Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00948


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Full Text
ANlO XXXI. N. 77.
Por 3 mezes adiantado 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 3 DE ABRIL DE 1855.

Por armo adialtado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
CX'CARREUADOS DA SUBSCRIPTAS
Recito, o preprietario M. F. de Farra ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Martn*; Hahia, o Sr. I).
Iiuprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Paralaba, o Sr. Gervazio Viclor da Natni-
dade ; Natal, o.Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaty, oSr. Antonio del.emos Braga;Cear, o Sr.
Virlnri ano Augusto Borge* ; MarauhAn, n Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauliy, o Sr. Domingos
II ere ulano Ackiles Pewoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 d. por lt?.
Pars, 30 rs. por i f.
Lisboa, 98 a OO por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aojos do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bebe ribo ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
met.u;s.
Uuro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 velhas.
de 65400 novas.
de 49000. .
Puta.Patacesbrasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
299000
169000
16000
9*?000
19940
19940
19860
PARTIDA DOS COHREIOS.
Olinda, todos os das.
Caniai i. Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex cOurieury, a U e 28.
Goianna c l'arahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PUF.AMAR DE HOJE.
Primeira s 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s horas e 42 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commeicio, segundase quintas-feiras. |
Relacao, terjas-eiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas. |
1* vara do cive!, segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao mcio dia.!
Ab:i
EPIIEMERIDES.
2 La cheia aos 8 minutos e 36 segun-
dos da tarde.
9 Quarloniinguante as 7 horas, ^mi-
nutos c 39 segundos da tarde.
16. La nova a l horas, 16 minutos*
36 segundos da tarde.
24 Quarto cresecnte as 3 horas, 37 mi-
nutos 40 segundos da manha.
V,
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do la 24 de marco.
OlHcieAo Exm. presidente *as Alagoas, decla-
raudo era reposta ao sen ollicin de 26 de feverciro
ultimo que, segundo informou o marechal comman-
danle da* armas, perlencc ao-9." balalhan de infan-
taria o soldado desertor Romualdo Jos Fcrreira, de
que trata o seu citado cilicio, e deprecando a expedi-
rn derdens, para quo teja o mesmo desertor en-
viado para e*ta provincia.
DitoA todos os Exms. presidentes de provin-
cial, enviando doas ejemplares do rclalorio, que
apresenlora a assembta legislativa desla provincia
por iccasiao da abertura de sua sessao ordinaria do
torrente auno.
DiloAo Exm. presidente das Alagoas, (ransmil-
tindo o conhecimento, do qual coma haver o com-
mandanle do vapor 1 ocantins Gervasio Mancebo
recebido na thesouraria provincial 16:000$ para se-
ren entregues i S. Eic. aim de serem applicados
ao pasamento das madeiras contratadas para a pon-
te provisoria do Recite.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
metiendo, porl copia, o officio do commiiiidante
do presidio de Fernando, e rerommendando que
envi para alli, ser entregue ao referido tom-
mandantc, o ilinheiro que julgar necessario pa-
ra oecorrer as despezas do sobredilo presidio, apro-
veilando S. S. para seroelhante remessa a barca
riamaiac, qae .'tem de seguir para aquella ilha
coa estila pef"~arahiba no dia 26 desle mez.
HleAo m no, remetiendo copia do aviso da
guerra d$ 13 d e mez, commnnicando ler sido aug-
mentado com 3 :2509 o crdito abertJ a esta pro-
vincia no corre eexerccio, sendo incluido nesta
quanlia o que ce houver dispendido em conso-
queocia de orde desta presidencia por coula das
rubricas mencioi das no dito aviso.
Lo presj ente do eonsclho administrativo,
o que compra 50 saccas de farinha,
'adas para o presidio de Fernando
'raed, entendendo-se S. S. com o
a eslarao naval sobro o embarque
Ofletou-se respeilo ao referido
recornnMndan'
para seren ei.
na barca lan
commaodanle
dessa farinha.
commaodanle.
DitoAo l)r
de seguir no i
ehefede polica, dzendo que leodo
a 26 do corrente para Femando a
barca de guerr tamarac, e podendo ser nella en-
viados doje sen raciados, ctimpre que S. S. ollicie
ueste sentido a juiz municipal da primeira vara
para que enve esta presidencia as guias dos que
forera designad i /para *ntmfcr oaquclle navio
i;,. ... j___..=___...,"*rr:
por qurstes inui complicadas ou por coujurarocs
Ao coi mandante da estafao naval, recom- JcajQadas pchjs. uanidu. -O ttemonle c a propria
mendand a c>
^conaswndjBls d..
so orara da faze
expediente, afini
livo inspector ti
Fernando. Ofl
de fazenda.
DitoAo insp<
rando-o do haver
lirio de marinha
dos gneros forne
sustento nao so
que ltimamente
de Femando no pa
que dall regressar,
le as' erdeus de qu
DiloAo mesmo
recrutade .nariiih;
ter apr escolad
;
,edir3o de suas ordens para que o
Varea I tamarac se dirija i thc.
a no dia 26 do corrente i hora do
e recebur o dinheiro que o respec-
t de enviar para o presidio de
iou-se ueste sentido i thesouraria
or.do arsenal de marinha, intei-
ipedido ordem para que a repar-
ja indemnisada da impurlancia
dos por aquclle arsenal para o
s praras de pret e sentenciados,
'ara remetlidos para o presidio
dio Pirapama, mas tambera dos
. em dito patacho.Expediraro-
pc trata.
lara mandar por em lbenla le o
^"exandre Jos Pereira, visto
legal, o qual acha-se preso a
liordo da barca de esi Vajo.
DitoAo commanV ite do presidio do Fernando,
aecusando recebido o r appa da popularlo daquella
ilha, hem como o doga o existente na mesma.
lttoAe juiz muir >ai da primeira vara, com-
municande haver a ( Timandante do presidio de
Fernando participado q e nAo llie foram entregues
os sentenciados Benedi o Jos da Cruz, Jos Ma-
noel de Souia Lelo, M locl Cypriano dos Sanios e
Mauoel Henriqne de & >ura, e que o de nome Pe-
dro Ferreira l.eile falle, er.. na viagem, segundo de-
rl.ireu o conimamianle c o patucho Pirapama ;e de-
vol*endo-lhoas guias dos dilos sentenciados para te-
nd o conveniente desti o.
DitoAo engenheiro icarregado das obras mili-
tares, recommendando- lio quo mande fazer com
brevidade, no quartel du Paraizo, os reparos indi-
cados pelo marechal co nmaudanle das armas no
oflicio de que se remet pia.Coinmuncou-sc ao
mencionado marechal.
l'orlariaAo directo du arsenal de gnerra para
mandar forueeer por e.iprcslinio ao commandanle
do 6.' balalhAo de infa(itaria da guarda nacional
dota municipio 50 arn(%s. Cominunicou-se ao
Etm. commandanle supe ir.
DitaAo agente da cofhpanhia dos paquetrs a va-
por, para mandar Iraiuri-irlar no vapor Imperador
os objeclas qae o inspec or do arsenal de marinha
tiver da remetlcr para boj 'do do mesmo vapor com
desliuo a Parahiba, devq ido a importancia do fretc
ser paga oaquella provi icia. Comrounicou-se ao
' arsenal.
DitaAo mesmo, pai mandar transportar para
Babia, por coula do go, erno, no vapor Tocanlins,
o desee ter do 2. bilalhl J de ajlilharia a pe, Joa-
qun Marinho Falcao.- Conimunicou-so ao mare-
chal commandanle das ai' as.
Iguaes para o Ceara a' s cadetes-sargentos do meio
lulalhao daquella provincia, Segismundo Cicero de
Aleacar Araripe, Silverio Jos da Cruz, Florentino
Jos Pereira, Peregrino Alves Ribeiro dos Santos,
Jos Theotonio de Macedo, e o soldado Pedro
Jos do Nascimenlo.
DitaAo mesmo, para dar passagem para o Para,
por roola do governo, ao soldado do 11. balalhao
de infantara, Hanoel Jos do Nascimenlo.
EXTERIOR.
CURRESPONI)i:\CiAS IR) DIARIO DE
PER.\AMHrCv>
pars.
7 de marco.
Urna noticia tira a todas as outras noticias todo o
inUresse, toda a imporlaacia :0 imperador Nicolao
lie rnorto!
Teudo cabido doente quinta feira t de marro,
pesaron no mesmo dia pela volla de iraatro horas da
larde ; os mdicos a pedido delle annunciaram-lhe
enlao que s.lhe restavam poucos in-lantes do vida;
entao chamou para o p de ai todos os membros da
familia, deitoo-lhei a benrno ejlhes diste o adeos fi-
nal. Depois receben todos os sacramentos, e a pa-
ralvsia, tendo acabado de atacar os pulmoes, expirou;
e eslesuecesso leve logar a 2 de marro, as dez horas
da manhaa.
O grao duquo herdeiro foi proclamado czar sol o
nome de Alexandre II, o qual receben inmediata-
mente todas as corporacOes officaes e lodos os altos
dignlarios do imperio e fez urna proclamaco. O
novo czar he considerado geralmente como favoravel
ao partido allemao, partido mais moderado qnc o
partido moscovita, cujas ideas sao especialmente re-
presentada* pelo grao duque Constantino, seguktt
tilhodn imperador Nicolao.
Esta raorle tao repentina Yem sorprender a Euro-
pa ao meio de circomslancias solemnes, ter consc-
quencin qae anda se nio poder Ao apreciar. Ser is-
lo urna difliculdade, ser urna situaro? Os aconle-
cimculos nos inslroirao cabalmente, e por isso nos
podemos dispensar de supposies banaes.
Afora este acoutecimeulo|consideravel e capaz de
mudar profundamcnlo a Taco das cnusas, os sucres-
sos iniportautesdcslc mez nao se realisaram no Ihca-
Iro da guerra do Urienle ncm sob os muros de Se-
bastopol onde o exercilo citianle est preparando
para um poca mu prxima um golpe decisivo, re-
alisaram-se na Inglaterra sobre quem se achou era
grande parte lixada a allenrao de todos os espritus
grves. O desbaratodo exercilo inglez, quasi inlei-
ramenle destruido dentro do pouco lempo decorrido
depois do comeco das operacoes na Crimea, ha sido
menos urna perda para esla grande potencia insular
do que urna revelarlo seria dos vicios at hoje inob-
servados das suasinslluires tao orgulhosamenle ga-
badas; lalvez seja isto o romero de urna phase nova
que se abre para os destinos britnicos, e he um fac-
i cujas consequencias lalvez se faram sentir mais
longe do que em Wiudsor c Weslminster.
O oulro objeclo da preoecuparao publica he me-
nos um aclo consummado especialmente hoje ) do
que urna evenlualidade mui prxima, mni in.Imite
isto he, a participarlo activa o pessoal do soberano
francez nos acoulccimcnuu militares do grande con-
flicto europeu. A partida de Napeleao III ou para
a Crimea ou para oulro qualquer poni das opera-
coes, ha sido em Franca o a?sumpto das mais graves
reflexes. Kas altas espheras da administratao e
da diplomacia represenlac,es solemnes bao sido fei-
las, todas tem naufragado anle urna resolurAo per-
feitamenle lomada. Por tanto, s se tem tratado de
medir toda a exlensao e lodo o alcance dos resulta-
dos provaveis desta determinarlo acerca da accao do
governo no interior e da marcha da expedido mi-
litar, seja em que terreno for, e de semelhanle me-
dilarao a urna real iuquictarao, quasi que nao ha
IrausicAo.
As eomplicares que esla grande questo ja tem
occasionado e occasionam ainda hoje, provam cabal-
mente qne a Europa contempornea considerava-a
com joslira, desde que ella est pendente, como o
maior cachopo contra a sua seguranza e a mais gra-
ve ameari ao futuro.
O proprio mundo germnico ja nao pode pensar de
oulra sorlc, e lodo o nada da sua obra de diploma-
cia, lem feito os preparativos necessarios para o ar-
mamento dos contingentes federaes. O imperador
Francisco Jos decidi que lomara parle as opera-
rles. AJcm de todas as difllculdadcs que a Russia
creou ao'ccidente, a Ilcspanha vai continuando os
seus esforros para ler urna constiluirao, e em todos
os momentos se v einbararada na sua marcha ou
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Francisco de Paula, fundador.
3 Terca. S. Paiicraro b".; Ss. Benignoe Yulpiano
4 Quaria. de Trevas. S. Izidoroarc. e Dr. da I.
5 Quinta, de Endoeneas.tgtdo meio dia em dian.
6 Sexta, da Paixo. ij-- al ao meio dia. S. Celco.
7 Sabbado. de Alleluia. S. Epifanio b.
8 Domingo. Pascoa da Resurreicao. S. Aman-
do b. Ss. Edixio, Mxima,MaraeConcessa.
Pennsula itlica se acham tanibcm sob a influencia
dos perigos cuinmuns.
GRAO URETANHA.
Um golpo grave ha sido destechado no prestigio
da potencia ingiera que sustenta o peso de urna pros-
peridade mui longa e de urna preponderancia mui
inconleslada : ella quo sempre se oppunha a todas
as potoncias do conliucnlc, com quem se nao quera
comparar, perdeu a calhegoria que a opiniao des-
l'arte Ihe conccilia. Reina a agilaeao no parlamen-
to, nos conselhos da coroa, ja transpoz a esphera or-
dinaria da poltica, desceu s ordens secundarias,
excitando urna emocao extraordinaria e nao vulgar,
amcacando as inslituirOes e at a ordem social com
ataques mais profundos do que as dissenres dos
Whighs e dos Taita, dos peelilas e dos partidistas da
livre (roca, e considerando unan sob a lirao do
perigo comioum alim que sob pretexto de urna liga
para a reforma mililar, os ambiciosos c os espertes
ngo explorcm as paixes cujo desencadearuenlo seria
incalculavel. A siluarao he das mais perigosas, os
espirilos irritados pelo enfraquecimenlo da forra
real do paz lauram a culpa sobre os chefes da ad-
niiiislraro. sobre os ministros e seus agentes, ale
sobre tola a arislocracia que ella envolve cora urna
coinmum rcprovarAn, pedindo-lhe cnnla do sangue e
dos Ihesouros Je lodos, e intimundo-Ihe de alguma
sorte que dei$e as redeas do governo que as suas
raaos inhabeis o negligentes deixam fluctuar com
risco da gloria e da fortuna nacional.
Eslas inquielaces e eslas animosidadescomporlnm
cerla somma de exderacau, mas ninguem pode dis-
simular que sao graves symplomas e serias revela-
Socs ; nao apparecem semclbantes movimcnlos u'ura
grande povo sera que alguma causa profunda os
suscite, c ha minio lempo na sociedade iugtcza o
descnvolvimenlo exclusivo dos inleresses materiaes,
oardorincominensuravel da produccao industrial,
os soOriiuciilos crueis das popularnos operaras, a
chaga do pauperismo, a preponderancia exclusiva da
arislocracia pareciam indicar a viuda prxima e ine-
vitavcl de urna crisc.
Os esforros praticados pelo conde do Dcrbj, o
marquez de l.ousdowne e lor.l John Russell ira
compofum ministerio se malograram todos igual-
mente. I.ord Palraersloii foi que leve a fortuna de
formar o ministerio ; pensou ter encontrado inuito
talento administrativo, inlelligencia poltica, princi-
pios liberacs, patriotismo e delerminacao para obler
do parlamento c da naci o coucurso que lhe he in-
dispensavcl na poca de grande difliculdade e de
crise nacional em que se ada a Urao-Bretaiiha, por
que cunlava em o numero dos seus collejas, nos ne-
gocios estraugeiros, o conde de Clarendon, ha guer-
ra lord Panmure, uo posto de chaoceller do thesouro
Mr. Uladslune, no de primeiro lord do almiranlado
sir James Graham e no de secretario de estado do
interior M. Sydney Herberl, e pensou que a compo-
sicSo do gabinete composto por elle era completa-
monte sullicienle para dar salisfarao a opiniao publi-
ca e que em consequeucia desla salisfarao dada a
moran de iuquerito que motivara esse voto respeita-
vel j nao tinha razao para ser sustentada: o primei-
ro acto de lord Palmerslon foi declarar que se op-
poria a quo admillisse o inquerilo, rcpellio o princi-
pio como urna violarAo consliluicao, repellio a ex-
ecucAo como um elemento de desordem e de auar-
chia, como um inconveuieule para o servico publi-
co, como urna aggravacao siluarao do exercilo da
Crimea, nomo um obstculo aos arranjos que se de-
vem fazer para a nuvacampanha, emlim como um
perigo para a allianri franceza : secreto, o inqueri-
lo, no seu entender, nao poderia satisfazer a nu-
guem ; publico, as aecusat-es eslranhas aos partidos,
se fariain pelos jomaos, seria em todos os casos urna
usurparlo da cmara sobre as funcres do poder ex-
ecutivo. A cmara dos commuus nao se mostrou
satisfeita, e elle dcclarou no seu seio que o gabine-
te n3o tinha a confianza do paiz, e alguns oradores
insisliraiu para que se tomasse em considerarlo a
proposta de Mr. Koebuck.
A' vista deslas exigeucias manifestadas novamen-
le, tres membros do gabinete julgaram dever reti-
rar-se : Mr. Uladslune chanccllcr do thesouro, tir
James Graham chauceller do almiranlado o Mr.
Sdney lleiberl secretario de oslado do ioleror. Lord
Palmerslon nao quiz associar-so ao comporlamento
dos seut tres collcgas, foi de opiniao que era prefe-
rivcl transigir sobre urna medida que, boa ou m, op-
poiluua o*ii no, tinha obtido na cmara orna das
mais ad.-niraveis maiorias que so tenham visto ha
muilo tenpo ; elle cedeu, enlendcu-se com os au-
tores da moro acerca da escolha dos commisiarios,
tomn as explicarles ministradas por Mr. Sidney
Uerbert.sir James Graham e Mr. Gladslone a 2i de
fevereiro na cmara dos commuus, declarou pe-
remptoriamenle que o iuquerilo lera lugar por que
o paiz o quera, a que o commssarios seriam reves-
tidos de um direito de nvesligarAo sem limites. A
composirAo da commissao foi submetlida a votos, e
obtiveram a maioria Mr. II. Roebuck, Packinglon,
Drumond, Layard, Ellice, l.indsay, Lewis, o gene-
ral Peel.Seymour, Dal, Bramsiou. Tudo islo he
mui grave e todos perguotam no mundo poli lien se
esle aclo de lord Palmerslon nao he urna abdicacao
do poder execulivo as raaos do parlamento, se nfio
he collocar-se n'um terreno escorregadiro, em que
depois do um primeiro passn, a vonlade do paiz des-
larle manifestada sera a siloaro mais forte que os
homens. Os tres ministros demissionarios foram
substituidos, o eis-aqui a composic,ao da administra-
r3o. Lord Palmerslon primeiro lord do thesouro.
lord Cranworlh lord chanceller, lord Clarendon mi-
nistro dos negocios estrangeiros, lord Panmnre mi-
nistro da guerra, sir Georgc Grey do interior, lord
John Russell ministro das colonias, sir Georges Cor-
nwall Lewis chanceller do thesouro, sir Charles
Wood primeiro lord do almiranlado, sir W..Malin-
worth primeiro commissario dos bosques c das obras
publicas, lord liran Iville presidente do comelho pri-
vado, lord Canning general das poslas, o duque de
Argyll lord do sello privado, lord Carlisle lord l-
enle da Irlanda, Mr. llorsmann primeiro secreta-
rio da Irlanda, lord Duncau lord do thesouro, lord
Slanley d'Aldcrley presidente do tribunal do eom-
mercio, Mr. Laing vico presidente do Iribnual, Mr
Dauby Seymour secretario do tribunal de sind-
cancia.
Querem que o parlamento assista ao inquerilo
provocado por M. Roebuck e qne a imprensa e o
publico o ignorem, era mui de temer que esla ultima
publicidade nao fosse desprovida de garanta c cheia
de indiscrirao. A publicidade ser completa.
O governo para fazer face as necessidades da
guerra do Oriente conclaio com o suliao um tratado
para poder levantar um exercilo de 20:000 Oltoma-
uos; j tomou medidas para a leva de 15.000 ho-
mens, que serao armados, vestidos, sustentados, pa-
gos e commandados por elle, serao provavelmente
empregados no comero da campanh. Ilaverao pro-
vavlmenle Mussulmanos e Christos, os primeiros
serao commandados por correligionarios. A direc-
rAo superior sera confiada a ofliciaes estrangeiros
experimentados. Tomar-se-hao medidas para que
os ofliciaes da India ahi enronlrem condi(es me.
Ihores do que no paiz. O contingente sardo de 15:000
homens ja est a parlir; he prevavel que tambera
se orgainsc urna Icgi.lo hespanhola e outra porlu-
gueza ; nma legiao do norte ser exercitada e disci-
plinada na Ilelganland.
Todos os maiores esforros alto feilos para collocar
o exercilo nacional em eslado de lomar parlo as
hostilidades com vanlagem ; os cuidados mais aeli-
vossaoVmsagrados a frota, ao corpo de infatuara e
de arlilharia ; a cavallaria se organisa e ofliciaes de
remonta percorrera para esle fim a Inglaterra e Ir-
landa, c orden- para compra de cavallos foram dadas
na Allemanha.
COLONIAS INGLE/.AS.
Noticias mui importantes.
Despachos do CeviAo em dala de feverciro annuo-
ciara que a populado da Australia se insurgir e
proclamara a sua independencia.
As tropas enviadas para reprimir a rebelliAo de-
ram alguns combales sanguinolentos. Melbourue es-
lava em eslado de sitio.
Urna revolurao que livesse*como resultado sub-
Irahir urna colonia que he um continente propia-
mente dito vassulagem da coroa da Inglaterra nao
parece ter podido realisar-se com urna rapidez tao
fulmname. Mas o que ao menos he provavel e al
certo he que os mais graves tumultos se lem pro-
du plorarlo dos terrenos aurferos. Aguardamos couhe-
cer as propor^Oes desles rauviracntos commais am-
pias infurriiaces.
FRANCA.
As cmaras lem discutido o budjet e a lei sobre a
organUarao municipal. Por maior que seja a im-
purlancia que lenha para o paiz o eslado das suas
linanras, por maior que seja o inleresse que lenha
urna lei orgauira da naluacza desla de que se oceu-
pa a representaran nacional, a tranca lem princi-
palmente fixado toda a sua atlcni-ao sobre nm as-
sumplo que a absorve ; a partida do imperador he
d'ora em vante urna cousa certa, ao menos sfim
era antes da morte do imperadar Nicolao M: de
Revilie, um dos seus ajudanles de campo e prefeilo
do palacio, parti a 5 de marro, o cap loo Merlc
foi tambera enviado adianle no navio (iangen, 30
navios eslao promplos em Toulon para conduzir a
comitiva imperial e as tropas que partem ao mes-
mo lempo. Os preparativos se activara em todas a3
partes, c cavallaria de Erlher Irabalhava de noile
c de dia. A ausencia de dala fu para a partida de
Napoleao, surdo as representarles dos corpos diplo-
mticos, de ministros e dos altos dignitarios, d lu-
gar a pensar que a viagem se prende a maiores
combinares e a emprezas mais consideraveis que
as de un assallo feliz contra Sebastopol.
Alguns altos funeciunaros da corle, a propria iin-
peralriz tambera o acorapanharAo : o intendente
das Tuilerias parti para mandar preparar sobe-
rana aposentos convenientes em urna das residencias
de esli do sullo no Bosphoro. Dizem que as da-
mas de-honor receberam aviso para levar as suas
bagagens vestidos de baile, cmo se a capital da Tur-
qua nao fosse a nica que o imperador e impera-
riz devessem visitar.
Para fazer face s novas necessidades deridio-se
formar em Paris um exercilo de reserva de 4 divi-
soes de infantara commandadaspelos generaos Ho-
que!, Bougon, Mac Mahon e Chausoy, e composlas
das tropas que tomaram Bomaraund e de tropas es-
colhidas em eslado de ser transportadas pelos cami-
uhos de ferro ou Marselha para o exercilo do Ori-
ente, ou a I.io para sustentar a Austria, em Alu-
ce para outras eventualidades, dizem tambera que
um terceiro corpo de exercilo, que se esl forman-
do ueste momento vai preceder o imperador, neste
corpo coramandar o general Rognault de S. Joao
d'Angely a frente da guarda imperial.
ALLEMANHA.
A resolurAo da Dieta de Francfort lomada a 8 de
fovereiro para por em p de gnerra os conlingeules
federaes seria apenas para o mundo germnico um
paliativo provisorio e insuflicicnle. Urna circular
austraca de 17 de fevereiro proclamou arnecessida-
do da execucao rigorosa dos preparativos da guerra,
fez deste fado um ponto de honra para odos os
membros-da uniao allemaa, e'a mobilisacAo em
15 dias oidora no seio da Dieta a maioria. Em to-
das as partes se levantara contingentes: o Wur-
lemberg, a Dioamark, Auhalt, Bernburg, Darans-
lad, Cassel, Ranourne, o ducado de Badn c Baviera.
A Prussia sem entrar ainda francamente na pol-
tica occidental seguio com a Franca a negociaejio
de um tratado, que nao deve ler o-carcter de um
Iralado especial da allianra, e deve conter somonte
algumas eslipulacoes em favor da neulralidade ef-
fecliva, e a obrigarao de defender o territorio Aus-
traco em caso de colisao entro a Austria c a Russia.
DesParle houvera ella adquerido o direilo de 1er
um plenipotenciario as conferencias de Vienna,
em cujas conclusOcs pacficas ninguem acredita no
continente. A morle do czar lera sobre o compor-
lamento de Frederico Guilherme grande influencia,
pois que qnebra lacos de parentesco mui eslreilos.
Pela sua parle a Austria em presenra dos arma-
menlos russos junta ao seu efleclivo de 70:000 ho-
mens um contingente de 100:000 soldados.
SARDENHA.
A casa real mais urna vez soflreu um golpe dolo-
roso. El-rei Vctor Emmanuel acaba de passar por
urna perda, que lodo paiz resenlio : o duquo de
Genova que solTria na poca da morle da rninha
tnA e da cunhada suecumhio ao mal de que fora
atacado a 12 de feverciro. O principe nasccra a (5
de novembro de 1822, casara-e a 22 de abril de
1850 com a princeza Maria Isabel, flha de el-rei de
Saxonia, deixa dous filhos dolados das qualidades as
maisamnveis c quo reunem as virtudes mililares
mais brilhanlcs, ambicionava mui ardeutcmcule o
coinmando do corpo sardo enviado Crimea. A dor
de sua perda enconlra por toda parle a/mais vivas
svmpalhias.
A cominissao do senado encarregada do exame
do projeelo de lei relativo a convenrAo concluida
enlre o Piemonlc, a Franca e a Inglaterra escolheu
para relato marquez Alficici de Soslegno que he
favoravel ira, a cmara dos depulados discu-
ti sem inc, votou por grande maioria o pro-
jeelo de lei se invenios.
Todos os agentes diplomticos da Russia em pai-
zes eslrangciros receberam urna circular dirigida
por M. de Nesselrode relalivamente a parle quo lo-
ma el-rei Vctor Emmanuel II no grande conflicto
oriental, enllocando de ora em vante sobre o estado
do guerra as relaces- das duas potencias.
Julga-seque a Italia se acha sol as eondices de
urna conspirarao cujas ramificaroes se eslenderiaui
sobren territorio dos estados da igreja, e nma das
parles da I.ombardia.
Na Suissa algumas scenas sanguinolentas tiveram
lugar em um dos cantes da parte italiana, um dos
membros mais influentes do partido governista foi
morlalmente ferido em consequencia de manifesla-
oes polticas.
HESPANHA.
O projecto de lei relativo a' emissao de ttulos a
tres por cenlo para urna somma de quinhcnlos mi-
IhOcs de reales efleclivos foi definivamenle vola-
do ; na disenssao geral o governo tinha adoptado
duas emendas, urna determinando que os ttulos
que fo'iem admillidos como garanta das apoliecs
deverao ser depositados nos bancos pblicos, a ou-
lra que a melade do producto da venda dos bens
do estado, ser consagrada a amortisaro da divida
publica, a oulra melade ser aplicada a obras de
utilidade publica.
A sessAo das cortes de 1 foi preenchida pela
discussao agitada em consequeucia de urna proposi-
to relativa as medidas de que a rainha raai ha si-
llo o nbjeelo. A asscmbla proferio um voto favora-
vel ao ministerio. Fin decreto real ordena, que a
venda comerada dos bens perlcncenlcs ao eslado,
as communas ou ao clero sera suspensa, at que as
corles lenhaiu estatuido sobre o projecto de lei, que
lhe foi aprsentelo a este respeilo.
Os trabaIhos legislativos frara iuterrrompidos pe-
las festas do carnaval, foram reassumidos a 22 de
fevereiro, e o congresso manireslou a ntenrao de
se oceupar sem interruprAo da queslAo religiosa,
para passar-sc immedialamentc para a dscussAo da
base da coiistiluicao das duas cmaras. Mr. Oloza-
