Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00917


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Full Text
ANNO XX.
N. 71
Por 3 meies adiantados 4,009.
Por 3 mezes vencidos 4,500.


-13
1
>*
/

.J
TERCA FEIRA27 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
E\C\H1UC.\1H>S DA SCB8CR1PC.VO-
Kecife. proprietario M. F. de Tarn ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joiio Pereda Martins ; Baha, o Sr. I).
Pupead ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Man-
dones ; Parahiha, Sr. ervazio Vctor ra Nativi-
dnde ; NaMI, n Sr. Joaqnim Ignacio Pcreira Jnior;
Arecty, o Sr. Antonio de l,emos Brasa; Cear, o Sr.
V'ir.tori aso Augusto Borge ; MaranhAo, n Sr. Joa-
qun Marques Rodrigues ; Piauhy, i Sr. Domingos
Hereulano Ackiles Pessoa Cearence ; Para. oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcrnnymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 ,3/4 d. por 1$.
Taris, 3iO rs. por 1 (.
Lisboa, 98- a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Arroes do banco 40 0/0 do premio.
da cotnpanhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de letiras de 8 a 10 por 0/0.
MF.TAKS.
Ouro.unjas hespanholas- ,
Modas de 65400 velbas.
de 69400. novas.
* de 4)000. .
Prala.I'ataces btasileiros. .
Pesos columnarios, .' .
' mexicanos. .
209000
1GD000
1(>9000
95000
19940
19940
15860
PARTIDA DOS COMIMOS.
Olimla, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
> illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 c 28.
Goianna c l'araliiba, segundas c sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
preamAr nr. iiojk.
Primeira s 11 horas e i 2 minutos da nianha.
Segunda s 12 I oras e 6 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Rclacao, tcicas-foiras e sabbados.
Fazenda, torgas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orplios, segundas e quintas s 10 horas.
1" vara do civel, segundas, e sextas ao meio dia.
2" vara do civel, quartas c sabbados ao meio dia.
I lili \ll HI1H.N.
Marro 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e!
40 segundos da larde.
11 Quarto miiiguantc aos 11 minutos c
37 segundos da tarde.
18 La nova as 2 horas, 2o minutos
31 segundos da manha.
H 25 Quarto cresccntc aos 5 minutos e
37 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
26 Segunda. (EslacojaS. Cbryzogono) S. Ludgerio
27 Terca. (Estacao a*S. Cariaco ) S. Roberto b.
28 Quarla; (Estacao a S. Marcello) S. Prisco.
'.'9 (Quinta. (Estacao a S. ApolIinario)S. Bertlioido
30 Sexta. (Estacao a S Estevo) S. Clinio,
31 Sabbado. ( Estecho a S. Joiio ante portam I.)
1 Domingo, de Ramos ( Estacao a S. Joo iti
Laterano) S. Macario ; S. Quintiano, ,
PARTE ornciAL.
GOmANOO DAS ARMAS.
Qaartel-caaeral ae comnando du armas de
Peraco ma diada de Recite, aaa 36 da
aaarca da 1865.
OKDEM DO DIA N. 16.
O marechal de campo, commandanle das armas,
declara, para conhecimenlo da guarnirn e lins ne-
cessarios, que a junl-> de justica, em sessAo de 19 do
cortante,eonfirraou a senleuca doconsellio criminal,
. que eonderonou a um anno de prisAn, levando-se cm
conla que tem soffrido, ao reo alteres reformado
Jos Rebello Padilba, ei-major do corpo de polica,
pelo crime previsto no artigo 3o da lei provincial n.
ti5 de 31 de maio de 18i, e absolveu aos reos iccu-
sados de igual crime, capilAo do quinto balalhao de
iaranlara Joao do Reg Barros FalcAo, lente JoAo
Chrisoslomo Ferrtira dos Sanios e Alteres Antonio
de Albuquerque MaranhAo. reformados, aquelle ex-
commandante, e estes ex-ofliciaes do sobredito
corpo.
O Sr. capito Barros continuar addido ao quarto
b.lt.illiAo de artilharia a p, emquanln nao segu pa-
ra a provincia do MaranhAo. onde se ada estaciona-
do o eorpu. a que pcrlence.
O mesrao marechal de campo declara (ambem,
que no dia 23-do correnlese apresen lou no quartel-
geoeral, vindo da provincia do Para, onde era con-
siderado em diligencia, o Sr. al feres da companhia
fu de cav?llana desta guarnicao, Jos \ ictoriuo
Cesar.
Jos Joa/uim Cecilio.
Conforme.Canudo Leal Ferrra, ajudanle de
ordeus encarregado do delalde.
MTERIOB.
1XIRRESPONDEACIA DO DA Ido Di;
IPERNAMBl'CO.
Maceio'.
22 de marco.
Na dia 2 do correte, se me nAo falla a memoria,
fe* um anno que o Antonio Ihe dirigi sua primeira
, encelando coni Vmc. a nossa corresponden-
cia epistolar; quem me dra que livesse na atleg as
arrufas de velho Porto com que os linns ne-
gociantes inglezes residentes naquella cidade mimo-
scaram aos seus palricios combatentes na Crimea
(prosete que de nada ibes tem servido !) Se cu as
possuisse, bofe! nao ficaria V. com as fauces rese-
quidas, e pela minha parle leria festejado conveni-
entemente, com urna carraspana Iruly britnica o
nveso anniversario correspondencia!; mas em Taita de
viohoou outro licor corroborante. espiritual fiz-lhc
umasaude com a melhor agua que livo em casa ; se
aroda eu podesse cm vea d brinda-lo com algumas
daquellas derar.tadas 3,000 amphoras. mandar-llie
urna epstola bem adubada que Ihedcscnrugassc por
um momento a fronte, dar-mc-liia por satisfeilo
mas vejo-mc baldo a uin e oulro naipe, c lique V.
por ora sera vinho c seni raissiva adubada, e coulen-
le-secom esta que hem como o mu copo d'agna vai
insulsa e a maisdissauorida possivel.
O meu ao fadario .de chronisla obriga-mc a re-
trogradar ao paisado fevereiro para dizcr-lhe que os
3 diasdp eulruilo passaram-se aqui na maior insipi-
dez, parece que o vellio enlrudo, que agonisaote e
moribundo lulava ha lempos com as vascas da morle,
den ueste ultimo anno o derradeiro suspiro ; sil e
Ierra levis. Com effeito uAo vi este auno ncm urna
laratiginha de cheiro, nem urna seringa, uem caras
liesuuladas de pos de sapatos, vermelhAo ou gumma;
nem finalmente aquellas galliofeirasassaltadase alra-
caroe que faziam oulr'ora o nosso deleite : vellios-
mocea a meninos passeavam tranquillamenle pelas
ras as tardes desses 3 dias sem temer oquaticos
projecti, lijgieuicos banhos e colorantes unturas.
y3o sei se nos outros pontos da provincia succedeu o
meaino; porcm posso aesegurar-llie que na capital cs-
l.lo eorapletamenle bao idos os selvasens brinquedos
do enlrudo. Nunca*julguei que essa anliga usanra,
resquicios dos grosseiros folgares que nos legaram
nosso maiores, se evlinguissc ISo rpida e facilmcn-
llins costumes sao difliceis de
desarratgarem-se do animo do povo ; o enlrudo po-
rm era lao brbaro, lo contrario e anmalo ao ac-
al estado Je r.ivilisaro, e tilo funestas conseqoeu-
cias traiia comsigo em nosso ardenle clima j> pre-
diaposlo a constiparles e defluxos, que como por una-
aeonimum accordo fai proscripto. Infeliz-
mente nao ticemos para -lo urudiverlimcn-
lo milis couseiitanuo com o espirito do seclo : na
curte e grandes capilaes foi elle vanlajoiramonle sup-
prido petos bailes matcarados a folias do carnaval, .i
imitaro dos Italianos; mas as provincias pequeas
0 CIP1TA8 PLODEVEN. (*)
Par fi. Gaadln.
SEGUNDA PARTE.
L
/
IX
O pico de Guionneau.
Emquanlo pejde-se segoir o riacho de Coi aves nao
boo*e dlfllculdadcs que fossem capizes de desani-
mar hOmens tito aguerridos, cuno essesde que com-
punha-se a tropa de Ploacveu. Reinava enl.lo cs-
ti", eonde nao havia vereda, caminhavam pelo le-
todo riacho- Os verdadeiros obstculos comecarain
a cima das vertentes, e quando foi necessario subir
as ultimas rampas desses cumes. Nada mais escabro-
so nem-miis extravagante que sua estructura, na
qual ludo revelava a accao de um fogo recente. As
lavas estriando tinham lomado furmas singulares, e
creado grandes desigualdades de terreno. Aqu o
ruchado erguia-se em agulhas, alli oflerecia frulas
profundas, acota era eftrlado a pique ou debfurado
sobre abysmos. Em nenhuma -parle a Ierra era (ir-
me nem unida.
Concebe-se que em semelliante lugar o caminho
lornava-se difllcil, e exiga mais de urna precaurao.
Ilavia anda outro embararo: desde que a tropa li-
nlia um guia, os servrpjs dos dous sabujos perdiam
alguma colisa de seo preeo. c sua presenta Ibiha
mais de um inconveniente. Livref, elles Se leriam
laucado adiante, e privariam os caladores dos be-
neficios da sorpreza ;-presos, davam grandssimn tr.t-
balliu ao *cu guarda, e multiplicavam os actos de
revolta. Como nao teria sido assim'.' Ahi eslava om
negreangilivo, caca que haviam perseguido e forca-
do na vespern, a sobre a qual tinham de exercer um
dircito. entretanto que nao ae lhas permillia locar
nem aa menos em um fragmento! Era urna ingrati-
dao, a al una injustira. Por isso elevavam um con-
cert de protestos, e lanravam-se violentamente pa-
ra Barrabas toda as yeits qne o vento levavs-lbes
u.n cheiro que I lies era fJmiliar. Para applaca-lns
foi misler que Arlcon se conservasse atestado do res-
to da tropa, e ento os dous companheiros de rnr-
renle nilo leudo" a ruem atacar, vollaram seu mao
humor um contra o oulro ; a nein-dade Ihes pesa-
va : ha sabido que ella he a mili de lodos os vicios.
Sem embargo desles incidentes a tropa continua-
va a caroinhar; India passado a zona dos arbustos,
entrando na das plantas florcslacs, cuja estatura pa-
reca decrescer cm razllo da elavnySo do terreno. A
planicie fuga ao longc, o mar brilhavacom os relle-
xos do sol que se ergua, e,o pico a cada instante
mais visivet pareca vr ao encontr dos ccadores, e
mudar de aspecto medida que esles se Ihe appro-
xjmavam. A vista nao perda mais urna parliculari-
dade, e media o colosso eom inleira precsAo. I.obri-
gavam-se ao longo de seus Bancos os sulcos einzen-
, tos que as lavas tinham I rara do. as fendas do roche-
() Vida o Diario u. 68,
nao s o povo desconhecc esses usos, como mesmos
sAo esses migares mui dispendiosos para as classcs
menos favorccda? viria que aquelle* que tecm subre si o pesado onus
de governar, lomassem a iniciativa na protnocAo de
um divertimenlo que viesse preencher o vacuo que
dciioii o enlrudo; alienta a completa tulla de diver-
'inenios c dislraccocs para o povo, que desde a mais
remola aoliguidade s est contente quando lera em
abundancia panem el circense*.
Em compensaran as nuvens entrudaram-nos exu-
berantemente em lodo o resto de fevereiro ; feliz-
mente foram dispensados bs acompaubamenlos de
haivo profundsimo de que Ihe dei contados lavrado-
res e agricultores eslAo pois com i caiiniuha na agua
e mu satisfeitos porverem que:
..........well shoiver'd carlh
Is deep enrich'd n il Ir vegetable lite.
Os babilanlos desta cidade porcm oliiam Irislnnhos
e merencorios para a larga fenda que as enuirradas
produziram no paredAo do palacete, que he o orgu-
Igo dos liens maceiolienses: alargou-se tanto a fenda
que receiou-se imminente queda, e para evlar'-se
algum 3iuislro foi vedado o trajelo pela ra da Ver-
dura.
Apresso-mc porcm em fazer declinar qualquer
responsabilidade ou desar quo possa por ventura ser
laucado sobre o engenheiro que levantou a planta da-
quella muralha : foi o tnjor d'engenheiros Chrislia-
bo P. d'A. Coolinho.o qual est isento de qualquer
imputaran que Ihe queiram lancar acerca daqueUe
sucres-,,, vslo como nto le eveculon felmente a sua
planta, que foi limito alterada, supprimindo-se va-
rias parles que na opiniao do dito engenheiro len-
dam a forlilicar e reforcar o paredo, mas que pes-
soas uo professionaes julgaram desnocessarias c as
eliminar,un ou modificaran! : como fosse a sup-
pressAo de um grande reforco (ou gigante) em um
dos cantos ou ngulos de muralba, e a diminuirlo do
comprimenlo de lodos os gigantes que a amparam,
osquaes devendo subir ale o respaldo,(icaram apenas
em meo.
Alcm dsso parece-me que muto coocorreu para
aquello facto nao ter sido feilo o atorro com a con-
veniente solidez; do manera quo embebendo-se pela
Ierra sola as abundantes aguas, que cahiram lti-
mamente, alargaram enormemente a fenda que ja
exista exactamente no canto em que se dispensou o
conlraforJe ou gigante; assim pois, torno a repetir
repulacao do engenheiro tica a coberto de qual-
quer mpolacAo, visto que nAo fui execulado o seu
plano.
Se na primeira quinzena do mez passado hoiive,
como Ihe dsse, 3 minies. uAo supponha que fusse
isso resultado de intibiainenlo das auluridades pol
ciacs : ao contrario, continuam ellas mu encrgi
activas na perseguirlo e repressau do crtfrfSTe a pr^
va disso be o grande numero de faciuoras capturados;
se me nAo engaa o Mello, s no mez de teverciro
Hiram se confessar na matriz do Schrambach uns
30 innoecnles, sendo a rnaiar parte delles almas ca-
riosas que. compadecendo-se dos seusseinclliantcsneslc valle de lagrimgs, os man-
diaram gozar da beniaveuturanca eterna, entre todos
loriia-sa rccommendarel um que ja havia feilo lal
caridade a (i pessoas Por fallar-lhe cm criminosos
a-me esquccciidn de parlicpar-llic que o Joaquim
Tenorio, que se achava preso na cadeia desla cidade
deu a alma a Dos no da 23 (parce sepulti< '. i
Durante a penltima e a ultima quinzena nada me
tem constado a respeilo da seguranra individual ;
Mello anda arrufado comigo porque-V. dsse que
suas barbas se tinham tornado de brancas pres, e
esqueci-rae de prc.ooi-lo de que he elle mui cioso
do seu phvsico, e deu solemne cavaco : ando procu-
rando fazer commercio de amisade com o Valeuta
ad caulelam se pudermais congrarai-me com aquelle
meu velho amigo.
No dia 3 do corrcnle seguio no vapor para essa
provincia afm de tomar assento na assemblca legis-
lativa provincial o nosso dignu chele de polica Dr.
M. J da S. Neiva, que nosdclxou bastante saudosos,
a fazendo votos pelo sen promplo regresso : foi cha-
mado para tomar interinamente conla da polica o
juz-de direito da capital Dr. Malheus Casado d'A.
I.. A.; como porm se achasse elle anda oceupado
com a presidencia da 1.- sessAo nao pode entrar uoexercicio senAo no dia 9 em que
se fechou o jury, fcandu no em tanto incumbido do
expediente policial o diligente e probo delegado
supplenle Teixeira de Olivcira.
A adminislracao prosegue na mesma Ilustrada sen-
da, grangeandu cada vez mais a confianra, estima e
sjiupalhias de seusadmiuisirados: para o que raui-
to leem concorrido suas viagens. Disse-lhc de pas-
sagem o proveito que havia colindo de sua visita ao
Penedo e S. Miguel onde recorrendo generosidade
do c lodosos vesligios das convulses que us vulees
imprimem a superficie da Ierra. Plouevcn chegava
ao termo de sua e.pnlir.ui, e desla vez nAn poda
receiar uenhum engao.
Embora podesse crer na boa f do guia, nao des-
preznra nenhuma preeaucJo para conjurar as tenta-
lvas de IraicAo. Barrabas nao eslava lvre, tinliam-
Hie afrouxado os lacos alim de que podesse andar ;
mas nao poda correr. Alcm disto Miguel o tioha
debfflxo de >ua guarda, c a um signal do capilAo, ao
menor movimento suspeilo, o athleta le-lo-hia infal-
livelmenle derribado.
O resto da tropa associava-se a essa vigilancia, a
todos os olhos eslavam filos sobre o captivo. Actenn
de sua parte nAo perdoava-lhe o Icr escapado a si e
aos seus cAcs, entrelinha no espirito dos marnhei-
ros um sentimento de desconlianr i, e asseverava que
haviam de arrepender-se de ter feito depender desse
miseravel o xito da e\pedii;,io.
Esse patifeobra com dobrez,' dira elle ao Ma-
luino ; vendeu Vulcano ao capito, e vai vender o
capilAo a Vulcanb.
Basta, negtaco, responda o Maluino com suas
bellas formas de linguagem, estamos alerta; se elle
tentar fugir, sola os sabujos, e nAo lenhas receio.
Todava nada indicava que essas accusares fos-
sem fundadas: Barrabas caminhava a passo firme, e
linlia o olhar sereno. Quando a tropa chegou aos li-
mites da vegetarlo, e nao leve diante de si mais do
que um terreno descoberlo, foi elle quem auonse-
lhou urna parada :
Senhor, paremos aqu; nilo vamos avante.
Ploueven querendo sonda-lo novamente, pergun-
tou com sua voz de ferro :
Porque'.'
Porque haveria risco era ir mais adiante.
Que risco?
O de oriiios vistes. O senhor nao dsse-me qut
quera sorprender a Vulcano?
Sem duvda. ,
Bcm! para sorprend-lo he preciso que elle
o nao veja. Ja basla o movimento que sua gente im-
prime aos ramos. Praza a Dos que isso tenha-lhe
escapado!
EnlAo estamos a vista?
NAo sei, senhor. Quem sabe nonca onde esl
\ ulcano Quem pode nsseverar que elle Dio esta ao
nosso lado .' Crcia-me, liaremos aqui.
Ploueven ordenou a parada c acrcsccntou :
Agora, Horrabas, (pie pretendes fazer?
Picar aqu escondido, que lie ojiarlido mate
seguro; do contrario Vulcano nos escapar.
E se ficarmos aqu, elle nos escapar igual-
mente, dsse Ploueven com impaciencia. Julgas que
vira por si mesmo entregar-e l Barrabas, nuerers
Irahir-nos?
Nao, senhor, responden o negro; porcm eis-
aqm. Ha urna hora sua gente faz rumor e agita as
folbas: he imposivel que Vulcano nAo teuha visto
isso l de cima. Cnnhero-o melhor do qne Vmc. e
sei de quanlo be capaz e como vive. NAo se paa
om movimento nos morro ou na planicie que elle
nAosaiba o quehe. Esteja cerlo de que elle lem os
olhos volladns para aqui. Se ficarmos algum lempo
immoveis. elle se esquecer de que as arvores move-
ram-se, julgarn qne foi o vento ou algum animal.
Enlap poderemos continuar nosso caminho.
E iremos directamente a sua gruta? pergon-
lou Ploueven.
e patriotismo dos habitantes pode conseguir immenso
adjutorio para -2 obras de nconleslavel utilidade :
na cidaoe do Penedo o cemiterio para o qual j se
achava subscripto a qnautia de ::imki-ixmi rs., espe-
rndole que se eleve a 5KM09000; em S. Miguel j
havia pcrlo de 1:500-5, e consta-me que se ia ja dar
romero a obra, cuja planta e orcamenlo acham se
promplos. Seria eu injusto se Ihe nAo dissesse que
nao fui improficuo a viagem de S. Evc. ao Pilar, on-
de por influencia do prestante cidado Dr. A de C.
Raposo levantuu-se urna subscripcAo que j monta a
'.i.iTnhki, entrando nessa quanla a importancia do
terreno cedido pelo mesmo doulor gratuitamente,
avaliado cm iOO?, alm da assignalora de 100? cm
mociia para a conslruccao fie um cemiterio naquel-
la freguezia. Para Ihe mostrar como lem sabido o
Exin. Sr. Sa c Albuquerque graugear assympathias
e conliaiir.i dos Alagoanos Irauscrevo a felicitar,m
que Ihe acaba de dirigir a assemblca legislativa pro-
vincial : nao he agora a minha dbil c mal aparada
penna quem se enuncia, sAo os escolhidos da provin-
cia, he a digna assemblca alagoana que enva uo dia
11 urna ileputarao de ."i ineuiliro-, cujo relator O
Dr. K. N. 1-". de Moracs reclou o seguinte dis-
curso :
lllrii. r Evm. Sr.Os governosdcvolados i ver-
dadeira felicidade dos povos; que em sua-sabedoria.
reconhecendo os inauferiveis beneficios da agricul-
tura ensinavam no regato da paz a rotear e amanhar
os campos, o lempo prnprio da messe, foram sem-
pfe (qual dadiva preciosa do eco celebrados com ad-
miracAo, e adquiriram com jnsla razAo imraortaes
liluius de gloria. Aquelles que, ou no fastigio de
grandeza esquecidos de alheios males, ou no bratro
profundo sob o peso do infortunio mergulhados as
mais acerbas cogilac.ues, fura do holicio da socieda-
dc, anda buje compulsara as bri1' \les paginas dos
annaes da humauidade, uns e \jndii1ercnte><
bem que por causas diversas-' "\eus Iguaes,
cleclrisam-se de prazer ; e rheius .o, a que
nAo Ihes he dado furlarem-se, beindizem a estes
amantes pais de seus subditos, dos quaes invejam os
venturosos dias quepassaram ou fruiram nesses afor
tunados lempos. Na presente quadra, Evm.Sr., em
que os principios agronmicos se acham entorpecidos,
e como que si-ramenle absorvidos por ideas que in-
felizmente oceupam de preferencia us nimos escla-
recidos, com pasmo notamos que nao fallccem elles
aos Alagoanos : V. Exc. applicando a Iheoria agra-
ria, que ha milito cultiva no fundo de sou gabinete-
os anima e os iustrue por toda a parte; e outro Nu-
malhes di us primeiros exemplos: nao satisfeilo com
isto, desfazendo o extirpando nliquissimos precon-
ceilos, procura reformar os hbitos de seclos creando
.ma inocidade adaptada, que bebendo estes princi-
c por experiencia propria, avahando suasiucaf
eis v-.iiii.ui n- us v.i depois espalhar no nicio dn
popularan ignara, qeVra de colher seus assazona-
dus feudos; esles bens4rVb por si rccominendaram
tanto entre os anligos as govcnms, e quo buje anda,
mais os exaltara pela depreciadla e abandono em
que vemos a agricultura, essa foule principal de
uossa riqueza, cnlregue o sua velha rnlina, nAo sAo
os nicos padres de gloria da adininisljacAo de V.
V.\c. ob cuja sombra nao .cienos lucra a exacta lis-
calisacao, e disIribuicAo das rendas, o espirite de
emprezas, a conjolidacao da tranquillidade publica e
seguranca individual cora as acertadas e promptas
medidas, que tomadas lempo, an passo que tem di-
minuido os allenlados de saugue, e mais crimes, hAo
dado em resultado a prisAo de grande numero de
delincuentes, entro os quaes se aponlam estes fami-
gerados sceleralos bem conhecidos como terror da
provincia; a par de tao importantes assumptos, cada
um dos quaes offerece dilatado campo as aecuradas
medilaces do hornera mais eminente na gerencia dos
nefarios pblicos, nao se esquece V. Exc. de pro-
digalisar a maos chcias a esses nossos irmAos desva-
lidos, Accommettidos do flagello da pesie, remedio
opporlono, de que os privando sua pobreza, s na
previdencia da anloridadc caridosa escontrariara al-
livio : teslemunha, c fiel interprete dossenlimentos,
e doces emoces que experimentara seus commilten-
tes, a assemblca provincial das Alagoas, de que te-
mos a honra de ser orgAo, com elles se congratulando,
nos enva cm depulacAo para significarmos a V.Eic.
em seu nome o reconheciraento e gratido de que se
acham penhoradus os Alagoanos por laes beneficios
gravados de modo indelevel em seus coraoes, fian-
rainlo-llie 'ao mesmo lempo que, se o governo de
nosso magnnimo e adorado mooarcha incessanle-
mcnle solcito em promover os nleressbs dos habi-
tantes desla iinporlanle porcAo do sol brasileiro, es-
colheu com acert o mrito para a dirigir; a sen
turno sabe a aembica provincial correspoudendo
suas paternaes vistas apoia-lo e preslar-lhe sua fran-
ca, e leal coadjuvacito na grandiosa obra de sua ad-
Iremos, responden o negro com firmeza.
Decididamente csse hornera he de boa fe, dis-
sc comsigo o capilAo; elle lomara menos precau-
coes, se quizesse entregar-nos.
A tropa desrancou o lempo necessario para asse-
gurar o bom xito da operacao. o logar era bello,
o chao coberto desse musgo que cresce as tempera-
turas elevadas, o ar fresco e puro, a sombra mistu-
rada de raios luminosos, a vegetacAo rara e compos-
ta de plantas'aromticas, cujas raizes penelravara
nos rchelo.-. A senha era nAo ficar descoberlo c
guardar o silencio.
Calem-se todos, disse Ploueven. Ouvisle, Ma-
luino ?
Sim, senhor capito, respondeu este.
lie um duro preceito, murmurou Y yod.
A gente se acoslumar,arapaz ; ludo tem prin-
cipio. De mais nAo raorre-se por isso; sirvam de
exemplo os mudos de na-ienra.
Silencio! lornou o capilAo.
Apoiado, disse o Maluino.
E chesuem-se ao rochedo quanlo poderem, a-
crescentou Ploueven.
Marinheiros, cheguem-se ao rochedo repeli
o Maluino.
Depois de nma demora sufliciente, o Dcgro dou o
signal da partida :
Vamos, e cada jim caminlie distante; sobre
ludo nAo luquem as arvores, e nAo fajam rumor.
Esse pal lo cooduz-nos a alguma cilada, disse
Actcon em voz baixa aos marinheiros, que linda jun-
to de si. O capilAo faz mal em fiar-sc nelle.
Tambera o temo, responden o Maluino; fazer-
nos prohibir a falla! Ahi ha alguma velhacaria. Em
leu lugar eft soltara os cAes.
E o capilAo ?
He verdade, elle te despedacaria a cabera cum
orna bala; porcm eu gustara tanto de v-loa cumer
um pedaco desse negru !
Silencio! repeli o capilAo com voz comida e
irritada.
Forcoso foi calar-se : era o maior sacrificio que o
Maluino podia fazer as leis da disciplina e aos rigo-
res do dever. O movimento que a-se execular era
dos mais decisivos; tratava-sc de approximar-ae o
mais possivel do asylo de Vulcano, a eortar-lhe a re-
lirada. Para isso o guia rodeava o pico de Goion-
neau conservando-sc ao abrigo dasarvures, e condu-
zia a tropa ao nico ponto por onde inimiao poda
escapar : sobre lodos os mais o pico era inaccessivel.
Por precaurao os caradores paravam de dez em dez
minutos alim de enganarcm a vigilancia e roncorda-
rcm cutre si. Nada era tao horrivel nem 13o escor-
regadiro como as veredas por onde caminhavam ;
era um terreno de lavas, cujo declivio cansava ver-
ligi'in. Em alguus lugares abriam-se abysmus, cuja
profundidade a vista nAo podia medir, "o no fundo
dos quaes as aves de rapia descreviara suas eternes
espirites.
E era seroelhante desfiladero que cumpra ,alra-
vessar sem rumor e silenciosamente," evitando fazer
cahir urna podra ou locar as folbas. A empreza era
difllcil, e a senha nao pode ser observada rigorosa-
mente : houve infracees involuntarias. Entao o ca-
pito voltava-se e laocava subre os delinquentes o-
Ihares irados e mais significativos que as palavras. O
Maluino praguejava interiormente, Acteon eslava
arrufado, os caes i.im cabsbaixos; nAo havia mais
gazna tropa. S Ploueven raantiona seu ardor aci-
minislracao : eis, Exm. Sr., os sinceros o enrdoaes
votes da mesma assemblca, aceite-os V. Exc. com a
urbanidade que o caraclehsa-
Paro da assemblca legislativa provincial das
Alagoas I i de marco de 1S.V>.flodrigo \flln Fir-
miaiio de Moracs, Franrfxeo de Paula MeiquU
Cer'/ueira, l'icente de l'aula Carcaflio, Ambrosio
Machado da Cumia (acalcanle e Joaquim Timo-
Iheo Romeiro.
A' felicilac.io que Ihe foi liri-ida deu S. Eic. a
seguinte respusla :
Srs. da Ilustre commissao.llevo prosperida-
de desla bella piovincia confiada minha adminis-
lracao lodos os meus cuidados. Elevei-os altura
de religiosos deveres, e minha ronsciencia repousa
tranquilla na doce con v ice jo de nada haver poupa-
do para cumpri-los. Vos acabis de asseverar-me
que a 'assemblca legislativa provinrial, da qual sois
dignos nieiubros, aprecia os meus servicos, c agra-
dece-os por si, c em norae de seus commillentes.
Esla lisongcira raauifeslarao compensa todas as rai-
nhas penas administrativas, e fortalece o meu espiri-
to na coiiliuiiacao itellas.
o Na vida do homem publico, Srs., nenhuma com-
mo(;Ao he mais justa e gloriosa do que aquella que
sent o administrador cm face da gratido e rero-
nhecimcnlo dos povos. A situaran de minha alma
neslc instante be essa commocao de que fallo, toda
viva c profunda.
n A franca e leal cuoperaco que a asamblea le-
gislativa provincial prumelle a minha adminislracao
he urna grande ventura (i.ua inim : aceito-a, e seni-
prc dentro da lei seccorrer-me-hei delta. De minha
parle faro aos muilo dignos escolhidos da provincia
a mesma proraessa com a mesma sinceridade.
<( Srs. da illuslre commisso, arcitai particular-
mente os racus cordiaes e sinceros agradecimentos
pela dislincla prova de alta benevolencia com que a
assemblca legislativa provincial das Alagoas se dig-
ii"u de hoorar-me. v. voltando ao seio da assembla
que vos envin aqui, fazci presente essa fiei mani-
festaro de meus senlimentos. Palacio du governo
em Macei 11 de marco de 1835.
A. O. de Su e Albuquerque.
O dia l.e de marro foi cheio de novidades : reap-
pareceu neile o Tcmpo; embarcoupara a corleo Dr.
