Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00914


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Full Text
AMO XXXI.
N. 6a.

Por 3 mezo adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA 23 DE MARCO DE 1855.
t
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE
FXCARREGADOS DA SL'BSCRIPCA'O-
Recite, o prnprietMio M,. F. de Faria ; Rio '| Ja-
neiro, Sr. Joo Pereira Martins ; Babia, Sr. D.
Duprad ; Macc, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doura ; l'arahiba, o Sr. Cervazio Vctor da Nativi-
dad* ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Juuior ;
Ararat), S Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Violn ano Augusto Borges: Maranho, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piahy, c Sr. Domingos
llerrulano Adules Petsoa Cearenee ; Para, oSr. Jus-
tiii' J. Ramo* ; Amazona*, o Sr. Jeronjmo da Costa.
Lambos.
Sobre Londres, a 27 3/4 e 28 d. por 19.
Paris, 340 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do ban>:o 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lellras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.
METAES.
Oncas hespanholas' .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prala.Patacoes brasileii'os. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29J0O0
169000
169000
99000
19040
1940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias. *
Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e.15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, secundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PREAHAR DE IUUE.
Primetras 8 Iwras e 30 minutos da manhaa.
Segunda Vis 8 lioras e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feiras.
Relacao, tcti'as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
1* varado civel, segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
EI'IIKMKKIDES.
Marc.o 3 La choia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos 11 minutos e
37 segundos da tarde.
> 18 Lua nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da manhaa.
55 (Ruarlo crescente aos 5 minutos e
37 segundos da man ha a.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. (Eslaro aos Ss. 4 coroados) S. Jos
20 Terca. (Estacao a S. I.ourenco Dmaso.)
21 Quarta. (Estadio a S. Paulo) S. Benlo ah.
22 Quinta. (Estacao aos Ss. Silvestre e Marnho)
23 Sexta. (Estacao a S. Euzebio) S. Victoriano.
24 Sabbado. (EsiacaoaS. Nicolao in carcere. )
25 Domingo, da Paixio ( Estacao a S. Pedro )
Annunciacao da SS. > irgem Mi de Dos.
>
f\
PABTE 0FF1CIAL.
MINISTERIO DO IMPERIO.
expediente do dia 24 de Janeiro de 1855.*
Ao prndenle da provincia de Pernambuco,
remelleodo-lhe, para seu conhecimenlo, copias au-
Ihenlieas nao s do decreto n. 1478 de 22 de no-
vembro de 1854, que altera as comilones nnnexas
aoden. 1111 de :U dejaueiro de 1853, conceden-
du eotnpauhia Pernambucana privilegio exclusivo
para a navegacao por vapor entre o porlo do Recite
at edo Macei na linha do Sul, e o da Fortaleza
na do Norte, como lamben) das condices que bai-
laran) com o primeiro dos ditos decretos.
29 -
-- Ao presidente da provincia deMatlo Grosso :
Illm. e Eim. Sr. Foi presente a S. M. o Im-
perador o oOicio qoe V. Esc. me dirigi com dala
de 29 de outubro de 1852, e no qual me participa
que acliande-se impedido o 1.a juiz de paz da paro-
cliia de Sania Anna do Paranahyba, estando ausen-
te o 3.", e lendo-se recusado o 4." a assumir a pre-
sidencia da asscmblea parochial convocada para a
eleicJm de jui/.es de paz c vereadores no referido an-
no, tomou este lugar o 2. juiz de paz na ordem da
votarlo, nao obstante ser agente do correio ; e que
sendo V. Eic. consultado pelo mesmo juiz sobre a
'cgalidade deslc aclo, o aprovou, nao s em visla da
lootrina estabelecida no aviso n. 45 de 20 de marro
de 1848, mas lamben) por attender a impossibilidade
le reeorrer-se a providencia de que trata o arl. 4. das
inslruecSes de 2K de juolio de 1849, em razilo da
iramle distancia em que a sede da referida parochia
se acha do dislriclo de paz mais vizinho.
