Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00949


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Full Text
ANNO XXXI. N. 78.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

V
i .
V
<0
ir-
*
9
4_
*
QUARTA FEIRA 4 DE ABRIL DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCAKREt.AIKIS DA SlltSCRIPC.VO-
Recife, o propietario M. F. de Varia ; Rio lo Ja-
neiro, o Sr. Jlo Pereira Martins; Babia, Sr. II.
Ilupr.li); Macci. o Sr. Joaquim Reanlo de Men-
rior-c* ; Parahiha, o Sr. Gervazio Vctor la Nalivi-
dari ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ercira Jnior ;
Araraly, oSr. Antonio de I.emos Braga; Ceara, o Sr.
Vil luliiilii AaajHHln Borges; MaranhAo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, i Si. Domingos
IImilano Aciviles Pessoa Cearenre ; Par.oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jernimo da Cusa.
CAMINOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 d- por 1i.
Pars, 3i0 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberilie ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leiiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oneas hespanholas- 29*000
Modas de 6-?40O vellias. iJOOO
de 03100 novas. 10J000
do4000. 90000
Praia.Paiacocsbrasileiros. 13940
Pesos columbarios, 19940
mexicanos..... 135860
PARTIDA DOS CORP.EIOS.
Olimla, iodos os das.
Caruaiii, Bonito e Garanhuns nos dias l e 15.
\ illa-Relia, l5oa-\ ista, Ex o Ouricury, a 1 i! e 28,
Goianna c l'arahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria u Natal, as quintas-reirs.
l'IU-.AMAH DE HOJE.
Primeira s G horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s horas e 30 minutos da lardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerrio, segundasequintas-feiras.
Rclacao, tertjas-feiras o sabbados.
Fazenda, tercas o sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPI1EMEBIDBS.
Abiil 2 La rhoia aos8 minutos e 36 segun-
dos da larde.
9 Quarlo mingunnte as 7 horas, 12 mi-
ninos e 39 segundos da tardo.
16 La nova a 1 horas, 16 minutos
36 segundos da tarde.
21 Quano Trsnente as 3 horas, 37 mi-
nulos 40 segundos da manhaa.
DAS da semana.
2 Segunda. S. Francisco de Paula, fundador.
3 Terca. S. Pancracio b.; Ss. Benignoe Vulpiano
4 Quarta. de Trevas. S. Izidoro are. e Dr. da I.
ft Quinta, de Endoencas.igidomeiodiaemdian.
6 Sexta, da Paixo. >5t al ao meio dia. S. Celco.
7 Sabbado. de Alleluia. S. Epifanio b.
8 Domingo. Pascua da Resurreico. S. Aman-
ciob ;Ss. Edixio, Mxima, MariaeConcessa.
parte ornciAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta do dia 26 de marco
(inicio Ao Exm. presidente da l'arahiba, di"
zendo que, seguimte para aquella provincia o br-
ga e-barca llamarar, afim de ronduzir d'ahi para
o presidio de Fernando, conforme reqtiisitnu S. En..
alguns criminosos ja sentenciados, haja S. Ex. de
expedir suas ordens para qne nao se demore o dilo
bcigue-barra, pois, alm de dever voltar para aqui
quanlo ante*, leva urna porrAo de farinha de que
ha necessidade naqoelle presidio.
Hito Ao Exm. prndenle da provincia das A-
lagoas, inteirando-o de que ficam expedidas as
convenientes orden para serem tornenlos ao 8. lia-
lalhAo de infamara os arligos de armamento e e-
i|o;pamento mencionados no pedido, quaaacompa-
nlia o sen oflicio de 23 do correnle.
Dito Ao marechal commandantc das armas,
para mandar avisar a tres officiaes superiores, afim
de servirem de vogaes na juma de juslica. que lem
de reunir-se no da 29 do correntc ; os qtracs rieve-
rao comparecer mi palacio da presidencia as 10 ho-
ras do indicado dia. Fizeram-se as dcinais com-
municacoos.
Dito Ao mesmo, envaoslo copia do aviso da
guerra, de 10 du correnle, Atontando esta presi-
dencia a dar baixa do serviro,. Ioo que aprsenle
substituto idneo, ao soldado Luiz Gomes Rezerra,
que naquell.i dala leva passasem do I." regiment
de cavallaria ligeira para a con'p.u hia fu de (aval-
lara desta provincia.
Dita Ao mesmo, Iransmillindo a relacocs de
allraeoes occorrid as no mez de fevereiro findo, acer-
ca de ? pracas de prct, que. perlencendo aos cor-
pos em guarnicao nesla provincia, aeham-se actnal-
ineule addidas ao 8." batalllo de infamara estacio-
nada as Alagas. Gommunicou-se ao Exm. pre-
sidente desta provincia.
Dilo Ao mesmo, commtitiicun lo-lhe haver o
majnr de primeiro regiment de cavallaria ligeira,
sebastiilo Antonio do Reg Barro, apreenlaiio na
secretaria da presidencia conheciiricnto de ler pago
a importancia dos emolumentos correspondentes ao
avisa da guerra, de que se remetteu copia a S. Ex.
com o oflicio de 22 desle mez.
lo Ao Exm. director gcral da insImecAo pu-
publica, enviando ama representarlo dos habtan-
os das povoaciies do Barro, Peres e Tigipi, para
que, de conformidade com oque resolveu a a'scm-
blea legislativa provincial, informe acerca du scu
conleudo ; declarando qual o numero dos alum-
nos que frequentam a escola do Peres, creada o au-
no pastado.
Dito Ao Dr. chefe ilc polica, remeneado rom
ia do aviso da guerra de 11 Ai correnle,"o requeri-
miento em que Diogo Suares de Alhuquerqne re-
clama a entrega do sen escravn Anlonio, que se a-
chava alistado no eiercilo com o noinc de Antonio
dos Santos Ribeiro, alim de que proceda as averi-
Kua?es do astylo para cnhecer-e se he o proprio,
de que Irata o nipplicanle, para o que fica o referi-
do Antonio asua dispo'irao.
Dte Ao inspector da Ihesuiiraria de fazenda,
para qne abra us assenlamentos de praca do cor-
neta Jos Francisco dos Reis, que se coniraluu para
servir no 1." balalho da infanta jUguarda na-
cional ilu municipio de Olinda, providenciando para
queseja o ntesmo corneta pago dos seus venciiiicn-
lus uos devidos lempos. Cmninuuicuu-se ao res-
pectivo commamlante superior.
Dito Ao mesmo, remetiendo compelenlempnle
despachada, nao s a peticilo com que llermaim Me
lerlinz recorren a esta presidencia da decisao dessa
thesonraria, que julgou procedente a apprehensau
que os guardas da alfaudega desta ridade, Jiiaqiiiin
Jos Ferreira da Penha Luciano Antonio de Mu-
ran Mesquila l'mientel Rzeraro em diversas joia- de
ouro, perteiicenles ao sopplicauli', mas lamhem o
l>roce*so deseniL'lhanlc .-ipprehi.'ii-ao, eos nnis do-
cumentos relalivus a ella.
Dito Ao presidenta do conselho administrati-
vo, dizendo que, em vista do disposlo no artigo .">.
do regnlamenlo de I i de dezemhro de 1SV2, nao de-
vora licar paralysados os trabalhos il.uiuelle ronse-
lho pelo impedimento do respectivo secretario,
Dilo Aojuiz (relator da junta de jnstica, en
vi.indo-lhc, para lerem relatados em sesslo da mes-
ma junta os procesaos verbaes do alteres Jos Fran-
cisco de Moraes e Vasconcellos, e do soldado Clau-
dino Gomes de Araujo,- ambos perlencenlcs ao 8."
infantaria. Communicou-se ao Exm.
presidente das Alagoas.
Igual, remetiendo o processo criminal do soldado
le polica Gervasio Pires Ferreira por criine de de
seraSo aggravada.Communicou-se ao commandan-
te respeclivo.
Dito Ao commandanle do Fernando, dizendo
que, njo leudo sido remeltidos com os seus olliclns
na. 151 e 174 de 29 de Janeiro ultimo e 12 do cor-
>s termos de eiaine de idenlidade de pessoa
dos sentenciados de ju.tica, Joan Feliciu dos Santos
c Manoel Alejandre Ferreira, que fallecern) na-
quelle presidio, cumpre que Iransmilta ditos ter-
mos a esta presidencia na primeira opporlunidadc.
Dito Ao mesmo, communicando- Ihe ter-se em-
barcado na barca llamarar, que para all segu
hoje, 50 sacras d* farinha, e 13:0009 r. em moeda
para occorrer as despezas do mesmo presidio.
9ito Ao inspector da thesonraria provincial,
remetiendo a conta correnle das mesadas abonadas
pelo conselheiro Anlonio de Mener.es Vasconcellos
de Drummond, e ei-ministro do Rrasil em Paris, ao
eldanle Anlonio de Araujo Ferreira Jacobina nos
mezes de Janeiro ajando do anno passado, afim de
que Sme. mando pagar ao mencionado conselheiro,
que ora e acha na corle, a quaulia de 309460 rs.
moeda porlugueaa,. a qual se Ihe est a dever por
sabio da siipradria coma.
Circular A linios os promotores pblicos, re-
mellcndo copia do mappa que devem remetler men-
salmenle ;i secretaria ile estado dos negocios da jus-
lica, conforme determina o aviso daquella reparli-
';a do .', ilo correnle.
Portara Horneando, em visla da proposta do
tenenle-coroncl commandanle do hatalhilo da guar-
da nacional de Olinda, e informaran do comman-
danle superior respectivo, para olTIciaes do referi-
do balalhAo, aos etdadaaa aballo declarados:
Estailo-maior.
'rnienle quarlel-meslre, Florencio Domingos da
Silva.
Alteres porla-bandeira, Joan Baptisla da Silva Man-
guinlin Juninr.
'!. companhia.
Alfcrcs, Jos Joaquim Lopes de Almeida.
i.' companhia.
Alfcres, Jos Joaquim de l.ima Jnior.
Dito, Joaqnim Jos Teixeira de Almeida.
3." rompa nina.
Alferes, Joilo l.ins de Albuquerque,
Dilo, Pedro Simoe da Silva Hraga.
6." companhia.
Alferes, Flix dea Mcrces Muniz.
Dito, Jos Victorino Delgado.
7." companhia.
Alferes, Evaristo Vieira de Alhuquerqne Lins Ca-
valcanli.
8.a companhia.
I "apilan, Joilo Baptisla Cavalranl.
Tenenle, Antonio Jos Alvesde Rrilo.
Alferes, Fmicisco Pedro Celestino.
Communicou-se ao respectivo cummandaule su-
perior.
27
Oflicio.Vo Exm. director da faculdadc de di-
roilo, enviando un cxemplar do relalurio apresen-
lado a assembla provincial na sua sessAo ordinaria
deste auno, alim de que seja archivado na bibilio-
Iheca publica desta ci.lade.
Dilo.Ao Exm. marechal commandanle !a ar-
mas, remoliendo, nito s copias do aviso da guerra
de 22 de fevereiro ullimn e da labclU a que se elle
refere, mas tamhcm 13 exemplares dos elementos de
arilhmelica de que (rala o citado aviso.
Dilo.Ao mesmo, dizendo que em visla do que
informou a Ihesoiiraria de fazenda no ollicio junio
por copia, nilo pode ser suspenso, sem que preceda
ordem dngoverno imperial, o descont a que se es-
l procedendo no sold do capitao Joo Baplisla de
Sonta Braga para indemnisaeflo da qnanlia de
i 19000 rs., nos lermos do aviso de 13 de jiilho do
anno passado.
Dilo.Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
devolvendo o requerimento de I). Alejandrina Tei-
xeira Souln.er.i que pede selhc'mandc pasaarlilnla de
aforamcnlo do terreno de marinha n. 316 em Fora
de Portas, afim de que proceda S. S< a respeilo de
conrormidadecom a sua informacAo de 10 de feve-
reiro ultimo n. 91.
Dito.Ao mesmo, aulorisando-o a entregar ao
inspector do arsenal de marinha, conforme requisi-
tou o Exm. presidente do Para,a qnanlia de 2069050,
saldo dos 5:5009 ris, que foram remeltidos a cssa
thesonraria para a compra de ohjectos precisos ao
arsenal de marinha daquella provincia.Fizeram-
se as precisas commiinicacoes.
Dilo.Ao mesmo, devolvendo os documentos com-
probatorios da despena de 219000 rs., feila pelo ca-
pilAo du segundo batalhAo de infantaria Flix Jos
I" Silva com a sua cominean desla capital para o
Brejo afim de que S. S. mande pagar semelhanle
despez.
Dilo.Ao mesmn, declarando que, visto nAo se
dar duvida algiyna) na pagamento da ^ua.nlia de
1)9820 rs., dcspeiidbja m.^(|jiulo|dio#Guiiralvrs ita-
Silva, com o fornecircnlo de lu/.ifo destacamento
de primeira liuha.de Caruar,mairue effecluar seinc-
Ihante pagamenlo.
Dilo.Ao mesmo, devolvendo afim de que pro-
ceda a respeilo de confurmidade rom a sua infor-
marAo de >> ifPcorreule n. 168, o requerimento
em que Jos Anlonio de Araujo pede novo Ululo de
a enrmenlo do terreno de marinha n. 181 na ra
de Apollo.
Dilo.Ao mesmo, remelle mo os papis da di-
vida de 960000 rs., de que pedem pagamento os ne-
gociantes Novae* & C. pelo frete de 12 eaiioea de
farilamenlo do ~r balalhAo de infamara, viudos da
corle para esta provincia na escuna 'lamega, e au-
lorisando-o a mandar salisfazer aquella quaulia,
visto que licou desfeito o equivoco que se deu no
numero dos referidos raues, segundo declaren o di-
rector do arsenal de guerra da corle no ollicio de
que remelle copia.
Dilo.Ao commandanle da estarAo naval,dizendo
que pela leilura do oflirio, junio por copia, do inspec-
tor do arsenal de marinha, ficar S. S. inteirado de
ja se lerem feiloos reparos de que precisava o bri-
gue de guerra Capibnribe.
Hilo.Ao inspector do arsenal de marinha, dnvi-
ando copia do aviso da marinha de 28 de fevereiro
ullimn. no qual se manda por duas cimpas de metal
amarello nos maslrns grande edolraqucte do hrigue
barca llamarar para passarcm volla os cabos de
laborar dos ditos maslrns.
Dilo.Ao direrlor das obras publicas, anlorisan-
do-oa receber definitivamente os concerlos da pon-
te do Molocolomb, e bem assiro a passar o compe-
tente certificado, alim de qoe o respeclivo arrema-
tante possa haver da Ihesouraria provincial a im-
portancia a que lem direilo.
Dilo.Aojuiz de direilo de Pao d'Alho, remet-
iendo copia do orcamcnlo relativo as obras de que
piecisa o edificio que serve de cadia e casa da c-
mara municipal daquella villa, e autorisando-o a
continuar cun a obra da mesma cadeia.Fizeram-
se as communicacfies necessaras.
Rilo.Ao inspector da Ihesouraria provincial,
aecusaudo receblos 16 exemulares do relatorio por
Sme. apresenlado esle anno.
Dilo.Ao provedor da saude, para que nfor,mc
com urgencia, se desde o principio desle anno lem
estado de quarenlena algum vapor inglez proceden-
te dos porlo da Europa, c no caso aflirmalivo, por
quanlos dias, e porque motivo.
Dito.A cmara municipal de Villa Bella, inlei-
raudo-a de haverem sido remeltidos a assembla
provincial o balance e orcamenlo da receila e des-
peza daquella cmara do anno de 1853 n 1854.
Porlan.Nomeando para subdelegado do distric-
lo de Ortigas e Cnnlendas do termo da Ouricury, ao
cidadAu JoAo Ferreira do Siqucira, visto ler fal lecido
0 CAPITAO PLOEVEN. (*)
Par E. Ganda.
SEGUNDA PAUTE.
XVII
O grande dia
Em loda essa noile Ploueven nA fechou os olhos,
nem conseguio dissipara nnvem qua-rjesava-lhe so-
bre o espirito. Se smente se houvesse tratado de
sua vida, sua resolucao leria sido tomada prompla-
mcnle ; mas Iralava-se do sua felicidade, e a cabeca
pertnrbava-se-lhe idea de que podia ser compr-
niellida. Miguel recebera suas ullimas inslrucrfies,
e o capitAu ronliava nelle como em um instrumento
ilocil ; mas a fatalidade podia inlromelter-se no ne-
gocio, e baldar as precaucoes mais sabias. E toda-
va que pedia elle au destino 1 Algumas horas de
tregua, algumas horas smeule.
A noile passou-se no meio dessa perplexidadc.
Mais de urna vez o capilAo deisou seu aposento jol-
gaudo ouvir ao longe rumores de sinislro agouro :
ora os passos de um homem, ora os de um cavallo.
Dirigia-se para o lado derses rumores, e nada encon-
Irava; eram engaos do soa imajinaean exaltada.
Entilo continuava a rondar, emboscava-se diante do
eastello de maneira que nenbum muvimenlo podes-
se escapar-llie, nAo perda de visla asjanellas do
quarlo da noiva, nem as de madama de Angremoul,
c apenas senlia-se tranquilizado pela escuridAo e
pelo silencie que ah reinavam.
Kis-iqui a razao desses sustos, e o que juslificava
urna vigilancia to excessiva. Iladama de Angre-
moul informara como linha promt-llido a Paulo
de Estaa da allianra que ia cuntrahir, e das van-
tagens que ella ofJ'ereria ; acrescenlara que prova-
velmenle o casauteoia seria feilono liin do lucio, e
determinara a data desse acoiileciinenlo. Essa rada
fui confiada a uin-uflicial de marinha um lano ao
acaso, o em un porto da America onde Paulo era
esperado. Desle enlo iiciihiima ri'spo.ta viera les-
Icuiunliar amadama do Angremoul que a missiva
rhegra ao scu destino; assim ella concluir que,
ou o prenle nao fra adiado, ou aculhra com in-
ilifl'erenra essa rorarmniicacao. Em Imlo o raso s
re-lava4he fazer ama cousa : era passar alcm. Ti-
nha cumprido o dever, e nada mais se Ihe poda
exigir.
Ploueven nAo ignorava nenhuma deslas rircuim-
Liucias, o era isso oque preuceupava-o lao viva-
mente. Se Paulude Estangs chegava, era porque li-
nha rccebid) a caria de madama de Angremoul, e
accilava seu convite. Ploueven nAo quera que o
() Vide o Diario n. 74.
Jos Antonio llelmondes que o exercia.Commu-
nicouse ao chefe de polica.
Dila.Nomeando para primeiro supplente do de-
legado de Ouricury. ao culadAo Dimas Lopes de Si-
queira. visto ter fallecido Jos Antonio Delmondes
que o exercia.Communicoo-se ao Dr. chefe de
polica. aa*""*
Dila.Conceded!!" a Manoel do Reg Lima li-
ceni;a para remellar para a ilha de S. Miguel 16 lo-
ros de sienpira, devendo ser esta spresentada ao ins-
pector do arsenal de marinha para mandar passar a
guia doeslylo.Igual a F'raiiciseo Jos Cyrillo I.eal
para remetler para Lisboa 10 duzias de taimas de
assoalho de amarello.
28
Oflicio Ao Exm. presidente do MaranhAo, en-
viando o aviso da repartirlo dos eslrangeiros de 10
do correnle, o qual veio com sobrescripto esta pre-
sidencia.
DiloAo Exm. commandanle superior da guar-
da nacional do Recife, communicaudn-lhe ler con-
cedido ao alferes do csquadrAo de cavallaria da guar-
da nacional desle municipio, Luiz Jus da Silva
Guimar.les, om anno de hrcne.i para Iralar de sua
sai'nle na Europa.
DiloAo Exm. presidente da rclacil; remetien-
do copia do aviso da Justina de H de dezembro do
anno passado, declarando em soluco a duvida sus-
citada pelo juiz do civel desla capital, que nos luga-
res em que anda ha juizes do civel, nao podem os
juizes miinicipaes, que com ellts exercem cumiila-
livamenlo a jnrisdicclo civel, nccumu'ar lamhem o
cargo de provedor de capel las e residuos, que exclu-
sivamente compele aos ditos juizes do civel, como
he expresso na artigo 179 do legulameiilo n. 120 de
31 de Janeiro de IMS.-Igual aojuiz do civel.
DiloAo Exm. commaiidaule das armas, envian-
do copia do aviso de 5 do correnle. no qual o Exm.
ministro da guerra aulonsa esta presidencia i en-
gajar rom o vencimenlo mcusal de iOcOOO rs. algum
sacerdote para servir no quarlo balalhAo de arlilha-
ra a pe, no caso d'esle achac-se sem capellAo, po-
dendo lal engajamenlo celcbrar-sc com o padre Joa-
quim Verissimo dos Alijos.
DiloAo mesmo, dizendo que pela leilura do avi-
so da guerra, junto por copia, ficar S. Exc. inlei-
rado de se ler concedido tres mezes de linmra para
vir a esla provincia, ao cabo de esquadra do primei-
ro hatalhAo de infanlaria, Jos Gomes da Silva.
Dito Ao inspector da Iheaoararia da fazenda,
coiamunicando-lhe que, segundo consta de partici-
parlo da reparlir.lo do imperio de 9 do correte,
foram consideradas sem elleilo as nomearoes de Joa-
quim Hveino da Molla Silveira para agente do cor-
reio do Nazarclh, de Antonio de Paula Madunira
liara o do Rio Formoso, e do padre Francisco Sea-
bra de Andrade para o de Allinho, vislo nao lerem
elles querido aceila-las, e que naqoella data foram
nomeadns Manoel da Molla Silveira para agente, e
Manoel Marcelllno Paes Brrelo para a do Rio For-
moso.Igual ao administrador do correio.
DiloAo chefe de polica, inleirando-o de haver
transmitilo a Ihesouraria provincial, para serem
pagas, as cuntas que acompanharam aos seus ollicius
ns. 231 e 232, sendo urna da despeza feila com o
sustento dos presos pobres da cadeia de Goianna nos
mezes de Janeiro c fevereiro deste anno, e a nutra
com o a Miguel da casa em que se acha a guarda da
Capiiuga.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, re-
jncll*iido o aviso da marinlrn de 12 do correnle.de-
lermiiVando que por aquello arsenal se lomeen os
artigos de fardameiUo e cuiiipniucnln qiu^ie est a
deveras pracas do balalhAo naval, destacadas nos na-
vios da estacan desla provincia.
DitoAo mesmo. remetiendo copia do aviso de
13 do crrenle, ronimunirainlo que se mandara pas-
sar guia de desembarque ao carpiuleiio do hrigue
barca llamaran:, Antonio de S.i; delerminando
que se iioiucic oulro carpinlciro para o referido
hrigue.
l'iloAo eiigenhciro cncarregado das obras mili-
lares, para mandar fazer em um qoarlel do Paraizo os reparos nccessai ios para lor-
na-lo seguro, alim de ser ah recolhido o cofre do
ronselho adminislralivo do balalh.io dcimo de in-
fanlaria. Cnmmiiuicou-sc ao marechal comman-
danle ilas armas.
DitoAo nspeclor da Ihesouraria provincial, ap-
provando a arrematar.l que fuera Vicente Ferrei-
ra da Cosa Miranda dos concerlos urgentes de que
precisa a ponte de Reberibe, depositando no cofre
provincial o valor do respectivo ornamento.
DiloAo mesmo, communicando haver laucado
no requerimento em que Mara Francisca Buarque,
viuva do arremalanle da obra do quinto lar.cu da
estrada da Escada. Theofilo de Souza Jardim, pede
licenca para transferir esse contrato ChrislovAo de
llnllanda Cavalcanti, o segointe despacho: Sim,
guardadas as formalidades do eslvlo.
DitoA' cmara municipal do Recife, dizendo
que, com a copia junta da informacao dada pelo
inspcrlor da Ihesouraria de fazenda, responde ao of-
ficio daquella cmara, pediudo providencias sobre o
aterramcnlo do terreno de marinha existente na
continuacAo da ra da Aurora, e que pertenceu a
Jos Francisco Mariuho.
DiloA' mesma, enviando, afim de que aquella
cmara tome ero consideracAo, copia do oflicio do
presidente da cfmmisso de higiene publica, repre-
sentando acerca dos arligos 29 e 31 das medidas sa-
nitarias indicadas por aquella commissao.
Porlaria Concedendo ao arrematante do 17.
lanco da estrada de Po-d'Alho, Manoel Caetano de
Medciros, Ires mezes de proroeacAo para conclusao
das obras do seu conlralo. Fizeram-se as conve-
nientes cnmmunicacijes.
DilaAoegcnle da companhia dos paquetes va-
por, para que mande dar passagem para a provincia
da Babia, por ronla do governo, no vapor que se
espera do norte, Gonralo Ferreira. que leve bai-
la do servico do exercito.Communicou-se ao Exm.
marechal commandanle das armas.
29
OflicioAo Exm. presidente do Espirito Sanio,
enviando um exemplar do relatorio com que abrir
a sessAo ordinaria da assembla desta provincia no
inimigo enlrasse no caslcllo, o Dos sabe a que re-
soluees leria sido arraslado para impedi-lo.
Emliin o dia appareceo, e conlribuio para afusen-
lar esses pensamcnlos sombros. No fim de orna ho-
ra a ceremonia eslaria acabada, e elle poderia desa-
fiar o destino. Quando livesse a mulher nos bracos,
bem imprudente, seria aquelle que Ib.'a fosse arran-
car Ja lodos eslavam levantados no eastello ; a
noiva comecava a alaviar-sc, c as chnupanas dos ne-
gros eslavam em revolnco. Cada um preparava-se,
o melhor que podia, para assislir a esa fesla de fa-
milia, e se lodos nao podiam ler entrada na capella,
haviam de unir-se de fra aos votos e s orares
que iam elevar-so ao co. Mas entre esses escravos
havia sobreludo dous para os quaes esse dia tinha
um carcter particular. Rodogune nAo caba na pel-
le de contente como se fosse ella mesma a noiva. Ti-
nha proiligalisado sobre sua pessoa lodos os adornos
de que podia dispor : sua tonca eslava carregada de
coraes, sen vestido encamado dcslumbrava a visla,
e nm lenco de seda da India oslentava Ihe sobre o
peilo suas cores vivas. Qnanlo a Arleon, era a al-
ma da ceremonia, e o grande ordenador ; fdra elle
quem dispozera ludo na capella, as flores c as velas
do aliar, as cortinas e as poltronas de velludo ; era
quem havia de commandar as evolurcs dos negros
e dar o -igual das descargas no momento decisivo.
Assim liaba o-ar de um homem que sabequanlo va-
le, e eonhece o preco de seus servicns.
^ Terminados os preparativos e rbegada a hora, o
sino da capella deu o ultimo signal. Ploueven en-
Irou no salAo, onde achou Mezelia veslida de bran-
co e adornada do i.imallieie virginal. Nunca a ra-
pariga fra mais bella ; nAo linha irais a jovialidade
nem a viveza, que animavam-na nouco anlcs; po-
rem urna gravidade seria, e um ar triste e pensati-
vo. Seu olhar era menos firme, seu andar menos
tranquillo ; descobria-se nella urna agilacAo e quasi
om presentiinenlo. Apenas ousava ergaer os olhos
para aquelle a quem ia unir-se, e quando volvia-ns
para a mi, urna lagrimaforlva molbava-lheas pal-
pebras. Ploueven de sua parle nao pareca menos
serio nem menos melanclico : nAo tinha a petulan-
cia nem a loqualdade das p<.......- felices. Proferio
rnenle algumai palavras, e lomando a mAo da noi-
va apertoq-a com forra, como se recei^jsC ser sepa-
rado della.
Iliiigirun--e lodos ,i capella em cerla ordem e
Icntameulc. Os criados seguiam a familia, c Rodo-
gune lgurava na |n imiuia urdeni. Atrs iam alguns
negros ensinados a cantar. Quanio a Adeon, reser-
v.ua a si um papel importante na parle exterior das
manifestarnos. Doze negros armados de espingardas
eslavam cotilleados dehaiio de suas ordens na ave-
nida, o em distancia sullicienle para que os Uros nu
aflertassem disagradavelineiite os ouvidosdos senho-
res do eastello. Tinha-se rnncordadu que no mo-
mento em que o sacerdote abencoasse a uniAo dos
esposos, o sino soaria, e a esse signal o negro e seu
balalhAo respondenam com urna descarga geral. Se-
melhanle aclo nAo podia passar sem que se queimas-
e algnroa plvora ; assim pensava Acteon, mui sus-
cepiivel a respeilo de ceremonial.
rorrela anno, afim de ser archivado na hibliolhe-
ca publica daquella provinci.
DiloAo Exm. presidente rio Rio Grande do Nor-
lo, remoliendo a ronht das 3 grades de ferro rcmel-
idas pelo arsenal de guerra desla provincia para a
cadeia daquella cidade, afim de que S. Exc. se sirva
ordenar que seja paga aos machinislas C. Slarr<\|
C. a qnanlia de 3973320 rs. om que imporlaram as
referidas grades.
DiloAoExm. commandanle superior da guarda
nacional do Recife, dizendo que, visto nAo haver in-
conveniente em serem Tornenlas pela guarda nacio-
nal sol seu commando superior as duas guardas de
honra requisiladas pela irmandade do Sautissimo
Sacramento da freguezia de Sanlo-Anlonio, sendo
urna para acompanhar o Santissimo Viatico aos en
Termos no dia 3 de abril vindouro, e a oulra para
assislir aos aclos da Semana Sania desde o dia 5 al
7 do mesmo mez, expeca S. Exc. ueste sentido as
convenientes ordens.
DitoAo Exm. director gcral da inslrurcan pu.
blica, Iransmillindo, por copia, o aviso do imperio
ile 26 de fevereiro ullimn no qual se recommenda
que aquella directora remella ex-oflicio e directa-
mente ao inspector geral da inslruccao primaria e
secundaria do municipio da corte o seu relatorio an-
imo, oo quaesquer esclarerimentos, que possa tor-
neen acerca do progressoque ha lido esle importad-
le ramo do serviro publico.
DiloAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, enviando copia du aviso da guerra de Silo
correnle, concedendo passagem para o 1. balalhAo
ile infanlaria ao 2. cadelc 2.D sargento da mes-
ma arma, Alexandre Fruncisro de Seixas Machado.
DiloAo chefe de polica, approvaiulo a define-
racao quo lomara o subdelegado da freguezia da
BoaVisla desla cidade, de mandar passar o destaca-
mento da Capunga para una casa que para esse
fim alugara por 95 mensaes, visto ler desaliado a em
que exista o mesmo destacamento.
Diloao director das obras publicas, interan-
do-o de haver ordenado Ihesouraria provincial, que
visla do competente certificado, pague au arrema-
lanle do primeiro lauco da estrada de Apipucus a
importancia da primeira prcslar.lo do seu con-
lralo.
Igual cerra de Manoel Thomaz de Albuquerque
MaranhAo, arrematante do 21" lauro da eslrdda de
Pan d'Alho.
DitoA o mesmo, aulorisando-o lavrar o termo
de recehimenln definitiva da obra do segundo lauro
da estrada da Escada, c bem assim passar o com-
petente certificado ao respeclivo arremtame alim
de que possa elle receber na thesonraria provincial
a importancia da ultima piestarAo que lem di-
reilo.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial,com-
municando haverem os engenheiros da repartirlo
das obras publicas Francisco Raphaelde Mello Reg
e Francisco do llego Barros Brrelo, qoe se acham
com assenlo na assembla provincial, declarado que
la/.eni opean dos seos vencimeulos, pelos seus or-
denados de engenheiro.
Dilo Ao coinuiaiidaule superior de Oliuda e
Iguarass, remoliendo copia do oflicio do marechal
commaiidaule das armas, declarando os motivos por-
que nao podem ser recolhidoa us prises dos fortes do
Buraco e Pan Amarello, os guardas nucionaes que
(aliaren) ao servico.
DiloA'juma qualilicadara da freguezia de Tra-
cunhaem. acensando reeebido o resultado dos traba-
lhos daquella jimia na sua ultima reunAo,
Porlaria.Nomeando o coronel liento Jos l.c-
mciiha Litis para fnneriooar no conselho administra-
tivo, visto acher-se impedido un dos respectivos
memhrns,l'i/.cram-se as convenientes cnminuni-
raries.
DilaNomeando a lote Antonio de Albuquerque
para alferes da lerceka companhia do corpo de po-
lica.dem.
Havia pertode um quarlo de hora que o negro
eslava ahi com os seus fuzileiros, ccomec.iva a adiar
o lempo longo e a espera penivel; para dislrahir-se.
pensava no efleito que ia produzir, e distribua
sua gente um oltimo aviso. O momento decisivo ap-
proximava-se. e elle enlregava-se lodo aos cuidados
de sua demonsIrarAo, quando fui dislrahido por um
acoulecimcnto imprevisto. Um cavalleiro entrara na
avenida, c pareca dirigir-se ao eastello com loda a
ligcireza do cavado.
_ Onde vai esse eslouvado? pcrgunlnu Acleon a
si mesmo. Cerlamenle ello engana-so; pois aqui
ninguem he esperado.
Dopnis vollando rpidamente sua idea fixa, o
negro arrescentou:
Se elle continuar assim ha de Iranstornar-me
o negocio, e desordenar minha gcnlc.
