Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00918


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Full Text
ANNO XXXI.
N. 72.
V
Por 3 mezes adiantadoa 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA28 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte Tranco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
i:\CARREUADOS DA SCBSCIUPOA'O.
Recite, o proprietario M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joan PereiraMarlins; Baha, o Sr. 1).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Min-
donca ; Parahiba. o Sr. Gervazio Virlor da Nativt-
dad* ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pcrcira Jnnior ;
Araraly, o Sr. Amonio de Lentos Brasa; Cear, o Sr.
\ iitiiriaiio Augusto Borgei; Maranhflo, n Sr. Joa-
quim Marques Rodrign ; Pianhy, o Sr. Dominaos
Ilerculano Ackilcs Pessoa Cearenre ; I'ar, oSr. Jus-
tina J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 \3/4 d. por 1$.
Paris, 3i0 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebale.
Aceoes do banco *0 0/0 de premio.
da coropanhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas' .
Mo'das de 60400 velhas.
de 65 i 00 novas.
de4l000. .
Prala.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
299000
169000
169000
939000
1940
l'.MO
1860
PARTIDA DOS COIIREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOtirictiry, a 1 'i e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexias-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRKAMAR DF. IIOJK.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundase quintas-feiras.
Relacio, tcrcas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Marro 3 Ltia cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarda.
11 Quarto minguante aos 11 minutos e
37 segundos da tarde.
18 Lita nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da manha.
25 Quarto crescenio aos "> minutos e
37 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
26 Segunda. Eslacao a S.ChryzogonoJS- Ludgerio
2T Terca. (Eslacao a S. Cyriaco ) S. Roberto b.
28 Quarta. (Eslacao a S. Miruello) S. Prisco.
29 Quinta. (EstacaoaS.Apollinario)S. Bertholdo
30 Sexta. (Eslacao a S. Estevo) S Clinio,
it Sabbado. (EslacoaS. Joao ante porlam I.)
1 Domingo, de Ramos ( Eslacao a S. Joao in
Laterano) S. Macario ; S. Quintiano,
V

*
PARTE OmCIAL.
OOVERKO DA PROVINCIA.
EsfMdlemta o a 16 da mareo.
OITlcio Ao Eim. commandante. superior da
guarda nacional deste municipio, Iransmiltindo. por
copia, o aviso do ministerio da juslira do 1" de feve-
reiro ultimo, mandando pagar mentalmente ao se-
cretario daquelle conamaudo superior pelo servieo
que presta na respectiva secretaria, a gralificacao
de 30.
DitoAo Eira, conselheiro presidente da relacao,
nleirando-o do haver o bacliarel Sergio llim/. de
Moura Mallos participado, que no 1' do corrente
entrara no ejercicio do cargo de promotor publico
da comarca do Brejo, para que linda sido remov
do.Fiseram-se as necessarias communcacoe>-.
DitoAo Exm. marechal commandante das ar-
mas, recommendando a expedieao do suas ordens,
para qus do i.' balalhao de arlilliaria a p destaque
para o 3." de infantaria da guarda nacional deste
municipio om pfano de prara, afim de servir all
poralgum lempo.Communicou-se ao commandan-
te superior da mesma guarda nacional.
DitoAo mesmo, declarando haver aulorisado o
inspector da tliesouraria de fazenda, a mandar
adiantar os Ires mezes de sold, que pedio o 1. ci-
ruri-a capillo do corpo de saude do excrcilo, Ma-
noel Adriano da Silva Pontes, no reqterimento so-
bre qua S. Etc. informou.
DitoAo mesmo, recommendando a expedieao
de suas ordena, para que seja recebido, como addido
na companhia de artfices, o aprendiz do arsenal de
guerra Joaquim Velete, que foi clarificado mance-
bo.Inteirou-se ao director do mesmo arsenal.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, in-
leiramlo-o de haver, em vista de sua informaeao,
concedido a licenca que pedio Joaqoim Izidoro Simes
para transferir a Jos Antonio de Araujo pela quan-
lia de 200, o dominio til que tem no terreno de
marinha n. 76 na ra da Aurora.
DitoAo mesmo, communicando que, em vista
de sua informando, concedeu ao 1. escripturario da-
quella thesouraria, Jos Francisco Goncalves 3 me-
zes de licenca na forma da lei, para tralar-se onde
llie convier.
DitoAo mesmo, Iransmiltindo, para os conve-
nientes exames, copias das actas do conselho admi-
nistrativo datadas de 31 de Janeiro e 22 de fevereiro
deste anno.
DitoAo commandante da estacao naval. Requi-
sitando-me o juiz municipal da primeira vara desla
capital a soltura do capitao-lcnenle da armada,
An'.onio Carlos ligueira de Figueiredo, visto Icr-se
livrado do crime, porque eslava respondendo ; cum-
pre que V. S. eipeca as suas ordens para cumpri-
menlo da mencionada requisieo. Communicpti-se
ao referido juiz.
DitoAo commandante superior, da guarda nacio-
nal do municipio de Goiauna,dizendo qu,para poder
ter lagar o pagamento dos vencimentos mencionados
uo pret, que remelle, faz-se necessario que S. S.
nao s euvie de confnrmiilade com o modelo, que
tambara remelle, a nota da filiaro do cornela de
que trata o mencionado pret, mas tambem mande
organisar dous prels dos ditos vencimentos, com-
prcliendendo-se em ubi os que pertencerem ao ex-
crcicio de 1853 a 1854 e no outro os que forcm re-
lativos ao exercicio corrente.
DitoAo commandante superior da guarda na-
cional do municipio de Cimbres, declarando que,
para se poder effectuar o pagamento dos vencimen-
tos do corneta de que trata o pret, que S. S. rcmet-
teu, faz-se preciso que envi de conformidade com
o modelo que transmitte, urna nota da filiaeflo do
mencionado corneta, afim dse abrir os as-entornen-
tos necessarios na thesouraria de fazenda.
DitoAo inspector do arsenal do marinha, Irans-
miltindo, com copia do aviso circular da repartir,io
da marinha de 23 do fevereiro ultimo, o exeroplar
do decreto n. 1551 do 10 do citado mez, mandan-
do observar as provincias o regulamenlo, que bai-
xou com o decreto o. 132i de 5 de fevereiro do an-
uo prximo passado, relativo aos roachinistas e as
barcas de vapor nacionaes.
DiloAo director do arsenal de guerra, recom-
mendando que mande alistar na companhia de a-
prendizes daquelle arsenal, depois de salisfeilo o
disposlo no art. 4 do regolamento de 3 de Janeiro de
1842, o menor Mauocl Pereira do Coulo.
DitoAo director das obra publica?, declarando
qoc a thesouraria provincial tem ordem para pagar
ao arrematante da primeira parle dos reparos da
estrada de Pao d'Alho, Amaro Fernanda Diltro, a
importancia da primeira prestaclo do seu contrato.
16 -
OllicioAoExm. commandante superior da guar-
da nacional do Recife, enviando copias das infor-
m.icoes ministradas pelo chele de polica, e subde-
legado'da freguezia da Boa-Visla acerca do recrula
Liberto Manuel dos Santos.
DitoAo mesmo, recommendando que mande
dispensar do servieo da guarda nacional, o c: ldan-
le Jeronymo Theolonio da Silva l.onreiro.
DiloAo Exm. marechal commandante das ar-
mas, dizendo que, visto tercm sido sem proveito, se-
gundo participa o segundo cirurgiao do corpo de
saude do exercito Dr. Rozendo Aprigio Pereira
liuiniar'ic-, os tubos de pus vaccinieo remedidos
para o 2-. balalhao, conyem que S. Exc. expera or-
dem no sentido de scrcm vaccinadas na reparlico
respectiva algumas pravas d'aquelle corpo, para de-
pois exlrahir-se d'ellas o pus para propagarlo da
vaccina pelos recrutas.Ofliciou-se neste seotido ao
commissario vaccinador.
Dito.Ao mesmo, para manda* por em libe rda
de o recrula Bonifacio Ferreira dos Santos, visto
ter elle apresenlado isencao legal.Communicou-se
ao juiz de direilo de Nazarelh.
DiloAo mesmo, para mandar avisar a tres of-
ficiaes superiores, afim de servirem de vogacs na
junta de juslica, que tem de julgar o processo cri-
minal dos ex-offciaes do corpo de polica desta
provincia ; devendo os mesmos ofliciaes comparece-
ris no palacio do governo, as 10 horas da manha
do dia 19 do corrente.Fizeram-se as de mais com-
municaces.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
para mandar adiantar 3 mezes de sold, para screm
descontados nos termos do arl. 28 da lei n. 5I de
28 de outubro de 1848, ao Dr. Jos Muoiz Cor-
deiroliitahy, que fora promovido ao posto de se-
gundo cirurgiao lenle do corpo de saude do excr-
cftts*Contmunicou-se ao commandante das armas.
DiloAo chele de polica, coramunicando-lhe
ler participado o Exm. presidente da Parahiba, que
em 2C do mez passado 1 lio scienlilicara o delegado
de l'ianc, haver remetlido para a Villa Bella, re-
quisieo do respectivo delegado, o desertor Manoel
Joaquim de Oliveira, que fora preso n'aquelle
termo.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, ap-
provando a compra, para o fabrico da crvela ruino
de 12 pranchoes de perolia por 58&500 cada um.
Communicou-sc a thesouraria de fazenda.
DiloAo juiz de dircito do Limoeiro, declarando
em resposia aos seus o lucios de i e 10 do corrente
queja este governo eslava inleirado de felizmente
nao se haver verificado o faci, que noticiara Smc,
de cslar-se reuiiindn e armando gente em Taquari-
linga para maus fins, e que quanto ao subdelegado
dodistricto d'aquelle nome, ja se acha elle demilu-
do, afim de responder pelo crime, porque ha muito
fora pronunciado.
DiloAo commandante do corpo de polica, para
mandar apresentar amonhaa ao curador geral inte-
rino desle termo. 1 cabo e 3 soldados de qualqucj
corpo, afim de escoltarem al a freguezia do Bom-
Jardim, a parda Mara Jos de Jezus, devendo as
mesmas praeas demnrar-se all alguns dias para
acompanhar a mencionada parda pira esta raaalal,
logo que lites seja entregue pela fctoriiladc compe-
tente.Coinmnicou-se aojuiz do civel.
DiloAo mesmo, para que receba, e conserve
em urna das prisfies d'aquelle quarlel, o preso An-
tonio Jos de Faria Machado, que lite sera mandado
apresentar pelo delegado desla capital.Ncslc sen-
tido oflicou-sc ao mesmo delegauo.
Dito..\o promotor publico de Nazarelh, conce-
dendo-lhe a licenca, que pede por 4 dias para vr
i esla capital Iralar de seas negocios.
DiloA cmara municipal do Rio Forraozo, in-
teirando-a de que leve o conveniente deslino a con-
ta da receita e despeza daquella cmara, relativa aos
nnos municipaes financeiros de 1848 1854.
DitoA junta qualificadora do Limoeiro, acen-
sando recebida a lista dos votanlcs d'aquella fre-
guezia.
Portara.Ao agente da companhia dos paquetes
vapor, para mandar transportar para a corte, co-
mo passageiro de estado, no vapor aTocantins ao
Dr. Antonio de Souia Cirne Lima.
Igual para a Parahiba a Antonio Ludgero da Sil-
va Costa.
DilaAo mesmo, para mandar dar paragem para
a Parahiba un primeiro vapor, que seguir para o
norte, por conla do governo, i familia do atieres
Manoel Joaquim Bello, composta de i pessoas in-
clusive dua menores.
DitaNome ando a Baldoino Jos lavares da Sil-
va, para o lugar vago de amanuense da thesouraria
provincial.Fizeram-sc as articipaees do cos-
lume. '
DitaNomeanlo a Francisco Pacifico do Ama-
ral, para o lugar vago de praticante da thesoura-
ria provincial.dem.
DitaMandando admittir ao servieo do exercilo,
como voluntario, por lempo de 6 annos, ao paisa-
no Manoel Jos dn Oliveira, abonando-se alem dos
vencimentos da lei, o premio de 300>000.Fize-
ram-se as communicarOes do eslylo.
DitaNomeando a Gcrvazio Elizio Bezerra Ca-
valcanli, para reger Merinamente a cadeira de ins-
truceao primaria ce S. Loureneo, durante o impedi-
mento do respectivo professor Aureliano de Pinho
Borges.dem
DitaDemillindo nao s do cargo de subdelega-
do do districlo de Papacaca ; Loiz Carlos da Costa
0 CAP1TAQ PLOEVEN. (*)
Par E. Gaadln.
SEGUNDA PARTE.
. \