E o mesmo Augusto Senlior ha porbem mandarde-
rlarar a V. Eic. que, comquanlo o referido emprego
seja incompativel com o cargo de juiz de paz, segun-
do o aviso n. U:l de26 de uovembro de 1816, toda-
va, a vista do aviso citado por V Eic. e da razu
di; impossibilidade dse recorrer, lias circum-lanci -
as postas, providencia recommendada as ios-
trucrTcs a que V. Eic. se referi, fica approvada a
.decisao de V. Eir.
O que cemmunko a V. Eic. para sua inteligen-
cia.
Ao juiz de paz presidente da junta de qualifi-
t-ajJo da parochia de Santa Anna:
Em resposta ao oflicio de Vmc. datado de 24 do
torrente, communicando ter suspendido os trabalbus
da junta qualifcadora dessa parochia, em razao: 1
ile nao ter comparecido o cidado Joaauim Justo da
Silva F'ilho, nomeado para substituir um dos ment-
iros da mama junta, impedido por molestia";2.",
de nao haverem sido rcmettidas pelo juiz de paz do
_2.*> djrtricto da dita paroehia as lisias parciaes dos
- respectivos quarleires; lenho de declarar a Vmc.
pan sua intcltigencia e execurao :
1. Que junta cumpria, na forma do art. 126 5
.2 da Ici rogulamenlar das eleices, e do aviso du
4 de oulubro de 1817, impr ao dito cicla.liio que,
sendo nomeado, nao compareccu, a molla estabele-
cida no citado paragrapho, e nomrar oulro cidado
para prcenclier este lugar, nos termos do arl. 29 da-
qttella lei.
2. Que a roesma juula devia ter exigida do referi-
do jtarz de paz as listas que deiiou de remeller. e no
caso de nao satisfazera esla requisito, multa-lo, na
forma do art. 126 $ 6 da lei, c recorrer i providen-
cia eslabelecida no aviso de 27 de abril de 1847 i 13,
de chamar os inspectores dos respectivos quarleires,
alim de prestaren) as informaces necessarias.
3. Que logo que furem tomaJas estas providen-
cia* devera a junta continuar em seus trabalhos.
Aojoizde paz do 4. anuo da parochia do Cam-
po-Grande:
Em solucao ao officio de Vm., datado em 21 do
rorjente mez, no qual participa que, t'endo-lhe com-
municado o juiz de paz do 3. auno dessa parochia
nao poder presidir por impedimento de molestia, a
respectiva junta qualificadora, que no referido dia
devia reunir-se, na forma da lei, comparecen Vmc.
no mesmo dia, na igreja matriz, para eieroer esle
acto, raai deiiou de proceder a formarlo de dita jun-
ta, por ngo 1er sido remedido o livru da qualificaco
da parochia nem'a Vmc, nera ao dilo juiz, como es-
le Ihe communicou no oflicio que lite dirigi naqucl-
le dia t-lenho de declarar a Vmc. para sua inlelli-
gencia e exeeuco.queS. M. o Imperador houve por
bem designar para reunio da dita junta a 3.' do-
minga do prximo mez de fevereiro, c mandar que
para esla dia se faca nova convucarilo, procendo-se
uos lermos da lei.
Communico outrosim a Vmc. que nesla dala se
expede ordeui i Illm." cmara municipal para re-
melter-lhe immediilamcutc o' HVr de qualllcarao
a que se refere.
Nesle sentido se expedio ordem Illm. cmara
municipal.
MINISTERIO DA JUSTINA.
Decreto n. 1550 de 21 ie fecereiro de 1855.
Augmenta o vencimeulo do carcereiro da cadeia da
villa de Santa Cruz ; e marca o do carcereiro da
cadeia da villa de Canndc, na provincia do
Cear.
Hei por bem elevar a 8Qf o vencimeulo annual
do carcereiro da cadeia da villa de Santa Cruz : e
marcar ao carcereiro da cadeia da vila de Ca nimio.
ambos' da provincia do Ceara, o v encmenlo aunual
de 1009 na couformidade da lei de 3 de dezembro
de 1841. arl. 8.
