Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00919


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Full Text
ANAQ XXXI. -N. 73.
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A
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1
I
x f

Por 3 mezes adientaolos 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA29 DE MARCO DE 1855.
-
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
LXCARREGAUOS DA SUBSCRIPCA'O.
Recito, o proprietorio M. F. de Farin ; Rio lo Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr. 1).
Dtiprad; Macelo, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Parahiha, o Sr. Cervario Virlor da Nalivi-
dade ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignario Pereira Jnior ;
Aracaty, oSr. Antonio del.emosBraaa; Cear, o Sr.
Virtori ano Augusto Borge ; Maranh.lo, n Sr. Joa-
qun) Marques Kodrisues ; Pauhy, c Sr. Domneos
Hrrculano \ckilc Pessoa Coarenre ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 |3/4 d. por 15.
Pars, 310 rs. por i f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de ledras de 8 a 10 por 0/0.
Ou.ro
Praia
METAES.
Oncas hospanholas- 29J000
Modas de 63400 velhas. 165000
de 69400 novas. 169000
de 45000. 05000
,Patacdes brasileiros. 1$940
Pesos columnarios, 19940
mexicanos. 1CSG0
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Nalal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira i 1 hora e 18 minutos da tarde.
Segunda 1 hora e 42 minutos da manhaa.
ai:die\uas.
Tribunal do Corrrmercio, segundas cquinlas-fciras.
Retaco, tei^as-rciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civol, segundas e sextas ao mcio dia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
KPIIEMKRIDES.
Marro 3 Lua cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos 11 minutos e
37 segundos da tarde.
> 18 Lua nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
:56 Segunda. (Eslacao aS.Cbryzogono) S. Ludgerio
27 Tor^a. (Eslacao a S. Cyriaco ) S. Roberto b.
28 Quarta. (Estacoa S. Marceno) S. Prisco.
?9 Quinta. (Eslaro a S. Apollinario)S. Bertholdo
30 Sexia. (Estarlo a S Eslevo) S. Clinio,
31 Sabbado. (Eslacaoa S. Jooante portam i.)
1 Domingo, de Ramos ( Eslacao a S. Joo in
Laterano) S. Macario; S. Quintiano,
PiBTE OFFICIAL.
GOVERJO HA PROVINCIA.
EsaMiaaato te la 19 de marco.
Otile*AoExm. marechal commandante das ar-
mas, recommendando a expedirlo de suas ordens
para que a tropa de 1. linlia no dia 2.", do correntc,
anniversariodo joramento da coosliloirao do impe-
rio, se forma era grande parada reunida aos rorpns
da guarda nacional date* cidade, a sob a direcrao do
offietal a quem por le eumpetir o rommando, lo-
guarnirao da prarn nesse dia ser feila por
Pracas dos corpa* da mesma guarda nacional que nao
marcharen), e noantteedente pelo I." balalho de
Olinda.Eipediram-se nesle senlidu as conveni-
enles orden*.
DitoAo mesmo, declarando r/oe o corpo de po-
lica fica dispensado de acompanhar a procissao do
Sr. dos Pasaos, visto ser diminua asna forra, dis-
iente necia capital.
DiloAo mesmo, inleirando-o de haver, em vista
de aua informarlo, declarado ao inspector da the-
souraria de fazenda, que o abono da preslacao men-
sa! de viole s quatro mil res consignada pelo alfe-
res da companhia lita da Parahiha llcnrique Jos
Borjes Soydo, para ser eolregne ao quarlel mestre
do 9." balalho de iufanlaria Francisco Joaquim lo-
s de Barros, dever ler lugar at julho do anno pro-
simo vindouro.Fez-se a declararlo de que se trata.
DiloAo inspector da Ihesooraria de lamida,
Iransmittlndo para os convenientes exames.copia da
acia da seceso do consellio adminislrulivo dalada de
27 de fevereiro ultimo.
DiloAo mesmo, remellendo por copia o oflicio
> presidente do conselho administrativo, par-
ticipou que fora reduzida a 32I89.J0 rs. a importan-
cia da conta dos medicamentos comprados ullima-
menle a J. Soum &.C. para fornecimculo da botica
do hospital regimental.
iloAo raesmo.para fazer cessar.a conlra do 1.
er., o pagamento da qoanlia de 209000 rs.quc
lo corpo de guarnirlo Tita da Baha Jos
Joaquim Coelho Jnior, consignou de seu sold me""
Mmenle uesla provincia para ser entregue ao seu
procurador.Parlicipou-Se ao marechal cummau-
ifanle das armas.
1Ao director do arsenal de guerra, remet-
iendo por copia o oflicio em que o director do ar-
senal de guerra da corle, declara scrcm 12 c nao 1:1
enviados na escuna nacional Tamcga para
esta provincia, contando artigos de fardamcnlo per-
teucenles as5." balalho de infatuara.
DiloAo inspector da thesourarta provincial,
transmidindo de conformidade com o parecer que
remelle por copia da assemblca legislativa provincial
o requerimento em que o padre Andr ('ursino de
Araojo Pereira, coadjutor da freguezia do I.invoeiro,
pede pagamento de cxcrciciOsHmdo*.
DiloAo juiz municipal da 4." vara, iurcirando-
o do o liaver designado para no dia 2'i do crtente,
presidir a extracto dos bilhetes da primeira parle da
primeira lotera cm favor do collegio de orphaos.
Communicou-so ao thesourero da mesma lotera.
DitoAo jniz de paz do 1." dislricto da freguezia
de Cabrob, devolvendo acopia aulhentica que Smr.
rematteo dos trabadlos da junta qualificadoradaquel-
la fregnezia, fim deque seja curnprido em sua ple-
nilude o que dispe o artigo 2i, li.a parle, do decreto
n. 387 de 19 de agosto de 1816.
DiloA junta revisora do Cralo da S de Olinda,
acensando recebida a lisia geral dos volantes daquel-
le cralo.
DitoA mesma, aecusando recebido o oflicio em
que a mesma junta communica o resultado dos tra-
badlos de'sua ultima reuniSo.
DitoA cmara municipal de Iguarass, inlei-
rando-a de haver transmillido i assemhla legislati-
va provincial o balaceo da receila c despeza da mes-
mo cmara no anuo fioanceiro de 185:! a!834,e bem
astim o respectivo ornamento para 18531806.
PortaraMandando admittir ao servido do exer-
cito como voluntario por lempo de seis anuos,o pai-
sano Quintil 1 Vioira de Aguiar, que perceber alcm
dos venrimentos que por le Ihe compelirem, o pre-
mio de 3008000 rs.Fizerara-se as necessarios com-
municar;oes a respelto.
Dita Ao director do arsenal de goerra, para
mandar, receber cora urgencia do meslre do hiate
Veiuu, Joaqnim Antonio Gonralves dos Santo, 80
barris de plvora grossa viudos da corte com duas
arrobas cada um, pondo-os a disposirio do inspector
do arsenal de marnha fim da serem enviados para
as provincias a quo se destinam, c devendo o de-
sembarque da mencionada plvora ser feito a cusa
tido ao referido inspector.
20
OflicioAo Enn. presidente da provincia do Cea-
r.i, dizendu qae na primeira occas.lo serao rcmetli-
dos para Fernando de Noronha, os seis condemna-
dos viudos.no vapor Guanabara.
DitaAo inspector da Ihesouraiia de fazenda,
transmiltindo o cotihecimenlo do qual consta haver
o commandante do patacho Pirapama, entregado ao
almoiarifado do presidio de Fernando a qoanlia de
2:000? r;.. quorecebera naquella Ihesouraria para
ser entregue ao referido presidio.
DiloAo Dr. ebefe de polica, recommendando
a expedido de suas ordena, para que as autoridades
policiaes deslo municipio, *alifaram na parle que
Ibes dii respeilo, o que requisita o presidente da
commisso de hygiene publica no oflicio junto por
copia, acerca do receuseamento da popularas do
mesmo municipio.
DiloAo juiz relator da junta de justira, trans-
miltindo para ser relatado em sessao da mesmajun-
la, o processo criminal do soldado do corpo de poli-
ca Antonio Bezcrra Leile. Communieou-se ao
commandante do referido corpo.
DiloAo mesmo, remellendo o proceso verbal
do soldado do i. balalho de arlharia Boavenlnra
i.arduro Pinto."Communlcoa-se ao marechal com-
mandante das armas.
DitoAo inspector do arsenal de marnha, re-
commendando, que expela suas ordens para que o
commandante do patacho Pirapama, nao so pecha
a ilispusicao do jni/. municipal da primeira vara 8
presos, que Irouxe a seu bordo do presidio de Fer-
nando, mas lambem entregue ao director das obras
publicas a pedra de calcar, vinda no mesmo pata-
cho.Fizeramse as necessarias communicac.oes.
DiloAo drrector do arsenal de cuerra, dizendo
que, constando do relalorio do couselho administra-
tivo de 30 de dezemhro do anno passado, que nao
foram communicados ao mesmo conselho, os balan-
jos e esames de que trata o artigo 32 do regulamen-
lo de lide dezembro de 1832, relativamente aos
annos de 18.3e185i, rumpre que Smc. declare qual
o motivo que deu lugar semelhanle falla.
DiloAo delegado do Recite, iuleirando-o de
que Iransmitlira a Ihesooraria provincial a conta da
despeza feito com o sustento dos presos pobres da
cadea de Cimbres, desde 21 de malo at 6 de julho
do anno passado, alim de que, estando nos termos
legaes, srja sua importancia paga a Jos Marlios Po-
dra, conforme Smc. requisita.
DitoAodolegadodo Ilrejo, declarando-lhe, que
o lente l.uiz de Franja de Carvalbo, nao pode
continuar no commando do destacamento daquella
villa, por ler de seguir para a Parahiha. cm cum-
primento deordem imperial, alim de servir no meio
batalhio daquella provincia.
DitoAo vigario da Varzea, dizendo, que nao
lendo Smc. enviado a commisso de hygiene publi-
ca, no piincipio do cada trimestre, como Ihe recom-
metulou esto governo em 3 de abril do auno passa-
do, o mappada mortal idade lia vida naquella fregue-
zia, durante o trimestre anterior, de novo recom-
mciida-llic semclhante remessa cm os devidos lem-
pos, lnaes aos vigarios do Poco da Panella, S.
Lourenjo, Muribeca. Communicou-so i com-
missilo.
DitoAo presidente da junta revisora "de Santo
Amaro do Jaboatoo, devolvendo a copia da reviso
dos cidadaos qualilicados votantes naquella frecue-
zia, afim de quesejam cumpridos cm sua plenilude
os arligos 21 e 24 da segunda parte do decreto n.
387, de 19 de agosto de 1846.
PortaraDemillindo, por assim o haver pedido!
Antonio Joaquim de Almeida Cuedus, cttti.iu tl.i 4.a companhia do corpo de polica.Fi-
zeram-se as cominuiiic'aroesdo estylo.
Ditalomeando para capitn da 4.a companhia
do corpo de polica, ao lenle da 3-1 companhia do
mesmo corno Jos Pereira Tei\cira, e para substituir
i este, ao altores Miguel da Fouseca Soares o Silva.
dem.
Dita--Determinando quo os tusares das paradas
dos corpos da suarda nacional do lioianna, srjaroos
indicados na tabella abaiM. Commuuicou-se ao
respectivo commandante superior.
25
a
fOLHETia.
0 CAPITAO PLOEVEH. ()
Par E. Gaadtn.
SEGUNDA PARTE.
XIII
O roehedo.
Essa sabida repentina, esse movimenlo, fssa car-
reira nao enganaram a ncnhumdos adores e lesle-
munhas drssa scena.
Barrabas vio-se perdido; j;i o linha presentido, e
nSo dttvidoa mais ao aspecto de Vulcano. Todos sa-
be.B que fascinarlo exerceni certos animaes sobre
sua presa, e isso a ponto de tirar-lhes al a vontade
e a forra de escapar da morte. O desgranado negro
experimentava urna dessas criaes ; tentava debalde
fugir, as pernas eofraqueciam-se-llie, um tremor in-
veocTel agilava-lhc os membres, seu semblante de-
compunha-se, seusolhos eiprimiam o espanto; elle
vacillava como om embriagado, e cstendia os braros
110 espace para procurar um poni de apolo. Nessa
allliccao apenas pode dar um grito.
Ploucven comprehendeu ludo, e vio que o nego-
cio transtornava-sc por sua falla e pela de sua genle.
Um excesso de precauco e do dcsconliaoca linha
compromettido ludo. Seo alliado ia morrer'-lhc d-
ante >os olhos. Vulcano sahira do covil sement pa-
ra csa cjecuro. Nao havia que hesitar, era ruisler
correr em seu soccorro.
Arleou, excltmou o rpita, sola os caes! Ma-
rnheiros, ataquemos o inimiso.
Ao mesmo lempo deu o ejemplo, e lanjou-se a-
diatite com a pistola na mao seguido pela Iropa.
Tildo dependa da presteza desse movimenlo ; un
ou dous minutos bastavam para mudar o aspecto
das cousas. Os m.iriuliciros corriain a porfa, c de
sua parte os ces appro\iinavam-se visivelmeute do
grupo, sobre quo foram lanrados.'Seiis latidos rnn-
ftindiam-se com os gritos dos caladores, e aninin-
vam cada vez mais a scelia. Os homens e os ani-
maes sallavaiii as moulas, o o relianho Irazido por
Barrabas dispersava-so na chameca : era om rumor,
umaconfatbTo, dilllceisde descrever, e cujo resulta-
do nao se podia prever. Salvariam a Barrabas? A-
panhariam a \ ulcano? Eis o que fienva no dominio
das conjecloras.
Se a distancia houvesse sido menor, sem doTida a
sorle leria sido favoravel a Plooeven e a seos mari-
nheiros, pois corriam com^randissimo ardor; mas
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BISl'ADO DE PERNAMBUCO.
D. Joo da Purificaran Marque Perdigao, conego
regranle de Sanio Agostink por mtrcf de Dos
e da Sania S Apostlica, hispo d Vcrnambuco,
do conselho de S. M. I. o Sr. D. Pedro II ele.
A todos os nossos diocesanos saude, paz e bent^ao
em nomo de Jess Christo.
Dilectos habitantes da diocese Pernambucensc, o
inenarravel prazer com que vos dirigimos a doulri-
na evanglica desde o principio de nossa administra-
rlo, exereida por permissao da Providencia que nos
impe o de ver de vos felicitar espiritualmenle, sua-
visa nossos estorbos na expectarAo de qae a palavra
e ciemplos de Jess Christo, vos induzem apreciar
eos preceilos.por coja exaci-o consigamos a trincan
da eterna ventura, nico objeclo merecedor de nos-
sas mais serias e assidoas reflesoes, por meio das
quaes devemos estar igualmente prevenidos contra a
perpetrarlo do crime, nico mal lemive! desde sua
origetn, porque enfraqueco a f (se a nao deslroe)
aniquilla a esperanca que alimenta nosso espirito, e
inutiliza os actos de card*do prestados a prol desta
virlude.
Nao ignoramos qual seja a intencao da santa igre-
ja na instiluicAo anliquissima dos quarenta dias do
jejum, consagrada ;i veneranda memoria dos que
Jess Christo supporloit no deserto, (Malh cap. 4)
para com seu insinuante exemplo, nos instruir na
urgencia do o imilar, principalmente no lempo da-
quellas tenebrosas tenlacesque sement podem ser
ezpellidas pela oraraoe pelo jejum ; (Marc. cap. 9.
v. 28) por cujo piedoso exercicio, triumphemos de
nossos constantes e sagazes adversarios na vida es-
piritual, converlendo pelo celeste auxilio em bri-
lhanle esplender, qualquer obscuridade que ofluscar
possa nossa recluan na pratca da jaatica.
Annuamos portanlo aos sentimentos da predilecta
Mi dos fiis, quando intenta dispor e preparar
seus filhos para reconhecercm o portentoso benefi-
cio da Hedempcao a favor do povo catholico, e para
solemnsarem a resurfeisao daquello que sement
como Dos nao podia solTrer, e sement como Ho-
rnera, nao poda supportor o enorme pezo dos ex-
cessivos soflrimentos que voluntariamente se dignou
tolerar por amor dos homens.
Charissimos irmaos: se desde o exordio da presen-
te quaresma (occasiao em que aflecluosamenle vos
exlairtamos peuilencia) nao gravamos em nossos
coraces as esclarecidas verdades, que pelo evange-
llio nos silo annunciadas.de cuja negligencia nos po-
de resultar a privac.30 da eterna fecidadc, esforce-
mo-nosa reparar este defeilo nos dias quercstamal
ao sabbado sanlo.diligenciandotranquillisar nosso es-
pirito e sinceramente nos regosijsrmos com a subli-
me victoria e magnifico trumpho por Jess Christo
reportado contra nossos irreconeiliavcis inimigos.
Nao queirantos desconhecer a preciosa virlude da
peuilencia, nico sustentculo que nos pode salvar
das tempestuosas aguas da conlradijaodominanle en-
tre as duas substancias^a carne e o espirito.
Se as encapelladas ondas sobre as quaes fluclua-
mos, prelenderem submergir-nos na turbulencia,
imploremos o divino auxilio que fac.i lolerave! o
que jungamos inloleravel; queremos dizer : so as
Iribulacoes, se o jejum e oulras macerarles da car-
ite parecerem pecosas em sua pratica, recordmo-
nos do dever de nos justificar na preseuja de Dos
oflendido.
Se as lentaces que a Providencia permiti para
nos purificar como o 011ro no fogo, mortifican) nosso
amor proprio, consideremos quaes as lentaces de
Jess Christo e como foram vencidas.
A erudito que este benigno e persuasivo exem-
plo nos foruece, faz dlssipar toda a illuzao com que
a malignidade do astuto tentador intenta illaquear-
iios, persuadndoserinexequivel o que em verdade
he exequivel.
Se qualquer genero de penitencia nos desagra-
da, animemos a fragilidade humana, previnamos a
propria imbecilidade cora a infallvcl esperanjit do
premio eterno que Jess Christo repelidas vezes nos
prometa em seu evangelho.
Confiando que os nossos diocesanos Irihulam a
doulrina evanglica a devida creda e affecluosa
adhezao, (pois que voluntariamente se praslam a es-
cuta-la nos templos com a raaior assiduidade e at-
tencilo, sendo de esperar que produza o desejado ef-
feilo.supposta a conveniente disposirao' de bom gra-
do Ihe offerecemos a parbola do smeador, profe-
rida e explicada por Jess Christo no cap. 8 do evan-
gelho de S. Lucas.
Diz Jess Christo:O smeador saldo a semear
sua sement, da qual urna por, a cahindo junto do
camnho, foi pisada e ai aves do co a comeram. Ou-
tra poroto sendo laucada sobre pedregulho, seccou
depois que'nasceu por carecer de humidade. Outra
cabio sobre espnhos os quaes a siillc-caram logo que
brolou. Urna parle porcm cabio em boa trra pro-
d'i/.indo rento por um.
Osdcpuloide Jess Christo nao comprehen-
dendo o misterioso sentido desta parbola, solicita-
ran) de seu mestre Ih'o indieasse; a cujos rogos Je-
ss Christo benignamente aunuio, dizendo:A se-
ment he a palavra de eos. A que cahe junto do
caminho he relativa aos que ouvem a palavra; pos-
teriormente porm o diabo a expelle de seus cora-
enlre s gruta e a base do pico havia um espado con-
sideravel, e j Vulcano cstendia o braco para agar-
rar a victima. Ouanlo a Barrabas, nao defendia-sc
mais, e linha cabido sobre urna moula de orze co-
mo fulminado e pesiado misericordia.
Ploueven calculou que nao chegaria a lempo, e
mudando logo de plano disse tropa:
Alto!
Todos pararam como pelo efcilo de urna mola. O
capto lendo julgado o alcance das armas, e\-
clamou :
Fogo!
Se orna bala ferisse a Vulcano, a acejio estara ter-
minada ; infelizmente os tiros nao aeerlaram, qoer
porque a distancia fosse grande, quer porque o ar-
dor da carreira houvesse prejudicado a justeza da
pesiarta.
Que maldicao! exclamou Ploueven, elle vai
escapar-nos.
Com efTeito ao eslrondo das carabinas, Vulcano er-
gueu a rabera e respondeu por om geslo de desafio.
Era sobre Barrabas que ia vingar-se : de um salto
alcanrou o desgranado negro, agarrn- o pelas ancas
e conduzio-opara o lado do pico, assim como urna fe-
ra loria feito com a presa. Barrabas dava gritos do-
lorosos, e Ploueven eslava exasperado.
, Marinheiros, disse elle, met quioho de presa
para aquello que Irouxer-me esse negro vivo ou
morto!
Os marinheiros nao necessitavam dessa animarSo
para augmentaren) o ardor ; esse espectculo bas'la-
va para excita-lus. Nao corriam mais ; pnreeiam ter
azas. A cada instante dimiuuia-se a distancia entre
elles e Vulcano, o qual carrejado de ura fardo pe-
sado, e tendo de cooler a Barrabas, qae lulava-lho
as mSos, nao tena podido escapar muto lempo a
tal perseguieo. Ja os caes achavam-se bem prxi-
mos dclle.
Bravo, Tamerlau bravo, Bajazel! dizia Ac-
teon para anima-tos.
Entretanto os caradores linham chesado base
do pico em frente de urna muralha ingreme, e ape-
nas encuberta por algumas moutas de ur/.e para on-
de Vulcano dirigia-se. Pareci impossivcl que elle
esrapasse lendo o ruchedo de um lado, e de outro os
marinheiros. Bajazel c 'lameran dariam o ataque,
e ;i tropa sobrevindo completara a captura. Tacs
cram os clculos de Ploueven ; mas foram mallogra-
| dos por um aronlccimenlo extraordinario.
Repentinamente Vulcano desappareceu sem que
ninguem podesse dizer porque meios nent por onde.
No ponto em que elle foi perdido de vista nao lia-
via entrada apparcnle. o em nenhoma parte o ro-
ehedo era mais inaccessivel e mais onido. Essa cir-
cumslancia iuexpcavel encheu de assombro a tropa.
Ah exclamou o Maluino ; eis o que eu cha-
mo despedir-se da gente sem nenhuma ceremonia.
Ploueven nao sabia que imaginasse, examinava o
roehedo com desconfianra, e como so receiasse urna
cilada peguntando a si mesmo:
Por onde passou elle?
He verdade, repela o Maluino, por onde po-
de elle passar? Yvtm, meu discpulo, queres que le
commnmque minhas impresses ?
Sim, respondeu este, que nao eslava menos en-
redado que osontros.
Esse hornero enlretem um commcrcio com os
demonios; do contrario n3o leria desapparecido
assim.
Trocando eslas palavras, os marinheiros conlinua-
vam suas pesquizas. Sondavara as menores tondas,
percorriam lodas as moutas, e teriam levado avante
esse exame, se urna dversao nao tivesse vindo por-
Ihe fim. Ouvindo om grito gutlural descer do ro-
ehedo, elles ergueram os olhos. Vulcano em p so-
bre o come do pico agitava ura fardo, que de longe
apresentava urna forma confusa, e pareca aguardar
um momento favoravel para precipila-lo sobre os
assaltantes.
Ah! meu Dos! exclamou Ploueven, ser
Barrabas ?
Com effeito era Barrabas, e Vulcano antes de ma-
ta-lo saboreaya sua vtnganca brincando com elle. A
victima nao linha mais torcas para gritar, havia che-
gado a um completo aniquilamenlo. Eraim Vulca-
no imprimi um ultimo movimento ao negro, e lan-
Cou-o 110 espado dizendo com voz mui disliucla:
Tomai, eis-ah um dos vossos I
O corpo de Barrabas, depois de locar as aspere-
zas do roehedo, veio cahir aos pes da tropa horrori-
sada : era urna massa informe que nada mais linha
de humano.
XIV
O ultimo esforco.
Esta scena horrenda fez chegar ao seu auge o fu-
ror do capitn e do seus compauheiros, os quaes nao
duvidavam que liaham sido causa da calastrophe ;
assim lodos juraran) naoretirar-sc sem lerem-so apo-
derado do habitante do pico, embora fosse necessario
sitiar o roehedo.
Coitado dizia Aclcon, e eu que desconfiava
dclle !
_ Com efTeito, neg-aco, dizia o Maluino, so l
nao fdr.is, (criamos liclo mais confianca ; porm ac-
crescentou com sua philosophia ordinaria, agora o
mal esl feito; resta apanharmos o vivo. Se teus
Igum meio, expoe-nos, cara de bano.
E como Acteon crRuesse a cabera para o roehedo,
o a meneasse cora visivel deslenlo, o marnheiro
torno u :
He verdade,' a aseada nao he comrooda; com
todo devemos subir al l. Do coulraro seremos a
fbula das Antilhas e de outros lugares. Como 1 di-
raa lodos, a equipagem do Grejeoit, que nunca to
vencida no mar, arreou a bandeira dianle de um
negro miseravell O captao preferira morrer asu-
enes, para que nao fructifique, posto que celia cream.
{Qus prova mais clara para acreditar mora a l,
sem a pratica das boas obras! )
A que cahe no pedregulho diz respeilo aos que re-
rebeni aprasivelmeule a palavra, que acreditara at
certo lempo, mas nao creando razes, procedera na
occasiao datentarao como senao crescem.
A qne he laucada entro espinhos referc-se aos
que ouvem a palavra, porm deixara-se dominar
pelos desordenados appelitcs, pelas riquezas, e de-
leites mundanos e nao produzem Inicio.
A que he espargida na boa Ierra, respeta aos que
conservan) a palavra impressa em seus corarles, e
fructifican) em todo o lempo em que, pela paciencia,
esperare obter o prospero resellado tle seus esforros.
Meditemos attentamente, predilecta grei, a qual
deslas quatro classes perlencemos, e suppliqucmos
que o Pastor Eterno nos aliste entre os que gozam
a ventura de ser dotados de nm curaran sempre lis-
posto a oovir.a accreditar e a pratcar a nica verda-
deira doulrina, sem que a suggestao diablica Mies
obsto.
Finaliscmos esta paternal exhorlacao que dirigi-
mos aos fiis (cujo rgimen espiritual foi confiado ao
menor prelado da igreja calholica) admoestando os
chetos de familia a cu.nprir suas importantissimas
obriga^Oes para com seafMoirresticos.por rujo proce-
dimento devem responder perante Dos, c os 1)0-
mens.
O deveres de caridade e de justic.i obrigam os
cheles de familia a educar seus filhos e seus familia-
res, principiando por ioslrui-los na doulrina chris-
la, no amor de Dos o do prximo (entre o qual Je-
ss Christo eomprehende os proprios inimigos) e na
evecurao da lei de Dos, e dos mandameolos da
Santa Igreja, fazendo-lhes coniprcheuder que da re-
gular conduela dos cidadaos dimana a Iranquillidade
das nares, a cuja temporal prosperidade sao adver-
sos os que perpetram os rrinies, quaes a sociedade
detesta e abomina e nao seriara commettidos se a
ra iudole. se as pessimas inclinacOes fossem repri-
midas e cunead, s na tenra idade.
As rebellines nao teriam apparecido no orbe, e
seus habitantes nao supportariam os rigorosos cITei-
tosde tantas e lograodes calamidades.
As publicas perturbar/es allrahindo a divina in-
dignarao, teriam cessado; a paz precursora da pros-
peridade nacional seria apreciada como convem.
Julgamos convenientissimo recommendar Basta
opporlunidade a observancia da abstinencia da car-
ne nos dias em que por nos nao foi dispensada, ex-
ceptuados os casos que a rigorosa necessidade (reco-
nhecida pelo professor cm medicina ou pelo confes-
sor) senla os enfermos de obedecer a este preccilo.
bera como ao do jejum era idnticas circiimslaucias,
preponderadas na balacea da recia justira, segundo
jitem outra occasiao indicamos, quando persuadimos
le a dispensa da carne somonte era permitirla ao
jactare nflo pela nianhaa e a uoil.
Era virlude desta legal disposirao, altamente de-
clamamos contra a inexcusavel relavaran dos que
temerariamente ousam abusar da reconhecida piada-
de, com que a santa igreja protege seus filhos occor-
rendo as suas prcc'es para evitar seu compromet-
liraento na presentando juiz cnivcrsal, que Icm de
julgar igualmente os que onnllirem a" comida da
carne nos dias cm que he permillida, para saborca-
rem esta vianda naquclles em que he prohibida,
i.iiianln porein seja digno de eterna execraran este
culpabllissimoprocedimeulo, nieguen) ignora.
A eterna becignidade se digno permillir que a se-
ment Evanglica, distribuida pelos operarios da
vicha do Scnhor Dos dos exordios seja impressa na
mete dos quo a ouvem, ou se recreara coro sua le-
lura para cm lodo o' lempo produzir frucios de hu-
mildade, deliberalidade, de continencia, de pacien-
cia, de tempornea, de caridade, o de prazer no
cumprimeulodos proprios deveres.
A pratca deslas virtudes e de oulras que nos sao
preceptivas sera duvida dissipar os vicios que Ibes
sao oppostos, e nos designar aptos para comparecer
na preseora do clemenliisirao juiz, sem temor de ser
privados de sua eterna gloria, precedendo a conve-
niente penitencia.
Palacio da Soledade 28 de marco de 1835.
Joao, hispo diocesano.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel-geoeral do commando das armas de
Pemambaco na cidade do Recite, em 28 de
marco de 1.855.
ORDEM 1)0 DIA N. 18.
