Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00947


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Full Text
ANHUXXI. N. 76.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
m
SEGUNDA FEIRA 2 DE ABRIL DE 1855.
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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I

l
I*
DIARIO DE PERNAMBUCO
I NCAHREGADOS DA SUBSCRHTAO-
Ilecife, o proprieterio M. Y; de Faria ; Rio ile Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Babia, o Sr. I>.
Huprad ; Macelo, 6 Sr. Joaquim Bernardo de M'n-
dt-iaja ; Parahiba, o Sr. fiervazio Virlor da Piativi-
dade ; Natil, o Sr. Joaquim Isnacio I'ercira Jnior;
Aracaty, o Sr. Abionio de I.emos Braca; Cear, o Sr.
Vi-liiriano Augusto Borget; Maranhno, o Sr. Joa-
qun) Marques Rodrigue* ; Piauliy, o Sr. Domingos
H*rcuhino AckilW Possoa Cea'rence ; Para, oSr. Jus-
liuo i. Ramo ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 d. por lt?.
Paris, 3iO rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aceces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* 298000
Modas de 65400 velhas. 169000
de 69400 novas. 16*000
de 49000. 99000
Prata.Patacocs brasileiros. 19940
Pesos ni]iirananos, ... 19940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS COHREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
illa-Bella, I5oa-Yista,ExeOurcury, a 13e28.
Goianna e Paraliiba, secundas e sexlas-eiras.
Victoria e Natal, as quintas-furas.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira s 4 hora5 e 30 minutos da tarde.
Segunda s 4 lloras e 54 minuto; da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cormnercio, segundas equintas-eiras.
Relacao, tcirjas-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civcl, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao mcio dia.
EPIIEMEIUDES.
Abiil 2 La cfTeia aos8 minutos e 36 segn-1
dos da tarde.
9 Quarlominguante as 7 horas, 12 mi-
nutos c 39 segundos da tarde.
16 La nova a 1 horas, 16 minutos*
36 segundos da tarde.
24 Quarto crescente as 3 horas, 37 mi-
nutos 40 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Francisco de Paula, fundador.
3 Terca. S. Pancracio b.; Ss. Benignoe Vulpianu
4 Quarta. de Trevas. S. I/idoroarc. c Dr. da I.
5 Quinta, de Endocncas.5 6 Sexta, da Paixo. tf al ao meio dia. S. Celcp.
7 Sabbado. de Alleluia. S. Epifanio h.
8 Domingo. Pascoa da Resurreicao. S. Anun-
cio b.;Ss. Edixio, Mxima, MariaeConeessa.
PABTE OFFICIAL.
COMBANDO DAS ARMAS.
Qa.rtel-eeoer.l 4 eonmm.mdo daa armas de
Farm isabaeo na ettde de Recite, em 31 de
karee de 1855.
ORDEM DO DIA N. 20.
O martclial de campo commandanle das armas
faz publico para os fins convenientes, que a presi-
dencia norocou por portara de 20 deste mez ao Sr.
coronel reformado Bento Jos Lemenha l.ins para
servir no conselho administrativo do arsenal de
guerra, no impedimento de um dos seu* membros,
segundo communicou em ofiicio da mesma dala.
O mesmo marechal determina, que no dia pri-
meiro de abril vindouro se considere engajado por
maia Mis annos nos termos do regulamenlo de 1 i de
dezembro d 1852, c do decrclo n. tiOl de 10 de
junho do anno passado, o soldado da seronda com-
pinhia do segundo batalhAo de infantaria Jos Mar-
celinc dos Santos, julgado robusto em inspecrao de
audc, o qua/ perceber alm dos vencimenlos que
por lef lhe compelirero, o premio de SOOJOOO ris
pagos na conToruaidade do artigo lercciro do citado
decrclo, e lindo o engajamento ama data de trras
de 22,000 brajas quadradas, incurrendo no caso de
desertar, na perda das vantagens do premio e da-
iiuellnsa que liver direito.ser tido como recrulado,
< o-cootamto-ae no lempo do engajamenlo o de pnsao
(w virtude de scnlenra, averbando-se este descont
c a perda da vantagens no respectivo Ululo como
esl em lei determinado.
Finalmente determina o marechal de campo com-
mandanle das armas, que na manilla do dia 2 do
sobredilo mez de abril se passe revisto de mostra em
seus respectivos quarteis, aos corpos do exercilo
aq ui cutenles, e as eompaohias fixas pela ordem
seguinle : s 6 horas a companhia de artfices ; s
6 l|2 a de ctvallaria ; s'7 ao batalhAo 10 ; is 7 3|4
ao batalhAo 2* ; s8 1(2 ao batalhAo 0, lodos de in-
fantaria; e s II1 (2 ao 4' de arlilhara a pe na cidide
de Olinda.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalbe.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERXAMBCCO.
Lisboa 14 de marco.
Pelo paquete da carreira Gzemos urna narraro
succinta dos acontecimenlos de mais importancia na
Europa, he boje em dia a parle'da Ierra onde estilo
a uaces mais adiantodas, | castas de mais cultura
por consegrante com lodos o de* ~*
testa circunstancia, que llie vem nAo pT drivc-
fijo,-seDflo pelo concurso de mullas causas que os es-
treilos limites de urna carta nilo deixam desenvol-
ver. O pnmeiro.eVenlo foi a queda do gabinete in-
glez, que pela poderosa influencia desla nacAo, e as
complicares em que esl envolvida, dcsperloua cu-
riosidade do publico j por ndole vido de novi-
lladas; e orna lal nova e em tal conjunctura nilo era
de pouco gravidaile. Apersonaren) que, por sua
bem cooceiluada influencia na governarlo do sobre-
dilopaiz, relirava-se do gabinete dando lugar a lar-
gos coinmenlarios, era lord John Russell. A que
apparecia com immediata influencia, tambem j.i
riuilo conhecida e com a parliealaridade porm de
ser um carcter pouco inclinado aos meios de coo-
ciliaco, desejo calvo de muilas personagens in-
Unentesda tiraa-Bretanha na qucslAo em que esli
empenhada a> priucipaes naces condecidas, lie
lord Palmerslon, de natural violento, e sem escr-
pulos c que todas as vezes qua tem influido nos des-
tinos da toa patria, nao hesita no emprego das me-
didas qne mais se confrmam com os seus inslinctos
propensos aa barullio; gusta de dar as vistas, e
altopela para chegar aos seus fins, enlendcneo de si
para ai que estas sao as vias mais adequadas. Elle se
desengaar ;eagora que se assoalliaram as mazellas
da Inglaterra, nSo he com essa machina velha e zc-
Iha, arrembada por lodosos lados que o inquieto e
turbulento estadista conseguir o que pretende.
Sempre o conhpcemos assim, cabera de rootim.
Esli velho, caneado, e gasto, e nislo corre parelhas
com a sua patria. Ambos bao de dar ciu vasa bar-
ris. He mais matreiro do que hbil, mais ressabia-
do do que experimentado, tem mais giria do que
pericia, e com esses recursos oo ngouramos bem do
xito que hade ser a causa em que se debate o ga-
binete de S. James. O fracasso he muito deseo
goslo, e jolga que as lantijolas do seu modo de go-
vernar sito as verdadeiras combinacOes do engenl.n
He prevavel qae na crise aclual esteja mais circuns-
pecto e meditador; proceda com mais algum sizo,
todava nao he essa conveniencia o que mais se coa-
duna com o sea temperamento. Aguardemos.
Oulro acoi lecimenlo que por um instante des-
lutnbruu a Europa encarado por lodos os lados; em
todo e qualquer sentido, foi amorte do imperador
da Kussia. Deixemosos particulares, as circums-
tancias todos os promenores e por maiores que po-
deriam vir apello; oulras sao as nossas observaroes
nesle momento. A morle do soberano de todas as
Russias he um Tacto; e j agora pnrlence a historia,
o homem que pela sua coragem, energa e volitado
inabalavel pertnrbou, |interrompeu a paz provo-
cado talvez e mais anda levado por paixes arden-
tes e como que fataes a sua casta, a sua familia, e a
nac.8o de que era autcrata, j nao existe, o divino
poeta obliterou-o da vida. Assiin que a nova soou
em Paria, os fundos levanlaram consideravelmente,
na sna alegra impia pensaran) os onzeneiros que a
guerra estar terminada, on em caminho para isso
o mesmo aeonteceu em Londres; lord Clarendn
dando na cmara des seos pares a nova inesperada,
pedia que se snslassem as medidas em discussu a
vista de nm successo de lamanha importancia. Os
proprios Ingieres, por caacler menos impressiona-
veis allncinaram-se lamhem vendo ni morle da-
quelle raonareba urna garanta de paz. Nao dnrou
muito a fagueira esperanca. Tambem be verdade,
e apressimo-uos cin d/.e-lo que foram os levianos.
os frivolos, o vulgo; pois que aquellos que veem a
cousa mais a fundo nao viram em tal incidente se-
ndo um jogador que se levantava da mesa, e quese-
ra substituido por outro incontinente ; era urna
evolnlo girando no mesmo circulo. Nada mais.
Com efleilo as ultimas noticias jdao acclamado o no-
vo autcrata da Rnssia, Alexandre II primognito
o herdeiro presumptivo do defnnto czar. Soppo-
nhamos porm, por qualquer motivo especial, c
com as ioformaries que temos do genio pacifico do
novo monarcha.qoe moslrasse a sua boa vonladc pa-
ra por termo a guerra? poderia faze-lo por ventura
ja, estando as cousas no'auge em que estao, haven-
do de parte a parte tantos inlercsHCS comprometi-
dos-' sendo de mais mais as exigencias da.- nacocs
alliadas para segundado da paz lito humilliantei
dignidade da Kussia, e ella enlao com u seu orgnlho
feroz, as suas paixSes anda selvagcns e proprias de
raja nova, imperio composlo de massas acoslumadas
a passivdade. Todos sabem que tal ha a camarilha
dos soberanos deste paizquede ha muilo pesa com
medonha fatalidade no destino do occidente euro-
pea. Nao ha quem ignore como lem morrillo ou
lera acabado os imperadores da Russia. Demos de
barato que Alexandre II desapparecia da scena.
Quera nao esl scienle do genio lerrivel de Cons-
tantino seu irraao mais prximo'.' as suas paixCes fa-
nticas que at suppe no seu nome urna tremenda
fatalidade. Nao avancemos mais. Os successos pre-
cipitam-sc. Alexandre II j proclamou a sania
Russia, c declara abertamenlc que esl resolvido a
seguir poltica de seu augusto pai, e de seus ante-
cessores Pedro o grande (o Pedro malasarles), alha-
rina II, Alexandre I. E que tal? e nao o fa$a ver
o tombo que leva.
Esta guerra com a Russia he mais teria do que
geralmenlesepcnsa, estao em conflagrarlo muitos
interesses mesquinhos, muilas paixSes srdidas, mui-
las miserias em lim. Ha de fluctuar nesle mar in-
menso em quanlo durar a tormenta todo o lodo do
pelago; no flm da lula porm surgirao as grande-
zas; por ora Irabalham lodos por grosseiro egosmo,
ora o egosmo nao esl as vistas do Orador,a acc,ao
deste vicio, pois he urna aberraro do amor de nos
mesmos.ou so d no individuo, ou na familia, ou na
casia ; e bem se v pelo resollado que he dissolven-
te por sua nalureza. A aecjto providencial da Rus-
sia sera galvanisar as forc.as do Occidente embotado.
A guerra que o lerrivei soldado da philosophia fran-
ceza levou a toda a Europa renov-se agora em pro-
porgues mais elevadas eos resudados por consequen.
te mais universaes, e por eslrauha combinaran he
um seu proprin prente quem a progride. O revi-
ranienlo nao he s c, he em lodo o velho mundo.
A China essa nac,.lo quas anti diluviana, csse mas-
toidonle da especie humana esta-sc desmoronando
por inaniro. O imperio mussulmano est moribun-
do, he provavel que no final da lula saia da Europa.
A civilisaran que desponlou com a colera de Dante
e foi-se esvarado com o desespero de Byr.m tocn
a sua meta. Memento!... O mais, esta troca e bral-
doca de misterios, saia este, entre aquclle; he urna
qucsiao de lempo. Diga-se todava em abono da
verdade; que a agona he eloqnenle. Os arrancos
tem sido brilhanles. Esla nossa assercao por mais
aveolurosa queseja, niloqoer dzcr que a Russia
surja Iriumphanle da lula; aquella nacao ja tem
cravada na parle mais nobre do peilo urna flexa
hervida. O panstavismo ha de ficar \cncido pela
sua propria doulrina. A igreja da Asia, cujo chefe
querem ser os soberanos da Russia, vive do espiri-
to e S. Paulo, que he a disciissao ; admllda es-
la o que he inevilavel pelo infuxo do espirito novo,
que hade avassalar a Russia pelo primor das artes
e*meslra da sccncia do occidente ; a heresia de
Phocios cahira por Ierra ; nao ser a primeira vez
que lal cousa aconleca. Os barbaros que invadi-
rn) a Europa em pocas passadas tambem Iraziam
a heresia de Arras, e c a dexaram. O Irumpho
ser lodo espiriloal. Demos de milo a raciocuios ;(
vamos enumerar fados se bem que elles d,1o sao se-
n.lo a traduccao material das nossas vistas especula-
livafc que desenvolveremos no decuiMi desla cor-
respondencia quaiido vieren) a proposito.
Apenas sc-*vulou a morle"do autcrata russiano
os gabinetes de Vienna e Berlun coin.ec.aram a ter-
giversar na forma do costume", pois o primeiro es-
la alrelado aosalliados por cruel nocessdado, e com
o segundo nao conlem nuncajamais; e ueste sentido
j flzemos alznmas observa<6es que val a pena se-
rem meditadas. Ablela va da do imperador dos
Krancczes para a Crimea, Inmou corpo, e parece
consa decidida; mas ainda nAo est lixado o lempo
em que lia da ler lugar urna lal rcsolurno de que
mula genleanda com a pedra no sapalo, e esla cor-
repondencia he urna deltas. E se por ventura for
a efleilo he de gravissimn peso na aclual conjuncc,ao.
0 lempo vai aquecendo, as aores nao lardam
em rebenlar.o sol ja vem de volla, com elle reco-
mer a primavera,e esta mudanra natural ha de vir
prenlic de successos no mundo moral. As consas
vao-se dispondo. Al breve, no vapor D. Mario
II, lera noticias nossas se Dos nao mandar o con-
,r"'- AU Baeha.
ITOAMBIJCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
V.INCIAL.
Sessao' em 2S de marco de 1855.
'tendencia do Sr. Barao de Camaragibc.
(Conclutao.)
Tondo pedido a palavra o Sr. Theodoro, (ka adia-
da a discusso do projeclo, e passa-so seganda dis-
cussao do orramento provincial.
Art. 2. Com a Assemblea Pro-
vincial, a saber :
1. Com o subsidio dos de-
puiailos, em tres mezes de sessao. 16:5609000
2. Com a a.juJ i da cusi
para as viagens do vinda e volla
dos membros residentes no inte-
rior efora da provincia....... 9115^000
3. Com os empregados da
Secretaria................ 3:4509000
4. Como expediente c asseio
dacasa.................. 400?N)00
o. Com a pi ilil ir aran dos
traballios por tachigraphos 6:7503000
28:0715000
O .Sr. Mello llego (pela ordem): Sr. presiden-
te, se eu mandar mesa nm reqoerimento pedindo
que seja discutido de preferencia o ornamento da rc-
ceita, V. Exc. encara isto corno ama questaode pre-
ferencia ?
O Sr. Presidente : O regiment permute que
qualquer depulado possa propor um mclhor meio de
encelar a discussAo, por consequencia pode mandar
o seu requesimento.
Vai ix mesa e he apoiado o seguinle requeri-
menlo :
(i Requeiro que a discossAo do orramento pro-
Lvincial comece pela reroita. Mello /lego.
O Sr. Harro$ Hart tii .Naolcnho dovidn em vo-
tar pelo requerimenlo se o seu nolire antor roe dis-
ser qual he o flm que leve em vista propondo essa
Iransformaro do projecto, e por isso rogo ao honra-
do membro que baja de esclarecer o seu pensa-
mento.
O Sr. Mello llego : Sr. presidente, me pare-
ce que quando se (rala do fazer despezas, o que
primeiro se dove ler em vista sAo os meios de que
se pode dispor para occorrer-se a cssas despezas.
Ora, tratando mis de lixar a despeza provincial,
nada mais regular do que procurarmos conhecer es-
ses meios antes de comprumetle-los stm saber at
onde elles podem chegar. Entre nos he coslume ds-
culir-se o orramento da despeza em primeiro 1 u-
gar; mas me parece que este coslume deve ser abo-
lido. Qualquer de mis em seu viver particular,
quando lem de fazer depezas, primeiramenle con-
sulta as tercas de sua bolsa; e porque razAo quaudo
lemos de fazer as despotas publicas nao havemos de
proceder do mesmo modo, e consultar as forras do
cofre provincial ? Este auno'as nossas despezas, pe-
lo que parece, hAo de crescer bstanle, e para o fu-
turo ir3o crescendo aindamis ; convm, por tanto,
que esla asseiobla proceda com toda a prudencia,
que restrinja o mais que puder as despezas que po-
dem soffrer resMeeSO, para ver se assim podemos
augmentar aquellas, que precisam de augmento ; pe-
lo que sume parece que sem que tenhamos aprecia-
do as forjas dos cofres provinciaes, sem que conde-
ramos a renda de que podemos dispor, nao estare-
mos habilitados a volar com bstanle coiisciencia as
despezas que sAo necesarias para salisfazer as ne-
cessidndes do serviro publico. Esle foi o fim que
Uve em vista, mandando o requerimenlo que est
sobre a mesa. Mas jaquo cstou com a palavra, Sr.
presidente, c (rala-se do 1." artigo da lei do orna-
mento, juntamente cora o mcu requerimenlo, V.
Ex. me permillir que eu entre na discussAo do pro-
jeclo, e que nao me restrinja comente materia do
1. artigo ; que me Seja permitidlo cnrara-lo no seu
lodo.
O Si. Presidente: Por ora est em discussAo
o seu requerimenlo sobre o encamnharaento da
discussAo.
O Sr. Mello Reg : V. Ex. nAo considera osle
requerimenlo como urna emenda cuja discussAo de-
ve ser encerrada com o do artigo '.'
O Sr. Presidente : Nao, senhor.
O Sr. Mello Pego : linl.io reservo-me para
a discussAo do artigo.
O Sr. Jos Pedro faz ligciras considerar/es em op-
posijao ao requerimenlo.
O Sr. Mello Reg:Sr. presidente, creio queme
exprim mal, e por isso nao fui entendido pelo no-
bre depntado.
O Sr. Souzo Carvalho : Exprima-se me-
Ihor.
O Sr. Mello Reg :Nao flxamos a receita e des-
peza, segundo os dados aposentados pela nobre com-
missao, deduzidos das informarles da Ihesouraria, e
fixamosa despezado maoeira que ella possa equili-
brar-se com a receita.
Ora, eu entendo que convinha, primeiro que lu-
do, que fixassemos a nossa renda, que sonbesseroos
de que diubeiro podamos dispor para entilo fixar-
mos a despeza ; porque pode muito bem acontecer
que a casa quera alterar algumas verbas de receita,
augmenlando-a ou diminuindo-a, e neste caso con-
viria sibcr de quanlo podemos dispor. He em visla
das forjas do nosso cofre, que devenios decretar as
despezas : sem snennos de quanlo podemos dispor,
nao poderemos determinar quanlo devemos gastar.
Parece-me que islo he muilo simples e claro, e foi o
que me levou presentar o requerimenlo que se
ac'u subre mesa.
i'osto a votos o requerimenlo, lie regelado.
Prosegue a discussAo do arl. 2.
O Sr. Mello llego :Sr. presidente, se V. Exc
permute que roe arfaste um pouco da materia do ar-
tigo 2., usarei da palavra pra dirigir algumas per-
gunfas ao nobre inspector da Ihesouraria provincial,
perguntas que lem (oda a relacao com a discussAo do
ornamento.
E^^'berajAo, Sr. presidente, me foi soggerida
' ment que tenho de alguns actos menos
n pie se pralicam na Ihesouraria provin-
ciaiif^ __.e hecerto, que as Icis votadas por esta casa
nao iu-m urna inleira execujao ; lodo a vez que ellas
n3o eftlao de accordo com os senlimentos do inspector
daquella reparlicao.
lia1 nni aparte.
. -Mello Rcqq :Posso rapdtir : todas s) ve-
as delibcracsTlBlvWii de alsumasrtese
euconlram com os senlimentos do nohre inspector,
ellas nao lem urna execurAo completa, e oo enten-
do que isto de alguma surto he um embararo, posto
as deliberarnos da assemhla provincial pete Ihesou-
raria, levanlo-me boje para censurar o nohre inspec-
tor, e pedir-lhc expcaeOes. Para lal fim, limilar-
mc-lie a referir alguns fados, puncos, porm bastan-
tes, para que a casa possa fazer um juizo^ acerca do
que tenho avancado.
Sr. presidente, V. Exc. se ha de lembrar, que no
auno passado por proposla da maioria da commissao
de orramento, esta casa resolveu que se pagasse a
I.uiz Jos Marques toda a quanlA, com qoal elle
lnha entrado para o cofre provincial indvidamente.
Nao obstante o parecer da maioria da commissao, de
cuja opiniao se aflaslou o honrado membro, ler dado
nm nome de abate ou indemnisacao a esse paga-
mento, he claro, que pela sua natureza elle era urna
verdadeira restitualo ; visto, que tralava-se da en-
trega de dinheiros com que um arrematante tnha
entrado de mais para os cofres da Ihesouraria.
O nobre inspector liuha-se opposlo muilo a e--r.
prelcnjAo, e sabio da casa nesse dia bastau'.e ente-
sado...
O Sr. Jos Pedro : Empreste-me as intenroes
que quizer ; convm servir a esso arrema-
tante.
O Sr. Mello Reg :Nunca vi seqner esse indivi-
duo. O meu desejo nico he fazer juslica, c revelar
as injustiras que o nobre depulado pralica na Ihe-
souraria.
Islo, Sr. presidente, como eu dizia, era urna ver-
dadeira restituirn ; mas o nobre inspector que foi
contrariado pela volarAo da casa, achou que o paga-
mento nao poda ser encarado como tal, que a quan
(ia que so mandava entregar, deva entrar para o
qnadro da divida passiva, para ser novamente apre-
ciada por esla casa, e assim haver mais urna delouga.
Ve-se bem, qne da parle do Sr. inspector houve um
intento de retardar esse pagamento, talvez para fa-
zer nm mal ao arrematante, sera duvda por haver
esla casa tomado urna resolucAo contraria a lomada
pelo nobre inspector.
Sr. presidente, agora apresenlarei outro Tacto do
nobre inspector, em contradicau manifesla com este
seu procediroento. Creio que em toda parte do
mondo em que ha parlamentos, e em que se volam
ornamentos, e se classificam verbas de despeza, os or-
denados sAo est'abelecidos para retribuirlo do servi-
do eflectivo do empregado, e uroa vez, que nAo se-
jam cobrados no lempo conveniente, cabera em ex-
crrjcio lindo, e s podem ser recebidos depois que o
poder legislativo tiver votado quota para o pagamen-
to delles. Entretanto, referirei o Tacto de nm em-
pregado, por quem naturalmente o nobre inspector
sentir urna afl'eirAo, que nAo sent por I.uiz Jos
Marques, a quem pagou-se como resliluicao, inde-
pendente de haver Tundos para isso, os ordenados do
lempo em que elle deixoa de servir...
O Sr. Jos Pedro :E vice-versa como o nobre
depulado. .
O Sr. Mello Reg : Sim, senhor, sOpponha o
qoc quizer, snpponha da minha parte simpalha pe-
lo oulro, a quem alias nAo conhero.
Senbores, he verdade qae ueste provincia houve
um lempo em que se adoptou como principio go-
vernalivo a Iheuria do favor aos amigos, e justira
recia aos contrarios ; e nao admira queaquellesqne
foram educados com laes principios, sombra dos
quaes cresceram, apezar da difl'erenra de psito em
que se acharo, e da mudanra dos lempos, conserven!
ainda boje por elles essa devocfto, que se liga a pri-
meira educarAo da infancia. O que admira he que
algumas vezes essas ideas sejam exageradas, e qae se
uAo faca Justina recta aos contrarios.
Negou-se a resliluicao a Lniz Jos Marques, mas
Tez o seguinle : a casa se ha de lembrar, que o pro-
fessor de Tlieologia Dogmtica do seminario (creio
que lie o Sr. padre I'aria) tendo-se complicado nos
ilumnenlos de 1858, deixou de cxcrccr o seu lugar
por bastante lempo, c esleve occullo. Esse indivi-
duo seudo amnistiado, requerfeu ao presidente da
provincia, que lhe maodassc pagar os seus ordenados,
nAo s do lempo cm que esteve exilado, como da-
quelle em que, oceupou^e em assignar roanifeslos
i evolucionarlos, em propagar ideas auarchicas, com-
pnnhar o Tacho da discordia civil...
O Sr. Jos Pedro :Esl amnistiado pelo monar-
rha, deve-o respeilar.
O Sr. Mello Regb :O monarcha amoislion he
verdade ; mandou qae peranle os trihunaes elle nao
respondesse por esse crime que commelteu, resli-
luio-o ao gozo dos direitoi livis e polticos, que a
constituirAo garanto ao cidadao brasileiro ; mas a
amnista nao lem o poder de apagar da memoria dos
lumen-, aconlecimentos que dexaram recordaccs
I .ni tristes.
O Sr. Pereira de llrilo : O nobre depulado nao
he juiz competente para julgar isso.
O Sr. Mello Reg:Juiz para que '. a que vem
isso ?
O Sr. Pereira de Brilo : Nao he juiz compe-
tente.
O Sr. Mello Bego : Eslou emiltindo a mnha
opinAo : cstou duendo como entente d amnista ;
nAo me arvoro em juiz de cousa nciihuma.
Como dizia, esse homem requercu que se lhe
mandasse pagaros seus ordenados, e o seu requeri-
menlo fui a informaran nobre inspector da Ihesoura-
ria provincial, o qual, nao sei porque principios, e
julgando a occasiu azada para commenlar Pereira e
Souza, achou, que sendo a amnista o esquecimen-
lo do passado, aquello professor lnha lodo o direito
aos seus ordenados, os quaes deviam ser pagos como
resliluicao. A presidencia ronrormando-se com esta
opiniao, extensamente desenvolvida, mandou que,
visla da informa^Ao /la Ihesouraria, procedesse-se ao
pagamento.
Eu nao se, Sr. presidente, al que ponto se podem
eslender as consequencias de urna amnista, paradar
direilo a um empregado, que por sua vonlade dei-
xou de exercer o seu lugar, a receber o seu orde-
nado.
O Sr. Oliceira :Isso esl decidido era avisos do
governo.
O Sr. Meira :He caso julgado pelo conselho de
estado.
OSr. MelloP.ego :Bem. Sr. presidente, a am-
nista, comoj disse, he o esquccimenlo do passado;
ella priva que os (ribnnaes possam lomar eonhec-
roento do crime que o individuo commelteu, hbil i-
la-o peranle a socedade, faz desapparecer a mancha
de um mo feilo, rcstlue emlim o cidadao ao gozo
de seus direitos como se nada houvera acontecido ;
mas o que eu duvido he que a amnista possa absol-
ver o individuo das fallas que elle livor commetlido
no cumprimenlo de um contrato synallagmatico, pe-
lo qual se obrignu a exercer laes eldes funeces, me-
diante um certo estipendio.
O Sr. Meira :Nao ha duvda nenhuma.
O Sr. Mello llego :Nao. meus senbores, eu nAo
pens que a doulrina do nutre inspector seja venta"
deira ; e seo fosse, seguir-se-hia que o professor que
faltasse por tal forma aos sous deveres, tirana as
mesinas rundirnos em que se achou por exemplo esse
que fcou-o subsliiiiindti, rejciulo a cadeira, e ins-
Iruindo a mocidade.
OSr. Meira :Fai ca que fiquei.
O Sr. Mello Reg -.Honra lhe seja feila por is-
so. Ficaria mesmo de mclhor condir.lo do que o
professor assduo.que, fiel nos seus deveres lcassc en-
sillando a mocidade a moral do dover, repclindo-
Ihe constantemente qae o amor do prximo be a
grande ler de Dos, que os liomens se devem amar e
ajudar mutuamente ; porqaanlo snppondo que por
um motivo qualquer esse bom professor que ellccli-
vamenlccslevc em exercirio doixasse do receber os
seus ordenados dentro >o lempo marcado, eslcscahi-
riam em cxcrcicios ftedos, e elle niio poderia rerc-
bc-los scnAo depois do ser incluido no qnadro. e islo
mesmo se a Ihesouraria o conlemplasse a lempo, por
qun a llicsnuriria querendo podia retardar os docu-
mentos desse homem, e lic;'r elle privado dos seus
vencimenlos por muilo lempo: entretanto, que ao
mo professor, e mo cidadao, aquellque ahando-
non seu lugar para empunlu-r o Tacho da discordia
para incendiar a socedade, nAo s se mandou pagar,
como nao se incluio no quadro de exercicios findos,
c elle nAo solfreu nenhuma demora no rerebmenlo
do ordenado para a pcrcepc,Ao do qual nAo traba-
Ihou.E nAo seraislo collorar o mo professor em run-
dirnos superiores as daquclle que cumpie com seus
deveres t NAo he isto verdade, senhor padre
Meira.
O Sr. Meira :Isto he verdade, roas o que he
certo he que isto se Tez com oulra gente petor que o
Sr. Dr. Faria.
O Sr. Mello Reg :Eu como depulado provin-
cial nAo posso lomar conlas ao guverno geral ; nao
be por con la dos cotres provinciaes que elle lem
mandado fazer esses pagamentos ; mas emquanlo eu
for honrado com os votos dos meus constiliiintes, hei
de aqu crguer a minha voz para que o dinhciroqae
mula vez se tira viuva, que perdeu o marido nes-
la lula desgracada, ao pai que perdeu o filhn, ao fi-
Iho que perdeu o pai, so seja empregado para salis-
fazer as necessidades publicas, o nao converlido cm
proveilodos autores daqucllas victimas, e, almdis-
o, mos empregados. Diga-se o que se qui-
zer desse meu procedmento, qualifique-se as minhas
opinies de exageradas, podem mesmo chamar-me
de intolerante ; isso nAo me far pensar de modo di-
verso ; llevemos conla i aquellos que para aqu nos
mandaram. E quando os nossos conslituintes nos
pergunlarem o que lizemos dos imposlos que lhe pe-
dmos todos os annos, havemos de dizer-lhe que el-
les lem servido para mindar-so pagar ao mo em-
pregado ?... *
O Sr. Aprigio d nm aparle.
O Sr. Mello llego :Este nao era contrario, era
amigo : ficou como esses objeclos que estimamos na
infancia, e que a respeito do correr dos lempos, sem-
pre se apresentam nossa memoria envollos as
formas de urna branda saudade, e que, por assim di-
zer, se perpetuara em nosso espirito. Talvez mesmo
que esse individuo seja um dos afleicoados do nobre
inspector.nao obstante a renuncia que elle fez do seu
passado, nao obstante a repugnaucia que musir pe-
los liomens daquella poca...
O Sr- Jos Pedro :Honro-me muilo com a a-
mizade do Sr. Dr. Faria.
O Sr. .tprigio\.Com que razAo mandou o presi-
dente pagar ?
OSr. MeMoRego : O presidente envi A Ihe-
souraria, e com quanlo eu nao diga que elle obrou
bem ; todava entendo, que de alguma sorle eslava
obrigado a isso.
O Sr. Fpaminondas : Enlo o presidente he
urna cousa intil.
O Sr. Mello Reg :Cumprehenda-me : digo quo
eslava obrigado a isso, porque como delegado do po-
der central, que loro adoptado agora o prooedimen-
le que he sabido, tnha obrgafao de harmonisar-se
com esse procedimeolo, e nao obrar em opposgao a
elle.
O Sr. Meira d um aparle.
OSr. Mello Reg :Eu nao elogio o presidente
pelo acto qucpralicou ; e se o nolire dcpuladu quer
censnra-lu por isto, se quer mesmo accusa-lo, creia
que nao eslarei longe de o acompauhar.
O Sr. Meira :J eslou vendo que elle nao fez
mal.
O Sr. MtWo Reg :Eu ao que roe propuz foi
mostrar a parcialidade do nobre inspector, c a sua
inconsequencia. Naquelle caso nao mandou pagar
porque entendeu que nao era urna rcsiituiro.e man-
dou incluir a divida no quadro de exercicios findos ;
entendeu pelo contrario que era urna restituir lo, e
mandou proceder ao pagamento pelas evenlujes, a-
pezar da despeza estar classificada, e ter verba es-
pecial.
Sr. presidenlo, quero ainda chamar a alienlo
desla cjsa.lie aobre as rolleclorias. As colleclorias do
mallo vivero n'um quas abandono, que se nao ima-
gina.
O Sr. Jote Pedro :Esl engauado.
O Sr. MeWo liego :Os colleclores com as excep-
tes devida, pralicam os maiores abusos, e a des-
pedo das dspusiedes do ragulamenlo da Ihesouraria,
que determinan) que sejam mandadas commisses
aos lugares das colleclorias para inspecciona-las e lo-
mar-Ibes conlas, isso se nao lem frito.
O Sr.Jot Pedro: Quera lhe disse que o regu-
lamenlo mandava slo".' As conlas esblo todas em
dia.
O Sr. I/ello Reg :A verdadeira fiscalisaco s
pode verifioar-se no lugar da collecloria, e nao ha
Ihesouraria, onde me pareco al que ha livros de
colleclores escripliirados com algumas irrigulari-
'ades.
O Sr. Jos Pedro :Islo he muito vago.
O Sr. MeWo Reg :Sr. presidente, ncsla rasa ha
urna commissao muilo importante, que se lem jnl-
gado como insignificante, a commissao de esame de
conlas c despezas provinciaes. Eu pero aos nohres
membros dessa commissao que vAo Ihesouraria
provincial, c verifiquen) o qua eston dizendo, vejam
esses livros, o examinen) especialmente do colleclor
do Rio Formoso, que be um dos afleicoados do no-
bre inspector, everAu se nao bao de adiar o que es-
lou dzcudo ; verSo parccllas al riscadas e ras-
padas.
O Sr. Aprigio :EnISo ha queslao de affeclos e
dcsallecloa'.' Isto era rebaixaruma queslAo, para o
que ningiiem lem direito.
O Sr. MeWo llego :Declino do juizo do nobre
depulado, eslou aponlando fados, e....
O Sr. Aprigio d um aparte.
OSr. Presidente :Allenro.
O Sr. .Vello llego :Tem procurarao do Sr. ins-
pector.
O Sr. Aprigio :Tenho a mesma que o senhor
lem.
O Sr. Presidente :Se o nobre depulado conti-
na tomo alguma providencia.
O Sr. Mello Reg : Sr. presidente, oceupar-
mebei tambera de um outro fado acontecido rom nm
empregado da minha reparlicao. O thesourero da
reparlicao das obras publicas, assim como todos os
de mais Ihesoureiros, liuha dous fiadores, um dos
quaos relirou a sua flanea, e assim o parlicipou a
Ihesouraria. Me parece que quando a lei exige 2 fia-
dores,lem por fim prevenir em ergeucias da natureza
desla. Na falla de um dos fiadores fica a fazenda
sempre garantida peto outro ; e como o allianrado
deve naturalmo/ilc levar algum lempo para apresen-
lar novo fiador, he coslume continuar elle a exercer o
seu emprego em quanlo trate de nova flanea.
Mas, o nobre inspector apenas o fiador dci lamu
que relirava a sua flanea, dirigi logo um oflicio
presidencia perguntando se devia continuar a entre-
gar a aquclle Ihesourciro os dinheiros precisos para
as despezas das obras publicas, creando assim urna
duvida quo nunca linha oceurridoa ninguem.
Agen per/guato ao nohre inspector : porque em
idnticas circunstancias nao lem procedido por igual
modo com oulros Ihesoureiros ? Porque,por exem-
plo, quando morrem um dos fiadores do Ihesoureiro
da Ihesouraria provincial, nAo fez o mesmo ?
O Sr. Jos Pedro : Quando foi isso'!
O Sr. Mello Reg:Quandomorreu o Sr. Din'iz,
que era fiador do Sr. (iusm.lo. OSr. inspector nos-
sa occasiao nao se apressou, c nAo o censuro por
isso, oniilculou.se com dizerao Ihesoureiro que desse
oulro fiador, e assim conlinuou esse Sr. no exercicio
do seu emprego, como devia ser, cnada soflreu. En-
tretanto qae com o Ihesoureiro das obras publicas,
apenas um dos sens fiadores declarou que relirava a
flanea apezar de ficar-lhe o oulro fiador, entendeu
logo o Sr. inspector que por esse Tacto devia apre-
sentar urna duvida presidencia e suscitar um em-
barazo que ninguem devia esperar, homem to
suspenso do exercicio do seu emprego, e pediu-sc-lhe
novo fiador, que elle apresentou ; mas, julgando a
junte esse fiador idneo; nAo foi com ludo aceito, por
opiniao do nobre inspector.
Me parece, Sr. presidente, que islo he urna gran-
de incoherencia : o que he a idoneidade '.' O que
querdizer fiador idono? O individuo he idneo
quando he apto, apropriado, adeqnado, capaz, etc.,
para o fim que he proposlo. Ora, se lal ou tal in-
dividuo nAo he adequadoou apto para atlianrar esla
ou aquella quanlia, nao he idneo para lal flm ; se
porm lio reputado idneo he apio, he capaz para
responsabilisar-se peranle a fazenda como fiador, e
nao pode ser recusado, sem cunlradicc,ao palpavel.
Disse o nobre inspector na informara., que deu ao
governo, que o fiador apresenlado j eslava respon-
savel peranle a Ihesouraria por 1,'iOcontos, de urna
arremalacito de que com mais dous oulros era fiador ;
mas se assim era, enlo nao o declararse idneo, dis-
sesse :esle homem nao he mais apto, para ser fia-
dor, porque j he fiador de quanlia avullada, he rea-
ponsavcl pela arrematar do imposto de 25300. E,
de mais, havendo tres fiadores, poique suppor logo
que s aquello he o que deve ser responsavel pelo
valor da arrematara Bem sei que pelas leis da
fazenda, ou Ihesouraria, no caso de falla du paga-
mento pode dirigir-se a lodos, ou ao fiador que lhe
parecer mais solido ; lem csse privilegio. Mas com
que direito, havendo tres responsaveis por esse con-
trato de 2>500, o nobre inspector antecipadamente
qualificou logoeslede responsavel pela arrematarlo,
repntando-o mais solido do que os oulros,quaudo a
circaraslancia em que is>o deveria ser verificado, nao
era chegada ? !
Me parece tambem qae o nobre inspector na in-
formarlo que a esle respeito deu ii presidencia, com-
melteu um engao, porque disse que esse individuo
era responsavel por 150 contos, do contrato, quando
esse contrato que he de tres annos, existe ha 10 me-
zes, c j algumas de suas prestadles tem sido reco-
Ihidas ao cofre provincial: a responsabelidade, por
taulo, dos fiadores j nao he de 10 conlos. Essa
circumstancia, me parece, devia ser levada ao co-
nhecimenlo dh presidencia.
Ha ainda uroa oulra cousa a notar no proced-
mento do nobre inspector ; e vem a ser que dirigiu-
do-se ao Ihesoureiro de que tenho Tallado, para ur-
denar-lhe que apreseutasse novo fiador, exigi que
este (ivesse bens de raz nesla cidade. Em qae lei se
Tunda nina tal exigencia '! quando he que ja isso se
Tez na Ihesouraria para com os fiadores de Ihesou-
reiros ? algum dia o sr. inspector Tez essa exigencia
a oulros individuos?
O Sr. Jos Pedro : Sim, Sr., efeclivamenle.
O Sr. Mello Reg : Se exige, nAo se lem iso
executado ; porque muilos dos fiadores existentes
nAo lem bens na cidade. Ainda ha pouco o flador
que o Ihesoureiro da Ihesouraria provincial apresen-
tou, era um proprietario do mallo, c o nobre inspec-
tor achou-o muito bom, cu lambem entendo que
he bom, que Tez bem em aceita-lo ; porque quando
-i individuo lem bens suflicienles, (anto Taz que os
leuha aqui como em oulra parle, com lanto que pos-
sua a idoneidade precisa. Por exemplo, o Sr. Diniz
era proprietario rural, o pai do Sr. GnsmAo lambem
o' era ; e ambos cram ao mesmo lempo fiadores do
Ihesoureiro provincial, posto que direi de passagem,
me parcha que ha lei que prohibe qae os pais e so-
gros possam ser fiadores....
O Sr. Jote Pedro: NAo ha lal lei, nao senhor.
O Sr. Mello Reg :Porque razo pois, se havia
de exigir do Ihesoureiro das obras obras publicas
um fiador que (ivesse predios na cidade, quando alias
o oulro que elle lem ja satisfaz essa condicao, se he
que ella be de lei ? NAo se vi- que houve da parte
do nobre inspector um desojo de causar embaracos a
esse individuo...
O Sr, Meira:O que he Tacto he que puzeram o
homem Tura.
O Sr. Mello llego :.....at que por flm fosse rea-
lisado o seu desejo de v-lo expulso daquella repar-
licao, que foi oque cll ortiva ment- surrr leu 1 Acliou-
se que o nao ler esle homem dado logo um novo fia-
dor.era nm grande mal,e>or isso devia ser dcmitlido,
negaudo-sc at o lempo que elle pedio para apresen-
lar oulro fiador, visto nAo ter sido aceito o primeiro-
de sorle que se nao pode esperar mais de 18 dias,
entretanto o novo nomealo ha 28 dias ainda nAoen-
Irou em exercicio, c esl a reparlicao sem Ihesourei-
ro em grave detrimento doservico...
O Sr. Meira: Esse nomeado creio que nao he
mao !
O Sr. Mello Reg :NAo sci se o nobre depu-
lado -abe alguma cousa a seu respeito diga-o.
Jla oulro aparto.)
O Sr. Mello Rcg*: Por lano, Sr. presidente,
por esles fados que acabo de referir, j so v que es-
tas incoherencias do nobre inspector l'azem uro mal
grande ao bom andamento do serviro. Eu quizora
ouvi-lo a c*le respeito, e desejava que daqui por di-
a'de ello corrigisse csse seu procedimcnlo, que adop-
Insse urna linha de conduela segura, para que aquel-
los que liverem negocios com a Ihesouraria, saibam
que todos leem iguaes direitos, e que nao ha favores
para uns c para odtros nao..
O Sr. Jos Pedro : A presidencia ignora esses
fados ?
O Sr. Mello llego : Quem recebe os fiadores he
a Ihesouraria.
O Sr. Jos Pedro: Tem recurso para o governo
e o Ihesoureiro recorren c foi iudTerido.
O Sr. Oliceira : Crin a tambem a presiden-
cia. \
O Sr. Mello Reg : \a digo que o presi-
dente morera elogios. \
O .Sr. Oliceira : He inu Viminoso nesle
caso. \
O Sr. Mello Reg : O presidenr.Vo qu fez foi
nAo reformar as decises da Ihesouraria.No que
ello fez mal foi cm guiar-se pelo parecer do inspector
da Ihesouraria, e cm conceder mais forra moral ao
Sr.inspeclor do que he preciso...
O Sr. Oliceira : Mais forja moral lem n presi-
dencia, para chamar ordem os seu subordinados.
O Sr. Mello Reg : Pois bem, senhnres-, en nAo
eslou lonvando-a, e nAo lerei mesmo duvida em la-
mentar com o nobre depulado, que a presidencia se
tenha limitado a um papel demasiadamente passiv
no que loca a Ihesouraria provincial, e qae tenha
dado tanta Torca ao nobre inspector, Torc,a de que
elle nao Taz o mclhor uso.....
O Sr. Oliceira : Tambem o presidente he obri-
gado a responder pelos seus actos.
O Sr. Mello Jlego : En n.lo recuo, Sr. presi-
deiite.dianledc qualquer acensaran quejulgue dever
fazer ; maa esl for; do meu proposito dirigir-mc
agora a presidencia a minha inlencAo foi dirigir-
me ao nobre inspector : o nobre depulado aecusa o
presidente.
Limilo-me por lano, Sr. presidente, a estes con-
siderarnos que tenho feilo, c julgu ler aponlado Tac-
tos bastantes, para provar que na Ihesouraria a von-
lade do Sr. inspector he a Icisunrema.
O Sr. Jote Pedro principia dizendo que sa-
bia que o nobre depulado que o precedeu linha de
Tazer-lhe interpcllac.es ou accusac.es, nAo s porque
elle mesmo o havia dito em conversarAo na casa, se-
nAo lambem porque conslou-lbe que o propalara por
toda este cidade, fazendo crer que Tactos imprten-
les haviam contra a Ihesouraria provincial. Qae
esle seu procedimenlo e as accusaces que acabava de
Tazer-lhe, nAo podiam ler oulro fim scnAo desconcei-
tua-lo, e vingar-se por ler sido contrariado na pro-
lecrao que quera prestar a seusafilhados.masqne is-
lo nao o admirava, o que a sorprenda era a Taci-
lidade com que elle, sem receio de sercm suas asser-
ces contrariadas, e tidas como Talsas, aflirmava que
us actos d'assembla so cram tespeitados e ejecuta-
dos na Ihesouraria, quando mereciam o a'ssenli-
menlo dclle orador. Que este aecusacao odiosa que
lhe emprestara um procedimenlo criminoso era desti-
tuida de fundamento, e nao podia ser apoiada cm
uins Tacto, e para prova dislobaslava que assem-
blea se lembrasse que o inspector da Ihesouraria em
muilas prelences e negocios da fazenda era apenas
informante, eqne quanlo aos oulros sendo decididos
cm junta,e podendo os oulros dous membros proles-
lar e representar coulra o sea voto.nao o linbam fei
lo at boje.
Passando n responder a primeira acr.usar.lo ou in-
(crpellacao disse que a assemblea linha concedido ao
arremtenle l.aiz Jos Marques nm abale, e nao urna
resliluicao como o havia dito o nobre depuladu que
o procedeu para ler em que bascar a sua aecusacao
1 o artigo da lei do orramento ;) que para esse pa-
gamento se devia ter volado o necessario crdito,
como sempre se Tez em casos idenlicos, c como esse
crdito nAo exislisse era do seu dever dizer ao go-
verno que csse arremtenle nao podia ser pago. Que
o exemplo do pagamento feilo ao Sr. Dr. Faria, nAo
provava que elle contrariara o pagamento de I.uiz
Jos Marques por se ler opposlo como depulado a
esse abate ; por quanlo linha tambem contrariado
na assemblea a gratificado que se concedeu ao Sr.
Milel, c sem que se votasse para o seu pagamento
o preciso crdito, foi ella paga por ter elle dito a
presidencia que podia ser considerada como reslilui-
cao. Quanlo ao Sr. Dr. Faria que era exacto ler
dado urna informarlo a seu favor, sendo levado a
islo pelo procedimenlo de todos os presidentes, e do
governo geral, que lendo mandado pagar os orde-
nados de todos os empregados que se comprometieran)
na revolta de 18, o obrigaram a esludar melhor a
queslao,nao com o recurso da|nossa legislando que nAo
define o que soja amnista,o uem trata dos seus cllei-
los, mas sim com o dos escriptores que tratero desta
materia, e o apoio d'uma decisAo que encontrn na
gazela dos Iribunaes a favor d'um compromctlido na
sabinada a quem responsabilisaram por avullada
quanlia que havia recebido do thesouro, e tinba gas-
to nossa revoltillo. Que se limito a essa informa-
ra que podia ser desprezada pelo governo, mas que
nao o foi, porque as razoes nella produzidas lirma-
vam bem o direilo do Sr. Dr. Faria, porque uniros
as mesroas circunstancias liuham sido pagos por
oulros presidentes e pelo goveruo geral, e finalmen-
te porque o Sr. Dr.Faria era o nico dos compromel-
(idos nessa rcvolla que nAo linha recebido os seus
ordenados. Que o pagamento destes ordenados Toi
considerado do exercicio correntee pago pela con-
signadlo das evenluaes, porque a Ihesouraria tinha
sempre considerado as restituirnos como despeza do
exercicio emque se reconhece o direito da parle,nao
s porque desla sorle nAo se contraria a lei da pres-
cripcao das dividas pssivos, senAo lambem porque
nAo he justo que a fazenda fique de melhor condirAo
quando lem direilo a restituidles do que quando he
obrigada a paga-las.eque ocredorqueho conlrariado
no seu direilo, venha a solfrcr depois que esle direi-
lo he reronhecido, mais urna demora un pagamento
do que se lhe deve, al que se vote o necessario cr-
dito. Em concluslo disse o orador que oas preten-
des do Sr. Dr. Faria e de Luiz Jos Marques nao
fez mais do que dar o seu parecer ; que at deeisees
pertenciam ao governo, e se o nobre ieputado a
quem responda nao tinha a precisa coragem pira
accusa-lo, nem razoes suflicienles para o fazer, nao
devia ler o procedimenlo que leve. (poiadose niio
anotados.)
Respondendo a segunda interpellaco ou acensa-
ra diste, que nao havia no regulamenlo da Ihesou-
raria ums artigo que mandasse lomar conlas aos
colleclores as respeclivas comarcas ; qae cite in-
cumbencia era da scelo de conlas da Ihesouraria, e
para prov desla sua asserc,ao oOereceua dito regola-
menlo ao Sr. Mello Regu para que lhe moslrasse ou-
de se achavam essas dsposires. Disse mais que
nAo era exacto acharem-se as colleclorias irregulares,
e no estado em que com tenia facilidade as denun-
ciava a seu aecnsador ; qae Ipelo contrario estovara,
em dia com a presteco de suas coalas, as quaes li-
nbam sido examinadas escrupulosamente. Que para
provar que nAo podia pesar sobro elle accusarAo
alguma cercaNe prolecrAo baslava que f Naecojjbeecro modo porque se to-
mavnm as sua- jH?|e pedindo a attencSo da assem-
blea, disse, que depois defrado um exercicio, os col-
leclores lemelliam-lhe ofllcialroente o livros qne
sorviram para a cobranca desse exercicio, e os co-
iiheciroenlos qne sobravam ; qae por seu despacho
eram rcmctlidos ao contador esses livros e conheci-
mcnios depois de os rubricar parase fazer o laoc,a-
mcnlo de sua entrega,e proceder-seo necessario ea-
me ; que depois desto lauraroenlo em livro proprio,
um dos empregados da secjAo de conlas fazia esla
oame, e dando a seu parecer por cscriplo,outro em-
pregado da mesma secrSo proceda novo exame, e
considerando o parecer do primeiro emitlia a sua
opiuio dirigindo-; por escripto ao contador'. Este
por sua vez Tazia o seu exame, e cousideraudo os
pareceres da orrao dava o seu por escripto ao ins-
pector, o qual por seu despacho mandava ouvir o
procurador fiscal. Depois do parecer fiscal era ou-
vido o responsavel, se por ventura tinha incorrido
em alguma responsabilidade, remellendo-se-lhe para
islo copia de todos os pareceres.
A resposta do responsavel vollava por seu despa-
cho ao contador, que oavindo a seceso de conlas da-
va aflnal o seu parecer, sobre o qual aiuda era ou-
vido o procurador fiscal para depois serem as con-
las julgadas pela junta. Submellidas a junta, a sua
decisAo era lanrada na acta da respectiva sessao, e
depois por despacho do inspector, voltevam a conta-
doria para se creditar o colleclor em sua conla cor-
rento pela quanlia cobrada e recolhida a Ihesouraria
e lavrar-se o termo de exame, o qual assignavam to-
dos os membros da junte, finalmente fazia-se eflec-
(iva a responsabilidade du colleclor na conformida-
do das leis, e do resultado dava o inspector partea
junte. Em visla deste processo,perguntou o orador,
se era possivel que o inspector podesse favorecer
algum colleclor, e se podia fazer-se-lhe aecusacao
alguma sera coroprehender lodos esses empregados
que inlcrvem no exame dessas conlas. Declarou
afinal que muilas conlas tnham soffrido impugna-
rlos, que alguns colleclores liuham sido por isso dc-
millidus, e contra oulros linha bavido ordem de
prisao ; quo as colleclorias eram constantemente ins-
peccionadas pelos promotores fiscaes, e que desla fis-
calisac.Ao se linbam lirado muito bans resaltados
para senao suppor que os colleclores coraraellem es-
sas prevaricares de que sAo acensados.
Respondendo finalmente a terecira interpellacao
ou accusarAo sobre a regeigAo da fianza oflerecida
pelo cx-lhesoureiro das obras publicas, diste que es-
lava admirado de ser aecusado por nao ler aceitado
um fiador qne a junta nao linha julgadu sufllcienle-
menle idoneu, visto achar-se responsavel por diver-
las bancas que monlavam pouco mais oo menos em
1,50 contos, que deviam corresponder a 200 era bens
de raiz ; sendo de notar que esse sea procedimenlo
linha sido approvado pela presidencia,indeflrindo o
recurso interposlo pete dito Ihesoureiro, segundo lhe
allirmaram. Declarou mais que nao se arrependia
de ter assim procedido, porque eslava convencido de
ler cumprido o sen dever, e se impoz a condicao de
ler bens de raiz nesta cidade o fiador que se houres-
sc de dar, de que se queixva o nobre depulado a
quem responda, he porque exigindo o regnlamen-
toda Ihesouraria dous fiadores nestas circunstan-
cias para os contratos de renda que excedDrem de
dous conlos de ris, nAo deviam os Ihesoureiros que
receben) maiores quautias dar garantas diversas nem
menos solidas.
Disse mais que nenhuma intenso leve de fazer
mal a esse Ihesoureiro, e nem te podia altribuir sua
dcmissAo a demora que leve elle em prestar nova
fanos, visto como a pessoa qae em sea lugar foi no- .
meada ,(inha-se demorado muito mais lempo,e nem
por isso lhe constava que a sua nomearaolivessesido
carada. Que se consullou a presidencia sobre a
entrega dos dinheiros que esse Ihesoureiro deve re-
ceber logo depois que se relirou um dos seus fin-'
dadores, Toi porque o oulro nAo eslava as mesmas
circunstancias,visto achar-se comprometido com a
imprtenle flanea de Ihesoureiro da Ihesouraria.
Filialmente declarou que nAo esteva obrigado a res-
ponder pelos anligos fiadores deste Ihesoureiro por
(crem sido aceites pela presidencia, nao obstante
dizia que lhe pareca que nao existiram elles contra
a lei, nao s porque nao lhe conslava que alguem
baja que prohiba os pas serem fiadores dos filhos.se-
n.i lambem porque leve um delles bens de raz
nesla cidade.
Tendo dado a hora o Sr. prndenle designa a or-
dem do dia e levante a sessao.
MELHOR EKEMPIAR ENCONTRADO
Sessao' ordinaria em 29 demarco ale 1866.
Presidencia do Sr. Barao de Camarmgibe.
Ao meio dia, Teita a chamada, acharam-se pre-
sentes 25 senbores depulados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario l a acta da sessao antece-
dente, que he approvada.
O Sr. t." Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Urna representado dos moradores dos engenhos
Linda Flor e propriedades denominadas Macaco,
Furada e Aguas-Claras, pedindo a esla assemblea
para que fiquem perleoeendo aa mesmas proprieda-
des a fregueza do Bonito.a' commissao de esta-
lislica.
Em requerimenlo de Miguel Pereira dos Sanios,
arremtente dos impostes municipaes da Tregwzia
de Caruar, pedindo a a esta assemblea um abale
na importancia daquella arremalac,5o.A' commis-
sao de uegocios de cmaras.
Oulro de Alexandre Jos dos Santos Cavalcanti,
arremtente dos contratos dailicencet.e bataneas do
assucar da cidade da Victoria, pedindo a esta as-
semblea o abate da tereaira parte de todas as arre-
roatases. A' commissao de negocios de cmaras.
SAo.lidos a approvados os segnintes pareceres :
i A commissao de Tazenda e orcameoto em vista
da pelirAo de Star & C., que pedem a continuado
da iscncao da decima por 10 aonos dos edificios em
que tem o eslabelecimenlo de Tundicao em Sanio
Amaro, alleodendo a nAo etlarem acabados ditos
edificiut, c as vantagens que resultan) de semelhanle
eslabelcri mente i provincia, he de parecer qae se-
jam del cridos como federo.
u Sala das commissocs 29 de marro de 1855.
Manoel Joaquim Carnevro da Cunha.Jos Pedro
da Silca.Barros Brrelo.
A commissao de inslrucra.o publica.a quem Toram
presentes os requerimenlos do reverendo Miguel
Vitara de Barrot Harreen, profettor publico de ins-
tracsAo elementar do segando grao, na fregueaia de
San-Frei Pedro Goncalves deste cidade, e de Vicen-
te Ferreira Coelho da Silva, professor na povoacSo
da Nossa Senhora do O' de Goianna, pedindo a gra-
lificarAo concedida pelo regulamenlo de 12 de mam
de 1851 aos proTesiores, que servirem com aprovei-
lamenlo por mais de 12 annos de exercicio nAo in-
lerrompidos, he de parecer que pelos meios com-
MUTILADO


2
DIARIO DE PRNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 2 DE ABRIL DE 1855.

I
r-
pelantes so oura ao director geral da instrurr^no pu-
blica sobre oassumplo dess esclarecimientos.
Sal das commissnes -29 do marco de 1853.Ma-
nuel Clemeniino.Padre Vorej&o. d
He li.lo e fioa adiada o seguinte parecer :
A' commissao de comincrcio,agricultura e obras
publicas, Icndo examinado os documenlo* com que
o Percira Dulra jusliilcou o pedido que
fe a esta asserobla para raandar-Ihe pagar a qaan-
lia de 3:119800, a que elle e julga com direilo, pe-
lo onus i|Qo I lie foi imposto pola admiuislracflo das
obras publicas de conservar em perfcilo estado do
limpea duas vala, que passam pelo sen sitio e 13o
escoto a< aguas da .estrada ; recoulicco que o pe-
tiriooaro nenhum direito lem a indemnisacao que
pede, visto como do contrato por elle assiguado
em 7 do fevereiro do 18iS se ve, que recebeodo a
quanlia de 2603 pela duas referidas valas, obrgou-
se a con.'icrva-las sempre bertas e limpas ; polo (pie
lie a commissao de parecer, que seja iodeferida a
sua pretendan.
Sala d commissoes 29 do marco {de 1855.
F. n. fhllo liegoA. de Oltveira. Vencido,
Silciuo. e
OUUEM DO DA.
Continatelo da segunda discussao do projeelo u.
5 dcsto anno.
{Continuarse-ka.)
o ignaceiro, causn, segundo nos dizem, algumas
averias no porto, c uotavcl prejuizo a velha ponte
do Rccifc.
Rendeu a alfandeaa 104,8219179 era lodo o mez
de marco 397,0.169102.
Fallecern! 72 pessoas : II homens, tC mullieres
c 32 prvulos, livres j 3 bomens, 7 mullieres e 3
prvulos, escravos.
RECIFE 51 DEMARCO DE 1835.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETKOSPEGTO SEMANAL.
Ainda nao ha muito lempo, referindo o desasir
causado na ra do Collegiu por um carro, nos dias
do eutrudo, insistimos sobre a necessidade de lor-
nar-se polica ISo austera quanto vigilante, acer-
ca do servido desses vehculos de conducto, e em
particular acerca do descommediracio e insolencia
dos bolieiros que os dirigem. Dear poca para ca
oulros factos da mesma nalure# .ao occorrido,
dei laudo de aer por nos mencionados, por so chega-
rern mui (arde ao nosso conhccimcnlo z e outro Un-
to nos ia saccedendo, a respeito do acontecido no
dia 23, na ponte da Boa-Vista, onde um carro oar-
ticular pisou o poz em miseravel estado a paida
Mara Magdalena do Sacramento. O bolieiro que
be escravo do dono do carro, o Sr. Jos Baptista
Ribeiro de Faria, foi preso e conduzido i cadeia,
graras justa frmeza do Sr. subdelegado daq iclla
f.-cgueiia, segundo somos informados ; c o povo,
queja sevai escandalisando em demasa com os suc-
cesso* daquella ordero, ensaiou-se para losar os
bolieiros que pela referida ponte continuaram a
pasar, bavendo por isso algum alvorolo.
Em verdade nao lia nada menos conveniente, nem
nesmo mais perigoso, do que rodaran carros pelas
rna o puntes nos dias em que estas acliam-sc api-
nhadas de povo, como no dia 23 do correntc por
occasiao da procissao do Senhor dos Passos. Os bo-
lieiros, cojo descado insolente he proverbial, pro-
cedem oesses dias do mesmo modo que nos dias or-
no* ; nao quercm ser deudos em sua marcha
accelerada, e atropellam a lodo mundo. Para que,
fo'n, se evtem as desgracas de que sao autores os
tiles earreiros ; nao s he misler processa-lose pu-
ni-los, mas at prohibir que em certos da*, eomo
o da procissao dos Passos o o de quinta feira Santa
protimo, andem carros pelas ras epontes, atrope-
lando a populieao que s sem para conduzir-se os
vtMeulos naluraei. He este om thema sobre que
nao deis.iremos de insistir, o agora tanto mais, por
vermosque, se nao cessarera pela repressao os abu-
sos, podem estes occasionar graves desordens.
Jetos da Cruz, a qual sabindo da igreja do Rosario,
na freguezia da Boa-Vista percorreu tambera algo-
mas ras da de Santo Antonio. Acompanhou essa
procissao ama guarda de honra lirada do corpo de
polica, a ao passar ella, vindo de volt, pela pra-
ca a Boa-Vista, foi um dos msicos accommellido
por um bomem do povo, o qual armado do um c-
cete, den-llie algumas hordoadas, quehrando-lhc
tarnbcm o instrumento. Sendo preso o aggrcssor,
pronunciou-se o povo em favor delle. pretendendn
solta-lo, e d'alii resultou ura tumulto e conflicto
coco a guarda, cuja marcha foi interrumpida. Fe-
lizmente com algoma energa conseguin-so a prisao
de um dos mais audazes amotinadores e a disperso
do povo, sendo sobro ludo muito para nolar-sc que,
ainda depois desse primeiro choque, lornasse o po-
vo a aceommelter a guarda com osgrilosdemor-
ra a polica, querendo de novo ollar os presos ;
reincidencia esla qoe tambem nao leve outras conse-
quencias, alcm da prisao de mais dous individuos.
Julgamos escusada qualquer reflexao nossa acerca
desle fado, pois que elle nao deixara de dispertar
no animo dos leitores as mesmas ideas que agora for-
mamos a respeito.
Pelas 6 horas da tarde no dia 27, indo a cavallo
pela roa do Arago, na Boa-Visla, o corretor Mi-
guel Carneiro, prncorou empareihar com elle o pi-
cador Joao Francisco Mendes, que tambem monta-
do segua o mesmo caminho ; e posto ao sen alean
ce descarrogou-lhe duas ou tres punbadas, e di-
zem mais que om golpe com o cabo do um chicote,
do que resultou perder o equilibrio aquelle correlor
e cihir, ao vollar a esquina da dila ra para o pa
leo de Santa Cruz, sobre a calcada, onde fracturou
a caneca, Meando desde entao sem sentidos al
tardo do dia seguinte em que fallecen. Dizem que
occasionra este desgranado successo ura eocontro
> qae cisualmenie se dera entre os dous cavalleiros,
poucos momentos antes na ponte da Boa-Visla, e
ao qual se seguirara palavras desagradaveis, sendo
para desforcar-se oue Mendes retroceder, e puzera-
se no encalco de sua victima, evadindo-se depois
de salisfeilo o sen intento.
No rnesme dia 27, i larde, teutn um escravo do
Sr. Jos Rodrigues do Passo assassina-lo, dando-lhe
varias cililadas com om facao, urna das quaes cor-
tou-llie parte de urna orelha e pregou-se-lhe era um braco, sem que todava dcs-
ses ferimtntos resultasse perigo de vida. Dizem-nos
que esto escravo effectivamenle premeditara malar
sao senhor, pois que, estando elle em seu sitio no
Monteiro, onde s exiilia de mais urna preta ido-
sa. procuriu o perverso arredar esla de casa por
roeio de una ordem que falsamente lhe deu da par-
le do senhor para ir a cerlo lugar, e depois proru-
rou ainda allrahir o senhor a um logar mais desvia-
do do sitio, empreando para isso ardiz appropria-
do; c nao lendo estes effcilo delibereu-se a ac-
commelte-to mesmo em casa, sendo o vigor c a pre-
sent de espirito do Sr. Passos as nicas circuns-
tancias que o salvaram. Tendo-se evadido o escra-
vo para esta cidado, foi pela subdelegada da Boa-
. Vista capturado e conduzido i cadeia.
Se aos aconlccimentos referidos juntaren! os Ici-
lorcs dous assassinalos ltimamente perpetrados na
comarca do Gibo, ontro em Goianna, c bem assim
os faclos conlidos na parle da polica que em oulra
parte publicamos, lerao de certo urna remeta avul-
'ada, mas sobremaneira desagradavel, e a que por
nossa honra preferiramos urna boa columna em
branco, suppondo nao (carraos s nesle mudo de
pensar.
Por diferentes navios o pelo vapor inglez Acn,
chegado honleni ao nosso porto, livemo* noticias
da Enrona, que, mais ou menos importantes, desap-
parecem todas e sao queridas, pela do falleci-
menlo do imperador da Russia, Nicolao I... Tal be
facto que boje oceupa todas aa allenroes, tal lie o
assumplo do todas as conversas do prodigioso nume-
ro dos apaiiouados da guerra europea ; e eremos
que nem mais se falla as cheias e innundaees dos
rio em Portugal, na sublevaran dos esfomeados de
Liverpool, nem mesroo nos ensaios dos callistas
hespanhoes.
Estamos era vespera da semana an:.i, e Dcos
queira seja ella mais bem guardada, do que nos pa-
rece lee sido a quaresma. Nao livemo* llieatro pu-
blico, he verdade ; mas as partida.* em casas par-
ticulares fervrram como no lempo comnium e es-
pecialmenle as salas de dan (de que He) acha to-
rada a cidade), nao dciiaram do dar ejercicio s per-
REPARTItjAO DA POLICA.
Parle do dia 31 de marco.
Illm. e Exm. Sr.[.evo ao conhecinicnlo de V.
Exc. que, das diflerentcs parlicipa(Oei hojo rece-
bidas ne.la reparlirto, consta lerein sido presos :
Pelo juizo dos foi los da fazenda, a prela Mara do
Rosario, sem declarante do motivo.
Pela subdelegada da fregnezia do Recife, o preto
Sinio, ecravo, por fgido.
E pela subdelegacia da freguezia da Boa Vista, os
escravos cabras Virissmo, .Malinas, l.ui/.a, e bean-
dra, todos para averiguarnos.
Por ofllcio de 23 do correntc, parlicipon-me o de-
legado do termo do Rio Formosb, que leudo noticia
que pelas 7 horas da noiledo dia 2t de marco, Maria
Malaquias da Cmara, fizera assassinar a seu infeliz
marido Cosme Pereira da Silva, sendo cvcculor do
alicatado um seu escravo crioulo de nome Pedro,
seguir inmediatamente para o engenho Tab'
d'aquelle lermo.ondc se dera o facto,o all sendo in-
formado que a maullante se achava occulla em casa
de Belcbor Mendes de Uusmao, lavrador do enge-
nho Mscalo para all so dirijira e couseguira a prisao
da referida Maria Malaquias, que fra recolbda a
cadeia e eslava sendo processada nao lalo sido ain-
da possivel prender o escravo mandatario por se Icr
evadido inmediatamente, (ue pcrpclrou o delicio.
O delegado supplcnle du termo de Iguarass, por
ofllcio de 29 deslo mez refere que na manhaa do da
ti fra encontrado insepulto juuto a una cacimba,
que ha uo limar denominado Venda Grande d'aquel-
le termo, o cadver de urna crianca recemuascida,
que era raz.io das nodoas roxis que se lhe divisavam
no pescoro, grande inflamarlo do roslo e do sangue
coagolado as venias, coiihcccra-se que a morle ha-
via sido vilenla e pralicada por alguem, e que pro-
cedeudo o subdelegado o competente auto de exame
e as convenientes avcrigiia;o>M, conseguira-se saber
que a infeliz creanca era filha de Damiana Maria dos
Prazercs, que vivia em concubinato com o pardo
Luiz Jos dos Santos, que fora quem brbaramente
perpetrara scmclhante infantecidio, pulo que fui elle
preso e osla sendo summariado.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcrnambuco 31dc marco de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figuciredo,
presidente da provincia.O cliefo de polica Luiz
Carlot de Paira Teixcira.
DIARIO DE PEKAIBIGO.
Das gaielas que noy luxe o vapor Acvon, che-
gado de Soulhainplr pernos, anda as segoinles
noticias que por f < teinpo nao demos em o nu-
rr.*.'o anteceder -la fclba.
O principe .chiskoff, que havia sido desonerado
do command m ebefe das Torcas da Crimea pelo
raperodur Nicolao, fra reintregado no mesmo posto
pelo novo imperador Alexaodre II.
O combale que livra lugar a 17 de fevereiro di-
ante de Eiipaloria, c qoe o virc-almiraiile Brual
em sua parte oflicial,j por nos publicada, descrc-
vo como Icndo sido mui desvantajoso para os Ros-
sos, os quaes foram repellidos com grande perda,
nao passou de nra rcconherimenlo, a ser verdade o
que o principe Menschikoff communicou ao seu
governo. Eis aqu como so exprime aquelle gene-
ral a csse respeilo:
a A 17 de fevereiro urna parle das tropas aquar-
teladas as vizinhancas de Eupaloria foram empre-
adas em um rcconliccimenlo contra esta cidade.
Chegadas a dislancia de urnas 150 toesas da ci-
dade, romperam um fogo cruzado de arlilharia, e
conseguiram em pouco lempo desmontar parle das
pecas inimigas, e fazer ir pelos ares cinco caixas de
municocs.
Tendo-se assegurado de que Eupatoiia encerra-
va 40,000 horaens e 100 pecas, o general Chronloff,
commandante do destacamento, deu ordem de pr-
se fra do alcance do fogo inimigo. Este inovimeu-
(o fez-se com a maior ordem.
O Jornal de S. Pelertburgo Iranscreve do In-
valido fusso as segnintcs noticias da Crimea:
Oajudante de campo general principe Menschi-
kofl" participa, com dala de 12 de fevereiro, que no
dia 30 de Janeiro se descobrram os Irabalhos sub-
terrneos, que os Francezes executavam conlra as
fortifleaees de Sebastopol.
o As medidas convenientes lomadas d'antem3o nos
cleram a facilidadede destruir, desde o dia 3 de fe-
vereiro, una parle da galera da mina inimiga, por
meio de um camovflet (fornilho).
a O si liante tentn depois empregar o mesmo
roeio conlra as nussas contra-minas, porcm a explo-
s3o que eflecluou no dia 7 de fevereiro, com esse in-
tento frustrou-se e foi em seu completo despro-
veilo.
Temi oceupado a abortara que ocrasiona a ex-
plosao, aproveilamo-nos delta, e no dia 9 de feve-
reiro conseguimos deste ponto destruir ainda mais a
galera inimiga, por meio de orna nova mina.
o No mesmo espajo de lempo, a nossa arlilharia
conlinnou a corresponder com successo s baleras
do silianle, e ao fogo das suas carabinas; durante a
noilc algumas pequeas partidas dos nossos volunta-
rios incommodam o inimigo as suas (rincheiras com
o mesmo successo que anteriormente, obrigando-u a
suspender os Irabalhos de silio, fazeodn-o permane-
cer dcbaxo d'armas.
No dia 11 de fevereiro, urna columna inimiga,
em forca d uns 10,000 bomens, precedida por al-
guns centenares de cavalleiros, fez um rcconheri-
menlo do lado de Balaklava sobre a aldeia de Ka-
marj, mas nao levou o seu movimento mais adan-
te, e voltou s suas auteriores posices.
o As tropas turcas desembarcadas em Eupaloria
emprehenderam, no dia 3 de fevereiro, em forca de
dozc esquadroes de cavallaria e de 10,000 infantes,
um movimenlo oflensivo sobre a povoarao do Saky,
ao longo da cosa.
a Apezar do nevoeiro, os nossos pollos avanendos
avisaram a lempo o coronel conde Cancrinc da
approximacao do inimigo, mandando elle reforjar
com dous esquadroes do rgimen! o de dragues de S.
A. F. o grSo-duque Miguel .Nicolaiecoilch, confiado
ao sen commando, c ao mesmo tempo mandn ao
ktpgo ilo lagoGninloi umesquadro do esquadrao do
regiment de S. A. I. a grfla-duqueza Calharina
Mikhailowna, para atacar o inimigo de flanco e cor-
lar-lhe a retirada no caso de que conlinuasse o seu
movimenlo para a frente. Entao as tropas da van-
guarda turca comecaram a retirar a toda a pressa, e
ao mesmo lempo a calumna inimiga volloupara Eu-
paloria. O inimigo deixou seis morios no campo, da
nossa parle livemos um lanceiro morlo e ootro fe-
rido. n
O imperador Nicolao saliendo que o Picmonlc
adherir a allianra feila contra elle pela Franja,
Inglaterra e Turqua, comproroel(cndo-se at a dar
um contingente de 15,000 bomens, resolveu decla-
rar-lhc guerra expondo na seguinte circular os mo-
tivos deste sen procedim ento.
A corle de F. partilhara, nao o duvidamos, a
opiniao do imperador acerca da poltica de S. M. o
re da SardepJia, no momento em que este soberano
sem motivo conhecido, sem aggravo legitimo, c al
sem a apparencia da menor leso nos interesses di-
rectos do seu paiz acaba de por i disposirao da In-
glaterra um corpo de exercito de 15,000 bomens pa-
ra invadir a Crimea.
Tomando esla deliberadlo, o governo ardo pa-
rece ler reservado as folhas publicas o cuidado de
nos advertir de urna aggressao que elle nao crapre-
bendeu justificar por urna declararan de guerra.
* Comprehendemos o motivo deste silencio.
na poca so Genova foi reunida ao reino da Sarde-
iiha, he porque o gabinete imperial reconbecia a
necessidade de assegurar ao mc*m lempo a prnspe-
rdade commercial c a grandeza do paiz, que as ar-
mas da Russii linliam conlribuido para libertar do
dominio estranseiro.
Hoje entregando ao osquecirnento as lices d0
passado, a corle deTnrin vni dirigir conlra nos des-
se mesmo porto de Genova urna empreza hostil, que
l Russia tem a conscicncia de nao ler provocado.
* A iitlitado assim tomada pelo governo sardo,
sem declararlo formal de guerra como mostramos,
deixa-nos mesmo na divida de qual o nome que de-
va dar-se aos soldados auxiliares destinados a inva-
dir as nossas frouleirai, debaixo das bandeiras de nm
paiz com o qual lemos conlinuado alo agora a viver
era paz.
a Cnmliido se a corle de Turin perde de vista os
principios e usos consagrados pelo direito das agen-
tes, como a regra immutavcl das relaccs inlerna-
cionacs dos estados, o imperador pela sua parte es-
t resolvido a obscrva-los.
) Nesla intenr.ni, S. M. imperial julga dever de-
clarar a guerra como ola de direilo c de facto pelo
aclo de hoslilidadc flagrante, cuja culpa recabe so-
bre o governo sardo.
o Deixar-lhe-hcmus carrejar com a responsabili-
dade peranlc a opiniao do seu paiz, perante a Euro-
pa inteira.
o Compele sobre ludo as rtotencias alliadas apre-
ciar o comportamenlo da corle da Sardcnba, pian-
do julgou opporluno e leal vollar as suas armas con-
tra nos no proprio momento em que o gabinete im-
perial cnlrava em Vicua em urna deliberarao des-
tinada a abrir caminho ao rcslabclecimenlo da paz.
a Os votos que tendem ao cumprimenlo desta obra
de pacificarlo parece lerem sido estranhamenle des-
presados pelo gabinete de Turin. Com efleilo era-
quanlo que os governos do entro da Europa inler-
puubain prudentemente a sua autoridade legtima
para impedir urna das potencias belligcranlcs de
recrular assuas legioes no seio dos eslados, que que-
rem fazer resneilar a sua neulralidade c a sua com-
pleta independencia, o governo sardo menos avaro
do sangue da Italia consente em derramado por
urna causa eslr.inha aos inleresses polticos c reli-
giosos da sua nacao. Porque em boa f o.lo se po-
den dizer, que dcsenrolamlo a sua bandeira ao lado
da do crescent, a rasa deSaboia trata deservir a
causa da chrislandade.
t Tambem se nao poder dizer que ella queira
defender o fraco conlra o forlc, qoaudo rene as
suas armas as da Kau;a e da Inglaterra.
He esla ultima potencia, se as nossas nforma-
ci'ies sao exactas, quem toma as tropas sardas debai-
xo do seu commando; nao diremos ao seu sold,
porque nao queremos ferir o scnlimenlo nacional
de um paiz com o qual vamos com pezar dosso oslar
em guerra.
a Apezar desla necessidade o imperador saliera
ainda salva guardar os inleresses particulares dos
nacionaes Sardos, que conservam com a Russia au-
ligos lacos de commercio.
a A falla do seu governo nao recalara sobre elles.
A sua propriedade ser respcilaila.
o Podero conservar-se no imperio em plena se-
guranza, soba proleccao das nossas leis eraquanlo se
conformaran com ellas.
l'orern o pavilhao sardo cessar daqui por lian-
te de gozar das prerogativas, que perlencem nica-
mente marinha mercante das potencias neutras.
a Ser marcado um prar.o para a partida das em-
barrarles sardas, que possam estar actualmente nos
porlos do imperio. Desdo j ser retirado o exequ-
tur aos cnsules la Sardenha na Rujsia.
Os agentes russos residentes em Genova e Nice
rccchcm igualmente ordem de suspender o excrci-
co-das suas funccies, lendo sido a paz entre os dous
paizes rola pela corte da Sar lenh.i desde o instante
em que ella adherio ao (ralado de allianra celebra-
do a 10 de abril de isVi entro a Graa-Bretanha e a
Franca.
a O imperador dignou-sc ciicarregar-mc de com-
manicar estas dclcrminariies a todas as potencias
amigas.AssisnadoSeeeelrode.
Em um impresso que temos vista lc-sc o seguinle
acerca da morle do imperador Nicolao.
a Conla-sc que havia mulos das que o impera-
dor Nicolao soffria da grippc, e aconselhando-lhe os
mdicos que se conservasse alguns^ias de cama, res-
pondera : O imperador da Russia nao tica na ca-
ma senao para morrer.A 27 de fevereiro nao que-
riam os mdicos que ello sahsse para urna parada
por fazer um fri de 25 graos abaixo de zero, ao que
rcspnndeu : Sou soldado e os meus camaradas
mo devera esperar por raim ; o fri be igual para
lodos.
Poucas horas anles de expirar, fez com que a
imperalriz mandasse a seu cimbado ( o rei da l'rus-
sia ) a seguinle participaran
n Que eslava cerlo na sua amizade c franca solli-
cilude pela familia imperial e pelo povo russo, e que
nao se esqueceria nunca dos laros que os uniam.
Em igual sentido lhe foi respondido de Berlim, o
que ainda chegou ao conheciracnlo do moribundo.
n O rei da Prussia ordenou que o exercito prus-
siano lomasse lucio por um mez, e que em todo es-
se lempo nao desfraldassem as bandeiras. Os ibes-
tros foram mandados fechar.
< A' corle de Turin havia de cuslar a.conciliar a
as las vczfc por semana. He de esperar que ou- soa poltica com o scnlimenlo nacional do seu paiz ;
tro tanto nao aconteca na semana que vamos ince-
lar, o que seria grande escndalo para os liis. E
mo uos levem a mal os leitores esta nossa reflexao :
ella recabe obre o extarno, o os faclos dessa ordem
sao do dominio do todos, sendo lodos licito cen-
sura-Ios em termos.
Ti vemos hontem 30 mais urna procsi*,e foi a do
Senhor Bom Jess dos Pobres Affliclo, qnc parlin-
clo da Boa-Visla veio al Sanio Antonio, ondo
percorreu algnints ras. Esleve pomposa e mullo
bem acompanhada ; mas Iranslornou-lhe a chava o
trajelo projectad. Pouco antea de 6 horas toldou-
te o eco de nuvens e umerpu a cihir agua aos can-
aros, e a extraordinaria ventana qne acompanhou
ella havia de encooirar igual lilliculdade em por o
seu actual pruceilimenlo em harmona com as anti-
gs rccordaijOcs da casa de Saboia.
Cousullando os annaes da sua historia, poderia
citar o excmplo de nm exercito russo passnndo os
Alpes. lie verdade que era para defender o Picmon-
lc o nao para o invadir.
Nos conselhos dos gabloeles da Europa, no rei-
nado do imperador Alexandr fui tambem a Russia que preslou o seu fiel apoio
independencia da Sardenha por occasiao do reslabe-
lecimenlo da casa de Saboia no Ihrono dos seos n-
lepassados.
o Ser necessario finalmente lembrar qae na mes-
o O imperador d'AusIra publicon urna ordem do
dia ao exercilo, ordenando quo em sienal de scnli-
menlo, e como documenlo de gralidao an auxilio
preslado com lao nohre dcsinleresse ao imperio pelo
fallecido imperador, na poca de urna grande cala-
midade, o regiment de rouraceirns austraco deno-
minadoImperador Nicolao conservar para sem-
pre esla denominaran no exercilo austraco.
Na luglalerra tratava o governo de ref orear im-
medialamente o exercilo la Crimea, mandando pelo
menos 10,000 bomens alera da cavallaria ; Iralava-
se tambem de formar um campo em Aldcrshot, a
eujo respeilo le-sa o seguinle no Jornal do Com-
mercio de Lisboa :
O numero de tropas que se pretende reunir no
campo do Aldcrshot ser primeiro de 20,000 bomens
de arlilharia, cavallaria e infantaria. Eslas Torcas
poderao ser levadas a 40,000 bomens. Muilos regi-
menlos de infantaria lignraran ah. O major gene-
ral sir de l.acy Evans ser o sen commandante. A
formacao do campo costara 18,000 libras. Os Iraba-
lhos devem comegar no dia 15 de marip.
Lord Guderich apresenlou urna proposta no par-
lamento contra a venda dos postos de oflicial no ex-
ercito inglez, mas depois de prolongada discussao,
foi rejeilada pela maior ia de i i volos.
O governo combateu a proposta do nobre lord.
O Journal des Debis faz as seguinlcs considera-
rnos sobre a discoss:lo dos orcamenlos da marinha c
da guerra na cmara dos communs :
o A discussao dos orrameulos da marinha c da
guerra, qae acaba de comerar na cmara dos com-
muns offcrccc eslo anno um interesse particular, e
que he desiiccessario fazer notar. Com effcilo a ci-
fra a que elles sobem reprsenla a somma dos sa-
crificios provaveis que o eslado de guerra impor
Inglaterra e a parle contributiva com que entra na
allianra celebrada comnosco.
Durante os dez annos anteriores a IK5i, islo he,
declaracao da guerra, o total dos ornamentos da
marinha, do exercilo e da arlilharia variava entre
350 e 400 milhes de francos. No prximo anno e-
eonomico, de abril de 1855 a abril de 1850 elle su-
bir a 935 milhes, francos 4958075, isto he, ser
mais do dobro. Treze milhes 7215158 libras ester-
linas para o exercilo, 10 milhes 7109:168 libras es-
terlinas para a marinha militar, 5 milhes 18l>465
libras esterlinas para o servico dos transportes; to-
tal l milhes 0185901 libras eslcrlinas, aos quaes
se deve arresccnlar o%orramenlo da arlilharia, que
sobe a 195 milhes 219050 francos, c os credilos sup-
plemcnlares que ser necessario pedir como lodos
os annos, principalmente se a guerra se prolongar.
Eis aqu, segundo o Times, como se acha organi-
smo o novo ministerio inglez.
Lord Pnlmcrslon, primeiro lord do Ihesouro.
a Lord Cranworlb, lord chanccller.
o Lord Clarendon, mini-tro dos negocios cslran-
geirns.
ir Lord Panmuic. ministro da guerra.
Sr Georgo Grey, ministro do interior,
n Lord John Hus-cll. ministro das colonias.
(i Sir G. Cornwall l.ewis, chancellcr do Ihesouro.
n Sir Carlos Wood, primeiro lord do almiran-
lado.
c Sir W. Malesworlh, primeiro commissario dos
bosques c Irabalhos pblicos.
o. Lord Granville, presidente do conselho pri-
vado.
Lord Canning, director geral das postas.
a Duque de Argvll, lord do sello privado.
Lord Carlisle, lord Idgar-lcnentc da Irlanda.
( Se lord Si. Gcrmans der a sua demissao.
M. Horsman, primeiro secretario da Irlanda.
< Lord Duukan, lord do ihesouro.
Lord Stanley d'Alderly, presidente da mesa do
commercio.
a M. Laing, vice- presidecle da mesma mesa.
M. Daoby Seymour, secretario da mesa de ve-
rifica co.
e Julgamos, acrescenta o Tlmei, que ainda so nao
nomeou o presidente da mesa de verificarlo, n chan-
ccller do ducado de Lencas:re o os sub-secrelarios
de estado das colonias e do iulerior.
e Fallou-se em M. Vcrnnn Smilh para o depar-
tamento das Indias. Lord Carlisle ser chancellcr do
ducado de l.cncastre, se lord St. Germans nao se
demillir. n
o Lord J. Itussell dirigi nos elcitoresde Lrondres
a seguinle circular :
o Paris 23 de fevereiro.
Senhores:
i Tendo-se dignailo S. M. conliar-mc una mitsao
la maior importancia, a qual involve os inleresses
da Europa, c quo offerecc esperanzas de urna hon-
rosa lerminarao da prsenle guerra, julguei do meu
dever deixar por um pouco os meos servicos para
comvosco no parlamento.
Emquaulo eslava nesla capital, receb nolica
da resgnacao do tres dos principaes ministros da co.
r>a, e lord Palmerslon pedio-me o meu auxilio pa-
ra completar o governo.
i as difliceis circunstancias em que o paiz se
acha, nao julguei poder retirar a rainha qoalquer
auxilio que esleja no meu poder preslar-lbe.
a Accilei por isso o poslo ollercciJo, e na minha
volta do Vicua estarei preparado para assumir os
seus deveres e responsabilidades
Neslas circiimslancias enlrego-me humildcmen-
'e as voseos maos como candidato renovaran da
vossa confianca.
a Tenho a honra, ele.John fussell.
A fevolunO de Selembro accrcsccnla acerca da
Inglaterra as seguinlcs noticias :
n Na cmara dos communs Mr. Layard alacou a
aristocracia e o governo, acensando este ultimo de
nao retirar os bomens incapazes, e adrairando-se
de que ;e nppozesse ao iuquerilo sobre a guerra.
i Lord Palmerslon asscgurou novaraonte ao par-
lamento que a campanlia proseguira com lodo o vi-
gor, nao se obtendo paz honrosa.
O governo pede (0,000 recrulas e 7,000 caval-
|os. Eslc augmento deve elevar o exercilo a 180
mil homens. M. Mnlins annunciou inlerpellaces
sobre a expedirn de sir Charles Napier. o
a Diz-se que a Inglaterra mandara ao Bltico em
a prxima abertura da campanha vinlc nus de li-
nha movidas por vapor.ce Nolou-se (diz o (ilob.
que as esquadras mixtas nao manobrara coujunr.
(as fcilmente ; porm, de urna esquadra a vapor
bem dirigida, apta a mover-se em todas as direcc,es
cora certeza e extrema rapidez, acompanhada por
dez bateras flucluanles, quarenta canhoneirasc vio-
le barcos de morleiros, podemos esperar que se fa.
ce al-uma causa, o que rom lanos brados e lao es-
louvadamenle se lem pedido. Mas. aiuda nao flear
listo; para occorrer aos revezes estarao promplas
.miras naos da mesma forra e grandeza, e mui gran-
de quaolidade de machinas.
o O almirante Slirling, commandante da divisao
naval ingleza no Ocano Pacifico, celebrou com o
governo do Japao um tratado, qoe recebeu a ap-
provacao do gabinete brilannico.
O governo inglez prescreveu um dia de jejum o
penitencia para conseguir as heneaos do co a fa-
vor do exercito brilannico.
A commissao de inquerito, presidida por Mr. Roe-
buck, prosegue cm seus Irabalhos com grande acti-
vidade.
0 presidente declaren na cmara dos communs,
qr.e os Irabalhos da commissao seriam secretos, mas
depois de calorosa discussao decidio-se que os nem-
hros das duas cainar::: podessem assislir as sesses
da mesma.
A Allcmanba ainda nao pode chegara um acord
relativamente ao modo segundo o qual devora con-
duzir-se as actuaos circumslancias.
i "ma circular austraca de 17 proclama a necessida-
de da execucao vigorosa ds resolucao lomada pela
confcdcracAo germnica, e acrescenta que os prepa-
rativos de guerra sao caso c'e honra para todos os
membros da unrio allemaa. \ mesma circular nao
deixa de criticar os motivos em que se baseia a re-
solucao, e prova a impossibilidade de assignalar ex-
clusivamente o territorio federal com residencia a
lodosos con [ingenies da uniao germnica.
Na l'resse le-se o fcguinlc a esle respeilo :
i Ha pouco aseveramos que a Austria nao desis.
(ia de inslar com a Die(a germnica pela proposta
que fizera de mubilisarao dos cnnlingeoles federaes.
Esta resolucao do gabinete de \ricnna acha-sc ex-
pressa n'um despacho do conde Buol dirigido ao con-
de d'Appony, ministro da Au-li i i em Munich.
No caso de ser rejeilada a proposta pela maioria
da Dieta, a Austria sustenta a inttnrao de celebrar
Hala los especiaes com os eslados que adherem
sua poltica, islo em virlude do direito resultante do
artigo i2 do aclo cooslituinle da confederacao.
1 >s jornar- prussianos publicara as seguintes pica-
ses proferidas por Mr. de Manleulfc' n'uma discus-
sao sobre a queslao allemaa :
Resta queslao, o governo preferio primeiro que
ludocnlcnder-so amigavelmenle com a Austria. An-
da o governo lera a boa vonlade de caminhar de
accordo com a Austria em quanto as circumslancias
o permiltirem ; c se a imprensa nos atliibue a inleu-
e 11 de nos separarmos da Austria, nao exprime a
opiniao do governo.
aOgoveruohollandczleve de responder na segun-
da cmara dos Eslados geraes a urna ii.lcrpellar.io
relativamente a poltica europea. Mr. Etout per-
gunlou ao ministro dos negocios estrangeiros, se o
governo eslava disposlo a presistir na vereda que
adoptara e que he a da neulralidade. Referi os
boatos que circulavam nos jornaes, e mencionou que
por essa occasiao os orgaos da imprensa era unni-
mes a pro da neulralidade do reino dos Paizes-Bai-
MM
o O miuistro responden que o governo manlinba-
se na slricla neulralidade, franca c leal ; accrescen-
lou que nciihuma instancia se lhe fizera da parle de
qualquer das potencias belligeranles, e lerminou as-
severando que as versos em contrario dadas nos jor-
naes eram errneas e al ridiculas.
A iuiprensa allemaa cm grande parle ainda in-
siste na adherencia mais ou menos completa do rei-
no de aples a allianra occidental ; e al ltima-
mente escrevo que o monarcha das Duas-Sicilias po-
ria disposicoda Austria um corpo de vinle mil
homens, que nao seria empregado em guerra abrir-
la contra a Russia mas subsliluiria, e por consequen-
cia deixaria dsponiveis, as tropas austracas que De-
capara as legarles romanas.
0 Piemontc declarara oflicialmenle a guerra con-
lra a Russia. Nao he esla tmenle a difllculdade
com que lula presentemente o governo daqutlle
eslado;as suas relares com a corle de Roma do-lhe
ainda mais inquietacao.
1 inha passado na cmara dos depulados a lei para
a suppressao dos conventos.
Urna caria de Turin do dia 15 de fevereiro diz :
la vos mencionei n'uma de minhas ultimas car-
Usa publicacao dos documentos diplomticos quan-
to s relac.es enlre a corle de Turra e a de Roma,
feila por ordem do ministerio do interior. Creio
que urna indicarn das pretenrOes do cardeal Anlo-
nclli poder ser ulil aos vossos leilores para segui-
rem a discussao sobre a lei dos conventos, que vai
renovar-so na prxima quarla feira.
< A corle de Roma eomeco protestando conlra
a lei da imprensa publicada em 14 de abril de 1848,
em virlude da qual era abolida a censura previa ;
e depois conlra a obrigarao imposta as decises e-
manadas do Roma para oblerem o. regium exequ-
tur afim de seren vlidas nos eslados sardos.
A lei sobre o foro privilegiado dos padres foi
assitmpto de rcclamaees, le araearas de loda a casia
da parle do cardeal Anlonclli ; e do mesmo modo a
expulsan dos jesutas e das religiosas do Corarao Sa-
grado, e bem assim o projeelo de lei sobre matrimo-
nios e sobre os imposlos as corporaees de mo-
raorta.
a Nao fallo das notas relativas rondemnaro dos
arcebispos Iran/.oni e Manrengini," e da expuls,10
dos servitas, que recusaran) os auxilios espirituaes
ao conde Sania Rosa, quo foi o ministro que appro-
vouasieisSicardi.
e O mais extraordinario he a pretenrao da corle
de Roma de inlromellcr-sc al uos negocios estra-
nhos religiao ; como, protestar conlra a lei que
rao do governo, a excmplo de oulros estabelecimen-
los de beneficencia ; e al contra as coudecoraccs
das ordeus de S. Mauricio c de S. Lzaro, que o
governo conferio a alguns individuos que nao sao
calholicos, por excmplo, ao filho do barao James de
Rolhschild.
cultos, o governo permiltio a cdiflcacao de nm tem-
plo protestante em Turin. O cardeal Anlonclli cha-
ma a islo um mcmnravel insulto i igreja. Nolai
que ha um valle, o de Luzorre, prximo a I'igne-
rol, todo elle habitado pelos valdenses.
oA ilha da Sardenha, oulr'ora tan rica eflorescen-
te, acha-vc n'uma especie de semi-barharia. A a-
gricallnra relrocedia aos lempos primitivos, o com-
mercio nollo, a industria intciramenle esquecida.
O governo sardo, reconhecendo que parle dcslas ca-
lamidades nasciam do syslema dos imposlos, quiz re-
meda-las.
ir Enlre oulras medidas promoveu que o parla-
mento approvasse a abolcao dos dizimos, que leva-
vam ao cultivador a decima parle da sua produeco
ja lao limitada, e fixou para o clero urna compensa-
rlo razoavel, Roma julgou que os arios do governo
sardo erara escandalosos, e exeitou o clero da ilha a
revollar-se conlra as leis sanecionadas pelo parla-
mento.
Podis agora formar idea do alcance do Moni-
lorio, que perlendia obrigar o Picmonlc a repor as
consasn.i eslado em que estavam em 1H7. islo he,
perder o fruclo dos mclhoramenlos inlroduzidos no
paiz desde essa poca.
Os differentes ministerios, que uns apos oulros
lem aconsclhado o rei, procuraran) lodos cnlendcr-se
com a corle de Roma : houvc do parle a parle ple-
nipotenciarios c ministros com carcter mais ou me-
nos oflicial tu lo foi intil, e as melhorcs inlenc-fies
eram ineflicazes peranlc as manhas do cardeal An-
lonelli e do cardeal Sanlucci.
O marquez Parello leve por soccessor o mar-
quez Spinola; apos este veio o conde de Sambuy, de-
pois o conde de Prabormo ; nenhum desles minis-
tros obleve resultado. O abbade Rosmin, o conde
Siccard, o conde Ralbo, o cavalheiro Pinelli e ou-
lros, nada conseguiram as suasmisses, junto cor-
le pontificia. Ao cabo de sele annos de uegociaces
imitis, nem sequer se linha conseguido o prelimi-
nar de urna convencao; porque o papa, ou para me-
Ihor dizer a sua chancellara, anles de fazer a menor
concesso, quer aunullar ludo quanlo al agora se
lem Mo.
a Sabemos que o arrebispo de Genova, anligo
pregador do rei, monsenhor Charvaz, piando foi a
Roma para o assumplo lo definir-se o dogma da Im-
maculada Conceicao, diligenciou o accordo do papa
com acorte de Turin, me liante algumas concesses
reciprocas. Mas foi recebido nesle ponto como all
Iralavam os demagogos eos visionarios.
Em Roma o cardeal \ntonelli dera a sua demis-
sao do logar de pro-secrelario de estado do governo
romano, sendo substituido pelo cardeal de Viale-
Prela, nuncio da Santa S em Vicua.
o O motivo desla retirada foi,pelo qne diz a Inde-
pendence-felge, a fortissima instancia das potencias
occidentaes, boje alliadas da Sardenha, para nao se
dar andamenlo ao monitorio do papa conlra esle ul-
timo paiz por occasiflo do projeelo de lei que sappri-
me os convenios. O cardeal Anlonclli preferio a
ceder c abrandar a sua m vonlade conlra o gov.T-
no pieme-ntc/. o abandonar a elevada posieflo de pri-
meiro ministro dos eslados romanos.
Urna carta de Genova dirigida a Independencia
llelga ooucos dias antes de Icr lugar essa demissao,
exprimi-se acerca della da maneira segninlc :
t Esta noticia ainda nao he oflicial, mas parece
positiva. Esta demissao he provavclmenle ujDacon-
seqoencia, ao menos indirecta, do tratado '^Ntt
ra do Piemonte com as potencias occid?"' ^
eslc tratado o governo sardo adquiri o aa
F'ranca c da Inglaterra. Uando o Monito, m-
lilicin fai enviado a Turin, adiplomacia piemoateza
fez saber aos governos francez e inglez ludo o que
havia d'injusloe de compromcllcdor na conduela da
(.'orle de (loma era coiiseqiienria do que. M. .Ray-
neval, ministro de l'ranra em Ron, loi encaii'^ Alo
de participar ao governo romano que devia desistir
de continuar assuas ameac,as. O cardeal Antouelli
preferio entao demillir-so.
a iz-sc que Mgr. Prela Viale, piemonlez, que
he nuncio apostlico cm Vienna, ser nomeado se-
cretario d'Eslado.
Essa mesma caria diz ainda o seguinle :
a Corre o boato de que o rei de aples recusou
fornecer om corpo de (ropas para a guerra do Orien-
(e. O conde OrlofT, embaixador russo, o leria pois
conseguido de MM. de la Cour e Tampli; mas dz-se
que 20 mil napolitanos licar.lo as disposirao da
Austria, que nesle momento trata de formar urna
liga dos governos Italianos, afim de contrabalancar
a influencia do Piemonte.
a L'ns quarenta olliciacs napolitanos, refugiados
polticos, acabam de ser amnistiados pelo rei Fer-
nando, a
O principe de Saglilriano, primeiro ministro do
rei de aples dera a sua demissao.
No golphode Bonifacio perdeu-se ltimamente a
Trgala franceza .Semillante de 60 pecas, perecendo
urnas 750 pessoas pouco mais ou menos.
Eis aqui como a Patrie publica as particularida-
des do naufragio :
a Nao haduvida; a fragata Semillante perdeu-se.
Nem um so hornera escapou.
Esta fragata de 60 pecas, commandada pelo ca-
pitao de fragata Jugan, linha sabido de Toulon a 11
de fevereiro. Levava alm da equipagem do regu-
lamenlo 400 soldados de infamara.
a O lempo eslava mao, quando Semillante se fez
ao largo, mas todos estavam longe de prever que a
poucas leguas da costa ia rebeutar una forte tera-
peitade.
c A calarlrophe leve lugar nolgolfo de Bonifacio,
na noilc de 15 para 16. Impellida por um venlo
de sudoeste para estas paragens cheias de escullios e
bancos de areia, a Semillante locou provavelmenle
em algum rochedo submarino, e desconjuntada pelo
choque foi ao fundo a muilas milhs da cosa sem
ler podido presscnlir a sua degraca nem dous minu-
tos antes. Navio c gente, ludo o mar engolio em um
instante.
Enlre os restos qiie as ondas Irouxeram a praia,
dcscobriram-sc espingardas e shakos cora os nmeros
e oulras indicarnos das companbias de linha que em-
barcaran) cm Toulon na Semillante, o diario do
hornera do leme, parte da caverna do navio, urna
carta escripia ao commandante pelo carpinleiro, c
finalmente a fila do chapeo de um marinheiro com a
palavra : Semillante.
Despachosmsis rcenles dao parle de qae dcvtois
se enconlrou urna solana, ( a Semillante levava um
csmoler ) a lisia da equipagem, annuncinndo segun-
do nos dizem a preseoca de 7.50 homens a bordoi
roupa cusangueotada, o finalmente o cadver de um
marinheiro.
a Todos estes ohjectos foram recolhidos na ilha
Laves i.
A llespanha continua agitada, Irabalhandu os
Montcmoliuistas com bastante aclividade para der-
riharem a actual ordem de cousas.
nimiamente fora (oda a guarnirao de Madrid
comprimentar o duque da Victoria levando i sua
frenle o general S. Miguel.
Dizem Ijxs Xoredades :
o Insiste hontem a Iberia em que na sexta-feira
16 se descubri nova conspirarlo monlemolinisla em
Madrid : c nos repelimos, apoiados cm dados iucon-
Iroversos, que s leve lugar a prisao de algumas
pessoas implicadas na conjuradlo precedentemente
descuberla.
i Oulrojornal esereve que os monlcmolinislas a-
baudonaiam por nra o pensamenlo de renovar a
guerra civil na Hcspanhn, c como be nova de tama-
nha imporlancia, diremos com bous fundamentos o
que cerca della nos consta. O malogro do conluio
srdido parase apossarem da cladella de Pamplona,
e ao mesmn passo a divisao que enlre elles reina,
desalenluu seguramente os carlistas. A infinidad*
de noticias falsas que se lem cspalhado sobre a-ap-
parcao de lacccs em ililfcrenles ponlns^da Despa-
lilla, prodiizio a maior incrcdolidade cm todos os a-
niraos. Porm, Uo avtnluroso he crer que os car-
listas cederam de sea empenho, como esperar agora
que de um momento para o'ontro rebenle a guerra
civil.
os carlistas se agitam e consp^ram boje como de an-
tes ; mas, quo por falta de recursos em razo de dis-
cordia intestina, pela altiludc que a Franca tomoo,
00 porque, como elles propalara, obedecen) a inspi-
rjOes diplomticas, o faci he que no marcan) co-
mo prximo o dia em que Jevcrao arrojar-se a expe-
Na /(tilia Militar diz-se que he completamente
inexacta a noticiado symplomasde insurreict> n'um
corpo da guarnirao por falla de rancho, tendo-se
instruido pela autoridade competente o opporluno
summario.
L-so no Tribuno :
Ja esti assiguado o tratado do reconhecimento
de paz, amizade e commercio, navegaco e exlradic-
cao enlre aUesponlia c a repblica americana. Com-
a de 47 artigos ; he bascado n'uma slricla reciproci-
dade. O reconhecimento he implcito e incondicio-
nal. A eslipiiUcflo de extradlcolo limita-se aos de-
lirios que devem casligur-se em relacao moral
universal.
Le-se no Tribuno :
a He cousa assenlada enlre o governo e a com-
missao do constiluico suprimir o juramento poltico,
lendo. mostrado a experiencia que islo uada mais ser-
ve do que para complicarSes funestas i causa pa-
lluca.
a No dia II docorrcnle se inaugurara a abertura
do templo d'Arrabida, reconstruido em grande par -
le graras a munificencia dos duquesde Monlpensier.
Na porla da celia que foi morada de Colombo, fica-
r para memoria aos viudouros esla inscripcao raai
adequada.
No reinado de S. M. I). Isabel H de Bourbon
foi re.-laurado esle convenio, primeiro asylo hospila-
leiro em Hespanha do immorlal Chrislovao Colom-
bo, descobrdor do novo mundo. SS. AA. RR. os
serenissimos senhores infantes de Despanhn, duques
de Monlpensier, leudo lomado cora S. M.a rainha
Amelia a patritica iniciativa na execucao da obra
c contribuido com donativos qaahtiosos, costr-aram
depois a repartiere e adorno desta celia, lugar onde
o insigne descobrdor cxpllcou os seus projcclos pc-
ranle o prior fr. Joan Prez de Marchena e outra
pessoas.
a Principiou-sca obra sendo governador desla
provincia o Sr. D. Barnab Lopez!Rago,'c fez-se a
inauguradlo sob o rgimen do seu suceessor o Sr. D
Pedro Julin Espariz, assslindo SS. AA RR. em
11 do murro de 1855.
Urna participadlo telegraphica de Cdiz em 2
de margo communica o scgainle : ,
do el Calholico.
Descobrio-se na Cuba urna conspiraran. O capi-
13o general havia de ser assassinado no'lheatro ; dos
Eslados-Unidos sabio um navio com pelrcrhos de
guerra e de combinacao com os traidores. Este na-
vio foi capturado por ordera do governo central dos
Estados-Unidos.
Foram presas mais de 30 pessoas na Havana, c
algumas dellas nolaveis. A conjuradlo abortn ; os
seus fautores foram descobertos, e a ordem publica
segu inalleravel.
A Hevoluro de Selembro resnmindo as ultimas
noticias desse paiz escreve o seguinle :
o No congresso continuava a discussao sobre o vo-
l porticular dos Srs. Valera e 1.sala que propu-
nham a existencia de urna s cmara.
O vapor frica chegado de Inglaterra, deu al-
gumas noticias, que parecem explicar os successos
de Cuba. Segando ellas urna parle da nova expedirao
dos flibusteiros havia dado vela de Nova-Orleans,
e oulros ponlos do sul, dispondo-se os restantes tam-
bem a parlircm. Dizia-se que o numero dos alisa-
dos sabia a 3,500 homens.
o O governo recebeu, por via do general Benlil-
los, parlicipares de grande importancia acerca
dos aconlecimenlos de Havana dcscobrindo
um vaslo plano de conspirado. Entre as trin-
la pessoas presas citam-se os nomes de Echevar-
ra, Pinlo, um frade all celebre, e oulros. Aflirma-
va-se qae a expedirao nao desembarcara, era conse-
quencia de se ler descoberlo a conspiraco.
a De Londres em dala de 1 marco, dizem o se-
guinte :
> a O infante D. Jo3o despedio-sc dos seus amigos
para urna ausencia de seis semanas, anda qae sem
Icr declarado o ponto do globo a que dirige os seus
passos. Os que o observam de perlo nao duvam
i ~e esla vlagem se ligue com os planos da invasao
carlista em Hespanha.
As noticias da India alrancam al 15 de feve-
reiro, e as da China al 15 de Janeiro.
O governo da India anda entendido na destrtete
dos piratas do golpho prsico.
A respeito das hostilidades enlre a Pcrsia eo
Imn de Mscale de que deu noticia o ultimo paque-
te, os Persas depois de ura sanguinolento cmbate,
pozeram cerco a Bunder-Abbas que as tropas de
Imn se preparavam a defonder com energa. O
jornal Bengai-llurkara d a noticia que depois de
urna lula desesperada a fortaleza de Buoder-Abhas
cahira era poder do exercilo persa. Esle revez nao
fez abater a coragem do Imn, que rene tropas
e se prepara para retomar Bunder-Abbas.
O 1. de hussares, em forca de iOO homens, sa-
bio de Bombaim para Suez. Julga-se que estar na
Crimea em principios de abril.
Chegarar ordens a India para qae cstej.n promp-
los forles destacamentos de infantera e de cavallaria
para parlircm a rennir-sc aos ejrcitos do Oriente.
Ha grande difficuldade em encontrar meios de Irans-
porle. Abrio-seao publico o lelegrapho elctrico
de Bombaim. Ha portanlo comraunicaces elctri-
cas enlre Bombaim, Labore, Agr, Calcula e Ma-
dras, isto he n'oma linha de 2,800 kilmetros.
As correspondencias da China sao ponco favo-
raveis aos imperialistas. A guerra continua com
encamicamento, e espera-sc receber dentro em
pouco a noticia da Canlou pelos rebeldes e da invi*
lavel morlandade de lodosos erapregadosdependen-
tes da dynaslia reinante.
o Os cheles dos rebeldes deram conhecimento aos
commandantes das estacos europeas do bloqueio de
Culto.
Os imperialistas bombardearan] novamente
Shang-llai, mas sem resultado.
0 vice-rei do Egypto progride na reforma do
syslema tributario, aoqualcnconlra grande opposi-
.lo as classes elevadas, quo sao adversas a todai. as
reformas ; porem Said-Pacha parece resolvido a nao
desistir do seu pensamenlo.
Nos Estados laidos nada de extraordinario havia
occorrido. Fallava-se na venda da America russa
ao governo da Uniao.
O Mxico conliuuava cm desordem, enlrelanl a
cleirao de Sanl'Anna progredia do modo satisfacto-
rio para elle.
COMMERCIO
ALFAINDEGA.
Rendimenlo do dia la 30. 397:056J102
dem do dia 31........ 19:005J539
416:06156(1
Deicarregam hoje 2 d abril.
Brigc porluguez Tarujo /diversos gneros.
Barca inglezaEleonorecarvao.
Brigue inglezCrimeamercaduras.
Patacho brasileiroCatirotomo e charutos.
RENDIMENTO DO MEZ DE MARCO.
Hendmcnto total desle me
Rcstituicoes.........
4l6:061a6'i I
..... 67fciHJ
Ri. 15:385?I59
/
Importaeo.
Direilos de consumo..........
Ditos le I por ceulo de reexportarlo
para os pin los estrangeiros. : .
Ditos dito para os porlos dn imperio. .
Ditos do reexportarlo para frica (mt-
tade dos de consumo,........
Expediente de 5 por cnto dos (teneros
estrangeiros despachados com caria
de guia................
Dito de 1|2 por c. dos gneros do paiz.
Dilnde 1 1| por c. dos ceneros livres.
Arinazeiiaeem das merendorias. ....
Dila da plvora.............
Premio de lp2 mr rento dos assiguado
Mullas calculadas nos despachos. .
Dilas diversas..............
_ Interior.
Sello fixo................
Palales los dcspacbanle geraes.' .' .' ."
Ditas dilas especiaes..........
Emolumento., de cerlidnes. ......
r
407:9525041
WOi
11695*8
40S950
4te3-,9
8079161
49056
778735
368000
4:51190 i(
.505645
3239600
399200
1509000
2.59000
28520
Rs. 415:3859159
Na* requintes esperiet.
Dnheiro .... 185:3213888
Assignados 230:06A9271
Depotitoe,
Em h.ilanrn no ultimo de.'
fevereiro........13:8489032
Eutrados no crrenle mez 3:9249495
Sabidos. .
Existentes
17:7729527
1:8759617
R.s. 15:8969910
N'a seguales especies.
Dnheiro..... 1:1819650
Lelras......14:7159260
Contribuicao de caridade.
Rendimenlo nesle mez......... 2169581
Alfaudcga de Pcrnambuco 31 de marco de 1855.
O csrrivn,
Faustino Jos ios Sanios.
CONSULADO UERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 30.....68:2139711
dem do dia 31........ 9019415
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO DE
PERNAMBUCO EM O MEZ DE MARCO
DE 1855.
Consolado de 5 por cento. 64:2039648
Senhores redactores. Chegado ha um mez a es-
la provincia, vindo da ilha de San Miguel, fui logo
dias depois atacado das febres amarellas, das quaes
inon eram qnalro de rowis companheros de viagera,
e eu por felicidade minha fui tratado pelo Illm. Sr.
Dr. Jo3o Jos Innoceocio Pogge ; depois de ler hin-
cado preto, c foram lao cflicazes seus remedios C|uc
hoje rae acho perfeilamenle reslabeleeido. Nao pus-
so deixar de fazer publico que reconheci o mrito de
13o Ilustre senhor, c ao mesmo tempo confessar-me
eternamente grato, pelo zelo cuidado' o delicadeza
com que me Iralou durante minha alroz molestia.
Pela inser;,10 deslas lindas lhe ser muito obriga-
do quem he de Vinca, alenlo venerador e criado
Julio Cesar Lima.
PUBLICACAO PEDIDO.
MAPPA demonslralico dos doentes tratados no
hospital regimenlal de Pcrnambuco no mez de
marro de 1855.
Hospital na ra S -
Soledade 1 de S ra _rt .i & y
ibrildelSJ. *! H ~~ w 0 '3
- M X a U
Somma 82 1*0 1222 | 109 15 108
>-2>
Obsercardes.
Dos fallecidos 3 foram de fehre amarella, 1 de va
rilas confluentes e 1 de gaslro-enlerile.
Di; Prxedes Comer de Suiza Pitanga,
1 cirurgiSo encarroado.
MAPPA rfol. trimestre dos doentes tratados m
hospital regimenlal no torrente anno.
Hospital na 5 ra B =
Soledade 1 de abril de1855. * B .0 5 0 0 1
U t / s tu
Somma 86 3-: 21 )'J 14 108|
69:1159126
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 30.....
dem do dia 31........
5:9939081
149417
079528
Anroragem........
Direiios de 5 por cento na
compra e venda das cm-
barcacOes.........
Expolenle da capaiazia.
Seiln 6x0 e proporcional.
Emolumento* de certdes .
2:6939100
79OOO
8729040
1:3319488
79810
64:2039648

Diversas provincias.
Dizimo do algodo e oulros
seeros dn Rio Grande do
Norle........... 1089800
Diln dito dito da Para-
hiba. .......... 9109041
Dito doassucar dito diln 2639947
Dilo dito do Rio (rande do
3619643
4:3639097
4:9119478
69:1159126
-Jo^^^-a,..
Depsitos sabidos
Ditos existentes .
6:0079528
75:1229t.4
1:1239148
6:5759726
Mesa do consulado de Pcrnambuco 31 de mar-
co de 1855.Pelo escrivao.o 1. escriplurario,
francisco de Paula Lope* Iteis.
Exportncao .
Ro de Janeiro, barca brasileira Malhilder, de
233 toneladas, conduzio o seguinle : : 115 pipas e
2 quartolas espirito, 1,300 saceos e 50 barricas com
6,871 arrobase 17 libras de roncar, 11 volumesoleo
de cupaiba, 46 dilos sebo,191 ditos velas de carnau-
ba, 168 dilos milho, 1 dilo tapeihos, 1 dilo venesia-
nas, 1 cabriolet, 4,350 cocos com casca, tO saccas
com 48 arrobas e 2 libras do aleodao.
Costa d'Africa, barca americana Nertekerv-, de
273 toneladas, conduzio o seguinle : 285 pipas e
04 barris cora 56,227 medidas de agurdenle, 49 fei-
xes de pipas abatidas, 21*pipasron(cndo tempes e ar-
cos, 20 barricas com 149 arrobas c 12 libras de as-
sucar.
Havre, brigue francez Phararnond, de 207 to-
neladas, conduzio o seguate : 2,500 tecos com
12,500 arrobas de assncar.
Valparaso, galera ingleza D. Richard, de 462
toneladas, conduzio o seguinle : 3,750 saceos com
21,093 arrobas e 24 libras de assncar.
Rio do Janeiro, brigue nacional Feliz Destinon,
de 273 toneladas, conduzio o segainte : 950 sac-
eos com 4,750 arrobas de assucar, 4,000 cocos com
casca, 481 meios de vaquetas, 50 saccas com 275 ar-
robas e 9 libras de algodao. 462 barris com 180 me-
didas de mel, 4 pipas agurdenle.
Benguclla por S. Thom, brigue porlugnez Es-
peranra, de 225 toneladas, conduzio o segainte :
1 caixao chapeos do Chile, 325 barril agurdenle, 20
saceos com 200 arrobas do assucar.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 30.
dem do dia 31. .
39:314*929
1:6539322
40:9689251
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS (ERAES DE PERNAMBU-
CO DO MEZ DE MARCO DE 1855, A SA-
BER :
Renda dos proprios nacionaes ....
Foros de terreno e de marinha .
Ladennos..............
Siza dos bens de raz.........
Dcima addicional das corporaces
de mao mora...........
Direilos novos e velhos......
Dizima de Chancellara.......
Matricula ila faculdadededireito .
Mullas por infracroes do regula-
nientn ...............
Sello do papel fixo e propor-
cional........... .
Premio dos depsitos panucos. .
Emolumentos das reparlicoes de fa-
zenda...............
Imposto sobre lojas e casas de les-
conlo ...............
Dilo sobre casas de movis, roanas
ce, fabricadas cm paizes eslrau-
Reiros................
Dilo sobre barros do interior. .
DUo do 8 por cenlo dos premios das
loteras........7.....
Taxa de escravos..........
Divida acliva............
Recela eventual...........
40:9689251
21
submclle a administrecao de San-Paolo fiscalisa-1 rimenlar de novo a sorie das armas.
Dos fallecidos 5 foram de febre amarella, 3 le tu-
brculos pulmonares, 3 de varilas courluenle*., 1 de
diarrhea, 1 de gaslro-enlerile e 1 de anemia.
Dr. Prxedes Gomes de .Sonsa Pilonga,
1" cirurgiao encarregado.
/


359500
1519788
2829500
6:6859113
519030
3:6659887
3193900
2-.0839200
26J030
6:401906-2
13,636
142*400
7:3031)104
160000
1249800
ir.
1 .-2809000
:i84ooo
1:8389861
189640
Recebedoria de Pcrnambueo 31 de marco do 1855.
O cscrivao,
Manocl. inlonio Simiics do Amoral.
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE MARCO DE
1855.
Direilos do 3 por cenlo do assucar ex-
portado.......... 35:1559576
Dilo de 5 por cenlo dos mais gneros. 12:65 '
Capalazia de 320 por acca de algodao. 77RMO
Dcima dos predios urbanos. I:'.I10.?4 li
Sello de heranras e legados..... MU9211I
Mciasiza de escravos. ...... 2:403o)67
1009 rs. por escravo cxporlado para
fura da provincia....... 4:0009000
Emolumentos de passaporle de polica 12j000
Novos e velhos direilos. .... 2219170
Imposto de 4 por cenlo...... 1:7119670
Dilo de 3 por cento...... 4.V
Dito de 409 rs. sobre casa de modas. 403000
Dito de 20 por cenlo do consume dea-
guardenle......... 329000
Matriculas das aulas de ins(rucc3o su-
perior. ........ IIO9OOO
Mullas........... 1729426
J,uros............ 119762
Cusas........... V79516
65:511J381
MELHOR EKEMPLAR ENCONTRADO
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUGO SEGUNDA FEIRA i DE ABRIL D 1855.
3
Mesa do consulado provincial 31 de marro Id
1855. O 2o ewripturario,
til de Azecedo Souza.

Carne-secca-

1
\
PRACA DO RECIFE 31 1)E MARCO DE 1855
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios---------- Sem alterlgao depois da ultima
revista.
Algodao----------Bem que a entrada subisse a 877
saccas. os preroj continuaran] de
59900 a 5J00 por arroba de pri-
meira orle.
Assucar- A entrada foi mais franca c o pre-
sos do mascavado continnaram
tlrmei; os do branco porcm fornni
mais frouxos.
Bacalho Tocou no porto um carregamcitlo
que seguio para a Babia. O con-
sumo foi menos pela existencia la
earne secca, continuando a reta-
lhar-se de 159 a 169 por barrica.
- Cbegaram duus carregamentos do
Rio Grande, que estilo endeudo
de 5*400 a S600 por arroba, e
un de Buenos Ayres, que nao
abri preso. Ha em ser 20,000
arrobas da primeira e 6,000 da
segunda.
Farioha de Irige- Tivemos 350 barricas rindas de
Lisboa, que foram logo vendidas
de 289 a 299 por barrica. Ha no
mercado 200 barricas de Ballimo-
re 50 SSSF, e 300 saceos de Val-
paraito ; tendo-se retalbado a pri-
meira a 289, a segunda a 359 e a
ultima de 239 a 259 por seis ar-
robas.
Enlraram 15 embarcases, sendo 4 em lastro,'1
vapor, 8 eom gneros de outras provincias, 1 com
carue secca eslrangeira e 1 gneros de Porlogal; to-
caran) m porto 1 da gui, 1 de bscalho, 3 de as-
sucar o 1 de azeite de peixe arribaram Icndn sa-
bido desle porto 2.
balitean) 9 cora gneros para porlos estrangeiros,
10 para os portes do imperio e 6 em lastro
Ficaram no porto 77, a saber : 1 americana, 20
brasileiras, 2 brmense*, 7 dinamarquesas, 8 trn-
celas, 2 haroburguezas, 3 hespanholas, 19 inglezas,
2 oldemburguezas, 9 porluguezas, 1 sarda e 3
suecas.
BOLETIM.
LISBOA 13 1)E MARCO.
Precot correntet do* genrroi de imporlacao do
Brasil.
Por baldearn.
Algodao de Pernanibiico.
Dito do Mamullan. ,
Dito do Par......,
Dito tito de machina.....
Cacao..............
Caf do Rin primeira surte. .
DHe dito segunda dita.....
Dito dito terceira dita.....
Dito dito esculla boa......
Dito da Babia.........
(kmros seceos em cabello 28 a 23
Ditos dites 2* a 27.......
Ditos ditos 18 a 22. ..:...
Ditos seceos espichados.....
Dites sai*. Babia e Para 28 a 23.
Ditos ditos dito 26 a 20.....
Ditos ditos de P. e Cesr 28 a 32
Ditos ditos dito -26 a 20 ... .
Ditos ditos do Maranhao 28 a 32.
Craso girte..........
Dito do Maranhao.......
('omina copal......'. .
Ipecacuauha..........
Ouruc ......
Salsa parrilha superior.....
Dita dita meili,
dita inferior
de direitos.
ar de Pernamlmco ....
i Rio de Janeiro.....
Dito da tolda..........
Dito (lu Para, bruto.......
Dito mascavado.........
Dito refinado no paiz em formas
Dito dito quebrado (pil). .
Dito dito em p (rap)......
Vaquetas de Pern.o e Cear .
Ditas de Maranhao ..."....
Cbifrcs do Brasil pequeos. .
Despachados
Arroz do Maranhao e Par ord.
Dito dito do mclhor......
Hilo dito superior.........
Dito dito lido, t........
Dito do Rio de Janeiro. ,
Pao campeche.........
Farinha de pa'o do Brasil .
Tapioca............
Presos crvenles dos genero* de exporlarao para
o Brasil.
Captivos de direitos.
Ameodoa em roalo doce do Al-
garve.............
Ditaemcasca couca.......
Dita dita molar.........
Dita dita durazia........
Nozes..............
1"iaos do Algarve em caixa .
Aineixas............
Presuntos............
Carne eusaccada....... .
Touciuhn............
Banlia a porco........
i'imenla de oa.........
Sal grosso a bordo.......
Dito redondo- dem.......
'ilo triguciro grosso dem .
Cera branca por bnldeacao. .
Dita amarella dem.......
Dita era grume idem......
Dita em velas idem.......
Azeite.............
Agurdenle encascada 30 graos.
Viuho muscatel de Selubal. .
Dito tinta marca F.S, a bordo, pipa 8I3OOO
Dito dito, dito idem......anc. 889000
Dito dito marca B. e F., idem. pipa 8">>000
Dito dito dito, idem......anc. 909000
Dito dito T. P. e Filiaos, idem. pipa 843000
Dito dito dito, idem......anc. 8ti;000
Dito branco marca B. y., ileta, pip. 869000
Uilodito dito, idem......anc. 859000
Dito dito marca P. ., idem. pipa 909000
Dito dito dito, idem. ..... anc. 9S9000
Dito maijta T. P. e Filhos, idem. pipa 869000
Dito dito, idem.........anc. 903OOO
Vinagre tinto marca F.eS. idem pipa 389000
Dito marca B. e F., idem pipa 369OOO
Dito marca P. G.. idem .... pipa 34*000
Ditodiut marca T P*e .>, idem pipa 369000
Dito branco F. e S., idem. pipa 403000
Dito dito marca B. F., idenr pipa 36f()00
Ditp dito marca P. G., idem. pipa 349000
Dito dito dito T. p. e F. idem. pipa 389000
MOVIMEJSTO MARTIMO.
Fmbarcaeoet entradas.
Fevereiro 17 do Rio de Janeiro, Babia e Per-
nambuco vapor portuguez oD. Maria II, capitao A.
I". It. GoiinarAcs.
dem de Peroambuco, barca porlugueza Gra-
lidSo, capitao A. P. Bnrges.
dem 18 da Babia, brigoe braiileiro Ocano,
cipitao B. R. de Sena.
dem 19 do Rio de Janeiro, Babia e Pernam-
buco, vapor ioglez o La Plata, capitn P. Lefanu.
dem 21 do Bio de Janeiro, tingue portuguez
"Eustaquia, capilao J. J. da Rocha.
dem 23 do Rio de Janeiro, galera porlugueza
uJovcn Carlota, cptelo B. B. Pamplona Jnior.
dem 2i da Babia, brigue portuguez oEmilia,
capitioj. M.de Souza.
Idem26 do Para, brigue portuguez al.igeiroo,
capilao A, L. dos Santos.
dem 28 idem, hiale portuguez Rival, mes-
tre J. S. Loureiro.
Marco 6 dafBahia, barcaportugocia Ligeira,
capilao R. G. Urano.
dem 8 de Pernambnco, brigue portuguez
Laya II, capitao C. C. Martins.
dem brigue portuguez Ribeteo, capito F.
SmiUi.
Saludas.
FeTereiro 16 para Pernambuco, Babia e Rio do
Janeiro, vapor inglez aSolento, capito J. Gillicon.
125 130
B 120
110 120
l> 110
18800
_ 29700 29800
2i00 29-500
29000 29IOO
f 19500 19600
n 29100 29600
172 237
172 237
172 237
117 127
2 122
92 122
n 107 145
107 14.
200 145
200
100 140
@ 29OOO 59000
800 I9OOO
100 18
<8> 119&00 i.y-000
99600 109500
69500 89OOO
$ l|650 29000
I96OO 19700
1.V>00 1*700
19200 19300
19100 19400
39600
39000
39000
urna 19700 19900
1*480 19-500
mil 289000 509000
H 59OOO 59600
.-9SC0 89000
69100 6980)
29800 39000
59OOO 59200
29400 392OO
<8> 800 950
u 19100 I- i "il
@ 39500 39600
alq. 900 190(10
I) 750 800
600 700
400 600
<* I9OOO
400 800
39800
29900 392OO
29800
39800
* 105 110
nioio 19300 I935O
B 19200 19250
D 19300 19350
310 345
a 265 300
350 360
350 360
al ni . 39300 39350
P- 2509O0O
can. 89OOO 89500
dem para o Rio de Janeiro, brigue portuguez
uOroaooa, capitn F. J. do Mcndonca.
dem 24 Idem, brigue sueco Helding, capi-
lao C. J. Carhelen.
dem 25 idem, patacho sueco Prepecora, ca-
pito V. W. Lanslrnm.
dem 26 para o Para, barca porlugueza Maria
Carlota, capilao J. M. ('.. Pereira.
dem para o Rio de Janeiro, galera porlugueza
Margarida, capitn J. J. de Menezes.
dem brigue portuguez Providencia, capi-
llo J. Rigueira.
dempara Pernamlmco, barca porlugueza Ma-
ria Josc, capilao J. F. Lessa.
dem para o Rio de Janeiro, brigue purtuguez
((Encantador, capil.lo M. A. Lopes.
dem parao Para,patacho portuguez Caulella,
capilao J. F. Vallenca.
dempara o Rio de Janeiro, barca porlugueza
aChrislraao, capilao M. A. da Costa.
Idera para Pernambuco, brigue portuguez Ta-
rujo I, capilao M. O. Faneco.
dempara o Maranhao, patacho portuguez Boa
F, capillo C. C. da Silva,
dem para o Rio de Janeiro, briguo portuguez
Resolvidn, capitao A. da Pena.
Marco 5para o Rio Grande do Sul, patacho in-
glez Prilania, capitao T. Weliams.
dempara o Rio de Janciro.briguc inglez Mar-
tha, capitao J. Thompson.
Idem.9 idem, barca porlugueza Maria, capi-
lo P. A. M. da Silva.
dempara a Babia, brigue portuguez Tarojo lili
capilao F. A. de Almcida.
dem para o Rio Grande do Sul, encuna porlu-
gueza Emilia, capilao E, C. da Silva.
a' carga.
Para o Rio de Janeiro barca porlugueza Li-
geira.
dem galera porlugueza Viajante.
dem patacho portuguez Fortuna d'Africa.n
dem patacho portuguez Zargo.
dem brigue portusuez Eustaquia.
Para o Para brigue portuguez Ligeiro.
Para a Bahia brigue portuguez Rival.
Para a Bahia brigue brasilciro Ocano.
Para o Cear patacho portuguez Abalisado.
Para o Rio de Janeiro barca bauoveriana Ma-
tador.
Para o Pai barca porlugueza Olivcira.
Para a Bahia patacho portuguez (Tarojo II.
Hensta dos prlncipaes mercados da Europa
( Pelo vapor inglez Avon taludo de Sou-
thampton em 9 de marro de 1855. )
Hamburgo 3 de marro.
Cafe.O rigor da temperatura prejudicou singu-
larmente as Irausacces sem todava alindar os pre-
sos, que se sustentaran! firmes. Bastante flucluan-
les no principio de fevereiro os precos tiveram urna
certa firmeza em cousequencia do" annuncio das
vendas da sociedade de commercio dos Paizes-Bni-
xos, e, senlguns vendedores nao se tivessem retirado
inlciramcnle do mercado, teriam sido feilas trans-
acjOes importantes, emquanto que ellas parece terem
sido limitadas s precisoes mais immediatas do consu-
mo. Ajninula das vendas comporlaoololalde 18,800
saccas depois dos nossos ltimos avisos : os precos
porque se efTecluaram es se v (le 3 1(8 a 5 3|13 ;., a 5 1(83 1(8 a 5 li4
scb. Em San-Domingos fizeram-se vendas de cer-
ca de 10,000 saccas pelo prero de 4 3|8a 4 3|1.
O deposito est muilo reduzido, e os possuidores
se conservam ullimamente na espcctatjva. Os avisos
chegados do Rio pelo D. Maria II em nada influi-
rn 110 mercado, e os preros se conservam sem va-
riacaonas colc.0es seguinles : Brasil real ordinario
de 4 5|16a3 3|8 scb.San-Domingos ordinario a
real ordinario de 4 38 a 4 9|16 sch.
Assucar.Houvemaior procura que anteriormen-
te, nigou-se occasionalmcnte' em alta de 4 sch.
por 100 libras. Fizeram-sc vendas importantes, e
os presos correules licam finalmente mui firmes.
Afora .1,800 caixas da Havana triguciro, e 3,000 do
ingueirollavo 10,000 fcios da Manilha, vende-
ram-se 6,000saceos de Pernambuco c Mauricia800
caizas do branco da Babia e 1,800 do liiaueiro pe-
los precos seguinles : o triuucirodo Havana de 14 a
14 3|idito amarellode 15 1|8 a 16 :|ilino ama-
rillo e flavo de 17 a 18branco de 18 :l| a 21 :t
*no branco Talla.O Irigueiro da Baliia de 13 I.
14 3|l,'^ditM liraoc de 15 a 17 1|1 ; o triguciro
de Javadel3 3|f a 1i l|2,dito amarello pardo e
branco de 14 5|8a 17 3|4m. b.
Cauro.Firmo e sem variacao.
Cacito.Firme e procurado pelos piceos secuin-
(es : o de Caracas.de 7 a 9 y\o da Triudade de 3
3|1 a 4 l|,o de Guayaquil de 3 3|1 al,o doMa-
ranhao e Para de 3 7|16 a 3 1|2,o de San-Domin-
gos a 3,o da Babia falla.
Ameslerdam 5 de marro.
Caf.Em ronsenuencia do fri que reina desde
o comeco do anuo as vendas nao leem apresentado
tanto interesse como do costume ; todava depois dos
ltimos avisos (5 do fevereiro) o mercado tem sido
bastante animado, e, bem que a navegr.rao fosse in-
terrompida por todo o raez de fcvereiro.huve grande
procura, c comprou-so com .coufianra lano parao
interior como para o eslrangeiro. O longo e rigoroso
invern, que acabamosde passar, augmentou neces-
sariamenle o consumo das bebidas quentes e parti-
cularmente do caf. Em atgumas das provincias
circumvizinhas nota-se urna progressSo de 50 por
cenlo no consumo durante o invern, e por cunse-
guinte os depsitos em toda parte estao muito limi-
tados, pelo que atientas as frats quanlidades au-
nunciadasem venda publica, adquire-se cada vez
mais a conviccao de que os presos acluaes merecem
plena confianza.
As vendas effectuadas no periodo comporlam :
3,893 saccas Padang bom ordinario ,1 -J '. cnti-
mos, e 7,150 da mesma especie amarello deemaiado
a 29 cent, os de ns. 1 e 2 ; as vendas annunciadas
para o da 14 em Rotterdam foram negociadas ami-
gavel mente com .' cent, de avanco. As 1,600 sac-
cas do Padang n. 4 e 961 ditas 11. 5 desse mesmo
lole foram levadas a 29 ; cent, e por 5.700 saccas,
mercadorla inferior, da sociedude das Indias Occi-
(lentaes foram debalde ollcrccidos 28 ) cent.Java
da sociedade de commercio sobre cdulas effeilua-
rara bastantes vendas tanto era Amslcrdam como
em Rotterdam de cerca de 5,000 saccas, o que es-
tabeleceu os precos em favor dos vendedores. Pa-
gou-sea maior parle a 29 'i cen, o bom ordinario,
as boas sorlcs esbranquiradas oblivcram 30 ;t cent.
Os vendedores tomam-se cada vez mais raros, e, se-
gundo asnpparenrias.se pode conjecturar que o mais
bauopreco pelo de Java da sociedade de commercio
se eslirbelecera breve a 30 cen.Brasil,venderam-se
alguns milheiros de saccas do ordinario misturado
com o preto a prero de 24 a 24 ;{ cent.: 650 saccas
importadas pelo navio Berlha foram vendidas a 21
f com favor. As sorles rcaes estao por procos mui
subidos para sercm possiveis Iransacijes. Em Rot-
terdam fezse a 12 de fevereiro um leilao de 3,100
saccas do Brasil; o n. 1 foi lirado a 25 cent, o bom,
e a 21 o avanado ; o n. 2 a 21 '. cent, o bom, e a
23 }t o avanado ; o n. 3 ublcve 25 cen. ; o n. 4
foi tirado a 24 cent, o bom, e a 23 o avariado. De-
pois dos ieiloes fizeram-se amigavelmcnle vendas do
avanado de n. 1 a 24 cde 11. 2 a 23 1|2 c de
n.4a23 cent. Esta proveniencia mais que pelo
pssado allrahe a altenran dos compradores : na
reaberlura da naveaaclo esperava-se urna refrega
quanto aos cafs do Brasil, os reforros chegados leu-
do sido descontados sobre os prinripacs mercados,
nao lia mais que temer a baixa. A persistencia dos
venios de leste que reinaram(diirante lodo o mez de
fevereiro foi causa de nao chegarcm os navios da
sociedade de commercio que se acbavam no canal.
Eslacircumstancia fez demorar o annuncio dos Iei-
loes da primavera. A sociedade assenlou por um
termo as incertezas, cacaba de publicar annuncios,
cujo resumo he o que se segu : serao oflerecidas
EmAmsterdam a 26 demarco.
39,033 saccas de Java depositadas em Amslerdam.
18,o0i saccas de .Sumatra idem.
Em Rotterdam a 29 de marco.
80,212 saccas de Java depositadas em Rotlerdam.
319 saccas de Sumatra n
31,136 saccas de Java a DordrechR
19,123 saccas a Schiedam.
Buenos-A) res c .Montevideo, 213 seceos do Rio Gran-
de, 2j&i0 pelles de cavallo ; total 16,191 pecas con-
..................-u,.,.., ,,o ,,, ^ ^, ..lM I" <>>>1 eml85 e 30.812 em 1853.
Ano branco falla.O Irigueiro da H 13 lWP ^*
Antuerpia 6 de marra.
A navegarao fui interrumpida pelos gelos dorante
lodo o fevereiro, o apenas nos ltimos das be que se
lomaram possiveis as rejacoea com o interior da Alle-
manlia desde muito suspensas.
Caf.As sortes ordinarias leem tido pooa pro-
cura, mas as boas qualidades leem sido procuradas -
e fallara quasi inteiramenle. Os avisos viudos do
Rio pelo Afana II nao tiveram influencia alguma
no mercado : negociaram-se cerra .le 6,.500 saccas do
BraajJ a preeo de 27 1|1 cen. O de San Dominio,
em quasi lodo o mez de fevereiro nao oirerecen seno
transaccoes poueo importantes; as vendas nao se ele-
vavam em 24 do mez a 3,000 saccas ; de 27 de feve-
iV mareoBzeram-se IransaccOes maiore
j.i.MW saccas em grande parle ciilrcgari, cuios pre-
Cos nao teram divulgados. Afora isso fizeram-se al-
guns pequeos lotes de 27 a 27 ,' cent, em depo-
sito. Us do Brasil estao colados (em deposito pnvi-
"Vo irangeiro) lino verde 27 ). renl..verde de
1 a.'!7;~('svcrill"liado de 25 a 25 ,,hora ordina-
rio de2.1 't a 2.haixo ordinario do 22 a 23. Im-
!,or'lC"es PT mar do 1.a de Janeiro a 6 de marjo
3.18/ saccas do Rio de Janeiro.3.281 saccas' de
nova-York,3 sacca da Inglaterra ;total 6,771
saccas contra 21,340 no auno passado, e 21,565 em
150.1.
Existencias no I." de marro. 1855. 1854. 1853.
Java 1.' e 2.a mao.....saceos SfKKI1600023500.
San Domingos..............id. 55001550032000.
?*i.........................id.1700(12900026000.
Diversas outras sorles.....id. 1000 1000 .500.
Totees.... 81500 61500 82000
Os deposites, como se ve pelo presente quadro sao
mui redolidos comparativamente aos dos anuos pre-
cedentes ; permiltido he crcr, por enlao, i vista das
precisoes serias que parecem existir, que a posicSo
do caf esta aseegurada poi algum lempo, principal-
mente se allender-se as fracas quantidades que se-
rao vendidas publicamente este anuo em llollanda
nos leiles da primavera.
Assucar bruto.As Iransarrfies sobre este artigo,
posto que sem animacao, leem aprcsenlado todava
algum inleresse mais nos ltimos dias de fevereiro ;
porcm os precos nao denotara a mclhorarao alauma.
Reabsaram-se 3.000 saceos e 300 caisas da Babia a
tt 3|4 fl. {deposito pavilbo eslrangeiro) sendo 2,800
saceos e 1S caias por empreta. Este iicboco fez-
se por troca com assucares refinados725 saceos de
I ernambneo avadados por prcc,o occullo.
Os precos ficam finad js da maneira scguinle : (pa-
vilbo eslraiiKciro; o flavo da Havana n. 10. II. 12
t|2,n. 11 fl. |3 1|2, n. 12 II. 11,n. 13 de 11 1.1
al1i|2fl.,-n. llde.14 3(1 a 15 11.,n. 15 fi.de
U 1|1 a 15 %,n. 16 fl. de 15 3|1 a 16. As exis-,
tencias sao avahadas perto de 22,000 calas da Ha-
vana, 102caitas, 10,UO saceos do Brasil, 12,000 tel-
aos da Manilha e 100 barricas diversos. O auno pas-
sado havia na praea cerca de 16,508 caisas da Hava-
na, 186 caisas, 31 barricas e 8,500 saceos do Brasil e
2,.(KI teixos de Manilha.
Couros.O porlo d'Anluerpia lendo estado emba-
razado pelos gelos todo o mez de fevereiro, nao ce-
gou reforjo alnum novo. Ha dous mezes inleiros que
temos assim estado privados de toda entrada de cou-
ros. Felizmente, Icndo-se ahrandado a temperatu-
ra, os navios esperados nao tordarSoa chegar.
As Iransacees leem, pois, sido muito embaraca-
das por efleilo da redueo do deposito, que conlin
apenas^ 14,000 couros de boi salgados e de vaccas ;
comprarara-se alguns lotes a 62 cent, por IO1I2 kil.,
ea 63 c. por 12|I5 kil.
Os couros ligeiros secundarios deram lugar iran-
sacees bstenle seguidas com avanco de 1|2 c. a
1 c. sobre os preros de Janeiro. A te'lta de couros
salgados se faz vivamente seniir, e he provavel que
os carregamentos que prximamente cheuarem darao
de cheio. Avisos do Prala de fresca dala nos fal-
lam, equecr-so geralmente que este anno a pre-
sentera um dficit consideravel as expedices desses
paires. Os preros acluaes devem em viste disso apre-
sentar toda a probabilidade de firmeza.
As pelles de cavallo estao em boa posicao, mas sSo
restringidas as transaees : lem-se pago pelas saccas
de*3|4kil.6 1|2 franco, pelas saleadas de 11 kil. 6
1|4 fr., pelas de 12 kil. 7 fr. e pelas de 16 1|2 kil. II
1|2 fr. Presentemente restara em Antuerpia smen-
te 80O pellos seccas de cavallo de 4 3|1 kil. a preeo
de 6 1|2 fr., e 1,200 salgadas de 11 kil. de 6 3|4 fr.
O total das vendas no mez de fevereiro foi de
8,115 cuuros seceos de Buenns-Ayrcs e Montevideo,
e l,6>i pelles de cavallo prefazeudo tudo o total de
9,832 pecas contra 61,520 pe<;as em 1851 e 20,750
em I8>3. Imporlacocs do 1. de Janeiro a 6 de mar-
So9. secos de Bueuos-Avrcs o Montevideo, 308
seceos e salgados do Uiili,' California c Mxico,
''. i?elles de cavallo; total 2,133 pecas contra
'?;ao a""" Pasado na mesma poca, c 78,842
em 18-i.i.
Existencias no fim de fevereiro 13,928 seceos de
f'i-rpool 7 de mar.
.-11.on.10.na quai... temanaf Va a posicin n
mesraa : os precos nao varia..., e o total das" venda
110 fim d,: cada oita.vario auda pelo mesmo alsarismo
de t.,,000 Mee. Os ventos tendo-se passado para
oeste nestes ltimos dia, una grande parte dos na-
vios esperados, e que j cstavam ha muilo demora-
dos, pnderam lomar o porlp ; mas ate c presente os
carregameulos chegados, dos quaes simiente alguns
milheiros de saccas j foram desembarcados e classi-
ficados, nao leem infinido no mercado.
As proveniencias do Brasil s3o interiores e favora-
veisaos compradores, posto que sem baixa anda
bem cstabclecida.
Vendas 1,320 saccas de Pernambuco de 5 5|S a 7
2,200 da Babia de 5 7iS a 6 6184,509 do Mara-
nhao de 4 3|8 a 6 3|8 din.
1855. 1851.
310,959
372.210
3HV2I0
15,600
53,580
353,370
391,080
301,280
17.610
92,780
Imp. geraes dcsde.o l.o dejan."
Vendas.................i 1.............
Sendo para o cousumo.............
para a exportaban...........
para a especulaco.........
Exisleucias em 6 de marco de 18.55528,180 sac-
cas Brasil 42,400) contra 6)1,950 (Brasil 52,920) em
18ji na mesma poca. >
l/mdres 8 de marro.
Cate.As vendas leem sido limitadas desde um
mez. sem alterarlo todava no prero. Em Ceihlo
venderam-se quanlidades considerveis de 40.b a
4/ pelo fino ordinario e de 16 a 46.1 pelo bom ordi-
nario commumAs boas qualidades sao procurada
O moka lie raro, e por conseguidle bem sustenta-
do o preeo. Anda a dizer sobre as outras provenien-
cias.
Assucar-----(I fri e a persistencia dos venios de
leste tecm obstado s checadas ; e por isso os pos-
suidores leem procurado aproveilar-se para ob-.erem
jila do preeo. Vendas: das Anilinas inglczss 2,-500
barricas de 33 a 37 sh. o quintal pete medio o lino
amarello; bom Irieuciro ah. 30.b. a 31.b. Em Mau-
ricia foram apresenlados nos Ieiloes 40,000 saceos,
cuja metade quasi tei adjudicada pelo proco estabe-
lecido : bati pardo amarelladosh. 30.h. a*37extra
fino pardo 38 a 38.b.triguciro de 21.1, a 30.1.
Em Bengal. 2.000 saceos de 29.b. a 32.b. e de 27 a
29 o irigueiro.Em Madras de 3,153 postes a venda
publica venderam-se melade de sh. 26 a 28.
lacre 7 de marro.
Cafe.A procura depois dos nossos avisos tem si-
do presentemente activa, e tcem-sc feilo vendas sof-
rrivelmeiite a entregar ; amigavclmenlc a disposicao
leem -ido vendidos 5,000 saccas nao lavado do Rio
a*, j f1, 50kil- deposito 1,250 saceos lavado
dito de 6. a 70 fr.2,000 de Java a eulregar de 115
a 111 (direitos pagos)entre as Mitras vendas a en-
tregar1,100 do Rio a preso que nao se sabe5i000
saceos de Gonaivcs a 60 fr. ( deposite) entre os
vanados cxposlos venda cilam-se 800 saceos da
Babia, vindos pelo Cephise de 99 a 103 fr. por 50
.rh (,d,rel,os Pa?s )15 saceos dilo dito de 107 a
108 fr. (direitos pagos.)
Enlraram nesses dias cora o auxilio dos venios de'
oeste diversos navios desde muilo lempo retidos ao
,,wlU"rre':ebe,"os m 8,500 saceos do Haili ;
10,000 do Rio de Janeiro ;6,222 de Java ;__1,000
de Laeuayrae Porto Cabello, mais 800 divc'rsos'das
Anilinas,
Marselha 6 de marco.
Cafe'. O mercado se sustenten em boa'posiriio
eom vendas regulares ; de 6 a 16 de fevereiro, os do
Brasil provocaran! aleumas compras para a reexpor-
laro. Negociaram-se asira 1,300 saccas do Rio de
Janeiro pelo Saltador do lavado, colorido e regular
a fr. 55 os 50 kilog. ; 1,000 sacc.is do 'alamos bom
ordinario com oq de seraenles prclas a fr. 50, e 300
saccas qualidade ordinaria de imporlac.lo por navio
francez a fr. 50 cora descont c prasu; de 16 a 23
de fevereiro citam-so no Brasil 3,000 accas a en-
Iresar pelo Anlonim '., 2 vendidos de 51 a 52 fr., e
1,100 saccas disponiveis pelo Isabel, qualidade or-
dinaria, a preso medio de 50 fr. os 50 kilog.; Ale-
pusito lifKI sai cas bom ordinario regular em reven-
da a te. 55 eom mullo grande descont ; 1,200 sac-
cas do Cari Umil, b>m ordinario, hiinbem em re-
venda a fl. 50, sem descont, urna pequea porrao
do boa escolha obteve 10 te. de 23 de tevereiro a 6
de mareo. A boa posicao dn artigo se manlo\e, e
os presos tem sido firmemente sustentados. Os do
Brasil provocaran] algumas vendas das (paos he mais
saliente a do carracamente dn llelifario, compre-
heiuleiido 2,800 saccas do Rio ite Janeiro pelo preeo
de55 fr. por 50 kilos, (deposite.) Alm disso 1,200*a
1,500 saccas mudaran! de nulos por diversos precos
bascados sobre o mrito da mcrcadoria. Deposito
10,000 saccas do Brasil. Nada sobre as oulras pro-
veniencias que csto encostadas.
.laucar bruto.As vendas parecem limilodas
as precisoes da retinara local. As compras recahi-
ram particularmente sobre os da Mauricia, dos quaes
comprarair.-se perto de 12,000 saceos pelo preeo de
31 fr. os 50 kilog. (deposite) cora descont e praso.
As do assucar francez foram limitadas a alguns mi-
Meteos (dous oa lres> de saceos pelo prego de te. 60
os 50 kilog., 66 barricas de Caianna acharara com-
pradores a entregar pelo preeo de 37 fr. com des-
cont e praso.
Couros. Em boa posicao com prero firme. In-
dependentedas vendas correntet cni Buenos-Ayres e
Montevideo que siibirnm a alearismos muilo eleva-
dos, venderam 800 couros salgados, e 3,500 seceos
do Rio Grande sera divulgarlo dos preso.
Cacaos. Tem havido vendas regulares rom boa
procura. Os do Para s,1o sempre muilo poueo abun-
dantes c muilo bem sustentados sobre tudo os de im-
porlasaoem uavios francezes.
Trieste 1. de marro.
Cafe'. Chegaram ha um mez desla parte re-
tercos considerveis (te'lc genero. Os pussuilorcs
lendo consentido acceder um poueo a mao, Hiran-
se algunas compras que teriam sido muito mais im-
porlaules, e ltenlas as precisoes, se as concessoes
tive-scm sido mais tareas. A minuta das vendas he :
1,500 volumes preeo de 35 a 37 lio., 1,800 de Saint
URO i preso de 11 a 17 II.; 800 saccas do Rio de Ja-
neiro de 33 a 36 l|2 fl.; 3,640 do Rio de 32 a 34 1|2
II. e 1,200 saccas avariadas adjudicadas em venda
publica, 600 saccas de Ceylao a 34 1(2 fl.
Assucar.Depois de tr sido o negocio lnguido
a maior parle do lempo que nos separa dos ltimos
avisos etto artigo parece se ter levantado. Os pre-
cos sao mesmo boje firmes, em conseqiienria das
precisoes reconbecidas as retinaras.' Afora caixas
te branco da Havana a'preeo de 22 l|2 II., e 1,800
do flavo a 19 1|2, 1,518 dito Irigueiro a preso de fl.
18; venderam-se 1,000 saceos de Maroim do bran-
co, e 2,600 saceos do branco de Pernambuco a pre-
eo de 18 l|2, mais 2,000 saceos avariados de Pernam-
buco preeo de 17 l|2 fl.
Couros e peUes. Mercado bem sustentado, vis-
la a reducsao do deposito e os poucos reforsus espe-
rados.
MOVIMENTO DO PORTO.
291,598
A sociedade se ha reservado augmentar cssas qua-
lidades al o mximo de 325,000 saccas no caso de
ebegarem em (empo opportuno outras partidas.
Ella assegurnu que fra dos cafs do Ceylao espera-
dos pelo navio S. Grotenhagon nao apresenlar no
mercado oulros cafs a' os Ieiloes da primavera.
Cumpre notar que daa 291,598 saccas annunciadas
alguns carregamenloa arham-se deti.los nos ante-
partos pelo gelo. O lempo abrandou e os ventos
tf oeste tem soprado, mas a poca dos ventos geraes
est muilo appmximada asura para quo se possa
acrescenlarainda novos carregamentos o as amostras
convenientemente. He, pois. provavel oueas ven-
das serao limitadas as291,598 saccas primitivamente
annunciadas, e nesse caso haver d'agorn ao mez de
selembro 100,000 saccas do cafe de Java de menos 1
disposisaodo commerrio do que no anno passado.
Se altender-se, pois, as extraordinarias precisoes di
Bcljica, da Allcmanha c do interior em face dos
fracosdeposilos das lories de boa qualidade, se deve
esperar allos preros nos Ieiloes da primavera, o ludo
faz crer que 1 posicao desle artigo ser em poueo
lempo mui boa nos principies paizesda Europa.
Assucar.Em consequencia das immediatas ne-
cessidades das relinarias pela inlerropsSo da nave-
garao lem-se pago presos elevados por algumas por-
c.ies disponiveis porque est o deposito muito li-
mitado; os de Javae os da Manilha smente leem
aproveitdo esla quadra. A sociedade do commercio
annuneia para 15 de marso om leilao de 39,136 tei-
xosdojava. Esla fraea quantidade faz prever qne
os precris porque se pagaran nos Ieiloes de novero-
bro se sustentaran. I.'llimos presosO banco de
Java de 31 a 34 fl. o banco do Brasil de .30 a 34
fl., o flavo de 27 a 31,o Irigueiro de 22 a 26o
banco da Uavaua de 3 i a 39,o flavo de 28 1 33,__
o Irigueiro de 23 a 27 fl.
-Vocioj entrados no dia 31.
F.nlrou arribado por desarvorar do pao de bujarrona,
o hiate brasileiro Nova Olinda, o qual linha sa-
bido para a Babia honlem.
M.icciii52 horas, barca ingleza C/ia.e, de 286 tone-
ladas, capilao Tbomaz Kirk, equipagem 12, carga
assucar e algodao ; a Johnslon Palcr & Cumpa-
nbia. Veio receber ordens c segu para Liver-
pool.
Fundeoo no lameirao por ter rendido do mastro
grande, a barca uldemhurgueza Georgc, a qual
linha sabido cm27 do correnle para Valparaizo.
Assu'9 dias, hiate brasileiro Anglica, de 82 tone-
ladas, meslre Jos Joaquina Alvcs da Silva, equi-
pagem 7, carga sal c palba : a Antonio Joaqoim
Seve. Passageira, Laoriana de Oliveira Gucdcs
e 2 filhos.
Navios sabidas no mesmo dia.
Bahia c Rio de JaneiroVapor inglez .Ivon, com-
111.ldanle. Richard Rcvetl. Passageiros desta pro-
vincia, Jos Francisco f.onralvc-., Joaquim Teixei-
ra Peixoto de Abreu..inia, Frederick Youle.
Ncw-lledfordGalera americana Kutuso/f, com a
mesma carea que trouxe. Suspcndeu do lameirao.
Slockolmo por Copenhague Brigue dinamarquez
Uncas, capitao A. Traite, carga assucar e mais g-
neros.
MarselhaBrigue fran.ez 'aiit Brnetl, capitao Ca-
dnu Jaques Phepp5>, carga assucar.
Rio de JaneiroBrigue-brasilciro Feliz Destino, ca-
pitao Joaquim Soares Estanislao, carga assucar e
mais gneros.
demBarca brasileira Mulltilde, capitao Jeronvmo
Jos Telles, carga assucar e mais gneros. Pas-
sageiro, Jofto Francisco de Oliveira.
LiverpoolBarra ingleza f/iase, cipiteo Tbomaz
Kirk, com a mesma carga que trouxe. Suspcndeu
do lameirao.
Navios entrados no dia 1.
Aracatv11 dias, hiale brasileiro Invcnciveln, de
37 toneladas, meslre Antonio Manocl Alfonso,
cqnipagera i, carga couros c cera de carnauba ; a
Joaquim.Jos Martins, Fassageiro, Vicente Fer-
retea da Costa.
Bahia7 dias. barca hamhurgueza Oriente, de 289
toneladas, capitao C. C. Ilauscn. cqnipuecm 13,
om lastro ; a N. O. Bieber & Compaohia.
Da comraissAoBrigue de guerra brasileiro oCea-
retisc, commandanle o capito de fragata Mo-
rono.
Mar Pacifico13 mezes, gatera americana oEme-
rald, de 518 toneladas, capilao DJIaggar, equi-
pagem 31, carga azeite de peixe; a ordem. Veio
refrescar e segu para Sag-llarbor.
Navios saltidos no mesmo dia.
CamaragibeHiale brasileiro Novo Deslino, mes-
lre E-tevao Ribeteo, carga bacalho c mais gene-
res. Passageiros, Manocl Ribeiro da PaixSo, An-
tonio Manuel Joaquim L'chda, Josc Luiz de Bar-
ros, Antonio Jos Lisboa de Oliveira, Jos Joa-
quim Teixcira.
BahiaHiale brasileiro Novo Olinda, meslre Cus-
todio Jos Vianna, carga bacalho. Passageiro,
Domingos Jos de Almcida.
GenovaPolaca sarda Favorita, capitao L. Ghi-
gliagea, carga assucar.
Benguella por S. TliomBrigue portuguez Espe-
ranea, capitao iMarianno Antonio Marques, car-
ga agurdente e assucar. Passageiro Ricardo Nu-
nca de Carvallo. Siqucira.
HavreBrigue francez Pharamond, capitao Taulo
Aine Laghdic, carga assucar.
Valparaizo Galera ingleza D. Bicard, capilao
John Pyc, carga.assucar.
Existencias no'l .0 de Janeiro
(l|2kil.)..............;.........
(.llegadas cm 2 mezes (a;......
1855.
3,616,960
1,698,725
1851.
2.608,460
3,090,705
c 8,316,685 5,699,165
EAlraccao em 2 mezes......... 4,387,825 3,837,360
Existencias no 1. de marso
(1|2 kil.)....................... 3,957,860 1,861,360
Assucar. Iransacsocs sem importancia. Osdas
colonias que, quasi sus apparercram no mercado, ex-
cepto l,8U0.c. da Havana, solTrcrom pequea baixa
cm tevereiro, e boje eslao mais sustentados ; a boa
qualidade das Antilhas se cota ainda 59 fr., emquan-
te que cm_ 185} cm isual data n5o_valia senao 57 c
54 em 1853. Nesle instante dao-nos a noticia da-
venda de 3,500 saceos da Mauricia a entregar ; s5o
tembem vendidos agora 60 caixas c 300 sarcos da
Babia de 30 a 50 a qualidade igual ao n. 12 do l\p0
hollando/. Essa ultima partida, viuda pelo Geor-
ges, entrado no porlo em 27 de tevereiro. Nossas
existencias sao dos da qualidade do Brasil, de 2,000
saceos sem contar 2,522 saceos,175 caixas e 01I0
oieu caixas do Brasil recer.temente chegados.
Couro.Houve procura activa em todo o mez de
tevereiro de couros, e ficam elles em favoravcl posi-
cao. Os precos allestam todava alguma moleza
quanto, aos ronros lieeiros. Aminufadas vendas
comporta 10,800seceos de Buenos-Avrcs de 96a 111
fr. por jo kil. (direitos pagos.)
Segundo o peso c mrito5,000 pelles sainadas
de cavallo de Riicnos-Avrcs a 8,25.c. a pea ;__1,0011
da Noya-Orleans disponiveis a enlreear d'e i8..50.r.
a ol.50.c. ;600 ditos por preeo secreto ;2,000
salgados frescos mais da Nova-O'rleans a 48 franc. :
venderam-se 2,000 do Maranhao salgados seceos
esperados no Bcaujt ate. 72.50.C. e 1,000 dites
salgados frescos esperados tambora no mesmo navio
a fr. 54 ; emfim 253 da Babia haviam sido vendidos
a entregar pelo Cephise, foram postes estes em ven-
da publica a preso de 60 a 71 fr. por causa das ava-
das (direitos pagos.)
Citam-so em ultimo lugar 3,132 pelles soccas de
cavallo da Prata disponiveis a fr. 5.75c. de peca (di-
reitos pagos), e 2,500 vaquetas de Java a entregar a
prero de 105 por 50 kil. As ultimas noticias rece-
bidas da Prala onde as existencias estao muilo rece-
zidas, e n pre.visao de grandes necessidades em Fran-
ca dito boa opini.lo do artigo para o futuro.
(a) Este algarismo so comprehende as quautida-
des entradas na alfaudega.
EDITAES.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprielarios abaixo mencionados, a entrega-
rem na mesma thesouraria, no prazo de trinla dias,
a contar do dia da primeira publicaeu do presente
a importancia das quolas com que devem entrar
para cairamente das casas da ra do Livramenlo,
conforme o disposto na lei provincial n. 350. Ad-
vcrlindo que a falla de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na contermi-
dade do artigo 6.- do rcgulamcnlo de 22 de dezem-
bro de ia54.
N. 2 Manoel Jos Monteiro.....
4 Antonio da Silva Fcrreira. .
6 Joaquina Maria Pereira Vianna. .
8 Manoel do Nascimcnte da Cosa
Monteiro e Paula Izidra da Cosa
Monteiro.........
10 Yiuva o brdeteos de Jos Fernan-
des Eiras.........
12 Antonio Monteiro Pereira. .
1i Lu* de Frausa da Cruz Feneira.
16 Joaquim Antonio dos Santos Ao-
drade......." .
18 Marcellino Antonio Pereira. .
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guiniaracs.......
SS Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........
24 Jos Baptisla Ribeiro de Farias. ."
26 .Manuel Buarquc de Macedn. .
28 I. mbelino Maximino de Carvalho.
30 O mesmo.........
32 francisco do Prado......
34 Viuva de Francisco Severino Caral-
canti......
97*508
903000
my,oo
665000
07*508
75|Q00
37S500
751458
905OOO
1803000
19*9506
1269000
108&000
609000
609000
88fM0
789000
IH.56OO
36 Nuno Maria de Seixas.....
38 Manoel Francisco de Moura. .
1 Herdeiros de Joaquim Jos de Mi-
Tia..........1279500
3 Thomaa de Aquino Fonieca. 999600
5 Capella dos Praures de Guarara-
!'...........
7 Ordem Terceira de S. Francisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Mcdeiros
antros.........679500
II Antonio da Silva Gusrao. 439000
13 Antonio Jos da Castro. 639000
15 Herdeiros de Izabel Soares de Al-
mcida. ........
17 Joaquim Ribeiro Pontes. .
19 Viuva e herdeiros de Jo3o Pires
Ferretea.........
21 Manoel Romao de Carvalho. .
23 Irraandailc das almas do Recite. .
25 Dr. Ignacio Ncry da Fonscca. .
^7 Pulre Joao Antonio Gaiao. .
29 Antonio Cordciro da Cunta. .
31 Joao Piulo de QaeifDI o herdeiros
de Juaquitn Jos Ferrcira. .
33 Jo.1o do Rosario Guimaraes Ma-
chado..........
35 Anlonio Luiz Goncalvcs Ferreira.
37 Jolito Portolh........
311 Joaquim Francisco do Azcvcdo. .
it Francisca Candida de Miranda. .
279OOO
619200
189000
519000
369000
759000
689OO
8I9OOO
1239080
689888
219600
729600
759000
529500
459000
6O9OOO
Rs. 8:0069753
Ii para constar se mandou alliiar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pernambuco 11 de marso de 1855.__O se-
crclario, Antonio Ferrcira d'Annunciaro.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, cm cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 23 do cr-
reme, manda fazer publico que no dia 12 de abril
prximo lindo, vai novamenle a prasa a obra do
primeiro lauco da estrada da Esrada.
E para constar so mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diarto.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 26 de mareo de 1855. O secretario, Anlonio
I'erre ira d'Atinunciaso.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, cm cumprimento do disoos-
lo no arl. 31 da lei provincial 11. 129, manda fazer
publico para conhccimcnlo dos autores hypolheca-
rios, c quaesquer ii'.lcrcssados.quc foi desappropriado
a Jos Jacintho da Silveira um sitio na estrada dos
Remedios pela quantia de 550.-; e que o resperlivo
proprietario (cm de ser pago do quc,f e Ihe deve po
semelhanlc desappropriacao, logo que terminar o
prazo de 15 dias contados da dala desle, que he dado
para as reclamarnos.
E para cqiistar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Sccrclaria da thesouraria provincial do Pernam-
bnco 17 de marso de 1855. O sccrelario, Anlonio
Fcrreira d'Aannunciaeo.
Manocl Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da freguezia
de Sanio Anlonio do termo desla cidaite, etc., etc,
Faro publico para conhccimcnlo de lodos os donos
do cochearas de carro de alugucl eslabelecidos nesla
freguezia, quo he inlciramciite prohibido pelo arl.
2 do regulamenlo municipal da 18 de selembro de
1852, terem em suas cocheiras, carros de alugucl,
sem a competente numerario, cumprindo que para
aquelles carros propriamenlc novos, dirijam-sc ao
procurador da cmara municipal, para Ibes dar a
iiumeracao, c os que livercm sido concertados,
ponbam asnumeraroes que linham.ludo sh pena da
multa decretada pelo artigo 7 do citado regulamen-
lo. E para que nao apparera carros de alugucl,
sem 3 competente numerario, e nao gnor'em as (!is-
posiees dos artfgpe rilados, lavrei o presente que
sera publicado pelo Diario.
Freguezia de Santo Antonio do Recite 29 de mar-
eo de 1855. O fiscal, Manoel Joaquim da Silva
Ribeiro.
Hermenegildo Eduardo llego Monteiro, fiscal
da freguezia de Muribeca, ele. ele.
Faz saber aos habitantes da mesma, a quem possa
ioteressar, que para cumprimento do arl. 26, til.
7. das posturas municipaes desla comarca, Icm a
Illma. cmara adoptado o seguinle :
No prazo de tees mezes os donos de terrenos Ule-
raes das estrados ahuiladas serao obrigados a planta-
rcra as testadas de scus terrenos arvores frondosas
e de qualidades, como sejam : ganselciras, cajazei-
ras. ontizeiros da praia, maugucteas, jaqueiras, etc.
etc., mediando 10 palmos de urna a oulra arvore de
espaso, c8 palmos retiradas dos muros ou cercas, c
ficando ditas arvores plantadas de forma que as dcste
lado liquem sempre 110 centro das daquellc, e nun-
ca Ironleiras. *
Os infractores serao punidos com a mulla de IO9,
e o duplo na reincidencia, o qoe para nao se quei-
xarcm de ignorancia, mandei publicar pela iniprcn-
sa. Freguezia de Muribeca 15 de marso de 1855.
O fiscalHermenegildo Eduardo llego Monteiro.
O Dr. Cuslodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel e do commercio,
nesla ridade do Recite c seu termo, por S. M. I.
e Constitucional, que Dos guarde, etc.
l-'aso saber em como pur este juizo da primeira va-
ra do commercio, 1 requerimento de Rafael Flix
Jos Garca, abri a sua fallcncia pela sculcnea du
theor scguinle.
Atlendendo que cm presensa dos documentos que
decorrem de lis. 16 a folbas 12 e de .illegagSo
de folhas 14 de mostea que o allegante Joao Angosto
llaudeira de Mello, desde 21 de Janeiro do anno pas-
sado se acha desligado da sociedade Bindeira j
Garca de quo traa, ficando nicamente o socio
Garca, o supplicante de folhas duas com toda a res-
ponsabilidado sobre, si, c assim desonerado osocio
llaudeira, que ficousubsliluido poraquelle outroso-
cio", em consequencia de haver-se desligado a mesma
sociedade, como reconheccm os credores do docu-
mento de folhas 5 : pelo qual he considerado somon-
te devedor o socio Garca, que continuou a cnmmer-
ciar somente porsua responsabilidade, segando pro-
vino os citados documentos, tornando-sc o socio
Bandeira inteiramenle desonerado nos termos do arl.
343 do cdigo commercial, a que se refere o docu-
mento II. 36 : que a alIcEacaode folhas 17 produ-
zida pelo supplicante de folbas 2, firmada nos arls.
do mesmo cudigo ah citados, nao procede a vista do
expendido, e nem os documentos de telbas 18 e lis.
61 destroem a verdade sabida de que essa sociedade
dissolveu-se, como confessa o supplicante de fl 2, fi-
cando este com toda a responsabehdade com exelu-
s3o do socio Bandeira, que iienhiima ingerencia e
parte leve mais cm dita sociedade : que faltando
como falla a prova de existencia dessa sociedade des-
apparece completamente o fundamento da pelie.to
folhas 2 na parte que dizrespeilo ao allegante dous.
11, pois que era nicamente na qualidade de tocio,
que se diz, que elle tem cessado pagamentos, que
dissolvida a sociedade como esl demonstrado,
desonerado o socio Bandeira, cessando por cou-
seguinle a sua vida commercial, nao pode
ter logar seu respcilo a deelaracao da fallcn-
cia viste como por uenlmma ouira causa po-
de ter lugar essa deelaracao. senao por cessacao
de paramentes, durante a vida do negociante, cessa-
Sao esta, que he a base essencial para a declararn
da quebra, e sem esla nao pode dar-se falleneia, i
que se appliquem as disposs"es do cdigo : que por
ludo islo lica crranle, que pelas Iransacees eom-
merriaes de que se trata, e que lera continuado so-
bre a respnosabilidade do supplicante de 8s. 2, cons-
lituindo-sc assim a sua prolissao commercial., lem o
mesmo supplicante de I1-. 2 provado ser commerci-
aulc, e que lem cessado seus pagamentos, impellido
como diz, pelas causas referidas em sua exposisao a
dilas lis. 2, a qoal junten o balaueo gcral do activo e
pas-ivo, conforme a determinaran do arl. 805, de-
claro nicamente o commcrciau'le Raphael Flix Jo-
s Garca, o mencionado supplicante de fis. 2, era
eslado de quebra, e he Ovado o termo legal de sua
existencia contar desde o dia 28 de fevereiro pr-
ximo passado, era observaucia do art. 806. oraeio
para curadores liscaes es credores Tasso & lanos,
e ordeno que prestado por elles o llovido juramento
se proceda com teda a celerdade no dosempenhn
das medidas provisorias que a lei recommenda ; pon-
do-sc os competentes sellos, expedindo se para este
fim os oflicios neces-arios, e sendo a presente senlen-
ra publicada e affi.vada us lugares do costume, se
aulorisar a primeira rcuniao dos credores. ludo na
conformidad? dos arl. 809,811 c 812 do mesmo
cdigo. Recite 17 de marro de 1855. Custodio
Manoe\ da Silva Guimares.
E havendo-me o dito fallido requerido para que
fossem substituidos osfeuradores nomeados Tasso A;
fruaos, nnpieioem seu lugar us credores Chrisoslu-
mo & Compmihia, que prestases) o juramento do cs-
Ivlo. Em consequencia do que os credores presentes
do dito fallido, cumparesam cm casa de minha re-
sidencia, na ra da Concordia, ao meio dia do dia 1
de abril prximo futuro, alin de em rcuniao se pro-
ceder a uoineacao de depositario ou depositarios que
proviso!iamente administrara a massa fallida.
E para consta mandei passar o presente e mais
tres do mesmo theor, que ser um publicado pela
imprensa, e os Ires allixados nos tuzares do cuslumc.
Dado nesla cidade do Recite em 31 de marso de
1855.Eu Joaquim Jos Pereira dos Sanios, c'scri-
vao o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
CARAC*.
O palhabotc Sohralensc. capilao Franciscojvsc da
Silva Ralis, sceue no dia 7 de abril ; recebe carga e
passageiros: Irala-se com detono C> riaco da C. M.,
ao lado do Corpo Santo n.25.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Sqjue com muita bi-pvidadc a baica
nacional SOBTE, capitao Jos Maria Fer-
reira, por ter parte da carga prompta :
para o resto, passageiros e escravos a
Irete, para os quaes tem e\cellentes com-
modos, tratn-secom os consignatarios No-
vaos AC, ruado Tiapiche n. i, ou com
O capilao na piara.
RIO DE JANEIRO
O brigue escuna MARA segu por es-
es dias: para o resto da carga, passagei-
ros e escravos a fete, trata-se com Ma-
chado o\ Pinheiro no largo da Asseml)lea
sobrado n. 12, ou com o capitao a bordo.
Segu para o Acarac irapreterivclmcnle al o
(lia (i de abril, o patacho EmataeSo: quem no
mesmo quiicrcarregar ou ir de passazcm, dirija-se.
bordo a tratar eom o capitao, ou na ra da Cadei.i
do Recite, cscriptorio de Manoel Cousalvcs da Silva.
Para o Aracaly, o hiale ((Auroran sabe enm
muila brevidade por ter parle da carga ; para o res-
te, Irala-se com o capilao, ou na ra do Vigaro
n. 11.
Pata a Bahia tegne em poucos diasoveleiro
hiale Castroc ; para o resto da carga, Irala-se com
seu constenalario Domingos Alves Malhcus, na ra
da Cruz n. 51.
DECLARACO ES.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho de direeso convida os Sis. accionistas a
realisarem a quarta preslasao de10 por', sobre o nu-
mero de aeses que Ihe perlcncem, at ao dia 15 de
abril prximo ; o eucarregado dos recebimeutos be
o Sr. F. Coulon, roa da Cruz n, 26.
AVISOS MARTIMOS.
l'ARA UKNUELLA COM ESCALA POR S.
TIIOME,
segu com brevidade n brigoe porlucuez asperon-
en |or ler dous lerros da carga prompla: quem qui-
ier rarregar o reste, enlenlase com o capilao Ma-
rianno Anlonio Marques, 00 no eseriptorio de Ma-
nuel Alves (juerra Jnior.
Para o Aracalv segne viagem o hiale nacional
lUalaro : para carca e passageiros (rata-sc na ra
da Ma.lrc de Dos n. 3G.
LEILOES.
C. J. Asile] & C. Carao leilao, por interveni-ao
do agente Oliveira, de grende o variado sortimeio
de fazendas de algodSo, laa, lindo e de seda as mais
proprias do mercado, e assim mais de aleumas fa-
zendas ingtezaa avariadas; seunda-teira 2 de abril
prximo, as It) horas da manilla, no seu armazem,
ruada Cadeia do Recite.
LEILAO' SEM LIMITE.
O agente \ iclor, fam leilao no seu armazem, ra
da Cruz a. 23, do urna infinidadcde obras de mar-
eineria, diversas qiiinquilharias, e urna porreo de
chapeos pretos de pello : segunda-feira 2 de abril as
10 1|2 lloras da manhaa.
O agente Borja far leilao, quarta-feira, 4 do
correnle, em seu armazem, na ra do dilecto n.
15, de lodos os objeelos que se arharem patentes no
mesmo armazem, no dia do leilao.
O agente Viclor far leilao, para liquidaran de
ronlas, da teja de miudezas, sita no aterro da Boa-
Vista 11. 54, a contente dos licitantes : lersa-feira, 3
do crranle, as 10 1|9 horas da manhaa.
AVISOS DIVERSOS.
As pessoas que fallaram para distribuir este
Diario, de Mondego a Apipucos, queiram diriglr-se
livraria n. G eS da prasa da Independencia.
CABINETE PORTtC.UEZ DE LEITURA.
Tendochegado do Europa era :t de marro lindo o
vapor ((Solelo, sem que Irouxcssc para este cslabe-
lecimcnlo.sua correspondencia e jornacs, a excepsao
da Ilustraran Franccza, e o mesmo acontecendo em
30 do niasnio mez pelo vapor Avon, a diraclori
rosa aos associados desleeslabelecimento suspendan!
seus juizos aa-espeilu do seu correspondente em Lis-
boa, por quanto a directora est persuadida de que
esta falla nao parte delte, o sim de mao occulla que
lalvez nao leudo outro mcio de desacreditar este lao
importante eslabelecimento, lala do desaoslr seus
associados, meio que a directora j Iralou de frus-
trar pelas providencias .pie den em 21 do dilo mez,
pelo vapor Solent. Secretaria do gabinete porin-
goez de lcilura cm Pernamboea 31 de marso de
1855..1/aiioc Ferrcira de Souza Barbosa, 'segun-
do secrelario.
O capitn James Carducr, da galera amcrira-
na Finlandii.arribada a este porlo na sua viagem de
Galeota para Londres, com rarregamenlo de gneros
da India, precisa .1 risro martimo sobro o rasco, car-
ca e fete da dita salera, de cerca de 25:00fWMK),
liara oceorrer ss desperas e concortos da snhredita
galera, alim do sesuir sua viagem : os preleniteutes
queiram mandar suas proposlas cm cartas tediadas,
no prazo de i dias, no eseriptorio de llenry Forsler
& Companhia, consignatarios da mencionada galera:
na rua do Trapiche Novo n. 8.
Joaquim Marques Santiago mndou o sen es-
cnplorio para a rua do Brum, passando o chafariz,
primeira casa terrea.
Quem annunciou comprar 2 rotulas j usadas,
procure na rua do Itangel 11. 21 ; lambem tem novas
de amarelln, e lambem para janellas e portas de cai-
xilhos de alcova. grandes e mais bailas, e 1 porla
nova com 12 palmos 1|2 de altura.
-- Francisco Luiz da Cosa, subdito portuguez,
relira-se para fra do imperio.
* Engomma-sccpm teda a perfeiso, e faz-se al-
moso e jantar com muila limpe/a. por prejo o mais
commodo possivel: na rua bireita n. 00, piimeiro
andar.
O Sr. Joao Manoel de Barros, proprietario do
engenho Serrara, querendo vender 2 escravos scus
que andam fgidos, apparcea por si ou por seu pro-
curador, na rua do Rangel n. 36, segundo andar.
Prccisa-sc de um teilor e administrador para
um silio perlo da praca, ao qual d-se bom ordena-
do : quem pretender, dirija-se i rua da Cadeia Ve-
Iha n. 1G.
Paulo Justiniano Tavarcs dcixou de ser caixei-
ro doSr. Narciso Maria Carnciro desde o dia 31 do
mez prximo passado por ter de se retirar para a
provincia do l'ar no primeiro vapor que se espera
do sul.
Um rapaz brasileiro, ebegado ha poueo lempo
nesla praea, se offerece para qualqueremprego, e d
fiador a sua conduela, para casa eslrangeira : quem
pre I cu der.au nuncio.
Diz Joao Francisco do Rosario, que Ihe consto
que sahio um annuncio no Diario ; pede a quem
bolou assigne.
Josc Rodrigues do Passo, abaixo assignado, ro-
ga a lodos os scuhores que se julgam seus credores,
o favor de comparecercm quarla-teira, i do crran-
le, ao meio dia, no eseriptorio do Sr. Manocl Joa-
quim Ramos c Silva, na rua da Cadeia do Recite, o
qual se acha aulorsado para receber a lierane.i que
loca ao abaixo assignado, como herdeiro do casal do
Sr. Jojc Francisco Bclem ; como lambem esta aulo-
rsado a tratar com os mesmos senhores credores a
melhor maneira de seu emboiso. Recite 31 demar-
co de 1855.lose' Rodrigues do Passo.
O Dr. Lobo Moscoso mudou-se pa-
ra a rua Nova n. 50, primeiro andar.
Aluga-se 011 vende-se urna casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Pekoto, com todas as com-
modidades para familia, coclieira, estri-
bara, quartos para feitor, etc.: na rua
da Cruz 11. 10.
Precisa-sc alugar urna preta de boa
conducta para casa estrangeira, que sai-
ba engommar, para andar com meninos:
na rua da Cruz n. 10.
Ignacio Francisco de Mello, como adminislra-
dor de sua mullicr f. Maria Joaquina da Ficdadc e
Abreu, viuva que foi de Ra\mundo Pinte de Abren
estando procedeudo pelo jallo de orphaos ( es-
cri\ao interino Marlins Pereira1, o inventario dos
bens do seu antecessor, avisa aos credores do mes-
mo casal que se habililem perantc o mesmo juizo
para seren suas dividas allendidas na parlilha, islo
110 prazo de oito dias.
Usal}ai\oassignauoslazem scien- t
JS; te ao publico, c particularmente ao
jjg corpo de commercio desla piara, I
^ (tue compraram aslojas de chapeos *
^#da praca da ln(leiendencia ns. {>, '
O 1 i- <: l(i, ao Sr. Josc Ignr.cio de
>k Lovol.i, cujas lejas licam gvrando
^ debai\o da lirma social de (IjtsgoA
S Araujo, isto desde 50 de dexembro
5 prximo passado. Ilcci'e 5o de
marco de 1855. Joo Baptista
do Reg. Placido Jos do Reg
Araujo.
Eiisomma-se com muila^icrfeirau, e lambem
se lava bem : qnem quizer, dirija-se ao caes do Ra-
mos, taberna do Retiro n. 26, que achar com quem
tratar.
Jos Manocl Marlins, hftsihirn, com o seu filho
Manoel Jos Marlins, relira-se para Portugal.
Precisa-se de um prelo cscravo para n servio
de urna cata de pouca familia : na roa da Cadeia do
Recite o. 10.
ARMACAO BARATISSIMA.
Na toja n. 2 da ruadoQueimado, esquina do nec-
eo do Peixe Frito, se dir quem vende urna armaca
de lonro anda nova, e propria para taberna.
ESGRAVO FGIDO.
Em 28 de marro pelas 7. horas da noi-
te. desappareceu o escravo Domingos,
natural do ltonito.com os signaes segu'in-
tes: altura regular, cor preta, cabellos
carapinhos, rosto redondo, nariz chato e
denles limados ; levou vestido calca de al-
godaozinho com listras a/.ues. camisa de
chita cor de rosa e sem chapeo, ou talvez
um de couro que no mesmo dia desappa-
receu perteiicente a outro escravo- Esle
preto he muito conhecido, nao s pela
mansidao com que Talla, como tambera,
pela grande quanlidade de pannos que
tem no rosto e peitos, originados de ve-
nreo de que se estava curando, como ge
pode examinar pela ferida que tinha na
venlha esi| uerda e com cuja perna deve
co\ear : quem o appreiiender pode lc-
va-lo a rua do Vigario n. 5, que sera' gra-
tificado com generosidade.
Madame Theard, lendo de fazer urna viagem a
Europa, avisa aos seu devedores de virara saldar suas
coutas na teja da roa Nova n. 32, para Ihe evitar de
proceder contra elles judicialmente.
O abaixo assignado faz setenio as pessoas qoe
tem empenhado penhores no primeiro andar do so-
brado da rua do Padre Floriano n. 70, que mudon
sua residencia desle para a casa do becco do Lobato
n. 15, aonde contina a dar dinheiro a juros em pe-
quenas porres, sobre penhores de ouro oa prala ;
assim como avisa as pessoas que tem penhores ven-
cidos, hajam de os vir lirar nestes 3 dias, do contra-
rio serao vendidos para pagamento de dilas quan-
lias.Manoel do Nascimeuto Pinheiro.
O abaixo assignado, em virtudc do annuncio
quo publicuu por este jornal no dia 23 do correte,
relativo a perda de urna carleira, conlendo ea ii a
quanlia de 2IMJ.T000 em dinheiro um recibo da
I :(M!09000 passado pelo Sr. Antonio Monteiro do
I'arias, e urna carta tendente a outro negocios, de-
clara que nao exige dita quanlia, e sim o recibo e a
carta : quera a achou, nao querendo em pessoa res-
tituir, poder botar por baixo da porla, oa rua do
Sebo 11. 52.Antonio Bernardo de Moura.
Precisa-sc de um pequeo de 12 a lannos,
para caixeiro de urna taberna : quem esliver neslas
circunislaneias, dirijs-se roa do Caldeireiro n. fio.
Na mesma taberna vendem-se ierras para Irabalhar
braralmcnle.
RETRATOS.
No aterro da Boa-\ isla 11. 4, leiceiro andar, ron-
linua-se a lirar retrates pelo svslema crystalolypo,
com muila rapidez c perMcjfe.
E. II. Rolh, capilao da barca americana Wi-
ckery, procedente do New-York, precisa a risco
martimo sobf e o dito navio e seu frele da quanlia
de 5:0001000, mais ou menos, que se tem gasto ues-
te porlo cm concertar as avarias, causadas peto
encontr no alto mar com a barca americana Slornn,
cm Lall.-IO S e Long. 25. 30 W. no dia 3 de feve-
reiro passado. Os ollerecimenlos podem ser man-
dados em casa dos consignatarios Roslrou Rooker &
Companhia ale as 3 horas da larde po dia 3 de abril.
LOTERAS da provincia.
As rodas da lotera de
N. S. do Guadalupe, an-
dam iinpreterivelmente no
dia II de abril.O the-
soureiro, F. Antonio de
Oliveira.
Precisa-sc de urna ama de exemplar
conducta, para oserviro interno de urna
casa de familia : quem estiver nesta cir-
cumstancia dirija-se a ruado Collcgio n.
1, segundo andar.
Precisa-se de 3 amassadores para padaria.e quo
entendam doservieo tendente a mesma : na rua Im-
perial 11. 173.
Silvestre Minervino de Azevedo declara que
perdeu ha dias urna leltra aceita pelo Ir. Francisco
Elias do Reg Uanlas, a qual proveio da venda que
he tez de sua parte do engcuho Pimentel, da qnan-
lia de 408.3000, passada a 21 de Janeiro de 1S54, o
vence-se no dia 31 de julho de 11457, e por isso pede
ao mesmo Sr. Dr. nao pague a prssoa alguma, e nem
lasa Iraiisacr.lo com a referida Icllra.
LOTERA de n. s. DE GUADELCPE.
Aos 5:0003000, 2:OtKJeO00, 1:000000
Os hilbeles e cautelas do cautclisla Anlonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior lao afortunados pelas
frequenles \czq que lem dado as sorles grandes, co-
no recora mondados por seren pagos os premios
craudes por iulero sera descont algum, acham-se a
disposisAo do respeilavel publico, as seguinles te-
jas : praca da ludependeucia n. i, 13 e15, e 40, rua
do Queimado 11. 37 A, c em julrasmais do cosime:
as rodas da referida lotera andam imprelerivelnien-
le em 11 de abril era o consistorio da igreja os Mi-
litares.
Bilhetes inleiros 59500 Recebe por inteiro 5:000
Meios bilhetes 298OO a 2:5003
Quartos I5I40 1:2503
Oitavos 720 625
Herimos 600 500S
Vigsimos 320 2509
O caulelisla Antonia Jos Rodrigues de Sonza
Jnior oflerece os seus bilhetes e cntelas as pessoas
que costuinain comprar para negocio neslj cidade e
para fra, aos preros abaixo, sendo em pori;ao de
lOOcOOtl para cima e a dinheiro i viste, em sen es-
eriptorio, na rua do Collegio 11.21, primeiro andar.
llilheles inleiros 5)300
Meios bilhetes 23650
Quarlos 15:150
Oitavos 675
Decimos 540
Vigsimos 270
Joaquim Antonio Rodrigues relira-se para fra
do imperio.
Precisa-se alugar urna ama forra 00 captiva,
para lodo serviso de casa : na prasa da Indepen-
dencia 11. 34.
Ofterece-se um moro brasileiro para escripfo-
rio, osjual sabo bem ler, escrever e contar, e lem
alguns preparatorios: quem de seu presumo se qoi-
rer utilisar annuncie por esla folha ou dirija-se a
rua das Cinco Ponas n. ii.
C'julrala-se um fortieiro: na padaria da rua
Direila n. 69, ou no Mouteiro na do Brilo.
A" capilao Honorato Josph de Oliveira li-
guoiredo furlaram na madrugada do dia 28 de te-
vereiro do crranle anno, 110 lugaiCacimba-Mora
ilistriclo da freguezia de Bezerros, umquarl.10 insso
sujo, carnudo, nao mui grande, bastante retobado
em proporrf.es, dinas baixas, e pelo centro destas,
cabellos prelos, pese rr.aos cacados de cabellos om
poueo prelos, carrega baixo desembararado, e por
cima obrigado, e be spero nesl carrego.ho rorcun-
da (do espinhajo) tem a cauda curia de nalureza, e
tem os cabellos da cauda, dacdrdosda cunas, quasi
sempre lem o beico de baixo cabido, arras la os ps
quando carrega, e esl aberlo de cima e debaixo.
I'aga-se com ganerosidade a quem o entregar, oa
del le der milicia cerla donde existe, na mesma Ca-
cimba-Nova, aos Sra. Antonio Manoel Lipo e Ma-
noel Anlonio Ponlcs : uo silio "das Aulas, ac subde-
legado da freguezia de Bezerros n Sr. Francisco Bc-
zerra de Vasconcelos, e no Recite na rua das Cin-
co Ponas, sobrado 11. (>:?.
Precisa-se alugar um sobrado en casa terrea :
quem liver annnncie por esta folha.
Aluga-se o segundo andar do sobrado situado
na rua Nova 11. 14: no primeiro andar do mesmo
sobrado.
Traspassa-se as chavesda bija da rua da Ca-
deia n. 17, com a armasAo ou sem ella : para tratar"
na rua do Collcgio n. i.
M ((WLOiUO
DO DR. CASANOVA
RLA DAS CRLZES N. -S.
vendem-se carleiras de homcopatbia de lo-
dos os lamanhos, por preros muilo em eonta.
Elementos de homeopaibia, 4 vols. 63OOO
Tintura- aessolh'cr, rada vidro. 130*10
Tubos avulsu* a escolbera 500 o 300
Consullas gratis para ospni
ts^&TOEiKMjiEitijwaa
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposite continua a ser na boliea de Bar-
llioloioen Francisco de Souza. na rua larga do lio-a-
rio n. 36; garrafas grandes 53500 c pequeas 3*000.
IMPORTANTE PARA 0 PIRLICO.
Para cura de phlisica em lodos os seus difiranles
graos, quer motivada por conslipacOes, losse, ils(|,.
ma, pleuriz. escarros de sangue, dor de collados a
peito, palpitarAo no corar.10, coqueluche, broncbilo
dr ona garganta, e todas as molestias dos oreaos pul-
monares.


DIARIO DE PERMiBUCO. SEGUNDA FEIRI 2 DE ABRIL DE 1855.

Precisa-se alugar ou permutar por
nina casa de sobrado no ateri-o da Boa-
Vista, urna rasa com bastantes commodos e
bom quintal as seguintes nas: Pics,
Soledade, Sebo, Cotovello e Mondego: a
tratar no aterro da Boa-Vista n. 43.
Pede-s ao Sr. Jos de Mello Cejar oi-pro-
curadorda ranura de Olioda, que venha entender-
se com os lierdeircs de I.uiz Moma, pon basta de
eassoadas, tirando ccrlo que em quanto nao se en-
tender com o* mamn ha do saliir este annoneio.
Prccisa-t de umi ama de icile : na ra D-
reita n. 66.
Joao P. Vageley avisa no respeilavcl publico, que
em Ma casa na ra Nova n. t, primeiro andar, a-
clta-se un sortimento de pianos de Jacaranda, os
melhorcs que tem at agora apparecido no merca-
do, tanto pela sua harmonios,! e forte voi, como pe-
la sua constrncrao de* armario, da fabrica do Col-
lard & Collard em Londres, o quaes vende por prc-
ro razoavel. O aununriaule continua a afinar e
concertar pianos com perfeirSo.
Arrcnda-se ou vende-so urna zrande parte do
sitio Mara tarinha : a tratar com Manuel Gomes
Viegas, roa do Pires n. :it.
LOTERAS DA PBOV1NCIA.
O caulelisla Salustiann de Aquino Ferreira conti-
na a vender bilheles e cautelas as pessoas que com-
prara para negocio, pelos preces abano declarados
nma vez que chegue a quaulia de IOOjOOO para ti-
ma, dinheiro vista : pode ser procurado na ra do
Trapiche n. 36, segundo andar, das 9 ate as 12 horas
da manliAa. Os seus bilheles c cautelas csiao iseu-
tos dos8 por centodo imposto geral.
Bilhetes 5*300
Meios 28650
(liarlos 11350
Ollavns ,-417.".
Decimos 9540
Vigsimos 270
l'crnambuco 26 de marco de 18j.">.
Saltuliano de Aquino ferrara.
ATTBNCAO'.
caulelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello
tem resol vi do vender os seus bilheles inteiros e cau-
telas de 1005000 para cima, adinheiro a vista, pelos
presos abaiio declarados, observando que os tres pri-
meiros premios grandes sito pagossem o descont de
8 por cento : os pretendeiiles podeni procurar no
aterro da Boa-Vista n. 45, segundo andar, das 6 as 9
da manliaa, e das 3 as 6 da tarde.
Bilhetes 59300
Meios 27U0
Quartos 1.-:lsii
Oitavos 690
Decimos 560
Vigsimos 280
Os Sts. trapicheiros 011 administra-
dores dos trapiche* Novo, Hamos, Cunha,
rbo/.u e Pelourinho. hajam de satisfa-
cer em a tidininistracao dos estabeleci-
raentos de caridade, as amostras extrahi-
das das caixas de assucar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
ipie mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos intci nos e externos desde ja' por m-
dico prero como be publico: quem se
quizer utdisar deseup&pieiio prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Arrendase ama toja no aterro da Boa-Visla;
propria para qualquer estabelccimento, sendo con-
fronte a casado Sr. Antonio Luir, (nncalves Ferrei-
ra, e junta a urna loja de cutileiro : os pretendemos
enlendam-se no sobrado por cima da mesma loja, ou
na roa da Cadeia do Recife, sobrado n. 3. primeiro
andar. *
ATTEHCAO. I
C.irvalho & Mendes, ltimamente checa-
9 dos a esta ciade viudos do Rio do Janeiro, %)}
A tecina honra de offerecer ao publico un l
c lindo e variado sortimento ile joiasd'ouro *
P e corn brilhanles, relogios d'ouro patente, ($)
faqueiros, salvas e casticaes, c outros mui- t
los objectos de dillerenlcs qnalidades pro- H9
qD prios para senhoras, de gustos modernos (&\
% que ludo veuderio por mdicos precos at- y
f (endeudo a pouca demora que pretenden) V/
n ter aqui : acl|am-se morando na ra da {*&
Cadeia de Santo Antonio, sobrado n. 2t, J7
primeiro andar. a*J)
A casa do pasto da ra das Cruzes 11. 39, de-
clara a lodo 03 seus freguezes, que tem comedo-
3S a toda hora do da, da almocos e jantares para
tora, tem mo de vacca nos" domingos e dias
santos.
Precisa-se alocar nma preta on um preto qne
saiba vender na ra qualquer venda ; paga-se beui:
quom livcr para logar, dirija-se ra do (.lueima-
do o. 38, primeiro andar.
t" MASSA ADAMANTINA.
Ra da Rosario 11. 36, segundo andar, Paulo Gai-
. ou\, dentista francez, chumba os denles com a
nias-a adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao lem a vantagem do encher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do dente, adquerindo
n poucos instantes solidez igual a da pedra mais
e promette restaurar os dentes mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
PUBL1CACAO'.
Arba-se no prelo e breve sabir luz urna tj$
intercssanle obra intitulada Manual do ;?
S Guarda Nacional ou collccgao de todas as Icis, Q$
regulamentos, ordens e avisos concedientes $
a mesma Guarda, (muitos dos quaes escapa- @
a$ rana de ter mencionados as collecrocs de @
desde a aua nova organisacao al 31 de g$
# dezembro de 1854, relativos nao s ao prores- @
t) *o daqualifica^ao, recurso de revista, etc., j
9 etc., senSo a economa dos corpa, nrganisa-
4| to por municipios, bilalhoes, companhias, g
Oj) de mappas, modelos, etc. etc. etc. Subsrre-
a) vc-se a 5J0O0 para os assgnantes, c 6:000 @
para os qne no o forem : no pateo do Car- y
|mo n.9, primeiro andar. m
-Joao SalernoToscano de Almeida, mo-
rador no Rio de Janeiro, ra da Assem-
Mea canto da ra da Misericordia, seen-
cavrega de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: 'patentes de ofliciaes
de linha e da guarda nacional, cartas de
deieinbargadores, de juizes de direito,
municipaes, remocOes dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentas e to-
do* os mais de que se baja mister pelas
secretarias, thesouro e consellio supremo
militar, etc., etc. O mesmo Salern se
encarrega dessascommissoes, urna vez que
se Ihe adiante o* dinbeiros necessarios pa-
ra esse lim, certo de que servil a' com
promptidao a todas as pessoas que quize-
rem ter a bondade efavor dse utilisarem
de seu prestimo.
Precia-se alugar um preto para ser-
vico de casa de homem softeiro : na ra
do Trapichen. 16.
O abaiio assignado, olTerece o seu prestimo a
quem se quizer utilisar para tirar guias do juizo dos
teilos da fazenda, tanto da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessoalinenleaa 11A0 podem
tirar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares seguintes : Recife, ra da Cadeia loja 11. 39,
ra da Cruz n. 56, paleo do Trro n. 19, roa do Li-
vramento n. 22, prac.a da Independencia n. 4, ra
Jton n. 4, praei da Boa-Vista n. 21, onde serSo
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o fim eipendido, e na ra da (loria 11. 10 casa
do annunciante.Macariio de Luna Feire.
LOTERA DE l. $. DE' (iUADELl-
PE DE OLINDA.
A ()S 5:0005000, 2:0005000, E 1:0005000.
Corre indubitavelmente quarta-feira 11
de abril.
O caulelisla Salusliauo de Aquino Ferreira, avisa
ao respeitiivel publico, que os seus bilheles e cau-
telas estiio isentos do descont do 8 por cento do im-
posto geral no acto do pagamento sobre os tres pri"
meiros premios grandes. Acham-se venda as
suaslojas : ra da Cadeia do Recife 11. 24 e 45, na
piarada Independencia u. 37 e 39, ra do l.ivra-
menlo 11. 22, ra Nova n. 16, ra do Queimado n.
>!> e 44,^ ra do Calinga n. 11. ,
leles 5&(K) receber por inleiro 5:0008
2:.-|003
1:2505
6259
seot)
2505
No hotel da Europa, precisa-sc de um ealxel-
ro e dous escravos de alognel.
Na ra da Cadeis do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confronte o csrriplorio dos Srs. Barroca j Cas-
tro, despachani-se navios, quer uacioiiaes ou eslrn-
geirns, com toda a promptidao ; bem como liram-se
paMaportes para fra do imperio, por presos mais
commodos do que em outra qualquer pane, e sem o
menor trabadlo dos prcleodeutes, que podem Iratar
du 8 da mauhaa as 4 horas da tarde.
CONSULTORIO DOS POBRES
26 EVA SO GO&MHO 1 ANDAH. 25.
O l)r. I'. A. Lobo Moscozo d consullas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
maubaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
OUerece-se igualmente para pralicar qualquer operara,> de rirurgia, e acudir promplamcnte a qual-
quer rnulher que esleja mal de parlo, e cujas circunstancia n,1o permiltam pagar ao medico.
SO ULTOiUU DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopathica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tugue/ pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c acompanhado do
um diccionario dos termos de medicina, rirurgia. anatoma, ele, ele......
Esta obra, a maisimporTnnle de todas as que Iralam do esludo epralica da homeopalhia
inlm abase fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS
que con
MEN IOS NO OKCAMSMO EM ESTADO DE SAUDE
20JO00
na, por sera nica
OS DOSMEDICA-
onhecimenlos que nao podem dispeusar as pes-
soas que sequerem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que quizerem
ezperimentar a 'outrina de Ilabnemann, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros c senborcs de engenho que eslflolonse dos recursos dos mdicos: a tollosos capitesde navio.
que urna ou outra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circiimslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenli os primeiro soccorros em stias enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha oo tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etc., ele, cncardenado.
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica
leopalhia, c o propietario dcslc estabclecimenlo se lisongeia de lo-lo o mais bem montado possivi
10>000
38000
da
possivcl e
horneo
ninguem dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 128 e 15S000 rs.
Ditas 36 ditos a..........
Ditas 48 ditos a..........
Ditas 60 ditos a..........
Ditas 144- ditos a..........
Tubos avulsos.................
Frascos de meia nnc,a de lindura...........
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. 28000
Na.mesmacasa ha sempre venda grande numero de tubos de rrystal de'diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muito commodos.
88000
208000
259000
3OJOO0
6O9OOO
18000
L'-ll(lll
C4RHE.
Precisa-sc de urna ama forra ou captiva para
Tazer o servico diario de urna casa de pouca familia ,
quem pretender, dirija-se a ra do Collcgio n. 15:
armazem.
Precisa-sc de um ama de Icite que
seja sadia: no pateo do Hospital 11. 20,
por cima da cocheira.
i
i
\ t'LBUCACAO' DO INSTITUTO 110
MEOPATIIIGO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
9 OU
) VADE-MECUM DO
) HOHEOPATHA.
f Mtlhodo conciso, claro e seguro de cu-
| rar homeopalhicamenle lodasvs molestias
t que affligem a especie humana, e parti-
S adormente aquellas que rcinam no Bra-
>sil, redigido segundo os melhorcs trata-
dos de homeopalhia, lauto europeos romo
| americanos, e segundo a propria experi-
P encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
I Pinho. Esta obra he boje reconhecida co-
| moa melhor de ludas que Iratam daappli-
carao homcopalluca no ruralivo das mo-
I leslias. Os curiosos, principalmente, nao
k poileiii dar um passo seguro sem possui-la c
t consulta-la. Os pas de familias, os senho-
i res_ de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- A
J pitaes de navios, serlauejosetc. etc., devem 2
Ic-la i ra3o para occorrer promplamente a
A qualquer caso de molesda.
W Dous volumes em hrochura por 108000
<^J > encadernados 118000
(A Vendc-se nicamente em casado autor,
W no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
(g) do Novo) rf. 68 A.
i
i

COMPRAS.
> Compra-se um cscravo bom trepador de cu-
i\\. iros, anda sendo de idade : quem livcr,procure
na ra larga do Rosario n. 25.
Na casa do lacrbUo da ordem lerceira de S.
Francisco, comprara-sc 3 ornamentos de celebrar-se
missa, quecstejam em bom eslado, sendo um bran-
co, oulro encarnado e branco, c oulro rxo ou roxo
e verde, 1 calix, 1 missal.
Compram-se escravos de ambos os sexos, assim
como lambem se vendem de commiseao : na ra Di-
rrila n. 3.
Compram-se algumas rotulas para portas, j
usadas : na ruu do Cabug n. 1i-
Compra-se nma prcla da Costa, que enfeuda
de quitanda, e que no seja velha : na ra da Se-
ala Nova n. 39, taberna.
Compram-se alguns depsitos que sejam de
azeile de rarrapato, ou de peixe: no alcrro da Boa-
Visla n. 14.
Compra-se a colleccco de Icis do imperio do
Brasil do auno de 1850 : quem (iverannuncir.
VENDAS.
i
OSr.
le Mello, (pie
Joao Nepomuceno Ferreira
mora para o Salrjadinbo,
aueira mandar receber urna encommen-
na na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendancia.
Sa S 4. JAKE, DENTISTA,
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
@ ro andar.
Casa de consifjnacao de escravos, na ra
dos Quartcis n. 2i
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra dclla, offerecendo-se para
sso toda a seguranra precisa para os ditos escravos.
UOTERIA'DO RIO DE JANEIRO.
Acliam-se a venda os bilhetes da loteria
51- do Monte-Pio, as loja* do coslume,
as listas esperam-sc Tioje ou amanliaa
pelo vapor IMPERATRIZ: os premios se-
rao pagos logo que se Bzer a distribuieao
das listas.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
(odasde summa importancia : _
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes.
Teste, rroleslia dos menino.....
Hering, homeopalhia domeslica.....
Jahr, pliai niarnpiM homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle. ......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Uarthraann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoncli .......
Casliug, verdade da homeopalhia. '. '.
Diccionario de Nvslcn.......
Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descrip^ao
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homcopa-
tlnco do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 25
primeiro audar.
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larca M
J do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
5-5 tes com gengivas artificiaos, c dentadura com- Q
;; pela, ou parle dclla, com a prcsso do ar. $
lambem lem para vender agua denlifricedo ;*
Dr. Fierre, c p para dentes. Kna larga do Z
m Rosario n. 36 segundo andar. f,T
208000
68000
"8000
68000
16JO00
68000
88000
16J000
108000
88000
78000
(8000
48000
lOs^WO
308000
Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria geral. -Diz Jos
da Rocha Paranhos, que cm virlude de ordem do
esouro publico nacional, que mandou a informar
a esla thesouraria um requerimcnlo com documentos
annexos e comprobatorios, da quanlia de dous eoli-
tos c tantos mil ris, que ao supplicante he a mesma
fazenda devedorn, acontece que tendo o suppli-
cante estado na espectaliva, e requerido ja a V. S."
cm dezembro do auno passado solurSo de urna tal
informacao al o presente, parece que por urna fala-
lidade, nao tem sido possivel o supplicante obter o
despacho, apezar de ter ja decorrido um anuo pouco
mais oo menos ; pelo que, nao sendo cabivel que a
reparlire fiscacs prolelcm o direilo das parles por
um lempo indefinido ; por isso, vem o supplicante
requerer a V. S., que como chefo dota repartirlo, e
a cujo cargo est a allribuico de cumprir e'fazer
cumprir as deliberarles e ordens do thesouro, como
determina o paragrapho 10 do arl. 31 do decreto n
7.16 de 20 de novembro de 1850, so digne mandai
que e empregado em cujo poder estilo os documen-
tos e pelie,es do supplicaute, para informar manda-
dos por V. S. que he o chefe da 4. secrflo, Jos
llenrique Machado, d promplo andamento a dita
informarao alim de que uao fique eternamente se-
pultada esla pelirao em seu poder, como tem estado
os outros documentos e pelirOcs ; com o que far
ao supplicante a merecida justira ; e assim pede ;
V. S. Ihe delira.E. R. Me.
Jos da Rocha Paranhos.
Recife 22 de marro de 1855.
j>
Meios -28801)
Ouarlos l-iu
Oitavos 720
Decimos 600
Vigessimo 320
SALA l)E DASSA.
I.uiz Cantarelli participa ao respeilavcl publico,
que a sua sala de ensino, na ra das Trincheiras n.
19, se acha aberla todas as secundas, quartas e sex-
tas, desde as 7 horas da noite ale as 9 : quera do seu
presumo se quizer utilisar, dirija-se a mesma casa,
das 7 horas da manhaa al as 9. O mesmo se offere-
ce a dar lir^e particulares as horas convenchinadas:
lambem da lices nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios lem marcado.
Desappareceu no dia 23 do corrente um mula-
tinho forro de nome Modesto, de idade de 10 annos,
bem alvo, bonitas feh-es, e um pouco aloleimado,
lf vando camisa de madapoln e calr;a de riscadinho
azul, cujo mulalinho tendo sabido para ver a procis-
siio do Scnhor dos Puso*, suppOe-se que se perder
por ignorar as ras deeja cid.ide, vislo ser oo malo,
e pois a pessoa que o tiver em seu poder ou souber
noticia, dirija-se ou ronduza-o roa do Hospicio
n. 30 que sera bem recompensado; proteslaudo-se
fazer recahir toda a responsabilidad criminal por
qualquer occullacao maliciosa.
ALMAJAR PARA 1855.
Sahiram a luz as olliinbas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrijjido c-accrescentado, contendo
400 paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
CAMBRAIAS VARSOVIANAS
A 4,o00 0 CORTE.
Acaba de chegar um novo snrlimenlo dos lindos
corles de canibraias Varsovianas para vcslidos de se-
nhoras, de goslo escossez, o se vendem na ra do
Oueknado loja n. 17 ao pe da botica, a4->"i00 rs. cada
corte, diubeiro a vista.
Riqoissimos corles de chalv de seda de novos de-
senlise cores delicadsimas! por prcro rommodo:
na ra do Queiniado loja n. 17, ao peda bolita.
Batatas
chegadas no brigue Tarujo lo: no armazem de Tas-
so iV lrmilos.
HA escossezaod melpo-
MENE, A 320 0 COVADO.
A ende-se, por haver porrao desta fazenda propria
para roupoes e vcslidos de senhoras e meninos, pe-
lo barato preco de urna pataca cada covado : na ra
do Queimado loja n. 17. ao peda botica. Esla fa-
zenda he de muita duraran, e nunca se vcudeu por
lao barato prero.
ALPACAS DE QL'ADBOS E DE
LISTRAS DE SEDA A 400 E
500 RS.
R\ ende-se por este baralissimo preco para liquida-
to de conlas, na ra do Oucimado loja n. 17 ao
pe da botica, assim como urna porgan de cassas
francezas finas e de cores livas a 320 c 100 rs. o co-
vado.
RISCADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.'
Vendc-se na ra do Ooeimado loja n. 17 ao p
da botica, riscados escuros com listras de seda, pro-
pnos para veslidosc roupoes para senhoras c me-
ninos, pe barato prcro de urna pataca cada cova-
do, para ultimaran de conlas. I
Chegou pelo paquete ingle urna fazenda inteira-
mente nova,toda do seda,campo asselinado com qua-
dros largos c de listras, o mais lindo possivcl,ultimo
goslo em Par, com o nome Sebastopol, vendc-se
nicamente na loja da ra do Queimado n. 40, pelo
diminuto preco de 18200 o covado : dao-se as amos-
tras com penhor.
FARINHADA TERRA.
vendem-se saceos com larinlia Ha tr-
ra nova e bem torrada, arroz de'casca c
pilado : na ra da Cadeia do Ilccife n. 25.
4 ; 0' OLE PECIIINCIIA.
A 500 rs., a If, a 2|, e a 2jJ500 cada
utna peca de madapolao com totpie de
avana, a ellas antes que se ac bem : na
loja do Pstelo Publico n. 9.
Vendc-se a casa terrea de 2 porlas e 1 janella
na ra de Aguas-Verdes, lado da sombra n. 82, a
qual lem no fundo urna outra de porta c janella, e
.um quarlo com urna porta com frente para a ra de
Ilortas, ludo cm chaos proprios, sendo a casa da ra
de Aguas-Verdes de paredes dobradas, propria para
levantar sobrado ; a pessoa que a pretender, dirija-
se i ra da Mangueira n. 9, na Boa-Vista, ou no
trapiche do algodao, que achara com quem tratar.
Vende-se|l oitanle e 9 taboas nuticas, sendo
urna por Callel e outra por Narie, ludo em bom uso :
quem pretender auuuncie.
Vendem-se na loja de Nicolao f.adault, ra
rvova n. II, chapeos de seda para senhora, os mais
ricos c modernos, chegados de Paris, pelo ultimo na-
vio.
Vendem-se 4 cscravas, sendo 3 crionlas, de 10
a 20 anuos, de bonitas figura, e urna dcnarao.de
meia idade, ptima quitandtira: na rua do ilortas
n. 60.
Vendem-se 200 travs de quadades superio-
res, o de loara, de 40 a 50 palmos de comprido, e
100 envaines de louro : os prelendcnles, dirijam-sc
Antonio Leal de Barros, na rua do Vigario n. 17.
Fumo em folln.
Vende-se superior fumo em folba, lardos peque-
nos, a 59(100 a arroba, a dinheiro : nos armazens de
Rosas, na travessa da Madre de Dos n. 13, e na rua
do Amorim n. ii, de Francisco Guedes de Araujo.
Vendcm-acjsaccascom milbo, por 38000 rs.: no
escriplorio da rua das l.araugeiras n. 18.
Vende so um jumento c urna jumenta, prxi-
ma a parir, por preco coiuuiudo : na rua do yuci-
mado, loja n. l'i.
FKASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLIIAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de llariholomeu Francisco
de Souza, rua larga do /osario n. 36, por menor
preco que em outra qualquer parle.
Vende se carne viuda do Ctari : na rua do Quei-
mado n. 14.
A boa pitada.,
Na roa do Queimado, loja da quina do becco da
(.ongrrgacao n. 41. vendc-se rape prinreZa de Lis-
boa a 40 rs. a oUava.O fregmx cclho.
. ~.V('l"lpni-se uvas musrateis de cheiro : na rua
do Pires n.50.
MANTELETES PRETOS rAR.VSENHOUA.
Vcndem-se mantelcles prelo* de fil de linho bor-
dados, pelo barato preco de 1,-lMMl rada um ; na loja
de i portas, na rua do Queimado n. 10.
~ Veddem-se maula pretas de fil para senhora
a oCflOO, meias prelasde seda para aenhora a l-limi.
losprelos bordados de seda a !N)00 : na leja de 4
porlas, na rua do Queimado n. 10.
Vcndc-sc urna esrrava mora, do bonita fisur.1,
cnaommadeira r rozinheira, cose chao e lava de sa-
b.lo, com urna lilha de 'i roezes, o rom bastante lei-
te : prefere-se para fura da provincia ou engenho :
na rua das Cruzes n. 22.
Sedas de cores.
Na loja de 4 porlas da rua do Queimado n. 10, ha
para vender um completo sorliiuMOn de cortes de
seda de cores, com babada, assim como sedas lisas
furla-corcs, ludo por preco muilo cummodo.
Mainel Tararea Cordeiro lem para vender fu-
mo para charuto de todas as qnalidades, gigos com
champagne cm garrafas, o meias, do melhor aulor,
e nnlros mais gneros : no armazem n. 18, na tra-
vessa da Madre de Dos.
Camisas para senliora.
Vcndem-se camisinhas de fina cambraia, borda-
das, c rom manguitos: na loja de i portas, ua rua do
Queimado n. 10. *
(JASE A P0NPAD01R.
Cliegon pela aGenevieves urna fazenda inteiramen-
le nova, toda de seda, campo arrendado, com qua-
dros largos c listras assetinadas, encantadora vista, e
ultimo goslo cm Pars, com o nome liase a Pompa-
dour : vende-se nicamente na rua do Queimado n.
19. pelo baralissimo prero de IjJK) o covado ; e
dlo-se amostras com penhor.
VENDEM-SE SEMEMES DE OIU'ALICAS
de (odas as qualidades.cliegadas ltimamente: na roa
da Cruz do Recife n. 62.
Na rua Nova n. 19, loja de sellciro. lem para
vender muito bom como de lustre amarclio e brau-
co, propria para ranboes e cintos de pagem, mais ba-
rato do que cm outra qualquer parle.
Vende-se o sitio do finado Justiniano Anlonio
da l'onscea, no principio da e-trada nova doCaehan-
ga, com casa pira numerla familia. 3 baixas de ca-
pim, diversos arvoredos, e campo para pasto de 10
vacca annualmente : quem o pretender, dirija-se ao
sitio junto ao annunciado, a tratar com a viuva do
mesmo.
Vcndc-sc por proco rommodo urna boa casa
lerrea, na rua da Praia desla cidade : tratar na
rua do Queimado n. 37, primeiro andar.
Vende-se urna escrava : na rua do Pilar n.
141.
Vendc-se um molccolc peca : na rua da Ca-
deia do Recife, loja n. 50, de Cunha 4 Amorim.
Vende-se muilo cm conla, para pagamento, o
engenho l na da comarca de Sanio Antao. distante
da cidade da Victoria 2 leguas, c S do Recife, muilo
perto da estrada nova de Santo Antao. o seu terreno
que he suflicitnle para safrejar-sc 3,000 paes au-
nuaes, he de grande producan, com excellentes
maltas, c ricas madeiras de conslruccao ; o engenho
be levantado sobre fortes pilares de pedra e cal,
moc com reda d'agua, cujo acode abunda de bous
pcixes, tem rasa de puraar.eiicaivainenlo com 2 bous
balroes de correr, serrara movida a agua, dislilacAo
de cobre etc., para dislilar agurdenle, tanque de
madcira para niel, boa e espacosa casa de viveuda,
e mais obras necessarias ao engenho. 11c vendido
vista da escriptura de permuta, ede seus marcos res-
pectivos : quem pretender, dirija-se .i rua da Cadeia
do Recife, loja n. 40, ou no convento do Carm.i a
fallar com o Hvm. Sr. Ir. Lino do Monte Carmcllo,
c no mesmo engenho cima, ou no engenho Aguas-
Claras de l rucu'.
Vende-se urna sorle de Ierras no municipio do
I llar, da provincia da Parabiba, que principia da
extrema du ci.cnho Pacatiiba, seguindo pela estrada
que vai do mesmo cngeuho para (.iiarahira, compre-
liendendoossitios.Cuchoeii.-i. pedra d'Agua, Sapu-
raia, Corado, Massaranduba? Rio Secro' e parle da
aldeia, com a lalilude da mencionada estrada para o
norte, e confinando com os ros alijrenles, pela
quanlia de 4:500>000 por que fui avahada no inven-
tario que ltimamente se procedeu de exliuclo vin-
culo do morgado S.Salvador do mundo: quem pre-
tender cffectuar a compra dos mencionados lerrenos,-
dirija-se ao engenho Velho, %> municipio da capital
da mesma provincia, ou ao cfcgenho Boa-Vista, no
municipio de Mamanguape, /a tratar com seu pro-
pietario o coronel FraneiscVAntonio de Almcida c
Albuquerque, ccrlo de que Tara negocio bastante-
mente razoavel c vantajoso.
ROMANCEE.
\ endem-se os ieguintee romances: de A. Pu-
mas, o cavallcirn d'Ilarmenl.-il por 33000 rs.. Dos
Dispoe por (igOOO rs., de Paolo de Kork sem grva-
la por 23000 rs., de E. Suca buena-dieba por
29300 rs., a Cabana de lio Thomaz por 29OOO rs. :
na prara da Independencia ns. 14 e 16.
Ha para vender-se na rua larga do Rosario n.
9, sobrado que valla para o becro do Peixe Frilo,
um novo sorlimcnlo de lucos c rundas da Ierra : por
prero rommodo.
CASEM1RA PRETA SET1HA
5;500 0 CORTE.
Mantas pretas de blonda IO9OOO
Panno prelo muilo lino a 35200 o covado.
Sarja preta lavrada 11 2?200
Sclim prelo maro 29700
Sarja preta hespanhola l;60O .
Nobreza prela portuguesa I.36OO
Alpaca prela de lustre 600
Lencos de selini preto 1*600
Luvas de seda prelas o 1;200 a
Vendem-se na rua do Queimado cm frente do
hecc da Congrcgarao, passando a bolica asegunda
loja n. 40, dio se as amostras com penhor.
riOVAS INDIANAS A 400 0
COVADO.
\ endem-se na loja de llenrique & Santos, na rua
do Qnciinado n. 40, as novas indiana escocezas pe-
lo diminuto preco de 400 o covado* dao-se as amos-
tras com penhor,
RAPE' DE LISBOA.
Vcndc-sc superior rap do Lisboa, fresco, rliegado
de proiimo, a rclalho : na prara da Independencia,
loja ii. 3.
Vendem-se quarlinhn da Babia de ledas as
qnalidades, per preco commodu : na rua do Vigario
n. 8, taberna de Joao Simoes de Almeida.
Proftcriiina.
Chegou pelo ultimo navio fianccz urna fazenda
inlcirameiite nova, toda de seda furla-corcs, com
quadros largos, e a mais linda possivel; vendc-se
nicamente na loja de llenrique & Santo, pelo di-
minuto preco dc900 rs. a covado : na rua do Quei-
mado n. 40, e dao-se amostras rom penhor.
MANTAS PRETAS PARA SENHORA.
Vende-sem manas prelas de blond por rommodo
preco: na loja de i porlas da rua do Qucimodo nu-
mero 10.
Vende-se rebola do Lisboa para acabar a 15500
o molho, a dinheiro ou a prazo, conforme se tratar :
na rua do Queimado u. 'M, primeiro andar.
CHAPEOS PARA CRIADOS.
Acabam de chegar a praca da Independencia loja
de chapeos ns. 2 a 30, chapeos oleados para pagens
de mullo boa qualidadec modernas formas.
CHAPEOS PARA SEMIORA.
\ endem-se por commedo preco, superfinos cha-
peos de seda o palba para senhora. com ricos enfei-
tes, e dos mais modernos venda no mercado :
na praca da Independencia loja de chapees, de Joa-
quiin de Olivcira Maia.
NA RA 1)0 TRAPICHE N. 8.
\ endem-se cadeiras americ-jias de bataneo, obra
muilo boa e de goslo, c vellas de esperrnacelo pro-
prias para bailes e tbeatros, ludo por barato preco.
DE
JL
DE MOLLAS.
JL
Chegaram pela barca GUSTAVO, chapeos de
molla de superior quabdade c elegantes formas,
bem como chapos de castor branco c preto. ditos
de seda de formas modernas e excellenle qualidade,
os quaes se vendem por proco razoavel : na praca
da Independencia loja d cliapcos de Joaquim de
Oliveira Maia ns. 24 a 30.
v FEUAO MILATIMIO.
Na rua do Amorim n. 39, armazem de Manuel dos
Sanios Pinto, ha superior fcijao mulalinho em sac-
cas por procos razoaveis.
Vendem-se macas inglezas, dehrdadas de me-
tal, proprias paro viagem, por preco commodo, meias
de seda pretas, inglezas, para senhora a JSIOO o par,
luvas de lorjal pretas a 1JW00 o par. ditas deJouvin
com enfeiles a llsOO_o pira homem a #00. car-
teiras de agulhas a 280, botdes de madreperola a 900
rs. a grosa, pentcs de atar cabello, de hu racha, a
13600, trancas de seda de todas as cores, por barato
preco : na rua do Queimado n. II. Na rnesma se
eueoulraru um complelo sortimeulo de miudezas.
Vende-se urna balanra romana com lodos os
stus perlences.cm bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazam n. 4.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barra com ral de Lisboa, rcccntementc chegada.
GROSDENAPLE E SARJA
SEDA.
Vende-se superior grosdenaple prrlo de seda a
I.^600 o covado, sarja de seda prela larga a INiOt) o
covado, selim de maco a 29000ao covado : na loja
ile 4 portas na rua do Queimado n. tO.
Fino m i oi.ii \
Na rlia do Amorim n. 39, armazem de Manocl
dos Sanios Piulo, ha muito superior fumo em tulla
para fazer charolo*.
(A* \ ende-se superior sarja preta (A
(3) hespanhola. ^
/rf, Bengallas linas eom lindos cas- ^.
h t"es" 6Sl
w Meias de seda brancas e prelas J^
W para senliora. V.'
($i Selim prelo macan pata eolio ($)
(^ tes c vestidos. (^
(g) Chales de crep, bordados c es- jjf)
5 lampados. (*
/j*. Saias brancas bordadas para se- S
~2 nliora H
W Vestidos de cambraia a Potr- W
W pacJour. O
Q?) Charutos Lanceiros. (^
(0) Papel pintado para forro de (JJ)
^ sala. 2
(A Cliocolalc Erancez muito supe- />*>
S rior. Z
t Agua de (loe de Urania de muito 9
g boa qualidade. J
v) No ancazem de Vctor Lasnc,
() rua da Cruz n. 27. ($)
Na rua do Trapiche n. l, eseriptorio
de IJiandera Brandis&C, vende-se por
precos ra/.oaveis.
Lonas, a mitarao das dn Kussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
to propriopara loriar chapeos.
Papel almaro e de peso, branco e azul,
de boas quadades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade eommum. com o competente sec-
cante.
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e bygieni-
cas: vende-se cm casa de L. Lecomte Fo
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Estra-fino. 800 alib.
Superior.. GiO
Fino.....500 >i
ROLAO'FRANCEZ
Cnngoa de novo e c acha venda a deliciosa pi-
lada desle roblo francez, c s se encontrara na rua
da Cruz n. 26, escriplorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Rosario n. 38, e na de Manocl Jos Lopes,
ua mesma rua u. 40.
FAREI.O MUITO NOVO. -
\ di di rn-so sacros muilo grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amorim n. -18.
Moinhos de vento
eombombasde repulo para regar borlase baiva,
dec.ipim.nafundiaOdcD.W. Bowmau : na rua
do Brumos. 6, 8 clO.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior remenlo em barricas c a rela-
Ilio, no armazem da na da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por prero mais em cunta.
CAL DE LISBOA A 4|000 US.
Vendem-se barra com cal de Lisboa, chegado no
ullimo navio a 49000 por cada una : na rua do Tro-
piche n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 1C do becco
do Azeite de Pei\e; ou a tratar com Anto-
nio de Almcida Gomes&C, na rua do
Trapiche Novo n. 1G, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a 3^300 rs. a sacca; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Aunes Jaconie,
eno de Jos Joaquim Percha de Mello, no
caes da al'andega, e em porcao, no es-
eriptorio de Aranaga&Bryan', na rua do
Trapiche-Novo n. segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. 6, vendc-se superior
sarja hespanhola, multo larga, pelo diminuto prero
de 29300 c ijOOO o covado, setim maco a 2>;8(K>*c
3-5200o covado, panno prelo de 3-5000, 5OOO, 5-5000
e 65OOO o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas (pie tem um alqueire, me-
dida velha,' por preco commodo: nos
Vende-se muilo bom (lcite : na rua Direilu n.
129, primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19. primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Ura-
liano.
COBERTORES ESGROS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo.loja da esquina que volla para a
cadeia, vendrm-se coberlorcs escuros, proprios para
escravos. h /JO, ditos Brandes, bem eneorpadon, a
18280, ditos branco a ls-.>oo, ditos com pello imi-
tando os de laa a 18280, dilos de laa a 2c 100 cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes daaUandega, e para por-
cSes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 1 \.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUADADES.
Cobertores oscuros a 720 rs., dilos grandes a Ic200
rs., dilos brancos de algodao de pello e sem elle, a
milaro dos de papa, a 15200 rs. : na loja da rua
o Crespo n. 6.
PARA A QUARESMA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade, se-
lim prelo nimio superior, rasemira preta franceza,
dita selim, velludo preto superior, panno preto mui-
lo lino, rom lustre c prova de linao, c deoutras qua-
uiades mais abaivo : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e rio armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriplorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. o\,
primeiro andar.
CEIEITO ROIARO.
\ ende-se superior comento em barricas grandes ;
assim corno tambem vendem-se as tinas : alrazdo
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes>de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para'a cadeia.,
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C, na rua
.da Cruz 11. 55 lia para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Jluni-
burgo.
A t.sOOO, 2j]S00 e5|000.
Vende-se mclpomcnc de dtias larguras com qua-
dros arliainalolados para vestidos de senhora a 18 o
corado ; setim prelo Macao, excellenle para voli-
dos a 25 o covado; lencos de cambraia de linho li-
nos bordados e bicos pela ncira a 58 cada um ; cam-
braia de linho lina a 5f a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo prero : na rua da Cadeia
do Recife loja da esquina B.50.
Vende-se um lerrcno de jO palmos de frente e
ISO de fundo, silo na rua do Sebo, bairro da Roa-
Vista, do lado do sul, muilo proprio para edificar
nma boa casa ou qualquer eslabclecimenlo, por ser
no lucar mais alto da dita rua : a fallar na praca da
Boa-\isla 11. 6. botica.
Vende-se farello de Hamburgo em
saccas muito grandes, chegadas ultima-
mente e por prero muito commodo: na
rua do Amorim n. 48, armazem de Pau-
la & Santos.
Vende-se ell'ectivainente alcool deoG a 40
graos
em pipas, barris nn caadas : na Praia de Sania Ri-
ta, distilaro de tranca.
ARROZ DO MARANIIA'O.
Vende-se no armazem n. 10 do becco
do Azeite do Peixe, por prero commodo.
GAL YIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a prcro commodo ;
na rua do trapiche n. 15, armazem de Baslos Ir-
mos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Scnzala Nova n. 42.
Sellins ingleses.
Relogios patente injjlcz.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e munirao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barro de graxa n. 97.
CEllEnO ROMO BRAMO.
\ ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de taboas de pinho.
RA DO CRESPO N. 12. J
A Vende-st nesla loja superior damasco de t
9 seda decores, sendo branco, encarnado, roxo, g
15 por preco razoavel. t
Taixas pare engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafar continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido c batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.

&
l'OTASSA BRASILEIRA. l
Vende-se superior polassa, fa- (&
bricada no Rio de Janeiro, che- ***)
gada ecentemente, recommen- /a
da-se aos senhores de engenlios os
seus bons ellitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Feron &
$3) Companhia. Q
Vende-so cicellenle (aboado de pinho, recen-
temento ebesado da America : ifa ra de Apollo
trapiche do ferreira. a'eolender-se com oadminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, eom gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2." ediro do livrinho denominado
Devoto Chrial.o.mais correcto e acresceulado: vende-
se nicamente na livraria n. 0 c s da praja da In-
dependencia a ( 10 rs. cada eiemplar.
PUBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o uovo AIcz de Alaria, adoptado pelos
reverendissimos padres capncbinlios de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da l'.eiiceirao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa,fedeN. S. do Rom Conselho : ven-
dc-se iiuicamenle ua livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1,70011.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vcndem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de eicellcnles vozes, e precos com-
modos em casa de N. O. Rieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por prero
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C,, rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelccimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um calmle! com coberla o os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Roa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife ma do Trapi-
che n. 1 i, primeiro andar.
nl.Tml^; "M. Theone do Code Penal,
Si r, ? "'"'""..''eiramente novo, po
309000 rs. : na rua do Collegio n.3, primeiro andar!
- Vendem-se layas de relror para menina a 500
rs. o par, meias preU. de da para wnhora a 600
r o par ; a ellas anlcs que se acabem : na fna do
Oueimado n. 53, loja de miudezas.
.. 9S9tMM S
Jom e commodo, para as familias. 9)
Cassas de cores lisa e de costos moile mo-
ueriios, pelo baralissimo prero de 240 rs. o 9
covado, um complelo turbulento de todas as 9t
fazendas por menos 10 e 20 por cento do seu
valor, por se ter romprado urna grande por-
Cao dellas, de una loja que lindoa : lem nm
grande e complelo sorlimcnlo a pannos pre- <>
tos e rasemiras prelas, pera lodos os precos : SJ
ua rua do Queimado. loja do sobrado ama- 9
relio n. 29, de Jos Moreira Lopes. Q
GOMMA.
V endem-se saccas com gomma mullo alva : na
rua do Queimado n. 14.
FRESCAES OTAS
N endem-se ovas do serbio, por preco commedo :
na rua do Queimado n. 14.
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se brim francez de quadros a 640 a rara,
dito a 900 rs., dito a 15280, riscado de listras de cor,
proprio para o mesmo fim a 160 o covado : na roa
do Crespo n. 6.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
UNGENTO HOKLOWAY.
Milliares de individuos de todas as narfles podem
leslemunhar as virtudesdeste remedio iucmparavel.
e provar. em caso necessaro, que, pe aso que dcl-
le lizeram, lem seu corpo e membrns inleiramente
s.ios, depois de haver empregado intilmente outros
iratameulos. Cada pessoa poderse-ha convencer
dessas curas maravillosas pela leilura dos peridicos
que lb'as relalam lodos os dias ha muilo annos; e,
a maior parte dellas sao 13o sorprendentes que admi-
ran! os mdicos mata clebres. Qoanlas pessoas re-
ruhraram com este soberano remedio o uso de seos
bracos e pernos, depois de ter permanecido longo
lempo nos hospilacs, onde deviam soflrer a aiopu-
laeao : Helias ha muitas que havendo deiado esses
a>losde padeciraenlo, para se nilo submetterem a
essa operario dolorosa, foram curadas completamen-
te, mediante o uso desse precioso remedio. Algu-
mas dan laes pessoas, na efusao de seu reconheci-
menlo, declararam estes resultados benficos diante
do lord corregedor, e outros magistrados, afim de
mais auteolicarem sua aHirmaliva.
Mnguem desesperarla do eslado de soa sande se
livesse bastante confianra para ensaiar tste remedio
coiniantemenlc, seguindo algnm lempo o trala-
menloqucnecaB|ita3S6 a nalureza do mil, cojo re-
sultado seria provar ioconlestavelmente : Qoe lude
cura I
O ungento he til mais particularmente no
seguintes casos.
matriz.
AI porras.
Cambras.
Callos.
Canceres.'
Corladuras.
Dores de rabera.
das cosas.
dos memhros.
Enfermidades da culis
cm geral.
Enfermidades do antis.
Erunroes escurbjicas.
Fstulas no abdomen.
Frialdadc ou falta de ca-
lor as extremidades.
Ericiras.
Gengivas escaldadas.
lucharnos.
Lepra.
Male* das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
I'ulnu'ies.
Queiroadelas.
Sarna.
Snpuracoes pntridas.
Tinha, em qualquer par
le que seja.
Tremor de ervos.
L'lreras na bocea.
do ligado.
das arlicularoea.
Veas torcidas, ou soda-
das as pernas.
Inllatiimarao do figado.
_ da bexiga.'
Vende-se esle ungento na auMMecimcnlo geral
de Londres, n: 244, Strand, e ua loja de lodos os bo-
ucarios, droguistas e outras pessoas encarregadas de
sua venda em toda a America do Sul, Havina e
Uespanha. .
^ ende-se a 800 res cada bocelinha, eontm urna
inslruccao em portuguez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em easa do Sr. Soum, phar-
maceutico, na rua da Cruz n. 22, em Pernani-
buco.
Pecliinclia iguals un Ca-
lifornia, ou no Passeio
Publico n. 9
Vendem-se peyas de ma-
dapolao a 500. 1^, Wf c
i.>,>00 rs., a ellas antes
(jue se acabem, pois osfre-
guezes sao muitos e a fa-
zenda he pouca.
VinhoPRK,
em barris de jera pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abren, na rua da Cadeia.do Ke'cife n.48.
Chapeos fertos.
Clie;aram a loja e fabrica de chapeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, os desejados chapaos de
palha arrendados para liomens e meni-
nos, e(juese vendem por preco mdico.
Oros de Naples a H'000 rs. o covado!
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se ricas sedas fer-
ia-cores, lisas c de quadros, lindos soslos, cen nm
pequeo loque de mofo fue pouco se condece., pelo
barato prcro de 15 o covado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem muito barato.
i
i
8
S
Deposito de vinlio de cham-
pagne Cliateau-Av, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinlio, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 36^000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
99 B.As caixas sao marcadas a fo-
f goConde de Marcuile os ro-
^"-ttrlos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anliRO deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Itussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que lie para fechar conlas.
Na rua do Via ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanella para forro de sellins che-
gada rcccntementc da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480rs. avara.
Na loja de Goimariies & llenriques, rna do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas franre/as muilo finas, che-
nada ullimamenle, de qoslos delicados, pelo barato
prero de 480 is. a vara : assim como tem um com-
plelo sorlimenlo de fazendas linas, ludo por preco
muilo commodo.
ESCRAVOS FGIDOS.
--------------------------------------------s--------------------------------------.- .-
CEM MIL RES DE C.RATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 18.H o e-
cravo, rrioulo, de nome Antonio, cor fula, represen-
ta Icr :10 a :!."> annos, pouco mais ou menos, he mui-
lo ladino, costuma trocar o nome e inlitular-se forro,
e quando se v perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Sanf Anna, morador no
engenho Caite, da comarca de Sanio Antao, do po-
der de quem desappareceu ; esendo capturado e ie-
colhido cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de acost, foi ahi embargado por exe-
rurao de Jos Dias da Silva Cuimar.ies, e ultima-
mcnle arrematado cm praca publica do joizo da se-
cunda vara desta cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assiguado. Os .ignaessio os seguintes : ida-
de 30 a .'). annos, estatura regular, cabellos preto e
carapinhados, edr amulatada, olhos escuros, nariz
grande e grosso, beicos grossos, o semblante fechado,
bem barbado, com todos os denles na frente; rega-
se as auloridades policiaes, capujes decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e maadem neala
prara do Recife, na rua larga do Rosario n. 2i, que
receber a gratificarlo cima, e protesta contra quem
o livcr oceultoManoel de Almeida Lopes.
Desappareceu ha 5 mezes um escravo do en-
genho Velho do Cabo, de nome Jos Mtalo, baito,
giosso, barbado, e fula : quem o apprcbender dirija-
se a rua larga do Rosario no segando andar da easa
de Joao Valentn! Villela, qoe ser bem recompen-
sado.
Desappareceu no dia 27 do trrenle pelas sete
meia horas dauoid ouauseutou-se a escrava crioula
dcnume Rila, de idade de 60 annos, pouco mais
ou menos, baixa e gorda, ps groroa, olhOs grandes
c vermelhos, dentes miados, separados e alvos, ca-
bellos brancos e corlado bem rente, com a melado
do dedo pollegar da inao esquerda comido da roda
do engenho: levou vestido de chita com quadros ro-
sos c panno da Costa ja usado, e supoe-se qoe foisc
para o engenho Ilanhcnga da fregnezia de l'o d'A-
Iho, donde j fra escrava e lem anda filhos : quem
a pegar leve-a a rua do Colovello n. 107, que ser
recompensado.
Desappareceu no dia 12 de junhoi do annn pas-
sado, da fazenda do Cordelo, na provincia do Rio de
Janeiro, o escravo pardo, de nome Marcelino, esta-
tura regular, magro, cabello nao muito crespo, olhos
regulares, nariz afilado, bous denles, com principio
de barba, idade 20 anuos, pouco mais ou menos,
com urna ferida na perna esquerda ; levou 2 cairas
de alendan azul j usadas, 2 camisas de algodao
americano, 1 japona de fusblo, 2 manlas.de algodao
de Minas e I chapeo de lebre usado : quem o pegar,
leve-o a Francisco Ribeiro l'res, na rua Kormosa.
qoe ser gratificado generosamente.
CEM MIL RES DE GRATIFICAC.V'.
Desappareceu no dia 6 do dezembro do anno pro-
iimo passado. Benedicta, de 14 annoa de idade, vos-
ea, cor acabodada ; levon um vestido de chita com
listras edr de rosa e de caf, e oolro lambem de chi-
ta bronco com palmas, um lenco amarello no pesco-
co ja* desbolado: quem a apprehender conduza-a
Api pucos, no OUeiro, em casa de Joo Leile de Aze-
vedo, ou no Recife, na prara do Corpo Santo n. 17,
que recebar a gratificarlo cima.
PERN TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855
Mil tu a nn


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