XI
O cerco.
Na posirao em quo se achavam o capitio Ploue-
ve e seus compa.ihtiros, os minlos pareciam ho-
ras, e mediodo o lempo pela sua impaciencia, acha-
ram-no mu longo. Aquelles deulre os cavadores, a
quem Barrabas era suipeito, viara nisso "mais um
motivo para apuiarem sua desconfianza, e enlreli-
nham-sa a esse respeilo em voz baita. Diziara que o
negro, veudo-sa livre e entregue aos seus inslhiclos,
proseguir sem duvda no complemento de sua Irai-
cjlo, e fizera urna dcslas duas cousas : oo prevenira
Vulcano e fugira, oo combinara com elle para ar-
maren) e dirigirem contra a tropa lodos os negros
abrigados nos morros vizinhos. No primeiro caso a
expedicao eslava mallogrnda ; no segundo conver-
lia-se em urna emboscada, na qual seriam obrgados
a defenderem-se e relirarem-se diaute do homeni,
que esperavam levar preso.
Quanto mais lempo decorria, mais verosimilban-
ea adquiriam essas supposi;es: poueo depois ellas
crassaram enlre lodos. Acteon Iriumphava, o Ma-
luino repela que convinha soltar os cues, Yvon se-
gua a opioio de seo professor, Miguel murmurava
surdameule, e o propro capitao, al enlo firme,
eomceava a desconfiar. Desde que Barrabas partir,
elle nflo doixra a fenda do roebedo, por onde po-
da, sem ser visto, observar o pico de Guioiincau e
a eharnec.i que reiuava em sua base. Assim seguir
o negro al um bosque de acacias, em que desappa-
recera. Depois nenhunt movimeulo sensivel houvc-
ra nein no desfiladeiro, nem nos cuines. Esse eslado
oe cousas prolongando-se inquielava Plooeven.
. 'ler-ine-bia o negro engaado'.' dizia elle enm-
sigo. hsludei-o cuidadosamente; elle tem no cor-
ceo um anligo rancor, o que he urna saranlia ; mas
esses negros qaem pode estar ccrlo delles'.'
No meio dessas refleiaes Ploaeven conlinuava a
exercer sua vigilancia. De sua parle os Mrinheiros
faziam outro tanto : escondidos atrs do rochedo, es-
lavam promplos e disposlos para ludo. As armas es-
tavam hem escorvadas; nenhuma sorpreza tea si-
do possivel, ese todos os negros fugitivos se hou-
vessem reunido, leara sido repellidos por horoens
ISo determinados e Uto protegidos pela sua posieao.
Vilella, cdo de primeiro suplente do mesmo,a' Fir-
mianno Soares Vilella, mas tambem nomeando para
o primeiro dos referidos cargos a' Pedro Cavalcanli
de Albuquerquc, e para o segundo Loureneo
Mililao Tenorio de Albuquerque.Communicou-
se ao chefe de polica.
17
Officio Ao Exm. commandaulc superior da
guarda nacional do municipio do Recito, recommen-
dando a expedieao de suas ordens, para que amanha
s duas horas da larde se aprsente em frente da
igreja de N. S. do Rosario desta freguezia urna guar-
da de honra de um dos balalhcsda mesma guarda
nacional para acompanhar a procssao do Sr. Bom
Jess dos Martyrios.
Dilo Ao mesmo, inleirandu-o de haver,em vis-
la de sua informacao. concedido a passagem que pe-
dio o rapitao Francisco de Paula Gonealves da Sil-
va da para a 0 companhia do balalhao 3o de in-
fantaria da guarda nacional deste municipio.
Dito Ao Exm. marechal commandante das ar-
mas, i .lucir V. Ex. expedir as convenientes ordens,
naos para que um dos corpos de primeira linhasc
aprsenle na frente da igreja do Corpo Santo s 6
horas da larde do dia 22 corrente para acompanhar a
iraagem do Sr. dos Passos, que tem de ser trasladada
para a igreja matriz da Boa-Vista, mas tambem para
que a tropa de primeira linha reunida aos corpos da
guarda nacional desla cidade, ao corpo de polica, e
sob a direccAo do ollicil a quem por lei competir o
commando, marche para a freule da mencionada
matriz no dia subsequenlc s duas horas da larde pa-
ra acompanhar a procssao do mesmo Senhor, convi-
dando.V. Ex. ao mesmo lempo a lodos osSrs.olliciaes
para assislircm a esses aclos.
A guaruieo da praca no referido dia 23 sera feta
por praeas dos corpos da sobredita guarda nacional
que nao poderera marchar. Ofliciou-se neste sen-
tido ao Exm. commaudante superior da mesma guar-
da nacional.
Dilo Ao Exm. director geral da instrucc,ao pu-
blica, para informar acerca do ollicio em que a c-
mara municipal de Cabrob, faz ver a grande neces-
sdade que existe naquella villa de um professor de
instruccao elementar.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
dizendo que.vislo nflo haver inconveniente no paga-
mento da quantia de 985180 rs, constante dos docu-
mentos e mais papis que devolve, a qual foi dis-
pendida pelo alferes Joao Antonio LeilSo, na quali-
dadede commandante do destacamento de Caruar.
mande S. S. effectuar semelhanle pagamento.
Communicou-se ao marechal commandante das ar-
mas.
DiloAo mesmo, recommendando a expedieao
de suas ordens, para que na alfandega desta cidade
sejam despachados livres de direiios. os medicameu
los viudos de llamhugz'. com destino a botica dos
e.sl^belccimenlos d caridade. Communicou-se a
diiminislracflo dos mesmos eslabeleeimentos.
Dito Ao mesmo, para mandar avahar o terreno
que pertencendo a Joflo Fernando da Crz,..Uw de
ser oceupado pela obra do maladouro publico desla
cidade, afim de que possa ter lugar a competente
indemnisacao.
Dilo Ao director geral dos indios, remetiendo
por copia um ojlicio do delegado de Tacaral fim
de que ficando mleirado do que nelle representa o
dito delegado acerca de alguns indios da Seria Ne-
gra e Espirito Santo, pfoponha o que julgar conve-
niente a tal respeilo.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, para
mandar aprontar com nrgencia.afim de serem envia-
das para a Parahiba.as 72 mochilas com correias de
que Smc. trata, enviando a competente conta para
ser indemnisada pelo cofre daquella provincia.
Dito Ao mesmo, recommendando que faja
aprumptar com urgencia o fardaraenlo requisilado
pelo segundo balalhao de infantaria.afim deque pos-
sam ser enviados para a colonia;militarde Pimentei
ras os artigos perlencentes as praeas do referido
balalhao que all se achara destacadas.
Dilo Ao director das obras publicas, para man-
dar tapar com brevidade um arrombamenlo que fi-
zeram os prems da cadeia desta cidade por baixo da
bica em quo he recebida a agua para as prisoes ter-
reas da mesma cadeia. Communicou-se ao dele-
gado do primeiro districlo desle termo.
Dilo Ao major encarregado das obras militaras,
para que com brevidade mande fazer na fortaleza
do Brum os reparos mencionados na requisirao que
remelle. Parlicipou-se ao marechal cummandan-
te das armas.
Dito Ao commandante do corpo de polica, de-
clarando que ficam expedidas as convenientes ordens
nao s para que se raeam os reparos de que necess-
la um dos quarto* daquelle quartcl no qual tara do
ser acommodada a bomba de apagar incendios, mas
tambem para ser fornecido pelo arsenal de guerra
o liimpeflo que Smc. reqoistou. Expediram-se as
ordens de que se traa.
Dilo Ao director da colonia militar de Pimen-
leiras, inttiraddo-o de haver o marechal comman-
(; Video ann. 71.
Os proprios sabojos pareciam impacientes por loma-
ren urna desforra, e em caso de combate teriam si-
do um grande soccorro; porquanto sua coragem
igualava a dos marinheiros, e linham para o ataque
e para a defeza armas nao inferiores as que forue-
cem os arsenaes.
Segundo os clculos de Ploueven, era pelo bosque
de acacias que o negro devia vollar charneca ; as-
siut elle linha os olhos filos des: e lado. Esse- bosque
eslcndi.t-sc dimita da gruta, e ia reunirse por um
declivio rpido s aores, que guarneciam o fuudo
do desfiladeiro. Para a esquerda s havia rochedos
us misluradoscom alguns fetos. A charneca ficava
no meio entre os fetos e as acacias: o pico oceupava
o uljimo plano. Estas circunstancias explicam a ad-
miraeao de Ploueven, quaudo ouvio urna voz di-
zer ao seu lado :
Alli estflo!
Foi Yvon quem deu esse grito.
Onde? perguntou o capilflo.
Des! lado, respondeu o joven Brelflo desig-
nando a mala que licava esquerda e a certa distan-
cia da escavacao, em que a tropa se achava oceulta.
Dase lado? repeli o capitao cora um accen-
lo e gestos que deuotavam ni ni la incrcdulidade. lio
impossivcll
Todava he verdade, disse Yvon sem aba-
lar-se.
Como seria assim? replicn Ploueven. O ne-
gro foi pelo lado opposlo.
Com ludo, senhor capitao, lornou o joven Bre-
lflo, ha gente alli. Nflo sei se he Barrabas ou outro
negro ; mas creia-me que all ha gente.
E conlinuava a designar a mata.
. ; Veja! acrescentou elle como se um novo indi-
cio tivesse viudo confirmar-lhe a opinijo.
Ploueven examinou as cousas com mais cuidado,
e a fronle se llie anuuviou. A tropa toda associava-
se a esse exame.
Ah meu Dos exclamou o Maluino, que se
passa alli .'
Silencio dsse repentinamente o capitn.
Como nquelles ramos agilam-sa! contiuuou o
Maluino, Baja liiigua nao se desarmava i primeira
advertencia. Nao be ura homcm que nos checa he
um balalhao.
Era lempo de lomar urna resolurao.
I.evaulem-se, exclamou Ploueven, c lenham
as armas promplas! Nao jaeam rumor nem movi-
menlo, e s atirem ao signal.
A tropa obedeceu. A agilacSo dos fetos tornava-
se cada vez mais dislincla, e eslendia-se sobre um
espaeo mu grande para que um so homem podesse
ser causa della. O movimenlo oo era regular como
o de gente que camiiihasse para um ponto fixo ; ha-
via de quaudo em quando tollas e desvias inexpli-
caveis. Domis nada indicava que Vulcano livesse
sido assuslado pelo quo passava-se sua vista, e
qussi junto de sua habitacao ; elle permaneca iuvi-
ivel: novo molivo para acautelar-e contra as sor-
prezas.
dame das armas declarado, que expedir onlm pa-
ra serem enviados para aquella colonia com brevi-
dade os artigos de fardamento mencionados as
duas relaccs que remelle, os quaes pertencem as
prara- do segundo e nono batalhes de infanlaria
alli destacadas.
Dito Ao delegado do tormo do Rio Formoso,
pira mandar entregar em Barreirns ao cirurgiao
Simplicio Lins de Souza Fontes.o oflicio que remel-
le do commissario vaccinador provincial, ao qual
acompanbam algumas laminas eom sement vaccini-
ea. Communicou-sc ao referido commissario vac-
cinador.
Portara Mandando admllir ao servido do exer-
cilo, como voluntario por lempo de seis annos. o
paizano Jos Francisco Lins, que pereeber alem
dos vencimentos que por lei lhc compelirem.o pre-
mio de 3009 rs. Fizeram-se as necessarias com-
municacoes a respeilo.
Dila Ao agente da companhia das barras de
vapor, recommendando a expedieao de suas or-
dens, para que no vapor Tocantins que se espera
do norte seja traixporlado para a corle como passa-
geiro de estado, o capitflo lente Antonio Carlos Fi-
gueira de Figueiredo.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel-ceneral do commando as armas de
Pernambuco na cidade do Recife, em 26 da
marco da 18E5.
ORDEM AUDICIN AL A DE N. 16.
A divi-.li. que liontem fonnou em grande parada
ein.ipjilauso ao auniversario do juramento a cons-
tituieao do Imperio, preencheu salisfatoriamente as
vistas do marechal de campo commandante das ar-
mas, quo a commandou.
Os corpos da guarda nacional desla cidade, pelo
aceio, galhardia e promptidao com que se apresen-
tara ni merecem particular menrao do marechal de
campo, que experimenta a mais viva salisraeflo em
reniter-lhes os seus elogios. Se bem que os corpos
de linha nao poderam em apparato competir com os
da guarda nacional pela exiguidade de suas forras,
oque niolivou nflo polerem ser nessa occasiflo pre-
cisamente avaliades, notou o marechal de campo,
que o segundo balalhao de infanlaria sobresahio,
pelo seu pessoal comparativamente mais avallado,
ja pelo luzimento dos seus uniformes, e filialmente
pela cadencia em (as marchas : fazeudo esla deela-
rac,ao presla-se a juslica que Ihe be devida.
/oc Joai/uim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudale de
ordens encarregado do detalhe.
27
ORDEM DO DA N. 17.
O mnrerhal de campo commandante das armas
tem notado com desprazer, que a reeommendarao
eila em sua ordem do dia n. 3 de 7 desle mez, nao
lem sido observada ; porquanto conlinuam as pra-
eas, com especialidada os seubores cadetes, a Iraja-
rem sobrecasacas desaboloadas, sem colleles, c eom
I oscollariiihos fora das grvalas. De novo rhama a
| atleujcaodos senhores commandanles de corpos para
.se nonio de disciplina, e'autorisa aos Srs. ofliciaes
a pfenderem qualquer prara que cnconlrarcm desu-
nitorraisada, e a remelle-la para a fortaleza do Brum
dando imniedialamenle parte ao quartel-general.
Convinilo lomar urna providencia para quo o
presos militares recolhidos a fortaleza do Brum se-
jam alimentados opporlunamenle, os senhores com-
mandanles dos corpo, que liverem presos alli arflo
remoller ao commar dante do destacamento as elapes
cm gneros, e este Considerando os presos arran-
chados, maudar diariamnle preparar a co
mida.
O mesmo marechal de campo d poblicidado ao
aviso do ministerio dos negocios da guerra de 21 de
fevereiro ultimo abaixo transcripto, o qual Ihe foi
por copia remetlido pela presidencia com oflicio de
22 do andante mez.
AVISO.
Rio de Jaueiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 21 de fevereiro de 1855.
Illm.eExm. Senhor.Determinando S.M.oIm
perador, que cesse o abono que se esta fazendo em
algumas provincias, de gralificaeocs espeeiaes a ti-
tulo de recrulamenlo, sem serem as determinadas
noi regulamenlo de 11 de dezemhro de 1852, assim
o declaro a V. Etc. para sua indiligencia c r-
ecueflo.
Dos guarde a V. ExcPedro de Alcntara Bel-
legarde.Sr. presidente da provincia de Pernam-
ba^- Jote Joaquim Coeiho.
Conforme.Candido Leat Ferreira, ajudale de
ordens encarregado do delalhe.
Dominado ponsse sentimenlo, Ploueven commet-
teu urna falla que lamentou alguns instantes depois.
Do ponto em que eslava sua visla s abracava urna
por^ao do lugar, e ludo o que ficava junto da grua
escapava-lhe. He verdade que a escarpa ahi era con-
sideravel; porm semelhante obstculo nao teria
bastado contra os negros, que viviam nesgas regies
escabrozas. Assim o capitao julgou prudente man-
dar um homem explorar o desfiladeiro, e certificar-
se de que nenhum inimigo lenlava ataca-lo por esse
lado. Escolheu para issoo mais gil de lodos.
Vem ca, Yvon, disse elle mi joven Breao, que-
ro encarregar-le de urna missao delicada.
Ordene, senhor capitao, respondeu o rapaz a-
cudindo.
He misler que vas ver se nada ha daquelle
lado.
Sem demora, Sr. capitao.
O rapaz eslava j fra da gruta quando Ploueveu
releve-o:
Assim descoberlo nao, amigo Arrasta-te co-
mo um reptil se for preciso; mas vai occullamente.
Muito bem, senhor capitao.
Chegando l, embosca-te, e examina atienta-
mente as moulas, as aores, as alturas, o dcsliia-
deiro al onde tua vista poder alcanzar.
Ser obedecido, senhor capitao.
E quando houveres visto e examinado ludo,
volta pelo mesmo camiobo e sempre is escondidas ;
ouves ?
Sim, senhor capitao.
Anda como lagarto 1 acrescentou o Maluino.
Nada huinilha a quem serve a patria.
von parti occullando-se quanlo poda : pareca
orna cobra passamlo enlre as moutas. Entretan-
to Ploueven nflo tirava osolhos do pico de Guinn-
neau, e sobre ludo do lugar em que Vulcano fra
vislo. Lma sombra negra dezenhou-se repentina-
mente no cume do rochedo, e tomn a desappare-
ccr; foi como urna visflo, c todava o capitflo fumo
profundamente imprcssionailo.
Foi Ilota.) ou raalidade? perguntou elle a si
mesmo. Para que esse movimeoto repentino ? Ter-
oos-ha elle vislo/1
Mi grado seu, Plooeven sentio-so preoecupado,
lamentou ter cedido a desconfianza do sua genle, e
pareceu-lhe que comprometiera irreparavelmente o
exilo da operaco. Seu espirito eslava anda pertur-
bado quando Yvon tornou a apparecer.
Enlo'.' perguntou Ploueven.
Nada ha que receiar desle lado.
Nao ha movimenlo algum ahi*
Nenhum, senhor capitao.
Caminhasle bem occullamente? acrescentou
Ploueven com inquictaego.
Eis-aqoi miuhas leslemunhas, respondeu s
marinheiro mostrando os vestidos sujos de poeira.
Muito bem, disse o capitflo, e praza a Deosquo
nao lenhamo peccado por excesso de precauQflo.
Anda que um Isnto tranquilizado, elle nflo podo
aaslar inleiramente a nuvem que pesava-lhe sobre
PERMHBIICO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' em 24 da mareo de 1865.
Presidencia do Sr. llarao de Camaragibe.
(Concluido.)
ORDEM DO DIA.
Canlinuaeao da discussao do projeclon. 5, adiado
da sessao anterior.
O Sr. Lpaminondas: Sr. presidente, confesso
que o pensamento do projecto he digno de ser adop-
tado ; mas a ligeira discussao que appareceu anle-
houtem, revelou-me que o projecto nao est nos ter-
mos de passar, e merece algumas correnles ou e-
mendas, senao inleiramente pelo que diz respeilo ao
pensamento, a substancia, ao menos quanto a for-
ma. Nolei, Sr. presidente, um fado singular e foi,
que os nohres depulados que defendern) o projec-
lo, e mesmo o seu nobre autor, foram os primeiros
o espirito, e conservou osolhos filos nesse pico mys-
terioso e tao diilicil de forjar.
MI
A sortida.
Entretanto a Iropa ficra com as armas na mao
esperando a ordem ,do chefe : ludo pareca annun-
ciar o cometo do ataque. A agilac,ao-dos felos ing-
meutava e approximava-se ao mesmo lempo, e fal-
lavam poneos instantes para o ioimigo desembocar
na charneca, e quasi ao alcance das carabiuas dos
marinheiros. Assim elles eslavara disposlos a rece-
b-lo com urna descarga geral.
Cuidado na escorva I dizia o Maluino impaci-
ente por fallar. Cinco carabinas, ciuco negros abai-
xo. Aiicnc.u) tambera s pedras de fogo: ellas fa-
lham lanto!
Apenas foram dados esles conselhos, os fetos abri-
ram-se e deram passagem a um homem : era Barra-
bas. Nao reslava dutida, o negro reapparecia do la-
do opposlo ao que devora tomar, e depois de urna
tardanza propria para despertar a desconliauen. Que
ia fazer'.' (Jue escolta acompanhava-u'.' Chegava co-
mo traidor Debaixo de que forma se manifeslaria
sua Iraitao? Todos esses problemas nao podiam ser
resolvidos imniedialamenle. O negro appareeeu na
exlremidade da malla, e relirou-sc no mesmo mo-
mento ; todava as folhas aglavam-se cada tez
mais.
Que vclhacada machinara elles alli pergnu-
lou o Maluino a Acteon.
O picador nao poda responder; porque eslava oc-
eupado com os sabujus. Esses animaes linham che-
gado a tal poni de exasperaeflo que o haviam lan-
zado quasi no estada selvagem : pareciam ter cons-
ciencia das injustieas connnctlidas contra si. No
principio (odas as faligas e lodasas honras da cam-
panha, e agora nada senflo o capliveirol Isso era
para enfurecer o eflo mais bonachao ; por isso pnrta-
vam-se de maneira que provasse que nao erain ul-
trajados iinpunemeuto. Tamerlan dava salios lerri-
veis, e Bajazet mais melanclico mostrava os denles
ao guarda como dizendo-lhe que em falla de outro
elle poderia servir de presa ; porm ambos nncia-
vam pelo negro de que tlnhara sido apartados, e cu-
jo cheiro chegava-lliea notamente com a brisa da
charneca. Dahi uivos coudos, que iam denunciar
a presenra da tropa a] cume do pico.
Contm esses animaes, Acteon, dsse Ploue-
ven, cujn mo humoi augmenlava.
Ah senhor capitao, eu Ihe pedirci eolio um
meio ; ha quasi urna hora que o procuro.
Um meio? periunlou Ploueven.
Sim, senhor.
Se nao achas oulro, usa desle, tornou o chefe
da expedieao tirando um punhal do cinto e enlre-
gando-o ao picador.
Para que islo? disse Acteon.
Para que ? nao procuravas um meio ?
Sem duvida.
'raram, que sendo essa desappropriar.io urna desap-
propriaeflo ja definida na lei como ninnietpal, o pro-
jecto seria ocioso e desnecessanq, porque ja haviam
medidas ne pr^der^yaraT a respeilo ; mas os
honrado tlibros que defenderam o projecto, sus-
tentavam que essa desapptopriarao era de nova es-
peci era urna desappropraeflo qnc nao eslav acon-
li'' ts termos da lei de 2 de mao de 18U.
iresdenle, cu enlendo, que a desappropria-
que trata o projecto est contida nos termos
( e 2 de mao de 181. (Jpoiados.) Os honra-
dos inemlirn- sabem que o l'iin l.inieiilo da desappro-
priaeflo icha-se no artigo 170 22 da constituirn,
que diz assim : he garantido o dircito de propric-
dade em loda a sua plenilude. Se o hem publico
legalmenle verificado, exigir ousoc emprego dapro-
priedadedo cidadflo, sera elle previameute indem-
nisado do valor della. A lei marcara os casos em
quo lera lugar esta nica excepc,ao, e dar as regias
para se determinar a indemnisacao.
Ora, para se regular a desappropraeflo de accordo
com as despezas que se lenham de fazer, estabeleceu-
se urna divisao de desappropriaees por ulilidade
publica geral, e desappropriaees por ulilidade pu-
blica provincial, ou municipal. A desappropriaeao
por ulilidade publica geral, est regulada oela le
de J de selembro de 182(i, a desappropriaeao por u-
lilidadc publica provincial ou municipal, esla regu-
lada pela le de 12 de mao de 18/.1. lie claro, pois,
he incontcslavel que fora destas (resespecies de mo-
dos de desappropriaeao, nenhuma oulra he couliec-
da. Mas, sea desappropraeflo delerrsiuada pelo
projecto, nflo he daquellasque eslflo comprchend-
das na lei de 2 de mao do 1814, islo he, se nflo be
urna desappropriaeao por ulilidade publica provin-
cial ou municipal, he desappropriaeao por ulilidade
publica geral.
O Sr. Barros Brrelo: Ahi esla o so-
phisma.
O Sr. Lpaminondas :He urna dcsappropiiacao
por ulilidade publica geral, e nesse caso nao nos
compele legislar sobre ella, esim aos poderes ge-
raes ; se he por ulilidade publica provincial ou mu-
nicipal, entao temos competencia, mas o meio deef-
feclua-la j est regulado.
O Sr. B. Brrelo :.Nao apoiado.
O Sr. Lpaminondas .Esta doutrina que eu fa-
jo nasccr da divisao da desappropriaeao em tres es-
pecies, me parece muilo razoavcl e verdadeira, se
acha evidentemente contida as dsposicoes do g ;l.
do artigo lOjdo acto addicional.que diz assim: Com-
pete s mesmas asscniblas legislar sobre os casas, c
a forma porquo pode ter lugar a desappropriaeao
por ulilidade municipal, ou provincial.
Diz tambera o artigo 12 do mesmo acto addicio-
nal : As assemblas proviuciaes nflo podero legis-
lar sobre imposto) de importaco, nem sobre objec-
los nao coiiiprchcndidos nos dous precedentes ar-
tigos.
Ora.soo arligo precedente diz, que as assemblas
proviuciaes so podem legislar sobre desappropria-
ees por ulilidade provincial ou municipal, he claro
que, combinada a sua disposieao com a do arligo 12,
ellas nao podem legislar sobre oulra qualquer espe-
cie de desappropriaeao.
O Si: Barros Brrelo : E quem contesta
isso t
O Sr. Lpaminondas :A questao he saber se a
desappropriaeao de que se (rala, he por ulilidade
que nflo seja muuicipal ou provincial ; e foi assim
que os nobres depulados defenderam o prajecto an-
le-honlcm.
OSr. B. Brrelo :Nao, senhor, ninguem eslabc-
leceu esse absurdo.
O Sr. Lpaminondas :Os nobres depulados dis-
seram que era urna especie nuva ; e eu digo que ou-
lra qualquer especie de desappropriaeao que nao se-
ja por ulilidade provincial ou municipal, nao pode
ser tratada por esta casa.
O Sr. Lu: Filippe : Nao est expresso na
lei.
(lia diversos apartes.)
O Sr. Lpaminondas :Isto he, que he bem in-
comprchensivel. A desappropriaeao que o projecto
eslabelcce, a que especie de ulilidade pertence ?
Se he por ulilidade provincial ou municipal, nos
podemos legislar acerca della ; mas senao he, uo
podemos.
O Sr. Lacerda :Quem contesta islo ?
O Sr. Lpaminondas :Logo o projeclo nflo pode
passar, porque os nobres depulados suslentam que
essa desappropriaeao nflo he por ulilidade provin-
cial, nem municipal.
O Sr. B. Bafrelo :Quera disse islo ?
O Sr. Epaminondas :Sr. presidente, se bem me
record, defendeu-se aqu o projeclo dizendo que a
desappropraeflo que elle determinava, nflo era por
ulilidade provincial, nem municipal.
O Sr. B. Brrelo: Disse-se lalvcz que he por
ulilidade particular ?.
Pois ahi tens um infallivel. Se esses animaes
coiiliiiuare.il a estar inquietos, apunhala-os.
Ah! senhor capitflo! exclamou o picador, o
qual linha aos sabujos a atleicflo do homem encarre-
gado de sua educaciio.
I ami'i Ion e Bajazet applacaram-se como por en-
cantamento. Teriam comprehendido a amonen, ou
Acteon a coraprehendra por elles? Eis oque he
intil aprofuudar. O cerlo he que moslraram-se
mais sensatos, e esperaran) que chegasse o momen-
to cm que seus servicos fossem necessarios : esse mo-
mento nflo eslava longo.
Emfira resolveu-se de urna maneira inesperada o
problema que lano preoecupura o capitao o sua
gente.
llarrabas desembocou pela segunda vez na char-
neca precedido de um pequeo reliando de carnei-
ros, que paravxm de instante cm instante entretidos
em comer alguns ramos de urzes. Esse rcappareci-
menlo foi para Ploueven urna especie do revelaco.
Assim explicavam-sc a lardanea, a mudanca de'di-
receflo e a longa agilaeao da folliagem. Sem duvi-
da o negro nao quizera apresentar-se diante de seu
corapanheiro de furtos sem ler urna presa suflcien-
le que offerecer-lhe. Quanlo mais bella fosse essa
presa, mais probabilidade baveria de altrahi-lo i
planicie, e mesmo de, espantando o rebaoho, levar
Vulcano cm sua perseguidlo, e colloca-lo assim ao
alcance dos tiros dos caradores.
Sim, disse comsigo Ploueven, no qual todas
essas eombinaees apresentaram-se ao mesmo lempo
em ordem natural; he isso, he sso. Entao, acres-
centou vollando-se para sua genle, anda duvidao?
Ah I ah replicaran) os mais incrdulos, cu-
ja frente eslava o Maluino.
Eu noduvido mais, tornou Ploueven, e que-
ro que lodos facam por ser de minha opiniflo.
Muilo bem disse o Maluiuo ; is-o be o mais
simples.
Simples ou nao, quero que seja assim. Aquel-
le homem serve-nos mclhor do que nos mesmo us
servimos. Praza a Dos que nflo Ihe teuhainos traus
lomado os p'.anos exclamou o capitn vollaudo aos
seus preseulimentos.
A altiliulc de Barrabas juslificava cada vez mais
o teslemunho que o capitflo acabava de dar-lhe;
nflo havia nenhum indicio de traico, e apenas o
rebanho sahira, os felos linham recobrado sua im-
mobilidadc. Em vez de dirigir-se grua, o negro
ganhava, como dissera, a moula de urzes, onde havia
de dar o signal conrencionado. Sem duvida Vulca-
no j avislava-o de cima do pico; mas nenhuma de-
monstraeflo de sua parle provava isso ; elle pareca
conservar-se recalado, e ler motivos para des-
confiar.
Vejam se sua excedencia poe o nariz fra da
varanda 1 dizia o Maluino; sem duvida leme que o
sol Ihe tire a delicadeza da pelle.
O bandido vio-nos I dizia de sua parle Ploue-
ven. Que idea infeliz Uve I
Barrabas adianlava-se na charneca, guiando o re-
que com as suas razes me ennvenceram de que o ; OSr. Fpaminoiidn* :Se nflo he por nenhuma
projecto nflo esta nos lermos de passar. Os honra- deslas especie*, alo he. se a desappropriaeao de que
dn- Miembros que impugnaran) o projeclo. deUMMa- lala o projeclo. nao he daquellas que eitao defini-
das nu acto addicional, esla assemblca nao pode le-
gislar a respeilo.
O Sr. Lacerda :Mas se he'?
O Sr. Lpaminondas :Se he, enlao esla compre-
hendida na lei de 2 de maio do 1814, e o projeclo
torna-se intil e superfluo.
O Sr. Silvino :A lei nao be extensiva a lodas as
htuotheses de desappropriaeao...
O Sr. Lpaminondas :Ah I Entao a queslflo he
oulra, a queslflo be que a le de 2 de maio de 1814
nflo delinio todas as hypolheses de desappropriaeao
por ulilidade provincial c municipal. Bem ; mas es-
la queslflo que os nobres depulados agora a-
presentam, me parece que nao se suscilou na
casa.
O Sr. Jos Pedro :Suseitou-se.
O Sr. Lpaminondas :Bem, lendo cu demons-
trado que a desappropriaeao de que trata a projec-
lo sendo muuicipal, est incluida uo acto addicional;
e qoe nao ha senflo as tres especies de desappropri-
aees que enumere, forra he concluir que aquelles
honrados membros que suslentavam, c que defen-
diam o contrario, teriam de ir contra a disposieao do
acto addicional, e prejudiravam-se a si proprios.
Mas os nnin-cs depulados boje aprescnlam a ques-
15o debaixo de outro poni de vista, e dizeiu :__A
desappropriaeao he municipal, mas nao he daquel-
lasque eslao incluidas na lei de 2 de mao de 1814,
porque essa lei nao defini todas as hypolheses de
desappropriaeao por ulilidade municipal.
Sr. presidente, collocada a questao ncsle terreno,
eu a aceito c sustento, que o projecto trata de urna
especie que est comprclicndida na lei de 2 de maio
de 18, c vou dar as razes. Os nobres depulados
sabem muito bem que n'essa desappropriaeao dao-
se dous fados ; primeiro, a tirada da cousa ou oh-
jeclo, daposse de quem esl, e o segundo, a appli-
caeflo que se faz, ou donr'o desta cousa a um novo
-entiiirio ou douo. Creio que nao se podo conhe-
cer se a desappropriaeao be por ulilidade municipal'
provincial ou geral, pelo primeiro fado, isto he,pe-
lo acto da tirada da cousa do poder de quem esli,
porque esle fado he comraum a lodas as desappro-
priaees. Por consequencia, oque nos deveou po-
de regular para conliecermos a nalureza e o carc-
ter da desapproprijcao, be a applicacao que se faz
da cousa que se lira, o fim que se lem cm vistas dar
ao objedo desappropriado : ora, o projeclo diz no
arligo 4. o seguinleFcila a acquisican desse terre-
no passara elle a fazer parle do patrimonio da cma-
ra municipal desla cidade, que tratar de afora-lo
perpetuamentepergunlo eu, esta applicaefloem fa-
vor de quem he '.' Desappropria-sc o terreno em que
est situada a freguesa de Jaboalflo ; primeiro fado
commum a lodas as desappropriaees ; faz-se ap-
plcarao desle terreuo, segundo faelo. Mas para
que, c para quem semelhanle applicacao f Para a
cmara municipal, c cm seu beneficio, para aforar
osteirenos perpetuamcnle, do que resultar fazer-
se aquillo que j esl determinado na le, e assim
como se pode contestar que seja urna desappropria-
eao municipal....
O Sr. Slivino :Nao se contesta sso.
O Sr. Lpaminondas :E das definidas? Desle
arligo se demonstra qual seja a especie de desappro-
priaeao contida no projecto. Atlendendo-se bem ao
uso e serventa que se vai fazer desses terrenos que
se prelendem desappropriar, ver-se-ha mais clara-
mente que o projecto est conlido oo espirito da lei
de 2 de maio do 1841, porque essa le diz o seguin-
le : i'le) ora, o que pretende fazei a cmara muni-
cipal desses terrenos desappropriados na freguezia de
Santo Amaro ? Por veutura pretende fazer alguma
oulra cousa que.no seja o que esta comprehendido
no artigo 2. da lei'.'
(Ha um aparle.)
O Sr. Lpaminondas :Nao ser esse terreno des-
tinado pa ras, praeas, ou para logradouros p-
blicos ?
O Sr. Barros Brrelo :Nao, he para afora-los
para-edificar.
O Sr. Lpaminondas : Eu creio, senhores, que
desappropriado o terreno de Santo Amaro de Jaboa-
lo, elle nao lera oulra applicacao senflo esla que es-
t determinada na lei, e se nenhuma unir cousa se
pode fazcz desses terrenos senflo estradas ou eanaes,
praeas, ras ou logradouros pblicos, senao he para
qutro uso e serventa, creio que a desappropriaeao do
projecto he a mesma que est definida na lei de 12
de maio de 1814.
O Sr. Metra : Nao quizeram isso.
O Sr. Lpaminondas : Me parece, pois, incon-
leslavel, a doutrina que lenho sustentado, e com
quanto o projecto con ten ha urna idea lma, merece
com ludo corrcceOcs ou emendas no sentido que le-
nho cxposlo.
O Sr. B. Brrelo : Pode faze-las na segunda
discussao.
O Sr. Lpaminondas : Resla urna oulra ques-
tao, e he, quanto aos fundos necessarios para essa
desappropriaeao. Todos nos sabemos que as despe-
banho, e reuoindo com urna vara os carneiros que
paslavam. Teve grande difficuldade, c gastn muilo
lempo para chegar mouta desejada. A impaciencia
dos marinheiros esla em seu auge.
Que preguieoso dizia um.
le urna prova de que trabe-nos, dizia oulro.
Vejam que ar sorraleiro !
Elle escondeu sua genle. Altenrao, marinhei-
ros, desconliai daquelle ar pastoril!
Al o ultimo momento Barrabas havia de ler a (ro-
pa loda coulra si, inclusive os caes. S o capitflo
cria em sua boa fe, e lamentava nao ter crido mais.
Tudo tem um rim. Chegando ao lugar previamen-
te designado, o negro metteu o reliando em um par-
que natural formado de urzes, c depois deu o pri-
meiro assobio. Ordinariamente 'Vulcano ouvindo
esse signal apparecia no cume do rochedo ; todava
desla vez o pico ficou deserto. Ploueven e sua gen-
te olhavam debalde, nao viam forma alguma huma-
na ; apenas algumas aves de ripina esvoaeavam em
lomo do cume e enlravam nos mudos que ahi li-
nham preparado. O capitflo assslia a essa icena com
urna ancieilade que ia em augmento, todas essas cir-
cunstancias redobravam-lbe o pezar, e elle ahi via
o indicio do aborlamento e ruina de sua expedirao.
Deviamos ler licado agachados Cumo argaa-
zes ; nossa turbulencia Irahio-uos. E vosss, acres-
centou elle voltando-se para os outros caradores, ja
eslao bem pagos de sua desconfianra !
Nenhum marinheiro ousou replicar ; pois o mo
humor do capitao lia-se na lerrivel ruga de sua
fronle.
Es-ahi como vosss sao, conlinuou Ploueven,
querem saber mais do que seus edefes! sobretudo es-
se Maluino um consumado lagarella Por um na-
da que Ihe nflo preguei a llngua a urna arvore da flo-
re-'.i ; elle acabara por onde peccou.
Os marinheiros bem sabiam que na bocea de
Ploueven a ameaea, por mais cxlraoidiara que fos-
se, nflo era janeada ao venlo ; assim lodos guarda-
ran) o silencio, c embora se Iralasse directamente de
si. o Maluino nao atreveu-sea aflroulur una tempes-
lado que lomava laes propnrees.
Sabem o que vai acontecer '.' rnnliouou n ca-
pitn, se aquello palife ficar empoleirado l em
rima, se nao fr as urzes para ser fuzilado, seremos
obrgados a sitiar o rochedo. Tu por exemplo, Yvon,
o tomaras de escalada !
Eslou prompto, disse resolutamente o joven
Brclao.
E vosses outros vigiarSo de dia e de noite du-
rante o lempo que fr necessario para elle ren-
der-se.
Muilo bem disse o Maluino.
E se escapar, exclamou Ploueven cada vez mais
irritado, vosss pagarflo por elle /
Nesse momento um segundo assobio veio distrahir
o capitflo de sua colera. Talvez Vulcano, adorme-
cido ou occullo no fondo do covil, nSo ouvra o pri-
meiro signal, e poda-se esperar que o segundo li-
vesse melhor effeito.
zas se acharo regularisadas, se acham divididas, e
que o que he provincial loca a cerros poderes, a cer-
la administrae3o, eo que he municipal toca a outros
poderes, a oulra adminislraeao : lambem no aclo ad-
dicional eu vejo que, quando falla de autoriiaeflo
para despezas, elle faz semelhanle divisao ; diz o
.'Ido arl. 11 : Autorisar as cmaras mnnicipaes e
o governo provincial, para coutrahir empreslimos,
com que occorram as suas respectivas despezas.
Ora.se as despezas >o da camsra.se a deiappropria-
eflo be por ulilidade municipal, entao a autorisaeSo
do emprestimodcve ser cmara municipal, embora
se eslabeleeam ootras garantas alm das que ella
pode dar, se por ventura essa corporaeio nflo lem
o crdito necessario para eoolrahir o empreslimo.
Agora, sea desappropriaeao lie por ulilidade provin-
cial, enlao o empreslimo deve ser feilo nos termos do
projeclo. Em visla deslas considera edes.e allenden-
do lambem a que o nobre autor do projtct? ful beber
esta idea no relalorio do Sr. marquez de Paran-
que Iratou especialmente dessas desapropria;es, eu
creio que se deve antes estabelecer urna medida gfr-.
ral, do que adoptar o projecto nos termos cm que se
acha redigdo. O nobre aulor do projeclo disse, que
diversas freguezias e povoaeocs se acham collocadas
em terrenos de propriedade particular, fado que
Irz prejuizos, que ira/ dainos, violencias e iniqui-
dades, mesmo pelo arbitrio dos particulares ; o rea-
torio do Sr. marquez de Paran, que se referi o
nobre autor do projeclo, falla de diversas povoacoei,
e recommenda igualmente que se adopte um medi-
da pira todas. Em vista dos defeitos que eu encon-
tr na forma do projecto, a minha opiniflo seria que
se autorisasse ao governo ou a monicipaldade a fa-
zer a desapropriarao de todas as povoaeoes que esli-
vessem neslas crcumslancias.a proporeSo que as des-
pezas da provincia ou do muuicipio o fossem permil-
lindo ; que se adoptasse um projeclo de lei que tor-
nasse geral medida, eslabelecendo una quola, ou
aulorisando-se quo se contraiam empreslimos, se
isso;se julgar necessario para taes desappropriaees.
Oflerero ao nobre sulor do projecto essas comidera-
ees, prometiendo na segunda ou lerceira diseado,
apresentar emendas no sontido em que acabo de
fallar.
O Si: Siltino : Sr. presidente, ouvindo as re-
llexes fcilas pelo nobre depuladoque acaba deseo-
lar-se, julguei do mea dever dzer alguma cousa,
vislo que as minhas ideas sao inleiramente oppostas
as suas. Disse o nobre deputado que a desappropra-
eflo, de que e trata o projecto em questao, esl com-
prehenAida no arl. 2 da lei de 2 de maio de 1844.
Eu cntendo que o projeclo em discussao nao esl-,
comprehendido no arl. 2 dessa lei, porque etlTiaTTii
nicamente em abertura e alargamento de ruas.es-
Iradas, ele, ora, aqui nflo se trata de abertura de
ras, que era a nica especie que poda ter refe-
rencia com a maleria.lrala-se nicamente da desap-
propriaeao de terrenos que se nao sabe mesmo para
que serflo destinados, se para mas, se para lougra-
douros pblicos, se para cslradas, ele. Conseeuin-
lementc j se v, que nflo esl comprehendida na lei.''
de 2 de maio de 1844, a medida de que se Irair:
entendn qoe he um caso novo e que como tal deve
ser atlenlamenle considerado. Mas, senhores, o
projecto de que se Irala nflo abrange um caso novo
de ulilidade municipal, principalmente se se consi-
derar a questao pelo lado econmico : parece que
urna lei de desappropriaeao -deve pela imporlan-
ci da materia, comprehender todos os casos de ulili-
dade publica em que a desappropriaeao se deve fa-
zer, parece que a nossa lei, considerando justamen-
te os casosem que ha ulilidade municipal ou pro-
vincial, deveria especificar esses casos, e se o deque
se Irala nflo est comprehendido nessa clasiificaco,
he porque est fra justamente da esphera das neces-
sidade municipaes e provinciaes, e se est fra des-
sa esphera, nao pode jamis ser considerado legiti-
mo em relacflo ellas. Assim, enlendo que o pro-
jecto he inconveniente ; e se se deve crr as pala-
vras do relalorio do Sr. marquez de Paran.palavnu
que deram nasceoca, e parecem servir de base
idea consignada no projeclo; anda assim una ra-
z3o econmica se lheoppe, a qual davemos a Hen-
der seriamente. Senhores.se ha reconhecida Oti-
lidade na medida do projeclo, e se nos, consideran-
do a desappropriaeao,marcarmos quola para esse Dm,
lodas as mais municipalidades, lodas as mais villas,
lodas as mais freguraas, lodos os mais arraiaes da
provincia, pedirn um igual favor, pedirSo que se
desappropriem lodos os terrenos que ficam os adya-
cencias dos respectivos povoados.
O Sr. Luiz Filippe: E
lei?
O Sr. S/cio : Nos sabemos, lenhores, que
muilos povoados existem na provincia, que se acham
ou que se imaginario adiar em si(ua(flo idntica a
Santo Amaro de Jaboato, e nos (eremos de onerar
muito e muilo o thesooro provincial cora- empreili-
mos e esbanjamenlos da dinheiros.
O Sr. Lacerda : E a quanlo monta ?
O Sr. SHemo: NSo posso de momelo fazer o
calculo.

as condiees da

Silencio disse Ploneven, embora ninguem
em (orno delle nusasse proferir urna palavra.
Alguns minutos passaram-se, durante os quaes to-
dos os olhos dirigiram-se para o pico : um movi-
menlo, por mais impcrceptivel que fosse, nao teria
escapado a essa vigilancia geral. Porm esse roche-
do vertical pareca querer conservar intacto o enig-
ma que encerrava em seu seio ; apenas sahiam delle
reflejos ardenles e as cores luminosas que loma a
pedra exposla aos raios do sol.
Devemos crer que a argustia de Ploueven era
compartilhada pelo homem que fazia o principal pa-
pel nessa scena, e que e.-per.iva resultados mais con-
lormesssuas promessas. Na distancia cm que os
caradores estavam de Baabas,, nao podiam ler
communieaees com elle; as pilavras nao teriam
ehegado l sem inconveniente, e os gestos podiam ser
interceptados no camnho. Assim o negro conser-
vava um porte natural, e como se nflo livesse cm-
plices no outro lado da charneca. Bem sabia que
eslava debaixo da visla de Vulcano, e que nada et-
capava a esse lerrivel observador.
Todava nm indicio ( ao menos elle lomou-o por
tal ) foi recolhido por Ploueven. Pareceu-lhe que
o primeiro assobio de Barrabas fra mais firme a vi-
goroso que o segondo. Nao era urna prova de que o
negro comecava a duvidar db successo ? Sem duvi-
da o desgraeado perguntava a si mesmo, porque en-
conlrava na execueao de seu plano um obstculo que
nao pret ira, o porque molivo Vulcano conlrarava
seus hbitos.
Se ao menos eu podesse preveni-lo e dizer-llie
que acanlele-se disse comsigo o capillo.
Os assobios succederam-se e, como Ploueven no-
tara, eufraquecendo cada vez mais ; o quarto chegou
difficilmenle gruta, e podia-se duvidar de qne li-
vesse ehegado ao cimo do pico. Era como um aclo
de consciencia e um grilo de afllicr.io. Se houvesse
eslado menos compromellido para com o capitflo,
Barrabas teria talvez desistido da cnipreza. Mesmo
nesta distancia percebia-sc seu esmorceimento. Em
vez de licar em p, ia e viiiha.com inquietarflo lan-
raudo sobro o rochedo olhares que revelavam certa
preoecupaeflo. O rebanho linha sabido do parque
natural cm que elle o metiera, e em lugar de ajuu-
la-lo notamente, o negro deixava-o percorrer a char-
neca ao acaso. Todos esses incidentes aouunciavam
alguma perlurbae'io em seu espirito, e desarranjo
em seus projectos.
Todava resignou-se e fez um ultimo esforco; res-
tava-lbe anda dar um assobio, aquelle ao qual Vul-
cano jamis deitava de responder. Pareceu urna ad-
vertencia suprema, tanto ella besitou, e tao suffoca-
do foi desta vez o sora.
O effeito nao tardn : apenas soou o assobio, Vul-
cano appareceu na base do rochedo sem que nin-
guem podesse dzer como ahi se achava e donde sa-
hira. Cora a agilidade de urna fera, sallou sobre
Barrabas de modo a apanha-lo antes que elle livesse
o lempo de fugir.
(Conlinuar-se-ha.)
MUTILADO


