Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00916


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Full Text



amu xxxir
N. 70.
\
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA26 DE MARCO DE 1855.
- m m
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO

i;XC.\RREGADOS DA SUBSCMPCA'O-
Recite, o prafirielerio M. E. de Faria ; Uio do Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Martins; Baha, o Sr. I).
Iiiiprad ; Macei. o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Parahiba, o Sr. Gervazio Virlor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, o Sr. Antonio de I.cmos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhan, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauliy, o Sr. Domingos
11erculano Ackiles Pessoa Cearence ; Par, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcronymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 d. por 1*.
Pars, 310 rs. por 1 f.
< Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAKS.
Ouro.Oncas hespanholas* 29J000
Modas de 69400 velhas. 105000
do 69400 novas. 16000
de 49000. 99000
Prata.Palacoes brasileiros. 19940
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito c Qaranhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas o sextas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relajo, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/o de orpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quarras e sabbados ao meio dia.
EPHBMERIDES.
Marr;o 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quario minguatc aos 11 minutos e
37 segundos da tarde,
i 18 La nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da man lia.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
26 Segunda.|(Estacao;aS. Chryzogono) S. Ludgerio
27 Terja. (Estacao aS. Cyriaco ) S. Roberfo b.
28 Quarta. (Estacao a S. Marcello) S. Prisco.
29 Quinta. (Estacao a S.ApolIinario)S. Bertholdo
30 Sexta. (Estacao a S. Estevo) S. Clinio,
31 Sabbado. ( Estacao a S. Joo anle porta m 1.)
1 Domingo, de Ramos ( Esiajio a S. Joo in
Lalcrano) S. Macario ; S. Quintiano,
parte ornciAL.
MINISTERIO DA JCSTICA.
Tando ouvido a scela de juslija do conselho de
estado, hei por bem que se considere comprehendido
as amnistas concedidas aos outros reos do cri me de
rebelliao que leve logar na provincia de Pernambu-
co, o fallecido bacharel Antonio Allouso Ferreira,
para o etTeilo de compelirem sua viuva e filhos os
ordenados que ao mesmo bacharel compeliriam, na
qualidade de joiz de direilo, se a amnista llie livos-
se sido concedida.
Jos Thomaz Nabucode Araojo, do mu conselho,
rninislrn e secretario de estado dos negocios da jusli-
ja, assim o tenha entendido e faca executar. Pala-
cio do Rio de Janeiro era 9 de marro de 1855, 31
da independencia e do imperio.Com a rubrica de
Sna Magestade o Imperador.Jos .Thomaz Sabu-
co 4 Araujo.
(
HWMW
3.* Secejao.Ministerio dos negocios da joslija.
Rio de Janeiro, em 10 de marco de 1855.Illm. e
Exm. Sr.Pondera V. Exc. no seo onleio de 8 do
corrente mez que, dispondo o arl. 183 do regiment
de eustas mandado observar pelo decreto n. 1,569
de 3 do dito mez, que o* juizes que levarcm por
seus actos salarios indevidos >u excessivos teraores-
poosabilisados criminalmente, e alm disto condem-
nados a restituir em tresdobro o que de raais leva-
rcm, e a respeto dos escrivaes e de mais ofllc-
aes que ser3o condemnados as penas disciplinares
seguinles : prisSo at 5 dias, suspensao al 30 das,
restituir o em tresdobro do mais que receberam,fi-
nalisando o artigo com a declararao de que tacs pe-
nas sao independemos da responsabelidade criminal
' que, nao obstante ellas, podem ter lugar ; llie parece
que por eMas expressoes a reaponsahilidade criminal
he apenas facultada e-nao exigida, relativamente aus
escrivaes, e imperativa, com relarao aos jnizes e of-
ferece a 1*1 respeil Igumas rcflcxcs.
Tendo levado o ol io de V. Exc. ao conhecimen-
todeS. M. o Imperador, manda declarar-lhe, em
resposta, que a imposico de pena* disciplinares aos
juizes, por distas eicessivas ou indevidas, nao he
imperativa, senio urna faculdadc que os presidentes
dos tribunales devem exercer no caso de colpa.
Dos guarde a V. Ese. Jote Thomaz Nabuco de
Araujo. Sr. Euzebio de Queiroz Coutinho Mallos
Cmara.
IHTEBIOR.
X
:*~
Rio de Janeiro..
11 de marro.
Por decreto de 5 do correnle foi concedida ao ba-
charel Francisco de Assis Lopes Mende Ribero a
. demissSo que pedio do lugar dejuiz municipal e de
_>*""ftfihaas da lermo de Ouro-Prelo.
Per decreto de 9 do mesmo mez :
i l'oi corainulada em gales perpetuas a pena de
morte impona ao roo Vcridiano, escravo, Pr sen-
tenca do jury do termo de Barras da provincia do
Piaohy.
Foi promovido a lenente-coroncl enmmandantedo
balalhao u. 12 da proviucia da ltahia, o capilao do
mesmo balalhao Jos Antonio de Araujo I.ima.
Fontal nomeados :
Chefe de eslado maior do commando superior da
guarda nacional da Cachoeiraf da dila provincia, o
tenenle-coronel do balalhao n. 12, Ionoccncio Vi-
eira Tosa.
Girurgiao-mr do commando superior da guarda
nacional do municipio de Jacobina da mesma pro-
vincia, o Dr. Pedro Joaquim de Vasconcellos.
Major ajudaule de ordens do commando superior
da guarda nacional'dos municipios de Poxim e Ana-
dia da provincia das Alagaso capitn Jos Lopes dos
Santos e Dionizin da Cunha Lindares Jnior.
Capito secretario geral do mesmo commando Pe-
dro de Barros de Lastro Mello.
Capilao quarlel-mestre dito dito o lente Romao
domes de Araojo Silva.
lenle coronel commaudaute do balalhao de in-
fantaria da guarda nacional do municipio de Goian-
na em Pemambaeo, Denla Jos das Neves Win-
derley. i
Tenenle coronel coromandanle do balalhao n. 20
da guarda nacional da provincia de Minas, Domin-
gos Pimenlcl de L'choa.
Foram reformados :
Em coronel com honras decommandante superior,
n chefe do esladomaior do commando superior da
guarda nacional da cidade de Caxoeira, na Babia,
Jcronymo Vieira Tosta.
O lente-coronel da anliga guarda nacional da
provincia do Rio Grande do Norte, Antonio Francis-
co de Oliveira, no mesmo posto.
O major da exlincla legiao da guarda nacional da
provincia do Rio de Janeiro Joaquim Jos de Car-
valho, dilo.
O major do eslinclo 2. balalhao da guarda nacio-
nal do municipio de Mar de Hespanha, da provincia
de Minai, Antonio Antones de Siqneira, dito.
O major da extincla goarda nacional da villa de
Silveira da provincia de S. Paolo, Jofio Henrique de
Azevedo Almeida.
H -
Temos, folhas de Montevideo at 7 do correnle e de
Buenos-Arres al 3.
Da esquadra imperial que subi o Taran em di-
recjSo ao Paraguay sabe-se apenas que no da 12 do
mez passado eslava em Corrientes.
O Commercio del Plata do 7 do correnle diz que
do Rio Grande annunciavam que o Sr. Pedro Ferrei-
ra de Oliyeira communicara ao presidente daquclla
proviucia que a negociado com o Paraguay se apre-
sentava sob os auspicios mais favoraveis; que por
isso julgava vollariam brevemente as forjas soD.
seu commandepara Montevideo; e, finalmente, que
o vapor paraguayo Tacuary viera a Corrientes pa-
ra acompaohar a esqondra bratileira at Assum-
p{0.
He possivel que islo venha a aconlecot, mas o que
hecerto he que por ora nao lem essa noticia o menor
fundamento. Em Montevideo nao havis dalas do Rio
Grande seuo al 27 de fevereiro, e sabemos que le
o dia 2 do correble nenhuma parlicipacSo do Sr. Pe-
dro Ferreira liona chegado presidencia da provin-
cia de S. Pedro4 do Sol.
O Eslado Oriental continuara em paz. A situaran
finauceira do paiz e a opposijao de alguns membros
do corpo legislativo s medidas do governo levarara o
presidente Flores a manifeslar a intenjao de resignaj
o poder. A pedido de muitos amigos polticos annuio
a conservar-se na presidencia, mas segundo as ulti-
mas nolicias linha resolvido passar temporariamente
a presidencia no Sr. Bustamanle, presidente do se-
nado, aflu de restabelecer a sua saude fia da ca-
pital.
O Commercio del Piala no seu relroepecto men-
tal diz:
Dous dias depois da aprcsentni.no da mensaucm
de abertura da assembla, um desses faetos pernicio-
sos para a confianja publica, urna crise miuislerial,
veio inopinadimeule alterada. O Sr. Hordenana,
um dos ministros signatarios da mensagem, leve de
abandonar osministerios-do governo e relajos cxlc-
rioreiqucestavam a seo cargo, por causa do desin-
lelligeocia com o presidente da repblica sobre a im-
prensa. O ex-raioilro quera as maiores liberdades
para a imprensa, e S. Exc. au aceitava esse systema
applicadu a ledas as quesloes em que i adversarios
/
da siloacao cnlravam com um proposito systemalico
do opposij.lo.
a O presidente da repblica comprehendeo qne
era prejudicial a dararao de urna nova crisc, e
nessa mesma (arde chamou ao ministerio o Sr. Chu
carro, em substituirlo do Sr. Hordenana ; o novo
ministro lomou cunta da pasta no dia 21 e a crise
cessou.
(i Depois deslc acontecimento leve lugar na cma-
ra dos deputadus a apresenlacao de urna mocao pe-
lo Sr. Muoz, que foi apoiada quas' unnimemente,
para que o ministerio se apresentasse a dar explica-
res a respeilo do algumas .prisOes ordenadas pelo
enverno da repblica. Essas cxpltcares tiveram
logar, e cntao declarou o ministerio que se haviam
lomado algumas medidas afim de descubrir o autor
ou autores desses versos impressos que linhnm sido
espalhados durante a noitewc corriam clandestina-
mente, tendo por objecto tirar partido do senlimen-
to nacional, transviando-o sobre os fins da inlerven-
co brasilcra, eaccrcscenlou que os individuos pre-
sos linham sido postos i dispusiro dos Iribunaes or-
dinarios para que procedessem conforme a lei, nao
estando presentemente ueohum delles sob a jurisdic-
cao do executivo.
a Estas evplicaciie* satisfizeram a cmara, porm
mais a salisfez anda a declaradlo, repelida pelo
Sr. Chucarro em nome do governo, de que este
proleslava nao desviar-se nunca das formas 1c-
gaes.
O ministro disse tamhem mui clara e terminan-
lemenloqucnan era cerlo, comosehavia pretendido'
que semelhantes prises tivessem sido feilas a pe-
dido ou por nsiii-jaces do Sr. Amaral, ministro do
imperio, nesta repblica, pois que o governo li-
nfa tomado essa resoluco por sua propria von-
la.-'e para garantir o paiz contra as tentativas sub-
versivas.
A 2desle mez disse-se em Montevideo que o
Sr. general Flores linha resolvido deixar o cargo de
presidente da repblica e rctirar-se i vida privada.
Semelhante noticia, nao sendo esperada, abalou nes-
sedia aconflanca publica. Varios senadores e depu-
ladusse reuniram particularmente para oceuparem-
se deste acontecimento, que se julgava imminente.
Segundo nos asseguram alguns dos senhores presen-
tesquellas reooies.s se Iratoo nellasde averigoar
os motivos qoc induziam a S. Exc. a lomar a roso-
luc3o de rctirar-se do poder; e lal foi a incumben-
cia dada a commissao que do leu seio foi enviada ao
presidente.
Ignoramos o que depois se passou, mas assegu-
raram-nos que a renancia nflo seria levada a elfeilo,
e que S. Exc. linha promeltido continuar no poder,
sopporlando assim as rudes provares annexas ao po-
der como om sacrificio feilo ao paiz.
Este successodeu^^ar a diversos eommenla-
rjos, mas a veramc^rarece-nos ser qae S. Exc. se
''enle sobrecarregado com os deveres e responsabili-
dade do poder, que o pritam al da tranquillidade
domestica, prejodicando assim fortemcnle a sua
saude.
Em resumo diremos qoe ludo nos leva a crer
que esla crise nao lera lugar ja; e parece-nos que S.
Exc. se rclirar temporariamente para o campo afim
de reslabelecer a sua saude.
Nesle caso, ficara exercendo as fuiicc,cs de pre-
sidente da repblica o Sr. Bustamanle, presidente do
senado.
Em Buenos-Ayres nada occorrera de interesse.
Na sua revista para o exterior diz a Crnica:
a A crise commercial que annunciamos na nossa
revista anterior continua descaradamente, sem que
at agora se possa prever a sua conclusao. Vieram
augmentada anda as noticias qoe se recebernm do
mo eslado dos negocios as pracas do Rosario, San
Nicolao e oulras do interior que tem eslreitas rela-
nces com a nossa, e, segundo a direccao que v,1o lo-
mndoos negocios, he mui dillicil prever as conse-
qoencas que esta crise trar ao commercio em geral.
A falla de dinheiro a premio he cada vez mais nola-
vel, e por isso o banco elevou o joro do dinheiro a
12 .. ao anno, pagando aos particulares 10 .
Apezar dslo, os melhoramcntos maleriaes do
paz adquirem cada dia maior incremento. He im-
mensa a qoanlidade de novos edificios que se levan-
tam lano na cidade como na campanha, e na cidade
especialmente se conslruem edificios qoe fariam hon-
ra s primeiras capilaes. A febre de melhoramenlo
invade tambem o povo da campanha, onde o espiri-
to de associacjlo acha profundas raizes. Assim ve-
mos que na villa de Mercedes se forma umi compa-
nhia para construir urna ponte, e em San Fernando
se forma oulra para melhorar o seu porte. Pz-se
definitivamente de parle a espada o o fuzil, para se
empunhar o a'vi.lu c o arado.
a L'ma correnle de emigracao comer a aluir .i<
nossas praias, c ha fundadas esperances de que, logo
que se conheRTm bem na Europa a nossa siloacao
tranquilla e as vantagens qoe offerece o osso terri-
torio emigraran laboriosa, esta se ha de dirigir aos
ricos paizes bandados pelo Prata. Todos os emigran-
tes que at agora tem edegado tem encontrado logo
oceupacao, j as numerosas obras que se fazem, j
uos eslahelecimenlos do campo, que cada vez raais
necessitam de braco.
a Venda pois emigracao, quo Buenos Ayres offe-
rece aos qoe se dirijam ao seu solo as leis e inslilui-
roes mais liberaes do mundo, trabalho, proloi cao e
om clima, nao sii delicioso, mas isenlo das numero-
sas pragas que assolam outros pazes.D
De Enlre Hios e das provincias do interior nada
ha digno de mencao.
Corrientes conlinuava a prosperar.
Corra que se liodam suscitado algumas desinlelli-
gencias com o governo paragoayo, e qoe forjas cor-
rentioas haviam marchado para a fronteira.
A imprensa de Buenos-Ayres conlinuava a oceu-
par-sc com a quesiao paraguaya. A Tribuna que
tem defendido com muila hablidade os direilos dn
Brasil, publicou no seo nomero de 21 do mez pas-
sado o artigo seguinte :
a O BRASIL NO PARAN1.
o A entrada da esquadra brasileira no Paran lem
sido um dos Ibemas favoritos da imprensa e dos cir-
cuios polticos lias ultimas semanas. O acontec'
ment era grave, c nem o governo ncm o povo de
Buenos-A\ res podiam v-lo cora indillcrenca. .
o O governo publicou as notas trocadas por esse
motivo com a legarao brasileira ; e o qoe dellas se
dednz claramente he que o Brasil vai ao Paraguay
com inten;0es pacificas. He o qoe assegora a lega-
Cflo na correspondencia publicada ; se lia qoiz en-
gaar o governo, tanto peior para a sua boa repn-
iac,ao.
b evia ou nflo o nosso governo acreditar as se-
gorancas recebldas do ministro brasileiro Tal he
a questao previa que pr'opOe aquelles que eipro-
bam no governo o seu procediinento nesta occasiao.
Nos respondemos que sim ; porque nao ha molivo
nenlium que possa autorisar um humem, e muilo
menos um governo a duvidar da palavra" dcoutro
em quanto nao lem una pro va segura dasoa du-
plicidade c ma f. Com estas allencfles he que pro-
cedem todos os goveruos civilisados ; porque o con-
trario seria romper todos os lajos de respeto e vi-
ver n'um estado de guerra permanente.
Urna terca militar perlencenle a ora governo
amigo se aprsenla em nossas agoas e lenta passar
por ellas. Qual he o dever do governo? Seo de-
ver he pedir conla do deslino desse armamento ao
ministro da narfio amiga qoe o enva. Se elle res-
ponde : o nosso objeclo he fazer uso do direilo ad-
quirido de navegar estas aguas livremente para pas-
sar por ellas sem locar as costas desle estado, e
clit -ini'i in a terrilorio eslraneeiro, o nosso go-
verno nada lera que oppor em direilo, sem se fa-
zer parir n'uma questao que se debate enlre dous
poderes que tem senhorio na parte superior do rio
por onde essas forjas Iransitam.
a Foz isso o nosso governo-? Obleve essa respos-
ta ? As notas publicadas demonstram que fez e ob-
leve algoma coosa mais. Nao s declarou o Bra-
sil que nao quer com essas forras oflender em nada
os nossos direilos privados, mas tambem declarou
expressamente que ao dirigir-se ao Paraguay as
soas intenroes sao pacificas.
tes na violaran do nosso territorio ; porqoe he que
se increpa o governo pela sua apalhia e pelo aban-
dono dos seus deveres ; porqoe se ren-ora a com-
missao permanente al de ter tido uraa conduela
qoe ho quasi criminosa ?
Todas estas acensantes se fazem aos primeiros
poderos dn estada em um artigo publicado na Cr-
nica de honlem ; e pnis qae om grito de alarma
desta importancia se lane,ou no meio de nossa so-
ciedade, nao podemos ficar silenciosos, sobretodo
quando consideramos que as aecusares sao infun-
dadas c a alarma intempestiva.
Deixando de parte o campo dos declamaccs
vagas c pisando no terreno do pralico, qoizeramos
saber o que be que se pretende que o governo de-
via ter feito quando vio edegar s nossas aguas
o armamento brasileiro.
Suppnnhamos que o governo houvesse declara-
do ao ministro do Brasil qoe a sua entrada no Para-
n sera considerada como sima violacao do terrilo-
rio.
Em que situaran nos collocavamos para com o
Brasil ? N'um estado seguramente de rompimenlo
aberlo. Impedindo a passagem a forca brasileira,
declaravamo-nos por este fado em favor do Para-
guay.
Eniao o Brasil qoe faria ? provavelmenle nos te-
ria dilo : sois senhores de cincuenta leguas de costa
na margem direita do Paran ; respeito mnito a'
vossas leis no vosso proprio territorio ; porm, co-
mo o dono de Inda a costa esquerda e do resto ta
cosla direila do Arroyo del Medio para cima con-
sente qoe eo passe, vou passar.
a llavera alguem que, occopando um asscnlo no
governo, aconselhasse quo guarnirn de Martn
(jarcia se dsse ordem para fazer fogo com as suas
duas'pecinhas esquadra brasileira ?
a Aquelles qoe desconfiara das intenroes do Bra-
sil nao vim qoe seria este o modo mais proraplo de
por aquella ilda, chave dos nossos ros, as maos do
o?
nda urna vez, nao eremos qoe se livesse en-
contrado um individuo que dsse muan imprudente
conseldo ao chefe do estado; e os mais calorosos,
suppomos que postos no caso de carregar con a re,s-
pnnsabilidadedu Tacto, se turiam limitado aomdyda-
vel recurso de um prnteslo. Protestar dianle da for-
ra de declarar-se impotente. Qucm querer encar-
i egar-se de desalar da fronte da patria o laurel que
anda a cinge....
Nao faltara senAo qoe o Paraguay, que s com
desdem nos tem pago a iiberdade que llie demos
com os nossns esferrns as balalhas em que elle nao
pelejou, conseguisse anda garantir a sua indepen-
dencia nossa cusa, s porque nos encontramos no
eaminho daquelles que intentam aggredi-lo!
a O Paraguay quiz ser livre e independenle. Com
soberba arrogancia tem elle fallada*mil vezes no seu
pode/ e na sua \ cuitado de o ser. Pois bem, srja li-
vre, e aprenda alguma vez como he qoe as nacoes
independentes manlm os seus direilos. Quando a
repblica argentina reconheceu paraguaya os seus
direilos soberanos, nao reservou para si urna totclla
que por demasiado lempo linha exercido.
Que seria feilo da independencia do Paragauya
sem a navegai-o livro do Paran? Seria urna men-
tira, seria um faeto negativo, que o Paraguay antes
qoe ninguem tratara de fazer desapparecer.
Acaba de passar por nossas aguas um formoso e
forte vapor paraguay. Porque nao llie vedamos a
passagem? Quem nos garante que esse vapor nao
foi bloquear o Rosario ou atacar as possesaes brasi-
leira- do Alto Paraguay ?
a Numerosos barcos de guerra francezes, inglezes
e americanos passam ha dous annos ao largo das
nossas cosas com destino aquella repblica; murtas
embarcarles brasileira passaram tambem, e nin-
goem disse palavra. Porque tanta arrogancia ago-
ra ? A diflerenra est no nnmero ? Mas he que bas-
lou um pequeo vapor americano para balcr-se com
ama fortaleza paraguaya. Ser pelo fim possivel
cora que boje vao? Mas a guerra e a paz sao altos at-
Iribotos da soberana das naroes, e ningoem lem di-
reilo de intromeller-se nelles, a menos qae queira
abandonar a nculralidade.
- (Sea entrada das forjas brasileiras no Paran he
um mal para Buenos Ayres, n3e de o governo ac-
tual que a occasionoo. Tudo quanto hoje eoccede
nao he mais do qae a consequencia- legitima, neces-
saria, inevitavel desles dous faetos aoteriores:
1. A independencia do Paraguay reconhecida
por Buenos-Ayres;
a 2. A dissolocAo da narn argentina sanciona-
da por Boenos-Ayres.
e Recondeccstes a independencia do Paraguay ?
Pois deixai-o usar della em loda a plnilude dos seus
direilos; e assim como nao sois responsaveis de que
elle trate com barbara torpeza os agentes das naques
amigas, tambem nao o liareis de ser pelas conse-
quencias que a sua imprudencia Ihe possa acarretar.
a Tivesles de sauccoosr a separado temporal da
najao argentina? Pois fesignai-vos a supporlar os
graves inconvenientes desta sitoarao anmala; situa-
do qoe d lugar a que, se quizerdes dizer ao Bra-
sil : .Vilo paites, vossos irmaos, senhores jlo res-
to da casa, llie digara: 9 Supporlai-o, e procorai dar-vos pressa era fazer
cessar este eslado de eousas, que, se se prolongar,
acabar por nos tornar o ludibrio dos poderes estran-
geiros.
Nao de, pois, o governo c muilo menos um dos
seus ministros quo por si s nada pode fazer; nflo
sao os representantes do povo acensados sem razan
de abandonar os seos deveres: nao he a commissao
permanente, que em verdade nao lem molivo para
convocar a assembla geral; nao he nenlium delles
que lem a culpa da entrada da esquadra brasileira
nos oossos rios. He a forja das cousas. Sao os fae-
tos preexistentes, cojas conseqoencias falaea aerlo
irresistiveis emqoanlo nao pudermos reconstruir a
nacionalidade argentina, e formar de todos os esta-
dos do Prata urna liga poltica qoe nos tire da infe-
rioridade relativa em que estamos em relajas aos es-
lados americanos que nosrodeiam, e particularmen-
te o Brasil.s
15
Por decreto de boje foram creadas mcdaldas de
dislincrao para screm conferidas s pessoas que se
lomaren) nolavcis por serviros extraordinarios pres-
tados humnndade.
Publicar-ie-lia a sua inlregi.
S. PALLO.
6 de marro.
O conselheiro Cabral apresento, na primelra ics-
sao da ctnigregacao da fteuldade de direilo desla ci-
dade, a memoria histrica acadmica de que havla
sido encarregado no auno passado.
Consla-me que S. Exc. otTereceu nina revista
seiontifira, e nao simplesmenle urna memoria, o que
este trabalho foi altamente apreciado por seus colle-
as. A momoria contm duas parles: histrica e
cientfica. Nesta, seu antor expoe o grao de desen-
volvimenlo a que fui levadn o cnsino das sciencias
jurdicas e sociaes nesla faculdadc.
A julgar pela exposjao do conseldeirn, ampio des-
envnlvimenln gandaram as sciencias sociaes e jur-
dicas. No direilo natural, o desenvolvimenlo tomou
vastas propnrres. All Iratou da pdilosopda dn di-
reite segundo a escola altemaa, e mostrnu o grande
meldorameuto que esla facticia obleve pela llieuria
de h'rause.
Nos outros ramos de ensino publico, me dzem, o
conselheiro elevou-se altura dos seus grandes co-
nhecmenlos.
Conclue a memoria apresenlaudo o plano de dnus
compendios, para o uso das aolas, do pratica e de
direilo administrativo, considerado primeiro como
ciencia, e depois organsado segundo as bases da
constitoijao brasileira.
A necessidade de um cempendio para a aula de
pralica he muilo sentida, nrmente depois que co-
meraram a vigorar os novos eslalulos; grande ser-
viro faz seu autor otlereccndo-o cnnurcgacan,
Enlrclantn, dependendo a apprnvaro definitiva
do governn geral, faz-sc velns para que se comsiga
este meldoraraenlo.
9 de marjo,
Chove a canteros. A alluviao de acadmicos viu-
da no Josephina, e qoe nesla manha vem entrando
pela cidade, leve ama recepeo pluvial. Montados
em cavalgaduras de ossos, dessas que se dao aos in-
fortunados viajores, vem soflrendt, o preliminar do
anno lectivo, que ahi arma carranca.
Enche-se poir a cidade, c o sino de S. Francisco
j se prepara para acordara joventude s 7 manha.
J v que grande alegran nina pela casa da lava-
deirae cuzinheira, pois que chegaram os freguezes
de mao arga, sendo qoeaptsa edegada nao da p-
renle pobre, nem carteira vazia.
< alegrlio nao *e limita a lavadeira e cozinheira ,
coitadas: as sangras desta classe nao matam. Ah
cstao os botis bem reformados para as doras de dis-
Iracjao; c, se houvcr cJt/6, melhor, pois que he um
sorvedooro de tempn e dinheiro.
J urna grande parle de acadmicos encheu o li-
vro das matriculas, de sorle que os chegados hnje j
enconlram urna boa parte da tolda lomada.
Os lentes que sao dcpulados provincaes nao dei-
xam suas cadeiras.
Fecho este tpico, qoe aqui Irouxe para Vmr. sig-
nificar a seus assignanles que os edaros lilbinbos aqui
aporlaram sem fracasso algum : ao contrario j a no-
ticia do faci linda corrido a cidade, como succede
sempre.
O Sr. Nabuco de Araujo lem sido abencoado
hoje por loda a cidade.
O corrcio do Josephina, chepido ha pouc'o, Iraz o
regolamento das rustas, que veio supprir urna la-
cuna deploravel no nos.'O furo. Esla medida, cujo
alcance s pode comprehender quem de mullido no
furo, era reclamada pelos primeiros interesse da or-
dem publica, e o conselheiro que a promulgou re-
commendou ainda raais o sea nome no Brasil.
l'ra regulamenlo de cusas que viesse remitir ao
caduco que ahi tnmava lugar na legislacao, vai dar
nova vida aos negocios civis e criminaos, adormeci-
dos pela falta de estimulo e inleresie da parle de al-
goiis funecionarios. Para lhe mostrar como vilo os
negocios criminaes nesta provincia, baste dizer-lhe
que era raro enenntrar-se ura ollicial de usura para
fazer ama cilajao (ora da cidade. Por islo regule o
mais.
Consigno pois aqui o agradecimenlo de loda a po-
pulacao, de que he credor o actual rninislrn da jus-
lica, qoe rejeila os commodos palacianos em benefi-
cio das necessidades publicas.
S. Exc. sempre foi reconhecido como foneciona-
rio laborioso, que nao duvida trocar o remanso do-
mestico pelo trabalho do gabinete, pela considera-
ran das necessidades de seu ministerio.
Honra llie seja dada.
J que fallei do remedio derramado no foro ador-
mecido, devo consignar aqu que a medida necessita
de oulra que llie seja complementar.
A romlican dos empregados do foro crime foi mo-
ldurada. Masque do da garanta para seos direilos con-
sagrados no novo regiment ? A cmara municipal,
era regra geral, tem negajao para p^gar cosas:
acreditam menos gloriosamente alguns vereadores
que lie um favor o pagamento de eustas, sendo que
ellas sao ura direilo dado e garantido pela lei. Em
S. Paulo especialmente a cmara lem horror s cus-
tas, quando ella deve saber que ellas sao urna tfiei-
da : he rara a realisajao do direilo, e illude-se a
disposicao legal dizendo-se desfasadamentenao da
quola.A negacao da cmara nao differe do ca-
lote do particular senflo na forma. Venda um reme-
dio, seja de quem for, para fazer eflectivo o direilo
dos empregados sacrificados, porque o tal executico
nao lem forja para a eorporajao municipal, como
prova a experiencia constante.
Nao dou m idea de minha provincia, firmo urna
verdade que se observa em lodo o Brasil; as cmaras
consideran) um disperdicio o pagamente de cusas,
quando a lei as garante a seas servidores em falla de
ordenado, ou em accrescimo delle.
Islo que levo dilo nao vai com vistea cmara,por
que seria clamar no deserte. Vai enm visla ao Sr.
Nabuco, era quem o povo tem f ; e o povo diz que
este ministro, se tarda, nao falte. Eu tambera digo
assim.
Nao dgvo guardar silencio sobre o que vai pe-
la assembla provincial.
O Dr. Silveira da Molla, allendendo i crise econ-
mica que ja se divulga nesla provincia, acaba de ela-
borar doas projectos de grande alcance.
Em um bullanle discurso moslroo que o remedio
para as enfermidades que vao atacando a prosperi-
dade da provincia nao pode consistir senao em duas
insliluijcs; a creajao de estabelecimeolos de cr-
dito que proporcionen! a nossa iodustri agrcola os
mciosqne hoje nao tem, e a acquisijao de mais per-
feilos meios de transporte.
Em consequencia offereceu i considerajao da as-
sembla um projeclo de tepresenlajao aos poderes
geraes.
Na mesma occasiao offereceu oulro projeclo,
que comtitue a materia mais imprtenle das discus-
(Ocs da assembla. Tem por fim autorisar o presi-
dente da provincia a conceder a garanta de 2 de
juro a qualquer companhia, nacional ou eslrangera,
que contratar com o governo geral a tonslrucjo de
urna estrada terrea de Santos a esla capital e inte-
rior da provincia, urna vez que o governo geral con-
ceda a garanta de interesse ao menos de 5'. Esla-
tue ainda o projeclo qoe esta porcentagem provin-
cial ser addiconada a garanta do governo geral,
ficando a provincia obrigada somenle no caso de os
prejuizos da compandia cicedcrem a garanta do
governo geral, ecom as mesmas condijoes da con-
cessAn de 5 %.
Esla idea fui applaudida sem excepjJo, porque a
idea de linba frrea se liga aos inleresses de todos
os Paulislas, mrmenle quando testa da empreza
cslaumn personagem de tanta confianja como o Sr.
Monte-Alegre. J passou em primeira discussao,
pois que sobre a ulilidade e constilucionalidade da
idea nao ha que queslionar ; todava era segunda
discussao levanlou-sc a opnio de que compria re-
meltei-se o projeclo a corlas commisses para re-
considerar a materia.
Os senarios desla idea protestan) qae nenlium
desejo de protelar os anima, que seria mesmo re-
pugnante e contra os inleresses proprios enlorpecer
a realisajao de um lal melhoramenlo de sua pro-
vincia. Justificara a emenda cora a magnilude do
comprnmisso que os cofres provincaes vao tomar:
qfierem que se examine mais profundamente a ques-
Mo, as rondires da ohrigarao a que a provincia se
vai sujeitar; querem finalmente que se fixem lodas
as circunstancias que rodeiam o comprnmisso, acre-
dilaudo que o estudo aprofundadn da questao nao
comporte prejuizo algum empreza, pois a assem~
bla est no cornejo de seus trabaldos, e lhe resta
lempo para a decisAo.
Todava lenho ouvido opinies divergentes em rc-
lajflo cxlensao da estrada. Querem alguns que
ella comece de Santos c pare na capitel, como om
cnsaio ; outros julgani conveniente leva-la al Juu-
diady.
O qne de bem cerlo e provado he que ser urna
verdadeira extravagancia legislalva qualqner deci-
so intensa estrada de ferro. Ja nao podemos pro -
seguir no actual estado primitivo, que he o eslado
do lempo de Adao do burro e da cangalba, na phra-
se do Sr. Silveira da Molla, "ou dos Arabos com as
suas caravanas de camellos, na do Sr. Barbosa da
Cunha.
Estreou a discussao da fixajao da forca policial,
que chama grande concorrencia de povo as galeras
da assembla.
He nella qae legalmenlc so consom bom lempo
dedicado a audiencia da oratoria.
Cabe aqui fallar-lhe da alfiludc que a assembla
tem tomado para com a admnislrajao provincial.
Pelo que lenho ouvido as discussoes, c pelas vo-
tajoes significantes, ve-se que a assembla deposila
confianja no Sr. Saraiva. Todava apparecem doas
depulados, os Drs. Barate e (iumbleton, que se de-
claran! era diametral opposijao.
Ullimamente estes dous oradores tomaram loda
hora destinada discussao do projeclo de forja para
alacar a admnislrajao.
O llr. Barata estendeu-se longamente sobre os ne-
gocios pblicos, atacando com virulencia a poltica
de conciliario seguida pelo Sr. Saraiva. Scguio-se
o discurso do Sr. Uumblelon, que collocou-se qoasi
no mesmo terreno. *
A censura desles dous depulados nao convergi
para a parle administrativa da presidencia ; profli-
garan) o systema conciliatorio, c algumas nomeacOes
de polica.
l)izem-me mesmo as preminencias da assembla
que a opposija* cifra-se uestes dous votos ; que o
restante da casa presta adhe-an presidencia.
Nao lem sido perturbada a tranquillidade pu-
blica.
O foro crime da capitel vai em larga aclividade,
procedida ta entrada de cento e scssenla processos
que o promotor da capital foi dcscobrir extravagan-
do fura do cartorio, c cstagnados. c cujo andamento
requercu. Sao processos do lempo do Dr. Furtatlo,
que cslavara em ferias, era' perigo de alguma pres-
cripcao.
Veja como ia por aqui o nosso foro crime. Fe-
lizmcule o presidente actual atiende a todas as rc-
prescntajOes, e tem providenciado em ludo aquillo
para que se lhe pede apoio, e que aclua para a boa
admnislrajao da juslija.
O edefe de polica acad de descubrir os vesti-
gios de um crime grave, que nao sci se j lhe re-
fer.
Por occasiao de se fazer um pequeo desvio na
estrada de Sanios, enconlrou-se, no cavar a Ierra,
duas ossadas que denolaram ler-so feilo am enterra-
mente.
Examinada a cova encontraram duas ossadas de
om homem e um animal, que alguem cautelosamen-
te all linda escondido.
Nole-se que o terreno cavado de quintal do um
murador anligo daquelle silio, e qae de mais a
mais, rotuma recoldcr viajantes.
Semelhante apparijaosorprend'eu, sendo cerlo que
all se commeltcra om grande crime. O cadver sera
naturalmente do algum viajante qae se linha aro-
Ihido aquella hospedara. Alguem quiz lucrar com
a sua morte; c, para atestar loda suspeila, cuidoa-
se de malar igualmente a cavalgadura do hospede,
enterrando-a com elle.
Foirecoldido priaiio o propriclario da tal cora
de Caro ou Tatema do Corvo. Elle nos saber di-
zer qucm esconden na trra o viajante c seu caval-
lo: estas cousas nao se fariam sem conhecimentodo
senhor do predio.
O chefe de polica este instaurando o processo
A ultima hora.Depois de daver encerrado esla
constoa-me que na sessao de boje passou, em se-
gunda discussao, a porcentagem para a empreza da
estrada de ferro.
Veio tim substitutivo darmonisar as opinics,e er-
se que unnimemente se volar na terceira discus-
sao. {Carla particular.)
v (Jornal do Commercio do Rio.)
CORRESPONDENCIAS DO DL\ RIO DE
PERNAMBUCO-
Natal 21 marco
Odomem pe, eDeos dispe : de mxima muilo
anliga, e ainda agora me vejo dcbaixo della. India
apruraptado a minha missiva para lhe mandar pelo
f.'Hdimnrr/.pnreni tees cusas bouveram, que quan-
do eu eslava bem descanjado soppondo que ella ia
barra Tora, a enconlrei sepultada nn moniao de pa-
pis, que enchem minha velh, eesfarrapada paste:
como porem nao lhe quero mandar caldo requenla-
do, vai aquella refundida nesla : creio que me per-
cebe.
Meu charo, nec semper lilia florent! Em uma
das nimba ultimas lhe disse que gozavamos da paz
profunda, boje porem lendo a infelicidade de nao
llie poder dizer oulro lano ; mo pense porem, que
nossa cidade aeda-se qual Sebastopol cercada pelos
Alliados, ou oulras coosas semelhantes: nao, quero
fallar da paz interna.
Na Bocea da Malta, o subdelegado supplcnte em
exercicio leve na l'ra/.e dos nossos tabarcos ura corta
broxacom um.individuo que all mora, por nome
Marcolino.eseguudodizem por causas femenis; fossem
estas, ou masculinas,o qae sei he que o resultado foi
passar o tal Marcolino as cordas, e formar-lde nao
sei quanlos processos, dos quaes uns foram incendia-
dos, e outros afogados, eanda se salvaran! dous, um
poriDjuriaao dlosupplente,e que foi definitivamen-
te julgado pelo subdelegado efleclivo, que he to do
supplente, que considerou o crime policial, a despei-
to da presupposte injuria lersdo dirigida a uma au-
toridade em razao do sea emprego: o preso queixou-
se ao Dr.chefc de polica da violencia que soffria com
orna tal prisao, o o resultado de ludo foi que foram
dcmillidos o lioc o sobrindo, porque em vez de rc-
conliecerem seu erro.quzeram jogar as cristas com o
Dr. chefe de pulira,que n3o estando disposte a sanc-
cinnar seus caprichos,propoz a S. Exc. as deraissoes.
llalli se lem creado, na pdrase parlamentar,um taman-
du, que tem deitadu suas nudas a muita gente, mas
creio que a poneos filara, o Marcolino ja foi sollo
por meio de lianja;vercmos o resto digo.o resto por-
que se afllrraa que o negocio nao parer aqui; e ain-
da que eu nao vejo estradas por onde elle possa conli-
nuar,todava fleo a espera. O delegado de Extremuza
cujo termo pertenre a Bocea da Malla passou o exer-
cicio ao primeiro supplente Mauoel Leopoldo Soares
da Cmara, propriclario d'aquelle lucar, c digno dos. Agora quizeraque oSr. mea patricio Itio-Gran-
maiores elogios pela sua inlcireza, e honradez : uns dense, que me fez a honra, de, no seu conceilaado
uera qne o que derlugar a isso fora ollicios pican- Diario do primeiro de marjo crrente dirigir-me al-
ies, e indecorosos,que o subdelegado dirigir ao dcle-
satlo por occasiao da questao .l/arco/HO.oulros dzem,
que fora por ter-lde morrillo uma lia, e ser-lde mislcr
sadir do lermo para cuidar do inventario, por essas
Causas; nao respondo eu.
No dia 9 do correnle encerrou-se al. sessao do
Jury nesla cidade foram nella submeltidosa julgamen.
lo qtialrn processos, 2 por estupros em suas proprias
(ilhas, e 2 por ferimentos; quasi que era desnecessa-
ro dizer-lhe que foram todos absolvidos : bouveram
duas appellajoes, uma do joiz de direilo, e oulra de
Promolor.
Para que Vmc. saiba qae nao me esquejo de con-
correr no meu lano para qoe seu Diario seja o mais
noticioso possivel, incluso adiar um mappa demos-
trativo dos julgamenlos pelo jury, em cada uma das
comarcas da provincia, durante o anno passado, que
llie .rogo queira publicar.
Finalmente eis realisado o men prognoslico acerca
do l)r. Joaquim Antonio Airea Ribciro, medico do
partido publico desla provincia; segu elle nesle va-
por, deixando alguns amigos em extremo penalisados
por sua retirada, e a provincia entregue a orphan-
dade, se assim se pode dizer, acerca de mdicos. Al-
guns membros da Illm.-1 sem que al hoje cu podes-
se descubrir a causa,manifestaran! uma opposijao ao
Dr. que al lhe negaram o alleslado|de exercicio doj
mezes de Janeiro e fevereiro sobo pretexto de ter o Dr.
ido a (ioianninda por alguns dias, como se os dcti-
les daquelle municipio nao livessem igual direilo
aos soccorros do medico da provincia ; islo fez con-
vencer ao Dr. que cra-lde impossivel conlinnar a
exerrer aqui seu cargo em viste de ISo manifesla op-
posijao, por isso segu para ess) praja, aonde Dos os
queira fadar meldor, e os honrados, e hosplalciros
Pcrnambticanus bem appreri; r suas elevadas quali-
dades, e nao vulgares conliecimentos mdicos, do que
(rio exuberantes pravas, principalmente nos tres
ramos de odos,ouvdus, e parios em que muilo se
(em distinguido,e eu o recomend ao rae amigo pelas
suas Mas qualidades, em que encontrar a sizudez ]
do carcter inglez, despido de orguldo, e de em vol-
(a com a maior tlelicadeza, e urbanidade.
gumasobservajOes acerca do acolhimenlo de Dr. Ri-
beteo aqu,me dssesseainda se andei eu muito erra-
do, quando escrevi aquellas lindas, que me fez|favur
contestar: para prova de quanlo disse, baste o acloda
cmara, porque tambem nao era possivel, que lodos
em geral fizessem opposijSo ao Dr. a elle porem re-
mello o Dr. que melhor Iht responder, e entao *
convoncer o meu patricio, que bem incerto foio ca-
nal por onde houvc as nformajes, que publicou em
seu citado Diario ; canal sem duvida obstruido pelo*
prejuizos, de queja me qucixei: basta dessa mate-
ria, que reconhejo melindroslssima ?
Em dias do correnle mez deu a costa no lugar da
Pipa.termo deGoianninhauraa lancha grande e nova
sem ruina alguma, e sem se saber donde : alguns
alrboem a alguma fuga de presos da ilda de Fer-
nando que, como sabe, nos fica qdasi fronteira,^ mas
ate boje nao se tem descuberto ninguem que de novo
viesse para aquelles lugares ; eu creio antes qne fos-
se algum extravio de alguma embarcaja qoe por
aqui passasse, como quer qne seja fica ella em depo-
sito e entregue ao juiz municipal d'a quelle lermo.
I i vemos abundan. ;h do chovas tanto na capitel, e
seus suburbios, como pelo centro, lano que oCear-
Merim, eis com grande cheia, o que causou 't nao^
pouco prejoizo aos plantadores de soas margeos, m"
nao o esperando lao sedo,ainda senao linham, f
parado para essa visita.
Foi adiado o jury de Goianniuha, por nao hav
tropa para a conduejao dos presos,; que cram em nu
mero de 20 e tantos.
No dia 18,no lugar do Brreiros, termo de S. Gnu-
calo, um individuo espamcou a oulro, e sendo logo
procurado pela polvt'ia,fez-se aos matos.
' No mesmr dia um oulro individuo surrou com
uma pea ai ama mulher na povoajao da Bocea da
Malla no lugar ('.apellas: nao consta que fosse preso,
mas o delegado supplente ja ae acba instaurando
prucesso.
O que heide dizer mais ?
Saude, bons patacos lhe dezejo ele. ele.
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IO = 0 B 9 - Seu procurador. 0 en C o 5" s
Si 0 V 9 I es 9 9 9 9 9 9 9 es O denunciante.
1 Dilo por procura- s
9 res = 9 9 9 = dor. e
Cs 1 1 Cn 1 '*.' feO Kj K) EB . 0 promotor. c -1
-1 s U w 0) -- r 1 l a k> 10 2 Sumero dos rcot.
i a, 1 -M c u M Ci M * C" 1 i- O 10 -= Particulares.
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M * c*a 9 O 9 V V ah 9 9 m+ H B Pblicos. B i
; 9 9 1 ; j r - 9 9 k* K) - ; Policiaet.
!t 10 ^* a* IC U. &4 (A -i 10 9 ConiemnacBu
8 co to Cn W * co - & O - Pelo jury. >
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PARAHIBA.
19 de marco.
Ha mais de meia hora, que paira minha penna so-
bre o papel, sem poder encontrar assumplo era que
se eulretenha. Tanla he a Talla de novidades Te-
nho lido tenlajes de corlar-lhe o bico (da penna)
derramar o linleiro, rasgar o papel, e chamar o pri-
meiro massaule, que passar na'rua, para vir contar-
me histerias de sua avti torta ; mas he este o meu vi-
cio (o escrever, que nao aturar massantcs) e V. deve
saber, naodirei que por experiencia propria, a forja
do vicio, e quanlo nos elle domina.
Alem disso ha ura nao sei que de amor proprio,
que nos veda o silencio, e me tez temer a perda dos
foros dedecaoo,dosseus|correspondenles,com os qoaes
muilo roe apavono; pois, he mister confessa-lo, nao
he l qualquer honrara o ser o mais velho de lao 110-
bre, Ilustrada, e alegre corporajio. Quando eu ve-
jo surgir de um canto uiti correspondente, deimagi-
nac.lo ardeute, como uma imaginajao brasileira, vi-
gorosa como a natureza do solo em que nasceu, bri-
1 liante como a vejeta j.10 de nosso paiz, livre c inde-
pendenle como nossos auligos patricios, alegre e ri-
sonha como s nos o somos, ufano-me, e digo, cheio
de salisfajao:eis mais um que pertencea nossa oc-
culta sociedade, mais um irmao, qne nos procara,
mais um alliado, que nos vem auxiliar na lula con-
tra o crime, e a immoralidade, nessa lula lerrivel,
era que nos he misler couslancia, resignajao, e pru-
dencia ; em que armados da verdade e juslija te-
mos de resistir aos golpes da calumnia, e doeslos,
com que procurara ferir-nos alravez da capa do an-
nimo. Eis, continuo em mea enlhusiasmo, raais ura
collcga no santo sacerdocio de profligar o crime, e te"
ze-lo horrorisar, do elogiar a virlude, c fazc-la res-
peitar! Eolao fajo supplicas aos ceos, para que
aquelle adepto se nao traosvie da melindrosa senda,
que deve seguir ; para qoe, por amizade, odio, ou
oolra qualquer considerajao, nao queime incensos ao
vicio, e nao doesle a virlude.
Oh! aquelle, que assim o flzer commetter um
sacrilegio lerrivel! Desvirtuarsua missao, descon-
ceiluar seu sacerdocio.... seja maldito! I
O que ha de comraum, dir Vmc, em tudo isso
com as noticias? Ha muito, crea-me. Ha um cn-
cadeamenlo em lodas as cousas nesle mundo, sublil
c quasi imperceplivcl he verdade, mas ncm por isso
menos real, que obrigou a um anligo a dizer, qne o
universoeraum grande systema,c por.isso ludo quan-
lo vemos, quanlo senlimus,quanto pensamos,tem uma
relajan, mais ou menos prxima, maior ou menor
palpavel, enlre si.
Nao me obrigue a provar alhcsc, porque cnlo vou
longc, e ai de seus compositores, ai de seas Icitores.
1'rova-U-lici, soraente emquanlo ao caso verlenle.
Nao quero deixar do cscrever-lhe porque desejo con-
servar os foros de decano, e um dos mais frequeu-
tcs, dos seus correspondentes ; estou quasi baldo a
naipe de nolicias; prtenlo nao ha remedio, se na
moslrar-lhe por um longo rodeio quanto me honra
aquella precedencia, definir por accideus uoasa mis-
sao, mostear sua nobreza, previuir seus desvos, e fi-
nalmente, o que he mais importante, encher uma
missiva. Eis a cansa. Arelajao torna-se patente,
se notar, qoe he uma noticia o dizer-lhe que no le-
nho nolicias a dar-lhe.-
Agora tenha paciencia emquanlo odjo um mas-
sanie, que este aqu como uma moriaeoca, para pro-
var-me, que he um doscidadaos mais prestantes, e
que mais ha sido esquecido pela ingrata patria, lie
licenja....
Depois de doas longos horas, as quaes me tor-
tarou como ama clica, deitou-me o carrapato.
Provou-me, que seu pai era seu pal, e filho do
Sr. seu avo, qae foi filho do Sr. eapiteo-ror da Ja-
coca. Creio que ainda tomos prenles. Suslenlou
e bem, que lodo quanto ha all de bom a elle o de-
ve o paiz. Corteo maltas, abri rios, matou cobras,
e espantou feras. Fez campanhas aldeou indios,
araanjou cavallns, e creou porcos. Fez plantes, abri
rossados, cultivou terrenos, e planteo o primeiro pe-
de bananeira prata, e por signal que a primeira ba-
nana da primeira penca, do primeiro caixo, d"
primeiro p, foi comida por S. Ex., o Sr. presiden-
te de entao, Finalmente, com magoa o digo, n nobre
descendente de lao nobilisaima estirpe, ooerado de
lao imprtenles servijos, nao tem podido ser inspec-
tor de quarteirao no lugar de seu e meu nasci-
mente E o que lenho eu com isso 1 dir ainda
Vmc. Era exactamente o queeu dizin ao massantc;
roas elle, sem dar o menor cjvaco, fazia o que ron
fazer coolinnava...
Quando elle eslava lalvez na qninla parte de na
tremenda tova, cisque chega um matlo, in mino-
ribus, grajat a tolerancia fratqueira da cmara mu-
nicipal, e, sem mais prembulo, foi dizendo.
Dos o guarde, tiohd meo!
O que ha camarada ? respondi-lhe.
Acharei por aqui o sioh... nao me lembra !...
um lime, que tem amislade com o corrompenle do
Diabo de Pernambuco.
O qne, homem ?
~ En sei l 1.' He um lime, qoe diz ludo qae
faz a nutro que escrew l na pilographia....
Ah He o Meireles 1
Oh nhor sim, isso memo, isso memo.
Yeio-mc a lentejas de saber o que hara, e disse-
lheMeiieletsou en. Diga o que lhe quer.
O seu Z Domingo raandou-me c.nhor sim,pra
dir a elle, queme furlaro l na iuspccju duas Me-
cas de la... -
O que 1 Furlaram-lhe doas saccas de la na
nspccjao:'
Uma carga,nhor sim,por stenal.que eu a truxi
no meu rodado de estrella na leste, bom cavallinho,
bom cavallinho....
E voss* porque nao te qaeixa ao subdele-
gado ?
J ful, nhor sim, e elle fea vistoria no> Blmo-
;em, mas nada appareceu.
E como foi isso ?
Euvil, se eusoobesse linha tiste/ se ea
r*
s
l
MUTILADO
kal
-
V
IIEGIVEl


2
OURIO DE PEMUMBUCO, SEGURO! FIRA 2G DE MARCO DE 1855.
Uj.1
t-
*
i
visse o ladri), eiilo com este.... E nilo|deseurolou
um alentado harnlhau do alcance, capai de chegar i
Crin a.
EnlAo perden as saccas'? Aqu o malulo
Eslava viuda neniando r.o favor, qua me tinha feito
o malulo, (piando chega a mim um homem decen-
temenle vestido, do lucia idade, o assim com visos
de seuhor de engenho, por que tinh.i, alm de ou-
lros sy Diplomas, a borda* do chapeo niveladas como
baca, c me diz, depois de uro respeitoso eurapri-
Diento.
Pode-mefaaer o favor dedi/er, onde mora, aqni
o Sr. rliefe de polica, delegado, oo subdelegado?
Smc., um hornera serio, e de idade, lem an-
da dependencias com a polica, em Ierra estrariha '.'
O que quer ? Mandei vir do l'eriiamboco pa-
ra o meu engenho, par intermedio do mea amigo
Retumba, duas I ai xas de ferro. Chegaram muito a
meu contento, vi-as, tomei conta d'ellas, paguei-as,
bein como ofrele. Tinh cada urna d'ellas escripto
cm lellras maiusculas, de tinta brancaM...nome
do meu engenho. Mandei buscar urna, a flcou-me
a oulra ao pe da alfandega, onde eoslumam todas
eslar; agora venho procura-la, e nao a encoritro.
Una laixa de ferro, senhor, nao be cousaque
se conduza assim sem certo espalhafalo, que passe
desapercebida; portanto deve facilmenfe encontrar
o..... Nao quiz dar o nomo proprio, porque logo vi,
que all andava grvala limpa.
Sim senhor, retorquio-me o honesto homem,
vi quem a lirou, para manda-la para o engenho de
um correspondente, fui oSr. C.....
Entilo ello Ih'a pagar. Talvez confiado na
sua .imisade o fiessc, certo de que o senhor nao le-
vara a mal.
Amisadc I Aqni o homem pulou como se liou-
vcssii visto um reptil, lambem se lem amisade sem
se saber'.'
Nao, mas pode-se ter sympalhia.
Agradero, senhor, a sympalhia, que se enca-
madla as minhas taixas. Eu nao tenlio relr,es
com aquello senhor, e nunca lancei mo do alheio,
porque a isso chamavam mcus pais...
Sim, sim, se muito bem como chamavam ; mas
porque-nSo se eulcndc coro o Sr. C...?
J me entend, etlle dsse, que tendo recebdo
do Sr. I...., sea correspondente, urna tai vi para con-
certar, Ih'a furlaram do porto, e que por isso lancou
mi d'aquella, que tala em U...., oude eu a poJia
mandar procurar.
Nao est mo systema de restituirte. He bem
lembrado, e escapou a Mojes, a Soln, a todos os
celebres legisladores, anda das ordenaroes affnnsi-
nas. Com que furlam-mc, v. g. um burro velho, e
"nde encontrar um moco posto laucar ro3o d'elle ? !
-. ("...., se me nao engao, comprou o engenho
.eu correspondente ; portanto elle Ihe dar a
Servida t Nao a quero.' Ellctirou-a nova, no*
va m'a ha de entregar. Da mesma qnalidade...
Sanbor, tome u ,meu conselho, o Sr. C... he
rico, vidente, e....
Iiisso faep pouco caioj a de qualquer forma elle
me paga.
, Enlao procure a juatice, e nao a polica; por-
que a aleada d'esta alcanea a pequeas qiantias, na
pelas qaanlias; mas porque os grandes nao se occu-
pam com estas.
Tomarei o sen conselho; mas o C... paga-uto a
taifa e....Foi seguindo, vendendo azcte as rana-
das, l'obre homem, disse ea, perdeu sua laixa Nao
sabe em que est metlido !
Como sympalhisei, nSo com a taixa, mas com
pobre homem, e como ella foi comprada pelo meu
amigo Retumba, que.ro seguir esse negocio al sua
lina) decisao, e enlao, se elle nao for indemnisado,
publicare! nominalmcnleas figuras d'essa empnlgarin
o tambera a de um advogado sem ttulos, que gros-
seramente se apresenlou defendendo os direitos do
primo orcupante, nicos que elle moslra reconhe-
cer, sem .illcuder a qualidade das pessoas com que
fallava, que nunca serviram no batalhao de milicias
de Mamaaguape. Eis chega Meireles.
EnlAo, Sr. Meireles, o que ha de novo '.'
Estamos muilo adiantados, sobrara-se uj;
laixa, e metiese as algibeiras um par de sacca
de lia no Varadouro com urna facilidade c.paii
losa.
E quem faz essas mgicas 1 ^,
Sei; mas nao digo. y
Eulo porque ? ^
Porque espero., juie se corrijan)
He d'ageraesia deseo
Nao.
EnlAo nao espere, que se corrijam sem arru-
mar-lbcs, e derijo.
Esperemos a primeira. Esperemos em boa hora.
He urna vergonha para o commercio, o andar o
subdelegado pelos armazens dando buscas em pro-
cura de furtos. He da dignidade delle o ter cau-
tela, e dcscobrir o industrioso, para denuncia-lo e
fazc-lo punir como vergonhoso e miseravel ralo-
neiros....
Daqui por dianlenao prestei mais altenrao ao
k Meireles, pos eslava pensando cm oulras cousas;
uando meu espirito se despremle. e sola as azas,
adeos, nada oconlem, e divaga como quem foge da
priste.
Nao llic direi quaos foram seus devaneios, por-
que no quero reincidir IAo amiudadas vezes ; mas
Dio perderei outra occasiao como esta.
A tranquillidade publica, e seguranza individual
\ o bem. 0$ thuggs do (regoas ; mas a polica nao
acceda. '
A salubridade publica vai sem alterarte, pjrem
o sacrista, successor do amendoim esl cada vez
mais desesperado pela corda. Tem una sacia de
meninos que nao deixam parar o sino. Para mc-
llior commodidade prende a corda na parede in-
terna da greja, prxima a porla da entrada, do sor-
te quo cada muchacho, que passa, entra, loma
agua-benla, e d um puXavanle. Por.iBso o Ihe-
soureiro da lotera de S.-Pedro Goncalves ainda
nao quiz dar contas, para quo a igreja nao soja con-
cluida, e elle nao lenha por vizinho incoinmodo
um sino.
A illustrissima, empoleirada no hotel Chagas,
vai menos marcial, porm mais commercal. Am-
ia nao deferio mioha primeira pelican, com tudo
lar-lhe-hei segunda. Illustrissima corporarte das
inaKbrilhanles Tendo a bondade, por vossos a vos
iiobilissimos vos peco, de seguir pela roa das Con-
vertidas, da quina do quartel de polica, com as
cautelas devidas as voasas pernas municipaes, e, se
pdenles salvar as crteras, que lem feiloas cachoei-
ras, conlinuai com o nariz rumo do passo, nesse
trajelo encontrareis, oorporaro illuslre, lanos ca-
valius ( fallo dos de quatro pes ) por tal forma en-
trelazados, enllocados em to diversas posieoes, que
fcilmente, perdidos vossos distinclos membros enlre
elles, vos confundiris, a ponto de nao distinguir-
dea uus dos oulros ; sem que, apezar dos vossos no-
bres esforros, possais proseguir sob pena do esbar-
rar aqui na cabera, all na anca de um alentado
quadrupede. Tal ser a confusao dos vossos moni-
cipes de quatro pes, qae se olhardes por cima s ve-
ris orelhas c caudas, se por baxo ps o palas. A
cada passo, corporaeao illuslre, cahircis em um se
medanle lab} rinllio, bem contraro vossa digni-
dade, porque os vossos fiscaes, muito oceupados al-
leem-je esq uccido das vosea* posturas cavalla-
rcs. Eu, Ilustre postiiranlc. tenho tdo occasiao de
vollar da ra, teniendo penetrar em lal lote, onde
de um momento para outro pode lcvanlar-se urna
rcha, o chvercm mais cunees, patadas e mordide-
las. do que metralha cm Sebastopol. Com lodo o
respeilo, espero que o experimentis por vos mes-
mos. E K. II, Oue feliz serei, sa houver deferi-
mento! !
lia das, quo o nosodigno juiz de dircilo lala
reunir o jury, na salla das sessOcs da assembla pro-
vincial, e, ou pela mudanca, o'u por ser lempo qua-
rcsmal, nao tem podido conseguir numero. A fal-
ta nao he de criminosos, essa Ihc assevero cu. Ve-
remos, se depois de Irabalho tanto, o jury fica mais
santo.
.Sabio no da li do audanle, coro destino a Liver-
pool, a salera ingleza Paragon, com 14,000 arrobas
de a-socar bruto, e 0161 arrobas o 10 libras da algo-
dao.
Da dia I" 1." do correle, entraran) 1351 sacca-
ile nlgodao, que foi vendido de .-iio a' 09000. O
assucar branco deu de 1*900 a 39000 por arroba ; o
mascavado de 1*100 a 15150; couros salgados a
IfiO por libra.
Eis o que had mais importante. Saudc, o quan-
lo queira, sem ofena de lerceiro, lhe desejo tanto
como para mm, e quem me deseja outro lano.
P. S. Hontem levo lagar o enterro da sociedade
Ihcalral ./pallo Parahibano. Nao icifse j lhe disse,
que a Milpomeneiise lambem morreu. So Ih'o nao
disso fique-o sabondo, assim como que a onlra fez
* mesma lollice, viudo alnuns da exlincla ajuda-la.
Koi scena, por despedida, o .(i7/nuv|ue por serdra-
ma simi-maritiino, ha permidido pela qoaresma. A
1). Jesuina esleve a carcter, sclicel, 'scntimenlal.
Nunca mais pouda conciliar-se com a msica nat
cantatas. Ella lem o genio um pouco spero, como
o pode atleslar o iele*.
Cantaram o duelo oMcirinho a a Pobre,que
lambem he muilo quaresmal, principalmente as fier-
ras de D. Jesuina. Levaran), pela seganda vez,
a farc,aA roscaque, quantoa mim, perdeu mai-
to de ana graca. Indabilavelmenle o Sr. Pestaa
he muito melhor casmurto, du que hunlem se apre-
scnlou no magisterio.
, Vina dama graduada, minha conhecda da Mel-
pomenensc. esteva com visos de incommodada.
Dos a (ou o) pon lia boa ( ou bom }.
Vlete.
22
Estivo qnasi deixandodeescrever-lhe pelo Tocan-
lint, porque a chova me lem posto um pouco indo-
lente, e os troves abatido ; mas leudo de fazer ama
reclamaeao, e acudir a outra, n.lo quiz deixa'r passar
lempo, e cahrem prescripciio o meu direito.
Iteclamo, por esla e melhor forma de direilo, con-
tra os seus compositores, qae, em minha reiposla ao
meu digno collega Urdeiro, flzeram nmjogo fatal
com nmque, saccande-o do um lugar, c encai-
xando-o cm nutro, de sorteque completaran) nm pe-
riodo de verdadeiro Bernardo. Eu mesmo. com
magoa o digo, desconheci minha obra tao aleijada
ficou !!
Eu tenho ouvdo dizer muilas vozes : Tal nego-
cio lem seu que ; mas nao allingia a sublilcza do
dilo ; boje couheco que umquemanejado por
um compositor pode laucar de profandis nm perio-
do, que nos cuslou mea hora de Irabalho. Falal
que !
Eis lambem onde est a importancia dosparquet
qoe em outra disculi. Nao he nopor, como tai-
ven pense alguem, he no que Serve-mc a dcs-
coberla, mas lamento a occasiao. Bem poda chegar
a csso resultado por experiencia alheia.
Tambero em um periodo, em que tralei do bntlo,
que prelendiam oflcrlar a S. Ex., recrutaram urna
oracSo inleira !! .
Se fosse eu dira que a deixei no tintero ; mas
l pela lypographia deve ter ficado as caixelas. Se
a encontrar maude-m'a, que pode servir para outra
occasao.
Como meu protesto em nada prejudica aos senho-
res compositores, que sao para o escriplor, o mesmo
que os msicos para um pobre compositor lyrico, ou
os actores para o dramaturgo, espero qoe elles se
nao agaslarao contigo, e que progrediro de dia em
dia,na decfracau de minha calgniphia, mais compli-
cada que os hierogliphicos egypcios*.
Tenho protestado: agora vou responder a nm
protesto de um amigo, a quem repulei defunlo,
quando eslava apenas atacad de un) pnralvsil. He
mo quem nao tem conhecimentos mcdico-crurgicos
allestar de bito ; apesar de que j vi um corpo de
delicio feito por dous peritos, que nao sabiam assig-
nar-sc, e nom lalvcz persignar-se.
O meu amigo Argos cuja morte, tal qual m'a
disseram, coro pezar lhe communiquei, aprescnlou-
se nodia quarla-feira, 19 do correntc, veio proles-
lando contra minha noticia, que elle chamaboa
vontade. O amico esl previnido comigo, e nao
sin como o couveuca de que Ihc nao quero mal, que
senij sua inortc, cstimei sua ressurreicao, e que s-
mente dei a noticia ex ti do encargo, que me impuz
dej uoliciar as o-correncias notaveis, e cortamente
nao sera de pequea monla sua morle, a ser real,
cojno he a morte de quem nao falla mais.
,'Fique o meu amigo cerlo de que liei de semprc
considera-lo con)o merecer ; e que antes o quero
fivo, c bem vivo, moderado e prudente, como (em
estado neslcs ltimos lempos, e em boa harmona
com este scu criado.
Agora nao tenho remedio senao entrar as no-
ticias.
Em primeiro lugar mcus respeilos ao correio des-
sa provincia, por ler atleqdido as minhas represen-
tacoes, quanlo as remessas de seu Diqrio para es-
la provincia ; e se poder d gralU, um numero do
em que sabir esla missita a cada um dos respectivos
empregados.
Em segundo interceda por mim a Illm cmara
municipal desta cidade para me obter o deferimento
de dous requerimenlos, que lhe enderessei por inter-
medio de scu Diario ; pois tenho oulros a fazer-lhe.
Etn lerceiro veja se me obtem sem despeza, algu-
ma cruz, medalha, cantil, ou outro desses preciosos
objectos, que tanto valor tem l peta Inglaterra,
adiados no campo d'Alina, ou do Inkerinan ; pois
lambem quero possuir urna daaiai preciosidades ar-
ebcslogicns, o Meireles tamben) pede urna, anda
que seja urna bimba.
Tem chuvido bastante, e ante-honlem um Irovao
poz-me em suslos. Foi o maior qne tenho ouvido
nestes ltimos quatro annos. Eu dormlava c sOnha-
va com Sebastopol, quando desperlei com o ribom-
bo, julgando quo era o estampido da machina qae
saecudio por esses ares os navios da entrada do por-
to de Sebastopol. Acud com a mo cabeca (emen-
do levar um piparote com algum mastro, ancora, oa
outro qualquer esllhace ; mas felizmente conheci
que eslava em casa, muilo e muito distante da
Crimea.
V3o apparecendo nns srampos ; mas anda nao
mataran) alguem que me consle.
Os liuggs esiao cordatos ; e anda hontem che-
gou preso de Ilabaiana um.
O cdadoNcvcs, que eslando com destino ao re-
crulamcnlo, fugio do quarlcl, como lhe noticie),
levea nfclcidade demarchar.c ir pernoilar em urna
cas, cm que naquella noile foi a polica saber no-
vas dos pataees de 1). Maria, e ah foi agarrado em
lugar do herdeiro inler vicot daquella senhora, que
nao se achava all.
A isso he quo se chama caiporismo.
Se os Ihuggs vo indo mais comporlados, as Ihoggs
vao lomando bris^No lugar Preguira, Icrmo de
Mamanguape, brigou Ilalbina Mara da Concet3o
com Francisca Maria da Concejero, nao por causa do
sobrenome, mas porque enlenderam qne j era bs-
tanle terera elle cm coromunhao, e nao quizeram ter
mais nao sei o que. Enlre urna Irovoada de nomos.
fuzilaram alguns golpes, e Ilalbina fez de russa, foi
balida em corpo, e Mma. A cousa (icaria em nada,
senao houvcs.se elTusao de sangue ; mas as mulheres
tem o crneo fraco, e sangue fcil. Esiao Irancafia-
das, protestando ambas por novo jolgaroento.
A causa dessa desordem, entretanto, esl lvre
das duas, e em procura da lerceira arbitra.
O nosso jury comecou a funecionr no dia 20.
Foi coudemuado a gales perpetuas um pobre ma-
rido, a quem uns caes, muilo a proposito, livraram-
de sua mulbcr, dando-lhc urn lro.
Digo rruilo a proposito, porque elle ja linha em
casa urna furia creo que at he esluporada) que foz
abanos, cestos, urupemas, esleirs c escama. Oju-
r> cnlendcu que era muito legilimo morar cm casa
da mulher, instigar conlra elle a fera do marido,
provocar a morte da infeliz, finalmente ser amiga
da finada de cama e mesa, como disse o advogado,
c por isso a poz no andar da ra, como innocente.
Nao achei justa a tal senlcnca.
Ilonicm cnlrou cm julgamenlo um maganao, que
servio de escudeiro ao fa^anhudo Miguel Pereira,
quando aquclle publicamente foi assassinr o infe-
liz Jardiro. Emquanlo o malvado, peraute mais de
cincoenlapessoas, per'petrava aquello crime, elle se-
gurava-lhe o cavallo. O jury coinpcnsou-o com onze
anuos e uns quebrados, liouvc justica.
He mister confessar, que o jury vai mostrando
desejos do punir, pelo que receba os meus emboras.
O mui digno juiz de direito, Dr. Basilio Quares-
ma Trrete, lem merecido sempre minhas sympn-
thas pelos esforcos, que constantemente lem erapre"
'gado para que aquclle tribunal cheguc a severidade,
que a justica reclama. Receba elle meus emboras
pelo servjcn imporlantissimo, que vai prestando ao
seu paiz, e-a cada um do nos.
As obras publicas continan! com actividade ;
mas Ut*e que o invern a* faca demorar um
pou,co. I)isse-me Meireles, que S. Ex. deseja con-
tinuar a obra do Ihealrn. Faco volus para qae
assim seja, afim do nos livrarmos dos suadores da
capoeiras, e do despotismo das Jesuiuas, e Domn-
guez. Eu goslo de assstir a espectculos, nico cn-
relimcnto de nossa Ierra, mas tambero gosto do fres-
co e enmmodo.
S. Ex. pode aos poneos ir adianlando aquella ims
portante obra, que nos he 13o necessaria quanlo he,
senao mais, os thealros lyrico-dranialicos popula-
<5o d Itio de Janeiro, o lalvcz que nao exijamos
lanos sacrificios dos cofrelM..
Es( a fumar o vapor e rulo quero perder mea
lempo.
Saude Ihc desejo, e que inlcrceJa por miro ao
compositores, se algum se agaslar com o meo pro-
testo, queira conlraproleslur. lhe rogo.
ALAGO AS-
Villa do Pasto!:i de marc.o.
Estimado Sr. Posso afllrmar a Vmc. qne ha
lempos leria naufragado nos cachopos da senhora
morle, tao perseguido'me tenho visto dascarlas, lies-
panholadas, e bravatas desta Ierra : felizmente nao
sendo sagum, eslou livre portanto do roerrer de (al
molestia.
Ainda nao dcscobriram quem lio este seu criado,
navegando os curiosos cm conjecluras, o que assaz
eslimo ; o tanto mais nao leudo posto meu
pobre fardo de accordo com a igreja. Depois do cuii-
fessado, ahsolvido o hero com Dos, nao me impor-
tare! que saiba urna pessoa de cada casa, porque j
som receio posso aguenlar qualquer escarceo que
por ventara pessa cahir sobre minha pessoa.
Saiba Vmc. e qnanlos esla caria virem, que me
acho na posse de um perene conlenlamenlo, um ju-
bilo incxprimivel por causa do roiraculoso reslabele-
cimenlo do meu amigo, o herroeneutico, lgico, ex-
peiii'iite e pratico, o faroigerado Campos, de eternas
luminarias !
Em vao linha recorrido a lodos os meos, para ar-
raiici-lo da prostrarAo ; as ludo era baldado. A-
bandonei os paliativo^, resolvi-me porlanlo a em-
pregar os ltimos recursos da medicina.
Sangras copiosas, pedeluvioi, c afina! fortes cus-
ticos na nuca, a ludo resisti. Deixei porlanlo a
velha medicina, procurei na homeopathia o que nao
havia encontrado na outra. Puz em campo os meus
amigos. Viera de Lima, Masalhaes e Bahiense,
queimarain as pestaas ; o Organon andou n'um
moli continuo ; belladona, rnica, bruccina, ludo
foi simullaneamenle applcado, qual, nada produzio
efTeilo, o pobre rapaz conlnou a soffrer.
A vista do exposto que fazer na crilica posicAo em
queme achava!' Abandone! ludo a Providencia, es-
perando nicamente do seu poder o roelborament
do amigo infeliz.
l'mdeslcs dias, enlregava-mc fnrioso a leitura das
minhas predilectas obras, ancioso qual Archimedes,
procurando a resoluiio.de uro problema, quando
sent um aballo, um tremor suave, finalmente cah
u'um exlase incfavel 1. Brevemente acordei, foi en-
lao que a vibracao de urna voz roclodiusa, Iranspor-
tando-me aos espacos imaginarios, liquei arrebata-
do, resolv portanto seguir o echo dessa voz qne nao
me era desconhecida.
Aproximei-mc, eo que vi ea 7 Oh sorpreza ven-
turosa o meu amigo j restiluido a posse de sua
saude, dedilhaudo no seu harmnico voiao, prelu-
diara esla quadra
Analia oh minha Analia,
Agora cheguei a crr,
Oue amor mala de repente,
Sem acabar de morrer.
Veja Vmc, o que nao pode conseguir a medicina,
alcancou um brando sim, pronunciado com esse sua-
ve ciciar de beicos, que 1.1 bellamente sabe empre-
gar o bello sexo. Basta.
Continua esta villa a saborear as delicias de nma
perenne Iranquillidade, as Porlas de Jano eslao fe-
chadas, lalvez sem esperanca de se abrirem lo cedo-
- O Sr. Invern lem ostentado torcas colossaes, a-
preseulaudo-sc nao como um velho decrepito e en-
rugado ; mas como um rapaz vigoroso e travesso,
desprendeodo catanadas de abalcr a cerviz. Algu-
mas queixas lem apparecitlo idnticas a aquellas
que ou vamos quando o sol darjando seus raios,
ameatava reduzir-nos a exprcssAo mais simples.
Ha dous dias, porem, o grao-duque das Candeias,
o Sr. Phebo, resolveu-se a dar-nos urna amostra de
sua irradiaran, apresenlando-se encarapitado no seu
ca,rro luminoso, pnlverisando assim as feras caraulo-
nhas do prosaico invern.
Foram sorteados os jurados, que devem funecionr
na sessao convocada para o dia 15, pelo Dr. juiz de
direilo da comarca. Segundo minba fraca inlelli-
genca, deu-se urna notavel iufraccao de lei| a res-
peilo desle sortame!, sahindo sorteados jurados
que serviram na primeira sessao, apezar de nao se
haver esgolado a urna, come claramente estabele-
ce o arlgo 3:H> do regulamenlo n. 120 de 31 de Janei-
ro de Wl-2, artigo 279 do cdigo do processo crimi-
nal. Nao sei e estarc errado pensando assim; to-
dava folgarei de cahir em contradirn porque erra-
re hnmanum ett..
Estamos sob a presso das interinidades, pela au-
sencia do Drs. juiz municipal, delegado e pro-
motor publico da comarca, que foram lomar assen-
lo nos cscolhidos da provincia. '
Est na vara municipal, o capitn Jos de Barros
Pimenlel; na delegada o coronel Jos de Mcildon-
ca, c finalmente na prorootora o bacharel Herroe-
lindo Accioli de Barros, niorn adornado de qnalida-
des distnclas, estudiosa applicacao, mostrando final-
mente desejos de bem preecher suas funcees.
A Illm.: cmara desta villa, sahio-seda sua inac
cao, erepresentou ao governo da provincia, pedindo
medidas de palpitante neressidade para este muni-
cipio. Dlzem que a f he quem salva ; mas como
nao tenho f as cousas desla Ierra, permittam-me
que decline de sua realisaca. .
Por fallar na cmara, disseram-me que cm nma
de suas ultimas sesscs, fora proposta a idea de se
fecharon as casas de negocio aos domingos, baque-
ando peranle os argumentos do insigne Demotlhenes
Camaragibense, o vereador Mximo Bascado em
raides de cabo de esqoadra, ou pai Man da canda
d'agua, foi elle o orador commissionado pelo egos-
mo c srdida anilina de alguns. Acabe se com a re-
lgao, sendo melhor e ma de acord, acclamar a
dcosa razao, e o communismo com suas sdenlas
garras.
A assemblca desla provincia leve sna primeira ses-
sao no 1. do correnle, dizem-me que S. Exc. o Sr.
Se Albuquerque, rom aquello tino administrativo
que lauto o caraclerisa, n'um erudito relalorio, de-
monstrara as circunstancias e necesidades da pro-
vincia, cslendendo-se mais quando locou no lopico
Agricultura.
Aondeia eucom semelhante. arrojo, tratando des-
la materia sem me lcmbrar que lem Vmc. na capi-
tal um erudito correspondente, qne certamente coro
a lgica e erndicao que o ornam, nao deixar de in-
inleira-lo a respeito. Pequeo alborno qnasi imper-
ceplvel, pretender carregarcom urna larcfa semen-
t propria das hercleas forras do distinelo e Ilus-
trado campao"! Olhe que he nqualificavel minha
insolencia ,
Teve lugar como havia participado a Vmc. o bai-
le dado pela sociedade Liberal desla villa no dia i
do correnle, anniversprio de sua instalarlo. Pessoa
que assistio at ao fimr informa-me que nao esleve
mo, reinando boa ordem, muita profusao, de-
visando-sc o conlenlamenlo em lodosos semblaules;
e se nao fora a chova, lalvez eslivesse mais lusidn.
O Campos deu pernas nesse dia, apanhando-se no
seu elemento, nao perdeu ama s quadrilha, desen-
ferrujou assaz as bellas gambias que lem. D um
deem aleum impulso ao simulacro, a esse phanlasma'
chantado balallin n. 12.
Basta de masaada, aqui don fim, logo cscreverci.
maisnlguma cuan, quando perder o nalural acanha-
mcnlo, que ainda me domina.
Eslimarei que goze lauda e prosperidades, vida
alegro e folgada, na posse perenne de venturas.
S3o estes n cinscro detejos.do Cosmopolita.
PERNAMBMO.
quarto ao dabo para dansar I Forte rapaz !
Por occasiao dcsle baile, den-sc um fado 13o mes-
quiuhn, que al tenho pojo de narra-lo, nao importa
abi vai sem mais prembulo.
Depois de contratada a msica militar, recebcu o
meslre da mesma ordem de alguns, que se dizem
goveruistas c sustentculos da urdem, para nao lo-
car no baile Liberal. Este fado nao lera comenta-
rios, c assaz depe contra a civilisarao de cotos in-
dividuos ui generis.
Acabo de ver na casa do subdelegado snpplenlc,
urna amostra do carvao exlrahido ha mucos das nos
morros de Cimaragibc, pelo engeuheiro o roajor
Cristhiano. Esle fado para mim nao lie novo, lendo
a accrescentar que talvez nao seja s o carvao o que
all exista ; como consta, naquelle lugar lem appa-
recido alguns pedacos de ouro, c oulros mneracs.
So se rcalisar esse Potos, tendo tambem esta provin-
cia seu El-donrado, lalvez erguendo-se da proslra-
rte, possa elevar a fronte altiva. Mas nao existe o
o cidado prestante, o naturalista insigue, aquclle
que fervoroso suslentava a existencia daquella gran-
deza em Camaragibe'; na perversa roubou a exis-
tencia do distinelo brasileo o Dr. Manuel Joaquim
remandes de Barros, mas vive sua gloria Mos a
obra Exm. Sr. Si e Albuquerque, compre aproveilar
o ensejo de dar importancia a esla provincia.
Pretenda Iralar a respeilo da gnarda nacional
desla villa ; mas nao qoerendo offender as altas e
balxas susceptibilidades, nao qoerendo revolver a
serie de fados asquerosos, cedo o campo, esperando
qae as cousas caroiohando ero sua verdadeira escala
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ordinaria em de 21 marc de 1855
Presidencia do Sr. Bario de Camaragibe.
(Conclutao.)
ORDEM DO DIA.
Cunlinuacte da segunda discussao do artigo 2.
do projeclo n. 35 do anuo passado.com a emendado
Sr. A. de Oliveira.
He sem debate regeilado o artigo do projeclo e a
emenda.
Primeira discussao do projeclo numero 2 deslc
auno.
o A assemblca legislativa provincia! de Pernam-
buco decreta :
a Arl. 1. O presidenta da provincia (lea aul(irisa-
do promover a creacao de um banco rural hypn-
Ihecario nesta cidade.
Arl. 2. As bases desle eslabelecimenlo terilo as
seguinles: 1." juro legal, 2." reembolso por animi-
dades de maneira que so effedue o pagamento total
do capital, juros e despezas dentro do prazo de 25
annos.
"'Arl. 3. A provincia garante o fundo de re-
serva.
a Arl. 4. Fica igualmente anloritado o mesmo
presidente da provincia i auxiliar quaesquerassocia-
ccs agrcolas que se hajam de formar nesta capital,
ou as comarcas do cenlro e fitloral.^para o fim de
desenvolverem o crdito territorial e promoverem a
colonisacte.
Arl. 5. Tambem fica aulorisado a mandar 3 fi-
Ihos de agricullorcsMa provincia, de reconhocido la-
lento, esludar as escolas de agricultura da Europa
ou da America, eucarregando-os ao mesmo lempo de
transmitlirem noticias c informaces exactas a res-
peilo de quaesquer melhoramentos e deseoberlas que
aprovelem a agricultura em todas as suas partes, e
principalmente as que forero tendentes ao preparo
das Ierras c aperfeicoamento dos instrumentos e ma-
chinas aratorias. --
a Arl. 6. Os tres pensonUtas de que (rala o arti-
go antecedente, depois du completaren) os seus esto-
jo s agrcolas, scro mandados viajar pelas Colonias
luglezas, Estados-1.'nidos e oulros paizes que o pre-
sidente da provincia determinar, afim de examina-
ren! os grandes estahelecimeutos agronmicos e pra-
ticamente esludarem os processos mais aperfeicoados
e uleis a lavoura, reduzindo a escripto todas as suas
observarles para serem publicadas nos jornaes da
provincia, e distribuidas entre os agricultores.
Arl. 7. Vollaodo da viagem, de qne trata o arl.
6, os tres pensionistas referidos darn nesla cidade e
em oulros poulos que o presidente da provincia de-
signar, liees publicas de agricultura, as quaes ex-
plicar o modo praticc do se fazer applicacao de
quaesquer machinas ou instrumentos da nova inven-
cao que possam ser vaulajosos a lavoura da provin-
cia, e Irazcr em resultado economa de brasos.
a Arl. 8. Para occorrer as despezas creadas por
esta le, o presidente da provincia fica aulorisado a
conlrahir nm emprestmo de IOOiOOO.!}.
n Arl. 9. Em um regolamento especial, quesera
submetlido a approvar.Ao desla assemnlca, o presi-
dente da provincia dar ao pensanenlo da presente
lei todo o seu deseuvolvimenlo.
Ficam revogadas as dispusieses em contrario.
n Paco da assembla legislativa provincial de Per-
narobuco l(i de marro de 1855. Francisco Carlos
Brandio.
O Sr. Augusto de^Oliceira :Sr. presidente, Ira-
tando-se na primeira discussao da utilidad do pro-
jeclo, segnramente me nao levanto para fallar con-
tra o projeclo, porque entendo que a agricultura na
nossa provincia, necessita de ranitos auxilios ; mas
Sr. presidente, o projecto envolve interesses tao
complicados, que eu me admiro de que oseunobre
aulor nao fosse o primeiro a propor, qoe elle fos-
se examinado por urna commfcaao antes de entrar ero
discussao. /
O Sr. Brandio :V. Exc. pode-o propor.
O Sr. A. de. Oliceira : E mesmo pareco-me,
Sr. presidente, qoe esse esludo he por assim dizer
exigido pelo regiment.
O Sr. Brandio : Nao sei disto.
O .Sr. A. de Oliceira : Negocios desla ordem,
Sr. presidente, nao devem ser discutidos sem que
previamente nao inlcrponha sobre elles o seu pare-
cer urna das commsses da casa.
O Sr. Carneiro da Cunba : O regiment nao
manda isso.
O Sr. A. de Oliceira :Peco ao nobre depolado
licenca para lhe dizer o contrario ; parece-me que
o regiment diz alguma cousa a este respeito.
O Sr. Carneiro da Cunha :Diz que, qnando o"
autor pedir independenlc de votarn da casa, v o
projeclo a rommissao.
O Sr. A. de Oliceira : 0 regiment reconhece,
e mesmo dispoc qoe todas as materias sejim sub-
meltidas ao exame das respectivas commisses, pos-
to qoe exceplne os projeclos, j julgados objectoi
de deliberarte ; roas alenla a importancia e mesmo
complicaran deslc projecto, eu pero licenca ao sen
nobre aulor para propor o adiamento, afim de que
ellev a commissAo respectiva: c supponlioqneo no-
bre depuladn nao considerar esse meu requerimen-
(o intenso s suas ideas ; todava quando o projecto
entrar em discussao, 'en desde j peco licenca ao
meu nobre amigo para oppr minhas din id as sobre a
pralicabilidade das ideas conlidas no projecto.
Tambero o nobre depulado ha depermillirqueeu
peca algumas garandas em favor da provincia, a res-
pailo desses alumnos que elle quer mandar esludar
em paizes estrangeiros. O nobre depulado sabe o
que ja tem acontecido a esle respeilo ; a provincia
lem mandado alguns individuos, esludar no eslran-
geiro, e csses individuos depois de ler a provincia
dispendido dinheiro coro elles, c nao voltam.
O Sr. Brandio: Enlao o que tem feito o go-
verno ? Por ventura nao assignaram elles o con-
trato*
O Sr. A. de Oliceira:Nao sei se o nobre depu-
lado tem razao nessa censara que faz ao governo;
nao sei se esses individuos anles de seren enviados
para a Europa all esludar, assignaram algum con-
trato.
O Sr. Brandio : Disseram-me que sim.
O Sr. A. de Oliceira O qus eu sei, he que um
estudanle que eslava em Pars percebendo um sub-
sidio da provincia anles de completar os esludos,re-
lirou-se para a corle, c at boje nao meconsla qne
lenha dado a menor satisfarn ao governo.
Cm Sr. Depulado : A provincia por seo lado
nao sonbe cumprir a letlra onerosa do contrato.
O Sr. A. de Oliceira :J v por tanto, o nobre
depulado, que sobre esle ponto lia de permltir que
cu allere o seo projeclo, e que, quando elle entrar
cm discussao,exija algumas garantas.
O Sr. Brandio: Permiti, ej declarei que a-
ccilava toda e qualquer modificarte.
OSr. A. de Oliceira:Quanlo a idea principal
do projecto, terei tambem alguma cousa que pro-
por, porque realmente nnguem nejara a ulilidade
do eslabelecimenlo do nm banco rural, mas o modo
e a poca em que elle deve ser rslabelecido, sao pa-
ra mim pontos de duvida : nao sei mesmo se o no-
bre depulado foi feliz no meio qne apoulou no seu
projeclo.
O Sr. Brandio :V. Exc. aprsenle oulro meio
mais pralcavel. ,
O Sr. A. de Oliceira :Mseosla maneira nao he
possivel discutir, porque o nobrn depulado nao con-
cnle nem que eu falle ; eu nao eslou senao mui li-
geiramenle apresentando algumas davidaj, nao eslou
entrando no amago da qucslao, porque espero que o
nobre depulado vote pelo meu reqnerimenlo, islo
he, que o sea projeclo que rutilen! ideas tao grandi-
osas, e ideas mesmo um pouco complicadas, anles
de entrar cm discussao, seja eslodado por ama com-
missao : seo nobre depulado rilo lem confitera as
commisses da casa.estou promploa pedir qne se no-
meie urna commissAo especial, film de que o nobre
depulado nao pense que enviando o seu projeclo pa-
ra urna commissAo, desejo que a idea morra, pelo
contrario eu desejo que esle projeclo venha para a
discussao, porque como j disso outro dia, tratndo-
le de beneficiar n agricultura, que era da dignidade
da casa nao encerrar esta sessao sem tomar urna me-
dida qualquer. Todos qife aqui se levantara fazem
mais ou menos censuras aos poderes provinciaes, lo-
dos que lem fallado sobre a materia condemnam a
sua inacr.in, e entretanto nao vejo urn meio propos-
lo, nao vejo medidas.
O Sr. Brandio >Eu propuz, e he dislo que se
esl tratando actualmente, o lambem o auno passa-
do propuz alguma cousa a esse respeilo.
O Sr. A. de Oliceira :Nao me refiro ao nobre
depulado.
O Sr. Brandio :A censura nao me cabe..'.
O Sr. A. de Oliceira :Ora, o nobre depulado ba-
la taienrlo discursos; islo no he discussao. Eu n3o
me agaslo rom os apartes do nobre depulado, pelo
ronliai io estimo muilo que me os d, roas por esla
forma impele a discussao, porque o nobre depulado
apenas en enuncio nma prcposirao.responde-me lo-
go, e eu nflo quero tirar malcra da sua res-
posta.
Por lano, cu vou propor o adinmenln, e espero
que o nobre depulado o approve, parecendo-me que
pelo pouco que acabo de expender, nao me mnslrei
suramamenle intenso as suas ideas, islo he, reco-
nhejo a ulilidade de alguma dellas, mas acho gran-
de dilliruldadu na sua pralicabilidade. Por tanto,de-
sejava que lodos esses interesses sobre que versa o
projec'o, fossem esludados por urna comraissao.
Vai a mesa e he aproado e seguinlc requeri-
meiitn :
o Proponho que o projecto seja remedido com-
missao, que o presidente da casa designar. .(. de
Oliceira.
O Sr. Brandio : |Sr. presidente, eu tomo a
palavra, nao para impugnar a idea aprescutada pelo
honrado membro que acaba de sentar-se, visto como
nao quero que elle, nem IAo pouco a casa entendam
que o amor proprio faz com que eu me opponha a
que o meu projeclo v aquella commissAo que qui-
zercm designar para cxamina-lo, e appresentar o
resultado de suas niedii-irues sobre os diversos pon-
tos nelle cuntidos. Tomo sim a palavra para fazer
urna observacte, e vwtfl a ser, que se oulro qualquer
membro desta casa propozesse o adiamento do pro-
jeclo, nenhuma eslranheza deveria islo causar, mas
que seja o nobre depolado que acaba de fallar, quem
o proponha,'nao pode na verdade dcixar de causar
admirarlo, a vista do arodamenlo que elle lem mos-
irado fin acompanhar-me na ideas tendentes aos
mnhioramculos da nossa agricultura, lanto que ha
poucos dias apresenlou urna emenda neste sentido .'
Bepito qua islo me causa extrema admirar.'.
Senhores, cu nao ignoro que o mea projecto con-
ten idea de summa. importancia qne devem ser
meditadas, e bem estudadas per esla casa ; quando o
apresentei, declarei islo mesmo, mas qoiz como dsse
enlao no discurso, que profer, romper esse lorpor
em que a assembla provincial tem estado desdo
muilo lempo a resheilo da agricultura : entend, quo
era mister, que apparecesse alguma cousa, para que
as ideas se Irocassem, para que se iravasse urna dis-
cussao, e della sahisse a verdade e a perfeirao uleis
a nossa lavoura ; foi esle o meu pensamenlo. Al
quando, meus senhores,' nos deixarcrnos esroagar
pela fatalidadeon inercia, que al boje nos tem per-
seguido? Al quando desdenharemos de procurar
raelhorar a sorle de nossos agricultores, que se ap-
plicam a Irabalhos tao pesados e de tanta vanlagcm
para a provincia 1
Eu nao quero dizer qne as minhas ideas sejam
perfeilas, iras ao menos offerero com o meu projeclo
a mocidade que se assenla neslas cadeiras um vaslo
assumpto para o ejnprego dos seos tlenlos e pa-
triotismo.
E baver.i por ventura nesta casa um s membro
que diga, que as ideas conlidas no projecto nao s3o
de evidente proveitn para a nossa agricultura, nao
sao abracadas pelos homens mais eminentes da Eu-
ropa ? Creio que nao. SAo porem impralicaveis,
dsse n meu nobre amigo, oSr. Augusto de Oliveira..
O Sr. A. de Oliceira:Eu dsse que tinha algu-
ma duvidas.
O Sr. Brandio : Mas eu creio, que na discus-
sao noderci mostrar a pralicabilidade da ere
nm banco rural nlro nos, c desvanecer os r.
do honrado membro ; aunar.I, me pois para ia.
O nobre depulado, quo he mea collega na repre-
sentarte nacional sabe perfeilamente quo desde o
pr^meiri anno que eu Uve a honra de senlar-me
em uirlTilas cadeiras da cmara dos depulado, que
clamo em favor da agricultura e do commercio do
Brasil; elle foi leslerounha do que eu disse a (al res-
peito as discusses de 1853, e de anno pastado ;
por lano islo em mim nao he novo, he um pensa-
roenlo que me ha de acompanh.ir cm quanlo con-
sentirem que eu me assente em urna das cadeiras da
representaran do pai/. e da provincia Tenho me-
ditado e rellcrtido muilo sobre a materia, c entendo
que convem fazer alguma cousa, e nao ficar petri-
ficado ; por isso apresentei o projecto, que a cmara
julgou digno de cnlrar na ordem dos seus Irabalhos.
J ve V. Exc, senhor presidente, que eu nao me
opponho a que o meu Irabalho v a comraiss3o*que
for designada, para o considerar, e assim concluo,
volando pelo requcriroenlo do honrado membro,
reservando-me para a discussao, quando a mesma
comraissao der o sea parecer.
O Sr. Augusto de Oliceira:Sr. presidente, en
nao me oceuparci com a ultima parle do discurso
do nobre depulado, cm que o meu nobre amigo
com o tlenlo que lhe he proprio se fez cargo de
fazer a apologa do seu projeclo, e sem querer ave-
riguar se sao verdadeira toda as refiexes do nobre
depulado, por agora apenas limilar-me-hei a mos-
trar ao nobre depulado que elle nao leve razao de
fazer reparo em qua fosse ea quem apresentasse
o requerimenlo de adiamento, dizendo o nobre de-
pulado, que lodos que lem assenlo nesta casa deve-
riam propor esle adiamento, menos eu. O nobre
depulado quando compara a idea simples e inno-
cente da emenda que eu tve a honra de aprcsenlar
casa, e que ha pouco foi rejeitada, pondo-a em
parallelo com as ideas luminosas conlidas no seu
projecto, me faz urna honra, que eu nao posso acei-
tar, e, senhor presidente, a idea simples e innocente
da minha emenda difiere tanto do projecto do nobre de-
pulado, que cssa sua compararlo realmente nao he
j usta. ,
O Sr. Brandio: Veja o artigo lerceiro do
projeclo.
O Sr. A. de Oliceira : Pero ao nobre depu-
lado I ir.uira para o contestar nesta parte : muilo de-
ferente he aulorUarao presidente da provincia a
escolher denlre os agricultores da nossa provincia
um ou dous, e incumbindo-lhes da larda de fazer
urna pequea viagem s colonias inslezas e fran-
cezas, ( as Antilhas }, que ficara iao perto do Brasil
com o fim de irem examinar pralcamenle todos os
mellioramenlos alli inlroduzidos para o fabrico do
assucar, ea quantia indicada na mesma emenda para
essa viagem, nao passando do i a 8 conlos de reis.
Porem o projecto do nobre depulado (rata da rrca-
rao da um banco rural, de alumnos mandados eslu-
dar na Europa, e do empreslimo de 100 conlos de
reis Ora, ja ve o nobre depulado, qae quando
elle compara a materia simples e innocente de mi-
nha emenda com a do projeclo grandioso que esl
em discussao, faz-me urna honra que en nao posso
aceitar. E mesmo, Sr. presidente, para mostrar ao
nobre depulado, que eu nao quiz que aquella mi-
nhi emenda entraste emdiscussao, sem que a c-
mara dvesse o lempo sufllcienle para estuda-la, fui
o primeiro a pedir o adiamento al a sua impreatlo
e dstriliuico ; fui o primeiro, que proporcionci i
casa o lempo sufllcienle para medita-la, e assim me
nao cabe iiicreparao de querer qne a casa admita
ideas son ter sufllcienle lempo para esluda-las. Se
por ventura a idea da mesma emenda fosse do al-
cance do projeclo do nobre depulado, posso asseve-
rar-lhe, que eu sera o primeiro a propor, que elle
fosse esludado pela commissAo.
C Sr. Braniao : E eu nao me opponho a isso.
O Sr. A. de Oliceira : Portanto, entendo qne
o repaio que fez o nobre depulado acerca'da apre-
seotacte do requerimenlo, nao he merecido, e qoe
eu propondo esse adiamento nAo fiz mais do que
proporcionar ao nobre depulado um meio lalvez
mais seguro para que suas ideas lenham urna com-
pleta victoria.
O Sr:Brandio : Nao podem, porque nao lem
o seu apoio.
O Sr../. de Oliceira : O nobre depulado esla
anlecipando o meu juizo ; eu declaro que suu o
primeiro que nao tenho ainda juizo formado so-
bre este projeclo ; elle para mim cuntan interes-
ses tao graves, que ncre-sito de algum estado para
qne eu possa coiiicicnriosamcnle determinar o mea
vol.
Declaro V. Ex. qne, vendo ea que se traa de
nm empreslimo de 100 conlos para urna provincia,
que na he muilo rica, como he a nossa, sobre a
qual ja pesam tantos encargos, son o primeiro a es-
tremecer, o pelo menos, pecoao nobre depnla'do
algum lompo para refledir e rrsdllar.
O Sr. Brandio : O ann# passado (ralou-se do
empreslimo de 600 conlos.
O Sr. A. de Oliveira : E*ses 600 conlos ainda
nao foram dspendido, e et aro desuado para um
fim de urna ulilidade mnense, qual as vas de
communicacao.
O Sr. Brandio : E esse nao he ?
O Sr. A. de Oliceira : Se o nobre depulado
me demonstrar na discussao, como espero, que a
nppticaco deslc empreslimo, qua elle prope, cau-
ar provincia nm beneficio IAo grande, como eu
supponho quo ho de causar a* vas de communi-
cacao que orem fcilas em virlude daquelle oolro
empreslimo, cu desde ja declaro ao nobre depulado,
que podo contar com o meu vol, mas sobre esle
poni he (pie cu hci de chamar a allencAo do nobre
depulado, qoando o projecto cnlrar em discussAo,
depoi de ser esludado pela commissao, c mesmo so-
bre ns meios de se fazer esle empreslimo eu quize-
ra pedir ao nobre depulado que osindicasse, por
que o nobre depulado esl vendo quo o governo al
boje nao laucn mi da aulorisaro do conlrahir o
empreslimo de 600 conlos, para que est aulorisado,
lendo apenas procurado dar em pagamento de al-
guns lauros de estradas apnlices da divida publica,
mas o emprestmo anda nao foi fcilo, e nao sei se
o governo lem adiad dillculdades para conlrahir
esse empreslimo. Ora, ja v o nobre depulado e a
casa fleve estar convencida, que, versando esse seu
projecto sobre interesses lo graves, compre proce-
der a cerlos ciamos e averiguarnos, afim de que
au se v dar ao governo urna aulorisaro que lal-
vez lhe nao aproveite, sendo para mim duvidoso, se
o governo provincial goza de bastante credilo no
commercio para fazer easas grandes operares.
O Sr. Brandio : Deve gozar.
O Sr. .1. de Oliceira : O deve, he vonlade do
nobre depulado, c islo be quesillo de fado.
O Sr. Brandio! Entendo qne goza.
O Sr. A. de Oliceira :Mas o caso be que o go-
verno al boje nao contrado o empreslimo dos 600
conlos.
Limilo-me, Sr. presidente, a eslas breves refle-
xdes, e como espero que o adiamento seja approva-
do, urna vez que o nobre autor do projeclo he o pri-
meiro a dar-lhe o seu asseniimenlo...
O Sr. Brandio : O primeiro foi V. Ex.
O Sr. A. de Oliceira : ... aguardo-me para
empeuhar-me em urna discussao mais ampia, e des-
envolvida, quando o projecto vollr da commissao,
afim de enlao emiltir com franqueza (odas as mi-
nhas tristes ideas sobre o importante c grandioso
assumpto do projeclo.
O Sr. Jote' Pedro expde algumas duvidas que
lem sobre o projeclo, e assim justifica o seu voto,
para qae v elle a urna commissao para o reconsi-
derar.
O Sr. Brandio : (Daremos em outro nu-
mero.;
O Sr. Barros Brrelo : Se nao fora, Sr. pre-
sidente, o estigma que o honrado membro que acaba
de sentar-se, lancou sobre a assembla provincia'
de Pernambuco, quando elle prelendeu que o scu
projeclo vinha quebrar o tornor cm que esta assem-
bla tem jazido acerca da agricultura, ea, por certo,
nao tomara a palavra para dizer ao nobre depulado
que elle fez urna grande iujoslica assembla pro-
vincial de Pernambuco. Anles, porm, de entrar
no meu proposito, peso licenca ao nobre depulado
autor do requerimenlo que foi i mesa, para nao vo-
lar por elle : o requerimenlo do nobre depulado po-
da ser concebido em termos muito simples, dizendo
p t exeinplo : requeiro qae o projecto v a commis-
sao de commercio, etc. ; mas o nobre depulado for-
mulando o scu requerimenlo, concede um arbitrio
que at boje nao lera sido concedido ao presidente
da casa, elle quer que o presidente nomeis a com-
missao, que tem de esludar o projecto; ora, recono-
cida como tem sido a importancia da materia qne
se discute, parece-me, Sr. presidente, qne a assem-
la seria mais competente para escolher os meni-
i. is ,ju.' est.vi no caso de se oceuparem daquelle ob-
jeclo.e que o facam com i7-~.__^roento de cansa.
Entendo que o .requerimenlo do nobre depulado
consigna um arbitrio que nao ha necessidade de
conceder.
O Sr. Presidente : Eu cuido qoe o requeri-
menlo nao diz que o presidente nomeic a comrnis-
ste.
O Sr. Barros Brrelo: Parece-me que
sim.
O Sr. Presidente : Diz que o presidente desig-
ne urna das commisses da cata.
O Sr. Barros Brrelo : Pensei que mandava
nomear.
O Sr. A. de Oliceira: Ja se (em feito
isso.
O Sr. Barros Brrelo : Sr. presidente, o no-
bre depulado autor do projeclo, foi injusto como dis-
so para coro a assembla provincial de Pernambuco,
dizendo que ella lera exitlidoem estado de'lorpor,
quando sa trata da sortc da agricultura da provin-
cia. Senhores, eu creio que uina assemblca que se
lem esforrado como a de Pernambuco, para dotar a
provincia de estradas, nAo se pJe dizer que ella lem
menosprezado os interesses da agricultura. Eu lem-
bro ao nobre depulado que a assembla provincial
na esphera de sua allribuires, nao pode prolejer
melhor a agricultura por oulro modo senao facili-
tando as vias de comrounicacAo. O nobre deputa-
do recorde-se que foi esta assemblca quem conce-
den ao presidente aulorisaro para conlrahir nm
empreslimo de 600 conlos, um empreslimo lalvez su-
perior s forras da provincia, para ser especialmen-
te applicado a melhorar as vias de communicacao :
por coosequencia ainda o nobre depolado foi injus-
to, qoando disse que vivemos aqui em verdadeiro
lorpor quando se trata da agricultura. Dire mais
ao nobre depulado que nao me parece qua o seu
projecto, se he que a assembla lem vivido cm ver-
dadeiro lorpor, venha quebrar esso lorpor. O nobre
depulado ha de ver quando o seu projecto entrar em
discussao, que elle heverdedeiramente inopportuna
e inexequivel.
O Sr. Brandio : Veremos.
O Sr. Barmt Brrelo : O nobre depulado en-
lao ha de conheccr quo os bancos da Silczia e Po-
merania na Prussia, foram establecidos depois da
reforma da legislarlo hypolhecaria ; o nobre depu-
lado vera que o decreto de 28 de fevereiro de 1818
que croou bancos ruraes ero I- mira, foi aconipa-
nhadoda reforma dalegislarao hypolhecaria.
OSr. Brandio : E os bancos do Rio e da Ba
hia.
O Sr. Barros Brrelo: Se o nobre depolado
lem em vistas crear um banco para fazer cm benefi-
cio da lavoura o que fazem os do Rio de Janeiro e
Babia, se os beneficios sao os mesmos, enlo desde
ja hypolheco o raen voto conlra semelhante institui-
rte.
O Sr. Jos' Pedro : Nunca hlo de medrar en.
Ir nos.
O Sr. Barros Brrelo: Porlanlo, Sr. presi-
dente, en creio que o nobre depulado deve-se con-
vencer que elle foi nimiamente ii justo para com
assembla de Pernambuco, querendo torna-la lo
indillerenle i sortc da agricultura. Nada mai ac-
crcscenlarei ; voto por qualquer requerimenlo qne
Icnda a demorara discussao de um projeclo qoe he
de reconhecida importancia c de diflicil soluco pa-
ra a assembla provincial.
O Sr. A. de Oliceira : Eu vejo qae ha duvida
acerca da inlerprelacAo do meu requerimenlo. Eu
sa nAo desgnei a commissAo he porque eslava em
embaraco, porque o projeclo Irala ce diflerenles ma-
terias, qua por sua natureza, deviam ser enviadas,
urnas commissAo de arles, e oulras commissAo de
fazenda, e por oslar nesla duvida he que coinmetli
a V. Exc. a decisao desle negocio, porque V, Exc,
com a sabedoria que o caraclerisa, melhor poda de-
cidir do que eu : como, porm, hija duvida, eu pe-
ro casa licenca para substituir o meu requerimen-
lo por oolro.
Vai mesa e he poiado o neguiule requeri-
menlo :
o Proponho que o projeclo seja remedido s com-
misses de legislante c fazenda.S. B.A. de Oli-
ceira.
OSr. Carneiro da Cunha cnleude que a male-
ra de qae se Irala nada lem com a commissao de le-
gislado, e quando (ivesse alguma cousa, seria com a
commissao de legislarte da cmara dos depulado*,
porque trata de materia de hypolhccas, e por isso
parece-lho que n.to he muilo propria -a commissAo
indicada no requerimenlo que acaba de ser apoiado.
SuppAe que em alguma consa, podsr locar u com-
missao de fazenda materia do projecto que te dis-
cute, nao para'emillir o seu juizo quanlo a crearte
do banco, mas sim no que diz respeilo ao empresli-
mo de 400 conlo, devendo todava essa commisnAo
ser oovida depois que te resolver a queslao da crea-
cao do banco. Nesla sentido offerece o honrado mem-
bro a seguinla emenda :
Vai mesa a segunte emenda :
a Requeiro qua projecto T commissao de
commercio para dar sen parecer, depoi do qual ir
commissao de fazenda para dar sea parecer, caso se-
ja neceasario algum quanlitalivn por parte da fazen-
da. 8. R. Manoel Joaquim. a
He tambem lida e apoiada a segninle emenda :
Requeiro que o projeclo v na commisses de
commercio e fazenda. Barros d% Lacerda.
Encerrada a discussao he o reqnerimeiilo do Si.
Lacerda approvado, e rejeilados os demaii.
OSr. Presidente dcsigua a ordem do da e levan-
la a sessAo.
------ "i i ------
RECIFE 2 i DE MAR^O DE 1853.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPEGTO SEMANAL.
Decididamente pode-se dizer qoe estamos com o
invern hem conterado ; .na o prior he qae uia-
guem sabe qual ser a sua duraran, e al receiam
mudos nao venhamos a ler um descont prejudicial
pelo adanlamento das chava no correnle auno.
Suspensas por alguns dias, reappareceram ella* na
semana linda, e o cilor que j ia crescendo, teve por
esse motivo de amainar.
No dia 18apresenlou tambem a irmandada do Ro-
sario de Santo Antonio a sua procissio do Senhor dos
Martyrios, a qual, cm abono da verdade, esleve lu-
zida, e avanlajou-sc mesmo outra que a precedeu.
Porm na ordem das procissOts nenhuma ha enlre
nos que ae possa comparar a do Senhor das Pasaos,
tal como ainda hontem (23; a presenciamos. A mi-
geslade do andor ao mesmo lempo simples e rico, ,.
concurrencia das diversas communidades religiosas e
contrarias, o aparatoso acoinpanharoenlo daa pri-
meira* autoridades, da guarda nacional e da tropa de
linha existente na capital, tornam aquella solemni-
dado verdaderamente augusta e tocanle, nao fallan-
do j no grande numero e na elegancia dos aujose
oulras figuras de adorno. A procissAo do deposito
que na noile precedente leve lugar, soQ/eu algum
desarranjo na sua marcha, era consequencia da chu-
va que cabio nessa noile o esleve sempre eminente ;
mas nao obstante, foi bullanle e numeroso oaeom-
panharocnlo da oflicialidade da guarda nacional, rha-
rinha e excrcilo. Escasado seria fallarnos do con-
curso de povo que aflluio para ver estes doui actos;
he circunstancia que os leitores sabem bem avallar :
muilo Irabalharam os carros, as roas estiveram api-
nbadas, e qnasi que no liouvc varanda oa jaaella
as ras do transito qne Picasso com algum esparo
desocc upado.
Depois das procisses nada mais tivemos na pre-
sente semana que mereca mencionar-se, a nao ser a
chegada de tres vapores, um procedente do porlo do
nortee dous do sul.
Tinha comecado a cliuver no Maranhao, Cear e
Rio Grande do Norte, o qoe nao he pequeo motivo
de conlenlamenlo para os habitantes daqnellas pro-
vincias. No Maranhao todava ainda conlinnava o
flagello das bexigas.
O vapor inglez Pampero, entrado no dia 19, s nos
trouxc do notavel o decreto de 3 do correnle, appro-
vando o regiment de cusas jndiciarias qoe com
elle baixnn. Foi um suecesso de grande monta, e
quo nao lem dado pouco qua fazer aos emprsteos
do foro...
O vapor inglez Sotan, chegado no dia 23 fui por-
tadur de inais 482 despachos, qae por occasiao do an-
niversario de S. M. a Imperalriz liveram logar. J.i
os nossos leitores eslo a respeilo bem inleirados,
mas nao deixarcrnos por isso de offerecer-Ihe o se-
guinle quadro dos referidos despachos, feito per m3o
pachorrenla : foram 10 de titulares, 45 da casa im-
perial, 2 carias de conselho, 1 grao-croz, i dignita-
rios, 45 commendas, 110 offlclalalos, 253 hbitos, 3
promnces da guerra e 9 mercs da justica. Som-
mados esles com os despachos do dia 2 de dezembro
prximo passado do 1,614.
Acaba de chegar tambem do sul, mas com dalas
alrazadas, o vapor Imperador, que, como vergo^at-
leitores em oulro lugar, quasi nada luz de iote-
resse.
Por caria do Bonito conslanos que foram presos
naquella comarca e acham-se recolhidos a cadea, .i
ordem do respectivo delegado, Francisco Ignacio
Callado, aasassino de soa propria mulher, e Jos Ri-
beiro Ribas, mandante de um uro disparado sobre
Jos Roberlo da Silva, ha cerca de 8 annos no lagar
dos Carraos da mesma comarca.
REPARTI^AO DA POLICA.
Parte do da 24 de marro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qne, das
diflerenles parlicipaces hoje recebidas nenia repar-
tido, consta lerem sido presos :
Pela delegacia do primeiro dislriclo desle termo,
o porluguez Jote Antonio, requisicao de scu res-
pectivo consol.
O delegado do primeiro dislriclo deslc termo,
commnnicon-mo em oflleo desta data com referen-
cia as participaces qae lhe fizera o subdelegado da
freguezia da Boa-Viste, qoe honlem pelas 7 horas
da noile fora pisada na ponte da mesma freguezia a
parda Maria Magdalena do Sacrameato, pelo carro
de Jos Baplista Rbiro de Farias, sendo o bolieiro
o pardo Malina, escravo do mesmo Farias, o qual
fra immediatamente preso, e procederi-se no cor-
po de delicio na conformidade da lei, e qoe em a
noile do dia 22 do correnle depois de se reeollier o
Senhor dos Passo malriz d'aquella freguezia rin-
do com sua familia pela roa do Aterro, o alfares da
guarda nacional Francelinn Aogaito de Hollauda
Chacn, dora esle com a ponta do chapeo de sol 00
olho esquerdo do pardo Belmir Joaquim de Al-
meida, por haver esha bolado urna fomaca da cha-
ralo no rosto de ume su irrate, do que resal ou
um leve ferimenlo no olho do referido Belmiro, sen-
do preso aquelle oflical e recollrido ao estado maior
do corpo de polica, e procedendo o mencionado
subdelegado ao compleme corpo de delicio.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica da
Perrfambuco 24 de marro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Josento da Cunha e Figneiredo,
presidente da provincia.O chefe de palela Luiz
Carlos de Paica Teiaeira.
Illm. Sr.Tendo prsenle o ofBcio de V. S. da-
lado de 22 do correnle, e honlem recebido, em quo
me pede informaces acerca do menor Clauduo, tu-
telado do coronel Agostinho Bezerra da Silva Caval-
canti, e das sevicias que se diz nelle praticadas por
seu tutor, em resposla ao mesmo, soa i dizer, que
sendo ea avisado no dia 15 do correnle por um lo
do menor, Hermenegildo de lal, de que sea sobri-
nho acabava de ser brbaramente espancado por aeu
tutor o coronel Agoilinhu, morador na fregueaia da
Muribeca, immediatamente dei ordem para vir
minha presenta aquclle menor, o que leve losar no
dia 17, e em presenca do dilo sea tio.e domis oulr
irmao deale, prescedi ao cumpettale interrogatorio,e
'coro sorpreza, sube do mesmo menor, qae tari se-
vicias nao liveram lugar, sendo que apenas por falla
grave por elle comroedida, tal como a qua consta
do dilo interrogatorio fora elle por sen lutor mode-
rrdamenle castigado: nao salisfeito eucom eela sim-
ples declararte, iiz despir-see descalcar-se em mi-
nha presenta o menor, cujo carpo sendo por mim
e por seu lio examinado, nelle nao encontramos ne-
ulium outro sigoal de castigo, alera de urna leve cs-
coriacte na pede na regiao dorsal, como ludo consta
do referido interrogatorio que nesta dala mando tras-
ladar para ser a V. S. remedido ; em visla do que
fazendo assignar o auto por ambos os tos do menor,
que se acharam prsenles, fiz reeollier esle ao.arie-
nal de guerra onde ainda se aclia, e abi bem pode
por V. S. ser vislorado, em quanto ouvido o seu
lutor respeilo, para resolver sobre a sua conserva*
cao ou remocte do dilo cargo. Eis todo quanto cm
tal assumpto cabe-roe informar i V. S., o que ji fiz
igualmente 00 subdelegado da Muribeca cm data de
17 do correle.
1 iuarde Dos a V. S. Recife 24 de marco de 1855.
Illm. Sr. Dr. Luiz Carlos de Pava Teixelra, mai
diogo diere de policio.O juiz de orphaos Abilio
Jos Tacares da Silca.
Conforme.Secretaria da polica de Pernambuco
21 de marco de 1855.O primeiro amanuense, Jo-
t Xavier Faustino Hamos.
DIARIO DE PERNAMBUCOT"
A assembla discuti e approvou sabbado o pro-
jecto que aotarisa a presidencia a desapropriar o ter-
reno em que esta plantada B povoa;ao de Santo A-
S
Mil Til AIM



DIARIO OE PRNAMBCO, SEGUNDA FEIRA 26 OE MABQO DE 1850.
3

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maro de Jaboalao, orando os Srs. Epaminoudas,
Silvino, Angaelo de Oliveira e Meira.
Entrando cm efund discustao o projcclo que
entorila o governo a eonlralar com Josc- da Mala o
estabelecimento da linlia de carrol para transitar em
diereules estradas da provincia, foi lambem appro-
vado.
A orden) do dia de hoje he, segunda dscuss3o dos
projeclos n. 3 e desle anno, 19 dn ,anno prximo
passado, primeira do til. (ido do correute.
C.hegon no dia 24 dos portos do sal o vapor Im-
perador, Iraieodo-nos jomare da Rio de Janeiro al
15 do crtenle, da Baha al 21, e de Alagas
at 22.
Como abetn os leilores sao airazadas as dalas que
agora accuumoi da corle, visto que o vapor ingle*
.Voten!, d'alli parti 2 dias depois do Imperador.
Entretanto sempre daremos aqui o qoe nos respec-
tivo* joruaes encontramos do mnis algum inleresse.
Por decrt lo de 15 turam creadas raedalhas tinervo para serem conferidas as pessaas qoc sedis-
jinguirem por serviros extraordinarios prestados a
humanidad?.
Por decreto de 10 foram nomcados :offlctal-
laaior da secretaria de estado dos negocios da fazen-
da o Sr. Jos Severiano da Rocha, oflicial-maior in-
terino primeiro ofllcial, o segando offlcial da mes-
roa secretaria Manoel Francisco Corroa ; segundo
offlcial, o qiurlo escriplurario do thesouro Luiz Pli-
nio dt Oliveira.
O Sr. capilao dezmar e gnerra Jorge Broorh, foi
Horneado para commnndar os navios desarmados,pin
sabsliluicilo ao capitSo de fragata Meneiea, qoe oas-
wu a commandar a eorvela D. Francisca.
Foram mais nomeados: o senhor capitao de mar
e guerra Jesuino Lamego Costa para commandar
a dlvisilo naval do Rio de Janeiro ; o capililo de mar
e guerra Jorge Broom para commandar os navios
desarmados, em substituirlo ao capilao de fragala
Menezes, que passon a commandar a corveta D.
Francisca ; capilao de mar e guerra graduado Ma-
noel Francisco da Costa Perelra para commandar
interinamente o vapor Pedro II, em substituidlo
ao capilo de fragala Paixao, que por doente foi
dispensado de segoir oa presente commissilo ao Rio
da Piala ; capilao-tenenle Gabriel Ferreira da Cruz
para commandar a eoropanhia de imperiaes lti-
mamente creada na provincia do Para ; primeiro-
lenente Manoel Ernesto de Sonta Franca para com"
mandar a companhia de imperiaes da provincia da
Bahia ; primeiro-lenente Salusliano ('.aciano dos
Santos para commandar a escuna S. Leopoldo ; pri-
meiro-lenente Thomaz da Cunha Vasconcellos para
commandar o vapor Sania Cruz ao servico de S.
M. olmperadur.
Lc-se no Correto Mercantil de 13 :
No dia 13 reunise as 5 horas da larde, em
urna daa talas da academia das Bellas-Arles, a com-
miss.14 encarregada de levantar a estatua equeslre
ao Senlior D. Pedro I. Era o dia marcado para o
termodo concurso ao pensamento cm desenho ou
modelo para a referida estatua.
A presentaram-sc alguns desenhos e um modelo;
mas grande foi o numero das representarnos, prin-
cipalmente de artistas residentes na Europa, que
solicitavam urna prorogac.no do mesmo concurso por
nao tereiu lido lempo de concluir oa de Tazar c'ie-
gar s raaos da couimissio os trabalhof que estav.im
Tazando ou j haviam feito.
A commiss.lo julgou acertado anuaira eslas re-
preseiilare. e resolveu prorogar o concurso al o
dia 12 de maio prximo futuro. No lugar compe-
tente anconlrarao os leilores a declararn da com-
missao.a
O Jemal do Commercio de 12 noticia o seguintc :
a Fallecimenlo.O Sr. cnnselheiro Joao Gomes
de Campos, membro do supremo tribunal de jusli-
ra, fallecen hontem na idade de 75 annos.
a Suicidio.O capi)3o da barca ingleza Tadmor,
entrada hontem nesle porto, procedente de Glaseos _i-Jiarrjl yinho^aajl.alianlierc.
Arrt rlaclnn I',Ur.^>n:n I... I. .1J_ _________uta
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 2i DE MARCO AS 3
11011AS DA TARDE.
Colaces offlciaes.
Assncar someno29250 por arroba.
Dilo mascavado escolhido at superior19850 a
28000.
Desconlo por 1 mez e lano,9 % ao anno.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do diala23.....289:832**16
dem do dia 21........ 2I:408;016
3i i .ampioa
Detiarregam hoje 26 dt marro.
Barca inglezaCenrcterrtahas c ferro.
Barca ingleza .Wi'randobacalhno.
Barca inglezaSpirit of the Timesidem.
Barca inglezaEleonoremercadorias.
Brigne francezaGeneral Hocheidem.
Brigue franrezEdouradesal.
Patacho inglezS. Breladbacalluio.
Importa cao
lliale Exalacao, vindo do Aracaly, manifeslou o
seguinle :
148 saceos cera de carnauba, 12(i couros salgados,
41 caitas velas de carnauba, 2 bombas, 2 bicas de
carnauba ; a Domingos Rodrigues de Andrada & C.
120 meios do sola, 1 sacco gomma, 624 couros sal-
gados, 1 caixa velas de carnauba ; a ordem.
14 saceos gomma; a J. Fernaudes Prente Vianna.
3 saceos cera de carnauba, 22 couros salgados', 18
meios sola, 40 caixas velas de carnauba; a A. Joa-
quim Souza Ribeiro.
3 fardos sapalos; a C. & Filhos.
Patacho nacional EmulacSo, viudo do Acarac.,
manifcst'iii o seguinle:
19,987 meios de sola ; a ordem.
Barca franceza Gustavo II, viuda do Havre, con-
signada a-J. Lasserro & C,>manifeslouo seguinle:
50 barris e 25 meios maoleiga; a Tasso Irmaos.
I caixa ameixas, 1 dita azeitonas; a F. Coulon.
17 caixas fazeiidas de algodao, 1 dita fazendas, se-
da ealgodao, 4 caixas pe les, 1 caixa lencos de algo-
dio, 1 dita bordados do dito, 1 dita fazenda de seda,
2 caixinhas e 1 cmbnilho amostras ; a Schafeillyn &
Companhia.
1 caixa cassas, 10 caixas fazendas do algodao, 6
dilas de linliu e algodao, 2 ditas de seda, 7 ditas fa-
zendas de laa, 3 ditas de seda e algodao, 1 dita taba-
co, 4 embrulhos amostras; a J. Keller & C.
259 caixas velas, 2 ditas fazendas para calcas ; a
C. J. Aslley & C.
1 caixa chapos de p a I lia ; a G. Saporili.
1 caixa bolas; a Johonslon Pater & C.
18 caixas fazendas de algodao, 2 dilas chiuellas de
algodao. 1 fardo panno de la, 1 caixa fazendas de
seda e algodao, 2 caixas chales, 2 erabrulhoe*amos-
Iras; a Tira MouseoA; Vinassa.
1 caixa chapeos para liomem; a Manoel J. Car-
valho.
1 caixa chapeos para liomem, 100 barris e 100
meios ditos manteiga, 6O0 gigos cerveja, 5 caixas
louca, 40 caixas queijos; a J. R. Lasserro & C.
1 caixa modas; a Buessard Milluchaud.
1 caixa oculos e objectos de relojoeiro ; a Cliam-
pront & Bcrtrand.
1 caixa frotas, 1 dita modas ; a Thcanl.
1 caixa sedas, 6 caixas fazendas de algodao e con-
servas; a Brunn Praeger & C.
60 barris e 30 meios ditos manleisa ; a Schramm
&C.
50 barris e 50 meios dilos manteiga; a Isaac Curio
&C.
3 caixas pelles preparadas, 2 dilas miudezas, 2 di-
las trastes, 1 dita Tilas de seda ; a Demesse I.cclcrc
&C.
3 caixas fazendas de linho e algodao, 2 fardos fa-
zendas de laa, 1 caixa calcados, 3 caixas porcellana,
1 dita perfumara, 1 dita seda, 1 dita chapos para
homem, 1 dita lencos, 1 dita carrinho para menin o,
1 dita couro de lustre, 2 caixas chapos de sol, 1 Ji-
la boncles; a Souvage & C.
com destiuu a California, leudo sido acommel'.ido
j1uranle.a viagera de gfienacAo mental, lentou varias
vezes conlra a propria vida, no que foi sempre em-
barazado pelo pillo, que para isso foi obligado a
fazer-lhe constante senliuella. Na aoite de (> de Ja-
neiro, porra, quando aquelle so achava oceupado
em manobrar o navio, logrou o apilo Iludir a vi-
gilancia do moco da cmara que o visiaia, e arro-
jou-se ao mar sera qoe alguem o percebesse. ><
Em onlra parte acharao os leilores as ultimas no-
ticias acerca da queslao pendente com o Paragoay,
as quaes felizmente proraellem um destecho pacifi-
co e satisfactoria ; e bem assim alguns despachos ex-
pedidos pelo ministerio da jusura.
Na Bahia, fallecen no dia 20. o Eim. visconde da
Pedra Branca, Domingos Borgcs de Barros, vetera-
no da Independencia, senador do imperio, veador
de S. M. a Imperatriz, gran-cruz da imperial or-
dem do Cro'.eiro edislinclo lilterato.
A assembla legislativa provincial das Alagoas
mandou urna commlssio de cinco meinbror sisnift-
car ao Bxm. prosij/nte da proviucia o reconheci-
menlp e gratidao dos Atagoanos pelos beneficios qoe
desda administrarlo lem recebldo.
Telo Crimea, entrado hontem da Liverpool, re-
cebemos gazelas Inglzas, que adiaiilnm 3 dias ai
que nos trouxe o Solent.
Das noticias que aellas lemos, as que acharaos
dignas de screm referidas sao apenas, que fallecer
o duque deGenovc, irmao do actoal re da Sarde-
' nha, o qual uestes ltimos lempos peideu lambem
a ni e a esposa. Lord John Russel foi escolhido para
representaba Iuglaterra na conferencia que ha de
ter prximamente lugar ero Vienna para tratar do
ajaste da paz entre as potencias beligerantes, sobre
as quatro garantas proposlas pelos Alliados e aceitas
. ltimamente pela Russia.
Urna companhia franceza comprometlcu-se a en-
gajar em Franca de 20 a 25 mil homens denlro do
mais curio espaco de lempo passivel para o servico
do governo inglez; asseguram que cssa tropa estar
prompla denlro de 13 dias mais lardar.
Oorrim em Pars boatos aterradores acarea dos
exercilos alliados na Crimea, como que : Enpalorir
liulia sido lomada pelos Rasaos, os quaes haviam
tambera feilo urna sorlida geral contra as liuhas
francezas, fleando feridos os generaes Cancobert e
Bosquel, aecresceotava-se aiuda, que os Zoaaves
lendo-se inaargido, mu los centenares delles foram
enviados carregadoi de rerros para Conslaulinopla.
Esle nllimo boato aclu-se cantradiclo, e a respeilo
dos oalros nenhuma nolicia olllcial ha que os con-
firme.
Noticia* do Vienna dizem, que o erar tem a-
gora em campo 650,000 homens, e que denlro* de
seis mezes era organisada ama reserva de
200,000.
Em Londres os consolidados ficaram de 91 a 91 e
1|, os fundos brasileiros a 100 1|2, os sardos a 85,
os torcos de 76 a 76 1|4 e os hollandezes de 64 1(4 a
Cl '.l l
rior 59.300, regular 07 1U!) e segun-
da sorlo 49900 por arroba.
Couros ----- Venderam-se de 183 t 190 rs. por
libra.
Agurdenle- dem a 90 por pipa.
Bdcalho O marcado foi suprido cora tres
t carregamentos, relalhando-se no
principio da semana a 209, e no
lim de 158 a 178.
Carne-sccca- Tiveraos um carregaraenlo. o as
vendas rcgularam de 38600 a 69
por arrob'a, ficando em ser 11,000
arrobas.
Iariohade trigo- Ha no mercado800 barricas e 400
saceos. Vendeu-se de 308 a 32>i
por barrica da de Philadclpha,
ile 259 a 269 da de Ballimere, a
3.19 a de SSSF, e 238 por seis ar-
robas da do Valparaizo.
Loura Vendeu-se a 255 por cenlo de
premio sobre a factura.
Manteiga- dem de 710 a 760 reis por libra
da ingleza c de 620 a 6i0 da fran-
ceza.
1 ocaram no nosso porto e seguiram para oulros
Iros vapores, 1 navio em lastro e 2 com azeite de
peixe. *
Entraram 40, sendo 16 em laslro, i com carvao
de pedra, 10 com gneros de oulras provincias, 5
com carregamentos cstrangeiros, 3 com bacalluio, 1
com carne secca e 1 com guano.
Sahiram 4 em laslro, 6-com gneros do paiz para
porlos eslrangeiros e 2 para as provincias do im-
perio.
Ficaram no~porlo84 embarcarnos, a saber : 21
brasileiras, 2 bremenses, li diuamarquezas, II fran-
cezas, 2 hamburguezas, 3 hespanholas, 23 inglzas,
2 olde'mburguezas, 9 porluguezas. 2 sardas e 3
suecas.
MOVIME.NTO DO PORTO.
4 caixas pelles c calcado ; a N. O. Bieber Com-
panhia.
20 barris com giz ; a J. Soum.
1 caixa chapeos, 6 dilas marmore, 2 dilas arc,oes,
1 dila louca, 2 dilas pelles ; a J. P. Adour & Com-
panhia.
7 caixas fazendas de algodao ; a J. II. Gaensley
& Companhia.
1 caixa livros e seda ; a J. de Aquino Fonceca.
1 caixa livros e roupa ; a Luiz Antonio de Si-
queira.
1 caixa livros ; a Ricardo de Freilas & Compa-
nhia.
2 caixas papel de escrever ; a Miguel Jos
Alvcs.
2 caixas chapeos, 2 ditos alfineiles ; a C. Ir-
maos.
1 caixinha ouro ; a Domingos Alvcs Malheu*.
1 caixa chocolate, 7 dilas fazendas de 13a, 2 dilas
chapos de eltro, 4 dilas de seda 2 ditas chapeo de
sol de seda e algodao 1 dlacalcado, 3 caixas gangos,
1 embrulho amostras : a V. Lasne.
40 barris e 60 meios manteiga ; a Machado & l'i-
nheiro.
2 barris vinho, 2 caixas porcellana e cryslaes ; a
Antonio Roberl.
1 caixa roupa feila, 2 dilas pelles preparadas, i di-
ta brinquedos, 1 dila fivellas e perfumaras. 3 caixas
vidros.1 dila espclhos,6 dilas chpeos, 1 dila fazendas
de laa, 8 dilas loura, 8 ditas papel para imprimir, 3
ditas calcados, 1 dita fazendas de seda, 1 dita candi-
eiros, e 1 embrulho amostras ; a L. L. Feron & Com-
panhia.
1 caixa fazendas de laa ; a Antonio Luiz dos
Santos.
7 caixas mercadorias, 1 dita lavas, 2 caixas vidros,
1 dila drogas, 1 dila trastes, 2 ditas fazendas de al-
godao e Hubo, 1 dila filas de seda ; a Feidel Pinto
& Companhia.
8 caixas calcados, 1 dila instrumentos de msica,
4 dilas cr-ajfcs, 2 dilas jogos devispora e domin, 1
dila chapeos, 2 dilas arroes c selins. I dila porcel-
lana, 1 dila penles ; a E. Dedier & C.
Patacho portuguez Hortense, vindo da llha do
Faial, consignado a Thomaz de Aquino Fonceca e
Filhos, manifeslou o seguinle :
200 pipas e 790 barris vinbo, e 5 caliles com
amostras ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia I a 23.....43:8028929
dem do dia 21. ....... 1:972t3
45:7799191
-Vacio entrados no dia 24.
Rio de Janeiro e porlos intermediosS dias e 14
horas, vapor brasileiro Imperadoru, coramandan-
leo 1. leueule Jos Leopoldo de Noronba Torro-
zao. Passageiros. desembargador Joaqutm Tei-
xcira Pcitoto de Abren Lima e 1 escravo, l)r.
Francisco Elias do Reg Dantas cl escravo, Jos
Au'loniode Paiva, Antonia Pedroso de Albuquer-
que Jnior e 1 escravo, Olimpio M. dos Santos
Vital e 1 escravo, Augusto Comes da Costa e Sil-
va, Jos Adolphn de Barros Correia, Antonio de
Azevedo Villarouco, Aulonia Virginia da Paixao,
O Collin, sueco martimo, Joaquim de Alraeida e
Albuqucrque, Joaquim Jos da Silvoira, lzidro
Jos Caparica, C. G.Jonsson, Justino Francisco
de Assis, ex-cadete sentenciado Cesario Mariano
de Aibuquerque Cavalcanl, 2 ex-pracas do exer-
cto, meslre da armada Manoel I.uiz, 1 cabo do
esquadra, 5 soldados dcserlores, 2 soldados de
polica escollaudo a um criminoso de morlc. Se-
guem para o norte. Bruno Caetano de Gouva,
Ignacio Gaspar de Oliveira e 2 cscravos, Dr. An-
tonio Jos Pinhciro Tupinarab, 10 pravas do ex-
ercilo, 3 ex-pracas idem, 1 escrava a entregar.
Liverpool36 dias, brigue inglez oCrimca, de 184
toneladas, capita.o Williara Cargell, equipagera 9,
carga fazendas e mais gneros; a Rosas & Braga.
CardilT39 dias, escuna diuamarqueza Helina.
de 106 toneladas, capilao P. von Appen, equipa-
gem 7, carga carvao ; a Isaac & Companhia.
BahiaS das, barca frauceza La France, de 213
toneladas, capillo Jo3o Baptista Varangoo, equi-
pagera 11, cm laslro ; a Dragao. FicouMe qua-
renteua por 5 dias.
Lisboa23 dias, brigue portuguez Tarojo I, de
233 toneladas, capilao Mauoct de Oliveira Faue-
co, cquipagem 15, carga finito e mais gneros ; a
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
NatfOl saliidos no mesmo dia.
Rio da PrataBrigue hespanlml Joaquim, de 321
lonelailes. capilao Geraldo Orla, carga assucar.
BajhadoesPatacho inglez Era, capilo J. D. Ba-
ndea, em laslro. asa
Rio de Janeiro e *jCT^iu|crmedios--Vapor brasi-
leiro TocaniinsuTf^lmiandante o capilo de fra-
gata Mancebo. Passageiros, Manoel Ribeiro Br-
relo de Menezes, Azarias Carlos Garneiro Gama,
Jos Antonio de Mendon^a, Jos Adolpho Barros'
Correia, Eugenio Jos Neves do Andrade, Mancel
Tavares Cordeiro, Jos Malaquias Leal, Eduardo
Raelelles, Raymundo Antonio O. Bilancourl,
AbilioFernaudes Trigo de Loureiro, M. M, da
Canha Azevedo, I. I.ery, Joa Baplista V. Drum-
mond, Jezuino Barroso de Mello, Manoel Pereira
de S Reg, Manoel Pereira do Reg menor, Jos
Gomes dos Santos Pereira Bastos e 10 escravos'
capitao-teneute A. C. Figueira de Figtieiredo,
Dr. Antonio de Souza Orne Lima, 1 criado e 1
escravo, l'r. Lourengo da Divina Pastora Loyola,
padre Bernardo Antonio da Silva e 1 escravo, M.
A. Alves de Brilo, Joao Cavalcanl de Aibuquer-
que, 2 criados e 3 escravos, Jos Cypriano de Mo-
raes Lima.
Ihcsouraria provincial,emcumpriinenlo datesoluc,ao
da junta da fazenda, manda fuzer publico, que n ar-
rcmatacao dos reparos urgentes de que precisa o arni.
de do Garuara' vao novameole a praca no dia 29 do
corrente.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pernambuco 20 de marre de 1835. O
secretario, A. F.da Annxmciarao.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que no dia 27 do corrente depois de meio dia, se ha
de arrematar em hasta publica, a porta da mesma
re|>arfir."(>, Um caixa da marca n. 4, com 5 hilas de
ascanurn, pesando liquido 52 112 libras, a 200 rs. a
libra, total 108500 rs., viuda de Ilambursn no na-
vio hamburgiiez Joanna, entrado em novembro de
1852, e abandonado aos dircilos por N. O. Bieber <&
C, sendo a arrematadlo livre de diieilos ao arre-
matante.
Alfandega de Pernambuco 21 de marro de 1855.
O inspector, liento Josc Feruandes Burros.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
qi.e no dia 27 do corrente, depois de meio dia, se
bao de arrematar cm li.isia publica a porta da mes-
ma rcparlicao, 100 barris da marra 7. com cal \ir-
;em, pesando liquido 2.30 arrobas, a 19 rs. a arroba,
tolal 2509 rs., viudos de Lisboa no brigue portuguez
Laia, entrado em oulubro de 1854, e abandonados
ao dircilos por Siqucira A Pereira, sendo a arre-
mataco llvre de dircilos ao arrematante.
Alfandega de Pernamliuro 21 de marro de 1855.
O inspector, liento Jos Fernandos tarros.
LF.ILO'ES.
DECLARAQO'ES.
CORRER) GERAL.
As malas que tem de ser conduzida pelo vapor 7o-
cantins para os portos do sul, serao fechadas boje
;2i) ao mcio-dia, e as correspondencias que vierem
depois dessa hura pagarlo o porte duplo.
Carta segura para o Sr. Joao Correa de Car-
vallio.
Nao se tendo podido eflecluar a compra dos
objcclns, que se havia annunciado para o dia 15 do
corrente; previnc-se que o dia 26' prximo sera o
destinado para a aberlqra das proposlas, pndendo
cada um vendedor comparecer s horas j marca-
das ao respectivo conselbn ; e assim tambera se ad-
mllir novas proposlas para o mesmo lim. Sala das
sessOcsdo conscllio administrativo 23 de 'marco de
1855.Jos de llrito Inglez, coronel presidente.
COMPANHIA PERNAMBI'GANA.
O conselho de direcro convida os Srs. accionistas a
realisarem a quarla prestaran de 10 por % sobre o nu-
mero de acees quelite pericncem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o eucarregado dos reccbimcnlos he
o Sr. F. Coulon, ra da Cruz 11. 26.
O abaixo assignado. curador fiscal da niassa
fallida de. Deane Voule & Companhia, annuncia qne,
em virlude do despacho do Sr. juiz commissario, de
19 de marco correnle, s.lo convidaJos os credoresda
referida massa, que se acharan) presentes nesta ci-
dade, por si ou por seus procuradores, para se reu-
nirem boje 26 do corrente s 11 hoias do dia, em o
escriplorio dos fallidos, na ra di Cadeia do Recite
n. 52, afim de Iratar-sc da verificacao dos crditos, e
coucessao da concrdala, e do contrato de uniao,
quando esta nao tenha lugar, devendo as procura-
roes serem especiaos para o aclo, e nao pudendo um
procurador representar por mais de um credor como
dispoc o artigo 842 do cdigo do commercio. Este
aviso ser repetido por Ires vezes na conl'ormidadc
da segunda parle do artigo 127 do regulamenlo 11.
738, como me foi ord'euado no dilo despacho. Re-
cite 20 de marco do 1855.Em. Bidoulac, curador
fiscal.
Tendo o conselho de administradlo do nono
IialalhAo de infantaria de contratar o fornccimcnlo
dos ucncros alimenticios de primeira qualidade, in-
clusive pao, para o rancho do mesmo batalhao, con-
vida, paranlo, ausseiiliores negociantes que se pro-
pozerem a dito contrato, para que remllalo suas
proposlas cm caria fechada secretaria rio mesmo
balallio, 110 quarlel da Solcdade, as 10 horas do dia
29 do correnle mez, para se combinarcm os precus.
Rclacitb dos gneros que se precisa para o rancho
do nono batalhao.
Farinhk.
Feijao. "*sa
Arroz.
Carne verde.
Dila secca."
Toucinho.
Bacalho. #
Azeite doce.
Vinagre.
Lcnha.
Maoleiga
Caf.
Assucar.
a* John Calis, estando prximo a relirar-se para
Europa, far leihlu por inlervencao do agente Oli-
veira, de toda a sua mobilia, quasi nova por
eslar no mais perfeilo estado, consistindn em sofs,
dulcirs, mesa redonda o consolos lampas de pedra,
e d'outras qnalidades, mesa de sof, banca de diario
com lindas figuras de marfiinvpara jogo de xadrez,
unta caixa de msica, commoua, mesa elstica para
janlar, guarda loura, lavatorios, camas de ferro,
randieiros para cima de mesa, lanlernas, relogio de
prele, loaca lina para almoco etc., garrafas, copos
e muitosoutros vidrus, galhcleiras, porta-licor, ro-
Ihercs de metal fino, facas e carfos, um cabriolet
com arrcios, e exccllentc cavado gurdo, que se pode
afianenr sua bondado, li em completo de cozinba,
iilcncilios de sitio, emuitos oulros objeclos : tersa
fcira 27 do crrente, sl horas da manhaa, no sitio
pcrlo da casa granda da senhora Lasserre, na Ca-
punga.
O agente Oliveira far Icilao, por ordem c cm
presenca do Illm. Sr. commendador Joao Pinto de
Lemos, na qualidade de procurador bstanle daSra.
herdeira do fallecido Dr. Jos Kuslaquio Gomes, da
magnifica casa nova de 3 andares e sitan, construida
a moderna, que foi de propriedadee morada (lo mes-
mo fallecido, sila no aterro da Boa-Vista n. 18, n
mais aprasivcl bairre riesta ciilaile, e que por isas se
torna urna das melhores acquisicoes para quem bem,
e lucrativamente queira emprear o seu capital :
quarla-feira, 28 do correnle, as 10 horas da manhaa
em ponto, porta da indicada casa.
O agente Borja far Icilao em seu armazcm,
ra do Collcgio n. 15, de um cmplelo sortimenlo
de obras de marciucria novas e usadas, e de urna
infiuidadc de objectos de differculcs qualidades, cu-
jos se adiarn patentes para exame dos seohores
prelendenles no mesmo armazcm : quinla-feira, 29
do correnle, s 10 huras cm punto.
I.E1LAO'.
Terca-feira, 27 do correnle, as 10 1|2 horas da
manh.la, lera lugar o leil.io que foi annunciado para
o dia 22deste, no armazcm da ra da Cruz H.3.
AVISOS DIVERSOS.
FABRICA DE FIAR E TECER
ALGODAO.
Por causa da clutva
do dia 21, foi tt-aus-
ferida para o dia 2(i
do crtente as 4 lio-
ras da tarde, a icii-
niao da assembla je-
i'al dos accionistas da couipanliia, para a
lahiiea de liar e tecer algodao, 110 salao
do convento de S Francisco.
% -.ATTEN?A. 1
/a Carvalho i\; Mendos, ltimamente chega- Sf
^j?' dos a est cidade viudos do Rio de Janeiro, fjjf
(A leema honra de oflerecer ao publico um *m
^7 rindo e variado suri ment de joiasd'ouro *?
y?) e com lirillianles. relogios d'uuro patente, i (&i faqueiros, salvas e casticars, e oalros mu i- /,
*V tos objectos de diflcrcules qualidades pro- w)
(pr) prios para senhoras, de goslos modernos (A
i'i <1"e ,UI,(> ven,lerao Por mdicos precos at- /^
vv Icndendo a pouca demora que prctendem W)
ter aqui : acham-se morando na ra da fA
C.ailei.i de Santo Antonio, sobrado n. Si, ^
primeiro andar. E
CONSULTORIO DOS POBRES
25 &VA DO QOlilJiUO 1 MXUMA 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas liomeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa at o meio dia, c cm casos extraordinarios a qualqoer hora do dia oa nuite.
Ollerece-se igualmente para pruticar qualquer operacSo de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
qoer mulher que esteja mal de parlo, e cujas circumslancia? n.lo permillam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. P. L LOBO MOSCOZO.
25 I UA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddiciua lioineopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
' tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc......
20)000
Esta obra, a mais importante de todas as que tratam do esludo e pralica da homenpathia, por ser a unir
que conten abase fundamental d'esla doutrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAL'DEr-couhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizercm
eipcrimentar a doutrina de llahiiemann, e por si metraos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros c senhores de cngcnbo que eslao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou un Ira vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumslancia*, que n*m sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a pie-lar in continenti os primeiros soccorros em suas r-ntenuidades.
O vade-mecum do homvopalba ou traducr.lo da medicina domeslica*rio Dr. Herinc,
obra tambera til s pessoas que se deriieam ao esludo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario ilos termos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., ele., encardenado.
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segnro
homeopalhia, c o proprictario desle eslabelccimento se iisongeia de le-lo o mais bem indn
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...................
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 0, 129 e 15)000 ra.
Hitas lili dilos a...............
lajooo
39000
na pralica da
lado possivel e
Dilas 48 dilos a
Ditas 00 dilos a
Dilas l dilos a
Tubos avulsos.....
Irascos de meia mira de lii clura
8|000
arjMoo
25000
30OOO
eofooo
19000
99000
Ditos ilc verdadeira tinctura a rnica.................. 29000
Na mesma casa lia sempre i venda grande numero de lubos de crystal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-sc qualquer eucoraraenda de medicamento* coai toda a brevida-
de e por presos muito commodos.
JooSalernoToscanodeAlmeida, ino-l MASSA ADAMANTINA,
rador no Rio de Janeiro, ra da Assem-CI- *** ^mbaZVi^l
Iile'a
, gnoux, dentista fraucez,
tada Misericordia, se en-1 masaa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
pressao dolo-
adquerindn
da pedra mais
ilnr.i,e prumelle rcslaurar os denles mais estragados,
conw forma e a cor primitiva.
cari-erra de procurar todos os apis ten- I""'*10 lem a vantagem do encher sem f
,!,". j rasa 'odas as anfractuosidades do denle,
dente as secretarias: patentes de ohciacs em poucm instantes solidez igualad*
de linha e da guarda nacional, cartas de '
61 Mi-
PUBLICADO A PEDIDO.
EDITIS.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 23..... 4:032}847
dem do dia 24...... 2099838
143099885
lllm.Sr. inspeelor da thesouraria geral .--Diz Jos
da Rocha Patanhos, que em virlade de ordem do
fhesooro publico nacional, que mandou a informar
a esta thesouraria um reqaerimento com documen-
tos annexo* e comprobatorios da quantia de dous
contos e tantos mil ris, que ao supplicanle he a mes-
ma fazenda devedora, acontece qne tendo o suppli-
canle estado na espectaliva.e requerido ja a V. S. em
dezembro do anno passado solec.au de ama tal infor-
marlo, al o pre*enle,|parece qne por nma fatalida-
1 de, nte lem sido possivel o inpplicanlc obler o des-
parti, apezar de ler j deconido nm anno ponen
mais oa menos ; pelo qae nSo endo cabivel qne as
reparliroes fiscaes protelcm o direito das parles por
nm lempo indefinido, por isso vem o supplicanle
requercr a V. S., que,como chefe desta reparlirao e
a cajo cargo est a atlribairSo de camprir e fazer
cumprir as deberacocs e orden* do Ihesouro, como
determina o lo do arl. 31 do decreto n. 736 de 26
de novembro de ISO.sedigne maodar que o empre-
gado, em cojo poder eslao os documentos e petiedes
do supplicanle para inlormar, mandados por V. 8.,
que he o chefe da 4. eecae, Jos llenriqnes Macha-
do ; d promplo andamento a dita informaco, aflm
de que nao fique eternamente sepultada eala peticao
em seu poder, como lem estado os outro* documen-
to* e pelicoe ; com o qoe far ao lapplicanle a me-
recida juslija : e as.im, P. a V. S. Ihe delira. E.
R.M.-Jote da RochdParanhot,
Recite 22 de marco de 18J.
Exporta cao".
Rio de Janeiro, brigue nacional Damaon. de 234
toneladas, couduzio o seguinle:1,409 saceos c
48 barricas com 4,876 arrobas c 7 libras d* assucar,
110 pipas agoardenlc cachaca, 300 caixas velas sler-
linas, 70 barris banha de porco, 20 barricas sebo,
236 saceos milho, 100 caixas massas, 10 caixas e 1
caixao caniielia, 10 Tardos c 2 barricas cravo, 1 cal-
ino espadadores.
Rio Grande do Sul, brigue nacional Nern, de
193 toneladas, couduzio osegninle : 1,085 barri-
cas e 100 saceos com 7,708 arrobas e 121 libras de
assucar. 4,000 cocos eom casca.
HECKUEUORIA DE RENDAS 1NTERNA9 GE-
HAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do di 1 a 23.....30:39:19446
dem do dia 21........ 2:1155339
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietarios abaixo meucionados, a entrega-
ren! na mesma (hesouraria, no prazo de Irinla dias,
a contar do dia da primeira publicaran do presente,
a importancia das quotas com que devem entra1"
para o caU-amenlo das casas da ra do l.ivramenlo,
conforme o disposto na lei provincial n. 350. Ad-
verlindo que a falla de entrega voluntan,1. ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dade do artigo 6.- do regulamcnto de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 Manoel Jos Monleiro.....97ft500
4 Antonio da Silva I erreira. 909000
6 Joaquina Mara Pereira Vianna. 1I8$500
8 Manoel do Nascimenlo da Costa
.Monleiro e Paula lzidra da Cosa
Monleiro.........6O8O0O
10 Viuva e herdeiros de Jos Fernan-
des Eiras.........679500
12 Antonio Monleiro Pereira. 753000
14 Luiz de Franca da Cruz Feneira. 375500
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade.......... 755150
18 Marcellino Antonio Pereira. 909000
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guimaraes.......1809000
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........1249500
24 Jos Baptista Ribeiro de Faras. 1269000
26 Manoel Uuarque de Maccdo. IO83OOO
28 L'mbelino Maximino de Carvalho. 489600
30 O mesmo.........6O9OOO
32 Francisco do Prado......60&000
34 Viuva de Francisco Severino Caval-
canl .........
AVISOS MARTIMOS.
609OOO
789000
1119600
1279500
9996O0
32:5089785
CONSOLADO PROVINCIAL.
Rendimentododla1a23..... l&MTfSM
dem do dia 24........ 1:4429758
45:3909352
NUCA DO RECIPE 24 DE MARCO DE 1855
AS 3 HORAS DA TARDE.*
llecta semanal.
Cambios----------Sacoa-se a 27 3|4 d. por 19.
Assucar- As entradas foram pequeas, e o
deposito he diminuto, lendo-se
vendido os branco* de 29200 a
29800, o someno, de 29100 a
23200, e o mascavado de I9900 a
29 o cscolhido.e de 19800a 1-9900
o regular.
i'nlraram 490saccas, as vendas
regularan); primeira tortesupe-
Algodao
36 Nuno Maria de Seixas.....
38 Manoel Francisco de Moura. .
I lierdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa, s........
3 Thomaa de Aquino Fonseca.' .
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
pe...........
7 Ordem Tcrceira de S. Francisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Medciros
e oulros. ........
11 Antonio da Silva Gusmao. .
13 Antonio Jos da Castro. .
15 Hcrdeiros de Izabel Soares de Al-
nimia. ........
17 Joaquim Ribeiro Pontos. .
19 Viuva o herdeiros do Jo3o Pires
, Ferreira.........
21 Manoel Koraao de ('.arvailm. .
23 Irmandade das almas do Recite. .
25 Dr. Ignacio Ncry da Fonseca. .
27 Padre Joao Antonio Gaiao. .
29 Antonio Cordeiro da Cunha. .
31 Joao Pinto de Ouciroz c herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. .
33 Joao do Rosario Guimaraes Ma-
chado..........
35 Aulonio Luiz Goocalves Ferreira.
37 JuliSo Porlclla.......
39 Joaquim Francisco de Azevedo. 459000
41 Francisca Candida, de Miranda. 60000o
R*. 3:006973
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihcsouraria pro-
vincial de Pernambuco 1 i de marro do 1855.O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunciar'to.
O Illm. Sr, contador, servindo de inspeelor da
279000
6I92OO
679500
45>O0O
639000
183000
519000
369000
75S000
689400
81*000
1239000
(09000
2I9GOO
72J600
759OOO
Para o Rio de Janeiro segu em pouros dias o
brigue Feliz Destino ; para o resto da carga, pas-
saseiros e escravos a frele, traa se com os consigna-
tarios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
n. 40.
Para o llio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ter parte da carga
prompta, a veleira barca brasileira Mathilde, quem
quizer carregar o rosto, cnlenda-se com o capitao
Jeronymo Jos Tellcs, ou no escriplorio de Manoel
Alves Guerra Jnior.
PARA BENUELLA COM ESCALA POR S.
TIIO.Mfi.
egoc com brevidade o brigue portuguez Esperan-
cu por ter dous tercos da carga prompla: quem qui-
zer carregar o reslo, entenda-se com o capilao Ma-
rianno Antonio Marques, ou 110 escriplorio de Ma-
uoel Alves liuerra Jnior.
Para a Baha segu em noucos dias a veleira
garopeira Livrac.ao; pora reslo da carga.lrala-se
com seu cunsignataria Domingos Alves Malheus, na
fu da cruz n. 54.
Companhia de navegacao a vapor
Luso-Brasileira.
Tencio-
nando sa-
bir de Lis-
boa no dia
15 do cor-
ren! marro
o vapor d'
esta com-
panhia, o
I'. HARA II, cummaudanteo teneiitc Cuimaraes,
dever por aqui eslar em 3 de abril, e depois da de-
mora do coslume seguir para Dahia, recebendo
passageiros : a quem couvier dirija-si ao agente na
ra do Trapiche n. 26.
PARA 6 RIO DE JANEIRO.
Segu com milita brevidade a barca
nacional SORTE, por ler parte da carga
prompta : para o resto, passageiros e es-
cravos a frete, para oque temexcellenles
commodos, trata-se com os consignata-
rios No vaes & C, na ra do Trapiche n,
54, ou com ocapito Jos Matia Ferreira,
na praca.
RIO DE JANEIRO.
Segu no dia 27 do corrente o palhabote l'enus,
capitao Joaquim A. (oncalves Sanios ; s recebe
passageiros c escravos a frele : Irala-se com ('.acia-
no Cjriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo 11. 25:
ou com o capilo.
PARA O PORTO.
O veleiro brigoe porlugoez Esperanca, seguiri
coma manir brevidade para a cidadedo'l'orlo, por
ler j.i prompla dous tercos de sua carga ; recebe a
que apparecer a Irete, e lambem passageiros, para o
que possue ptimos commodos : trata-se no escrip-
lorio de Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia Velha
n. 12.
TARA O RIO DE JANEIRO
segu com muita brevidade por ter
parte do carregamento prompto, o muito
veleiro brigue escuna nacional MARA :
para carga, passageiros cescravos a frete,
para os piae^ oll'erece as melhores com-
modidades, trata-se com o capitao a bor-
do, ou com Machado & Pinheuo, no largo
da Assembla n. 12.
Para Lisboa segoir com a maior brevidade
possivel *J brigue porluguoz Claran, capitao Manoel
Joaquim da Silva, por ter porr.io da carga prompla:
quem no mrsmo quizer carregar ou ir da passagem,
dirija-se ao capitao, ou ,1 ra da Apollo n. 14, em
casa de Manoel do Nascimenlo Pereira.
Para o Rio de Janeiro sabe ate o lim
Precisa-se de um portuguez dos chegados ha
pouco, para tomar conla e fazer re tos serviros de
urna fabrica de calcado : na ra da Gloria n. 30.
-- Precisa-se de um homem para distiladnr de
agurdenle, e que se nao poupe ao Irabalho que a
ilila oceupacao exige de noilc ; prel'ere-sc estraimei-
ro : quem se quizer oceupar nislo, aununcie para
ser procurado.
Pedro liutclho de Mello relira-se para fra do
imperio.
Auguslo Ferreira Pinto, tendo seguido no va-
por inglez Solent para a Europa, e nao podendo
despedir-se de lodos os seus amigus pela brevidade
de loa partida, fa:lo pelo meio desle, pelo quo espe-
ra ser desculpado.
O padre Bernardo Antonio da Silva, (endo de
embarcar para Santa Calbarina, c nao podendo pes-
soalmenle despedir-se de seus anvgose prenles por
incommodo de saude e pela rapidez de sua viagem,
0 faz por este jornal, oflerecendo-lhes seus diminu-
ios prestimos naquella provincia.
A pessoa que annuncJon precisar d 4009000
sobre Dan escrava, dirija-se travessa do Veras 11.
2'i, Roga-se ao lilm. Sr. Francisco Morcira Lima,
morador na cidade do Natal, actualmente nesta ca-
pital, tenha a bondade dirigir-se ao quarlel do Hos-
picio, onde exijie urna caria para S. S.
Anlanio Ferreira da Silva relira-se para fra
do imperio.
ATTENCAO'.
Precisa-sealugar por anuo um sitio na distancia
de urna legua em roda desta cidade, e que nao seja
muito caro ; assim como lambem sequer alugar urna
rasa us Afogados, ou perlo desse lugar : quem l-
ver, dirija-se ra do Queimado 11. 7.
O Dr. Joao Maria Sevc, medico, mudou a sna
residencia para a ra Nova, casa n. 23, primeiro an-
dar.
Prccisa-se de urna prela escrava, que n,lo seja
preguicosa e nem pimpona, para lodo o qualquer
servico interno e externo de urna casa de pequea
familia : na ra do Collcgio 11. 21, primeiro andar,
ou na ra Augusla n. 14.
A mesa regedora da irmandade do Sr. Bom
Jess das Dores da igreja de S. Goncalo, pode a
lodos os seus irm.los, bajam de comparecer na sexta
feira 30 do correnle as duas horas da tarde, para en-
corporados acompauliarem a proa-sao do Sr. Bom
Jess dos Pobres Afilelos, que lem de sabir da mes-
ma igreja.
Precisa-se de urna cozinheira : no sobrado n.
1 daruada Cadeia deSanln Antonio, coufrunlc a
ordem terceirade S. Francisco.
DA-SE 50/>'000 RS. DE GRATIFICACAO".
A quem entregar urna carleira de algibera, que
altou ao capitao Boslh, o .pial nao sabe se perdeu
011 se Ihe foi lirada quando acompanhava a prociss.li
na sexla feira 23 do correnle, cuja carleira conti?
nha algum dinheiro, papis e uns recibos de despa-
chos, que sservcm ao dito capitao : quem a tiver
queira leva-la 11 casa dos cenborcs Roslrou Roocher
iV C. ra do Trapiche Novo n. 48.
Tendo a mesa aclual da irmandade de S. Bom
Jess das Dores, da igreja de S. Hnralo do bairro
da Boa-Visla, designado o dia 30 do correnle, para
solemnissima procissao da veueravel imaeem do Se-
nlior Bom Jess dos Pobres Alflictos, qne" tem de sa-
bir da mesma igreja, pelas 2 horas da tarde, e per-
correr asseguintes ras ; da (loria, Alraz da Ma-
triz, aterro, ra Nova, 'Cabug, Rosario largae es-
Ireita, palco do Cirmo, Camboa, ra das Flores, em
scsnimenlo ponle, roa da Aurora. Formosa, Uos-
picio, largo da Matriz, ra da Conceico, Rosario,
Arasao, becco do Veras, ra Velha, Santa Cruz, a
recolher-se. Espera a mesma irmandade que os mo-
radores das mencionadas ras queiram mandar lira-
par as testadas das casas de suas residencias.
L'ma banca qnadrada com duas pequeas abas
eduas gavetinlias deangica velhas por 39000 rs.;
ditas dilas de abrir foliadas rio Jacaranda no mesmo
estado, :i9200 rs. ; urna marqueza de louro com las-
lro desconcertada no mesmo estado, 19500 rs. ; cu-
jos bens vao a pracaporexecacaovle Manoel l.ou-
renco Carneiro Monleiro, contra Malhildes da Boa-
ventura Pereira, no dia segnnda-feira, 26 do cor-
renle, que pelas 9 do horas do dia se ha de arrema-
tar na porta do juiz de paz da freguezia de San Jos,
ra ueSanta Rita.
529500' d torrente mez, o muito veleiro brigue
MUTiiAnn
RECIFE, oqnalja' tem a maior parte do
carregamento prompto: para o restan-
te, passageiros e escravos, trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrico, na ra
doCollegio n. 17 segundo andar, ou com
o capitao Manoel Jos Ribeiro.
' Para o Aracaly segne viagem o hi.vte nacional
Eealaruo : para carga e passageiros lrl-se ni ra
da Madre de Dos n. 3C,

O Dr. Joo Maria Sevc, transido
de dor e saudade, tem a honra de
signilicar aos seus digtiissimos colle-
gas de medicina, os Illms. Srs. Dr.
Cosme de Sa' Pereira, Dr. Jos' Joa-
quim de Moraes Sarniento, Dr. Ale-
VUndre de Sou/.a Pereira do Carino,
Dr. Joao Jos Innocencio Pogge, Dr.
Prxedes Gomes de Sou/.a l'itanga.
Dr. Pedro Dornellas Pessoa, Dr. Joa-
juim de Aquino Fonseca e Dr. Cae-
tano Xavier Pereira de Brito, que
nao cabe em toda a evtensao da pa-
lavra a viva e eterna gratidao de que
se aclia cordealmentepenborado, pe-
la solicitude e incansavel desvello,
prestado por elles na longa enfer-
midade de sua mui presada falle-
cida esposa, cuja pliilaiilropia s po-
dem os cos mui Ikjiii galardoar.
GRATIFICACA'O DE 25$000 RS.
Furtaram da ra da Cruz., armazem n.
20, um sellim inglez com cabeoada, leu-
do esta o (rejo raxado de um Jado ; da-se
vinte cinco mil ris de gratilicaro, a
quem o descobrir e levar a mesma casa.
Quem pracisar de orna ama secca para o ser-
vico interno de urna casa de pouca familia, dirija-se
o lamarjne.ra, era casa do Se Fraecisco Antonio
\ erlenie,que achara com quem tratar.
e
desembargadores, de juizes de direito,
municipaes, remococs dos ditos juizes,
breva do dispensa para casamentas e to-
dos os mais de que se baja mister pelas
secretarias, thesouro e conselho sunremo
militar, etc., etc. O mesmo Salerno se
encarrega dessascommissoes, urna vez que
se Ihe adiante os dinheiros necessaris pa-
ra esse lim, certo de pie servil a' com
promptidao a todas as pessoas que quize-
rem ter a bondade cfavor dse utilisarem
de seu presumo.
5*000 RS. DE GRATIFICACA'O.
Perdeu-senadirecrao da "ponte da Boa-
Vista alea praca, umacartafechada com
a sobrescripta ao Sr. Joao Luiz Vctor
Lieutier.Pernambuco : quem a tiver
adiado querendo reslitui-la, dirija-se a
ra Nova n. 5 segundo andar, onde rece-
bera'"5,-OOO rs. de gratilicacao de Joao
Chrisostomo de Oliveira.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2-1
Compram-se e recebem-se cscravos de ambos os
sexos, para sevenderem de eoeamiaago, lano para a
provincia como para lora della, ofTerecendii-se para
sso toda a seguranra^precisa para os ditos escravos
Perdcu-se um embrulho, roQlrnrio nulas de
armazcm de assucar j pagas, no corredor da Or-
dem Tcrceira de S. Franrwm. na noile de quarla-
feira, 21 do corrente, "a occasiao do sermao : eslas
coillas nada servem a quem as achou ; p"r tanto
quem as quizer restituir, dirija-se raa do Hueima-
do n. 3, ou ao berr 1 do Veris, na lioa-Vista, n. 12,
que ser recompensada.
Precisa-sc
re la n. 66.
de ama ama de leilo : na ra Di-
Prccisu-sc alugar urna canoa que pegue em uc-
eo Oo "1OO a (00 lijlos de al venara urossa, pouco
mais ou menos : na rna do l'asseio n. 7, loja.
Precisa-se de um caixeiro que lcnha pralica de
taberna, e quesaiba ler, de 14 a 16 annos : na ra
da Guia n. 36.
Aluga-se nma casa na Ira 1 essa do Monden,
leudo no'fundos da mesma um grande tetheiro com
um dos melhores fomo que pido haver, o qual foi
marcado pela cmara para padarias ; assim como
lambem se aluga um grande armazcm para eslabe-
lecimenlo das mesmas, o qual lem pcrlo embarque
0 desembarque uo fundo: quem pretender qualquer
una deslas cousas, pode procurar no becco das Bar-
reiras n. 8.
O abaixo assignado avisa ao respelavel publi-
co, qne Antonio Jos Salgado, morador que foi em
Golenaa, e da presente assislcnte oa cidade do Reci-
te, nao pode vender e nem por qnalqacr modo alie-
nar a meacao de 6OO9OOO rs., que no inveulario de
seo casal tocou-llie em nm sobrado n. i silo na ra
dos Curraes da cidade do Goianua ; por isto que por
um contrato escripto sc'acha obrigado a passar es-
critura de venda ao mesmo aoaixo assignado, ja len-
do recebdo em moeda parle do preco ajustado, a to-
do o lempo que Ibo* for pedido : pelo que protesta
conlra a validade de qualquer contrato, qae por ven-
tura apparera em seu prejaizo. Engcnho Santa-
Anua em Gnianna 18 de marco da 1855. Jos Fe-
lippe Bezerra de Menezes.
No armazem da ra da Cadeia do Recife n. 63
cxisle urna carta viuda da Bahia para o Sr. Keriiar-
dino Antonio de Atevedo Fernaudes.
Perdeup bunlem da academia al a ra do
Sebo una carleira j velha com urna nota de 1009,
tres de 509 e urna de 109, c mais alguns documen-
tos j quem a achou queira entregar.ua dita ra, casa
11. 52, que ser generosamente gratificado.
5@a9*aejj>R *!?i
W DEMTSTA FRANCEZ. @
@ Paulo Gaignoui, estabelecido na rna larca tt
do Rosario 11. 36, segnndo andar, eoltica den- 9
$ les com gengivasartiliciacs, e dentadura com- f
49 pela, 00 parle della, com a presso do ar.
9 Tambem lem para vender agua denlifricedo
(f) Dr. Piarte, e p para denles. Rna larga do *g
%j Kusario n. 36 segundo andar. ae
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Aibuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internoscexternos desdeja' por m-
dico prego como lie publico: quem se
quizer uttlisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
SALADEMEl
I.oiz Canlarclli participa ao respelavel publico,
que a soa sala de ensino, na ra das I rnrheiras n.
49, se acha abcrla todas as segundas, qaarlas e sex-
tas, desde as 7 horas da noite al as 9 : quem do sea
presumo se quizer ulilisar, dirija-se mesma casa,
das 7 horas da manhaa at as 9. O mesmo se olTere-
ce a dar ItjCes particulares as hora convenciouadas:
lambem da lires nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios lem marcado.
Fernando Cardoso de Almeitla, negocianto es-
tabelecido na cidade do Kio Formoso, como livesse
ron 1,1. com a praca de Pernambuco com varios se-
nhores, e achando-sc quite para com lodos, decla-
ra que nada deve al hoje.
Na taberna da ra Nova n. 50 que foi
do Mathia8, tem superiores vinbos engar-
rafados de diversas qualidades, e muito
bom champagne em garrafas c meias, e
acha-se sorlida de ttido mais que be ten-
dente a- urna taberna, por ,muitos com-
rrodos precos, assim como tem muitos
bous doces.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetes da lotera
51- do Monte-Pio, as lojas do costume,
as listas esperam-se a 2 ou o do futuro,
pelo vapor IMPERADOR : os premios se-
rao pagos logo que se ier a distribuicao
das listas.
Na loja de quatro porta da ruado Ca-
bug' de Guimaraes, tem um completo
sortimento de laas, tanto ftirta-cres co-
mo de outras qualidades, bicos de seda, "e
um rico sortimento de leques,.espelhos
grandes, tentos para voltarete, etc.
O Sr. Gonrallo Fraacisco Xaviea Cavaicanti
1 cboa tcnbaa bondade de apparecer na ra do Cres-
po, loja 11. 16, para concluir o negocio que nao ig-
nora.
O Sr. Joao Pacheco, balineiro, morador em
Olinda,- haja de fazer o favor de vir u ra da Cadeia,
do Recife, loja n. 38, par*, encarregar-ie de fazer
_ |um's...........'. aojooo
Tesle, iroleslias dos meninos ...'.. 69OOO
llcriug, homeopalhia domestica.....7|000
Janr, pharmaciipca bomeopalbica. 69000
Jalir, novo manual, 4 volumea .... 169000
Jahr, molestias nervosas....... 69OOO
Jahr, molestias da pelle....... 89000
Kapon, historia da homeopalhia, 2 volumes 160000
ll.'irlhmann, tratado cmplelo das molestias
dos meninos.......... lOJOOO
A Teste, materia medica homeopathica. 89000
De Fayolle, doulrina medica homeopathica 79000
Clnica de Slaoneli ....... 69000
Casliug, verdade da homeopalhia. 4(000
Diccionario de Njsien....... 10JO00
Aulas completo de anatnmia com bellas es-
lampas coloridas, conlend-sa descripeo
de todas as partes do corpo humano 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
tlnco do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a na do Collcgio 11.15,
armazcm.
Precisa-se de urna ama de leite que
seja-sadia : no pateo do Hospital n. 26,
pyr cima da cochera.
O abaixo assignado, o fe rece oseo preslimo a
quem se quizer ulilisar para tirar guias do juizo dos
feitos da fazenda, lano da geral como da provincial,
;or aquellas pessoas que pessnalmenteas nao podem
irar, e que com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares seguales : Recife, rna da Cadeia loja n. 39,
ra da Cruz n. 56, paleo do Terjo n. 19, ra do L-
vramento n. 22, praca da Independencia n. 4, ra
>ova n. 4, praca da Boa-Visla n. 24, onde serao
procurados os bilhetes e as pessoas que quizercm
para o lim expendido, e na raa da Gloria n. 10 casa
du annuncianle.Macariio de Luna Feire.
urna ba tina.
PL'BI.ICACA*."
Acha-se 110 prelo c breve sahir luz urna
05 nteressanle obra intitulada Manual do
;:5 Guarda Nacional ou collcccao de todas as leis,
Q5 regulamenlos, ordens e avisos concernentes
5 a mesma Guarda, (muitos dos quaes escapa-
_ ram de sr mencionados as colleccoes da
9 leis): desde a sua nova organisacao al 31 do
55 dezembro de 1851, relativos nao s ao procos- 1
so da qualilicacao, recurso de revista, etc., 4a)
etc., seno a economa dos corpos, organisa- fo
6 cao por municipios, balalhoes, companhia,
# de mappas, modelos, etc. etc. etc. Subscre- 49
ve-se a .53000 para os assignantes, e 69OOO
para os que nao o foreni : no paleo do Car- *#
9 mo n. 9, primeiro andar. f
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
lialiueinaim. tratado das molestias ctironicas, 4 vo-

.'l'BLICACA' DO INSTITUTO HO
MI IH'ATIIICO DO BRASIL.
g THESOURO IIOMEOPATHICO
00
^ VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
@ Metkodo concho, claro seguro de cu- A
a* rar homeopticamente toda* as molestias ,
W ywc affligem a especie humana, e part- *%9
fgk cularmcnle agellas que reinam no Bra- %
sil, redigido segundo os melhores/ trata- ?
dos de homeoptica, tanto europeos como fp9
A americanos, e segando a propria experi- 6A
2? cncia, pelo Dr. Sabino Olegario I.udgera JJ
4p7 Pinhu. Esta obra he hoje reconhecida co- O
Orno a raelhor de lodas que tratam daapplir Vm
cacao homeopalluca no curativo daa mo- W
A lestias. s Curiosos, priucipalmenle, nao 6
podem dar um passo seguro sem possui-Ia e 2
consulla-la. Os pais de familias, os senho- Vf
'h r". (le engcnho, sacerdotes, viajantes, ca- aM|
S. pitaes de navios, serlanejos etc. etc., devem 5
<(0 te-la mao para occorrer promplamenle a (99.
.?, qualquer raso tic moleslia. gfk
2g Dous volumes cm brochura por 109000 W
'->; encadernados II9000 (fo
ft Vende-se nicamente em casa do antor,
^ nfl palacete da ra de S. Francisco (Uun-
tgt do Novo) n. 68 A.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
ctueira mandar rccej>er urna cncommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
l J. JAME, DENTISTA,
; -) contina a residir na ra Nova n. 19, primei- A
;) ro andar.
RA NOVA N. 54.
Madama Rosa llardy annuncia ao respelavel pu-
blico, que lem receido um rico sortimento de cha-
pos de seda, qne vende a 209, 15, 109 e89, cba-
peosinhos de seda para baptisado de enancas de 6
mezes a 2 annos. dilos de palha de abas largas para
meninas de 4a 8 annos, ricos cortes de seda de co-
res lavrados, ditos deqnadros escossczeSv bareje de
seda e laa de quadros, clialy para vestido de lodas
as cores, corles de sarja prela lavrada, chaoulele
prelo, boa sarja prela o covado a 29200, grosdena-
plcs prelo. dilo amarello, lindas romeiras prelas de
tilo, caberes pretos, mantas pretas, camiziis pretos
para senhoras e meninas, romeiras brancas de filo
de linho, camisiis de cambraia branca bordados para
senhoras, lencos de cambraia de Iiubo para mao,
ditos arrendados de cambraia de algodao.toucas para
baplisatlos, sapatiuhos de casemira bordados e vesli-
dinhos de seda, lavas de seda para seuboras c meni-
nas, meias de seda para senhoras e enancas, leqaes,
rapellas para noiva#pentes de tartaruga, nonecas
francezas para meninas, nm grande sortimento du
chales, de laa muito linos com franjas de seda bor-
dados de relroz da todas as cores, ditos da mama
qualidade lisos, ditos de relroz e de rede bordados,
dilos de seda, capotinhos e manteletes pretos a da
cores, vendem-se pelo casto, trancas de seda de to-
das as cores e franjas, bicos de linho. filo aV linho, o
cambraia de linho. Iva mesma. casa lem nm gran-
de sorliineulo de obras do ouro de lei de Franca e>
llamburgo de li quilates, coi renies para hoem,
correles para relogio, Irancelins chatos com passa-
dor, adcreeos inteiros, mcius aderecos, alfiueles, cas-
solelas, pulceiras, anncis de lodosos precos de ouro
delei.quesevendem por 3, argolas lisas, rselas
para senhoras c meninas, medalha?, rordes, etc. ;
lodas estas obras veadem-se mais baratas quo cm
qualquer danra parler
Quem quizei dai 4003000 com hypolhcca era
urna escrava moja, aununcie por esle jornal.
. No sobrado da ra do Pilar n. 82, precisa-so
alugar nm escravo ou escrava ajnc saiba cozinhar e
fazer lodo o mais servico de Vuna casa de pones fa-
milia ; prefere-sc escravo, e paga-se bem.
Precisa-se alugar um preto para ser-
vico de casa de homem soltciro: na ra
do Trapichen. 16,
IIFRUn


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 26 DE MARCO 1855.
LOTERAS DA PHOYKCH.
Acham-se os bilhetes da
primeira parte da quarta
lotera a beneficio da igre-
ja de N. 8. do Guadalupe
da.cidade de Olinda. cojas
rodas andaro impreteri-
velmeute no da 11 de
abril.G tliesoureiro, F.
Antonio de Oliveira.
Quem precisar de 2OO5OOO al 1:000 .i juros de
do por cenlo, com hypolheca em predios, aonuu-
eie por esle jornal.
tjnem annanciod querer dar de 2009 a 1:000o
rs. sobre hypolheca, quereudo dar SOOgOOO, dirija-se
" ra eslreila do Rosario n. 7, loja ilc ourives..
Precisa-te de umi pessoa hbil, que Cntenda
bem de taberna, para tomar ronla de ama por ba-
- laac/i, que eisa pessoa lamben) eicreva soQrivel :
dde procurar na laberna da Tua Nova n. 50.
LISTA GERAL
Dos premios da 1/ parte da 1." Loteria concedida pela Lei Provincial n. 550, de 19 de Abril de 18K4, a beneficio da
do Collegio dos OrphOos e Orphaas desta cidade, extrahida em 34 de Marco de 1855.
Jos Pinto de Magaliiaes& C, faz scien-
te ao respeitavel publico que em seu esta-
belecimento de carros fnebres do pateo
doParaizb casa n. 10, se encontra toaos os
pannos e ornatos exigidos no regulamn-
to do cemiterio ; tambem se encarfegam
(para commodidade dos interessados) a
fornecer guia armacao, cera, msica,
carros de passeio, etc., prometem bem
servir a quem se dignar encarrega-los de
qualquer enterro : no mesmo alugam-se
caixoes para defuntos e anjos, e vendem-
se mortallias de pinito.
Ama de leite.
Naruado Cellegiun. 12, primeiro andar, preci-
sa- de una ama que lenba bom e bstanle lcilp.
Arrendase ama loja no aterro da Boa-Vista,
propria para qualquer estabelecimento, sendo con-
fronle a casa do Sr. Antouio Luiz Goncalves Ferrei-
ra, e janla a urna loja de culileiro : os pretndeme*
enleudaiu-se no sobrado por cima da mesma loja. ou
na ron da Cadeia do Res, obrado n. 3, primeirn
andar. ^
Precisa-se de 1 ou 2 IrStaJliadores forros ou
captivos, que saibam trabalharde euxada, e plantar
rjpin-i n'oni sitio perlo da praca : quem estiver ijps-
la* circunstancias, appareca na estrada >los Afilelos,
primeira casa do lado direilo, para (miar do ajuste.
Pede-so ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-pro-
carader da cmara de Olinda, que venha enlender-
Iierdeiros de Luiz Roma, pois basta de
raseoadas. Picando cerlo que em quanto nilo se en-
os mesmos ha de sabir esle annuncio.
i'recia-sc de ama ama para casa de liomem
solteiro, a qoal nao leo! filhos e nem pessoa algu-
- ma em tua companhia, que n.lo tenha preguica nem
certa* fidaleeias e maleriacoes, que seja milito fiel e
areiadaem todo o servio da casa, com especialidade
da comida ; paga-se 16.^00 por mez vencido ; na
rna dnRangel. sobrado n. 11, segundo andar.
Na na das Trincheiras n. 28, sobrado de nm
andar, precisa-se de urna ama secca para o servico
de casa e ra, que saiba cozinliar, para casa de pou-
ca Inmiiia.
COMPRAS.
--------------------------------------*
Compra-s a grammalica franceza de Sevene,
_ em segunda mao : na ra das Flores u. 37, primeiro
andar.
Gomprarn-se palaces brasilciros e hespanhes:
na roa da Cadeia do Recife n. 54.
Compram-se 2 trancelins dalos para pescoco
de tenhora : na ra do Fogo n. 23, se dir quera
compra. ',
VENDAS.
NS. PREMS.
5
12
14
Iti
1!)
21
27
33
34
30
40
42
46
47
50
56
57
61
63
65
66
. 68
77
79
80
85
9
M
98
106
13
14
16
24
25
32
33
39
1 50
51
55
59
61
62
65
66
68
73
74
77
80
83
86
93
204
5
8
9
10
12
14
15
16
20
24
ss
27
28
29
32
33
37
39
40-
44
49
58
62
5
58
55
54
5
5
51
59
a
59
59
.'?5
50
5
50
5*
S9
58
5
59
59
59
59
50
.59
59
5
5
59
59
SI
59
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M>Y\ MELPiMNE
He chegada e vende-sa naoja dequalro porlas
da roa do Qaeimado n. 10, a muito procurada fa-
jeada denominada inelpomenc da cores para
vestido de senliora, sendo novos goslos e per rumio
menor prero, que he 18200 o cavado.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
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UNGENTO HOKLOWAY.
Militares de individuos delodas as nacOes podein
Ic-teinmiliar as virtudesdetc remedioincomparavel.
e, provar, em caso necessario, que, pelo uso que le li/.iaain, lem seacorpo e membros inleiramenle
silos, depois de liavtr empregado intilmente outros
Iralamentos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas curasmaravilhosas pela leiturados peridicos
que lli'as relalam todos os dias lia mullos aunos: e,
a miior parte dellas silo Uo sorprendentes que admi-
ram os mdicos mais clebres. QuanUs peswas re-
cubraram com etle soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de 1er permanecido longo
lempo nos liospilaes, onde deviam soffrer a ainpu-
sarao Deltas ha muitas que havendo rieiado esses
asylos de padecimento, para se nao sobmetterem a
essa operar^ao dolorusa, furam curadas completamen-
te, mediante o uso desse precioso remedio. Algu-
mas das taes pessoas, na efusao de seo reconheci-
meoto, declararam estes resultados benficos dianle
do lord corregedor, e outros magislrados. afim de
mais aulenlicarem sua sflirmativn.
Ninguem desesperara do estado de sua ande se
l.vcsse bastante confianca teta ensai.r tste remedio
constantemente, seguindo algum lempo o IraU-
mcnloque necessilasse a nalnreza do mal cojo re-
sultado sena provar incontestavelmente: Qoludo
O ungento he utll mait particularmente not
seguinlet caioi.
matriz.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.1
Corladuras.
Dores de rabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral. .
Enfermidades doaAns.
Fjrnpces escorbolicas.
Fstulas 110 abdomen.
Frialdade ou falta de ca-
lor as extremidades.
Friciras.
licngi-ras escaldadas.
lucharnos.
Inllaininarao do ligado.
da bexiga.
Vende-se este n
Lepra.
Males das pernal.
dos peilae.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Pic.durademe*tos..
Pulmfies.
Queimadelas.
Sarna.
SupuracOes ptridas.
Tinlia, em qualquer par
le que seja.
Tremor de ervos.
l'lreras na bocea.
do gado.
das articularles.
Veas torcidas, ou Duda-
das as pernas.
FRASCOS DE V1DRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
Vendem-tc na holica de Barlholomeu Francisco
ie Suuza, rna larga An notario n. 36, por menor
preco que em oulra qualquet parle.
Brunn PraegertSi C, tem para
[hender em sua casa, na da Cruz
n. 10.
Lorias da Russia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Cerveja Hamburgueza.
Gomma lacea.
Na ra das Critzes n. 40, taberna do Campos,
lia das melhores e mais modernas bichas hambur-
guezas para vender-se em grandes porgues e a reta-
lio, e tambem se aluga.
1 CUENTO
gg da melhor qualidade.: veride-se ^
3f em casa de Brunn Praeger tSt C,, ra &
*S da Cruz n. 10.
Na
loja de madama Rbuthier, modista
francesa, rita Nova n. 58.
Superior grosdenaplc preto, liso, cahe^Ocs pretos,
rapotinlius de lil prelos, chales de retrui, mcias de
seda brancas para senhnra, toucas para baptisados,
. capellas para noiva, manas de fil de seda prelas,
1 iinilaraii de blonde, bicos de linlio, escomilha, lil, ; .
llores e litas, bonitas camisinlias, franjas e traumas de '*.I
! seda prelas, e oulras militas fazcudas que se vcudem ^
' Vende-se mui.lo bom
129, primeiro andar.
lcite : un ra Direila 11.
UIANAK UU .8o5.
Sahiram a' luz as olhinhas de algibei-
ra com. o almanak administrativo, mer-
cintil, agricola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
VIDROS PARA VIDRACAS.
Vendcm-se em caitas, em casa de Bartliomeu
l-rancisco de Souza, na larga do Rosario 11. 36.
DEHOSITO 1)E CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
larris com cal de Lisboa, reccntemenlc chegada.
Na fu do Trapichen. 1G, escriptorio
de Brander a Brandis&C, vende-se por
preros razoaveis.
Lonas, a imitarao das de Russin, de
muito boa (jualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em cai.xas sortidas, mui-
to propriopara forrar chapeos.
Papel almacp e de peso, branco e azul,
de boas qtialidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitto ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior #0 al-
vaiade commm, com o competente sec-
cante.
Presos:
Extra-finot '. 800 a lib.
Superior.. 640
Fino. ... v 500
Vende-se um moleque de idado de 18 anuos,
de hoa conducta : na ra Direila 11. 3.
Yenilem-se|barricas grandes, proprias para de-
posito de tal oq farinlia : na ra das Cruzes n. 43.
Vndem-se superiores ovas do scrliio : na ra
do Encantamento, taberna 11. 10.
Vende-se o engendo Polosi, sito na freguezia
de Agua-Preta,-com encllenles Ierras, boas obras,
sendo de agaa, e tendo ludo quanto se pode desejar:
quem o pretender, dirija-se ao seu proprietaaio, no
mesmo engenho, ou nesta cidade ao Sr. Antonio
Marral da Cosa e Alboquerque, na ra da Penha
n. 2.
' Vendem-se 10 casas terreas, sendo 9 em se-
suimenlo da roa da Aurora ao lado da rundirn do
Sr. Starr, e 1 na ra das Trincheiras : os preten-
dentes podem enlender-se com Fonte & IrmSo, na
ra da Cadeia do Recife n. 2.
Vende-se um molecote pera : na ra da Ca-
deia do Recife, loja n. 50, de Cunha & Amorim.
Vendem-se sementes de abacaxis j com raiz,
hons para se plantar em seus logares, para dar esla
boa frucla com rapidez, pois ettao bem tratados, por
preco commodo: na ra da Cruz u. 21, armazem.
ATTENCAO AO BARATEIRO.
Vendem-seapparelhos para cha dourados, brancas
c pintados de porcelana, ditos azues para cha a ou-
trascores, apparelhos de meza para jantar, lantcr-
nas de casquinha fina deslas dapc de vidro de di-
versos tamaitos, serpentinas para cima de meza,
garrafas de cristal lapidadas, compoteiras e calU
de diuerentet qualidades. para vinho, compoteiras
para dore, copos para agua, porta-licores, bacas e
jarros de porcelana douradose brancos, frasqninhos
para espirito, bandejas finas e ordinarias e 011 tras
""J" fadtodas chegadas de I-ranea e Inglaterra do
melhor gosto, e prero o mais commodo do que em
utra qualquer parte : na ra Nova n.'Sl nulo a
t-onceisao dos Militares.
Vendcm-se 3 eecravos, 1 moleque de S aniios
oulro dito de 8 annns e outro de 18 a 20 ano os, bo-
nitas figuras o sadios : em lora de Porlas sobrado n.
6 ao ebegar a igreja.
Ha par vender n na fcrga do Bfeario n. 9,
sobrade que volta para obecco do Peiie Frito, um
novo fortnenlo de bicot e rendas da trra tanto lar-
gos como eslreitos.fporpreco commodo.
FIMO EM FOLIIV.
Na rOa do Amorim n. 39, armazem de Manoel
Pinto, ha muito
para fazerttwuLos. -"
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muito commodo : 110 arraa-
em de Barroca & Castro, ra da Cadeia'do Recife
n. 4.
, ROLAO' FRAHCEZ
Chegou de povo e se acha a venda a deliciosa pi-
tadadeste rolao francez, e s da Cruz n. 26, escriptorio, na loja de Cardeal, ra
larga do Rosario n. 38, e na de Manoel Jos Lopes,
na mesma ra n. 40.
FARELO. Mt'ITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na ra do Amorim n. '18.
MASSA DE TOMATES.
Em latas de 4 libras excedente para tempero, e
tambem se vende as libras por preco commodo : na
ra do Collegio n. 12, em casa de Francisco Jos
Leite.
Moinhos de, vento
ombombasderepnxopara regar hortas e baixa,
decapim, nafundi doBrumns. 6, 8el0.
FEUAO MILATINHO.
Na ra do Amorim u. 39, armazem de Manoel dos
Santos Pinto, ha superior feijao mulalinho em sac-
cas por presos razoaveis.
SETIM PRETO LWRADO 12,300
RS. 0 C0V40.
Vende-se setim prelo de Macao a 20S00 o ovado,
sarja preta hespaubola a 5200, nobreza prcla por-
lugueza a 29000, velludo prelo o melhor possivel a
4->500, mantas prelas de bloud a 109, meias de seda
prelas de peso a 29, luvas pretas de seda de lodas as
qualidades a 19280, panno prelo prova de liman de
49 a 6p, casemira preta selim de 59 a 29500 : na lo-
ja de llenrique & Santos, na ra do Queimado n.
40, dao-se as amostras com penhores.
Vendem-se uvas muscateisde Itama-
raca' : na ra do Queimado n. 59.
A pessoa que precisar de um carro quasi no-
vo, de quatro rodas e qualro assenlos, o qual se
vende por mui commodo prego : dirija-se Solidade
sitio dos 4 leoes a qualquer hora do dia, que ah
achara com quem tratar.
Vende-se um cavallo russo, que serve para car-
ro, n8o tem achaques : na Soledada sitio dos 4 leoes
das 3 da larde em diaotc, achara com quem tratar.
Vendem-se as seguinles obras novas por W.
Scoll ; os Puritanos i v., Waterley 4 v., O Talis-
mn 3v., A l'ris.io d'Edimburg 4 v., Qnintino Dti-
rovard 4 v., ivanhoe 4 v., Diccionario Theologico
porab. Aquilla 5 v., Droit Ecclesiaste Francez por
upin 1 v., Juris Canonis por-Lequeux 1 v. : no
aterro da Hoa-Vista loja de onrives n. 68.
NA RA DO TRAPICHE N. 8.
Vendem-se cadeiras americanas de balanco, obra
muilo boa e de gosto, e vellas de espennacete pro-
prias para bailes e Iheatros, ludo por barato prejo.
por precos commodos*.
CORTES DE VESTIDOS DF SEDA ES-[
COCEZ A KisOoO,' CHAPEOS PARA!
.SENHORA A ir..sO00.
Seda e selim prelo lavrado a 29500, sarja prcla lisa 1
superior fumo em folba -a 280 e 29100, chales de rctrozmnilo bonitos a
S^MX), romeiras a lOgOOO, luvas de sedada todas as
cores, meias pretas e brancas, c ouirus.maitasfazen-
das, que se vendem baratas : uSriia Nova, loja n.'
16, de Jos Luiz Pereira.
Vende-se um lampeaoUe 3 bicos, com muito '
pouro uso, c por prero commodo : na ra Direila ]
n. 17.
VESTIDOS DE SEDA ESCOS-
SEZA A 16,000 0 CORTE.
Ricos cortes de vestidos de seda de quadros larsos
e lindos padres, pelo commodo preco de 169000 rs.:
na loja de llenrique & Santos, na ra do Queimado
n. 40 ; dao-se amostras com peuhor.
Chapeos franceze para liomem, palitos,
calcas e colletes.
Chapeos francezes, os mais modernos, sobre-casa-
ras e palitos tic panno fino, de alpaca e de riscados.
( hespaubola.
liengallas finas com lindos cas-
toes.
Meias de seda brancas e pretas
para senliora.
Setim preto maj vpai a colle-
tes e vestidos. W'
Chales de crep, bordados e es-
tampados.
Saiasblancas bordadas para sc-
rihora
Vestidos de camiaia a Pon?- '
padour. (j
Charutos Lanceiros. f
Papel pintado para forro de (J
sala. (,
Chocolate francez muito supe-
rior.
Agua de flor de laranja de muito ;
boa qualidade.
No armazem de Vctor Lasne, \
ra da Cruz n. 27. I ^ POTASSA RRASILEIRA. (&
: (^ Vende-se superior potassa, fa- ^
1 tj lineada no Rio de Janeiro, che-'
S ;a da-se aos senhores de engenhos os
. seus l>ons clfeitos ja' experimen- ,
etados: na ma da Cruzn. 20, ar- f
mazem^fe
^) Companhia. B
nguento no eslahelecimeolo geral
de Londres, n. 244. .S'/rand, e na loja de lodos os bo-
ucarios, droguistas e oulras pessoas encarregadas de
sua venda em loda a America do Sul, Havana
Hespanha.
Vende-se a 800 ri cada bocelinlia, conlcm orna
inslrucr,ao em portuguez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposilo geral he em casa do Sr. Soom, phar.
macculico, na roa da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
ADELINAS A 1000 RS. 0
n COYADO.
Lhecou pelo vapor Solent, da Europa, urna fazen-
da nova, loda de seda, de quadros largos asselinados
e malisados, ultimo gosto em Paris : vende-se ni-
camente na loja de llenrique & Santos, na ra do
Uucimado n. 40.
Oros de Naples a lj{000 rs. ocvado!
Na ra do Crespe n. 5, vendem-se ricas sedas fnr-
la-cores, lisas o de quadros, lindos goslos, com um
pequeo loque de mofo que pouco e condece, pelo
barato prero de 19 o covadol Assim come se acha
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem muilo barato.
JL
DE MOLLAS.
JS.
" CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da ra da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por prero mais em conla.
CAL DE LISBOA A 40000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 49000 por cada urna : na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazemn. 16 do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes &C., na rita do
Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, ao'QOrs. a sacca ; nos ai- ^echapiMsns.^a.W, chapeos oleados para pages
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
ffiMEMO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mirs de casemira preta. de br.m trancado, foleles m0i em tm^m e as ,inas alra'z do lllcatro arma.
de fusiao e de seda: na ra Nova, loja n. 16, de Jo- Iem de ,a,,01|s de pinho
CREHELIHA DE QUADROS *~*"**'~
ASSETINADOS, A 1,100
U LUVALIU, Taixas pare engenhos.
Chegou no ultimo vapor da Europa, urna fazenda fa fundicao' de ferro de D. W
a mais moderna do mercado, propria para vestido r_,___ .1 0
desenhora.de quadros largos-asselinados. lo.la de Bowmann, na ra do Brum, passan-
seda, denominada Crcmeliua : vende-se na ra do do o chafartz continua haver um
Queimado n. 19: e dao-se amostras com penhor. completo sortimento de taixas de ferio
RA DO CRESPO N. 12.
Vcnde-s. ncsla loja superior damasco de &
seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, (t
por prero razoavel.
Chegaram pela barca GUSTAVO, chapeos de
molla de superior qualidade e elegantes formas,
bem como chapeos de castor branco e preto, ditos
de seda de formas modernas e encllenle qualidade,
os quaesse vendem por preco razoavel : na prara
da Independencia loja de chapeos de Joaqun) de
Oliveira Maia ns. 24 a 30.
e no de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da ali'andega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na ra do
Trapiche-Novo n. 6, segundo andar.
SARJA PRETA E SETIM
MACAO.
Na ra do Crespo, loja n. 6, vende-so superior
sarja hespanhola, muito larga, pelo diminuto preco
de 29300 e '29600 o covado, selim maco a 22800 e
38300 o covado, panno prelo de 39000, 48000, jtOO
e 6c000 o covado.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
CEMENTO ROMANO.
assim como tambem vendem-se as linas : atraz do
Ihealro, armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
CHAPEOS PARA CRIADOS.
Acabam de chegar a praja da Independencia loja
chapeos ns. 24 a 30, chapeos oleados par
de muilo boa qualidade e modernas formas.
CHAPEOS PAR SENHORA.
Vendem-se por commodo preco, superfinos cha-
peos de seda e palha para senliora, com ricos eufei-
les, e dos mais modernos venda 110 mercado :
na pra;a da Independencia loja de chapeos, de Joa-
quim de Oliveira Maia.
MANA ESCOCEZA A 00 RS. 0
COYADO.
Chegou pelo ultimo navio francez una fasends in-
teiraniciite nova, goslo escocez, com o lindo nome! ~ Vendem-se macas inglczas, dcbrfiadas de me-
de diana : vende-se nnicamenle na loja de llenrique ';"' "0Pr'8' para viagem, por preco commodo, meias
& Santos, na ra do Queimado n. 40. i ue seda prelas, inglezas, para senliora a 48000 o par,
, luvas de torcal pretas a 15000 o par, ditas de Jouvin
Na rna das Cruzes n. 22, vende-se urna escra- i com enfeiles a 1SU00, e pera homem a 29000. car-
va de bonita figura, a qualengomma, cozinha e Uva -
de sab.io.
Crimea.
Chegou no ultimo vapor da Europa, nma fazenda
icteiramenle nova, loda, de seda, do quadros largos:
a qoal o madainismo em Taris da o nome de
Crimea ; vende-se na ra do (Jueimado n. 19, pelo
barato preco de 18000 o covado, e dao-se as amos-
stra cem penhor.
RELONA A ;00 RS. 0 COYADO.
Veio no ultimo navio francez orna fazenda nova,
goslo escossez, com 4 palmos de largura, muilo lina.
que pelo seu brilho parece seda, a qual o madamis-
mo em Paris da o. nome de Beloua : vende-se na
ruado Queimado n. 19.
CASEMIRA PRETA A $,500
0 CORTE.
Selim prelo maceo a 29700, a9O0O e 3300 o co-
vado.
Panmrprcloa 39000, tfOOO, 58000 e 69OOO rs.
muitc fino.
Oros de naple preto a 19700 rs. o covado.
Chamalole prelo a 29000.
Velludo prelo a 39800.
.Mantas pret?s de blond a IO9OOO.
Vende-se na ra do Queimado. n. 19.
fundido e batido tic ."> a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
lon & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarla.
Candiel ros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapatcirocdevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97. *
Chapeos abortos.
Chegaram a loja e fabrica de chapeos,
de Joaquim de Oliveira Maia na praca da
Independencia, os desejados chapeos de
palha arrendados para homens e meni-
nos, e que se vendem por prero mdico.
PARA A CUARESMA.
Sarja prcla hespanhola de primeira qualidade, se-
tim preto muilo superior, casemira preta franceza,
dita setim, velludo preto superior, panno prelo mui-
lo fino, com lustre e prova de Unan, e de oulras qua-
A 1#000, 2s500 e 5jj000.
Vende-se melpomcnc de duas larguras com'qua-
drosachamalolados para vestidos de senliora a 19 o
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;; covado ; setim prelo Macao, excedente para vesti-
dos a 29 o covado; lencos de cambraia de linho fi-
nos bordados e bicos pela beira a 58 cada um ; cam-
braia de linho fina a 59 a vara ; assim como diver-
prop io s;|s fazendas por commodo preco : na ra da Cadeia
_ .i., ll.,-; I 1.,... .l AAnnnq n MI
MOENOAS SUPERIORES.'
Na findicao de C. Starr 4 Conapanliia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um leas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
Riscado de listi as de cores,
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja di esquina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cdele.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55 ha para vender exccl-
lentes pianos viudos ltimamente de Mam-
burgo.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
Iciras de agulhas a MO, boloes de madreperola a 900, lidades mais abaito : vendem-se na ra do Crespo
rs. a grosa, pentes da alar cabello, de burfacha, a loja da esquina que volta para a cadeia.
13600, trancas de seda de lodas as cores, por barato
prero : na ra do Queimado n. 11. Na mesma se
encontrara um completo sorlmctilo de miudezas.
substancias puras, nutritivas e hvgieni-
do Recife loja da esquina n. 30.
Vende-se nm terreno de 50 palmos de frente c
150 de fundo, sito na ra do Sebo, bairro da* Boa-
Vista, do lado do sul, muito proprio para edificar
urna boa casa ou qualquer estabelecimento, por ser
no lugar mais alio da dita ra : a fallar na praca da
Boa-Vista n. 6, botica.
Vende-se farello de Hamburgo em
sacoas muito grandes, chegadas ltima-
mente e por preco muito commodo: na
r.ua do Amorim n. 48, armazem de Pau-
la & Santos."
Vende-se efectivamente alcool de 56 a 40
graos
em pipas, barris ou caadas :
la, dislilacSo de Franca.
Venc-se banha de porro derretida a 400 rs. a
libra : na ra do Kangel u. 35.
i
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
maos.
COBERTORES ESCUROS
RRANCOS.
modello e construccao muito upmores.tron & C.: ra da Cruz n. 20.
ARROZ DO MARANIIA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
Bom e commodo, para as familias.
Cassas de cores llxas e de goslos muile mo-
dernos, pelo baratissimo precu do 240 rs. o
covado, um completo sortimento de todas as V
fazendis por menos 10 e 20 por cenlo do seu "a rua do Crespo.loja da esquina que volta para a
9 valor, por se ter comprado urna grande por- | eadeta, vendem-se cobertores escuras, proprios para
S rao dellas, de urna loja que lindou : lem um W escravos. a 720, dilos grandes, bem encornados, j
# grande e completo sorlmento de-pannos pre- It^'^0' ,',,<>s brancos a 1J200, ditos com pello imi-
? los e casemiras prelas, para lodos os pcos : !la,iao os e laa a HBSO ditos de Ida a SJIOO cada
9 na rua do Queimado, loja do sobrado ama- am-
A relio n. 29, de Jos Moreira Lopes. ,
" >- .: *aru">a de mandioca.
vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da aliandega, e para por-
coes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na ruadoTsapichen. 14.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUAUDADES.
Cobertoresescuros 720 rs., ditos grandesn 13200
rs., ditos brancos de algodAo de pello e sem elle, a
mitaco dos de papa, a 13200 re. : na loja da rua
Jo Crespo n. 6.
Vende-se milho a granel muilo novo, a bordo
da liarcacn Diligencia, encestada na rampa do Caes
do Ramos.
Vendem-se boas btalas, queijos a I36OO, man-
teiga a 640, 720, 800 e 960, no7.es a 100 rs., ameitas
a 200 rs.,romma a 80 rs., caf a 180, cha a 19600,
naPraia de Santa Ri- 25000- 23240 e 23560, loucinho a 360, assucar lirnn-
' co fino a 11X1 rs., baixo a 90 rs., masravado a 70 rs.,
sardinhas de Nanles a 800 rs. e 640 a lata, banha a
480, cha prelo o melhor que lia no mercado a 29080,
esleirs do Aracatx a 200 rs., feijao prelinho muilo
novo a 480, mulaliulio a 600 rs., arroz a 480 a coa:
no puteo do Carmo, quina da rua de llorlas a. 2.
VESTIDOS DE^dTAsSt.
Ha na loja de Mairoel Ferreira de S, na M
rua da Cadeia-Velha n. 47, veslidos de seda
~-------------*)""". ^J4*-og mais """'e1,1"1 a 229tKK) cada um: ha 5
L. Lecut!^ f^cj^&^lBr-^ lambem grs de aples de flores a 2&000 rs. 2
covado, meia casemira de la pura per
235OO rs. o corle de calca, e. oulras fazendas
muilo baratas. *-
tMM*i-9tfttt
Vende-se encllenle taimado de pinho, recen-
temenlo chegado da America : na rus de Apollo
trapiche do Ferreira, a eotender-se com o admiis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mclhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Biebcr & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Devoto Clnistao.
Sabio a luz a 2." edcao do livrinho denominado
Devoto Chrisiao.mais correcto e acrescentado: vende-
se nnicamenle na livraria n. ti e H da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuehinhos de N. S. da l'e-
nha dcsta cidade, augmentado com a novena da Se-
nliora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dailia milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 13000.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas "para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modn I tas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excellenles vozes, e preces com-
modos em casa de N. O. Bieber & Cnmn|iibia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C,, rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA -
Da Fundicao' Lov-Moor. Rua a
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
-? Vende-se um cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, todo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, arma/om do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Recife rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56^000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anligo deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a prejos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lera a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Cibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480 rs. avara.
Na loja de Gnmaraes & lieuriques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas muito finas, che-
gadas Diurnamente, de goslos delicados, pelo barato
preco de 480 rs. a vara : assim como tem um com-
pleto sortimento de razendu>|fioas, tudo por prejo
muito commodo.
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES 1)E GRATIFI&CAO'.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fola, reprsen-
la ter 30 a 35 anuos, pouco maisoii menos, be mui-
to ladino, costuma trocar o nome e intitular-se forro,
e qiiando se v perseguido dizque he deserlor ; foi
esenvo de Antonio Jos de Sanl'Anna, morador no
engenho Caite, da comarca de Sanio Anlao, do po-
der de quem desappareceu ; e sendo capturado e re-
colhido cadeia desta cidade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de agosto, foi ahi embargado por eze-
cucao de Jos Dias di Silva Uumaraes, e ltima-
mente arrematado em praca publica do juio da se-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
ahaixo assignadn. Os signaes s3o os seguinles : ida-
de 30 a 35 annos, estatura regular, cabellos pretos e
rarapinhados, cor amulatada^ olhos escaros, nariz
erande e grosso, beicos erossos, o semblante fechado,
bem barbada, com lodos os denles na frente ; roga-
se as autoridades policiaes, capiUes decampo e pes-
soas particulares, o apprehendm e manden) nesla
praca do Recife, ua rua larga do Rosario n. 21, que
rerclier a gralificacao cima, e protesta contra quem
o liver occullo.Manoel de Almeida Lopet.
Desappareceu honlem, 21, pelas 2 horas da
larde, um prelo re nome Andr, escravo que fura
de Jos Gabriel Pereira de Lira Jnior, e seacliava
deposilado em poder de Joao da Silvaira Borgcs Ta-
vora, por ciecucao de Francisco Jos Crrela Gui-
maraes. lendo os seguinles signaes : bailo, de narao
lieuguell, rosto redondo e com marcas de beiigas,
barbado, representa ler de idade 35 annos, casado
em Sennhaem, torio do olho esquerdo ; levou calce
de riscado amarcllado, camisa de riseado rozo, cha-
pro de couro ; levou mais urna camisa de riscadinho
encarnado desbolado, urna calca de ganga azul, urna
dila de brim trancado branco, fino, com lislrar, um
bonete de panuo azul, ama faca de mesa com pona,
una porcao de dinheiro em cobic, e de sedulas, sen-
do parle do mesmo prelo, e parle do depositario ;
fura visto at as 3 horas da Urde do mesmo dia oa
laberna da esquina de becco das Barreiras : suppe-
se ter seguido para Serinhaem, e quem o pegar, le-
ve-o i\ rua do Colovello n. .85, que aera generosa-
mente gratificado.
Desappareceu a 16 d crranle, Hilario, mua-
lo, estatura, rorpo e cor regulares, bem filiante e
activo, canholo, representa ler 35 a 40 naos ; le-
ou calca de algoddo de lisiras azues, jaqueta e ca-
mi>a de chita, usada, de quadros, chapeo de pello
prelo, c sabio calcsds ; esle mulato oceupou-se em
ser pagem, e as vezes cargueiro : roga-se as -autori-
dades policiaes, cepilles de campo, ou qualquer pes-
soa. que o apprehendam e levem a seu tenhor Se-
basliAo Antonio Paes Barreto,|no engenho Rudizio,
ou nesla praca, oa rua das Cruzes n. 40.
GRATIFICACAO* DE CEM MIL RES.
Contina a estar lugido desde o dia sexta-retro, ti
do mez de agosto de 1853, o escravo, crieulo, de no-
mo Argemiru, natural da villa de Pesqueira, com os
signaes seguiutes : idade 23 a 24 anuos, pouco mais
ou menos, estatura regular, edr preta relila, nariz
corraprido. denles bonitos e com falla de um dellee
ao lado, com um sgnal arredondado na cabec do
lado esquerdo do tamauhu de urna potlegada e sem
cabello, he muilo regrisla e cosiuma andar fumando
cigarro, com chapeo ou bonet na caneca ao lado, ves-
tido de calca e camisa de algoda'oziuho soja, e levan
comsigo urna casaca de alpaca cinzenla, muito snr-
rada as abas, e urna calca de brim azul riscadinho.
Foi escravo do Sr. coronel Pantaleao de Siqueira
Cavalcanli, daquella villa, para onde st snppoe que
se lenha evadido, ou para os engenhos do sul, dos
irmos do mesmo senhor, a quem encarecidamente
se pede se nao deizem Iludir pelo referido escravo,
que se intitula forro, e o enviem para tala capital a
entregar na rua da Praia, armazem de cara* secra
11. 76, ile Auaclelo Antonio Ferreira, qne prooipta-
meule pagar a quaulia cima. 0 mesmo se pede a
lodasas^uloridades policiaes e capilies de campe, o
protcsta-sejcoutra quem o llver oceulto.
1008000 rs.
Desappareceu do ahaixo assignado um tea escravo,
crioulo, de nome Joao; por occasiao em que ia para
seu engenho Lage, com os signaes seguinles : cabra,
com idade de 30 anuos, pouco mais ou menos, esta-
tura regular, espadado, fallo de denles na frente do
lado de cima, urna marca de talho no beico superior,
ontra dita na clavicula ; o qual escravo he mho do
-MaranbAo, iulitula-se forro, ej servio em primeirn
linha: roga-se a lodas as autoridades policiaes e ca-
pilaes de campo, a apprelicnsAo rio dilo escravo, e
conduzi-lo nesla praca casa do Sr. Felk Francisco
de Souza Maealhaes, ou nos Afogados em sua cata,
que receber a gralificarflo cima.
Jote Pedro Vclloto da Silveira.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO".
Desappareceu no dia G dedezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levou um vestido de chila com
lslres edr de rosa e de caf, e outro lambem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarello no pesco-
CO ja desbolado: quem .1 apprcheoder condoxa-a i
Appucos, noOileiro, em casa de Joflo Leile de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corno Santo n. 17,
que receber a gratficacao cima.
. *

+S
I'ERH TYP. DE M. F. DE FARJA. 1855
Mil TII Mili
v
iicmiiEi


Full Text
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