Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00950


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Full Text
ANNO XXXI. N. 79.
Por 8 mezes adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
i>
QUINTA FEIRA 5 DE ABRIL DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto*.
mam
DIARIO DE PERNAMBUCO
E.NCAHKKAItOS DA SI:HSC.lt11><:A'O-
Kecife, o proprietorio M. F. de Furia ; Rio lo Ja-
neiro, 8r. Joan Pereira Marlins; Babia, o Sr. I).
Duprad : Marei, oSr. Joaquim Bernardo de Mrn-
donca ; Parahiba, o Sr. tierva/.io Virlor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Araraly, o Sr. Antonio de'Leuios Braga;Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borne* ; MaranhAo.n Sr.Joa-
quim Marques llodrignes ; Piaithy, o Sr. Domneos
llerrulaun \rkiles Pesso Cearenre ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jcrnnymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 d. por 1$.
Pars, 3iO rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Ace-cs do banco 40 0/0 de premio.
da coinpanhia de lieberibe a par.
da companhia de seguros ao par.
P'tsconio de letiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 65400 velhas.
. de 65 i 00 novas.
de 45000. .
Prala.Patacoes brasileiros. ,
Pesos coluranarios, .
mexicanos. .
29J000
165000
105000
95000
15940
15940
15860
PARTIDA DOS COlltKIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruai Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-\ ista, Ex cOiiricury, a 13e 2S.
Goianna e Parabiba, secundas o sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-eiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiras 6 horas e M minutos da manhaa.
Segunda s 7 boras e 18 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerno, segundasequinlas-feiras.
Ixelacao, terras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1" varado civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civcl, quartas e sabbados ao mcio dia.
EPHEMERIDES.
Abil 2 Lu eheia aos 8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
9 Quartominguante as 7 horas, 12 mi-
nutos e 39 segundos da tarde.
16 La nova a 1 horas, 16 minutos*
36 segundos da tarde.
24 (Ruarlocrescente as 3 horas, 37 mi-
nulos -10 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMASA.
2 Segunda. S. Francisco de Paula, fundador.
3 Terca. S. Pancracio b.; Ss. Benignoe Vulpiano
4 Quarta. de Trovas. S. Izidoroarc. e Dr. da I.
5 (Quinta, de Endoencas.>5ido meiodia em dian.
6 Sexta, da Paixio. >5< al ao meio dia. S. Celco.
7 Sabbado. de Alluluia. S. Epifanio b.
8 Domingo. Pascoa da Resurreieo. S. Aman-
ciob.;Ss. Edixio, Mxima, MaraeConeessa.
s.
PARTE OFFIGIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 30 de mar;o
OIHeio Ao Esm. marechal rommandante da*
armas, rniiimuniramlo Icr expedido ordem ao ins-
pertor da llie-uumria de fazenda, para mandar in-
demnisar o 2." balalhao de nfanlaria da quanlia de
85000 rs., que, seguiftlo o doeumento que arompa-
nhouao citado oflirio, foi despendida rom a inhuina-
So dos cadveres dos soldado-, do mesmo halalhfln,
aubel Jnaquim do Espirito-Santo, e do recrula
Joaqoim-Francisco Pereira. fallecidos no hospital
regimenlal em o mez corrente.
Di' Ao inspector da thasouraria de fazenda,
rsmmunicaudo que, por despacho de 30 do correle
conceder, mas rom meio sold, a licenza de 20 dias,
que solicrtou o altores Jos de Arroda Bilancourt
(ia, para ir a provincia da Parahiba.
Dito--------Ao director iliis obras publicas, parti-
cipando que, de eonformidade com a su.i informarlo
de 20 ito corrente, dada acerca do requerimeulo de
Joaquim Candido Ferrcira, arremalanle da conser-
vir.lu da estrada da Victoria, acaba de recommendar
ao inspeetor da Uiesouraria provincial, que a visla
do competente certificado mande pagar ao mesmo
arrematante a quanlia de .V5UO0 rs. em que foi pe-
lo dito director avallado o Iraballio por elle feilo pa-
ra conservarlo dn 24. lanco da mesina eslra l;i. nos
mezes de dexemhrn do auno prximopassado ejanci-
ru e feverniro ultimo.
Dito Ao juiz relator da junta de juslica, Irans-
millindo para, depois de visto, ser apresentado
em sessao da junta de Justina, o processo criminal fei-
to ao soldado do corpo de polica Simplicio Ignacio
de Oliveira, pelo crime de primeira deserto ag-
gravada.
31
Officio Ao inspector da (besoiiraria de fazen-
da, devolvendo os requerimentos e mais papis rela-
tivos ao pagamento que pedem o soldados do 2."
balalhao de infanlana, Manoel Francisco Lopes e
Antonio Francisco segundo, do que se he firoii a
dever de fardamenlo, c aulorisando-os i proceder
respeito de eonformidade com as suas informarnos
n. 192 e 193, mandando pagar a rada nm dos refe-
ridos soldados a quanlia de 115720 rs.. e bem assim
processar nos termos da circular de (i de agn-ln dp
1r47 a que perleucer ao exercicio de 1833 1851.
Dito -Ao commandanle superior da guarda na-
cional de Goianna, cnnccdendo-llie licenza para \ir
;i esta capital, depois de passar o exercicio de sen
posto ao lenle coronel mais enligo dh guarda na-
cional daquelle municipio.
Dito Aomesmo, derlarando-llir em respjsla ao
.sea oflieio de 5 do corrente, em primeiro lugar que
Irire aqeelle commandn superior, ouvindo previa-
mente ue chafes dos corpos, propr as pocas das
revistas e exercicio do* mestnos e o lempo de su.t
dorac-i ; e eui segundo lugar que feila a distribui-
rn dos guardas qualifi.-.ados pelos corpos em que
convem servir, o que be da competencia daquelle
rummando superior, segundo o disposto no artigo
31 do decreto de 12 de marco de 1853. podem os di-
tos guardas ser chamados para os excrcicios, re-
vistas ele.
Dito Ao mesmo, reromrnendando-lhc-que faca
constar aos officiaes avulsos da antiga guarda nacio-
nal, residentes naquclle municipio, e bem assim aos
que seacbarrin reformados (ni virtudu de legislarlo
provincial qur, no raso de pe tenderen) reforma os
termos da lei 11. 602 de 19 de, sciemhro de 1850, d,--
verAo apresenlar os seos requerimentos no prazo do
tres mezes coula los da data da mnimuuicacan desse
rnmmaudo superior.
Ignaes aos cominamlanlcs superiores do llreio, c
Paod'Alln.
Dito Ao juiz relator da junta dejustira, envi-
ando, para ser relatado em sessao da inrsma junta, o
processo do soldado do 9. balalho do nlaiilaria
Claudiun Jos Francisco. Commumcou-se ao com-
mandanle das armas.
Dito Ao diredor do arsenal de guerra, para
forneccr ao carccrciro da cadeiadesla cidade, cticos
de colire eslanhado para beber agua, 6 pas de fer-
ro, t ceibas de madeira, 2 lampecs grandes e 4 ca-
lleados para corrente.Cominunicou-sc ao Dr. che-
fe de |>olicia.
Dito Ao director das obras publicas, apprnvan-
de a compra de 838 alqueires de ral a 380 rs. cada
um.para as obras em andamento cargo daquella re-
partido.
Portara Ao agente da rompanhia das harcas
de vapor, para mandar transportar para o Pai, por
cotila do governo, em nmdos vapores da companhia,
rto cabo de iinperiaes mrinlieiros Domingos Marques
que Ihe ser apresentado por parle do commandan-
le da estar,) naval. Communienu-se este.
Iguaes para o Cetra ao cuento Antonio Francis-
co de Avila, e para a Parahiba ao lente I.utz da
Franca de Carvallto, e sua familia composta de mili,
niulh-r e>ntn lilho menor.
Dila Mandando admillir ao servido do exerci-
to, romo voluntario por fi anuos, ao paisano Manoel
Marcos Marchar, ahonando-se-lhe a gratificara., de
3005 rs. Fizeram-se as preci-as commiiniraroes.
Dila Ao agente da companhia dus paquetes
va|K>r; para mandar dar passagem por conla do go-
verno par a Parahiha, ao cadete Vicente Ferreira
da Franca de Carvalho. Communicou-se ao com-
mandanle das armas.
COMMANDO HAS ARMAS.
Qaanel-geoeral do commando da* arma* de
Penaaanbaco aa cidade do Reclfe, em 4 de
abra de 1S55.
.ORDEM DO DIA N. 22.
O marechal de campo commandanle das armas,
por conveniencia do servico, delermina que fique
ad.li.lo ao balalhao 11. 10 de infanlaria para nelle
exerror a funcjftes do gu posto, o Sr. major do
primeiro regiment decavallaria ligeira Sebastian
Antonio do Reg Barros, que se acba nesla provin-
cia a disposir.in da presidencia.
O mesmo marerlial prohibe que oscm dos di'tinc-
tivos (le ndele ou de toldados particulares, praeas
que ainda nao cslcjam reconheci direccaoou de averiguacao na forma das Icis c dis-
posires em vigor.
fose Joaquim Cnelho.
Conformo.Candido Ial Ferreira, ajudanlc de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
CORKKSPONDEXCi.Y DO DIARIO DK
PKItXAMBCO.
Parla 20 de farerelro.
A crise ministerial lerminou-se em Londres rom
a ni.me .c.lo de lord Palmerston para a pasta de pri-
meiro ministro. Na opinhlo de lodos era n homem
necessario. por estes dous motivos: de nao haver
(|iiem goze na Inglaterra de mais popularidade que
elle, e por ser em um grao muito mais elevado do
que qualgucr oulm esladisia, presidente, resololo e
enrgico. He na verdede o homem, que exige da
parle da narao ingleza, um immenso desenvolvi-
mcnlo de fnr^a e patriotismo,
Refreanle lord Palmerston leve bastante Iraba-
Iho para constituir urna administrarlo ; o primeiro
ministro precisa de collegas e foi nos diversos parti-
dos, que coinpe o parlamento, que lord Palmerston
(eve de os prorurar. Nada esporaudo dos lorji, que
querem o poder por si mesmos, e nao desejam re-
iiunriar sen papel de opposicionislas, lao pouco po-
da contar com os whigs puros, que s'eguem a fnr-
luna de lord John Itu-ell, bem que leuhain geral-
inente reprovado sua conduela ullimamenle. I.ord
Palmerston nao po.lia fazer sua esculla senao enlre
ua membros do partido liberal ; para o lado dus
peelislas he que elle se voltou.
Naturalmente devia sacrificar dous homens emi-
nenlc% daquelle partido : lord A bordeen eo duque
deNcwcaslle, porqtiauto contra estes he que se di-
riga o voto de inqiierilo; mas os esforcos do pri-
meiro ministro cutiseguiram fazer que os amigos de
lord Aberdeen, os quaes lem assenlo na cmara dos
cummuns, aceilassem posi^oes eminentes no gabi-
nete. Mr. (lad-lone e sir James Graliam rntisenli-
ram em lirar em seus lugares de rhanceller do Ihc-
souro c de primeiro lord do almiranlado ; sir Sid-
ney Herberl deixou a administracAo da guerra, mas
accilou a pasta de ministra do reino, e eis-nqui fi-
nalmente como o gabinete se compoz :
Primeiro lord do Ihesouro. lord Palmerston.
l.or.1 chanccller, lord Oauworlli ;
Presidente do conselho, lord Granville ;
Sello privado, duque d'Argylc ;
Ministro do reino, sir Sidney Herherl ;
Negocios eslrangeiros, lord Clarendop,;
Ministro das colonias, sir Ueorgc tlrey ;
Ministro da guerra, lord Panmure ;
Chaiicellerdo Ihesouro, Mr. Gladslone ;
Primeiro lord do almiranlado, sir James Graliam ;
Obras publicas, sir MilleaensMoleswnrlh ;
Superintendencia da India, sir Ca. Wood ;
Ministro sem pasta, lord Lansdownc.
Sera duradouru este ministerio ? He muito duri-
doso, porque tem contra si a hoslilidade dcehirada
dos lorys, o mi humor dos libertes, que apenas
Ao representados por Mr. Molesworlh, e a neutra-
lidade um pouco fria de lord John Russell, que nao
pode uem conservar sua posiclo de primeiro minis-
tro, em consentir que va para as mAos de oulro.
* A 'ijie-I.Vi iic rvaiuc.,j|uuiiicrribojv.|er(l Aberdeen
e o duque de Newcaslfe, ilever renuvar^Bogu'na
cmara dos commiins ; he bem pouco provavel que
Mr. Roebuck renuncie sua mocao, e se a maioria per-
sistir em "pensar, que o exame he necessario, mo tei
como os peetistas pdenlo ficar no poder. Todas as
duvidas a cstajapspcito vAo ser r-clareridas em bre-
ve, pulque a Minearan los inemlirus d 1 rumniissii >
de exame, be a ordem do dia desevla-feira prxima.
Enlrelaulo lord Palinerslon lem tido a babilidade
de se ilesen.bararar na cmara .los rnmmtins, do an-
tagonismo de lord Jobo Russell. inutilisando os ser-
viros desle estadista eminente. Conseguiu que elle
arcilassc asfunrres de plenipotenciario extraordi-
nario da Inglaterra tas conferencias, que 8o ler
logar em Vienna. Nao lenbo necessidade de Icm-
brar-lhe que o que se vai discutir em Vienna, he a
qucslao de saber se a guerra dever continuar e lo-
mar um carcter europeo, ou se ha lugar para con-
cluir-se n paz, em razio da neditafao da Russia s
quatre bases de arranjo, propostas pela Franra, In-
glaterra c Austria e rerommendadas pela Pru'ssia.
N.lo ha em Franca e na Inghilerja um espirito
perspicaz, quejulgue o czar de boa fe e cont com
sua adhesaii sincera is condijoes, que a Europa Ihe
impie ; mas os governos occidentaes tein querido
enlrelaulo aceitar como a ultima probabilidate do
restahelerimcnlo da paz. as tontainas do rmbaixa-
dor russo, o principe Gort sobreliidnde que o mo xito das negociaciTias deci-
dir a A liemanli.i a unir-se Inda aos alliados da Tur-
qua para impor pela for<;i das armas cssa paz, que
a Kussia au quer. Eis-aqui porque a Inglaterra
manda as conferencias de Vienna um dos seus per-
soiiagenscousiilcraveis. A Franca al aqu nao tem
seguido o sen exeinpln, mas j.-i foi representada em
Vienna por um diplmala de urna habilidade con-
summada, o Sr. bario de Bourqueney.
I.ord John Russell pondo o pe no-continente, di-
rigio-se a Paris, aile se acha neste momento, e on-
de lem frequentes conferencias com o imperador
.Vapulean. 1,'in incidente curiosissimo e inesperado
com efleiio allrnhc ueste momento toda a alienlo
da rorle de Londres ; eis-aqui o caso.
Ha dias que circula um boato em nossos saldes :
dizem que o imperador manifeslou aos seus minis-
tros a firme vontade de se dirigir pessualmente i
Crimea, para tomar a dirrccAo das opera^Oes do
exercito francez. Arcrescenla-se que lord John
Husell em suas conferencias rom o imperador,
apresculou vivase respeilosas objerees contra este
projecto, que o embaixador da Austria insitn lam-
ban para que seja abandonado o pensamenlo desla
Magem, mas que al aqui todot este esforcos se lem
mallogrado contra a vontade inabalavel de Napo-
lea 1 II I, que nem mesmo tem recuado peranlc as
represetilaeoes de seus ministros.
Se he verdade que o imperador lem com efleilo
este projecto, pode-se ler a certeza de que o ha de
realisar, porque todas as vezes que urna xesolucao
ha muito lempo medilada, tem sido aiinuuciada por
elle, nao a renuncia jamis, e qiianto a cousa he
mais perigosa, mais elle resiste, e deve-se reeonhe-
cer que sua estrella o lem servido maravilhosamen-
FBLHETIg,
0 CAPITAO PLOEVEH. (*)
Par E Gaodin
SEGUNDA PARTE.
XIX
A nostalgia.
Entre esses dous homens, suspeitos um ao otitro
e ligados por una compliridade tnysteriosa, rome-
rou desde enlAo urna lula surda, que nao devia mais
ressar, c cujas, cunsequencias fcilmente se podem
prever. Miguel via-sc relido em Guadelupe romo
refem, e coueMarava-as ahi romo rin desterro. Que
Liria nessa liabilaco* Etn que empregaria o lem-
po o a forja muscular de que era delado? Acontar
negros : elle enlretove-se nisso um dia ou dous, e
depois acliou esae exercicio montono. O aborreci-
meiitn ganhou-o, o clima atarnu-lhe os ervos, e el-
le deperercu visivelmenle. lie principalmenle so-
bre os corpos vigorosos que semelbantes crises exer-
cem mainres dcsiiui^ies ; assim, aocabo de alguns
mezes, Miguel 11A0 era mais do que a sombra ilc si
mesmo. O alhlela rmisumia-se e reduzia-se a nada ;
perdeu primeramenle oappelile e depois o sotnnn.
O capveiro e o ardor da temperatura 11A0 cram
la I ve os nicos motivos dessa mudanra repentina.
A passagem de urna arlividade continua a urna o-
nosidade completa lamben) nao baslava para expli-
ca-la. Que acrescimohavia? Era um remorso, urna
revolla da ronsciencia 1 Ao solTrimeutodororpo rcu-
nir-se-hia um soTrimcuto moral? .Nao podemos di-
z-lo. Mas qnaluuer que fosse o motivo, Miguel es-
lava affectado ; sua physinnoinia tulla os vestigios de
urna alterarlo sen-ivei. que aggravava-se de da un
dia ; scu humar j 1 sombro peiorava rada vez mais;
elle passava das iuteiro sem abrir a bocea, e se por
araso rompa o silencio, era para fallar da Breta-
nha, da aldeia de Benz, das margena do Elorn, c
de suas proezas em l.andernao. Ncsses momentos
cu semblante anlmava-se, seus ulhos recohravam o
brillin, c sen peito respirava mais livrcmeule como
-e a brisa do pai natal tives-e ebegadn al elle.
Quandn esses ttccessoa cram muito violentos, Mi-
guel deixava a liabitacao para evitar os indiscreto ;
pois n.lo gostava de ser laniftitado, nem interroga-
do, e procurava um abrigo na snlidAo. Ora suba os
morros arriscando a vida de proposito, e ahi passa-
va horas inleiras assentado sobre a extremidad.- de
() Vide o Diario a. 78.
um rochedo, e tendo um ahysmo a scu lado; ora
dirigia-se para a praia, c pareca contar as ondas que
vinbain morrer-lhe aos ps, ou segua ao longo com
um olhar invejnso os navios que perdiam-se no ho-
risnnl. Se lia "ranea nao o tivesse viciado, elle Ic-
ria prolongado essa conlcmplarao silenciosa ale mor-
rer de inaefAo.
Oulro symptoma viera reunir-se a esle, e nao era
o que cau-.na menos inquielaran a Ploucven. as
dissipares de bordo flligucl perder os hbitos re-
ligiosos que os ramponezes nrelOes hebem com o Ici-
le, squecera-se da devocao Virgen), e das m per
tres que no espirito desses homens ingenuos mis-
turam-sc rom as praticas de urna verdadeira pieda-
de. Quando o marinheiro achou-se repentinamente
arrancado da vida activa, c nao leve mais oulro ali-
mento para u espirito, vollou naturalmente s crti-
cas e adorarnos da mocidade. Se abandonava os
morros 011 a praia. era para ir a capella do castello
orar aos ps de urna imagem da m.li de Dos. De sua
existencia desprovida era essa urna necessidade cada
vez mais imperiosa, e para sua alma molesta um al-
livio de que era vida.
Ploiieven segua os combales inleriorcs e as ex-
corsocs caprichosas desse homem cem urna impacien-
cia misturada de apprehensAo ; todava absliuba-se
de rcprehendc-lu e de lastima-lo, e redobrava de at-
lenroe a scu respeito esperando vencer i forra de
cuidados ,1 repugnancia que Miguel Icslemtinhava
pela vida colonial. Quera catabelec-lo junto de si,
e lenta va todot os meios para que elle se accommo-
dasse ; tralava-o como doente, e nada poupava para
cura-lo. O marinheiro nao era na fazenda nem servo
nem subordinado, era como um hospede, era qoaaj
um amigo. Eslava alojado no pavilhao que Ploue-
ven oceupra anles de ser o ebefe da familia, e ahi
vivia em plena liberdade sem dar conta a ninguem
de suas arroes. Tinha 1 sen serviro um negro, nao
fallava-lhe dinh.eiro, c todas as disrarces Ihe eram
permillidas. Plnueven so pedia-lhe urna cousa em
rompensac.il.: era que 11A0 o deixasse, e se resignas-
se a viver sendo seu rommensal.
Todava lautas vaiilngens, tantas delicias nao com-
inuviain a .Miguel, c as vezes at irrilavam-iio. O
infeliz negro, i|uc fura posto is suas ordens, resen-
lio-se mais de urna vez disso : elle nao casligava-o
por negligencias, nas por excessos de zelo. prefera
celar sostnho, entregue a si mesmo aBm de gozar da
solidan c.iminais seguranca; ferhava-sc no pavi-
llio, e s abra a porta, quando a phanlasia Ijnha-
llie passado.
Era decididamente um espirito doente. e a solli-
eiludc de Plnueven augmenlava gradualmente. Al
cutan elle exercra sobre esse bruto um imperio ab-
soluto ; era um inslrnmentodoc, dedicado e promp-
(0 para ludo ; e.se instrumento escapava-lhe e dei-
xava-o sem defeza. Taes eram as preoccuparOes de
Ploueven. Teodn chegado ao limite de seus desejos,
te al aqui, e as empiezas aparentemente mais te-
merarias o lem cornado com feliz successo ; mas 11
pergo esla vez he grandsimo, em razAo dos par-
tidos, que a presenca do imperador conlm, e que
podcriain lenta- agitar o paiz desguarnecido do tro-
pas, logo que o vissem ausente. Eu I lie participa-
re as cunsequencias que se derem a esle pensamen-
lo doNapolean III, e espero que urna circiimslancia
imprevista venha mudar ocurso de suas ideas.
Urna desia- rirriimstanrias pode ser a tomada de
Sebastopol, mas infelizmente nada parece anminciar
que o desferbo tnililar do drama da Crimea esteja
lo prximo. Todas as cartas, que nos vem do Ori-
ente, dizem que os trabadlos do cerco chegam ao
seu fin, e que se espera de um momento para oulro
o assalto, mas n.lo creio que estas esperanzas screa-
lisem. Os Russos lem aproveilado o lempo tambem
para levantar fortificares as mais formidaveis, e a
prudencia dos eneraes em chefe parece recuar di-
anle de nma tentativa que poderia Irazer iminensos
desastre*. Antes de alacar-se a cidade, querem des-
Iruii n exeicto do principe Menschikoll, que esl
em campo, e por minha parle estoo convencido de
que, logo que lenham chegado todos os reforcos, se
ir procurar os Russos em Balchi-serai ou em Sym-
pberopol, para os obrigar a aceitar balalha, deixan-
do-se danle de Sebastopol um corpo de exercito suf-
ficiente para proteger os Irabalhos e ronter a cida-
de. Entretanto s botletins da Crimea conlinuan
a fallar nicamente de sorlidas nocturnas dos Rus-
sos, que proeuram inquietar os Irabalhadores e sao
vivamente repellidos pelas tropas da trincheira.
Um dos nossos melhores ofticiaes de cugenheiro,
o general Niel, foi enviado pelo imperador para
inspeccionar os tral.albos feitos contra Sebastopol,
e nnslrou-sc completamente salisfeilo. O exercito
turco chegoa filialmente a Eupaloria, que foi posta
em bom estado de defeza- Sao excellenles tropas,
admiravelmenle rommandadas por Omer Pacha, e
que nos serSo de nm grande soccorro. quando se d-
cidir o ataque contra os Russos em campo razo. Nao
se sabe ao rerlo qoal he a forc. effectiva do exercito
de Menscbkoff, e as noticias a esle respeito variam
muito; dizem unsquesAn ronsideraveis, outros
que sao insignificantes;.) que parece certo he que os
dous lillu.. dos imperador, os gran-duques Miguel c
Nicolao, acaban) de ebegar na Crimea. Sua presen-
ta em Sebastopol foi assignalada por urna s.utidas
mais vigorosa que as outros, e quenAo obstante foi
valeutemenle repelli.la.
Em 1 ranea e em Inglaterra prepara 111-sc meios de
rontiniiar-se a guerra enrgicamente nao s.'i na Cri-
mea, como no Bltico. Logo que o degclo lizer esle
mar navegavel, nma esqiadfa, como ainda se nao
vio, partir dos portes francezes e inglezes para ir
amanear oulra vez n czar al em sua capital. Esla
esquadra se compor exclusivamente de navios a
vapor, naos, Trgalas, corvetas, ^visos, etc., c para
a Inglaterra .rnente a cifra desles navios se elevar
a cem. A Franra dar um numero quasi igual ;
mas o que llavera sobreludo de nolavel e de nnn
nesla torca- martima, silo as bateras flucluante
que se runslruem apressadamciite de nm e ontro la-
do da Mancha. Estas baleras tem tuna especie de
rnuraca de ferro, que as poem prova de hala e de
bomba e pederAo avai.rar at o alcance das fortale-
zas russas sobre as quaes arremerarAo seus destrui-
dores projeclis queima roupa. As experiencias as
mais ronrlu lentes furam feitas para assegurar-se da
qualidade do ferro, que.serve de forro a estas balc-
rias^e achou-se em ^sjilla1o>nm"ferro, sobre o qual
as balas resvulam e per lem a forca, sem fazer encar-
na. O genio da rivilisarao lem-se applicado a crear
meios de destruir.) incomparavelmeiilc mais lerri-
veis do que tuduquanlo se tinha imaginado at aqui!
Mas estas invenres huinirdas se juslifrram rcrla-
nu-nlc pelo lim qne devem cnnsegiiir, n qual he de-
fender a civilizarn contra a barbaria.
A respeito da prxima ratnpanlia do Bltico, o
publico ingle/, leve de nrcupar-se estes das dos Tac-
tos da iillima (ampanh.i, por occasiao de um ban-
quete dado pelo lord maire. O almirante sir Char-
les Napier linh.i sido convidado para este banquete,
e aproveJUra-se da occasiao para fallar de si e for-
mular contra o primeiro lord do almiranlado, sir Ja-
mes Graliam, asmis graves acc.usacf.es, como leudo
embaracado asnpcrarOes da esquadra com ordens
contradictorias. A impressAo produzida por este dis-
curso foi inicuamente desfavoravcl ao vellio almiran-
te, e se nilo fossp o respeito, que mcrecem seus anli-
gosserviros, seria levado peranlc urna commisso
militar, porque ninguem julgou quesuas queixas fos-
sein fundadas. Est provado que se Ihe den carta
branca, ese elle nada fez, foi lalvez por causa das
circumslanciase nao por culpa do almiranlado. O
patriotismo do povo inglez enlregou ao silencio esle
negocio.
Ja Ihe fallei do datado concluido pela Inglaterra,
Franca e Sardenha. Este tratado foi submetlido i
cmara dos dcputa.los sardos, que o sanecionou por
100 votos contra 69. A elevada cifra da minoria he
devida ao mesmo lempo s influencias de Mazzin e
opposicAo do porto de Genova, que quera continuar
a oblor os beneficios da neulralidade. Ninguem du-
vda que o senado approvco tratado com urna vota-
rao favoravel. Fa ,ar-se a Crimea o corpo auxiliar sardo de 15,000 ho-
mens. .
As negociacr.es enlre a Prussia e as potencias oc-
cidentaes conliiiuam, e cometa a alimentar-se|a espe-
ranza de que ellas conseguirlo scu fim, que he a
conclusa., de um tratado separado entre as cortes de
B! hu. de Londres e das Tulhcrias. Em altenea..
a Austria, a Franja liulia-se recusado logo a pres-
ta r-se a esta negociajAo ; mas s inlancias do ga-
binele de Vienna, nosso governo |hz de parle esta
quesillo de etiqueto e o general de Wddcl lem en-
trevistas diarias rom Mr. Drouyn de l.uoys. O fim
da corle da Prussia he tomar parlo as conferencias
que devem abrir-se em Vienna, afim de procurar fa-
zer nellas papel de mndianeira. A Prussia quer na
verdade a paz, mas 11A0 quer o caminho mais curto
para chegar a ella.
O imperador Nicolao confessa tambem seu amor
pela paz, mas os seus actos dito um solemne desmen-
tido as suas palavras. Nesle momento mesmo sabe-
mos que por nm ukase datado de II de fevereiro,
elle acaba de preserever o armamento geral de toda
a p.q..ii.ic.in do imperio. Esta medida extrema nAo
tinha sido lomada desde 1812, poca em que Napn-
IcAo I frente de seu exercito formidavel, (inha in-
vadido a Russia.
Nada de importante leve lugar na Europa, a ex-
e reslando-lhe sement repousar no regaco da feli-
cidade, fatigado da vida errante e semeada de lulas,
pedindo ao deslino urna tregua e ao inundo o esque-
cimento, elle ia tropezar nesse grAo de arela que o
criminoso eucoutra no fim de sua carreira, e que
derriba o mesmo sobre o terreno mais unido. Esse
pensamenlo siliava-o dnbaixo de todas as formas, e
lirava-lhe toda a liben!, de de espirito. Suas disposi-
res resentiram-se disso, e sua conducta tambem.
lnsensivelmcnle entrn a considerar-Miguel como
um inimign, a desconfiar delle, e a trata-lo como
tal. Assim mandou-o espiar e rodeou-o de urna vi-
gilancia, cujo circulo se foi reslringindo pouco a
pouco.
Essa desconfianza era injuriosa para o marinheiro,
e nada a juslificava. Miguel tinha promedelo nAo
deixar a ilha, e sua palavra prendia-o melbor do
que lodas as precauccs. Se tivesse querido, nada
lite ler 1,1 sido mais fcil do que gauli.tr um porto vi-
ziolin, e ahi embarcar-sc no primeiro navio que des-
se i relia. Assim elle ficou vivamente nflendido
quando vio-se feifb objecto de urna desconfianza e
submellido a urna vigilancia- ullrajanlc. Embora
fosse bruto, 11A0 poda engaarse a esse respoilo;
pois em seus passeios para os morros avistara mais
de urna vez negros que nenhum Irabalho levara a
pontos lan afastados ; mais de urna vez vira uo mcio
de urna monta copada brilharem os olhos de um es-
cravn enviado para o esprcitar, c que desempenha-
va cssa missan com o manir myslerio que poda.
Eram oulras tantas injurias que o(Tendiam-no viva-
mente.
Quando a medida encheu-sr, elle resolveu ter com
o capitao urna explicarn decisiva ; pois leria sido
muito duro miirrer assim icm ler ao menos o mer-
cimenlo do sacrificio. Essa existencia j era-lhe in-
toleravel, e a desconfianza viera convert-la em um
inferno anleripado.
Miguel nao ignorara a que expunha^se ; porque
conhecia bem a Ploueven, e a torta que aguardava
aquelles que inrorriam em sua colera ; porm pre-
fera urna morle prnmpta a essa agona lenta.
L'm dia que Ploueven sabio da balulacn para ir
inspeccionar culturas afa-ladas, enrnntrou n mari-
nheiro no camin,n. O capilAo eiamiuou-o coro um
olllar de descnnlnnea, e rouservou-sc aparlado :
(tea ultima aflroni.i ferio a Miguel 110 roraeAo.
A tal ponto! diase elle romsigo; nao posso
mais virer aqui.
Depois acre-ceiilnit repentinamente :
Senhor capilo, lenho necessidade de fallar-
Ihe.
Muilo estimo, responden Ploueven, desde al-
gn) lempo loas palavras sAo raras. Que queres de
mim, cabezudo?
Quero, quero relirar-me, disse o mr.rinhem.
Deveras "f E he para isso que esperas-me no
caminho'.' Mas, meu charo, lens-me aturdido cn-
reprAo desla qu'eslAo do Oriente, que absnrve luda o
interesse publiro. A llespanha.continua egilada pe-
las suas Corles c pela ameara inressante re urna in-
surreiro carlista : todava leve urna boa fortuna :
o ministra americano Mr. Soul, acaba de ser cha-
mado pelo scu governo. Mr. Sonl nao orcupava-
seem Madrid senao em fomentar as intrigas revolu-
cionarias.
IBTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMsWCO.
Parahiba
26 de marzo de I8.V1.
Ainda Tiramos em jejum de Diarios pelo correio,
que rhegoii no da 2i do corrente!! (*) Estamos em
qiMies. 1,1, n lempo he proprio para jcjuiis. A nao
ser o correio particular que nos Irouxe alguns, ig-
noraramos o que tem havido por esse mundo al.-in,
ecu nao leria li.lo as cartas do provinciano em via-
gem a cute, que lao bondadoso foi com a minha
provincia. Acoslnmado a ouvir menoscaba-la pela
maioria dos viajantes (miiitos dos quaes SO o fa/em
para que que 111 o- ouvir se persuada que ja vira.n
cnu*a melbor, ou que sao uns parisienses dos (jua-
Iro estados) nao posso deixar de agradecer, eu que
sou amante de minha pobre provincia em exresso,
as Msoiigeiras expresses daquelle llhslrado Corres-
pondente. Nao pode elle compreaicndcr quanto
prazer me deu, e asserern-lht que li por mais de
urna vez suas epstolas. E aquelle Irecho em que
elle diz, que as minhaa patricias sao as georgianas
do norte? Oh I Esse trecho vale inilhes Em li-
me (tullas Ih'o agrade.;.,, e assevero, que se ellas o
eneoolrarem uio dia'mostrar.|he-hIo, que esse es-
pirito he igual sua forinnsura, sua honesli.lade e
virtudes iguaes a ambas.