Tcinlo o goveroo de S. M. o Imperador, por aviso
do ministerio da guerra de 22 de fevereiro ultimo,
mandado fazer exleusiva as provincias, a tabella ap-
provada pelo aviso de 6 de marre do anno passado,
dos objeclos que se devem tornecer as escolas ele-
mentares dos corpos do exercito da guarnirn da
corte ; o marechal de campo commandante das ar-
mas d publicdade a referida tabella, para que seja
observada nos corpos aqu estacionados.
Tabella dos objeclos quo devem ser toruecidos sc-
meslralmenle em Janeiro e julho a cada urna das
escolas de primeiras ledras dos corpos da guarni-
dlo da corte, em compriroenlo do aviso do minis-
terio da guerra de 17 de uovombro de 1833.
Papel almaroseis resmas.
portar taes dilos. E nos tambera, negrac,o, andamos
sempre montados na honra.
Acteon nao respoudeu,porque outro cuidado o oc-
cupava. Segua com a vista a lameran e Bajazel,
os quaes, apezar de suas chamadas repetidas, obsti-
uavam-sc a ficar em om lugar, onde o roehedo esla-
va nc escarpado, e nenhuma appareucia havia de
abertura.
Que motivo (era elles para ficarem all? dizia
comsigo o picador. Veja, scnhor capitao.
Com efleilo, respondeu Plouevcu, eis urna cou-
sa extraordinaria. Aqui, Tamerlan I
Aqui Bajazel I accrescentou Acteon.
Os dous sabujos acudirn); mas ura instante de-
pois voltaram ao mesmo lunar, c parecan) decididos
a nao se afastarem dahi. Esse afinco dispertou a
atlencao de Ploueven, o qual disse comsigo:
All lio que esl a chave domyslerio; csses
animaes lera mais instinclo que nos. 'Marinheiros,
accescectou, tdirigindo-se tropa, entretenham a-
quelle hornera que all est empoleirado, e queimem-
Ilie alscnia plvora ao nariz.
Porm a distancia he grande, sen/ior capitao,
disse Miguel.
Com lodo procurcm occupn-lo: lecho um pro-
jeclo.
Pois bem, j que assim ordena, farcinos.
Com efTeito Iravou-se entre Vulcano c os cacada-
res um combato, cm que a vantagem nao eslava ao
lado dos ltimos. As balas nao chegavam ao cimo
do roehedo, e de seu arsenal o negro lanrava sobre
os a.salanles pedras que torcavaw-os a acautela-
ren)-se.
SSo confeitos dizia o Ma'iiiuo ; mas um tan-
to duros.
Entretanto Ploueven conseguio o lira que linha
em vista; o negro oceupado com a defeza nao ropa-
rava no que passava se ao p do pico; assim poda-
se sem inconveniente continuar e completar esse re-
conhecimento. Tamerlan c Bajazel recusavam aban-
donar o poulo, e lancavam-se de quando em quan-
do conlra o roehedo como se qoizesscm peuelta-lo.
Todava nenhura indicio exterior joslificava essa obs-
ticarjo: a pedra ah era lisa o unida.
O roehedo nesse lugar forraava um angelo reen-
trante que podia abrigar um homem. O capitao inct-
leu-se nolle, e deualgumas pancadas para sonda-Jo;
qoa| foi sua sorpreza veudo-o ceder! Fez um novo
eiforco, a pedra abalnu-se, egyrou sobie si mesma:
pareca um episodio dos conlos orientaes. Nao res-
lava duvida, essa abertura era a que conduzia Vul-
cano ao cume do pico; elle devia a essa circuns-
tancia sua locga e detestavel impunidade. O cora-
cao de Ploueven estremecen; ia fazer s seohoras
de Angreraont umdos serviros que nao se esquecem,
viugar em um dia viole annos de devastarlo e de
luto.... Essa perspecliva sorria-lhe, e elle mislura-
va-lhe lalvez oulrns sonhos. Os sabujos pareciam
Peonas de ganso100 ou 16 quarteires.
(".anivelesdous.
Tinta prcla de escreverseis garrafas.
f.aps72 ou seis duzias.
Areia prclaseis libras.
Collecrao de cartas para principiantesfinta exem-
plares.
Tahoadasvinle excmplares.
Grammalica portugueza por Monte, ultima ediccao
seis excmplares.
Compendios de arithmctica por Avila conforme o
aviso de 12 de junho de 1802seis excmplares.
Pantss aali.
Excmplares de escripia u trasladosvinte.
Dcve-se tambera fnmecer a cada escola pela pri-
meira vez, e sera lempo delerminadcvle duraeao.seis
pedras para escripia, c 2i lapis das mesmas.
(uarlel-gcneral da corle 19 de dezembro de 1853.
Antera Jos Ferreira dt Brito.
Conforme. Libanio Augusto da Cunha Mallos.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Ixal Ferreira, ajudante de
ordens cncarregado do delalhe.
IITERIOR.
S. Pedro do Sul.
O mez de fevereiro.
Aspecto geral da provincia; temores na fronleirn.
Boatos de urna nvasao de Corricn tinos.Cares-
lia dos gneros alimenticios ; difliculdades do
commcrcio, e o supprimenlo ao arsenal de guer-
ra.A administrarlo ; guarda nacional ; melho-
ramentos materiaes ; demissoes policiaes.Poli-
ca subdelegados de Sania Mara e da Conceirao
do Arroio ; morles o ferimeotos; captura.De-
sastres; suicidios; naufragios; garantilos.Fron-
leiras ; o Paraguay se arma ; o general Cald-
vellna fronleira ; cominandos de brigada e fron-
teira.Diversas ; o seminario e a escola militar ;
barcos novos ; igni^ao subterrnea.
Aspecto geral da provincia.Podcriamos ainda
boje copiar integralmente o que sob igual titulo dis-
semos faz um mez ao comprar nosso relrospeclo.
Era nada pde-se dizer que tenhahavido urna mu-
danra essencial na provincia, eo mesmo animo e
igttaes preocuparnos tem presidido a diversos
faetns.
O paiz continua prestando urna coadjuvarSo cfli-
caz e franca presidencia, porque deposita nella a
confianra a que Ihe (Uto jus ioconteslavcis servii-os,
Ilustrado superior e urna recudan a toda prova.
A opposirao mesmo parece confessa-lo. Se ella
existe he porque a cxposiro luz tem de produzir
torrosamcnle sempre urna sombra qualquer para
contrastes; e por lortuna a administrarlo do Sr.
Dr. Si ni 111 bu' nao he (aquellas que podem viver,
durar e terminar as trevas.
Assim, apezar da sua virulencia, de seus grito-.,
de seus arrebatarr.eclos, a opposirao actual nao he
mais que um matiz preciso n'uii) famoso quadro,
porm n'uin quadro placido o sereno, onde ella li-
sura apenas como um accessorio. Do conseguinle,
nao he, nem podia ser ella a representante da ver-
dadera opiniao ; nao aeha, nem podia adiar echo
no publico, o se vive, vive pelas afleices e desaf-
tei laclo prova-se, que o uoico orgao que conseguio
plantar na imprensa ( o Diario Commercial desta
cidade ) nem s tem ido u'uma progressiva c grave
decadeocia, por falta de apoio e de favor publico,
como ainda tem quasi que abandonado a areua,
meando as suas appaires, e nessas mesmas del-
xatido as mais das vezes passar sem objeccao os actos
da administrarao da provincia. Quando escreve, c
escreve, repelimo-lo, muilo poucas vezes, he sem-
pre om questes de nomo proprio, e com sobeja fro-
quencia para oflender a cidadaos prestantes, qoe
tem para aquella tolhao erimede parlilhar a opi-
niao quasi unnime da provincia acerca do presi-
dente.
Quanto, porm, a outros pontos, nao he tao pla-
cida a disposirao dos nimos. O estado de nossas
relares com o Paraguay e quasi total abandono de
nossas frouteiras inquietan) a populacho, especial-
mente uos municipios prximos ao Uruguay e de
cima da Serra. Nao smenle a falta quasi absoluta
de tropa de 1". linha he contemplada como o indi-
cio de ser-nos prximamente demandado algum ou-
tro desses sacrificios supremos a que o enthusiasmo
patritico da guarda nacional rio-gramlense lem
acoslumado os estadistas do imperio ; mas ainda co-
meram a se nulrir reccios de sofl'rer algumas corre-
riasde inimigos, que, maneira dos annos nefastos
de 1820 a 1829, arrazem a nossa propriedade da
campanha, elevem a desolacaoeo luto ao centro
das familias.
L'ma prova disto que dizemos dcu-no-la um boa-
to que nos primeiros dias do mez prximo passado
corren aqui bastante acreditado. Dizia-se que urna
partida, nao do Praguayos, porm de Corrieutinos
levando voz daquelles, linha invadido o termo de S.
Borja, muto cima da villa, commettendo por ahi
depredaroes a mao armada. Felizmente essas fa-
ces, que mais se linham dilliludido pela marcha de
um esquadrao do 5". regiraeoto de S. Gabriel para
aquella fronleira, foram para logo desmentidas ; e
soubemos que para tal nao linha havide o mnimo
motivo. Ao contrario, o movimento dessa forcea,
que retrogradou tambem immediatamente, uccasio-
naram-nos temores assaz justificados de quo alguos
emigrados corrieutinos, animados pelas recordacOes
o peto espirito das celebres californias ao Estado
Orieulal de 18V7 c 18V), prctendiam fazer urna as-
saltada de territorio nosso no municipio da I ru-
giiayana para o da viznha provincia de Corrientes ;
porm descoberlo cm lempo, o Sr. lente-coronel
Carlos Augusto de Oliveira, commandante daquel-
la fronleira, soube-lhcs frustrar o plano.
Por outra parto a lransr,ao econmica por que
vai pas'ando a provincia he cada vez mais diflicil;
o nao he possivel dar raaior prova do hora senso e
morigerarlo do nosso povo, e da sua leal confianra
na administrarlo provincial, do que a maneira por-
que vai alravessando lempos lo calamitosos sem os
lanrar em conla a erros do governo, nem exigir da
presidencia milagres ou despotismos, quesera peior
para sanar os males de que est solfrendo.
Urna caresta geral acta na actiialidadc sobre
lodas as classes, e principalmente sobre as que sao
menos abastadas. A producrao rural, nica riqueza
da provincia, longe de acompanhar o desenvolvi-
racnto da popularan, e consequentemcule do consu-
mo, tem antes defuihado nos derradeiros annos, e de
conseguinle encarecido exageradamente. Eolre-
lauloo Irabalho prssoal. que vem a ser a riqueza
dos pobres, nao a tem podido acompanhar nessa alia,
e soffre por consequencia um dficit doloroso no ba-
lacro de seus recursos e necessidades.
Se a caresta das prodceles ruracs proviesse ni-
camente do cxcessodadjtaaoda, se sigeilicasse ne-
cessidades crescenles de nossos productos noestran-
geiro, esse encarecimento seria na realidade um
ampio beneficio, e os seus elTeitos em pouco lempo
sc diffundiriam sobre lodas as classes e lodas as in-
dustrias, partilbando com ellas do seu bem-estar.
Porm ao contrario, se a demanda abunda he por-
que o paiz nao prodnz quanto necessita, he porque
na realidade he pobre, ou melhor, se acha empobre-
cido ; c o resultado necessario he rarefazer-sc 011
augmentar tambem de preso a importar m estran-
geira, que alias nao teria lucro, nem menos interes-
se em se constituir Jbrnecedora em nosso exclusivo
beneficio.
De lodos os modos, he um facto em que a transi-
rfiu em que nos encontramos he ardua ; e que, se
a provincia, na sua natural e viril altivez, nada
pede ao goveroo imperial, ese esforca por dever a
si mesma o trumpho dcsles embarazos, a pruden-
cia aconsclharia quclle acudir cm auxilio de ura
dos mais rices e laboriosos lorres do imperio bra-
sileiro.
Por desgrnca, parece qoe, ao contrara, o governo
de S. M. vive na mais completa indiftorenca para
os nossos males. Abarra da provincia lem devora-
do no que vai dcsteanno quatro barcos ; c atora des-
ses contam-se por dezenas os que entram ou saliera
com avaria. Oulros bordejam dias e mezes para
adiar entrada, ou vem, espera de moncao para
a sabida, cstragarem-se os seus carregamenlos; e a
ludo islo, erao grado os clamores quena impren-
sa da curte levada o commercio do Rio Grande, nao
vemos que o governo adopte a mais pequea pro-
videncia para evitar lauta perda em fortunas e lano
risco de vidas.
De oulra parle, emquanto nos arranca da lavou-
ra os bracos por militares, ora para servir na 1". li-
dia, ora, o que he cem vezes peior, para destacar
como guarda nacional fronleira, lira-nos da pro-
vincia a diminuta compecsarao qoe nos davara os
trabalhos para o toruccimento do arsenal de
guerra.
L'm aviso do ministerio da guerra reduzio essa re-
partirao iraporlaote a mero deposito dos objeclos
remelldos da corte, por onde, alus, passarao a ser
directamente tornecidos os corpos da divisan auxi-
liadora ; de maneira que, mesmo para objeclos que
sao da exclusiva prodcelo jesla proviocia (arreios,
por cxemplo ), ficara aquelles corpos dependendo do
Kio de Janeiro.
Comprehcnde-se quaulos bracos deixa sem Iraba-
lho essa ordera menos meditada, que nao tem por
si nem a economa doscofres da fazenda, nem a per-
feicao da obra produzida, nem ainda a facilidade e
seguranca do furneciraento ; e quando esse descra-
prego de urna massa, alias consideravel, de traba-
dlo recabe n'uma poca diflicil, como a que alra-
v es-amos, fcil he de apreciar a importancia qoe
merece a este facto urna cilacao especial oa reseuha
que vamos fazendo da acloalidade da provincia.
A adminislrarao.O mez tem sido facundo em
resolures proficuas da administrarao provincial.
A guarda nacional, enerada com o pesadssimo
veame do destacamento, mereceu algumas provi-
dencias para Ih'o fazer menos gravoso ; se bem que,
por desgrara, muilo mais fura aieda necessario, se-
guramente possivel.
Para a desta comarca deliberou S. Exc. fa:or o
dearrame dos continenles para a guarnirlo desla
cidade sobre os corpos do trumpho, Pedras Bran-
cas, Aldea, Viamao, Belcm o Suburbios, a par do
b.iialhao intramuros, c para a de Jaguarao dispoz
que os corpos de Piraliny a coadjuvassem.
tambem associar-se a esse sedimento: saltavam de
alegra, e 1 niravam-se para a abertura com um ar-
dor diflicil de comer. Essa descoberta era obra' del-
les; assim era mui natural que se raoslrassem ufa-
nos de seu successo.
A brecha eslava feita, retira dar o assalto. Ploue-
ven reflcclio nisso rpidamente. Um claque mani-
fest terla acarretado umita demora e offerecido mui-
las difliculdades : era possivel urna sorpreza. En-
tre sua geote e Vulcano a combato conlinuava e
aquecia-se cada vez mais. Tendo-se certificado dis-
so, Ploueven recorreu aos meios decisivos e entrn
sosinlin na gruta, levando 05 dous sabujos pela trella,
e confiado em seu instinclo que al enlao se mos-
trara tao seguro e iolelligenle. Guiados pelo faro,
esses animaes haviam de atinar com o caminho e
conduxi-lo directamente ao inimigo.
Ploueven esperava encontrar nesse subterrneo
densas trevas, e nao era esse o menor obstculo de
sua empreza. Sua admiradlo foi grande quando vio
urna claridade : era urna candea, em que revelava-se
o engenho de Vulcano. Derramara em urna cavi-
dade do roehedo o sebo dos carneiros, e pozcra-lhe
una mecha coicposta de cascas fibrosas; dahi a la-
bareda qoe allumiava as abobadai. Junto dessa can-
dea chava-se urna provisao de fachos fcilos de paos
resinosos do quo elle armava-se para subir aos an-
dares superiores de seu domicilio. O negro nada
desprezora para (ornar esse asilo (ao comraodo quan-
to era sesnro ; linha feito diversos reparlimentos
aqui para os vveres, all para os carneiros e galli-
nhas, etc. Era ao mesmo lempo um perislylo e um
armazem, e nodoas de sangoe sobre os rochedos al-
lestavam que ahi linham sido comraetlidas execures
creis.
Ploueven nao demorou-se nessas particularidades
senao o lempo necessario para tomar as ultimas dis-
po*i(6es. Armado de tama tocha, elle percorreu o
subterrneo e cstudon-Uie os circuitos. Ers urna
dessas grutas creadas pelo fogo dos velejes que es-
Icndem-se iociiilivamcole no interior das montadlas.
Hoitos caminhos ah se apresentavam, uns largos
oulros eslreitos, uns escarpados, outros mais inclina-
dos ; o embarazo era escolher. Ploueven nao lecdo
motivo algum para dcterminar-sc, pretorio confiar
nos sentidos dos animaos que levava. Tamerlan e
Bajazel audayam um lanto ao acaso cora o nariz a
flor do chao e procurando indicios ; percorreram as-
sim lodas as embocaduras de veredas e abandona-
ram-nas succcssivamenle. Emlira chegaram a orna
escarpa interior, onde a pedra linha sido picada, e
urna certa polidez annunciava passagens frequenles.
Ah suas maneiras mudaran), e o capitao conheceu
facilmeole que elles linham achado o que procu-
ravam.
Se Plotieven houvesse hesitado, Tamerlan e Ba-
jazel le-to-hiam arrastado. Qualquer oulro que nao
fosse um marnheiro teria esmorecido desde o prin-
Assim tambera reduzio os destacamentos de Bagc,
de Algrele e oulros ao muilo estrictamente necessa-
rio para segurancia publica ; porm os Missioneiros
esto ainda lodos a um lempo em armas, quando
muitos dos municipios collindanles nao lem dado
um nico soldado.
Havia em S. Leopoldo um balalho da guarda
nacional de iufanlaria, formado cora os habitantes
das picadas, filhos dos Alleraaes que as devassaram.
Fosse pelo que fosse, nunca aquelle corpo correspon-
den ao que devia esperar-se delle; e as prajas que
ocompuoham mostravam repugnancia pela arma
para que os haviam destinado. S. Exc. proposla
do muito hbil e zeloso Sr. brigadero Lima, com-
mandante superior da guarda uacioual desta comar-
ca, acaba de converter obatalbao n'um corpo deca-
vall.iria, dotando-o de novo commandaote.
Ao mesmo lempo, acudindo a urna necessidade
geralmeule sentida, o Sr. presidente preencheu as
vagas dos corpos de Santo Antonio da Patrulha e
Saola Aooa do Kio dos Sinos, noroeaudo para com-
raanda los os Srs. capitaes Carlos Pinto Moreira e
Antonio Leile de Oliveira, oflieiaes cuja repulaco
esta feila desde muitos annos entro os mais aguerri-
dos veteranos da proviocia.
Dez diflerenles estradas tem a agradecer nesle
mez os cuidados de S. Exc. o Sr. presiden le, e pro-
videncias mais ou mecos importantes, ora directa-
mente tomadas pela administrarao provincial, ora
por intermedio das municipalidades. Taes sao o
proseguimento de urna ponte de pedra sob o arroio
da teiloria, no tormo de S. Leopoldo ; o planeja-
mento de tres oulras lobre diflerenles veas de agua
no municipio do Trumpho; os Irabalbos previos
para a do Retiro em Pelotas; a conslrucrao de va-
rios ponlilhoes no termo de Taquary, e no da Ga-
choeirajunlo a Santa Mara, e na trevessia do Ven-
de-Almas ; o concert da estrada do Todao, era ci-
ma da Serra, transito toreado das tropas muars pa-
ra S. Paulo, da dos Tajos, entre Cangussu' e Pelo-
tas ; e finalmente a abertura de um melhor passo
sobre o Piraliny, no municipio do mesmo nome, pa-
ra eucurtar e facilitar o imporlanlisiimo trajelo que
ernza aquelle rio. Ao mesmo lempo foram manda-
das por em andamenlo as obras das igrejas de San-
io Antonio da Patrulha e S. Leopoldo, cuja admi-
nislraso foi confiada a commissoes especiaes : e a
conslrucrao das cadeias do Rio Grande e Algrele,
onde a huraanidade e a lei to quotidiauamenle in-
sultadas pelas espeluncas infames que ahi servem
para retengo dos presos.
Nao minos de de zoilo demissoes policiaes vierara
augmentar no mez passado o longo catalogo das que
tao ruidosamente ha lamentado a opposicio na tri-
buna e na im|>rensa. Deslas, treze foram solicitadas
por impedimentos physicos, mudancas de domicilio,
ou incompatibidade de exercicio; cinco partiram
da presidencia, urna por incompatibilidade legal,
duas por iuhabililaciio physica dos servenluarios,
urna por nao" ler prestado juramento no fim do anno
do nomeado, e outra finalmente por cm incrivel abu-
so do subdelegado da CooceicaQ do Arroio.
Estas cotas nao serao despidas de nlereise para os
que lercui o relrospeclo mensa! do Diario Commer-
cial desta cdado, se, orno he do seu costtime, ainda
boje vollar elle carga com essa ftil e" causada
guerra das demissoes policiaca.
Policio.Nada tomos a ^igualar de oovo em par-
ticular abono ou descrdito desle ramo do serviro
publico.
O Sr. Dr. Doria continua envidando todos os seus
esforros so bom desempeoho de urna commisso, qoe
no entanto nao esl em analoga com eus hbitos e
carcter. Menos feito actividade e Iraquejoda vida
poltica c administrativa do que s meditarles do
gabinete do jurisconsulto, muilas vezes falla-lhe lal-
vez a indulgencia, a paciencia mesrao, que precisa
aquelle, e que com frequencia nao he mais que um
meio de que se utilisa a perspicacia. Daqui lera re-
sultado algumas queixa;, que podem ser exactas sem
talvez ser justas, mas que lera lido demasiada ex^~
pausao nesles ltimos dias para quojis nao mencio-
nemos, muto embora nao nos sintamos propensos a
fazer coro com ellas.
Os tao fallrdos negocios de Sania Mara da Boca
do Monto, mais condecidos hoje, vieram justificar o
que lidiamos previsto ao escrever o nosso relrospec-
lo de Janeiro. Logo no dia segniole de publicarmos
este recebiamos noticias explicando os fados que a
opposirao havia desfigurado as publicaces que fi-
zera : e no nosso numero de 2 de fevereiro fizemos
urna raiuda resenta deltas, lirada dos documentos
oflieiaes de um e de outro lado. Em resumo, he in-
dubitavel que houve urna flagrante illegalidade na
expedirlo da seudo ordena de habeos corpus, de que
se succorriam os queixosos conlra o Sr. subdelegado
Ourique ;que da parte dos presos houveram provo-
caces acintosas, euma perfeila tropela que nao po-
dia nem devia ficar impone; c que em ludo isso des-
graradamcnlc esses homens mal aconselhados, mais
parece que fossem instrumentos de criminosas sugges-
loes alhojas, do que movidos do seu proprio alvilre.
Pelo menos, a esto ultimo reipeilo escreveram-nos
da campanha arligos muito delalhados que se lm
nos nossos ns. 82 e 85. e que nao foram nem sequer
contestados pela imprensa oposicionista.
cipio ; pois ora o declivio lornava-se Uto rpido que
era misler procurar apoio as asperezas do roehedo,
ora a abobada abaixava-se a tal ponto qu ferroso
era andar de rojo. As difliculdades succediam-se, e
pareciam augmentar succedendo-se ; apenas em al-
gumas parles o esparo crescia e offerecia como lu-
gares de repouso e andares naturaes nessa conatruc-
r.iu gisantesca. Ahi lornavam a achar-se vestigios
da estada de Vulcano, peonas de aves, laa de carnei-
ros e restos de provisdes. A's vezes as tondas do ro-
ehedo deixavam penetrar os ratos do sol, e eram ou-
lros lautos observatorios, donde descobria-se a char-
neca, os bosques, os regatos, as planicies, as habita-
rles, a praia e o mar em um horizonte loogiuquo.
Em urna dessas pocsadas Ploueven pode certificar-
se do estado das cousas ao p do pico. O combate
conlinuava, os marinheiros espalliados proseguan)
em sua fuzilaria, e de quando em quando as pedras
que rabiara do cume do roehedo lestemonhavam
que Vulcano defendia-se com vigor. Assim todo
promettia a Ploueven as vanlagens de urna sorpreza.
Observando o que passava-se em baixo, elle cerlfi-
cou-se de que eslava prximo ao cmo e que breve-
mente se acharia dianle do adversario : novo moli-
vo para preparar-sc e augmentar as precauees.
A parte querestava subir era "a mais escarpada de
todas. Na base da moclacha essa oseada inlciior
poda desenvolver-se em roainr extensas ;mas pro-
porcao que elevava-sc, con v er liae cm urna especie
de parafuso muilo irregular, o que nao oflerecia
rampas nem deeros em que as podesse suster. Para
trumphar de (antes difliculdades cao era necessario
menos do que a ceragem de Ploueven e o desejo
que elle lidia de salvar a honra. Nao poupava-se a
esse ultimo csfor0, e os caes que farejavam a pre-
sa e cspcrav.1i)) urna desforra nao iam cora mecos
ardor.
Oue razia Vulcano emquanto o capit.lo cscalava-
llieo domicilio c (enlata aperla-lo culre dous rogos?
Como falhara sua vigilancia Por um motivo bem
simples. Havia quinze anuos o negro vira mallo-
grarcm-se lodas as pesquizas. e sua confianra na se-
guranca de seu retiro augmentara de da'em dia.
(.ora" ninguem penetrara jamis ahi, elle julgava-o
impenelravel. Debalde os agricultores linham di-
rigido contra elle expedirnos considerareis, as quaes
pareca impossivcl que o uegro escapasse : ludo dera
costa junto de seu roehedo inaccessivel. Julgava
que assim seria sempre, e nao idmittia que o acaso
podesse Irahi-lo.
Da traicao de Barrabas nada Ihe escapara ; elle
vigiava-o desde o riacho de Goyaves. Tinha visto a
tropa de Ploueven caminhar dehaixo de sua direc-
oao, e nao se engaara cem sobre as iuleuces do
guia, nem sobre o fim da expedirfio. Tendo coche-
ado o traidor, Vulcano esperara com paciencia para1
assegurar o cltoilo de sna vioganca e dar-lbe cerlo
esplendor. Depois encerrra-se na sua fortaleza,
donde dcsafiava os inimigos.
Emquanto Ploueven subi os andares inferiores,
nenhum rumor podia deuuncia-lo ao negro ; mas
clevando-se, lornava-se muito mais dilliril que al-
gum movimenlo o nao (rabiase. Algumas pedras
rolavam-lhe aos ps, e cuslava-lhe muito conler os
caes que lentavain latir. Emfim as cousas chegaram
a tal ponto que Vulcano pereebeu o perigo que o
aineacava, e exclamou :
Ali! meu Dos genle em minha casa I no meu
roehedo !... Elle ia lanzar unta pedra contra osas-
sallantes ; mas essa descoberta mudou a directo do
projectil. De um salto achou-se dianle da abertura,
onde Plooeven havia de desembocar, e alirou ao
ara-o o seixo enorme qoe linha as mSos. Quanto
aos caes era (arde, pois j haviam investido a presa :
ura lancra-se ao pcscoro do negro e estrangulava-o,
o oulro aferrnra-se-lhe s ilhargas e deverava-o.
Mas o capitao Ploueven nao tundo podido evitar o
choque, receben urna commocao tao viva que perdeu
os sentidos.
Entretanto 05 marinheiros vendo desappareccr o
inimigo, e ouvindo ao mesmo lempo as vozes dos
caes que o atacavam, licaram cheios de assombro por
nao comprehenderem como esses animaes haviam
podido chegar ao cume do roehedo ; porm repa-
rando depois na ausencia do capitao, pozerara-se a
procura-lo ate que atiuaram com a abertura que Ihe
dera passagem. Vvon ia adianle como o mus gil
guiado pela voz dos sabujos, e alluraiando o caminho
aos companheiros com um dos fadios de que ja fal-
lamos. Os caradores subiaru um a pos o oulro, ac-
etosos por sabercm o estado em que se achavam as
cousas no cume do pico ; mas o Maluino que nao
perda nenhuma occasiao de dar a tramela, fazia a
cada instante observarles curiosas cora a belleza de
liiiguat;ein que o distingua. Quando encontraram
Plouevcu cabido e sem dar acord de si, os mari-
nheiros julgaram-no morlo, e sua aulicr.ao toi gran-
de, porque verdaderamente o amavain, porm nao
veudo-o ferido nem contuso, rmiheceram que era
om simples desmato, lavando-llic o rosto com agua
fresca quo acharara mesrao na grala, liveram a ale-
gra de v-la tornar a si.
Tendo recobrado os sentidos, c capitao certificado
da sorte qce livera Vulcano, voltou com sua genle
para a habitacao de An^rcmont, onde chegou no dia
seguinte e foi recebido com todas as demonstrarles
de aecto. Esse acontecimenlo do pico de Guion-
neau encheu de admiradlo a ludes os habitantes das
Antilhas, e augmenlou a replanlo gloriosa de que
j gozava o capto do Gregeois.
tCominuar-$e-ha.)
I1EGIVE1
*

; T1
MBaj UJ
MUTILADO


A
S
i danto, cmqiutulo pur um lado continua a au-
mlu o illcgal procodimtiilu detses
seunores cm Santa Mana da Baca do Monte, elle* em
Hio Panto proseguem contra o subdelegado porania
pecliv comarca,
lo Arroto, termo de Santo Antonio
trrtba, dcu-scum desaguisado de consequen-
ule desastrosas,
'vo subdelegado, reuniudo alguna Jiomcnt
''. mandn prender, ou racllur eipao-
la guarda uacional quo linba-ao pres-
ar de guia n urna pairalha de rccruladorc
ir um moco quo parece quo era protegido
pata tal*: -legaca. Densa diligencia resullou umcou-
llictoem que o offlcial, *<> contra raeia duiia, foi gra-
vemente feridu, viudo lalvez a Picar aleijada.