ga, que os deveres de seu eslado reclamara em Paris
se moslrou decidido a defender a sua morao par-
licolar em favor do eslabelecimenlo de ura scuado
electivo. As negt'ciaccs para a reforma da concr-
dala sao proseguidas directamente ora Roma, p?lo
intermedio de Mr. Pacheco. O Nuncio aposlolico
em Madrid nao tinha poder algum para esle fin.
Fallam sempre em molins carlistas.
BLGICA.
O ministerio belga deu a sua deraissao a 3 de mar-
ro, em consequencia de varios revezes obre ques-
toes de administrarlo interior. Muitas votarOcs r-
cenles deeidiram o ministro do interior, a se re-
tirar assim como um de seus collegas. Depois desla
duplice retirada, todo gabinete seguio o excmplo da-
do. A cmara se alou indefinidamente.
SEBASTOPOL.
Por ordem do imperador Napoleao III, o gene-
ral Niel foi visitar os trabadlos do assedio, e se
moslrou por toda a parle mui satisfeito.
As tropas apear de todas as precaures tomadas
tem soffrido muilo do fro, que tem sido excessivo,
mar que ja vai dimiouindo um pouco. Ape-
sar disto ou tata* por causa disto moslram-se
mui impacientes, para tentar um grande estor-
jo, a principal demora do assedio, he transpor-
tar ao campo dos adiados, as muniroes necessarias
para fazer um fogo nao inlerromen'do, e julga-sc que
apenas os Inglezes tenham recebido os seus contin-
gentes se encelar o fogo. Entre oulros Irabalhus
lem-sc apressado aclivamenle a creceo de urna no-
va bateria situada sobre a eminencias de Inker-
man, e destiuada a dominar quasi inleiramente o
porto, foi concluida desde os primeiros |dias de mar-
ro, ser formada de 11 morteirosde grosso calibre e
ser --cruda pelos F'rancezes.
Pelo que diz respeilo a stuacao dos Russos.scgun-
do as carias vindas di: seu acampamento de Sebas-
topol, houvo no quarlel general do principe Mens-
chikoff um contedlo de guerra a que assislirara os
dous grao duques, os generaes Oslen Sacken,
Liprandi, e Papofl. Sabia-se ahi que os adiados nao
cessavam de receber reforcos desembarcadosemEu-
patoria que um segundo corpo de infantara
ganhava pela Bessarabia Perekop e permetlia as
tropas novas reuoir-se ao exercilo, e emlim se
tinha resolvido um prximo acto offensivo. O ge-
neral Liprandi devia operar de novo contra Bala-
clava, ao passo que o general Oslen Sackem mar-
chara contra Eupatoria para sustentar as cornmu-
ncacOcs com Perekop. Entretanto soflreram nm
grava reveza 17 de fevereiro. Em numero de
10,000 mil homens alacaram sobas ordens do geno-
ral Liprandi, foram rigorosamente repellidos e dei-
xarara 500 de seus sera vida sobre o terreno, sem
contar um numero consideravel de feridos. No com-
bate que durou 3 horas, o proprio Omer Pacha'
commandava os Turcos ; os Russos quizeram apre-
sentareslc ensaio como um simples reconhecimen-
lo, mas o que he verdade, beque de nada menos se
Iratava do que tomar Eupatoria de assalto. Seis
navios a vapor, dos quaes qualro inglezes, um fran-
coz, e um lurco tomaram parle na acrao em concur-
rencia com os valcutcs soldados de Omer Pacha'.
RUSSIA.
O czar Nicolao durante os ltimos instantes de
seu reinado operou levas formidaveis sobre lodos
os pontos ile seu imperio.
Pareca que lodo pavo russo devia levantar-so
era armas. Osservosde lodos os lidalgos foram
chamados a seren andados em cohortes todas as
grandes familias aristocrticas, depois de ter arrola-
do lodos os seus domsticos do genero masculino sao
obrgadasacompor corpos de 18,000 mil bonico
commandados cada um por ura membro da, familia
proprietaria das trras em que os armamentos live-
rem lugar ; todas as armas de fogo dos particulares,
e as que anda existem nos arsenaes do governo
sAo exigidas para esle fim na Finlandia e Novogo-
rod os emprega dos da adminislracao ja nao sao
suflicicntes para o trabadlo, o pessoal dos comms-
sarios de provises he duplicado, o grao duque
Constantino tem feito veras viageus aos trabamos
de defeza em Croitstal.
BLTICO.
As fozes do Danubio, e a Crimea sao principal-
mente o objeclo da allenrao imperial. Ordenaram-
se preces publicas em todas as igrejas para invocar
a coadjuvac,ao do Creador contra os infieis e os seus
adiados.
Noticia commcrcial. Panam'. Ao passo, qne os
engenheiros francezes cxeculam no isthmo de Suez
Irabalhus lAo importante' para o commcrcio do
Orinteos Americanos veem inaugurar-sc no Pama-
Da', o caininho de ferro que une ao Atlntico o
Ocano Pacifico.
D'ora em vante as viagens ja nAo terao do sofTrcr
os obstculos, que prolongando por lano lempo o
perigo, os passageiros nAo deixarain o ponto dos va-
pores ocenicos para respirar durante algumas hora*
o ar de trra nos wagn do isthmo. Esta obra lan-
as vezes projeclada, que formava um dos mais ini-
porlanlcs desideratos docommercio do mundo, foi
executada exclusivamente com o trabadlo c os capi-
(aes americanos.
Os nomos de Aspinwall, Slcvcns, Chauncey, Cali,
o Wluleright.os principaes promotores da empreza
conduzida a to bom fim no curto espado do i a li-
nos serio d'ora em vante inscriptos enlre os nomes
dos mais uteis hemfeilorcs dos homens.
Foi mislcr vencer com urna mlomavel energa di-
ficuldades sem numero. O terreno maldito, que
devia tao longa, c dolorosamenlc alravessar os vva-
gons, que ganhavam a Callifornia, ainda nao esla'
aplainado, mas aguardando que seja conquistado
pelo trabadlo, os Europeos nao farAo mais, que per-
passa-lo, as demoras forradas, que linhain lugar
dias inleiras, semanas vio ser substituidas por pau-
sas de algumas horas smenle, o lempo estrictamen-
te necessario para ilepor os passageiros c bagagens do
lado do ncrle onde o vapor para, ou do lado do sul
ondeos wagonsdos camiuhos de ferro esperara os
viajantes para os transportar em 3 horas, as mar-
gens do oulro ocano. He esla urna conquista pa-
cifica do trabadlo que traz em si lodo o seu ca-
rcter.
REVISTA LITTERARIA.
\istorHugo.Os contemporneos, novas poesas.
Se existe grande numero de espirilos superficies
e dependentes, que em todos os lempos saudam as
celebridades conlemporanoas, dando-lhes com des-
preso os nomes de velhas glorias, c que sem exame
repedem as obras creadas em seus dias porque se
Ibes aprcscnlain revestidas de una forma que nAo he
adas velhas obras primas. Pareccm igiioiar que ca-
da soculo traz manifestarlo do pensanjenlo huma-
uo unta forma nova, discute depois de mullas
nutras urna deslas verdades que por ter sido suc-
cessvamcnle proclamada de sceulo em seculo se
deveriam lomar inleiramente vulgares, inteiramen-
le (riviaes cima e abaixo de qualquer dscussAo.
Comeffeilo, em malcra de arle e de poesa o foco
real he a natureza esludada, comprchendida e inler-
prtada pelo hornera em-si proprio e em torno de si,he
ahi que us grandes mestres bao bebido todas as gran-
des inspiraees, a cujo calor as suas immorlaes obras
primas ; he ahi tambem que devem ferrosamente
vir aquellos que se levantara aps elles. Um poela,
um arlsla deve interrogar os seus predecessores para
aprender dedos de quo lado curapre vollar as tullas
do livro suhliuie, com que odios se deve ler neslc
liVTO, cora que sminieiilo se deve receber as gran-
des lires. mas nao Ibes deve pedir nada mais, por-
que sao primeiro quc'tudo iniciadores.
QjMndo bao recebido dcllcs arcvclacao, os homens
valeutes o forles sem rcpuliarera o rcconhccimenlo
que ainda he um apanagio das bellas almas, sera re-
negar cerlo patrocinio que resuda de urna conformi-
dade de goslos e de senlmcntos vo por si mes-
lo, e por suas proprias mAos beber oas verdaderas
fontes, erigem com materiaes seus, o monu-
mento do seu pensameuto, e islo de urna forma
franca, independeule, sempre segundo a tempera do
seu carcter, algumas vezes segundo as ideas con-
temporneas ; e he porque nao se contentara em re-
ceber de segunda mAo o deposito das grandes inspi-
raroes, que usara de lodos os dons que Dos collo-
cou nelles e que creara obras realmente francas c or-
ginacs.
So as organisarcs secundarias e sem valor he que
so limilam ao papel de o echo de reflexo, que mor-
rendo presos asua'propria individualidad* reprodu-
zem, e islo de urna forma naluralmente diminuida,
as bellezas dos meslres, nao ha (ambem pa<* Ibes
grangear um triumpho se nao ualurezas sem mrito
preoecupadas de urna admiraran tradicional julgam
enconlrar e descobrir bellezas rcaes, reconhecendo
os principaes IraejM por ellas preconisadas conveucio-
iialmcnte e sem boa f. Se os grandes c verdade-
ros operarios do peusamento sAo reputados por estes
como novadores e revolucinanos, se nao lem o im-
perioso suflragio dos seus applausos, ao menos lem
os bravos unnimes das uiassas inlellgeules que bel-
lezas de primeira ordem nunca espantara por ne-
nhum aspecto que apresentem, c que so lgam ao
mrito real da obra, preoecupando-se menos da for-
ma, sabendo perfeitamcnle que cada homem, cada
sceulo lera a sna forma de ver e comprehender, e
que sob esles aspectos diversos existem obras, que
possucm ura mrito igual.
Ellas nAo creem que Homero deve excluir Virgi-
lio e Horacio, que o Dante deve excluir os cscriplo-
res do seclo XVT, que Shakespeare deve excluir os
do XVII, que o seculo delLuiz XIV emfiui deve ex-
cluir os notaos autores contemporneos, nao crcera
na decadencia das ledras mais do que nadas arles,
no dominio das quaes ao lado do Parlhenon as mara-
vilhosas baslicas da idade media nao sao obras de
barbaros, ao lado de Phidias Miguel Angelo nao he
um degenerado, onde Raphael, Corregi e Ticiano
apezar das suas differenras sao igualmente grandes,
para ter vislo e reproduzido a oalureza segundo era
em torno delles, segundo coraprehcndiam-na e nao
segundo ura lypo convencional. Pelo contrario, os
predecessores nao embargaram nem immobilisaram
a forma em que se deve traduziro pensameuto hu-
mano, e porque eslao morios, os escriptores desle se-
culo nAo devera quebrar a sua penna ; o foco em
que se inspiraran! nao be menos ardcnlc do que em
seu lempo ; cada seculo, cada hornera tem a sua
physionomia particular, a lilleratura reproduz ao
menos na sua forma, este carcter do homem e do
seculo; e como admillir que a nossa poca que tem
a sua lingua mate o seu proprio pensameuto ao tra-
duz-lo na lingua das idades passadas tao difieren (es
da nossa? A marcha do espirito humano he um
Tacto complexo c continuo que se manifestaera cada
seculo por obras para sempre immorlaes. Em es-
sencia ha sido muilas vezes a mesma perfeirao na
forma, e nunca ha sido indenlidade, c se o pensa-
menlo humano he sempre o mesmo na graudeza das
suas concepcoes, a sua expressio varia de idade em
idade como a civilisarao.
Verdadeira encarnaran desla verdade, Vctor Hugo
he urna das glorias desla seculo, c salvou a Franca
letlrada, mostrando-lhe as veredas novas. Nascido
em 1802em Besangoii, antiga cidade hespaolinl da
nossa Ierra franceza, lAo franzino e rachilico que a
raai, a cusa de ternura e cuidados, dcu-lhe segunda
vez a vida : como devia ser um grande poela, viveu;
o pai era ura glorioso soldado, voluntario da rep-
blica, general do imperio, a mi era natural da Ven-
dea, seu berr.o foi em urna das extremidades de Pa-
rs, nao looge dos jardins de Luxembourg, perlo do
Valle de Gracas, o celebre e favorito retiro da rai-
nha Anna d'Austria, emjuma(das ruinas das Feuil-
lanlines, onde Mad deMantenou educara com grau-
dc segredo os filhos de Mad de Moalespau e do Luiz
XIV, n'uma humilde casa exposla ao sol, cercaJa de
relva, e ahi viveu elle com as damas amadas da sua
delirante infancia, entregue pela raai a todas as divi-
nas lices da oalureza, desabrochando no velhojar-
dim ura pouco selvagem, um pouco inculto.
Aprendeu com um general proscripto pelo gover-
liuunn [VEiiniAn runniiTnnn
no imperial e generosamente recolhido por sua mA
a ler Tcito, Pelybio e Cezar, a cstudar e a pensar.
Mais larde, tinha elle lti anuos, o imperio foi levado
por urna (empestade, operou-sc a restaurado : de-
pois da gloria, depois dos revezes vieram as novas li-
herdailes, o poema, a tribuna, olivro, o jornal, elle
enlrcgou-se aos encaulos do soreg e da paz, na ne-
cessidade do silencio c da allenrao para a sua obra
futura, livre c pobre, senhor jado destino, sonhan-
do na gloria, nao condeca oulra mais elevada c mais
soberana do que a das ledras.
Assira aceilou a sua raissao, cscreveu, professando
desde as prmeiras linhas que as lilleraluras iute-
ranienlc hAo desapparecido e desappareceraui com
as gcrares cujos costumes sociaes e emocoes polti-
cas exprimirn!, que o genio da nossa poca pode ser
como o das pocas raaisiduslres, que nAo pode ser
o mesmo, e que nAo se poderia rcssuscilar urna lille-
ratura passada, assira como se nao podiria reverde-
ccrasfolhas do ouluiio nos ramos da primavera.
Enconlrou e deu ao seculo as formas novas, e com o
seu maravilhoso talento tomou o primeiro lugar en-
tro os poetas, os dramaturgos, os romancistas, cscre-
veu as dcs e /altadas, as Orientaes, as Folhas do
Oulono, ai fozes Interiores, os Cnticos do Cre-
ms'iilo, a Notre Dame de l'aris, os seus dramas,
ua lingua mais viva, mais popular de todas, cscre-
veu a sua potica, tornou-so chefe de escola, tor-
nou-se um dos res do peusamento, c rciuou sempre
sobre as ledras modernas, e a sua realeza excrceu-a
elle com ioda a magostado do genio, com lodo o pres-
ligo da grandeza, e como tomou-se orna potencia,
agilou ao mesmo lempo cera mil lonvores e cem mil
clamores, admirarnos c blasphemias, e dahi pouco a
pouco foi fazendo a conquista universal, recudiendo
urna obediencia incrvel, um elogio estrepitoso, urna
admiraro sem contestarlo, a allenrao da Europa,
#e depois para completar o seu maravilhoso destino,
para completar todas as felicidades vio radiar em tor-
no de si a mocidada de urna mulher encanladora,
a manhaa de qualro bellos filhos, a aflecluosa protec-
cao do principe real, o duque de Orleans.a amtade
de ludo o que a Franja tem contado de glorias Ilite-
rarias, e se mostrou reconhecido cantando todas as
gloras, lodos os infortunios, a sua infancia, a juven-
lude, us seus amores, seus filhos e seus amigos.
Depois de ler posto o mundo atiento, depois de
ter IgilasJa om torno da sua obra as mais estrepito-
sas balalhar, as mais hrilhanles victorias, se vio
igual a lodas as grandezas, e um dia. no re-
cinto de urna cmara alta, hoje desappareci-
da, levanlou-se e pedio que se abrissem lodas as
portas da patria, pedio a generosa hosptalidade da
Franca para lodos os seus filhos, sollicitou para os
membros cnto banidos da familia Bonaparlc, pro-
nunciando a pln-asesegrate que ficou celebro: O
ar do exilio (orna-os pretendenlcs, oar da patria lor-
na-los-ba cid.nlAos.
E hoje, singular cdolorosa mudanca Depois de
ler exposto a sua serena e placida existencia de poeta
aos raarulhos da poltica, solTre lambem esta causa
impa que se chanta exilio ; rei banido, mas nao de-
cahido, tem visto sa dispersar lodas as suas riquezas,
Ihesouros de anliquaros, de arlislas c de sabios, dei-
xou os amigos que o seguiara desde longo lempo.
Vendcu-se ludo o que oroava o seu retiro, tudo o
que era seu, seus movis gothicos, seus manuscrip-
los, seus dezeuhos, seus livre*.
Depois de urna ultima saudarAo a esle passado, to-
mou o camiiibo da Blgica, depois alravessou este
ocano transposlo por lautos res e tantas ranhas,
este ocano que lhe tomou a filha mais velba, e ei-
lo fixado ua ilha de Jersey, feliz no seu naufragio
de reuuir em torno de s lodas asafleroes da familia,
todas as record joo-, das velhas amizades conserva-
das fiis, lodo o esplendor da gloria mmortal, emlim
as inspirares da musa, e depois da lempesiade que
a regeita, prestando o ouvido 6 voz interior, bol a
sua mis-Ao Jo poela, da lranca a quem perlencc
apezar de tudo e emlim ao mundo todo, novas poe-
sas, maravillosas obras do seu engenho.
O seu livro das conlcmpiacOes nao lem nada pol-
tico, se pareco muito pela cor cora a colleccao dos
Raios e das Sombras, comprehende-se ncsla obra
que ilu\ las e angustias vieram perlurbar-lhe asere-
nidade do engenho, mas ah se encontrara os relro-
cessos ao passado.a deliciosa suavidadedas melodas
lmpidas e vcrmelhas, que interrornpem a cierna
proceda do delirio. Obras desla natureza se analy-
sam dillicilinoiile, c por oulro lado a publicaran mui
prxima anda nAo esl feila. Cerlo numero de pe-
ras ja lera circulado de mAo era mAo, produziudo lo-
das as sensaces que se lgam naluralmente a um
aconlecimenlo Iliterario desla importancia, coralu-
do lem dispertado synipathias novas para o grande
poeta enllocado de hoje em i anle aos olbos de todas
as disenssocs de partidos.
O INFERNO DE DANTE.
TraducrAo de M. Luiz Ralisbonna, ramada pela
Academia Franceza.
Ser urna das glorias deste sceulo ler honrado o
mais eminente monumento luterano da idade media.
Esle poema do grande Alighieri permanecen na sua
raagestade solitaria c esquecida por tanto lempo que
no seculo XVII Boileau nao disse nada a respeilo
delle, que Vollaire so fallou nelle com o mais lige-
ro desdem. E com efleito, esla obra admiravel he
mui dicna de fixar sempre a allenrao da poslerida-
de, he para ella urna revelarlo da historia, da scien-
cia, de toda a poesa de tima era sumida, e como a de
lodosos grandes poetas he anlcs que tudo nacional-
S o Dante tomou a penna foi para debater a gran,
de questo da sua poca, foi, para lomar parle na
grande lula da idade media, a Italia inleira penson
e cantou por elle : entregue a urna immensa recor-
darlo, invadida pelos barbaros, escutando as ruinas
que a cobriam fallar-I he incessanlemenle no imperio
do rauudo que possuira e que ja nao possuia, sonhan-
do no esplendor passado, se entregara ao papado que
a lisongeava com o dominio da igreja universal. O
papado se acliava impotente, as guerras implacaveis
entre as cidades, as tyrannias, as proscripnies faziam
ua Pennsula a oppresso e a anarchia complelus-
Entregue aos caprichos das repblicas e dos peque-
nos despota para ergucr-se no meio das reliquias
eternamente eloquenles do seu passado, para lornar
a encontrar una nacionalidade forlementc recons-
tituida, se resignou a Indo, e o que nao poda rece-
ber dos successores degenerados de Gregorio VII,
pensou pcdi-lo a um imperador da Allemanha, e o
seu canlorpor muilo lempo guelfo inflexivel e orgu-
Ihoso se fez gibelioo apezar da hoslliiladc de raras,
de lingua ede principios dos barbaros d'alem dos
montes.
Dante uasceuem Florenra enu12G5 de Alighiero
de dli Elijei, jurisconsulto celebre de urna mui an-
lg familia de Donna Bella, perdeu o pai na idade
de Irez anuos, e logo-depais a raai que, ao morrer,
conliou-o a Brunetto Laliui, um dus sabios mais ce-
lebres do lempo.
Foi no romero daadolcscenrialque elle amou cssafi-
Iha-de Falco Porlmari.cssa Beatriz mora na primei-
ra mocidade, casada com outro e embalsamada na
immorlalidade do seu aniaulc. Em 1291 ,o anuo que
segoio a perda de Beatriz, casou-se com Gemma Do-
oati de quem love seis filhos, mas no sea casamento
nao enconlrou a paz dezejada, e seguio entao a vi-
da poltica, procurou o tumulto dos campos, com-
baleu na batalha de Compaldioo na primeira fileira
entre os guelfos. Nomeado prior de Florenra, re-
vestido ua idade de 3 anuos com esla suprema ma-
gistratura, tomou parle oas deliberacOes do conte-
ni da repblica que decidi o exilio dos principaes
chefes dos doUs partidos, f reos e Brauco;, Guelfos
e Guiednos. Era 1300 foi embaisador em Roma
jnnlo de Bonifacio VIII; depois quindo Carlos de
Valois impelirlo pelo papa se apoderou por astucia
da cidade florentina, foi exilado como um dos mem-
bros do anligo governo. E por quem foi exilado T
Pelo papa a quem elle tinha sempre defendido, pe-
lo papa, o chefe dus Guelfos: tenia lornar a entrar
uo solo natal Torca ou por amnista ; todas as suas
tentativas se mologram, he difinilivaineule e para
sempre exilado, v os seus bens confiscados, a sua
casa arrasada, elle proprio condemnado a ser quei-
mado ale que expirasse, se em algum lempo reappa-
recesse sobre o territorio de Florenra. Foi enlAo
que regeilado pela propria patria se fez cidadao
de toda Italia, fui entso que inanguroii essa existen-
cia que he a de todos os poelas picos, foi enlao que
oomerou essa vida errante e essa melancola pungen-
te do exilio, e as escadas de outrem tao difliceis de
subir, e o pao amargo do e.Urangciro, e oe olhos mu-
dados no desejo das lagrimas percorre a Pennsula,
a Franra, a Inglaterra, sustentando em Pars c em
Oxford Ibeses de Iheologia, a lomando por compa-
nhia inseparavel das suas viagens a concepjao do seu
grande poema, da sua divina comedie, camiuhando
sempre envolvido nos seus sonhosadessa restaurarlo
do imperio romano, seguindo obstinadamente com o
pcnsamenlo esse Celar que perda sen lempo e pres-
tigio em pelejar na I.ombardia em vez de marchar
direilo para Florenra contra os Guelfos da Toseana
se irritando para engrandecer o aeu pobre hroe a
quem era preciso combater para adiar urna igreja
onde sesagrasse. Em fim apenas coreado, coDstran-
gido a retirar-se a toda a pressa como fugitivo antes
do que como soberano.
Ao mesmo tempo, mas ao lado desla regeneracao
ideal da Italia, enlloca a sna vinganca, eximia os
seus altivos ressenlimenlos e a sna alma fervendo
romo os ros do inferno qne elle descreve ; ao pas-
so que nos reinos eternos vio a aguia imperial irra-
diar no Paraso, vio os mos papas soflrer na som-
bra morada, elle, o bannido disse.que os seos perse"
guidores, os senhores de Florenca, vira-os no infer-
no que o corpo delles nio he mais que urna appareo-
cia de vida animada por demouios, obra de tal gorfe
que todos evilam os condemnados vivos, e elle raes"
rao recolhe por Ioda a parle os testemunhos da ad-
miraro popular. Dizem-lhe ao ve-lo: ves lu aquel-
lo homem, he elle que vai ao inferno quando vem e
volla, e que Iraz noticias daquelles que eslao la ero,
baixo, nao ves como lem a barba cerrada c a tez
cnegrecida '!He o fogo e o fumo do inferno.
Entretanto este poeta que pareca oceupar um lo-
gar intermediario, eulre o homem e o demonio, vol-
va sempre os olhos para Florenca, -faltava-lhe um
iraco ao seu carreler, se houvesse menos lamentado
seu paiz ; mas quando se jho prope abrir sem eon-
dices as portas da patria onde sua gloria ja tinha en-
trado como urna exprobrarao, escreve estas iinhas tao
eloquenles e tao nobres : Dai-me orna estrada que
nao seja contraria honra para lornar a entrar em
Florenra, senao existe scmelhantc, nunca entrarei
em Florenra ; por toda a parle poderei gozar do
ceo e da luz e contemplar as verdades sublimes e
hrilhanles que se raanifeslam debaixo do sol. oAssm
morreu como tinha vivido no exilio, expirou emRa-
vennesem 1321 na idade de 56 anuos, dirigindo a
sua ultima qucixa a esta Florenca queellelanto ama-
ra e que lhe fora lo madrasta.
Tendo de recolher todos os traeos daofied.ide con.
fusa e complexa, emque o papa, o mperador,os reis,
os vassalos, os lyranoos, as cidades livres tomavam
parle em unta lula perpetua, apoderou-so de todas
as occasioes para abrir treguas, e os seus sonhos fau-
(asticosque acareciao mysliclsmo para pintar n'uma
simplicidade encantadora imagens siogelas to admi-
raves como as de Homero, e tudo islo elle e-reveu,
behendo nos idiomas diversos, nos innumeravois pa-
lols da Pennsula, tomando emprestado a uns e a
tros c dota ao mesmo tempo a Italia com urna lin-
gua e com nma obra-prima.
Tem-se dilo contra o precedo de Homero qne unta
Iradurr.lo se devia esforrar para traduzir urna pala-
vra por oulra; eminentes escriptores declararan) qae
era cm prosa que deviarn passar de ama lingua para
oulra as obras cm verso, que a prosa tem urna flexi-
biliilade que lhe permute ser urna mais exacta re-
producido do original. O nosso joven poeta pensou
que se as IraduccOcs em prosa eram fiis lillerili-
dade do modelo, eram sempre inflis lilleratura,
que a cor do poema se refleclia medrar no rvlhimo
potico. Cremos como elle qne urna obra de repro-
ducrao, quando he feila por um homem de tlenlo,
se aproxima mais do poela original, quando he feila
cm versos, para a traduccao vulgar, as Iraducces era
prosa sao lalvez medrares, mas ninguem falla d'estas.
M. Luiz Ralisbonna consegura um resultado dig-
no da sua corajosa empreza. Depois de longo e se-
vero esludo leve elle a intelligencia e o scotimeoto
do Gran-Padre Alighieri,eo que elle comprehendeu
e sendo traduzio com urna verdadeira felicidade,
com grande elevacao de eslyllo e om mui bellos
versos, n'uma palavra dotou a Franra com m tra-
badlo que mereca a lodos osrespolos a dittinrao de
que foi objeclo da parle da academia, o apezar do
ludo, na sua modeslia, elle se clloca ao comecar so-
bre a applicarAodo proverbio italiano: tradulorttra-
ditore.
NOTICIAS JLDICIARIAS.
Em Pars um processo criminal agilou a atlencao
publica. A posiro, a qualidade, a edoeacao do ac-
cusado, as vehementes e valiosas recommendares
que o prolegiara peranle a jnslica confrontadas com
as aecusaroes que pesavam sobre ella, davam am
curioso problema a estudar e a resolver.
Em 1852, viavo de urna primeira mulher que da
deixara 5 filhos, dos quaes a mais velha nao tinha
lt anuos, M. Mordico, medico inglez procarava
urna professora, encontrn Mel. Dondet, presente-
mente na idade de 31 anuos, de om exterior distine-
lo, de urna physeonomia espirituosa, filha deum of-
ficial de marinha, raorto no servico da Franca, qne
liuha sido 10 annos antes guardaroupa da rainha
Vicloria, e que tinha patsado em qualidade de pro-
fessora para as casas da mirqueza de Hostings e de
outras grandes notabilidades da aristocracia brita-
uiaca.
Apenas entrada as funeces de professora pre-
leilou que a morte de sua mal a chamava em Fran-"
ra, c poz M. Mordsen na oecessidade de optar entre
n sacrificio do seu concurso e a expatriaran de sena
filhos ; foi este ultimo partido que elle adoplou. Re-
vestido com todo o poder paterno Mel. Doudet fes
delle o maii deploravel oso. Por meio de ama fis-
cinacao suffocava qualquer.queiva,, e prelendendo
ainda miligar ordens ioexoraveis fez as pobres meni-
nas soflrer lodai as violencias, todas as privecoes de
alimentos durante dias inicuos, emfim pancadas tao
crueis que nma dellat cahio eslendida inanimada em
um estado convulsivo, de que morreu ao cabo de 2
mezes, e oulra expirou mais larde do debilidade e
esfalfarao das forras vilaes.
Durante muilo lempo coudo pelo temor de mi-
nistrar a professora de suas lidias, a occasiao de ex-
por a publicidade vicios que olla lhes imputara e
urna depravado precoce de seus costumes, odiosas
supposicGes contra as quaes prolestava mui admen-
le a lenra idade das enancas, M. Mordsen se deler-
miuou emfim a revelar a Justina franceza lodos estes *
factos. Eis aqu em resumo a aecusaco :
\. Os promenores das crueldades requintadas reve-
ladas pelos debales excedem a ludo quanlo se pode
imaginar, e a opiniao publica pmcorava penetrar a
razao de um duplo homicidio commellido lenta
framente sobre enancas innocentes e sem defeza,