Nao andn muilo avisado, porm, em nvejar-me,
porque bem poda ler contado com o bom gosto (tas
bellas patricias nimbas, para reconhecer que nao son
invejsvel. Crca-me o seu Ilustre correspondente,
aprecio a amabilda.le daquellas anglicas crealuras,
e gozn seus obsequios, com os direitos da i.lade ao
pe da jiiventudc virtuosa.
Teios estado em falencia de novidades. Nada
sabemos da Crimea. Russos c alliados estoo mais
calmos; a eu comento com e O invern eontinua creador, as felices amarcllas
mingiiam, as intermitentes deitam a'cabeza fura dos
charcos, as calarrhaes fazem-se ouvir, e os saram
pos su,gen,, pondo em tarimas mais de nm pai, que
lem i- por seu filhiiiho. E o mais nolavel he
que vivram com phisionomia diversa, ao que snp-
pnnho; porque tendo sido atacado um erianco, o pai
chamou um homeopatha, que Ihe disse screm loin-
brigas, c umallopatha que assevcrou nao ser arani-
po, mas sim urna molestia anda nao bem caracleri-
sa.la, mas que com o lempo tomara resolucao. As-
sim foi, o lempo moslrou a um segundo homeopatha,
que elle tambem se engaiiava.e que linhaentre mos
un saranipii. Eis como se illudc a humanidade!!
Os thiiggs trio bem. EslAo atacados de marasmo.
Nao ousaiii mesmo mostrar em publico os emblemas
da sociedade, porque a polica os traiicafia. O in-
cansavel major Moreira nlu lem dado quarlcl aos
preludios vadios; c os cantos e-tao vasio. Nao sei
como ser recebida minha lembranra acerca das ca-
sas de labolagem, como se exprimem as ordcnaccs.
O jury tem estado digno de encomios. Tem sido
o jury modello. Se continuar assim peen ao Mei-
relcs um poema en: seu louvor, ao papa que o cene
nise sem cusas.
Depois dn, roiulemiiacoes, de que Ihe dei noticia
em minha nllima, f,.i mais condemna lo pustodio
Jos da Silva a qualro anuos u meio de gales, por se
haver deixa.lo se.lu/ir por uns prelos, que ha muito
lempo 11 (onvidavam para vende-losl A que en-
gos anda exposlo um pobre homem ti
Fui mais (.iiidemiiailo a dous anuos equalro me-
zes d pri-o simples e mulla rorrespnndc-iile a ine-
ladcdo lempo Jos Joaquim da Cruz, que cuino be
noticio arrancn com urna dentada o beiro inferior
de nma tal Henriqueta. Diz Meireles que foi muilo
caro.
Ja v pois, que de jury vamos ptimamente, e que
o Dr. Bazili.) esu satisTeilissimn rom o resultado do
seus Irabalhos. Doas vezes tem ido ao tribunal e
outrs tantas Jem rollado, urna a falla de advogado,
e oulra por nao sc que falla no processo um tal Se-
reno, cunden na,|., em primen.1 julganicnto, mor-
le por haver dado um purgante de olho de ricino
preparado rom accido ntrico a soa infeliz consorte.
Sahio-se mal da experiencia. Nao lem li.lo inoila
vontade de entrar, na presente sessao, einjulgamon-
10. Mtireles diz, que elle entrara sempre em jul-
gamento tiesta sessao, e que nao quer eslar uu pello
delle.
No rifa 21 a9sisli a fesla do Senhor San Penlu, no
mosiero dos Benedictino*. Preguu, c segundo o
coslumc. oRvm. vigariu Marques um de nossos pri-
meiros pregadores. tioslei de ouvi-lo. Vi um orna-
mento de tela e ouro, que foi mandado comprar ao
Porto, ,.elo meu sympalhico actual I), abba.le que
cada ve/, faz maiores ttulos minha eslima.
Se elle fosse reeleilo cerlamenle que muilo ga-
nlia 1 ia ,1 ordem. Tive a condescendencia de mostrar
a alguns amigos, sem saber que eu me achava pre-
sente, em alheios olhos a prala do mosleiro, e dizer
as inieiic.ies em que eslava de mandar fazer, de
grande p..rc,n. intil que tem, uns rasticac- e oulras
obras para o mosleiro ; assim como que tenciona
pontificar na fesla do anno prximo futuro. Eu., se
anda por c andar, prclendo assistir a esse acto ;
senAo irei ve-lo feilo pelo proprio San Benlo ; que
ser sem duvida muito solemne. Com ludo dir-lhe-
hei, que nao lenho muita pressa, eque nAo re mui-
to por meu gosto.
Depois da fesla assisli a um explendido janlar, no
qual nada faltou. Nem bom peixe, nem amavcl
companhia e nem oolros acepipes de conformi.lade
qaaresma all fallaram. Eu liz as honras a um res-
peilabilissimo camorim, e creio que ficou sem mo-
tivo de queixa.
Deu-se ltimamente um facto nesla cidade, que
tem pusto a cabeza a roda a lodos os descubridores
de incgnitas, a todos os phylosophos, a todos os 111a-
(*) Regularmente mandamos para o correio t se-
gundas e sextas-feiras os ns. do Diario para os nossos
assignantes. Os MI.
coenla vezes os ouvidos com essa antfona. Porque
nAo procuras servir-me alguma cousa mais nova.
Estas palavras h rain ditas em um tom de irona,
coma qualo nlh.ir nAo ronrur.l.iva. Emquanlo zom-
bava assim de seu interlocutor, Ploucven na.i per-
da de vista nenhum, de seus gestos, nenhum de
seus movitncntos. Seu olhar pareca procurar na al-
ma de Miguel o Tundo de seu pensamenlo, e al
onde ira ua i-vecn.;,"n, de seu designio. Esle perma-
neca Trio e sombro como quem esl decidido e lis-
posto a ludo ; nao alrevia-se a encarar Ploueven ;
mas sua altitude era cheia de resoinzao e de firme-
za. A' irona do capilAo elle oppoz as mesmas pala-
vras que a tinhun provocado:
Quero relirar-me.
Decididamente, disse Ploucvem com algum a-
zedume. nao saturemos dahi. Queres relirar-le, e
porque ?
Perqu quero retirar-me.
Falla-te alguma cousa aqui?
Nao.
Tens queixas de algticm ?
O marinheiro ergueu vivamente a cabeen, e filou
os olhos 110 capitao, o qual nimprclxende. Todava
Miguel au levou as cousas mais longe, e recobrau-
do a (leugma, de que havia dado provas al enlao,
responden :
Nao.
Esta acea nao podia prolongar-se sem prodozir
um rompimento: convinha abrevia-la. Por nenhum
prezo Ploueven leria consentido ua retirada, por
iieiihuiii precu leria ahandouado esse espirito Traco
s suas proprias suggesloes, 011 a sugges.loes cslra-
ulias. Miguel de sua parle comprehendia pela phy-
sionomia do capilao que nada devia esperar delle, e
que esse esTorro desesperado ficaria sem resultado.
Esses dous homens observaram-se dorante algnns
minutos, c raminharam silenriosamente ao longo da
vereda. Quando ja eslavam prximos s culturas,
Ploueven Iravjiu iiovamenle a conversarlo com voz
affecluosa:
Enlao nAo podes habituar-te a viver entre
ns ?
Nao, senhor capitn, rrspondeu Miguel nm
lano abalado por esse lom o por essa linguagem.
E todava nada poupo para tornar-te sta re-
sidencia agra.lavel.
Concordo, senhor capilo, concordo.
Tens alguma phanlasia que 11A0 estoja salisfej-
(a, algum desejo, algum capricho"! Ei-a, falla, Mi-
guel, nada quero recusar le
Exprimindo-se assim, Ploueven mudara de sem-
blante e de maneiras ; nAo era mais o senhor que
ameara va, era um amigo que pedia. Isso commoven
intimamente o marinheiro, o qual eslava preparado
para tempestades e nao para teslemuuhos de bonda-
de. Hesilou alguns instantes sem saber que respon-
desse, nem como sahsse desse embarazo.
Iliematicos e filialmente a lodos os Meireles e Bcn-
linbos.
Foi rcrnlhido em novemhro ou dezemhrn do an-
no passado, um tal Muriroca, que tinha (litigado, se
me nHo falla memoria, a nina pobre mullier ; o
bem rcrnlhido, tanto que toda a rurrespotidenria of-
lirial da pulira, segundo asserera Galditio, falla na
prisAo do tal Murizora. Vai senAo quando, ha tres
dias, pede o Dr. juiz de direiln o tal hirbinhn para
responder ao jury, e o rarcerero responde, que por
portara do Dr. chefe de polica de tantos de lal mez
e anno, fura passado ao quarlel rom desuno o re-
crulameiito. O Dr. nao se contenta com a resposla,
e solicita ao Exm. Sr. presidente o Muriroca. A
sala de ordens diz que tal individuo nunca Ihe cabio
debaixu do anno do nasrimento, e que nunca ouvio
lal nome.
A polica he consultada, responde Plalos, falla
Horades, e o resultado foi que a Huricoca balen
azas, e nAo se sabe romo, quando e para onde. Eis
o problema armado, (i todos em prorura, nAo da Mu-
riroca. mas da maneira porque fugio.
Meireles suhmetteu o caso a academia,'esta res-
ponded, que sendo aquelle insecto ephemero, lindnii
o prazo de sua existencia, depoz seus ovirulos no
primeiro deposito d'agua e deixou de existir.
Eu enteii.lo que n'oau noilc balen azas por entre
as grades, e que se acha actualmente em algum ala-
gadizo. Tu.lo he ronjeclura.
lauta arlividade na captura (los criminosos, cem
sua perseguidlo, e entretanto os cncarrcgalos de
guarda-Ios, rom lao pouro cuidado. Desde a fuga
lo gal, de que em oulra Ihe fallei. que lenho pou-
ca rnnlianc.i no rarrereiro ; mas infelizmente aquel-
la fuga iiAd prndu/.io os exames devidos, para eo-
nberer-se o grao do zelo com que elle desempenha
aquello cargo.
Benlnho esl um pouro ag.vta.lu com a illu-li is-
sima, que nAo tem querido por sb sna airada aliri-
lva todos os espatos 011 capacidades cubicas. En-
tenda que devia aferiros fraseos, retortas c ate cai-
xas de pilotas das batirs. Ja que lem tido a honda-
da de publicar mcus requerimentos aos Ilustres da
illiistnssima, eiicaminh.i-lhe mais um para Me dar
conveniente destino.
llluslres, mostrados e lluslrissimns senhores !
Com n respeito devido a Uto brilliante corporaZAo,
eu o mais indigno dos iiiiinirpes que leem disliuc-
la de perleucer avossa iniiniripalidadc, venho mats
urna vez a vessos ps pedir-ros, rosar-ros, suppli-
car-vos e... se mais ha mais fazo, para que Icnbaes
a bondade, de, arredandn as fiscalissimas allenzocs
de vossos tiscaes das raras caprina, suina c canina,
dar-Ibes mais'uin pouro deaclividade material, para
que vcjain com seus olhos, as casas e paredes som
milentas, que por essas ras nos amearam.scnnio ou-
Iros tantos mondes 011 ratoeiras, com morle expri-
mida, a mais rruel de quanlas as mulheres lem in-
venladn, ellas que sAo celebres nos marlyrns para
os insectos impertinentes chamados pulgas.
Algumas (casas e paredes) condezo eu, suporiliros
senhores, cpales de aterrar e subterrar, suhmergir
e fazer desapp'arerer da superficie do globo terr-
queo, seis du/.ias de cmaras, mais obesas e volumo-
sas do que vos, como m.l.'i.ra n Vesuvio suhmergio
Pompea.
Se mis, inleressanlissimos senhores, liveramosa
certeza de que entre as ruinas de urna casa velha um
da os archeulogos mostraran) aos vindouros vossos
restos gloriosos, cerlamenle respeilariamos esses ve
ner.indos muros pendentes que manifestaran) a pro-
ximidadc do cumprimento de vosso fado ; mas se-
nhores llluslres, na duvida de sermos, quo, em com-
inuui rom osmios c largatixas, lereuios esse fim
prosaice, vos pedimos seguranra para nossos OSSOS.
Ih-scci, inp.issivfis Senhores, se leudes millas nos
peis, I uleira da na outr'ora da Areia e luje da
Lama, e veris que so as rasas ameaeam csmagai-
nos, as r.las querem Iragar-nos; e ronliercreis que
nao ser novillada se un da am.inhcrer um inuui-
Cipe vosso, de dous mi qualro paisencaixndo em urna
esravaco, e hermticamente fechado por nina pa-
redp que em rima Ihe desale, romo una sar.linh.i
de Nanlcs ou pimcnlo do conserva. Tenue pieda-
de de nos. c com lodo o respeito R. M.u
Se aehar em ineu requrriuiento alguma formula
de rahulistica pratica, corrija-o por intermedio de
algum amigo, 011 entao ponha-o a iuteira disposirao
de seus compositores, certo de que nos (eu e riles)
em roinmum Taremos urna obra digna da cmara.
Seguio no dia 20 do andante para Liverpool a
barca ingleza Quien com 1,0% saccas de alaodao,
6,744 arrobas c H libras; e I,VIO rooros rom 1,456
arrobas e 8 titiras. No dia 22, tambem para Liver-
pool, a barca ingleza \fe\lmrne com 8,.">8:i arrobas c
18 libras de algoddo e 10,500 arrobas de assncar.
l-.ntr.ir un no dia 17 o tingue hespanhnl /.epanlo
de Pernambuco em lastro de pedra e areia. I.lein,
idem, dem Soberano; dia 19 a barca ingleza James
Carly de Pernambuco, carga areia; dia 21, idem,
idem /.inda.
Eulraram do da 16 a 22 1.108 saccas de algndAo,
que fui vendido de .ijciOO a 53200. O assucar brin-
co den de 3900 a 23, mascarada de Igloo a lH50
couros salgados 160 rs. a libra Assim o resa o G'om-
merciai que lem voto na materia.
Eisquanto ha. Saude e felicidades Ihe desrjo,
bem como que a penitencia do corrente anno o po-
lilla de conlas justas, pois nao he bom andarem
atrazo.
ASSEWBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' em 31 de marco de 1855..
Presidencia do Sr. Harao de Camaragibe.
Ao meio da, feila a chamada, acharam-sc pre-
sentes ->( senhores deputados.
O Sr. Presdeme abre a sessao.
O Sr. -2.o Secretario l a acia da sessAo antece-
dente, que he approvada.
OSr. 1. Secretario menciona o segunde
EXPEDIENTE.
L'm reciuerimcnto de JoAo Alves Guerra, prnprie-
tario dn armazcm alfandegado n. 20, sito no Porta
do Mallos, pedindo esla assemhla urna modifica-
ZAo uas posturas municipaes desla cidade, permil-
lindn-llie estender no largo em frente do mesmo ar-
Pedc-meao que quizeres, (ornou Plnueven com
lauto que fiques aqui.
O desejo de rollar, um instante vencido, desper-
tou-se a essa perspectiva ; nenlium.i idea era mais
odiosa a Miguel do que a de ficar ; pareceu-lhe uu-
vir sua senlenc.i de morle, e elle exetamou :
Oh senhor capilAo, nao posso ficar; n3o exi-
ja isso de mim!
Ilouve um impulso 15o natural e verdadeiro nes-
las palavras, que Ploucven conhecen que .las duas
vontades que lutav.im nenhuma cedera, e que era
lempo de terminar a conversaco. A ellusAo cessoo,
a han eir.i tornou .i levanlar-se no mesmo instante ;
o chefe rerohrou seu ar altivo, e o subordinado sSu
ar sorrateiro.
Ilc um tirulo, disse Ploucven romsigo.
Como sua fronle euruga-se! ohservou Miguel.
Todava anles de despedir o marinheiro, j> capi-
lAo lenlou um ultimo esforz :
decididamente nada queres aceitar de mim?
Nada, senhor capilAo.
t irgnIbas,11 Tenj |Uj0 0 qoe lo |IC nCccssario,
ludo o que desejas?
Nao.
EnlAo que te falla?
Minha Brelanha.
Era acabar pessimamentc urna conversarAo mal
eomecada: assim dahl em .liante coinecnu um rom-
pimento manifest. Cada nm ficou com" suas ideas,
seus planos, suas repugnancias e seus desejos.
Esse homem torna-se perigoso, dzia comsigo
Ploueven ; he lempo de cuidar nisso.
Eslou condemnado, dizia comsigo Miguel ;
mas hei de deTender-mc.
O marinheiro seguio o caminho do bosque, e
Ploucven deseenji planicie, mide se la/i,un alguns'
melhnramentos. Ideas vilenlas fermenta vam-lh,- no
cerebro ; nunca experimentara senielhanle resislen-
cia, nem achara no espirito nm designio mais firme
de vencer sem atlender aos meios.
XX
O duetlo.
Desde esse dia comezn entro o capilo e o mari-
nheiro um combate secreto, qoe nao havia de ler
treguas: a desconfianza velara de ambas as parles.
Ploucven recelara que Miguel Ihe escapaste, Mi-
guel recciava que Ploueven se livrasse delle por
um meio prompto : ambos arauteiaram-se.
Comludo lal era a li.lelidadc do marinheiro m
ctimprir as promessas, que nAo julgava-se livre por
esse estado de guerra. Qtiaesquer que fossem os
meios empregados por Ploueven para vigia-lo, Ic-
riam sido insufllcientes. se Miguel houvesse querido
realmente deixar a Tazenda. Tinha a liberdade de
ir e vir, e o mar Ihe leria oflerecido. te fosse preci-
so, scu eparo para rclirar-se de um lugar odioso ;
mas o marinheiro tinha promettido, e nAo se havia
ma/em es muros salgados, que all sAo rVc.jlhi.l.is.
A' commisiao de |Misturas de cmaras.
Oulro de Joaquim Manoel do Reg Rarreto, pe-
dindo esta assemhla, que no nrramento a catea-
ra municipal do Cabo, s marque quola para paga-
mento da quanlia dc21MI>. que inesma cmara Ihe
hederedora. A' rommissAo de orzamenlo muni-
cipal.
Ontro de Antonio Pereira de Olivcra Ramos, pe-
dindo a esta assemhla. que se Ihe mande pagara
quanlia, porque fez iOO bonetes para o corpo de po-
lica, edo que nao foi anda pago.\' commitso
le petizes.
Oulro das freirs do ranvenlo de N. Senhora da
Solcda.le da cidade de Goianna, pedindo, que na lei
do orzamenlo se marque urna quota de 2:."i(K)3, paia
sustcnlo das mesmas, e reedificacau da parle do con-
vento, que se acha a desaliar.A' commissAo de or-
eameiito provincial.
He tido e approvado o seguinlc parecer :
A commisso de pctieOes tendo em vista o re-
querimenlo em que Januario Alexandrino Rehello ,1a
Silva Caneca, pede esla assembla urna gratifica-
cao para occorier as despezas que nove fazer em
urna digressao, que quer empreliender as provincias
do norte do imperio, rom o lim de organisai una
Flora Medir Brasileira, allendendo que o lim que o
peticionario tem em visla, interessa anles a todo o
imperio, do que a provincia, c que por tanto aus po-
deres ecraes (leve o snpplieante recorrer, he de pa-
recer que sejn in.icfen.la a sua pretenrAo.
<( Sala das enminissoes 30 de marzo do 1855.
Lui; Filippe.Siqueira Cacalcanti./.Juuquim
de Souza l.eiio.n
lie li.lo o.adiado por ter pedido a palcvra o Sr.
Olivcira.o secuinle parecer :
( A rommissAo de instrucrn publica leu allenla-
nicnlc os requerimentos e os documentos com que
lAStraio a sua peora,, o padre Joto Jos de Araujo,
professor publiro do 1." grao na villa da Roa Vista,
n qual rrquer a esla assemhla sna jubilaran, em
virtud do art. 51 do regulamciito de 12 da mais de
1851, allegando snlTrer urna piicuiiioiiia,,% contar
mais de 13 anuos de servico,
o A mesni i commissAo l-st convencida de. que o
peticionario nao provou os requisitos que o rilado
arl. 51 do referido rcgulamenlo exigem para ajubi-
lacto do professor antes de completar 25 anuos de
exercicio; que sio : I..-, fmpowibilidade (Je poder
continuar no magisterio, por molestias adquiridas no
mesmo ; 2., mais de 13 anuos de niio iulerrompido
exercicio, c sem ola.
(. Os allcslados a|iresentados lo peticionario, de
pessoas extranhas a medicina, como sA a cmara
municipal, juiz de paz e subdelegado, nao provam
siillirienlcmenle, a enTermidadn que diz -offrer.
Alm disto, dos mesmos allcslados consta, que
n peticionario veio a esta capital tratar-se, onde es-
levo um anno inteiro em uso de remedios, noeu-
trclanlo nAo aprcsenlou um s allestado de facul-
lalivo que o medicasse. Oulro sim, nao provou con-
venientemente ler mais de 13 anuos de nAo nter-
rompido exerricio. Por estas ralbes, he a commis-
sAo de parecer que se ndofira a sua pretenrao.
Paro da assemhla legislativa de Pcriiamlmrn
29 de marzo de 1855/'. Varejao.Manoel Cle-
menlino.
llejulgado objeclo de deliheracAoa mandado im-
primir, o segiiinle projecto :
A assembla legislativa provincial de ^Perita
bur resolve :
_ Art. I. I icirn concedidas ai seguinles lole-
rias :
1. Duas de cem conloa de reis cada una, aos
religiosos franciscanos da cidade do Iterife, para re-
paros do respiuiivo convenio.
S 2. Duas dn cem ionios de reis rada nina, aos
religiosos carmelitas da cidade do Kecife, para repa-
ros do respectivo convento.
S 3. lima .le cem eolitos de cris, aos religiosos
franciscanos da cidade de Olinda, para repelos de
scu convenio.
4. Iluas de rem ronlos de reis rada urna, a
irm.iiid.-uto do SS. Sacramento da frcgiiczia de S.
Irei Pedro tionzalvcs do Recito, para a roncInsAu
das obras da matriz.
aquim de Mullo, para auxiliar a publicacAo (tos 1ra-
halhos biograpbicus que promclleu lazer".
S 6. 0 uas de fio conlos cada urna, i irmanda-
de dn Senhor das Dores, erecta na igreja de S.
tionralo da Boa-Vista, para reparos de sua
igreja. _
0 ,S J' ",lasi'e 60 conlos cada urna, a irmandade
de N. Senhora da Paz dos Afngados.para a couclusAo
das obras da respecliva igreja.
a 8. Duas de f>0 coates cada urna, irmandade
da Senhora dn Livramento; para a couclusAo das o-
bras de sua igreja.
9. Ouas de 50 conlos de reis, irmandade do
Senhor dos Passos erecta na matriz do Corpo San-
to, para couclusAo das obras de suas catacumbas, e
mais obras dr quo ticcessito.
Arl. 2. As corporaces religiosas que pela pre-
sente lei lem concessio de loteras, sao obrigadas a
preHar conlas ao juiz de capellas.
(( Arl. 3. O beneficio da lotera concedida An-
tonio Joaquim de Mello, sera recolhido a thesoura-
ria provincial, se nao tiver lugar a publicacAo dos Ira-
balhos de que se incumbi.
Art. 4. O beneficio das loterias concedidas aos
carmelitas da cidade do Recito, sera de preferencia
applicado aos reparos da parle esterna do con-
vento.
o Art. 5. O governo dar planos para a exlraccjto
das presentes loteras.
Arl. 6. Ficam revogadas as disposizes em con-
trario..
n Pazo da assembla provincial de Pernambuco31
de marro de 1855. Ignacio Joaquim de Souza
leo.Siqueira Cacalcanti.Luiz Filippe.a
He li.lo, julgado objecto .ledeliberacfui c manda-
do a imprimir, o seguinle projecto :
(i A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resol ve :
n Art. 1. Fira approvado o subsidio ad.licion.il
de 10:0003 rs., concedido pelo governo provincial
na condicAu 2.a do contrato celebrado em 16 de Ja-
neiro do corrente, com a companhia Pernambuca-
na. observando-se o seguinle :
o S 1. O referido subsidio addicional dever ser
diminuido ou supprimidn pelo governo anles de lin-
dos os dez annos, porque foi concedido, no caso que
rclraclado da promessa. Heais se exisliam hostili-
dades surdas, nAo se liu!i;un ainda manifeslado cla-
ramente, e elle nAo quera accosar-se de ter loma-
do a iniciativa. Assim limilava-se a manler-se em
termos puramente defensivos, mais triste e sombro
do que nunca, fugindo das companhias, e s com-
prazendo-se no meio dos bosques.
Por diversas vezes elle reparn que o syslema de
vigilancia a que fura sujeito, tomava cada dia mais
energa e extcnsAo. Nao podia afaslar-se de casa sem
ler um ou muilos satellilcs scu lado. Oebalde el-
los procuraran] occultar-se airas das moulas, o
inaiitilieini desrobria-os, e nao enganava-se sobre
suas Tu'ncrries. Eram evidentemente emissarios de
Ploueven, e a forza de ver-e rodeado, acostumou-
se com a presenca, delles. L"ma de suas viuganca
era couduzi-los aos lugares mais maccessiveis cober-
los de espinhos c de rochedos escarpados.
Todava urna circunstancia veio provar-lhe que
corria perigos mais urgentes e mais serios, Toi quan-
do suba o morro de Cabris por urna vereda al en-
tAo considerada inlransilavel, porque nAo smenle o
declivio ahi era rpido, mas toda essa parte era co-
berla de arbustos espiuhosos, entre os quaes nin-
guem poda passar. Miguel goslava de taes lareTas,
e rom risco de ferir-se, afaslava as basteas rgidas c
armadas de espinhos semelbantes a punhaes. Ajn-
dado de urna faca elle cunseguio abrir um caminho
de plaa em planta at ao meio da encosla, e foi
enlAo que voltando-se, avistou em baixo urna som-
bra negra, que passava de arbusto em arbusto de
maneira a approximar-se delle o mais possivel.
Ate enlao era apenas urna das escollas a que esla-
va habituado ; assim Miguel conlinuou a subir, di-
zenrio comsigo :
Elleque lenle vir at aqu; ter que fazer. Estas
plaas se cncarregarAo de relalhar-lhe a pelle. Qoe
espinhos paree.-,,, naval!,as !
Fazendo estas rcllexoes, Miguel abra caminho
com a faca entre os arbustos. No ponto cm que es-
lava Ito dillicil Ihe era pitar como proseguir no es-
calamento ; smente pata descer teria adiado a pas-
sa-iinqne arabais de abrir, a pasta que para su-
bir era misler continuar a custa de seus testidot e de
sua carne esse combate laborioso enlre militares de
dardos. Apezar de sua nlislinacAo, Miguel experi-
mentou um minuto de dcsfallecimenlo, laucndoos
olhos para Iraz.
h meu Dos cxclamou repentinamente ;
he possivel ?
Suas hesitarse* terminaran), e elle roltou um tan-
to asjuslado. ()ual era a razan desse sentimcnlo, e
qne tinha elle visto .' l'm reflexo, urna claridade,
um indicio vag... e todava scu corozAo eslava com-
movido. Parecer-Ihe ver por entre as folhas luzir
o cano de urna espingarda. Eslava ainda mu dis-
tante do ponto cm que vira esse indicio ; mas se
a futura prosperidade da companhia o posso dis-
pensar.
2. Para averiguaran desle caso, o governo
Hornear., um agente seu para assistir as reunios da
assemhla geral da mcsnia rompanhia. e aos respec-
tivos exame;' de conlas.
i Ficam revogadas as disposizes em contra-
rio.
H Sala das commisscs 31 de marzo" de 1855.
Augusto de Oliceira.Francisco liaphael de Mello
Pego. -s'ilnno Caeolcanfi de Mbuqucrque, com
reslriczao.
O Sr. Ppaminondas de Mel\o requer dispensa de
impressAo do projecto que concede o augmento da
ronsisnazto a companhia cosleira de vapores.
Posto a votos o reqoerimento he regeilario.
O Sr. Pinto de Campos : A cmara se ha de
recordar de que por urna le desta assembla, na
sessAo do anno passado, foi o termo deTacaratti e-
levado ralhegoria de comarca : sabe mais que es-
sa lei al boje nAo lem tido a execnzAo necessaria ;
porque ., governo geral ou por molivos verdadeiro*,
ou por meros caprichos, nao tem prvido a nova co-
marca, em pora perita dos povos daquella locali-
dade.
.UgunsSrs. Deputados:Eque razes tem tido
o governo para isso 1
O Sr. Pinto de Campos:As razDes que o gover-
no allega futidatn-sp as poucas propArzAes que of-
ferece a comarca de Tacarat ; que o seu territorio
nAo tem as dimenses necessarias, nem rene o nu-
mero de almas bastante, que constitua um foco de
populacAo indispensavel para a creicAO de urna co-
marca.
" Sr. Oliceira :Consta isso officialmenle?
(' Sr. Pinto de Campas :Nao sei se consta offi-
cialmenle ; o que porm posso aflirmar i casa, he
que estas sao as allegaces do governo ; e o caso he,
que a comarca al boje nAo foi prvida ainda I En-
tretanto, senhor presidente, eslou inleiraueule con-
vencido de que a nova comarra de Tacarat est
uas rondices das de mais da provincia. O seu ter-
ritorio he ampio cesparoso ;asua pcpulazto he nu-
merosa...
O Sr. Oliceira iE porque se nao faz vsr islo
mesmo ao governo ?
O Sr. Piulo de Campos :Parece que a diteus-
sAo havida nesla casa o auno passado, o devia ter
bem inlcirado deslas verdades ; mas infelizmente o
fado existe, e nao (tosejando que urna lei desta as-
sembla seja ludihriada....
Aiguns Srs. Deputados :Ludibriada romo '.'
" Sr. Pinto de Campos:Toda a lei que se nAo
exerula, parece que he ludibriada ; ora, nao sendo
exrr.ulada a toi provincial que creou a comarca de
Tacarat, o que he islo senAo ludibriada '.'.
He, porlanto, para evitar esse inconveniente, que
eu como membro da commisso de cslalislira apre-
scnlei, lia tres dias- um projecto, desligando Sal-
gueiro da comarca da Boa-Vista, e encorporandocs-
sa freguezia na nova comarca de Tacarat ; por
quanto, compondo-se a referida comarca de Boa-
Visla de 5 Treguezias, e de 3 lermo-...
O Sr. Praga :Oe tres termos ou de dous ?
OSr. Pinto de Campos :Pois nao sabe que Ca-
limb Toi elevado ha pouco, i calhegoria de
lermo ?
O Sr. Braga : He verdade ; eslava enga-
ado*
O Sr. Pinto de Campos : Dizia eo, qoe cons-
tando a comarca .la Boa-Vista de todo esse immen-
so territorio que se sabe, nAo era muito que della se
tiraste alguma frarrAo'.cm-favor de Tacaral, e as-
sim por e-la comarca em linha para Hela com a sua
vizinha ; masurrurre que, depois de haver eu apre-
sentado esse projecto, fui melbor esclarecido a res-
peito das distanciase limites daquellas localidades.
I'ma pessoa que all fui juiz dedireitu mullos an-
uos, e que confiere perTeilamento a siluarAo lopo-
graphica c geographira daquelles municipios, disse-
me que achava inconveniente desligar Salgueirn
de Roa-Visla para ligar Tacarat. visto nAo con-
finar aquella Trcguezia em ponto algum com as de
Floresta e Tacarat ; e que netle caso seria muito
mello,r desligar o termo de Cahrob de Boa-Vista,
c da-ln Tacaral. Na verdade, estas considera-
coes pezaram milito no meu animo, tanto assim que
iiAoduv-dei organissr oulro projecto, conlendo esla
nllima idea, para oflVrece-lo em substituirn ao 1.,,;
esperando que a rasa me permillir fazer" esla tro-
ca, afliaiiraudo-lhc que, quando se disentir este ul-
timo projecto ap/esenlarei as razes de otilidade
publica, que elle oliereee.
Nao concluirei, senhor presidente, sem dar nma
resposla a corla censura que alguem (ei a commissAo
de eslatislica, por viver ella mudando sempre de
opiniao. A esle respeito direi. que de criticas c cri-
liens esta o mundo cheio. Uouve tempneni .pie esla
casia de gcnle me afliiga bastante ; mas boje con-
fes-o que me nao produz mossa ; encoulram em
inim a impassihilidadc do rochedo; marche eu de
aecurdocom a minha consciencia, o que me importa
i mim o que se diz de boa ou tna f ? NAo saben)
esses, que critican) a commissAo, o motivo pelo qual
ella vive nessa continua fluctuaeAu de ideas acerca
los limites das dilTerentes localidades ? Pois o moti-
vo he bem claro : se us livessemos um padrAo ofi-
cial, em materia de eslatislica, por onde nos podcs-
semos regular em laes ncrasies, atlianzoque a com-
misso saberia marchar sem tropezos c engaos ;
Iropezos e engaos, que derrvam da falta que temos
de dados eslatisticos.. Heais : a commissAo mu-
dando de parecer neste'ou naquelle ponto, prova
que tesaMlnrilidade, c que est sempre prompta a
alijurawWirro, sempre que a verdade se Ihe apr-
senla em saa maicr pureza.