O Sr. prcsidente.ii proposla do Sr. Dr. chefe de
polica, dominio para logo o subdelegado, contra
queni abundam graves carga, a pareco quo esla
sendo deyidameote processado.
Se o rae passado exultavamos por ter (ao poucos
crimes contra a segranos pcssoal a mencionar no
i relrospedo, nao assim no presente por desgra-
cio homicidios, dos quaes soao termo do Al-
grale cabera qoatro a sua conta, dous ao da Uro-
da Piratiuy e o oitavo ao Estado
Orietilal,enlulam achronica do inez de fevereiro. As
vs cartas das mencionadas villas c da Cruz Alia
de Cima da Serra da os pormenores destes crimes,
d'eolre os quaes mais de um requinta de inlerc-se c
de royslcrio. A este cortejo fnebre acompanba an-
da um outro de graves feriraentos : um que leve lu-
gar em Santo Antorio; dous no termo do Algrete,
~em Palpaste o primeiro, e para o Arenal o scguudu ;
outro no norte entro dous soldados de nfanlaria;mais
um em Pelotas entre dous escravos; e dous aPinal
em S. (lahriel.oude um escravoaggredo scu senbor,
feriudo-o levemente, e quasi i morte a um subdito
porluguez que casualmente chegava.
m Carapava, mo mu distant* da villa, um an-
nonagenario foi brbaramente marij risado para
exlroquirem-lhe as mesquinhas economas de una
ncia da privara* e miseria, e salvo por urna
idade ; e no Algrele, por ultimo, depois de
ai- urna tentativa em grande escala para a eva-
01 da cadeia, consegio fagir urna cor-
rente dos-de renos importancia, quando era menos
esperado.
>ito-em que cscaparam os perpe-
lra,l"> -ni qXni se sabe a qnoin poder
atlribui-los.
.ao, porem, una captura importante
leve lugar no mez postado. Feliciano Jos da Costa,
hornero de ranos antecedentes, guerrilheiro auilaz e
deslcmido, e a quom de ha um auno andava no en-
sile, foi aprisiouado no termo de Ja-
guanlo; por urna partida da guarda uacional, c con-
duxidu para as prisdes dela cidade, sob prevenco de
mais de om a as si nato.
lgubre resenha do crimes quc
l accrescentar anda oulra nao me-
nos lastimosa.
l)oui suicidios ensangnenlaram o termo .le Santo
o nos primeiros dias do mez passado; e na
ana ama enanca, desastrosamente arraslada
por um animal desbocado, perecea instantneamen-
te. Aqui mesmo um miserando volho, ex-soldado
do oiercilo, c como Ul indgeule al i ultima mise-
ria, eostumava buscar abrigo durante a uoile por hai-
xo de urna pilha de madera na praia do arsenal des-
ide. Desabou a pilha, c matou redondamen-
te o pobre desgranado.
Ao mesmo lempo tres naufragios na barra da
provincia vieram augmentara lista luluosa das cala-
midades do mez de fevereiro. No da 10 pordia-se a
ardian, iogleza ; a 1(1 o brigue nacional
ia, e a il o patacho .Sania Cruz, brasilciro.
[tuna, em nenhum desses tres sinislrs se deu
perda de vidas, comquanto pareca ter sido conside-
ravol a do ioteresses.
Segucm-se n-estes prejnizos os que diio em re-
sultado os gafndolos que anda prosegucm arrasan-
do os dislriclos de Cima da Serra, da Uruguayana,
Dores, Rio Pardo e S: Borja.
Fronleiras.Mito grado os (emores de que falla-
mos antes, as fronleiras lem-se conservado socc-
0 Sr. general das armas lera-as percorrido todas,
e as ultimas dalas achava-so na lUruguayana de
jornada para a de Quarahy.
S. Etc. n Sr. coronel Propicio foi nomeado com-
mandane da 4. brigada e guarnido de S. Gabriel,
de que toniou posse no dia 20 de Janeiro; assim como
conlirmou-se a viuda do Sr. coronel Osorio para as-
sumir o da frouteira de Misales.
Do Paraguay tem continuado a vir noticias de ar-
S
DIARIO t PtHHMbUlU, UUIIIIA rtlhA Z3 Ut AMCU Ut IBSD.
3.
Adcos, oh anjoa da torra,
He lempo de vos deixar ; ^
Para o anuo nos viremos
Novas flores oflcrlar.
Se duran'e as rostas do carnaval, que tao enneor-
ridas furam, nao livcmos do lamentar um unico inci-
dente datagradaval, nao aeonteceu oulro tanto nos
ultimo dias detta semana.
Naquarla-rciradeCinzao Trancer Jos Sorrus,
horaem do mais de 60 annos, entrando em contesta-
re comum scu compatriota Pasr.oal Carricabour,
que tambera era de avancada idade, sobre a posse da
cama em que deviam pernoilar na sapataria em
qe ambos trabalhavam, furam ullimameote a
vias de faci, e tao encarnirados que o primeiro lau-
cando man de urna faca ferio mortalmcnlc ao sc-
litindo, resultando a morle desle puncas horas depois
de recolhido ao hospital da santa casa da Misericor-
dia, sendo o assassino preso incontinente.
Na quula-feira um miseravcl cscravo, de mais de
80 annos, que curvado ao peso de um grande labo-
leiro de louca de barro, vagava pelas ras desla ci-
dade, acompauhadu de outro prelo cncarregado da
venda da louja pelo seu brbaro o deshumano se-
nhor, foi encontrado horrivelmente espancado o mo-
ribundo, ao queso diz pelo proprio compauheiro,
que soacha recolhido cadeia.
Finalmente no sahbado pelas 9 horas do dia um
moleque escravo de Jos Ucrnardes da Costa, sendo
encontrado dehaixo da cama de Carolina Mara de
Castro, moradora na ra das Praga desla cidade,
correu sobre esta sdiliora c com uina navalha deu-
Hw um golpe no poscoco do lado esquerdo,
que felizmente nao leudo Ihe nflendido as arterias
jugularcs, ha esperanzas de sobrevivor a este alaque
de seu brbaro perseguidor. O digno delegado de
polica em todos estes casos proceden com tal acti-
vdada c lino quo todos estes facinorosos foram im-
mcdiatamcnle presos.
Toruarei anda por esla vez a minha mofina os
negocios da barra.
No dia 20 o patacho S mi i Cruz, vindo ;de Per-
uambuco com carga de assucar consignacao de
Tiiomazde Aquiuo Ribeiro, cucalliou di barraja i
noile, perdeudo-sc totalmente e salvando-se apenas
atripolae;ao,aprcsculando-seocapitaocom'aguarnirlo
ao commandanle da praticagem dizendo smenle que
cncalhara e nada podera salvar. Eslc navio fora
visto ao anoitecer 6 ou 7 milhas distante da Alalaia,
quando a calraia rclirava-sc na proa do brigue .lia-
ra Jote, e ignora-sc como c porque depois quiz en-
trar c cncalhou.
I.craoshije no Diario do /lio Grande urna peque-
a expsito do capilfio do patacho Sania Cruz,
que, em vez de Iralar das causas que o obrigaram a
dar com o palacho na cosa, limita-so a atacar ao
commandantc da praticagem 1 lente Dclamare,
allrbuindo acc/iea improprias do carcter circums-
peclo deste oflicial, dizendo que fura por elle recc-
bido com mofas e grosserias ; assim como se limilou
lamhcm a qucixar-sc dAtebiinenln que leve do
dignocapillo do parto; cementando-so apenasen
dizer-nos que vio enlrar o briguo Halo e aps elle o
Mara Jos, e que quando esle ultimo deu fundo na
Mangucira ja o patacho Santa Cruz tinha enca-
Miado.
Foi preso na cidade de Pellas Joaquim Ribeiro
C-uimaraes, negociante matriculado desla cidade, so-
cio da Pinna commercial de Antonio Jos Ribeiro
Guimaraes & Filaos, por queixa do collcctor da mes-
ma cidade Antonio Marques Leile de Castro, que o
aecusou por crime de estcllionalo, cojo processo es-
t em andamento.
Chcgou no vapor mperalriz a esla cidade o Sr.
cavalleiro Levenhagcn, enenrregado do negocios da
Prussia, que, segundo nos consta, vem fazer ama
excursao provincia, no intento de animar ou pro-
mover alguin cstabelccimento colonial. Esle caval-
leiro hospedou-se em casa do cnsul da mesma
naci Cliristano Tompson, socio da casa commercial
de l.ind & C.
Nao livcmos porem o prazer de recbennos a vi-
zila do conde de Meden, ex-minislro da llussia ucs-
sa corle, porque S. Ex.,'(cmcndo nio nchar-sc ah
no dia iodo correle, sallou em Sania Citharina,
d'onde pretende regressar.
Fallamos com um respeitavol negociante que aca-
ba de chegar por tetra do Estado Oriental ; por elle
livemos a certeza de quao infundados erSo os re-
celos que deiei entrever na minha anterior acerca
dos prognosticosde desordem uaqiiellc estado ; sen-
do pes-oa de lodo crdito nao podemos duvidar das
boas disposicGcsquc cxislem uaquelle paiz para con-
servacaoda ordem constitucional, quo com tantos
sacrificios tem o govcrnn imperial coadjuvado os
mmenlos bellicos. Mcdidasngorosas haviam sido lo- n,i.....s v i a ...
Onenlaes.S. S.,sendo amigo do presidente I-ores,nos
communicuu o alto conceito em que era lido o nosso
madas para arrolar todos os homens do (JO annos
abaixo ; e os commandautes dos dislriclos militares
investiam autoridade discrcionaria para chamar os
cidadao as armas. O campo forte de S. Jos, que
vembro teria 2,000 homens, era calculado em
i para.principios de Janeiro.
*'.Acham-io annunciadas, ambas para o
orto, duas solemnidades luteranas: a abcrlu-
dasprimeiras aislas do seminario epi'co-
i i, e a do :i. anno activo da escola
liante a ausencia dos corpos
auxiliadora,apenas se matri-
cularan i llame!
ue pequeos, barcoscahiram
i "le mez ao mar estaleiro: urna escuna
construida nosta capital.ao eaminho Novo, e n cas-
co para nm novo vapor que chcgou do Rio Pardo, c
que tem a parlicularidade de liaver sido quasi que
totalmente construido as abas mesmo da Serra.
Das minas lenhiteras da.Capellio.ha, longe da
CahoeimG a 7 leguas, deratn-hos noticias do lerem-
so iiicndiado, continuando abrasadas por mais de
dous mezes. Mullos dias longas columnas eneas se
arrojavamde differentci bocas, e por ultimo urna fu-
mara eapema reveiava que a eombusl'o nSo tinha
ainda termiuado na ubra mysteriosa que llie fora
destinada.
Cidade do Rio Grande, 2S de fevereiro de 1853.
.ndo a 18 dete fecliei a minha ultima, que foi
brigue nacional Xoeo Temerario, coraecnva
cidade a (esta do carnaval, pela forma que en-
tilo Ihe disse, ibandonando-se o endiabrado brinque-
do das empoadella ejdas caldeiradas'd'agua fria.como
era coslunia entre os avoengos dos lempos culotiiacs.
mina qne foi cslabelecido pela rcuniao da
melhor mocidade, da qual Ihe fallei na anterior car-
la, rcalsou-se nesse dia c no dia 20, percorrendo as
ras da cidade um bando de mascaras ricamente ves-
tidos a carcter de bom goslo, tanto do seculo pre-
sente como do dus mais remotos daanliguidade. Ao
pastar esse bando por alguroas casas Ihe lancaram
das jaucllas muila flores, o em algumas que o lem-
po permitlio vizilar, foi servido deboames.i de fruc-
^eros refrescos. Era grande o concurso
dopovoqueacompanhava nao s esse grupo, que
preceda urna bella banda de msica, como oulros
em forma do macacos, muilo bem caraclerisados, c
de urna cavalgala de mais de 20 cavalleiro, Irajau-
do ao modo gosto dos fllhos do sol e dos paizes vi-
zinhos.
Emi|unnlo islo te passava no coracao da cidade,
am pelas ras mais solitaria alguna laboleiros
com limOes de cheiro, sera que ao menos os prcli-
nliosum s laucassem sobro suas charas dulcinas 1
-Parece dervela rpida inudaoca operada esle anno
no coslumes desle povo; mas he um fado que, como
Hcssa corte, o carnaval passou-se nesla cidade muilo
divertiJn o sem um s incidente desagradavel. Ge-
lalmcnte ria-se e brincava-se com tanta circumspcc-
'.'ao e riodeslia como so estivessemos em una das ci-
dades mais Ilustradas da Europa.
Ture molla aceilacjo o coro de msica enloada pe-
lo srupo de quo fallamos em primeiro lugar, c por
-liiiiIos quadrinlia?, can-
tadas por um pedaro de msica mais agradavel do
drama A Grara de Dos.
1.
Mocas bellas c formosas
\ceilai as nossas flores,
Nosos volos de respeito,
Nossos sinceros penhores.
Coro.
Vamos, vamos, oh rapazes.
Festejar o carnaval,
Acahou-se o tal entrudo
Que causava (auto mal.
bravo, como he bello,
Como he bello e delicado,
Fcslcjar-se o carnaval,
Som medo de ser molhado.
distinelo comprovinciano, o coronel Osorio, achan-
do-sc desvanecidas algumas suspcilas contra as vir-
tudes cvicas e militares desle bravo oflicial.
Temos de noticiar-lhe um quasi phenomeno que
nao deixa de ser curioso.
Conhecemos um joven com menos de 15 annos de
idade de 5 ps de altura c 2 de espessura. Pesndo-
se em oulubro do anno passado tinha exactamente 8
arrobas, e 3 mezesdepois encontramos o 'peso do 8
arrobas c S libras, de forma que leudo de progredir
com a idade, quando chegar aos 21 annos deve pe-
sar 111|2 arrobas!
3 de marco.
Vimoseslrada una'correspondencia particular sob
a epigrapbe Negocios da barra do Ro Grande do
Sal impressu no Jornal do Commerdo de 10 do
mez passado, sobre a qual nao nos oceupnriamos por
um momento sequer se nao envolvesse com animo-
sidades pessoaes a importante questao da administra-
cao da praticagem da barra, que be a nossa molina.
Diz esse Sr. correspondente : A commissao da pra-
ca, exorbilando de suas attribuices, deu scu alies-
lado de conducta ao encarregado da pralicagem da
barra, cedndo a feries empcohos, mas daqui pro-
veio desgoslo associacao. o ja alguns membros se
tem despedido.
Foi menos exacto o (al Sr. correspondente, porqu*
a verdnde he que a commissao da praca, como orgflo
do corpo do coramcrcio dcsta cidade, fez juslca ao
comportamcnlo do Sr. Delamarc, e lano que o Sr.
Domingos Soarcs Rarboza, promomendo assignalu-
ras para requerer a rconiao da associacao commer-
cial cmassembla geial, para reprovar o procedi-
menlo da commissao, aclinu-se S. S, em unidade
nao Ihe leudo sido possivcl obter una su assignatura
das cinco que devia conter u requerimento na for-
ma dus estatutos da associacao.
Quanlo s accusac,es irrefleclidasdirigidas ao pro-
bo e activo capujo do porto, nao sendo occasiao pro-
pra, nem cabendo nos limiltes de nossa correspon-
dencia o desenvolvimeto de ama clefeza em ordem,"
deivaremos a urna commissao de inqucrilo quando
por ventura lacs ai-ru-aces possam chamar a allcn-
rao do ministro da marinha.
Sobrccarrcgado do Irabalho o lendo escripto mui-
lo por esle paquete sobre negocios mcus, nao (eolio
remedio senao tancar mo de serviros de outro para
salisfazer os fins a que rae lenho proposlo escreven-
do-lhe as minhas carias.
I.e-se no Diario de boje a seguinto c inlercssantc
noticia commercial:
Vovntalo da prora Jo flio- Grande, de 28 de Ja-
neiro ale i de marro de 1S53.
Apezar da circuiuslaucia do lempo que reinou
durante o mez lindo, o mercado mostrou-se mais
animado as suas Iransaccoes, tendo-se cfTecluado
vendas regulares nos arligos de mporlacao.
A entrada do sal foi superior ao scu consumo, at-
lendcndo as poucasentradas de gados que houveram
nesta la (pois apenas monta a O.000 rezes entre
Pelotas, Caados e Jaguarao), parle dello se lem ar-
mazenado, e oulros flttrara vendas a presos baixos.
O nosso estado monetario nao he dos mais satis-
factorios, pois sentc-se na praca bastante falta de
dinbeiro.
,Nos gneros de exportarlo lem continuado a mes-
ma aflluoncia r^ra os couros salgados duranto todo
o mez, porem neslcs ultimo dias uola-sc alguma
frieza nos compradores.
Emqnanto ao couros seceos, os precos altos por
que sao suslcnlados pelos especuladores nao dao ln-
::ar a que os exportadores possam fazer scus carre-
samenlo, pois, altendcodo aos lmites que tem,
vista dos precos da Europa o Nurle-America nao
Mies he possivcl comprar, por cojo motivo j tem sa-
bido alguns navios americanos em laslro e oulros
se preparara para o mesmo fim. Calcula-se o depo-
sita ile 50 a (0 mil couros, eulro Pelotas c esla pra-
ca. As entradas da caoipanha lem sido insigniPi-
cantes por causa do mo lempo quo tem havido, po-
rem compondo-se, he muito provavcl que acudam
bstanles coaros ao mercado, fazoiido cessar este es- i
lado normal, u que seri de mulla vanlagein para o
commercio em geral.
Para o charque ha Iralos para parle dellc, porm
conheco-se receio da paite dos compradores, olhando
ao preco que tuslenlam os rharqueadores; entretan-
to nao he muilo provavcl qce baja baixa tcnsivel aos
precos actuaos pela falla de gados.
Frolaram-se 9 navios entre 60 e 65 schelling e 5
conforme o seu calado. Para o imperio subi-
ram os freles, atlondendo falla' do navios para fre-
lar, regalando para o Rio 280, para a Bahie 360, e
para Pcrnambuco 4W.
Cambio sobre Londres: 26 1|ta 26 1|2.
Rio de Janeiro : 0|0 60 a 90 dias.
A nossa barra tem mclhorado muito, porm con-
linua a sentir-se a falta de um bom rebocador,
principalmente para as sabidas dos navios grandes.
A medida adoptada pelo cnminaudanlc da pralica-
sam em mandar praticos para bordo dos navios es-
Irangeirosque calaui mais agua, tem sido de muila
vanlagem, por facilitar as entradas dos mesmos.
Imporlarao.
F'oram as entradas de longo curso do 3i navios, a
saber: 18 com sal, 5 com vinho c sal, 1 com far-
nha de Irigo c varios gneros, 2 com fazendas e
sarrio, 1 com louca c rarvao, 1 com carvao, 1 com
vinho c varios gneros, t em lastro. A cabotagem
conslou de 19 embarcarnos para esto porto e 6 para
Porto-Alegre.
Exporlafio,
Couros vacuns seceos.310 a 320: allendendo
aos presos que conservara, nenhuraa Irausacjao de
maior montase realisou.
Ditos salgados.De 130 a 110; julgamos quo es-
tes prejos nao serao muito suslcnlaveis.
Chifres de novilho.20J.
Ditos de vacca.6;.
Caballo.MfBOQ a US-
Cnza.iOf a 2(l>.
Graxa.8?600 a 88800.
' Sebo derretido.109100 a 10J200.
Xarque.15200 a 100.
N. B.Temos a notar que os precos colados de-
vem entender-so as xarqueadas, c portaulo sujeitos
as despezas al esta praca, salvo no xarque c gordu-
ras, que gcralmcutc sao conduzidas a este porto por
coula do vendedor.
Despacharam-se mais para o canal de Inglaterra
13 navios, sendo 5 com couros e 8 com cinza de os-
sos ; para o Mediterrneo 3 com couros ; para Mon-
tevideo 2 com varios gneros ; para Uoslou 1 ; para
llaniburgo I com couros.
l'icam carregando:
Brigues Sella, Ligciro, luca, Linda-Flor, Midas c
Maria Jos.
Patacho Novo-Luz.
Sumacas Amalia c S. Jo3o.
Escuna Victoria.
Hiale Santa-F.
Sem carga.
Barca S. Maria Boa-Sorte.
Polaca-barca l.igeira.
Brigues Mafra, Feliz Viajante, Marcial, Elysa, S.
Pedro, Pampero e Principe Americano.
Patachos Bom-Jesus o Tiiumpbante.
Carregando.
Barcas Dcsempenho e Generosa.
Brigues Santa Barbara, D. Aflbnso, Veloz, Dili-
gente Feliz, Carlos, Mercantil, Imperador e El\-
sio.
Patachos S. Francisco, Flor de Lima, Sorpteza o
Espadarla.
Natos surtos cm Porto-Alegre.
Brigues Emprehendedor, Novo Minerva, Concei-
c3o, Puritano, Imperatriz Thereza, Ralo, Flamen-
go e Novo-Porto.
Brigucs-escunas Leopoldina e Alegra.
Patachos Improviso, Paquete da Ioveja, BomPim
c l.ivia.
Escuna Pampa.
Carregando para a /:uropa.
Couros.
Barcas porlugueza Lima e brasilcra llvdra.
Brigue norueguense Union.
Escunas suecas Ida c Ilydrus, e diuamarqueza
Marie.
Cinza.
lirigue inglez Eeplune.
Patacho inglez Jorge e Marie.
Em descarga.
1 b)rca norle-americaua ; 3 brigues c 1 escuna
inglezes; 1 brigue, I palacho e 1 escuna francezes;
brigue, 2 patachos el urna escuna suecos; 1 pa-
Ibabote e 1 galeota hollandezes; e 2 escunas diua-
marqueza--.
Sem carga.
1 barca c 1 brigue francezes; 1 barca norte-ame-
ricana, 1 patacho hespanhol, e 2 escunas dinaraar-
quezns. (Jornal do Commercio do Rio.)
raos nos provardiga-se e podertmos ns cal-
rular
dem, dem na liana 3:!terrenos adjacenlos
Ja seadjacenles.
dem, dem, liaba 62^nem pequeas caimas nel-
a podeni navegarla-se nem pequeas canoas
nelle podem navegar.
dem, idem, llana "fiainda nflo vi essa medida
diga-seanda no vi tima medida.
dem, idem, linha 96 o pouco caso que fazer-
mosdiga-seo pouco ca.10 dem, idem, linha 104-quo nao oflerecediga-
se que nao offercra.
officio de 23 do correle, que em a noile do da 22, cliarlataas sobre a sciencia de curar, te nao o indif-
ASSE2BEI.3A LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Scssao' ordinaria em 28 demarco de 1865.
Presidencia do Sr. Varo de Camaragibc.
Ao mcio dia, fcita a chamada acharam-sc
Presentes 28 seuhores deputados.
O Sr. Presidente abre a sesso.
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessao antece-
dente, que he approvada.
OSr. 1. Secretario menciona o seguinlc
EXPEDIENTE.
Fm-ollicio do secretario da provincia, Iransmilln-
do 10 excmplarcs do relalorio que foi apresentado
pelo inspector da thesourara provincial.A distri-
buir.
Oulro do mesmo senhor, transmiltiudo copia do
oflicio da cmara municipal desla cidade,no qual de-
clara liaver marcado ao Fiscal da freguezia do Pojo
da Pauclla a gratificara de lOOars.A" commissao
de orramcnlo municipal.
Um requerimento do padre Dcmelrio Jacome de
Araujo, vigario da freguezia deScrinhacm, pedindo
esla asserobla aflixacao dos limites da freguezia
do supplicaute, pelo lado da freguezia de Ipojuca.
A' commissao da eslalislica.
Outro da regente c mais rocolhidas do Nossa Se-
nhora da Conceirao da cidade de Olinda, pedindo
que na le do ornamento se marque nina quola pa-
ra os conccrlos do que necessila aquella edificio.
A' commissao de orcamenlo provincial.
Oulro da rroandade do S. S. da freguezia de S.
Frei Pedro Gon<;alves dcsta cidade, pedindo a con-
cc--, i de 2 loteras de cem contos de rcis cada urna,
para o acabamento das obras dj referida igreja.A'
commissao de pclcOcs.
Outro da ordem Icrccira de S. Francisco da cida-
de de Olinda, pedindo a cnnccsso de urna lotera
de 200 contos de rcis, para a continuarlo das obras
de um hospital daquella ordem. A' commissao de
peliedes.
Oulro de Joo Luiz da Silva Rcis, vigario da fre-
guezia de Agoas-Bellas, pedindo a inderaoisacao da
quantia de 276-3260 rs., que foi applicadaa benefi-
cio daquella matriz, de cuja quantia ainda esta em
desembolso.A' commissao de orcamenlo.
L'ma representaran dos habitantes do districlo de
Correles em Garanhuns, pedindo i esta assembla
a approvacao da divisau feita pela respectiva cma-
ra, considerada como addicional a mesma postura.
A' commissao de posturas de cmaras.
A commissao de eslalislica lem a honra de sub-
rocltcr consideraran da casa a seguinto reso-
lurao :
a A assembla provincial legislativa de Peruam-
baco resolve :
t Art. 1. Fica desligada da comarcada Boa-Vss-
la, o cncorporada na de Tacaralii, a freguezia de
Sanio Antonio do Salguciro.
u Art. 2. Ficam revogadas as disposicOcs cm con-
Paro da assembla provincial 28 de marro de
1835.Pinto de Campos.Manat Joaquim Car-
neiro da Cunha.o
A' imprimir.
Urna rcprescnlarao dos habitante* do riacho de
Pripiri, pedindo esta assembla quo subsista a an-
(iga lei com a providencia dada pelo Rvm. visi-
tador.
He lida e approvada a redacejo das posturas de
Tacaral.
(Continuar-se-ha.)
CMICA DE GOlimi.
21 de marco.
A comarca Pica na posse de paz, c mcihormentc o
certificara' o Sr. chefe de polica, que ha pouco cs-
levc nesla cidade hospedado no convenio do ('.armo.
oude foi comprimeiilado oflicial, e particularmen-
te por grande numero de pessoas gradas da comar-
ca, licando lodas sobre modo pcnhoiadas pelas ma-
nciras alaveise cavalleirosas, que S. S. ostenlou.
O Sr. Dr. juiz do dircito o obsequiou com um clui
dado em sua casa; a noile, e na segnnda fcira pas-
sada rcggressou para essa cidade, sendo acompa-
panliado, alin da cidade urna legua, por algumas
auloridades, pelo commandanle superior,* por varios
ctaadaot distiuctus: o eaminho Ihe seja breve, c
jucundo.
Nao sabemos qual foi a iiiissan especial de S. S.
mas se ( si vera esl fama) leve por(procipal fim sua
vinda a esta cidade assegurar a paz da comarca. Se
foi esle o verdadeiro intuito de S. S, e so o realisou,
fez um importante serviro, que Ihe deve acarear
muila sympathia, e reconheciraento da parto dos
goianenses.
Bom he quando por urna diplomacia fina, e de-
licada, se podem conjurar calamidades, c crimes a
que mullas vezes sao arraslados os individuos, e as
naccs. Sm he melhor provinir os delictos para
que nao acoulecam, do quo puui-los depois de suc-
cedidos.
Sobre a questao que actualmente si' agua no pre-
lo contra as autoridades princpacs desta comarca,
nao aventuraremos por agora juizo, algum e muilo
de pensado ; porque tambera queremos concorrer
com nossa exigua quola parlo para o restabelcci-
mcnlo da paz, c harmona da comarca, que lano
loniaram a |>e(o o Exm. Sr. prcsiden(e da provin-
cia, e o Sr. chefe de polica : pois bem obllere-se o
passado, c cudenlos u'um melhor futuro.
O camibalismo vai por aqui, como por (oda parle
do imperio, fazeudo eslrsflk ha pouco nm mora-
rador do engento Merer defollou, a lalho de fou-
ce, a qutro individuo do mesmo lugar, porque a
victima encontrando o assassino cm casa de sua
amasia, quiz punir semelhantc atrevimento com
una bacamartada n sicario evadio-se.
A povoacflnde Cruangi agi(ou-se um pouco, co
resollado dessa agitarso foi dar o fiscal do lugar
queixas, e denuncias contra o subdelegado, e esle
contra o Fiscal, que faz parle alli de urna parciali-
dade desafecta ao subdelegado ; os procesos pen-
dem no juizo municipal, c de dircito ; mas actual-
mente a povoarao esl em paz.
A celebre povoacao deTimbauba, bem condecida
por lanos assassinatos horrorosos, entre os quaes
avalla o do subdelegado Antonio Jos Gaimaraes,
entrou na muilo no dominio da lei, e islo desde que
foi para ahi nomeado subdelegado o mailo brioso e
distinelo alferes Manoel de Azevedo do Nascimen-
to, qne com o destacamento de 20 pracas pode con-
seguir primciramenlo o desarmamenlo do povo, sera
empregar para isso a menor violencia, e depois fez
prender a muitos criminosos, fazendo que o seu
districlo hoje niio cont um s assassino conhecido,
e he dolado de tal lino, prudencia, e bro verdadei-
ramenle militar, que tem sabido manter relacoes
com toda as influencias locaes da comarca sem
a meilor quebra de sua diguidade, conservando no
mais alio grao a cnnfianra das autoridades. Com o
mesmo bro, o distinecao se comportaran! nesta co-
marca, no carcter de commandanles do destaca-
mento, osSrs. lente Jos Manoel, o alferes Ti-
berio, quo nao puderam prestar servicos lo rele-
vantes, como o Sr. alferes Azevedo, porque estive-
ram enllocados cm diflcreiiles circumstaucias, e por
pouco lempo commandaram.
a guarda nacional desla comarca comeca a reor-
ganisa-sc, c se todos os commrtiidnntes dos corpos
esliverera possuidos dos bons deiejos, e enlhusiasmo
do nohre c distinelo commandanle superior, em
breve ella eslara no p de prestar bons serviros ao
paiz : os commandantcs dos corpos sao pessoas de
reconhecdo mrito, o influencia ; por tanto, be de
esperar que unindo seus esforcis aos de 13o digno
chefe Irabalhcm todos cora empenhn nessa preciosa
empreza.