Bastos ; e inslalou-se a assembla provincial. Como
Ihe disse em minha ultima carta era esso dia 0 (ig
nado por lei para a inslallarAo, e com elteito ti li-
gar neme dia aquelle aclo com toda a solem
Ao meio dia S. Exc. o Sr. presidente da pi
com um acompanhamenlo luzido dirigio-se
cele, e foi recebido por urna commissao com^n^j
dignos membros. leuentcs-eoroneis Komciro, Vicen-
te, Dr. Casadinho, inajor Paulo Telles, e Lucio.
Notei que desla fcila nAo havia privilegio exclusivo;
isto he, nAo foram admillidos ao sacro-sanio recinto
pateos no anno passado : S. Exc, foi o nico admitlido no
gremio dos rcprcscnlaules da provincia,lodosos ujai-
roram para as gajerias, as quaes pude conseguir
um bom canlinho donde assisli a ludo aticnfis.smo
animo. Presidia a -vnesa o Dr. Lcha, seryindo de
secretarios o M. Claudino e o Nicolao [da secretaria);
achavam-se preseples an lodo 1S membros ; a sala
eslava decentemente decorada, com seus ricos repos-
leiros e com a bellissima elligie de S. M. o Impera-
dor, feila pelo hbil artista t'.. Mavignier ; nao gus-
lei da moldura que Ihe puzeram, que muilo se asse-
melha a unta guarnirlo de espelho, quanlo a mim
damnificaran! baslantc o quadro com semelhante mol-
dura. Numeroso concurso de cidadAos de tedas as
classes havia concorrido ao aelo : S. Exc. levou pou-
co mais ou menos 3 horas, lendo o seu bcm elabora-
do relalorio em voz baslantc alta : em seu Diario,
vi eslampado o artigo relativo a agricultura, que
no meu entender he urna obra prima naquclle geue-
ro ; sirva-lhe elle de panno de amostra.
Tratando de seguranca individual, morirn S.
Eic. exuberante e claramente os triumphos que a
autoridade vai gauhando neste iraportantissimoramo
de servico publico : graras i Divina Providencia e
aos perseverantes e enrgicos esforcos da aclnal ad-
minislracao e do seu mui digno antecessor foi embo-
lado o fio e a ponta do punhal do sicario, molhou-se
a escorva do bacamartc do capanga: durante o longo
espaco de 12 mezes decorridos desde o 1." de marco
do anno passado atoo ulliraode fevereiro do corren-
te anno, foram comraetlidps na provincia 1! homici-
dios e 10 ferimentos graves, que prefazem o total de
J alternados graves contra a vida do cidadAo ; nes-
se espaco foram capturados 19i criminosos : no en-
lantonesse mesmo periododecorridodesde 183a Irli
cummelteram-se 3(1 homicidios e 20 ferimentos gra-
ves, prefa/endo a somma de 36 allenlados graves, e
sendo apprehendidos 87 criminosos ; cutejando-se
estes algarismos, oblem-sc o seguinte resultado :
que os allenlados graves de sangne bai varara a perls
de melade e que o numero de criminosos capluradoo
subi a mais do dobro. Accresce alm disso que im-
portaulissimas prisesse eflectuavam, e nao foram s
presos faccinoras pees, milites nobres cavalleiros c
hidalgos foram cngaiolados durante este ultimo pe-
riodo Contra Tactos nAo vogam argumentos, nAo
ha remedio senAo confessar que a seguranca indivi-
dual vai n'uin e-bulo muilo mais lisongeiro, nAo ha
oulro geilo senAo render homenagem o dar os agra-
decimentos ao ex-prcsidcnle Saraiva. ao probo vice-
presidente Calhciros, ao actual administrador, ao
chote de polica e seus diligentes empregados, pela
consccucAo desse prospero estado da|provincia : elles
bao envidado todos os esforcos para a perscgnicAo c
repressao do crime.
Passando a adminislracao da justica, tez S. Exc.
mui ponderosas reflexes acerca da conveniencia s-
nao nereid,ida da punirn du crime, demonstrando
que a prisau dos criminosos nAo era um castigo, de-
nolava apenas actividade da polica ; mas o desag-
gravo da lei e da justica ultrajadas dependa dos
magistrados e do jury ; palenteou a malfica o per-
niciosa influencia que at mesmo dentro daquellc
venerando resintodesenvolvcm os patrono dos cri-
minosos cm favor de seusclicnles, sobre ludo quando
estes sao poderosos ou faccinoras de nomcada ; ful
uiiiou em seu juslo furor esse reprovado comporla-
mento, dizendo por fim quo, serapre eutendeu que
a iinpassibilidade dos governos diaule dessas con-
quistas, que os crimes querera fazer contra as leis,
bem longc de ser nculralidade ou respeilo a um po-
der estranbo,"lic ao contrario infidelidade ou IraicAo
no cumplimento de seus deveres ; porque se he de-
ver dos governos nAo enlrar nos juigamenlos, tam-
bem o he nao consculir que nellcs cnlrcm elementos,
que as leis nAo admittem ; se o primeiro dever he
ura dogma constitucional, o he om dognra adini-
nistralivo : um e oulro devemser mandaraenlos sa-
grados da religio dos governos^ Nestes principios
se revela a corageni cvica do eximio administrador:
muilo conviria que della se munissem lodos quanlns
leem o pesado onus de governar provincias, a quem
rogamos que ponderem, refliclam c medilem sobre
estes principios ; pois minha convieco profunda he
q ue n uiica o llrasi I pin lera a vanear um passo na senda do
prngrosso cm quanlo as vidas de Seus cyladaos eslive-
r m merco da faca e do baumarledo capanga !
Nao me arrojarei a ir mais longe por estes bem
convencido de que ludo quando dissesse ficaria mui-
lo a quem da enrgica enunciarlo e lucido desen-
volvinenlo do| illustrado autor da falla recitada
no palacete no da 1. do correle, a qual se loma
digna da seria atlencao e consideracAo, j nao digo
dos habitantes desta provincia, mas sim de (odas as
lln-fracncs do" nosso paiz, pelas bellas e grandiosa,
ideas que em (oda ella recumam.e pelos ricos pega-
mentos de qoc esla recheiada : nao se enconlram
nella utopias, porcm projectus os mais bem pensadoss
lilhosdelougas lucubracoes alorado csludo e mesrao
experiencia, os realisaveis raeios ou remedios para
fazer parar, se nao cicatrizar a dorrivel gangrena
que corroo DOUas provincias mais pubres de bracos
para "a asricullura, verdadeira fon te de riquezas da
nossa patria. Quanlo Alaoas, he beui de lasli-
mar ()uc seus cofres nAo possam comportar as dcs-
pe/.as neressarias para se cffecluarem todos os melho-
ramenlos indicados pelo seu eximio presidente ; pois
ve-la-hiamos de sbito accelerar sua marcha no ca-
minlio da prosperidade, e dar depois ura passo gi-
gantesco na senda do progretso e civilisacSo ; lao
graudiosas, acertadas e provelosas nos pareceram as
medidas lembradas para conseguir-se esse lisongeiro
porvir.
Resla-me porullimu fallar no furor ou mana cor-
respoudccuial que sa lem desenvolvido ltimamente
na provincia : o que meftera dado summo prazer, pois
alm de realzar a provincia, da-me tambera algum
descanco, visto que, confiado as habis pennas dos
Ilustrescullegas, deixo de ser em demasa minucio-
so, esperando que elles icio deixaro passar cunaran
pela malba. Anda nAo saudci o collega do Passo, a
quem dirijo os meus sinceros e aftectuosos cumpri-
menlos pelo seu fulgurante apparecimento as co-
lumnas do seu Diario ; por sem duvda nAo hAo de
ler escapado a Vmc. as bellas e inlcrcssanles corres-
pondencias do Mercantil do Kio, productos de nma
de nossas mais aparadas pennas ; acaba de se apre"
sentar em lira mais um vtenle campeAo uo Jornal
da llahia, que encelou sua correspondencia epislolar
cscovando conveniente e competentemente o collega
do Jornal do Commercio do Rio ; Dos Ihe d sa-
dc pela boa esfrega que Ihe passou, ja eu eslava pre-
parando um bom mimo para o amigo do Jornal do
Commercio, mas em viste daquella correspondencia
da Babia, encolhi-me, pois vi que o innocente Pi-
pilet do Jornal do \Commercio linda topado um
bom Cabrion no correspondente da Babia Al o in-
spido Filangelhoii sahio do seu serio e apresenlou
urna correspondencia dahi escripia ; foi penna que
s nos mimoseasse com urna, que achei bem laucada,
demonstrando seu autor bom gosto, illusIracAo e um
estjlo agradavel, tiplido, poclico, se Vmc. o conhe-
cer diga-Ihe quo contiDue, pois muilo se apreciou a
sua primeira missiva.
lale.
\
rNAlBUCO.
ma desses conlratempos ; approxiraava-se do fim, e
va nessas mesmas precauces mais una garanta da
sinceridade do guia, c de sua fidclidade as promes-
sas feilas.
Emlim chegarara ao lugar onde devia ser eslabe-
lecido o campo de observacAo: era um claro rober-
lo de urzes, que prolongava-se em torno do pico de
Guionneau na parle mais inaccessivel. por um ulti-
mo esforco tratava-se do andar 'de rojo 'e ganliar o
abrigo de um rochedo, que ia servir de posto avan-
eado e de residencia (ropa. Quando o Maluino no-
vio essa proposta, sua altivez revoltou-se, e elle dis-
se a Yvon.
Tumam-nos por lagartos '.'
Todava, bom ou m:io grado, foi misler submet-
ter-sc. As urzes eram altas e, deitando-se, os caca-
dores podiam passar sem seren percebidos. Assim
copseguiram ganhar o abrigo que os aguardava : era
urna grua, em que os negros fugitivos pousavam s
vezes, segundo ndica vara os vestigios de um fogao
unido ao rochedo. Quando todos ahi reuniram-se,
o guia lanrou os olhos fra alim de completar o re-
couhecimeuto, e disse com impaciencia:
Escoudam-se, escondam-se, para nAo seren
vistos.
'Escondam-se, repeli Ploueven; obedecm a
este hornera.
Era mister conformar-se a essa ordem imperiosa:
lodos agacharam-se no fundo da escavacAo e ao abri-
go do rochedo. O negro conliuuou a examiuar o pi-
co por urna chanfradura da abobada.
Aqui, senhor, disso elle com voz soffocada e
acenando ao capilAo que -e Ihe approximasse.
Plouevcn prstense ao convite, a Barrabas disse-
Ihe collocando-o junto do eu observatorio.
Ollie para alli, em cima.
Sim ; que mais?
Nao v nada?
Nada absolutamente.
Que ncm mesmo urna furaaeinha .'
alie um vapor, Barrabas.
Nao, senhor, he a luinac da coziuhade Vulca-
no; elle est em casa.
Crcs isso T
E nao viu-nos; estamos em regra.
Ests cerlo?
Se elle nos livesse valo, leria apa-.ido o fogo.
Pluoeven roiiliiiuafa a observar o rochedo, c nAo
podia evmir-se de um sentimento de inciedulidadc.
Esse humera esla empoleiradu ahi? peruun-
lou elle ao negro.
Cerlamcnle, respondeu este ; ha quasi quinze
anuos que mora alli.
Naquello uiiilio de ave da rapia ?
Sim, senhor.
laso he incrivel, Barrabas; queres engaar-
me, diste Ploueven depois de um novo exame.'
O negro uAo pode conler um sorriso, e responden:
Quero engana-lo, senhor capilAo, terne a
olhar.
Para que ?
Torne a olhar, o senhor vera.
Ploueven prestou-se ao que o negro pedia, e nAo
parecen mais convencido que dantes.
Para que insistir? tornou elle ; nada vejo de
mais.
Nada de mais? nem mesmo a cabera de um pa-lo.
homem? | __ h !
Quel aquelle ponto preto hi nocurae?
Ha Vulcano ; liga-Uta os movimeutos.
Com (din i" observando alternamente, podia-se
recouhecer urna forma humana sobre a cornija do
pico. O capilo ficou convencido, e os marinheiros
viciara cerlicar-se por seus olhos: nao havia duv-
da, era o iuimigo. Pareca desaliados de cima de sua
fortaleza ; ia e vinha como urna pessoa. cujo repou-
so nAo esl anioarado, e que entrelcm as horas va-
gas com o espectculo da uatureza.
Sua excellcncia est tomando fresco na var.in-
da, disse o Maluino que esperava urna occasiAo para
proferir um dito agudo.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ordinaria em de 22 marco de 1855
'residencia do Sr. Darao de Camaragibe.
Ao meio dia, fcila a chamada-, acharam-se
Presentes "28 senderes depuladoS.
O Sr. Presidente abre a ses&c.
O Sr. 2." Secretario l a acta da sessAo antece-
dente, que he approvada.
O Sr. \. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um "II i i io do secretario da provincia, Iransmitlin-
do um requerimento acompanhado de inloi jaroe-,
era que os habitantes da freguezia du Ipojuca, nAo
s pedem quea povoaeAo de Nossa Scnhora do O'-
seja elevada calhegoria de villa, mas tambera que
a respectiva matriz seja transferida para aquella po-
voaeAo.A' commissao' de eslalislica.
Oulro do padre Miguel Yieira de Barros Marrcca,
professor publico de inslruccAo elementar do segun-
do grao no bairro de S. l'rei Pedro Uonralves, pe-
dndo a esla assembla a gratificacAo a que lem di-
reito, visto ter mais de doze annos de servico.A'
cojnmissao de iiislruccao publica.
Onlro da irmandade de Nossa Senhora do Ampa-
ro da cidade de Olinda, pedindo a concessAo de urna
lotera de ltlii conlos de rs. para o acabameulo das
obras de sua igreja.A' commissao de petires.
Outro de Francisco Xavier Marinho FalcAo, re-
gente do recolhimeulo do Sanlissimo CoraeAo de Je-
sus-Ja villa de Iguarass, pedindo a esla assembla
melade do auxilio que j mesmo por esla assemblca
|he foi concedido, jslo he, a quanlia de :i:tiOUcOO rs.
para a conlinuarAo dos reparos do mesmo recolhi-
meulo.A' commissao de orcamenlo.
lio lido, c approvado sem discussao, o seguinte
parecer:
a Aureliano de Pinho Borges, professor publico
de primeiras lellras em S. Loureiifo da Malta, im-
possibilitado de continuar a preencher suas funcres,
pede a sua jubilacao com os v era inmutes proporcio-
naes, visto Icr mais de 13 annos de servico nao in-
terrompido.
A commisso de inslruccAo publica, quem foi
presente o requcrimenlo do supplicante, pedinjo a
jubilacao proporcional ao lempo de servico que con-
la no magisterio, he de parecer que sei enviado, na
forma do cslvlo, ao Sr. director ral da inslruccAo
publica o mencionado requerrPieoto, para que, em
vista delle e.dos documento, juntos, informe seo pe-
ticionario esta ronvfirclnvidi lo na diSposirAo do arti-
go 51 do re.'ul,iinentn da 12 ,|c maio de ttfil.
Saladascommissoes2;dc mareo de 1835.Mi
noel Clemenlino. Padre i'arejao.
He tambera approvado o sejuinle pa
' Manoel'l'liomaz da Sil.m. proles
ras ledras da segunda cadeira do se/
Hoa-Vi.la, jpede em seu favor a f
12 de mato de 18>l, islo he, jubi/ ,-\
aos annos de servico nao iulerrc
A commissao de inslrucc/o ucm foi
presente o requerimento do fWtaafMK^ m| Tho-
maz da Silva, professor publico de instrflaju ele-
mentar do segundo grao do bairro da Boa-Aisla des-
la cidade, pedindo jubilacao proporcional no lempo
de servico que conla no magisterio, precisa para de-
cidir esla prelenran. que o Sr. director geral da ins-
ii io r o iuforme se o supplicante acba-se precisa-
mente comprehendido na disposirAo do arligo 51 do
reculamente de IJ de maio de 1851, e por isso pro-
pue, que, pelos carnea competentes, seja enviado
ao mencionado director o incluso requerimeulo pa-
ra, sobre elle, dar o seu parecer.
a Sala das commisses.'J2 demarco de 1855.
Manoel Clemenlino.Padre l'arejo. o
OKDEM DO DIA.
Primeira discussAo do projecto n. 3 desle anno,
que diz :
Art. nico. Pica o presidente da provincia au-
lorisado a conceder jubilaran a Salvador Henriques
de Albuquerque, professor de insIrucrAo elementar
do segundo grao do artigo 51 do reculamente de 12
de maio do 1851, revogada qualquer disposiro em
contrario.
Paco da asssembla legislativa provincial de
id-
'o da
il de
ional
A httbitarBo de l'ulcano.
CerlamDte nao era empreza fcil forcar em seu
domicilio um homem eslabelccido em taes alturas.
Nos tres lados o pico formav a urna muralha verli-
cal, por onde os proprios reptis nAo leriam podido
subir ; simiente do quarlo lado havia um terreno es-
tril, que chegava ao meo da altura, c nao pareca
dar accesso alm. Viste do poni em que eslava o
capilAo c seus companheiros, era um rochedo escar-
pado, onde s podia-se chegar era balAo ou com
azas.
NAo havia rampa visivel; o pico era solado do
reste da eadeia por fendas profundas, que dei vav ani-
o sem coramuniracio com ella, e sua forma cni-
ca nAo permillia crer que alguma vereda ahi hou-
vesse sido praticada. Taes eram asreflexes que fa-
zia nascer o aspecto dos lugares no espirite de Ploue-
ven. Esle as expoz ao seu guia.
Dizes que elle esl alli em cima, cnuvenho ;
mas como sobe la ?
Comii elle sobe, senhor? respondeu o negro,
isso he um segredo.
Porta seus rateos devora -ab lo lambein.
Nao, senhor, s Vulcano possue csse segredo;
elle nunca declarou-o a uiuguem.
Ah Barrabas, decididamente queres enga-
nar-me. Ate agora dcsconfiava, porcm j nao duvi-
do mais.
Nao ; Vmc. comprou-me, he meu senhor, nAo
o engao. S Vulcano sabe como sobe alli ; se isso
nAo fra, ha muilo-lempo que estara vendido.
Mentira exclamen Ploueven ; mentira e as-
tucia de negro Todos sabem que leus relares com
csse bandido, que s sen amigo, sen fornccedor." E
nunca penetraste onde elle esl'.' Mentira !
Tudavia he assim, respondeu tranquillamenle
o negro aecusado.
Que obslinacAo que hrmeza dtssa o capilAo
tentando iiilimida-lo com p olhar. Negars tambera
las relaroi- com elle ?
NAo, sculiur.
tallas com elle muilas vezes ?
Sim, senhor.
Negocias com elle ?
He verdade.
Trazes-lhe viverea ?
Trago-lhe vveres, senhor, e muitos Vulcano
nao he fcil de contentar.
Era a expressao de urna ouensa, e l'lo.ieven co-
merou a crer que velhos rancorea iiifluiam tanto
como seus dohres no empenho que Barrabas linda
em servi-lo : foi urna i ev elarao e um motivo de pou-
MUTILADO
elle nao he fcil de contentar, repeli o
capillo de proposito ; mas se esta empoleirado la em
cima c nao vas at elle, como podera vosss enteu-
der-sc '.'
Todava enlendcmo-nns.
E os viveres que Ihe forueces, como os recebe
elle?
Reeebe-os.
EnlAo esplica-le, negro maldito, c nAo rae fal-
les.em enigmas. Como se passam essas cousas
Eis-aqui, senhor. Nos primeiros lempos de
'minha cvasAo, eu vivia independente, e nao viva
muilo mal ; porque sei suffocar urna gallinha antes
que ella leuda o lempo de gritar, sei furlar um car-
neiru como neiilium negro dos morros. Quando Vul-
cano vio issu dsse-rae : a Muilo bem, deixo-(c em
paz, purera sob rondicao de que repartiros comigo to-
das as presas. Que podia eu fazer ? Era necessa-
rio cpmbater, e Vulcano me teria derribado do pri-
meiro golpe. Que leria feilo o senhor em meu
lugar ?
Obraste com prudencia ; continua.
Entrei a repartir ludo, c elle achava sempre
meio de temar a melhor parte. Ira homem lao ter-
rivel Que quer Vmc. Apenas elle raostrava os pu -
ulios, eu nada mais linda a dizer.
Qoe mais ?
Que mais ? Temos vivido assim ; porcm pro-
metli a mim mesrao eutrega-lu quando podesse.
Quanlo mal elle me lem feito!
Abandonando-se ao scu.rancor, Barrabas desviava-
se do objeclo principal de seu interrogatorio. O ca-
pilAo Plouevcn adveitio-o dizendo :
Muilo bem ; mas como se communicam vos-
ss, elle alli e tu aqui ?
Justamente, senhor, ia esquecendo-me disso.
Desde que laco alguma captura e que trata-se de re-
partir, trago osobjectos para u p du pico de liuiun-
neau ; carneiros, gallinhas, legumes, mandioca, em-
lim ludo : pois ningucm pode engaar a Vulcano ;
nada 1 lie escapa. Elle sabe serapre onde.e o que
furlei: he um feiliceiro, e tem commercio com os de-
monios.
Dcixemos isso, c varaos ao que desejo saber.'
Sim, senhor. Chegandocommindasprovises,
pouho-me diante do pico alli naquella raoula de ur-
ze, a ultima que daqui se avista. V ?
Muito bem, continua.
Ha um signal convencionado entre nos, um
assobio que repito cinco vezes succcssivmenlc. Ao
primeiro assobio, Vulcano pe a cabera lora do ro-
chedo e olha para baixo ; ao quinte j esla junio de
mim. Dizer-ldc porque cimindo, he impossivel,
nunca prncurei sabc-lo. Esse homem he feiliceiro,
tem um gri-gri, e eu son apenas um pobre negro.
E como acabam-sc as cousas ?
Meu Dos, como elle quer, senhor. Toma o
que quer, deia-rae o que quer ; nunca o coulrariei
em nada : isso me teria sido fatal.
E que faz elle dos viveres?
Leva-os, senhor.
Para onde e por onde ?
Ja Ihe disse que isso he um segredo de Vulca-
no ; logo que retiro-me, ludo desapparece.
E nunca o espiaste ''
Nunca.
Nunca procuraste segui-lo ?
Dos me livrc, senhor, ier-rae-hia acontecido
alguma desgrara.
ricordia I
Plouevcu reQectia.
Pemambuco 16 de marc de 1855. Aprigio Cui-
maraet.Manoel Clemenlino.
O Sr. Joi Quintino : Eu pedi a palavra para
propr o adiamenlo do projecto por Ires dias, por-
que esle negocio foi anelo a nma commissao, de
que hz parte o auno passado. Uouve um parecer, e
eu quizera apreseolar algumas consideraees para
justificar o voto qne naquelle lempo dei neste mate-
ria. NAo sei se por ventura o peticionario juntou
documentos com que mostr a impossibilidade de
continuar a servir; por consequencia peco o adia-
menlo.
Vai a mesa o seguinte requerimento :
Itequeiro o adiamenlo por tres dias.S. R.
Catiro IAiio.
" Sr. Meira pronuncia-se contra o adiamenlo,
apezar de nao ler anda a commissao signalaria do
projecto dito cousa alguma ; porquanto observa que
achando-se o projecto em primeira discussao. e ten-
do de passar por mais duas discussdes, havendo as-
sim lempo sufliciente para que o nobre deputado
autor do requcrimenlo medite sobre a preleocAo do
professor, qoe se quer jubilar, Ihe parece desneces-
sario adiar a discussAo; lano mais quanlo o adia-
mante requerido basea-se uo desejo que tem o seu
autor da examinar os documentes offerecidos pelo
mesmo professor, e a pelicAo que com elles veio a
esla assembla, o que por cerlo nao demanda gran-
de prazo, ese pode fazer nos iotervallo de orna a
outra discussao do mesmo projecto.
O Sr. Manoel ClementinoT. Membro da com-
missao de inslruccAo publica, asignatario do pro-
jecto em discussao, sou toreado a explicar-nie sobre a
materia, e principio respondendo s observac-oes
que acaba de fazer o honrado collega que me prece-
den, c se assenla do oulro lado.
Eslranhou o nobre deputado, que a commissao
nao se apressasse em impagar o adiamenlo proposto,
o que elle fez pelos funlamentos qne a casa ouvio.
Sr. presidente, a censura feila commisso nAo me
parece procedente. Ha pouco foi posto em discus-
sAo o projecto que oceupa a atlencao da cmara, e
ueste momento leu-se o requerimento de adiamenlo
que i honrado collega combaten. Nao eslava pas-
sada a opporlunidade para qa.e eu e meus collegas
de ciramissAo nos eiplicassemos sobre o assumplav
Depcs, podamos adiar conveniente' o adiamenlo
que taAede, e nesse caso nao deviamoi impgna-
lo. JVv pois o meu collega que nao sao bem ca-
bidias ,Mias odservares na parte, cm que nos cen-
sura. No mais apoio sua opiniao. Feilo este re-
paro,/enlrarei na queslAo do adiamenlo.
Sesuudo entend, pede o nobre autor do requeri-
mentA) o adiamenlo por Ires dias para bem iufor-
iiHr-Vc da justica, que assisie a pretancAu do pro-
lessurl Salvador Henriques de Albuquerque, e averi-
guar fcejisjtocumentes ?m aue se ella basca, sao
liaslaiies para conceder-se ao mesmo professor o
que cite requer.
Talvtpz devesse concordar cum o adiamenlo pro-
posto,) porque desle modo salvava-me da imputa-
CAujl* pretender lolder o esclarecimeolo da ques-
ia o vanlagem oeste adiamenlo.
Nao lenho interesse' cm que passe projecto.
Decida a casa a respeilo o que julgar acerlapo.
nnpre observarei que se o nobre depulado linda
interesse em examinar os documentos em que se ba-
sea a prelenrAo, nada mais facit do que satisfa-
zer seu desejo. Existe na secretaria o requerimen-
to, e lodos os documentos. a elle junios. Se o hon-
rado membro os pedisse ser-lhc-hiam promptamen-
(e ministrados.
Lm Sr. Depulado : Mas n8o se oppoe ao adia-
menlo *
O Sr. Manoel Clemenlino : Nao fajo queslao
disso, nio me opponho decididamente ao requeri-
mento, mas he (ao simples a queslAo, JAo fcil o es-
ludo de l oda as suas parles, que acho dar isso des- r. .
necessario um adiamenlo. O projecto hade ser "Hado
para as duas dscuises, por que ha de passar, se ter
ueste approvado, e cnlAo tera o meu nobre collega
o lempo preciso para esludar ludo quanlo ter con-
veniente para formar sua convcrAo. Agora mes-
mo poder examinar a especie, se quizer dar-se ao
(rabalho de ler o requerimento.
O professor de inslruccao elementar, Salvador
Henriques de Albuquerque. pede jubilarlo propor-
cional ao lempo de servico, que conla do magisterio,
no qual lem servido por 23 annos, valendo-se para
isso da disposicAo do artigo 51 do rosillamente de
12 de maio de 1851, que a coacede aos professores,
que liverem mais de 13 annos de servido nao inter-
rumpido, no caso de esterera impossibilitados de
continuar nelle por molestia adquirida no mesmo
servico. Provou o peticionario os factos que allega
com dous documentos, a que presto toda imporlau-
V*
y
Seeui-lo aquellas alturas ? mise- ordinario desses selvagens.
Quanto mais ioterrogava esse
domem, mais certo ficava de sua boa f ; porm se
elle era sincero era impotente, e prometiendo entre-
gar Vulcano obrigara-se a mais do que podia fazer.
Se o habitante do pico permaneca senhor de seu se-
gredo, e nAo linha cmplice entre os negros fugiti-
vos como forra-lo em seu domicilio aereo ? Sem du-
vda elle havia preparado ahi meios de defeza, e
possuia um arsenal complete. Na falla de armas le-
ria adiado suflicienles nos rochedefe que o rodeavam.
Como apaoha-lo t
lia i rabas, tornou Ploueven, nao s de boa f,
meu charo.
Eu, senhor ?
Sim. Nao recebesle o preco de dio servico ?
Sem duvida, seuhor, disso o negro um lano
confuso;
Se recebesle o preco estis comprometido, a ae
eslas comproraettido (leves curoprir le promesa!.
Cortamente, senhor.
Como faros isso ? eslou curioso por sabe-lo.
Espero faze-lo.
Vas conduzir-nos l onde esl Vulcano ?
Ngo. senhor, isso he impossivel.
E enlao ?
Farci Vulcano descer, o que he a mesma
cousj.
Oh! se conseguires isso, leras oulros dez do-
bres alm dos que liveste honlero.
Ouca-me, .senhor ; eis-aqui o que vnu fazer,
Depois de alguns' minutos quando eu esliver bem
cerlo de que Vulcano nAo vio-nos, irei a raoula de
uto, e farei o signal coovencionado. Aasevero-lhe
que elle estendera a cabera fora do rochedo, e depois
descera ; salvo se suspeilar urna cilada. Daqui os
urzes nao ha grande distancia, e procorarei p-Io ao
alcance das carabinas. Qnando elle ahi esliver, os
senhores (ario o reste ; isso nao roe interessa mais.
Muito bcm, Barrabas .'
E o senhor nao dir mais qae Dio cumpro mi-
nhas promessis.
Nao, meu charo, tens*palavra. Veuhan ca,
amigos !
Os marinheiros acudiram, e Ploueven explicou-lhes
a scena que A passar-se e o papel qoe deviam fazer
nella. A' proporcAo que fallava, urna expressao de
incredulidade lia-se nos semblantes dos marojo* ;
lodavia o capilAo nao deiiou de proseguir na execu-
rao do projecto, c depois de urna demora acouselha-
da pela prudencia, deu a liberdade au captivo, di-
zcudo Ihe :
Yu ; esteremos promplos.
Barrabas sabio da gruta andando ,1* rojo, e fez
urna tenga volla antes de ganhar a moula de or-
zo, que era habitualmente seu ponto de reunao.
Unanle csse tempo era o objeclo dos commenta-
i ios menos vanlajosos e das coojccluras menas ben-
volas.
Fiar-seem semelhante hornera que impruden-
cia! exclama va Actcon.'
Erai leu logar eu loltaria os caes, dizia o Ma-
luino.
Elle vai Irahir-nos. repetiam os oulros cara-
dores.
Vendeu nossas canecas, acreseenteu senten-
ciosamente o Maluiuo. Que queris, marinheiros ?
Seremos abertos eom o escalpelo : he o divertimenlo
Resigoemo-nos..
(Confinuar-tt-a.)