Adianlandn-se para o cavalleiro que chegava, Ac-
leon poz-se iliante do caminho, e grilnu-lhc :
Alila!
Que alio l responden o cavalleiro; e com
quo (lucilo ?
Alio j Ihe disse Tetrlio ordens. Onde vai ?
Essa he boa bem o vs; vou a casa das se-
nhoras de Angremoul.
Essas senboras nao podem reeebcr ningnem
hoie, disse Acteon com ar serio. Ten no ordens; nao
passe avante.
NAo podem receber oulros, masa mim ; insis-
ti o rapaz. Ei-a afasla-te.
Esse colloquio se leria prolongado mais, se o sino
ila capella nao livesse advertido a Acteon de que era
lempo de entrar em scena, e de fazer o seu papel
na ceremonia.
Ah! meo Dos! exclamou elle, esle infeliz
rapaz vai fazer-me falhar o eTTeilo.
Ao mesmo lempo vollou-se para os negros que es-
peravam o signal, e disse-lhes :
Fogo!
Doze Uros parliram repentinamente, e o ar foi a-
balario pela explosao.
Bravo, nieus amigos, exclamou Acleon, aliras-
les bem !
Entretanto o cavallo do mancebo espantado pelo
eslrondo recuura lerrivelmcnle, e recusava achantar-
te. O cavalleiro depois de ler lomado as cousas com
iiiodcracao, encnlcrisou-sc e exclamou :
Negro miseravel, que significa cssa comedia?
Acaso zombas de mim ?
, Nao, senhor, cumplo meus deveres como bom
servo.
Teus deveres ? tornuu o mancebo ; he leu de-
ver fazeres quebrar o ptacoeo a quem vem i fa-
zenda ?
NAo, senhor; mas para que vem fra de pro-
posito *
Fra de pro|msilo I
Sim, senhor, no meio do casamento.
Ji? exclamou o mancebo; ah 1 meu Dos I e
fieando como aterrado pelo pensamenlo que se Ihe
cTerecia ao espirito, repeli :
No meio do casamento !
Agora j esl.i fcito e abenepado, senhor.
parles,que devem remetler com rolarn ao mez pas-
sado.
lote Joaquim Cnrlha.
Conforme.Candido Isat Ferreira, ajudanlc de
ordens cncarregado do delalhe.
BISPADO DE fERNAHBUCO.
S. Exr.a Rvm.a manda declarar que no prximo
Domingo de Puscha priein lucrar indulgencia ple-
naria e receber a henean papal, que sera conferida
por S. Exc Rvm.a no fim da miasa solemne ( as 7
lloras ) todas as pessoas que concorrercm igreja do
Carino do Recife, havndo-se para issn preparado
rom os Sacramentos da eonAaalo c rommunhan, ro-
eando a Dos pela cxalUcAo da Sania l' Catholica,
pelo Siimmo Pontifico, par S. Exr. Rvm. e pela
pa. e concordia eirtre os principes e povos ebris-
lAos.
Palacio da Soledade 2 de abril de 1855.Padre
Francisco Jote 'lavare* da dama.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quariel-general do commando das armas de
Pernambuco na cidade do Recito, em 3 de
abril de 1855.
OKDEM DO DIA N. 21.
O marechal de campo commandanle das armas
declara para es fius convenientes, que* a presidencia
por despacho de 30 de mareo prximo dudo, foi ser-
v ida rouceder 20 dias de licenca cun meio sold,
para ir a Mamanguape, ao Sr. alferes do 10." bala-
lhAo de infanlaria, Jos d'Avila Bilancourl Neiva, e
que nesta data conliatou nos termos da imperial
resoluean de 27 de novembro de 1852 para servir
por Ires anuos na banda de msica do 9- balalhAo
da mesma arma como msico de primeira rlas-
se, o paisano Jos Gomes Leal, o qual alm rios res-
pectivos vencimeulos, como voluntario, percebera o
premio de 1503 pagos nos lermos do arl. 3 do de-
creto n. 1101 de 10 de jnnho do anno pretrito.
O mesmo marechal de campo determina, que os
Srs. commandanlfs de corpos as partes mensaes,
que lem de dar ao quartel-general na furnia de-
terminada no aviso circular do ministerio da guerra
de 16 de novembro de 18-52, pelo que diz respeilo
aos arligos de fardamento recehidos, declarem sem-
pre ale quando esl o balalhAo justo de ronlas pela
reparlirAo de qiiarlel-rneslre-general, e a que anuos,
ou semestres pertencein os arligos rrcehiuos do ar-
senal de guerra fin casa mez, o que execularao as
NAo he possivel Quero -ir certifirar-mc. J !
Assevero-lhe que j esl feito. NAo queim.i-
mos a plvora em vAo. Foi no momento da bencAo.
Veja, senhor, j vAo sahindo da igreja.
Com elleilo, da avenida podia-se distinguir os a-
sislenles que saldara da capella precedendn o casal,
cuja uniao acabava de ser consagrada. O mancebo
seguio esse espectculo com um olhar consternado,
e depois qoe cerlilicou-se, vollou, dizendo :
Cheguei milito larde; que Taria agora '.'
Acleon que nAo goslavade ser perturbado na exe-
cnrAo de seus programmas, leve grande salisfacio
vendo o relirar-se, e disse comsigo :
Em boa hora Obrou com jnizo; que vinha
fazer aqui em um dia de lindas'.' Sera grande in-
dtauiego.
Emquanlo esla scena passava-se na avenida, ou-
lro iucidcntc linha lugar no vestbulo do eastello.
Apenas lenninaru-se a ceremonia e a mullidAo se
retirara, Ploueven encontrara ahi Miguel, o qual
linha chegado no fim Ja ceremonia. Ambos conver-
savam em voz baixa e rpidamente como pessoas
iiiuilo alarefadas :
EntAo? pcrgunlnu Plooiven.
: Elle escapon-mc.
Desgracado exclamou o chefe de corsarios
conlendo-se dillicilmeole, queres perder-me '.'
Elle he melhor cavalleiro do que cu, senhor
capilAo.
Que mais'.'
Elle deve eslar aqui. V. S. nao o vio ?
Anda nAo.
Elle deve estar aqui, porque prccedeii-me.
Entilo para que cssa lardanra'! acrcscenlon
Ploueven lornando-se pensativo.
NAo sei.
Em lodo o caso ella serve-nos. Ouvc, Miguel.
Dcixando-o escopar, rommellesto urna falla gran-
de, e s le resta um meio de repara-la.
Falle, senhor capilAo.
Vai prorura-lo, segui-lo, e impedi-lo a lodo o
custo decbegar aqui. Ouves-me?
Sim, senhor.
E nao me falles ma,s de obslaculos, nem de
impossihilidaries; he lempo de acabar cum isso.
Muito bem '
Procurmo-lo por lo la a parte, lanto em Ierra
como no mar, e sempre ehatdo. Agora o acaso lao-
cou-o em nossas rnaos e doxa-lo loamos esrapulirl
Nao, Miguel, arrescculou Ploueven rom voz aom-
bria, nem tu nem eu leremos repouso seno por es-
se meio.
Vislo que he essa a opini.lo de V. S. !
Entilo s vollar.is quando nada mais (ivermos
a recriar delle .'
Sim, senhor.
O da passou-se sem que nenhum inconveniente
viesse perturbar a alegra de Ploueven, e as feslai
de seu casamento. Acleon conlinuou suas descargas,
e Rodogune fez urna figura luilhanle com seus coraes
e scu lenco de seda da India. Isso foij para Ploue-
ven um motivo de recobrar alguma serenidade. No
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO-
Parla 7 de marco.
Um aconlecimenlo imprevisto veio cahlr como o
raiono meio das prcorupacei polticas da Europa.
O imperador Nicolao morreu sbitamente sexta-fei-
ra2 de mana, depois de urna enfermidade que su riu-
rou 24 horas. Sabbado, pela manhAa, Pars To ac-
cordado por esla milicia chegada a noile, e que o
Monilemr Miseria na cabeca rias suas columnas,
loda agente, burguezes, logislas, homens rio povo,
as pmprias mulheres se Cmprimeutavam com eslas
palavras. Nao 'abe'.' Sicoliio he morlo'........Os
negocios vAo continuar, riiziam ns rnmmercianles.
Que alja na Bolsa, diziam os especuladores '. rom cf-
feito, a renda abra rom ( fr.de alca; corran), braria-
vam, os semblantea eslavam radiantes deconfianca.
Como deve pensar n.lo fallaran! os commenlaros
sobre urna morle Uto rabila, ninguem quer acreditar
que Tosse natural : fallam em veneno, em cstrangu-
lamenlo, em puiihal. Vcrdade he que a historia da
Hu-sia esla chcia ricslcs Ibccessus trgicos ; a niaio-
na ilus Clarea lem morrillo de morle violent. Dar-
se-ha caso que Nicolao lenha lido a Surte da maior
parle dos seus predecessores '.' O futuro no-lo dir :
presentemente os despachos que nos v.lo chegamlo,
posto que nAo ronrordem sobre a naluieza da enfer-
midade.. nao ricixam entrever nada que possa dar
rerosirailhanea aos rumores ritas venios homens murrer siibitauente de paralyia,
ile apoplexia fulminanle. Os surressos, as inqnie-
lae/Des que deviara assaltar o czar, na vespera de urna
lula suprema com loda a Europa, podiam mu na-
turalmente provocar urna enfermidarie mortal ; mas
o povu gusta sempre rio exlraorilinario e do sobre-
natural.
Quaes serioaa consequencias da morle do impera-
dor Nicolao sobre a siluacAo presente ".' Trarao ellas
a paz como loda a cenle pensa, ou urna guerra anda
mais encarnirada 7 Taes sao as quesles que preoc-
eupaui, neslc momenlo, todos os espirites na Europa;
quesles que s o futuro he enrarregado de resolver.
Ilizrm queo novo imperador Alexandre II, he um
homem de roslumes amenos e pacficos, e qne nAo
parlilha as deas do pai acerca da poltica de con-
quista ; mas qual he justamente a opnilo rios Boy-
arda c da nacau russa sobre a guerra aclual I Ale-
xandre II he toreado,sob pena de inorte, a obede-
cer venta.le gcral. O manifest quo deve inaugu-
rar a poltica do novo imperador anda nao chegou
ao nosso ronhecmenlo ; com ludo asseveram queja
foi publicado, e que Alexandre declara querer conti-
nuar a poltica paterna. Antes de hnnletn espalhou-
se o boato de que urna nsurrcir,Ao militar linha ar-
rebenlario em S. Pelcrshurgo em favor do grao du-
que Constantino, que reprsenla o partido da guer-
ra. Vcrdade be que desde mullo lempo, os dous ir-
mAos eslavam intrigados ; mas se reconciliaran! pe-
rante o Jeito de monc do pai, e os ltimos despachos
aiiuiinciam queo grAo duque Constantino jorou so-
lemnemente lidclida.le a Alexandre II, entre os ap-
plausos do exercito e do povo.
N'uma palavra, anda quando o imperador da Rus-
sia e o seu povo se inclinassem em favor da paz, o
que he dovidoso, NapoleAo nAo quer a someule ce-
deria comcomlicOea ineompalivels roma dignidade
de nina grande narAo. NapoleAo aguarda da guerra
a reolisarao dos seus Bonitos polticas ; esl em vs-
pero* de ser chele da liga europea, e posto que o
goNerno inglez, humillado de ser desparte arraslado
a reboque delle. aceito voluntariamente proposiees
de paz, Nanoleio ha de querer chegar ale o fim, an-
da que aerate socrunihr na lula. Todos os seus .ic-
ios provani esta pralira.
Com effeito, a morle do imperador Nicolao des-
v ion por um momenlo os espirilos rie um prujcclo
auriarioso, quasi exlravagaulc que, ha cousa de um
mez, orcupavaa imprensaeslrangoira eo male po-
ltico e linanceiro quero fallar da partida do impe-
rador NapoleAo ;T Crimea. Quando o boalo desla via-
gem cometn a circular no publico, as pessoas sen-
satas nao quizeram aduiilli-lo. EnIAu disseram :
Poder partir o imperador, quanrio urna guerra eu-
ropea esl imminenle ? Sera a sua viagem de punca
duracAo '! Vai rehabilitar o estado moral das nos-
sas Iropas com a sua presenca, assislir a captura de
Sebastopol, e depois vollar. Mas se Sebastopol nAo
Tor lomada, se sofirermos graves revezes, po lera o
imperador abandonar um exercilo desmoralisado e
voltar para a Franca com a vergonha de um desha-
ralo ? E depois o que sera de nos aqui, durante a
sua ausencia '.' A noticia de um desasir despertar
as esperanzas dos partidos, e ai nria seremos exposlos
aos horrores da guerra civil. O Monileur e os
jornaes oflciaes se calavam. Semelhanle silencio
era interpretado por mis mino nina negaran tacita,
por oulrus como una confissAo. Mas cada dia, nm
novo fado vinha dar consistencia a estes rumores
vagos. Hoje era o prefeilo rio paco qne se embarca-
va em Marselha para ir preparar os aposentos do im-
perador e da sua comilliva ; no dia seguinle, os
cavajlos e as equipagens se punham a caminho ; a
guarda imperial e o regiment dos guardas recebiam
ordem para se apromplarem ele. A duvida ja
nAo era permillida. Os ministros, o proprio gover-
no inglez M.lo feilo reprcsenta<;oes lisiantes a
NapoleAo para desvia-lo desta viagem intil e
perigosa ; mas ludo lem sido intil. Esperava-
se que a morle de Nicolao mudasse semelhanle re-
soliic.lo ; mas nAo ; continuam sempre os preparati-
vos da partida ; parle com t- a 9,000 homens da
guarda imperial : a gendarmaria movel recebeu or-
dem para se por a caminho sabbado prximo.
Ha muilo lempo quo Napolrao eslava irritado por
causa da dilar.lo c da inulilidade du assediu rie Se-
bastopol. Rereanrio que os lelalorios do general em
chefe Ihe escurecessem a vcrdade, Ininnu o parlido,
ha dous mezes, de enviar um dos seus ajudanles de
dia seguinle a ultima nnvem desappareeeu-lhe da
fronte : Miguel linha voltario.
XVIII
O noivado.
Potico tempo depois nAo Iralou se na colonia se-
nt de urna calastrophe, cojas cirrumslancias linham
lenlo envidias em um mystcrio profundo.
No caminho do Lameiilin a Poinle a Pitre e jun-
to de baha Mahaiill, alguns pescadores linham adia-
do um cadver aTogado nos pantanos que cobrem es-
sa parle da ilha. Esse cadver pareca ler estado
muilo lempo encuberto debaixo de urna mutila de
plaas aquaticas. O roslo eslava inleiramente des-
figurado, os vestidos sujos rie lodo e desperiarados, e
alguns annnaes immundos baviam-lhe dilacerado as
carnes; lodavia os restos Toram recolhidos romo
meio de inTormarAo, c afim de que se poriesse pe-
netrar, se fosse possivel, as causas do aconlecimen-
lo. Nada pareca al enlAo fornecer provas de um
crime, pelo contrario lodos eram indurados a ver
uisso as consequencias de urna imprudencia ou de
um accidente. Atravessando de noile esso lugar
cheio de barrancos, um viajante havia provavelmcii-
le cabido e expiado sua temeridade.
A juslica to.nou ronhecimenlo do negocio, e inda-
gou qual podia ser a victima. A voz publica fornc-
ceu-lhe a esse respailo esrlarecimenlos, que nada
deixavam a riesejar. Alguns mezes antes um oflicial
rie marinha chegando a Poinle a Pitre desapparec-
ra sbitamente sem qoe ninguem livesse podido des-
c ilnii -Ihe os vestigios. Apenas sahia-se que tendo o
seu navio Tundeado na vespera, elle allugra no dia
seguinle um cavallo, e salina da cidade pelo cami-
nho que conriuz aos abysmos. Depois ningnem li-
vera noticias do cavallo nem do cavalleiro, e todas
as pesquizas linham sido baldadas. Ao principio jul-
gara-se que o mancebo passeiava de fazenda em Ta-
zenria usando da hospedagem de que os America-
nos sAo lAo prdigos, e essa ronjcclura Iranquilli-
sou durante algum lempo os espirilos ; porm o des -
cobrimenlo do cadver Torneceu urna explicarlo
mais plaosivel.
F^sse cadver devia ser o do ofilcal de marinha.
que desapparecora. Para reconhcccr-lhe a idenli-
ilade lalhci.im ns meics; mas reuuindo a circums-
laurias, 0 ajuilado dos vestigios nao se poda dciva
de licar convencido. A juslica roiitimiou a deva-a
ruin esse pensamenlo. Comcfleilo era Paulo de Ba-
tanas que fora arli.nlo nesse panlano. Admllicla a
idenlidade, reslava somonte determinar a nalurczu
do acuulecimento. Era um asalarilo, um acciden-
te, ou um suicidio? Ninguem pensou em suicidio;
pois o mancebo nAo tinha motivo algum para recor-
rer a isso, e para elfectua-lo nao leria ido lao longe.
Reslava escolher entre um accMenle e um crime,
e nAo se podia dcixar rie hesitar entre urna c oulra
sapposijao. Quem leria lirio inleresse em cnmmet-
ler um criine'.' NAo so conheciam inimigos a Paulo
de Eslangs, elle nAo era rico, e ninguem linha inle-
resse ero sua morle. O pouco dinheiro que levava
comsigo fora-lhe echado intacto na bolsa. Havia na
colonia algomis pessoas melhor informadas, e sem-
rampn, o general Niel para dar-lhc nina ronla fiel
e cunlidencial acerca da situaran physica e moral do
exercilo. Estes relatorins, segundo parece, eram
pouco favoraveis. O general Niel, piutou-lhe com
cores mu melanclicas o estado de desmoralisar.lu
das Iropas fatigadas, ila macelo cm que se achaii e
dos soflrimcnlos imitis por que han passado, e os
chimes que rcinam cnlre os c.hefes, do que resulla
ililliculdades para as operacoes etc. Foi depois da
leilura deste* relalorios que NapoleAo decidi a soa
partida, porque enleqde que a sua presenca he s o
que pode remediar o mal. Quando urna idea entra
nina vez na cabeca deste homem, nem o diabo he
capaz de faze-l.i sabir. Assim, lorias as observadnos,
lorias as elijec^es dos seus ministros, dos seus ami-
gos mais ntimos, lord John Russell ero sua passagem
por Pars, lord Clarcndou cm Boulngne sabbado pas-
sado, ludo lem naufragado ante esla v una le de Tr-
ro. A imperatriz deve acompanha-lo al Conslanli-
nopla, onde se est preparando o palacio para re-
cche-la.
As medidas cslAo tomadas para que a administra-
ran rio.imperio n A o sonata rom a sua ausencia : mas
as dispnsicessAo conservadas cm segredo ale asna
partida. I'iis fallan) em urna regencia composla de
Mr. M. de Moray, Persigny, Troplong, sol a presi-
dencia ilo principe Jernnv mo; oulrus asseveram que
os ministros governar.lo "com o principe Jeronvmn
como presidente do ronselho. O imperador conduz
o principe Napoleao com sigo : parece que esle que-
ra recusar, ms o proprio imperador derlaroii for-
inalnicnte que elle o seguira ou por torea ou por
\onlaile. Dizem que elle prelen le rehabilitar o
principe peranle o exercilo c o paz ; mas o verda-
deire motivo he que nAo lem minia ronfiaura no
primo para deixa-lo em franca cm circumslaucias
que se podem tornar criticas.
Devenios fazer juslica al aosnossos propros ini-
migos. lutorinacocs positivas dadas por oflciaes
que cliegam da Crimea nos lem esclarecido acerca
dss yerdadeiras causas da volla a Franca do princi-
pe NapoleAo. Sem ser um hroe como Mural, o prin-
cipe nan he maispollnlo do que oulro qualquer; lem
muilas fallas, sem que lodavia se Ihe possa ..llrilunr
a de indisciplina; critico, sem digniiladc,s procurava
a intimidada dos olliciacs inferiores c dos refugiados
com quem ren.urava altamente ludas as operables do
general em chele ; assim era detestado dos seus
iguaes a desprezario dos seus inferiores. O general
Canroberl, n'um relatorio secreto dirigido ao impe-
rador, resumir da maneira seguinle o carcter do
principe : u O principe nem sabe commandar nem
obedecer. A sua presenca no exercilo se tornara um
embarao c ha muito que se procurava um pretexto
para separa-lo. Este pretexto verificou-se no mesmo
diabla hala Iba de liiUennan.il general Canroberl en-
via-lhe pela manhaa ordem para ocnupar com a sua
divi-Ao urna posico importante. Depois de ler lido
noticia desla ordem, o principe disse ao ajudanle de
campo : esla ordem he absurda, nAo a executarei.
Canroberl enva oulro scneral em lugar delle, e
manda chamar o principe i sua leuda, o Principe,
Ihe diz elle, vossa alteza esta docnle Eu pelo
contrario, estou muilo bom Vossa alteza est do-
cnle, e lAo rioente, que j manilei preparar um va-
por para Iransporla-lo iiiimedialamenle a Conslan-
linopla. d O principe se indigna e recusa partir.
Se nao quer absolutamente esl doente, responde
Canroberl. conserva-lo-hei em sua tonda, guardado
por nm piquete de granadeirns, e escreverei ao im-
perador, dizendo-lbe que no dia de urna balalha
vossa alteza rerusou executar as ordens do sen supe-
rior. O principe depois de ler jurado, biadado. gri-
lario, vendo que a vonlade do general Canroberl era
inflcxivel, tomn o parlido de se fazer ronduzir
n'uma padiola para bordo do vapor, e deu ao ex-
ercilo o Iri-le espectculo de mu general que cabe
diente no dia de urna balalha.
Eis a explicarlo verdica o mui verosmil da par-
lida sbita do principe Napoleao, cvplicacAo que se
nAo lem podido tornar publica e que, por causa elis-
io, den lugar s Sopposicpes mais ullrajaduras, c das
quaes o principe nunca se lavar. Para o exercilo,
para a nacAo, para os eslrangeiros, o herdeiro pre-
sumptivo do imperio Trancez sera sempre considera-
do como um pulirlo, e a sua con la esla usa no fu-
luro. Diflicultosamcnle se poricr acreditar as Ta-
rerias, urs riueslns, mis equvocos injuriosas rie que
a sua entrada ein Paris toi ohjerlo. Al se lem ve-
rificado algumas maniTcsIacoes publicas Alguns dias
depois da sua chegada, o principe toi visitara nnssa
celebre Iragica Rachcl, cujo tllenlo, como sabe, el-
le aprecia de urna maneira particular. Alguns o-
perarins ao recouhecer a carru.igcm qne parava a
porla du Ipal.ii ni, lancaram-lhe lama com acnmpa-
ubamenlo de faceras anda mais grosseiras. Pro-
curara inspectores rie quarlerAo, mas nAo encon-
Iram ; como o rocheiro se nAo repnlassc seguro, vol-
la i toda a pressa ao Palais-Royal, e o principe he
obrigado a tornara entrar em casa n'uma rarrua-
gem de alnguej. O prefeto inquieto ilisse ao im-
perador que se u principe se apresentasse em algum
Ihealro, que nao poderia garantir que nAo Tosse apo-
pado, e ueste raso pcrgunia oque deve Tazer.Dei-
xe ser apupado, responde o imperarior enfadado.
Emfim, o principe nAo se expoz a semelhanles pva-
1,-cs, nAo lem apparecido em Ihealro algum depois
da sua volla.
Estas manifeslaces da opini.lo publica em vez de
lorna-lo mais prudente, s liveram por ohjeclo irri-
la-lo. lia cousa de quinze (lias apparecen em Bru-
xellas nma broxura, lendo por titulo : A direrao da
guerra do Oriente: expedirlo da Crimea : memo-
ria dirigida ao goterno de' A", M. imperador Na-
poleilo III, por um n/ficial general. Esta memoria
que he urna crilica amarga rio lorias as uperarnes mi-
litares no Oriento, da promenores de lal sorle pre-
cisos que su poda ser reiligida por um oflicial supe-
rior qne houvesse assislulo aos conselhos de guer-
ra. 0 governo Trucez indignado da lal abuso de
canfianea, que revela aos nossos inimigos os segredos
das nossas Iraquezas, pz a polica em campo para
descubrir o autor desla broxura que, segundo o Mo-
nileur, nao pode ser Trancez, e, cnlretanlo, rienun-
ciou-a aos Iribuuaes belga. Mas lodavia hoje asse-
veram que o governo francez re ron asua qucixa.
Sabe porque? Porque se desn brn que o autor
desla memoria be o principe NapoleAo. Como mui-
pre inleiradas da ebronica secreta dos sables que al-
Iribuiam a Paulo um numero infinito de amores,
alguns dos quaes linham-lhe sido perigosos ; cilavam
(lucilos e emboscadas que Ihe haviam sido armadas ;
mas ludo limitava-se a boatos vagos, e se acrescen-
tavam alguns nomes propros, estes defendam-se 1.1o
Mu Irmnile que aa-lavam a desconfianza.
Emlim s reslava a hv polhesc rie um accidento.
Creu-se que Paulo de Eslangs saldr de Poinle a
Pilro a passeio, e l se enlrelivera al noile, se-
gundo lestemiinhavam diversas infer acrs. Fra
vislo no Lamentin, emSamle Rose, e seus vestigios
perdiam-se smenle nos arredores da haba de Ma-
haull. Ora nAo podia-se crer que tendo chegado ah
l i de nuite, e quando as trevas impediam-no de ver
o caminho, elle achara ah nm lim lamentavel ?
Quanlu ao cavallo, sem duvida fui ira depois de ter-
se desembarazado do cavalleiro. Apezar das pesqui-
zas nan foi possivel arha-lo ; provavelmenle quem o
encontrara sem dono, apossara-sc delle e nAo linha
inleresse cm Tazer urna cunfissAo que o leria'obrigado
peto menos a urna reslituirAo.
Tal era o aconlecimenlo com quo a colonia enlre-
leve-se nos primeiros mezes que segoiram o casa-
mento rie Ploueven. Esse boato mal chegou aos
oiiv idus dos senhores da fazenda. entregues as deli-
cias do noivado ; todava um da II eitoi leve de oc-
rnpar-se com isso. Oovindo referir em urna aldea
vi/inha algumas parlicularidadcs relativas calas-
Irophe, Acleon lembrou-se do desconhecido que no
dia das lindas quizera forrar a sen ia e penetrar al
o caslello. Di'poslo como era a ter-se em grande
conta, imaginou que suas deelaraees fallavam ao pro-
co-so, e disse um da a Ploueven com cerlo emba-
nco :
Senhor, lenho necesiidade de ir cidade; Vmc.
permute 1
E para qne, Arleon ?
Para ilepiir ; dizem que lodos lem deposlo em
Sainie Rose, no Lamenlin ; he mislcr que eu depo-
nha lambem.
Depr o que "! Fazc por cxphcar-le.
Depr a respeilo do Tacto, senhor. Vi o de-
famo.
Que deTunlot
O da justic.i. Ninguem me litara la i Ira que
o vi. He misRsr que eu dejionha ; Vmc. per-
millo !
I'luiieven can 'gnu osohrolho como em seus peio-
res das. Compreheadeo o negocio de que Iralava-
se, e quiz lermina-lo de iimti ve/: assim responden :
. Basla de eslouvaiiieiilo. Acli'im. Teas panales
fura da fazenda rieitam-lc a perder. Eslas se npre i
dimita un ,i esqu.rda. nunca em le serviro.
Eu, senhor!
Sim, lu Ouve o que lenho a dizer-le. Nen-
ies qualro mezes nao poras os ps fra da fazenda.
Oh senhor, porque cu quiz depr '.'
Basla! E so fallares mais nisla, morreras de-
baixo dos a;ontesl
Oh I meu senhor, perdne-me exclamou o po-
hre negio desfeito em lagrimas. Mo fallare! mais
nisso, nunca.
la gcnle nAo Ihe conceda o talento de eteriptor, pro-
curaran) as pessoas que a cercam quem leria laucado
mAo da peona para esle fim. A frequenles visitas
de Emilio irardin ao PalasRov al fizeram supiwr
que era mui possivel que elle houvesse posto mos
nesla memoria ; mas como se defenderse com indig-
narlo, a civilidad* pos inipoe o dever de acreditar
na sua palavra. Todas eslas historias hAo dado lu-
gar durante alguns dias, a boatos que lem oceupado
a opniAo publica : fallavam na prisAo de Emilio
(iirardin, rie alguns onlros frequentadores do Palais-
Royal, emfim do proprio principe NapoleAo. Nao
sei o qne ha verdadeiro nesles rumores : o que ha
musante be qoe o imperador esl mo irritado por
causa do comporlamento extravagante do primo, e
que mais cedo oo mais larde, podera' tomar um par-
tido violento a seu respeilo.
A alliauca que se acaba de concluir enlre a Fran-
ca e Austria lizera receiar aos legilmislas que, ce-
riendo s instancias do governo de NapoleAo, o im-
perador d'AusIria ennvidasse o conde de Chumhortl
a rieixar a sua residencia de FroshsriorlT. Esle boa-
to havia corrido la mesmo, mas dentro em pouco se
reconhecen a falsidade delle. Os enveros que se
respeilam nAo eipellem desl'arte illnstres cslado",
expecialmenle quando, romo o ronde de Chambord
nAo conspiram e aguardara com paciencia qoe a mAo
da Providencia os colloque sobre o ihrono de seus
pas.
Nesle momento o conde de Chambord se acha
cm Veneza, onde segundo o cosime, passa a esta-
rAo de invern. As suas reanles com a Tamilia de
i >i lean, sao mais amigaveis do que nonca. Com eT-
Teilo, ha cousa de Ires semanas mandn om dos
seus genlis-homcns a Claremont levar nma caria
de sua parle ao duque de Nemours, caria em que
trarava-lhe o procedimenlo que deviam ler, as cir-
cumsliincas acluaes, lodos os membrus da Tamilia
de Bourbon, procedimenlo de reserva e de especla-
liva. Depois d e ler inleirado do conleudo da'car-
ta, o duque de Nemours declaroo que compnrlilha-
va a opniAo do conde de Chambord, manrinu cha-
mar ao principe de Joinville e o duqne d'Aomalc
que eucarregaram ao enviado de asseverar ao coude
de Chambn! a plena deificarlo da parte delles. Ao
I a na r. a propria rainha Amelia se exprimi com muila
vehemencia niijmesmo sentido que.seus filhos. Como
enviario riissera que o conde de Chambord invejava
aos principes de Orleans a honra que linham lido
de commandar esle valeTflc exercilo Trance/, que
se eslava robrindo com tanta doria no Oriento,
o prncipe de Joinville respondeu : Assevere ao
Sr. conde de Chambord que o nosso maior desejo
he poder empregar dentro em pouco em sen servi-
co a influencia que temos sobre o valenle e denoda-
do exercilo.
N'uma palavra, esle valente e denodado exercilo
se importa lano com os principes de Orleans co-
mo com o conde de Chambord. Bale-se simples-
inenlc pelo prazer de se baler, sem pensar neste
que o governa, nem era quem o governou oa em
quem o governar.
O imperador acaba de dar > mlllules prinreza
Malhilde para comprar o magnifico palacio de W.
Hope, na ra de S. Domnique. A princesa lenci-
ona dar ah no invern prximo esplendidas ledas
com o fim de reunir a velha aristocracia do fau-
hourg S. licrmain, cujos arruTos persistenles con-
Iraiiaiii muilo a NapoleAo e sua familia.
A oppnsicao que j nAo lem para se manifestar
nem a tribuna nem a imprensa peridica, encentra
algumas vezes meios para pendrar as assemblas
donde a poltica he ordinariamente hauiria. He o
que araba de acontecer mui rcrenlemenle na aca-
demia francez.1. Esla velha inslilnirlo nacional
quasi que si i he composla hoje de elementos legili-
mislas e orleanislas; assim as cleiroes rios seus
memhros e nos discursos de recepcao, he raro que
nao mostr, sob um veo mais ou menos transparen-
te, as suas sympalltias pelo panado e assoas anlliv-
palias para com o prsenle. Quinta-Tena, > de
fevereiro, M. Berryer Taza a sua entrada na aca-
demia franreza. Assim, una assembla numerosa e
escolhida invada muito cedo as tribunas do am-
philhealro do instituto : lodos desejavam ouvir o
illuslre orador que o '2 de dezembro roubra s la-
las parlamentares: aguardavam lamhem algumas
nllnses polticas, e a especlativa publica nAo foi il-
Inriida. M. Berryer nAo he o quo se chairia um es-
criplor, he um advogado e um orador, cujo grande
mrito cl na diccao e na mmica. O seu discurso
nAo lem grande valor litlerario ; o homem de par-
tido se revela a rada |ihrase. Taz um pomposo elo-
gio realeza tradicional, defende os Jeznilas, d
algumas dentadas, de passagem, em Voltaire. arre-
mera, de quando em quando, sellas agudas contra o
governo napoleonino, sem qne pareja ler a mni-
ma i ule lirio.
Eis-aqui as passagens mais nolaveis: Talla na
degradar.ao do povo romano e nos $enhores que U
il a si proprio, ou que Ihe o tmpotto*.