h
>


v/
sppunha que a esperauca malograda de casar-e
o pii de suas .iiscipula* inspirara a Mel. ou-
OIARIO DE PERNAMBUtC, TERCA FEIRA 3 DE ABRH DE 1855.
'el temilhantu
coiupurlamenlo, e reclamava que a
i
r

jusli^a tiiesse o scu dever.
L-m passado al ontao intciramente honroso.segun-
docerlificados domnala dislinctos prOnagens,da pro-
pr rainha Victoria, leslcmunhas offirecidas ojus-
lica por pessoas viuda de proposito do fundo da
Eseoeu ede oulros pontos da Inglaterra, psreceram
destruir o acto da accusacSo. A ande Jas meninas
realmente mui delicada eslava arruinada comple-
tamente por coslumes viciosos, e as duasquo mur-
rerarotucnmbiram a coqueluche ; cnilim, o preten-
dido marlyrio parece imaginario, porque as crianzas
longefde alijar queixas cscreviamcartas chcias de una
amiia.lt singada para coro a sua profesora, e ;o pai
que veio Pars, e ot paren les que viam as meninas
nanea tcntiram nascer aellas suspeitas a respeito de
Mil. Doudet que smente era severa, e que os boa-
tos mentirosos dos iuvejosos pnderam desnaturalizar.
Eis aqui as razoes que fez valer a eloquente pala-
vrade M. NogentS. Lauent, uro dos mais distnc-
le advogados do fdro de Paris.
Paixdea oppostas posaran) sobre o processo, e en-
grandecern) o interesse real e verdadeiro que elle
ecraportava era si'mesmo, porque o pai pela sua par-
le: nao tinlia comprido verdadeiraraente os seus de-
vires. Erafim, ora duplico veredicto de absolvicao
fo proferido pelo jury sobro a questao de saber se a
.tecusad linha excrcido sobre as.suas discipulas
roaos Iratainenlos queoecasionassem a raorle. A opi-
ontra Mel. Doudet que esta lou-
ge de tornar completamente innocente, nao leria Pi-
cado tatisfeita com este resultado dos debales, se a
aise dcbaixo das maos da juslira para
ser submettida a jurisdico da polica correc-
ciaj.
MICELLANEAS.
o Brasil, nesse bello paiz que parece urna festa
eterna da uatureza ignora-so com que impacienciaus
pobres europeos aguardam a plida e cphemera pri-
mavera de que gozam.c com que melancola contamos
dias inlermnaveis de seu inverno.Este auno eslas Iris
tezas, e estas impaciencias se toruaram tanto mais
sensiveis quanto o pensaracnlo da guerra longinqua
c indeQnida veio anda enlenebrece-los. Excepto as
reuuiesdos ltimos dias do carnaval, excepto as Tes-
tas oHciaes da cidade de Paris, no holel de Ville, a
estarao nao conlou as solemnidades lirilhanles que
se faaem muitas vezes sem rival. O bailes de mas-
a vae-se acabando pouco pouco, os disfarecs
v3o desapparecendo todos os anuos cada vez mais, e
senao tossem as flrbas organizadas pelos carniceiros
de Paris, senao osse o carro tradiccional oceupado
pelo amor e pelas diviudades olmpicas, conduzido
pelo Tempo, guiado por Mercurio, o precedido pelo
boi gordo, uinguem saberia mais o que he um mas-
cara uas ras da cidade parisiense.
e Mercurio, Venus e Cupido tiritaran) nos seus
es mylhologicos os elegantes mais avisados Iuta-
ram contra a geada destes dias, resvalando sobre o
elo dos novos ros dos boiques de Bolonha. Toda
a aristocracia para ahi affluo, e apezar da nev que
torna os caminhos inlransilavels, apezas do fri que
toma o pasaeio raoi desagradavel, os homens foram
pralicae assallos de destreza, lulas de celeridade e
ligeireza ; as mulheres dexaram o conlo do lar, a
agradavel residencia de seus aposentos, correndo
para se collocar ero torno dos bacios, com os ps
sobre o soto gelado para admirar as gracas e a de-
senvoltura destes senhores. Nestas regioes os carros
descocerlos, equipados moda russa, liradas por ca-
1 arnozes guarnecidos do cascaveis desfila-
i rapidameute por meio das carruagens, causan-
o-lhes urna desesperada concurrencia. Tudo isto
linha cerlo aspecto moscovita.
Anda se estas semanas do gelo houvessem tido
por efleilo proporcionar orna distraerlo de mais
as horas de descanco dos ricos vadios, seria cousa n-
(lifferente, mais dopticaram os interesses sempre lao
grandes nesta quadra. Acaridade publica e a cari-
dad'e privada semprc 13o eugenhosase lao inexgola-
visis ero Pars,tem pralicado prodigios para quebran-
tar e suavizar tantas dores'.
A esmola na* he todava senao um mel insulli-
ciente, e o trabalho vem completar a sua obra]: em
todas as parles se empregam os maiores esforros para
dar trabalho a todos os bracos, bairros dovos se le-
vantara como por encanto, bellas e esplendidas
casas substuera as velhas casas do velho Paris, a
physiunomia da capital (ranceza estar totalmente
mndada na occasiao da visita dos eslrangeiros cx-
posic.no universal. Os palacios consagrados a rece-
bar os producios destinados concorrer na grande
eiposicfio do mez ee maiu se estao acabando e com-
plttaudo.o campos Elyseos, as margeos do Sena des-
de a prncAa Concordia al grande altura conlsm
coustrucees diversas com os seos annexos, paraos
productos induslriaes em goral, Iiavero oulras para
as obras primas da mecnica,, e para as machinas,
nQm haverao oulras para as obras de arles ; o Lou-
vre l.imbcm Be est concluindo.
JoartisUco urna parda immensa e dolo-
roa veio fulminar o nosso paiz, a morte de I'ro-
.menl Meurice, o grande ourives, o colaborador, ;
amigo de lodos os grandes poticos c de lodos
os grandes artistas o aalor de lautas baga-
telas interessantes e de lanas maravlhasadmi-
raveis, o hornera que linha ressuscitado entre
nos Bennevcnulo Celline, |o bello engenho Flornoli-
no. gerando os seas prodigios pare os maiores perso-
uagens da Europa, o Soberano Pontifico, a Kaiuha
Mara Amelia, a rainha Victoria, o czar, a condessa
^iambord,a duqueza de Parma, a duqueza de Mou-
topensir, o duque de Suynes, e outos rauilos, dei-
xando emfim por herdeiro de tanta gloria e de tanto
talento o seu filho na idade de 20 aunes, digno j
de conlinua-lo.
mundo das lellras um dos grandes succssos he
a recincho na academia franceza de M. Berrier que
audou a corporacao Ilustre que o accolhcu, com a
sua bella e eloqueule.palavra. O seu discurso (lean,
como um dos mais notaveis entre os discursos pro-
nunciados debaixo das abobadas do palacio Mazarni.
M. M. duque de Broglie e Ernesto Leganv foram
eleilos para oceupar as doas ultimas poltronas qne
licaraw vagas.
As novidades dramticas nao contam nada nota-
vil, poder-se-hia smenle citar urna comedia dada ao
Gimuasyo por Emilio Angier, resumindo-se toda
no seu lilulo,Cinlo Dourado__lie bem cerlo o
proverbio que diz cobra boa fama o deita-te a
dormir ; isto ftplica o que seje o Cinlo-Doura"
do.i'ode-se-o ntar tambem o bom exilo de urna
pequea opera eomica, Miss-Fauvelt, deliciosa br-
lela musical de Vctor Mass, canlada or Mel.
Lefevre. c. M.
Lisboa 13 de maree
Dizem qne a Ierra einudecera dianle de Alejan-
dre; asserrao mendaclssima, palavreado phanlaslico
para embasbacar os lolo. caso foi esle; nem mais
nem menas:
O tho de Olyropia linha mnito mo vinho, se-
gundo consta; e bcra o moslroa no m de um ban-
quete em que depois de um balebarbas cora um dos
seus melliores amigos poi termo questao arrancan-
do-lhea vida. O glorioso vencedor de Arbellas, de-
pois que se mollera com as pequeas de Babilonia
perdeu-se completamente; j nio era aquello rapaz
azoogado que melera n'ura chnelo os embaixadores
da Persia; esqueceu-se das boas liees do pensador
do Slacyra, o d'abi com aqnello maldito seslro da
pinga qne herdra com os grandes talentos de Phi-
lippe seu pai, ningoem o poda aturar quando es-
lava na compaolados seus amigos de cmese bebes.
1.a n'ra bello dia, ou para melhor dizer n'uma for_
inosa noile de luar quando nndava cora as vistas de
fundir urna cidade para perpetuar o seu nome, e
em enjo plano elle desenvolveu todos os recursos do
seu geuio; porque foi essa famosa Alexandria onde
o formidavel conquistador quiz reunir como n'aro
centro e emporio commum a civilsaeao do Orient
c do Occidente, toruando-a capital do seu immeuso
imperio, e inelropole do commercio e lodo o movi-
menlo espirilual do mundo antigo.
Como iamos dizendo : i n'uma formosa noile em
que o hornera andar com urna moafa daquellas de
deilar abado, enlendcu Alejandre con os seos bo-
loes, quehavia de ser um dosdeozes; na (erra j nao
linha que fazer; era senlior do mundo ennhecido,
choran-so, lastimiva-se por nao haver mais que eon-
quislar, e como (razia aquella (ramonlana de vinha
d'alhos, sem allender as conveniencias lembrou-sc
- que con) algum dinlreiro leria entrada no Olympo;
que pouca versonha .' corromper os deoses immor-
laes! mis estes casligarara-no severamente. Alc-
xandre expirou na flor da idade, cheio do projectos;
e o seu vasto imperio foi dividido peloo seus ge-
ucracs qoe se odiavam reciprocamenle. Arranja-
moi esle arauzcl para llu dizermos, que es
{empos esto mudados, d tmpora, inores, e
que so com effeilo Ierra pasuiou perante a marcha
trinmplial do Ilustre cavalleiro da anliguidade, ou-
lro tanto nao acanteceu com o imperador Nicolao 1.
autucrala do todas as Russias; o qual saiba que mor-
reu no dia 2 do marjo ao mco da, se he verdadelra
a partieipiclo telegraphica que chegou a esta cidade
de Liiboa no dia 6 do sobrodilo mez, e qae segundo
dizom fdra communicada ao ministro dos negocios
esu-angefros da Prussia pelo embaixador deila em
S. Pelersjurgo. Os fundos levanlaram immediata-
menlo em Paris. Os Francezes aObgam-se em pou-
ca agua. Se tal noticia he ccila.a siluac.lo tomara
urna face nova.
Em quanto a guerra he provavel qne nao acabe,
pois qne Nicolao era o representante do genio mos-
covita ; morlo esle vira oulro ; o soberano defunto
dcixa lilho; e o panslavismo procurar onde quer
qno esleja quem o represente e satisfaca assuas ne-
cessidades tremendas. Ora, tudo isto he raciocinar
na hypolliese da morle do preconisado monarcha.
Vamos a ver o que sahr daqui, c de toda esla em-
brulhada. Como estamos de volla com os defuntos,
dcixemoso to Nicolao estirado para 'semprc e va-
mos at a Sardenha, onde tambem a morte fez das
suas; esta senhora morle, marafona de muilo m ca-
ladura e quo ainda nao foi bcra comprchendida, e
cojos nslinctos destruidores coadunam-secom a oi-
velacao; esconde-se na bagagem da democracia; e
agora a vers; pula como a onca, arraza como o raioi
pespega-se no palacio dos ricos, no feslim dos pode-
rosos e grandes da Ierra; eadeosminhas encommen-
das; nem dinheiro, nem empenhos; nada para ella
lem valor; he incorruplivel a tal senhora; ha opioioes
to esquentadas quo avancara a seguinlo proposi-
r.ao: que lio a potencia inexoravel com quem os
ricos uio tirara a melhor, nem os figuroes deste mun-
do liram a sua a limpo. Apenas a doulrina de Je-
ss poe termo i trsle ederradeira jornada com eslas
palavras de mysteriosa solemnidade.Requiescat
in pace. Amen. Assim se acaba no mundo chris-
t.lo esta vida transitoria e morredoura para se abrir a
oulra aoude irradia o sol divino, principio e fim,
explicarlo de (odo o creado**
A casa de Saboia que (aSvposlo luto por duas
princezas que linham morriao ha mui pouco tempo,
e com pequeos intervalos soffreu agora, e leve mais
urna perda irreparavel na morte do duque de Ce-
nova, esta nova dolorosa foi na occasiao em que a
cmara do Piemonle discuta a proposla d'um con-
tingente do exercilo sardo para a Crimea, por sug-
gesloes das uaces alliadas. Eilectvamenle a c-
mara determnou que se enviassem tipia mil ho-
mens do exercilo piemonlez naquello sentido. J
partiram os offlciacs e commissarios para Conslanli.
nopla adra de tomarem as medidas convenientes para
alojar a divisao. O general da Mrmara he o com-
mandanle erachefe; militar hbil a quem o exercilo
sardo deve relevantes servicos, e que actualmente
se ada em Pars, segundo dzcm.
A trra seja leve a rainha roai do rei da Sirdeolia,
da sua esposa muilo amada, e do seu augoslo irmao
o duque de Genova; infeliz familia I em to pouco
tempo qnantos revezes! Dos assim o delerminou;
j la estao na Ierra da verdade ; e nos emqoanto por
c estamos na da mentira tiremos um par d'olhos
pela Inglaterra.
Ha de se lembtar qae na nossa ultima par-
licipamos-lhe a queda do ministerio inglez, e a re-
conslruccao do mesraoipor lord Palmerston sob cuja
innuencia fura reconstruido o novo gabinete, e a sa-
bida de alguus membros influentes taes como lord
John llussell, que se retirara presupondo que com a
sna tctica seria chamado como urna das notabilida-
des da nova adminislracao ; o nobre lord enganou-
se, e nos o tinhamos previsto quando apresentamos
aexpressaocaseira ede familiar zombaria o Joao
nao d conla do recado.
Lord Palmerston foi sempre muilo traquinas c en-
redador, e pouco inclinado a soffrer a influencia de
rival tao poderoso, e cojos talentos nao temos dnvi-
da nenhuma em admirar. Seja como for, o Ilustre
estadista da Graa-Bretanha marchou para Vieima;
vai assistir as conferencias diplomticas que bao de
ter lugar naquella corle. H3o de ser curiosas as taes
conferenciasjdizemos curiosas paranan dizer frescas;
termo cholo he verdade ; mas ndubilavelmenle o
mais apropriado. Continuando; o nobre lord j alra"
vessou Paris na companhia de urna lilha, naquella
capital tralou em audiencia particular cora o impe-
rador dos Francezes. Era de esperar, e al neces-
saria esla distinecao c honrara da parte do aclual
monarcha da Franca.
As ultimas noticias j dao o primeiro e o mais res-
peilavcl carcter do partido whg em Berlim. O ho-
mem vai correado e batendo mato, como se l diz.
Pois lenha cuidado qne as vezes vti se buscar laa e
volta-se tosquiado. Assim se descartou Palmerston
do seu hbil adversario, e no brilhanle exilio d'uma
missrto diplomtica desembaracou-se de quem o po-
da affronlar; e vai por em pralica todas as snas ali-
cantinas. Eslavam os negocios polilicos da Ingla-
terra neste termo, quando as ultimas noticias trou-
xeram a novidade, que rebenlra urna nova crise mi-
nisterial.molivada pela proposla Roebuk. Os membros
dissidenlos s5o os peelislas, GladstonesuBdito inglez
mui hbil, e do qual dizem que quando tira o balo-
que da sna eloquencia pode-se ouvir por goslo; o
oulros sao Herbert e Graham, ambos passam por
trastes anglo-saxes de muilo presumo par> as iihas
brilanicas. Ji foram subslitaidos convenientemen-
te; o qno nao deu pouco cuidado a lord Palmerston,
vulgo lord Cupido.
Ponharaos de parle as novas personagens que en.
traram na recenlissima reoraanisacao do ministerio
inglez; quasi todos mais ou menos conhecidos no seu
paiz; o qne mais cuslou a crer, o que admirou foi re-
servar-se, oa antes dar-se a pasla da adminislracao
das colonias a lord John Rasad, na sua ausencia e
provavelmente com o seu consenlimento; que tai
tem sido o enredo e intriga que envolve as varas
fraccoes dos homens mais influentes na poltica da
Inglaterra; qne lal nao tem si a tramoia em que Pal-
merston os lora mellido. lie certo porcm, que n3o
hade ser lord Palmerston nem Russelque desviarao a
Graa Brelanha da crise porque vai passar, e tatvez
qj)e d'uma transforroacao que ameaca as molas cs-
senciaes sobre que asseulara os seus coslumes e me-
chanismo social. Os elementos estao de ha muito
conjurados. Os seus esladislasj o linham previsto,
e lodos elles tenuiram mais ou menos afaslar a tem-
peslade lomando a iniciativa de algunas e al de
muitas reformas que demandavam as necessdades
do servico publico, e remover muitos outros obsta-
culos que empeciam a prosperidade do paiz minado c
sem questao nenhuma abalado pelo espirito novo
He ociuso relatar o que com este intuito fizeram
Pili, Caning, e Peel; e todava grandes contrarieda-
des sobrevieram e abarbaram tao habis estadistas,
nem conseguirn) fazer ludo o que convinha; rus
ahi est a guerra do Oriente que na sua marcha fa-
tal, pondo em accao as Icrriveis leis da necessidade,
consumar a obra daquelles eminentes estadistas tao
dedicados a patria; e que por gloria sua, diga-se,
previram e qnizeram dar-lhe remedio a tempo para
salvar a Inglaterra. Muto fizeram he verdade; as-
sim mesmo ficon muilo para fazer, do qoe nao leva-
ram pequea rnagoa para as lages de Weslminster.
Nicolao morrendo embebeu a sela fatal no scio da
Graa Brelanha, j boje esll patente a ferida em
toda a sua hediondez. O velho edifiqio doS/o/
and Church vai-se desmoronando a olhos vistos; as
suas caducas inslitiiires desabaram. A reforma do
exercilo inglez que he inevilavel, trar ou arras-
lar muitas outras que as circunstancias do momen-
to demandara com imperiosa necessidade. Eisaqai
como por caminbos cslranhos, como por meios cm
apparenca conlradiclorios a marcha da humanidade
prosegue quolidianamente. Nao bao de ser lord
John Russel nenvPalmerston que alivrarao da crise
a que esui exposta a naci ingleza; o sino do moslei-
ro de Weslminster est tocando a agona, e a Ingla-
erra decretou um jejum geral para qae Dos se
compadeca della. Todas as velhas daoem bealas.
PERNAMBLCO.
ASSEMELE A LEG1SL ATI VA PHO-
V INC I AL
Soasa' em 29 de Mareo de 1866.
Presidencia dt Sr. Bario de Camaragibe.
(Conclutao.)
O Sr. Theodoro: Deveis estar lembrados, se-
nhores, de qoe em urna das sessoes passadas, por
ceasile da primeira discussao do projecto, que ora
oceupa nossa attencSo, offereci vossa considera^ao
um requerimenlo de adiamenla a esse mesmo pro-
jecto, o qual tendendo a esclarecermo-nos, baseava-
e, comoeolAo vos disse, em principio! geraes de d-
reito, que nao perotitiem qiiedesappropriacties n fa-
c3i sem quo previamente se prove a utilidade dol-
as ; principios estes que se achara expressamcnle
consignados em a nossa consliluicao poltica do im-
perio, no -22 de scu ligo 179 : deveis estar lem-
brados ainda, de que esse rcquerinieiilo, a que me
retiro, linha alcm disso, por fimoa que secumpris-
se o artigo 5 da lei n. 129 da 2 de maio de 18*4,
por estar nclle implcitamente comprehendda a
detappropriacao proposta uo projeclo ; ou que, caso
nao procedesso este fundamento, ouvindo-se a c-
mara municipal dcsla cidade sobre a utilidade do
mesmo projeclo, que sem duvida diz respeito a in-
leresses municipaes, deitasse por esto modo de ser
direclameme offendida a dispusi^ao do ?, do arl.
10 do acto addcional, que expressaraente determi-
na que se nao legisle sobre interesses do lal natu-
reza senao sob proposlas das respectivas camarfs.
Mas o que lio cerlo, senhores, he que, nao obs-
tante a valiosa argumentadlo com que foram justi-
ficados todos esses fundamentos, cabio o adiamen-
lo por mim proposln, sendo approvado, em primei-
ra discussao, o projoclo de que novamentc nos oceu-
pamos boje !
Por forja de minhas convcees, sou, pois, levado
a impugna-lo ; c leudo de faze-lo, alira de justifi-
car meu voto, perrailta-mc o honrado membro, que
honlera me preceden, que o acompanhe em soa ar-
gumentaran, apreciando os motivos de que se servio
para sustentar o sen projecto.
O honrado membro quando, pela primeira vez, fl-
lou nesta casa sobre o projeclo, juslificou-o com as
palavras proferidas neste recinto pelo Sr. Mrquez
de Paran em 1850, as quaes, se me nao engao,
resumem-sc no seguinle : que ha entre nos ama
necessidade palpitante, a de desappropriar-se os
terrenos de dominio particular, era que por ventu-
ra eslejam situadas as povoares, villas e cidades de
toda a provincia, em consequencia do extremo arbi-
trio e abasos intoleraveis, que conslantemenle pra-
tcam os respectivos proprietarios desses terrenos.
Ainda hontem o honrado membro, sustentando o
prbjecto, referio-se a cssas palavras ; e deU i enten-
der que o havia oflerecdo em consequencia deltas.
Senhores, longe de contestar que as palavras do
Sr. Mrquez de Paran, a que se referir o honra-
do membro, expriman) urna verdade, sou o primei-
ro a rcconhcce-lo; o qne contesto, porcm, he que
dellas se possa inferir lgicamente a necessidade
da desappropriarno proposla no projecto que se dis-
cute.
O Si. narros Rarrelo d um aparte.
O Sr. Theodoro : Repito o que disse : longe de
contestar as palavras do Sr. Mrquez de Paran, co-
mo a expressao de urna verdade, ea o reconhejo ; o
que neg, porcm, he que dellas se possa inferir l-
gicamente a necessidade da medida consignada no
projecto.
O Sr. Barros Brrelo : Trouxo-as apenas em
apoio de minhas opinies, c como autoridad?.
O Sr. Theodoro : Com que fim citou-as o hon-
rado membro ? Foi Bem duvida porque dellas re-
sultava a idea de que era uecessario desappropriar
os terrenos do dominios particular, em que por ven-
tora eslejam titiladas as povuace, villas e cidades
da provincia. Logo, o qae prelendeu o honrado
membro, citando as palavras do Sr. Mrquez de Pa-
ran, foi provar a necessidade da dcsappropriarjio
proposla no projeclo...
O Sr. Luis Filippe : As palavras, a que se re-
fere o nobre deputado, nao lem tanta forja quaota
llies quer dar.
O Sr. Theodoro : ... e de algam modo justi-
fica-!o. Me parece, porm, que lal dednrcao senao
prestam as palavras a que rae lenho referido.
O Sr. Mrquez de Paran, apreciando um facto
por nos conhvcdo, disse, c disse mnito bem, que
convinha remover-se a causa occasional dos abusos,
a que infelizmente .estao sujeilas as povoaces da
provincia, por screm fundadas quasi todas em ter-
renos de dominio particular.
O Sr. Luis Filippe : Concorda ?
O Sr. Theodoro : Concordo. Mas o 'Sr. Mr-
quez de Paran, proferindo eslas palavras, devia sem
duvida estar convencido, como deve-o estar cada
um de nos, que, com quanto seja real a necessidade
de remover-so taes abusos, algumas pnvoaces, til-
n e cidades existen), com tudo, que mais que ou-
tras necessilam de que, com preferencia, acerca del-
las se d promplo remedio a lal respeilo, tratndo-
se de dcsappropriar os terrenos particulares, em
que estao ellas fundadas. Isto me parece innoga-
vel."
Se pois assim he, e se a medida de desappropria-
rno consignada no projecto he parcial, o que cum-
pria fazer a quem o sustenta, afira de justifica-lo?
Era certamenle mostrar que a povoacao de Santo
Amaro de Joboato he urna daquellas que eslao jom-
prehendidas no caso de que ha pouco falle), isto he,
que ella necessila de que, com preferencia, se de-
crete a dcsappropriaQo do terreno de sua situarao.
Supponho, porm, que foi isto exactamente oque
nao provou o nobre depotado, a quem respondo..,
O Sr. A. de Qliceira : Apoiado.
O Sr. Theodoro : ... entretanto que, pela par-
calidade do projecto, era o que devia ter provado
previamente. Se, pois, repito, ainda nao est isso
provado, nao obstante as esforros qne se tem empre-
ado em sustentarlo do mesmo projecto...
O Sr. uis Filippe : O no6re deputado apr-
senle as medidas de desappropriarno para os lugares
de scifconhecimento, que necessilam de ser desap-
propriados.
O Sr, Theodoro: ... Deve-se conceder-me que
repule injusta, por assim dizer, a desappropriac,ao
de quo se trata, porque povoaces existem na pro-
vincia que necessilam mais qne a seu respeito se
lomem medidas de desappropriarno que a de Santo
Amaro de Jaboato!
O Sr. I.uiz Filippe: Pioponha para essas que
eu voto.
O Sr. Theodoro : Eu nao quero propor cousa
alguma ; o que pretendo, porm, he cumprir eom
o meu dever, oppondo-me a urna medida, que ma
parece menos justa, em vista do qae lenho dito, e
considerado sob certas relaroes. Eniendo, por tan'
lo, que, assim examinado o projeclo, as palavras do
Sr. Mrquez de Paran nao o justifican).
Mas, prescindamos dcsla quesiao, e vamos que
o honrado membro lano encarecena da utilidade
do projeclo.
Me parece qoe, por certas circunstancias espe-
ciaes, em materia de desappropriaces, dous s3o os
elementos constitutivos da utilidade publica. Em
primeiro lugar os abusos, quo por ventura prati-
quem os proprietarios dos terrenos em quo estao si-
tuadas as povoacGes, villas ou cidades ; e em segun-
do lugar, a possibilidade que tenham esses lugares
de desenvolverem-se e engrandecercm-se; sendo
convieco inhiba que, sem o concurso simultaneo
desses dous elementos nao pode bave utilidade pu-
blica que justifique entre ns urna desappropriarno.
Ex'aminar, com rclar.lo ao projecto, que se discu-
te, se para sua justificaran existe o primeiro desses
elementos, he por cerlo um pouco odioso, porque
reduzir-se-hia esse exame a saber-sc se o proprieta-
rio do terreno, era quo est fundada a povoacao de
Santo Amaro de Jaboato, ullrapassou a sua esphera
de proprielario, coramettendo ou nao abusos; e de-
claro que he esta urna das questoes, em^que me nao
desejo envolver, Nao estando habituado a indagar
o que vai pelo mundo, nao sei se esse proprielario
he ccnsaravel pelos abusos que por ventura prati.
que; confiando, porcm, sobre modo no carcter pro-
bidoso do honrado membro, a quem rae lenho ro_
ferido, loavo-me em suas proprias palavras, de que
a casa nao deve estar esquecida, para elucidado do
ponto de que me oceupo.
O honrado membro, era urna das sessjes passadas,
a de 22 do corrale mez, oceupando-sc do relatorio
do Sr. Mrquez dn Paran, na parle relativa aos
abusos de quo mais de una vez tenho fallado, disse
o sesuinte : Bem longe de mira est, Sr. presi-
dente, o querer fazer applicacno do qne acabo de
dizer ao cisoon discussao; e, fazer crr quo a povoa-
cao de Santo Amaro de Jaboato lenho sido victima
desse arbitrio ; nao, senhores, nao tem acontecido
nenhum desses casos al agora.
Quero, pois, ser coherente : louvei-me as pala-
vras do honrado membro, aceito-as; mas direi em
vista della, que, no caso em queslao, nao so d o
concurso de um dos elementos constitutivos da uti-
lidade publica, sem a qual injustiflcavel hequal-
quer desappropriacao. Vejamos, porm, se o mes-
mo acontece com o segando desses elementos.
Por mais esforcos, qae lenha fcito, snslentando-se
o projecto, sobreoqnal fallo, anda n,lo conseguio-
se provar qoe a povoajao de Jaboato seja ama da-
quellss que, pelos elementos de vida, de que dis-
pos, promeltem um futuro lisonjeiro.
Pelo contrario, al agora o que se tem provado
lodos e a mim especialmente,he qne essa povoacao
nao possa de um lugar rerommendavel pela ameni-
dade o pureza de seu clima, porque nenhuma vida
lem, e que por couseguintt- nao prometi desenvol-
virrcnlo algum.
Mas, senhores, pergunlo-vos ou : em taes cir-
cumslanciis dar-se-ba pon entura, para a desappro-
priacao proposta, o segundo elemento conslitutivo
da utilidade publica)? Sem oconcurso dille ser con-
veniente o decrotar-io 1 Creio qoe nao.
Senhores, em umn das sessOei passadas disse judi-
ciosamente um honrado membro ( o Sr. Silvirlo ),
quo om materia de des.ippropriar.oes devlamos ser
escrupulosos, cumprindo-aos decreta-las apenas por
motivos de utilidade publica e nao para salistacjao de
gozos. Como essehonrado membro,sei descriminaras
ideas, que exprimen) as palavrasutilidade publica e
satisfcelo de gozo ; e por isso eniendo quo nao deve-
nios esperdicar os dinheiros pblicos cora desappro-
priac/ies, que, quando muilo, serao juslificaveis pelo
segundo destes motivos, como no caso em questao.
Se razoes especiaes teem algumas vezes na ordem
social caraclerisado o gozo como necessidade publi-
ca, por certo qae ainda se nao pode caracterisar co-
mo tal a conveniencia de ter-se um bello arrahalde,
onde se poss estar commodamente durante a csla-
rao calmosa, o que, segundo pens, he o fim do pro-
jeclo de que se trata.
Ea, portanto, em vista do qoe tenho dito, voto
contra o projecto e especialmente contra o seu arl.
I., qae se discute, o qual resume em si a idea ca-
pital do mesmo projecto, visto nao existirn os dous
elementos constitutivos da utilidade publica, sem o
concuiso dos quaes injustificavet he qualquer medi-
da de desappropriarno.
Feitas estas observarles, passarei aoceupar-rae de
urna outra questao, que vem a serse o projecto he
ou nao intil e superfino em relajo a lei de 2 de
maio de 1814 ; questao esta de que se oceupou hon-
tem o honrado membro.
O Sr. Luis Filippe: O que o nobre deputa-
do lem dilo^om referencia a utilidade do projecto,
devera ter tido lugar na primeira discussao.
OSr. Theodoro : Pois hoje, que se traa do arl.
1.", que consigua urna idea que presoppc a de uli-
dade, nao tere pnrvcntura argumentado de confor-
rainando se
entilo a
o implicita-
maio de 18f.
midade cora a leltra do regiment
existe esta mesma utilidade
Continuarei, pnis, a exam
medida proposla no projecto
mente comprehendda na le
Antes, porm, de faze-lo, pcrmitla-me o honrado
membro, a quem respondo, que aceite a classificacao
que den honlem, depois do algumas hesilacOes,
utilidade do projecto como municipal. Aceito esta
classificacao...
O Sr. Lu: filippe da um aparte.
O Sr. Theodoro ( respondendo ao aparte ) :
Em prova de que o honrado membro, a quem me
reliria, hesitou a principio em classificar a utilidade
do projeclo, lambrarei quo nos disse elle honlem
que nao estando o caso, de que trata o mesmo pro-
jecto, comprehendido na lei do 2 de maio de 18W,
nao podia por isso classifica-lo sob nenhuma das es-
pecies do utilidade, de que faz meucao a referida
lei; viudo, porm, depois de havc-lo dito, a consi-
derado como de utilidade municipal.
O Sr. Lus Filippe d um aparte.
O Sr. Tlteodoro : Mas supponha-se que me
honvesse eu engaado, por se nao lerem dado taes
hesilacoes;o que he cerlo he que o honrado membro
qualificou de municipal a utilidade do projeclo ; o
que eu aceito.
Quando se trata, senhores, de enlender-se nma
lei, deve-se faze-lo, nao segundo a sua forma ma-
terial, segundo a sua leltra, porm attendendo-so
ao scu espiriln ; porque, em direito, he axioma que
a leltra mala e o espirito vivifica.
Faca-so, pois, applicarao deste axioma, qae ex-
prime urna verdade, a lei de 2 de maio de 18ti ;
