Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00920


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Full Text
ANNO XXXI.
N. 74.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA30 OE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o sobscriptoi.

DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCVRRKGADOS DA SriISCRIPCVO
Hecife, o propriefcrio M. F. de Farin ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Jo.li> Pereira Marlins ; Baha, o Sr. I).
Duprad; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Mcn-
dbnra ; Parahiba, Sr. Gervazio Virlor da Nalivi-
itade ; Natal, o Sr. Joaqun* Ignacio I'crcira Jnnior ;
Araealy, o Sr. Antonio de Lemos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Aaguslo Borges; Mavanliao, n Sr. Joa-
liiim Marquen Rodrigue* ; Piauliy, o Sr. Domingos
Hercolano Ackiles Pessoa Cearenee ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramo* ; Amazona, o Sr. Jeronymo da Guala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 d. por 1?.
Paris, 30 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio do Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Awjes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29J000
Modas de 6P40O velhas. 1 C$000
de 65400 novas. 10J000
do 49000. 4 95000
Prata.Paiacoes brasilciros. 1*940
Pesos columnarios, 19040
mexicanos..... 15860
PARTIDA LOS CORRE10S.
Olinda, lodos os dias.
Carnai, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, E\ cOitriciiry, a 13 e 28.
|Goianna e Paraliiba, secundas e scxlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
i PRKAMAR DE IIOJE.
Primcira s 2 horas e 6 minutos da larde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
[Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, tcic.as-feras e sabbados.
Fa/.enda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1" vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
I l'IIKMICUIDES.
Margo 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos c
40 segundos da larde.
ll Quarto minguantc aos 11 minutos c
37 segundos da tarde.
> 18 La nova as 2 horas, 25 minutos t
31 segundos da manha.
23 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manha.
Dependo comerr no 1 de abril a
distribuirSo dete DIARIO do Mondcgo ;.
Apipucos, o* senliores que ainda nao en-
viaram a decl.iiarao de suas moradias,
queiram manda-la at o fim do crtente
mez.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA JUSTINA.
Decreto a. 1554 e 14 itfvcmiro de 1855.
eva organisar.lo i guarda nacional don munici-
pio, da Franca, llalataes e Casa Branca, da pro-
vincia de S. Pauloi
Attendendo proposta do presidente da provincia
da S. Panlo, liei por bem decretar o seguinle :
iH. 1. Fie creado nos municipio, da Franca,
laes e Casa Branca, da provincia de S. Paulo
nmeommando superior da guarda nacional, o qual
comprchendera no muniripinda Franca um esqtia-
dro do cavallaria com a designarlo de oilavo, nm
batalhtade infantera de seis campauhias, com a
designacao de Irigesimo-primriro ilu servico activo, e
ma seccao de balalhao da reserva, de duas compa-
ias," coma designarlo de decima sesunda ; no de
Ralataei um balalhaode infanliria, de quatro com-
as, cora a designarlo de trigsimo segundo do
eervito activo, urna companhia e urna seceso de
cumpanhia da reserva, lendo esta a designacio de
decima e aquella de vifesima primeira ; e na Casa-
Branca Dm esqtndrao de cavallaria, com a dcigira-
cao de nono, nm balalhao de infanlaria de seis com-
panhias, cara a designarlo de Irgesimo-lerceiro do
servico aelivo, e ama seccao de balalhao da reserva
de dnas companhias, com a designarlo de decima-
'erceira.
Arl. 2." Os carpos terso as mas paradas nos losa-
res qae Ins Taren) marcados pelo presidente da pro-
vincia,
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do mea conselho,
ministra a secretario da astado dos negocios da jus-
lica, assim o lenlia entendido a far,a execular.
laclo do Rio de Janeiro, em 14 de fevereiro de
, 31." da independencia a do imperio, Com a
ea da S. M. o Imperador. Jos Thomaz Sa-
tuco de Araujo.
Decreto n. 1560 e 21 de fevereiro de 185.
Di nova organisaca a guarda nacional dos munici-
pios da Coriliba, S. .los dos Pinhaes e Principo
da provincia do Paran.
Attendendo .i proposta do presidente da provincia
do Paran, hei por bem decretar o sesuinte :
.frt. 1. Fica creado nos municipios de Coriliba.
S. Jos do Pinhaea e Principe, da provincia do .Pi-
rana, nm enromando superior de guardas naconacs,
n qual compreliendri.i ro municipio da cidade do
Coriliba um corno, de cavallaria de qualro esqua-
dres, com a dcsgnarao de 1., um batalbflo do in
fantaria, da qoatrn companhias, rom a designaban
de 1. do servico activo, urna companhia e urna scc-
c.lo de companliia arnlsa de reserva, ambas com *
designacao de l., urna companhia o urna scccac de
companhia avulsa de cavallaria, rom as designarles
de l., na freguezia de Igaass, urna companhia e
urna seceso de companhia avulsa de infanlaria, com
as designaros de 1." do servico aelivo na freguezia
de Votnverava. um esquadro de cavallaria avulso,
com a designarlo de l., urna seccao de companhia
da roesma arma, com a designaran de 2.", urna sec-
rAo de companhia avnlsa da reserva, com a desig-
nadlo do 2." na freguezia de Campo Largo, um es-
quadro de cavallaria, com a designarlo de 2., urna
seccao de coiapanhia da mesma arma, com a desig-
narlo de 3., a urna seceso de companhia avulsa de
infanlaria, eem a designarlo de 3.a do servico da
reserva da freguetia de PMmeira ; no de S. Jos dos
Pinhaes uqi corpo de cavallaria de dous esqoadres,
com a designadlo de 2.", urna seceso da companhia
da roesma arma, com a designacao de 4.", e urna
companhia avnlsa da iafanlaria, com a designadlo de
2." do servico da reserva ; e no do Principe um cor-
po de cavallaria de dous esqaadroes, com a desgna-
telo de 3.", nina companhia o urna seclo de compa-
nhia avalsa da mesma arma, esta com a designadlo
de 5. e quera com a de 2., e urna companhia
avulsa de infanlaria. com a designacao de 3. do
servido da reserva,
Arl. 2. Os tia.alhoes e mais corpos tero as suas
is nos lugares que Ihes forcm marcados pelo
presidente da provincia, na forma da lei.
Jos Thomat Nabuco de Araujo, do meo conselho.
minisim e secretario de estado dos negocios dajusli-
ra, assim o tenha entendido e faca ciecutar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 21 de fevereiro de
1855, 34. da independencia e do imperio. Com a
0 CAPITAO PLODEVEN. (*)
Par S. Osada.
SEGUNDA PARTE.
xv
Os projectos.
No dia segoinle o conde Heilor Plnueven dirigi-
se liebitae^oda Angremonl com o firme intento de
pedir a mao de Mezelia, cujas gracas e iunocencin o
linham eaplivado, como o leitor lia* de ter reparado.
Madama de Angremonl ouvido-o, recolhia-so c
cnnsaltava-se com visivel preoecupaQilo. Nada a li-
ha preparado para essa confidencia, a qual sor-
prendia-a em sua vida solitaria assim como o raio
em un coa sereno. Como respouder-lbe ? Una mili
merow prudente nao leria hesitado ; pois aos olhos
do mundo essa allianca era conveniente : reuma o
que elle mais aprecia, o nascimento e a riqueza, c
otTereeia vantagens que nao eram para desprezar-se.
1 inha alcm disto o carcter de urna desforra contra
o destino. Em nm dia poda ser reparado lodo es*c
pastado ; essa casa que chegra ao limita da deca-
dencia, voltaria repentinamente e sem esforco n po-
sic,ao donde descera pouco a pouco, .subira raesmo
mais alio, e se ademara de um novo esplendor.
Embora eslejam resignadas, as mulheres nao recu-
saro-se a semelhantes tollas. Madama de Angre-
monl eslaya, pois, vivamente impresionada ; pela
sua parte isso pouco llie importava, porque tiiiha no
coracao um lucio que havia de arompanha-la an tu-
rnlo ; mas quanto n filha, o futuro aprrsentava-se
lebiiso de um aspecto inesperado. Mezelia nao lo-
ria mais de chorar sobre ruinas, e recobrara o que
sempre haviam lulo as herdeiras de seu nume, urna
das maiores existencias da colonia.
Til era o lado vanlajoso dessa allianca ; miacs
eram os inconvenientes? A profissao'! Mas ja vi-
mos uno a npiniao local nao aborrscia-a, e dava-lhe
at cerlo prestigio. Os corsarios paesaeam por gucr-
reires. e eram tratados como taes. Alcm disto Ploue-
en ollereria deixar esse ollico perigoso, e teria si-
do um escrpulo exagerado usar de rigor contra el-
le por causa do alguns cruzeiros hrilhantes g felizjs.
O obstculo nao poda vir dahi, e madama de An-
firemont nao clenVorou-so nisso muilo lempo. O que
lan'.Mva-llie mais incerteza no espirilo, era o carac-
,er y'dl1 anteripr do liomem qi;e pcdia-lhc a m.lo
da filha. Sobro essepoatn Mtava a (lindado, e on-
de procurarla"! As communicaroM rom a Europa
eram raras, a na colonia Plouevcn s era conhecido
romo Corsario. O nico recurso que reslava-lhc era
um eslodo pessoal; porm o terrivel capitaonao era
laquellee que enlregam-se primeira visla, e dei-
xani-sc fcilmente penetrar.
Etlaa reexdes absorviam madama de Angremonl
emi|uanto Plnueven acabava de declarar-se. Quando
foi misler responder a orna pergunla lau formal c
rubrica de S. M. o Imperador. Jos Thomaz Na-
buco de Aravjo.
Decreto n. 1,573 de 7 de marco de 1855.
Eleva o numero dos correctores de fundos publico
c de mercadorias da prara da capital do imperio.
Hei por bem, sobre consulta do tribunal do com-
mercio da capital do imperio, decretar que o nume-
ro dos correctores de fundos pblicos da pra^a da
capital do imperio fiqne elevado a quatorze, e o dos
corredores de mercaduras a doze.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conse-
lho, ministro c secretario de eslado dos negocios da
juslica, assim o tenha entendido e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 7 de marro de
1855, 34." da independencia e do imperio. Com
a rubrica de S. M. o Imperador. Jos Tlioma:
Sabuco de Araujo.
2. Seccao. Ministerio dos negocios da juslica.
Rio de Janeiro, em 10 de marro de 1855.
Illm. e Exm.Sr. Fazcndo rhegar a presenta de
S. M. o Imperador o oflicio que V. Eir. me dirigi
sol n. 30 e data de 7 do mez passado, acompanha-
do de copia dos cilicios do commandante superior da
guarda nacional de Paraty o Angra dos Reis dessa
provincia, e do commandante do 28 balalhao de iu-
fantaria, suscitando as duvidas segninles :
o 1." Se guarda nacional que por falla de serv,
cp tiver ordem de prisao do seu commandante, nao
a comprimi, deve continuar a ser chamado a servi-
co sem que primeiro seja obrigado a soffrer a pena
imposta pela primeira falta.
t. 2. No caso de decisao allir mativa, se o guarda
continuar por maitas veres a negar-se ao servi^o-
por cada falta devera o commandante impor-lhe no.
va pena de prisao por lempo indefinido al que, sen-
do preso, as cumpra de urna vez. d
Ilouve o mesmo Augusto Senhor por bem decidir,
quanlo a primeira duvida, que o guarda nacional nao
deve ser chamado a servico emquanto nao cumprir
a pena que for-lhe imposta pelo respectivo comman-
dante pela falta que tiver commcltido, visto que pa-
ra se fazerem cueclivas as prisoes tcm os comman-
dantas meios i\ sua disposicao, e quando insulueien-
les, podem recorrer inlervenr,ao da antoridade po-
licial, nao obstando por forma alguma a disposicao
do arl. 41 do decreto n. 1130 de 12 de marco de
1853, que refere-se a um caso especial ; quanto se-
gunda, que lica ella prejudicada pela solorao ante-
rior, sendo cerlo que prevalecendo a opiniao do dioi
commandante do 28 balalhao, os commaudantes dos
corpos arrogaran! a allrilmicno que aos conselhosde
disciplina concede a lei de impor pena superior i de 8
dias de prisao, a qual mesmo nao pode exceder o li-
mite de dous mezes. O que communico a V. Ese.
para sen conherimento, e em rcsposla j^seu- citado
bfllcio. *" ejk
Dos guarde a V. Exc. fui Thomaz Sabuco
de Araujo. Sr. presidente da provincia do Rio
de Janeiro.
Ministerio dos negocios da juslica. Rio de Ja-
neiro, em 13 do marco de 1855.
Illm. e Etm. Sr. Pede V. Exc. no seu oflicio
de 8 do corrents mez, ser esclarecido se, eslabcle-
cendo o arl. (2 do regiment de cusas, mandado
execular pelo decreto n. 1369 de 3 do dito me/., que
os presidentes das relaees perecbam mil ris pelas
(cencas que Ihes compete conceder, se acham com-
prehendidas nesta disposicao as qae os mesmos pre-
sidentes concedem para a aprcjcnlacao dos embargos
na chancellara, S. M. o Imperadur, a quem foi pre-
sente a snbredila duvida, manda declarar a V. Exc.
que aquella disposicao s diz respeto ui licencas ex-
pedidas por portaras, sondo por lauto acertada a do-
lilierarao .le V. Exc. em nao querer que se cobras-
sem emolumentos pelas oulras.
Dos guarde a V. Exc. Jos Thomaz Nabuco
de Araujo. Sr. Euzebio de Queiroz Coulinho
Malioso Cmara.
Ministerio dos negocios da juslica. Rio de Janei-
ro em 13 de marco de 1855.
Illm. e Exm. Sr. Pondera V. Exc. no seu ofTi-
cio de 8 do correle mez, que, dispondo o art. 186
do regiment de cusas mandado observar pelo de-
creto n. 1569 de 3 do dito mez, continuarera em vi-
gor as aiirihuiroes dos chancilleres sobre o excesso
de escripia das sentenras, carias e mais papis que
Iransilam pela chancellara, V. Exc. entenda, visto
taes excessosimporlarem a exigencia de cusas inde-
vidas, que os presidentes das relacies fica vam aulori-
sados a impor aos escrivacs que os praticarem, as
penas disciplinares estabelecidas no arl. 183 do ci-
tado regiment, por ser este o meio de fazer cessar
os inveterados abusos que se dilo nesla materia. Sen-
do o dito oflicio presente a S. M. o Imperador, man-
da o mesmo Augusto Senhor declarar a V. Exc. que
IAS DA SEMANA.
26 Segunda. (Eslarao aS.Cbryzogono) S. Liidgerio
27 TerQa. (Estacao a S. Cyriaco ) S. Roberto b.
28 Quarta. (Eslacao a S. Marcello) 8. Prisco.
90 Quinta. (Estaro a 8. Apollinario)S. Borlholdo
30 Sexta. (Estacao a S Estevo) S. Clinio,
31 Sabbado. (EslacaoaS. Joaoante portam I.)
1 Domingo, de Ramos ( Estacao a S. Joo in
Lalerano) S. Macario; S. Quintiano,
("; Vide o Diario o. 73.
lo precisa, oembararo da castellaa ainda nao tinha
cessado. O capillo espern dchalde.'e vendo que
ella giianlava o silencio, tornou com tristeza :
A sen hora cala-se; vejo que eslou condem-
nado.
Oh nao, disse ella com benevolencia.
Entao porque hesita ?
Como deiiarei de hesitar, senhor capilao?
Trata-se da ventura de minha filha. Mas silencio,
ella ahi vem, lomaremos a fallar a esse respeilo.
A rhegada de Mezelia deu a madama de Angre-
monl um descanso, de que muito necessitava ; mas
o sern passon-se no meio de urna especie de cons-
(rangimcnlo. S a rapariga conservava seu ar natu-
ral, e como se houvessc querido augmentar a impa-
ciencia de Ploueven, nunca ella mostrara mais gra-
cas e mais alegra. Emfim separaram-se, e quandu
o capilao despedio-se de madama de Angremonl,
esta disse-llie com um accenlo significativo :
Al a manha!
Quem o creria Ploueven nao dormo nessa no-
le. Elle que experimentara tantas tempestades em
sua vida, e cojo coracSo devia ser de marmore, sen-
lia-se domado pela primeira vez, ceda a urna in-
fluencia irresislivel : amava realmente. Essa rapari-
ga linha-o locado pela sua candara : era o Iriumpho
dos contrastes. Nao poda ve-la nem onvi-la sem
urna especie de embriaguez, o quando separav-se
della. experimenlava um vacuo iudefinivel. Em um
corsario era esse um caso novo, oqnenao poda dei-
xar de fazer reflectir a madama de Angremonl.
Qnem podia saber se era ou nao um senlimento
passageiro, fruclo do acaso, e que a ausencia des-
truira? Por isso ella resolveu aproveilar os benefi-
cios do lempo e prolongar a prova.
No dia sesuinte como prometiera, leve urna ex-
plicarlo decisiva com Ploueven denois do almoro, e
quando se acharan! novamenle sos. Da galera* em
que passeiavam avistava-se o mar e a ilhota|de Ka-
bouanne, diante da qnal o Cregeois eslava ancorado
desde lano lempo.
Pobre brisue! pobre abandonado! disse Ploue-
ven ; se'elle podesse fallar quanlo se quedara do
capiiaol
Pois bem, responden madama de Angremonl
entrando por si mesmo no assumplo, cnnvm repa-
rar essa injuslira; o senhor se enferrujaria aqui.
De veras exelamou Ploueven admirado. E
he a senhora quem di/.-me isso?
Eu mesma, responJeu ella com bondade.
Todava linntcm a senhora fallava-me de ou-
1ra mal-tira, loruou u capilao com a voz um tanto
alterada.
Porque honlem V. S. era apenas uro hospede,
Iiojp lie um prctendenle. Se niudei, as situarocs
tainlicm niuduram.
Enlao he urna recusa ?
N.1o, senhor capilao.
lima despedida ao menos".'
lie urna despedida; mas nao no senlido que
V. S. Ihc d. Ouca-mc, renhor eapilo.
Falle, senhora, disse Ploueven com urna re-
signaban qae nao llie era ordinaria.
O oflerecimcnto qoe V. S. nos fez de deixar a
vida do mar ser sincero?
Sem duvida.
Pois bem, aceitamos o sacrificio: comprehende
agora T r
prevalece a sua opiniao sobre o modo de ser ejecu-
tado o art. 186 do regiment de cusas, e que os pre-
sidentes das relac/cs estao autorisados a impor aos
escrivacs que praticarem semclhanle excesso de es-
cripta as penas disciplinares marradas no arl. 183.
Dos guarde a V. Exc. Jos Thomaz Sahuro de
Araujo. Sr. Euzebio de Queiroz Coulinho Mal-
doso Cmara.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia 13 de fecereiro de 1835.
Ao Sr. ministro do imperio, enva os oflicos das
thesourarias de S. Paulo e Pernambuco para resol-
ver as duvidas que occorrem sobre as gratificaces
dos lentes substitutos das facilidades de dreito;e pe-
de quehaja de communiear a' deliberado q' lomar,
tanto sobre estes oflicos, como sobre os demais que
se llie tcm transmitlido relalivos a duvidas sobre o
que dispoem os novos rcgulamentns das ditas facul-
dades e dos de medicina acerca de veneimenlos de
seu funcionarios.
Ao inspector da (hesoorara do Para, respon-
dendo que indevidamcnlo julgou com direilo D. Ma-
ra .Magdalena de Viocota Magno da Silva ao meio
sold de seu fallecido marido o capitn Bazlio Mag-
no da Silva ; porquanto, nem a- supplicante provou
que o mesmo falleceu com os annos de servico exi-
gidos pela lei para ser reformado rom o sold por in-
leiro, nem demnnstrou. como he indispensavel, que
a mortc do dito capilao proredeu de enfermidade ad-
quirida no servido.
Compre porlanlo que oSr. inspcclor, suspenden-
do-lhe o pagauiento|.|o moio sold, a faca repor o
que tiver recebido, certo de que o que ella deixar de
repor deve ser irrdemnisado em partes iguaes pelo
Sr. inspector e mais memhros da junta que funecio-
naram no processo de habiltalo.
14
Ao inspector da thesourara do Maranhao, ap-
prova a deliberacSo qoe lomou emjunla de man-
dar acelar a procurado do juiz municipal e de or-
phaos do termo de Ilapicurii-merim, nao pelo sim-
ples fado de ser ello nacharel formado, em cuja
qnalidade, na forma da legislarlo vigente, nao goza
do privilegio de passar prncuraces, mas porque re-
ne a circumstancia de pertencer i elasse dos juizes
muncipaes formados, que sao considerados magistra-
dos, e por isso comprehendidos no 3 do art. 7 da
ordem de 30 de marro de 1819.
Ao da thesourara do Par, declara qnc njenos
carial fui a deliberarlo tomada em sessao da junta de
22 de dezomhro ultimo, de que d.i eonta em seu of-
licio n. 8 : primeiro, porque a collectoria da capi-
(al proredeu de conformidade com o disp jslo no .
i. do arl. 87 do decreto delOdejulbo de .1850,
quando multan o* membros da cargara municipal de
Maua por havercm dea|j|io urna petie.lo de licenca,
acompanhada de conhceimenlos do imposto de lojas
sem estarem sellados, sendo positivo que taes cohe-
cimenlos devem ser considerados romo documenlos
instructivos da pelicao, e nao como objectos do expe.
diente das cmaras muncipaes, as qua'c, pela espe-
cialidade de suas funcres, nada lem com a arreca-
daco e flscalisarao das rendas publicas ; segundo,
porque estando marcada, nos K i e 2 do arl. 92 do
citado decreto, as autoridades para quem sao inter-
poslosos recursos das multas por nfracjo do mes-
mo regnlamento, rumpria que a thesourara, em vez
do liinilar-se a emit ir o sen parecer sobre urna ma-
teria que he de sua competencia decidir, represen-
tas.se ao prcsidcnle da provincia sobre a illegalidade
da direcro dada ao dilo recurso. Compre porlan-
lo que o Sr. inspector, reformando a sua delibera-
cao, torne eflectiva a multa de que se Irala.
MINISTERIO DA GUERRA.
BoXetim do i.a 15 de marco de 1855.
Promojao.
A brgsderos eneclivos, o brigadeiro graduado
commandante do 1. regiment de cavallaria ligeira
Manoel Anlonio da Fonseca Cosa, e o coronel do
eorpo de engenheiros Jeronymo Francisco Coelho.
A brigadeiro graduado, o coronel commandante
do quarto regiment de cavallaria ligeira JoJo Pro-
picio Menna Brrelo.
NomearoCs.
Encarregado dadireccao da fabrica de ferro de S.
JoSo do Ypanema, o raajor de estado-maior de 1."
elasse Joao Pedro de Lima e Fonseca Gutierres.
Commandante da fortaleza de Santa Cruz, o coro-
nel do estado-maior de 2. elasse Jos Vicente de
AmorimBezerra, que exerciainterinamente esse em-
prego. ,
Praticanle extranumerario do pharmacia do hospi-
tal militar Dami.lo Jos Soares.
Anligudade de prara.
Por imperial resoluc;lo de 7 de marco so manda
Ali! senhora exclamou Ploueven transpor-
tado.
Nao seja lao promplo, lornou ella com ale-
gra, nao agradera-me muito cedo. Aceitamos o sa-
crificio; mas por ora queremos que V. S. volle ao
corso, e faja novamenle tremer o inimigo.
lio urna zombaria ?
Nao, senhor capilao, fallo seriamente. V. S.
declarou-se, e nao convm prolongar sua estada
aqui.
Comprehendo, senhora, disse Ploueven, e hei
de obedecer-llie.
Oh o senhor n3o comprehende intciramenle.
Do hoje a seis mezes lomaremos a espera-lo aqui.
De hoje a seis mezes?
ile o lim de nosso lucio; minha filha poder
entao deixar o vestuario de d para lomar o de noi-
va. Entende agora?
Ah! senhora, exclamou Ploueven lomndo-
me a mao e cobrindo-a de Ireijos, quantos agrade-
cimeulos!
Entretanto madama de Angremonl tornra-se
pensativa, e como arrependida de ter-se compro-
mellido: pareca experimentar um combate inte-
rior, e lular contra um secreto presenlimento.
Senhor capilao, resta-me dzer-lhe urna cousa.
Falle, senhora.
Posso dispor livremenlc da mao de minha fi-
lha, porque ella confia em mim ; porm a par des-
sa liberdade lenho tambero a responsabildade, e
confesso que ella assusla-me. Quem he o senhor pa-
ra nos? Orna pessoa 'eslranha, um conhecido de
honlem. O acaso o Irouxe aqu, o acaso o lornou
enamorado. Onde estao minhas garantas? Quem
responde-me pelo senhor?
Minha palavra, responden Ploueven com sua
nobreza natural.
Crcio nella, lornou madama de Angremonl;
do contrario ter-lhe-hia fallado de outra maneira.
Engaar duas pobres mulheres separadas da socie-
dade, e soladas em um sua casa sem apoio, sem
sustentculo, sem um homem que possa aconselha-
las nem vinga-las seria urna accao muilo indigna, e
V. S. be incapaz de lal baixeza.
Estas palavras agtaram profundamente a Plooe-
ven, elle sentio elevar-se-lhe da alma um remorso,
c se livesse menos imperio sobre si mesmo, ter-se-ha
trabada. Felizmente madama de Angremoul nao
esperou resposta, e'canliiiiiou :
Assim illto loinare contra V
vulgares: nao irei as i ufen macos.
A senhora pode faz-lo.
Nao o farci; dirijo-me smenle sua conscA
enca. O senhor ser responsavel para com Dos, o
qua' "'------------- **- '
I
e interrogar-se ; de nossa parle Tambero refleclire-
mos. Quanto ao mundo nada Ihc peguntaremos.
Para que?
Com elleito, disse Ploueven como se essa cer-
leza o houvessc livrado de um cuidado.
Todava, acrescenlou madama de Angremonl,
ha urna pessoa, para com a qual nao podemos con-
servar o mesmo recalo ; porque a decencia e os de-
veres de familia oppem-se a isso; he nosso nico
parele, e embora seja remoto, he misler que seja
prevenido.
Nada he mais justo, disse Ploueven.
que se cont a do major do corpo de engenheiros
Luiz Jos Monteiro desde 5 de marco de 1822.
Passazens.
Para o 1. balalhao de infanlaria ;
O 2." cadete 2." sargento do 2." da mesma arma
Alexandre Francisco de Seixas Machado ; o cadete
2." sargento do corpo da guarnidlo fita de S. Paulo
I lamino Antonio do Vasconcellos Machado ; o sol-
dado do mesmo corpo Marlinho de Souza Pnlo ; c o
particular do meio balalhao provisorio da Parahiba
Jo.lo Gomes Carneiro Jnior-
Para a companhia de cavallaria do corpo de guar-
nidlo fi\a da Baha, o soldado do 10. balalhao de in-
fanlaria Joao Alves da Cunha.
Para a companhia fixa de cavallaria de Pernambu-
co, o soldado do l.o regiment da mesma arma I.uiz
Gomes Bezerra.
Para a companhia de artfices de Pernambuco, o
cabo de esquadra do l.o balalhao de arl i I liara a p
Antonio da Barros Pcqueno.
Para o meio balalhao da provincia do Ceani, o te-
nenie Vicente Fcrrcira Gomes, do 3." balalhao de
infanlaria, e para esle corpo o tenenlc Jos de Sou-
za l.mi, daquellemein balalhao.
Para o 13.o balalhao de infanlaria, o 2. cadete do
balalbaodo deposito Filiuto Elizio da Cosa.
Para a companhia de Invlidos da provincia da
Babia, os soldados Ravmundo Alves Coulinho, Le-
andro Francisco Pereira Lima, Aflonso Camhraia,
Jos Guilherme, Francisco Raymuudo da Costa.
Ila\ momio Jos da Silva, Pedro Goncalves de Santa
Anua, Paulo Francisco Alves, Geraldo Fernandes
de Araujo, Antonio da Trindade, Zacaras Mendes
da Silva, Manoel Joaquim Freir, e Jos Marcellino
Nogueira, do 5. balalhaode infanlaria.
CommissOes.
Manda-se servir na provincia do Paran o ca-
pilao do estado-maior de 2. elasse Dogo Pinto JJo-
mem.
Aniorisa-sc o presidente de Pernambuco para no-
mear o padre Joaquim Verissmo dos Anjns, capcl-
lao do 4-* balalhao de artilharia, com a grallicacao
mensa! de quarenla mil reis.
Determina-se que o opilan Antonio Juliano Cor-
rea de Faria fique encarregado do commando do
meio balalhao provisorio da Parahiba.
Autorisa-se a|uomeacao feila pelo presdeme das
Alagas do al Teres do estado-maior da 2yi elasse Pe-
dro Nolascoda Silva para inslruclor do l.o balalhao
da guarda nacional da mesma provincia.
O alteres do estado-maior de 1.a elasse Carlos Re-
sin vai servir na divisao auxiliadora.
Licencas.
Para-estudarcm o curso de sua arma na escola
miniar :
Aoalferesde infanlaria Luiz Marlius deCarvalho;
aos cadelcs Miguel Vicira Ferrcira, Rogcnciano
Monteiro do Lima, do l.o balalhao de arlilliarn ;
Luiz Fclippe de Souza Repo, da mesma arma : Joao
Victoc Veira da Silva Coqueiro, dojbatalho do de,
psito ; ao particular 2. sargento do l.o balalhao de
artilharia Joaquim de Olivcira Catunda, e ao furriel
do mesmo balalhao Anlonio l'creira Palhinha.
Ao alfcres-alumn i Antonio Jos Fernandes, para
frequenlar, como ouVinle, o >. anuo.
Ao alfercs de infanlaria Leonardo Jos da Fonse-
ca Lessa, para esludar physica, fazcndo servico no
corpo.
