Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00951


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AMO XXXI. N. 80.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 7 DE ABRIL DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
\
m
t
*
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAP.REGADOS DA SUBSCRIP-VO-
Recife, o propriet-rio M. F. de Paria ; Kio >le Ja-
ttairo, o Sr. Joan l'ereira Marlns ; Baha, o Sr. D.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim llernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Virlor .la Nalivt-
dad ; Natal, o Sr. Joaquim Isuacio l'ereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lemos rasa; Ceant, o Sr.
Virtoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marque* Rodrinues ; Piauliy, c Sr. Domingos
Herculano /Vckiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino i. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo i|a Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 d. por 1?.
Pars, 30 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroes 4o banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberi be ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de loaras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro,
Prala,
META ES.
Oncas hespanholas' . . 29J000
Modas de 69400 velhas. 163000
de 63S400 novas. 16000
do 15000. . 95JO0O
Palacocs brasileiros. . . 1*940
Pesos coiiimnarios, . 1940
1&860
PARTIDA DOS COUREIOS.
Olinda, iodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOiirieury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAJMAR DE 1IO.IE.
Primeiras 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, tci'jas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo do orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPI1EMERIDES.
Abiil 2 La cheia aos8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
9 Quariominguantc as 7 horas, 12 mi-
nutos e 39 segundos da tarde.
16 La nova a l horas, 16 minutos*
36 segundos da tarde.
24 Quarto crescente as 3 horas, 37 mi-
nulos 40 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Francisco de Paula, fundador.
3 Terca. S. Pancracio b.; Ss. BcnigooeVulpiano
4 Quarta. de Trevas. S. Izidort) are. e Dr. da I.
;"> Quinta, de Endofcncas. >g 6 Sexta, da Pai.xo. i-j> at ao meio dia. S. Celco.
7 Sabbado. de Alleluia. S. Epifanio b. ,
8 Domingo. PaFcoa da Resurreicao. S. Aman-
ciob. ;Ss. Edixio, Mxima,MariaeConoessa.
pabte erriGiAL.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Decelo n. 1,570 de 3 de marco de 1855.
Da nova organisacao i guarda nacioual dos munici-
pios de SerinliAem, Rio Formoso e Barreiros, da
pr*inciade Peraambuco.
Atlendendo a proposta dn presidente da provin-
cia de Peraamauco, hoi porbem decretar o seguale:
Art, 1. I'ica creado nos municipios de Serinhiiem,
Rio Formoso e Barreiru, da provincia de Pernsra-
buco, um commando superior de guardas nacionaes,
0 qual coinnrehender no municipio de Serinhaem
dous halalhoes de iufanlaria de seis coinpanhias ca-
da oa, e npu corapaultia avalsa de reserva ; no Hio
Famoso, um erquailrao de cavallaria, um balalhao
de artilharia de seis cumpanliias, um balalhao de in-
fantaria do servido activo de seis companhias, e urna
saerjo de balalhao da reserva de duas companhias;
e no de Barreiros, dous balalhes de iufanlaria do
servico activo de oilo companhias cada um, e una
seccS do hiilalliao da reserva de duas companhias.
Arl. 2. Os.corpas lerio as suas paradas nos luga-
res que Ibes fureni marcados pelo presidente da pro-
vincia, na conformidade da lei.
JosThomaz Nabuc'o de Araujo, do meu conse-
llio, ministro e secretario de estado dos negocios da
juslica, assim o teoln entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em '1 de marco de
1855. Irigeimo-quarto da independencia e do im-
perio.Com a lubrica de S. M. o Imperador.Jo.r
Jhomaz Sabuco de Araujo.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Decreto n. 1580 de 21 de marco de 1855.
Approva qualro nrojeclos de estatutos para a crea-
c,Ao de caitas filiaos do Banco do Brasil as cida-
de* da Rabia, HeriTe, San Luiz do Maranhao, e
Belm no Para ; e bem assim dous outros modifi-
cando a organisacSo das caixas filiaes do extincto
Banco do Brasil, establecidas as cidades do Rio
Grande do Sul e de San Paulo, o convertidas em
filiaes do actual Banco.
Usando ^a autorisa'cao conferida ao governo no
I do arl. 1 da Iri n. 683 de 5 de jolito de 1853,
hei por bem, de conformidade com as minltas impe-
riaes resolocea de 17 do corrente, lomadas sobre
consullas da seceao de fazenda do conselbo de esta-
do, approvar os qualro projectos de estatutos que
com eslebaiiam, creando caixas liliaes do Banco do
Brasil na cidade da Baha, capital da provincia do
mesroo nonio, na dn Recife, capital da provincia de
Pemambuco, na de Sau Luiz, capital da provincia
do Maranbao, e na de Belm, capital da provincia
do Par; e bem Uiwtr os dous projecto de-c*lnt u lo";
que com este.tsmbem bixam, modificando a orga-
nisarao das caltas filiaes do extincto Banco do Bra-
sil estabeierdas aas cidades do Rio Grande de San
Pedro do Sul e, de San Paulo, c convenidas em fi-
liaes do actual Banco do Brasil.
O marque* de Paran, conselheiro de estado, se-
nador do imperio, presidente do conselbo do minis-
tros, ministro secretario de estado dos negocios da
fazenda e presidente do tribunal do Ihesooro nacio-
ual, assim o tenha entendido e fara executar.
Palacio 1855, Irigesimo-quarlo da independencia e do impe-
rio.Com a rubrica de S. 51. o Imperador.Mar-
duez de Paran.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Exhlente do dia 2 de abril
Oflicio Ao Kxm. cummandanle superior da
guarda nacional do Recife, remetiendo, em salisfa-
' rao ao seu oflicio de 21 de marco lindo, copias dos
aviaos ilamarinha de e 10 de Janeiro ultimo, ebem
assim lo edital que riles e referen).
Dito Aa Exm. mareclial commandanle das ar-
mas, devolvendo competentemente despachado o re-
querimento do alferes Leopoldo Borges Galvao
fritos.
Dilo Ao mesmo, commttnirando-lhe qoe acaba
de ordenar Ihesouraria de fazenda, que pague as
(tesnezas failas pele alferes do 2." halalhAo de infan-
taria Manoelde Azeredodo Nascimenlo na importan-
cia de 429610 rs. com o fornecimenlo de lozes para
quartel do destacamento de Timbaba, e com o a-
luguel de cavalgaduras para algnmas diligencias.
Dito Ao mesmo, devolvendo julgados pela
janla de Justina, afim de serem execulada, as son-
tencas proferidas pe mesmajitnta 21 processos ver-
baes das pracas mencionadas ata relatan qoe remelle,
Relacao a que te refere o officio supra.
2. balalhao de infatuara.
Soldados. Francisco das Cbagas.
Manoel Gomes.
< Manoel Cecar FalcXo.
Antonio Barbosa Bellarmino.
Cosme Ribeiro Lessa.
Anyln Anglico.
Jos Ignacio.
Joo do Amaral.
Alexandre Jos da Silva,
o Manoel Jos do Nascimenlo.
9." de iufanlaria.
Soldados. Pedro Antonio da Cruz.
Manoel Caetano da Silva,
o Antonio Jos Cardoso.
o Felisinitto Antonio Alves.
a Joaqoim Jos Leandro.
10. de infanlaria.
Soldados. Manoel Jos.
a Jos Joaquim Bispo e Vicente Ferreira Bar-
bosa.
4." de artilharia a p.
Soldado. Jos Macicl.
< Antonio Joaquim da Silva.
o Manoel Francisco Leile.
Companhia fixa de cavallaria.
Soldado Antonio Francisco da Rocha.
Dilo Ao Dr. chefe de polica, inleirando-o de
Itaver ofliciado ao commandanle das armas para
mandar eliminar do numero dos recrulas, e por
sua disposicflj, Jos de Barros Accioli, que consta
ser criminoso de varias morles na comarca da lmpc-
ratriz as Alagoas.Fez-se o olTicio de qoe se trata.
Dito Iotetraodo-o de haver recommendado ao
director das obras publicas, que maude'pr ini admi-
nislrisao os coocertos de que precisa a cadeia da ci-
dade de Olinda. Fez-se o necessario expediente (,
respeilo.
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial, re-
meneado a relcelo nominal dos Srs. deputados que
assistiram sessao ordinaria do mez lindo, afim de
queseja ordenado o respectivo pagamento.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinha, para
lencSo 25 rujas de parafusos de 1 J pollcgadas
15120 rs. a groza. Communicou-se Ihesouraria
da fazenda provincial.
Dilo AocommissariO vaccinador provincial, en-
viando-llieseis laminas de pus vaccinieo das que fo-
r.iut remellidas pelo Exm. ministro brasileiro em
Londres.
Dilo Ao agento da companhia dos paquetes i
vapor, para mandar transportar para as Alagoas, o
cabe Antonio Pedro de Alcntara, e o soldado Jos
Emigdio de Amarante, do corpo. policial daquella
provincia, que serao mandados apresenlar pelo che-
fe de polica. Communicou-se esle.
Dilo A' junta qualificadora de Aguas Bellas,
devolvendo, para que seja cumprdo em sua pleni-
(ude ,o artigo 21 segunda parle do decreto n. 3c" do
10 da agosto delHiG, a copia authenlica que acom-
panbouao seu oflicio de 5 de feveretro ultimo.
Igual a junta da freguezia de Ingazeira.
Dito A junta qualificadora de Serinhilem, acen-
sando recebido o resultado dos Irabalhos daquella
junta na sua printeira reunan.
Portara Nonieaudo para I. supplcnle do sub-
delegado de Paridlas, ao cidadao Bernardo Ribeiro
do Amaral, visto ler mudad de residencia o cida-
dAo Jeronymo Ferreira da Silva Brrelo, que o ex-
erxia. Communicou-se ao chefe de polica.
, a
OflicioAo Exm. presidente das Alagoas, dia-
do que em razao de j haver passado para o Sul o
vapor nglez deixou de ser enviado ao Exm. Sr. mi-
nistro do impario, o officio que S. Exc. rcmelleu, o
qual importunamente chegari ao seu deslino.
Dilo Ao Exm. mareclial commandanle das* ar-
mas, inleirandn-o de haver expedido ordem Ihe-
souraria de fazenda para pagar ao major Carlos de
Moraes CamisAo, a quanlia de 1(5 que despender
com a condcelo dos artigo* de fardamenlo que fo-
ram remedidos dcsla cidade forca do sea com-
mando.
Dito Ao Exm. commandanle superior' da guar-
da nacional do municipio do Recife, reeommendan-
doa expedirlo de soas ordens para que amanliAa,
as 6 horas do dia, esteja postada em frente da igreja
malriz da fregoezia da Bna-visla urna guarda de
honra para acompanhar o SS. Viatico em procissao
as enfermos.
Dilo Ao Exm. director da insIruc^Ao publica,
communicando-lbeqne por portara desla dala, con-
ceder 2 mezes de licenca, com melade dos venc-
mcnlos, ao professor publico de Tatarata Migaei
Archanjo Plmcntel.Communicou-se lambem
Ihesouraria provincial,
Dilo Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
recomrnendan lo, visto jMiarcm-sf esgoladas as
quots cbnsign'fl'as pela m0R do thesor"aciorial
n. 72 de 15 de julbo do anuo passado, e aviso da
guerra de 1 do mez de marro para a rubrica
obras militaresno crrenle exercicio, mande S. S.
continuar a pagar, sol responsabilidadc desla pre-
sidencia, as despejas que forem correndo por conta
da referida rubrica, al que o governo imperial re-
solva o contrario.
Dilo Ao 'mesmo, inlcrando-o de quo a Iliesnu-
raria provincial lem ordem para pagar a Jos Ma-
ra l'ereira da Cimba a importancia das despezas
feitas com o sustento dos presos pobres da cadeia do
lermo de Flores, nos mezes- de dezambro do anno
passado, e Janeiro ultimo.
Dilo Ao mesmo, commonicando que 'S. M. o
Imperador houve por bem confirmar a Joles Tegel-
meyer no emprego de consol d'Auslria desla provin-
cia, para o qual fora nomeado por S. M. I. e Ral
Apostlica. Iguaes communicacocs se fi'eram ao
capitAo do porto, e ao inspector da Ihesouraria da
fazenda para o fazer constar s eslarOes, que lr}e sAo
subordinadas
Dilo Ao inspector da Ihesouraria da fazenda,
communicanilo-lhe que o bacharel Jos Mara
Freir Gameiro, promotor publico da Boa-vista,
entrara no dia 2 do mez passado, no gozo da licen-
ca qoe lite fura concedida.Iguaes communicaeOe
foram feitas a Ihesouraria provincial e ao Exm.
presidente da relacao.
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial,
Iransmillindo a relacilo dos objeclos precisos para o
expediente, e asseio da reparlicAo das obras pu-
blicas.
Dilo.Ao director das obras publicas, aulorisan-
do-o a lavrar o termo definitivo dos cnncerlos da ca-
deia do Caito, e bem assim o competente certificado
para que o respectivo arrematante possa haver da
Ihesouraria provincial a importancia da ultima pres-
larAo do seu contrato.
Dilo Aojuizde direito da Boa-vista, declaran-
do-lbe que nAo leudo sido entregue a esta presiden-
cia o officio de III de dezembro do auno passado,
com o qual diz Smc. haver remllelo a relacao no-
minal dos individuos que nessa comarca exercem os
olliciosde juslc,a, convem que remella segunda via
da citada relacao.
Dilo Ao commandanle do destacamento tfo Rio
Formoso, para que da forca do destacamento a -ou
mando, laca imraedialamente seguir algumas pravas
para reforrarem par algum lempo o de Caruaru, e
uo caso de que venham a fazer-lhe 'falla, baja de
participar a esle governo, para dar as devidas pro-
videncias.
l'orlaria. Nomeando, de conformidade com a
proposla do lenle coronal commandanle do 2. ba-
lalbAo de infanlaria da guarda nacional dcsle mu-
nicipio, e informaeao do respectivo commaodanla
soperior, ao Dr. em medicina Augusto Carneiro'
Monleiro da Silva Sanios, cirurgiAo-miir do referido
balalhao. Communicou-se ao commandanle su-
perior.
AogosloCezar Boisson.
Reglo Gallo Moniz Valdelaro, 2." escriplurario da
Ihesouraria de Santa Catharina.
2." escriplurario da Ihesouraria de Sania Catha-
rina, o praticaute do Ihesooro Antonio Luiz da Cruz
l'rauco.
2.<>- amanuense da secretaria da thesoorara do
Cear, o pralicanle do Ihesooro Salusliano Jacinlho
de Andrade Pessoa.
Por decretos da mesma dala foi aposentado Joa-
quim Gomes de Siqucira no lugar de procurador-fis-
cal da Ihesouraria de Goyaz, e nomeado chefe de
seccao da mesma Ihesouraria o 1. escriplurario Ma-
uoel l'ereira Cardoso.
23
Ilonicui o Sr. consalhciro Antonio Feliciano de
Castilho fez, no salAo dos doutoramentos da escola
militar, peranle um lozido e numerosissimo coo-
curso, o discurso inaugural das licites qoe preten-
de dar para votgarisar o seu systema de tritura re-
pentina.
Eslavam presentes o Sr. ministro do imperio,
muilos membros do conselbo de estado, o Sr. ins-
pector geral da insIruccAo publica, os membros do
conselbo director da mesma nstruccAo, diversos pro-
'essores do collegio de Pedro II e das aulas prima-
rias da corle, e al algumas senhoras.
a O Sr. conselheiro Caslilhn, em linguagem fluen-
Ic e animada, declarou que dous molivos haviam
determinado a sua viagem : o primeiro, apresen-
lar Mas respeitosas homenagens ao Sr. D. Pedro
II : c o oulro, plantar no Brasil o seu systema de
leura libertando a infancia do suplicio eomj
que at aqu comprara ella o conliecimento das
ledras.
Declarou que o concurso qoe o honrava havia-
se engaado se por sympathia para com o poeta das
cartas de Echo a Narcizo, linlia acudido na esperan-
za de ouvir algam insigne arador ; pois oraddY nAo
era elle, poeta havia-o sido, e poda esperar se-lo,
mas os negocios serios da vida Ihe linliam feilo en-
terrar a musa grega. Nao era orador, era 'simples-
mente expositor claro de um systema qoe importa
om immenso beneficio bumanidade.
aExpandindo-se em merecidos elogios nossa pa-
tria, o Sr. Castilho declarou aberta a inscripcAo ou
matricula para as lices em que preleodia expor o
seu systema, e -onvidou os professores de ambns o
saxos, e quantos desejamos progressos da bumani-
dade, e especialmente os que nflo arreditavam no
seu systema, a nscreverem-se e a ohvi-lo.
n O concurso retiroo-se salisfeilo, e he muito
prnvavel que muilos dos eloquenlemenlc convida-
dos pelo Ilustre poeta aproveilem tAo uleis lices.
i'rnUcgio k'opkr. S. SI. o Imp\radar yisilou
anlcVntem' collegio' wrftte, Tle Pelrqfols. As
repetidas visitas que S. M. I. lem feilo a esle esla-
belectmenlo devem mostrar ao seu director e em-
prezario o quanlo S. M. I. se inleressa pela sua
prusperdade ; e animado com lito valiosa protec-
cAo, pode o mesmo director prosegu com energa
e cheio de esperauca na ardua tarefa a que 9e de-
dicou.
S. M.o Imperador demorou-se na visita desde s
!l c meia d manbaa al s il da larde, assistindo a
maior parle desle lempo ao exercicio das classes.
Mangueiras de agua.L-sc no Popular :
a Resumimos aqu a noticia de um faci extraor-
dinario que leve lugar a 6 launas de Nova-F'riburgo,
na imite de6 para 7 de Janeiro do correnle anno, e
que nos foi escriplo com muila prolixidade.
lugar denominado Macabu, viva um Prussiano do
nome Pedro .Sanies com sua molher, tres filhas, 2
filhos e 2 nelos que haviam lodos nascido na casa
por Pedro Nanles ah construida havia Irinla an-
uos.
a Na noile de 6 para 7 de Janeiro chovendo ex-
cesivamente, va-se pairar por cima da serra gros-
sas nuvens, que pareciam mangueiras d'agua ; e
urna dellas desaguou sobre o morro de Pedro Nan-
les, com lal forc;a, que desponhou unja grande parle
do morro, e parte lal que deslruio sem deixar vesti-
gios a casa do Prussiano, faiendo desapparecer toda
familia.
"Ainda boje se veem pedras enormes qoe cahiram
do alto, arvores gigantescas arrancadas da Ierra pela
raz.
Por muilos das, depois da referida noite, se vi-
ram levados pela correnle do rio chamado Grande,
cornos de animaes de lodas as qualidadas, mas al
boje lienhuma noticia de Pedro Nanles e sua fami-
lia, qua julgamos todos esmagados dentro da casa,
da qual se nao podem ver nem as ruinas, que fica-
ram (imillas pela parte desabada do morro.
n. II da tuarda nacional da Baha, Antonio de Pau-
la Montenegro.
"Major-commandante da secrao do balalhao da re-
'erva n. 5, da guarda nacional da mesma provin-
cia, Ezequiel Rodrigues Cosa do Brasil.
Ajudanle do i. balalhao de infanlaria da guarda
nacional da provincia das Alagoas, o alferes da se-
gunda classe do exercilo Pedro Nolasco da Silva.
Mrijores-ajudaules de ordens do enlomando supe-
rior da guarda nacional da comarca de Sanio An-
tn da provincia de Pernambuco, Andrc Dias de A-
raujo c Candido Jos Lopes de Miranda.
CapilAo-secrelario-gcral do mesmo commando o
bacharel JoAo Francisco do Amida Falcilo.
Capiao-quartel-ipestre dilo dito, o lenle Ma-
noel Gomes de Olivera.
CapilAn-cirurgiao-mr dilo dito, AutonioZelirino
Ponco de l.cAo.
Major do 3. balalhAo da guarda nacional da ca-
pital de Pernambuco, o major reformado do exer-
cilo Antonio Jos de Oliveira Fragata.
Tenenle-coroncl commandanle do halalhAo n.
22 da guarda nacional da provincia da Parahiba, o
eapilao Joaquim Dantas de Faria.
Commandanle superior da guarda nacional dos
municipios do Principe e Acary da provincia do
Rio lirande do Norte, Manoel Monteiro Mariz.
Commandanle da seccAo do halalhAo da reserva n.
5 da guarda nacional da provincia do Maranhao, o
major JoAo Alves da Silva Barros.
Major-commAndante da seccAo de lia lal 11 lo n. 6
da suarda nacional da reserva da dila provincia, o
capullo JoAn l'ereira de Barros.
Major do 1. balalhao da guarda nacional da pro-
vincia de Mallo-i,ni-so, o eapilao de caradores de
1.' linba, Vicente Coelho.
Foram reformados nos mesmos postes :
O coronel chefe da exlincla 2.a IcgiAo da guarda
nacional de Goianna da provincia de Pernambuco,
llenriqtie Luiz da Cimba e Mello.
G major do extincto 2. balalhao da guarda nacio-
nal do municipio da cidade da Diamantina da pro-
vincia de Minas Geraes, Roberto Alves Ferreira
Tayoba.
Major da anliga guarda nacional da provincia de
S. Paulo, Manoel Antonio dos Sanios.
Foram conferidas a Jos Joaquim. de Lcenla, as
honras do poslo de lenle coronel da guarda naci-
nal da mesma provincia.
IHTERIOR.
Rio
19
de Janeiro.
de
do
marco.
Pordecrelo de 17 do correnle foi demllido o
3. escriplurario do Ihesouro nacional Joao Joaquim
da Silva Freir.
Por decretos da mesma dala foram nomeados:
3. escriplurario, o 4. dilo Miguel Velhn l'ereira
da Veiga.
Ouaitos escriplurario-, os quintos ditos :
Antonio da Silva Lemos.
Christovam Jos dos Sanios Jnior.
Francisco Tcixera de Lira e Oliveira.
Quintos cscriplurarios pralicantes:
Joao Jos do Rosario. .
Francisco Guedes de Araujo GuimarAes.
Ilcnrique do Amaral Silva.
Jos Lino de Almcida.
Pedro Po de AlmcidaGralha,
mandar fazer no urgue de guerra Cearente os repa- \ Lourenco Maximianu Pecegueiro.
os de que traa o offleo do commandanle da es,a- \ Jos Alves da Silva Oliveira.
Sao naval, constante da copia junta. Manoel Antonio de Araujo Silva.
Dito A' ailministracAo do patrimonio dos or- Francisco Dias da Cosa.
pliAos, declarando, em resposla ao oflicio do 2 mar-
eo, qur o Ihesnureiro do patrimonio de orphAos (le-
ve prestar flanea peranle aquella adminislracAo, lo-
mando-se por base a receita de um mez.
Dilo Ao director das obras publicas, aolorisan-
do-o despender por conta da verba calr,anieoto
eeagolo das roas a qoanlia de 1:400 rs. coma
factura de 28 brajas correntes de cano para esgolo
das agWft qoe devem ler sabida pelo caes da roa de
Apollo. Commonicou-se Ihesouraria provincial.
Dito Ao mesmo, approvando a deliberadlo por
Smc. lomada, '.; comprar para a obra da casa de de-
l.uiz Bcrn.irdino de Bilancoorl Freir.
Germano Meudes Liinociro.
Capilolino Peregrina Sevcriano da Cimba.
Leopoldo Tertuliano Valdelaro.
lia\inundo Feliciano Alves Simio.
Miguel Mara de Nuronba Feital.
Joan Loiz Kealing. .
Jos Manoel da Silva Proen^a.
Carlos dos Santos e Oliveira Pinto,
Goilherme de Souza Res Carvalbo,
Antonio Caetano da Silva Kelly.
Jos Mara de Billancourl e Silva.
Por decreto de 12 de marco correnle, foi apresen-
lado o padre JoAo Raymundo Bitaocourl na igreja
parorhial de S. Joao Baptisla da villa de Faro, do
bispado do Par.
Por decreto de 19 do mesmo mez :
Foi apreseolado o conego deineia prebenda llen-
rique de Souza Brandan, nacadeira de prebenda in-
(eira da s metropolitana.
Foram nomeados :
Juiz municipal e de orpbaos do lermo de Porto
Calvo da provincia das Alagoas, o bacharel Eduar-
do de Barros FalcAo de Lcenla C.lvalcanti de Al-
buquerque.
Juiz de orpbaos dos termos reunidos, capilal da
Miiau.i e Ourem da provincia do Para, o bacharel
Maximiano Francisco Duarle.
Juiz municipal e de orphaosdo termo de Tury-
ass da provincia do Maranhao, o bacharel Joaquim
Tilo de Pinbo Lima.
Foi remdVido o juiz municipal e de orpbaos Can-
dido Bueno da Costa, do lermo da Piranga, para
os termos reunidos de Jacuhy c Passos da provincia
de Minas-Geraes.
Foi concedida a demiss3o que pedio o bacharel
Joo Baptisla Passos do lugar de juiz de orpbaos
dos termos da capilal e aonexos da provincia do
Para.
Por decreto de 20 do meamo mez foram recondo-
zidos :
O bacharel Izidro Borges Monteiro, no lugar de
juiz municipal da 1. vara da corle.
O bacharel Delfioo Aug'usto Cavalcanli de Albu-
querque, no lugar de joiz municipal c orpbaos do
lermo do Bonilo, da provincia de Pernambuco.
Foireconduzido o bacharel Francisco Coelho Bor-
ges, no lugar de juiz municipal orpbaos dos ter-
mos reunidos do Triumpho e Taqoary da provincia
de S. Pedro do Rio Grande do Sol.
Por decreto de 23 do mesmo mez foram perdoa-
dos :
A Jos Pereira Braz, a pena de 3 mezes do pri-
sAo e multa, a que foi condemnado por sentenra do
juiz municipal da 1.a vara.
A Gaspar Jos Leile Guimaraes a pena de 2 me-
zes de priso simples a que foi condemnado por sen-
tenca do dito juiz.
Foi commutiida a Jos Feliciano de Ouleiro Cosa
em 1009, para o imperial hospital dos Lazaros, a
pena de 2 mezes de prisSo e mulla a que foi con-
demnado por senlanca do dilo juiz.
Foram nomeados:
Teen te-coronel chefe do eslado-maior do com-
mando superior da guarda nacional do municipio de
Maanita da provincia de Minas Geraes, Luiz dos
Sanios Ferreira.
Major-commindanle do esquadrSo de cavallaria
MINAS GERAES.
Ouro-Prelo 15 da marco.
As chinas nao cessam por eslas alturas, as eslca-
las sao rarissiuias. Apre que nunca vi cltuver lan-
o em das de miulia vida.
As estradas eolio iiilralisilavcis e os gneros ali-
menticios sobem de preco. .
Rogo-lhe algumas ufitrniacoes cerca da encanta-
da continuaran da estrada do l'aralijuuna. lcorcmos
eternamente impossbilitadosdc unir aquella estrada
i de Petropolis ?
Corre por aqu que urna assocacao so form ira na
provincia do Kio de Janeiro destinada a encarrestr-
se da consIruccAo da parle anda nAo contratada da-
quella estrada, ej asscnlnra as condiees. Curre
lambem que ja se va dar andamento aos Irabalhos
da ponte do Parahyba.
Dos queira que eslas noticias se confirmen!, pois
em verdade lite digo. sAo pira mim mais dignas de
aprec.0 do que as da Crimea.
A companhia lrniao e Industria va prosredindo
nos seus Irabalhos : o numero dos operarios se aug-
menta, as condicocs sSo tao vantajosas, lao exacta-
mente cumplidas, o tralamento 13o regular, que af-
fluem lodos os dias senbores Jde escravns para en-
gaja losao servido da companhia.
Segundo o Iracado dos engenheros, vai desappa-
recer a grande difflculdade qoe offereciam ao tran-
sito as elevares do Serrle do Cafesal. Enlre o prin-
cipio da villa de Sanio Antonio do Parahybuna e a
ponle dn Zamba, o Icrreuo est inteiramenle eslu-
dado, a linha da estrada ser horizontal, e propria
para fiando sequ/er converter em via forrea.
Entre o lugar chamado GralidAo, no principio da
villa.e a fazenda da Gramminha, havia urna queslAo
miiiln ardua a resulver.