sin be, seja ella entendida, nao segando a sua lel-
tra, mas de conformidade com o seu espirito, e cerlo
ver-se-ha que uella esl implcitamente comprehen-
dido ocaso de desappropriacao de que trata o pro-
jecto.
Qual seria, senhores, o fim, a iotencao de quem
confeccionou a lei de mi de 1811 I Nao seria por-
ventura determinar que se procedesso a desappro-
priacao tolas as vezes que se provasse que razes de
utilidade publica, provincial ou municipal, o exi-
giam ? Cerlameuts que sim, porque suppor-se o
contrario seria ura absurdo... i
O Sr. Barros Brrelo : Nos casos especificados
na lei.
OSr. Tlteodoro : Se quem confeccionou a lei
pretenderse o contrario,isto be.que s nos casos nella
especificados, como diz o honrado membro, se po-
dessedcsappropriar, pretendera sem duvida um ab-
surdo, urna anomala extravagante, porquo casos se
pdem daralm daquelles, que sao juslificaveis s-
mente pela ntilidade publica, em os quaes esta mes-
na utilidade exisla.
Logo, se assim he, C se o caso de desappropriacao
proposlo no projeclo he motivado, segundo o pensar
do honrado membro, em razes do utilidade publi-
ca municipal, deve-se concluir que, por forc de
seus principios, e segando as regras da verdadeira
interpretado, esl elle comprehendido implcita-
mente na lei de 2 de maio de 18 i.
O Sr. Luis Filippe d ura aparte.
O Sr. Theodoro (respondendo ao aparte): En-
tenderle assim a lei seria materialisa-la. Ainda
mesmo, porm, suppondnse que nao seja verdadei-
ro e jurdico o modo porque a tenho interpretado,
direi comludo que na sna mesma leltra esl compre-
hendidt a desappropriacao proposla no projecto, al-
leudendo-se ao fim daqaella, como evidentemente o
provou o Sr. padre Meira, que ora se naoacha pre-
sente.
Entretanto, scolipres, prescinda-se de ludo quanto
vos hei dito ; snpponha-se improcedenle a minha ar-
gnmenlatao, c por conseguiute falsas as concloses'
que della hei lirado ; ainda assim votarei contra o
projerlo, por eslar elle eivado de inconslitnconali-
dade. )
Se a utilidade do projecto, que eu desconheco, he
municipal, como disse o honrado membro, e refere-
se a interesses da cmara municipal.!.
O Sr. Laceran : Quem Ih'o disse f
O Sr. Theodoro : Disse-o o Sr. Barros Brrelo.
Se o projeclo, repilo, he de utilidade municipal,
porque diz respeilo a interesses de nma porcao de
municipes da comarca desta cidade, nos nao poda-
mos confeccionado senao sob proposla da mesma
cmara, em virtule do g 4 do art. 10 do acto addi-
ciuual...
O Sr. Barros Jlarreto : Lea o 3 do art. 10.
O Sr. Theodoro : Senhores, o 3, de qno fal-
la o honrado membro, deve ser entendido de com-
binado com o; 4, qoe vos cilei, ao qoal esl, por
assim dizer, subordinado.
Combinera-se, pois, e harmonisem-se esses dous
, e ver-se-ha que nao podemos legislar sobre inte-
resses das manicipalidades ou sobre a sua polica o
economa, anda mesmo que seja por occasiao de
decrelar-se alguma desappropriacao, sem que pre-
ceda proposta da* mesmas municipalidades.
Sendo pois assim, continuarei a dizer qne o pro-
jecto esl eivado de inconslilucionalidade, visto nao
ter a elle precedido proposta da cmara municipal,
contra a disposico do !; do art. 10 j citado, era
cujas palavras se comprehendem todos c quaesquer
interesses que dizem respeito, e dizem ser protegidos
pelas municipalidades, como os de seus municipes,
cm materia de desappropriares; o que bera se pode
conhecer da inlerpretacao que, s palavraspoli-
ca e economa consignadas naquelle piragrapbo,
faz a lei de 12 de mato de 1810, em sen art. 1.,
que passo a lr : (I..)
Eslas sao por ora as consideracoes que lenho a fa-
zer acerca do projecto, que so discute; e como se
ache sobre a mesa urna emenda esse mesmo pro-
jecto,oflerecda polo honrado membro ( oSr. Mello),
procurarei fazer sobre ella algumas observaroes.
Em primeiro lugar direi que, se o honrado mem-
bro, conformando- com as palavras do Sr. Mrquez
de Paran, sobre a necessidade das desappropriaces,
enlendeu que devia apreseotar. para satisfazlo dessa
necessidade, nm projeclo geral e nao parcial, cum-
pria para ser coherente consigo mesmo, que nao
restrinRisse a aulorisaro de sus emenda cmara
municipal do Recite devendo pelo contrario ampla-
la s deraais de toda a provincia...
O Sr. Lacerda : Qae sao as qae mais precisara.
O Sr. Theodoro:.....visto qne sao, como mni-
to bem acaba-so de dizer, os que mais preci-
sara de que se desapropria os terrenos em qae
esli situados. Mui ooucas s3o as povoac,oes que no
municipio do Rcrifc, necessitera de tal medida; en-
tretanto que o contrario d-se rom os do outros mu-
nicipios mais distantes que aquclle. Logo, digo eu
te o hnralo membro aulorsou a cmara municipal
MELHOR EKEMPIAR ENRlINTRAIin
do Recite a que procedesse a desappropriacao das
pnvoaces desea municipio, igual aulorisaro desc-
ra conferir as demais cmaras da provincia, con-
feccionamiossua emenda de um modo ampio o ge-
ral. Entre! >nao he este o nico motivo que
me leva a vi contra ella: outros ainda a isso me
obrigam.
Quando If. jmos de legislar, senhores, devemo-nos
esforear para que as medidas legislativas que adop-
larmos, levem era si o cunho da exequibilidade;
sendo nisso inleressado o nosso propriu crdito, afir
de que se n?o diga que procedemos leviamente. En-
treunto, senhores, ser por ventura exequivel a au-
torisneao conferida na emenda, cmara deste mu-
nicipio para que effertue a desappropriacao dos ler-
renos em que eslao situadas as povosroes e villas do
mesmo municipio ? Creio que nao, IsWque a c-
mara nao poder contralor o empreslirao uecessario
para lal fim.
Ainda no anno passado, como sabemos, autorisa-
mos a essa mesma cmara contralor um empresli-
rao para.s conslrurcao do maladouro, e de um mer-
cado publico ; entretanto, sem en.bargn dos esforros
que ella empregou para conseguido, eis o que nos
diz a tal respeilo em seu relatorio (16):
A lei provincial n. 348 de 21 de maio de 1851,
uo arl. 1S procurou habilitar 'esta cmara com os
meios pecuniarios precisos a consecuc.ao dessa obra
maladouro autorisando-a a conlrahir um empres-
limo eobliypolheca dos rendimentos qne depois de
concluido podesse dar; porm esla medida com
quanto atieste a solicitude dos Icgislalores pelo bem
deste municipio, foi i ote mnenle improficna porque
apezar dos annuncios e diligencias da cmara (nte-
se bem), n.lo appareceu quem quizesse negociar o
autorisado emprestimo, talvez por lerem os capitaes
maiores lucros no commercio, e em especulares de
nutro genero, caliendo por isso igual sorte ao em-
prestimo destinado a conslruccao de nm mercado
publico.
E nole-se qc a hvpolheca sobre os rendimenlos
do maladouro, que sem duvida he ama obra de mui-
la importancia, era urna garanta mais animadora
aos capitalistas, afim de qoe concorressem com seus
capitaes para a conslruccao della, do que a garanta
estabelecida na emenda.
Em vista pois deslas consideraees e de outras
que deixo de oflerecer a emenda que se discute, ve-
jo-me Toreado a volar contra ella, e bera assim con-
tra o projeclo de que me oceupei era primein- lugar
pelo quo enlao disse a sen respeilo.
Vai a mesa e he apoiada a seguinle emenda :
Depois das palavrasterrenos de dominio par-
ticularacresscule-seque nao perlencercm a cor-
porales de mao mora. O mais como no artigo.
Barros Brrelo. r>
Tendo pedido a palavra o Sr. Luii Filippe, fica a
discussao adiada.
Coniiniiaco da 2." discussao do art. 2o do orna-
mento provincial.
O Sr. Mello Reg :Sr. presidente, estoo na
obrigac,ao de oceupar ainda a atlenlarao da casa ;
mas promello faze-lo no menor tempo que me for
possivel, porque nao he meu intento prolongar a
discussao do arl. 2" do projecto. Devo, porm, urna
resposta formal ao nobre deputado que se acha em
frente de mim, e antes de entrar na apreciacao de
algamas proposites por elle hontem proferidas, V.
Exc. me permita que eu'peca-lhe qae ello declare
na casa quaes sao esses meus afilhados, quaes os in-
dividuos de que me tenho constituido patrono peran-
te o nobre inspector, para que me mostr boje des-
peitado, segundo elle disse, e venha derramar a mi-
nha alrablis, por ver que as pretenees que eu pro-
tejo sao por elle contrariadas. Perdoarei ao nobre
deputado a arrogancia de urna l?l a-serc.lo se elle
apoular os meus protegidos, e di-ser quaes as suas
pretenees; (icaudo, porm, o nobre depnlado certo
que se o nao fizer ficar-me-ha o direito de dizer qne
elle smenle no intuito de produzir na casa urna m
imprcssiio contra ram e collocar-me em urna (>os-
C,ao desvanlajosa, proceden menos cavalleirosamenie
fazendo-me urna imputado qt>* o nao Samare)
calumniosa, porm menos verdadeira.
Devo hoje fazer urna rcllevao : en hontem quaudo
encetei a discussao, disse logo quo me hia oceupar
com o inspector da Ihesouraria; salvei a pessoa do
dcpalado, porque como lal lhe devo cerlas allenres
que como inspector nao sou obrigado a guardar ; co-
mo inspector posso-o aSrusar.apreciar os seus actos,
altribuir-lhe mesmo ms intences ou parcialidade
em seu procedimento, roas como deputado nao lhe
posso fazer isso, o regiment me o prohibe.
O Sr. Jos Pedro :Nao pode injuriar aqni a
ninguem.
O Sr. Mello fego^Se a [censura on aecusarao
lem urna base verdadeira, nunca se deve reputar in-
juria,
O Sr. Sousa Cartalho :Pode-se aecusar sem
fallar em precedentes polticos.
O Sr. Carneiro da Cunta : Tambem se pode
fallar, fallando desses precedentes.
O Sr. Mello llego :Se a injuria resalla da ennu-
ciacao de urna verdade, a colpa nao he minha.
O Sr. Jote Pedro :Nao foi nisso que me inju-
riou.
O Sr. Mello Reg :Bem: isso serve de rtspos-
ta ao meu nobre amigo o Sr. Snoza Carvalho ; o no-
bre deputado nao se d por injuriado com a recor-
darlo do seu passado.
O Sr. Sauz-a Carvalho:Mas isso n3o he motivo
de aecusacao.
O Sr. Mello Reg :O nobre deputado comecon
pelo que eu disse relativamente ao arrematante Lniz
Jos Marques, e para refutar-me soccorreu-se do ar-
tigo da lei vigente que concedeu o abale a aquelle
individuo. Para justificar o seu procedimento, elle
disse que visto a lei fallar em abate e mao reslitui-
cao, nao jodia o pagamento sereflecluado como eu
entenda, e sim como elle cntendeu.
Essa argumentaran pode proceder, porque emhora
a le nao qoilificasse a indemnisar.au como restitoi-
r Jo ella devia ser entendida como tal, porque ef-
feclivamente era urna restituidlo ; porque tratava-se
de eulregar o excesso de urna quaolia devida com
que o individuo entrara para os cofres pblicos.
Eu hontem demonstre i que esta era a interpreta-
rlo que se devia dar a lei; e o que o nobre deputa-
do disse em resposta nao deslruio a minha argu-
mentarlo ; os fundamentos da minha opiniao ainda
subsistem e por isso nao os repelirei.
Quando eu fallei no pagamento do Sr. padre Va-
ria, disse que duvida va que asconseqneucias da anr-
nis'.is chegassem ao ponto de absolver ao empregado
das faltas que livesse commetlido na execussao de
um contrato sygnallograalico e .o habitassem a
perceber o ordenado sem exercicio ; essa foi a
minha argumentarn e accrescenlei ainda qne
quando mesmo o nobre depotado pudesse soccorrer-
se aos precedentes, principalmente aos do goveruo
geral, eu diria ainda qae na rcallsacao do pagamen-
to fez nm favor a aquelle individuo. O nobre de-
putado sdisse queja linha tido, acerca desta espe-
cie opiniao diversa: mas qne pensando de'novo so-
bre a materia, havia mudado do parecer j pelo que
lera em alguns aalores, j pelo precedente que trou"
te para exemplo do Sr. Paran, no que se eoganou,
porque foi o Sr. Soaza Ramos.
O Sr. Jesc Pedro :Esl engaado; foi o Sr. Pa-
ran.
O Sr. Mello Reg :Foi o Sr. Souza Ramos quem
mandn pagar ao Sr. Loyolla, e invoco o leslemu-
nbo do nobre deputado qae se acha defronte de mim;
o Sr. Clemenlino, que era entao oflicial maior.
O Sr. Jos Pedro :Eu posso asseverar ao nobre
depulado que foi o Sr. Paran.
O Sr. Mello Reg :Isso he questao de nome ;
pouco importa que fosse esle ou aquelle.
Admira, Sr. prtsidente, que o nobre deputado re-
correndo a precedentes, pela falla de disposiro de
nossa lcgi;Iac3u a lal respeito, e indo beber esclare-
cimentos as opinocs de Pereira Souza e o Sr. con-
selheiro Main, nao se lerabrasse de consultar os avi-
sos do governo geral acerca da materia, que muto a
eselarecem.
Ka dous avisos qae lanenm muila luz sobro esla
questao: eu os lcrei para que o uobre deputado veja
qae o procedimento om que se ipoiou nao tem a
torra que lhe quiz dar.
lie o aviso de 30 de maio de 1842, expedido pelo
finado Sr. Jos Clemente Pereira ao presidente do
Rio Grande do Sal.
o Illm. e Exm. Sr.Em oftlcio n. 7 de 17 de de-
zerabro de 1840, propuz o governo dessa provincia a
duvida que se lhe oereca sobre o pagamento que
preltnde o lenle coronel reformado Francisco Xa-
vier do Amaral Sarment, de sidos vencidos du-
rante o tempo em que servio com os rebeldes, ha-
vendo sido amnistiado: e cumprenie declarar a V.
Exc. qne, poslo os tetormados tenham direito ao ven-
cimento de seas sidos, sem serera obrigados a pres-
lac,ao de sefviro algum, esse direilo cesta sempre
que se retirara para fora do imperio sem licenca do
governo; e com mais raz.ao deve cessar para com
aquelles qae deserlam para o nimigo, que be cir-
cnmsljnca maisaggravanle, enesles termos se acha
osupplicanle, sem qae possa approveitar-lhe o fa-
vor da amnista, que be limitado ao perdSo do cri-
mo, e nao pode ser extensivo ao direito de. paga-
mentos de sidos vencidos ao lervico dos rebeldes,
como ja foi decidido por imperial resolae/io de 6 de
oulubro de 18:15 para lodos os ollciaos amnistiados.
Noto berr a casa que be um offlcial reformado que
nao precisa de exercicio para perceber os seus veo-
cimentos. Ora se o nobre depulado quer soccorrir-
se a procedontos e decises do governo geral,tambem
devia consultar esse aviso que vem muilo ao caso.
UmSr. Depuladt:A inda lia nutro aviso.
O Sr. Mella Reg:He da mesma nalureza e
dispeo mesmo, com ludo eu o lerei.
a Aviso de 28 de abril de 1842.Illm. e Exm.
Sr.S. M. I. a quem foi prsenle o seu ollicio |de
17 do Janeiro docorrenle anno, era que V. Exc. im-
forma sobre o requerimenlo de Joao Francisco de
Mello, tenente coronel graduado e coramandaute in-
terino do 3 balalho de caradores de linha, que
pede pagamento dos sidos que deixou de nceber
desde o 1- de abril de 1824 al 31 de julho do 1831,
manda declarara V. Exc. que nao pode 1er lugar
semelhanle prclencao, a vista da imperial resoluto
del) do correle mez, tomada sobre consulta do
conselho supremo militar, que declara que os mili-
tares amnistiados, nao tem direilo ao pasamento do
sold pelo tempo que esliveram ausentes do servico
por crimes polticos, compcliodo-lhes somonte desde
o dia que so lhe fez eirecliva a amnista, como j.i fo
declarado pelas resnlnces de 6 de ootubro de 1835,
e de 7 de agosto de 1841.
J se v, por tanto, que quando eu disso que la-
borava em duvida acerca da extenso que podem ter
as consequencias da amnista ; que quando disso
mesmo ellas nao podem 1er um alcance lao lalo,
nem por isso fazia urna offensa ao nobre inspector,
e nem avanrava urna proposirao quo nao podesse ser
sustentada. Mas o nobre inspector defendendo-sc
nesta parle disse, que o acto linha partido do go-
verno, que eu aecnsasse o presidente, c que se nao
linha coragem para isso, nao me devia dirigir a elle.
Eu declarei honlem. que nao quera entrar na a-
preciac.io dos actos da presidencia; porque o meu
proposito era oceupar-me com actos do nobre ins-
pector.
Sr. presidente, nao quero alardear de corajoso e
valenlc, porem devo dizer que tendo assento ncsla
casa ha seis annos, aquelles que me couhecem sa-
bem que eu nao recuo diante da necessidade de fa-
zer acrusaees a quem quer que seja, urna vez qne
esteja compenetrado da necessidade dellas: nnnea
recose) as consequencias de minhas opinoes, boas
ou ms.
Se o nobre depnlado o que quera era qae cu rae
estendesse em accusares ao governo da provincia,
para elle eslender-se tambem em defend-lo e fazer-
lhe um servico a minha custa, declaro-lhe que nao
quiz favorecer os seus intentos.
. O Sr. Jos Pedro : Nao lenho necessidade disso.
O Sr. Mello Reg: Insisto ainda sobre a clas-
sificacao que o nobre deputado deu se professor do seminario.
Sr. presidente, n nobre deputado disse que era
preciso recoohecer-se como vencido o ordenado *no
anno em qne he reconhecida a divida.
O Sr. Jos Pedro d um aparte.
O Sr. Mello Reg : Disse que se nao se fizes-
se o pagamento naquelle anno, a divida prescreve-
ria. Ahi he que est o engao do nobre depulado,
e eu deploro que elle sendo inspector da Ihesoura-
ria dcsconhera a disposiro do regulamenlo, ou so-
phsmasse-o para me collocar em posicao desvanla-
josa ; porque, Sr. presidente, o que est' sujeito a
prescripc.lo he o reconhecimcnlo do direito, e urna
vez reconhecido esle, o individuo nao o perde mais,
n"io fica prescripto o seu pagamento.-
Ora, urna vez que ze recnnlieceu. que se devia a
este professor a quanta que elle reclamava, elle po-
dia esperar 2, 3 ou 4 annos sem quo a sua divida
ficasse proscripta.
O Sr. Jos Pedro : Ento a divida era do exer-
cicio correte e ao mesmo tempo do exercicio pas-
sado ?
O Sr. Mello Reg : O nobre deputado o que
disse foi que se nao lhe pagasse naquella occasiao,
licara proscripta a divida, e he isso o que cu neg
o digo que nao he exacto; porque urna vez reco-
nhecido o direilo do individuo, esl elle garantido.
Alm disto, Sr. presidente, as disposic,Oes do regu-
lamenlo nesla parle nao podiam ter applicae.no a
esse professor, visto que o regulamenlo foi publica-
do era 1852, e na parle relativa a prescripeao s co-
mecou a vigorar do Io de julho daquelle anno por
diaote; os ordenados do Sr. Faria eram de data
anterior a publicacao do regulamenlo, conseguinte-
menle nessa parte snas disposiees nao podiam ser-
illo applieadas.
Ea senti, Sr. presidente, que o nobre deputado
confundisse as disposiees do regulamenlo, t que
nao usasse da lealdade que eu devia esperar delle ;
o sen fim, procedendo de lal modo, foi causar
impresrao na casa, e collocar-me om posco des-
vanlajosa. Assim na restituirn do Sr, Milet elle
disse que na Ihesouraria considerou-se esse paga-
mento como reslitoicao.
O Sr. Jos Pedro:Nao disse que na Ihesouraria,
disse que foi por informarlo minha ao governo.
O Sr. Mello Bego :A casa o que enlenden da
declararlo do nobre deputado, foi qae elle cacaron
esse pagamento como restituido, c que assim opi-
non, nao obstante haver-se opposto nesla assembla
a prelenraodoSr. Milet.
Sr. presidente, declaro quo isso nao he exacto ; o
nobre inspector em 11 de agosto de 1854 oppoz-se
a esse pagamento, dizendo qu nao havia quola para
isso ; e foi a petar sea que esse pagamento se fez por
ordem da presidencia. Por conseguinte, nao fo ex-
acto o que elle disse, quando aflirmou qne conside-
rou esse pagamento como restituirao, qne nao se op-
poza elle, o que foi poi opiniao sua que a presiden-
cia mandn effeclnar o pagamento pelas eventuaes,
como restituirn. Peca a casa por copia a informa-
cao do Sr. inspector da Ihesouraria a lal respeilo, e
ver se he ou n3o exacto o que estou dizendo.
O Sr. Jos Pedro :Eu invoco o testemunho do
proprio Sr. Mirt.
O Sr. Mello Reg :Eunao preciso do testemu-
nho de ninguem, porque .tenho certeza do qno se
passou: e de mais para que questionar sobre cousa
que se ppde ter a prova escripia ? Peja-se, repilo, a
copia desse parecer do Sr. inspector, dado cm 11 de
agosto de 1854, e ver-se-ha que se negou o paga-
mento sob o pretexto de n3o haver quota ; entretan-
to que pela manuira porque se etprimio o nobre de-
pnlado, lodos ficarara persuadidos que o inspector
da Ihesouraria linha considerado o pagamento do
Sr. Milet como urna restituidlo.
O Sr. Jos" Pedrj :Disse una verdade,e invoco
o testemunho do Sr. Milet e do presidente da pro-
vincia.
O Sr. Mello Reg-.Si. presidente, islo'proVi
ainda, que o nobre inspector se prcvnlece da aulo-
ridade qoe tem a sua palavra nesla casa para collo-
car em m condirao os que com elle queslionam a-
cerca do que se passa cm sua repartirlo. Isso me
parece menos leal 1 Eu conheci perfcilamente que
os nobres deputados todos olhavam para mim, como
que com desfavor, como que para um hornera injus-
to, que avaneava proposirfls nao verdadeiras,quan-
do euem aparte disse que o Sr. 51 le tiuha sido pa-
go contra a opiniao do nobre deputado. Elle d'al-
li, cora a emphase que lhe he propria. disse : esl
engaado.
OSr. Jos' Pedro :E anda digo boje, porque
o nobre depulado uao falla tois verdade do
qne eu.
OSr. Mello Reg :Quem se quizer convencer
da verdade pera porcopia ainformacSodoSr. inspec-
tor : he s o que tenho a dizer a esse respeito.
O Sr. Jos' Pedro :Hei de dar-lhe a razan da
minha resposta, porque nao digo nada na casa que
nao possa justificar.
O Sr. Mello Reg :Sr. presidente; eu tambem
quando fallei acerca doscollcclores, disse qoe o no-
bre inspector nao linha poslo em pratica nma medi-
da determinada pelo regulamenlo, isto he, mandar
empregados inspeccionar as collcctorias, c exami-
nar-Ibes os livros no lugar onde he felta a arreca-
dasao, o qne importa tomar-Ibes conlas.
O nobre depnlado quando toraou a palavra disse,
que isso nao era anlorisado pelo regulamenlo, e al
me mandou o regulamenlo para que ea aponlusse
o artigo.
O Sr. Jos' Pedro :Nem ha de aponla-lo.
OSr. Mello Reg :-~He o capitulo 7- quando
UllTH ti nn
se Irata das allribuices do inspector. Diz o $ 1. do
arligo 27 o Impeccionar por via de commissoes de
empregados de fazenda, que para esse fim nomeari,
lodat as vezes quo julgar conveniente, as reparti-
eses que lhe s3o subordinadas; a dar ou propor ao
presidente da provincia s providencias que forera
necessarias para o milhoramenlo dellas.
O Sr. Jos Pedro: E isso he tomar canta aos
collectores?
O Sr. Mello Reg :As eolleclorias nao sao rc-
parlices subordinadas Ihesouraria provincial '.'
Creio qae nao llavera qoem o conteste.
O Sr. Josi Pedro : Isso he um sophisma com-
pleto.
O Sr. Mello Reg : i.0go o nobre depulado
pode mandar commiises examiusr o estado das eol-
leclorias e isso importa lomar-lhes conlas ; porque
he indo aoscarlorios e confrontando as notas dos se-
los de herancase legados com a renda lanzada no*
livros ; e confrontando a arrecadacao das dcimas
por meio dos bilheles, com o laucamente feito nos
livros que se conhece se ha ou nao aboso.se ha pre-
varcac,ae etc.
O Sr. Soura Carcalho : Sim, mandar as coiu-
misses viajar at o Onricnry, at Boa-Vista.
O Sr. Mello Pego : Mande-se onde for possi.
vel ; e de mais as eolleclorias de Oarlcory e Boa-
' isla, eslao arrematadas.
Temos ainda o artigo 58 do rcsolamenlo : Os
empregados qae Torera incumbido das nspecroes de
que trata o S 8 do artigo 27. e de qualquer servico
fora da cidade do Recife, perceberao urna ajudalde
cusi ele.
Ora esl bem cla'ro, Sr. presidente, quo o regu-
lamenlo autorisa a nomear.no dessas coraran**, pora
remas eolleclorias, fiscalisa-las; e effeclivarnenle
.sso se lem feito: porque ma lerabr qae no anno
passado mandou-seumadessas commissdesa Olinda..
O Sr. Jos Pedro : Fallasso era "fticalisarao e
eu nao havia de negar.
O Sr. Mello Reg : E eu fallei esa fiscali-
sacao.
OSr. Jos Pedro : ~ Fallou em tomada de cen-
ias.
o Sr. Mello Reg:Se. presidile, eu hontem
prestei (o.laa altencao ao nobredepulado, nao o ira-
lerrompi: peco-llie qae tambem me nao interrom-
pa agora. Eu hontem fallei da fiscalisacao que a
Ihesouraria deve exercer sobre as collcctorias e len-
te be sso verdade qje o nobre inspector, disso que
la eslavam os agentes do procurador fiscal qae iram
os verdadeiros fiscalisadores.
O Sr. Jos Pedro :-E,t engaad/; nao foi nes-
ta questau foi em oulro asiriroplo.
O Sr. Mello Reg : s(llo ao cado o dscurso do nobre inspector para saber so foi
islo ou nao. Sobre os promotores fiscaes devo dizer
a casa que elles oao exereem effectivamente essa
activa e vigilante fiscalisacao sobre as eolleclorias,
nao so porque elles se nao dao muilo a esse trabalho,
como porque o regulamenlo Ibes ris* deffine con-
venientemente a snas allribaicde/ lem disso elles
nao podem acompanhar todas as of
lectoras. .
O meio de fiscalisar as collectorii
ses deque trata o regulamenlo ;
que se poderao evitar os abusos o
se dao as mesmas eolleclorias,
exccpces devidas.)
Eu quando ouvi o nobre depotado^-dixer qoe eu
nao era capaz de aponlar disposico/ > regnlamen-
lo que autorisasse essa medida, cheg -i acreditar
qae o nobre depulado ignorava o r
era obra sua, oa enlao argumenlavr
ra, potm, vejo que o nobre deputa
tao.
O Sr. Jote Pedro : Qaem, en \ o nobre de
potado'!
O Sr. Mello Reg : Eu nao fu.
thesooraria nao exercia a fiscalis;
as eolleclorias, e qne o meio de exi
sarao era mandar as commissoes d
gulamealo.
O Sr. Jos Pedro:Exprimio-s
liscalisarao nao he tomada de con'
O Sr. Mello Reg:E o que
he comparar a renda arrecadad
com o lanjamento para saber se i
entregue na reparlicao lodo o din
Nem se diga que o nqbre inspeetc
sado nislo qae occorre ao roen /
eolleclorias; porque nao ha que
dividuo que vive somente de se.
tenlar-se com vinte e vinle e
anno; eolleclorias que pela nrr
s dao ao collector a porceo lag
bem se ve quo aqui ha algum.-
O Sr. Joj Pedro:Dahi se
largado.
O Sr. Mello Rego:tZa igi
loria vaga, porque quand
logo mil pretendiles.
O Sr Jos Pedro:Est o
sao pouco rendosas nao ha r
O Sr. Mello Reg: E>
se qual he a collectoria qo
o pde-se humanamente ;
sustenic-se a si o a saa tan-
que sollicite esse fugar ?
eu vejo qoe ludo qaante d
nobre inspector se acha et
a rainha argumenlac^to, ni
lacoes que en lhe fiz.
Occupar-me-hei agora ligeiramente com a qaes-
13o dos fiadores do thesou -eiro, e digo ligeiramente,
porque na comparado q le ea aprsenle! enlre o
Ibesoureiro das obras pob icas e o thesonreiro pro-
vincial, nao quero qne al) jera se persuada que Uve
um pensamento occolto, q e procurei oflendera esse
thesonreiro, quando alias eu setili at fallar no seu
nome.
O Sr. Jote Pedro : jeeito a innocencia eom
que se pronuncia agora. V '
O Sr. Mello Reg:i. disse isso irnicamente,
declino desea juizo ; porqi ie ea nunca formei mao
conceilo do Ihosoareiro rovincial, pelo contrario
creio que tem sido muilo iom empregado e particu-
larmente o prezo, e esti io muito: nao fiz como o
nobre deputado fez com o Iheioureiro das obras pa-
blicss, vindo na casa leva lar suspeitas contra elle-
quando disse qae o faci i i retirada da flanea revela
alsuma cousa. *
O Sr. Jos Pedro : l isie qno se elle tinha sof-
frido alguma coasa em si u'conceito, senao devia
queisar do mim, mas sim do qaem relirou a Turara.
O Sr. Mello Reg :E aonde existe aqu descr-
dito nenhum ? Creio qoe era escusado que o nobre
depulado viesse coin essa iosinuar3o que roo parece
um pouco maligna. Tod o mundo sabe qae o fia-
dotdo ihesoureiro das ebras pnblieas era tambem
fiador do thesonreiro do consulado, que te rotlrou-
so com os dinheiros pblicos, tendo seo fiador de n-
trar com diz ou doze confos do res, oseandalisa-
do com isto nao qaiz mais ser fiador de ninguem, r-
tirou a sua fianza.
O Sr. Jote Pedro d obi afrli.
O Sr. Mello\Rego: lio nao depe contra a pro-
bidade do aflianrado ; porque o motivo da retirada
dessa fianza he bera conhecido do lodos. Devera o
aflianrado ao fiador os embarazos que lhe causou ;
mas nao houvc nenhuma offeuca contra a suaopro-
bidade. Eu, pelo motive que ja dei, nao quero in-
sistir nesle ponto; s quiz mostrar qae o nobre de-
pulado veio aqui espalhar urna desconflinc.a in-
fundada, ou como que pondo em duvida a reputa-
cao desse empregado. Sr. presidenle, lomaudo a
palavra hoje, quiz somcnle reforcar o que tinha di-
to, e provar casa que nao avance* proposicOes li-
vianas, qae o qae eu disse aqu foi a para verdade :
foi verdBde o que eu disse acerca do pagamento do
Sr.padre Faria; porque ainda quando o regulamenlo
podesse aproveilar ao nobre deputado, nao eslava
em exeenrao quando tere lugar esse pagamento, o
tambem nao serve de argumento o pagamento do Sr.
Lovolla, porque foi elle feito quando nao havia o
melhodo do esetipturaro qua ha hoje, talvez nao
houvcsse a classificacao de exercicioo...
O Sr. Jos Pedro: Sempre houve.
O Sr. Mello Reg : O presidente de enlao nio
encarou o pagamento como res(iluic,ao ; nao lhe
deu classificarao alguma ; desprezou as observa-
roes do inspector da Ihesouraria, e mandn que se
pagasse pelas evenluaes : porque era quota donde
se poda lirar dinheiro. Por unto, o argumento de
analoga nao lhe pode aproveitar.
Jj>Sr. Jos Pedro: En fallei em Lniz Jos
Marques.
O Sr. Mello Reg : Sr. presidente, en *vou con-
cluir : quera ainda locar n'um pagamento felo na
Ihesouraria, ao professor Canee, cuja jubilacao de-
pende ainda da approYsjJo dcsla casa ; reservo-me,
*i
V
ares das col-
ino as comrnis-
: por ewa meio
evaricc,oes qne
alvo sempre as
ulamento qoe
Je m f. Ago-
o fago da qnes-
i, en disse qae a
;lo devida sobre
cer essa fiscali-
que traa o re-
mal porque, a
fiscalisar T'Nao^"
pelos collectores
facto lem sido
eiro arreeadado ?
nao tem j pen-
pirito acerca das
diga que ora in-
ollector possa sos--
atro mil ris por
adargo qae fazem
i de 209 rs.; ora,
o osa.
e qae mnitos ttm
o qual seja a eollec-
pparece alguma ha
aado, quando ellas
em as qaeira.
quizera qne me disses-
esl vsga t Nenhuma :
mitlir qae am horoem
ia com 25 por anno, e
orlanto, Sr. presidente,
se hontem a respeilo do
p, e elle nao destrato
juslificoa-se da* impa-