Tenho, pois, rencluido por agora.
lie lido, julgado objeetodc deliberacao emen-
dado imprimir, o seguinle projecto :
i A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve:
Art. 1. Fica desligado da comarca da Boa-Vis-
ta, e perlencendo a de Tacarat, o termo de Ca-
brolM.
a Arl. 2. Ficam revogadas lodas as disposizes
em contrario.
i Pazo da assembla legislativa provincial do Per-
nambuco 30 de marco de 1855. Pinto de Cam-
pos.
ORDEM DO DIA.
ConlinuiCiio da segunda discossao do ozcamenlo
provincial
^----------
houvesse continuado a sojjir, ter-se-hia posto promp-
tamente ao alcance do instrumento asaassino. Sua
retirada era um acto de prudencia, e elle ellectuou-a
logo sem deixar de hincar de quando em quando um
olhar de desconfianza sobre a moula, onde occolta-
ya-seo inimigo. Nao bou ve ahi movimento uem
indicio que podesse confirmar o primeiro, de sorte
que Miguel iranquillis.ui-se pouco a pouco, e creu
emfin em urna \ isn ou em urna das illuses que en-
gaan, os olhos mais exercfdos. O que lomara pelo
cano de urna espingarda era talrez um ramo das ar-
vores de casca lisa que lanzam reflexos quando a luz
as fere obliquamenle.
A volia nesse labyrintho de arbuslos espinhosos
nao podia ser p(ompla nem fcil. Era misler pro-
curar o caminho que se abrir subindo o alarga-lo
em alguns pontos. A alinelo de Miguel achava-se
nleiramcnte absorta nisso, e nao podia apphcar-se
a vigilancia dos lugares. A fatalidade dectarara-te
contra elle, e impellia-o para urna emboscada.
Na falda do morro e> em um espazo astas extenso
havia urna, cinta da rochedos, no meio dos quaes
abriam-sc largas sabidas. Era este o nico caminho
por onde o marinheiro podia ganhar aquelle que de-
via recondu/.i-lo a habilacao- Elle approximave-te
sem snppor que nenhum perigo podesse vir desse
ponto ; pois os rochedos eram us e afastalos do bos-
que. Emquanlo esleve Tora de alcance, nenhum
movimento suspcilo veio perturba-lo em sua segu-
ranza ; mas (llegando a uns Irinta patios da cinta,
leve urna revclago repentina, e exclamou recuando
instinctivameote como para evitar um perigo emi-
nente :
Ah 1 meu Dos !
Era larde ; doot tiros partiratn successirameole.
Ao primeiro Miguel gritou :
Nada 1 Bravo 1
Ao segudn elle diese :
Eslou feri.io.
Acabavade receber nma bafa no brarn ; porm
apezar da dr da ferida, correu directamente para o
immmo. Animado pela sede da vingauza. Miguel
peraeguio o negro uo bosque lo vignrosamenle que
este, -prestes a ser alcaiisado, lantn a es dngarda
para fugir mait prumptamenle. Miguel nAo levou a
empreza avante, lanzou uiAo da arma, c diise reco-
nhecendo-a :
He um mosquete do capilAo Ploueven. Ora
bem, levei um tiro c sei de quem. Agora uslou li-
vre, senhor capillo ; a rcsla ajuslarmos cuntas. Isso
so far brevemente, acrescentou elle com um gesto
de desafio ; sim brevemente, viva Dos !
E cm vez de seguir o caminho, dirigio-ae para
Pointe a Pitre. Nessa noite e nos dias tegoioles foi
esperado ilebalde na fazeuda de Angremool.
(ConiinuuT-sf-Aa.)
ILEGIVI
Mil Til AIM


DIARIO DE PERMMBUC. QUINTA FEIRA 5 CE ABRIL DE 1855.
i
v
Art. 10. Com a subvenc-ao a
companhia de tiavegaeao cosioira
aV;ll)0r................. 30-.ocoeono
O Sr. Augusto de Oliveira e os Srs. Souu Car-
. E-paminondas e Brandao ccdem di ualnvra
volar o artigo.
'Af. a. de Oliceira : Quando liontsm, Sr.
presidente, oi oflerecifo i considerarlo di casa o
adiaroenlo que te acha em discuti, eu o :omb.i-
li sol) o fundamento de que elle nao alcancaiiao fin
a que se propunha o seu autor: e u raso hc.Sr. presi-
n '-"'.q"1' al,e,,IS eu acab*va ae fazer algniaas re-
llexoes, ilustrando que o nono regiment nao dis-
poiiilu que a dscussaodos adiamenlos fosse separa-
da da materia que se pretenda adiar, a iliscussao po-
1 abena sobre o rtico que o uobre depiitado,
meu Ilustre collega.desejavs qoe fosse adiado, e ape-
nas eu assentei-me, foi proposta urna emenda que
sascitou a discussAo que nos lodos presenciamos.
O Sr. Sihiiito : Eu nao podia prever o uluro.
O .Sr. A. de Oliceira : Eu, Sr. presdeme, nflo
posso prestar o meu assenliinenlo a emenda propos-
la, e a que acal>o dme referir, nao porque ou nao
esteja de accordo cora o pensamenlo desta emenda,
mas porque entejido quo a sua apresenlacao be con-
traria ao relmenlo da casa. O subsidio dado a
companhia rosteira de vapores, foi concedido por
una lei provincial, logo esse subsidio nao sendo de
nalureza annua a formando urna despeza li\a e per-
mauenle, es* deliberadlo da assembla nilo pode ser
alterada na lei do oreamenlo cm virlude posiro do domo regiment. Se para ser diminui-
da ou augmentada qualquer verba de despea ja li-
bada por lei,como por czcmploos ordenados dos em-
pregados publicas, o nao pode ler locar na lei do or-
cameuto, mas airo nicamente por meio de urna lei
especial, no mesmo caso estamos nos agora abm de
nos cingirinus a urna disposicao de um artigo aiiciu-
nal do nosso regiment.
Porm, Sr. presidente, como a eommissito de
obras publicas a que tenlio a boma de "jiertencer,
anda boje appresentnu a considerarlo projeclo de lei que admille o pensamenlo da emenda
em dscussao, eu nao poseo me furlarao dever de res-
ponder a algumas ohservacoes que furam feitas por
un Ilustro depulado que honletn violciitamenle
impugnen o objecto desta emenda.
I Sr. Souza Carvalho : Para que nSo deixe
islo para a discussAo do projeclo ?
O Sr. a. de Oliceira : S- u3o querem ano eu
falle..-. ^
O Sr. Souza Carvalho : Seria mellior guardar
para quando se dLsculisse o projeclo.
O Sr. A. de Oliteira : Nao eslo de accordo
rom a vonlade do nobre depulado^islo me acontece
ligninas vezes, oque cu deploro, mas o nobre depu-
lado deve ver a imnba docilidad?, anda lia pomo
da palavra para se v*>tar sobre o adiamenlo,
nanita, porm na casa qucni nao quizesse acceder a
este meu desejo ; e por tanto Corroso me lie acorn-
ar a dscussao no terreno em" que ella foi col-
Sr. presidente, o nobre depulado a quem me retiro
combaten esse augmento de subsidio prometilo pelo
prc-iileiile da provincia em um contrato que se acba
.submcllido a npprnvicAo da casa, ^presentando va-
rias raines; o honrado membro parecen bascar
:la a sua argumentaran em algn- artos pralicados
pela directora da companhia de vapores, e eui se-
gundo lugar o nobre depulado, se ino nao encano,
qoatilicou este acto da presidencia como cicessivo c
contrario aos insleresses pblicos, dizendo-nos final-
mente que esse mesmo aclotinha o grande inconveiii-
le pdr esla assemblaem embarazos e lite lirava
rdade de volar. Nao sei.Sr. presidente, se eu
interprelei fielmente o peusaiuento do nobre depu-
lalo, mas se por ventura nao for fiel, pero ao nobre
denotado quo me advirta, porque eu nao lhe quero
-lar peiisamcnlosque lhe nao perjenram.
.Sr. presidente, seeu fora aecionisla -la companhia
cosioira de vapores e se eeta reunan nao fosse da as-
sembla provincial, mas sir da mesma companhia,
talvez eaacompanhasse o nobre depulado em algu-
inios que elle fez ; porm, Sr. presidente,
itendo que esta assembla deve encarar us pe-
la companhia sobro face muilo diversa, leudo
ni vista a utilidado da empreza para coma
provincia, pondo de parle actos alias muilo itisigni-
licanles quo lenham sido pralicados pela directora
di companhia, consi derando-se os grandes inleresses
a que ten de alien ler essa mesma empreza. l'oda-
r. presidente, eu deploro que o nobre deputa-
do lendo de refforir-se a actos pralicados pela direc-
tora de urna companhia, devendo as suas censuras
ferirem a negociantes estraogeiros e nacionacs, cujo
credila be ri? todo recoubecido, nao fosse menos
rigoroso em suas observar/es o mesmo nao fosse mas
exacto as*evcra(Ocs. O nobre depulado
comccnn por fallar em um pagamento relio por essa
companhia no seu advocado por serviros que elle
ra. Eu cnnfessu a V. Ene. que evi-^e urna
circunstancia que faz com que eu nao possa cupri-
intr-me com a devida franqueza acerca desse acto
da companhia : a pessoa a quem se fez esse pagamen-
to, sendo membro preeminente do partido poltico
adverso aipielle a que eu pertenco, as leis da genc-
lein rom que eu res|K'ite a meu adversa-
rio poltico, que por eslar ausente nao pode defen-
O S/-. Oliceira : Trate do facto sem tratar de
individuo.
O Sr. A. de Oliceira : Eu e.-tou dizudo que
essa circunstancia me lira a libcrdade de exprimir-
me com a Iranqueza que eu desejavi.
0 Sr. (Ilira : Trale do facto.
O Sr. A. de-Olice\ra : Nao se podo tratar do
facto sem ferir ao individuo.
Sr. Oliceira : Nao lia lal.
O Sr. A. de Oliceira : O nobre depulado enca-
ra a Rencrosidade por essa forma, e eu encaro-a por
nutra, seja-me pcrmillido discrepar de sua opiuiav
alias muilo valiosa. Eu nao posso, Sr. presidente,
<'*piinir-iiie rom a necessaria franqueza acerca des-
le facto e mesmo eu nao esiou suflicieulemenle in-
formado para discorrer sobre esse facto, como fez o
depulado.
O Sr. Oliteira : A vista do relalorio da direc-
tora.
O Sr. A. de Oliceira : Em vista do relalorio da
directora lie que ci vejequeesse irrogado, a quem
se referi o'nobre depulado, Dzera urna viagefn a
edite leudo all conseguido para a companhia parte
do que fora requerido ao govemo imperial.
) Sr. I'into de Cimpot : Pero a palavra.
i Sr. A.de Oliceira:Verdado he.Sr. presidente,
qpea mesma directora faz juslira a urna pessoa al-
tamente enllocada, quo sempro incansavel por ludo
i interessar a esla provincia, de que he
digno re^rescnlanle. influir para csses bous resul-
tados. Pelo que diz respeilo ao 2. facto menciona-
do pelo nobre depuiado, estou que o meu nobre
' -.'- os olhos sobre o relalorio que fez
iuria da companhia,havia de ler vislo quinto
loi lite injusto quaiilo foi inexacta a sua asseverarn.
[ociante estrangeiro o Si. Coulon, alias pessoa
muilo respclavel, que he membro da dnsUoria e
Ibesouiero da companhia, nunca recelicu enfferom-
pens.i dos seus serviros essasbacines de que fallmi o
nobre depulado.
O Sr. Olireira : Eslava equivocado, c drlarei
logo que nao foi elle mas sim oulro.
O Sr. ,i. de Oliceira : A companhia leudo de
pagar nina cnrrelagem por certas Iransacroes que
maudoii ell'ectuar, enleiideu quo era mclhor pagar
ao corrcclor em accOes do que em dinheiro.
O Sr. Oliceira: Fe-lo generosamcnle.
O Sr. ../.r/cUliveira:Naosei se o nobre depulado
em r. jua asseverarao, porque parece-mc
que a companhia cingu-sc nesle caso aos usos c ros-
turnes nao seguidos nesta cousa ein todas as pra-
ras rommetciaes.
O Sr. Oliceira: Is90 lie que nao esta pro-
vada.
0 Sr. ./. de Olireira : Pois bem, o nobre de-
pulado mostr que a importancia dessa correlagem
nao esl.-i un razio de lodas as enrrelagens que se dao
as praras commerciaes.
Mas, Sr. presidente, eu devo pergunl ir ao nobre
deputa no admillindo que i directora da
ronipiinhia livosse errado n'um ou n'oulr caso, se
islo he raiao para que Vi assembla provincial lhe
retire o seu apoiu e proloccao ? Porvenlura ja bou-
ve empreza idguma igual a esla que no cornmcl-
leaae alguns erros de tirocinio ?
O Sr. I'inlo de Campo* : En lio rccouliece "!
O Sr. A. de Oliceira : Eslou urgumeiilando cm
\\\ pothese ; quero por um momento roncordar com
o nobre depulado. e pergunlo-lhelia provado que
mpanhu commetleste alguns erros, se islo lie ra-
ufflcienle para que lhe retiremos a nossa prolec-
r3o '.'
O Sr. Oliceira: Para mim he.
(lia oulro aparte.) *
" .Si. ./. de Oliceira:Os nohresdepulados que-
rem que a assembla provincial proceda de urna ma-
neira diversa da que procedeu a assembla geral ;
unos o exemplo da companhia geral e nacional
de paquetes vapor ; osnobres depulados nao igno-
ran os erros cravisiimosjo bs mos auspicios com
que essa grande companhia priocipiou a funrcionar,
lendo a sua pnmeira directora procedido 1,1o infe-
li/iucnle, que as acjes dessa companhia desccram
ao lerceiro e ao quarto do sen valor ; porm, o quo
io gei d ? Keliroii-lhe a soa confiama ?
NSo, pelo contrario foi gradualmente aucmenlaiido o
subsidio que lhe diva at piWla em estado de poder
prestaros serviros que era chimada a prestar...
" Sr. I'.raivliio : Era melhor que nao tocasse
nisso.
Sr. A. de Oliceira : N"3o vejo, porlanln, ra-
/ai para que sej retirado o ipoio que llevemos no
inleressc da provincia a essa companhia, e nao vejo
motivo sulliciente para que (til assemlilca dcixc de
sustentar um acto pralicado pelo enverno, arto que
o nobre depulado mesmo na i pude repruvar, pare-
cendo-me, Sr. presidente, que longe defherecer de
nos censuras o actual.presidente da provincia por
haver promellido es,te novo auxilio a companhia de
vapores, para mim elle nao fez scnAo um scrvuo.i
provincia...
" Sr. Oliceira : S3o modos de pensar.
O Sr. i. de Oiiteira : Se a assembloa qui/ei
por momento considerar as grande vanlager.s, que
deve Irazer provincia a realisarSo drsla empreza,
rila nao lera a menor dutida em conceder este no-
vo auxilio jfe que tratamos....
O Sr, Oliceira : A companhia de Bcberibe
nao precis m de subvenjo da provincia.
O Sr. .1. de Oliteira : Pelo modo de pensar do
nobie depulado na i -e deve mais prestar auxilio a
empreza alguma ; mas o. nobre depulado permita
qoe lhe diga, deve consideras a companhia na po-
sirSo em que ella e os embarazos com que
leve de Indar, pura depois faier as suas censuras...
O Sr. Oliceira d um apatle.
O .Sr. A. de Oliceira : O privilegio foi conce-
dido a nina primeira companhia. que reconhocendo
que os auxilios dados pelo govemo nao eraiu sulli-
cientes, nao se animou a levar a efleito essa em-
preza, depois organisou-se urna nova companhia...
O Sr. oliceira : fcsi engaitado, eiisto sem-
pre a me*ma companhia, e apenas houve modificagao
O Sr. A. de Oliceira : Ora o pri> ilegio foi con-
cedido a direcrJAo do Banco de Pernambiiro e mais
alguns capitalistas, e depois esses primeiros conces-
snuiarios llzeram cessjo a mu i nova companhia :
eis o fado, e-se o nobre depulado n.lo est bem in-
formado, infrmese mulhnr...
(' Sr. Olireira : Pense que e refera a com-
panhia de llcberihe.
O Sr. A. de Oliceira : Eu dosejra que a com-
panhia de Ilebcribe ervisse de exomplo para lodas,
mas tem ludas as emprezas ofTerecem as mosmas
vanligcns, que a companhia de Bcberibe....
o Sr. Othrira O Sr. .1. de Oliceira : Como o nobre depula-
do se diz encanado ; eu n.lo insisto sobre este ponto.
A risa, porm, deve lomar em considerarlo, que
esta ora companhia lutra com algumas d'illiculda-
des, poique lnha contra ti a impreisto caasada por
aquclles a quem havia sido anteriormente concedido
esse privilegio, e os quaes nao quizeratn encarre-
car-sede levar a rffeilo a empreza por estarcm con-
vencidos, que ella nao oHereria lucros em conse-
quencia da insuflicicnca dos auxilios dado pelo go-
vemo.
Sabe o nobre depulado o que fez .1 nova direceao !
l)irigio-se aos. poderes do oslado c oblare do Kio de
Janeiro um augmento do subsidio de MlOOOS, e ten-
do-se dirigido soulras |iroviurias, algupias dellas
j roncederam subsidios ; nestas circuinstancias per-
cuntu, ser justo c raznavel que a provincia de
lernambuco, que lem iulercsses mais directos mm
companhia, seja a nica qu nao presle esle novo
auxilie ;...,
O Sr. Olireira : E pode o fazer He preciso
tamben) altcnder a isso. .
O Sr. A. de Oliceira : Eu digo que ella pode,
porque d'ahi tirar muilos beneficios...
O Sr. Olireira : Eu entendo o contrario.
O Sr. A. de Oliceira : He que o nobre depu-
lado n.lo considera a empreza debaixo do sen ver-
dadeiro poni de vista, nao enxcrga as vanlagcns
que eu lhe vejo ; pnrcm.se o nobre depulado fusse
da minha opiniao, convencer-sc-hia, como eu, que
sem essa companhia a provincia de Pernamliiico ha
de perder muilo, que o seu commereio ha de dimi-
nuir consderavclmentc, e cm tal h> pudiese o no-
bre depulado votara por esse auxilio...
O .S'r. Oliceira : .Mas isto nao est provado.
O ."'. A. de Oliceira : Islo he de simples in-,
tuirau. He possivel, Sr. presidente, que. ao passo
que o nobre depulado reconhece e proclama nesta
casa, que mis nao temos commereio de caholagem,
ao passo que nao existem meioa facis, commodos e
pouco cuslosos para que as mais provincias enviem
os seus productos ao mercado de Pcrnimbiico, ao
passo que o nobre depulado reconhece todos csses
males, deixe de auxiliar nina empreza como esla.que
lem por lim remover lodos aquelles males, e facili-
tando a communiearao dessas provincias com a de
Peruambuco, e conscgnintemcnlo a iraportacBo de
seus productos para esta? Nao ser.i isto um arando
beneficio, que concorror para o augmento do com-
mereio ?...
O Sr. Oliceira :Mas se mis nao lomos co'm-
mercio^de rabotagem.
O .S'r. A, de Oliceira : O nobre depulado esl
pondo em duvida as vanlagens da companhia, diz
que mo est provado, que a companhia de vapores
v conrdrrer para o augmento do commereio desta
provincia ; o nobre depulado duvida em lal caso de
una cousa, que a lodos he clara ; c, se eu pensasse
ruino o nobre depulado, seria o primeiro a propor
Di su que nao se concedessein esses 10 conlos, mas
que se uiiorisassc o enverno para mandar rescindir
u primeiro contrato de :t!) conlos...
O Sr. Oliceira E duvidam inuitos negociantes
resp sitareis.
O Sr. a. de Oliceira-: Eu, Sr. presidente, en-
tend) qoe a provincia de Pernamhuco ha de per-
der consideravclmenlc, se por ventura nao se esta-
beiecer qaanlo antes esta companhia : ja a provincia
da Babia leudo sido, mais feliz noestabelccimenlo
de unta companhia cosleira vapor, nos vai tirando
parte do commereio da provincia das Alagdas, que
nos pertencia.
Seguramente o nobre depulado, sahendo quaes
sao as dilliculdades da nossa navegaran nacional,
nao pode ignorar o alto preco dos freles, que pesam
sobre os gneros importados das oulras para esta
provincia ; um volume qualquer que lenha de ser
trazlo de algumas dessas provincias, paga o du-
plo e o triplo daquillo que pagara em um navio es-
Irangeiro vindo da Europa ; sao mais que evidentes
osonus.que pesam sobre o nosso commereio...
O Sr. Oliceira : E a companhia rcduztr esses
preros ">
O Sr.,/. de Oliceira : Seguramente,senao nada
faro...
O Sr. Oliceira : Veremos.
O Sr. A. de Oliceira : O lim da companhia
he justamente rediuir esses preros de freles...
O .Sr. Olireira: A experiencia mostrara.
, O Sr. A. de Oliceira : O nobre depulado esl
decididamente Uta indisposto conlra a companhia,
que at suppe que far so nquillo que for contra os
sen proprios interesses. Essa he a sua primeira
obrigarilo; nilo lhe sendo possivel prosperar se por
ventura nao fuer essas reducroes nos procos dos fre-
les, e nao lizer todas es concesses nossiveis ao com-
mereio.
Disse. o nobre depulado, Sr. presidente, que o
subsidio aridicional promellido pelo presidente da
provincia n,lo eslava cm proporgao com o novo aug-
mento.* que tamben) foi concedido pelo goverun ge-
ral. Eu nao sei qua he o termo de compararan de
que parti o nobre depulado...
O .S'r. Oliceira : As posees de qnem d.
O Sr. A. de Oliceira : O nobre depulado consi-
deroo as posses do poder geral e do provincial, e
os provetos do auxilio para um e oulro ?...
O Sr. Oliceira : Tamben).
O Sr. a. de Oliceira:-Si o nobre depulado
quizer considerar os teres c haveres dos poderes ge-
raes e dos provinciaes, cu Hirei que a provincia ha
larrez mais rica ; sobre ella ao menos nao pesam as
grandes dividas do estado.
O Sr. Olireira : A prova J
O Sr. A. de Oliteira : A prora espero quo lhe
ha de dar este anuo o Sr. ministro da fazenda, por-
que lalvez baja um dcflcil no futuro orramenlo
geral...
O.Sr. Olireira : Constantemente o tem havido.
O Sr. silri un : A prova he tardonha.
O Sr. A. de Oliceira : Nao lie para quero es-
luda de porto os negocios pblicos. Ku Icnho em
meu favor o apoio de homens muilo habilitados, que
coiihccem a marcha dos negocios do nosso paiz, que
recciam csle anuo um dficit ; e a prova, pois, de q ic
os cmpenlios que nesam sobre os cofres geraes sao
Miores do que os que pesam solire os cofres pro-
vinciaes, he justamente a apparirao do dficit prog-
noslicado...
O Sr. Oliceira : E os immensos recursos nue
lem?
O Sr. A.de Oliceira : Mas, Sr. president.n.lo
he este o ponto de co.npararao, do qpal devia par-
tir o nobie depulado. O nobre depulado devia par-
tir do ponto da primeira concessao aiileriormenle
Ma. O corerno geral conceden no primeiro sub-
sidio, a quanlia de fil> conlos e pelo novo 21 conlos,
que lio mais de um Ierro, c nos vamos conceder apc-
Icrro ; ja v que esla na mesma propor-
nas um
cito.
11 Sr. Oliceira : Nio ha lal.
0 *' -' de Oliceira : Ora. se so concedern)
(Oconlus no primeiro auxilio o no segundo 21, he
mais de um terco.
O Sr. Oliceira: r'allcl as posses de ca-
da um.
OSr. A.de Oliceira : E nos apenas concede-
mos 10 conlos que licum lerjo. Ora, se o nobre
depulado quer considerar a proporrao cm que esta o
auxilio que concede a provincia de Pernamhuco com
oque lamben) dan oulras proviurias, ha de ver que
a sua argumentarlo falla nesta parle. A provincia
das Alagoas acaba de conceder um auxilio de 10
conlos de res : ora, senhores, se Alagoas concede
10 cotilos, a provincia de Peruambuco, alias muilo
mais rica, e lendo um inlarease mais directo nota
empreza, nao n poder fazer'!
O Sr. Olireira : E se Alagoas conceder 100,
secue-sc que lambein o facamos ?
0 Sr. A. de Oliceira : Argumentando na sua
hypothesp, dos teres e haveres de quem di, moslrci
que a sua argumentadlo nao era procedente, e nem
podia ser admiitida.
(' Sr. Oliteira : O que digo he, que se quem
lem :!.i mil conlos s d >\, quem tem menos de mil
n.lo pode dar 10.
1 > Sr. A. de Oliceira : Isso nao lie razao, por-
que ha homens muilos rico que podem dispor de
enea de que homens menos ricos : ha homens mui-
lo lieos, mas qoe csl.lo obrigados a otitis taes, que
de pouco ou nada podem dispor, cxislindo oulras
menos ricos, que nfio leudo lautas obrigarfies, podem
dispor de mais. I) governo geral tem de'salisfazcr a
lanas necessidades, que muujjrezes para um lim de
utilida.le como este, nao pido ser mais generoso do
que a provincia de l'criiainbiico, c eis justamente o
que surcede no casode que tratamos. E se o gover-
un geral proredesse com mais generosidado para com
esla companhia, necessariainenle elle havia de proce-
der da mesma forma para com as mais emprezas de
Mires provincias ; e onde mam pararos pobres co-
fres geraes j tile subearregados ? O nobre depula-
do disse, que esse arlo da presidencia collucava a as-
semhli-a cm dilucold oles.
<> Sr. Oliteira .- E eu sulenlo.
o Sr. A. de Oliteira: Que lirava a liberdade
de volarmos nesta questo.
I Sr. Olireira : Isto he que lio seu.
O Sr. A. de Oliceira : Se essa nao foi a propo-
steo do nobre depulado eu nao Insisto "mas
quero saber qoaes sao as dilhculdadcs que lem
esla assembla para votar livrcmenle neste nego-
cio.
() Sr. Olireira : Ndo he. isso.
O s'r. ./. de Oliceira: Bem, nao ser ; conside-
ro nicamente as dilliculdades, quaes s,lo ellas i Pois
pdc haver dilliculdades, n'um assembla enmposta
dememliros romo o nobre depulado a quem mo rc-
firo, que i.ao s nem concede, nem approva nm ac-
lo pralicado pelo governo, como al lhe faz censu-
ras...
O .s'r. Olireira : Censuras merecidas.'*
O .S'r. a. de Oliceira : Seguramente ninguem
pudo diier que o governo ponlia em dilliculdades a
-semidea, quando se reconhece a independen-
cia do carcter desta corporarJo, cujos roembros
censuram al aquillo que he oslo o de accordo com
os inleresses da provincia. Mas, en pcrgiiuto ao no-
bre depulado, aonde esiao os embargeos ? Pos, pr
rentura, o nobre depulado suppoc que os seus ou-
tros collegas nao rolam nesle negocio com a mesma
liberdade edn que rola o honrado membro ? Eu
podcria, Sr. presidente, volar contra este novo au-
xilio, sem com Indo fazer a menor censura ao presi-
dciile, mas sim, por entender que haviam outrns ne-
cessidades mais urgentes a que convinha dar prefe-
rencia. I'nrem, cu enlendu, que o presidente nao
commelleii excesso algum, qnando para attender aos
inleresses da provincia, loma urna medida proviso-
ria, tornando-a dependente da approvarflo da ns-
semldi-a. Em que so cxredcu o presidente, senho-
res 1 Em fazer urna prnmessa tornando-a dependen-
te da Miniado da assembla 1
O Sr. Ofrwira :Nao fez promessa, fez um aug-
mento. '
i' Sr. A.de Oliceira :Suhmctlendo-oa approva-
rao da ass.-mbla.
II Sr. Olireira : Altern o contrato.
I I) Sr. .;. de. Oliceira : Porm fez essa alteraran
dependente da apprnvarao da assembla, foi uname1
dula Inda provisoria.
'I Sr. Oliceira : Nao ha promessa.
OSr. /. ilr. Oliceira: Eu rhamo-lhc promessa.
f) presidente da provincia na alia posirao em que se
acha rollocado. he obrigado a promover por lodos os
lucios a seu alcance a prnsperidade da provincia.
O Sr. Oliceira : Dentro da possibilidade dos
cofres publico..
I Sr. l.dc Olireira :Enlendeu que devia con-
ceder esle auxilio, loman lo-o. porm, por sua de-
licadeza, dependente da approvariio da assembla :
poda o presidente proceder com mais disrcrnimenlo V
Nao era possivel ; elle promcltcu esle auxilio dc-
pen lente do vol da assembla. nao comproinelleu a
hienda publica ; e esse contrato em nada veda que
a assembla negue-lhe a sua taoceSo, sobrando a es-
la rasa independencia para so approrai aquillo que
fez de accordo cam os inleresses publico- ; sendo
que al nao fallam membros como o nobre depula-
do, qoe nao t dcixam de conceder aquillo que pe-
de o governo, cuino al lhe fazcm carga por ura fac-
i que a meu ver merece elogios.
O Sr. Olt'Mtra : a sua opiniao.
O Sr. A. de Oliceira : Eu cnlendo, Sr. presi-
dente, que o negocio de que tratamos he da mais
alia importancia, que u commereio merece da parle
desta assembla toda a proteccSo possivel, alim de
que elle possa prosperar ; c urna vez recoiihecida a
necessidade da empreza da companhia cosleira de
vapores.eu nao estou s disposto a conceder esle no-
vo auxilio, como oulro qualquer, que por ventura
for jaleado necea-ario para que essa empreza se rea-
lisa c possa medrar por si, sendo para mim evidente
da nao realisagiln de semelhanle empreza.iiuc ocum-
mercio de Peruambuco ha de docahir muilo, que a
provincia ha de muilo perdor.porque aatimnao pode-
remos colhcr as rantagens prorenientes da eicellen-
le posn.ao geograpluca desta provincia, que pela na-
lureza. parece destinada a ser o emporio commer-
rial de lodas as provincias do norte. Para seme-
Ihanlo lim, Sr. presidente, he inisler facilitar por
lodos os meios ao nosso alcance as commuuicacoes,
para que o commereio lome as proporcoes a qne" po-
de rhegar, ja que a provincia de Pernamhuco he lia-
ra as do norlc, como Indos nos sabemos, o verdadei-
ro mercado, onde ellas veem procurar ludo aquillo
de que tem necessidade, e vender igualmente os seus
productos. E necessariainenle devendn por muilo
lempo a provincia, de Peruambuco gozar de vanla-
gens, que lhe dao nao s a sua excedente posirao
geographira, como a soperiondade do mercado des-
la [iraca, he ir nosso dever envidar todas as nossas
forrase esgolar lodos os DOMOS recursos puraque nao
se peream essas vanlagens que lhe forem dadas pe-
la natureza.
Parecendo-me, Sr. presidente, quq esses fados
apontados pelo nobre depulado contra a companhia
cosleira de vapores, sao para aquelles que quizerem
ser summamenle rigorosos, apenas erros de tirocinio,
erros quecommellem todas as emprezas quandp tra-
lam de estabelccer-se, e de mais erros que nao
podem em nada influir conlra a futura prosperidade
de urna empreza de lano alcance, eu coucederei es-
le auxilio c oulro qualquer que a exporiencia de-
monstrar ser necessario.
Conclu) volando contra a emenda, porque orno
disse no meu exordio, ella he extempornea, sendo
contraria disposieitn d regiment que s admitle
na discusso da lei do orramenlo, materias que sc-
jamdc nalnreza annua e alo permanente.
O Si. Presidente :I'areco que o nobre depulado
derena lar pedido a palavra pela ordein, porque
com clleilo eu arho que esla emenda nao pode ser
approvada, porque o arligodo regiment diz assim :
(lo;. Ora, essa disposirao Dio diz respeilo smente
a csle auno, he urna disposirao permanente s por
um projeclo de lei poder ler lugar : assim me pa-
rece que esta dscussao lio inulil.e se eu deixei con-
linuaro nobre depulado, foi por que j.i nclici a emen-
Uapoiada, c pensei que a discusso se encerrasse
logo, mas pelo que rejo a dispissao he sera ulilidade
alguma.
O Sr. Souza CarvalhoSllnnlein, Sr. presidente,
eu|c o meu honrado collega o Sr.E|iamiuon senlamus esla emenda, com o lim principal de esti-
mulat tnos a enmmissao da obras (Tublicas a apresen-
lar b seu trabalhn sobre a materia ein discuss.lo.
