da estrada feila pelo
Sr. Jos Cordeiro. Esse armmatanle veio esta casa,
e. ella o attendeu, como eu ja o disse anle-honlcm ;
e por occasiao de sua pretencao que foi aqui discu-
tida, a-severaram-me que quando sequer embaraar
a pretencao dos arrematantes, invenla-se uma con-
dlr.lo para elles invencivel e se estabelece 110 orna-
mento, por exemplo, a obrigan.lo do ir buscar pedra
em certo e determinado lugar,pelo que o arrematante
ve-se embaraado e nao pode empreheuder a obra.
Sei mesmo que obras ha para coja empreza se ha
feilo com o maiorescndalo mais de um orramenlo
pela mesma directora das obras publicas, e islo
para que lal pretndeme desista, e venha oulro,
que Ihe quadre (apoiados) ; o certo he, que so re-
fonnam os orcamenlo*, que se duvida aceitar uma
obra, s porque o arrematante a concluio anles do
prazo fizado no orcamenlo ; para evitar o descrdito
deste, que se pede aos arrematantes que nSo digam
ler lurrado na factura das obras arrematadas, como
succedeu la por Nazarelh ; e outras muitas cousas.
Ora se a reparlicao nao he responsavel por todos es-
tes fados, por todos esles abusos, por essa reUxacao
eu mo sei realmente quem o possa c deva ser.
O que porem sei, e se nao contesta he, que a nossa
provincia dispende quasi tnelmte de suas rendas
com as obras publicas, e lalvez que com sacrificios ;
e j que alguem pareceu conle*l,ir islo, eu vou pro-
var com o mesmo relalorio do Sr. director das
obras publicas ; que pede para as obras que tem de
*or Pilas no exercicu correnle, ou mesmo prximo
futuro, islo he, dentro de um anno, uada menos do
que a qoanlia do qualro ceios o nvenla ce-
ios, (fe.)
O Sr. Mello Reg:Uso he o que elle pede, e
agura quanlo se da '.'
O Sr.. Meira:Dar-se-ha lalvezo inverso, porque
se pede elle 490 conlos para as obras que lem de ser
emprelicndidas e executadas dentro desse periodo,
tloM-nios contar com muilo mais de 490 conlos ; por-
que fazendo-se dois c tros orcamentos para cada
obra, vem a chegar a orna cifra muilo alem da pe-
did 1, poiquanlo nos nao putlomos contar simiente
rom aMM quilla* maleadas, visto coma os orcaraen-
loasto oidiuariameOle incompletos, inexactos, e at
falsos.
Creio lamhem que ludo isso se da, Sr. presidente,
pelos dcll'eilos que se enronlram oa le que rege a
reparlicao das obras publicas, o a este respeilo uno
- niinhas vozes s doSr. dircrlor daquella ro-
parliCilo ; porque o principio do scu relalorio nao
lie mais do que urna sal) ra completa a le que rege
a sua repurtirao. Com elfelo eu 110(0 que nessa
reparlicao o director das obras publicas lie o supre-
mo chele do estado, he soberano, lie juiz em causa
prupria, he elle quem compra, quem gista, quem
ajusta, quem molala, quem recebe as obras e as
julga 0111 o*lado de serrn receidas, lio finalmente
quem fax ludo sem Inspeceae alguma '.
Parore-me, srnhor presidente, que estas atlribui-
ce* drviam estar separadas, que o engenheiio di-
rector dos obras publicas n.in devia ser n juiz do seus
actos, nio devia ser c-llo mesmo o director, o com-
pradordos malcraos, othesoiircro etc. ele, em Ihn
o juiz de 91 propro.
" Sr. Meti llego:Nao be llicsoiirciro, nem
isso que o nobre depulado diz.
O Sr. Meira:Elle he quem compra, quem con-
traa, quem manda pagar, quem avalia, e receba a*
obras, c islo sob loda irresponsbilidad ; e entre-
tanto apezar dos inconvenientes quo resullam da lei
0 que pede o senhur director das obras publicas'.'
Pede que o sen voto soja definitivo, porque nao
convem que el!e estoja subordinado ai derises do
conscllio, elle he quem. deve resolver ludo e por si
f ; pede que leja Ilimitado numero de engenliei-
1 i ajudanles de engenheiros.
O Sr. Brandao : Illimiudn 1
OSr. Meira'.Sim senbor. Pede qoe se reforme
0 regiilnnieiilo na parlo relativa a compra dos ma-
1 eri ios com referencia a lliosoiiiaria, cin hinqese
""* d talvez um poder e arbitrio anda mais Ili-
mitado em ludo sobre ludo.
A este respeilo, senbor presidente, nos vimos a in-
lorprllacao feila polo Sr. Olivoira ao Sr. inspector, c
he cotisa tal qne iiioguein explica. As obras publi-
cas compram ludo, mas urna 011 oulra insignifican-
cia he comprada pela lliesouraria : 011 a lliesouraria
nio merece conanca para se encarregar dessas
compras, ou a directora tas obras publicas a sen
bel prazcKse nao quer encarregir de comprar cssas
insignificancias.
O Sr. Jos' Pedro: Nao he da allribucao da
lliesouraria comprar maleraes.
O Sr. Meira:E como compra '.
(' Sr. Jos Pedro:Porque o gnverno manda.
O Sr. Meira : Porque razao comprando urnas
cousas nao compra outras ? Nos sabemos que lodos
esses abusos so podiam ronhecer mediante a liqni-
dacao e oxamc dasconlas. mas nislo me*mo ha um
arbitrio iinincnsn. I)iz.cin-mc que na lliesouraria
lem appa-ncido ferias espantosas, o mesmo nome
tle om individuo repetido 6, 8,10 e 12.vezeso re-
cchendo al nebros captivo*.
" Sr. Brandao :Issn he lorrivel.
0 Sr. Meira :l)i/.em-me que por exemplo o Sr.
Jos Pedro, o Sr. Cruz, e lodos os empregados da
lliesouraria acbam os seus uomes na lisia das ferias;
islo me foi dito por um empregado, e aerressentou
al, que um della se revoltura tanto, que dissera
eu tolero lado, mais nao que nos contemplen! como
trabalhadorcs. (Binadas.)
1 ni Sr. Depulado:Entilo elle comente ludo?
O .Sr. Meira :Isto he na verdade abusivo, e nilo
menos rcvollanlc. Uissc-me c%mesmo empregado,
que as ferias tic uma mesma obra so nota uma df-
ferenea extraordinaria em rclacao aos Irahalhadorcs-I
leudo mis salarios limito mais avultados que oulros,
porque sao melliores mergalliadorea ; ( risadas } e
crciu, que o governo esl talvez nin pouco descon-
fiado desta* cousas, que geralmente se dizem. che
sern duvida por esta razan que podo e insta pola
creaoao tle urna oompauhia de trabalhadorcs. Con-
la-se que se apresenlou j urna feria dada por nm
encarregado do ceita obra, que liaba lana gente,
que era al excessiva para oceupar o espaco*da
mesma obra, que o numero de trabulliadures com-
prehendidos na feria, n.io podiam caber no terreno
em que elles Iraballiavam.
O.Sr. Mello Reg:Em que obra foi ?
O Sr. Meira : Nao meoccorre agora o nome
do encarregado della.
Sabe-so mais, que quando se tralou de collocar a
primeira petlra para a catleia nota, se apresenlou
cerlo engenheiro com um exercito apparatoso de 1ra-
balliadoresuniformemeiilc vestidos, que efllrou nes-
la cidade com estrondo de vivas e fogueles, e que
lodos foram bem pagos, e lvcram seu pagotle, ; ao
passo que a maior parle mo cram trabajadores.
Pozes:lie verdade.
O Sr. Ilrito:Foi o Sr. Millel.
O .Sr. Mello Reg:Quando '.
O Sr. Meira:Por occasiao de se assenlar a pri-
meira pedra na cadeia nova.
O .Sr. I.uiz Filippe:Pagou-se a um hornero, do
meu conhecimenlo 5^000.
O Sr. Brandao:O nobre depulado tem feilo re-
vellacOes lerrivoi*.
O Sr. Meira:He o que me dizem, e agora mes-
mo ncabam de confirmar o que eslou dizendo.
Algumas das revellacOcsque lenho feito, s,lo anc-
torisadas ollrialuienle. A casa lalvez esteja lem-
hrada que nao ha muilo lempo, sabio 11 u expediente
do governo um officio ao Sr. tlirerlor das obras pu-
blicas, dizendo que lnlia convindo nos corles que
o Sr. inspector da lliesouraria provincial liaba dado
em urnas coulas viudas da rcparlrao.^u da direc-
loria, em algumas das quaes sou informado, que
alcm de outrasparcellas fabulosas, se le em vez de
IO5OOO rs. que se custumam dar para despezas mi-
nilM 309 e5t>8 rs. para cinco cargas de dinlieiro de
cobre. (Risadas geraes.)
O Sr. Mello Reg: Nao foi nislo, esl enga-
Dado,
O Sr. Meira:Oque he cerlo lie, que a lliesoura-
rira passou nm corte, e a presidencia approvou.
Di/em-ino alem disso outras muitas cousas, que
l'a/t-iii al vergonlia ileclarar a esla casa.
A lodos osles faclos que eu acabo tic enunciar, o
que todos sabem mais ou/inenos, e ao relalorio da
presidencia, que insta pela creacao de uma compa-
nliia de Irabalha loros, accroscc, que esla asscmbla
j so convenceu da necessidade de um remedio cssa
reparlicao, quando aqui so appruvou uma lei que
consignara 8 conloa de ris para a viuda de um en-
genheiro, ou arquisir.lo de melliores engenheiros,
lei. que legando me dizem esto em vigor, e cu nao
duvido volar por ella, urna vez que se mande vir
um hoinem capaz, iiilclligeulc, c nao engenheiros
como os acluacs, e que para cumpritnenlo de seus
devore precisem de anillares para hes fazer os
ornamentos e oulros Irahalbos do sua protissao.
O Sr. Brilo:Qua 11 tes lem viudo de l '!
O Sr. Meira:Porque al me dizem, que al-
guns ornamentos dados pelo Sr. director das obras
publicas nao sao Irabalho seu.
O Sr'. Brilo:O que Irouxe anda agora por ex-
emplo niio he brasilero, !e eslrangeiro.
0 Sr. -Veira:Refere-se ao Sr. Millet ?
O Sr. Brilo:Sim, que nao he melhor que os
nossos.
O Sr. Meira:Pois mandemos buscar um eslran-
geiro, que nao seja como o Sr. Millel, que necessa-
riamcnle fia de haver.
O Sr. Brito:Nao vejo obras que os engenhei-
ros da provincia nao possam fazer.
O Sr. Meira:0 que eu sei he, que quando se
faziam estas obras, quando j liavia director das
obras publica*, foi que passou esla lei, marcando
qoola para a viuda de um engenheiro : nSo foi idea
minha. Eu sei, por exemplo, que por occasiao da
chi-ia. emjunho do anno p. p., o presidente se vio
em embaracos a respeilo da ponte to Kecife. e mo
pode guiar-so s pelu director das obras publicas,
ouvio ao Sr. Bowman, ouvo ao Sr. Wilmer c at
creio que oflicalmenJe mandn ao mesmo Sr. direc-
tor, que ouvisse esses seus collegas, sendo que ello
Ihe declaruu inui expressamente, que a ponle cabia,
e foi Decentarlo que o presidente sahisse, que fosse
pessoalmentc a pontee mandasse chamar ao Sr.
Wilmer para siliero que seria melhor fazer, pois
que pela directora nada se fazia ; eu ouvi referir
islo peanlo muilas pessoas.
( lia um aparte. )
O Sr. Meira : Ora. islo n.lo sei o que prova,
nao sei se acredita muilo a capacidade do Sr. di-
renlor das obras publicas...
O Sr. Brito : Nao o desacredita era cousa ne-
nhuma.
O Sr. Sii Pereira: O Sr. Bowman disse o
mesmo.
O Sr. Meira : Eu nao sou engenheiro, no
conversei com o Sr. Bowman, e portanto nao sei o
que elle entao disse ; mas ronsta-me que houve di-
vesgencia de opiniocs. .
O Sr. S Pereira : Nao he exacto.
O &r, Meira : No enlanto creio que o presi-
dente deve estar mais he ni informado do que o no-
bre depulado. porque nessa occasiao moslrou todo
zelo, lodo o interesse ; c me informara que o Sr.
Wilmer emendando em opposico ao Sr." director
das obras publicas, foi a sua opiniao adoptada pelo
Sr. presidente, por Ihe parecer a mais razoavel. Eu
mo ronheco este Sr. Bowman, que me dizem al
que lem hilo mullos orcamentos para a directora ;
cu nao sei se ser elle o mesmo de que trato ; nSo
assevero por nao estar cerlo se ouvi dizer que era o
Sr. Bowman. ou o Sr. Bomba ( risadas ), nao sei
mesmo se he brasilero ou eslrangeiro...
Um Sr. Depulado : Isso acredita muilo a capa-
cidade doSr. Mam-Jo.
O Sr. Silclno : l)izem-me al que lodos os or-
namenlos imporlanles sao reilos pelo Sr. Bowman.
( Apoiados.)
O Sr. Meira : E se eu quizesse ir adianto o
acreditar o que a tal respeilo muilas pessoas me di-
zem, araucaria que osmesmos relatnos nao sao de
sua lavra...
O Sr. Brito d um aparte.
O Sr. Sihino : Dizem que s.lo felos pelo Sr.
llavjgnler.
O Sr. S Pereira : Ora Uto Bclalorios
he uma cousa que lo lo o mundo faz.
> Sr. Mello Bego -. Quer quo Iraga
phos? Tragos amanhaa.
gra
O Sr. Meira : ,a os dispenso ; lanto mais que
nao aflirinoi esla assernau ; roas o corlo lie, senlio-
res, que todas oslas cousas nos devem levar a exa-
minar com lodo cuidado o estado em que se arha
a reparlicao das obras publicas o a tomar uma pro-
videncia, que eu creio actualmente ndispensavel ;
e ueste sentido pedir! que esta casa noracie uma
commissao para indagar minuciusamenta linios osses
faclos, que se argiiem, e examinar aquella reparti-
rlo, sindicar de ludo isto, proceder a um inquerito
rigoroso a xisla dos livros,*documenlos e mais papis
que possam exislir na lliesouraria, o a uma inspec-
cao tas obra* a seu cargo ; e isto nao he caso novo,
porque j se lem dado aqui em idnticas circunstan-
cias. (Miando o corpo de polica foi aecusado, esta
casa nomeoo uma commissao para examinar o esta-
do daquelle corpo, e assim me parece muito razoa-
vel que se nomee uma commissao para se proceder
a um inquerito sobre essa repartirn.
Portanto, eu nao Uve em vista aecusar a ninguem
e muilo menos aos nobres depulado*, que se acham
nesla casa, e pcrlencem mesma reparlicao, de que
me lenho oceupado ; nao live em vista mesmo acen-
sar ao Sr. director das obras publicas; o meu fim
he despertar a atlencao de lomar-se uma medida,
3ue ponlia tormo a essc eslado de cousas que nos
eve envergoiibar ; e requerer que *e uomeie com
urgencia, alienta a gravidade c importancia do as-
sumplo, a coininissio do que lia pouco fallei.
O Sr. Mello llego : Agora nao, 111 hora dos
requerimantos.
O .Sr. Meira : Quindo poder ser, pois que
tambem nao tenho mulla pressa a nSo ser a .que o
caso exige, e nem oulru interesse me domina nesle
negocio, que lulo seja a conscicucia do devr como
depulado, c coiiseguinteinente abrigado a promover
por todos os meios So me alcance a posiivel econo-
ma, e a mais restricta ficalisuc.lo dos dinhriroi p-
blicos, afim de que senlo eshaujem em proveilo da
provincia, que lenho a honra de re presen lar, o por
cuja prospendade delego concorrer quanlo couber
em iniibas debis forras; pelo que nao me comidero
merecedor de censura e de rcprovaeSo. ( Apoiados.
Muilo bem. )
O Sr. Baplisla : Sr. presidente. alTiijo-me com
a lembrauca do que lenho do dizer, e curvo-me ao
dever, que exige que o diga.
Senliores, pesa sobre mis uma grande re-ponsabili-
tlatle. Domina-nos o desejo de beneficiar a provin-
cia com estradas e obras publicas : peitcnccino* ao
soculo, que vai cerrando ; e por ronseguinte vive-
mos sob o dominio das leis do progresso material ;
o, dalii, como que por um inslinclo, volamos enor-
mes quantias nos orcamentos para obras publicas, e
uranios tranquillos, ruino se nada mais tivessemos
que fazer ; e parece, que medida, que cssa idea se
vai lomando iiislinctiv.a, a razao o o dever de zelar
os dinheiros publicos vao fugindo de nos. Como
marcha a rcparlirTio das obras publicas '.' quaes sao
as habililaces do pes'oal desla reparnflo, muito
principalmente em rolaran a importancia das obras,
que a provincia exige em rallo das especialidades,
de que he dotada pela nalureza t pial he o poder
coercivo db respectivo rcgulameiilo, para reprimir
abusos, dcleixo, ele. que enlidade vigilante exis-
te por parle da auloridade administrativa, para de-
nunciar os abusos, e dar lugar a cflectiva responsa-
bilidade'.' que syslema de precaucoes c garantas ha
em favor dos corpos provinciaes '.' A todos e*ses res-
peilos o rcgiilainenlo das obra* publicas be improvi-
(lentee defei(uo*o ; os einprogatlos sao entidades re-
vestidas de preciosas inmunidades; e, no entretan-
to, de nada disso queremos saber : repilo, sacrifica-
mos grande parle das nossas rendas irresponsbili-
dad desla reparlicao das obras publicas, e ficamos
em inacrlo. Se alguma vea se pede maior qoanlia
em favor dos hoplaes o para oulros actos de bene-
ficencia publica, responde-H : precisamos sobre lu-
do de estradas, para o iroaresso de nossa riqueza.
Se se pi-tlom rolas para reparos tre malrizes, ou para
se crearem cadeiras de ensillo primario, responden):
as estradas e obras publica* sao preferiris a ludo.
Desla sorle, senliores, as obras publicas vao cunsuni-
mindo os dinbt-iros ta provincia, oulra* necessidades
publicas vio solfren.do, cutis imlifterenles aos abu-
sos e ao rr.o fim. que levam os dinheiros consigna-
dos para laca obra*.
Fallei de h ihililares. Nao sou engenheiro ; mas
lenho olhosTiara ver, c conleco mallos erros, que
depois sao tambem condecidos por humens habis e
professionacs ; e. paranlo, n.lo vcnhaui reagir con-
tra miiu rom o monopolio, que quasi sempre os ig-
norantes quorem fazer to pouco que sabem,
Houve lempo em que um dos nossos engenheiros
madava tirar podras no arrecife, c desta sorle o
eslava enfraquecendn rom cscavaccs e ruinas, e
entao dizia, que nisso nao liavia uenhum mal e po-
ngo. Entretanto, conversando eu com um hbil en-
gcuheiro, que por aqu passara e examinara a silua-
nilo do nossa cidade. com suas especialidades nalu-
p-aes, convenceu-mc do mal, que sem consciencia se
eslava fazendo no arrecife, o qual convioha antes
ser fortificado ; e o certo lie, que essa he hoje a
opiniao, 011 anlcs a crenca que voga.
Anda mais, vejo a belleza natural da nossa cida-
de, em vez de resplandecer pela arlo, cclpsar-se e ir
morrendo todos os dias as mos dos nossos enge-
nheiros. Fallare! especialmente da rasa de deten-
nao. Que edificio he aqiicllc fundado sobre um ater-
rado, quasi paralello a ponle da Boa-Vista e com
aquello edificio, que direccao se dever dar ao rio?
por onde se far o respectivo caes at chegar a
ponte?
O Sr. Mello llego : He a plaa da cidade ap-
provada pela cmara.
O Sr. Baplista:lie isso mesmo, he a planta da
cidade feila pelos nossos engenheiros.
Um Sr. Depulado : Nao he pelas obras publi-
cas ?
O Sr. Baptista :Trato das obras dos nossos en-
genheiros, pois bem v o nohre depulado que cu n.lo
sou do numero dos patriotas, que smente acham
bom o que he nosso : pelo contrario conhero, que
precisamos' de muitas cousas, que nao podemos ler
sem que nos venbara do eslraugeiro.