DIARIO DE FERMNBUCO 0UARTA FEIRA 28 OE MARCO 1855.
O Sr. Lacerday* Logo,nao pode saber se rooo-
ti a murto. y
O Sr. S\le traonlinarios que pnsso anlorisar urna medida des-
tas '.' A casa sabe que exislem diversas povoajes,
tillas e mesmo enlacies, situadas e enllocadas cm ter-
***>? ua o*'''?.40 da fregue/ia de Jaboaiao, oulras renos foreirus e pertcuccnlos a particulares; todos
fregutu. .s se h,lo de crear, e essas terao de fazer
tambein as' suas reciamares ; e poder-me-ha o no-
bre deputado, e podramos us provar, a quanto
montar a despera que se tero de fazer com laes des-
appropriaroes
O Sr. Laceria: En Dio avaucci propoaijSo
alguma nesseseulido.
o Sr. Siltino : Assim, mis nao teremos de al-
tender smente para s< freguesas que eslem, mas
lainbeni para as que se bao de crear : ora, se esta
lei passar com o novo principio genrico e ragulart-
sador, o que sosegu he, que nos teremos todos os
anuos de consignar quolas avultadas para desappro-
priaroes dessa natureza.
O Sr. B. Boa reto : E isso prora contra a uli-
lidado '.'
O Sr. Sitoiiio: Trova coaira a pralicabilidade
econmica ; quero admiltir que exista ulildHe.
mis nao etislem forjas nos cofres para satisfazer a
essas' necessidades, quando nos temos necessidades
mais palpitantes a que devenios allcmler. Ao de-
pois, qual foi a utilidade que se niutivou 1 Disse-se,
por exemplo, que Santo Amaro de Joboatao era um
lugar pitturesco, um lugar de recreio.
lsto, senbores, poder quando muito ser conside-
rado commodidade publica, mas nao utilidadepubli-
ca. Qual he a utilidade da desappropiarao dos terre-
nos adjacentos a St. Amaro ?
Ser a utilidade que resulta do cslabelecimcnlo
de povoadus de distancia cm distancia, porque con-
vom que a nossa populacho se augmente, se dissemi-
ne e tenhamos nessas distancias postos armiados de
autoridades que velem na seguranja individual e de
1 prupriedadi:'.' Se he essa a raan do projecto ella
nao se rsfere s a SI. Amaro, refere-se a toda a pro-
vincia.
(Ha um aparte.)
O Sr. .S'ilt'iiio : Disse-se que SI. Amaro ti-
nta um clima ameno, quo ficava a margem doJa-
boatao, que tinha bellas aguas para banhus etc.
Um Sr. Deputado: Pode ter-se como elemen-
to de civilisajo.
) Sr. Silln : Outros muilos lugares existera
na provincia, lugares importantes a que devemos
prestar toda a attenro e soccorro de preferencia a
urna povoajao nasceule, que nao se sabe ainda o
que poder ser. Quando nos temos povoados gran-
des e rcspeilavcU pelas suas lendas histricas, que
estao inteiramente laucados ao olvido ou que nao
podem ser beneficiados, qual a razao porque hare-
mos de attender aiutereases (se he que exislem) de
urna ordena secundaria '.'
O .Sr. Barroi Brrelo : Generalise a medida.
O .Sr. Mello Reg : Quaes sao esses lugares?
O Sr. Silvino : Iguarassti, Coianna.
UoiatHia tero um rio que era navegavel, e que li-
le est obstruido de maneira que nein pequeas ca-
noas nella podem navegar.
O Sr. Laceria : E isto veru a proposito de dc-
sappropiaces'.'
O Sr, Silvino : Vera, porque he um interesse
de urna ordem superior, porque be necessario tratar-
se da abertura daquelie rio, porque jn se provou a
necessidade vital dessa medida, e Goianna conti-
na a jazer no estado de abandono completo.
(Ha um aparte.)
O Sr. Silvino : Porque he urna medida que se
reclama ha rouilo lempo.
O Sr. Luiz Filippe : E nao sabo que ha urna
quola marcada para isso ?
O Sr. Silvino : O que he verdade he, que ainda
no vi essa medida que approveilasse a Goianna. Vejo
lambem que a abertura do rio de Iguarass he urna
uecestidade palpitante para o incremento daquelie
lugar e no m tanto Iguarass existo no mesmo cs-
^ lado.
O Sr. Mello Pego : Abertura como ?
O Sr. Silvino : Supponbo que nao lenho obri-
garo de explicar Isso ao oobre depulado, lano mais
quando o nobre deputado he engenheiro das obras
publicas.
0 Sr. Mello Reg : Pois he por isso mesmo ;
falla tanto na abertura desse rio: ella he imprati-
cavcl.
USr. Silvino : Eu nao sei se ella he impra-
ticavel, o que he verdade he qae se lem gasto i-
nheiro ein esludos c (opographia do lugar, o que be
verdade he, que informarles existem nos archivos
das obros publicas que dizem que a medida he pra-
ticavel, e no ein tanto agora o nobre depulado asse-
>era que o no he : isso revella nicamente o pouco
caso que fazermos do que se nos incumbe.
Alm disto esses terrenos pertcncein a particula-
res ; no quercrao esles vendc-Ios on arreada-Ios
a quem queira edificar ?
1 m Sr. Deputaio : Muitos podem edificar,
mas nao podem comprar.
O Sr. Silvino : Mas se nao podem arrenda-los
aun donos como bao de arrenda-los a cmara 'i Qual
a garautia que offerece a cmara que nao cfferece o
particular '! A lei da garantas para as edificar/es;
l'eilas estas em terrenos do particulares, o propriela-
rio nao pode destruir a edificado, nem pode hincar
o rendeiro do terreno para lora sem ser segundo os
traroiltes legaes: se isto he assim, senao consta que
esses terrenos sejarn de um particular lao eminente-
mente egosta ou 18o anle-economico que nao quei-
ra tirar vanlagens delles ;o que acontecer se os
nao vender ou arrendar.
O Sr. Luiz Filippe : Est no seu direilo, nao
querendo arrendar.
O Sr. Silct'no : Quem he que nao allende aos
seus interesse* t Quem he qae nos diz que esse pro-
ptielario, oilerecende-se-lhe urna quanlia razuavel
pelos seas terrenos os nSo vender? A dio que he
fazer de alguma maneira um juizo dcsvanlajnso do
proprietario desees terrenos.
O Sr. Luiz Filippe : Essa questo he'um pou-
co inconveniente,
O Sr. Silvino: Sr. presidente, nao vendo eu
demonstrada a utilidade do projecto, eslou disposto
a volar contra elle.
O Sr. Augusto ie Oliveira : Ro lendo eu po-
dido, Sr. presidente, assislir aos trabalhos do ultimo
dia do sessao, recelo que as poucas observares que
tenho a fazer sobre o projecto se desviem do terreno
em que fora collocada a discussao por todos os que
se tenv nella empenhado; portanlo se por acaso|eu ca-
hir cmaignmarepelijao.roeriiidoaquilloquejhou-
ver sido prodazido por algum outro membro,desde ja
peto desculpa casa. Segundo o ponco que lenho
ouvidn boje, purecc-mc.Sr. presidente, que nao esta
ainda bem averiguado se a desappropiarao queprope
o projecto, he de utilidade provincial ou municipal :
supponbo, Sr. presidente, ser de grande vantagein
qae se elucide bem este ponto afim de que casa
possa votar,porqaanlo se a desappropriarao proposta
deve ter o carcter de utilidade municipal, segura-
mente este projecto devia ser iniciado pela cmara
municipal. ,'Aflo apoiaios.) Esta dontriua, Sr. presi-
dente, esta eipressa no actoadiccional.
O Sr. Laceria : Cite o arligo.
O Sr. Augusto ie Oliveira: Para que he pre-
ciso ctalo'.' Poii, por ventura armamento de urna
l>ovoajao, estabeteciraento do logradouros pblicos e
ludo aquillo a que aspira o projeclo nao esl com-
prehendido na polica e economa municipal ?
Islo he evidente e evidenlissimo. E como pode
i asscmbla legislar sobre um cato destes sem pelo
menos ouvir a cmara municipal ?
O Sr. Barro Brrelo : Nao traamos de eco-
noma municipal.
U Sr. Augusto ie Oliceira : Entao para que be
a desappropriacao de quo traan projecto ?
O Sr. Barros Brrelo : Para edificarlo.
O Sr. Auguro ie Oliveira : Pois a edficac.3o
nao lem lugar cm pracas e ra*'! Pois nao ho por-
tanlo a edificarn objcclo da economa e pulira mu-
nicipal '.' Tara mim esta evideule que no easo quo.
se decida,que a drsapprupiarao de que trata o projec-
lo lie municipal, esse projecto devia ler de iniciativa
da cmara municipal no easo de nao ser a utilidade
muuicipal, mas sim provincial, parece-me, Sr. pre-
sidente, que algum ducunieuto olticial devia ser pro-
duzido, que o comprovasse, afim de poder aulorsar
semclhante medida segundo j foi observado boje na
discussao, lomos urna lei provincial que trata das de-
sappropares,quer por utilidade municipal qoer pro-
vincial, mas o honrado membro autor do projeclo,
parece-me segundo elle nos disse ha pouco em apar-
te, enlende que a utilidade provincial ou municipal,
segundo ello qualfieou no seu projccla, nao est
prevista nossa lei.
O Sr. Barros Brrelo : Apoiado.
O Sr. Augusto d Oliveira : Bem : logo be um
caso extraordinario ; mas quaei (So os motivos'ex-
sses lugares lem mais ou menos crescido indepeo-
dente de medidas especian e extraordinarias, cousa
de que ora nos occupainos : c por isso desejava que
o nubra autor do projeclo produzisse alguma razio,
nos informando qual o motivo poderoso que pode
levara asscmbla a decretar una medida lao espe-
cial e toda nova ero favor de um lugar.
O Sr. Barros Barreta: Rao son relogio de re-
peloso ; assislsse as sesses.
O Sr. Augusto ie Oliveira : Ro posso, Sr.
presidente, deixar de estremecer lambem quanto ao
meio indicado pelo projeclo para occorrer as despe-
gas da desappropiarao ; vejo que osemprestimos >o-
sc gencralisando nesla casa a ponto que parece
eslarcm na moda, e de maneira quo para realsa-
ru de qualquer medida, he proposto logo um em
presumo. J ouvi dizer boje nesla casa que se pre-
tenda generalisar a medida proposta pelo projeclo,
aulorisando-se o governo a conlrahir emprestimos.
O Sr. Barros Barreto : Isso he consequencia
que so ha de tirar mais lodo.
O Sr. Augusto ie Oliveira : Fallou-se em au-
lorsar ao governo a desapproprar lodos os terrenos
das diversas povoaeoes, villas e cidades, perlcncen-
les a particulares, e o meio indicado he o de em-
prestimos Onde vamos nos parar, Sr. presi-
dente ?
O Sr. Laceria : Rao he ludo de urna vez.
O Sr. Augusto ie Oliveira : Mas observo ao
nobre deputado que urna vez que se generalise a
medida,dando-se essa autorsar.lo ampia, o presiden-
te ha de applicar essa medida a todas as localidades,
e em tal hvputhesc seguramente quando elle lanrar
mao dessa importante auloris'arao, ncj, pode come-
car por Jaboalao, porque cu acho que lemos oulros
lugares mais importantes, na provincia. Por ventu-
ra alguem quer comprar liio Formoso coro Jaboa-
lao?
O Sr. Laceria : Quem fez aqui compararles ?
Para que chama a qucsiao para esse terreno odioso ?
OSr.A.ie Oliceira:Eu estou (iraudo a conclu-
so do.que j ouvi na discussao ; Irata-se de genera-
lisar essa medida, elogo que ella 'se generalisar Ic-
remos grandes difculdades, porque nao he possivel
que a provincia tenha tanto dinheiro que possa oc-
correr a todas essas novas e extraordinarias despe-
zas, leudnos: oulras quo eu repulo de iulercsse mais
vital e palpitante.
Tambcm, Sr. presidente, noto urna outra diflicul-
dade, e he quo esse lugar, esses terrenos que se pre
lendem desapproprar, algiros pertcncem a corpora-
les de mao mora...
O Sr. Barros Brrelo : Rem ao menos leu o
projeclo 1
O Sr. //. ie Oliveira : Eslou informado disso.
O Sr. Barras Barreto : Veja o que diz o pro-
jecto.
OSr. A. de Oliveira : Os terrenos nao sao ni-
camente nerlenceiilcs an engenho Bulhoes, algons ha
que perteneca ao patrimonio de Nossa Senhora do
Livramenlo em virlude da doarao feila por I.oiz
Pereira Vianna...
OSr. Barros Barreto : Tudo esl previsto no
projeclo.
O Sr. A. de Oliveira : Se nao uega isto, o no-
bre deputado lambem deve saber que a alienaran
dos bens dessas corporares d mao mora he ob-
jecto regulado por urna lei geral, e portanlo parece
evideule que esto projeclo vu dar lugar a conflictos...
O Sr. Barros Brrelo : Veja o art. 2 do pro-
jecto, que nao d lugar a conflictos.
O Sr. Oliveira : Por ser ouvido o juiz de ca-
petas? Supponhamoi que elle nao concorda, eis
ah a lei inexequive!. Portanlo nao vejo motivo al-
gum para se desapproprar terrenos, que pertencam
a corporares de mao morta, parecendo-me esta dif-
liculdade digna de ponderado para o nobre depu-
lado.
O projeclo, Sr. presidente, tal qual se acha pare-
ce-me nao eslar uos termos de sor approvado, que a
adopcao de urna medida tal como a que prope o
projeclo, s poderia ler lugar preredendo todas as
iiifiirmares ofliciaes, ouvidas todas as autoridades
civis e judiciarias sobre o caso, e s depois de ter-
se procedido a lodos os exames, he que a assembla
poderia decretar medida tao importante e grave.
Esse emprestimo sem limites he lambem urna me-
dida nova, que parece-me nao deve ser adoptada por
esta casa...
Um Sr. Deputaio : Mas o terreno esli limi-
tado.
O Sr. A. de Oliveira :Mas nao est o preso das
indemnisaroes para a desappropriacao. E nao fora
melhor que o nobre deputado consenlisse que se
procedesse a todos os exames para depois a assem-
bla deliberar ? He possive) autorisar-se urna me-
dida destas sem o menor exame, sem documentos e
s pelo simples fado da apresentarao de um pro-
jeclo ?
Eu nunca vi, Sr. presidente, deliberar por essa
forma, nuuca vi que medida lao importante como
ama desappropriacao, que be nada menos do que
umaviolarao feila ao direilo de propriedade, nunca
vi, digo, que isto se fizesse sem ser legalmenle pro-
vada a utilidade publica...
O Sr. Oliveira : Violaco, nao.
O Sr. A. de Oliveira: He porque o nobre de-
pulado sabe perfeilameute que em direilo a desap-
propriacao he considerada como urna violac.no ao
principio do direilo de propriedade particular, eru-
bora seja legal quando lem lugar por utilidade pu-
blica.
O Sr. Mello Reg : He ama resinero.
O Sr. A. ie Oliceira : Se nao lhe agrada a pa-
lavra corrija-a ; far-lhe-hci a vontade, b urna res-
ircrdo ; e devendo o caso de utilidade publica ser
legalmenle verificado, parece-me que scmclhau(c
requisito ainda nao foi satsfeito.
Ringuero negar, Sr. presidente, a utilidade de
tornar as nossas povoaeoes o mais aprasiveis possi-
vel, a vantagem de concentrar nellas grandes focos
de popularan, mas ninguem provou ainda no caso
presente qual seja o alcance, qual o grande futuro
da povoacao de Sanio Amaro de Jaboalao : pelo que
eu vejo podera ella chegar a ser um bonito arrebal-
de desla cidade, mas quanto a sua futura prosperi-
dad commercial nao me parece ella muito pro-
meller.
Anles de tratarmos do que be agradare!, Irate-
mos do que he til ; lemos objectos de muito mais
necessidade, de muito mais alcance para a provincia
do que esle que pode ser meramente de recreio para
a parle da populacho que habita naquelle slugares...
O Sr. Laceria:Regam-sc -i conlos para Ja-
boalao, mas pedem-se 15 para Apipucos.
O Sr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Oliceira : Os nobres deputados parece
que so referem a urna estrada, mas lembrem-se dos
centenares do contos que se tem dispendido para
com a estrada de Jaboalao, e portanlo nao lem fun-
damento algum as observarles do nobre deputado,
porque 15 para centenares de conlos fazem muita
differenca ?
O Sr. MeUo Reg : Rao sao 15, sao 59.
O Sr. Oliveira : O nobre deputado, que he
digno membro da repartirlo das obras publicas, sa-
ben destes misterios.
Eu poderia, Sr. presidente,chamar em meu apoio
a pralica seguida em diversos paizes estrangeiros
para as desappropria^oes, afim de mostrar o respei-
lo all consagrado ao direilo de propriedade ; as
desappropriaces sao all objectos considerados lao
serios e graves, qae sao s decretadas depois das
partes que se julgam lesadas, tercm podido usar de
todos os recursos possiveis para a defeza de seus di-
reitos. Por exemplo, em Inglaterra a policio das
parles que pedem a desappropriacao deve ser depo-
sitada na mesa da casa dos communs, leudo ella sido
um anua untes publicada em edilaes e Tullas pu-
blica, c depois be rcmellida n commissio de pc-
lirOes, que convoca asparles c a qual s depois de
ter ouvido todas as razes pre contra, depois de
ler mandado proceder todas as inquirirnos e exam'es
por peritos, ho que submetle i dclibcracTio do par-
lamento o projeclo do lei, aulorisando a desappro-
priacao.
semidea procedesse com mais reserva cm materia
tao importante, porque o exemplo que a assembla
der approvando esto projecto, ser terrivel.
O .Sr. Luiz Filippe : Porque ?
O Sr. A. ie Oliveira : Eu nao sei mais quem
se possa jnlgar seguro cm sua propriedade, porque
por qualquer motivo que se arvore como utilidade
publica, qualqaer deputado julgar-se-ha'autorisado
para propor urna desappropriacao.
O Sr. Laceria : Isso agora he do nobre depu-
lado.
O Sr. a- de Oliveira : Assim me exprimopor-
que nao lando sido apresenladas considerajao da
assembla raz8cs ponderosas e molvos plausiveis
para iconselhar a adopcao leste projeclo, servirlo
eslas minhas breves observnres como de um protes-
to contra urna iniquidado que scri commellida, caso
a assembla approve este projeclo.
O Sr. Mello Reg: Entao vai logo acusando a
assembla.
O Sr. A. ie Oliveira :' Porque cnxergo no pro-
jeclo urna violarAo ao direilo de proprieilade.
O Sr. Luiz Filipe:Entao lambem o he nos mais
casos.
O Sr. A. de Oliveira : Rao, porque quando a
utilidade publica for legalmeute verificada, lorna-se
urna medida aulorisada por le, mas em vista dos
fundamentos do projecto, pela maneira porquo o pro-
jecto foi sustentado pelo sen nobre autor, segura-
mente roe parece que a assembla por sua propria
digndadc u.lo o deve adoptar.
Limico-ane, Sr. presidente, a eslas breves relle-
xoes, porque .ja encontrei a discussao quasi esgotada,
e nao desejo continfra-va falcar a nacienc'-" da casa;
todava se o projecto for a piado .. \, eir dis-
cussao e passar para a segunda, desde ja pi.p licen-
ra ao seu nobre autor par', comba(e-lo coro tollas as
\
_uia-
:l
Entre nos, porm, Sr. presidente, V. Exe. v a
facilidadecoro que se propc aqui urna desappro-
priacao, he lancado apenas um projecto sobre me-
sa, que at marca limites e sem o menor exame, c
sem a apresentarao de um s documento ulicial,
quer-se que a assembla decreto urna medida lio gra-
ve :
O Sr. Mello Rejo : Vamos revogar as leis das
desappropriac.Oes.
O Sr. a. de Oliveira : En dewjava que a a
minbas forras.
O Sr. Mein : Senhor presidente, bem
materia me pareca eslar snfficienlemenle esc
da, todava como quer que fizesse algumas r
a respeito do projeclo em ordem a approvar
ment, que lambem se acha em discussao, enlend
que era do meu dever reforjar algumas observaroes,
apoiaudo-as em fundamentos um pouco mais soli-
dos, alguns dos quaes lera sido boje mesmo apresen-
lados nesla casa. Quando cu Icio, Sr. presidente o
paragrapbo 22 do art. 179 da constituirn poltica
do imperio, que diz : (U), por certo eu nao posso
consentir que passem medidas ledenles a tirar a
propriedade do cidado, se nao quando essa necessi-
dade publica, essa utilidade c conveniencia estiverem
evidentemente provadas, e no caso presente eu creio
que se nao ollcrere a mnima prova em favro da uti-
lidade, ou por oulra, que nao ha mesmo utilidade
publica em esbuiharessecidadao de sua propriedade.
Pens, que em visla das observajOes que se tem fei-
10 para justificar o projeclo, esta casa o nao pode
adoptar, porque, senhores, o nobre autor do projec-
to tendo determinado no art. i." qual o deslino que
deviam ler esses terrenos que se pretendem desap-
proprar aforamentos perpetuos, eiplicou que a sua
idea era que a cmara municipal fizesse edificar,
ideia que se nao acha expresso no projeclo ; mas sem
duvida porque s esta clausula poderia mover o no-
bre autor do projecto a convencer-nos de que a sua
medida se nao achava comprehendida na lei o. 199
de 2 de maio de 1S44, j por umitas vezps aqui cita-
da na discussao do projeclo, que lem com ella toda a
denlidade.
Se pois o projeclo lem por fim a edificarlo naquel-
les terrenos, eu entendo que urna idea lao capital
uso pode passar como implcitamente conlida no pro-
jeclo, deve serexpressa, deve ser clara : mas se ain-
da assim esle he o fim principal do projecto, enten-
do que ello nao pode passar, porque, senbores, o ac-
to adicional designando expressamenle quaes as at-
iribuiccs das assemblas provinciaes nos arts. 10 e
11 e seus respectivos pargrafos, nao traa de edifi-
carao de casas particulares, trate somente de obras
publicas, navegaeo, estradas, casas de prisao, Ira-
balho e correcao, ele, o nunca jamis de casas para
morada, uso, e servico de particulares, como no
caso vertente. {Apoiaios.) Rao vejo um s arligo
na constituido nem no acto adiccional, que d se*
milhaute autorisaco.
O Sr. A. de Oliveira : Rem na lei do 1. de ou-
tubm de 1828.
O Sr. Meira : Diz ainda o nobre depulado que
essa medida be do iuleresso da muucipalidadc : se
he do interesse da cmara a assembla provincial s
pode legislar nos termos marcados no acto adiccional
paragrapbo i." do art. 10; c como he que ella pode
legislar acerca dos inlcresses da municipalidade ? e
em ludo aquillo que he tendente a polica e econo-
ma municipal,precedendo proposta das cmaras, de
sorle que a assembla provincial al nlo pode, como
he sabido e expresso em lei e avisos, revogar as pos-
turas |das cmaras sem proposta das mesmas c-
maras.
OSr. Oliceira :Aviso nao, lei.
O Sr. Meira : Mas, esta lei foi explicada por
um aviso de 21 de Janeiro de 1811, oque ainda mais
me favorece." Portanlo, ou o projeclo entende com
a polica e economa municipal, e com os inleresses
da municipalidade, pois que isto mesmo nao esl
ainda liquido aos olhos do nobre deputado o Sr. 1.
secretario, que defendendo o projeclo, repellio a
dea de que elle eslivesse comprehendido no qae be
concernente n polica e economa municipal, ou nao.
Se elle nao tem relarao alguma com a polica e eco-
noma municipal, e se a assembla proviucial's po-
de legislar em relarao s cmaras em ludo que lie
tendente a sua polica e economa, he lgico que a
assembla nao pode legislar a respeito da medida
consagrada no projecto. {Apoiaios.)
O Sr. Laceria: A consequencia lgica he que
pode legislar sem ser sobre a polica e economia mu-
nicipal.
O Sr. Meira :Entao a que se refere elle, senao
nao be a polica, economa e inleresses da municipa-
lidade ? Debaixo de que classilkasao o quercr col-
iocar o nobre depulado ?
(Ha um aparto.)
Um Sr. Deputaio :Pois o projecty'diz qoe o ter-
reno de S. Amaro passar a constituir o patrimonio
da cmara.
O Sr. .Ueira : Entao ser um presento que fa-
zemosa cmara :'... Pois concedamos mesmo que he
urna doaco, a cmara deve ser ouvida para dizer-nos
se quer receber essa ollera, com que a assembla a
quer obsequiar.
O Sr. Laceria : Oh! se quer.
O Sr. Meira : Nao be assim, senbores, nos
queremos doar esse terreno i cmara, e nao sabemos
se ella quer ai citar esta doarao ?
O Sr. Luiz Filippe :Rom lie preciso.
O Sr. Meira: Nos nao queremos fazer urna
simples doarao. queremos faze-la debaixo de condi-
"0e, he ama doarao condicional, que demanda ccr-
o onus, e obligarn da parte daquelie com quem
ieonlr.itjmus, e a quem devenios ouvir,.para que pres-
te o seu consenlimento, e nosdiga se aceita essa doa-
rao, sujeilando-se as suas condires, visto como n5o
se faz beneficio a quem recusainaito non\iatur be-
neficium.
O Sr. Luiz Ulipe : E quando lhe demos osim-
postos de mscales ebucclcirascousultamo-la previa-
mente ?
O Sr. Meira: Porque, para isso eslavamos au-
lorisados, mas proveo nobre depulado que a assera-
blcu pode legislar a respeito do desappropriacao de
terrenos para edificar casas particulares em benefi-
cio da cmara, e sem proposta delta, que eu desde
j faro-Ib'; protesto solemne de deixar a discussao.
O Sr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Meira :Nao; be edificajao do casas, para
ah novou eu, porque quero-lhe mostrar que o pro-
jeclo est comprehendido no paragrapbo 2. da lei
o. 199, porque ea anda nao vi ras sem casas ; es-
tradas c rain ni los lenho visto, mas nao ruis, que nSo
signicam mais nem menos, qae espado entra casas.
O Sr. Lacerda :Rao lem visto abertura de ras
sem edificarn de casas ?
O Sr. Meira:Kuas sem casas ainda nao vi;
quando se fizercm, maude-me por favor avisar, pois
que quero ver ; goslo muito tiestas novidades. {Ri-
sada'.) Portanlo se o fim do projecto he fazer a
desappropriacao para a edificario,como di o nobre
deputado, nao de predios pblicos, mas sim part-
calares, porque inlo he para cadeas, casas de cor-
recalo nem para algum desses edificios declarados do
acto adicional, he obvio que a assembla provincial
nao pode legislar sobre isto, qae nem be objecto de
economa c polica municipal, nem diz respeito aos
inleresses d municipalidade nos casse nos termos
em quo lhe be permiltido providenciar.
O Sr. Barros Barreto :Nem iuleresso nenhutn.
O Sr. Meira :L chegarei.
O Sr. Silvino :Se nao he de utilidade publica,
como esl contido no 2" da lei de 2 de miio ?
OSr. Meira:Euj nao disse que l hei de'
chegar? Estou Ira lando da competencia no caso de
ronsidernr-se o projecto como ainda ha pouco o ex-
plicou o nobre depulado que he seu autor, isto he,
tendo por fim a edifica[ao de casas.
O Sr. barro* Barreto :He aforamenlo de ter-
renos para a edificasao, nao he para a cmara fazer
casas e da-las de graca.
O Sr. Meira :Isso sei eu que a cmara nao esl
tao rica para assim o fazer : se assim fura, at eu
ra morar em Sanio Amaro {risadas). Prescindin-
do porm, Sr. presidente, da queslao de incompe-
tencia, entendo que o projeclo nao pode passar, por-
que he ama redundancia, he urna superfluidade em
visla da lei n. 199 de 2 de maio de 18M. Esta lei
no meu humilde pensar pero venia para fazer essas
observacOcs) aulorisa ao governo a desapproprar nos
casos de reconhecida utilidade publica quer provin-
cial quer municipal, e especifica esses casos. Diz o
2(l). Ora, senbores, eu appello para o bom sen-
so da casa, que diga se aqui nao esta comprehendida
a idea da edificaran de casas, se o legislador s leve
emvislas mandar desapproprar terrenos,para que a
cmara abrisse ras, fonnasse pravas, e fizesse mer-
cado esem que bou veste urna s casa.
O Sr. Barros Brrelo:Alai est a hypolhese de
demolir propiedades particulares para fazer ras,
he o que est na lei.
O.Sr. Meira :Isto he explicarn do nobre de-
pulado. E como o nobre depulado quer explica, o
espirito da lei por urna hypolhese sua, e nao quer
admiltir que seja explicada por urna oulra minha?
Se o nobre depulado esl habilitado para restringir
os termos precisos em que est concebida a lei citada
porque razao nao quer aceitar a interpretarn que
cu doue que he do melhor accordo possivel com us
termos em que esl concebida a dita lei? Ninguem
dir que aqui se d urna hypolhese, porque a lei
indica varios casos, ou antes todas os casos era que
deve ler ella applcarao. Digo no caso em queslao
esla comprehendida a edificarlo de easas, tanto mais
no lugar onde j ha edficac.ao, pois que apezar de
nao eslar muito certo d'aquella localidade, pareceu-
me que a maior parle do terreno dcscripto, e li-
mitado no projecto esl quasi edificada, salvo o eu-
gano.
O Sr. Luiz Filippe da um aparte.
OSr. Meira :Pois como he que se fez um pro-
jecto especial para se edificar meia duzia do casas
u'um terreno que esl quasi Iodo edificado?
O Sr. Barros Barreto :Nao esl, nao.
O Sr. Luiz Filippe :Grande parle.
O Sr. Meira :Digo qae a maior porc3o desto
terreno descriplo no prcjecto j esta edificada.
Portanto, Sr. presidente, entendo eu que o pro-
jecto esl comprehendido na lei n. 199, e nos termos
em que se ella exprime no 2o do art. 2o, nao se
adiando nessa lei excepcao alguma a respeito do
terreno da povoacao de Santo Amaro, eu conclno que
o projecto em discussao nao tem base, nao tem fun-
damento, he urna superfluidade e quando muito
objecto de indicarlo de urna lembranca ao governo,
a quem jase den autorisar.ln para desapproprar era
casos sementantes. {Apoiados.)
OSr. Mello Reg :Eatao pode-se desapproprar
para edificarn particular ?
O Sr. Meira:Se podo, esl o caso na lei.
O Sr. Mello Reg :Entao concorda que essa lei
vigora ?
O Sr. Meira :Se nao est revogada...
O Sr. Mello Reg:Rio lie inconstitucional a
lei?
0 Sr. Meira :E a qua vem semolhanle objec-
c,3o ? ji nao disse, que eslou agora argumentando no
caso de competencia desla assembla para legislar
sobre a edicarao de predios particulares, e portanlo
admillindo mesmo com os nobres deputados quo de-
fendera o projeclo, a sua consliluciooalidade e da
lei a que elle se refere? I le bem fcil comprehen-
der esla argumentaran sem que se d conlradirco
alguma cm ludo quanto Ira enunciado.
Tanto se acha comprehendido na lei citada o caso
figurado no projeclo em discussao por forja da ex-
plicaco dada pelo nobre deputado, cu autor, que
elle mesmo considerando ti art. 5 da lei em queslao
disse que smenle liuha applicacao para regular o
processo por ella proscripto. Ora, senbores, se a
lei nao abrange o caso de edificacilo de predios par-
ticulares, seo projecto cree urna especie nova, como
j de antemao a lei preveno o processo della ? Pois
o nobre deputado coufissa quey lei nao previne o
caso de edilicacao, e anles o ekclue, e entretanto
aceita para o easo do seu projeclo o mesmo processo
que ella eslabeleccu para outros mui diversos? Isto
prora assas que o nobre depulado parece ter eu-
xergado toda a denlidade entre ella e o projecto
que ofiereceu a esla assembla. {Apoiados.)
O Sr. Barros Brrelo :E porque nao?
O Sr. Meira :Se o caso n.lo est comprehendi-
do na lei.
O Sr- Barros Barreto :Tambem nao pode estar
o processo ?
O Sr. Meira :Nao, porque urna cousa resulla
da outra como consequencia inmediata.
O Sr. Barros Barreto :Pois se o projeclo diz
que o processo que se deve seguir he o mesmo da
lei, como r,3o est comprehendido?
O Sr. Meira : Mas perdoe se o caso nao est
na lei como quer que esteja comprehendido o pro-