Esse trabadlo foi boje apresentado casa, e acha-se
prcenchido o nosso lim. Por este motivo appressa-
mo-nos a pedir licenca casa para retirar esta emen-
da, e contando com a licenca que peco.para retirar
a emenda, cedo da palavra e deixo por oa de discu-
tir o augmento da subvencao da compauhia de va-
nores. 4
O Sr. Silcino admiro que o nobre depulado
que acaba de sentar-se, querendo obligar a coinmis-
sdo de obras publicas, de que elle orador faz parle,
a dar o seu parecer sobre a materia em discusso, se
servisse para isso de urna emeinta, ein que parece
querer prevenir os juizos, e at corlo ponto dispen-
sar parecer da corr.missao. Entende o orador que
semelhanle meio esl fora dos eslvlos parlamenlares
e dealgnin modo importa em urna censura, quede
certo a commissao nao aceita, porque se al agora
anda n.lo aprcsenlou casa o seu trabadlo, he por
que a imporlancia da materia exige muilo eludo e
allenrao : finalmente observa que a despeilo do mo-
do porque o nobre depulado juslificoo o requeri-
menlo em que pede a retirada de sua emenda, elle
orador vola a favor do lequerimenlo ; tanto mais
porque ella e faz iiileiramunte dispensavel cm visla
do parecer da cuminissao, o qual j se acha sobro
mesa.
O Sr. I'eiga Pessoa: Acedando as observaees
de V. Exc. e achandu-sc cumprehendida no parecer
a minha idea, peco a retirada da emenda que apre-
senlei.
Consultada casa consenle na retirada das emen-
das.
.lulga-se prejudicado o reoncrimenlo de adiamen-
lo apresentado na sessao an'enor.
lie lido e apoiado o seguidle requfrimenlo :
llequeiro que se adi a discusso do capitulo 3."
ate a discussaodo projecleaprescnlado pela commis-
sao de obras publicas-----S. it. Silcino Caealcaiili.
Poslo a rotos o requerimeulu he approvado.
CAPITULO IV.
Obras Publicas.
IxEPARTigAO.
Ari. 11. Com a Reparlc.ao, a
saber :
I. Com os empregadosr fi-
cando cm vigor a disposirao do
1 do ari. 11 da lei do ornamen-
to vigente, se o Governo nao o\c-
eutala notorrentcoxercicio .'58:02-19000
O Sr. Harrot Brrelo : lia de adiar mudas in-
furiiiares niinhas em contrario, porque s as quero
por ai rcmatacio.
O Sr.Metra:Agar apello para o que se lem passa
do nesta casa :|o anoopassado rimos aqui um arrema-
tanto pedindo jim abate em roiibequencia de um er-
ro crasso que se*deu no orcamento da obra, porque
mandaram-no buscar pedra, crcio que la em l'er-
nando, c a casa alteudeu a essa reclamadlo.
O Sr. Mello llego : Pedra em Fernando ?
O Sr. Meira : Nao sei so foi em Fernando ou
na t.alifornet. {ritada*) o que he cerlo he que o ho-
rnero achou lal embanco que o nobre depulado ron-:
fesson que se tinha dado um engao no orcamento.
O Sr. Mello llego :Engano mo, nao foi assim.
O Sr, Meira :f cm havido erros uos orcamenlos
das obras publicas, islo lio urna verdado que esla ao
alcance de lodos, Vejo por exemplo, Sr. presiden-
te, que a ponte dos Afogados feila debaixo dos nos-
sos odios c da direrc.lo das obras publicas, foi acei-
ta como perfetla e rapaz, mas entretanto se declarou
depois de aceita que nao prestara e que o hornero
devia solfrer um abate cunw de facto sollrcu de 3
conlos e lano.
O .s'r. Mello liego ;Nao esl bem informado.
O Sr. Meira:Eu eslou muilo bem informado.
O Sr. Mello Pego :Faca o histrico do nego-
cio.
O .S'r. Meira :Nao. entilo o nobre depulado diz
que eu nao eslou bem informado, que o faro, por-
que eu nao sou engeiiheiro. Ilizero-ntc que foi
arcila a obra, r depois se declarou que o arrema-
tante derla sollrertim abale, qoe com clleilo soffreu
de ;l cotilos e lanos: deu-se depois eiilo a chcia, a
poplo soflreu tuna ruina, e anda se'quer obrigar o
arrematante a responder pelo cnuccrlo, lendo-seja
reconheciirb que a obra eslava incapaz.
O .S'r. Mello llego :Oiiein lhe den essas infor-
mares abusn do sua boa r.
O Sr. Meira :Foi o Sr. Manuel Joaquim do
Reg e Albuquerque, que sobre islo me falln, sal-
vo o engao, e alcm de mcrecer-mc crdito, Icnho
ouvido islo mesmo a muilos. (Apoiados.)
O Sr. Lcenla:A reparliro recebeu a obra
impcrfca com essa coudiran.
0 Sr. Meira :Sempre ha o qoer jjue seja ah....
Sempreha cousa. Diiem-nu que una ponte do I'i-
rapama que mo sei para onde tica, foi lambein acei-
ta e enlrctaulo sem causa sulliciente os paredAes de-
sabaram immediatameulc. A cadeia de Olnnla, se-
gundo lenho ouvido de pessoas circumspettas, sof-
freu uro reparo que se fez com laboas de eaixflo de
doce, ou de sabioe varas de canoas ou ponteiros de
gaiolas (risadas geraes) : mas examiuou-se a obra,
julguu-se capaz e segura, c consta quo est desa-
liando. {Apoiados.)
(Ha um aparle.)
O .Sr. Meira:Dizem-mc que al os presos furam
as laboas com urna fnquinha,
O Sr. Silcino :Nao he difficil provar-se islo.
O Sr. Meira :Estimo que algtiem venha cm meu
auxilio, porque eusou s, e mejulgu fraco. Enilim
o que unco he clamar escndalo, escndalo inaudi-
to, esbanjaineulo dos dinheiros pblicos pela repar-
liro das obras publicas, abusos, omissoes, e preva-
ricacnes, para tolo dizer alguma cousa pcior, c que
mais levolte Isto he sabido de lodos e por lodos
observado. | Milito* apoiados.)
O Sr. Mello Pego :Diga.
O Sr. Meira :Nao me falta coragem, e menos
lenho recejo, porm agora Somonte direi que ludo
islo oxige de nos una enrgica medida a respeilo,
urna providencia do nossa parle para obstar a tantos
escndalos, a lauta infamia.
Alero de que, senhores, Icio o relalorio do Sr. di-
rector das obras publicas, e vejo que ainda nos pede
algumas providencias, que elle julga indispensaveis,
como por exemplo que o seu voto seja deliberativo...
Um Sr. Depulado :Isso depe contra os enge-
nheiros.
O .S'r. Meira :Quer que o seu voto seja delibe-
rativo cm ludo qoanto disser respeilo a obras publi-
cas. Uizem-rae mais, Sr. presidente, que no recebi-
mento dos maleriaes, na suacnlrega ha o maior des-
cuido ; por exemplo, d-se o engano de receber-se
ama canoa de tHJ lijlos por 41K).
Vo:es :Oh que escndalos...
Om Sr. Depulado :Isso he efro de calculo...
O Sr. Meira :Kecebe-se tima canoa como se
Irouxesse KM) lijlos, vaise a contar e smenle lem
00 ; e oulras canses dessa ordem. Dentis, V. Ex.
sabe e todos mis sabemos que as obras publicas se
fazem, e no lim de poucos das, j precisan) de con-
certos: nilo ha ponle nesla ridade qne nao obrigue a
genleandar tomando rollas e dando lorcicollos, por-
que est sempre cm consertos; c sobre estradas, he
isto um nunca acabar. {Apoiados.)
O Sr. Hravdao :Eu la vi a da Victoria.
O &r. Meira:He um clamor geral, c como haja
na casa qqem estoja muilo habilitado para nos ex-
plicar e informar a irespeito, eu animei-me a pro-
vocar esclarecimcntnssem animo de olleudcr a nin-
guem que perlenca e essa reparliro. (Muilos apoia-
dos, muilo hem, muilo bem. )
O Sr. Oliteira :Sr. presidente, cu, por ora, n.lo
quero entrar na discusso du capitulo c sim apenas
pedir algutis eselarecimentos ao nobre depulado, que
be inspector da thesouraria da fazenda provincial,
acerca do tpico do seu relalorio cm que diz o se-
guinte : Sendo um dos meus mais importantes de-
vores proporcionar os pagametilos de despeza rc-
ceita.quese for arreradaudo afim deque rolo fiquem
por fazer aquelles que nao podem ser demorados,
nem preteridos, cumprc-me pedir a V. Exc. provi-
dencias sobre os pedidos de dinheiro, que faz a re-
partido das obras publicas.quc sem considerac/io
essas despezas, e a diminua renda, que se cobra nos
primeiros semestres, absorve nos primeiros pedidos
de cada exercicio asquanlias que selhedevem entre-
gar em nm anuo, exliaurindo assim os cofres da the-
souraria, e pondo-a em dilliculdades como no Br-
rente exercicio se achou. Comec,arci por perguntar
ao nobre inspector se a presidencia attendeu a es-
la sua reclamarlo, ou se as colisas subsisten) no sta-
tu quo.
Senhores, o rcgulamcnlo das obras publicas', que
he urna lei confeccionada por esla casa em 1851.
determina que nenhuma obra se fara, quer por ar-
rematado, quer por administraran sem que preceda
autortsacan da presidencia: (art. -JO- bem como que
o lliesoureiro pagador receba da Ihesouraria, por
meio de pedidos, os fundos que forero-designados pe-
la mesma presidencia para a despeza provavel, que
hotiver de fazer-se durante o mez coro as obras ad-
ministradas : por consequencia, se a reoarticao das
obras publicas procede de modo diverso! creio que
obra illegalmcnle e que a casa deve de corrigir se-
melhanle abuso.
O Sr. A/ello Pego :E ha isso?
O Sr. Meira:Sr. presidente, eu pero a palavra
pata provocar alguns esclareriroenlos acerca de algu-
mas du\idas que Icnho a respeilo das ohras publicas.
.Vio soa perito na materia, mo eslou mesmo a par
da legislarlo, o muilo menos do p cm que se acharo
essas cousas, mas o que vejo he que se consigna
urna cifra extraordinaria para obras publicas nesla
provincia,e lambein que ha uro clamor extraordinaria
contra as obras publicas nesta provincia. Lancei os
ulhns sobre o relalorio do director das obras publi-
cas c vejo que a lei determinando que baja na pro-
vincia quatro engenlieiros, remita tabella cinco,
alem de um nao pequeo numero de ajudantes ve-
jo ao mesmo lempoque grande parle das obras eslo
todas em arreinalaco, mas que os arrematantes cla-
man), Icranlam nidos aos cos, e dizem que encon
trom mil tmpecilios, mil dilliculdades, mil embara-
ces c mil atrpelos provenientes da reparliro das
obras publicas, com um lim que nao sei. Vejo qne
nao ha um s arrematante de obra publica nesla pro-
vincia que nao fara despeza superior a dn- urramen-
tos Tcilos c approvados pela directorio das obras pu-
blicas. (Apoiados.)
Cm Sr. Depulado :Islo he geral.
O .S'r. Meira :Nao me consta que nesla provin-
cia se l-nham feilo orraiiienlos de obras publicas que
sejam exarlns, e que nao tejan) excedidos.
O Sr. llarros Brrelo : Consta-lite urna falsi-
lla le.
OSr. Meira : Eu j disse, senhores, que pedi
a palavra para provocar csclarerunenlos, e mesmo
por estar nesla casa o nobre depulado e um oulro
sou collega, que sao empregados as obras publicas ;
porque eu lenho de volar n.iu sei se perlo de .ilH)
conlos so para obras publica, colicortos, estradas,
etc. ; he tima sorama itiporlanle, o aquellos que
para aqui me mandaran! e cujos.interesses sou obri-
gado a promover, querem saber em que se ella gas-
la. v ojo par exemplo que a cadeia nova oreada em
denlose lanos conlos, ja anda por Ireienlot e lan-
os, e diz o presidente, que ainda so nao acabou o
primeiro rain ; vejo lamlioin que para essa casa con-
rorre com lijlos uro bonoiu que nao lem otaria,
ni i- que se oll'ereceu a foi ncce-los ruin -I por cenlo
de abale no preco mais bailo que se aprescnlassc.
Se esse lioinem nao lem olaria, como he publico e
notorio...
Um Sr. Depulado :He escandaloso !...
O Sr. Meira:Se esse homcm, dizia eo, seobri-
ga a vender coma por cenlo de abale no preco nn-
iiiiiio que aparecer, e sem que lenha elle olaria, e
menos seja oleiro, nao sei que mgica ho esla ; a nao
ser que elle faja lijlos com o colovelo... (Risadas.)
Nao sei ; mas isto he publico, o notorio. (Apoiadoi.)
Conversando com muilos arrematantes, tenho si-
do lesteniunlia de mudas censuras, de muilos clamo-
res e rerlamares. Muilos arrematantes queixam-
se que encon'.ram mil embarazos na reparliro das
obras publicas, mil atrpelos, porque, dizem elles,
nSo convem que se fac.am as obras pur arrematadlo,
e sim por adminislracao, as quaes segando a ex'pe-
nencia lem mostrado Iriulicam as despeas (Apoi-
adot.)
O Sr. Ol-eirn :Diz o nobre inspector.
O Sr.Jose' Pedro :Eo nao disse isso.
.O Sr. Olireira :Kepelirci o tpico do seu rea-
torio (l).
O Sr. .lose' Pedro :Ha mais de um pedido.
O Sr. Olireira :Mas, se os primeiros pedidos
alisorvem as quanlias que se devem entregar em um
anuo, c se essas quanlias nao sao immediatameulc
dtspendidas, segue-se que na reparliro das obras
publicas ficam depositadas algumas sommas, para
satislacAo das obras que se forem fazeudo al o lim
do anuo c he por isso que sollicilo ser esclarecido;
csclarecimcnto quejulgo lauto mais necessario quan-
do lenho observado que existe o que quer que seja
entre a Ihesouraria e a repartidlo das obras pnblicas:
nolo por exemplo que ao passo que esla compra os
maleriaes de maior rusto, a presidencia manda com-
prar pela Ihesouraria um barril de pregos, um bar-
ril de alcatnlo c oolros objectos de pequeo valor ;
o que para mim he misterioso. Se o presidente en-
tende, que deve rclirar da directora das obras pu-
blicas a facnldade de comprar maleriaes para as
obras administradas, enlao essa ordem deve ser-ge-
ral e n.lo parcial.
Desojo lambem nnvir dos nobres depulados, que
sao engeiiheiros dessa reparliro algumas palavras,
que leudan! a dccifiav esse enigma.
O .S'r. .Vello llego :Nao entend.
O Sr. Olireira :De se compraren) maleriaes pa-
ra as obras publicas pela respecliva reparliro no
valor de contos de ris, e pela Ihesouraria uro bar-
ril de pregos.
i > .Sr. Mello llego : Isso foi o governo que
mandou fazer.
OSr. Oliceira: Quero #saher a razao disto,
porque lulo he de presumir, que o governo obre
sem motivo plausivel...
O .S'r. Mello llego : Perguulo ao gorerno,por-
que eu eslava no serian quando vi islo no Diario.
OSr. Oltcrtra: Talvez mesmo que na repar-
liro das obras publicas exisla .dgum oflicio da pre-
sidencia dando os motivos desse seu proeedimenlo,
e portarlo desejo ouvir os nonres depulados, que sao
engeiiheiros das obras publicas, e ao inspector da
Ihesouraria, a quem ein primeiro lugar inlerpellei.
O Sr. Jos Vedro respondeitdo a inlerpellarao,
que lhe fez o precdeme orador, disseque a assem-
bla sabe que a arrccadarAo da renda no primeiro
semestre do cada exercicio he muito diminuta, e
por isso faz-se necessario que a despeza seja feila na
mesma proporrao, para que o Ihesouraria nao deixe
de effecluar os pagamentos qne nao devem ser
demorados, mjs que lem acontecido a reparli-
ro das obras publicas, depois de feila a dislri-
buicao dos fundos votados as Iris do orcamento
sofrega de acabar retas obras, pedir nos primeiros
metes desees semestres inda a quanlia destinada pa-
ra essas obras, e romo por isso tem licado a Ihesou-
raria em apuros para salisfazer oulras despezas, se
vio obligada a pedir providencias ao governo no seu
relalorio, alim do qne as quolas desuadas para as
dl'erenles obras cm adminislrarao sejam distribui-
das por lodos os mezes dn exercicio, e se faram
essas obras a proporrao da renda arreradada.
Ouaulo a compra de maleriaes. dis-e que era exacto
ter sido della encarregr.da a Ihesouraria, e no mes-
mo lempo que a reparliro das obras publicas com-
pra uniros, que mo sabe a razAo disto, mas que lhe
parece que o governo lem cm Vista .alguma expe-
riencia, ou que he toreado pelo nnuilo trabalhn da-
queda reparliro a incumbir lambem a Ihesouraria
dessa compra ; o que he cerlo he que quando so lhe
ordena esle servico, nao obstante nao eslarem os
empregados da Ihesouraria para elle destinados,
elle esforca-se para salisfazer o govemo, e cumprir
exactamente as suas ordens.
O Sr. Brandao : j Daremos em Oairo numero.)
Teodo dado a hora tica a dscussao adiada.
O Sr. VresiUcnle desigea a ordem do dia e levan-
ta a sessao.
causa participada o Sr. Vianua, abro-se a sessau, e
foi lida e approvada a acia da antecedente.
Foi lido o seguintc
EXPEDIENTE..
l'm oflicio do >ro>iior chele de pulida, dizendo que
expedir as convenientes ordons ao subdelegado da
fregueziado Poro, para prestar ao respectivo fiscal a
coadjovaro requintada por esla cmara cm oflicio
de 28 de fevereiro ultimo.Intcirada.
Oulro do juiz municipal da seguuda vara.commu-
nicando que, por ler lomado assenlo na assembla
provincial, no dia I do correle, passara no mesmo
lia o exercicio ao respectivo suppler.lc. Inlei-
rada.
Oulro doadvogado. dizendo acerca da qucixa dada
por Mattopl Antonio d'Olivoira conlra o fiscal da fre-
cuezia de S. I.otirenro da Malla, edefeza d'eslc, que
lhe pareci que nao podiam ser impostas as duas
inultas, porque tendu sido imposta a do art. -J do til.
7 por falla de licenca, que he de -(rs res c deniolT-
r.lo da obra, nao linha mais cabimento outra qual-
quer, e o rontrario seria um vexame conlra o espi-
rito das posturas, e a boa razao; sendo que no caso
dse haver ohlido licenca, he que linha lugar a
mulla pela infracrodas regras eslabelecidas no refe-
rido titulo; e arrcscenlava que, como j leve occasio
de ponderar, lhe pareca menos regular a applicarao
das posturas i qualquer obra, que se faca no muni*
cipjo, c que nao soja na cidade e poroafdes.Posto
em discus-ao, lomou a palavra o Sr. Barata, e disse
que, sendo a opiniao do adrogado conforme a que
II e expender na sessao de 22 de lerereiro, era de
rolo que se restiluissc ao qucixoso a quanlia de 1103
rs:, em que foi Injusta c illrgalmente mudado, e sc
eligase do Bscal a porccnlagem que indevidamcnle
recebeu, correspondente a referida quanlia, exlra-
nhaiido-sp-ihe o modo irregular porque procedeu, c
adverlindo-o para que nao conlinuasse assim : oque
foi unnimemente approvado.
Oulro do procurador, remetiendo o luan da
rcccila e despeza municipal do mez de fevereiro ul-
limo.A' commissao de polica.
Oulro do fiscal da Boa-Visla, dizendo qne, para
poder fazer execular o art. 20 lil. 7 das posturas,
fazia-se miste* que esla cmara -designasse o espado,
quedeve (icar enlre tuna c nutra arvore, c a sua
qualidade.0,lc se respondesse que baslava a dis-
tancia de 10 palmos, e do oilo de separacao dos mu-
ros, ou cercas das estradas, podendo ser as arvores
maugueiragaroeleiracajazeiraoitizeiro, do cha-
mada da praia, jaqueira ele. Neste sentido se man-
dou officiar aos dentis fiseaes.
Oulro do administrador do cemilerio, remoliendo
a quanlia de i;j000 rs. demasa que pagaran) os cn-
carregadns dos enlcrros de prvulos, que se refe-
ren) as guias ns. RtKW e SfiltS, para os podercm se-
pultar em catacumbas da irmandadedn Terco, poi
screm lilhos de mulos da mesma.Intcirada, e que
se remettesse ao procurador.
Oulro do mesmo, participando que foram condu-
zidos para o cemilerio; em cabera de prelos, os ca-
dveres, de que fazcm menean as guias ns. 811.13
8tj.1l e.StiiO, sendo os 2 primeiros de escravos; um
do Dr. Jos Mara Seve, e oulro, de Jos Francisco
l.avra, c o 3." d'um prvulo de nomo Theofilo.Oue
se remettesse copia desta participadlo so fiscal com-
petente, para lavrar os termos d'infracrSo.
Oulro- do engenheiro cordeador, remetiendo a
plaa do hairro do ltccile, em ponto resumido,
comas alleraces que lem solTrido.Que a expozesse
no quadro em lugar da primitiva, conservando to-
dava esla.
Oulro do mesmo, informando que Joaquim (iun-
jalres Salgado, nao* pode fazer sumidouro no becco
da Bomba, pela eslrcileza desta ra, a menos que o
queira no quintal de sua casa, que ofTercca melhores
proporcoes. Adiado, requerimenlo do Sr. Ba-
rata.
Oulro do fiscal de S. Jos, dizendo que na semana
de 2(1 de fevereiro do correnlc, malaram-se para
consumo d'esla cidade 418 rezes.Que se archi-
vasse.
Oulro do mesmo, informando quo com effejlo a
casa, na roa Imperial* cm qii pretendo pre>tabe-
leeimente de vender plvora, Claudio Dubeux, est
solada, lalree na mesma distancia das outras men-
cionadas pelo requerimenlo, mas qoeadila ra, nao
est designada para csle lim, segundo o edilal ullimo
desta cmara sobre venda de plvora, e fabrico de
fogos artificiaos.Deaegoo-se a licenca.
Oulro dos juizes de paz presidentes das junlas re-
visoras da qualficarao dos ...lanos das freguezias d
Varzea e Afogados, remelteudo os livros das respec-
tivas qualdicarcs.Intcirada.
Oulro do fiscal do Poco, parlicipando que no mez
do fevereiro se mataran) 20 bois para consumo da-
quclla freguezia.Inteirada..
Oulro do fiscal de Jaboalao, participando que nos
mezes de dezembro e Janeiro ltimos se malaram
123 rezespara consumo da mesma freguezia. Que
se archivasse.
Oulro de Antonio Jos Pereira Canha, parlicipan-
do que as suas circuinslaucias lhe nao permilliam
vrpreslar o juramento do cargo de juiz depazsup-
plente do 2." dislricto da freguezia de Muribeca.
Inleirada, e que se chamasse o immedialo.
O Sr. Barala fez o seguinle requerimenlo, que
foi approvado:
llequeiro que se peca ao Exm. Sr. presidenle a
remessa da planta das dios c oulras que consla se acham approvada- pelo
mesmo Exm. Sr., afim do que esta cmara possa dar
solucao aos reqiu rimentus de dillercutes proprieta-
rios. que Deesas estradas pretenden! edificar. Re-
cite 7 de marro de 1855.O vereador, Barala d'Al-
meida.
O Sr. Reg fez lambem o seguinle requerimenlo
que foi approvado :
h Kequciro que sc peca junta de bvgienc pu-
blica a sua opiniao acerca do fabrico de carvao ani.
mal dentro da ridade; islo he, se dito fabrico sera
incommodo aos habitantes de suas proximidades, e
prejudicial saudc publica.llego.
A commissao do polica, deu parecer acerca da
pretctic,o de Augusto Jenuino de Figueiredo, que
requereu ao governo da provincia, para, ouvindo
esla cmara, marcar-lbc d'ora em dianlc a gratifica-
cao de 2.">:->rs. mensaes pelo trabadlo de registro de
ofcios, qqo faz nesla cmara, para o qual se olTe-
recera, i principio, gratuitamente, eiilcndendo a
commissao ser justa a prclcni-o, urna vez que ainda
lenha a enmara necessidade desse scivico ; sobre o
que resolveu-sc que rolUax o parecer commissao
para declarar islo mesmo.
Presin juramcnln do cargo de juiz de pazsupplen-
le do 2'> dislricto da freguezia do Recife.Ignacio An-
tonio Borgcs.
Mandnu-sc remoller ;t commissao de edificado os
requerimenlo vindo da presidencia, de D. Alexan-
drina Tcixeira Soulo, pedindo titulo de aforamcnlo
do terreno de mariuha n." :i, em Fora de Porlas,
que lhe tocn em partidlas.
De-pacharam-se as pelieoes de Antonio Bernardo
Quinlciro, de Antonio BolcIho'Pinto de Mosquita,
de Francisco Jos Comes de Santa-Rosa, do hacha-
re! Francisco d'Assis de Oliveira Macicl, do bacha-
rel Francisco de Souza Groe Lima, de Frederico
Chaves, de Feliciano Rodrigues da Silva, de l). Ilen-
riquela Fredcrira Mcuroii, de J. E. Roberts, do Mo-
reira cV Fragoso, de Pedro Anloitio Tcixeira Cuima-
riea, de Sebasliao Lopes CuimarSes; c levantou-se a
sessao.
En Haneel Ferreira Arcioli, odlrial maior, a cs-
crevi no impedimento do secretario.Bariio de Ca-
pid'irilie, presidenle.Pego e AlbuquerqueBa-
rata a" .llmeida, Pego, (iameiro, Mello.
- ''^^bjs'^i*
REPABTIQAO DA POLICA.
Parte do da I le abril.
Illm. e Eim. Sr.Levo ao ronherimenlo dn V.
Exc. que. das diflerentes parliciparOes hoje rece-
billas nc,(a reparticao, consla tercm sido presos :
Pela subdelegada da fregtipzia do Recite, 0 prelo
Ismael, por ler maltratado um menor.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jo. Ma-
nuel I eriei.a da Silva, e n pardo Luir. Francisco
Jo-e Barreta, ambos por infrncrOcs de poslttras mu-
nicipaos.
cos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Peruambuco i de abril de 1856.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jo lenlo da Conha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica ui;
Carlos de Paita Teixeiru.
phases dolorosas da paixao do nosso Redemplor ; os
seus sourimenlos nojatdimdas Oliveiras, os seus
ullragcs no Pretorio, e, por cora de ludo, a sin nf-
fronlosa morle no Golgolha sobre um duro madeiro
levantado em cruz I
Qual he o iilho, por mais desnaturado que seja,
qne nao consagra algumas lagrimas morle de seu
pai ?
E com ludo o que vemos nos T
Em rez de dr e vcrrtadira cuiilri(ao nos fiis,
observa-se a cada passo repelirem-se noros rrimos,
novas acsos reprovadas que sao pralicadas poita
do tempIo... face do Senhor mesmo !
E estamos no seculo das luzes !
As luzes repugnam com o espirito de religiosidade
que be innato ao liomem ?
Homens lia cuja irreligiao sobe de poni a negar
o proprio leslemuitho da evidencia, e cegos dizem
nao existir um Deus, com a uegacao implcita de ludo
qii.inln concerne a nossa santa rcligiao.
E esla ser a Iraduccao fiel da linguagem do co-
rado 1
Eis o que rcsla estudar nemes espritus forles, que .
por um motivo frivolo de celebridade a falseara deste i i)vj'lri,,e* de AnJ^de
modo impio, como um Eroslralo queroando o tem- II. Postor
po de Dclphos.
A vida c a morle de Jcsus-Chrslo, diz um escrip- ..
lor, conten urna serie de aconlecimenlos taes qoe I Ifalheos AasnA r d'
entre chrislaos nao pode haver incredulidade que il. C.
Ibes resista. "
Os immensos prodigios que as matizara vivera cm
lodas as historias dos differcnlcs povos do globo, al
do poro deicida.
Quem duvidar dellas realmente, de quenSoduvi-
dar nesle estado de pyrrhenismo invcucivel e como
que alimpiitailo de proposito ?
II
No mesmo lempo em que reinavam as trovas, que
foram espancadas pelas luzes do seclo XIX, era os-
la -''mu i guardada rom grande res|)eito e venera-
rao ; durante o seu curso nao se pralicavam aclos
raaos, nem acefics indccenlcs, dispensaudo-se-a em
exercicios de dcvoc.lo e piedade que a igreja en-
tina, *
Nao se viam a cada passo, como boje, surcrcn as
festas profanas, os bailes e os jngos em tropel.
Os lemplos nao servan) do pa-salempos, como ho-
je ; nao serviatn de eslacoes a que s alicada urna
curiosidadeestril em lugar de fervorosa piedade.
Onde se ourem presentemente, diz um escrptor
de unta, os suspiros e os ais, que oulr'ora se enviara
cm posaos tetplosao recordarem-sc os padccmenlus
do Ilomem-Dcos ?
Nesses lempos nao se envergonhavam os homens
de purificar-se pela penitencia e confissBo ; quo jior
si sos baslam para ContrirJJo completa, par que o
corac.lo fique pleno da grara da Senhor, abrindo-
llte o caminho da bemavenluranca na mansito ce-
lestial.
a Cunfissao sauln precedo
<< Que evitas o desesp'rar !
a Onde iria,
u Da agonia,
Do peso que Iraz no peito,
O peccador descansar '! s
Mas hoje o que sc v praticar pela geranio, que
subsliluio aquellas elsticas em deroro ?
Passemos um vn sobre islo, '
III
Bem ardua lie a larefa que nos propuzemos, mas
he forra proseguir ja que encetamo-la sem primeiro
medir nossas forras ; e o faremos por meio de una
descripcao dos aclos desta semana, a que chamamos
santa com loda a razao.
Principiaremos pela quinla-feirade Endoencas ou
Santa, na qual contemplamos a ceia do Senhor com
seus apostlos em casa de Antonio, depois chamado
Marcos, virtuoso o santo homem da cidade de Jcru-
salcm.que depois scchamou Cenculo: durante a qual
despindo-se de suas vestes lavou coro suas proprias
mos os pes dos seus discpulos em signal de lininil-
dade.
O Lava Ps^que lemlugar a tarde c o sepulcrc a
noile i,e disto snn sxmbolo ; as lamenlaccs e a pro-
rissao de fogarcos porm sao a figura da Irai^ao de
Judas c da prisao de Jess.
Nos o devenios imitar na liumildade, sendo humil-
des de coraran, nao tlesprezando os pobres s per nao
Irajarem custosas vestes como o potentado, nem dei-
xaudo ao mesmo tempo de soccorrer a indigencia
para gasiar s mos chelas nossos cabedaes em frro^-
lidades, que muda vez se converlcm em elementos
da perdi^flo rt'alma e do corpo.
Na sexta-feira pela manhaa commemoramos com a
igreja a Paixao do nosso Redcmptor, isto he, o seu
julgamento, sua senlenra e por fim sua crucilixao ;
a tarde porm he a sequencra desso drama estupen-
do, na qual vemos um homem da cidade de Arima-
Iha, sem temer a ira do povo infrene, atrever-se a
pedir Plalos a concessao de sepultar o corpo de
Chrislo ; o que lhe sendo permillldo, o realisa n'uma
rocha, em lugar nunca servido.
Esle facto be representado pela igreja no desecn-
ilinu uln c na priiei-sio de enterro, que sc lhe segu.
No sabbado e no domingo lembra-nos a igreja a
Krurreir.ui gloriosa do Homcm-Dos, a qual foi ma-
nifestada, segundo a Sagrada Escriplura, pela ma-
nhaa do domingo por orcasiao de irem urnas tundie-
res de Bcihlem levar balsamo e cheiros para insen-
sarera o sepulcro ; o quil com assumbro achirara
vasio, guardado lilo smenle por dous anjos vestidos
de roupas mui candidas, os quaes desappareceram
depois de Ibes dizerem : Surrexil, non est liic, res-
suscilou, nao esla aqui.
Rcssuscilara coro rlleilo, porque sendo viro nao
podia continuar a estar cutre morios: ascender a
mao dircila de Dos Padre.
Sao estes os mystcrios que nos representa a igreja
nesta semana de lucto e dr, solire os quaes deveiuos
rrilectir com toda a ennsiderarao.
As orarrs, a confissao e as pendencias sao os
meios a que deve recorrer todo o chrisl.lo para que
suas suplicas possam subir at o Himno da grara
enrollas na contric.lo de seu coracao ; porque sflo
eslas sos as proras que requer do nosso amor e ara-
Ilippolylo da Silva
M. J. Jess Atnerico
M. da Silva Torres
Luiz Jos Marques
D. Joanna do R. C. Machado
Joaquim Antutics da Silva
Jos Francisco de Lima
Jos Jeronymo da Sil\a
Joaquim Moreira (iuerrido
Antonio Joaquim de Mello
Antonio (encalves da Silvn
Antonio Bezerra de Menezes
< A. de Castro Quintiles
A. B. Pinto de Hesquila
Itvm.o Vigario de S. Anlo
Marcelino da Silva Hibeiro
lenenle-coronci M. Jos Cosa
Doulur Pina
Francisco Jos Augusto Ferreira
I aborda
Manuel Comes l,eal
Dr. Joaquim de Aquino FunisU
Dr. Jos Rodrigues do Passo Jnior
Commendadnr Magallules Bastos
Malinas de Azevedo Villarouco
llenrv lliiili.mi
Coronel Lemenha
Celxeiro do Soum
-M. A. Cuerra Jnior.