MELHOR EXEMPIAR ENCONTRADO
i


a
DIARIO DE PERUMUUCG TERCA FEIRA 27 DE MARCO i855.
ca, cni allenrao as pessoas que nellot vejo kssigna-
Sao rs. Jlo Ferrci-
ra da Sil i, e l'creira do Carino, os quaes asseeu-
raas e infoimam o estado em que se acha o peticio-
nario. Ambos eiles dizem que o Sr. Salvador adia-
se em estado de nao poder continuar a cxercer o
suu lugar, sem grave prejuizo denla saude, e acon-
sellinm que se retire da cidade pan o campo sem o
que nao poder melliurar a soa aiudc. Esses docu-
mentos foram vistos e laminados pelo director da
iccJo publica, c este saflicinlemenle abona
o 6 aprovfitamcnto que se ten tirader do servi-
ro desso runeciooario, orno timben) a exaelidao
irlos por elle alienados. Ora, neslas eircums-
lanrias, perguoto eu ao honrado collega, a quem
respondo, o que cumpria fazer commissao ? Indc-
' ferir a prclenrao ".' Nao seria isle manifest desprc-
zo da jusliea' No imporlaria semelhanle prorc-
dimeiito um arbitrio sem outra base, que nao fosse
sua voutade, que enconlra limites no direilo esta-
tuido. Senhores, se couvm por barreiras a pedidos
Ilegitimo*, e contraros aos inleresses pblicos,
tambera be por oulro lado conforme aos dictames
da raido, que aos cidadaos se conceda o que as lcin
Ilias pmmettcm, asseguram. Ha nisso tambem
inleresie publico.
Supponho que o nobre membro, amigo, como lie
da juslica, nao couleslando, como croio, que nao
o noder.i fazer victoriosumenle a veracidade dos .1-
lestados, a quo roe refiro, ha de votar pela prospos-
ta da commissao. Ilepilo, nao faro quesillo do '..ll-
menlo, se a casa entender que be conveniente vote
por ella, mas me parece desnecessario. A qucsiao
e bem simples, e a petirn, estando fon Jada em
documentas muito valiosos, que o honrado autor
jmenlo 080 conlestou%seria elle sem proveilu.
ir. Mtira : Est comigo.
> Sr. Clementino: Nao na parte, em que pre-
lendeii. que mereca censura a commissao por nao
haver tomado parle na discussao, quindo apenas se
acabava da ler a requerimento de adiamenlo.
- Se eu al pedia venia para fal-
lar antes della.
OSr. .U. Clementino : Bem, se acha que nao
tenho razao, retirare! miuhas observarnos. Con-
cluo dizendo, quo para mim he desnecessario o
adiamcuto, o que o projeclo da commissao he bem
fondado.
. O Sr. Jos Quintino : Sr. presidente, pensei
sempro que o requerimento de adiamenlo nao sof-
fresse opposijjo alguma, nao s porque he eslylo
apprnvai'cm-sc os adiamentos por pequeo prazo de
lempo, como porque tenho de combinar documen-
tos que foram outr'ora aposentados comaaquelles
em que se fundou a commissao para formular o pro-
jeclo ; mas como a casa nao quiz-me conceder esse
adiamenlo devo ponderar que pode bm acontecer
que o projeclo passe em primeira discussao, e que
alguem peca a dispensa do intersticio. Ora, nos es-
as principio da sessao, e nao sei que um adia-
menlo de tres dias possa prejodicar ao projeclo.
O Sr. Oliceira: O adiamenlo deve ler razocs
que o justifiquen!.
Quinino : A ratao he que'eu de-
sejo combinar os documentos que o peticionario a-
presantou em 1853 com os que ora aprsenla. Eu
nao quera entrar na discussao a que agora me for-
ran ; quero mostrar que esse professor nao tem es-
sa molestia que o impossibilito de continuar a ser-
vir,
(lia um aporte.)
Sr. Quintino : Eu vejo esse professor ser of-
larda nacional, vejo-o oceupar-se na qua-
0 'por 10 e 1.) dias, e nao sei como um ho-
loenle, como elle diz ser, possa empregar-se
serviro, e de mais a raais .ser juiaVlc paz.
Entao s esl impossibilitado para exercer neu lu-
gar, e nao o est para al dedicar-se aantaca,
no que perde dias e dias inteiros'! Estar fcisftu-
mem no caso de requerer a jubilaran ".' ^.
O S-. Silr/io : Isso he trabalho de momento.
O Sr. Joti Quintino : lie trabalho que deman-
da esludo, e tar.to mais n'elle que nao he v-eftldo
na scicuciado direilo. Ora, se esse homein p.So rio^
de cxercer a cadeira, como pode ser juiz iie paz,
supplenlc do sobdelegadi, oflicial da guarda nacio-
nal, ele, Crcio que esla observacoes dever% levar
casa a volar pelo meu adiamenlo. '
0 Sr. Manoel Cliwmlino :A analoga
completa.
O Sr. Jos' Quintino/. O quo cu sei li
que elle nao s tem lempo para reger a cadeira
mo para oulras coasas.
OSr. Meira :-- E sabe se eilo sendo jubila-
Ta o mesmo que se quer
nao lie
continuara nesse serviro ?
O Sr. Jos Quintino : Ura, mcus seuhores, se-
jamos francos : esse professor al larga a cadeira
mullos dias para ir para o jury advogar, 00 para vir
passear no Recife, e al seoecupa no procuralorio do
conde de Iraja.
(Ha um aparte.)
O Sr. Jos' Quintino : He doenle para servir
na cadeira, c nao he doenle para andar dias inteiros
b Kccife, apauhando chuva, molhando os pos...
O Sr. Meira : E quem sabe se elle molha os
O Sr. Jos' Quintino : Sao eslas ai razes que
ieTrffpaTa pedir o adiamenlo.
Encerrada a discussao he o adiamenlo poslo a vo-
tos o rejeitado, sendo approvado o projeclo.
Primeira discussao do projeclo n. 4 deste anno.
A assembla legislativa provincial de Pcrnam-
boco resol ve :
a Art, nico. O arl. 26 do til. 7 das posluras da
cmara municipal desla cidade, nao tem applicacao
19 propriedades ruracs.
Revoguem-se as dsposiees em contrario.
Tajo da assembla legislativa provincial de Pcr-
nambuco 10 de margo de 1855. Barros Bar-
relo. p
OSr. Oliceira : Sr. presidenle, cu naovou a-
gora entrar na discussao da materia do projeclo, e
sin, abenas fazer algumas observooOes, para mos-
trar que elle nao pode ser adoptado sem audiencia
da'cmara municipal. O projeclo (em por fin re-
vocar o art. 2li do til. 7 das posturas muuicipaes,
que dispoem o seguidle : (f.) Ora, nao podendo o
projeclo, que se discute, aer considerado como inter-
pretarlo desse arligo das posturas, visto que o mes-
mo he muito claro, nao resta duvida, que o objeclo,
deque se Irala, nao pode ser resolrido, por falla da
iniciativa da corporac.ao municipal. O acto addicio-
nal c infere as assemblas provinciaes a faculdadc de
legislaren! sobre i polica e economa municipal, pre-
cedendo proposlns das cmaras, e o decreto de l' de
lulubro de 1831, determina que as posturas, urna
vez approvadas, nao poderao ser alteradas, ou revo-
gadas.sem que a respectivas cmaras municipais as-
aira o propooham : por consequencia, se o projeclo
lem por fim, nao interpretar o arligo das posturas,
mas sim alterailo, me parece que elle,n3u pode ser
volado, sem preceder iuformacao da cmara desla
cidade ; e oeste senldo oflereca consideraro da
casa um requerimento.
Tai i mesa e he opoiado o seguinte /equeri-
mcnlo:
11 Requeiro que seja ouvida acamara municipal
deala cidade acerca do projeclo em discussao.Oli-
veir*
O Sr. narros Brrelo :Sr. pjesidenle, eu cleio
que o hourado membro, meu illusirc collega, nolcm
razio qiiaudo pretende que nos, assembla provin-
cial n3o limos dirciln ou nao podemos interpretar
urna postura da cmara municipal.
O Sr. Oliceira : Eu nao considero como inter-
prelaco, mas Como alleracao da postara.
O Sr. arros Brrelo : Ea nao tve a felicida-
dc de ouvir ao honrado membro.
O Si-. UUceira : je fra iuterpreiaeJo eu vo-
lara.
O Sr. Barros Brrelo : A postara de que -Ira-
la o projeclo, manda que os proprietarios dos silios
por ende passarem as estradas publicas, plantem na
frenlc dos mesmus sitios, arveredos frondosos. A
camaramunicipal, porm, por meio de edital, e por
circulares aos scus liscaes, lem determinado que, nao
lirnprielarioi dos sitios plantem arroredos, mas
lambn os senhores d engenho em toda a exltO(fio
da estrada ; isto quer di/.cr, que aquelle que (ver
em sua propriedade 2 mil tiraras de estrada publica,
ha de ficar privado da posse d,e cercail.jO bracas em
quadro,apeuas esla bagatella. De mais a mais quera
cmara, que esse arvoredo seja plantado a cusa do
proprietario. Se s nossas estradas sao feitas para
beneficio da agricultura, e se os uossos agricultores
seoecupam de preferencia na plantbalo da caima,
que alias nao medra na sombra, ahi temos que tal
planlaco vai causar grande detrimento aos agricul-
tores que planlarem is mamen da airada.
(lia um aparte.).
O Sr. Barros Brrelo: Ea o que pec,o Itt, que
se rerogue a ma inlcrprelacao feila pela cmara, |
porque ella mandou que se planlassem arvoredos
na estradas publicas e nao na frente dos silios nica-
mente. Ilepois, mcus senhores, o que quer a cma-
ra fazr com a sua postura '.' (Juer millar de corlo o
que se faz na Europa, que alias nao he applicavel
por oraentre nos, porque as estradas da Europa on-
de eiiitein arvoredos, lem-os plantados sobre seuj
proprio leilo, mas nao no terreno que he de dominio
Particular.
O Sr. Oliceira:
aqai.
O Sr. Barros Barre/o: Vio he possivel que se
platique aqu o mesmo, porrjue se se mandar plan-
lar arvoredos em eilr.-.Jas de 30 palmos, nao ficar
espaco para a passaeem dos carros ; foi um desejo
que houvede imittar-se o que se faz na Europa, mas
que nao lem applicacao nenliuma is'nossas estradas.
As estradas da Europa que tem arvoredos, nunei tera
menos do ral. 80 e 100 palmos, e mis temos aqu es-
Iradas de 25 e 30 palmos. Tornando quesillo prin-
cipal, cu enlendo que o projeclo nao revega nenhu-
ma postura, maslnterprela.
O Sr. Oliceira : Isso he se ella desse lugar
inlcrprelarSo.
O Sr. Barros Barre/o : Mas o edital da cma-
ra he urna postara?
O Sr. Oliceira : Eu nao teuho presente o edi-
tal.
O Sr. arros arreto : Eu digo ao nobre de-
pulado que liouveesse edital na cmara e urna cir-
cular aos fiscaes, cm virlude do qual o de Sanio A-
marn de Jaboaiao lem intimado aos proprietarios,
para que elles plantem arvoredos de um c oulro lado
das estradas, arvoredos que distem das valas e dos
taludes dolas 8 palmos, e que tenham enlre ti a dis-
tancia de 40 palmos.
O Sr. Oliceira : Raz.au de mais para se ouvr
a camata.
O Sr. horros Barre/o : Eu nao me opponho a
que ella seja ouvida, e lalvoz mesmo haja ranea
muito fortes -que me eselarecam ?. esle respeito, mas
oque digo he, que o projeclo nao revoga a postura,
interpreta.
Encerrada -a discussao he o adiamenlo appro-
vado.
1.a discussao do projeclo n. .
a A assembla legislativa provincial de I'ernam-
buco resolve :
a Arl. 1." He autorisado o governo da provincia
a mandar desappropriar 110a termos da lei provincial
n. 129, o terreno de dominio particular em que se
acha fundada a povoacao de Santo Amaro de Jaboa-
lao, c que lca comprchendido no permetro forma-
do peta margem esquerda do rioJaboalaa. da pon-
te da estrada da E-cada al a foz do Una ; pela
margem dircita deste al confrontar com os terre-
nos pcrlcncenlcs aos patrimonios da malrz, e das
igrejas do l.ivrameuto e Rosario ; e finalmente por
urna recia que parla do poutoque se julgar mais ap-
propriado as extremas do lado do pocnle desses ler-
i'enoj a terminar na ponte da estrada da Es-
cada.
a Arl. 2.a Ojuizo de capcllas deve ser onvidono
acto da dcsappropriacao, como Interessado pelos bens
dos citados patrimonios, alim de que elles nao sof-
fram o menor lezoo.
a Art. 3.a Para iiuleniin-ar.10 do terreno desap-
propriado na forma do arligo 1., fica ogovernoau-
torisado a conlrahir um empreslimo da quanlia pre-
cisa, o qual gozar das mesillas garantas do que fui
autorisado pela lei 11. 296 de 3 de maio de 1852 ;
podendo hypolhecar os foros e laudemios dos Ierre-
nos que se forcm aforando na riftsma povoacao para
garanta dos juros, o amorlsaco da divida que para
tal fim for ron I rali id a.
a Arl. 4. Feila a acquisicao desse terreno pasea-
ra elle a fazer parle do patrimonio da cmara mu-
nicipal desla cidade, que tratar de afora-lo perpe-
tuamente : nao podendo ella entretanto usufrur as
rendas dellc senao depois 4_e ser a divida re-
mida.
k Arl. 5.Ficam revogadasas di;p>K
Irario.
|{f Paro da assembla legislativa provincial de Per-
nambaco 19 d marco de 1855.Barros Brrelo, a
O Sr. Oliceira :Sr. presidente, eujulgo des-
necessario o projeclo apresentado pelo meu nobre a-
migo, quo se asscftla.do lado oppuslo, porque j te-
mos a le de 2 de mai de 18S4, que dispoc acerca
das desappropriates.
O Sr. Barros Brrelo Nao neslc caso.
Sr. Oliceira :E"a peovidencia sobre todos
casos ; c declara a quem compele a verifcacao
Jidadc.
ros Brrelo : A especie prsenle nao
'.Esla implcitamente nella con-
ta assembla s perlcncc conhe-
le.-appropriaoao ruis casos de c
Upa de grojas. casas de soccorros
correcrao e de inslrucco* e
se aiu*4do projeclo he de ulilidade municipal, he
consequencia lgica, que nos termos do arl. 5. da
citada lei, o objeclo em quetiao esl commellido ao
presidente da provincia, sobre proposla da cmara
desla cidade: cumprindo, por (auto, que os inleres-
sadoss dirjam muncipalidade, e ao dilo pres-
deme.
O Sr. Lacerda : He complenle paraisso ?
Sr. Oliceira :No meu fraco entender, cicio
qae sim.
O Sr. Luiz Filippe : E nao podemos revogar
essa lei?
O Sr. Oliceira: Quem Ihe diz o contrario ? !
mas, se essa lei nao he defeiluosa, e pelo conlrario
he assaz providente, para quo altera-la, decretando
urna desappropriarilo por acto especial ?
lalvez alguem me responda, que o -governo lam-
ben) esl aulurisado a crear radeiras de in-lrucrao
primaria nos lagares que elle designar, e todava a
assembla varias vezes lemdecrelado crearles iguaes:
mesmo as-im, eu direi, qae o caso he muito diver-
so, porque o rcgulamenlo de 12 de maio de 1851,
nao commcllc exclusivamente presidencia seme-
lhanle faculdade, e que, por lano, a assembla esl
em seu direilo excrcendo-a, qnando o julgueneces-
sario ; mas, no caso deque se Irala, nao se pode
dizer islo, porque esla assembla s compete a ve-
rifcacao da ulilidade da dcsappropriacao nos casos
du arligo 1. 1., como j dcmonslrei.
Agora passando ulilidade do projeclo, eu mes-
mo nao sei, se o seu nobre autor a poder provavde
mancra, que me leve a volar pela sua idea : elle
quer. que seja desappropriado o terreno particular,
cm que se acha fundada a povoacao de Sanio Ama-
ro de Jaboalao, e que para lal fim fique aulurisado
o governo a conlrahir um empreslimo. Ora, pergun-
lo cu, ser possivel obler esse terreno por precos
razavcis'.'.
Eu crcio que n,lo, pois que os terrenos particula-
res, de que Irala o projeclo, sao muito importantes,
e por isso os seus proprietarios, sem duvida quererao
por riles exigir grande valor.
O Si". Barros Brrelo : Nao he a fregue-
zia.
O Sr. Oliceira : Sei disso : mas he provavcl,
que os seus donos exijam precos consideraveis.
O Sr. Luiz Filippe i Esla ua vonlade del-
les? .
.Sr. Oliceira :O nobre depuladu sabe, como
em o noseo paiz se Ir.ilam negocios desla nalurcza,
e, por lano, nao deve de cslranhar, que ea aprsen-
le mais cssas objecrOes !
Tambem desejara, que o nobre autor do projeclo
me dissesse, que proveilu publico vira resultar des-
sa dcsappropriai.aO '! Ado, que pouco, ou lalvez
nenhum.
Para se levar a efleilo a desapproprracaoaulorisa-
sc o governo da provincia a conlrahir um empresli-
mo. Mas, senhores, para que eslarmos lodos os
dias a dar laes aulorisacics. qnando a experien-
cia nos tem rooslradd, quo ellas sao inexequi-
ves .'
O Sr. Barros Brrelo :Esla crenca lie que an-
da nao tenho.
O Sr. Oliceira :Se o governo nao lem podido
conlrahir cmpreslimos, medanle enndiroes e garan-
tas, qoc ofTereccm muila prebahilidade de lacros
esolvahilidade. como o poder conseguir para o ab-
jecio de que se trata, somentecom o interesse de nm
mdico premio '.'
Eu nao me record desde que ha assembla pro-
vincial, que o governo tenha podido levar a effeilo
autorisaocs semelhanlcs.
(Cruzam-ie varios apartes.)
O Sr. Oliceira :A emissao de apolices da Ihe-
souraria da fazenda provincial he cousa muilo dfle-
renle de cmpreslimos ; as apolices s.lo dadas aos ar-
renulanlcs em pagaraealo das obras.
O Sr. Sou;a Carcalho da um aparte. 1
OSr. Oliceira : Posso', para sustentara mnha
opiniao, argumenlar com a dlsposicao de qualquer
arligo do projeclo, porque o regiment da casa ro'o
nao prohibe, e, alem (lisio, nao Icnho a lluslracao
do nobre depulado, que pode dzer em poncas pola-
vroa, aquillo que eu lenho dilo em mailas.
O Sr. Souza Carcalho :A que vem islo '.' O no-
bre depulado parece, que gosta desla modo de dis-
culir, pois eu nao goslo nada. '
O Sr. Oliceira :Mas, como ia dizendo, ainda
o governo nSo poude conlrahir umempreslimo J
OSr. Aguiar :Porque nao lem querido.
O Sr. Oliceira :O nobre dcoulado com esse seu
aparte faz urna censura as diflercnles adminislra-
rAe* da provincia.
O Sr. Aguiar :Nao, nao, nao.
O .Sr. Oliceira :Porque deve recordar-se, qiie
anda em 1852 a assembla aulorisou o governo a
conlrahir um empreslimo de 600 contos, para ser o
seu producto empregadona conslruccao de rerlas es-
tradas, e nao consta, que apparecesse quem o qu-
xesse contratar ; e creo.que o nobre depulado nao
poder provar, que elledeixou de efTectuar-se, por
que a presidencia nauqiii.
Senhores. lambem a cmara do Recife esl desde
o anuo de 1814 aulorisada a conlrahir um empres-
limo para conslruir um malaftniro publico, que he
urna das obras, de que mais carece a muncipalida-
de ; e, apezar das frequenlcs diligencias, que ha
empregado, nao o lem podido conseguir; sendo que
oflerece varias garantias.mui valiosas.conro a defica-
rcm os redilos daqucllc eslabelecimento hvpolheca-
dos para a solurao do dehilo,etc.: por consequencia,
para que eslarmos todos os dias a decretar laes cm-
preslimos '.'
Um Sr. Depulado :E o empreslimo de que Ira-
la o projeclo, sera dessa importancia "?
OSr. Oliceira:Pode ser de 100 contos, ou de
mais, conforme o valor, que livercm af Ierras.
Um Sr. Depulado :Nao pasar de 10 contos.
O Sr. Oliceira :Islo he, que nao esl provado ;
mas quando mesmo fosse possivel haver esse em-
preslimo, pergunto cu, as forras da provincia po-
dem supporlar mais esse onus ?
O Sr. l.uiz Filippe : Qualro ou cinco contos
pode.
O Sr. Oliceira :Quatro ou cinco contos'para um
.lado, qualro ou cinco conlos para oulro, sommam
muilo.
O Sr. l.uiz Filippe :Qual be o oulro lado ?
O Sr. Oliceira :Veja o nobre depulado o orca-
mento provincial, veja os diversos projeclos, que
tem cido apresentados na casa, e saber qual o ou-
lro lado.
O Sr. Barros Brrelo :Aquelle abale he^ae foi
bom.
Sr. Oliceira : Nao sei a que abale o no-
bre depulado alinde, e por isso deixo de res-
ponder-lhe. E, senhores, quando o,nobre inspec-
tor da lliesouraria nos ameac.a em o seu rclalorio
com um dficit.
Da Sr. Depulado :O rclalorio do presidenlediz
o conlrario.
O Sr. Oliceira : A presidencia da., he verda-
de, que o dilo inspector calculou esse dficit com
melanclicas cres.mas nao o fez desaparecer,con-
cluindo por declarar que com o supprimeulo de 60
conlos de rs., que se recebeu nllimamenle do gover-
no geral, elle licaria reduzdo a 42:314-7147...
O Sr. Jos Pedro : Eu nao disse que lia va
deficil.
O Sr. Oliceira: Calculou-o na importancia de
102:3149147, como se v do seu relalorio...
O Sr. Jos l'edro : Disse que podia appareccr,
que existia, nao.
O Sr. Oliceira : Quando n provincia lalvez
nao possa salisfazcr os seus compromissos do cor-
rente exerccio, se infelizmente verificar-se o dfi-
cit com que somos amearados...
O Sr. 7oc l'edro : Isso he ,-uneaca '.'
O Sr. Oliceira : ... ser prudeule que conti-
nuemos a augmentar as despezas com objeclos pdera ser esparados semgrave prejuizo dos inleres-
ses publicosl' nao...
O Sr. Barros Brrelo : A commissao resolveu
a queslao sem dficit.
O Sr. Oliceira : Depois de volado o orcamen-
lo provincial he que o nobro depulado poder dizer
islo. Sao eslas as considerarles que por ora tenho a
fazer acerca do projeclo.
O Sr. Barros Brrelo : "Sr. presdeme, nao he
esla 1 primeira vez que a idea conlida no projeclo
apparece nesla casa ; ja por vezes ella tem sido aqui
trazuJa ; o Sr. Mrquez do Paran (piando presi-
dente desla provincia, ua aberlura da sessao de 1850,
lendo o seu relalorio, disse o scgninle : l
Confesso, Sr. presidente, que eslas palavras pe-
saram demasiadamente no meu espirito, e revela-
ram urna verdade Jim pouco dura ; e vem a ser, que
o direilo de propriedade que he limadas colomnas
mais vigorosas em que se basca o edificio social, he
muilas vezes nocivo a ella, quando recabe em mao
de quem entende que o exercicio deste direilo he
lano mais legitimo quanlo mais oppoe-so a mesma
sociedade. Nesle caso o direilo de propriedade he
mais um mal do que um bem.
Bem longe de mim esl, Sr. presidente, o que-
rer fazer applicacao do que acabo de dizer ao cuso
em discussao ; islo lie, faxer crcr que a povoacao de
Jaboalao tenha sido victima desse arbitrio : nao,
senhores, n.lo tem acontecido caso nenhum desses
al agora.
Como disse, Sr. presidente, cssas palavras pesa-
ran) demasiadamente cm meu espirito, e eniao dc-
baixo dessa impressao formulei um projeclo, que na
mesma sesso Uve a honra de oHerecer a considera-
ra o da casa : apresentando, porm, eu esse projeclo
disse, que linha consciencia de que nao apresenlava
um trabalho perfeilo, que esse trabalho era muilo
defeituoso, e que eu o apresenlava mais como in-
centivo trabadlos mais perfeilo-, do que lendo a
convicio de sua pcrfeicAo, o para que fosse mclhor
elaborado e robustecido para poder resistir aos em-
bates da discussao, pedi que fosse elle remedido
nobre commissao de legislarlo.
A nobre commissao de legislarlo de entao longo
lempo se demorou com o projeclo sem Sobre elle
aprescutar rcflexao alguma ; passados foram muilos
dias, e crcio que mesmo mais do um mez, c no fim
desse lempo,' quando cu suppunha que ella viesse
oflerecer i considerarao da casa um projeclo bem
concebido, bem desenvolvido, que a mnha idea li-
vesse sido expurgada de ludo quanlo conliuha tic
mao. cis q-io a commissao arrojou no seio desla as-
sembla um cadver pedindo apenas para elle um
re'/uicscat in pace. Com elleilo, morreu o projeclo
nao leve mesmo as honras da discussao ; islo foi em
1850, c al 1855 nenhuma providencia sc'lem loma-
do a esse resoeito.
I..) etilo que aqui senao acha especificado o caso
de cpie Irala o projeclo.
O que me parece, Sr. presidente, ser necessaiio
jrreseulenienle.he disculirmosseocaso que oprojec'o
quer prevenir he de ulilidade publica ou nao ; ron.-
pote-nos agora verificar se esta ulilidade exisle 011
nao ; porm, dizer-ae que est previsto pela lei de 12
de maio de 1844a hypothescem queslao, creio que
os honrados membros nSo acham muilas razes para
saslenlar essa sua opiniao.
O nobre depulado persuntoa quafl era a conve-
niencia publica que exiga a desappropriarAo desses
terrenos, c se os sacrificios que se faziam com olla
seriam compensados pelos beneficios qae se Icram
de obler para o futuro.
Ku confesso ao nobre depulado qae a queslao he
de diflicil solurao, porque depende do modo porque
nsencararmoso que seja ulilidade publica ; assim,
por excmplo, cu enlendo que he de ulilidade pu-
blica regular uina povoarao, regalar as suas mas,
numerar as rasas, etc. ; he de ulilidade publica a
cobranca do imposto da decima se se verificar que a
povoacao lem um certo numero da casas exigido
pela lei para esla cobranca ; enlendo que he ulilida-
de publica demolir casas para abrir ras, praras,
ele. ; nao enlendo porm que seja ulilidade publica
um particular armado de sea direilo de propriedade
mandar delar (casas haixo sem as formalidades da
le em um lugar que he a ede de urna freguezia.
En'.endo anida que he de ulilidade publica, que
os foros e laudemios que possam resudar do afora-
meirto perpetuo do lerreno desappropriado consti-
luam uma renda municipal, c que esse lerreno ve-
nda a ser um patrimonio da cmara.
Ora, ahi tem o nobre depulado, que eu pensando
desla sorte, nao eslou muilo longe da ulilidade pu-
blica que alrihuo ao projeclo, e que pensando assim
'puli alm disto cm meu apoio uma opiniao 15o
valiosa como he a do Sr. Mrquez de Paran quando
lembrou a vanlagem de desappropriarem-se os ter-
renos particulares em que eslao edificadas muilas
das nossas povoacoes."
Alin deslas, Sr. presidente, exislcm muilas ou-
lras razes de ulilidade publica em favor do projeclo,
razes qae nao militamsmenle a respeilo de Jaboa-
lao, mas a respeilo de quasi todas as povoac.'bes, vil-
las e mesmo cidades.da nossa provincia : o nobre de-
pulado nao ignora que, sendo esses terrenos em que
se acham fundadas essas pnvuacOcs.villas ecidadesde
dominio particular, all se pode exercer umita arbi-
(rariedade conlra aquellos que edificara nesses luga-
res sem que o lerreno Ibes seja aforado perpetuamen-
te; porquaolo aquelle que (ver edificado pode do dia
para a imite ser conslrangido pelo proprietario do
lerreno a deixar a casa que houver edificado, e se
o nao fizer por voutade ver sua casa arrasada, se
assim aproo ver ao proprietario do terreno, o que
nao acontecer se o terreno for aforado perpetua-
mente.
O nobre depulado combalendo o projeclo na par-
le em qae se aulorisa o presidente a conlrahir um
empreslimo, disse que a provincia ainda nao tinh
podido conlrahir empreslimos desde 1843 at boje.
Eu crcio que o nobre depulado esl engaado ; eu
creio qoe ainda nao houve um presidenle qae seria-
mente quizesse conlrahir um empreslimo, porque
nao repulo a provincia del'eYnambucnemcousaalgu-
ma inferioras provincias do Ro de Janeiro e Minas,
e a provincia de Minas lem um empreslimo avalla-
do contratado na prora do Rio de Janeiro ; e sendo
assim, porque a provincia de Pcrnembuco nao po-
der tambem conlrahir um empreslimo no Rio de
Janeiro ?...
lu Sr. D;pulado : He porque nao querem,
ou.norque nao julgam conveniente.
jfr. Oliceira :He uma censura qae est fazen-
di fliversas adminislraces da provincia.
% B. Brrelo : Ora que peccado esle fazer
fisura '.' Pois declaro ao nobre depulado, que
je peccado, eslou peccando.
Vendo cu qae a idea que linha sido lembrada
pelo Sr. Paran era de muila ulilidade para o po-
blico; vendo lambem que nao linha sido al hoje
considerada por esta assembla, ousej, senhores, ofle-
recer considerarao desla assembla o projeclo que
se discute ; mas este projeclo acaba de soffrer um
combale forlissimo da parte do mea honrado collega
(o Sr. Oliveira ) : o nobre depulado disse que o pro-
jeclo era intil, porque a lei de 12 de maio de 1844,
se mo nao engao, j linha determinado os casos erri
que a desapropriaeo por ulilidade publica deveria
ler lugar, nao s por parle da provincia como por
parle da cmara municipal.
Mas, o mea nobre collega nao se fez. cargo de lr
o arligo a que elle alludia, senao vera que a dcs-
appropriacao de que ahi se trata, nSolic adesappro-
priarno deque traa o projeclo, veria quo n,lo esli
prevenida a especie em queslao. Veja o mea nobre
collega que a le nao marca a mancira da dcsappro-
priacao para o caso verlenle, islo he, para que o
terreno desappropriado sirva para a cdificarSo, para
'fuida^ao do povoaces. Por cdosequeucia ucm o
presidenle ncn a cmara municipal podiain preva-
Iccer-se da autorisarao da lei, procedendo a dcsap-
propriacao do terreno de qne trata o projeclo...
O Sr. Oliceira : Nao he por ulilidade muni-
cipal '.'