Ao 2.o cadete do I." regiment de cavallaria li-
geira Joao Rodrigues Barbosa, para esludar o curso
geral. ,
Ao Dr. Iguacio da Cunha Galvao, seis mezes pa-
ra Iratar-se.
Ao major do corpo de engenheiros Amaro Emilio
da Vega, para poder-se empregar na direccslo dao
obras da ponte do rio Parahiba.
Ao capilao do dito corpo Salvador Jos Maciels
prorogarao por qualro mezes.
,1o cabo de esquadra do l.o balalhao de infanta-
ra Jos Gomes da Silva, tres mezes para ir a Ter-
nambuco.
Ao soldado do 1 .o regiment de cavallaria ligeira
Jos Thomaz de Villas Novas, Ires mezes. .
Ao l.o leneale do eorpo de engenheiros Miguel
Antonio Joao Rangel de Vasconcellos, tres mezes de
favor.
Aocapilodo I." balalhao de artilharia Manoel
Halbno Nolasco Pereira da Cunha, tres mezes com
vencimenlo.
Ao lenle substituto da escola militar Dr. Manoel
Mara Pnlo Peiiolo, um mez para ir a Montevideo.
Ao alfercs secretario do 5. regiment de cavalla-
ria Joao Baplista de Godoy, para estudar o curso de
sua arma na escola militar.
Ao cadele do l.o balalhaode artilharia Carlos Go-
mes de Souza, para o mesmo lim.
Ao2. sargento do balalhao do deposito Jos Joao
Alves, dous mezes de favor.
Ao alferes-alomno Glccrio Eudovio de Almeida
Uomfim. para esludar o i.o anno do curso geral da
escola militar.
Demisses.
Au brigadeiro Joo Eduardo Pereira Collaco Ama-
do, do lugar de rommandaute da fortaleza deS. Jo.lo
sendo louvado pelo bom desempenho desta commis-
fo,
Ao major do corpo de engcuheiros Francisco An-
tonio Raposo, de director da fabrica de ferro de S.
Joao de Ypanema, por screm seus serviros necessa-
rios na crle.
Ao alfercs do li.o balalhao de infanlaria Fernan-
do Schmidl, por assim o requerer.
Ao secretario do arsenal de goerra Geraldo Fran-
co de Leo, que a pedio.
Bailas.
Ao 2. cadele do asylo de invlidos da corle Jar i ti-
tilo Ribeiro Barbosa, e ao cabo de esquadra do 2.
balalhaode artilharia a p Alciio Ilenrique dos
Santos.
Por inrapacdade physica :
Aos soldados Domingos Jos Anlonio, do 3." ba-
lalhao de artilharia ; Joao Gomes, do 2.n de infan-
laria; Joaquim Jos de Moraes, Carolino dos Sanios,
Mariano Joaquim dos Passos Cordciro, Saturnino
Antonio Pereira Diniz, Claudino Jos Martn, do
5. da mesmaarma: Manoel Joaquim da Silva c Ray-
mundo Rodrigues dos Sanios, do meio balalhao do
Ceari ; Jos Ribeiro de Sampaio, da companhia fixa
do Espirito Santo ; Raimundo da Costa eManoel Jo-
s Ferreira Valentim, do balalhao do deposito da
corte.
Obras militares.
Aulorisa-seo presidente da provincia do Amazonas
a mandar fazer as obras que carece o edificio deno-
minado S. Vicente para nelle se Batallar a
enftrmaria militar da capital.
Ordena-se a construcr.ao de um quarlel em Sanios,
dispendendo-se no corrente exercico 4:000.
Dsposircs diversas.
Autorisa-se o general commandante das armas da
corte a engajar, para ir servir em Sergipc, o anspe-
cada do l.o balalhao de infanlaria Joaquim Jos de
Sania Anua, que concluio o lempo a que eslava o-
hrigado.
Manda-se abonar aos alumnos do curso de infan-
laria e cavallaria vindos do Rio Grande a fazer exa-
me na escola militar da corte, vantagens idnticas s
que percebem os alumnos da mesma escola.
O lenle da 1.a cadeira do 6.o anno da escola mili-
taro Exm. consqlheiro Jos Maria da Silva Prannos,
he transferido para a .i cadeira do 3.o anno.
O lenle de physica da mesma escola' Francisco An-
tonio Raposo he transferido paraa cadeira. do 2, i au-
no militar da escola de anplicacao.
Declara-sc escola militar que poder continuar
o curso de artilharia, indepcndcntcinenle de nova
liccnca, qualqner pxaca de infanlaria que, leudo
concluido o curso desta arma, obliver passagem pa-
ra algum dos rorpos daquella.
Ao presidente, da Parahiba se ulorisa a contra-
tar um crurgao para a enfermara militar.
Sio dispensados do poni, em alternlo a sua avan-
eada idade e mo oslado de laude, os mcslres da I .a
oflicna da fabrica da plvora Francisco Justino da
Silva, eda 2.i Antonio Luiz de Andradc, o Anselmo
Jos da Cosa, fetor da mesma fabrica.
Ao presidente da provincia de S. Pedro, commu-
nicinlo ter sido indeferida a prelenco do lente
Carlos Augusto de Carvalho; e determinndose ou-
Irosim que seja eliminado na fe de oflicio desle ofli-
cial o lempo que servio em Permanentes, que sem
ordem legal, nem precedente justificapo, se llie
manden contar.
l)elermina-se que as racoes dos aprendzes me-
nores sejam pagas por prcls mensaes.
Circulares. Rio de Janeiro. Minislcrio dos ne-
gocios da guerra, em 1 de marco de 1853.
Illm. e Exm. Sr. Determinando S. M. o Impe-
rador que os requerimenlos que os reos militares,
condemnadoj pena ultima, aprcsenlarem implo-
rando a sua imperial clemencia, sejam acompanha-
dos de copiaauthentica dos respectivos processos, as-
sim o communicoa V. Exc. para seu conhccmenlo.
Dos guarde a V. Exc. Pedro de Alcanlara
Bellegarde. Sr. presidente da provincia de...
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guer-
ra, em 10 de marco de 1855.
S. M. o Imperador ha por bem determinar, que as
pragas do exercilo que, sendo escusas do servido,
lem direilo, cm virlude de seus contratos, a conces-
sao de um prazo de Ierras, passem os commandan-
tes de corpos onde se verificaren- as baixas um lilulo
especial, que ser rubricado pelos commandanles d
armas, ou, as provincias em qno os n3o houver,
pelos presidentes, fazendo-se nesses ttulos expressa
mos; porque elle est ausente ha muitos annos, e
nao lem dado noticias suas. Talvez V. S. o tenha
encontrado.
Eu que ando sempre no mar ? disse Ploueven.
Elle lambem anda no mar.
Ah e como se chama?
Paulo do Estangs.
Se madama de Angremonl livesse sido mais ac-
cessivel a desconfianza, o eOeito que esle nome pro-
duzio sobre o capilao leria bastado para esclarce-
la. Uma nuvem passou-lhe pelos olhos, e as rugas
de sua fronte tornaram-se mais profundas. Era um
signa! bem eonhecido de seus marinheiros, o qual
indicava uma tempestada interior. Todava nada ap-
pareceu fura, e foi com uma fingida indiflerenca
que elle repela:
Paulo de Estangs I
Sim, senhor rpitas, um rapaz fogoso e eslofl-
vado, que leve aqui algumas aventuras.
Aqui? perguntou Ploneven.
Ao menos era isso o que dizia a malignidade
publica. Pela minha parle nada creio ; certa gente
gusta de desfigurar ludo. V. S. nao conheceu-o ?
Nao, senhora, responden Ploueven contendo-
se por um esforro cada vez mais violento.
A conversaco lerminou ahi, e concordou-se que
o capilao tratara nesse mesmo dia dos preparati-
vos de sua partida. Quando tornou a achar-sc sosi-
nlm, a colera que lao dllicilmeote fra contida ma-
nifeslou-se, e elle exclamou :
Paulo de Eslangs! esse nome perseguir-me-ha
entao por toda aparte? aqui um insulto, all um
obstculo! E eu que dexava-me enfraquecer! Oh !
minha vioganca primciramenle depois o resto, se
poder ser.
No da sesuinte um marinheiro bata porta do
pavilhao em que Ploueveu passara noites lao dolo-
rosas. Era um dot que linham lomado parte na ex-
pedirlo de Vulcano, e que pareciam mais adianla-
dos na familiaridade do capilao. Pelo seu ar som-
bro, pela sua estatura baixa e pelo vigor de seus
msculos fcilmente se reconhecia Miguel.
Ah! es la ? disse Ploaeven abrndo-lhc a por-
ta. Quem le releve? Ha qualro horas que lees-
pero.
Do brigc aqui a distancia he grande, senhor
capilao, respundeu o manijo assentando-se sem ser
rogado. Alm disto o sol derrama fogo sobre a es-
Irada ; irra!
Dizendo isso, o marinheiro estancava ao mesmo
lempo com um lenco de lislras osuor que corria-llic
dYronte, e que dava um leslcmunho cm apoio de
suas palavras. Em qualqner oulro momento o rapi-
-^tno leria levado a mal a tardanra c as manen a- do
lual sabe se essa umao he desuada a fazer minha' 'subordinado; desta vez porem moslrou uma compla-
ilhai reliz. V. >,. lem seis mezes para reflecto- nisso cenca, que resullava de uro calculo : ncrcsilava
de Miguel.
Ah o lempo est quente? disse elle.
Quenlo a radiar a cabera, senhor capilao. Faz
pena etpr uro christao a seinclhante sol.
Pois bem, Miguel, quer faa pena, quer nao,
vas expor-le novamenle a elle.
Isso he impossivel, senhor capilao, disse o ma-
rinheiro, cujos suores redobraram com esta pers-
pecliva.
Todava assim ser, tornou Ploueven cm um
lom qoe nao permilta replica. Descansars um pou-
co enlrelido com alguns copos de agurdente ve-
Infelizmente nao sabemos para onde escreva-1 Iha, e depois tornars a partir.
S. precaures
O marinheiro nao foi inscnsivel a esse allivio;
pois acrescenlou em lom mais resignado:
Muilo hem, senhor capilao; e de que (raa-
se? Ainda a mesma historia, isso fcilmente so co-
ndece pelo seu ar.
Adevnhasle.
Nao acabaremos cum isso nunca, disse o mari-
nheiro grosseiramente.
Enlo que he isso? exclamou Ploueven, cujos
olhos lancaram relmpagos.
Falle, senhor capilao; j que he preciso, deve-
se fazer.
A siiluni-sjo era completa ; o capilao deu suas ns-
truccoes:
Has de por-te novamenle eaminho daqoi a
meia hora. Tcras um cavallo e um gua ; porque a
viagem he longa e o3o podes ir p...
Um cavallo! mas nao he commodo monla-lo!
Se ello laucarme abaixo?
Tornars a montar! Agora repara bem no que
vou dizer-te. Irs directamente Pointe a Pilre,
casa do nosso correspondente, que mora junto do
porto...
Sim, senhor, um patfe que enrqueceu costa
do Cregeois! um servo dedicado !
1 iir-lhc-has que vas de minha parle e para um
negocio a que dou a maior importancia. Quero ter
oformacoes sobre Paulo de Eslangs...
Paulo de Estangs Aquelle...
Cala-le, Miguel I ciclamou Ploueven com voz
sombra.
Pois bem, V. S. quer ter nfonnaces sobre
Paulo de Estangs.
He isso! Comprehendes emfim, disse Ploue-
ven com uma irritarlo contida. Julguei muilo lem-
po que seria obrigado a abrir-te a cabeca com al-
gumas oncas de chumbo ; mas j que comprehen-
des, nao be misler recorrer a isso.
Obrigado pelo meio, disse o alhleta, e acres-
cenlou de maneira que nao fosse ouvido do capilao:
i Muilo bem, algum dia ajustaremos essa conta. >
Assim. cunlinuou Ploueven, s vallars quan-
do houvcres oblido sobre Paulo de Eslangs lodas as
informaroes que poderes obter. Elle nasceu em
Guadelupc, lem ahi amigos, e he impossivel que
nao se saiba onde osla, e que pretende fazer. Dirs
quo as menores particularidades me sao preciosas, e
que hei de paga-las a peso de ouro.
O melhor meio nada lhe rcsisle. V. S. sera
obedecido.
Assim o espero. Agora contina a enlreler-(e
com esla garrafa de agurdente, cmquajjlo vou pre-
parar ludo para la viagem.
XYI
A fortuna do mnr.
Alguns dias depois destesacuntecimcntos o capilao
Ploueven tinha acabado suas disposirocs. e o Cre-
geois eslava proinpto para voltar a campanha. Che-
gada a hora da despedida, madama de Angremonl e
a filha acnmpanharam o hospede al praia, onde o
esperava sua chalupa conduzida pelos melhores ma-
rinheiros da Iripolarito. Era no momento em qoe
applaca-se o ardor do dia, o sol escondia-se no hori-
zonte rodeado de purpura, os recfesda praiii hrilha-
vam e as barcas dos pescadores voltavam para as
angras, onde haviam de passar a uoile. O trajelo
foi feilo silenciosamente ; cada um eslava dominado
pelas suas iropressoes; Ploueven disse bem poucas
palavras e com um accenlo cheio de tristeza ; ma-
monean do numero de braras quadradas de que re-
za o contrato, a lim deque possam taes praras reque-
rcr aos presidentes da provincias de Santa Calharuia
ou Rio Grande do Sul a entrega dos respectivos lo-
tes, a qual se tari segundo se acha cstabelecdo pe-
lo ministerio do imperio.
Dos guarde a V. Exc. a Pedro de Alcntara
Bellegarde. Sr. presidente da provincia de...
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 12 de mareo.
OflicioAo Exm. presidente da provincia do Ro
Grande Sul, aecusando a recepcaode dous exempla-
res ilas leis promulgadas pela asscmbla daquella
provincia na sessao ordinaria do anno passado.
HiloAo Exm. presidente do Para, aecusando
recebdos dous exemplare da co'.lcccao dos actos
que se refere o relalorio com que S. Exc. abri a
primeira sessao ordinaria da ').legislatura da assem-
bla daquella provincia.
DiloAo Exm. commandante das armas, (rans-
millindo copia do aviso da guerra de 2 do corrente
communicando a liccnca que oblivera o 1." lente,
do i.o balalhao le artilharia a p Jos de terqueara
lama, par esludar na escola militar as doutrinas
que lhe fallam do curso de sua arma.Commuui-
cou-se lliesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, enviando copia do aviso do mi-
nisterio da guerra de 8 do corrente, do qual cansa
ter-sc concedido passagem para uma das companhias
de cavallaria do corpo de guarnirao fixa da Baha,
ao soldado do 10. balalhao de infanlaria Jo.lo Alves
da Cunha.
DitoAo mesmo, para quo envi com brevidade,
afim de ser (ransmiltida ao Exm. ministro da guer-
ra, uma certidao do que constar no 10." balalhao de
'nfantaria, dos assentamentos do capilao do corpo de
artilharia de Mallo-Grosso, Francisco da Cosa Re-
g Monteiro, durante o lempo que servio addido ao
ilito balalhao.
DiloAo mesmo, remcltendo copia do aviso da
repartijo da guerra do|l.odn'corrente,removendoda
fortaleza da Santa-Cruz do Rio de Janeiro para a do
Brum nesla provincia, ao ex-cade(e Cesa rio Maria-
no da Albuquerqoe Cavalcanli, que foi condemnado
a 6 annos de prisao.
DitoAo mesmo, enviando as olas das alterarnos
occorridas nos mezes de ouluhrn dezembro do an-
no lindo acerca do alfercs do 8.a balalhao de infan-
laria Jos do Reg Barros, bem como a relativa ao
capilao do 10.o da mesma arma Miguel Jeronymo de
Novaos, no mez iejaneirTullimo.
Dito--Ao mesmo, remllenlo copia do aviso da
i.ucrradc8do corrente determinando que, sed
baixa ao soldado do 2.o balalhao de infanlaria Joao
Comes, vis'.o ser julgado incapaz*.decontinuar no
servico, s-
DiloAo mesmo, enviando os olas das allrraQ;>es
occorridas acerca dos lenles Manoel Alves Perei-
ra da Molla e Francisco de Arsis Brrelo,Me do 11.
balalhao de infanlaria e aquello do 2." da mesma ar-
ma, ambos addidi-s ao de caradores de Mallo-
Grosso.
I'loAo mesmo, dizendo que pela leilura do avi-
so da guerra de 8 do correle, junto por copia, ficara
S. Exc. inteiradode que se mandar vir com passa-
gem para a companhia de artfices desla provincia, o
cabo de esquadra do l.o balalhao de artilharia a p
Antonio de Barros Pequeo.
Dilo-Ao inspector do arsenal de marinha, com-
municando-lhequc S.M.o Imperador houveporbem
confirmar a Luiz Antonio Siqueira no emprego
do cnsul da Blgica ncstJ cdade, para o qnal tinha
sido nomeado por S. M. o re dos Belgas.Iguaes
commuiiicacoes se fizeram ao chefe de polica, e ao
inspector da thesourara de fazenda.
DiloAo engenheiro incarregado das obras mili-
tares, para mandar fazer os reparos de que necessi-
lar a robera da casa de arreca<#ar>o geral.Com-
municou-se ao comamndante das armas.
DiloAo director das obras publicas, dizendo que
com as copias juntas do orcamentoc contrato das
obras;urgentes de que precisavao edificio qoe serve de
cadeia o casa da cmara municipal na villa de Cara-
ar, satisfaz a sua exigencia con(ida cm oflicio de
9 do corrcnle n. 101.
Dito Ao inspector da alfandega, dizendo que,
para poder esla presidencia satisfazer as exigencias
conlidas nos avisos, por copia juntos, dos ministerios
da fazenda e eslrangciros, faz-se preciso que Smc,
com a maior brevidade possivel, declare quanlo pro-
duzio a arremataran dos objectos salvados do brigae
sardo Carolina, que naufragou as costas desla pro-
vincia ; remetiendo igualmente o inventario e ava-
liacao dos ditos objectos.
DiloA junta revisora da freguezia de S. Jos dos
Bezerros, aecusando receida a lista doscidadaos
qualficados votantes uaquella freguezia
Igual a junta revisora da freguezia de Po-d'Alho.
DitoA junta qualificadora da freguezia de N.S.
da Gloria do Goit, devolvendo-lhe a lista geral dos
volantes daquella fregoeza, afim de quo compra em
sua plenilude o arl. 2i. segunda parle do decreto
n. 387 de 19 de agosto de 18*6.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
apromplarcom brevidade afim da screm enviados
para o meio balalhao do Ceara, os artgos de farda-
mcnlo mencionados na relaco junta por copia sob
DitaAo mesmo, para apromplar com brevidade
afim de seren enviados para o Cear os objeclos
mencionados no aviso da repercao da guerra de 23
de fevereiro ullmo, constante da copia que re-
melle.
DilaConcedendo ao arrematante dos reparos da
i. parlo da estrada de Pao d'Alho, Amaro Fernan-
des Daltro, dous mezes de prorogacao para conclu-
s,lo das obras de seu contrato.Fzeram-se as neces-
sarias participantes.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-general do commando das armas da
Pernambuco na ctdade do Recite, aaa 29 ata
marco de 1868.
ORDEM DO DIA N. 19.
O marocha! de campo commandante das armas,
declara para os fins convenientes, qoe nesla data
contrado novo engajamento, nos termos do regula-
mento de 11 de dezembro de 1832 e decreto n.
1101 de 10 de junho do anno passado, precedendo
inspecrao de sande, o soldado da companhia fixa de
cavallaria desla provincia, Raimundo Rodrigues da
Silva, que servir por mais seis annos, percebendo
alm dos veneimenlos que por lei lhe compelirem,
premio de 1003 pagos na conformidade do artigo 3.
do cilado decreto, e lindo o engajamento orna data
de Ierras de 22,500 brajas quadradas. Desertando
iocorrer na perda das vantagens do premio eda-
quellas a que tiver direilo, ser lido como recruta"
do, c no lempo do engajamento se descontar o de
prisao em virlude de senlenca, averbaodo-se esla
descomo, e a perda das vantagens no respectivo li-
lulo, como he por lei determinado.
Jos Joaquim ftoelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanlo de
ordens encarregado do delalhe.
I
EXTERIOR.
dama de Angremonl ia seria, e so Mezelia anima-
va a scena por alguns accessos de alegra. Sobre a
praia eslava lia Branca, a qual ajustara as conlas
com os marinheiros e pretenda assislir partida do
briguc.
Emlim separaram-se ; a chalupa fez-se ao mar, e
as senhoras de Angremonl vollaram para a hab-
talo.
Adeos, minhas bellas horas passadas dizia
Ploueven comsigo ; lornarei a gozar-vos algum dia ?
Boa sortc, senhor capillo, dissera madama de
Angremonl, a fortuna do mar lhe seja favoravel, e
no-lo traga sio e salvo !
Muilos mezes passaram-se assim sem que nenhum
acontecimenlo viesse mudar a situadlo das cousas.
Na lubitacao coiiiiiiuav,i a mesma existencia regular
e uniforme, apenas com um senlimento demais a es-
pera de Ploueven, o qual obrava em seu favor. A
separadlo apresentava-o dcbaixo de melhor aspecto,
c augmentava a a(Tcic.ao que elle fizera nascer. Os
perigos do cruzeiro ajudavam esse scntimenlo dan-
do-lhc nova forca, e eram o objecto das conversaedes
das duas mulheres, as quaes animavam assim e 10-
voavam sua solidao.
Quanlo ao capilao Ploueven, he inulil segoi-Io em
sea novo cruzeiro : hoave os mesmos combates o as
mesmas proezas que oulr'ora. Porm durante essa
campanha lao feliz e brilhanle os marinheiros oola-
ram dnas crcumstancias. A primeira foi que elle
nao dirigi mais presas para os porlos da Europa e
conservou-se constantemente as plagas americanas.
Segundo os boatos que corriam a bordo, elle fez ain-
da mais : orden ou aos seus correspondentes da Man-
cha e do golpho de Gasconha que llie enviassem por
navios neutros qur ero mercadorias, qur em ledras
de cambio sobre os Estados-Unidos a parle dispuni-
vel de sua riqueza, de maneira que podesse concen-
trar as niaos quanlo adquirir cm seus longos e
fructuosos cruzeiros. Este cuidado pareca domi-
na-lo, e mais de uma vez desviou-se de suas pprse-
gniees para ir a New-York ou Nova-Orleans rece-
ber capilaes que lhe eram remedidos. Taes eram
as ii.o i ac.ies que circulavam entre os marinheiros e
nao era avahada em menos de cinco milhes a sotu-
rna que elle reunir em moeda forte a bordo do Gre-
geois, o sobre a qual vigava pessoalmenle, como o
ilrago da fbula sobre o vello de ouro. A seguada
circumstancia que impressionoa a Iripolarao foi que
de quando cm quandu e sem motivo appar'cnle o ca-
pilao Plnueven desviava-sc do eaminho e dirigia-se
a lugares onde nada pareca chmalo; enlrava re-
penliiiamcnle em porlos hoslis com risco de ser sor-
prendido e sem nenhum proveilo. portava-sc emfim
como se livesse um intento desronbecido de sua gen-
te, um designio, ao qual sirrilcava seu interesse e
sua propria seguranza. Dahi resullavam murma-
raeoCf e cnmmeutarios desfavoraves que eram emi-
tidos pela atliludc resoluta do capilao e pelas desfor-
ras que a equipagem acliava as presas.
As cousas passaram-so assim seis mezes contados
desde que o briguc (izera-se de vela da idiota de Ka-
hooaune ; porem proporc.lo que approximava-se
esse termo, o ardor do capilao diminua, e seo pen-
samento afastava-se evidentemente do cuidado do
cruzeiro. No momento em que o corso renda mais
cas presas succediam-se, elle mudou derurooedi-
rigio-se para Guadelupe. Era para a Iripolarao
uma nova contrariedade ; mas ninguem ousava fa-
zer objeccijes a Ploueven. No ultimo dia do sexlo
CHRONICADA QU1NZENA.
Paris 14 de Janeiro.
Por ventura o anno que comer, vai sorrir for-
tuna da Europa, reslituindo-lhe a paz, como pri-
meira garanta, Orna paz digua de seus esforcose de
-cu- sacrificios? Ser a aceitado pela Rossia das
ultimas coiidicocs, deliberadas cm Viene* entre a
Franca, lnglaterYi~e-vAustria. a gaTMHa esperada"
ilo prximo reslabelecinicTntoe Sim-K4&f inas
duradoura e mais firmemente haseada daqui emdia-
ante ? Tal he o poder desta palavra simples e m-
gica : a paz, a qual nao pode ser pronunciada sem
fazer vibrar lodas as esperancas, sem reabrir pers-
pectivas de actividade e seguranza aos interesses
suspendidos.
O primeiro movimento lie aceitar os symplomas
favoraveis quasi como uma realdade, crer na paz
justamente, porque ella he uma das necessidades da
civlisac-So. Todos crecm nos menores indicios, em
uma tentativa de approrimar.ao em uma nego-
ciaco reatada, como em um presagio cer-
lo. O segundo movimento he pergeniar, em quo
se funda esla crenca, qnal he o valor desse presagio
e desses indicios, e enlao renasce ama especie de
desconfianra inslincliva, que sustificam infelizmen-
te as tcticas e os pretextos fulei, pelos quaes
Rutsia lem al aqui procurado antes fazer tornar
em sen prevelo cada nova phase desle longo e la-
borioso conflicto, do que entrar em ama negoca-
Co seria. Quem se nao Umbra da decepcao univer-
sal causada pela eslranha acelarao da primeira no-
ta de Vienna Tambem ninguem esqueeen ainda o
modo por que, ha mais de seis mezes, a Rusta subs-
crevia o protocolo de 9 de abril e transformara em
concessao a evacoajao forrada dos principados. Lo-
go depois o gabinete de S. Petersburgo nceitava as
garantas de 8 de agosto, annnllando-as com suas in-
terprelacOes.
One se acliava em summa no fim de cada uma
deslas tentativas, qae seexplicavam lodas por mo-
tivos estranhos ao desejo serio de reslabelecer a paz ?
Achava-se a Russia sempre no mesmo terreno, em
que se tinha enllocado no principio da queslao, le-
mez (ia Branca lornou a ver sen brigue predilecto no
mesmo lugar em que j (inha estado ancorado.
Fcilmente adevinha-se o que leguio-se : entre as
senhoras de Angremonl e Ploaeven havia um con-
trato, cuja exerucan este vioha rerlarmvr. Trazia
uma riqueza inleiramenle liquida o capaz de impres-
ionar todas as imaginacOes. As dnas mulheres nao
deixayam-se guiar pelo interesse; mas (nham-se
familiarisado com o pensamenlo dessa unilo ; era um
projecto determinado, uma especie de habito, e le-
riam talvez experimentado algum pexar em dei-
xa-lo.
Ploueven foi pois recebido no castello como um
hospeda esperado o desejado, c soa volla foi assig-
nalada por Testas. Correu na habitado e nos loga-
res vizinhos a noticia de que ia casar com Mezelia, e
nao houve ninguem que nao participasse da alegra
dessa familia lao cruelmente ferida e lao repentina-
mente restituida anliga prosperidade. Todos soo-
beram que o capilao Ploueven trazia milhoes, e pas-
sando de bocea em bocea a cifra foi augmentando.
Acleon tinha chegado a cincoenta, e outros mostra-
vam-se menos discretos. Rodogune exultava de
alegra por ver as senhoras vollarem i opulencia
passada ; pois gozava mais do qae ellas dos ricos
prsenles que Ihes fazia Ploueven, dos vestidos mag-
nficos que chegavam de Poinle a Pitre, das joas,
dos chales, das rendas, dos movis preciosos, de
quanlo o luxo e a arle podiam enlao imaginar de
mais bello, e que o capilao acbava ainda indguo de
sua linda nova.
Entre esses preparativos approximava-se o dia de-
cisivo; lodas as formalidades estavam preenchdas,
e so fallava ao joven par a consagraran da igreja.
Ploueven tinha querido que a ceremooia fosse eita
particularmente na capella da fazenda, a qual man-
dara restaurar. Para teslemunhas quzera os ofli-
ciaes do Grrgeois, e o casamento s havia de seran-
nunciado a colonia depois que livesse sido consuma-
do. Da parte de Ploaeven essas prcoccaparoes ex-
plicam-se facflmcnlc ; da parte das senhoras de An-
gremonl juslificavam-se por um lato recente e pelos
hbitos de uma vida solitaria.
Chegou assim a vespera do dia marcado para a ce-
remonia ; algumas horas separavam apenas Ploueveu
da felicidade, e elle nao cria que nenhnma forca hu-
mana podesse mais perturba-la. Vollando de noile
ao seu pavilhas, fazia ao destino um ultimo des-
alio, quando Miguel enlrou-lhe repentinamente no
quarto.
Que lia de novo'.' pcrgunlou-lhe Ploueven.
Porque chegas-mc assim de improviso
Porque ha urgencia, senhor capilao > Venhe
de Poinle a Pilre. I.eia islo.
Ploueven abri a carta que o mariaheiro apresen-
(ava-llic. Era de seu correspondile, e conlinha s-
menle eslas lindas :
a Paulo de Estangs acaba de chegar ; seu navio
fundcou nesle Instaste no porto. Acaulelc-se.
Ainda esse homem sempre esse homem I ex-
clamou Ploueven. Miguel, eu lo entrego, e sobre
ludo nao qnero que cite checue aqui. Has de res-
punder-me por isso.
Isso custa pouco a dizer-se, murmoroa o mari-
nheiro. Que bella larrfa .' Obrigado.
(Conlt'nuar-se-no.)
MiiTiiann


DIARIO DE PERMMBUCO SEXTA FEIRA 30 DE MARCO 1855.
V

i


alando prelcnges idnticas, que nao linliam ou-
Iro mcrilo, senao dssiinular-se mellior, e agora a-
presealaudo inftexivelmente o pensaracnlo aggres-
sivc ilcsta poltica, qae leu origem guerra aclual.