Nievlao llarlerv
Barroca r\ Castro
Antonia da Silva Cusma,, Juu.or
J. T. Prente Vianna
Jos (.arreiro da Silva
Luiz Ferreira da G(a
Diogo Jos da (>>sia
J. A. R.
Joao F. A. liego
M. delt. Ceraldes
Jorge t'asso
Dionisio V. Macedo
.Nicolao Mar hado Freir
Jacinlhn Jos dn A. Aragao
Jos lliheiro (iuimares
I). C. de Resende Reg
Manuel Ferreira
V. de Paula Villas-Boas
.Manuel Mu lins Lopos
A. L. Pereira Bastos
J. Joaquim Nuris
Antonio Pinto de Magalhdes
Antonio Pinto Soares
Simplicio de Oliveira Mello
Irancisco Antonio das Cbagas
Irancisco Augusto de Oliveira
J. Das da Silva (iuimares
lonciano l.nureneo da Silva
Jos Lucio M. da Franca
F. J. Alves (iuimares
P. A. Jnior.
Claudio Dubeux
A. J. dos Sanios Andrade
t ragoso
Jos dos Santos Neves
Antonio Luiz dos Sanios
J. M. de Souza Lc3n
A. da Costa Reg Mouloiro.
r. Souvage
Pergenlino R. de Miranda
Vicente Cardozo A y res
A. C. de Miranda Leal
C. N.
Caelano da Costa Moreira
Aiionymo
Francisco Moreira da Costa
Manoel da Cosa Lima
Virginio Bezerra C. da C.
Joao Jos de Moraes
AgOStinho Jos dos Santos
Antonio Joaquim R. Bastos
I oliente Tcixeira
Jos Francisco de Paula
Jos Luiz de S. Ferreira
M. J. S. (Iuimares
I. Roben
Narciso Jos da Cosa
1. (lermau
A. B. C.
Thomaz Carneiro
M. A. Caji't
J. Luiz Pereira
J. J. dos Sautos Andrade
Jos Joaquim Alves
Jo3a da Silr> Leite
Joaquim Pereira Aranles
Manoel Joaquim Ferreira Esleres
A arerrara) Canuio
Frederico Antonio do Andrade
Josc Moreira Lopes
Manoel de Souza e S
Leopoldo da Silva Oueiroz
M. F. Aires de Moraes
J. F. da Costa
Chrisliaui
M. J. F. Duarte
Nicolao Tolenlino
Candido Jos da Fonscca
A. J. Brilo de Olireira
G. Paes Brrelo
P. T. Carracho
Bailar & Oliveira
N. Gadault.
Manuel Jos Leile '
Joao Antonio Machado
O pedreiroda casa de delenejo
Alcoforado
Jos Pinto da Costa
Antouio Aunes Jarome
Joaqoim Felippc da Cosa
Praxedesda Silva Gosjnae
Manoel Jos Fcrraz Itiheiro
Ignacio Benlo de Loyolla
Antonio J. Salgado
M. J. ll'omingiies Codeceira
Cnsul Porluguez
1'cixeira Bastos
I". A. de Oliveira Jnior
Joaquim de Albuquerque Mello
(j.T. C. de Vasconcellos
Fraurclino Ferreira Crespo
Pedro Jos da Costa
luan Aquello que mo roorreria, que nao padecera,
que nao descea do roo (erra, senao fora o seu
amor inmenso pelo genero humano, que ven) resga-
lar com o proprio sangue derramado no Calrario.
Neslas circumslancias nao ha ingralidao ou esque-
cimento possivel, o filho prodigo vilvc ao lar pater-
no arrqir/inlido e chcio de dr de haver percado,
confessando suas culpas, Confilcor Deo.
F. J.
cobrespomncias.
CMARA KTJNICIPAZa DO REC1FE
SessAo extraordinaria de 7 de marro.
Presidencia do Sr. Pario de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Reg e Albuquerque, Reg,
Mamcde,Barata, Mello, (iameiro, fallando com
G01MI1KAD0.
A SEH.WV 8WTA.
i
Grandioso he por cerlo o mxslcroque cm si abran-
ge esla semana, devidamenle conimeinorado por loda
a rhrislandailo ; que nclla ora se cobre com n crep
da dOr pela paixao, ora traja as galas do jubilo pela
ressurreic.lo do lioraem-Deos !
Nos, os chrislaos, nesla semana contemplamos as
Nao he, Srs. redactores, por impulso d'imia va
ostenlarao de senlimenlos que affagaroos em nossos
corai;es, que boje vimos oceupar uiu espado em
suas columnas, alim do manifestar um facto em que
lizemos urna parte activa, bem que nao iridiamos
por lal prclenc.ao alguma a superioridade sobre os
demais que com nosro conedrreram para a sua pra-
lica.
Um motivo mas forte he o que nos leva a essa
I ublieae.'io. motivo que lem |)or base o amor de
nossa reputadlo, que sobre ludo estimamos, e pro-
curaremos sempre conservar lidiada.
Teslemunhas oculares d'um des-es actos com-
tmiiis aos paizes em que existe infelizmente a escra-
vidao, aclos, POrm, quo algumas vezes sc reves-
letn d'uma hediondez a loda prova, como o de que
nos occupainos, que era a r.iyoui'ioi venda d'uma
menina branca ( -c o nao era do linbagem, ao
menos ludo iudicava se-lo'* nao podemos reprimir a
nossa indignarao conlra semelhanle fado, lidio da
concupiscencia de um desses entes depravados que
as sociedades abrigan cm sea saio, ao mesmo p.isso
que em nossos pedos arordou a rompaixao com luda
a energa de que he susceplivcl a n-idadeira philan-
Iropia.
Tratamos asilan de agenciar urna subscriprao que
moiilasse a "> hi-'kki i ... precupor que era vendida,
para o fim de forrar-se a misera victima, quo sor-
rindo e descuidosa stira era levada ao sacrificio de
ludo quanlo lem de nobre a elevado a pessoa huma-
na ; c livemos a inunda salisfarao de adiar echo
ein coraroes caridosos que sc pre-laram a esse acto
de beneficencia ; aos quaes de publico repelimos os
nossos agrailoriinentns, ,. |,(.m qW -10 Seja,n senao
nina mortcor da sanci;ao moral de sui- proprias
ronsciencias, antes que agradeciiu'enlis Ules deven
alleslar o mrito implcito em lal acto.
Vamos enderecar una pelic.w ao V.xm. presiden-
te no sentido de ser admillida ao eudegio das or-
phaas. ou rasa das expostas a menina libertada, e
aguardamos favoravel defrriiiientu.
Abaixo publicamos os aoaaes dos senhores que
subscreverara, c as respectivas quanlias com que
subscreveram, afim de ser condecido o como proce-
demos tiesta gobio.
Recife 2 de abril de 18.V. Manoel Foiueca de
Medeiros. Francisco Tacares Correa.Jote Joa-
quim de Lima batriin.
Francisco lavares Correa -ifu-flOO
Jo-- Joaquim de Lima Baiao
Antonio Pereira de Carvalho
Joo Francisco Pereira
Mendrone
Jos Francisco de Azevedo
C. N. de M
A. J. da Silva Neves
Joaquim Jorge de Mello
Manoel Joaquim Comes
(itiilbcrroe (iuimares
Soum
Jos Pinto do Reg
Manoel Antonio de Carvalho
B.Antonio Ramos
Jos Diniz da Silra
A. J. Conrado
Siman Leite
J.Moiileirnda Cruz
J. Bruchard
B. dos Sanios BolcAo
Manuel I,cune
A. A. dos Sanios Porlo
Amorim
1 m annimo
Innoccncin Garca
Malheiis Antonio de Miranda
Jos da Silra Campos
Pedro de Almeida
Marcelino Jeronymo de A.
Nojosa.
B. Alvos de Amelia
Antonio Alves de Mirauda
Bento Alves da Cruz
Sebasliao Luiz Ferreira
M. L. da Fonscca Candi
J. M. F. de Souza
J. J. da Cimba Guimaraes
Joao Isnacio
Jos Fernandas do Lima
C. J. de Abren Guimaraes
Jos Ferreira Braga
V. Braulio F. das Neves
J.F.P. del.yra
Sebasliao Jos da Silva
J. Evangelista
Joao de Oliveira Guimaraes
Jos da Cruz Santos
Anlonio Domingos pinto
Antonio Carneiro Pinto
J. Hundes
I. da C. Maja
lose Joaquim Moreira
A. B. de Souza
A. Jos Esleves Braga
Joao Ferreira da Silva
M. .1. Barboza Guimaraes
(iiiilhermo Jos Pereira
Filippe .Nied'ham
Maier
Joao Joaquim Barboza
Joao Mara
Jos Jarinlho
Guimaraes
Manoel Jos Carneiro Guimaraes
Andr Manoel de Anuda
Manuel do Reg Soares
Manoel Jos da Motl.i
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V

;
Siqueira & Pereira
N. O. Bieber
Joao Jos de Carvalho Jnior
Jos Goncalres dos Res
5OBB6K0
Eu ahaixo assiguado declaro que liberto como de
facto libertado lenho, a minha escrara Scrcrina,mu-
ala, rom nove anuos de idade, a qoal houve por
compra que lii a Mara Theodora de Vasconcellos,
moradora nesla villa e rima de Joao Paulo Bar-
boza, visto como reeoM nesla dala dos senhores Ma-
noel Fonseca dn Medeiros c Francisco lavares Cor-
rea a quanlia de quindenios c dncoenla mil ris,
piovenieiile ile nma subscriprao promovida por
aquelles senhores para alforia da referida minha
estrave : pelo que passei a prsenle carta de manu-
miss.lo, alim de que a sobredi!.-) minha escrara possa
(mar de sua liberdade, de boje para sempre, como
se nasrida "fosse de venlre livre. E por ser rerdade,
e para constar a lodo lempo liz a prsenle, qoe as-
108000 i siguei com as Icstcmunbas abaixo assignadas.Villa
108IXXII de Pao 'Alhn 26 de marco de 181.Joaquim E-
liiNK"! ; duardo Pina. Heurique Jos de Albuquerque.
.18000 > Francisco Jos de Mendonca.
J8000 Eslava reeoohecida e sellada.

IIFRIUFI

MllTH nn


>
T
9
DESPEZAS.
Com t caria de liberdade SOOO
Sedo da mrsma 4160
Distribuirn
Ao Sr. Figiieira por esta publieacilo 19000
Despeas que ruemos com roupa para a
menina...........HS200
568JRW
Pajea de I lores 13 de marco.
Ja linda lacrado ercmettidopara o rorrcina mioha
mis-iva do \. do corren le, quaiuln continuando a 1er
oulros ns. do Diario, depareicom u de n. 2!ldc (i de
fevereiro c nolle a correspondencia assignada pela
liz ler conaWitnenlo do qunnlo
se passa pdas comarca, do interior, especialmente
nade Flores, o ilahi protestar com toda sua energa
contra minhai allusoes diz a Sentlnella ) ao muilo
digno l)r. Castor, juiz municipal n dedireito interino
da comarca ; e depois de com fiel pincel retratar ao
digno Dr., aronselhar-mc circumspoccSo e pru-
dencia cm minhai noticias.
Primeiro que ludo,quero dar anIlustre rorrespon-
denlo urna idea da ininlia docilidade agradecendo-
Ike o consdlio. o prometiendo observar, o mellior que
poder; poremdevo declarar ao Musir corresponden-
te oriiim ao publico, que nao ti ve tencAo de ofleu-
1er ao Dr. Ostor, por jsso que sao lio reconhecidas
suas boas qualidades, que anda quamla livesso de
quo allu lir-se-lhc nilo deveria ser eu quem o li/.sse;
e todaria, convenco-me que na minlia l.'l'eil.'
miskivaseurontram-sc pedacnhos principalmente na
neo leilor prevenido alribuir-me ha malicia, a
nao querer atlender, que en s embirro com osjuizes
da fado. Ib q'iera ludo depende, a excepcfin dos ca-
sos em que o juiz appclla fundado em provas nilo at-
toudidas pilos jurados, que semprc sao tao raras, que
urna vez ou oulra dio ao juiz esse arbitrio, como a-
eoulcceu no jury de Tacaral, que so appellou o juiz
de dous. e lodos os mais fora os condeinnados fo-
ram absolmlo-, por apprcscnlrcm no aclo do jura-
mento (eslemunlia* to vaientes, que (porassim diicr
obrigaram-o a conformar-se com a deciso do un,
'er em que fuodar-.se para appellar ; e daqi
imulia adiraracno de no jury da Talluda levarcm as
cousas ll geito que nilo leve lugar o juiz appellar de
neiibum, nao por falla de energa e boa volitada de
izerjuslici, mas sim pela torca de provas no aclo de
jul| iinento |>or Icstemuuhas que.juraiidode vista,des-
rnirain as de o'uvir dos informes processos, e de
amis, Icslemunhas de alio coturno em qocm
o juiz por necessidade devia depositar conlianca e
juridicamente absolver, sem grito para appellar.
Daila pois esta satisfazlo, reconheco como o illu-lre
correspondente, e aprecio em alto grao a moralida-
de, moderarlo canimo de verdadeira jusliea de que
lie dolado o digno Dr. Castor, que a muilo rusto pos-
so idmitlir a idea do Ilustre correspondente quandn
dizque elle lem sabido ser juiz severo, que nilo sei
la que lem esse vocabolo que mesa mal, e supponh >
higo que o sujeilo severo lio synonimo de rigoroso, c
por consequencia opposlo a cquidade o a indulgen
cia, qualidades estas ultimas deque he aqucll'alma
dotada. Tenho como posso expliendo-me em quanto
-encial da correspondencia ; mas hade-me per-
inillir o ilUislre eorrespondenle que com toda ininlia
huraildade Ihe declare que nSo me conformo com a
qualGcacSo que sua senhoria faz de erros. cm vez de
cnines. Se o Ilustre correspondente chama uin erro.
a quem a tirando n'uma rola mala a un homem, lico
^^ilo; mas se porque pela primeira vez de cao
muilo pensado, espera a viclima no pe. do pao Sel'i
S desfecha-lhe o hacamarte, e depois alegar-sc
Ito eraavesadoe nem habituado, e por issocon-
r-se um erro '.'.'. Iivre-me Dos de tal modo de
Hr,e ucni Ifto punco ponsarei que seja essa opiniilo
Huitre correspondenle. Sr. correspondenle, lauto
lastimo solTrer a innocencia como tirar impune o reo
que. sem as circunstancias que o juslifiquem, rouba
a vida a seu aemelhanle.
sernos aos Irabalbowla mioha larela. Esl de-
do,qne lem de descer e recolher-se para essa praea,
lenle Vicente de Caula llios de Olivcira.' o
que ja o nilo tem feilo por causa do grande chuveiro
ihentes de ros, cuja retirada faz-se sensvcl ao
e numero de amigos que lem adquirido nesla
uezia, n.lo s por ler-se porlsdo com delicadeza
e urhanidade para com lodos, como pelo mullo que
graluHarncnte se presin a humanidade, soccorrendo
eza com remedios de sua carleira e dinheirn de
Ibeira, aqaelles pobres ainda mesmo inde-
iles de pedir pelas porlas "! llaslava so-
que o digno lenenle recouhecesse a preciso momeo,
tosa, para com o remedio darocobres com que com-
sem a carne e a farinha. Carava o rico e o po-
re com lana vonlade de fazer o bem.c com lano a-
ccrlo as molestias ordinarias, enlr'ellas as perigosas.
ilvando vida a.muilo, podo gloriar-se ile
que nenhum enfermosuccuinbio mediante seus cura-
tivos ;e por essa forma ratifico quarilo disse as m-
nlias precedentes ; ficando entendido que as minlias
i ( eu grarolas Jo meu compadre >-*o-res-
peil.o d'aqucllasjnoieslias! incuraveis, como mudos
de iiascenna-eriTiilras molestias, que s por milagro
noderiam ser curadas, ficando-lhe sempre o merilo
do aquelhscura compaliveis com o possivel. Permu-
ta Daos, que o Dr. Mascarcnhas com sua Iheoria. a-
e tambem na pralica, romo sem Iheoria acerlou
o digno lente.
Dero tambem accrescentar.que supposlo o nenhum
coiiliecimenio que lenho dos negocios da milicia, pe-
lo menos ao meu ver nenhum ollicial ante dclle ca-
prichon lana ordem e regularidade nos seus subor-
dinados, Iralando-os mais como um chefo de familia
que como commandanlc militar. Foi no seu lem-
po, que viroosos poucos soldados do seu commando an-
darero mais salisfeilos por limpos e calcados, fazendo
ejercicio, edebaixo de forma irem a missa nos do-
>< e dias santos. Alinal o Sr. leueule Kios he
o Je nossos louvores, e por consequencia crednr
ral eslima deqnanloso conlieceram e oenmuni-
B, principalmente dos habitantes c suburbios da
villa Bella.
ai passando quaai desapercibido o lempo da qua-
Diz-se-hia que esla comarca, ou aules a vil-
slla, esla mais adianlada que essa grande capilal,
sseroosde aualisar passar o en (rudo sem quebrar-
a so lima de cheiro e nem derramar-sc orna gola
I O eolrudo por de mais nocivo e al immo-
ral, lem assim mesmo o quer que seja que aproveita
para avisar ao povo, que se aproxima o lempo da pe-
icia. Quanlos deiiariam de jejuar o 1. diada
esma por ignnra-lo 1 e lodavia nos competentes
a semana eslao as malrizes abortas o o snoi cha-
os devotos para a penitencia, e um sofrivel ilu-
de devotos e devotas satisfazem as ubrigacoes
de vcrdadeiros rliriOAos, a lesla dos quaes sempre se
acham Ires reverendos sacerdoles (fallo da villa Bella)
que por fallar em sacerdotes nao posso excusar-me
de di re r que he muilo lisonjeiro para nos, podermos
car, termos entre nos tres clrigos que se riva-
lisam emi bem rumprir seus deveres sacerdotaes : e
que nSo invejamos a nenluima oulra freguezia por
muilo bonsquesejam sem pastores ; que a nao te-
mer oflender a suas chrisUas susceplibilidades, eu
analisaria como pudesse as boas qualidades de cada
um, e principiando pelo reverendo vigario llsnoei
l.opes Rodrigues de Barros, o coadjutor Manoel de
Souza Kerraz, acabara pelo eximio padre Antonio
dves Lima, de costumes e virtudes proverbiaes.
Conlinuam atchavas em grande abundancia: .Nao
ha rio. lagoa ou charco que nilo esteja abarrotado: os
rampoi inlrasilaveii pelos muilos atoleiros e aguarei-
: cavallos e bois alelados al as orelhas, e os fa-
e (por ser o mais commodo) correndo os
campos com enxadas ao hombro pira desenterrar os
pon s irracionaes que o acaso os faz encontrar.
O nevo delegado, o Si. IUi pililo Wanderley, pare-
ce ter muila finura para deseinpenhar qucs quer
cnmmisaoes deque esteja encarregadn ; mas os passa-
roseslo Ulo espantarlos, que por bom cassador que
elle seja,nilo Ihe he fcil lomar rliegada. Voamliloal-
o que nem a ceva vcem, e se alguma arapuca se
i arma esgueram- de si deixo signaes. Acaba ba pouco de fazer urnas
correras, elle porum lado e o alferes Marques por
nutro ; e voltarainsem ver nem ao menos as pennas
das pombinhas .em fel. Lisonjeava-mede anda urna
vez poder-lne afiancar, qu oulra qninzena se liulia
passado sem que livessem os defunlos dado que fazer
ao acri Ihadosomnoedaiioitelodaoccupada l pelos acam-
pamenlns rnam c alliados, quando ouco o lgubre
sorn do mu annunciar quo alaum lem"de carrejar
a capa de cresse prelo por algum pai, mai, mulher ou
marido, umeocasoou signal demnrle no intervalo da
nnnha ultima a esla que estou lindando.
Vamos lendo um veranico, que muilo bem far as
lavouras, o enjugara os campes por de mais molha-
df>. Os vveres vam-se conservando sem alleraro
nos precos citados as minhas primeiras, apezar'da
boa esperanca que temos da abundancia ;o que po-
rem nunca aqu melhoramoshe a respeilo da carne
fresca, que quer boa, quer magra, nunca d menos
de 10 patacas a arroba ; e assim mesmo mala-se urna*
rez, enlre dous e tres das, e as vezes semanas inlei-
rasse passam sem que provemo-ia;e nflo sei quan-
de poseamos melhorardc condicilo a iio querer a lllm.i
cmara lomar a este respeilo alguma medida. Bas-
ta. Anno de Chrisio de I8.xj.
iimm
Scnhore* Retactortt. (*) Dando nolicia em o
OVIRIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA b DE ABRIL DE 1855'
t
/
(*' Publicando o artigo a que so refere a pre-
sente correspondencia, nao foi unsso lim mo-
aclual da santa casa da miseri-
cordia de Olinda, pois que all argamos fac-
los indicativos de urna longa e siiccessiva depreda-
c.io, os quaes por sao mamo nflo podiam ser-lhe
lanzados em conta. Verdade he que, pelo eslado
lasiinavel em que cnronlramos a enfermara e os
enfermos, no comeco d'cste anuo, eslado por nos
d"-(-ripio fielmente, sem Juvi la nos. parecen res-
vel a mesa exislenl" ; mas a vala da defeza
queanora fazoSr. provedor.nao sabemos a quem al-
Iribui-lu, sendo da mais escrupulosa verdade ludo
quanlp referimos acerca da roupa e comodonas, ou
por termos presenciade, ou por nos ler sido referjelo
pelos proprios enfermos na presentada outras pe*-
(oas, a (juem lomamos por Icslemunhas.
Minio estimamos, qnc gr. provedor corroboras-
scquasilo.! assercoes com o seu valioso
teslemunho,.confirmando o" dcsapparecinienlo dos
livros. o esbaojameiilo do palrimonio. o abandono
do eslabclecimenlo ele ; o por outro lado ttOgamos
de saber que. auxiliado pelos seus collcgas, enlrou
e val progredmdo no caininho das reparaees. Lun-
conleslarniM os servicos que allega S. S., pelo
contrario os louvamos.
O nosjolimcom a publicacAo que fizemos.foi s-
nwiile chamar a aiienc.io do publico e da primeira
autoridadeda provincia, para lao til inaliiuirao, e
ver se assim podamos tirar a santa casa da miseri-
cordia de Olinda do esquecimentv era que lem es-
I
seu ioroBl n. ftl de 17 do corrcnle, da vizila que
S. fcxc. o Sr. presidente da provincia fizera
sania casa da misericordia deslacidade, o do esta-
do em que achara esle estabelocimenlo, Vmcs.
sem duvida alm do seuproposilo, dirigiram censu-
ra por do mais acre n actual administracSo do
mesmo cslabeleciment, para quo a deixemes*correr
emjulgadocomo seolenca coudemnatoria de reo
convicto c confesso.
Pcniillirilo porem Vmcs. em quem alias nao le-
mos razao para sappor m;i vonlade i nosso respeilo
que nos defendamos por seu mesmo nlermeUio, fa-
zendo inserir as columnas do seu jornal breves
obserncoes '.' Assim o esperamos.
Vmcs. senhores redaclores.no s tligmatisarama
administracSo, qacrege com a ciposirilo do fado-,
que -em .nivi Ja o excesso de zelo o de" scnlimentos
decandaJe fez exagerar, como al por meio de
coijccluras, suppondo :, exi-l,ocia de cousas, que
mais concorressem para reforcjir a sua aecusacio.
A-ain, antes dedescreverem rom carrejadas cures
oquadioquc di/.em ler presenciado cm Janeiro deslc
anuo, suppozcram logo que S. lixe. o nao cncon-
Irasse como Vmcs.
Suppozcram mais que a S. Exc. nilo so deram in-
fnrmacOes do eslado das cousas. I'iualincnlc ainda
suppo7cram.que send.) dia euique se fez a procissAo
doSenhordos Pa-sos, era mu provavel.que appare-
cesse alguma melhora adrede arranjada. E como
enrollarlo Vmcs. devem ter supposlo mas urna cousa
que calo ,- e he que a mesa actual nSo he mais do
que continuadora das escandalosas depredacoes, que
por all se deram. Cruel injostica '
Principiando, senhoresredaclores.pela sua'ullima
conjeclura,ou supposicilo, posso asseverar-lhes que
nenliuma apparenle melhora foi arranjada. Nilo
podia ler sido arranjada, porque nenhum aviso
antecipado livemos d'aquella vizila, q mal poderia-
mns prevc-la, leudo viudo S. Exc. com o motivo de
acunipanh ir a prori-silo.
NAo leri sido arranjada, ainda quando fossemos
prevenidos, porque s a hypocrisia c m (c ha
misler de acobertar os seus faitee com 'engaosas
apparenrias. A' S. Exc. mesmo o Sr. presidente
da provincia, por occasiao de a elle nos dirigir-
mos urna vez, solicitando para o servido da S. 0.
Usa africano lvre, c oulra vez implorando graca pa-
ra urna orphaa. nao disfarcemos, anlos encarecemos
o oslado de deficiencia da S C. Quaulo a ser dia
de procissilo, sahindo esla da S para recolher-se no
Carino, neiihuma relarjo liaba com a igreja da mi-
sericordia, c menos com a enfermara, paraque nos-
la se arranjasse adrede algumS melhora.
Islo poslo, he natural que S. Exc. livesse encon-
trado aqueile estabelecimcnlo no seu ser ordinario,
e por consequencia no eslado, em que Vmcs. o pre-
senciaran! emjineiro desle auno; mas parecc-me que
neiooSr. presdeme, nem pessoa alguma das que
all (em ido, podera dixer, que achara os doeolcs
em perfeila nudez, e cilenuados do fume: isso foi
exagerarlo. O que he real, e nao he pouco triste
he : que exislem all duusdoenlet, p,iral\ ticos enve-
lerados, que mal se movein.e na propria cama, para
i-so adoptada, fazem lodas as funreoes naturacs ;
que silo mal vestidos, c mal cohortes ; que lem pou-
co alimento, que sao conservados na intilutada en-
fermara, humideciria desde o lempo, em que n'el-
la ebuvia, como na ra ; que omfim estilo privados
do socco/ro medico, o que nao prcci*avamos. oc-
cullar ao Sr. presidente ( oulra conjeelura de
Vmcs. ; como a iiinguem lomos occullaifo.
Mas o que qaerem O que a S. C. faz, fa-lo por
caridade, e a esla ningucm he obrigado alm dos
termos de sua possibilidade. Nilo pudendo darsuf-
ficienle e aeeiada roupa,conserva-Ios em bous leilos,
ler um medico do partido, iieni tao pouco recorrer
aos da Ierra, que os nao ha ; d ao menos ,o p.lo-
nosso do cada dia i infelizes que o nilo acham em
oulra parle, ou o nao podem ir procurar; lodavia.
Moda essepilo lilo cscassamenle, como Vmcs. facis
accilaram de quem quer que tem m disposicilo para
a actual adminislra(;ao,a qualem razao do seu oflicio
arrostra algumas desaffeicoes, ede como foram enga-
ados Mearan Vmcs. convencidos informando-se das
pes-oas dignas da Msjnhauca. Por nos mesmo po-
demos asserlar o contrario, que morando bastante-
mente perlo.lyemos de por vezes iiiesperadaincnle ins-
peccionar o alimento; em ama palavrao digno ac-
tual thesoureiro da' em suas conlas a despeza cotn
tres raeoes por dia. e o seu nomc s, repelle a idea
de malversado ; saibamquem elle he Vine que silo
desla Ierra, e mu bem o conheccm, o concordaiAo
comigo. Deixo de o nomear cm respeilo a' sua
molestia,c para guardar -li clmenle o proposito de
nao presonalisar.
Estando longcde nos, senhores redactores, suppor
que Vmcs. adrede quizesse calar o quo viram ilc bom
os paleutearam oque de auno prcsenciou.c mivi-
ram.somosobriados a adir,fWr que Vmcs.nflo viram
nem ouviram lodos os.movimenlos que se lem dado
na adminisiracaoda mesa actual ; porque do contra-
rio em vez de iucorrer em sua censura, teria ella
araogeado os seus encomios. Se Vuic^.. livessem su-
bido aouj^^^alguin-lslrapoitaPcnferinaria Us_idu. un
Ibero-, achar-se-iam em um grande salao, e aceiados
quartos, mclamnrphose d'aquella enfermaria que no
invern do anuo passado linba comerado a desa-
liar. Nesses aposentos Icriam enconlrado a viuva e as
nrphSas desvalidas, que depois de lercm de balde
mendigado o asylo e o pao d'aquellas casas qae o
eslado lem destinado para lal lim, vieran adiar o
pilo e o asylo rara sombra de urna hasle da ou-
tr.'ora frojidosa arvore da S. C. da misericordia de
Olinda ; e cerlo nao as enconlrariam nuas o exle-
nnadas de fume.
\ arias obras leem sido felas em parles do proprio
edificio, que ameacavam queda como o coro da igre-
ja ; ou que tnham elTeclivamcnta cabido como o
grande al pendre que guarnece o lado do sul da
igreja, e serve de vestbulo aos aposentos do hospi-
tal, cque foi levantado lodo de novo como a cislcr-
na que se lnha nulilisadoa lal ponto que iio je-
quena despeza se fazia de verao, com agua condu-
zida por aquella eminencia, e comu finalmente ou-
lros muilos reparos na coberla do hospital e cm di-
ferentes ponlos do edificio, que cram oulras lautas
brexas por ondcenlrava o csquadrilo de ruinas que
de lodos os latios o investa. Sim, senhores redac-
tores, i igreja, o hospital, lodo o edificio, eslava ca-
hindo como cahiram, e estilo reduzdos ao alicoree
muilos predios urbanos.
A par destes gaslos temos amorlisado algum lan-
o do avultado fias-no, com que adiamos sobrecar-
regado a S. C, e ainda agora mesmo esla-sc aca-
bando de desempenhar predio-, que estavam empe-
nhados para pagameulos em preslaces e o que he
nolayel be, que ludo isso havemoa feilo sem con-
trahir urna s divida ; lemos nos havido por lal arle
que as despees lem sido conlidas as forcas da re-
ceila ; vantagem que ha muilos annos desla parte
nao conloo nenhuma administracao, pois era cada
anno, cada novo dficit.
Senhores redactores, ainda mais que o cxposlo
lem eilo a actual adminislrac.ao ; tem feito parar
o carro da deslruicao. queeorria cm fcil declive :
e si niio lem ido ii vanle, he porque como se sbe
mais diflicil do que edificar, he reconsloir por en-
lre montos de ruinas, que he preciso remover, e por
isso lem sido infructferas mullas de nossas tentati-
vas, fallando-nos o principal instrumento com a
absoluta deficiencia do core.
E por fallar no cofre ; saben aonde achamo-lo
na matriz mtv indo de urna lias elcroes, e isso por
na i ser prala ; por nao ser ricas alfias desdadas
para o cullo religioso, que Dos sabe em quemaos
param c a que uso estao dadas ; por nao ser livros
que contivessem lilulos de bous de raz, os quaes se
summiram no lodo, e nilo s por Tullas.
He duro que, senhores redactores, porque levados
da mellior inlencao, com sacrificio donosso descanco
c quien los nossos nieresses, eslamos cercados de
espinhos aoode .oulros colheram os fructos ; espi-
nhos que de si mesmos sangram assas sem impul-
san alguma eslranha, participemos de mais mais
do sligma, que sobre oulros deve pesar nos os da
mesa aclual de enlre os quaes ha quem leuha em-
pregado lodos os instantes que Ihe sobram de suas
oceupacoes em administrar, semu mnimo lucro ma-
lerial, as obras que se lem feilo na casa ; quem le-
nha vestido, e sustentado a sua cusa alaum doente
em certas quadras, em que a rasa nao lem podido
supporlar o menor acrescimo do .despezas !
A mesa actualmente regedora da confraria da san-
ta casa da misericordia de Olinda, da qtial temosa
honra de ser provedor, no recusa; deseja, quer,
e provoca de 'quem for competente um exame, e
qiialqncr diligencia, que lenha por lim verificar
a arrecadacalo e o emprego dos seus exiguos rendi-
mentos, a escripluraro c em summa, loda a sua
gerencia, durante ostres anuos, que vilo correndo de
sua administracao, por isso que lem ella sido reelei-
ta duas vezes, o que significa prova de conlianca da
parle da contraria.
Ja veem Vmcs. senhores redactores, que nada .lis-
simulamos; masque quizemos esclarecer e fazer a
reclihcacilo de fados, que correndo pelo volii-
calo da son coiiceiluado jornal, deviam de
dar mu desfavoravel idea da admiisiracao de
um estalwlecimenlo aonde na verdade os ter-
nves precedcnlps podem comprometler ao mais
puro, que se all ingira.