O corarlo senle-se lomado rie profunda melan-
cola, e a iraaginacAo recua ante o espectculo dos
medonhos excessos deslrs invasores rio poder. O go-
verno de Roma esl entregue ao delirio de conspi-
radores Iriumphanles. Governar, j nao he esclare-
cer e dirigir o pensamenlo publico ; seja qual Tor,
basla saber lisongea-lo, depreza-le on exlingui-lo.
o NAo se procura para o novo soberano conquistar
inlelligencias ou almas ; he bstanle poderoso em
quanlu possue com que corrompe-las. O povo re j
nao passa de povo de escravos que se compraz e se
enche de orgulho as loucoras e baixezas da sua
escravidAo...
i Preleudiam persuadir a lda a nac^to qoe soT-
Trese a lyrannia, que ella he Teliz doler sabido per-
der a sua liherdade afim que esta liberdade nao a
perdesse.
Estas phrases caja allusAo se tornara anda mais
clara pela maneira porque eram proferidas, provo-
caran) applausos frenelicos que molestaran) viva-
mente os honaparlislas que se achavaiq presentes. A
princeza Malhilde especialmente ficou de lal sorle
indignada, que deixou a tribuna anles do fim da
scss.lo e Toi contar ao imperador a maneira porque
era tratado na academia franceza. A noile mesmo,
agentes de polica foram enviados aos prncipaes
jornaes para Ihes prohibir que imprimissem o dis-
Muilo bem, com essa condicao perdo-le ; mas
refrea la lingua.
Esse servo lid nunca fralralado de lal maneira ;
por isso ficoa muilo lempo impressionado.
Meu senhor nao gusla que a gente deponha, di-
zia elle de quando em quando, alias lem-se deposlo
por lodja a parle, em Sainie Rose, no Lamenlin s-
mente aqui nao se depile.
Cada um lem suas maneiras de obrar, respon-
da* Rodogune em Turma de consolacAo.
iiraras a essa polica severa exerrida sobre os es-
cravos, a fazenda do Angremonl ficou eslranha s
pesquizas occasionarias pela morle rie Paalo de Es-
langs. Apenas Mezelia e a mi souberam a perda
que haviam lirio, cobriram-sc de lulo, e Ploueven
Tez oulro lanto para marcar seu lugar emana nova
Tamilia e dar disso um leslemunhb publico. Eslava
Teilo o cbeTe dos de Angremonl. cncarregado dos de-
veres c da responsabilidade desse titulo ; aceilava
toda essa responsabilidade e nAo fallava a nenhum
dos deveres. Bem como lioha promellido, Iralou
logo de reconstruir a enliga propriedade, oflereceu
comprar ludo o que fra vendido, e por precos taes
que anda os mais aferrados nAo Ihe resisliram. Na-
da cuslou-lhe para recompor pedaro por pedaco essa
antiga fazenda que encina de orgulho os seus possui-
dores, e deixava as planlaciles vizinhas em ama po-
sirAo evidentemente inferior. Foi como um renas-
rimenlo qoe eflecluava-sc visivelmenle e inundava
de alegra o coracAn das duas mulheres.
O que Ploueven Tez para o resgale das torras, T-lo
lambem para a reslaurac.io do caslello. Chamou os
melhores obreiros da colonia para Ihe resliluirem a
elegancia e o laxo de outr'nra : nada era impnssivel
a Ploueven. Euibora a guerra houvesse tornado as
communcacoes difliceis,' elle quiz ler urna mobilia
completa da ultima moda da Europa, e envin o
Gregeoi debaixo do commando do oflicial immedia-
lo. O corsario ia anlorisarto a fazer algumas presas
no caminho ; com lanto que a parle do capilAo fosse
consagrada mobilia e o dizimo empregado na com-
pra dos alavios da nova condessa. Quando o Malui-
no leve conhecimenlo desse plano, n.lo pode conler
a alegra, e disse ao joven Urdan :
Vvon, meu discpulo, vamos tornar a ver Pa-
ris. Pe-le na llura desse aconlecimenlo.
O Gregeois parti, e de loda a IripolarAo Ploueven
tu couservou junto de si a Miguel. Julgando pelo
liumoi do mnriiihciro e pelo acnlhimenlo qoe elle
fez a essa preferencia, pode-se crer que nAo Ihe agra-
dava. I ni BrelAo Bao dcixa voluntariamente seu
paiz sem a eaperanca de vnllar, e Miguelera Brel.lo
na alma. Assim quando o hrigue abri as velase
ganhou o alio mar, o marinheiro segoto-o al ao ho-
rizonte, lendo o cnracAo consternado e os olhos cho-
rosos ; mas quando perdeu-o de visla, deu om sus-
piro, e disse :
Eia, boa viagem ; fien pregado aqu. E porque
razio Porque elle desconfa de mim. Pois bem, al-
gum dia ajustaremos conlas, o serAo dars.
ConlintiuT-je-Aa.)
MUTILADO


QIARIO DE PERHAMBUCO QUARTA FE1RA 4 OE ABRIL DE 1855.
urs.i de M. Hcrrver. Mas comprehenderam
mediatamente > ridiculo desta medida, e o
dieto ri levantado n,i manhfla do nuIro di.
Esla sessflo da academia franceta fui fatal a un
dos tan membros man Ilustres. M. Tbiers, ao sa-
bir dora para ir a Instituto, escorregou no pa-
leo di caa, e qoehtou o tirado emdous logare*. O
imperador mandou nm dos seus njidanles do cam-
po saber da saed de M. Tbiers. lala pequea al-
tenc.i causn ptiier ao celebre liomcm de estado ;
mas elle he demasiado Mperlu para se deixar sedu-
llr por esles earinhos Imprtaos, e pela ni i n ha par-
t (icaria niuilo admirado se M. Tbiers aceitaaie um
lugar qualquer soh o reinado deNapoleflo f II. Em-
fim, hoje na querem grande liomens de catado, i
querem secretar
A morte do Imperador Nicolao aconleceu em S.
Peiershurgo i'Jdt margo, a 1 hora depois de meio
dia, o^em virlude da lelegrnphia eleclrica, oltegra
iid innsmo dia cm Paria, as 7 lloros da noile, no mi-
nistefio do interior. M. Hillaal eslava para sentar-
se a mesa: dirigeae a toda a presaa as Tuilerias pa-
ra aununciar esla noticia a mperalriz (o imperador
India partido na vspero para ir visitar o acampamen-
to dtiBjulosne). Aimperalriz nao era visivcl. M. Itil
lault insisti, dizendo que se tratava de grave acon-
tan menlo. A imperalriz assuslada sahe do aposen-
to, ditendo enm aneiettade: Acontecera alguma
rousa a Luiz '.' ,lle o nnnic que ella da ao impera-
dor em particular.) Res|r,m quando M. Killaull
Ihe diese que aelralavaaomenteda morte de Nicolao.
Asseveram que a nova imperatriz da Kussia lie
urna miilhcr extraordinaria e, capaz de represen-
lar um grande papel na tragedia, a cujo prologo es-
tamo assislindo nesle momento. Al dizem que
ella pode ir a ser urna Calharina II. Seria ialn de
nao aganro para o novo imperador ; porque Calha-
rina II, para reinar sosinha, romegon por mandar
assassanar aeu augusto esposo.
i noticia da morte da imperador Nicolao foi re-
cebida aqui rom um senlimenlode estupor, meada-
do niprensa nflo saliiram das conveniencias que se dc-
vem a nm inimigo un tmulo. O povo inglez e al-
gn dos seus jornaes nao tero, segundo parece,
observado a mesma reserva. Hoaveram gritos de
alegra feroz, romo se a Inglaterra tivesse perdi-
do oseu mais cruel inimigo. No theatro de llrury-
kaiti, quando o director veio annunciar esla noii-
cia. o publico lialeu palmas, e pedio o Cod rave lite
'Juren, como se o exercilo inglez houvesse ganhado
urna grande victoria. Semelhanle procedimenlo he
inconveniente : algar gritos de alegra desta natore-
za, ao saber da morte de um inimigo, he mostrar
exhuberaiilemcnle que se linha medo.
A morte de Nicolao cabio como urna bomba, sah-
bado naasadn, no meio da Bojaa, e dei\ou muilos
morios e feridos sobre o lasedo. Os especuladores
das alias retines, acosllimados a especular coni cer-
eza, e achavam ha cousa de um mez n'uma grande
baiza, por causa da partida do imperador para a
Onan ; assim a alca medonlia os aturdi como urna
pancada de clava. Entre oulras victimas Ilustres,
cila-se M. de Mornv a quein a morte de Nicolao
rusta 1,800,000 fr., mas elle he homem de se desfor-
rar. Ha (res lias a fehre vai pouco e pouco dimi-
nuimta, c os fundos pblicos tendem a se enllocar
em grao mais razoavel.Necessariamenlea partida do
imperador Iran grandes variages.
NSo lem bavido cousa algiima impurtanle na Cri-
mea, desde a minba ultima carta : O gelo e o der-
rrlimeiitn do gel inlerrornperam ns operarnos. Eu-
tretanlo, de honlem para ca tcm corrido boatos va-
sacerca de urna grande balalhn, pelejada cm ISn-
lakt-va duranle Ires dias 2(, 27 e i de fevereiro.
?a tranrezes obligados n suslentar quasi sosinhos o
impulso dos Russossoflreram prrdas iinmeiisas, mas
em resumo, cada um licou senhor dasua posirao. O
governo prohibi qae os jornaes reproduzissem esle
"pacho ; julga-se que receheu ms noticias que nao
quer publicar.
O ullimo relalorio que o general Niel dirigi ao
imperador he datado de Constanliiioplaem 1U de fe-
iro. Elogia os trahalhrs ejecutados pelos enge-
nheiro* e artilheiros ; mas, em resumo, a sua opi-
niio he senipre que Sebastopol he iiicxpugnavel cm
quanlo se na lu nver deslruido o nzercito de Mens-
chikoll e oceupa jo o islhmo de Perccop, afim de in-
terceptar toda a i-omniunicagflo. Queiza-se mui cner-
:icamen(cdos It glezes que. nao leudo a aclividade
io-a eo botn humor dos nossos soldados, nlo
sabem tirar partido da sua ma siliiarflo, e accuvim
mqi injuslamenli! os seus alliadns d lercm escolhi-
do as potigues melhores e mais abrigadas do fogo dos
Rasaos.
Ultima* nolid.is 7 de mareo \ hora ta larde.
A Boba coiilimia a baixardc urna maneira mu
sensivel.Dizia se qoe o imperador parliaamanha para
Lyonc llalli para Marselha.Julgn que a noticia nSo he
evada ; porque os Guardas que deven) acompanhar
a pessna do imperador e da imperalriz siio convoca-
do soldado, nu ram|io de Marte, para fazer excrci-
eios de acampamento. O embarque da auarda im-
perial jii comeeoo em Marselha. O porto desla ri-
tUdeesl obstruido de vapores de guerra ingle/os e de
barcos dacompanhia de Messageiros gentes, dealina-
doa ao transporto daa tropas que seguem o impera-
dor.
gi.ndo cm jamaca de Landres que o nosso gover-
no prohibe que sejam Iraduzdos, a commissflo de
inqueiilo poda hincar aluum embarazo enlreosdous
alliad is. Ilizem que Na'pnleao declarara que se esla
roinoimao procedesse a um iaquerilo no exercilo da
Crim-sa, e*lava decidido a separar completamente o
exer.'ito franco/ do exercilo inglez, o que agradara
pouco aos nossus alliados, que lem mais necessidade
de n do que ns dellcs. Nflo se ve remedio para
eslaicrisa senao n'uma dissoluc.to do parlamento.
lira emliiiv idor eslrangciro que chega do Londres
dtzia a um dos sens amigos que na Inglaterra, a rai-
nba.a aristocracia,o Banco,os eleitores querem a paz;
mas que as classes baia excitadas polos radicaes
que repuftim a guerra neces-aria para destruir as
velhas instituirnos inglezas, sao em favor da gue na.
IITERIOR.
CORIllvSl'(XIU:\t I \ 1K DIARIO DE
PEKNAMBLCO.
Maro' 29 de marco.
Pelo vapor Imperado!, que aqni c'hegou no dia
noticias di corte al I",, sendo as de
inaior vullo as condecoracocs do dia li, anniversi-
iio nalalicinde no-saadorada soberana: nesla provin-
un contempladas urnas 7 pessos; escusado he
dizer-lhc q^ue, como soe acontecer, hou\o hom nu-
mero de descontentos e desapuntados: se eu fosse
ministro rugira o mais que pu'lesse de distribuir s?-
meluautp* leleyas; porque a experiencia lem nms-
|iie lie o mellior meio de se adquirir dcsaffei-
rt*!.
ueilo que obtem urna condccoracno nunca
que Me bceram eom ella urna grac,a ou fa-
vor, allribuc sempre a seus merecimentos c rclevan-
ios serviros; oulros al ficam despeilades nao se
julgando safllcicntemenlo galardoados e ctendo-se
inerecedorcs de conderoraes de mais elcvadu grao;
"S q"" witempla los que quasi semjire esUlo
ero maiuriai forniim lerrivcl plialinae do decon-
des; mis, ilando-se por preteridos, colejam spiis
talio-. rom os dos condecorados; outros fa-
.'.endoe calcs a forliori apregoam que nenhum
> fazem de hbitos e eradlas ; no enlanto
uns e oulrosxbradam que houve manifesla injus-
No dia 25 do corrente, anniversario do juramento
lireslado a conslitiiicao poltica do imperio, houve o
torlejo do eslvlu no palacete da assembla legis-
lativa provincial, que esleve bstanle concur-
rido.
Os encarregados da obra da malriz desla cidade re-
aervaram para esse din a anlemnidade da liencAo c
I aplisainenln do sino, do qual fui nadrinho o Exm.
i c Allmquerque; j e-l tanibeni ajeniado cm
ma das lorres daquella igrcia o relogio, legado pela
fHerid.i 11. Tliereza do Berem: ao meio dia soa-
vam pela prmeira vez \> maridadas cm o novo c
recembaplisado sino, as qnaes foram seguidas de in-
nmeros fogueles. J eu andava procurando quein
quizesse comprar o meu relogio que se me linha
lomado um Iraslc intil, quando me disse o I'olirar-
l>o que me nflo fiaste muilo no torreo relogio, que
sendo muilo joven ainda gostava de brincar ; com
Helio nesga mesma noile sendo 9 horas pouco mais
ou menos ouri soar 21 badaladas; reconlicci que
9 l'olvrarpo (nha razflo e nao vend ma mimlrc
que Dio altane nunca chegar a marcar 20 ho-
ra !
Aos esforros do preslimoso e diligente cidadflo Co-
Irim esla a obra ta malriz bstanle adiartlada; as >
torres j.i roboradas e brauqeadas com sima cpulas
roberas de Indis-unos azulejos fazem una visla
brilhanlc a Louvor ao prestante cidado
que, ilMipdo sonicnle pelo espirito dereligiosidailo
e bein puliliro, lem desenvolvido incansavel zelo pa-
ra o adiaiilamenlo e bom gojlo que lem presidido i
ronsirucra daquella obra, l-nlo mais importante,
quant he a falla que delta lente a capital, lie de
pasmar o evanco que lem lido, c a rapidez com que
progride aquella igreja com os poneos recursos de
qne r. Serio eu injuslo se calasse aqui o nomo
deKr. Jo.c- de Sania Engracia, digno guardi.lo do
convento, de S. I'iaurisco de Alagoas, a cujo zelo c
rtliejoM fervor lainbem sedeve o actual estado da
ninlii/.
A administraban e a polica progridem em o mes-
mo enrgico empenho de perseguir o reprimir o cri-
me : durante lodo o correiilemez nao houve na pro-
Miicta um s honiiciJn Os fadoras conlinuain a
vir presea as duztas; um fado deu-se ltimamente
que bom demonstra a aclividade e vigilancia que
lem sido desenvolv las ni captura dos criminosos.
I m preto escravo de nm morador dessa provincia,
que llie linha infligido um casligo, foi pescar com o
senhor, e aproveiando se de um descuido desle,
**"* lindo-so para esla provincia; o tlho
''"" i pista do facinora; mas quando
aqu olipgou j, e.icliav n preto preso, e arlual-
nienledevn aba estar, poia foi rnnellido no dia l'i
peto vapor Inptradar. Constando que no Pilar
jva ama epidemia de moeda falsa, seguio para
all alini de ministrar os necess.irios socmrros o Dr,
Mallie>is Casado d'A. L. A., rbefe de polici inte-
rino; feliz on infelizmente pprcm r.a se cneon-
Irnu urna nica pesson affeclada do terrivel fla-
gello.
i|ui/.cnios di'ixar-noa firar alraz de oulras pro-
i im- ministro dn imperio, oulrn para o director geral da
nter- insliindio publica, afim deque Ibe sejam all faci-
litados os meios de bem cuniprir sua enmmissao, c
nina caria de apresenlaran dirigida pelo Exm. pre-
sidente ao lillrralu Caslilho.
A salubridade publica proaegue soflrivelmente. ha
das communicaram ao Exm. presidenta que na po-
voacSodc Jaragna eslavam grassando inlensaraenle
as boxiga, de que linham sido atacadas varias pas-
sii.is : S. Exr. incumliin immedialamenle ao Dr. J.
T. I.opea Vianna de ir examinar que fundamento
linha a noticia, indo elle proprio lambem ao logar.
Felizmente era rebate falso, apenas encontrou-sa
nm individuo affeclado daquella molestia ; infor-
mnm-me queja csin livre de perlgo.
Acaba de fazer-se um adiado que a principio eau-
sou-nos receioa de que fosse o annuncio de alguma
grande desgrana. Um escravo do cemmandador Jo-
s Paulino de Albuquerque Sarmenlo, indo do sillo
de seu senhor a Sanio Antonio (rande, enconlruu
na praia una garrafa lacrada, rnntendo alguna pa-
pis escriplos cm inglez. Sabe V. muilo bem que
muilas vozes quando os navegantes cm alio mar,
ameacados de imminenle perigo ou inevitavel nau-
rrauio.leem perdido loda a esperanza de salvamento,
cscrevein anas ultimas vonlades, carias e mesmo o
roleiro da viagem, mellcm dentro de urna garrafa
os papis, lacrain-a. e eulrcgam ao frgil vidro, fjuc-
(uanle a merc das ondas, seus ullimospcusamcnlos,
na esperanca de ser esse sagrado deposito apanhado
por algum ente humano bastante caridoso para Ihea
dar execusflo, ou enderezar as carias a quem sao di-
rigida. A esse tespeiln lembro-me de um pequeo
poema de Alfredo de Vimiy inlluladon bouteile
a lamerem que o illuslrc vale cunta em bellos
versos a historia de una dcslas garrafas, depositara
dos ltimos pcnsainenlos do rapilao de um navio
naufragado na extremidades da pennsula sul-ame-
ricana, perloda Terra do fogo e do eslrelo do Ma-
galhaea; ja inleiramente perdido, diz o poeta, o capi-
lao adra no mar a garrafa c...
II ourit en songcaiu que ce frage verre
Ponera sa pensce el son nom jusq'ao porl,
Qued'une ile inconnuc il agrandit la torre.
a (Ju'il marque un nonve! asir el le confio ausorl,
ue Dieu peni bien permellrc 'adeseaux insenses
El qu'avec un flacn il a vaincu U mor.
Felizmente o abalo que livemos na foi de tonga
duracao, bem depressa appareceu um Inglez que Ira-
du/.o os papis, e entao soubemos que os que linham
escriplo aquellas liiihas, bom longe de se ach.irein
em perigo, seguiam mui prospera vianem : eram
emigrados escossezes que se dingiam a Melbourne, e
leudo sabido das Utas britnicas a i) de Janeiro do
correnleanno, achavam-se a 8 de fevereiro na al-
tura de jOO inilhas dislaules de equador, que ha-
vinm passado badons dias. Detilro da garrafa havia
ans versos impressos em Liverpool com o titulo
The emigrantt'farewelle, nina caria dirigida aos
que achassem a garrafa, de que me mandou o Dio-
go a iradtin-a sequinle !) de fevereiro do 183.).
A bordo da Cuiding Star.Senhores.So esla
liver a felicidade de ser apauhada, peco aos que a
a acharcm que leudan a bondade de pr no rorreio
(i as carias que vao denlro da garrafa, se esliverem
em distancia de 3(10 milhas da Escocia, quando
a iiii.i (nrii.-ii a entregaras ondas, onqueimai as carias
que com isso fareis um grande favor aos vossos hu-
a mi Id es emigradosA IJiigos EscocezesOne se di-
rigem a Melbourne | esto agora 300 milhas dis-
tantos da linha.
Havia mais duas carias dirigidas ambas as m.lis
das pessoas que as escreveram ; nao linham por fora
sohsrripto nrm enderero algum ; urna deltas esla
mal escripia, a oulra parece de pessoa de algoma
inslrucc,ao, que dirige a sua mai um pequeo itine-
rario da viagem que linha at all foilo : Nao admi-
ra que a garrafa viesse leras praiasde Sanio Anto-
nio Grande ; pois estando a embarcaeflo que con-
duzia os emigrados .VIO milha distante do Equador
(romo clles ilcclaramj he provavcl que se acbasse
rrnnleira ao liltoral desla provincia, isto he, na al-
ate de i) graos pouco mais ou menos de tal. sol, e
he na I ural que a rorrcnlc d'aguas perpetua do tr-
pico do Capricornio apandando-a neasa allura, Irou-
xesse a aveutureira ao nosso liltoral. Ilisseram-me
que S. Ex. havia mandado entregar lodosos papis
ao vire-consul inglez para que Ibes desse o deslino
quejulgasse convenienle.
A assemblea provincial continua pacificamense em
sens afanosos Irabalhos ; nflo tenbo do ao palaccle,
porque briguei com o meu ex-amigo Ljiz, e eslou
mal com o cx-leucnte Ar.mjo, por nao ter querido
vir esto anno a capital deixando-se ficar frnindo as
delicias da velha melropolc, sem se importar coin o
meu lugarzinhn das gnlerias. l)isseram-me que ul-
limamcnlc dou-te na assembla um fado que admi-
ro" a muilos : bavendo o Exm. presidente lembrado
em seu relalorio a conveniencia de irem a expensas
de provincia corto os 2 proprictarios V. Peixoto e
Dr. Oiticica, afim de ver mi, cxaniinarein c esluda-
rcm os mclhoramcnlos mnis modenos das machinas
de cngenbos de fabricar assucar, cabio um projerlo
que nasas sentido seaprcsenlou ; pasmaram lodo, c
o lempo aproveilou logo oeusejo para criticar cssa
inesperada opposicao ; mas indagando cu o caso,
soiilm que o motivo da queda do projeclo era por-
que a assemblea tenciunava dar ao governo, em
quem muilo confia, urna aulorisaeflo ampia parame-
Iborar e beneficiar a nossa agricultura como enlen-
desse mais convenienle : coiiscgnintemciite em vez
de ser roarclado o Exm. presidente nos liona dese-
jos que nutre cm prol di nossa agricultura, lera um
campo mais vasto cm que possa sem.ir seus bene-
ficios.
Agora por ullimo corre-me o dever dedizerduas
palavrinda ao meu amabilissmo collega correspon-
dente do Jornal do Commercio da corle, que em
sua ultima caria de 24 de fevereiro finito diz quo
linha causado a muilos ardcnles desejos de saber
quein fosse o autor das correspondencias desla pro-
vincia para o Mercantil da corte, e que a prosa ro-
manlrsca semigraciosa iillimameule desenvolvida
poz a descobcrlo o corrcspoiideiilc quando nao fora
o proprio esljlo lao paveada de cilaces, que lorna
mui transparente no correspondente do Mercantil
o autor das carias do Diario de l'emambuco ele.
Ja vejo que oilluslrado colleea do yornal do Com-
mercio he ver em mim urna brilhanlc carambola tocando no cor-
eo; ja esta lomadas todas as medidas possiveia para
evitar-se o contagio.
Louvado seja Dos 1
PERMBICO.
respndeme do Mercantil. Vbva qaem deu no vin-
le Viva o adevinbo Entao\ Musir collega, lam-
bem V. deu parte de Casandra ? Rfreln os meos
emboras pela dcscoberla. Comefleiton collega be
untado, lgico e malbemalico ; vejam como desco-
brio logo o grande segredo mais inlrincado do qae o
un gordio, mais insolovel do que a qaadralura do
riiculo. mais diflicil de resolver do que urna cqua-
cao do segundo grao, cuja incgnita achou, como
quem bebe um copo d'agoa Gabo-lhc a alilaco,
ltanlo e agudeza. IVora em dianie lie preciso
que a genle ande muilo sobre aviso, e com o maior
geito posivel, quando nao o rnllega ao Jornal poem-
nos lugo n calva a moslra. Enlflo.Sr. collega,a pen-
na que garalja esla missiva he a mesma que cs-
creve para o Mercantil ? So algiiem que morasse
no mallo poderia datar semelhaiilc rousa, e ignorar
quem seja o correspondente do Mercantil. Elou
porein convencido que ocollcga quiz desla vez mo-
tejar, grangear os foros de semigracioso (baja visla o
seu chistoso e faceto lloc) o lr o goslinbo de lecer
por carambola o seu panegyrico ao humilde corres-
puiidento do Diario de l'rrnamhuco, que muilo
agradece ao collega o bom conceiloque I lie merece
a sua rasleira presa ; qiianlu a cilar-, que pare-
cem incommoda-lo, dii-lbe-hei que nem lodos po-
dein lera concisa, clareza, purismo de linguagem,
rcdacfao casljgada, ral vilo enrgico, facilidade de
escrever, o somma do e'onhecimcnlos do collega, e
na falla desse lheouros apegam-se a um lexlinho
on desenxabida cilaco mal applieada, e cbimpam-a
na missiva, em falla de mclhor cabcdal : mesmo
agora esla-me escorregandodos bicos da peona o se-
gu ule versinbo, cuja queda nao posso susler : nflo
sei lambem o que clles significam ; disse-mi porem
lliogo que era urna carapura que mcajuslava per-
feitamcnlc na calva, c por isso ah vai para honra e
glora do collega.
Baeenvy witliers al anolhcr's joy
And bates thal excellencc il caniioi reach.
Olanlo ao empenho de elogiar com dispendio de
lanas lindas, e cm todas as correspondencias o l-
tanlo do Berardo para a scena. de que fui increpa-
do por labella ; peta minba parla direi ata collega
que a minba divisa sempre foi smim cuique tri-
buere e nflo vejo em que poaaam ofluder ao col-
lega ou a algucm os elogios dispendidos com o ta-
lento que. lem algn jovens para a arlo dramtica ;
cnleiido'que Basta provincia, em que nflo abundam
dvertimenlos c dislracises, deviam-se acoroQoar a
aqudles que nos fornecem em algumas bellas noiles
um enlreleninenlo honesto, e inleressante passalem-
po ; pe milla que i> diga qne o seu eugracado llor.
lio mal cabido a respeilo do lenle Berardo, o qual
quer comoridadao, que como militar tem oulra
militas qiialnlades apreciaveis c dignas de encomios;
alcm dissosade minio bem o collega que o meu man
fadaiin do cdiimista forea-mc a narraran bom corres-
pon.tanlc ludo quanlo por aqui se passa; ora presu-
mo que njiigucm lira prejudirado porque teijo uns
mal alinhavados elogios ao amaseis socios repre-
sentantes da S. I). Maceioense : mullo folguei de
\er quo o nosso hbil collega correspondente do
Merdtntil pensara a tal respeilo como eu. Nflo mo
nlromellcrei na carga que Ihe faz o collega a res-
peilo do baplisado do lilho do Berardo ; porque nflo
quero lirar a espada da mflo do jugador ; elle que
Ute-d o competente troce. Por ullimo pergunia-
rci ao collega, que deu parle de adevinbao, se tain-
bem ja dc-robrio quein seja n correspuiidenle do
Jornal da Babia ; se ja sabe declarc-me que que-
ro ter o oslo de conhecer esse seu Cabrion enraqe.
_ alie.
i: S. Apparcceu-me honlem larde o Babia
mirlo plido c espantado dizendo-me que ri3o Ihe
aperlasse a inflo.
Que lem V. na milo I
Vendo de examinar l docntes *alTectados de
tabre amarella.
Visoaaa m3 de Dos ; onde foi isso.amigo Ba-
Eu Ihe con! : eslava muilo descansado em
casa, quando appareceu-mo um nrdenanca chaman-
do-mede parle de S. Ex. ; corr afervorado a pa-
lacio cm companhia do Dr. Lopes Vianna, que Um-
bem fora chamado; nrdeuau-nos S. Ex. que fos-
vincias n ii.iciamcnlo do myllertaf da leura re- | sernos a toda pressa a bordo dafgalera ing|flVr/wM
--.- >...... -...-..a ,c- -i-o,ui. ,i iouh iirn ,i nonio na|gaiera ingleza TiOM
pentina: S. Eir. incumbi da commiasto de ir ins- \Forrel, quecntrou anle-honlem da BaliTa afim i le
lrur-se naquclle svslema ao profeasor publico de -
l.s lellras.j. K. Saares, queja seguip no vapor 7o-
cantin*. arhilraiulo-lhe S. ElC. a gralilcac.ln men-
sal de 2lXkr,000 para sen passadio na curte : consla-
ine que o professor, alin das inslrucces qae rece-
bera da presidencia, leva um ofBcio pira o Exm. Sr.
examinarmosse era exacta a milicia de exislirem all
lenlesda febre amarella. I'omos a burdo e com-
cITeilo encontramos i inarinheiros alTectadns.
Misericordia, Dr.,que se da de fazer T
Soceguc, que o Exm. presdeme nao descanta
quando se traa de providenciar sobre o bem publi-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PBO-
VINCIAL
'Sassao' em 30 da marco de 1855,
''icc-preiidencia do Sr. Carneiro da Cunha.
Ao meio da, foila a chamada, acharam-se pr-
senles 3 senhores depulados.
O Sr. Pretidente abre a sesso.
, O Sr. 2. Secretario 16 a acia da sessao antecc-
dcule, que he approvada.
O Sr. i." Secretario menciona oseguinte
EXPEDIENTE.
Um oflcio do secretario da provincia, Iransmil-
lindo um rcqueiinenlo, cm que Jos Lucio Monlci-
ro da Franca, arrematante do pedago da estrada da
Tacarnna, pede um abale n respectivo conlrato.
A' commissao de un;.menlo municipal.
Oulro do mesmo Sr., Iransmillindo o orcamenlo
feito pelo ciigcnbciro director das obras publicas pa-
ra a conslrucco de um edificio apropriadn ao gym-
nasio nesla provincia, bem como a respectiva planta.
A' commissSo de obras publicas e inslrucco pu-
blica.
Oulrn do mesmo Sr., remetiendo os ornamentos
da rocalla e despeza da cmara municipal da villa
da Escada para o anno de 1855 1836. A' com-
missao de orcamenlc municipal.
'm rcquerimcnlo do conest Joao Jos Pereira,
vigario da freituezia de ."<. Pedro Marlyr de Olinda,
pedindo para que, com preferencia, sejam corridas
as duas loteras inlciras das que taran concedidas a
sua malriz, ou una quola na tai do orcamenlo con-
venienle as despezas para os ditos reparos. A's
romiuisses de peliees e orcamenlo provincial.
Oulro de Leocadio Barbosa tereira, pnrleiro da
cmara municipal da cidade da Victoria, pedindo a
esla assemblea a approvajao do augmento do seu
ordenado.A' comnnssAo de ornamento municipal.
L'm ofticio do secretario da provincia, remetien-
do um requeriinculu de Januario Alexandriuo da
Silva Rabello Canee*. A' commissao de peliees.
1.ma ropresenlacao da cmara municipal da cida-
de da Victoria, pedindo a esla assemblea o augmen-
to da verba i quaniia de 3:000-3000 rs. para fazer
face as obras projecladas. A'commissao de orna-
mento municipal.
Um requerimentn da irin: ml.i.le do Senhor Bom
Jess dos Passos, ereela na malriz do Corpo Sanio,
pedindo a concessflo de duas loteras de cincuenta
conloa cada urna.A' commissAo de peticocs.
Urna represcnlaeflo da cmara municipal da cida-
de da Victoria, pedindo a concessao de cincoenla
lampees para aquella cidade.A' commissao de or-
camenlo provincial.
Sao (idos, julgados objeclos dn dclideracao e man-
dados imprimir os seguimos projecloa :
i A as-cinbla legislaliva provincial do Pcrnam-
buco decreta : a
Arl. i.a l'jca desmembrada da freguezia de
Bezerros, e erecta em matriz, a capella de Sanl'An-
na da povoanan de Grvala,
Arl. 2. Os limites da nova fregoezia princi-
piarflo no lugar denominado Podras Minia- em
linha recta para a paite do sul. segaindo pela lugar
dciioiiiinadoBuracoal Caipora, e dahi pela es-
trada que vai para a Barra na direcdlo do engenho
Itiachao at encontrar com a freguezia do Bonito ;
depois seguirflo pelo lugar denominadoCaranguei-
jo. e desle para o rio Amarasi, e por este desce-
rno ale o riacho das Pedras (devendo esta lugar que
j perlenceu freguezia de Bezorros, c boje parten-
ce a de Santo Anlflo, ser eucorporado a nova fre-
guezia) seguindo astuto em linha reda para a parle
do norte a sabir cin Campos de Macacos e encontrar
o rio Ipojiira na barra do rio Mulun-, e Motado
por esle alesna naaaenca, que fica parallela a ria-
cho Corlume, e deseando por esle a sabir cm Tape-
ccrica, e |sor esle a encontrar a barra do rio Salga-
do, seguindo por esto al sua nascenca, c d*abi vol-
lar em linda recta para a parle do norte a enconlrar
com o riaed C-angorra, (confinando este com a fre-
guezia do Limoeir) seguindo depois cm linda recia
para o pocnle al enconlrar no rumo de cima do fi-
nado Jos Bonifacio da Silva, c seguindo d'abi al
Pedras Muidas, onde lem principio a nova freguezia.