A morle represcnlada pela bexiga va de casa
em casa, fazendu por toda parlo umitas victimas, e
zombando dos esforros dos mdicos. As chuvas
tem sido copiosas, c ja alguns ros se tem Iransviado
de scus leitos, e os nossos bons rosseiros nao eslo
salisfeitos ; porque sendo o invern nao esperado
tao sedo, os apaohou sem rossados feitos, c os feilos
nao qaeimados,e por isso ditem, que a colheila dos
legames nSoser abundante; mas os plantadores
de canoas estilo inchando pela esperanca de boa sa-
fra futura, como a r3a da Tabula : nssim seja.
Tivemos a distincla de ser visiladospelo Sr. ba-
charel Barros, que lem tomado a cargo a propagan-
do do syslema republicano, por meios pacficos, e
para quando a nac,.lo bem instruida e Ilustrada o
quizer esposar : ora em verdade urna repblica fcita
por este geito, tambem nos adoptamos ; porque
quando a nacflo aqnizer, que remedio haver seno
dizerviva! Mas quando sera este quando ?Aoc
opus....
No lemos predilecto por esla, ou aquella forma
de governo ; por quanlo nesla parle seguimos, e
snbscrevemos a opiniao do conde de Meislre a sa-
ber que a melhor forma de governo he aquella, que
dada a siluarao geographica do paiz, seus cosame,
popularlo, religiao, riqueza ele, mais Ihe convera ;
e como julgamos que c syslema republicano no est
de acord com a aclualidadc do Brasil, somos mo-
n,n chistas, c o seremos por muilo lempo.
Queremos dar-lhe coula de um cerlo fado ; mas
antes devenios fazer nossa prossSo de f : somos
chrislaos c senao muito praticos ao menos eminen-
timente theoricos, e respeilamos muito todas as
pralicas religiosas, c uzai.cas da sania madre igreja,
mas nao podemoslolerar que de envolta com cssas
sanias pralicas. e piedosas exercicios, se executem
aclos barbarescos, como seja o absurdo de, as sex-
tas feiras da quaresma so envolverem alguns indi-
viduos era pannos branca;, a guisa de penitentes, e
correrem as ras ao som de urna matraca, discpli-
nando-sc, e alirando pedias as pessoas, que sup-
poe os querer recouhecer, a ponto de ser preciso an-
darem com el les soldados, para evitar desurden-.
Dizem inuilas pessoas, que os taes penitentes pela
mor parte sao escravos, ou vadios, tomam isso por
pagodc ; edizera mais que alguns delles vio I ma-
lanca previnirem-sc de sange para unlar os ves-
tuarios, cesta crenra lie quasi geral, porque nao he
possivel, que o singue, qui Ibes corre pelo vestuario
seja do corpo sob pena ; de adoccerem gravemente.
Pedimos a polica que examine esse faci, ou an-
tes essa farra cruenta que nausea toda cidade.
Basla por agora : sendo a primeira vez, que lemos
a honra de endererar a Vtncs Srs. redactores estas
ludias no carcter de correspondente no devemos
massa-lo ; cm outra missiva seremos mais limados
no estylo, e ids asscverando-lhe que o nosso nico
fim heode ser noliciador judicioso "prestando lodo
nosso concurso, e fraco apo'.o para consolidara da
Iranquillidado c prosperidado desla bella comarca
heroica, e rka de gloriosas Iradijes. A intriga de-
testamos como um terrivel flagello, c amamos a paz,
como o mais precioso dom de Deos,concedido nos
miseros desterrados neste valle de lagrimas.
Sou de Vine, o mais reverente servo
O Iris.
{Carta particular.
no engenho Jardim, foram assassinados Ludovico
Pereira da Silva e Francisco Benicio de Moura, por
Jeronv rao Gomes da Cosa, que cm companhia da-
quelles se haviam arranchado em urna casa, onde o
dito Jerouymo premedilainente espern quo as suas
victimas adormeceitein, c enlSo a sen salvo ferio
a primeira com urna punhalada, e do mesmo modo
a segunda, pondo-se depoi em foga.
O mesmo delegado acrescenta que apenas leve no-
ticia deste facto deu as precisas providencias, afiro
de ser capturado o criminoso, contra o qual est
procedendo ao competente summario.
Por oflicio de 21 deslo mez, communicou-mo oda-
legado do termo de (oianna, que na lana do dia
19 fora assassinado na povo.ico deGoianninha o in-
feliz Manuel Alexandre, por Manoel Luiz, ora um
tiro, que Ihe cusparon na occasiao cm que a sua
vclimaacnrapanhava urna procissaoque alli se fa-
zia, motivando esse allentado urna desavenra liavi-
da entre cllcs naquellc mesmo dia por causa de
jogo.
O delegado nao dcclarou se o criminoso foi cap-
turado, c por isso nesla data teuho dado as conve-
nientes providencias, para que seja preso, quando
ja o nao tcnba sido, e rerommendado que sem demo-
ra se proceda ao competente processo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 27 de marco de 1835.lllm. e Exm.
Sr. conselhcro Jos lenlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia/O chefe de polica Luis
Carlos de Paica Tcixcira.
Illm. Sr.Couvindo tomar providencias acerca
do monopolio, que se lem desenvolvido sobre os g-
neros alimenticios, contra o qual as posturas muni-
cipaes tem fulminado penas, recommendo a V. S.
que pnr si e pelos subdelegados de sua jurisdicrau
empregucm as mais aclvas diligencias,afun de obs-
tar que no seu districlo os referidos gneros sejam
dislrahidos do mercado publico pelos atravessadores
que vagam pelas ras c estradas, cora grave detri-
mento da populacho, fazendo prender e remeller a
esla reparrao, afim de sorcm convenienlemen(e
punidos, aquellos dos mesmos atravessadores, que se
mosljarem teimusos ua pralica abusiva e criminosa
do alravessameuto dos mencionados gneros, com-
prchendendo-se uestes o pcixe e carnes verdes.
Dos guarde a V. S. Secretara da polica de Per-
nambuco 27 de marro de 1855.Tiln. Sr. Dr. Fran-
cisco Bernardo de Carvalho, delegado do primeiro
districlo desle termo.O chefe de polica,Luis Car-
los de Paica Tcixeirn.
Na mesma dala so expedio igual oflicio ao dele-
gado do termo de Olinda.
DIARIO DE PERMBUCD.
A assembla discutio honleiu o projeclo n. 6 desle
auno, que ainda ficou adiado, leudo orado o Sr. B.
Brrelo.
Entrando na discussao do ornamento provincial,
oraram os Srs. Mello llego e Jos Pedro, sobre o ar-
tigo 2 que Pica adiado.
A ordem do da he a mesma da scssao antece-
dente.
Obsequiaram-oos honlem com o Times de 20 de
fevereiro Irazido pelo .Varia Jos, chegado ltima-
mente de Lisboa.
As carias e arligos nelle eslampados nao acrescen-
lam is noticias que exlrahimos do que nos trnuxe o
Tarujo I, datado de 19 do mesmo mez, senao que
em Liverpool houvera um disturbio, quo nao sendo
de natureza muito grave, causara todava bastante
susto i populacho pacifica.
Um bando de homens, muflieres e meninos, em
numero de 500, pouco mais ou menos, percorreram
a 19 do mez passado varias ras daquella cidade,
pedindo pao, e entrando a forra em varias casas as
quaes esse genero se vendia, apoderaram-se de ludo
o que encontraran!, levando tambem comsigo oo-
tros muitos objectos; felizmente a forra policial po-
de conseguir apasigaar o tumullo sem dorramamen-
lo de sanguc.
O novo ministerio inlez vai desenvolvendo gran-
de actividade na adminislraco dos negocios, espe-
cialmente na parle que se refere guerra, pelo que
j o TiBieaJIc prodigalisa elogios.
Em Londres os consolidados inglezes ficarama 91,
entretanto que os fundos brasilciros acham-sea 101.
COHICADOS
ERRATA.
No discurso do Sr. Slvino publicado no Diario
de 28, pag. primeira, columua7., linha 51, onde se
16que e tratadeve lr-seque trata.
Pag. segunda, columna 1., liaba 7.',e podere- 0 delegado do lerme do Cabo parlicipop-me em
REPARTIQAO IDA POLICA.
Parte do dia 2".' de marro.
Illm..e Exm. Sr.Levo i o conbecimenlo de V.
Exc. que, das diflerentes participares hoje rece-
idas nela reparlijao, consta tercm sido presos:
Pela subdelegara da freguezia do Recife, Agos-
linho Machado, c o cscravo Deziderio, ambos para
averiguacoes policiacs.
Pela subdelegara da freguezia, de S. Jos, Jo36
Roberlo da Silva, por espanearaenlo.
Fel subdelegara da freguezia de S. Lourenco,
Jos Malaqaias, para averiguatoes policiaes.
sem que pretendamos macular a fama dos bala-
lluSes da guarda nacional, sob o digno commando do
Exm. barao da itaa-Vista os quaes irrumaram no
dia 23 do amianto mez, anniversario da constituirao
poltica do imperio; porquanto o grande asscio, oni-
formdade e promptidao desses corpos he evidenle :
releva fazer, porem, especial mensao do 2. bala-
Ihao de infantaria do exercilo, que conjunclamenles
arrumon para a grande parada desse dia.
Em seus movimentos, a despeito de ludo, ncsle ba-
lalbflo se reconheceu, como ha muito, o afinco re-
gulardade ; sea uniforme, armamento, corrame; o
capricho nisto he saliente.
A sabnrdinarso que o sea dislinclo chefe o Sr. co-
ronel Manoel Muniz lavares lem sabido influir,
esta na conviccao.seja-nos permillido dizer, de lodos
os habitantes desta provincia ; e nem haver qnem
resista a verdade deste asserto.
Esle balalhao, porem, que lano capricha de or-
deiro e sustentculo da- disciplina qne lem sabido
inculir sen digno commandanle, he mandado retirar
para o Marauhflo, deixando saudoso a um povo, que
nelle confia e lem provas psra assim o fazer. Praza
a Dos que n paternal governo de S. M. I. estenda
suas vistas aos bons servicos desse batalhao.a adhesao
de seu chefe, para assiraiponpar aos Pernambucanos
a magoa que sem duvida causar a sua retirada.
O -6ofo "estrellas.
rtwaaaai
Os mdicos, o governo, o charlata-
nismo e o vulgo.
Em nm paiz em que os mdicos deixam de se dar
ao serio esludo da medicina para se consliluirem
verdadeiros nuncios de aluguel, e que a repulacao
do homem d'arle uunca lem por base um cabedal de
conhecimentos reaes, mas sim o patronato e a hu-
miliaco, onde esse estimulo c amor de gloria que
tanto agita as inlclligcncas, e as faz florear entre os
povos civilisados, he substituido pela sede de ouro, e
pelo egosmosuccede seraprc que os principios mais
santos e as leis mais sublimes da medicina sejam
abafados pelo charlatanismo; que o povo baldo de
f e devores, os desrespeite, c insulte al nosanctua-
fo da sciencia a verdade, pelo erro e os mais eslra-
vagantes preconceilos. E qual a causa de um tao
grande mal senao o desgoverno, a fulla de dedica-
cao, de aclvidadc, de estado c caprichos e honra-
dez, da parle dos mesmos mdicos?
O governo, como a mola real da sociedade em ge-
ral deve ser sempre o responsavel, e de fado o he
por quintas irregularidades nclla se manifestara; e
isto tanto na ordem poltica, como na ordem medi-
ca, couir.i quaiqucr natureza de ordem social.
Porque razao na Franca e outros paizes civilisados
caminham sempre na marcha ascendeute do pro-
gresso, lodos os ramo de conhecimenlos humanos,
inclusive a medicina, alravos mesmo dos maiores (re-
mores de cleclricidades polticas? Se um governo,
indiflerenle ao progresso intellcclual, islo he, ao
progresso das sciencias, procara adiar era cada ci-
dadao cm particular o necessaro impulso para scu
deseuvolvimento, sem qk Ihe activo a mente por
meio de justas recompensas, e oulro elementos de
actividade, se surdo aos deveres que Ihe impfie a so-
ciedade de pugnar pelo progresso, nao procura o t-
lenlo onde quer que o esteja, nao o anima, nao o vi-
gora com o grande fim de dar impulsa as scieacias e
as arles, e por consequenra ao bem-estar da mesma
sociedadepouco ou nada far que nao seja cireums-
crever-se a urna esphera pequenina, material e re-
trograda; porque a sociedade he urna enlidade mo-
ral que s he represcnlada pelos homens, e que s
pode marchar tambera quando elle? progredircm cm
seu deseuvolvimento mural c intellcclual.
E nma vez que o governo alm de se tornar in-
diflerenle ao mrito de cada cidadao em particular,
em sua obra de org.lnisacao social, dcixe-se arrts
lar tao simiente pelas conveniencias polticas ou pe-
lo patronato, nada menos fara do que conconcr pa-
ra o predominio da materia sobro o espirito e desen-
volvimoulo do charlatanismo, que lano mais fatal se
torna quaudo encontr apoin as m.isnsliluicOes de
am paiz. E nao he islo o que se observa enn* nos
relativamente, a lodos os ramos de conhecimeulo,
nteis, c cm particular da medicina? Qual a verda-
deira causa de tanto indefercnlismo e de lano pre-
dominio das ideas mais absurdas do vulgo, e dos
fereuiismo do governo, que encarregado deve etlar
nao s da vida e da propriedade dos cidudaos, como
de sua saude c conservadlo ?
Se a medicina tem sido sempre enlre nos ob-
jecto de estarneo c da maior iiidiucreuc.ii para o go-
verno, he porque oslo, governo Um sido sempre in.
completo; e incompleto porqae procurando dar, rae.
diante nm complexo de leis, garanta t proprieda-
de e a vida, esquecido se tem da saudo publica o
privado dos cidadSos, islo he, do urna cousa sem a
qual a vida e a propriedade nada he, e uera pode
ser.
Alm disto, sebm povo se educa a respeito da polti-
ca religiao e da moral, do mesmo modo um pavo se
deve educar a respeito da verdadeira medicina, que
emlinguagera philusophica c cbrislaa, outra cousa
no he senao una verdadeira 'religfto ; cujo evan-
gelio deve ser escripto, e pregado por seus verda-
deiros apustolos. E se a religiao prega a f, a me-
dicina tambera deve pregar a f ,- purque assim cq-
mo pela f he que s podo um povo ser religioso,
crer na religiao, e salvar o seu espirito purificando-o
na moral revelada; assim lambem pela mesma f
he que su pode um povo crcr na medicina, salvan-
do o corpo e conservando a vida, e islo por sua so-
blimidade c alta comprchensao.
Dos criando o homem c os anmaes nao os dei-
xou entregue ao acaso, c a influencia das causas
destruidoras de sua vida e orgauisacao, dando-Ibes o
inslinctodeconservacaouao era bastante para que se
estabelecesse o equilibrio enlre as duas grandes
leis, a da conservarlo e destruirlo, e para que
a procreacao tivesso lugar. Assim, aos animaos
destituidos de razao, e de outro elevados recursos
em decza da saude, submclle-os a ama outra or-
dem de leis ou i um oulro iustincto por onde elles
podessem-se abrigar das infermidades a que, como o
homem,estilo lambem sujeilos. He assim por excmplo
que o leao so vendo atacado de febres nlermitcnles
devora o cortical de amargos veaelacs ; o gato engo-
le o capim, o cao, e os oulros anmaes o mesmo fa-
zem, tomando outras hervas medicinnes, c como
taes reconhecdas al pelo proprio homem, e assim
por dianle. Mas o homem dolado de outros recur-
sos inherentes a seu espirito, a natureza negando-
Ibes esse inslinclo animal de segunda ordem, allin-
gio os meios de combaler os eflcilos das causas
mrbidas, formando urna sciencia; mas como que nao
sem o reflexo da Providencia, o a qual se chama
medicina. Mas esta faculdade especial nao esl por
sua natureza desenvolvida, ccomo que era embriao
se adiando cm lodos os homens s pode produzir
scus elleilos nos que a livercm cultivado. Do que
resulta que aquello que nao so tenha dado ao eslndo
da sciencia jamis poder ser til a huroanidade,
poslo possa pelo accaso beneficiara um ou outro in-
dividuo. E sendo assim, cmo he possivel qne todos
se julguera habilidados a se encarregarcm da saude
de seus semelhanles ? Como he possivcl que o go-
verno deva ser indiflerenle ao deseuvolvimento do
charlatanismo, quando mesmo elle deveria velar so-
bre os proprios mdicos, activando, por meio de me-
didas adequadas, o estudo e dedcarao ? E se des-
ceraos a algumas particularidades, mais sensivcl se
(ornara oque acabamos de expor.
Porvenlura no lera sido o descado do governo,
o relaxamenlo nos meios de propagaco de um dos
grandes bens com qne nos tem favorecido a Providen-
cia a vaccina ? Qual o motivo porque um gran-
de numero do varrna los lem sido aecommetlidos
de bexiga confluente, e nao confluente ? Ser pela
natureza nao prcservalivatda vaccina, ou por que
tem sido ella lambem propagada por m5os iohaheis,
por charlarles, e pessoas incapazes de o praticarem?
Para se dar as consequencias da primeirahypothese,
seria preciso que senao provasse exuberantemente
as consequencias da segunda ; e (anlo mais que o
facto de, em algnmas epidemias da Eornpa, como
foram a de Nantes em 1839, a de Wassclonna em
DslO.a de Castellana emlKll, a de Taris (Hotel de
Dos) de 1836 a 18il, etc., alauns vaccinados Icrem
a varila, n3o deixam que se conclua no estado ac-
tual da sciencia, que a vaccina deixe de ser um
grande preservativo. Mas, seja como for, o certo
lio que um dos maiores flagelios que perseguem a Tu-
manidade.hoje cahir sobre nossas cahccas.elavra a po-
pularlo quasi como se ella|nooca fora vaccinada. Es-
te flagello que Aiir.lo cm 622 o appellidoude Djidr,
e descrplo no X seculo por Abu Becker Mohanr
raed he a verdadeira bexiga da pesie !
E o povo, tendo al hojo permanecido na igno-
norancia de que a vaccina militas vezes, mesmo bem
caracterisada que seja, pode deixar de preservar a
bexiga poslo em geral preserve lem de alguma
surte analhemalisado a vaccina, sem o descont de
que grande parte da nossa vaccioacao lem sido ope-
rada pelo proprio vulgo, em vez dos encarroados
della. Ora, ssdesde 622 ate hoje lavrasso este nial
como laara desta data ale 1T98 ; islo he, doze an-
nos depois dos mai aclivos estudos de Jenncr, quan-
do elle publicnu os trabalhos que o ramorlalisaram
acerca do coupox, e sua passagem para o homem co-
mo meio preventivo da peste ; se desde 1778
at hoje desconhecida fosse a vaccina, ja quan-
lo a sua origem real, ja quanlo a idade mais
apropriada para a vaccinacao, e ja quanlo a
estacao mais favoravcl, suas propriedades. sua vir-
lude prescrvaliva,sua possibilidade de degenerar,a
revarcinacao ele,ele.--razande maishaverhVparn que
lugar livesse o espectculo de admiraco que hojo se
ve pelo facto de ter a bexiga lavrado, ferindo a um
grande numero de vaccinados ; e entao a vaccina
com justa razio declinara do conceito do povo,
como meio incapaz de prevenir a peste, ou pelo
menos abrandar os eflcilos terrives que Ihe san
inherentes. Mas, quando Jenner, Wondville, Pe-
arson, de Carro, Hall, Chaussier, Balin, Has-
son, .Morcan de Sartbi, Sacco, Odier, Busquet
( sobre todos Busquet) tanto tem escripto sobre a
vaccina, a vaccinacao c seus resallados, quando a
a (autos annos a vacciua aqui/importada e propaga-
da regularmente, como so diz pelos mdicos do
paiz... vem agora o povo admirar-so pelo facto de
seren, vaccinados, aecommetlidos do mal... he sem
duvida para liiracnlar! E tanto he para lamen-
tar quando a popularao he sorprendida por um
neacsaa que nao he novo na sciencia, e que a
causa primordial do phenomeno tem sido o go-
verno e os mdicos ; do que ludo resalla o per-
feto descrdito da vaccina, descrdito qne ar-
restara sem duvida a repugnancia de lodos, a se
prestarem d'ora avante a vaccinacao como quando
nelta acredilavam ; a nao ser que o governo tome
medidas severas por amor da propaaacaocm ordem
regular. Entretanto, que, se o governo livesse do
muito regularisado a vaccinacao de modo que s
vaccinassem os eucarregados della, nicos habilita-
dos para reconhecerem de sua natureza c forca pre-
servativo, e de quando seriara ou nao os individuos
aptos i serem preservadosboje nao se poria em
duvida a causa da invasao nos que se dizem vacci-
nados, e que allcctcidoslem sido, ou ento, como he
bem provavel, a peste nao teria feito o estrago que
tem apresentado a grande cifra. Do mesmo modo
que, se os nossos mdicos longe de s cuidarem us
meios de adquirir dinheiro, estudassem a isiencia e
se consliluissem verdadeiros apostlos della, escre-
vendo e instruindo o povo dos principios, que esli-
vessem seu alcance com o fim do plantar a f tao
necessaria, digo, que por esse successo a vacciua
(alvez nao seria analhemalisada, ou pelo menos nao
decahiria de chofre da opiniao'do vulgo.
De fado, os nossos homens sao excepcionaes ; ou
para melhor dizernos somos excepcionaes 1... Um
cerlo syslema de sbedoria hermticamente fechada
he sempre um grande syslema !... Cada um se julgB
um sabio e com direilo a ser respeitado; mas dan-
do como prova Ulo smen'.e as caas se a lera, om ar
afidalgado e magesloso, o scu cavallo ou o tea asno,
sua cquipagem e o scu lacaio, o habito ou a com-
raenda o ludo quanto encerra pedra, ferro, p e
nada.
O mais sabio de todos os mdicos he o que se da
a poltica, renega a sciencia que aprendqi, entona-
se sobre um carro ou um cavallo, poslo que para islo
baja al sacrificio. Ums replselo he o cssencial,
seja qual fr, venha d'onde vicr, una vez qae em
resultado d algum lucro satisfactorio. Ao lempo
que nos paizes civilisados lornam-e. na sciencia, co-
iihecidos e respeilados os homens por seus talentos
e virtudes, saber e Ilustrarlo, obras e cscriptos,...
enlre nos de palrioteiro se apellida o homem hbil
e o escriplor publico ; e de impostor o medico que
sahe da humillarlo, estuda a sciencia, collocando
sempre o espirito e seus resultados cima da mate-
ria bruta ou sem accSo. -
Nao se ouve algueni aconselhar ao medico foras-
leiro seno aquillo que repugna os brios e fina edu-
cacau de ura homem: sahi, ide grangear amigos,
adulai, jogai bem o vullarete, compra! am carro,
um asno ou um cavallo... eis os conselhos que os
pralieoda Ierra ihe favorecem. Em vez de eslu-
do, vullarete ; em vez de diguidade, adalac.io.
Ora, debaixo do ponto de vista das necessidades.
da vida, a medicina be urna industria, mas nao dei-
xa de ser lambem urna sublime vocac,3o, urna scien-
cia quasi divina, porque ella te faz emulo da Provi-
dencia pelos beneficios que esparzo sobre a Ierra ;
d'onde resulla que, se um medico deva ganlur para
vi ver e ndo ter petado sociedade, lambem deve
vi ver para ganhar com qae honre a sciencia, c para
quo toa repulacao tenha antes por base a realidade
e a justica do que os perfumes que se desprended
da ignorancia do vulgo, que s podem honrar e en-
ibusiasmai aos rseos de espirito, ees Iguoraulss e
verdadeiros ditrlalaas.
Bacon, tendoassigualadoo falal carcter da prolis-
sao medica, disse, que s enconlrava juize compe-
Icutes enlre os que a exerciara. De tacto a obra do
medico he essencial, profundamente occulla e inac-s-
cessivel n iiilclligencia do vulgo ; e para cumulo de
fatalidade os nicos que apodera julgar tao os pri-
meiros iuicressados em a desapreciaren! ; razao de
mais para que, pelo que loca a escollia do medico, o
publico se deixa seduzir por cousa muilo diversa
do saber c moralidade. He bstanle, diz Huiham :
DHre le facori de quelque homnte en place, ou,
ce qui i-au encor mieux, d quelque femme a la
mude, d'ilrc Vinslrumcnt d"un part, d'atoir un
brillant rquipage el d'ilre dou d'effronterie pwr
passer pour un habite Iwmme, a la konte de la pro-
fession et pour Ir malheur de la soeile. n Ora, em
um paizein que ludo islo se d uo rigor da pralica, e
que muilo mais imporlancia lera certo charlalas do
queospinprios incdicos.oude qualquer desvalido mu-
nido de urna carleirinha.alTronta a medicina em ple-
no mcio dia, gritando equi esl a vida, a verdade
he esla, que esl comigo,jue te identifica comigo....
e divina e grande, porque hiobra da verdade o de
Deps... deve na realidade callar bem que alguem o
d ao Irabalho de taludar c escrever para em rosni-
do ser anivelado ao misero cliarlato, se la chegar,
por grasa do respeilavel vulgo, dos sabios do paiz ;
c o que be melhor ainda com a provacao do pro-
prio governo ou scu concento.
Porlanto, nao he de admirar que no povo a eren- a
sa pela medicina seja substituida pela crens de to-
da e qaalquer natureza de charlatanismo. E lano
peior, que os mdicos nao representando m nossa
sociedade os apostlos da sciencia, mas sin um gru-
po de individuos, tendo cada um sua idea propria,
'solada, mesquiuha, interesseira e puramente ma-
terialo resultado he serem desrcspeilados, abriudo
eaminho a violencia do dia e aos ciiarlaUas que
com audacia os lanr,am por Ierra para passarein com
a rauilidao que capilanam. E cousa nolavel ainda
he que entro as pessoas do povo, nao sao as da bai-
xa classe, como se diz, que mais imporlancia dio aos
charlataes; ao contrario nao he raro cncontrar-ss
um grande numero de homens serios c professionaes
al em oulros ramos de conhecimentas humano,
lornarcm-sc ridiculos pelo modo porqno applaadem
aos cliarlataas da medicina, e mesmo os estimalnm
sobre os mdicos para os ver dilacerar e degrad-
ronla sciencia que nao Hies pode canir na corapre-
hencfio. E quando so procura a razao deste pheno-
meno, poslo nao soja fcil de se encontrar, ella
se aclia no fofo orgulho, .do qual de ordinario se
acham revestidos aquelles que por sabios querem
passar na esphera das ledras. Toda vez que um ho-
mem te julga insiclopedico, he natural que cedo uu
tarde caa no ridiculo ; o os nossos sabios se julgam
sempre com direito de mais para ludo moralisarem,
esmerlharcm e decidirem com esse tom com que ou-
Ir'ora decidiam os deserabargadores dos lempos de
Philinlo-Elizio, qnaodo apenas sabem elles se Ihe5
pulsa no braco urna arteria, e na consciencia nm es-
pirito.''
De facto, quando foi e em quo poca as cortes
de Frauca e Inglaterra ou cm outra qualquer corte
da Europa se deu o que j se vio no nosso Rio de
Janeiro ( creio que em 1850) quaudo na assembla
legislativa se discuti, como so fra nm grande pro-
jeclo de lei corla-pe ou cabera e com a maior
forra de raciocinioa lei homeoptica da sciencia
infusa 1 Entao era vivo o velho apstalo, o Sr. Vas-
concellos, e senador as imperio, qae Unto na c-
mara vitalicia advogava a seita, como na tempora-
ria movia os deputados contra a resistencia lgica o
scienlilica do Sr. consdhciro Jobira, entao depulado
geral !... Onde se vio, que ura senado e urna cmara .
se melainorphoseasse em academia de sciencia, para
ilescnvolverem um syslema de medicina, falso em
ua natureza, e verdadeiro que fote; mat do qual
os membros dessas assemblat nao tinhtm a menor
consciencia, ou (inham-na lana quanlo as velhas
pelos quebrantos c outras qnrjandas tbeorias '.'
Entretanto, que o povo os csculava eos executa-
va com respeito, porque eram os sabios que fslla-
vam. A medicina soltreu, cuspiram-lbe injurias, e
os mdicos corridos e perseguidos se viram a poulo
de desesperarem, appcllando para o lempo, tni-
co poder contra a prepotencia do homens neste
mundo !