O Sr. Mello lego : Apoiado ; mas a planta da
cidade nao foi ilaqui, nao.
Um Sr. DeputaJb :Foi da cmara.
O Sr, Mello Reg :Foi do Sr. Waulher.
O Sr. Baptista :O nobre depulado engana-se.
O Sr. Oliceira : O Sr. Wi.ulkier nao eslabele-
ceu a cadeia no lugar em que se aeha.
O Sr. Baplista :Tenho tanta coofianea as
grandes liabitancs do engenheiro Waulhier, que
contradigo j de agora a a.scrcao do nobre depula-
do, e digo que elle se engaa, e nao poder provar,
que a cadeia no lugar, onde se esl edificando, he
prodiiorau to Sr. Waulhier.
O Sr. Mello Reg :A casa nao.
O Sr. Baplista :Se he oulra cousa para que est
o nobre depulado confundiiido cousas dificrontcs".'
para que qur trazer em resposf s minhas observa-
cues respeilo da catleia que se esl fazendo. cousas
diversas e riiilinelas ? Anda o anno passado nm h-
bil engenheiro mandado pelo governo geral para
Maranbao, c que foi meu coi,panheiro de viagem,
depois qne saltou e vio a cadeia, que se esl edifi-
cando, deplorou a m siluaoilu da obra, a feialdade,
que ella traz para a cidade e os desperdicios com o
grande aterrado que se fizera.
E, na verdade, senliores, que dispendios horroro-
sos nao se lem feilo com aquella alerro, quando alia*
com muito menor quanlia se poda ler comprado um
terreno em melhor siluacao.
Vamos aos ornamentos. He sabido que quasi to-
dos os orcamentos sao errados.
O Sr. Mello Reg : Todos ?
O.Sr. Baptiita :Todos no geral, c de alguns as
diflerennas causam espanto. E qual he a respnsa-
bilidade...
O Sr. Mello Reg : He a demissan dos enge-
nheiros.
O Sr. Baplista : ... pelo contrario sao irrespon-
saveis.
O Sr. Mello Reg : Porque os nao demittem .'
O Sr. Baptista : E persudese que louvo o
presidente, que contemporisa com abusos ? traan lo
hoje das obras publicas, submelto-roe ao sacrificio do
dever e aceito as consequeocias que se deduzirem
dos mcus principios; e demais, os males de quo fallo,
dalain de mais lempo.
Sr. presidente, cu deixo oulros muilo* objectos, e
tratarci daquelle que esl debaixo dos meus olhos e
d6 que sou Icstemunha oceular : fallo da eslrada e
ponte do Cachang.
(.liando, depois dos grandes estragos causados pe-
las chelas 110 anno passado, eu cheguei do Kio.em
setembro, fui immedialameule ao Cachang ver a
ponle pensil, que lanto dinheiro cuslra a provincia
e estivera em risco de ser levada pelas aguas, e, en-
tao, achei-a hadante arruinada, e vi que apenas se
liavia feto uma pequea estacada com tabeas pre-
gadas, em defeza da estrada em um poulo em que
ella tinha sido escavada pelas aguas, e fura dislo,
uenhum oulro concert mais se fez relativamente a
ponle, que licoo em desamparo al fins de fevereiro
do correnle ; e de (al sorle!, que, leudo o rio Brum-
zinho mudado o seu curso depois das grandes chcias
do anno passado. e passando este rio pelo alicerec do
ces ou muro, que sustenta a ponte do lado do poeu-
te, e estanto as-timo novo curso do rio Briiniziuho
excavando, carcomiudo e arruiuando o alicerce, as-
sim continan, al fins de fevereiro, que foi quando
enlrou-se em irabalho*, para dar ao dito rio o seu
ntigo curso, succetlcndo que nessa mesma occasiao
viessem as grandes cliuvas que livemos e uma gran-
de cheia, que adiando a estacada de que j' fallei
fra de seu lugar, em consequencia de se ter de con-
certar a eslrada, quasi que arrumba a estrada, cau-
sando grandes sustos a todos. Do ludo islo sou les-
leniuiiba occolar, e lerdo teslemunhas occulares lo-
dosos moradores de Cachang o immensas pessoas
que all estavam passando a festa.
Entretanto, senliores, leudo o relalorio do presi-
dente da provincia, vejo que elle nos diz, que os re-
paros mais necessarios 11 ponte do Cachang se fizc-
ram logo depois das clieias do anuu passado, e que
em dezembro se romer.irain a fazer os demais re-
paros. Sinlo profundamente que S. Exc, em quem
alias vejo tao boas intenees. fo>se to grosseira-
mente engaado. Bepilo, senliores, a verdade: em
litis de fevereiro foi que se comecou a cuidar da
ponle do Cachang.
O Sr. Mello Bego :Houve um motivo.
O Sr. Baplisla :Disse que houve motivo, houve
causa : estamos as regies metaph)sicas, onde essas
palavra* : causas e ef/eilos, sao arbitrarias e servem
de justificar muilas vezes os 1 omissos e indolentes :
*ini. quaudo ha ventada enrgica, pontualidade e
previdencia, ludo caminha fcilmente, c os obsta-
culos, como que por encanto fogein ; mas, quando,
pelo contrario ha ventado frouxa. inacc.ao, falla de
zelo e de previdencia, os obstculos surgem, crescem
c se amonloa 111 : sto he um faci mu.tanto na pra-
tica de todos 03 negocius. Diz o nobre depulado,
os auto- '!'"-' houve causa para se abandonar os nomcrios ue-
cessarios o importantes da ponte pensil al fins de
fevereiro ; e, no enlanto o relalorio do presidente da
provincia diz, que dos concerlos necessarios, uns
se fizeram I020 depois tas cheias e oulros em de-
zembro do auno passado. E como conciliar eslas
llano- Brrelo
, que laniheiUflie engenheiro, foi
quem propz esla medida na le do orramenlo, e a
que
cousas i !
Ora, quando em fevereiro lodos estavam rcceio*os
de que a ponte cahisse, appareceu om um dia o che-
fe dos engenheiro*, olliou paca a ponte, e disse para
algumas pessoas que all eslavam, que a poute esla-
va segura, e relirou-se.
pO Sr. Mello llego da um aparte.
O Sr. Baptista : E quem acreditara ueste exa-
medo chefe dos engenheiros, e se Iranquillisarn com
suas palavras ? Senliores. acredilai-me : a ponte
pensil esta arruinada, precisa de serios reparos, e mis
estamos uo risco de perdermos esla bella e impor-
tante obra, que mandamos construir com tanlo -os-
lo e com tantos sacrificios ( apoiados ) pois en nao
sei se nos nossos engenheiros ha a habilitarlo neces-
saria que a magnitude dos reparos exige.
A respeilo deslas habilitaces leuho anda de fa-
zer novas observacOes. A necessidade de se mandar
engajar um engenheiro hbil na Europa, he neces-
sidade rer.onhecida ha muito lempo por esla asscm-
bla, que ha qualro annos (em dado esta aulorisarao
ao presidente da provincia, c consignado o fuudo
para isso oecessario, e al o nobre depulado ( o Sr.
tem repeliilo om- lodos os orcamcitlus consecutivos
al buje. E porque, pois, so nao Icui i-umprido esla
disposjcfio '.' porque se lem desprezado esle pensa-
meiito constante da assembla* provincial ? e por-
que lem a auloridade administrativa rsquecido esta
necessidade palpitante, leudo os meios para satisfa-
ze-la ?
Senliores, da parte da repar(ir.3o das obras publicas
ha nao s escarnen do publico, como crueldade.
O Sr. lello Reg :Por exemplo 1
O .Sr. Baptista : A ponle pensil. Qualro pro-
fundas cavernas ( ou n3osei como chame ) por onde
entrara os aromes da ponte, c que sempre viveram
coberlas, desde que ciieguei do Bio no anno passa-
do, que l estavam descoberlas constantemente, dia
e Bolle: sao qualro precipicios medonhus, a que es-
lo exposlos ns vigiinles, o preto, o mendigo o a
crianca ; e Irisl de quem all se precipitar, que a
morteier desastrosa o inevlavel. E de que se pre-
cisa, senliores, para se avilar tao grandes pori-is '.'
de qualro lalmas 00 roberas, quo era pouro impor-
tam Veda bem, que nem islo se lera feilo ; e se
informa o presidente ta provincia deque ja se fize-
ram os reparos mais necessarios, e desde dezembro
que se esto fazendo oulros.
O Sr. Mello llego : Tiraram-sc as laboas para
fazer dc-r -r gente em bailo.
O Sr. Baplisla :Pois o nohre depulado diz de-
veras isto a inin, que, como j.i disse, ostou tratando
tle um objecto tle que son leslemunha orcular ; pois
saliera lodos que eslive tres mezes junio a ponle pen-
sil, e ha mais de oilo annos que naquelles lugares
passo semonas e meze* t He verdade, quanlo as ca-
vernas 011 lubos tinhan coberlas. abriain-se smenle
quando dcscia algiim Iraballiador le isso eu presen-
cial muitas vezes;, a logo que acahava-se o serviro
que o traballiador ia fazer dentro, fechavam-se in-
mediatamente ; mas agora, nao ; Uto eslao coberlas ;
sao qualro precipicios aberlos pela crueldade contra
a innocencia.
Vamos a eslrada. Senliores, eu pens que da par-
le da reparlicao das obras publicas launoin ha irra-
cionalidade.
Um Sr. Depulado :Oh our;amos ainda alterna-
mente.
O Sr. Baptista : E o digno presidente desta as-
sembla, tambem deve saber por si mesmo o que
vou referir; visto que tambera transita pela iue*iua
estrada. Assonlaram darem maior elevagao a eslra-
da doCaxang; e nomo al nossas obras publicas sao
bem dirigidas, ou por omiss.lo do arrematante ou
por outras cousas, que nao quero averiguar, o cerlo
he, que conienaram a concertar a(estrada e a deitar
enlulho em fevereiro: vieram as cliuvas, e fonna-
ram laes alolciros que deixaram a estrada quasi in-
IranHlavel para carros p animaes : alolavam-se os
nuiuaes, cahiam as carga*, mijos effoitos, nomo v. g.
assucar, ficavam arruinados: era uma culamitlade.
Osrarrosporvez.es foram lirados a grande cusi :
eu mesmo fui abrigado urna vez a descer do carro c
enterrar-nie no lamaral, estando dnonle. Mas, se-
nliores, isio nao he ludo ; porquinlu quaudo os cla-
mures cram geiaes. quando os sofiriinciitosdos ha-
bitantes do Caxang e empregados pblicos, que all
eslavam c vinbaiii para as suas repartirnos cram
insuporlaveis, mesmu cora as cliuvas conlinuavain a
deilar lama nos lugares seceos c mulos; de sorle
que quaudo se c*perava que cessassem os soflrmcn-
tos, elles se duplicavam ; pois que novos aloleiros se
formavam, e novas difficublades appareciam coutra
o transito, e em prejuizo de immensos intrcsses
particulares, e da agricultura. E nao ser isso irra--
cionalidade? Dirao que a culpa foi do arrematante,
mas cu digo que quando as cousasandam mal diri-
gidas, nao fallain desrulpas: os engenheiros devem
ludo calcular, ludo prever, ludo inspeccionar, e lo-
do o mal prevenir : se n.lo servem para isso, entilo
mal empregado lem sido o dinheiro da provincia,
lanto mais quanlo nlo he por falla de poder arbitra-
rio e de meios pecuniarios, que elles nao preeochcm
os seus deveres.
A respeilo de arbitrio, nao quero lomar lempo
assembla, c conheco que alguns dos senhores enge-
nheiros silo incapazes de se excederem ; mas oulros
ha, que quando lem de fazoreu. algum reparo as
estradas, enlram arbitrariamente na propro,lado
alheia, deslinam os lugares d'onde se deve tirar a
trra sera se imporlarem com os iuteresses do pru-
prietario, etc. KaMarei de um amigo meu, que tem
sido victima, o Sr. Bernardo Antonio de Miranda,
Sr. do engenho Brum.
Senhores, eu j me irrito contra a paciencia deste
honesto e pacifico hornera. Tenho presenciado as
vinlacoes commeltidas pela reparlicao das ohras pu-
blicas contra a sua propriedade, e apezar de ser seu
intimo amigo, j fujo tle ouvir as suasqucixas; por-
que,meus senhores, cu vo-lo confesso ingenuamente,
tambera sou pacifico; mas desejara ser o propriela-
rio do Brum, para, com os dircilosque a lei me con-
fere.dar uma linSo proveilosa, do ensinar|a um enge-
nheiro a ser moderado, imparcial como empregado
o respeilador da propriedade.
Obi Sr. Depulado : Entilo, quem quer qne he
o-le i-ii-oiilieiro, he um hach.
OSr. Bap'tteln;. K lembro-nio', lal rejnfiio de
um projecto presentada em um dos annos anterio-
res pelo nohre depulado, que tambem he um dos
engenheiros, para se edificaren) casas por todas as
estrada*, para os engenheiros torera abrigo en) suas
viagens.
O Sr. Mello Reg : Creio que o Sr. nlo leu o
projeclo de que falla.
O Sr. Baplisla : Li-o e lembro-rae, que elle
bolla com os proprielarios, para dar commodos aos
empregados ,la rcparlirlo das obras publicas.
O Sr. Mello lleg*: Mandava indemnisar os
proprielarios.
O Sr. Baplisla : Sim, seuhor; era isso mesmo :
incommodava os proprielarios de trras e lavouras,
abra os cofres provinciaes para comprar-so Ierras c
edilicar-se, ludo em proveilo pessoal dos engenhei-
ro* e de seu respectivo chefe. Que bella cousa! al
onde vio as aspiraoocs da genle das obras publicas
na nos-.i Ierra !
Sr. presidente, a vista das qnantias enormes,- que
se gaslam com as obras publicas, a vista dos ruaos
servs s desta reparlicao, a vista dos mmensos e re-
pelidos clamores, que de todas as parles se ouvcm
contra ella, a vista de oulras cousas, que cada um
de nos particularmente sabe, e a vista das grandes
habilitarnos que deve ler um engenheiro, eu con-
cluo que n.lo he possivel continuarmos a fazer os
penosos sacrificios de votarmos avultadas sommas,
para este ramo de servico publico, sem lomarmos
outras providencias ulteriores. (Apoiados.)
Ora, uma das providencias indispensaveis lio man-
darmns vir un engenheiro hbil, pratico e de con-
ceilo. Senhores, para nos e para a provincia esta
medida he de absoluta necessidade. Nos temos mo-
cos inlelligcnles; mas lia certas materias, em que sem
a pralica Ihcorias nao valem. (Apoiados.) Eu decla-
ro francamente, que se fosse engenheiro, desejaria
cordealmenle, cem proveilo pruprio Irabalhar sho
governo e direcnao de meslres, com cuja pralica eu
aprendesft: seria o primeiro a peiir a assembla
provincial, que mandasse vir da Europa grandes en-
genheiros, que podosem iu iruir-me pralieameule ;
poiquanlo s a ignorancia o a hypocrcsia he que silo
presumprosas : smenle impostura he que foge de
aprender, para esconder o que nao sabe. {Apoiados.)
Mas qual nao deve ser o meu desanimo, vendo
que esla medida que lemhro, j estando determina-
da por lei, al hoje nao tem sido cxeculada, quando
alias so oxecutam oulras muilas, que nao foram de-
terminadas?
Um Sr. Depulado : Isto diz respeilo ao presi-
dente.
O Sr. Baplista : O que eu digo, v i quem fr,
he a verdade. Se o presidente da provincia est em
boa fe a respeilo do que se passa as obras publicas,
se al hoje ignora os sofir'menlos do publico, e jul-
ga que ludo vai em hora andamento, como nos disse
em seu relalorio, entao eat altenuada, e al cerlo
l>nnlo justificada a sua umissao de nao dar execucao
a Ui provincial. Mas, se sabe do- contrario ( o que
nao creio) a sua omisso, nao cumprindo uma medi-
da legislativa, que a assembla provincial lem toma-
do em grande consideradlo, he censuravel e bem
ceosuravcl ; a lgica aulorisa-me a dizer estas pro-
poaicSeS) e se ella me compromellc, paciencia !
( Cruzam-se diflcrenles apartes. )
O Sr. Meira : Quandu eu fallei em prevarira-
ces as obras publicas, disseram que era muilo
orle.
O Sr. Baplista : Entilo nada se dever dizer ? !
querera os partidarios do silencio, que seja dever e
virtude deixar que mal se gaslem summas extraordi-
narias, que se tiram ao povo por meio de muoslo*,
com tamo que se mo ollendam susceptibilidades pes-
soaes?! Senhores, nos, Brasilciros, vainosseguindo
uma estrada, que nos ha de ser desastrosa e fatal. As
condescendencias pessoacs sao impostas como um de-
ver rigoroso, o silencio como virlude e a indifleren-
c.i ao verdadeiro bem publico como uma necessida-
de irresislivel ; cnlrelaulo que eu pens, que os ami-
gos se devem entender entre si, se devem coadjuvar
e defender reciprocamente, mas nao devem ficar c-
gos; porque a cegucira he desgraca insupporlavel.
Sr. presidente, oulra medida, que lemhro, he a
do nnmear-se uma noinmissao, que, revendn regu-
lamontii das ohras publicas, proponha as reformas e
alleracoes que forem nocesarias. O nobre depula-
do ( O Sr. Meira) propoz que se nomeaise uma com-
missao de inquerito ;e eu propouho mais a medida,
de que ja fallei; porque ostou convencido de que
nao he possivel que a reparlicao das obras publicas
continu a reger-se por estes regulamentos...
O Sr. Mellt, Bego: S ha um regulamcnlo.
OSr. Baplisla:Tem lia vido varios; e bein
sei que o que esti cm vigor he um.
Aqoi termino, pedindo a Dos, que as minhas pa-
lavras sirvam de abrir os olhos de alguem, para se
nao confiar lano na repartilo das ohras publicas,
e possuir-sc to dever de lomar serias providencias.
Tciitlo tlado a hora
O .Sr. Presidente designa a ordem do dia e lven-
la a sessao.
ta liuham sido sempre exigidas depois desse regu-
lainonlti conforme o que ncll se-achava ci*|,oio, e
que nao era exaclo (er-se infringido estas disposi-
cties na arremataoao em que o Sr. Jo.lo Carnciro da
Cunta era fiador, yue nao podia aftlrmar nem ne-
gar que o Sr.Juo Carneiro lera beusde riz nesta
cidade, porque len.iu-sc feito muilas arreraalarOes
quandu so efiecluoii jssa, n.lo podia lembrar-se" to
que nessa occasiao se passou, mas eslav certo qua
a lliesouraria cumpro .1 sen daver, e por isso podia
afhrmar que, 00 o Sr. Jo.lo Carneiro, ou o oulro fi-
ador dessa arrematacao tinha bens de riz nesla
culadc.
Anida em resposla a accusanSo que se Ihe fez de
ler pago no exercicio correnleo professor de deseuho
como jubilado, reproduzi., mesmos csclarecimcn-
lu que liavia dado no scu primeiro discurso, e ac-
crescenlou, que a juhilaeao,||.*ie professor n3o es-
lavadependente d'aprovacao di assembla, porque as
jubilaron com ordenado por i,iieiro, como r0 essa,
eram e linham sido sempre d'altribuirao exclusiva
do governo.
REGIFE 7 DE ABRIL DE 1S33.
A'S C IIOHAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEIaIUL.
Pouco poderemos hoje referir, vislo que a semana
finda foi quasi loda preenchila pelos actos religio-
sos commemoralivos da paix.lo do Salvador.
-Nos dias 2, '.l e 1 sabio era prociseio das qualro
malrizes da cidade o Sagrado Viatico para ser dado
aos enfermos. Guardas de honra liradas da guarda
nacional acompanharam e**as procisses.
Fizeram-so os oflicios completos da semana san-
ta na matriz de Sa,nto Antonio, convento do Carmo
e igreja de Santa Hila, da freguezia de S. Jos, e
lornou-se notavel, como sempre, a concurrencia do
povo em lodos esses lemplos.
ISo dia de scguuda-feiraa noilc tinhamos lido uma
forte Irovoada, e o mesmo phenoineiio repelio-se na
quinta pela manilla c lamhem a noilc, sendo acom-
panhado de copiosa chuva. Por este motivo deix.i-
ram as igrejas de ser visitadas pela nossa populacho
em massa segundo o cosame ; mas 1 despeito dclle
sabio a irmandade de Sania Bita rom- a sua procis-
sao de Fogaros, que a chuva nilo rc*peilou. Foi, ao
que parece, um excesso de zelo pouco louvavel, e
al um certo ponto irreverente.