Cnnvimos com Vinos em que he lamcntavel e cau-
sa couipunr<-lo o misero eslado de decadencia, que-
maos mercenarias o sacrilegas reduziram a santa-ca-
que no marasmo em que se ella ada, mal pode con-
valecer cnlregue aos sens proprins recursos.
Por isso fazemos volos, ejuntamos aa nossas ,-is ro-
gativas de Vmcs. paraque o Evm.Sr. presidente da
proviiiri com os ampios recursos de que disnoe o
soverno, jure proprio, as mos respectiva administracao na-
rr remediar o mal indicado.
Somos. Srs. redactores, com respeito e eslima sen
eaiaaanla e constante lerer. jmt l.ourenro Mei-
r ile asciri.-rllos.
Olinda, 21 de marco de 1K.V>.
nilo deslustrar a classe a que cstou felizmente asol-
dado, e a que muito me ufanara de perlen-
cer.
Tambem nilo lenho a boa fortuna de ser afilhado
do nobre o dgito ministro da marnha, de quem
n3o son conheriilo e ainda menos protegido. Oala,
o fra |
Quanlo as obsequiosas o lsongeiras exprcssOes
com que fui brindado, e aos nao merecidos elogios,
lecidos a ininlia acanhada bibili lade professional,
sao finezas que sobre modo me penhoram o reconho-
cimento ; mas a que nenhum direjlo lenho, a nao
ser por elle i lo da extrema Imula le do aulor do ar-
tigo cm qneslo, qqe por cerlu se moslrou por de-
mais parcial o indulgente pora contigo.
Aceite elle, poi, por semelhanle molivo a cx-
prcssSo (la mioha frvida gralda/i, e arredilo que
sou muilo sincero, quando sollo alo delle o favor de
nao envolver por forma argoma o meu nome nasdis-
cuastSea rdanles da imprema, ignorado como desojo
fioar na mediorridade da ininlia existencia humilde,
soregada e isenla dos dissahores que se acarrelar a
pulnic'dadc.
inserindo oslas finuras liuhas na sua conceilua-
da folha, muito ohrigarSo ao priraciro piloto da ar-
mada, ./. A. Moreira.
Bordo da escuna Lindoya 11 de abril de ISV.
NMICAfliA A PEDIDO.
Sre. /facfore.-No ficho Pemanjbucano de bo-
je, so cncoiilram duas ioexaclides, enlre oulras,
que minio mu importa corrigir, para que o nao
persuada algnem queeu me inculco por anuillo uuc
mo sou nem valho. H
Por mais subida q,ie seja a honra de fazer parle da
briosa corporacao da inarlnh brasileira. apreafome
de declarar que nella niiooccupo o poslo de lenle;
como erradamente se lo no artigo do mencionado
jornal, sol a epigraplie Asemprezas coiumerciaes.
Son apenas primeiro piloto da armada, e nessa
modesta, mas honrosa condicio, tenlm-me osf-ircj
por merecer a eslima e conlianca de meus sjKr
res, no largo esparo de 15 annos quo sirvo, e
Ditimiei do* termo, e comarcas da prorincia de
f'ernamliuio, feila pelo consellto do gocerno em
17 de marro de 1838.
Em observancia'do ari. 3*. do Ood. do Proc. Cri-
minal.- fica esla provincia Me Pcrnainbuco dividida
em !) comarcas, cujas cabecas seraO : Cidade do Ke-
cife, villa de lioianna, villa do Nazarclh, villa do
l.imocilo, villa Je Sanio Anlilo, villa do Itio For-
mse, villa do Bonito, villa do Brojo e villa de
Flore.
Art, 1. A comarca do Becifc abrangera' os (er-
mo.t-do Hecife, Cabo, Olinda, Iguarassu' e Ila-
marac.
S I". O termo do Berifo romprehcnder.i as fre-
gnetiaa dos balrros do Becifc e Sanio Antonio da
cidade do Kecife, e a parte da freguezia da Boa-
Vala da mesma cidade, que tica aoS. c SS. O. da
liaba Iracada pola estrada do Pombal, Iravessa do
Boi, estrada do Manguind, e ciininho da Capun-
ga, al ao rio Capibaribe, inclusivamente as ditas
estradas, e caminhus ; comprchender as freguezias
da Vanea c JaboaUe, a parte da freguezia de S.
l.ourenro, que al agora lem sido do termo da ci-
dade do Olinda, c a da freguezia da Luz, cujas
aguas enlr.un no riacho Tapacur abaixo do ria-
cho Covas inclusivamente.
i? '2. O termo t\o Cabo comprehcnder.i as fre-
gneziasMoCaho, e Muribeca, ea porfo da fregue-
zia de Ipojuca cujas aguas v.o ler ao"mar do Norte
do Porlo do Galiuhas iuclusivamenle.
5 '!'. O termo de Olinda, cumprehender ai fre-
guezias da S, S. Pedro Marlvr. Maraugoape, e Po-
co da P.mella, e a parle da freguezia da Boa-Vista
da cidade do Red fe, que fica ao Norte o N. N. E.
ila lnha Iracada pela tetrada do Pombal, Iravess..
do Boi, estrada do Maiiguinho, e raDiinfio da Ca-
punga, ale ao rio Capibaribe, exclusivamente as di-
las estradas e caminlios. ,
S i". O termo do Igunras-ii, romprcliendcri a
freguezia do Iguarassu', exceptuando a porcao adian-
le dislinada para o termo de llamarac, a parte
do de Pasmado, cujas aguas vjo ler ao riacho
l a porciTo desla freguezia que vai incluida no dito
termo de llamarac.
S 3". O termo de llamarac comprehender a
ilha do mesmo nomc, a parte da freguezia de Tijn-
cupapo, que o riachoAralneadivide da de Pas-
mado, cujas aguas vo ao mar rto sul do Carne de
Vacca inclusivamente a da freguezia de Pasmado ao
norte do riacho labatinga, c o Leste dos Montes,
labalinga, e Tapirussu', e a da freguezia de Igua-
ras-u', que comprehende os povoados, Camboa, Ra-
malho, e oulros a margem do ranal ao Snl da mes-
ma ilh.i.ijo aos primeiros oilciros,que ficam pelo in-
terior destes povoados. ,
S G". Para a formacao do consclbo de jurados fi-
cam reunidos interinamcnleos dous Icrmus de tgua-
rssu'e llamarac,que su consideram como lormando
ID nico termo, cuja cabera s-ra' a lilla de Igua-
rassu', na forma do art. 7 do Cod.-do Proc. Crim.
Art. 2-, A cmara de (ioiauna abrangera' so-
mente o termo da villa de (olanna, que conqirc-
hendera' as freguezias do Goianiia c Itamb, a par-
le da freguezia.de Pasmado, cujas aguas v.o ao ria-
cho Ubif pela margem esqiierda. a da fregue-
zia de Tijucupapo,cojas ao norlo de Carne de Vacca
lvclu-ivameiiie, e a da frcgiiczia dcTaquara incra-
vada nesla pravineia de Pcrnambiico, que al agora
lem feito parle do lermo da villa da Alhaiulra, co-
marca ila Parahiba.
Arl. :." A cmara de Nazarclh,(abrangera os ler-
sairNazareth trVAo d'Alho. '*
Jm^Mca erftda-Villa a povoacao de Naza-
relh da Malta, c o seu termo comprehender' as fre-
guezias de Tracunhacm c I.arangoiras.
3 28. O lermo da villa do Pao d'Allio compre-
hender a freguezia do Pao d'Alho, a parle da fre-
guezia de S. l.ourenro, que ja he lermo d'aquella
villa, c a parle da freguezia da Luz, cujas aguas
vao ao riacholloita'.
3. P.-ira a formacao do conelho de "jurados,
hcam reunidos inlerinamenlc os termos das illasde
Nazarelh o Pao d'Alho, que se consideram como
um nico lermo, cuja cabeca sera' a villa de Na-
zarelh, na forma do arl. 7-. do Cod. do Proc. Crim.
Arl. \.- A comarca do Limociro abrangera so-
mente o lermo da villa do Limoeiro, que compre-
hender as freguezias do Limoeiro, e Bvm'JJardim,
aa parle da freguezia de Taquarilinga, comprehen-
dida nesla provincia de Pernambuco, cajas aguas en-
Iram no Capibaribe abaixo do riacho das Tabo-
cas.
Arl. .V. A comarca de Santa Anbo abrangera
somenle o lermo da villa de Sanio Antonio quejeum-
prehendera as freguezias de Sanio Aniao e Escada
e a parle da freguezia'da Luz, cujas aguas enlram
no riacho Tapacur cima do riacho Covas
inclusivamente.
Arl. 6. A comarca doBio Formnzo comprehen-
der os termos das villas do Bio Formoso e Seri-
nhaem.
1. Fica erecta cm villa a povoacao do Bio
Formoso, servindo-lhe de lermo as freguezias d'Agua
Prcla, e de Barrciros, a parle da freguezia de lina
comprehendida nesla provincia de Pernambuco, e
a. ^ freSczia de Serinhaem,cujas aguas enlram no
rio de Serinhaem cima da punte de Junday, ou
vao ao mar to sul do riacho Goicana inclusiva-
mente.
S -." O lermo da villa de" Serinhaem, compre-
liendera a porcao da-'freguezia de Ipojuca, cujas
aguas vflo ao mar ao sul do Podo de Galinhas iu-
clusivamenle, e a da freguezia de Serinhaem, que
nao vai mencionada no lermo do Itio Formoso.
S 3.* Para a formacao do conselho de. jurados fi-
cam reunidos inlerinamenlc os lermosdas villas do
Bio Formoso e Serinhaem, que se consideradlo co-
mo formando um nico termo, cii|a cabeca ser a
villa do Bio Formoso na conformidade do arl. 7*. do
Cod. do Proc. Crim.
Arl. 7. A comarca do Bonito abrangera smente
0 lermo do Bonito.
Si." Fica erecta em villa a povoac.lo do Bonito
serviiido-lhe de lermo a freguezia de Bczerru e
a porcao de freguezia de Garanhuns cujas aguas
enlram no rio l'iia.
Arl. H. A comarca do Brejo abrangera os termos
das villas do Brejo, Cimbres c tlaranhuns.
I. A povoacao do Brejo da Madre de Dos
fica creca em villa enm a dcnnninarao de villa do
Brejo, servindo-lhe de lermo a freguezia do Brejo
da Madre de Dos e a parle da fregurzia de Taqua-
rilinga, comprehendida nesla provincia de Pernam-
buco, cujas aguas eulram no rio Capibaribe cima
do riacho das Tabocas.
S i.a O lermo da villa de Cimbres, sera o lermo
que hoje he freguezia de Cimbres.
S :!." O termo da villa de tlaranhuns compre-
hender a freguezia J'Aguas Helias, e a porcao da
freguezia de Palmeira, que pcrlence a provincia de
1 ernambuco, e a parle da freguezia de tlaranhuns,
que n.lo vai mencionada no lermo do Bonito.
S ." Para a formacao do conselho dos jurados
hcam reunidos interinamente os tres termos dasvil-
las do Brejo, Cimbres e GaranhuiK, que se conside-
ran romo formando uniunieo lermo, cuja cabeca
ear a villa do Brejo, na forma do arl. 7-. do Cod.
do Proc. Crim.
Arl. 9. A comarca de Flores abrangera os ter-
mos da villa de Flores, e dos juigados de Tacara-
la' o ("..(brollo.
S I." O termo da villa de Flores comprehender
as freguezias da Pajeo' do Flores < I'azen la tirando.
2." U lermo do Julgadodc Tacaral' compre-
hender a fregne/i i de Bnque, e a parle de Taca-
rain'comprehendida na provincia de Pernambuco.
S 11." O termo do Julgado de Calimb, compre-
hender s freguezias de Cabrob, Exu", Assump-
'; m, e Santa Mara.
i." Para a formacao do conselho dos jurados,
ficam reunidos interinamcnleos termos da Tillada
More-, e dos Juagados le Tacaral', c Cabrob,
quese con-iderarao como formanilii um nico ler-
mo cuja cabera sera' a villa de Flores nos Icrmodo-
art. 7. do Cod. do Proc. Crim. -
Arl. 10. Na cidade do l'.ecifo. haveriO dous
juizes de direila com jurisdiccjlo criminal commula-
tiva era loda a comarca, sendo um Jelles chele de
polica na conformidade do art. li. do Cod. do Proc.
Crim. .
g 1. Haveriio mais na mesma cidade do Itecife,
dous magistrados juizes do civei com jurisdierfiucom-
mulaliva em loda a respectiva comarca na'confor-
midade do arl. luda DisposicAo Provisoria acerca da
administracao da jusliea civil.
g l. Bn cada una das oulras comarcas da pro-
vincia havera' um juizdc direito creado pelo arl. (1.
doCsd do Proc. Crim.
ALFANDEC.A.
Kemlimcnlo do dia 1 a 3, .
dem do dia 4.......
20:07>-.:ll
,ft:654865
31:701981)8
Detcarregam no dia 7 de airif.
Barca poriugiiezaMara Josdiversos gneros.
Ilrigue inglezCrimeacarvau.
CONSULADO liEBAL.
tendimento <|o da I a II..... 8:806)887
dem do da 4........ 4:8728093
1:1:6785180
1MVEUSAS PROVINCIAS.
Bondimenlo do dia 1 a 3..... 8439729
dem do da ',........ 3498053
1:1918775
Exportacao'.
liio de Janeiro, brigue escuna nacional (Mari,
de li.l toneladas, condoli o seguinto : 101 pipas
agurdenle cachaca, 1 ditas e 1 barril espirito, pl-
pa-e 2 qnartol.is azeile de carrapalo, 1(K) pecas de
helas. L") quarlolas mol. 283aaccoS e 3 rundeles rom
1.439 arrobas e 13 libras de aasacar, 1(K) saceos mi-
Iho, 1,112 meius de vaquetas, fO saceos com ICO ar-
robas do cera de carnauba.
Slockholm, patacho sueco Elias Pehro, de 3:20
toneladas, conduzio o seguintc : i,'iW saceos com
11,200 arrobas de assucar, i.OO couros salgados.
Velparaizo, barra sueca Tritn, de Gil tonela-
das, cunduzin o scguinle :6,'0 saceos com lli.'.ISV
arrobase l(i libras de assucar.
Bio da Prala, hrigue hespanbol iiDeego de Len,
de 299 toneladas, conduzio o seguidle : 817 sac-
eos c 1.(170 barricas com 15,307 arrobas e 40 libras
de estacar.
KECEBEDOHIA DE BENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PEBNAMBUCO.
lieudimenlo do da I a 3..... I:436t308
Idcm do dia ........ 560jO!)
1:98t;-::!7
CONSULADO PROVINCIAL.
Uendimenlododia 1 a 3..... 8:68938:28
dem do dia 4........ 2:8028969
11:4920797
MOVIMIENTO DO PORTO.
Marios entrador no dia .
Bueuos-Ajrcs18 dias, Briguo hamburguez llei-
malh. Je 245 toneladas, capullo F. J. Day, equi-
pagein II, cm lastro ; a ordem.
Maranhao24 das, hrigue de guerra inglez Ex-
press, rommaiidanle Boycc.
Rio Grande do Sul31 dias, barca brasileira nlpo-
juca, de 27.1 toneladas, capiUo Manoel Luiz dos
Sanios, eqnipagem 15, carga 8,(121 arrobas de car-
ne secca ; a Bailar & Olivcira. Passageiro, An-
tonio d.i Silva.
Sacio* tahidit* no mesmo dia.
LondresGalera ingleza nElenborough, capitn l.
Thonihill, com a mesma carga que Irouxc. Sus
penden do lamnirao.
Lcsle da Coala d'AfricaBarca americana V-
ckery capitao E. U. Booth, carga parle da que
trouxe.
BabiaGaropeira brasileira (d.ivracaoD, meslre
Joaquim de Souza Coulo, carga azeOe e mais g-
neros.
Bio da PrataBrigue hespanbol Deego de Len,
rapilSo Jos Mi le, carga assucar.
S. JoSoeTcrr* NovaBrigue inglez nllerald, ca-
pullo John Wanen, em lastro. Passageiro, Frc-
ilerieh Kern.
Aearacu' llialc brasileiro nSobralense, meslre
Francisco Jos da Silva Ralis, carga fazendas e
mais genero-. Pa-sageiros, Miguel Antonio de
Miranda, Antonio Bndrigues Coclho.
EDITAES.
O lllin. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihosnuraria provincial, em riimprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos propietarios abaixo mencionados, a enlrcga-
rein na mesma lliesouraria, no prazo de Irinla dias
a contar do dia da primeira publicara.i do presente,
a importancia das quolas com que devem cn|rar
para n calramenlo das casas da ra do Livramento,
conforme o disposto na le provincial n. 350. Ad-
vcrlindo que a falla de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dade do artigo !>. do regulamenlo de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 Manoel Jos Monlciro.....975500
4 Antonio da Silva Ferreira. 903000
6 Joaquina Mara Pcreira Vanna. 1189500
8 Manoel do Nascimeulo da Costa
Monlciro e Paula l/.idra da Cosa .
Monlero.........6680OO
10 Viuva c benleiro- de Jos Fernan-
des Eiras......... 678500
12 Antonio Moutero Pcreira. 753000
14 Luiz de Franca da Cruz leneira. 378500
1(1 Joaquim Antonio dos Sanios Au-
drade..........753150
18 Marcelljno Antonio Pcreira. 908000
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Ol-
veira GuimarSes.......1808000
22 Viuva do Dr. Jos. Francisco do
Paiva..........124B500
U Jos Baplisla Ribeiro de Farias. 12C8000
96 Manoel Buarque de Macelo. 1088000
28 Um'belino Maximino de Carvalho. 488600
30 O mesmo.........'608000
32 Francisco do Prado......608000
34 Viuva de Francisco Scverino Caval-
canli..........608000
36 Nuno Mara Se Seixas.....788000
38 Manoel Francisco de Moura. 1118600
1 11 "idoii o, de. Joaquim Jos de Mi-
randa.......... 1278500
3 Thomaa de Aquino Fonseca. 998600
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
pes...........278000
7 Ordem Tcrceira de S. Francisco. 618200
9 Francisco Jos Pacheco do Medciros
e oulros.........67?"-K)
11 Antonio da Silva Gusmao. 4fO0O
13 Antonio Jos da Castro. 638000
15 licrdeiros de Izabcl Soares deAI-
nicida. ........189000
17 Joaquim Bihciio Pontos. 548000
19 Viuva e licrdeiros de Jo3o Pires
Ferreira..........'IfiSKKl
21 Manoel Ronda de Camino. 758000
23 Irmaudadc das almas do Becifc. 68>i00
cadu
to-
para
tatla, esquecimenlo to proveiloso srdida arobi-
ca, quanto fatal pobreza e a humanidade.
Os /c. f.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 4 DE ABRIL AS 3
DORAS DA TARBE,
Colaees olliciaea.
Cambio sobre Londres a 27 1)2 d. 60 difUad!.
nheiro.
Dito sobre Pariza 344 rs. por fr.
Desronlo de leltras al 8 inezes I ao mez.
Assncar someno2I50 por arroba.
Dito mascavado especial18950 dem.
Dito regular bom18820 dem.
23 Dr. Ignacio Nei\ da l'onscca.
SI 8000
27 Padre Joo Antonio Gaiao. 1238000
29 Antonio Cordeiro da Caoba. 608000
31 Juan Piulo de Queiroz c licrdeiros
de Joaquim Jos l;erreira. 218600
li'l Joao do Ko-ario Guimaraes Ma-
chado.......... 728600
35 Antonio Luiz Gon;alvcs Ferreira. 758000
37 Jolito Porlclla...... 528500
39 Joaquim Francisco de Azcvcdo. 458000
41 Francisca Candida de Miranda. 608000
UEGlVfl
Rs. 3:006875S
c. para constar se mandou aflxar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da lliesouraria pro-
vincial de Pernambuco 14 de marco de 1855.O se-
cretario, .inlonio Ferreira d'.tnnuncianio.
O lllm. Sr, contador, servindo de inspector da
lliesouraria provincial, cm cuiiiprimenlo do dispos-
lo no arl. 34 da lei provincial n. 129, manda fazer
publico para conlicciincnlo dos autores hypolhpca-
'uis, c quaesquer iulorcssados.quc foi desappropriado
a Jos Jacinlho da Silveira um sitio na estrada dos
Remedios pela quanlia do 5508: e que o respectivo
proprietario lem de ser pago do que se Ihe deve por
semelhanle desappropriarao, logo que terminar o
prazo de 15 dias contados da data desle, que he dado
para H rcclamarcs.
E para constar so mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 17 de marco de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira d'Aannunciaco.
O lllm. Sr. contador servindo da inspector da
lliesouraria provincial, cm cumprimerilo da rcsolu-
i.i i lajunlada fazenda, manda fazer publico que
no dia 12 do corrento vai novameutea prara a obra
do 8. lanco da estrada da Escada.
E para constar so mandou aflxar o presente e pu-
blicar pelo Diaro
Secretaria da lliesm raria provincial de Pernam-
buco 2 de abril de 18i5.O secretario, A. F. d'An-
nunciacao
O lllm. Sr. contador servindo d* inspector da
lliesouraria provincial, em comprimenlo da resolu-
>;ap da junta da fznda, manda fazer publico qoe
no dia 19 do correnle.vai novamenle a praea a obra
dos reparos urgentes do assude de Carnarii.
E para constar se mandou aflxar o presente e pu-
blicar poto Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
hoco 2 de abril de 1855.O secretario, //. F. da
Annunciarilo.
O Dr. Bufino Augusto de Almcida, juiz municipal
supplenle cm exercicio da segunda vara prepara-
dor dos processos dojurv do Rocifc e seu le.mo,
por S. Bl. o Imperador que Dos guarde ele.
Fac. saber que pelo Dr. Adellno Antonio de Lu-
na Freir juiz de direito interino da l. vara cri-
minal da comarca ,do; Recito, me foi communicado
ler convocado a segunda ses-ao indiciara do jury
desle termo para o dia 16 Jo conenle as 10 horas
da manilla, cajo sorleameulo leve boje lugar e sa-
hiram sorteados para a referida sessao os 48 juizes
de faci tegointei:
Jos Guedcs Salgueiro.
Manoel Joaquim do Reg c Alhuqucrque.
Manoel Antonio Torres.
Francisco Ignacio de Torres Bandeja.
Joan Facundo da Silva Guimaraes.
Jos Anlnuin Pcreira de Brlo.
Joaquim Theodoro da Silva Cisnero.
Joao Francisco de Albayde.
Dr. Braz Florentino Henriques de Soil/.d.
-Manuel Gregorio Paes de Andrade.
Francisco Joaquim Cantoso.
Josc Lourenco Bastos.
Bernardo Jos Lopes.
.loan Coclho da Silva.
Miguel Augusto do Olivcira.
Manoel I lime da Silva,
Luiz de Moracs Gomes Ferreira.
Manoel Pires Ferreira.
Joaquim Antonio de Caslro Nunrs.
Jos Thoniaz Pires Machado Porlclla.
Antonio Flix Pcreira.
Amaro Goncalvea dos Sanios.
Joaquim Antonio Carneiro.
Manoel Gonralvcs Ferreira e Silva.
Dr. Jos Muniz Cordeiro Gilahy.
Antonio da Silva Fragoso,
Antonio Leal de Barros".
Jos Barbosa da Silva.
Antonio Mari ni. S ildanli i.
Dr. Manoel Adriano da Silva Pontos.
Amaro de Barros Corrcia.
Jos Francisco de Sonza Leal.
Antonio Mximo de Barros Leile.
Domingos da Silva Guimarae.
Dr. Bernardo Percira do Carino.
Antonio Ignacio de Medeiros Bcgo.
Jos Francisco do Reg Barros Jonioi.
Francisco Accioli de Gouveia Lilis.
Manoel Jos .los Sanio-.
Jo.lo Jor- Gomes.
Jos Pedro do Bego.
Jo- Carneiro da Cunlia.
Jos Francisco Pires.
Francisco Ignacio da Cruz o Mello.
Luiz .Manoel Rodrigara Valonea.
Jos_ Lucio Monlero da Franca.
Antonio Muniz Pcreira.
Ji"o Antonio Ja Silva Grilo.
Oiqaaeshao de servir na referida sessao para 0
que silo plo presento convidados, devenda compa-
recer, assim como lodos os nlereaadoa no dia e hora
marcados.
E para que cliegue a noticia de lodos inandci pas-
sar o presente que ser publicado pe i imprenta e
allixado nos lugares mais pblicos dosto termo.
Dado e passado tiesta cidade do Recito de Pernam-
buco, aos 2 de abril de 1855.Eu Joaquim Francis
co de Paula Esleves Clemente,escrivao a esrrevi
ftu/ino Augusto de A\meida
DECIARACO'ES.
ADMINISTRACAO' DO CORREIO.
A mala que lem de conduzir o brigue escuna
Mara, com destino ao Bio de Janeiro, fecha-se
hoje (5) as 10 horas da nianha.
O arsenal de guerra precisa de 2ser\cnles es-
cravos para o serviro interne : quem os liver com-
pareja na directora do mesmo arsenal, das 9 horas
do da cm dianle. Arsenal de guerra 2 de abril de
1855.-*-0 escrivao das ollicinas,
Manoel Jos' f'ereira Jlrayiter.
COMPANIIIA PER.NAMBI CANA.
O conselho de drcrcao convida os Srs. arrionjslasa
rcalisarcm a quarla preataelo de 10 por % sobre o nu-
mero de acees que Ihe perlencem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o encarregado dos recebimcnlos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 2(1.
Tcndo esla reparlicao precisan de bons oniciacs
depedreiro para as suas obras ; manda o lllm. Sr.
inspector convidar a quem queira assim nella em-
pregar-se a apretntar-se-lhe com loda a brevidade.
napeeeSo do arsenal de marinlia de Pernambuco 3
ue abril de 18-55.O secretario, Alexandre fto.lri-
guet dos Anjos.
Pela adminislracao da mesa do consulado se
taz publico que em cumprimento do arl. 191 do re-
gulamenlo de 22 de junho de 1836, e da data des-
le a cinco das, a urna hora da larde, so bao de ar-
rematar em hasta publica, a porta da mesma, 57
MceM com farinha de mandioca, no valor de
li-->00rs., apprelienilidas por > guarda conleren-
lo do trapiche do Pelourinho, Joito Baplisla d'Arau-
J." M?Sil d0 consolado de Pernambuco 3 de abril
de 18j.) O administrador, Joo A.uef Carneiro
da Cunha.
O lllm. Sr. capitao do porto manda fazer
constar, que em virlude da aulorisaclo do Exm. Sr.
presidente da provincia, foi collocada urna boia ba-
usa no exlremo dos baixos de Olinda, sendo a ua
descripoSo, que muito inlcressa a navegacao.a por
copia junta a este.
Capitana do porlo de Pernambuco em 30 de mar-
co de 18..O secretario, Alexandre Rodrigues dos
. Injos.
Descripcao da boia baliza collocada no cjlrem
aos baixos de Olinda.
Na direccao l.essueste Oesnoroesle da ponta de O-
liuda, acba-se coilocada'uma boia indicando os bai-
xos do mesmo nume, balisada da manria se-
guinto :
Sua coiingurac.no de urna pyramde cnica lem a
allura de 12 palmos c 8 pollegadas do nivel do mar
ao vrtice, e na sua baso a circiimferenria corres-
ponde ao dimetro de 10 palmos o 6 pollegadas. Sua
cor de um branco claro se destaca inmediatamente
das boias do banco do Inglez, sendo ueste, a do nor-
te rajada de branco a escarale em tiras perpendi-
culares, e a do sul de cor vermelba. Arha-se ella si-
ta sobre um fundo de ama grossa vermelba, em 5
macas na nana-mar media, para torra delta cousa
de unas 30 bracas principian! apparecer algumat
ages solas, mas ao nivel do fundo, c iquem ->40
bracas se enronlra o massecco dos baixos de Olin-
da, viudo a boia a Picar fra 2 milhas da cosa e 2
el quarlo do do exlremo oorle do banco do In-
gle/., sua posicao se oblem marcando a torre da o,
lia rulado de Olinda (igreja mais alta pouco ao 1\
da qual se acha o coqueiro rcmarravel) por 63 N O
o pao da bandeira do forte do Buraco, por 73 S 0
e a lorre do arsenal de marinha por 57 S O, rumos
esleS lodos magnticos, sendo a variaran da agullia
com que foram observados 9" N O.
Maicaiido-iinorle-sul verdadeiro por fora delta
se podera navegar livrcmei.to mo O safo dos bai-
xos por ella indicados como do banco do Inglez e
dos da lluba (coiitiuuacao dos baixos que das Can-
delas se prolongam ale a barreta de S. Jos): e to-
das as vezes que se fizer corresponder o coqueiro
remarcavel de Olinda, a meio do convenio de S
Francisco (igreja pouco mais ao norle, "e mais bai-
la que a Se) se estar Leste-Oeste rom a boia, a
qual pode ser vista de dia com lempo claro na dis-
tancia de .> milhas de cima do convez de qualquer
brigue, e de nuile na de 100 ou 200 bracas. (Is na-
vios que nao demandara o porto, convm nao nave-
garen! a torra Ja direcejk) aciu.a mencianada, por
quanto quer nos baixos em frente a Olinda, quer
nos da Duba, em rente da Iba do Nogueira, diini-
nuco fundo uestes lugares rpidamente.
tapilania do porto de Pernambuco 30 do marco
ioru ir' Autonio dos Santos, capitao do
i, ^nf!.rmT sccrelari0 da apilaHM, Mexandrc
todrigues dos Anjos.
AVISOS martimos.
ACARACC.
O palhaboloSobralensccapilao Francisco Jos da
Silva Ralis, segu no dia 7 de abril ; recebe carga e
passageiros : Irala-se com CaetanoCvriaco da C. M.
ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para a Babia -egne em poucos dias o velero
luale Caslro ; para o resto da carga, Irala-sc com
seu consignatario Domingos Alves Malheus, na ra
da Cruz n. .y\.
PARA O RIO D J\XEIRO
segu com muia brevidade abarca na-
cional Srte, por ter a maier parlo da
carga prompta, para OreftO, pnssi'i-ii CM
c cscravos a fre o, para o lentcs coiiiraodos: trala-se com os cnmig-
natarios Novaos & C, ra do Trapiche r.
-, ou com o capitao Jos Mara Ferreira
na prara do Commcrcio.
PARA O RIO DEJAHEIRO
pegue com loda a brevidade possivel o
bem conhecido patacho nacional ..Valen-a
te, capitao Francisco Nicolao de Araujo,
por ja' ter don trros da carga a Ixn-do,
para o resl e cscravos a-rcle, pjraoque
tem evcelleules commodos: I rata-se rom
o mesmo capitao na praea do Commcrcio
ou com Novaes & C, na'rua do Trapiche
n. 5't, primeiro andar.
BIO DE JANEIRO.
No dia 7 do carrcnlc imprelerivelmenlc segu o
patacho Santa Cruz, capitao Marcos Jos da Silva-
so recebe passageiros e estraves a rete : Irala-se
com Caelaoo Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Santo n, 25.
O patacho nacional VALENTF, ca-
pitao Francisco Nicolao de Araujo. segu
para o Rio de-Janeiro, domingo 8 do coi-
rente, para cscravos a frote, para 0*0*100
tem evcellentes com modos: trata-se com
Novaes c\ C, rua do Trapiche n. 54, ou
com 0 capitao na Praea.
Os abano assignado. consignatarios do patacho
portugus oAlfredon, di claramque o dito navio rere-
be carga al sabhado, e par islo pedem tea mcsnios
scnburcs que liverera do embarcar alguma carga,
queiram apromplaros seus despachos ale este dia.
Johnslon l'atcr & Campanilla.
RIO DE JANEIRO
O veleiro ])ii;uc escuna MARA segu
no dia do correte : para passageiros c
eseraVos a frete trata-se com Machado &
Pinhciro no largo da Assemblca, sobrado
n. 12.
avisos diversos.
Ja' chegaram as seguinless ementes
de o talices das mclhorcs rpiafidadet que
lia: rbanos blancos, dilos encarnados,
rabanetes blancos c encarnados, alface
repouiuda c alemSa, repolho, tomates,
nabo branco e ro\o, couves, trinchuda,
saboia elombarda, salsa, pimpinela, xi-
n a, cebla de Setubal, sinondas, sigo-
relha, selgas, ervilha loria, dita direila e
genoveza, dita de Angola, fcijao carra pa-
lo ile quatro qualidades, coentro de tou-
ceira, eumgrande sorliment das melho-
res sementes de (lores da Europa : na rua
da Cruza. 62 cm casi de Antonio Fran-
cisco Martins.
Precisa-sc de urna ama de leitc:
amada Auioran. -2, primeiro andar.
ASPHALTO.
Escriptorioda fabrica de asphalto, Ira-
vessa do Carmon. 10.
RUA 1)0 CRESPN. 21.
11.1 nesla loja muito superiores charu-
tos de San Flix, prorincia da Babia, e
adverte-se que o preco agrada aos com-
pradores.
O Sr. Angelo Custodio da Luz quei-
ra apparecer na rua do Cahuga' n. I B
ou annunciar sua morada para ser pro-
cuiado.