Sem duvida i pre.is.io mesmo das ultimas delibera-
gen das poteuciaa da Europa aporta em lorno di
Kussia e de um modo singular o circulo das diver-
tios empraxaraentos powves, e d.i um Moli-
do mais determinado, um valor mais real ao inci-
denlc, que se produt hoje. Enlrelanio a aJhesDn da
Kin.su l primeiras condignos da paz fica ainda sen-
do menos um fado irrevoeavel e completamente a-
mmador, do que um syroptoma sujeito a todas as
interpretares. Resulta d'ahi que a Europa passou
estes ltimos das a esperar pouco ea duvidar muilo,
a crer e nao crer,ua paz, a procurar de alguma sor-
te por toda a parte a decifrago deste novo enigma,
em S. Pitersburgo, em Pars on Londres, em Vien-
na e em Sebastopol, na sede das negociarles 011 no
llicitra da gaorra.
Esta situadlo mais decisiva, qoe com efleilo s
pode sersegqida de urna prolima paz 011 de urna lu-
la engrandecida ou mais terrivel, foi creada pelo
tratado de -2 dedozembro, que apresentou a Austria,
a Inglaterra c a Franja promptas para unirem suas
forras, s collorou a Russia em urna alternativa su-
prema. Ha pois dous telos um em presen ga do ou-
Iro ; a iulelligencia explcita, que se cstahclcce en-
tro as tres potencias alliadas sobro o alcance'real
das garantas de 8 de agoslo, o a accilagilo pela
Kossa destas garantas, laca como foram ltima-
mente interpretadas e esclarecidas em Vienna. Ta-
ra fallar a verdade, a assignalura mesmo do tratado
da 2 de dezambro implicava um aecordo essencial
sobre o valor das condiges, que faziam o objeclo da
aluenga. Restava adiar urna formula, que nao lar-
dn em ser adoptada em commum. e por orna co-
incidencia singular, foi a propria Russia, que tinlia
tomado o cuidado de determinar com urna grandissi-
ma precisao o sentido pralico das garantas do 8 de
agosto ; foi o gabinete de S. Petersburgo que, em
um de seus despachos, dizia lia poucos roezes, que
estas eondioes nao significavam oulra cousa, senao
o aniquialamento de lodos os tratados anteriores,
a destruirn de seus estabelccimentos martimos, os
quaes, por falta de todo equilibrio, sao urna amea-
ga perpetua contra o imperio ottomano, c finalmen-
te a restriego do poder russo no Mar Negro.
Osalliados de 2 de dezembro (iveram sem duv-
ila de modificar, porm muilo pouco, os termos em
que o governo do czar eslabeleccu a queslao. Deste
modo os tratados anterioras da Russia cum a Subli-
me Porta nao eiistem mais para a Franca, Ingla-
terra c Austria, o esta abrogarlo pe fim, de faci
e dedireito, a lodo protectorado moscovita ; para o
gabinete de Vicua, como para os de Pars e de Lon-
dres, a liberdad* das fozes do Dauubio deve ser
garantida pela creagao de um syndicado en ropn, c
talvez pela deslruigSo de aleuns fortes levantados
pela Russia. A prepotencia russa no Mar Negro
deva acabar para as tres corles alliadas.
Nestes termos lie qoe a interprclagao das garan-
tas de 8 de agosto, adoptada pela Austria, Franca
o Inglaterra, era communicada a 28 de dezembro
ao representante do czar cmVienna ; assignando-se-
Ihe ao mesmo lempo um prazo de quinze dias para
munir-so de poderes, que n3o linha, e para respon-
der smplesmenle de nm modo aflirmalivo ou nega-
tivo. A primeira impresjao do enviado russo nilo
foi, ao que parece, muito favoravel a estas tentati-
vas ; com ludo, apenas linliam decorrido oilo das,
quando veio de S. Petersburgo ordem que aulorisa-
va o principe tiortschakofi* a aceitar as condiges
das tres potencias, l*ma nova reuni.lo da diploma-
cia leve lugar em Vienna a 7 deste mez. O repre-
sentante do czar, depois de ter annunciado a acei-
tarlo das qualro garantas pelo seu governo, diipu-
nlia-se a dar a leilura de urna pera escripia ; mas
este acto eteripto poda acarretar urna discussilo pa-
ra a qual os membros da conferencia podiam nSo
julgar-se ainda ollicialmenle autorisados, e enlao
um dos membros limitou-se a fallar segunda vez so-
bre as condiges estipuladas, insistindo sobre a in-
lerpretagata das garantas.
A lodas as quesloes, que assim Ilie eram fcitas, o
principe Gorlchakoff responda por sua adhesilo ver-
bal sem reserva ; lie este o facto importante deJi-
je. Succeda o que succeder, elle serJMo como
.yma liomcnagcm voluntaria ou iftoTunlaria pres-
tacis-cela^Russia ao .-scmdeiite da Europa, que lie
o do direilo c (fa civilisarao occidental, como um
primero tcstemunlio da eflicaci do tratado de 2 de
dezembro. Entretanto deve-se coocluir que ludo
este arabado, que a paz est quasi para ser assigna-
da ? Talvez seja islo outra queslao : a paz lie pos-
sivel sem riuvida, pode sabir das negociages, que
vao provavclmenta ser aberlas, e ningucm liana
Europa, que nao faja votos por ella ; mas a paz
apenas lie possivel.
Entro o acto recente da poltica do czar e urna
pacificagao- definitiva, ninguem pode ignorar, que
lia mu tos pasaos perigosw que dar, mu tas obscu-
ridades que esclarecer. Existe a intenso real e
secreta, orculta debaiio desla aceitado da Russia
nas cirenmstancias actuaos, ha a apreciado de lodos
os elementos de urna semelbanle queslao, no ponto
a que ella ebegou ; lia a inlcrprelacn ultima e ef-
fectrva desta simples e cuigmalico artigo, que es-
tipula a cessagio da preponderancia russa no Euxi-
no: lia ainda mais, a guerra qoe de nenliura modo
esli suspendida, que se prosegue pelo contrario oo
solo da Crimea, e pode iocessantomente deslocar as
bases primarias das iiegociages.
Relativamente difliculdade, que resulla da in-
tenrjio real, que teve a Russia, aceitando as garan-
tas ltimamente formuladas em Vienna, s um bo-
mem no mondo pode resolve-la hoje : lie o czar,
be o imperador Nicolao. Nao temos realmente na-
nbum prazer em por em dovida a sinecridade da
poltica de um soberano eminente, o al para d-
/ermos todo, o imperador Nicolao nao he obrigado
a revelar-nos seo pensamento. Nao he de sua boa
volitado o do sua sinceridade que a Europa espera
a paz, he do poder do seu direilo o das forjas, de
que dspe. Ainda quando o imperador Nicolao ad-
heriste as condiges, que I lie forero felas, (cariamos
convencidos de que o fez, porque o nao pode fazer
de oulra sorlc, o nao para condescender com as po-
tencial, que eslo em guerra com elle ; ncm mesmo
seria polo interesso da Allcmanha e para poupar-
Ihe umdissabor de urna diviso interna,-como lem
dito de um modo singular a diplomacia russa ; en-
tretanto a Europa lem muilas razoes para procorar
no passado, cm um passado rcenle, o quo pode acre-
ditar ou invalidar o valor dessa lardia c extrema
adhrsaD da Russia s condires de 8 de agoslo, hoje
determinadas com mais clareza.
Ora que dizia o Sr. de Nesaelrode em seu despa-
rl de lt26 de agosto de 1854, dessas mesmas
rondiget, nemomento cm que ellas aparecan) pela
primeira vez ? Rcpelli-as como attentatorins da
dignidade do imperio russo, recusara entrar em dis-
rossao a este respeito. n He intil, acresecnlava
elle, examinar condires que ge licasum (aes como
no-las apreseotam actualmente, supporiam j urna
Russia tnfraquecida pelo cansago de urna longa
guerra o que,se a forjapassageira dos aconlecimentos
nos obrigasso algum da a aceita-las. longe de asse-
gurar Europa urna paz solida e sobreludo dura-
iloura, nao faria senao expor essa pai a complica-
nlinitas.n Que dizi ltimamente o chanceller
da Russia cm um despacho dirigido ao barao de Bu"
dberg cm Berlim, oode se ensaiava para a aceitagao
das mesmas condires ? Elle as rcduzii a termos
laes que, assim transformadas serlam antes era apoio
da poltica do gabinele de Petersburgo.
finalmentequal era a primeira palavra do prin-
cipo Gortchakel depois da coromuniHrnn de 28 de
dezembro '.' He que Ihc oflereciam a paz da ver-
gonha. Estamos persuadidos do contrario, qoe nao
havia vergonha alguma emeedera magestado do di-
reilo, quando algucm i lem dcsconliccido ; mas
quando laes imprcsses se manilestam com esta per-
sistencia, quando entre o momento cm que ellas se
produzum o aquello em que dcsapareccm (So rpida-
mente, apenas (em decorrido alguna dias, dorante
os quaes um governo nao sod'reu nenhum desastre
militar, norventura nao se pode persunlar, qual he
a signilicagao verdadeira do somelhanle adheso 1
Se o consentimcnlo da Russia he sincero, mellior ;
he urna garaulia de paz, como tambera nao he cor-
tamente impossivel que por urna diversao ousada, o
gabinete de S. Petersburgo tivesse querido tentar
aunullaro Iralado de 2 de dezembro o arremedar
Allcmanha no rabos de suas discosses internas e de
UM lorgiversages. A Russia pode realizar orna
vez sna tentativa com successo ; pde-o quando a
Austria arabava de comprometter-sc a entrar nos
principados, e ella se retirava para traz do Prulh.
Ueste modo consegaia embaragar a Austria, dar
Prussia toda a especie de pretextos para argumentar
sohreoHiilidodaconvenro de 20 de abril, e ga-
nliava lodo o lempo qua decorreu desde aquella
poca, conservando ao menos no momento e na apa-
renria, as velnas alliangas do Norte. O mesmo sys-
(oma nao teria hoje successo, a haveria urna razao
bem simples para que assim fossa : he que lodos so
icm acostumado a contar bem pouco com a Russia,
porqoe somos obrigados a saber o que ella mesmo
nao sabe njuilo bem, e porque a Austria enlrou em
um caminho onde nao pode dcixar-se prender por
mete lempo nas redes de urna diplomacia capciosa.
Redatir a Allcmanha a una ncutralidado impo-
tente para de sua inacrao fazer um ba)uarte,tiil lem
ido at aqui na queslao artnal, o ideial da poltica
russa. Esta poltica rhegou ao seo termo, pelo mc-
.nos a respeito da Austria. Se a Russia chegou a il-
|odir-se ltimamente, j; deve estar desengaada, c
a proya he que, nSo obstante a declararan do gabi-
nele de S. Tetersburgo, o governo do imperador
Francisco Jos nao se moslrou disposlo a aceitar lo-
das as conscquencias de sua nova siluaraoc a lomar
as medidas militares inherentes allianra de 2 de
dezembro. A Austria deu-se pressa cm cxecular
as disposires mais conciliadoras, manifestadas pelo
gabinete de Potersburgo, mas eremos que sem abu-
zar do valor definitivo destas disposires c sem jul-
gar-se menos obrigado a estar prompto para todas as
eventualidades previstas pelo Iralado que assignou.
Se a Russia esclarecida pelos acontacimenlos, in-
cliua-se finalmenle a entrar em um caminho mais
pacifico, como explicar que nesse momento mesmo
seus soldados alravessam o Danubio, c invadem on-
Ira Vez o territorio turco na Dobrutscha ? Em sum-
ma islo nao pode ser urna manobra perfcilamenle
segura, porque seria cortamente urna interprclarao
demasiadamente judaica supporquea Austria com-
promellou-sc. a defender a integridade do imperio
ottomano, conservando os Russos atraz do Prnth, c
que esles podessem passar livremenle o Danubio.
O gabinete de Vienna enramo sua pnshv.o com suas
vcissitudes, seus perigos e seus deveres, e a Russia
a encontrara sem duvida nenhuma (ao decidida na
acrao como nos consellios, onde nao tem sido o ul-
timo era nianter em sua mais estricta integridade as
garantas reclamadas pela seguranra da Europa. Os
clculos que o gdbinele deS. Pelersburgo podesse fa-
zer do lado da Austria, se acharam por lano pouco
justificados.
Porvcntura ser a Russia mais feliz cm Berlim"?
Infelizmente a Prussia se (em collocado desde algum
lempo em urna posrao que se (orna lodos os dias
mais singular, medida que ella mais se desenlia. A
poltica do rei F'rederico Guilhermc nao esl visivel-
menlc em seu enlhusiasmo, por mais que elle o di-
ga, c de alguma sorlc lanja a culpa de seus erros a
lodos ; irrita-se contra os Turcos quclhc crcaram se-
mclhanlo embaraco, o qual desejaria ver desappare-
cer no momento cm que assigna protocolos em seu
favor ; quer mal Russia por nao adherir a todas as
condires da Europa, e i Europa por n3o aceitar
todas as inlerprelacao do czar ; elle v com urna m
voulade e umeiume mal disimulados a Austria mais
decidida e mais prompla para amistar a Allemanha.
Esperdija tanlo lempo e actividado em fazer nada,
quanlo outra potencia empregariaem lomar urna re-
soluco bem simples e bem chira. E no fim de lu-
do islo que consegue o gabinele de Berlim '! Sua
palavra nao tem mais pezo ; elle nao tem nenhum
lugar nas negociares onde a propria Turqua (em
soa posicao ; ba(e cm vao na porla das conferencias
onde leria podido enlrar com a auloridadede tima
grande potencia. Com que titulo se apresenlaria
boje nas negociarOes a Prussia, que al desconhecc
seus proprios tratados ?Nesle mnmciilonao acabadla
de recusar i Austria a parle do seu exercilo que lhe
linha promeltido '.'Contrariando o gabinete de Vienna
em ludo quanlo diz respeito a mobilisajao dos con-
ligenles fcdcracs.nao tem adherido a nenhum acto di-
plomtico recente.A Prnjfrsut55Cever o tratado de
2 dezembro quanlo a paz for assignad" se O.U-
ver de o ser ; nao^ieevidcnlemento um papal gran-
dioso, mas de quem a Prussia so poderia queixar ?
Elcvoua uacraj'ao estado de systema politico.nin-
guem ajicrJufba no cutio de sua inacrao. A aceita-
rlo fcente do imperador Nicohio nao pode deixar
de Icr um grande successo, sobreludo em Berlim ;
entretanto para dizer ludo, o partido da cruz apres-
sou-se um pouco e talvez servisse mal a Russia, Iri-
umphaiido muilo cedo de urna resolurno que, no
seu entender ia reduzir a Austria a immobilidade e
descobriodo raui claramente o que poderia ser o se-
gredo da poltica russa. Eis-nos pois nesta alterna-
tiva suprema: se a Russia for sincera aceitando as
condijcs estipuladas em Vienna, bem ; se liver so-
menla por fim tentar urna dessas diversos ja prati-
cadas pela sua diplomacia, alcm de que hoje bem
pouco conseguira, nao seria este, como so comprc-
heudo o caminho directo de urna prxima paci-
ficarao, e he o que ainda se deve temer.
Mas ha oulra considerarn destinada a'pezar ainda
mais na balanra e a exerrer urna iullucncia prepon-
derante nas cirenmstancias aclnaes : he que o se-
gredo da psz nao esl somonte em Vienna, est so-
breludo na Crimea, e realmente nao pode eslar se-
nao te. Para fallar a verdade he dianle de Sebas-
topol quo sedcba|f a queslao do verdadeiro senlido
que se deve dar ao artigo que estipula a cessajao da
prepotencia russa no Mar-Negro. A diplomacia po-
do muito, nossos soldados podem anda mais para
cortar esto n terrivel ; entretanto v3o abriese ne-
gociados, mas a guerra continuara e nao pode dei-
xar de continuar nas cirenmstancias actuaes, depois
dos diversos incidentes que tem aisignalado esta lu-
la. Es aqui o que pode ter de repente urna parte
extraordinaria na obra que a diplomacia est a pon-
to de continoar. Nao ha duvida que lera havido de-
cepjcs o erros lalvcz bastante inevitaveis na pri-
meira parle da campanha que se conliua, quo nos
temos adiado dianle de didiculdades que nao se ti-
uba entrevisto ainda; he verdade qOc a expedirn
da Crimea linha sido primitivamente concebida an-
tes como urna empreza ousada e irresislivcl, do que
como um lodo de operajes methodicas e regulares.
Talvez que a principio se nao houvcsse um comple-
to conhecimento dos mcios de resistencia acumula-
do pela Russia, da posrao exacla dos logares, do
valor das obras de fortificajao que so linha de atacar
all. Depois foi mster proceder a um assedio que
nao podia deixar de ser incompleto, assegurar-se de
posiees iguaes as do Russos, hilar contra os formi-
daveis recursos de una potencia que tem feitu Indo
para sentar-se cm ura ninho do agoia incxpugnavel.
Deve-se notar que Sebastopol nao he urna praja for-
te ordinaria que se defende do alto de suas mura-
Ihas ; he urna arlilharia de 1200 on 1300 boceas de
logo, que desee sobre a explanada, estende-se abr,
gada por obras numerosas, caminha de todos os la-
dos segundo as allernaliva da lula, o d aos excr-
cilos alliadus um combate incessante desde o primti-
ro dia ; foi preciso sustentar esta lula, dar urna ba-
lalba gigantesca ao exercilo russo, augmentado de
lodos os reforros viudos do Danubio o sustentar ao
mesmo lempo os rigores de tima estac,3o contraria.
lie este o lado fraco do nossa siluacao militar, a
qual exiga sabias e neccsiarias demoras; o lado
bom e grands he o valor inabalavcl de nossos sol-
dados, c ludo indica boje quo seu numero va str
igual ao sen animo, para os por cm estado de tentar
orna operarao#decisiva. Ja tem chegado Crimea
reforros consideraveis, e anda ha pouco parlio pa-
ra o Oriente urna brigada da guarda imperial. As
esquadras alliadas nSo lem mais sua frente os al-
mirantes Haraelin e Dundas, mas nada perderam
cerlamente pausando a servir dcbaixo das ordens dos
almiraoles final c Lyons, os quaes nao foram sem
motivo collocados a frente de nossas esquadras pa-
ra dirir as ultimas operajes, sendo principalmen-
te por elles, reunidos ao marcchal Sainl Arnaud
que a espediente da Crimea foi emprehendida. '
O almirante Brual he muilo conhecido cm Fran-
ja depois das queslOcs do Taili. lio de um com-
mando simple e fcil, de nm espirito chelo de ac-
tividade. de um grao de \alor, que vai quasi a Ic-
merdade, intciromenlo dominado pelo snlimcnto
da gloria militar. Ama a guerra por suas emores,
adevinlia inslioelivamenle lodosos seus segredos e
al tli/.cm que a faria em caso do necessidade 13o
bem cm trra como no mar.
0 chele da esquadra ingle/a, o almirante l.yons,
lem exercido os negocios pblicos, foi muilo lempo
ministro ua Grecia, Suissa o Suecia, porem era
muilo bom marinheiro para esquecer sua piliiTWu
que ello linha exercdo desde a idade de onze anuos
e logo que se abri urna grande carrera, (oruoo a
volter para seu navio. Em suas rcenles expedires
s costes de Circacia, moslrou-se ao mesmo lempo
emprehendedor e industrioso ; he(um liomcm hbil
eoosado, muilo querido dos marinheiros inglezes,
inimigo jurado dos casligos corporaes, elevado ao
commando, sem querer descer s particularidades,
em summa um dos primeiros marinheiros de Ingla-
terra.
Forte com este senlimento britnico irapcrlurba-
vcl, o almirante I.xons foi ao mar Negro com o pro-
jecto formado do dar o golpe falal marinha russa ;
para elle ora esta na verdade a moralidade da guer-
ra, por esta razao chotes e soldados dos exerclos ai-
liados estilo prompto para obrar no mar como em
Ierra, parlindo ao meimo tempo um corpo do exer-
cilo turco, vindode Varna, para Eupaloria, afimdc
sob o commando de Omer Pacha, exccularcm ope-
rarles combinadas sem duvida com os gencraes ai-
liados.
De oulro lado finalmente, o Piemonlo acaba de
annuirao Iralado dcallianja das potoncas occiden-
taes, e 13,000 Piemontczes vaobrevimcnlc transpor-
tarse para a Crimea. Se proenrar-se o sentido fi-
nal de lodos estes fados, lie evidente que as poten-
cias hcllteeraulcsno estilo dispuslas ilo nenhum
modo a deixar diplomacia o cuidado exclusivo de
Irabalhar cm um desenlace feliz, o he por esla razao
que aparece tleliaixo tic um duplo ponto de vista a
siliiar.lo, que vcio crear o ullimo incidente. Aqui
hcaadhesao da Russia s condijes estipuladas em
Vienna, e esla adhesao he sem contradirn pri-
meira vista, urna garanta de paz que so lomar
tanlo mais importante, quanto a Russia houversido
sincera. aII he guerra que continua, e nin-
guem dcxar de convir que ella pode mallograr sin-
snlarmenlc as combinajes pacificas. Em todo o
caso, o que he ccrlo daqui em dianle, o que resulta
do todos esles fados diplomalicos e militares, da
commojao do continente, da attilude geral da Rus-
sia c dos meios que lem sido necessaros para ter-
minar esta crisc formdavcl, he que sedebatem a ci-
vilisarao o a liberdadc do Occidente, e que a Euro-
pa nao pode mais rctrar-se desla lula sem ioscre-
ver no tratado do paz, que inlervier, a consagrajo
soberana de seu direilo e a prova palpavel da efli-
caci de sua nter}chimo.
A impressao deixada por este incidente que he a
historia do presente, nao parece ler sido muilo difle-
renle na Inglaterra c na Franja. Dos dous lados
do cstreilo (em-sc esperado a paz e (em-se tdo al-
guma dcsconfianja, e esle senlimento muilo per-
plexo acaba da involver-se, na Inglaterra, nas
complcajcs de urna crisc, que nao dcixa de amea-
jar o ministerio e pode aparecer abcrtamenlc nas
cmaras, logo quo o parlamento continuar a sess3o
inlerrompida. O gabinete britnico esta muito oc-
cupado do cuidado do sua existencia, em primero
lugar dos vicios de orgaiiisaj.lo, que a guerra dei-
xou ver em seu exercilo, do alislameuto dos cstran-
geiros, que foi aulorisado a fazer. Na verdade islo
he bastante.
Em Franja a queslao principal he o emprestimo,
hhojeqiiese fecha asnbscrprao, aberla cm todos
os pontos da Franja durante algtins das, o segundo
todas as probabilidades a cifra das sommas assigna-
das exceder muilo a cifra total da somma pedida.
O ajodamento parece immenso por toda a parte ;
grandes casas inglesas lem destinado fundos consi-
deraveis para esle fim, c para fallar a verdade, sua
intervenjao nao era necessaria ; concordo que o in-
teresso csteja aqui de aecordo com o patriotismo,
mas nem por isso o facto deixa de ser um signal das
disposijcs publicas. O emprestimo he al aqui a
queslao principal, tratada pelo corpo legislativo de-
pois de sua convocajao, e como a actividade he
pouco aprenle fradasesphcrasofTiciacse adminis-
trativas, o auno comejou, como se v, sem ruido,
sem esforjo, sem oslcntajaoc al sem actos serios o
uleis, o que he mellior que apralos, que nem sem-
pre sao muilo serios, nem muilo uleis.
A Suissa ha pouco tempo linha urna corla sessiio
de sua assemhla federal. O presidente da confe-
derajao foi renovado, sendo eleilo o Sr. F"urzer. A
siluajao geral da Suissa ainda se rsenle dos acon-
lecimcnlos, quo ha poucos annos transformaran!
suas instituirles politiras, e o radicalismo, que su-
bi ao poder por causa desses aconlecimentos, se
lera esforjado por conservar-so nclle, moderndo-
se um pouco c lomarraVnn Cafacter governamen-
lal ; mas cnlao leve contra si o radicalismo mais
adianlado, que o linha ajudado cm sua victoria e o
partido conservador, que elle linha vencido ; as lu-
as lem tomado um extremo ardor, sobre nos can-
tos de Tcssino c de Frburgo, e se renovara cons-
tantemente.
O partido conservador lem evidentemente a iminensa
materia do paiz, os votos mais significativos o pro-
vam ; os radicaos nao so obstinara menos cm ficar
no poder, ondo tveram o cuidado de estabelc-
ccr-so para muito tempo, garanlindo a durajao de
sua aulordade por raeo de coustiluijcs canlonaes
coja revWao esl sugeila a mil difliculdades, e por
essa causa roallogrou-se no canlao do Tessiuo orna
manifestajao recente para a revisti da constiluijao.
Erna cominissao de couciliajo linha sitio Horneado
logo para chegar a urna transarn, nao tranlando-se
mais ta queslao de saber, se a revisao da cooslitui-
jao sera feita pelo grande couselho ou por urna nova
asscmbla. Esscs debales ainda se agilarao sera
duvida nenhuma, como so agilam cm mais de um
poni da Suissa ; ellcs formara o carcter principal
da siluajao interna da vclha repblica helvtica
entreunto essa vida poltica de Suissa, tal como he
boje, lem sua regularidadc, que preside ao desen-
volvimenlo pacifico de todos os inleresses do paiz.
Mas acontecer o mesmo na Hcspanha ? Se ha
um trajo caracterstico do estado de Pennsula, he
que liada se organisa; a iucerlcsa esl por toda a par-
le e o poder e adireccao em nenhuma. Ja la vao
seis mezesqoe o tiuque da Victoria esl frente do
couselho de Madrid, e pode-se dizer que senhor ab-
soluta do governo ; ha dous mezes que se reuni
urna assemhla com poderes soberanos e constitu ules.
Que lem sabido deste movimjenlo extraordinario de
urna revolojao, dessas siluajes excepcin,tes, e
anormacs 1 Ainda esl por saber-se debaito de que
rgimen vive i llespanha, em que forja se apoia
Um dia o governo, pelo org.to do general Espar-
tero, vem mu serio pedir s corles, que formem
finalmenle una materia, que deixc ver ama ten-
dencia um pouco seguida, que manifest aum pen-
samento polilco, pelo qual se possa regular ; as
cotes por seu turno intimara o governo para aprc-
seiilnr seu programma, obrar c exercer sua inicia-
tiva. O governo publicou seu programma ; as cor-
les votaram leis de conliaoja e por fim de contas,
o governo nao lem sido-menos fraco, ncm menos in-
ccrlo ; a assemhla de Madrid Dio cnlrcgou-sc rae-
nos difusao de ddberajes esteris e sem regra.
O que ha de mais evidente nos trabadlos da assem-
bl hesp.tnliola al aqui, consiste em toda a especie
de proposlas, que se succedem, e vem balcr era bre-
cha a organisajao finanreira do paiz ou a pouca or-
dem poltica, que existe. Assim as corles suppri-
rairam lia pouco lempo os direitos de consumo e
do importaran de gneros nacionacs, os quaes da-
vam ao thesouro cerca de i.iOmilhcs de reales. Sa-
be-sc por ventura quaPhc o meio engenhoso, qne
foi adoptado para supprir o dficit ? Votou-se um
emprestimo.
O ministro da fazenda, o Sr. Collado, nao ap-
provou esle processo de economa poltica, e rcli-
rou-se. O Sr. Collado foi substituido por ura
binquciro riquissiraodc Madrid, o Sr. Sevillano,
qne he nm minislro muilo humorista, c propoz sa-
lisfazcr o emprestimo cm caso de necessidade com
sua propria fortuna. Vfi-ie pois que cm llespanha
se langa mo de mcios de governar muilo simples ;
mais isso nao he ludo. As cortes linliam supprimf-
do a parle dosimposlos de consumlo, que perlen-
cia ao estado, mas nao supprimiram a que era desti-
nada as provincias e s municipalidades. Ora que
acontece agora ? He que nao se quer mais esle res-
to mesmo de imposto nas provincias. Tem appa-
recido agitajes em rautos pontos, e urna destas
sedires lera lomado o carcter raais gravo cm .Ma-
laga, onde o governador civil, oSr.llcnriquo (VDon-
nell, irmao do minislro da guerra, vio-sc obrigado
a relirar-so e dar sua demissao.
Torvenlura sabe-sc cm que so (cm oceupado a as-
semidea de Madrid nesse lempo T Discute a sanc-
rao das leis, a queslao tic saber se a rainha lem o
direilo de sancionaras medidas legislativas lomadas
pelas cortes aduacs ; islo nada menos he que a
suspensao de realeza. Dcsordem (inanceira c de-
sordem poltica, es aqu o reramo destas discussocs
singulares. O partido progresista, quando se acha
no poder na llespanha, procura por toda a parle o
vestigio deconspirares orgaoisadas conlra seu do-
minio. Nao ha oulro conspirador conlra o rgimen
progressista, senao o proprio partido progressista, c
elle he bastante cerlamente, por pouco que so pro-
longue o estado actual da Hcspanha.
A poltica da Europa cm suas complcajcs, em
todos os seus incidentes, so rescnle necessariamente
deste complexo poderoso de inteieases, dessas tradic-
jos de antagonismo, dessas lulas moraes e intellec-
tuaes inherentes s vcllus civliiajos. As qestes,
loe se agilam alem do Allanlico.fazem lembrar sem
duvida por mil caractersticos a origera europea da-
luellas populajes derramadas no Novo Mundo ;
entretanto essas mesmas quesloes tambera conservara
atravezde ludo isto, ests carcter proprio das eivili-
sajes, que tem custado a formar-se, das rajas, que
cntram na vida publica a mais ampia com a mais
completa ignorancia. A America do Sul tem esta
particularidade, que o direilo internacional nao
esta all mais I lindado n respeilatlo do que o direilo
polilco interno. Anarchia, insurreires mal suflo-
cadas e sempre reapparecendo, guerras civis, con-
fliclos externos perpetuos, he a isso qua se chama a
vida publica daqucllcspaizes. ttaje o dictador que
ha um anuo se insliluio por si mesmo em Bogla, o
general Mello, araba do ser derrotado cm um cm-
bale, mas sua derrota nao foi bastante completa pa-
ra terminar a guerra civil na Nova Granada.