O Sr. Barros Brrelo ; Mas n.lo esl incluida
nos paragraphos do arl. 2 da lei de 12 de maio; ahi
nao esl comprehendido o caso de que se Irala, e
conseguinlcmenle des'appropriarao devia preceder
uma aulorsarao da assembla...
O Sr. Oliceira : Poia nao, trata da desappro-
priacao para abertura das ruase praras.
O Sr. Barros Brrelo : Nao lie desappropriar
terrenos para edificar, he para abrir ruase praras....
O Sr. Oliceira da um aparte.
O Sr. Barros Brrelo : E ea aflirmo ao nobre
depulado, que o caso de que Irala o projeclo nao esla
previsto na lei da 12 de maio de 1844, que diz :
^^\ Oliceira :Razao de mais para ea nao vo-
rar pcbVprojecLo, porque sei que nao vai a elleilo.
O Sr. B. Brrelo :Pois nao Ihe vejo razao para
islo : as cousas nao param aqui, e lalvez ainda le-
nhamos algum presidente que nao pense como os
oulros.
J v o nobro depulado, que a razao principal
em que baseou a sua argumentaran nao procede, por-
que nao ha essa impossibilidade de conlrahir a pro-
vincia um empreslimo, e por consequencia a casa
pode volar esle projeclo na esneranca de que sera
realsada uina medida baseada na ulilidade publica.
Sr. presidenle. o projeclo nao he tao complicado
como parece i primeira vista, nao ha ataque neohum
conlra a propriedade, trata-se de um objeclo de uli-
lidade publica, para couhecimenlo da qual mis somos
competentes, e nada solfre o proprielario porque se
ha de proceder dcsapropriacao mediante a comp-
leme inileiiiiiisarao.
Senhores, parecc-me que o nobre depnlado poz era
duvida o modo porque esla dcsapropriacao podia ser
feila, e enlo disseNao poder depois de se decre-
tar a desapropriarao o proprietario do terreno exigir
valor muilo superior ao que elle realmente lem 1
O Sr. Oliceira :Nao disse isso, disse que o no-
bre depulado sabe como os negocios de particulares
se fazem enlre pos.
,0 Sr. B. Brrelo :Mas ahi est a lei de maio que
previne esla hypolhese ; a lei de 12 de maio esla-
helece as formulas pelas quacs cvem ser feitas as
dusapropriac,es, nao s no caso do ulilidade pro-
vincial, como nos casos de ulilidade municipal ; o
projeclo em nada altera a lei quanlo islo, pelo con-
trario manda que a desapropriacao seja feila nos ter-
mos da lei vigente ; por consequencia o nobre de-
pulado nao tem razao para fundar os seas receios.
O Sr. Odreira : O que eu digo be que as des-
aprupriares muitas vezes sao feilas por raais do seu
valor.
OSr. I!.Ilarrelo :Entilo pode ser feila por me-
nos a compra ? Eu lenho mallo medo disso : eu en-
lendo que entre 3 ou 4 pessoas pode haver mais In-
dependencia, mais imparcialidade do que em uma
pessoa s.
Sr. presidente, lie preciso que a assembla provin-
cial de Pernambuco lome uma providencia a esle
respeilo : os nossos proprietarios de engenhos eslo
vidos de verem os seus terrenos coberlos de lavou-
ras, e puncas Ierras j leem para dar habitaran a
parte da nossa popularan que senao occopa de la mu-
ra, e que he justamente aquella que, contando pou-
cos recursos, concorre para os povoados onde possa
viver maisCommodavnenlc. He mislcr porlanloque
o governo procure reun-la, concenlra-la para prote-
ge-la c vigia-la ; com islo ganhara mnilo a provin-
cia, ganharao mnilo os proprielarios, que.tero s em
suas fazendas aquellos qoe se oceuparem da lavoura,
e ganhar .muilo essa classe da nossa popularan li-
cando vigiada e protegida contra os ataques e arbi-
trariedades dos proprielarios.
Emfim, senhores, o projeclo lem por fim mais esla
medida de ulilidade publica, que he concentrar a
popularan para que a polica a possa proteger e vi-
giar com mais farili lado do que estando ella disse-
minada. Ja v perianto o nobre depnlado que ha
mais uma razao de conveniencia a favor da adoprao
do projeclo.
O Sr. Oliceira d um aparte.
O Sr. II. Brrelo :Eu explico ao nobre depula-
do : o projeclo que npresenlci cm 1850 generalisava
a medida...mas se o nobre depulado entende que nos
nao termos mcios para desapropiar essa parte, como
enconlra meios para desapropriar todos os terrenos
cm qae eslao edificadas a maior parte das povoac,oes
e villas da provincia '.' Se a provincia nao lem recur-
sos para conlrahir em pequea empreslimo, como diz
o nobre depulado, j v que se cu generalisar a idea,
cniao he que ircipor mim mesmo eslabelecer a ine-
posilo seu impugnar o projeclo que se discute, dei-
xa de acompanhar a sua discussao no lerreno cm que
se acha; que porm como desoja volar conscenciosa-
inente vai oflerecer a consideraran da casa um reque-
rimento afim de ser esclarecida e salisfeila a lei. Diz
mais que sendo corrento em direito, e eslabelecido
na lei provincial de 2 de maio de 1844, que quando
se lem de deerelar desapprnpriares, prova-se pri-
meramente sua ulilidade, cntemla por isso de con
foriaidadc com a mesma le j cilada, que se nao
deve deixar de ouvir a cmara municipal desta cida-
de acerca da ulilidade da dcsapropriacao proposla no
projeclo, afim de que depois de verificada, possa ser
volado com fundamento, e que pnrlanlo neate sen-
tido vai mandar mesa o rrquerimento de queja
falln.
Vai ,1 mesa c lie apoiado o segualo requerimento :
Requeiro que seja ouvida a cmara municipal
acerca da ulilidade do projeclo que se discute.
Thcodnro.
O Sr. Barros Brrelo oppe-so ao requerimenloi
dizendo que nao se Iralava de um lugar remoto, de
uma villa ou povoacao do serian para ser preciso que
a cmara municipal nos viesse dizer que essa lora-
lidade linha em si elcmenlos de prosperidade ; Ira-
lava-se da povoacao de Jaboalao, um dos arrabaldes
da cidade a 8 mil bracas de distancia della, lugar
esle que lalvez bempouros senhores depulados dei-
xaro de coohecer pealente.
O Sr. Tltcodoro respondendo ao precedente ora-
dor diz que, quando offereceu a consideraran da ca-
sa o requerimento que se acha sobre a mesa, leve
cm vista o cumprimento do art. 5 da lei de 2 de
maio de 18ii, pois enlcndendo o projeclo com inle-
leresses municipacs, Ihe he sem duvida applicavel a
(lspu.ira daquellc arligo que determina, que ne-
nhuma dcsappropriacao se faca por ulilidade muni-
pal senao sobre proposta da respectiva cmara. Con-
tinuando diz que, como nao esteja a provincia
era cirrinn-i iiici.in de fazer desperdicios e liberalida-
des, ainda mais um motivo ha para que seja ouvida a
cmara municipal sobre a desappropriarao proposta,
pois trazendo esta com sigo mais uma despeza, mais
um u- para os cofres pblicos, sem duvida que s
deve ser decretada depois que verificar-sc a ulilida-
de da mesma desapproprac3o,e reconhecer-se qae a
povoarao de SI. Amaro de Jaboalao tem em si lanos
elementos de vida e progresso que compensado a
despeza que com elles se houver de fazer caso soja
approvado o projeclo que se discute. E (ermina di-
zendo que espera que seja approvado o seu requeri-
to visto ser dos eslylos da casa o approvar-se quo-
lidianamenle adiamentos di nalureza do que pro-
por..
O Sr. Barros Brrelo : Sr. presidente, o arli-
go citado pelo honrado membro nao tem applicacao
ao caso que se discute.
Um Sr. Depulado : Est incluido implcita'
mente.
O Sr. Barros Brrelo:Desappropriar para aber-
tura de ras e de praras, o3o he desapropriar terre-
nos para se edificar casas.
O Sr. Oliceira : O projeclo nao diz islo.
O Sr. Barros B Telo :O artigo 5 desla lei diz :
nenhuma des' >riacao poder ler lugar sem que
seja ouvida a ou o presidenleOra nos esta-
mos dcsap' ,j eslamos tratando de aulori-
sar c"a des.ip. pirao'! Quando liver de se fazer
ellecliva a lei, enlao ser ouvida a cmara ou o pre-
sidente, mas agora nao. O artigo 5 ja disse, nao lem
applicacao ao caso, nao s porque nelle senao acha
incluido ,1 especie do projeclo, como porque quando
se tratar da desapropriacao he que lem de ser ouvi-
da a cmara. Iusisto ainda. Sr. presidenle. para qae
a casa nao approve o requerimento que he absolu-
tamente desnecessario.
O Sr. Metra : Sr. presidente, eu admiro que o
nobre depulado autor do projeclo hesite em appro-
var o adiamenlo que se acha em discussao, nao s
porque elle he de reconhecida ulilidade, como mes-
mo porque nao pode Mlender a materia conlida no
projeclo. Senhores, eu creio que nao podamos dei-
frma do proeesso de desappropriarao, e nos a po-
demos dispensar uma vez que entendamos que ha
de ulilidade a desappropriarao daquelle lugar sem
que se torne preciso de ir cmara.
I m Sr. Depulado: A lei nao tem essa ea-
cepc/10.
O Sr. Lu: Filipp, : Ma nos temos a faculda-
de de revogar a lei.
O Sr. Olireira : E Irata-ie disso 1
O Sr. Tkeodoro : Uraa lei t pode ser revoga-
da por meio de nutra lei.
O Sr. Lu: Filippe : ,Como j disae, essa dispo-
sioao da lei s se refere ao proeesso de desappropria-
rao, e nos nao tratarnos d a por ja em pralica, e
sim de considerar a materia, e declarar se ella he de
ulilidade ou nao.
O Sr. Meira d um aparte.
O Sr. Luiz Filippe ; Nao se Irala, repilo, do
proces-o de desappropriacao, que lem de ser feila
debaixo das regras da lei, o que traamos de dispen-
sar he justamente essa audiencia da cmara, que he
desnecessaria, ama vez que nos entejamos convenci-
dos da ulilidade da medida.
O Sr. Meira d um aparte.
O Sr. Luiz Filippe : Pois nti nao temos o di-
reilo de jure proprio de tratar de uma'queslao de
ulilidade publica'.' Temos, e por consequencia en-
lendo que nao ilecessitamos de que a iniciativa des-
la medida parta da cmara municipal.
He quanlo julgo dever dizer sobre o adiamenlo,
declarando de novo que acho-o intil, e qne Ihe ne-
g o meu vol.
leudo dado a hora,
O Sr. Presdeme designa a ordem do dia, e le-
vanta a sessao.
Seaaao' em 24 de marco de 1865.
Presidencia do Sr. Ilaro de Camaragibe.
Ao meio-dia, feila a chamada, acham-se prsen-
les 25 senhores depulados.
O Sr. I'tesidenle abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario l a acia da sessao antece-
dente que he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofiicio do secretario da provincia, transmillu-
do a copia da iuformacao prestada pelo Exm. hispo
diocesano acerca do projeclo n. 30 de 1852, qual
vem annexo em original o ofiicio do vigario da fre-
guezia da Boa-Visla.
Oulro do mesmo Sr., transmillindo. o balanco da
receita c despeza da obra do hospital Pedro II, veri-
ficado de maio de 1849 a fevereiro ultimo, bem co-
mo o relalorio de estado da referida obra, o que lu-
do foi enviado pela administraran dos estabeieci*-
mentos de caridade.A' archivar.
Oulro de Chrslovao Starr & Companhia, pedindo
a continuaran de isenran do pagamento da decima,
visto nao se acharen) aioda concluidos os edificios
de seu eslabelecimento. A' commissao de orja-
menlo.
He lido e approvado o seguinte parecer :
A commissao de inslrucco publica para dar o
seu parecer sobre a representaran dos habitantes das
povoaresdo Barro, Peres eTigipi, em que pedein
a creacao de uma cadeira para o sexo feminino, pre-
cisa que pelos canaes competentes se pecam infor-
mares a respeilo ao director geral; b nutro sim,
que n mesmo director iuforme qual o numero de a-
lumnus. que frequeotam a escola do Peres, creada
em o anno prximo passado.
Sala das coramisses 24 de marro de 1855.
Aprigio Guimaraes.Manocl Clementino.
He tambem lido e approvado o seguinte parecer :
A commissao de legislacao para poder, dar o seu
parecer sobre a prclencao de Francisco Antonio de
Oliveira, qae pede a esta assembla declare inamo-
vivel o lugar de Ihesoureiro das loteras da provin-
cia, que elle actualmenteoceupa. carece de informa-
cao do presidente da provincia ; e por islo he de
opiniao que ella seja pedida.
Junio ao riacho l>uai Pedrasexisle 11111 uranuolan-
go, da cotia de leslc, qae lendo Ires macacas, cor
de raposa, de casia ajravcssada, prelendeu uma del-
tas para a propagaco da especi, e coma nao fotse
salisfeilo o brutal instiuclo parlio furioso a victima,e
pode Iraicoeirameute agarra-la, daudo-lhe denu-
das de calibre Sebastopol; mas a macaca podendo
eacapulir das garra da eruel fera, foi ler a uma das
casas da villa, onde se acha corando os ferimentos
e cuidando de aua fulera liberdade, esse malvado
porm protesta peranle o rei dos aomaes, nao con-
sentir na liberdade por menos de dan taceos de bom
cobre cunhado, porque a honra e boa qualidades de
sua prenla bastarda, nao te vende or menos da-
quella qnanli, |1C caso bem singular eale ; e o I>r.
Maricas encarreeado da polica do quarleirio nada
fez sobre esses ferimentos para ser arrancada a mas-
cara desse hypocriU, que alem de proccd'er de mu
raja, inlilula-securandciro ou medico da roca, ap-
pllcando aos enfermos fumenlares de gerimora e
purgantes de azeile de carrapato, feilo em tari cosl-
nlia, por verdadero ulode ricino viudo defora.
Industria particu\ar.
Tabernas 15, boticas 2, lojas de fazendas e miudc-
zas.5, bilhar1,alfaiales4,chapeleiro 1, sapaterfos
8, funileiro 1, oarives 2, imaginario 1, pintor I,
carpiuas i, marcneiro 1, otarias 4, pedreiros 4, se-
leiro 1, eiigorflmadeiras 5. oflicina de azeile de car-
rapalo S, ferrtiros uma porreo, fabrica de (amneos
I, escolas de primeiras leltru3, sendo 2do sexo fe-
minino, depsitos de cavados em da da feira 4.
As chuvas lem couliuuido mas os gneros comc.-
liveis vao pelos preco igainles: farinha a 24 26
patacas o alqueire; mimo a 12e 14 patacas ; feijao
mulalinho a 560 a cuia; carne verde a 11 patacas;
assucar brauco a 3>200 r., a arroba ; mascavado a
13920 rs.
Adeos, mcus charos leilores, pois com sinceridade
dajaeja a todos dinheiroe virlude, esla para os ar-
ranjos da vida futura, e aquelle para os da boa vido-
ca o Astrlogo.
(Carla particular.)
a Sala das commissoes 22 de marco de 1855.
xar de approvar o adiamenlo em visla das razra nf.J.c. c. Brandad'/. Quintino de C. IMo.
_.j3o lidas e approvadas as redacrcs dos projeclos
ns. 28 e 31 3b anno passado. ,
,ToNmiar-.e-Aa.)
xequibilidade do projeclo
O Sr. Oliceira d um aparte.
O Sr. //. Brrelo : Ainda mais ama razao live
para nao generalisar a medida : en entend que se nao
devia dar essa autorisarao senjo em casos muilo es-
peciaes, porque o uoverno com uma anlorisaco des-
tas ficaria armado de uma arma perigosa, e nislo
pode haver seu risco. Assim, Sr. presidenle, live
mcus escrupu|os de armar o governo com uma arma
perigosa que podia dar lugar a arbitrariedades con-
tra os proprietarios.
Sr. presidente, cu reconheco a mnha insufficien-
cia para discutir materias mormcnle de direilo, mas
aclio que lenho dilo aquillo que he soflicienle para
mostrar qoe o meu projeclo tem uma base muilo le-
gitima, muilo legal, que vem a ser a ulilidade pu-
blica, e eu nao me temo nunca de ser lachado de te-
merario todas as vezes que apresenlar aqui na as-
sembla ideas que na minha consciencia sao de uli-
lidade publica. He o qne tenho a dizer em abono
do projeclo.
OSr. Theodoruu que nao sendo por ora pro-
ferecidas pelo Sr. depulado Silva, e baseadas n>
5 da lei provincial n.~199 ih da maio de 1841, que
he muilo expressa, porque^z qoe nos casos alli es-
pecificados ficar coinpetinooao presidente da pro-
vincia a desapropiar;,) sola proposla da cmara'
c eo enlendo que o artigo 2i comprehende a h\ pu-
diese do projeclo ; porque fiao vejo no projeclo de-
sigoar-se que os terrenos de SI. Amaro sendo desa-
propiados passanlo a servir inaiento. para a edifi-
carlo de casas, c pelo contrario ea vejo claramente
expresso nelle, qoe esses terrenos passarao a ser
aforados perpetuamente, e por conseguinle poderao
servir para oulros misleres. Senhores, eu vol pelo
adiamenlo,e a lei que acabo de rilar serve para pro-
var nao s a ulilidade dellc, como a sua necessida.
de. Qaem me pode contestar que o projeclo em
discussao entende com os inleresses da muncipali-
dade '.' Quem ser mais competente e habilitado
para conhecer estes inleresses, e sobre.elles velar, do
que a muncipalidade mesma T
O Sr. Luiz Filippe : Mas comu ?
O Sr. Meira : Nao se diz que esses terrenos
passam a constituir patrimonio da cmara '.'
O Sr. Luiz Filippe : Mas ella nao se pode op-
por a isso.
O Sr. Meira : Entao isso he a meu favor ; por-
que se me nao engao, he esla a primeira discussao
do projeclo, e versa ella especialmente sobre a sua
ulilidade, e por cunsgiiint sobre a ulilidade da de-
sapropiaran ; se essa desapropriacao Iraz Como con-
sequencia passarem esses terrenos a fazer parte do
patrimonio da cmara, e se he pralica, se he estyllo
desla casa ouvir as respectalivas autoridades em lo-
dosos negocios que Ibes dizera respeilo, e aflcc'ain
os seus respectivos inleresses, nao vejo razao que
aconselhe agora uma exceprao acerca deste projeclo.
qoe como disse versa decididamente sobre negocios
da cmara. Ainda direi que lalvez nao podesse elle
ser conslitucioualmenle apresentado sem preceder
audiencia da cmara, porque a assembla sobre oe-
gocios laes nao pode legislar sem proposla della ; e
nao havendo proposla como de cerlo nao ha, mo sei
Sr. presidenle, porque quando menos nao deve ella
ser ouvida na presente queslao.
Se a cmara, como acaba de dizer o Sr. 1." secre-
tario', niio pode deixar de approvar essa medid 1,ani-
da be mais uma razao em favor do adiamento que
por modo algum vira a prejodicar o projeclo.
O Sr. Luiz Filippe : Para que !
O 6r. Meira : Para que senao pretira essa for-
malidade sempre seguida na casa, e sobre ludo em
um projeclo que seguodo o nobre depulado ,seu au-
tor acaba de dizer, he de diflicil solurao, e de algn-
ma importancia. Todas estss razes, pois,me levan
a votar pelo adiamento, e conlra o projeclo que se
discute.
O Sr. Luiz Filippe : Eu voto conlra o adia-
mento, porque mo parece que elle he desnecessario,
e nao Irara em resultado senao uma delonga para a
derisfio do projeclo.
O Sr. Oliceira : A cmara nao costuma a de-
morar. ,
O Si: Luiz Filippe : Todava pode demorar al-
snns dias. e islo he em pura perda, porque os mem-
bros da muncipalidade leem tanto couhecimenlo da-
quella localidade como nos podemos ler.
O Sr. Oliceira : Isso prova demais.
OSr. Luiz Filippe: Ho uma povoacao que
esl as porlas da cidade, de que todos mais ou me-
uos lem algam couhecimenlo; c porlanlo algumas
iuformacoes que a cmara houvesse de dar de nada
serviriam.
O Sr. Oliceira da um aparte.
O Sr. Luiz Filippe : O nobra depulado nao a-
ponlar muilos de nossos collcgas, que nao tenham
l ido.
O Sr. Meira do am aparte.
1'm Sr. Depulado:Como vigario geral devia
ler conhecimenlo do lugar.
O Sr. Meira : J andei por la, mas nao andei
tomando banhos. (/risadas.)
O Sr. Luiz Filippe : Nao silo dessas informa-
cues que servem para o caso, n,lo se qoer saber se o
hanho he bom ou mo, quer-se saber se o lugar of-
ferece ou nao vanlagens, so he 011 nao importante,
so he convenienle para qualquer pessoa da classe n.lo
proprietaria poder ler alli nm lugar em que edifi-
que ama casa para habitar tranquillamenle.
( Cruzam-se varios apartes.)
O Sr. Luiz Filippe : Para islo, Sr. presidente,
enlendo que nao he necessario que se mica a cma-
ra, porque se trata de um tugar, que todos nos co-
nhecemos.
O nobre depulado, o Sr. Meira, disso que o adia-
menlo devia ser approvado por forra da disposeo
do arligo 5 da lei n. 129, arligo que diz Ir quan-
lo a mim essa disposiejiu do arligo s diz respeilo a
COMARCA DO LIHOEIRO.
15 de marro.
J escapou pelo correr dos lempos, c foi-se rn-
corporar s rcgies do passado o mez de fevereiro, e
0.11,1 u a esgotar-se a quiuzena do mez corrale, sera
jamis ser possivel communicar-lhe quando juslos
motivos, e abuodaocia de fados movem convi-
dam-me a lomar a empreza comecada. Nao Icnho
deixado nem pretendo deixar o meu esludn astron-
mico, e como durante a quinzena enconlrasse casos
dignos de consalla, lancei man dos alfarrabios qae
ha bem lempo dormilavam em profundo silencio na
empoeirada oante, verdadeiro viveiro das Iracas do
mea gabinete.
Islo poslo continuare! no encargo das ohservaccs
feilas e resolvidas na correle quinzcua. Anles de
ludo devo assegurar-lhe, qoe perfeita paz e Iranqui-
lidade reina hesta parle do globo terrestre ; poi* nao
consta, que se tenha commellido crime algum con-
lra a segnranca individual, ou conlra a propriedade;
os cos permutara que to prospero estado seja garan-
tido por annos triplicados.
Os amigos do centro esto afilictos com o incgnito
escriptor do astrlogo, e a lal poni lem chegado
suas pesquizas, que ja nao sei a quanlas ando. Nao
he grara, eslou cufiando com a brincadeira; mas
para pacificar o meu espirito, e o dos amigos declaro
aos leitones, qae sou eu mesmo o velho aslrologo, e
nao quem inculcan), c presumem ser ; e para firme-
za de mea dilo pretendo exhibir tolo, razes, o ar-
gumentos, se necessario for, com o intuito de firmar
minha certa, real, e fixa individualidadc.
Ainda continua a progredir a varila de que tero
sido victimas'algumas pessoas; todava convencido
eslou que para o presente caso, a vacciuacao e o bom
Iralamenlo da molestia, com o asscio e recursos ne-
cessarios como se pralica em outros lagares protegi-
dos do governo, sao os nicos de fazer cessar o mal e
cvila-lo para o futuro.
Ahrio-se a assembla provincial no I" do ron ente,
lemos esperanzas de que serao prvidas as necesi-
dades publicas, n3o omitlindo a creacao de uraa au-
la publica para o sexo femenino do lugar, onde ha
crescdo numero de alumuas a opera de 13o ulil e
saluUr providencia. '
No dia 2 do rorrete pela volla das duas horas da
tarde houveram dous troves na villa, que nao ha
excmplo do iguaes na chronica da antiguidade, sen-
do precedido de extraordinario relmpago: ao estal-
lo desle tanhao celestial muilas pessoas recordaram-
se da existencia de Sania Barbara, e S. Jeronvmo:
e dizem os roceiros que nos campos os animaes cor-
reram a ludo, com o temor dos troves.
No dia 6 foi o inspector do Tall com 12 pracas de
-eu quarleii 1 ao lugar de Bengalas, prender Victo-
rino de.....criminoso na comarca do Bonilo, a re-
quisico do subdelegado de Grvala, roas o bom do
inspector chegando a casa do criminoso nada fez,
porque esle conhecendo a nalurcza da visita, appa-
receu armado da cabera al os pos, e depois de in-
direilar am bacamarte disse, quo derribara o que
livcsse a ousadia de pr-lhc as mos: e com esse
meio e astucia pode escapar a pris3o, porque o ins-
peclor e seas companheiros nao Iniliam ido prepa-
rados para viajar a roda da elernidade e por molivo
13o justo nao cumpriram a ordem do delegado.
No dia 8 no lugar da Piraoira e oulros remolos,
appareceu um tufao de vento tao forte que causou
alguns estragos, c nessa mesma occasao clmveu pe-
queas podras geladas, cousa nunca visla naquelle
logar.
No dia 10 chegon de volla da freguezia de Taqna-
ritinga o capilao Barros rom uma pequea forja de
primeira linha, sem nada adiar alli de extraordina-
rio, inferindo-se por isso que algum duende perse-
guc o subdelegado daquclla freguezia.
Por via do Blro, habitante de'taquarlnga, son-
hemos que o iospeelor Jos de Barros, do Mandaba,
dislricto do Brcjo, dislanle cinco leguas de Ta-
quarilinga, leve ordem do delegado da coinarea pa-
ra fazer urnas prises no lugar do Gamba, dislricto
do mesmo Brrjo, mas lando de passar no dislridn da
(lila freguezia, mandn por esse motivo pedir licen-
cia ao subdelegado que sem hesitar a den, porm lo-
go depois a mandou cassar, no que nao conveio o
inspector de Mandah, e com essa noticia (icn em
clicas o subdelegado, porque dizem, haver no dis-
lricto criminosos lancados no rol dos esquecidos;
eis a causa do subdelegado requisitar forra ao dele-
gado, com o pretexto de reuniao de povo armado na
dislricto de Mandaba: se o caso referido nao he fiel
copia do original, o negocio he com o Bilro, anligo
ctironista daquella freguexti.
KEPABTigAO DA POLICA.
Parte do dia 26 de marro.
lm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
diflerentes parliciparqps houtem e boje receidas
ne.U repartirlo, consta lercm sido presos :
A minha ordem, o pardo Jojo, escravo de Joa-
qun) Antonio dos Santos, por se adiar indiciado em
crime de morte.
Pelo juizo de direilo da primeira vara, Jos de
Alinela Lima, sem declaracao do molivo.
Pela delegacia do primeira distrido desle termo,
l.uiz Marcelino Florencio do Espirito Santo, per
ler corrido tres Tacadas ere Jos llenrique l.uiz de
Franca, ns pretos Flix Therez. escravos de Joao
Pereira de Allyirjucrque, por aodarem fgidos.
Pela sholegacia da freguezia do llecife, o es-
cravo Justino, por ebrio.
Pela subdelegada da freguezia dn Santo Antonio,
Francisco Jos da Silva, por suspeito de ser desertor
da armada, a preta Maria, por aer encontrada com
um caivete.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, o par-
do Cosme Barbosa, por tentar ferir com um piiiilml
a sua propria mullier, Manoel Alexandre da Silva,
por espancamento, o pardo Brasilino, por forlo,
Joan Evangelista Soares, por desorden), o pardo Ma-
noel Jos, para corrccao, e o preto l.uiz, escravo de
Manoel de Corvadlo, por andar fu:.
Pela subdelegada da freguezia da "Boa-Visla,
Francisco Manocl da Piedade, Joao Nuiles do Ro-
sario.Joaquim Jos Pereira, e Joao Jos de Sant'.V li-
na, lodos por desorden).
E pela subdelegada (da freguozia do Poco da Pa-
nella, a preta eacravaMiqueliua, por andar fgida.
Por ofiicio de hoje datado, commancou-me o sub-
delegado da freguezia da Boa-Visla, que honlem a
larde ao voltar a guarda de honra do corpo de poli-
ca, que acompanhou a procissan doSenhor da Ou*
ao passar a mesma guarda pela prara da Rola- Visla,
din-io-se um individuo a msica cora um ccele,
que liiigiiido locar, queria por forca entrar em for-
ma e sendo disso repellido arvorou-se do ccete o
com elle descarregou duae caceUdas sobre o msico
trompa Hiplito Jos l.ima, a quem coirluiidio e
quebrou o inslriimenlq e a charlaleira. cojo indivi-
duo sendo logo preso resullou desle aclo pronuuciar-
se un) tumulto enlre o povo qne arrojoa sobre a
imarda inlerrompendo sua marcha a ponto de ser
preciso empregar alguraa cuergia paTa o dispersar, e
nessa orcasiao foi preso oulro individuo que raais U-
naridade moslrava na aggressao, sendo que depois
de passado o-primeiroarrojo, e j na distancia de
50 passos lornou o povo atacar a guarda, tentando
soltar os dous presos e erapregaodo os sediciosos gri-
tos,de morra a polica, pelo que foram lambem-
nessa orcasiao presos doosoutros individuos, qne com
mais insolencia se poravam, Esses individuos san
os de iionics Francisco Manoel da Piedade. Joan
Nuiles do Rosario, Joaqun: Jos Pereira, e Joao Joa-
qun) de Sant'Anna, que foram recodados cadeia,
e contra os quaes vai o referido subdelegado instau-
rar o competente proeesso.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica do
Pernambuco 26 de marco de 1855.INfn. e Exm.
Sr. cOnselliciro Jos Bciilo da Cuoha igu
gueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polida Luiz
Carlos de Paica Teixeira.
MARIO DE PERNAMBUCOT
/
A' assembla necupou-se honlem com a segunda
discussao do projeclo n. 3 deste anno, que auterisa
presidente da provincia a jubilar o professor de ins-
Irurrao primaria Salvador llenrique de Alluiqucr-
que, c depois de ler discutido c regeitado o adia-
menlo proposto pelo Sr. Barros Brrelo, approvou o
dilo projeclo.
Entrando na segunda diseaasan do projeclo 11. .">
que manda desapropriar os lerrenos em qae se ada
fundada a povoacao de Ja.boatfo, foi o mesmo adia-
do o requerimento do Sr. Theodoro da Silva,al que
seja impressa a emendaofferedda pelo Sr. Epami-
nondas.