Aquella villa, como Vmc. lalve,z nAo saiba, con-
lm urna nica ra, embora o amor proprio da lo-
calidad? a denomino, rom lodo o serio e gravidade,
a ra principal, que, como succede em inaisde
urna povoarodo interior, se prolonga na direcao
da estrada. Aos lados dcsla na eslao situadas as ca-
sas dos grandes e dos pequeos da Ierra, a do fa-
zendero que as Trequenla por occa9iAo da missa e
das oa\alliada-. era dia de fesla do orago da malriz,
e do negociante, empregado do foro ou operario
que formam parte integrante e permanente da por
pularao da villa.
Pois bem, enlenderam os engenheiros da compa-
nhia-que nesse ponto, bem como em muilos outros,
deviant arredare. do Iracado da estrada ant;ga,
que a melhor linba enlre os dous pontos indicados
nao era a qne segu pela ra principal, e em no-
me da sciencia decidirn) apea-la de (ao elevada ge-
rarchia.
Que lula de inleresses essa mudanca nao ira des-
pertar Por motivos muito menos ponderosos, es-
Iradas t*m sido dirigidas por lugares mais dispendi-
osos e distantes do que outros, em grave prejuizo
dos cofres pblicos e dos viandantes.
O dignn director da companhia, porm, nao re-
cuoo em presenra das diflicoldades qoe esa lula
de inleresses poda suscitar-lite, e os roeios deque
se servio para supera-las honram sobre-maneira a
sua sagacidade, e dao idea do acerlo de seus meios
de accao,
Levou a quesblo aos comicios. Senhores, a consi-
derarAo qoe me merecis, disse elle, apresenlando
a planta e relalorio dos ensenlteiros a urna grande
assembla dos principaes habitantes da Ierra, reu-
nidos na casa da cmara, me obriga a submatter
vossa deliberaran a conveniencia da mudanca da
linba da eslraJa por fra da ra'principal.-
O relalorio era lao hbilmente redigido, a joste-
za das conclusOes dos engenheiros IAo patente, que
o Sr. Ferreira Lage poda de anle-mao contar com
a decisAo favoravel da assembla, porque para islo
baslava contar com o simples bom senso.
O seo discorso alm disso foi o mais adaptado .i
siloaco. leve em coDsiderarao os inleresses da com-
panhia remiendo a mais polida Itomcnagem aos in-
leresses/do mouicipio.
NAo querendo urna decisao filba da snrpreza, pe-
dio o adiamenlo della para oulra sessilo, e rogou
aoSr. Il.ilfcld. o engenheiro que havia presidido
conslruccau da anli+i estrada, se dignasse dar seu
parecer sobre as plaas e nivelanienlos que lhe fo-
ram apreseutados.
Na sessAo ceguinte fiti lido o parecer motivado do
Sr. Halfeld, que concordou com o dos Srs. Vigo-
mou e Filejolol, engenheiros da companhia, c ap-
provado sem coutestacAu.
Assim ludo ficou sanado, obtevo-je urna graude
vantagem para o publico c para a companhia me-
danle o concurso daquelles mesmo* inleressosque
leriam conspirado contra ella. A villa ganhou, e
muito, porque em vez de ir-se estrellando como um
corredor na direceo da estrada, se alargar, apro-
veilando para a edificacao terrenos alagadizos, in-
teiramenle abandonados que se eslendem pelas mar-
gena do Parahybnna. Al ra principal ganha,
porque o Ululo de que le arrea passara a sa r urna
realdade de ficSo que era, nao para serapre, he
verdade, mas al que a sua rival, que nasce apenas
lhe roube, o que iiAo ha de ser lao cedo. Keste-
llte essa consolarlo, que nAo he pequea.
O Sr. Pereira Lage pnssuo lodas as qualidadcs ne-
cessarias para levar ao cabo a empreza que lomou
sobre os hombros. O futuro o mostrar aquellos qua
anda se nao conlenlam com o presente.
Fallae muilo em impunidadede crimes, mas co-
mo n.lo ha de ser assim se os meios coercitivos sAo
'ao fracos enlre nos. Um dos mclhores deslinos que
se poiliam dar hoje a qualqurr imposto seria appli-
ra-bi construccAo de cadeias.
Veja o que succedeu em S. RomAo, villa desla
provincia, situada as margens do S. F'rancsco. Por
volla da meia-noile o subdelegado acordou assu la-
do s badaladas repelidas do sino da cadeia. Vai ver
o que he c acba-se sem dous recrutas. Oito indivi-
duos malcarados depois de amordazar os dous pedes-
tres que os suardavara foram cadeia e IcvaTam os
recrulas enmsigo.
O subdelegado oflicia que assim nao he possivel
servir de autoridade sem cadeia e sem forja.
E o mais he que lhe lu (oda a razao ; mas o que
fazer ?
(.lueixam-se do poder judicial ; este responde que
nAo est em suas mAos organisar forca era cons-
truir cadeias.
O poder a quem incumbo essa ohrisarao, se nao
a cumpre he porque nAo lhe he possivel.
Nao sei quem lem razao pouco sei entender des-
las cousas, e desculpo o que ouro.
{Carta particular.)
S. PAULO.
11 de marro.
O viajante que hoje descesse^a collina que aqu
chamamos o Alio de Sania Anua. de onde se des-
cobre um lindo panorama da cidade de S. Paulo,
pensara vir procurando urna cidade martima.
De Tacto, a illusao seria completa, ao divisar ao
longe vastos espacos cobertos de azua, em vez do
verde tpele que forra as varzeas do Carmo, do Fon-
seca e da Ponte Grande.
Estamos em perfeila beira mar ; s nos falla os
moradores d'agua, as fortalezas cocanlo dos mari-
nluiros, para Irocarmos a mansidao de urna cidade
central pela algazarra e bnlicio de urna prara mari-
lima ; sim, de urna praca inaritima, com suas caras
sempre novas, com o rodar das carruagens, e com a
alnazarra dos prelos de ganho que alurdem as ore-
llias do desaponlado provinciano.
Foi um capricho da nalureza que ven mudar a
nossa condicAo semanaria. Cltuveo a bom cltuver, as
cabeceiras dos ros ss levaularam, eahi veio urna en-
diente povoar es ribanceiras do Tamaudualehy
chuveu a bom cbnver, e as varzeas da cidade Irans-
foamaram se em urna soberba baha, que mellcria in-
veja do seu Rio de Janeiro.
Na larde de hontetn o habitante montono desta
Ierra descia as ladeirasdo Carmo e Tabalinguera pa-
ra admirar o bello espectculo que nos preparo ti a
luna, fazendo que as aguas depositadas por ubi
alcm viessem lamber as entradas da cidade.
Ja v que tiesta boa Ierra esta circunstancia cha-
mou o povo ilesentretido, haveuilo concurrencin do
umitas pessoas gradas, como se cosluma dizer quan-
do se quer piular a concurrencia de cidadAos enca-
sacadw, como se a jaquel.i n.io livesse igualmente o
direilq de ser grada.
He urna das endientes mais notaveis que aqoi se
lem hospedado, nao fallando oa fatal do 1. de Ja-
neiro, qoe causn a ruina de lana gente; esla ao
menos nao Irouxe as lagrimas e exprobracoes : a nao
ser o arromb.uiifiilu do aterrado do Fonseca, e a
derrota de alguns passarinhos, e de bancos de lava-
deiras, nao temos a lamentar fracasso algum.
Todava rcnou algum suslo. A casa do eapilao
Menezes, em urna das, margens do aterrado do Fon-
seca, s tantas horas da noite vio-se cercada da agua-
da; pareca urna ilhota no meio do mar. Pelo que a
familia dcsle cidadao leve dse soccorrer hospilali-
dade de un bom visinlto para escapar guerra plu-
vial. Aindaque mal situado, esle. predio nunca linha
perigallo em oolras endientes.
A estrada de Santos c asrra da Maioridadc sof-
freram seu desmoronamenlo, sendo os viandantes
obrigados a interromper a viagem.
Felizmente ja Indo isso passov; e eu lhe fajo en.
Irega do qoe houve, dispensando-me de mencionar
outros episodios, pois que siitlo-mc com ponco geilo
para descrever enchentes.
Os ratoneiros comecam a Irabalbar pelo oflcios
De lempos a lempos propoem-se a pregar monos aos
nossos estoicos patrulheiro*.
Ora, o seu a seu dono; a cidado convida a rapi-
ara: a's onze horas da noile nao ha viva alma pela
ra, a nAo ser algum acadmico que Iroca o Lnbo
pelo fresco da noile. Demais, as nossas palrulhas
lem ptimo coracAo; nao vanan alcance de pequeos
infractores, que se propoem aappalpar as porlas dos
mercadores.
Em consecuencia, a seguranza das (raneas de al-
gumas casas de negocio lem sido experimentadas nas
ultimas noiles.
Ullimamenle um desses cavalleiros nocturnos,
munindo-se de boas machinas de cuerra, penelrou
na loja do negociante Quartim. Primeiro que ludo
foi cmara do caixeiro.lalvez para empolgar as cha-
ves necessarias. Ah mostrou um sangoe-frio admi-
ravcl: o caixeiro, que finga dormir, vio que o ladro
analyticamente percorreu os lugares provaveis eas
algibeiras do falo deposlo. A final, com toda a se-
riedade levantou-lhe a cabera e examinou se as cha-
ves eslari.im sol o Iravesseiro. F'oi enlAo que se
fez alarma, e o hospede despedio-se com a melhor
frescura.
Trajo esla minuciosidad.'para lhe significar que
respeilo lem aqu a classe raloneira das nossas placi-
das palrulhas. Se ellas nao fossem compostas de ao-
jos, diramos que a seguraora dos rondadores revela
algum pacto endemoninhado. Mas islo he urna fla-
grante calumnia :
- 13 de marco. ,
Os Irabalhos da assembla provincial tem-se tor-
nado importantes, e a nalureza dos projeclos que se
vo disculindo moslra que a prsenle sessao vai pres-
tar immenso servirn i provincia.
NAo fallando no projeclo do Dr. Silveira da Molla
relativo garanta de 2 por cenlo para as estradas de
ferro, outros assumptos graves oecupam a conside-
radlo da casa. Na discussAo das vias frreas a argu-
mentarlo lem provocado geral alleitrao, pois que os
debaleDles, Drs. Silveira da Molla, Barbosa da Cu-
li ha c Ribas, lem proferido discursos tdignos de 1er-
se, como se poder ver do Correio Pautistano.
Ullimamenle o depulado ValladAo offereceu um
projeclo de magno alcance, lalvezo segundo em im-
portancia que vai este anno oceupar a allenrao da
casa.
S. S. pretende quo se estabelcra um imposto de
105000 sobre cada escravo dos conventos, exceptuan-
do os de freirs, fazendo applicar o rendimento aos
mellioramcnlos da capital.
Considero esle projeclo altamente enllocado pelas
razoes que ahi resallara de lodos os pontos. Sabe-
mos que mais de mil escravns la/cm patrimonio dos
taes convenios ; elles se dedicam a guardaras fazett-
das que ahi em grande numero exislem abandona-
das. He urna grande forra desviada da lavoura, e
destinada a inercia criminosa.
Sabe-se que as fazendas dos frailes, especialmente
urna que n.lo quero mencionar, sao o valhacouto de
assassinos, e de oolras escravos que l se homhsiam.
Islo est provado exper mentalmente, e mais de urna
vez as buscas judiciaes lem sido fructferas. Sbe-
se que os proprios escravos vivem como urna horda
de bandoleiros encravada no lerrilorio, sem gover-
no, sem inspeccao algoma, pois qoe os santos frailes
nAo lem qoeda para a agricultora, e vivem preoecu-
-pados com a instituirao. Assim, j se v quo o pro-
jeclo sobre ler vislas econmicas, influe para a admi-
nistraran da juslica.
Demais. os mclhoramenlos maleriaes da capilal
nao podem, por mais lempo, ser adiados : de algu-
ma fonle sabira a renda que lite devo ser applicavel;
os santos Trades eslou que mesmo nao se opporao.
O Sr. depulado ValladAo, rcalisando a aedida
proposta, prestara um relevante serviro. E senAo,
veja-se os applausos com que To recebido o Tunda-
mentar de seu projeclo.
He mesmo do espirito da poca o cgtabelerimenlo
de medidas ncsla relncAo. Veja-se oque vai no Pie-
monle a lal respeilo. Conta-se que na assembla o
projeclo apenas encontrar um bice ; o Sr. Dr.
(jumbleton a lal respeilo lem idas.singularps c re-
tronradas. Ainda be dn lempo do direito divino, e
pensa que os bous Trades Tazem a Telicidadc do ge-
nero humano, qirc sem ellos as insliluicoes vAo por
essesares. He pena que esle scuhor, hbil como he,
bjnha tal ftiliro pela frailara.
Fiudanilo este tpico consegue-se aqu priori os
agradecimentos da provincia pelo serviro que o Sr.
ValladAo va preslar-lhe. Quanlo aos opponentes,
diga-se-lhes que mesmo sobre a propriedade dos Tra-
des, peranle o direilo, nos parece um pouco litigio-
sa, ltenlos os progressos de nossas luzes no Brasil,
acompanhando a civilisacao dos lempos ; sendo cer-
lo que o Brasil nleiro aguarda as deas do Sr. mi-
nistro da justicia em semelhanle materia.
A endiente Tez algum prejuizo ao arrematante
da ponte dos Pinbeiroi. A ponte vellia Toi cubera
lela inundara. do rio. O Sr. Saraiva, em conse-
quencia da inierrupcAo da passagem, man Ion dar
transito pela ponte nova, Techada por causa das
obras do aterrado.
Ultimou-se hoje a queslAo da porccnlagem.
Em lerceira discussAo passou a caranda de 2 K
Mas o Dr. Hypollo, que hoje discutio a materia.
modilicou o projeclo com urna emenda no sentido
de fazer parlilhar proporcionalmenle pela provincia
o excedente ao maximu, de lucro que ogoveruo esti-
pular para a companhia.
Esla idea foi combatida pelos Drs. Molla e Ribas,
e passou com maioria de dous votos.
Ratificou-se a opiniAo que o actual presidente
lem o apoio compacto da assembla, com cxccpcao
dos Srs. Barata e (iumblelon.
O Sr. Barbosa da Cunha aaba de declarar em
parte, que nao foi contrariado, que as rosposlas ns
aecusacoesao presidente por aquellos dous oradores
resumiaine. no apoio decidido e nas votacOes de
rnnfianca a um administrador da cathegoria do Sr.
Saraiva. {dem..)
(Jornal do Commercio do fio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO-
Putahibn ^0 de marco.
Eslava sem resoluo,Ao d escrever-llte por esle cor-
reio, porque leitciouava Tazc-lo amanhAa polo parli-
cular, quandu. poda dar-llie novas da procissAo do
Sr. dos Passos, que deve ler hoje lugar; mas n'esle
momento chega Meireles furioso, abrasada, volc-
nico, explosivo, e linnibutivn contra o meu collega c
amigo .tcolyto do Tom (de quem linba protestado
nao oceupar-me mais) exisindo, ssb pena de um
rompimenlo contigo, que proleslasse peranle aquel"
le amigo por urna historia de profundidade, e pezos,
que, estando Jum pouco enigmtica, presta malig-
nidade um sentido ofiensivo a sua honra, e que po-
ne servir de motivo a alguem lomar-llie contas diffi-
ceis de ajuslar.
Ainda mais ofTendido se acha-o Meireles, com a
especiede aineaci. que descobro noquem me avisa
he meu amigo,com que rinda o collega lipidie u-
reo -periodo, que podemos chamar um riqu-
simo trait d'esprit, ou um alentadssimo calem-
bour g,
E por Indo tata quer o McirchS appellar para a
probidade do collega, e exigir d'elle urna explicacAo,
e que palenlee, sem a menor consideracAo, quanlo
sabe d'elle, menos digno de urna pe joa honesta.
Ado muilo justa exigeucia do leireles, e que a
lealdade do collega 11A0 se pode Tur ar a urna expli-
carlo, anda.que esta tenha de pi r os podres do
Meireles na ra, com tanto, que sej m reaes, e ver-
dadeirus, e nao improvisados pela n ale-licencia, ou
'mentados pelo desejo de delrahir, le alguem que
abusasse da boa T do collega.
Se eu livesse algum merecimentu empenhar-me-
hi.i para que o collega desmascara se o Meireles,
ou explicasse satisfactoriamente o sentido de sua his-
toria,

O collesa, que se diz liberal, c eu o creio. nao po-
de ccrtamcnle ver posta em duvid, por um mo-
mento, a honra de um Iiomem, 011 a hypocrisia de
um velltaco.
Eu quiz dissuadir o Meireles de u proposilo, e
acalma-lo; mas lal era o csladn de irrilabilidade, em
que se ada va, que nao quiz a Hender s mi tilias ob-
servaces.
Por mira eu deixara passar desapercebida qual-
quer insinuacAo do collega, porque, apezar de aco-
'j lo. nAo sei o que Iho lizeram os Jesutas, que anda
-cismtico com elles, e parece descobri-los em qual-
quer parle, como certo malbemalico encontrara um
impertinente gato preto, um medico, urna mosca
oa pona do nariz, e nao sei se um vigario
encommendando um defonto na porla de casa. Cada
qual lem sua mana; e devemos respeilar, por isso,
as manas alheias.
Eu, por exemplo, supponho encontrar em qual-
quer parle um burro, porque lenho invencivel anli-
palhia a ouvi-los zurrar.
E o Meireles nao me fez, nAo s quebrar o meu
protesto, como dar urna furiosa massada nos meus
devotados '.' Ienliain paciencia, porque os amigos sao
para as occasies.
As chovas nos nao leera dado Iregoas n'estes qua-
lro das; o o seobor invern est teimoso, como um
velho caberudo; comtudo, porm, nao Ireme, e pelo
contrario est ardcnle.
Aute-houlem urna casa, cansada de conservar-se
em p, deitou-se, segundo o rifao dos Jesutas; mas
Tez essa evotorAo Lio preguicosamenle, que os i ai
quiliuos sabiram em lempo para o ar livre.
Creio que a fazenda publica pouco, Ou nada, per-
den na diminuirlo d'essa decima, porque ella pouco
pagava.
Finalmente, pon, tantos, tantos que, chegou o
brigue-barca llamarac. ante-lioitlem alarde, que
veio d'essa provincia para ronduzir os sentenciados
para Fernando; mas creio quo os nao conditzir d
urna s barcada, segundo aflirma oGaldino. Trouxe
elle cem boineiisde guarnirn, o s csses sAo surtid-
entes a cnclter o barco.
0 bolel Cbagas, em consequencia da evaporarlo
do Murissoca, da que lhe fallci, mudou de e-
nhorio.
Pobre Cbagas! Fez bancarrota, c anida nao sei se
foi fraudulenta.
Est o holel em leilao, e ainda nao appareren
quem rabrisse o lance.
Escoso dzer-lhc, que o Cbagas acha-se abolelado,
como inqoilino, na mesma casa em que foi propie-
tario. Qoanto varia a sorte !.'
Ha urna mablirAo, que passa emsoccessAo aos ear-
cereiros d'esla cadeia, pela qual, os que se demoram
n'aquelle cargo, lindam residindo n'ella por algum
tempo.
Quero propor essa coincidencia academia do
Meireles.
Ante-honlem chegou o correio do interior e os
meus correspondentes de la noticiam-me, que nada
tiuham a dizer-me de obras tliuggo.es. He raro,
mas he verdadeiro.
O que me parece um pouco a lomada de Sebasto-
pol he a noticia de queem Catle, desde o anno da
grara de 1851 al o prsenle,n.lo se havia instaurado
um s processo por crime algum ?
Oue feliz terrinha, onde nao ha um s criminoso
para processar, digo criminoso, porque me parece
demasiado dizer crime.
Se nao fra IAo longe, l iria lindar meos das em
perfeila Iranquilldade. Estara certo de (cr meus
ritos de probabilidade de morrer. He o lugar meis
iilubre de provincia.
Em caminho, de Alagoa Nova para esla cidade,
urna escolla, soltou doas recrulas, que condu-
zia.
Essa escolla, de guardas nacionaes, foi mais ho-
nesta, dn que oulra, que apresenlando ao Dr. chefe
de polica dous recrulas, que lhe foram confiados,
em caminho da cadeia, reconheceo ns isenc&es de
um, po-lo em iberdade, enlregou gmente ao carce-
reiro um; ed'ahi scgiiio para casa gem dar o menor
cavaco ao mesmo Dr., qoe nao aclioo boa a graja.
Que taes sao os meninos II
O Meireles conlou-me urna ancdota, qoe nao dei-
xa de ler um chisle. O delegado de Bananeiras,
Cunha,'que he um pouco durinho, reuni urna es-
colla da Irinla bomens cavallo, e fez urna excur-
sao serra do Cuil para Irancafiar uns malandros.
que all eslavam no pleno uso de suas agencias. Che-
gando all prenden uns, e espanlon outros, eqoabdo
quiz reunir as cavalgaduras, recunheceu, que linha
desertado printeira deserco simples) a melhor besla
da tropa. Iudag*, procura, investiga, examina; e o
resultado foi saber, que a tal besla foi Irancaiada
por um dito llu/a, chefe de quadrilha, e o mais Mo-
til velhaco d'aquelle lugar, que, sem duvida, por
nao achar mais companheiros, quiz mangar com
o Cuoha, furlando-lho o cavallo quasi 1 sua
vista.
Veja a audacia dos permutantes de cavallos, que
se casam para lerem' isencAo. Diz o Meireles, que
os ladrees de cavallos, que furtam com cabrestog afe-
ados, nAo leem crime. Eu nao vi se haaferir,ao pa-
ra os taes Irastinhos; mas sei, que nao ha puuicao
provavcl, fora do recrulamenlo. para laes Ir
taules.
Qual ser o dono, senhorio, ou proprielario,
que v, alm de haver perdido a alimaa de sua
posse, dominio, ou propredade, lentar um processo
contra o ladran ?
O jury olha para essas venialidades por alto; e o
senado nao quiz anda desenlatar urna celebre lei
contra os ladres de animaes.
Se at agora era assim, o qoe diremos com o novo
regiment, devasta parles, dat cusas californicas ?
En quereria boje ser escrivao, juiz, delegado, sub-
delegado, meiriuho, alo leslemunha, antes do que
parle. Jue o tal regiment fosse applicado ao civel>
adiara um pouco exagerado, raasdesculpavel; po-
rm applicado ao crime I Pobres parles, e munici-
palidades Eu prevejo vossa p'lliisica pulmo-
(Dar....
Reslava contra os ladres de cavallos o recrota-
meuto.mas elles lomam o sacro jugo de hymineu,
e encoulram sempre ecos de urna feciindidade es-
pantosa.
Havia aqui, he Meireles qaem o diz, nal chele
scelebre de quadrilha, qXte tendo ido por muilas ve-
zeg cadeia por suspeilas vehementes, nunca encou-
Irou um aecnsador. Era elle um pouco gasto do
officio, e linba um dito alguma cousa eslragado, mas
pelo oulro via um cavallo a cinco milhas. Ahorre-
cilla a polica deu d'elle urna informaeao circoms-
(aociada ao governo, que acliando-u am poaco apro-
veilavel (pelo menos lenho visto no exercilo soldados
mais velhos, e Dos nos lvre de que nAo tenhamos
veteranos) mandoo-o para 1 corle, all, porm, nao
agradou o recruta usado; e leve escusa. Foi o tal
siijeitinbo aperfeicoar-sa corle, e vem requiuUdo,
e mais audaz, perqu perdef al a suslo do phan tas-
n 1 recrulamenlo. Teremos dora emdianle um ra-
toneiro sem pavor, e relacionado com todos os velha-
cos da provincia.
No dia 28 brigaram em urna das ras d'esla cida-
de, duas Aunas, creio que verrfadeiras bolenat, e
urna d'cllas quebrou o crneo da oulra. Os solda-
dos do Moreira Iraucaliaram as Amazonas.
As mulheres (olhe quo nao sao as senhoras) v;To
".adiando intlinctosaguerridos. Se a Inglalerrn qui-
zesse recrular aqui algumas para a Crimea....
N'esle momento recebo por intermedio do Beoti-
nho o seguinle conviteIllm. Sr. correspondente
Snior da Parahiba no Diario de Pernambuco. O
corpo commerrial parabibano, em tcsteraunlio de
gralidAo, offerece ao Exm. Sr. Dr. Francisco Xavier
Paes Brrelo, um baile na noilo do dia 14 do mez
de abril vindouro, na casa que altimamenle servio
de Paco da cmara municipal d'esla cidade, ra Di-
reila n. 69.
A respectiva commiss8o lem a honra de coavdar
a V. para aquelle fim, esperando que se dignar
abrilhanlar a reuuiao com a sua estimavel presenca.
De V.Alientos veneradores e criados.Victorino
l'ereira Maia, Francisco Altu de Souz Carcalho
Manoel Marques Camaclio. Parahiba 27 de marro
de 183.Conforme.Meireles Bentinho.
Eu quasi tomo por epigramma o tal convite pelo
abrilnanlar com a ininha estimavelmas vendo, que
lodosos conviles erm de igual theor, entend que
aquellas palavras importam o mesmo, que osdo
costurae disse nada, e al nao dissede que, com ou-
iras quejandas, usara lano os escrivaes, e tabellies
de publico, e raso.
Jvque lenho meu carlio de entrada, e pode
contar com a descriprao era forma, segando o meu
louvavcl.
S. Exc. est em vesperas de partida para a corte
e os amantes da repress3u principiam a sentir.
Eu pens que o Dr. Flavio continuar no mesmo
programma; maslba he ini.ler maila energa, e Tor-
ta de vonlade, porque os amigos da tolerancia es- -
lao acoslumados aorifloSaulo de casa nao faz mi-
lagresMoslre-lhes S. Exc, que nem sempre o rifao
be verdadeiro.
Quanlo ao Exm. Sr. Paes Brrelo direi, qoe iu-
conlestavelmeute tern elle feilo provincia serviros,
e serviros importantissimoi. Tinhamos necetsidade
de um homem vJe sua energa para dar movimenlo a
osla machina, cujas mollas eslavam lajas, ou ferru-
genlas. Hoje appcllam para sua retirada, e para o
costume de u tu vollar mais o presidente, que d'a-
qni sahe; Dos nos queira dar urna admnistrac,3o
que nao seja ephemera, pois s assim os seus bene-
ficios loruar-se-bao eflicazes, e proficuos.
Em quanlo resta ao crime a esperauca da mudan-
za de sen perseguidor, elle se lmenla, e subsiste;
mas logo que essa esperauca desapparcea, elle del-
nlia, e morre.
Tevc bontem lugar o deposito do Senhor dos Pas-
sos do Carmo na Misericordia..Contra o que promet-
tia o dia, tiveroos urna ptima noile. Hoje lem de
sabir a procissAo, e na printeira desereve-la-hei.
A municipalidade Uuslrissima nao anda em mui-
to bom estado. Um memoro conspicuo quer tancar
no leilao do holel Chagas; mas creio que lite cobri-
1H0 o lance. Nenhuin de meus requerimenlos lem
lido despacho, eniretanto, que as catas, e muros va*
Mil TI! AIM


2
DIARIO DE PERNAMBUCO, SBADO 1 DE ABRIL DE 1855.
lhos vao cahiudu. N'esle momento vi que eaho do
coiiveolo de Ss Francisco um telhi-iro, que Dio es-
la! muilo no sea estado normal.
O jury deditiou de sua severidade. Jalgoo, que
asa sujeilo Italia morrido can (os pir sua livre on_
ladr, dique por ama sova de pao, que 1 lie dera um
irmao, e por um Ribo d'este, que quiz ijudtr o pal,
apelar de nao Mr velho.
He oedo que o morto cabio na asneira de nao,
morrer logo, depois do \en\breU.
Absolveu maia um sujeilo, que dea urna dardada
de pequea gravidade, ejn oolro ; mas esta deciiSo
foi jaita, porque ferido quiz entrar na caa do
dardejanie, e dar-llie, ssim pono mais, uu menos
como qoerem faier os alijados.
D'iwa decisao concilio, que se os sitiados apanhns-
sean la por Sebastopol, a chamassem o pai Nicolao
neraule o jary 'esta capital, elle sahiria absol-
vido.