Arl. 3.o () parodio da freguezia de Bezerros
lem dircilo a optar a fn-gnezia novamenle creada.
Arl. i. Fican revogadas todas as disposces
cm contrario.
Paco da assemblea legislaliva provincial de Per-
nambuco 29 de margo de 1835.lalo df Campos.
Manoel Joaqun Carneiro da Cunha. Silca
Braga, a
a A assemblea legislaliva provincial de Pcrnam-
buco resol ve :
Arl. nico. Fica approvado o regulamcnlo da-
do pela presidencia em dala de 2 de jiiulio de 1834
para o ccmiteiio publico desla cidade : licam revo-
gadas as dispusieses cm contrario.
Sala das commisses 29 de marro de (855.
Francisco Carlos Brandao. Francisco de Atsi*
Olceira Maciel.
A assemblea legislativa provincial de Pernam-
buco re>olvc :
Arl. nico. Ficam approvadns os compromis-
sos das rmandades do Nossa Senhora do l.iv ramen-
lo da villa Formosa de Seruhaem, de Nossa Senho-
ra do Rosario da cidade do Rio-Formoso, do Saulis-
siino Sacramento da cidade de Nazarelh c das Ben-
diclas Almas da cidade da Victoria ; e revogadas as
dispusieses em contrario.
Pajo da assemblea legislativa provincial de Per-
nambuco 27 de marro de 1833.Padre l'arejilo.
Pinto de Campos.Padre Morral.
He lambem ofierecido a cousideraeflo da casa e
mandado imprimir o projeclo de OTramenl muni-
cipal.
Si lidas c appiovadas as redaccijes das posturas
do Limociro e Cimbres.
ORDEM DO DIA.
Di-ciissau do parecer adiado da scsflo anterior so-
bre a prelencao de Jos Ignacio Pereira Dtitra.
O Sr. Siltino : Sr. presidente, vejo-ine na ne-
cessidade de motivar o meu voto. Nflo concordan-
do rom o parecer da maioria da commissao de obras
publicas deque taco parle,assjgnei-me vencido petas
raztes que passo a expor a casa. O Sr. Jo Igna-
cio Pereira Dulra j ha bastante lempo solTreu urna
desappropriacan ta para as bandas da estrada da
Victoria no seu sitio de nomc Barro Vermelho, de-
sappropriaco para abertura de duas vallas que de-
viam servir de esgolo a duas bombas fcilas na estra-
da defronlc do sitio do mesmo senhor. Em virlude
dessa desapprnpriacao e feila a avaliacao, declaren o
engenheiro incumbido desse (rabaldo que o terreno
que se itavia desappropriar para abertura das vallas,
incluido o valor das plantacoe que exisliarn nelle,
importara em 2605000 de ris. Em virlude esta
avaliaeflo, querealmenle foi mal feila, porque nflo
se alleudcii aos Iramilles marrados pela tai, porque
nflo foi ouvido, por cxemplo, o propriclario, fez-sc a
desappropriacao pouco mais ou monos como se po-
derla fazer l na Rnsain ou na Turqua. O propric-
lario rcclarnou presidencia de entao, contra o ar-
bllrio do engcr.beirn, c cm virlude desa rertamasflo
mandou-se rectificar o auto da desappropriacflo, mas
asMn nflo acouleccu porque o engenheiro das obras
publicas que ja nflo era o mesmo, adiando que de-
via baver corla solidariedade uo seu com o proceder
do seo predecessor, se oppoz com razes mais on
menos especiosas que novo auto se fizesse, pelo qua
o presdeme allcndendo a esas raziies nao mandou
proceder a nova avaliacao para adeappropriarflo; e
lirn ins'o abrindo-se a quota de -iliO^OIX) ris na
thesouraria para opagamento do Si .Dulra : saliendo
elle dissn i-ja caucado pnr lautas lulas e contrarie-
dades foi a thesouraria provincial e receben a refe-
rida quaniia ; dando por valido aquillo para que nao
linha sido consultada a sua vonlade nem allendidos
os Iramilles legaes ; receheu pois os 2603000 rise
no termo,)|f rcecbimenlo que elle diz que nflo leu,
so coiisignou uina idea que involve nada menos do
que um onus para o propriclario e vem a ser. qne o
propriclario firava obrigado a limpar annualmenlc
essas valtas de maneira que ellas deasem fcil cgolo
as aguas qoe viessem daa bombas. Ora se os 260
res, como consla de lodos oa papeia que vieram
mesmo da reparlicao das obras publicas, se os 260
rs. digo, foram resultado da indemiiisacflo do terre-
no e das planlacOes que nelle exiliar, esl visto
que o novo olios nao roisalisfeilo, e se a esse novo
onus deve corresponder urna nova vanlagem, esl
visto qoe a negncao involve injusiica porque nao he
razoavel nem de direilo que alguern se lucuplelerom
os sacrificios de outrem, c se isso he um acto Ilegiti-
mo de homem a liomem,muilo mais o he em retadlo
ao estado para com os particulares, em rclacflo'ao
enle colleclivo para com o enlo individual.
Ora, se eu pens assim, nflo poda de maneira al-
guma concordar com a opiniflo dos mens nobres col-
legas que formiilaram o parecer da commis'flo. Eu
enicndo.senhorea.queqiier o Sr.Joso Ignacio Pereira
Dulra livcsse assignado de boa le, quer do m f,
quer elle livesso lido o lermo de recebimonlii, quer
nflolivesse lido esse lermo, razflo Ihe assisle sempre
para que a esse onus que se Ihe impoz, corresponda
urna iiiitamnisadto.
Mas.senhnrcs, existe nma oulra razan que en acho
de grande ponderaco c que a assemblea de cerlo de-
ve ler em malta ronsideraso.c be a scguinle : a fil-
ennos prevalecer o onu de que lenho fallailo.va-
mo eslabrlccer nada mais do que essa servidao de
Irabalbo sobre a propriedade do Sr. Jos Ignacio
,>eif' i" l)ulra' ." amos crear ea servidflo de
Irabalbo, necessariamente a ana propriedade lera de
diminuir de valor, porque uingii-m querrr com-
prar urna pmpriedade peta valnr que ella linha em
seu estado natural, quando sobearregada de um se-
melhanle onus. Assim nflo he s a desappropria-
dlo que se fez dos terrenos para abortara das vallas,
he a deeapprapriacaa de um cerlo merecimenlo mo-
ral, de um cerlo valor iulrinseco, que a propriedade
linha, mas que passa a nao ler pur esse onus a que
devenios allcnder.
Todas essas razos, Sr. presidenta, prevalcreram
poderosamente no meu animo e nao poda de for-
ma algum a dar o meu voto no sentido do parecer da
rominissfl : por isso assigiici-mc, vencido e espero
que i casa, atlendcndo para as breve, mas valiosas
razos que acabo de apresentar, baja de fazer jusli-
ja ao pelicionario.eoncedeuita o que elle pede nuseu
rcquerimcnlo porque enlendn qoe o que elle pede
he joslamenle.o que se Ihe deve dar.
O Sr. a. de Oliveira Bstenlo o parecer da com-
missao.
O Sr. Brandao : Sr. presidenta, ped a palavra
para declarar o meu voto contra o parecer que se
discute, e dar os motivos que me levam a oio acei-
tar asconclusoes que foram liradas por doas honra-
dos membros da commmn. Nlo posso volar em
favor do parecer porqno vejo qun nelle se consagra
um rigor inaudito contra um nosso concidadao, que
veio peranle esta cata allegando bom direilo, e mos-
trando razes valiosas em prol de sua juslica.
O Sr. Mello Reg : Vamos a ver a demonstra-
dlo desse bom direilo.
OSr. flrqndfloj i,a re, nSo se apretse. Nflo
poaao igoalmeamjolar por elle (parecer) porque
vejo que os honrados membros que o assignaram fun-
daram-sc em nm documento qje, segundo os prin-
cipios geralmenle aceilos, nao pode valer nem tilo
pouco servir de base a urna derisno desla ordem.
E visto como pens assim, principarei por mos-
trar que esse documento no lem a importancia c
valor que Ihe atribuirn) os dous membros da coin-
nnssflo, quando fundados ndle indeferiram o reque-
rimcnto do Jos Ignacio Pereira Dulra. O docu-
mento de que fallo he o lermo de ohrigadlo lanada
peranle a reparlicao das obras publicas e assignado
pelo mesmo Dulra.
Sr presidente, al boje leudo considerado como
prBcipio iiicontcslavcl que qiiandose trata de confec-
cionar qualquer documento judicial, ou exlrajudi-
cial em que se eslabelcssem obrisaroes e unas que
taem de pecar sobre qualquer individuo, he essen-
cialque esse documento seja assignado, nflo spela
pessoa que a-sume a obrigaro, como tambero por
duas lesleiniinlias presenciaos, que a todo lempo con-
lirmcm o sellem rom os seus juramentos, se for uiis-
ter a ventado do que se passoti...
"ai Sr. Deputado: A repartidlo das obras pu-
blicas nao exige isto.
O Sr. Brandao: Nao condeeo esse direilo espe-
cial, essa tai, esse principio qno isenlcm a repartan
das obras publicas de urna reara que he geral para
os contratos de lodos os cidadlos. Mas, como dizia
cu, he uecessarioque duas lestoniunlias inlcrvenham
na confeceflo de qualquer documento civil, que por
ventura contenha obngaces para urna parle, e di-
rcilos jiara oulra. Ora se isto lio exacto, e se a or-
denadlo do livro I. lilulo79,que faz parle do nosso
direilo ordinario, exige que as cscripluras que sao
lavradas por ofliciaes pblicos, devidamente jura-
ramenlos, sejam assignadas por duas leslemunhas,
me parece que razan de sobra tenbo eu para quali-
licar, como qualilco, de iicnliuin valora termo de
obrigaeflo a que os dous membros da commissao li-
garan) lana importancia, urna vez que nao vejo nel-
le assignaluraa de teslemuuhaqiie me Iranqiiillisem
a respeilo da ccrleza da grande responsahilidade
que so diz pezar sobre o peticionario. Na casa exis-
lem muilos membros que sao julgadores ; clles que
digam seos proprios termos de cunlissao, e oulros
que em juizo sao lavrados, contendoobrigaces e di-
reiloa deixamde scrassignadns por duas leslemunhas,
embora o juiz prsenle se arde ? E, pois, se he esla
a nossa jurisprudencia, o se nenliuma excepeflo lem
ella feilo em favor das obras publicas, he claro que
o lermo de que se Irala nao deve ser considerado por
esta assemblea como documento que possa cohibir o
pelicionario se reclamar o seu direitu e de ser atlcn-
dido.
Aqui nao deixarci de deplorar que a reparlicao
das obras publicas da minba provincia enleiida que
termos semelhanles possam prestar para cousa algu-
ma, e que assim em um, ou oulro caso concorra pa-
ra comprometer, e arrisrar gravesinleresses provin-
ciaes.
O Sr. Mello neg : Porque nao revoga a tai
provincial, que dispensa isto ?
O Sr. Brandao : Muslre-me essa tai ; cu Ihe
pero.
O Sr. Clementino di um aparte.
O Sr. Brandao :Nao posso deixar de dar nma
resposla ao aparte do honrado memoro,coja opintao
para mim he sempre de muilo valor.
O meu nobre collega deve saber, que a assem-
bla provincial, e em geral os cofres legislativos, em
certas oeeasioes lambem exercem fonccOes de julga-
dores, represenlam um grande jury, e n'esta hypolhc-
se nos arda mus nos acora : por conaeguinte" nao se
pode contestar esla cmara o dircilo qae ella lem
de aquilataras razocs produzidas em favor do peti-
cionario, e de fazer-lhe juslica; assim, pois, nflo vem
ao caso o seu aparta.
Sr. presidente, tenbo mostrado, que o documento
em que se lirmaram os dous membros da commissao
para indeferircm o rsqiierimentn do Sr. Dulra he
defectivo ; agora oceupar-me-hei do oulro ponto,
que, cnmqiianmj fosee brilhanlemenlo desenvolvi-
do pelo honrado membro, o Sr. Silvino, jnlgo daver
ainda locar nelle.
Observo que se Irala do um onus pezadissimo im-
posto pela reparlicao das obras publicas, um cida-
dflo, qual o de finir elle perpeluamenlo obrigado a
desobstruir as vallas taitas no sen predio por ulilida-
le publica ; vejo que ese predio necessariamente
diminuto de valor por elTeilo daquella obrigacSo,
pas nao descuh'n documento que moslre ter bavido
initamiiisacao. Ora, pcrguuto eu, he crivel que um
propnelario se sujeile a urna condirao Iflo onerosa,
c consinla na desappropriaran desea predio sem es-
peranza de urna retribuidlo'.' Nao > posso ad-
millir. "
He verdade que o Sr. Dulra receheu 260, mas
csae dinheiro Ihe tai dado em pagamento dos pre-
jiiizos immedialosqne solVrcu com a abertura das
vallas, e deslruicflo de suas lavouras, porm pelo
que diz respeilo a servidao com que elle ficou one-
rado, nflo consta qne linuvess indemnisadio, e eu
nao posso crer que isto so desse com pleno conheci-
mcnlo. e eminencia da parle delta.
O Sr. Mello Bego :Para que recebeu o dinhei-
ro .' para que assiguou esle lermo t
O Sr. Olceira : J se disse que foi na
boa fe.
O Sr. Brandao :Nao condece, esse senhor, mas
pode o nobre depulado aflirmar que elle nao seja um
liomem de pouens conhecimcnlos, e alm disto aca-
ndado ? Pode dizer que esse lermo Ihe fra lido, e
explicado na occasiflo em que elle o assignou f Onde
estilo as leslemunhas que sirvampara remover lodos
eslas d o vida- ?
Um Sr. Deputado :Eolao se fosse juiz dispen-
sava-o por alo ?
O Sr. Brandao :En nao eslou fallando peranle
o toro ; raciocino em preenca do poder legislativo
da provincia, que. como j disse, lem o direilo de
apreciar todas as cireumstancias.ainda mesmo aquel-
las que nflo estao|provadaspordocunieulos, para pro-
nunciar o seu juizo.
Mas, supponhamos. senderes, que esse homem li-
nda lido o lermo, e bem compreheudido a gravida-
de da obrigacao que Ihe foi imposta, ndo pode elle
comparecer aqui e reclamar contra essa obrigacao .'
Nao pode invocar a justica, e mesmo a cquidade da
cmara, para que, ou o alliviedn ouajL ou o manda
indemnisar ?
O Sr. Meno Reg :Por ahi vai mellior.
O Sr. Brandao :Nao temos nos no.Direilo Pa-
Irio remedios de igual nalnreza, que san permilli-
dos nos contratos lezivo. e em que ae verifica gra-
vo detrimento conlra qualquer doa contraanles
Nflo temos as accocs rescisorias, de letao, quanti-
tmnorit, o muiUs oulras que servem para garantir,
c tazer eftaclivos aquellos remedios ? Coro pois.se
contesta ao peticionario o direilo de reclamar peran-
le esta assemblea conlra nma obrigacao que Ihe foi
imposta com notoria lcso ? Como se Ihe quer ne-
gar aquillo, que o direilo reconbece como admssi-
vel ? !
O Sr. A. de Oliveira :Ningaem o negoa.
O Sr. Brandao : Parece que V. Exc. j se vai
aproximando um pouco.
O Sr. a. de Oliteira :O direilo de pclicflo be
garantido pela constituido.
O Sr. Brandao : Emendo pois, senhores, que
sem comnieller flagrante injusiica, a cmara nao po-
llera indeferir o requerimenlodi Sr. Dulra; e, pois,
ferroso Ibe he volar conlra o parecer dos dous mem-
bros da commissao. c em favor de qualquer emenda
que em contrario daja de ser apresentada, e ueste
sentido pronuncio o meu rolo.
lendo pedido a palavra varios senhores depula-
dos, hca a materia adiada.
2. discussao do orcamenlo provincial.
Arl. 3. Com a Secretoria da
Presidencia, a sabor :
1. Com os empregados 14:7005000
2. Com o expediente eas-
seio da casa............ 2:2149000
lie approvado sem discussao.
Arl. 4. Com a Dirorloria go-
ral, a saber :
SJ I. Com os empregados. ..
S 2. Com o expediente.....
16:91A,"?000
2:6009000
200SOOO
2:8009000
P Sr. Oliteira :Sr. presidenta, lendo a casa de
considerar o regulamcnlo dado agora ltimamente
pelo presidente para o intrnale, e nao lendo ain-
da a commissflo rcpecliva reduzdlo o seu juizo a
projeclo, me parece que o artigo em discnssflo deve
lie.ir adiado, al que a tasa resol va sobre o objeclo :
nena sentido vou mandar um requerimento mesa,
vai a mesa e do approvado o scguinle requeri-
mento:
Reqaeiro a adiamentn do capitulo, al que se
resolva sodro b rcgulamenlo do intrnalo. S. R.
Ulictira.u
0 Sr. Clementino: Sr. presidenta, levnnto-me
para explicar o procedimenlo da commissao de ins-
iruceflo publica ilequcsuii membro.
1 rata-se de volar a despeza que a provincia deve
fazer com oserviro da iu-truccao c o nobre depulado
(o Sr. Oliveira) siihmclteu a consideroslo da casa
mu requerimento pedindo o adiamento da discussao
al que seja apresentad o parecer da commissao
sobre o regulainnnio dado pela presidencia acerca da
instmceao publica. Esle requerimento olTerecido
pelo jiolire depulado qne nAobe membro dessa com-
missao sobre o fundamento de que ainda na fui da-
do o sea harecer sobre o regulamcnlo confeccionado
pela presidencia da provincia, cm virlude da aolo-
i i-aciio que Ihe foi dada pela tai de 23 de selembro
do anno passado, revela lalvcz um reparo pela de-
mora havida na aprsenla.;,! desse Irabalbo, c pode
ser encarado como umaconsura feila commissao.
O Sr. Oliteira:Nflo apoiado.
O Sr. Clementino:Apezar da declarado do
nobre depulcdo, julgo-me anda fan-ado a explicar-
me sobre esla malcra, e dar a razflo porque at bo-
je nao foi lido o parecer da commissao de inslrucco
publica, a que se refere.
No dia 16 dn corrente foi distribuido nesla casa o
regulamento de 22 de fevereiro ullimo, e remedido
a commissao, deque faro parle para n examinar, e
a partir desse dia eu e meu honrados collcgas nos
haremos dado seriamente a esse Irabalbo. Silo de-
corridos apenas 14 ou 15 diae, e esse piazo.uao he
por cerlo lempo superior a necessidade da scria|in-
vestigaeflo, que demanda assuinplos tflo melindro-
so, e iranscmenlo, principalmente levando-seem
coma a insufliciencia da. habilitadles da commissSo.
Quando fallo de insulliciencia de" habilitarnos refi-
ro-me smenle aajtijin. Julgo-me carecedor dos re-
corsos neressarr ^ajra ainda em lempo maior que
aquelle oltarece .onsideraQao desla assemblea um
Irabalbo digno ..la. (JX'o apolados.)
Entretanto declaro rasa queja formei meu juizo
acerca desse reglamento, ao qual julguci acertado
fazer algumas alteracOca reclamadas pelas cirrums-
laucias da provincia. Minhas ideas foram apuiadas
por um doa membros da roininisflo(Sr. Dr. Aprigio)
er ta romhiiiarao com elle redozi-as a escriplo, e
fonniilei aip parecer, que esl prompto desde odia
28 do corrente, e ja nflo foi lido porque acha-sc ac-
tualmente em poder de um dos honrados collcgaa da
commissflo (o Sr. padre Varejflo), cnjaassigualurare-
clamei. Grave e importante he a materia e nflo dc-
via passar sem ana asaignatora, ainda que para isao
fosse indispensavcl a demora de mais algn dias.
Nao quiz ser precipitado em assumpto desta ordem.
As ideas do Sr. padre Varejao me ram bem eo-
nhecidas, porque as pequeas consullas que fize-
mos na salas desla casa, acerca do regulamento da
inslrucco publica, francamenle emitlio suasopnioes
conlra o mesmo regulamento, e proceda assim de
armona com o que ja o anuo passado pralicara,
quando a commissao de que farda parle apresenton
um projeclo sobre o ensino publico. Appreciei bem
o juiz do meu nobre collega,revendo os Irabalbo*, c
documentos, que sobre a materia cxislem na secre-
tara. quaes lodos colligi, logo que ficou a cuida-
do meu, n aos meus rollegas de commissflo e examc,
por ruja falla se pede o adiamento da di-cm-ao do
orcamenlo. O projeclo que mais se aproxima do
peusameulo d regulamento, nao mereceu sua ap-
provadio. Conlava pois, com a oppnsijao que effec-
tivameulo encoutrou o parecer da parle do meu col-
lega o Sr. padre Varejflo. lM,
No dia 20 apre*entoi o meu Irabalbo em ciado de
ser Irazido ao conhrcimento da|casa,'.e deixoa de ser
lido, porque o membro da Icommissflo dissidenlc pe-
dia para aprecia-lo devidamenlc. c dar a sua assig-
nalura com todo conhccimenlo .de cauas. Acda-se
actualmenlo o parecer em poder do Sr. padre Vare-
jflo. e logo que me for dado sera ofierecido ao apre-
riamento da assemblea. Seria prevenida a demora
havida, seos incus collegas accedessem ao convite
que Ibes liz, para nos rcunirmos fora desta casa,
com o lm de assentarmos prerisamenle as bases de
nosso Irabalbo, ou se lodos houvesscm comparecido
na sessflo de 27.
I'.i/.end estas deelaraces nao me proponho a fa-
zer o menor reparo no prodecimcnlodos meus col-
icgastque por cerl seria injusto, e apenas referir os
facloa oceurridos, para mostrar que nflo fomos omis-
siis no cumprimeiito de no-sos deveres, e qno since-
ramente procuramos dar conla exacta do que eslava
a cargo nosso.
Conclu, declarando, que apoio o adiamento pro-
posto pelo Sr. Oliveira, porque Icnho-o por judicioso,
c suppohha-o uocaso.le ser apnrovado.
Encerrada a discussao be o adiamento appro-
vado.
CAPITULO III.
Auxilio Industrial.
Arl. 10. Com a stibveiifao a
companhia de navegacao fosteira
a vapor................. 30:0003000
O Sr. Silrino: En enlendo que em idenlicas
circumstancias aeacha o capitulo 3. ; pende da com-
uiissao o parecer sobre o augmento de subvengan da-
do i companhia dos vapores, eemqaando esse pare-
cer nflo for apreseulado. aeho qae nflo ser conveni-
ente votar-se quota : assim pego licenga i casa para
mandar o adiamento .
Vai mesa e he approvado o segUinle reqaeri-
mento :
Adie-se o capitulo 3." do nrnjeclo, al que a com-
missao d osen parecer sobre a matara.S. R.
Silrino.
O Sr. A. de Oliveira emende que achando-se o
projerlo em segunda discussao vanlagem nenhuma
Irar o a llmenlo, c quejinesmo senflo conseguir o
lim desejadn, porque o (artigo pode ser discutido
conjunclamcnle com o adiamento, e por lano Ibe
parece que esse adiamento s lera por fim embara-
zar e demorar a passagem dalmportanle lei do re-
menlo.
O Sr. Silvino : Dispensando o prembulo do
discurso do nobre depulado, porque elle nao pode
ler referencia a mim, nem a casa, eu direi que as
razes apresenladas pelo nobra deputado nflo podem
proceder, isto he, quanlo a demora que diz, llavera
com o adiamento que requer : Sr. presidente, lodos
nos sabemos perfeilamentc se qualquer emenda for
mandada na lerccira discussao da lei de orcamenlo,
importar isso em nada menos do que em urna nova
discussao sobre o objecto da emenda, e por conse-
quencia sera um relardamenlo intil, entretanto
que agora adiando se o capitulo 3. pode-se discutir
o imcdialn, sem perda "nlguma de lempo. % "So/
sera isto mclhordo que na3.a ducus-floaprcseiilar-se
nma em*akla que lera de solTrcr tiulru discus enlendo que sim, e julgo qoe islo basta para refutar
as razes do nobre deputado.
O Sr. a. de Oliveira insiste na sua opiniflo so-
bre o adiamento.
V3o mesa e sao apuiadas as segninles emendas :
Emendas aditivas ao arl. 10. Em Ingar de 30
eonlos diea-sc 10 cotilos', licando o presidente
da provincia aolori-ado a convencionar com a mes-
ma companhia mais algumas vanlagens provincias.
t'eiga Puma:
Em vez dc.'IOrontos diga-se10 contos.Kpam:-
nondas de Mello.a. a. de Souza Carrallio.
O Sr. I'eiga Veisoa :Sr. presidente, sem que-
rer enlrar na apreciaran dos motivos e razes, que
fundamentan) a subvengan de qoe Irala o artigo em
discussflo, porque sSo clles toda a prora momento-
sos ede reconbeeida ulilidade industria c commer-
cio da provincia, he m'eu interesse smenle agora
apresentar algumas considerages qae me levam a
pronunciar contra o adiamento lambem em discus-
sflo, e bem assim justificar o augmento e aulorisago
que consigna a emenda, que Uve a honra de olle-
recer.
Sr. prcsidcnle, lendo o Exm. presidenta da pro-
vincia combinado a solicilaeflo que fez a companhia
cosleira a vapor, tendente ao augmento da subven-
gflo conredida por esle arligo com as vanlagens que
resulla de sua prompla realisarflo, e bons resultados
que iiicontestavelmento se leni de esperar, leve de
conceder, animando-a com o augmento, mais de ris
10:0009, liculo enlanto dependente de approvago
desla assemblea, conforme nos disse cm seu relalo-
rio ; c se l em o contrato elTecluado com os direc-
tores da mesma companhia no dia Ib' de Janeiro do
correle anno, enjo conlrato fra para aqui rcmetli-
do seguramente ha 15 dias, e acha-se affeclo a com-
missao de agricultura c commercio, sem quo al bo-
je lenha dado o sen parecer.
Um Sr. Depulado :A materia he grave, deman-
da csliid.
O Sr. I'eiga Pessoa : Nflo eslou aecusando a
commissflo. Ora estando ao alcance de lodos os mo-
tivos que levaram ao Exm. presidente a concedrr es-
le augmento ; por isso que versa sobre ulilidade re-
conhecida i provincia sobre modo animando a
uina companhia fiorescenle quo nflo lem poapado
esforens para nao seren baqueados seus menlos, es-
lou convencido por isso que a commissao pouco ou
nada podera augmentar, que nao se possa agora mes-
mo apreciar e decidir com referencia aoque disse o
Sr. presidente no seu relalorio...
O Sr. Silvino :Pela parle que me loca agrade-
go, ainda nflo li esle contrato.
O .Sr. I'eiga Pessoa :O nobre depulado se nflo
o leu, he porque se nao lem dado ao Irabalbo de o
fazer ; pois esla na casa, eu o li, e corre por maos
do lodos, e al suppouho que fra impresso no Dia
rio de Peniambuco ; e de mais.de um contrato
muilo amigo, o Sr. presidente apenas se referi as
condignos e vanlagens estipuladas e concedidas pelo
decreto n. 1113, e.oulro, creio que de novembro do
anno passado, pelo qual concideu lambem um aug-
mento subvengan geral. Porlanto, j ac pode ver
como disse, que a commissflo pouco poder augmen-
tar ao que existe, c me parece quo a maior parle dos
nobres depulados lem ja o seu voto pronunciado como
bao de volar nesta materia, e ainda que seja na ver-
dade esla urna queslflo de Ir Mi-ce Inicia, com ludo
pela sua palpitante ulilidade e lins.e nao sendo alm
disto de grande monta esle augmento,se torna assim
de fcil solugo.
O Sr. Oliveira:A commissflo lem de dar o seu
parecer.
O Sr. I'eiga Pusoa :A commissflo o qne po-
dera fazer de approvar ou deixar de approvar o aug-
mento concedido peta presidenta.
O.SV. Oliveira :E ada que he muilo pouco '!
O Sr. I'eiga Pessoa :Nao; mas lambem temos
a iniciativa c o direilo de regeilar os pareceres das
commisses, quando nflo forein coiifoaaacs com a nos-
sa convierto : vamos agora, o que poder dizer a
commissa *yuc o presidenta exorbilou cm conce-
der esse augmento'.' ou ha de roncede-lo por ser van-
lajoso ou nega-la por intil ; em qualquer destas
bypolbescs nos podemos muito bem decidir agora
mesin sem oITcndcr a susceplibilidade da commissao;
os motivos que levaram o Exm. presidente da pro-
vincia a fazer esla concessao s.lo sabidos e de pri-
meira inluico, e por isso nflo vejo inconveniente e
razo para que se a.lie esle arligo de tanta impor-
tancia, por tanto por eslas considerages c por oulras
que ja foraiu ponderadas na casa voto contra o adia-
mento.
Quanto a segunda parte de minba emenda em quo
consigno a idea de auloriacflo ao govern da pro-
vincia para propor mais algumas condicoe de im-
mediata vanlagem a provincia ; porque lazendo sem
.divida a provincia sacrificios na conre-sSo desse
anmenlo, deveni necessariamente lucrar mais al-
guns beneficios e vanlagens, alm das que se acham
coudas nu referido conlrato, bem come alm da
conslrucgflo dos vapores nos estatoiros desla cidade,
mais a concoa de don 3 lugares para alguns
aprendizes ou pessoas que se dedicaren! a pralicagem
das diflerenles Miradas das barras por onde tem de
navegar os vapores ; mais a iscngflo de alguma con-
Iribuicao. ele. c enlendo que ninguem mais habili-
tado para nprccia-laa do que o mesmo Exm. presi-
dente que se lem mostrado solicito em promover e
relar o hem e direiloa da provincia. Porlaato acho
esta idea no caso deaer approvada.
OSr. Olceira:Sr. presidente, votos favor do
adiamento do arligoc contra a emenda, qne aug-
menta a consignarlo com 10:0009 (apoiados\ ; c em
puncas palavras darei a racio em que me fundo para
assim proceder. A assemblea provincial, pela tai
de !> de maio de 1853, conceden companhia de na -
vegago cosleira vapor urna subvengan, amansan-
do a presidencia a contratar com ella acerca do mo-
do e condircj de poder fazer eftacvo semelhanle
auxilio, e o nobre administrador da provincia, em
vez de limitar-sc aulorisago, celebrou o contrato,
augmentando a subveneflo com mais 10:0009000 ri.,
movido pelas mesmas considerarnos que levaram o
governo imperial conceder diia companhia, alm
a* S222S! ''' (lccrcla<1- mais a quaniia animal
de 21:0009000 ; o que me nao parece razflo aufiicieu-
le para justificar o augmento.
Vm Sr. Depulado :Rst nil UM 0 conlrato-.'
O Sr. Oliveira : Sim, senhor, eem poder da
commissflo de commercio e navegagao, a cujo conbe-
cimento foi submetlidn. Prtenlo, sem que ella le-
nha apresenlado o seu parecer n re-peito. entendo
que nao he prudente, nao be convenienle aoa inle-
resses da provincia, a qual deve aaber a maneira por-
que sflo gastos os dinheiro- pblicos, que so vol um
nflo pequeo augmento por urna simples emenda.
Senhores, o negocio he importante, e lao importante
qae a commissao ainda nflo acabou de pensar sobre
elle, conslando-mc al que ka divergencia cutre os
seus Ilustres membros ; e romo apresentar-se urna
emenda para ser volada de chofre?
II Sr. Epaminondns : Essa razar nao procede
porque por urna emenda discule-se qualquer ne-
gocio.
0 Sr. Oliveira : Sei disto ; pormn, quando a
matara he transcendente e esl altar.a a urna com-
missao, convm aguardar o parecer desla, para cnlao
se discutir.
1 m Sr. Deputado :Todos podem tomar a inicia-
tiva.
O Sr. Oliveira :Nao o contesto ; mas o nobre
depulado permitlir que Ibe diga, que no caso em
quesian, o exercicio desse direilo iro he hem cabido.
Nflo sei, Sr. prcsidenle, se o proveilo publico que se
espera dessa c do oulras emprezas, compensar os
sacnlicios que se exigem da provincia ; lano mais
quando vejo que nos na lemos commercio de cabo-
(agera...
Um Sr. Depulado : A vanlagem be palpitante.
O Sr. Pinto de Campos :A companhia pode dar
10:0008000 rs. para ir i corle um diplmala Ira lar
por ella.
O Sr. Souza Carvalho : tiaslou 10:001*5 para
aproveilar 300:000?.