As prorisses do enterro puderam no dia seguinte
perrorrer desanombradaraenle as ras sem receio
ile Chava, |ois que o lempo lornou-se benigno. En-
tre [odas sobresahio a do Carino pela boa di*posirao
e regularidade de sua marcha ; mas cm nenlinma, fe-
lizmente, foram vistas as grutescas c ridiculas figuias
de cenluriese prophelas, proprias tmente para en-
trcler e encantar crianras.
Numeroso concurso de povo segua cada uma des-
las prucissoes, ou estarionava pelas roas por onde
deviam passar, sem que todava tivessemos a lamen-
tar algum desastre rauzado pelos carros, granas a
sollcilude do Sr. chee de polica, qoe renovou as
ordens prohjbilvas do transito dalles, tanto nessa
noile, como na antecedente.
Iuformam-nos que ua guarda de honra, que a-
companhou a procisso da matriz de Santo Antonio,
deu-se um serio desaguisado entre um offical e um
soldado, chegando este ao ponto de pnxar pela
b.iionela para repellir aquelle, que imprudentemen-
te o maltratara com 1 espada. Um lal fado, grave
pela sua nalureza, anda mais grave se loma pelas
circunstancias do lempo e do lugar.
No dia 5 chegou do Kio de Janeiro o vapor S. Sal-
lador, tendo deixado todas as provincias em socego.
Nenhuma noticia veio de inlercsse. e qoe mereea ser
aqui rcproduzida.
Tendo chegado a tarde, demorou-se aqaclle vapor
48 horas em nosso porto, porm de quasi nada ser-
vio a sua demora ; pnrquanto, sendo o dia o de
quinta feira sania, e nao salando jornaes no dia 6,
nao constou geralmcnle a sua chegada ; acrescendo
que, s no sobredto dia fi, as i Viras da tarde, che-
gou ao corrcio a participacao da agenciado que o
vapor saldra no da 7, e a essa hora nao hava
mais lempo de annuncar-se isto pelos jornaes de 7.
Por conseguinte, a nao se estahelecer como regra que
os vapores n.lo poderlo sabir em da sanio de guar-
da, nao potler aproveitar a demora extraordinaria
dos mesmos uma ou oulra vez, jior nao poder saber
della a pnpulao.lo.~~"" """ "-*""
E nao pense alguem que, com esla breve reflcxao
promovemos interesse particular nosso. Nao ; a de-
mora ou nao demora dos vapores he para nos indi-
ferente, vislo que, seja qual fr o dia da chegada
delles, lemos lomado as medidas precisas afim de que
levem para o norte era nosso jornal todas as noticias
que trouierem do sul, embora salan cm domingo,
como ja lem succedido. He a nica cousa que in-
leressamos em atlencao aos nossos Subscriptores do
norte ; e como temo la lomado a pelo, n.lo poupa-
mos esforcos para vencer obstculos daquella nalu-
reza.
Acibam de informar-nos que, ao sahr hoje do
convenio do Carmo, onde assislira ao oflioo da alle-
luia, falleceu rc'penlinamente um individuo, cujo
nome nos nao souberam bem dizer, tendo apenas li-
do lempo de recolher-sc a uma casa da ra daCam-
boa, onde expirou.
Bendeu a alfandega 47:7193360 rs.
Fallecern] lio pessoas : 18 homens, 8 niulhcres e
) prvulos, lvres ; 3 homens, mutheres e 2 pr-
vulos, escravos.
correspundendo aos lius, de *ua crearlo? o Respon-
den que maiiiluu oicrover e assiRiiou.it i'oi-lbe
mais perguntado, se quando se refere na ultima par-
le do segundo paragrapho a meia duzia do bemavon-
luradus, quo lera sabido monopolisar os recursos
coinmerciaes, por si ou por sus patronos e paren-
tai, se quiz indicar os supplicantes, presideule, e
membros do ccnsclho de direcnao do Banco da Per-
nainbuco, ou a quera .'R-spomleu que nlo se refe-
ri ao presidenle e maii membros do Banco de Per-
narnbuco, < mus sim a algamas pessoas de cnuimer-
cio, segundo a voz publica. Foi-Ihe mais per-
gunlado quem he o menor, coja firma, assevera no
principio do lerceiro paragrapho do mesmo com-
municado, lem sido repulida suficiente para garan-
'ir outras, que valcndo o duplo da d'elle, linham
sido julgadascomo incapazes de negociar como
Banco, c de quem sejam cssas oulras firmas julga-
das incapazes? ltepondeu que a nao sabe qoem be
esse menor ; em quanlo as firmas regeiladas pelo
Banco ouvio fallar, porm que nao sabe de que,m
ellas sejam. Foi-Ihe mais perguntado quem seja
um cerlo moco privelegiado, para o qual, aflirma
elle respndante na sequencia do mesmo paragru-
pho, que como por milagro se abre aburrido Banco
sempre que elle precisa de numerario, que lalvez
excede ao cntuplo de sua fortuna para ganbar em
uma hora -.amnas, que sem aquella mgica alavan-
co n.lo ganharia talvez em um anno ? Respondeu
o que nao conhecia, porm que ouvio dizer que era
uma pessa que pouco Irabalha no commerciu, rnas
rujo nome ignora. Foi-Ihe mais perguntado, quaes
sejam as casas acreditadas por demais, que lie res-
poiidcnlc aflirma ainda lerem passado pelo desgnto
de ver recambiadas lollras, em que figurara uomes
que sao o symbolo da honra e da ponloalidade, a
de quem sejam es*cs nomes? Bespondeu qae nao
sabe quaes s.lo essas casas; que oovio fallar em con-
versarlo em que elle respndeme se achata. As
resposlas foram feitas por Firmino Alves Lima, mo-
rador na travesa da ra das Flores, natural desla
provincia, e que tem 29 annos de idade, e vive do
olli'-io de carpina.
Disse mais o re*pondenle, a requerimenlo seo, que
reconhecendo sempre, como ainda recenhece e res-
ncila a prohidade dos administradores, e gerenles
do Banco do Pernamboco ; leudo esla crenca nao
era possivel, que suppozesso os membros do Banco
capazos de qualquer torpeza ; e foi por isso que ou-
rlndo algumas pessoas referir faclos desairte, os
fez consignar era um artigo mesmo para dar lugar a
que o banco se justificasse, mostrando a filsiilade
dessesmesmus faclos ; e daqui resulla, que nunca foi
ta ontenrao d'elle respoiideule injuriar 11 qoalquer
dos membros do alineo em geral ou a algum d'elles
especialmente, e lano assim foi, qne o artigo se fir-
na nao em sciencia certa, porem nesses beatos que
malignamente se espalham.iem todava pirticulari-
sarem-sc cirrumslaurias. E mais nao havendo a scr-
llie perguntado, c nem elle respondenle a declarar,
houve o Dr. delegado a audiencia por undi;e awig-
nou com o procurador dos supplicantes, e o mesmo
respontl, ule. Eu Jo.lo Saraiva de Araujo GalvSo,
escrivao o escreviCarvjlho.Vicente Pereira do
Kcgo.Firmino Alves Lima. E mais senilo conli-
nha em dito termo de audiencia, que eu escarnio liz
oxlrahir por cerlido do propro original,' que me
ieporlo, e vai sem cousa que duvida fija subscripto
c assigr.atlo nesla cidade do Becife de Pernambuco
aos 13 de marco de 1805Fiz escrever, subscrevi o
as'ignci.Em fde verdade, Joao Saraica de Aran
jo CalcSo.
CORRESPONDENCIA.
Senhores Redactores : Depois que por esta
minha terrinha se foram prooagando os assignan-
les do seu bem conceitoado Diario, e que lem
chegado para lodo o bicho careta, inclusive es-
te seu criado, tem feito acceuder lanos fachos soien-
lificos, que al o Olho de meu pai. apezar de s saber
plantar maniva, milho, feijlo, arroz, etc. etc., deu-
Ihe tambera a febre na regiao cerebral, e sem tener
11 palmatoria de sen* illuslrcs correspondentes da
Parahibii, Ipojuca, Escada etc., presentase tambem
que querendo mandar sua correspondencia ; risu.71
tenealus, alta l amijrn, a|0 |,p misccllauea e nao
^rresponrlclHlB "lJffTi o que lor, deern-lhe o no-
me que quizerem, porque eu seguro-me ao anligo
COMUNICADO.
Discurso do Sr. depulado Jos Podro da Sil-
va proferido naiessao' da 29 de marco da 1855
O Sr Jos Pedro principia protestando contra
a proleurio do precedente orador de o collocar era
posiejle inferior a -ua quando o acensa, ou inlerpel-
la-lo, ediz-lhe que se ha de defender da mesma
maneira por que for acensado, o o tratan como Ihe
Iralir.
Eespundendo sobre 01 defeilosquelhesao altribu-
idos do rcgulamenlo da lliesouraria disse, que era
verdade ter sido seu o projecto desse regulamcnlo,
que fizera esse.Irabalho por ordem do governo, mas
que sendo alteradoem algumas parles nao devia hoje
responder por elle, que se tinha deleito era fcil
a sua reforma,que a propozesso o seu aecusador. Dis-
se mais quo as bancas para as arrematares de ren-
Em todas as praca em que ha esta heleci roen los
bancaes, apparecem de vez em quando queiiumes
contra esles estabelecimenlos, porque entre oscon-
currentes (ransaccoes sempre ha quem se julgue
cm melhor posinlo do que realmente esl ; ou que
tendo alias excedentes intenees, quer que esles va-
Iham para os oulros o mesmo qoe para si,e pofsui-
dos destessentimenlos, julgam-se oflendidos coma
regeic.lo de uma leltra de sua firma, como se es-
les estabelecimenlos ni*-.D Ibes irrogassem uma in-
juria, ou se fossem ohrigados 3 descontar quanlo se
lhc apresenlasse : islo posto n.lo era de snppor, que
somenle o de Pernambuco fosse exceptuado.
Podemos na verdade afirmar que o referido ban-
co a principio foi franco quinto era possivel, e com-
pativel com a seguranza ; as fallcncias, porm quo
desganadamente tem apparecido exigiam maior
vigilancia, e lodas.as pesquizas depois de sua appa-
rinao sao dictadas pela prudencia, que deve presidir
a um eslabelecimenlo da ordem do banco, mxime
em apuradas circunstancias.
Apezar porm do expendido, foi a direcnao cen-
surada por um artigo communicado, publicado nes-
le Diario de 20 de Janeiro prximo, que sendo
chamado a responsabelidadc, deu lugar as explica-
rse* que se leem naccrlidao infra, e como quer que
o responsavel tenha mostrado sua incapacidade para
tratar de semelhanle materia, creio que a direcao, se
deu por satisfeila, nao sendo oulra sua intennao,
senao reconhecer esse fingido amigo do bem publi-
co, para convida-lo a tima explicanao, ja que elle
nilo (eve a franqueza tle apparecer com scu nome,
o que de per si seria bastante para mostrar o liin de
sua censura.
O Justiceiro.
Joao Saraiva de Araujo Galvilo, escrivao do jui/o
municipal da primeira vara, c da delegara do
primeiro destricto do termo da cidade do Becife
de Pernambuco porS. M. I. e C. a quem Dos
guarde etc.
Certifico que o termo de audiencia, de quo faz
ineitr.lo a policio supra he de theor segninle. Aos
9 de fevereiro de 1855, nesla cidade do neci fe de
Pernambuco em audiencia publica que fazia o Dr.
delegado do primeiro destricto Francisco Bernardo
de Carvalho, onde co escrivao de seu cargo me
achava ahi comparceeo o Dr. Vrenle Pereira do
Bego, procurador bastante da direcrao do Banco de
Pernambuco, erequereu, quede conformidade com
sua pelico, fosse pelo aulur do artigo impresso
110 Diarlo de Pernambuco, numero 17 de 22 de Ja-
neiro do correnle anno, protasse ser residente no
BrtUtt, e estar no gozo de seusdireitos poli!icos, o
que sendo ourido pelo Dr. delegado defeiio ; 10
que requeren o querellado, que vislo nao ler tido.
lempo, por ler sido intimado hontem, requera uma
dilacao para exhibir em juizo ditos documentos
foi-lbc deferido, marcando-sc o prasoal 11 do cor-
rente. Boquern mais o mesmo Dr. Pereira do
Bego, que pelo querellado fossem explicadoscerlos
equvocos que se cnconlram em seu dito artigo, o
que pelo Dr. delegado Ihe foi drTcrido, que este
requerimenlo seodo impugnado pelo advogido do
notificado Dr. Jos dos Anjos vieira de Amorim,
foi ssa impugnaco in dolorida pelo Dr. delegado.
Foi-lhc perguntado se elle he o verdadeiro aulor
de um communicado impresso o publicado nu JJlo-
rio de Pernambuco, humero 17 de 2 de Janeiro do
correle anno ; o qual communicado tem a seguin-
te epigraphe.Anda o Raneo de Pernambuco mal
rifao escreva quem quizer e lea qoem souber e
quem nao postar coma menos e esla ludo acabado :
que tal a lgica, Srs. redactores ? Ah I meu Pros-*
pero Din iz, bem dizias t na toa Marmota, que an-
dando nadiscripcao damor.comparasleso do malulo
ao de burro ; assim esl agora c a pessoinha que
011 torio oudireito quer tambem dizer alguma cou-
sa de Mamanguape, mesmo porque nao se conforma
com certas inexaclidoes do Sr. Acolito do tom (sem
sor desino^ambr, timbados ou oulro qualquer ins-
trumento rrrtorn) e julgando-se em seu direilo, com
lodas as formalidades da le, principia por dizer
que vai esta villa as mil maravilhas, respeilo ao so-
cego, assim nomo tambem continuamos livres dessas
epidemias que de quando em quando nos visitan),
fazem dcsapparecer do numero dos viren, moilos de
nossos irui'oi, pondo em sustos os que ficam, que
tambera passam por lerriveis clicas, e dio louvores
aoAllissimo quando acaba a tempestade e canlam
victoria.
O invern, grabas a Divina Providencia, continua
tlando osporanrastle um anuo abundante, com quan-
lo se perdessem alguns roe idos : o commerciu segae
lambem em progresso, o que de lodo o meo enracao
desejo; pois he qoem d Ira e vida a agricultura, o
os mcus collegas que o digam, pois desde o anuo pas-
sado que percebem bons cobres pelo milho, fariuha,
arroz ele.ele. reruperaodojassim a paga de seus tra-
badlos filialmente, nem sempre assim nem nooca
peior.
Tem sido lanos o escriptores qoe Ihe tem descrp-
lo a posicao geographica desla villa, que roe julgo
iscnto de o fazer, mesmo porque as suas raridades
sao mesmo raras, e nao so deve dizer todo de uma
vez : a melhor discreplo qoe Ihe poderla fazer, era
orienla-lo sobre diversos animaes que aqui existem,
lano bpedes, como quadrupedes e al amphibios,
porm guardarri para oulra occasiao visto qoe os
meusservcos n.lo me d.lo por agora lugar a issso.
Tenho sentido bstanla a falta do Sr. Ordeiro,
pois na verdade mereca as simpathias de todos,'c
desempenhava salisfactoiiamele a missao qoe a si
tinha tomado, ao passo que, parece lerservidode
onjo o tal Sr. Acolito do tom, quo segundo o que
lenho observado, (cm servido suas correspondencias
mais de mofa do que de interesse ; eu mesmo nao
posso deixar de melter lambem o meu bedelho 110 tal
Sr. fashionable, pelas faltas que lem commetlido ;
rom o devido respeilo)nlo posso consentir que Smr.
diga que o partido russo lem aqui mais proselvtoido
que os adiados, e para desengao ahi esla o amigo
Pancada, com quem pode consultar o ver enlSo
que maioria coutam esles liqoei estupefacto, e
quasi vou cora o ineuamavel frontispicio rolar pelas
pos ta poltrona aonde me achava lodo repimpado,
ao ler em uma de suas correspundeocias, o lemor
porque Sme. passou pelo lal rompimenlo ou bananei-
ra.la que esleve para haver aqui, ua occasiao quese
soube da pronuncia do capillo Pulquerio ; Santo
Chrislo de Ipojuca Ora, Sr. do Tom, pois Smc.
sondo mesmo um acolito de tom, s fere lom para
Smc. outir, presenciar.lemer e.... e....e aprcsentir-
se depois ao publico coulando historial qne pa-
recem das mil e uma noiles, e com as qoaes serueia
Smc. uma confusao ueste Mamanguape, que pue
o respeitavel publico om duvida sobre sua f de es-
criptor. Ah! Sr. sem tom, Iralo qnanto antes de
alirmar-se. olbe que do contrario falla ; e a sua in-
nocencia sobre a prisao do capilao Mello Oh! essa
be do calibre 'Jlibaslava mea duz distas para
abrirem brochas em Sebastopol ; pois haven uesla
villa quein ignore o que impulam ao capilao Mello,
e pela qual leve lugar sua priso afiirmo que nem
o mais pedante ; so o Sr. do lom que j deienloadu
quer por forra de suas correspondencias deseuloar
os bous Maioaiiguapenscs, que j nilo pndem mais
tolerar-lhe tantos temores, innocencias, falsos, ca-
lumnias etc. ele. ty A di hisloriu de garra-ca-
vados j cessou ; parabena pois a gente de minha
Ierra palavras de 'sua ultima correspondencia :
iira, irra, irra Sr. Acolito, Smc. est pregando na
descro, ou quer fazer dos Mamanguapeiise uma
horda de cossacos, a qoem.o principe da igreja orto-
doxa, faz rrer os bellos lugares que os guardara
depois de provarem s tle Vincennes e as Miliel'.'
pois o Sr. sera lom nilo lera algum pejo, para
mandar inserir no afamado Diario de Pernambuco
o maior embuste, que lalvez elle em aaas columnas
jamis pcblicassa ? ubi vergonha elerira : a proposi-
to do que levo dito, quero coular-lhe uma historia
quo ouvi em certa Poja desta villa, na occasiao que
vim vender nnia carga de [arfaba, eis ocaso :nao
he possivel, nao he possivel, nju he possivel, g.'ila-
va cerlo chibante no meio de grande concurso, ou
he erro dos compositores ou o Acolito do tom fez
aquella correspondencia em horas miugnadas; en,que
titiham-me tocado na ferda, ponho-me logo de fran-
qua, e preparo-me para lomar ola daqoella Tord-
sima discutsao que cada vez loinava mais calor e
pareca querer locar no zenilh da gritara, quanda
entra pela loja dcnlro um suceiln de fronte alean-,
um lauto imperligado, trajando palito do panno
azul, chapeo do clul, panlallonas de casemira ra-
jada, boln* do couro de lustre, o qual com urna
lleuginasem igual inlerrogoii o nobre auditorio so-
bre o motivo de io ara- 1 ", qua*i lodosa
porfa quercm responder, quando o lal chibante, se
udi.inla un pouco, e diz para o recenirhegado, pois
nao arha V. S. qoe he desatoro do lal Acolylo de lom
dizer que nflo seagarra mais cavado*, o ainda n.lo
lia duas horas, que os soldados pegaram lodosos que
enconlraram, c como uenhum fosse capaz para Ir ao
subdelegado, foi preciso o Chico do rebeca branca,
emprestar o delle e demais n mais vem lambem coro
nina historia da ponte, dizendo que certos pnrlu-
guezes nao contribuirn! para a factura della. o que
era um procedimenlo reprovado a mullo mais quan-
do sabiam as jndisposirOes que teem na manada
UEGIUEL

Mil TII Afn


-awtHsfc.
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 9 OE ABRlL DE 1855.