Jos i'linina/. Nalrnro de Araujo, do meu conse-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocios
da juslica. assim o (enlia entendido e faca execu-
tar. Palacio do Rio fie Janeiro, em 21 de feverei-
ro de 18.55, 34 da imlopendencie e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jote Tho-
maz Sabuco de .franjo.
3. Secrao.Ministerio dos negocios d juslica.
Rio de Janeiro, em22 de fevereiro de 1855.Illm.
e Exm. Sr.Pelo ministerio dos negocios do impe-
rio me foi transmitido o oflicio de V. Exc. datado
de 12 do outubro do anno prximo pretrito, sol n.
91, vindo acompanhado da copia da decisso dada
por V. Esc. sobre o facto de ter o juiz de paz do 3.
anno do 2*. dislriclo dessa capital exercido a vara
lauto no primeiro como no segundo anno do actual
quatriennio.
S. M. o Imperador, a cuja presenra levei os re-
feridos papis, houve por bem approvar a decisao
de V. Exc. que, fundado na disposirao do aviso de
13 dejulho de 1843, reconhcccu legal o exercicio
do mesmo juiz de paz uos referidos dous annos, no
primeiro anuo por impedimento dos dous juizes de
paz mais votados, e no segundo, por pissar ell a
ser juiz ilc paz desse anno, visto nao Icrem apro-
xejtado ao cidado que para o dito cargo fura eleilo
os votos que oblivera, em razao de achar-se con-
demnado pela rrlaro do dislriclo quandu leve lu-
gar a eleirao. O que communico a V. Exc. para
sua inlelligenciff, e em resposta ao seu citado
oflicio.
Dos guarde a V. Ese.Jos Thomaz Sabuco de
Iraujo.Sr, presidente da provincia do Para.
3." SeccSo. Ministerio dos negocios da juslica.
Rio de Janeiro, em di de fevereiro de 18&5.
No oflicio de i I do correnle mez, ao qual acom-
panharain osmappas organisados pelo promotor pu-
blico deslc municipio, suscita Vmc. a seguinle du-
vida : se be adinissivcl o recurso inlerposlo da pro-
nuncia na parle em que se classilica o delicio, espe-
cifleando-se o artigo da lei em que o reo he julgado
incurso.
S. M. o Imperador, a queni foi presente scmelban-
l dusida, bouvn por .bem decitl-la pela negativa :
t., porque orecurso que a le concede he da pro-
nuncia, mas esta subsiste, ainda que outra seja a
elassiiiearao, e tcnlia piovimento o recurso fundado
nella ; 2., por|ue esse recurso da classilicacao nAo
podendo deixar de ser commum ao queixoso, dara
lugar a que elle recorresse da pronuncia do reo, o
que seria absurdo, e importara urna inversao pre-
judicial; 3., porque o dito recurso da clastificacao
seria intil, visto como ella nao obriga i aecusacao
c ao julgamento, sendo que alias para o efleito nico
que d mesma cla-silirar.o resulla, islo he, a conces-
sao ou deoegacao da fianza, est eslabelecido um
recurso proprio : todava, nada impede que o reo no
scu roenrso Irate da clas.ilicarau, e que o juiz em
grao de recurso a reforme.
O que communico a Vmc. para eua inlelligeiicia
e em resposta aoseu citado oflicio.
Dos guarde a Vmc. Jos Thomaz Sabuco de
Araujo. Sr.juiz de direiloda I.1 vara criminal da
corle.
Ministerio dos negocios da juslica.Rio de Janei-
ro, 28 de fevereiro de 1855.
Illm. e Exm. Sr.Fiz chegar presenca de S.