No Per trata-sc ainda de saber quem vencer,
se o governo (ou a nsurreijao dirigida pelo gene-
ral Casulla,
Em Montevideo, a presenra do exercilo brasileiro
apparece como um fado, que nao se pode evitar e
que opprimc o senlimento nacional, amcajando a
independencia da repblica oriental.
Em Buenos-Ajrcs, uma divisSo, a principio de-
baixo de uraa apparene a pacifica, aceita pelo gene-
ral Urqoiza, e pela provincia principal daconfede-
rajao Argentina, acaba de degenerar ainda mais es-
ta vez em choques violentos, que n3o serao certa-'
menle os ltimos. O auno, quo acahou, pode pois
ser contado entre os raais tristes e mais estrilmente
agitados na historia da America do Sul.
Entretanto, nao he somenle islo ; a estas confu-
ses veio untar-so nestes ltimos mezes nm episodio,
que nao he o menos curioso da poltica sul america-
na, e desta vez he o Paraguay, que entra em scena,
n3o por uma rcvolucao. mas por urna difliculdade
externa, que na verdade n3o|dcixade ter gravidade,
ao mesmo lempo que revela o c lado real desta par-
lo central da America do Sul.
I ma queslao exlerna om Assumpcao He a pri-
meira vez que semelbanle acontccimcnto lem lugar
na historia. O Paraguay, como lodos sabem, oxer-
ceu quarenta annos o que se pode chamar a poltica
hermtica; vveu em si mesmo estricta e pertinaz-
mente fechado a toda ccmmunicaj3o eslraugeira.
N3o he porque o doulor Francia obedecesse nslo
a um pensamento muito dilTerenle do que Uvera do-
minado fcilmente o resto da America do Sol; elle so
razia resumir de um modo mais caracterstico e mai4
exlremoarcpulsaodaqucllas raras naturalmente hosts
as influencias estrangeiras.e pela posrao de seu paiz
podia em rigor resolver o singular problema de seT
gregar-se inleiramenle d j mundo, o que nao podiam
fazer as outras repblicas hispano-amertcanas. Com-
tudo o Paraguay depois de alguns annos tem segui-
do o movimento commum : alado relajos com os
paizes vizinhos, com os matares governos do velho
o novo mundo ; assignou tratados com a Franja,
Inglaterra, Estados Unidos c Sardenha ; concedeu
cerlos direitos aos eslrrngeiros; abri ssus ros a
navcgaj3o, c alguns navios chegarara a Assuropjao
levando ministros da Europa.
O Paraguay gozou algum lempo do snecesso, que
lhe dava esta poltica liberal ; teve seus embajado-
res nas velhas corles europeas. Era llieoricamente
uma maravilha ; depois veio a pratica e entao as ap-
pareceram dificultades, ni entao vio-se tambera que
o doulor Francia nao linha levado seu espirito lodo
inteiro comsgo.
Os Estados Unidos foram os primeiros, segundo o
coslurac, era-querer tirar partido das'raovas tenden-
cias do Paraguay. Um homeo emprehendedor, re-
vestido de um titulo consular em nome da l'niao,
Mr. Hopkins, cs(abeleccu-se em Assumpg3o. A
principio gozou de algum favor junto'do governo Pa-
raguayo, mas uma circumslancia veio logo provo-
car o audaz Vankoe e fazer renascer de repente em
Assumpjo osinstindos repulsivos do doulor Fran-
cia, que o presidente I.opez linha procurado extin-
guir. He a isto que se diamou alera mar a queslao
Hopkins.
Como nasccu esla queslao'.' Por occasiao do om
incidente no qual o serio se mistura com o ridiculo.
O irmao do cnsul americano passeava a cavallo, co-
mo parece, nos arrabaldcs de Assumpjo, com urna
de suas prenlas, mulher do 'agente francez, Mr.
iiiiillemol, c foi cnconlrar-sc jrtim uraa boiada per-
(enecnte ao governo e conduzida por uma escolta de
soldados. Porvenlura Mr. Clemente Hopkins des-
prezou o aviso, que lhe foi dado, para que parasse 1
Infringios regulamenlos de polica'.' O comman-
danle da escolla foi gratuitamente violento ? O fac-
i he que Mr. Hopkins foi tratado cora poucas atten-
jocs, e al solTreu algumas espaldonadas, quo fdliz-
racnle o nao ferram.
Por esse conflicto travou-se uma ^corresponden-
cia singular, animadissimada parto do cnsul ameri-
cano, Mr. Eduardo Hopkins, subtilissima da parle
do governo paraguayo. Mr. Hopkins pedio uma sa-
tisfajao pete insulte (cito pessoa de seu irmao, re-
clamando a punirn to criminoso ca insercao des-
la satisfagan na gazeta ollici.il, a nica que se publi-
ca. Por essa raesma occasiao, ello dcseulerrou uraa
multidau tic nutras qucixas. das quaes algumas lhe
eram n/ssoaesem sua qualidade de chefe da cora-
panhiade navegaran. Ogoverno paraguayo conce-
den certa satisfarn, tem deixarjde enraivecer-se
conlra 0 facto das violencias commetlidas conlra o
irmao do cnsul, acere:contando por ullimo que nao
couhecia a compaahia do navegajao dos Estados-Uni-
dos e do Paraguay, que o Paraguay nao linha au-
lorisado a ninguem a tomar seu nome.
O resultado da primeira parte da queslao he que o
soldado, que enconlrou-se com Mr. Clemente Hop-
kins, foi condemnado a receber bom numero de chi-
baladas, c as coosas e-I avara ueste ponto, quando
pouco depois o governo paraguayo publicava nm de-
creto, prohibindo.'aos eslrangeiros a compra de Ier-
ras e o uso de qaalquer Ululo coramercial. Ora, o
cnsul americano eslava justamente naquelle mo-
melo para comprar Ierras para o estabelecimenlo
da companhia de niveg.tcao. O, conflicto, como se
v, se envenenava cada ves mais o devia aggravar-sc
anda, porquanlo nos primeiros dias do selerabro o
presidente Lpez retirava o t.rcqualur a Mr. Hop-
kins, sob pretexto de injurias deste ullimo. Tudo is-
lo nao se pissava sem novas correspondencias diplo-
mticas ; maso governo paraguayo lerminava nilo
rerebendo asillas de Mr. Hopkins, fundaudo-se em
que erara escripias cm inglez, que cito nao entenda.
Um despacho do commaudante do vapor de guer-
ra americano, Waterwirh, que eslava dianle de As-
sumpjo, leve a mesma sorlc, e nao restava raais a
Mr. Hopkins e ao commaudante do Walencich se
nao deixar o Paraguay ; foi o que fizeram. Infe-
lizmente este incidente fez, despertar, como cima
dissemos, os inslinclus repulsivos da velha poltica
de Francia.
O prcsideole Lpez publicou nm novo decreto pro-
hibiodo aos navios de guerra cslrangeiros a entra-
da des ros da repblica o at mesmo a navegajao
no Baixo Paraguay, at que (odas as quesloes de li-
mites fiquera decididas cnlre os estados ribcirinlios;
mas o governo paraguai o so acha necessariamente
em presenja dos estados curopeui,com os quaes assi-
gnou tratados de commorcio c navegajao virlualmen-
Ic annullados por esbs diversas disposicoes. Que
resultar deste conflicto? Fora diflicil dizer. A
qucsISo Hopkins foi rcsolvida em Assuropjao, mas
nao o foi em Washington, e o3o he um decreto do
presidente Lopez.que hade deler os Americanos, cu-
ja enrgica audacia parece voltarse desda muilo tem-
po para a America do Sul.
(Revne des deux mundos).
eeaei ------
Le Ttmps de Berlim publica o texto da declara-
rn feita pelo representante da Prussia na sessao da
Dieta de 23 de Janeiro. Eis-aqoi a traduegao :
O representante he aulorisado a fazer conhecer
grande assemhla, como conliouacao das commu-
nicajcs anteriores feilas Dicta, c em cumprimen-
toda promessade uma inlelligencia ulterior, que,
pela ola aqui juntado 28 do novembro do principe
tiortschaknfl'ao conde Bool, o gabinele de Sao Pelers-
burgo aceitan os qualro poulos que foram reconhe-
cdospela deci-ao fcdcml do 9 de dezembro, como ba-
ses convenientes de par, o os aceiten sem reserva
alguma, o na forma qun lhe foram propostes.
Conseguintemenle as potencias belligerantes esiau
de aecordo sobre esles pontos propostos pelas poten-
cias occidenlacs, como bases preliminares de uego-
ciaces de paz, e pode-se desde j. prever com cer-
teza que estas vao comegar, elogo que ellas tivercm
tomado um carcter europeo, pela participarn di-
recta das duas grandes potencias allemaas, o rei nao
deixar de se entender com a Dicta sobre este ob-
jeclo.
Neslas negociages, ludo depender da interprc-
larao dos qualro pontos. O governo nao sabe ofti-
cialmenle, se as potencias occidcnlaes j tomaram
uraa deciso sobre as particularidades da interpreta-
ran que jolgam dar-lhes; por conseguinle nao pode
saber at que ponto sua iiilerpretegau coincidir
coma significar jo, quo dao aos qualro pontos os sig-
natarios do tratado do 20 de abril e de seus artigos
addicionacs eslendidos loda confederaran, pelas re-
solujcsda Dieta, que a ellcs so referera, signlica-
r3o esta, que faz destos pontos urna baso das obriga-
resconlrahidas pelos estados altemaes.
At que as ncgociajOes que hao de ler lugar so-
bre esta queslao, possam exercer uma influencia pra-
tica sobre a validado dos tratados, que fazem at aqui
a base do direilo publico curopeu, a Prussia nao s
sustentar por si, a respeito dos oulros estados,
que tomaram parto nestes tratados, as vistas pelas
quaes teve parlo nas resalujes da Dieta de 2i de jo-
Iho c de !) de-dezembro, como tambora se esforjar
em assegurar confederarn a parto que lhe lem si-
do reservada. Entretanto o governo do rei esl des-
de j cm attilude de fazer observar que, se de uma
parte elle v que de lodos os lados se acha segura
a considerajao em que se tem tomado os in-
leresses altemaes, os quaes acharara sua expres-o
na resolugao de 'J de dezembro ; da outra parle, po-
dedizer com igual satisacan aos seus confederados,
que seguranjas reiteradas e concludcnles da Russia
removein o rsceio de que as tropas austracas esle-
jam expostas a um ataque russo, em quanto cllas
mesmas nao liverem atacado a Russia, e qoe por
consegrante nao se realisar o caso em que as forjas
a I lema as senara chamadas para nma coopera gao ac-
tiva, em virludc do artigo addicional.
Os lmites dos inleresses altemaes, que na siluajao
actual das cousas, devem ser sustentados pola forja
armada da confederago, eslao indicados nas resolu-
goes da Dieta de 2V de julho e 9 de dezembro. Es-
las resoluges que depois de um ltenlo came feilo
por lodas as partes contratantes, fixaram a medida
das obrigagos reciprocamente impostas confedera-
gao germnica, Prussiae Austria. Emvirlude des-
les tratados nao poderia ter lugar ora matar desenvol-
vmenlodasrelagoes existentes, se poraccasohouvesse
necessidade, senao pelo consentimcnlo livre das (res
partes can tratantes, motivado pelo conhecimento cla-
ro e completa das relages de cada uma deltas com
as potencias belligerantes.
A nova forma das relages, em que se acha a Aus-
tria com as poteucias occidcnlaes era consequencia
do tratado de 2de dezembro do anno passado, assim
como a acj3o que cllas podem exercer boje ou even-
tualmente merece pois ser tomada em sera cous-
deraj3o.
S. M. cumprir fielmente, para o futuro, como
ate aqui lera fcilo, qualqucr obrigagao nascida de
suas relajes federaes ou dos tratados, como j se
declarou no despacho de 3 de Janeiro ao gabinele
austraco, mas se refusara a lodas as exigeucias, que
forera mais longe, at que se possa appreciar a im-
portancia dos sacrificios que eslas exigencias impo-
riam a Allemanha, a relagao quo haveria enlre esles
sacrificios, co fim que ella se proporiam alcangar.
S. M. est con cocido de que em sua dupla qualida-
de de membro da confederago germnica, e de so-
berano de um estado europea, seguindo esta condue-
la imposta por seas deveres para com a confedera-
gao e pela sollicilude, quo deva aos seus proprios
subditos, esl de aecordo com o pensamento de seus
altos confederado?, e estando com ellcs no mesmo
terreno das resoluges da Dieta c o'ura aecordo com-
pleto, espera por conseguinle obler para a propria
confederaran e para cada um de seus membros, ga-
rantios conlra toda prelengao contraria a dignidade,
ou inte'esse da Allemanha, ainda quando as espe-
rances de ura arranjonao se realisem. S. M. esfor-
ga-se incesantemente, vista deste ullimo caso, era
obler por meio de negociages contidenciaes com as
cortes belligerantes, garantas para que a Allema-
nha n3o oossa ser arrastada nas complicages da
guerra senao na medida do perigo que ameagar seus
proprios Inleresses. Mas, independenlemcnte do
successo do seus esforgos, S. M. vo clh seu proprio
poder, como no de toda AltlmTanha c nos fundamen-
mentos certas da conslituirao federal, garantas suf-
ficienles para a sustentarn da dignidade, seguran-
ra da honra c conservajao dos direitos da patria
commum. v (Journal des Debis. )
INTERIO
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
NAERPMBUCO.
Parahiba
Mamanguape 23 do margo.
To ahuciado temos vivido nestes ltimos lempos,
que quasi nenhum nos resta, para cntrelcr nossas re-
lages epistolares : acredite-nos, ha mais de 3 mezes
n3o escicvemos aos nossos amigos, com os quaes es-
tamos em dividas :constata Vmc, j quenistofal.
tamos, quo aproveitemos a opporlunidade para dar
aquellcs amigos uma satisfagan por esta falta in-
voluntaria, a qual tem-nus motivado dissabores: a
Vmc. mcsmo n3o temos escripto a mudo como de-
sejavamos, e nos compromettemos relatando tudo
qne fosse por aqoi occorrendo ; mas comoj lem
Vmc. nesta villa oulro correspondente o Acolyto
do (omque tao strenuo el bien eonfortable se apre-
sentou, a nossa falta lhe ter sido menos sensirel, e
por isso esperamos, que nos remiltira sem muito es-
forgo ; promettendo-lhe, entretanto, que Vmc. nao
ficar sem ler sciencia do que por aqui apparecerde
mais nolavel.
Duas palavras ao collegaAcolyto do tem. Nao
foi por falte de attengao e de consideragSo, que ain-
da nao nos dirigimos ao collega ; ao depois da soa
estra poucas vezes'.cscrovemos, e assentaraos mesmo
que nada havia a dizcr-lhe, alm dos devidos com-
priraenlos ; entretanto esto nosso silencio Ir m sido
mal interpretado, e juizos temerarios vao fazendo
cabegas escandecidas ; saiba, pois, o collega, qne
nunca livemos em mira descousidera-lo, quando por
umitas razoes o sobrados motivos prestamos-lhe re-
verencia e vassallagem, que applaudimos o seu pro-
cedmento, de lomar sob seus hombros tao espinho-
so encargo ; apreciamos sua inlelligencia, e esposa-
mos al mesmo algumas das suas ideas: queremos
no entretanto fazer um contrato com o collega ; nao
discutamos, principalmente de certa maneira, porque
discusses acrimoniosas e tacadas de insinuages pi-
cantes, vilipendiam e cobrem de ridiculo a lodos que
inconsideradamente as provocara cas aceitara; pode-
mos gyrar cada umem sua cspliera,vivamos em paz,
amigos como dantcs.
Leraos com a raais acurada altengiin, a missiva do
seu digno correspondente da capital, inserta no seu
Diario de 15 do correle mez, na parre que a nos
se referi, relativamente a sua opiniosobre a inlel-
ligencia do artigo 173 do cdigo do processo, qae lhe
ha vamos pedido ; opiniao qne, com o mais especial
agrado, sobremaneira nos salisfez, havendo compre-
hendido perfeilamenle o Ilustre collega,
Combiuamos inteiramente com o collega, em Indo
quanlo expoz, adherimos a todas as suas ideas ; e se
acaso o collega lobrigou no que referimos, algnm
antagonismo a ellas, certameute que foi porque mal
nos exprimimos.
Com o collega convimos, qae para saber-se quo o
artigo 75 do cdigo do processo, permute a priso
dos indiciatlos em crmo inafliancavel antes da cul-
pa formada, basta lr-ae, anda qoe perfuncloria-
mente, o mencionado artigo : convimos ainda mais,
que a execugao de semelbanle artigo de lei, deve ser
regulada pelos principios de igualdade e de jusliga ;
c nao fazer-se recahir sobre uns, talvez menos cri-
minosos, todo o rigor das leis, c contemporisar com
outros, autores muilas vezes de criracs que fazem
(remera natureza, consentindo-se que elles vagoem
impunes :a jusliga he orna :a lei he goal para
lodos ( 13 do arl. 179 da const.)
Na apreciagio dos indicios he onde esta o busilis ;
(pcrmlla-se-nos a expressao) porque alm de lam-
bem cora o collega nao seguirme* o principio se-
nao fr criminoso, que se justifique entende-
mos, que o arl. 175;do referido cdigo, nao Conce-
de i aulordade publica o poder do mandar prender
em virludc de indicios lvese levissimos ; iudicios
laes, cuja apreciagao o pouco escrpulo e o capri-
cho podessem acolovelar ridadaos reconhecidamen-
tc innocentes a este infelizes, langados por aeuscri-
mes a negra habilagao de uma cadeia, sem rospon-
sabilidade possivel ; entendemos, que tao formida-
vel poder be contra os mais sagrados direitos do ci-
dadao; entendemos, que os indicios lem seus limi-
tes, seus principios reguladores, dos qu aes ralo he
dado ollrapassar-ss, sem violar gravemente direitos
individuaes entendemos, que a legalidade das pri-
sOcs, em virliide de indicio, deve ser snjeita ao ex-
ame e decisao da aulordade superior, uma vez que
alguem eotenda, que innocente e sem motivo plau-
sivel, foi conduzido como disse o nobre collega, da
rojo eom o perverso ; entendemos emfim, que a an-
toridade na pode abrigar-te com o art. 75 do c-
digo, para ordenar qualquer prisao por raais injusta
que leja, e dizer(ve iudicios eslou no meu direi-
(o :nao senhoro bom senso e a boa razao eslig-
malisam e condemnara to arbitraria faculdade.
Ja v pois, o collega, que do dessenliroos de for-
ma alguma da sua Ilustrada opiniao, a qual robus-
(eceudoa nossa conviegao, (era o alcance de tirar as
cataratas de certa doulor, que he fantico pela opi-
niao opposta.
Resta-nos agradecer ao ilteslrc collega o especial
favor que nos fez : ponderados e transbordando do
reconhecimento por tanta bnndade, seremos soli-
citas cm corresponder a gencrosidade do Ilustre
collega.
Convindo interessar i todos o dar publieidade a
alguns actos e quesloes de grandes conscqucucias
nao so para que nesla publieidade c interesse cn-
conlrem-se correctivos a pretengocs ilcscommunaes,
como para que sirvam de despertadores a inercia e
a ndiilerenra, que vendo lucio pelo prisma do de-
leixo, occasionam males incalculaveis, trazamos ao
conhecimento do publico uma queslao odiosissima,
que raovem nesle julzo, com o matar dos escarna-
los ; quesllo sobre a libcidadc do Orna familia in-
leira, que a dcsregratla paixaoda ambigau, concul-
cando deveres humanitarios e direitos adqueridos,
procura langar-lhe os grilhes da escravidao.
Calharraa de tal, sendo levada u pia baptismal ha
i3 annos, sua madrinha, a senhora to lenle coro-
nel Lisboa, declarou na occasiao do baplismo, que
s se prestara a aquelle acto, no caso dos seus scuho-
res a liberlarem.o quo adherindo os referidos senho-
rei, eflectuou-se o baplisamcnlo ; tula e havida co-
mo liberta, esposou-se com Joao da Cruz Alves.len-
do 20 annos de idade ; de cujo consorcio tem 7 fi-
Ihos, contando hoje 25 annos de casada :constan-
do, entretente, do assenlo do baplismo uma decla-
rago com tinta diversa daquella que conceda al-
terna, na quat os senhores nollificaram aquelle acto
de caridade, Joao da Cruz, ajudado pela humanda-
de e jusliga da sna causa obteve, que o Oovidor
julgasse a sua mulher liberta ; esles autos porem,
desappareceram : ha 10 annos os senhores inculca-
dos da mulher de Joao da Cruz, moveram a acgo
de escravidao coutra tao infelizes crealuras, e indo
os autos conclusos ao juiz. naquelle tempo, esle nao
0s recolheo mais ao carlorio respectivo ; e he sabido
que hojo pairam por roaos particulares de Joo Co-
mes Barbalho, Joao Guilhernie, ele, ele, ele : bo-
je, porm, he Joao da Cruz amcagado, terrorsado
para entregar a sua miseranda familia ao mais ab-
jecto capliveiro ; ou alias soffrer raais logo as torlu-
ras que approuvcrem aos decantados senhores, pelo
que foi Joao da Cruza capital pedir prolecgao c jus-
liga ao governo.
Tanta sympathia nos inspira a causa da liberda-
de e da jusliga, que prometlcmos, com a nossa po-
bre penna ajudar a esle infeliz Joao da Cruz, prole-
cer o bem mais precioso da existencia, que a proter-
via de raaos dadas com a desmesurada ambiguo pro-
curam arrancar dos charos penhores do seu coraran :
e contamos com osiostuclos generosos dos homeus
honestos
Todos que leem navegado pelo rio Mamanguape.
sabem que as numerosas ramagens das arvores que
marginamaqaelle rio mpedem o livro transitadas
canuas, e hoje laes ramagens j >ao obstruindo o
pequeo canal: pois bem, a nossa ilustre asscm-
bla provincial, cm projeelo especial, marcou uma
quota para dispeuder-se com o limpamenlo daquel-
le rio; servigo esle de primeira necessidade, e em
favor do qoal lomamos a libertado de reclamar pe-
ranto o Exm. Sr. presidente, de cujo patriotismo es-
peramos, que n3o consentir que penamos esle tao
ulil instrumento de transporte.
A obra da nossa cadeia acba-se era andamento,
c tem sido bem construida; infelizmente, porm,
sabio hastnalemcnle defeiloosa por ser muito aca-
nhada :. saoeconomias que nao coraprchendemos ;
lano mais quanto* para darlbc matares -pcoporges
nao precisara matares dispendios :^ao deviamos
olhar s para o presente, mas alargarmos nossas
vistas para o futuro.
Trala-se j de construir a ponte sobre o regato que
corla esla villa: o Sr. presidente da cmara tem
sido incansavcl em procurar realisar aquella obra
de tanta necessidade: Dos queira corar os seus es-
forgos, pelos qaaes os seus municipes lhe impreca-
ran innmeros bens.
A policia ltimamente lem fcilo felizes acqoisi-
ges, pondo sob coberla enchuta verdadeiros cri-
minosos: o nosso digno subdelegado, o cadete Her-
menegildo, no cumprimento dos seus deveres p-
blicos, tem-nus feita relevantes' serviros; a elle ele-
vemos este principio de confianga, que vamos tendo
na aulordade. Quanlo nos engaamos!!! Quando
foi nomeado aquelle cadete para subdelegado desta
freguezia, adiamos a nomeagao m, e pensamos que
elle necessariamente naufragasse; nao porque os
seus precedentes fossem mos, o contrario, porm,
porque inexperiente, pouco alTelo a incumbencias
daquella ordem, esle lugar achava-se em uraa es-
pccialidadc, que demandava uma aulordade prati-
ca e de reconhecido tino; entretanto as nossas pre-
vses foram Iludidas : o Sr. Hermenegildo, com-
prchendendo a "magnilude da sua diflicil commissao,
tem desempenhado com geral applauso dos ho-
mens de criterio: contine, pois, o Sr. Hermene-
gildo a exercer a sua nobre larefa da maneira como
cnceteu, qne alm do nosso mais profundo reconhe-
cimenlo, o governo nao olvidar os seos importan-
tes serviros, galardoando o militar prestimoso e aco-
rogoando o mrito.
J cessou o procedimento irregular o inqualifica-
vel da polica, de lomar violentamente uscavallosdos
particulares para diligencias: consta-nos, qne o nos-
so digno chefe de policia, sabedor de aclos 13o re-
provados, mandou por termo as suas reprodueges:
rendamos, pois, ao Sr. chefe de policia nossos agra-
deciraentos.
O invern (cm sido criador; e dovemos ter sa-
fras extraordinarias de assucar, se nao houvcr ain-
da algumqui pro quo :os nossos agricoltores cs-
13o conlcntissimos, lauto mais porquo prognostica-
vam ser este annosecco : j ha quem attribua a in-
fluencia da guerra europea as chuvas cahidas ; se-
gundo o invento do pharmaceulico de San-Brieux
M. Charles de Lamonlque atlribuio a abundancia
das chavas de Pars ao bombardeamenlo da Silis-
tria e Odessa, e a batalha d'Alma :bem diz o il-
luslre Patanono homcm nao pode estar calmo,
quer phvsica, quer moralmenlc, e ho vido do ma-
ravilhoso.
Queira fazer-nos o obsequio de mandar dizer ao
seu modeste correspondente de Ipnjuca que agrade-
cemos as suas lembrangas, tributaran'-Ihc a maior
eslima o eonsideragao, eqoe muilo apraz-nos a leilu-
ra das suas inleressaotes correspondencias.
Constata Vmc. que daqui nos recommendemosao
nosso presado amigo, subdelegado da villa de Isua-
rassu', quem devemos dizer que nao louvamos-
llie o goslo de estar exercendo semelbanle lugar.
Baste por hoje, que estaraos um pouco incoramo-
dados.
Descjamos-lhe lodos os bens qoealmcjar, lhaneza
nos seus amigos, reserva com as almas i alunadas
devaidades e dointenges occultas, prevengao com
os que herdam e quercm fazer valer caprichos
alhetes ; e cont sempre com a acanhada preslabi-
lidadc e dedicagao do seo amigo, oOrdeifo.
PERMITO.
1 MUTILADO
ASSEWBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Discurso pronunciado palo Sr. Sr. Francisco
Carlos Brandao*, na sessao aa 31 alo car-
renta.
OSr. UranOao:Sr. presidente, sem embargode
ler cu declarado na occasiao em que npresentei o pro-
jeelo, que se quer submetter no julzo de uma das
commisses da casa que aceilava tuda c qaalquer
rorrecjo que lendesse a |raelhora-lo, observo que
dous dos honrados membros que prsenles se achara,
quando se trata da um adamento, se raostram pres-
surosos em combaler aquelle projeelo...
O Sr. Jos Pedro: Nao ha tal.
O Sr. Brando :He, drem ellos, contradilorio,
impralicavel e iuexcquivel o projeelo por mim apre-
sentado...
O Sr. Jote Pedro :Nao disse (id.
O Sr. l'randao : Foram palavras qoe ouvi da
bocea do honrado membro que me deu o aparte, e
quem especialmente tenho a honra de responder.
a .Mas, se tantos deleitas exislera no projeelo, e se to-
dava o meu nobre collega recouhece que ha nclle
um fundo de ullidade publica, e de verdadeiro bem
para a noasa agricultura, porque motivo nao faz oso
dos sous principios, e ideas luminosas para aperfei-
goa-lo, oo apreaentar oulro qoe melhormenle pre-
encha o fim que se dse ja '.'
O Sr. Jone Pedro : Nao me raeusei enlrar na
dis cusido.
O Sr. Hmndiio : Porque motivo em vez de fa-
zer o que lira dilo, limite-se a uma analisa perfonc-
loria das bases do projeelo, $em todava exhibir oulra
ordem de medidas,.outro systema, que por ventura
e preste a melbores resultados, mais fcil exe-
cugao t
O Sr. Jos Pedro : Quando entrar em dis-
cuss3o.
O Sr. Brandao : He sem dovida, meus senho-
res. uma desgraga nossa o achararos imperfeila o im-
pralicavel (oda e qualquer lerabranga que apparece
a bem da agricultura, deixando-nos assim ficar pe-
trificados em presenga dos males qoe amearam de
morteesse nico ramo de riqueza qoe possuimn-.
Mas gaardarei para oulra occasiao as considerarnos
que Icnho a fazer sobre esle objeclo, e por ora me
limitarei a dar urna breve resposla a algumas das
proposiges enunciadas pelo honrado membro.
Diz elle, que para a creagao de om banco agrcola
nao he misler aulorisagao alguma. pois qoe bancos
cxislero creados era diverjas provincias e aqui mes-
mo sem que houvesse uma lei que autorisassa o seu
blubeleeimento: he exacto, porem noto que o meu
nobre collega nao examinou o projeelo, nao o estu-
dou, como elle mesmo o disse, porque se o livesse
feilo vera qut, para constituir nm banco roral hy-
polhecario nas circuinstancias cm que nos acharaos,
e pelo modo que o mesmo projeelo enuncia, he da
'ndeclinavel necessidade que uma lei interveoha na
desoa creago.pois que garaotndo a provincia o fun-
do de reserva.nao posso adraitiir que se prescindisse
eslabelecer as bases reguladoras das operagoes, a ga-
ranlidoras dos bons resallados da instlnigo. O cou-
Irario seria arriscar osdinheiros publicas sem espe-
ranga de melhoramente, seria dar terca a agiola-
gem, e alimeular a usura, quando o fim do banco
deve ser acabar com ellas em beneficio dos agricul-
tores. V pois o honrado membro, qne (endo o hun-
co de ser organisado mediante o auxilio dos dinhei-
ros pblicos, nao era possivel qoe uma lei deixasse
de eulervir na sua creagao, para acautelar qaalquer
desvio tendente a prejudicaro fim que se quer obler,
e. pois, nao potle proceder a sua observagao, lano
mais sendo certe que o banco nacional larabem fra
creado por um acto legislativo, o que bem mostea
que elle pode igualmente ter lugar do presente
caso.