CunJcmnou, e coro, demasiada bonhomia. a pou-
cos annosde prMs a om sujeilinho, que lendo leva-
do urna bofetada ile outro, das depois, Ihe deu ama
Tacada. .Saocouais, ques servem em quente. Se
ao masuts lempo la bofetada, elle conversa com o
outro, eolio teria em seu favor o juslificavel sa-
lutar.
Tor causa d'esse processo iam-sc azedando o pro-
motor, e' o advogado da de'feza. Felizmente ambos
s3o mocos de edueecfio, embora aimta mnilo inflam-
mavei* pela joventode.
Absolveu mais om idiota, que fei encontrado com
urna pistola em urna Irouxa, indo de viagem.
Eis o que tem feilo o jury, depois de minlia ul-
tiaaa.
Sade, e felicidades lhe desejo,astim como que le-
nha eito muita penitencia para ganliar o eo.
A meo.
TERiNAMBIJCO.
ASSEDtBI.EA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sanan' ib lie abril da 1855.
Presidencia do Sr. Bario de Camaragibe.
Ao roeio da, feila a chamada, acharam-se pre-
sentes 32 senbores depulados. t
O Sr. Presidirte abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao antece-
dente, que lie a jprovada.
O Sr. I. Secretario menciona o segointe
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Sr. secretario da provincia, Irans-
mitlindo a infoimarao dada pelo director geral da
'nslruccao publica, acerca dos requerimentos dos
professores padre Manoel Thomaz da Silva e A "re-
llano de Pinho Borges.A commisso de inslrucrao
publica.
Outro do mesmo Sr., remellcndo um requerimen-
to em que o conego Lourenco Correa de Sa, vigario
da freguezia de S. Jos do Recife.pede a esta astem-
bla um auxilio para o restante das obras da sua fre-
guezia.A commisso de orcamento.
Outro do mesmo Sr., Iransmitlindo as posturas da
cmara municipal da Escaria.A commisso de pos-
turas de cmaras.
lie lido e approvado o seguinte parecer :
t A commisso de instruccao publica a quem foi
prenote o roquenmento de Jos Pereira Borges,
professor publico da lingua latina da cidade da Vic-
toria, necessita para interpor seo joizo sobre essa
prelenrao que se peram informales a directora de
inslrucrao publica, e por isso propoe pelos meios
competentes se oura acerca do mesmo requerimenlo
o respectivo director geral.
Sala1 das commissdes 31 de marco de 1855.Ma-
noe\ Cle'mentino. Aprigio (jutmaraes. Padre
l'arejSo.
He lido e approvado o seguinte parecer:
a A commisso de instruccao publica, precisando
de nformacoes do Sr. director geral d instruccao
publica, e director do collesio dos orphos para emit-
tir sua opuio sobre o requerimenlo de Tbomaz da
Canha Lima Canluara, professor de musir vocal e
instrumental do referido collegio, be de parecer que
segundo os esl y los se peram eselarecimentos aquel-
les empregados acerca do incluso requerimenlo do
menciouado Tbomaz da Cunha Lima Canluaria.
Sala das commissdes da assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco 31 de mano de 1855.Ma-
noel Clementino. Aprtgio Guimaraes. Padre
f'arejao.
Um requerimenlo dos proprielarios de cocheiras
uesla cidade, pedindo a esta assembla a revogarao
das postnras da cmara municipal tiesta cidade de 3
de novembro de 1854.A commisso de posturas de
caaras.
He lido e approvado o segoinle parecer :
s A coamisiao de obras publicas, agricultura e
commercio a fim de poder dar parecer sobre as pre-
tenees de Vicente Jos Pires, Jos (resorb Paes
Brrelo, Manoel Thomaz de Albuquerqne Mara-
o*, JoaoFrancisco do Higo Maia, Antonio Car-
neiro Leao, Jos Lopes Gu maraes, Amaro Fernn-
dea Uallro, Manoel Caetano de Medeiros e Francis-
co de S e Albuquerqne, que pedem indemnisares
pelos estragos causados pela grapde cheia do anno
pasudo as obras que arremalaram ; precisa que
pelos canees coro plenles se peca os termos de arre-
matacao da* obras a que se referem as mesmas pre-
tensos*.
Sala das commissfies 2 de abril de 1855. A. F.
de Oticeira..s'iirina Cacaleanli de Albuquergue.
P. faphael Mello Pego.
He lido, jolgada objefto de deliberarlo e mandado
imprimir o seguinle parecer :
A eommissSo d'instrucrao publica, eumprindo o
seu dever, lem a honra de ollerccer i consideradlo
desta assembla o resultado desuas invesligacGes so-
bre o regolamenlo de 22 de fevereiro ultimo, pro-
mulgado pelo presidente da provincia em virlode
da aalorisacfio, que lhe foi confiada pela lei n. 355
de 25 de setembro do anno passado para reformar
a inttrucco publica em todos os seus ramos, e con-
verter o lycca desta cidade em om intrnalo.
Diversas vezes nesta provincia se ha tentado or-
ganisar a edueacao e instruccao publica, e dar-lhe
nm plano de administrarlo mais conforme as suas
necessidades, masa experienciae conhecimenlo pra-
tico dos efl'eilos dessas medidas veem logo convencer
a todos de sua improficuidade, e da Decessidade in-
declinavel de prover de remedio n direcelo do en-
sino.
Em 12 de maio de 1851 promolgon-se um re-
golamenlo para a instruccao publica da provincia,
que actualmente anda rege o sen movimeolo. Sein
embargo de nao estar completamente conhecida to-
da sua influencia, as pralicas j o julgarn defectivo.
Nao satisfaz as exigencias da educarlo publica, e al-
gumas de suas lisposieSes So manifcstamenle inu-
teis, e sem proveitosa applicacao.
a Conhecend i estas fallas confeccionou esla as-
sembla a lei n. 355, por cuja forra se publicou o
regulamento de 22 de fevereiro submettido a sua ap-
provacao. Esle regulamento no sentir da commisso
remove lodos os defeitos, e monta om syslema profi-
cuo para o resinen do ensino e educaran da pro-
vincia. O todo ile snas disposces he confeccionado,
guardados os prncipios e a experiencia geralmente
recebidos em asnumpto* desla ordem, e he por isso
que a commisso o propoe a approvacao da assem-
bla, addiccioiurado-lhe certas alleracSes, que cn-
lenden convenientes, algumas das quaes sao de pe-
queo alcance.
a Ampia e v triada he a questo da organisacao do
ensino publico, comprehende especies distinclas,
tanto relativas a cousas, como a pessoas, e todas el-
las forain bem oropreheudidas na generalidade dos
preceilos do rei;ularuenla, qae branse a inslrucrao
elementar e secundaria.
Pelo que diz respeilo ao pessoal da organisacao
do ensino, aceila a commisso o syslema desenvolvi-
do no regulameolo da presidencia. Assiin ficam sup-
pridos moilos dos defeitos do regulamento de 12 de
maio de 1851. He por cerlo preferivel a iuspeccao c
d'.recrao nellc estatuida, e satisfaz as exigencias de
' urna administracao proveitosa e regular.
A auloriila le, crdito e forca, de que invesle o
director da instruccao publica, sem quebra da supe-
rintendencia da primeira autoridade da provincia,
sao condices indiapensaveis para a direcclo profi-
cua da educic.lo.
n O conselho director, os delegados e conselhos de
distrietos Iliterarios, como eslao criados, sao oulros
tantos recursos estabelecidos para cncamiuhar a mar-
cha da instruccao com vantagem publica.
He principalmente no que se refere as condl-
cies e forma^ao da classe do professorato qne mais
se mauifesta a superioridad do novo regulamento.
Estableceram-se ah novas regras, e as nicas que
M dTCauslanciaa aclueas da provincia podiam rece-
ber para crear o profestoralo com os requisitos, pra-
licas e hbitos proprios dessa iusliluiro, que por
cerlo nao produz todos os seus clTeilos, exigindo-se
apenas a idoneidude dos esludos. Entendc a com-
roiisao que a classa dos professores adjunctos ha de
dar a provincia as vaolagciu da escola normal da
nslraec^o elementar tem oe largos gastos que ella
levanta.
a Se da organisacao pessoal se passa as questOei
propriamente do ensino, aluda be providente o re-
gulamento. Recebendo as regras canbecidas e pra-
licas em materia de educaran < inslrucrao, determi-
nou convenientemente a cliissificarjao dos estados,
estabeleceu novas doulrinas para sua ampia clislri-
bui^ao na provincia, a consultou seriamente a dis-
ciplina c economa das escolas. Tornando obrlgato-
rio o ensino publico elementar, estabeleceu entre
nos o regulamento um principio, que muito concor-
reni para u engrandecimenlo da civilisar,ao da pro-
vincia.
o A commisso apoia tambero idea do Cymna-
sio, e a jalea de proveilu para occorrer a necessida-
de, que se vai sentindo de casas de educarlo regula-
res e bem dirigidas. Ncste pensar vai de aecrdo
com o voto j proferido por esta assembla em se-
lembro do anno passado.-
.ir Aceitando o pen todava a commisso, que por ora nao pode ter as
proporres quo lhe d o reculaiiionto, tanto na par-
le relativa aos esludos, como no pessoal e venri mon-
tos, que lhe sao consignados. As circunstancias e si-
tuaran actual da provincia nao deixam a commisso
o arbitrio de aceitar a proposta, que consullou.
Pensa do mesmo modo a commisso acerca dos
vencimentos dos rjrofessores de inslrucrao elemen-
tar. Nao pode a provincia occorrer a despezas lao
avulladas, e por isso eutendeu conveniente a com-
misso diminui-las.
a Tem a commisso manifestado em geral seu jal-
la sobre o regulamento de 22 de fevereiro ultimo,
que lhe pareco digno de approvacao desla assem-
bla com as allerare- que indica, e na impossibili-
dade de analysa-lo em todas as suas parles, e expr
detalladamente os fundamentos de sua opiniao, re-
serva-se para faz-lo quando for discutida sua pro-
posla. Talvez mesmo lenba de acrescenlur alguma
providencia no correr da discussao.
a A vista, pois, do que tica expendido, be a com-
misso de instrncrao publica de parecer que se adop-
te a seguinle resolucjlo:
a A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolvo :
" Arl. nico. Fica approvado o regulamento de
22 do fevereiro ultimo promulgado pelo presidente
da provincia acerca da instrucrao publica, com as
seguintes alterarnos :
o 1.a A's palavrasserao exercidasdo artigo 1.
acrcsccnlem-se as seguintespelo governoda pro-
vincia. O mais como esl no artiso.
2. Ao artigo i. acresccnle-se o seguinte O
director geral ser nomeado pelo presidente da pro-
vincia, e lera o vencimento de 1:100a rs. de orde-
nado, e 6009 rs. de gralificacao pelo eOeclivu exer-
cicioe altere-se a ordera numrica dos artigos se-
guintes.
3." Ao 5. do artigo 1. acroscente-se o qual
sera acompanhado do orcamento annual das despe-
zas com a instruccao a seu cargo, especificando cada
urna das respectivas verbas.
2. do S 8 do artigo 2. acrescentem-se as seguintes
e por intermedio lestes aos professores do ensino
primario, Meando o mais do mesmo modo.
5.a Ao S 10 do artigo 2 acrescente-se o seguin-
te exercer as funecoes declaradas neste regula-
mento, e quaesqoer oulras de que com referencia ao
servicu da instruccao publica o encarregar o gover-
no da provincia.
a 6. Supprimam-se no 1. do artigo 6 as pala-
vraspelo menos urna vez mcnsalmente para se-
ren substituidas pelas seguintesnos termos das
instrucccs, que lhe forem expedidas pelo director
geral.
o 7. Snbstituam-se as palavrasao menos nma
vez cm cada trimestre do 3 do artigo 6 pelas se-
guintesna forma das instruccoes dadas pelo direc-
tor geral.
o 8.a Supprimam-sc no final do 1. membro do
artiso 7 as palavrasdirector gerala substiluam-
sc pelas seguintespresidente da provincia.
9." Ao artigo acrcsaeule-seo qual ueste ca-
so perceber a gratificaran do exercicio.
a 10.* Snpprimam-se o 2. membro do artigo 11,
e a palavra animalmente do membro seguinte.
11." Sopprima-se no artigo 17 a palavra bap-
lisroo.
12. Na terreira parte do artigo 1t subslituam-
se as palavrasaecusarao judicial depelas sego'in-
lescniulemiiaeao judicial por, e no artigo 15
acrcscentc-sc as palavrasaecusacao judicialas se-
guintesnns casas.
e 13." Suhsliluam-sc no artigo 20 as palavras
prazo do 30 diiis pelas seguintes um prazo ra-
zoavel.
I .' Os ns. 3 e 1 do artigo 25 sejam substitui-
dos pelas seguintes:
Os professores das escolas do segundo grao 700
rs. de ordenado e 2005 rs. de gralificacao, os das
escolas do primeiro grao 500 rs. de ordenado e 2003
de gralificacaoe acresrenle-se o segainteas pro-
fessoras tcrilo cem mil rs. menos de ordenado em
cada um dos graos.*
\o.' A' palavra administrativodo artigo 32
acrescentc-se as seguintesde nnmearao provincial,
(i 16.a (>g |res membros do art. 36 sejam substitui-
dos pelos seguintes.
a No primeiro anno.......2003000
o No segundo anno.......2503000
fo lerceirojem dianle......3003000
a 17. Substilua-se a lerceira parle do arl. 39 pela
seguinte : Nessas occasioes perceberao mais 2003
ou 3003 de gratificar io annual, conforme a escola
fdr do 1. ou 2. grao.
o 18." A' palavra delegadoacrescentem-se as se-
guintes eo conselho, Picando o mais como esta
redigida.
19.a Acrescentem-se asegunda parte do arl. 59
na palavra ensino as segniutesdos meninos
pobres.
20." No art. 76 supprimam-se as palavrasesob
sua presidenciae no 2." membro do mesmo artigo
ns seguintes para as quaes devem ser convidados
todos os membros do conselho director, acrescenlan-
do-se ao final delle as palavrasou editaes.
t 21." Supprimam-sc no art. 77 as palavras ante-
riores as seguintestoda instruccao.
ir 22. Sabstituam-se.noart.78 as palavraseos
respeclivos professores c substitutos passam a servir
no (vmnasio Provincial, como Ihes fr ordenado
pelas seguinteso os respeclivos professores e subs-
titutos passarao a servir'no.Cymnasio, se para isso os
jolgar habilitados o presidente da provincia, e no
caso contrario permanecerao no magisterio, at que
o governo os empreguo convenientemente em oatro
mister.
o 23." Acrescente-se ao final do til. 4." o seguinte
arlgoao applicaveis a matricula, ou admissao de
alumnos em todos os estabelecimenlos particulares
de instruccao as dsposiroes dos 1 e 2 do arti-
go 69.
a 24. Ao arliRO 94 3, acresccnlera-se as segua-
les palavrasem acto de serviro.
25." Subs(luam-se as palavras 4 cadeiras do'n.
I." do arl. 115 pelas seguintesduas cadeiras.
a 26.* Supprima-se o n. 4 do arl. 115.
o 27." Suh-tiluam-se os ns. 11 e 12 do art. 115
pelo seguinte.
10. Sciencias naturaes comprehendeudo histo.
ria natural com as primeiras noroes de zoologa, bo-
tnica, mineraloga e geologa, pbisica e chimica
elementares, smenle com os principios geraes mais
applicaveis aus usos da vida, ero duas cadeiras.
a 28." Substilua-se o art. 110 pelo seguinle.
O presidente da provincia organisar um regu-
lamento especial para o Gymnasio, no qual se regu-
lar a parlo do ensino, que deve flear competindo a
cada cadeira, a ordem dos esludos, o syslema das li-
r/ie-, o melbodo dos exames e ludo mais que diz res-
peilo ao movimento oteruo do eslabetecimeoto.
29.a Sopprima-se no art. 117 o que se segu das
palavrasmaneira seguinle em dianle.
3." Ao arl. 120 acrescente-se o seguinlecom
o ordenado que se ajustar, nao podando exceder a
60000 rs., os vencimentos dos professores de gym-
nastica e nalacao.
a 31.* No art. 130 em lugar de 3:0003 diga-se
1:4009de ordenado e a gralibeacao de 600.
32.a No art. 131 em lagar de 2:5003 diga-se
1:2003 de ordenado 500 de gralificacao.
33.* No arl. 173 suhsttua-se a palavra 19 por
15, e em lugar de 2:0003diga-se 110009 de orde-
nado e 5009 'le gralificacao, e acrescente-se o seguin-
le membroo professor de desenho lera .o venci-
mento de 6003000 de ordenado e 2009000 de grali-
ficaco.
34.a No mosmo arl. J33 elimne-se a wgunda
parte, e subslilrjam-se na lerceira ai palavra12
repetidores pelas segalntes9 repetidores.
35.* Acrescente-se ao arl. 133 o seguinle.
Em ignsldade de circumslancas os repetidores
serto preferidos para o precnchmento das cadeiras
de inslrucrao secundaria que vagarem. No regi-
gmenlo de que Irala o nrligo substitutivo ao art.
116, so delcrminnro as condices para provimento
dos lugares de repetidores.
36.* No art. 134 elimine-seo que se segu as
palavrassecretaria do instituto, conservando-se s-
mente o primeiro membro.
o 37. Ao art. 137 acrescentc-se o seguinte mem-
brovagando o lugar de continuo, que ser preen-
chido pelo queoserv'e actualmente no lyreu, ser
supprimido, c snas nlirigaces licaran a cargo dos
serventes, como for designado.
cr 38.a Os professores siibslturao uns aos outros,
romo fr determinado. Os repetidores podem tam-
bem substituir aos professores.
A gralificacao pelo exercicio competir a quem
for substituir ao professor.
o 39. Elminem-se os arls. 1J3 152.
a 40. Subslilua-se o arl. 118 pelo seguinle.
nasio sao de livre nnmearao do eoverno da provin-
cia, c os lugares de professores sao vitalicios.
O presidente da provincia far as primeiras no-
meares para preencher o qnadro dos professores, c
logo qae fr completado, sero suas vagas providas
por concurso na forma dos arls. 12 a 16, 17, 18 e 20
a 22 desle regulamento.
vereiro ultimo, assim modificado, ser de novo re-
digdo e impresso no sentido das modificacies adop-
tadas em ordem a constituir um s corpo de lei, aGm
de facilitar sua everueao.
a Sala das commisses da assembla legislativa
provincial de Pernambuco 28 de marco de 1855.
Manoel Clementino Carneiro da Cunha. Apri-
glo Cuimaraes.Padre J'arejUo, vencido.
ORDEM 1)0 DA.
Contunarao da 2.a discussao do artigo 11". do or-
camento provincial.
O Sr, Parros Brrelo : Depois, senhores, das
graves aecusaces que foram aqui dirigidas na nlti-
ma sessao repartirn das obras publicas ; depois
anda de baverem os nubres deputados que lomaram
parte nesla discussao chamado de um modo, que eu
nao posso deixar de qualilicar de um pouco leviano,
,i mim e ao meu honrado collcga para respondermos
como membros dessn reparlrao por lodos esses fac-
los desairososque eram attribuidos aquella repart-
cao, talvez presuma i casa que tomaudo eu a pala-
vra, tenho por fim levantar a luva que nos foi lan-
cada pelos honrados membros ; devo porcm declarar
muito solemnemente que as aecusaces feilas a re-
partirn das obras publicas foram de nalereza tal,
foram tao graves que eo enlendo que esta casa nao
se pode contentar com as explicacoes, que por ven-
tura lhe possadar um membro daquella repartirn,
enlendo mesmo que he dever nosso nomearmos
urna commisso de sindicancia ou nquerito para
examinar todos os Iraballios da repartijao das obras
publicas, nao s no que rcspeila a sua contabilidade
como tambero a parle lecbnca dos seus Irabalhos.
O Sr. Mello llego: A quem aecusou compele
propor.
O Sr.'Barros Brrelo : Eu nao estou propondo,
eslou fazendo sentir a necessidade em que esla ca-
sa de nomear a commisso.
En disse, Sr. presidente, que os honrados membros
nos haviam chamado a mim c a meu honrado col-
lega o Sr. Mello Reg de um modo um pouco levia-
no e vou explicar o meu pcnsamenlo. Depois dos
indires deputados havereui arcusado a rcparlicito das
obras publicas dos maiores mines por ella commel-
lidos, eu creio que o convite dos nohres depulado*
para que nos viessemos aqui explicar esses fados, de
algum modo he desairoso para nos.
O Sr. Brandao : Eu disse que faza urna idea
muito vantajosa do nobre depulado e do seu collega,
e nao lhe pedi explicacoes; se oulro honrado mem-
bro lh'as pedio, eu n3n. t
Eu apontei certos fados e quando eu fallava na
estrada da Victoria, o nobre depulado pedio a pa-
lavra.
O Sr. Barros Brrelo: O nobre depulado aca-
ba de dizer quo fallando na repartirlo das oboes pu-
blicas, fizera exceprao de ns ; mas emfim, meus se-
nbores, se o nobre depulado, se a maioria da ca$a,
se ella toda faz de ns bom conceilo, as palavras do
nobre depulado solas nesta casa tem echo tora da-
qui, e por consequencia os nobres deputados cha-
mando-nos para respondermos por esses fados, qui-
zeram de alguma maneira responsabilsar-nos por
qualquer dessas marversaces que Injam (ido lugar.
Eu devo dizer a casa que todo aquelle que liver li-
do o regulamento das obras publicas, lodo aquelle
que souberdeqiie modo he distribuido o serviro pelos
differentes engenheiros.se convencer de que nao ha
o menor poni de contarlo enlre os Irabalhos de
uns e d'outros engenheiros; que cada um est en-
carregado de obras em lugares muilo (lisiantes, e se-
ra muito duro por cerlo querer fazer com que uns
sejam responsaveis pelos actos que sao estranhos;nao
quero com islo dizer que existnm estas comas que
sao altribuidas areparlijao das obras publicas, nao
digo que sim, uem eslou habilitado para dizer que
nao;digo smenle que o convite que o nobre de-
pulado e o sea collega fizeram a mira e ao meu hon-
rado collega para respondermos por esses fados, de
algum modo leva a crer que os nobres deputados
suppe que nos temos conhecimenlo desses fados e
os rallamos por qualquer cireiimslancia.
O Sr. Meira : Ja me expliquci.o logo farei mais
saflicienlemenle.
O Sr. Brandilo : Eu tambera j rao expliquei.
O Sr. Barros Brrelo: Sr. presidente, o no-
bre depulado" que acaba de me dar um aparte, fal-
lando hontem de algumas obras, disse que os orea-
mentos eram lodos feilos para os arrematantes se
perdercm, para nao achar-se quem quizes'e arrema-
lar as obras; disse que esses orcamentos eram erra-
dos, porque um clamor publico assim o denunciava.
O Sr. A/ello Reg: Que nao havia um s que
fosse exacto.
OSr. Brandilo : Ja me expliquei satisfactoria-
mente.
O Sr. Barros Brrelo: Bem, nao iusistirei
neste ponto.
O nobre depulado fallou na estrada da Victoria,
disse que tinba adiado aquella estrada inlranslavel,
que vala a pena at nao se fazerem estradas, do que
faze-las daquella forma. Senhores, consintn o uo-
bre depulado que lhe diga que ha muita exagerarlo
no que elle diz.
O Sr. Brandao:Se livesse passado por la vera.
O Sr. Barros Brrelo: Pois eu nao lenho pas-
sado Eu vou dizer ao nobre depulado ludo quanlo
ha a respeilo da estrada da Victoria :"o nobre de-
pulado havia de encontrar na estrada da Victoria
partes armiadas por .nao e-Urein definitivamente
concluidas, porque, meus senhores, o 19.", 20. e o
22." laucos nao estn anda recebidos definitiva-
mente.
O Sr. Brandao :Eu U vou aos documentos ofll-
ciaes.
O Sr. Barros Brrelo : O nobre depulado ou-
vo aqui dizer que nao era preciso mais quilla para
a estrada da Victoria, porque essa e-Irada eslava
pmmpla, islo he, que os Irabalhos que reslavain es-
tavam lodos em conclusao, e islo porque estes l-
eos, embora ja fossem recebidos provisoriamente, os
arrematantes anda lem a respousabilidado de um
anno por cssas obras, c esso auno da responsabilida-
de nao est concluido.
() .sr. Brandao da um aparte.
O Sr. Barros Brrelo: Quer o nobre depula-
do que os engenheiros (enbam o poder sobre natu-
ral de fazer com que as chuvas cahiudu sobre ator-
ros novos, dcixem de produzr lama '.' Eu nao sei
que a engenharia j esleja tao aperfeiroada ao pon-
to de fazer com que a agua mislurando-se com o
barro, e esle sendo mechido pelo transito dos ani-
Ses, deixe de produzr lama. Ha meios de fazer
n que as estradas novas nao criem lama, porm
se nos qulkessemos aqui usar destes meios, como por
exemplo o calcamento da estrada logo que ella he
feila, e mesmo deitar-se areia grossa nos lugares em
que a Ierra he mais gomosa, se fossemos a empregar
esses meios urna legua de eslrada nos costara mui-
lo mais do que actualmente casia.' Tem sido esla-
belecido pela repartirlo das obras publica), e meu
ver muilo acertadamente, nao se calcaren) as estra-
das sean depois de doui invernos, qae he para que
com o transito criem maii consistencia esses ater-
res: ora, em vista disto loda vez qae urna eslrada
be entregue, smenle dahi a um anno he que ella
deve ser calcada; estes lauco de que falln o no-
bre Jepulado uSo eilao anda entregues definitiva-
mente; alm dislo o nobre depulado foi no princi-
pio do mez de marco, depois das chuvas de feverei-
ro, como pois quera o nobre depulado adiar a es-
trada Uto enrhola como esta casa? Foram smenle
os dous fados qae o nobre depulado apresenlou
aqui, que podiam leralgam referencia a mim. mas
u devo, Sr. presidente, dando estas explicaro ao
nobre depulado, fazeruma declararb casa, e vem
a ser qae as explicacoes qae eu acabo de dar ao no-
bre depulado, sao da nalureza daquellas que qual-
quer membro del la pd$ dar cm deferencia a um o,'-
lega e a casa, nao rito defezas de um engenliero pc-
rante esta assembla, porque eu declaro solemne-
mente a casa que eu n,1o farei jamis da minha ca-
deira de depulado um hanco de reo ; explico-me aqui
como deputado, nao como ensenheiro o cugenhei-
ro responde peranle os tribunaes do paz ; e o go-
veruo da provincia ; o deputado responde perante a
casa nicamente pelas suas opinies. (Apoiados.)
O Sr. Laccrda: Quando se defendo da impa-
laean dos engenheiros,he deputado ou engeuhciro'.'
O Sr. Barros Brrelo: O lugar he competen-
te para aecusar-se, mas o engenheiro deputado nfio
vem aqui defender-se. Sao smente eslas as expli-
carnos que enlendo dever dar aos nobres depulados.
O Sr. Lu: Filippe : Sr. presidente, vou-me
oceupar lambem da repartirn das obras publicas ;
conheco os espinhos do terreno em que vou' pisar ;
conheco qoe nao grangearei aJTeires, ao contraro,
sei que lenho de crear desalTeic&es, mas declaro que
estas nao meincommodam, porque ao adqueridas no
cumprimenlo dos meus deveres. Supposlo que le-
nha de me oceupar de fados dessn reparti, devo
declarar de ante-mao aos meus cullegasque sao mem-
bros delta, que nao entra cm mirillas nlencoes oflen-
de-los de modo algum, e se por ventora alguma cx-
pressao me escapar, em que elles possam enxergar
otli'ii-a. peco que me advirlam, porque immediala-
nienlc a retirarei. Terei de fazer menean de alguns
fados de que lenho conhecimenlo, por sciencia pro-
pria e de outros de que tenho lido informarnos. A-
proveito a occasiao para chamar a allenrao do go-
verno sobre a ponte do Oindahv, que madizem, te-
ve um orcamento sur generis e feilo calculadamente
de modo que nao poda dar lucro a quem quer que
emprehendesse a obra : dizem-me que se tinha em
vista fazer essa obra por arremataran, mas em vista
dos baxos precos porque foram oreados os male-
riaes e man d'obra, ninguem se alreveu a la.irar em
praea, em consequencia do que se mandn fazer por
administraran, mas consla-me que o ensenheiro en-
carresado dessa obra j reclamou contra o orcamen-
to que foi feto por elle mesmo, e que S. Exeja>o Sr.
presidente, apezar disso, orden.ira-lhc que exculas-
se-a com esse mesmo orcamento. Se assim he, ren-
do ao governo os merecidos elogios, por nao ter con-
descendido comosdesejos desse engenheiro. So as-
sim se poder por termo i tantos e tao repetidos abu-
sos desta ordem.