M. o Imperador o oflicio de V. Esc. sob n. 140, e
datado de 12 de dezembro do anno prximo passa-
do, em que pede esclarecimentos acerca da formaco
da junta de saude; e manda o mesmo augusto se-
nlior declarar a V. Esc. que, em conformidade do
disposlo nos 19 do art. 1 e 1 do art. 14 do de-
creto de (i de abril do anuo findo, pode V. Esc. man-
dar proceder s inspecres de saude pelo cirurgiao-
mr do cumulando superior a que perlencer o ofli-
cial inferior ou praca que liver de ser esaminada,
ou quando qualqUer delles lizer parte de corpo que
nao esleja subordinado a conimando superior, pelo
respectivo cirurgiao, convindo que sempre que for
possivel asdilas inspecc,cs de saude sejam compos-
tas de dvus cirurgies dos corpos uomeados por es-
cala, e presididas pelo cirurgiao-mr do respectivo
commando superior, e na falla deste pelo mais an-
tigo, e em presenta da auloridade que mandar
proceder a exatne. O que communico a V. Esc.
para seu conhecimenlo, e em resposta ao seu citado
oflicio.
Dos guarde a V. Esc Jote Thomaz Sabuco
de Araujo.St. presidente da provincia de Ser-
gipe.
Ministerio dos negocios da juslija.Rio de Janeiro, | parle ao presidente da provincia, que providenciar
28 de fevereiro de 1855.
Illm. e Exm. Sr.Levei ao conhecimenlo de S.
M. o Imperador o oflicio que V. Esc. me dirigi
com n. 11 e dala de 22 do mez passado, no qual
consulla se no arl. 83 do decreto de 25 de onlubro
de 1850 para as reformas dos ofliciaes da guarda na-
cional se eomprehendem tambera os ofliciaes infe-
riores de sargento para baiso, e manda o mesmo an-
gosto senlior declarar a V. Exc. que por occasiao da
reorganisacao da guarda nacional de qoalquer pro-
vincia, podem os presidentes reformar os ofliciaes
nos mesmoj poslos qoe ocenparem pela forma dis-
posta no capitulo 3- do referido, decreto, lendo em
visla que a dispos^So do 3" do arl. 83 do referido
decreto comprehende somenle o lempo de servico
como oflicial e nao o que liver prestado na qualida-
de de oflicial inferior, que nao lem direilo a refor-
ma qualqner que seja o lempo que como tal lenha
servido, lano por occasiao da organisaco, como
depois de lia, vislo que nem a lei nem os reglamen-
tos habilitara ofliciaes inferiores para ohlensao de
reforma. Oque communico a V. Exc em resposta
ao sen citado cilicio.
Dcos guarde a V. Exc.Jos' Thomaz Sabuco
de Araujo.Sr. presidente da pnn incia do Espiri-
to Santo.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Decreto n. 1558 fe 21 de fevereiro de 1855.
Declara que na disposirao do 7. do arl. 1. do de-
creto n. 870 de 22 de novembro de 1851 esla
comprehendida a attribuicao das Ihesnurarias im-
porem as multas de que trata o arl. 36 da lei 11.
628 de 17 de selembro do mesmo anno.
Usando da aulorisac,ao conferida ao governo pela
lei n. 563 de idejulho de 1850,hei por bem de-
clarar que na disposico do }7\ do art. 1. do de-
creto 11. 870_de 22 de novembro de 1851 se acha
cumpieiieudida a attribuic.ui das lliesourarias de
fazenda imprem*"at> multas de que (rala o art. 36
da lei n. 628 de 17 de selembro de 1851, ficando
s parles o direito de recurso para o tribunal do
thesouro.
O marque* de Paran, rnnselheiro de eslado, se-
nador do imperio, presidente do conselho de mi-
nistros, ministro e secretario de eslado dos negocios
da fazenda, e presidente do tribunal do thesouro
nacional, assim o lenha entendido e faca esecular.
Palacio do Rio de Janeiro, era 21 de fevereiro de
1855, 34\ da independencia e do imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Mrquez de Pa-
ran.
em conformidade do sobredilo rcgulamcnto.