O Sr. Oliveira :Ora, se lo he verdade, creio
que a presidencia procedera mellior Irazendo con-
sideracao da casa as reclamages da companhia, e
nflo atlendcndo-as logo no contrato, com o que col-
loeou-nos de alguma maneira em ddliculdades 1
Senhores, ae a assemblea nflo tivesse eslabelecido
essa consignaeao por um acto especial, cu boje vo-
lara conlra o arligo, porque a companhia tem mos-
trado, por fado-,que nflo precisa de auxilio : nnian-
do-se entre elleso de ler dado 10:0005 a un advo-
gado para ir ao Rio do Janeiro requercr ao governo
imperial algumas modicaces as primitivas con-
dignos com que Ihe tai concedido o privilegio ; o
que se poderia fazer por iiilcrmcdio da presidenria,
sem reccio de mo resultado ; mormenle sendo pro-
lecloresda companhia os Sr*. Mrquez de Olinda c
Viscnnde de Albuquerque, segando mm informado.
Tamhcm deu ao Sr. Coulon urna quaiilidade de apo-
liccs em recompensa dos servigos que Ihe havia pres-
tado.
Um Sr. Deputado :Enganou-se, nflo foi ao Sr.
Coulon.
O Sr. Oliveira : Fquirocalio non est erratio ;
mas deu a um socio.
O Sr. Souza Carvalho :Ao corrector que pas-
sou as arcoe-.
O Sr. Oliveira :Urna companhia que procede
aisim, esbanjnndo os dinheiros que adqoire nflo me-
rece o augmento que pretende.
O Sr. frito :Ninguem quer esbanjar o que he
seu.
(Ha oulros apartas.)
O .Sr. Oliveira : Eu nao posso pensar de oulra
maneira ; e fazendn esta refloxoes que nflo podem
deixar de ser recebidaa mesmo por alguns dos nobres
depulados, que querem n augmento, elou no meu
direilo. {Muitot.anotados.; Apresidcncia declarouno
seu relalorio que havia elevado a subvengan, al-
lendendo i que o governo geral lambem o liavia
feito : mas para mim esa razao he muilo fraca ; pois
que, por Pedro pralicar um acto de generosidade,
nao se aegue que PjuIo esleja na obrigacao de imi-
la-lo: be preciso que esle lambem o possa fazer ; e
que lenha razes para isso. Ma, mesmo assim, o
nobre presidente nflo guardan a devida proporgflo
nesse augmento; porque se o governo geral quedis-
pe de urna renda animal de mais da Irinla e qua-
iro mil eonlos, o de oulros grandes recursos den so-
mente 21:0005000, a presidencia que dispe de urna
renda menor de mil contos, nflo de>a dar 10.
O Sr. Souza Carvalho :Faga proporgflo n-
treos dous, e veja quem colheinais vanlagens.
O Sr. Oliveira :Isso ainda est problemtico, c
depois lambem o governo geral participa dessas
vanlagens.
Senhores, apezar de lana prolccgflo me parece
que Iflo cedo nos nflo teremos iiavegagfl) cosleira a
vapor,porque a meu ver a companhia nflo tem mar-
chado bou sendo lalvez por isso, .que alguna dos
seus socios ja S lem retirado.
f'ni Sr. Deput'tdo :S me consta que se
rasse o advogado.
O Sr. Oliveira :Ainda honlem fui Informado,
que alem desse oulros mais se despedir. Consu-
me lambem que alguns dos primeitaa socios ja nflo
cxislem na companhia.
O Si. Souza Carvalho :Isso he, que he con-
fundir.
O Sr. Oliveira :Reliro-mc a iiiformares.
O Sr. Souza Carvalho : Est mal informado.
O Sr. Oliveira:Sim, he preciso que ailcnda-
mos para o estado financeirn da provincia ; elle nflo
he Iflo lisongeiro, como alguem suppe...
(Ha um aparte.)
O Sr. Oliveira : Nos vemos que sempre as des-
pezas voladas excedem a receila ; vemos que ja o an-
no passado fui preciso autorisaro governo a emillir
apolices para nao firarcm interrompdos aa Iraba-
lhos do melhoramenlo material da provinera ; ve-
mos qne j se mandou por em prara oilo tangos de
estradas na importancia de cento vintc contos de
ris, e que quatro delles ja foram arrematados no
valor de mais de 60 contos, para serem pagos em
apolices vencendn juros.
(Ka um aparta.)
OSr. Oliveira: O nobre depaladn dlra oque
entender a esse respeilo. A provincia de mais a
mais est compromctlida para rom o thesoiiro na-
cional na importancia de Irezentos eonlos de ris,
que Ihe foi dada por empreslimo em 1818, para
ser solvidn depois do tormo de ."i annos, em presla-
ges, cujo valor aera marrado por le: ora, o lermo
esl lindo, e porconsequencia he de presumir, que
o governo esle anno, ou no scguinle. Iratede co-
brar essa divida, mormenle quando vir, que a pro-
vincia esl despendendo algumas sommas sem ulili-
dade real.
O Sr. Theodoro : Sflo dividas de pai para filbo.
O Sr. Oliveira :Mas que nflo foram perdoadas.
Sr. presideole, eu poderia aprccnlar mais .miras
considerages sobre o objeclo, porm, nao eslava
preparado para a discussflo; pensei, que boje se
nflo tivesse de discutir o arligo. de que se Irala ; e
por isso lirnilo-me ao qne vciibo de expender ; de-
clarando novamenle que voto contra a emenda, c
favor do adiamento. /
Tendo dado a hura.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessflo.
comarca ni: 1.1)11\>A.
:'i de marro.
Aliquando bonus dormila't l/omerus. Tam-
hcm o bom Homero erron, c leve suas indiscri-
ges, quanlo mais dos ; c, pois, nao ser muilo es-
Iranhavel, que debulassemos no palco correspon-
dencia!, sem prmeiramente render prcito e bo-
menagem aos muilos correspondentes de seu pre-
cioso jornal, a esses pavoes, que com ntidas pen-
nas lano abrlhanlam suas paginas. Sim, reconhe-
mos que nos, miseraveis gralhas, jamis nos pode-
remos arrear com as peonas dos paves, ou pelo
menos nao o deveriamos fazer sem a devilla lenha,
venia, ou como mellior nome baja, ou licenga ; e
por isso pedimos e requeramos supprimenlo de li-
cenga, na forma da tai e cslylos ern vigor, impe-
trando ao mesmo lampo graga, ou perdflo para nos-
so erro.
Islo posto, entremos em aerflo : quanlo paz da
comarca, salubridade e seguianga publica a paula
he a mesma ; mas nesla data nao temos noticia de
alguma nova, e negregada faganha do canibalismo.
A proposito, consla-nos que o Sr. Paes Brrelo
tem-se sotoposto gloriosa tarefa de profligar o ca-
nibalismo na provincia da Pirabiba, cuja adminia-
Iragflo Ibe foi lao merecidamonlo confiada, e que
lem coldldo muilo bons resultado ; pois bem, pro-
siga S. Ex. em 13o louvavcl empenho, que far a
essa provincia um servig muilo grande jj de subido-
valor, que Ihe acareara umi faina iinin irredoura.
Ali! se nos taramos presidente imitaramos ao dis-
linclo Sr. Paes Brrelo IX todo pectore, el cun to-
titribns. Nesta parle lambem he digno dos mea-
mos encomios o Sr. Sa Albuquerque, boje presiden-
ta das Alagoas ; foi elle que eslreou essa carreira,
que boje Iflo gloriosamente prosegue n Sr. Paes
Brrelo na mesma provincia.
Sim, a exlirpagao do canibalismo em nossa pro-
vincia, ou antas em todo o imperio, be urna neces-
sidade mai real e palpitante, do que a preciso de
lodo e qualquer mellioramente material.
lo corlo que carecemos de estradas, ponles, ca-
nalisacflo de rios, c de grandes melhorameutos na
nossa debilitada agricultura e no commercio ; mas
primum omnia necessitamos do segurauca indivi-
dual ; porquanlo, de que s;rvem bella eslradas,
lindas pontos e amenos rios caualisadus, se a cada
passo o sicario taz urna victima nessas estradas, pon-
tes, rios e al pro dolor \ no centro das cpilaes,
e as roas mais publicas c de dia !
Porque falalidade das cousa humanas os nossos
eleilos do povo, mais lomam a peito a defensao de
cousas ou negocio, posto que otis, porm menos
necessarios e urgentes? He porque para a mor
parle deltas he mais urgente e uecessario o que loca
na tecla mai sonora do cinglo do povo, e que Idea
assegura boa colheita eleitornl nflo somos nos qae
> dizemos,
, a Assim bradou Cal3o republicano
a Prestes a dar o espirito aoa ares
a N'um delirio de rniva atroz e insano, a
Entremos agora nos delalbes : chegon hoje a esla
cidade o I)r. Amazonas, com a raissao especial de
binocular o pus vaccinieo : nos o felicitaron e Ibe
tosejamos o mnis proapero successo na sua commis-
sflo, a despeilo de dizerem os enlendedores na arla
que o actual pos vaccinieo est degenerado, e que
he de misler recorrer-se de novo li fonle primitiva :
sflo cousas em que nflo nos mellemos, porque eslao
(ora de nosso alcance.
Tetiha por muito recommendado de nossa par-
le nflo vir Goianna, no lempo quaresmal, nem
consentir que algum amigo seo ou prenle ve-
nda, porque, meu bom amigo, alm do mortici-
nio bexigal, alm do alta prego dos gneros ali-
menticios, nao metiendo em conla mnila rhuva,
lamas e aloleiros, temos um oulro fligello, que he
o petitorio para a semana sania, para procissflo de *
Passos, Triiirapliii, Sepulcros, afra o petitorio dia-
rio dos pobres e das confrarias para azeile, velas,
missas matutinas, c festas laes e quaes. Oh he
urna sangra copiosa e conlinua I Apage T
Somos enlhusiaslas do culto exlern, porqae elle
he a linguagem myslica eom que o homem falla a
se communica com Dos, e lambem porque he a
forma visivol e mantenedora do culto interno ; mas
est modus in rebui! Devese lamben allendcr ao
lempo e rircumslancias, e que o povo e os pris de
familias esli exanges, por assim dizer, guardem-
se as tastas e outros actos dispendiosos para lempos
mais felizes : agora o que maia devenios fazer sao
prece. quo nflo sendo dispendiosas podem aplacar
a ira de Dos, e melhorar nossos soffrimentos nesla
triste cnnjunclura, e nesle anno climatrico de pes-
ie, tome c guerra, e em que s nos fallam para cu-
mulo de males, as sele pragas do Egyplo.
L'm nosso amigo advogado azoina-nos os ouvidos
com a eslngnagflo do foro, e deseja saber se por essa
rica cidade, lambem os advogados esli odiando ao
signal, como se cnslnma dizer, e diz elle qne be
marvilb| que n'nm lempo Iflo frtil em intrigas e
guerras, os hiladores judiciaes lenham-se recolhido
ao silencio.
Com effeilo, por aqui a quebradeira assumo ao
carcter de epidemia, e be geral o queixome por fal-
ta de dinheiro ; mas he notavcl que ningaem se
queixe de talla de juizo, que suppomoa aer o
maiur mal e mais radical, que, maneira da hce-
la de Pandora, encerrar outros muilos.
A cadea desta cidade he antes um maladouro dos
presos, do que cadeia ; porque a beiiga ahi se aces-
lellou por tal forma, que ja lem feito militas vieli-
mas, sendo causa de que alguns presos cumpram
suas entongas mais de pressa, e muito nulas do
prazo marrado.
Esle estado lerrivcl da cadeia, fez com que o Sr.
juiz de direilo, com approvago do Sr. presidente,
suspendesse o recrolamenlo, afim de nflo recrular
< para o exercilo os morios. Por esse mesmn mo-
livo o Sr. juiz municipal abandonou a sala das au-
diencias, que fica sobre as prises, e peta mesma
causa a sessflo paasada do jury se abri no consisto-
rio da ordem lerceira do Carmo.
O Sr. delegado lem solicitado providencias ao
Sr. chefe de polica, mas esle responde, que elle
mesmo lula rom igual inconveniente na cadaia des-
sa cidade, queja o conselho de salubridade ae.oimmi
de fuco de intaeges, reclamando providendas para
a retirada dos presos, pelo que lrala-se de muda-
tas para as fortalezas, ou para a nova cadea.
Agora mesmo somos informados, qne, na segun-
da feira, dia de S. Jos, fra assassinado instant-
neamente, na povoarao de Guianiiinlia, um indivi-
duo no meio do povo, que acompanbava urna pre-
cisso do mesmo S. Jos : foi no mesmo dia cm qoe
d'aqui se relirou o Sr. chefe de polica.
Na scguinle Ihe commuuicaremos os pormenores
.leste triste acontecimenlo, mas dede ja podemos
asseverar que o fado he real ; porqae a pessoa que
no-lo referic he de crilcrio.
Sim, sonl.ior. onr en lambem os ha daquel-
les, que nflo fazem caso de Dos, nem de Sania
Mara, nem de re, nem de Roque, como se costu-
ro i dizer. Oh j nflo ha mais nada que garanta o
rilada, nem o dia, nem um grande concurso de
povo, nem um dos actos mais augustos da nossa rc-
ligiao, e creio que mesmo dentro do sacrario se al-
gum perseguido l se refugiar, l mesmo o alean-
cara o estlele do sicario. C'etl trop forl I 1
Esa povoagflo est as mesmas circumslanelas em
que esleve Timbaiiba, de que ja fallamos na pas.j-
da missiva, e demanda o mesmo remedio qtteseap-
plicou aquella povoaclo ; seria bom que all esla-
cionasse um ofiicial com 20 praraa por algum lempo
at que se restabelega ahi a ordem.
O Sr. Paes Brrelo, presidenta da Paralaba, lem
adoptado essa medida em diversos lagares da pro-
vincia, e lem rolhido muito bons resultados. As
autoridades liradas das localidades nflo sflo muilas
vezes as mais proprias e azadas para chamarem a
ordem esses lugares, quando eslflo fora das condi-
g'ies legaes, pela razflo bem sabida do compromet-
limenlo, e por ficarem nos lugares exposlas as vin-
dictas daquellos a quem puniram. Alm dessa as-
sassinato, oulro se deu o anno passado na pessoa do
um inspedor em pleno dia ; tomadas de presos e
resistencias a mandados das autoridades, ele. O
subdelegado nao lem forga para arcar com os des-
ordeiro, e ama ou oulro diligencia, qne ahi se la-
ca para a prisflo dos criminosos he inefllcaz ; por-
que apenas dcsapparece a forga vollam mais aoda-
ciosos os criminosos ; o mesmo elles lem suas vde-
las de aviso.
O Sr. rapilao Camisao ja ta foi com sua forga vo-
lanle reunida do Sr. altares Azevedo, com mais
alguns contingentes dos subdelegado do lugar e da
Nossa Senhora do O' ; e nflo conseguirn) prendera
uro s.i dos desordeiros, e apena prendern) alguns
individuos para avcriguiges, os quaes por nflu- se-
rem dos desonlcirossedeixaram licar em caaa : por
(auto esl provado, que s ama forga estacionaria
colber bom resultado.
Na subdelegada de Tajucupapo o profeasor de
priineiras Icllras ja soffreu dous espancamenlos, li-
cando o autor do primeiro incgnitos e o segundo tai
preso e esl sendo processado.
Nflo taremos cargo desses amistaos as autoridades
locaes ; porque recoubcccmo, que pelas circuns-
tancias excepciooaes do paiz, nenhuma ha que
possa fazer parar essa torrente impetuosa, que lem
sua nascenca na depravagSo doscoslumes ; mas he
cerlo que muito so pode fazer para diminuir soa
forga.
Concluiremos esla ja bem prolia reiterando a
Vine, nossos protestas de eslima, e alta considera-
go a sua pessoa. o Iris.
MAMO DE mWAIJBCD.
A assemblea discuti honlem o arl. II do orga-
mento provincial, e depois de orarem os senhores
Mello Reg, Baplisla, Meira, Silvino, Carneiro da
Cunha e Jos Quinlino, tai o mesmo approvado.
A ordem do dia de) hoje comprehende a prmeira
discussao dos projecloa ns. 9 e II, e a eontinnigflo
da antecedente.
coRiSspi^m
Srs. Bedactores.En faltara a um doa meus mais
sagrados deveres, se boje dcixasse de palenlear ao
publico a minba gralidflo, c dos bons habitante da
Alaga do Mniileiro, dulerm da villa de S. Joao
do Cariri de Pora, pela feliz esculla que o mui l-
liislrado prcsidenle desta provincia o Exm. Sr. Dr.
francisco Xavier Paes Brrelo, fez dn distinelo Sr.
alteres Malinas da llama Calmil Vasconeellos, para
oceupar o importante lugar de delegado desle tor-
mo. Eu live a fortuna de por 3 dias rntnmunicar
a aquelle digno ofiicial brasilcir. c pelaa suas ma-
neiras urbanas e delicadas, posso (sem receta de er-
rar) aflirmar qua desde a creag das delegadas al
boje nesta termo, na lem divido um delegado que
Iflo bem saiba comprehender a sua rntesie rom S.
S., por isso sem liepidar aflirmo que um brilhanlc
futuro aguarda aquelle dislincto parabibane.
(.lucir 8. Exc, por tao a-sigualaila esculla reee-
lier os nossos emboras, e rom elles o* nossos gratos
curagOes.
Por suas bondades qucir.im, Sra.jredarlore, inse-
rir em seu conccilado jornal eslas expressesde
nossa gralid'io, com o que muito obrigaiflo ao seu
comanle lelorBernardo Luiz Ferreira C. Lou-
reiro.
Alaga do Monleiro 26 de margo de 18.3o.
Srs. Redactores.K correspondencia de Lislma
publicada no seu Diario de '31 de margo prximo
lindo, deparei rom o scguinle trecho cuja leilura
muito me niaravillinu :
e Nao tem bavido nesla cmara nenhuma inler-
ii pellagflo notavcl, a excepeflo da que fea o depula-
.. do Crrela Caldeira sobre o estado da seguranga
n dos porluguezes em Pernambuco, a vista do urna
k noticia que aqui chegon peta Jortiat do Comtntr-
co, a qual dizia que aos cadetes do 2" batalhflo

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DIARIO DE PERMMBUCO, QUARTA FE1RA 4 DE ABRIL DE 1855.
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i de fuzleims linli.iin aliciad soldados pira deila-
rem topo m casas de alguns portugucze*, cheaan-
< do a haver urna tentativa de incendio com agua
m na ra do Crespo,
Cerno eommandante dese batolhSo folgo de poder
declarar que nem urna praca dclla leve de juslifi-
rar-se de imputaban Lio odiosa,aut-s aos que eslavaiu
piiMo de suarda a cadeia sedeve a eilinerao do in-
cendio que comedn a otenr-se em omn loja da ra
do Crespo, em dezemhro prximo passado, e parece
ser o referido pelo Jornal do Commercio, cajo in-
cendio prncedeu da inflammacAo de palitos phospho-
ricos, e nao de agua ra, como se verilicou pela
echada dos respectivos fragmento*.
Sirvain-se, Srs. redactores, de dar pnblicidade a
eslis linhas.cni conli.slacalo da noticia dada pelo Jor-
nal do Commercio c queja leria sido por mim con-
testada, so hotivesse ha mais lornpo, chegado ao meu
conhecimento. 8ou de Ymcs. affecluoso venerador e
obrigadu.Manuel Mu: Tavares. coronel eom-
mandante do 2 hatalhao do infamara do exerrto.
Recito 3 de abril de 1855.
PCBL1CAC0ES A PEDIDO.
Offerecidanlllm. Sr. D. MaraTheo-
dora da Fonseca, pela lamentavel
morte de seu pieaudissimo fho Mi-
guel Carneiro.
Aquelle coja missito sobre a Ierra
fui precnclnda pelos dirlamesdas
Iris divinas c humanas, vea ao
eco, c la vai orar aos ps do Al-
tsimo frotado os celestncs gozos
da hemavcnttiraiica eterna.
Approuve.i Divina Providencia, que a morte ar-
rebataste ilo gremio da sociedad e de orno familia
illastre e respeitavel, a mu membro su, que incon-
tcstawtmente llie strvit de premio, e do mais bello
e nobre ornamentA-
Nrn, Ja nao vive o meu pre/.adissimo amitjo o
lllm. Sr. Miguel Carneiro.
A mesm.i hora em que no infausto (lia 28.1o mez
le marc,o, n sol de pira a elcruidade.
J'altido espectro de sngrenla morlc, que iiiPxorn-
) mortal prrsegues por toda a parte, onde o
10 o leva, porque (So cedo le cevaste brbaro
na *idg preciosa des*e amigo, que era guardada por
is temas manas, pela na i sincera o desvelada, que
aro seu pal, o forte esleio, a estrella oriental
do seu futuro I
nmio-se.... sumio-se para semprco lilhn temo r
carnhpso. o amigo jovial e sincero, o ridadil pres-
i e caridoso, o refugio emllin de todos os que
huscavam lenitivos as suas necesidades.
Ah morte, morte cruel, para que tfio prematu-
ramente rondaste aquelle que fazia as delicias de
orna terna mi, ilos charos trunos que tanto o ido-
latraran) .' fafr-
Para que mudaste aos amigos un amigo lao pres-
timoso e venladeiro '.'
Para que apagaste o foso da vida em um curasao
generoso e liberal; que respirava o amor da pa-
tria, e do bein publico ?
se a lo.isa do sepulcro baixou sobre seu cada-
r, a memoria do seu nome ser com saudade con-
servada por sua familia, por seus numerosos amigos
c por todos aquelles que tiveram a fortuna de tra-
U-lo.
le de Miguel Carneiro dcixa com effeilo no
> de sua familia c de seus amigos um vazio
que iienhumx ontra nfleirn poder.i eneber!
Conlava apenas 42 a 43 anuos, quando foi rliama-
l oceupar no co o lugar destinado pelo Eterno,
para premio dosjustus.
ra em ventado pequeo sen peilo para ronler a
eleyacHo e a grandeza de sua alma.
tioze seu espirito anle o Ihroim do Senlior o as-
sento que Ihe graugeamm suas preclaras virtudes,
juri s com as preces da inconsolavcl mi, irmaos,
les e amigos, que por elle choram liem do inti-
mo fatma.
A trra ihe seje leve.
Por seu amigo /. S. L.
Kecife 2 de abril de 1851.
Casado Cima.
A Exma. Sra. U> Crcicinu Silveria Casado Cima.
A Kxm*. Sra. U. Joaquina, mulhcr do lllm. Sr.
Francisco Comes de Oliveira.
A Ixma. Sra. 1). Anna Um Aecioli do Carino.
A Eiraa. Sra. I). Maria Amalia Fras Villar.
A Exma. |Sri. t. Alejandrina de Miranda Seve
l.eal.
A Exma. Sra. D. Julia Pires Ferreira.
A Exiua. Sra. lillia do nono irmilo o lllm. Sr. ins-
pector da thesooraria provincial Jos Pedro da
Silva.
A E\nia. Sra. mulhcr do lllm.Sr. Dr. Jcrouymo V-
lella de-Castro Tarares.
A Exma. Sra. mulhcr do lllm. Sr. inspcclpr da al-
fandega Benlo Jos^ernandes Barros.
A Exma. Sra. mulher rio lllm. Sr. administrador do
rorreio Antonio Jos Comes do Correio.
A Exma. Sra. D. Maximilla Joaquina do Mondon-
es, mulher do lllm. Sr. Dr. Jos dos Anjos Viera
de Amorim.
A Exma. Sra. mulhcr do lllm. Sr. Dr. Joaquim Jo-
s da Fonseca.
A Exma. Sra. mulher do lllm. Sr. Dr. Jos Bernar-
do Calvan Alcanforado.
A Exma. Sra. mulher do lllm. Sr. Dr. Jos dos San-
ios de Oliveira.
A Exma. Sra. I). Tbereza Concalves do Jess Azc-
vedo.
A Exma. Sra. mulher do lllm. Sr. lenle-coronel
Manuel Joaquim do Kcgo e Albuqucrquc.
A Exma. Sra. lillia do nosso irmAo o lllm. Sr. M-
uuel Arrhanjo Poslhuino do Nasrimcnto.
A Exma. Sra. I). Maria, mulhcr do lllm. Sr. le-
neule coronel Manuel Florencio Alves de Moracs.
A i'.vina. Sra. mulher do lllm. Sr. Bajar Jm Joa-
quim Anluncs.
A Exma. Sra. t. Carlota Maria do Kego Barros,
mulhcr do lllm. Sr. major Jos Joaquim do Hego
Barros.
A Exma. Sra. I). Francisca, mulher do lllm. Sr.
Francisco Manuel de Almeida Catanlin.
A Exma. Sra. I). Thendolinda, mulher do lllm. Sr.
Antonio l.opes l'ereira de Caslilho.
A Exma. Sra. mulhcr do nosso irmio o lllm. Sr.
Jos Antonio l'ereira de llrilo.
A Exma. Sra. mulher do lllm. Sr. Manuel Figuei-
roa de Faria.
A Exma. Sra. mulher do lllm. Sr. Nicolao Austin.
A Exma. Sra. mulhcr do lllm. Sr. Manuel Gonral-
ves da Silva.
A Exma. Sra. mulher do nosso irmao o lllm. Sr.
Josa dos Santos Nevcs.
A Exma. Sra, mulher do lllm. Sr. Jos Peres da
Cruz.
A Exma. Sra. mulher do lllm Sr. Antonio Domin-
gos Piulo.
A Exma. Sra. D. Hita, mulher do lllm. Sr. Joaquim
Monleiro da Cruz.
A Exma. nossa irmia Sra. D. Anna, viuva do nosso
irmao o capillo Domingos Ferreira Jorge.
Procuradores.
Os irnian- mais devotos que a mesa nomcar.
Consistorio em mesa de S de Janeiro de 1853.
Francisco Rodrigues Cardoso, presidenteManuel
Fernandes da Cruz, vicc-presidente-Antonio Jos
Kibeirn |do Moracs, secretario Ignacio Antonio
Borges, thesoureiroAntonio Jos de Souza Coussei-
ro, procuradorJoaquim Jos de Souza, procura-
dorManuel llezcrra do Valle, vogalManoel Fran-
cisco Cnimbra, vognlManoel Joaquim Paes Br-
relo, vogalFrancisco Antonio de Sa Brrelo, vo-
galFrancisco de Paula Meira Cima, vogalFran-
cisco Camello Pessoa de Ccenla, vogalJos da
Cruz Sant.-s, vogalJos de Brilo lnglez, coronel
vogalSebastian l.opes Cuimaraes, vugalGeraldo
Correia Cima, vogalManoel Joac Pcrcira Brayner,
vinal Jos Ignacio da Assiimpeflo, vogalJos Fir-
mioo de Oliveira Regs, zel.nl o r -padre Joao Jos
da Cosa Ribeiro, pro-paroclio.
vinho ; a Aureliano Rodrigues de Al-
COMMERCIO.
Eleie.io das excellenlissimas senhoras juizas, cs-
crivaas o mesaria que a aclual mesa regedora da ir-
ide de Nnssa Senliora da Conceic.ln dos Mili-
t* no aclo de sua posse, (em 8 do Janeiro corren-
ai .tea eapresentoua approvacAo ilo seu respec-
parodio, as aenhoras que ueste mino de !K>,>
> de festejar a mcsiua tmmaculada virgem da
Caoceiflo.
Juizapnr eleirUo.
A Eima. Sra. D. JlenriqUeta de Carvalho Muniz,
mulher do nosso irmao o Exm. Sr. eommandante
das armas desla proviheia.
/ 'irriraa por ellicSo.
A Exma. Sra. D.Rosa Valerlannn'da CThliTe''i'
;oeiredo. lilha do nosso irmao o Exm. Sr. conse-
Ihelro presidente da provincia.
Juiza por decociio.
A Exma. Sra. Baroneza, mulher do Em. Sr. barSo
da Boa Vista.
Enriea por dcioro.
A Exma. Sra. D. Josefma'Seara, mulhcr o nosso
irmao o Exm. Sr. mareclul Antonio Correa Seara.
Mor doma!.
A Exma. Sra. Baroneza, mulher do nosso irmao o
Exm. Sr. bario deCamaragihe.
A Exma. Sra., muiicrdo Exm. Sr. ministro da jus-
tie Dr. Jos Thomaz Nabueo de A-raojo.
A Exma. Sra., mulhcr do nosso irmao o Exm. Sr.
roareclial Jos Joaquim Coclho.
A Exma. Sra., mulhcr do fxm. Sr. conselheiro prc
sitenle da relaijao.
A Exma. Sra. Baroneza, mulher do Exm. Sr. harao
de Beberibe.
A Etna. Sra. Baroneza, mulher do Exm. Sr. harao
de Cimbres.
A Exma. Sra. I). Maria Paes Brrelo I.emenha Cia,
mulher do nosso irmao o lllm. Sr. coronel Benlo
Joe Lemeoha l.ins.
A Exma. Sra. D. Olimpia Copes GuimarAc*, lilha
do nosso irmao o lllm. Sr. lenle coronel Sebas-
tian l.opes Cuimarfles.
A Exma. Sra. I). /.ulmira, lilha do lllm. Sr. msjor
Joaquim Jos Rodrigues l.opes.
. Sra., mulher do nosso irmao o lllm. Sr.
teneute coronel Joao Pedro de Araujo c Aguiar.
A Exa. Sra., mulher do nosso irmAo o lllm. Sr. le-
ni'iiie-roroncl Antonio Pedro de S Brrelo.
A Exma. Sra.. mulher do nos irmao o lllm. Sr.
roajor Manoel do Nascimcnto da Costa Monleiro.
A Exm. Sra., mulher do nosso irmao o lllm. Sr. le-
nenle-Coronel Higino Jos Coelbo.
A Exir.a. Sra., mulher do nos irir.ao o lllm. Sr.
teneule-roronel Antonio Comes Ceal.
A Eimaj,3r,t., mulhcr do nossu irmao o lllm. Sr.
lenenle-coronol Joaquim Cactano de Souza Cous-
seiro.
A Exma. Sra. I). Isabel, mulher do lllm. Sr. briga-
deirn Joaquim Bernardo de Figueiredn.
A Exma. Sra. I). Tbereza, mulhcr do lllm. Sr. ins-
pector da thesooraria Joao doni;alvcsda Silva.
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. coronel Domin-
gos Alfonso Nery Ferreira.
A F.xrnii. Sra. D. Cariota, mulher do lllm. Sr. Joao
Xavier Carneiro da Cunli i.
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. thesoureiro da
alfaiidega Joaquim Jos de Miranda.
A Exma. Sra.,, mulher do nosso irmao o lllm. Sr.
leneule-coronel Jos Candido de Barros.
A Fixina. Sra. t. Isabel, mulher do nosso irmao o
lllm. Sr. tcncnle-roronel Joao Valenlini Vilclla.
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. leneule-coronel
Bernardo Antonio de Miranda.
A Exma. Sra. 1). Candida, mulher do lllm. c Exm.
Sr. Dr. Francisco de Paula Baplisla.
A Exma. Sra., mulher do nosso irmao o Exm. Sr.
Dr. JoAo Jos Ferreira de Aguiar.
A Exma. Sra., mulher do lllm! Sr. Dr. Pilanga.
A Exma. Sra., mulher do nosso irmao o lllm. Sr.
Dr. juiz de dircilo Alexandrc Bernardino dos Keis
e Silva.
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. major Antonio
da Silva Guarnan.
A Exma. Sra. D. Maria, mulher do lllm. Sr. major
l iuslavo Jos do Rcgo,
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. Dr. juiz de di
railo Custodio Manuel da Silva GuimarAes.
A Exma. Sra., mulher do lUm. Sr. Dr. procurador
riscal da thcsouraria Fernando Alfonso de Mello.
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. contador da the-
souraria JoSo Fernando da Cruz.
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. desemhargajor
FirminoPcreira Monleiro,
A Exma. Sra., mulher do 1IH. Sr. Dr. desembarga-
dor Firminn Antonio de Souza.
A Rima. Sra.. mulhcr do lllm. Sr. teuenle-coronel
Joao Pinlo de Cunos Jnior.
A Exma. Sra. D. Josephina Kinilia l'ereira do Car-
ino, moffler do noso irmao o lllm. Sr. Dr. Ber-
nardo Percira do Carmo.
A Exma. Sra., rnnlher do nosso irmilo o lllm. Sr.
thesoureiro das loteras Francisco Antonio de Oli-
veira.
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. tenenle-coro-
nel Manoel Rolemberg de Almeida.
A Exma. Sra., mulher do lllm. Sr. major Joaquim
Rodrigues Coelbo Kelly.
A Exma. Sra., mulher do' IHm. Sr. capitn Antonio
Marta de Castro Delgado.
A Etna. Sra. mulhcr dn lllm. Sr. (enenlc-coronel
Manoel Antonio dos Passos e Silva.
AEima. Sra. I. Olimpia l.in Ribeiro. mallier do
lllm. Sr. Jos Ribeiro Gnimaraes.
A Exma. Sra. mulhcr do lllm. Sr. Joaquim da Silva
Castro.
A l.xma. Sra. rnnlher do noso irmao o lllm. Sr. l-
enle ajudnnle. d'ordens (andido Ceal Ferreira.
A Exma. Sra. I). Maria Tlicodora Pires Alve Fer-
reira, mulher do nosso irmAo o lllm. Sr. Dr. Jos
Mainede Alves Ferreira.