Depois disso regcilou lambem era segunda discus-
sao o projeclo n. II do ana* passado, que antorisa
o governo a contratar com Jos da Mia, o estabe-
leeimcnlo de linhas de carros de sua invensao, e ap-
provou em primeira discussao o ornamento provin-
cial.
A ordem do dia de hoje abrange a segunda dis-
cussao do orramento provincial e segunda do pro-
jeclo n. deste anno.
O brigue Tarmjo /entrado de Lisboa, Irouxe ga-
/.elas portuguezas qae alcauc.au) a 20 do mez prxi-
mo passado.
As noticias de Hespanha rhegam a IV, as do* ou-
tros oslados, sao todas anleriores as que nos Irouxe a
Crimea.
Portugal ficar tranquillo. Ascorlescontinnavam
em seas trabadlos, mas de modo tal que, segando a
Herolunilo , a'sess3o desle anno licara
reduzida discussao dos orramenlos, sendo .ainda
neeeasario para io que baja bstanle tobriedade nos
dolales.
O Bolhetmie Parit di* qae est para concluir-se
um irnlndo de allianca enlre Portugal e as poten-
(ias qoe combaten) contra a Russia, debaixo dn* mes-
illas condicOes qoe o do Piemonlc. O rnnlineeote
fornerido por Portugal dever ser de 12,000 horoens.
Na Hespanha continan) os partidarios do conde
de Montemolim a trabalhar inces-anlemenlg. so-
bretodo na Catalanha.
(1 governo resolven como medida de preveocio,
separar dos postos que lem as praras de Arago c
de Valenda todos os soldados c ofliriacs quo servi-
rn) a I). Carlos, sendo igual medida adoptada a
respeilo dos olliiaes a quem o ministerio Narvacz
garandada 18i8osposlos quc'linham.
Em Madrid foram presos seis cheles i oflidaet
carlistas, osqnaea iam partir para a serra de Tole-
do, onde se acham acantonados varios individuos do
mesmo credo; e foi lambem preso o general Jaza.
Partidas de Carlistas residentes no territorio fran-
cez lem tentado entrar no hespanuol, mas o governo
francez Ihes tem al hoje frustrado lodos' os plano.-.
Asseguram que U. Carlos conseguir ltimamente
concluir um empreslimo considerare!, com i condi-
ro porm de qu a primeira prestaran s ser paga
depois que os seus parlidarioa se liverem apoderado
de alguma prara forte na Hespanha.
(i Leso na Saeon:-
> Chegon a Cdiz pelo telegrapho a ordem para
(pie se desaem immcdiatameule vela a fragata Cor-
les a crvela Villa d&Bftbo, os vapores l'ulcano e
.Sania Isabel, e 8 emharcacdes menores, as ordena
do Sr. brigadeiro Harera, commandanle geral dos
guardas cosas. Julga-so que estas torcas partera pa-
ra as cosas da Calaluuha.
Segundo annuucia oMensageiro de Bayona, do
dia 3, lodos os postos deVarabineiros situados na
frniileira de Franca receberam ordem da se concen-
traren! sobre Pamplona, e no dia seguinte poreram-
se em marcha.
Em ama correspondencia que dirigen a ara
diario deCalalunha, l-se o seguinte : *
n L'm dos principaes agentes de D. Carlos na
onlra cousa, que andar de Pars para Londres, e
desla cidade para aquella, liuniem chcgbu proce-
cedente de Ilarcclona um chefe dos mais asriorisa-
dos enlre elles, e homem de confianra de Cabrera.
Parece q,:e linha ido aquella cidade com o I1111 de
celebrar uma reuniao, e dispor o plano de um ao-
vimenlo, porm Irouxe para elle ms noticias acer-
ca do espirito publico qae reina na Calalunha, e pa-
rece que ludo islo tem desanimado alsum lano, pois
que o grande golpe i) querem elles dar no princi-
pado.
Nao Ihes falla dinheiro : em Londres, o empresli-
mo anligo de 1). Carlos, qae eslava a uma libra es-
terlina, subi repentinamente a qualro, fra da bol-
sa se entende, pois nao entra nella.
Cabrera tarden muito cm decidir-se a obrar; po-
rm decidio-se finalmente, a lomar parle, edendo
aos roaos do prclendeole, s suggesles de Elio, qoe
Ihe Irouxe ltimamente cartas de Monleinolin, e
mais que ludo s instancias repelidas de sua esposa,
verdadera amazona de imaginaban novelesca, qae
sonha em lucias, cmbales, e gloria, c qae al .se of-
fereceu para o acompanhar na sua arriscada expedi-
do.
MUTILADO
MELHOR ENEMPIAR ENCONTRADO


.
DIARIO OE PERNAMBUCO. TERQA FElfi 27 DE MARCO DE 1855.
Ai junlas ciiire carlista r*pelemse aqui. Jul-
ea-se que a chegadu de Klio a urna aldeia perlo do
lancera he u sigoal do niiiv ment. Cabrera entra-
ra na LaUlunha por Ierra, ese dirigir era seguida a
'Lfj da c0!"* 1""* Ptoltqer o desembarque du
prelendente, que quer abrir por si mesmo a campa-
Z


DiarioHespanhol diz harer recobic!o urna cor-
respondencia da Pamplona, a qual lhe noticia que o
Phmdacoo*prcSodeseoberlniquclU cidade era
conbebido em poni grande. Em cousequencia das
declarantes feilas pelo smenlo e pelo caito que de-
|is foram radiados, a polica procedeu a Caier va-
rias pristes enlre as quaes se cottlam as de dous li-
lhut lo secretario do tribunal ecclesiaslco,lendo sido
iimdclle, oflicial carlitta-,um sargsoloda guarda civil
e dous olliciaes couveucionadus.
* Odia3 era o indicado para rebentar a conspi-
racan. ].ette dia e no teguiuto fUeram-sc novas
paito*!.
N Wiita do domingo e na manhaa de segunda
feua 12 Iwuverau. algumas prisitcs cni Madrid era
ronscqueacia de o ler dcscoberlo naquella capital
urna conspiradlo carlista.
Parece qoe se aeham comprometidas algumas
i**OM mili ronhecidas. Diz-se que eslas prises
> en i cla>o com os uccessos de Pamplona.
^ Segundo te l nu/;i,7>-ii//ftcpaiiA'!/ o governo
franca* doclarou a D. Joao de Bourbun e Cabrera
que nao Ibes cntenle que resiilam na capital da
Franca.
t Confrmese l na (ilion, parece que lord How-
den iustou novniienl.i pela formic.au de una legian
hetpanliola, allegando o procedimonlo do Pieinnnle:
ogoverno negou-se ao pedido do ministril ingle/..
As condiroe para o alistamonlo eram as se-
, guiles :
da alistado te dariam mil reales; durante
\ todo o tempo de trrico recohei iam seis reales dia-
na, libra e mcia de cantee outro lano de pao ;"e
la a guerra receberiam durante um- uu dons an-
uos o mesmo estipendio. Os olliciaes receltcriam o
triplicado que reecbsra em llcspauha, o para
rendes, aasim como para as familias .los que
rosrressem su fizara** gran.les recompensas.
s -Nocedales escrevem quo inoiisenhorl'ranrhi,
tenante da So Apostlica em Madrid, desejau-
ir as iuteucdes do governo quinto i desamor-
do bens do clero, se apresenlou na socrela-
sgocios estrangeirus, dando a entender que
a.questao-tornaria lalvez iinpnssivel a sua perma-
n corle em exercicio de sua< funrroes. O
Uro respectivo, Sr. Luzuriaga. respondeu-que
appruvadoo projeclo submetlido s curies, o
sanio padre leria lempo da manifestar o seu pensa-
o a respeilo da commuoicarao que llie fuera o
0 hespanhu! demonstrando a convenieucia da-
ella media tal como a linlia apretenlado ao con-
sso. Mr. Fraiichi reliroo-se como queni esperara
novas inslrucecs do seu governo. n
' O Marmita Pos! faz a seguinle analyse do dis-
curso do almirante Napier, pronunciado no bunque-
i Maire, e a respeilo do qual liouvo urna
intcrpcllacdo na cmara, do que os leilores ja leem
noticia.
Se a esqnadra do Bltico nao fez ampia colheila
: gloria, pelo menos a volla de sir Charles Napier
rausuu grande alvororo.
ssde que desembarcou, correrara boatos con-
Iradicloriosacerca de-desiitclligencias occorrirtas mis
contelllos, qqando se' Iratou "de atacar onde nao
atacar.
ipns di/.iam que sir Charles leve culpa, oulres
Jo linha conlianc* as sas inslruccoes, e que
es mios atadas pelo ministerio. Quando a at-
neluse acliava distrabida da canjpaulia do Bltico,
rise ministerial, e pelas negocian es de Vienna,
i que sir Charles Napier, j 1.a. niiiiln em In-
', devia assislir a utn janltr do lord Maire, e
qoe lenciunava fazer ah um discurso.
A leitura detle discurso MrpTehende pela vio-
lencia dasaecusaces dirigidas por sir Challes .Na-
pier contra o almiranlado.
leixa-se de ter sido censurado, demillido do
commando, e do proceder meaqutnho e miscra-
vel do governo, que apoian os boatat, que tomavam
garles napier odioso. Sir Charles Napier no seu
discurso fez um resumo da sua canipanha dn Blti-
ca, disM qual era oteu plano para eombater a esqua-
dra russa, como nio alcntara faze-la sabir ao mar.
e como foi inspeccionar Crontladt.
) valcnle almirante qoe ae lisongea por ler
nido ao Ballico a esquadra. sem pilotos e sem
ler disciplinado, julgou que os b listos
nidaveit bateras russas lornariam inteira-
l a lomada de Cronsladt; esta he
tjmbem a opiniao do almirante francez.
Aseaqaadras'forain para em frente de Bomar-
Sir Charles Napier jolaava ler ;i sua dispusi-
Sto m tes para lomar a prara, sem ser
necessario mandar vir tropas,
o Porm o almiraule francez, disse elle, julgou
us prudente que as Iropas viessem, dez mil ho-
que na opima de sir Charles Napier, leram
io melhor empregados no sitio_Ufij5eliaslouol, vie-
ratnpara Bomarsund, que he verdauB, nnUlMda.
1 latamente.
ste poni o discurso de sir Charles nao
olfeusa alguina,
Emquanlo eslive no Bltico, accrescenlou o al-
mirmo, sir James draham c-creveo-me, recommeu-
d.iii lo-ine que me acanlellasse conf as muralhas de
. e que no arriscasse a esquadra de S. M.
Lccrescenlam, queporocraslao.da minha partida me
nli.im aecusado de icimrario; porin que cu pro-
vara que era nm bom commandante.
Depqfc) da tomada de Bomarsund, sir Charles
jiilgou que visto achar-se j muito adianlada a csta-
i iJa ni ais se poda fa/.er. O governo moslrou-
se cora isso pouco satisfeilo, e mandn qnef se rcu-
nitae om conselho de guerra, comTwrttyfflMim ma-
nchal de franca, de um almirante francez. de um
general de engenharia francez, e de tres almirantes
ingleze*.
Decidimos unnimemente, dizsir Charles, queera
impossivel atacarCronstadl com hom xito. Apezar
deala unammidade, accrescenlou sir Charlas, cnjis
palarassao um pooco confusas, o governo den ou-
vidos ao parecer de um oflicial enge'nheiro, e man-
dn que se reuniste novamenle o conselho. O al-
mirante recuson-se, e, diz sir Charles: o general
eogenheiro francez apresenlou outro voto.
ilrelanlo o almirante v.-llou a inspeccionar
de novo Ciflnatadl, e diz elle : a mandei ao almiran-
lado urna relacSo dar e minuciosa, u,\ qual e\-
pnnha a minha opiniao, o oque era misler para
lomar Svteaborg.n Baila dizer que havia doutsys-
temas; o primeiro garanlia um feliz etilo, c o se-
gundo trazia comsigo ruina da esquadra. Heaqui
que tir Charles comeca aqueixar-sc seriamenle. Ac-
ensa potikivamenle o almiranlado de Itaver adul-
tarado aasuas palavrag, e allirma-o .le modo, que
parece desaliar o gorerno de demilli-lo ou polo
fora da setvice.
O almiranlado, diz elle, adullerou as minhas
palavras. Nao se linnlou a islo ; dirigio-me as car-
las mais aoerbaa Perguntara-me porque nao loma-
va eu Sweaborg, porque nao nrocedia desta forma
ou d esl oulra, e anda outra:
/a de me di-
zer positivamente que quera que eu turnaste Crons-
tadl; mas diza que eu llie enviara um plano para
tomar Sweaborg. Eu nao poda tolerar semelhanle
proceder ; 'nao sou hornera que recuse em face de
um insulto.
t Represenlei enrgicamente; mas respondram-
rne msislindo em que cu illudira a administra \i>.
Hepon sesuiram-se asearlas mais injuriosas, mais
offenslvas que se lem escriplo a om oflicial; fallo
islo para que lodos o sailtam, e esperando que sir
James draham nunca mais exercer o cargo de pri-
meiro lord do almiranlado.
o publico, a desejo que elle o saiba, que
!en (ivessi seguido os cttnselhos de sir James dra-
liaminfallivclmeole teriadeixado a esquadra ingle/a
do Bltico.
lo o provarei dlanle de todos, e se sir James
draham lem umvislumbrede honra, nio tomar as-
noalmiranlado al que esla queeiao se ache
esclarecida, e o mcu nome teja riscado da lisia dos
almiranles se nSo digo a verdade.
Parece-nos, diz o Morning Posl, qe nunca ne-
t.bum commaiidanle em chefe son de temclhanle
lingnagem, e de cerlo que nonca se oovio um dis-
carto assim n um banquete municipal.
( Ao servico importa que o primeiro lord do al-
nnranlidp atienda aspalavrat detir Charles, porque
laes ditairsot podein avillar-nos aos notsot proprios
olhcis e aos dos nossos alliadus. Se sir Charles Na-
pier nao Icni razao, a foi, como o almiranlado pare-
ce julgar, estpido e incapaz, deve dize-lo franca-
mente, e castigar sem considerarlo urna indiscriro
lao grosteira e 13o criminosa.
Parece-nos que tir Charles Napier deve iinnte-
diatamenle comparecer pcranle ti ni conselho no guer-
ra, onde sera absolvido honrosamente, on llie sera
imposta a censura ou o castigo quo bouver mere-
cido.
o No co.isistorio celebrado em 22dejaneiro, o pa-
pa declarou irritas e nullas lodaa as leis e decretos
promulgadas pelo, governo sardo conlra os dircilos e
a auloridade da igreja e da sania s, bem como a
le propotta para a abolico das communidades re-
ligte
Eis a passagem mais notavel da allocucao pon-
(ilical;
I igreja calholica esla misciavelmanle ameara-
indignaco de W >oat honesta. A lei pro-
poala he contraria ao direilo natural, ao direiti di-
vido, ao direo social, lio por todos os modos fau-
lora nos perneciotos erros do socialismo e do com-
munismet. Aclos criminosos, inarredilaveis esUo
sendo todos os das commeltidos contra a igreja. lo-
dos os dcoxetos publicados pelo governo sardo, rom
olfena dos direilos da auloridade da rellgllii, e cada
Um tlcslcs decretos em particular, inrluindo a lei
actual, sao declarados inleiramenle nullos e irrilos.
Se os expoliadores e profanadores das cousat sagra-
das nao se resolvem a por um termo aos sausauda-
eiosos ataques, o coracao paternal do pipa scr,i
obrigado a empresar conlraelles as armas confiadas
ao seo santo ministerio.
a lie j sabido que o governo tardo, sem embarg
das adminislrares e amearas ponlificaei esla resol-
lido a proteguir a sua obra.
dos atacados, mis quando chegou, ja os Kussos ae
linham retirado.
A oondicSo dos luglczes achava-sc muilu mellui-
rada, pois linham era abundancia barracas, vesti-
dos e provisoes.
As forjas dos alliadns suhia a 115,000 homens, e
corria que de ambos os lados se preparavao para
una aegio geral.
A Inglaterra concluir urna convenci com a
Turqua, segundo a qual toma a seu sold urna for-
ra de -20,000 Turcos.
lis goneraet franceses Plimer e Kivel baviam
partido de conslauliuopla para a Crimea no dia 6
de favereiro.'
Eiipaloria nao linlia sido lomada pelos Bussos,
he todava cerlo quo o general Ostcn-Sacken pre-
parava-se para alacar-la a frcitle de 10.000.
ti general l.iprandi com :i(),000 homens lomara a
oceupar a sua pesicAo as alturas Muilas mil camas ealavam sendo preparadas em
Ciinslaiitiiiopla para acominodaru dos individuos
que ficarem fciidos no assallo d Sebastopol que se
julgaxa leria luuar brevemeule.
Consla que Mr. Urouyn de Lhnys, minislro dos
negocios eslratigciros de" Franca, e o general de
Wedell concordaram no dia 17 de feverciro sobre
os dilTerciites pontos de um tratado com a Prussia,
o qual poda,considerar-se ja como concluido. Es-
se tratado he em summa o mesmo que o de 2 de
o mesmo que
dezembro feito com a Austria, excepto smenle o 'Ciro, Dio lem coramuuicacau para
segundo arliso relalivo aos principados danubianos.
Em Londres os consolidados licaram a 91 1|8 ; os
fluidos brasilerosra 100, os qualro por ceulo lud-
an le/a>, de 02 \\2 a 93.
do norle ; praza ao ecos que esta anuunciador das
entradas somcnle dds vapores, se torne algum da
maisaeral;sc n.lo lemosmuilasenlradnsdiariasc de va-
sos d'allo bordo, cada um se doveservir com a prala
que lem eni/casa ; as nossas entradas sao qnasi dia-
rias, mas de pequeas embarcantes, assim como o
nosso commercio be pequeo lambem, c muilo llie !
servira csses annnticios, seria de grande proveilo
para Os coinmercantes (piando ellrs esperassem, v.
g. unta harcassa com cerlo rarrcgamenle de Per-
nambuco, e o lelegr.i[iholhe .lis-esse, esla na barra a
harcassa tal, o hle ele, ja aqui se podia fazer a
venda da carga com mais v.-inlugem, do quo espe-
rando, que no dia seguinle ao da entrada ella dcs-
carregue, quando oulra lambem chega ele. Bem
ve Vine., que serve lano ah o grande para o con.-
mercio grande, como servir aqui o pequeo para o
commercio pequeo ; nao concorda comigo '.' E
quo bello edificio lemos mis para eslabelecer um le-
legrapho! lica bem no ccnlro da cidade, a vista
de ume oulro hairro.... he a torre por acabar do
Mosleiro de S. Bcnto, esse trunco de lorre csl dos-
coberlo, nunca servio para misler algum do nios-
o seu interior,
esta excedente .' Assim a provincia podesse fazer
essa obra, se o nosso governo se prnpozessc, pedia
ao nosso padre I), ahbade esse pedacodelorre.con-
tinuava al igualar, ou exceder se quizesse a oulra,
eslabelecia o lal alvicareiro, occiip?.va no seu ser-
vigoalguus soldados reformados qne lemos, cum
mais alguma giatificacAosinha, e ah eslava o com-
mercio bem servido, e a provincia com esse cslahe-
Stii Redactores.Como na .ansa de liquidaran,
quo move o Sr. Joaquim da Silva MourAo, se jul-
gasse ser-lhe eu devedor da quanlia de sessenla c I lecimenlo publico, donde se sustentariain 'dous ou
lanos conlos de res. rogo-lbe, quequeiram publi- Ires cdadaos pobres c com pouco dispeudiojelon
car a conclusao do halando que em 18li apresenlou
o mesmo Sr. MourAo aos seus credores. do qual se
v estar ellu alcaucado em 17:8.)2SCl:t:l; no(ando-sc
quo depois disto elle apenas livera nm armazem de
recolher gneros de estiva, cujos alugueres l'orain
pago por mim al cerla poca.
Demonstrarlo do debilo e credilo.
Importe das ferragens co-
mo se mostra ncsle. a
folhat2l.....21:8149313.
Importe das dividas acti-
vas, como se mu.Ira
nestea folbas 31. 53:523*517
dem dos escravos.comose
moslra neste a ftlhas l 1:;|;I09000
dem da mubiha, 2 relo-
gios e ulcusis do mcu
uso ...... 2:0oj,-:000
dem doquodispendi com
despeza geral, como se
moslro em conla cr-
reme a 0 ... 19:746^576 98:5093106
A tlcduzir.
Polo importe da despeza
geral.......19:7ti>t7..
dem dem de minha des-
peza particular .
103730745
30:1309325
Dividas passtvas.
Pelo importe das dividas
passivas que devo a di-
versos, como neste se
mostra a ll. 37. .
8G:24tll4
175stf333
Assignado.Joaquim da Silra Mouro.
Esle btlanco eiiste em meu poder sellado e reco-
nhecido e exlrahido por cerlidan do original junio
aos aulos de appellacao no carlorio do Sr. Barideira,
o mesuio fecho se acha em os proprios livros do
Sr. Mourao, que existem no deposito geral, dci'xo.
por lano, ao Ilustrado publico de Indo o universo
de qualilicar esse julgamenlo Devo aimla advertir
que a mobilia e ulensis do uso do Sr. Mouro,eu os
nao recebi, bem como que bstanles das dividas que
fizeram parte da massa, c que me foram entregues
com lodo o resto da massa, o Sr. Mourao lem cobra-
do al judicialmente como suas 1 1
Do Vmcs. venerador.Jos Dios da Silva.
Parahiba22 de marco de 185.3.
J se, que devera ler eslranliado nao llie haver eu
escriplo ha lano lempo, daiido-lhc noticias de mim,
e de minha Ierra : de mim nao darei, porem dcsle
bello lorr.lo onde Batel, dir-lhe-hei alguma cousa-
Nao darei do mim ; porque me parece masada.
visto que Vmc. nao se satisfaz em ler o que llie
digo, prega com ludo era letlra redonda, e o publico
nao quer altcr JpJ| BB^*"'"'1- drf*ins^f>va-, o
qtlquer he ler alguma cousa, que sirva para islo,
para aquillu, ou para aquillo oulro ; nao concorda
comigo ? Pois bem, vamos ao mais.
Principiarei agradecendo a Illuslrissima cmara
o ler alleiuldo mui proinplamciilc a urna das notas
de minha ullima sobre a bica do Tambia ; foi logo
pregada a fechadura da porta d'agua, o que d a en-
tender que era por esquecimenlo, que a noria se
conservara abcrla. J que fallo de bca, v lam-
bem alguma cousa sobre a lo dravat, urna obra
lo ludia, (ao bem 1'uhrioadu pelos no--os anlepas-
sados, que sempte abastecen de agua loda esla cida-
de, e abastecera a mais dez tju doze, pois que seas
sele canos nunca cessavam noile e dia de correr a-
bundanlcmenle, e ito no tempo da cegueira, no
lempo dos caronchosos, e quando nao havia lana luz,
lana engenharia ; boje que ludo cslt as claras, hoje
que nao se faz urna parede, sem que um engenheiro
ma /jen ile pencer.
Tomou posse o novo inspector da alfandega no dia
II (leste, se me nao engao, c praza a Dos, que !.
S. como he de esperar, agrade ao commercio, sendo
igual, juslo c circunspecto para mim e para lodos;
e que os despachadles o euconlrem na rcparlirao as
horjs marcadas por le, e quo se nAo faca esperar
al meio da, urna hora da larde etc., nao he assim
vislo como S. S. he moco, e nao dever ser perse"
gudo anda pelo hicbiiiho de imbauha { pregtiica '/
Conheccmos mui de perlo ao Sr. l)r. Cosa Machado,
e sabemos bem apreciar suas boas qualidades, ins-
Irurriiu e boas maneiras.
Tiremos a fcsla do palriarcha S. lenlo honlem,
foi pouco roncorrida por ser dia de trabalho, oflici-
ou o Sr. D. abhade, pregou o nosso vigario c que fez
urna exccllenlc ora;ao, os sacerdotes do aliar esla-
vam revestidos de um owamentu novo do tolla, que
iii.in lou vir de Portugal o aclual senhor l>. ahitado.a
greja eslava armada segundo o nosso rstame, po-
rem nolei sempre um defcilo c comigo mais alguem
o notou, que foi, lendo a groja dous pulplos, sti
um eslar vestido, o em que havia de presar o ora-
dor da fcsla, pareceu-me isto urna falla de sv metria:
perdoe-mc o senhor armador, se o.mcu reparo nao
esl.i lambem cm- sx metria com S. S.
Por fallar em reparos lembrei-ine, meu amigo, de
fazer-lhe um, (reparo) porque falalidadc todos os
scus correspondentes sao velhos, e somcnle eu o
moro Mas tambera descubro ah um contraste,
elles relhos, achacarados, ranhosos, preguicosos e
13o assiduos e prolitos, c eu moro, do trinque,
acabadiiihoda aguiha, tilo preguic,oso e tao cnnsizo'.
\cabou-se o papel. Adeos, lenha sude e diuheiro,
virtudes c vida comprda, que llie desoja
, O Ciyrinco.
PllBUCACOES A PEDIDO.
AILLM.EEXMSR.. II...
SONETO.
0 campo j,t nao amo malisado
Das mais bellas rosas purpurinas,
J nao amo as aguas ervslalinas,
IJue murmurar desusara pelo prado.
J nao amo o polar de alegre gado
Ao sentir o verdor pelas campias,
Quando lias frescas huras matutinas
Se soltara do corral que os lem cercado.
Wl Entregue boje s vivo tristura,
^ Os^anifids j nao amonein as flores,
J nao aniov enfastia natura.
L"m anjo f adoro...e seus rigores
llao de breve cavar-mc a sepultura,
Onde fri estarc morlo de amores.
A.
TACTO ESTUPENDO.
Nao leudo a disliiclaa>^iira de conhecer ao Befor-
mado correspondcittewTOlinda, nao fodendo dar
noticia de um faci acontecido tiesta cidade no dia
21, fado esla que devendo ser levado ao dominio do
publico, o facamos com receio de que o Bernardo
Nanco, e o Po-duro, nao o dciiuncicm ao Refor-
mado, e assim fique no olvido, ei-lo ;
'I cilo sido avisada a guarda nacional de Olinda
para dai-guariiicao a prac.i no dia ,2i, por ser odia
25 de grande parada, otenenle Jos Nnnes de Pau-
la, commaodanle da 1'compaiihia do mesmo balas
lhlo, dispensou um guarda, seu caixciAi, e encar-
regado do seu cstabelccimenlo, padaria, por bao es-
lar fardado, e doenlc, o assim mesmo o fez, porque
a ordem dada, fui para qac comparecessem os far-
dig como ha de ser feita, a bica do tiraval esta re-4 dados, aim do qne ninguem pode contestar o direi-
V
Tinhamo concluido o artigo cima, quando ob-
sequiaram-mu com o Tima de 19 do mez prximo
pastada.
Em a iioitu do 1. de fevereiro fizeram os Riissot
tima sorlida conlra ai linhas inglezar do lado do
Tchernava, mas foram por lm repcllidos pela Tor-
ea qoe as guarneca sustentada por urna brigada
raucen. 0 general Bosque! como, em succorro
duzidaa um estado desgrarado : veja bem Vmc. que he ulna ralla, por onde escoam as aguas para o
mar, que llie lica pouco dislanle '.' Poit esla
valla he lao bem cscavada. Uto bem feita, que quati
todos os anuos se faz ora dospeza, e antes de se fa-
zer essa despeza, anda o poro no quadro da bica com
agua as vezes pelo joelho. miseria '. Anda mais :
a casa d'agus, que fica em fren le do quartel da po-
lica c no meio da ra, esl quasi loda sobmergida
pelas arcas, que descem da ra do Sobradinho, essas
reas lem sido causa de se augmentar a escadariav
que desee para as bicas, por causa dolas lem-se feito
nimias obras, lem-se gasto muilo diuheiro. lem-se
oceupado alguns engenheiros, e a bica eslu quasi
inutilizada i
A casa d'agua de que Irato nq,sn esl submergida
como loda cslalada, e de mais, tem um grande rom-
bo, por onde dizem os meninos, { nao sei se sao os
da Candinha que os soldados da polica enlram,
banhajn-se dentro, e quando saliera, puxam as a-
reias o lapam o buraco : que bella agua nao leva-
rao; para as suas casas ; quem a e-livor tomando,
quando se esl i ver lavando alguns dcslcs mecos '
Todos estes inconvenientes se Icriam evitado, todas
eslas grandes despezasse nao leram feilo, se se bou-
vessem calcado assas duas ras, ( que sao mui cur-
tas ) que levam as areiat a bica. Para esse c outros
calcamenlos deque muilo nece-sitamos, assim como
coocertos dos que j existem, lemos niuila pedra
.di lastro, e portanto barata.
Vai em grande andamento o nosso cemiterio,' e se
Vmc. ouvisse as encontradas opinies qne delle ira-
lam, baria de rir nm pouco : dizem uns que o lu-
gar nao foi bem escolhido. porque lem all muitos
carangueijos, que os bao de morder, quando para la
forera; oulros, que nao foi bem escolhido, porque a
cidade baixa receber lodos os miasmas, que dalli se
lvantarem ; onlros, que o ceroilerin ficaria bem
enllocado ao norte da igreja Mai dos Homens ; ou-
tros pegam-lhe pela (onslruccjo, dizendo qtoc breve
cahira, porqug os allicerces foram rasos, as paredes
finas, que parecem de quntaes : eu anda o nao fui
ver, mas o amigo Pestaa me diz, que ludo sSo pa-
lavrorios que nada valem, e como elle gosla de ludo
quanlo o governo faz, o cemiterio csl o melhor pos-
sirel a lodos os respeitos considerado: vade in
pace.
Tambera se esta tratando de mudar o cutral do
gado o casa de arrobacno para alm da ponte do
Sanhanh ; nao ha durida que o lugar escolhido
lem sus eommitdidades..... menos( dizem os en-
tendedores ) para se rumor boa carne, porque os
mosquitos mriiiusl cancaro e aperriarac o gado a
ponto, que se comer sempre carne in o peior do
que a que temos lido, l se harenham.