OURIOOEIPERMMBUCO TtRQA FEIRA 3 DE ABRIL DE 1855.
V
portin, para qnando ic Iralar dos aposentados. No
entanlo fique .1 casa sabendo que apezar de nao es-
tar Jinda approvada essa aposeuladorin, o profesor
Caneca vai recebendo o sea ordenado.
O Sr. Jos Peiro d um aparto.
* O Sr. Mello llego Tanto que o nobre dcpula-
do mandou urna emenda a ex* respailo, e a caaa
rejeitou-a por haver uro projcclo que tratava dessa
materia...
O Sr. Jos JM d um aparte.
O Sr. Mallo Rf>: A casa ignora ludo lo,
ignora que esse pagamente se fea indebidamente ;
nao quero, porin, entrar nesia questlo agora, reser-
vo-me para qnando se tratar da verba respectiva ;
e coucluindo direi ao nobre deputado. que elle se
euganou quando pensou que eu quiz tozer urna
qucslao de estado dos fados que apunlei.e que o an-
m nunciti por lodosos ngulos da cidade e mesnio da
1 provincia.
Enganuu-se redondamente o nobre deputado, e
se elle alltadeste bem para a pessoa. a quem se li-
gara ees discotsao, havia de ver que ella nao linha
esse valor.
Masdevt-se perdoar ao nobre deputado eise dev-
nelo de iiiaginaeao. So sinto que elle nao atlcn-
dessc hem, repilo, a pessoa a quem se ligava a dis-
-^ custo, para reconhecer que ella nao teiu a impor-
tancia que se llie figurou...
O Sr. Js* Pedro: Nao o cnlendo.
O Sr. Mello Reg : Quero dizer que o nobre
deputado se persuadi que era urna personagein '.ao
uaioentotnente collocada, que ninguem podia di-
ngir-lhe qualquer ceusura sem provocar umaques-
lAo de estado : he um devaneio de imaginado que
leude a Dos nemaoproximo, e com a qual
mugutm te deve agaslar.
3 Sr. ,/qj Pedro principia fazeitrin a declararlo
que llie pedio o precedente orador, e diz-lite que os
scus atilhadfseram esses individuos por quem elle se
linlia intoressado perante a presidencia, e que por
__ lo indeferidos em suas pretenries, foi elle
Mor accusado e injuriado ; que ernm esses de cuja
causa lomaya elle a detoza, sem que houvcsse na ca-
sa urna queia ou requerimenlo do recurso conlra o
proeedlmanio da thesouraria; eram finalmente esse*
le quena que foscm atlenrtidos como oulros o
foram, nao obstante reprovar como irregular e cri-
miuoso o procedimealo que leve a lliesouraria para
cesn elles. Continuando disse que nao recuava pe-
fr* rante qualquer accosaco, edeeefava mesmo que llie
proporconaissein ocessioes para provar que cumpria
i deveref, e nao infringa as leis; mas que nao
r injuriado, e que se poiesseem duvida a
sua probidad^, principalmente*por ennsa* 13o raes-
qninlics com essas porque flira aecusado {apiados.}
MBsMotou que os abales concedidos pela as-
ematonte de renda nao podiam ser
erados ,reliiuic6es, e que para serein pagos
era preciso la se votasse o necessario crdito; e
r que a Loii Jos Marques se conce-
um abate) pois assim se exprima a le, e como
eio votado quantia alguma para o seu p.i-
s^_ gamenlo, nao'podia elle ter sido pago.
Quanlo a quesUo do pagameulo do Sr. Milet, dis-
* que era exacto ter dito em sea parecer que nao
a crdito para este pagamento, mas que verbal-
menla distera-em palacio ao Eim. presidente, e na
preseuca do mesmo hr. Miiel, que podia ser conside-
1 gralificacno quelite foi concedida como resli
tuicao e levar-so a respectiva despeza a consignaran
cUs evenluaes; porlaolo nao havia faltado 1 verda-
Jdo, na primerra vea que fallou, disse qoe
rtode de sua informarlo linha sido pago esse
senhor eogerdieiro.
tinuauyo o orador ainda se justifica do seu
lmenlo acerca do pagamento feito ao Sr. l)r.
"aria, e roostra corno nao era possivel que esla divi-
da fosse considerada de ejercicio findo, sem se fazer
urna escepcao injusto, ecbntrariar-se a Ici das pres-
'1 cripcAes da* dividas passivas, notando que aquelles
que sustenlam a epiniao contraria acham-se em con-
Iradiecito, perqu querendo que o direito do Sr. l)r.
l'aria principiasse do exercico correte' jura ffllT
ser proscripto, diliara ao mesmo tempo que a divida
era de ejercicio lindo, iito he, daqaelle em que o
tmj _i~r* *"* K"i'A"""' de ser pago, o que imporlava
querorero qoo ficasse preicripla, se o Sr. Dr. l'aria.
vendo que pretonc>es iguaes eram ooiil-ariudas, nao
reclama** em lempo.
I'roseguindo em sua defeza disse que nenhuma
culpa linha que o nobre deputado a quem se diriga
confundase a Inspeccao que deve creer o inspec-
tor por ai ou por eoraminac,oes sobre as eslaces
de cobranca com-o exame das contas, servico esle
que perlence a seocao de coalas da thesouraria. Que
liaveodo-se defendido na sessio anterior de ter ne-
gligeneiado esto evame, porqOe disto he qoe fura ae-
cusado, agora dizia que nenhuma falla linha tam-
bero commettido acerca da inspeccao que llie per-
leucia, porque a linha exercido as orcasies preci-
sa. Que havia mandado una commissao a Olinda
examinar o estado da collectoria, e oulrn ao consu-
lado para ver come se linha principiado a secular
o novo regoianwiito e resolverem-sa cerlas duvidas
que appareceram, e se raais nao linha feito, nao era
. por negligente.mas porque nao linha apparecido mo-
tivo para lemelhaoles iaspeccoes, acrescendo que
nao llie icil dislrahir os poneos eropregados da
theaoararia, para irem ao interior da provincia ins-
peccioaar as coUecloria, tanto mais qaanlo esla ios-
pecca era exercida couvenieutemenle pelos pro-
motores fiscacs.
) orador defende-se ainda de accusaro acerca da
funja do ex-(hesoureiro das obras publicas, e pas-
spouder sobro o pagamento que aclual-
|0 professor de desenlio j ubilado, disse
9,* H* Ptn erta despeza fura incluida
islo de fazenda 110 projeclo de le do or-
0 correlo exercico, e que lendo elle na
disetnslo desla lei mandado a mesa urna emenda,
declarando que na verba dos jubilados se acliava
cotnprebendida essa consignado, havia cabido csa
emenda como desnecssaria, vislo que approvaudo-se
coaoose approvou, esta consigua^ao passava a aulo-
risacio para e faxer a despeza dessa publicarlo ;
portaalo nenhuma falta linha comniellido por 1er
^ zugo no exercico correnle ao dito professor como
jubilado.
Coocluio declarando qoe no paragrapho 5 do arti-
go qoe se discutase havia consignado fundos para a
despeza com a publicarlo dos Irabalhos por lachi-
sraphos na conformidade do contrato existente, mas
que eile contrato lermnava uo correnle exercico.
O Sr. Carneiro daCunha :Como quer que o no-
bre deputado faliasse por ultimo na jabilacao do Sr.
Caneca, en diri que, se (ara iospaclor, ojo pagava
ao Sr. Caneca, porque elle nao aiFi jubilado, e nem
pode haver jabilaejo sem um acto desta casa.
O Sr. Jote Peiro :Est engaado.-
/ O Sr. Carneiro da Cunta:Eniao para que tra-
tarnos aqoi d jubilacoes '! Marque-se a quola, e
deixomos o roajs l para a thesouraria; vamos abrevi-
ando isso. que se pastou fui ito: a cornmissao con-
ignea ewa quota, assim como consigna oulras, co-
mo consigna por exemplo essa para a publicacao dos
traballio* por lachigphos ; a commissao sabe que
pode baver publicarao, e enlo marca a quola para
o caso de se realisar o coulr.ilo, para qoe se nao d
o caso de, nao se marcando a quola, fazer^e depois
o contrato, e acharmeno embarazados: Foi pois
urna preveucio, porque a cpmmissSo entendeu oa
fez Mee de que a assernhla a Hendera as razes do
Sr. Clueca, no ra90 ,|e Mr e\\e jubilado, seria bom
qoe eiHtisM quota para seu pagarneoto. Mas, en-
tend) eu, Sr. presidente, que o Sr. inspector devia
duvidar, devia dizertenho dinlieiro para pagar ao
professor, mas s quando etle fur jubilado, e sse
jubila por urna Ici; e ainda que livesse os cofresre-
cheiados de dinheiro, nao devia pagar, como muitas
vr/e" n3 Pg era^caso* emelhanles, ou pelo me-
nos duvidar nesse pagamento, para que o governo,
se enteodesse convenieute, raandasse pagar sob sua
responsabilidad*. O caso he, que o Sr. Caneca nao
esl jubilado e no entretanto esl recebendo o di-
* nlieiro, aperar de que a emenda proposla pelo no-
bre deputado cahio. Nao me lembro do que disse
o Sr. Paes Brrelo, otas o qne he verdade, he que
se pode jubilar alguera por um acloespecialis-
ta casa. *
nao houvcssem fundos ; nesse caso e no presente, o
Sr. inspeclor devia duvidar, o dinheiro podia flear
nos cofres, porque ah no peza.
Mas, eu tinha pedido n palavra para fazer algu-
mas relleioes, que me parecem bem cabidas na dis-
cussaode arl. 1. do orcamento. Perguntarci pri-
raeiro ao nobre inspector, se o regulameoto que re-
ge a thesouraria he lei ou nao. se esl definitiva-
mente approvado '.' Eu disse urna vez na casa que
era opinia mnh.i. urna vez que o presdeme da pro-
vincia esllveue autorisado sem reslricrao para fazer
uraregulamenlo 011 oulra qualquer cousa que llie
inenmbisse a assembla, que esle resulamento linh
forra de lei independenle de vir a assernhla
receber a sua sancrJo ; mas que assembla fica
direito de revogar esse reclmenlo inlolum.oWjm
parle pelos Iramilles legae<. Fui combatido/nesla
opiniao, e al me parece que fui levado de VKncida,
porque a casa tuda se pronunciou contra a minha
idea, e entenda que csses]rcgula muios JSeviam vir
primeiro aqui para receberem a approMc.1o. Nes-
te caso, Sr. presidente, me parece qdf esl o regu-
lamento da Ihesouraria, e he nisso affe eu desejo ser
esclarecido ; porque, se a opimjB que emilti he
verdadeira, enlo direi alguma Moas a respeilo de
alguns artigos, cujas disposicOe/me parecem incon-
venientes ; mas, se nao esl i regulamento appro-
vado, pode ainda o presiden!*, ouvindo esta discus-
sao, e alguem llie representando contra esse regula-
menlo, pode, digo, aliera/lo, e enlo nao he neees-
srio que eu apresenMruin projeclo. E se esse regu-
lamenlo nao esl aofrovado, se lem de receber a
'anecao desla casaf entao nao se deveriara impor 0-
brigarOes a loiIYa provincia com islo, nao se deve-
iara reslringir^lireilos com urna cousa que nao
N
3
que o ijlobrc depulado digaquaes sao os lins que me
attrihu'e.
O Sr. Uti Pedro da um aparle.
O .sv. Jo-neiro da Cunha : E>u acliava bom
que lodqjf osnnos se abnsse aqir-^ 1 diicussgo so-
sourwia para o nobre dep -lo ir-se acos-
bre > ti.'
luma
O
ro.
Jos' Prrfro:(Nao restiluio^ sen discurso.)
do dado a hora o Sr. presidente designa a or-
Va do da e levanta a sessao.
'e lei.
O .Sr. Jos Peiro ;Esla engaado.
OSr. Carneiro da Cunha :Ora, a argumenta-
ra do nobre deputado cifra-*e nissoest engaa-
do, nao me enteode, ele : islo nao he resposla.
Tergunlo, esla jubilado o Sr. Caneca ?
O Sr. J$4 Pedro :Est.
OSr. Carneiro da Cunha : Bsl mihi magnus
//pollo. Eo ji dase como foi esse negocio, j
diste que a emenda do nobr* deputado caho, e en-
lendoqueo inspector nao pode pagar quando qui-
zer, nao podia pagar no caso prsenle, assim como
nao devia pagar se o Sr, Caneca eflWesse jubilado e
A Ihesouraria provincial tcm para advogar os
seus nter esses as comarcas um juiz privativo, um
procurador fiscal, eacrivao, olliciaes de justica, pro-
motores fiscaes o quanla cousa ha ; lem um foro
privilegiado, conlra quem nao ha prescripeo,
he um orphao que nunca chega 1 maioridade, cn-
(rclanlo oque fa* o regulamento do nobre inspeclor,
pois eu achoque he obra delle'f Todos os contratos que
exceden) a -2 contos de ris, exigem 2 (adores, um
dos quaes ao menos tenba bens de raiz nesla praca.
Oh Senhores Temos um perfeilo municipio ro-
mano, e se eu liver bens fora delle, n3) sou nada,
porque a thesouraria quer fiadores ci da praca ; e
entretanto ilo he obra do nobre inspector.' Mas,
lanto a thesouraria reconhece a inconveniencia desla
medida, que j lem ido estcu,deudo a cidade at
as povoaces do municipio, islo porque esla claro,
quehe urna injuslira o ficarem os particulares que
nao tem juiz, nem procurador fiscal, nem prescrip-
rilo a seufavor, inhabilitados ainda que teoham bens,
de fazer contratos com a provincia em virludc dessa
dispusiru.
O Sr. Jos Pedro:Kevogue a lei.
O .Sr. Carneiro da Cunha:Se islo nao he lei...
e se o nobre inspector, por um dos artigos desse
regnlamenlo, tem obrigacao de propor lodas as re-
formas, que forem convenientes aoi inleressesdo pu-
blico e da provincia, nao sei como u.lo lem proposlo
eslas reformas, visto que essa disposirao j est, so-
phismada, pois eu conheru homens do mallo, que
u,lo tem bens aqui, quo sao fazendeiros, como por
exemplo um meu prenle, o Sr. Jo3o Carneiro se-
nhor 1I0 engenho Capibaribe, c que sao fiadores.
Sei que o aponlado he pessoa de toda a probidade,
e ctpaz de ser fiador em toda a parte do mundo ;
mas nao obstante nao esla'no caso do regulamento.
Mas como disse, o nobre deputado lemsophismado,
tem eslendido a cidade al o municipio, de maoeira
que, quem morar em Olinda, quem inorar da ponte
para l, lenba os bens que tver nao pode ser fiador;
entretanto que o individuo que morar em Jaboaia
ou na Muribeca, pode ser fiador, porque mora no
municipio do Recite. Entretaulo, Sr. presidente,
quando nos queslionamos aqui lodos os dias por
cousas de menor importancia, vivemos com este ne-
potismo : s pode ser fiador quem lera bens^u
l-Racife. ._ i ^^
Sr. presidente, um oulro senhor deputado fez ac-
cnsarOes ao Sr inspector, no que eslava muilo no
seu direito, porque nos, Como ileputados, podemos
aecusnr aos eropregados pblicos, podemos empres-
lar-lbe ms inlencoes, e mesmo vicios.
O Sr. Jos Pedro:Nao pode injuriar-me.
O .Sr. Carneiro da CtinAa:Faramos ama com -
parar-io, ainda qne em miniatura. O nobre depu-
tado representa aqui o ministro da fazenda, ( lenha
paciencia, sao os prccaljos do ofiicio ) ; na assem-
bla'geral, quando se trata do primeiro artigo do
orramenlo, Iraz-se para a dheussao nao s as cousas
como as pessoas, e nem por is Iiarcr.i os aclos do ministro da fazenda, se juina esle
injuriado.
Fallou o nobre deputado aqui na junta da thesou-
raria, mas eu devo dizer, que desses tres homens s
um lem vol, que he o Sr. inspeclor ; os oulros
podem apenas representar ; o vol he do nobre de-
ntudo. E j que eslou tratando do regulamerlln
quizera que o nobre deputado me explicasse mais
alguma cousa.
O Sr. Sitoino:Esta em discussSo o regula-
mento '.'
O .Sr. Carneiro da Cunha:Est em alseussao
como he costme, Indo o que diz respeito a fa-
zenda.
( lia um aparte. )
o Sr. Carneiro da Cunhr.Uis este regola -
renlo he obra do nobre deputado.
O Sr. Jos Pedro:Deixe-se disto, que eu nao
Icnbo aulnrisar.lo para fazer regulamentos.
O Sr. Silcino-.E o presidente mandn execu-
tar o regulamento.
O Sr. Carneiro da Cunha:Esta faculdade de
alterar a escripluracao., he por urna vez, ou be to-
das as vezes que quizer ?
O Sr. Jote l'edro:lie para poder montar as re-
psrticoes.
O Sr. Carneiro da Cunlta:Pergunlo ao nubr
dcpnlado, se querendo agora, pode alterar a escrip-
luracao.
O Sr. Jos Pedro:Se houver necessidade de al-
guma reforma...
O Sr. Carneiro da Cunha: Mas souhores, acho
islo pessimo : a Ihesouraria pode alterar a escrip-
luracao, pode ter os livros* que quizer, cntrelanlo
que o cdigo comraercial marca os livros que pode
ter o mais miseravel commercianlc.
O artigo 28 do regulamento diz que o inspector
pode reprehender, publica ou particularmente os
seus subordinados.salvo os membrosdajunla. Per-
guuto, pode reprehender ao contador t
O Sr. Jos Pedro : O nobre depulado mesmo
acabou de o dizer.
O Sr. Carneiro da Cunha : O que se segu be,
que a sua reparlicao nao pode ser bem dirigida, por-
que ha urna disposicao que a autorisa a reprehender
os seus eropregados, entretanto que o contador nao
pode ser reprehendido.
O Sr. Jos Pedro: NSo pode, porque he Miem-
bro da junta.
O Sr. Carneiro da Cunha : Eu acho que islo
nao he bom, e entenda que o Sr. inspeclor que tero
aqui um artigo que o obriga a fazer os reparos que
julgar conveniente para remediar o que achar de
mo neste regulamento....
O .Sr. Joie Pedro : O verdadeiro he o governo
incumbir ao nobre depulado.
O Sr. Carneiro da Cunha: Temos a historia
do sapsteiro, que levando um par de botas ao fre-
guez, e nao as adiando este boas, respondeu-lhe que
s fizesse melhor.
(Ha um aparte.)
O Sr. Carneiro da Cunha : Concedo que baja
inconveniencia em reprehender ao contador ; mas
sendo esle responsavel pelos empregjdos seus subor-
dinados, nao sei como o inspector posa reprehender
estes sem reprehender aquclle. O nobre depulado
deve deOendcr o seu regulamento; he seu filho.deu-
lhe muilo (rabalho, qutbrou muilo a cabete com
elle mas sempre he uro niouslrosinho.
O Sr. Jos Pedro : Se nao serve para os seos
lins emende-o.
O Sr. Carneiro da Cunha : Qoe quer dizer
com islo ? Qaaes sao esses lins que eu tenho?
O Sr. los Pedro: Nao sei; ludo
aponlou. .
O Sr. Carneiro da Cunha : O nobre depulado
nao sabe qoe, quando se diz a outro na assembla
qae elle tem fins, deve-se dizer quaes sao esses lins,
porque se pode suppor que sao fins occnllos? Mas
a argumenta cao do nobre depulado lie sempre esta.
BEPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 2 de abril.
Mm. e Exm. Sr.Levo ao ronhecimeiilo de V.
f tx que, das diOerenlcs parlicipacOes hunlem e
nejo recebidas ne.la reparlicao, consla lerem sido
presos:
' A minMflrdem. o pardo Jos de Almeida Cne-
des, para averisuaroes.
Pela dclegacia do primeiro districlo desle termo,
o pardo Maunel de Jess Mara, sem declaraco do
motivo.
Pela subdelegada da freguezia do Recifc, o cabra
Bernardo, escravo, a requerimenlo do senhor, a pre-
la Luiza, escrava por desordein, e a parda Theodo-
ra Mara da Conceirao, para cnrreccAo.
Pela subdelegada" da freguezia de Santo Antonio,
o preto Uamiao, escravo, sem declararlo do motivo.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, os
pardos Luiz Francisco Monleiro, e Jos Francisco de
Souza, ambos pprbriga.
Pela subdelegada da freguezia da Roa-Vista, o
pordo Antonio Jus Thomaz, por uso de armas defe-
zas, o preto escravo Joaquina, para correccAo, e Juao
Jo* Ferreira de Brilo, para averigoaces.
_ E pela subdelegacia da freguezia dos A togados,
relicto, escravo de Manuel Nogueira Accioli, e a
parda Mara, escrava de Manocl Xavier Cavalcanti,
ambos por andarem fgidos.
eos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 2 de abril de 185.5.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figoeircdo,
presdanle da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeira.
Illm. Sr.Ilaja V. S. expedir suas ordens aos
subdelegados das freguezias desla cidade.para que se-
jam restrictamente observadas as que furam expe-
didas por esta reparlicao em 8 de abril de 1852, e 22
de marco de 18511 reuovadas pelas de 8 do abril do
anno prximo passado acerca do transito pelas ras
desla cidade de pessoas a cavallo ou em carro na
tardes e nuiles dos dias de quinta e sexta feira santa.
Dos guarde a V. S. Secretoria da polica de
Pernambuco 2 de abril de 1855/Illm. Sr. Dr.
Francisco Bernardo de Carvalho. delegado do pri-
meiro districlo desle termo. O chefe de polica,
Lu; Carlos de Paiva Teixeira.
PRAVA DO RECIFE 2 DE ABRIL AS 3
DORAS DA TARDE.
Cotaces ofliciaes.
Descont do leltras de 2 mezes9 % aoanno.
ALFANDEGA.
Reodimento do dia 2...... 8:526J27I
Desearregam hoje 3 de abril.
Brigue porluguezTarujo Ipipas de vinho.
Briguc iuglezCrinialaias de ferro.
Barca inglezaCreamorecarvo.
iale br.isileiroAnglica--gneros do paiz.
Hiato brasileiroflwenefcnldem.
CONSULADO GERAL.
Reudmento do dia 2...... 5:389786
DIVERSAS PROVINCIAS.
endimento do dia 2...... 229.V11
RECEBE0R1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 2...... 824j>796
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 2.......5:1355578
DIARIO DE PERMHBUCO.
A assembla continuou honlem na 2.a discussao do
artigo I." do orcamento provincial, c depois de ora-
ren os Srs. Barros Brrelo, Brandao, Meira e Bap-
lisla, ficou ainda a malcra adiada.
A ordem do dia de hoje he a mesma j designada.
PIBLICACES A PEDIDO.
POESA:
- ^ ,'-%.-
A meu primo e amigo intimo o Sr. Antonio Joa-
quim Rodrigues da Costa.
Sentada nos montos do vasto Cruzeiro
Raiuha como ella quem he, c quero ha '.'
Quem ha 1 se avassalla dos mares a faco
Qual braco potente do grande tupa 1
He vlrgemsmvirgen) da Irib valenle, '
Que outr'ora assombrrade tupiiambd ;
Que dorme tranquilla...si um dia desperla....
Ai! tremam Ij ramos .'...victoria fup !
He virgem, que guarda lembranca no peilo,
Lembranca que puugeque roagoas lhe d ;
He virgem, que sonhaque sonha. ser livre,
Ser digna das heneaos do grande up.
Mas ah que esse sonho perlurba-lhe irado,
tremendo de medo maldito anhang ;
Que o brado de morle si acaso esculares,
Brasil sers livre .'...viugado tupa '.
He vreem, que esperaque espera o futuro,
E eniao qual sen nome soherba dir ;
Mostrando que soubc guardar os seus brios
Qualilia liecirt do araude tapa.
lie virgem, que prza ser grande, ser nobre,
Ser foco das luzes, que a scicncia Hie d ;
Que le na palmeirano roas mallas
O nome sagrado do grande lupa.
He virgem, que encerra no candido scio
Riquezas que nunca ninguem sonhar ;
Que tem a mangucira por seu diadema,
Que lem oulros dotes, que deu-lhe upri.
He virgem, que exprime scus castos amores
No canto saudoso do seu sabia ;
Que ensina-lhe um hymno, que falle eloqncute
Da gloria suprema do grande tupa.
He virgem formosade lindo semblante,
De lindo semblanteda cor de caja ;
Que tem nos seus olhos coudao, que arrebata,
Condao que s sabe seu grande tupa.
He virgem nascida no campo da guerra,
Creada no berro de tupinambo ;
Que malaque venceque fica a sorrir-se,
Pois lem por escudo seu grande upn.
Assim n'oulras eras voraqual sella
A's verdes planices de seu Piraja ;
Foi lula com l.uzosfoi lula llanosa
E os Luzos cahiram ...victoria tupa !
He virgem, que arrend no peilo ao poeta
Amores ardentes---quaes ootros nao ha ;
Que faz o poela curvar-sc humilhado
Anle esse protento das maos de fupd.
lie virgem, qne adoro com frvido arroubo,
Que sempre em meus dias lembrada sera ;
as curdas da lyra lhe sagro minh'alma
Na lvra celebro seu grande tupa.
Nao posso esquec-la ...nasci nos seus bracos,
Sou Iraca vergonlea do seu Pirata :
No dia da lulasoldado implaeavel__
Segui-la protestoquerendo lupa \
BabiaFovereiro de 1855.
t'ranklin Americo de Menezes Doria.
1TAP0.N.
isso que
A meu primo e muito particular amigo o Sr.
Franklin Americo de Menezes Doria, em retri-
buir.ao original e inemitatel poesa, que sob o
titulo deBahiame offerecera.
Tpalan dissereis de ameno semblante,
Que ahi junio s aguas reclina-scesla :
Mu linda mas Iriste de ver-se em seu solo
Votada ao desprezo de vil marab, (a)
He india :bem di-lo seu rosto silvestre,
Incultoaprasivel, orgulho das vagas :
lie india :bem moslra-o, bem di-lo esse nome.
Forrooso que em sunhos puzcram-lhe pigas. (b)
He india :palmeiras guarnecem-lhe oseio
Vedado aos anhelos do ncola roau ;
Palmeiras que dobram-se ao sopro dos ventos
QuaesUindas lapuias em frvido guau, (c)
He india :seu trajo de verdes lavores
Seu leito de ardabem dizem-no ahi ;
Bem lembram-110 as igaras, (d) que corlamseus mares;
He indiarenov da tribu tupi.
Da tribu soberba !He india orgulhosn,
Ahi fallam seus mares do mago pag ; (e)
Qual se inda escutas? cadentes janbias (0
Ahi dorme vaidoso seu alvo abait (g)
Vnidoso !sob elle dissereisse occulla
0 vulto estupendo de um tupinambo ;
Que aos ventos que passam minaz nao responde
Si pedem-llie novas do seu marac .' (h)
E vollo guerreii oque, pasmo das turbas,
Ahi no futuro parece ter f ;
Que um dia ha de erguer-se as selvas de novo
Ao som bellicoso do forte 6ore 1 (i)
1 m dia, em que menos lyrannns pensarem...
E qual nesse dia ser que llie escape .'
Nem um formidavel seu br.no nao ranea,
Maneja invencivelveloce tacpe 1 ij)
He india guerreira :renov da raca
Assombro das malasphanlasma do mar :
Aliraram-na areas qual branca arasoya ; (k)
Tcm verdes coqueirns por -eu ailar. (I)
E a=sim 13o formosa, 13o palria, lao nobre,
Foi ella meu bureo, foi la que e nasci 1
Por issopuelanao curvo meu eolio,
Sou livre, sou tilto de Ierra tupi 1
Foi mai do poeta :por ella estremec ;
Foi ella quem deu-me ler vidaler fe :
Seu mar foi que sempre bradou-mes livre 1
P'ra os ecos apoutou-me seu brauco abaile !
Foi ella...ao baloico do suas palmeiras
Meu das de infancia passei-os cu l...
Foi ella...queo lamoblrou-me na sombra
De seus cajueirosseu negro anhang. (m)
Foi ella...em seu seio farlei-zne de crencas
Aos santos diclames de honrados avs :
Jamis em seu lares fallou-lne a desgraca ;
Velavam meu lecto seus bons manilos, (o)
Foi e!la...em seus labios bebi as fajanlias
Da raca lemida de lupinamb :
Foi l que primeiro por voz da proceda
O verbo adoravel ouvi de Tupa I
He ella...ella mesma...silveslresosinlia,
nuito bem servir para a thesouraria q. 0 ftX'SSZS:$%&.,
nobre deputado dirige, e onde pode reprehender, Que chamo orgulhoso minha Ilapoan !
mas aqui nao tem lugar. Eu nao tenho oulros fins BahiaMarco de 1K55.
seoao aqncllei que (em lodo* os oais; ser bom I
Como lalvez queiras mandar publicar ahi no Dia-
rio esla poesia, o que eu nao deixarei de eslimar ;
porque ella lem agradado muito por aqui,ahi \ao
as notos que devem acompanha-la. O Mendonca e
o Muniz mandara-te saudades.
NOTAS.
() Marablha de mistura entre raras, cousa
aborricivel entro os Indios, e por tanto por" elles des-
prezada.
(b) Pigassacerdotes e medico a m lempo.
(c) Guaud.-.nsa.
(d) liara-caneas.
(e) Pago mesmo que piagas.
(0 Jauih.iinstrumento msico.
(a) Abaitnome de um furmosissimo oiteiro de
areias bem alcas que ahi se levanta na minha Ila-
poan. He una das mais bellas rousas que ainda vi:
um verdadeiro esmero da natureza I
(h) Maracinstrumento msico sagrado dos in-
dgenas.
(i) Borinstrumento msico de guerra.
(j) Tacapearma oficnsiva usada as guerras. *
(k) Arasuvarraldau de pennas de que usavam as
mulheres suerreiras de raca tupi.
(I) Kaniarpenacho usado entre os da mesma
rac,a lupi as pelejas e as Testas.
(m) Anhanggenio do mal.
n) Manilospenates dos indgenas.
COMMERCIO
de 2
PAUTA
dos precos correnles do assucar, algodo, e mais
teneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana
a 7 de abril de 1855.
Assucar emcaixas branco |. qualidade (>
i) 2."
mase........\ b
bar. esac. branco.......
n mascavado.....
refinado..........
^godao cm pluma de 1." qualidade
2.' i)
n a n 3.a i) o
o cm caroro.........
Espirito de agurdenle......caada
Agurdenle cachara.......
b de caima......
rcslilada.....
Gcncbra........... ,