Passarei a tratar da ponte do Pirapama. O di-
nheiro fabuloso que so gastou na conslraccao dos ali-
corees e murqs de encost, informam-me pessoas
competentes que perfeitamente chegaria para se fa-
zer urna obra sufiirienlemenle solida e que offere-
cesse garantas de duraran, mas assim nao succcdeu.e
consla-me que ns alicorees liveram apenas 4 palmos
de profundidad?, no entanlo que linham de susten-
tar pesadas madeiras En treta uto, nao vejo que me-
dida alguma se lenha lomado no sentido de tornar
responsavel por esse erro, ou prevaricares, quem
por isso devera responder. Como quer que seja, o
que he verdade he, que os muros de encost sotTre-
ram grandes brechas, logo que receberam as madei-
ras, e o remedio apuntado pela reparlrao das obras
publicas para prevenir o completo desabamenlo da
ponte, fui que se fizessem duas estacadas as proxi-
mhades dos referidos muros de encost, afim de po-
der prevenir ou suslar o progresso dessas bre-
chas : os senhores depulados membros du repartieau
un' informaran se islo he verdade.
O Sr. Mello Reg : O fado he verdadeiro, mas
talvez se nao lenha expressado thechincamente.
O Sr. Lu: Filippe : Nemesio he de admirar
cm quem nao he professional. Eu vi os muros las-
cados offerecendo o espado de 4 dedos tal vez.
O Sr. Mello Pego : Mas foram relorcados nao
pelo que o nobre deputado suppe, foi cousa mais se-
ria do que isso.
O Sr. Lu: Filippe : Tambcm se me disse que
um dos engenheiros aflirmra que essa ponle, logo
que se lhe tirassem os esteios que sustenlavam, te-
ria de lies.ibar. e que por isso urga que se fizesse
logo a indicada estacada com loda a rapidez ; veio,
porm, a grande cheia do anno passado, lempo em
qae ainda nao exisliam esses reparos de que acabo de
fallar, desappareceram todos os esteios que foram le-
vados pela endiente do rio, e a ponte ficou no seu
mesmo lugar, sem solTrer nenhum abalo. Mencio-
no este fado para fazer senlir que esse engenheiro,
ou quasi todos, nao s3o dolados daquelles conheci-
mentosquedeveriam ler.
Vou faltar lambem do embarreamento da eslrada
do Cabo. Essa estrada de va serembarreada.
O Sr. Mello Reg : Sabe quaes foram os enge-
nheiros que inspeccionaram a ponte *?
O Sr. mi; Filippe: Disseram-me que o chefe
da rcparlicao. Sei tambcm que os muros de encos-
t foram feilos pelb Sr. Porlhier, e depois se encar-
regou do enfincamento das estacas o Sr. Millel, se-
gundo me informain, quer mais alguma informa-
cao 1
Vamos eslrada do Cabo: essa eslrada como aca-
bei de dizer, devia ser embancada com (erra extra-
hida do monte dos Prazcres, segundo me parece, oo
do lugar em que exista (erra apropriada para aquel-
lo fim ; entretanto, se tirn lama, porque outro no-
me lhe nao posso dar de uns ps ou lagoas que
exislem na> campias de Uuararapes, resollando da-
hi, que no invern, em vez de olTerecer esse embar-
reamento a solidez e commodn convenientes para o
transito publico, convertc-se n'um lamacal perfeilo.
No principio do invern, quando ainda loda nao se
acba reduzida i lama, a vegetado propria das Ier-
ras pantanosas, brota ihieollerece vista um bello
tpele de verdura, cousa que ser muito agradavel
aos olhos, masque redmente nao he para os cofres
pblicos proveilosa e nem para a repularao
dos senhores engenheiros, que desle modo mostrara
qoe pouco caso fazem das leis e do publico, lie es-
te o estado daquella estrada no invern, e se no ve-
rao muda de face, nao he para melhor, porque esla
Ierra de qUese compe o chamado embarreamento,
va ou desapparecc com o soprodo vento, e nada
mais fica do que a areia de que se compe a exlen-
rao que a estrada atravessa, e so alguma Ierra ainda
se encontr, he para tornar mais incommodo e dilli-
culloso o transito, mormenle para os carros. O en-
genheiro sob cuja inspeceo semelhante (rabalho se
faza, por algucm fui advertido de qne esse seria
resultado, e apezar da advertencia deixou que do
mesmo modo se conlinuasse o trabalho. Tanta te-
nacidade no que he mao, e prejudicial revolla !
Devo clamar lambem contra um fado que quali-
licarei dcileleivn dos senhores da reparlrao das obras
publicas, ou ao menos de condescendencia culposa.
Alguns arrematantes deeslradas, descuidando-se
da obrgaran que conlrahiram, quando assignaram
os respeclivos contratos, de concluir os seus Iraba-
lhos denlro do prazo que Ibes he concedido, tralam
do, logo que este st approxima, requerer a sua pro-
oiisarao. Os Srs. engenheiros nao s informan! fa-
voravelmente os seus requerimentos, como l tole-
rara que elles conlinuem a Irabalhar quando j tem
acabado o lempo do coulralo eu das indispensavels
prorogares, succedeuda al que alguns j nao se
do ao trabalho de requerer uovo cspac.uiipnto de
lempo, porque conlam com a culposa indulgencia
dos engenheiros. Islo be contra a lei que lem esta-
belecido urna mulla para aquello que em cerlo lem-
po dado nao conclue as obras de que se encarregou ;
mas longe de se fazer etlediva essa disposirao da
lei, parece qae se anima a sua infracto, porque, co-
mo j disse, se conseute que o arrematante coatinoe
a Irabalhar alm do lempo concedido sem nova pro-
rogacao.
Ha, Sr. presidente, tao pouco escrpulo da parte
dos Srs. engenheiros, no curnprimeulo de sens de-
veres, que elles mesmos nao tem acanhameuto de
publicar suas faltas. E,paraprova, cilarei o seguin-
le fado :
Nao ha muilos das ouvi um engenheiro dizer pe-
ranle bstanles pessoas, que nenhuma das estradas,
qae lem sido reeebidas pela repartidlo das obras pu-
blicas, eslava de accordo com o respectivo orcamen-
to, islo he, que lodas ellas se separavam maii ou
menos das condices que Ihes tinharu sido prescrip-
tas, e eu enlao lhe disse que islo succedia, porque
elles nao queriam comprir suas obrigaces. Se nao
estou engaado, o meu nobre amigo o Sr. Barros
Brrelo ouvlo islo tambera.
O Sr. Barros Brrelo:. Nao digo qae nao, mas
nao me record.
O Sr. Luiz Filippe : Al argumentamos sobre
isto, e o Sr. Meira eslava presente.
O Sr. Meira : Eo tenho ouviilo a (aula genle.
O Sr. Lu- Filippe : Tenhb de fallar tambem
sobre a direrrao, a meu ver inconveniente, que le-
ve a eslrada do sul, nao s pela ponen ulilidade
que ella poder prestar, como pelos Roste* e pela
despezas maiores que occasinnou. A estrada do sul,
principalmente da ponte do Pirapama para diante,
esla feila em distancia talvez nao superior a urna
legna emoia do ltloral : o fim principal das estra-
das he proporcionar fcil transporte aos productos
da provincia ; lodos sabem que o transporte feilo
por mar he preferivel ao que he feilo por Ierra, por-
que he mais barato, e assim parece evidente que lo-
ria sido mais conveniente que a eslrada se alTaslasse
do ltloral para que podesse aproveitar aos proprie-
larios de cugenhos, que ficam mais distantes delle,
e que em razao dessa distancia se nao podiam ulili-
sar do meio de transporte, que olTerece o mar. A
reparlrao, porcm, nao enlendeu assim. Adirecr.lo
da eslrada ainda foi inconveniente, porque trouxe
moilo maiores despezas, vislo como em vez de se
lomar para passagem della nm lugar mais elevado,
qae precsasse de menores aterros e por conseguinle
de menor trabalho, procurou-se um pantano ou um
terreno perfeitamente alagado, que eslava justa-
mente em condices oppostas; ora aqnelles aterros
s3o levados em conta no orcamento, e por conseguin-
le augmenlam a despeza era retacan a ontra direc-
elo, que poda ser lomada e que me parece foi in-
dicada pelo nobre depulado- o Sr. Mello Reg...
O Sr. Mello Reg -. He verdade.
O Sr. Lu: Filippe: O que snecede he guc a
eslrada lal qual esta construida, nao olTerece garan-
ta nenhuma de durar.ii, porque nao he precito que
tenhamos urna cheia como a de 1854, que se elevou
cima do seu nivel 12 ou 14 palmos, para que ella
seja completamente inundada em grande exlenrao ;
qualquer cheia dessas ordinarias do rio Pirapama
occasionar provavelmente a destruirlo da estrada,
ou pelo menos grando embaraco no transito. He
por isso que digo que o plano daquella obra nao foi
bom, e que mal gastos foram os dinheiros da pro-
vincia.
Devo fallar tambem, Sr. presidente, sobre a cons-
trucrao das bombas feilas as estradas para dar es-
goto as aguas : ordinariamente sao ellas mu peque-
as, islo he, lem urna capacidade muilo inferior
ao volume das aguas, de modo que vem i prejudicar
nao s as obras da estrada, porque as aguas enchar-
cadas oas proximidades della devem occasionar, e
de fado occasionam sensiveis estragos, principalmen-
te junto s bombas, como tambem as trras baixas
dos engenhos, que as estradas alravessam, porque as
aguas estagnadas ou empncadas inulilisam parte du
terreno, e as lavouras plantadas naqnellas immedia-
roes hao pdem medrar, porque eslao raergulhadas.
Algons proprielarios de engenhos tem contra isto
reclamado aos eugenheiros, roas tem sido desalten-
didos. *
A respeilo do riacho Afogadinho, que he alra-
vessado por essa eslrada, eu tenho ouvido dizer mul-
tas cousas interessantes, mas como de nada sei po-
sitivamente iiei adianle, I i m I ando-me fazer a
casa scienlede que dous oo tres orcamentos foram
feilos para essa obra, e qne aadava-s: pedindo por
favor alguem que a quizesse fazer...
O Sr. Mello Reg :Nao sabe de mais nada '!
O Sr. Lu: Filippe :Nao sei esludos graphicos.
Consla-me que seminas bstanle avulladas sao gas-
jas neste ramo de serviro. la/em-se esludos com au-
lecrpacno immensa: manda-se esludar o tirar plan-
las de ojras fuo s poderlo ser foitasi 1'ahi a S ou
(ii -ii>..- 'no nil *i I un i tl.v 11 fafl i\ r i\ a i^*w'P* r**t*ii ICI i _
alsurn dos nobres Sepulados qae tem mais conheci-
menlo deOlinda, o posso dizer.
O Sr. Meira :Nao sei, sao tintas coasas qae
me esquecem.
O Sr. Luiz Filippe .-Pelo que se deu o anno
passado com o empedramento da eslrada da Taca-
rana, se pode avahar a confusJo, o cahos om que es-
bi a repartido das obras publicas, dando-se corno
material para o melhoramento dessa eslnda, pedrai
que ji estavam destinadas pelo raa*mo engenheiro
que fez o orcamento, para os melboramentos do por-
to. Todo islo depe bstanle conlra essa reparlir,ao.
O Sr. Lacerda :Contra o chefe.
OSr. Lu: FtUppe :Mas o nobre deputado nao
ignora que todos os orcamentos s3o approv.idos 'em
conselho e a responsabilidade deve ser partilhnda por
todos. (Apoiados.)
Dizeni-mc que por occasiao da cheia da junlio do
anuo passado, i requerimenlo dos arrematantes de
estradas, se mandaram orear lodos os estragos que
essa cheia occasionou, eu anda n.in vi esses orca-
mentos. ronsia-mc que eslao na casa e me dizem que
sao exagerados... %
Om Sr. Depulado :Sobre os abales'.'..
O Sr. Lu: Filippe :Sobre indemiisac,es. Sei
qae os estragos sao pequeos, sao alguns insignifi-
cantes, c entretanto, urna boa porcao de dinheiro se
quer dar a esses arrematantes.
Fallarei lambem conlra a conservara feila por
administraran : eu transito consUnleroenle d'aqui
para o Cabo e quasi sempre lenho occasiao de ver
como essas cousas se fazem. Os conservadores que
ganham nao sei se mil ris ou 800 rcis por dia...-
O Sa. Mello Reg :189 rs. por mez.
O Sr. Lu: Filippe ;Esses homens vo para as
estradas as 8 horas da manhaa, com urna linha, lin-
cam um paosiuho, depois puxam aquella linha, vao
fincar oatro paosinho n'outra parte da estrada e com
urna enxida pe-se a alisar a eslrada e d'ahi nao
passam.
O Sr. Meira :Pensei que era para pescar!
O Sr. Lu: Filippe: Desea ncam duas ou Ires
horas depois de jantare entretanto lem feilo jus aos
seus 600 reis.
Vm Sr. Deputado :Faltnm ao eu dever.
O Sr. Luiz F'ilippe :Isso sei eu, mas he preciso
que se d alguma providencia:
Sr. presidente, concluo declarando que grande pe-
zar lenho de que trezenlos e lanos cotilos que sao ap-
plicados animalmente obras publicas, sejam dis-
pendidos do modo que acabo de referir.
Dada a hora o presidente levanlou a sessao.
=
lOannos/io rclalonefitojWSHor das^IFa'f'fliIfli-
cas acharis n'om immenso cathalogo de obras es-
ludadas, a prova do que digo. A voz publica diz
que esses dinheiros nao sao dispendidos com muila
lisura ; mas eu que nao atlribuo alguem improbi-
dade sera ler prova robusta, contento-me com a incn-
r.in qno acabo de fazer sem afflrmar.
O .Sr. Mello Reg:Em quanlo calcula essa
qoaiilia su.la nos esludos graphicos?
O Sr. Lu: Filippe :Nao posso agora procurar
islo, mas.nao he pequea.
O Sr. Mello Reg :Veja a distribuirn dos fun-
dos.
O Sr. Lu: Filippe : -A este respeilo occorre-me
censurar aos Srs. engenheiros por damnos bstanle
consideraves que coslamain pralicar quando andam
nessas peregrinaces graphicas; inlroduzem-se pelas
maltas dos enge;ihos acompanhadus de seu sequilo
competentemente munido de buces e machados, e a
pretesto de esludar o terreno, vao fazendo perfeilas
derribadas, -em ulilidade. Se ha indisposicao com
o proprietario um pouco peior, porque enlao em vez
de um fazem Ires ou qoatro rocados. Islo revella
desejo de fazer mal ou ignorancia.
rm Sr. Deputado :Mas a lei permiti que o en-
genheiro faca escolha do logar por onde a eslrada
deve pnssar. .
O Sr. Lu: Filippe:A lei permute qae se eilu-
de o terreno, mas nao qae por capricho ou ignoran-
cia se farnm damnos que podem ser evitados.
Insislire, meus senhores, sobre um fado apresen
lado na sessao passada pelo honrado Sr. Meira : que-
ro fallar da cadea de Olinda, e de seu recebimento.
A esle respeilo eu lerei estes aponlamenlos que me
dea pessoa fidedigna que me parecen) esclarecer su-
ficientemente o negocio, e dar urna evidente demons-
Iracao da reguliridade cora que trabalha a reparti-
rn dav. obras publicas. A cmara municipal de
Olinda om data de 26 de novembro do anno p. p.
(1853) oflicou ao Sr. presidente da provincia, di-
zendo que nao poda fazer a reconduco de sea ar-
chivo para a antiga sala de suas sesses, no edificio
da cadeia da mesma cidade, segundo lhe fora orde-
nado, porque depois dos rncenos que se fizeram no
ledo do dito edificio ficou despregado o forro da sa-
la em qoe se celebravam as sesses e alguns filetes
arraucados,quea parede em que se coiloeava o bus-
to do S. M. I., e que separa dita sala da em que
celebram-se as audiencias do Dr. juiz municipal fi-
cou radiada e dcsaprumada, amcacando cahir com
grande estrago, alm de ficarem os a I pendres das 2
escadas do dito edificio arruinadas, e o forro das
mesmas poni de derribar, demonstrando que ne-
nhum concedo se fez tulles ; (que. as lelhas postas
sobre as cornijas do edificio se achavara solas, amea-
rando cahir com qualquer tempestado ; e que as
mesmas cornijas estavam arruinadas mormenle dos
lados do sul e norte (aliando at podaros. Esle he
presumo do nfflcio da cmara. Tambem me disse-
ram que exigindo o orcamento lnhas de 45 palmos,
ellas apenas linham 35, mpprindo-sa os JO que I al-
ia vam cora emendas de oulro pao; ios caibros nao
loram descascados e o recebimeulo se fez as 6 horas
de larde.
O Sr. Meira P-NM falla em taboiuhas de caixao
de sabao?
O Sr. Mello Reg :Islo be urna graca do Sr. pa-
dre Meira.
O Sr. Meira:Nao, senhor, tem.
O Sr. Luiz Filippe :Depois de ler esles apon-
lamentos ou extracto do olllcio da cmara, julgo nada
mais dever dizer sobre esle fado accrescenlando to-
dava que eslou informado de que essa obra (tve
2 ou 3 orenmentus...
O Sr. Meira :S t
O Sr. Luiz Filippe:O que prova que nao boa-
ve muila evadida) da parle de quem os fez.
Dizem-me tambem alguma cousa a respeilo da
ponle do Varadouro de Olinda. O I" remenlo que
para ella se fez exiga que fosse de madeira, mas
constando que alguns preleudenles mesmo de Olio-
lia iri.irn laucar na arremataran e nao convindo is-
so a alguem, se me disse qoe foi reformado o orra-
roeuloe que se exiso para o lastro da ponte em vez
de madeira cantara, essas pessoas que nao tinham
os meios talvez para compra dalpedra, nem as po-
diam mandar buscar, retiraram-se e enlao relnr-
niou-se de novo o orcamento e passoa-se oulra vez a
quere-la de madeins de boa qualidade e isto ainda
para arredar os pretendenles de Olinda : ama outra
pessoa arremato a ponle, mas enlao em vez das
boas madeiras que eram exigidas no orcamento, di-
zem-me que ella l est feila de inga porco, que he
de pessima qualidade.
O Sr. Mello Reg :De qae lempo he isso'.'
O Sr. Luiz Filippe :Nao sei com certeza, mas
supponho que he de Ires annos pira c, e talvez qae
Discurso pronunciado pelo Sr. Dr. Francisco
Garlos Brandao*, na setsao' de 31 de mareo.
O Sr. Brandao : Meus senhores, tralando-se
de ama reparlrao pela qual se gasla melade ou mais
de melade da renda da provincia...
O Sr. Mello Reg :Isto lambem nao he exacto.
O Sr. Brandao : Veja e somrao as diversa
verbas desle artigo c do seguinte. Tratando-se, co-
mo ja disse, de urna repartirlo, para a qual se con-
signam fundos tao consideraves, eu deixaria de
cumprr com os meus deveres, se nao fizesse algu-
mas reflexes relativas a ella, e se guardasse silen-
cio a respeilo de algumas ocurrencias qae lem che-
gado ao meu couhecimenlo ; por lano, entrarei na
materia, declarando Indavia que nao pretendo oceu-
par-roe das pessoas, porm sim das cousas.
O Sr. Mello Reg: Apoiado.
O Sr. Brandao : Ouvi, Sr. presidente, dizer-
se o anno passado nesta casa, e creio que por em-
pregados das obras publicas, que, por exemplo, u-
ma das mais importantes vias de communicacao da
provincia, a eslrada da Victoria, se achava conclui-
da, e em estado de olTerecer commodo e seguro
transito aos viandantes, tanto qae esla assembla
persuadida dislo mandou continua-Ia al a Villa
Bella...
O Sr. Mello Reg : Nao disse que a eslrada
eslava concluida.
O Sr. Brandao: -\nirmou-se, meus senhores,
qaaaqudla estrada es. fala e acatada, e esle anno
repelio-se a mesma consa d'um modo decisivo ; mas
cu posso afliancar casa, posso declarar formal e so-
lemnemenle para que a provincia saiba, que ha is-
to urna decidida inexactidao, que ha mesmo vergo-
nhosa falla de verdade.
Sr. presidente, fui poucos dias, drpoisola aber-
tura da presente sessao, cidade da Vctor!?, e nao
pude deixar de lastimar o estado em quo achoi a-
qaella eslrada que se d como concluida : nm alra-
vessadouro particular, um caminho privado eslariam
cert.miente naquella poca em me Inores condices.
Desde o engenho Morenos al Queimadas nao se po-
da transitar, salvo em um ou oulro lugar, sem ris-
co de precipilar-se em vastos atoleiros, e mesmo de
perder a vida : enconlrei almocreves lamentando
sua desgrara, por verem seus cavallos e cargas qua-
si que submergidos na lama, eu proprio por mais
do ama-vez live medo de ver-mc arremecado aos
precipicios. Ora, meus senhores, he>ot* a estrada
que diz estar concluida ? '. He esta a estrada que
a repartirlo das obras publicas d como feila, o a-
cabada, a ponto de levar o presidente da provincia
a dizer no seu relalorio que ella terminou-se I! Nao
revella isto infidelidade, negligencia, inercia, de-
Icixo, e talvez mais alguma cousa da parte daquella
rcparlicao 1 E nos havemos de callar -e deixar que
ai cousas confuiuem assim, e qoe os dinheiros da
provincia sejam gastos sem ulilidade para ella 1 Eu
por cerlo nao eslou resolvido a isso : unirei, pois,
as minlias vozes s do honrado membro que falln
em primeiro lugar, e nao cessarei de pedir provi-
dencias para que um lal estado de coosas seja re-
mediado. Vou fallar agora dos oreamenlos dai o-
bras.
Deploro, Sr. presidente, com o nobre depulado
qne rae precedeu, que a repartirlo das obras pu-
blicas faca os seus orcamentos de maneira que sem-
pre sejam inrtactos, e que deem lugar a reformas
sobre reformas, ou ao prejuizo infallivel dos arre-
matantes...
O Sr. Barras Brrelo : Se o nobre depulado
nao provar que nao existe um orramenlo feilo por
miro, em.que se nao lenha dado essa circnmslancia,
ha de permillir qae lhe diga qae he calumnia o qne
se diz.
O Sr. Brandao : Nao me refiro ao honrado
membro, porque ja disse quo respeilaria as pessoas
e alm disto o nobre depulado sabe que faco de sua
probidade, e jntelligencia o mais alto conceilo : re-
firo-me aos fados, e vou entrar nelles. Senhores,
nao poucos arrematantes recorrern a mim como
advogado nos annos anteriores, para requerer em
seus nomes contra os orcamentos feilos para as obras
por elles arrematadas, mostrando inexactiddes e
erros bem nntaveis, e a quasi Iodos o governo atien-
den, e esta assembla lambem tem praticado o mes-
mo...
O Sr. Mello Reg: E mesmo assirn estao todos
os dias arrematando.
O Sr. Brandao : Ora, nao sera islo urna prova
da incuralidade com qae laes orcamentos sao fei-
los '? E quando a assombla e o governo atienden
ao arrematante ojue assim se queixa, implcitamen-
te nao condemna a repartan das obras publicas ?
O Sr. Mello Reg: Peca os orcamentos feitos
por mim.
O Sr. Brandao : Nao lenho a prelen^o de ser
engenheiro, e o nobre depuladu bem est obser-
vando que reliro-me ao clamor geral, s queixas das
partes e aos actos do governo e da assembla, que
as lem attendido ; e que basla para cu lrnr a con-
clusao de que os orcamentos sao ordinariamente
mal feitos.
O Sr. Mello Pego : Refere-se ao clamor da 3
ou 4 arrematanlcs para assiin desconceiluar urna
rcparlicao.
O Sr. Brandao : Refiro-mo ao clamor de qua-
si lodos elles.
O Sr. Meira : E de muitos que nao sao arre-
matantes.
O Sr. Brandao : Outro fado, senhores, ainda
exhibo em abono de minhas assersoes, o vem a ser
o grande numero de obras que se aeham por fazer,
e que leudo ido prora nao adiaran) licitantes qoe
as quizessem arrematar: desle numero sao a ca-
deia do Rio Formoso, os acudes de Buiqne e Na*
zaretli, os concerlos da cadeia do Ouricory, o de-
cantado melhoramento do rio de tioianna, e muitas
uulras que seria enfadonho enumerar. Ora, per-
gunlo eu, deixaria de apparecerem licitantes para
estas obras, se nao exislisse a convierto de que os.
sens orcamentos sao feitos de maneira que nao po-
dem deixar de compromeller os arrematantes".' Me
parece que nao, e a respeilo do inelhorameolo do
rio de Guaona posso affirmar a casa que aquelle
tem sido o motivo de nao apparecer quem queira se
encarregar da obre, como he all opiniao corrate.
Por conseguale, meus seoliores, exMindo o cla-
mor geral, e concorrendo com elle os fados que
acabo de mencionar, nao lerei razao em dizer que
os orcamentos feitos pela rcparlicao da* obras pu-
blicas slo em sua maior parle defectivos, e revelara,
quando menos, incuria e deleixo da parte da mes-
ma reparcao ? Nao eslarei no mea dircilo quan-
do a ceosuro e ehamo obre ella a tiencao do go-
verno e do corpo legislativo T
O Sr. Mello Reg : Acho al qne (ez bem em
fallar disen.
O Sr. Branddo :EtMretanlo, reeonheco que no
pessoal dessa reparti ha qoem saina comprir com
os seus deveres ; e j.i que fallo em pessoal, nao me
posto dispensar de tambem chamar a allenrao desla
assembla para esle objecto.
Observo que tendo a lei n. 286 marcado o pessoal
da reparcao das obras publicas, o seo numero tem
augmentado sem anloriacao do corpo legislativo, e
talvez em poucos annos venha a constituir urna le-
giao : pergunlo eu, meas senhores, o qae he isto
A-onde vamos parar desla maneira ? Que arbitrio
he este ? Nao ha mais lei nesla Ierra ?
O Sr. Meira : E assim mesmo o director pede
que o numero seja indefinido.
OSr. Brandar,:-O .ugmenlo de empregados
iraz nccessariamenle o augmento de despezas ; e,
pois como se lobrecarrega, assim os cofres da pro-
r.ncia, como se dispe dos sacrificios dos nossos
eoncidadaos sem a devida aulorisacao 1 NSo posso
deixar de conlrislar-me, qaandovejo qoe islo .inda
se passa na repartiro das obras publicas ; e que fui
o sea proprio chefe qaera no seu rel.torio moslrou
qae u numero dos ingeniaros daquella repartir,*,
era superior ao fixadu pela lei. Ito por cerlo nfio
deve pasear desapercebido.
Meui senhores, eu nao chegarei a ennndar todo
quando se lem dito a respeilo da repartlclo das
obras publicas, porque compondo-se ella de diversos
empregadoi, a alguns dos quaes presto toda consi-
deraefio a respeilo, nao quero qae elles eutendam que
eu tenho iotencao de ofiende-los ; mas sempre direi
qae essa reparcao (em deeahido na opiniao publica
(Apoiados,) e que nao s nesta cidade coma 'fora
della he olhada de ama maneira muilo pooco favo-
ravel. (Apoiados.)
O Sr. Si le no :N"8o ha dovida nenhuma.
O Sr. BrandSo : Direi mas que ha differentes
versees a respeilo dos Irabalhos pblicos, ha quem
diga que os oreamenlos silo feilos de maneira qae
nao hajam arrematantes, para qne as obras sejam
executadat por administracao; ha quem sostente qae
asobras nao saovgiadas eomodevido zelo.qoe exislo
muito patronato, que ha mesmo algumas sodedades
nos contratos, e isto, meos senhores, he orna desata-
ca 1 J disse que nao afflrmo, eque moilo menos
tenho inlencfio de atacar a este ou aquelle em pre-
gado, porque a lodos respeilo, mas nao posso deixar
de atllisir-me com estes rumores, a he por isso qoe
chamo a attenrao desla assembla pasa elles, e para
aquella repartlcao. Tenho coocluido.