Passando ao artigo 2. do projeelo, disaa o nobre
depulado:Eu receio qoe se nao entenda que eu soa
o repetidor do que se l em uma foi ha distribuida
esta manhaa a respeito do banco rural, roas todava
ennunciando as nimbas ideas, declaro qoe o juizo le-
gal, adoptado como uraa das bases das operagdes do
banco, eiobaragar a soa fundaran e (ara com quo
elle nao passe de uma creagao puramente imagi-
naria.
Principiarei por asseverar ao honrado membro,
que nao fago caso dessa fMha o Liberal Pernambu-
eano, a que elle allude, que considero a sua redac-
gao muilo abaixo de mira, para poder aquilatar as
minlias ideas, e que nao serio por certo as sandices
que se cn.-.nntram no artiga, escripto contrs o meu
projeelo, que farao com que eu abandone o proposi-
to cm que eslou, de promover o bem dos agricultores
da provincia, e de pteencher dignamente a honrosa
missan que me foi confiada.
Dilo isto passarei a considerar a objegSo prono g-
la pelo meu nobre collega.
Tenho como inconteslavel qne os bancos agrcolas
s se podem prestar ao fira de sua insliluigio, con-
servando o juro de maneira qae n3o arruine aos
agricultores. Ora, he fora de duvida que a laxa le-
gal he entra nos a nica que pode animar o lavra-
dor a contratar empreslimos sem receio de ver sens
benssacrficados em pouco tempo ; por isso pois a
consignei como a primeira base do estabelecimenlo
bancal que desojo ver creado em prolecgao a la-
voura.
E o nobre deputado quo he la versado nwtas
materias, que passa por finaneciro, qoe deve ler as
melbores obras ltimamente publicadas na Europa
sobre este assampto, nao ha de por certo ignorar que
os bancos roVaes da Franga, da Allemanha, da Bd-
gica e de oulros paizes, consagran) con principio
fundamental de suas operagoes a modicidade do juro,
que algumas vezes he menos do que o laxado pela
lei.
Mas, diz o meu honrado collega qual ser o ca-
pitalista, o hornera dediuheiro que queira dar ao ju-
ro de 6 por cenlo ao anuo para constituir ura banco
rural'.'
Esta observagao he na verdade seria, mas feliz-
mente o Sr. Barre j lhe dao uma resposla satisfac-
toria na soa obra sobre os bancos ruraes. O ios-
lincl.i natural, e a retlexo diz elle, eusinara o ho-
mcm anda o mais ignorante a ser acautelado no qu
dia respeito sos seus inleresses, e pois elle hade com-
prehender por experiencia propria, que lhe convara
mais tirar menores lucros dos seus capitaes, (endo
certeza de que elles eslao garantidos contra qualquer
cvcntualidade, do qoe aoferir grandes vanlagens,
vendo-os expostos as contingencias do crdito pesso-
al que he todo fiduciario. Desta conviegao resulta-
r qne os flcapilaes iosensivelraente rao procurar
smprego mfis seguro nos eslabelecirneotos de cr-
dito territorial. E assim deve na verdade acontecer,
porque a experiencia tem feilo ver que os usurarios
ncm sempre sao felizes, e qae muilas vezes aro s
traficante lhcs arrebata o fructo de muilas usuras ac-
cumuladas.
Por conseguinle tenho te qae estebeleeido o banco,
nossos capitalistas em vez de sedeixarcm fascinar pato
juro de '2 por ceoto ao mez, qoe arruina e torna inso-
luvel o devedor, procurarao abrigar os teas eapilaes
a sombra da uma garanta que nio fall, qual ha a
quo lem por base a (erra, on propriedades de raiz.
Itecobhego entretanto, que o estebelecimsnlo (era
de talar ao principio com difliculdades, porqu outro
tanto acouleceu aos da Europa, mas islo nao deve
fazer com que desanimemos, e deixemos de dolar a
nossa provincia eom 13o bella, e ulil nsliluigao.
Tratarei agora do reembolsa por animidades.
Ainda o honrado membroeinbirrou com estbase,
dizendo qoe ella exclue lodo o proveito que do banco
poderia a agricultura tirar, mas se elle tivesse exa-
minado os estatutos dos bancos da Europa, certa-
mente teriu abandonado semelbanle opiniao, porque
vera que all os reembolsos sao feilos por animida-
des dentro de curto prazo, e que he justamente deste
modo de pagamento que resolta uma das principa
vanlagens de laes eslalielecimentos.
O banco de Franga, por exemplo, auxiliado pelo
governo na sexta parle do seu capalal fixou o Mni-
mum das annuidadas em 20 annos, e o mximum
era 50. Ora, se este systema (em produzido excel-
lenles resultados em todos os pases quapossucm
bancos ruraes, como he que o nobre depulado o con-
sidera estranho e prejudicial a instilnigao, a ponte d
imaginar que a lavoura nada lucrar com elle ? Nao
fica ao alcaucede todos que o pagamento dividido
em 2 prestages annuae* sa torna mais suave a faci1
para o agricultor '.' Por certo qae sim. Concluu
pois que o honrado membro nSo relledio bem sobre
rite ponte do projeelo, a Icnho osperanga da que ta-
zendo-o rondara de opiniao.
Fallando tambera sobre o fondo de reserva por-
gunlou elle:O qae significa esse fundo ?
Eu cerlamente nJo espera va oovir semelbanle per-
gunla da parte de um homem da cspliera de nobra
depulado : se elle porem se der ao (rabalho de ler o.
estatuios c leis que regem os bancos da Europa salie-
ra o que se he fundo de reserva, e qoal he a acia ap-
plicegao : Sabcra lambem que em muilo estado*
esse fundo he garantido pelo governo, e enlao co-
nhecer que nao levo razao, quando no sen discurso
deu a entender qae repulava absurda a garanta da
provincia que o projeelo menciona.
O Sr. Jos Pedro:Ea n.1o disse islo, disse qut
pelo calclo o nobre c'epulado limilava-sc a tirar do
banco muito pouco resultado.
O Sr. BrandSfliEu nao fiz uem podia fazer ain-
da o calculo dos fundos do banco.
O Sr. Jote Pedro : Nao dotermino ura em-
prestimo de 109 conlos '.'
O Sr. Brandao : Sim mas isto se nSo presla a
conclusao que o honrado membro quer lirar ; por
quanto alera de ler eu dito que o banco por ora oao
passara de miniatura, e que s com o tempo poder
ter lodo o seu dctcnvolvimcnlo, accresco que a lixa-
gao do 7uanum, que deve constituir o fundo de re-
serva tica perlcnccodo ao wesidonte da provincia,
que instruido como o suppenho nestes materia,
adoptara o plano que julgar mais conveniente...
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O Sr. Manuel Clementino di Om parle.
O Sr. Brandao:Acrcicendo qoe o fundo de re-
erva pode ler aversai applicajes, como acontece
em alguna dos banco* da Europa, endo que por es-
io motivo Tu cosignar no p-ojeelo um artigo, que
autorisa a presidencia a dar um regolamenle em
que o pensamento do mosmo projeclo seja ampla-
raenle deicnvulridu, em ordem a formar um svslema
adequado ao objeclo de que se (rala....
O Sr. Joic Pedro:Ja ve que nao foi um absur-
do meo, quando pergunlei o que era fundo de re-
serva.
O Sr. Brandilo:Por tanto n.lo devia cansar *s-
tranhex* ao mea nobre collega o tratar eu do fando
do reserva, e o eslabelecer que a provincia o garan-
tira...
O Sr. Jos Pedro d um aparte.
O Sr. BrandCw:tem mostra qne nao rstadou o
projeclo.
Por ulliteo diste o nobre deputado : que mandar
3 mojos da provincia ostudar em paiz eslrangeiro os
inellioramenlos iulroduxidosna agricultura, como de-
termina oprojeclo, he pretender um progresso mui-
lo tardo, que nao nos pode aproveitar; entilo lem-
lirud elle que-u melhor meio seria mandar contratar
naeslres na Europa para virem ensinar aqui.
Mein senliores, eu desconfo milito dessa importa-
do di incMres dos paizes estrangeiros para o
ItMSO....
O Sr. Lamrda: R da exporlarjo do discpu-
lo 1
O Sr. Brandao: .... mormente em malcras
agricetao, qua dependen) csscncialmenl* do cstudo
anterior do clima, das condijes do terreno, e de
maitas oulrascircuinsUnciai que um liomem eslran-
geiro nao pode saber senuo depois de passados
muitos annos, e he por issa que me pronuncio con-
tra a idea do honrado mambro; quero, antes que os
nonos mocos **> aprender, e que depois venham
ensinar na provincia. Um moco fillio do paiz, que
conhece as diversas plantas e vegelaes qne nelle se
cullram, qne se cha a pir de moitas circumslan-
cias peculiares i provincia, esta sem duvida muilo
mais habilitado para depois de ler feilo os seus es-
tados, Ttr ensaiar na mesma provincia, do que u m
liumcmquc vom da Europa, o qual s em aprender
aeenhecer a lingua, o clima, o terreno e mil oulras
cousns indispensaveis para laos esludos gasta mui-
loi annos....
O Sr. Laceria:Gstamenos do que um filho
daqui que for apprendcr la.
<*$r. SPinira:Gasla muito mais temno.
OSr. Brando:O aparte do Sr. Dr. Sa L'ercira
lie para mim de muito valor. De mais, Sr. pre-
sidente, pergonlare ao meu nobre collega: SuppOe
elle que nos nociremos mandar vir para a provin-
cia teFeroambaco um liuioeui nolavcl da Europa
por qualqoer diuheiro'.
O Sr. Jase Pedro :Talvez cora menos do que
cotn qne st vai gastar com esses mojos.
O Sr. Brmdtio:Esta engaado ; um roeslre de
primeira ordem da escola central de Paris nao vira
ensinar em Pernamhuco talvez por menos de 16
conloa de ris ennoaes de ordenado: ora veja o hon-
rado deputado se s um lente por y conlos de res
sera mellior do que mandar-te om mojo nosio es-
lodar com a obrigajao de vir explicar aos seas
comprovincianos o que tiver aprendido, e decida.
O Sr./oss Pedro:Veja qoe s impugne! pela
demora.
O Sr. Ilrandio:Crcio que foi o nobre deputado
que laeaenlou ter a provincia feito sacrificios desla
ordem em todava haver aproveitado : embora, pode
islo ler acontecido, c se he eiaclo que j se deu
este faci, e que individuos cxislem, que recebendo
subsidioeda provincia para esludarem nao cumpri-
ram com os seus deveres, o governo que os chame a
conl*e,efaja com qne elles preencham as condi-
es dos seus contratos. Mas porque se deu islo urna
ve*, segue-se que devemos licar do bracos cruzados
e sacrificar o diuheiro da provincia para importar
meilres da Europa, quando podemos mandar pre-
pararcomprovincianos oossos para aquelle fim ? !
Crcio que o honrado deputado nao lem razo.
I'oncloiojllgo seu discurso dizend que nao era
IHMtivcl enntrahir oempreslimo que o projeclo in-
i ica : sobre islo confesso, que pouco posso dizer,
mus oteado que nao sendo esse emprestimo lo
cooeideravel que o crdito da provincia nao possa
garantir, me parece exagerado ff reccio que mostra
o meu nobre collega de que elle nao possa ser
contrahizo.
Tenho dito ligerascousas a respeilo do projeclo,
reservo-me para quando elle entrar em discussao,
mostrar ao nobre deputado que nao leve razo em
querer cnndemna-Io, sem primeramente o haver
eslndado.
COMARCA DE NAZVRETU.
28 de marro.
Nenhuma novidade de vnlto ha occorrido por to-
da esta comarca desde a data da minha ultima, nao
obstante vou transmitlir-lhe o pouco qne ha.
O dever de noticiador conslitue-me na obrigarao
de nao deixar em olvido o quo succedeu com as pre-
lenjes d'aqueHe cantarada, que casou se sem li-
renja do jaiio competente, com a menina de 10 an-
uos, de qoe j tenho fallado : furam ditas prcten-
i."CT qae em nada menos importavam do qne na re-
cepta de urna heranra pingue, coroadas do melhor
successo, viste como relirando-se d'aqui o Dr. juiz
municipal, um dos seos supplentes, mao grado as
terminantes disposijees da legislarlo a respeilo, mel-
len ao dito carnerada na suspirada posse da heranra
verificando-te mais ama vez o rifaoAudaces for-
'una juvat.
Ouem pois tiver a sua filha de 10 annos-, e cora
alguma fortuna qoe a acautele quanlo antes de al-
gum lour i paste pane ; porque os rapazes n3o
dor suata.
Aqui cliogou o Sr. Dr. Amazonas, encarregado se-
gando consta.de propagar a vacuna ao qoe dea co-
rnejo no dia segainte ao da sua viuda ; ms, oh I
iofelicidade o pos vaccinieo d que veio munida
eslava derrancado (no sei se este he o termo proprio)
de man-ira qae nao sorlio o desejado efleilo, ficando
nSsim frustrada ao menos por esta vez, a solicitude
do goverao provincial era acautelar a lerrivel peste
das bexigas.
rrta obstante i decaplo porque passou o dito Dr.,
segeio d'aqui para (Joianna, conforme resavam suas
instrnecoes, am de vaccinar all tambem.
Em um da da semana passada picou-se no ajou-
gua desla cidade om excedente revado, gordo qoe
razia gesto 1 porm, depois de concluido espalhou-se
a noticia de que fra elle mordido de um cao anec-
iado de hydrophobia. Foi um gosto, lodos forara
engeiUr a carne qoe haviam comprado, saboreando
de ante mao os bellos peluco, a qoe se ella presta-
ra; tlguos houveram qne a forara engeilar j pre-
parada e guisada: bem feito I quem manda nao res-
peilarem ao rireeeito quaresmal, da mesma forma
porque o faziam os noiso maioret!
A polica ncahum signal da rida.deo acerca desse
negocio : sa semelhanle inacrao pode ler explicacao
he s pelo lado de que Dos mesmo a permute, pa-
ra castigo da gala de muitos.
Consta-me qoe existara na cadeia desla cidade e
vio ser remedido para essa capital, dous desertores
do i> batalhao da fuzileiro*.
A oaeapaohia dramtica qae aqoi eslava relirou-se
logo depois da ultima recila, qoe leve logar no dia
18, cono precedentemente eu havia noticiado,
J por aqui appareceu o regulamenlo de S. Exc-
o Sr. presidente da provincia reformando a instruc-
jao publica, e creando o gymnasio provincial per-
namboeano. Nao posse deserever-lhe o vivo inte-
resse qae (omam lodos, a cuja oolicia chega ; a crea-
cao desse asUbalecimeato : basta dizer-lhe que lodos
bem dizem ao corpo legislativo provincial c a 9. Ex.
o Sr. presdeme pelos desvelos e solicitude que Ihes
merece a instruejao publica, urna de nossas primei-
ra* uceessidades e por tercm datado a provincia
com um eilabcleciraenlo digno delta.
Possa o gymnaso corresponder as vistas dos legis-
ladores da provincia, e de S. Exc. o Sr. presidenlc!
Posea elle produzir e em pouco os bous resollados
que so espera!
Os gneros de primeira nece?sidade conservam-sc
caros, e vasqueros: a carne fresca est entre 12 o l
patacas por arroba, e a fsrinha entre 20 e >i ditas
por alqueires.
Onanto a salubridade publica nada me consta.
Al mais ver. \.
^^^^ (Carla particular.)
BEPAHTUJAO DA POLICA.
Parte do dia 29 de marco,
rtlro. e E\m. Sr.f;evo ao conheeimcnlo de V.
Exc. que, das diderentes partcipacSes hoje rece-
bidae ne.la repirtjo, consta tercm sido presos:
DIARIO OC PERNAMBOCO, SEXTA FEIRA 30 DE MARCO DE 1855.
Pelo juizo do dimito da primeira vara, o francez
Miguel Sooger, sem declararAo do motivo.
Pela suhdelegacia da freguezia do llecire.oma-
rujo hespanhol loto Medina, a requisirao de seu
respectivo cnsul, e Rufino Jos Correia, para cor-
receo.
Pela sulxlelcgaca da freguezia de S. Jos, Ma-
noel dos Santos, para averiguarcs policiaes, e Jos
Wenceslao, por ser encontrado armado com urna
faca de ponta.
E pela subdelegada da fregoezia da Boa-Visla,
o prclo Nicolao, escrvo de Jos Rodrigues dos Tas-
sos, por ferimentos.
O delegado do primeiro distrelo deste termo,
parlieipou-me por oflicio de boje qne as ."> '.' horas
da larde do dia 27, passando o corredor Miguel
Carneiro a cavallo pela ra do Aragao, ao vollar
para o pateo da Sania Cruz fra lanzado sobre a cal-
cada por Joao Francisco Mendos, quo o seguir tam-
bem a cavallo, dando-lhe alguns soceos e urna pan-
habitantes desla freguezia i honra de enderessar a
Ilustre assembla provincial, porcm infelizmente
nao foram deferidos.
A freguezia de Agua Prcla nao he indigna da ca-
Ihegoria de villa, porqae alm de sua localidado o
reclamar, pois a villa que Iho Oca mais perlo he liar-
reiro?, nove leguas, accrcsce compor-sede 70 enge-
nhos, lodos moentes e correnles, afora imraensdade
do terreno devolnlo todo habitado. Da 19 eleilo-
res; lem sullkienle populado para jurados (como
prova o documenlo n. 2.) Porlanto demonstrada
esta a grande injusliea que solTreram os peticionarios.
Quando o governo procura; crear colonias por es-
las' malas, fazendo sacrificios ao IhcsoOro publico,
porconhecer a necessidade dse Ilustrar os que
lubilam por eslas florestas, he quando apparecc esta
medida, lirando-sc deAguaProla os mcios de seu
cngrandecimcnlo c illuslracao? manifesU cuntra-
dicao!
finalmente. Em. Sr., os peticionarios naodis-
3
cada com o cabo ilo chicote, que erado hronze, ro- pulam os direlos de Uarreiros a ser villa,o que sup-
plicam, oque rogam a Ilustre assembla provincial,
he que por intermedio da V. Exc apreciando-se de-
vidamcnle o expendido, rcslabelcca-se a villa de
Agua Prela. resliluindo-lhc aquillo que por um
dircilo por todos reconhecido, lho compele como
que os abaixo asignados gratos tribnlarao ao corpo
legislativo provincial a maior considerarao respeito
e homenagem.
Agua Prcla 8 de Janeiro de 1853.
Segue-se 12.1 assignaluras, quasi (odas das pessnas
mais mportanlcs do lugar, c eslava instruida com
dous documentos, um provando as distancias, c ou-
tro o numerosBe 100 individuos qualificados para
Juizesde fado.
aullando daqueda fiear o mesmo Miguel Carneiro
privado dos sentidos at a tarde de honlem, cm que
fallecer, sendo que pela suhdelegacia da freguezia
da Roa-Vista, onde se den o facto vai ser instaura-
do o competente summario contra o criminoso, que
nao lendo sido preso foram inmediatamente dadas
as convenientes providencias para que u soja.
Por esta occasiao cabe-mea satisfacao de partici-
par a V. Exc. que Jerouymo Gomes da Cosa, assas-
>no dos infelizes I.uduviro Pcrcira da Silva, e Fran-
cisco Benicio de Moura, de quem tratei na parte
que em 27 do corren! Uve a honra de dirigir a V.
Exc. foi preso e se acha rccolhido a cadeia desta ci-
dade, sendo-meremedido com oflicio de hontem da-
tado pelo delegado do lermo do Cabo, onde se elec-
luou a sua captura.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco 29 de marco de 1835.Illm. e Exm.
Sr. consclhoiro Jos Bento da Cunhs e Figuciredo,
presidente da provincia.O chefe de polica LuiX
Carlos de Paita Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla conlinuou hontem a discutir o pro-
jeclo n. 5 deste anno, orando o Sr. Theodoro, ficou
anda adiada a discussao.
Passando-se ao orcamento provincial oraram os
Srs. Mello Reg, Jos Pedro e Manoel Joaquim, so-
bre o arligo 2., que foi approvado.
A ordem do dia de hoje comprebende a conlinua-
cao da discussao do referido orcamento, c a primei-
ra discussao das posturas da cmara do Recite.
Srs. Hedaclores. Preso no estado-maior do 1.
batalhao de arlilharia- a pe em a cidade de Olinda,
pelo furor e capricho do major-commandanle inte-
rino do 1. batalhao da guarda nacional da mesma
cidade, nao me tem sido possivel apresenlnr ao res-
peitavel publico minha defeza, acompanhada de to-
das as pecas e documentos, que occisionaram minha
prsao, e juntamente as provas que tenho para mos-
trar ao publico, a injusliea que tenho soflrido do
mesmo major, subdelegado e capiao Francisco l.uiz
V., no dia 25 do correnlc.o que farei logo, que cesse
o furor desses horaens que scjulgam omnipotentes
cm Olinda.
Tenham, Srs. redactores, a bondade de inserir es-
las mal tracadas linhas do seu constauto assignante
e amigo Jos Simes de Paula.
Eslado-maior'do 4. batalhao em Olinda, 29 de
marco de 1855.
ITBLICACES A PEDIDO.
Ecce Mater toa.
Vejo, e medito A m3 do Reilcmptor !
Que seus olhosse inclinam docemente,
Cbeiti de triste magua a mais pungente,
Nos oHercce este tao alto penhor.
Em suspres^m ais, em pronto, em dor,
(tuve o filho gemer na Croz pendente,
Em que foi elle acaso ilcliquente '.' s
Pcrgunla a natureza com horror.
Firme eslava all junto Cruz presente,
Em desamparo, cm andas, e tremores,
A Mai do Verbo, o Dcos Omnipotente.
Vio dar ao Pa o Esp'rilo enlre clamores:
A alma se espedaca da innocente !
Banhada em lagrimas, suecumbindo as dores.
COMMERCIO.
AI.FANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 28. .
dem do dia 29.......
374:4091294
14:463f345
388:8729639
Descarregam hoje :0 de marro.
Barca inglczaGeucciececarvao.
Barca inglezaaleonareidem.
Barca inglczaCrimeamerradnrias.
Barca portuguezaMara Josfarinha, frelo, sar-
dinhas c balatas.
Briguc |)orluguez Tarujo /sardinhas.
Hiato brasilciroCastrofumo c charutos.
CONSULADO GEBAL.
Rendimenlo do dia 1 a 28.....62:08SI78
dem do dia 29........ 3:7451612
63:7935700
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 28......
dem do dia 29. .
5:2->;l2
6318351
5:85.38763
Exportacao'.
Copehhagac, hrgue dinamarquez Uncas, de
32i toneladas, conduzo o seguinte : 3,100 saceos
com 15,500 arrobas de assucar, 30 pipas agurden-
te, 600 couros salgados com 14,598 libras.
Liverpool por Macei, barca ingleza aMiranda,
de 441 toneladas, conduzio o seguinte : 100 saccas
com 537 arrobas c G libras de algodao, 400 barricas
de liacalli.ii).
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE FERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 28.....33:593;9!l
dem do dia 29........ 1:399*217
A, l------------------
SM993ft66
. CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia 1 a 28..... 5&617|524
dem do dia 29........ 34251389
62:04 --'irt
R*OVIMEJTO DO PORTO,
ATTENCAO'.
Illm. e Exm. Sr. presidenlo da proviocia. Os
abaixo assignados habitanlcs da freguezia de Agua
Prela vera com o maior respeito c acatamento re-
presentar a V. Exc. sobre injusliea quo solTreram
com a transferencia da villa de Agua Preta para
Barrelros, afim de que V. Exc. attendendo para o
que v3o expor, se digne levar ao conheciraento da
Ilustre assembla provincial na sua prxima sessao
esta sua represen (arao.
Etm. Sr,, esta povoarao situada quasi nos limites
desla provincia com as Alagoas, contigua a uroa
grande extenrao de maltas, servio sempre de asylo a
malvados e assassinos, porque os escondrijos das
mallas lhcs oflereciam abrigo quando perseguidos da
juslica, e por isso era esta freguesa o thealro de
muitos latrocinios e malvadezas.
Assim corriam os lempos; entretanto que a ferti-
lidado de immensos terrenos de que felizmente se
compe esla paz^e de nossa provincia fez com que
alguns propietarios altenfo aos lucros!que se lhes
anlolhavam, edificassem engenhos nesta freguezia,
pelo que ia ella prosperando a despeilo mesmo da
pouca ou nenhuma seguranza individual, derida a
falta de- polica, he quando apparece a revolta de
1832, q*ft devastou completamente esta freguezia,
cujas propriedades algumas foram incendiadas e ou-
lras demolidas, ficando quasi despovoada, porque a
maior parle de seus habitantes se ausentan. Ex-
tinguio-se a revolta, e quando esperavam descancar
de lanas fadigas e incommodos conlinuaram cm
um estado assuslador por verem ficar homisiado
as mallas o caudilho Vicente lerreira de Paula com
seussequazes ameajando as vidas e propriedades
dos habitantes desla freguezia. Ncslcs apuros um
membro do corpo legislativo provincial de 186,
que bem de perlo conhecia as circumslancias desla
localidade c suas necessidades, lembrou a convenien-
cia de se elevar Agua Preta a villa, nao s pela dis-
tancia desla povoarao das de mais villas, como para
se fazer sentir aqui a accjro da juslica com mais vi-
gor, e a presenca das respectivas autoridades ale-
morisar o crime e inspirar ennfianca aos ridadaos
pacficos e laboriosos, e dest'arte se desenvolver a
prosperidade desle lugar 13o ameno.
De feilo a'creacao da villa foi um forte insmlivo
pira seu progresso, a vista do numero de proprie-
dades que em pouco lempo se edificaram ncsl.i fre-
guezia e das pessoas que nella vieram residir, mas
n.l i foi este progresso to verosmil,porque poucas fo-
ram as casas edificadas nesta povoacao, e a rnzSo fot
porque sendo creada a villa em 1816, e empossadas
as respectivas autoridades em 1817, c quando por
este ficto pareca irflorescendoeste lugar,apparecem
os movlmenlos de Lases, cujos receios logo turvaram
o horsonte de prosperidade que parecia-se abrir pa-
ra esla malfadada Ierra! Scguio-se a revolla de 1848,
e sendo aqui o thealro da guerra ludo foi devasla-
(Ocs, ludo desanimo e cmfira re'iogra Jou.
Foragidos uns, perseguidos oulros por seus com-
promedimentos flcoo esla freguezia em completa
decadencia, porm o interesse que induz o liomem
aos maiores perigos e incommodos trooxe a maior
parle de seus hahilantes para seus domicilios, e
quando sappunham que a sombra da paz e eom o
auxilio da juslica podessem os peticionarios con-
tar com mais seguranca, eis que por urna fatali-
dade resolveu a assembla provincial de 1853 trans-
ferir villa d'aqui para Barreiros! E qual scria.Exjn.
Sr., ( utilidade de semelhanle medida?
Barreiros disla de Ro Formoso quatro leguas e
esle de Serohaem duas, ah temos no curto espaco
de seis leguas urna cidade e duas villas! Ao passo
que Agua Prcla disla de Barreiros nove leguas (co-
mo se v do documento n. I), de Rio Formoso onze,
de Serinh.ncm Irezel Se he sensivcl aos habitan-
tes de Parreiros prornrarema juslira no curio espa-
i. > de quatro leguas, quanlo nao ser aos de Agua
Prcla na longa extenrao de nove leguas, e Irezeparn
os que moram na extremidad* da freguezia por
moscaminhos quasi inlransitavcis em lempo de in-
vern I
Enlrelanto remove-se a villa de Agua Prela para
Barreiros, ser Ido justo, ser de utilidade publica'.'
J o anno passado igual representacao tiveram os
A'ocio entrado no dia 29.
Mar Pacifico l mezesgalera americana A'ku-
so/f, de 415 toneladas, capilo A. W. Ptrea,
equipagem 26, carga azeilo de peixe ; ao capilo.
Veio refrescar e segu para New-Bcdford.
-Vacos sahidos no mesmo dia.
BabiaBarca ingleza Ohunr, com a mesm carga
que trouxe. Suspenden do lameiro.
Suspendeu do lameirao a crvela franceza Thitbc,
commandanle J. Ilcnry, ignora-se seu deslno.
Gibraltar pela ParahibaBarca ingleza Admiral
Orenfcll, capilao R. Williamson, carga assucar e
couros.
Rio de Janeirollialc brasilciro Venas, mestre Joa-
quim Antonio Gonralvcs dos Santos, carga assu-
car e mais geueros. Passageiro, Alcixo Jos de
Lima Freir.
Baha e Buenos-Aj resPatacho portuguez Ilorlcn-
se, capilo Jos Mara de Mello, carga parle da
que trouxe.
Liverpool por MaceiBarca inglcza Miranda, ca-
pilo \V. Williams, carga parle da que trouxe-
Passageiro, Micho! Noral, Juslu Nora).
MarselhaBrigue francez irnesl, capilo Pousin
Paulo LeSo, carga assucar e mais gneros.
E para constar se niandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pcrnambuio 14 de marco de 1855.O se-
cretario, Antonio Fercira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. con ador, servindo de inspector da
Ihcsouraria provincial, cm cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 23 do cor-
reule, manda fazer publico que no dia 12 de abril
prximo lindo, vai novamenle a praca a obra do
primeiro lauco da estrada da Escada.