A Exma. Sra. D. Maria Jarome Pires, mulhcr do
nosso irmAo o lllm. Sr. Antonio Aunes Jacome
Pires
A Exma. Sra. mulher do nosso irmao o Illra. Sr. al-
teres Manoel l.uiz Viraes.
A Exma. Sra. mulhcr do nosso IrmSo Alexandrc
Rodrigues dos Anjot.
A Exma. Sra. mulher do nosso irmao o lllm. Sr.
Joaquim da Cosa Maia.
A Exma. Sra. Emilia Llbania de Cemos Bastos.
mulher do nosio irmAo o lllm. Sr. Jos Teixeira
Bastos.
A Exma. Sra. I). Alexandrina Rita da Costa, mu-
lher do nosso irmAo o lllm. Sr. Francisco Gonml-
ves da Cosa.
A Exma. Sra. D. Matliilde l.'baldina do Reg Lima,
mulher do nosso irmAo o lllm. 5r. Jos {sorberlo
PRAGA DO RECIFE :i DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces nfliciaes.
Assucar mascavado regular bomI^HOO por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia _'...... 8:5261)771
dem do dia 3........11:.)20}7.k)
20:0I75.3:t
Detclrrtgam boje i de abril.
Barca porluguezaMaria Jotediversos gneros.
Ilriguc porluguezTanjo Ipedras de cantara.
Brigue inglezCrimealoura e man
Ro
glezCrimealouca e mauleiga.
Iraporlacao .
Barca Crimea, viuda de Liverpool, consignada a
Rosas Braga & t., mauifestou o seguinle :
icaixas.teciUiw^atoaiio, I dila,diUitvJelaa ; a
J. Keller & C. ^*~-*^~
71 gigos de louca, 2 barreslio, 4 pc^as cabos, 1
Tardo lona ; a Me. Calmont & C.
7 fardos lecidos de linho, '_KJ caixase 28 fardos te-
cdos de algodAo ; a Adamson Iloxvie & Compa-
nbia.
33 ealdeirnffaVferro, 5 barricas ferragens, 1 caixa
obras de couru, 1 dila miudezas, 1 dita%leode baca-
llao, 9 barricas gran, 8 barris sccanle em pn, 10
ditos tinta encarnada, 4 ditos pos preto, 1 caixa har-
mnicos. .Vi ditas espingardas, 87 barris pregos, 20
saceos salitre, 1 caixa cama de ferro ; a J. P. Jonhs-
ton & C.
10 fardos lecidos de algochlo ; a James Crablree &
Companhia.
9 caixas c 8 fardos alto dilo, 1 caixa ditos de seda e
algodo ; a llenry Gib-iin.
6.'f barras e 33 embrulhos ferro, 19 toneladas, 16
quinlaj e 2 arrobas ferro; a D.W. Bowman.
31 Hijos loura ; a ordem.
2 barricas Crragens ;a Ilion lera Brandis& Com-
panhia.
2 caixas sapa I es ; a Demesso Leclere & Compa-
nhia.
1 queijo ; ao Dr. Mala.
8 fardos lecidos de linho ; a J. Halldav.
36 caixas e 30 fardos lecidos de algoda ;
Braga & C.
3 embrulhos ignora-se ; a Barroca & Castro.
4 caixas lecidos da algodAo ; a Timm Momsen &
Companhia.
I Tardo c 10 caixas lecidos de algndao, (i ditas di-
tos dilo c linho, 1 dita dito de laa, 1 dita miudezas,
1 dita tinteiros ; a Fox Brothers.
4 toneladas carvAo de pedra, 36 fardos lecidos le
algodAo, 22 caixas dito diloe linho, 30 barris man-
leiga ; a Jonhslun Paler ,\C.
11 fardos lecidos de algodAo, 1 caixa miudezas, 6
dilas mercadorias ; a Kusscll Meilors & Compa-
nhia.
8 chapas para fornallia ; a C. Starr & Compa-
nhia.
25 fardos lecidos de linho e algodAo, 71 caixas e
33 lardos lecidos de algodao ; a Roslron Rooker &
Companhia.
3 caixas lecidos de algodAo, I fardos dilo dilo ; a
Patn Nash & C.
Dillerentes volumes amo-Iras ; a diversos.
Brigue '1 ariifo I, viudo do Lisboa, consignado a
Manoel Joaquim Ramos e Silva, nianifestou o se-
guinle :
II pipas, 4 raeias dnas, e 72 barris vinho, 20 pi-
pas vinagre, 100 barricas sardinhas, 40 caixas cebo-
las ; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
10 pipas, 6 netas ditas e 12 barris vinho, 40 cai-
xas cera em velas, 2 harria loucinho ; a Francisco
Sevenano Rabello A. Filho.
6 caitas rap ; a Amorim & IrmSos.
1 dila livros usados ; a JoscTeixeira Ba 40 barris sardinhas ; a Domingos Castro Maia.
2.1 barris amendoas, 30 ditos chouriras, 80 ditos
toacinho, 30 canaslras hlalas, 2 barris paios, 90
caixas ceblas ; a Cuiz Jos da Costa Amo-
rim.
25 caixas btalas ; a Antonio Alves Vilella.
150 .lilas dilas, 100 barricas sardinhas ; a J. J.
Tasso Jnior.
1 caixole imsgens, I barril nzeilonas, 2 ditos sar-
dinhas ; a Feliciano Jos Gomes.
1 caixa bracos de halanra, 5 pipis e 10 barris vi-
nho, 5 pipas vinagre ; a Machado i\ l'itihciro.
8 barris vinho ; a Augusto Cesar de Abreu.
1 caixa imagens; a Joaquim Lopes de Al-
meida.
1 barril presuntos; a Joaquim Antonio Pe-
reira.
1 caixa lecidos de laa : a J. J. Faria Ma-
chado.
20 caixas cera em velas; a Benlo Candido Mo-
raes.
1 caixa imagens ; a Jos Candido de Bar-
ros.
4 barris cera, 1 caixole objeclos de cirgneiro, 200
barris familia de Irigo, 20 dilos loucinho, 230 ditos
vinho, 2 pipas vinagre ; a Thomaz de Aquino Fon-
scca i\- Filho.
15 barris manteiga de porco ; a Narciso Jos da
Costa.
8 taceos crvadoce, 8 dilos cominhos ; a or-
dem.
134 volumes pedra de cantara : a Jos Yellozo
Soares.
1 barril vinho ; a Joto da Concoicao Bravo.
W) barris vinho, 10 pipas vinagre ; a Manoel Al-
ves Guerra Jnior.
1 eaiu sementes, nrtalices e flores, 1 barril vinho ;
a Domingos Alves Monleiro.
1 '"I"1,' v..... i a Manoel Jos Carneiro.
Ccaixolcsceracm velas; a Jos Rodrigues Coc-
lho.
2 encapados peneiras; a Novata rS Compa-
nhia.
Barca .1/ra Jos, vinda de Lisboa, consignada a
V rancisco Sevenano Rabello & Fillio, manifeslou o
segointe :
tul barris vinho, 9 fardos eaixiohas de laman, 6
tactfM cominhos ; a Amorim Irmaos.
30(lipas vinagre, 1 barrica grao, 20 barris azeile
doce. 10 ditos nozes, 8 lorrors ccvnda, 174 ancore-
tas nzeilonas, 30 barricas sardinhas. 1 caixa cera em
grume, 2 oslas dita em velas, 10 barris chouricas,
10 ditos loucinho, I dilo merecarin, 50 pipas vinho,
266 barris vinho, 150 barricas farinha de Irigo ; a
Thomaz do Aquino Fonseca.
30 barris azeile doce j a JoAo da Silva Re-
gadas.
90 ditos vinagre, 2 caliles peridicos ; a Novaos
iv Companhia.
1 caixa impressns ; a Ignacio Francisco dos San-
tos.
4 dilas dilos ; a Mignel Jos Alves.
12 volumes cadeiras ; a Guillitrme Fredcrico de
Souza Carvalho,
2 pedras para porlAo, 11 ditas de cordAo, 27 ditas
lagcs ; a JoSo Jos de Carvalho Moraes.
:I2 barricas sardinhas ; a liento Candido de Mo-
ries.
2dilasazeilonas, 1 caixa carlilhas, agulhciros c o-
breias ; a Jos Alves da Silva GuJiarAes.
20 barris chouricas, 30 ditos toucjuho, 20 ditos a-
zeite doce ; a Machado & Pinheiru,
3 pipas vinho, 10 barris dilo, 3(O. ditos loucinho,
20 ditos manleiga de porco. 30 ditos azeile doce ; a
Francisco Severiano Rabello & Filho.
2 caixas brochas,! dila vidros.l cesta craes de pe-
dra ; a J. Soum.
1 barrica rnlhas e caixas de papelAo, 1 caixinha l-
niiara, cestas drogas, 4 dilas oleo develriolo, 1 di-
la ando muriatico, 1 dila oleo de alfazema, 1 bar-
rica cevada, 1 dita ratina de pnho,2 caixas vidros.l
tordo papel, 1 caixa livros paulados, 1 dila folbclos;
Vicente Jos de Brilo.
2 caixas brochas, 1 dita pedras ; a Moreira & Fra-
cozo.
I dita ehnpadeiros de vidjo, 1 dito magnesia, 1
dito oleo de alfazema, 1 dila droga, i barricas ce-
vada, 6 fardos drogas, 1 dilo rola, pelica, 1 caixa
gomma copal ; R. Francisco de Souza.
12 barris azeile doce, 40 caixas cera em velas, 2
ditas papel de peso, 1 dila pennas d'aco ; a Jos
Baplisla Fonseca Jnior.
40 barris sardinhas ; a Domingos de Castro
Maia.
3 dilos
meida J.
23 caixas ceblas, 25 canaslras hlalas, 21 barri-
cas Inurinbn, (i d,ias chouricas, 1 barricas carvan ;
a Antonia Alves Vilclla.
20barricas hanha de porco, 20 ditos rhnurias, 20
dilos loucinho. 10 dito* azeile doce, 10 saceos fa-
relln caixas ceblas. 20 ditas batatas ; a Anto-
nio Jos de Souza Ribeiro.
5 1|2 pipas vinagre, 15 barris loucinho, 10 dilos
azeile doce, 0 barricas sardinhas ; a Candido Al-
berto Sodrda Molla.
1 caixole retratos ; a Antonto Augusto da Ion-
seca.
1 caixa rap, a Manoel Concalvcs da Silva.
80 barris loucinho. 25 dilos sardinhas, 1 sacco cu-
minhos, 2 dilos ervadoce ; a Antonio Cascmro Cou-
veia.
5 barris vinho, fl fardos capachos, li barricas sar-
dinhas ; a AugustoCesarde Abren.
_ 6 caixoles frascos de dore, 4 ditos doce em calda,
ditos marmelada, 2 caixas ignora-se, 4 barricas l-
males, 60 ancorelasazeilonas; a Jos Antonio de
Oliveira.
5 barris vinho, 50 saceos semeas, 1,000 molhos ce-
bolas ; a ordem.
15 ditos crvadinha, 30 dilos loucinho, 20 dilos
choiirirns, lo canaslras batatas : a Miguel Joaquim
da Cosa.
Vapor nacional Imperador, viudo dos porto* do
snl, consignado a agencia, manifeslou o seguinle :
22 saccas caf, 3 caixes, 7 encapados, o 1 barri-
quiulia ; a ordem.
1 encapado ; a Ignacio Francisco dos Santos &
Companhia.
1 dito; a Bastos t\; Lomos.
1 (anudo de folba ; a Joao Pinlo de Lemos Ju-
niur.
1 bah ito folha ; a J.J. Pinto de Mendonca.
1 cmbrulhoja Antonio de Almeida Gome* i\
Companhia.
I Illa ; a JnAo Xavier Riheirode Andrade Jnior.
1 emhrulhu ; a Tasso Irmaos.
1 encapado ; a l.uiz Antonio de Siqueira.
1 I ala ; a'Ensebio Jos Antunes.
1 volume ; a Jos Percira da Cnnha.
1 dito ; a Manuel L. C. de Almeida.
1 Bailte ; a M: A. Lima Gordilho.
1 barril peixo ; a Francisco J. R. de Menezcs.
Patacho nacional .Vnriia Cru:., vindo/lo Rio de
Janeiro, consignado a C. Cyriaco da Cosa Moreira,
mauifestou o seguinle:
2 caixas marmorc, 50 pipas vasiss, 101 volumes
dilas, 8 caixas c 1 raixotc rap, 2 bahs vastos, 100
saccas caf, 110 sacras e 61|2 barricas farinha, 11
volumes dila, 3 criada*chapeos ; a ordem.
1 caixAo cha ; a 1). F. Bailar.
Palacho brasdeiro Clenle, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Novaes & C, manifeslou o se-
guinle :
15 saccas caf, 62 jacazes batatas, 1 caixa rap.
36 saccas pimenta, 30 pipas vasta*, 91 volumes bar-
ricas vasies ; a ordem.-
Escuna Helena, vinda de Cardiff, consignada a
Isaac Curio & Companhia, manifeslou o seguidle:
149 toneladas carvAo de pedra, 1 bocea encom-
mendas ; aos consignatarios.
Exportacao*.
Riode Janeiro, brigue nacional Recito, de 226
toneladas, condorio o seguinle : 80 volumes com
10,960 medidas de espirito, 336 saceos c 400 alquei-
res iiiilbn, 11,000 cucos com casca. 18 volumes mel,
908 saceos com 4,658 arrobas o 15 libras de assucar,
3 volumes com 1,062 libras de doce de calda. 60
caixOBs velas de earnaulia. 20sacros cera de dila, 20
sarcas com 98 arrobas c 9 libras de algodAo.
Bahia, garopeira nacional Livraelo, de 40 to-
neladas, conduzio o seguinle : 50 caixas algodao
azul, 800 liaras vime, 1 caixa vestidos de cas.a e
seda, t dita ouvidos para espingardas c chaves, 3
saceos cumiuhos, 40 cascos de azeile de carrapalo.
Anlilhaft, brigue francez Eduard Corhirre, de
186 toneladas, conduzio o seguinle :' 3,411 alquei-
resde sal.
Lisboa, brigue escuna Atrovido, do 137 tonela-
das, conduzio o seguinle :861 scense 4 harri-
quiuhas com 4.322 arrobas e 28 libras de assncar, 4
pipas agurdenle, 196 cascos mel, 500 cocos com
casca, 1 caixole doce.
ItECEBEDORlA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 3...... 1:420*300
CONSOLADO PROVINCIAL.
15 Herdeirosdo Izabel Soare* de Al-
meida. ........
17 Joaquim Ribeiro Ponles. .
19 Viuva e herderos de JoAo Pires
Ferreira. t......
21 Mauoel Romao de Carvalho. .
33 Ir mandado das almas do Recifc. .
25 Dr. Ignacio Nery da F'onsera. .
27 Padre Joao Antonio GaiSo. .
29 Antonio Cordeiro da Cunta. .
31 JoAo Piulo do Queiroz e herderos
de Joaquim Jos Ferreira. .
33 Joasi do Rosario Gnimaraes Ma-
chado..........
35 Antonio Luii Goncalves Ferreira.
:7 Jolito Porlella.......
39 Joaquim Francisco de Azevcdo. .
i I Francisca Candida de Miranda. .
R*.
18)000
5-5O0O
361000
758000
689400
819000
1239000
609000
215600
72*600
7.59000
. 52*500
. 456000
. 609(100
. 3:006-7, i
E para constar se mandou aflixor o presente c pu-
blicar pelo Diario. Serrelaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pn na tu hiiru l de marco do 1855.O se-
cretario, Antonio Ferreira d'.liinunciarao.
O lllm. Sr. conlador, serviudo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimentn da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 23 do eor-
renle, manda facer publico que no dia 12 dn abril
prximo lindo, vai novamcnle a praca a obra do
primeiro lauro da eslrada da Escada.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.'*
Serrelaria da Ihesouraria provincial de I'crnam-
buco 26 de marro de 1855. O secretorio, Antonio
Ferreira d'Annunciaro.
O lllm. Sr. conlador, -ci viudo de inspector da
Ihesouraria provincial, em rumprimenlo do dispos-
to no arl. 34 da le provincial n. 139, manda fazer
publico para conhcrimeiito dos autores h>|.(ilitera-
rios, e quaesquer interessados,que foi desapproprado
a Jos Jarinlho da Silveira um silio na eslrada dos
Remedios pela quautia de 530?; e que o respectivo
proprietario lem de ser pago do que se Ihe deve por
semelhanlc desappropriacao, logo que terminar o
prazo de 15 das contados da dala dcsle, que he dado
para as reclamarnos.
E para constar se mandou aflixar o prsenle c pu-
bliear pulo Diario por 15 das successivos.
Secretoria da Ihesouraria provincial do Pcrnam-
buco 17 de marco de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira d'Aanuuncac,ao.
O lllm. Sr. conlador servindo do inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimcnlo da resolu-
Sao da junta da fazenda, manda fazer publico que
no dia 12 do correnle vai mu amento a praca a obra
dn 8." lauco da eslrada da Escada.
E para cumiarse mandou alxar o presente e pu-
blicar pelo Diario
Secretaria da Ihcsoorara provincial de Pernam-
buro 2 de abril de 18)5.-0 socretario, ./. F. d'.ln-
nunciarao
.O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em romprimenlo da resolu-
cilo da junta da fazenda, manda faxtl publico que
no dia 19 do crtenle,vai novamenle a praca a obra
dos reparos urgentes do assude de Caruani.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar polo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de abril de 185.5.O secretorio, ./. F. da
Annunciaro.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da desta provincia, manila fazer publico quf, a ar-
rematado dos 20 cavallosda companhia lila de li-
nha, que liaba sido annunr.iada por edital de 6 de
marro ultimo para o dia lodo nicsmo, licou trans-
ferida para o dia 10 do correnle mez a una hora da
larde. Os pretendciites deverao comparecer na casa
da referida reparlirao no dia e hora marra lo.
Secretoria da Ihesouraria de fazenda de Pcrnam-
huco em 3 de abril de 1855.
O ollicial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
DECLARARES.
RIO DE JANEIRO.
No dia 7 do rarrcnlc impreterivelmenle segu o
palacho oSanla Cruz, capitn Marcos Jos da Silva;
s recebe passageirns e escravos a frete : trala-se
com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Sanio n. 25.
Osahaixo assignados, consignatarios do patacho
porluguez Alfredo, declaran, que o dilo navio rere-
be carga at sabbado, e por isto pedem aos mesmos
senhores que liverem de embarcar alcuma carga,
queiram apromplaros seus despachos al esto dia.
Johnslon Valer A\ Companhia.
RIO DE JANEIRO
O veleiro brigue escuna MARA segu
no dia do corrente : para pnssngeiros e
escravos a fele trata-se com Machado &
Pinlieiro no largo da Assemblc'a, sobrado
n. 12.
LEILOES.
CHAPEOS S DE MOLLA.
Na monea e luja de chapeos da ra Nova n. i.
ha chegado urna nova factura de chapeos de molla
e sua qualidade he mais superior que uestes esd-
belecimenlos lem havido, e por querer salisfazer as
is que procuraran! antes de os ter. faz o pr-
senle para lemhrar quee-tao lendo grandeexlraceSo,
oque devem vir comprar antes que se arabem.
lambem ha de muilu bom gosto chapeos de fellro
de tolas as cores para creanca, ditos de dito com
enfcilcs esem ellcs para meninos, ditos de ditos de
todas as cores para homem, ditos amazonas malo
modernos para senliora, dilos de castorina copa bai-
la, com pello de diflercnles cores para homem, fa-
zenda esla lia milito nSo apparecida nctle mercado,
e oolrai umitas fazendas proprias do eslabeleri-
mcnlo.
Rendimenlo do dia 2.
dem do dia 3.
5:1335-578
3:551j)250
8:689j828
ERRATA.
Nos precos crrenles dn assucar, algndao c mais
gneros do paiz, que se despaeham na mesa do con-
sulado, em lugar de vaqnelas a 29100, la-sc 29500.
MOVIMENTO DO PORTO.
Xavios mirados nn dia 3.
Sidney63 dias, galera hulea* Ellenboroiigh, de
ClOOtoneladas, caplAo H. Thornhill, equipagem
M). carga laa e mais gneros ; ao capilao. Veto
refrescar e segu para Londres rom 4i passagei-
ros.
Montevideo21 dias, polaca hcspanhnla Elegan-
cia, de 201 toneladas, enpiUto Pedro Maristauv,
equipagem II, em lastro ; a Viuva Amorim A Fi-
Ibos.
fanos taludas no mesmo dia.
Sag-HarborGalera americana Ememhl, com a
mesma caraa que trouxe. Suspendeu do lameirAo,
West-IndiesRrigue inalez Atalante, em lastro.
Suspendeu do lameirAo.
ValparaizoBarca sueca Trilon, carga assucar.
Suspendeu do lamc.iro.
Terra NovaPalacho inglez S. Brelad. capilao
F. Alexandrc, em lastro.
AnlilhasBrigiie francez Eduard Cari,ere, capi-
l.lo Cuillin Eliouct, carga parle da que Irouxe.
LisboaJjrigue escuna porluguez Ircvido, capi-
lao Jos Venancio Percira, carga assucar e mais
gneros.
EDITAES.
O lllm. Sr. conlador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprielarios abaixo mencionados, a entrega-
ren! na mesma Ihesouraria, no prazo de tr i na dias
a contardo dia da primeira puhlicacAo do prsenle,
a importancia das quolas com que devem entrar
para n calramentu das casas da ra do Livramenlo,
conforme o disposto na lci provincial n. 350. Ad-
vertindo que a falto de entrega voluntaria, ser pu-"|
nida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dade do artigo 6.* do regulamenlo de 22 de dezem-
hro de 1851.
N. 2 Manoel Josc Monleiro.....975.500
4 Antonio da Silva Ferreira. 903000
ti Joaquina Mara Percira Vianna. 118>500
8 Manoel do Nascimenlo da Costa
Monleiro e Paula Izidra da Costa
Monleiro.........668000
10 Viuva e herderos de Jos Fernan-
des Eiras.........675.500
12 Antonio Monleiro Tercira. 755000
11 l.uiz de Franca da Cruz l'cnera. 375500
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade.......... 73|150
18 Marcellino Antonio Percira. 905000
20 Viuvo de Joaquim Leocadio de Oli-
veira GuimarAes.......I8O5OOO
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........I2500
24 Jos Baplisla Ribeiro de Canas. 12681X10
26 Manoel Buarquc de Macedo. IO85OOO
28 l'mbelino Maximino de Carvalho. 489600
30 O mesmo.........609000
32 l'rancisco do Prado......609000
31 Viuva de Francisco Severino Caval-
canli.......
O arsenal de guerra precisa de 2 srvenles es-
cravos para o servido interno : qucn os tirar cam-
parera na directora do mesmo arsenal, das 9 horas
do da em dimite. Arsenal de guerra 2 de abril de
1835.O escrivAo das olTicnas,
.V3.ioei Jos' l'ereira Brayner.
COMPANHIA PERNAMBLCANA.
O conselho de dreccao convida os Srs. accionistas a
realisarem a quarta preslacAo de 10 por % sobre o nu-
mero de acees que Ihe pertencem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o eucarregado dos recebmeulos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 26.
O lllm. Sr. .capilao do porto manda fazer
constar, que em virlude da aulorisacAo do Exm. Sr.
presidenle da provincia, foi enllocada urna boia ba-
usa no extremo dos baixos de Olinda, sendo a sua
descripcAo, que multo nlcressa a navegado, a por
copia junta a esto.
Capitana do porto de Pernamhucoem 30 de mar-
go de 18V3O secretorio, Alexandre llodrigues dos
Anjos.
Descripcao da boia baliza collocada no exlrem
dos baixos de Olinda.
Na direceAo Lessuesle Oesnoroesle da pona de 0-
linda, acha-se collocada urna boia indicando os bai-
xos do mesmo nome, balisada da manria se-
guinle :
Sua connajjracAo de urna pvraraidn cnica lem a
altura de 12palmse S pillegadas do nivel do mar
ao vrtice, o na sua base a circunferencia corres-
ponde ao dimetro de 10 palmse 6 pollegadas. Su.-i
rr de um brancu claro se deslaca immedialamcnle
das boias do banco do Inglez, sendo ueste, a do nor-
te rajada de branco e esrarlate em liras perpendi-
culares, e a do snl de cr vcnnelha.\eha-se ella si-
to sobre um fundo de arela groen vcrmelha, em 5
bracas na baixa-mar media, para Ierra delta consa
do urnas 30 bracas principian! apparecer algnmas
laces solas, mas ao nivel do fun lo, c quem 240
bracas se enronlra o maisserco dos baixos de Olin-
da, vindo a boia a ficar tora 2 milhas da cosa o. -2
e I guari do do extremo norle do banco do In-
gle/.. Sua posico se oblem marrando a torro da S,
na ci.lade de Olinda (igreja mais alta pouco .10 N
da qual se acha onqueiru rcmarcavel) por 63 N O
o pao da bandeirn do forte do Buraco, por 73 S O,
c a lorre do arsenal de marraba por 57 S O, rumos
esles lodos magnolicos, sen lo a variacfto da agulha
cora que foram observados 9 N O.
.Marrando-,1 norle-sul venladeiro por fora dclla
se peder naveaar livrcmenle nao so safo dos bai-
xos por ella indicados como do banco do Inglez. t
dos da I tuba (conlnuaco los baixo que das Can-
delas se prolongara ato a brrela do S. Jos): c to-
das as vez.es que se lizer corresponder o coqueiro
remarcare! de Olinda, a mtodo convento de S.
Francisco (igreja pouco mais ao norle, e mais ba-
xa que a S1 se estar Leste-Oeste com a boia, a
qual pode ser vista de dia com lempo claro na dis-
tancia de 5 milhas de cima do comea de qualquer
brigue, c de noile na de 100 011 200 bragas. Os na-
vios que nilodcmandam o porto, conven) nao nave-
garon! a (erra da direccjto cima mencianada, por
quanto quer nos baixos em frente a Olinda, quer
m,s da Duba, cm frente da ilh 1 do Nngueira, dimi-
nue o fundo ncsles lugares rpidamente.
Capitonia do porto de Pernamburo 30 de marco
de 1855.Ulularlo Antonio dos Sanios, canitao do
porto.
Conforme.O secretorio da capilania, Alexandre
llodrigues dos Anjos.
O agento Borja fara leilao, quarto-feira, '1 dn
correnle, cm seu armazem, na ra do Collcgio n.
15, de todos os objeclos que se achanten patentes lio
mesmo armazem, no dia do leilao.
AVISOS DIVERSOS.
Joao Percira de Avellar, capitn do patacho
portiiguez Alfredo, deseja fallar com a senlior,, I).
Maria Tbereza de Oliveira da Osla a bem de seus
mercases, 011 entile queira annnneiar sua morada
para ser procurada.
Offerccc-SK um caixcirn brasileiro, de boa con-
ducta, para qualquer eslabelecimenlo, para balcao
011 cobrancas: quein pretender, utinuucie.
Prccisa-se de carreras para conduzirem urna
grande porcao de atorro e podras do Chora-Menino
para a estrada du Manguinbu, pagando-ee um tan-
to por rada carrelo : quein liver ditas carreras c
queira contratar, diriia-se n mesma estrada a fallar
com Jos Goncalves Ferreira Costa.
Precisa-se de um feilor de campo, que d co-
nheciinenlo de sua conducto : a tratar no Engento)
Novo de Muribcca.
Precisa-se de mn caixeiro para o btele de urna
padaria dentro desla praca, |,rcferiiido-sc o que le-
nha ortica dealC negocio e que gozo de boa repu-
laco ; nio se duvid* dar om ordenado correspon-
dente as suas qualulales : aquelle que se acimr nes-
las circunstancias, dirjase a ra larga do Rosario,
padaria n. 18, de mauhaa al as 9 horas c do larde
al as 3, que achara rom quein tratar.
DE GMTIFICACAO
lOOsOOO.
Fuilaram da rita Formoza, esquina da
ruadaUnio, mn clironoinctro iancez,
nina cadeia de cabello, tendo nm briiha
te enjjaslado em tttn passador de ottro e
urna salva de prata com as inicia*.-* M. P.
L. \V. Esle furto Coi conimettido no dia 3
de abril a's 10 horas da matilma. Todas
as providencias ja' eetSo tomadas, e pro-
testa-sc contra (|iietn abalar os ditos ob-
jeclos.
Precisa-sc de um fcitor para um si-
tio: na rita do Trapiche n. 17.
Na rua da Gloria n. 83 ensina-se a
traduzir, fallar e escrever perfeitamente
a lingoa ingleza, prouieltendo-se um me-
tliodo fcil para em pouco tempo o disc-
pulo adquerir um grande adiantamento.
Traspassa-se as chaves da loja da roa da Ca-
deia do Recito n. 17. com armaran ou sem ella, por
preco corainodo ; pata Iralar, na rua do Collegio
n. i.
ENGLISB HOTEL.
Sabbado, T do correnle. havera soupa, bife c fri-
cando de larlaruca, das 11 horas ate as 2 da larde.
ATTENCAO':
Avisa-se a corlo senlior da rua das....... que nao
ando bolindo cun quera est quicio e nada Ihe lleve,
pois e tormos a espremer melbor as eoosas, sua mer-
co atoda he devedor, enleiide. senlior ".' oulro sim
lembre-se que o abaixo assignado pode por-lhca cal-
va moslra, e depois lorar-lhc fugo aos rabinhos.dns
quaes um rhama-sc M.... emende, Sr. vv ? de-
pois nao se qucixe doPredilecto de Dondon.
Oflerecc-se pora ama de qualquer casa urna
rapariga moca, de boa conducta, que sabe coser e
engommar : na casa torrea ao lado da igreja de N. S.
da Estancia.
Pesca-sc o viveiro, no silio que foi do fallecido
Muniz, nos dias 5e 6do correnle mez.
Os sbaixo assignado* lem justo e contratado
comprar a taberna, sita na rua do Rangel li. 81, per-
tcnrenle a Joao Ignacio de Amida e Jos Ignacio de
Arruda : quem liver algum embaraco a oppr a essa
compra, baja de declarar no prazo de 3 dias da data
desle, sob pena de, passado esse lempo, nilo ser al-
(endido. Recito 5 de abril de 1833.
Mallos ft Companhia,
Do sobrado n. 27, na rua Nova, desappareceu
na noile de 1 para 2 do correnle um gato mallez,
muito manso, grande, castrado, cauda inteira, ore-
lbas cortadas, e com urnas pequeas pelladuras : a
quem achar e o entregar, ou dclle der noticia certa
na referida casa, se recompensar bem, e Irar-sc-ha
muilo'agradecido.
Arrenda-sc um dos melhorcs silios da Torre,
oo vende-se, rom lodos os enmmodos precisos : a
Iratar alrazda m ilriz da Boa-Vista n. 13.
No silio de Santo Amaro, junio ao cemilcro
dos Inglezes. na quinta-feira sania, de manlia, ven-
de-se poixe de viveiro.
Aluga-sc um negro para eondozir urna caixa
de fazendas : na rua do Queimado n. 7, toja da Es-
trella.
Precisa-se de urna ama de leile : na rua da
Aurora n. 12.
O abaixo assignado, lendo comprado a Sra. I).
Anna Joaquina de Moura, a cscrava Maria e urna li-
lha de menor darte, e como eslejam ausentes em po-
der de cerlo arbitro, que sob o mais ftil pretesto
se escusa de as entregar, negando desl'arle o direiln
do abaixo asslanado, direito esto que outr'nra elle
rcconhccer por legitimo, como se colliqe de suas
carias ; protesta cobrar lodos os dias de servicn, na
conformidade da lei. Santo Andr 23 d marea de
1853.Paulo de amorim .Salgado Jnior.
INHEIRO A PREMIO, em pequeas quan-
lia, sobre penhores de ouroou prata : na rua Au-
gusta, casa torrea n. 8.
Precisa-se de urna ama de leile, sadia e de boa
conduela : na rua do Vigario n. 1, armazem de ca-
bos.
Aluga-se urna prela para casa de familia, cose
luda a costura, borda e faz lahv nnllio : quem qui-
zer, dirija-se i rua da Pra.i n. 17.
Chapos de mas-
sa Tranceza.
Na roa Nova n. 11, ha um grande sorlimenlo da
fazenda cima mencionada, e sua qualidade he su-
perfina aos que ha presentemente no mercado, assim
eomo lambem hade muilo bom eoslo cformas nim-
io modernas, chapeos de castor branca inglezes, di-
los de castor (TliihelC sem pello, ditos de castor
branee com pello, sendo branc e preto,'o ludo por
preco razoavcl.
Engomma-se com nanita perfeiean, o
se lava bem : nuem qoiaer, dirija-se'ao cae
lambem
se lava bem : quem qoiaer, dirija-se ao caes dn Ra-
mos, taberna do Retiro n. M. que ochar com quem
Iratar.
9
-.1
DENTISTA.
AVISOS martimos
36 Nuno Maria de Seixas. ....
38 Manoel Francisco de Moura. .
1 Herderos do Joaquim Jos de Mi-
randa.......A. .
3 Thomax de Aqnino Fonseca. .
5 Capella dos Prazeres de Cuarara-
P"...........
7 Ordem Terceira de S. Francisco. .
ti Francisco Jos Pacheco de Medeiros
e oulros.........