Com effeilo, isto s se poderia dar em um paiz
como o nosso, onde o governo s se lembra do po-
vo na vespera do dia em qae precisa delta, e qae a
linmanidade nao passa de ama palavra v3a, que nao
lem espirito. Por ventura na Euiopu am Guiseau,
ura Tiers, um senador, ou um depulado desceria de
sua alta dignidade par por esse meio rebaixar ama
sciencia que he o primeira do mando, e qae cada
urna dos milhoes de railes que lem, se prende a um
cem numero de fados mais bem verificados ? Por
ventora o governo europea eslenderia a miio ao
charlatanismo como aqui o ten feito o nosso 7 N3o
de certo : o nao de certo, porqae os governo dos
grandes povos sao sempre grandes governos, e no
podem ser indiferentes sorle do povo e da linma-
nidade, consentinto que se levanten) do chao usa cem
numero de proletarios e perdidos, qoasi quo para
meltcr-lhcs as mSos esta senlenc ide, vhei
casta da vida humana '. E se na Europa existem
cliarlataas s he para|vivcrein como aves nocturnas ;
c o que apparece com a luz, he sempre cerno om
xofrango em pleno dia, que nao deixa nanea de
espantar a lodos.
Que pois ser ndiffcrcnto o governo a que nm
homem, por se ver baldo do meios, se alire uo
mundo a pregar o erro, e a Iludir ao povo para ga-
nhar o pao revestido da autoridade dus mdicos,
que a lei lhcs confere, senao de direilo ao menos
de fado? Nao ser isto pisar a sciencia, e pisa-la
a ps, manifestando o triste pensarnento de que a
medicina ulo he um complexo dos mais difflceis
principios e verdades, mas sim urna cousa que esl
ao alcance de todos ? Sim : ou acabai com essas es-
colas de medicina, ou restitu ao santuario dascieit-
cia e aos mdicos do paiz o que Ibes per ence. Em
nosso fraco modo de pensar, am povo ditve marchar.
sempre de harmona com o eu governo, e-o gover-
no de harmona com o seu povo, mas nanea no er-
ro : se o povo erra, o governo deve arntda-lo desle
erro por meios doceis, e no pela violencia, por-
que a violencia desespera ; do mesmo medo, se o
governo errar, o povo deve adverli-lo da ato erro,
mas nao com as revolurcs precipitada.' Ora, sea
saude publica soffre pela superabundancia do
charlatanismo sobra a sreaara de curar;'e se o po-
vo abracsa esse charlatanismo, compre 10 governo
acordar os mdicos do letargo em qne csllrerem, po-
los em actividade, ao lempo que apagal deve o p
que levanlareui os cliarlataas, com o ittterminio
delles ; porque um Sar s conhecemos qae nesle
mondo ressascitoa a morios, deu vida a i*gos e cu-
rou a enfermos sem passar pelos dominios da scien-
cia. Este Ser foi Jesns Christo no lago de Cafar-
naum, na Sidonia, em DecapoH, el icos,
pag. Vi, onde cotou sordos e mudo.....misil dl-
gitos suos linguam ejus : et suspjftens in calum, ingenua,
et ait UU: Lphela. l statim aperttr tunt aures
ejus, el solulum e'l vinculttm lngucc ejts,et o-
quebaturrecle, a B era de om Dos que j povo se
adrairava 1 Era o Dos homem que ao faier os mi-
lagros levantava as niilos^aos coos para ainda render
srac,as ao Pai pelo poder que Ihe dava como filho.
E hoje I Miseria Sao os vagabundas que se julgam
com direito a osses milagros, quando fora da espha
rada sciencia, se consideram habilitados a curar os
enfermos, como so fossem inspirados do eco E o
governo olha para ludo isso romo para nada, dando
de si a prova mais saliente de sua pequenhez e dcs-
humanidade... como se nada fora a vida e a sauda
das familias !... ^^
Demais, se a sciencia do direilo he ma sciencia
sublime, por isto que seos principios e suas leis silo
emanacoes das leis Uivinaa e naluraes, e qae lem
per fim, pesa liumanidadc, a nossa comervaco o
o nosso bem estar, ja garanlindo a nossa vida, e ja
garanlindo a nossa propriedade, ele, nem por islo
tem o fundo de beneficencia e de grandeza qae lem
c
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ILEGIVEI
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MHTiiflnn


DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIM 2S DE MARCO 1855.
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X
a scieiieia que directamente alaca o elementos de
destruir*, e rejas leis vivem em continua lula ce-
ir as que regem essoS elementos ; e por tanto, pa-
rece, que injusto he o governo, quando se inleres-
sa mais polo dircito do que pela medicina. E a
prova he, que ningucm so atreva a adyogar no paiz
sera que ieolia uin diploma ou urna liceiu;a legal de
hahUlUeJo, cora a condado do reforma-la cm cor-
lo* periodos marcados, ele, ao lempo quo qualquer
pessoa do povo se oipoc a curar sem dar a menor
satisfago ;s leis elidientes. K tanto mais que as
sciencia- medicas, os rbulas silo sempre muito
man nocivos, do que as ciencias jurdicas ; por-
que estos s9 fundadas e;n principios <> leis, dos
quaes se deduiem os Tactos ; e. na"o reclaman) o es-
ludo da uttoreza material orgnica emosmo espiri-
tual do iiomem ; era quaulo que aquella se fundan-
do em una complexo de leis colindas na observa-
cSo, na pratica, na ocgnuissrao pliisica e moral,
possivel 080 he que se possa beber a sciencia sem
um esludo muito regular, e mais 1103 cadveres que
nos gabinetes ; ou por oolra, no mo lo de se apren-
der a sciencia do direito, pode liaver mais nu menos
irregularidades, emquanlo que na sciencia de cu-
rar os principios e as leis se dednzcm urnas das ou-
Inu por tal modo, que a menor irrrgularidade, cm
vei de dar sciencia, pe-lurha o espirito, e leva o
Iiomem eos reatares absurdos.
Mas o governo no comprelicnde estas verdades'
ese ello nflo comprehende, o povo ou o vulgo o
arompanhn admifavelmenlc.
Quando te trata de selvar a propriednde, su-ton-
lar os caprichos, e s venes os effeilos dos instle-
los de aoimatidade enche-so as algibeiras de di-
nbeiro, lado se sacrifica, corre-sc logo ao primeiro
advogado, e ao maisaffamado, para salvar essa pro-
priedade, ese caprichos, etc., etc.; ao lempo que
qnando se trata da saude e da vida... o primeiro
medico ou eu mesmo, diicm uns outros consul-
tara aos amigos/e cooliecidoe ; c qaando chegam ale
aos mdicos, corrido ja lera a escala do todos os
charlatas, dos ttlhos rirurgiSt, de qunntas parlci-
ras ha por esle mundo, E qoal o resultado '.' que
as mais das vezes os mdicos ao chamados fra de
lempo, qaando a molestia tem tocado o seu zenilli,
ou tem eaminhado para nflo mais rocuar. Se mor-
re o enfermo, o medico be o rcsponsavel, porque
nao deu a salsa parrilba de Sand, 011 as pilulas de
llolloway, se nflo morre foi este resultado obra (li-
nda da Providencia, foi o milagre de Santa Rila,
e o medico nflo deve ser paso por ter sido audaz,
/mtente, t'mper/inenfe, ele, ele. E o peior be
que de urna semelhante conducta, resulta o para.
tollo enlre os medidos, os melhores e os charlatana
[enerados, oa que os cffilos da medicina
1 a sobresahir na pratica vulgar ; porque se
os mdicos fossem os primeiros chamados, encon-
as molestias cm lempo de ser combatidas, as
combaleria. quando nflo fossem por sua nalureza
inorlaes, ou que om erro se dsse o que he pos-
to nos mais habilitados; emquanlo que,
id principio do mal chamados os ignorantes,
pela regra deque o povo nflo ollia senao-para os
resultados, e raras sao as coras em casos desespe-
rados, ou quando as molestias tem passado do certo
grao de forrasuccede que pouco facam 09 m-
dicos, e o valgo nflo os dislingaa, os considerando
pelo contrario Uto habis como aqilelles, sem leva-
ren) em coota ascircumstancias.
Portanto, se a medicina he ama sciencia, que
nflo pode pela razao esabelecer a f no corceo do
povo, claro he que corno arcligiflo no coraeflo dos
liis, II deve ser pregada por scus apostlos'; co-
rno sustentando a rcligio para salvados
deve sustentar tarabem a medicina para
talvar a vida o a saude, para nflo collocar a scien-
eilp em quo a tem collocado at boje. E
se a medicina lie um sacerdocio, e se possivel he esa-
belecer ,um paralcllo enlre o padre o o medico, lie
nao 6 no que respeita ao sygillo da coofrss^o, co-
mo no modo de convencer pela verdade ; a differen-
c,i est em urna verdade ser chrislfla, e a oulra di-
vina, em urna locar ao espirito e ao coracao, e a
oulra locar ao corpo, vida c a saude.
Pastemos a oatrax cnn>*de;.c3es relativas aos m-
dicos. Em lodoso; paites, ui 1. I. Kosseau, os
01 sao de lodos os liomens os mais verdadera-
mente sabios; esta superioridade real se deriva de
duas causas principaes: a primeira, be, que nossa
profissHo, assim como muito bem ponderou Salvan-
dy, he a nica quecncerra a garanta de tres scicn-
cias reunidas ; a segunda inherente a prolissao, be
que o medico para se conservar na altura de sua
missao he obligado a ss iniciar na .maior parte dos
conliecimentos humanos desde a geologa at a mc-
taphisica. o Si quis optmus mediis est eundem
esse philsophum, diz Galeno.
Penetrar as dobras roysteriosas da alma, pres-
crutar os segredos do curasao, combaler as paixes
privando-as de seus alimentos, desviando-as de sua
marcha, suscitando entre ellas antagonismos salula-
res, sslisfazendo-as algamas vezes nos limites da
moral, tal lio a honrosa tarefa do medico philoso-
plio, e a cuja altura nito chegam nunca aquello que
se cscratitar aos inlcresses puramente maleriaes.
I)'aqai resalta a necessidade qoe lia do medico cul-
tivar o espirito, enriquece-lo de um cambeda'
srieiitifico, nao so para salisfazera sua propriacons-
ciencia.coi 10 parase fazer diitiiiguir, e respctlar na
sociedade; porque com estes dados o que ousar rae-
naseaba- iscabari a si mesmo, fazeodo sobre-
sal'ir a sua intoriorjdade.
Nflohe bastante tambero que um homem Icnlia
um diploma, he preciso que honre a esse diploma
cm ve de esperar ser por elle honrado. A naceflo
em qoe vivemos be a mais deponente possivel, e at
oecaslona uesconsideracao da parle do publico e do
mesmo governo. E quer-rae parecer que Se o piu-
le Genova aqu resuscilasse, ao contem-
plar-nos, ver-se-ha obrigado a modificar a sua bella
pbrase. Assim. nflo deve o medico coulentar-se lao
somenc em ver doeutes para por esee meio gran-
om qiiepassea vida, e lenba urna e^uipagem
ou urna as impostaras do mundo material, lie
ptc-iso que ao tempo que veja os docnlcs tambera
eslude as molestias como meio de constituir um ca-
bedal para urna reptocao bem fundada. Os mdi-
cos rabes eram grandes empricos, mas Rba/.es, um
ais celebres denlre elles, nem por islo deixou
de dizer: o Bu prefiro o mdico que nflo lenba pra-
tica de ver (lenles ao que ignora os principios da
sciencia. e desproza o que lem dito e cscriplo os sa-
bios. O medico de sciencia, mas que nflo tem visto
doeutes, ser mais fcil Iralar dos enfermos do qoe
o pratico irracional.e qoe ludo faz sem ter conscicn-
cia, c sem dar a razio de suas opcracGes. a
E /.mmermano vai mais longe quando pretende
que o medico mais oceupado he um medico perigoso
se ngo se di a leitura ; porque nflo pode acompanhar
a sciencia, esc eiqaece do que apreudeu em prejui-
zo da humanidade. Em fim a pratica so por si nflo
entina a arte; a pralica que qualifica o medico nao
he a pralica da idade, mais sim a que com a idade
succede aos estudos regulares, e acompanlu o pro-
gretso. Conhecemns aqui urna personagem, enca-
necida na telenda, que ignorava quem fosseVidal
le Cassisum dos grandei escriptores francezes, e
cuja obra faz honra ascienda, 8 quo todos os medi-
co! modernos a conhcccm ; entretanto que entro no,
passava por ara sabio, posto nunca o fosse para nos
que livemos occasiflo de Ihe lomar o pulso. Quere-
ri antes um dia dijer com Barker u II y aqu
toient btaucoup i malaits, maisjevoispeut-clre
plus de maladiei.
E te enlre nos o charlatn que vendo sea segredo
lio preferido ao h)mem tle hem que nada vende,nem
por islo convem ao medico dciiam seu posto de honra
para degradar-so a lambem vende-lo. Ao contrario,
firme no deveres que Ihe impoo a sciencia, obran-
reiro a todo o poder do charlatanismo, e as iugrati-
uuetdo governo, compro aos apostlos da verdade,
pregar a verdade, e sustenta-la com a resignaeflo do
espiriio forle, porqae transigir como charlatanismo,
condescender com a ignorancia, e eos os loucos ca-
prichos do vuigo, s porque do vulgo se depende, he
um perrtdo c urna bailesa em deshonra da sublime
proli.sao medica.contra a qual nflo podem os zoilos.
O ecli|>se porque tem passado a medicina no Brasil,
r.i mais do que um eclipse ; as horas que cor-
rem e o lempo q* va, bao de permillir que os
raios brilhaules do orisonle scientifico esclareearo a
verdade, tra/.endo o desengao, o ato; e por isl0
nflo seguiresps nunca o axioma iw/jos vult decipU
Carolina Francisco de Lima Santos.
nimba espectaliva, tivede ICr nesta ultima viuda pe-
lo rto,en dirig ao seu Ilustrado correspondente quando
elle tralou da supposicao, que tinha da prxima
sabida do Dr. Ribeiro ( medico daquelle lugar ) em
virtude do mo acolhimento dos meus patricios, to-
ra inexacta, e sim como elle augurou. Peco des-
culpa ao seu digno correspondente, o de accordo
com elle, nSo posso deixardo lamentar o estado de
aelvagisino, e miseria .1 que est redolida esla mai
ludada Ierra. Se fui incerto ( como diz o correspon-
dente ) o canal pelo qual fui informado do bom aco-
lhimento do Dr. Ribeiro, declaro que nao foi o
egosmo queme levou a aseverar, "o que 13o boa
f diste dos meus patricios ; mas sim o amor da pa-
tria.animando assim os meus patricios a conservaren)
um medico da qualidade do Dr. Ribeiro, que por
sem duvida vanharia muito. Moje Uve occasiflo de
conversar com o Dr. Kiheiro.c curioso com sou co-
nheci sizudez do carcter ingtoz, despido do orgu-
llto, e de em volla com a maior delicadeza e urbani-
dade como mu bem diz seu correspondente.
Quera o hospitaloiro povo Pcrnambucano, pre-
miando o mcrito, conipensaras fadgas, e insano (ra-
balho, que o Dr. leve em miiiba patria, lao mal re-
compensado. I.onge de mim o baxo interesse de
smente querer dar elogios ao Dr. Ribeiro ; sou
amante da verdade, e o ceg amor do lorro, que
meviii nascer nflo rae faz esquecer de dar veracidade
os meus ditos. O lio grandense.
81W1CI
Sri. Redactores.Teudo-se-me altribuido injusta-
mente a palernidade de certas particularidades dcsla
comarca, publicadas em seu digno jornal, rogo-Ibes
por amor a verdade que deelarem, se sou autor dessas
pnblicacoes, c para ellas lenbo concorrdo de qual-
quersorlc. Este favor muilo Ibes tem a agradecer
seu constante leitor Joao Francisco Coelho llilan-
courl.
O Sr. Dr. Joflo Francisco Coelho Bitancourl nflo
he nosso correspondente no l.moeira,ncm nos cons-
bemos.
Os Redactores.
PUBLICAC0ES A PEDIDO.
3
ALFANDEGA.
Rendimento 1I0 dia 1 a 27. ,
dem do dia 23......

3"*:4IS29l
Diz Jos Dias da Silva, que se Ihe faz preciso que
o escrivflo destejui/.o em vista dos autos de conc-
liar.aodo supplicantecom Joaqum da Silva Moarflo,
lhc d por ccrlidao o theor de sua peticao, despacho
e termo de cotciliacao. Pede ao Illm. Sr. juiz de
Bal da freguezia de S. Fre Pedro Goncalves Ihe de-
lira.E R. M.
Passc. 1. dislricto do Recito 20 de marco de 183o-
Mamede.
ManoclAlexandrc Gomes de Mello, escrivflo da
subdelegada da fregaezia de San-Frei-Pcdro-Gon-
ca'ves do tormo da cidade do Recito de l'emambuco
e do juizo de pazdo primeiro dislricto da mesma fre-
guezia em virtude da le etc.
Certifico em cumprimento do despacho supra que
a pelcao, despacho, nolificacflo e tormo de concilia-
eflo a que se procedeu pelo juizo de paz do primei-
ro dislricto da freguezia de San-Frci-1'cdro-Goncal-
ves do termo da cidade do Recito de Femamhuco,
entre as partes, sendo de tima como autor Jos Dias
da Silva, representado por seu procurador e solici-
tador dos auditorios Antonio Pinto de Barros, como
mostrou da procuracao apudacla que de seu const-
luintc em juizo apresenlou, e sendo de outra como
reo citado, comparecido, concillado, c conderanado
as cusas Joaquira da Silva Mourflo, he ludo do
Ihcor, forma e mancha seguale :
Diz Jos Dias da Silva, propretario nesta cidade
do Recito, que Joaquim da Silva Moarflo Ihe hede-
vedorda quantia do 61:22*9113 rs., constante de l-
ulos e documentos legtimos que tem, por isso quer
chamara conciliario osupplicado para que atniga-
velmentc se concilio a respeilo do pagamento, re-
quer a V. S. assim o mande, dando o escrivflo cer-
4ida do resultado. Pedo a V. S. Illm. Sr. juiz de
paz assim Ihe mande. Espera recclier merc. _
Procur;idotla/o)ito riniu de Jarros.
Ole-te, 28 de Janeiro do 1*4.llorges.
Certifico quo notiliquei ao supplicado Joaqum da
Silva Mourflo, para lodo contend desta petirflo e
despadio supra, e ficou entendido. Primeiro dislric-
to do Reoito 28 de Janeiro de 1818.Em f de ver-
dade.flicial do juizo, .floino de Jess liandeira.
Aos 29 dias do mez de Janeiro deijl88, nesta fre-
guezia do Recito, em publica "audiencia que as par-
les dava o juiz de paz do primeiro dislricto Ignacio
Antonio Borges em casas da sua residencia, onde cu
cscrivao de seu cargo eslava, ah compareceu o sup-
plicanle Jos Das da Silva, representado por seu pro-
curador Antonio Pinto do Barros, para urna conci-
liatao com o supplicado Joaquim da Silva Mourao,
sobre o conteudo da pelcao retro, e estando presente
o mesmo supplicado, disse, que a vista dos Ututos,
assenlos, coutas e balanco existentes e apresenlados,
reconhece a obrigaeflo, e coufessa o debito pedido, e
Para seu pagamento sflo os bens que apresenlou aos
credores, os quaes reconheceram os dbitos, lendo
todos os livros e documentos em seu poder, e sendo
que nflo cheguem dilos bens, que possuia, o mais
pagar qua'udo peder,o que sendo ouvido pelo procu-
rador do supplcanle.dissc que aceilavaa coufisso do
,upplicado; e assim houve o juiz as parles por conci"
liadas.e conderanou o supplicado uas cusas,c com am-
bos assiguou-se no presente termo. E eu Antonio
Lcte de Pnho cscrivao juramenlado o escrevi.
Borges, Antonio Pinto de Barros, Joaquim da Sil-
va Mourai.Nada mais se coutiuha em dila pelirao,
despicho, iiolilicaeflo c tormo de conciliarflo que eu
escrivflo em principio desta declarado e no fim assig-
nado,bera,tiel e verdadeiramcnlo liz Iranscrever lodo
seu conteudo na presente cortidflo exlrabida da pro-
pria original, a qual me reparto, em mcu poder e
cartoiio que lica archivada, a em cumprimento da
peticao c despacho retro; e esla vai semcotisa alguma
que duvida faca por mim conferida e concertada na
forma do eslylo subscripta e assignada nesta cidade
do Recito de l'emambuco, aos 27 dias do mez de
marco doanno do Nascimenlo de Nosso Senbor Je-
ss Christo de I8j.", trigsimo quarlo da indepen-
dencia do imperio do Brasil. Subscrevi e asiifMj
em f de verdade.Manoel Alexandre Gomes de
Mello.
Entretanto o Sr. Joaquim da Silva Mouro se
diz agora mcu credor da quantia de 6(> conlos e tan-
tos, c intentando contra mim nina areflo de liquida-
cao preparatoria para urna acc.flo futura, fui julgado
seu devedor dessa quantia por urna simples commi-
"aciio enseriada nos aulos," quaulo lastimo nflo estar
no lempo do marquez de Pombal.
Jos Dias da Silva.
.....i
Illm. Sr. inspector da lliesooraria geral. -Diz Jos
da Rocha Paranhos, que cm virtude de ordem do
lliesouro pnblico nacional, que mandn a informar
a esla Ihcsouraria uinrequcrimcnto com documentos
annexos e comprobatorios, da quantia de dous con-
los e lanos rail res, que ao supplicantc he a mesma
fazenda devedorn, acontece que tendo o suppli-
cante estado na espectaliva, c requerido ja a V. S."
em dezembro do anno passado solueflo de urna tal
informac.lo al o presento, parece quo por urna fala-
lidade, nao tora sido possivel o supplicantc obteru
despacho, apezar de ter ja decorrido um anno pooro
mais oa menos ; pelo que, nflo sendo cabivel que as
rcpartices fiscacs protelcm o dircito das partes'por
um tempo indefinido ; por isso, vem o supplicantc
requerer a V. S., que como chefe desta rcparlicdto, e
a cojo cargo est n alliibucSo de cumprir e fazer
cumprir as delberaccs e ordens do lliesouro, como
determina o paragrapho 10 do aYl. 31 do decreto 11.
7:JG de 20 de novembr de 18">t), se digno mandar
que eempregado cm cujo poder estflo os doenmen-'
tos e peticoes do snpplicante, para informar manda-
dos por V. S. que be o cheto da H." secrflo, Jos
Ileurique Machado, d prompto andamento a dita
otorraaeflo afim de que nflo lique elernamenle se-
pultada esta peticao cm seu poder, como lem eslado
os outros documentos c peticoes ; com o que far
ao supplicante a merecida juslic,a ; e assim pede t
V. S. Ihe defira.E. R. Me.
Jos da Rocha Prannos.
Recito 12 de marco de 1855.
CORRESPONDENCIAS.
Scnharet redactores : lnlereasado como sempre
pelas uolicias do mea paiz natal, sou o primeiro a
lir as.suas correapondenc! de Nilal.e contra toda
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 28 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colac,Gcs offlciaes.
Cambio sobre o Rio de Janeiro1 % de rebato, 15
djv.
Assucar mascayido wpeciai2a000 por arroba.
Ducarregam hoje 29 de marco.
Barca inglcza>mea~mercadnra$.
Barca inglezanteonoredem.
Barca inglezaGcnev,ecclai\.,s o ferro.
Patacho inglcz-.s. Breladbacalho.
Barca sardaSan Miguelpedras.
Patacho dinamarquez//e/mcarvao.
Briguc porluguezTarujo /farinha c sardinhas.
Barca porlugueza aria /ceblas e batatas.
Patacho brasileiroSanta Cruzpipas c barricas
"vasias.
Hiato brasilciroAuroracouros c sola.
Imp orla cao .
Barca inglcza (Jcneriete, vinda de Liverpool, con-
signada a Rostron Rookcr & C, manitoslou o se-
guinlc :
104 taixas de ferro. 19 toneladas, 17 quintan c 2
arrobas ferro, 30 toneladas carvflo, 1 tonelada me-
tal, 1 cana torragem ; a W. Bowman. .
1! toneladas, ti quinlaes, 1 arroba e 10 libras fer-
ro, lo toneladas carv.flo queimado, :l barricas barras
de cstanho, 22 caixas lucidos de algodio, 12 tordos
ditos dito, 1 caixa lecidos de algodao e ^cda. 1 dita
ditos de laa, loo ditas tolhas de llaudres ; a Barroca
iV Castro.
6 barris vinagre ; a N. O. Bicber A Compa-
nhia. l
44 toneladas, 7 quinlaes, 2 arrobas e 7 libras fer-
ro, barris torragens, 20 toixes chapas de toeflo ; a
Brender a Brandis & C.
barricas e 1 caixa drogas ; a J. da C. Bra-
vos.
2 caixas chapos ; a A. Cesar de Abrcu.
5 ditas tecidos de linho, i dita ditos de Ifla, 2 di-
tas chapeos de sol de tlgodflo, 6 ditas lecidos de al-
godflo c Ifla, 1 dita tapetes ; a J. Kcller & Compa-
nhia.
88 caixas e OG fardos tecidos de algodflo, ;( caixas
ditos de dito e Ifla, 15 caixas lionas de algodflo, 1
dita grvalas, 1 dita lecidos de seda c algodflo, 20 di-
las chapos de sol de llgode, 5 ditas tecidos de al-
godao c linho ; aU.Gilbon.
10 caixas tolhas de fiandres, 8 toneladas ferro, 8
canas chapeos deso de algodflo, 4ditas lecidos de
algodao e linho, 3 fardos e 03 caixas tecidos de al-
godflo, 1 dila obras de metal ; a Patn Nash & Com-
panhia.
30 taixas do torro ; a S. P. Johnslon & Compa-
nlua. '
1 caixa alpaca ; a E. II. Wvalt.
1 dila caixinhas de paplao ; a J. da C. Ma-
cedo.
8 fardos lecidos de linho, 18 dilos c 33 caixas to-
ados de algodflo, 3 Tardos lecidos de laa ; a Adam-
son llowte j C.
1 caixa entilarla, 1 embrulho livros, 1 caixas o 5
fardos lecidos do algodflo, 2 caixas ditos de algodflo o
Ifla ; a J. Crabtree & C.
1 dila torragem ; a Rolbe & Bidoulac.
1 dita meias ; a I.. Antonio de Siqueira.
15dilas tecidos de algodao c linho, 2 (lilas dilos de
linho. 30 fardos c (i caixas dilos de algodao ; a Ros-
tron Rooker & C.
1 caixa bicos de teda ; a Manoel Joaquim Ramos
c Silva.
1 barrica tinta, 8 pecas e 4 rolos cabos, 15 caixas le-
cidos de algodflo, 5 barris correntos, I dito pregos, 1
crrenle ; a C. J. Astley&C.
2 fardos e 4 caixas lecidos de algodao, 1 caixa cha ;
a Bruno Praeger & C.
36 gigos e 1 caixa louca, 16 caixas e SO fardos le-
cidos de algodflo ; a Fox Brolhers.
10caixas lecidos cto algodao ; a J. Ryder & Cora-
ptnlua.
1 dila drogas ; a C. C. Johnslon.
3 tordos lecidos de linho, 33 caixas e 29 fardos le-
cidos de algodflo, 1 caixa meias, 50 barris manleiga :
a Johnslon Pater & C.
100 barris manleiga, 4 fardos tona ; a Me. Cal-
moni C.
9 caixas miudezas, 1 barril torragem, 2 caixas sel-
lins; a J.Halliday.
1 mala e 2 caixasroupa e obras contoiladas ; a A.
\oule.
26 caixas e 23 fardos lecidos de algodflo; o Russcll
Mellors Si C.
17 tordos e 2f> caixas tecidos de atoodflo, 400 to-
gareiros,! barrica torragem, 450 barris plvora, 2 di-
losagtiardeute, 2 ditos rindo, 1 barrica farinha,3 di-
lase 1 emhrulhn conservas. I barril limonada, M
presuntos, 7 caixasqueijos, 1 dila e 1 barril crvilhas,
3 fardos loucinbo, 25 caixas bitCOitos, 3 ditas mos-
tar.ia,1 embrulho rolhas. 1 barril manleiga ; a or-
dem. ,
4 saceos amostras; a diversos.
Patacho inglez Breladc, viudo deTerra Nova, con-
signado a Scbram Wallely ^C, manifcstou o se-
-11 ote :
960 barricas dehacsllio ; aos consignatarios.
4SJ ditas ditas; a Me Calraonl A Compa-
nhia.
Brigue bremenso Courrier, viudo de Buenos-Aj-
res, consignado a Viuva Amorim & Filho, manifcs-
tou o seguidle :
450 fanegas de sal ; aos CODtfgoatafiof.
Hiato Aoro-O/mrfa. viudo da Babia, consignado
a [asta tomaos, manifcstou o seguiote :
61 garrames sag, 2 caixas lencos e chales, 1 di-
ta lencos de seda, 5 ditas Barraras He azeile doce, 18
caixoese92S caixinhas charutos, 230 fardos tomo ;
a ordem.
3 caixas camisas ; a A. L. de Oliveira Aze-
vedo.
ta'lfS faze"d;" a I-1- Loppachcr.
10 ditas queijos ; a Me. Calmool A Compa-
nhia.
i dita charutos ; a Guilherme da Silva Guima-
r3es.
10 latas oleo de'ricino ; a V. Jos Brilo.
Barca ingleza Miranda, viuda de Terra Nova,
consignada ajames Crablrcc iV C. manitoslou o se-
gu tile :
3,000 barricas bacalho ; aos consignlarios.
Brigue nacional Recife, vindo do Rio de Janeiro,
constguado a Manoel Francisco da Silva Carrieo,
manitoslou o seguale:
16 barricas e U meias ditas polassa, 100 saceos ca-
to, I calile doce, 1 caixa pelles, 3 caxes chapeos :
a ordem.