Augusto Carneiro Monteiro da
ty$) Silva Santos, Dr. em medicina. (#)
(fi reside- no aterro da Boa Vistan. f$)
fc ~), segundo andar. M
PIANOS FOKTES.
Itrunu Praegcr c\ Coinpanbia, rua da Cru n. 10,
recommendam as pessoas de bom goslo, seu cscolhi-
do sorliineiilo dos melhorcs pianos, tanto hori-nii-
lacs como vertir**, que por sua solida conslruccao
e harmoniosas voy.es, assim como por sua perfeila
obra de mao se dislinguem. Todos e-les pianos sao
tollos por encommenda, cscolhidos e recriminados,
e por islo livres de ipialgucr defeilo que se enconlra
muilas vejes em os piauos fabricado para einor-
lacao.
COLLECIO PARA MENINOS, EMWAN-
DSBECK, SUBURBIOJJEHAM-
URI.O.
O abaixo asignado lem a honra de participar ao
publico, que mudou o seu collogio neslc auno, de
llamburgo para Waodsbeck, e e-la agora habilitado
de poder aceitar mais alguna pensionistas. A silua-
r3o do lugar he a mais saudavel da todos os arrabal-
des de llamburgo, e a distancia dossa cidade permu-
te o gozo de lodas as yantasen! das ridades grandes,
assim como ella impossibilila o goro das desvanta-
gens para menuos. Ao entrar no collegio os meni-
nos nao devem ler eieedido a idade de 1(1 annos, e
manir cuidado e zelo se empregara cm favor delles,
nilo s para o seu bem pbyaico como ntelleeluat.
lillcs lerao UcjSa* em lodas iis lingual modernas, his-
toria, geograplua, historia natural, malhcmalica,
assim como os principios necessarios para o commcr-
cio, ou as linguas antigs, sciencia das anliguida-
dcs, philosophia, ele, romo preparos para o esludo
na oniversidade. As despezas do ensillo, sustento e
casa importara em 1,(100 marcos,OOJOOU pouco
mais ou menos. Os pas deverao dar roupa, assim
como pagar msica e ensino de dausa, caso o dese-
jem.C. H'otcksoattsen.
Esle collegio podemos rccommcd.lar s pessoas que
queiram dar urna clucac.lo eaemplar aos seus filhos,
por ser um dos melhorcs na Allemanha, -o oflcrecc-
mo-nos a dar lodas as iiitormares a quem precisar :
na rua da Cruz n. 10.
Precisa-se alugar i srvenles cscravos: no For-
te do Mallos, prensa de Jos Carlos de Souza Lobo.
Ilalduino da Cruz Kibeiro avisa ao Sr. Joao An-
tonio dos ranlos e mais senhores, que venham in-
demmsar os seus penhores no prazo de 3 dias, do
contrario serao vendidos para cuja iiidemnisar,1o.
Koga-se ao Sr. Amonio Jos do Reg o tavor
de apparecer na rua da Madre de Ueos u. lli, en dia
5 do crrenle al as 9 horas do dia sem falla, do con-
trario lomar-sc-hao oulras providencias.
Da rua da Cruz do Recito desapparcecu no dia
i do correule nm cachorro d'agua com os signaesse-
guinles: lem urna orelba malhada de prelo, e por
cima do tombo urna malha prelaetosquiado do meio
da barriga para a cauda : quem o pegn, diriia-se
ao aterro da Boa-Vista n. "0, que ser gratificado.
Precisa-se alugar urna prcla forra ou capliva,
que saiba colindar, engoiuinr, e faca todo mais ser-
vido de urna casa de pequea familia : a tratar na
rua cslreila do Rosario n. i.
Os Srs. Antonio Muniz Sodr de AragAo, A-
delo de Jess Mana Brandao Jnior, l.uiz Jos Pin-
to da Cosa e A>res da Albuqucrque liama.'lcem
cartas no escriptorio de Novaes x Companhia, rua
do trapiche ti. :, primeiro andar.
I.eudo-se o aununcio do anonymoPredilecto
de Doudoninserido no Diario n. /;> de i do cor-
rento, lem causado varias bypolhescs : pede-sc, por-
lanlo, que o seu aulor declare o seu nome proprio
com que foi baplsado ; e igualmente a denomina-
ran da rua enigmtica, para puder-sc-lhc responder
cathegorcamento, e nao salsfazeudo o pedido ser
tido como um completo phanalico.
ATTENCAO'.
Desde o dia 1 do correule, do silio da rua do Sebo,
sobrado amarello, desappareccram i novilhos n 1
vacca com os signaes seguinles : um branco com os
odos protos, oulro lavrado, e a vacca caslaulia rapo-
za : quem os pegou, ou nolicias soubcr. dirija-se ao
silio.Kima, oiin rua Direila n. .lo, segundo andar,
que sera bem recompensado.
LOTERA.
Numeram-se bilheles como os acluaes a iSIXlO o
inilheiro, recebendo-se em pagamento os mesmos at-
beles, iiumerando-sc ou em rasa do anniincianto ou
cm casa do p.ossuidor : quem quizer annuncic.
Onem quizer comprar ou fazer qoalquer oulro
negocio rom nina parle de pouco mais de 4005000 no
sitio ila (.apellinhi. que fui do fallecido Sebasliao
dos tirulos, avahado era 5:(MM)3000, appareca na rua
do Li\rainento, em casa de Corrcia & Irmios.
O Sr. Joaquim Farreira da Silra Jnior lem
urna carta na rua do Amorim n. .39.
Precisa-se sacar al a quanlia de .">:r.003(!00
pacavel cm Lisboa : a quem coflvler fazer lal lian-
saccao, dirija-se a rua larga do Rosario n. 48, se-
gundo andar, que c dir quem faz este negocio.
Precisa-se alugar uin sitio com casa decente
para familia, que fique porto da prara, e que lenha
banbo, cedendo-se a morada de um segundo andar
na rua larga do Rosario : a quem convier, Irala-se
na rua de Apollo n. 13.
Joo Rndriguee*ranro e Francisco Marqoes
da Asiumpcaio, subdisosporluguezes,reliram-se para
a Europa.
Joao Pcreira de Avellar. capitao do palarho
porlugiiez Alfredo, desoja fallar rom a senhora II.
Mana Ihcrcza de Oliveira da Costa a bem de M)
inlerescs, ou cnhlo qocira annunciar sua murada
dar ser procurada.
Precisa-se de carreras para conduzircm urna
grande porcAo de aterro c pe.lras do Chora-Menino
para a estrada do .angiiinbo, pagando-te um Un-
ir, por cada rarrcln: quem livor lilas r.rroras e
queira contratar, dirija-e a mema, estrada a fallar
rom Jo-e donralvcs Ferreira Costa.
Prcrisa-sc de um feilor de campo, que d rn-
nliecinu-nlo do sua conduela : a tratar no Engcnho
Novo de Muribeca.
Prccsa-se de um caxciro paran balean do urna
padaria dentro desla prara, preferindo-M o que le-
nnai pralica deslc negocio e que goze de boa repu-
l.irao ; nao se duvida dar um ordenado correspon-
denle as suas qualidades : aqueile que se adiar nes-
las circunstancias, dirija-se riia |arsa d Ros,r0i
padaria n. 18, de manhaa al as 9 horas e de larde
ale as 3, que achara rom quem Iralar.
Oderecc-se para ama de quaquer casa urna
rapariga mora, de boa conduela, que sabe coser e
engommar: na casa terrea ao lado na igreja de N. S.
da Estaucia.
Pesca-so o viveiro.no sitio qoe foi do fallecido
Muniz, nos dias 5e 6do correule mez.
Precisa-se de um leitor para um si-
tio : na rua do Trapiche n. 17.
Na rua da Gloria n. 83 ensina-se a
traduzir, fallar e escrever prfeitamente
a lingua ingleza, promettendo-se um me-
tliodo fcil para em pojyco tempo o disci-
pulo adquerir um grande adiantamento.
Trasp.ysa-se as chaves da loja da rua da Ca-
dea do Recito n. 17. com armario ou sem ella, por
prer,o commodo ; para tratar, na roa do Collegio
n. 4.
ENGLISIt HOTEL.
Sabbado. 7 do correte, llavera soupa, bife e fri-
cando de tartaruga, das 11 horas ato as 2 da tarde.
ATTENCAO'.
Avsa-se a cerlo seiihor da rua das....... que nao
ande boliudocnin quem esla quieto e nada Ihe deve,
pois se tormos a espremer mellior as cousas, sua mer-
co ainda de llovedor, entonde. sendor outro sim
lembre-se que o abaixo assignado pode por-lhe a cal-
va a mostra, e depois locar-lhe fogo aoi rabinhos.dos
quaes um chama-se M.... enlende, Sr. vvo 1 de-
pois nao se queie do Predilecto de Dondon.
Os abaixo assignado lem justo e contratado
comprar a taberna, sita na rua do Ranacl la- 81-, per-
lenrenlc a Joo Ignacio de Arroda e Jos Ignacio de
Arruda : qoem liver algum embarace a oppor a essa
compra, baja de declarar no prazo de 3 da da dala
desle, sob pena de. passado esse lempo, nio ser at-
lendido. Recito 5 de abril de 18..
Matloi & Companhia.
Do sobrado n. 21, na rua Nova, desappareceu
na noilc de I para > dj> corrente um gato maltes,
muito manso, grande, castrado, cauda inleira, ore-
lhas cortadas, c com urnas pequeas pelladuras : a
quem adiar e o entregar, ou dclle der nolida certa
na referida casa, se recompensar bem, e ficar-se-ha
muilo agradecido.
Arrenda-so um dos melhorcs sitios da Torre,
ou vendeo. rom todos os commodos precisos : a
Iralar atraz da matriz da Boa-Visir, n. 13.
Aluga-sc um negro para conduzir nma caixa
de fazendas : na rua do (Jucimado n. 7, loja da Es-
trella.
O abaixo assignado, leudo comprado a Sra. D-
Amia Joaquina de Moura, a cscrava Mara e urna f-
Iha de menoridade, c romo eslejam ausentes em po-
der de cerlo arbitro, que sob o mais fulil prelesto
se escusa de as entregar, negando desl'arle o direito
do abaixo assignado, direito esto que ootr'ora elle
reconhecer por legitimo, como se collge de suas
carias ; protesta cobrar lodos os dias de .serviro, na
rontormidade da le. Santo Andr 21 d marro de
185..Pauto de Athorim Salgado Jnior.
DINHF.IRO A PREMIO, em pequeas quan-
lia, sobre penhores de ouroou prata : na rua Au-
gusta, casa torrea n. 8.
Prerisa-sc de urna ama de leile, sadia ede boa
conducta : na ruado Vigario n. 1, armazcm de ca-
bos.
Ahiga-se nma prela para rasa de familia, rose
loria a co-lura, horda e faz lab\rinlho : quem qui-
zer, dirija-se u rua da Prala n. 7.
Precisa-se de um coziuheiro forro ou captivo, "v,
para nma casa : nol'asseo Publico n. 11.
Precisa-se de urna homem que saiba dislilar
agurdenle, para urna dililacao em um engeulio :
a tratar na rua Direila n. 106.
Aloga-se um excellenle sobrado.com boa vista
e grande quintal pitra o lado do pantano, para ludo
quanto se queira plantar, a com agua ao p, silo no
lugar do Arnrmbado, em Olinda : quem o preten-
der, talle na rua de Apolla, armazcm n. 30.
'Ahigam-se 2 grandes armazens, sitos na rua do
Brum, juntos a fundirn''do Sr. Boman : quem
pretender, falle na rua de Apollo, armazem n. 30.
Precisa-se de urna ama para cozinliar : no so-
brado n. I da rua da Cadeia, defronle da rdatn tcr-
ceira de S. Francisco.
Precisa-se de urna cscrava para o servigo inler-
no e externo de nma casa : no sobrado n. 1 da rua
da Cadeia, dcrronle da ordem tcrceira de S. Fran-
cisco.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 19 da rua
do Vigario, com bastantes commodos*: a tratar na
mesma casa no terceiro andar.
Manoel Filppc da Fonseca Candi vende a sua
bolirn da rea larga do Rosario n. >, por nao poder
conliuuara Irabalhar nella, em razao de seu estado
de moleslia : quem a pretender, dirija-se a casa de
sua residencia, na rua cslreila do Rosario n. 39, que
adiar com quem Iralar.
LOTERA DE N. S. DE CUADELUPE DE
OLINDA.
O cautelista Antonio da Silva liuimaraes faz sci-
enle ao publico, quo lem cxposlo a renda, no atorro
da Boa-Vista n. 58, as suas cautelas e bilheles da lo-
tera cima, a qual corre nu dia II de abril cor-
reule.
Bilheles 5500
Meios 29800
Quartos L-siM)
Quintos UJ300
Oilavos 720
Decimos (00
Vigsimos 320
N. B. O cautelista cima garante (Bracamente os
bilheles inteiros, pagando sem deconlo dos 8 % os
premios matares.
Chapeos de mas-
sa franceza.
Na rua Nova n. 44, ha um grande sorlimenlo da
torcila cima mencionada, e sua qoalidade lio>su-
perfina nos que ha presentemente no mercado, .
como tambem ha de muilo bom costo e formas moi-
lo modernas, chapos de castor branco inglezes, di-
los de caslor (Thibell) sem pello, dilos de castor
branco rom pello, sendo brancj e prelo, e ludo per
prrcorazoavel.
CHAPEOS A DE I0LLA.
Na fabrica e loja ,|e chapeos da rua Nova o. 44,
ha chegado urna nova factura de chapeos de molla
e sua qnalidaito he mais supfrior que ncsles esta-
hcledmulos lem havido, e por querer satiafazer as
pes-nas qlle procuraron! antes de os ler. faz o pre-
sente para lembrar que estao leudo grande extraerte,
c quo devem vir comprar anlcs que se ac bem.
lamhem ha de muilo bom gusto chapoi de fel tro
de lodas as cores para creanra, dilos de dito cem
cnfeiles e sem ellos para meninos, dilos de dilos de
lodas a< cores para homem, ditos amazonas muito
modernos para senhora, ditos de castorina copa bai-
xa, eom pello de dillerenles cores para homem, fa-
zenda esta ha muilo nSo apparerida neale mercado,
c :.oulras mudas fazendas prourias do estabeteci-
inenlo.
SYSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY

PlLULAS IIOLLOWAY
Esle inestimavel esprcifleo, composlo inleiramen
le de horvas medicioaca, nao cnilcm mercurio, nem
oulra alguma substancia delecterea. Benigno a mais
lenra infancia, e a roinpleirn mais delicada, he
igoalmcnle promplo e seguro para desarraigar o mal
na comploiraomais robusta; he inleiramente inno-
cente em suas operarfles e elTeilos ; pois busca e re-
frioye as doenras de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenezes quesejam.
Enlre milhares de pessoa coradas rom esle re-
medio, militas que ja estavam as portas da morte,
perseverando em seu uso, conseguirn] recobrar a
sadc c forjas, depois de haver tentado intilmente
lodos os oulros remet ios.
As mais alfliclas nao devem enlregar-se desespe-
rarao ; facam um eompelrnte cnsaio dos cflleazes
elleilos desla assombrosa medicina, e prestos recu-
perario o hendido da saii'lc.
Nao se perca tempo cm lomar esse remedio para
qualquer das seguinles -nfermidades :
Acndeiiles epilpticos. Febre loda esiiccic.
Alporcas. i;u
A"ipolas. Ileinurrhoida.
Arcias,mal d'). ilvdropi-ia.
Asllnua. Ictericia.
Codeas. Indige
Convulsro. Inllaminacocs.
Dehilidadc ou extena- Irregularidades da mens-
r'O- truarSo.
Dcbilidade ou falla de Lombrgas de loda espe-
forcas para qualquer rie.
cousa. Mal-de-pedra.
Desinleria. Manrhas na culis.
Dor de garganta. Obstrurrao de veulre.
o do barriga. Phlhi,icaou consumpeu
nos ruis. pulmonar.
Dureza no venlre. Hetcnr,. d'ourina.
Entormidades no ligado. Itheuinalismo.
i venreas S\mptomas secundarios,
F-nxaqticra. Temores.
L'^a***.- "ico doloroso,
r cores brlios Ulceras.
inlermiltenlrs. Venreo mal.
\ endem^e c.las pillas no eslabeiecmiento geral
le Londres, n. -J, strand, e na loja de Tilos os
boticarios, droguistas e outras pessoas encarregadas
rto 4tia venda em toda a America do Sul, Havauae
llcspanha.
Vende-se as boerlnbas a800 ris. Cada urna del-
las con lem urna instrucrao cm portuguez para ex-
plicar o modo de se usar d'eslas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Spum, phar-
maceuco, na rua da Cruz n. 22, em Petnatn-
buco.
MHTiiflnn


Ol RIO DE PERMPEUCO QUINTA FEIRA 5 DE ABRIL DE 1855.
Precisa-se de urna ama de leite : na ra da
Aurora n. 42.
Precisa-se de um bom feilor para o engenho
Noy de Goiaona : quera esliver as circumstanrias
de ham desempenhar osle lugar, appnreca ue.ila ci-
dade, na ru do Trapiche n. 17, ou no dilo engenho
para tratar do ajuste.
lllm. Sr. inspector *itheourarai:er.il. -Din Jos
da Rocha Pranlos, (|ue ero virlude de orden) do
lliesourn pnblieu nacional, que mamlnu a informar
a esta Ihesonraria umrequeriniontn com documentos
anneto* e comprobatorios, da quanlia He dous ce-
anlos mil ri-, que ao anpplicanle lie a mcsnia
fazenda llovedora, acontece que londo osuppli-
canle lado na superlativa, o requerido ja a V. S.
em dozembro do anno passado solucSo de una (al
informara al o presente, parece que por urna fala-
lidade, nao letn sido postivel o supplicante oblcr o
despacho, apezar de ler ja decorrido um annopouco
nui ou menos ; pt lo que, nao.sendo cabivel que as
renal lires liscaes prolelem o um lempo indeliiiidn ; por isso, vein o supplicanlc
requerer a V. S., que como (lelo desla repartirn, e
a rujo cargo esln a allribuico de cumprir e fazer
cuinprir as deliberarles e orden* do lli'fsouro, romo
dclermina o paragrapho 10 do arl. 31 do decreto n
7;i6 de 20 de novembro de 18.'0. so digne mandar
que e empregudo em cujo poder estilo os documen-
tse pelirocs ilo supplicanlc, para informar maulla-
dos por V. S. que be o cliefe da 4.a seceso, Jase
Ilenrique Marbadn, d prompto andamento n dita
informacilo afim de qne nal fique eternamente se-
pultada esta peticSo em seu poder, como lem estado
os outros documentos e pelicAcs ; com o que faro
ao lupplicanle a merecida justica ; cassim peden
V. S. Ihe delira.E. R. Me.
Jos da Rocha l'aranhos.
Keeife 22 de marc,o de 1855.
RETRATOS.
No aterro da Boa-Vista n. 4, leiceiro andar, con-
tiniia-se a tirar retratos pelo avalenta crystalotypo,
com muita rapidez e perfeioSo.
Precisa-se de um pequeo de 12 a 14 airaos,
para odieiro de una taberna : quem estiver neslas
nrcumstancias, dirija-se i ra do Caldeireiro n. fio.
Na moma taberna vendem-se sorras para trabalbar
bracamente.
Madama Theard, tetido de fazer urna viagem i
Europa; avisa aos seu* dovedores devirem saldar suas
coutas na toja da ra Nova n. 32. para Ihe evitar de
proceder contra elles judicialmente.
Pde-se ao Sr. Jos de Mello Osar ei-prn-
curador da cmara do Oliuda, que venda entender-
se com os herdeiros de l.uiz Koma, pois basta de
idas, ficando certo que eni quanlo nac -e en-
tender com os mesmos ha de sabir este aniiunciu.
PIANOS.
Jo.lo P. Vagelcy avisa aorespeilavel publico, que
em sua casa na ra Nova n. 41, primeiro andar, a-
cha-se um sorlimenlo de pianos de jcaraad, os
melhores que tein al agora appareciJo no merca-
do. Unto pela sua harmoniosa e lorie voz, cerno pe-
la saa conslrureo de, armario, da fabrica de Col-
lard & Collard em Londres, os quaes vende por pre-
co raioavel. O annuuriaute cuntiuua a aliar e
concertar pianos com perfeicjn.
LOTERAS DA PBOVINCA.
O raulelista Salustiano de Aquiuo Ferreira conti-
na a vender bilbeles e cautelas as pessoas que oom-
pram para negocio, pelos prego* abaiso declarado,
m ver que clieaue a quanlia de IttuyHNi para ci-
ma, dinheiro vista : podo ser procurado na roa do
Trapiche n. 3G, segundo andar, das ',1 al as 12 huras
da manh.la. Os seus bilhetes e cautelas esto isen-
tos dos.8 por ccnlndo imposto geral.
Bilhetes 59300
Meios 29650
Quarlos 19350 '
Oita\ns ><;-:,
Decimos 5S540
Vigsimos 9270
l'crnaitbuco 26 de marco de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
queiniidou a sua aula para a na do Itan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer titilisar deseupequcno presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a1 qualquer llora ilos dias uteis.
Arrendase ama loja no alerro da Boa-Vista,
fropria para qualquer eslabelccimenlo, sendo con-
lole a casado Sr. Antonio Lu/. Goncalves Ferrei-
ra, e junta a urna loja de culileiro : os pretendeiiies
enlendam-se no sobrado por cima da mesma leja, ou
na roa da Cadeia do Recite, sobrado n. 3, primeiro
andar.
Offerece-se um moco brasilciro para escnplo-
rto, o qual sube bem ler, esrrever e contar, e lem
algans prcparalorios: quem de sen pre-timo se qui-
rer utilisar annuncic por esta folha ou dirija-so a
ra das Cinco Ponas n. 44.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoui, dentista fraucez, chumba os denles com a
a adamantina. Essa Jiova c iiiaravilbosa coin-
pcsicao lem a vanlagem de eucher sem pressao dolo-
sa todas as anfractuosidades do denle, adquerindo
m poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dn.ra.e prowelle restaurar os deules mais estragados,
coma formaea cor primitiva.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 RA NOVA 1 AHDAH 50.
O Dr. P. A. Lobo Mosenzo di consultas homeopathicas lodos os dias a pobres, desde 9.horas da
manha alee ineio da, e em risos extraordinarios a qualquer hora do da ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operar i de cirurgia, e acudir promplamente a qual-
quer niulhcr que estoja mol de parlo, e rujas circumstanrias nao permitlam pagar ao medico.
M MSDITOUO DO ML P. L LOBO BOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddirina ktmeojMlhtoa do Dr. G. II. Jahr, Iraduzido em por
luguez pelo Dr. Moacozo, qualro volumes encadernados em dous e acompaubado
un diccionario dos termos ile medicina,* cirurg, analomia, etc., ele.....
.le
209000
Esta obra, a mais importante de indas as que tralam do esludo e pralica da homeopathia, por sor a nica
que conten a base fundamental d'esta doatriuaA PATHOGENESIA UU EFFEITOS DOS MEDICA-
MK\ rOS NO IIRGANISMOEM ESTADO DE SAL HErnnhecimenlos que nao poden, dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar i prntira da verdadeira medicina, iutcressa a Iodos os medico* que qui/erem
eipi-t imentar a -'oulrina de liahiicmann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d/rlla : 1 lodos os
fazendeiros e senhores itecimenlio que eslo loiise dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesdo navio,
que una ou oulra vez nSo pudein deixar de acudir a qualquer inroroinodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que |>or circumstancias. que. ncm sempre podeni ser prevenidas, sao obriga-
dos a prcslar in continenli os primeirns soccorros em suas enformidados.
O vade-mecum do homeopallia ou Iraducco da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lamliem ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalbia, um vol-
me grande, acompaubado do diccionario dos termos do medicina...... 10*000
O diccionario dos termos de medicina, cintran, anatoma, ele, etc., encardenado. .'ljooo
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um paseo gara na pralica da
homeopathia, c o proprielario teste eslabolocimento so lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel c
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Blicas a 12 tubos grandes................. SNKKI
Boticas de 24 medicamentos em glubulos, a 109, 123 e 1 jJOOO rs.
Ditas 36 ditos a............... 208000
Ditas 4 H-!aS af? 'l0S "..............' #m
Ditas 144 ditos a.................. wijiMM)
Tubos avulsos............... ......... i^hK)
irascos ilc meia onra de lindura................... 2NHM)
Ditos de verdadeira lindura a rnica.
29000
Chapeos l'raner/.cs para bomcm a
Lencos de seda para senhora a
Ditos de dita para z'ravata a
na ra Nova n. 2.
G|000
19280
I9OOO
Vendcm-sasarcos com feijno mulatinbo, che-
gadodo Araralv, muiln novo: na taberna da ra
das Flores n.2l, ccnfronle ao porto das canoas.
Vcnde-se cera de carnauba em majores e me-
nores pirenes : un ra do Vigario 11. 5.
Vende-se um escravo c urna cscrava : na ru*
do Pilar n. 141.
A PECII1NCIIA.
Na roa do Crespo n. 13, lia para vender ricas lo-
beras de chita sem costina a 2?"|0I cada una, cha
les de luuiiini. e mudas mais fazendas que so a vista
dos compradores se dir o pie-;o.
Vende-so um ravalln grande, novo, bom an-
ador, bonito, capado: a ver c Ira! ir na rua do Col-
egio 11. l(i, lercoiro andar.
. Vcnde-se urna parte do sobrado sito
na ruado Vigario 11. 17 011 liypotheca-se:
quem o pretender dirija-se a' rua Copcci-
cao n. .
Veodem-te 2 moleqoesde idade do 14 a 1S an-
uos, o nina cscrava quitandeira, de boa rouducla :
na rua Dircila n. 3.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rrvslal de diversos lmannos
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
'IBLICADAO DO KSTITUTO HO
linil'Aillll:o DO BRASIL.
TIIESOt'll HOMEOPATIUCO 9
ou O
VADE-MECUM DO <$)
1I0ME0PATIIA.
Mtthodo concito, claro e seguro de cu- (S\
rar homeopalhicamenle todas as molestias />.
que affligem a especie humana, e parti- V*
eularmente aquellas que reinam no Bra- (A
sil, redigido scuundo os melhores trata- /J
dos de homeopalbia, lauto europeos romo -01
americanos, e segundo ; propria experi- *
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Lndgaro %1
Pinho. Esta obra he boje rerouhecida co- <^>.i
mu a melhor de Indas que Iralam daappli- A
carTnt hoiqeopalluca no curativo das mo- yf I
leslias. Os curiosos, principalmente, nao (ji
pudem dar um passo seguro sem possui-la /a
consulta-la. O pais res de eugoubo, sacerdotes, viajantes, ca- (fi
pitaes de navios, serlanejosotc. etc., devem x
le-la mo para occorrer promplamente a <&/
qualquer caso de molestia. /ijj
Dous volumes cin brochn por 1091KK) y
encadernados II.^KHI (^
Vende-se nicamente cm casado aulor, //
no palacete da rua de S. Francisco (Mun- ^^
do NnvoLn. 68 A. t

J. JANE, DENTISTA,
a-
contina a residir na rua Nova n. 19, primei-
?5 ro andar. A
LOTERAS ua provincia.
As rodas da lotera de
JMC
PUBLICACAO1.
Acha-se no prelo e breve saldr a luz urna
8l interessantc obra intitulada Manual do
(J9 tiuarda Nacional 011 collcccao de lodas as Icis, &
V regulamentos, ordens o avisos concernen! JJ
S a mesma Guarda, (muilos dos quaes escapa- -
^ ram de str mencionados as collecces de @
9 leis): desde i sua nova organisa;.1n al 31 do
Ct deiembro de IR, relalivos mo s ao prores-
so da qualilicafo, recurso de revista, ele,
Jt etc., seiuio a economa dos corpos, nrganisa- 0
tt cao por municipios, balalbes, companhias,
0 de mappas, modelos, ele. ele. ele. Subscre- ti
A ve-se a 38000 para os assignanles, e^jOOO
( para os que nao o forem : no pateo do Car-
^ mo n. 9, primeiro andar. J
de i\m.
Casabe consignado de esclavos, na rua
dos Quartcis n. 21
Compram-se e recehem-se escravos de ambos os
sesos, para se venderem de rommissn, tanto para a
provincia como para fura della, offereopndo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Precisa-se de um feilor que soja pralico d"
serv)co de campo, e dous caiieiro* para encaitamen-
lo de engenho, sendo um dcstes lamben dislilajior,
e que sejam de toda proliidade : na rua da Cruz do
Keeife u. 7, primeiro andar.
COMPRAS.
_Compra-se um sitio pequeo, que n.lo exrola
de 1:."i00S al 2:3005, sondo nos lugares Soledarie,
Estancia, eslrada do Joiln de llar ro- ou Belein, e que
tenba casa separada de oulra : quem o liver annun-
cic para ser procurado.
Compra-se sement de abacate e de sapoli :
quem liver annuncic, ou dirija-se a rua do Crespo,
laja n. 16.
VENDAS.
ALHANAK PARA Ittft.
Sahiram a luz as iblhinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, meo
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
U)() paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vrana n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
CAMBRAAS VARSOVIANAS
A 4,o00 0 CORTE.
Acaba de chegar um novo sorlimenlo dos lindos
corles de cmbrala* Varsovianas para vestidos ile sc-
NO ,1- f'i acirloln r nn "horas, de goslo escossez, e se vendem na rua do
>~ UU V U damimprcterivelmente no
da 11 de abril.O tlie-
soureiro, F. Antonio de
Oliveira.
Precisa-se de un prelo escravo para o servico
de urna casa de pouca familia : na rua da Cadeia do
Keeife n. 10.
corte, dinheiro a vista.
Itiquissimos corles de chai)
sendos e cores delieadissimas',
na rua do IJueimado luja n. 1
do seda de novo* dc-
por preco cotnn\odo:
7, ao pt da botica.
JoaoSalernoToscanode Almeida, me
i ador no Rio de Janeiro, rua da Assem-
hla canto da na da Misericordia, se en-
tarrega de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: patentes de ofliciaes
de linlia e da guarda nacional, cartas de
desembargadores, de jitizes de dircito,
municipaes, remocoes dos ditos jniz.es,
breves de dispensa para casainentos e to-
llo os mais de que $e baja mister pelas
secretarias, tbesouro e conseibo supremo
militar, etc., etc. O mesmp Snlerno se
encan-ega dessascommissoes, urna vezepte
se Ihe adiante osdinbeiros necessarios pa-
r esse fim, certo de que servil a' com
promptidao a todas as pessoas que quize-
rem ter a bondade e favor dse utilisarem
de seu prestimo.
Precisa-se de uma ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 26,
por cima da cocheira.
O abaiso assignado, od'erece o sen presumo a
quem se quizer utilisar para tirar guias do juizo dos
feitosda fazenda, lanloda geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessoaluienlcas nilo podem
tirar, e qu com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia sou
nome, numero da rasa, e rua em que mora, nos lu-
gareseaurales : erife, rua da Cadeia loja n. 39,
ruada Cruz n. ti, paleo do Terco n. I!t, rua dol.i-
vramenlo n. 22, praca da Independencia n. 4, rua
Nova n. 4, praca da Roa-Vista n. 2. onde serao
procurados s l>ilbeles e .s pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na rua da Gloria u. 10 casa
do.annnnciante.Macariio de Luna Frirc.
LOTERA DE N. S. DE GlADELt-
PE DE OLIMU
aOS5KMSW)0,2:0008000, E 1:0003000.
Corre imliibitavelmeiite quarta-feira II
de abril.
O caulelisla Salosliano de Aquino Ferreira, avisa
ao respeilavel publico, que os cus bilhetes e cau-
telas estn isenlos do descont de 8 por cento do im-
pn-to (HtSi do acta do pagamento sobro os Iros pri-
meiro* premios grandes. Arham-se venda as
lijas : roa da Cadeia do Keeife n. 2i e 5, na
i da Independencia n.87e39, rua do Livra-
menlo n.22. roa .Nova n. 16. roa do Oueiinado n.
:i9o U. c ruado Cabala n. 11.
Bilbeles .VS-iOO receber por inteiro 5:000.->
Ucios ^soo 2-.S06\9
Ouartos I H0 t:B90|
Oilavos -20 Decimos liOO a n 5008
VigVssimo 320 o
Na roa da Cadeii do Reqife n. 3, primeiro a-
il, i. confronte oosrriplorio dos Sr-, Barroca A Ca-
in. desparhaniTse navios, quer uacionacs ou cslran-
-. com tenia a promptidAo ; bem como tiram-se
passaporlei para fr'ira do imperio, por preco* mais
coiumodos do que em outra qualquer parle, c sem o
menor trabalbo do* pretndanle*, que podem tratar
dai 8 da manhsa as 4 horas da tarde.
I.uiz Canlarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensino, na rua das Trinrbciras n.
19, se acha aberla lodas as segundas, quarlas c sex-
tas, desde as 7 horas da noite at asi) : quem do seu
presumo se quizer utilisar, dirija-se mesma rasa.
das 7 lloras da maulula at as il. O mesmo se ofl'ere-
ce a dar lcCes particulares as horas couvencionadas:
lambem da lices nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios lem marcado.