n
botija
caada
garrafa
Licor ............
...............
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
n em casca...........
Azeite de mamona........caada
n mendobim e de coco
a b de peixe.......
Cacau .............
Aves araras .......
11 papagaios.......
Bolachas............
Biscuilos............
Caf boro............
restolho...........
com-rasta.........
muido .1........
Carne secca .\........
Cocos com casca ^.......
Charutos bons .>...... .
ordinariory.....
regala c primor .
Cera de carnauba .......
em velas...........
Cobre novo mo d'obra......
Couros do boi salgados.......
b expixados.........
b verdes........... a
n de onca..........
b cabra cortidos.....
Doce de calda........... b
2?2n
19800
1
29600
1>!HK)
33200
500
59100
4O7O0
19375
G40
9500
9540
950
9480
9220
9480
9220
5J000
19600
9600
19760
i 3200
59000
109000
39000
59120
79680
4*500
3000
39500
69400
69000
i--sn
19200
9600
29200
99OO0
II9OOO
9160
9190
9190
9100
159000
9-200
9200
9160
9400
9320
19280
19000
29000
I9OOO
alqueire' 29240
@ 29000
B
alqueire
v* .
I)
B
9
urna
um
I'.1

B

n

B
cenlo


B
B
B
'

um
B
goiaba
seceo.........*
o jalea .....
Estopa nacioual.......
b eslrangeira, mo d'obra
Espanadores graudes.....
b pequeos....
Fariuha de mandioca ....
' b mili o......
b ararula .....
Feijao.............
Fumo bom..........
b ordinario .......... b
b em Tulla bom........ d
b b b ordinario...... b
b restolho...... b
Ipccacuauha...........
Gomma..............alq.
Gengibre.............. (p
Lenha de adas grandes......cento
b b pequeas..... >
n b toros....... b
Pranchas de amarello de 2 costados urna
u louro......... b
Costado de amarello de 35 a 40 p, de
c. e 2 y a 3 de 1.....
b de dito usuaes.......
Cosladioho de dito........ 1
Soalho de dito........... b
Ferro de dito........... o
Cosladu de louro ........ b
Cusladiiiho de dito......, b
Soalho de dito............b
Forro de dito...........
cedro..........
Toros de lalajuha.........quintal
Varas de parreira.........duzia
b b aguilhadas........
b d quiris.......... 1
Em obras rodas de sicupira para c. par
b eixos b b r> u
Melaeo...............caada
Milho...............alqueire
Pcdra de amolar.....". urna
' filtrar......... b
b b rebolos.......
Ponas de boi...........cenlo
Piassava..............roolho
Sola ou vaquela..........meio
Sebo em rama...........va.
Pelles de 1 arneiio.........urna
Salsa parrilba...........@
Tapioca..............
l'nhasdc boi...........cento
SabSo...............fl,
Esleirs de perperi........urna
Vinagre pipa...........
Caberas de cachimbo de barro. milhciro
19500
7JW0O
79000
39000
89OOO
49000
39OOO
409000
39000
19500
29400
9900
109000
19000
79000
259000
109000
99OOO
69500
4300
69OOO
59200
:t92O0
23200
35000
19280
19280
19600
9960
409000
163OOO
9220
19600
9640
69OOO
9800
49000
9320
29IOO
3200
9200
179000
.19200
9210
9120
9160
309000
53OOO
MOVIMENTO DO PORTO.
A'acos sahidos no dia 2.
Rio da PralaBarca bespaohola Chrislina, capilau
Marianao Roig, carga assycar.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Recife, capilao
Manoel JosRibeiro, carga assucar e agurdente.
Passageros, Jos do Oliveira e Leopoldo Borges
GalvSo llclioa.
ParabibaHiale brasileiro oConceirau de Mara,
meslre Bernardino Jos Bandeira, carga fazendas
e mais gneros. Passageiros, Epaminoudas de
Souza Gnnva, Antonio da Trindade Meira Uen-
nque* e 1 molcque, Jos Antonio Baplisla.
Fundcou no lameirao para acabar de carregar, a
barca sueca Trilons, capiao F. R. Orling, car-
ga assncar.
EDITAES.
Antonio Joaquim Rodrigue* da Cotia.
MELHOR EXEMPLAR ENC0NTRA00
O Illm. Sr. conlador, servindo de inspeclor da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidenta da provincia, manda convi-
dar aos proprietarios abaixo mencionados, a entrega-
ren) na mesma Ihesouraria, no prjzo de trinla dia,
a contar do da da primeira publicacao do presento
a importancia das quulas com que devem entrar
para o calcaraenlo das casas da ra do I.ivramento,
contorme o disposlo na lei provincial n. 350. Ad-
vertindo que a falla de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quotas na conformi-
dade do arligo 6.- do regulamento de 22 de dezem-
hro de 1854.
N. 2 Manoel J ose Monleiro.....
4 Antonio da Silva Ferreira. .
6 Joaquina Mara Percira Vianna. .
8 Manoel do Nascimenlo da Cosa
Monleiro e Paula Izidra da Costo
Monleiro.........
10 Viuva e herdeiros de Jos Fernau-
dcs Eiras.........
12 Antonio Monleiro Percira. .
11 Luiz de 1 rauca da Cruz Feneira.
16 Joaquim Antonio dos Sanios A11-
drade..........
18 Marcellino Antonio Percira. .
20 \ 111 va de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guimaraes.......
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........
24 Jos Baplisla Rbeiro de Farias. .
26 Manoel Buarque de Maccdo. .
28 L'mbelino Maximino de Carvalho.
30 O mesmo.........
32 Francisco do Prado......
34 Viuva do Francisco Sevcrino Caval-
canti ,......
9795OO
909OOO
1189500
669OOO
679500
753000
379500
759150
909000
1809000
I3495OD
1269000
1089000
489600
009000
6O9OOO
36 Nuno Mara de Sexas.....
38 Manoel Francisco de Moura. .
1 Herdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa..........
3 Thomai de Aquino Fouseca. .
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
pes.....'......
7 Ordem Tercera de S. Francisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Medeiros
o oulros.........
11 Antonio da Silva Gusmao. .
13 Antonio Jos da Caslro. .
15 Herdeiros de Izabel Suares de Al-
meida. ........
17 Joaquim Rbeiro Pontes. .
19 Viuva e herdeiros de Jo3o Pires
Ferreira.........
21 Manoel Romao de Carvalho. .
23 Irmandade das almas do Recife. .
25 Dr. Ignacio Ncry da Fouseca. .
27 Padre Joao Antonio Gai.lo. '. .
29 Antonio Cordeiro da Cunha. .
31 Jo3o Pinto do Queiroz e herdeiros
.de Joaquim Jos Ferreira. .
33 Joao do Rosario Guimaraes Ma-
chado..........
35 Antonio Luiz Goncalves Ferreira.
37 .iuliao Portella.......
39 Joaquim Francisco de Azevedo. .
41 Francisca Candida de Miranda. .
6O9OOO
789000
1119600
1279500
9996O
219000
6I9200
679500
45JHW0
639000
I89OOO
549OOO
369000
7530OO
689400
8I9OOO
1239000
609000
213600
729600
759000
529500
459000
609000
PARA 0\K>0 DE JANEIRO
segu com todaV brevidade possivel o
bem conliecido paUHiho nacional Valen-
te," cap trio Franciscoi8[icola'o de Araujo,
por ja' ter dou trros dr-carjja a bordo,
para o resto e escravo*.a frett, para oque
tem cvcellenles commodos: com
o me*mo capitao na praca doxiinnifrcio
011 com Novaes & C, na ra do Traa','
n. 3i, primeiro andar.
RIO DE JANEIRO.
No ilia 7 do rarrcnle impreterivelmenle segu o
patacho Sania Cruz, capitn Marcos Jos da Silva;
s recebe passageiros e escravos a frea : Irala-se
com 1;aciano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Sanio 11. 25.
Osabaiio assisnadoa, consignatarios do patacho
porluguez Alfredo, declaran) que o dito navio pre-
tende seguir viagem para a ilha de S. Miguel por
toda esta stmana, e quem tiver de embarcar alguma
carga no mesmo navio, queira apromplar at quar-
la-feira, para ser embarcada.
Johiwlon l'ater & Companhia.
LEILOES
O agento Borja far leilao, qnarla-feira, 4- do
correnle, em seu armazem, na rna do Collegio n.
15, de lodos os objeclos que se acharen) patenles no
mesmo armazem, no dia do leilao.
O agento Vctor far leilao, p3ra liquidacao de
conlas, da toja de miudezas, sita 110 atorro da Boa-
\ isla 11. 5i, a contonto dos licitantes : lerca-feir, 3
do correnle, as 10 1(2 horas da mauha.
Hoje 3 de abril ao meio dia em ponto, ser
vendido cm leilao publico, na porta da asiociaro
eommercial, pelo agento Knherls, o por conla e risco
de quem pertencer, da carta de affrelamento da bar-
sa ingleza nGiaour, de primeira classe, de loto de
271 (oueladas, podendo dita barca carregar nesle
porto assucar em saceos para o Canal eos porto; de
costume do continente, ou por Gibrallar e o Medi-
terrneo al Triesle, tendo 16 dias para carregar,
contados desta dala, e pode ser demorada mais 10
das, pagando os ailreladores 7 libras esterlinas por
dia. Pode lambem carregar algodao para Liverpool
com laslro de assucar por um frele proporcional.
Domingos Aires Matheus fura'leilao
por conta c risco de quem pertencer de
50 saceos com fei,ao : hoje ~> do crtente
no caes da alandega.
Em 31 de marco pelas quatro horas
da tarde, fugio o mulato Manoel, dade
19 anuos, altura regular, rosto redondo,
cabellos crespos, olhos pardos, nariz e
bocea regular, sem barba e com umsig-
nal na face direita, levando vestido caira
de castor escuro de quadros, presa na cin-
tura poruinacorreia, camisa de algodo-
/.iiilio com listras azues echapeo de pa-
\(ia novo. Este esciavo foi comprado
ii,s'a |)ia<;a_ a Joaquim Alves de Lima,
deCi 1 ta'', e soli'reo mal de gotta, de
cujo ina', foi atacado na vespera do dia em
que desapp&receu, e do que resultou ir
com a camisa batante dilacerada. Quem
o apprehender poJe leva-lo a' ra do
Crespo loja do Sr. Frreo, ou a na do Vi-
gario n. 5, que sera' grat'.licado com ge-
nerosidade.
R. 3:006975^
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretoria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 14 de marro de 1855.T-0se-
cretorio, Antonio ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. conlador, servindo de inspeclor da
thesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 23 do cor-
rente, manda fazer publico que no dia 12 de abril
prximo findo, vai nuvamenle a prac.a a obra do
primeiro lauco da eslrada da Escada.
E para constar se mandn allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam
buco 20 de marro do 1855. O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspeclor da
thesouraria provincial, em cumprimento do dispos-
lo no arl. 34 da lei provincial n. 129, manda fazer
publico para conhecimento dos autores hypolheca-
rios, e quaesquer interessados,que foi desappropriado
a Jos Jacinlho da Silveira Hto'sili na-etrada.do
Remedios pela quantia de 5509; e que o respectivo
proprilaro lem de ser pago do que se lhe deve por
sementante desappropriasao, logo que terminar o
prazo de 15 dias contados da data deste, que he dado
para as reclamarocs.
E para constar se mandou allixar o presento e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretoria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 17 de marco de 1&55. O secretorio, Antonio
Ferreira d'Aaniiunciaru.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
lliesonraria provincial, em cumprimento da resolu-
caodajuula da fczenda, manda fazer publico que
no dia 12 do conecto vai novamente a praca a obra
do 8." lanco da eslrada da Escada.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diaria
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de abril de 1855.O secretario, A. F. d'An
nunciaciio
O Illm. Sr. conlador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em compriroento da resolu-
cao da jonla da fazenda, manda azer publico qne
no dia 19 do correnle,vai novamente a praca a obra
dos reparos urgeutes do assude de Caruar.
E paraconslar se mandou ahar o prsenle e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 2 de abril de 1855.O secretario, A. F. da
Annunciacio.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspeclor da
thesuoraria provincial, manda, fazer publico, que do
dia 3 do correnle por dianle pagam-se os ordenados
e mais despezas provinciaes, vencidas atofimde
marco prximo findo. Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco 2-de abril de 1855. O
secretorio, A. F. itAnnunciacao.
DECLARACOES
ADMINTSTRACAO' DO CORREIO.
A mala que lem de couduzir a garopeira alivia
cao para a cidade da Babia, fecha-se hoje (3) as 2
horas da larde.
O arsenal de guerra precisado 2 srvenles es-
cravos para o serviro interno : quem os liver com-
pareca na directora do mesmo arsenal, das 9 horas
do dia em diante. Arsenal de guerra 2 de abril de
1855.O escrivSo das olhciuts,
1 Manoel Jos' Percira Brayncr.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho de direccao convida os Srs. accionistas a
realisarem a quarta preslacao de 10 por % sobre o nu-
mero de ac$oes quelite perlencem, at ao dia 15 de
abril prximo ; o'eucarregado dos rocebiraeulos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 26.
AVISOS MARTIMOS.
PARA BENGUELLA COM ESCALA POR S.
THOM,
segu com brevidade o brigue porluguez Esperan-
ca por ler dous torcos da carga prompla: quem qui-
zer carregar o resto, emendase com o capilao Ma-
nanno Antonio Marques, ou no escriptoro de Ma-
noel Alves Guerra Jnior.
Para o Aracaty segu viagem o hiale nacional
bxalacao : para carga e passageiros lrala-se na ra
da Madre de Dos u. 36.
ACARACIT.
O palhabole Sobralene, capilao Francisco Jos da
Silva Ralis, segu no dia 7 de abril ; recebe carga e
passageiros : Irala-se com detono Cyriaco da C. M.,
ao lado do Corpo Santo n. 25.
RIO DE JANEIRO
O brigue escuna MARA segu por es-
tes das: para o resto da carga, passagei-
ros e escravos a fete, trata-se com Ma-
chado & Pinheiro no largo da Assembla
sobrado n. 12, ou com o capitao a bordo.
1 T l>" a Bahia se8U0 em poucos dias o veleiro
hiato Laslro ; para o resto da carga, trata-se com
seu consignatario Domingos Alves Matheus, oa roa
da Cruz q. 54.
PARA O RIO D JANEIRO
segu com muita brevidade a barca na-
cional Sorte, por ter a maior parte da
carga prompta,' para o resto, passageiros
e escravos a frete, para o que tem excel-
lentes commodos: trata-se com os consig-
natarios Novaes S C, ra do Trapiche n.
5*, ou com o capitao Jos Mara Ferreira
na praca do Commercio.
AVISOS DIVERSOS.
Constando.an abaixo assignado, que se aclum
venda nesta capital alguns escravos que perlcnce-
ram ao fallecido Francisco Joao do Pilar, por Ma-
noel Cleineolino Dias de Albuquerque e Francisco
Joo do Pilar, filho do fallecido, avisa ao respcitavel
publico, que nao faca negocio- de natureza alguma
com es referidos, por quanlo alcm de lerem os nelos
do mesmo fallecido atrancado senlenca anniillaiido
o inventario dos bensdeixados pela primeira raulher,
existe lihello proposlo pela filha do mesmo D. IJrsu-
la Francisca Madeira, exigindoa sua leuitimade que
a querem esbulhar, e para que nao cnnlinuem ex-
travos de bens cujas veudas sao evidentemente aul-
las, faz o presente annuncio.
/Vanlico Theodoro de Macedo.
Deseja-se fallar nos Srs. Jos Francisco Soares
e Manoel Jos Fernandos Pimentcl a negocio de seu
interesse ; e assim lenham a boodade de apparace-
rem no Recife, na ruada Cruz n. I i, segundo andar,
Precisa-se de urna ama de leito, sadia e de boa
conducto : na ruado Vigario n. 1, armazem de ca-
bos.
p ( DEHTISTi
9 Paulo Gaignoux, dentista fraucez, estele *
cido na ra larga do Rosario n. 36, segnndo w
andar, colloca denles com gengisAs arli&oaes,
e dentadura completo, ou parte delta, com a
9 pressao do ar. q
9 Rosario n. 36 segando andar. 2
****>*
GABINETE PORTUGUE7. DE LEITURA.
lendo chegado da Europa em 3 de mareo findo o
vapor nSolenl, era qoe Irooxesse para este estabe-
lecimenlo sua correspondencia e joroaes, a eicepcao
da illuslracao Francesa, e o mesmo acontocertdo em
1(1 do mesmo mez pelo vapor Avoo, a directora
roga aos associados desta eslabelecimenlo suspendan!
seus juizos a respeilo do seu correspondente em Lis-
boa, por quanlo a directora esto persuadida de qae
esta falta nao parto delle, e sim de rnao occulla que
lalvez nao leudo outro meio de desacreditar este tao
importante estabelecimenlo, trata de desgostar seus
associados, meio que a directora j tratnu de frus-
trar pelas providencia que deu era 24 do dito mez,
pelo vapor Soleoln. Secretoria do gabinete portu-
guez de leilura em Pernambuco 31 de marco de
1855.Manoel Ferreira de Souza Barbosa, segan-
do secretorio.
O capitn James Gardner, da galera america-
na Finland,arribada a esle porto na sua viagem de
Calcula para Londres, com carregamenlo de gneros
da India, precisa a risco martimo sobre o casco, car-
ga e rete da dito galera, de cerca de 25:000*000.
para occorrer as despezas o concertos da sobredita
alera, alim de seguir sua viagem : oa pretendenles
queiram mandar suas proposta em carras fechadas,
no prazo de das, no escriptoro de lieorv Forstor
& t.ompanhla, consignatarios da mencionada galera:
na ra do Trapiche Novo n. 8.
Joaquim Marques Santiago mudou o seu es-
criptoro para a rna do Rrum, pastando o chafariz,
primeira casa torrea.
Ouem annunciou comprar 2 rotla j usadas,
procure na ra do Rangel n. 21 ; tambera lem novas
de amarello, e lambem para jauellas e perlas de uai-
xilbos de alcova, grandes e mais baixas, e 1 porto
nova com 12 palmos 1(2 de altura.
-- Francisco Luiz da Costa, subdito pottoguez,
relira-se para forado imperio.
aitem;ao'.
Francisco Manoel de Souza Olivei-
ra, nao podendo pessoalmente agra-
decer a todas as pessoas que digna-
ram-se obsequia-lo, em assistir ao
enterro de seu presado mano, Ma-
noel Alexandre de Souza, no dia 20
do corrente, no convento de Seri-
nhaem, por isso faz o presente, agra-
decendo cordealinente a essas pes-
soas ; e-com particularidade as que
durante os quatro dias da molestia
de seu mano, sempre estiveram jun-
to ao seu leito, pois quenisto reco-
nhece a viva amisade'que lhe con-
sagravam. Engenho Ubaquinha 28
demarco de 1?7).">.
Aluga-se nma preto para casa de familia, cose
toda a costura, borda e faz labyriolho : qnem qui-
zer, dirija-sc a ra da Traa n. 17.
Pede-se ao Sr. strgenlo da cavallaria da guar-
da nacional, qnando quizer namorar as suas visinhas
do segundo andar, nao relache lanto a classe mi-
lilar.llm guarda.
Precsa-se de um cuzinheiro forro ou captivo,
para urna casa : 110 Ptsseio Publico n. 11.
Precisa-se de urna hornera que saiba dislilar
agurdenle, para urna dislilacao era um engenho :
a tratar na ra Direito n. 106.
Alusa-se um excellente sobrado, com boa vista
e grande quintal para o lado do panlano, para ludo
quanlo se queira plantar, e com agua ao p, sito no
lugar do Arrombado, em Olinda : quem o preten-
der, falle na ra de Apollo, armazem n. 30.
Alugm-ie 2 grandes armazens, silos na ra do
Rrum, juntos a fundicao do Sr. Bowman: quem
pretender, falle na ra de Apollo, armazem n. 30.
Precisa-se de um feilor que seja pralico do
servico de campo, e dous caixeiros para encamnen-
lo de engenho, sendo um destes lambem distilador,
e que sejam de toda probidade : na ra da Cruz do
Recito o. 7, primeiro andar.
Precisa-se de nma ama para cozinhar: no so-
brado n. 1 da ra da Cadeia, defronleda ordem ler-
ceira de S. Francisco.
Precisa-sc de urna escrava para o servico inter-
no e externo de tima casa : no sobrado n. 1 da ra
da Cadeia, defronte da ordem tercera de S. Fran-
cisco.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 11 da ra
do Vigario, com bastantes commodos : a tratar na
mesma casa uo terceiro andar.
Manoel Filippe da Fonseca Candi vende a sua
botica da roa larga do Rosario n. 42, por nao poder
continuara trabalhar nella, em rz3o de sen estado
de molestia : quem a pretender, dirija-sc casa de
sua residencia, na ra eslreila do Rosario n. 39, qoe
achara com quem Iralar.
Bernardiuo da Conceicao Reg retirase para o
Rio de Janeiro.
LOTERA DE N. S. DE GUADELUPE DE
OLINDA.
O caulelisto Antonio da Silva Guimaraes faz sci-
eule ao publico, que lem exposto .i venda, no atorro
da Boa-Visto u. -W, as suas cautelas e bilbeles da lo-
leria cima, a qual correno dia 11 de abril cor-
renle.
Blheles 59300
Meios 25800
Ouarlos 1*140
Quintos 1*300
Oitavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320
>N. B. O caulelisto cima garante nicamente os
bilbeles iuteiros, pagando sera descont dos 8% os
premios maiores.
Precisa-se de um bom feilor para o engenho
Novo de Goiaona : quera eslver as circitrnslancias
debem desempenliar esto lugar, appureca nela ci-
dade, na ra do Trapiche n. 17, ou no dito ciisenho
para tratar do ajuste.
CHAPEOS A DE MOLLA.
Na fabrica e loja de chapeos da ra Nova n. 4-1,
ha chegado urna nova factura de chapeos de molla
e sua qualidade be mais superior que oestes esla-
belecimenlos lem havido, e por querer salisfazer as
pessoas que procuraran! antes de os ler. faz o pre-
sente para lembrar queeMilo tendo grande exlraccao,
eque devem vir comprar anles que se acabem.
I'ambem ha de muito bom goslo chapeos de feltro
de todas as cores para creanca, ditos de 8ilo cam
enfeites e sem elles para meninos, ditos de ditos de
todas as cores para horaem, ditos amazonas muito
modernos para senhora, ditos de castorina copa bai-
xa, com pello de dillerciites cores para lioniem, fa-
zenda esta ha muilo n3o apparecida ueste mercado,
c oulras muitas fazendas proprias do lstabeleci-
menlo.
Chapeos de mas-
sa franceza.
Na roa Nova u. 44, ha nm grande sorlimento da
fezeuda cima mencionada, e sua qualidade he su-
perita aos que ha presentemenle no mercado, assim
como tambera ha de muilo bom goslo e formas mui-
lo modernas, chapos de castor branco inglezes, di-
tos de castor (Thibell) sem pello, ditos de castor
branco com pello, sendo brano e preto, e todo por
prc,o razoavel.
Engomma-se com mmla perfeicao, e tamben)
se lava bem : auem quizer, dirjanse ao caes do Ra-
mos, taberna do Retiro n. 26, que achara com quem
tratar.
Jos Manoel Marlins, brasileiro, com o seu filho
Manoel Jos Marlins. relira-se nara Portugal.
Engomma-se com toda a perfeicao, e far-se al-
-loco e jantar com muita limpeza. por preco o mais
commodo possivel: na rna Direito n. 60, Wimeiro
andar.
O Sr. Jo3o Manoel de Barros, proprietirio do
engeuho Serrara, querendo vender 2 escravos neus
que andam fgidos, appareca por si ou por seu pro-
curador, na ra do Rangel n. 36, segundo andar.
Precisa-se de um feilor e administrador para
um silio perlo da praca, ao qual d-se bom ordena-
do : quem pretender, dirija-se roa da Cadeia Ve-
Iha n. 16.
Paulo Jusliniano Ta vares deixou de ser caixei-
ro do Sr. Narciso Maria Carneiro desde o dia 31 do
mez prximo pactado por ter de se retirar para a
provincia do Par no primeiro vapor que se espera
do sul.
Ira rapaz brasileiro, cbegadoha pouco lempo
nesta praca, se oderece para qnalqueremprego, e d
fiador a sua conducta, para casa ettrangeira : quem
pretender annuucie.
.
Jos Rodrigues do Passo, abaixo assignado, ro-
ga a lodos os seuhores que se julgam seus credores,
o favor de comparecerem quarta-feira, do corren-
le, ao meio dia, no escriplorio do Sr. Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, na ra da Cadeia do Recito, o
qual se acha autorisado para receber a heranca que
toca ao abaixo assignado, como herdeiro do casal do
SiWoi Francisco J;em Como lambem esto aule-
risau*rr-a-{ftr!rr-f;;iii os meamos set>SfS credores a
melhor maneira de sen embolso. Recife 31'Sei
co de 1855./ote' Rodrigues do Passo.
O Dr. Lobo Moscoso mudou-se pa-
ra a ra Nova n. 50, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna preta de boa
conducta para casa estrangeira, que sai-
ba engommar, para andar com meninos:
na ra da Cruz n. 10.
Ignacio Francisco de Mello, como administra-
dor de sua inulher D. Maria Joaquina da Piedadc e
Abreu, viuva que foi de Raimundo Pinto de Abreu,
estando procedendo pelo jo izo de orphans ( es-
crivao interino Marlins Pereira ), o inventario dos
bens do seu antecessor, avisa aos credores do mes-
mo casal que se habiliten) parante o mesmo juizo
para serem suas dividas altendidas na pariillia, islo
no prazo de oilo dias.
iba 1 \o assignados fazem scien-
te ao publico, e particularmente ao
corpo de commercio desta praca,
tiue comptaram aslojas de chapeos
ta praca da Independencia n$. 12,
14 e 16, ao Sr. Jos Ignecio del
Loyola, cujas lojas icam gyrando
debai\o da firma social de Reg &
Araujo, isto desde 30 de dez.embro
prximo passado. Recife 5o de
marro de 1855. Joao Bautista
S do Reg. Placido Jos do Reg
I Araujo.
Precisa-se de um preto escravo para o ervico
de urna casa de pouca familia : na roa da Cadeia do
Recife n. 10.
LOTERA DE N. S. DE GUADELUPE.
Aos 5:0003000, 2:0008000, 1:0005000
Os blheles e cautelas do caulelisto Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior 18o afortunados pelas
frequenles vezes que lem d ido as orle grande, co-
mo recommendados por s rem pagos os premios
crandes por jnleiro sem descont algum, acham-se a
disposicao do respeilavel publico, as seguinle lo-
jas : praca da Independencia n. 4, 13 e15. e 40, roa
do Oucimado n. 37 A, e em nutras mai do costume:
as rodas da referida loleria andam impreterivelmen-
le em II de abril em o consistorio da igreja dos Mi-
litares.
Hilhetes inleros 59500 Recebe por inleiro 5:0009
Meios bilhetes 280O- I k 2:500)*
Qoarlos la4ir 1:250$
Oilavos 720 o 6253
Decimos 600 a 5000
Vigsimos 320 s 250S
O caulelisto Antonio Jos Rodrigue de-feo-. -
Jnior oOercce os seus bilheles e cautelas as pessoas
que costuraam comprar para negocio nesta cidade e
para fura, aos precos abaixo, scudn em porcao de
IOOsOOO para cima e a dinheiro a visto, ora sen es-
criplorio, na rna do Collegio n. 21, primeiro andar.
Itilheles inleros 3*306
Meios bilhetes 29650
Ouartos 13350
' itavos 675
Decimos 5 Vigsimos 270
loteras da provim.
As rodas da lotera de
N. S. do Guadalupe, an-
dam impreterivelmente no
dia 11 de abril.-O tlie-
soureiro, F. Antonio de
Oliveira.
Precisa-se do tuna ama de cxemplat
conducta, para oservico interno de urna
casa de familia : (iiiem estiver nesta cir-
cumstancia dirija-se a ra do Collegio n*.
1, segundo andar.
RETRATOS.
No aterro da Boa-> isla n. 4, teiceiro andar, eon-
tinua-se a lirar retratos pelo syslema crvslalolypo,
com muita rapidez o perfeicao.
E. II. Rolh, capilao da barca americana eWi-
ckcryn, procedeulo de New-York, precisa a ruco
marilimo sobre o dito navio e seu frete da qnanlia
de 5:000g000, mais on menos, que se.lera gasto ues-
te porto em concertar as avarias, causadas pelo
encontr no alio mar coma barca americana Sloru,
em Lalt.-lO S e I.ong. 25. 3(1 W. uo dia 3 de feve-
reiro passado. Os oOcrecimenlos podem ser man-
dado em casa dos csntignalarios Roalrou Rooker &
C-nnnhia ato^3 l-er, a3 Inn'n nn_dia n ahril
-J
V
MiiTiinn