Arl. 3. A commissao de esame ou veslnria ser
composta, nos porlos onde ha arsenal, do ajudante do
inspector encarregado das obras do mar, de um en-
genheiro de machinas de vapor que esleja ao servi-
co do estado, e na sua falla do de qualqner eslabe-
lecimenloou fabrica particular, .lomeado para csse
fin) pelo presidente da provincia sobre propnsta do
inspector do arsenal e do construlor ou do raeslre que
suas vezes fizer.
Arl. 1. as provincias ou porlos onde nao ha ar-
senal, mas smente capitana, ser a commissao com
posla do capilao do porlo ou seu delegado como pre-
sidente, de um engeubeiro machinisla, e na falla
desledeum mestre caldeireiro de ferro ou ferreiro,
sendo a nomcacao do segundo perito feila pelo pre-
sidente da provincia, sobre proposla do capitao do
porto.
as provincias ou porlos onde nao lia nem arse-
nal nem capitana, servir como presidente da com-
missao o oflicial da armada que esliver empregado
era servico especial da provincia, ou o commanriun-
te de navio de guerra que nella se adiar estaciona-
do, c na falla dcsles algum oflicial de engenheirosdo
exercilo, ou algum capitao de navio mercante que
lenha a necessaria aplidao, nomeado pelo presidente
"a provincia.
0 CiPITiO PLOEVEB. (*)
Par E. aradla.
SEGUNDA PARTE.
Vil
Urna captura.
O bosque em que linham desapparetidooscacs era
cmpralo de arvores vigorosas, que espalhavam a
eus pi ama sombra densa e fresca ; os arbustos
crescendo j vonladc rodenvam os broncos de urna
/rajadura spinhosa, e para penetrar esse labyhn-
tho era necessario lodo o ardor desses animaes e a pr-
senla de nma presa longo lempo cobirada. Debalde
os espinhos os arranhavam, seu furor augmenlava
cada vez mais.
Os caradores tinham->e eollocado na extremida-
dc do bosque, lendo a espingarda na mao e o ouvi-
do alenlo ; sondavarn com a visla a profundezas da
mata, e vigiavam-lhe as sabidas. O Maluino oceupa-
va um desses poslos em companhia de Yvon, c apro-
veilava o lempo para dar urna lcao ao discpulo :
.- Allenrao, pequeo, olbo alerta dianle de ti, e
cuidado as sorprezas! Ouves os caes'?
Sim.
Elles ladrao; sem duvida acharam o covil da
caca. Allenrao!
Coro efleilo os laudos dos caes lornavam-se mais
distinelos; s vezes mesmo viam-se os corpos delles
dezeoharem-se nos claros, sallaren) as moulas e des-
apparecerem novaraente.
O animal he duro de desalujar disse o Ma-
luino.
Apenas acabou estas palavras, 'lameran lancou-
s fura do bosque dando um grito doloroso, e diri-
gio-seoom o (ociiihocosangueiilado para o meio dos
cai.'adores.
Sem duvida houve la dentro alguma cuma es-
tranr.Iiuaria, disse Plouc\cu ; amigos sigain-me.
E lirio un caminho alravez dos espinhos acoin-
panhar.'o da tropa.
lame ran cerreu adianle como se quizessetan-
nunciar .a Bajazel que chegavn-lbe reforro, e depois
lornou a a^parecer abra de guiar o corpo de reserva.
Nada era ni.iis inlrlligente do que esse animal; seus
movmenlos .linham urna signilicacno e seos olhos
urna linguagci'n ; pareca comprebendero lim da ex-
pedicao, assochr-se a ella, saber seu papel e desem-
peiiha-lo'i-oiiscic'nciosanienle. Dava alguns passos a-
lianle com > instinclo mais cerlo, e voltiva-se de-
pois paraos cacadores. Se havia urna passagem in-
grata, alguns /undo patanosos, ou rochedus uceul-
TSlINISTERIO DAMAR1M1A.
Decreto n. 1551 lo 10 dr fecereiro de 1855.
Manda observar as pruvincias o regulameutu ,que
baixuucotn o decreto 11.1331 de 5 de fevereiro do
anno passado, relativo aos raachinistas e s barcas
de vapor naconaes.