3
i
popaiaclo, qne de urna Ilota para a onlra atavam
cesa passartoha as mio, ,que nao Ibes corra ris-
co, e ente vcm Umbejrn tra/.cndo oollacao
a venda de amat (acs thradas,~anjo bentoliga
pede patn, etcl unitario fnzendo alguns
ifel d crui; a esle movimrntn, Srs. Redactores,
frilou m- (oda a ooragciu e inergia e quasi passo
peUverR'M ornas de al-
* do* ,e valho do um ca-
do hlelo ao qoal
* reoootei rezando o credo as avessas e com orna
treanura iui pera e una aores fros impossivel de
rrtver-lhe ; (oroo pouco a pooco recobrando o
"eo estado non: nao perder o fio da dis-
*** pulsja me havia escapado algnmas patarras,
4** pal*ansio que rapei oio pude approveilar quan-
doo cajo chibante ain.la rom mais enlhusiasinu do
que havia ditiapois enllo os mancos
e hespilnleirot MamangnapiHises, ja deram a menor
demonstrarlo desses actos de barbaridade que o Se-
nhor do lam Ihes arroga Pois os briosos habitantes
la villa, cuja adianlada civilismo rivalia com
di capital, j deram mnslras de indis-
mtra os porlugueze; aqui residentes, que
EB lodo isto a V. S. o lal scnlior de palell
n irma pilada com a qual deu urna costosa fun-
abainindo a cabera como urna lagarlita la no
se cora toda a moderarlo, este lal
a.Oolyt nlo pode deitar de ser alsum revulo-
rrenaria que nolrindo ideas das laes republicanas....
lemnurf>|felque emsi encerra sobre os natura-
les! n illa,porcm leni de ser reduzido a zero, por-
a prerersida.le nao lein abrigo us corarles dos
oobres Marainauiipene-;um inmenso apniado sabio
a* mesmo lempo da bocea de lodos os circumstantes
acoapMhades de muitas palavras : cu que ii en-
tardeter e que lerla de chegar larde ao roen alver-
psese mais me demorasse, pu\ei a minlia beslinha
para juolo da porla, airibei a perna montante at o
tafeo da caiagalaa (corda inquirideira) e montando
eo bula a garbosidade. dei de reda a alimaria, se-
gurad, caminho fra em direitura ao meu lar.
Srs. redactores, he impossivel descrever-
Ifces qaarrtos pensamentos accommetleram a ininlia
NS* ewebral doranle esso transito ; Cu nao
lis o (ilho de mea pin, aquclle plantador le
anes, que voltava de vender urna carga de fa-
ada n3o senhor, eu era j.i um liomem sa-
lla, intrlligenle, que j;i havia encontrado
amaleada homens lodos da minha opinilo,
o* erara contra 0*1.11 liomem do tom, e com
isima razio, porque quem quera assumir o
so lugar de correspondente, nao devia nunca
lar-seda Iridio da \erdade, conformo o Senhor
w havia fcili ; parquanlo todas as correspon-
sal quelem dirigido ao Diario de Pernambuco,
ieivozas, faltas de f e recebidas coma iudigna-
Ika e finalmente que por lanas tallas com-
devia[ficar enlerdiclo por um auno, e nes-
enlos 'trgico* cheguei caa do minha
la residencia pelas nove horas da noile, aonde
uindo a prsenle miscellauea Ih'a transmillo
da acorteziae respeito ahm de Vmc. punfi-
l fallas de orthographta de que vsi recheada
spois de ficar reduxida a um estado (inlelligonlc
dar-lhe publici.lade no sea universal Diario com o
que rauio lera que agrade, er-lhcs osen mais cons-
Agricultor Vigilante.
liamanguape 27de marco de 18.V..
PUBLICADO A PEDIDO.
CARTA DO FABRICIO AO SEU AMIGO
NICOLAO.
VllU do Pasio 18 de mareo.
I.
Boni jour, mon Nicolao ;
Minha prmeira envi,
He obrinba de um s fio
Asneiral eiplosao.
D loaco mea talen Uto!
II.
A respeilo da musa sabes.
Que Camoesou grSo Filinlho
Nao sentim qaanlo siulo
Cai no estro da pessoa
Que nao he cousiulia ala.
III.
Son um Vesuvio potico!
Don por podras e por pao*,
La vio senos c calluios,
He ti fra a earraspana, .
Q'assuita a mente humana !
IV.
llenando porm o cavaco,
Caminhaodo ao que importa
Anda esta lerrinha loria,
He l.io grande o es|ialhafalo
Que recttVleij"contacto." ~~
ue reeerfr seu rom
r~'

1
Mosquitos all por corda*,
Aqui leas de aranha
Todos perder, ninguem ganha:
Nesla Irisle collisao
Vai-se o mundo de Adi.
VI.
Hincha o burro, ladra o cao,
Cinta o gallo, o gato mia. #.
A cascavel cubra assobia,
O sapo emlini na laga
Mosiea infernal enta.
VII.
Nupca vi o Passo assim I
He ja Uo forte a borrasca,
Qoe se deiio aqui a casca
Moiio lerei que fallar,
Qaando ao inferno cllegar.
viir.
O Morcira Jnior foi-se
O Braga insigne larfou-se
< l'igaeiredo amoloo-so,
Potcratn-te a boro caminho
Pela falla do bom viubo.
IX.
Qoe qner, se os vinhaleiros
Fabricando pouco vinho
S'algum vem he ponqninho
Qu'altn de mo e caro,
Anda assim he raro! '
X.
Dnas patacas, tib gia !
Costa nma garrafinhn,
Se o negocio assim caminlia
Dos lovado eu o diga,
Minha eiistcncia periga.
XI.
Avista de lal crise
S'lou privado de mamar,
E da musa refrescar,
' Com o1 sueco rutilante,
O rouxo vinho espumante.
XII.
Dos qoeira que a safra vindoura,
Seja gorda e repleta,
Que vtnha a pinga aerela,
Que refresca o ambiente
E d consolo a senle.
XIII.
Como vai la na-Crimea
Russa-Alliada questao ?
tinda rlbomha o canhAo .'
Ou qual parjidn de sollo
Findara o protocollo .'
XIV.
Anda eiiste o Canrnhcrt,
O Ragln Brelao manla,
Napier inslenle pccela
Que no Bellico naufragou
E ao nada gravitou'.'
XV.
Sebastopol lem caslanhas!
Nao be brinco de menino,
La se da muilo fino,
Por d c aquella palha,
1.a vaifogoe melralha.
XVI.
Baol e o Prusso ManlenITel
O ((norlo Palmerslon
Esgolam ouco palavro,
Nesle Iraquejo quem pode ?
E o remosto Nesselrode.
XVII.
Nicolao sujeilo pirrnico,
Victoria oosada he.
No sohrinho n.lo ha f,
Francisco Jos matreiro,
Frederico erubusleiro.
XVIII.
Knsot, fino meninorio
As brazas chega a sardioha,
Massiui, idem caminha
Se atearem a anarchia,
A dos Italia, adeos Rongria.
XIX.
Pobre Tarqun, pnsa as f.i.
Que le mandn enriar
As peras com leu amo jugar,
A vsla pois de lano excesso
Paga as casias do processo.
XV
A lirio-seo nossojnry
Coosm grandes vi e peqnenos,
Prosaicas poticas aceas
Calacees d'abas de abano,
Collossaes monstros de panno.
XXI.
Estapafirdios peleens
Esopos, gigantes, anfles
Pedantes, piguieus, bufes
He em sumoia de Babel
A copia esle aranzel.
XXII.
Serei extenso na segunda,
Vou da lide Orscanrar,
Se nlgom Tacto deparar,
Que mereca emlim ruenjao
Uirci nessa occasiao.
XXIII.
Vida alegre e migada
Fujade algumi, pirrara,
Na falla do vinho a cachara
Enfillrando-sc nos pulmcs
Suavisa nossos cora^Oes.
XXIV.
Adeos, saude c regalorio
Nada de laes amarillas,
Antes no centro das bellas,
E ile milhoes de saceos
Recheados de patacos.
XXV.
I.cmbrnnras a velha lia,
A Nenen do Candinbo
Nao esqueea o Joao/.inh
lint abraco na Milu
E mais outro na Tutu.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 7 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Colates offlciaes.
Assucar mascavado regular-IJIS por arroba.
ALFANDEliA.
Rendimenlo do dia 1 a 4..... 3I:701JI898
..... 16:01SJ16
dem do dia 7.
47:720-^)00
Descarregam no din l) de abril.
Brigue inglez Caroline Schmtbacalho.
Brigue inglezCrimea tanto c ferro brulo.
Palacho americano Mary A. Forrcl fariulia de
trigo.
Barca porluguezaMaa Josdiversos gneros.
dem idemBom Successoceblas c arcos de pao.
Imponacno .
Escuna nacional Flora, vinda do Para pelo Ma-
raahfo. consignada a Antonio di Alenla Gomes &
C. manifcsiou o seguinle :
2 moendas e lodos os pcrlences de ferro, 2 caiies
com miudezas dos mesmos, 10 chapas de ferro para
fogSo, 1 caivole e I barril com lampos para os o-
gocs, 150 saceos com arroz, 118 saceos rom farinha,
6 barricas com cevadinha, 2 ditas grao de bico, -2
caixotes miudezas e 48 rollos de salsa parrilha ;
ordem.
Vapor nacional S. Salvador, vindo dos pgrlos do
sal, manfeslou o seguinle :
1 volume, ao II icio de Beberibe.
1 caiao a Antonio Vctor deOliveira.
2 dilos a Antonio Lopes Percira de Mello j Com-
panhia.
1 paco le a Antonio Jos Alves.
2 volumesa Jos Augusto de Souza Pilanga.
1 flandres a Antonio Joaquim Panasco.
I caita a Schramm Whalely.
1 encapada A. Meauvcrnav.
1 volumesa Antonio Dias da Silva Cardcal. '
1 hcela n Antonio Pereira de Oliveira Ramos.
1 encapado a Luiz Gomes Ferreira.
5 caitas c 1 fardo ;a Sanner Espeles.
1 dila a Antonio Luiz de Oliveira Azevedn.
1 bali ; ao dezembargador Agoslinho Ermel indo
de Le.lo.
Brigue suecco S. Manoel /.".viudo do Porlo.con-
signado a Manoel Joaquim Ramos e Silva, manifes-
lou o seguinle :
2 fardos capachos, 1 caitu galloes, e volantes ; a
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
2 caiiinhas I pacole relroz, 3 barris pregos, 390
roda. 'KSp^m^, a-p%iv. Jos Je S Jfairjdv -
12 barris presuntos, 1 dilo salpicoes ; a Manoel
l'ionralves da Silva.
I raixao carne, 1 barril vinho ; a Manoel Gour,al-
ves de Oliveira.
I ancorela a'zeilonas, I lata salpicoes ; a Joaquim
D. da Silva Lcmos.
1 caitao paios; a Joaquim Dias Campos.
2 caitoes carne e nozes ; a Jos Joaquim da Silva
Maia.
' barris presuntos, I caitao penles, 25 canastras
alhos, 7 caitas fechaduras, 2 barris entadas, 5 cu-
nheles fouces 2 caitas cscovas 2 caiiinhas
ferros pedrezes, 2 barris pregos, 2 fardos pencira, 1
caita linhas, -50 barris chumbo ; a Barroca &
Caslro.
3 caitas mcias, 2 latas palhelase rendas falsis ; a
Coilro & Irmaos.
1 Lila salpicoes ; a Joaquim Antonio Pcrei._.
14 cmaslras ceblas ; a Vicente Ferreira da
Casia. \
1 caita palitos, 1 canaslra rol'in, a Palmeira &
Bellrao.
1 caitao peneirase estribos. 1 cunhele freios a Joi
Morcira Lopes.
1 caitao damasco ;j Jos dos Santos Neves.
50 inollios arcos de pao ; a Luiz Antonio Vieira
& Compaubia.
44 barris pregos, 13 caitas fechaduras, 2 cunhe-
es brides, 1 caita diflercnles idijcctos, cinilielo
machadbs, 4 barriqftinhas entadas ; a Thomaz Fer-
nandes da Cunha.
30 rodis arcos de pan ; a Antonio Jos de A. an-
tes.
2 fardos cochinilhos, 2 barris salpicoes; a Manoel
Joaquim Ramos e Silva.
2 caitas palhelas ; a Francisco Guedes de Ara-
ujo.
1 caita panno de linho e cotins ; a Maneel de
Azevedo Andradc.
1 caitao obras do prala ; Guimar.nesc\ Henrique.
37 canastras alhos; a'Novaes & C.
12 pipas e barril vinho, 1 caitao bacalho, 1 caita
carlilhas, 3300 resteas ceblas, a Jos Monleiro de
Siqueira.
2 caitas podras de aliar, 1 dila relroz, q 2 raitas
obras e palhelas, 2 fardos capachos, 1 caitole miu-
dezas ; a Jos Alves da Silva Guimaraes.
200 rods arcos ; a Joaqnim Francisco da Silva.
2 latas salpicoes; a Manuel de Oliveira Maia
Jnior.
l caitao pralos ; a Thomaz d'Aquino Fonccca &
Filho.
6 caitas ardiles, 3 ditas balaiose verga, 3 ditas
linhas, 1 dila relroz, 8 ditas pomadas, 2 barris pre-
suntos, 39 rodas arcos de po, 3 cmbrulhos acaales ;
a Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
1 caita penles e palhilos, 3 aucorelas cravos,
canaslras baloques, 1 dila rolhas ; a Cosme Jos dos
Sanios Callado.
2 caitas lamancos, 3 caitas linhaca, 1 fardo pene-
ras, 2 caitas techadoras, 1 dita escovas, 1 cunhele
machado, 1 caita miudezas, 23 dilas ceblas ; a An-
tonio Joaquim dos Sanios Andrade.
Polaca hespanhola liUgancia, vinda de Buenos-
Ayres, consignada a Viuva Amorim & Filhos, raa-
nifeslou o seguinle :
23 laslros sal; aos consignalarios.
CONSUI.ADO GERAL.
Rendimenlo _do dia i a 4. ,
dem do dia 7.......
Liverpool, com rala por Maceio, barca ingleza
Spirit afilie Jimei, de 3ji toneladas, conduiio o
seguiule: 1,000 saceos com 3,000 arrobas de as-
sucar. .
Porto, brrgueporlusuez/-spero)ifa, de 198 lanc-
iadas, conduzio o seguinle : 2,213 saceos e 1 cai-
tao com 11,077 arrobas e 20 libras f assucar, 16
saceos gomma.
JJnenos A\res por Montevideo, palacho porlugucz
Joven rcnre.ilo, do 154 toneladas, conduzio o se-
guinle: 900 barricas, 50 .lilas pequeas e 50 sac-
eos com 7,37 arrobas e 23 libras de assucar.
Buenos Ayres com escala por Montevideo, brigue
bremense Arion, de 106 toneladas, conduzio o se-
guinlo: 1,850 barricas. SO harriquinhas e 50 sac-
ros com 14,871 arrobas c 29 libras de assucar.
KECEBEUOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Hendimeulo do .lia 1 a4..... 1:98'.$337
dem do dia 7........ 4575600
2:<43#9S7
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo ,1odia 1 ai..... 11:492f797
dem do da 7........ I:092j966
12:5855763
PRAGA DO RECIFE.7 DE ABRIL DE 1833
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Saccou-se a 27 If2 d. por 13 sobre
Londres, e 314 rs. fr. sobre Pars.
Algodao---------Eulraram 358 saccas, que foram
vendidas de 5J200 a 53400 por
arroba.
Assucar---------Bem que a entrada fosse boa. os
precos nao liveram diminuicau,
a etceprno dos brancosbaitos, que
foram menos procurados, c soflrc-
rara alguma rcsIricrAo: os mas-
ravados ronlinuaram de 1?j8tX) a
1?90O por arroba, e o es|iecial a
13930.
Aguardeute- Vcndeu-se de 753a 783 por pipa-
Ponas de lioi dem a 43 pelo eenlo.
Sola......dem de 13900 a 23100 o meio.
Bacalho---------O deposilo esla reduzido a 300
barricas, nao mencionando um
carreaamenlo de San Joao com
2,300 barricas que est por ven-
der, em consequencia do pouco
que por elle oHcrcccm os compra-
dores em rclaro as ultimas ven-
das.
Carne sccea- Temos 7,000 arrobas de Ruenos-
Avres, para a qual nao lembavido
venda ; -e 26,000 arrobas do Rio
Grande, que lem oblido de 5V30Q
a 53600 por arroba.
Farinha de trigo- Ha em ser um carreaamenlo che-
gado de Baltimore com 1,400 bar-
ricas; e 100 ditas da antiga i\o
' mesino lugar ; 30 SSSF e 200
saceos de Valparaizo : os preros
conlinuaram de 243000 a 353000
por barrica.
Freles------------Couliuuaram mu i desgranados.
Disconlo Em consequencia da pouca con-
currencia o hinco baitou seu dis-
contos a 8 por cenlo ao anno, e"
dizcm que os lucros do primeiro
trimestre do correle auno nao
passam de 2 por cenlo. Os particu-
lares disconlaram de 8 a 12 por
cenlo ao anuo. *
Tocaram no porto tres embarrarnos, sendo 2 com
azeile de peitc, e 1 com laa e sebo, e 1 vapor.
Eulraram 7, em lastro. 3 com seeros de ou-
Iras provincia*, 1 com carne sccea, 1 com bacalho,
t com farinha de (rigo e2 cem gneros de Portugal.
Sahir.im 12 com carregamcnlos de gneros para
portos cslrangcros, 6 para pollos .lo imperio c 5 cm
lastro,
Efislem no pQttv-e-,2 americaoas, 10 brasileiras,
2 brerleises.-b' dinamarquesas, 9 francezas, 4 ham-
burguezas, 2 hespanholas, 11 ft'glezas, 1 oldcmbur-
gneza, 9 poriuguezas, 1 sarda e 1 sueca. To(alC6.
MOVIMENTO DO PORTO.
13:6783180
1:9173182
15:5953362
1HVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 4. ,-
dem do dii 7, .
1:1913775
6.53221
1:2565996
Exportacao'.
Rio de Janeiro. paUeho nacional tlente, de 130
toneladas, runduzio o seguinle:
2du/.ias de laboas de amarello, 2,000 cocos de co-
raer, 150 duzias de cocos para agua, 754 saceos com
assucar (.raneo com 3,770 arroba,, 30 pipa, com
agoerdente, 90 saccas com cera de carnauba, 206
saceos com milito, 20saccas algodao.
Rio de Janeiro, patacho brasileiro Sania Cruz,
de 101 toneladas e 3|4, conduzio o seguinle : 800
saceos assucar branco com 4,000 arrobas, 1 caito
doce, 238 eaitas velas de carnaab, 162iaccos mi-
Iho, 1,988 meioi de sola, 12 laboas de amarello, 2}
saceos com cera de carnauba.
Rio da Prala, brigue hespanliol Deego de Lton,
de 299 loueladas conduzio o seguinle : 270 meias
barricas, 817 saceos e 1,400 barricas com 15,311 ar-
robas e 8libras de assucar.
. Alarios entrados no dia 5.
Mar Pacifico52 mezes, barca americana Washing-
ton, de 236 loneladas, capilao F. M. Eduards,
equipagem 25, carga agurdenle; ao capilao.
Veio refrescar e segu para Sag Harbor.
Ballimore 31 dias, palacho americano Mary A.
Forres!, de 210 loneladas, capilao B. R. Geylc,
equipagem 8, carga (arinha de Irigo e mais gene-
ros; a Malheus Auslin & C.
Marselha52 dias, barca franceza Sumatra, de 2)5
loneladas, capilao Armaguin, equipagem 6, em
lastro ; a llieber i C.
Porlo 23 dias, barca porlugueza Bom Successo,
de 232 toneladas, capilao Manoel Jos de Azeve-
do, equipagem 13, carga viudos e mais gneros ;
a Francisco Alves da Cunha & C. Passaseiros,
Joan Marques da Molla, Joaquim Pereira Ramos,
Jo3o Jos d.ui/. Ferreira, Jos Gomos de Oliveira,
Jos Antonio Solteiro, Jos Maria da Molla.
Buenos Ayres 27 dias, barca franceza Santo An-
dr, de 268 loneladas, capilao Gabriel Bronkhorsl,
equipagem 13, em lastro ; a Bieber & C. Passa-
geiro, Gailherme Garca.
Rio de Janeiro e portos intermedios 9 das o 18
horas, vapor brasileiro San Salvador, comman-
danle o capilao lente Vicente N. Cardoso. Pas-
sageiros, Jos Candido de Carvallo. Medeiros, Dr.
Allouso de Albuquerque Mello e 1 criado, capitn
Trajino Alipio de Carvalho, sua mai e 2 escravos,
Manoel Jos Percira Marinho, Jos da Silva Reis,
Dr. Jos Pires I-alean Brandao o 1 escravo, S. Sa-
neltr, 1 prapi de pret e 1 ex-prac,a de marinha.