E para constar so manduu aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesornria provincial de Pernam-
huco 26 de marco de 1855. O secretario, Antonio
l'errcira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihcsouraria provincial, cm cumprimento do dispos-
lo no arl. 34 da lei provincial n. 129, manda fazer
publico para conhecimeuto dos autores hypolheea-
rlet, e quacsqoerin(cressados,quc foi desappropriado
a Jos Jacinlho da Silvcira um silio na estrada dos
Remedios pela quanli,; do 550?; e que o respectivo
propriclario lom de sir pago do ue se Ihe deve por
semelhanle dcsappropriacao, logo que terminar o
prazode 15 dias contados da data desle, que he dado
para as reclamarnos.
E para constar se mindou afiixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias soccessivos.
Sccrelaria da Ihesonraria provincial do Pernam-
huco 17 de marco de 1835. O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
DECLARADO ES
EDITAES.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesonraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos propietarios abaixo mencionados, a entrega-
ren! na mesma Ihesourara, no, prazo de Irinta dias,
a contar do dia da primeira ptjbHcagte do presente,
a importancia das qaolas com que devera enlrar
para o calcamenlo das casas da roa do Livramento,
conforme o disposlo n lei provincial n. 350. Ad-
verlindo que a Talla de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quotas na conformi-
dade do artigo 6.- do regulamento de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 Manoel Jos Monleiro.....
4 Antonio da Silva Ferreira. .
6 Joaquina Mara Pcrcira Vianna. .
8 Manoel do Nascimenlo da Cosa
Monleiro e Paula lzidra da Costa
Monleiro.........
10 Viuva'o herderos de Jos Fernn-
des Eiras.........
12 Antonio Monleiro Pereira. .
14 Luiz de Franca da Cruz 1 en eir.
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade..........
18 Marcellino Antonio Pereira. .
20 Viuva do Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guimaraes.......
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........
2i Jos Baptisla Ribeiro de Falla*. .
26 Manoel Buarque de Maccdo. .
28 Umbelino Maximino de Carvalho.
30 O mesmo.........
32 Francisco do Prado......6O5OOO
34 Viuva de Francisco SevennoCaval-
canti..........6OSO00
36 Nuuo Maria de Seixas.....788000
38 Manoel Francisco de Moura. III96OO
1 llerdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa..........
3 Thomaa de Aquino Fonscca. .
5 Capelia dos Prazcres de Guarara-
P...........
7 Ordem Terceira de S. Francisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Mederos
e oulros.........
11 Antonio da Silva Gusmo. .
13 Antonio Jos da Castro. .
1) llerdeiros de Izabel Soares de Al-
meida. .......
17 Joaquim Ribeiro Pontos. .
19 Viuva e herdeiros do Joo Pires
F'erreira........
21 Manoel Romao de Carvalho. .
23 Irmandade das almas do Recifc. .
25 Dr. Ignacio Ncry da Fonseca. .
27 Padre J0.I0 Antonio Gai.io. .
29 Antonio Cordeiro da Cuida. .
31 Joao Rinlo de Queirnz e herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. .
33 JoSu do Rosario Guimaraes Ma-
chado, .........
35 Antonio Luiz Goncahes Ferreira.
37 Juliao Porlella.......
39 Joaquim Francisco de Azevedo. .
41 Francisca Caudida de Miranda. .
975.3OO
905000
1185.500
663OOO
675.500
755000
378500
755150
903000
I8O5OOO
129500
1263000
1l0OOO
489600
608000
1278500
990600
275000
619200
678500
45JH)00
638000
185000
515000
305000
735000
0
818000
1238000
604000
215600
72600
528500
4.55000
005000
lis.
3:006?755
COMPAM1IA PERNAMBLCANA.
O consclho de direccan convida os Srs. accionislasa
real isarcm a quarla preslarao de 10 por % sobre o nu-
mero de acc/ies que lhe perlencem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o cucarregado dos rcccbimcntos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 26.
O consclho da administrarlo do nono bala-
lilao de infamada precisa contratar para o hospital
regimeatal a cargo do mosmo batalhao no ultimo
trimestre vindouro o seguinte: aletria, assucar refi-
nado, arroz pilado, azeile-docc, bolacha, bolachiuha
inglcza, dita de aramia, biscoilo, dito doce, carne
verde, dita secca, cha di India, caf moido, doce
de goiaba, farinh de mandioca, dla de trigo, dila
dcararula, fdjao pre'.o, frangos, leile, Icnha, man-
leig* ingleza, marmellada, paes de quatro oncas,
papel almaco branco, dilo dito dilo paolado, dilo
branco de peso, obreas em paes, roscas, sal, touc-
nho de Lisboa, vinagre dilo, vinho do Porto, c ludo
mais quanlo de extraordinario occorrer possa. cujos
gneros devem ser de primeira sorlc; e snas quali-
dades, pesos e medidas serao verificados pelos com-
petentes empregados no acto do rsccbiraenlo. As
pesaoas pois que quizerem forneccr laes genero?,
comparecam com suas propostas em caria fechada
na secretaria do referido batalhao cm o quarlel da
Soledade as 10 horas do da 31 do corrente.O l-
enle agente, Manoel Claudino de Oliveira Cruz.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O consclho administrativo, em cumprimento do
art. 22 do regulamenlo de 14 de dezerabro de 1852,
faz publico, que foram aceita as propostas de Joao
Piotode Lomos Jnior,Jo ui Fcrnaiides Prenle Vian-
na, Joao Jos de Paiva,llnerique Gibson, Guilhcrme
Luiz de Almeida, Timm Mnmsen Vinassa, Jos Nu-
nes de Oliveira, Msnoel Antonio Marlins Pereira,
Antonio Pereira de Oliveira Ramos, Autonio Fran-
cisco Ramalh >. Jos Baplisla Braga, J0.I0 Caldoso de
Mosquita, Isaac, Curio & C, Souza & Irmao, para
fornecerem : o., 556 covados de panno azul para
a companhia fixa de Rio Grande do Norte, a 25150
rs. ; o 2., 40 resmas de papel cartuxinho, a 2$700
ts. ; 13 hacas de rame pequeas, a 770 rs. a li-
hr. pira o hospital regimenlal djs Alagoas ; 10 mi-
Iheirosde pregoscaixacs, a 28-580 rs. : 3,704 baldes
convexos de melaldourado e de 7 liaba* da dime-
tro, a 55 rs. rada um, para o ti." batalhao de infante-
ra ; 16 arrobas de ferro inglcz redondo, sendo 4 ar-
robas de 1 1[8, 4 de 3 1|8, 4 de 5 1|8, e 4 de 3|4, a
25950 cada arroba ; 1 quintal de vergalhao quadra-
do del 1]2 polegadas, por 11-5000 rs. ; 1 arroba de
rame de laiao para luziloes de fivellas a libra 760
rs. ; 2duziasdclimas meta cene mucas de 8 pole-
gadas, a 35800 rs. ; o 3.. 15 sellins com Iodos os
perlcnces j annunc'adiis, a 'il50IK)rs. ; o 4., 77
covados de panno futo pr:to para polainas a 25600
rs., para o meio batalhao da Parahiba ; l.rts varas
de brim branco liso a 410 rs., para a companhia do
Rio Grande do Norie, e 100 dilas para a companhia
de avallara ; 2 cairas de i'ollia de (landres dobrada
a 325000rs. cada urna ; 4 chaleirasde ferrosortjdas
a 2*200 rs., sendo eslas para o hospital regimental
das Alagoas ; o 5., 10 milheirosde pregos de balcl
pequeos, a 23200 rs. ; 4 feixes de arcos de ferro de
2 1|2 polegadas, a 28900cada arroba ; 1 quinlal de
ferro sueco cm barra de 2 polegadas por II38OO ; 8
duzias de limas chatas mucas de 8 polegadas, a
45500 rs.; o 6., 18000 varas de brim branco liso, a
385 rs.; 975 varas do algodiiozinho a 200 rs., sendo
855 varas para a companhia do Rio Grande do Nor-
te, e 120 para a companhia de cavallaria ; 72 cova-
dos de chita para cuberas do hospital regimental
das Alagoas, a 280 rs. o covado; 369 varas de hol-
landa de forro, a 110 rs. o covado ; o 7., por abrir
armas imperiaes e legendas em 2 sinctes, 15400 rs.
por cada urna ; o 8.", 11 pares de luvas de camnrea
amarella, a 18200 rs., para a companhia de caval-
laria ; 4 costados de amarello, a I23OOO rs. cada nm;
4 cosladinhos de dito a 9500) rs.. lodos com 29 pal-
mos de comprmanlo e 18 pe legadas de largura ; 16
ournoes de louca, a 500 rs. ; 12 pralos de p deipe-
dra por 19240 rs.; 3 copos d* vidro i 680 cada um ;
I assucareiro, por 640 rs. ; 1 bandeja por 13200,
sendo Npara o hospital regimental das AJagoas os 4
ltimos arligos ; o 9.", 20 conloes para canudos de
tulla de interiores, sendo 10 para o 2. halalllo de
infantaria elO para o meio iialhaoda Parahiba, a
610 rs. cada um ; 1,830 bolOes convexos de metal
amarello bronzeado com o n. 9 de metal amarello, c
de 7 linhas de diamclro, a 90 rs. o bolo ; 3,450 de
dilos de 5 linhas a 70 rs., pira o 9. batalhao de in-
famara ; 3,701 boles convexos de melal douradn e
de 7 linhas de dimetro, a 55 rs. ; 51,660 dilos pe-
queos de 5 linhas, a 30 rs. ; o 10., 130 bonetes
para a companhia lixa do Rio Grande do Norle, c 50
ditos para o 10. batalhao de infantaria, a |.>350 rs. ;
ol., um turibulo por 265000 rs. ; 1 naveta, 123
rs. ; 1 calderiuha, 168001) is., ludo do metal ama-
rello, e 1 campa por 68000 rs., ludo para a colonia
militar de Vintenien js ; o 12., 9 grozas <'e boles
prelos de osso o 12 ditas de brancos, a 290 rs. ; o
13., 10 toneladas de carvao de pedra, a 188000rs. ;
o 14.o, 7 panellas de ferro, sendo 2 de 10 polegadas,
e 5 menores, ludo por 35800 rs., para o hospital re-
gimental das Alagoas ; 2 chapas de ferro de arroba
cada lima, .1 100 rs. a libra ; 6 folhas do sorra com
os fuzis ciavados, lendo ciu;o polegadas de largura
c 8 palmos de comprido, a 65000 rs. cada urna ; 1
Irado de 1|2 polegada de grossura, por 13280, 1 dito
de rosca de 2 polegadas, por 18000 ; e avisa aos su-
pradlos vendedores que devem rccolher no arsenal
de guerra os referidos objedos no dia 30 do corren-
te mez.
Sala das sesses do conselho administrativo 28 de
marco de 1833.Jos' de Brilo ingle:, coronel pre-
sidente.
avisos martimos'
i'ara bengleli.a com escala por 3.
THOMH,
segoc com brevidr.de o brigoe porlucuez Hsperan-
ra por ler dous tercos da carga prompla: quem qui-
zcr carregar o relo, enlenda-se com o capitao Ma-
rianno Antonio Marques, cu no cscriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior.
Para a Baha segu <:m poucos dias a veleira
garopeira ccLivracan; pora o resto da carga,trala-se
com seu consignatario Domingos Alves Malheus, na
ruada Cre n. 54.
Companliia de navegaco a vapor
Luso-BraMleira.
Te/icio-
nandn sa-
bir de Lis-
boa no dia
15 do cor-
renteo) ar-
ce o vapor
desla corn-
il. MARA II, commandanla o lenle Guimaraes
devera por aqui eslarem 2 de abril, e depois da de-
mora do coslume seguir para Benla e Ro, rece-
bendopassageiros: a quem coovier dirija-ss au sen-
le na 111a do Trapicho n. 26.
_"", Pl!^, Aracaly segne viagem o hiale nacional
/;xalarao : para carga o passafeiros Irala-se na ra
da Madre de Dos o. 36.
PARA O PORTO.
O velero brigne portuguez E*peranca, seguir
coma maior brevidade para a cidade do Porto, por
ler ja prompla dous tercos de sua carga ; recebe a
que apparecer a Ircte, e lambem passageiros, para o-
que possue ptimos commodos : trala-se 110 cscrip-
torio de Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia Velha
n. 12.
Real Companhia do Paquete! Ingleses a
Vapor.
No dia 31
desle mez es-
pera-se da Eu-
ropa, uin^dos
vapore* da real
companhia, o
qual depois da
demora do cos-
lume seguir
paraosnl: pa-
para passageiros etc.. Irala-se com os asentes Adam-
son llowie A C, rna do Trapiche Novo n. 52.
CEABA' E ACARACL'.
Segu com brevidade o palhabote Sobraknne, ca-
pitn Francisco Jos da Silva Ralis, recebe carga c
passageiros : tratase com Cactauo Cvriico da C.
M., no lado do Corpo Sanio 11. 25.
Para o Rio de Janeiro sahe ate o im
do corrente mez, o muito velero hrgue
RECITE, oqnalja'tem a maior parte do
carregamento prompto: para o restan-
te, passageiros e esclavos, trata-ce com
Manoel Francisco da Silva Cari ico, na ra
doCollegio n. 17 segundo andar, ou com
o capitao Manoel Jos Ribeiro.
RIO DE JANEIRO.
O patacho Santa Cruz, capitao Marcos Jos da
Silva, segu com muila brevidade ; para o resto da
carga, passazeiros c cscravos a frete, 1 rata-e com
Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo
n. 25.
ACARAC1'.
O palhabole Sohralense, capilao Francisco Jos da
Silva Ralis, sesue no dia 7 de abril ; recebe carca e
passageiros: Irala-se com Caelano Cyriaco da C. M.,
ao lado do Corpo Sanio o. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com omita hrevidade a harta
nacional SORTE. capilao Jos Maria Fer-
reira. por ter parle da carga prompta :
para o resto, passageiros c escravos a
frete, para os quaes tem excellentcs com-
modos, trata-te com os consignatarios No-
vaes & C, rita do Tiapichc n. 34, ou com
O capitao na praca.
RIO DE JANEIRO
O brigue escuna MARA segu por es-
tes dias : para o resto da carga, passagei-
ros e escravos a frete; trata-se com Ma-
chado & Pinhero no largo da Assembla
sobrado n. 12, oucom o capilao a bordo.
Segne para o Acarac imprclerivelmenlc al o
dia 6 de abril, o patacho aEmulac;1o : quem no
mosmo quizer carregar ou ir de passa'aem, dirija-sc
bordo a Iralar com o capilao, ou na ra da Cadeia
do Recife, escriptorio de Manoel Goncalves da Silva.
Para o Rio de Janeieo.
Segu imprelervclmente no dia 31 do correlo a
veleira barca brasileira MathilUe ; s recebe pas^a-
aciros e escravos a frete, para o que lem excellcnles
commodos : a Iralar no escriplorio de Manoel Alves
Guerra Jnior, ruado Trapiche n.i.
Para o Aracaly, o biale Auroran sahe com
muila brevidade por ler parte da carga ; para o res-
to, Irala-se com o capitao, ou na ra do Vigario
LEILOES
Sezinandn Joaquim da Silveira, querendo aca-
barcom sua taberna sita na ra do Pilar n. 8, fa-
r.\ leivio por inlcrvcnrao iln agente Victor, de lodos
os generoso arm-.!caoeni mesma occasiao ser vendida uroa cscrava moca,
boa cozinheira ; seile-feira 90 do corrente as 10
l|2 horas da manhaa no indicado lugar, a taberna
ser vendida a contento dos licitantes.
Manoel Ferreira Ramos e seus lillios
rcaores Jacintho Ferreira Ramos e Anto-
nio FeT-rcira Ramos Sobrnho, nicos pro-
pietarios do excellente predio com espa-
cosoarmazem, de tres andares e grande
sotfio, sito na ra do Vigario n. 8, farSo
leilao, por ntervencao do agente Olivei-
ra, do referido predio, sem reserva de
preeo, visto ter deietirar-sc para lora da
provincia o ultimo dos supraditos pro-
pretarios: sabbado ."1 do corrente ao
meo-da em ponto, a' porta do mesmo
predio.
Leilao de urna porcao de ceblas, chegadas pro-
ximamenlc de Lisboa, cm loles a vontade dos com-
pradores ; hoje, 30 do corrente, pelas 10 horas, no
armazcm de Joaquim de Paula Lopes, deronle do
caes da alfandega.
C. J. Aslley &C. fario leilao, por ntervencao
do asente Oliveira, de grande e variado sorlimclo
de jurada* de algodao, laa, linho e de seda as mais
proprias do mercado, e assim mais de algumas fa-
zendas inglezas avadadas; segunda-feira 2 de abril
prximo, as 10 horas da manhaa, no seu armazem,
ruada Cadeia do Recife.
LEILAO.
No armazem de Joao Martins de Barros na tra-
versa da Madre de Dos, haver no dia 31 leilao de
ceblas solas c em molhos, em loles pequeos e
grandes, a vontade dos compradores.
AVISOS DIVERSOS
PROCISSA0 DO SR. BOffl
JESDS DAS CHAGAS.
A irmandade do Sr. Bom-Jesus das Chaaas, pre-
tende apresentar i vista dos fleta a solemne procissao
do seu padroeiro, no domingo de Ramos 1 de abril,
a qual tem de percorrer as ras segoinles: ao sahir
da igreja se formar no lrgu da mesma; ra dos
ponte, ra do Collegio, Queimado, largo do Livra-
mento, ra Direila, largo do Terco, Marisco, ra
dos Marlvrios, em fronte, ao largo do Carmo, cam-
boa do mesmo, flores, Nova. Trincheras, estrella
do Rosario, Queimado, em frente, a rccolher: ro-
pa-sc aos moradores das ras mencionadas, queiram
manda limpar as testadas de suas casas, para mais
brlhanlismo do acto, e se assim o uo fizerem, de-
xaremos de por ella passar.
S9S8999 99 S6999999-
REGREIO MILITAR.
@ Convida-sa a lodos os senliores socios para Et
se rcunrem no da 31 do corrcnlc pelas 5 ho- $
ras da larde, na rasa da residencia do Ihcsou- &
9 reiro, na ra do Aragao n. 12, para se Iralar @
9 .o* eleirao para o novo directorio, que lem de a
<5 funecionar no corrente anuo. Z
9 fe'S@8S999 99999999999
LOTERAS da proviscia.
As rodas da lotera de
N. H. do Guadalupe, an-
damimiiretcrivcliiieiite no
da 11 de abril.O tlie-
soureiro, F. Antonio de
Oliveira.
Joaquim da Silva Moui 5o breve res-
pondera' a correspondencia do Sr. Jos
Das da Silva, publicada no Diario de hon-
tem, sendo que o fara' com documentos,
que tem de extrahr por certidSo de al-
guns autos.
Precisa-te de urna ama de exemplar
conducta, para oservico interno de urna
casa de familia : quem estiver nesta cr-
cumstancadirija-se a ruado Collegio n.
1, segundo andar.
Bernardino Jos da Silva, lendo o Sr. Bcrnar-
dino de Souza Piulo em ser annuncio no Diario de
honlem, negado a venda que lhe lizcra do seu escr-
vo de nome Antonio, em 13 de fevereiro do corre-
le anuo, responde-lhe que em mo do Illm. Sr. Dr.
subdelegado da freguezia de Sauto Antonio ev-de o
papel dessa venda, assim como o conhcciinoiito da
iza qne pagno, sendo que etn presenra do mesmo
Illm. Sr. obteve o dilo Pinto do bailo asslgnado a
nullilicarao da referida venda, rcstiliiiudo a eafe
prefo recibid.:, lio exposlo se v qual he o carc-
ter do Sr. Bernardino do Souza Piulo.
Bernardino Jos da Silca.
O Sr. Candido Pereira Monleiro querendo en-
carregar-se de orna cobran;* na Sorra de Luiz Co-
mes, qeeira apparecer na loja de miudezas em fron-
te do Livramento, de Francisco Alves de Pinho. ou
declarar sui morada.
MUTILADO 1
Precisa-sc de lima esclava para todo o
servico interno e externo de urna casa de
pequea familia, paga-se bem: na ra
l^ova loja n. 11.
O secretario da irmandade de N. S. do Terco
cm nome da mesa convida a lodos os seus irnis
com parlicularidade aos mesarlos, pera boje 30 as 2
horas so aetUMa na nossa igreja, para a irmandade
enror porada acompaniar a procissao do Senhor Rom
Jess Pobres Afilelos de S. GoBcallo ; assim como
convida para, na quarla-feira, 4 de abril, as 7 horas
em ponto, se acharcm na nossa igreja para acompa-
niar a procissao do SS. Viatico aos enfermos, a con-
vite da irmandade do SS. Sacramento.
Desappareceu a mais de um auno p escravo
Manuino, de necio Angola, o qual representa ter <>0
annos de idade, baixo, ps um puuco incitados, pouca
barba ; consta estar na estrada nova Irabalhandoem
um sitio de um portuguez : roga-se as autoridades
do lugar e capilaes de campo o apprehendam e le-
vem-o ao silio do abaixo assignado, na estrada do
liosarinhn, aonde serao recompensados ; assim como
acha-se desapparecido ha .'> dias o escravo David do
mesmo abaixo assignado, o qual escravo he bem co-
nhecido nesta praca, hesapateiro, lem pouca barba e
j calvo, baixo : recompensa-se a quem o appre-
licudcr.Domingos C. Pires ferreira.
Jos Francisco Tenorio declara que ja salisfez
a divida, n.lo por elle contratada, c sim aflautada ;
assim como nao ho morador na Boa-Vista, c sim no
Pojo da Panclla,
Silvestre Minervino do Azcvedo declara qne
perilcu ha dias urna letlra aceita pelo Dr. Francisco
Elias do Reco Danlas, a qual provein da venda que
lhe fez de sua parte do engenho Pimentcl, da qoan-
ta do 1083000, passada a 21 de Janeiro de 1S.., e
venec-sc 110 da 31 de julho de 1857, o por isso pede
ao mesmo Sr. Dr. nao pagoe a prssoa alguma, e nem
faja Iransacjao com a referida letlra.
Dcsapparecea no dia 12 de junho do anno pas-
sado, da fazenda do Lordolo, na provincia do Ro de
Janeiro, o escravo pardo, de nome Marcelino, esta-
tura regular, magro, cabello nao muilo crespo, olhos
regulares, nariz afilado, bons denles, com principio
de barba, idade 20 anuos, pouco mais ou menos,
com urna ferida na perna csqurrda ; levou 2 caljas
de algodao azul j.i usadas, 2 camisas de algodao
americano, 1 japona de fuslao, 2 mantas de algodao
de Minas e 1 chapeo de lebre usado : quemo pegar,
leve-o a Francisco Ribeiro Pires, na ra Formosa,
que sera gratificado generosamente.
LOTERA de n. s. de guadei.upe.
Aos 3:0003000, 2:0003000, 1:0003000
Os hilheles c cautelas do cautelisla Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior sao 13o afortunados pelas
rrequenles vezes que lem dado as sorles grandes, co-
mo recommendados por seren pazos os premios
grinda* por inlciro sem descont algn, acham-se a
disposijao do rcspeilavel publico, as scguinles lo-
jas : praca da Independencia 11. 4, 13 e 15, e 40, ra
do Queimado n. 37 A, e cm oulras mais do coslume:
as rodas da referida lotera andam mpreterivelmcn-
le em 11 de abril cm o consistorio da igreja dos Mi-
litares.
Bilheles inleiros 59500 Recebe por inlciro 5:000
Meios hilheles 25SOO 2:5009
Quarlos 1j0 >, 1:2508
Oitavos 720 6255
Decimos 600 o 5003
igcsimos 320 i> 2509
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior oflerece os seus biihetes e cautelas as pessoas
que costumam comprar para negocio ncsla cidade e
para fura, aos prejos abaixo, sendo cm porjao de
IOO3OOO para cima e a dinheiro a vista, cm sen es-
criptorio, na ra do Collegio n. 21, primeiro audar.
Biihetes inleiros 59300
Meios bilheles 29050
Ouarlos 19350
Oitavos 675
Decimos 540
Vigsimos 270
Joaquim Antonio Rodrigues retira-se para fra
do imperio.
Precisa-se alagar urna amr forra ou captiva,
para todo servijo de casa : na praca da Indepen-
dencia n. 34.
Precisa-se de 3 amassadores para padaria, e que
enlendam do servico tendente mesma : na ra Im-
perial n. 173.
Desappareceu no dia 27 do corrente pelas sete
moia horas4uoilc ouauseulu-se a oseraa crioula
denome Rila, de Mude de GO annos, pouco mais
ou menos, baixa c gorda, ps grafoa, etae* araudcs
c vermellios, denles miudos, separados e alvos, ca-
bellos brancos e corlado bem renle, com a mc'.ade
do dedo pollcgar do engenho: levou vestido de chita com quadro ro-
xos c panno da Costa j usado, e supoe-se que fosee
para o cncenlin Ilanhang da fresnezia do Pao d'A-
llio, donde ja f.ra cserav.i c lem anda lilhos : quem
a Pfgar leve-a a ra do Colovcllo n. 107, que ser
recompensado.
Oflercce-se um mojo brasilciro para escripto-
rio, o qual sabe bem ler, cscrever e contar, e tem
alguns preparatorios: quem de seu presumo se qui-
rcrulihsar annuncio por esta folha ou dirija-sc a
ra das Cinco Ponas n. 11.
Conlrata-se um forneiro: na padaria da ra
Direila n. 69, ou no Monleiro na do Brilo.
Prccisa-se alagar om sobrado ou casa terrea :
quem tiver aflnnncie por esta folha.
Aliiga-seo segundo andar do sobrado situado
na ra Nova n. 14: 110 primeiro andar do mesmo
sobrado.
Desappareceu ha 9 mozos um escravo do en-
genho \ elijo do Cabo, de nome Jos Mulato, baixo,
giosso, barbado, c fula : quem o apprchender dirija-
so a ra larga do Rosario no segundo andar da casa
de Joao Valenlim Villela, que ser Jiem recompen-
sado.
Traspassa-sc as chaves da loja da ra da Ca-
deia n. 17, com a armajao ou sem ella : para tratar
na rua doCollegio n. 4.
Precisa-se alugar om preto para o servijo de
casa e rua, de urna pessoa do mui pouca familia,
annuncie.
Ao capilao Honorato Josph de Oliveira Fi-
guciredo furlaram ua madrugada do dia 28 de fe-
vertiro do corrcnlc anno, nolugarCacimba-Nova
distrijlo da freguezia de Bezerros, umquarto russo
sujo, carnudo, nao mui grande, bastante reforcado
em proporjOcs, dinas baixas, e pelo centro dcslas,
cabellos prelos, ps e rr.aos caljados de cabellos um
pouco prelos, carrega baixo desembarajado, e por
cima ohrigado, e he spero nest carrejo,he corcun-
da (do espinhajo) tem a cauda curia de natureza, c
lem os cabellos da cauda, da cor dosda dinas, quasi
sempre lem o beijo de baixo cabido, arrasla os ps
quando carrega, e esta aberlo do cima o dcbaixo.
laga-se com goncrosidado a quem o entregar, 00
dclle der noticia certa donde existe, na mesma Ca-
cimba-Nova, aos Srs. Antonio Manoel Lino e Ma-
noel Antonio Pontes: uo silio das Aulas, ao subde-
legado to freguezia de Bezerros o Sr. Francisco Be-
zerra de Vasconcelos, e no Recife na rua das Cin-
co Ponas, sobrado 11. 62.
Jos Jacinlho Barbosa, subdito portuguez : rc-
tira-se para a Europa.
A casa de pasto da roa das Cruzes n. 39, de-
clara a lodos os seus freguezes, que lem comodo-
nas a toda hora do dia, da almocos e jamares para
Tora, e lera mao do vacca nos domingos e dias
sanios.
Precisa-sede urna escrava para fazer servico de
urna casa, fura a cozinha, de urna casa estragd-
ra, com duas pessoas: quem a liver diiija-se 1 ua
da Cruz n. ol, armazem de fazendas.
-rraiiMddina cozinheira, no sabrado n.
I, da rua da Cadeia de Santo Antonio, confronte a
ordem terceira de S. Francisco.
D.i-sc dinheiro a premio sobre penhores : da
dez a urna hora da larde se indicara a pessoa que o
da : na rua Nova n. 23, primeiro andar.
Na loja de quatro portas da ruado Ca-
huga' de Guimaraes, tem um completo
si n I menlo de laas, tanto furta-cres co-
mo de outras qualidades, bicos de seda, e
um rico sortimento de leques, espedios
grandes, tentos para voltarete, etc.
Desappareceu no dia 25 de mar jo do correla
anno, um escravo de nome Antonio, representa ler
do auno*, com quanlo soja do Gento, pela falla pa-
rece croulo, levou camisa azul, calca de algodao
dizem que anda por Beberibe, por ler sido desse lu-
gar, roga-se as autoridades policaca e capilaes de
campo o aprehendam e levem-no ao Recife a rua da
Guia, taberna n. 9, que ser recompensado.
O abaixo assignado se pflereco aos senliores
commercianles desla praca para cobrar assoas divi-
das uos lugares segoinles : Assii, Serld, Riacho de
Porros. Rio de Piranhas ale a villa de Pombal Ser-
rado Teixeira, villa de Caico. Acari, mediante 1
paga de 2o por cont ejjd fiador ncsla praca .las di-
vidas que so encarregar para cobrarCnd'ido Pc-a
reir Monleiro.
CHAPEOS a DE MOLLA.
Na fabrica e loja de chapis da ru* Nova n. i,
ha cnegado urna'nova factura de chapeos de molla,
e suaqualidade he a mais superior que nesle csla-
bclecimento lem havido, c por querer salisfazeras
pessoas que proruraram antea de os ler, faz o pre-
snilc |iara lombrar que esiao lendo erando eslrac-
tSo c que devem vir comprar antea que so acabeji.
lambem ha de muilo bum gosto chapeos de fcllro
de lulas as cores'para crianca, dilos de ditos com
enleitescserr. elles para menino, dilos de dito de
e* cores para liomem, d los amazonas muilo
modernos para senliora.dilos de castorina, copa bai-
xa, cm pello de dilTcrentes cores para hornero, fa-
zenda esla ha muilo nao apparerida nesle morcado,
ejonirn muilas fazendas proprias do eslubeleci-
mento.