Eslava qoasi parando aqu.... purera nao, quero
sempre eslirar mais esta, vslo que hei de eserever-
Ihe poucas vezos. Ouca esla ; houve alguem que se
lembraasc de promover aqui nina sabscriprao para
fazer urna semana sania, que sendo om arrojo feila
poder-se-lMi dispender all:20O.-vrs.; pois meu amigo
lal he a vonladade concorrer para laes aclos, tal lie
a franqueza dos nossos homens mais abastados, que
o-resollado da subscripto nao chegou para daus
aclos.' Mas agora vire o quadro, arquee a sohran-
celbi, e reja bem: promove-se ao mesmo lempo
urna subscripto para um baile, e quem offereccu
23000 para a semana sania, olTereceu 1009001) rs.
para o baile ; nao vi, diss.eram-me tima e outra cou-
ta, vai na f de informante : inoralise Vmc. o caso.
to que lem n commandante de companha de dispen-
tarjim guarda de qualquer servido ; no que mu
bem entendido o lenle Paula, mo ler commellido
crime algum : isto posto, foi o lente Paula ura dos
olliciaes lirados para a guarnirlo, e comprimi as
ordens superiores,dcixou sua casa de mansa e pacifi-
ca posse, sera nunca se persuadir, que sendo elle
um cidadao honesto, como he teconbecido por to-
dos, cuja conduela illibada llie dava pleno direilo a
que nada receiasse, fosse sua cata aggtcdida, c ver
por aquelles principalmente que a deriara garantir.
Quanlo somos nos eiisccptiveis de engaes.
Quando bem descansado eslava o lenle Paula
de guarda na alfandega no da 21 do correle, sop-
pondo garantida a sua casa,-receben um recado da
famalia que se acha consternada e atemorisada por
ter sidoaggredida sua casa, e investigando elle por
quem, soiihea seu pezar, qne linha sido pelo sub-
delegado Montciro,a quem chamara Bobo, pelo ina-
jor do ha tal bao, e pelo capitn Viraes: indagando
o lente Paula o motivo que den tugara derramar-
se o terror no seio de urna familia, qual pela lin-
ncslidadc de seu chefe o de si incsma, sob que o
Monleiro Bobo c o dito major do batalhao e o cap-
tan Viraes procuravam prender o guarda de que a-
cima fallou-se, e que essa priso, e nao a persegui-
do de algum criminoso deu lugar o varejo da casa
do lente Paula, varejo este qoe foi a#! o quintal,
nao leudo sealrcvdo elles a continuar ao varejo on-
de se achnva a familia ; pelo estado de consternarlo,
em que esta ficou : Meando aim,a mais consternada
com os gritos dados pelo major prendara esse re-
belde, esse palile ao Monleiro lluho.ie o capilao
v laes.qiieproraplameuie riiraprirain como humildes
e-era yus: esse Monleiro Bobo de quem o Refotmado
tero por vezes fallada e com ra/V, apezar de mo ler
dilo a vigsima parle do que deveta dizer : o capi-
lao Viracs.o amigo do Reformado c de mais de da a
prai;a, que o Monleiro Bobo te preslasse a ser be-
liguim do major Iranseal: mas qne o capilao VirAes
de da a praca, lendo lanas e tao serias responsabi-
lidades quizesse acairelar sobre -si de altan Imnr a
inesma praca, c vir a Olinda aonde demorou-se al
horas da larde, s para esse lm, islo ha que ad-
mira : por que leudo esla provincia por comroau-
danle das armas ao Exm. general Jos Joaquirr, Coc-
ido, am dos primeiros militares do. imperio, ere-
mos que nao deiiara impune lao grave crime, alera
deque devenios suppnr que o lente Paula 11A0
deixar de usar do seu direilo conlra csses crimino-
sot. Muilo desejamns ver o jnizo do Beformado a es-
se respeilo, por quem principalmente escrevemoses-
sas mal trucadas linhas : o lambem esperamos ver se
o lente 1'a.ula continua a servir em um batalhao,
cujo major ignorando suas ohrigaces assim o in-
sullou.
Com a insereno dessas liabas muilo ohrigarao ao
seu constante leilor. O inimigo do apolismo.
LM PROTESTO ANTE O PUBLICO.
Usando do direilo de defeza, ao menos natural,
nao venho ao publico pelo prsenle tmente para
dar publicidad,', e historiar n fado injurioso e in-
justa aggrcssao que sotlri ,' com violacAo da lei em
Olinda, na casa onde resido cnni minha familia, dos
Srs. Jos Eustaquio Maciel Monleiro,1 subdelegado
daquella cidade ; l.uiz Ignacio dos Sanios, major do
balathao de guardas naciouaes da dita cidade, e
Francisco l.uiz Vicies, capilao do mesmo balalhao,
no da 21 do correnle, pelas 2 horas da larde, c sim
para protestar peranle o publico pelo laclo crimino-
so que. sem justa causa, contra mim praticaram,
procedendo-sc a ama arbitraria busca 110 interior da
casa de iiiinha residencia.
' S nos casos previstos na le sao permiltdas as
buscas as casat particulares e residencia das fami-
lias, e por cousequencia o iigresso aellas sem o ron-
senlimenlo de sen dono arl. 179 S 7 da citiislilui-
cao e artigo* 209 a 211 do cdigo penal, e mesmo
nesses casot devem sempre preceder as formalidades
da lei do processoarligos 111 a 127 do regulamen-
te n. 120 de 31 de Janeiro de 1812; c ludo que nao
for isso he arbitrario, d-se mu'abuso da parle da
auloridade, qne faz 011 aolurisj semelhanle proce-
dimento. Enlrelanlo que, sem que se dessem essas"
formalidades, sem que se desse. nenhum dos casos
em que a lei penuittc seja varejada a casa onde ha-
bita o cidadao com sua familia, passou o abaixn as-
sujeilar a vontade caprichosa do referido major :
mas assim acontecen Lis o laclo que au orisou
semelhanle violencia, c es o estado actual dai cou-
sas em Olinda :
0 abaxo assignado he tenenlc c commar danle
interino da prmeira companha do referido bala-
Ib'o de guardas naciouaes de Olinda : nessa quali-
dade foi arisado 110 du 22 do correnle tarde pelu
ttilo major. para que avisasse a companha sob seu
commando, alim de que no dia 2 do mesmo mez,
com as demais companbias, fizetse a guarniao da
praca do Recife, porque ot uniros corpos linham de
marchar na grande parada do dia 25 : esse aviso
sendocumprido pelo abaixo assignado com esacli-
(15o, no dia marcado, pelas ti horas ,1a inanhaa, tpre-
sentun-se pminpto cora os toldados de sua compa-
nha que comparecern! brando ao abaixo assignado
o direilo vlc mandar recolher aquelles de seus g mi-
das, que sendo avisados, deixaram de comparecer
sem causa justa, c lerera sido dispensados, por quan-
lo d'enlre elles, apenas linha dispensado do dilo
comparecimeiito por justa causa molestia e falla
de 1.11 dmenlo ao guarda .Mallos Jos dos Passos.
Ordeuou-llie enlao dilo major que marchasse e.oin
os soldados de sua companha para a piara do Re-
cife. alim de prestar cm aquello dia, com os dentis,
o servico da guarniera, e fazendo-o abaixo as-
signado, coube-llie o commando da guarda da al-
fandega, em cujo poslo se couservou al que foi
tendido : mas, quando assim achara-te o abaixo
assignado no servico dajguarda da alfandega, sendo
a superior do dia o referido capitn Francisco Luiz
VirAes. que estando empregado 110 servico da guar-
nirn ,1a praca, e recebido o sanio, nAo podia aban-
doua-la pata ira Olinda, as 3 horas dessa larde re-
cebe all o abaixo assignado 11111 aviso de sita fami-
lia, citiiiiiiuiiii-andillie que as 2 horas da larde lo-
ra invadido o interior da casa de sua residencia,
sem a menor forinalidade, pelo dito subdelegado
acompaiihado apenas de sua urdeuanda, dilo major
e capilao Francisco l.uiz Viraes, e sem que cousa
alguma dissesse a sua familia percorreram loda a ca-
sa o quintal ordenando dilo major cm gritos ao sub-
delegado, que proeurasse e prendesse aquello rebel-
de c palife !! Esse rebelde e patfe era justamente
o ti. N. dispensado por sen commandanle de com-
parecer 110 -ei vico daqiielle da pelas juslas|razes,
que llie havia apresculado, e nAo nenhum ladrao,
astaasJno, 011 qualquer criminoso, 011 objeelos furia-
dos, que all fosse apprehender dilo major, e para
cojo lini se preslasse a auloridade policial, ( cmbnra
sem as formalidades legaes ) o dcixassc o seu poslo
o dilo capilao Viriles!! lie justamente conlra se-
melhanle procedimentc,' conlra ura tjil arbitrio, que
protesta o abaixo assignado peranle o publico, cu-
jos tactos se roinpromclle provar cm devido lempo.
Far-ie-hu, Srs. redactores, especial favor publi-
cando as columnas de seu jorual o que venlio de
expender.Jo. COMMERCIO.
l'KACA lio BECIFE 2 DEMARCO AS 3
HORA| DA TARDE.
Colaccs olliciaes. *
Descont por lempo curio9 ao auno.
aLFANDEIiA.
Reudimcnlo do dial a2i.....311:2103462
dem do dia 20........ l:7062S9
32i:9i(i3"5l
Desearregam hoje 27 de marro.
Barca inglezaSpril of llie Timesbacalhao.
Barca inglezaMirandadem.
Barra inglezaKleonoreearvAo.
Barca inglezaOenevievemercadorias.
l'alacho linaraarqnc//lenecarvao.
Patacho inglczS. Brciad bacalhao.
Brigua francez(leneral lochediversos gneros.
Brigue francezEiiard Corermanleiga.
Barca sardaSait Miguelpedras.
Patacho portugue/.llortcncevinlios.
Patacho brasileirotlentepipas vasias.
Iliale brasileiroSoirale/tsesola.
CONSULADO GERAL.
Rendmenlo do dia 1 a 21.....4.i:7793l9l
dem do dia 96........ 3:6079718
49:3869909
DIVERSAS PROVINCIAS. -
Rendimeiilo do dia I a 21..... 4:302;(is.,
dem do dia 26........ 2IIS03
4:j11*S8
Exportacao'.
I'araliiba, hiatc nacional uCaincsu, de 31 tonela-
das, conduzio o seguinle : 207 voluntes gneros
eslrangciros, 10 saceos cora .Vi arrobas de arroz, 10
oaixas rom 12 arrobas de sabio, i tliins com 20 libras
de cha, 1 raixao cora 11 libras de doce de guiaba.
Coliuguiba, hiate nacional Sergipano, de ."t to-
neladas, conduzio o seguinle : 2 voluntes braca.
10 ditos espiilos, licores e vinho, 1 dilo azeite doce,
I dilo vinagre. .1 ditos manleiga, i dilo cha. 1 dilo
espermacele, 2 dilx diversas iniudczas, 21 ditos
sardinhas, 12 dilos conservas, 1 dilo ceblas, 125
dilos albos, 9 dilos azeilonas, 2 dlns traques, I dilo
bolachas nglezas, 1 dilo quejos francezos, > ditos
bacalhao, I dilo phospboros, 21 libras pimenlas, era-
ros c comiiihos, 10 ditas paios, 2 dilas chourieas, 2
volumes caf, 2 dilos agurdenle, 1 dilo vel'as de
carnauba, 10 dilos e 2 arrobas doce, 9 espilladores,
16 boles de rap, 120 cadinbos, 1 arroba familia de
aramia.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendmenlo do dia 1 a 2.
dem do dia 20.....
32308*785
"983470
33:9079255
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiineulododia 1 a 21.
dem do dia 26. ,
45&B09359
1:032J69I
19:4233013
MOVIMIENTO DO PORTO.
Tiremos esleannn, como o passado, a bella pro- signado c sua familia pelo dissaboresorpreza de ver
iaaiio de Cinta, porctu este anno n-^o foi 1,1o pom- |.vareJda a casa de sua residencia na cidade de Olin-
da pelu referido subdelegado em pesso.i, ( esacnra-
citsao ue lanza, porem este anuo n o I01 lao pom
posa por falla d msicas, nem uina voz se ouvio,
nem um tmpano se bateu, porem os andores esla-
vam aceiauanente vestidos.
O nossa lelegrtphu annuncioa agora vapor do tul,
porem teado-se engaado disse ao depois qoe era
panhado de seu ordenanca conjunelanienle com o
major l.uiz Ignacio (sn Santos e capitn Francisco
Luiz \ itaes, que nesse dia achava-se, na qaalidade
de superior do da, em servico na guarnirn da pra-
ca do Recife, e por i-so, sem que devesae abando-
nar seu poslo para, com aquello subdelegado, ir
Savias entrados no dia 2.".
Rio de JaneiroOtlias, patacho brasileiro Valen-
le, de 130 loneadas, capilao Francisco Nicolao
de Araiijii, equipagera II, em laslro ; a Novaes iV
Compauhia. Passagciro, Joaquim da Silra Quei-
roz.
AcaracIS litis, Iliale brasileiro 'iSobralcnseu, de
93 toneladas, meslre Francisco Jos da Silva Ra-
lis, equipagem S, carga sola e mais gneros ; a
Cela no Cxriaco da Cosa Moreira. Passageiros,
Miguel Antonio de Almeida, Aiilunio Rodrigues
Codito e 1 criado.
Ii'acios saliidos no mesmo dia.
CanalEscuna dinamarqueza Thelegiapltusn, de
. 208 toneladas, capilao P. C. Nessen, equipagem
S, carga assucar.,
Rio Crande do Sul Brigue brasilciru Nern, de
193 toneladas, capilao Joaquim da Fonscca Mar-
ques, equipagCm 11, carga assucar e mais gneros.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Damao, de 231
toneladas, capilao Cielo Marcelino Gomes da Sil-
va, equipagem 10, carga assucar e mais gneros.
Pas-ageiros, a crioula Anua 1 rancelina do Espti-
lo Sanio, 1 ti I ha c afoliada,' Sebastian Gomes da
Silva Belford, Francisco Aleandriuo Bolelho.
Part e porlos inlermediosVapor brasileiro Impe-
rador, commandanle o primeiro-lenenla Torre-
zo. Passageiros desta provincia, Antonio l.ud-
gern da Silva Cosa, I). Mara Magdalena da Silva
Costa Bello, I). Luciana Joaquiua da Silva Cosa,
2 menores e-J aterro, Augusto Gomes da Costa e
Silva, Braz I. M. Pnibeiro, D. Francisca Candida
"da Silveirac 1 criada, Jos de Azevedo Maia, M.
F. llnlelho, Manoel Jos Fcrnandes Barros, sua
senhora e 2 escravos. Amaro Brrelo de Albu-
querque Maraubo, pravas, 2 sargentos cadetes,
Guilherme Antonio de S. Salles, Leonardo Schu-
ler, Antonio Fernandes l.ourciro, Mauricio Go-
mes Neves, Jos de Assumpcao, soldado M. I. do
Nascimento.
Arrio* entrados no da 26.
Macci18 horas, brigue inglez Paulino, do 190
toneladas", capilao John Rlchie, equipagem 10,
carga assucar e mais gneros ; a Johtiston Paler
i\ Companha. Vcio receber ordens e segu para
Falmnulh.
Rio Grande ao Sul34 dia*, patacho brasileiro
Amizadc Feliz, de 110 tonelada, capillo Ma-
linas Jos de Carvalho, equipagem 10, carga 7,217
arrobas de carne ; a Manoel Alves Guerra J-
nior.
dem38 (lias, patacho Dous de Marco, de 109
toneladas, meslre Izidoro Srrao, equipagem 9,
carga 5,816 arrobas de carne secca ; a Bailar
Oliveira. Passageiros, Manoel Vieira, I). Anua
Joaquina da Conceicao c 1 lima.
Babia5das, hinle brasileiro Caslro, de 33 lone-
adas, meslre Francisco oe Caslro, equipagem 5,
carga labaco e mais gneros ; a Domingos Alves
Malhcus. Passageiro, Marcoliuo Aulonio Pe-
reira.
-Varios sahidns no mesmo din.
I'.irahib.iHiate brasileiro Camdes, meslre Izido-
rtt Barcelo de Mello, carga fazendas c bacalhao.
Passageiros, Joaquim Augusto deSouz?, Joaquim
Paria do Vascoucellos.
Rio Grande du NorleLancha brasileira llordn
Rio Grande do Norte, mrslre Aulonio Jos de
Caslro, carga fazendas e mais gneros. Passagei-
ros, Aulonio Marques da Silra, Francisco Joaquim
da Silra, Antonio Cardoso dos Santa*, Miguel Ar-
chanjo da Cosa.
EITAES.
O Illm. Sr. conlador, servindo de inspector da
llicsouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos prapr canos abaixo mencionados, a entrega-
ren! na inesma llicsouraria, no prazo de Irinla das
a contardo dia da prmeira publicac.au do presente
a importancia das quolas com que devein entrar
para o calcamento das casas da ra do I.ivramenio,
conforme o dispoMo na lei provincial 11. 330. Ad-
verliudo quo a faa de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dade do artigo R.- do regulamenle de 22 de dezein-
hro de 18.il.
N. 2 Manoel Jos Monleiro.....
4 Antonio da Silva Ferreira. .
(i Joaquina Mana Percira Vianna. .
8 Manoel du Nascimenlo da Cosa
Monleiro e Paula Izidra da Costa
Monleiro.........
10 Viuva c herdoiros de Jos Fernan-
des Eiras.........
12 Aulonio Monleiro Percira. .
11 Luiz de Frauda dn Ciuz Fcneira.
10 Joaquim Aulonio dos Sanio* A-
il.ade..........
1S Marcellino Anlouio Percira. .
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guimaraes.......
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva.........
_'i Jos Baplisla Ribeiro de I-ana-. .
26 Manoel Biiarquc de Macedo. .
2S Frahctino Maximino de Caivalho.
30 O mesmo.........
32 Francisco do Prado. .
34 Viuva de Francisco SeverinoCaral-
canti..........
36 Nuno Maria de Seixas.....
35 Manoel Francisco de Moura. .
1 llerdeiros de. Joaquim Jos de Mi-
randa..........
3 Thomaz de Aquino Fonseca. .
.1 Capella dos Prazcres de Guarara-
pes........"'..'.
7 OrdemTercciradcS. Francisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Medeiros
e oulros.........
TI Antonio da Silva Gusmo. .
13 Antonio Jos da Caslro. .
15 llerdeiros de Izabel Soarcs de Al-
meida. ........
17 Joaquim Ribeiro Ponles. .
19 Viuva e herdeiros de Joao Pires
Ferreira.........
21 Manoel itomao de Carvalho. .
23 Innandade das almas do Recife. .
25 Dr. [guaci Nerv da Fonseca. .
27 Padre Joao Antouio Gaiao. .
29 Anlouio Cordciro da Ctinha. .
31 Joao Piulo de Ouciio/. e herdeiros
do Joaquim Jos Ferreira. .
33 Jo3o do Rosario Guimaraes Ma-
_ """'o..........729600
35 Antonio l.uiz Connives Ferreira. 759000
37 .iuliao Por I el la....... 529500
39 Joaquim Francisco do Azeredo. 459000
11 Francisca Caudida de Miranda. 609000
9795OO
909OOO
1189500
669OOO
679500
759000
379500
759150
909000
>"
I8O9OOO
.li'i-M!
I269OOO
IO83OOO
189000
609000
609000
609000
78-3000
III96OO
1279500
9996OO
27-9000
619000
679500
19000
63J000
189000
51-9000
369000
759OOO
689)00
BI9OO0
1239000
609000
2I96OO
Rs.
3.-006-375S
E para comlar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. Secrelaria da Ihesouraria pro-
vincial de l'ei 1 aiiibucii 11 de marro de 1855.O se-
cretario, .tntniiu Ferreira d'.tnnunciaciio.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
llicsouraria provincial, em cumprimenlo da resolucao
da] junla da fazenda, manda fazer publico, que a r-
rcma^asao dos reparos urgentes de que precisa o acu-
de de Caruaru' rao novamenle a praca no dia 29 do
correnle.
E para constar se mandn a linar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. Secrelaria da Ihesouraria pro-
vincial uc Pernambuco 20 de marro de 1855. O
secrclario, A. f. da .InnunciacSo.
O Illm. Sr. conlador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da rcsolu-
cilo da junla da fazenda, manda fazer publico, que
a obia do oilavojlanco da estrada da Escuta,vai nova-
menle a prara yo dia 29 do correnle.
Epara constar so mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.O secreiaro, Antonio Ferreira
da Annunciacao.
0 Dr. Alexandre Bernardino dos Res c Silva, juiz
de direilo da segunda vara criminal da rom rea
do Recife, por S. M. o Imperador, que Dos
guarde ele.
Fajo saber em virludo do artigo 28G do cdigo do
processo, que leudo sido convocada para o dia 22 de
fevereiro prximo passado, a prmeira -e-s.io judi-
cial ia desfo lermo, iuslalou-se no dia 21 d mesmo
mez, lendo sido nella julgados dez processos, con-
leiido 12 reos presos, e 2 allianeados, que foram as-
sidnos os Srs. jurados :
.leonino Jos lavares.
Tenenlc Francisco Joaquim Machado Fteiie.
Aulonip.Dias da Silva Cnrdcal.
Bento Jos da Gisla.
Manoel Ignacio de Oliveira Jnior.
Domingos Henriques Mafra. ,
Joaquim Mauricio Gnnralves da Rosa.
Aulonio Augusto da Fonseca.
Jos Cavalcanli de Albuqnerque.
Dr. Carolino Francisco de Lima Sanios.
Manoel Aulonio Monleiro de Andradc.
Jos Joaquim Lopes de Almeida, -
Antonio Duarle de Oliveira Reg.
Luiz Jos Rodrigues de Souza.
Dr. Jos Antonio de Fieueiredo.
Joao Francisco Regs Quinlella.
Major Filippe Duarle Percira.
Galdino dos Santos Nones de Oliveira.
Sevcriano Pinlo.
Domingos das Neves Texeira Bastos.
Manoel Fraucisco Marques. .
Jos Joaqnim de Lima.
Jos Pires Ferreira.
1 mheliiui Guedet de Mello.
I -naci Francisco .Martin-.'
Joao Rodrigues de Miranda.
Capilao Antonio,Jos de Souza Couceiru.
Jos de Aquino Fonseca.
Dr. l.nurenco Trigo de Loureiro.
Anlouio Joaquim de Olvciru Baduem.
Ignacio Jos da Silva.
Foram menos assiduos por molivus justificados os
Srs. jurados :
Joao Victorino de Lemos.
Bailholomeu Francisco de Souza.
Joao Baplisla de Souza Lemos.
Claudino Benico Machado.
Antonio Jos Rodrigues de Soua Jnior.
Jos Marcelino da Rosa.
Jacome Gerardo Maria Lumachi de Mello,
os Caelano Vieira da Silva.
Jos Ignacio Xavier.
Melquades Anluncs de Almeida.
Foram multados em 310J rs. cada um dos Sis. ju-
rados seg.11 ules :
Raro de Camaragibe.
Luiz Marques Cavalcanli.
Manoel I honra da Silva.
Joao Ferreira Cavalcanli.
Joaquim Flix da Cimba..
Jos Alfonso dos Sanios Bastos.
Leandro Ferreira da Cimba.
Joao Filippe Cavalcanli.
Anlouio Flix Pereira.
Virginio Rodrigues Campello.
Francisco Xavier Carneiro da Cuuha.
tale Goni-alves dos Sanios em 100-3 rs.
E para constar mandei passar o presente, que se-
ra publicado (tela imprensa.
Dado e passado ncsla cidade do Recife aos I de
marco de 185). Eu Joaquim Ftancisco de'Paula Es-
teves Clemente, cscrivao privativo do jury o escre-
vi.Alc.vandre Jiernardino dos liis e Silva.
Juizer ra legar o resto, entenda-se rom o capilao
eronymo Jos Telles, ou 110 cscriptorio de Manoel
Alves Guerra Jnior.
PARA BENGLELLA COM ESCALA POR S.
THOMK,
segu com hrevulade n brigue poiIuguez lisperan-
ra por ler dous Ierro! da carga prompla: quem qui-
zer carregar o reto, entenda-se com o capilao Ma-
rianno Antonio Matqu<, ou no cscrplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior.
Para a Baha segu era poucos das a veleira
garopeira Livrasflo; pora o reslo da carga, tratase
com seu consignatario Domingos Alves Malhcus, na
ruada cruz n. 54.
Coinpanliia de navegacao a vapor
Luso-Brasileira.
Tencio-
iiaulo sa-
bir de Lis-
boa 110 dia
15 do cor-
renl mareo
o vapor il'
esta com-
panha, o
D. HARA II, commandante o lenle Guimaraes,
(terer por aqui ealar em 2 de abril, c depois da de-
mora do coslume seguir para Babia, recebendo
passageiros : a quem convicr dirija-se ao agenle na
ra do Trapiche D. 26.
PARA O UIO DE JANEIRO-
Segu com milita brevidade a barca
nacional SORTE.'por ler parle da carga
prompta : part o reslo, passageiros e es-
cravos a fete, para oque lemexcellentes
cotnmodos, trata-se com os consignata-
rios Novaes & C, na ra do Trapichen.
Ti, ou com o capilao Jos Alai a Ferreira,
na praca.
RIO DE JANEIRO.
Segu no dia 27 do correnle o palhabole tenas,
capilao Joaquim A. Goiu;alves Sanios ; s recebe
passageiros e escravos a freto : trala-se com Caela-
no Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25,
ou com o capilao.
PARA O PORTO.
O vclciro brigue portugue/. Esperanzan, seguir
com .1 ma 1,ir brevidade para a cidade do Porto, por
ter j prompta dous tercos de sua carga ; recebe a
que appareccr a Ircle, c lambem passageiros, para o
que possue ptimos commodot : liala-se no eterip-
lorio de Rallar & Oliveira, na ra da Cadeia Velha
11. 12.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu com muita brevidade por ter
parle do carregamento prompto, o muito
vclciro brigue escuna nacional MJRIA :
pata carga, passageiros eescravos a fete,
part os quaes olirece as nielliorcs com-
modidades, (Vata-se com#o capitao a bor-
do, ou com Alachado iV Pinheiro, no largo
daAssemblea n. 12.
Para Lisboa seguir com a maior brevidade
possivel o brigue porluguez (Claran, capilao Manoel
Joaquim da Silva, por ler porrao da rarga prompla:
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passagem,
dirija-se ao capilao, oa ra de Apollo u. 11, em
casa de Manoel do Nascimenlo Pereira.
Para o Rio de Janeiro sabe at o im
docorrente mez, o muito veleiro brigue
RECIFE, oqnalja'tem a maior parte do
carregamento prompto: para o restan-
te, passageiros e escravos, trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrico, na ra
doColIegio 11. 4 M segundo andar, ou com
o capilao Ala-noel lose Ribeiro.
Para o Aracaly segu v iagem o dale nacional
E.ialacao : para carga e passageiros trata-se na ra
da Madre de Dos n. 36.
CEARA' E ACARA.CU'.
Segu com brevidade o palhabole Softraicnse, ca-
pilao Francisco Jos da Silva Ralis, recebe carga o
passageiros : trata-se. com Caetauo Cyiitco da C.
M., 110 lado do Corpo Sanio n. 25.
Real Companha do Paquetes lngle/.es a
. Vapor.
No dia 31
desle mez es-
pera-se da Eu-
ropa, um dos
vapores da real
compauhia, o
qual depitis da
demora do cos-
lume seguir
para o sul: pa
para passageiros etc., trala-se com os agentes Adnra-
son llowie & C, roa do Trapiche Novo n. 42.
Para o Rio de Janeiro
segu com muita brevidade, o bem conlie-
cido patacho VA LENTE, capitao Fran-
cisco Nicolao de Ar lijo, por ja' ter dous
tercos da carga prompta : para o resto,
escravos a liete, para o que tem evcellen-
les cominodos.Trata-se com o capitao, ou
com os consignatarios Novaes & C, ra do
Ttapiche n. .14.
ECLARACOES.
COMPANHA PERNAMBLCANA.
O conselho de dirceco convida os Srs. aecionislasa
rcalisarem a quarla f restado de 10 por *, sobre o nu-
mero do acroes<|ue llie perleucem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o eucacregado dos recebimcnlos lie
o Sr. !'. Coulon, ra da Cruz n. 26.
ATTENCAO.
o conteni admiolraao do rancho do batalhao
ID de infamara, lem de contratar gneros de pr-
meira qualidade para foriiecimeiilo do mesmo bala-
lhao. do I.; de abril al 30de junho do correnle au-
no : as pessoas que qulzerem comparceam 110 dia
,11 do correnle, s 10 horas da manhaa, na secrela-
ria do referido batalhao. Jos' Careta Teixeira,
alferes agenle.
AVlbS MARTIMOS. r
LEGIVEL
-- 1 ara n Rio de Janeiro segu em poucos diaso
brigue oleliz Desliuon : para o reslo da carga, pas-
sageiros e escraros a frcle, lrnla-te com os consigc*-
lanos Isaac Curio Companha, na ra da Cruz
n. i.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ler.prle da carga
prompta, a velen barca brasileira MathiXie, quem
N
LEILO'ES.
' John Galis, estando prximo a retirar-se para
Europa, far leilao por iutervencao do agente Oli-
veira, de loda a sua mobilia, quasi ora por
eslar no mais perfeilo estado, consislindo em tofs,
cadeiras, mesa redonda e anislos lampas de pedra,
e d'oulrat qualidades, mesa de sof, banca de chai ao
com lindas (guras de marlim, para jogo de xadrez.
urna caixa de msica, commoda, mesa eluslica para
janlar, guarda Inuca, lavatorios, camas de ferro,
earalieiros para cima do mesa, lanlernas, relogio de
parede, louja Tina para almoco ele, garrafas, copos
e muilos oulros vidros, galheleiras, porta-cor, co-
Ibercs de metal lino, facas e garios, um cabriole!
com arreos, e excedente cavallo gordo, qoe se pode
a ti anear sua bondade, Irem completo de cozinha,
ulencilios de sitio, e muilos oulros objecliw : terca
fcira 27-do correnle, s 10 horas da manhaa, no sitio
perlo da casa grande da senhora Cas-erre, na Ca-
punga.
O agenle Oliveira fr leilao, por ordem e em
prescnc,a do Illm. Sr. comjnendador Joao Pinto de
l.cmos, na qualidade de procurador bstanle da Sra.
berdeira do fallecido Dr. Jos Eustaquio Gomes, dt
inagnilica tai* nova de :! andares e solao, conslruida
a moderna, que foi de propredade o morada do mes-
mo fallecido, sila no aterro da Hoa-Visli n. 18, o
mais apiasivel hairro desla cidade, o que por isso se
loma urna das melhorcs acquisicOes para q lem bem,
e lucrativamente qaeira empregar o ten capital:
quarla-fcira, 28 do correnle. as 10. horas da manhaa
cm punto, porla da indicada casa.