Seguem para o norle, Thereza Raymunda de Na-
zarelh, I). Mara Joaquina Marques, 1 filho c 2
escravos, Augusto Mendes de Moura, Auguslo
Cezar Sampaio o 1 criado, Anselmo Ferreira Con-
de, Gabriel Ferreira da Cruz (capilao tenenlc), 1
despenseiro, 1 escrivao da armada, Lucas Rodri-
gues, 1 Africano livre, 4 praras imperiacs. Para
Pernambuco, Dr. Francisco Serfico de Assis e 2
escravos, Jos Carneiro da Silva Machado, Victo-
rino Teiteira Leile, Leocadio Cirvalho da Fonse-
ca, Pedro de Assis Campos Cordeiro, Joaquim Jo-
s Ferreira da Cosa, Manuel 'lavares Cordeiro,
Salvador Vedegal, Antonio Joaquim daSilva Pau-
lo, Cyprianno Antonio de Andrade, Jos Nepo-
mneeno, Adao Francisco e sua mullier. Rila Ma-
ria da Cosa, (estes 4 ltimos sao prelos livresj
Rabia6 dias, hiale brasileiro Amelia, do 64 lone-
ladas, equipazcm.9, carga lbaro e mais gneros ;
a Novaes & C. Passagciro, o mosmo que levou
Carlos Gomes.
-Vacio tahidos no mesmodia.
Stockolmpatacho sueco t'/las Pehr, capilao C. V.
Krook, equipsscm 12, cartja assucar e mais gene-
ros. Passagciro C. C. Jonson.
Valparaizo barca oldemburgueza George, arriba-
da a esle porlo em 31 de marro do rorrenle anno.
Saspendeu do LameirSo.
Savios entrado no dia 6.
Terra Nova40 dias, brigue inglez Caroiine Schcnk,
de 190 loneladas, capilao G. Ellery, equipagem
12, carga bacalho ; a N. O. Bieber & C.
Rio Grande do Sul40 dias, polaca franceza Alerta,
de 140 loneladas, capilao l.ovon, equipagem 10,
em lastro ; a N. O. Bieber cj C.
Mararihao10 dias, escuna brasircira Flora, de 115
loneladas, meslre Jos Severo Moreira Rios, equi-
pagem 9, carga arroz, farinha e mais gneros ; a
Antonio de Atmeida Gomes & C.
-Vario sahido n mesmo da.
Sag Harbor barca americana Washington, com a
mesma carga ,quo Iroute. Suspeu.leu do Lamci-
rao.
Sacio entrado no dial.
Porlo 26 dias, brigue parluguez San Itfrtfll /,
de 168 toneladas, rapilaa Carlos Ferreira Soares,
equipagem 15, carga violto mais goneros; a Ma-
noel Joaquim Ramos e Sdva. Passageiros, Ma-
noel Jos Fernandos Borges, Jos Antonio Vaz,
Manoel Moreira Gomes, .Manoel Gomes do Almei-
da, Jos Miguel da Silva, Manoel da Silva'Ferrei-
ra Vinhas. .
: Rio de Janeiro brigue escuna brasileiro Marta,
capilao Manoel Jos Vieira, equipagem II, carga
assucar e mais gneros.
Bahia brigue de guerra inglez Express, comman-
danle Bovse.
Liverpool por Macei.i, barca ingleza Spirit 0/ lite
Times, carga assucar.
Rio de Janeiro patacho brasileiro Santa Cruz,
capilao Marcos Jos da Silva, equipagem 9, carga
assucar c mais gneros. I'assageiro, Bcrnardino
da Conccicao Reg.
Para o porlos intermediosvapor brasileiro San Sal-
rador, comman.lantc o capilao lente Vicente N.
Cardoso. Passigeiros, alui dos que troute dos
porlos sul, conduzmais: Paulo Justiniano Ta-
vares. 1 imperial marinberro, Dionizio, crioulo
romellido por D. Anua Joaquina Braga Reg, A-
gostinho Jos Rodrigues Vallo, Fabricio Gomes
Pedrosa, ManooJ Modesto Pereira do Lago, 1 pia-
ra de pret, \V. Woodcnberg, Jos da Silva Reis,
Jos da Silva Coelho.
Navios entrados no dia 8.
Rio de Janeiro21 dias, polaca hespanhola \lerecd,
de 214 loneladas, capilao Xarcizo Maci, equipa-
gem 14, cm laslro ; a Viuva Amorim & Filho.
1.rainille 66 dias, brigue francez ICmesline, de
Il loneladas, capilao Dagrcmonl, equipagem 11
em laslro ; a Scharamm Whalley & C.
crelaria, com suaspropolas cm caria fcchada.acom Piccisa-sc de Um rn\ero que: (suba
panhida. das corapelenles amosiras. bastante pratica de renda, de i 4 a 16 ah-
EDITAES.
O Illm. Sr. contador, servin.lo de inspector da
llicsoararia provincial, em cumprimcnlo da ordem
do Etm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietarios abaixo mencionados, a enlrega-
rem na mesma thesouraria, no prazo do Irinla dias
a contar do dia da primeira publicarlo do presente,
a importancia das quotas com que devem entrar
para o calramento das casas da ra do Livramenlo,
conforme o disposlo na lei provincial n. 3.50. Ad-
verando quo a falla de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quotas na conformi-
dade do artigo C." do rcgulamenlo de 22 de dezem-
bro de 1854-.
N. 2 Manoel Jos Monleiro.....073500
4 Antonio da Silva Ferreira. ,. 903000
6 Joaquina Maria Pereira Vianna. 1183500
8 Manoel do Nascimenlo da Cosa
Monleiro e Paula Izidra da Cosa
Monleiro.........663OOO
10 Viuva c her.lciros do Jos Fcrnan-
des Eiras.........679500
12 Antonio Monleiro Percira. 753000
14 Luiz de Franja da Cruz Feneira. 373500
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade..........7591.50
18 Marcellino Antonio Pereira. 103000
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guimaraes.......1803000
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........124*500
24 Jos Baplista Ribeiro de Farias. 1263000
26 Manoel Buarque de Macedo. 108:000
28 Umbelino [Matimino de Carvalho. 489600
30 O mesmo.........6O9OOO
32 Francisco do Prado......603000
34 Viuva de Francisco Scvcrino Caval-
canli..........6O3OOO
36 Nuno Maria de Seitas.....783000
38 Manoel Francisco do Moura. III56OO
1 Herdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa.......... 1273500
3 Thomai de Aquino Fonscci. 993600
5 Capaila dos Prazeres de Guarara-
P...........273000
7 Ordem Terceira do S. Francisco. 619200
9 Francisco Jos Pacheco de Medeiros
e oulros. .......679500
11 Antonio da Silva Gusmo. 45P000
13 Antonio Jos da Caslro. 639000
15 Herdeiros de Izabel Soares dcAl-
meida. ........I83OOO
17 Joaquim Ribeiro Pontos. '. 543000
19 Viuva e herdeiros de Jo3o Piros
Ferreira.........363000
21 Manoel Romao de Carvalho. 7.53000
23 Irfnandade das almas do Rocifc. (iK.yiiH)
25 Dr. Ignacio Nery da Fonseca. 8130(10
27 Padre Joao Antonio Gatfo. 1239000
29 Anionio Cordeiro da Cunha. 6O3OOO
31 Joao Pinto de Queiroz e herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. 219600
33 Joao do Rosario Guimaraes Ma-
ehado......." 723600
35 Antonio Luiz ionralves Ferreira. 753000
37 Juliao PorlelPa.......329500
39 Joaquim Francisco de Azevedo. 453000
41 Fraucisca Candida- de Miranda. 6O3OOO
Rs. 3:0063753
h para constar se mandou afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da lliesooraria pro-
vincial de Pernambuco 14 de marco de 1855.O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, sorvindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo do dispos-
to no arl. 34 da lei provincial n. 129, manda fazer
publico para conhecimenlo dos autores hypolheca-
rios, e quaesqaer u>tercssados,que foi desappropriado
a Jos Jacinlho da Silveira um silio na estrada d.rs
Kemedios pela quantia de .5503; e que o respeclivo
proprielario lem de ser pago do que se Ihe deve por
semclh.uitc desappropriarao, logo que terminar o
prazo de 15 dias contados da dala desle, que he dado
para as reclamar." os.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secrclaria da thesouraria provincial do Pernam-
buco 17 de marco de 1855*. O secretario Antonio
Ferreira 'l'A.iniiu iciarJ...
O Illm. Sr. contador sorvindo do inspector da
Ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da resolu-
to da junta da fazenda, manda fazer publico que
no dia 12 do corro te vai noiame'nte a prara a obra
do 8." lanfo da estrada da Escada.
E para constar se mandou ailitar o presento e pu-
blicar pelo Diario
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de abril de 1855.O secretario, A. F. d'An-
nunciariio
O Illm. Sr. contador sorvindo de inspector da
thesouraria provincial, cm comprimenlo da resolu-
eao da junta ala fazenda, manda fazer publico que
no dia 19 do corrente.vai uovamcule a prara a obra
dos reparos urgentes do assudc de Caruar.
E para constarse mandou ailitar o presente e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de abril de 855.O secretario, ./. F. da
Annunciarao. .
O Dr. M inoid Filippc da Fonceca, juiz municipal
supplente da primeira vara da cidade do Recife
de Pernambuco, por S. M. I. e Constitucional,
quo Dos guarde ele.
Faro saber que n> dia 15 do andanle mez, pelas
II horas, so lem do reunir no paco da cmara mu-
nicipal desla cidade, o consolho municipal de re-
curso na forma do irligo 36 da lei n. 387 de 19 de
agosto de 1846. E para constar mandei passar o
presente quesera publicado pela imprensa.
Dado epassado nesla cidade do Recife de Pernam-
buco, aos 7 de abril de 1855. Eu Joao Saraiva do
Araujo Galvao, escrivao o escrevi.
.Manoel FiUppe da Fonceca.
DECLARACOES
1 Carlas seguas vndas do sul para os seuhores :
Anionio Ricardo do Reg. Cliadio Dabeut, Daniel
Eduardo Gouvca Portugal, Francisco Maria Sodr
Pereira, Gt*ta & Leile. Joaquim Ignacio Clemente
Almeida Sarinho, Jos Antonio de Andrade,'Jos
Narciso Camello, Man ud Alves Guerra Jnior, No-
vaes C.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio desla
prorincia se faz publico, quo o Sr. Francisco de
Paula Fiaueira do Saloia, cidad.1o brasileiro, do-
miciliado na cidado do Sobral, provincia do Cear,
se malriculnu ueste tribunal na qualidade de com-
mercianle dejrosso tralo o a rclalho; oolro sim,
que so rcuislacam o brigue Adolpho cora 212 tonela-
das c a lancha Flor do Rio Grande com 42, aquel-
le propriedade de Manoel Percira do S, cidadao
brasileiro domiciliado nesla cidade, o esta proprieda-
do de Antonio Jos da Cosa, cidadao brasiloiro do-
miciliado no Rio Grand'i do Norlo.
Soerttnrii do tribuna do commercio da provin-
cia de Pernambuco, 3 de abril de 1855__O secreta-
rio, ir Antonio Siqueira.
O conseibo de a.lminislrarao de fardaroenlo
do corpo de polica precisa comprar, para as praras
ao mesmo corpo, 400 pares de sapatos : as pessas
qoe so propozerem vender deverSo comparecer no
dia 11 do correnle pelo meio dia, na respectiva se-
Quartc! do corpo de polica na fortaleza das Cinco
Ponas 8 de abril de 1855. lipiphanio Dorges de
Metieses Doria, tenenle-secrelario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma e da'
lettras obre o Rio de Janeiro Banco de
Pernambuco 7 de abril de 1855.O se-
cretario da direccao, Joo Ignacio de
Medeiros Reg.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho de direcoOo convida os Srs. accionistas a
rcalisarem a quarla prestacio de 10 por % sobre o nu-
mero de accoes que Ihe perlcncem, at ao dia 15 de
abril protimo ; o'eucarrecado dos recebimentos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 20.
Tendo osla repartirn precisSo de bous odiciaes
de pedreiro para as suas obras ; manda o Illm. Sr.
inspector convidar a quem qiieira assim nella em-
pregar-se a aprescnlar-se-lhe cora loda a brevidade.
Inspcrco do arsenal de marinha de Pernambuco 3
de abril de 1855.O secrelario, Alejandre Rodri-
gues dos Anjos.
Descripcao da hoia baliza collorada no extremo
aos baixos de Olinda,
Na direcrao Lessueste Oesnorocste da pona de O-
linda, acha-se collocada urna boia indicando os bai-
tos do mesmo nomo, halisada da maneia se-
guinle :
Sua configurar,ao de urna pyramide roica lom a
altura de 12 palmos e 8 pollegadas do nivel do mar
ao verlice, c na sua base a rircumferencia corres-
ponde ao dimetro de 10 palmos e 6 pollesadas. Sua
cir do um branco claro se destaca inmediatamente
das boias do banco do Inglez, sendo nesle, a; do nor-
te rajj.la de branco c escarale em liras perpendi-
culares, e a do sul de edl vormelha. Acha-se olla si-
ta sobre um fundo do areia grossa vormelha. em 5
brabas na baita-mar media, para Ierra dola cousa
de urnas :tO bracas principiam npparecer algumas
lages solas, mas ao nivel do fundo, e quem 240
tiraras se enrojilra o maissecco dos baitos de Olin-
da, viudo a boia a Bear fra 2# milli.is da costa o 2
e 1 .piarlo do do etlremo norte do banco do In-
glez. Sua posirao se oblcm marcando a torro da S,
na cidado de Olinda (greja mais alta pouco ao N
da qual se acha o coqueiro rcinarcavcl; por 63" .\ O,
o pao da bandeira do forlc do Buraco, por 73" S O,
e a torro do arsenal de marinha por 57" S O, rumos
esles lodos magnclicos, sendo a variarao da agullia
com que foram observados 9o N O.
.Marrando-;, norle-sut verdadeiro por Tora dola
se poder.i navegar livrcmenle n.lo s safo dos bai-
tos por ella indicado! como do banco do Inglez, e
dos da lluba (ConlinuaCsio dos baitos que das Can-
didas se prolongan] at a barreta de S. Jos): e ta-
ifas as Yczes que so fizer corresponder o cq,qucro
remarcavel dcOliu.la, a meio do convenio de 8.
Francisco (greja pouco mais ao norle, >mais ba-
ta que a S) se estar Leslc-Oesle com a boia, a
qoal pode ser vista de dia com lempo claro na dis-
tancia de 5 milhas de cima do convez de qualquer
brigue, e de noile na de 100 ou 200 bracas. Os na-
vios que nao demandara o porto, conven) nao nave-
garen! a ierra da directo cima mencianada, por
quanlo quer nos baitos em frente a Olinda, quer
nos da lluba, em frcnle da ilha do Nogueira, dimi-
nuco fundo ncsles lugares rpidamente.
Capitana do porto de Pernambuco "0 de marfo
de 1855.Eliziirio Anionio dos Santos, capilao do
porlo.
Conforme.O secrelario da capitana, Alexandre
Rodrigues dos Anjos. 1
AVISOS MARTIMOS.
AO MARANHA.
A escuna nacional FLORA vai seguir
com brevidade, tem grande parle do seu
carregamento prompto : para o resto
trtense coro.' os consignatarios Antonio
de Almeida Gomes &C, na ra do Tra-
piche Novo n. 1 (i segundo andar.
ACARACL".
O palhabotc Sobralense, capilao Francisco Jos da
Silva Ralis, segu no dia 7 de abril ; recebe cftraa c
passageiros: Irala-se rom CaelanoCvraco da C. AI.,
ao lado do Corpo Sanio n. 25.
PARA O RIO Di: JANEIRO
segu com rauita brevidade a burea na-
cional Serte, por ter a maior parte da
carga proi iptn, para o resto, passageiros
e escravos abete, para oque tem'excel-
lentes commodos: trate-te com os consig-
natarios Novaes & C, ruado Trapiche 11.
)i, ou com o capitao Jos Maria Ferreira
na praca do Commercio.
6 patacho nacional VALENTE, ca-
pitao Francisco Nicolao de Araujo. segu
para o Rio de Janeiro, domingo 8 do cor-
rente, para escravos a fete, para osquaes
tem excellentes commodos: trata-se com
Novaes & C, ruado Trapiche n. 3i, ou
com o capitao na Prara.
Os abaito ssignados, consignatarios do pata-
cho porlugucz Alfredo, deefaram que o dito navio
pretendo seguir viagem para a ilha de S. Miguel
nesles das, o qncm no mesmo quizer ir de paauRent,
para o que lem ctcellenlcs commodos, dirija-se i
ra do Vigario n. 3.
Johnslon Palcr Companhia.
Os Abaito as!2iiadosciinsi2iialarns do patacho
portuguev. Alfredo, declarara quo os pasnujeirM que
vieram no mesmo navio da Ilha de S. Miguel, o que
anda nao pagaram as suas passagens, queiram fa-
zer antes do dilo navio sabir, nao querendo que os
seus fiadores pasuem. Recife 7 de abril do 1855
Johnslon t'aler & C.
LEILOES
Roslron Rookcr c\- Companhia farao leilo, por
cunta o risco de quem perlencer, c por inlrrvenrao
do agente Oliveira, de diversos voluntes do fazendas
nglezai avariadas. imporladas ltimamente de In-
glaterra : lerca-feira, 10 do correnle, as 10 horas da
manhaa, era sou armazem, no largo do Corpo,Santo,
O agenlc Borja far
leilao em seu armazem
na ra do Collesio n.
13, do diversos objeclos,
consislindocm unOMB-
plelo sorlimenli. do
obras de marcineiria
novas e usadas, um p-
timo apparelho de pra-
la para cha, urna por-
r.1o de quinquilharias do porcellana e de vi.lro, ri-
cas caitas de rharao para voltarele, dilas para cos-
tura o para guardar joias e oulros muilosehjcctos do
.liaran e de oulras qualidades que seria impnssvcl
mencionados o qualro etcellenlcs carros de quatro
rodas mnto novos e de goslo inodernissimo, cujos
se adiaran patentes no mesmo armazem no dia do
leilao, quinla-fcirn 12 do correnle, as 9 horas da
manhaa.
Viclor I.asne, far.i leilo por inlcrvonr'o do
agenle Oliveira, do variado sortiracnlo de fazendas
de algodao, laa, linho o seda, lodas proprias do mer-
cado, e a maior parle rccenlemcnto despachadas :
quarla-feira II do correnle as 10 horas da manhaa!
em seu armazem ra da Cruz do Recife.
T. d'Aquino Fonceca A Filho farao leilao em
loles a cimiento, por eonli e risco de quem perlen-
cer, e por nlervencao do |agenlo Oliveira, de cerca
de 80 barris de vinho linio do mirea muito superior
(nao supponham os fregnezes ser igual ao ordinario
vendido em sen ultimo leilao,) ebrgado protimi-
nenlede Lisboa : quinla-feira 12 do correnle, as |.
horas da manhaa era poni, a porta do armazem di
Sr. Annes Jacome, defronle da nrrada da alfandegao
O agente Oliveira far leila.i em seu escrip!n-
rio ra da Cadea n. 62, por cima do armazem de
fazendi? dos Srs. Fot Brothers, no sabbado 14 do
correnle, ao meio dia em potito, do seguinle : 3
moradas de cusa de pedr e cal em chaos proprios,
livrese desemhararadas, sendo urna do dous andares
osotam, a qual faz esquina para a travesa da ra
do Vigario, e os fundos, frente para a travesea do
Corpo-Santn 2!); urna dila Icrrea na ra do Pilar
11. til, cm Fra de Portas, e outra tambera lerre na
mesma rua n. 69, com solam e ro-inlia fora, e am-
bas com porta., e quintal murado para o lado do
mar : os senhores pretendenles poderio examinar
dils predios, para o que se faz o presente annunrio
com bastante anticiparan.
AVISOS DIVERSOS
Precisa-se de um distribuidor mira
entregar este DIARIO do Mondegoa Api-
pucos: na livraria n. 6 e8 'la praca da
Independencia.
Na taberna da rua da Conccicao n.
6, se dir' quem precisa de urna ama for-
ra ou captiva.
nos, e que d fiador a sua conducta : na
rua Direita n. 27
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Goegio n. 2,
vende-se um completo tortimento
de fazendas, linas e groisas, por
preros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, lano em por-
S como a retnllio, allianrando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estebelccimcnlo
abrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commeiciaes
inglezas, rance/.as, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do(jue se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do que outro. qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimehto convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Arrenda-se um engenho distante desla praca
.". leuuns, o qual esla moente e correnle, lamhein se
vende urna porro de animaes com que moe o mesmo
engenho, dous carrelocs c alguns bois de correia :
quem o pretender, dirija-so a.rua da Penha n. h, que
achara com quem Iralar.