I
'I
i
COMVRCA DO CABO.
Ipojuca 26 de marco.
Ei-me nos patrios lares perfeitamente reconcilia-
do com a indolencia e estupidez, inimigos meas fi- .
gadacs, mas que no campo faz-se misler unir com
elles para ter cora quem commonique-se. Nao he
hyperbolc. Nao conheco as illastraces do lugar ;
se.extem, como creio, rooram longe, e por mora-
rem longe, ou nao rae appareccm, e aoando me
apparecerem ja he Urde porque papagaio velho nao
aprende a fallar.
Como lhe disse, eis-mc nos patrios lares, habitan-
do as selvas, frecuentando os bosques.
A minha habilacao aclual he no centro de um
malla : em frente tenho urna grande ladeira de gi-
tiranas e inibaubas ; do lado direilo dous bosques,
que as extremidades se unem dando no meio lu-
gar a ama das estradas para Serinhaem : a es-
querda um massante brejo, coja eslrada be dema-
siadamnnlc inlularrud psfnnpajmente na presente
estacao.pela retaguarda espirlia-se^umi outra ladei-
ra rida e despida de relva coroada eoUo de urna
malta espessa. Um pequeo riacho, enrosca-se pe-
lo terreiro do meu casal, e vai desembocar no S-
bir.
A minha tapera he de bofeto : coma de duas.
saletas, doas quartos, e urna cozioba.
Nao sei o que seja corredor.
He guardada a minha (apera, a direila por om
poleiro a giro, e a esquerda por urna estribara de
ripas, robera com sap.
A minha casa he de tellia, mu da amelado ; o
resto he coberlo com capim.
Nao sei o que seja ladrilho.
A minha casa lem algumas propredades.
Se os meos chapina ficam por-descuido no chao
quando mello-rae na baila, amanhecem gelads.
Se pela noile esqueco-me queimar (cora licenja da
palavra) om chifre, tenho qae presenciar de palan-
que lulas encarnicadas das cobras com os ratos...
A locallidade lem igoalmentaoulras propredades.
Se a noile he de trevas, o espaco he invadido por
ama praga de monstruosos prilampos, qae alravs
do negro veo apresentam um espectculo medo-
nho.
Se a noile he de luar, ella s vera alumiar o mea
terreiro depois de mais de duas horas de nosso man-
do, quando lem grlmpado os monles que me ro-
deiara.
Depois das 5 horas da larde urna msica horrivel
de guaribas, bacuros (sem ser os de gaola; etc. faz-
se ouvir em lorno de minha habilacao, e comma-
mente acompanhada de famosos barilonos do brejo
Pela madrugada ainda bem a aurora nao lem,
aberlo as podas do Universo para dar pissagem o
seu carro de saphiras.....ja om enchame de marias
ja he da enjpoleirado en urna ruinada carrapa-
teira, enligo obelisco, na praca do meu terreiro, -
zem-me desempacoUr de miuha baila, o mao gra-
do o amigo morreo, ir lavar o carao ao riacho, e pe-
gar na enxada.
A eslrada he lal que apenas de mez em mez pasta
por meu casal um almocreve, cavalleiro, ou algum
perdido da eslrada real.
Aqu moro pois, mea amigo, ja bem famillarisado
com a tristeza, e solidao.
A vida do campo tem seas pros, e costras.
He urna vida em verdade tranquilla, despida das
ostentanies (para o camponez,) e de om trato sim-
ples, e acommodado a nalureza ; mas o hornean, que
leve lal ou qual leilura, comaiuoicac*, con os ho-
mens Ilustrados, e que nao desoja esquecer o qae
mal, ou bem estudou ai delle, que por bem, ou por
mal ter sorte igual aos que nasceram.ejviveram na
ignorancia.
Tendo de ouvir lodos os dias as parvoiets, e des-
temperos dos patricios, e de com elles estar n cao-
lado :
Se ver
Malulo por fim
Eu ca pens assim.
Naoquero.deixarpelocoslumedeser massante de
lhe coutar a minha viagem,cumo afiz de la para ra.
Sahi pela entrada dos Remedios, e quando cheguei
a ponle da Magdalena vi estarem dando dinhairaa
om qudam, que lera a pachorra de morar no rabo
(perdoe !) da ponte, e...
Nao podeudo ir alem
Tambem dei o mea vinlem
Ganhei os Afosados, c chegando a ponle do Molo-
colomb eslava esla fechada ;
E quereudo proseguir
Um vinlem deixoi cahir.
Empurrei o bicho a galope por essa grande estra-
da do sul ale que cheguei a ponle do* Carvalhos :
anles porem que a Iranspozesse qoiz dar de beber
au animal, eerabiquei -o para una hospedara, que
jonvidava o viajante por um letlreiro em frente da
casa pouco mais ou menos assim :
CASADERANXO.
Enlrei, e deparei nicamente com um pfhyea
mesa de pinho; urna marquezasemhonras.islohe.fnr-
a4a uo meio. Com pouco assomou a porta lateral,quo
communicava para o aposento interior ora mons-
Irengo hediondo, de cor de acafr.lo, melenas, e tro-
jando inmunda calca, e quasi negra camisa, de pos
no chao, e untados com um engredieutu nmarello.
Nunca vihomem de ps maii cheios de bichos,
nem de denles mais verdeados.
Majide dar urna garapinha ao cavallo, c dr pois
encetei a conversacao com o tal tmala.
Ilouve qoem o rhamasse lagartixXo.
Enlao mea amo, ISe disee,faz-*e por aqal mullo
negocio T --
O zemula conlrahioa hedionda cara,e*rogou-a lo-
da, como te fosee de molas, coroa at a raz dos ca-
bellos, esfregou moilo um dos esbogalhados olhos,
MiiTitann


OVI RIO DE PERNAMBUCO SBADO 7 DE ABRIL DE 1855'
*
/
e depois de meia dalia do cararanha* horriveis, du-
rante m qaaes mostrou a denudara de burro dis-
te fazeodv-ie lvido.
Inbtcsira....
Mea Dos I diste ea contigo, pera que perroiltis
este e oulrot pax-vobi* entre o neutro humano?
EntAo, mea amigo, cootinuei, a toa eslalagem
he muito rrequentada, teta sempre muila gente ?
O monslrengo preludiod novamente oom n mes-
mo cortejo de careta, e depois de algiyn* lula gut-
ural, a qual corresponda nos msculo do rosto dis-
te iraperceplivulmente.
Inhor nao......
Vendo, que com tal zebra Dio poda ler a menor
conversacao ped o meu cavado, paguei e dei gra-
jai a Dos ver-me Tora do a.canee de tal influencia
maligna?
Ante que rae esquec deixe-lhe diier, que almo-
cei no famoso engenho Guararapes do respeilavel
anciao o Sr. Lourcoco S Albuquerque.
Esttvara reunido* quasi lolos seos tilhos, olan-
te, anu grande parte de sua familia.
O engenho Guararapes he um do mus anligosjte
Pernarobuco, e talvez um dos melhore de animaos.
Tem oitenln e tantas eguaj de roda, e todas muilis-
sirao luzidus.
Os teas partidos de maior importancia sao um
pouco disuntes do engenho, mas isto pouca roossa
fax porque a boiada he a melhor possivcl, e com o
neo das carracas ficilmeule a caima he transporta-
da aos picadeiros.
Dista 3 leguas da capital, o pode-te ir a elle
carro.
A casa de vivenda he urna grande easa de campo
de goato severo, e respeilavel. Unidos a ella por
um alpendre de '20 e tantas columnas estilo os apo-
sentos dos lillios do senhor de Guararapes, e dos
hospedes.
Escaso dizer a Vmc, que em objeto papanca oh!
regalri-me 1 tempre son assim.
Scmpre me regalo quaudo pasto bera de meu
ventre...
Um almoco lauto de viute, e tantos talheres, ser-
vido a contento de quem padeca de gastro-mania
fot-oo* eaerecdo as 11 horass.
Se algara da en for rico hei de almocar ao meio
di : jantar as Ave Mara, e ceiar a meia noite : pro-
meti aot meut penates.
La vi na tala de recepcao o retrato do Exm. pre-
sidente das Atagoas : j* o vi, e Mim posso-lhe di-
zer, qoe o original he mais bonito.
Ahi te achava presente o Sr. Retumba, e por urna
celebre associacao lembrei-me da Parahiba.
Goslei unmenso do Sr. Retumba,'o mui principal-
mente por ler elle tecido grandes elogios do meu
bom amigo, eseu nobre correspondente da Parahi-
ba.
Chegoei a ponte dos Caminos.
Nao quiz parar:
Estaca o borro ;
Tiro nm viniera,
E logo empunto.
Entre! no povoado, que me disse o On incas per-
lencer o terreno ao Portier, e loblicando a esqnerda
dei com o burro na nova estrada : passei bem na
ponte do Pirapama, estivada de taboas (ptima arma-
dilha) e prosegu ainda at o Afogadinho. Dahi em
diante legae-se um labirynlho" de pessimos cami-
nrios at.... aqui, Deot Iouvado.
Coosta-meja terem sido nomeiados os supplenles
di snbdeltgado, e que recahiram as nomeaees em
cdaiUos conceituados na freguezia.
S.Ex. o Sr. presidente preenchea satisfactoriamen-
te esta la-cuna na polica de Ipojuc.
Communico-tho nao em alguin sentinicnto, que
he fallecido o meu bom Pipelet, o ('azuza sargento,
qne Deot haja. Foi um pebre homem, que a fal-
lar-lhe a verdade nunca rae diss_ nada.
Acha-se na inlerinidade da interinidade da paro-
chia o Rvm. Fr. Molta, bem conhecido per um re-
ligioso de bons costme. O Rvm. padre Firmino
ainda se acha na Parahiba.
O meus contei raucos acham-se transportados de
prazer por saberem, que pelos Srs. depulados pro-
vinciaet foi bem aceita a idea da reacio de villa
nesta Ipojuca. O Sr. Camillo, c mais alguns pro-
pi ietarios se hio interesado com ardor para que Ic-
nhaniilo feliz o desidertum de todos os ipoju-
caiins.
Pela minha parle almejo ver realisado esle pensa-
mento geral.
Ipojuca merece a atteiico dos representantes da
assembla, e espera ser atlendida.
Ha porem quem diga, que as creaces de povo^-
dos t-m villas s tem accarretado despezas aos cofres
pblicos : sim, mea amigo, assim he, mas nao terao
porventnra accarretado despezasoulros povoados em
peiores circumstancias de Ipojuca, e s para esta he
que se lemhram de poupar os diiheiros da nacao ?
Nio procedem igualmente onlras razes a rsspeilo
do mal, que por ventura posta fazer ao Cabo ; por
que nos venios, que apezar do que muilo disse o Dr.
juiz de dreilo da Viclpria a minha vizinha Escada
est hoje villa, mas isto porque '.' Est claro por
que a Escada linha proportoea para villa ; ora, se a
Escada que liulia ."i engenbot, 1 mens non leca
/ni.s,e*teve no caso de ter elevada a calhegoria de
villa, com maioria de razao Ipojuca, que tem cincu-
enta e tantos Tora os que se ncham em vesperas de
lindar toa cousttuceao ; um lindo liltoral bem
povoado, e alguns povoados entre elles Porto de Gal-
linbaa com ora famoso porto de embarque.
Dir-mebao: mas a Escada tinha urna feira, a
qual muilo concorra para o augmento do commercio.
Sim, tinha urna feira, mas o O' lambem a tem, se
bem, que em menor escala, e logo que o O' for a
cabera da comarea esta feira crucera, augmentar:
porquanto, os camponezes ipojncanos, que hoje le-
vam a Escada os producto de sen trabalhos dexu-
rio de ir, e correro para o O' por Ihes ser raais
commodo principalmente na estaclo invernosa.
Delxando porem de parle o inconveniente na reu-
nido satisfactoria dos jurados de Ipojuca no Cabo,di -
rei que, se a alguns annos pastados o O' esteve em
circumstancias de ser a cabecada comarca do Cabo,
hoje que este povoado lera augmentado ennsidera-
velmenle pode ter a cabera da comarca de Ipojuca.
A capella de N. S.do O' he a mais apta,e adequa-
da para a futura matriz. Esta capella he de urna
forlissima coostruceao em terreno plano, e enchuto,
e fora do alcance das inundace, por ser edificada
em encllente poticao, e assim iempre muilo fre-
" qoentadt no maior rigor do invern pela grande po-
pularlo do povoado do O'.
Observa-te, que ainda as grandes aflloeneias por
oceasiSo dat tumpluosas Testas que se fazem a Senho-
ra, a capella do Curato do O' abranje commoda-
mente em sen recinto todos os fiis que a frequen-
tarn enISo ; por isso que tem um esparo de 150
palme* divididos por orna balaustrada de doas ame-
ladet, dat quaes a primeira be desde as portas prin-
cipies t a mencionada galera : e a segunda at
o arco cruzeiro ou da capella mor, sendo de 42 pal-
mos de largara. O corpo da igreja he ladrilhado com
esmero, e a cipella-mr convenientemente assoalha-
da. A capella-mor tem desde o arco al o altar 32
palmos, e 30 de largura. No aliar que na pouco foi
construido esto dous nichos guarnecendo o Sacra-
rio, onde est o Santissimo Sacramento sempre al-
lumiado por urna nao pequea alampada de prata.
O camarina onde est nm throno de tele estrados,
serve com toda a decencia para a ezposicao do SS.
no das de festividades.
Tem tres elegantes aliares : dons collaleraes, em
frente, com o arco da capella-mor. e um em a nave
do lado do norte, todos com inagens de grandes
vallo*, perfeito acera e gosto.
A' sacrista he espacosa, bem ladrilhada,e lemO
palmo* de emprmenlo, e 22 de largura, com um
llar em lugar comvenicnle, havendo na mesma
commodo* precisos para serem guardados os orna-
mentos, alfaias, e paramentos para grande numero
de sicerdotes, Possue esta capella um vasto con-
SMleri* com t salees, por baiio do qaaes esta um
grande corredor, que se eslende em liga com a sa-
crista, e torre. He urna das melhores capella exil-
enles fora da capital, e sera urna famosa matriz.
Sua arrliitectura he agradavel, e sua planta a mais
bella possivei, porque esl collocada era um paleo
espacoso, plano, e bem arejado, sendo guarnecido
de ras de casas.
O Rvm. administrador do Carato, o parodio*, e o
profesaor nao d*do a retpeito at melhoree informa-
cOes, mas eu lambem a darei se me pedirem.quan-
do nao vou me calando para nao me chamtrem co-
Iherodo, oft abelhudo, que vera ser o mesmo. O
Lima prepara-s para dar um jantar no dia qae o
prnjecte for sanecionado. ,
Consta-me de fon! limpa, qae o proprielarios
querem concorrer cora os tea* com quibit para coad-
juvarao da factura da cadeia, compra de movis para
a cmara, jury ele, etc. Ser digna dos maiorea lou-
vores ama aeco como esta de tanto -patriotismo, in-
dependencia e generosidade.
A proposito; te o ul'enoroun ainda residisse na
freguezia,... qae bella acquiicao para o carce-
reiro II!"
Nao tenho noticias do Cabo ; consta-me s que o
Estev3o est tintado com a vinda do Dr. juiz mu-
nicipal Ernesto.
Meu amigo, deixou de ser, ou esl em vesperas
disto o Sr. Thomaz Marques da Costa Soares, se-
nhor do engenho Sania Maria, e passa a se-lo, se-
gundo sou informado o Sr. Lourenco do Sa e Albu-
querquede Pindoba. O maior credor do Sr. Mar-
ques era um dos seos manos, o Sr. Jos Marques da
Costa Soares; a divida havia ganhado enormes pro-
porces, e j moulava a 35:0009000 re.
Nao entro, e nem devo entrar em detalhes ; se
s que o devedor oRerecea o engenho pela divida, e
o credor aceitou, vendendo-o, ou como vendido o
fara ao Sr. Sa. Estao portanlo sanadas as diflicul-
dades, e findos os desgostos. O Sr. Thomaz alvou a
sua fabrica, boiada, e mai animaes, e o# Sr Jos
Marques foi muitssimo altcncoso com os interes-
tados nesle accordo.
Ouco dizer, que oThomaz vai arrendar Cachocira:
elle be laborioso, e quer-me parecer, que em poneos
annos comprar um engenho.
lieos queira, pois a sua familia he onerosa I
Meu amigo, ha muito que re>ervo-me para fallar-
Ihe em um objecto a o menos para mim de sumioa
importancia, ej nao Ihe havia dito'tlguma cousa a
respeito a falta de erna prova robusta, ou dados com
o quaes podesse jogar.
O seo Diario porm dol.0 do corrente minis-
trou-me os mel, e veio ao que se chama ai rem.
Vmc, eu, e todo Pernnmbuco condeca perfeila-
menle que havia na familia do Sr. Joao Sergio Ce-
zar de Andrade um segredo, um'milagre, que cora
em poneos das as pessons, que sao mordidas de
animaes atacados da terrivel hydrophobia.
Agora porm com a relaco que elle appresenla
das pessoas mordidas e curadas cheguei a evidencia
de que s essa familia possne o segredo de curar a
hydrophobia.
Nao sei, se oflenderei a susceptibilidade dessa fa-
milia, dizendo, que esse segredo quasi que tem
sido o seu patrimonio: ora se assim he porque o
nosao governo nao offerece urna somma avallada pa-
ra a obtenerlo desse talismn, afim de que todo
imperio, e fora delle, a humanidade esteja fora do
alcance de orna morle tao tormentosa, e os possui-
dores desse segredo lenham com que passarinde-
pendentes ? Me parece que nao he qualquer somma
que posta contrabalancear aos beneficios, que tem
feito ao nosso prximo um tal medicameulo. Nao
posso tachar de egosta essa familia, porque al me
consta que tem curado gratuitamente os pobres :
nao quer, e faz muito bem desfazer-so de um se-
gredo dos seus anlepassados por qualquer quantia,
O que convem ao nosso- governo fazer ? l'ropor urna
somma avullada e oflerecer ao mundo ura medica-
mento tao proQcao 1
N3o me digam que e cura com muita facililla le
o mal da hydrophobia. A medicina tem sido na
maiorpartedos casos improlieua, e logo que o pos
venenoso .o virus) ha invadido lodo saugue do infe-
liz sao raristimas at curas, e essas mesinas com um
ratamenlo cumplicadissirao, e doloroso. He certo
o tratamento local, isto he, aquelle em que se des-
troe o veneno na parle onde se fez a mordedura ;
mas sempre duvidoso. e iucerto aquelle tratamento,
que manda usar de remedios turnados pela bocea,
quando o veneno nao foi cirurgicaraenle destruido.
A medicina eraprega o ferro em braza, agulhas
candentes etc., tambem empresa a combostao da
plvora sobre a ferida, cauterios, e mais oulros
meios tormentosos, que enmmumente nao trazem
resultado algum feliz. Quando porm lauca mao do
mercurio, manteiga de antimonio, chloro, a thna-
ga mauua .de Veneza, e as poees sudorficas deRe-
mer al.'io'njj vc^es nu, 'i-yifi-,. ,,!l mM nnno,
quando toda a economa esta assallada pelo virus,
ltlo he o qae tenho ouVido dizer. Ora a visla de
tantaduvida no tratamento da hydrophobia, e ha-
vendo quem enre radicalmente, esteja o mal em que
periodo estiver ainda o nosso governo pora duvida
em oflerecer a essa familia urna somma. que segure-i
a independencia de teus flhos ?
('. pelo campo raro he c anno, que se nao mala
porcao de caes atacados da raiva. O povo nao sabe
bem cunhecer os symptomas; confunden! certas mo-
lestias a que estao sugeilos os caes com a raiva.
Convm portanlo que eu d aqui a conheccr os
principaes symptomas da hydrophobia para qae os
meus amigos camponezes os nao confundam; isto he,
uao matem sem razao os miseros caninos, e saibam
fugir delles, ou mala-Ios justamente.
Logo no principio o animal parece triste, froxo,
deilado a um canto, e gostando da escuridade; de
lempo a lemp9-igrrj sobresaltos,nao ladra,ainda que
rosna, principalmente a quem nao condece : Bao
quer comer, nem beber; com ludo conhece ainda seu
dono, c Ihe faz festa : quando anda vai a tremer; cm
lodo esle lempo est somnolento.
Esle estado dora ordinariamente doas ou trez
das: depois a molestia cresce, e o animal deixa a
casa de seu dono; vai fugindo, mas vacillanle; e
pouco firme; urnas vezes anda de vagar, outras corre
furioso, raiiiinhando ja para um ja para oulro lado;
cabe frequenlemente; o pello anda erricado; os odos
sao torvos, fixos, e bullanles: a caneca baixa, a
goela escumoa; Iraz a lingua de fora, a cauda en-
tre as pernas; nao ladra frequenlemente,foge d'agua,
cuja vista s parece-o irritar : de lempos a lempos
padece accessos de furia, quo vollam por intervalos.
mas sera ordem : estando com elles avanca indifle-
rentemaule a ludo que encontra, al ao proprio
dono. Depois de passarem 30 ou 36 horas nesle es-
lado de furia o animaLmorre em convulsoes, e o seu
cadver deita um cheiro muilo ftido.
Estes symptomas, (meu amigo se est enfadado da
massada paste adiante) estes symptomas, dzem os
entendidos, nem sempre se reunem todos; assim he
preciso desconfiar da mordedura de um anima*, que
nao foi provocado, que he fugitivo, e que lem al-
guns ontros siguaes da molestia.
As vezo* um cao, que perdeu o dono, corre in-
quiera por qualquer Ierra; desconfiam delle, e o per.
segnem : o animal atacado, e desejoso de se linas,
morde os que encontr em sua carreira. e as pessoas
mordidas ficam em urna cruel incerteza. Mr. Petil
aconselha que te esfregaem as goelas, denles, e gen.
eives com um bocado da carne do animal, que se
julga ter morrillo da raiva, e d-te nm cao sao;
se a engeita, e d uivos ou latidos, o cao morto es-
lava damnado, mas se a come nao d i que receir.
Mr, Cramer indica oulro meio, que parece mais de-
cisivo. Diz que se faca urna incisao na pelle do cao
sao, e que te esfregue com a baba do morto, ou me-
lhor ser, que se ponham nella lio* seceos untados
na mesma baba. Se passam dias, e at urna te-
mana sem apparecerem symptomas do mal, pode-
mos concluir que o cao tuspeilo nao eslava dam-
nado.
Esta experiencia, diz n mesmo Cramer,he decisiva;
mas como he necessario, que passem alguns dias, e
u lempo he precioso, porque o gado, ou genle poda
apparecer hydrophobica nesse lempo, o melhor he
recorrer logo aos remedios, que apontarci mais abai-
xo, fizendo com ludo a experiencia, porque obter
certeza, acerca da molestia do animal sempre he
muilo ulil, ainda que teja no lint de alguns
dias.
Nao pense o meu amigo, que eslas cousas sao fu-
tilidades. Por causa de urna descuriosidade lem-se
visto bonicos indecisos uu curativo simples de certas
molestiis, principalmente no campo, onde faltara
todos os recursos raedicinnes.
O medico A. l.oof em Roterdam publicou os en-
aios sobre a exlenaAo dos limites da Beneficencia pe-
lo conde Leopoldo Berchlold; nos quaes vem um
curativo muito simples para o mal da hydrophobia:
cu qae tenho colindo estas noticias de urna das me-
lhores obras condecidas da agricultura, vou escre-
vendo.
.... O remedio contra as mordeduras dos ani-
maes, de que se tratar, era conhecido ha muitos an-
no em Hollenda na provincia a do Groningeu, e
as suas vizindanras, onde raen pai foi medico,
e leve muilas occasies de fazer tentativas com esle
remedio ; a soa efllcacia o eslmulou a dar noli-
ria'detto especifico a sociedade medica de Amsterdao
cm urna caria intitulada observare* sobre a hy-
drophobiados cae* em Groningen no auno de 178ln
e a commnnica-la ao publico. O remedio contra
a mordedura dos eaes damnados compOe-se do se-
guinle modo : Tomao-se 3 geminas de ovo, e a
iiuaiitidade de azeite puro, qae pode ser conlid
dentro de um ovo, c a sua amelado : mittura-se e4-
ti composicao, e pe-se em cima de um fogo mo-
derado em am vazo de barro limpo, e mexe-se esle
misto continuadamente com urna, faca at queso
faca pegajoso, e eniao se redaz a ama chicara do
cha. A pessoa mordida dar-se-ha com loda a pres-
ta, e de urna vez a quantidade mencionada, e re-
petir-se-ha dobs dias consecutivos, e nao se Ihe con-
ceder nem comida, nem bebida alguma seis horas
antes, e seis horas depois de ter tomado o romedio.
He a eflicacia desle medicamento muilo iucerla
quando se usa nove, ou mais dias depois do aconte-
cimenlo.
o No caso que haja ferida, ser preciso abr-la
duas vezes cada dia mediante um pedacinho de pao
e continuar-se-lia esta operadlo por espseo da no-
ve dias : dorante este lempo ler-sc-ha aberla a feri-
da, e medicar-sc-ha, com a dita composicao de ge-
mina de ovos, o azeite. Os que houverem brincado
com algum cao damnado, ou os que por elle foram
lambidos, tomarn urna dzedo remedio por urna s
vez ai caule\am. A um animal damnado de
qualquer casia que soja, dar-se-ha urna dse dobra-
da, por espaco de dous dias, e ohscrvar-se-ha a
mesma regra locante a abstinencia da comida o da
bebida seis horas antas, seis horas depois de se I de
dar o remedio.....o
Com ludo accrcscenla o meu alfarrabio curioso,
deve-sc antes de ludo empregar a cura local por
meio do cauterio.
De todo estemeuarnzlo corollario que,tiro he quo
o eovernn deve empregar lodosos meios para obler
de quem touber o segredo da cura da hydro pho-
bia, visto os recursos da medicina, serem mnilis-
simo precarios.
Se o nosso paiz fosse a Inglaterra, classica do
patriotismo ha muito que estara generalisadn o se-
gredo desse miraculoso especifico, e a familia que a
possuia fruindo urna avullada peosao.
Ja vou longe de mais e sobre o que mais me es-
tend nao me arrependo.
As chuvas progridem, e ludo esl por alio prero.
Deixe-me ainda por favor dizer-lhc que, as horas
de minhas maiores fadigas de um trabalho tao arduo,
e grosseiro, qual o do campo, vem cohsolar meo
coracao, que bate, e treme de cansado a lembranca
da minha nunca esquecida predilecta, dessa joven
recifensc, typo da mais perfeila imagen da mu-
ll er.
Quando ao pino do1 meio dia, meu corpo trmu-
lo, e convulso pelos peso da enorme fonre, banha-
do em copioso suor, e Irabaihandn para nao mor-
rera fome..,. vem pairar sobre minha fraca remi-
niscencia a lembranca d'esse anjo de candura. Oh !
meu amigo nenhuma machina propria de fazer
leirfies corre com mts velocidade na trra! Nada
mais sin lo Mnao no coraran um balsamo vivificador:
minha fronte crestada se assetina ; meu corpo sees-
pertiga, meus msculos se nnimam, meus bracos se
fortalecen!, o trabalho, como se urna m.1o occalta
e omnipotente dirigisse asvibrares de minha louce!
Ah I He que essa jovem de candidas vestes, ra-
diante como um anjo d Dos estara nesses momen-
tos orando pelos desgranados, que trahalham sem
fructo...
Possa ea sempre ser feliz pelas fervorosas preces
dessa escolhida du co.
Possa ella sempre lembrar-se de quem Ihe vola
ardente culto.
Nem raais palavra sobre ella.
Adeos, meu amigo, lembrancas ao meu compa-
dre da jua do Sebo, comadrinha, c ao amigo da
casa, quando l for.
Se viros Cunhas de-Ibes saudades minhas e aos
bous compauheiros de sua patria.
W
(Carla particular.)
var, e descrever cerca das referidas prodacees, e
ronvcspecialidade respeilo das plantas medicinaes
e organisar.Urna flora medica Brasileiraomprc-
za essa da maior importancia ; porque nao tmenle
enriquece t sciencia, como tambera da a meior houra,
e gloria autoridade, que a anima o proleje.