O agente Rorja far leilao em seu armazem,
rua do Collegio n. 15, de um completo surtimenlo
de obras de marcineria novas e usadas, urna grande
pitrcau de peras de carabraia de cores, um rico ap-
parelho de prala para cha, tim'cxccllenle carro de '
rodas, e de urna infinida le de ohjcctos de differcutes
qualidades, os quaes se acharan patentes para aca-
me dos senhores prelendenles no mesmo armazem :
quiiila-feita, 29 do correnle, s 10 horas em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se de urna escrava para todo o
servico interno e estenio de urna casa de
|>equena familia, paga-sc bem: na rua
Nova loja 11. 11. '
Precisa-se comprar alguns pes dela-
ranja selecta : ijuem o* tiver aimuncie
para ser procurado, ou dirija-se a esta l\-
pographia.
Foi vendida na nova casa feliz,rua eslreila do
Rosario n. 17, a sorle de 1 -0005 no 11. 3155 e outros
premios de 2IK1J, 100, e 50?, e na mestna casa
exislembilhelesda 1" parle da lotera de Goadc-
lupe que corre no dia II de abril, as pessoas qne
goslatn da boa tuimeracao vao quanlo antes escolher;
na mesma casa tem porrao para os jugadores es:nlher.
O abaixo assignado lindo jusla e conlralada a
liberna sila na rua da Roda, que deita 01U0 para a
praca do Capim, faz trenle ao resneilavel publico,
que a julga livre e desembaracada, o se alguem se
julgar com direilo a mesma, baja de aunuiier, on
(Tirigir-se neslps 2 diaso rua de Sanio Amaron.
Ib, taberna.Anlouio IJomingues Alves Main.
Traspassam-so as chaves da luja da nm da
Cadeia do Recife 11. 17. rom a armarn on sera ella :
a tratar na rua do Collegio 11. i.
O abaixo assignado faz ver ao publice, qne
comprou ao Sr. Hernardino Souza Pinlo o seu ra-
yo Antonio, de naco Congo, em 15 de fevereiro do
correnle.e para que ninguem se chame aisnoruncia.
Taz o prsenle annuncio. Bernardina Jte' da
Silla.
No hotel da Europa, precisa-se de am csixei-
ro e dous escravos de aluguel.
Em Santo Amaro, pausando o cemerio pu-
blico, o segundo sitio, appareceu urna racea: quem
se julgar seu dono, dando os sgnaes, Iba sera en.
trege.
Precisa-se de urna ama para o tervico diario
de urna casa de pouca familia : quem pretender, di-
rija-se a rua eslreila do Rosario n. 10, lerceiro an-
dar.
LOTERAS da provincia.
Acham-se a venda os bi-
lheles da prmeira parte
da quarta lotera a benefi-
cio da igreja de N. S. do
Guadalupe da cidade de
Olinda, nicamente na rua
do Collegio na thesouraria
das loteras n. 15, cujas
rodas andaro impreteri-
velmente no dia 11 de
abril.O thesoureiro, F.
entorno de Oliveira.
O mesmo thesoureiro
declara que na lista pu-
blicada hontem no Diario
existem os seguintes erros,
os quaes foram corrigidos
as listas avuhas distribui-
das em 6 do presente ; os
engaos sao: 1996diga-se
1997 5,000, 24150 20,000
e nao 5,000, 50O5 5,000
e nao 20,000, 51265,000
e nao 50,000,3128 50,000
e nao 5,000.
I'. IILNDER, A.FAIATE
Kua ISova n. 52.
K. 11uuder participa ao rcspeilarel publico, qne
mudou a sua residencia para a rua cima, aonde at
pessoas de bom goslo polem adquirir (odas as obras,
coiicetncnle ao seu oflicio do mais novo modello, e
prolesla qoe sahirto lodos salisfeilos que sedigna-
rcm servir-se de seu prestimo; assim como sern
servidos com a maior iiromplidSo, principalmente
aquelles senhores que vem de passagem, c querem-
se com brev ida'le retirar para o seu deslino. Tam-
bem recetteu um novo sortimeulo de casimiras para
calca por prero mais razoave, do que em qualquer
oulra rfirle ; os preces sao os seguales : de "3 at
139 a calca prompla.
Soares, com fabrica de larlarogueiro na roa das
lriuclieiras n. 1, faz ver ao retpeitavel pblico, e
principalmente aos scus freguezes.que iem para ven-
der uiuitos superiores pentes de tartaruga para alisar
cabellos pelo baralissimo preco de :200; dilos pa-
ra alar cabellos a 15-VjX), nenies de marrara moder-
nos para meninas a49500 e 59, pentes de alisar pre-
losa:i20rs., calradeim mnilo boas a 200 rs., e a
19600 a duzia, caixat de larlaroga e oolras muilas
obras de tartaruga de dilTerentet gotlos que te dio
mtit em conla do que em oulra qualquer loja.
A pestoa que na sexta-feira de Pasaos a noita
perdeu um alfinele de peilo de senhora, dirija-se u
rua da Penha n. 21, segundo andar, que dando os
signac-, ser entregue.
O Sr. Paulino di Cunha, Soulo Maior qaeira
declarar se ncsla praca exisle pessoa qoe faca sas
vezes pira se llie fallar a negocio de sea inlercse.
-- Ouem se julgar credor de Antonio Sanea de
Oliveirt, boje residente na liba de Fernando, como
esrrvau, aprsenle suas conlas no pateo da Sania
Cruz u. S, casa de sua inorada, para terem pagan,
com quanlo supponha hoje nada dever.
Pede-se aos Srs. Filippe Bello Maciel e Maxi-
miaiio Ribeiro de Aguiar Monlarroiot.o favor de de-
clararen) as suas moradas para te lites fallar, ou diri-
girem-se rua eslreila do Rosario, casa n. 4.
O Sr. JoSo de Araujo Aires da Fonseca qaeira
ter a bondade, de quando rier a esta prara, dar ama
chegada ao paleo da Sania Cruz n. 8, casa de mora-
W, para ahi decidir o negocio da ordem de abril de
1851).
A pessoa que annuncioa propor-se a cobrar di-
vids em qualquer serbio desla provincia, auuonc a sua morada para ser procurado.
IECHANSMO PARA ENSE-
NA FUND1CAO DE FERRO DO ENGE-
NflEIRO DAVID W- BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O C11A-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimenlo dos seguales ob-
jeelos de mecbanismos proprios para eugenbot, a sa-
ber : mocadas c meias mneudas da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade o de lodos os tamaitos ; rodas
denudas para agua ou animaes, de todas s propor-
coes ; crivos e baf cas de fornalha e registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos e cnvilhoe, mol-
lino de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FNDICA'O.
se executam lodas at enrommendas com a sopeiio-
ridade j conhecida, o com a derida preteza e com-
modidade em prtfo.
O capilao-tencnle Anlonio Carlos Figueira, rc-
lirando-te no vapor Tocantins para o Rio de Janei-
ro, agradece aotseus amigos e conhecidot at prora
de cousideraeflo e estima com que o honrnrara du-
rante sua estada nesla provincia ; e pede desculpa
de particularmente nSo ae despedir, ouerecendo-lhes
por esle meio "o seu iitsignilicault prestimo. nao s
na corle como em qualquer oulra parte a que o cha-
men) seus deveres.
Abilio Fernandes Trigo de Loareiro. nao po-
dendo pela rapidez de sua viagem para o Rio de Ja-
neiro despedir-sc pessoalmenle de todos os aeus ami-
gos e mais pes ncsle jornal, pcdindo-lbes desculpa desta falla invo-
luntaria, e oflereccndo-lhesj) teu diminnlo presu-
mo naquella corle. Oulre sim fazsciente a todas as
pessoas que com elle tiverem negocio, de te enten-
derem durante a sua ausencia com sua senhora I.
Adelia de Barros Vascoucellos de Loareiro, em S.
I.oureneo da Malta, ou com seu pal, "o Dr. Loureiro,
ucsla cidade.
Arrcnda-se nu vende-so urna grande parle do
sitio Maria Farinha : a tralar com Maaoel Gomes
Viegas, roa do Pires n. 31.
Ollerece-se tima mulher de boa conduela pita
o servido de casa de um bomem solleiro, anda mes-
mo para algara silio perlo da praca. : quem precisar,
dirija-se ruado Fogo n. 17.
Aluca-se urna ama* de leile : quem precisar,
dirija-so a cidade de Olinda alraz do Amparo n. 11.
Ouem precisar de urna ama para lodo servico
de nma casa, dirija-se ao becco Upado di Cambo*
do Carmo n. 1, para ajutr.
loteras da pbovincia.
O caulelisla Salusliano de Aajuino Ferreira coali-
oa a vender bilhetes e cautelas as pessoas que com-
pram para negocio, pelos preros abaixo declarado,
unja vez que chegue a quanlia de lOOjOOO para ri-
ma, dinheiro i visla : pode ser procurado na roa do
Trapiche n. 36, segundo andar, das II al as 12 horas
da manhaa. Os seus bilhelet e cautelas estilo isen-
(os dos8 por cenlooo imposto geral.
Bilhelcs 59300
Meios 29706*
Quarto* 1*180
Oilavns ^690
Decimos 9560
Vigsimos >280
Pernambuco 26 de marco de 1855.
Salusliano de Aquino ferreira.
ATl.KNCAO.
O caulelisla Anlouio Ferreira de Lima e MeHo
(era resolvido vender ot seut bitlioles itileiros e cao-
telas ife I0OSO0O paca cima, a dinheiro a vista, pelos
precos abaixo declarados, observando qneos Ires pri-
meiros premios grandes s3o pagos sem o deseonlo de
8 por cenlo : os prelendenles podem procurar nn
alerrn da Boa-Vislau. 15, segundo andar, di 6 M 9
da manhaa, e das 3 as 6 da larde.
llilheles !'1
Meios 2>7(Kl
Quarl
Oitavos 690
Decimos 590
Vigsimos 280
CF..U MIL RES l)E (IRATIFICACAO .
Uesappareccu no dia 8 de scleotbro de 18.51 o es-
cravo,-crioulo, de nome Antonio, cr fula, represen-
la ler :)t) a 35 anuos, pouco mais ou menos, lie mui-
lo ladino, coslunia trocar o nome c inlilular-sa forro,
e quando se v |terscguido diz que he desertor ; .foi
eser.vu de Antonio Jos datSanf Anua, inoracur no
eugenho Caite, da comarca de Santa Anlo, do po-
dersfe quem dcsappareceu ; esendo capturado e rc-
cnlhldo a cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno emlde agosto, foi ahi embargado por exe-
cucao de Jos Dias da Silva Guimaraes, saturna-
mente arrcmalado em praca publica do jaizo da se-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os .ignaes s5o os seguinles : ida-
de 30 a 35 auno*, eslalura recular, cabellos prelos e
carapinhados, edr amulatada, olhos oscuros, nariz
grande e grosso, beices grossos, osemblanle lechado,
bem barbado, com lodos os denles na frente ; roga-
se ai autoridades poMnaes, capitao^ decampo e pes-
soas particulares, o apprchendam e manden) nesla
praca do Recife, na rua larga do Rosario ti. 24, que
receber a graMiraeao cima, e prolesla conlra quem
o liver oceultd.Manoel de Almeida Lopes.
Quem precisar de urna ama para o servico j-
lenlo de urna casa de peuca familia, dirija-se ru
de Sal* Tberez u. 7.
X


DIARIO DE PERMMBUCO. TERCA FEIRA 27 DE MARCO OE 1855.
Domingos Jos de Almeida, subdito porlugucz,
relira-se para a Baha.
No dia 2."> do correnle enlrcijou-so a am preto
um'lialH'i Tuado com um noine no laro|>o f. V. E.
A. com '.i a 4 palmosdc comprido rom urna falta il e
uma argolla ; roga-e a qualquer pessoa que souber
oa receber [>or un cano de annunciar ou dirija-se a
ruada Asm m-cao n. 26 primeiro andar,qaesera ge-
nerosamente risco ni pe m
l'rccisa-se aluuar uma prela ou un preto que
saiba vender na roa qualquer venda ; paga-se hetu :
qusjH livci paa alocar, dirija-se ra do Queima-
do fW:i8, primeiro andar.
Os herdeirns de Luz Roma respondemaoSr. Jo-
s de Mello Osar, que olles nfi > lem nada coma
cmara que cnlao funecionava, pois fot o Sr. quera
comprun na luja que Coi ana, ~ila no palee do Collc-
gio n. 2, c quanto man lem levado S. S. 6 annos!!!
duendo qne Icnham paciencia, que logo paga, como
consta de caria e recados.
Precisa-se file" om portuguez dos cliogados lia
pouco, para tomar coota e fazer certos servidos de
urna fabrica de calcado : na ra da Gloria n. :to.
Precisa-se de un liomein para disliladnr de
agurdenle, e que te nao poupe ao trahalho que a
dita oceupacao exige d noite ; prefere-se estrangei-
ro : quem se quizer oceupar nisto, annuncie para
ser procurado.
Antonio Ferreira da Silva rctira-se para fra
do imperio.
ATTENCAO'.
Precisa-se tingar por auno um sitio na distancia
de uma legua em roda desta eidade, e que nao seja
muilo caro ; assim como tambera ae qqer alosar uma
casa nos Afosados, ou perlo desse lugar : quera li-
/ ver, dinja-se roa do Queimado u. 7.

ATTENGA.
Carvallio & Mendes, ullimamanlc chega-
do* a esta eidade vindos do BiaflnJaneiro,
teem a honra de oflerecer ao 'publico um
lindo e variado sortimenlo de joiasd'ooro
' e com brilhantes, relogios d'ouro patente,
faqueiros, salvas e caslicaes, e outros inul-
tos objectos de diOerentes qualidades pro-
prios para senhoras, de goslos modernqs
que todo vendero por mdicos presos al-
'.leadeinlo a pouca demora que preteudem
ler aqui : achara-se morando na ra da
Cadeia de Sanio Antonio, sobrado n. 2l,
primeiro andar.
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Novos livrosde boroeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahiiemaon, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
aofooo
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Teste, rrolestias dos meninos.....
Herirlg, homeoptica domestica.....
Jalir, pharmaenpea homeopalhica. .
Jalir, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestiasnervosas.......
Jalir, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, volumes
Harthmann. tratado completo das molestias
dos meninos..........103000
A Teste, materia mlica homeopalhica. KjOOO
De Fayolle, doulrina' medica homeopalhica To'JOO
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripeo
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no-consultorio homepa-
ihico do Dr. Lobo Mostoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Arrenda-se tima loja no- aterro da Boa-VIsla,
ia para qualquer ilabelecimenlo, sendo con-
B a casa do Sr. Anloiio l.uiz Gnncalves Ferrei-
junta a uma loja de rulileiro : os preteudenlcs
en(enaam-se no sobrado por cima da inesma luja, nu
na ni* di Caeia do Reriie, obrado u. 3, primeiro
andar.
Pedt-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ei-pro-
a cmara de Olinda, que venha entender-
herdeiros de l.iiz Roma, pois basta de
nadas, ficando certo que em quanto nao se en-
tender com osmesmos ha-de sabir este anuuncio.
Precisa-se de uma ama para casa de limem
solleiro, a qualnao lenha lilhos e nem pessoa algu-
ma em sua companhia, qne nao lenha preguica ncm
certas Odalcuias e malcriaras, que seja muri fiel e>
_aeeiadacin todo o servico da casa, com especalidade
da -comida ; pagase 16SO00 por me/., vencido ; na
ruado Rangel,sobrado n. 11, segundo audar.
Na ra das Trincheiras n. 28, sobrado de um
andar, precisa-se de uma arpa secca para o ser varo
de casa er.ua, que saiba cozinhar, para casa de pou-
ca familia.
Precisa-se de orna ama de Icile : na ra Di-
reita n. 66.
Aloga-sc uma casa na (ra.essa do Mondeso,
lenjo no fundos da inesma um grande telheiro com
um de melhorcs forno que pode haver, o qual foi
marcado pela cmara para padarias ; assim Como
lambem se aluga m grande arinazem para es|abe-
lerimcntodas mesmat, o qual lom perlo embarque
o desembarque no fundo: quem pretender qualquer
uma destas cousas, pode procurar no becco das Bar-
reiras n. 8.
- No armazem da ra da Caricia do Recifo n. 63
exista.uma carta vinda da Bahia para o Sr. Beroar-
dino Antonio de Atevedo Fernaudes.
- Pcrdeo-e hontem da acadeaeia ale a ra do
ebo uuia carteira ja velha com uma nota de 100?,
tres de 503 e uma de 10j, e roais alguns documen-
tos : quera a achou queira entregar na dita ra, casa
ii. 52, que ser generosamente gratificado.
* s**
DENTISTA FRANCEZ. ^
9 Piulo Gaignoux, estabelecido na roa lama
) do Rosario n. 36, segnndo andar, enlloca den- A
Ses com gengivasartificiaes, e dentadura com- pela, ou parte della, com a presso do ar. (#
Tambem tem para vender agua denlifricedo A
0 r. Pierre, e p para dente. Rna larga do
0 Rosario n. 36 segundo andar.
CONSULTORIO DOS POBRES
26 mUA DO GOLLBttIO 1 AWDAB 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consullas hnmeopathicas todo os das aos pobres, desde 9 horas da
mauhaa aloq raeio da, e em casos extraordinario, a qualquer hora do dia ou noite
ouermulrrr"mJgl!lmeB,e,P?ra P"licar 1"H"luer 0Pf ** do cirB- e acudir'promptamenle a qual-
quer irjulher que esteja mal de parto, c cujas circunstancias nao permutara pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO SI0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE :
Manual cmplelo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
luauez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous c acorapanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurcia. anatoma, etc ele ()-O00
Esta obra, a mais importante de todas as quelralam do esludo c pratieada'horncpa'lhia, por ser a unir
qnecontem abase fundamental d esta doulrinaA PATHDCENE^I \ til FFFFITOS IIOSMFIIICV-
MEN IOS NO ORGANISMO EM ESI.VDO DE SALDE-conhecimenlos ^E^SEZlZ.
soas que sequerem dedicar a prahea da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qui/.ercm
ezperimenlar a oulr.ua de Ilahncmaun, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a todos os
razemlc.ros c senliorcs deenaeoho que estao longe dos recursos dos mdicos: a todos os capiles de navio,
une urna oo oulra vez nao podem donar de acudir a qualquer incoramodo seu ou de scus Iripulanles :
todos ds pas de familia que por circumslancias, que otra sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
>s a presUr in continenti os pnmeiros soccorros era suas enfenuidades l"e'eu'uus> MU uu' ="
qne urna
a
dos a prraiar m cunimem os pnmeiros soccorros era suas enfermedades
O vade-mecum do homeopalha on traduccAo da medicina domestica do. Dr. Herin"
obra tambera til a pessoas que se dedicara ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encrdenado'. ". '.
.Vm Y# rean tai rn& < nnm itrort-ir-i.li\a .-,,. i.n. .__. _-_ *
105000
toooo
h.Cm.r"dader0S b^ prC.pa.rad05 medicamentos nao se pode'dar uro passo 'seguro na pratira da
byaWQHthU, e o jxpprtetirft dwte ertlbelecimenlo se lisongeia de te-lo o nlais bera montado possivel e
ningnem duvida hoje da grande superiuridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.........
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 10, 123 e 15s000 rs
Ditas 36 ditos a ^^
Ditas 48 dilos a ...'.','.
Ditas 60 ditos a ......."."* '
Ditas 14* dilos a....... \ !
Tubos avnlsos.............
Frascos de meia onya de lindura........ J *
Dilos de verdadeira lindura a rnica......."...
idra^IfLv*.a "aemPrei' venda 6ranu,e """'ero de tubos d'e crysla de diversos lamamos,
*? medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevida-
oe e por preces nimio coromodos.
8*000
205000
.NKIII
309000
60*000
10000.
2S00
000
Precisa-se de uma ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de uma casa de potica familia :
quera pretender, dirija-se a ra do Collegio n. 15,
armazem.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segando andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista fraucez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e maravilhosa cora-
------------------------ mm Miuru MiiYi.ii "III-
Precisa-se de uma ama de leite que i^^i!! a.va,n,a?em!!eJe"ci,er,sfm PrefSo d.'-
:. ..j-, i -, rasa'"das as anlracluosidades do denle, adquenndo
ja saata. no pateo do Hospital ll. 26, era pouco instantes solidez iaual a da pedra mais
sej
por cima da coclieira.
O abaixo assignado, olTerece o seu presumo a
quem se quizer ulilisar para iirar guias do juizo dos .
etosda fazenda, tanto da geral cmoda provincial, tf)
por aquellas pessoas que pessoalmenteas nao podem '
tirar, e que com a inesma fazenda se acham debita-
das : quera precisar pode inundar por escripia seu
nome, numeiu da'rasa, e rua em que mora, nos lu-
gares segrales : Radfe, rua da Cadeia loja n. 39,
rua da Cruz n. 56, paleo do Terco n. 19, rua dol.i-
vramenlo n. 22, praea da Independencia n. t, rua
Nova n. 4, praea da Boa-Vista n. 24, onde serao
procurados os bilhefes e as pessoas que quizerem
para o fim expendido, e na rua da Gloria n. 10 casa
do aonuncianle.Macariio de Luna Feire.
dura.e prometle rcslaorar os denles mais estragados,
coma forma e a cor primitiva.
'IBLICACAO' DO IfSSTITITO 110

/i*, mn a
W caca,
AULA DE LATIM
O padt'c Vicente Perrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internas eexternos desde ja' por m-
dico prero como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
SALA M BAUSA.
Liz Canlarelli participa ao respetavel publico,
que a suatala de ensino, na rua das Trincheiras n.
19, se acha aherla todas as segunda, quarlas e sex-
tas, desde as 7 horas da noite ale as 9 : quem do seu
preslimo se quizer ulilisar, dirija-se a mesma casa,
das 7 horas da manhaa at as 9. O mesmo se otiere-
ce a dar lie;"es particulares as horas convencoiiadas:
tambem da licoes nos collegios, pelos precos que os
mesmo collegios lem marcado.
Fernando Cantoso de Almeida, negocianle es-
tabelecido na eidade do Rio Formoso, como livesse
romas com a praja de Peruambuco com varios se-
nhores, e achaudo-se quite para cora todos, decla-
ra que aadadeve al boje.
Na taberna da rua Nova n. 50 que foi
do Mathias, tem superiores vinlios enga*-
rafados de diversas qualidades, e muito
bom champagne em garrafas e meias, e
acha-se sortida de tudo mais <|tie he ten-
dente a tira taoerna, por muitos com-
rcodo preqoa, assim como tem muitos
bons doces.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetes da lotera
51- do Monte-Po, as lojas do costume,
as listas esperam-se a -2 ou 5 do futuro,
pelo vapor IMPERATRIZ: os premios, se-
rao pagos logo que se li/.er a distriburao
das listas.
Na loja de quatro portas da ruado Ca-
linga' le Gimarasa, tem um completo
Mirtimento de laas,. tanto furta-cres co-
mo de outras qualidades, bicos de seda, e
um rico sortimento de. leqiles, espellios
grandes, tentos para voltarete, etc.
Precisa-se de nma cozinheira : no sobrado n.
1 da rua da Cadeia de Sanio Amonio, confronle a
ordem lercev.a de S. Francisco.
Uma banca quadrada com duas pequeas abas
eduas gavelinhas dcangica velhas por 38000 rs.;
ditas ditas de abrir ruliait|a>de jacarandV mesmo
estado, 39200 rs. ; uma marqueza de louro cora las-
(ro desconcerlada no mesmo estado, l.->>00rs. ; cia-
jos bcn. v8o a pri;a por ewcucao de 'Manoet Lou-
renro Cirneiro Monleiro, conlra Malhildes da Boa-
venlura Pereira, no dia segunda-reir, 26 do cor-
rente, que pelas 9 do horas do dia se ha de arrema-
tar na porta do juiz de paz da freguezia de San Jos,
rua ae Santa Rita. '
O luv Joao Mara Sevc, medicq, mudoua sua
residencia para a rua Nova, casa n. -23, primeiro an-
dar.
Precisa- do uma prela escrava, que nao seja
preguijosa e nem pimpona, para lodo e qualquer
ser viro interno e externo de orna casa de pequea
familia : na rua do Collegio o. 21, priaaeiro andar,
ou na rua Augus.'a n. 14.
Pedro Bollho de Mello relira-se para fra do
imperio.
jIMIPATHICII do brasil.
thesouro iiomeopatiiico
I 0
(0 vade-meclm do
& homeopatha; @
\ff) Methodo conciso, claro c seguro de cu- ()
M r<"~ homeopathicamente todas as molestia* />.
9 que affligem a especie humana, e part- Wf
q* cularmente aquellas que reinam no Bra- (
^k til, redigido secundo os raelhores trata- 7t
fa9 dos de homeopalhia, lauto eurepeos como W)
{j&) americanos, e secundo a propria evperi- (
1 enca, pelo Dr. Sabino Olesario Ludsero W
Piiihu. Esla obra he boje reconheeida co- (J?)
a melhor de ludas que Iralam.daappli- (k
Jilo homeopalhica no curativo das mo- w
^() leslias. Os curiosos, principalmente, nao (B)
&k. podem dar um passo seguro sem possui-la e 7a
W coiisulla-la. Os pas de familias, os scnlio- **7
(M res de engenho, sacerdolcs, viajantes, ca- (,
j.'pitaes de navios, scrlanejoselc. etc., devem
at.7 tc-la mao para occorrer promptamente a W
M| qualquer caso de molestia. jj ous volumes em brochura por 103000 Z
(ly encadernados lltQOQ (3k
^ Vende-se nicamente cm casado autor, f.
Y no palacete da rua de S. Francisco (Mun- w
() do Novo) n. 68 A. (^1
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
queira mandar receber uma encommen-
da na livraria n. e 8 da piara da Inde-
pendencia.. /
No sobrado da rua do Pilar n. 82, precisa-se
alugar um escravo ou escrava que saiba cozinhar e
fazer lodo o mais servico de uma casa de pouca fa-
milia ; prefere-se escravo, e paga-se bem.
Precsa-se alugar um pretopara ser-
vico de casa de homem solteiro : na rua
do Trapiche n. 16.
GRATIFICAf.A'0 DE 25.s000 RS.
Furtaram da rua da Cruz,, armazem n.
20, um sellirn inglez com ca becada, ten-
do esta o freio raxado de um lado ; da-se
vinte cinco ftiil re'is de gratlicarao, a
quem o descobrir e levar a mesma'casa.
J0S0 Salerno Toscano de Almeida, mo-
rador no Rio de Janeirp, rua da Assem-
bla canto da rua da Mniericordia, seen-
carrega de procurar todos os papis ten-
dentes as secretarias: patentes de ofliciaes
de linha e da guarda nacional, carteas de
desembargadores, de juizes de direito,
municipaes, remocoes dos ditos juizes,
breves de dispensa para casamentos e to-
dos os mais de que se baja mister pelas
secretarias, tketouro e conselho supremo
militar, etc., etc. O mesmo* Salerno se
encarrega dessascommissoes, uma ve/qte
se llie adiante os dinheiros necessarios pa-
ra csse lim, certo de mje servil a' com
promptidiio a todas as pessoas que quize-
rem ter a bondade cfavor dse utilisarem
de seu prestimo.
Casa de consignaoo de escravos, na rua
dos Quarteis n. 2V
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
seos, para se venderem de commissao, lauto para a
provincia como para f.,ra della, oflerecendo-se para
sso toda a seguranra precisa para os ditos escravos.
Perdeu-se um embrulho, contendo conlas de
armazem de assucar j pagas, no corredor da Or-
dem Terceira de S. Francisco, na noite de quarla-
feira, 21 do correnle, na occasiao do sermao : eslas
conlas nada servejn a quem as achou ; por lano
quem as qnizer restituir, dirija-se rua do Queima-
d n. 3, 011 ao becco do Veras, na Boa-Vista, n. 12,
que *r,i recompensado.
, O Sr. Concallo Fraacisco Xavier Cavaicanli
L'choa lenha a boudadede apparecer na rua do Cres-
po, loja n. 16, para concluir o negocio que nio j;-
nora.
PUBL1CACAO'. ^
Acha-se no prelo e breve sahir i luz uma
ii nilcressanle obra iiilitulada Manual do
1$ Guarda Nacional 011 collccrao de todas as Icis,
regulamenlos, ordens e avisos concernenles fjf
9 a mesma Guarda, (muilos dos qnaes escapa-
ram de ser mencionados as coilecroes de
leis): desde a sua nova orqamsacAo al :il de
dezembro de 18, relativos nao s ao proecs-
so da qualificacao, recurso de revista, etc.,
ele, senao a economa dos corpos, nrganisa-
cao por municipio, batalhoes, companhias,
de mappas, modelos, ele. ele. ele. Subscre-
ve-ee a .VJOOO para os assignanles, e 60000
para os que uao o forem : no paleo do Car-
mo n. 9, primeiro andar.
ATTENCAO AO BARATEIRO.
Ni'iidem-seapparelhos paradla delirados, bra neos
e piulados de porcelana, dito* amos para cha e ou-
tras cores, apparelhos de meza para janlar, lanler-
as de casquinha lina deslas de pe de vidro de di-
versos lmannos, serpentinas para cima de meza.
arrufas de cristal lapidadas, compoleira e cala
de diHerente qualidades para vinlm, eorapoteiras!
para doce, copos para agua, porla-lirores. bacas e
jarros de porcelana donrados e broncos, frasquinho^
para espinlo, bandejas linas e ordinarias outra>
multasfazeudas chegadas de Franja e Inglaterra do
melhor golo, e preso o mai^ eommodo do que em
oulra qualquer parle :.na rua Nova 11. 51 junio a
t.ouceisao dos Militares. ,
Vende-se um roleque de idade de 18 anuos,
de boa conduela : na rua Dlreil.i n. 3.
Vcndem-se barricas grandes, propria para de-
posito de sal ou farinha : na rua das Cruzes 11. 13.
' \ endem-sc superiores ovas do serlao : na rua
do I'.ncanlan entii, taberna 11. 10.
Vende-se o envendo Polosi, silo na fresuezia
de Agua-Prela, rom encllenles (erras, boas obras,
sendo de agaa, e leudo ludo quanlo c pude desejar:
quem o pretender, dirija-se ao seu proprielaain, no
mesmo engenho, ou ncsla eidade ao Sr. Amonio
Marral da Cosa c Alhuquerqiie, na rua da Pcnha
n. 2.
Vendem-se 10 casas lerreas, sendo 9 em se-
suimcnlo da rua da Aurora ao lado da fndirao dp
Sr. Slarr, e 1 na rua das Trincheiras : os prelen-
dcnles podem cnlender-se cora Fonlc A; Irinao, na
rua da Cadeia do Itecife n. 2.
Hartos ra criados.
Acabara de i -besar a praea da Independencia loja
de chapeos ns. 21 a .'10, chapeos oleados para pagens
de minio boa qualidade e modernas formas.
CHAPEOS PARA SEMIORA.