Oflerece-se para ama do serviro interno de una
. asa de liomem solteiro ou viuvo, urna mullier que
lem as babililares neressarias : quem pretender,
dirija-se .1 rua das Cruzes n. 22, 2." andar.
Prcrisa-sc altigar urna prela forra ou captiva,
que sail.a cozinliar, ongoramar e fazer todo o servi-
do de urna rasa de pequona familia : a Iralar 110 pa-
leo do Tereo, sobrado n. 26.
Prerisa-se aluzar um prelo para serviro de ca-
sa 1I0 familia : no aterro da Una-Vista n. 45*.
Precisa se lugar orna ama que sail.a cozinliar
e fazer lodo o mais serviro .le urna casa : no largo
do Tervo 11. i.
Quem precisar de dous pedreiros portusuezes
para faier calcadas ou oulro qualquer servir : di-
rija-se rua das Cruzes n. 38.
Quem precisar de um caiteiro para qualquer
eslabclecimento, menos venda, dirija-se a rua da
Moeda n. 33.
Precisa-se de urna ama do leile sadia c de
boa conducta : na rua do Vigario n. 1, armazem de
cabos.
Pcrdcu-se um annel do o uro rom urna pedra
de diamante, desde a igreja de N. S. do Carmo, pa-
teo, ras eslreila e larga .lo Rosario, praca da Inde-
pendencia ale a rua das Cruzes n. 10 : se alguma
pessoa o arliou e quizor resliluir, leve-o a dila casa
que ser recompensado.
Offerece-se urna mulhcr para ama do casa de
pouca familia, a qual cozinha c faz o mais serviro :
procuro no thealro da rua da Cadeia a Feliciana Ma-
na da Conceirao, que mora era um quarlo do mes-
mo Iheatro.
Ama do leile.
Precisa-se de urna ama de leile que lenlia bom lei-
le e soja sadia, e que nao lenha filhos : na rua Di-
reita n. 06.
Precisa de um mano, que seja forro : na'So-
ledade, casa lo sol e estrella.
ACEITACAO DO METHODO U8TILHO.
Illm. Sr. Francisco de Frcilas Gamboa. Nesla dala
escrevo tambera ao mnr;.i que Ihe fallei, havia de ir
utilisar-se de seus obsequiosos serviros, relativos a
honrosa empreza que orcupa. Dos queira quo elle
pnssa aproveilar de suas lir.es, a ponto que 1110 ani-
me a pr logo em pralira esse methodo, que mo pa-
rrreu lao bom. Do V. S. o mais alenlo, respeilador
criado e obligado, Joaqnim Mando Maciel.
Macei 2. de Janeiro de I8i.
Sr. (.amboa.Amigue senhor. Aqni cheguei com
saude. Eslabelcci o ensisne melhodoCaslilho no 1."
de feverciro, e lenho snffi ido urna auerra continua
mas como lenho franqueado a assislcncia de varias
pessoas as lices lem cedido alguma cousa essa guer-
ra ; mas o que me lem valido, he, os coulinuados
elogiosque \ ,S. lem recebado pelos peripdicos, e jun-
lamenle o professor da Babia, pois com isto parece
ir mclhorando o negocio : eatou com 15 meninos e
4 hornea, e ludo vai as mil maravinhas. De V. S.
amigo ccrlo, Manoe\ Jos de Furia S.
Cidade do Rio Formoso 13 do marco de 18.. i;
i MDANCA DE LOJA.
g A. l.acaze sciemilica anrespeilavel publico 0
' e principalmente aos seus freguezes, que mu- H
*) dou a sua loja do relojociro para a rua da (
-.< prompto para, fazer qualquer concerlo, lano &
t de relogios de algiheira como de parede, etc., &
ele, assim como acbarao um completo sorli- j|
5 monto de relogios de algibeira patentes, suia- &
> sos e liorizonlaos, correnles para dilos, oceu-
los, ele. S
Precisa-se alugar um molequc de H a 16 an-
uos: na rua da Cadeia do Recife n. 18.
PerJeu-se da igreja do Carmo at o
aterro da Boa-Vista, um rosario branco
com um cruciixo de prata novo: quem
o adiar entregue nesta typograpliia que
se dar' o adiado.
ATTENCAO.
Aos Sis. olliciaes da armada.
OBRA EM PORTLCl HZ.
Acha-se no prclp oManual do rommandanle, do
marbimsla, chefe de quarlo e do fo-ui-la, mi Memo-
ria sobre a maneira de conduzir e enlreter as raa-
cliinas marinhas, indicando os deveres de cada em-
pregado da machina em lodas as circumslancias pos-
sivcis, cu.tendo alm disso una explicaran surcinla
das theorias da comdensacaoe da etpansao,
instruccOes mu especiaes sobre as differentes ma-
neiras de cconomisar o combuslivel em viasem ; bem
como a classilcac.ao de lodas as especies de crian.
com preccilos para a escolba do mesmo, seguida de
um vocabulariofrancez, inglez c porluguez, em
que cada termo lio claiamenie ctplicado em porlu-
guez, seaundo o emprego queocecupar na sciencia ;
machinas de vapor, quer cm sua parle Ihcrica
quer na pralira, acninpaiilmda do estampas e laboas
inleressanles, dedicada ao F;tm. ministro da mari-
nha, o conselheiro Jos Maria da Silva Prannos,
por Joao Carlos de Souza Machado, 1. lenle da
armada brasileira, eiigenheiro naval, ex-discipulo da
escola de engenhoiros navaes ero Lorienl (Franca.)
Subsrreve-se na bibliolhcra da marinha, na Ivpn-
grapbia dp Correio Mercantil e na rua do Ouvidor
n. 09. em casa do Sr. arnier, por 2JJ..00, pagos na
anu-ega. Prero da obra dcpois35J00. A obra ssbira
a luz om principios de abril ; ora Pernambuco, rua
do Trapiche Novo n. 17.
Prcvine-se que liraram um l.illiele inteiro e
um meio, ambos da loleria que lem de correr no dia
II de abril ; tirina.los as costas com o nome por
inleiro do abaito assignado, e roga-seaos pagadores
dos premios que; no caso de sabircm os dilos buh-
les premiados, nao pagucm senao a Americo Jan-
sen Taina da Silva Lobo.
No dia sctla-fira 6 do correnle, rucio de
Olinda um ravallo pedrez, pequeo, rom nma cruz
do lado esquerdo. urna marca de cerimum na sar-
neia, duas cicalrizes de cangaiha ; a pessoa que o
arhar leve a rua de S. Francisco, defronle do Iheatro
velho, na cocheira do Sr. Miranda, que se.pagar o
achado ou qualquer despeza que o mesmo cavalto
lenha l'eilo.
A pessoa que por engao ou malicia, na quar-
la-feira em a occasiao do acompanhar a procis dos enrermos na matriz da Boa- Vista, levou um cha-
peo prelo, novo, deitando um velho, queira ir des-
fazer o engao com o guarda da igreja, no prazo de
3 dias, pois jsabe-se a pessoa que o levoo, do con-
trario < hiina se a polica.
lm irmao da irmandado de San-Jote de Riba-
Mar persunta a sociedade das Arles co.n que tormo,
tralo, ou consenso foram aulorisados pela irmanda-
do, para all r.izerem as obras, que all se acora
feilas pela mesma irmandado, escaria mudada, ja-
nellas rasgadas o portas mudadas ; o irmao roca a
sociedade que responda as razos exigidas, etc.
Desappareceu, no dia primeira do correnle, um
quarlan alattO Ciflioclo rom o signac SCgiiiules
Irenteabei la, umas pintas brancas sobro o tombo,
crinas aparadas a lesoura, um lalho no p esquerdo'
sendo o outro e as ntios calcadas, e com a ma'rra-s-
110 quarlo esquerdo : quemo achar pitera levar ..
casa do ,^r. Andr Avelino de Barros, na travessa
da rua Bella, qua ser generosamente recom-
pensado. >
NAVALHASIA CONTENTO E TESOIRAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, esrriptorio de Auci.slo C. do Abrcu, cjnli-
nuam-se I vender a 89OOO o par (proco fito) as ja
bem condecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na et,>osirao
de Londres, as quaes alm de durarem eilraardii-
ramente, naosesentem noroslo na acedo d corlar;
vendem-se com a condirflo de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra resti tu indo-te o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para unhas, feitas pelojftea
mo fakricanle.
LOTERA DO RO OE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
51. do Monte Pi, extrahida em 21 rjaa
marco de 1866.
. Ubi.........20:0004'
5584.........10:0001
4:000*
2:000,y
10
20
60
4720.
i",:,.
f->n,
.1175 ,
903 .
223* ,
2607 ,
5581.
7.
.189 ,
1416,
1810,
."070 ,
192!) ,
5761 ,
x:>,
133
..k;
597,
915,
1175,
1263,
1861 ,
2 i 62 ,
2772,
2952 ,
5510 ,
5672,
5S08 ,
4594,
4561 ,
4655 ,
4900 ,
5140,
5763,
100 premios de
1800 ditos de
mi
3556 ,
957
2460
2875
2019
4261
|29l
2568
425
1025 ,
1435,
2158,
5480 ,
4015 ,
5820. .
89, 525,
446 ,
551 ,
609,
10J4,
1178,
1694,
2048 ,
2652 ,
2880 ,
5085 ,
5473 ,
5777 ,
4103,
4175,
457*3 ,
4708 ,
4918,
5221 ,
5935 .
284 ,
1079,
1709 ,
2256 ,
5551 ,
4886,
590,
463,
573 .
890,
1083 ,
1200 ,
1777 ,
2188,
2662 ,
2917 ,
5205 ,
5528 ,
5805 ,
4248 ,
4551 ,
4610,
4751 ,
4965,
5457 ,
1:000$
400.s'
200,$
1000
m
Acliam-se a venda os novos billietes da
lotera quarla do conservatorio de musica,
(ue ileviucorrer a 4 ou 5 do presente; ai
listas esperamos pelo vapor lluanabara
ou l'ocantinsu, cpie deve aqui chegar a
17 011 18. Os prerriossio pagos logo que
sedistribuam ditas lista.
I'rccisa-se de urna ama torra ou capliva, que
saiba bem cozinliar. para casa de horneen solleiro :
na rua do Queimado n. 40.
C. STARR4C.
r
respetosamente annunciam que no seu extenso es-
labclecimento em Santo Amaro,continuara a fabricar
rom a maior |.cric.rao e prouiplidfto. loda a quaida-,
de de machinismo para o uso da agricultura, na-
vetarao e manufactura; c qoe para maior eommodo
de seus numerosos freguenese do publico em geral,
.teeni aberlo em um dos grandes rmateos do Sr.
Mesquila na rua do Hrum, airar do arsenal do ma-
rinhi
DEPOSITO DE MACBIJAS
construidas no dilo seu eslabelecimeuto.
All acbarao os compradores um completo sorll-
mento de moendas de canna, com todos os melhora-
menlos (alguns dellrs novos e originaos) de que a
experiencia de moitos anuos lem mostrado a neces-
sulade. Machinas de vapor de baixa e alta presado,
taivaa de todo lamanho, lano batidas como fundi-
das, carros de raao e dilos para conduzir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, fornos de ferro balido para farinha, arados de
Trro da mais approvada construccao, fundos para
alambiques, envos e portas para Tomainas, e urna
inlini.lade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposilo etisle urna pessoa
inteligente o habilitada para receber todas as n-
commeudas, ele, etc., que os annunciantes contan-
do com a raparidadedesuas otlicinase machinism,
e pericia de seus olliciaes, se rompromeltem a fazer
etecular, com a maior presteza, perfeielo, e exacla
ciuiforinidade com os modelos ou deseuhos,e inslruc-
coes que Ibes forera fornecidas.
ROB LAIFECTEUR.
O nico autorisado por decisiio do coniclho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendam o Arrobe
.le Laflectcur, como sendo o unico autorisado pelo
governo, e pola real sociedade de medicina. Este
medicamento .Pura goslo agradavel, o fcil a tomar
em sccrelo, esta ein uso na fnariuha real desde mais
de GO anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as sec^es da
pelle, impigens, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, o 1* accidentes dos parios, da idade critica, o da
arrimouia hereditaria dos humores; convm aos ca-
larrhos, a betii^a, as conlracroes, e fraqueza dos
orgaos, procedida do aboso das injecroes ou'de son-
das. Como anti-syphililico, o arrobe cura cm pouco
lempo os Autos recentes ou rebeldes, qoe volvem
incessanles em consequencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, ou das injeccoes qoe representera o
virus sem ueutralisa-lo. O arroba Laflecteur ho
especialmente rerommeiidado contra as doencas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao io.lurelo do
polassio. Lishui.ne. Vende-se na botica de Brrale de
Anionio Feliciano Alves de Azevedo,prac,a de O. Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar urna grande porc,ao
de carrafas arandes e pequeas viudas directamente
de I'aris, de rasa do dito Boj veau-LalfecIeur li, ru
Hichco i Pars. Os formularios dao-se gratis em
casa do agente Silva na praca de 1). Pedro, n. 88.
Porlo, Joaquim Aranjo : Bahia, Lima & rmeos ;
Pernambuco. Soum; Rio de Janeiro, Rocha & li-
Ihos ; el Moreira, loja de drog.is ; Villa Nova, Joao
Pereira de Msales Leile; Rio Grande, Fran de
Paulo Couto A C.
BALSAMO. H0M0GENI0 SYM-
FATHIGO.
I avnravelmentc acolhido em todas ai provincias
do imperio, e tao geral como (lvidamente apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURAVEIS
l'OR HKIO DESTE PORTENTOSO BALSAMO.
I HUIDAS DE TODO O GENERO, anda que
sejam rom lacerai.rs de carne,e queja eslivessem no
estado de chagas chronicas, esponjosas e ptridas.
Loso depois da applica^ao cessam as dores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erisipelas, molestias cu la ueas ou perpe-
tuas, e scirrhos, conhecidos pelo falso nomo dr
do nos peilos, rheumalismo, diclete de lodas as qua-
lidades, 1 .lia, iurharOes e fraqueza as articularon.
QUEIMADL'RAS, qualquor'que seja a' causa e o
objeclo que as produzio.
O MESMO BALSAMO se lem apphcado com a
maior vantagem as molestias seguinles : porm ad-
verle-se que so se devo recorrer a elle em casos ex-
tremos, na falla absoluta ou impossivel de se obler
a assistoncia de m facultativo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpo.
LOMBRIUAS, nao exceptuaudo a teuia ou soli-
taria.
.MORDEDURAS de qualquer especie, inda qoe
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou de barrica, debilidade do eslo-
maco, obslruccao das glndulas, ou enlranhas, e ir-
resularidade un falla da menslrujio ; e sobretudo,
iiill.iinniares db flgado e do bar;o.
AFFECCO'ES do pealo, degeneradas ero principio
de pin sica ele. Vende-se na rua larga do Rosario
n. 36.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar
(holoineu Francisco de Souza. na ru larga do Rosa
rio n. 36 ; garrafas grandes j$*>U e pequen*3)000
IMPRTAME PARA 0 N1LIM.
Para cura de phlisira em todos os seus dilterciites
graos, quer motivada por conslipaefies, tosse, aslh-
ma. pleuriz, escarros de saugue, dr de costados e
peito, palpitarlo no cora^ao, coqueluche,,bronchile
dr nna carcaiita, e (odas as molestias dos orgos pul-
monares.,
CEM MIL REIS DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fula, represen-
ta 1er :K) a 33 anuos, pouco mais ou menos, he mui-
to ladino, costuiua trocar o nome c inlitular-se forro,
e quano se ve perseguido diz que lio desertor ; foi
escravo de Antonio Joso de Saol'Anna, morador no
engenho Caite, ^a rnmarra de Sanio Aulao, do po-
der de quem desappareceu ; esendo capturado e ro-
dilludo a cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno cm 9 de agosto, foi ahi embargado por ete-
cufao de Jos Diaa da Silva Guimaraes, c ol
mente arrematado om praja pu la se-
gunda Vara desla cidade em :lil do meaaaao mez, pelo
abaixo assignado. Os signaos s;o os seguinles : id
de 30 a 3.~> anuos, estatura resnU, rbellos prelos
rarapinhados, cor amlala.la, nos, nariz
grande e grosso, beicos gross.- ule fechadV,
bem barbado, com todos reute; rega-
se at autoridades policiaes, espilles decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e maadem nesla
praca do Recife, na rUa larga do Rosario n. 24, qne
recebcr.i a gratificarlo cina, e protesUconlra quem
o tiver occullo.Manoel de Almeida Lopes.
HEGIVFI
un tu uno


DIARIO DE PERMMBUCO. SEGN 1A FEIRA 9 OE ABRIL DE 1855
y
Antonio Lopes Braja vai a Portugal tratar de
suasaude.
Na ra da Gloria n. 83 ensina-se a
Iraduztr, tallar e escrever perleramente
a lingua ingleza, protnettendo-se un
thodo acil para era pouco lempo o disc-
pulo adqaerir um
Trasp.: la loja da roa da Ca-
rtela do Re > on sem ella, por
i curamode ; paia tratar, na ra do Collegio
Arrenda-se nt do melhores sitios da Torre,
ou vende inmundos precisos :
tratar atrada fc -la n. 13.
AIur. de fazendas : na roa do Queimado n. 7, loja da Es-
trtUa.
Precisa-se de um feitor para um s-
lio : na uta do Trapiche n. 17.
Illin. Sr. inspector da theeooraria geral. -Diz Jos
da Rocha l'aranhos, que em virludo de ordem do
thesouro pnblico nacional, que mandn a informar
i Ihesouraria um requerimcnlo com documentos
e comprobatorios, ria quantia de dous con-
otos mil rcis, que ao supplicantc lie a mesma
dcvcdora, aconleco que leudo o snppli-
i na expectativa, e requerido ja a V. S."
o do auno paseado soluto de urna tal
iiformscao at o prsenle, parece que por urna fala-
lidade, nao tero sido posiivel o supplicanle obter u
lespaclio, apelar de ter ja decorrido um anuo pouro
menos ; pelo que, nao sendo cabivel que as
e liscacs protelem o direito das parles por
lempo indefoido ; por isso, vem o supplicanle
requerer a V. S., que como cliefr desta reparlirao, e
o cargo est n attribuiro de cumprir e fazer
[>rir as deliberarles e orde ns do thcsouro, romo
determina o paragrapho lOdoarl. 31 do decreto n
"'.Va de 20 de novembro de 1850, se dis.no mandar
que e empregado em cojo poder eslAo os documen-
tes e petinSes do supplicanle, para informar manda-
os por V. S. que he o ehefe da 4." sccjaoj Jos
llenrique Machado, di) prnmpto andamento a dita
informaclio afim de que nao fique eternamente se-
esta" pelioo em seo poder, como tein estado
>s documentos e pelires ; com o que far
supplicanle a merecida jaaliga ; e assiro pede
V. S. lhe defira.E. R. Me.
Jos da Rocha Paranhot.
Recife 22 de marco de 1855.
RETMTOS.
o aterrada Boa-Vista n. 4, leiceiro andar, con-
ix-se a tirar retratos pelo syslema crjstalolypo,
com niuita rapidez e perfeic,An.
Hdame Theard, tendo de fazer urna viazem a
Eoropa, avisa aos sen dovedores devirem saldar suas
i na toja da ra Nova n. 32. para lhe evitar de
proceder contra elle judicialmente.
i Sr. Jos de Mello Cesar es-pro-
)rda cmara de Olinda, que venha cnlender-
i os herdeiros de l.uiz Roma, pois hasta de
casaoadas, (cando certo que cm quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sahir este annuncio.
LOTERAS DA PBOVINCIA.
) raiilelisla Salusliano de Aquino Ferreira conti-
i vender hillieles e cautelas as pessoas que com-
>m para negocio, pelos precos abaixo declarado,
na vea que ebegue a quantia de KHtjOOO para ri-
nheiro.vista : pode ser procurado na ra do
! n. 36, segundo andar, das !) al as 12 horas
da manh.la. Os aeus hilhetes e cautelas eslo isen-
toa dos8 por eentodo imposto geral.