Brigue brasilciro Mara, vindo do Ro de Janei-
ro, consignado a Machado & l'inbciro, manifcstou o
seguate :
43 volumes barricas vazias, 67 pipas com agua sal-
gada, 100 barris vazios : a ordem.
Brigue Venus, vindo do Rio de Janeiro, consigna-
do a Caelano Cyriaco da Costa Moreira, manitoslou
o seguale:
87 volumes barricas vazias, 50 pipas, 2 caixas cha-
peos ; a ordem.
Brigue Sarle. vindo do Rio de Janeiro, consigna-
o ovaes& C. raanifeslou osemiinte :
IjO barricas vazias, 40 volumes dilas ditas, 190 pi-
pas vazias ; a ordem.
... Iinrcma '"Stoza Spirit 0/ The lima, vinda de
Ierra Nova, consignada a Me. Calmonl 4 C, mani-
toslou o seguate :
11,500 barricas bacalho ; aos consignatarios.
tingue nacional Rom Jess, vindo do Ro Grande
do Sul, consigrfado a Eduardo Ferrcira Hallar, ma-
nifcstou o seguitite :
72 arrobas do sebo cm rama ; aos consignata-
rios.
Brigue brmense Asiau, vindo de Buenos-Avrcs,
consignado a Viuva Amorim & Filhos, manifestla o
segunde :
455 fanegas de sal; aos consignatarios.
Barca sarda San Michclc, viuda de Genova, con-
signada a Bastos (^ Lemos manitosloa o se-
grale:
1,978 tocos de pedra, 3 bahs calcado, 150 caixas
massas ; a ordem.
1,238 lages de pedra ; a R. Bosana.
1 caixinha com objeclos de devocao-; a Arscno
Fortunato da Silva.
- Vapor Tacantiiif, vndo dos porlos do norte, ma-
nileslou o seguale :
1 caixa ; a Jos Mathcus Ferreira.
2( rolos salsa ; a Manoel Alvos Guerra J-
nior.
124 ditos ; a Novaes & C.
ditos; aA.de Almeida Gomes & Compa-
nhin.
1 pacota ; aj. II. Gaenslev.
00 roloi salsa ; a Brandflo & Din:encs,
1 encapado ; a Jos Crrela de Crvalho.
1 toixoolhos de abacaxi ; a F. Coulon.
1 encapado ; a Siqueira & Pereira. '
1 Costa ; a Prxedes da Silva Gusmflo.
3 caixas 1 embrulho ; a Ricardo de Freilas &
Co ni panliia.
1 caixa ; a Antonio Lopes Rodrigues.
1 pacota ; a J. J. Lopes.
1 caixa ; a Ricardo Amaral Rodrigues.
? ditas ; a II. Deperman.
2 barricas ; a J. Soum.
1 rca,j"=lc" Wfonore.vinda de Glasgow, consig-
nada a Me. Calmonl & Companbia, manrestou o se-
guiulc :
36 fardos e 4 cateas linbas, 16 barricas e 200 pi-
pas niaclunisino, 1 pacole amostras ; a S. 1. Johus-
ton & C. '
20 pecas cabos, 1 tordo lona, 2 dilos cordas, 178
barricas e 22 meias ditascerveja ; a Adamson Ilo-
wie & C.
8 caixas tecidos de algodflo; a J. Kciler. & Com-
panlua.
314 toneladas carvao de pedra ; aos coasicnala-
rio.
Brigue francez General llorlir, vindo de Nanles,
consumado a J. P. Adour, t\; C, manitoslou o se-
grale :
10 barris eauardenle, 107 ditos vinho, 606garra-
foes dito, 10 caixas sardinhas, 25 ditas licor, 12 di-
las conservas, 36 dilas^nmma laca, 6 dilas alcanfor
retinado, 70 dilas sahao, 500 cestos cerveja, 250 cai-
xas velas alearan, 16 botijoes esseneia de lereben-
tina, 2 fardos roldas, 5 bahs calcado, 1 caixa es-
pingardas de caca.G ditas manleiga, 2 fardos lona,
100 caixas chumbo de muoicflo, 1,100 garrames de
vidro, 550gigoBarrafasdevidro, 12 saceos pnten-
la, 4 caixas cnnella ; a ordem.
10 caixas conservas ; a E. Didier & Compa-
nhia.
CONSCEADO geral.
Rendimenlo do dia 1 a 27.....
dem do dia 28...... .
57:030}704
5:OI7SI7i
62:0489178
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia la 27..... 5:063-703
dem do da 28.
1603509
5:2244242
Exportarpao .
Merselha, brigue francez Ernesl, ilc2'.l tonela-
das, coiidu/iu o seguiule :3,450 saceos com 19,250
arrobas de assucar, 20 pipas com 1,800 medidas de
espirito.
Buenos-Avrcs pelos porlos do Brasil, patacho por-
luguez Hortense, conduzio o seguiule: parte da
carga de vinho* que Irouxe da liba do Faial.
Gihrallar pela Paraliiba. barca ingleza Admira!
Grenfell, de 449 toneladas, conduzio osiguinle :
1,875 saceos com 9,375 arrobas de assucar, 10,0110
Moros com 75,000 libras.
Babia, hiato brasilciro Novo Olinda, de 85 to-
neladas, conduzio o segainla i 680 barricas bacalho,
50 caixas velas de composico, 2 caixinhas com 59
relogios de ouro c prala, 4 caixas cora 4 queijos
francezes.
HECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 27.....34:61! dem do dia 28........ 9749503
35:5939'i9
buco 17 de marco de 1855. O secretario, Autonio
Ferrcira d'Annuuciacao.
DEGIARAOES.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiraenlododa 1 a 27..... 54:1183256
dem do dia 28........ 4:4'J9;2(,s
COM PAN IIIA PERN AMIII CANA.
O conselhode direecao convida os Srs.accionslasa
realisarem a quarla prestocJJo de 10 por % sobro o nu-
mero de acees que Ihe perteuceni, al ao dia 15 de
abril prximo ; o eiicnrrcgado dos reccbimenlos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz n. 26.
Oconselho da administracHo do nono bala-
Ibflo de infanlaria precisa contratar para o hospital
regiineutal a cargo do mesmo batalhao no ultimo
Inmcstro vindouro o seguiule: alctria, assucar refi-
nado, arroz pilado, azeilc-doce, bolacha, bolachiuha
ingleza, dita do aramia, bissjpito, dito doce, carne
verde, dita secca, ch, da India, caf molda, doce
de goiaba, farinh do mandioca, dita de trigo, dita
deararula, feijflo prcto, frangos, leite, lenba, man-
leiga ingleza, marmellada, paos de qoalro eneas,
papel almaco braoco, dito diio dito paulado, dito
braneo de peso, obreas em pies, roscas, sal, (ouci-
nbo de Lisboa, vinagre dito, vinho do Porto, c ludo
mais quanlo de extraordinario occorrer possa. cujos
gneros devem ser de primeira sorle; e suas quali-
dadas, pesos c medidas serflo verificados pelos com-
petentes empregados no acto do rccebimeiilo. As
pessoas pos que quzercm torneccr toes gneros,
comparecam com suas proposlas cm carta fechada
na secretaria do referido balalhflo em o quarlel da
Soledade as 10 horas do dia 31 do corrente.O l-
enle agente, .Manoel Claudino de Oliveira Cruz.
ro c dous escravos de aluguel
Em Santo Amaro, passanio o eeirnlero pu-
blico, o segundo tifio, appareceu urna vacca: quem
se julsar seu duuo, dando os signaos, Ihe sera en-
tregue.
Desappareceu ao da 25de marco do corrale
anno, um eseravo de noine Antonio, representa ter
65 anuo-, com quanlo seja do Gento, pela falla pa-
rece crioulo, levou camisa azul, calca ilc algodaa.
dizem queanda por lleberibe, por ter sido desse lu-
gar, rosa->e as autoridades policiacs e capiles de
campo o aprehendan! e levem-no ao Recito a ra da em
Guia, taberna n. 9, que ter. lecompeosado. ''''
na
.,. ._ ...v...u*ca ,|iic iciu ,,n: ,i_^id aiii.ii enuo no merca-
leudo pela inanbfla do da de luintem voado do, tanto pela sua barmoniosa e forte voz, como pe-
1 se-lllldii ailar do sobra,lo da rila da.s I ni/i's n la .,> .-,__= ... -_...... r .. .
-nudo andar do sobrado da ra das Cruzet a.
.... i,niuii uouurduourt idd u.., ..ames n. u sua construccao de armario, da fabrica de Col-
41, um papaga.o verdadciio, c lomado a directo lard & Collard ora Londres, os quaes vende por pre-
da ra dos Quartcis, roga-se a quem o livcr apa- co razoavel. (I annunriani. pn..i;n. ... Lr.U .
da ra dos Quarlcis, roga-se a quem o livor apa- co razoavel." O aoaunciaole contiau
miado ou aquello em cuja casa elle liver entrado, concertar pianos com perfei
AVISOS martimos
58:017#524
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio* entrados no dia 28.
Paralaba3 dias, hiale brasilciro Conccirao de Ma-
fia, do 27 toneladas, mostr Rernardino Jos Ran-
deira, cquipagem 4, carga loros de mangue ; a
Pauio Jos Bapfista.
Terra Nova26 dias, barca inglcza Obunr, de 279
toneladas, eapilao Thomaz Taverner, equipngem
16, carga bacalho ; a James Crahlreo & CoSUpa-
nhia.
Calho de Lima72 dias, galera americana Leland,
de 347 toneladas. capiMo Ringot, cquipagem 17,
carga guano ; ao capujo. Veio refrescar c seguio
para Hamplou Roads.
Buenos-Ayres20 dias, brigue duamarquez Ma-
na, de 144 toneladas, eapilao A. C. Mollcn,
cquipagem 9, em lastro ; a ordem.
dem37 das, brigue dinamarquez Jda & Fmma,
de 134 toneladas, eapilao A. Bock, equipagera S,
cm lastro ; a Amorim Irmaos & Companhia.
EDITAES.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, era cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos propretarios abaixo mencionados, a entrega-
rem na mesma thesouraria, no prazo de triula dias,
a contar do da da primeira publicaran do presente,
a importancia das quolas com que devem entrar
para n calcamento das casas da ra do Livramento,
conforme o disposto na le provincial n. 350. Ad-
vertindo que a falta de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na contorm-
dade do artigo 6.' do rcgulamcnlo de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 Manoel Jos Moutciro.....
4 Antonio da Silva Ferrcira. .
6 Joaquina Mara Pereira Vianna. .
8 Manoel do Nascimenlo da Cosa
Monleiro e Paula Izidra da Costo
Monten o.........
10 Viuva e berdeiros do Jos Fcrnau-
des Eiras.........
12 Antonio Monleiro Pereira. .
14Luiz de Franca da Cruz Ferteira.
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade. '........
18 Marcellino Antonio Percifa. .
20 Viuva de Joaq. ai Leocadio de Oli-
veira Guimaraee.......
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........
24 Jos BapUsta Ribeiro de Farias. .
26 Manoel Buarquc deMacedc. .
28 Umbelino Maximino de Crvalho.
30 O mesmo.........
32 Francisco do Prado......
34 Viuva de Francisco SeverinoCaval-
canli..........
36 Nuno Mara de Seixas.....
38 .Manoel Francisco do Moma. .
1 Herdciros de Joaquira Jos de Mi-
rauda.......... 127*500
3 Thomax de Aquiuo Fouscct. 99^600
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
P...........
7 Ordem Tcrceira de S. Francisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Medciros
e outros.........
11 Antonio da Silva Gusmo. .
13 Antonio Jos da Castro. .
15 Ilcrdeiros de Izabel Soarcs de Al-
meida. ........
17 Joaquim Ribeiro Potitos. .
19 Viuva e berdeiros de Jo3o Pires
Ferrcira. '........
21 Manoel Romao do Crvalho. .
23 Irraandade das almas do Recife. .
25 Dr. Ignacio Ncry da Fonseca. .
27 Padre Joo Antonio Gaiao. .
29 Antonio Cordciro da Cimba. .
31 Joao Piulo de Queiroz o berdeiros
de Joaquim Jos Ferrcira. .
33 Joflo do Rosario Guiraaracs Ma-
chado..........
35 Antonio Luiz Goucalves Ferrcira.
37 Juliao Porlclla .......
39 Joaquim Francisco de Azcvcdo. .
41 Francisca Candida de Miranda. .
975500
90SO0O
1185500
665000
6750O
' 755OOO
375500
7551.50
9O5OOO
1805000
1205IK)
1265000
1085000
485600
6O5OOO
005000
6O5OOO
789000
III56OO
275000
615200
675500
45-000
635000
18.^000
515000
3(:(M)0
755000
685OO
815000
1215000
609000
21.56OO
725600
755000
525.500
455OOO
6O5OUO
R'. 3:006-75s
E para constar se mamtou affixar o presento c pu-
blicar pelo Diario. Secretoria da Ihcsouraria pro-
vincial de Pcrnambuco 14 de marc,o do 1855.__O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunarao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
tlicsouraria provincial, cm cumprimento da rcsolucflo
da| junta da fazenda, manda fazer publico, que a ar-
rematadlo dos reparos urgentes de que precisa o acu-
do deCaraaru' vflo novamente a praja no dia 29"do
corrcnle.
E para constar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Peruambuco 20 do marco de 1855.__O
secretario, A. B. da Annunciaro.
O Illm. Sr. contador servindo do inspector da
thesouraria provincial, em cumprimento da rcsolu-
cao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
a obra do oilavo lanco da estrada da Escad.vai nova-
mente prac,a no dia 29 do corrale.
Ii para conster so mandou affixar o presento c pu-
blicar pelo /;(ino.O secretario, Antonio Ferrcira
di AnnunriacA".
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, cm cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 23 do cor-
rete, manda fazer publico que 110 dia 12 de abril
prximo liado, vai novamente a prarja a obra do
primeiro lauco da estrada da Escada.
E para conslar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcroam-
buco 26 de marco de 1855. O secretario, Autonio
Ferrcira d'Aununciaco.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimento do dispos-
lo 110 art. 34 da lei provincial n. 129. manda fazer
publico para conhecimento dos autores hypolheca-
rios, c quaesquer inleressados.que foi dcsappropriado
a Jos Jacinlho da Silveira um silio na estrada dos
Remedios pela quaotia do 5505; e qun o respectivo
propriclario tem de ter pago do que se Ihe deve por
scmelbanle desappropriacao, logo quo lermioar o
prazo de 15 dias contados da dala dcste. que he dado
para as reelamaces.
E para constar se mandou affixar o presente o pn-
blicar pelo Diario por 15 dias soccessivos.
.Secretoria da Ihesouraria provincial do Pcrnam-
Paii o Rio de Janeiro.
Segu com hrevidade, por ler parle da carga
prompta, a vetoira barca brasileira Mot/tildc, quem
quizer carregar o resto, entenda-se com o rapilflo
Jcronymo Jos Tellcs, ou no cscriplorio de Manoel
Alvcs Guerra Jnior.
IRA BENGUELI.A COM ESCALA POR S.
THOME,
;uc com brevidade o brtoue portncnez Fsperan-
por ter dous tercos da carga prompla: quem qui-
zer carregar o resto, enlenda-se com o eapiUo Mi-
nanno Antonio Marques, uu 110 cscriplorio de Ma-
noel Alvcs duerra Jnior.
Para a Babia segu cm poneos dias a veleira
garopcira l.ivracflo; pora o resto da carsa.trala-so
com sen consignatario Domingos Alves atatheus. na
ruada Cruz n. 5.
Couipanliia de navegacSo a
Liiso-Brasileira.
vapor
Tencio-
naudo sa-
bir de Lis-
boa no dia
15 do cor-
ren! mareo
o vapor d'
esla com-
' panhia, o
^. MAi.iA II, commandaiite o lenle Guimarfles,
devera por aqu estar em 2 de abril, e depois .la de-
mora do costi.mc seguir para Babia, recebendo
pissageiros : a quem convicr dirija-sa ao agento ua
ruado lrapichen.26.
PARA O PORTO.
O vclciro brigue porluguez Espcranca, seguir
comamator brevidade para a cidade do Porto, por
ler ja prompta dous tercos de sua carga ; recebe a
que apparecer a Ircte, e tambera passageiros, para o
que possue oplimns commodos : Irala-se no cscrip-
lorio de Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia Velha
n. 12.
Para Lisboa seguir com a maior brevidade
possivel o brigue porluguez Clara, eapilao Manoel
Joaquim datulva. por ler porrflo da carsa prompta-
qoem no mismo quizer carregar ou ir de passagem,
dinja-se ao eapilao, oa a ra de Apollo o. 14 em
casa de Manoel do Nasriraenlo Pereira.
lleal Couipanliia do Paquetes Inglezcs a
Vapor.
No dia 31
(leste mez es-
pera-sc .la Eu-
ropa, um dos
vapores da real
coropanhia, o
qual depois da
demora do cos-
lume seguir
para o sul: pa-
para passageiros etc., Irata-se com os senles Adam-
son Jlowie & C, rna do Trapiche Novo n. 42.
l'ar o Aracaly segu viagem o hiate nacional
'..inlarao : para carga e passageiros Irala-sc na ra
da Madre de Dos n. 36.
CHARA' E ACARACC.
Segu com hrevidade o palhabolc Sobraiense, ea-
pilao francisco Jos da Silva Ralis, recebe carga e
passageiros: Irala-se cora Caelauo Cvrisco da C.
M., uo lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Rio de Janeiro salie at o im
do corrente mez, o muito veleiro brigue
UliCIFE, oqnalja' tem a maior parle do
que o mande entregar cm dito sobrado que ser re-
compensado.
Appareceu no dia 18 do cociente cm casa d
abaixo atsiRoado, ra da Cadeia Vullia 11. 27, moa
preta que diz chamar-sc Fclisarda escrava de A-
tonio Maciel de Lima, lav radur do engeuho Pantor
ra, no enlanto, o abaixo assignado pede a aqucll
sejihor, que venha buscar sua escrava, pois qoe ee
nao respousabilisa por morle 011 Tusa da mesma.
Placido Jos do Rcgollratijo.
(I abaixo assignado se oftorece aos senborcs
commerciantes desta praca para cobrar as suas divi-
das uos lugares seguales : Ass, Serld, Riacho de
1 orcos. Rio de Finabas al a villa do Pombal, Ser-
ra doTcixeira, villa de Caico. Acari, mediante a
paga de 2.> por cento c da fiador nesta praca das di-
vidas que sa encarregar para cobrar.Cndido Pe-a
reir Monleiro.
CHAPEOS fL DE MOLLA,
Na fabrica e toja de chapeos da run Nova 11. i i,
ha (becado urna nova factura de chapos de molla,
e sua qualidade he amis superior que ueste esla-
belecimenlo lem havido, e por querer salisfazcr as
pessoas que procuraran! antes de os ler, faz o pre-
sente para lcmbrar que eslflo tendo grande csliar-
i;ao e quo devem vir comprar antes que se acaben.
lamben! ha de muilo bom gosto chapeos de toltro
de todas as cores para enanca, ditos de dilos com
cnleitcs e sem ellos para menino, ditos do dito de
todas as cores para liomcm, ditos amazonas muilo
modernos para senhora.dilos de castorina, copa bai-
la, cm pello de dillcreiites cores para liomcm, fa-
zeuda esla ha muilo nflo apparecida nesle mercado,
e outras muilas fazeudas proprias do cstabelcci-
nicato.
ESTABELECIMENTOS DE- CAUIADE.
Salustiano de Aquino Ferreira oll'erc-
ce j;raluiUimenle aohotpital PEU II,
nelade dos premios que sahirem nosqtia-
tro bilheles inteiros n. 1459, 1855, 1950
e 2046 da primeira parte da quarta lote-
ra d' N. S. do (iuadelupe da cidade de
Olinda, que ha de ter o seu indubitavel
andamento, em 11 "Be abril do presente
auno, os quaes licam em seu poder de-
positados: a metade do que nelles saliii-
sera' prompta e fiel mente entregue ao
Sr. Jos Pires Ferreira, lliesouretro do
referido bospital. Pcrnambuco 27 de
marco de 1835.Salustiano de Aquino
Ferreira.
--,---------- r I
cisa-sede um leitor portuguez para sitio
perto desta praca
liietes da primeira parte
da quarta loteria a benefi-
cio da igreja de N. S. do
Guadalupe da cidade de
Olinda, nicamente na ra
doCollegio na thesouraria
das loteras n. 15, cujas
rodas andaro impreteri-
velmente no dia II de
abril.O tliesoureiro, F.
Antonio de Oliveira.
Soares, com fabrica de lartarugueiro na ra das
I"riiicheiras n. 10, faz ver ao espeitavel publico, e
principalmente aos seus rrcsuezcs.que lem para ven-
der muilos superiores pentes de Inrlariia para alisar
cabellos pelo baratissimo prcro de W-JUO; ditos pa-
carrerrameno promnto: nam (i rcstin- a'ar cal,eU?' a .1^'io, pentes de marrafa moder-
t rCi. '' I 0ieStannosl'ar:l meninas aljUOc.-i, pentes de alisar pre-
ic, patwageirOI C etCraVUS, trata-te com los a 320 rs., caljadoiras muilo boas a 200 rs., ea
Manoel Francisco da Silva Caa-rico na ra ,5,i00 a auzia' caixa de tartaruga e ouirasniuit.it
ddColleo-in I7,.,,dna obras de tartaruea de dilTercnlcs goslos que se dflo
aai^oilegio n. 17 segundo andar, ou com mais em coala do quo cm outra qualqucrloja.
o capttuo Manoel Jos Ribeiro. A pessoa que na sexla-toira de l'assos a noile
nar/lou nasa ktttautJa -I- __H* .l_-----1___ -.
Para o Rio de Janeiro
segu com muita brevidade, o bem conlic-
cjdo patacho VLEME, eapilao Fran- d
loteras da provm..........,....... .. .,, _
ACIiam-Se a Venda OS bl- "lva-I'ara PnSan,eal "<"odoresdo mesmoliuado.
hpP Hl nrimPPi ario Bl.l'T|SHCLEKKS' PKOVIIJENTASSOCI VTION.
Os Sis. trapicheji-os ou admiuistra-
mrs dos trapiches Novo, Ramos, Cunba,
Precisare comprar alguiis pes de la-
ranja selecta : quem os tiver annuncie d.,
pata ser procurado, oudirija-se a esta iv- Barboza c Pelourinlio. bajara de salisl'a-
pOgraphia. zer em a administracao dos estabeleci-
No hotel da Europa, precisa-se de um caixei- ipentos de caridade, as amostras extraln-
Oescrivaoprivativo.lojur>, mudouoseu fi
cscriplori para a ra Direito a. 88, pri- J
meiro andar.
Joao P. Vageley avisa ao respcilavel publico, que
em sua casa na ra Nova n. 11, primeiro andar, a-
cha-se um sorlimento de pianos de Jacaranda, os
melhores que tora al agora ippareeida no merca-
ft.l I ...l. mI. mn ti m 1 .... t _l______________.
finar
O Sr. Casemiro de Sena Madureira (em urna
cncnnimenda viuda da Babia, era cata de Tasso &
Irmaos.
Di'i-se 2003000 a juros .jobro penhores de ouro
ou prala : a tratar na ra eslreila do Rosario o. .".
l'rcdsa-sc de um amassador, e que saiba corlar
massas: na padaria da ra Real, no Manguinho,
Quem precisar de urna ama para o tervico in-
terno do urna casa de pouca familia, dlrija-se ra
de saata Ihcrcza n. 7.
O Sr. Manoei Ignacio de Crvalho tem urna
caria vinda do ISorlc, na rna 'do Trapiche Novo n.
10, segundo andar.
Aluga-se um grande sitio, com muito boa e
sraude casa, muito perto da praca, s por um ou
mais anuos : na ra do Queimado n. 21, toja.
Aluga-se o armazcm da porto larga do sobrado
amarello, na ra da Praia 11. 7 : a fallar no mesmo
com (luilherme Selle.
O Sr. Joaquim-Jos dos Sanios lem nma carta
viuda do Km de Janeiro, na rna do Vicario, pri-
meiro andar, por cima da toja de Barbeiro.
Na run Direila 11. 91, primeiro andar, precisa-
se de um criado.
Precisa-se alugar um esclavo para serviro de -
casa de familia : no aterro da Boa-Visto n. 4.5.
i asta para comprar, ena-
nte: ua praia do Caldcirei-
Precisa-se de urna
nhar, c tratar de um doer
ro, primeiro soiao.
I'eranle o Sr. I)r. juiz do civel da primeira va-
ra, na sala .las audiencias, se ha de arrematar uo dia
.1 do corrente. urna armado de botica, avahada por
.ibjud, peiihorad.i pelo visconde de Loures, por
alugueis de casas..
llesapparecen no dia 23 do corrente um mula-
linlio Torro de nomo Modesto, de idade de 10 annos,
bem alvo, bonitas feicoes, e um pouco atoleimado,
levando camisa do madapolo e calca de riscadinho
azul, cujo inulalinho lendo sabido para ver a procis-
sao do Senhor dos Pussos, suppoe-se que se perder
por ignorar s ras desla cidade, visto ser oo mato,
e pois a pesoa que o liver cm seu poder ou souber
noticia, dinja-se .ou conduza-o i rna do Hospicio
11. .10 que sera bem recompensado; prolestaiido-te
fazer recahir toda a responsahilidale efiminal por
qualquer oceultacao maliciosa.
Pede-te a cerlo devedor da quantia de 11$, e
lliesouretro do cuJa coala leve nrigem ha Ires anuos e tanto, que
coi lagar de mallralar c consentir que sua familia
maltrato a pessoa que lem caneado pernat e calca-
do na dihsencia de receber, pague immediatomele
para nao passar pelo desgoslo de ver o seu nome
v ueste jornal, e quses os objectos comprados, e para
i\a ra do Collegio botica 11. G, pie- isa-se de um leitor nortumu nar.i sitio l>r"a as ltislC3ameaSas dcS- S.-0 Credor.
No dia 30. a 1 hora da (arde, depois da audi-
encia do Illm. Sr. Dr. juiz do civel Custodio Manoel
da Silva Guimarfles, se h3o de arrematar diversos
bens do finado Joaquim Jos Ferreira, requeri-
nienl. do testamentario Manoel Joaquim Ramos e
cisco Nicolao de Aujo, por ja' ter dous tS^TX WC^TT^S^.
tercos da carga prompta : para o resto,
escravos a rete, para o nue tem e\cellen- r,1T~.Quem ejulgar credor de Antonio Nuncs de
t^t enmmniln t',4 _____ .- Oliveira, hoje residente na liba de Fernando, como
tes commodos. ttata-SC cora O capitao, Ol. escrivao, aprsenle suas cantas no paleo la Sania
COm OS consignatarios Novaes &C, ruado Cruz n. S, casa de sua morada, para screm pagas,
Tiapiclie n. 3i. com quanto supponha boje nada dever.
KIO l>F J WFim ,~" *?}?** aos Srs- l'iliPPe Bello Maciel e Maxi-
II mticlm S-ii,ia,(>,,, uiiv. ii. 1 1 m,JI10 Kll|e""o do Aginar Montarroios.o favor de de-
----------------------------------1 ...r....w ...... vu.^ rf^av un
silva, segu cora muila bre\idade ; pata o resto da
caraa, passageiros c escravos a fretc, tratase com
Caetano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo
n. 25.
ACARACU'.
O palliabole Sobralense. eapilao Francisco Jos da
Silva Ralis, segu no dia 7 do abril ; recebe carca o
passageiros: trala-se rom CaelanoCxrijco da C. M.,
ao lado do Corpo Saulo o. 25.
LEILOES.
O ageule Borja tora Iciloera seu armazem,
rita do Collegio o. 15, de um completo sorlimento
de obras de marcineria novas e usadas, una grande
porcilo de pecas .le camhraia do cores, um rico ap-
parelho de prala para cha, um excellenle carro de i
rodas e de tima ininidadc de objeclos de diferentes
qualidade, os quaes se acharao patentes para exa-
me dos senhores prelendentes no mesrao armazem :
quinla-fcia, S9 do correnlc, is 10 horas cm poni.
.') atiento Vctor far leilao para liquidarao
de conlas de urna leja de miudezas .ila no aterro "da
Boa-Vista a. cm um s. lote ; quinta-toira 2'J do
corrente as 10 I[2 horas da manbaa.
Sezinando Joaquim da Silveira, querendo aca-
bar com sua taberna sita na roa do Pilar n. 88, to-
ro leilao porintcrveiicao do agente Vctor, de lodos
os -eneros c armario existentes na dita taberna, na
mesma occasiao ser vendida urna escrava moca,
boa coznhcira ; sexla-toira 90 do corrente as 10
1|2 lloras da manbaa no indicado lugar, a laberoa
sera vendida a contonto dos licitantes.
Manoel Ferreira Ramos e seus lillios
maiores Jacintho Ferreira Ramose Anto-
nio Ferreira Ramos Sobrinlio, nicos pro-
pretarios do excedente predio com espu-
moso armazem, de tres andares e grande
sotao, sito na ra do Vigario n. 8, lano
leilao. por intervenrao do agente Olivei-
ra, do referido predio, sem reserva de
preco, visto ter de retirar-te para fra da
provincia o ultimo dos supiaditos pro-
prietarios: sabbado 7>l do coi rente ao
meio-dia em ponto, a' porta do mesmo
predio.