cesso pelo qual se deve regular este mesmo caso que
at entao senao dava?
O Sr. Barros Brrelo : Enlo havia de in-
ventar um processo novo.
O Sr. Meira:Nao he preciso, porque o caso es-
t na lei, e nao he novo, como parece ao nobre de-
pulado.
O Sr. Barros Barreto: Esle argumeoto est
fraco, veja qutro para o que tem muitos recur-
sos.
O Sr. Meira:Obrigado, e reclmenle direi mais
alguma cousa a ver se lerei a forluna de o conven-
cer da justir.i da causa que defendo.
Se o projecto ira?, grande utilidade, se he de re-
conhecida vantagem a desappropriacao de lerreno'
para constituir patrimonio da cmara, em que elle
aliual se resume, entao eu pens ser conveoienle,
como j se disse aqui, que o nobre depulado ample
e generalise essa medida, que julga ser de summo
proveilu e imporlancia.
Vos sabis, senhores, qae temos bem perlo de nos
terrenos que nao sao proprios provinciaes, c qae
1 ertencem a particulares, como sejam os da fregue-
zia do Muribeca, Apipucos, Mcuteiro, Boa-Vista,
al rae dizem que parle do de Santo Antonio.
O Sr. Luiz Filippe : Deixo isso para a 2 dis-
cussao que eu voto.
O Sr. Meira:Enlao nao quer que falle cm pri-
meira discussao ?
O Sr. Barros Barreto: Isso mesmo nao he con-
tra o projeclo..
O Sr. Meira:E o seu projecto traz urna medida
geral ou particular, e conseguinlemenle parcial e
odiosa ?
O Sr. Barros Brrelo:Geniralisa-a.
O Sr. Meira: Eu nao at'quer >, porqne entendo
que j esl na lei.
Digo que quando eslivesse privada a olilidade
que se diz resultar de semelhanlu medida, o queso
admiti gratuitamente, o projeclo deveria genera-
lisa-la.
Accresce ainda, qae no terreno determinado pelo
projecto ha urna porcao que ficou fora dos lmites
marcados, e que alias serve igualmente para a edi-
ficajao, segundo me eonsla por peisoas fidedignas e
mui habilitadas, csclarecerenvme nesla ma-
teria.
O Sr. Meira:Eu nao lenho, como j disse, co-
nliccimenlo aquella topographia, mas por informa-
cues que hei recelo do, sei .que esse terreno fica
iuuundado as occasies de enchenles.
Porlanto me parece que o projecto nao pode pas-
sar, e muito menos nos termos em que se acha con-
cebido, c sem previa audiencia da cmara ; sendo
que alientas todas estas razos, que julgo de algum
peso, voto coDlra elle e em favor do adiamento em
discussao, porque alem de mui justo e razoavel, he
conforme os eslylos da casa.
Primeira discussao do projecto n. 19 do anno pat-
sado.
Art. 1. O presidente da provincia fica aulorisido
a contratar com Jos da Maya o cslabelecimcnlo de
linhas de carros de transporte puxados por animaes
naquellas estradas, e com as condires que julzar
convcnienlc.
Arl. 2.- Depois do eslabelecimento de que trata
o artigo precedente, ter o empreznrio o privilegio
exclusivo de oceupar-se naquelle trafico por espajo
de dez annos, sendo todava lvre aos particulares
servirem-se para seu uso de carros proprios, e dos
oulros meio- de transporte uzados at boje.
Arl. 3.a l-'icam revogadas (odas as disposires em
contrario.
Sala das comraisses 30 de marro de 1854.An-
louio Alve de Sonza Carvalho.Manuel Joaquim
Carneiro da Cunha.Francisco Raphael de Mello
Reg.
He approvado sem debato.
O Sr. Luis Filippe requer a dispensa do inters-
ticio para seren dados para a ordem do dia da ses-
so segunde os projectos ns. 5 e 19, o qoe he appro-
vado pela casa.
Esgolada a materia, o senhor presidente designa a
ordem do da e levanta a sessao.
O Sr. Barros Barreto:Aqui esto o mappa.
O Sr. Meira:Por ora o dispenso, e nem mo
quero disirahir. Quem conheccr melhor aquella
localidade poder informar-nos disto, mas ouco di-
zer a alguem, que do lado direilo da estrada de
Santo Amaro ha casas c terrenos os quaes nao estao
comprehendido* nos limites marcados pelo uobre de-
putado, e sendo assim, o seu projeclo he incom-
pleto.
( Ha nm aparto. )
OSr. Meira:Nunca passi a Testa all, e nem
examinci o lugar ; apenas por vezea tenho passado
em viagens.
O Sr. Pinto de Campos : E nao acha pito-
resco ?
O Sr. Meira:Parece. {Risadas.)
O Sr. Pinto de Campos:Aquillo elevo ser urna
cidade.
O Sr. Meira: Consta-roa lambem que no tor-
rouo aotado esquerdo da estrada e ntio lem edifi-
cado, o menos se edificara, uao por inccnveuientcs e
obstculos offerecidos pelos respectivos tToprielarios,
mas em consequencia de ser anunciado em occasiSo
de chcia.
O Sr. Brros Brrelo d um aporte.
Sessao' ordinaria em 26 demarco de 1855.
Presidencia do Sr. Barao ie Camaragibe.
Ao meio dia, feila a chamada acharam-se
prsenles 22 senbores depulados.
O Sr. Presiiente abre a sesso.
O Sr. 2." Secretario l a acia da sesso anlece
denle, que he approvada.
OSr. I. Secretario menciona osegainle
EXPEDIENTE.
Um ofTicio do Sr. deputado Jos Quintino de Cas-
tro I.eao, participando n3o poder comparecer por
motivo de molestia.Iuleirada.
Um requcrimenlo de Joaquim Antonio de Castro
Nunes, professor publico de instrucrao primaria na
freguezia de S.Jos desta cidade, pedindo qae sejam
annexos ao seu requerimento alguns documentos que
offerece.A' commissao de instrucrao publica.
Oulro de Jos Pereira Borges, professor publico
de grammatica latn-, na cidade da Victoria, pe-
dindo que seja igualado o seu ordenado ao do pro-
fessor de bita de Goianna.A' commsso de ds-
lrucc.no publica.
Oulro de Thoinaz da Cunha Cantuaria, professor
de msica no collcgio dos orphaos, pedindo a gra-
ca de ser equiparado aos demais professores da pro-
vincia.A' commissao de instrucrao publica.
He lido e approvado o segrate parecer.
A commissao de negocios de cmaras, exami-
nando as posturas de cmara municipal da villa de
Caruar, enlende conveniente a sua mpro-o, com
as alleracoes c correcjes feitas em alguns de seus
artigos, afim de que possam entrar na ordem dos
Irabalhos desla assembla.
Sala das commissoes 26 de marco de 1855.
Meira llenrique*. Oiireira.
ORDEM DO DIA.
Entra cm primeira discussao, e he approvado sem
debate o orcaroento provincial.
Segunda discussao do projecto n. 3, que antoris
o governo a jubilar o professor do inslrucjao ele-
mentar, Salvador Henriques de Albuquerque.
O Sr. Barros Barreto entende que, visto ler o
honrado membro, o Sr. Jos Quintino, promclli-
do .-presentar documentos em contrario prelencao
que se discute, que ser conveniente, por deferen-
cia a esse honrado membro, que parlicpou nao po-
der comparecer a sessJujnnr ijiconiuiodado, adiar-so
o projeclo por alguns das, alo que se possam pro-
duzir na casa esses documentos, e por isso manda i
masa o seguinte requerimento :
a heqaeiro o adiamento do projeclo por cinco
dias.Barros Barreto. .
O Sr. Meira para ser coherente com as ideas que
ja apresenlou quando pela primeira vez se pedio o
adiamento do projecto em discussao, ve-se forjado
a volar ainda contra o presente adiamento, por nao
ver razao que o justifique, tanto mais quanto os do-
cumentos apresentados pelo peticionario sao de na-
lureza tal que nao podem ser contrariados.
O Sr. Barros Brrelo insiste ero que o adiamen-
to deve ser adoptado, nao s em deferencia ao hon-
rado membro qae combale o projeclo, e que n3o
est presento, como porque esse adiamento era na-
da prejadica a materia do projeclo.
O Sr. Aprigio pronnncia-se contra o adiamento,
sobre o fundamento, porque a queslao he de sim-
ples e lilleral disposijao de lei.
O Sr. Meira abunda as razos queja prodazio
para provar que o adiamento nao deve ser adoptado
pela casa.
O Sr. A. de Oliveira pronuncia-se peto adia-
mento, por quanto nao suppoe qae taja inconve-
niente algum de se guardar essa deferencia para cum
um membro que est ausente, e que alias promet-
leu aprescnlar documentos em contrario quelles
que aeompanham a pelirao. Enlende qua os hon-
rados membros propugnadores do projecto nao de-
vero de maneira alguma oppor-se ao projecto, por
quanto estao bera convencidos da juslra qae as-
siste ao peticionario, e assim mais completo ser o
Iriumplio da sua causa.
O Sr. Aprigio insisto em pronunciar-se contra o
adiamento, e sustento quo a commissao de iostruc-
jao publica den seu parecer rouilo rigorosamente
de conformidade com a lei.
O Sr. Mello Reg pronuncia-se pelo adiamento.
O .Sr. Barros Brrelo insisto em suas observa-
jOes, mostrando que nao foi desejo de prolellar a
discussao do projeclo, nem he contrariar medida
nelle indicada que o levaram a offerecer conside-
r.ijo da casa esse requerimento.
O Sr. Oliceira pronunciando-so contra o adia-
mento, faz ver quo eslava bem lunge do seu pensar
lanrar urna insinuarn sobre o honrado membro, o
Sr. Barros Brrelo, quando disse que esse adia-
mento tinha por fim prolellar a discussao do pro-
jeclo, por quanto, be isso lctica parlamentar ja por
todos condecida, e que de mais nao he seu coslume
fazer offensas a seus collegas. Combatendo o reque-
rimento diz, que nao podando o honrado membro
impugnador do projecto aprescnlar documentos que
destruam quelles em qae se apoia a preleuro, e
n3o podendo esse honrado membro produzir conlia
o projeclo mais lo que aquillo que ja disse, que u5o
obslante nao foi sullicienle para abalar o projeclo,
quo se funda u'um preceto de lei, enlende que es-
se adiamento nao deve ser approvado, porque nao
trar cm resultado mais do que a demora na adop-
cao do projecto.
O Sr. Meira aioda faz algumas observajes em
ordem a mostrar que o adiamento nao deve ser ap-
provado.
Encerrada a discussao, e posto o adiamento a vo-
tos, he rejeilado e approvado o projecto.
O Sr. ./. ie Oliveira requer a dispensa [do in-
tersticio do orjamento provincial, o que he appro-
vado pela casa.
Entra em segunda discussao o projecto ;n. desto
anno, que aulorisa o governo a desapproprar o ter-
reno em queso acha fundada a povoajao de Santo
Amaro de Jaboalao.
Vai mesa c be apoiada a seguinte emenda :
Emenda substitutiva ao arl. 1. do projeclo
u. 5.
a Arl. nico. Pica a cmara municipal desla ci-
dade aulorisada a conlrahir um emprestimo da quan-
lia precisa para occorrer as dospezas da desappro-
priacao, nos termos da le provincial n. 129, dos ter-
renos de dominio particular em que estiverem situa-
das as povoajoes do seu municipio.
1. Esto emprestimo gozar das mesmas ga-
rantas do que fui aulorisado pela lei n. 296 de 5 de
maio de 1852, podendo-se hypolhecar os foros e la-
dennos dos lerreno* quo se forem aforando nos luga-
res desappropriados para garanta dos juros e amor-
Usaj3o da divida contrahida.
2.o Os terrenos desappropriados passarau a
fazer parle do patrimunio da cmara municipal, que
tratar de afora-los perpetuamente. Epaminonias
ie Mello, t
O Sr. Theoior diz que sendo reconhecidamen-
le importante u materia da emendo, cooviudo que
a casa emita um voto bem pensado sobr ella, se a-
nima a pedir que seja o projeclo adiado at a im-
pressao da emenda, c por isso manda mesa o se-
guinte requerimento :
a Kequeiro o adiamento do projeclo que se discu-
to conjunctaraento com a emeuda at que seja esta
impressaTneodoro.
Encerrada a discussao he o adiamento posto a
Votos e approvado.
Segunda discussao do projeclo n. 19 do anno pas-
eado.
Art. I.0 O presidente da provincia fica aulori-
sado a contratar com Jos da Maia o etUbelecimen-
lo do linhas de carros la transporto puxado por
animaes naquellas estradas, e cora as condijoes qua
jnlgar conveniente.
O Sr. A. ae Oliveira justifica e manda mesa a
seguinte emenda depois da palavra Maia, dga-
se ou com quero roelbores condijcs offerecer.__
A. de. Oliceira.
Encerrada o discussao he o arligo submellido
x otarn e approvado, bem como a emenda.
Arl. 2. Depois do eslabelecimento de que tra-
a o artigo precedente, ter o emprezario o privi-
legio exclusivo de uceupar-se naquelle Iralico por
espajo de dez aonos, sendo todava livre aos parti-
culares servirem-se para seu uso de carros proprios,
6 dos outros meios de transporto usados al hoje.n
O Sr. A. de Oliveira nao julga conveniente a
adupr.io do art. 2., visla dos graves inconvenien-
tes que podem resultar da conresso de privilegios,
sendo que nao esl mesmo convencido da compe-
tencia desta assembla para semclhantcs coaces-
scs. Julga que oulro qualquer meio poderia ser
adoptado, cora o afim de proteger essa empreza, e
por isso entende que nao seria fra de proposito
voltar o projeclo a commissao para ser no va mente
reconsiderado, e que nao duridar offerecer um re-
querimento neste sentido, se acaso os honrados
membros signatarios do projecto a isso se nao op-
pozerem.
O Sr. Mello Reg como membro da commissao
que formulou o projecto, apezaV de nao ter sido
o sea relator, enlende que nao merece ella censura
por harer consignado essa idea no projeclo, por
quanto, obrando assim, nao fez mais do que secun-
dar o pensamenlo dogorerno geral, quando conce-
den ao peticionario prrilcgio por dez annos, para
construir os carros de sua inrencao, e que com
quanto nao seja elle orador dos mais affeiroados a
essas concessoes de privilegios, todava nao duvdou
aceitar essa idea, nao s por ser a nica que a
commissao podia adoptar, como porque ja era oulras
circunstancias lem esla asscmbla laucado mao des-
se meio como, por exemplo, quando concedeu o
privilegio companhia de Beberibe, sem que com
ludo o governo geral al hoje tenha posto duvida a
esse direilo das assemblas provinciaes. Enrfbde
que qualquer oulro meio que conviesse ser adopta-
do podia se-lo nao s por indicajao da commissao,
como de qualquer oulro membro da casa, e por is-
so a julga isenta de censura. Rao duvida mesmo
adoptar qualqaer medida a esse respeito, que o hon-
rado membro que impugnou o projecto possa apre-
senlar, e por isso desconhece a conveniencia dcvol-
lar o projecto commissao.
Encerrada a discussao, e posto o artigo a votos,
he regeilado e coosultada a casa se entende que o
projecto deva passar para a lerceira discassao. de-
cide esta pela negativa.
Esgotada a materia.
Sr. Presidente designa a ordem do dia e levanta
a sessao.
COMARCA DO BOMTO.
18 de marco.
Sr. compadre, esla ho caria, brevisque, porque o
vvenle que a conduz mo esl a porto. Jizendo que
o avie. Tudo por aqui vai bem.
llonlem a noite houve um rolo no qiiarlcl, entre
daos filhos de Pallas que por oulro lado tambem he
deosa de la guerra, l'm soldado sabio bastante ar-
ranhado pela faca do oulro, e o companheiro me-
"B^ O Dos das viuhas liuha derramado sobre os
hijos de Marte certo licor que os poz fra de si ;
porm ludo licou nos eixos.
O principal "inolor'da
desordem foi preso depois de algum trabalho, porque
tinha urna faca, e os buxos que lhe eslavam prxi-
mos receavam algnma frrea inrasao, que loria laf-
vez de por fra de seus lagares bofe, tripas, coraro
e dobrada.
Felizmente depois de algum cusi entregou o sol-
dado a faca ao cadete Carneiro. O miles vai ser re-
meltido incluso ao major Camiso e ai caulelam es-
t no xadrez.
A polica continua em aclividade, e nao l muito
pelos pequeos.
Anles de honlem veio para a cadea Francisco Ig-
nacio Callado, a quem se attribue o passamcnlo for-
jado da eva. Foi preso em Capoeiras pela subde-
legada que est processando o cojo. Esse crimo
creio nao foi corometlido agora, e sim era eras alra-
zadas. Esle Callado nao he bom homem.... faz ei-
cepjao da regra affirmaliva.
Ha 8 ou 9 anuos diz a fama, que Jos Ribeiro Ri-
bas no lugar dos Curraes desla freguezia, dera ou
mandara dar um tiro no proprio irmao Jos Rober-
to Silva, que esleve quasi a dar coalas a Dos antes
de tempo, porm escapou licando com urna mao alei-
jada.
O Sr. Ribas ausentoa-se daqui por algum tem-
po, e ha pouco veio para o engenho Brejinho, dislau-
to desta villa 2 leguas, e all eslava morando (ren-
deiro do mesmo engenho), vinta a villa etc. O de-
legado teve noticia do faci, e de que todos aqui
imputavam ao mencionado esse crime, mandn hon-
lem a noile cercar o engenho com una forja de li
nha e guardas uacionaes, e esla manhaa reio o mes-
mo para a cadeia.
Rao sei se pelo crime esl processado, se o nao
esl, vai ser, e me afllrraam que muilas pessoas di-
zem que o hornera he criminoso.
Lamentamos os trabalhos desse senhor, mas a lei
he igual para lodos, quer proteja quer castigue 13
do art. 179 da consliluijao.
Adeos, eu vou indo cosi, cosi. .tu revoir.
. _________ {Carta particular.
DIARIO DE PERNAMBIM
Os Srs. governador civil, major general, inspector, .
ofliciaes de marinha e operarios, lodos fizeram quan-
to delles dependa para o embarque c rpida epe-
dijao dos auxilios destiuados a soccorrer as povoa-
jOesdo disicto de San la rem, soladas pela endiente
do Tejo.
a Hoje pelas nove horas da manhaa parti a me-
lhor fala do arseuat com mais mantimenlos, cabos
e diflrenles aprestos de soccorro. Dez einbarrares
do mesmo e seis escalares dos navios de guerra, bem
guarnecidos, empregam-se na salvajao da gente, de
careaes e farinhas. apezar do pessimo tempo, que,
segando a parte lelegraphfca de Santarem Iba dilli-
culle, e quasi obsla o sen urgentissimo servico ; e o
que neior lom sido, nem as mesmas parles lelegra-
pbicas tem passado por causa do nevoeiros c rerra-
ro. o qUe allirmamos he qae todas as providencias
possiveis w lem dado e continuara a dar-se.
O Nacional do Porto, teferiudo-se endiento do
Honro, exprime-se nos seguinles termos :
O Porto esl presenciando um espectculo gran-
de, magesloso e, ao mesmo lempo, medonbo e ter-
rivel pelas immeusas per.ls que j est cansando, e
provavelmente ainda causar, de razeudas e vidas,
i Todos desejavara urna cheia que remediasse os
males que senliamos Da navegajao do rio e da bar-
ra, mas nao era possivel que ninguem desejasse os
prejuizos que a correle esla causando.
I lunlem hegaram as aguas do Douro fonte da
Kibeira. beijando quasi os ps da ra de S. Joao.
Desde enlao n3o desccram, pelo contrario leeni su-
bido, e a muita chura da ooile paseada e desla ma-
nhaa naodcivai.i de contribuir para o augmeulo da
caudalosa correle.
Os sinislros sao j muilos. A noite passada fo-
ram arrancados do seu aucoradouro, pela impelu-
osidade da corrente, ns narios Campos I, lienrique-
ta e r eliz Americano. Todos esles narios Mo bra-
sileiros. o brigue Feliz Americano enralhou em
5. i ajo ; a barca Henriquetaa sahis a barra, ea
galera Campos I ucalhou all prximo as pedras
da meia laranja.
O vapor Tapajoz tornou, houtem noite, a
fazer s.gnaes de soccorro, e eremos que lhe foram
preslados porque at esto inonienlu (urna hora de-
pon do meio da, a sua araarrajao resiste a furia da
Crrenle.
A'ultima hora. A salera Camp* I ja foi
ao fundo, lano esta ernbarcajao como abarca
Hconquela, nao linham gente a bordo.
A nova barca Lisboa, que ltimamente so
lanjou a agua, garrn e conserva-se no roeio do rio
em grande perigo, assim como o estao lodos os navios
surtos no Douro.
Apparece ao O. urna barca, que ainda senao co-
nbece : he provavel que, avistando a barca Uen-
nquea, lhe metta alguma gente a bordo.
A chcia he das maiores que tem lido o Douro ;
desde a de 1823, com a qual se parece, nao houve
ainda outra assim.
Em Braga reinava grande consternajao, por
quanto, pela excessiva caresta dos generas de pti-
meira necessidade muilas familias adiavam-sc lu-
tando com os horrores da tome.
A este respeito l-se no Pharol do Minha e se-
guiute :
A careslia dos gneros de primeira necessidade,
filha da escacez da ultima colheila, tem levado a to-
me e com ella a consternajao ao centro de muilas
Tamilas. O gorerno tem empregado todos o* meios
para acudir a 15o grande mal. Tem-se mandado
franquear os porlos importajao dos cereaes, e fe-
ch?do sua exportajao. Tem-se proporcionado tra-
balho aos operarios com a abertura de novas estra-
das. Porem o mal ainda nao esl remediado. He
necessario lanrar mao do ultimo recurso, da canda-
do publica. Acha-se constituida nesta cidade urna
commissao, coraposla do Em.o e Rrm. cardes I arce-
bispo. presidente, Exm. conselheirn Francisco Ma-
noel da Costa, rice-presidente, e dos rogaes es Sr.
Custodio de Faria Pereira da Cruz. Joao Amonio de
Oliveira Braga, Antonio Lopes Monleiro, e padre
Marlinho Antonio Pereira da Silva, para abrir ama
subscripjao para subministrar aos pobres diariamen-
te urna rajao de pao e caldo. Esperamos da carida-
de tos Bracharenses qae todos coocorrerao com um
conligenle para urna obra de 18o reconhecida utili-
dade publica, e que as irmandades e contrarias sc-
rao as primeras a dar o ejemplo applicando e resto
tle seus rendimenlos, depois de alistlos os legados
para acudirem miseria dos infelizes.
A junta geral de dislricto, na sua primeira ses-
sao no dia 15 do corrente, fez a eleirao e propesta
dos 12 individuos que tem as qualidades para re-
gaos do consclho de districlo, a qual recado non se-
guinles : Joao Augusto Tdxeira de Magalhaes Car-
neiro, Jo3o Marcos Dias, Guilherme Marcelino d*
Cosa Ramos, Ma noel tle Magalhaes de Aran jo Pi-
meulel, Francisco Xarier de Souza Torres e Almei-
da, Joao Mara de Araujo Correia, Joaquim Jos da
Costa Rabello, Jos Borges Pacheco Pereira, Fran-
cisco de Faria Pereira da Crut, PantaleSo Jos de
Araujo e Caslro, Antonio Maooel Aires, Francisco
Aires Marlins.
As corles contnuavam em seus trabalhos, lendo
passado ltimamente na cmara electiva, qae para
b folaro ninguem seja admitlido a emprage publi-
co de qualqaer ordem se nao apresentar documento
que prove ler coucorrido an servije militar pelo
chamamenlo que a le faz de todas os cida-
d3os.
Ra Hespanha nada de novo havia ocesrrido de-
pois do que honlem publicamos. Os Carlista con-
tnuavam em aclividade, e o governo de sua parle
razia quanto podia para conlrariar-lhes os pla-
nos.
A raioha de Inglaterra pnblicou nma proclama-
rao, arneajindo coro as penas impostas aos reos de
alta trairao, todo o subdito inglez que auxiliase* aos
Kussos, quer relativamente a conslrncoflode navios,
quer ao tornecimento de vveres e de armas, qaer
einl'nn em qualquer oulro sentido.
O Morning-Post annuncia que lord John Rus-
sell partir no sabbado em direejao a Parii, e ira
provavelmcnlea Berlim, onde a Rusta ha de man-
dar, segando se diz, M. de Tiloff. Lord J. Russelltoi
boje recebdo pela rainha no paco deWindsor.
A este respeito l-se na Presse:
a Parece ser facto ofllcial a nomeajSo de lord John
Itussell para urna missao diplomtica importante;
concordando nisto lodosos jornaesde Londres nao
combinam no objecto dessa misso. O Times, e
com elle muitos jornaes, presumen! que ocx-minis-
Iro representara a Inglaterra as conferencia de
\ eiiiia e at substituir o actual cmbaiador lord
Westmorcland. Oulros persuadero-se que ira a
Berlim confeccionar com o enviado da Rsela Mr.
deTitofl. Confassamos que esta versSo nos parece
inverosmil. O Morning CAronicU accrescenla qoe
o nobre lord partira do sabbado e passaria pela ca-
pital da Franja.
A esculla de lord Russell he mui significativa :
de todos os homeosde estado da Inglaterra he aquel-
le, que petos seos discursos si acha, para assim nos
exprimidnos, mais pessoalmenle empenhado contra
o imperador da Russia ; e be certo, qoe se for a
Vienna, nao tomara a iniciativa de concessoes, e de-
fender a poltica occidental com firmeza.
a Demais disso.se he cousa decidida, como honlem
menciouara o lelegrapboqueo ministerio inglez re-
solveu augmentar alcem milhomensosen exercito,
nSo tem grande confianja no xito das conferencias.
Cumpre-nos accrescentar qae a noticia desle aug-
mento de forja militar nao vem confirmada nos jor-
naes inglezes, que lemos vista ; mas, sao os de
de anlc-hontem, porque os de hoje ajada nao vie-
ra ni. a
assembla legislativa
llonlem nao funecionou a
provincial.
Pela barca Mario Jos, entrada honlem de Lis-
boa, recebemos gazetas porluguezas ato 21 de fere-
reiro.
Portugal ficra cm paz, mas urna calamidatle se-
melhanlc a que nos visitara cm o auno prximo pas-
sado, derramara nllimamenle o susto e a afllccao
por grande parle daquelie estado.
Ainda bem. nao se achava elle de todo restable-
cido dos lerriveis elidios da eslerilisadora secca, pe-
la qual passara em o anno prximo lindo, eis que
um invern dos mais rigorosos o vai lambem ago-
ra devastando, fazendo cretcer os seus rios a ponto
(al que lem causado incalculaveis prejuizos.
Relativamente i endiente do Tejo, l-se no Di-
ario do Governo o segointe :
Urna daquellas calamidades pouco esperadas
neste anno, de eslerilisadora secca at fina de dezem-
bro, e que poucas vezes lem allligdo o Ribalejo nos
invenios mais chuvosos, levou honlem, 18, a deso-
lajao, o terror e a tome a varias povoseSes do dis-
triclo de Santarem. Os campos da Golleg quasi que
de improviso se inundaran!, o bairro da r i boira co-
brio-se de agua al aos primeiros andares, o roci de
branles he um plago invadiavel, e as planicis de
Vallada desappareceram debaixo da medonha torren-
te que ameajava alagar a mesma povoacao al aos
toldados dos seus raelhores edificios.
O governo, mal lhe conslou o cornejo do tras-
liordaraenlo do rio, anjevendo o quo (alvez viria a
acontecer, ordenou o apresto dos soccorros mais apro-
priados e proraplos que o caso reclainava, de manei-
ra que, ao receber o cilicio do governador dvil da-
quelie dislricto com a parle do desastroso snecesso,
ja tinha feilo expedir dous escaleres da nao fosco,
um da fragata O. Fernando, um do vapor Mindello,
e dous do arsenal da marinha cum ludo quanto era
conveniente salvajao dos inundados ; e as qualro
horas da larde remelliaro-se na fala grande e lan-
chas do mesmo arsenal D.040 arralis do bolacha, 10
Suiulaes de bacalho, Ib arrobas de arroz, "> almu-
cs e 9 caadas de azeite, 6 almudes de vinagre, 60
arrobas de carne salgada e 10 almudes de agurden-
le para se distribuir tudo pelos mais necesitados, e
einbarcavam-ee no vapor 7'o/ul. de precaucao, maior
copia de mantimentos, cairas e falexas, com ofliciaes
e inariuWagcn, para elle seguir se preciso fosse al
perlo de Azambuja, alim dse acudir mais fcilmen-
te s pessoas e pontos invadidos, quando quelles
n,lo baslassem.
Parece porm que arhein locara os seus m.ti-
res limites al hoje conhecidos, sem com tudo aug-
mentar desde honlem, mas ainda se recciam outros
estragos alcm dos j sabidos.
No em lano a perda de vidas serla erando e mul-
lo de lamentar, nao se tendo tomado Uto opporluna-
menle as providencias referidas, para as quaes todos
que a essas cram chamados s empentaran) com um
zelo e dedicajao impossireis de exceder-se. No ar-
mazem de mantimenlos do arsenal se larraram por-
taras e airaras independeatemcnte de amanuenses.
Em Pars corra o boato de que o imperador par-
tira brevemente para a Crimea, eqae a imperatrii
o acompanharia at Conslanlioopla.
Em Sebastopol o lempo tinha abrandado conside-
rarelmenle, parecendo ja que reinava a prima-
vera.
Segundo noticias de Vienna o Mar publicara ol-
'.imamente o ni manifest, no qual chama s armas
luda a populacho masculina deseas estados, deven-
do ser enviados Crimea reforjos al 300,000 ho-
mens.
O arsenal francez de Conslantinopla foi incendia-
do ; mil quintaos de farinha e outros tastos de bis-
coitos foram destruidos polas chammas.
A cmara dos deputados do Piemonte approvou
por 101 votos contra 60, o Iralado de adhesao e con-
venjao militar entren Sardenha, a Franca e a In-
glaterra.
A Revolurao de Setembro di lambem as se-
guinles noticias extrahitlas de gazetas francezas
O ministro da marinha de Franja recebeu do vice-
almirante Bruat o seguinte despacho :
A bordo da Montebello .30 de Janeiro de 1855.
Torio de Kamiesch.O general em chefe pede-me
mais 30 pejas de anudara da marinda e 15,000 ti-
ros alm dos 3-2,000 j reclamados. A Duperr aca-
ba de ancorar no porlo de Kamietcd ; Irat 950 pas-
sageiros militares, 3> barracas, 1,000 bombas e 3-_l>
barra de plvora. O Panam conduz 160 passa-
geiros e material, isto he, objectos de acampamento
e utensilios.
Da lelegraphia particular consta :
Trieste 10 de feveroiro.e Ale injaro 5 do cor-
rente as noticias de Alexandria. O ricc-rei do Egj i-
lo aboli oa dirailos de alfandegas percebidos al
agora exceptuando nicamente desla medida o
porto de Suez no Mar Vcrmelho. SS. AA. RH. n
duque e duqueza de Brabante chegaram a Ale-
xandria.
As participajcs da Damasco, em dala de ">ds
Janeiro, aniiunciam qae os kardos lomaram Zacka u
passaram a ferio a popalajao. O hach de Bagdatl
apressara-se para reprimir a ravolla.
O correio do Buinbnim lem a ullima data de 16
de Janeiro. Os rabes foram derrotados pelos Per-
sas ; e os embaixadores do imperio dos birmans en-
viados ao governador geral das Indias, retiraram-se,
tendo.solicitado debalde a restitujo do Peg, que
as tropas inglczas conquistaran!.
Marselha 10 de fevereiro. O f e' trazas
seguinles noticias de Constanlinopola rciro. Mr. Bourro, ex-consul na Syria ,.,i, .o para
a Persia, encarregado de se entender com ibal-
xadnr de Inglaterra em Tehern para in-i
shah daquelie imperio afim de enviar tropas ,r
ns Russos.
O palacio da embaixada rnssa em Consu ilino-
pola foi convertido em hospital para os soldados
franeczes.
Muilos camaristas da Porta foram demillidospor
cansa le enredos. O letrado grego Perides foi pre-
so como autor de um folhelo dirigido contra o cm-
baixador austraco, M. deBruck.
< No da 30 partirn! de Varna para Eupateria
1,500 Turcos; segoi-tos-ho em breve 2,500, c assim
conseculivamcnle ato completar um exercito de
60,000 homens.
Na Asia o lypho moslra tendencias de desappa-
recer. O decreto otlomanoque prohibe a venda das
IIFRIUFI
mutua nn