11 Antonio da Silva Gusmao. .
13 Antonio Jos da Castro. .
60CJ00
"83000
1115600
1279300
999600
278000
619200
679500
1;000
671000
.."". VTi Aracalv segu viagera o hiato nacional
kxatarao : para carga e passagoiros Irala-se na rua
da Madre de Dos n. 36.
ACARACl".
O pnlhahote Sobralensc. rapitao Francisco Jos da
.Silva lUtis, segu no dia 7 de abril ; rerchc caria e
pas-ageiros: Irala-se cora Caelano Cvriaco da C ~M
ao lado do Corpo Santo n. 23.
Para a Babia -egiie cm poucos dias o veleiro
Mato Castro ; para o resto da carga, Irala-se com
seu consignatario Domingos Alves Malhcus, na rua
da Cruz n. 31.
PARA 0 RIO D JANEIRO
sepile com muita brevidade a barca na-
cional uSorte, por ter i maior parte da
carga proinpta, para o resto, passageiios
e escravos arete, para o que tetn e\cel-
lenles eommodos: trata-se com os consig-
natarios Novaes & C, rua do Trapiche n.
\, ou com o capilao Jos Maria Ferreira
na praca do Commercio.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu com toda a brevidade possivcl o
bem condecido patacho nacional Valen-
te, a rapitao Francisco Nicolao de Araujo,
por ja' ter dous tere/ da carga abordo,
para o resto e escravos a frete, para o rpie
tem e\ceUentel eommodos: trata-se com
o mesmo capilao na praca do Commercio
on com Novaes & C, na'rita do Trapiche
n. 5i, primeiro andar.
pe
Precisa-se de um cozinheiro forro ou caplivo,
ira urna casa : no Passeio Publico n. 11.
Precisa-sc de orna homem qiic sai ha dislilar
agurdenle, para urna dislilarao era um engenho :
a Iralar na rua Direila n. 106.
Aloga-se um cxcellenlc sobrado, rom boa visla
e grande quintal para o lado do pantano, para ludo
quanto se queira plantar, e com agua ao p, sito no
lugar do Arrombado. em Olinda : quciri o preten-
der, falle na rua de Apollo, armazem n. 30.
Alugam-te 2 grandes armazens, silos na rua do
Rrom, juntos a fundir.n, do Sr. Bowman : quem
pretender, faltona rua de Apollo, armazem n. 30.
--- Trecisa-se de um feilor que soja pralico do
servico de campo, e dous caixeiros para cncaixamen-
lo de engenho, sendo um dcslcs lambem disslador,
e que sejam de toda probidad* : na rua da Cruz do
Recito n. 7. primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para enzinhar : no so-
brado n. 1 da rua da Cadeia, defronle da ordem ler-
ceira de S. Francisco.
Prccisa-se de urna cscrava p*ra o servido inter-
no e externo de una casa : no sobrado n. 1 da rua
da Cadeia, defronte da ordem lerreira de S. Fran-
cisco.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 19da rua
do Vigario, com bstanles eommodos : a tratar na
mesma casa no tereciro andar.
Manuel Filippe da Fonseca Candi vende a sua
botica da roa larga do Rosario n. 12, por nao poder
continuara Irabalhar nella, em razan de seu oslado
de molestia : quem a pretender, dirija-so rasa de
sua residencia, na rua estreila do Rosario n. 39, que
achara com quem Iratar.
DE
LOTERA de n. s. DE (CAPELCPE
OLINDA.
O caulelisla Antonio da Silva Cuimaraes faz sc-
cnte ao publico, que lem expostn venda, no aterro
da Boa-Vista n. fe, as suas cautelas e buhles da lo-
tera cima, a qual corre nu dia 11 de abril cor-
renle.
Hilhclcs Bfntal
Meios J-SIHI
Qnarlos 191*0
Quinto* 19:t(IO
Oilavos 720
Decimos 600
Vigsimos MI
N. B. O caulelisla cima garanto macamente ns
I,ilhelcs inlciros, pagando sem descont dos 8 i os
premios maiores.
Precisa-se de um bom feitor para o engenho
Novo de tiuiauna : quem esliver as circumslancias
dcbeai dfsempenhar eulclugar, appnreca BertaCi-
dade, na rua do Trapiche n. 17, on no dito engenho
para Iralar do ajusto.
O Dr. Lobo Moscoso mudou-se pa-
ra a rua Nova n. 50, primeiro andar.

C3
Paulo Gaignoux, dentista francez, eslabele W
Cirio na rua larca do Rosario n. 36, segundo S
i0 andar, enlloca denles com gengivis artificiaos,
g e dentadura completa, ou parle della, com a 9
pressan do ar. .;.-;
5$ Rosario n. 36 segundo audar.
?-*Kijt */# t8a e
O capilao James Cardncr, da galera america-
na r-miand.arribada a esto porlo na sua viagum de
l.akula para Coudre, com rarrcgamenlo de gneros
da India, precisa a risco martimo sobre o casco, car-
ga e ficto da dila galera, dc cerca de 2.:0OO5t)O0,
para occorrer as despezas o concerlos da sohrcdita
-alera, a ti m de seguir sua viagem : os prelendenlcs
queiram mandar suas proposlas em carias fechadas,
no prazo do i dias, no osrriplorio de llenry Forslcr
& Companhia, constonalarioa da mencionada galera :
na rua do Trapiche Novo n. 8.
Joaquim Marques Sanliagn mndou o sen es-
rriplono para a rua do ilnini, passando o chafariz,
primeira casa torrea.
Quem nnnunriou comprar 2 rotulas j.i usadas,
procure na rua do Rangel n. 21 ; lambem lem novas
de amarcllo, e lambem para janollas e portas de c-
xilhos de alcova. grandes c mais baixas, e 1 porto
ora com 12 palmos I pide altura.
Francisco Cuiz da Costa, subdito porluguez,
relira-se para forado imperio.
Engomma-se com toda a perfeico, e faz-sc al-
moro e Jantar com muita limppu, por preto o mais
commodo pnssivel: na rua Direila n. 60, primeiro
andar.
O Sr. Joao Manoel de Barros, proprielario do
engenho Serrara, querendo vender 2 escravos seus
que ailara fgidos, apparcea por si ou por seo pro-
curador, na rua do Rangel 'n. 36, segundo andar.
.Precisa-se de um feitor c administrador para
um silio perlo da praca, ao qual da-se bom ordena-
do : quem pretender, dirija-se rua da Cadeia Ve-
llia n. 16.
Cm rapaz brasileiro, chegado ha pouco lempo
nesla praca, se ollcrcce para qualquer emprego, e d;i
fiador ti sua conducta, para casa cstran?.ira : quem
pretender annuncie.
Precisa-se alagar urna preta de boa
conducta para casa estrungeira, eme sai-
ba engommar, para andar com meninos:
na rua da Cruz n. 10.
Ignacio Francisco de Mello, como administra-
dor de sua mulhcr t. Alaria Joaquina da Picdade e
Abreu, viuva ouetoi de Rav mundo Pinto de Abreo,
eslando proceden,lo pelo juizo de orphos ( es-
criv.lo interino Martina l'ereira ), o inventario dos
bous do seu antecessor, avisa aos credores t\o mes-
mo casal que se habililem peranto o mesmo jaizo
para serem suas dividas altendidas na parlillia, isto
no prazo de oito dias.
Bilheles inlciros
Meios bilheles
Qoarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
.- jt-SK-\q*B8B!Q^
Us abaixo assignauos l'azem scien-
te ao publico, e particularmente ao
corpo de commercio desta praca,
que compiaram as lejas de chapeos
da praca da Independencia ns. 12,
14 e 16, ao Sr. Jos Ignacio de
Loyola, cujas lojas licam gyrando
debaivo da firma social de llego &
Araujo, isto desde 30 de dezembro
prximo passado. Rccife u de
marco de 1855. Joao Baplist
do llego. Placido Jos do Reg
LOTERA DE N. S. DE C.CADELliPE.
Aos 3:0005000, 2:0009000, 1a3O09OO0
Os bilheles e cautelas do caulelisla Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior tan afortunados pelas
frequentes vezes que lem dado as sortcs grandes, ro-
mo recommendados por seren pagos o premios
grandes por inlr-in, sem descont algum, aeliam-sc a
dispositao do respeitavel publico, as eguintes to-
jas : prara da Imlependenria n. i, 13 c 15, e 10, rua
do Queimado n. 37 A, c em outrasmais do coslume:
a* i mas da referida lotera andam imprc'.erivelmen-
le em II de abril.em o consistorio da igreja dos Mi-
litares.
3930O Recebe por inleiro 3:0fl05
29X00 n ,3009
HM10 n 1:250
"20 625
00 i) 500
880 2.30
O caulelisla Antonia Jos Rodrigues de Souza
Jnior offerecc os seus bilheles e cautelas as pessoas
que ooslumara cumpiar para negocio nesla ridade e
para fura, aos presos abaixo, sendo cm porcao de
OI19OOO para rima c a dinheiro vista, em seu cs-
criplorio, na rua do Collegio n. 21, primeiro andar.
Bilheles inlciros .i.-ltm
Meios bilheles 26SO
Ouartos ^IV
Oilavos 675
Decimos 510
Vigsimos 270
PROP11ECIA.
Craoci diz quer,
Cm casamento Iratar,
Com certa moca bonita,
P'ra com ella misliraC
Qualquer dinbeiro Ihe serve,
Com lauto que seja branca,
Que saina virar os nllios,
E fazer sala franca.
Na sua provincia elle quer,
A mulher lodos mostrar,
Nos das santos de guarda
Crandes saines frequenlar.
No theatro, passeio e mi IB,
lodos Ihe bao de invejar,
A alia importancia que lem
Depois que vcio esludar.
Branco, negro ou meslico
Indo matricula assianar,
Tem entrada om qualquer casa,
E pode a todas namorar.
No sabbado da Allcluia
Prelende elle se casar,
No eaminhn ha de arder
Antes de igreja chegir.
Que va cavar batatos
Ou nutrooflicio do man :
Se algum einprcsu quizer
Vi servir de Pa..lat..lao
O Amanra-Cato.
Novos livros de homcopalhia uiefranccz, obras
todas de summa importancia :
llahueinann, tratado das mole-lias chronicas, 4 vo-
20-O 10
69000
7*080
000
i69OOO
61000
89IKK)
169UOO
luana*.
Testo, erotestitt dos meninos.....
Ilorirm, homcopalhia domestica.....
Jahr, pbarmacopahomeopnthica. .
Jabr, novo manual, i volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homcopalhia, 2 voluntes
Harlhmann, Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Testo, materia medica hnmcopalhica. '.
De l'avolle, doulrina medica hoineopalhica
Clnica de Slaoneli ......
Casling, verdade da homcopalhia. .
Diccionario de Ixyalea.......
Altlas completo lie anatoma com bellas es-
tampan coloridas, ronlcndo a descripeo
de todas as partos do cor|m humano .
vedem-se todos esles livros no coiiiultorio hnmeo a--
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova'u. 50;, pri-
meiro audar.
Paulo Juslinano lavares deixou de ser caixei-
ro do Sr. Narciso Maria Carneiro desde o dia 31 do
mez prximo passr > por ter de se retirar para ti
provincia do Para r primeiro vapor qus si espera
dosul.
IO9OOO
K900U
7900(i
105000
.109000
LOTERAS da provincia.
As rodas da lotera de
N. S. do Guadalupe, an-
dam impreterivelmente no
dia 11 de abril.O the-
soureiro, F. Antonio de
Oliveira,
Precisa-sc de um prelo escravo para o servico
de urna casa de pouca familia : na roa da Cadeia do
Rccife n. 10.
3-'6&BI
AO I'llLICO.
No armazem dte fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. S,
vendse um completo sortimento
de fazeDda, linas e fjrossas, por
preros mais baixos do que emou-
tra qual(|ucr parte, tanto em por-
roes, como a retallio, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
atiri-se de combinaco com a
maior paite das casas commerciaes
inglezas, runcezas, allcmaas c suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oirerecendo elle maiores van-
tarjens do que Outro qualquer \ o
proprietario desle importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, c ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos 4 Rolim.
Fmmmm
lllm. Sr. inspector da Ihesouraria geral. -Diz Jos
da Rocha I'aranhos, e)ue em virlude de ordem do
Ihesouro publico nacional, quo mandou a informar
a esto Ihesouraria umrequerimentu rom doconjenlos
annexos c comprobatorios, da quantia de dous ra-
los c lanos mil ris, que ao supplicanle he a mesma
fazenda devedora, acontece que lendo o suppli-
canle estado na c-perlativa, e requerido jn a V. S.
em dezemhro do auno passado soluc.lo de ama tal
informarao ale o presento, parece que por urna fala-
lidadc, nao lem sido possivcl o supplicanle obter o
despacho, apezar de ter ja decorrido um anno pouco
mais ou menos ; pelo qne, nilo sendo cabivel que as
repartiere liscacs prolclem o droilo das parles por
um lempo indefinido ; por Uso, vem o supplicanle
requerer a V. S., que como chefe desla reparticlto, e
a cujo carso est i allrilmico de cumprr e fazer
rumprir as deliberacOes e ordens do Ihesouro, como
determina o paraRrapho 10 do arl. 31 do decreto u
736 de 20 de novemhro de 1850, o dignd'mydar
le e empregndo em cojo poder estilo os documen-
os e pelirOes do supplicatilc, para informar manda-
dos por V. S. que he o chefe da 4. seceso, Jos
llenrique Machado, d prompto andamento a dila
infotmacao nfim do que nSo liquo eternamente se-
pultada esla petizo em seu poder, como (em estado
os oulros documentos o pelirOes ; com o que fara
"o supplicanle a merecida juilica.; e assim pede a
V. S. Ihe delira___E. R. Mr.
Jos da Rocha Prannos.
Rerito 22 de marco de 1855.
SALA DE DANSA.
l.uiz Canlarelli participa ao respeitovel publico,
que a sua sala de cnsino, na rua das Trincheiras n.
19, se artia aborta todas as secundas, quartas e sex-
tos, desde as 7 huras da noile al as 9 : qoem do seu
prcslimo se quizer ulilisar, dirija-se a mesma casa
das 7 horas da manhaa ato as 9. O mesmo se oflere-
ce a dar linces particulares as horas conveneionadas :
lambem d lices nos collegios, pelos precos qne os
mesmos collegios lem marcado.
C. STARft&C.
respetosamente annunciam que no seu extenso es-
labelecimenlo em Santo Amaro,continalo a fabricar
rom a maior pertoieflo e promplidao, toda a quaida-,
de de machinismo para o uso da agiicullura, na-
vegar,So e raanufaclura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
leem aherlo em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquila ta rua do Urum, airaz do arsenal de rna-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimenlo.
All achanto os compradores um completo, sorli-
menlo de moeudas de canna, com todos os melhora-
uiciilos (alguns dellrs novos e originaos) de que a
experiencia de mullos anuos tem mostrado a ueces-
sidade. Machinas de vapor de baixa a alia pressan,
laixas de lodo lamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de mao e dilos para conduzr formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensa* pa-
ra dito, tornos de ferro batido para farinha, arados de
torro da mais approvida conslruccao, fundos para
alambiques, crivos c portas para tornalhas, e una
iulinidade de obras de ferro, que seria enfadouho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
iutellicente e habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, ele, que os auiiunciante* contan-
do com a capacidadedesuas oflicinase machinismn,
c pericia de seus ofliciaes, se compromedem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeirAo, exacta
ronformidsde com os modelos ou dcseuhos,e inslruc-
roes que Ibes forem torneadas.
ROB I.AFFECTEL'R.
O nico aulorisado por decisao do consellto real e
decreto imperial.
Os mdicos dos liosprhrc* recommendam o Arrobe
de l.all'eclcur, como sendo o nico aulorisado pelo
enverno, e pela real sociedade de medicina, fcsle
medicamento il'um oslo agradavel, e fcil a lomar
em secreto, esla cm uso-na marinha real desde mais
de fiO anuos; cura radL-almenle cm pouco lempo,
nom punca despeza, sem mercurio, as affecees da
pelle, irapigens, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, c da
acrimonia hereditaria dos humores; convm aos ra-
larrhos, a bexiga, as conlracces, e fraque/a des
urgaos, procedida do abuso das njecees ou de son-
das. Como anli-sxphililico, o arrobe cura em pouco
lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que volvem
inee.ssanles.em consequencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, ou das injecees qoe representeui o
virus sem neulralisR-lo. O arrobe CalTecteur he
especialmente rerommendado contra as dpencag, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao iodureto do
polassio. I.isbunnr. Veadc-sc na bolica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevcdo,praca de 1). Pe-
dro ii. 88, onde acaba de chegar urna grande porreo
de carrafas grandes c pequeas viudas direelamenlu
de Paris, de casa do dito Box veau-Uiucrleur 12, ru
Richco Paris. Os formularios dao-se gratis em
casa do agente Silva na praca de I), Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, Cima & Irmaos ;
Pernamburo, Soum; Rio de Janeiro, Rocha A; li-
Ihos; el Moreira, toja de drocas; Villa Nova, Jo8o
l'ereira de Matates Leile ; Rio Crande, Fran de
Pauto Coulo c\ C."
MECHANISHO PARA ESSE-
NEO.
NA FNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NIIEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos sesuint** ob-
jeclos de roechanisnios proprias para engenho*, sa-
ber : moendas e raeias nioendas da mais moderna
construejAo ; laixas de torro fundido e batido, de
superior qualidade o de lodosos tamaitos ; roda*
dentadas para asna ou animaes, de todas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalha e reitros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos c c.ivillmcs, moi-
nho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDtCAO.
se execntom todas as encommendas com a superio-
ridade ja ronhecida, c com a devida presteza e com-
modidade em preco.
CEM MIL RES DE CRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 8 de setembro. de 1H">t o es-
cravo, crioulo, de uomc Antonio, cor fula, represen-
ta ter 30 a 33 annes, pouro mais nu menos, he mui-
to ladillo, cosluma trocar o nome c inlilular-se forro,
e quando se v persecoido diz qoe he desertor ; foi
esenvo de Antonio Jos de Sant'Anna, morador nu
emtcnho Caito, da comarca de Sanio Anillo, do po-
der de quem desappareceu ; e sendo capturado e re-
colhido cadeia desta cidade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de agosto, foi nhi embarcado por exe-
cucaodeJos Das d* Silva Cuimaraes, c ullima-
menlc arrematado cm praca publica do juizo da se-
cunda vara desta cidade era 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Ossignaessio os seeuintes : ida-
de 30 a 33 anuos, estatura reuular, cabellos pretos u
rarapiuhados, cor amulatadas ulhos esenros, narix
erande e grooto, beicos grosso, o semblante fechado,
bein barbado, com lodosos denles na frente; rog*.
sea* autoridades polica**, rapites decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e mandem nesta
praca do Rerife, na ru* larga do Rosario n. 21, que
eecebera a gralilicar;So cima, c protesta contra quem
o liver oceulto.Manoel de Almeida Lopes.

II li Til inn


DIARIO DE PERNAIBUCG. QUARTA FEIRA 4 OE ABRIL DE 1855.
;
RETRATOS.
No alerro da Boa-Vista n. 4, leiceiro andar, con-
(inus-se a Urar relralo pelo svitema eryslalotypo,
com nimia rapide*. e perfeicao.
Desapparen i ,lo frrenle um mula-
linho forro de uoroe Honesto, de idade de 1u
bem alvo, i. (. um ponco aloleimado,
levando camisa de madapoln e ralea de risradinuo
azul, cojo mulalinho tend -.diiilo para ver a nrocis-
sau do Senh ppoe-se que se perder
por Eiiorar as ra ilesla eid.i.le. visto ser oo malo,
epoi-. ie o liver em seo poder ou soiiber
noticia, dirija-ge ou conduza-o a ra do Hospicio
. 30 que era bein recompensado; protcstaiidoe
fazer rocaliir toda a rrspousahilida le criminal por
<1iiali|ucr occullaeo maliciosa.
l'rccisa-se nltigar oti permutar por
tima casa ele sobrado no alerro da Roa-
Vista, tima casa com bastantes commodos e
iwm quintal as seffuintcs ritas: l'iics,
Solcdadr, Sebo, Cotovello e Mondego: a
tratar no aterro da Boa-Vista n. -15.
Precisa-so de um pequeo de 12 a H annn,
para caiseiro de una taberna : quem esliver neslas
cirrumslnncias, dirija-se ;i ra *Ui Caldeireiro n. io.
N mc-ma taberna vendem-se serras para Irabalhar
bracalmeiile.
Alaga-se o secundo andar do sobrado situado
na ra Nova n. 14: no primeiro audar do mesmo
sobrado.
Madame Theard, tendo de fazer urna viaeom a
Europa, avisa os sen* devedores devirem saldar suas
roolas na toja da na Nova n. 32, para llie evilar de
proceder contra elles judicialmente.
- Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ei-pro-
coradur da cmara de Olinda, que venlia entender-
se com os herdeiros de I.uii Boma, pois liasla de
cassoadas, (cando certo que cm quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sahir este annuncio.
PIAMOS.
JoSo P. \ageley avisa ao respeilavel publico, que
emsuacasana ra Nova n. 41, primeiro andar, a-
cha-se um sortimenlo de pianos de Jacaranda, os
melliores que lem at aRora apparecido no merca-
do, tanto pela sua harmoiiiosa e forte voz, como pe-
la sua ciinMruccao de armario, da fabrica de Col-
lard & Collard era Londres, os quae vende por pre-
co razoavel. O anntinriante conliuua a aliar e
concertar pianos com pcrfeico.
Arrcnda-se ou vende-se orna arande parle do
sitio Maria Farinha : a lrar cora Mauoel Gomes
Viegas, ra do Pires n. 31.
LOTERAS DA PBOVINCIA.
O caulelista Salusliano de Aquino Kerreira eonli-
inia a vender billieles e cautelas as pessoas que cuin-
pram para negocio, pelos procos abai\o declarados,
una vez que cheque a quanlia de KHIJOOO para ci-
ma, dmlieiro i vista : pode ser procurado na roa do
Trapiche n. 36, segundo andar, das 9 ale as 12 horas
da manliAa. Os seus bilhetes e cautelas eslo isen-
los dos8 por cenlo do imposto geral.
Bilheles 5WW0
Meios 2--tr,0
Qaartos iKll)
Oitavos 6~
Decimos j>540
Vigsimos 8270
Pcxnansbuco 26 de marco da 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
ATTENCAO'.
nitelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello
em resolvido vender os sen bilhetes inteiros e cal-
as de'IOOJOOO para cima, a dinheiro a vista, pelos
presos abao declarados, observando que os tres pri-
meiros premios grandes sito pagos sem o desconlode
S por cenlo : os pretendentes podem procurar no
aterro da Boa-Visti n. 45, secundo andar, das 6 as !)
da manhaa, e das 3 as 6 da larde.
Bilhetes 5*100
Meios 29700
Qaarlos 18380
Oitavos 690
Decimos 560
Vigsimos 280
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Kan-
;el ii. 11, outlecontinua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico proco como be publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uleis.
Arrenda-se urna lo/a no alerro da Boa-Vlsla,
propria para qualquer eslalielcciuionlo, sendo con-
fronto a casuln Sr. Antonio l.uiz tioncalves Ferrei-
ra, e junta a ama loja de culileiro : os pretendemos
cnlendam-se no sobrado por cima da mesma leja, ou
na ra da Cadeia do Recite, sobrado n. 3, primeiro
andar.
Oflerece-se om moc,o brasileiro para escripte-
rio, o qual sabe bem 1er, esrrever e contar, e lem
alcuns preparatorios : quem de seu prestimo se qui-
rer utilisar annuncie por esta folha ou dirija-sc a
ra das Cinco Pontos n. 44.
Prcoisa-se alocar una prela ou um preln qne
saiba vender na ra qualquer venda ; pagase bem:
quem tiver para alocar, dirija-se ra do Oueima-
do n. 38, primeiro andar.
alASSA ADAMANTINA.
Bu do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnou, dentista francez, rbumba os denles eom a
masa adamantina. Essa nova e mar utios a com-
posioAo tem a vanlagcm de enchor sem presso dolo-
rasa 4odas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em poocos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e proroelte restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Pl'BLlCACAO'.
_ Acba-se no prelo c breve saldr luz urna
interessaute obra intitulada Manual do
Guarda Nacional ou collcccao de todas as leis,
regulameutos, ordciis e avisos concerueiites
a mesma Guarda, (amitos dos quaes escapa-
ram de ser mencionados as colleccoes de ;*
le): desde a sua nuva orgaoisacAo al 31 de <3
dezeinbro de 1854, relativos nao so ao prores-
so da qualificagao, recurso de revista, etc.,
etc., senao a economa dos corpos, organisa- 0
9 Sao por municipio*, batalhoes, companhias, @
de mappas, modelos, etc. etc. etc. subscre- ;:j
# ve-se a 5000 para os ssignanles, c -flOOOo @
ja) para os que no o forem : no paleo do Car- y
no n. 9, primeiro andar. m
CONSULTORIO DOS POBRES
-*-
O RUA
1 AHTDAK 50.
O l)r. P. A. Lobo Moscozo da consultas bomeopalhicas lodos os dios nos pobres, desde 9 horas da
manilla aleo meio dia, e em casos exlraordinarioa a qualqocr hora do dia ou no!le.
Oflerece-se igualmente para pratirar qualquer operar,", de cirorgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulher que estoja mal de parlo, e cujas circumstaiu ias nilo penniltam pagar ao medico.
m CONSULTORIO DO DR. P. 1. LOBO HOMO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina homeopathica do Dr. (1. H. Jahr, traduzido em por
luguez |ielo Dr. Moscozo, qualro Totumea encadernados om dous e acompaiihado de
om diccionario dos termos de medicina, ciruicia, anatoma, ole.
ole.
201000
eipcrimenlar a >'outrina de llahneinanu, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella : a lodos os
fazendeirose sonliores de onuenho que eslSolonge dos recursos dos medico: a tollosos rapiliesde navio,
que nina ou oulra vez nao podem (Miar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de KOI tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circiimstanrias, que iieui sempre podem ser prevenidas, sio obriga-
doa a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em mn enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambern til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um vol-
me grande, acnmpanbadn do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, ciruruia, anatoma, etc., etc., enrardenado. .'(jtHX)
Sem verdaderos e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passu seguro na pralica da
homeopalbia, e o propietario deate eslabelccimeiito se lisongeia de te-Io o mais bem montado possivi
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...............
Botica de 21 medicamentos cm glbulos, a 10, 125 e 158000 rs.
!!'!as ?' '.ir,os a.................. 2"*0
Ditas 48 ditos a.................. 2.">tMK)
Dilas 60 dilos a............... 30-3000
Ditas 144 dilos a................, w&M)
Tubos avulso .......................... loooo
r rseos de meia 0115a de lindura................... 21000
Dilos de verdadeira lindura a rnica................\ 2X100
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
oe e por procos muilo commodos. -
possivel e
88000
g 'LBLICACAO' DO UiSTITUTO 110 g
NLOPATIIICO DO r.ll.VSII..
THESOLHO IIOMEOPAT1IIGO
OU P
VADE-MECUM DO A
HOMEOPATIIA. O
Melhodo conciso, claro e seguro de cu- )
i


rar homeopathicumenle ludas as molestias lr*x
que affligem a especie humana, e part- "Sv
cularmenle aquellas que reinam no lira- I Ai
sil, redigido segundo os melliores trata- ."J
dos de houieopalhia,' lauto europeos romo '.'
americanos, e segundo a propria cuperi- 9i
encia, pelo Dr. Sabino Oleuario Ludgero J/
l'iiibu. Esta obra lie boje reconhecida co- '$/
rao a melhor de lodas qoe tralam daappli- (\
cacao homeopathica no curativo das mo- TrW
leslias. Os curiosos, principalmente, nao (Q\
podem dar um passo seguro sem possui-la e jl
consulta-la. Os pais de familias, os seubo- '59
res de eugenho, sacerdotes, viajantes, ca- tf,
pitaes de navios, scrtauejosclc. etc., devem 2L
te-la mflo para occorrer promptamenle a \^}
qualquer caso de molestia. *t
llous volumes cm brochura por 10*000 ^?
encadernados lloOOO (}
Vende-se nniramcnle cm casa do autor, ti
no palacete da ra de S. Francisco .M un- ^P
do Novo) 11. 68 A. ( I J. JANE, DEMISTA, |
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei- @
5* ro andar. i
Kaoes;3e3fese
Casa de consirjnacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Comprnm-se e receliem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de rommissao, lauto para a
provincia como para (ora dola, olleroceiulo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
COMPRAS.
Vende-se urna parte do sobrado sito
na ruado Vigario n. 17 ou Itypotheca-sc:
piem o pretender dirija-se a' ra Concei-
caon. 5.
Vendem-se chales de relroz matisados, ditos de
casemira bordados, dilos de merino: na ra Nova,
loja n. 4.
Yendcm-sc 2 relogios, sendo um patente in-
ele/. e oulro liorisonlal, ambos de ouru : qnem o
pretender, dlrija-se ra co Sebo r. .vi. Na mesma
casa preci-a-se deun prelo para lugar por me/..
\einle-sc urna casa iiici.i-igua, sita na ra no-
va do Destino, no liairro da Hoa-Visla, com seu pe-
queno quintal plantado : os pretendentes dirijam-sc
rua dos Martyrros n. 15.
Vendcm-se parreiras muscileis da melhor qua-
lidade possivel, em cisOea : na rua de S. Goncalo
n. 15.
Vcndem-=e 200 travos de quadadcs superio-
res, c de loara, de 40 50 palmos de eomprulo, e
100 envaines de loara : os pretendentes, dirijam-se a
Antonio Leal de Barros, na rua do Vigario n. 17.
Fumo cm folha.
Vende-se superior fumo em folha, fardos peque-
os, a 58000 a arroba, a dinheiro : nos rmaseos de
Rosas, na Ir.ivessa da .Madre de Heos n. 13, e na rna
doAmorim n. il, de francisco (iiicdcs de Araujo.
Vendem-se na loja de Nicolao Oadaull, rua
Nova n. II, chapeos de seda para senbora, os mais
ricos e modernos, chegados de Paris, pelo ultimo na-
vio.
Vendem-se 4 cscravas. sendo 3 crioulas, de 10
a 20 anuos, meia idade, ptima quilamleira : na rua de llorlas
n. 60.
(V m PECIinCIIV.
A 500 rs., a l,s, a is, e a 2^500 cada
urna peca de madapolao com toque de
avaria, a ellas antes que se ac bem : na
loja do Passeio Publico n. 9.
Vende-se a casa terrea de 2 portas o 1 janella,
na rua de Aguas-Verdes, lado da sombra n. 82, a
qual lem no fundo urna outra de porta c janella, e
um quarlo rom urna porla com frente para a rua de
llorlas, ludo cm chaos proprios, sendo a casa da rua
de Aguas-Verdes de paredes dobradas, propria para
levantar sobrado ; a pessoa que a pretender, dirija-
se a rua da Manuueiru n. 9, a ltoa-Visla, ou no
trapiche do algodao, que achara rom quem tratar.
Compra-se um sitio pequeo, que nao exceda
de 1:50,09 2:.">00S, sendo nos lugares Soledade,
Estancia, estrada de Joilo de Barros ou llelem, e que
(eiiba casa separada de oulra : quem o livor annun-
cie para ser procurado.
Compra-se sement de abarate c de sapoli :
quem liver annuneic, ou dirija-se a rua do Crespo,
laja n. 16.
Compra-se eflertivamriite brunze, lalao e co
bre vellio : no deposito da fundicAo d'Aurora, na
rua ilo llrum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundic.iu em S. Amaro.
VENDAS. ~~~
AIJANAK PARA 18SS.
Sabitam a' luz as olhinbas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agricola e industrial desta provin-
cia, corrijjido e acerescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da pra^a da Indepen-
dencia.
CAMBRAIAS VARSOVIANAS
A 4,500 0 CORTE.
Acaba de chegar um novo sortimenlo dos lindos
corles de cambraiaa Varsovianas para vestidos de sc-
nlioras, de goslo escossez, e se vepdem na rua do
Queimado loja n. 17 ao pe da botica, a Idilio rs. cada
corle, dinheiro a vista.
JoaoSalernoToscanode Almeida, mo-
rador no Rio de Janeiro, rua da Assem-
ble'a canto da rua da Misericordia, se en-
ea rrega de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: patentes de olliciaes
de linlia e da guarda nacional, cartas de
desembargadores, do juizes de direilo,
municipaes, remocoes dos dilos juizes,
breves de dispensa para casamentos e to-
dos os inis de que se baja mister pelas
secretarias, tbesouro e consellio supremo
militar, etc., etc. 0 mesmo Salerno se
cncairega dessascommissoes, urna vez que
se Ihe adiante os dinheiros necessarios pa-
ra esse im, corlo de que servil a' com
promptidao a todas as pessoas que quize-
rem ter a bondade efavor dse utilisarem
de sen prestimo.
Precisa-se de urna ama de Ieite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 26,
por cima da cocheira.