LEILO'ES DE IAZENDAS INGLEZAS.
llarroca & Caslro Tarjo todito, por inlcrvcnrao do
agento Oliveira, de um completo sorlimento de fa-
zendas de algodao, linho, laa e seda, amor parte re-
cenlementc despachadas, e todas proprias desle mer-
cado : quinta-toira, 29 do correnlc, pelas 10 horas
da manbaa, no seu armazem da ra da Cadeia do
Recife.
AVISOS DIVERSOS
O Sr. Joaquim Jos Marques lenba a bondade
demandar a esto t/pographia o lugar de sua nova
residencia, pois houve eugano no lancamculu que
se fez.
UEGIVfl
Prccisa-se de urna escrava para todo o
serviro interno e externo de urna casa de
pequea familia, paga-se bem: na'ra
Nova lojan. 11.
1
perdeu um alfinele de peilo de scnhnra, dirija-se
ra da Penha n. til, segundo andar, que dndoos
siguaes, ser entregue.
O Sr. Paulino da Cunha Soulo Maior queira
eclarar se nesta praca existe pessoa que faca suas
girem-sc ra estrella do Rosario, casa n. 4.
O Sr. Joao de Aratijo Alves da Fonseca queira
ler a boudado, de quaudo vier a esla (iraca, dar una
chegada ao paleo da Santa Cruz n. 8, casa de mora-
da, para ah decidir o negocio da ordem de abril de
1853.
Abiiio Fernandes Trigo de I.ourciro, nao po-
dendo pela rapidez de sua viagem para o Rio de Ja-
neiro despedir-sc pessoalmenlc de lodos os seus ami-
bos e mais pessoas a quem he grato, o faz por meio
desle jornal, pcdindo-lhes dcsculpa dessa falto invo-
luntaria, e olTereccnl.i-liics o sen diminuto presu-
mo naquclla corle. Oulrc siin tozseicnte a todas as
pessoas que com elle tiverem negocio, descenlcii-
dercm durante a sua ausencia com soa seuhora D.
Adelia de Barros Vasroncellos de Loureiro, em S.
Lonrenco da Malta, ou com seu pai, o Dr. Loureiro,
nesta cidade.
7 Arrcnda-so ou vende-se urna grande parto do
sitio Maria Farinha : a Iralar coiu .Manoel Gomes
Viegas, ruado Pires n. 31.
Aluga-se ama ama de leile : quem precisar,
dirija-se cidade de Olinda alraz do Amparo 11. 11
Oltorece-se urna mulher de ba conducta para
o servico de casa de um homem solleiro, ainda mes-
mo para algum silio perto da praca : quem precisar,
.lirija-sc ra do Fogo n. 17.
LOTERAS UA PBOVINCIA.
O caulelista Salustiano de Aquino Ferreira conti-
na a vender bilheles e cautelas as pessoas que com-
prara para negocio, pelos precos aballo declarados
urna vez que chegue a quantia de IOO5OOO para ci-
ma, iliuheiro visto : pode ser procurado na ra do
Trapiche 11. 3G, seguodo andar, das 0 ato as 12 horas
da manbaa. Os seus bilheles o cautelas eslo son-
tos dos 8 por cento do imposto geral.
Bilheles 59300
Meios 2>G50
Quarlos 19390
Oitavos 9675
Decimos J540
Vigsimos >S()
Pcrnaicbuco 2f de marco de 1855.
Salustiano de Aquino Ferreira.
Ihe General QuarleiiyMcctingoriheShareholders
ofthis Associalion will be held on Satur.lay. lhc
Mnrly-first Insl:, at Ihe Booms of Ihe Brilish *
loreignl.ibrary. The Cluir will be Ukcual GP.M.
1 be Subscriplions tor April will be reccived on
lliat day at Ihe Treasurcr's rooms belween Ihe hours
of4& 5 P. M.
By order of lhc Board of Directon.
Edward Rolhwell. Hon: Sec:
l'emambuco 28 Ib March II
D. Mara Tlicodora da Fonseca e i
seus filhos, teem a honra de convidar
aos amigos do seu nuiito presado ii-
Iho Miguel Carneiro, para assisti-
rem os ltimos sullragio que se bao
de celebrar boje pelas 4 horas da
tarde, na igreja matriz da Boa-
Vista.
DA'-SE QLTNHENTOS MIL RES DE GRATI-
FICACAO*
a quem entregar ama carteira de algibeira, que fal-
tn ao capitau Raolli, o qual nao sabe se perdeu oa
se Ihe foi lirada, quando acorapanhava a procisso
na sexla-toira, Si do corrento, a qual carleira con-
lem algum dinheiro, papis c recibos de despachos
que so servem aodilo eapilao: qaem a liver queira
leva-la 1 casa dos Srs. Roslron Rooker & Compa-
nhia, ra do trapiche Novo n. 18.
Precisa-so de urna ama para o servico interno
c externo de urna casa do pouca familia : na rna das
Larangeiras, sobrado n. 15, segundo andar.
Desappareceu, no dia 27do corrento, um pre-
lo, crioulo. de nome Ilenrique, estatura ordinaria,
eer preta ; lem urna caruosidade no olho direito :
quem o apprcbeniler, leve-o ao sitio deiroule dos
Atbelos do Di. Loula, que ser recompensado. Es-
te eseravo coslumava dar-lbe ataques do golta.
Urna pessoa se oflerece para trator doenlcs de
jjualquer molestia : no paleo do Terco n. 43.
I>.i-se dinheiro a premio sobro penhores: das
.le? a urna hora da larde se indicara a pessoa qne o
na roa Nova n. 23, primeiro andar.
B*3
ATTENCAO'.
O caalelista Antonio Ferrcira de Lima c Mello
lem resolvido vender os scus bilheles inteiros c cau-
telas do 1005000 para cima, a dinheiro a visto, pelos
presos abaixo declarados, observando que os Ires pri-
meiros premios grandes sao pagos sem o desconlo de
8 por cento : os pretndanles podem procurar no
aterro da Roa-Vista 11. 45, segundo andar, das as 9
da manbaa, c das 3 as 6 da tarde.
Bilheles 5J300
Meios 2700
Quartos 15330
Oitavos 690
Decimos
Vigsimos 280
Precisa-sede una ama que saiba cozinhare
fazer o mais servico de urna jasada pouca familia:
as Cinco Ponas 11. l.
Precisa-sede alujar urna prcto forra ou capti-
va, para una casa de pouca familia: no atorro da
Boa-Vistan. 78, luja.
Aluga-se um eseravo cozinheiro, bolieiro e
proprio para lodo o servico: na ra Direila 11. 24,
segundo andar.
Quem annunciou nma pessoa para distilar :
dirija-se a toja de charutos do Marques, ra do A-
morim.
Esla para se alugar urna casa torrea em Olin
1 Mi lliloira Hs U ic jriiinr.l i 1 cm licim oil-nln
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortiraento
de fazendas, finas e grossas, por
precos maisbaixosdo que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cr>cs, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ulirio-se de combina^ao com a
maior parle das casas commeixi
inglczas, rancezas, allemaas e suis- 6
sas, para vender fazendas mais'em I
conta dojue se tem vendido, epor
isto ofierecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
propiietano desle importante es-
tabelecimento convida a* todos os
seus patricios, c ao publico em go*M
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolim.
IIOB LAFFECTER.
O nico aulorisado por decisao do conselho real a
decreto imperial.
Os mdicos dos bospilaes recommendam o Arrobe
de l.allcctour, como sendo o nico aulorisado peto
governo, e pela real sociedade da medicina. Esle
medicamento d'um gosto agrdate!, e fcil a tornar
em secreto, cstacm aso na raarinha real desde mate
de 00 anuos; cura fadi^alrocnto cm ponco lempo,
uoin pouca despeza, sera mercurio, as sITeccoes da
pello, impigeus, as conscqueiicras das sarnas, ulce-
ras, o os accidentes dos partos, da idade critica, o da
acrimonia hereditaria dos humores; convra 1
torraos, a bexigV, as conlracces, e t fraqueza dos
. procedida do abuso das injeccoes 011 de son-
das. Como anli-s>pbililico, u arrobe cora cm pouco
lempo os flaxos recentes ou rebeldes, que volver
incestantes cm cousequencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, oa dtt itijecces qoe repretenlcm o
virus sem neulralisa-lo. O arrobe Lalfcrteur ho
especialmente recouimemlad contra as doencas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercarlo e ao indurlo de
polassio. l.isbunne. Vetile-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de A/e\edo,praca de 1). Pe-
dro n. 88, onde acaba de chocar nma grande porr.io
de garrafas grandes o pequeas vinda* direelamenle
de Tari-, de casa do dito Uo;. veau-l.auerteur 12, ru
Richeo a Paris. Os formularios .lao-se gratis em
casa do ajenie Silva na praca de I). Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Aratijo ; Babia, Lima i Irmaos ;
Peroaoibuco. Soum; Kio de Janeiro, Rocha Ov Fi-
lhos ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova. Joan
Pereira de Magates Leile; Kio Grande, Fran da
Paulo Coulo 6; C.
Na loja de qua tro portas da ra do Ca-
linga de (uimaraes, tem um completo
sortimento de Idas, tanto furta-cres c-
modo outras qualidades, bicos de seda, e
''a um rico sortiraento de leques, espellios
da, nra^radaas^r^o^i;; era bom ^do; a um "> oriniento de !,, es
fallar ca ra do Rangel n. 21. grandes, tento para voltarete, etc.
MHTHHnn
/


DIARIO GE PERRAMEUCO, QUINTA FEIRA 29 DE MARCO DE IMb
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo C-ai-
gnoux, dentista trance/., chumba oa denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posir.io lem a vanlagcm de encher sem prcs'HOdolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindn
cm puucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e proinclle restaorar os denles mais estragados,
com a forma e t cor primitiva.


S
O
39
53
Acha-se no prelo e breve sahir lut orna &
inleressanlc obra inlitulada Manual do 9
Guarda Nacional on collcccao de lodas as le,
re.nilaiiieotos, orden* c avisos concerneHles 9
a mesma Guarda, muilos dos quaes escapa- tgf
runde srr mencionados as col lecede do %
desde I ua nova organisacao ale 31 do $*.
relativos nao so ao proecs- $
da qualilica^ito, recurso de revisl, etc., $
<$ etc., sen,1o a economa dos corpos, organisa- Jj(
(0 cao por municipios, balalliics, companhias, (
O de mappss, modelos, etc. ele. etc. Subscre- jij
0 vc-se a 55OOO para os astignanles, c 69000 @
0 para os que nao o forem : no pateo do Car- #
tg ino n. 9, (irimeiro andar. aj)
F. HUNDER, ALFAIATE
Ra Nova n. 52.
I', llunder participa ao rcspeitavel publico, que
mudoa a soa residencia para a ra cima,, ,-ionde a
pessoas de boro gosto potlem adquirir todas as obras,
concetueule ao seu ofticio do mais novo modello, c
protesta que sahirio todos salisfeilos que sedigna-
rem servtr-se de seu presumo ; assim enmo sern
servidos com a maior oromptidSu, principalmenlc
aquelles nitores que vem de passageio, e quercm-
se cora brevidade retirar para o seu deslino. Tam-
ben receben ao novo sorlimenlo de casimiras para
calca por preco mais rasoavel do que em qqalquer
oulrt parte ; os presos sao os seguidles: de 79 alo
13} a calca proinpta.
Precisa-se de una ama para o servico diario
de una casa de pouca familia : quem pretender, di-
rija- a ra estreita do Rosario n. 10, terceiro an-
dar.
Joo SalernoToscanode Almeida, mo-
rador no Rio de Janeiro, ra da Assem-
ile'a canto da ra da Misericordia, se en-
carrega de procurar todos os papis ten-
dente as secretarias: patentes de ofiiciaes
de 1tilia e da guarda nacional, cartas de
desernhargadores, d juizes de direito,
inunjcipaes, remocoes dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentos e to-
ie baja mister pelas
IrTO econsellio supremo
militar, etc., etc. O mesmo Salerno se
encarrega dessascommissoes, urna vez que
se lhe adiante os dinheiros necessarios pa-
ra esse fim, certo de que servil a' com
'promptioaoa todas as pessoas que quize-
rem ter a bondade e favor de se utilisarem
de seu prestimo.
Precisa-se alugar um nieto para ser-
vico de casa de liomem softeiro : na ra
do Trapichen. 16.
O abaixo assignado, oflerece o seu prestimo a
quem se quizer ulilisar para tirar guias do juizo dos
oda laxenda, lano da geral como da provincial,
por aquellis pessoas que pessnalmenlea< nao podem
nrar, e que com a mesma fazenda se acliam debita-
da : quera precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da cata, e ra em que mora, nos lu-
gares segnintes : Recife, ra da Oadcia loja n. 39,
ra da Cruz n. 56, pateo do Terco n. 19, ra do l.i-
vramento n. 22, praca da Independencia n. 4, ra
Nava n. 4, praca da Boa-Vista n. 2. onde serflo
procurados os billtetes e as pessoas que quizerem
para o Sm expendido, e na roa da Gloria n. 10 casa
do aononcianle.Mcariio de Luna Feire.
LOTERA DE IV. S. DE flUADELL1-
PE DE 0L1NDA.
AOS 5:0008000, 2:0009000, E 1:0009000.
Corre indubitavelmente quarta-feira 11
de abril.
O caulelisla Salusliaoo da Aquino Ferrara, avisa
ao resptitavei publico, que os eus bilbeles c cau-
telas esli isentos do desconlu de 8 por cunto do im-
posto geral no acto do pagamento sobre os tres pri-
niciros iNremios grandes. Acham-se b venda as
suaalojas : roa da Cadeia do Recife n. i e 45, na
praca da Independencia n. 37 e 39, |rua do I.ma-
nalo ii. 22, ra Nova u. 16, ra do Queimado u.
19 e 44, e roa do Cabug n. 11.
Bilbeles 39000 receber por inteiro 5:0009
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLUHO 1 ftJTOAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas horocopalliicas lodos os dias aos pobres, desde 9 boras da
rnauhaa alo o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou uuile.
Oflerecc-se igualmente para pralicar qualquer operarn de cirurgia, e acudir promplamonlo a qual-
quer mullier que esteja mal de parto, e cujas circunstancias nao permillam pagar ao medico.
M CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO 10SC0Z.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina bomcopalbica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados cm dous c acompanbadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 209000
Esla obra, amaisimporlante de todas asquetratam dn esludo c pralicadahomeopalliia, por ser a ntica
qne conten aliase fundamental rf'esta doulrinaA PATHOENESIA OU El I E1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcoiibecimcnlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequercm dedicar ;i pralica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mdicos que quizerem
eiperimeutara doulrina de liabncmaui, e por si mesmos se couvencerem da verdade d'clla: a lodos os
fazendciroscsenborcs de ensenho que esiao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem doixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circunstancias, que ntm senpre podem ser prevenida-, sao obriga-
dos a prestar in continenti os princiros soccorros em suas enfcrinidades.
U vade-mecum do homeopalba ou traduccilo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambera til as pessoas que se dedicam ao esludo da honieopatbia, um volu-
nte grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoraia, etc., etc., encardenado. 35000
Sera verdadeiros c bem preparados medicamentos no se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprictario desle estabelecimento se lisongeia de le-Io o mais bem montado possivel e
nineuen duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos graudes..................... 89000
Boticas de 21 nedicamentos cm glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Dilas 30 ditos a.................. 209000
Ditas 48 ditos a.................. 239000
Dilas 60 ditos a.................. :iiinhki
Dilas 144 ditos a ................ 609000
Tubos avulsos......................... 19000
Frascos de neia onca de lindura................... 29000
Dilos de verdadeira tinclura a rnica................. 29000
Na mesma casa lia senpre venda grande numero do tubos de rrystal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encummenda de medjearaeuloscom toda a brevida-
de e por presos rouilo commodos.
Precisa-se de una ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-sc a ra do Collegio n. 13,
armazem.
Precisa-se de tuna ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 2(3,
por cima da cocheira.
_ O Sr. Goncallo Fraacisco Xavier Cavaicanli
Felina teuba a bondade de apparcrcr na ra do Cres-
po, loja u. 16, para concluir o negocio que nao ig-
nora.
Meios 298)0 n 2:3009
Quarlos 1JW0 a a a 1:2309
Oilavoa 720 B 6259
Decimos 600 a a e 5009
\ if essimo 320 a m a 2309
.'IBLICACAO DO INSTITUTO 110 g
HEOPATIHCO DO BRASIL.
g THESOURO IIOMEOPATHICO
B ou
& VADE-MECLM DO
() HOMEOPATHA.-
(0) Melhodo conciso, claro e seguro de cu-
@rar homeopalhicamente lodas as molestias
que affligem a especie humana, c part-
(A cularmente aquellas que re'matn no Ira-
j. sil, redigido sexundo os melbores trala-
t^> dos da homeopalhia, tanto europeos como
(A americanos, e segundo a propria experi-
j^ encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
Jgj Pinho. Esla obra be hoje recouliecida co-
@mo a mellior de lodas que Iralam daappli-
cac.'io liomeopalluca no curativo das uto-
K& leslias. Os curiosos, principalmente, mo
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. 11- pais de familias, os senbo-
f Ai res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- {,
" pitaes de navios, scrlanejos etc. ele, devem !Z
le-la i m,io para occorrer promplaniente a 10
f/H qualquer caso de molestia.
W Dous voluntes era brocliura por 109000 J
(g) encailernados II9OO B
tVende-se nicamente em* casa do autor, *.
no palacete da ra de S. Francisco (Muu- '*''
do Novo) o. 68 A. (.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
queira mandar receber urna encommen-
da na livraria 11. G e 8 da piara da Inde-
pendencia.
s.
i
i

i
i
#
6
&
l MI DEMISTA,
f$ contina a residir na ra Nova 11. 19, primei-
ro andar.
Quem perdeu urna carleira com urna obriga-
>;ao de 1,309, um recibo de 309 e uniros papis de
pouca importancia, e que parece pertuncer a pessoa
de llain.iracii: dirija-se a esta Ivpographia, que se
dirn quem achuu.
Em resposta ao amtuncio do Sr. Bcrnardino
Jos da Silva, publicado 110 Diario de Peruambu-
co do dia 27 do con ente, segundo publicou, ler-nte
comprado um escravo de nome Antonio no dia 15
de fuvereiro de 1855, lie menos verdade, porque
tem Ih'o vendi, ntm negocio algum leubo com o
Mano senhor; s :gro, e uem julgo elle ser meueredor. Beruardi-
uo de Souza Pinto.
Aluga-se um moleque de 18 a 20 annos, para
servido de casa: na ra Direila u. 88 se dir quem
aluga.
_ Desappareceo do cngenlio Massauassu no dia
corrente o cabra Serafn com os siguaes sc-
guinles: secco do corpo, olhos vivos, idade pouco
mais de 18 anuos, nao lem anda barba, ten en
na daspernas signal de urna frula que leve abul-
ia rauitos anuos, o qual escravo fui do tinado Anluuio
da Silva Malos; e como o abaixo assignado lie in-
veulariante, e acbando-se o dito cabra 110 poder de
Antonio Joaqun Nones de Miranda, lia mais de
un auno por ser berdeiro, e uao Ibe tocando em par-
linhas, leve o abaixo assignado do o recolber ao
tronco no dia 16, para fazer en'rega ao seu legitimo
scuhor, por te ter j.i feilo as parliibas, aconleceu o
cabra quobr.tr a cadeia dodilo tronco e evadir-se, e
consta que seguir para os lados de Sciinliaem ou
Una por onde ja tera ido quaudo se acbava no poder
de Antonio Joaqun : o abaixo assiguado roga a lo-
das as autoridades do lugar mencionado o manden
capturar e remttte-lo ao eogenlio Massauassu que
serao pagas lodas as despezas. Candido Jos Lopes
de Miranda.
Um mojo que lem as liabililacocs Decessarias
para fazef cobranza amigavel ou judicialmente ties-
ta praja ou fura della, se offerece a quem se quizer
utilisar de seu prestimo, de o procurar na ra Direi-
la, becco da Peoba, sobrado da esquina, de um s
andar.
Precisa-se de ama criada para tralar de 2 cri-
anzas : a tratar pa Gamboa do Carmo o. 38, primei-
ro andar.
Oflrece-se urna boa ama cozioheira : quem
precisar, dirija-se Boa-Villa, becco de Joao Fran-
cisco o. 13.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
Eirito Santo, erecta no convento de Sanio Antonio do
ecife, convida a lodos os seos cbarissimos irmaos
para comparecerem no referido convenio 110 dia 30
do corrente, pelas 2 horas da larde, para encorpora-
aos, acompanharem a procissao do Senhor Boro Je-
ss dos AfUiclos, que lem de sabir da igreja de S.
ocal", pois fomos convidados pela mesa regedoia
desta irmandade.
Roga-se ao Sr. Jos Francisco, msico, mora-
dor na ra Velba.e ao Sr. Manoel Esteves de Abreu,
o favor de dirigirem-se praca da Boa-Vista, loja de
cera n. 7, a concluirem o negocio que nao ignorara,
alias se dir, caso o nao faca por esles 3 dias.
Na ra da Cadeii do Recife 11. 3, primeiro an-
dai, confronte oescriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacbam-se navio*, quer nacionaes ou estran-
geiros, com loda a promplidao ; bem como liram-se
passaporles para tora do imperio, por prejos mais
commodos do que em oulra qualquer parle, e sem o
menor trabalho dos pretendenles, que podem tratar
das 8 da maubaa as 4 horas da larde.
Precisa-se alugar urna canoa de conduzir lij-
los, qocpossa conduzir de 1,000 a 1,200: quem li-
ver, dirija-se ra do Sol, armazem de materiaes,
que se dir quem a quer, ou auuuucic.
Ricardo Nunes de Carvalho Siqueira, subdito
brasileiro, relira-se para fura do imperio.
Jos Miguel dos Santos vai a Europa tralar do
sua snude.
Jos Miguel dos Sanios faz sciente ao publico,
particularmente a quem iuleressar, que lem dissol-
vido aniiiavelmente a sociedade que liulia com Hil-
arle Antonio Serra, na taberna sita na ra da Lin-
^oeta d. 1, a qual gyrava debaixo da firma de Dejar-
la; e\ Sanios, licando a cargo do mesmo ei-socio
Duarte, o activo e passivo da mesma taberna.
No dia 30 do corrente, na sala das audiencias,
Iluda a do Illm. Sr. Dr. jofz de direito da prirueira
vrara, pelas 2 horas da larde, so ha do arrematar por
venda urna casa terrea, sila na Capnnga, e a posse do
lerreqo em que esla edificada com 100 palmos de
frente e 600 de fundo, com boa cacimba e tanque,
estribara, cm terreno de foro, avallado ludo por
1:0009000, pcohorada por Reg Albuquerque &
Gompanhia a Antonio Francisco de Souza MagalliSes
Jnior, na qualidade de tutor da menor Crabelina,
(ilha do finado Francisco de Paula Guedes, BfcrivSo
li.tplisla, he a ultima praca. No mesmo dia, hora o
lugar lera tambera lugar a arrematara.) da casa de
vivendit c sitio, no lugar da Baixa-Verde, naCapun-
ga. penhorado por Vicente Alvcade Souza Carvalho,
a Romao Anloaio da Silva Alcntara o sua mulher,
valiadn por 4:0009000, escrivo Baptisla, be a ulti-
ma prisa.
Casa de consignaco de esclavos, na ra
dos Qttarteis n. 2i
Conpran-sc e receben-se escravos de anbos os
sexos, para se venderen de coranissao, lauto para a
provincia como para fura della, oficrecendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os dilos escravos.
Domingos Jos de Almeida, subdito porlugooz,
relira-se para a Pabia.
Precisa-se alocar una prela 011 um prelo qne
Sdiba vender na ra qualquer venda ; paga-se bem:
quem litar para alugar, dirija-se ra do Queima-
do n. 38, primeiro andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os hillietes da lotera
31- do Monte-Pio, as lojas do costume,
as listas esperam-se a 2 ou o do futuro,
pelo vapor EMPERATRIZ: os premios se-
rao pagos logo que se flzer a distribuicSo
das listas.
COMPRAS.
Compra-se nm escravo bom trepador de ro-
queiros, anula sendo de idade : quem Iner,procure
oa ra larga do Rosario n. 25.
Compra-sc urna craumalica iugleza do Gib-
son : no aterro da Boa-Vista n. 43.
" Na casa do sacristao da ordem terceira de S.
Francisco, compram-sc 3 ornamentos de celebrar-se
missn, quecslejam cm bom estado, sendo uui bran-
co, oulro encarnado e branco, e oulro roxo ou nixo
e verde, 1 calix, 1 missal.
Compram-se escravos de ambos os sexos, assim
cono lanbem se vendem de commissao : na ra Di-
reila n. 3.
Compram-se palaces brasilciros e bespanbes:
na ra da Cadeia do Recife n. 54.
Compra-se um santuario de Jacaranda, que le-
uda 5 palmos de altura, inclusive o frontispicio, com
urna imaeem do Senhor, que seja uovo ou em bom
estado : quem tiver para vender, dirija-se a loja do
cnmmendador Manoel Goncalvcs da Silva.
VENDAS
ATTENCAO.
i
1
Carvalho & Meudes, ltimamente chega-
dos a esta cidade viudos do Rio de Janeiro,
leem a honra de offerecer ao publico um
lindo e variado sorlimenlo de joiasd'ouro
e com bullanles, relogios d'uuro patente,
faqueiros, salvas e caslicaes, e oulros mui-
los objectos de difierenles qualidades pro-
prios para senboras, de goslos modernos
que ludo vendero por mdicos proco- ai-
lendcudo a pouca demora que pretenden
ter aqui : acham-se morando na ra da
Cadeia de Sanio Antonio, sobrado 11. 21,
primeiro andar.
ALNANAK TARA .85o.
Sahiram a' luz as olliinlias de algibei-
ra com o almanuk administrativo, mer-
cantil, agricola c industrial desta provin-
cia, corrigido e acerescentado, contendo
400 paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. ti e S da praca da Indepen-
dencia.
Vendem-se sementes de abacaxis j;i com raiz
bous para se plantar em seus luuares, para daresla,
boa trocla com rapidez, pois eslito bem li alados, por
proco cominodo: na ra da Cruz n. 21, armazem.
Vcndc-se urna canoa grande, que leva 16 pes-
soas : no armazem da ra da Cruz n. 11).
Vende-se muito em conla, para pagamento, o
engenho l'na da comarca de Santo Anlfio, distante
da cidade da Victoria 2 leguas, e 8 do Recife, nuito
perto da estrada nova de Santo Anulo, o seu terreno
que be sullicienlc para safrejar-se 3,000 paos an-
nuaes, he de grande producto, cum excellenlcs
maltas, e ricas madeiras de coiistruccao ; o engenho
he levantado sobre fortes pilares de pedra p cal,
mt'ic com roda d'agua, cujo acude abunda de boos
pcixes, lera casa de purgar,encaixamcn(o com 2 bous
balcoes de correr, serrara movida a agua, dislilacao
de cobre etc., para distilar agurdente, tanque de
madeira para inel, boa e espacosa casa de vivenda,
e mais obras necessarias ao engenho. He vendido
visla da escriplura de permuta, ede seus marcos res-
pectivos : quem pretender, dirija-se ra da Cadeia
do Recife, loja u. 40, ou no convento do Carmo a
fallar com o Rvm. Sr.' Fr. Lino do Monlc Carmello,
e no mesmo engenho cima, ou no engenho Aguas-
Claras de I ruco'.
Vende-se azeile de canapalo a 19920 a cana-
da : na ra do Aragao n. 11.
Vende-se a taberna da esquina da ra do Ran-
gcl n. 81, confronte ao largo da ribeira.com poneos
Fundos, sem dividas, e muilo afreguezada, lauto para
a Ierra como para fra : quem a pretender, dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
Vendem-se 3 escravos, 1 moleque 4e 5 annos
oulro dito de.8 anuos e oolro de 1K a 20 anuos, bo-
uitas figuras esadios': em Fora de Portas sobrado n.
6 ao ebegar i igreja.
Vendem se 120 pos de coqueiros em bom esta-
do de se plantar, a 300 rs. cada p : na ra do Quei-
mado n. 37.
Vende-se urna csxrava parda, de 25 anuos, que
cose rom perfeicao, engomnta, co/inha e faz lodo o
servico de una rasa de familia ; um prelo de 35 an-
nos, bom para silio oo engeulin, por ttr imilla prali-
ca : na ra dos Quarleis n. 21.
Vndense luvas de relio/: para nenina a 300
r?. o par, neia- prclas do seda para senhura a 600
rs. o par ; a ellas-anlcs que so arahciu : m. ra do
Queimado n. 53, luja de niiudezas.
Vcnde-se urna balanra romana rom lodos os
seus pertences.cm hora uso e de 2.000 libras : quera
pretender, dirija-se ;i ra da Cru/., armazem n. 4.
MAMAS PRRTAS PAISA SENHORA.
Vende-sera manas pretal da blond por (mnnodo
preco: na loja de portas da ra do Qucintodo nu-
mero 10.
Vende-se un berro* de amarelloquasi novo :
na ra da Guia n. 42.
Vende-se um bonito raolequo crioulo, de 18
annos, e um miilalinho da mesma idade, com prin-
cipios de sapalciro. arabos prourioa para pagara por
lerem figura elegante c airosa : na ra dos Mari) rins
0.14.
Vende-se urna taberna com o fundo n vontade
do comprador, e commodos para familia, ua ra Vc-
Iha n. 67 : a tralar na ra do Aragao n. 8.
Vende-se nm moleque crioulo, de idade de 16
a 17 anuos : no aterro da Boa-Vista, sobrado n. 42.