DIARIO DE PERMMBUCO, QUARTA FEIRA 28 DE MARCO DE 1855.
3

S.

eseravatcausn descontenlamenlo na Circassia.
O Russos penelrtram na Kanato de Kliiva.
Nao da noticias da Crimea.
Marselba 12 da fevereiro.O primeiro destara-
meuto de tropas ingleaa procedente Roa a Snet no l.ode feverciro. Aa uoliciasde Bom-
baim referem qut rehcntou urna iuiorreirao no Ca-
boul, que a l'er-in se dispunlia a iutervir na lula.
Oulra se manifeslou no Candaliar, onde os revolto-
sos recontteccram a suzerania da Peraia.
< Doze mil Penas assaltavam Bender-Abassi, for-
Uleta perlencentc ao imn de Mscale : houve com-
Vi-a Orando.
Aa mitos postas, os olhos cravados no Divino Mar-
lyr, e seus labios como que murmuravara Senlior
arredai de mim eiscs abatrcs que rae cercam /
Quera vitse esta douzella Irajando do, sera miis r-
nalos, que urna romeira de renda preta, cora os joe-
lhos ero trra, olhos aupplicantes, diria ver ama vir-
gem por eo escolhida, um anjo das misericordias
do co.
Crea, mcu amigo, quete eu fosse poeta ali! que
bale encarnizado e coulinuava a resistencia do cer- muilo o muito leria de escrever em versos, mal tero
f*it*wi m .-> !!!------a.iiainiiiitil mlak *v Iillin .4* *r. *____i_li" ^ .fti Ja i___ a i
cado, que tinliam por commanddule o lildo do prin-
cipe.
n Na dala das ultimas noticias o almirante oglez
Slerllng vigiava Cnido e obsta va aoa progreaso dos
iusurgentet.i)
ceiMIMCAO.
Os Srs:Coronel.l.uix de Carvalho Bramido, lir.
Carta Lobo, ex-juix de direito da comaren da lina-
Viata, Dr. Miguel Gonjalves Lima, e o Echo Per-
nambucano.
Silenciosos temni observado essa lula desabrida,
que pelo ficho Pernambucano ha Iravado o Sr. Cos-
ta Lobo, ex-juix dedireilo da Boa-Visla, conlra os
Srs. eorODei I.uit de Carvalho Brandao e l)r. Mi-
ae! Gooealves Lima, e pormaisde nma vez llave-
ras* pergeniado mis mesmos o que he isla 1
donde pruvm lauta ogeria, lano udio, lauto ran-
eor da parte do Sr. Cosa Lobo conlra aquellos dous
senhoret, ponto de os doestar de um modo lao in-
decoro '.'E com quanto tendamos bem esmeri-
Iliado todos o escriptos e puhlicaces do niesmo Sr.
Cetra Lobo, orna so rooaa havemos enconlrado ncl-
les, e vera a ser dtsregramento de lingoagcm
insolencia inaudita, desmesurado desprezo a todas
as regras de pundonor e civilidade, accrescendo
alm dislo, ama solemne aecusarao, um descredilo
evidente, feito pelo proprioSr. Costa Lobo i sua pes-
soa.
Principiaremos por conceder em hypolhese, ne-
ado semprea veracidaxle doque lem aflirmado o
^osla Lobo, que o Sr. I.niz de Carvalho Bran-
da he nm faccionorosn, c reo de grandes crimes, e
qne o Sr. Dr. Miguel Goneadves Lima he um juiz
muuicipal iueplo, ignorante e venal. Enlilo per-
guntaremot-no fi o Sr. Cosa Lobo por largos
annos joH de direilo da comarca da Boa-Visla?
ni leve detemo da sna jurisdigao aquelles don? sc-
nhores ? 4 o que fez t processou-os ou mandou-os
protestar? representoa conlra elles ao governopro-
vincial t invesltgou os seus crimes e prevaricarles ?
tralou de mostrar ao publico que se achavn impossi-
Inlitado de emnprir com os seus devores de primei-
rmagistrado da referida comarca? n5o ; pelo con-
traro, maniere as nnis intimas relaroes com o Sr.
coronel Luiz de Carvalho Bramido, de quem, i esse
lempo, era co-religionario politico, e viven na
raaiof harmona com o Sr. l)r. Miguel Gonr,alvcs
Lima : logo, ou o Sr. Cosa Lobo foi um juiz de d-
reiln relaxado, ou he um calumniador. A primeira
bypolheie, elle por cerlo nao querer aceitar; por
coasegaiiii* permanece a segomla, que para o caso
he a qnejostarneute se deve applicar, embora a pri-
ineira tambera convenha, e se adapte ao carcter
UaS. S.
Cosa effeilo, senlior Cosa Lobo, !em lorpemr-nle
calumniado a dous homens|respeitaveis,|a douscarac-
leree dislinctos do centro da nossa provincia, c assim
lia procedido, porque estas homens, dolados de ver-
Lideiros senlimentos peroarnbucanos, nao se qui-
zeram prestar a ser espoletas seas.
Muito antes de S. S. conhecer a comarca da Itoa-
\ isla, e de abasando do sen emprego. residir quasi
qua abitualmanlo na provincia da Babia, ja o coro-
nel Laiz de Carvalho Brandao era ama pessoa nota-
vel naquella comarca, e conhecida nosscrlesda pro-
viucia e das limitrophes, como grande proprielario,
(tacendtote de urna familu Ilustre e de una mo-
ralidades probidade incontestaveis;js o l)r. Migue!
'encalves Lima era reconhecido como um mogo que
faz honra i sna patria pela nobrezn dos seus princi-
pie, intelliaenuia e pureza do seu procedimenlo ;
j final raen le os Boavistanos se congralulavam em
peatoir entre ti dous homens qne, com justa razo,
laven aer cansiderados de primeira ordem. E o
Sr. Cosa Lobo sempre son be disto, e os considerou
a sito, tanto, que do Sr. I.niz de Carvalho recebeu
imsaensos obsequios; o que certtmente nao faria,
sa a repntasee ewe hornera criminoso e perdido,
como hojeo analtica.
Ellas observacoes, poit, nos levam crer, que o
Sr. Costa Lobo, alm de calumniador, he ora ingra-
to, que nlh deve merecer a menor allencdo do qual-
quer homemsizudo que por venlura sede ao traba-
Iho de examinar o triste papel, que elle tem feilo
11 esta lula qne abri contra aquelles dous senhores.
Agora, poreni, pejgnntamot redaerio do Echo
Ptrnambuamo, porque motivo, so (em ella lano
empeohado nesse jogo de dialribes lanzadas conlra
osseodorc Luiz de Carvalho Brandao e Dr. Gti-
ca I ve* Lima ? porque razio nio ee reraw* a salisti-
zer aa metqoiahas vinganoas e odios pestoaes do Sr.
Cosa Lobo?
Uto sebemot qne essa redactan tenha oflensas par-
ticulares dos dous referidos tenderes, e pois pareca
justo qoe seos prlos nao se oceupassem na dil.ima
.'Ao de dous Peroirohucanos. que reunem lodos os
ttulos para tarem bem considerados por nqoelles
que>apreciasn eme nome glorioso.
Concluimos aqu o qne linhamos dizer sobre a
materia, protestando vollar ella, se por acaso con-
imnaremos.assiltos doSr. Costa Lobo contra|a honra
e reputarle do dous nobres caracteres, qoe acalla-
mos de mencionar, aos quaes lano mais devemos
defender, quanlo te acham ausentes 8o lugar onde
ai* indignamente aggredidos.
Braiilicus.

Licor
pre na melrilicacflo da verdade.
L os despachos do ministerio, e como bem poneos
cidaddos cscoldidos desla provincia confiera, tenho
de referir-me aos que conheeu pessoalmente que sao
bem poneos.
A igreja vai adiaule.
Aceite o Rvm. Sr. padre mestre l-'r. Lino do Mon-
te Carmello os sinceros parabeus do seu amizo do
mato, pela feliz escolha que i S. Rvm. fez o nosso
soberano para pregador de sua imperial capella. S-
Rvm. he digno de lo alia honra.
Os meus especules amigos Sr. tenenle-coronel Ma-
nocl Gamillo e Jos Eugenio de Camaragibe, quei-
ram igualmente acreditar, que a honra, que aca-
ba m de receber, lie mais um florao aos servigos por
Ss. Ss. ao Ihrouo prestados.
S. M. lamber nao se esqueccu do venerando an-
eldo, o Pernambucano illuslre.o Sr. Lourenco de S
Albuquerque ; eu dedico muilo respeilo a este se-
nlior, e como assim dou-lhe os parabens pelo seu dig-
no despacho. Tambera ndo pensera os meus aflei-
goadus de Serinhacm e Rio l-'ormoso, que delles me
esquejo e pelo qne digo a Vmc. qne mu honrosas
foram as nomeac.es do Sr. Gaspar de Quilindnba
para (enciilc-coroncl da guarda nacional de Seri-
nhaem, do Sr. Jos Veuceslo Rigueira para chefe
do estado maior, e do mea sympathico e bom amigo
o Sr. Laurentioo Jos do Miranda para major do
esquadrao do Rio Formoso. S. S. agora he provavel
que precise de um cavallo anda mais bello do que
os que lem, pois digo-lhe que sci quem da poneos
das comprou nesla praca um magnifico bucepdalo...
basla-lhe urna carliuda, e lera um lindo animal pa-
ra seus exercicios: o peior lie que ca tambera da ex
ercicios e revistas, mas nao ser por falta de um brio-
so gnete que S. S. deitar de merecer aquella im-
portancia para com os seus subordinados, que ja ha
muilo goza entre os habitantes do Ro Formoso.
Meu amigo, devo urna bre>e replica ao seu nobre
correspondente da Paradiba. Mande-Ide dizer que
a senda pela qual me farei condecido nesse L... he
amsade e a conlra senda, em caso de revolujao
he habito de San Pedro.
Os matulinhos me esperara porta do meu com-
padre com a carga aos hombros dos sanfat. Voo
par
AJeos, meu amigo. Adeos Recite.
Levarci saudades? Nao sci, la he que dei de ver.
Adeos meu amigo, adeos Itecife....
Deixarei saudades? Quem sabe ? Os que (cara que
digam.
Adeos.... Od! islo nao he oulra cousa senao sau-
dades !
Monlemos. Al l. Animo.
Adeos meu amigo... Adeos Reeife.... Adeos...
__ *V-
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Srs. Redaclores.Se em loaos os lempos um ma-
gistrado honrado, inlelligente e conspicuo, merecen
o respeito, e veneraedo dos povos, nao se deve es-
Iranhar que do centro destes sertoes eu procure rco-
der homenagera as alias virtudes que adornam o
dislinclo Sr. Dr. Joo Francisco da Silva Brasa, que
acaba de ser juiz municipal desle termo. E faro is-
lo quando elle ja nao he auloridade neslc lugar,
quando fridos da mais profunda saudade pela sua
ausencia, lodos os Ouricuryensea compredendem a
gravidade da perda que soreram, a imporlancia do
bem que perdern).
Chegou a esle lermo o Sr. Braca em urna poca
em que s espritus nao cslavam perfeilamenle Iran-
quillos, e logo pelos primeiros actos que pralicou
deu a conhecer que suas vistas se derigiam a promo-
ver a ordem,ranquillidade e concordia ntreos seus
municipes, adoptando como norma impretervel de.
sua conducta fazer ju-lica a lodo-, quae-|'iet_inia^| '""S1
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimeulododia I a Jli..... 19:423^013
dem do da 27........ 1:6959213
5t:118J25(i
PAUTA
do/ prtro corrintet do attucar, algodao, e maii
teneros do pote, qe te deapacham na mesa do
consulado de Pernambueo, na semana de 26
a 31 de marro de 1855.
Assuear em caixat branco 1. qualidade
M b 2.
D mase.........
bar. e sac. branco.......
n mascavado.....
refinado ..........
i) 2.
3.a
em caroca.........
Espirito de agurdenle .
Agurdenle cachaca.....
b de rano.i ....
b restlada ....
Genebra...........
B
B
caada

urna
um
sem suasopinoes, estado ccondiro social.
y
CORRESPONDENCIAS.
Retfe 24 de margo.
Agora sin), meu charo, estou de vagcm para o
malo, nao lite minio, te disser qne estou enjoado
das cortezias, macaqnices, francezismos, desfrutes,
pancadas, toljccs, j:aialicese pedanlces, que por ahi
alcm se observa en ulgQns dos raeus seraelhanles,
qne a/br/iortqiierem-se fazer civilisadot. Mil ve-
xa* a rusticidade dos meas patricios provincianos.
Nada Ido ravollanlc como encontrar cu um qu-
dam, qoe na o vi atear, e que nem sabia que eu
exista natt* planeta, dirigir-se a mim, aperlar-rae
-orasuas duas a rainlia m3o; motlrar-me com af-
fabilidade calculada seus denles; oflereccr-me sua
cata, ecultando o numero, e por fim dir-me urna
facadinha de 50 com boat firmas !
Nada, n50 neci senao para viver entre homens
ruslicos, porque geralmenle sdo homens de pdo pao,
queijo queijo.
Se realmente j nao hoovesse Unta corrupr.lo; se
essa affabildadc que por ahi mutuamente se inoslra
fosse fillio do corceo, oh! enlao, j disse, cu me mu-
dara para o Recife: Dizem porm ot entendedores,
que islo mesmo deciviliacao vade retro...
Hontera fui ver do Aterro paisar a magestosa pro-
cisiao do Senlior dos Passos, e em verdade foi um es-
Cculo da sublime religosidade '. Escuso dizer-
que houve de bom, mi e pessmo, porque
Vmc.Umbem a vio.
A tropa esleve magnifica; seu uniforme brldan-
le, seu garbo sem par ; assim houvessc mais regula-
ridada ordero no cortejo da procissdo, e basta.
A medida qne tomou a polica em uflo consentir
que o povo transitaste na ponte do Recife, durante
a paataitem da procissao e da tropa, foi ptima, por-
que eeriii de reeeiar o contrario, visto o estado de
ruine da mesma.
Admire a solidez das verandas dos nossos so-
brado*.
Alm do peso das excellentissimas (que nao he la
lo pouco como ee pene), mais o peso dos velludos,
chamelotes, eelint, sedas, creps, bandos, filns, ro-
meires, chalet, tobre-ludos.-cemiss e diversos quei-
xo d* marmanjos apoiados sobre hombros de jaspe,
e na fallando nessa qutntidade prodigiosa de iran-
celins, enrrenles, relogios, alfineles, pulseiras, rose-
las e tembem caplelas.
Meu amigo, anligarmnle, dizem, que pela qua-
resma, enesset actos nao era pcrraillido, pelos pas
de familias, que suas filhas usassem dos enfeiles co-
loridos em hus vestidos pretos; hoje porm tem
mulla grata nm lac,o de fita escarate pregado, as-
sim oo sei como, n'nm lalho de vestido preto.
Bem avisado andel eu quando lde disse na minha
primeira missiva neela praca, qne os carros eram
privilegiados machacedores de quem padeca das
pernas.
Na noite de honlem um carro, lalvez boleado por
raio de algun ebrio, proslrou urna podre mnlher e
a ferio gravemente no rosto, quando esta passava na
ponte da Boa Visla. Dizem-me que a polica lem
de se haver nao com os cavallos, mas comquem guia*
va-Oi.
Ja na vepera um pobre rapaz llcara sem um dos
olhoe, porque,talvez jolguemque s visse seis mezes,
e tubirase do proxieao.
Ai-'1 i., mais que nunca eslou resolvido em mandar
> minha liteira para alguma cocheira : o pasto gra-
ve d<>- meus arenques, e o promontorio da liteira
avisaiao o viandante, qne vai paitar o novo vehcu-
lo dos passeios, o assim nao baver receio de qual-
quer snitlro.
Meu amigo, nunca sao as rodas pequeas qne pi-
ta m e esntegam o povo, sao e sempre foram as oran-
te*. A camera municipal que carregue a mo....
Parece qne urna estrella benfica me conduz ecm-
pre ao legar onde est a predilecta de meus odos,
essa menina de 15 annos bella, pare e potica.
Deixe pasear os meus arronbos.... Vi-a honlem
em um dos Passos, nao rindo-te, conversando, mi-
rando-te ou namorando;
rado magistrado no decurso dos anuos que aqu resi-
di nunca desmeollo, ucm abaodouoa o seu nobre
proposito.
Ligado aos homens priocipaes desle municipio,
dando pravas de urna exrraplar moralidad?, aco-
lliendoa lodos com extrema bondade e desenvol-
vendoo mais vivo interesse eaclividaie na puncao
dos crimes, moslrou pelo seu comporlamento quo se
pode muito bem ser excellenle magistrado sem im-
postura, sem despotismo, sem oppressao. Se o po-
bre e desvalido o procuravam enconlravam sempre
nelle o mesmo acolhimenlo e bondade cora que eram
Iralados os ricos o poderosos. Emfim o Sr. Dr.
Braga captivou a lodos, porque a lodos tralou bem e
rezjustca.
Nem pareca isto nma cxaaaeraro ou excesso de
amizade ; nao, o Oaricury lodo sent a forja da
verdade que acabo de enunciar e a prova esta oas
saudades que seus habtenles manifeslam pela au-
sencia do (ao digno juiz e amigo. Queira o seu
successor o imilar, para ao menos miligar a dor que
aquella ausencia tem causado. Feliz o termo de
Macei que o vai possuir ; feliz a provincia qoe
Ihe deu o berc.o, e que pode ler orgulho em apun-
ta-lo como um dos seus dignos filhos.
Perdde o meu amigo o Sr. Dr. Braga, se mandan-
do publicar estas lindas, eu ofrendo a sua modestia,
porque nao f ac mais do quedar ao merilo oque
Ihe perlence.
Rego-ldes, Srs. redaclores, que deem publicidade
a este escripto do seu ele, etc.
Villa do Ouricury 10 de fevereiro de 1855.
Dimas Lopes de Slqxteira.
B
B
bolija
caada
garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqucire
em casca...........
Azeitc de mamona........caada
b mendobim c de coco b
o b de peixe......... b
Cacan.......
Aves araras
papagaios
Bolachas.....
Biscoitos.....
Caf dora.............. b
a reslolho.........'.
com casia........... b
b muido............. b
Carne secca............
Cocos com casca........
Charutos bons.........
b ordinarios......
regala e primor .
Cera de carnauba.......
i em velas.....: .
Cobre novo mao d'obra ....
Couros de boi salgados .....
b expixados.......
b verdes .........
de onca ........
b cabra cortidos ,
Doce de calda.........
)> b goiaba........
b seceo ..........
o jalea ,.....i
Eslpa nacional........
b estrangeira, indo d'obra
Espadadores grandes .....
b pequeos....
Ferinha de mandioca .
b railho......,
b b aramia.....,
Feijao............,
Fumo bom..........
b ordiuario ....... ,
b era folha bom.....,
b b ordinario. .
b b a restolho ...
Ipecacuanda .........
Gomma ............
Gengibre...........,
Leuda de adas grandes ....
l a pequeas.....
b b b loros....... B
Prauchas de araarello de 2 costados urna
b louro......... o
Costado deamarellode35a40p. de
c. e 2 ,' a 3 de 1..... b
de dilo usuaes....... n
disbo da d(o........ B
ccnlo

)>


8

B
B
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))
B

B
B
til)
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, um
alqucire
@
B
alqucire

B
alq.