Vos tabeis, Illms. senhores, que o grao de cxeel"
jencia, e estima de qualquer cousa se mede pela uli-
idade, que ella traz ao genero, humano : por tanto
una flora medica nao sintcressa a vossa honra,
e glora, como he principalmente do urna incalcula-
vel ulilidadea dumanidado ; pois quo ella lem por
lim a conservacao da nossa sande, o hem mais pre.
noso, que pussuimot sobre a Ierra, una tal utildade
farque esla Illm.' assembla se eleve entre s das
do mais provincias do Brasil, e credora da sua
emularlo, e oveja, e recebara mil bencao, e lou-
voresda prosteridade,
O supplicanlc, Illms. senhores, do boa vontade se
proporia gratuitamente a essa empreza se tivesse al-
guma fortuna, nu um ordenado mais vantjoso do
que de lifijj mensaes, qne, como jubilado, recebe,
rom quo podesse afrontar as despeza* iiidispcnsavcis
de viagens, de jornadas, e de ulencilios ; mas como
urna tal empreza exige (como bem sabis) algnm'sa-
crificio da parle do sen aulor, que tendo de demo-
lar-sc cm qualquer das provincias, o lempo, que jul-
Bar prudente, tem de entrar pelo seu interior (sojei-
lo a mil incommodos) communicar, e colher dos sens
habitantes noticias acerca dos vesetaes medicinaes.
observa-los, fazer as convenientes appticacoes para
reconhecer as siiasvrtudcs.desenha-lns.e lilographa-
los, espera por tanlo o supplicanle desla Illm." as-
sembla qae (se benigna aceitar o oflerecimenlu do
supplicanle ) Ihe arbitre alguma gratificacao, que
suavise os incommodos, porque lem de passar o sup-
['licantc.ua execucao do seu projeclo ; pois que so um
genio emprehendedor, patritico, e philanlropico se
proporia a urna tal empreza com vistas somente em
ser ulilii sua patria, ea humanidade ; c para fazer-
des urna idea exacta do projeclo proposto, o suppli-
canle leva a vossas respcilaveis presencas alguns ve-
- i ao- como ilumnenlo por elle mesmo observados,
c descriptos, e espera ser atendido.
Recife 26 de marco de 1855.
anuario .tlexandrim da Silra Hahello Caneca.
diaio e raivraim
No A 5 i tarde chegou dos porlos do sut o vapor
So"Bpro neiro al 25 do passado c Macei al o primeiro do
correnlc.
Permanecem era socego todas as provincias desse
'ado do imperio.
Alora dos despachos que em outra parte vo pu-
blicados", "jTiico mais encontramos nos jornaes da
corle que tenha algum iolcresse.
Foi all inaugurada ltimamente a sociedade es-
lalistica do Brasil, depois de lido o decreto imperial
que approvra os respectivos estatuios. Assistiram
ao acto o Sr. ministro do imperio, varios senadores
e deputados, e outras muilas pessoas gradas. Pro-
cedendo-se eleicao da mesa, sahiram eleitos; pre-
sidente, o Sr. marquez de Monte Alegre ; primeiro
vice-predenle, o Sr. visconde de Ilaborahy ; se-
gundo dito o Sr. conselheiro Euzebio de Queiroz
Coulinho Malluso da Cmara ; secretario geral o Sr.
Dr. Bernardo Augusto Nascenles de Azambuja ; se-
cretario adjunto, o Sr. Joaquim Antonio de Azeve-
do ; tdesoureiro, o Sr. Hermano Eugenio lavares.
Por aviso de 17 do passado lov nomeado secreta-
rio e ajudanle de ordens do commando da eslacao
naval do Rio de Janeiro.o primeiro lente Jenuino
Augusto de Barros Torreo.
O Sr. visconde do Rio Bonilo pedio eohteve de-
missao do lugor de commissario brasileira da com-
raisso mxla brasileira e porlugueza, mandando S.
M. o Imperador louva-lo pelos bons servicos pres-
tados. O Sr. visconde foi substituido pelo Sr. Dr.
Tbomaz Jos Pinto de Cerqueira.
Le-se no Jornal do Commercio de 23 do passado:
A /tenista Commcrcial de Sanios publica o. se-
guinle :
o Somos iuformados que a casa dosSrs. Vergaeiro
e &C. recebeu pelo paquete inglez Solent a noticia
de teu agente.que no dia l. de abril prximo futu-
ro havia de seguir para esla um navio com 300 co-
lonos.no dia 15 do mesmo mez um oulro com 250, e
logo depois um terceiro transporte. Estavam contra-
lados os trabajadores de eslradas, loda genle esco-
lhida, que satisfactoriamente serviran!, c breve, tal-
vez al lins de abril,achar-se-biam era caminho.
a Consla que se frclavam no Porto dous navios
para seguirem com colonos para esta. Tambem da
Suissa espera a casa Vergueiro &. C. um transporte
de 250 colonos durante lodo o mez de abril ou
maio.
De Alagoas-nada ha que se possa mencionar.
Srs. redactores.Considerando utfl dever de lodo
empregado publico justificar pela imprenta aquel-
es de seus actos, que em publico forem censurados,
ainda nao deixei de cumprir essa obrigjcao sempre
que te olferece occasiao, c a prova disso acha-se as
paginas de seu Diario.
Consta-meque, as ultimas sesscs da assembla
provincial, por occasiao de dscutir-sa os arligos da
lei do orcamento relativos as obras publicas, fora
esta repartirlo muito acremoniosamente aecusada,
e que para verificaoao des rnear urna commi-ao especial. Aguardo-me, pois,
para em vista do parecer dessa commissao melhor
responder a todas essas aecusaedes, que em loogas
declamarnos me foram dirigidas.
Jos Mameie Alces Ferre\ra.
Recife 5 de abril de 1855.
PEBLICACOES a pedido.
Requerimento, que Januario Alcxandrino da Sil-
va Rabello Caneca enderecou assembla provincial.
Illms. senhores deputados da assembla provincial.
Januarm Alexandrino da Silva Rabello Caueca, ci-
rurgiao approvado^ e professor jubilado na cadeira
de desenlio do liceo desla cdade, desejoso de ser
anda ulil sua patria, pelo amor ardente, que Ihe
consagra, e pelo grande interesse, que loma na sua
gloria, couheccuilo oquanloso fertilisimas em pro-
docces naturaes as provincias do norte do Brasil ;
pois qoe toas mints sao' inexgotaveis de ouro, seus
diamantes tem fuito esquecer os de Soulempour na
India, os de Suc.idan em Borneo, seus rubins obscu-
reeem os de Ceilo.seus mulliplicados ros d.o mora-
da peixes infinitos em numero, formosos i vista, e
mimosos ao paladar, seps bosques sao productores de
madeira preciosas, olis arrhiletura naval, e ci-
vil, povoados de quadrupeites de loda a especie, de
aves as mais raras, e formosas, seut campos sao co-
larlos de una infinidad* de plantas medicinaes. ute-
it na tinturara,as manufacturas,as arles, e nu com-
mercio. e seu solo he adobado de saes laet, que po-
dem revalisar s produres raais particulares de ou-
tras ptizes : achindo-se o supplicanle com as ahilita-
eOes necesaarias.vemoflerecer-se esta Illm. assem-
bla para viajar as ditas proviocin, a lira de abser-
n NECROLOGA.
O Sr. Misuel Curneiro, ramo de urna das
mais Ilustres familias desla ciclarle, filbo legi-
timo do tinado capillo de segunda linha Mi-
guel Carneiro da lamba esua niulher D. Ma-
ra Theodora da Conceicao Cunda, recebeu de
seus honrados pai urna educacao, se nao mui-
lo vasta em litleraliira, ao menos de urna suf-
luiente iiislrurcao e rgidos principios de mo-
ral, de jiislira e prohidade com que podesse
oecupar na sociedade de qne tao diana e hon-
g_ rosamente fez parte, um losar que boje se lor-
na um vacuo regado pelas inconsnlaveis lagri-
ma de tristeza e de saudade dos seus amigos,
o de quasi lodos os quo o communicaram, ou
por aclos de negocios ou pela torta de sympa-
llua que por suas maneiras affaveis, joviae* e
dcli*ias, por sna Ihaneza, generosidade, sin-
ceridade do palavra c oulras bellas e aprecia-
ves qualidades attrahia sem a menor nlenrao
da sua parle, e sem que mesmo o perrebess.
No principio da sua carreira em 1832, ao
entrar a grande porta do mundo social, foi o
Sr. Miguel Carneiro despachado em ura cm-
prego para o erario, e depois como entre ou-
tras materias de que se cnmpunha a sua edu-
cacao tivesse elle a arle de desenlio, a que era
muito afleicoado, fra despachado como o cola-
borador do gabinete topographico na reparli-
CSo das obras publicas, aonde, hem como na
primeira, por seu comportamcnlo rircumspec-
lo, alTavel e jovial, merecen a eslima e a mi-
zade desdeo chelo alo o ultimo dos embrega-
dos de laes reparticoes. Porm conhecendo
depois que no silencio e monotona de um ga-
binete de desenlio nao poda dar expansao ao
seu genio issat laborioso, e por demais inclina-
do a outra prolissao, procurou o conseguio em
1836 artumar-se de caixcro cm urna casa de
comraerro ingleza, pelo que houvc de renun-
ciar aquelle einprego.
Foi nesta honrosa profisso que o meu amigo
servio com summa aclividade, inlelligcucia -e
honradez as rasas dos Srs. John Slwart, e de-
pois na qualidade de primeiro caixeiro e des-
pachante na dos Srs. Jones Wviip, que ten lo
pascado a nutras tirinas pertence hoje aos Srs.
Paln Nash & C.
Depois de baver prestado nesla casa longos
annos de mui valiosos serviros passou em 1818
a ser despachante geral da 'alfandega desla ri-
dade, lugar que depois renunciou por se ler
matriculado em 1850 corrector geral desla pra-
ca, que tambem resignou em 185 por ja Ihe
ser de mais laborioso depois de o haverdesem-
penbado, bem como os demais com toda a n-
leireza que o caracterisava, brando entile com
o seu eslabelecimenlo commercial adquerido
a custa de immensos suores. fadigas e diligen-
cias por espado de 20 annos, e do qual ltima-
mente lrava a sua honesta subsistencia.
t.ollocado em urna posicao para figurar na
grande roda da sociedade o Sr. Miguel Caruei-
ro, sem todava segregar-se desla, e nem des-
denhar das outras, prororava cora prelileccio
a media, aonde, como as demais, rnnlava in-
nmeros amigos e urna geral svmpalhia.
So algumas vezes se via acabrundado por
sentimentos melancocos.ou se, para descanrar
depois de um dia todd laborioso, procura'va
acbar-ses, he cousa adiniravel que o nao po-
desse conseguir, porque os seus amigos sen-
tiam diariamente, nao somente urna vontade,
mas urna necessidade de o verem, do eslarcra
com elle, de o comrauuicarera, de maneira
que o iara procurar at o encontraren! muilas
vezes rodilludo a sos em sua casa, donde era
arrancado, sem que jamis se moslrasse por is-
so incommodado, e nem indilTerenle a laes
pravas de amizade.
Dolado dos mais nobres senlimentut de phy-
lantropia caridade jamis deixou de soccor-
rcr a viuva, de proteger ao orphao, acudir ao
desvalido, em cujos aclos prodigalisava urna
grande parte de seus lucros.
Relacionado em muilas casas de familias ho-
nestas a que Ihe davam entrada suas nobre*
qualidades e honrosos precedentes, jmait dei-
xou apus si o mais leve vesigio, que podesse
desairar a sua illbada repulacao.
. Amigo sincero, fiel e verdadeiro, nunca ser-
vio de peso aos seus amigos, u por quem alias
muilas vezet al l'.i/.ia sacrificios.
Filho estremosn era o arrimo de urna fami-
lia numerosa, que hoje veste o triste crep da
desolarlo.
O seu ar era jovial, tincero e franco. Suas
maneiras graves, sociaes e delicadas, seu porte
honesto, sizudo e chcio daquella dignidade,
que asss exprima a independencia esinceri-
dade de seu carcter e nobres sentmentos do
sna alma, e que caracterisam o iypodo verda-
deiro homem de bem na sociedade.
Finalmente nao era o Sr. Miguel Carneiro
ura desses hoinens vulgares, quo impercepli-
velmenle desapparecem da sociedade que pa-
rece nem reparar na sua falla I era sim ura
desses cidadilos que se sabem aisignatar por
sna morigeracao, dedicacao ao trabalho. au-le-
ridade de cmiducla, tirrae/.a de carcter, sin-
ceridade da palavra, prestablidade ao seu se-
melhante, afi'abilidade para cora lodos, e que
excellenle lilho, bom cidado c m llior amigo,
a sociedade o apona como um do* seus mai*
bellos ornamentos, c cuja memoria acompanha
aliin do tmulo, e hoje lamenta a sua perda e
lauca anathemas sobre o iguobil assassino <|uq
rom mao pesada o fez baixar a sepultura !
Na larde de 27 de marceo nm miseravel se-
vandija de nnme Joao Mendes, na ra do Ara-
gao as 6 lloras da larde, ageredio ao meu infe-
liz amigo, dando-lhe variosmurros, e finalmen-
te nina forte pancada na nuca como be publi-
co, com o cabo de um chicote, que conseguio
lomar do infeliz, que o fez cahir do cavallo em
que ia montado, e logo sem sentidos que nun-
ca mais osrecohrou, al que 22 huras depois
linha deixado de existir!!!
Semelhante acontecimento desperton na so-
ciedade t.'io viyo senlimentn, que desde o mo-
mento fatal at a tarde do dia 28 foi visitada
a infeliz victima por mais de 500 pessoas, sendo
muilas da mais dstinclas na sociedade, bem
como muitos mdicos de elevada repulacao
qae foram incansaveis em soccorre-lo.
0 seu funeral que leve lugar na malriz da
Boa-Vista foi um dos mais pomposos, eao mes-
mo lempo cheio do lagrimas de verdadeira
compuiirao, que jamis se lem visto nesla ci-
dade.
O seu acoinpanliaiiicnlo ao cemileiio foi 13o
numeroso, que se manifcslava pelo grande nu-
mero de carros particulares, cavalleirus e gen-
Uru pe que coinpuuham esta lgubre e triste
prociss.lo.
Chcgiido o corpo ao cemilerio foi conduzido
a calacumba por pessoas de alta posiro, segui-
do de lodos que o acompanharam. All perlo
de cen pessoas permanecern! silenciosas e
mudas al que a nulo do arlisla acabasse de
aperlar a ultima pedra que do lodo epeerrava
um iremhroque a snciedado muilo daria pela
sua conservacao. e foi somente depois desla
etrea scpurai.au, que a pasaos lentos, tacitur-
nos e tristes te separaran! seus tilo devolados
amigos, como oulros tantos espectros que sa-
hiam do cemilerio.
Foi assim que na'idade de 42 annos, todo
rheio de vide mocidade, bcmqaislo e estima-
do ile nma cdade inleira, baixou ao jazigo do
sepulcro o meu. infeliz amigo,em cuja cam-
pa se deve por esle epitaphio :
Aqu jaz Miguel Carneiro,
Victima de cruel assassinato;
Nunca perdeu occasiao de fazer bem,
Nem consta que a niugaera fizesse mal.
A Ierra Ihe seja leve.
Recife 3 de abril de 1855.
Por seu saudoso amigo /, A. C.
SONETO.
i raortc da lllraa. Sra. D. Helena Joaquina Tumo,
olTrrecdo ao Illm. Sr. Jo J.icomo Taseo.
De novo ao co vooa urna alma pura,
Um puro coraco ha i voy a Ierra ;
O que era p marmreo atylo eneerra,
O que era vida e luz no co fulgura.
Morrer: transe fatal Que creatura,
No suspiro final se nao alerra !
Sonienlc o justo os labios nao descerra
De irnica alllic.io nesl'hura dura.
Emhora o coraco padec. enfermo
Males, que a medicina nao soccorre, '
N3o se curva ao tocar da vida o termo
lima lagrima apenas nao corre
lusensivel dor, do crimes rmo
Ergue os o Idos ao co, surr c morre.
COMMERCIO.
Imp orla cao .
Ilialo nacional Castro, viudo da Babia, consig-
nado a Domingos Alves Mnlheus, manifeslou n se-
guinle:
2 saccas alfazeraa, 2 barris cevada, 190 fardos fu-
mo, 13 caixes, 2 pacolesje 1,800 caixes charutos,
116 saccas caf, 30 dilas feijao; a ordem.
Vapor inglez Acn, vindo da Europa, consigna-
do a agencia, manifeslou o scguinle:
1 cana joias ; a Rabe Schamleau & C.
1 dita dita ; a Timm Momsen & Vinassa.
1 dita relogios; a Schadeitlin & C.
1 dita joias, e 2 embrulhos amostras ; a J. Keller
iC.
1 dila amostras; a I.. Antonio de Siqueira.
1 dita dila ; a I.. Scbulcr.
2 embrulhos dita ; a Fox Brothers.
2 ditos amostrase peridicos; a C. J. Astley.
2 ditos dita e peridico ; a Patn Nash & C.
1 dito dila ; a Henry tiibson.
1 dito papis; ao secretario da sala commercial.
1 dito amostras; a L. I.econte Feron C
2 ditos ditat; a Russell Mellors & C.
1 dito dilas; a Roslron Rooker (S C.
1 dito dilas; a Brunn Praeger & C.
1 cesto livros imposos ; a J. L. tiuimare-.
1 caixa drogas ; a Manocl Ignacio deOliveira.
Hiate nacional Sobralense, vindo do Acaracu,
consignado a C. Cvraco da Cosa Moreira, manifes-
lou o teguiote*
6,70 meios de sola, 1 caxoilinho ovas, 1 sacca ce-
ra de carnauba ; a ordem.
1,290 meios de sola ; a Joao Jos de Carvalho Mo-
raes.
650 1,980 ditos; a Antonio Joaquim Rodriguet J-
nior.
352 dilos e 20 arrobas de carne ; a Miguel Anto-
nio de Miranda.
110 dilos ; a Jos Pires de Moraes.
150 ditos ; a Gouveia & Leile.
1 caixolinho ovas ; a Antonio Rodrigues Cocido.
RIO DE JANEIRO
24 de marco.
Cambios.
Londres 27 3|8 a 27 3|4,
Pars 350, a 353 rs.
Lisboa nominal.
Hemburgo 652 a 655 rs.
F RETES.
O Illm. Sr. contador sonando de inspector da
thetooraria provincial, em cumprimeuto da resolu-
Cflo da junta da fazenda. manda fazer publico que
no di* 12 do corronl vai novamente a praca a obra
do 8." Unco da estrada da Escada.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernsm-
buco 2 de abril de 1855.O secretario, a. F. d' An-
nunciarSo
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
lliesouraria provincial, em comprimento da resola-
cao dajnuta da fazenda, manda fazer publico qae
no dia 19 do corrente,vai novamente a praga a obra
dos reparos urgentes do assude deCaruar.
E para constar se mandn affhar o presente e pu-
blicar polo Diario.
Socrctaria da thesouraria provincial de Pernam-
baco 2 le abril de 1855.O secrettrio, A. F. da
AimunciarSo.
DECLARACO ES.
Antuerpia 42[6a62|6.
Canal.....ill| a 50|.
Estailos-rnidos 50 c.
Hamhurgo 12|6a i7|6.
Havre. 70 fr. e 10 X
Liverpool nominal.
Londres
Marselha 70 f. elO". n.
Mediterrneo 50| a 57|6.
Trieste 55|.
METAES E FINDOS PBLICOS.
METAES. Onras hespanliolas
da patria. .
Pecas de 69OO reinas.
Mocds de 4!>.....
Soberanos.......
Pesos bespanhes .
ila patria .
i) Patacoes.......
Apoliccsdc i ',..........
provinciaes.
309000
293900
16-31)00
99000
8S910
19920 al9960n.
1-9900 a 19950
19900 a 19950
109'; a 110 V
103 -5 a 10", %.
(Jornal do Commercio do Rio.)
EDITAES
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
lliesouraria provincial, em cumprimeuto da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprielarios abaixo mencionados, a entrega-
re m na mesma lliesouraria, no prazo de Irinla dias
a contardo dia da primeira publicacao do presente,
a importancia das quillas com que devem entrar
para o calramenlo das casas da ra do Livramenlo,
conforme o disposlo na lei provincial 11. 350. Ad-
vcrlindo que a falla de entrega voluntara, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dade do arligo 6.- do regulamento de 22 de dezem-
bro de J854.
N. 2 Manuel Jos Monleiro.....979500
4 Antonio da Silva Ferreira. 909000
6 Joaquina Maria Pereira Vianna. 1189500
8 Manoel do Nascimeoto da Costa
Monleiro e Paula lzidra da Costa
Monleiro........ 669OOO
10 Viuva b herdeiros de Jos l'ernan-
, des Eiras.........679500
12 Antonio Monleiro Pereira. 759000
14 Luiz do Franca da Cruz Ferteira. 379500
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade. ........ 759150
18 Marcellino Antonio Pereira. 909OOO
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guimaraes.......I8O9OOO
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........1218500
21 Jos Baplista Kibeiro de Farias. 1269000
26 Manoel Buarquo de Macedo. ll1s.9tK.Ki
28 I"mbelino Maximino de Carvalho. 189600
30 O mesmo......... 6O9OOO
32 Francisco do Prado......609000
34 Viuva de Francisco Scverino Caval-
- canli..........609000
36 >uno Mara de Seixas.....789000
38 Manuel Francisco de Moura. ..11196OO
1 Herdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa.......... 1279500
3 Thomaz de Aquino Fonseca. 999600
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
P...........279000
7 Ordem Terceira de S. Francisco. 019200
9 Francisco Jos Pacheco de Medeiros
e oulros. }.......679500
11 Antonio da Silva Gusmio. 15PO00
13 Antonio Jos da Catiro. 639000
15 Herdeiros de Izabel Soares de Al-
med'- '........189000
17 Joaquim Ribeiro Ponte. 519000
19 Viuva e herdeiros de Joao Pires
l'erreira.........369000
21 Manoel Romao de Carvalho. 758000
23 11 inandade des almas do Recife. 689OO
25 Dr. Ignacio Ncry da Fooseca. *. 819000
27 Padre Joao Antonio Gaiao. 1239000
29 Antonio Cordeirn da Cunta. 6O9OOO
31 Jo.lo Pinto de Queiroz e herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. 219600
33 Joao do Rosario Guimaraes Ma-
cllildo..........729600
35 Antonio Luiz Gooc,alves Ferreira. 759OOO
37, .iuli.iu Porlella.......529500
39 Joaquim Francisco de Azevcdo. 4.52000
41 Francisca Caudida de Miranda. 6O90OO
Rs. 3:0069755
fc para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pernambuco I i de marco do 1855.__O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O litan. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, cmcumprimenlo do dispos-
lo no art. 31 da lei provincial n. 129, manda fazer
publico para conhecimciito dos autores hypotheca-
rios, e quaesqner inleressados,quc foi desappropriado
a Jos Jacinlho da Silveira um sitio na estrada dos
Remedios pela quanlia de 5509; e que o respectivo
proprietario tem de ser pago .do que se Ihe deve poi
semelhante desappropriacno, logo que terminar o
prazo de 15 das contados da dala desle, que be dado
para as reclamac,ct.
E para contlar se mandou aluzar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
buco 17 de marco de 1855. O leerelario, Anlooio
Ferreira d'Aannanciacjio.
COMPANHIA PERNAMBICANA.
O conselho de drccro convida os Srs. accionistas a
real isarem a quarla preslacao do 10 por ';, sobre o nu-
mero do acees quelhc perlencem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o'encarregado' dos recebimenlos he
o Sr. F. Coulon, roa da Cruz n. 26.
Tendo esta reparlicao precisao de bons oliciaes
de pedreiro para as sua obras ; manda o Illm. Sr.
inspector convidar ;i quem queira assim nella em-
pregar-se a aprescntar-sc-lbc com toda a hrevidade.
Inspecro do arsenal de marinha de Pernambuco 3
de abril de 1855.O secretario, Alejandre Itoiri-
gues dos Anjos.
CAPITANA do porto.
Resumo das obras que se fizenun no melhoramen-
to do porto, no trimestre ltimamente findo.
Caes do norte.
Fizeram-se 8 bragas de estacada e 5258 palmos
cbicos de mnralha de .-.I ven aria e cantara, ou 4, 7
bracas corrente de caes completo.
Calieira do Norte.
Fizeram-se 301 palmos cbicos de muralha de al-
venaria para concluir e ligar a muralha do fuudo
com o extremo da rampa da mesma caldeira.
Dique da ilha do .\ogueira.
Fizeram-se '18 bragas de estacada, sendo 28 en-
taboadas, e 20 bracas de alicerre com 10 palmos de
largura l ao nivel do baixa mar medio.
Recife.
F'izeram-sc 36:288 palmos cubico* de muralha de
alvenaria ar*gamassada de cimento, ou 35 bragas cor-
ren I es.
Bscacttfio
Fxlrahiram-se do lugar demnominado comas dos
Passarinhos 750 canoas de aroia para aterro.
Concertaram-sc diversosbateles e canoas das roes-
mas obras.
Descripco da boia baliza collocada no extremo
rtos baixos de Diinda.
Na direcrao Lessuesle Oesnoroesle da pona de 0-
linda, acha-se collocada ama boia indicando os bai-
xos do mesmo nome, balisada da maneini se-
guinle :
Saa configuraran de urna pyramida cnica tem a
altura de 12 palmos e 8 pollegadas do nivel di mar
ao vrtice, e na sua base a circumferencia corres-
ponde ao dimetro de 10 palmse 6 pollegadas. Saa
cor de um branco claro se destaca inmediatamente
das boias do banco do Inglez, sendo neste, a do nor-
te rajada de branco e escarale em liras perpendi-
culares, e a do sul de cor vermelha. Acha-se ella si-
ja sobre um fundo de areia grossa vermelha, em 5
bracas na baiva-mar media, para trra della cousa
de urnas 30 bracas principiam apparecer algumas
lases sullas, mas ao nivel do fundo, e quem 210
bracas se encontra o msissecco dos baixos de Olin-
da. vindo a boia a Tirar fra 2 milhas da costa e 2
e 1 quarto do do extremo norte do banco do In-
glez. Sua posirao se obteni marcando a torre da S,
na cidade de (Miada (igreja mais alta pouco ao K
da qual se acha o coqueiro remarcavel) por 63" N O,
o pao da handeira do forte do Buraco, por 73 S O,
e a torre do arsenal de marinha por 57 S O, rumos
estes todos magntico-, sendo a variaco da agulha
com que foram observados 9o N O.
Mai candil-,1 norte-sul verdadeiro por fora della
se poder navegar livremente nao s safo dos bai-
xos por ella indicados como do banco "do Inglez, e
dos da I tuba (continuado dos baixos que das Can-
delas se prolongara al a barreta de S. Jos): e to-
das s vezes que se fizer corresponder o coqueiro
remarcavel dcOlinda, a meio do convento de S.
Francisco (igreja pouco mais ao norte, e mais bai-
xa.que a S) se estar Lesle-Oesle com a boia, a
qual pode ser vista de dia cun lempo claro na dis-
tancia de 5 milhas de cima do convez de qualquer
brigue, e de noite na de 100 ou 200 bragas. Os na-
vios que nao demandara o porto, convm nao nave-
garem a Ierra da direegao cima mencianada, por
quanlo quer nos baixos em frente a Olinda, quer
nos da Iluba, era frente da ilha do Nogueira, dimi-
nuc o fundo nesles lugares rpidamente.
Capitana do porto de Pernambuco 30 de margo
de 1855.ElizUrio Antonio dos Santos, capitao do
porto.
Conforme.O secretario da capitana, Alexanire
Rodrigues dos Anjos.
Pede-se ao mogo qae faz sua eslagSo na roa
A...., que respeite mais ao publico, n3o dando o es-
cndalo que lem dado, j que nao respaila a eta fa-
milia a quem tem querido desmoralisar; tenha mes-
mo pena dessa pobre menina, j que nSo retpeita a
teu carinhoso pai. Ah! se ea fora polica.... ja linha
acabado com esse chapeo de sol que se costoma ifbrir
as...... Aleda, pait de familia : isto avisa o da e*-
lagaoR.