4
y
O al>aiio assignado, em virludo do annuiirio
qun publicou por esto jornal no da '3 do correnlc,
relativo a perd de urna earteira, couleudo em li a
quanlia de 2C3000 ero dinlieiro un recibo de
t_:0i)OSOUO pautado pelo Sr. Anluuio Monleiro de
Parias, c urna caria tendente a oulros negoci<
clara que nao eiigo dita quanlia, e sita o recibo o a
caria : quero a aehnu, nao querendo em pessoa res-
tituir, poder be 10 da porta, na ra do
Sebo n. j>.Antonio ternario de Moura.
Madamo Theard, leudo de fazer nina viagem a
Europa, avisa aos seus devedoro* de vrem saldar suj<
cotilas na leja da ra Nova n. 33. para Ihe evilaf'de
preceder contra elles judicialmente..
O ah. lo fa scienlo as Semas qne
leni empenliado penhores no primeiro andar do so-
brad* da roa do Padre Horiauo n. 7<), ,.ue rnudou
sua residencia desle para a casa-rfS'beccu do Lobato
D. 15, aonilc contina a darA'fuhciro a juros em pe-
pienas porcOes, sobre peni,oref de ouro ,m prala .
askiui como avisa as perJoas que |em peobores ven-
cidos, hajam do o vir jrar uestes 3 dias, do contra-
rio scrao vendido; para pasamento de ditas quan-
tias.Manoel ?0 Kncimeuto l'inlieiro.
Pode- ;c ao Sr. Jos de Mello Cesar ei-pro-
curUlurda cmara de Olioda, qne veoha entender-
iierdeiros do Luiz liorna, pois basta de
loadas, ficaudo cerlo que em quanto nao se en-
-der cora os meamos lia de sahir esle aouuncio.
MARIO OE PERMRBUCO, TERCA FEIR 3 DE ABRIL DE 1855
)
PIANOS.
JoSo P. Vagcley avisa ao respeilavel publico, que
cm sua cas na ra Nova n. 41, primeiro andar, a-
cha-se um sortimenlo de pianos de Jacaranda, os
melhores que tem al agora apparecido no merca-
do, Uuto pela sua harmoniosa e lorie voz, romo pe-
la su conslrncpo de armario, da fabrica de Col-
lard Collard em Londres, os quaes vende por pre-
co razoavel. O annuacianle continua a aliar c
concertar pianos com perfeirao.
Arrcnda-so ou vende-so uina grande parte sitio Marn Farinha : a tratar com Manuel Gomes
Viegas, ra do Pires n. 31.
LOTERAS DA PBOV1NCIA.
O cautelista Salusliauo de Aquino leu eir conti-
na a vender bilhetes e cautelas as pessoas que com-
pram para negocio, pelos precos abaiio declarados,
uma vez qu chegue a quanlia de 100JOOO para ci-
ma, dinlieiro vista : pode ser procurado na ruado
Trapiche n. 36, segundo andar, das 9 al as 12 hora-
da manhaa. Us seus bilhetes c cautela eslao isen-
tos dos 8 por ceulodo imposto geral.
Bilhetes 525300
Meios 29650
Quartos IMVO
Oitavos j67.)
Decimos J540
Vigsimos 5270
Pernambuco 26 de marco de 1855.
Salusliauo de Aquino Ferrcira.
ATTENCAO'.
ilelisla Antonio l'erreira de Lima e Mello
tem resolvido vender os seus bilhetes inleiros e cau-
as de IOO5OOO para cima, a dinlieiro i v isla, pelos
prcros abano declarados, observando que os tres pri-
os premios grandes sao pagos sem o descont de
8 por cento : os pretendentes podein procurar no
aterrada Boa-Vista n. 45, segundo andar, das (i as 9
da manhaa, e das 3 as 6 da larde.
Bilhetes 58300
Meios 25700
Qoartos 1>380
Oitavos 690
Decimos 560
Vigsimos 280
AULA DE LATTM.
J padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos cexternos desde ja' por me-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualqucr hora dos dias uteis.
Arrendase uma loja no a ierro da Boa-VIsla,
propria para qualquer estahelecimento, sendo con-
froute a casado Sr. Antonio Luii (mica.ves perrei-
ra, e junta a uma loja de cutileiro : oa pretendentes
enlcndam-se no sobrado por cima da mesma loja. ou
na roa da Cadeia do Recite, sobrado n. 3, primeiro
andar.
m COKULTO
DO DR. CASANOVA
UTA DAS CKL7.ES N. 28,
vendem-se carteiras de homeopathia de to-
dos os tamaitos, por precos muitoem conla.
Elementos de homeopatiiia, 4 vols. 6^000
Tinturas a escollMjr-jjd^vidro. 10 *ib.i,?JJrh>s a escolher a-------68frt-330"?
consultas gratis para os pobres.
Ouercce-se um mojo brasilciro para escriplo-
o qual sabe bem 1er, escrever e conlar, e tem
lguns preparatorios: quem de sen presumo se qui-
rer ulilisar annuncie por esla fulha'ou dirija-se a
ra das Ciuco Ponas n. 44.
- Prerisa-se alagar orna prela ou um prelo qne
saiba vender na ra qualquer venda ; paga-se bem:
liver para alugar, dirija-se ra do Queima-
do a. 38, primeiro andar.
MASSA ADAMANTINA.
B.ua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo ai-
gnoux, dentista fraucez, chumba os denles com a
a adamantina. Essa nova e niaravilhosa com-
i tem a vanlagem de encher sem prcsso dolo-
ras:! todas as anfractuosidades do denle, adqueriudo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e proraetle restaurar os denles mais estragados,
coia a forma e a cor primitiva.
*fMMe-*jMD-@@Sg
PUBLICACAO". @
Acha-se no prelo e breve saldr i luz orna
> interessante obra intitulada Manual do
9 Guarda Nacional ou collecrao do todas as leis,
9 regulameolos, ordena e avisos concernenles 9
| a mesma Guarda, (muitos dos quaes escapa-
9 ram de ser mencionados as collecces de
9 leis): desde a sua nova organisacan at 31 de jJ
9 dezembro de 1854. relativos nao s ao prores- ($
9 so da qualilicarao, recurso de revista, etc., 9
gi etc., senas a ecouomia dos corpos, organisa- 9
9 cao por municipios, batalhoes, companhias,
9 de mappas, modelos, etc. ele. etc. Subscre-
9 te-e a 59000 para os assiguantes, e 63OOO
para os que uao o orem : no pateo do Car- &
1110 11. 9, primeiro andar. mt
-JoaoSalet noToscano de Almeida, mo-
rador no Rio de Janeiro, ra da Assem-
ble'a canto da ra da Misericordia, se en-
carrega de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: patentes de oliciaes
de linliae da guarda nacional, cartas de
desembargadores, de juizes de direito,
municipaes, remoeoes dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentos e to-
dos os mais de que se Jiaja mister pelas
secretarias, tliesouro econsellio supremo
militar, etc., etc. O mesmo Sale'rno se
encarrega dessascommisses, uma vez que
se lhe adiante os dinbeiros necessarios pa-
ra esse lim, certo de que servil a' com
promptidao a todas as pessoas que quize-
rera ter a bondade efavor dse utilisarem
de seu presumo.
Precisa-se alugar um preto para ser-
vico de casa de homem solteiro: na ra
do Trapichen. 16. -
O abaio assiguado, offerece o seu prestimo a
quem te quixer ulilisar para lirar guias do JU20 dos*f
leitosda fa/.enda, lauto da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessoalmeuteas nao podem
tirar, e que com a mesma fazenda se achain debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
noine, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares segundes : Recite, ra da Cadeia loja u. 39,
ruada Cruz. n. 56, pateo do Terco n. 19, ra dol.i-
vramento n. 22, praca da Independencia 11. 4, ra
P.ovan. *. praca da Boa-Vista n. 2i, onde serao
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o lim expendido, e na ra da Gloria o. 10 casa
do anouncianle.Macariio de Luna I'tire
lotera de n s. de uadeli-
PE DE OLIMU.
AOS; 5:0003000, 2:0009000, E 1:0005000.
Corre indubitavelmente quarta-feira 11
de abril.
U cautelista Salusliauo de Aquino terrena, avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilhetes e cau-
telas eslao isenlos do descont de 8 por cento do im-
posto geral no acto do pagamento sobre o tres pri-
01 premios grandes. Acham-se venda as
suaslojas : ra da Cadeia do Itccife 11. 24 o 45, na
praca dalndc|auideocia n. 37 e 39, ra do Livra-
meiito 11. 22, rila ISovj n. 16, ra do yueimado n.
ruado Cahug 11. II.
I,illlcl1 lecebcr por iuleiro 5:0009
Meios 298OO 2:50o
Ooartos 19140 a lifia
Oitavos 720 (.tan 6259
Decimos lio a n 500
Vigessimo 320 jg
Na ra da Cadeii do Recite n. 3, primeiro an-
dai, confronte o esrriplorio dos Srs. Barroca Cas-
tro, despacham-se navios, quer nacionaes ou estran-
geirea, com loda a promptidao ; bem coreo lirtm-se
passaporles para fora do imperio, por presos mais
commodos do que em ou-a qualquer parte, c sem o
menor (ribaldo dos pretendentes, que podem Iratar
das 8 da mantisa as i lloras da tarde.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 KU ftO GOJLUUO 1 MJK9JL& 25.
m.i.1?.,1^'l't_A* Lbo Mosc"zo ,u consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
udiiiiaa *eolneio da, e em ca.-os extraordinarios a qualquer hora dodia ou noile.
onii>" "e"ce^* igualmente para pralicar qualquer operaran de cirurgia. e acudir promptamente a quul-
9?r mulherque esteja mal de parlo, c cujascircuinslamas nao permittam pagar ao medico.
NO GLTIU DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddiciua homeopathica do Dr. C. H. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes cncadernados em dous e aconipanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc. ...... 209000
Esla obra, a mais importante de todas as que tratam do esludo epralica da homenpalhia, por ser a nica
3','.cS-?'-"v, '.aif- '''w"0','.1'1 ,Ve,,a loulrinaA PATUOUENESIA OU El TEMOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORI.AMSMOEM ESTADO DESALDE-couhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a outriua de Hahnemann, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella : a lodos os
razendeiroscsenhorcs de engenho que estaolonge dos recursos dos mdicos: alodosos capilieaoe navio,
que tima ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualqucr iucommodo seu ou de seus tripulantes ;
a todos os pas de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser preveuidas, sao obriga-
- prestar m continenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
dos a
O vade-mecum do homcopatha ou Iraducsao da medicina domestica do' Dr. Ilering,
obra tambem ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. .
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo tesoro na Ortica
homeopathia, e o proprielano desle oslabelecimciiio se lisoiieia de tc-lo o mais bem montado possivi
ningucm duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
lsoticas a 12 tubos grandes........
Blicas de 2i medicamentos cm i
Hilas 36 ditos
glbulos, a 10, 12-3 e ljOOO rs.
10.5000
3JOIKI
da
possivcl e
89000
dilos
ditos
dilos
a
a
a
a
Ditas 48
Ditas 60
Ditas li
Tubos avulsus
Frascos de meia onra de lindura........'. ', '. \ \ \ "
Ditos de verdadeira lindura a rnica............
Na mesma casa ha sempre ,i venda grande numero de tubos de rrysta de diversos tamanhos,
vidros para mcdicamenlos, e apiompta-se qualquer eiicommenda de mcdicaraeOloscom loda a brevida-
" par precos muito commodos.
201000
259000
309000
COjOOO
19000
2000
230IK>
de c
~ Precisa-so de uma ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de uma casa de pouca familia ,
quem pretender, dirija-se a ra do Collegio n. 15:
armazem.
Precisa-se de tuna ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 26,
por cima da coclieira.
COMPRAS.
iosooo
85000
78000
68000
48000
OJOOO
30*000
.'LBLICAtAO' DO RSTUITO 110 9)
NLOPATIIICO DO BRASIL.
TIIESOURO HOMEOPATHICO
. OU (>
VADE-MECUM DO ($)
HOMEOPATIIA. <$)
Methoilo conciso, claro e seguro de cu- ()
rar homeopticamente todas as molestias TjL
que affligcm a especie humana, e part- >S9
cularmenle aquellas que rcinam no lira- (A)
sil, redigido segundo os melhores traa- /2
dos de homeopathia, lauto europeos1 como W)
americanos, e segundo a propria experi- (A
encia, pelo l)r. Sabino Olegario Ludgcre 7v
l'inho. Esta obra he hoje recouhecida co- (2
mo a melhor de todas que tratam daappli- fk
cacao homeopathica no curativo das mo-
leslias. Os curiosos, principalmente, nao ()
podem dar um passo seguro sem possui-la e /5L
consulta-la. Os pas de familias, os senho- Vv
res^ de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (\
pitaes de navios, sertanejos le. etc., devem 2*
te-la mflo para occorrer promptamente a 10
^#, qualqucr caso de molestia. frf.
" Dous volumes cm brochura por 108000 Jr
encadernados HjOlX)'
Vendc-sc nicamente em casado autor, Hk
-, no palacete da ra de S. Francisco (Mun- w
^j) do Novo) n. (kS A. (jft
J. JASE, DENTISTA, S
continua a residir na ra Nova u. 19, primei-
^ ro andar. ''.
Casa de coosignarao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-sc c recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissft), tahlo para a
pr6vcia-Co"rfro pafS fra uE!tl!,--O.Terecendo-se para
sso loda a segurauca precisa para os dilos escravos.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aeliam-se a venda os bilbeles da lotera
ol- do Monte-Po, as lojas do costume,
as listas esperam-se boje ou amanhaa
pelo vapor EMPERATRIZ: os premios se-
rao pagos logo que se lzer a distrbuirao
das listas.
Novos Hvros de homeopalhia mefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, lutado das molestias chronicas, \ vo-
lumes............208000
1 esle, rrolcslias dos meninos.....(8000
Heriug, homeopalhia domestica.....7*000
Jahr, pharniacnpahoineopalhica Ojihio
Jahr, novo manual. 4 volumes .... IK5O00
Jahr, molestias nervosas. ...... 6J000
Jahr, molestias da pcllc.......8-j(KK)
Rapou, historia da homeopalhia. 2 volumes 169000
llarihmaun, tratado completo das molestias
dos meuiuos.........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fa>ollc, doulrina medica homeopalhica
Clinica de Staoneli .......
Casling, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conleodo a descripcao
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consullorio hoinepa-
tliico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro audar.
Illm. ijr. inspector da thesouraria geral. -Diz Jos
da Rocha l'aranhos, que cm virlude de ordem do
Ihesouro publico nacional, que mandn a informar
a esla thesouraria um requeriraeulo com documentos
annexos e comprobatorios, da quanlia de dous coti-
los e tantos mil res, que ao stipplicanle he a mesma
fazenda devedora, acontece que leudo o suppli-
canto estado na espedaliva, e requerido ja a V. S.
em dezembro do auno passado soluciio de uma lal
inrormac,ao al o presente, parece que por uma fala-
lidade, nao tem sido possivel o supplicanle oblcr o
despacho, opezar de lor ja decorrido um anuo pouco
mais ou menos ; pelo que, nao sendo cabivel que a
reparlicoes liscacs prolelcm o direito das parles por
um lempo indefinido ; por isso, vero, o supplicanle
requerer a V. S., que como chele desla repartirlo, e
a cojo cargo esla a altribuiQo de cumprir e fazer
cumplir as deliberacoes e ordens do Ihesouro, como
determina o paragrapho lOdoart. 31 do decreto n
736 de 20 de novembro de 1850, se digne mandaj
que e cm pregado em cujo poder eslao os documen-
tos e pelicOes do supplicanle, para informar manda-
dos por V. S. que he o chefe da i.' secjao, Jos
Ueurique Machado, d promplo andamento a dita
informacao dim de que nao fique eternamente se-
pullada esla petalo em seu poder, como lem estado
0s oulros documentos o pelijees ; com o que fara
ao supplicanle a merecida juslija ; e assim pede
V. S. lhe defira. E. R. Me.
Jos da tocha Paranhos.
Recife 22 de marco de 1S55.
c SAL DE BAUSA.
Luiz 'anlarelli participa ao respeilavel publico,
qoe a sua sala de ensino, na ra das Triucheiras n.
19, se acha aherla todas as seguudas, quartas e sex-
tas, desde as 7 horas da imite at as9 : quem do seu
presumo se quizer ulilisar, dirija-se a mesma casa,
das 7 horas da manhaa al as 9. O mesmo se offere-
ce a darJicCes particulares as horas conveuciouadas:
tambem da lices nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios lem marcado.
Desappareceu no dia 23 do correle um nula-
linho forro de nome Modesto, de idade de 10 anuos,
bem alvo, bonitas fei;0es, c um pouco aloleimado,
levando camisa de madapolao e calca de riscadinho
azul, cujo raulalinho tendo sabido para ver a procis-
saodo Senhor dosl'assos, suppe-se que se perder
por ignorar as ras desla cidade, vislu ser uo mato,
e pois a pessoa que o liver em seu poder ou souber
nolicia, dirija-se ou conduza-o a ra do Hospicio
n. 30 que sera bem recompensado-, protcslando-se
fazer recahir toda a responsabilidado criminal por
qualquer oceultaejio maliciosa.
Precisa-se alugar ou permutar por
uma casa de sobrado no aterro da Roa-
Vista, uma casa com bastantes commodos e
bom quintal as seguintes mas: Pires,
Sledade, Sebo, Cotovello e Mondego : a
tratar no aterro da Boa-Vista n. 45.
Precisa-so de um pequeo de 12 a 14 anuos,
para caixeiro de uma taberna : quem cstiver nestas
circumslancias, dirija-se a ra do Caldeireiio 11. 60.
Ka mesma taberna vendem-se terral para Irabalhar
brutalmente.
.\iuga-seo segundo andar do sobrado situado
Na casa do sacrislau da ordem lerceira de S.
Francisco, compram-sc 3 ornamentos de celebrar-te
missa, quecslejam em bom estado, sendo um bran-
co, oulro encarnado c brauco, e oulro rxo ou roxo
e verde, 1 calix, 1 missal.
Compra-se uma prela da Cosa, que enlenda
de quitanda, e que nao seja velha : na ra da Seu-
zala Nova u. 39, taberna.
Compram-sc alguns depsitos que sejam de
azeite le carrapato, ou de peixe: no aterro da Boa-
Vista n. 14.
Compra-sc a colleccco de leis do imperio do
Brasil do auno de 1850 : quem liver annuncie.
"vendas. '.
AUANAK PABA .800.
Saliiram a luz as olliinbas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
CAMBRAAS VARSOVIANAS
A 4,500 0 CORTE.
Acaba de chegar um novo sorlimento dos lindos
corles de cambraias Varsovianas para vestidos de.se-
nhoras, de gosto escossez. e se vendem na ra do
yueimado loja n. 17 ao p da botica, a >j00 rs. cada
corle, dinheiro a vista.
Riquissimos corles de chalj
seulios e cores delicadissinias',
de seda de novos de-
por preco rommodo:
na ra do Queimado luja u. 17, ao p da botica.
U'A ESCOSSEZA O MELPO-
MENE, A 320 0 COVAJL
\ ende-se, por liaver porcao desla fazenda propria
para roupiies e vestidos de senhoras e meninos, pe-
lo barato preco de uma pataca cada covado : na ra
do Queimado loja n. 17, ao p da botica. Esla fa-
zenda he de imita duracio, e nuuca se vcudeu por
13o barato preco.
ALPACAS DE QIABROS E DE
LUSTRAS DE SEDA A 400 E
:oo rs.
J^Vendc-se por esle baralissimo cre^o para liqnida-
{30 de cotilas, na ruado yueimado" loja o. 17 ao
pe da botica, assim como uma porcao de cassas
Trancezas finas e de cores fixas a 320 o" i00 rs. o co-
vado.
RISCADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.
Vende-se na ra do yueimado loja n. 17 ao p
da botica, riscados cscuros com li.~lr.is de seda, pro-
prios para vestidos e roupes para senhoras e me-
ninos, pelo barato preco de uma pataca cada cova-
do, para ullimacao de conlas.
Chegou pelo paquelo ingles uma fazenda inteira-
menle nova,toda de seda,campo asselinado com qua-
dros largos e de lislras, o mais lindo possivel,ultimo
gosto em Pars, com o nome Sebastopol, vende-se
nicamente na loja da ra do yueimado n. 40, pelo
diminulo preco de 15200 o covado : dao-se as amos-
tras com penhor.
FARINHA DA TERRA.
i a \endem-se saceos com l'ariulia'la ter-
nova e bem torrada, arroz de caica e
pilado: na rua da Cadeia do Becife n. 23.
CORTES DE SEDA A iti.OOO.
\ endem-se cortes de seda de quadros, com 17 co-
vados, pelo barato preco de 168000 : na rua Nova,
loja nova n. i.
CHAPEOS PARA
SENHORAS.
Vendem-se os mais modernos c elegantes chapeos
de seda e blond, para senhoras: na rua Nova, loja
u. 4, de Jos Luiz l'ereira Jnior.
PALITOS FRANCEZES
Vendem-se palitos franeczes de alpaca prela, pelo
barato prejo de SfOOO e 105000 : na rua Nova, loja
u. i.
chales.
Vendem-se chales de relroz malisados, dilos de
casemira bordados, dilos de merino: na rua Nova,
loja n. 1. ,
Vendem-se 2 escravas crioulas, sendo uma com
um filho de 20 mezes, sabem coser, cugommar, la-
var, ele. : na praca do Corpo Santo, armazem n. 6.
Vendem-se 2 relogios, sendo um patente in-
gle/, e oulro liorisont.il. ambos de ouro : quem os
pretender, dirija-se rua do Sebo n. 50. a mesma
casa precisa-se deum preto para alugar por mez.
Vende-se uma casa mcia-agna, sila na rua no-
va do Deslino, no bairro da Boa-Vista, com sen pe-
queo quintal plantado : os pretendentes dirijam-se
a rua dos Martyrios n. 15.
_ Vcndcin-se parreirasmuscalcis da mclhnrqua-
lidade possivel, em caixes : na rua de S. (jonralo
u. 15.
IECHANISHO PARA
NHO.
NA FUNICAO DE FERRO DO ENGE-
NIIEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRLM, PASSANDO O C1IA-
FAR1Z,
ha sempre um grande sorlimento dos seguintes ob-
jectos de nicchauismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas c meias moendas da mais moderna
conslrucrao ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade o de lodosos tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou auimaes, de lodas as propor-
cocs ; crivos c boceas de foroalhae registros de bo-
ciro, aguilhfies, bronzes, par almos e cavilhes, moi-
uho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUND1QAO.
se executara lodas as encommendas com a superio-
oa rua Wova D. 14: no primeiro andar do mesmo ridade j conhecida, e com a devida presteza c com-
subrado. | modidade em preso.
Vendem-se saccas com niilho. por 39000 rs.: no
escriplorio da rua das Larangciras n. 18.
Vendem-se 20n travs de quadadcs superio-
res, e de louro, de 10 a 50 palmos da comprido, e
100 i'iuaiues de louro : os pretendentes, dirijam-se i
Antouiu Leal de Barros, na roa do Vigario n. 17.
Fumo cm folha.
Vende-se superior fumo em folha, fardos peque-
nos, j 5.5000 a arroba, a ilinheiru : nos armazcus do
Kosas, na Iraveasa da Madre de Dos n. 13, cna rua
do Araorim n.il, de Francisco Cucdcs de Araujo.
Vcndp-se]l oilanle c 2 laboas nuticas, sendo
una por Callel e oulra por Narie, (udoem bom uso :
quem pretender annuncie.
Vendem-se na loja de Nicolao liadaull, rua
Nova n. 1|, chapeos ,|e seda para senhora, os mais
ricos e modernos, chegados de l'aris, pelo ultimo na-
vio.
Vendem-se 5 escravas, sendo 3 crioulas, de 10
a 20 anuos, de bonitas lisuras, c uiuadoiiacao,de
meia idade, ptima quilandeira: na rna de borlas
n. 60. 1
0' OLE MINCHA.
A 500 rs., 1 l.s, a 2s, e a 2#500 cada
urna peca de madapolao com toque de
a varia, a ellas antes que se acabem : na
loja do l'asseio Publico 11. 9.
Vendo-sea casa terrea do 2 portas c 1 janella,
na rua de Aguas-Verdes, lado da sombra 11. 82, a
qual lem no fundo uma oulra de porla c janella, c
um quarlo com uma porta com frente para a rua de
Dorias, ludo em chaos proprios, sendo a casa da rua
de Aguas-Verdes de paredes dobradas, propria para
levantar sobrado ; a pessoa que a pretender, dirija-
se a rua da Mangucua 11. '.), na Boa-Vista, 011 no
trapiche do algodao, que achara com quem tratar.
CARNE.
Venderse carne viuda do Ccara : na rua do yuei-
mado b. 1
uvas muscalcis de cheiro : na rua
Vendem-se
do Piros n.50.
MANTELETES PBETOS PARA SENHORA.
Vendem-se manteletes prclos de fil de linho bor-
dados, pelo barato preco de (i-^HK) rada um ; na loja
de '1 porlas, na rua do yueimado n. 10.
Veddem-se maulas pretas de fil para senhora
59000) meias pelas de seda para senhora a l^tiOO,
bis prelos bordados de seda a iOOO : na loja de 4
porlas, na rua do yueimado n. 10.
Vende-se una escrava mora, de bonita fisura,
engommadeira e cozinheira, rose chito e lava de sa-
bao, com lima filba de i mete, e com bastante lei-
le : prefere-se para fura da provincia ou engenho
na rua das Cruzes 11. 22.
Sedas de cores.
Na loja de t portas da rua do yueimado n. 10, ha
para vender un completo sorlimento de cortes de
seda de cores, com babados, assim como sedas lisas
furia-cores, linio por pre{o muito commodo.
M a noel Ta.ares Cordciro lem para vender fu-
mo para charulos de todas as quadadcs, gisos com
champagne cm garrafas, e meias, do melhor aulor,
e oulros mais gneros: no armazem n. 18, na tra-
vessa da Madre de Dos.
Camisas para senliora.
Vendem-se camisinhas de fina camhraia, borda-
das, c com manenitos: na loja de i porlas, ua rua do
yueimado n. 10.
GASE A P0NPAD01R.
Chegou pela Cencvicve uma fazenda inleiramen-
le nova, loda de seda, campo arrendado, com qua-
dros largos elislras assetinadas, encantadora vista, c
ollimo goslo cm Paris, com o nome liase a Pompa-
dour : vende-se tnicamente na rua do yueimado n.
10, pelo baralissimo preco de I52OO o covado ; c
dao-se amostras com penhor.
VENDEM-SE SEME.NTES DE OltTALICAS
de lodas as qualidades.chegadas ltimamente: na rua
da Cruz do Recife u. 62.
Na rua Nova n. 19, loja de selleiro, tem para
vender mnilo bom couro de lustre amarelin e brau-
co, propria para canhoesc cintos de pagein, mais ba-
rato do que em oulra qualquer parle.
Vende-se muilu era conla, para pagannlo, o
engenho L'na da comarca de Sanio Anlao distante
da cidade da Victoria 2 legua*, e S do tAeife, muito
pcrlo da estrada nova de Santo An"o. o seu terreno
que he sullicienle para safrejar-sfe :,000 piles an-
nuaes, he de graude producciioy cum evadientes
maltas, c ricas madeiras de consltuccao ; o eugenho
he levantado o'ore lories p,ilaj/es de pedra e cal,
mee com roda d'agua, cujo agfde abunda de bous
pelxes, tem casado purgar.crjfcaixamcnlo com 2bons
hali oes do correr, serrara niuvida a agua, dislilacao
de cobre ele, para distilar agurdente, tanque de
madeira para inel, boa c espacosa casa de vivenda,
e mais obras necessnrias ao engenho. He vendido
visla da escriplura de permuta, ede seus marcos res-
pectivos : j|ui-iu piolen 1er, dirija-se a rua da Cadeia
do Recife, loja 11. i(), ou 110 convento do Carino a
fallar com o Bvui.Sr. t'r. Lino do Monte Carmello,
e no mesmo engenho cima, ou no engenho Aguas-
Claras de L'rucu'.
Vendc-sc uma sorle de Ierras no municipio do
Pilar, da provincia da Parahiha, que principia da
exlremadu engenho tacaluba, seguindo pela estrada
que Tai do mesmo engenho para Guarabira, cumpre-
hendendo os sitios Cachoeira, Pedra d'Agua, Sapu-
caia, Coralito. Massaranduba, RioSecco e parle da
aldeia, coma lalitude da mencionada estrada para o
norle, e confinando com os rio* adjacentes, pela
quanlia de i:500$00 por que foi avahada no inven-
tario que ullimameiile se procedeu do exlincto vin-
culo do morgado S. Salvador do mundo : quem pre-
tender eflectuar a compra dos mencionados terrenos,
dirija-se ao engenho Volito, no municipio da capital
da mesma provincia, ou ao engenho Boa-Vista, rto
municipio de Mamanguapc, a tratar com seu pro-
pietario o coronel Francisco Antonio de Almeida e
Albuquerqne, corlo de que f.ir.i negocio bastante-
mente razoavel c vantajoso.
ROMANCEE.
V endem-sc os seguintes romances:
mas, o cavalleirn d'Harmcnlal por 3.3OOO
Dispe por ("SOOO rs., de Paulo de Kork s<
109000
33200 0 covado.
2-21 MI
29700
131*00
18600
600
1-shllO n
19000
eimado em frente do
de A. u-
rs., Dos
sem arava-
lu por 2-000 rs., de E. Sue, a huena-dicha por
29SOO rs., a Cabana de lio Thomaz por 25000 rs. :
na praca da Independencia us. I i e 16.
CASEMIRA PRETA SET1M A
5;S00 0 CORTE.
Maulas pretas de blond a
Panno preto mujio lino a
Sarja prela lavrada
Selun prelo maco
Sarja prela hcspanhola 1
Nohreza prela pnrtugueza
Alpaca prela doluslre
Lencos de selim preto
l.uvas de seda piola- i>
Vendem-se na rija do Q
becco da Cong^egacao, passando a botica a segunda
loja 11. 40, dao se as amostras com penhor.
NOVAS INDIANAS A 400 0
COVADO.
Vendem-se na loja de llenrique A Sautos, na rua
do yueimado n. 40, as novas indianas escocezas pe-
lo diminuto preco de 400 o covado :dao-.-e as amos-
tras cora peuhor,
Vendem-se quarlinhas da Babia de lodas as
quadadcs, por preco commodo : ua rua do Vigario
u. 8, taberna de Jo3o Sjmes de Almeida.
Proseriiiua.
Chegou pelo ullimo navio fraucez uma fazenda
inteiramcnte nova, loda de seda furia-cores, com
quadros largos, e a mais linda possivel ; vende-se
tuncamente na loja de llenrique iV Sanios, pelo di-
minuto preco dc'JOO rs. a covado : na rua do yuei-
mado u. 40, o dao-se amostras rom penhor.
Vende-se cebla do Lisboa para acabar a 195O0
omolho, a dinheiro ou a prazo, conforme se tralar :
na rua do yueimado n. 38, primeiro andar.
CHAPEOS PARA CRIADOS.
Acabam de chegar a pra^a da Independencia loja
de chapeos ns. 2i a 30, chapeos oleados para pagens
de mullo boa qualidade c modernas formas.
CHAPEOS PARA SEMIORA.
\ endem-se por commodo prec,o, superfinos cha-
pos de seda e palha para senhora, com ricos enfei-
les, e dos mais modernos A venda no mercado :
na praca da Independencia loja de chapos, de Joa-
quim de Olivcira Maia.
NA RIA DO TRAPICHE N. 8.
V'eud*m-se cadenas americanas de balanrn, obra
muito boa e de goslo, e vellas de espennacele pro-
pria para bailes e thealros, ludo por barato preco.
JL
DE MOLLAS.
JL
Chcgaram pela barca GUSTAVO, chapeos do
molla de superior qualidade o elegantes formas,
bem como chapos de castor brauco c prelo, dilos
de teda de formas modernas e cm cliente qualidade,
os quaes se vendem por preco razoavel: na praca
da Independencia loja de chapeos de Juaquim de
Oliveira Maia ns. 21 a 30.
FEIJAO IILATINHO.
Na rua do Amorim n. 3'J, armazem de Manocl dos
Santos Pinto, ha superior feijao mulaliuhu em sae-
tas por precos razoaveis.
Vende-se um batanea rointna com (o |
sus perlenees.cm bom uso e de z,iftfe ... j qni m
prclcuder, dirija-se i rua da Crnz, armazern n. i.
GROSDr^PLE E SARJA DE
SEDA.
Vende-se flrpenor grosdcnaple prelo de eda a
19600 o covado, sarja de seda prela lara a Ijil.'H) o
covado, selim de maco a '29000 to covado : ua 'oja
de 1 portas na rua do yueimado n. 10.
FUMO EM FOLHA.
VIDROS PARA VIDRACAS.
Vcnd m-se cm caitas, cm casa do Barlhoineu
Prancuu) de Souza, rua larga do Rosario n. 36
MOENDAS SUPERIORES.
Na Imiilirao de C. Starr S Companliio
cm Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modcllo e constr ticeao muito su per ore
Vende-se muito hom Icile : na rua Dircila n.
12!t, primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
Na rda do Amorim n. 3'., armazem de Manuel ('-f8 '"e, novo' anegado de Lisboa pela barca (.'ra-
los Sanios Piulo, ha limito superior fumo cm f'iAlia ""';,,J-
\ Farinha de mandioca.
ende-se saccas {jrandes com farinha :
no a\mazem de Jos Joarptim l'ereira de
Mello no caes daalfandega, e para por-
i;ocs a AsiLir com Manoel Al ves Guerra
Jnior, a rita do Trapiche n. li.
NOVO SOR?UIENTO DE COBERTORES DE TO-
D^AS yLALIDAES.
CobertorescsciVis a 720 rs., dilos grandes a t{rJ0O
rs., dilos brancos m algodao de pello e sem elle, a
mitacao dos de pap\, a 1-3200 rs. : na loja da rua
do Crespo n. 6.
para fazer charutos.
(&) Vende-se superior sarja preta ((S
/A hcspanhola.
8

0
lienjallas linas com lindos cas-
toes.
Meias de seda brancas c pretas
para senhora.
Selim preto macau para Golle-
tes e vestidos.
Chales de crep, bordados c es-
tampados.
Saiasbrancas bordadas para se-
nhora
Vestidos de cambala a Poin-
padour.
Charutos Lanceiros. ($)
Papel pintado para forro de fl|
8

sala
Chocolate francez muito supe-
rior.
flor de laranja de muito
Agua de tior Je
boa qualidade.
No armazem
$
#)
de Victor Lasne, (0
<$) rua da Cruz n. i7. <$)
Xa rua do Trapiche n. 1(5, escriptoro
de Biandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a jmitarao das de llussa, de
muito boa (jualidadc.
Papel para imprimir, formato grande c
pequeo.
Papel de cores emcaixas sortidas, mui-
to propriopara forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, blanco e azul,
de boas quadadcs.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feilto ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e higini-
cas:-vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
non & C: rua da Cruz. n. 20.
Precos:
Extra-fino. 800 a lib.
Superior. 640
Fino.....500
, R0L10' FRANCEZ
Chegou de nove e se acha venda a deliciosa pi-
tada(leste roiio fraucez, c s se encontrara na rua
da Cruz n. 2t>, cscriplorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Kosario u. 38, c ua de Manoel Jos Lopes
na mesma rua n. 10.
Mohnos do vento
"ombombasderepuxopara regar borlase baixa.
decapim, na fundieade D. W. Bowman : oa rua
do Biuin ns. 6, 8e0.
Vende-se uma porcao de fumo, proprio para
cigarros, por preco commodo : na praia de Sania
Rita, dislilacao do|l'"rauca.
Vende-se urna carroca com arreios para caval-
lo, muito maneira e conveniente para servido de al-
-"iin silio : na Praia de Sania Rita, dislilac3o de
trauca.
Mantitcs de missa e 3e conisso.
Vendem-se por preco muilo favnravel: na casa D.
(i da rua db Trapiche Novo.
Vcn3c-sc uma mesa de Jacaranda de meio de
sala, por |Tcco muilo cm conla ; na rua Direita u. 2.
Vende-se arroz 'pilado brauco, em saccas, a
12cO00, em arrobas a ljOOO. o mais baixo a I5OOO a
arroba : aa rua Direila 11. 2.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anlu-
uio de inaterraes por prc(o mais em conla.
CAL DE LISBOA A 4/jOOO RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 4aO00 por cada uma : na rua do Tra-
picha 11. Ib, segundo audar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 10 do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes&C, na rua do
Trapiche Novon. 10, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, ao.S.")00rs. a sacca : nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacoine,
eno de Jos Joaquim Percha de Mello, no
caes da alandega, e em porrio, no cs-
criplorio de Aranaga&Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. 6, vende-se superior
sarja hespauhola, muito larga, pelo diminulo preco
le 9300 e 39600 0 covado, selim maco a 2>>5oo'c
392OO o covado, panno prelo de 35OOO, 4^000, 0.3OOO
c fOOO o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendc-sc superior farinha de mandio-
ca, em saccas tpte tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da efeadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemeuto em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as liuas : alrazdo
llieatro, armazem de Juaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vendc-se na rua do Crespo, loja da esqoina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendcm-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J, Kellcr&C, na rua
aa Cruzn. 53 fia para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
A l.sOOO, '2.V00 c 5H000.
Vendc-se melpnmcnc do duas laiguras com qua-
dros achamalolados para vestidos de senhora a 18 o
covado ; sctiin preto Macao, excellente para vesti-
dos a 2a o covado; lencos de camhraia de Indio li-
nos, bordados e bicos pela beira a&) cada um ; cam-
hraia de liuho foa a 53 a vara ; assim como diver-
sas fa/.endas por commodo jireco : na rua da Cadeia
do Kccife loja da esquina u. oii.
Vendc-se um terreno de 50 palmos de frente c
150 de fundo, silo na rua do Sebo, bairro da Boa-
Vista, do lado do sul, muilo proprio para edificar
uma boa casa 011 qualqucr estabelccimcnlo, por ser
no tusar mais alio da dita rua : a fallar ua praca da
Boa-Vista n. 6. botica.
Vende-se ell'ectivaraente alcool de a 40
graos
em pipa, barris ou caadas : na Praia de Sania Ri-
la, dislilacao de Franca.
ARROZ DO MARANIIA O.
Vende-se no armazem 11. 16 do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
PARA A QUARESMA.
Sarja prela hcspanhola ao primeira qualidade, se-
lim pelo muilo superior, cawnira prela franrez'a.
dila setiin, velludo prelo soperVr, panno prelo mui-
lo fino, rom lustre c prova de linio, c deoulras qua-
lidadeo mais aballo : vcndem-se\a rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco 'commodo ;
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
mao.s.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes.
Relogios patente nglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirse casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello d.: Lisboa.
Lonas ingle/as.
Fio de sapateirocdcvela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de gra\a*n. 7.
CFJIEM0R0M\\0BRA^0.
\ ende-se cemento romano hranco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinito.
9 r BA 1)0 CBESPO N. 12.
& Vcnde-s* nesta loja superior damasco de
@ seda de cores, sendo hranco, encarnado, rxo,
f.~ por preco razoavel. ft
!*@i:*e3!gie
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
pceo commodo c com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
$) POTASSA BRASILEIRA. $
t$) Vende-se superior potassa, fa-
(ilj brioada 110 Rio de Janeiro, che- (& gada 1 ecentemen te, recommen- /%
^ ila-se ios senhores de engenhos os 2
^ seus bons elfeitos ja' experimen- J
^ tados: na rua da Cruzn. SO, ar-
} mazem de L. Leconte Feron &
D Companhia.
Vcnde-sc exccllenle tahoado de pinho, recen-
temcnle rhcuado da America : na rui d Apollo
trapiche do Ferreira. a euleuder-so com o admiuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE' ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inven^ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Bcriin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramCBto do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Clnistao.
Sahio a luz a 2." edicao do livriuho denominado
Devoto Cln i-tao.inais correrlo e acrescenlado: vende-
se unicarneiite na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a lili) rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adnplado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pla-
nta desla cidade, augmentado com a noveua da Se-
nhora da Conccicao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Hom Consclho : ven-
dc-se tnicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a laOOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas part piano, violao e flauta, como
acjain, quadrilhas, valsas, redowas, sebe-
tickes, modinhas tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de escolenles vozes, e preco- com-
modos em casa do N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O- ^ Bieber & C,, rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo -sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcude-so um cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, lodo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segciro, e para Iratar uolleciferua do Trapi-
che o. 11, primeiro andar.
$ftMS$:$:S-s$$M
Deposito de vinlio de cham-
9 pagne Chateau-Ay, primeiraqua- Q
t$) 1 idade, de propriedade do conde ^
^ de Marcuil, rua da Cruz do Re- 46
AA cife n. 20 : este vinho, o melhor
A de toda a Champagne, vende-se 2?
S' a 50^000 rs. cada caixa, acha-se ]
nicamente em casa de L. Le- '
w comte Feron S Companhia. N.
W B.As caixas sao marcadas a fe-
f^ goConde de Marcuile os ro- flfe
A lulos da garrafas sao azues. A
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
rriplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Ilussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior uanella para forro de sellins chc-
gada recentemenlc da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenry (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados'em Inglaterra, por presos
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na toja de Cuimaraes t$ lleuriques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas muilo finas, che-
gadas ltimamente, de goslos delicadas, pelo barato
preco de 480 rs. a vara : assim como lera um com-
pleto sorlimento de fazeudas finas, ludo por preco
muilo commodo.
Batatas
chegadas no brigueTarojo I: no armazem de Tas-
so i Irmaos.
NAVALHASjA CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Cadeia .do Recife n. 8, primeiro an-
dar, cscriplorio de Ainznsto C. de Anrcu, ouli-
nuam-se a vender a K>000 o par (preco fijo) o, j,i
bem cinhccidas e afamadas navalhis de barba fela*
pelo hbil fabricante que foi premiado na cx.wacao
de Londres, as quaes alm dr ihrrarem eilraardia-
riamenle, nAo se sentem no roslo ua acr;ao d collar ;
vendem-se rom a condieflo de, nJo agradando, (i-
derem os compradoresdevolve-lM at 1"> dtasdepois
pa compra reslituimlo-se o importe. Na mesmj ca-
sa ha ricas tcsoiirinhas para unhas, fritas pelo nc53
mofalrncantc.
SVSTEMA MEDICO
IIOLLOWAV
tebre loda especie.
Cola
llemorrhoidas.
ll)dropisia.
Ictericia.
Indigesles.
lnllammacoes.
Irregularidades da mens-
Iruacflo.
I.ombngas te loda espe-
cie.
Mal-de-pella.
Manchas nafculis.
(Ihslrucrao de venlre.
Phlhisicaoli cousumpcao
pulmonar.
Ilrtencao j'ourina.
Rhciimalis o.
Svmploma secundarios.
Temores.
Tico dolor 'o.
Ulceras.
Venreo i al;.
PLELAS HOLLOWAY
Este ineslimavel especifico, compoito inteiramen
le de hervas medicinaes, nao conlm mercurio, nem
oulra aluuma substancia deleclerca. Beniguoamais
tema infancia, e a compleito mais delicada, he
i-ualinenle promplo e seguro para desarraigar o mal
>a complano mais robusta; lie inleiranieule inno-
cente em suas operaroese eHeitos ; pois busca eie-
roove as doencas de qualquer especie e gra, por
mais antigs e tenazes quesjam.
Entre i.nlhares do pessoas curadas rom esle re-
meti, mullas queja eslavam as porta, da morte,
perseverando cm seu uso, conseguiram recokrar a
saiic c 1.115a, depois de liaver lenlado uulilmenle
lodos os oulros remedios.
As maisalllicUs nao devem entregar-ssB desespe-
Cao ; faeam um compelenle ensato dos eflicazes
eiieilos desla assombrosa medicina, e pee-tes recu-
peraran o beueficio da sade.
-Nao se perca lempo em tomar este remedie cara
qualquer das seguintes nfermiiladt
Accideulcs epilpticos.
Alporcas. *
Ampo las.
Arelas (mal d').
Aslhma.
Clicas.
luivulscs.
Ueliilidadc.ou extenua-
do.
Ilebilidado ou fafta de
'oreas para qualquer
cousa.
Desiuleria.
Uor de garganta.
de barriga. ?
nos rins.
Dureza no venlre.
En tenuidades no figado.
venreas
Emaqueca.
llerjsipela.
Pebres biliosas.
inlermillenles.
Vendem-se eslas plalas no estabciiraairnlo era
de Londres, n. 244, trani, e na loja $]> todo os
boticarios, droguislas e oulras pessoas enrarrecadas
de sua venda em loda a America do Sal, Havana e
llespanha.
Vende-se as bocelinhas a 800 rii. Cada um* del-
las conlcm uma instroc53o em porluguet para ex-
plicar o modo de se usar d'estas pillas.
O deposito geral be em casa do Sr. Soum, phar-
maccutlco, na rua da Crur n. 2, em Pe uam-
huco.
Vtmle se um jumento e uma jumenta, prji-
ma a parir, por preco commodo : na rua do Ouei-
mado. loja n. 14.
Vende-so o Chauveau, Theone di Code Penal,
i.llima edirao cm 3 volumes, inlciramJnle novo, por
JO5000 rs.: na rua do Collegio n.3, pr nviro .indar.
Vendem-sc luvas de retror para menina a 500
rs. o par, meias prelas de seda para senhora a 00
rs. o par ; a ellas antes que se acabem : na rna do
(Jiicimado n. 53, loja de miudezas.
Bom e commodo, para as familias. 9
g Cassas de cores litas e de goslos muilo mu-
demos, pelo haratissimo preco de 240 rs. o
covado, um completo sorhmenlo de lodas as
J* fazendas por menos 10 e 20 por cenlo do seu 9
~ valor, por se ler comprado urna grande por- 9
cao dellas. de uma loja que fiudou : (em urr *$
grai.de e completo sortimenlo de pannos pre- W
los e casemiras prelas, para todos os pre50s : 9
W na rifa do Queimado, loja do sobrado ama- 9
relio n. 29, de Jos Moreira Lopes. J
mWn>&-9m99Q9999
v GOMUtA.
V endem-se saccas com goanma muilo alva : na
rua do Queimado n. 14.
FRESCAES VAS
\ endem-se ovas do seriao, por preco commodo -
na rua do Queimado n. 14..
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se bnm francez de quadros a 640 u vara,
dito a 900 rs., dito a 13280, riscado de lislras de cor,
proprio para o mesmo fim illiOo covado : na rua
do Crespo n. 6.
Pechincha igual s na Ca-
lifornia, ou no Passeio
Publico n. 9.
Vendem-se peyas de ma-
dapolao a 300. Iff, <&# e
2^500 rs., a ellas antes
que se acabem, pois osfre-
guezes sao muitos e a fa-
zenda he pouca.
Vinho PRK,
em barris de 5 em pipa : vende-se em casa da Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recife u.48.
Chapeos Huertos.
Cliejjaiam a loja e fabrica de chapeos,
do Joaquim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, os desejados chapeos de
paiha arrendados para liomens e meni-
nos, e que se vendem por proco mdico.
Gros deNaples a ljOOOrs. o covado!
Na rua do Crespo o. 5, vendem-se ricas teda fur-
la-cores, lisas e de quadros, lindos goslos, com um
pequeo loque de mofo qoe pouco se condece, pelo
barato prec/> de 13 o covado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem muilo barato.
ESCRAVOS FGIDOS.
ESCRAVO FGIDO.
Em 28 de marco pelas 7 horas da imi-
te, desappareceu o escravo'Domingos,
natural do Bonito, com os sigpaes seguin-
tes : altura regular, cor prta, cabellos
carapinhos, rosto redondo, nariz chato c
dentes limados; levou vestido calca de al-
godaozinho com listras azues, camisa de
chita cor de rosa e sem chapeo, ou talvez.
um de couro que no mesmo dia desappa-
receu pertencentea outro escravo. Esto
preto he muito conhecido, nao s pela
mansidao com que falla, como tambem
pela grande quantidade de pannos que
tem no rosto e peitos, originados de ve-
nreo de que se estava curando, como se
pode examinar pela ferida que tinha na
verilha esquerda e com' cuja perna deve
coxear : quem o apprehender pode le-
va-loa rua do Vigario n. 5, que sera' gra-
tificado com generosidade.
Desappareceu no dia 12 de junho do anno pas-
sado, da fazenda do Cordelo, na provincia do llio de
Jaueiro, o escravo pardo, de nome Marcelino, esta-
tura rrgolar, magro, cabello nao muilo crespo, olhos
regulares, nariz afilado, bons denles, com principio
de barba, idade 20 anuos, pouco mais ou menos,
com uma ferida na perna esquerda ; levou 2 caltas
de algodao azul j usadas, 2 camisas de algodao
americano, 1 japona.de faslSo, 2 mantas de algodito
de Minas e 1 chapeo de lebrc usado : quem o pegar,
leve-o n francisco Kibeiro Pires, na rua 1 orinosa.
que scr.i gratificado generosamente.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 6 de dezembro do anno pro-
simo passado, Benedicta, de 14 anuos de idade, ves-
ga, cor acahoclada ; levou um volido de chita com
lislras cor de rosa ede caf, e oulro lambem de dil-
le bronco com palmas, um lenco amarello no pesco-
50 j desbolado: quem a apprehender conduia-a
Apipucos, noOitciro, em casa de JoSo Leile de Aie-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo u. 17,
que recebera a gratificado cima.
PERN TVP. DE M. F. DE f ABJA. 1855
V
lirilinn ruruniin runniiTinnn


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