* Em Fra de Portas, ra dos Guararapcs n. 8,
vende-se um cavallo alasAo de honila figura, por
preco commodo : quem quizer, dirija-se ti mesma
casi, das 7 horas da maulia ale as 5 da larde, que
adiara com quem tratar.
Vende-se cebla do Lisboa para acabar a 19300
o molho, a dinheiro ou a prazo, conforme se tralar :
na ra do Queimado u. 38, primeiro andar.
ATTENCAO AO BARATEIRO.
Vendem-se apparclhos para clin dourados, brancos
e piulados de porcelana, dilos azues para cha c un-
ir- coros, apparclhos de meza para janlar. Linter-
nas de casquinba lina deslas de p de vidro de di-
versos tamaitos, serpentinas para cima de meza,
garrafas de crislal lapidadas, compoteiras c calix
do differeules qualidades para viudo, compoleira*
para doce, copos para agua, porla-licorcs, bacas e
jarros de porcelana dourados e broncos, frasquinhos
para espirito, bandejas linas e ordinarias e oulras
muitas blendas ebegadas de Franca e Inglaterra do
melhor goslo, c preco o mais contmodo do que cm
oulra qualquer parte : na ra Nova n. 31 junio a
Goaceic.io dos Militares.
Vcnde-se um moleque de idade de 18 anuos,
de boa conducta : na ra Direila n. 3.
Vende-se o engoncro Polo.i, silo na freguezia
de Agua-Prela, con exc.ellenles Ierras, boas obras,
sendo de agua, e tendo ludo quanlo se pode desojar:
quen o pretender, dirija-se ao seu proprietaaio, no
nesno engenho, ou ncsla cidade ao Sr. Anloaio
Harcal da Gosla c Albuquerque, ua ra da Pcnha
n. 2.
Vendem-se 10 casas lamas, sendo 9 rjm se-
guimenlo da ra da Aurora ao lado da fundirn do
Sr. SI.re, e 1 na ra das Triiicheiras : os preten-
denles podem enlender-sc rom Fonlc & Irm.to, ua
ra da Cadeia do Recife n. 2.
CHAPEOS PAKA CRIADOS.
Acabara de rhegar a praca da Independencia loja
de chapeos ns. 21 a 30, chapeos oleados para pageus
de multo boa qualidade e modernas formas.
CHAPEOS PARA SENIORA.
Vendem-e por commodo preco, superfinos cha-
pos descra e palha para senhora, com ricos enfei-
tes, e dos mais modernos venda no mercado
na praca da Independencia loja de chapeos, de Joa-
quim de Olivcira Maia.
NA RA DO TRAPICHE N. 8,
Vendem-so radeiras americanas de balando, obra
muilo boa e de gosto, e vellas de cspermacelc pro-
prias para bailes e tbealros, ludo por barato preco.
i
tt
i
Vende-se urna taberna propria para qualquer
principiante, na ra do Pilar n. 88 : a tralar na ra
da Madre-de-Deos n. 7, primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. ,30 ha para vender
barris com cal de Lisboa, reccnlcraonle chegada.
GROSDENAPLE E SARJA DE
SEDA.
Vende-se superior grosdenaplc prelo de seda a
19600 o covado, sarja de seda prela larga a I96OO O.
covado, selin de macan a ^HKlao covado : na loja
de 4 portas na ra do Queimado 11. 10.
FIMO EM FOLHA.
Na rila dn Antorim 11. 39, armazem do Manoel
dos Santos Pinto, ha muilo superior fumo era folha
para fazer charutos.
(j Vende-se superior sarja prela (,
,>a liespanhola. q*.
2* Rengallas linas com lindos cas- ,,*,
/.a toes.
w Meias de seda brancas c pretal
w para scnliora.
V^ Setim pelo macau paiacolle-
($) tes e vestidos.
ft diales de crep, bordados e es-
( lampados.
/V Saias brancas bordadas para se-
/% nliora
Vestidos de cambraia a Pom-
padour.
Cliarutos Lancciro*.
Papel pintado para forro de
(3) sala.
Chocolate francez muilo supe- Z*.
r/* or. (k.
Agua de flor de laranja de muito ^S
boa t|ualidade. w
No armazem de Victor Lasnc,
($) rita da Cruz n. 27. (J3)
S4>-^m
Na ruado Trapiche 11. l, escriptorio
de Btandera Brandis&C, vende-se por
preros razoaveis.
Lonas, a mtncao das du llussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande c
pequeo.
Papel de cores em cacas, sorlidas, mui-
to propropara forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Grasa para arreios de carro.
Candelabros de (i lttzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de z.inco muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente sec-
cante.
DEPOSITO DO CHOCOLATE I1YGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nuliitivas e higini-
cas: vende-se cm casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ruada Cruz n. 20.
Preros:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior.. 640
Vende-se muito bom jlcita : oa ra Direila n.
120, primeiro andar.
Na ra do Visario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, ebegado de Lisboa pela barca Cra-
tidSo.
COBERTORES ESCROS E
BRANCOS.
Na ra do Crespo.loja da esquina que volla para a
cadeia, veiirtc-m-sc rnlicrlorcs escuro, proprios para
escravos; 20, ditos srandes, bem encorpadoj, a
15280, dilos brancos a 1;200, ditos com pello imi-
tando os de laa a 19280, ditos de 1,1a a 29100 cada
um.
Fariuha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no .armazem de Jos Joaquini Pereira de
Mello no caes da alfandcga, e para por-
Qoes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
NOVO SOKTIHENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escuros a 720 rs., dilos grandes a 1o200
., ditos brancos de algodilo de-pello e sera elle, a
JL
DE MOLLAS.
JL
FRESCAES OTAS
or
HA.
Vendem-se ovas do serbio, por prec,o commodo :
na rui do Queimado n. 14.
Vendem-se saccas com
ra do Queimado'n. 1i.
gomma muilo alva : na
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
(odasde summa importancia :
liahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............209OUO
Teste, rrolestias dos meninos.....69OOO
Hering, homeopalhia domestica.....79000
Jahr, pbarmaenpea honieopalhica. 69000
Jabr, novo manual, 4 volumes .... 10-5000
Jahr, molestias nervosas.......G9000
Jahr, molestias da pelle.......89OOO
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes IG9OOO
llarlbmann, tratado completo das molestias
dos menino-..........lllNKKI
A Teste, materia medica homeopalhica. 85O00-|
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Staoneli .......(>90i)0
Casling, verdade da homeopalhia. 49000
Diccionario deNvslen.......iii-hhu
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descrip^o
de todas as parles do corpo humano 30JOO0
vedem-se lodos esles livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Hoscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro sudar.
Arrenda-se una loja no aterro da Boa-Visla,
propria para qualquer eslabclecimenlo, sendo con-
fronto a casado Sr. Antonio Luiz (ionc,alves Ferrei-
ra, e jimia a urna loja de culileiro : os prelendentes
euleudam-se no sobrado por cima da mesma loja, ou
na ra da Cadeia do Recife, sobrado 11. 3, primeiro
andar.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar -pro-
curador da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de Luiz Roma, pois basla de
cassoadas, licando certo que em quanto nflo se en-
tender com os mesmos ha de sabir esle aununcio.
CARNE.
Precisa-sc de urna ama
reila n. 66.'
de leite : na ra Di-
DENTISTA 1RANCEZ. @
t$ Panlo Gaignnux, cstabelecido na roa larca is
do Rosario n. 36, secnndo andar, colloca den-
les com gengivas ariiliciacs, e dentadura com-
piola, ou parle della, com a presso do ar. $j
Tambem lem para vender agua denlifriccdo @
Dr. Pierre, e p para denles, l'.na larga do gg
aj) Rosario n. ,'lti segundo andar. a
. %
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do llan-
gel n. 11, onde continua.a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar de ieupequeo prestimo o,
pode procurar o segundo anclar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
DE HAMi.
Luiz Cantarclli participa ao rcspeilavel publico,
que a sua sala de cnsino, na ra das Trincheiras n.
19, se acha aberla lodas as segundas, qoartas e sex-
tas, desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do seu
presumo se quizer ulilisar, dirija-se a mesma casa,
das 7 horas da manbila al as 9. O mesmo se offere-
ce a dar UcCes particulares as horas convvuciouadas:
tambem da lines nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios tem mareado.
Joaquim Marlinlio d Cru
para a Europa.
Correia relira-se
Vende-se carne viuda do Cear : na uta do Quei-
mado n. 14.
Bom sortimento de brins, tanto para cal-
ca como para palito.
Veude-se bnm francez de quadros a 640 a vara,
dilo a 900 rs., dilo.a 19280, riscado de listras de cor,
proprio para o mesmo fin a 160 o covado : na ra
do Crespo 11. 6.
Vendem-se saccas com alqueire de farinha
medida anliga : na ra do Raiigcl 11. 21. Na mesma
casase vende-urnas sobras de madeira, urna Iravede
boa qualidade de 31 palmos, cnxamcs com 36 pal-
mos, dita- tiboas de amarello vinbatico bom, urna
pouca de areia de fazer cornija, e cal de catar : na
ra do Bangel 11. 21.
Vendem-se os livros. Horas da Semana Santa
e oulras Manantas, a vida de Jess Christo, cale-
cismo deMonpelier, e tambera 2 lomos da obra de
Branca para escola de meninas.
A 49500.
Vendem-se para cima de mesa relogios de porce-
lana c de madreperola dourados, que regolam muilo
bem, cora a sua competente manga de vidro a iJOOO
cada um : ua ra larga do Rosario n. 44.
RAPE' DE LISBOA.
Vende-se superior rap de Lisboa, fresco, chegado
de proiirao, a relamo : na praca da Independencia,
loja D. 3.
PARA ACOUGUE.
Vendem-se 2 vocea- c 1 garrote : na estrada de
Belem, silio em que mora Manoel Jos de Azevedo
Amarla,
Vende-se um cachorro bom, de fila, para silio,
chegado agora de fra : qnem o pretender, dirija-se
i ra das Cruzes n. 2, loja de calcado.
Vendem-se relogios de 011ro patente inglez, os
melbores ej hem conhecidos ueste mercado, linha
de aliindao em novel los branca e de cores, bicos :
em casa de Russell Mellors & Companhia, ra da
Cadeia do Recife n. 36.
Vende-se farinha da larra cm alqueire vellto,
por prejo commodo : na ra eslreila do Rosario u.
31, armaiem.
Vendem-se quarlinhas da Baliin de Indas as
qualidades, por preco commodo : na ra do Vigario
n. 8, taberna de Joao SimOcs de Almeida.
Pi'OKci'iiiiia.
Cbegou pelo ulliino navio francez urna fazenda
inleiramente nova, loda de seda furia-cores, cora
quadros largos, e a mais linda possivel ;' vende-se
unicamenle na loja de Ilenrique & Sanios, pelo di-
minuto prec,o do 900 rs. a covado : na ra do Quei-
mado n. 40, e dao-se amostras cora penbor.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por pre^omuito commodo : no arma-
era de Barroca & Castro, ra da Cadeia do Recife
n. 4.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. d C. cm
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos f}". ferro de '-*>ir qualidade.
VIDROS PARA VIDRACAS.
Vendem-se em caixas, em casa de Barlhomeu
Francisco de Souza, ra largs do Rosario n. 36.
C.begaram pela barca tiL'STAVO. chapeos do
molla ile superior qualidade e elegantes formas,
bem como chapeos de castor bronco e prelo, dilos
de seda de formas moderna- e exielicnle qualidade,
os quaes se vendem por preco razoavel : na praca
da Independencia loja de chapeos de Joaquim de
Olivcira Maia ns. 21 a 30.
Vendem-se as segrales obras novas por W.
Scoll ; 05 Puritanos 4 v., Waverley 4 v., O Talis-
mn ,'tv., A PrisAo d'Edinibuig l^ v., Quintino D11-
revard 4 v., Ivanhoc v., Diccionario Theologico
porab. .'.quilla 5 v., Droit Ecclesiaste Francez por
Dupin 1 v., Juris Canonis Sor Lequeux 1 v. : uo
aterro da Boa-Visla loja de ouTivcs 11. 68.
Vendem-se uvas muscateis de Itama-
raca': na ra do Queimado n. 59.
A pessoa que precisar de um carro quasi no-
vo, de qualro rodas e qualro assenlos, o qual se
vende por inui commodo preco : dirija-se a Solidado
silio dos 4 lecs a qualquer hora do dia, que abi
achara com quem tralar.
Vende-se um cavallo russo, que serve paracar-
ro, nao lem achaques : naSolcdade silio dos 4 lees
das 3 da tardo em diaolc, achar com quera tratar.
FEIJAO HLATINHO.
Na ra do Araorira 11.39, armazem de Manoel dos
Sanios Pinto, ha superior fcijito mulatinbo em sac-
cas por precos razoaveis.
CORTES DE VESTIDOS DF SEDA ES-
COCEZ A 1G$0u0, CHAPEOS PARA
SENHORA A lo$000.
Seda e selim prelo lavrado a 29.500, sarja prela lisa
a 29000 e 29400, chales de rclroz mnito bonitos a
18c000, romeiras a 10*000, luvas de seda de todas as
cores, meias prclas e brancas, e outras muilas fazeo-
das, que se vendem baratas: na ra Nova, loja n.
16, de Jos Luiz Pereira.
Chapeosfrance7.es para homcm, palitos,
cairas e col lotes.
Chapeos franeczes, os mais modernos, sobre-casa-
cas e palitos de panno fino, de alpaca c de riscados,
calcas de cnsemira prela, de brini trancado, colleles
de fustao e ile seda : na rita Nova, loja n. 16, de Jo-
s Luiz Pereira.
CREMELSNA DE QUADROS
ASSETINADOS, A 1,100
0 COVADO,
Chegou no ultimo vapor da Europa, unta lateada
a mais moderna do mercado, propria para vestido
de senhora, de nuadros largos asseliuados, loda de
seda, denominada Crcmelina : vende-se na ra do
Queimado 11. 19: e dilo-se amostras cura penbor.
Crimea.
Chezou no ultimo vapor da Europa, urna fazenda
ii lu menle nova, toda, de seda, de quadros largos:
a qual o madamismo em Taris da o nome de
Crimea ; vcnde-se na ra do Queimado n. 19, pelo
baralo preco de I9OOO o covado, e dao-se as amos-
slra cera penbor.
BELOM A 500 RS. 0 COVADO.
Veio no ultimo navio francez urna fazenda nova,
goslo cscossez, cora 4 palmos le largura, muilo fina,
que pelo sou hrilho parece seda, a qual o madamis-
mo em Taris da o nome de Belona : veude-se na
ruado Queimado n. 19.
CASEMIRA PRETA 4 5,500
0 CORTE.
Selim prelo maco a 29700, 39OOO e 39500 o co-
vado.
Panno prcto a 39O0O, 49000, 59000 e 69OOO rs.
milite fino.
(iros de naple prelo a lo'OOrs. o covado.
Cbamalolc prelo a 29000.
Velludo prelo a 30800.
Maulas prclas de blond a IO9OOO.
Vende-se na ra do Queimado 11. 19.
Vendem-se macas inglcza, dcbrOadasde me-
tal, proprias para viagem, por preco commodo, meias
de seda prelas, inglezas, para scnliora a 4000 o par,
luvas de torzal prelas a 19000 o par, dilas deJouvin
com enfeiles a 19000, o para liomem a 29C00, car-
leiras de agulhas a 280, botos de madreperola a 900
rs. a grosa, pentes da atar cabello, de burracha, a
I96OO, trancas de seda de lodas as cores, por baralo
preco : na roa do (Jueimado n. 11. Na mesma se
encontrara um completo sorlimenlo de miudezas.
Vende-se banha de porro derretida a 400 r. a
libra: oa ra do ltangcl o. 35.
5 Rom e commodo, para as familias. &
9 Cassas de cores fias e de gostos moilo mo-
g demos, pelo baralissimo preco t\a 240 rs. o 9
g covado, um completo sorlimenlo de todas as 9
fazendas por menos 10 e 20 por cento do seo
9 valor, por se ler comprado urna grande por- 9
c.9o deltas, de orna loja que liudou : lem um *Jt
grande e completo sorlimenlo do pannos pre- tt
ti tos o cascuiiras prelas, para lodos os precos : W
9 na ra do Queimado, loja do sobrado ama-
9 relio n. 29, de Jos Moreira Lopes. }:t
iniiac.il, dos de papa, a 19200 rs. : na loja da ra
do Crespo o. 6.
PARA A QOARESHA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade, se-
lim prelo muilo superior, cascinira prela franceza,
dila selim, velludo prelo superior, panno preto mul-
lo fino, com luslre e prova de limSo, c de oulras qua-
lidades mais abaivo : vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
CAL V1RGEM.
a mis nova que lia no mercado, a prc;o commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
indos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
lon & C, na ra de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins ingleses.
Relogios patente inglez.
Chicotes decano e de montaa.
Candieirose casticaes bronceados.
ChumLwem lenco!, barra e munirao.
Farcllo de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barril de graxa n. 1)7.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
\ ende-sc cemento romano branco, ebegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : atraz do tbeatro, arma-
zem de taboas de pinho.
Fino.
50
ROMO' FRANCEZ
Chegou de novo c se acha a venda a deliciosa pi-
lada desle roio francez, e so so encontrara na ra
da Cruz 11. 26, escriptorio, na loja.de Cardeal, ra
larga do Rosario n. :8, e na de Manoel Jos Lopes,
na mesma ra n. 40.
VRELO MllTO NOVO.
Vendem-se sacros muito grandes com
farello chcjjado ltimamente de Lisboa :
na ra do Amoiim n. 4-8.
Moinhos de vento
eora bombasde repuxo para regar borlase baixa,
decapim, na fundicade D. W. Bownian : na ra
dofirumns. 6, 8e 10.
CEMENTO ROMANO.
rela-
Anlo-
Vende-se superior ccnicnlo em barricas e a
lito, 110 armazem da ra da Cadeia de Santo
nio de-materiaes por preco mais em conla.
CAL DE LISBOA A 4<000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado 110
ulliino navio a 49OOO por cada urna : na ra do Tra-
piche o. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 16 do becco
do Azeite de Peixe; 011 a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes iV. C, na rita do
Trapiche Novo n. 10, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a .S'500 rs. a sacca ; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, nO es-
criptorio de Aranaga<ryan, na ra do
Trapiche-Novo 11. segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MAGAO.
Na ruado Crespo, loja n. 6, vende se superior
sarja hespanltola, muilo larga, pelo diminuto preco
de 29300 o 2.36OO o covado, selim maco a 29800 e
392OO o covado, panno prelo de 39OOO, 4-9000, .59000
e 69OOOo covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaos &C. na ra do Trapiche n. 5i,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambcm vendem-se as linas : aira/, do
llieatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina qae
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keilcr&C, na rua
da Cruz n. 55 lia para vender ex'cel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
A ljOOO, 2s500 e 5$000.
Vcndc-se mclpomcnc de duas larguras com qua-
dros achamalolados para vestidos de senhora a 19 o
covado ; setira prelo Marao, excellente para vesti-
dos a 29 o covado; lencos de cambraia de liuho fi-
nos bordados e bicos pela boira a09 cada um ; cam-
braia de liuho lina a ">-- a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo preco : ua rua da Cadeia
do llccie loja da esquina 11.50.
Vende-se um terreno do .V) palmos de frente e
I.V) de fondo, silo na rna do Sebo, bairro da Iloa-
Visla, do lado do sul, muilo proprio para edificar
tima boa casa ou qualquer eslabclecimenlo, por ser
no lugar mais alio da dita rua : a fallar na praca da
Boa-Visla 11. 6. botica.
Vende-se farello de Hamburgo em
saccas muito grandes, chegadas ultima-
mente c por preco muito commodo: na
ruado Amorim n. V8, armazem de Pau-
la & Santos.
Vende-se efectivamente alcool de 36 a \0
graos
em pipas, barris ou caada* : na l'raia de Sania Ri-
la, dislilacao de tranca.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
W KUA DO CRESPO N. 12. M
J Vende-st nesla loja superior damasco de g
9 seda de cores, sendo branco, encarnado, rio,
j$ por preco razoavel. gf
^@a'-@:ieseg
Tancas para engenhos.
Na fundii-ao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de la mis de ferio
fundido u batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
tt POTASSA BRASILEIRA.
fg) Vende-sc superior potassa, fa- tj
(i bricada no Rio de Janeiro, che- A
S gada recentemente, recommen- ^y,
ZZ da-se aos senhores de engenhos os ^2
^2 seus bous eOeitos ja' experimen- H
W tados: na rua da Cruzn. 20, ai- W
fS) mazem de L. Leconte Feron & 0
($) Companhia. ffo
Vende-sc encllenle (aboado de pinho, reern-
(cmenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-so com o admiuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2.a edic.no do livrinho denominado
Devoto Cbri-iao,mais correctoe aerescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar. t
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchiuhos de N. S. da I'e-
ttlia desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Concctc.io, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, c ile N. S. do Ilom Conselho : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 19000.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilha3, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos c modernos pianos, recenle-
menlc chegados, de encllenles vnzes, e presos com-
moibts em casa de >. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C rua da
Cruz 11. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Venda-so nm cabriole! rom coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, lodo quasi novo :
para ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iratar noRecife rua do Trapi-
che u. 11, primeiro andar.
A 160 RS.
Vendem-se captehos a 160 rs., urna poTcan de
imageinde barro qne se kocam por pouco dinhei-
ro : na rna lirga do Rosario u. 44.
Vendem-se doos roolaliohos de 12 a 14 annos
e urna mulata de 20 annos boa en'gommadcira e
roslureira : na rua larga do Rosarlo n. 26, segundo
andar.
Vendem-se, por preco commodo, doziai de
garrafas rom viuho de Burdeaux de superior quali-
dade : 110 armazem da rua da Cruz 11. I'J,
Vende-se o Chauvean, Theone du Code Penal,
ultima edico em 3 volumes, iulciramenle novo, por
30> Ven le-se ura cabriole! de duas roda* rom eus
compeli-iili-s arreios e muilo bom cavallo ; a Iralar
na rua da Cadeia do Recife loja 11. 19.
CHAROPE
DO
BOSQUE
0 nico deposito!conliniia a ser na botica de Bar-
llioloineu l-r.inci.cn de Souza, na rua larga do Rosa-
rio n. ;t(; gairafas grandes j500 e pequeas 39000.
IMPRTAME PARA 0 PUBLICO.
1 ira cura de phttsica em lodo* os seu* diBerenles
graos, quer motivada por conslipatoes, losie, aslh-
m.i. pleuriz. esrarros de sangue, dr de coslados a
pe i lo, palpilacao no coracao, coqoeloche, broochite
ir una garganta, e lodas a* molestias do ergio* pul-
monares.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12-libras.
1'endrm-se na botica de Bartholomea Francisco
de Smiza, rua larga do Rosario n, 36, por menor
pino que cm oulra qualquer parle.
NAVAI.HAS A CONTEUTO E TESOURAS.
Na rita da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, ejoti-
nuara-se a vender a 89OOO o par (preco filo) as ja
bem contiendas e afamadas navalhs de barba eilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cx.wsirao
tic Londres, as quaes alm de dnrarcm eilraardiiia-
riamcnle, nao se sctilem no roslo na acffto d corlar;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, imi-
derera os compradores dev oh e-las al 13 diasdepois
pa compra restituindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes!
1110 fak icanle.
1 CEMENTO
j da melhor qualidade: vende-se
j$ emcasadeBrunn Praeger&C,, rua
^ da Cruz n. 10.
IECHAHISIO PARA EH8E-
NHO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NIIEIKO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos segrale ob-
jectos de uiechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade c de lodosos tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
ccs ; crivos e boceas de forualhae registros de bo-
ciro, aguilhoes, bronzts, parafusos e cavilhOaa, rooi-
ttho de mandioca, etc., ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se eseculam lodas as encommendas com a superio-
ridade j condecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
PARA OS SENHORES OFICUES
UL MAK1MIA, EXERCITOE GUAR-
DA NACIONAL.
Vcnde-se panno azul fino da melhor qualidade
que ha no mercado, escuro, e conforme os unifor-
me- : na rua Nova n. 40 c4J, dcfronle da Conceicao
dos Militare-.
Vende-se ou arrenda-se o silio que foi de Pau-
lino Augusto da Silva Freir, sendo este moilo gran-
de, e lendo muilos commodos para vaccas de leie,
na lrave*sa da Casa Forte para o Arraial : quem
pretender, dirija-se ao mesmo, ouao alerro da Boa-
Vista n. 34, segundo andar.
Vende-se no palco do Carmo n. 1, urna escra-
va crioula, de idade 25 annos, propria para lodo o
servido.
POR TODOS OS PRECOS.
Na rua Nova, loja 11. 11, deN. tiadaull, vcnde-se
oseguinlc: los prelos de todos os tamaitos comal-
guma avaria, do 5 a 39000, lencos dilo a I96OO,
veos pequeos a tftjOOO, lencos 3|4 bordados, brancos
a HOOrs., manas ricas de fil a 29500, bicos prelo
de lodas as larguras, por lodos os preco*. Ha lambcm
muilo em coula laa, lalagarca e seda frota para bor-
dar, chapeos de seda para senhora, do ultimo ansio
e moda a II9OOO, franja* e trancas largas e estrellas
de lodas as cores, etc. etc.; assim como instrumen-
tos de msica de lodas as qualidades, como sejam :
flautas, clarinelas, baixos, trombones, trompas, ra-
los, rabecas e viole,
Vcnde-se urna parda de22 anuos, de ptima
conduela, com nma cria muilo linda de 8, mezes, o
motivo da venda se dir ao comprador: a tratar oa
rita da Sania Cruz n. 86, das 9 horas da manbaa ao
meio dia, e das 3da larde as 6.
Pcchincha igual s na Ca-
lifornia* ou no Passeio
Publico n. 9,
Vendem-se pegas de ma-
dapolo a S00, 1^, 2 e
2^500 rs., a ellas antes
que se acabein, pois osfre-
guezes sao muitos e a fa-
zenda he pouca. j
Vende-se um moleque crioulo, de bonita figu-
ra, com idade de 12 anuos : a Iratar na rna Angosta
i. 49, das 6 as 8 hora* da manbaa, e da* 3 as 6 da
tarde.
VinhoPRR,
em"barris de 5 em pipa : vende-se em caa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recife n.48.'
Vinho de Lisboa,
em barris de 7 em pipa : vende-se em caa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Racife
n. 48.
Gil apeos abortos.
Clicgaram a loja e fabrica de chapeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, os desejados chapeos de
palha arrendados para homens e meni-
nos, e(|uese vendem por preco mdico.
Gros de Naple a 1$000 rs. o covado!
Na rua do Crean* n. 5, vendem-*e ricas cedas fnr-
la-cores, lisas e de quadros, lindos gosloa, eom nm
pequeo loqne de mofo qae pouco e conhece, pelo
barloprec,o de 19 o corado. Auim cono *e acha
na mesma loja um lindo e variado sorlimenlo de se-
das que se vendem muilo baralo.
;
Deposito de vinho de cham-
Etagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
'de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
5 nicamente cm casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. O
t.As caixas sao marcadas a Ib- $
goConde de Marcuile o* re fB
8 lulos das garrafas sao azues. fKJ
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cade a Vellia, es-
criptorio n. 12, vende-so muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar coulas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlcmenle da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, do llcnry (iihson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por preros
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na loja de Ooimaraes & Hcnriqoes, rna do Cre-
po n. 5, vendem-se cassas franeczas muilo finas, che
gada ltimamente, de goslos delicados, pelo baralo
preco de 480 rs. a vara : assim como lom nm com-
pleto sorlimenlo de fazendasj(ituas, Indo por prec,o
muilo commodo.
ESCRAVOS FGIDOS.
------- '
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareeeu no dia 8 de selamhro de 1854 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fnla, represen-
ta ler 30 a 35 annos, ponco mais ou menos, lie mui-
lo ladino, cosluma trocar o nome e inlilnlar-se forro,
e quaudo se ve perseguido diz qne he desertor ; foi
escr.vo de Antonio Jos de Sant'Anna, morador no
engenho Caito, da comarca de Sanio Antao, do po-
der de quem detappareceu ; e sendo capturado e re-
colbido a cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de agosto, foi ah embargado por ee-
eucao de Jos Dias da Silva Cuimares, c ltima-
mente arrematado cm praca publica do juizo da se-
gunda vara desta cidado em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os signaes s>o os secoinles : ida-
de 30 a 35 annos, estatura regular, cabellos prelos e
carapinhados, Cor amulatada^ olhos escuros, nariz
grande e grosso, bei^os grossos, o semblante fechado,
bem barbado, com lodosos denles na frente; roga-
se as auloridades policiaes, capiacs de campo e pes-
soas particulares, o apprehendam e mandem nesla
praQa do Kecife, ua ru larga do Rosario n. 24, qua
receber a gralificacao cima, c protesta contra quem
o tiver oceulto.Manoel de Ahmida Lopes.
CEM MIL JEIS DE GRATIFICACAO*.
Desappareceo no dia 6 de dezembro do anno pr-
ximo passade, Benedicta, de 14 anuos de idade, ves-
ga, cor seaboelada ; levuu um vestido de chita com
lislr cor de rosa ede caf, o oulro tambem de ehi-
U branco com palma, um lenco amarello no pesco-
coj desbolado: quem a apprehernler eonduza-a a
Apipucos, no Oilciro, cm casa de Joao Leite de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo n. 17,
que recebar a gralificacao cima.
PERN TVP. DE M. F. DE FARIA. 1855
/
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MU T n nnn


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