O abaiio assignado, offerece o sen prestimo a
quem se quizer utilisar para tirar guia do juizo dos
feilosda (alenda, lano da geral cmoda provincial,
por aquellas pessoas que pcssnaluienlcas njlo podem
tirar, e que com a mesma fazenda se achsm debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e rua cm que mora, nos lu-
gares segundes : Recito, rua da Cadeia luja n. 39,
rua da Cruz n. 56, paleo do Terco n. 19, rua do Li-
vraroento n. 22, praja da Independencia n. 4, rua
Nova n. 4, prora da Boa-Vista n. 24, onde so rilo
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o (im expendido, e na rua da Gloria n. 10 casa
do annunciante.Macariio de Luna Feire.
LOTERA M N. S. DE GUADELIJ-
PE DE 0LI\DA.
AOS 5:0005000, 2:0008000, E 1:0009000.
Corre iiidnbitavelmente quarta-feira 1]
de abril.
O cautelisla Salusliauo de Aquino l-'errcira, avisa
ao respeilavel publico, que os neos bilheles e cau-
telas estn isentos do descont de 8 por cenlo do im-
posto geral no acto do pagamento sobre o tros pri-
n eiros premios grandes, Arham-se venda as
ijas : rua da Cadeia do Itecife n. 24 e 4">, na
iraca da Independencia n. 37 e 39. roa do l.ivra-
nienln n. 22, ru.i Nova n. l. rua do Oueimado n.
38 o e ruado Cabugn. 11.
Bilheles SfSM recebera per inleiro 5:0003
Meios syeoo
Uuarlos 1>li0 u ,
Oitavos 72 u i
Decimos (KI i
Vigessimo 320 a
Na rua da Cadeia. do Becife n. :, primeiro an-
ilai, ronfronle o csrriplrlrio dos Sr-. Barroca & Cas-
'ro, despachiim-se navios, quer iiaciunacs ou eslran-
geir-ki, com leda a promplirfio ; bem como tirara-se
jiortes para fra do imperio, por prego* mais
commodos do que em oulra qualquer parte, c sem o
menor Irabalho dos pretendentes, que podem tratar
das 8,da manh.la as 4 horas da larde.
K 2:5003
l( I250S
II 0869
II MO*
II 2509
g Para acabar a 8*000 rs.
j Chapeos de seda para senbora guarnecidos
j de bico de blond, llores e plumas a 83 cada
jj um : na rua do Crespo, loja amarella n. i. S
m!$&&3S&>9& 3$; B>5
Vende-se um cabriolet inglez. o
preco agrada ao comprador: a tratar na
rua do Collegio, armazem do agente ile
leiloes, Marcolino de Itorja Giraldes.
Na rua do Amorim n. il, vendem-
se osseguintes gneros, os mais superiores
que vein a este mercado e por commodos
precos:
Vinho muscatel em barr de 3 a Ocanadas.
Cbampagne.
Cha' de San Paulo, caixasde 2 a 20 libras.
Chocolate rancezr.
Garraops com cevadinha.
Garraloes com sag.
Estatuas para jardim.
Vasos para jardim e cemiferio.
Galoes, trinas, espiguillia o volantes para
armadores.
No escriptorio de Francisco Severia-
no Habello & Fillio no largo da Assemble'a,
vendem-se saccas minio grandes com
muito bom farello ebegado agora de Lis-
boa.
POB SEDULAS VELHAS A 3000 c 4S000 O
PAB, QUEM DEIXABA' DE COMPBAK.
A moda, pechincha de bor/.eguins e sapalos de
lustre Irancezes para bomem, ditos do bezerro e de
lustre de Nanles, lano para homem como para me-
nino, muilo proprios para a eslacao presente, nlm
disto um novo e completo sortimenlo decalcados de
todas as qualidades, lauto para homem como para
senliora, meninos e meninas, ludo por preco multo
commodo, a troco de sedlas volbas : no a'terro da
Boa-Vista, delimite da noneca n. 14.
Vendem-se na loja da rua do Orespo n. 3, as
fazeudas abaiso mencionadas, que, por sua boa qua-
lidade e mdicos pi ecos, merecem a altcin-ao do pu-
blico.
Chapeos de sol de seda a 5.3OOO
Cassas de diversas cores, a vara (io
Chales de lila cora barra a 63500
Meriu-setim prelo, o covado 13100
Cortes de casemira de cores a 53000
Vcndcm-sc lencosde fil de lioho de 3 ponas,
a 500 rs. : na rua Nova, loja 11. 2.
Veos de filo de litado a 33UO0 : na rua Nova
n. 2.
Castiracs de vidro lapidados, um par
Ditos de bronze
Candiciros para sala
na rua Nova n. 2.
UMA POB 103000.
Casacas de pauno prelo, ditas de cores a IO3OOO :
alraz da matriz, loja n. 2, rua Nova, dinheiro a
vista.
Golletes de seda de cores, dilos para meninos,
por I3OOO : na rua Nova, loja n. 2.
UM FBASCO POB I3OOO.
Vende-se o verdadeiro vinagre aromtico, que ser-
ve para limpar denles, tirar pannos do rosto, ama-
ciar a pelle, tirar caspa da cabera, e oulras muilas
virtudes que tem esle vinagre : oa loja h. 2 da rua
Nova, alraz da matriz.
Vendem-se 2 molequesde idade do 14 a ISan-
nos, e urna escrava quitaudeira, de boa conducta :
na rua Dircila 11. 3.
Biqoissimos cortee de chaly de seda do novos de-
seabas c cores delicadissimasi por preco rommodo :
na rua do Queimado loja n. 17, ao p da botica.
LA'A ESCOSSEZA OU MELPO-
MENE, A 320 0 COVADO.
Vende-se, por bases porcao desla fazenda propria
para rotipes c vestidos de seulioras e meninos, pe-
lo barato prero de urna pataca cada covado : na rua
do Queimado loja n. 17, ao pe da botica. Esla ra-
leada be de muila .lurac.io, e nunca se vcudeu por
(ao lia ralo prec,o.
ALPACAS DE QUADROS E DE
USillAS DE SEDA A 400 E
500 RS.
r Vende-se por este baratissimo prejo para liquida-
jo de contas, na rua do Queimado loja n. 17 ao
pe da bolica. assim romo urna porc.io de cassas
Irance/.as linase de cores ti xas a 320 o 400 rs. o co-
vado.
RISCADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.
Vende-se na rua do Queimado loja n. 17 ao p
da botica, riscados oscuros com lislras de seda, pro-
prios para vestidos c roupes para seulioras e me-
ninos, pelo barato proco de nina pataca cada cova-
do, para uliiinacao de coutas.
Chapeos francezes para homem a 63000
Leudos de seda para senbora a 13280
Dilos de dila para grvala a 13000
na rua Nova n. 2.
Vendcm-se sarcos com feijflo mulalinho, che-
gado do Aracaly, muilo novo : na taberna da rua
das Flores n.2], confronte ao porto das canoas.
Vende-se cera de carnauba cm maiores e me-
nores porc,es : na rua do Vigario n.
Vende-se um cscravo
do Pilar n. 141.
A PECHINCHA.
Na roa do Crespo n. 13, ha para vender ricas co-
berlas de chita sem costara a '3500 cada urna, cha-
les do luquin, e muilas mais fazeudas que s a vista
dos compradores so dir o pre;o.
Vende-se um cavallograudo, novo, bom an-
ador, bonito, capado: a ver e tratar na rua do Col-
egio o. 10, lerceiro andar.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Becife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de A asusto C. de Abreu, ejoti-
nuam-se a veuder a 83000 o par (proco lixoj as j;i
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba feilas
pelo hbil fabricanle'que fui premiado na es.iosicao
de Londres, as qu.ies alcm de durarcn extraordina-
riamente, niose seiilciii no rosto na aeco d coi Mr
vendem-se com a rondicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolvc-las al 15 diasdepois
na compra reslilnindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para unbas, feilas pelo mes;
mo fak'icanle.
e una escrava : na rua
25000
2^000
(30U0
chales.
Chesou pelo paquete ingles urna fazenda inteira-
mcnle nova,toda de seda,campo assrlinado com qna-
dros largos e de lislras, o mais lindo possivel,ullimo
gosto em Paris. rom o nome Sebastopol, vende-se
nicamente na loja da rua do Queimado n. 40, pelo
diminuto prreo de 13200 o covado : d.lo-se as amos-
tras com penlior.
FARINHA DA TERRA.
raVendem-se saceos com latinba da ter-
pi nova e bem torrada, arroz de casca e
lado: na rua da Cadeia do Becife n. 23.
CORTES DE SEDA A 16,000.
Vendem-se corles de seda deqoadros. com 17 eo-
vados, pelo barato prec,o de 16$000 : na rua Nova,
toja nova 11. 4.
CHAPEOS PARA
SEN HORAS.
Vendem-se os mais modernos eeleganles chapeos
de seda e blond, para seulioras na rua Nova, loja
11. 4, dejse l.uiz Pereira Jnior.
PALITOS FRANCEZES
\ endem-.e patos francezes de alpaca prela, pelo
barato preco de 83OOO e 103000 : na rua Nova, loja
n.4.
Vendem-se 2 escravas crioulas, sendo urna com
um filho de 20 mezes. sabem coser, engommar, la-
var, ele. : na prac.a doCorpo Sanio, armazem n. 6.
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na roa do Crespo.loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobcrlores oscuros, proprios para
escravos, a 720, dilos grandes, bem cncorpados. a
13280, dilos brancos a 13200, dilos rom pello mi-
ando os de la a 13280, dilos de lila a 29400 cada
m.
Em casa de Timm Momscn i\ Vmas-
sa, piara do Corno Santo n. 13, lia para
vender :
Um sortimenlo completo de livros em
naneo de Hamburgo.
Lonas da Russia de superior (iiialidade e
por prero muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dillerentcs qualidades.
Alisintbe ecberiy cordeal de superior q na
lidade.
Vinho de cbampagne da marca afamada
Faure pre ils.
Chocolate francez.
Pianos tnusicaes e bori^ontaes.
Vcnde-se ama parda de22 anuos, de oplini
conducta, com nma cria muilo linda de 8 mezes, o
motivo da venda se dir ao comprador : a tratar na
rna da Santa Cruz n. 8(i, das 9 horas da muiiha ao
meio dia, e das 3 da larde as 6.
CARNE.
Vende-se carne viuda do Ceara "a roa do Quei-
mado 11.14
Vendem-se uvas muscalcis de rheiro : na rna
do Pires 11.50.
MANTELETES PRETOS PAItA SEMIORA.
Vendem-se manteletes proles de fihi de linbo bor-
dados, polo barato preco de (LtOOO rada um ; na loja
de 4 portas, na rua do Queimado n. 10.
Veddem-se mantas prelas de fil para senbora
a 5.3OOO. meias prelas de sedaajiara senliora a 13000,
his protos bordados de seda a H3OOO : na luja de 4
portas, na rua do Queimado n. 10.
Sedas de cores.
Na loja de 4 portas da rna do Queimado n. 10, ha
para vender um completo sortimenlo de corles de
soda de coros, com habado., assim como sodas lisas
forla-corcs, ludo por proco muilo commodo.
Manuel Tavares Cordciro lem para vender fu-
mo para charutos de todas ai qualidades. sigos cum
cbampagne en garrafas, c meias, do melhor autor,
e oulros mais seeros : no armazem n. 18, na 1ra-
vessa da Madre de Dos.
Camisas para senbora.
Vendcm-se camisinhas de fina cambraia, borda-
das, c rom mansuilos: na loja de 4 portas, ua rua do
Queimado 11. 10.
CLISE A PONPADOIR.
Chegou pela sGenevIeves urna fazenda inloiramcn-
tc nova, toda de seda, campo arrendado, com qua-
dros largos elis'tras asselinadas, oucanladora visla, c
ultimo gusto em Paris, com o nome lase a Pompa-
dour : vende-se tnicamente na rua do Queimado 11.
19, pelo baratissimo preco de 13200 o covado ; e
dAo-sc amostras com penlior.
Vende-se muilo em conta, para pagamento, o
engolillo l'na da comarca de Santo Anillo, distante
da oidade da Victoria 2 leguas, e 8 do lente, muito
porto da entrada nova de Santo Anlao. o seu terreno
que he sullicitnlc para aafrejar-se 3,000 pfics an-
nunes, he de grande prodcelo, com oxcellenles
mallas, e ricas uiadeiras de coiislruccao ; o engenho
be levantado sobre fortes pilares de podra o cal,
me com roda d'affBie, cujo acude abunda de bOBS
pcixes, lem casa de purgar,encaixamonln com 2 bous
balcoes de correr, serrana movida a agua, di-nlacao
de cobre ele, para dislilar agurdenle, tanque de
madeira para mel, boa e espa^osa casa de vivenda,
e mais obras necessarias ao engenho. He vendido a
visla da escriplura de perinola, ede seus marros res-
pectivos : quem pretender, dirija-se a rua da Cadeia
do Kccife, loja n. 40, ou 110 convenio do Carpa-) a
fallar com o Rvm.Sr. Kr. Lino do Monlo Carmollo,
e no mesmo engenho cima, uu 110 ciigonlio Aguas-
Claras de Urucu'.
Vende-se urna sorle de Ierras no municipio do
Pilar, da provincia da Paralaba, que principia da
extrema do engeiilm Paralaba, segaindo pola estrada
que val do mesmo engenho para Guarabira, comprc-
hendendo os sitios Carhoeira, Podra. d'Agua, Sapu-
caia, Conejo, Massaranduba, Rio Secco e parle da
aldeia, com a lalilude da mencionada estrada para o
norte, e conliimiilo com os rios adjacenles, pola
quantia de 4:500)000 por que foi avahada no inven-
tario que ltimamente se procedeu ilo extincto vin-
culo do morgado S. Salvador do mundo : quem pre-
tender elTectuar a compra dos mencionados terrenos,
dirija-se ao engenho Velho, 110 municipio da capital
da mesma provincia, ou ao eugenho Hoa-Visla, no
municipio de Mamanguapo, a tratar com seu pro
prictario o coronel Francisco Antonio.de Aimeida e
Alliuqnerque, certo de que fara negocio bastante-
mente razoavel e vanlajoso.
ROMANCEF.
Vendem-se os seguinles romances: de A. Da-
mas, o cavalleirn d'llarmental por .'I3OOO rs., lieos
Dispoe por G3000 rs., de Paulo de Kork sem grava-
la por 23000 rs., de E. ha, a buena-dicha por
23500 rs., a Cabana de lio Tbnmaz por 23000 rs. :
na praca da Iudcpendeocia ns. 14 e 1G.
CASEMIRA PRETA SET1M A
5,503 0 CORTE.
Manas prelas de blond a
Panno prelo muilo fino a
Sarja prela lavrada
Selim prelo maro
Sarja prela hespaiibola n
INobreza prela portugueza
Alpaca pretil de luslre i)
Lencos de selim prelo
Lavas de seda prelas o
Vendem-se na rua do Queimado cm frente do
becco da Congregaran, passando a botica a segunda
loja 11. 40, dao se as amostras com penlior.
NOVAS INDIANAS A 400 0
COVADO.
\ endem-se na loja de llenriquc & Santos, na rua
do Qneimado n. 40, as novas indianas escorozas pe-
lo diminuto prero de 400 o covado :dao-sc as amos-
tras com penlior"
Vendem-se quartinhas da Itahia de lodas as
qualidades, por preco commodo : ua rua do Vigario
n. 8, taberna de Joao Simoes de Almeida.
ProNeriiiia.
Chesou pelo ullimo navio ftanrez urna fazenda
inlorameiile nova, toda de seda furia-cores, com
quadros largos, e a mais linda possivel ; vende-se
nicamente na loja de Henrqae minuto preco de'HHI rs- a covado : na rua du Quei-
inadu n. 40, e dao-se amostras rom penlior.
Venrlc-se cebla de Lisboa para acabar a 19500
omolho, a dinheiro ou n preso, conforme se tratar :
na rua do Queimado n. 38, primeiro andar.
CHAPEOS PARA CRIADOS.
Acaham de chegar a praca da Independencia loj
de chapeos ns. 2V a 30, chapeos oleados para pa
de muilo boa qualidadee modernas ferinas, r
CHAPEOS PARA SEMIORA.
Vendem-se por commodo proco, suporfinos cha-
peos de seda c palha pira senliora. rom ricos enfei-
tos, e dos mais modernos venda nn mercado
na prafa da Independencia loja de chapeos, de Joa-
quii de Oliveira Mata.
NA UVA DO TRAPICHE N. 8.
Vendem-se cadeiras americanas de balanoo, obra
muilo boa e de gusto, e vellas de esponnarete pro-
prias para bailes c Diestros, ludo por barato preco.
IO.-sIHK)
33200 o covado.
23200
23700
I3(i00 s
13WI0 a
600 n
19600
IjOO
JL
DE MOLLAS.
JL
Chegaram pela barca GUSTAVO, chapeos de
molla de superior qualidade c elruanlos Cormas,
bem romo chapos de castor brinco e prelo, ditos
de seda de forma mo lernas e exiollento qualidade,
os quaes se venden! por proc,o razoavel: na praca
da Independencia loja de chapos de Joaquim de
Oliveira Maia ns. jMj a 30.
FEI.IA) MILATINIIO.
Na rua ilo Amorim n. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha superior feij.io mulalinho em sac
cas por precos razoavuis.
8
8
8
S
9
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
cha como para palito.
Vende-se bnm francez de quadros a 040 a vara,
dito a 900rs., dilo a 13280, risrado de lislras de cor,
proprio para o cwtmo lim a ICO o covado : na rua
do Crespo n. (i.
Vcnde-se *ojn balanca romana cum todos os
stns porlonres.cn bom uso e de 2,000 libias : quem
pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazsm n. 4.
FUMO El F0LH.V.
Na ria do Amorim n. 39, armazem de Manoel
loe Santos Pinto, ha muilo superior lomo om folha
para fa/er chai utos.
Ci^^^^@-@-S@'s5^l^
Vende-ce superior sarja piola (&
liespanhola. S
Bcngallas linas com lindos cas- *
toes *j*
Meias de seda brancas e prelas w
para senliora. <*?;
Setim prelo macan paiacoll- tt
tes e vestidos. (^>
Chales de crep,bordados ees- fe*
lampados. /.
Saias brancas bordadas para se- a
nl.ora J
Vestidos de cambraia a Pon'- *J
g padotir. tt
^ Charutos Lancciros. (J?)
<^) Papel pintado para forro de &J)
sala. > S
Jk Chocolate tancez muito supe- gjv
j% Agua de flor de larania de muito w
9 boa qualidade. g
w) No armazem de Vctor Lasne, w
($) rua da Cruz. n. 27. Na ruado Trapichen. 1G, escriptorio
de Bi andera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em cacas sortidas, mui-
to proprio para torrar chapeos.
Papel atmaco e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzcs de fcitto ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade conimum, com o competente sec-
cante.
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE HYGIE-
NfCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-lino. '. 800 a lib.
Superior. 6M)
Fino.....500
ROLiO' FRANCEZ
Chesou de iiiivii e se acha a venda a deliciosa pi-
tadai desla rollo francez, e so e encontrara na rua
da Cruz n. 2(i, escriptorio, na loja do Cardeal, rua
larga do Rosario n. 38, e na de Manoel Jos Lope,
na mesina rua n. M).
Moinhos de vento
eom homlias,|e repino para regar horlas e baixa,
decapim, na fundicaOde IJ. W. Iluminan: na rua
do llrum ns. 6, 8 e 10.
Vende-se urna porcao do fumo, proprio para
cigarros, por preco commodo : na praia de Santa
Kila, dislilac;ao doJFranca.
Vende-se urna carroca com arreios para caval-
lo, muilo iii.iiioua c conveniente para servido de al-
mim sitio : na Praia de Santa Rila, ilislilac.lo de
tranca.
Manuaes de missa e de confissao.
Vendem-se por proco muito favoratel : na casa u.
6 da rua do Trapiche Mato.
Vcnde-se urna mesa de jacarando de meio de
sala, por prero muito em conta ; na rua Dircita n. >.
Vcnde-se arroz pilado branco, cm saccas. a
IAHKX), cm arrobas a 29000. e mais baixo a IjiGOO a
arroba : na rua liireila 11. 2.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a rrla-
Iho, no armazem da ruada Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriacs por preco mais em conta.
CAL DE LISBOA A 4*000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 4$000 por cada urna : na rua do Tra-
piche n. 10, segundo andar,
FAKINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 16 do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes &C, na rua do
Trapiche Novon. 10, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a Ti.sOOrs- a sacca ; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacoine,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. (i, segundo andar.
SARJA FRETA E SETIM
MACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. (i, vende-se superior
sarja hespanhola. muilo larca, pelo diininatn preco
de o-s;j)i( e 2.3600 o Covado, setiin macan a 2?S()d"o
3tVMM)o corado, panno prelo de :fcji0O0, 4000, 3OOO
e (ApOOO o covado.
PARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas rpte tem um alqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes S C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
CEIEHTO ROIANO.
\endc-sc superior cemento em barricas crandes ;
assim como lambcm vendcm-se as linas : alraz do
Iheatro. armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas ejaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina qoe
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendcm-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. KellertC, na rua
da Cruz n. 53 lia para vender e.xcel-
lentet piano* vindos.ultimamcntede Ham-
burgo.
A H'000, 2k.">00 c 5*000.
Vende-se melpnmcno de dn.is iMssstsa com qua-
dros arhamalolados para vestidos do senliora a 15 o
onvado ; selini prelo Macan, encllenle para voli-
dos a &} o covado; lencos de cambraia de linho li-
nos burilados e lucos pola beira a .">? cada nm ; cam-
braia de liuho lina a ."i^ a vara ; asim como diver-
sas fazeudas por commodo proco : na rua da Cadeia
do Rccife loja da esquina u. 50.
Vendc-se 11111 terreno de -Y) palmos de frente c
l.'iO de fundo, silo na rua do Sebo, bairro da Hoa-
Visla, do lado do sul, minio proprio para edilicar
urna boa casa oo inialipier eslatielecimenlo, por ser
no ttasar mai- alio da dita rua : a fallar na praca da
Boa-Vista u. 6. botica.
Vende-se elFectament alcool de 36 a 40
graos
cm pipas, barris 1111 caadas : na Praia de Sania Hi-
la, disiilarao de tranca.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
VIKOS PARA VIDAACAS.
\ endem-se em caias, em casa de Barlhoroca
Francisco de Sou/.a, rua larga do Rosario n. 36,
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhi
cm Santo Amaro, acha-sc para vender
moendas de cannas tixlasde ferro, de mn
rnodello e construeco muito superiore
Vende-se muito bu,n Ieite : na rua Direita
120, priineiro andar.
Na rna do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barra f.'ni-
tidao.
Familia de mandioca.
Vendc-sc saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pe eir de
Mello no caes da alfandega, e para por-
coes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche 11. 1 \.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES l)E TO-
DAS AS QUALIDADES.
Coberlorcs oscuros a 70 rs., dilos grandes a 12-200
rs., ditos brancos de alsodfode pello e sem elle, a
milaco dos de papa, a I --'00 rs. : na loja da rua
"o Crespo n. C.
PARA A CUARESMA.
Sarja pela hespanhola de primeira qualidade, sc-
lim prelo muilo superior, rasemira prela franrrza.
dila soliin, velludo prelo superior, panno prelo min-
io uno, ruin lustre e prova de limilo, c deonlras qua-
lidades mais abaixu : vendem-se na rua du Crespo,
luja da esquina que volla para a cadeia.
Veidem-*e|sseeas com milho, por 380001.: no
eirriplorio da rua das Laranneiras n. 18.
URDO SORTIMENTO DE CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortimento de cal-
cado para senbora, que pela sua qualida-
de e preco muilo deve agradar nssenho-
ras, amigas do liom e barato: os precos
sao os scgifintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de muro de lustre. 1.S700
llorzegiiis com salto para senbpra. 7>fMQ
Ditos todos (aspeados tambem com sallo
parasenhora. M500
Sapatos de cordavao de muito boa quali-
dade. 1 ,s 100
Itrunu PraegerA C, lem para
vender em sua casa, rua da Cruz
n. 10.
Lonas da Russia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Chai utos de I la vana verdaderos.
Ceneja Ilamhurgueza.
omina lacea.
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a prec.0 commodo ;
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Baslos Ir-
inaos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton S C, na rua de Scnzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Caudieirosc casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglczas.
Fo de sapateiro c de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barril de graxa n. 97.
CEMEMO ROMANO BRANCO.
V ende-se cemento romano branco, chegado asora,
de superior qualidade, muilo superior ,10 do consu-
mo, cm barriras c as linas : airan do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinlin.
NMNHMtWMMfMMfl
RUA DO CRESPO N. i $J
& Vende-se ncsla loja superior damasco de aj
soda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, fjt
por preco razoavel. $g
$;Scfc*-3S8:i;eiSa|
Taixas pare engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
|f> POTASSA BRASILEIRA. $
() Vende-se superior potassa, fa- (jfik bricada no Rio de Janeiro, che- *ft
'ft 5at^a i'ecentemente, recommen- /^
2k da-se aos senhori-s de engenlios os ,
X seus hons ell'eitos ja' e^perimen-
w tadi ujm rua daXtU*-n 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito continua a ser na rustica de Bar
lliolomeu Francisco de Soasa, ns rua larga do Rosa
rio n. :i6 ; garrafas grandes500 e pequeas 33*000
niPOSTANTE PARA 0 PUBLICO.
Tara cura de phtisica em lodos os seus diflrentes
eraos, quer motivada por couslipaceit, losse, aslh-
ma. pleuriz. escirros de sangue, dor de coatados e
peito, palpilacao no coraco, coqueluche, hrnnchite
dr una garganta, e (odas as molestias dos orgos pul-
monares.
-
ttc
ompanhia.

tt&.&s$-^$$t>9
\'ende-sc eicellonle taboadoate pinho, recen
temente chegado da America : narui de Apollo
trapiche do Kerreira. a entender-sc coir o adroiuis
rador do mesmo.
AOS SENIIORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berln, empregado as co-
lonias injjlezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acba-se a venda, em latas de 10
libras, junto com omethodo de emprc-
;a-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bicber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chtisto.
Sahioaluza 2.a ediran do livrinlm denominado
Devolo Chrisino,mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria 11. 6e 8 da prar;a dt In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz. o novo Mez. de Maria, adnplado pelos
reverendissimos padres capucliinhos de N. S. da l'e-
nha desta cidaile, augmentado com a novena da Se-
nliora da Cniu-cicni, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do llom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da praja da
independencia, a 1&000.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
cicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tildo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vendem-se ricos e modetnos pianos, rccenle-
mciilc chegados, de exccllciites vozes, e presos com-
modos em rasa de N. O. Bieber A. Companhia, rua
da Cruz, n. h,
Venden-.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O- Bicber & C rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de Ierro batido
e coado, de todos os lamanhos, para
dito.
Vende-se nm cabrolel com cubera e os com-
petentes arreios para um csvallo, ludo quasi dovo :
par ver, no alerro da IJoa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segero, e para tratar no Itecife rua do Trapi-
che u. I i, primeiro andar.
M
%
6
Depositode vinho de cham-
9 pagneChateau-Ay, primeira qua- $
fy lidade, de propriedade do conde Sk
ftji de Marcuil, ruada Cruz do Re- *M
rA cife n. 20: este vinho, o melhor 4*
^a de toda a Champagne, vende-se
JJ a 6S000 rs. cada caixa, acha-sc
' nicamente em casa de L. Le-
W comte Feron <5 Companhia. N.
K B.As caixas sao marcadas a fo- $)
%f goConde de Marcuile os ro- i
|b lulos das garrafas sao azues. &
Potassa.
No anliso deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio 11. fS, vende-sc muilo superior polassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que be liara fechar conlas.
Na rua do Va ario n. lil primeiro andar, lem a
venda a superior llanclla para forro de sellius che-
gada recenlcmeutc da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Itecife, de Henry Cihson, os mais superio-
res relutios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos. *
Vende-se o Chauveao, Theono du (aide Penal,
ullima edi^o om II volumes, inlciramenle novo, por
:iti.">iKK) rs. : na rua do Collegio 0.3, pumeiro audar.
VENDEM-SE SEMENTES DE ORTAUCAS
de todas as qualidades.rhegadas ltimamente: na roa
da Cruz do Kccife n. t!.
la melhor qualidade: vende-se
cm casa deBrunn Praeger&C,, rua
da Cruz 11. 10.
FKASCOS DE VIDBO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
l'endtm-te na botica de Barlholomru Francisco
de Smca, rna larga do /{osario n. 3t>, por menor
preco que m outra qualquer parle.
Batatas
ebegadas no brigue oTsrojo le: no armazem de Tas-
so i.\ I nn aos.
Vende se um jumento c urna jumenta, prji-
ma a parir, por preco rommodo : na rua do (Juei-
madb, loja 11. l.
se ss $*-#*
Bom e commodo, para as familias,
li Cassas de core fia e de gostos moile mo-
Aj demos, pelo baratissimo prero de 240 rs. o
covado, um completo sortimenlo de lodas as 41
M fazeudas por menos 10 e 20 por cenlo ilo sen
9 valor, por se ler comprado urna gratule iior- W
g (Ao dellas, de urna loja qoe lindou : lem nm
aj gratule e completo sortimenlo do- pannos pre- 4t
;;. los c rasemiras prelas, para lodos o presos : 9
j}j na rua do Oueimado, loja do sobrado ama- 9
u relio n. 29, de Jos Moreira Lopes.
w-afw &
_______GOMMi.
Vendem-so saccas rom gomma muilo alva : na
rua du Queimado n. 14,
FRESCAES OTAS
> endem-se ovas do serbio, por prec,o commodo :
ua rua do Queimado n. I .
Pechincha i-uals na Ca-
lifornia, ou no Passeio
Publico 11. 9
Vendem-se pecas de ma-
dapolao a 300, [$, 2^ e
2^500 rs., a ellas antes
que se acabem, pois osf re-
g ezes sao mu tos e a fa-
zenda he pouca.
Vinho PRR,
em barris de 5 cm pipa : vende-se em rasa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Kecife u.S8.
Capcos Huertos.
Chegaram a loja e fabrica de chapeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, os desejados chapeos de
palha ariendados para homens e meni-
nos, c ipiese vendem por preco mdico.
vN
/

ESCRAVOS FGIDOS.
Em 31 de marco pelas quatro horas
da tarde, ftifjo o mulato Manoel, idade
1 Oannos, altura regular, rosto redondo,
cabellos crespos, olhos pardos, nariz e
bocea regular, sem barba e com um sig-
nal na face direita, levando vestido calca
(le castor escuro de quadros, presa na cin-
tura por urna correid, camisa de algoduo-
zinho com listras azues echapeo de pa-
lha novo. Este esetavo foi comprado
nesta praca a Joaquim Alves de Lim:i,
de Grvala', c sofl'reo mal de gotta, de
cujo mal foi atacado na vespera do dia em
que desappareceu, c do que resulto ir
com a camisa bastantedilacerada. Quem
o appiehender pode leva-lo a' rua do
Crespo loja do Sr. Ferrao, ou a rua do Vi-
gario 11. 5, que sera' gratilicado com ge-
nerosidade.
ESCRAVO FGIDO.
Em 28 de marco pelas 7 horas da noi-
te. desappareceu o escravo Domingos,
natural do bonito, com os signaes seguin-
te : altura regular, cor preta, cabellos
carapinhos, -osto redondo, naris chato e
denles limados; levou vestido calca de al-
godaozinho com listras azues. camiss de
chita cr de rosa e sem chapeo, ou talve/.
um de como que no mesmo dia desappa-
receu pertencente a outro escravo. Este
preto he muito conhecido, nao s pela
manidao com que falla, como lamlicm
pela grande quantidade de pannos que
tem no rosto e peitos, originados de ve-
nreo de que se estava curando, como se
pode examinar pela ferida que tinha na
verilha esquerda e com cuja peina deve
coxear : quem o apprehender pode le-
va-loa rua do Vigario n. 5, que sera' gra-
tilicado com generosidade.
Desappareceu no dia 12 de junho do anno pas-
sado, da fazenda do Cordelo, na provincia do Rio de
Janeiro, o escravo pardo, de nome Marcelino, esta-
tura regolar, magro, cabello no muito crespo, olhos
resillares, nariz afilado, bous denles, com principio
de barba, idade 20 annus, pouro mais ou menos,
com uros (erida na perna esqii'rda ; levou 2 calcas
de algodan a/ul j.i usadas, 2 camisas de alcodao
americano, 1 japona de fuslilo, 2 manas de alcodau
de Minas e 1 chapeo de lebre usa.lo : quem o (tesar,
love-o a Francisco Kiheiro Pires, na rua Fui musa,
que ser gratificado generosamente.
CEM MIL RES DE GRATTF1CACAO".
Desappareoed no dia fl de dezembro do anno pro-
simo passado, Benedicta, de 1i anuos de idade, vo-
sa, cr acaboclada ; lovuu nm vestido de chita com
listras cor de rosa ede caf, c oulro lambern He od-
la bramo com palmas, um lenco amarello no pesro-
00 j dosbotado: quem a apprehender rondiiza-a a
Apipuco*, noOilciro, em casa de Jnilol.eilc de'Axe-
vedo, ou 110 Recite, na praja do Corno Sanio 11. 17,
que receber a gralificai,;lu cima.
I'EKfi. TYP. DE M. F. DE FARIA. "1855.
1
MiiTiinnn


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