^ endem-sc por eommodo prcro, superfinos cha-
peos de seda e palha para senhora, cora ricos enfei-
les, e dos mais modernos i venda 110 mercado:
na prac,a da Independencia loja de chapeos, de Joa-
qnim de Oliveira Maia.
DUNA ESCOCEZA A 500 RS. 0
COVADO.
Chegou pelo ultimo navio francez una faicnda in-
Iciramcnle'nova, goslo escocez, com o lindo nome
de diana : vende-se nicamente na loja de Ilenrique
& Sanios, na rua doQucimado n. /|0.
NA ItlA 1)0 TRAPICHE N. 8.
\ endem-se cadeiras americanas de balando, obra
muilo boa e de gosto, e vellas de cspcrmacele pro-
pria para bailes e lliealros. ludo por barato preeo.
COMPRAS.
Compra-se a grmmatica franeeza de Sevenc,
emseguuda m3o : na rua das Flores o. 37, primeiro
andar. ?
Compram-se palaces brasilciros e hespanhoes:
na rua da Cadeia do Recifc n. 54.
Compram-se 2 Irancelins dalos para pescoco
de senhora : na rua do Fogo n. 23, se dir quem
compra.
Compra-se um santuario de Jacaranda, que le-
nha o palmos de altura, inclusive o fronlispicio, com
uma imacem do Senhor. que seja novo ou em bom
estado : quem tiver para vender, dirija-se a loja do
coramendador Manoel Gonralves da Silva.
Compra-sc uma cassolela de o*uro de lei, em
bom eslado : quem tiver annuncie.
Compia-seuma grmmatica deBoursain, mes-
mu era meio uso : no aterro da Boa-Vista n. 17.
VENDAS.
AL1ANAK PARA ,8^.
Sahiram a luz as folliinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agricola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. G e 8 ida praea da Indepen-
dencia.
Vende-se um raolecole pera : ua rua da Ca-
deia do Recife, loja n. 50, de Cunha A Amorim.
Vende-se o Chauveau, Thcono du Codo Penal,
ullima edieao em 3 volumes, inteiramenlc novo, por
303000 rs. : ua rua do Collegio n. 3, primeiro audar.
Vende-se um cabriole! de duas rodas com seus
competentes arreios e muiro bom cavallo: a Iratar
na rua da Cadeia do Recife loja n. 19.
. Vende-se uro relogio de prala dourado. paten-
te suisso, bomrcgulador, com correnle de ouro e si-
nele, e de bom gosto ; assim como c vendem na
mesma casa obras de marcenen a por preoo muito
eommodo : na rua Direila n. 3.
A160RS.
Vendem-se capachos a 160 rs., uma porcan de
imagen de barro que se trocam por pouco dinhei-
ro : na rna larga do Rosario n. 44.
Vende-se uma laherna propria para qualquer
principame, na rua do Pilar n. 88 : a tratar na rua
da Madre-de- Dos n. 7, primeiro andar.
GROSDENAPLE E SARJA DE
SEDA.
Vende-se superior grosdenaple prelo de seda a
600 o covado, sarja de seda prela
covado, setim de macan a 29000 ao covado : na
de 4 porlas na roa do Queimado n. 10.
t J. JANE, DENTISTA,
continua a residir na rua .Nova n. 19, primei-
ro andar. j-
&'9@e-@$g
RUA NOVAN. 3*.
Madama Rosa llardy aiinuncia ao respetavel pu-
blico, que tem recebido um rico sortimenlo de cha-
peos de seda, que vende ;v 20, 15, 108 e 85, cha-
peosmhos de seda para baplisado de cranos-de 6
mezes a 2 annos. Hilos de palha de abas largas para
meninas de 4 a 8 annos, ricos cortes de seda de co-
res lavrados, dilos de quadros escotsezes, bareje de
seda e laa de qoadros, chaly para Vestido de todas
as cores, cortes de sarja prela lavrada, chamalole
prelo, boa sarja prela o covado a 29200, grosdena-
ples prelo. dilo amarcllo, lindas romeiras prelas de
filo, cabecees prelos, manas prelas, carnizas prclos
para senhoras e meninas, romeiras brancas de fil
deludi, carniss decarabraia branca bordados para
senhoras, lencos de cambraia de lindo para mao,
dilos arrendados de cambraia de algodao,(nucas para
baplisados, sapatinhos de casemira bordados e vesti-
dinhos de seda, luvas de seda para senhoras e meni-
nas, meias de seda para senhoras e eri.inc.as, leques,
capellas para noiva, peutes de tartaruga, bonecas
fraocezas para meninas, um grande sortimenlo de
chales, de Ula muilo linos com fianjas de seda bor-i i'5600 o covado, sarja de seda prela larga a 19600 o
dados de relroz de todas as cores, dilos da mesma
qualidade lisos, dilos de retro/, e de rede bordados,
dilos de seda, capolinhos e manteletes pretos e de
cores, vendem-se pelo cusi, trancas de seda de to-
das as cores e franjas, bicos de lindo, fil de linho, e
cambraia de linho. Na mesma casa lem um gran-
de sortimenlo de obras de* ouro de lei de Franca c
llamburgo de 11 quilates, correnles para homem,
correntes para rcloaio, Iranceli is dalos com passa-
dor, adereeos inteiros, mcios aderecos, alfiueles, cas-
solelas, pulceiras, anneis de lodosos preces de ouro
de lei, que se vendem por 33, argolas lisas, rselas
para senhoras c meninas, raedallias, cordes, etc. :
todas estas obras vcndem-se mais baratas que em
qualquer oulra parle.
loja
OH! QUE PEC1UNCIIA,
a 500, a IjfOOO, a 2s000 e 2$500, cada
uma pera de madapolao com totjue de
avaria, a ellas antes que se a&bem: na
loja-do Passei Publico n. 9.
MANTAS l'RETAS PARA SEMIORA.
\ende-sem manas prelas de bloud por eommodo
prero: na loja'dc 1 portas da rua do Queimodo nu-
mero 10. ,
Vende-se um Jberro'de amarello quasi novo "
na rua da Cuia n. 42.
A'ende-se um bonito moleque crioulo, de 18
annos, e um mulalinho da mesma idade, com prin-
cipios de sapaleiro, ambos propros para panem por
lerem figura elegante e airosa : na rua dos Martyrios
Vende-se uma taberna com o fnndo a vonlade
do comprador, e comraodos para familia, na rua Ve-
lha n. 67 : a. Iratar na rua do Aragao n. 8.
Vende-se nm moleque crinlo, de jdade de 16
a 1i annos : no aterro da Boa-Vista, sobrado n. 42.
Em Fra de Porlas, ra dos (iuararapes n. 8,
vende-se um cavallo alasao de bonila figura, por
preco eommodo : qnem quizer, dirija-se a mesma
casa, das i horas da manhaa al as 5 da larde, que
achara com quem tratar.
Vende-se cebla de Lisboa para acabar a 1M00
o moldo, a dmneiro ou a prazo, conforme se Iralar
na rua do Queimado n. 38, primeiro andar.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fndirao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
Jl
BE HOLS.
JH
da melhor qualidade: vende-se
M cm ra8a deBrunn Praeger&C,, rua
da CrOz n. 10.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
f'endem-se na botica de Bartholomeu Francisco
de Souza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
prero que m oulra qualquer parte.
BCLOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vcndem-se por preco muilo eommodo: no armar
era de Barroca & Caslro, roa da Cadeia do Keci fe
n. 4.,
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos ", ferro de ras" qualidade.
Na rua das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das raelhores e mais modernas bichas liambur-
guezas para vender-se em graude* porgo! e a la-
ti, e lambem se aluga.
(Chcgaram pela barca CiI'STAYO, chapeos de
molla de superior qualidade e elegantes formas,
bem como chapeos de castor brauco o prelo, dilos
de seda de formas modernas e exrellenle qualidade,
os quacs se vendem por preco razoavcl : na praea
da Independencia loja de chapeos de Joaquim de
Oliveira Maia ns. 24 a 30.
v'endem-se as seguinles obras novas por \Y.
Scott ; os Puritanos 4 v., Wavcrley 4 v., O Talis-
mn 3v., A Prisao d'Edimbuig i v., Quinlino I)u-
revard 4 v., Ivanhoc'4 v.. Diccionario Theologico
porab. Aquilla ,"> v., Droit Ecclesiasle Francez por
Dupin I v., jarla Canonis por l.equeiis. 1 v. : no
alerro da Iloa-Visla loja de ourives u. 68.
Vendem-se uvas mtiscateis de Itama-
raca': na rtta'do Queimado n. 7)9.
A pessoa que precisar de um carro quasi no-
vo, de qualro rodas e qualro assenlos, o qual se
vende por mui eommodo preco : dirija-se i Solidade
sitio dos 4 lees a qualquer hora do dia, que ahi
achara com quem Iralar.
Vende-se um cavallo russo, que serve para car-
ro, nao tem achaques : na Soledade silio dos 4 lees
das 3 da larde em dianle, achar com- quem Iralar.
FEIJA 11LATINII.
Na rua do Amorim 0.39, armazem de Manoel dos
Sanios Piulo, ha superior fcijao mulaliuho em sac-
eas por precos razoaveis.
SETIM PRtTO LAVRAO A 2,300
RS. 0 COVADO.
Vende-se setim prelo de llaco a 2>S00 o covado,
sarja prela hespauliola a 2^200, nnhrezu prela por-
lusueza a irOO, velludo pelo o melhor possivel a
500, maulas prelas de bloud a OS, meias de seda
prelas de peso a 5, uvas prelas de seda le todas as
qualidades a I -isn, panno prelo prova de liman de
$ a (i.>, casemira prela selim de 2>a 2-"v00 : na lo-
ja de lienrique iV Sanios, na rua do Oueimado n.
10, d.io-se as amostras com penhores'.
Na loja de madama Rothicr, modista
franeeza, rua Novi n. 53.
Superior grosdenaple preto, liso, caheeOes prelos,
capolinhos de fil prelos, chales de relroz, meias de
seda brancas para senhora, loucas para baplisados,
capellas para noiva. maulas de fil de seda prelas,
imitaeao de Monde, bicos de linho, esenmilha, fil,
llrese fitas, bonitas caraisiuhas, franjas e trancas de
seda prelas, e outras muilas fazeudas que se vendem
por precos commodos.
CORTES DE VESTIDOS DF SEDA ES-
COCEZ A lOsOijO, CHAPEOS PARA
SENHORA A ITiSOOO.
Seda e selim prelo lavrado a 2$i00, sarja prela Usa
a 25000 c 25100, chales de relroz mnilo bonilos a
I89OOO, romeiras a I0SOOO, luvas de seda de todas as
cores, ineias prelas e brancas, e mitra- muilas fazen-
da*, que se vendem baratas : na rua Nova, loja n.
16, de Jos l.uiz Pereira. -
VESTIDOS DE SEDA ESCOS-
SEZAA 16,000 0 CORTE.
Ricos corles de vestidos de seda de quadros largos
e lindos padroes, pelo eommodo preco de I65OOO rs.:
na loja de Henrique & Sanios, na roa do Oueimado
n. 40 ; dao-se amostras com peuhor.
Chapeos francezes para homem, palitos,
calcas e colletes.
Chapeos franeczes, os mais modernos, sobre-casa-
cas e palitos de panno fino, de alpaca e de riscados,
calca de casemira preta. de brim Irancado. colletes
de fusiao e de seda : na rua Nova, loja n. 16, de Jo-
s l.uiz Pereira. #
CREHELINA DE QUADROS
ASSET1NAD0S, A 1,100
0 COVADO,
Chegou no ultimo vapor da Europa, uma fazenda
a mais moderna do mercado, propria para vestido
de senhora, de quadros largos asselinados, (oda de
seda, denominada Cremeliua : vende-se na rua do
Oueimado u. 11): c d.io-se amostras com penhor.
' Crimea.
Chegou no ultimo vapor da Europa, urna fazenda
ii: leirainente nova, toda, de seda, de quadros largos:
a qual o madamisrao em Paria da o nome de
Crimea ; ven da-se na roa do Oueimado n. |!i. pelo
barato preco de lsu.itI o covado, e dao-se as ainos-
slra cen penhor.
BEIMV A ,)00 RS. 0 COVADO.
\eio no ultimo navio francez uma fazenda nova,
goslo escossez, com 4 palmos de larsura, muilo fiua,
que pelo seu brilho parece seda, a qual o madamis-
mo em Pars d o nome de Ueloua : vctide-se na
ruado Queimado n. 10.
CASEMIRA PRETA A 5,500
0 CORTE.
Setim prelo maco a 23700, 33000 e 3SJ00 o co-
vado.
Panno preto a 3.3O0O, 4j000, 58000 e C5OOO rs.
muile lino.
Groa de naplepreto a 13700 rs. o covado.
Chamalole prelo a 23000.
\ elludo prelo a 38800.
Mantas proles de blond a 10)000.
Vende-se na rua do Queimado n. 19.-
Vendem-se ma,cas inglezas, dcbcOadas de me-
tal, proprias para viagem, por preco eommodo, meias
de seda prelas, inglezas, para senhora a 43000 o par,
luvas de torzal prelas a IsOOO o par, dilas de Jouvin
com enfeile a I9OOO. e para homem a SMK). ear-
Iciras de agulhas a 280, botos do madreperola a 1)00
rs. a grosa, peutes da atar cabello, de borracha, a
13600, trancas de seda de loda as cores, por barato
preeo : na rua do Queimado n. II. Na mesma se
encontrara um completo sortimento de miudezas.
Vende-se hanha de poreo derretida a 100 rs. a
libra : na rua do Rangel n. 3.
A Rom e eommodo, para as familias.
* Cassas de .coces lia e de goslos muile mo- 9
demos, pelo haralissimo preco- de 240 rs. o 9
W covado, um completo sorliinenlo de todas as 9
B fazeudas por menos 10 o -20 por cenlo do seu
valor, por se ler comprado uma grande por- 9
M (ao dcllas, de urna loja que lindou : lem um >
9 arai.de c completo sortimenlo de pannos pro- 9
9 tos e casemira prelas, para lodos os procos :
9 na rua do Queimado, luja do sobrado ama- 9
" relio n. 29, de Jos Hureira Copes.
FUMO EM FOLHA.
Na rua do Amorim n. 39, armazem de Manoel
dos Sanios Piulo, ha muilo superior fumo em folha
para fazer charutos.
({}) Vender superior sarja preta ^
^, hes|)Miihola.
() 1*c"ia,li's linas cora lindos cas-
:rf t"c*'
g* Meias de seda branca c prelas
P para senhotii.
^) Setim preto macau patacolle-
^ tes e vestidos. ^m
^ Chales de crep, bordados c es- A
fjjv lampados. u*
S Saias brancas bordadas para se-
JSj 111101 1 w
J*^ Vestidos de cambraia a Pora- Jl
'$) padour. W
(9; Charutos Laneeiros. (^
($) Papel pintado para forro de (f)
(3) sala. (i
(/*> Chocolate france/. muito supe- gm
S rior.
w Aj;ua de flor de laranja de muito
. boa < 111.111 > 1.1 li .
w No armazem de Victor Lasuc,
) rua da Cruz 11. 27. ", (g)
Xa rua do Trapiche n. 1 escriptorio
de Hrander a BrandisiVC, vende-se por
precos razoaveis.
t Lonas, a imitaeao das de Kussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
peepteno.
Papel de cores cm cai\as sortidas, mili-
to propriopara loriar chapeos.
Papel almaro e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente sec-
cante.
DEPOSITO DO CHOCOLATE IIVGIL-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior. ... O
Fino.....500
ROLAO FRANCEZ .
Chegou de novo e se acia a venda a deliciosa pi-
lada desle rollo francez, e s ae cnconlrara na rua
da Cruz n. 26, escriptorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Rosario n. 118, e ua de Manoel Jos Lopes,
na mesma rua n. 40.
PRELO MUITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amorim n. 48.
MASSA DE TOMATES.
Em lalas de i libras encllenle para tempero, e
lambem se vende as libras par preco eommodo : na
rua do Collegio n. 12, em casa de Francisco Jos
Leite.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar hurlase haixa,
decapim, na fundieade I). W. Bowman : na rua
doBruin ns. 6, 8elO.
CEMENTO ROIANO.
\ende-se superior ecmenlo em barricas e a rela-
Ili>. no armazem da rua da Cadeia de Santo Amo-
nio de iiialeriacs por preco mais era cunta.
CAL DE LISBOA A LsOOO RS.
Vcndem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 43000 por cada urna : na rua do Tra-
piche n. 10, ie^undi) andar^B-
FAR1NIIA DE MANDIOCA. .
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior larinha de mandioca por prero
eommodo : no armazem n. 1 do becco
do Azeite de Pei\e; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes &C, na rua do
'trapiche Novo n. 10, segundo andar.
Vend-se familia de mandioca mui-
to superior, a TijOO rs. a sacca : nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
enode Jos Joacjuim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. 0, segundo andar.
SARJi PRETA E SETIM
HACi'O.
Na rua do Crespo, loja n. (i, vende se superior
sarja hespanhola, muilo larsa, pelo diminuto prero
de 23:100 a 29600 o covado, selim maco a 23800*e
:i.3200 o covado, panno preto de 3?000, 4-3000, 3000
e 63OOO o covado.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alrmeire, me-
dida velha, por preco eommodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e 110 armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 5V,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
\ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alrazdo
thealro, armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase 'aquetas, 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
Milla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Gruzn. 55 lia para vender excel-
lentes pianos vindos ltimamente de llam-
burgo.
A 1#000, 2.9500 e 54-000.
Vende-se melpomcnc de dua largura com qua-
dros achamalolados para vestidos de senhora a lo o
covado ; selim prelo .Maco, excellenle para vesti-
dos a 23 o covado; lencos de cambraia de linho fi-
nos bordados e bicos pela beira a 03 cada um ; cam-
braia de linho fina a ,>3 a vara ; assim como diver-
sas fazendas por eommodo preco : na rua da Cadeia
do Kecife loja da esquina u. 50.
Vende-se um lerrc'no de 50 palmos de frente c
150 de fundo, silo na rua do Sebo, bairru da Boa-
Visla, do lado do sul, muilo proprio para edificar
uma boa casa ou qualquer eslabelecimento, por acr
no lugar mais alio da dita rua : a fallar na praea da
Iloa-Visla 11. 6. bolica.
Vende-se farello de llamburgo em
saccas muito grandes, chegadas ultima-
mente e por preco muito eommodo: na
rua do Amorim 11. 48, armazem de Pau-
la & Santos.
Vende-se ellectivamenle alcool de 56 a 40
graos
cm pipa, harria ou caadas : na I'raia de Sania Ri-
la, dislilacao de franca.
ARROZ DO MARANIIA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do Peixc, por preco eommodo.
Vende-se muilo bom leite : na rua Birtita n.
129, primeiro andar.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pela barca O'ro-
tidio.
COBERTORES ESGDROS E
BRAMOS.
Na-ma do Crespo.loja ta esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores escuro, proprio; para
escravos. a 720, dilos Brandes, hem efleorpadof, a
132S0, ditos-hraneos a I3200, dilo. com pello imi-
tando os de 15a a 96SSO, ditos de lila a 2iOO cada
om.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
110 armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alfandega, x? para por-
cOes a tratar com Manoel Alvet Guerra
Jnior, na rua do Trapiche 11. 14.
ROVO SORTIMENTO BE COBERTORES DE TO-
BAS AS QUALIDADES. .
Cobertores escuro a 720 rs., dilos grandes a I3200
rs., ditos hraneos dealgoditode pello e sem elle, a
milacao dos de papa, a I.-200 rs. : na loja da rua
do Crespo n. (i.
PARA i QUARESMA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade. se-
lim prelo muilo superior, casemira prela franeeza,
dila selim, velludo prelo superior, panno prelo mui-
lo fino, rom lustre c prova de limo, c deoulras qua-
ulades mais abaixo : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
- \endcm-e sement de abecaxii ja com raix
bons para se plantar ero seus |UB,re, para dar esta,
boa frucla cora rapidez, pois eslao bem tratados, por
preco eommodo : na rua da Cruz n. 2t, armazem.
-- Vendern-se :) escravos 1 moleque de 5 annos
oulro ihiii de 8 annos e oulro de 18 a -20 anno bo-
uilas lisuras asedios : era Fora de Portas sobrado 11
6 ao cliegar a igreja.
Vende-se cobre para forro de
20 at 28 oncas.
Zinco para forro com 01 prego
competentes.
A Chumbo em barrinhas.
W> Alvaiade de chumbo.
vi? Tinta branca, preta e verde, em
($) oleo.
Oleo de linhaca cm botija de 5
(. galoes.
/> Papel de embrulho. ,
XL Vidro para vidraca*.
*? Cemento amarello.
g Armamento de todas as quali-
9 dades.
'$) Genebra de Hollanda em fras-
{A nucirs, t-
(A Cotilos de lustre, marca grande.
CAL V1RGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco eommodo;
na rua do Trapiche n. 10, armazem de Bastos Ir-
inaos.
Vcndem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rita de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montana.
Candieirose casticaes bronceados.
Chumbo em lencol, barra e munieo.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
.OE^TO ROMANO BRANCO.
\ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : atraz do llieatro, araaa--
zem de laboas de pinho. '
dous
ca-
fia mesma cav-
ilas) pelo inesj
m t RL'A DO CRESPO N. 127 0
% Vende-se nesla loja superior damasco de f/f
9 seda decores, sendo branco, encarnado, rozo, 0
~ por preco razoavel.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na rua do Brum, passan-
do o chafar continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quacs acham-se a venda, por
preco eommodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
$ POTASSA, BHAS1LEIKA. ($
(jp) Vende-se superior potassa, fa- fi
(t bricada no Rio de Janeiro, che-
S Ta^a tecentcmente, recommen-
/. da-se aos senhores de engenhos os
*"'' seus bons elleitos ja' experimen-
W lados: na rua da Cruzn. 20, ar-
W m^aen de 1~! "^^ Feron &

Companhia.
VESTIDOS DE SEDA A 223OOO.
9 Ha na toja de Mairoel Ferreira de S.i, na K
O) rua da Cadeia-Velba n. 47, veslidos de seda X
. os mais modernos a 223000 cada um : ha **
7 tambem grs de aples de llores a 2-3000 rs. **
J9 o covado, meia casemira de laa pura por ?
2Jj00 rs. o corte de calca, e oulras fazendas 9
H muito baratas. -';
m
v'cnde-sc excellenle taboado de pinho, recen-
lemenle cheaado da America : na rui de Apollo
trapiche do l-'erreira. a entender-so com oadmnis
rador do msino.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da irivencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Biber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2.a edieao do livrinho denominado-
Devoto Christao.mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praea da In-
dependencia a 610 rs. cada eiemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
, Sabio luz o novoMezde Slaria, adoptado pelos
reverendissimos padres eapuchinhos de N. S. da Pe-
nha dcsla eidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Lnuceieao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praea da
independencia, a 19000.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu;
icas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhs, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recnte-
nteme chegados, de excedentes vozes, e precos com-
modos em casa de N. O. Bieber& Companhia, rna
da Cruz n.'l.
:Venden:-se lonas da Russia por preco
eommodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C,, rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das- e meias moendas para engenho, ma;
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visfa, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar noKeciferua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
eios para um c
M Va'l0S*
W Chicotes para carro e espora de
($) aro prateado.
($ Formas d ierro para labrica de
USk assucar.
Papel de peso inglez.
Champagne marca A&C.
. E um resto pequeo de vinhos do
'*9 no armazem de C. J. As- W
$ tlev & C. &
NA VACUAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro in-
dar, escriptorio de A asusto C. de Abreu, onti-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco Jixo) as ja
hem conhecidas e afamadas navalhs de barba fcilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex.wsic.lo
de Londres, as quaes alm de durarem extraardi'a-
riamcnlc, nao se senlem no rosto na ac^So d rollar ;
vendem-se com a rnndicao de, nao agradando, |.o-
dercm os compradores devolve-las al 15diasdepis
pa compra reslituiudo-se o importe. N
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feit
mofat'icanle.
CHAROPE
DO ,
BOSQUE
O nico deposito'conlim'ia a ser na bolica de Bar-
Iholoineu Francisco de Sooza, ua roa larga do Resa-
no 11. 3l; garrafas grandes jjjjOO e pequeas 3*000.
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
rara cura de phlisica em lodos os seus diflerentcs
graos, quer motivada por eonstipacoes, tosse, aslh-
ma. pleuriz. escarns de sanguo, dr de coalados e
peito, palpilaeao no coracao, coqualoche, branchile
dr una gargaula, e todas as molestias dos orgoa pul-
monares.
Cm casa de Timm Momeen & Vinas-
sa, piacado Corpo Santo n. lo, ha para
vender :
Um sortimento- completo de livros em
branco de llamburgo.
Lonas da Russia de superior qualidade' e
por preco muito eommodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dilferentes qualidades.
Absinthe e cherry cordeal de superior oMa -
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada
l'aure pe're fi lils. -'A-~_
Chocolate francez.
Pianos musica'es e horizontaes.
LINDO SORTIMENTO DE CUCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortimento*de cal-
cado para senhora, que pela sua qualidn-
ras, amigas do bom e barato: os precos
sio os seguintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de couro de lustre. lj700
Borzeguins com salto para senhora. 30590
Ditos todos gaspeados tambem com. salto
para senhora. 4$500
Sapatos de corda vito de muito boa quali-
dade. ijflfJO
-Chapeos abejtdfc.
Chegaram a loja e labrica de chapeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praea da
Independencia, os desejados chapeos de
palha arrendados para hoinens e. meni-
nos, et|ue se vendem por preco mdico.
Gros de Naples a 1^000 rs. o covado!
-Na rua do Crespo n. 5, veudcm-se ricas sedas (ar-
ta-cores, lisas e de quadros, lindes costos, cen um
pequeno loque de mofo que poucr/se condece, pelo
li u-alo preco do t o covado. Assim como o acha
na mesma loja om lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem mailo barato.
t Depsito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua- f
0) lidade, de propredade do conde A
( de Marcuil, rua da Cruz do Re-
,flf) cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se i
a 56S000 rs. cada caixa, acha-se 3
nicamente em casa de L. Le- *
comte Feron & Companhia. N. w
SB----As caixas sao marcadas a fe- f|
goConde de Marcuile os ro- k
f*R) lulos das garrafas sao azues. A
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Rnssia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior danella para forro de sellins che-
gada recentemenle da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de lleury liihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480rs. avara.
ESCRAVOS FGIDOS.
, i ^
Desapfiareeeu honlem, 21. pelas 2 lloras da
larde, um prelo de nome Andr, escravo qne fra
de Joie Gabriel Pereira de Cira Juuior, e seacji.na
depositado em poder de Joo da Silvira liorges Ta-
vora, por execuro de Francisco Jos Crrela Gul-
mar.ies, lendo os seguinles sicnaes c baiao, de nacflo
llciiguella, roslo redondo e com marcas de beiigs,
barbado, reprsenla ler de idade 35 annos, casado
em Strinhaem, torio do olho esquerdo ; levou calca
de riscado amareltado, camisa de riseado rxo, cha-
peo de couro ; levou mais urna camisa de riseiirnho
cncirnado desbolado, uma calca de ganga azul, orna
dila de brim trancado branco, lino, com listras, um
bonete de panno izol, uma faca de mesa com pona,
uma porcao de dinheiro em cobre, e de sedulas, sen-
do parle do mesmo prelo, e parle do depositario ;
oir visto at as 3 horas da tarde do mesmo dia na
taberna da esguina do becco das Barraras : suppe-
ae ter seguido para Serinhaem, e quem o pegar, le-
ve-o .i roa do Colovello n. 85, qne ser geuerosa-
mente gratificado.
esapparecen a 16 do correnle, Hilario, roca-
lo, aslatura, corpo e cor regulares, bem fallante e
activo, canhoto, reprsenla ler 35 a 40 annos ; le-
vou calca de algodao de listras azues, jaqueta e ca-
misa de chita, asada, de quadros, chapeo .de pello
prelo, e isahio calrtdo ; este mualo oceupou-se em
ser pagem, e as vezes cargueiro : roga-se as autori-
dades policiaes, capililes de campo, ua qualquer pes-
soa, que o apprehendam e levem a seu senhor Se-
basiiAo Antonio I'aes llarreto.Jno engenho Rndizio,
ou nesla praja, na rna das Cruzes n. W.
GRATHTCACAO" DE CEM MIL RES.
Contina a estar tucido desde o dia sexla-feiro, I>
do mez de agosto de 185.1, o escravo, crieulo, de no-
me Arsemiro, natural da villa do resqueira, cora os
signaes sesuinles : idade 2.1 a 24 annos, pouco mais
ou menos, estatura regular, cor prela retinta, ari/.
comprido, denles bonitos e coa falla de um delles
ao lado, com um signal arredondado na cabera do
lado esquerdo do tamanhu de uma patiegada e* sera
cabello, he muilo regrista e cosiuma andar fumando
cigarro, com chapeo ou bunel-na cabera ao lado, ves-
tido de calca c camisa de algodAuzinh soja, e levou
coinsigo uma casaca de alpaca cinzenla, muilo snr-
rada as abas, e ama calca de brim azul riicadinho.
Foi escravo do Sr. coronel Panlaleao de Siqueira
Cavaicanli, daquclla villa, para onde se suppoe que
se lenha evadido, ou para os engenhos do sol, dua
irmaos do mesmo senhor, a quem encarecidamente
se pede se nao deixem Iludir pelo referido escraxo
que se intitula forro, e o envieni para esla capital 1
entregar na rua da I'raia, armazem de carne secca
u. 70, de Adelo Antonio Ferreira, que prompla-
menle pagara a quanlia cima. O mesmo se pede a
lodas as autoridades policiaes e capiles de campo e
protcsla-sej:ontra quem o t\cr oceulto. '
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desapparecea no dia 6 de dezembro do, auno pr-
ximo passado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
ga, cor acairelada ; levou um vestido de chita com
lislras cor de rosa ede cac, e oulro lambem de chi-
ti branco com palmas, om leen amarello no pesco-
co ja desbotado: quem a apprehender cunduza-a a

J
\.
k
Na loja de Guimaraes & llciiriqucs, rua do Crea- i Apipneoa, noOileiro, em casa de
pn n. ... vendem-se cassasranrezasmuilo finas, che- vedo, ou no Recife. na prara do (orno Santo n 17
gadaa ullimameiile, do goslos delicados, pelo barato qUc receberu a gralificacno'cima. '
preco de 480 rs. a vara : assim como tem um com-
pleto sortimento de fazenda'luas, ludo por preco----------------------------------
inuilo eommodo. 11'ERN TYP. DE M. F. DB l ARIA. 1855
1 "
1LEGIVEI
V
MUTILADO


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