ccnlo
COM.MERCIO.
PRACA DO RECIFE 27 DEMARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarles ofliciacs.
Hojc nao houvcram eolaees.
Soallio de dilo........... .
Ferro de dito........... /
Costado de louro.........
Cosladuiho de dilo........ ,
Suallio de dito...........
Forro de dilo...........
b cedro..........
Toros de talajuba *...... quintal
Varas de parrera......... duza'
b b aguilhadas........ .
b b quiris.......... b
Em obras rodas de sicupra para c. par
b eixos B B B
Medien............... caada
Milho............... alqueirc
Pedra de amolar......... una
b b filtrar..........
b b rebolos.........
Ponas de boi........... cenlo
Piassava.............. molho
Sola ou vaqueta .
Sebo era rama .
Pelles de carneiro
Salsa parrlba........... @
Tapioca..............
linhas de boi........... cenlo
Sabao............... fl
Esleirs de perperi........ nma
Vinagre pipa...........
Cabecas de cachimbo de barro. milheiro
ALFANDEGA.
Reudimenlo do dia 1 a 26. .
dem do dia 27. ,
32.-.:9ifi7:)l
37:tr273671
362:97*342
IIIUl'l
@
urna
2520(1
18800
19400
29600
19900
3ttM
59500
5I00
43700
19375
9640
9500
>.Vi"
KSO
9180
9220
9180
|99Q
5S0D0
19600
9600
19760
19200
59000
109000
39000
59120
79680
49500
39O0
3*500
69400
63OOO
39840
I92OO
9600
29200
99000
119000
9160
9190
9190
(too
159000
9200
9200
1160
9400
9320
19280
19000
29000
19000
25210
29000
4|50O
79000
79000
39000
89000
49000
39OOO
409OOO
3o000
1(500
29100
3900
109000
169000
79OOO
259000
109000
O9OOO
9500
49000
9000
59200
39200
29200
-39000
19280
I-2SO
19600
9960
405000
I69OOO
9220
19600
9610
69000
9800
49OOO
9320
29100
5C200
9200
179000
392OO
9210
9120
9160
305000
59000
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........
24 Jos Baplisla Kibeiro de Ferias. .
26 Manoel Buarque de Maccdo. ,
28 Umbelino Maximino de Carvalho.
30 O mesmo.........
32 Francisco do Prado......
34 Viuva de Francisco Sevcrno Cavali
canil..........
36 Nuno Mara de Seixas.....
38 Manoel Francisco de Moura. .
1 llerdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa..........
3 Thomai de Aquin Fonscca. .
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
P...........
7 Ordem Tercera de S. Francisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Medciros
e oulros.........
II Antonio da Silva Gusmao. .
13 Antonio Jos da Castro. .
15 llerdeiros de Izabel Soares de Al-
meda. ........
17 Joaquim Kibeiro Puntes. .
19 Viuva o herdeiros de Joao Pires
Ferreira.........
21 Manoel Komao de Carvalho. .
23 Irmandade das almas do Recife. .
25 Dr. Ignacio Nery da Fonseca. .
27 Padre Joao Antonio Gallo. .
29 Antonio Cordciro da Cunda. .
31 Joao Piulo de Queiroz o herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. .
33 J0.I0 do Rosario Guimaraes Ma-
chado..........
35 Antonio Luiz Goncalves Ferreira.
37 Juliao Porlella.......
39 Joaquim Francisco de Azevedo. .
11 Francisca Candida de Mirand*. .
Be.
1219300
1269000
1089000
188600
60jrJ00
609D00
609)00
789000
11191)00
1279500
9996OO
271000
619200
679"i00
45JKXH)
6390O0
189OOO
559OOO
303000
759000
89WO
8I9OOO
12390OO
6O9OOO
2tyno
72961VI
75901111
529501
459001.
609000
CEARA' E ACARACL'.
Segu com brevidade o palhabote Suoraifnre, ca-
pililo Francisco Jos da Silva Ralis, recebe carga e
Eassagtiros : Irala-se com Caetauo Cyriico da C.
[., no lado do Corpo Sanio o. 25.
Para o Rio de Janeiro salte ale o ihn
docorrente mez, o muito veleiro btigue
KECIFE, oqnalja' tem a maior parle do
carregamento promplo: para o restan-
te, passageiros e escravos, trata-sc com
Manoel Francisco da Silva Carneo, na ra
doCollegio n. 17 segundo andar, ou com
o capitao Manoel Jos' Kibeiro.
Para o Rio ele Janeiro
segu com umita brevidade, o bem conbe-
cido patacho VALENTE, capitao Fran-
cisco Nicolao de Arsujo, por ja' ter dous
tercos da carga prompta : para o resto,
escravos a fete, para o que tem encllen-
les commodos. trata-sc com o capitao, ou
com os consignatarios Novaes &CM ra do
Tiapiche n. 54.
LEILO'ES.
3.006875S
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da llirsouraria pro-
vincial de Pernambueo 11 de marco de 1855.O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Idcsouraria provincial, em cumprimenlo da resoluto
da) junta da fazenda, manda fazer publico, qje 1 ar-
rematando dos reparos urgentes de que precisa o acu-
de de Caruaru' vdo oovamentc a praca no dia 29 do
corrate.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Idesouraria pro-
vincial de Pernambueo 20 de marc.o de 1855. O
secretario, A. f. da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Idesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
to da junta da fazenda, manda fazer publico, que
a odia do oilavo|lanco da eslrada daEscada.vai nova-
mente i praca no dia 29 do crrente.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.O secretario, Autonio Ferreira
da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Idesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 23 do cor-
rente, manda fazer publico que no dia 12 de abril
prximo lindo, vai novamentx a praca a obra do
primeiro lanr,o da eslrada da Escada.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diarto.
Secretara c'a thesouraria provincial de Pernam-
bueo 26 de marco de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Idesouraria provincial, em cumprimenlo do dispos-
to no arl. 34 da lei provincial n. 129, manda fazer
pblico-para condecimenlo dos autores hypolheca-
ros, e quaesquer interessados.que foi desap'propriado
a Jos Jacinlho da Silveira um sitio na eslrada dos
Remedios pela quantia de 5509; o que o respectivo
proprielario lem de ser pago do que se lde deve por
semeldanle desappropriaran, logo que terminar o
pra/.o de 15 das contados da data desle, que de dado
para as reclnmarocs.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias soccessivos.
Secretaria da idesouraria provincial do Pernam-
bnen 17 de margo de 1855. O seciclarn, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
DECLARACO'ES.
O agente Olivcira fara lelao, por ordem e em
presenta do Illm. Sr. commendador Jo3o Piulo de
Lomos, na qualidade de procurador bstanle da Sra.
herdeira do fallecido Dr. Jos Kuslaquio Gomes, di
magnifica casa nova de 3 andares e solao, construida
a moderna, que foi do propriedadeenonada do mes-
mo fallecido, sita 110 aterro da Boa-Visla 11. 18, o
mais aprasivcl bairro desla cidadg/'e que por sso se
torna urna da* nieliTores acquisicnes para quem bem,
e loerativameoM queira etbprecar o seu capital:
quarla-leia, 28 do correrne, as 1(1 horas da manhda
era poni, 1 porta da mdicada casa.
O ageste Borja faro lelao em seu armazem,
rua do Collegio 11. 15, de um completo sorlimenlo
de obras de marcineria novas e usadas, nma grande
parea de pecas de cambraia de cores, um rico ap-
parelho de prala para cha, um excellenle carro de 4
rodas, e de urna inlinidade de objeclos de deferentes
qualidades, os quaes se arharao palenlcs para exa-
me dos senhores preleudcnlesno niesmo armazem :
quinla-feira, 29 do corrcnle, s 10 doras em poni.
O agente Vctor far leildo para liquidacao
de conlas do una loja demiudczassla no aterro*da
Boa-Visla n. 54, em um s lole ; quinla-feira 29 do
corrcnle as 10 1|2 horas da manhda.
Sezinando Joaquim da Silveira, querendo aca-
bar com sua taberna sita na rua dn Pilar n. 88, fa-
r leildo porinlervcncdo do agente Vctor, de lodos
os gneros c armacao existentes na dita taberna, na
mesma 01 casino ser vendida urna escrava moca,
boa cozndeira ; sexta-feira 30 do corrcnle as lo
l|2 huras da manhda no indicado lugar, a taderna
ser vendida a conteni dos licitantes.
LEILO'ES DE FAZENDAS INGLEZAS.
Barroca & Castro faro leildo, por inlervenrao do
agente Olveira, de um completo sorlimenlo do fa-
zendas de algodao, lindo, Ida e seda, a mor parle re-
centemcnlc despachadas, e todas proprias desle mer-
cado : quinla-feira, 29 do correle, pelas 10 doras
da manhda, uo seu armazem da rua da' Cadeia do
Recife.
AVISOS DIVERSOS.
AH.
P-ecisa-se de tima escrava para todo o
servico interno e externo de urna casa de
perptena familia, paga-se bem: na rua
Nova luja 11. 11.
Precisa-se comprar algims pe's de la-
ranja selecta : quem os tiver annuncie
para ser procurado, ou dirija-te a esta ty-
pographia.
O abaixo assignado leudo justa e contratada a
taberna sita ua rua da Roda, que deila oitao para a
prac,a do Capia), faz scienle ao respeilavel publico,
que a julga lvre c desembarazada, e se alguera se
jukar com direilo a inesiua. baja de annunciar, ou
dirigir-se nesles 2 dias a rua de Santo Amaro 11.
16, taberna.Antonio Domingues Alces Maia.
O abaixo assignado faz ver ao publico, que
comprou ao Sr. Bcrnardino Souza Piulo o seu escra-
vo Antonio, de naco Cougo, ein 15 de fevereiro do
corren le.e para que ninguem se chame a ignorancia,
faz o presente annancio. Bernarduio Jos' da
Slra.
A meta regedora da irmandade do Divino Es-
Eirito Saulo, erecta no convento de Sauto Autonio do
cafe, convida a lodos os seos charissimos irmaos
para comparecerem no referido convento no dia 30
do correle, pelas 2 horas da tarde, para encocora-
dos, acompanharem a procissao do Senhor Bom Je-
ss dos Alllictos, que tem de sabir da igreja de S.
Gonzalo, pois Tomos convidados pela meta regedora
desla irmandade.
Roga-se ao Sr. Jos Francisco, msico, mora-
dor na rua Velha.e ao Sr. Manuel Esteres de Abren,
o favor de dirigirem-se prtca da Boa-Visla, Irfja de
cera u. 7, a concluirem o negocio que nao ignorara,
alias se dir, caso o nao faca por estes 3 das.
Na rua da Cadeit do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confronte oescriplorio dos Srs. Barroca t\ Cas-
tro, despaedam-se navios, quer nacionaes on eslran-
geiros, com toda a promplidao ; bem como tram-se
passaporles para Pira do imperio, por preces mais
commodos do que em oulra qualqucr parle, e sera o
menor Iradallio dos prelendentes, que podem tratar
das 8 da mand.la as 4 doras da tarde.
Precsa-se alugar una canoa de couduzir lijo-
Ios, que possa couduzir de 1,000 a 1,200 : quem li-
ver, dirija-se rna do Sol, armazem de maleriacs,
que se dir quem a quer, ou annuncie.
Ricardo Nunes de Carvaldo Siqueira, subdito
brasileiro, rctira-se para fra do imperio.
Jos Miguel dos Sanios vai a Europa tralar de
sua sande.
Jos Miguel dos Sanios faz scienle ao publico,
particularmente a quem iniciear, que tem ditsol-
vido araigavelmenle a sociedade que ludia com u-,
arle Antonio Serra, 11a taberna sita na ruada l.in-
gorta 11. 1, a qual gyrava debaixo da firma de Doar-
le & Sanios, ficando a cargo do mesmo ex-socio
Uarte, o activoe passivo da mtsina taberna.
No dia 30 do corrcnle, na sala das audiencias,
linda a do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da primeira
vara, pelas 2 doras da larde, se da de arromalar por
venda urna casa lerrca, sila na Capunga, e a posse do
terreno em que est edificada rom 100 palmos de
frente c 600 de fundo, com boa cacimba e lauque,
estribara, em terreno de foro, avahado ludo por
1:0003000, penhorada por Reg Albuquerquo &
Companlia a Antonio Francisco de Souza Magalddes
Jnior, na qualidade de tutor da menor Tmlieliua,
lilda do finado Francisco de Paula Guedes, escrvao
Baplisla, he a ultima praca. No mesmo da, hora e
lugar lera lamban lugar a arrematando da casa de
vvenda c sitio, no lugar da Baxa-Verde, na Capun-
ga, pendorado por Vicenle Alvesdc Souza Carvaldo,
a llorado Antonio da Silva Alcntara e sna muldcr,
avahado por 4:y.HtoOilO, escrivao Baplisla, he a ulti-
ma prai.a.
DA'-SE yUINUENTOS MIL RES DE GltATI-
II CACAO'
a quem entregar una cariara de algibeira, que fal-
ln ao capilo Baolh, o qual nao sabe se perdeu ou
se lde foi lirada, quando ncorapauliava a procissdo
na sexta-feira, 23 do corrcnle, a qual carteira con-
lm algum dindeiro, papis e recibos de despaedos
que s servem ao dilo rapitdo : qnem a liver queira
leva-la casa dos Srs. Rostron Rooker & Coropa-
ndia, rua do Trapicdc Novo u. 48.
Precisa-se de nma ama para o servico inlcrno
e externo de urna casa de pouca familia : na rua das
Larangciras," sobrado 11. 15, segundo andar.
Desappareceu, no dia 27 do corrcnle, um pre-
to, crioulo, de nome lienrique, estatura ordinaria,
cor prela ; tem orna caruosidade no 0II10 direilo :
quem o apprchendcr, leja-o ao silio defronle dos
Alllictos do Dr. Loula, qoe ser recompensado. Es-
le escravo costumava dar-)he alaques de gotta.
Urna pessoa se offerecc para tralar doentes de
qualquer molestia : co paleo do Tcrjo n. 43.
Na noile do dia 22, quando sabia o Senlior dos
Passos do Corpo Sanio, roubaram urna carteira de
algibeira de um mojo do Buique, coutendo 235^000
rs. e pipis de importancia, que dentro da carteira
existiam.O amigo do Buique.
D-se dindeiro a premio sobre pendores: das
dei a ama hora da larde se indicar a pessoa que o
d : na roa Nova n. 23, primeiro andar.
No hotel da Europa, precisa-se de um caixei-
ro e dous escravos de aluguel.
' COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho de direcro convida os Srs. accionistas a
realisarcm a quarla preslarao de 10 por % sobre o nu-1 Em Sanio Amaro, passando o cemilerio p
mero de aceites quel'ic perlencem, at ao dia 15 de | blico, o segundo sitio, appareccu urna vacca: quem
abril prximo ; o euenrregado dos recebimentos he ?!U!.Bar S6U duU0' aaudo os s'S"acs, Ihe sera eu-
0 Sr. 1". Coulon, rua da Cruz n. 26.
Dttcarregam hoje 28 de marro.
Barca inglezaGenevieccmercaderas.
Btrca inglezaD. AcardoIerro bruto.
Barca inglezaEleonorcando.
Patacho nglezA'. Breladbacallao.
Brigue inglczCremeamerradnriat.
Brgue francezEduardsal.
Brigue dinamarquezCommandcurcarvo.
Brigue portuguez Tartifo /ceblas e farinho de
trigo.
Barca sardaSan Miguelpedras.
Patacho dinamarquezi/elmcando.
Patacho brasileiroSania Cruzpipas e barricas
vasias.
CONSULADO GERAL.
Reudimenlo do dia 1 a 26.....49:386$909
dem do dia 27........ 7:643795
) 57:0303701
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia 1 a 26..... 4:514*488
dem do da 27........ 5198215
5:0639703
Exportacao'.
Ro Grande do Norte, lancha nacional Fiordo
Ro Grande, de 42 toneladas, conduxio o seguiote :
94 volumes gneros eslrangeiros e nacionaes, 90 cai-
tas com 3,314 libras de labAo, 10 dazias cocos de
pao, 2 caitas com 90 caixes de doce de 4 libras ra-
da um, 2 ditas com 32 libras de caf, 1 caxao 12
violas, 1 fardo rom 5 arrobas e 10 libras de fuma,
30 caixes cem 3 arrobas de doce, 2 garrafoes com
14 medidas de azeile de coco, 6 barricas com 16 ar-
robas e 8 libras de bolacha. 1 dila com 4 arrobas de
biscoilo, 6 saceos com 30 arrobas de caf, 12 arrobas
de bolacha, 1 barrica cem 89 botijas de genebra, 32
libras de rap, 15 cadeiras de palhinha de Jacaran-
da de diversas qualidades, 1 sof dem, 2 consolos de
pedra, 1 mesa redonda com pedra, 1 trem com pe-
dra c cspelho, 6 cadeiras de amarello. 2 banqui-
nhas, 1 marqueza, 1 cama pequea de palhinha, 1
mesa de janlar com 2 rabeceiras, 1 banheiro usado.
Havre pelo Rio Grande do Norte, barca franceza
Gustavo II, de 335 toneladas, conduxio o seguin-
te :2,200saceos com 11,000 arrobas do assuear,
50 sacras com 280 arrobas c 29 libras de algodao.
Marselha, barca franceza Charles Pauline, de
521 toneladas, eondozin o tegninlo : 7,400 taceos
com 37,000 arrobat de estucar, 272 saccas com 1,347
arrobas e 30 libras de algodao.
Valparaizo, barca olderaburgneza George, de
Idirloneladas, conduxio o seguinlt : 4,000 taceos
com 20,000 arrobas de assuear.
RECEBED0R1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 26.....33:307i555
dem do dia 27........ 1:3119891
MOV MENT DO PORTO.
Navios entrados nodia 27.
Aracaly16 dias, hiale brasileiro Aurora, de 37
toneladas, meilre Manoel Jos Marlios, equipa-
gem 6, carga sola e mais gneros ; a Jos Manoel
Marline. Passageiro, Antonio Bernardo Marlns.
Rio de Janeiro13 dias, patacho brasileiro Sania
Crnz, de 102 toneladas, mestre Marcos Jos da
Silva, equipagem 8, carga caf e mais gneros; a
Caelaoo Cyriaco da Costa Moreira. Passageiro,
Pedro Alexandrino Machado.
Bueoos-Axrcs23 dias, polaca hespanhola Vea-
gero, de 200 toneladas, capiao Joo Curell,
equipagem 12, carga 6,524 arrobas de carne sec-
ca ; a > iova Amorira & Filho.
Rio de Janeiro15 dias, crvela franceza Thsb,
commandanle J. llenry.
Lisboa28 dias, barca porlugueza Maria Jos,
de 261 toneladas, capilSo Jos Ferreira Lesea,
equipagem 16, carga vinho e mais gneros; a
Francisco Severiano Rabcllo & Filhos. Passagoi-
ros, Laiz Armand Dupral, Jeronvmo Auguslo da
Costa Gomes.
lacios taidos no mesmo dia.
ColingubaHiale brasileiro Sergipano, mestre
llenriquc.VieirH da Silva, carga varios gneros.
Passageiro, Joao Antonio Ramos.
FalmouthBrigne iuglez Paulino, com a mesma
carga que Irouxe. Suspenden do lameirao.
ValparaizoBarca oldemburgueza George, capi-
tao H. H. Bunje, carga assuear.
Havre pelo Rio Grande do NorteBarca frauceza
Gustavo II, capitao Harisraendv, carga algodao
e assuear.
Rio Grande do NorleBarca ingleza Emperor,
em laslro. Suspeudeu do lameirao.
HavreBarca franceza Charles Pauline, carga
assncar. Suspendeu do lameirao.
Observarlo.
Em commissao o brgue barca de guerra brasilei-
ro Kamarac, commandanle o primeiro-tenente
Pedro Thom de Castro Araujo.
EDITIS. "
O palliabolc Venus fcixa a mala para o Rio
de Janeiro boje ao meo dia.
Pela subdelegada da fregueza de San Jos do
Recife se faz publico que fra preso no dia 24 do
correle e recolhido a cadeia desla cidade o prelo
Luiz, que diz ser escravo de Manoel de Carvalho, e
assim quem for seu legitime senlior, aprcsenlando
seus lilulos nesla subdelegacia, llie'ser entregue.
Fregoeza de San Jos do Recife 27 de marr de
1855. O subdelegado, Eduardo Frederico Bnks.
Carlas senaras existentes na adminislracao do
correio desla cidade, para os senhores : Antonio
de Sonza Lima, Claudio Dubeux, Francisca Senho-
nnha de Mello Albuquerque, Gaspar de Menczes
Vasconcellos de Drnmmond (2) Gaspar Soares Vian-
na, ausente Jos Candido de Barros, Joao Soares
Marlns, Jos Adriano Ferreira Adriao, Jos Boni-
facio da Cosa e Silva, Lino Jos de Catiro Araujo,
conego Marcelino Dornellas, Manoel Pires Ouulo,
Sebaslido Arroda de Miranda.
ATTENCAO.
O conselho administrativo do rancho do balalhao
10 de iofanlaria, tem de contratar gneros de pri-
meira qualidade para furnecimento do mesmo bata-
llidn, dem como pace de 6 oncas, do !. de abril al
30 de junho do crranle anno : as pessoas que qtil-
zerem comp.irec.am 110 da 30 do corrcnle, s 10 ho-
ras da manan, na secretaria do referido balalhao.
Jos' Carda Tei.ieira, alteres agente.*
AVISOS MARTIMOS.
34:619H6
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietarios abaixo mencionados, a entrega-
ren! na mesma Idesouraria, no prazo de trinla dias,
a contar do dia da primeira publicado do presente,
a importancia das quolas com que devem entrar
para o calcamenlo das casas da rua do Livramenlo,
conforme o dsposlo na lei provincial n. 350. Ad-
verando que a falla de entrega voluutaria, eer pu-
nida com o doplo das referidas quotas na conformi-
dade du artigo 6.- do regulamento de 22 de dezem-
bro de 1851.
If. 2 Manoel Josc Monlciro. .
4 Amonio da Silva Ferreira. .
6 Joaquina Maria Percira Vianoa.
8 Manoel do Nascimenlo da Cosa
Monlciro e Paola Izidra da Cosa
Morrteiro.........669000
10 Viuva c herdeiros de Jos Fernan-
des Eiras.........
12 Antonio Monlciro Pcreira. .
14 Luiz do Franca da Cruz Feneira.
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade..........
18 Marcellino Antonio Pereira. .
20 Viove de Joaquim Leocadio de Ol-
veira Guimaraes. ...... 1809000
975.500
909000
1189500
679500
759000
3795OO
759150
901000
Para o Rio de Janeiro segu em poucos dias o
dngue Feliz Destino ; para o resto da carga, pas-
sageiros e escravos a frete, Irala-se com os consigna-
tarios Isaac Curio & Compandia, na rua da Cruz
o.40.
Para o Rio e^e Janeiro.
Segu com brevidade, por ler parle da carga
prorapla, a velcra barca brasileira Mothilde, quem
quizer carregar o reslo, en(cnda-se com o capilao
Jeronymo Jns 1 elles, ou no cscriptorio de Manoel
AIvcs Guerra Jnior.
PARA BENGUELLA COM ESCALA POR I
THOME,
segu cora brevidade o brigue porluguez Esperan-
za por ler dous tercos da carga prompla: quem qui-
zer carregar o reslo, enlenda-so com o capildo Ma-
nanto Antonio Marques, ou no escriptorio de Ma
noel Alves Guerra Jnior.
Para a Babia segu em poucos das a veleira
garopeira Lvrac,dn; pora o reslo da carga, trata-se
com seu consignatario Domingos Alvet Maldeas, na
ruada Gru n. 51.
Cotnpanliia de navegacao a vapor
Luso-Brasilcira.
Tcncio-
n, 111 do sa
lnr de Lis-
boa nodia
15 do cor-
ren! marco
o vapor d'
esta corn-
il. MARA II, commandanle o teuenle Guiniardcs.
dever por aqu estar em 2 de abril, e depois da de-
mora do cosame seguir para Baha, recebendo
passageiros: a quem convicr dirija-s? ao agente na
rua do Trapiche n. 26.
PARA O PORTO.
O veleiro brigue porlugnez Esperancan, seguir
coma maior brevidade para a cidade do'l'orlo, por
ler j prompta dous lerdos de sua carga; receben
que apparecer a Ircte, e lamben) passageiros, para o
que possue ptimos commodos : Irala-se no escrip-
torio de Bailar & Oliveira, na rua da Cadeia Velha
n. 12.
Para Lisboa seguir com a maior brevidade
possivcl o hrigae porluguei Clare, capilao Manoel
Joaquim da Silva, Por ler porcao da carga prompla :
quem no m.snm quizer carregar ou ir de passascra,
dirija-se ao capilao, ou rua de Apollo n. 14, em
casa de Manoel do Nascimenlo Pereira.
Real Conipauliia do Paquetes Inglezes a*
Vapor.
No da 31
desle mez es-
pera-se da Eu-
ropa, ora dos
vapores da real
compandia, o
qual depois da
demora do cos-
lume seguir
para o sul: pa-
para passageiros ele, Irala-se com os agentes Adam-
son Howie & C, rna do Trapiche Novo n. 42.
Para o Aracaly segu viagem o ltate nacional
Exalanto : para carga e passageiros irala-se naTrua
da Madre de Dos n. 36.
(regu.
Desappareceu nodia 25de marco do crranle
auno, um escravo de nome Amonio, representa ler
65 aunos, com quautoseja do Gento, pela falla pa-
rece crioulo, levou camisa azul, calca de algodao,
dizem queauda por Beberibe, por ter sido desse lu-
gar, roga-se as autoridades poltciaes e capites de
campo o aprehendan) e levem-no ao Recife a rua da
Guia, taberna n. 9, que ser recompensado.
leudo pela manlia do di de hontcm voado
c'o segundo andar do sobrado da rua das Cruzes n.
41, umpapagaio verdadeiro, e lomado a directo
da rua dos Quarteis, roga-se a quem o tiver apa-
ndado ou aquelle em cuja caa elle liver entrado,
que o mande entregar em dito sobrado que ser re-
compensado.
Appareceu 110 dia 18 do crranle em casa do
abaixo assignado, rua da Cadeia Velha n. 27, orna
preja que diz chamar-te Felitarda, escrava de An-
lunii Macicl de Lima, lavrador do engenho Pantor-
ra, i,o enlanto, o abaixo assignado pede a aquelle
senlior, que venda buscar sua escrava, pois que se
ndo respousabilisa por morle 011 fuga da mesma.
Placido Jos do liego Araujo.
O abaixo assignado se offerece aos senhores
commercianles desla praca para cobrar assoas divi-
das nos lugares segoinles: Ass, Scrido, Riacho de
Porcos, Rio de Piranhas al a villa de Pombal, Ser-
ra doTeixeira, villa de Oic. Acari, mediante a
paga de 25 por cento e da dador ueste praca das di-
vidas que se encarregar para cobrar.Candido Pe-
reira Monleiro.
LOTERA DE N. S. DL GlADELl-
PE DE 0LI\D\.
AOS15:0009000, 2:0009000, E 1:0009000.
Corte induLitavelmente quarta-feira 11
de abril.
O cautelista Saiusliauo de Aquino Ferreira, avisa
ao respeilavel publico, que os seus bildeles c can-
lelas esijo isentos do descomo de 8 por cento do im-
posto geral no aclo c'o pagamento sobre os tres pri-
meiros premios grandes. Acdam-se venda as
suaslojas : rua da Cadeia do Recife 11. 24 e 45, na
praca da Independencia u. 37 c 39, |rua do Livra-
menlo n. 22, rua Nova 11. 16, rua do Queiraado n.
39 e 44, c rua do Cabug. n. 11.
Blheles .59000 recelier por inleiro 5:0009
Meios 298OO 2:5009
Quarlot I9SIO 1:2505
Oilavos 720 6259
Decimos 600 c 5OO9
Huei perdeu urna carteira com urna obriga-
rSodelOS, um recibo de 50 c oulros papis de
pouca imporlancia, e que parece pcrlcncer a pessoa
de llamaraca: dirija-se a esla I) pographia, que se
dir quem achou.
Em resposla ao annuncio do Sr. Bernardno
Jos da Silva, publicado no Diario de Peruambu-
coo do dia 27 do crranle, segundo publicou, ler-me
comprado nm escravo de nome Antonio no dia 15
de fevereiro de 1855, he menos verdade, porque
nem Ih'o vend, nem negocio algum lenho com o
mesmo senhor; s sim se elle quera herdar o mesmo
negro, e nem julgo elle ser meu credor. Bernard-
no de Souza Piulo.
A!uga-se um moleque de 18 a 20 annos, para
servido de casa: na rua Direila n. 88 se dir quem
eluga.
Desappareceu do engendo Massaoassii no dia
17 do crranle o cabra Seraftm com os signaes se-
grales: seceo do corpo, odos vivos, idade pouco
mais de 18 annos, nao tem anda barda, lem em
urna das pernas sigual de urna ferida qne leve aber-
la muilos annos, o qual escravo foi do finado Antonio
da Silva Malos ; e como o abaixo assignado de in-
ventarame, c aedando-se o dilo cabra no poder de
Antonio Joaquim Nunet de Miranda, ha mais de
um auno por ser herdeiro, c ndo Ihe (orando em par-
tindas, leve o abaixo assignado de o recollicr ao
tronco no da 16, para fazer en'resa ao seu legitimo
senlior, por se ter j feilo as paridlas, aconteceu o
cabra quebrara cadeia do dito tronco e evadir-se, e
consta que seguir para os lados de Scrinddem ou
Una por onde ja lem ido quando se achava no poder
de Antonio Joaquim : o abaixo atsisnado roga a to-
das as autoridades do lugar mencionado o mandem
capturar e remelle-lo ao cngenio Massauass que
serdo pagas (odas as despezas.Candido Josc" Lopes
de Miranda.
L'm moco que lem as babiblacoes necessarias
para fazer cohranca amigavel ou judicialmente nes-
la pra^a ou fra della, te offerece a quem se quizer
ulisar de seu presumo, de o procurar na rua Direi-
la, becco da Penha, sobrado da esquina, de nm s
andar.
Joaqnim Marn!;o da Craz Correia relira-ie
para i Europa.
Precisa-so de urna criada para Iralar de 2 en-
ancas : a tratar na Gamboa do Carino n. 38, primei-
ro andar.
Oflerece-se urna boa ama cozndeira : quem
precisar, dirija-se a Boa-Villa, becco de Joao Fran-
cisco n. 13.
CHAPEOS X DE HOLLA.
Na fabrica e loja de cbapos da rua Nova n. 44,
da cdenado urna nova factura de edapos de molla,
c sua qualidade de a mais superior que neslc esla-
bcleciinenlo lem havido, c por querer salisfazer as
pessoas que procurarain antes de os ler, faz o pr-
senle para lcmbrar que etilo letido grande estrac-
Cjlo e que devem vir comprar anlcs que se acabem.
Tambem ha de muito bom gosto chapeos de fellro
de todas as cores para enanca, dilos de dilos com
cnleles e sem elles para menino, dilos de dilo de
todas as cores para doman, ditos amazonas muito
modernos para senliora.dilos de castorina, copa ba-
xa, cora pello de dilfereules cores para hornera, fa-
zenda esta ha muilo ndo apparacida oeste mercado,
e oulras mnilas fazendas proprias do eslabeleci-
mento.
ESTARELEC1MENTOS DE CARIDADE.
Salustiano de Aquino Ferreira oll'ere-
ce gratuitamente ao hospital PEDRO II,
metatle dos premios que sahirem nosqua-
tro bilhetes inteiros n. 1459, 1851, 1950
e 204G da primeira parle da quarta lote-
ra de N. S. do Ouadeliipe da cidade de
Olinda, cpie lia de ter o seu indubitavel
andamento em 11 de abril do presente
anno, os quaes icam em seu poder de-
positados: a metade do que nellcs salar
sera' prompta e telmente entregue ao
Sr. Jos Pires Ferreira, tliesoureiro do
referido hospital. Pernambueo 27 de
marco de 1855.Salustiano de Aquino
Ferreira.
Joaquim da Silva Mourao breve res-
pondera' a correspondencia do Sr. Jos
Dias da Silva, publicada no DIARIO de
hontein, sendo que o fara' com documen-
tos, que tem de extrahir por certidao de
algum autor.
Na rua do Collegio botica n- fi, pre-
cisa-se de um feitor portuguez para sitio
perto desta praca.
LOTERAS DA IWIMli.
Acham-se a venda os bi-
lhetes da primeira parte
da quarta lotera a benefi-
cio da igreja de N. S. do
Guadalupe da cidade de
Olinda, nicamente na rua
doCollegio na thesouraria
das loteras n. 15, cujas
rodas andaro impreteri-
velmente no dia 11 de
abril.O thesoureiro, F.
Antonio de Oliveira.
Soares, coro fabrica de tarlarngaeiro na rna das
Trinclieiras n. IU, faz ver ao respeilavel publico, e
principalmente aosseus fregnezes.que lem para ven-
der muilos superiores penlesdc tartaruga para alisar
cabellos pelo baratissimo preco de 39200; dilos pa-
ra alar cabellos a 100, penles de mar rafa moder-
nos para meninas aidOO e 58, pentes de alisar pr-
los a 320rs., calcadoras muilo boas a 200 rs., ea
191)00 a duzia, caixat de tartaruga c oulras umitas
obras de tartaruga de dilTerentes goslos que so dSo
mais em conla do que em oulra qualquer loja.
A pessoa que na sexla-feira de I'assos a noile
perdeu um alunle de peilo de scnlmra, dirija-se
rua da Penda n. 21, segundo andar, que dando os
tignae*, ser entregue.
O Sr. Paulino da Cunda Souto Maior queira
declarar se nesla praca exisle pessoa qoe faga seas
vezes pira se lde fallar a negocio de seu interesse.
(Juera se jalear credor de Anlono Nunes de
Oliveira, doje residente na Ilda de Fernando, como
escrvao, aprsenle suas cotilas no pateo da Santa
Cruz o. S, casa de sua morada, para sercm pagas,
com quanlo supponda hoje nada dever.
Pede-se aos Srs. Filippe Bello Macicl e Maxi-
rui.tiiii Kibeiro de Aguiar Moularroios,o favor de de-
clararen) as suas moradas para se Ibes fallar, ou diri-
girem-se a rua eslreila do Kosario, casa n. 4.
O Sr. Jo.lo de Araujo Alves da Fonseca queira
ter a bondade, de quando vier a esla praca, dar nma
ehegada ao paleo da Sania Cruz n. 8, cata de mora-
da, para adi decidir o negocio da ordem de abril de
1833.
Abilio Fernandos Trigo de l.oureiro, nao po-
deiulo |irla rapidez de sua viagem para o Km de Ja-
neiro despedir-fe possoalmenle de lodcs os seus ami-
gos e mais pessoas .i quem de grato, o faz por meo
deste jornal, pcdindo-llics desculpa densa falla invo-
luntaria, c olTerecendo-lhet o seu diminuto presu-
mo naquella corle. Oulrc sim faz scienle a (odas as
pessoas que com elle lvercm negocio, de se enlen-
derem durante a sna ausencia com s.)n seohora D.
Adelia de Barros Vasconcellos de Lonreiro, em S.
Lourenco daMalln, ou com sen pai, o Dr. Lonreiro,
nesla cidade.
Arrcnda-se ou vende-sc nma grande parle do
silio Mara Farinha : a Iralar com Manoel Gomes
Megas, rua dn Pires n. 31.
Aluga-se ama ama de leile : quera precisar,
dirija-se cidade de Olinda alraz do Amparo n. 11
OHeroce-se urna mullier de boa conduela ptra
o servico de cata de om homem tolleiro, anda mes-
mo para algum silio perto da praca : quem precitar,
dlrija-se rua do Fogo n. 17.
n i '0,"IAS DA PBOVINClA. .
U cautelista Salustiano de Aquino Ferreira conti-
nua a vender blheles c cautelas as pessoas que com-
prara para negocio, pelos prer,ot abaixo declarado!,
orna vez que edegue a quantia de iOOjOOO para ci-
ma, diulieiro usa poda ser procurado na roa do
trapiche n. 36, segundo andar, das 9 al as \> horas
da manda. Os seus bilhetes e cautelas eslao sea-
tos dos 8 por cenlo do imposto geral.
Bilhctct 100
Mciot 2650
Quarlos 1.3350
OKavot 51J75
Decimos xitn
Vigsimos ?M)
Pernambueo 26 de marco de 1855.
Salutliatw de Aquino I'erreira.
ATTENCAO4.
Ocaulelisla Antonio Ferreira de Lima Mello
tem resolvido vender os seus blheles inteiros e can-
lelas de lOOjtOOO para cima, a dindeiro a vitla, pelos
procos abaixo declarados, observando qua os tres pri-
meiros premios grandes sao pagos sem o descomo da
8 por cenlo : os prelendentes poden) procurar no
aterro da Boa-Vslt n. 15, segundo andar, das 6 as 9
da manbaa, e das 3 as 6 da (arde.
Bildeles 530O
Meios 297OO
Qoarlos ly380
Oilavos 690
Decimos 560
Vigsimos 270
C. STARR&C.
respeilosamenle annunciam que no seu extenso e&-
tabclecimenlo em Sanio Amaro.cootinuam fabricar
com a maior perfeicao e promplidao, toda a qoaida-,
de de macliinisrao para o uso da agiicultura, na-
vegado e manufactura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
leem aberlo em um dos grandes arroazens do Sr.
Mesquila na rua do Brom, alrtz do arsenal de ma-
rmita
DEPOSITO DE MACHINAS
eonslruidas no dilo seo eslabelecimenlo.
All acharao os compradores om completa torli-
menlo de raoendas de canna, com lodos as melhora-
mcnlus (alguns delles novos c originaet) de que a
experiencia de rauitos annos (em mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de daixa e alia pressao,
(atxas de,todo (amando, laclo batid. comojuudi-
25, carros e mao e ditos para couduzir tormai _.
assuear, inacdnas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferro dalido para farinha, arados de
Ierro da mais approvada coiistrucc,ao, fundos para
alambiques, crivos o portas para fornalhas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito eiiste urna pessoa
inlelligente e habilitada para receber todas as en-
commendas, ele., etc., que ot annuocianles coman-
do com a capacidade de suas oflicinas e machinismo,
e pericia de seus odiciaes, se compromettem a fazer
executar, cora a maior presleza, perfeirao, exacta
conformidade com os modelos ou detenhot,e intlrue-
Coesquelhes foram fornecidas.
KOB LAFFECTEUR.
O nico amontado por decisao do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendam o Arrobe
de LalTecleur, como sendo o nico aulorisado pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamenlo d'um gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esla em uso na tnarinha real desde mais
de 60 aunos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as afleccOes da
pelle, impigens, as conseqnencias das tarnat, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convm aos ca-
tarrdos, a hexiga, as coutracc.es, e fraqueza dos
urgaos, procedida do abuso das injecc,Oet ou de son-
das. Como anli-s) phililico, o arrob cora em pouco
lempo os fluxos recentes oa rebeldes, qoe volvcm
incestantes em consequencia do emprego da copai-
da, da cubeba, ou das injertes que representen! o
virus sem ncu(ralisa-lo. O arrobe Laflecleor he
especialmente recomtnemlad conlra as doencas, in-
veteradas ou reboldes, ao mercurio e ao iodureto de
polassio. Lisbunue. Vndese na botica de Barrate do
Antonio Feliciano Alves do Azevedu.praQade D. Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar nma grande porcao
de garrafas crandesc pequeas vindas" direelamenle
de Paris, de casa do dilo Bovveau-LaOecleur 12. ru
Bicheo a Pars. Os formularios dao-se gratis em
casa do ageule Silva na praca de D. Pedro, n. 8.
Porlo, Joaquim Araujo ; Badia, Lima & Irmaos ;
Pernambueo, Soura; Kio de Janeiro, Kocda
Idos ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova. Joao
Pereira de Magales Lele: Rio Grande, Fran de
Paulo Couto & C.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e deron
te do Arsenal de Matinha ha' sem^fe
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precra sao' os mais commodos.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, deutisla francez, chomba os denles eom a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa coin-
posirao lem a vanlagcm de eneder sem prestio dolo-
rasa (odas as anfractuosidades do dente, adquerindn
cm poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.c promede restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
8
PUBLICCAO'."
Acda-se no prelo e breve sahir luz nma
1$ inleressanle obra intitulada Manual do
9 Guarda Nacional 011 collccc,lo de lodas as leis,
regulamenlos, ordens e avisos concernenlet
a mesma Guarda, (muilos dos quaes esenpa-
@ ram de ser mencionados nat collecroet de t
# leis): desde a sua nova organisacjlo al 31 de
dezembro de 1851, relativos nao s ao prores-
@ so da qualificac.lo, recurso de revista, etc.,
ele, senao a economa dos corpas, organita-
cao por municipios, bilalhdet, companhiai,
H de mappas, modelos, etc. ele. etc. Subscre-
0 vc-se a 55000 para ou assignanies, e 60000
para os que nSo o forera : no paleo do Car- tu
9 mo n. 9, primeiro andar. 9
-
F. nUNDER, ALFAIATE
Rna Nova n. 52.
I", llunder participa ao respeilavel publico, que
mudou a sua residencia para a rna cima, aondeai
pessoas de bom gosto podem adquirir todas at abras,
concerneiite ao seu cilicio do mais novo raodtllo, e
protesta que saliiro lodos salisfeilos que se digna-
rom servir-se deseo presumo; assim como sern
servidos com a maior nromplidao, principalmente
aquelles sendores qoe vom de passagem, e (uerem-
se com brevidade retirar para o seu destino. Tam-
bem recebeu um novo sorlimenlo de casimiras para
calca por prejo mais ratoavel doque era qualquer
oulra par(e ; os precos sao os segointes: de 7J al
139 a calca prompla.
Precisa-te de urna ama para o servico diario
de urna casa de pouca familia : quem pretender, di-
rija-te rua eslreila do Rosario n. 10, terctiro an-
dar.
JoaoSalernoToscanode Al incida, mo-
rador no Rio de Janeiro, rua da Assem-
ble'a canto da rua da Misericordia, seen-
carrega de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: patentes de ofliciacs,
de linda e da guarda nacional, cartas de
desembargadores, de juizes de direito,
municipacs, remocoes dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentas e to-
dos os mais de que se liaja mister pelas
secretarias, thesouro e conselho supremo
militar, etc., etc. O mesmo Salcrno se
encarrega dessas commissoes, urna vez que
se Ihe adiantc os dinheiros necessarios pa-
ra esse im, certo de que servil a' com
ptomptido a todas as pessoas que quize-
rem ter a bondade efavor dse utilisarem
de seu prestimo.
Precisa-se alugar um preto para ser-
vic/) de casa de homem solteuw: na rua
do Trapichen. 10.
GRATIFICADO DE 25*000 RS.
Furtaram da rua da Cruz, armazem n.
20, um sellim iuglez com cabecada, ten-
do esta o freio raxado de um lado; dn-sc
vinte cinco mil res de gratiicacao, a
qnem o descobrir e levar a mesma casa.
O abaixo assignado, offerece o seu prestimo a
quem se quizer ulilisar para tirar gola* do juizo dos
feitosda fazenda, tanto da geral cmoda provincial,
por aquellas pessoas que peasnalmeoteas nao podem
tirar, e que com a raetma fazenda te aclitm debita-
das : qocm precisar pode mondar por escripia seu
nome, numero da cata, e roa em que mora, not lo-
gares tcguinles : Recife, rna da Cadeia loja n. 39,
rua da Cruz n. 56, paleo do Terco n. 19, roa db Li-
vramenlo n. 22, praja da Independencia n. *, rua
Nova n. 4, praca da Boa-Vitla n. 24, onde serSo
procurados os bilhfles e as pessoas qne quizerem
para o lim expendido, e na roa da Gloria n. 10 casa
do aonunciaule.Macariio de Luna Feire,
ItGiVf!
Mil til flIHI