Guilhermc Selle, igooraudo quem tejam os
donos dat madeira existente* sobre o sea terreno de
marinha, no caes do Ramos, fundo da tr.ivetsa do
Carioca, roga aos mesmos o obsequio de lira-la* com
breviduda, por ir fazer obras no dito terreno.
Prcisa-M alagar ama preta captiva, qae taiba
rozinhar o diario de urna cata : na roa da Seuzala
Nova n. 22.
Antonio Lopes Braga vai a Portugal Iralar de
sua saude.
Domingo haver carne de vuelta muilo gorda,
defiiiiitedo quarlcl que foi de polica, agougae a.13.
DE GRATIFICACAO
OOSOOO.
Furtaram da ra Formoza, esquina da
ra da Unio, um chronometro irancra,
uma cadeia de cabello, tendo um brilhan-
te engastado cm um passador de ouro e
uma salva de prata com as iniciaos M. P-
L. VV. Este furto foi commettido no dia 5
de abril a's 10 boras da manliaa. Todas
as providencias ja' estao tomadas, e pro-
testa-se contra quem abalar os ditos ob-
jectos.
Ja' chegaramas seguin tes sement*
de ortalices das melhores qualidades que
lia: rbanos brancos, ditos encarnados,
rabanetes brancos e encarnados, alface
repolhuda e alemaa, repoUio, tomates,
nabo branco e roxo, couves, trincliuda,
salila c lombarda,- salsa, pimpinela, l-
coria, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
rellia, selgas, ervillia torta, ditadireitae
genoveza, dita de Angola, feijaocarrapa-
to de quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, eumgrande sortimente damelho-
res sementes de flores da Europa : na ra
da Cruz n. 62 em casa de Antonio Fran-
cisco .Mal-lilis.
Precisa-se de uma ama de leite:
na ra da Auiora n. V2, primeiro andar.
ASPHALTO.
Escriptorioda fabrica de asphalto, tra-
vessa doCarmon. 10.
RA DO CRESPN. 21.
Ha nesta loja milito superiores charu-
tos de San Flix, provincia da Baha, e
adverte-se que o preco agrada aos com-
pradores.
O Sr. Angelo Custodio da Luz quei-
ra apparecer na ra do Cabuga' n. 1 B
ou annunciar sua morada para ser pro-
cuiado.
AVISOS MARTIMOS.
ACARACU'.
O palhabole Soliralense, capitao Francisco Jos da
Silva Ralis, aecue no dia 7 de abril ; recebe carga e
passageirua: Irata-se cora Caelano Cyriaco da C. M.,
ao lado do Corpo Sauto n. 25.
. Para a Baha segu era poucos dias o veleiro
hiate Castro ; para o rrslo da carga, Irata-se com
seu consignatario Domingos Alves Malheus, na ra
da Cruz n. 54.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu com muita brevidade a barca na-
cional Sorteo, por ter a maior parte da
carga prompta, para o resto, passageiros
e escravos a frete, para o que tem e\cel-
lentes commodos: tiata-se com os consig-
natarios Novaos S C, ra do Trapiche n.
V, ou com o capitao Jos Maria erreira
na praca do Commercio.
RIO DE JANEIRO.
No dia 7 do carrente imprelerivelmrnt* segue'o
patacho .Santa Cruz, capitao Marcos Josc da Silva;
so recebe passageiros e escravos a fete : Irata-se
com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Santo n. 25.
O patacho nacional VA LENTE, ca-
pitao Francisco Nicolao de Araujo. segu
para 0 Rio de Janeiro, domingo 8 do cor-
rente, para escravos a fete, para os quaes
tem excellentes commodos: trate-fe com
Novaes & C, ruado Trapiche n. i, ou
como capitao na Praca.
Os abaiio issignados, consignatarios do pata-
cho portuguez Alfredo, declarara que o dito navio
pretende seguir viagem para a ilha de S- Mignel
nesles dias, e quem no mesmo quizer ir de passagem,
para o que tem encllenles commodos, dirija-te
ra do Vigario 11. 3.
Johnston Paler & Companhia.
Augusto Carneiro Monteiro da
Silva Santos, Dr. em medicina,
reside- no aterro da Boa Vistan.
">5, segundo andar.
Precisa-se alugar4 srvenles escravos: no For-
te do .Mallos, prensa de Jos Cario* deSouza Lobo.
Roga-se ao Sr. Antonio Jos do Reg o favor
de apparecer na ra da Madre de Dos n. 36, cu dia
5 do corrente al as 9 horas do dia sem falta, do con-
trario tomar-se-hao oulras providencias.
Da ra da Cruz do Recife desappareceo no dia
2 do corrente ura cachorro d'agua com o* gnaesac-
guiutes: lem uma orelha malhada de preto, por
cima do lombo ama niallia prela elosquiado do meio
da barriga para a cauda : qoem o pegou, dirija-te
au aterro da Boa-Vista n. 70, qae ser gratificado.
Precisa-se alugar urna preta forra ou captiva,
que saiba rozinhar, engommr, e faca lodo mais ser-
vico de nma casa de pequea familia : a tratar na
ra estreila do Rosario n. 2.
Os Srs. Antonio Muniz Sodr de Araglo, Ana-
cielo de Jess Mara l.audao Jnior, Luiz Jos Pin-
to da Costa e Avres de Albaquerque Gama, teem
carias no escriplorio de Novaes x Companhia, roa
do Trapiche 11. :, primeiro andar.
O abaiio assignado, leudo comprado a Sra. I).
Anua Joaquina de Moura, a escrava Maria e ama fi-
llia de menor idade, e como eslejam ausentes em po-
der de certo arbitro, que sob o raais ftil prelettu
se escusa de as entregar, negando dest'arle o direilo
do abaixo assignado, direilo esle que outr'ora elle
reconhecer por legitimo, como se collige de toas
cartas ; protesta cobrar todos os diat de servido, na
conformidade da lei. Santo Audr 23 d niirro de
1S55.Paulo de Amorim Salgado Jnior.
Aluga-se um excellenle sobrado, com boa visla
e grand* quintal para o lado do pantano, para ludo
quauto se queira pUutir, e com agua ao pe, tito no
lugar du Arrumbado, em Olinda : quem o preten-
der, falle, na ra de Apollo, armazem n. 30.
Alugam-se 2 grande* armazens, sitos na ra do
Rrum, junios a fnndirao do Sr. Bowman : qoem
pretender, falle na ra de Apollo,, armazem n. 30.
Precisa-se de uma ama para cociohar : no *-.
brado o. 1 da ra da Cadeia, derrame da ordem ter-
ceira de S. Francisco.
lotera de n. s. db iuadei.up* de
OLINDA.
O canlelisla Antonio da Silva Guimaraes faz sci-
eute ao publico, qoe lem exposto venda, no aterro
da Boa-Vista n. 18, as suas cautelas e bilhelesda lo-
tera cima, a qual corre no dia II de abrjl car-
rente.
Bilhclcs 59500
Meios 280O
Quarto* 1U0
Quintos uan
Oitavos 720
Decimos 00
Vigsimos 320
LEILOES.
Roslron Rooker A Companhia farao leilSo, por
conla c risco de quem perlenccr, e por inlervencSo
do agente Olivcira, de diversos voliimes de fazendas
inglezas avahadas, importadas ltimamente de In-
glaterra : terca-ferra, 10 do corrente, as 10 horas da
raanhaa, era seu armazem, no largo do Corpo Santo,
O agente Borja far
Iclaii em sea armazem
na ra do Collegio n.
15, de diversos objecto*,
coiisislindojem umeom-
plelo sortimenlo de
obras de marcineiria
novas e usadas, um p-
timo apparelho de pra-
la para ch.i, uma por-
Cao de quinquilleras de pnrcellana e devidro, ri-
cas caixas de diario ptra vollarele, dita* para cos-
tura e para guardar joias e oulros muilos ebjeclos do
cliarao c de oulras qualidade* que aeria impottivel
mencinalo* e qualro exceltenles carros de quatro
rodas muito novot e de gosto modernsimo, cajos
se acharo palele* no mesmo armazem no dia do
leilao, qanta-feira 12 do corrente, a* 9 horas da
nansa*.
AVISOS DIVERSOS
MUTILADO
Precisa-se de uma ama de boa conducta, para
lodo tervico interno de ura* casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se mi do Sebo n. 37.
N. B. O caulclista cima garante nnicamenle os
bilheles inteiros, pagande sem descont do*8^*s
premios maiores.
Chapeos de mas-
sa franceza.
Na roa Nova n. ti, ha am grande soriimenlo da
fazenda cima mencionada, e saa qealidade ke-tu-
peiflna aos qae ha presentemente no mercado, assim
como tambem ha de muito bom eoeto e formas mui-
to modernas, chapos de castor branca inglezas, di-
los de castor (Thibett) sem pelld, dito* d* castor
branco cora pello, sendo brano e preto, e lodo por
preco razuavel.
Na rua da Gloria n. 85 ensina-se a
traduzir, fallar e escrever perfeitamente
a lingua ingleza, promettendo-se um me-
thodo fcil para em poi/co lempo o disc-
pulo adquerir um grande adiantaraento.
Traspassa-se as diaves da loja da roa da Ca-
deia do Recite n. 17, com armacao ou sem ella, por
preco commodo ; para tralir, na roa do Collegio
1. 4.
Os abaixo assignado* tem justo e contratado
comprar a taberna, tila na rua do Raugcl n. 81, per-
teucenle a Joao Ignacio de Arroda e Jote Ignacio de
Arruda : quera liver algum embanco a oppor a esta
compra, haja de declarar no prazo de 3 da* da dala
desle, sob pena de, passado esse lempo, nao ter *t-
Ichdido. Recife 5 de abril de 1855.
Mallos 4 Companhia.
I)o sobrado n. 27, na rua Nova, desappareceu
na noite de 1 para 2 do corrente ora galo maltez,
muilo manso, grande, castrado, cauda inleira, ore-
Ihas cortadas, e com urnas pequeas pclladuras : a
quem achar e o entregar, ou delle der noticia certa
na referida cata, se recompensar bem, e ficar-se-ha
moito agradecido.
Arrenda-se ura dos melhore sitios da Torre,
ou vende-se, com lodos os commodos precisos: a
Iralar alrazda malriz da Boa-Vista n. 13.
Aluga-se um negro para condazir uma caixa
de fazendas : na rua do Quemado n. 7, loja de E*-
trclla.
Precisa-te de ura feilor de campo, que de en-
nbecimenlo de sua conducta : a Iralar 110 Engenho
Novo de Muribeca.
Precisa-te de um caixeiro para o balco de ama
padaria dentro desta praca, preferindo-se o qoe te-
nha pratica detle negocio e qae goze de bu repu-
lacao ; nio se duvida dar um ordenado corresnon-
denle at suas qualidades : aquelle que se achar nes-
las circamstancias, drija-sc a rua larga do Rosario,
padana n. 18, de manhaa at as 9 horas o de larde
ate as 3, que chara com qoem tratar.
Precisa-e de um feitor para um si-
tio: na rua do Trapiche n. 17.


DIARIO DE PERNARBUCO. SBADO 7 DE ABR- DE 1855.
Precisa-se alugar nm ailio com casa deccnle r
era familia, que fique perlo da praca, e que tenha
nho, ecdendo-se a murada de um segando andar I
na ra larga do Rosario : a quero conviei, IraU-se
na ra de Apollo n. 13.
Aluga-sc ou'vende-sc urna casa com
sotao c sitio no lugar da Torre, junio ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, eocheira, estri-
bara, quartos para fcitor, etc.: na ra
da Cruzn- 10.
riin. Sr. inspeclur da llicsouraria geral. -Di/ Jos
da Koclia Paranhos, que cm virtud de ordem do
thesouro publico nacional, que mandn a informar
a esta lliesouraria umrequcrimeulu com documentos
anenose comprobatorios, da quantia do dous con-
tose tantos mil ro, que ao supplicantc he a mesma
fazenda devedora, acontece que tendo o suppli-
canto estado na expectativa, o requerido ja a V. S.
em dezembro do auno pasado solucao de urna tal
informacAo al o presente, parece que por urna fala-
lidade, nao lem sido possivcl o supplicantc oblcr o
despacho, ape/ar de ter ja decorrido um auno pouco
mais ou menos ; pelo que, nao sendo eabivel que as
reparlicoes fiscaes prolelem o direilo das partes por
um lempo indefinido ; por isso, >em o supplicanle
requerer a V. S., que como chefe desla rcparlicAo, e
a cujo cargo est n altrihuico de tumprir e fazer
ruiopriras deliberacoes e ordens do thesouro, como
determina o paragrapho 10 do arl. 31 do decreto n
736 de 20 de novembro de 1850, se digne mandar
que e empregado em cujo poder estilo os documen-
tos e pelicOes do supplicanle, para informar manda-
dos por V. S. que he o ehefe da 4. seccao, Jos
Manrique Machado, de promplo andamento a dila
informacSo afim de que nAo fique eternamente se-
pultada esta pelicao em seu poder, como lem estado
os oulros documentos e peti^oes ; com o que far
ao supplicante a merecida justicia ; e assim pede a
V. S. Ihe defira.E. R. Me.'
Jos a (ocha Paranhos.
Recife 22 de marro de 1855.
RETRATOS.
No aterro da Boa-Vista n. 4, teiceiro andar, eon-
Iraua-se a tirar retratos pelo systema cryslalolypo,
com nimia rapidez e perfeic,Ao.
Madune Ttieard, tendo de fazer urna viagem a
Europa, avisa aos seus devedores devirem saldar suas
coutas na loja da ra Nova n. 32. para Ihe evitar de
proceder contra elles judicialmente.
Pede-se ao Sr. Jos, de Mello Cesar es-prn-
curadorda cmara de Olinila, que venda cntender-
se com os herdeiros de l.uiz Roma, pois basta de
cassoadas, ficando certo que em quaolo au se en-
teuder com os mesmos ha de sabir este annuncio.
PANOS
Joao P. Vageley avisa anrespeilavel publico, que
em suaeasa na ra Nova n. 41, primeiro andar, a-
cha-se um sortimeoto de pianos de Jacaranda, os
melhores que lera at agora apparecido no merca-
do, taulo pela na harmoniosa e forte voz, como pe-
la sua construerao de armario, da fabrica de Col-
lard ii Collard era Londres, os quae vende por pre-
co razoavel. O anounciante conl'uua a afinar e
concertar pianos com perfeicao.
LOTERAS DA PBOV1NCIA.
O caulelista Salustiano de Aquino Ferreira conti-
na a vender billieles o cautelas as pessoas que com-
pram para negocio, petos presos abaixo declarados,
urna vez que chegue a quautia de HKrjOOO para ci-
ma, dinheiro i vista : pode ser procurado na ra do L'
Trapiche n. 36, segundo andar, das i ale as 12 horas
da manbaa. Os seus bilhees e camelas estilo isen-
los dos8 por eenlodo imposto geral.
Bilhetes 59300
Meios 2o65i)
Quartos l-',:> i
Oilavos 675
Decimos $54D
Vigsimos |B70
Pcruambuco 96 de marco de 1855.
Salustiano de Aquino Ferreira.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a na do Ban-
gel ii. 11, Onde continua a r.reber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como b publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer lipra dos dias uteis.
Arrenda-se ama loja po aterro da Boa-Vlsla,
propria para qualquer eslabelecimento, sendo con-
fronte a casado Sr. Antonio l.uiz Goncalves Ferrei-
ra. e junta ia urna loja de cutileiro : os pretndeme
eiileudam-se no sobrado por cima d. mesma loja, ou
na ra da Cadeia do Recife, sobrado u. 3, primeiro
andar.
Otlerece-se um moco brasileo para escrito-
rio, o qual sabe btra 1er, escrever e contar, e lem
alsuns preparatorios: quem de seu prestimo se qui-
rer utilisar annuncic por esta fulha ou dirija-sea
ra das Ciuco Ponas n. i i.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Cai-
gnoux, dentista franrez, chumba os denles com a
i adamantina. Essa nova e maraVilhosa com-,
posic^o lem a vantagem de encher sem prestito dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e promelle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
CONSULTORIO DOS POBRES
*0 MOA Xf OVA 1 AMBJLR 50.
0_ Dr. P. A. Lobo Mosciuo da consullas homeopalhica todo* os dias aos pobres, desde 9 horas da
nianli.in al o meio di, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Otlerece-se igualmente para pralicar qualquer operac,o de cirurgia, e acudir promplamente a qual-
qser niulhcr que esleja nial de parto, e cujas circunstancial nao pvrmiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. i. LOBO I0SHIZO.
50 RA NOVA SO
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homcopathica do Dr. ti. H. Jahr, Iraduzido em por
luguez |>ero Dr. Moscozo, quatro volumes encademados cm dous c acompanbado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 2OJO00
Esta olira, a mais importante de lodas as quetratam do rludo e pralica da hnmenpalhia, por ser a nica
BOGBNESIA OD EFFEI TOS DOS MEDICA-
hecimentos que nao podem dispensar as pes-
que conlm a base fundamental d'esta doulriiiaA PATIIC
MENTOS M) OIU.ANISMOl.M ESTADO DESADEcon
soas que se querem dedicar i pralica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mdicos que qui/crem
experimentar a aoulrina de llahncmanu, e por si mesnios se ctivencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros c senhores de engenho que esiaolonge dos rerursosflos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sio nbriga-
dos a prestar n conlinenti os. primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem ulil as pessoas que se dediram ao estudo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 10SO00
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardeuado. :000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar un passo seguro na pratira da
homeopalhia, e o proprielario desle estahelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos graudes..................... 8BO00
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 20*000
Ditas 48 ditos a................,. 25-sooo
Ditas 60 ditos a................ # 3OSO00
Ditas 144 ditos a.................\ 6O9000
Tubos avulsos......................... 15000
Frascos de roeia onca de lindura................... 2?000
Ditos de verdadeira lindura a rnica...........'...... 23000
Na mesma cata ha sempre venda grande numero de tobos de crystal de diversos lamanhoi
vidros para medicamentos, e aprompU-se qualquer eticommenda de mediraraenloscom loda a brevida-
de e por precos muito commodos.
6$$S&S^-$-8&S.$>
g .'IBLICAfAO DO INSTITUTO HO
NKOI'ATHICO DO BRASIL.
W THESOURO IIOMEOP.VTHICO
ou O
^ VADE-MECUM DO ($)
{$ HOMEOPATHA.
t Melhodo conciso, claro e seguro & cu- i&)
A r"r h",e"P"lt'icumenle ludas as molestias /Mk,
'W t/ue af/ligern a especie humana, e part- "tr^
(A cularmente aquellas que reinam no lira- (k
"*if til, redigido segundo os melhores trata- TZ
iyf dos de homeopalhia, tanto europeos romo v)
(A americanos, e segundo a propria espsri- 1^,
22 encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero ^_
^ Pinlio. Esta obra lie boje recouhecida co- (^J
i(9l n' a me"l0r ''e 'das que tratam daanpli- 2
HW eatjk) homeopalhica 110 curativo das ino- W
(jfl) leslias. Os curiosos, principalmente, nao (&I
podem dar ura passo seguro sem possui-la e /A
consulta-la. Os pais de familias, os senlio- *w
(A res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (A)
J5Z pitaes de navios, serlanejoselc. ele, devem
(p) tc-la a man para occorrer promplamente a v)
< qualquer caso de molestia. 9t
j2 Dooa volumes cm brochara por 108000 W
<$) i' a encademados 11-MHHI (fy
tjf, Vende-se nicamente em casado autor, (,
J no palacete da ra de S. Francisco (Mun- "
do Novo) n. 68 A. (!*
I 1uwjmmn, \
t) continua a residir naruaNova n. 19, primei- j
\ ro andar. a
LOTERAS da provincia.
As rodas da lotera de
N. S. do Guadalupe, an-
damirapreterivehnente no
dia 11 de abril.O the-
soureiro, F. Antonio de
Oliueira.
Precisa-se de um prclo escravo para o servico
de urna casa de pouca familia : na ra da Cadeia do
Recife n. 10.
1 Novos livrosdc homeopalhia uiefranccz, obras
todas de surVima importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos O'i'irteis n. 24
Compram-sc c recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de couimissao, tanto para a
provincia como para fira dol, olfrrerendo-se para
sso toda a seguranra precisa para os ditos escravos.
Precisa-se de um fcitor que seja pralicn d
servico de campo, e dous caixeiros para enraixamen-
lo de engenho, sendo um desles tambera distilador,
e que sejam de loda probidade : na rua da Cruz do
Recife n. 7, primeiro andar.
ao raim i
| No armazem de fazendas bara- '"
tas, rua do Gollegio a. 2, *3
vende-se um completo sortiinento *&
de fazendas, unas e grossas, por !
piceos maisbaixos do cpie em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a rctallio, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleclmento
aiirio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes'
inglezas, rancezas, alleinaas c suts-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oileiecendo elle maiores'van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e aojwblico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & ilolim.
9 ijFiMiTMiffiBiiiiiiu mwtymmmm
O Sr. Joaquim Ferreira da Silva Jnior tem
urna carta na rua do Ainurim n. :19.
Joao ItAdrigues Branco e Francisco Marques
da Assumprao, subdisos purtuguezes,retiram-se para
a Europa.
Precisa-se de carrochas para ennduzirem urna
grande porcao de aterro e pedras do Chura-Menino
para a estrada do Manguinho, pagando-se uui tan-
to por cada carreto : quem tiver ditas carracas e
queira contratar, dirija-se i mesma estrada a fallar
com Jos Uonralves Ferreira Costa.
BALSAMO H0M0GENI0 SYM-
PATHICO.
Favoravelmenle acolhido cm todas as provincias
do imperio, c lao geral como devidtmento apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURA.VEIS
l'OR MEIO DESTE PORTHT0SO BALSUIO.
I KK1DAS DE TODO O (ENE0, anda que
sejam rom laccraciies de carne,e que j ealivetsem no
estado de chagas ihronicas, esponjean t. ptridas.
LOBO depois da apphcacan cessam as dores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erisipelas, molestias cutneas ou perpe-
tuas, c scirrlios, condecidos pelo f.ilso uoine de liga-
do nos pellos, rheuinalismo, dieteze de todas as qua-
lidades, golla. incliacoes e flaqueza as arlicalacOes.
piJEIMADliKAS, qualquer que seja a causa e o
objecto que as prudu/io.
OMESMO BALSAMO se tem applicado com a
maior vanlagem as moleslias segiiinles : porm ad-
verte-sc que s se leve recorrer a elle un casos ex-
tremos, na falla absoluta ou impossivel de se obter
a assisteocia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parte 1I0 corno.
LOMlIKDiAS, nao exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, inda que
sejam as mais venenosas.
DORES clicas 011 de barriga, debilidade do esto-
mago, obslrucrao das glndulas, ou enlranlias, e ir-
regularidade ou falla.da menslfurao ; e sobretudo,
inllainraaroes do ligado e do baco.
AFF'ECCO'ES do peilo, degeneradas cm principio
de phtisica etc. Vende,- na rua larga do Rosario
11. 36.
(j \ende-se cobre para lorio de &
20 ate 28 oncas.
Zineo para forro
competentes.
Chumbo em barrinlias.
Alvaiade de cliumlio. (f
Tinta branca, preta e verde, em ($)
m
i
Vendem-se -2 molequesde idade de 14 a ISan-
nos, e um.i cscrava quitandeira, de boa conducta :
1 a rua Dircila n. 3.
Vende-se cera de carnauba em maiores e me-
nores porres : na rua do Vigario n. 5.
Vende-se um escravo
do Pilar n. 141.
c urna cscrava : na rur
com os pregos
i
ti-rotio
6IH)tL
75000
65OOO
Ki-IHIO
C.-OtH)
SJJOOO
16jtHXI
10SO00
JWO
"3000
65000
4)5000
OJOOO
PIBITCACAO".
# Acha-se no prelo e breve sabir luz urna
ft iiileressanle obra intitulada Manual do %
9 Guarda Nacional 011 collcccjo de lodas as leis,
^ regulamentos, ordens e avisos concernenles f|
a mesma Guarda, (muitos dos quaes escapa-
rain de Mr mencionados as colleccoes de
S leis;: desde a sua nova orgamsacao al 31 de
9 dezeinbro de 1854, relativos nao s ao prores-
49 so (I qualilicacao, recurso de revista, etc.,
9 etc., senSo a economa dos corpos. nrganina- Q
% gao por municipio, haladme-, companbias, ;;
8 de mappas, modelos, etc. etc. etc. Subscre- 9
ve-se a 55000 para os assignanle*, e 65OOO
^ pora os que nao o forem : no paleo do Car- tjr)
9 nin a. 9, primeiro andar. A
JoaoSalernoToscanodeAImeida, mo-
rador no Rio de Janeiro, rua da Assem-
blea canto da*rta da Misericordia, se en-
crreg de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: patentes de olliciaes
de linba e da guarda nacional, cartas de
desctnhargadoies, de juizes de dircito,
municipaes, remocoes dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentes e to-
llos os mais de que se haja mister pelas
secretarias,"tljfsouro econsellio supremo
militar, etc., etc. O mesmo Salerno se
cncarrega dessascommissoes, urna vez que
se Ihe adiante os dinbeiros necessarios pa-
ra esse um, certo de que servil a' com
promptidao a todas as pessoas que quize-
reni ter a bondade e favor de se utilisarem
de seu prestimo.
Precisare de urna ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 26,
por cima da cocheira.
O abaixo assignado, oflerece o seu prestimo a
quem se quizer utilisar para tirar guias do juizo dos
feitosda fazenda, tantoda geral como da provincial,
por aquellas pessoas qoe pessoalnienleas nao podem
tirar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
da! : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e rua em que mor, nos lo-
gares seguinles : Recife, rua da Cadeia loja n. 39,
rua da Cruz n. 5fr, paleo do Terco n. 19, rua do Li-
vramento n. 22, praea da Independencia n. 4, rua
Nova n. 4, penca da Boa-Vista n. 24, onde serio
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na roa da Gloria n. 10 casa
do aoouncianle.Alacariio de Luna Feire.
LOTERA DE N. S. DE GUADELl-
PE. DE OLITO.
AOS1 5:fJ009000, 2:0003000, E 1:0005000.
Corre indubitavelmente quarta-feira 11
de abril.
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferreira, avisa
ao respelt.-ivel publico, que os cus hilhelrs c cau-
telas eslo isentos do descont de 8 por cenlo do im-
posto geral 110 acto do pagamento subre os tres pri-
meiros premios grandes. Arham-se a venda nas
suaslojas : rua da Cadeia do Recife/. s 45, na
prara do Independencia n.37 e M, rua do Llura-
mente n. 2-2, rua Nova 11. 16, rua do Queimado n.
:'! e 4, c rua do Cabug n. 11.
lilheles r^VH) recebera por inlciro ,"i:0005
28800 o ,, 2:.">00S
WO 1:2-50
o 6SS8
a 5008
lumes.
Teste, rrolcstias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, phaimacnpca homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr molestias da petle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 vulumes
llarihmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Favolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli .......
Casling, verdade da homeopalliia. .
Diccionario de Nj sien.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conleinlo a descrip;ao
de loias as parles do corpo humano 30$000
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homeopa-
lliioo do Dr. Lobo Hoscoso, rua Nova'n. 50 pri-
meiro audar.
LOTERA DE N. S. DE GU A DELUPE.
Aos 5:000500o?, 2:0005000, 1:0005000
Os bilhetes e cautelas do cautelisla Antonio Jos
Kolngues de Sou/a Jnior tao afortunados pelas
rrequenlesvezesque lem dado as sorles grandes, co-
mo recommendados por serem pagos os premios
grandes por inteiro sem descont algum, acham-se a
disposijao do respeitavel publico, nas seguinles to-
jas : prara da Independencia 11. 4, 13 e 15, e 40, rua
do Oueimado n. 37 A, e em outras mais do costume:
srudss da referida lotera aodam impreterivelmen-
le em 11 de abril em o consistorio da igreia dos Mi-
litares.
Bilhetes inteiros
Meios bilhetes
Qurloa
Oilavus
Decimos
N'igesimos
O caulelista Anlonij Jos Rodrigues de Souza
Jnior oOerccc os seus bilbeles e cautelas as penoH
que eostumam comprar para negocio nesla cidade c
para fra, aas precos abaixo, sendo cm porcao de
MMcHmJO para cima e a dinheiro vitti, em seu es-
criplorio, na rua do Collegio n. 21, primeiro andar.