Novos livros de iiomeopalhia mefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Ilahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............20-jOOO
Testo, irolestias dos meninos.....i >- >m i
Ilering, homeopalbia domestica.....70I)0
Jalir. pbarinacnpe.i buineopalbira. ti^OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... lb";o(X>
Jahr, molestias nervosas.......65000
Jahr, molestias da pclle.......s-nnn
Kapou, historia da homeopathia, 2 volumes lbcVOO
llarthmann, tratado completo ilasmolcslias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bomeopathica.
De Favollc, doulriua medica homeopalhica
Clinira de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopalbia. .
Diccionario de Nysleu ........
A tilas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlcmlo a descripcao
de todas as parles do enrpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio bomepa-
Ihicu do Dr. Lobo Moscoso, rua Novado. 50, pri-
meiro andar.
LOTERA BE N. S. DE GUADELUPE.
Aos 5:0005000, 2:XI?000, 1:0008000
Os bilhetes e cautelas do caulelisla Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior 13o afortunados pelas
frequentes vezes que lem dado as sorlcs grandes, co-
mo rerommendados por screm pagos os premios
grandes por inteiro sem desconlo algum, acham-so a
dispo-irao do respeilavel publico, as seguinles lu-
jas : praca da Independencia n. 4, 13 e 1,5, e 40, roa
do Qiicimado n. 37 c em oiilrasmais do coslume:
as rodas da referida lotera audam imprelerivelni'ii-
lo enfll do abril cni o consistorio da isireja dos Mi-
litares.
Uilbeles inleiros 59300 Recebe por inleiro 5:0ft03
Meios bilbeles 29KOO 2:.VKI?
Onarlos 19440 1^508
Oitavos 720 (i-,5
Decimos 600 o 5008
Vigsimos 320 2508
108000
SJOOO
7? 680(KI
48000
OJOOO
3O3OOO
Chegou polo [laqiiclc intdez uma fa/euda inteira-
menle nova,tuda do seda.rampo asselinado rom qua-
dros largos o de lislras, o mais lindo possivel,ultimo
gnstn em Paris, rom o nome Sebastopol, vende-se
nicamente na loja da rua do Quemado 11. 40, pelo
diminua prejo de 18200 o cavado : dgo-se as amos-
tras com penbor.
FARINEA DA TERRA.
Vendem-se saceos com farinha 'la tr-
ra nova e bem forrada, arroz de casca e
pilado : na rua da Cadeia do Keeife n. >.").
Vendem-se 2 escravas rrioulas, sendo uma rom
um iiiim de 20 mezas, sabern co-er, engommar, la-
var, ele. : na praca do Corpo Sanio, armazen 11. 6.
Vendem-se louensde lini de liuho de 3 ponas,
a 500 rs. : na rua Nova, loja n. 2.
Veos de lihi de lindo a 3^000 : na rua Nova
n. 2.
Caslicacs de vidro lapidados, um par 2-sOOO
Ditos ilc brouze 280(N)
Candieirns para -ala 68000
ua rua Mova 11. 2.
UMA POR 108000.
Casacas de panno prelo, ditas de cores a IO9OOO :
alrai da matriz, loja
vi* la.
11. 2, rua Nova, dinbeiru a
UM IRASCO POR 18000.
vende-se o venladeiro vinagre aromtico, que ser-
ve para limpar denles, tirar pannos do rosto, ama-
ciar a pello, tirar caspa da caheca, c oulras muitas
virtudes que lem este vinagre : na loja n. 2 da rua
Nova, alraz da matriz.
POR SEDULAS VELI1AS A 39000 e U00OO
i;ar, OCEM EIXARV DE COMPRAR.
A moda, pechlucha de borzeguins e sapales de
lustre franeczes para homein, ditos do bezerro c de
lustrado Nante*, lano para bomcm como para me-
nino, muilo proprios para a esl.ii.Ao presente, alui
disto um ihuo e completo lorlhnonlo de calcados de
lodas as qualidades. lano para humciii como para
senlioru, meninos e meninas, ludo par preco muilu
coiiiiiiodo, 1 troco de sedlas vellias : 110 a'lerro da
ltoa-\ isla, defronle da noneca n. 11.
\ ndem-se na loja da rua do Crespo n. 3, a*
fazenda* abano mencionada-, que, por sua boa qua-
idade e mdicos precos, merecen) a allnelo do pu-
Idico.
Colleles de seda de cores, ditos para meninos,
por 18000 : na rua Nova, loja n. 2.
Manuel Tavarcs Cordciro lem para vender fu-
mo para charutos do ludas as qualidades, gigos rom
champagne em guala-, e meias. do mellen autor,
o outros inai* genero* : no armazesn n. 18, na tra-
ve*sa da Madre de Dos.
o' iE mm\m.
A 506 rs., a lx, a lf, e :i JjjOO cada
urna peca de madapolaO com toque de
avaria, a ellas anles que se acabem : na
loja do Busseto Publico n. 9.
Vendeja nina casa meia-agna, sita na rua no-
va iln Destino, no bairro da lina-Vista, ruin seu pe-
qBena quintal plantado : os prclciiduutes dinjam-se
i rua dos Martirios n. I").
Vendem-se parreiras mnscateis da melhor qna-
lidade possivel, em caixes : na rua de S. Cmalo
n. 15.
Fumo em folha.
Vemle-se superior tumoem folha. tardos peque-
os, a 59OOO a ai roba, a dinheiro : nos amazona de
Rosas, na travos-a da Madre do lieos n. 13, o ua rua
do Amorim n. l, de Francisco Cuedes de Acaujn.
Vendem-se 1 escravas, sendo 3 rrioula-, de 10
aillamm-, de bonitas figuras, o umadonacao.de
meia idade, ptima quitandeira : na rua de Hurlas
n. 60. ,
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia. vendem-se cobertores eicnros, proprios nara
escravos, a 720, ditos grandes, bem enenrpados, a
18280, ditos brancas a 18200, din com pello Mini-
ando os de lia a I -Mi, ditos de 1.1a a 28100 cada
m.
FIMO EM FOLIIV.
Na rila do Amorfm n. 30, armazem de Manoel
dos Sanios Pinto, ha muilo superior fumo em folha
para fazer charutos.
Na rua do Trapiche n. 1G, escriptorio
de Biandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imilacao das dn Uttssia, de
muito boacjualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores emcaixas sorljdas, mui-
to propri para torrar chapeos.
Papel almaco ede peso, brancoc azul,
de boas qualidades.
Grax para arreios de cario.
Candelabros de (i luzes de feitto ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade comminn. com o competente sec-
cante. .
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e bvgieni-
cas: vcnde-se em casa del.. Lecomle Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Bxtra-fino. 800 a lib.
Superior.. 640 >.
Fino. ... 500
Chapeos de sol de seda a
f.assas do diversas coros, a vara
Chalas dalla cota barra a
MeriOO-Selim ptClo-, o covado
Cortes de casemira de cores a

O caulelisla Anloni.) Jo Rodrigues de Souza
Jnior oflerece os seus bilhele* e cautelas as pesaos*
que costumam comprar para negocio nesta cidade e
para fra, aos precos abaiKO, sendo em porc;lo de
100^000-para cima e a di)iheiro vista, em seu es-
criptorio, na rua do Collegio n. 21, primeiro andar.
Bilbeles inleiros 31300
Meios bilbeles 280.V)
Quarlos 18350
Oitavos r7.,
Decimos 510
N igesinios 270
O capitn James (ianlncr, da galera america-
na Finland,arribada a esle porlo na sua viagem de
Cale uta para Londres, com rarreganienln de gneros
da India, precisa a risco martima sobre a casco, car-
ca e frele da dita galera, de cerra de 25:0009000,
para occorrer as despozas e concert* da sobredila
galera, afim de seguir sua viagem : os prelendenles
queiram mandar suas pinpostas em cartas fechadas,
no prazo de t dias, no escriptorio de llenry Forsler
& Companhia, consignatario* da meucionada galera :
na rua do Trapiche Novo n. 8.
O Sr. Joan Manoel de Barro, proprietario do
engenho Serrara, querendo vender 2 rsrravos seus
que anilam fgidos, appareca por si ou por seu pro-
inradiir, na rua do Rangel u. 3ti, segundo andar.
rrecisa-se de um feilor e administrador para
um sitio perlo da praca, ao qual da-sc bom ordena-
do : quem pretender, dirija-se i rua da Cadeia Ve-
lba n. 16.
Precisa-se alugar uma preta de boa
conducta para casa estraneira, que sai-
na engommar, para andar com meninos:
na rua da Cruz n. 10.
Engomraa-se com mnila perfeico, e lambem
se lava bem : quem quizer, dirija-se* ao caes do Ra-
mos, taberna do Iletiro n. 2G, que achara com quem
tratar.
lUtSSe K5K ESC
DENTISTA. S
Paulo Gaignoes, dentista fraucez, estabele
9 cid" na rua larca do Rosario n. 36, segundo 9
41 andar, cullura denlos cun gengivas artificiaos,
c dentadura completa, ou parle della, com a W
($ presso do ar. {p
JH Rosario n. 31) segundo andar. 2;
3 e
O Dr. Lobo Moscoso mudou-se pa-
ra a rua Nova n. 50, primeiro andar.
LA'A ESCOSSEZA OD MELPO-
MENE, A 320 0 COVADO.
\ ende-se, por baver porcao desla fazenda propria
pararoupes c vestidos do senhoras e meninos, po-
lo baralo proco de uma pataca cada covado : na rua
do Queimado loja n. 17, ao pe da botica. Esla fa-
zenda lio de muita duraeao, e nunca se vcudeu por
UM barato preco.
ALPACAS DE -VADEOS E DE
LISTRVS DE SEDA A .00 E
500 RS.
Vende-se por este baralissimo preco para liquida-
co de cuntas, na rua do Queimado loja n. 17 ao
pe da botica, assim como uma porcilo de Cassjas
trncelas liuase de cores fixa* a 320 e' 400 rs. o co-
vado.
R1SCAD0S DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.
Vende-ie na rua do Queimado loja n. 17 ao p
da botica, riscados escuros com listras de seda, pro-
prios para vestidos e roupoe* para senhoras e me-
ninos, pelo barato preco de uma pataca cada cova-
do, para ultimaran de conlas.
Vendem-se lodos os pertcnces de uma hiberna,
consislindo em balco, balanca de Human & Compa-
nhia, pesos, medidas, caixes e canleiros muilo se-
guros, tudo por preco commodo, e lambem se vende
cada uma cousa de per si : a tratar iia rua da Ala-
dre de Ocos n. 36. Na mesma casa vcnde-se urna
porcao de sement de Irigo para quem quizer plan-
tar,
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companliie
em Santo Amaro, aclia-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiore
navai.iias:a contento e tesoiras.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, ejoti-
nuam-se a vcuder a 88000 o par (preco li\o) as ja
bem condecidas e afamadas navaldns de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex.iosicao
ile Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se seutem un roslo na accao d collar ;
vendem-se com a condicto de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las ale 15 diasdepois
pa compra restiluindo-se o importe. Na mesma ra-
sa ha ricas lesouriubas para lianas, feilas pelu mo-
mo faldeante.
Em casa de Timm Momscn & Vinas-
sa, pracado Corpo Santo n. 1.1, lia para
vender :
Um sortimento completo de livros em
brauco de Hamborgo.
Lonas da Hussia de superior piaKadc c
por preqo nntito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dillerenles quaKdades.
Absintlie eclierry cordeal de superior cuia
lidade.
Vinlo de cliamparjne da marca afamada
Paute pre & fils.
Chocolate flanee/..
Pianos mtisicaes e liori/.ontaes.
IECHAHISIO PARA HSE-
HHO.
XA FUNDICAO IMi FERKO DO ENGE-
MIEIK DAVID W. BOWNIAN. NA
Kl'A DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FA ISIZ,
Ji.i sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jcclos de meebani-mos proprios para engentaos, a SB-
moendas c raeia* moendas ila mais moderna
5000
560
l-'lIHI
0000
g Para acabar a S.sOOO .
^j, Chapeos do seda para senhora guarnecidos S
(j de hico ile blond, lloros e plumas a S? cada g
.gj um : na rua dn Crespo, loja auiarella n. 4. ^
#iO* Na rua do Amorim n. 41, vendeui-
se os sepililes getteroa.-os mus superiores
que vem a este- inercadOi e por commodos
precos:
Vinlio moscatel em barrio de ."i a!) caadas.
Champagne.
Cha' de San Paulo, caixasdc 2 a 20 libras.
Chocolate francezr.
liai rafcs com cevadinlia.
Carrafoes com sajj.
Est.tuas para jardim. *
Nasos para jardim e cemiterio.
Gales, trinas, espiguilha e volantes para
armadores.
Bom sortimento de brirvs, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se bnm franco/, de quadrn* a 640 a vara,
dito a !MK) rs., dilo a 1280, riscado de lislras de cor,
proprio para o miimo lini a 1GO o covado : na rua
do Creajia o. fi. i
\ ende-se uma batanea romana rom Indos os
s.us iH-rlcnces.em bom nana de 2,000 libras quem
pretender, dirija-se i rua da Crun, armanm n. 4.
Vende se muilo bom licite : na rua Dircila n.
121), primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, cbogado da Lisboa pela barca Cra-
lida.
Farinha de mandioca.
Vemle-se sccas (pandes com farinha :
no armazem de Jos Joa Mello no caes da alhvndega, e pura por-
cOes a tratar com Manoel Aires Guerra
Jnior, na rua do Trapichen. 14.
Novo SORTIMENTO DECOBERTOREs'nE lo-
DASAS QUALIDADES.
Cobertores escaro* a 720 rs., dilos grandes a l|sW
rs., ditos hranros de alcodrtode pello e sem elle, a
milaran (|os de papa, a 1?200 rs. : na loja da rua
'o Crespo n. 6.
PIRA 1 QUARESMA,
Sarja pela bespanbobi de primeira qualidaile. sc-
tim prelo muilo superior, casemua prola franreza,
dita selini. vefluilo prelo superior, panno prelo mui-
lo fino, cun lustre e prava de liman, o de unirs qua-
lidades mais abano : vendem-se ifa rua du Crespo,
loja da esquina que volta para a cadeia.
as ((itali-
cn fras-

CAL VIRGEM.
ROLAO' FRANCEZ
Chegnii de novo e se acha a venda a deliciosa pi-
ladaidesle ruifln fraucez, e m so encontrara na rua
da Cruz n. 36, escriptorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Rosario n. :t8, e na de Manoel Jos Lopes
ua mesma rua u. iti.
Moinhos de vento
ombombasdercpuxopara- regar borlase baia,
derapim, nafundicade D. W. Itowman : na rua
do Bru ns. 6, 8e10.
Vende-so i
CARNE.
Vende-se carne viinla'do Ceara : na rua do Quei-
mado n.,15
Vende-se a casa lerrca le 2 portas c 1 janclla,
na rua de Asnas-Verde*, lado da sombra n. 82, a
qual lem no fundo uma oulra de porta c janclla, e
um quarlo com urna porta com trente para a rua de
I lorias, tudo em chaos proprios, sendo a casa da rua
do Aguas-\ ordes de paredes dobradas, propria para
levantar sobrado ; a psssoa que a pretender, dirija-
se rua da Mansuoira n. 9, na Boa-Vista, ou no
trapiche do algodt, que achara com quem tratar.
AWVIIOIR.
uma porcao- de fiiito, propr; para Tgfc ln:1/l,,n ,1,,
cigarros, por proco commodo: na pial.) de~Sanla JaX r- ..
Rila, dislilacao doKranra.
Vende-se uma crnica rom arreios para raval-
lo, muilo mamara a convenanle para servico de al-
gum sitio : na Prala de Sania Rila, dislilaoio de
tranca.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo;
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
inaus.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins ingleses. .
(elogios patente inglez.
Chicles de carro e de montara.
Candieirose casticaes bromeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farol lo de Lislwa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiro c devela.
\ aquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
CEMEMO ROMANO BRAMO.
ende-se cemeulo romano branco, ebegadn agora,
de sbporior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do (heatro, arma-
zem de taimas de pinho.
S!**:**
J9 RL A DO CRESPO N. 12. 8*
M \'omle-s ncsla loja superior damasco de
1> seda de cores, sendo brauco, encarnado, rxo, ?i
]:', por preco raznavel. S
Taixat* pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua havr um
completo sortimento de tai\as de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
p'reco commodo e com promptidao' :
embaveam-se ou carregam-sc em carro
sem desjieza ao comprador
(0 POTASSA BRAS1LEIUA. ($)
(^) Vende-se superior potassa, fa-
( brieada no Bio de Janeiro, che- * ,*. jada i ecentemente, recommen- ^
S da-se aos senhores de engenhos os a
2| seus bons elfeitos ja' experimen- "
tados: na n da~d:uz*--21.x-Nar-
L. Leconte Feron &
Companhia. Q
(0 Vende-se cobre para forro de
, Al 20 at 28 oncas.
Zinco para forro com os pregos
^f competentes.
W Chumbo em barrinbas.
W Alvaiade de chumbo.
) Tinta branca, preta verde, em
Soleo.
Oleo de linhaca em botijas de 5
$ rales.
tg. I'apelde embrulbo.
fa y"'" Para *idraca.
"J Cemento amareilo.
'i" Armamento de todas
g dades.
*$ Genebra de liollanda
^ pieiras.
L ^ou,"os ^e lustre, marca grande.
*J Arreios para um e dous ca-
vallos.
'f Chicotes para carro e esporas de
<) ac plateado. i
Formas de ierro para fabrica de
assucar.
Papel de peso inglez
Champagne marca A & C.
tal '' l"n es, Pe w Klieno de qualidade especial: W
W no armazem de C. J- As- 0
!0 llev&C. (A
BALSAMO HOMGENIO SYM-
PATH1C0.
Favoravelmenle acolhido em todas a provincia*
do impciio, e lao geral como devidamenle apreciado
por suas admiraveii virlude,.
MOLESTIAS CURAVEIS
l'Ofi ,1110 DESTE PORTENTOSO BALSAMO.
HERIDAS HE TODO O lit.NERO, anda que
sejam rom lacerarles de carne,e que j estivessem no
estado de cbagas rhromcas, esponjosas e ptridas.
I.ogo drpois da applicariio cessam a* llores.
CI.CERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarna-, erisipelas, molestia* cutneas ou perpe-
tuas, e scirrhos, conheodos pelo falso nome de liga-
do nos peilos. rheumalismo, dieleze de lodas as qua-
lidades, colla, iuchacoes e fraqueza as arlicala^oas.
Ul-'EIMAUURAS, qualquer que seja a cansa e o
objeclo que as produzin.
O MESMO BALSAMO se tem applicado com a
maior vanlagem na* molestias seguinles : porem ad-
vcrle-ie que s se deve recorrer a elle em casos m-
tremes, na talla absoluta ou impossivel de *e obter
a assislencia de um facullalivo.
FSTULAS, em qualquer parle do corno.
l.n.MllliiCAS. uo exceptuando a tenia on soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, inda que
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilidade do etlo-
mago, i'li-lrurcao da* glndulas, on enlranhas, e ir-
csularidade ou Talla da menslrucao ; e sobrelodo,
Millaininace* do litado e do baco.
AFEECCO'ES do peilo, degeneradas em principio
de phlisira ele. Vciulc-se'ua rua larga du Roiario
n. :i.
Vende se um jumento e uma jumental prxi-
ma a parir, por prec,o commodo : na rua do Quei-
mado. loja n. 14.
'i
Cbeg.iu pela ntienevieve uma fazenda inleiramen-
le nova, toda de seda, campo arrendado, com qua-
dros largos e lislras asselinadas.^nranladnra vista, c
ultimo gosto cm I'aris, com o nomo liase a Pompa-
dour : vende-se nicamente na rua do Queimado n.
19, pelo baralissimo preco de 15200 o covado ; e
dilo-se amo.ira- com penbor.
Vende-se muilo em conla, para pagamento, o
engenho Una da comarca de Santo Anliln, dallante
da cidade da Victoria -2 leguas, e 8 do Recife, muilo
porto da cstradn nova de Santo Anlao. o sou terreno
qne he suflicienle para safrejar-se 3,000 piles an-
nuaes, he de grande producrao, com cxcellenles
mallas, e ricas madeiras de coiislruccao ; o engenho
he levantado sobro fortes pilares de pedra e cal,
mc com roda d'agua, cujo acude abunda de bons
pcixes, lem casa de purgar,cnraixainenlo com 2 bons
balcOes de correr, serrara movida a agua, di-iilacan
de cobre etc., para dislilar agurdenle, lauque de
madeira para mel, boa c esparu-a casa de vivenda,
amata obras necessarias ao engenho. He vendido
visla da escriplura de permuta, ede seus marcos res-
pectivos : quem pretender, dirija-se a rua da Cadeia
do Recife, loja n. 40, ou no convenio do ('.arma a
fallar com o Rvin.^r. Fr. Lino do Monte Carmellu,
o no mesmo cngenbu cima, ou no engenho Aguas-
Claras de Urucu'.
Vende-se uma sorledc Ierras no municipio do
Pilar, da provincia da l'aralnb i. que principia da
extrema do engenho Pacaluba, sesuindo pela estrada
que vai do mestno cnaenbo para Cuarabira, cumpre-
bendendo os sitios Cachoeira, I'edra d'Agua, Sapu-
caia, Corac.no, Mas-aranduba, Rii Secco e parle da
aldeia, com a lalilude da mencionada estrada para u
norle, e confinando com os nos adjaeentes, pela
quanlia de 4:500l}000 por que fui .vahada nn inven-
tario que ltimamente se procedeu do estando .vin-
culo do morgado S. Salvador do mundo : quem pre-
tender eflecluar a compra dos mencionado* terrenos,
dirija-se ao engenho Vellto, no muniripin iln capital
da mesma provincia, ou au engenho Roa-Visla, no
municipio de Mamanguape, a tratar cora sou pro-
prietario o coronel Francisco Antonio do Almeida e
Alliuqucrque, certo deque fara negucio baslanle-
iiienle ra/oavel e vanlajoso.
CASEM IRA PRETA STIMA
. 5;500 0 CORTE.
Mantas prelas de blond a 103000
l'anno prelo muito lino a XyiOO o covado.
Sarja preta la\ rada StOO
Selim prelo mar.-io -TIHI
Sarja prela hcspanbola n 19600
Nobreza prela porlucueza" I9GO0
Alpaca prela de lustre a 600 m
Lencos de selimjircto 1)6Q0
Lavas de soda pelas o IggOO a
^ emlem-se na rua do Queimado om frcnlc do
becco da Consregacflo, pausando a botica asegunda
loja n. 40, il.m se as amostras cora penbor.
bar:
eiui.truecan : tajxas de ferro fundillo o balido, de
superior qualidade ov de lodosos tamaitos ; rudas
denudas para agua uu animara, de lodas as propor*
cijos ; rrivos e boceas de fornalba c regi-lro- de bo-
eiro, aguilhoe*, bronzes, parafusos o cavilboes, moi-
nho de mandioca, ele, etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se cxecnlam lodas as cncommendas com a superio-
ridade j conhecida, e cun a devida presteza e com-
modidade em preco.
VIDRUS PARA VIDRACAS.
Vendem-se em caias, em casa do itarlhomcu
Francisco de Souza, rua larga do Rosario n. 3G,
MMS WDI.1X.VS V
OVADO.
400 0
Vendem-se na loja de Ilenrique & Sanios, na rua
do Queimado n. 40, as novas indianas ( seocVta* pe-
lo diminuto proco de 400 o covado : dan- -o as amos-
Iras com penbor,
NA RUA DO TRAPICHEN. 8.
\endem-se cadeiras americanas de halanco, obra
muilo boa e de gosto, o sellas de espcrniacetc pro-
prias para bailes e lliealros. tudo por baralo prc^o.
FEIJAO MlTIMIO.
Na rua do Amorim n. :l'J, armazem de Manoel dos
Sanios Piulo, ha superior feijito inulatinho em sc-
cas por precos razoaveis.
Manuaes de missa e de conissao.
Vendem-se por preco muilo favoravel : na casa D,
ti da rua do Trapiche Novo.
Vende-se uma mesa de jacarando de meio de
sala, por preco muito era conla ; na rua Direita u. -J.
\ ende-se arroz pilado branco, em sacras, a
l9000,-em arrobas a jtKIO, e mais baila a 15000 a
arroba : ua rua Direila n. 2.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barrica* e a reta-
Iho, no armazem da ruada Cadeia de Santo Anto-
nio de materiaes por preco mais em conla.
CAL DE LISBOA A .sOOO RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, ebegado no
ultimo navio a 43000 por cada uma : ua rua do Tra-
piche n. 1G, segundo audar.
FAKINIIA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas fraudes com muito su-
perior 1'arinlia de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 1G do neceo
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes &'C, na rua do
Traplce Novon. l(i, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a 5j500rs. a sacca : nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
eno de Jos Jonquim Pereira de Mello, no
caes da alf'andega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Hryan, na rua do
Trapiche-Novo n. (i, segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MACi'O.
Na rua do Crespo, loja n. 0, vende-se superior
sarja be-p. nimia, muilo larca, pelo diminuto preco
le 2(300 e 29800 o covado, setim maco a 2?S00"e
39200 o covado, panno prelo de 39000, 4oUOO, JCOO
e (i^OOO o cuvado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas (jtie tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazem n. 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandcga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes primeiro andar..
CEMENTO ROMANO.
A ende-se superior comento em barricas grandes ;
assim romo lambem vendem-se as tinas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaqun) Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, propiio
pa palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua du Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, d muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 5 ha para vender e\cel-
lentes pano*rindo* ltimamente de llam-
huigo.
A 10000, 24806 < SgOOO.
Vcnde-se mclpomone de duas laizuras rom qua-
drosarhamalolados para vestidos de senhora a 10 o
covado ; sclim prelo Macao, excellenle para voli-
dos'a 5 o covado; lencos do camhraia de tinlio fi-
no- brdanos e tuce* pela beira a.o rada um ; cam-
hraia do linho lina a S9 a vara ; asim como diver-
sa- fazendas purroinmodo preco : ua rua da Cadeia
do Keeife loja da esquina n. .">(>.
AOS ACADKMICOS.
As melhores poslillas de analvie da consliluico :
na rua do Collecio n. >.
CHARUTOS DE HAVANA.
Vendcm-sc superiores chariilos do llavana, por
preco commodo : na rua du Crespo n. 23.
Vcnije-sc cHcetivamente aleool (le96 a 40
graos
cm pipa, barr on caadas : na Praia de Sania Hi-
la, distilaeiio de llanca.
AKUOZ DO MAUAMIAO.
Vende-se no armazem n. 10 do becco
do Azeite do Pei\e, por preco commodo.
muilo alva : na
Von le-sc etrellente taimado de pinho, recen
tomento ebegado da America : na rol de Apopo
trapiche do ferreira. a euteoder-se com o adrarais
rador do mesmo. t
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stollc em Berln, em pregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramcnto do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portuguez, em casa de
N. 0. Bieber & Companhia na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chtisto.
Sabio a luz a 2.a edicto do livrinho denominado
Devoto CbristAo.mais correcto e acresecntado: vnde-
se nicamente na livrana n. 6 e H da praca da Iu-
dependencia a O10 rs. cada eiemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de .Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhus de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da (.onceicao, e da noticia histrica da mo-
dal lia milagrosa, edeN. S. do Bom Cnnsellm : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja da
independencia, a 19000.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
ebegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
meulc chegados, de excellentes vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e *de superior rpialidade: no
armazem de N. O. Bieber &C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se um cabriole! com coberla c os com-
petentes arreios para um cavallo, todo quasi novo :
par> ver, no alerro da Boa-Vista, armazem do Sr.
.Miguel Segeiro, e para tratar noltecife rua do Trapi-
che u. 1 i, primeiro andar.
gft&*@$@:$:@$$@*9.*
Deposito de vinbo de cliam- W
pague Cliateau-Ay, primeira qua- f
(JJ) lidade, de propriedade do conde l
^ de Marcuil, ruada Cruz do Re- ftft
gj> cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a OjiOOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron Se Companhia. N. W
W B.As cnixas sao marcadas a fo- f
9 gConde de Marcuile os ro- C|
^ lulos das garrafas sao azucs. @
Potassa.
No ailan deposito da rua da Cadeia Velha. es-
criptorio n. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Itussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanctU para forro de sellins che-
cada recntenteme da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Iterife, de llenry (iibson, ns mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por preca
mdicos.
Vendc-se o Chauveau, Thconc du Code Penal,
ultima edic.lo om 3 volumes, inteiramenle novo, por
3tWKX) rs. : na rua doCpllegio n.3, primeiro andar.
Vende-se uma taberna no becco da l.ingoela
n. 10 : quem pretender ou quizer comprar, dirja-
se ao mesmo becco.
65 Bom e commodo, para as familias. 31
H f.assas de core fu* e de goslos muito mo-
w dernns. pelo baralissimo proco de 240 rs. o
9 covado, um completo sorlimenlo de todas as
5* fazenda* por menos 10 c 20 por cento do san 9
9 valor, por se ler comprado uma grande por- 9
5 ;Ao dolas, de uma loja que lindou : tem um 9
9 crai.de e completo sorlimenlo de panno* pro- 9
los e rasemiras prelas, para lodos os precos : 9
B na rua do Queimado, loja do sobrado ama- 9
):; relio n.29, de Jos Moreira Lopes.
GOMIA.
-Vsn.-iiKsvsaeras com gomma
rua du Queimado n. 14.
FRESCAES OVAS
V emloiii-se ovas do serian, por preco commodo :
na rua dn Queimado n. 14.
Pechincha igual s na Ca-
lifornia* ou rio Passeio
Publico n. 9.
Vendem-se pecas dema-
dapolao a 300. 1$, *$ e
2*^500 rs., a ellas antes
que se acabem, pois osfre-
guezes sao muitas e a fa-
zenda he pouca.
Vinho PRR,
em barris de 5 em pipa : vende-se em casa do Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Keeife n.48.
Chapeos alertos. i
Chegaram a loja e fabrica de cuapeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praca d^
Independencia, os desojados chapeos de^'*'***}
palha arrendados para liomens e meni-
nos, etjtiese vendem por pretjo mdico.
ESCRAVOS FGIDOS.
Cm ol de marco pelas qttatro horas
da tarde, fugio o mulato Manoel, idade
I Oannos, altura regular, rosto redondo,
cabellos crespos, olhos pardos,, nariz e
bocea regular, sem barba e com um sig-
nal na face direita, levando vestido calca
de castor escuro de quadros. presa na cin-
tura por urna correia, camisa de algodao-
/mlio com listras azues echapeo de pa-
lha novo. Este escravo foi comprado
nesta praca a Joaquim Alvet de Lima,
de Gravata', e soll're o mal de gotta, de
cujo mal foi atacado na vespera do dia em
que desappareceu, e do que resultou ir
cora a camisa bastante dilacerada. Quem
o apprehender pode leva-lo a' rua do
Crespo loja do Sr. Ferrao, ou a rua do Vi-
gario n. 5, que sera' gratificado com ge-
ne rosidade.
ESCRAVO FGIDO.
Em 28 de marco pelas 7 horas da noi-
le. desappareceu o escravo Domingos,
natural do Bonito, com os signaes seguin-
tes: altura regular, cor preta, cabellos
carapinhos, rosto redondo, nariz chato e
denles limados; fevou vestido calca de al-
godozinho com listras azues, camisa de
chita cor de rosa e sem chapeo, ou talvez.
um de cotiro que no mesmo dia desappa-
receu pertencentea outro escravo. Esle
preto he muito conhecido, nao s pela
maiisidao com que falla, como lambem
pela grande quantidade de pannos que
tem no rosto e peitos, originados de ve-
nreo de que se estava curando, como se
pode examinar pela ferida que tinha na
verilha esquerda e com cuja perria deve
coxear : quem o apprehender pode le-
va-loa rua do Vigario n. 5, que sera' gra-
tificado com generosidade.
Desappareceu no dia 12 de junbo do anno pas-
sado, da fazenda do Lordelo, na provincia do Rio de
Janeiro, o escravo pardo, de nome Marcelino, esta-
tura rrgular, magro, cabello uso muilo crespo, olbos
regulares, nariz aliladn, bons denles, rom principio
de barba, idade 20 anuos, pouco mai ou menos,
com uma frula na perna rsquf rila ; levou 2 calcas
le algoitSo a/ot j.i osarlas, 2 camisa de aleodao
americano, 1 japona do foslao, 2 manas de algmlftn
doMinas c I chapeo de lehre usaJo : quemo pegar,
leve-o a Francisco Hibeiro Pires, na rua Formosa,
.que ser gratificado generosamente.
CEM MIL RES DE GRAT1FICACAO'.
Desappareceu no dia 6 dedezembro do anno pro-
vi mo passado, Kcuoilicla, de 14 anno* de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levon um vestido do chita com
lislras cor de rosa ede caf, e nutro lambem de chi-
ta bronco com palmas, um lenco amareilo no pesco-
ro j desbolado: quem a apprehender ronduza-a
Apiporo*, no Oiteiro, cm casa de Jo.lo Leile de Aze-
vcilo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo n. 17,
que recebera a gralilicacilo cima.
PERN. TYP. DE M. F. DB FaRIA. 1855
^
V
ilFRIUfl
miiti nnn


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