DIARIO Ut PtHMIbULU, UUArtIA rtlrtA 28 Ut HIAHLU Ut icoo
gasa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Coropram-se e recebem-se escravos de ambo* os
senos, para se venderern de commissAo, tanto para a
provincia eomo para fura ilella, olTercrendo-se pura
sso toda a segurauca. precisa para os ditos escravo-.
DO DR CASANOVA
/.ES N. 28,
vpndem-se earlciras de liomeopalhia (le lo-
muitoem i
Klcincnlos do liomeopalhia, vols. 68000
i vidro. 1JOHO
^her a 500 O 300
rvivv os pobres.
Domingos Jos de Alineiiia, subJilo portagaei,
relira-se para a Pabia.
No dia 25 do rorrele cnlrecou-se a um prelo
um habii udo com un nomo no lampo F. V. E.
A. com3 a i palmosric comprido com urna falta de
urna argolla ; roga-se a qualquer pessoa qne souber
ou receber por em gano de annunciar ou dirija-te a
ra da AssumpgAo n. 20 primeiro andar, quesera ge-
nerosamente recompensado.
- Precisa-se alugar orna prela ou um prelo que
saiba vender na ra qualquer venda ; paga-se bein :
quem trver para alogar, dirija-so ra do Oueima-
do n. 38, primeiro andar.
- Preeisa-sejde um porluguez dos chegados lia
pouco, para tomar coota e fazer cerlos serviros de
urna fabrica de calcado : na ra da (loria n. 30.
Antonio Ferreira da Silva relira-se para fura
do imperio.
ATTENCAO'.
I recisa-se alugar por anno um silio na distancia
de orna legua em roda desta cidade, e que nao seja
uito caro ; assira como tambem se quer aluear urna
nos Afogadot, ou perlo desse lugar : quem li-
ver, dirija-so ra do Queimado n. 7.
ATTECAOT
Carvalho & Alendes, ltimamente chega-
dos a est cidade viudos do Rio de Janeiro,
leema honra de offerecer ao publico um
lindo e variado sorlimento de joiasd'ouro -
I e com brilhanles, relogios d'uuro patente, (&
-Oqueiro, silva e cisliraps, C oulrns niui- A
tos objeclos de differentes qualidades pro- "S?
prioa para senhoras, de goslos modernos (k
que ludo venderao por mdicos pregos al- 2
8_ lendendo a ponca demora que pretendem IW
ler aqui : acham-se murando na ra da (A
Cadeia de Santo Antonio, sobrado n. 2t, *?
primeiro andar. fy)
Novos Uvrosde homeopalbia mefrance?, obras
todas de suinma imporlancia :
Hahncmaon, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 03(100
leste, rrolettias dos meninos..... 69000
Uering, liomeopalhia domestica..... TsOOO
Jahr, pliarmacopahomeopathica. fijOOO
novo manual, 4 volumes .... Ibjooo
Jahr, moleslias nervosas....... 63000
Jahr, moleslias da pellc....... KfiOOO
historia da liomeopalhia, 2 volumes IG3OOO
llarlbmann, tratado completo das moleslias
dos meninos.......... IOiOOO
A Teslo, materia medica homeopalhica. KjOOO
teFityolle, doulrina medica homeopalhica 75000
Clnica de Slaoneli ....... (i-jOOO
Castiug, verdade da liomeopalhia. 45OOO
Diccionario de Nysten....... OJOOO
Altlas completo da anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripgao
de todas as parles do corpo humano 303000
vedem-se todos estes livros no consullorio homeopa-
tliico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio u. 25,
primeiro audar.
rrenda-se urna loja no alerro da Boa-VIsla,
iropria para qualquer eslabelccimenlo, sendo con-
fronte a casa do Sr. Antooio Luiz Gongalves Ferrei-
ra, e junta a urna loja de culileiro : os prelendentes
entendem-se no sobrado por cima da mesma loja, on
na roa da Cadeia do Recife, sobrado 11. 3, primeiro
andar.
-. Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ei-pro-
curadorda cmara de Olnda, que venha enlcnder-
se.com os herdeiros de Luiz Roma, pos basta de
cassoadas, ficando certo que em quanlo nao se en-
tender com os meamos ha de sabir esle annuncio.
Na ra das Trincheiras n. 28, sobrado de um
andar, precisa-te de urna ,-ima secca para o ser vico
de casa o ra, que saiba cozinhar, para casa de pou-
ca familia.
ecisa-se de urna ama de leile : na ra Di-
reita o. 66.
- DENTISTA FRANCEZ.
r^PjUilo Gaignoui, estabelecido na ra larga f.{
do Rosario u. 36, segnndo andar, colloca den- @
40 tes corr gengivas arlificiaes, e dentadura com- g
pela, ou parte della, com a pressao do ar. tf
9 Tambem lem para vender agua denlifricc do ($
9 Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do ffi
tt Rosario n. 36 segundo andar. a
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
(|uemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
lico preco como he publico: t|uem se
qaizer utdisar deseupequeopresumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
SALA DE I1NSA.
Lola Cantaell participa ao respeilavel publico,
quo a sua tala de ensino, 11a ra das Trincheiras n.
10, se acha ab:rla ledas as seguudat, qu; ras e sex-
tas, desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do seu
presumo se quizer ulilisar, dirjase 1 mama casa,
da 7 horas da manhaa al as 9. O mesmo se oflere-
ce a dar licC.es particulares as horas convencionadas :
lamber da ligues nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios lem marcado.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetes da lotera
51- do Monte-Po; as lojas do costume,
as listas esperam-se a 2 ou 3 do futuro,
pelo vapor 1MPERATRIZ: os premios se-
1T10 pag logo que se fizer a distribuicuo
das listas. '
Na loja de quatro portas da ruado Ca-
buga' de Guimarues, tem um completo
sortimento de laas, tanto furta-cres co-
mo de outra qualidades, bicos de seda, e
um rico sortimento de leques, espelhos
grandes, tentos para voltarete, etc.
Urna ban:a quadrada com duat pequeas abas
eduas gaveluiias deangica velhas por :i3000rs.;
dilas ditas do abrir foliadas de Jacaranda 110 mesmo
eslado, 3JU00 n ; urna marqueza de lonro com las-
tro desconcertada no mesmo eslado, 15500 rs. ; cu-
jos bens vflo a praca por ezecugao de Stanoel l.ou-
renco Carneiro Monleiro, contra Maldades da Bo-
venlura Pereiri, do dia seguoda-feira, 26 do cr-
renle, que pelai, 9 do horas do dia se ha do arrema-
lar na porla do juiz de paz da freguezia de San Jos,
ra de Santa Rila. '
O Dr. Joao Mara Seve, medico, mudou a sua
residencia para a ra Nora, casa n. 23, primeiro au-
Precisa-se de urna prela escrava, que no seja
preguicosa o nem pimpona, para Iodo o qualquer
servigo interno o externo de urna casa de pequea
familia : na rna do Collegio d. 21, primeiro andar,
011 ua ra Augusla a. 14.
Pedro Botelho de Mello retira-se para fra do
imperio.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
prec-os mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
S como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabclecimciito
aluio-se de combinarlo com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do que ouo qual<|i.er ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos ARolim.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO COLMIO 1 AWDAS 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consullas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meto di, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou mito.
..Sh^ igualmente para pralicar qualquer operario de cirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
quer mullicr que esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permitan) pagar ao medico.
N CH8DLT0UB DO DR. ?. L LODO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de meddicina homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tugnez pelo Qr. Moscozo, quatro volumes encademados em dous c acompaiihado de
diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele.
2O9OOO
E. ----------. ------ ------------------, ....._.......... *......... ,- .. ,-b....... -i'^iw
sla obra, a mais imporlanle de lodas as que Iralam do csludo e pralica da liomeopalhia, por ser a nica
SiKSI^-rt E? .TV)V!- f^ '"riaA PATIiGENESIA OU EFFEITUS DOS MEDICA-
MEMO >0 ORGANISMO EM ESI ADO DE SALDEcouhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mediros que quizerein
experimenlar a < oulrina de Iiahnemanii, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
razcndeiros e senbores de engenho que estSo longo dos recursos dos mdicos: a lodos os capiles de uavio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iiicommodo seu ou de seus Iripulanles :
a lodos os pas de familia que por circnmslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros ere suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Irsducoao da medicina domeslica do Dr. Ilering,
obra lambem nlil s pessoas que se dedicam ao esludo da liomeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... IO5OOO
O diccionario dos lermos de medicino, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado. rtgOOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homcopalhia, e o proprietario desle estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
Boticas a 1'2 lubos grandes. ..................
Boticas de 21 medicamentos cm glbulos, a 10, 12$ e 15*000" rs. "
Ditas 30 dilos a.........._.......
Dilas 48 dilos a...... -X-
Dilas 60 dilos a......... .s^.
Dilas 144 dilos a........... ; \ \ >
Tubos avolsos...................|
Frascos de meia onc de lindura.......'. '. ', \ \ \ \ \ \
Dilos de verdadeira lindura a rnica...............,
Na mesma casa lia sempre i venda grande numero de lubos de crysla de div'ersu
vidros para medicamentos, o aprompla-se qualquer eucommenda de medicamenlos com loda a brevida-' do ,loa conduela : na ra Direila 11.:!.
de e por precos muilo commodos.
S9000
209000
j:.-(hmi
309000
6O9OOO
. 13000
. 29OOO
. 2BOO0
diversos tamaitos,
Vende-se urna taberna propria para qualquer
principiante, na ra do Pilar n. 88 : a Iralar na ra
da Madre-de-rDcos ji. 7, primco andar.
MANTAS PRETAS PARA SENHOBA.
Vende-sem' inAnlas prclas de blond por commodo
preco: na loja de 4 portas da ra do Queimodo nu-
mero 10.
Ven^e-so um'berro" de amarcllonoasi novo :
narua da i",.iiu n. 42.
Vende-se om bonito moleque crioulo, de 18
annos, c um iniilalinho da mesma idade, rom prin-
cipios de sapaleiro, ambos proprios para pacem por
lerein figura elegante e airosa : na ra dosMarl\rios
n. 14.
Vende-se urna laberna roin o fundo a vonladc
do comprador, c commodos para familia, na ra Ve-
Hia n. 07 : a Iralar na ra do Aragao n. 8.
Vende-se um molequn crinlo, do idade de 10
a 17 annos : no alerro da Boa-Villa, solirailo n. 42.
Em Fra de Porlas, ra ibis liuararapcs n. 8,
vende-sc um cavallo alado de bonita figura, por
proco commodo : qnem qilizrr, dirija-se i mesma
cs, das 7 horas da inanlnla al as "> da tarde, que
adiar com quem Iralar.
Vende-se cebla de Lisboa para acabar a IS-'iOO
omolho, a dinbeiro 011 a prazo, conforme se Iralar :
na ra do Queimado 11. 38, primeirn andar.
ATTENCAO AO DARATEIRO.
\endem-scapparelbos paradla ilourados, brancus
e pintados de porcelana, dilos zoes para cha e 011-
Iras cores, apparelhos de meza para janlar, lanler-
nas de casquinba fina deslas de p de vidro de di-
versos lamaiibos, serpenlinas para cima de meza.
garrafas de cristal lapidadas, compoleiras e cali
de diferentes qualidades para vinbo, compoleiras
para doce, copos para asua, porla-licorcs, bacas e
jarros de porcelana douradosc brancos, frasquinbos
para espirito, bandejas finas e'ordinarias c oulras
muilas fazendas chesadas de Franca e Inglaterra do
molhor goslo, e preco o mais commodo do que em
oulra qualquer parte : na ra Nova n. 01 juulo a
l.ouceicao dos Mililares.
Vende-se um
moleque de idade de 18 annos,
Precisa-se de una ama forra ou capliva para
fazer o servfco diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a ra do Collegio n. ,
armazem.
Precisa-se de urna ama de leite que
seja sacha : 110 pateo do Hospital n. 26,
por cimada cocheira.
O Sr. Concallo Francisco Xavier Cavaicanli
Uchoatenbaa bondadede apparerer na ra do Cres-
po, loja n. 16, para concluir o negocio que nao ig-
nora.
i
i
IBLICACAO DO hSTITITO 110
HEOPATIIICO DO BRASIL. 1
THESOURO IIOMEOPATH1CO
OU W
VADE-MLCLM DO (^
HOMEOPATHA. <$)
Methodo conciso, claro e seguro de cu- (3)
rar homeopalhicam^e Indas as molestias ^
que affligem a especie humana, e part- W)
cularmente aquellas que relnam no Dra- (t
sil, redigido segundo os melhores Irata- ?2
dos de homeopalbia, laulo europeos romo <4^
americanos, e segundo a propria ezperi- fc
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgert
Pinhv. Esla obra he boje recoubecida cu- ($)
ino a melhor de lodas que Iralam daappli- Uk
catAo homeopalhica no curativo das mo- w
lestias. Os curiosos' principalmenle, uno )
podem dar um passo seguro sem possui-la o 3.
consulli-la. Os pais de familias, os senho- W>
res_ de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- it
pitaes de navios, sertanejos.ttc. etc., devem S,
te-la m3o para occorrer promptamente i ^)
qualquer caso de molestia. ^v
Dous volumes cm brochura por 109000 ^
4j9 encademados II9OOO (fa
/^l Vende-se unicamciile en casado autor, Mk
JrJ no palacelo da ra de S. Francisco (Mu 11- W
(g) do Novo) n. 68 A. (Of
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
riueira mandar receber urna encommen-
cia na livrara n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
I J. JANE, DENTISTA,
9 continua a residir naruaNo>a n. 19, primei- @
ro andar. a
i
RA NOVA N. 3i.
Madama Rosa llardy annuncia ao respeilavel pu-
blico, que tem recebido um rico sortimenlo de cha-
pos de seda, que vende a 20. 15, 109 e 89, cha-
peosinhos de seda para baplisado de crianzas de 6
mezes a 2 annos. ditos de palha de abas largas pata
meninas de4 a 8 annos, ricos corles de seda de co-
res lavrados, dilos de quadros escossezes, bareje de
seda e lita de quadros, cbaly para vestido de lodas
as cores, corles de sarja prela lavrada, cbamalote
prelo, boa sirja preta o covado a 29200, grosdena-
ples prelo. dito amarello, lindas romeirasprelas de
fil, caberdes prelos, mantas prelas, camiziis prclos
para senhoras e meninas, romeiras brancas de fil
delinho, camiss decambraia branca bordados para
senhoras, lencos de cambraia de linho para mAo,
dilos arrendados de cambraia de algodao.toucas para
baplisados, sapaliubos de casemira bordados c vesti-
dinlios de seda, luvas de seda para senhoras c meni-
nas, meias de seda para senhoras e enancas, leques,
capellas para noiva, peules de tartaruga, lioneras
franeczas para meninas, um grande sortimento de
chales, de 1,1a muilo finos com franjas de seda bor-
dados de relroz de lodas as cores, dilos da mesma
qualidadc lisos, dilos de relroz e de rede bordados,
dilos de seda, capotinhos e manteletes prelos e de
cores, veodem-se pelo cusi, trancos de seda de lo-
das as cores e franjas, bicos de linho, fil de lindo, e
cambraia de linho. Na mesma casa lem um gran-
de sortimento de obras de ouro de lei de Franca e
Hamburgo de 14 qutales, correnles para horem,
crreme- para relogio, (rancelins dalos com passa-
dor, aderecos inleiros, meios aderecos, alfineles, cas-
solelas, pulceiras, anneis de lodosos precos de ouro
delei. quesovendem por 39, argolas lisas, rselas
para senhoras c meninas, medalhas, cordoes, etc.
lodas estas obras vendem-se mais bardas que err
qualquer uulra parle.
COMPRAS.
Compra-se a grammnlica franceza de Sevene,
em segunda mAo : ua ra das Flores n. 37, primeiro
andar.
Compram-sc patacies brasilciros c liespaulies:
na ra da Cidcia do Recife n. 54.
Compram-se 2 Irancelins dalos para pescoco
de senhora : na ra do Fogo n. 23, se dir quem
compra.
_ Compra-se um sanluario de Jacaranda, que Ic-
nba b palmos do altara, inclusive o frontispicio, com
urna imagem do Senlior, que seja novo ou em bom
eslado : quem liver para vender, dirija-se a loja do
commeodador Manoel onc,alves da Silva.
Compra-se orna cassolela de ouro de lei, cm
bom eslado : quem liver annuncie.
Compia-se urna grammalica de Bourgain, mes-
mu em meio uso : no alerro da Boa-Vista n. 17.
VENDAS.
ALMAK PARA 1853.
Sahiram a' luz as folhinhas ele algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin*-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
iOO paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se um molecole peca : un ra da Ca-
deia do Recife, loja u. 50, de Cunba & Amorim.
Pechincha igual s na Ca-
lifornia, ou qo Passeio
Publico n. 9,
Vendem-se pecas de rna-
dapolo a 500, \$, %$ e
2#500 rs., a ellas antes
que se acabem, pois osfre-
guezes sao muitos eafa-
zenda he pouca.
Vende-se nro moleque crioulo, de bonila figu-
ra, com idade da 12 anuos : a Iralar na ra Augusla
n. 49, das u as 8 horas da manliaa. o das 3 as 6 da
larde.
VinhoPRR,
em barris de 5 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife o.48.
Vinho de Lisboa,
em barris de 7 cm pipa : vende-se em casa do n-
gulo C. de Abreu, ua ra da Cadeia do Recife
d. 48.
Vendc-se urna parda de 22 annos, de ptima
conduela, com nma cria muilo linda de 8 mezes, o
niotho da venda se 4r ao comprador : a Iralar na
rna da Sania Cruz n. 86. das 9 horas da munida ao
meio dia, e das 3 da larde as 6.
POR TODOS OS PRECOS.
Na ra Nova, loja n. 11, de N. Oadaull, vendc-se
o seguinle : los prelos de lodos os tamanbos com al-
guma avaria, de 2 i 33000, lencos dilos a 1)600,
veos pequeos a 2*000, lencos 3|S bordados, brancos
a 800 rs., maulas ricas de fil a29500, bicos prclos
de lodas as larguras, por lodos os precos. lia tambem
muilo em Conta lAa, lalagarca e scda'fria para bor-
dar, chapeos de seda para senhora, do ultimo goslo
e moda a H>000, franjas c Irancas largas e eslreilas
de lodas as cores, ele. etc.; assim como inslrumen-
los de msica de lodas as qualidades, como sejam :
flautas, clarinelas, baiios, trombones, trompas, pra-
los, rabecas e violes,
PARAOS SENHORES OFICIAES
DE MARINHA, EXERCITOE GUAR-
DA NACIONAL.
Vende-se panno azul fino da melhor qualidade
que ha no mercado, escoro, e conforme os uuifor-
mes : nn ra Nova n. 40e42, defronle da Conccirao
dos Militares.
Vende-se ou arrenda-se o silio que foi de Pau-
lino Augusto da Silva Freir, sendo esle muilo gran-
de, e lendo moilos commodos para vaccas de leile,
na travessa da Casa F'orte para o Arraial : quem
pretender, dirija-se ao mesmo, ou ao aterro da Boa-
Vista n. 3i, segundo andar.
Vende-se no paleo do Carmo n. 1, orna escra-
va crioula, de idade 25 annos, propria para Iodo o
serv{o.
Vende-se urna escrava parda, de 2 anno', que
cosceom perfeigao, eiigomma, co/.iiiba o faz lodo o
servico de urna casa de familia ; um prelo de 35 an-
nos, bom para silio ou engenho, por ler muila prali-
ca : na ra dos Quarteis n. 24.
Vendem-se luvas de relroz para menina a 500
rs. o par, meias prclas de seda para senhora a 600
". o par ; a ellas antes que se acabem : na rna do
Queimado n. 53, loja de miudezas.
Vendc-se urna batanea romana com lodos os
seus perlcnces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
prclender, dirija-se i ra da Cruz, armazom n. 4.
Vende-se orna canoa grande, que leva 16 pes-
soas : no armazem da na da Cruz n. 19.
Vendem-se 120 ps de coqueiros cm bom esla-
do de se plantar, a 300 rs. cada p: na rna do Quei-
mado n. 57.
Vendem-se doos mulalinhos de 12 a 14 annos
e urna muala de 20 anuos boa engommadera c
coslureira : na ra larga do Rosario n. 26, segundo
andar.
Vendem-se, por preco commodo, duzias de
garraas com vinho de Bordeaux de superior quali-
dade : no armazem da ra da Cruz n. 19.
Vendc-se o Chauveau, Tbeone do Codc Penal,
ultima edicto em 3 volumes, inleiramcnlo novo, por
309000 rs. : na ra doCollegiu u.3, primeiro andar.
Vende-se um cahriolel de duas rodas com seus
coropelcnles arreios e muilo bom cavallo: a Iralar
na ra da Cadeia do Recife loja n. 19.
A 160 RS.
Vendem-se capachos a 160 rs., urna porcao do
imagensde barro que se Irocam por. pouco dinbei-
ro : na rna larga do Rosario n. 44.
Vendem-se semenles de abacaxis ja com raz
bous para se plantar em seus lusarcs, para dar esla,
boa frticlacom rapidez, poiscsiao bem Irnlados, por
preco commodo: na ra da Cruz n. 21, armazem.
Vendem-se 3 escravos, 1 moleque de 5 annos
oulro dilo de 8 annos e outro de 18 a 20 annos, bo-
nitas figuras e sadios : em Fora de Portas sobrado n.
6 ao (llegar a igreja.
LIMO SORTIMENTO DE CALCADO.
Na ra Nova n. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortimento de cal-
cado para senhora, pie pela sua tpialida-
de e preco muito deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato: os precos
sao os seguintes, ja' se sabe, a dinhei'ro
sem disconto.#
Sapatos de couro de lustre. I *"00
Borzeguins com salto para senhora. 3J500
Ditos todos gaspeados tambem com sallo
para senhora. 4J500
Sapatos de cordavao de muito boa quali-
dade. ijjioo
fi* Vende-se cobre para torro de $
^ 20 ate 28 oncas. g
SZinco para forro com os pregot 2
competentes.
. Chumbo em barrinhas.
&) Alvaiade de chumbo. @
W Tinta branca, preta c verde, em
(g3) oleo.
0 Oleo de linhaca em botijas de 5
{} galoes.
/j* Papel de embrulho.
2 Vidro para vidracas.
9 Cemento amarello.
9 Armamento de todas
dades.
$ Genebra de llollanda
m queiras. S Couros de lustre, marca grande. (A
W Arreios para um e dous ca- 5
'*v vallos. W
9 Chicotes para carro c esporas de
O at^o prateado. (^)
^ Formas de ierro para fabrica de St
IA assucar. /<*
Papel de peso ingle/.. ^
Champagne marca AiC.
. E um resto pequeo de vinhos do
Rheno de qualidade especial: \w
*9 no armazem de C. J. As- ($
0 tlev & C. fA
Em casado Timm Momsen& Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender :
Um sortimento completo de livros em
branco de Hamburgo.
Lonas da Russia de superior qualidade e
por pre^o muito commodo.
Vaquetas para cairo.
Sola branca.
Licores de diferentes qualidades.
Absinthe e cherry cordeal de superior quai
lidade.
Vinho de champagne, da marca afamada
Faure pe're & ils.
Chocolate francez.
Pianos musicaes e horizontaes.
Vendem-sc barricas grandes, propriaspara de-
posito de sal ou familia : na ra das Cro7.es n. 43.
Vendem-se superiores ovas do serbio : na ra
do Encantamento, taberna n. 10.
Vende-seo engendo Polos!, silo na freguezia
de Agua-Prela, com cicellenles Ierras, boas obras,
sendo de agua, e leudo ludo quanlo se pode desejar:
quem o pretender, dirija-se ao seu propriclaaio, no
mesmo eofenho, on nesla cidade ao Sr. Anlonio
Marral da Cosa o Albuqiicrque, na ra da l'cnba
n. 2.
VenJem-se 10 casas lerreas, sendo 9 cm se-
suimenlo da ra la Aurora ao lado da fundicao do
Sr. Sl..rr, e 1 na ra das Trincheiras : oa preten-
denlcs podem enlender-se com Fontc \ Irinao, na
ra da Cadeia do Recife n- 9
CHAPEOS PABA CRIADOS.
Acabam de chegara praca da Independencia loja
de chapeos ns. 24 a 30, chapeos oleados para pazens
de muilo boa qualidade e modernas formas.
CHAPEOS PARA SENHORA.
.Vendem-e por commodo preco, superfinos cha-
peos de seda e palha para senhora. com ricos enfri-
les, e dos mais modernos venda no mercado :
na praca da Independencia loja de chapeos, de Joa-
quim de Oliveira Maia.
NA RA 1)0 TRAPICHE N. 8.
Vendem-se radeiras americanas de balancn, obra
muilo boa e de gusto, e vellas de cspermacelc pro-
prias para bailes e Ibealros. ludo por barato prego.
JL
DE MOLLAS.
JL
as
em
quali-
fras-
Chegaram pela barca GUSTAVO, chapeos de
molla de superior qualidade e elefantes formas,
bem como chapeos de castor branco e prelo, dilos
de seda de formas modernas e e\< cliente qualidade,
os quaes se vendem por prego razoavel na praca
da Independencia loja de chapeos de Joaquim de
Oliveira Maia ns. 24 a 30.
Vendem-se as seguinles obras novas por \V.
Scoll ; os Puritanos 4 v., Wavcrley 4 v., O Talis-
mn 3 v., A l'risilo d'Edimbmg i ., Oiiinlino Du-
revard 4 v., Ivauhoe i v., Diccionario Theologico
por ab. Aquilla 5 v., Oroil Ecclesiaslc Francez por
Dupin I v., Juris Canonis por Lequeuz 1 v. : no
alerro da lioa-Visla loja de ourives o. 68.
Vendem-se uvas muscateis de Itama-
raca' : na ra do Queimado n. 59.
A pessoa que precisar de um carro qunsi no-
vo, de quatro rodas c quatro asscnlos, o qual se
vende por moi commodo preco : dirija-se a Solidado
silio dos 4 lees a qualquer hora do da, que ah
achara' com quem Iralar.
Vende-se um cavallo russo, que serve paracar-
ro, mo tem achaques : na Solctjae silio dos 4 lees
das3dalaidc cm diaulc, achar com quem tratar.
FEIJAO mlatinho.
Na ra do Amorim n. 39, armazem do Manoel dos
Sanios Pinto, ha superior feijao mulaliuho cm sac-
cas por precos razoaveis.
Na loja de madama Routhier, modista
franceza, ra Nova n. 58.
Superior grosdenaple prelo, liso, cabeees prelos,
capotinhos de fil prelos, chales de relroz, meias de
seda brancas para senhora, loucas para baplisados,
capellas para noiva, maulas de lil de seda prelas,
imilacao de hlonde, bicos de linho, cscomilha, fil,
llores c fitas, bonitas camisiiibas, franjas e (rangas de
seda preta, e oulras muilas fazendas que se veudem
por precos commodos.
CORTES DE VESTIDOS DF SEDA ES-
COCE/.. A ,c0u0, CHAPEOS PARA
SENHORA A 1.1*000.
Seda e selim prelo lavrado a 29-OO, sarja prela lisa
a 29000 e 29100, chales de relroz mnilo bonitos a
I89OOO, romeiras a 109000, luvas de seda de lodas as
cores, ineias prclas e brancas, e oulras muilas fazen-
das, que se vendem baratas: na ra Nova, loja n.
16, de Jos l.uiz Pereira.
Chapeos franceses para homem, palitos,
calcas e col lotes.
Chapeos francezes, os mais modernos, sobre-casa-
cas e palitos de panno fino, de alpaca e de riscados,
caigas de casemira prela, de brim Irangado. colleles
le fuslo e de seda : na rna Nova, loja n. 16, de Jo-
s l.uiz Pereira.
CREMELINA DE QUADROS
ASSETINADOS, A 1,100
0 COVADO,
l.hegou 110 ullimovapor da Europa, urna fazenda
a mal moderna do mercado, propria para vestido
de senhora, de qaadros largos asselinados, loda de
seda, denominada Cremclina : vende-se na ra do
(Jueimadu 11. I'.i: e dao-se amostras com penhor.
Crimea.
Cbegou no ultimo vapor da Europa, urna fazenda
itlciramente nova, loda, de seda, de quadros largos:
a qual o madamismo em Pars d.i o nome de
Crimea ; vende-se na roa do Queimado n. 19, pelo
barato prego de I30OO o covado, c dio-se as ainos-
stra- cera penhor.
BELOiNA A IJOO RS. 0 COVADO.
Veio no ultimo navio francez urna fazenda nova,
goslo escossez, com 4 palmos de largura, muilo fina,
que pelo seu brilho parece seda, a qual o madamis-
mo cm Paris d:i o nome de Ucloua : vende-se na
ruado Queimado n. 19.
CASEMIRA PRETA A 5,500
0 CORTE.
Selim prelo maco a 29700, 3?000 c 3-5500 o co-
vado.
Panno prelo a 3O00, 45000, 55000 e 63000 rs.
milite lino.
Grs de naple prelo a lo'OO rs. o covado.
Cbamalote pelo a25000.
Velludo prelo a 35800.
Maulas prcb?s de blond a IOIOOO.
Vende-se na ra do Queimado n. 19.
Vendem-se macas inglezas, dcbrnndas de mo-
lal, propria* para viagem. por prego commodo, meias
de seda prelas, inglezas, para senhora a 43000 o par,
luvas de lorgal prelas a 13000 o par, dilas de Jouvin
com enfeiles a IgOOO, c para homem a 23COO. car-
teiras de agolhas a 280, bolfies de madreperolaa 900
rs. a grosa, penles de alar cabello, de burracha, a
I56OO, (rangas de seda de lodas as cores, por barato
|aprero : na ra do Queimado n. II. Na mesma se
encontrar., um completo sorlimento de miudezas.
Vende-se banha de porco derretida a 400 rs. a
libra : na ra do Uangd 11. 36,
GROSDENAPLE E SARJA DE
SEDA.
\ ende-se superior grosdenaple prelo de seda a
13600 o covado, urja de eda prela larga a I36OO o
covado, selim de maco a 2a000ao covado : ua loja
de 4 porlas 11.1 roa do Queimado n. 10.
OH! OLE PEC1HNCI1A,
a 500, a 1#000. .1 2.S0O0 e 2S500. cada
urna peca de madapolao com loe pie de
avaria, a ellas antes que se acabem: na
loja do Passeio Publico n.9.
FIMO EM FOLHV
Na ra do Amorim n. 39, armazem de Manoel
dos Sanios Piolo, ha muilo superior fumo em folba
para fazer charutos.
(g) Vende-se superior sarja preta'S
A hespanhola. g
(>, Bengaltas linas com lindos cas- /%.
tlics" El
Meias de seda brancas e prelas W
para senhora. v{3;
Selim preto macan paiacolle- *$)
(g) tes e vestidos. ^
^ Chales de crep, bordados e es- *
i 1:"'M-d-- 8
(r saias brancas bordadas para se- />*
nhora w
Vestidos de cambraia a Porr>- w
padour. ($'
Charutos Lancciros. (%
Papel pintado para forro de ^
sala. S
Chocolate francez muito supe- g*
rior. "
A{jua de flor de laranja de muito t?
boa qualidade. w)
No armazem de Vctor Lasne, <&)
f$) ra da Cruz 11. 27. ^)
Na ra do Trapiche n. 1 (, escriptorio
de Btandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis. *
Lonas, a imitarao das di; Rosta, de
muilo boa qualidade.
Papel para imprimir, ormalo grande e
pequeo.
Papel de cores emeai xas sortidas, mui-
to propriopara loriar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (> luzes de feilio elc-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HY6IE-
MCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o unico preparado com
substancias puras, nuliitivas c livfjieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ra da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. .. 800 a lab.
Superior. 640
Fino.....500
0