Hei por bm ordeuar que tas pruvincias se obser-
ve o regulameutu que baixou ruin u decreto n.
1324 de 5 de fevereiro relativa habililacu dos machinistas e s vestorias
das barcas de vapor nacinies, com as inslruccGes
que a esle acompanham, assignadas por Jos Mara
da Silva Prannos, do meu conselho, ministro e se-
cretario de eslado dos negocios da marinha, que as-
sim o lenha entendido faca esecular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 10 de fevereiro de
1855, 34. da independencia c do imperio. Com a
rubrica de Sua Magcslade o Imperador. Jos Ma-
ra da Silra l'aranhos.
Inslrucrocs a que se refere o decreto desla dala, e
segundo as quaesdeve ser observado as provin-
cias o reculamente! conccroenle s barcas de va-
por nacionaes que navegam dentro ou fora do
porlo do Rio de Janeiro.
Arl. 1. Todas as barcas de vapor nacionaes que
navegaren! no interior das pruvincias, entre os seus
porlos ou enlre estes e os de outra, deverao ter a
sen bordo um machinisla approvado pela forma de-
terminada no til. l."do regulameulo n. 1324 de 5
de fevereiro de 1851.
Os presidentes das provincias, ouvindo os inspec-
tores dosarsenaes, e a falla dcsles aos capitaes dos
porlos, marcarao um prazo ra/oavel idenlro du qual
deverao os machinistas das barcas empregadas em a
navegarao interior apresentar os seos Ututos de ap-
provacHo, se ainda os nao liverem.
Art. 2. As barcas vesloriadas pela commissao res"
pectiva dos arsenaes ou oulras estarces da marinha,
como adianle se declara, n.lo sern sujeilas a novo
exameem oulro qualquer porto, exceptuando o da
crte, salvo o caso de grave incidente occorrido du-
rante a viagem, ou de denuncia, segundo a qual o
eslado do casco, machina ou cajdeiras torne de in-
minente perigo a sabida da barca.
Nesle ultimo caso ser feila a vesloria ex-oflicio,
e, sendo verificado que a barca carece de reparos, o
inspector do arsenal, o capilao do porlo, ou a aulo-
ridade a quem competir, na falla daquelles, dar
Arl. 3. O oflicial que presidir commissao exa-
minadora, se esla nao liver um engenheiro machi-
nisla, examinara nao s o eslado du navio, como
lambem a machina e caldeira, serviudo-lhe de au-
xiliar o mestre caldeireiro ou ferreiro.
Arl. 6. Nos lugares onde se der a uecessidade de
laes vestorias, e nao for possivel formar a commis-
sau, como cima se prescreve, o presidente da pro-
vincia provea essa falla como julgar mais acer-
tado, cingiudo-se quauto seja pussivel s preseules
iustriicroes.
Arl. 7. Os emolumentos que os inleressados de-
verao pagar pelas vestorias que se fizerem em suas
barcas, sao os mesmo- que se-acham marcados no re-
gulamento de 5 de fevereiro de 1854.
Arl. 8. As altribnices que o cilado regulameulo
d ao inspector do arsenal de marinha da corle com-
petirlo a quem suas vezes fizer as provincias, e em
conformidade dos arligos antecedentes.
Arl. 9. As cerlides dos lermos de vesloria onde
nao houver secretario, serao passadas petos ofliciaes
que presidircm s curamisses respectivas, sem qoe
por so accumulem us emolumentos dos dous ser-
.icos.
Palacio do Itio de Janeiro, em 10 de fevereiro de
1855. Jos Mara da SjlraJ'aranhos.
Expediente dn dia 29 de dezembro de 185i.
A' de Pernambuco, consenlindo na execuctoda
medida que mandara por em pralica por proposla
lo respectivo capilao do porto, de sujeitar a exame
os individuos que aspiraren! a servir como praticos
da costa, emquanlo sobre esto assumpt > se nao der
urna disposicao geral, c urna vez quu lenha por
nico efleito evitar que Has matriculas se inscreva
com o titulo de pralico quem nao lenha a necessa-
ria habilitaran, provada mediante o dito exame, o
que se devera' conformar quanto ser possa com o
regulameulo da pracagcm daquella provincia, na
parle relativa aos exames dos respectivo- pralicos.