Joo P. Vagelcy avisa ao respeit*Ycl publico, que
cm sua casa na rua Nova n. it, primeiro andar, a-
cli.i-se um sortimento de pian do Jacaranda, os
mclhorct que tem al apera appnrecido no merca-
do, lamo pela sua harmoniosa e forte voz, como pe-
la sua conslrucrao de armario, da fabrica de Col-
lard & Collard em Londres, os guia vende por pre-
eo razoevel. O anundantc nonliuua a afinar e
concertar pianos com perfeicao.
O Sr. Casemiro de Sena Madureira lem urna
cncomraeoda vinda da Babia, cm casa de Tasso 1
Irmaa*.
D-se 2OO9OOO a juros sobre penhores de ouro
ou prat : a tratar na rua estrella do Rosario u. 5.
Precsa-se de um amassadoi, e que saiba corlar
massas : na padaria da rua Ret, no Manguiuho,
n. 51.
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Salustiano de Aquino Ferreira oll'ere-
ce gratuitamente ao hospital PEDRO II,
metade dos premios que sahirem nos qua-
tro biihetes inteiros n. 1459, 183*. 1950
e 20i6 da primeira parte da quarta lote-
ra de N. S. do Ciuadelupe da cidade de
Olinda, que ha de ter o seu indubitavel
andamento em 11 de abril do presente
anno, os quaes iieam em seu poder de-
positados : a metade do que nelles sabir
sera' prompta e ielmente entregue ao
Sr. Jos Pires Ferreira, thesoureiro do
erido hospital. Pernamhuco 27 de
marco de 1855.Salustiano de Aquino
Ferreira.
Na rua do Collegio botica n. 6, pre-
cisa-se de um feitor portuguez para sitio
perto desta praca.
11 Sr. Paulino da Cunda Soulo Maior queira
declarar se nesla praca existe pessoa qae fca soas
vezes para se lhe fallar a negocio de seu interesse.
Pede-se aos Srs. Filippe Bello Maciel e Maxi-
mino Ribeiro de Asmar Monlarroios.o favor de de-
clararen! as suas moradas para se lhes fallar, on diri-
girem-sc rua eslreila do Rosario, casa n. 4.
Arrenda-so ou vende-sc urna grande parle d
silio Maria Farinha : a Iralar com Mauoel Gomes
Viegas, rua do Pires n. 31.
LOTERAS DA PBOVINCIA.
O cautelisla Salustiano do Aquino Ferreira conti-
na a vender bilheles c cautelas as pessoas que com-
pram para negocio, pelos prejos abaixo declarados,
nma vez que chegue a quaolia de 100)000 para ci-
ma, dinheiro i vista : pd ser procurado na roa do
Trapiche n. 36, segundo andar, das 9 al as 12 horas
da manhaa. Os seus bilheles e cautelas eslao sen-
Ios dos8 por centodo imposte geral.
Bilheles 53300
Meios 2650
Quarlos 15;<)
Oitavos |(I5
Decimos $540
Vigsimo 5)270
Pcrnarebuco 26 de marjo e 1855.
Salustiano de Aqnino Ferreira.
ATTENCAO'.
O cautelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello
lem resolvido vender os seus biihetes ifleiros e cau-
telas de lOOoOOO para cima, a dinheiro a vala, pelos
prejos abaixo declarados, observando que os tres pri-
meiros premios grandes sao pagos sem o descont da
8 por cenlo : s pretndeme* podem procurar no
aterro da Boa-Vista n. 45, segundo andar, das 6 as 9
da manhaa, e das 3 as 6 da Urde.
Bilheles 5J3O0
Meios 2^00
Qnarlos 193
Oitavos 690
Decimos 560
Vigsimos 280
Precisa-sc de alugar urna prela forra ou capti-
va, para urna casa de pouca familia: no aterro da
Boa-Vistan. 78, loja.
Est para so alugar urna casa terrea em Olin-
da, na ladeira da Misericordia, cm bom estado ; a
fallar ca rua do Raucel o. 21.
Os Srs. trapicheiros ou administra-
dores dos trapiches Novo, llamos, Cunta,
Barboza e Pelourinho. hajam de satisfa-
zer em a administracao dos estabeleci-
mentos de caridade, as amostras extrahi-
das das caixas de assucar.
Illm. Sr. inspector da Ihesonraria geral. ~Xirr. Jos
da Rocha 'Pavanhos, que em virtude de ordem d Ihesouro pnblico mawvai^uc mandn a infarnvir
a esta Ihcsouraria umrcquerimenlo com cuineiuos
annexos e comprobatorios, da quaolia de dous coti-
los e lanos mil ris, que ao supplicante he a mesma
fazenda devedora, acontece que tendo o suppli-
cante estado na espectaliva, o requerido ja e V. S.
em dezembro do anno passado solocSo de urna tal
informacao at o presente, parece que por orna fala-
lidade, nao tem sido possivel o supplicante oblcr o
despacho, apezar de ter ja decorrido nm anno pouco
mais oo menos ; pelo que, nao sendo cabivel qoe as
reparticoes flseacs protelcm o direilo das parles por
um lempo indefinido ; por isso, vem o supplicanle
requerer a V. S., que como chefe desla reparlijao, e
a cojo cargo esta a allribucao da cumplir e fazer
cumprir as dcliberaces e ordena do Ihesouro, como
determina o paragrapho 10 do art. 31 do decreto n
736 de 20 de novembro de 1850, se digno manda1"
que e empregodo em cujo poder eslao os documeti -
los e pelijes do supplicanle, para informar manda-
dos por V. S. que ho o chefe da 4.* secjo, Jos
II enrique Machado, dlVromplo andamento edita
informajao afim de que uSo fique eternamente se-
pultada esta pelijao era seu poder, como lem estado
os outros documentos e pelijes ; com o que fara
ao supplicanle a merecida juslica ; e assim pede a
V. S. Ihe defir.E. R. Me.
Jos da "Rocha Parankot.
Recife 22 de marjo de 1855.
Joaquim Marlinlio da Crui Correia retira-se
para a Europa.
Jos Miguel dos Sanios vai a Europa Iralar de
sua saude.
SALA DE.IMSA.
Luiz Cantarclli participa ao rcspeilavel publico,
nue a sua sala do onsino, na rua das Trincheras n.
19, se acha aherla todas as segundas, qnarlas e sel-
las, desde as 7 horas da noite al as 9 : quem do seu
presumo se quizer ulilis.tr, dirjase mesma casa,
das 7 horas da manhaa at as 9. O mesmo se olTere-
rc a dar lic'.es particulares as horas convenciooadas:
lambem da lijes nos-collegios, pelos prejos que os
mesmos collegios lem marcado.
e@ ***
DEM ISTA FRANCEZ. 9
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na rua larga SU
9 # les com gengivas artificiaos, e denladura cora- A
A pela, ou parle della, com a presso do ar. aj|
9 Tambem lera para vender agua dentifrice do a
ej Dr. Pierre, e p para denles. Roa larga do S
9 Rosario n. 36 sesundo andar.
-* 99m 9
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
{jel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desdeja' r^^jio-
dtco preeo como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestalo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias utes.
Arrenda-se urna loja no atorro de Boa-Vista,
propria para qualquer ealabeleclmcnlo, lendo con-
fronte a casa do Sr. Antonio Luiz Conjalves Ferrei-
ra, e junta a urna loja de culileiro : os pretendentcs
enlcndam-sc no sobrado por cima da mesma loja, na
na roa da Cadeia do Recife, obrado o. 3, primeiro
andar.
Tede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar -pro-
curador da cmara de Olinda, que venda entender-
se com os derdeiros de Luiz Roma, pois basla de
cassoadas, ficando certo que cm quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir esle annuncio.
Predsa-se de urna ama de leile : na rua Di-
reila n, 66.
ATTENQA.
J Carvalho fV, Mondes, ultmame ule chrca-
dos a rsla cidade viudos do Ro de Janeiro,
A leema honra de oflerecer ao publico um )
S llndo e variado sorlimento de joiasd'ouro
V e com brilbanlcs, rclosios d'ouro patente, ffi|
A faqueir..,, salvas e estiraos, e oulros mui- 2*1
W los objectos do dillorenles qualidades pro- W
\gj pnos para sinhoras, de tosios moderno* A
/>. qHe ludo vendern por mdicos prejos al- 2
"97 temiendo a pouca demora quo pretendem Wf
^ ler aqu : aelmn-sc inorando na rua da A
Q Cadeia de Sanio Antonio, sobrado n. 2l, 'S
primeiro andar. Sk
T" ''ecisa^-se alugar ama prela ou um prelo qna
saiba vender na rua qualquer venda ; paga-se bem t
quem tiver para alugar, dirija-se rea do Oueimt-
do u. 38, primeiro audar.
-


DIARIO DE PERMMBI1CO. SEXTA I EIRA O DE MARCO DE 1855
,
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de urna casa de pouca (amilia : na ra das
Laungeiris, sobrado n. 15, segundo andar.
flK O escrixan privativo d ijury, mudouo sea (A
^ escriptorio para a ra Uiieila n. 88, pri- Z|
BBITISH CI.EKKS- PROVIDENT ASSOCIATION.
The General QuarierlyMoctingof IheSharolinlders
nfthi- in will be held on Salnnlay, Uie
tliirtx-firsl Insti, t Ihe Rooms r>{ Ihe Brllish i\,-
Foreigo Library. The Cliair will be lakcnal 6 l'.M.
Sub-rriplious for April will be recci>ed on
thal iliv al (he Treasiirer's rooms belween Ihe liour
of *&:> P.M.
Bv oeder pf llie Roard of Director*.
Edward Kothwell. Hon: Sec:
Pernambuco -28 Ih M.rch 1855.
Ilesapparcccu nn da 21 do correnlo um inula-
(inlio forro de nomo Modesto, de idade de 10 anuos,
hem alvo, honitis feicOes, c um powo alnlcimado,
levando ramisa de madapoln e calca de riscadinho
un, ciijo mulalinlio leudo sabido para ver a proris-
Scnhor dos Pastos, suppAese que se perder
por ignorar as nas desla cidade, visto ser oo malo,
epois a pessoa que o liver em seo poder en souber
nolicia, dirija-so ou conduza-o i roa do Hospicio
n. 30 que icra bem recompensado; proleslando-*e
fater recahir loda a responsabilidad criminal por
qualquer orrultarao maliciosa.
No dia 30, a 1 hora da larde, depois da audi-
encia do lllm. Sr. I'r. juir. do civrl Cuslodio Manoel
da Silva Guiuiariles, se hilo de arrematar diversos
bens do finado Joaquim Jos Ferreira, rcqiteri-
mento do (cslamcntario Manoel Joaquim Kamns e
Silva, para pagamento dos credores do mesmo finado.
O Sr. Manoel Ignacio de Car.nlho tcm urna
carta vinda do Norte, na ra do Trapiche Novo n.
10, segundo andar.
Aluga-se om grande sitio, rom muito boa c
grande casa, muito perlo da praca, s por um ou
mai anuos : na roa do Qneimado n. 21, leja.
Aluga-se o armazem da porla larga do sobrado
amarello, na roa da Praia n. 27 : a fallar no mesmo
cora Guilherme Selle.
Na roa DireiU d. 91, primeiro andar, precisa-
se de um criado.
Precia-se .llagar um escravo para servico de
casa de familia : no aterro da Boa-Visla n. 45.
Petante o Sr. Ur. juiz do civel da primeira va-
ra, na sala das audiencias, se ha de arrematar uo dia
rrente, ama armacAode bolica, avahada por
KOUO, penhorndn pelo visconde de Loores, por
alaguis de casas.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista frailee/, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova c maravilhosa coin-
posirao lem a vanlagcnrtle cncher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqiierindo
em poucos oslantes solidez cual a da pedra mais
ira,c prometi restaurar os denles mais estragados,
cora a forma e i cor primitiva.
pTblicacao'.
Acha-se no prelo e breve sahir luz urna
i interessante obra intitulada Manual do
) Guarda Nacional on colleccAo de todas as lcis, ffi
rrgulamentos, ordens e avisos concornenles
a mesma Guarda, (muitos dos quaes escapa- tg
ram de ser mencionados as collecrOes de ^J
leis): defdc a ina nova organisaeAo al 31 de @
dezerabro de 1854, relativos nSo s ao prores- tt
* da quaiilieacAo, recurso de revista, etc., JS
j) etc., senilo n economa dos corpos, nrganisa- 0
tj) rao por municipio, batalhes, companhia,
(g de mippis, modelos, etc. ele. efe. Subsrre- J$
* vc-se a 58000 para os assignanles, e 6COO0 @
para os que alio o forem : no pateo do Car- *C
roo n. 9, primeiro andar. 0
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOMMIO 1 AZf DA.H 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscoio d consultas homcopathicas lodo* os dias ao pobres, desde 9 horas da
manliaa atcomeio dia, e cm cisos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noilc.
Qflecece-oe igualmente para pratiear qualquer operario de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulhcr que esleja mal de parto, e cujascircumslancias nao perrailtam pagar ao medico.
i CONSULTORIO DO DR. I L LOBO 10SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual fomplelo de meddicina homeopalhica do Dr. ti. II. Jahr, traduzido em por
(uguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados em dous c acompanhadoda
um dioriouario dos lernios de medicina, cirsrgia, analomia, ele, ele...... 2OSO00
Esta obra, a mais importante de lodas asqiietralam do estado e ortica da homeupalhia, por ser a nica
que conten abase fundamental d'esta duulrinaA PATHOGENESIA OU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEeonhceimeulos que nao podem dispeusar as pes-
soas que sequerem dedicar a pratira da verdadeira medicina, intotessa a todos os mdicos que qui/.erein
experimentar a dnulrina de Ilnhnemann, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
faicndeirosc senhores decncenho que estAo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos rapilosdr navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixai de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripulanles :
a lodos os pas de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in conlinenli os primeirns soccorros em suas cnfcrniiiladcs.
O vade-mecum do homcopalha ou Irsduccao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem ulil as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
mc grande, acoinpauhado do diccionario dos termos de medicina...... 10-5000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., etc., enrardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
homeopalhia, e o propriclario deslc eslabclceimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel c
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.....................
Boticas de i medicamentos em glbulos, a 108, 128 e 158000 rs.
Ditas 36 ditos a..................
Ditas 48 ditos a..................
Ditas 60 ditos a................, .
Ditas 144 ditos 'a..................
Tubos avulsos.........................
Frascos de roeia onca de lindura...................
Ditos de verdadeira tinctura a rnica.................
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos (amauhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de mediramenloscom toda a-brevida-
de e por precos muito commodos.
88000
20*000
258000
30*000
603000
28000
2^100
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o serviro diario de urna casa de pouca familia ,
quem pretender, dirija-se a ra do Collcgio n. 15:
armazem.
Piccisa-sc de urna ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 26,
por cima da coclieira.
O Sr. Gnnrallo Fraacisco Xavier r.avaicanli
1 rima tenhaa boudadede apparecer na ra do Cres-
po, loja u. 16, para concluir o negocio que nao i-
'IBLICACAO' DO INSTITUTO 110- g
5
8
MKOPATIIICO DO BRASIL
THESOl'RO IIOMEOPAT1I1CO
OU
VADE-MECLM DO
HOMEOPATHA.

Joao Salerno Togcano de Almcida, mo-
rador no Rio de Janeiro, ra da Assein-
ble'a canto da ra da Misericordia, se en-
carrega de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: patentes de ofliciaes
de linlia e da guarda nacional, cartas de
desembargadores, de juizes de direito,
mtinicipaes, remocOes dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentos e to-
dos os mais de que se lia ja mister pelas
secretarias, thesouro e consellio supremo
militar, etc., etc. O mesmo Salerno se
encarrega clessas-commisses, urna vez que
se Ihe adiante os dinlieiros necessarios pa-
ra esse um, certo de (pie servil a' co/n
tromptido a todas as pessoas rpt quize-
ni ter a bondad ^firvTTr"de se utilisarcm
de seu prest mo.
Precisa-se a lugar um pretopara ser-
viro de casa de liometn solteiro: na ra
do Trapichen. 16.
O abaixo assignado, offerecc o seu presumo a
quem ce quizer ulilrsar para tirar guias do jui/.o dos
fcitosda fazenda, lanoila gernl cmoda provincial,
por aquellas pessoas quo pessnalmeiitcn* nao podem
tirar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares seguales: Recife, ra da Cadcia loja n. 39,
ruada Cruz n. 56, pateo do Terco n. 19, ra dol.i-
vramenlo n. 22, praca da Independencia n. 4, ra
Nova n. 4, praca da Boa-Visla n. 21, onde serAo
procurados os bilheles e as pessoas que quizerem
para o lim expendido, e na ra da Gloria n. 10 casa
>0 annunciante.Macariio de Luna Feire.
LOTERA DE N. S. DE GUVDELl-
PE DE OLINDA.
At)S 5:000800(1, 2:OOOotKXI, E 1:0008000.
Corre indubitavelmente quarta-i'eira 11
de abril.
O caulelisla Salustiano de Aquino Ferreira, avisa
ao respe i lave I publico, que os seus bilheles c cau-
telas esli isenlos do descont de 8 por cento do im-
posto geral no acto do pagamento sobre os Ires pri-
meiros premios grandes. Acham-se a venda as
suaslojas : ra da Cadeia do Recite u. 2i e 45, na
praca da Independencia n. .17 e 39. ra do I,m-
menlo ii. 22, ra Nova n. 16, ra do (Jueimado n.
39 e Ii, c ra do Cabugi n. 11.
Bilheles 5JOO0 receberi por inleiro 5:000;
fh Melhoo concito, claro e seguro de cu- ()
f. rar homeopalhicament^ lodas as molestias /<*.
V/ que affligem a especie humana, e parli- W
Q| cularmente aquellas que reinam no lira- (A\
I sil, redigido sei;undo os melhores trata- J^1
%p) dos de homeopalhia, lano europeos romo W)
#i americanos, e segundo a propria etperi- rf\
7 enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera ^Z
^ Pinho. Esta obra he hoje reconhecida ro- '-^i
A* mo a melhor de lodas que Iratam daappli- iA
J cajao homeopalhica no curativo das mo- J*
(Bk leslias. Os curiosos, priucipalmenle, nao (Sj
^j. podem dar um passo seguro sem possui-la e /,*.
Vf consulta-la. Os pas de familias, os sen lio- t'i
t> res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (\
y piles de navios, serlanejoselc. ele, devem ^
^) le-la i mao para occorrer promptamenle a V>
Mfk qualquer caso de molestia. (<*i
22 fou volumes cm brorhura por lOSOOO W
({$ encadernados 11jO00 tj
(t Vcnde-se iiniramenle em casa do autor, fff,
*v no palacete da ra de S. Fraacisco (Mun- ^J
Iffj do Novo) a. 68 A. IB
O Sr. Jofio' Nepomuccno Ferreira
de Mello, que mora para Salgadinlio,
(iiieira mandar receber urna cncoinmcn-
da na vraria n. ( e 8 da piara da Inde-
pendencia.
1 J. JANE, DENTISTA,
9
contina a residir na ra Nova n. 19,
ro andar.
irimei- 5
LA'A ESCOSSEZA OU MELPO-
MENE, A 320 0 COVADO.
> ende-se, por haver porcao desla fazenda propria
para roupoes c vestidos de senhoras e meninos, pe-
lo-barato preco de urna pataca cada covado : na ra
do IJueimado loja n. 17, ao pe da bolica. Esla fa-
zenda he de mnita duracito, e nunca se vendeu por
tao barato preco.
ALPACAS DE 01VDR0S E DE
L1STKAS DE SEDA A 400 E
500 RS.
f'Vende-sc por este baralissimo preco para liquida-
do de cuntas, na ra do Oueimado loja n. 17 ao
p da bolica, assim como urna porcao de cascas
francezas finase de cores (xas a 320 e 400 rs. o co-
vado.
RISGADOS DE LISTRAS DE
SEDA A 320 0 COVADO.
\ ende-se na ra do Queimado loja n. 17 ao pe
da botica, riscadus cscuros com b-.tr,i- ile seda, pro-
prios para vestidos e roupes para senhoras e me-
ninos, pelo barato prero de ama pataca cada cova-
do, para ullimacao de conlas.
Meios 25800 a 2:.i00S
guarios 15 a a 1:2503
Oilavos 720 N 6259
Decimos 600 a 0 5009
Mgessirao 320 te a 2503
Uuem perdeu urna carleira com urna obriga-
r.10de 1503, uoi recibo de 508 e outros papis de
pouca importancia, e que parece perlencer a pessoa
deltamaraca: dirija-se a esla typographia, que se
dir quem acliou.
a
Um mo^o que lem as liabiliia^oes necessarias
para fazer cobranca amigavel ou judicialmente nes-
la praca ou fra della, se ofTcrcce a quem se quizer
ntilisar de sen presumo, de o procurar na ra Direi-
la, boceo da Penhu, sobrade da esquina, de um s
andar.
Precisa-se de urna criada para Iratar de 2 cri-
.MGas : a Iratar na Camboa do Carino o. 38, primei-
ro andar.
V mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecta no convento de Sanio Antonio do
Recite, convida a todos os seos cbarissimos irm.tos
para comparecerem no referido convento no dia 30
do correle, pelas 2 horas da tarde, para encorpora-
dos, acompanliarem a procissAo do Senhor Boni Je-
ss dos Atbelos, que lem de sabir da igreja de S.
(iunc.ilo, pois fomos convidados pela mesa regedoia
desla irmandade.
Qnem precisar de urna ama para o iervco in-
terno de urna casa de pouca familia, dlrija-se a ra
de Santa Thereza n. 7.
No hotel da Europa, precisa-sc de um caixei-
10 e dous escravos de aloguel.
Na ra da Cadeii do Recite 11. 3, primeiro an-
dn, confronte oescriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacliam-se navios, quer nacionaes ou estran-
geiros, com toda a promptido ; bem como tiram-se
pasaaporles para fra do imperio, por preco- mais
coininodos do que cm outra qualquer parte, e sem o
menor trabalho dos pretendeules, que podem Iratar
das 8 da manliaa as 4 horas da tarde.
Precisa-se alagar ama canoa de coudozir lij-
los, qne possa couduzir de 1,000 a 1,200 : quem li-
ver, dirija-se i ra do Sol, armazem uc maleriaes,
que se dir quem a quer, ou annuncie.
Iticardo Nunes de Carvallro Siqucira, subdito
hrasileiro, retira-se para fra do imperio.
Jo Miguel dos Sanios faz scienle ao publico,
particularmente a quem inleressar, que lem dissol-
mIo amigavclmenle a sociedado que linha com D11-
arle Antonio Serra, ua tabernil sita 11:1 ra da l.in-
-ocla n. I, a qual gxrava debaixo da fuma de Duar-
te A Sanios, Tirando a cargo oo mesmo ex-socio
Duarle, o activo e passivo da mesma taberna.
No dia 30 do corrale, na sala das audiencias,
fiada a do lllm. Sr. Dr. juiz de direilo da primeira
vara, pelas 2 luirs da larde, se lia de arremalar por
venda 11111.1 casj terrea, sila na Captioga, e a posse do
terreno em que esla edificada com HK) palmos de
lenlo c 600 de fundo, com boa cacimba e tanque,
estribara, cm terreno de foro, avahado ludo por
1:0003000, penhnrada por Uego Alhuquerquc &
t.ompanhia a Antonio Francisco de Soiiza MacalMea
Juoior, nn qualidade de lulor da menor l'mhelina,
lilhado Bando Francisco de Paula Cueles, escrivAo
Itaptisla, he a ullima praca. No mesmo dia, dora e
lagar l*r lambem lugar a arremaiacao da rasa da
viven la e sitio, no Iqgarda BaiM-Verde, naCapun-
ga, penhorado por Vicente Alvos de Sooza Carvalho,
a Romlo Antonio da Silva Alcntara o sua muther,
avallado por 4:0003000, escrivo Baplista, lie a ulli-
ma praca.
Casa de consifjnacrio de escravos, na ra
dos Quartcis n. 2%
Compram-se o rerebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de rommissno, lano para a
provincia como para fra della, offereeendo-se para
sso toda a segurauca precisa para os dilos escravos.
LOTERA 1)0 UTO DE JAJJE1RO.
Acliam-se a venda os billietes da lotera
51- do Monte-Po, as lojas do costume,
as listas esperam-sc a 2 011 3 do futuro,
pelo vapor IMPEKATR1Z: os premios se-
rao pagos logo (pie se fixer n distribuirao
das listas.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
lodas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 203000
Teste, rrolcstias dos meninos.....63OOO
Hering, homeopalhia domestica.....73000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 63OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......63OOO
Jahr, molestias da pclle.......S3OOO
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I63OOO
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........10S0O0
A Teste, materia medica homeopalhica. #3000
De Fajolle, doutrina medica homeopalhica 73000
Clnica de Staoneli .......63OOO
Casting, verdade da homeopalhia. 43OOO
Diccionario de Nvslen.......lOjOOO
Atllas completo de anatomia com bellas es-
tampas coloridas, conlcndo a descrip^ao
de todas as partes do corpo humaao 303000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
Ihico do Dr. Cobo Moscoso, ra do Col ledo n. 25,
primeiro audar.
n KMHH)
a 39200 0 covado.
23J(KI
3*700
i) 13600 M
13600
600
Idilio
19200
Oueimado cm fronte do
COMPRAS.
Compra-se um eseravo bom trepador de eo-
queiros, anula sendo de idade : quem livor,procure
na ra larga do Itosario n. 25.
Compra-se urna graiumatira ingleza do Gib-
sou : no alerro da Boa-Vista a. 4.
Na casa do sacrislao da ordem Icrceira de S.
Fraacisco, compraai-se 3 ornamentos de celebrare
missn, quecslejam em bom estado, seodo um brau-
co, outro encarnado e branco, e outro roxo ou rxo
e verde, 1 calix, 1 missal.
Compram-se escravos de ambos os sexos, assim
como lambem so vendcui de commissAo : 11a ra Di-
rcita n. 3.
Compram-se pataees brasilciros e hespanhes:
na ra da Cadcia do Recite n. 54.
Compra-se um santuario de Jacaranda, que le-
nba 5 palmos de altura, inclusive o frontispicio, com
urna masera do Senhor, que seja novo ou em bom
estado : quem liver para vender, dirija-se a loja do
cnmmeodador Manoel Uoncalves da Silva.
~~ ~~"IHEDAS.
Chesou pelo paquele inglez urna fazenda intelra-
menle nova,loda de seda,campo asselinado rom dros tarsos e de lislras, o mais lindo possivel,ultimo
goslo em Pars, com o nome Sebastopol, vende-sc
nicamente na loja da ra do Oueimado 11. 40, pelo
diminuto prreo de 13200 o covado : dAo-sc as amos-
tras com penhor.
CASEM1BA PRETA SET1M A
5;500 0 CORTE.
Mantas prelas de blnnd
Panno prelo muilo lino
Sarja prcla lavrada
Sctun prelo maeo
Sarja preta hcspauhola
Nobrcza prela portugueza
Alpaca prcla de lustro
l.coros de sclim prelo
I,uvas ile seda prelas
Yeodem-se na ra do
boceo da Congregaran, passando a botica asegunda
loja n. 40, d 10 se as amostras com peahor.
MOYAS IM)IA\AS A 400 0
AOVADO.
Vendem-se na loja de llcnrique & Santos, na ra
do Qneimado n. 40, as novas indianas csrocezas pe-
lo diminuto prego de 400 o covado :dAo-se as amos-
tras com penhor,
Vendcm-seos scguinlcs romances: de A. Du-
mas, o cavalleirod'Harmcnlal por :i30l)0 rs., Dos
Dispoe por 63OOO rs., de Paulo de Kock sem grava-
la por 23000 rs., de E. Sao, a buena-dirha por
29500 rs., a Cabana de lio Thomaz por 23OOO rs.:
na praca da Independencia n. 14 e 16.
Ha para vendere na ra larsa do llosario n.
9, sobrado que volta para o becco do Peixe Frito,
um novo sortimenlo de bicos e rendas da Ierra : por
prego commodo.
Vcnde-se urna sorle de Ierras ao manicipio do
Pilar, da provincia da Paralaba, que principia da
extrema do engenho Pacatuba, seguindo pela estrada
que vai do mesmo engenho para 'inambira, couipre-
liendendo os sitios Cuchoeira, Pedra d'Agua, Sapu-
caia* Corac..1o, Massaranduba, Rio Secco e parle da
aldeia, com a lalilude da mencionada eslrada para o
oorle, e confinando com os rios adjacentes, pela
quantia de 4:5009000 por que fui avallada ao inven-
tario que ullimameole se procodeu do extincto .vin-
culo do raorgadu S. Sahador do mundo: quem pre-
tender cffectuar a compra dos mencionados terrenos,
dirija-se ao engenho Velho, no municipio da capital
da mesma provincia, ou ao engenho Boa-Vista, no
municipio de Mamanguape, a Iralar com seu pro-
priclario o corooel Francisco Antonio de Almcida e
Alhuquerque, ccrlo de que fra negocio bastante-
mente razoavcl e vantajoso.
A'ende-se o silio do finado Jusliniano Antonio
da Fonseca, no principio da estrada nova doCachnn-
ga, com casa para numerosa familia, 3 bailas de ca-
pim, diversos arvoredos, c campo para pasto de 10
vaccas animalmente : quemo pretender, dirija-se ao
silio junio ao aununciado, a Iratar com a viuvado
mesmo.
Vcnde-se por preco commodo urna boa casa
terrea, na ra da Praia desla cidade : a Iralar na
ra do (Jueioiado n. 37, primeiro andar.
Vende-so urna cscrava : na ra do Pilar n.