i
m
Vende-se muito bom ;icile : na ra Lireila n.
129, primeiro andar.
Na na do Vigario n. 19, primeiro andar, en-
de-se rarclo novo, cliegado de Lisboa pela barca C.ra-
COBERTORES ESCROS E
BRAICOS.
Na ra do Crespo.loja da esquina que voll para a
cadew, vendem-se cobertores escuros, propiios pira
!^2T5 ', "S Bri,"des- l,m encorpa.los, a
13280. dilos brancos a is(m (ljll co|n ',-, .
lando os de laa a 1280, ditos de laa a 29400 cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no arinazent de Jos Joaquim Pereira de
.Mello no caes daaifandega, e para por-
roes a tratar com Manoel Al ves Guem
Jnior, na ra do Trapiche n. IV.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escuros a 720 rs., dilos grandes a Ij-JOO
rs., dilos brancos de algodAode pello e sem elle, a
mlaco ilos de papa, a 1^200 rs. : na loja da ra
'o Crespo n. 6.
PARA A QUARESHA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade, se-
lim prelo muilo superior, casemira prela franceza,
dila selim, velludo preto superior, panno prelo mui-
lo lino, cmii lustre e prova de limito, e de oulras qua-
lidades mais abaixo : vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
PILl'faAS HOLLOWAY
Esle ineslimavel especifico, romposlo inleiramen
le de hervas roedicinae, nao eoiilem mercurio, ncm
oulra alciuna subslancia deleelere. Benigno a mais
lema infancia, e compleicao mais delirada, lie
isualmenle promplo e seguro paradesarriignr o mal
na compleicao mais robusta; he inleiramenle mno-
ccnle em suas operar.es e cffeilos ; pois busca e re-
move as doencas de qualquer especio e ar.o, por
mais auligas e lenazes qu sejam.
Entre milbares de pessoas coradas com este re-
medio, muilas que ja eslavam as porUs da roorle,
perseverando em eu uso, coiisegoiram recobrar *
saude e forcas, depois de haver leulado intilmente
lodos os oulros remedios.
As mais afflicUsnao devem eolregar-ie desespe-
racao ; fajam om compeUnle ensaio dos eOicazes
eneitos desla assombrosa mediciua, e prestes recu-
peradlo o beueliciu da sade.
Nao se perca lempo em tomar
CAL YRGEM.
ROLAO' FRANCEZ
t.licgoa de novo e se acha a venda a deliciosa pi-
tada desle rolao francez, e s se encontrara na rna
da Cruz n. 26, escriptorio, ua loja de Cardeal, ra
larga do Rosario n. ;18, e ua de Manoel Josc Lopes,
na mesma ra 11. O.
l'ARELO
MUITO NOVO.
a mis bova qtre ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Tiapiclic n. 15, armazem de Bustos Ir-
inaos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candieirosc casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e muuirao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 07.
CEMENTO ROMO BRAMO.
\ ende-se cemento romano branco, cliegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do Ihealio,arma-
zem de laboas depinho.
% RA DO'CRESPO N". 12.
# Vende-se nesla loja superior damasco de <
t seda de cores, sendo brinco, encarnado, rozo, ti
~ por preco razoavel.
Vendem-se sac-os muilo gratulo,! om (fi ],
farello cliegado ltimamente de Lisboa :
na ra do Amorim n. -i-8.
Moinhos de vento
om bombas de rcpuxo para regar borlase baila,
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na ra
doBrumns.6,8elO.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8. palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promplidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador'.
O POTASSA BKASILEIHA. ($
(^) Vende-se superior potassa, fa- (9)
(^ bricada no Rio de Janeiro, che- g*
fjg gada recentemente, recommen- jj
^. da-se aos senhores de engenhos os j?
9 seus bons elleitos ja' experimen- W
Jetados: na rna da Cruzn. 2Q, ar-
azem de L. Lecontc Feron &
Companhia.
I Bom e commodo, para as familias.
Cassas de cores lisas e de goslos muile mo- (*
demos, pelo baralissimo preco de 240 rs. o
9 covado, um completo sortimenlo de todas as
fazendas por menos 10 e 20 por cenlo do seu
J valor, por se ler comprado urna grande por-
9 c,ao dcllas, de urna loja que lindou : lem um
grande e completo sortimenlo de pannos pre- 6
tos e casciniras prclas, para lodos os precos : $
9 na roa do Queimado, loja do sobrado ama-
W relio n. 29, de Jos Moreira Lopes. Q
MUTiunn
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da roa da Cadeia de Sanio Anlo-
nio de materiaes por preco mais em conla.
CAL DE LISBOA A 40000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, cliegado no
ultimo navio a 49000 por cada urna : na ra do Tra-
piche n. 16, segundo audar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo : no armazem n. 16 do neceo
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes & C, na ra do
Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a o.s'500 rs. a sacca : nos ar-
mazem de Luiz Antonio Anes Jacome,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na ra do
Trapiche-Novo n. 6, segundo andar.
SARJA PRETA E SET1M
MACA'O.
Na ra do Crespo, loja n. 6, vende-se superior
sarja hespanhola, muilo larga, pelo diminuto preco
de 25300 e 2)600 o covado, selim maco a 2980X)'e
:i200 o covado, panno prelo de 39000, 43000, :>;O00
c 6?000 o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas pie tem umalqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Riscado de Iistras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da csqoina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Em casado J. KellerixC, narua
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
A 1#000, 2.;500 c 5.SO0O.
Vendc-se melpomenc de duas larguras com qua-
dros achamalolados para volidos de senhora a I? o
covado ; selim pelo Macao, etcellenle para vesti-
dos a 29 o covado; lencos de cambraia de linho li-
nos bordados e bicos pela beira a 59 cada um ; cam-
braia de linho Tina a St a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo preco : na ra da Cadeia
do Recife loja da esquina u. 50.
Vende-sc um terreno de 50 palmos de frenlc e
150 de fundo, silo na ra do Sebo, bairro da lioa-
Visla, do lado do sul, muilo proprio para edificar
urna boa casa ou qualquer olabclecimenlo, por ser
no lugar mais alto da dila ra : a fallar ua praca da
lloa-Vi>la u. 6. botica.
Vende-se farello de Hamburgo em
saccas muito grandes, chegadas ultima-
mente e por pret;o muito commodo: na
ruado Amorim n. 48, armazem de Pau-
la Si Santos.
Vende-se efectivamente alcool de 56 a 40
graos
cm pipa, barris ou esnadas : oa Praia de Sania Ri-
la, dliUico de tranca.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do TPeixe, por pre$o commodo.
s
Vende-se escolenle laboado de pinbo, recen-
temente cliegado da America : na rui d! Apollo
trapicho do Ferreira. a enlender-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inven^ao' io Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, em pregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Si Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Devoto Cluistao.
Sabio a luz a 2. edicao do livrinho denominado
Devoto Cbrisiao.mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. lie 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada etemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mcz de Blaria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinbos de N. S. da Pe-
nba desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
indepeudencia, a 19000.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
acjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
Vcndem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente ebegados, de encllenles vozes, e prejos com-
modos em casa de O. Bieber c\ Companhia, roa
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber Si C,, ra da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. H
oda especie.
qualquer "das sguinies"enfermidades : "
-Vccideutes epilptico. Febre lod*
Aporcas. ,,
fe ni,,.,.. ilemorrhoidas.
Uebilidade ou exlcnoa- Irregularidades da rneus-
Talla de
qualquer
cao
Uebilidade ou
forcas para
cousa.
Desiuleria.
Oor de garganta.
o de barriga.
nos ruis.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ligado.
venreas
Euxaqueca.
Ilervsipela.
Kebres biliosas.
intermitanles.
de
Iroscao.
Lombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslruce.ao de ventre.
I'hthisica ou coosoropr,ao
pulmonar.
Relencao d'ourina.
Klicumalisiuo.
Symptomas secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
utrera*.
Venreo ;mal .
\ eudem se eslas p.iulas no esl.belecmf.nlo geral
Londres n. 2M, Strand, e na luja de ludo, os
ri^M1 .U,ra' P^9 'rregada.
Vende-se as bocelinlias a800 ris. Cada um* dcl-
las loulera urna iiislruccao cm portuguez para es-
pliear o modo de se usar d'estas pilula. '
U depo,ilo gcral he em casa do Sr. Soom, phar-
buco "" "" Ua Crul D" -' tm Min-
BALSAMO H0M0GENI0 SYM-
PATHICO.
Favoravelmenle acolhido em todas as provincias
do imperio, c tao geral como devidimenle apreciarlo
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURAVEIS
POR MEIO DESTE P0RTEM0SO RALSiMO.
l'EKIDAS DE TODO O GENEKO, aioda que'
sejam com laceracoes de carne.e queja eslivessem no
estado de chagas chronicas, esponjosas a ptridas.
Logo depois da applicac.au cessam as dores.
ULCERAS E CANCHOS VENREOS, escorbu-
lo, sarnas, ervsipelas, molestias cutneas oa perpe-
tuas, c scirrhos, conhecidos pelo falso nome de figa-
do nos peilos, rbeumalismo, dielezede todas as qua-
lidades, sulla, inchacoes e fraqueza as atliculacoes.
,LLIMADURAS, qualquer qoe seja a caos e o
objecto que as pioduzio.
O .MESMO BAI^AMO se tem applicado com i
maior vantagem as molestias seguinles : porcm ad-
verle-se que s se deve recorrer a elle em casos ei-
Iremos, na falta absoluta on ropossivel de se obler
a assisiencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpo
LOMIlRIljAS, nao exceptuando a lenii
taria.
lenia ou soli-
MOUDEDURAS de qualquer lespecie, inda trae
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilidsde do esto-
mago, obslruccao das glaudulas, ou eulranlias, e rr-
resularnlado ou falla da mcnslrucao ; e sobreludo,
111llamn1a5f.es do flgado e do baco. -
AKFECCO'ES do peiio, degeneradas em principio
de phlisica ele. Veude-se na ra larga do Rosario
11. db.
VIDROS PARA VIDRACAS.
> endem-se em canas, em casa de Barthoroeu
Francisco de Souza, ra larga do Rosario n. 36.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris cora cal de Lisboa, recentemente cliegado.
H Brunn Fraeger L., tem *para K
p vender em sua casa, ra da Cruz H
I ,0-
Lonas da Russia.
<[ Champagne.
S| Instrumentos para msica.
* Oleados para mesa.
H Charutos de Havana verdadeiros.
S Cerveja Hamburgueza.
J| Gomraa lacea.
Kmtmmwm m* mwmmsm
Chapeos abertos.
Chegaram a loja e fabrica de chapeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, os desejados chapeos de
pal lia arrendados para h'omens e meni-
nos, e (pese vendem por preco modit.
GrosdeNaples a 1^000 rs. ocovado!
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas e de quadros, lindos gastos, com um
pequeo toque de mofo que pouco se cunhece, pelo
barato preco de 13 o covado. Assim como se acha
na mesma loja om lindo e vsriado sorlimento de se-
das que se vendem muito barata.
ELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vcndem-se por proco muilo commodo : no arraa-
em de Barroca & Castro, ra da Cadeia do Recita
n. 1.
ARADOS DE FERRO.
Na fundido' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos d" ferro de ~orr- qualidade.
ESCRAVOS FLUIDOS.
Vende-so om cabriolel com cubera c os com-
petentes arreios para um cavall, lodo quasi novo :
par ver, no alerro da lioa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife ra do Trapi-
che u. 14, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham- B
9 pagne Chateau-Ay, primeira qua- Q
($) lidade, de propnedade do conde B
0 de Marcuil, ra da Cruz do Re- 2
&. cife n. 20: este vinho, o melhor
gk de toda a Champagne, vende-se
89 a 36i000 rs. cada cauta, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, .is-
cnpiurio 11. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Jauciro, a precos ka-
ralos que he par fechar coulas.
Na ra du Vigario n. 19 primeiro andar, lera a
venda a superior flanclla para forro de sellins che-
gada reeentemenlc da Ameriei.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Hcnrv Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados'em Inglaterra, por precos
mdicos.
A 180 rs. a vara.
Na loja de Goimares & Heuiiques, rna do Cres-
po o. 5, venilem-se cassas francezas muilo Tinas, che-
sadas ltimamente, de gostos delicados, pelo barato
prego de 480 rs. a vara : assim como tem om com-
pleto sortimento de fazendas^fioas, tudo por preco
muilo commodo.
Desappareceu honlem, 21, pelas 2 horas da
larde, um preto de nome Andr, escravo qoe fura
de Jos Gabriel Pereira de Lira Juuior, a seacliava
deposilado em poder de Joao da Silviira Borgcs Ta-
vora, por oiecucao de Francisco Jos Corrcia Gui-
mariles, lendo os seguintes signaes : bailo, de narao
Beuguella, roslo redondo e com marcas da beiigis,
barbado, ropreseola ler de idade S sones, casado
em Serinhaem, lorio do olho esqnerdo ; levoo caiga
de riscado amarellado, camisa de riscado reno, cha-
peo de couro ; levou mais urna camisa de riscudinho
encarnado desbolado, urna calca de ganga azul, orna
dita de brim Irangado branco'Jlno, com lislra, om
bonete de patino azul, orna faca de mesa com pona,
una porgao de dinbeiro em cobre, e de sedlas, sen-
do parte do mesmo prelo, e parle do depositario ;
fra visto at as 3 horas da larde do mesmo diana
laberna da esquina do becco das Barreiras: snppOe-
se ler seguido para Serinhaem, e qoem o pegar, le-
ve-o ra do Colovello nJ 85, que ser generosa-
mente gratificado.
GRATIFICACAO" DE CEM MIL RES.
Contina a estar fgido desde o dia seila-feiro, 12
do mez de agosto de 1853, o escravo, criculo, de no-
me Argemiro, natural da villa de Pesqueira, com os
signaes seguinles : idade 23 a 24 annos, pouco mala
00 menos, estatura regalar, cor prela relinla, nariz
comprido, denles bonitos e com falla de om delles
ao lado, com um sigoil arredondado na cabega do
lado esquerdo do lamanho de urna pollegada sem
cabello, he muilo regrista e cosluma andar fumando
cigarro, com chapeo ou bunelna cabega ao lado, ves-
tido de calca o camisa de algodaoztoho soja, e levou
comsigo urna casaca de alpaca cinzenta, muilo snr-
rada as abas, e nma caiga de brim azul riscadinho.
Foi escravo do Sr. coronel Panjaleao de Siqueira
Cavaicanli, daquella villa, para onde se suppe qoe
se lenha evadido, ou para os engenhos do sol, dos
irmaos do mesmo seuhor, a quem encarecidamente
se pede se nao deixem Iludir pelo referido escravo,
que se intitula forro, e o envicio para esla capital
entregar na roa da Praia, armazem de carne sccra
11. "(i, de Anacido Anlonio I'crreira, que prompla
mente pagar a quanlia cima. O mesmo se pede a
lodas as autoridades policiaese rapiacs decampa o
prolcsla-se'coolra qoem o liver occullo. '
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO*.
Desappareceu no dia 6 de dezembro do anno pro-
limo passado. Benedicta, de 14 annos de idade, ies-
ga, cr acaboclada ; levou um veslido de, chita com
lislras edr de rosa eda caf, o oulro lambem de chi-
le branco com palmas, um lengo amarello no pesco-
co ja desbolado: quem .1 apprehender conduza-a
Apipucos, noOileiro, em casa deJoaoLeile de Aze-
vedo, ou no Recife, na praga do Corpo Sanio n. 17,
que recebera a gcalilicagao cima.
PERN TVP. DE M. F. DB FABJA. 1853
V


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