Hilheles inteiros "i>300
Meios bilhetes 2)650
Quartos |;|35q
Oilavos 675
Decimos 54(1
< Vigsimos 270
Precisa-se de um feilor e administrador para
um sitio perto da prafa, ao qual da-te bom ordena-
do : quera pretender, diiija-se rua da Gideia Ve-
Iha n. 16.
Precisa-se alugar uma preta de boa
conducta para casa estrangeira, que sai-
ba engommar, para andar com muninos:
na rua da Cruz n. 10.
Engomma-ae com muila perfeicao, e lambem
so lava bem : quem quizer, dirija-se'ao caes do Ra-
mos, taberna do Retiro u. 26, que achara com oucm
tratar.
I DEHTISTA.
Paulo Gaignoux, dentista francez, estabele
9 cido na rua larga do Rosario n. 36, segnndo tj
A) andar, rolloca denles com gengivas artificiaos, @
1 e dentadura completa, ou parle della, coro a 9
f presso do ar.
9 Rosario n. 36 segundo andar.
> #
O Dr. Lobo Moscoso mtidou-se
COMPRAS.
Compra-sc nm sitio pequeo, que nao exceda
de 1:5005 al 2:5005, sendo nos lugares Soledade,
Estancia, estrada de Joao de Itarros ou Beleni, e que
lenha casa separada de outra : quem o liver annun-
cic para ser procurado.
Compra-sc sement de abacate e de sapoli :
quem ;iver anuuncie, ou dirija-se rua do Crespo,
Isja 11. 16.
jas
tt
i
i
i
(tuali-

em fias- ($)
ai
m
i
i
oleo.
^ Oleo do. linhara em bot
($) Ca,"es-
/gk Papel de embrullio.
X Viuro para vidracas.
W Cemento auiarello.
>v Armamento de todas
9 dades.
($ Genebra de Bollanda
k queiras.
A Coui-os de lustre, marca grande.
/ Arreos para um c dous ca- Z.
vatios. W
Cliicotes para carro e esporas de (g)
aro plateado. (W)
Formas de Ierro para fabrica de (rf)
assucar. /
Papel de peso ingle/. Z
Champagne marca A&C. Z
E um resto pequeo de vinhos do W
Uheno de qtialidade especial: W
no armazem de C. J. As- 1$)
tiey & c. m
PIANOS FORTES.
Brunn Pracgcr i\ Companhia, rua da Cruz 11. 10,
recommeudaiii as pessoas de boragoslo, seu escolla-
do sur lmenlo dos melhores pianos, lano horisou-
taes como verlicaes, que por sua solida conslruccao
e harmoniosas vo/es, assim como por sua perfeita
obra de nao se dislingueni. Todos estes pianos sao
Teilos por enrommeuda, escolhidos e reexaminados,
e por isto livres de qualquer defeito que se enconlra
mullas vezes em us pianos fabricados para expor-
tacao. '
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. Santo Amaro acha-se para vender ara.
dos cS ferro de --i ir- riualidade.-
A PECI1INCHA. *
Na rua do Crespo n. 13. ha para vender ricas co-
berlas de dula sem costura a 2jO0 cada urna, cha-
les de toqiim. e militas mais azendas que s a visla
dos compradores se dir o proco.
Vcndc-.eum cavallo grande, novo, bom ,in-
ador, bonito, capado: a ver e tratar na rua do Col-
egio n. 16, Icrciro mular.
Manuel Ta.arcs Cordciro lem para vender fu-
mo para charutos le lodas as qualidades, gigs Com
champagne cm garrafas, e incias, do melln autor
e oulros mais gneros : no armazem n. 18, na tra-
vessa da Madre de Dos.
()' QUE PECHINCHA.
A 5(10 rs., a \, a ls, e a 2f500 cada
una peca de madapolao com toque de
a varia, a ellas antes <|ue seacabem : na
loia do Passeio Publico n. D.
Vendem-se parreiras muscalcis da melhnrqua-
lidade possivel, cm caixes : na rua de S. Goncalo
n. 15.
Fumo em folha.
Vende-se superior fumo em folha, tardos peque-
nos, a 55OOO a arroba, a dinheiro : nos armazeus de
Rosas, na travesa da Madre de Dos n. 13, e na rua
do Amorim 11. VI, de Francisco Guedes de Araujo.
Vendem-se 4 escravas, sendo 3 crioulas, de 10
a 20 anuos, de bonitas figuras, e uma de narao, de
meia idade, ptima quilandeira : na na de lortas
11.6O.
COBERTORES ESGOROS E
BRAHCOS.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia. vendem-se cobertores escuras, proprios para
escravos, a 720, ditos grandes, bem encorpados, a
15K0, ditos brancos a I52OO, ditos com pello irai-
ando os de la a 15280, dilos de 1,1a a 2i00 cada
m.
Na ruado Trapichen. 1C, escriptorio
dellrandera Rrandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de Russia, de
muito boa qualidade-
Papel para imprimir, formato grande c
pequeo.
Papel de cores emcaixas sortidas, mui-
to propriopara forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
Bom sortiinento de brins, tanto para cal-
ca como para paut.
Vende-se brim francez de quadros 1 640 a vara,
dito a 900 rs., dito a 1280, riscado de lisuras de cor,
pruprio para o meimo lint a 160 o covado : ha rua
do Crespo n. 6.
Vende-se uma balanca romana com lodos os
seus perleures.em bbm uso e de 2,000 libias : quem
pretender, dirija-se.i rua da Cruz, armazem a. V.
Vende-se muilo bom licite : na rua Direill n.
1211, primeiro andar.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa-pela barca Cra-
liio.
Farinha de mandioca.
Vencle-M taccat grandes com farinha :
110 armazem de Jos Joaquim Pereira de
Helio no 1 aes daatfandega, e para por-
roes a (talar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche 11. 14.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escuros a 720 rs., ditos grandes a I52OO
rs., dilos*hrancos de ale.nd.iu de pello e sem elle, a
mitaclo dos de papa, a 15200 rs. : na loja da rui
""o Crespo n. 6.
PAR A QUARESIA.
Sarja preta bcspanhola de priraeira qualidade. sc-
lim prelo milito superior, casemira preta franceza.
dila selim, velludo prelo superior, panno prelo mili-
to fino, cora rustre c prova de limao, c de outras qua-
idadcs mais abaixo : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
CAL VIRGEM.
Batatas
chegadas 110 brigueTerojo lo: no armazem de Tas-
so & IrmSos. ,
LINDO SORTIMEVl 0 IIF CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortiment de cal-
rado para serihora, que pela sua qualida-
de c preco muilo deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato: os precos
sao os segtiintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de couro de lustre. 1S700
Borzeguins com salto para senhora. .">00
Ditos todos gaspeados tambem com salto
para senhora. 4$500
Sapatos de cordavo de muito boa quali-
dade. 1.9100
Brunn Praeger vender em sua casa, rua da Cruz
n. 10.
Lonas da Russia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Cerveja Hamhurgueza.
'"Omina lacea.
M
m i
^ da mellior qualidade: vende-se
% cm casa de Brunn Praeger & C,, rua
3g da Cruzn. 1(1.
"9-VX) Recebe por iuleiro ,":0005
S^BOO 500}
19440 720 1:250o 6251
600 n 5008
:i20 2509
VENDAS.
ALIANAK PARA I8S5.
Sahiram a' luz as olhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
CAMBRAAS VARSOVIANAS
A 4,SQ0 O CORTE.
Acaba de chegar um novo sortiment, dos lindos
cortes de cambraias Varsovianas para vestidos de se-
nhoras, de goslo escossez, e se vendem na rua do
(jueimado loja n. 17 ao pe da botica, a i>00 rs. cada
corle, dinheiro a vista.
Meios
(.loarlos
Oilavos
Decimos
Vigessimu
720
600
320
505
Na roa da Cadcis do Kecife a. 3, primeiro an-
dai/confroole ocsrriplono dos Srs. Barroca i\ Cas-
tro, dcsparhani-se navios, qoer nacionaes ou eslran-
gcir.is, cera loda a promptidao ; bem como tiram-se
passaporles para fra do imperio, por precos mais
commodos do que cm oulra qualquer parte, e sem o
menor Irabalhu dos pretendcnles, que podem tratar
das 8 da nranhaa as 4 horas da larde.
pa-
ra a rua Nova n. 50, primeiro andar.
CHAPEOS a. DE MOLLA.
Na fabrica o loja de chapeos da rua Nova n. Vt,
ha chegado uma nova factura de chapeos de molla
e sua qualidade be'mais superior que nesles csla-
belecimentos lem havido, e por querer salisfazer as
pessoas que procuraram anles de os Icr. faz o pre-
sente para lembrar queestAo leudo ura me e\lrarrao,
oque devem vir comprar anles que se acabem.
Tambem ha de muito bom costo chapeos de feltro
de lodas as cores para creanca, dilos de dito com
enfeiles e sem elles para meninos, dilos de dilos de
lodas as cores para homem, dilos amazonas muito
modernos para senhora, dilos de castorina copa bai-
sa, com pello de diderentes cores para homem, fa-
zenda esta ha muilo nao apparerida nesle mercado,
e .outras umitas fazendas proprias do eslabeleci-
mento.
Quem quizer comprar ou fazer qualquer oulro
negocio com uma parle de pouco mais de 4009000 no
sitio da Capcllinh.1. que fui do hllerido SebasliAo
dos Orillos, avahado em 5:0005000, appareca na rua
do Livraraento, em casa de Corroa i\ Irmos.
Precisa-se sacar at a quantia de 5:5005000
pacavel em Lisboa : a quero convier fazer tal lian-
saccao, dirija-se i rua larga do Rosario n. 48, se-
gundo andar, qoe se dir quem faz este negocio.
FRASCOS DE VI URO DE BOCCA LARGA
COM ROL11AS.
Novo sortiment do tamaito de 1 a
12 libras.
l'encm-se na botica de llarlhoiomcu Francisco
de Souza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
preco que m oulra qualquer parle.
Vende-ce uma parte do sobrado sito
na ruado Vigario n. 17 ou hypotheca-se:
quem oi pretender dirija-se a' rua Concei-
cao n. 5.
FARINHA DA TERRA.
Vendem-se saceos com farinha Ha ter-
r,a nova e bem torrada, arroz de casca e
pilado: na rua da Cadeia do Recife n. 23.
l'OR SEUUI.AS VEI.I1AS A 3J000 c -IjOOO O
PAR, QUEM UE1XAR.V HE COMPRAR.
A moda, pechincha de borxegliiM e sapates de
lustre fraueczes para homem, ditos de bezerro e de
lustre de Nantes, tanto para hoinein como para me-
nino, muilo proprios para a estacan presente, alm
disto um novo e completo sortimenlo de calcados de
lodas as. qualidades, tanto para homem coio para
scnlior.i, meninos e meninas, ludo por preco muito
coiiimodo, a troco de sedlas velhas : no a'terro da
lloa-\isla, detrunleda bouecan. ti.
\ endem-se na loja da rua do Crespo n. 3, as
razendas abaixo mencionadas, que, por sua boa qua-
lidade e mdicos precos, merecen) a allencAu do pu-
blico.
Chapeos de sol de seda a
Cassas de diversas cores, a vara
Chales deba cor, barra a
Meriuo-setini prelo, o covado
Cortes de casemira de cores a
551HX)
560
6#300
1400
55000
Riquissimos corle* de chalj de seda de novos dc-
senhos e cores delicadissimas', por preco rommudo:
na rua do Queimado loja n. 17, ao p'da botica.
LA A ESCOSSEZA OU MELPO-
MENE, A 320 0 GOVADO.
Vende-se, por haver porcao desla fazenda propria
para roupes e vestidos de senhoras e meninos, pe-
lo barato preco de uma pataca cada covado : na rua
do Queimado loja n. 17, ao pe da botica. Esla fa-
zenda he de muila duracSo, e nunca se vendeu por
tao barato preco.
ALPACAS DE QL'ADIOS E DE
LISTRAS DE SEDA A 400 E
(00 RS.
_ Vende-se por este baralissimo preco para liquida-
do de coritas, na rua do Queimado loja n. 17 ao
p da botica, assim como urna porcao de cassas
francezas finase de cores Qxas a 320 e 100 rs. o co-
vado.
RISCADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.
Vende-se na rua do Queimado loja n. 17 ao p
da botica, riscados escoros com lislras de seda, pro-
prios para vestidos e roupes para senhoras e me-
ninos, pelo barato preco de urna pataca cada cova-
do, para ultimacao de contas.
Vendem-so todos os perlences de uma taberna,
consistindo em balcao, balanca de RomAo t\; Compa-
nhia, pesos, medidas, caixocs a cauteiros muito se-
guros, ludo por preco commodo, e tambem se vende
cada uma cousa de per si : a tratar na rua da Ma-
dre de lieos n. 36. Na mesma casa vende-se uma
porcilo de sement de Irigo para quem quizer plan-
tar.
NAVAI.lIASjA CONTENTO E TESOCRAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de AueusIo C. de Abrcu, cjnti-
uoam-se a vender a 85OOO o par (preco livo) as ja
bem couhecidas c afamadas uavalhs de barba feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ci,)osicao
de Londres, as quaes alm de durarcm extraordina-
riamente, nao se senldii no rosto na accAo d cortar ;
vciiilcin-se cora a coudic.lo de. >nao asradaudo, po-
derom os compradores devolvc-las al 15 dias depois
pa compra rslituindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ht ricas lesourinlias para unhas, feitas pelo ines
mo faV'icante.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr r?i Companhie
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de .um
modello e construcco muito superiores
2 Para acabar a S.sOO rs.
j=5 Chapos de seda para senhora guarnecidos S
ge de bico de bloml, llores e plumas 89cada ri
.vj um : na rua do Crespo, loja amarella 11. .
6iS83 & ;s@*3
Na rua do Amorim n. i 1, vendem-
se osseguintes gneros, os mais superiores
pie vem a este mercado e por commodos
precos:
Vinho muscatel em barril de." a Ocanadas.
Champagne.
Cha' de San Paulo, caixasdc 2 a 2!) libras.
Chocolate francezr.
Garrafes com cevadinha.
Garral'es com sag.
Estatuas para jardim.
Vasos para jardim e cemiterio-
Guies, trinas, espiguilha c volantes para
armadores.
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de fcitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente sec-
cante.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e hvgicui-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C.: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-ino. '. 800 a lib.
Superior.. 640
Fino.....500
ROLAO' FRANCEZ
Chegou ile novo e se acha i venda a deliciosa pi-
lada deste rollo francez, e s te encontrara na rua
da Cruz n. 211, escriptorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Rotarlo n. :I8, e na de Manoel Ju^ Lopes,
na mesma-Ti a n. 10. ^ '
11^
Moinhos de vento
"ombombasderepuxo para regar hortas e haixa,
de capim, na fundicao de D. W: Bowman : na rua
do liruin us. 6, 8 e O.
Veade-fa uma porcao de fumo, proprio para
cigarros, pop proco commodo : na praja_c Santa
Rila, dis(il,ic.-|i> dojl'i.inca. ""'' "____
Vende-se uma carroca com arreios para aval-
lo, muilo maueira e conveniente para servico de al-
sum sitio : na l'raia de Santa Rita, dislilaco de
tranca.
Mantiaes de rriissa. e de conlissao.
Vendem-se por preco muilo favoravel : na casa n.
6 da rua do Trapiche Novo.
CEMENTO ROMANO.
Vende-sc superior cemento em barricas e a rela-
lho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio de materiaes por preco mais em conta.
CAL DE LISBOA A H000 RS.
Vendem-se barr com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 45000 por cada uma : na rua do Tra-
picha n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 1C do neceo
do Azeite de Pei\e; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes&C, na rua do
Trapiche Novo 11. 1(3, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a 3$500rs. a sacca : nos ar-
mazeus de Luiz Antonio Annes Jacome,
e 110 de Josi Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
criptorio de Ara naga &Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. t, segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MACA'O.
Na rua do Crespo, luja n. 6, vndese superior
sarja hespauhola. muilo larsa, pelo diminuto preco
ile 2)300 o 2}600 o covado, setim macn a 23800c
3*200 o covado, panno prelo de 35000, fcOOO, 55000
e O5OOO o covado,
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, rae-
*elha, por preco commodo: nos
a mus nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. 1, armaiem de Baslos Ir-
mitos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
tori & C., na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Scllins inglezes.,
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bromeados.
Chumbo em lenco!, barra e municao.
I'atrllo de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroc devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vende-sc cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do theatro, arma-
zem de taima de pinho.
tS3K-SSE*<:*JflJr
*> RUA UO CRESl'O N. 12.
t) Vcnde-st nesla toja superior damasco de (t
fl seda de cores, sendu branco, encarnado, r*o, 9
K por preco razoavel. A
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferrp de D. W.
Bowmann, na rua do'Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
precio commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a sor na botica de Bar
Iholomeu Francisco de Souza. na rua larga do Rosa
rio n. 36; arralas graudes 55500 e pequeas 39000
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phtisica em todos os seus diOerenles
arios, quer motivada por conslipacoes, lossc, aslh-
ina. pleuriz. escirros de sanuue, dor de costados e
peilo, | alpitacao no roracitn, coqueluche, bronchitc
dr una garganta, e todas as molestias dos orgos pul-
monares.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortiment de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes^ para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
CARNE.
\cnde-sa carne vinda do Cear : na rua do Quei-
mado n. 11
Vende-se a rasa terrea de 2 portas e 1 janella,
na rua de Aguas-Verdes, lado da sombra n. 82, a
qual lem no fundo ama outra de porta e janella, c
um quarlo com uma porta com frente para a rua de
lorias, ludo cm chAos proprios, sendo a casa da rua
de Aguas-Verdes de paredes dubradas, propria para
levantar sobrado ; a pessoa que a pretender, dirija-
se a rua da Mansueira n. 0, na Itoa-Visla, ou no
trapiche do algodao, que achara com quem tratar.
GASE A PONPAnOIR.
Chegou pela uCenevicve um.i fazenda inteiramen-
te nova, toda desuda, campo arrendado, com qua-
dros largos cusiros assetinadas, encantadora visla, e
ullimo goslo em Pars, com o nome (ase a Pompa-
dour : vende-se unicameule na rua do (Jueimado n.
10, pelo baralissimo prego de 15200 o covado ; e
dao-sc amostras com penhor.
Vende-se muito cm conta, .para pagamento, o
engenho La da comarca de Santo Antilo, distante
da cidade da Victoria 2 leguas, e 8 do Recife, muito
perto da estrada nova de Sanio Anlo. o seu terreno
que he suflicienlc para salrejar-se 3,000 p|et an-
nuaes, be de grande produccao, com excelleutes
maltas, e ricas inadciras de conslruccao ; o eogenho
he levantado sobre fortes fulares de pedra e cal,
moe com roda d'agua. cojo acude abunda de bons
penes, lem casa de purgar.encaixamcnto com 2 bons
balroes de correr, serrara movida a agua, distilac,ao
de'cobre ele, para dislilar agurdente, tanque de
ni iilcira para niel, boa e espacosa casa de vivenda,
e mais obras necessarias ao eugenho. lie vendido a
visla da escriptura de permuta, ede seus marcos res-
pectivos : quem pretender, dirija-se rua da Cadeia
do Recife, loja o. 10, ou no convento do Carmo a
fallar com o Rvin. Sr. l-'r. I,ino do Monte Carmello,
e no mesmo engenho cima, ou no engenho Aguas-
Claras de l.'rucu'.
dida
armazensix o, 5e7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
theatro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
p u a palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquiua qoe
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. KellertxC, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
leutes pianos viudos ltimamente de Ilam-
buigo.
A 1*000, 2S500 o.vOOO.
Vendc-sc mclpnmenc de duas larguras com qua-
dros arliamalolados para vestidos de senhora a 1 o
covado ; selim prelo Macao, encllenle para velli-
dos a 25 o covado; lencos de camhraia de hubo fi-
nos bordados e lucos pela beira a 55 cada um ; cam-
hraia de linho fina a 5,- a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo preco : na rua da Cadeia
do Recife loja da esquiua u. 50.
AOS ACADMICOS.
As melhores postillas de analyse da coi.sliluic.lo :
na ru.i do Collegio n. 2.
CHARUTOS DE HAVANA.
Vendem-se superiores charutos de Havana, por
preco commodo : ua rua do Crespo n. 23.
Vciulc-se efectivamente alcool deG a 40
graos
em pipas, barra ou caadas : na Praia de Sania Ri-
la, dislilaco de Franca.
ABROZ 1)0 MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. lGtlo becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
{S) POTASSA BBAS1LEIRA.
(!$) Vende-se superior potassa, fa-
i* bricada no Bio de Janeiro, che-
(k !Iac'a rccentt:rnente, recommen-
9t l'a"*e aos senhores de engenhos os
W seus bons ell'eitos ja' experimen-
W -l,i(|o<: nnv>ia /ja CluZu. 20, ar-
$* mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
\rende-se exrellente taimado de pinho, recen-
teniente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do l-'errcira. a eotender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vautagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Cluistao.
Sahio a lu a 2. edicAo do livrinho denominido
Devoto Cliri-iao.mais correctoe acresceutado: vende-
se nicamente na livrana n. 6e 8 da prara os In-
dependencia a 610 rs. cada eseroplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo Mer.de Mara, adopladd pelos
reverendissimus padres capuchinlios de N. S. da Pe-
ana desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da CniK-cicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Consellfo : ven-
de-se nicamente na livraria n.te 8 da praca da
independencia, t ISOOO.
Na rua do Vigario n, 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tuo modernissimo ,
chegado do Rio 'le Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
menlc chegados, de e\cellentcs vnzes, e presos com-
modes era casa de M. O. Bieber i\ Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. 0. Bieber&C,, rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a ha-
ver um completo sortiment de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com cubera o os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Recife rua do Trapi-
che u. 14, primeiro andar. <
V Bom e commodo, para as familias. <
Cassas de cores lisas e de gostos mnile mo-
w demos, pelo baralissimo preco de 240 rs. o 9
covado, um completo sortiment de todas as 9
a fazendas por menos 10 e 20 por cento do seo 9
valor, por se ter comprado uma grande por-
S> r.Ao deltas, de uma loja que lido* : lem nm 9
9 grande e completo sortiment de pannos pre- #
& los e casemira prelas, para lodos os precos : V
!:; na rua do Queimado, loja do sobrado ama- 1$
S relio n. 29, de Jos Moreira Upes. %
GOMMA.
V endem-se saccas com gomma muilo alva : na
rua do Queimado n. 11.
FRESCAES OTAS
\ endem-se ovas do serbio, por prego commodo :
na i na do Queimado o. 14.
Vinho PBR,
em barris de 5 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recife n.48.
Gi.apeos iberios.
Chegaram a loja e fabrica de chpeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, os desejados chapeos de
palha arrendados para homens e meni-
nos, e que se vendem por preco mdico.
I
Deposito de vinho de cham- O
iagne Chateau-Ay, primeiraqua- Q
idade, de propriedade do conde
iSk de Marcuil, rua da Cruz do Re- Q>
a cife n. 20: este vinho, o mcliior A
rt, de toda a Champagne, vende-se
a ?)6S000 rs. cada caixa, acha-se
' nicamente cm casa de L. Le-
tal comte Feron & Companhia. N.
ff B.As caixas sao marcadas a fo-
*$ goConde de Marcuile os ro-
4 lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Rosta, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na rua do Vg ario o. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro desellius che-
gada recntenteme da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Hcnry Cibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por prejos
mdicos.
Vende-se o'Chauveau, Theone du Code Penal,
ultima edico em 3 volumes, inteiramente novo, po
:;ii.-ikki rs. : na rua do Collegio 0.9, primeiro andar
Vende-se uma taberna no beeco da I.lngoela
n. 10 : quem pretender ou quizer comprar, dirja-
se ao mesmo becco.
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE CRATIFICACAO'.
Uesappareceu no dia 8 de sclcinl.ro de 1854 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fula,.represen-
la Icr 5t) a 35 anuos, pouco mais ou menos, he mui-
lo ladino, costuma trocar o nome e intitular-se forro,
e quaniio se v perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Sam'Anna, morador uo
engenho Caite, da comarca de Sanio Anuo, do po-
der de quem desappareceu ; e sendo capturado e re-
colhido a cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de agosto, foi ahi embargado por exe-
cuco de Jos Dias di Silva Guimares, e ltima-
mente arrematado cm praca publica-do joizo da se-
gunda vara desta cidade em 30 do mesmo niez, pelo
abaiso assignadn. Os ignaes sio os seguinles : ida-
de 30 a 35 anuos, estatura regular, cabellos prelos e
carapinhadns, cor amulatada, olhos escuros, nariz
grande e grosso, beicos grossos, o semblante fechado,
bem barbado, com lodos os deules ua frente ; roga-
se as autoridades poticiaes, ctpitaes decampo e pes-
soas particulares, o appreheudan e maulera nesla
praca do Recife, na rua larga do Rosario n. 24, qoe
receber a gratificado cima, e protesta contra quem
o liver oceulto.Manoel de Almeida Lapa, i
Em ol de marro pelas quatro horas
da tarde, fugio o mulato Manoel, idade
lOannos, altura regular, rosto redondo,
cabellos crespos, olhos pardos, nariz e
bocea regular, sem barba e com um sig-
nal na face dircila, levando vestido calca
de pastor escuro de quadros. presa na cin-
tura por urna correia, camisa de algodo-
zinho com listras azues echapeo de pa-
lha novo. Este escravo foi comprado
nesta praca a Joaquim Alves de Limj,
de Grvala', e sol'reo mal de gotta, de
cujo mal foi atacado na vespera do dia em
rpie desappareceu, e do que resultan ir
com a camisa bastante dilacerada. Quem
o apprehender pode leva-lo a' rua do
Crespo loja do Sr. Ferro, ou a ruado Vi-
gario n. 5, que sera' gratificado com ge-
nerosidade.
ESCRAVO FGIDO.
Em 28 de marco pelas 7 horas da noi-
te. desappareceu o escravo Domingos,
natural do Bonito, com os signaes seguin-
tes: altura regular, cor preta, cabellos
carapinhos, rosto redondo, nariz chato e
dentes limados; levou vestido calca de al-
godaozinho com listras azues, camisa de
chita cot*de rosa e sem chapeo, ou talve/.
m de couro que no mesmo dia desappa-
receu pertencentea outro escravo. Este
preto he muito conhecido, nao s pela
mansidao com que falla, como tambem
pela grande quantidade de pannos que
tem no rosto e peitos, originados de ve-
nreo de que seestava curando, como se
pode examinar pela ferida que tinha na
verilha esquerda e com cuja perna deve
coxear: quem o apprehender pode le-
va-loa rua do Vigario n. 5, que sera' gra-
tificado com generosidade. ,
Desappareceu no dia 12 de junho do ann pas-
sado, da fazenda do I nrdelo, nt provincia do Rio de
Janeiro, o escravo pardo, de nome Marcelino, esta-
tura regular, magro, cabello nAo muilo crespo, olhos
regulares, nariz afilado, bons dentes, com principio
de barba, idade 20 anuos, pouco mais ou menos,
rom uma ferida na perna esquerda ; levou 2 cairas
de algodao azul a usadas, 2 camisas de algoihio
americano, 1 japona de instilo, 2 mantas de algodao
de Minas e 1 chapeo de Irbre usado : quem o pegar,
leve-o n Francisco Ribeiro Pires, na rua I orraosj.
que sera gratificado generosamente.
CEM MIC RES DE GRATIFICACAO'.
Etesapparece no dit 6 de dezembro do anno pro-
umapassado, Benedicta, de 14 annoa de idade, ves-
ga, cor araborlada ; levou um vestido de chila com
lislrts cor de rosa e de caf, e oulro tambem de du-
la branco com palmas, um len^o amarello no pesco-
coj desbottdo: quem n apprehender onduza-a ,i
Apipucos, ooOileiro, em casa de Joao Ceite de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo o. 17,
que receber a gafeliucicSo cima.
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855

MimiMn


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E5FN2JQW9_RIGIE5 INGEST_TIME 2013-03-25T12:49:31Z PACKAGE AA00011611_00951
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES