Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00921


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Full Text
ANNO XXXI.
N. 75.

Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
mmtm
SABBADO 31 OE MARCO DE 1855.

Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
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DIARIO DE PERNAMBCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPr.AO.
Recifc, o propriebrio M. F. de Faria; Kio do Ja-
neiro, o Sr. Joo PoreiraMarlins; Baha, o Sr. I).
Duprad; Macei, oSr. Joquiin Bernardo de Men-
rionca ; Parahiba, o Sr. (iervazio Virlor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnior ;
Aracaly, o Sr'. Antonio de Lemos Braza; Ccar, o Sr.
Victoriano A ansio Borge*; Maranbao, o Sr. Joa-
qun) Marques Rodrigues ; Piauliy, c Sr. Domingos
Hrrrulano Ackiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
liuo J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 d. por 19.
Paris, 3i0 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leltras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Mudas de 65400 velhas.
de 63400 novas.
de4000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
PARTIDA DOS CORREIOS.
29000 Olinda, todos os dias.
169000 Camar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 el5.
1 09000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28.
93000 Goianna e Parahiba, segundase sextas-feiras.
1*940 Victoria e Natal, as quintas-feiras.
1 9940 PRKAMAR DF. MOJE.
19860 Primeira s 2 horas e 54 minutos da larde.
I Segunda as 3 horas e 18 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, leicas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas. ]
1' vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2" ?ara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
KPIIEMERIDES.
Mare,o 3 La rheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Qtiarto minguanle aos 11 minutos c
37 segundos da larde.
18 La nova as 2 horas, 25 minutos a
31 segundos da manhiia.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manto.
DIAS DA SEMANA.
26 Segunda. (Estaco aS.Chrvzogono) S- Ludgwio
27 Terca. (Estaco a S. Cyrico ) S. Boberfo b.
28 Quarta. (Estaco a S. Marcello) S. Prisco.
29 Quinta. (Estaco a S.Ar.ollinaro)S. Bertholdo
30 Sexta. (Tstacao a S Estevo) S. Clinio,
31 Sabbado. ( Esta^aoa S. Joao ante portara I.)
1 Domingo, de Ramos ( Estaco a S. Joo in
Laterano) S. Macario; S. Quintiano,
Devendo cometer no 1 de abril a
distribuirlo deste DIARIO do Mondego o
Apipucos, os senlioies que ainda nio en-
viaiam a declaracao de sitas moradias,
queiram manda-la at o itn do corrente
mee.

PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA FBOVINGIA.
Cxsatllaaie do na 32 de marco.
fllcioAo Exm. presidenle da Parahiba, remet-
iendo dez laminas e seis tubos capillares com semen-
t vacciniea.
DitoAo Exm. conselhciro presidente da retarao,
communicando haver o bacliarel Francisco de Souza
Orne Lima juiz municipal do termo de Santo An-
uo, participado que no dia 17 do corrente entrara
interinamente no ejercicio da vara de juiz do di-
reilo d'aquella comarca.Communicou-se tambem i
Ihesonraria de fazenda.
l?ual acerca do bacliarel Jos de S dvalcanti
Lius no oiercicio da vara de juiz municipal, como
priroeiro siipplente, n'aquella comarca.Fez-se a
commumcac.ln supra.
DitoAo Exm. marecli.il commandante das ar-
mas, remetiendo,para sua cxccuc.lo'na parte que llic
possa locar, copia do aviso da guerra de !) do cor-
rete, determinando que os requerimentos que os
ros miniares, eondemnados pena ullima, apresen-
arem implorando a clemencia imperial, sejam acom-
panhadot de copia authenlica dos respectivos preces-
sos.Igaal copia se remellen ao juiz relator da junta
dejos tica,
DitoAo mesmo, Iransmillindo por copia o aviso
circular da guerra de 21 de fevereiro ultimo, man-:
dando eessar o abono que se est fazendo em algu-
mas provincias de gratilicaces especiaes i titulo de
recruumento, sem seremas determinadas no regula.-
meuto de ti de dezembro de lti.Igual copia foi
remetlida a Ihesonraria de fazenda.
DitoAo mesmo, communicando que, scguiido
consta de aviso da guerra junto-por copia, de 27 de
fevereiro ultimo, se determinara que o major do I.
regiment da cavallaria ligeirn SebasliHo Antonio do
Reg Barros, qae se aclia nesta provincia, fique a
di'posi^Ao des)a presidencia, e dizendo que recom-
mende esse oOiciat que Irale quanlo anlcs de pagar
uarecebedoriade rendas a importancia dos emolumen-
tos que est a dever a secretaria de estado dos nego-
cios da* guerra.Communicou-se thesouraria da
i fazenda.
DitoAo Exm. director geral da inslruccao pu-
blica, communicando que conceder oito dias de li-
reora com ordenado, para vir a esla capital Ira lar de
sua saude, professora de primeims leltras de (ioi-
anna, Ignez Barbalho Lins Ucha.Communicou-se
> uiesuurarin pioviuttai.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
trarfsmitlindo copia do termo do consumo, que
mandn este goveroo proceder em-dflerenles ubjec-
to existentes no arsenal de guerra, os quacs aclia-
vam-se arruinados.
DitoAo mesmo, dizendo que, visto eslaresgolado
o crdito aberlo esla provincia no prsenle exerci-
cio para as despezas da colonia militar de Pimentei-
ras, mandeS. S. pagarsobresponsabilidadc de-la pre-
sidencia, at que o goveruo imperial resolva o con-
trario, nao as contas na importancia de 4803000
rs. de que trata a final de seu officio n. 163 de 1!)
do correnle, mas tambem as dentis despezas que fo-
rem necessarias ao servico da mesma colonia.
DitoAo commandante do corpo de polica, para
mandar passar escusa do servico ao soldado d'aqucl-
le corpo Rufino Jos Ignacio, visto ser elle de pes-
sima conducta, segundo Sroc. declarou em olllcio de
20 do correnle n. 665.
DitoAo engenheiro Joaqnim Jos Rodrigues Lo-
pes, recommendando que, alm da planta do eslado
das casas em que funeciona a Faculd ada de Direilo,
anteriormente ios concert*, mande tambem oulra
do estado actual, cumprindo que, com a maior urgen-
cia, remella i eslegoverno urna conta geral, conten-
do en addicoes separadas, alm das despezas relati-
vas tos reparos do edificio, as que liverem sido feitas
com a sua decoradlo e mobilia, e com a mu laura
dos movis e raais objectos transportados de O-
linda.
DitoA junta qualidcadora de Maranguape, accu-
sando receida a lisia geral dos votantes d'aquella
fregaexia.
PortarlaAo agente da companhia dos paquetes
vapor, para mandar dar passagem para a corle ao
capilao tencnle Antonio Carlos Figueira de Figuei-
redo.
DitaAo director do arsenal de guerra, para for"
necer, com brevidade, ao 2. batalhao de infanlaria
os arligos de fardamento mencionados na nota junta
por copia.Commuuicou-se ao commandante das
armas.
23
OfficioAoExm. presidente de Maranbao, aecu-
sando recebida a relajo que S. Ene. remellen, das
altera(9es occorrdas a cerca do capilao do lfi." bata-
Iho de infanlaria, Antonio Caelano Travassos que se
ada n'aquella provincia.
DitoAo.-Exm. presidente das AlagUas, Intol-
rando-o de baver ordenado ao inspector da Ihesoii-
rrla provincial, que remella a S. Exc. por interme-
dio do commandante do vapor Tocanlin* a quantia
de 16:000!jOO0 reis, para pagamento do que ainda
se est a dever, das madeiras contratadas n'aquella
provincia para a ponte provisoria do Recite.Eipe-
diram-te as necessarias ordena a respeilo.
Dilo-t-Ao Exm. roarecbal commandante das ar-
mas, remetiendo por copia Dioso as senlcnras do
consetho criminal, quejulgon o ex-oftlciaes do corpo
de polica, pelo crimo previsto no artigo 30 da lei,
provincial n.o 145 de 31 de niaio de IKi:,, mas tam-
bem as da junta de juslira, proferidas no respectivo
proeesso.Igual remessa, se fez Ihesonraria de fa-
zenda ; eao commandante do mencionado corpo en-
viou-se o referido proeesso, para ser archivado.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, ra-
commendando a expedido de suas ordens, para qe
durante as ailes sejam conservados acetos o larti-
peOes do interior do edificio, em que ao acha aquel-
la lliesouraria.
DitoAo presidente do conielho da adminislra-
0o naval, acensando recebida a ola, que S. S. re-
mellen dos gneros contratados para fornecimento
dos navios da armada, enfermara de marinha ele,
no trimestre de abril a junho vindouro, e declaran-
do, que approva semelhanle contrato.Remctlcu-
sa a nota de que se traa a lliesouraria de fazenda.
DitoAo juiz relator di junta de juslica, Iran-
rnitlindo pra ser relatado em sessao da mesma jun-
ta, o proeesso feilo ao soldado do corpo de polica,
JoSo Antonio Correia.Commnicou-se ao com-
mandante do referido corpo.
DitoAo official maior servindo de secretario do
goveruo, inteirando-o de haver resolvido desanojar a
Smc. pur seren os seus servicos neeessarios a
mesma secretaria.
DitoAo inspector da lliesouraria provincial.com-'
mumeando que approvara a deliberado lomada
pelo director das obras publicas, do mandar comprar
para a obra da ponte provisoria do Recife, urna pa-
nella He ferro por 50O0 reis : barr .te atealrSo
por 298000 reis,-eada um; duas bexigas de sebo a
49000 reis. cada urna bexiga; um Irada por 18600
reii; 300 palhas de coqueiro a 20O0 reis, o cento ;
e urna prr,a de calm de Manillia a 6W) reis a libra.
Ollicion-se nesle sentido ao mencionado director,
DiloAo mesmo, acensando recebido o offlcio em
que Smc. parlicipou haver Amaro Fernandes Dallro,
dando por fiador Ignacio Francisco Cabral Cantauil,
olTerecido-se a fazer a obra do 7. lauco da estrada
da Ecada,como abate de 1 por % no valor do respec-
tivo orcamcnlo, e declarando em resposta que man-
de Smc. por novamente em praca a mencionada
obra.Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.
DiloAo mesmo, recommendando, era visla de
sua informacao, que mande pagar a quantia de 44J>
reis, que fo dispeudida com a acquisicAo dos uleu-
sis mencionados na relarao que remelle, os quaes
eram precisos para a aula de inslrucrao publica da
povoacao de Quipap.Parlicipou-se ao Exm. di-
rector geral da inslrucrao publica.
DiloAo agente da companhia das barcas de va-
por, dizendo que mande dar os dous lugares para
passa&eiros de eslado, no vapor Tocandm, a frei
Loureneo da Divina Taslora I.oyola, e ao Dr. Cor-
reia Lima, visto como ja se expedio ordem para ser o
capilao lenle Antonio Carlos Figueira de Figuei-
redo transportado por conta do goveruo.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
mandar forneccr ao destacamento existeule na Ca-
punga, cinco barras de madeira para camas, um sa-
rilho para oito armas, um cabide, e urna talha para
agua.Communicou-se ao chefe de polica.
EXTERIOR.
INGLATERRA.
Cmara do* communi, itiiao de 26 de Janeiro
Mr. Sidney Ilcrdbert levanlou-se eriisse: Sr.
presidente, hesilei por ilgum lempo em levaiitar-me
depois de tcstemunhir o que tem sido motivo de
dr para lodos a impossibilidade physica em que
se acliou o honrado e il lustrado cavallciro para sus-
tentar a mocan que annunciou, c que linha ple-
no direilo a annunciar em vincule da posirao que
oceupa nesla casa, em \ rinde do talento que o dis-
tingue, e por todas as qoalidades que Ihc lem gran-
jeado o respeilo o eslima de lodos os membros pr-
senles ( Applausos. ) Sulo igualmente, Sr. presi-
dente, o que lem occorrido por que colloca-me
n'uma postcao de algumadilculdade, mxime por
que nao ouvi aecnsacao alguma, nem caso algum a
que eu possa responder.
consequencia da grande divisao do Irabalho, he fei-
lo por elle ; a casa em que mora he construida por
elle ; as portas, as janellas, as ca'mas, s,lo feilas por
elle ; lodas as necessidades sao prvidas por elle.
Talvez se encontr algn* casos eicepcionaes nos
districlos remotos das monlanhas da Escossia ; mas
lodavia ninguem negar que o povo Irabalhador des-
te paz como um corpo tem tal fcildade para obler
lodas as cousas promplamente feilas mao, que nao .de Sebastopol, se pede que faramos urna aecusacao,
sabe oceupar-se de si nao na mesma proporjao que
os habitantes de outros paizes podem fazer.
a Um honrado niembro, qtie vejo no lado oppns-
lo, escreveu-me urna carta no oulono passado, conten-
do algumas k-mbr.incas de grande valor, que adop-
lei sem hesitaran, relativamente ;i roupa mandada
Crimea. Conclua dizendo, Pode fazer lodas es-
tas eotisas, mas quando for feilo ja serao quasi sem
valor, por que os homens nao saberao como se de-
ven aproveilar deltas n ( Apoiados).
o Ainda mais, Sr. presidente, devo pedir a V.
Exc. que olhe para as successivas rednecoes dos
soldados que lijo sido feilas pelo parlamento pa-
ra a desencorporarao da milicia em 1815, al que
fosse novamente chamada pela primeira vez em
1858 para a destruirn dos meios de Iransporles
e para a deirioraijo de moilos ourros ramos pro-
vcilosos do exercito. Todas estas cousas bao sido
feitas de anuo a anno sob a pressao de economa, e
o resultado temos agora dianle de nos. Ser intil
eniprehender organisar o nosso exercilo antes que
lenhamosdesfeilo militas cuusas que foram feilas de-
pois de 1815."
o Ha poucos annos, Sr. presidente, o paiz espan-
Idu-se com a puldirarao de urna caria da maior au-
loridade militar que a Inglaterra tenha visto, a qoal
escreveu asir John Rurgoyne, lamentando o eslado
indefenso do paiz. Subsequentemenle a islo em
verdade, anteriormente a isto grandes estorbos
liao sido praticados para augmenlar-sc a poderosa
marinha a vapor que actualmente possuimos, cuja
crearao foi comeeada ha ebusa de dez auoos ; e i-
gualmente as nossas forras de trra receberam aug-
mento; mas, principalmente, o governo de lord
Derby reslaurou esse grande recurso de poder mili-
lar que jazia adormecido desde longo lempo a
milicia.
ao paseo que Tomos reduzindo as nossas forras mili-
tares, temos largamente augmentado o nosso com-
, jnercio, e, consequenlemenle, temos augmentado os
Ora, Sr. presidente, a exposi^ao que o honrado neios de defender todos os nossos estabelccimenlos.
I
e Ilustrado memhrn fez, d urna concluso mu sim-
ples. Disse ellC| Dejxou as praasdesle paiz um dos
maiores e mcllior prvidos exerclos que lenha sa-
bido daqui, e enlo recua o respeclivo .numero, e
pergunta, a o que ha sido feilo deslcs homens
Sr. presidente, seja-nie permitliiln ili/.er, em primei'
rolugnr. <<" hiuirado e Ilustrado cavallciro_rom-
melleu una inexaclidao, ao fa/.er a expsito, pois
que elle pergunla o que ha sido feilo de lodo o nu-
moro de homens que lem ido para a Crimea, incluin-
do aquellesque foram mandados recentemente e que
ainda l nao chegaram ; e por tanto, arilhinetica-
menle fallando, a differenca entre 54,000, ou o nu-
mero tola) mandado, e a forra existente, nao he o
numero que lem morrido na batalha ou perecido pe-
la peste.
Sr. presidente, aproiimo-me deste assumplo
com sincero senlimento de pezar. Nao emprehen-
derei explicar o negocio, lendo cartas, ou extractos
de cartas, alim de imprimir na cmara oulra im-
pressSo que nao seja a que conllevo ser verdadeira na
ininha conscicucia. Creio quo o eslar exposlo a
grandes fadigas o estar exposlo a um clima incle-
mente o estar exposlo a privarnos de lodo o gene-
ro, tem rcduzido o exercito sob o commando de
i5rd Ragln a um eslado que excita profunda ancie-
dade no espirilo dos Iuglezes. Mas, Sr. presidente,
al o ponto que depende de nos, podra contentar-
me, citando as expresses que partiram do honrado
e Ilustrado membro, que disse que temos mandado
s praias de llalaklava upprimcolos bastantes para
vestir, sustentar e abrigar o numero duplo de homens
quo lemos enviado Crimea ( Apoiados ).
Sr. presdeme, pode perguntar-se e n;1o du-
vido que seja pcrgunlado como succedeu que o
nosso exercilo mandado, como o honrado e Ilustra-
do membro dcscreveu, Uto plenamente prvido, le-
nha cabido denlro de 15o breve periodo n'um esta-
do que revela grande falla, ou grande dcfeilo na or-
ganisar.lo interna ou do proprio exercito no lugar
onde esl, ou as rep.irtic,es que sao encarregadas
da administrado aqu no paiz 1 Disse outro dia
quando live de disentir este assumplo e me rego-
sijo em pensar que o desenvolvmenlo a que entao
me elevei perante a cmara me habilitar i restrin-
gir tanto quanlo poder qualqucr expsito que le-
nha a fazer, esla noito disse outro dia o que eo
cria que era a verdade, que a primeira causa que
devenios considerar quanlo desnrganisarao do ex-
ercilo, he ser fundado no systema que temos segui-
do durante o curso de urna longa paz ( Apoiados ).
a Nao estou agora meramente fallando em re-
ducrejes nao eslou agora meramcnle fallando na
cvlincao de muilasdas principaesfonlesda nossa for-
ta militar durante os quarenla minos quo decorre-
ram depois de iSl ; mas pens que podia conven-
cer a cmara quo virlualmente nao livemos exercilo
durante eslo periodo, masque antes livemos para os
fins de polica no interiore no exterior cerlo nume-
ro de homens n'um estado de elevada disciplina, no
grao de certa org nisarn, mas nao alem.(Apoiados).
O que chamamos exercilo inglez he urna colleccao
de rcgimenlos. A disciplina interna desles regi-
mentos he completa. Temos as nossas companhias
um syslema mais perfeito ; lemos nos nossos regi-
mentos um mais perfeito systema regimental ; po-
rem nao lemos nada mais. Se investigarmos o ob-
jcclo veremos que duranto (oda a campanha, em to-
dos os cmbales que tem lido lugar, nao ha um
scaso da mais IcvedesorganisacaoregimenUil. Pelo
contrario, lio admltidoque as relares enlre os offi-
clacs e os soldados bao sido admimveis que nada
podia exceder a afTeiro dos soldados para com os
ofliciaes, ou a confianza na pericia e coragem. 'ludo
desla especie ha sido o que devia ser ; mas lem fal-
lado organisacao geral e aptidao que s pode ser
adquerida pela pratica, mas que nao temo* prati-
eado.
Como ja disse, o exercilo inglez nao he exercito,
mas urna colleccao de regimenlos. Alrevo-me a
dier que ha ofliciaes superiores no commando de
regiment* que, anles de partir para a Crimea se
com efleo naoestiveram aquarlelados na India ou
em Dublin nunca viram urna brigada ( Apoiados).
O que esperamos do nosso exercilo > Demos-lhe or-
ganisarao regimenUl, e leremos o que desojamos.
Mas tambem esperamos que liomcn*. que nunca
viramduas brigadas juntas, se aprescnlem com a or-
ganisacao de um exercilo. Esperamos que condu-
zam as comln'nacf.es necessarias para a sua manu-
tengo e movimentoesperamos que estes gene-
raescelestes facam, nao s o que nunca pralicaram,
mas o que nem nunca viram pralicado.
n Ainda repilo, lomemos a composicao do proprio
exercilo. Temos na Inglaterra o mais elevado esta-
do de civilisacAo que se possa encontrar em qual-
quer parz do mundo. Portanto, lemos, como con-
sequencia natural, a maior divisao de Irabalho. Te-
mos, desde a mais pequea povoac.'io do paiz, gran-
de numero de cidades mui vzinhas urnas das airas.
A consequencia he que o camponez inglez nunca
exige que facam alguma cousa para si. ludo, em
;mos lido ao mesmo lempo repetidas exigencias
cerca dos nossos recursos militares, depois as nossas
colonias se tem tornado em imperios, depois a Au*-
Iralia se lem tornado urna das mais importantes por-
coes do mundo, e ilcpois lemos eslendido os nossos
dominios em oulras partes do mundo pouco menos
' '.orlante*. A---%n^ciidn taes as circunstancias,
pcrgunlo ao lionrado^ltustrado cavallciro se pensa
que a guerra he rousa Un simples que a respectiva
pralica possa ser adquerida sem difliculdade, ou se-
gundo a noticia de um momento "! Nao conheco
urna occashto em que a Inglaterra tenha entrado
em guerra na qual nao haja soffrido grandes reve-
zes e a actual difiere das oulras somenlc em um
ponto que os infortunios ordinarios bao sido a-
companhados por grandes Iriumphos militares. ( A-
poiados ). Se eu lesse cmara a descripeo que o
duque de Wellinglon fez Jo eslado do seu exercilo
depois da retirada de Burgos, vera um caso mui se-
melhanle ao que presentemente lemos nos papis p-
blicos ; mas o passado nao occoreu no comeco de
urna guerra, mas no longo periodo subsequeute ao
rompimenlo das hostilidades, e quando o exercilo
era commandado pelos maiores talentos militares do
nosso paiz.
Tomemos um caso mais rcenle. Na expedirn
que mandamos ao Aflghanislan, a morlalidade em
o nosso exercilo era medonha. Na expedirlo que
foi fcilasob o commando do general Godvin a Bur
mal, a morlalidade montava a 48 por cenlo. Creio
que na aclualidade a morlalidade no exercito sob o
commandode lord Ragln monta a 14 por cenlo,
e doe-me dizer que, como devia ser esperado, a
perda augmenlou desde o comeco da guerra. A
cmara sabe que o soflrimenlo dos homeus dianle
de Sebastopol ha sido proporcionado \ distancia dos
acampamentos ao porlo de llalaklava, onde, segun-
do a descripean do honrado e Ilustrado cavalleiro,
lemos mautimenlos sufiicienles para o numero du-
plo de homens ua Crimea, mas onde a difliculdade
da respectiva remocao he grande. Tenho em mi-
nhas mos urna caria de um cavalleiro que faz par-
le da comraissao que foi nomeada ha pouco lempo
para inquerir do eslado das repartirles medicas,
lauto em Coiistanlinopla como na Crimea.
o Depois de descrever o esjado das comas no
campo, diz elle : O governo lem enviado abun-
dancia de ludo ; lem enviado isto al a distancia de
3,000 milhas, mas a distancia he de 3,006, e as ul-
timas seis milhas ao maii difliceisdo que as pri-
meras 3,000. i) Creio que he urna jusla descripeo
d eslado de cousas. Mas, pergunla-se, qual he a
causa desle eslado de cousas T Pois bem, disculindo
esle poni, a cmara deve dar descont s grandes
difllculdades que deviam ser encontradas, e tam-
bem deve dar descont ao facto segointeque nos,
nesla distancia, nao podemos ser plenamente infor-
mados acerca das causas que bao produzido esle es-
lado de cousas.
Antes do exercito partir de Varna havia urna
colleccao de aniroaes em numero de quasi 5,000.
Desdeeniao estes animaesos cavallos da cavallaria
e moilos dos cavallos da arlilhariamorreram,
de fri, c por falla do sustento, e tambem n'um
empo em que se dizia que havia forragcni
em grande abundancia no porlo de llalaklava.
O seguiule extracto, lendo urna dala certa dis-
creve pouco mais ou menos o que leve lugar na
Crimea : Dos seis regimenlos de cavallaria ingle-
za, 1,000homens eslao desmontados, eos cavallos
de mais 700 n,to podem prestar servico. O gado da
arlilharia mal pode puxar as pojas, e as carrosas
demunirao sao exigidas para cooduzir doenles. i>
Eslas palavras nao s3o escripias por lord Ragln da
Crimea ; foram escripias em 1809, descrevendo o
exercito depois da batalha de Talavera (apoiados ),
c clo-as porque roncordam exactamente com o es-
lado de consas na Crimea. ( Apoiados).
a Como in dizendo, he diflicl dizer onde as fallas
so originaram. Jactamos-no que temos o com-
mando do mar ; mas nao nos esquejamos que ha
pouco lempo acontecen urna lerrivel calamidade aos
nosso Iransporles. esejara expor cmara qual
he a somma de transportes que ha ido necessaria
para conduzir nao s homens, cavallos e munires,
mas maolimentos, suslenlo para animaes e pelrochos
militaras de lodo o genero que sao uecessarios pa-
ra um grande exercilo, e quando so assevera que
certas repartieres do governo bao sido vagarosas e
remissas na maneira de cumprir os respectivos de-
veres quo Ihc foram confiados, pens que o almi-
ranlado devo mostrar que urna immensa forca foi
empregada afim de conduzir o exercilo e os respec-
tivos pelrechos Crimea. ( Apoiados). Orajulgo
que de 7 a 10 de dezembro, o de 10 de dezembro a
22 de Janeiro, o almiranlado conduzio em seus pro-
prio* navios e em transportes alagados de France-
zes e oulras Iropas ao Bltico e Crimea nao menos
de 82,000 soldados, 3,000 ofliciaes, 5,000 cavallos,
171,000 toneladas de proviies e pelrechos, 185,000
toneladas de carvao.
a Desejo que a cmara conheca qoal he a des-1 enlo que necessitavamos de urna pessoa que admi-
cripcao exarta do almiranlado, e al que ponto esla
repartico ha podido cooperar com as oulras. Pre-
sentemente terci occasiao de mencionar cerlas mu-
denca* que sao propostas, mas primeiro voltarc ao
ponto em qme eslava. Se a cmara pede que o go-
verno diga quera beque deve ser censurado em
consequencia deslas cousas nao#lerem sido manda-
das do porlo de llalaklava ao acampamento dianle
c lancemos a censara dos nossos hombros sobre os
de outros homens, ser malograda na sua especla-
liva ; porque o governo esl determinado a carre-
gar com toda a responsahilidade. Elle ha sempre
obrado com esle designio. Tem pedido ao com-
mandante em chtfe que denuncie as fallas que por
ventura tenham apparecido, tem chamado a allen-
eflo delle para eslas fallas, e Ihe tem pedido que
diga ao governo quem beque merece a censura,
tem-lhe igualmente confiado supremos poderes pa-
ra depor os ofliciaes que se tenham mostrado in-
competentes, esubstilui-los por homens que, obran-
do debaixo de seus propriosolhos, se hajam mos-
trado convenientes para funcroes administrativas
que requeiram os seus servico*. (Apoiados). Mas
nao esl no poder do governo nesla distancia, e sem
as informacoesque sao exigidas, e fora cobarda e
discredilo para elle sem eslar cerlo do que diz e pra-
tica, emprehender lancar a censura sobre homens
que, em substancia, possam ler sido aecusados in-
justamente, e que eslao denodadamente eipoudo
vida pelo serviro da patria.
a Sr. presidenle, o honrado e Ilustrado caval-
leiro nao alacou o governo sobre o poni que foi o
grande assumpto de dbale no decurso da ultima
sessao. Enlo a queixa era que nao linhamos en-
viado bastante gente.e qsie nos linhamos compromet-
lidoa formar urna reserva.c nao linhamos salisfeilo o
compromisso. Respond, em favor do governo, que
linhamos enviado urna forca consideravel, e que li.
nhtmos formado urna reserva considuravel ; que
esla reserva deixara de ser reserva, porque
fora enviada ao Ihealro da guerra. Mas devo de-
clarar que o governo nao deseja de maneira al-
guma occullar parte alguma do seu comporla-
menlo nesle negocio. Tem forles razoes para rcru-
zar submctler-se a esla moc5o ; mas ludo quanlo
o governo puder produzir como informaran, para
mostrar o que lem sido e o que nao lem sido feilo,
deseja sinceramente pralicar. Tudo quanlo puder
ser alcaurado, o tudoquanto puder ser apresenlado
claramente o sem detrimento do servico, sera de-
posto sobre a mesa da cmara. Servir islo ao
mesmo lempo para remover as grandes illusocs que
exislem fora do paiz relativamente adminislra-
rao no interior.
o Ora, como certas cousas sao procuradas no
acampamento, suppe-sc commummenle que taes
cousas nunca sahiram de Inulalcrra, Al ha nar-
rarles que sao Uto absurdas que jolgo, que se refu-
ta m por si mesmo. Linas gazelas urna manida,
urna caria vinda do acampamento, quo linha por
Ululo. As provises que o governo nos enva,
dizendo que as peras de I.ancasler eram mandadas
com bombas Uto pequeas que nao podiam ser iza-
das, e que as pecas >oao podiam fazer fogo. Casual-
mente no diasegunle apareceu outro parrtgrapho nos
jornaescom aseguinte epigraphe. ce As pecas de I.an-
casler jequeiiando-se deque as balas mandadas eram
lao grandes que as peras nao podiam uzar, e que os
soldados eslavam constantemente oceupados em di-
minuir a grandeza destas balas, afim de aoderom
ser usadas. NarracOes como eslas devem Irazcr a
conviccao com sigo. Ainda mais, onv dizer oulro
dia que as barracas qae liuliam sido mandadas fo-
ram mandadas sem pregos para prega-las. Repule
Uto urna mui extraordinaria exposicao, e immeda-
lamenleordcnei que o negocio fosse examinado. Jus-
lamenle neste tempo urna pessoa dirigio-so minha
casa e dsse-me que linha visto as barracas embar-
cadas, que as linha cuidadosamenle examinado com
grande curiosidade, e linha ficado parlicularmenle
admirado da pericia com que eslavam arrumadas,
com parafusos e pregos aoommodados e posto* nos
respectivos lugares.
Ainda mais,dzem que a pralica usual relaliva-
menleaveslidos era mandarfardamenlo, aossoldados
eboles para seren pregados depois, e diziam que o
exercilo na Crimea linha recebido fardamento sem
os respectivos boles. Ora, neuhuma pessoa rece-
be fardamento sem boles mas loda a ronpa envia-
da ao exercilo fo completa. Palia mencionar mi-
niares do narrares semelhantes, c somenle apr-
senlo eslas como exemdlos das historias que sao con-
tadas sem o menor funJamento. Teneiono depor
sobro a mesapa cmara as eslalislica acerca de todas
eslas materias, e por isso nao canca-la-hcicom as
narracoes ja mencionadas acerca da qoanlidade
dos coberlores, das fardas, carvao etc. qae tem sido
enviados.
o Assim, a cmara se achara em posirao de jnlgar
Ja verdade dos boatos que lem circulado a respeilo
da insufliciencia dos manlimenlosque bao sido re-
medidos. 0 nobrelordquese scnla, peza-me di-
zer, por traz de mim, menciona que a cansa que o
fez retirar do governo fo que a repartico da guerra
nao eslava uto modificada, Uto consolidada, nem 13o
centralisada, que fosse realmente clflcaz para os seu*
fin*. Pens que o uobre lord conleslava o humilde
individuo que agora se esla dirigindo camara.o ler
lomado a si certos cargos que pertenciam sua ad-
niinislrscao, suppondo que a secretaria da guerra
devia limlar-*e a aquello que era agora oceupado
pelo secretario de eslado. Talvez que acamara se
lembre que na discussao que leve lugar o anno pas-
sado expend as minhas ideas com algumajexlensao
acerca da maneira pela qual estas repartieses devi-
am ser reorgamsadas e consolidadas. Expuz eotav
a opiniaoque nulria acerca da posirao que devia ser
oceupada pelo secretario da guerra. Entao expuz o que
agora peuso qae esla reparlirao nao devia ser oceu-
pada por um ministro de um gabinete. Pens que
devia ser urna repartirlo limitada somenle geren-
cia finauceira do exercito ; e enlao expuz que logo
qae o governo podesss fazer qualqaer nrranjo em
virludedo qual eslas mudanr.is podessem ser execu-
tadas, e eslas repartirles collocadas em nma posirao
raelhor e mais conveniente, nao seria eu quem se
oppozesse a islo, mas de boa vonlade enlregaria a
repartico quo agora oceupo.
a Porlanlo, quando o nobre lord chamava a at-
iendo de lord Aberdecn sobre esla materia, i mine -
diatamenlc declarci que eslava prompto a resignar
o lugar que oceupava. (Apoiados.; Comprehendi
que a opiniao que manifestava, o que ainda nalrn,
occasionaria alguma mudanra ; e eslava resolvido
que no momento em que esle fado se rcalsassc im-
mediatamente remiria o penhor dado. Consaltc os
meus eollcgas sobre esla malcra, e enlre oulros, o
nobre lord membro de Tivicrton. Declarci que era
lempo de dcixar o. governo, porque oceupando esla
repartico que exigia muilas mudancas, e ella lendo
de ser convertida em oulra ou de lal maneira allera-
da, nao podoria occapa-la. O nobre lord respondeu-
me com grande sinceridade c franqueza. Declarou
qae a combinadlo do meu cargo com o de secretario
da guerra augmentara a somma dos trabalhus a
lal ponto que nenhum homcm poderia desempenha-
los, e forlemente instou comigo pira qae deposesse
a minha demisslo as m3os de lord Aberdeen. Nao
posso dizer que vira razo Iguma para mudar a opi-
niao que nutria o anno passado quanlo ajnecessidade
de modificarle as reparlici.es da guerra. Declarei
nislrasse as finanras do exercilo. Declarei que era
necessario que huiivesse alguem que fosse como um
chefe inspeccionar as provises que fossem destinadas
ao exercito, oulra que (ivosse a seu cargo o arma-
mento, e que houvese um rommandanle cm chefe,
que se encarregasse da disciplina do exercilo.
o Eram eslas as pessoas que na minha opiniao de-
viam formar, com o secretario de estado, um con-
selho a que o secretario de eslado devia presidir, de
quem deviam receber as inslruccoes, e aprcsenlar
qualqner lemhraura que livessem de oflerecer icer-
ca da execuraodas suas ordens. Ocralraenle fallan-
do declarei que era urna opiniao adoptada por todo
o governo. Pens que o que precisamos he urna di-
visao de Irabalho alim de assegurar a melhor execu-
cao, e urna complelR subordinaran de todos cm uui
s. He ueste intuito que o secretario de eslado desde
algum lempo ha lidnocoslume de conferenciar com dif-
erentes conselhos da reparlirao reunidoslpara|rcceber
inslruccoes, propor lembranras, levar ao seu conhe-
cimenlo assumptos que nao poda resolver por
si s, receber inslruccoes em presenr,n um do oulro
de maneira qne cada um devia saber o que o oulro
fazia, entender o objeclo das ordens que eram da-
das, c poder combinar os meios que eslvessem cm
seu alcanre afim de conseguir um objeclo commum.
o Se islo nao for pralicado, n.lo pode; haver acor-
do na maneira de obrar. Tomaram-se minlas des-
les conselhos que foram enviadas aos principaes
membros do governo, e so fizeram relatnos acerca
do progresso dos differenles Irabalhos que se execu-
tavam sob as ordens da ndminisl raro. Esle he o
germen de iimconselho que devia ser formalmente
constituido. Afinal o governo comprebendeuque um
semelhanle conselho devia ser formado. Diz o no-
bre lord que diflere acerca da organisacao desle con-
selho. Tudo quanlo posso dizer he que eu nao li-
nha conscicucia naquelle lempo da somma da dille-
cenca, e quo nesle momento anda nao tenho cons-
cencia da somma de difierenca que possa haver*
Menciono islo, porque bao dito que o governo nao
ha lomado medida alguma acerca da cousolidac.io
das reparlicocs da guerra, e que nunca lencionou
lomar alguma. Declarei que o commissariado de-
via ser enllocado sob as ordens da primeira autori-
dade militar ; e islo fui pralicado. Declarei que
devia existir um cooselho, do qual o secretario de
eslado devia sero respectivo cbcfe.aquem os empre-
gados deviam obedecer exclusivamente, e de quem
deviam receber as ordens c executa-lasordens
recebida* na presenra de lodos, afim de cpie produ-
zisscm urna acr.lo combinada e nma conperacao real.
Pois li in, devo dizer que na lem havido falla
de subordinacao ncslas repartres ; mas pelo con-
trario, bao satisfactoriamente reconhecido a aulori-
dade do secretario de estado, c tem empregado o
seus maiores esforcos para firmar a cxccucao das suas
ordens.
ce Tem-se dilo que nao somos capazos de realisar
as mudancas pralicas que sao necessarias para a exe-
cucao da guerra. No comeco dos arranjos o anno
passado, havia grande difliculdade em se apromplar
numero soflcicnle de bombas para o uso do exerci-
lo. Nao se podia obler o numero sullicienle de bom-
bas para o Irabalho que encelavamos ; mas um ofli-
cial de arlilharia, de grande disiinerao, no decurso
de cinco semanas organisou urna fabrica inleira-
mcnle com os seus nicos recursos, o na qual quasi
ludas as delicadas partes da operaran de cocher as
bombas podem ser executadasem muilo pouco lem-
po. Esta experiencia ha demonstrado a existencia
de um poder enorme para crear novos malcriaes des-
la especie, c positivamente com ama economa de
libras eslerliuas 30,000 a libras esterlinas 40,000 no
anno. Menciono esla circumstancia para mostrar o
que se pode fazer quanlo a urna applicacjo enrgica
que se possa rcalisar sem despeza para o paiz.
Ainda mais, linhamos de organisar um Irem de
Wagn. Tem-sc dito que nm Irem de Wagons so
exislira na ultima parle das campanhas do duque
de Welinglhon. Foi elle quem o formn. Durou,
indo-so gradualmente exlingondo, al o anno de
1838, em cuja poca desappareceu completamente.
Exceptu um Irem de Wagons da lisia dos eslabelc-
cimentos que devem exislir em lempo de paz. O
respectivo uso real, so serve para lempos de guerra.
Nao podemos fazer qae regimenlos marchen) com
lois as bagagens necessarias na forma ordinaria,
quando he mister que um trem de Wagons siga-os
com as respectivas bagagens e poupe todo o Irabalho.
Nao eslou fazendo aecusacao alguma para a abolirn
desle syslema em lempo de paz, mas he preciso mui-
lo lempo para que as cousas vollem a um eslado per-
feito de organisacao. Para tornar esle trem effec-
tvo para o fim necessario he preciso grande nume-
ro de animaes para a bagagem, que nao se encou-
tram eom facilidade as praias da Crimea. So se
poderia obler na Hespanha ou no Egyplv, ou em
algum oulro paiz onde os cavallos ou muas sao en-
contrados com facilidade.
a O duque de Ncwraslle organisou e esla agora
enviando um Irem composlo do Indo quanlo he ne-
cessario para as exigencias do caso presente ; e rego-
sijo-mede ver nos jomaos queja lem ebegado alguns
animaes de bagagem. Quando esle eslabclecimenlo
Se adiar bem fondado, por om nutico experimenta-
do que se distingui pela formarao de um Irem se-
melhanle, Sir Charles Napier, pens que nao ser
possivel que um exercilo se ache no eslado em que
o nosso se vio ha poucas semanas. O commissariado
na Crimea, em minha opiniao, se acha accumulado
de Irabalhos-, deve limilar-se a prover os monumen-
tos e certamente nao se deve ingerir nos transportes
do lervico. O duque de Newcaslle larrrbem enviou
um corpo de eslado maior. Tem-se oceupado em
formar um grande eslado maior para o servico do
hospital sobre nova baso, isto he, ler ordens melho-
dicas, em vez de eslar dependente das mudancas
dai rossoas e dos convalescenles. Era impossive'
que oulro systema fosse pciordoque o que oulr'ora
existia ; e espero que a substituirlo de um principio
mais justo, copiado dos nossos adiados, enllocar
os nossos hospilaes em melhor posicao. Ainda mais,
'em-se dito que o corpo naval de transporte ha sido
numricamente inadequado para o Irabalho respec-
tivo.
o O meu honrado amigo, o primeiro lord do al-
miranlado, explicar cm oulra occasiao cmara a
alterarn que so projecla fjzer afim de crcar-se um
corpo de transporte quo inteiramenle ser su luciente
para esle fim, e ser capaz de se encarregar de um
negocio de lamanha urgencia como este qae esl con-
fiado sua evocaran. Ainda mais,possodeclararque o
governo, no momento cm que levo nolicia'dos erros
que se cuinmelliam no embarque dos mautimenlos
isto he, da confusao que rcsultava do grande nume-
ro de homens era um navio, e depois, a remocao da
carga para oulro, nomcou urna commissao para exa-
minar esle objeclo, e indagar quaes eram os delin-
queules, e depois dar a sua opiniao para prefinir as
as lembranras cujaadupcao julgassem til. Ordena-
mos ao mesmo lempo aos ofliciaes qne eslao frente
lo exercilo que admitlissem aslembr.incas que fos-
sem feilas, depois de avaliarem as razoes em que se
baseassem; c espero poder depor anle o parlamento
o resultado das averiguaces desla commissao.
n Ora, Sr. presidenle, tenho exposto com algnma
extenrao promenores que devem ser enfadouhos
cmara ; mas tendo assim pralicado, comprimindo
o que linha a dizer sobre os promenores, dezejo per-
guillara cmara qual he sua inlenrao relativamen-
te mora,.que Ihe foi apresentada, a proposla acer-
ca de urna commissao de quinze pessoas he nao me-
nos um assumplo de ou-iderarao do ipie a condiro
do exexcilo em-Sebastopol, e ocompirlamenlo das
reparliroes no interior que esle exercilo esl con-
fiado. Suppe a cmara que fleclur islo por me
de urna commissao, e suppondo que baja um gover-
no que se submelta a esle nquerilo, qual seria o
efleilo da noineacao desla commissao sobre as ryiar-
lintes da guerra, e sobre o exercilo, sobre o objeclo
dos esforcos deslas reparlices? Se a cmara nomear
urna commissao para inquerir como eslas reparliroe
devem ser reformadas, como devem ser separadas
como devem ser consolidadas, e como a respectiva
auloridade deve ser subordinada a aulnridade supre-
ma, o governo deve ao mesmo. lempo absler-se de
levar a clTeilo as suas proprias medidas acerca dcsie
mesmo fim.
Estas pessoas serao obrigadas a examinar os pro-
prios individuos encarregados da cxccur.to deslas me-
didas, e serao ohrigadas a receber in ormacoos se-
cundarias. A cmara lem quinze homens membros
do governo. Estes quinze homens sao mais versados
do que qualquer commissao pode ser acerca dos de-
feilos da machina que sao chamados a fazer Iraba-
Ihar, conhecem os lugares Traeos e os remedios qae
devem ser applicados, lem os objectos clarse distinc-
los vista, e esUlo promptos a defende-los. Mrs a
commissao deve ouvir a evidencia e depor o contra-
rio, e entao, depois de longa dilaran, begar s mes-
mas concluses que o governo de sua magostado ja
lem chegado. Em toda a sessao de iueslimavel lem-
po lera sido concebido a esla commissao decidir acer-
ca do que deve ser fcito. Max, ainda pcrgunloqual
ser o cffeilo de ludo isto as proprias reparlices 1
O membro do governo que esliver frente desla re-
partico deve esperar a commissao para dirigir-lhe a
prnpria de fe/.a ; e devo saber que tempo ser conce-
dido aos membros do governo para adminislrar os
negocios do exercito, e levar a edeito as medidas ne-
cessarias prosecuro da guerra, so a sna vida deve
ser consumida de dia a dia n'uma sala de commis-
sao da cmara dos communs, respondendo a per-
guulas, produzindo eslalislicas, e esforcando-se para
defenderse dos ataques que Ihe forera dirigidos na
cmara.
ii O governo lirar simplesmcnlc paralvsado du-
rante o lempo que durar este inquerilc. E qual
ser o ofleilo sobre o exerrilo sobre cuja coudic,Ao
se deve inquerir.' Como iiequeoiilcnde a camaraque
este nquerilo deve proseguir Pretender mandar
rommissarios Crimea, como o Directorio Franeez
mandn ao general Dumourier, o como foram man-
dados oulr'ora ao exercito sob o commando do du-
que de Marlborough ; ou pretende chamar ofliciaes
de Sebastopol para dar-lhe as noticias que exige? A
cmara lomar sobre si as obligantes <|0 comman-
dante em chefe. Se o commaudanlo em chefe he
incapaz de cumprir eslas obrgaces, he do dever
do governo revoca-lo. Seria nm erirae para o go-
verno nao revocar o commandante em chefe qne
re'puUisse incapaz, mas seria igualmente um crime
adriiiiiir urna conclusa.) da sua incapacidade sem
prova, c sacrificar homens ao clamor publico pelo
indigno fim de lancar sobre os seus hombres a cen-
sura que a cmara dos communs deseja lancar sobre
os seus proprios.
Talvez tenha havido governos que se hajam
abrigado sob aclos semelhaules a esle ; mas esle nao
he um governo capaz de semelhanle procedimenlo;
e se fosse, eu nao permanecera como membro delle
por urna hora (Apoiados). Se a cmara pretende
approvaresta mocao, prelonde paral) sar a accao do
governo do paiz, c a accao do exercilo no exterior.
Digo que he impossivcl ao commandante era chefe
e aos ofliciaes superiores obrar livremente, quando
ao mesmo lempo sabem qne urna injuria he laucada
sobre lodos os seus aclos, e que teslemunhas, a quem
nao lem os meios para responder, dao ms informa-
rles acerca do seu comporlamento.
Ainda mais, a cmara ensinua ao exercilo urna
desconfianca acerca dos commandantes. Em qual-
qucr senlido em que admillir a mogao, ou n3o al-
cancar as informacites que deseja, ou consegui-las-
ha a cusa da eflicacia do exercito. Nao conheco
argumento pelo qual a cmara possa justificar se-
melhanta procedimenlo. Ella pode dizer : a Ha um
caso de desastre, de enfermidade o morlalidade, e
pensamos que o governo he censuravcl. Entao po-
demos dizer, os membros do governo sao as pessoas
qae devem sollrer o assallo.
cr Se a cmara lem de chegar a esla concluso, o
seu Irabalho nao inquirir desta ou daquella reparli-
rao. Depende disto, nao he a culpa dos ofliciaes,
mas da energa dos soldados. Se pensa que um go-
verno nao tem enmprido os seus deveres como de-
via ler pralicado, he do dever da cmara por fim a
istodizea as pessoas que dirigem os negocios,
Nao soisdiguos das posintcs que oceupais (Apoia-
dos). Procedis de urna maneira que vos nao acre-
dita, e que he destruidora dos melhores inleresses
do paiz. Nos vos laucamos fora do governo, sois
ncapazes de continuar, e consignaremos os nossos
negocios a homens em cuja capacidade tendamos
maior ronlianca do que na vossa. Eslou perfeita-
menle desejoso de receber esla decisto. Urna cou-
sa eu desojara pergunlar a cmara. Se tenciona
adoptar este comporlamento, faca-o qoanto anles.
Esle governo ha sido por um longo periodo um go-
verno existente sem o que pode ser chamado um ge-
nuino apoio parlamentar. O governo lem etlado
conslanlemenlesujeito a revezos, e a sua forca esl
grandemente arruinada cm consequencia de laes
aclos. Temos eslado exposlos a murmuraran e
calumnias. A cmara diz que o povo despreza a
calumnia. Mas nao. O calumniador pode ser des-
prezado, mas nao a calumnia Apoiadcs. A ca-
lumnia tem um efleilo sobre o carcter dos homens
pblicos, e eslo governo lem soffrido ca'umnias se-
guidas de urna maneira negligente e sem escrpulo.
Mas o governo se acha presentemente n'uma
situacao muilo mais precaria do que nunca. Nao
podemos negar que um governo ja fraco rncebeu um
golpe doloroso pela retirada das suas lucirs do ho-
mcm cuja pusi(3o, carador c tlenlo fa/.ein delle
sob todas as retiros o primeiro homem desla c-
mara, e da-lhe nina influencia sobre os oulros como
ninguem nunca possuio. Lamento esla defecrao
por amor do governo e do servico publico; e espero
oceurrencias desle mal. Da mesma maneira o gover- que o nobre lord, que sempre me ka tratado com
Crimea que exige urna accao couslanle e quotidiana
e precisa, tanto por causa deslas negociarles como
para levar a guerra a efieito, medidas que exgem
ao mesmo tempo ser adoptadas e postas em pratica ;
e a sospensao de lodas as funeges do goveroo, que
osla commissao necessariamenle da de causar, ser
mui fatal. Lamentarei por amor desle e de oulro
qualquer governo, o eiUbelecimenlo de um prece-
dente como esleo precedente de referir as func-
{.os do governo a ama commissao da cmara. Ca-
da um lem funeces que Ihe sao proprias, e nao po-
de usurpar as do oolro sem perigo para o estado.
Ha grandes perigos imminenles oeste paiz; estamos
n'um momento de indefinivel ancedade. Cumpre
que osla nacao diga claramente a que homens e a
que governo deve ser entregue a direccao dos ne-
gocios.
a Eslorcei-me lano itoanlo pude para viogar o
governo da aecusacao que Ihe ha sido feiladeque,
de proposito, e com os nossos olhos abertos, pcrmil-
liraos que o nosso valcnle exercilo pereca. Sr. pre-
sidente, pelo ultimo correiu recebi noticias da con-
dirao mclhorada do nosso exercito ; tenho noticia
da chegada de animaes, de abrigo e de proviiSes.
N3o desejo inspirar cmara opinioes do fuloro re-
lativamente a esla exercito mais melanclica do
que he necessario, mas he essencial a esle exercilo
e aos nteresses desla paiz que urna docisao promp-
la edistincta seja lomada quanlo esUbilidade ou
lerminacao do governo qOe actualmente ansenla as
redeas do poder, governo que nao as sustentar de
maneira alguma, se nao poder sustenta-las cora ef-
ficacia. Digo, Sr. presidente, que he lempo, que a
cmara dos communs lome urna decisao a noiso res-
peilo ; estamos promplos para tolerar esla conclu-
so, e ainda repilo, he forca que esla decisao seja
iulelligivel, mas principalmente final. (Applausos).
(Times.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBCO.
Hamburgo 5 de marco-
O Imperador da Ruisia Nicolao /. morreu no
da i de marco, de urna apoplexia nervosa. Ainda
nao he possivel prever as cousequencias desle aeon-
lecimenlo.
Se a morle de uro czar, como foi o imperador
Nicolao, ja por si he um acontecimento importante,
a poca em que leve lagar, inexperada e repenti-
namente, de ninguem prevista on calculada, o tor-
na imporlantissimo. Urna pessoa iao eminenle, era
nilelligencia e aclividade, nao pode desapparecer de
repeule da alia posicao em que o deslino a collocou
sem deixar um grande vacuo, que da lugar a um nu-
mero de novas eventualidades. A posc.Ao do irope-.
rador Nicolao na Europa, a influencia quasi domi-
nante em lodo o mundo, que elle havia concentrado
sobre o Ihrono moscovita, lalvez deve ser atlribuida
mais a rara reuuiao das qualdades intellecluaes e
muraos na pessoa do allecidd.doque a copiosidade de
poder material de que dispunlu. Assim como a fi-
gura do imperador Nicolao era superior ao tamaubo
regular, tambem era elle muilo superior aos carac-
teres ordinarios por causa da firmeza inabalavel
do sen carcter, do animo e grandeza dos seus pro-
jeclos, e da agudeza de. sua inlclligeucia. Nos, quo
somos opposlos a polilica do czar, nao podemos com
ludo deixar de consagrar a ease grande
Iribulo da irossi_ad mira cao, a
era um homem no verdad
O imperador Nicolao
no, no momento era que ouvio queixas contra a re-
parlirao medica, mandn urna commissao para mi-
nuciosamenle inquerir as causas de que o secusavam.
O governo pensou qae era necessario, n liui de obler
urna invesligacao verdadeira, reunir aquella com-
missao pessoas que fossem independenles da profis-
3o medica, que nao livessem inleressc de occullar
os erro, que fossem tambera independenles para com
o governo, e que por lano nao livessem interesse
em occullar as fallas. O governo nomeou estas' pes-
soas, com inslruccoes para perscrular a verdade a
fundo ; dezejava ao raesmo lempo qae propozessem
urna ronlianca e bcuignidade sera oxemilo para
mimespero quo o nobre lord me desculpar se
digo que lamento a sua defecrao igualmente pela
eua propria causa. Pcmo que iienhum servo da
corda devia deixar o servico publico em urna emer-
gencia tao grave, mas siulo todo o peso da perda do
nobre lord, o digo que be per causa da Sua perda
que pens que tenho direito de pedir cmara, pri-
meiro qae ludo, urna simples e rpida dcciiSo quan-
lo ao seu comporlamento as circunstancias ac-
tnaes. A cmara lem negociares pendentes da
mais alia importanciatem um eslado de cousas na
principe o
um principe que
eiro senlido da palavra.
._ I. Pawlonji?. nasceu em
7 de julho de 1796, sendo lerceiro lilho do impera-
dor Paulo.
Elle assim nao complelou os 59 annos. A morte
do seu irmao mais velho. do imperador Alexandre,
em 1. de dezembro de 182.., e a reounciac.ao do her-
doiro da coroa, do grao duque Constantino, chama-
ram-no sobre o Ihrono ente dos trila annos.
Naquelle lempo elle passava por um caras'.er an-
tes suave do que enrgico, porom j os primeiros
das depois da sua asccssBo ao Ihrono, que leve lu-
gar em 24 de dezembro, deram prova do seu hero-
smo pcssoal. Rompeu urna revoluto militar cm
S. Pelersburgo, e a vida do novo imperador se acha-
ra no maior perigo. A coragem reposante com que
elle se apresenlou ao regiment* que cercavam o
palacio, inlimidou os rebelde* ; o levanlamenlo foi
supprimido, salvado o Ihrono, c os conjurados em
parle sollreram urna morte terrivel, e em parle fo-
ram transportados para a Siberia.
Mais uma vez, em 1830, a revolocJo da Polonia
inlerrompeu a paz interna da Rumia. Tambem ella
foi vencida sanguinolentamente, e o fruclo que do
seu yencimenloTolheu Rns*ia foi o mais agradavel
possivel aosplanos do czar. Pelo estatuto orgnico do
auno de 1832, o imperador Nicolao levanten a anti-
gaconsiiiuirao rio reino da Polonia,encorporando-a
Russia como uma provincia. Os limites .do imperio
do czar deile modo se eslenderam at o eoracao da
Europa. Acabou toda a conlemplacao para com a
nacionalidade poloneza ; a Europa, que pelo trata-
dos de Vienna linha garantido a independencia nacio-
nal da Polonia, se conservou inactiva, approvando
ludo pelo seu silencio, e a obra de lomar russa
Polonia, foi empreheodida com lod* a dura energa,
que corresponda ao carcter inabalavel do podero-
so autcrata. J depois de 18 annos semoslrou o
resultado. Rompeu a revolocao europea em 1848;
em loda a prteos povos lomaram asarmas; porem
to elevadas que foram as ondas da revolocao, nao
poderam derramar-se sobre as fronteiras da Russia.
A Polonia flcou tranquilla ; pareca inteiramenle
parausada a forca da sua nacionalidade.
Entretanto a Russia no* annos de 1826 e 1827 li- .
nba dirigido felizmente a guerra conlra Persia, re-
cebendo novas provincias pela paz de Tarkmautschai
em 28 de fevoreiro de 1828. Immediatamenle se-
guirn) as oulras, nao menos felizes guerras conlra
a Turqua em 1828 e 1829. As Iropas da Russia atra-
vessaram o Balkan.e penetraran! al Adianopole, se-
gunda cidade do eslado Oltomano.
Um terror pnico reinava em Constantinopla.e te-
tuia-se de ver cm pouco lempo (remular o pavilhao
rosso sobre os minarelsjda capital, em logar do pavi-
lhao do Propbela. Entao as grande* potencias fa-
cilitaran] a paz de Adrianopole. A Russia liaba hu-
milhado do modo mais sensivel a Turqua, a qoal li-
nha justamente emprehendido a sua fortificacao inte-
rior por meio de uma reforma. O czar linha corae-
Cado a guerra calculando bem o tempo, para impe-
dir esss trela. A Turqua foi obrigada a pagar
Russia uma enorme iudemnisacao para as despezas
da giurra, e a conceder vanlagens commerciaes, que
para muilo tempo Ihe lornaram impossivcl de regu-
lar as suas finanras. O czar NicoUo alcancou o qae
quera : a Turqua se achava reduzida ao eslado da
maior fraqueza, e s dependa da Rnssia, de ascolher
o momento para Ihe dar o ultimo golpe, afim de
allingir finalmente o alvo da sna poltica. No Ira-
lado de llunkiar Skelessi se manifeslou loda a im-
potencia da Turqua. Ella se obrigeu a fechar os
Dardanellos logo que a Rassia fosse atacada por ini-
migos exteriores.
O anno de 1840 trooxe Russia novas obriga-
ees de parle da Turqua. Foi ella qae obrigou o
vice-rei do Egypto MehemediAH a concluir a paz
com o suliao.
Veio o anno de 1848, o qual desastroso para to-
das oulras nac&es, augmenlou a influencia do czar.
L'm exercilo rosso entrou na Ungria para salvar a
cora da Ungria Austria. Ao mesmo tempo o
imperador Nicolao foi o mediador na questio da
Diuamarca, ou do Schleswig-Holslein. Elle dilou
a paz da Allemauha, uma paz que segurou de novo
o poder da Russia no Sunda. E finalmente em 1850,
quando ameacava o rompimenlo de uma guerra ci-
vil enlre a Anslria e a Pruisia, foi tambem o czar,
que fez recahir na bainha as espadas.
O seu successor he o seu filho roai* velho, que lo-
mou posse do governo, debaixo do noine de Alexan-
dre II. Por uma proclamaco de 2 de marco elle
annunciou a sua ascensao aojlhrono, e j receben as
liomenagens de fidelidade dos grandes dignilarios do
imperio e da guarnirlo de S. Pelersburgo.
A primeira impressn qae produzio a morte do
imperador Nicolao foi a favor das esperance* de paz.
Os fundos pblicos subiram em todas as pracas eu-
ropeas ; porm s o futuro ha de decidir a respeilo
dajusleza dessas esperances. O que he cerlo he
nicamente a incerteza do que se deve esperar.
Debaixo dessas circumstancias que desveslem de
lodo valor decisivo para o futuro ludo quanlo al
agora aconteceu, bailar por boje dar um passa-
geiro golpe de vista sobre os aconlecimenlos desde a
minha ullima caria, acunlecimenlas que nao produ-
ziram nenhum resollado, limitando-se exclusiva-
mente a negociarOes diplomticas.
Na Crimea ainda nao houve decisao alguma. A
si luarao militar peranle Sebastopol he a mesma; a
favoravel mudanra do lempo, a chegada de barracas,
de falo espesso contra o invern, e a abundancia de
vveres lomaram mais agradavel a vida para a> iro-
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 31 BE MARCO 1855.
\
pai adiadas. Os Inglezes cnlregarara a linlia das
loa Franceses, para poder eomple-
,ar O exercilo Turco do Da-
nubioja so acua quasi lodo em Eupaloria, debaixo
do eammamlo 'le Omer-1'aclm e jaobtevc urna vie-
jn, ubre os Russos. Esle, o* Russos, alacaram
fcupaturia cm 17 de revereiro, e foram balidos com
randa perda depr-is de um cmbale de 5 hora, de
que se acharara Abrigados a se retiraren) sobre
aimpmropol.
A* negociaces com a Prussia conlinuavam du-
rante lodo o nuz de fevereiro, sem alcancar resulta-
do algum. Koteduvida porm que eni breves*
iond una convenci a esse ro-peilo. Al confe-
rencias de paz nAo foram anda iberias em Vienna,
provavelmenle por causo de se adiaran anda pen-
dentes as negoci.icocs coro a Prussia, e secundo to-
na morte do imperador da Russia.
de novo^adiar a sua abertura. A Inglaterra, i
Austria, a-Turqua e a Russia, alm dos seus envia-
do* reculares em Vienna, serAo representados tam-
lieni por plenipotenciarios o ser, repreaeulaiia por lord John Hussel. o qual j
chegou lioje em Vienna. depois de haver (ido con-
ferencia com n imperador NapoleAo em Paris, e
tratado em Bcrliin da liiul coucluiAo il'uma conven-
cao espacial com as potencias Occidenlaes nao se
sabe inda qual foi o resultado dos seus esforjo?.
i queremos deixar do Iranscrever aqui un do-
cumento, ja por si bastante caracterstico. He o
manifest que o imperador Nicolao dirigi ao sen
poro a respeito da formadlo da milicia, poucas se-
manas antes de sua morte.
ala grac de Dos nos Nicolao ptiroeiro, impera-
dor e autcrata de lodts ai Russiat.
Faierooa saber :
nossos fiis e bem amados subditos sabcni
quanto nos desejamos alcanzar n:ra emprego da
torca das armss, sem maiorctlusao de sansue, o fim
que constantemente nos nao propuzemos o de def-
enderos direitos de nossos correligionarios e em ge-
ral de toda a christandade no Oriente. Esse desejo
he igualmente conhecido por lodos que seiuiram
coro ittencjo e imparcalidade a marchados aconte-
cimonlos, assim como a tendencia invariavel das nos-
ss accoes. Nos temes sido e seremos sempre es-
Iranhos a todo oulro movel, a loda oulra vista cni
respeito de freconsciencia. lioje memo fiel a es-
es principios por nos adoptados, nos nnmincimos o
nosso consentimeiilo'aberiurra de negociacescom
as potencias Occidenlaes que lormaiam junlamenle
om a Porta Ollornana.uma sllianra hostil contra nos.
!\<>s julgamos em nossa equidade dever esperar da
parto 'ellas a roesmasinceridade, o mesmo dcsinle-
se as iulcncaies, e nos nao perdemos a esperan-
<;a do reslabclerincnto d'uina paz tAo desejada, tilo
preciosa para toda a christandade. Nem obstante,
em presentadas forjas que ellas rennam e dos ou-
tros preparativos que filas fazem para lutar comnos-
co, preparativos que a despei lo das negociaces en-
celadas nao descontinan), e a querem mesmo scni
nlerrupc.ito quasi cada dia maior dcsenvolvimenlo.
Ra somos forjados do nosso lado, de cuidar im-
ncdiatainente do augmento dos meios que Dos nos
leu para dellcnder a patria, para oppor una firme
e poderosa barreirn a todas as tentativas hostia con-
I Russia, a todos os projeclos que ameacariam a
na -eauranra e a sua grandeza. ste nosso primei-
dever nos a preenchemos, e invocando a assislen-
cia do Omnipotente, com inteira f em sua araca,
B plena confianza no amor dos nossos subditos,
animados como nos do mesmo sentimcnlu lo devo-
Co pira nossa crenra, para a isrpja orthodoxa e
sa querida patria, ns dirigimos cs-a nova
hamada a lodas as classes dos nossos subditos Dr-
enando que se proceda forraacAo d'uma milicia
gera: do imperio.
Micoes relalivas formaeflo c organisarSo
tem sido examina las e confirmadas por
acham-seexpostas detalladamente n'um regu-
llo especial. Ellas serao em toda a parle pol-
las em exccuc,Ao com ponlualidade e zelo.
is de una vez a Rusta foi ameajada e feri
la por experiencias penosas e mesmo c ruis ; mas
achou a sua salvado em sua humilde f
na Providencia, no laso estreito e indissoluvel que
n> monarrha aos subditos. Que assim tambem se-
I Que o Dos que l dos corseos, que
o;oaas io(enc,oes puras nos presle a suasassis-
lencia.
;em S. Peiersburgo aos 29 de Janeiro, do an-
Natciroento de N. S. Jess Christo de 185-), e
trigoiamo do nosso reino.
Lisboa 14 de margo.
siluacAo poltica conserva-se inalleravel e tran-
quilla como l'antcs era a do celeste imperio. A ca-
los dcputadosesta'discutindo plcidamente ha
ni ais de um mez a le do recrutamento ; a agora em
I" voltaram a' commissao certas emendas e ad-
ditacicutosofTcreridos ao projeclo que esta' em de-
bate, vai continuando a discussao da le dos mor-
cncaminhada segundo as bases que se aprn-
vararu o anno passado. lie acanliada e iiisuflicicnle,
mas assim mesmo suppe-se que nJojassara anda
nesta sessAo na cmara dos pares, lia neste paiz
uro terror, um meilo da abolicAo dos vnculos, qui-
nao se pode explicar racionalmente. Entretanto co-
mo be urna iusiituicuo contraria a todas as Icis que
rcgulam a propriedade, nAo pode durar muito.
N.lotem huido nesta cmara nenhuma interpel-
nolavel, a' cxccpsSo da que fez o depulado
iaCardeira sobre o estajl-Ar~Begaransa los
s em Pcrnarahiico. avista do urna noticia
que aqui chegou pelo Jorual do Commercio do
Rio de Janeiro, o qual dizij, que ous cadetes do sc-
l'i hatalhAo de fuzifeiros lnliam alliciado solda-
do! para deilar fogo as casas de alguus I'oituguc-
zes, chegando a haver urna tentativa de inceiidio
conj agua raz na roa do Crespo. O ministro dos
estrangeiros visconde de Atouguia, decla-
ro que nAo sabia lo caso a que se referia o
J troal do Commercio porque nitu lnha parli-
alaunia official se uaodo alvorolo ocerrido
em Pernarobuco por occasiAo de um roubo feilo por
preto a um iogista portuguez ; mas dcclaruii que
?o que recebesse alguma noticia fidedigna, em-
>s as meios para garantir a vida e pro-
s cosaos coucidadAos. Devo notar que
i artigo do Jornal do Commercio tem dado, que
scismar, porque aqui nAo se tem sabido este aconte-
( se o he,i por nenhuma oulra via. Algu-
as pessoas eslAo sobresaltadas com esta noticia ;
ciiTrelaulo todos sobemog.que se iilguns dscolos com-
mellerem qualquerattentado, a roaioria sensata dos
Pernambncanos ha de evitar quo se perpetrem, o
de deixar impunes os malfeitores que assim
desdourcm urna tAo importante povoa;ao.
Meocionarei agora una ancdota que se passou
depois dtsta inttrpeliic,3o, eja nos corredores da
cmara. Tinlia dito o ministro Jervis, que se fosse
jerdadeira a sublevacAo em Pcrnambuco contra os
l'ortuguezes, o cnsul teria pedido logo soccorro,
))orquo seria elle a primeira vctima. Isto linlia o
(ro observado durante a discussao. A sabida
la cmara, um depulado, que tem confianca com
elle disse-llie : Oh .' visconde, V. bem mostra estar
muito alhelo das consas de Pernambnco. Por-
que '! lite replicou Jervis. Pois V. vai dizer que se
houvesse algum altentado contra os Portuguezes, o
nosao cnsul seria o primeiro sacrificado ? Nao
sabe que elle lie mais brasileiro qoe os filhos
lo paiz? a islo relrucou o impagavet visconde:
Nao sei, nAo ; o quesei he que tomara j ver-me li-
vro delle. Que o depulado fizesse esta trilica, nao
me admira, porque he um dos preleiidenlesao con-
sulado, oas que o ministro na resposla mostras-c que
^ era um homcni com as maos atadas, e poteiitcas>e o
seu estado de coaecao dianle de quem o quiz ouvir,
iso he que faz com que a aenle se ben/.a com a
mo toda ao ver semelhantes homens de estado o
que nos vale he a esperanca de que isto nao ha fle
durar por miiilo mais lempo.
A cmara dos pares pode-so dizer qne tem estado
em ocio. Apenas o oulro dia houve urna nter pella-
rao do conde le Thomar ao governo. cslranhando
que o doque presidente do conscllio fosse a S. Carlos
ouvir a Allinni. e nao viesse as corles responder aos
representantes da nacAo. Rodrigo da Fonseca res-
pondcu-lhc com aigumas facecias realinenleespiri-
1 nasas, depois do que se passou a ordem do dia, que
porsighalera tAo nlil e insignificante como linha
sido a resposla do ministro dos negocios do reino.
Tambem por occasio de ser restituido o visconde
do Piobeiroao seu anligo lugar de sub-chefe do es-
tado-maior general, fez o mesuro conde de Tliamar
ao ministro da marinha mui serias nterpellar/ies,
prraunt.iudo-lhese o governo linha lencAo de ap-
provarmuitosactos, que referi exlcnsamenle)llegaes
promulgados pelo visconde em Angola durante a sua
carta residencia naquella provincia. Jervis de Atou-
giavio-se afilelo ; pedio ura adiameuto para cou-
luira sua resposla, na qual compromelteu o gover-
no, sem que todava oenhum outro ministro viesse
em seu auxilio, porque em se tratando de Ximeoes,
os ministros do reino e fazeuda fogein logo como de
si lio ern que houvesse cholera.
O duque de Saldanha continua em (ratamente
SAo duas cousas qoe se esperan) ha muito lempo,
mas que nunca cliegam: urna he que se feche a fc-
rida do marechal; a oulra he que scconclua a res-
posta do procurador geraPda roriia sobre a penden-
ria do consol de Pernambnco o os Porlucuezes ah
residentes. Estas duas mazelas cxslem assim ha
lauto lempo, porque, ambas tem sido tratadas cora
pinedios em pi: a do duque com p de camphora.
i a do consol com onro em p. Os rharlalaes aqui
metlcm a sua colherada em ludo. De sorteqne uns
por venaes e outros por asnos, paralysam e prejudi-
ram quanto po Icm.
A nsposia do procurador da corda, lie j (Ao volu-
mosa que levara por emqaanlo horas a ler, e an-
da continua, porque, allega elle, esto de vez em
piando a inandar-lhe iiovus documentos, o quelhe
tem alrazado muito esle trabalhi. Ouando sobre
lo naasquinho negocio so oscreve lano, que faria
'se mallesse nos negocios do Oriente?
O eansclliciro Otlolioi. diga-se a verdade. tem si-
lo illudiilo pela scretaria rom as suceessivas remes-
s.i de pipis, provavelmer.le inuteis : 'depois den
um estupor no irmAo, par do reino, de quem elle he
uiuilo amigo ; foi fazer-lhe companhia ; esleve dous
mezes sem despachar, c at aodou por alcuns das
como apalclado ; agora vollou ao expediente, c
Dos queira qne elle 10 conla do recado. Ouv
que remandes Thomai (que aioda se conserva
firme no seu posto] sena estivesso seguro de quo
o honiem dava um vol favoravel aos seos conslilu-
Miles, ja tinlia rompido cora elle, nao precisando
mullas paiavras pesadas para que llie desse alguma
apoplexia ou estupor, como deu no irmAo, porque o
pobre honiem esla ja muilo caduco. He a vera ef-
Bgia do nosso oslado moral.
Bl-rei vai conipiclar a sua viagem europea antes
da accIornacAo.
No principio de maiu ira i exposiao de Paria, de
la vai vizilar o Papa, e nto sei onde mais ir, re-
gressandn.porem ao reino no moiado de junlio. Desla
vez nao se falla em [casainenlo. Nao he larde por
em quanto.
Os bailes do paco esle mino foram esplendidos.
Ilouvo urna innovajao que nao fi muito louvaila.
A senhora infanla D. Auna, que no lempo da rai-
nlia fallecida nAo era convidada, esle aono foi com
que ni el-rei D. Fernando rompen o bailo. Os me-
ninos retiravam-se sempre depois de dar raeia noite,
e so o regente he que ilcava al de madrugada. O
regente e seus augustos ftlho!, D. Pedro e 1). I.aic,
honraram com at auas preseuras o baile do doque da
Terceua e o do marquez de Vianna.
Eslao-se colligindn na granJe sala da casa do ris-
co mnilos producios nacionaes para mandirmos
evpasicAo universal do Pars. O mais nqlavel da
industria dizern quesi > varias peqas de louca da fa-
brica da Vista Alegre perlencenle aos Pintos Bastos :
e das arles, a estada do CatnSes ; e o retrato del-
lo e outro de Alexandrc llerculano, piulados a
oleo.
Temos sofirido um invern como ha muilo nao
tullamos. Chinen um mez alio ; houve chelas
noTejoeno Douro desastrosas: o fro conlinua
inlensissimo : lodos os gneros alimenticioseslAo ca-
rissimos: tem morrido muita velhada, mas enfer-
midades, grajas a Dos, nAo lem batido.
Houve mulos bailes; o enlrudo estevemdilo fol-
gazAo. Os espectculos mutiplicam-sc ; o Ihealro
do S. Carlos, tem endientes fabulosas com as recitas
da Alboni, a ponto de ter a empreza tido o descoco
de por, tanto trs camarotes da primeira ordem, como
as frisas, a 183000 res por noite Os clamores po-
rem foram laes que leve de baixar a melado. Le-
vantaram-sc dous partidos, um pela Alboni oulro
pela Castellao, de sorteque ha agora um despique de
coras, de (lores e de palmas que lie milito diver-
tido.
A lilteralura lio que est em hibernarn. Se nao
fosse o Panorama, que mesmo assim esta chochito
nAo liavia em Lisboa um jornal Iliterario. Vai po-
rem publicarse para a Pascoa, urna femta Penin-
tu/ar. de 18 paginas, formato da De deux monde*,
dirigida por escriplores porloguezes e hespanhocs.
Sabio ante honiem um jornalilo poltico e sal)rico,
proprclario Jood'Aboin. Por ora nilo vale nada.
Intitula-seo Penerciro.
O nosso florista Constantino, quo tAo festejado tem
sido aqu, como ja Ihe refer, arribou com o lempo-
ral, e agora nAo parle para I'aris, se nao quando for
0 navio qoe conduzir os ohjectos qucd'aqui vio para
a exposiro.
A companhia que arrematou o caminho de ferro
do Alentejo, de que he representante o Ramos (ma-
neta), ja est constituida, com os estatutos approva-
dos pelo governo, e por esles das passar lias cortes
a aulurisacAo para se passarem as inscripQes que
1 lies Jilo de garantir o juro de 6 porcenio. O mar-
quezTde Nisa, Carr e os outros com quem cites ti-
nham feilo o couluio, nAo querendo acceitar o com-
penso que os chamados brasileiros Ihes davam, des-
liuaram-se, o vAo propor companhia um processo,
quedecerlo perdemus autores, porque conieraram
por ser reos.
Agora o velho caminho de ferro para Sanlarem c
que vai tAo de vagar como naturalmente foram le-
vantadas as pvraramides do Egyplo, parece que
as cheias do Tejo Ihe tem causado bstanles dai-
nos. Quem torio nasce larde ou nunca se indireita.
Bem rerlo he. As estrofa novas, porem, em levan-
lando o lempo he que vAo a ser percorrdas pelas
novas diligencias, queja lem muilo c bom gado cu-
sinado. Neste ramo tem-se feilo muilo o solido.
Remetlo-lhc a inclusa relacJio alpbabelica de lodos
osjornaes que esle anuo se publican! no reino e Ibas.
Ei-la.
A............Araulo.
Atalaa Calholica.
Acoriano.
Angrensc.
Aurora dos Azores.
o............Braz Tisana.
llardo.
Bolelim de Lisboa.
Bibliotheca Lusitana.
C............Concordia.
CampeAo do Vouga.
Cnnimbriceuse.
Commercio.
Correio do Norle.
Clamor Publico.
H............Diario do Governo.
Diario das Corles,
"............Ecco Popular.
Ecco da Beira e Douro.
Escholasle Medico.
r............Pharol do Minho.
^............ tiazela Medica.
(a/.eta dosTribunaes.
(iazeta Homeopalhica.
'............Imprensa e Le.
InslruccAo Publica.
11 ha.
Instillo.
* .-' Jornal da Pharmacia.
Jornal Industrial.
Jornal do Comincrcio.
........Lidador.
Lusilania (eo projeclo)
I.ciricnse.
........Monarchia.
Moderado.
Melrinho.
........NasAo.
Nacional.
........Ordem-
........Portugal.
Porluensc.
Pobre? do Porlo.
Pohres'daTcrceira.
Progresso.
Popular.
Portuguez. '
Porto c Carla.
Pcneireiro.
s............Revoluro.
RazAo.
Revista dos Azores.
Revista Militar.
Revista Popular.
. Revista dos Espectculos.
Revista de Lisboa.
Revista Econmica.
L
M.
N.
I).
t.
B .
I.
I,,
v.
\.
i..
Tribuna dos Operarios.
Virialo.
Paris 7 de marco.
Ha cinco dias todas as grandes capitacs da Euro-
pa, Paris, Londres, Vienna, e Berlim. acham-se de-
baixo de urna emorao indesivcl: um facto grande,
um faci inmenso, e inesperado, acaba de absorver
repenlinamenle lodas as preocupares. O impera-
dor Nicolao he mor lo. Morreu, com morrem lo-
dos os imperadores da Russia desde Pedro grande,
de urna maueira eslan lia, inysteriosa. fulminante.
A Europa soubc ao mesmo lempo da molestia e da
morlc.
roi no da 2 de mareo que a noticia chegou igual-
menlecm lodas as caplaes, por via telegraphica.
tivemosdella cnnhecimcnlo em Pars depois de
meio dia, efoi depois de meo dia qoe o czar espi-
rou. Que poderoso vehculo a eivfliaaeto tem dado
ao mundo! As nolicias cliegam quasi inslantanca-
inenle de 800 leguas de distancia! Sao maravillas
dasqu.iesa Europa tem direilode ufanar-se,e quan-
do ella defende estes productos da civilisajao contra
a barbaria, pralica um feilo santo.
Deque morreo o czar? Eis o que todos pergun-
lam; o o laconismo dos lespachos d lugar a mil
conjecturas. A apoplexia, paralysia do pulmAo, laes
Ao as versoes que nos chegam do S. Pelersborgo.
l-alla-se tambem de um ataque de calarrho epid-
mico, cujo tralamenlo fora desprezado e Irnuxera
rpidamente as complicarnos mais perigosas o o an-
luilamenlo do illuslrc enfermo. Mas o publico, na
tranca e Inglaterra,oi-iina-se em nAo afreditar em
urna raorle natural. Todos recordam-se dos pas-
samentos trgicos de Paulo I e de Alcxandre, e che*
gam a crer quo o que se vio pode reproduzir-se,
e que hoje como no principio do secuto passou-sc
no fundo do palacio imperial, algum drama lgu-
bre. Provavelmenle o myslerio nunca ser escla-
recido e para aqoelles que'nao Rostam de cmara-
nhar-se no ddalo de obscuras hypolheses, o melhor
he ruiitenlar-se com a vento oliicial.
O jmperador Nicolao nasceu no dia 7 de julho
de 17%, e porlanto nao linha anda completa-
do !) annos. Casoo-se em 1817 com a prioceza
Carlota da Prussia.que abracara a religio grega pa-
ra conlrahir este matrimonio. Tova numerosos fi-
lhos deslehymineu: sobreviven) i iilhos e 2 filhas:
a saber o grAo-duque herdelro Alexandre, os grAos-
duques Couslantino, Nicolao, o Miguel ; as duas
princezas Mara c Olga, a primeira viuva do duque
de Leuchtemberg, a segunda esposa do principe real
de Werlembcrg.
O principe henlcro oi proclamado imperador sob
o nome de Alexandre II, c receben o juramento dos
grandes dignilarios da corda. Este principe as, en
a 29 de abril de 1818 ; e loca aos 117 anuos do ida-
de : casou-se em 1811 cora urna princeza de Heaw
da qual ha lulo i filhos.
Qual sera ;i poltica do novo imperador? Picar
elle fiel as Iradices do pai, herdar com a corda as
paixcs que perturbaran! a Europa tAo violentamen-
te'.' Para aquellos que tem estndado o passado do
principe be permitlidoduvidar. O grao-duque Ale-
xandre. inteiramenlc difiranle nese ponto de seu
innao Constantino, dizcm que vira com desprazeras
ollunas emprezas do pai: desejara (icar em paz com
a Europa e nao leve cobica de usurparo e conquis-
ta que impelirn) Nicolao a '.una guerra odiosa-
mente injusta. Nao be estimado dos velhos russos
cujo idolo he o principe Constantino, c todas as suas
sympalh'as al o prsenle san em favor do lado, que
em S. I'elersliurgo se chama partido allemAo, cujo
chefe mais distincto he M. Ncssclrode. Este parti-
do nAo quer provocar nem amedronlar a Europa,
e todos os seo esforros lendem em proveilo da paz,
para aoamcnlar pela eivilisacAo a forra la Russia'.
l'alvez lenha tambem um pensamento" reservado de
engrandecimento, mas zomba de seus |,rojcctos c os
ada, ale o dia em que o imperio turco tiver de ca-
bir naturalmente em podaros.
Seo novo imperador conduzir-se segundo a ins-
piraco desle partido, ha serias probabilidades pa-
ra o reslabelccimcnto da paz. A morte lo impera-
dor Nicolao stipprirue o principal obstculo para o
irranjo da contenda, porque faz desapparecer a
queslAo do amor proprio que o orgulho do ultimo
czar loruava insoluvel. Por oulro lado, as potencias
occidenlaes acham-so ludas naturalmente muilo mais
disposlas a prcslar-se a todas aa conccsses compati-
veis com os seus interesses por que nAo lem motivo
algum paraMlesronliar la palavra de Alexandre II.
Portarlo a situadlo he melhor, e he razoavel es-
perar que as eonfereuciasque vAo ahrir-se em Vien-
na podero ler como resollado a (erminacAo da cri-
e europea. Entre lano cuniprc que nos nio Ilu-
damos. Admiltindo niosmn quo o novo Imperador
e ache inclinado para us ideas de conciliacAo, nao
se pode esperar que elle de repente desmnta a po-
ltica do pai. He mister lempo pra qoe ss rcalse
a mtidauca de proceder, sem atacar de frente o
prejuizos e as paiioes do velho parlido russo, que
Alexandre he obrigado d'ora em vanle o dirigir.
O proprio facto da asreneflo deum novo impera-
dor arrastra demoras bstanle tongas e vai nterrom-
per o curso das nogocia<;cs. Os plcnipoledciaros no-
meados por NicoUo, para assislir ao conRresso de
J h na, H. M. lilofl'e GorlchaUolT se acham pelo
fado da morlc do czar, dcsapussados dos poderes
que Ibes foram conferidos, e precisam de novos po-
deres para representar o imperador Alexandre. As
conferencias porlanlo se acham indefinidamente
adiados.
Entretanto as duas corles d'Austria c da Prossia
fiis ao protocolo que esl em uso entre os sobera-
nos, enviara a S. Petershurgo o archiduque Goilher-
ine c o principe Carlos da Prussia para dar psames
ao novo imperador. O rei da Prussia como cimbado
do fallecido monarcha, ordenou alm disto a sua cor-
te que lomaste lulo para qualro semanas. Em Fran-
<;a, o estado de guerra com a Russia nAo permute
s 'inellianles domonstracaies : mas nosso imperador,
escrupuloso observador das conveniencias, acaba de
adiar um concert que devia ter lugar .unanbaa as
Tuillcrias.
O efleilo que produzio a morlo do imperador Ni-
colao sobre a nossa Bolsa foi inmenso. No dia 3
deste mez os nossos fundos pblicos tiveram urna al-
ca le fr. Verdadc he que esta efervescencia so
acalmou um pouco, mas anda hoje existe 3 % de
alca sobre todos os fundos. Em Londres o movi-
menlo foi menos vivo, entretanto os fundos inglezes
atibaran) quasi S 1|2 %. Em Vienna a rcpcrcucAo
foi a inesina : so em Berlim os fundos nAo se rescen-
liram desle aconlecimento.
Se levemos crer n'um despacho lelegraphico que
recebemos, a morte do imperador Nicolao nAo sera
a nica perda que a familia imperial russa lenha de
sollrer. l'm despacho thclegrapbico vindo por Vien-
na, aiinuncia a morte do gro-duquc Miguel, lidio
mais moco de Nicolao. O principe morreu em Se-
bastopol. Ignora-so os promenores : nAo se falla
em combate dado, e se o facto he verdadeiro seria
provavelmenle algom estilhaco de bomba que ferira
o principe. Mas chegam-nos tantas noticias contra-
rias, que nAo he permillido acreditar nesta, em
quanto dAo for confirmada oflicialmcnle.
Na carta precedente fallei-lhe dos projectos de
partida do nosso imperador, que desejava trnnspor-
lar-se a Crimea, fazendo-se acompanhar da impera-
triz, que ria cspera-lo em Cnnslaiilinopla. Com
efieilo era resolusAo lixa de Nnpoleao III, que nAo
pode ser mudada nem pelas ob-eivaroes respeilusas
da diplomacia, nem pelas instancias de seus minis-
tro. Dizem que a unirle do Imperador Nicolao nao
pode mudar adeterminacAo de nosso monarcha, mas
pelo menos obriga-o a adiar a realisicao de seu pen-
sameulo. Anles que va fazer a guerra na Crimea,
cumpre saber se a guerra deve ser continuada, e se
as probabilidades da paz nAo tem augmentado, le
mancira quo a presenca de NapoleAo III seja neces-
saria em Pars. Todos esles pontos uao lardaran
em ser esclarecidos, mas a lingoagem que vai (ero
novo czar nAo he de natureza que justifique plena-
mente as esperanras que sua ascenso fez nascer.
Pode ler como certo que NapoleAo III nao hesitara
em cOecluar a viagem : dizcm q'ue elle allega para
isto o sofirimeiilo de seus soldados, e que elle deve
estar no meio delles; allega ainda, que nAo reina
harmona entro seus generaes, e que a sua presenca
bastara para fazer desapparecer os ciumes do com-
mando.
Segando os boalos que circulara, o imperador
(em pouca razAo para louvar o comporlamento de
sen primo o principe NapoleAo, quer na Crimea,
quer em I'aris, desde quo o principe vollou. Asse-
veram que urna broxura, recenlemenle publicada
era Ilruxellas, sobre a direccao daguerrano Orien-
te, he obra desle principe. Oro esla broxura ataca
cncrgicamenlc o imperador, que mandou publicar
no Moniteur a ola seguinle : a O governo fran-
cez acaba de denunciar peranto os Iribunacs bel-
gas le urna broxura recenlemenle publicada em
Bruxellas e intitulada : A direcrao da guerra do
Oriente ; ea-pedirao da Crimea;" memoria dirigida
ao governo de fita magestade SapoleSo III, por um
ofl que esla memoria nAo foi dirigida ao governo do
imperador. Este cscripto, que leude a calumniar
os befes do nosso exercilo, a exagerar nossas difil-
cnldades c perdas, desconlianca nossos inimigos,
lato he mais que um pndelo publicado segundo os
interesses russos, e falsamente allribuido a um ofli-
ctal francs. Talvez que o debate judicial, que tem
de appareccr peranle o tribunal de Bruxellas, nos
revele o nome do autor da broxura.
Na Inglaterra lord Palmcrston leve do passar
por urna nova crise ministerial, como en havia pre-
visto. M. Roebuck no quiz renunciar o inquerilo,
e M. d'Israel, em nome do parlido tory, declarou
que elle desejava mais que nunca que esle inqueri-
lo tivesse lugar. Com estas dsposi;cs, era certo
que se tcntava inililmenlc fazer a cmara voltar
sobre o seu voto. Lord Polmerslon resigoou-se por
lauto do aceitar o inquerilo, e liniilou-se a enlen-
der-se com M. Roebuck para compor a commissAo
de modo que o governo iiella tivesse a maioria. Mas-
esle compromiso nAo poda convir a MM. llladslo-
nc, ('.-.luiu e Ilerbcrt, os tres pcelitas do gabinete,
que tinham aceitado as pastas com a condirao de
que o inquerilo nao fosse controvertido. Estes sc-
uhores leram por lauto a sua dcmissAo, e o pri-
meiro ministro depois de alsnnsdias de negociases,
chegou a recompor o ministerio, provendo os luga-
res vagos da maneira saguinte: lord John Russell
foi nomeado ministro duscolnuias, sirtleorges Sewis,
chanccller do thesouro, sir Ch. Wood, primeiro lord
do almiranlado, M. Danby Seymour, para a reparli-
tAo dos indios; e M. Stanley d'Alderley, para a re-
parlisAo do commercio.
Lod John Russell consenlio patriticamente em
servir sob a directo de lord Palmcrston, e tomar a
sua pasta, logo que termine sua missao diplomtica.
O nobre lord passou alguns dias em Berlim onde te-
ve muitas conferencias com el-rei e com M. de Man-
leuffel. Acaba de chegar a Vienna onde no dia 10
desle mez deve abrir-se o congresso da paz.
N'uma breve viagem que o nosso imperador aca-
ba de fazer para visilar os campos de Bulonha e de
Sanio Omer, foi visitado pelo ministro dos negocios
eslraugciros da Inglaterra, lord Clarendoii, que sera
duvidavinha conferenciar com NapoleAo III, acer-
ca das mudancas quo a morte do Nicolao poda 1ra-
zer para poltica dos dous pazes. Reina o mais
pcrleilo accordo entre os dous governos e deram-
se in.iriir.;0rs idnticas aos plenipotenciarios ingle-
zes e Trancezes quo devein assislir ao congresso da
paz.
Entre as causas qoe influirn) sobre a morle do
czar .adraillindo que esta morte seja natural) assig-
nalain em primeiro lugar, a viva decepcAo que elle
experimenlou sabendo que suas tropas tinham sido
ainda urna vez batidas vergonhosamente pelos Tar-
cos. NAO Iho falle ainda deste negocio que leve
logar em Eupaloria, uo dia 17 de fevereiro ultimo.
Quarenla mil Russos alacaram as 6 horas da ma-
iihAa os enlriiicheiramcntus de Eupaloria, encon-
traran! resistencia invencvel, e depois de qualro
lluras de combate reliraram-se deixando o campo da
balalba coberto de morios e feridos. Esla derrota
molestou vivamente o orgullio do czar, qoe linha
ordenado que lomasssem a lodo o cusi Eupaloria,
e a impressAo quo soffreu aggravou do nina manei-
ra mortal o incuinraodo causado por um fri inten-
so, emquauto elle passava revista a parle da sua
guarda. Tal he a ultima verano que chega de S.
l'elcrsbnrgo acerca das cansas desla raorle (Ao re-
pentina.
Ao terminar a minha caria, resumo os promeno-
res que nos chegam boje mesmo, e as impressoes
que a mudanra occorrida em S. Pciersburgo faz nas-
cer quer na Allemanha. quer na Inglaterra. O Ira-
lado entro a Prussia e as potencias Occidenlaes esl
concluido: A Prussia poder por tanto fazer-se re-
Eresenlar o congresso de Vienna. Annuncia de
erlim que o imperador Alexandre II declara em
seu manifest que elle continuar a poltica de seo
pai. Suppunha-so que o grao duque Constantino
nAo se resignaria fcilmente a reconbecer seu irmAo
como imperador : esla supposicA cali em presen-
ta do fado delle haver prestado solemnemente ju-
ramento de fidelklade a Alexandre II. Os poderes
do principe Gorlschackoff foram confirmados, e el-
le podera tomar parte as conferencias. O princi-
pe Menschickolf foi chamado e sera substituido no
commando da Crimea pelo generar Oslen-Saaken.
Ouanto aos sentimentos que se manfestam, a
opiniAo mais geral da Europa he que o imperador
nAo pode fazer inmediatamente concessoes sem se
tornar impopular : tambem a Franca c Inglaterra
eslAo decididas a continuar vigorosamente a guerra,
e fazem immensos preparativos para a campanha da
primavera.
Bolelim ilalloha de fevereiro. Os i l|2' francezes
snbiram a % fr. desceran) a !li, 7.5 ; cerraram-se a
95J. Os 3 ",snbiram fr. 870 ; descerara -
70; flcaram a (Mi50. Os consolidados inglezes subi-
rn) a 91 1(2 ; desceram a 90 l|8.
ASSEBfBIaEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Seisao' em 38 Ae narco de 18S5.
Presidencia do Sr. fanio de Camaragibc.
(ConlinuarSo.)
OIIDEM DO DIA.
Segunda discussao do projecto n. 5 desle auno,
que aulnrisa o governo a desapproprar os terrenos
em queso ada fundada a povoacAo de Santo Amaro
de JaboalAo, com a emenda lo Sr. Epaminondas,
publicada na sessao anterior.
O Sr. Barros Belo :Devo dizer alguma cou-
sa sobre a emenda que foi offerecida pelo honrado
mcmlno; anles, porcm, de o faer, eu lenho de res-
ponder a argumentacAo, que fui produiida por va-
rios-honrados membros na primeira discussAo deste
projeclo.
Sr. presidente, (antss e 13o encontradas foram as
raides prodiuidas pelos honrados membroi contra o
projecto que se discute, que se eu prctendesse res-
pouder minuciosamente a cada urna dellas. eu em-
prehenderia de corlo urna larefa superior as mnhas
torcas, e oceuparia grande parle do precioso lempo
da casa ; assim procurarei responder aquellas que
me pareceram mais pezar no animo da casa, e o fa-
rei segundo a ordem em que fallaran) os honrados
membros que lomaran) parle na discussao.
Coraecarei peto honrado meiubro o Sr. Epami-
nondas : elle disse, que a idea consignada no pro-
jeclo era boa, que se nAo oppunba a ella, mas sim a
formula pela qual eslava enunciada no projeeto ;
disse, que se oppunha formula, porque a ulilida-
de publica, au podeudo ser seuAo geral, provincial
ou municipal, sobre a qual cada ura dos poderes
competentes j linha legislado, o projecto ou creava
una necessidade nova, o que era inconstitucional,
ou eslava comprehendido na legslacAo vigenle, o
nesle caso era inulil.
Dou-me os ptrabetM, Sr. presidente, por ler me-
recido o pcnsamciiln do projecto acquiescencia do
nobre depulado, mas nao posso de modo algum com-
prehciidercorao o nobro depulado lenha suslenlado,
que embora fosse boa a idea do projeclo, elle creava
urna necessidade nova, o que por ser nova nao podia
ser publica.
Scnhores, por nao estar a utilidade do que Iralao
projecto compre.'icudida na legislado vigente, pde-
se concluir que a nllidade do projeclo nao he urna
necessidade publica ? Pois a lei nao podera ter dei-
xado de previnir casos, que com efTeito sejam de uli-
dade publica ? Especificando casos de utilidade pu-
blica, nAo podera todava ter deixado em esqoeci-
mento outros tambem de utilidade publica ? Creio
que sim.
O nobre depulado disse, que o projeclo ou cstabe-
lecia urna uccessidado que j devia estar prevista
na legislaran vigente, ou estabelecia urna necessida-
de que se nao eslava 'prevista, uao era constitu-
cional.
Senhorcs, nao sei donde podo o nobre depntado
concluir, que nina lei fcifa por urna assembla no
podesse por essa mesma assembla ser reformada ou
ampliada ; porque se issose podesse concluir, se fos-
se isso um aclo inconstitucional,roncluir-se-ha tam-
bem que a opinio do uobre depulado era,que urna lei
nao podia ser revogada pelo poder que a houvesse
decretado. Eu sustenlei na primeira discussAo des-
le projeclo, que elle nAo eslava comprehendido nos
diversos paragraphos i que os nobre, depotados se
soccorreram. 0 2. do artigo 2. da lei do 2 de
maio diz,pode a cmara ser incumbida da dcs-
uppropriarAo para alargamento e abertura do ras,
pracas c logradouros pblicos.
Senhores, se a auloridade municipal se apresen-
lar peranto o proprictario de om terreno e Ihe dis-
ser : en em virtude las disposiefies desla lei, exijo
de vos o terreno preciso para abertura e alarga-
mento de nma ra qualquer, pergunto eu, depois
que essa ra houver sido demarcada, depois que a
auloridade houver demarcado todos os terrenos pre-
cisos para ludo aquillo que se comprehende na ex-
pressao logradooro publico, o proprictario nao lera
o dreito de exigir, que nao sejam lesappropriados
os terrenos que nAo forem designados para logradou-
ros pblicos ? Por certo que sim. Acho qne os no-
bres depotados nAo me responderao salisfatoria-
mente a islo ; e ento a auloridade que tiver exigi-
do a desappropriarao, ou que for encarregada del-
ta, nAo poder de certo oppor esla pretoncAo do
proprictario as disposires do da lai, porque esla
salisfeila a exigencia da le, quando o proprielnrio
lem cedido o terreno necessario para logradonro pu-
blico.
Mas, senhores, ser islo o que quer o projeclo ?
Cerlamente que nAo, porque o projeclo quer que se
desapproprie lodo o terreno, que se (ir delle a par-
le precisa para logradouros pblicos, c que o terre-
no que ficar comprehendido entre esses logradouros
pblicos, seja aforado perpetuamente : eis aqui o
que exige o projecto, porque, repito, a auloridade
armada coma lei nAo podera certamenle obleres-
ses terrenos. Por consecuencia disse eu, quando
falle a primeira vez, o que nos cumpre agora lie ve-
rificar se esses terrenos quo o projecto manda des-
approprar, ou anlsVsc essa dcsappropriarAo dever
ser considerada de utilidade publica ou nAo, he cs-
(e,Sr. presideiilc.o poni em que deve ser collocada
a queslo, e ludo mais quanto se lem dilo permit-
ta-se-mc a expressao) nAo lem lljdo cabimento ; o
ponto cardeal da qoeslAo he saber se a desappropri-
arao dos terrenos que firam comprehendidos entre os
logradouros pblicos, que he o que o projecto espe-
cialmente manda desapproprar, pode ou nao ser
considerada como de utilidade publica ; esla he que
he a questAo.
O Sr. Meira :Debaixo desse ponto de vista he
que tem sido encarada a questAo.
O Sr. Barro Brrelo:Eu quizera que o nobre
depulado desde o principio tivesse considerado a
questAo neste terreno.
O Sr. .-*. de Oliveira : A que-'lo tem tantas
brechas, que nao se pode deixai de atacar por diver-
sos lados.
O Sr. Barros Brrelo : Senhores, eu ja disse
qne era preciso, que a assembla provincial tomasse
urna medida proficua, urna medida que tivesse por
fim ofierecer um lugar seguro para habilacao daquel-
lesquc se nio oceupam da agricultura em grande es-
cala, a essa parle da populaco, que seudo a mais
numerosa, est sujeita ao arbitrio que muitas vezes
nao he exercido de nina maneira muilo curial.
Senhores, o nobre depulado nao me pode contes-
tar que seja utilidade publica restringir um pouco o
direito de ura para bem de muilos ; n.1o digo por
meios violentos, o projeclo nAo aconselha isso, mas
por qualquer oulro meio legal, que leuda a concen-
trar o maior numero de cidadAos uesses diversos lu-
gares.
O Sr. Oliceira :Mas nAo por esse meo.
O Sr. Barros Brrelo : Meas senhores. pode-
rAo os nobres deputados me convencerem, que seja
de grande utilidade publica.que a auloridade de um
proprietario se opponha que se desenvolva um
grande foco de populai-Ao ? Enlendem os nobres de-
putados quo ludo isto sao timbaras, insignificancias
o futilidades ? Eu si uto dizer aos nobres deputados,
que nAo posso parlilhar a mesma opinio que
elles.
Sr. presidente, se o projeclo tivesse proposto, qoe
se mandasse desapproprar um terreno que nao esli-
vessa ainda edificado, pelo menos em sua maior par-
te, e se quizesso ahi formar nm ncleo de popula-
CAo, enfilo grande parte das observares dos nobres
deputados poderiam ter cabimento, mas eu n3o quiz
semeluante cousa, eis o que propnnho he que depois
de eslar creada urna povoajAo, depois de haver ahi
interesses, a auloridade do proprietario nAo conti-
nu a ser a mesma, que tem o proprietario qoe de-
fende a sua propriedade invadida ; eu me explico,
eu quero que a auloridade do proprietario nao seja
superior a auloridade que a lei deve conceder aos
funecionarios pblicos para garantir os direitos dos
cidadAos.
O Sr. Meira : Na le exisle o remedio para
isso.
O Sr. Oliceira :As leis tem marcado a limita-
cao da propriedade.
O AT. A. de Oliceira :Isso esl previnido pela
lei geral, nos nada temos com isso.
O Sr. Barros Brrelo :A questAo nao he essa,
nos mandamos,desappropriar para que aquello ter-
reno faca parle das rendas da municpalidade, e
nAo mandamos desapproprar de um para oulro,
desappropria-se de um em beneficio de mui(os, he
urna medida muilo poltica.
O Sr. A. de Oliceira :Isto he o que nao cons-
ta, nao ha requerlmenlo nenhum a esse res-
peito.
O Sr. Barros Brrelo :EnUIo, urna vez que nao
ha requerimeno, nao podemos lomar deliberacao al-
gum.!, nAo he ossim ?
" Sr. A. de oliceira: Apoiado, apoiadis-
simo.
O Sr. Barros Brrelo : O nobre depulado a
quem respondo disse, que sendo a idea boa, deve-
ria ser geral e nAo parcial.
Eu ja disse a primeira vez que fallei, que recuava
diaote da idea dse conceder um arbitrio Uo grande
aoooder, e ao mesmo lempo om crdito tao Ilimi-
tado como aquello que tivesse por tiro indemiiisar os
proprielarios de lodos os terrenos q-uo fossem desap-
propriados.
OSr. Oliceira :Conforme as necessidades mais
argentes.
O Sr. Barros Brrelo :Poli bem, cssas necessi-
dades mais urgentes nAo podem aqui ser reconheci-
da por nos i" Aonde esl a impossibilidada ? Nao
podemos hoje legislar em favor do urna localidade,
amanhaa cm favor de oulra, e assim ir-se conlem-
porisaudo a salisfacAo dessa necessidade com as for-
jas da provincia ? Aonde esla o obstculo isso,
meus senhores ?
Repito, Sr. presideulc, cu recuo diante da idea de
conceder-se ao governo um arbitrio Uo exlraordi-
nario, e ao mesmo lempo um credilo Uo Ilimitado :
o projeclo limita o terreno que deve ser desappropri-
a.lo, a emenda nAo limita cousa alguma, a emenda
d urna aulorisac.Ao ampia cmara para dentro de
seu muncipiojdesappropriar os terrenos particula-
res em que estAo fundadas as povoacoes, e para a
realisacAo dessa idea, o que dispOe a emenda do no-
bre doputado ? Concede tambem um credilo illlmi'
lado cmara, apezar de que se pasiar a emenda do
nohro depulado eu nao lenho medo do arbi-
trio.
O Sr. Oliceira :Porque ?
O Sr. Barros Brarelo :Pelas razes que apre-
sentou o nobre depulado quando encclou a discus-
sao do projeclo, razes eslas quo me levaran) a nao
propor que a lesappropria;Ao fosse feta pela cma-
ra, mas sim pelo governo da provincia.
O Sr. Oliceira : Eu Ihe provarei que o gover-
no esl as mesmas circumstancias.
O Sr. Barros Brrelo : Tambem pode pruvar
que a provincia nflo possa conlrahir empreslimos
quando oulra: em peiores circumstancias os tem con-
trahido ?
A provincia do Minas cujas rendas nAo chegam
mais de 500 cotilos, lera um empreslimo no Rio de
Janeiro, e Pernambuco nao o ha de poder conlra-
hir 1
Seguio-se ao nobre depulado o honrado membro
o Sr. Silvino, o qual disse que a constiiuirfio tendo
determinado que s assemblas provinciacs legislas-
sem sobre os casos em quo deveria ter lagar a de-
sappropriarao por utilidade provincial e municipal,
e ja existndo legislarAo a esse respeilo, o projecto
era iiicoiisliliicion.il.Senhores,o lionrailoiucmliro com
a sua argumentaran, nada inais fez do que repro-
duzir o pensamculodo nobro depulado a quem aca-
liei de responder. Senhores, nos podemos legislar,
podemos reformar a legislarAo, a queslo smcnlc he
saber sea reforma ou ampliaran dessa legislado he
til oa nAo he ulil.
O Sr. Meira:E o seu projecto manda refor-
mar a le ?
O Sr. Barros Brrelo ; He para amplia-la.
O Sr. Meira : Reslriiigndo-a?
O Sr. Barros Brrelo :Eu cutendo o contrario
enlendo que o projecto quer estabelecer mais ura
caso quo nAo foi prevenido pela lei do maio.
O Sr. Meira : EntAo estabeleca mais de om.
O Sr. Barros Brrelo : Se o nobre depulado
com a sua memoria 13o feliz tiver descoberlo mais-
aprsenle as suas emeudas, proponha as suas refor-
mas ; eu apenas lenho descoberlo aquelle, e propon-
do esla medida, cntendo que estou roTnpriudo mui-
lo bem com o meu dever e muilo dentro da rbita
dos deveres que lenho como depuUdo.
O Sr. Meira : Ambos nos.
O Sr.Barros Brrelo:O nobre depulado a
quem me diriga disse, que quando muito poder-se-
hia dizer que a desappropriarao proposta no projec-
lo, era por gozo publico e nao por utilidade publica.
Confesso, Sr. presidente, que nAo me acho revestido
do poder preciso para fazer o desquite entre o gozo
e a utilidade publica ; eu enlendo que sao cousas
(Ao conjunclas,tao casadas...
Um Sr. Depulado : Ulil e agradavel sao coo-
sas muilos distinclas.
O Sr. Barros Brrelo : Veja que a lei auto-
risa desapproprar para edificar Ihealro, e os thea-
Iros sao para gozo publico ou para utilidade publica?
Responda-mc o nobre depulado que faz lslinrrau
entre gozo e utilidade publica. Os passeios pblicos,
nAo serao um gozo publico ? E entretanto nao sA<
urna necessidade publica ? Esendo orna necessid -
de publica, a satisfazlo della nao sera de utilidade
publica ?
O Sr. Oliceira: Mas o gozo do Ihealro nao
chega para lodos.
O Sr. Barros Brrelo : Mas enlretantc nhi es-
l a lei vigenle eslabeleccndaaat *7aso da desapnro-
priarAo por utilidade publica.quando se quer edificar
Iheatros ; entretanto se isto nao quer dizer que to-
dos gozem, quer dizer que lodos podem gozar, qne
lodos tem esso direilo peranle a lei e he justamente
o caso que se d agora; meus senhores, cu nao pro-
ponbo a desappropriasao destes terrenos para se.
rem aforados a este uu a aquelle, proponho a de-
sapproprar,o paraque sejam aforados a aquelles que
qaizerem edificar ; nao digo que seja para fulano
nem para sicrano ; se eu tivesse proposto isso enlao
os nobres dcpulados argumcnlavam baseados em
razAo.
O nobre depulado disse mais, que a passagem do
projeclo seria um mo precedente, porque todas as
aldeolas viriam reclamar igual favor. Senhores, se
nos nAo podemos salisfazer aos desejos dessas aldeo-
las, segue-se que nao devamos salisfazer as justas ne-
cessidades de urna ou oulra povoaijao que esl mais
no caso de ser attendida por nos ? Pois, porque
nAo podemos beneficiar o genero humano, segue-se
que nao devamos fazer o beneficio que pdennos
esta ou aquella localidade?
O Sr. Oliveira : Nao esl provada a razio da
preferencia.
O Sr. Barros Brrelo : Sr. presidente, a po-
voa;o de Jaboalao nao est no caso dessas aldeolas,
porque be a sede de urna freguezia, lie urna po-
voacao que oerece um futuro, e o seu desenvolv-
ment he urna uecessidade da populacho ; motivos
nao sri policiaes como espirituaes, reclamara a medi-
da que eu proponho ; ha necessidade palpitante de
reunir popularo,como muito bem disse um nobre
membro em urna das sessoes do anno passado, em
lorno do sino de sua freguezia ; c isto he urna ver-
dade palpitante.
O nobre depulado conlinuou dzcndo, que o pro-
jeclo era injusto porque ao passo que tralava do
JaboalAo, dcixava em olvido povoacijes de mais im-
portancia que at Ihiham seu favor legendas his-
tricas.
Sr. presidente, quando eu apresentei o projecto
declaro ao nobre depulado que nAo Uve em vista
se nao ver se podia alcancar a salisfaro de urna ne-
cessidade, nAo tivo cm vista regenerar o passado e
por em relevo as leudas histricas ; aquella necessi-
dade que eu observava, aquella do que eu eslava
convencido foi a que propuz remedio o por conse-
qOencia nAo se me pode fazer cargo de eu nao ler
aprsenla-lo medidas de regenerarlo.
O Sr. Silcino : Eu nao liz cargo ao nobre de-
pulado.
O Sr. Barros Brrelo : E quer o nobre depu-
lado que Iho falle com franqueza ?
Eu enlendo que esse amor pelas' anliguidades lem
sido um pouco fatal ao Brasil; se nos tivessemosmais
amor ao futuro do que ao passado, talvez que nao
eslivesse lAo arraigada em nos a rotina, lalvez que
nos hoje nAo ouvissemos fallar em illomnacao a
gaz, estradas do ferro e lelegraphos elctricos como
de oulros tantos conlos das mil c urna noites.
Seguio-se ao honrado membro a quem acabo de
dirigir-me, o nobre depulado que so assenU a mi-
nba esquerda (o Sr. Augusto de Oliveira) que co_
mecou invectivando a mim e ao projeclo. Disse o
nobre depulado apezar de nao mo ler ouvdo, que
eu havia dilo qoe a utilidade do projecto nao era
nem geral,nem provincial,nem municipal,e qoe por
tanto era utilidade particular.Senhores, se o nobre
depulado disse que me nao linha ouvdo,coma avan-
<;oii na casa, que eu sustenlei isso que ha pouco aca-
bei de refferir ? Doude o nobre depulado lirou a
consequencia que a utilidade do projecto era parti-
cular? Pondo de parle ludo quanlo possa haver de
insinuarlo nossas paiavras, porque eu qnero fazer
juslira as boas inlencoes do nobre depntado, nao
quero suppor que elle quizesse com isto lancar-me
urna insinuarao, cu dirci que oque sustenlei como
j lenho dito, foi que a utilidade de que trata o pro-
jeeto (c lenho repelido muitas vezes,) foi que essa
utilidade nAo linha sido prevista pela legislarAo vi-
genle : e quer islo d4er, Sr. presidente, que eu sus-
tento que a utilidade nao he geral, nem provincial,
nem municipal, creio que nAo,
O Sr. Oliceira : EnlAo ser melhor interpretar
a lei.
O Sr. A. de Oliceira : He necessario dizer que
qualidade de utilidade he.
O Sr. Barros Brrelo : He municipal. Eu
nao suslento qne nao seja utilidade publica e nao
encarreguei a dcsappropriarAo a municpalidade,
porque reconbeci que ella nao linha em si a forra
suflicenle para conlrahir um empreslimo, e por isso
proponho quo o governo mende desapproprar esses
lerrenot hypolhecando, se for preciso, as rendas que
produzir o lerrepo aforado' perpetuamente e depois
que houver sido feila a amorlisacao do empreslimo, i o terreno que for desapprnpriado; sa ueslascircums-
esses rendiinentos fiquera fazendo parte do palrimo- Uncas a cmara nao tem podido conlrahir empres-
mo da cmara; islo he muilo simples, e eu usei des- limos, parecc-rae qoe ella hoje lutar cora muilo
le meio porque o acho mais proficuo,o nico possivel mais difilculdade*, e eis aqui a rnzAo porque eu nao
para se obler a realisacAo do fim a que me propuz.
Eu disse que ouobra depulado linba principiado in-
vectivando a mim e ao projecto, o com efleilo sobra
o projeclo disse o nobre depulado que eu Unha
mandado desapproprar terrenos que consliluiam
patrimonio de corporaee* de mAo mora. Meus se-
nhore, o artigo primeiro do projecto diz : (l)
(Cruzam-se varios apartes.)
O Sr. Barro* Brrelo : Tanto entend que li-
mitando o terreno, fiz excepto a respeilo dos terre-
nos de corporacao de mAo mora e se ainda assim o
meu pensar he errado a este rcspeito.ns nobres depu-
tados apresentem emendas ; mas cu enlendo que
mandando desapproprar terrenos de domiuio parti-
cular nAo quiz ferr os interesses dessas corporacet
de mAo morta c lano nAo foi esse o meu fim que no
artigo 2." mandei que fosse ouvdo ojuizdeca-
pellas.
O Sr. A. de Oliceira.:E para que ?
propui que o terreno fosiedesappropriado pela c-
mara. Eu cstou certo que se nos pudessemns adop-
tar o pensamenln da emenda, sa te pudesem levar
a efTeito os bons desejos do seu nobra autor, nos ta-
rjamos um grande bem a maior parte da nossa po-
pula.1o ; porm, meulMohores, nao estamos oeste
caso, s podemos andar piano, piano, nSo podemos
fazer ludo de urna vez, e por isso ha bom que pro-
curemos, depois da pensar com muita madureza,
ver se he possivel fazer execular a medida pelo que
diz respeito a JaboalAo, o medida qoe for seodo
possivel a sua execnrAo hir-se-ha cuidando das ou-
tras localidades; porcm, lar-te urna aalnrisarAo ge-
ral a cmara sem que a experiencia (nha sanecio-
nado a proficuidade da medida, parece-me que
nao ser muilo prudente.
De mais, Sr. presidente, quanlo a JaboalAo en sei
bellamente que os terrenos que all existen) nao es-
lao aforados perpetuamente, e se o estivessem esta-
/
O Sr. BarrotiBarreto : Para que nao fossem | va conseguido o meu fim, o nAo havia necessidade do
ellas tezadas na demarcac.Ao do terreno que se hou- projeclo. Mas o nobre depulado autor da emenda,
ver de desapproprar dentro dos limites iraradns no
projecto.
O Sr. Barros Brrelo :Eu s sei de Jaboalao.
Por consequencia senao naslasse a contideracao que
eu apresentei de que a cmara nao podia conlrahir
um empreslimo e que a passagem da emeuda Iraria
como resultado o inotilisar completamente a medida
proposta, se islo nAo bastasse. esla oatra circuns-
tancia seria suflicenle pira que eu oAo votasse pela
emenda.
Sr. presidente, eu me acho bastante fatigado, le-
nho roubado muilo lempo casa, -porcm supponho
que respondendo aos nobres deputados, te en nao
lenho feilo a mais cmplela defeza do projecto, le-
nho ao menos quanto cabe em miuhas forjas justi-
ficado o pensamento que live, e se o projecto nflo
esl completamente defendido, espero que a gene-
rosidade da casa supprira minha deficiencia.
^Continua.)
REPABTICAO DA POLICA.
Parte do dia 30 de marco.
lm. c Exm. Sr.Levo a o conhecimento de V.
Exc. que, das diflerentcs parlicipaces hoje rece-
bidas neta repartirlo, consta tercm sido ptesot:
A requisito do depositario geral, o preto Jos, ,
escravo de Jos Jacome de Araojo. /
Pela delegacia do primeiro districlo desle lermo/
Silvano Jos de Sant'Anna, sem declarar-o do mo-
tivo.
Pela subdelegacia da freguezia do Recife, Loa-
renco Alves, para correci;ao.
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio Antonio,
o preto I.ourenco, escravo de Luiz Gomes Ferrelra,
para ser castigado.
E pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, Jo-
s Francisco d a Silva, para averiguac,6es policiaes.
Por esta occasiAo participo a V.Etc. que segundo
ie referi o delegado do primeiro districlo deste
termo, cm odelo re lioje datado, o ddadSo Jos
Rodrigues do Passo, indo passar uns dias em sua
casa de campo na povoacAo do Monleiro fora, nclla
Iraicoeiramenle acommetlido na larde do da 27 do
correte pelo seu escravo crioulo de nome Nicolao,
o qual Ihe dera com orna fouce dous golpes, sendo
um na cabeca o oulro no braco, evadindo-se depois
o messmo escravo para esla cidade, onde por dili-
gencia do subdelegado da freguezia da Boa-Visla foi
preso e se acha recolhido cadeia, como a V. Exc,
communiquei na parle diaria de honiem, sendo qne
por morar o relcrido Passo na ra do Aterro da di-
ta freguezia procedeu o mesmo subdelegado lo cor-
po de delicio, e esl tratando de instaurar o compe-
tente processo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco :10 de marco de 18-j.j.Illm. e Exm.
Sr. consclhero Jos Bento da Cunhi e Figocircdo,
presdeme da provincia.O diere de polica I.uiz
Carlos de Poica Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
pode-nus amanear qne lodas as localidades que com-
prehende a sua emenda cstao no mesmo caso? Pode
O nobre depulado disse ainda que o projeclo con- afllancar se os terrenos em que estAo fundadas as
ceda um crdito Ilimitado. Senhores. quando eu povoarOes nAo eslAo aforados perpetuamente?
determino a cousa que deve ser comprada e quo O Sr. A. de Oliveira:Ha mulos, Muribeci nao
autoriso para se comprar essa causa, enlendo qae o
credilo nao he Ilimitado como parece ao nobte de-
pulado : para que se diga que o credilo he Ilimi-
tado, he preciso suppor que aquelle era quem se de-
lega esse puder seja capaz de comprar a cousa por
um preco muilo superior ao que he razoavel. O cre-
dilo que be consedido no projecto. diz o nobre depo-
tadoqueho Ilimitado, e uo entretanto o honrado
membro foi o proprio que quando fallou disse que
muilos oulros lugares estavam as mesmas circums-
tancias e que o que se fazia a um devia se fazer a lo-
dos : perguoto, nAo seria muilo mais illimilado o
credilo a adoplar-sc essa idea do nobre depulado ?
O Sr. A. de Oliceira : Se u alo quero parle
como quero todo ? Esl interpretando as mnhas pa-
iavras da maneira que Ihe paiece.
O Sr. Barres Brrelo :Eu creio qoe analsando
as paiavras do nobre depntado como eu as coucebi,
estou argumentando de muilo boa f.
Disse o nobre depulado que nAo havia razao para
se dar esta preferencia a Jaboalao, porque com a es-
leda dessa localidade se liuha gasto muilo diiihei-
"o.....
O Sr. A. de Oliceira : Nao me refer ao nobre
deputado.
O Sr. Barros Barreio : Mas sempre quero di-
zer ao nobre depulado que as estradas nao sao feilas
para bzneficio desla ou daquella localidade, sao fei-
las para beneficio geral de loda a provincia, mor-
mente se essa estrada nao lem por fim servir s para
passeio, para quem tiver seu carro, mas sim para fa-
cilitar o transporte de todas as producres que cous-
lituem a riqueza do paiz : por consequencia urna es-
trada neslas circumstancias n3o he para favorecer
esla ou aquella localidade.
O Sr. A. de Oliceira: Nao disse islo.
O Sr. Barros Brrelo : Fallou em ultimo lu-
gar o nobre deputado, que se senta defronle de mim
[o Sr. Meira) e principiando disse, que a provar
exuberantemente em como a medida do projecto es-
lava comprehendida na lei. Senhores, en j disse
repito que o paragrapho 2." do art. 2. da lei de 2
de maio nao prevenio o caso de que trata o projecto,
e sou forrado a repetir a argumentarlo que ha pou-
co produz.Se a municpalidade se apresentaraonro-
prielario dizendo em virtude desle paragrapho da
lei, eu quero o terreno preciso para logradouro pu-
nlico ; depois que esse terreno for demarcado, nao
pode o proprietario exigir o que tiver de ser oceupa-
do por edificios particulares ? Por cerlo que nao po-
de ser desappropriado delle. I
O Sr. Meira :Era urna discussao, inlerprclava-
se a lei e eslava ludo acabado.
O Sr. Barros Brrelo : E quem era o poder
competente para interpretar a le? O poder mais
cuuipteulc somus n.'.i, c n'oscv uieltior que tloiKom
de haver esses conflictos? Em urna materia tao de-
licada como essa quanto menor for o arbitrio que nos
tivermos de conceder ao executor da lei, melhor ser
a medida ; por consequencia so sabemos que lem de
haver conflictos, muilo melhor.sorn, ser mais pru-
dente que os evitemos desde j ; e foi,meus senhores,
o que cu live em vista ; nao quiz mais nada do
que isso.
O Sr. Meirv, e alguns oulros senhores deputados
dAo alguns apartes.
O Sr. Barros Brrelo Quiz evitar a inlerpreta-
;ao da le, augmentando um caso que nao esta pre-
visto nella.
Em seguida, disse o nobre depulado, que o projec-
lo era inconstitucional, era iniquo, era ftil.
O Sr. Meira :Disse tanta cousa ?...
O Sr. Barros Brrelo : Disse mais ainda e ia
n'uma torrente tal que en j esperava que dissesse
que elle era sacrilego, era attentaturio contra a mo-
narchia e integridade do imperio, cuidei que ia di-
zer isso tudo !
Senhor presidente, eu admiro que o nobre depnta-
do cahisse n'uma contradiccao IA flagrando : se o
nobre deputado entende que o projeclo he inconsti-
tucional, como sustenta que elle esl incluido na lei
de 2 de maio ?
O Sr. Meira : Mas a medida que he constitu-
cional esl o projeclo conlido na le.
O Sr. Barros Brrelo : Maso nobre deputado
suslcnlou que o projecto era inconstitucional, e que
ao mosmo lempo eslava comprehendido na lei.
O .Sr. Meira Sustentando que o projecto era
inconstitucional,sustentea iconstitucionalidade da lei,
mas sendo elle inconstitucional nAo pode passar.
O Sr. Barros Brrelo : Mas eu quero qne o
honrado membro diga se he constitucional ou nao o
projecto.
O Sr. Meira Ercquanto a mim. nao.
O Sr. Barros Brrelo : Pois, se nao he consti-
tucional c est comprehendido na lei, a lei nao he
constitucional, c se o nao he o nobre deputado por-
que tem tolerado a sua |existencia duranle tantos
annos ?
O Sr. Meira : E en algum dia desappropriei 1
[Risadas.)
O Sr. Barros Brrelo : Mas consenle que es-
toja fazendo parte da colleccao urna lei destes.
O Sr. Meira : E eu havia do rasgar a collec-
cao ? (Risadas.)
O Sr. Barros Brrelo : Mas devia propor a re-
Yojir'j dessa lei, e assim o nobre deputado cumpria
muito bem o seu mndalo, uAo conseo lindo que esse
monstro que nasceu 2 de maio conlinuasse a fazer
parte da legislarlo.
O Sr. Meira : Eu tenho visto monstros muilo
maiores. (Bisadas.)
OSr. Barros Brrelo:O nobre depulado disse
que muilas povoacoes, villas, cidades e at bairros
do Recite estavam fundados em terrenos particula-
res. Senhores, embora essas povoajfes, villas, ci-
dades e at bairros da capital cslejam fondados em
terrenos particulares, podem 11A0 estar as circums-
tancias de Jaboalao. porqne o terreno aqui he afo-
rado perpetuamente sem difiicoldades, quem edifica
lem garantida a sua propriedade, e l nao tem.
( lia um aparte. Y
O Sr. Barros Brrelo :Porlanlo, Sr. presiden-
te, nao queira o nobre deputado fazer acreditar que
o meu fim he privar aos particulares de possuircm
terrenos, urna vez que o uso de sua propriedade nao
se oppoe a utilidade publica, porque se o proprie-
tario usa de sua propriedade |nao s em beneficio
seu como tambem do publico, cu nada tenho o que
dizer.
O nobre deputado disse ainda que existan) mui-
los terrenos por edificar de um e de oulro lado da
estrada.
OSr. Meira :Nao, eu disse queme conslava
que grande parle do terreno da povoacAo j esla-
va edificado.
O Sr. Barns Brrelo :Sr. presidente, embora
j eu tivesse era resposla aos nobres deputados, que
alacaram o projecto dito a minha opiniao acerca do
objecto da emenda, devo com ludo corroborar essa
opinio. Embora seja o pensamento da emenda
muito generoso, nAo pode ser approvado, porque a
emenda consigna um arbitrio extraordinario e para
a execucao desse arbitrio a emenda concede ura cr-
dito illimilado. Mas, Sr. presidente, en nao me re-
ceio do arbitrio ; porque a cmara municipal .pelo
menos a experiencia j o lem mostrado) nao ha de
adiar como nao tem adiado, quero Ihe queira fazer
emprtstimos, e se ella nao lem adiado c quando ss
(rala de urna obra que excculada deve produzir urna
renda muilo superior a aquella que pode produzir
Pelo vapor Avon entrado hontem de So'jlamptonr
via Lisboa, Madeira. Tenerife e S. Vicente recebe-
mos as carias de nossos correspondentes de liambur-
go, Lisboa e Paris que ficara transcriptas em oulro
lugar desle Diario e bem assim varas gazelas ingle-
sas, francezas e porluguezas, alcanzando as primei-
rase segundas a 8 do corrente, eas ultimas a 13.
No dia 2 leve o povo russo a infelicidad! de per-
der um dos maiores homens qoe o lem governado.
I) imperador Nicolao passou da vida presente depois
de ter recebido os ltimos sacramentos, despedindo-
se da mulher e dos filhos, os qnaes abencora tepa-
1 admente, bem como aos netos com voz firme, per-
feilamenle calmo e com grande presenta de espirito.
No Jornal do Commercio de Lisboa de 13, le-se a
este respeilo o seguinle :
n A molestia a que se allribue a morte do impe-
redor parece tersido urna cougesllo pulmunar, oulros
dizem urna paralysia.
i O Journal des Debis diz que o imperador nAo
morrera repenlinamenle ; havia ja dozedias que es-
lava enfermo, pois qne lem vista cartas de 19 de
fevereiro, que dizem achar-se ja bastante doente, e
de cama. Parece que um resfriamento fora a causa
da molestia qne levou o imperador a sepultura. Ape-
zar dos rigores da estaco nao alterara em cousa al-
guma 01 seus hbitos, continuando a cntregar-se a
um Irabalho assiduo, a ver e 1 examinar tudo por si
proprio, passando continuadas revistas aos quarteis,
sem procurar resguardar-se das intemperies da esla-
cAo. Seus filhos, e os seas fiis servidores muilas ve-
zes Ihe aconselliara-n que se acautelaste, responda
sempre que linha mais qoe fazer do que pensar ras-
so. Parece que elle proprio desconfiava que eslava
prximo o termo da sna vida, porque dizia qae ja
passara do prazoque Dos marcara aos da sua raca,
e que por isso breve morreria. Quando se senta iti-
commodado, era elle em quanto podia o seu proprio
medico; exigir que o medico Ihe indicasse um r-
gimen que o livrasse de engordar, cousa que muilo
tema. O imperador soflria alguma cousa de gota.
i O seguinle despacho coniem alguns pormenores
acerca dos ltimos momentos do czar.
< S. Pciersburgo, 2 de marco.
< O imperador ouvio tranquillo o doutor Manot
declarar-lhe que era possivel urna atropina dos pul-
mes. nicamente disse: a Quando ehegar a para-
lysia ? Os mdicos nio poderam responder com
exactidao. O imperador perguntoo depois ao doutor
Casell: Quando me soflocaroi ? b'O imperador
commungou, despedio-sede sua esposa e de seus fi-
lhos dando a sua bencao a cada nm delles, bem co-
mo aos seus nelos com voz forte, muita presenca de
espirito e senhor de si.
O correspondente do Times escreve-lhe de Paris
o seguinle:
a O publico ainda duvida de que a morte do im-
perador Nicolao fosse natural: desconfa qoe o vene-
no ou a corda enlraram por alguma cousa neste ne-
gocio. Argumenta do passado para o presente, e eus-
la-llie a conceller como um autcrata da Russia pos-
sa deixar este mundo a nao ser pelo modo qne os fi-
lalgos russos tecm por costuras empregar para se
desfazerem do soberano cuja presenca o cujo proce-
der nAo lhes agrada. Porem 110 momelo tclual nao
be isto o mais importante. Seja qoal for a causa da
sua morle, o que mais importa he saberte asua mor-
te he ou nAo favoravel a paz. As opiuiOe* estAo divi-
didas a esle respeilo. Uns ronsideram este successo
como a solucAo de todas as difilculdade, oulros jal
gam-no pelo contrario ama nova complicarlo. Aquel-
les convencidos de que a pazem breve se concluir,
estes veem novos perigos com um novo reinado. A
viagem do imperador Crimea, as uegociacOes pen-
demos com a Prussia, perdenm-se de vista no meio
das importantes quettoes que se agitam. A primeira
consequencia da morle do czar ser ou paz, ou a
guerra ainda mais encarnicada conforme o impera-
dor Alexandre II insistir na poltica de seo pai, qtffe
provocou com o fanatismo dos seut servos, ou a
abandonar dando onvidos aos conselbos da Europa.
He sabido que o imperador Nicolao erapessoalmeutc
o principal obstculo a qualquer transac$lo. Com *
morte do imperador provavelmenle diminuir a in-
lluencia da Russia sobre os estados da Allemanha a
assim augmentara' o isnlamenlo daquella poten-
cia. O exercilo dofjB perder muita forc,a moral com
esle successo repentino, c o actual imperador, o qual
nAo foruere a forja e o poder de que por bintos an-
nos gozuu seu pai. deve receiar-se decomecar o seu
reinado no meio de taas complicaccs. Alm lia-
so Alexandre sempre passou nos conselbos do finad
imperador como o orgAo c o representante do parli-
do chamado germnico ou da pai. e he do suppor
que a joven imperatriz nAo dcixara' de exercer so-
bre seu marido urna influencia que desde o princi-
pio las hoslilidadas, tero sido invariavelmenlc favo-
ravel a ama poltica moderna.
n Recebida t noticia da morle do imperador, mu-
daram-sc logo urdens ao general Canrobert para
apellar o cerco de Sebastopol com omaior vigora.
O r.ovo imperador Alexandre II. publicoii um
manifest, no qual depois do annunciar a repenlina
e severa doenja que terminara na morle de seu au-
gusta pai, diz qoe assim como o fallecido se sacri-
ficara incessanlemenle pelo bem de seus vastallos.
do mesmo modo elle subindo ao Ihrono da Russia e
da Polonia e Finlandia, inseparavpis della, jurava
solemnemente peranle Dos, considerar o ,bm de
seu imperio como o nico objecto que (cria em
vistas.
O manifest conclue da maneira sesninle :
A Providencia qoe escolaeo-no para tas illa mis-
J
9
K
V

MUTILADO


-v

t


fio, dgnese de gaiar-nos e proteger-nos, para que f reccr toda-
possamos mauter a liussi no oais alio gio e po-
der e gloria, o completar ein nossa pessoa o inces-
santes desojes e projectos de I'edro, de Calharina,
de- Aleiaudru e de nono pai. Ajudc-no; ni*o o zc-
lo de nossos vasallos. Invocamos e ordenamos que
se presto o juramento de obediencia a nos e ao her-
deiro do llirono, nosso iillio Nicolao Alexandro-
wilsch.
<> principe Menselik.orf dra chamado da Crimea
pelo fallecido imperad >r, o qual dera o commnndo
principal das forjas all esl icionadas ao principe
(Jorlschakaff e o segundo ao general Oslen-Sa-
cken.
Em Sebastopol nenlinrna aceito ronsidcravel linha
lido lugar, apenas leudo os Kussollevautado nm re-
ducto do lado esqiionlo das forlilicaroes de 21 para
22 ilc fevereiro, os alliados o atacaram de 2* par
25 do inesm inei, reliranilo-so depois de o liave-
rem destruido.
Despachos rusans porm. dizem que sendo esse a-
laquo Teilo por forras consideraves, os alliadu.- fu-
ra ni repellidns com grande perda.
Curria em Vienna, que o grao-duque Miguel li-
cara ferido nessa occasiiu.
O Monitenr publica ns siguiles despachos da
Crimea ; o 1. do viee-alroiranie Brual, o 2." do
commandanle do Veloce, ein Eupaluria.
Monlebelto,* Kamiesch 20 de revereiro
No dia 17 a praca de Eup doria fui atacada do
lado do tale por 80 pecas de ariilharia, ti regimeu-
lusdo cavallaria as ordens do general kortf, e 12 re-
gimentis de infanlaria, ao todo 25,000 hoiucns.cum-
maudadus pela general 0 O combate iltiruu desde as ."> e mcia da ma-
nhaa al sa dea. Os Russos forain vigorosamente
repellidos ; avalia-so a sua perda em 500 morios, e
o> feridos a proporcao.
Os Turcos liveram 88 liomens morios e 250 feri-
iluf, e perderam 70 cavallos. O general da diviso
EgypeiaSelim Pacha, e o coronel Rusten Bey fo-
rana morios. Dos Francezes, 4 arlilheiros de mari-
Iennque4. foram morios: livemus alcm
dissoj feridos. 3 do Hcnrique i., e 1 do regiment
de infantina de marinha.
i O ataque dos Russos nao foi repetido. O va-
porea ancorados na baha contribuirn! enrgica-
mente para defender a cidade. Eu man tei a Eupa-
luria o Brandou e a Mcgre. O nliniranlc l.vons
mandn urna fragata e uma crvela a vapor com 2
canhoiieiras.
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBAQQ 31 DEMARCO DE 1855.
f

Vice-almiranle, Brual.
VeloceEupatorla 21 de revereiro.
a Desde o dia 17 os Russos nao fizeram mais len-
itivas eontra Eupaluria. lloje vimos columnas de
infamara e eomboys de carros afastarem-se desla
pracae tomar a direcr.au de Simplifcrnpol.
litis aldeias ardem aluda as vizinbanrasde
K ti patona. Desembarcaram novas pecas de posi-
ciy, e construiram-se novas obras de f ortificacao. A
cidade est em bom estadu de defeza.
De Montlouis.
s forjas russas no combate de 17 tle revereiro
Eupatorla constavam de 36 balalhes de infanlaria,
em 0 relmenlos de cavallaria e 80 pecas. O inimign
fez varias leolnlivas para tomar a cidade por as-al-
to, e de todas foi repellido.
* Os Russos deixaram uo campo tle balalba i3:1
morios, e nm numero consideravel tle fendus. A
perda dos Torcos foi sement de 87 morios, e 277
feridos. Entre o* ltimos couta-se Suleimaii Pa-
cha; SelinrPach foi morto.
Na Doileseguinle os Russos bivonacaram sem
fogo nem leudas, por um fro muito intenso com o
qual soflreiam muilo. Reliraram-se no dia seguin-
te para Simpheropol.
Os Russos baviam desapparecido da vizinhanca
tic Balaclava, cujo caminho de Trro eslava quasi
concluido.
llnuve em Bronssa (Turqua) um terramoto, que
destruio quasi totalmente aquella cidade, morren-
o 2,000 pessoas, .pouco mais ou menos.
do correle a imperalriz da Austria tleu
a luz urna meuina, a qual devia ser baplizadn no
dia stguinte. Por essa occasiao concedeu o impera-
dor completa amnista a todas as pessoas condem-
natias pelo tribunacs civis por offensas contra sua
peana.
O rei de Dinamarca acliava-sc doente ha urna se-
mana, consislindo seu mal em fros, febre e urna
losse pertinaz.
.slling linha resolvido acensaros ministros
que dirigiram ltimamente as rcparliri.es da guer-
ra marinha e fazeoda.
Em o segointe numero seremos mais minuciosos.
Em Londres os consolidados ficaram a 911 118 os
fundos brasileiros a 101 1|2 ; os russos a 89 ; os bel-
gas a 93 e os hollandczes a 94 1(2.
AO PUBLICO.
OSr- Joa Diasda silva, depois de haver enjuta-
do todos os meios, anda os mais in.inslos e repruva-
t!os,n--a soblrnir-se o pagamento du que realmen-
te me deve, e de ter-se succorrido ludo quanlo he
de rhicana, para demorar a execocSo que lhe movo,
em virtudodas unlcnras e acordaos, que o contlem-
naram, lembroo-so de eilrahir por certidao dos au-
tos Tindos algomas pecas destacadas, e de as publi-
car, com o nm sem duvida de acreditar-se, chaman-
do o odioso sobre mim, como se cu nflo podesse res.
pouder-lhe cabalmente 1 Nao sei porcn com que
lim pnblicon elle o levantamenlo do arresto, que fi/.
ni todos os seas bens, estando este arresto resolvido
ja ;m penhora, e consegninterocnle depositados os
mesujos bens, como d'anles, para meu pagamento.
Talvez livesse em vista, illudindo ao publico, obler
que algumas pessoas se persuadiera de qtie elle es-
lava desonerado da divida, assim como desembara-
zados lodos os seus bens, nao se lembrando o Sr.
Jos Das de que ene ngano s podia durar por
momentos, ama vea que o mesmo mandado de le-
vaulamenlo do arresto declafava logo a subsistencia
da penhora.
Pretendo dar publlcidade lodos os documentos
que exhib em julzo, e a ouiras provas, qoe nao
deixam a menor duvida sobre o debito do Sr. Jos
Dias da Silva. Antes disto porm cumprc (ranscre-
ver a expoiicao qoe publique! em o n. 167 deste
Diario de 28 de jalho de 1853, em resposta ao mes-
mo scohor, que nSo ousou replicar, sendo que assim
lacitamenl coufessou ludo quanlo eu disse na mes-
ma e posicao. Vollarei
Joaquim da Silva Mtmrao.
f-.rpotir.io que te refere o artigo supra.
Joaquim da Silva Mourao, tendo-lhe constado
que o Sr. Joto Dias da Silva prclendia vender cm
leiUo lodos os seus bsosjde raz, annunciou por esle
Diario, afim de que ninguem os comprasse, que di-
tos bens se achavam areslados para seguranca da
qaanlia de 60:381^980, que lhe devia o mesmo se-
nhor.
Apparecen esle em um dos Diarios passaos, di-
zendb em resposta quenada lhe devia, sendo que
pelo contrario era credor de nao pequea qaanlia
como se recouheceu quando se Iratou de verilica-
cSo dos crditos na causa de faiteada delleJos
Dias; e qoe ninguem poda sem base legilima cons-
tituirt (uto para si, nao poden Jo urna simples conla
apresenlada pelo adversario, nao assignada por elle,
servir de fandamento a perseguirlo que se lhe fazia.
Compre a Mourao, em deferencia ao respeitave'
publico, dizer alguma cousa em refutando a esta res-
posta. Dos autos da aec,ao que move o Sr. Jos
Dias, pelo juizo do civel da prlmeira vara, cscrivao
Molla, te v que o mesmo senhor he quem se (em
constituido seu perseguidor implacave!, i poni de
querer rduzi-lo a mendicidade, soccorrendo-se pa-
ra obler o resultado deste seu desejo, meios repro-
vados, como Indo consta dos referidos autos.
Nio qaerendo o Sr. Jos Dias preslar-se ao ajuste
de coalas das lransacr;6es havidas cutre clles, e do
niait de que fura por Mourao encarregado, apezar
de ler este emiiregado todos os meios a seu alcance,
e de lhe haver concedido nao pouco lempo, visto
como ao principio aquelle senhor o illudia, promet-
iendo tazer o dito ajuste, mas adiando sempre de
um para outro dia, at que se conheceu o seu no-
i.lium desejo de presta-las, recorreu o mesmo Mou-
rao aot tribanaes, sendo qoe, antas de o fazer citar
para a respectiva aeco, requereu que fossem ap-
prehendidos os livros commerciaes, lano do meimo
Sr. Jos Dias, como dt Mourao, exisleDles tambem
em pode* daqoelle.
I-'oram ot ofticiaes de jaslica fazer essa diligencia,
pela qual nao esperava ento o Sr. Jos Dias, que
nao leudo podido subtrahfr os livros, e conlieceodo
que visla dellcs nao podia deixar de ser condera-
nj.lo, declarou que se prcutava a fazer amigavel-
menle o ajnsle de conlas, e dirigia-sc nessa mesma
'ccasiao a algn; amigos de Moorao, para que esle
fazendo sobrestar a diligencia, assenlisse na presla-
cjo da* referidas conlas.
Apresentou-se Mourao c deu-so principio ao ajus-
te, sendo que logo e sem Irabalho algum verificou-
se o ni debito do Sr. Jos Dias para eOm aqnclle da
qaantia de 13:7^08i(, que o mesmo Sr. Jos Dias
recouheceu. Tendo-se continuado no mesmo exa-
me ou ajuslc, cncontraram-sc outras aildic^ues, que
raziam elevar aquelle debito mais de 60 conlos de
rs.; mas sobre essas addiccOes suscilou injuslamen
te o Sr. Jos Dias algumas duvidas ; pelo que tcntlo-
,e ambos novamente desconchavado, leve Mourao
de procurar es ofticiaes de juslica para ultimaren! a
diligencia da apprehenso dos livros. Com effeilo
ulliraou-se, mas nio no mesmo dia, em que pela
primeira Tez se Untan dirigido a casa do Sr. Jos
Dia, que por isso leve lempo de occullar os livros
mais essenciaet, os qoe meihormeule podiam escla-
as IransaccOes e mostrar o seu alcance
para com Mourao.
Enlrcgou somenle 4 livros, c oppz-se com (odas
as foreas respectiva aceito para que so nao erfec-
luasse tal Bjusle, cujo resultado lano receiava. Sua
injusta oppoiicflo, porm, foi desprezada pelas sen-
lencas tle n.. 1 c 2, as qnaes foram com loda jusli-
ca confirmadas pelos nccordSos tle ns. 3 e 4.
Procedendo-sc a cjecticao dojiilgado veiooSr.
Jos Dias rom embargos de nullidade, que igual-
menlc foram desprezados.Nomeados os perilos pa-
ra procederem ao ajusle, declararam elles que des-
ses 4 livros coiwtava a existencia de oulros muitos
que se referiam, e que era de necessidade a apre-
sentaeo de lodos, e especialmente de alguns que
foram mencionados.
O Sr. Jos Dias, negando- vros, allegou que nao linha mais nenhum, alcm
d.iquelles 4 ; enlrelanlo que se sabia que lodos clles
estavam em seu poder, lauto que demandando a um
sen devedor, nesse mesmo lempo exhibi urna con-
la exlrahida desses memos livros, a cuja apresen-
lacao so subtrahira em juizo.
Convindo ullimar-se a execueao, que de cerlo nao
devia eslar depeudente dos caprichos do Sr. Jos
Dias, que ltimamente, como para cacoar de Mon-
rao, aprcsenlou mais uns 4 livros que para nada
serviam, continuando a occullar ns de que se ne-
cessilava, vio-se o mesmo Mourao na necessidade
de reqaerer a eomminacao musanle da pelirao de
u. 5, quaotlo elle notificado novamente nao fizesse
a exhibirn dos livros e^senciaes ; sendo que a qua n-
lia que ah se declara he exactamente a llovida, co-
mo nos aolos se provou. E se nao he, porque o
Sr. Jos Dias, com esses livros que occullou, nao
mostrou que Moorao eslava em engao, ou que
quera haver o que lhe nao perlencia ? Foi, por
lano, summameute justa a senlenea de n. fi, que,
> vista tos autos, julgou a referida eomminacao.
Nao pt)de o Sr. Jos Das negar-se ao pagamento
da quanlia de 60:3815980 rs.
Pouco importa qne na fallcncia do Sr. Jos Dias
(que se apresculou fallido logo que foi publicado o
accordao n. 4 ; assim como lenlou vender seus bens
de raz logo que soube da senlenea n. 6 livesse a
commissao cncarregada tle verificar os crditos con-
siderado Muuiio nao credor, c sim devedor. Alm
dessa ceri/ieario lev sido para o lim lio somente de
habilitar o credor para poder volar c ser volado,
na forma do artigo 8i6 tio cot, com., pelo que nao
pode prejudicar a um legitimo credor na cobranra
do que se lhe deve, ella nao podia inulilis.tr senteu-
jas e accordaos, que Mouru leni oblido, e que pas-
saram ja em julgado. Acrcsce qne Mourao protestou
inmediatamente contra essa verificarao, o que
consta do documento n. 7.
Julga Mourao ler respondido ao annuncio do Sr.
Jos Das; sendo que quando este senhor publicar
documentos, como promelle faze-lo opporluna-
menle, cm prova do que disse cm seu annuncio,
tornar enlAo Mouro.i a comparecer ante o respeita-
ve! publico para inutilisar com provas irrefragaveis
quaesquer documentos que, por ventura, elle apr-
sente no intuito de provar que nao he seu devedor.
Theodoio de Almeida Cosa, procurador bas-
tante.
N. i. Vistos estes autos, etc. Pede o autor,
Joaquim da Silva Mourao, em sua petico i!. 3, que
seja o reo Jos Dias da Silva nulificado pela iouva-
eao de perilos, que tratem de ajustar as cuntas re-
lativas s IransaccOes havidas entre ambos, a visla dos
respectivos livros a elles perlencentes, visto que
o reo sendo-lhe devedor tle mais de 50:0009090 rs.,
lem-se negado ao ajusle de conlas, e ha sublrrhido
os livios. E elle autor, que nesles termos Tunda a
presente aceao nos depoimentos de (I. 23 a 11. 27,
e no documento 11.33. O reo defentle-sa com a con-
IrariedaJe de fl. 16, dizeudo que, em consequencia
da fallencia do aulor, e de se lornarem por isto os
seus bens communs aos crctlores que nao aceilaram
a sua proposta, elle ro se obrigou aos mesmns ere-
dores pelo debito do autor, recebendo a loja deste
cora seus perlences, pelo que licou elle reo subroga-
do nos tlireilos dos dilos credores, sendo que pelo
oootrariovo .idlor "Tie hedevedui, cutnu inoslra s
coufisso que fez, constante do documenlu fl. 17, o
que ludo visto e o mais que dos autos consta, consi-
derando que dos mesmos aulos se mostra lerem ha
vido entre o autor 60 ro lransact;oes commerciaes,
pelas quaes se nao pode claramente conhecer no es-
tado presente da questau, qual o verdatlero deve-
dor senao depois tle urna averiguacto exacta ecir-
cumstanciada nos ducumenlos ou livros respectivos :
considerando que para um ajuste de conlas, nao se
requer precisamente una obrigacao tal, que equiva-
lha a urna discus-ao ordinaria, que leve a prova ao
ponto do se julgar pelo vencimeulo da queslao, de-
clarantio-se devedor verdadeiramenle a um dos con-
tendores, visto como nicamente o que se procu-
ra saber pela presente accao, he se enlre ambos
houveram IransaccOes, que possam dar lugar ou nao
a qualquer alcance, considerando quo nesta parle
tem o autor provado sua inlenrao com os depoi-
menlos folhas e Tullas, os quaes nao foram contes-
tados pelo reo, e com os documentos 11. 33, que
nao pode deixar de ser dcsTavoravel ao reo, atientas
suas expressOes combinadas com os documentos TI,,
e outras circumslancias que os autos olferecem, em"
hora o documento 11. 17, u que junio ao laclo pra*
licado pelo mesmo reo em o hgeiro ajusle feito re-
cenlemenle e constante do depuimento da primei-
ra testemuuha s fl., e do que se acha notificado a
fl, 6, nao deia de provar que entre o reo e o au-
lor exislein conlas, que exigein um escrupuloso eia-
me, tt mormenle so alien ler-so que o mesmo reo
nao tem oppo>to a inlenrao do autor se nao Tac-
tos quo por si so nu removem a prohabilidade de
um alcance, que se alguma maneira se deia reco-
nhecer por este ajuste de qoe trata a primeira tes-
Icmunha II., nao pudendo usdocumentos aprescula-
,!-'s pelo reo, fazer esclarecer a queslao ao ponto
de moslrai-se quite com o autor: julgo proceden-
te e por senlenea a nolilicarao II., c pague o reo as
cusas. Recito, 15 de Janeiro de 1850. Custodio
Manoel da Silva Cuimaraes.
a N. 2.Senlenea.Os embargos a fl. 144, rece-
bidos a. folhas 150 verso, julgo afinal nao pruvados,
porquanlo o Tacto em que se clles lirmain e provado
pela forma constante dos depoimentos a Tolhas 16.'
nao deslre os Tundamenlos da senlenea embargada,
j porque contra esles depoimentos estao os de folhas
161, ja por se nao haver contestado o Tacto bem re-
conhecido e provatlo em os prsenles aulos, tic que
as IransaccOes commerciaes sobre que versa a ques-
lao proppsla constara dns respectivos livros, dos
quaes, alm de se ter verificado em parlj por um li
geiro ;:jusle de cuntas, haver debito contra o embar-
gante, deve resultar, como se ha pruvado, a existen-
cia dessas IransaccOes, que demandara o ajusle de
conlas pretendido, contra o qual o me;mo embar-
gante por mcio de seus ditos embargos a folhas, nao
lem opposlo senao os fundamentos ja sentenciados
pela referida senlenea embargada a Tolhas 141 ver-
so, que mando subsista e se compra, e pague o mes-
mo embargante as cusas.
Recito, 8 de julhode 1850. Custodio Manoe!
da Silva Uuimaraes.
Senlenea. Sem embargo dos embargos a to-
lhas 122, que nao recebo, vistos os aulos, por quanlo
ainda que cm regra deve exlrahir-se senlenea do
processo para a execucao, mormeute qaando aquel-
la baja passado em jolgado, salvo as devidas excep-
tes, com ludo se nao pode dizer nulla a mesma oxe-
cujao, em con.cquencia do haver-se lirado traslado,
e nao senlenea, visto como a nullida#c da execucao
tem teu Tur.damenlo em oulros motivos, que nao o
de que traja o embargante, pois smenle quando se
excede o mudo de execucao, beque esta se deve jul-
gar nulla sem poder surlir elleilo valido, nao deven-
do cerlamcnle influir para nuilidade o motivo alle-
gado, mormenle quando a causa pende por appella-
530, tanto mais quanlo a respeito desla doutrina
divergem os peritos como io v em Lobao, tratado
das execuces, J 2, nota a patina 21. Por lano pru-
siga a execucao ero seus termos, e pague o embar-
gante as cusas.
tt ReciTc, 29 de novembro de 1850.Custodio Ma-
noel da Silva Guimaraes.
tt E mais se nao conlioha em ditas peras pedidas
por certidao, e aqu extrahidas dos respectivos aa-
lorct, aos quaes me reporto.
c, Certificando mais, qne a senlenea aqui exlrahi-
da por certidao, com data de 29 de novembro de
1850, foi appellada por parle do sopplicado aos 6 de
dezembro do 1850. O referido he verdade e consta
dos autos, aos quaes me reporto.
E vai presento na verdade sem cousa que du-
vida faca, por mim subscripta e assignada, confori-
da e concertada, nesla cidade do Recito de Peniam-
baco, aos 12 dias do mci de julo do anoo do Nasci-
menlo de Nosso Senhor Jess Christo de 1853, Iri-
gesimo-scgunJo da independencia e do imperio do
Brasil. Subscrcvi e assignci Em T de verdade e
concertada.Manoel Jos da Molla, a
N. 3.Accordao em relac,3o, eleQue confir-
mara n senlenea tle folhas 185, quesustentou a de fl.
lil.Jolgando procedente a notificacao a folhas 3,
para ajuslede conlas, vista da eonciliaeao folhas 17,
porquanlo se bem que o nppellado se reconhecesse
devedor ta quanlia de 61:2243103 rs. e entregusse
a loja para pagamento doappcllanle pela dila quan-
lia ronfessada, obrisando-se quando nao chegssero
os gneros existentes na mesma, a pagar o restante
logo que podesse, com tatto nao se prevalido dcsles
aulos por um Lalancu exaelo o valor existente na lo-
ja ao lempo que o appellanle lomou delta conla, ou
a quanlia que possnia o appellado em generus na di-
ta luja, deduz-se evidentemente, que su por ura a-
jusle de conlas visla de balanro e inventario dos
elTeilos existentes na referida loja, se pode conhecer
exactamente se os bens do appellado chegarain para
o pagamento, excederam, ou fallaram, para desta
forma poder ser perTelamente cxeruladn a Iransae-
Cao eflectuada pela eonciliaeao a folhas 17. Paranlo
c lulos cunfirmada assim a senlenea appellada, con-
demnam o appellanle as cusas.
a Recito, 5 de julho de 1851.Azevedo, presiden-
te. Leo.Souza.Rebello. Luna Freir. Pe-
reira Monteiro.
Accordao em relacSo, etc. Qae sem embargo
dos de tolhas que nao atlendem por sna materia e
autos, o accordao embargado se rumpra, c Taca a
senlenea livre transite pela chancellara, e pague o
embargante as cusas.
Recito, 18 do outubro de 1851.Azevedo, pre-
sidente. I.eo. Souza.Rebello.Luna Freir.
Pcreira Monteiro.
o N. 4.Accordao em relarSo. Oue nao allen-
dem o embargante a folhas 366, visto nao precisar
de declararlo o accordao de folhas, e pague o em-
bargante appellado as cusas aerescidas.
Recito, 31 de onlubro de 1851.Azevedo, pre-
sidente. I.eao.Souza. Rebello. Luna Freir.
Pcreira Mnnleiro.
tt N. 5.Joaquim da Silva Mouro, na execueo
de senlenea que nhleve contra Jo< Dias da Silva,
para um ajuslc de conlas de todas as IransaccOes que
entre elles tecm havido, leudo V. S. mandado prose-
guir no cxainc vista do lialanco confronta lo com
os livros, a que elle se refere, e cora os mais, que
liverem reJacjlo, para o que deferindo o requeri-
menlo a fl. I S v. tos nulos manilou igualmente
que fossem recnlhidos ao deposito gcral, nao s o
livro donde foi extrahido o dilo balaneo, -como os
mais que fossem indispensaveis para o exame, como
os dous auxiliares, de que por muilas vezes se tem
tratado, os quaes mu de proposito, sublrahio o sup"
plicado a apprehensao, dando apenas qualro livros,
que nada adianlaram por nao sercm acompanhados
daquclles a que elles se referem, requer V. S. dig-
nese de mandar notificar o mesmo Jos Dias da
Silva, para no termo que V. S. for servido assignar-
lhe, rccolher ao deposito geral os referidos livros
com a pena de, nao o fazendo, ficar obrigado para
com osupplicanle na quanlia de 60:3815988 rs. que
he exactamente o alcance em que se acha Jos Dias
para com o supplicante, que tendo j requerido a
citacao dos negociantes Barroca, Bidoulac e Jnhnston
na s'jpposieao de serem administradores da casa do
supplictlo para exhihico desses livros, verificou de-
pois que apenas elles compunham urna commissao
fiscalisadora por parle dos credores, em consequencia
da concordata que estes coocedeiam a Dias, sendo
que assim fieou de nenhum efl'eito a nulilicaeao toila
aos ditos negociantes. >
Pedi' V. S., Illm. Sr. Dr. juiz tle direito do ci-
\^T lefira- E- K- M- Joaquim
M" J
NcUque-se pela forma requerida, sendo n prazo
de 3 das. Recito 11 de junho de 1852.Silva Gui-
maraes.
Certifico qoe sendo nesta cidade do Recito nolili-
quei a los Dias da Silva para lodo o conleutlo da
peJ^tot-deSfwcllo retro do que ficnu enlendido, o
rTentlo tic verJaJ f.V. ite i'i 'leiunbn dci 1852.
Oflicial do juizo, liaz Lopes.
N. 6. Senlenea.Tendo cm vista o ultimo des-
pacho a 11. 250, e o mais que consta dos autos, donde
se evidencia que o deposito II. 'di, nao esla de ac-
cordo com o requerido a fl. 192, e que por isto se
acha verificada a eomminacao ahi imposta as ditas fls.
191, (ls. 192, julgo por senlenea a referida eommi-
nacao, e mando quena forma ta mesma se compra c
prosiga a execucao em seus termos c pague o execu-
tado as cusas. Recito 30 de maio de 1853.Custo-
dio Manoel da Silva Cuimaraes.
N. 7.Joaquim da Silva Moorao, na fallencia de
Jos Dias da Silva, lendo a commissao cncarregada
do verificar os crditos, firmada em cerlos livros do
fallido, dado o parecer de que o supplicante nao era
credor, e sim devedor, vera protestar contra a ine-
xaclitlao em que se acha dilo parecer, sendo que os
tribunacs da provincia, considerando-o credor nian-
daram liquidar esse crdito, o que j se esla Tazendo
pelo juizo da primeira vara. Requera V. S. dgne-
se de mandar tomar por termo seu protesto, sendo
depois intimado ao curador fiscal.
Pede a V, S. Illm. Sr. Dr. juiz do commercio da
segunda vara assim delira.E R. M.Joaquim d"
Silva Motilan.
Tome-sc. Recito 6 de maio do 1852.Cosa Me-
nezes.
Termo de protesto.Aos 6 de maio de 1852, nes-
ta cidade do Recito de Pernambuco em meu carlo-
rio veio Joaquim da Silva Muurao e disse, perante
mim e as leslemuniias abaixo assgnadas, que prn-
lesta ludo de coutormidade com a pelirao retru, e
de como assim o disse, fiz esle lermo em quo se as-
signou o protestante cora as tcslemunhas abiio as-
signadas. Eu Manoel Jos da Molla, cscrivao oes-
crevi.Joaquim da Silva Mourao.Pedro Jos Nu-
nes.Dom Antonio de Locio e Silbes.
N. 208.160. Pagou 160 rs. Recito 7 de maio
de 1852.Carvalho.ltaplisla de Sa.
E mais se nao continha em dila pelirao, e termo
de protesto aqoi fielmente transcripto por certidao
do proprio origioal ao qual me reporto, e vai esla
na verdade sem cousa que duvida laca, por mim
.ontorida ecoucerlada.'subscripta e assiguada nesla
cidade do Recito aos l^de julho de 18-53, subscrevi
e assignei.Em f tle verdade c concertada.Ma-
noel Jos da Molla.n
Estavam reconhecidos e sellados.
~^2 COMMERCIO.
PRAGA DO RECIPE 30 DEMARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaeoes ofticiaes.
iloje nao houveram colaeoes.
aLFANDEGA.
Rendimento do dial al3.....388:87250i9
dem do da 30........ 8:18j>563
-Joaquim da Silva
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a 29..... 62042#9r8
dem do dia 30........ 2:378:963
64:4218876
PRACA DE LISBOA.
Bohlim semanal 18 de fevereiro.
O mercado, geralmenle fallando, consrrvou-sc a-
pathico no decurso da semana que linda boje. O
mao lempo foi a causa principal desla apalhia. Mui-
las IransaccOes deixaram de se realisar por eslo mo-
tivo, o pde-s; dizer que o muvraenlo martimo es-
tove, pela maior parte, parausado. As entrados to-
ram inferiores s da semana antecedente. O Tacto
mais importante foi da rliegada du vapor /). Maa
l. queenlrou lioje, procedente do Rio tle Janeiro,
ruin 2S das de viagera e 190 passageiios. A sua
carga principal consiste em 2,071 saccas de cafo, e
"i,.'/i couros. A demora que leve, e que lautos re-
ceus causnu, foi motivada por alguns cuncertns, que
leve a fazer no Rio de Janeiro.
Exportaran!-o 16,456 almudes de vinho, dos
quaes para o Rio de, Janeiro 2,il)> almudes de mar-
ca G S ; 4,630 t ilos tle marca B I) C ; 2,850ditos de
marca I" R ; 3.072 dilos de marra R. S ; 331) tu-
tos de marra A I* R ; TTditof procedentes do Fay-
al ; para a Baha 600 almudes de marca A R i ;
para Liverpool 1,280 almudes tle marca I'";, a-
Irin d'oulras diversas porres, para uulrns portas.
Os -pregas porque regulam'no Ra de Janeiro sao os
seguales : de Lisboa ordinario de 2908 MIOsOO'),
superior de 325? a 3355000. Nos oulros gneros de
prod,uccao nacionaes puucas foram as transacees. O
mercado de cereaes cunserva os preros das ultimas
colaeoes. O deposito do trigo nao diminuto ; e as
exporl ices liinilaram-se a 88 motos. O deposito do
milho eslava muito reduzido, nao smenle em vir-
lude do despacho para consumo, mas tambera por
elleilo dos embarques para o Porto nos vapores D.
Pedro l'e Duque do Porto ; no entonto as entra-
das de diversas portos, entre ellas a de 510 moos
viudos da ilha Terceira pelo patacho Flor-d'Angra,
vieram supprir as sabidas.
Assucar.As IransaccOes lmilnram-se ao consu-
mo, para o qual se despacharan! 368,708 arralis.
Os preeos eonservam-sc firmes, tendo ohtido tuna
mellioria de 50 rs. cm arroba o branco de Pernam-
buco.
Arroz.O mercado acha-sc mais abastecido, n3o
si em virltide tlafi chegadas ta semana passada, mas
lambem pela tic 5,058 saceos Indos na semana ac-
tual de Singapore, pela salera l'iajante. Despa-
charam-se para consumo 75,215 arralis.
Caf.O de boi qualidatlo tem prorapla venda.
O deposito Tica abastecido com a porreo chegada pe-
lo vapor n. Marta II, de que ja lijemos menean.
Para consumo despacharam-se'ii,052 arralis.
Bacalhao.Ainda nao puderam eltocluar o des-
embarque por cansa do lempo, os navios ltima-
mente chagados. o mercado fien abastecido com as
qtianlitlades que os mesmos navios conduzem.
Nos oulros gneros nada de importante temos a
mencionar. A aUandega grande renden 1:346*420.
Os fundos pblicos conservara os preeos das ul-
timas colaeoes, Tirando os 3 por rento a 39, e a di-
vida diflerida de 18 a 18 e meio por cenlo era moe-
da metlica. As ncroes do banco do Portugal conti-
nuara na alia, e licara.n coladas de 425 a 427 mil
res. Os cambios regulavam pelos d semana ante-
rior, e puncas IransaccOes se eTfecluaram.
3 tle mareo.
O mercado aprsenla um aspecto mais lisongeiro
do que as semanas antecedentes, mas as transacroes
anda nao I........uro desenvolvimenlo. lie tle esperar
que tomem, comparadas rom as dos ltimos lempos.
Os embarques de vinl.os orearam por 12,000 almu-
des, sendo para o Rio de Janeiro 2,226 de marca B.
II.; 61)0 de marca I'. S. ; 600 tle marca PRR ; 330
tle marca R 1 S ; 300 de marca M. F; 1,140 de mar-
ca I. A. S.; 600 de marea (P), 678 de marca F. A.
K e 300 de marca I). & Filias Para a Baha 900 al-
mudes tle marca B. t\ C; 300 de marca P. C; 900
de marca B A Filhas; 667 de marca F R.; 300 de
marca F. S.; 300 de marca M. F.; 300 de marca
A. P. R. Para Londres 272 almudes de marca SS ;
1,i60 de marca R 4 S ; 150 de marca F. R. Para,
Benguela 300 almudes de marca A P R; c para Li-
verpool, Maranhao e Havre outras pequeas porches
de diversas marcas. A qnanlidade exportada du-
raule o mez de fevereiro foi de 52,466 almudes. Os
preeos dos vinhos de embarque conservam-se firmes,
raas dos das outras quididades lem diminuido consi-
tleravelmeiilc, c os possuiJores encontram dillicul-
dade em reaHsarem IransaceOcs.
As exportarles dos oulros gneros tle produceao
nacicnal foram ponco importantes,
O deposito dos cereaes lem diminuido, c os preeos
cnnsiileram-se firmes. A cxporlacao do Irigo foi de
i9> moios, e a ta familia de 70 barricas.
Em gneros coloni.ies o movimento foi o segunlc:
.Usurar.Ih.sp.iclurain-se por rccxportaeao para
Gibrallar 17,752 arrilcis, e para consumo 423,005
ditos. Os preeos conservam-se firmes.
Arroz, A existencia na alfandega no prmeiro
demarco era de 1,927 .sapeas do do Brasil, e de
.),!.>7 do da liidfaV-jHto lie, mais 5,456 saccas do
que no mez antecedente. Despacharam-se para consu-
mo 719,852 arralis. Os preeos pouca altorarilo
lera sollrido.
Cafo.A existencia na alTndega he de 13,304
sacros, mas 7,559 do que no mez antecedente. A
qnanlidade despachada para cunsumo foi de 57,860
arralis, e para expurla^ao 3.330 ditos. O de supe-
rior qualidadc sustenta os preros c eucontra prorap-
la vend, nudas inferiores as IransacrSes sao dilli-
CCIS.
Cha.O deposito diminuto de 221 caixas, e era
no priineiro de marco de 7,128. Os preros nao lem
lido alteraran.
Caceo,A existencia he de 1,192 saceos. Dorante
a semana nao se cffocluaram IransaccOes. Os preeos
regalara pelos das colares antecedentes sem altera-
ran nolavel.
Cera.Exislem apenas 195 gamelas, nao obstante
as entradas do mez. A quantidade exportada du-
rante a semana foi de 44,576 arralis da amarella,
e 9,014 dilos manufacturada em velas, lie muito
procurada e lem prompla venda pelos preeos das
nossas cotacCics.
Gomma copal.As IransaccOes foram pouco nota-
veis, e nao se ellecluaram despachos para exporta-
cao. A existencia era no primeiro de marco de
4,882 saceose barricas, isto he, iutorior do mez
passado em 80 saceos.
L rzella.Despacharam-se no decurso da semana
par exporlaeao 3,661 arralis. O deposito lio de
11,615 saccas. Os preeos soffreram algumas altera-
Cues, e as qualdades intoriores leem pouca sabida.
Marfim.O mercado est desprovido. O deposi-
to he diminuto, e n que ltimamente chegou en-
contra prompla venda. Despacharam-se durante a
semana 8,924 arralis.
Para o cornmercto interno despacharam-se, alcm
dos gneros j mencionados 710,096 arralis de ba-
calhao: assim como oolras diversas mercadorias. O
rendimeulo da alTaudega grande no decurso da se-
mana linda foi de 59:072817.
O mercado de fundos leve mais animacao. As
aeojSea do Banco de Purlugal ennfnuam a alta e
vcnilcram-sede 424| r 426-3. Os tres por cenlo csiao
a 39 1|2 e a divida dclererida de 17 a 18 por cenlo.
O descuido das nulas du ulico Bancu de Lisboa leve
una tliiiinnic.iu nolavel, e nos ltimos tlias da se-
mana o agio era apenas de 60 rs. em moeda.
13
Algodaodc Pernambuco (por baldeaeao), 125 a 130
rs. a libra.
Couros salgados por dita; do 92 a 145 rs. por libra.
I.liili-rs eaplivn de 285 a 509 por railhciro.
Assucar de Pernambuco (captivo) branco de Is650
a 2- por arroba,
dem idem dem mascavado de I5l00a1-3i00 por
arroba.
LONDRES 8 DE MARCO.
Caf4*46**7.
Assucar de 33 37(.
Algodao 5 5|8 a 7.
10 de marco.
As transacecs commerciaes da semana fraila fo-
ram superiores as da semana aulccedcnle, e hnuve
mais animacao, tanto no movimento commercial para
exporlaeao como para o commercio interno.
Os embarques dos vinhus orearam por 16,000 ai-
mude, isto he, mais 4,000 almudes do que os da sc-
passada. As principaes porrocs exportadas
Exportaran!-se 7,772 arralis. Os procos conser-
vam-se lirnies.
Gomma copal. Ellecluaram-se algumis vendas
para exporlaeao, as quaes anda nao embarcaran!.
Os precui regulara pelas ullinias colMBet.
I'rsella. A exporlaeao foi de 115,870 arralis,
sendo superior da semana passada tle perlo de 70,000
arralis. Os preeos nao liveram alteraran.
Alm dos gneros indicados despacharam-se para
o consumo 310,528 arralis de becalhio ; 5037 dilos
de cha, 3,509 ditos de cravo grosso, 82,838 ditos de
manleiga e 915 ditos de canella.
Em mercadorias de algodao, lila eseda, bem como
em oulros gneros para o commercio interno as tran-
sacOes foram regulares. A alTandega grande reiideu
57:006*145 rs.
O mercado de fundus pblicos aprcsenlou nos ul-
linios dias ta semana mais aOimaeo. Este tocio
deve-se attiibur ao elleilo producida pelas noticias
recebidas allimaroenle, que lazeib conceller maiores
esperaneas do pal, he a reprodurcilo'dn que ,icoi!le-
reu as Bolsas de Londres e Pars. Os 3 por rento
ram de 10 por cenlo a 10 c 3|4, e a divida diffi rida
a 18 |ior cent. As arees do banco tle Portugal
licarain coladas a 1029000 rs. com o dividendo de
1851 pago. as aeres das outras rnmpanhias nao
se uolou allcraeao sensivel. Os cambios sobre Lon-
tlres eslao a 55 por cenlo a 30 tlias visto, a 54 e 3|
u 60 dias e a 51 e 7|8 a 90 dias ; c sobre Paris a 525
a 100 tlias da data.
MOVIMENTO DO^ORTO.
397:0561102
Descarregam hoje 31 de marro.
Barca inglezaGenerterecarvau.
Brgue inglczCrimeamercadorias.
Patacho brasileiroCwlrofumo e charutos.
Polaca sardaSan Miguelpodras para calcar.
Briguc portuguezTarujo Idiversos gneros.
CONSULADO GERAL.
Reudimenlo do da i a 29.....65:7933700
dem do dia 30........ 2:420*011
DIVERSAS PROVINCIAS.
Itcndmento do dia 1 a 29.....
dem do dia 30........
68:2135711
5:855tf763
1379318
5:9935081
Exportacao*.
Paco tle Camaragibe, hiato nacional Novo Des-
tino", de 24 toneladas, contluzio o seguinle : 84
volomes gneros eslrangeiros, 10 caixas com 126 li-
bras de sabio. 1 caixuiu' cun 25 libras de rape, 31
saceos cora 34 arrobas de bolacha, 20 chapeos de pa-
llia. 5 saccas com 25 arrobas tle cafo. 12 meios de
sola, 25 caixas charutos, 4 barriscom 184 ranadas de
azeite de carrapato, 10 saceos com 15 alqueires de
Tari nba.
Marselha, brigue Tranccz ttPaul Ernesto, de 263
toneladas, condu/iu o segrale : 4,220 saecus om
21,100 arrobas de assucar.
Rio da Prala, barca hespanhola Chrislna, de
319 toneladas, couduziu o seguinle : 1,250 barr-
cas, 600 recias dlas e 350 saceos com 15,104 arrubas
e 11 libras de assucar.
Genova, polaca sarda Favorita, de 354 tonela-
das, conduzio o seguinle :-4,458 saceos rom 22,290
arrobas de assucar, (i lipas agurdenle, 46,000 unhas
de boi.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimentododia I a 29.....36:993-3166
dem do dia 30........ 2324*763
39:3 li 929
(P); 16SRT; 1.50 dilos MP ; 179 e meio dilos
procedente do Fajal; e 25 dilos moscatel engarrara-
do da marca TMF. Para n Rio Grande do Sul 2,826
almudes da marca B. & Companhia. Para Pernam-
buco 900 almudes da marca R 4 S ; 210 ditos, mar-
ca F S ; e 15 dilos da marra Colares. Para a Haba
1,050 almudes da marca B ti Companhia ; 300 dilos
da marca ART. Para o Maranhao 300 almudes da
marra PG. Para o Para 150 almudes da marca FS
e 72 ditos da (P). Para Heneadla 600 almndes de
marca R5S. Para Marselha 600 ditos da marca OS :
c para Phmouth, Londres e Mocambique, outras
pequeas parlidas de diversas marcas. Os preeos
conservam-se firmes pelas nossas colaeoes.
Embarraran) lambem 1,100 almudes de vinagre
para diversos portos.
A exporlaeao da cebla oreou por 13,290 moflios.
He ura producto agrcola que cada vez lem mais ex-
Irarao, e cuja exporlaeao oTTercce vantagens aos es-
peculadores.
O sal leve mais sabida, a exporlaeao foi de 1,148
moios. Os preeos cuuscrvam a alta que ha lempos
anuunciamos.
A exporlaeao de rercacs le lrailadissima. A do
trigo nao excedeu a 31 muius.
Eui gneros chamados coloniaes as IransarOcs prin-
cipaes da semana Corara as seguintes :
Assacar.A existencia na alfandega no principio
do mez era de 1,781 caixas ; 57 feixog ; 407 barricas
e S,i2 saceos ; sendo muilo menor do que ,1 do mez
a"le"denle- O* despachos para consumo orean
por 394,000 arralis ; c para rcexportaeSo despacha-
ram-se diversas porcOes para a Madcira e Acores.
.Nao se eflectuaram transacOcs para paizes estran-
geiros.
Arroz.Os pret;os soffreram diminuidlo, lanto do
eslranceiro como do nacional. Do eslr'angeiro des-
pacharam-se para consumo 181,216 arralis.
Cafo.Poucas foram as IransarcOes eueetuadas, e
os preeos em geral liveram a baixa de 100 rs. em
arroba. A quantidade despachada para cousumo toi
de 61,780 arralis. Para reexporlacao nao se eflec-
tuaram IransaccOes.
Cacao. Despacharam-se para o consumo 4,799
arralis, e para reexporlacao 100 saccas.
Cera.Tem piompta ve'nda e he muito procurada.
Kario entrado no dia 30.
Soulhamptoii e porlos intermedios21 dias, vapor
inglez Avon, commandanle Richard Revetl. Pas-
sngeirns para esta provincia, Agostiolio Jos Ro-
drigues Valle e I filho menor.
Savios tahidos no mesmo dia.
Babialliale brasileiro bovo Olinda, mostr Cus-
todio Jos Vianna, carga bacalhao. Passageiro,
Domingos Jo de Almeida.
Liverpool pela ParalabaBrigue inglez Sarah. ca-
piao Wm. Sraith, em lastro. Passageiru para a
Parabiba, Joaquim Marques Damasio.
DECLARACO ES.
A malas que lem de co.iduzir o vapor inglcz
Avon, para a Babia c Rio de Janeiro, scrSu fe-
chadas boje (31 as 10 horas damanbaa.
Foi apprcbendido pela subdelegacia de Santo
fVnloiiio urna prela da Costa, de nomo Archanja,
que diz ser escrava de um portuguez de nome Jos,
empresado no engcnliu Varzea Grande : quera se
julgar rnm tlirelo a mesma, compareea munido de
seus (lulos.
COMPANHIA PERNAMBLCANA.
O consclho de direceo convida os Srs. accionistas a
rcalisarcm a quarla preslaeao de 10 por g sobre o nu-
mero tto aceOes que lhe perleneem, ato ao da 1.5 de
abril prximo ; o eucarresado dos recebimeutos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 26.
AVISOS MARTIMOS.
PARA BENGLEL1.A COM ESCALA POR S.
ilIOM,
segu com brevidade o brizne portuguez Ksperan-
ra por ler dous tercos ta carga prompla: quem qui-
zcr curregar o rento, calenda-se cora o capilao Ma-
rianno Antonio Marques, ou no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior.
Companhia de navefjacfio a vapor
Luso-Brasileira.
Tencio-
nando sa-
bir de Lis-
boa no dia
15 do cor-
rale mar-
co o vapor
desla com-
----------------panha, o
D. -MARA II, commandanle o lente Cuimaraes,
devera por aqui eslar em 2 de abril, e depois da de-
mora to .coslume seguir para Babia e Rio, rece-
bendo passageiros: a quem convier dirija-ss ao agen-
te na ra do Trapiche n.26.
,."", ''?ra Araeatj segu viage o hiato nacional
L.ralarao : para carga e passageiros Irata-sc na ra
da Madre de Dos n. 36.
PARA O PORTO.
O velero brigue portuguez eEiporanea, seguir
cora a maior brevidade para a cidade do Porto, pur
ter ja prompla dous trros tle sua carga ; recebe a
que apparerer a frele, e lambem passageiros, para o
que pussue ptimos commodos : (rata-se no eocrip-
lorio de Bailar A; Olveira, na ra da Cadca Velha
a. 12.
Para o Rio (Je Janeiro salie ate o fin
docorrente mez, o muito veleiro brigue
RECIPE, oqnalja' tem a maior parte do
carregamento prompto : para o restan-
te, passageiros e esclavos, trate-te com
Manoel Francisco da Silva Carrieo, na ra
do Collegio 11. 17 segundo andar, ou con;
ocapitao Manoel Jos Hibeiro.
RIO DF. JANEIRO.
O patacho uSanla Cruzo, captao Marcos Jos da
Silva, segu com muito brevidade ; para o resto da
carga, passageiros e escravos a frete, Irata-se com
Cadmio Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo
n. 25.
ACARACl'.
O pnlhabole Sobralense, capilao Francisco Jos da
Silva Ralis, segu no da tle abril ; recebe carga e
passageiros: Irala-se com Caelano Cvriaco da C. M.,
ao lado do Corpo Santo u, 25.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidade a barca
nacional SORTE. capilao Jos Maria Fer-
teira, por ter parte da carga prompta :
para o resto, passageiros e escravos a
frete, para os quaes tein excellentes com-
modos, trata-se com os consignatarios No-
vaes iSC, ra do Ti apichu n. 34, ou com
o capitao na praca.
RIO DE JANEIRO
O brigue escuna M.VIUA segu por es-
tes dias: para o resto da carga, passagei-
ros e escravos a frete, trata-se com Ma-
chado & Pinheiro no largo da Assembla
sobrado n. 12, oucom o capitao a bordo.
Segu para o Acarar impreterivelincnte at o
dia 6 de abril, o patacho EmiilacSo: quem no
mesmo quizercarregar ou ir de passagem, dirija-se
bordo a tratar com o capilao, 011 na ra da Catleia
do Recito, escriplorio de Manoel Goucalves da Silva.
Para o Rio.de Janeiro.
Segu impreterivelmenle 110 dia 31 do rorrentc a
vetoira barca brasileira Molhilde ; s recebe passa-
geiros c escravos a frele, para o que tem eiceltenlcs
commodos : a tratar no escriplorio tto Manoel Alves
Guerra Juniur, ruado Trapiche n. 11.
Para o Aracaty, o biale Aurora sabe com
muila brevidade por ler parle da carga ; para o res-
to, Irata-se com o capitao, ou na ra do Vigario
11. 11.
Para ,1 Babia egue em poucos dias o veleiro
hiato tiCasIror ; para o resto da carga, Irata-se com
seu consignatario Domingos Alves Malbcus, 11a ra
da Cruz 11. 51.
LEXLO'ES.
Manoel Ferrara Ramos e seus iilhos
maiores Jacintho Fcrreira Ramos e Anto-
nio Ferreira Ramos Sobrinlio, tnicos pro-
pietarios do excedente predio com etpct-
roso armazem, du tres andares e grande
soto, sito na ra do Vigario 11. 8, farao
leilao, por intervencao do agente Olvei-
ra, do referido predio, sem reserva de
preco, visto ter deretirar-se para lora da
provincia o ultimo dos supraditos pro-
pietarios : sabbado 31 do corren te ao
meio-dia em ponto, a' porta do mesmo
predio.
C. J. Astlev C. farao leilao, por oterveorao
do agente Oliveira, de graude e variado sorlimeto
de fazendas de algodao, Ua, linho c de seda as mais
pruprias do merrado, e assim mais de algumas fa-
zendas inglezas avalladas; segunda-feira 2 tle abril
prximo, s 10 horas da manhaa, 110 seu armazem,
ra da Cadeia do Recito.
I.EII.AO.
No armazem de Juan Mailinsde Barros na Ira-
vessa ta Madre tle Dos, havera no dia 31 leilao de
ceblas solas e cm molhos, cm lotes pequeos c
grandes, a volitado dos compradores.
I.EILAO' SEM LIMITE.
O agente Vctor, fara leilao no seu armazem, rna
da Cruz n. 23. de urna infioidade de obras de mar-
cineria, diversas quinquilharias, o urna porrao de
chapeos prelos de pello : segunda-feira 2 de abril as
10 1(9 horas da manhaa.
ABHAQAO EARATISS1MA.
Na loja n. 2 da ra tto Ouoimado, esquina do bec-
n do l'oixe Frito, se dir quem vende una armasao
de louro anda nova, e pr< pna para taberna.
Ignacio Francisco de Mello, como administra-
dor tle sua raulher D. Mana Joaquina da Piedadc o
Mireu. viuvaquetoi de Raj mundo Pinto de Abreu,
estando procedendo pelo juizo de orphaos ( cs-
crivao interino Martina Pcreira), o inventario dus
bens do seu antecessor, aviaa aos credores do mes-
mo casal que se babilitem perante o mesmo jnizo
para seren suas dividas adeudidas na parlilha, isto
no prazo de oilo dius.
t Mi;i)\!\CA DE LOJA. <
. : Jos t'raliiies, rulileiro franeex, lem a hon- SJ
; ,a de prevenir o respeilayel publico o a seus
^ fregtiezes cm particular, que mutlou sua loja $
.'; decutilaria da ra Nova paran ra da Ca- 53
{ dcia tto Recito 11. 10. onde o achanto promp- cj
c; lo para 01 misleresdeseuoIBcio,easseguraas sg
pessoas que qnizerem honra-Io coro suaconli- jg
tJ anea, que seru salisfeil is tanto na prompt- A
dio romo nos preeos, que serao os mais ra-
g Boaveil possivel : approveita tambem essa'?
1 occasiao para prefinir a seus freguezes que W
g leem obras as mos delle ha muilo lempo, @
5 que venham buscar no prazo de um mez, do g$
ronlrario serAo vendidas para pagamento do @
Irabalho, purque u3o potle pastar seu lempo Q
8 a aprompiar obras que deixam depus sera as A
9 vir buscar. I
Faz as amnllat-ocs todos os dias. t
AVISOS DIVERSOS.
Engomma-se com muita perfeirao, e tamliem
se lava bem : quem quizer, dirija-se ao caes do Ra-
mos, taberna do Reliro n. 2G, quo achara com quera
tratar.
Jos Manoel Marlins, brasileiro, com o seu filho
Manoel Jos Marlins, rctira-se para Portugal.
Precisa-se de um preto cscravo paja o servico
de urna casa de pouca familia : na ra da Cadeia do
Recito o. 10.
ESCRAVO FLUIDO.
Km 28 de marco pelas 7 horas da noi-
te, desappareceu o escravo Domingos,
natural do Ronito, com os signaes seguin-
tes: altura regular, cor preta, cabellos
c.iitipiiihos, rosto redondo, nariz chato e
tientes limados ; levou vestido calca de al-
godozinho com listras azues, camisa de
chita cor de rosa e sem chapeo, ou talvez
um de couro que no mesmo dia desappa-
receu pertencente a outro escravo. Fsle
preto he muito conhecido, nao s pela
mansidao com que falla, como tambem
pela grande quantidade de pannos que
lem no ros I o u peitos, originados de ve-
nreo de que so eslava curando, como se
pode examinar pela lerida cinc tinha na
verilha esquerda e com cuja peina deve
coxear : quem o apprebender pode le-
va-loa ra do Vigario n. .">, que sera' gra-
tificado com generosidade.
Precisa-se alugar ou permutar por
urna casa t!e sobrado no aterro da Roa-
Yista, urna casa com bastantes commodos e
bom quintal as seguintus ras: Pites,
Soledade, Sebo, Cotovello e Mondego : a
tratar no aterro da Roa-Vista n. 43.
Osabaixoassignados'azem scien- Jg
te ao publico, e particularmente ao
corpo de commercio desta praca, gj
(lite compraram aslojas de chapeos
da praca da Independencia ns. 12, f*
l e l, ao Sr. Jos Ignecio de &
Loyola, cujas lojas ficam garando (
debai\o da irma social de Rugo ti jgf
Aratijo, isto desde 30 de dezembro ?
prximo passado. Reci'e u de ^
marco de 1855. Joao Raptista
do Reg. Placido Jos do Reg jg
Araujo. m
Madame Thcard, tendo de fazer ama viagema
Europa, avisa aos seus tlevedures devircm saldirsuas
conlas na loja da ra Nova n. ;!2. para lhe evitar de
proceder conlra elle- judicialmente.
O abaixo assignado faz scienlo as pessoas que
tem empandado penhores no primeiro andar do so-
brado da ra do l'adre Floriano n. 70, que mutlou
sua residencia desle para a casa do becco to Lobato
n. I.i, aonde continua a dar dinliero a juros em pe-
quenas pirenes, sobre penhores de ouro ou prala ;
assim como avisa as pessoas quo lem penhores ven-
cidos, hajam de os \r lijar .nesles 3 tlias, do contra-
rio seriio vendidos para pagamento de ditas quan-
lias.Manoel do Xascimcuto l'inheini.
O abao astignado, em virlude do annuncio
que pubhcuu por esle jornal no dia 23 du corrale,
relativo a perda tle una carleira, conleutlo em s a
tiuantia de 2(.^I00 era tliuheiro um recibo de
1:0005000 passado pelo Sr. Antonio Monteiro de
I arias, e urna carta tendente a oulros negocios, de-
clara que nao exige tlita quanlia, e sim o recibo e a
carta : quem a achou, nao querendo em pessoa res-
tituir, poder botar por bailo da porta, na ra do
Sebo n. 52.Antonio Bernardo de Moura.
Precisa-so de um pequeo de 12 a Uannos,
para eaiaeiro de ama taberna : quem eslver ncslas
circumslancias, dirija-se i ra do Caldeirero n. 60.
>a mesma taberna vendein-se serras para Iraballiar
braealmenle.
RETRATOS.
I\o alerroda Boa-Visla n. 4, leiceiro andar, con-
linua-sc a tirar retratos pelo svstema crvslalolvpo,
com muita rapidez e perfeirao.
Tem de ser arrematado 00 dia 31 do correnlc
mez, depois da audieuca do Sr. Dr. juiz municipal
da seguuda vara, 1 parte de um sobrado, sito era
rara de Portas n. 113, a qual parle foi avaliada por
I !355p0Q, e tem de ser adjudicada cora o abalimen-
lo da lei, por execucao de Joau Baplisla Fragoso,
contra Jeronjmo Cesar Marinho Falco.
A mesa actual da vencravcl irmandade da glo-
riosa Santa Rita de Cassia, leudo de soiemnlsar o
aniversario da sagrada pazSoe morte deNosso Se-
nhor Jess Christo na prsenle quaresma, e para
que semelhantes actos tanlo internos como externos!
sejam felos cora o respeito c acalaraeulo que Ibes
s3o devidos, convida a todos os seus charissiinos ir-
maos a elles eomparecam ; c igualmente pede aos
moradores das ras por onde tem de transitar asso-
lemnissimas procssoes tos Fugarcos, Enterro e Res-
sarreicao, que sao as seguintes: ra de Sania Rila,
traves-a de S. Jos, ras da Calcada. Assuiopeao c
Penha, frenle do l.ivramenle, ra Uireta, Iravessa
do Marisco, ra de llortas, paleo do Carino, Caraboa
do Carino, ras das Flores, Nova c Cahug. prara da
Independencia, ra das Cruzcs, Iravessa de S. Fran-
cisco, ras da Ctdeia, Collegio, tjueimado c Raogel,
paleo da Ribeira, e ra de Sania Rila, lenham-as
limpas. Consistorio era mesa da irmandade do San-
la Rila de Cassia 29 de marco ue Mjj.Jotc Fron-
cisco de Paula /lamot, escrivo.
E. II- Bolh, capilao da barca americana Wi-
ekerj, procedente de New-Vork, precisa a risco
martimo sobre o dilo navio e seu frele da quanlia
de 0:0005000, mais 011 menos, que se lem gasto ues-
te porto em concertar as avarias, causadas pelo
encontr 110 alto mar com a barra americana Slorn,
em l.alt.-lO S e Long. 25. 30 W. no dia 3 de feve-
reiro passado. Os olicrccimcntos podem ser man-
dados em casa dos consignatarios Rustran Rooker &
Companhia al as 3 horas da lardo po dia 3 de abril.
ges@gs@ @ m&9&
S RECREIO MILITAR.
0 Convida-s a lodos os scnbores socios para 5g
& se reuiiirem no dia 31 do crrenle pelas 5 ho- 9
ras da larde, na casa da residencia do lliesvu- (4
gl reiro, na ra do Aragao n. 12. para se tratar &
da eleicao para o noo directorio, que tem de, m
85 funecionar 110 corrale auno.'
Precisa-se de urna escrava para todo o
servico interno e e\temo devuma casa de
perpiena familia, paga-se bem; na ra
\ova loja n. 11.
Silvestre Miuervino de Azevedo declara que
perdeu ha dias tima ledra aceita pelo Dr. Francisco
Elias do Reg Dantas, a qual proveio da venda que
lhe fez de sua parle du eng'nlio Pntenle!, da quan-
lia de IOS5UOU, passada a 21 de Janeiro de Isjl, e
vence-se no dia 31 de julho de 1857, e por isso pede
ao mesmo Sr. Dr. nao pague a p?ssoa alguma, e nem
faca Iraaiaccao cora a referida letlra.
LOTERA *1)E N. S. DE CL'ADEI.C'PE.
Aos 3:000?000, 2:000*000, l:00OO0O
Os bilhcles c cautelas do caulelisla Antunio Jos
Rodrigues de Souza Jnior sao lao afortunados pelas
11 ripenles vezes que lem dado as sortes grandes, co-
mo recommcndatlos por serem pagos os premios
grandes por inleiro sem descont algum, acham-se a
disposieao do re-peilavel publico, as seguales lo-
jas : prara da Independencia n. i, 13 e 15, e 40, ra
do Quemadu 11.37 A, e em outras mais do costume:
as rodas da referida lotera aodam impreterivelmen-
le em 11 de abril cm o consistorio da igreja dos Mi-
niares.
Bilbeles inteiros 53500 Recebe por inleiro 5:0009
Meios bilheles 2s00 2:500
Quartos 1,140 n 1:2509
Oitavos 720 259
Decimos 600 5003
Vigsimos 320 i> 250
O caulelisla Antonia Jos Rodrigues de Sooza
Jnior oflerece os seus bilbeles e cautelas as pessoas
que costumam comprar para negocio nesta cidade e
para fura, aos preeos abaixo, sendo em poreo de
IOO5OOO para cima e a dinheiro a vista, em sen es-
criplorio, na roa do Collegio n. 21, primeiro andar.
Bilbeles inteiros 59300
Meios bilbeles 28C50
Quartus Ijavo
Oilavos tiT5
Decimos 540
Vigsimos 270
Joaquim Antonio Rodrigues relira-separa fra
do imperio.
Precisa-se atugar urna ama forra ou captiva,
para lodo servico de casa : na praca da Indepen-
dencia 11. 34.
OITercce-se um mogo brasileiro para escriplo-
rio, o qual sabe bem ler, escrever e coalar, e lem
alguus preparatorios: quem de seu presumo te qui-
rer ulilisar anniincie por esla folha ou dirija-se a
ra das Cinco Ponas n. 44.
Conlrala-se um forneiro: na padaria da ra
Direla 11. li'), ou no Monteiro na do Brilo.
Precisa-se atugar um sobrado ou casa terrea :
quem liver auiiuncie por esta folha.
Aluga-se o segundo andar do sobrado situado
na ra .Nova 11. li: 110 primeiro andar do mesmo
sobrado.
Traspassa-sc as chaves da "toja da roa da Ca-
deia n. 17, com a nrmacao ou sem ella : para tratar
ua ra do Collegio n. 4.
Precisa-se atugar um preto para o servico de
casae ra, de uuia pessoa de mu pouca familia,
aonuncie.
Ao capitao Uonorato JospIi de Oliveira Fi-
gueiredo furlaram na madrugada do dia 28 de fe^
vereiro do torrente tumo, nolagarCacimba-Nova
districlo da freguezia de Bezerros, umqaartiio russo
sujo, carnudo, nao mu grande, bastante reforeado
cm pruporeoes, dinas bailas, e pelo centro destas,
cabellos prelos, pc> c fr.os calcados de cabellos um
pouco prelos, carrega baixo desembaracado, e por
cima obrigado, e he spero nesl carrego.he corcun-
da (do espinbaeo) lem a cauda curia de nalurez, e
lera os cabellos da canda, dacdr dosda clines, qassi
sempre lera o beiro de baixo cahido, arrasl os ps
quaodo carrega, e csL-i aberlo de cima e debaixo.
Paga-se com gonerosidade a quem o entregar, ou
delle der noticia cerla donde existe, na mesma Ca-
cimba-Nova, aos Srj. Antonio Manoel tipo e Ma-
noel Antonio Pontos : 110 sitio das Antas, ao subde-
legado da freguezia do Bezerros o Sr. Francisco Be-
zerra de Vasconcelos, e no Recife na ra das Ciu-
co Ponas, sobrado u. 62.
Jos Jacintho Barbosa, subdito portuguez : rc-
lira-se para a Europa.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-pro-
curadur da cmara de Olinda, que venha eutender-
se cum os herdeiros do I.uiz Roma, pois basta de
cassoadas, fcando cerlo quo era quanlo nao se en-
leuder com os mesmos ha de sahr esle annuncio.
Precsa-so de ama ama de leite : na rna Di-
rela n. 66.
ATTENCA.
Carvalho e\ Mendes, ltimamente chega- 2
os i o. ei Jatle vindos do Rio le Janeiro, V
(j9k leem a honra de cIFerecer ao publico ura f%
* lindo e variado sortimenlo de jojasd'ouro Jj
c com brilhanles, relogios d'uuro patente, (A
l&\ faqaeiro. salvas e cistisaes, e outros ni a i- |
* tos objectos tle dillerenlcs qnalidades pro- w
^ prios para senhoras, de gostos modernus (A
,<*. '|ue ludo venderao por mdicos preeos al- 2
) ,er a1u' : acham-se morando na ra da (A
, Catleia de Saolo Antonio, sobrado n. 2l, T
'4r7 primeiro andar. Jl
A casa de pasto da ra das Crnzes n. 39; de-
clara a todos os seus freguezes, que tem comedo-
rias a toda hora do dia, da almoeos e janlares para
lora, e lem mao de vacca nos domingos e dias
santos.
Precisa-se de urna escrava para fazer servico de
urna casa, fura a eozinha, de urna casa eslragei-
ra, com duas pessoas : quem a lver diiija-se ra
da Crut n. 51, armazem de fazendas.
Precisa-se denma enzinheira, no sabrado n.
1, ta ra da Cadeia de San'.o Antonio, confronte a
ordero terceira de S. Francisco.
LOTERAS da provincia.
As rodas da lotera de
N. .S. do Guadalupe, au-
damiiupreterivelmente no
da 11 de abril.O the-
soureiro, F. Antonio de
Oliveira.
Precisa-se de tuna ama de execuplar
conducta, para oserviro interno de nina
casa de familia: quem estiver nesta eir-
cumstancadiria-se a ruado Collegio n.
I, segundo andar.
Bernardino Jos ta Silva, lendo o Sr. Ileruar-
dino de Souza Pinto em seu annuncio no Diario de
honlem, negado a venda que lhe lizera de sea escra-
vo de nome Antonio, em 15 de fevereiro do corren-
le auno, rcspnndc-lhe que cm mAu do Illm. Sr llr
subdelegado da reguezia de Sanio Antonio existe o
papel dessi venda, a*sira como o conhecimcnlo da
siza que pagua, sendo qae ein presenca do mesmo
Illm. Sr. obteveodito Pialo do abaixo assignado a
iiulliucacto da referida venda, rcslilundo a esteo
(ircco recebido. Uo exposlu se v qual be o carc-
ter do Sr. Bernardino de Souza Piulo.
Bernardina Jos da Silva.
O Sr. Candido Pereira Monteiro querendo en-
carregar-se de urna cobranra na Serra de I.uiz Co-
mes, queira apparecer na loja de miudezas em fren-
te do Livramenlo, de Francisco Alves de Pinho, ou
declarar sua morada.
Precisa-se de 3 amassadores para padaria,e que
entendam do servico tendente mesma : na ra Im-
perial o. 173.
Joao P. Vageley avisa ao respellavel publico, qae
em sua casa na ra Nova n. 11, primeiro andar, a-
cha-sc um sorlimeto de pianos de Jacaranda, os
melhores que lem at agora apparecido no merca-
do, tanto pela sua harmoaiosa e forte voz, como pe-
la sua conslruccao de armario, da fabrica de Col-
lard & Collard era Londres, os quaes vende por pre-
eo razoavel. O annunciante contiuua a aliar e
concertar pianos cun perfeirao.
D-se 200JO00 a juros sobre penhores de ouro
oa prala : a tratar na ra estrella do Rosario n. 5.
Precisa-se de um amassador. e que saiba corlar
massas: na padaria da roa Real, no Manguinhb,
n. 51.
Arrenda-se ou vende-se ama grande parte do
sitio Maria Farinha : a tratar com Manoel Comes
Viegas, ra do Pires 11. 31.
LOTERAS DA PBOVINCIA.
O caulelisla Salusliauo de Aquino Ferreira conti-
na a vender bilhetes c cautelas ns pessoas que com-
prara para negocio, pelos preeos abaixo declarados,
urna vez que chegue a qaanlia de 101j000 para ci-
ma, dinheiro i vista : pode ser procuado na ruado
Trapiche n. 36, segundo andar, das !> al as 12 horas
da manhaa. Os seus bilbeles e cautelas csiao isen-
los dos 8 por cenlo do imposto geral.
Bilbeles 59300
Meios 29650
Quarlos 19350
Oilavos 5675
Decimos 9540
Vigsimos 1870
Pernambuco 26 de mareo de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
ATTE.NCAO'. ,
O caulelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello
lem resolvido veoder 05 seus bilhetes inteiros e cau-
telas de IOO9OOO para cima, a dinheiro n visla, peles
preeos abaixo declarados, observando que os tres pri-
raeiros premios grandes sao pagos sem o descont de
8 por cento : os pretendenles podem procurar no
aterro da Boa-Vista n. %j, segundo andar, das 6 as 9
da manbaa, e das3 as 6 da Urde.
Bilhetes 59300
Meios 29700
Quarlos 1380
Oitavos 690
Decimos 560
Vigsimos 280
Precisa-sede alugar ama preta forra ou capti-
va, para urna casa de pouca familia : no aterro da
Boa-Vistan. 78, loja.
Esla para se alugar urna casa terrea em Olin-
da, na ladeira da Misericordia, em bom estado ; a
fallar na ra do Raugel n. 21.
Os Sis. trapiclieiros ou administra-
dores dos trapiebes Novo, Ramos, Cunha,
Barbo/.a e Pelourinho. bajam de satisfa-
cer em a sdininistracao dos estabeleci-
mentos" de caridade, as amostras extrahi-
das das caixas de assucar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rul do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como he publico : quem se
quizer utilisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uleis.
Arrendase ama toja no aterro da Boa-Vista,
propria para qualquer estabeletimeulo, sendo con-
fronte a casado Sr. Antonio I.uiz Concalves Ferrei-
ra, e junta a urna loja de rulileiro : os pretendenles
enlcndam-se no sobrado por cima da mesma loja, oa
na ra da Cadeia do Recife, obrado n. 3, priineiro
andar.
/
MUTILADO


DIARIO DE PERM1BUCO. SBBADO I DE MARCO DE 1855
\
\


Precisa-se alusar ama prela ti um prfln que
saiba vender na rua qualquer venda ; paga-se bein :
quem liver para alagar, dirija-se i roa do (tima-
do n. 38. pniueiro andar.
40 PUBLICO.
No armazem de fazondas bara-
tas, roa do Collegio n. 1,
vende-e um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precio mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retal lio, ayancndo-
se aos compradores nm s preco
para todos : este estabeleciment
aluio-sc de combinacao com a
muior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas c suis-
sas, para vender fa/.endas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
eus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
$u$ interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios A Rolim.
CHAROPE
DO
BOSQUE
CONSULTORIO 00S POBRES
25 DA DO COLMttlO 1 ANDAB 25.
0_ l)r. P. A. Lobo Moscnzo di consultas homeopathlcaa todo os dias aoi pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do da ou uuile.
Oflerece-se igualmente para praliear qualquer operar.no de cirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
qeer mulherque esteja mal de parlo, e cujas circumslam i.is nao perinitlain pagar ao medico.
NO COSIILTORIO DO DR. P. L LOBO I0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo da meddiciua homeopalhica do Dr. (1. H. Jahr, traduzidn em por
luguez pelo Dr. Mosrozo, quatro volumes encadernados em dous e acouipanhadoile
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 2IIO00
Esta obra, amaisimporlanle de todas asquctralam do esludo epralica da hnmcnpathia, por sera unir
qiieconlcm abase fundamental d'esta doulrinaA PATlIOtiENESIA OL'EFl'EITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORCANISMOEM ESTADO DE SALDEronbccimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar i pratira da verdadeira medicina, inleressa a todos os mediros que quizerem
experimentar a 'oulrina de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'clla: a lodos os
fazendeiros e seiihores de_ engenho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capiles de navio,
que urna ou outra vez uo podem tlcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas ile familia que por circunstancias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sao nbriga-
dos a prestar tn conlinenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
0 vade-mecum do liomeopallia ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra (ambem til as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos tic medicina...... 108000
0 diccionario dos termos de medicina, cirurizia, anatoma, etc., etc., encardenado. :19<)00
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, c o proprietario deste eslabelecimeuto se IhoDgeia de te-lo o mais bem mutilado possivel e
ningucm duvida hoje da grande superiuridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12 e 15000 rs.
Dilas 36 ditos a.................. 203000
Ditas 48 dilos a.................. 359000
Ditas (0 dilos a................, 309000
Ditas 144 dilos a.................. &wm
1 ubos avulsos...................... INKKl
Frascos de meia enea, de lindura...................\ 000
Ditos de verdadeira lindura a rnica.................. 2J01H)
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lobos de cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos minio commodos.
O nico depoilo contina a ser na botica de Bnr-
Ihotomeu Francisco de Souza, na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes .'iSOO c pequeas 33000.
IMPORTANTE PARA 0 Pl'BLICO.
Pira cura de phlisica em lodos os seus differeules
graos, qner motivada por couslipaccs, losse, aslh-
ma. pleoriz. escirros de sangue, tlr de costados e
peito. palpilaco no corado, coqueluche, bronchite
dr na garganta, e todas as molestias dus orgus pul-
mn
Efe O eacrivao privativo do jurv, mudou o seu t&t
escriplorio para a ra Direila n. 88, pri- T2
meiro andar. \f
BRIT1SB CLEKKS' PROVIENT ASSOCIATIOX.
The General QuarlerlyMeetingof IheShareholdcrs
of this Association nill be held 011 Saluda), Ihe
thirlv-firsl Inst:, al Ihe Rooms of Ihe Brilish &
5nLibrary. The Chair will he takenal (i P.M.
The Subscriplions for April will be received on
thatdav-at the Treasurer's rooms belwecn Ihe liours
oU&aP.M.
Bv order of Ihe Board of Director?.
Edward Rolhwell. llon: Sec:
Pernambuco 28 Ih Marrh 185.
Desappareceii no dia 21 do correnle um mula-
linlio forro de nome Modeslo, de idade de-40 anuos,
bem alvo, bonitas feiooes, e um pouco aloleimado,
levando camisa de madapoln e calca de riecadinho
azul, cujo nsulalinho tendo sabido para ver a procis-
sAodo Senhor dosPassos, suppGe-se que se perder
por ignorar as roas desla cidade, vislo ser uo malo,
epeis a pessea que o fiver em sen poder ou souher
noticia, dirija-se ou conduza-o roa do Hospicio
n. 30 que ser bem recompensado-, prolcslando-se
fazer recahir toda a rrspousahilida le criminal por
qualquer occullaso maliciosa.
Aluga-se um grande sitio, com muilo boa c
nde casa, muilo perlo da praca, s por lira ou
mais annos : na ra do Queimado n. 21, loja.
Aluga-se o armazem da porta larga do sobrado
ainarello. na ra da Praia n. 27 : a fallar no mesmo
com Guillierme Selle.
Na ra Direila n. 91, primeiro andar, precisa-
se de um criado.
Precisa-se alugar nm escravo para servido tle
can de familia : no aterro da Boa-Vista n. !">.

O C0NULT0RI0 g
DO DR. CASANOVA
Rl A DAS CRUZES N. 28, B
vendenr-se carleiras de homeopalhia tic lo- >3
dos os lamanhos, por precos muilo em conta. ^
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 63000 g?
Tintura o escolher, cada vidro. 15CX) &
500e300 3
RJ000
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna casa de pnuca familia ,
quera pretender, dirija-se a ra do Collegio u. 13:
armazem.
Precisa-se de urna ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 2(,
por cima da cocheira.
i
Tubos avulsos a escolher a
ulIas gralis para os pobres.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
iioux, deutisla fraucez, chumba os denles com a
>a adamantina. Essa nova e maravilhosa corn-
il a vanlagem de encher sem pressodoln-
is as anfractuosidades do denle, adqucrimlo
um poueos inslanles solidez igual a da pedra mais
iromelle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
PUBLICACAO'.
Acha-se no prelo e breve sahir luz urna (i
nleressanlc obra intitulada Manual do
I Guarda Nacional ou collecgao de todas as Icis, &
t regulamenlos, ordens e avisos concernenle 9
a mesma Guarda, (ronitos dos quaesescapa- @
9 ram de tn mencionados as collecces de $$
I leis): desdoasua nova organisacao at 31 do @
9 dezembro de 1854, relativos nao s ao proces-
so da qualificac.3o, recurso de revista, etc., $
>t etc., senflo a economa dos corpos, organisa- ($
0 t^o por municipios, batalhoes, companhias,
ti de mappas, modelos, etc. ele. ele. Subscre- f
0 ve-se a 5JJO0O para os assignanles, e 6J000 @
Spara os que nao o forem : no pateo do Car- fe
mo n. 9, primeiro andar. m
Joao SalernoToscano de Almeida, mo-
rador no Rio de Janeiro, ra da Assem-
ble'a canto da ra da Misericordia, seen-
carrega de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: patentes de ofliciaes
de linha e da guarda nacional, cartas de
deseinbargadores, de juizes de direito,
municipaes, remores dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentos e to-
dos os mais de que se haja mister pelas
secretarias, tbesouro e conselbo supremo
militar, etc., etc. O mesmo Salerno se
encarrega dessascommissoes, urna vez que
se ihe adiante os dinheiros necessarios pa-
ra esse im, certo de que servil a' com
promptidao a todas as pessoas que quize-
rem ter a bondade e favor de se utilisarem
de seu prestimo.
Precisa-se alugar um pretopara ser-
vico de casa de bomem solteiro : na ra
do Trapichen. 16.
O abaiio assignado, offerecc o seu prestimo a
qoem se quizer ulilisar para lirar guias do juizo dos
feitos da fazenda, tanto da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessnalmenleas nflo podem
tirar, e que com a mesma fazenda se acharo dehila-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e ra em que mora, nos la-
gares segointes : Rocife, roa da Cadeia loja n. 39,
ra da Cruz n. 56, pateo do Terco n. 19, ra do Li-
vramenlo n. 22, praja da Independencia n. 4, ra
Nova n. 4, praca da Boa-Visla n. 24, onde serio
procurados os hilheles e as pessoas que quizerem
para o lim expendido, e na ra da Gloria n. 10 casa
do annuncianle.Macariio de Luna Ftire.
LOTERA DE N. S. DE (ilJADELl-
PE DE OLNDA.
AOSi5:0009000, 2:0003000, E 1:0003000.
Corre indubitavelmente quarta-feira 11
de abril.
O caulelisla Salostiano de Aquino Ferreira, avisa
ao respeilavel publico, que os seus hilheles o can-
lelas eslao senlos do descont de 8 por cenlo do im-
posto geral no acto do pagamento sobre os Ires pri-
meiros premios grandes. Acham-se venda as
suaslojas : rus da Cadeia do Recife n. 24 e 45, na
praca da Independencia n. 37 c 39. ra do Livra-
inento n. >, ra Nova n. 16. roa do Queimado n.
19 e 44, e ra do Cabug n. 11.
Bilhele, S9.VKI receber por
Meios 238OO
Quar'os 1.-1 o
Olavos 720
Di-rimos 600
Vigessimo 320
No holel da Europa, precisa-se de um caiiei-
ro e dous escravos de alnguel.
Na ra da Cadeii do Recifo n. 3, primeiro an-
dai, confronte o escriplorio dos Srs. Barroca 4 Cas-
tro, desparham-se navios, quer nacionaes ou eslran-
geiroa, com loda a promptidao ; bem como liram-se
passaportes para ftira do imperio, por presos mais
commodos do que cm oulra qualquer parle, e sem o
menor Irabalho dos prelendeules, que podem Iralar
das8 da. mauliaa as 4 horas da larde.
W .'LBLICACAO' DO INSTITUTO HO g
MEOI'ATIIICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPAT1I1CO 8
OU W
(& VADE-MECUM DO (0)
< HOMEOPATIIA.
f& Mtthodo conciso, claro c seguro de cu- (j?)
/> rar homcopathicamenle todas as molestias L
W ? affliaem a especie humana, e parti- w
A cularmenle aquellas que reinam no /Ira- fi\
j sil, redigido segundo os inelhores (rata- ^
^5 dos de homeopalhia, lauto europeos romo \4?)
k americanos, e segundo a propria etperi- //*,
?2 encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero j
tty Pinhu. Esta obra he boje rucouhecida co- '/!
@mo a melhor de ludas que (ralam daappli- ((<,
cagao homeopalhica no curativo das mo- jj
Bk leslias. Os cariosos, principalmente, nao O
podem dar um passo seguro sem possui-la e /a
ronsulla-la. Os pais de familias, os senho- "W
(A\ res de engenlio, sacerdolcs, viajantes, ca- (Ai
- pitaes de navios, serlanejos etct etc., devem 2*
te-la man para occorrer promptamenle a $>)
qualquer caso de molestia. jk
Dous volumes cm brochara por 10J000 1
encadernados II9OOO &
Vende-se nicamente em casa do autor, A
no palacete da ra de S. Francisco (Muu- w
1^) do Novo) n. 68 A. (ffi
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
nucir mandar receber urna encommen-
cla na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
I 4. mi DENTISTA, S
9 contina a residir na ra Nova 11. 19, primei-
% ro andar. ^-.s j
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Coropram-se recebera-se escravos de ambos os
sexos, para se vonderem de commissao, lano para a
provincia como para fura della, offerecendo-se para
sso loda a seguranza precisa para os ditos escravos.
LOTEUIA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetes da lotera
51- do Monte-Pio, as lojas do costume,
as listas esperam-sc a 2 ou 5 do futuro,
pelo vapor IMPERATRIZ: os premios se-
efio pagos logo que se lizer a distribuicao
das listas.
Notos livros de homeopalhia oiefrancez, obras
(odas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 to-
COMPRAS.
Compra-se um escravo bom trepador de ro-
queiros, anda sendo de idade : quem liver,procure
na ra larga do Rosario n. 25.
Na casa do aaerisISo da ordem lerceira de S.
Francisco, compram-sc 3 ornamenlos de cclebrar-se
missa, quecslejam em bom estado, sendo um bran-
co, oulro encarnado e brauco, e outro roso ou roso
e verde, 1 calix, 1 nii---.il.
Compram-se escravos de ambos os sexos, assim
como lamben) se vendem de commissao : na ra Di-
reila n. 3.
Compram-sc palaces hrasileiros e liespanlies:
na ra da Cadeia do Recife n. 54.
Compram-se algumas rollas para portas, j
usadas : na ra do Cabug n. 14-
Compra-sc urna prela da Cosa, que enlenda
de quitanda, e que nao seja velha : na ra da Scn-
zala Nova u. 39, hiberna.
VENDAS.
8.
Salnram a luz as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
CAMBRA1AS VARSOVIANAS
A 4,500 O CORTE.
Acaba tle chegar um novo surlimenlo tos lindos
cortes tlecamhraias Varsovianas para vestidos tle se-
nhoras, de aoslo escossez, c se vendem na rua do
Queimado loja 11.17 ao p ta botica, a49500 rs. cada
corte, diuheiro a visla.
lomea.
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica. ....
Jahr, pharmaenpea homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De l'avolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoncli .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nj sien.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, couteodo a descripeo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se todos estes livros 110 consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro audar.
909000
63000
78(K)0
63000
163000
6&000
83OOO
163000
103000
83000
_75000
63OOO
43000
IO3OOO
303000
Riquissimns corles tle chah de seda do novos de-
senlise cores delicadissimas", por proco rommodo:
na rua do Queimado loja 11. 17, ao pt da bolica.
Ratatas
chegadas no brigue Tarujo Ib: no armazem de Tas-
so (S; Irmaos.
LA'A ESCOSSEZA O MELPO-
HENE, A 320 0 GOVADO.
Vende-se, por liaver porrao tiesta fazenda propria
para roupoes e vestidos do seuhnras e meninos, pe-
lo barato preco de urna pataca cada rovado : na rua
do Oueimado loja n. 17, ao peda bolica. Esla fa-
zenda he de muila duraran, e nunca se vcudeu por
lao barato preco.
ALPACAS DE QIADROS E DE
LISTRAS DE SEDA A 400 E
500 RS.
t;Vende-sc por este baratissimo preco para liqnida-
to de coritas, na rua do Oueimado"loja n. 17 ao
p da bolica, assim como una porfo de cassas
francezas finase de cores uvas a 320 e 400 rs. o co-
vado.
RISCADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 GOVADO.
Vende-se na rua do Queimado loja n. 17 ao p
da botica, riscndns scuros com listras tle seda, pro-
prios para veslidos e roupcs para seuhoras e me-
ninos, pelo barato preco de urna pataca cada cova-
do, para uliimacan de conlas.
10,-000
39200 o COI
23200
-TOO 1)
13600
13600 n
600
19600
13200
i
.t
lor inleiro 5:0003
c ct 2:500
c 1:2509
a 6239
a o 500
o 2503
DENTISTA rRANCZ.
9 Paulo Oaignoiix, eslabelecido na rua larsa
% do Rosario n. 36, segnndo ailar, colloca den-
9 les com gengivas artificiaos, dentadura com-
pleta, ou parte della, com a presso do ar.
Tambera lem para vender agua denlifricedo
9 Dr. Fierre, c p para denles. Rna larga do
@ Rosario n.36 segundo andar. m
Illra. Sr. iuspector dalhesooraria geral. -Diz Jos
da Rocha Prannos, que em virlude de ordem do
tbesouro pnblico nacional, que mandou a informar
a esla Ihesouraria um requcrimenlo com documentos
annexos c comprobalorios, da quanlia de dous con-
tose tantos mil ris, que ao supplicanle he a mesma
fazenda deTedora, acontece que tendo o suppli-
canle estado na especlaliva, e requerido ja a V. S.
em dezembro do anno passado solucao de urna tal
informaco al o presente, parece que por urna fala-
lidade, nao tem sido possivel o supplicanle obler o
despacho, aperar de ler ja decorrido um anno pouco
mais ^.menos; pelo que, nao sendo cahivcl que a
reparlicOes tiscaes prolclcm o direito das parles por
um lempo indefinido ; por isso, vem o supplicanle
requerer a V. S., que como ebefe desla reparlicao, e
a cujo cargo est a atlribuico de curaprir e fazer
cumprir is deliberaces e ordens do (hesouro, como
dclermina o paragrapho 10 do art. 31 do decreto n
736 de 20 de novembro de 1850, se digne mandaj
que e empregado cm cujo poder eslao os documen-
tos e pelires do supplicanle, para informar manda-
dos por V. S. que he o chefe da 4. seclo, Jos
(ieorique Machado, d promplo andamento a dila
informacao nfim de que nao fique elcrnamenle se-
pultada esla pelicao em seu poder, como lem estado
os outros documentos o peli;ce ; com o que far
ao supplicanle a merecida juslica ; e assim pede i
V. S. Ihe delira.E. R. Me.
Jos da Rocha Parante*.
Recife 22 de marro de 1855.
SALA DE 1IA.VSA.
I.niz Cantarelli participa ao respeilavel publico,
qoe a sua sala de cnsino, na rua das Trincheiras n.
19, se acha aberla todas as segundas, quartas e sex-
tas, desde as 7 horas da noite al as 9 : quem do seu
prestimo se quizer ulilisar, dirija-se mesma casa,
das 7 horas da manhaa at as 9. O mesmo se olTere-
ce a dar lices particulares as horas convenciouadas:
lamben) da lices nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios tem marcado.
NAVALIIASA CONTENTO E TESOLRAS.
Na roa da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Ancuslo C. de Abreu, ooli-
niiam-se a vendor a 83OO o par preso fio) as ja
bem conhecldas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alcm de durarem extraordina-
riamente, nao se seutem no rosto na accao d coi Ur ;
veudem-se com a coiidi^ao de, nao agradando, po-
dercm os compradores dcvolve-las al 15 diasdepois
pa compra resliluindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesouriohas para unhas, feilas pelo toesj
mo fairicanle.
Chegou pelo paquete inglez ama fazenda inleira-
menle nova.loda de seda,campo asselinado com qua-
dros largos e de lislras, o mais lindo possivel,ultimo
goslo cm Paris, com o nome Sebastopol, vende-se
nicamente na loja da ru do Queimado n. 40, pelo
iliminuin preso de 13200 o covado : dao-se as amos-
tras com penhor.
CARNE.
Vendse carne vinda do Ceari : Da roa do Quei-
mado n. 14.
A boa pitada.
Na rua do Que 1 m-ido. loja da quina dn berro da
Congregaran n. 41, vende-sc rap princeza de I.is-
hoa a 10 rs. a oilava.O freguez velho.
Vendem-50
do Pires n. 50.
uvas muscateis de cheiro : na rua
MANTELETES PRETOS PARA SEMIORA.
Vendem-se manteletes pretos de fil de linho bor-
dados, pelo barato preso de 68000 cada um ; na loja
de.4 portas, na na do Queimado n. 10.
Vcddem-se mantas pretas de fil para senhora
a 53OOO, meias pretas de seda para senhora a I36OO,
los pretos bordados de seda a 9000 : na loja de 4
portas, na rua do Queimado n. 10.
Vende-se urna escrava moca, do bonita figura,
entiommadeira e cozinheira, cose chao e lava do sa-
bio, com urna filha de 4 mezes, e com bastante lei-
te : prefere-se para fra da provincia ou engenho :
na rua das Cruzcs 11.22.
Sedas de cores.
Na loja de 4 porlas da rua do Queimado n. 10, ha
para vender um completo sortimento de corles de
seda tle cores, com babaOos, assim como sedas lisas
furla-corcs, ludo por preso muilo rommodo.
Manocl Tavares Cordeiro lem para vender fu-
mo para charutos de lotlas as qualidades, gigos com
champagne cm garrafas, c meias, do melhor aulor,
e oulros mais gneros: no armazem n. 18, na tra-
vessa da Madre de Dos.
Camisas para senhora.
Vendem-ie camUinhas de fina camhrain, borda-
das, c com manguitos: na loja de4 porlas, ua rua do
Queimado n. 10.
(ASE A POXPADOt'R.
Chegou pela Cenevieve urna fazenda iuleiramen-
le nova, toda de seda, campo arrendado, com qua-
dros largos elislras assctiuadas, encantadora visla, e
ollimo goslo em Paris, com o nome (aso a I'ompa-
dnur : vende-se tnicamente na rua do Quciniado n.
19, pelo baratissimo preso de 13200 o covado ; e
dao-se amostras com penhor.
Vende-se por ullima praca do juiz do civel da
segunda vara, a casa lerrea do aterro da Boa-Visla
n. 27, no dia 31 de niarso.
VENDEM-SE SE MENTES DE ORTALICAS
de todas as qualidades.chegadas ltimamente: na rua
da Cruz do Recife n. 62.
Na rua Nova n. 19, loja de scllciro, tem para
vender milito bom couro de lustre araarelio e bran-
co, propria para cauhese cintos de pagem, mais ba-
rato do que em outra qualquer parle.
Vende-se a taberna da esquina da rua do Ran-
gel n. 81, confronte ao largo da riheira, coui poueos
fundos, sem dividas, c mulla afrecuezada, lano para
a Ierra como para fora : quema pretender, dirija-se
a.mesnii, qu>] achara com quem Iralar.
Vende-se o sitio do finado Jusliniano Antonio
da Fonseca, 10 principio da estrada nova.to Cachan-
ga, com casa para nomeroia familia. 3 bixas tle ca-
pim, diverso; .irvoredos, e campo para pasl de 10
vaccas aiinualmenle : quem o pretender, dirija-se ao
si lio junio ao aununciado, a Iralar com a viuva do
mesmo.
Vende-se por preso eommndn ama boa casa
lerrea, na rua da l'raia ilesla cidade : a Iralar na
rua do Queimado 11. 37, primeiro audar.
Vende-so urna escrava : na rua do Pilar n.
141.
Vendc-se um niolccolc peca : na rua da Ca-
deia do Rccile, loja D. SO, do Cimba t\- Amoriin.
Vende-ie muilo cm ronla, para pagamento, o
engenho La ta comarca de Sanio Aullo, distante
da cidade da Victoria 2 leguas, r S do Recife, muilo
perlo da entrada nova de Sanio Anulo, o seu lerrcno
que he sullicitnle para salrejar-se :,000 paes an-
noaw, he de grande prodcelo, com excellenles
mallas, e ricas madeiras de ruiislruccao ; o engenho
he levantado sobre fortes pilares de pedra c cal,
me com roda d'aua. cujo acude abinula de bous
pi-ives, tem rasa de purgar,ciitaixaineuto com 2 bous
balrocs de correr, serrara movida a agua, dislilar.lo
de cobre ele, para dislilar agurdente, tanque tle
madeira para mel, boa e esparnsa casa de vivenda,
e mais obras necessarias ao engenho. He vendido
visla da escriptura de permuta, cdo seus marcos res-
pectivos : quem-pretender, dirija-se rua da Cadeia
do Kecifc, loja n. 40, ou 110 convenio do Carina a
fallar com o Rvm. Sr. Fr. Lino do Monto. Carmello,
e no mesmo engenho cima, ou no engenho Aguas-
Claras de Uraco*.
Vendc-se urna sorle de Ierras no municipio do
Pilar, da provincia da Parahiha, que principia da
exlrcma do engenho l'acaluba, seKuindu pela estrada
que vai do mesmo engenho para (juarabira, compre-
heiidcndo os sitios Cachoeira, Petlra d'Agua, Sapu-
caia, Corasao, Massaranduha, Rio Sccco e parle da
aldeia, com a laliludc ta meucitinada estrada para o
norte, e confinando com os nos adjarenles, pela
quanlia de :500-"i000 por que fui avahada no inven-
tario que ltimamente se procedeu do exlinclo vin-
culo do morcado S. Salvador do mundo : qnem pre-
tender cITecluar a compra dos mencionados terrenos,
dirija-se ao engenho Velho, no municipio da capital
ta mema provincia, ou ao ensenho Boa-Vista, no
municipio de Mamanguape, a tratar rom seu pro-
prietario o coronel francisco Antonio tle Almeida e
Albuquerqire, rerlo tle que fra negocio bastante-
mente razoavel e ventajoso.
Vendem-se os seguinlcr. romances : de A. Du-
nias, o cavallnim d'Harmcnlal por 33000 rs.. Dos
Dispoe por 65OOO rs., ile Paulo de Kock sem grava-
la por 23000 rs., de E. Sur. a huena-dicha por
23500 rs., a Calaa de lio Tliumaz por 23OOO rs.:
na praija da Independencia ns. I e 16.
Ha para vender-se na rua larca do Rosario n.
9, sobrado que volla para o becro do Peixe l-'rilo.
um novo sorliineiilo de bicos e rendas da Ierra : por
prero commodo.
CASEM1BA FRETA SETIH A
5;500 0 CORTE.
Manas pretas de blond a
Panno preto muito lino a
Sarja prela lavradt
Selim prelo macu 11
Sarja prela hepanhola
Nohreza prela porligueza
.Alpaca prela de lustre o
Lencos de selim pr'lo t
Lavas de seda prclas n
Vendem-se na rui do Queimado em frente do
hecco da Coneregardn, passando a botica asegunda
loja n. 40, d,io se as amostras com penhor.
MOYAS INDIANAS A '.00 0
f.OVADO.
\ endem-se na loja de llenrique t\ Sanios, na rua
do Queimado n. 40, as novas indianas escocezas pe-
lo diminuto preco de 400 o covado : dao-se as amos-
tras com penhor,
Vendem-se saccas cora alqncire de farinh3
medida anliga : na rua do Rnngcl n. 21. Na mesma
casa se vende urnas sobras de madeira. una Irave de
boa qualidade de 34 palmos, enxams com 36 pal-
mos, duas latinas de amarello vinhalico bom, una
punca tle areia de fazer cornija, e cal de caiar : na
rua do Rangel n. 21.
A 4.>">0C._^
Vendem-se para cima tle mi;sa relogiol tle porce-
lana c de madrepcrola dourados, que resulnm milito
bem, com a sua competente manga de vidro a 43500
cada um : na rua larga do Rosario n. 'i.
RAPE1 DE LLSHOA.
Acnde-se superior rap de ^Lisboa, fresco, chegado
de prximo, a relalho : na prVa da Independencia,
loja u. 3. /
Vendem-se rclosios tic ouro patente inglez, os
melhorcs e ja bem conhecidos ueste mercado, linha
de algodao em novellos branca c de cores, bicos :
em casa de Russell Mellurs & Companhia, ruada
Cadeia do Recife u. 36.
Vendem-se qu.irlinhas da Rabia tle Indas as
qualidades, por preso rommodo : na rna do Vigario
n. 8, taberna de Jo.fn Simocs de Almeida.
Pi'oserpiiii.
Chegou pelo ultimo navio Tranrcz urna fazenda
inteirameiile nova, loda de seda furia-cores, com
quadros largos, e a mais linda possivel : vende-se
iiniramcnie na loja de llenrique & Sanios, pelo di-
minuto preso de900 rs. a covado : na rua do Quei-
mado n. 40, e dao-se amostras com penhor.
Vende-se o Chauvcau, Theone du Codc Penal,
ullima ediso em 3 volumes, inleiramcntc novo, por
303000 rs. : na rua do Collegio n.3, primeiro audar.
Vendem-se luvas de relroz para menina a 500
r?. o par, meias pretas de seda para senhora a 600
rs. o par ; a ellas antes que se acabem : na rna do
Queimado 11. o, luja de miudezas.
MANTAS PRETAS PARA SENHORA.
Vende-sem mantas pretas de blond por commodo
preso: na loja de 4 porlas da rua do Queimodo nu-
mero 10.
Vende-sc tebola de Lisboa para acabar a 135O0
omolho, a diuheiro ou a prazo, conforme se tratar :
na rua do Queimado n. 38, primeiro andar.
ATTENCAO AO BARATEIRO.
Vendem-seapparelhos para cha dourados, brancos
c piulados tic porcelana, dilos aznes para cha e 011-
Iras cores, apparelhos tle meza para janlar, Linter-
nas de casquiuha tina deslas de p de vidro de di-
versos lamanhos, serpentinas para cima de meza,
garrafas de cristal lapidadas, compoleiras e calix
do tlifferentes qoalldMes para Tinao, compoleiras
para doce, copos para agoa, porta-licores, barias e
jarros de porcelana douradose broncos, frasquinbos
para espirito, bandejas finas e ordinarias e outras
imillas in/ciid s rhesadas de Transa e Inglaterra do
melhor goslo, e preco o mais commodo do que cm
oulra qualquer parl : na rua Nova n. 51 juulo a
Conceican dos Militares.
CHAPEOS PARA CRIADOS.
Acabam de chegar a prasa da Independencia loja
de chapeos ns. 24 a 30, chapos oleados para pagens
de muilo boa qualidade e modernas formas.
CHAPEOS PARA SEMIORA.
Vendem-se por commodo preso, superfinos cha-
peos de seda e palha para senhora, com ricos enfei-
tes, e tos mais modernos venda no mercado
na prasa da Independencia loja de chapeos, de Joa-
qun) de Oliveira Maia.
NA RUA DO TRAPICHEN. 8.
Vendem-se cadeiras americanas de halanco, obra
muilo boa e de goslo, e vellas de espcrmacclc pro-
prias para bailese Ihealros, ludo por barato pceo.
Vende-se urna balanga romana com lodos os
st-us porteares, em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, arniaztm n. 4.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, recntenteme rhegada.
GROSDENAPLE E SARJA DE
SEDA.
Vende-se superior grosdenaple prelo de seda a
13600 o covado, sarja deseda prela lama a I36OO o
rovado, selim de maco a 23000 ao covado : na loja
de 4 porlas na rua do Queimado n. 10.
FIMO EM FOLHA.
Na rna do Amorim n. 39, armazem de Manoel
dos Sanios Piulo, ha muilo superior fumo em folha
para fazer charutos.
($ Vende-se superior sarja prela
(Vj) hespanhola.
(J,. BengaUas linas com lindos cas-
a
i
JL
DE MOLLAS.
JL
Chegaram pela barca GUSTAVO, chapeos de
molla de superior qualidade e elegantes formas,
bem como chapos de castor bronce e preto, ditos
de seda de firmas modernas e extellenle qualidade,
os quaes se vendem por preso razoavel: na praca
da Iudepcmlencia loja de chapeos de Joaquim de
Oliveira Maia ns. 24 a 30.
FEI4AI MlLATIiMIO.
Na rua do Amorim 11. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha superior feijao mulalinho em sac-
cas por preses razoaveis.
Vendem-se macas inglezas, dcbrfiadas de me-
tal, proprias para viagem, por preso commodo, meias
de seda pretas, inglezas, para senhora a 13000 epar,
luvas de torca! pretas a 13000 o par, dilas deJouvin
com enfeiles a 13000, e para bomem a 23000, car-
teiras de agulhas a 280, bolocs tle madreperola a 900
rs. a grosa, pentes de atar cabello, de burracha, a
I36OO, trancas de seda de lodas as cores, por btalo
preco : na rua do Queimado n. II. Na mesma se
encentrar um completo sortimento de miudezas.
i
c;:

i
Bom e commodo, para as familias.
Cassas de cores fias e de goslos muile mo-
dernos, pelo baratissimo preco de 240 rs. o
covado, um completo sortimenlo de lodas as
fazendas por menos 10 e 20 por cento do seu 35
valor, por se ler comprado nina grande por-
W r3o tlellas, de urna loja que lindou : lem um
V grande e completo surlimenlo de pannos pre- @
tos e rasemiras pretas, para lodos os precos :
na rua do Queimado, loja do sobrado ama-
relio n. 29, de JosMoreira Lopes.

i
1
i
flor de laranja de muito w
joa qualidade.
No armazem de
tr>cs.
Meias de setla brancas c pretas
para senhora.
Selim preto macau paiacolle- (
tes e vestidos. ()
Chales de crep, bordados c es- fa)
tampados. ^e,
Saiasbrancas bordadas para se-
nhora
Vestidos de cambraia a Poir-
padour.
Charutos Lanceiros.
Papel pintado para forro de
sala.
Chocolate francez muito supe- j
rior.
Agua de
Vctor Lasne,
n,a da Cruz n. 27. (Jf)
Na ruado Trapichen, l, escriptorio
de Bt antier a Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imjtarao das de Uussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo-
l'apel de cores emcaixas sortidas, mui-
to propriopara forrar chapeos.
l'apel aimaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Gra\a para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feitto ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
raiade commum, com o competente scc-
cante.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HVGIE-
MCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
E\tra-no. 800 a lib.
Superior. ... 6i0
Fino.....500
ROLAO'FRANCEi.
Chegou tle novo e se acha .i venda a delit M pi-
tada deste rolao francez. e sti se encontrara na rua
da Cruz n. 26, escriplorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Rosario n. 38, e ua de Manoel Jos Lopes,
na mesma rua n. -10.
FAIIELO MllTO NOVO...-^_
Veudem-se saceos wlto grnnde's'Tftn
fatello chegado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amorim n. 48.
Moinhos de vento
rnm bombasdc repino para regar luirlas e baia,
decapim, na fundirn de O. W. Bowman : na rna
doBrum ns. 6, 8el0.
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior remenlo em barricas e a rela-
lho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio de maleriaes por preso mais em conta.
CAL DE LISBOA A -tyOOO RS.
Vendem-se barris cam cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a i--(HK) por cada urna : na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FAKIN1IA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 16 do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes&C, na rua do
Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a o.sOO rs. a sacca : nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
e no de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, c em porrao, no es-
criptorio de AranagaA Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. 6, segundo andar.
SARJA PRETA E SETIH
MACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. 6, vende-se superior
sarja hespanhola, muilo larga, pelo diminuto preco
de 2?:t00 e |600 o covado, selim maco a 2>S0l)'o
35200 o covado, panno prelo de 33000, i000, 3)000
e 69OOOo covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas (pie tem um ahjueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
arma/.ens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C., na rua do Trapiche n. 5i,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento era barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alrazdo
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, prop le-
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. KelIer&C, na rua
da Cruzn. 55 ha para vender e.xcel-
lentes pianos vindos ltimamente de liam-
burgo.
A i$000, 2x500 c 5000.
Vendc-se melpomeiio de duas larguras com qua-
dros achanialoladns para veslidos de senhora a 15 o
covado ; selim prelo Macan, exrellenle para vesti-
dos a 29 o covado; lencos de cambraia de linho fi-
nos hordatlo e bicos pela beira a."15 cada um ; cam-
braia de linho tina a 5-; a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo preco : na rua da Cadeia
do Kccife loja da esquina 11. 50.
Vende-so um terreno de 50 palmos de frente c
150 tle fundo, sito na rua do Sebo, bairru da lloa-
Visla, do lado do sul, muilo proprio para edificar
urna boa casa ou qualquer estahclecimenlo, por ser
no lugar mais alto da dita rua : a fallar na praca da
lioa-Visla 11. 6, botica.
Vende-se fatello de Haraburgo em
saccas muito grandes, chegadas ultima-
mente e por preco muito commodo: na
ruado Amorim n. V8, armazem de Pau-
la & Santos.
Vende-se efectivamente alcool de 56 a 40
graos
em pipas, barris ou ciliadas : na l'raia de Sania Hi-
la, distilacjo de Tranca.
ARRE DO MARAMIA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do Pei.ve, por preco commodo.
Vende-se muilo bom Icile : na rua Direila n.
120, primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tido.
COBERTORES ESGDROS E
BRANCOS.
Na roa do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores escuros, prnprios para
escravos, a 720, ddos erandes, bem encorpadon, a
19280, dito brancos a I9300, dilos com pello imi-
tando os de la a 13280, ditos de 13a a 2I00 cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes eom farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alfandega, e para por-
i-es a tratar com Manuel Arres Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. IV.
NOVO SOKTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES-.
Cobertores escuros a 720 rs., dilos grandes a 1>200
rs., ditos brancos de algodilude pello e sem elle, a
milarao dos tle papa, a 13200 rs. : na loja da roa
do Crespo n. 6.
PARA A QUARESIA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade, se-
lim prelo muilo superior, rasemira prela franceza,
dila selim, velludo prelosoperinr, panno preto mui-
lo ruin, com lustre e prova de limao, e deoulras qua-
lidades mais abati : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
CAL YIRGEM.
GOMMA.
Vendem-se saccas com
rua do Queimado n. 14.
gomma muilo alva : na
FRESCAES OVAS
Vendcrn-M. CTW do serlao, por preso commodo :
na rua do Oueimado n. 14.
Boni sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Vende-se bnm francez de quadros a 640 a vara,
dilo a 900 rs., dito a 19280, riscado de lislras de cor,
proprio para o mermo fin a 160 e covado : na rua
do Crespo n. 6.
Vende-se um cachorro bom, de fila, para silio,
chegado agora de fra : qnem o pretender, dirija-se
ijrua das Cruzcs n. 2, loja de calcado.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
Vencm-tt na botica de Bartholomeu Francisco
de Suuza, rua larga do fosarion.. 36, por menor
preco que em oulra qualquer parte.
CEMENTO
* fia melhor qualidade: vendc-se 5
*$ cmeasadeBrunnPraegerAC,, rua ja
M da Cruzn. tO.
a mais nova que ha no mercado, a preso rommodo ;
na rua do Trapiche u. 15, armazem de liados Ir-
maos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Selns ingleses.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros c casticaet bronzeados.
Chumbo em leneol, barra e munieao.
Fatello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaqueta* de lastre para carro.
Barris de graxa 11. 07.
COEMO ROMVINO BRANCO.
V ende-se cemento romano branco, chesado acora,
tle superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as tinas : alra do Ihealro, arma-
zem de tahuas de piuho.
@sa95S:(I
0 RUA O CRESPO N. 12. 0
9 Vende-se nesla loja superior damasco de %
seda de cores, sendo branco, encarnado, rozo, &
por preco razoavel. A
Taixaa par, engenhoa.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
(g& POTASSA BRAS1LEIRA.
^) Vende-se superior potassa, fa-
6* bricada no Rio de Janeiro, che-
2 {Tada ecentemente, recommen-
g. da-se aos senliores de engenhos os
xr seus bous ell'eitos ja' experiraen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
'&) mazem de L. Leconte Feron &

Vende-se escellenle laboado de pinho, recen-
Ifilenlo chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-sc com o admitas
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber dt Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.a edir.m do livrinho denominado-
Devoto Chrisiao.mais correcto e arrcscenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 o 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PL'BLICAQAO' RELIGIOSA.
Saino luz o novo Me/, de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capiichinhos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado com a noveua da Se-
nhora da ConceiS'lo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da prasa da
independencia, a I9OOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilha3, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excellenles vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, roa
ta Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber & C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se nm cabriolel com cubera e os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
para ver, 110 aterro dn Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segciro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
MEGHANISMO PARA E16E-
IE0.
XA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W.BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos segointes ob-
jcclos de merhanismos.proprios para engenhos, sa-
ber : moendas c meias moendas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos tamaniios ; rodas
dentadas para agua ou animan, de lodas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalhae registra de bo-
eiro, aguilhoes, hronzes, parafusos e cavilhes, moi-
nlio de mandioca, etc., ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se executam lodas as encommendas com a superio-
ridade ja condecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
BALSAMO H0M0GENI0 SYM-
PATHICO.
tavoravelmcnle acolhido em todas as provincias
do imperio, e lito geral como drvidamcnle apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURAVEIS
POR MEIO UESTE PORTEMOSO BALSAMO.
FEKIAS DE TODO O U-ENEKO, ainda que
sejam com laccrnses de carne,e queja eslivessem no
estado de chagas chronicas,' esponjosas e ptridas.
Logo depois da applicarSo ccs.am as dores.
ULCERAS E CANCHOS VENREOS, escorbu-
to, samas, erysipelas, molestias cutneas ou perpe-
tuas, e scirrhos, conhecidos pelo falso nome de liga-
do nos peilo. rheumalismo, dieteze de tedas as qoa-
lidaiies, Bolla, incharoes e fraqoeza nasarticelases.
OLEIMADIJRAS, qualquer que seja a causo e o
objeclo que as produzio.
O MESMO BALSAMO se lem applicado rom a
maior vanlagem nal molestias seguintes : porra ad-
verte-sc que sti se deve recorrer a elle em casos ex-
tremo?, na falla absoluta ou impossivel de se obler
a assislencia de um facultativo.
I' IS 11. LAS, era qualquer parle do corpo.
I.OMBRIUAS, nao exceptuando a tenia on soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, inda que
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou tle barrica, debilidade do esto-
mago, obsiruccao das glndulas, ou enlranhas, e ir-
resularidade ou falla da menslrusao ; e sobretodo,
inflamniac,oe do ligado e do baco.
AFFECCO'ES do peito, degeneradas em principio
de phlisica ele. Vende-se na rua larga do Rosario
n. 36.
Vende-seno paleo do Carmo n. 1, ama escra-
va crioula, de idade o annos, propria para lodo o
servso.
roR Tonos os Bascos.
Na rua Nova, loja n. 11, de N. GldoTr vi '**-*
o seguinle : los prelos de todos os lamanhos com al-
guna avaria, de 2 a 35000, lenjos dilos a 1J600.
veos pequeos a 28O00, lensos 3|4 bordados, brancos
a 800 rs.. maulas ricas de fil a ft>500, bicos prelos
de todas as larguras, por lodos os presos. Ha tambem
muito em conta Ua, talagarsa e seda fr6ia para bor-
dar, chapeos de seda para senhora, do ollimo goslo
e moda a llj>000, franjas e trancas largas e estrellas
de todas as cores, etc. ele.; assim como instrumen-
tos de msica de todas as qualidades, como sejam :
Maulas, clariunlas, baUos, trombones, trompas, pra-
los, rabecas e violos,
Vende-se orna prda de 22 annos, re oplim.i
conduela, com nma cria muito linda de 8 mezes, o
motivo da venda a* dir ao comprador: a Iralar na
rna da Santa Cruz n. 86, das 9 horas da manhaa ao
meio dia, e das 3 da tarde as 6.
Pecliincim iguals na Ca-
lifornia, ou no Passeio
Publico n. 9.
Vendem-se pecas de ma-
dapolo a 500, l, 2 e
2#500 rs., a ellas antes
que se acabem, pois os fre-
guezes sao muitos e a fa-
zenda lie pouca.
Vinho PRR,
em barris de 5 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na roa da Cadeia do Reeife b.48.
Chapeos alertos.
Clicgai-am a loja e fabrica de chapeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, o desejado chapeos de
palha arrendados para homens e meni-
nos, equese vendem por prero mdico.
GrosdeNaples al^OOOrs. o covado!
Na rua do Crespo n. 5, veudem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas c de quadros, lindos goslos, com um
pequeo loque de mofo que pouco se condece, pelo
barato prero do 15 o covado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem muilo barato.
Deposito de vinho de cham-
Iiagne Chateau-Av, primeira qua-
tdade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 36$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas so marcadas a fo-
rjoConde de Marcuileos r-
tulos das garrafas sao azues.

s
fytassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vendc-se muilo superior potassa da
Russia, americana c do Bio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na rua du Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellius che-
cada recentemenle da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, de llcnry (ibson, os mais superio-
res relogios fabricados'em Inslaterra, por presos
mdicos.
A WO rs. a vara.
Na loja de Uuimaracs & lieuriques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas muito finas, che-
gadas ltimamente, de goslos delicados, pelo barato
preso de 180 rs. a vara : assim como lera um com-
pleto sortimento de fazendas finas, ludo por preso
muito cemmodo.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu ha mezes nm escravo do en-
genho Velho do Cabo, de nome Jos Mualo, baiio,
giosso, barbado, e fula : quem o apprchender dirija-
se a rua larga do Rosario no segundo andar da casa
de Joao Valenlim Villela, qoe ser bem recompen-
sado.
Desappareceu no dia 527 do correnle pelas sete
meia horas da noite ouauscutou-se a escrava crioula
de nome Rita, de idade de 60 annos, pouco mais
ou menos, baixa e gorila, pea grojos, olhos grandes
c vrrmelhos, denles miudoa, separados e alvos, ca-
bellos brancos e corlado bein rente, eom a melade
do dedo pollegar da mito esquerda comido da roda
do engenho: levou vestido de chita eom quadros ro-
xos c panno da Cosa j usado, e snpe-se que fhse
'ara o engenho Iianhaug da Tregnezia de Pao d'A-
ho, donde j fra escrava e lem ainda filhos : qoem
a pegar leve-a n rua do Colovello n. 107, que ser
recompensado.
Desappareceu no dia 13 de junho do anno pes-
sado, da hienda do Lordelo, na provincia do Rio de
Janeiro, o escravo pardo, de nome Marcelino, esla-
lura regular, magro, cabello nao muito crespo, olhos
regulares, nariz afilado, boos denles, cem principio
de barba, idade 20 annos, pouco mais ou menos.
com urna ferida na perna esquerda ; levou 2 calsas
de algodao azul j usadas, 2 camisas de algodao
americano, 1 japona de fastao, 1 mantas de algodao
de Minas e 1 chapeo de lebre usado : qoem o pegar,
leve-o a Francisco Ribeiro Pires, na rna Formosa,
que sera gratificado generosamente.
Desappareceu a mais de um anno o escravo
Mauuino, tle narilo Angola, o qual representa ter 60
anuos de idade, liaixo, pes um pouco ochados, pouca
barba ; consla estar na estrada nova Irabalhando em
um sitio de um portuguez : roga-se as autoridades
do lugar e capitaes de campo o apprehendam e le-
vem-o ao sitio do abaixo assignado, na estrada do
Hosatinho, aonde sera recompensados ; assim como
acha-se desapparecido ha das p escravo David do
mesmo abaixo assignado, o qual escravo lie bem eo-
uhecido nesla prasa, he sapateiro, lem pouca barba e
j calvo, baixo: recompensa-se a quem oappre-
hender.Domingo* C. Pira Ferreira.
CEM MIL RBIS DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 6 de dezembro tlo'nno pr-
ximo passado, Benedicta, de 14 anuos de idade, ves-
ca, cor acaboclada ; levon um vestido de chila com
lislras edr de rosa ede caf, e outro tambem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarello no pesco-
ro j desbolado : quem ,1 apprchender conduza-a
Apipucos, 110 Oilciro, em casa tle Joao Leite de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo n. 17
que recebar a gralificasao cima.
PERN TYP. DE M. F. DB FARUt 1855
>;,
V
r
9
}
i
i
I
J
r-
i
MUTILADO
*


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