141.
Vendo-so um molccole pega : na ra da Ca-
dcia do Hecifc, loja n. 50, de Cuaba iV Amorim.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOUBAS.
Na ra da Cudeia do Kecife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, rjnli-
nunm-se a vender a 83OOO o par (prego fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas nnvallis de barba fcilas
pelo hbil fabricante que foi premiado lia cXjiosic.lo
de Londres, as quaes alcm de durarcm extraordina-
riamente, nao se seuleui 110 rosto na acgAo d cortar;
vendem-se com a condigAo de, nAo agradando, po-
derem os compradores devolve-las ate 15 dias depois
pa compra restituindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas Icsouriohas para unhas, feilas pelo mes-
mo fakMeante.
Vcnde-se orna canoa grande, que leva 16 pes-
soas : no armazem da ra da Cruz a. 19.
Vcodcm-se saccas com alqueire de fariuha |
medula anima : na na do It.incel u. 21. Na mesma
casa se vende urnas sobras de madeir 1, urna Irave le
boa qualidade de .'14 palmos, envaines com 36 pal-
mos, duas taimas de amarello vinhalico bom, urna
ponen de areia de fazer cornija, e cid de caiar : ua
ra do Bangel n. 21.
Vendem-sc os livros. lloras da Semana Sania
t nutras Mariaunas, a vida de Jess Chrislo, cate-
cismo dcMoiipeller. e lambem 2 lomos da obra de
Branca para escola de meninas.
A 1)500.
Vcndem-se para cima de mesa relocios de porce-
lana c de madreperoia domados, que regul.nn muilo
hem, com a sua competente manua do vidro a ;500
cada um : na ru larga do Rosario n. 44.
RAPE' DE LISBOA.
Vende-so superior rap de l.i-b >a, fresco, ciiegada
de prximo, a rcialho : na praca da Independencia,
loja n. 3.
PARA ACOliGUE.
Vcudcm-se 2 vaccas e 1 ganlo: na estrada de
lieleiu, sitio cm que mora Manoel Jos de Azevcdo
Amorim.
Vcndem-se relocios de ourn patente inglez. os
melhores eja bem conhocidos ueste mercado, linha
de algodAn em novellos branca e de cores, hieos :
em casa de Hussell Mnllors ,\ Companhia, ruada
Cadeia do ltecifc n. 36.
Vendem-sc quarlinhas da Babia de lodas as
qualidades, por prego rommoiru : na ra do Vigario
n. K, taberna de J0A0 Sirues de Almeida.
Pro^erpiia.
Chegou pelo nllimo navio francez ama fazcoda
iiileiramente nova, toda de seda furia-cores, com
quadros largos, e a mais linda possivel ; vende-se
unicamenlc na loja do llearique iV Sanios, pelo di-
minuto prego de 900 rs. a covado : ua ra do Ouei-
mado 11. 40, c dAo-se amostras rom penhor.
Vendem-se, por prego commndn, duzias de
garrafas rom vinbo de Bordeaux de superior quali-
dade : 110 armazem da ra da Cruz n. 19.
Vcnde-se 0 Cbaiiveau, Tbcone du Code Penal,
ullima edigo crr. .1 volumes, inteiramcnle novo, por
3O3OOO rs. : na ra do Collcgio a. 3, primeiro andar.
Vcnde-se urna escrava parda, de iiannns, que
cose com perfeigo, engomma, eo/.inba faz lodo o
servigo de nina rasa de familia ; um prelo de 35 an-
uos, bom para silio ou engenho, por ler umita praU-
ca : na ra dos Quarteia n. 24.
Vendem-se luvas de retroz para menina a 500
rs. o par, lucias prelas de seda para scnbora a 600
rs. o par ; a ellas antes que se arahern : na rna du
Qneimado n. 53, loja de miudeus,
Vendc-se urna balauga romana com lodos os
satis pcrtences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se ra da Cruz, irmanm u. 4.
MANTAS PBF.TAS I'AKA SENHORA.
Veadc-sem manas prelas de bloml por commodo
prego: na loja de 4 portas da ra do Queimodo nu-
mero 10.
Vendc-se rebota do Lisboa para acabar a 13500
o mollio, a iliiihciro 011 a prazo, cunforme se Iralar :
na ra do Quennado o. 38, primeiro andar.
ATTENCAO AO BABATF.IRO.
Vendem-scipparclhos para cha dmirados, branros
c pintados de porcelana, dilos azues para cha e 011-
tras cores, apparelhos de meza para janlar, lanter-
nas do casquinha fina deslas de p de vidro de di-
versos lanianhos, serpentinas para cima de meza,
garrafas de cristal lapidadas, compoleiras c calix
de dill'erentcs qualidades para vinlio, compoleirns
para doce, copos para agua, porta-licores, bacias e
jarros de porcelana douradosc brancos, frasquinhos
para'espirito, bandejas finas c ordinarias e nutras
muitas faadas rheajadaa de Franca e Inglaterra do
melhor goslo, e prego o mais commodo do quo cm
oulra qualquer parle : na ra Nova 11. 51 juulo a
ConceigAo dos Militares.
Vende-sc o engendo Potos, silo na freguezia
de Agua-Preta, com cxccllcnles tenas, boas obras,
sendo de agua, e trndo Indo quanlo se podo desejar:
quem o pretender, dirija-so ao sen proprietaaio, 110
mesmo engenho, ou ncsla cidade ao Sr. Antonio
Margal da Cosa e Alhuquerque, na ra da l'cnha
n. 2. -
CHAMO* PARA CRIADOS.
Acaban de chegar a praca da Independencia loja
de chapeos na. 24 a 30, chapeos oleados para pagens
de muilo boa qualidade o modernas formas.
CHAPEOS PA1U SEMIORA.
Vendcm-se por conunodo prego, superfinos cha-
peos do seda e palha para sennora, rom ricos enfei-
les, c dos mais modernos venda no increado:
na praca da Independencia loja de chapeos, de Joa-
quioi de Oliveira Maia. ,,
NA RA DO TKAfAciIE N. 8.
Vendem-sc. cadeiras americanas de balango, obra
muilo boa e de cosi, c vellas de csperioarelc pro-
prias para bailes e theatros. ludo por barato prego.
Vcnde-se urna taberna propria para qualquer
prinripianle, na ra do Pilar n. 88 : a tratar na ra
da Madre-de-Deos 11. 7, primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Becife n. 50 ha para vender
barril com cal de Lisboa, recentemenlc chegada.
GROSDENAPLE E SARJA DE
SEDA.
Vende-se superior grnsdenaple prelo de soda a
1$60l> o covado, sarja de seda prela |jr:;i a 1-->t*0 o
covado, sclim de macan a 23OOO ao co\.,do : ua leja
de 4 perlas na roa do Qneimado n. 10.
F110 EM FOLIIA.
Na rfia do Amorim n. 39, armazem de Mano?l
dos Sanios Pinto, ha muito superior fumo cm folha
para fazer charutos.
(>) Vende-sc superior sarja preta (
({A Iicspnnliol;
V' 1,_____11.
i
m
i
M
i
i
i
i
1
1
DE MOLLAS.
JL
Bengallas linas com lindos cas-
tres .
Mcias de seda blancas e pelas
para senliora.
Setiin pelo macan patacolie-
tcs c vestidos.
Chales de crep, bordados e es-
tampados.
Satas brancas bordadas para se-
nliora
Vestidos de cambraia a Pom-
parlo!.r. Charutos Lncenos. W
Papel pintado para forro de (")
sala. (^
Chocolate francez muito supe- g*
(Si l01' i^1
Z Agua de llor de laranja de muito W
^ boa qualidade. ^i*
W) No armazem de Vctor Lasne, W
O na da Cruz 11. 27. ($)
\a ra do Trapiche n. 10, escriptorio
de Btandera Brandis&C, veude-se por
procos razoaveis.
Lonas, a mitarao das do Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
to propropara torrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muilo superior ao al-
vaiade coinmum, com o competente sec-
cante.
DEPOSITO 1)0 CHOCOLATE HYGIE-
MCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e hygieni-
cas: vendc-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C.: ruada Cruz n. 20.
Precos:
Extra-lino. '. 800 a lib.
Superior.... (510
Fino.....500 ^
ROLiO' FRANCEZ
Chegou de novo e se arha a venda a deliciosa pi-
tada desle roifio francez, e mi so encontrara na ra
la Ou/. n. 20, escriptorio, na loja de Cardeal, ra
IRrga do Itosario 11. 38, e na de Manoel Jos Lopes,
ua mesma rna-n. 40.
PRELO MIJITO ffOVO.*
Vendcm-se saceos muilo grandes com
farello cliegado ltimamente de Lisljoa :
na ra do Amorim n. 48.
Moinhos de vento
"ombombasderepuxopara rejjar hurlase liaixa,
decapim. nafundicade D. W. Bowman : ua ra
do Brum us. 6, 8 e 10.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se muito bom leite : na ra ireita n.
120, primeiro andar.
Na ra do Vieario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidSo.
COBERTORES ESCROS E
BRANCOS.
Na rna do (.respo.loja da esquina que rolla para a
cadeia, vendem-se rnbeilores encarna, proprios para
escravos. a T_t>. dilos urandes, hem encorpados, a
I--SO, diles brancos a 19200, dito, com pello imi-
tando os de la a 19280, dilos de laa a 25100 cada
um.
Farraha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha,:
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da allandega, e para por-
res a Iralar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapiche n. Ii.
MIVOjiOUTIMENTO DE COBERTOUES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escuras a 720 rs., dilos g-andesa I520O
rs., ditos lirancos dealsodaodc pello o sem elle, a
milacao dos de papa, a 1?200 rs. : na loja da ra
""o Crespo 11. .
Brunn Praeger & C., tem para
vender em sita casa, ra da Cruz
n. 10.
Lonas da Russia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
I Oleados para mesa.
H Charutos de Havana verdadeiros. 5
ig Ceivcja Ilamburgueza.
S Gomma lacea. H
Vcnde-se zeile de carrapalo a 1J20 a rana-
da : na ra do Aragao n. 11.
Bom sortimenlo de brins, tanto para cal-
ca como para paul.
Vende-se bnm francez de quadros a fiW .1 vara,
dito a 000 rs., dito a 15280, riseado de lislras de cor.
proprio para -o mesmo fim a 160 o corado : ua ra
do Crespo 11. 6.
Vende-se um cachorro bom, de fila, para lio,
chegado asora de fra : qnem o pretender, dirija-se
ajrua das Cruzes n. 2, loja de calcado.
PARA A QUARESHA.
Sarja preta hespanhoia de primeira qualidade, se-
tini prelo muilo superior, rasemira preta franceza,
dita seliin, vtllmlo prelo superior, panno preto mili-
to fino, com lustre e prova de liman, e deoulras qua-
lidades mais abaixo : vcndem-se ua ra do Crespo,
loja da esquina que volta para a cadeia.
CAL YIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rna do Trapiche n. 15, armazem de Bastos r-
melos.
Vendem-sc cm casa de S. P. Johns-
lon & C, na ra de Senzala Nova n. 42.
Sel luis inglezes.
Helogios patente inglez.
Chicotes de carro e de motilara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e raunicao.
Farello de Lisboa.
Lonas nglczas-
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Ilarris de graxa n. i)7.
. \ ende-se cemento romano branco, chegado azora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as Iroas : atraz do Ihealro, arma-
zem de taimas de pinho.
i
l
RA DO CRESPO N. 12. 0
M Vende-aa nesta loja superior damasco de $
& seda de cores, sendo branco, encarnado, roxo, {j$
por preco razoavel. $t
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
'$ POTASSA BRASILEIRA. ($)
t^) Vcnde-se superior potassa, fa- ^
(, bricada no Rio de Janeiro, che- fOt
S gada recen temen te, recommen- /,*.
^ da-se aos senhores de engenhos os ?
jg' seus bous elleitos ja' e\pci imen-
W lados: na ra da Cruz 11. 20, ar-
0 mazem de L. LccotT? Fefori &'
^) Companhia.
O
ALMAMK PARA 185S.
Sahiram a' luz as folhinhas de algbei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
iOO paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria 11,6 c 8 da praca da Indepen-
dencia.
CAHRRAIAS VARSOVIANAS
A 4,300 O CORTE.
Acaba de chegar um novo sorlimeuto dos lindos
corles de canibraia. Varsovianas para vestidos de se-
nhoras, de goeto escossez, e se vendem na ra do
Oueimado loja 11.17 ao pe da bolica, a i-XJO rs. cada
corle, diuheiro a vista.
Riquissimos corte* de chal\ rto seda de novos de-
senlise cores delicadissimas, por preco commodo:
na ra do Queimailo loja n. 17, ao pe da botica.
Batatas
chezadas no briguc Tsrojo Iu: no armazem de Tas-
so & Irmilos.
Armaro barntisjima,
Na loja n. 2 da ra do Oueimado, esquina do bec-
co do Peixe Frito, le dir quem vende urna armadlo
de lou.ro linda nova, e propria para liberna,
Vende-se muito em conla, para pasamento, o
engenho Una da comarca de Santo Anlao, di-lanle
da cidade da Victoria 2 le.:ua-, e S do Rccife, muito
perto da eslrada nova de Sanio Antao. o seu terreno
que he sullicientc para salrejar-se 3,000 piles an-
imaos, he de grande producto, com excelleules
maltas, e ricas uiadeiras de romlrucrito ; o enLcnho
he levantado sobre fortes pilares de pedra c cal,
mo com roda d'agua, cojo acude abunda de bons
peixes, lem casa de purgar,cncaixamcnlo com i bous
baleos de correr, serrara movida a anua, distilar.lo
de cobre ele, para dislilar agurdenle, tanque de
madeira para niel, boa o espaco*a casa de vivenda,
e mais obras necessarias ao engenho. lie vendido
visla da escriplura de permuta, ede seus marcos res-
pectivos : quem pretender, dirija-se ra da Cadeia
do Kecife, loja n. AO, ou no convento do ('.armo a
fallar rom o Kvui.Sr. I'r. I.ino do Monte Carmello,
e no mesmo cnsenlio cima, ou lio cngvnhu Aguas-
Claras de I 1 mu'.
Vende-se a taberna da e.quina da ra do Bao-
Bel n. 81, coufroolo ao largo da ribeira, com poucos
fundos, sem dividas, e muilo afreguezada, lano para
I Ierra como para fora : quem a pretender, dirija-se
a mesma, que achara com quem Iratar.
FRESCAES OVAS
s do serlao, por |
ido 11. 14.
GOMMA.
Cliecaram pela barca U.VI'AVO, chapeos de
molla de superior qualidade c elegantes formas,
hem eooio chapos de castor branco O prcto, dilos
itc seda de formas modernas e exielleule qualidade,
os quaes se vendem por prec.o ratoavel : na praca
da ludepeudeucia loja de chapos de Joaquim de
Oliveira Maia as. ii a 30.
Vcndem-se as seguales obras novas pn. W.
Scolt ; os Puritauos i v., Waverlry i v., O Talis-
mn .1v., A Pristo d'Edimbing l \~, Quinlino l)u-
revard 4 v., lvanhoe 4 v., Diccionario Theolocico
porab. Aquilla 5 v., Droil Ecclcsiaslc Francez por
Ou pin 1 v., Juris Canouis por Lequcux 1 v. : uo
aterro da Roa-Visla loja de ourives a. 68.
Vendem-se uvas muscateis de Itama-
raca' : na rita do Oueimado n. .19.
A pessoa qne precisar de um carro qnasi no-
vo, de quatro rodas e qualro asientos, o qual se
vende por mui commodo preco : dirija-se Solidado
silio dos i lees a qualquer hora do dia, que ahi
achara rom quem Iralar.
Vendc-se umeavallo rano, que serve pira car-
ro, oflo tem achaques : iiaSolcdade sitio dos 4 lees
das 3 da larde em diaole, achara com quem Iralar.
FEI.1A M11ATINH0.
Na ra do Amorim 11. 3'.l, armazem de Manoel dos
Sanios Piulo, lia superior feij.io mulalinho cm sac-
cas por precos razoaveis.
CBEMELINA DE QUADROS
ASSETINADOS, A 1,100
0 COVADO,
Chegou no nllimo vapor da Kuropa, urna fazenda
a nial moderna do mercado, propria para vestido
de seuhora. de quadros largos asselioados, toda de
seda, denominada Crcmelina : vende-te na rna do
Oueimado u. 19: e dan-se aoiostras com penhor.
Crimea.
Chegou no ultimo vapor da Europa, urna fazeuda
derrmenle nova, Inda, de seda, de a qual o madamismo ca Pars da o nome de
Crimea ; vende-sc na ra do Queimadn 11. 1!l, pelo
haralo preco de 1JO00 o covado, e d.'io-sc as amos-
slra cem penhor.
BELOSA A >00 RS. 0 COVADO.
Veio no nllimo navio francez urna fazenda aova,
goslo escossez, com 4 palmos de largara, muilo fina,
que pelo seu brilho parece seda, a qual o madamis-
mo cm Paris d:i o nomo de Rclona : vende-se na
ruado Oueimado a. 19.
CASEMIRA PRETA A 5,500
0 CORTE.
Sclim prelo maco a 2s700, j>000 e 39300 o co-
vado.
Panno prelo a 39000, 45000, 53000 o CjjOUO rs.
milite tino.
Groe de naplc prelo a 1-*700rs. o covado.
Chamalnlc prelo a SXK).
Velludo prelo a 3arW.
Mantas pretes de bloml a 1H>0(K>.
Vcude-se na ra do Qneimado n. 19.
Vondeni-se macas inglczas, debrhadas de me-
lal, proprias para viagem, por preco coinmoilo, meias
de seda prelas, nglezas, para senhora a 49000 o par,
luvas de lorcal prelas a tr com enfeitei a tsOOO, o para homem a 2gOOO, car-
Iciras de agulhas a dSO, boloes de madreperoia a 000
N. 4 groa*, peales de alar cabello, de hurracha, a
IJ600, (raucas de seda de lodas as cores, por barato
preco : na ra do Qneimado n. 11. Na mesoia se
eucoulrarn um completo sortimenlo de miudezas.
Vcndc-se hanlia de porro derretida a 400 rs. a
libra : na ra do Rangel n. 33.
Vendcm-se ovas do serlao, por preco commodo :
na ra do Oueimado u. 14.
Vendem-so saccas cora
ra do Oueimado n. 14.
gomma milito alva : na
CARNE.
Vende se carne vinda do Ceari; na roa do Quei-
mado n. 14.

Borne commodo, para as familias.
Cassas de cores fu* e de goslos muilo mo-
dernos, pelo baralissimo prero de 240 rs. o
covado, um rompido sortimenlo de lodas as
fazeudas por menos II) c 'JO por cento do seu ^
v..lor. por so ter comprado um grande por-
0 jao dcllas, de urna loja que liudou : lem um
8 grande o complelo sorlinicnlo de pannos prc-
- c rasemiras prelas, para lodos os precos : &
$) na ra do Queimado. toja do sobrado ama-
'S relio n.9, de Jos Moreira Lopes. @
Vende-sc superior cernalo cm barricas c a reta-
dlo, uo armazem da ra da Cadeia de Sanio Anto-
nio de mateTiacs por preco mais em conla.
CAL DE LISBOA A 4<000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
nllimo navio a 451)00 por cada uioa : na ra do Tra-
piche n. 10, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com mtito su-
perior familia de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 1G do neceo
do Azeite de Pcvc; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida GomestSiC, na rita do
Trapiche Novo n. 1C, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a .i.SOO rs. a sacca : nos ar-
mazens de Luz Antonio Annes Jacome,
enode Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&liryan, na rita do
Trapiche-Novo n. segundo andar.
SARJA PRETA E SET1M
MAGA'O.
Na ra do Crespo, loja n. 0, vndese superior
sarja hespanhola, muilo larga, pelo diminuto prero
de -300 e 99600 o covado, selim macan a 29H00 e
SJOOcovado, pauoo prelo de 35000, 4-5000, 5OOO
c 05OOO o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. ~), 5 e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novacs iV C, na ra do Trapiche n. o\,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO. .
Vcnde-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
Ihealro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de lstras de cores, proprio
para palitos, calcas c jaquetas, a 160
o covado.
Vcndc-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-so na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Em casa de J. KellenvC, na rna
da Cruz n. 55 ha para vender exced-
ientes pianos viudos ltimamente de Ham-
brgo.
A ljOOQ, 2jf500 e ."i.sOOO.
Vende-se oielpomcuc de dnai largaras com qua-
dros arhamalnlados para vestidos de senhora a 15 o
covado ; scliai prelo Macan, escolente para vesti-
dos ai'jo invado; lencos de rambraia de liuho li-
nos bordados o bicos pela beira aoC5 cada um ; cam-
braa de liuho lina a Sf a vara ; assim romo diver-
sas fazendas por commodo preco : na ra da Cadeia
do Recifc loja da esquina n.5.
_ Vcndc-se um terreno de 50 palmos de frente c
150 de fundo, silo na ra do Sebo, bairro da lloa-
Vi-ia, do lado do sul, muilo proprio para edificar
uma boa casa ou qualquer e-labelecioionlo, por ser
uo lugar mais alio da dila ra : a fallar ua praca da
Roa-Visla 11. fi. bolica.
Vncle-se farello de Hamburgo em
saccas muito randes, chegadas ultima-
mente e por preco muito commodo: na
ruado Amni 1111 n. 48, armazem de Pau-
la & Santos.
Vcnde-se elfectivainente alcool de 36 a 40
graos
v'eade-se excelleale tahoado de pioho, recea-
Icmcnlo chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a eulender-se com o admiois
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoratnento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vcnde-se robre para
20 ate 28 oncas.
Zinco para forro com os pregos
competentes.
Chumbo em barrnbas.
Alvaiade de chumbo.
189 Tinta branca, preta c verde, em
9 oleo.
0 Oleo de lindara em botijas de 5
A (aloes,
g* Papel de embrulho.
JL Vidro para vidracas.
* Cemento amarello.
'*9 Armamento de todas
-j3 dades.
(^ Ccnebra de Hollanda
queiras.
{Z Cornos de lustre, marca grande.
Jg Arreios para um e dous ca-
f) vallos.
f Chicotes para carro e esporas de
$) ac prateado.
(^ Formas de ferro para fabrica de
'j assucar.
^ Papel de peso inglez.
q Champagne marca A &C.
(A ^ Um rest0 pequeo de vinlios do
Kheno de qualidade especial:
<&) no armazem de C. j. As-
' tlev & C.
Em casa de Timm Momsen & Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 15, ha para
vender :
Um sortimento completo de livros cm
branco de Hamburgo._
Lonas da Russia de superior qualidade e
por preco muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dilFerentes qualidades.
Absinthc echerry cordeal desuperior qua*
ldade.
Vinlio de champagne da marca afamada
Faure pre & lils.
Chocolate francez.
Pianos musicaes e horizontaes.
PARA OS SENHORES OFICIAES
DE MARINHA, EXERC1TOE GUAR-
DA NACIONAL.
Vende-se paouo azul fino da melhor qoaldado
que ha no mercado, escoro, o conforme os unifor-
mes : na rna Nora n. 40e42, JefexjJe di Conceiriu
dos Militares.
. Vende-so ou arrenda-se o silio que foi de Pan-
lino Aucii'to da Silva Freir, sendo esle mullo gran-
de, e leudo muilos commodos para vaccas de leite,
na travesa da Casa Forte para o Arraial : quem
prelendcr,dirja-sc ao mesmo, 01110 alerro da Boa-
Visla n. 3i, segundo andar.
*
0
I
em pipa., barril ou caadas : na Praia de Saula Ri-
la, distilaeo de Franca.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 10 do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
IITII inn
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2." edicHo do livrinlio denominado-
Devoto Christao,mais correcto e acresecntado: vende-
se nicamente na livrana n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a tiiO rs. cada ejemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o aovo Mez de Mara, adoptado pelos
revereudissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Concci^ao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se iinirainenlc na livraria n. ti e 8 da praca da
independencia, a 1JO00.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaorillias, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Ji"\eiro.
Vcndem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
menlc chesados, de cxccllcnlos vnzes, e presos com-
modos em casa de N. O. Rieberv Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Vendem-sc lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C,, ra da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncstc estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e mcias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
c oxido, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se um cabriolet com coberta c o com-
pcteules arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no alerro da Roa-Vista, nrinazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Kecife ra do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
8 Deposito de vinho de cham- w
pagne Chateait-Ay, primeiraqua- W
f lidade, de propriedade do conde
fc de Marcuil, ruada Cruz do Re-
*gk cife n. 20: este vinho, o melhor
|2 de toda a Champagne, vende-se
t a 56S000 rs. cada caixa, acha-se
r nicamente em casa de L. Le-
w comte Feron iS Companhia. N.
B B.As caixas sao marcadas a fo-
^ goConde de Marcuile os ro-
lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anliso deposito da ra da Cidcia Velha, es-
eriptorio u. 12, vende-te muilo superior potassa da
Mafia, amorirana e do Kio de Jauetro, a presos ba-
ratos que he para fechar conla:.
Na ra do Vig ario o. 19 primtiro andar, lem a
venda a superior llanella para forra de sellins che-
cada recentemenlc da America.
Vendem-se no armazem n. (10. da ra da Ca-
deia do Kecife, de llenrv (iibson, 01; mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por pree.0
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na loja de uimaresiV Henriques, rna do Crea-
po n. vcndem-se castas francezas muito fioas, che-
gada ltimamente, do goslo delicados, pelo baralo
prec,o de 480 rs. a vara : assim cono lem nm com-
plelo sortimenlo de fazeuda* linas, ludo por preco
muilo commodo.
s

\ ende-se no paleo do Carmo n. 1, uma escra-
va crionla, de idade 25 annos, proprii para lodo o
servico.
POR TODOS OS PRECOS.
Na ra Nova, loja n. 11, deN. Gadaoll. vcnde-se
oscguiule: los prelo de lodos os lamanhoa comal-
guma avaria, de 2 a 33000, lencos dilos a I36OO.
veos pequeos a 20000, lencos 3|4 bordados, brancos
a 800 rs., maulas ricas de fin a 50OO, bicos pretos
de lodas as larguras, por lodos os precos. Ha lambem
muito em cotila laa, talagarca e seda fria para bor-
dar, chancos de seda para seuhora, do ollimo goslo
e ipoda a II5OOO, franjas e trancos largas e eslreilas
ile lodas as core, ele. ele.; assim como instrumen-
tos de msica de todas as qualidades, como ejam :
nautas, rlarinlas, baixos, trombones, trompas, pra-
lus, rabecas c violos,
-- Vende-se uma parda de 22 annos, de ptima
onducta, com nma cria moito linda de 8 mezes, o
motivo da venda se dir ao comprador: a Iratar na
rna da Sanli Crin n. 8*. das 9 horas da manhSa ao
rucio u 1,1, e das 3da larde as 6.
Pechincha iguals na Ca-
lifornia, ou no Passeio
Publico n. 9.
Vendem-se pecas de ma-
dapolo a S00. l#, 2 e
2^500 rs., a ellas antes
que se acabem, pososfre-
guezes sao muitos e a fa-
zenda he pouca.
Vende-se um raoleque crioulo, de bonita figu-
ra, com idade de 12 anuos : a Iralar na ra Augusta
n. 19, das ti as 8 horas da manhAa, e das 3 as 6 da
tarde.
Vinho PRR,
cm barris de 5 em pipa : vcnde-se em casa de Ao>
guslo C. de Abreu, oa rna di Cadeia do Kecife n.18.
Vinho de Lisboa,
em barris de 7 em pipa : vende-se em cara de Alt-
oslo C. de Abreu, ua ra da Cadeia do Recite
n. 18.
Chapeos abertos.
Chcgaram a loja e fabrica de chapeos,
de Joaipiim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, os desejados chapeos de
palha arrendados para hornero e meni-
nos, e (pie se vendem por preco mdico.
GrosdcNaples a 1}000rs. ocovado!
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas e de quadros, lindos goslo*; com nm
pequeo lo barato prero de 19 o covado. Assim como se arha
na mesma loja um lindo e variado sorlimento de le-
das que -e vendem muito barato.
/
ESCRAVOS FGIDOS.
........ ww
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Itesappareccu no dia 8 de setemhro de 1854 o es-
cravo, rrioulo, de nome Antonio, cor fula, represen-
la ler .10 a 35 annos, pouco mais 011 menos, he mui-
to ladino, cosluma trocar o nome e iulitular-se forro,
e quando se v persegoido diz qoo he desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Sant'Anua, morador no
engenho Caite, da comarca de Santo Anido, do po-
der do quem detapparereu ; esendo capturado e rc-
colhido cadeia desla cidade com o uome do Pedro
Sereno cm 9 de agosto, foi ahi embargado por e*e-
cuc,o de Jos Dias da Silva Calmarles, e ltima-
mente arrematado cm praca publica do juizo da le-
gosla vara desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os ignaes s de 30 a 35 anuos, estatura regular, cabellos pretos e
carapinhadns, cor amulatada, olhos escaros, nariz
grande e grosso, beicos grossos, o semblante fechado,
bem barbado, com lodosos denles na frente; roga-
seis autoridades pnliciaes, capilar* decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e niandem nesla
praca do Kecife, na ra larga do Rosario 11. 21, quo
receber a gralilicacao cima, e protesta contra quem
o liver orcullo.Manoel de Almcida lapes.
CBM MIL RES DE GRATIFICACAO-.
Desappireceu 110 dra 6 de dezembro do anno pro-
limo passado. Benedicta, de 14 anuos de idide, ves-
ga, cor acabocladi; levou um vestido de chita com
lislras cor de rosa c de caf, e oulro lambem do chi-
ta branco com palmas, um lenco amarello no prsco-
50 ja desbatado: quem 1 apprelicn lor conduza-a i
Apipucos, no Oileiro, em casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no Recifc, na praca do Corpo Sanio n. 17,
quo receber a gratificacao scima.
PERN TP, DE M, F. DE FARIA. 1853
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