Bilherea 58300
Meios 29650
Qoarlos 10350
Oilavnj 675
Decimos >540
-irnos 270
Pernambuco 26 de mareo de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira,
AULA DE LATIM.
3 padre Vicente Ferrer de Alhuquer-
leiundou a sua aula para a ra do Ran-
11, onde continua a receber alum-
nos internoseexternos desdeja' por m-
dico prego como he publico: quem se
quizer utilisar de leu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
a' qualquer hora dos dias uteis.
- Arrenda-se urna loja no aterro da Boa-Visla,
iropria para qualquer eslabelecimvnlo, sendo con-
i catado Sr. Antonio Lu/. Goncalves Ferrei-
ra, e junta a urna loja de cutileiro : o pretendemes
enlendam-se no sobrado por cima da mesma loja, ou
i ra da Cadeia do Recife, sobrado n. 3, primeirn
andar.
iffereee-se um moco brasileiro para escriplo-
rio, o qual sabe bem 1er, escrever e contar, c lem
ns preparatorios : quem de sen prc-timo se qui-
isar annuncic por esta folha ou dirija-se a
ra das Cinco Ponasn. 44.
MASSA ADAMANTINA.
o Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
, dentista francez, chumba os denles com a
a adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posiro tem a vantagera de eneber sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do dente, adqueriudn
em poneos instantes solidez icual a da pedra mais
t,e pr.irnette restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
CONSULTORIO DOS POBRES
SO mu OA 1 ARSAB 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres desde 9 horas da
inanliaa aleo nieio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do (lia ou nuile.
OQerece-se igualmente para praliQar qualquer operacao do riruruia. e acudir promptamente a qual-
quer mullier (pie esleja mal de parto, e cujas circunstancia n3o permittam pagar ao medico.
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OU
VADE-MECl'M DO ($
IIOMEOPATHA. $
Mclhodo conciso, claro e seguro de cu- )
rar homeopticamente todas as molestias Z
que affligem a especie humana, e part- V/
cularmente aquellas que reinam no Bra- (A
sil, redigido secundo os melhores trata- 12
dos de homeopalbia, tanto europeos como V>
americanos, e seeundo a propria experi- encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera Jz
Pinhci. Esta obra he hoje reconhecida co- (ffl
mu a melhor Je todas que tralam daappli- /
cacito homeopalhica no curativo das mo- leslias. Os curiosos, principalmente, nao (j)
podem dar um passo seguro sem possui-la e .
consulta-la. Os pois do familias, ns senho- 'B?
res de engenho, sacerdoles. viajantes, ca- (A)
pitaes de navios, scrlanejoselc. etc., devem ,*
le-la miin para occorrer promptamente a i
qualquer caso de moleslia. * Dous volnmes cm brocliura por 108000 J
d encadernados 119000
\"ende-se nicamente cm casa do autor,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 68 A.
Esta obra, a mais importante de todas as quetratam do esludo e pralica da homeopalbia, por ser unir
conlm a base fundamental Cesta doutrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAL' DEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que quierem
experimentar a i'ootrina de Hahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores deensenho que estao lonee dos recursos ilos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
qne urna on oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumstancia, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in. continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha 00 tradcelo da medicina domestica do Dr. Herinc,
obra lamhem til s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalbia, um \ ulti-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10KK>0
O diccionario dos termos de medicina, cirureia, anatoma, etc., etc., encardenado. 38000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralia da
homeopalhia, e o proprielario desle estabelecimento se lisoneeia de te-lo o mais bem montado possivel e
nincuem duvida hoje da erando superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 111 los grandes...............
Uoliras de 24 medicamentos cm glbulos, a 109, 128 e 15$000 rg.
Ditas 36 ditos a............
Ditas 48 ditos a............
Ditas 60 ditos a............
Ditas 144 ditos a............
Tubos avulsos.......... ........
Frascos de meia mira de lindura.............
Ditos de verdadeira lindura a rnica...........
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamanhos.
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamenloscom loda a brevda-
de e por precos muilo commodos.
Casa de consignarao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e rerebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de rommssao, tanto para a
provincia como para Cora della, offerecendo-ae para
sso loda a seguraura precisa para os dilos escravos.
O Sr. Joaquim F'errcira da Silva Jnior tem
urna carta na ra do Amorim n. 39.
Jolo Rodrigdes Branco c Francisco Marques
da_Assmupc.ao, subdisosportuguezes,retiram-se para
a Europa.
Guilherme Selle, ignorando quem sejam os
donos das madeiras existentes sobre o seu terreno de
marinha, no caes do Ramos, fundo da travesea do
Carioca, roga aos mesmos o obsequio de tira-las com
brevidade, por ir fazer obras no dito lerreno.
Precisa-se alugar urna preta captiva, que saiba
cozinhar o diario de urna casa :'na ra da Senzala
Nova n. 22.
Ja' chefjaram as seguintessementes
de ortalices das melhores qualidades que
rbanos brancos, ditos encarnados,
e encarnados, alface
e alemaa, repolho, tomates,
anco e roxo, couves, trincalida,
aboia elombarda; salsa, pimpinela, x-
coria, cebla de Setubal, sinondas, s'ujc-
relha, selgas.ervilha torta, dita dirata e
genoveza, dita de Angola, feijaocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, e um grande sortimento das melho-
res sementes de flores da Ew-opa : na ra
da Cruz n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco Martins.
ALHANAK M\ \m.
Sahiraiu a luz as lolliinhas de algil>e-
ra com o almanak. administrativo, mer-
cantil, agricola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
4(10 paginas: veude-sc a ,">00 rs., na li-
viana n. 6 e 8 da piara da Indepen-
dencia.
CAHBRAIAS VARSOVIANAS
A 4,S00 O CORTE.
Acaba de chegar um novo sorlimento do lindos
corles de cainbraias Varsovianas para vestidos de se-
nhura, de aoslo escossez, e se vendem na ra do
Oueimado loja n. 17 ao pe da bolica, a48500 rs. cada
corle, dinheiro a vista.

PUBLICACAO'.
Acba-se no prelo e breve sabir luz urna
nleressanle obra intilulada Manual do ;g
% Guarda Nacional on collecrSo de todas as lcis,
9 regalamentos, ordens o avisos conceruente
esma Guarda, (muitos dos quaes escapa- $$
ram de ser mencionados as colleccoes de
Qt lei): desde a sua nova organisa^ao al 31 de
3S dezembro de 1854, relativos nao s ao proces-
(*j so ila qualilicarao, recurso de revista, ele, A
^ ele, senao a economa dos corpos, orjanisa-
O) cao por municipios, bilalhoes, coinpauhias,
U de mappas, modelas, etc. ele. ele. Subsrre- $
% ve-se a 3000 para os assisnantes, c (laTHHl
41 para o que nSo o forem : 110 paleo do Car- **
mo n. 9, primeiro andar. A
?f:S!S;
8 4. Mt DEXTISTA, 8
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
@s@@es
LOTERAS DA PROVINCIA
As rodas da lotera de
N. S. do Guadalupe, an-
damimpreterivelmente no
dia 11 de abril.O tlie-
soureiro, F. Antonio de
Oliveira.
Precisa-se de um prelo escravo para o servido
de urna casa de pouca familia : na ra da Cadeia do
Recife n. 10.
fovos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. .'.......203000
Tesle, rroleslias dos meninos.....65OOO
Herios, homeopalbia domestica.....
Jahr, pliarmacopa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas. ......
Jahr, molestias da pe le.......
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Ilarthmann, Iralado completo das molcslias
dos meninos...........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayollc, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Cacling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyaleo/.......
Aulas completo de anatnmia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripjo
de todas as parles do carpo humano .
73000
65000
16JO00
63000
3000
I63OOO
108000
83000
73000
63000
43000
IO3OOO
lia
rabanetes brancos
repolhuda
nabo br
s
Precisa-se de urna ama de leite:
na ra da Autora n. V2, primeiro andar.
ASPHALTO.
Escriptorioda fabrica de asphal to, tra-
vesa doCarmon. 10.
.RA DO CRESPN. 21.
Ha tiesta loja milito superiores charu-
tos de San Flix, provincia da Babia, e
adverte-se que o preco agrada aos com-
pradores.
O Sr. Angelo Custodio da Luz quei-
ra apparecer na ra .do Cabuga' n. J B
ou annunciar sua morada para ser pro-
cutado. *
W Augusto Carneiro Monteiro da tt
(fo Silva Santos, Dr. em medicina. ^S)
^ reside- no aterro da Boa Vistan. iA
(jj 33, segundo anda
i
JoaoSalernoToscanodeAlineida, mo-
rador no Rio de Janeiro, ra da Assem-
bla canto da ruada Misericordia, se en-
ega de procurar todos os papis ten-
dente as secretarias: patentes de ofliciaes
linha e da guarda nacional, cartas de
embargadores, de juizes de direito,
nunicipaes, rerpocoes dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentos e to-
dos os mais de que se haja mister pelas
secretarias, tliesouro econselho supremo
militar, etc., etc. O mesmo Saierno se
encarrega desnacommissoes, urna vez que
se ihe adiante os dinheiros necessarios pa-
ra esse im, certo de que servil a' com
promptidfto a toda as pessoas que quize-
rem ter a bondade efavor dse utilisarem
de seu prestimo.
^Precisa-e de urna ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 2(i,
por cima da cocheira.
O abaixo assienado, ofTerece o seu prestimo a
quem se quizer utilisar para tirar guias do juizo dos
l'eiloi da fazenda, tanto da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessoalmenlca nao podem
lirar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
das : qoem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
;;ares seguintes : Hecife, ra da Cadeia loja 11. 39,
ra da Cruz n. .56, pateo do Trro n. 19, ra do I.i-
vramenlo n. 22, pra?a da Independencia n. 4, ra
Nova h. 4, prara da Boa-Visla n. 24, onde serao
procurados o hilhetes e as pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na roa da Gloria n. 10 casa
do annunriante.Macariia de Luna Feire.
LOTERA DE N. S. DE (ilJADELt-
PE DE OLNDA.
AOS 5:0003000, 2:0008000, E 1:0003000.
Corre indubitavelmente quarta-feira 11
de abril.
O catilelUta Salusliano de Aquino Ferreira, avisa
.10 respailiivel publico, que os seus bilheles e can-
lelas estao isenlos do descont de 8 por cento do im-
posto farad no acto do pagamento sobre os tres pr>-
moiros premios (raudes. Achain-se a venda nos
suaslojas : ra da Cadeia do Recife n. 24 e 45, na
praja do Independencia n. 37 c 39, ra do l.ivra-
menloii.22, ra Nova n. 16. ra do Queimado n.
.Ke4*, e ruado Cabug n. 11.
Bilheles 5500 receber por inleiro 5:000
Meios 23800 a 2:5008
nuartos 1- 1:230>
(tilaros 730 n (;-_.-,>
Derim.-w 600 a SO0&
Vlgessfmo 320 2503
-- Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro an-
uonfroBte o escriplorio dos Srs. Barroca & (>s-
iro, despacham-se navios, quer nacionaes ou estran-
geir.is, com loda a promplidao ; bem como liram-se
nassaportes para fra do imperio, por precos mais
commodos do que em oulra qualquer parle, e sem o
menor trabalhedos preleodenles, que podem tratar
das 8 da nianW as 4 hora da larde.
308000
vedem-se lodos estes livros'no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Novado. 50 pri-
meiro andar.
LOTERA DE N. S. DE GUADELLPE.
Aos 5:0003000, 2:0003000, 1:0008000
Os bilheles e cautelas do caulelista Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior lao afortunados pelas
frequenles vezes que lem dado as sorles grandes, co-
mo recommcodados por serem pagos os premios
grandes por inleiro sem descont algum, acham-sc a
disposrao do respeilavel publico, as seguiules lo-
jas : prara da Independencia n. 4, 13 e 15, e 40, na
do Queimado n. 37 A, e em outras mais do coslume:
asnillas da referida lotera andam impreterivelmen-
le em.TI de abril era o consistorio da igreja dos M-
lilares.
59500 Recebe por inleiro
238OO
18440
720
600
320
Precisa-se alugar urna preta forra ou captiva.
que saiba cozinhar, engomraar, e fa^a lodo mais ser-
vido de urna casa de pequea familia : a tratar na
ra estrella do Bosario n. 2.
Aluga-se um excellenle sobrado,com boa visla
e urande quintal para o lado do pantano, para ludo
quanto se queira plantar, e com agua ao p. silo no
lugar do Arrumbado, em Olinda : quem o preten-
der, falle na roa de Apollo, armazn n. 30.
Alugam-ie 2 grandes armazens, ilos na mi do
Brum, untos a fundirn do Sr. lio man : quem
preleifder, falle na ra de Apollo, armazem 11. 30.
Bilheles inleiros
Meios bilheles
Ooarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
5:0009
2:5003
1:2503
6253
5008
0 I 250
O caulelista Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior oflerece os seus bilheles e Cautelas as pessoas
que costumam comprar para negocio nesla cidade e
para fra, aos preros abaixo, sendo em porro de
IOO3OOO para cima e a dinheiro visla, em sen es-
criplorio, na ra do Collegio n. 21, primeiro andar.
tullirles inteiros 58300
Meios bilheles 23650
Q'iarlos 1:o
Oilavos G75
Decimos 540
Vigsimos 270
Precisa-se de um feilor e administrador para
um sitio perlo da praca, ao qual da-se bom ordena-
do : qnem pretender, dirija-se ra da Cadeia Ve-
llia n. 16.
Precisa-se alugar urna preta de boa
conducta para casa estrangeira, que sai-
ba engommar, para andar com meninos:
na ra da Cruz n. 10.
DEBTISTA,
Paulo Gaignoux, dentista francez, estabele
9 cido na ra larga do Rosario n. 36, sesnndo
& andar, collora denles com geneivasartificiaes,
ti e dentadura completa, ou parte della, com a J
@ presso do ar.
9. Rosario n. .'6 scgundo-andar.
11 M t i I 9 si
O Dr. Lobo Moscoso mudou-se pa-
a a ra Nova n. 50, primeiro andar.
CHAPEOS A DE MOLLA.
Na fabrica e loja de chapeos da ra Nova n. l,
ha chegado urna nova factura de chapeos de molla
e sua qualidade he mais superior que nesles esta-
beleriroenlos tem liavido, e por querer satisfazer as
pessoas que prnruraram antes de os ter. faz o pre-
sente para lembrar queesiao tendo grande extraegao,
e que devem vir comprar antes qae se acabem.
Tambem ha de muito bom gusto chapeos de fellro
de lodas as cores para ereanra, dilos de dito com
enfeites e sem ellcs para meninos, ditos de ditos de
lodas as cores para homem, dilos amazonas muito
modernos para senliora, ditos de rastqrina copa bai-
xa, com pello de differcnles cores para homem, fa-
zenda esla ha muilo nao apparecida oeste mercado,
c toulra* muitas (azoadas proprias do ulabelecb-
ment.
Qoem quizer comprar 00 fazer qualquer oulro
negocio com urna parte de pouco mais de 4OOJO00 no
sitio da Capellinha. que foi do fallecido Sebasliao
dos Oculos, avahado em 5:0008000, apparera na ra
do l.ivramento, em casa de Correia A Irmios.
Precisa-se sacar at a quanlia de 5:500$000
pagavel em Lisboa : a quem convier fazor tal lian-
sacrAii, dirija-se .1 ra larga do Rosario n. 48, se-
gundo andar, qae fe dir quem taz este negocio.
Precisa-se alagar um silio com taca decenle
para familia, que fique perlo da praca, e que lenha
lianho, cedendo-se a morada de um segundo andar
na ra larga do Rosario : a quem convier, lrala-se
na ra, de Apollo n. 13.
111 1 IlJllll
Kquissinios corle* de rhal\ do seda do novo de-
senhos e cores delicailissimas, por preco rommodo:
na ra do Queimado loja n. 17, ao p da botica.
LA A ESCOSSEZA O MELPO-
MENE, A 320 0 COVADO.
\ende-se, por haver porrflo dcsla fazenda propria
para roupoes e veslidn de senlioras e meninos, pe-
lo barato prego de urna pataca cada covdo : na ra
do Queimado luja n. 17, ao peda bolica. Esla fa-
zenda he de muila duraran, e nunca se vcuileu por
13o barato prero.
ALPACAS DE QtADROS E DE
LISTRVS DE SEDA A 4 1)00 RS.
Vende-se poresle baralissimo prero para liquida-
'io de conlV, na ra do Queimado'ioja n. 17 ao
pe da bolica, assim como urna porrn de cassas
frauce/.as linas o de cores fixas a 320 e 100 rs. o co-
vdo.
RISCADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.
Vende-se na ra do Queimado loja n. 17 ao p
9a botica, riscados escures com lislras de seda, pro-
prios para veslidos e roupoes para senlioras e me-
ninos, pelo barato prero de urna pataca cada cov-
do, para ullimacao de contas.
Vendem-se lodos os perlences de urna taberna,
consislindo.em balcao, balanra de Human & Compa-
nhia, pesos, medidas, caixoes e canleirns muito se-
guros, ludo por prego commndo, e lambem se vende
cada urna cousa de per si : a tratar na ra da Ma-
dre de Dos n. 36. Na mesma casa vende-se urna
porc.Ao de sement de trigo para quem quizer plan-
| Para acabar a S.sOOO rs.
g Chapeos de seda para senliora guarnecidos S
f^ de bico de bloud, flores e plumas a 83 rada
$ um : na ra do Crespo, loja amarella n. 4.
@@3$ essia@
Vende-se a casa terrea de 2 portas e 1 janella,
na rna de Aguas-Verdes, lado da sombra u. 82, a
qua| tem no fundo urna onlia de porta e janella, e
um quarto com urna porta com frenle para a ra de
Hortas, ludo em chaos proprios, sendo a rasa da rna
de Agoas-Verrierde paredes deliradas, propria para
levantar sobrado ; a pessia que a rrrclender, dirija-
se ra da Mangnetra n. 9, na Boa-Vitla, ou no
(rapicliedo algndao, que achara com quem tratar.
GASE A POM'ADOIR.
Chegou pela aGenevieve um.i fazenda inleiramen-
te nova, loda de seda, campo arrendado, com qua-
dros largos elislras atMlinadas, encantadora visla, e
ultimo goslo em l'aris, com o nome Gase a Pompa-
dour : vende-se uuicameulc na ra do Queiliiado n.
19, pelo baralissimo preco de 18200 o covado ; e
dao-se amostras com penhor.
Vende-se rera de carnauba cm maiores e me-
nores porrOes na ra do Vig.Wio n. 5.
PECHINCHA IGUAL SO' NA
CALIFORNIA. OU NO PAS-
SEIO PUBLICO N. 9.
Vendem-se pecs de ma-
(Japohio de 4 palillo1 de
largura pelo barato pre-
co deSOO, l 000, 2#00.
5.^200 e 5^500- a ellas
que sao poucas a vista dos
ARADOS DE FERKO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se para vender ara
dos a ferro de ''.-lir- qualidade.
Na rita do Amorim n. 41, vendem-
se ossejjuintes jjeneros, os mais superioresl
que vem a este mercado e por coir.modo
pretjo:
Vinho miiscatelembarris de ra!) ranada.
Cliam|)agne.
Cha' de San Paulo, caixasde 2 a 20 librat.
Chocolate franec/.r.
GaiTafoes com cevadinlia.
(mira fres com sap.
Estatua para jardim.
Vasos para jardim e cemiterio.
Galoes, trinas, etpiguHha e volantes para
armadores.
Vende-se tima parte do sobrado sito
na rita do Vicario n. 17 ou hypotheca-se :
quem o pretender dirija-se a' ra Concei-
rao n. 5.
FARINHA DA TERRA.
\ endem-se saceos com tarinha da tr-
ra nova e bem torrada, arroz de casca e
pilado : na rita da Cadeia do Recife n. 2r>.
POR SEllUI.AS VELI1AS A 33000 e .lajOOfl O
PAR. QUEM DEIXARA' HE COMPRAR.
A' moda, pecbiucba de borzeauins e sapatfies de
luslre franceies para homem, dilos de bezerro e de
lustre de Nanles, tanto para homem como para me-
nino, milito proprios para a cslarao presente, alcm
dUto um novo e complelo sorlimento de calcados de
lodas as qualidades, tanto para homem como para
senliora, meninos e meninas, ludo por preco muilo
rommodo. a troco de sedlas vclhas : no aterro da
Boa-Vista, defroute da bouecan. 11.
Manuel 'lavares Cordeiro lem para vender fu-
mo para charutos de lodas as qualidades, gigos com
champagne em garrafas, e meias, do melhor aulor,
e outros mais gneros : no armazem n. 18, na tra-
vessa da Madre de Dos.
Fumo cm folha.
Vende-se superior fmnnem folha, fardos peque-
nos, a 5vSKH) a arroba, a dinheiro : nos armazens de
Rosas, na Iravessa da Madre de Dos n. 13, e na rna
do Amorim n. 11, de Francisco Guedes de Araujo.
Vendem-se 4 escravas, sendo 3 crioulas, de 10
a 20 anuos, de bonitas lisuras, e umadenarao.de
meia idade, ptima quilandeira : na na de Hortas
n. 60.
Na ra do Trapichen. 16, escriptorio
dcRrandera Brandis&C-, vende-se por
precos po/.oaveis.
Lonas, a imitacao das de Russia, de
muito boa ijualklade:
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em caneas sortidas, mui-
to propriopara forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feitto ele-
gante
Tapetes linos.
. Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente sec-
cante.
Vendem-se na loja da ra do Graspo n. 3, as
fazendas abaito mencionadas, qoe, por sua boa qua-
lidade e mdicos preros, merecem a atiendo do pu-
blico.
Chapeos de sol de seda a 5000
Canal de diversas cores, a vara
Chales de laa coo barra a 3500
Merin-selim prolo, o covado ijtHO
Corles de caseroira de cores a .")?(KI0
Bom sortimento de btins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brim francez de quadros a 640 a vara,
dilo a 000 rs., dilo a 1JB80. riscaite le listras de cor,
propno para n meimu lim a 160 o covado : na ra
do Crespo o. 6.
Vende-se urna balanca romana rom lodos o
mis perlences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se a ra da Cruz, irm.izam n. 4.
Vende-se muito bom licite : na roa Direila n.
12!), primeiro andar.
fa rna do Vigario n. 10, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de I.isbopela barca Ora-
tidao.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da allandcga, e para pl-
enes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.'
Cobertores escuros a 720 rs., dilos grandes a 18200
rs., ditos brancos de algodilode pello e sem elle,
mitarao dos de papa, a 1J200 rs. : na loja da rui
"o Crespo n. 6.
CAL YIRGEH.
DE
LOTERA DE N. S. DE GLADELUPE
OLINDA.
O cautelisla Antonio da Silva Gnimares faz sci-
eule ao publico, que tem exposlo a venda, no aterro
da Boa- Visla u. 18, as suas cautelas e bilheles da lo-
leria cima, a, qual corre no dia 11 de abril cor-
rele.
Bilheles 5S500
Meios 25800
Quarlos 19440
Quiulos 15300
Oilavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320
N. B. O cautelisla cima garao'.e nicamente os
bilheles inleiros, pagando sem descomo dos 8", os
premios maiores.
Chapeos de mas-
sa franceza.
Na rna Nova n. 44, ha nm grande sorlimento da
fazenda cima mencionada, e sua qualidade he su-
perfina aos que ha presentemente ni mercado, assim
como tambem ha de muilo bom gosto eformas mui-
lo modernas, chapeos de castor branco inglezes, di-
tos de castor (Thibett) sem pello, ditos de castor
branco com pello, sendo brancj e prelo, e ludo por
prero ra/.oavel.
COLLEGIO PARA MENINOS, EMWAN-
SBECK, SUBURBIO DE H AM-
URCO.
O abaixo nssigoado tem a honra de participar ao
publico, que mudou o seu colleg o nesle anuo, de
Hamburgo para Wandsbeck, e est agora habilitado
de poder aceitar mais alguna pensionistas. A silua-
580 do lugar be a mais saudavel de lodos os arrabal-
des de Hamburgo, ea dislancia dessa cidade permu-
te o gozo de todas as vantagens das cidades grandes,
assim como ella impossibifha o gozo das desvauta-
gens para meninos. Ao entrar uo collegio os meni-
nos nao devem ler excedido a idade de 10 anuos, e
maior cuidado e zelo se empregarn cm favor delles,
nflo s para o seu bem phvsico como iulellectual.
Elles lerao li;6es em todas as lincuas modernas, his-
toria, geographia, historia natural, malhemalica,
assim como os principios necessarios para o commcr-
cio, 011 as linguas antigs, sciencia das anliguida-
des, pbilosophia, etc., como preparos para o astado
na universidade. As despezas do ensillo, sustento e
casa i 111 pon,-.ni em 1,000 marcos,5005000 pouco
mais ou meuos. Os pais deverao dar roupa, laa
como pagar msica e ensino de dansa, caso o dese-
jein.C. II olcksUausen.
Este collegio podemos rccommeddar as pessoas que
queiram dar urna educado exemplar aos seus lilbos,
por ser um dos melhores na Allcmanba, e ollerece-
mo-nos a dar lodas as informarles a quem precisar :
na ra da Cruz n. 10.
Aluga-se 011 vende-se urna casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
bara, quartos para feitor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
Precisa-se de nnia ama de toa conducta, para
todo serviro interno de urna casa ie pouca familia :
quem pretender, dirija-se roa diSebo o. 37.
COMPRAS.
Compra-se urna casa lerrea ?m qualquer das
roas da freguezia de Sanio Anlonio ou S. Jos, que
oseo valor nao exceda a mais de 1:0009 rs.: quem a
liver diriga-te a Prara da Independencia n. 14 e 16,
que achara com qoem tratar.
freguezes.
CONDECAS PARA ROUPA SUJA DE
DIVERSOS TAMANHOS.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife
n. 48, primeiro andar.
Vejade-se vinlio*de Aguas Verdes n. 8(, primeiro andar.
Vende-se cera de carnauba e vellas
em potrao e a reta I lio e pennas de ema :
na 1 ua do Oueimado n. 39. ,
AOS SRS. DE ENGENHO.
COM PEQUERO TOQUE DE AYARIA.
Baeta encamada e amarella a 500 rs. o covado :
na roa do Crespo loja da esquina, que volla para a
Cadeia.
PATOS FINOS.
Superiores pannos finos, cor de caf, de vinho,
bronze c verde i proprios para palitos fc sobre-casa-
cas a 4 rs. o covado : vendem^c na loja de 4 por-
tas na ra do Queimado n. 10.
VESTIDOS A 2:000 RIS.
Cortes de vestidos de chita larga franceza, padres
de cassa a 2 rs. cada um : vendem-se na loja de 4
portas da rna do Queimado n. 10.
VESTIDOS DE SEDA.
Na loja de i portas da ru do Queimado n. 10lia
para vender um completo sorlimento de corles de
veslidos de seda de cores, superior qualidade, mo-
dernos goslos e por preso .muilo em coala.
MIJITO BARATO.
Cortes de cassas de cores proprias para mosque-
leiros a l.-liMO rs. cada pessa : na luja de 4 portas da
ra do Queimado n. 10.
Vende-se a taberna da ra dos Pires n. 28, com
pouco fundo o muilo afreguezada, propria para al
guin principiante : a fallar no ateiro da Boa-Visl
n. 14.
Joa-Visy
Vende-se urna esrrava crioula de 30 anuos
com algumas hahilidades, com um lilho crioulo de
i anuos e urna negrinba de 2 mezes : na ra das
Cruzo- n. 2.
Vende-se o novo melhodo pralico e Ibeoricn
da lingiia franreza por I.. A. Iturcain, chesado l-
timamente do Rio de Janeiro : na run larga do Ro-
zarlo n. AS, loja do Cardeal.
Vende-se um oplimo cavalloprelo mnilo gordo
com s ps calcados e bom andador de bailo a meio,
por prero muito commodo : quem pretender diri-
ja-se a nm Direita n. 7G para ver, e para tratar na
ra do Collegio n. 1.*> armazem.
TAINAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora etn Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e def'ron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento- de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logare
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de desbeza. O
precos sao' os mais commodos.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
Venden-te na botica di Itartholomeu Francisco
de Souza, ra larga do Rosario n. 36, por menor
prcfO que em oulra qualquer parte.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HVGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e bvgieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ra da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-lino. .'. 800 a lib.
Superior.. 640
Fino .... 500
Moinhos de vento
'omhombasderepuTo para regar borlas eibaixa,
decapim, nafnndicade D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8 c 10.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se sopenor cemento em harricas e a rela-
II10, no armazem da ni da Cadeia de Santo Anlo-
nio de materiaes por preco mais em conla.
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na ra do Crespo,loja da esquiua que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores oscuros, proprios para
escravos. a 7:20, ditos Brandes, bem encorpados, a
I~^mi, ditos brancos a 19200, ditos com pello imi-
audo os de laa a I .-SO, ditos de lila a ,-iOO cada
um.
CAL DE LISBOA A 4jjt000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 43000 por cada una : na roa do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com'muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 1(5 do becco
do Azeite de Pei\e; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes&C, na ra do
Trapiche Novo n. l, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a o.S'OOrs. a saca; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
e no de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da all'andega, e em porcao, no es-
criptorio de Araijaga&Bryan, na ra do
Trapiche-Novo n. (i, segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MAC.V0.
Na ra do Crespo, loja n. ti, vende se superior
sarja hesp.inhola. muilo larsa, pelo diminnlo prero
de 2)900 c 2)600 o covado, setim maco a 2&800'e
39200 o covado, panno preto de 33000, 4o000, 5O00
e 63000 o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-s superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida vellia, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
CEIERTO ROIARO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas: alrazdo
Iheatro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esqoiua qoe
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
I en tes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
A I sOOO, 2s'500 e ."000.
Vende-se mclpomenc de duna larguras com qua-
dros achamaloiados para vestidos de senliora a 13 o
covado ; setim prelo Macao, eicellenle-para vesli-
dos a 3 o covado; lencos de rambraia de linho fi-
nos bordados e hicus pela beira a 55 cada um ; cam-
hraia de linho Tina a 59 a vara ; assim como diver-
sas fazendas por rommodo preco : na ra da Cadeia
do Recife loja da esqoiua'n. 50.
AOS ACADMICOS.
As melhores poslillas de analyse da conitiluiro :
na run do Collegio n. 2.
CHARUTOS DE HAVANA.
Vendem-se superiores charutos de Havana, por
prero commodo : na ra do Crespo o. 23.
Vende-se^cirectivamehte alcool de 36 a 40
graos
era pipas, barris ou caadas : na Praia de Sania Ri-
ta, dislilaro de Franca.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
a mais nova qoe ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Baslos Ir-
mitos, i '
Vendem-se em casa de S. P. Jobns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Selns inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros c casticaes bronceados.
Chumbo um lencol, barra e municao.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
CEMENTO ROMM BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de taboas de pinho.
9:JS
RA DO CRESPO N. 12.
34 Vende-sc nesla loja superior damasco de fg
f$ seda de cores, sendo branco, encamado, rozo, sf
S por prero razoavel. 9
SS"siK!S:a>
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferto
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se.em carro
sem despeza ao comprador
Vendem-se 2 moleijuesde idade de 14 a ISan-
nos, e urna escrava quilandeira, de boa conducta ;
na ra Direila n. 3.
VIDROS PA1U VIDRAGAS.
\ endem-se em caitas, em casa de Barlhomea
Pranrisco de Souza, ra larga do Rosario n. 36,
MECHAHISMO PAR EI6E-
IHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENfiE-
NHF.IRO DAVID W. BOWMAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguiules ob-
jeiios ile merh.iDismos proprios para engenhos, a sa-
her : moendas e meias moendas da mais moderna
construrrAo ; taixas de ferro fundido e balido, d
superior qualidade e de lodosos tamanhos : rodas
dentadas para agua 00 anima**, de. lodas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalha e registros de bo-
ciro, aguilboe. bronzes, parafuso ecivilbdes, rooi-
nho de mandioca, etc., etr.
NA MESMA FUNDIQAO.
se execnlam todas as encommeudas com a superio-
ridade ja condecida, a com a devida presteza e eora-
modulade era prero.
Em casa de Timm Momsen & Vinas-
sa, piara do Corpo Santn, la, ha para
vender:
Um sortimento completo de livros em
branco de Hamburgo.
Lonas da Russia de superior qualidade e
por preco muito commodo.
N aqueta*para carro.
Sola branca.
Licores de diferentes qualidades.
Absmthe echerry cordeal de superior qua
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada
raurepere&uls.
Chocolate francez.
Pianos musicaes e horizontaes.
REMEDIO 1MCOMPARAVEL
(^ POTASSA BRASILEIRA. ^
(^) Vende-se superior potassa, fa- A
(* bricada no Rio de Janeiro, che- **
2 !a<'a recentemente, recommen- ^j.
^ da-se aos senhores de engenhos os Jj
2 seus bons ell'eitos ja' experimen- J?
w fados: na rita da Cruzn. 20, ar- w
Wt mazem "de L. Leconte Feron & O
'Cor!, panliia.*" ''" ^,__
UNGENTO HOKLOWAV.
'libares de individuos de lodas as naces podem
leslcmunbar as virtudes desle remedio incpmparavel
ios de 1 ,SeUCOrFO ememi>" ioleiramente
raume f rlV." em)re8ad "'eata ootro.
iraiameiitos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas cura maravilhosa* pela leitora do. iodieo,
que Ib as rela.am todos os dias ha muito.Wor e
a matar par e dellas ,3o 13o sorprenden es qeadml
ram o, med.cos mais clebres. Quanl,, pewi re-
cubraram com e.le soberano remedio KTSS'aeua
bracos e perno., depois de ler permanecido longo
acr."5*.rP."aCS,<:"de ie:,i"a ^raampu-
lacJo Della |la mull qoe navend dej d '
nsvlosdc padeemento, para se n3o submetlereTa
essa operario dolorosa, for.mciirada, compleUmTn-
U. medanle o uso desse precioao remedi. Algu-
mas das laes pessoas, na efusao de ,eo recoulieci-
doeord cor ""a"1 M,eS rC9U"ad0' ^Sfio. dia. .
do lord corregedor, e oulros magistrados afim de
mais autenticaren, sua alirmaliva. '
Noguera desesperara do estado de sua saude M
liveaw baslanle conhanra para ensai.r tale remedio
conslatemenle,'seguindo algum lempo o I
nenio que neeeasiUuM a nalureza do 3 cu r
sollado sena provar incon.estavelmenle: Qu lo*
O ungento he til mai, particularmente no*
,, seguintes caso,
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Vcnde-se excellenle taboado de pinho, recen-
tcmenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redundo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduat>
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagera para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em-latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no. idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber rS Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
I Devoto Chtistao.
Sahio aloz a 2. edicao do livri 11 lio denominado
Devolo Clirislao.mais correcto eacresceotado: vende-
se onicamente na livraria n. ti e s da prara da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mcz de .vhiria, adoptado pelos
reverendissimos padres capiichinhos de N. S. da Pc-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nliora da Conceiro. e da noticia histrica da me-
dalha milacrosa, e de N. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. l e 8 da prara da
independencia, a 13000.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
icjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de excellentes vozes, e presos com-
modos em casa de .N. O. Bieber & Companhia, ra
da Cruz 11. i.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Recife ra do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
*&&&$&:$:$$$$
Deposito de vinho de cham-
9 pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
'_) lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re- j$i
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
W nicamente .em casa de L.' Le-
f comte Feron & Companhia. N. W
tB.As caixas sao marcadas a fo- $
goConde de Marcuile os ro- l
|A fulos das garrafas sao azues. ft
*$&$$&*&
Potassa.
No anliso deposito da rna da Cadeia Velha.es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kos*ia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
cada recenlemente da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de llenrj (iihson. os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por preto
mdicos.
Vende-se o Chanveau, Theone do Code Penal,
ultima ediro em II volumes, mleiramenle novo. por
309000 rs. : na ra do Collegio 11.3, primeiro andar_
Vendese urna taberna no becco da Lingoeta
n. 10 : quem pretender ou quizer comprar, dirja-
se ao mesmo becco.
Canceres.
Corladuras.
Dores de rabera.
das costas.
dos Miembros.
Enfermidades da clii
em geral^___ _
Enferniolides do anus.
Eiminies escorbticas.
l'islulas no abdomen.
Fnaldade ou falla de ca-
lor as exlremidades.
rrieiras.
Ccngivas escaldadas.
Incliaroes.
lnllamm.-irao do Tlgado.
da bexiga.
matriz.
Lepra.
Males das peruas.
dos peilos.
de olhc.
Mordeduras de replis.
Picadora de mosquitos.
I'ulmes.
Oueiniadelas.
Sarna.
Sopurat0e9 ptridas.
linha, em qualquer par
lo qne seja.
Tremor de ervo.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculares.
Veas torcidas, ou uoda-
das as nemas.
delwdntTZV,*"10 es,aI"menlogeral
u venda em i? e .,raS peaoM e'"arreg.d.sde
ua venda em loda a America d. Sol, Havana e
llespan..
Vende-se a 800 ris cada bocetinha, conlm urna
ins(rucCSo em portuguez para explicar o modo de
lazer uso desle ungento.
O deposito geral he em eaaa do Sr. Soom, phar-
maceul.co, na ra da Crui n. 22, em Ternam-
GOMMA.
Vendem-se saccas com
na do Queimado n. 14.
FRESCAES OTAS .
\ endem-se ovas do serijo, por preco commodo :
na roa do Queimado n. 14.
Vinho PRR,
em barris de 5 em pipa : vende-se em casa dn Ao-
uslo C. de Abren, na roa da Cadeia do Recife n.18.
summa muilo alva : 11a
ESCRAVOS FGIDOS.
Em .11 de marco pelas quatro horas
da tarde, fugio o mulato Manoel, idade
19 minos, altura regular, rosto redondo,
cabellos crespos, olhos pardos, nariz, e
bocea, regular, sem barba e coso um sig-
nal na face direita, levando vestido caira
de castor escuro de quadros, presa na cin-
tura pot tuna correia, camisa de algodo-
zinho com listras azueS echapeodepa-
Iha novo. Este,escravo foi comprado
nesta piara a Joaquim Alves de Lima,
de Gravata', c soffre o mal de gotta, de
cojo mal foi atacado na vespera do dia em
que desappareoeu, e do que resultou ir
com a camisa bastante dilacerada. Quem
o apprehender pode leva-lo a' ra do
Crespo loja do Sr. Ferro, ou a ra do Vi-
gario n. que sera' gratificado com ge-
nerosidade.
ESCRAVO FlIGIDO.
Em 28 de marco pelas 7 horas da imi-
te, desappareceu o escravo Domingos,
natural do Bonito, com os signaes seguin-
tes: altura regular, cor preta, cabellos
carapinhos, rosto redondo, nariz chato e
denles limados ; levou vestido calca de al-
godozinho com listras azues. ca misa' de
chita cor de rosa e sem chapeo, ou tafvez
um de couro que no mesmo dia desappa-
receu pertencente a outro escravo. Este
[neto he muito conhecido, nao s pela
mansidao coin que falla, como tambem
pela grande quantidade de pannos que
tem no rosto e peitos, originados de ve-
nreo de que se estava curando, como se
pode examinar pela ferida que tinha na
verilha esquerda e com cuja perna (leve
coxear : quem o apprehender pode le-
va-loa ra do Vigario n. 5, que sera' gra-
tilieado com generosidade.
Desappareceu no dia 12 dejando rio enno pas-
sado, da fazenda do I.ordelo, na provincia do Rio de
Janeiro, o escravo pardo, de nome Marcelino, esta-
tura regolar, magro, cabello nao muilo crespo, olhos
regalares, nariz afilado, bons denles, com principio
de barba, idade -20 annos, pouco mais on menos,
com urna ferida na perna esquenla ; levou 2 calcas
de algodo azul j usadas, 2 camisas de algodAo
americano, 1 japona-de fosISo, 2 mana* de algmllo
de Mioas e 1 chapeo de lebre usado : quemo pegar,
leve-o .1 Francisco Ribeiro Pires, na ra Formosa,
quesera gralificado generosamente.
CEM MII.JIKEIS DE GRATIFICAUO-.
Desappareceu no dia 6 dederembro do anao pro-
sim.) paasado, Renedicia, de t4 anno de idade, ves-
aa, cor acaboclada ; levou um vestido do chita com
luirs cor de rosa e de caf, c oulro tambem de chi-
ta branco com palmas, um lenco aroarello no pesco-
coja desbotado: quem a apprehender conduia-a
Apipucos. uoOileiro, em casa de J0S0 Leite de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo n. 17,
que ecebarn a gratificatao cima.
ERP'. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855.
LMpm
MHTiinnn


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