15 e/e Janeiro de 1855.
A' presidencia de Santa Calharina, communi-
cando, para sua nlelligencia e esecurao, que S. M.
o Imperador, conformando-se com os pareceres do
procurador da corda, soberana e fazenda nacional,
c dn capilao do porte c provincia do Rio de Janei-
ro : houve por bem mandar declarar-lhe, em solu-
cao duvida constante de seu oflicio n. 36 de 11, de
oulubro do auno passado, que os calafates e carpin-
teros compreliendidos no numero que para cada
porto for designado na conformidade do arl. 65 do
regulamenlo anneso ao decreto n. 147 d 19 de
mato de 1846, eslao siijcilos a todas as consequen-
cias da matricula proscripta no cap. 2. til. 4'. do
mencionado regulameulo, que evidentemente os
considera como homens empregados na vid.) do mar
do mesmo modo qoe aos do trafico dos porlos e aos
pescadores das cosase das aguas interiores, que lem
lambem domicilio em Ierra, sendo esla nao s a
verdadeira inlelligenciadas disposicOes cima alio
didas, como a que na pralica Hits lem sido feral-
mente dada.
Remelteu-se esle aviso por copia i capitana des-
te porto e aos presidentes das provincias martimas
onde ha capitanas,
18
Expediente do dia 22 de Janeiro.
A' Ihesoiiraria da Bahia, respondendo ao oflicio
em que espoz a duvida suscitada por suppur o in-
tendente va marraba da proviucia que osencarre-
gados de receber goneros as secc,es do almosari-
fado nao podem ser considerados como os recebedo-
res de que trata o S 2. da parte 3.a do systema de
e-cripturarao de 30 de abril de 1831, a quera com-
pele assignar as partidas de despeza, e que devem
portanto limilar-sca firmaros conhecimentos, len-
() Video/Vario 67.
los debaiso da relva, parava e esperava sua genle
alim de assignalar a difllculdade que seapresenlava.
Enlre Rajazel e elle liuha-sc cstabelecido o mais cu-
rioso colloquio. Pareca qoe .0 emprego de Rajazel
era guardar a presa, que tinbara descoberlo era com-
mum, emquanlo que o de lameran seria guiar a
tropa. De quando em quando um delles fazia urna
chamada a que o oulro responda : nao era um lati-
do, era quasi urna conversarlo, 'lameran fallava
sempre da mesma raaneira ; mas Rajazel varava de
lom ; sua voz era umis vezes feroz, oulras mavosa
segundo os incidentes do drama, que passiva-se no
fundo do bosque.
Entretanto os caradores camiahavam difllcilroen-
le alravez desses arbustos, que rasgavam-lhes a car-
ne e os vesli4us. Ora era misler andar de rejo para
ganbar nm lugar descoberlo, ora fallava-lhes a Ier-
ra debaiso dos ps, e desappareciam al ao meio das
pernas; em alguns pontos a vegelacao era lao abun-
dante, e oflerecia tal lecido de ramos, que era neces-
sario procurar um ponto do bosque em qoe os obs-
tculos fossem menures. Homens menos temperados
leriam desistido da perseguirlo ; porm o ardor do
capilao ia em augmento.
Por aqu, amigos, dizia elle aos marinheiros;
tacamos mais uro esforru, o malvado esl all, e nao
pode escapar-nos.
Ao mesmo lempo dava o exemplo, lancava-se na
maior espessura dos arbustos aflroulando os espinhos
e quebrando as basteas.
Eis-ahi como eleves porlar-le, Yvon, quando
fores capitao, dizia o Maluino. Tenho coohecido
muilos chefes em minba vida, nenhum como esle...
Todava nRo estamos em um caminho semeado de
rosas; que dzes Yvon *
Sem duvida, responden esle como um echo
complaccnle.
Pela minba parte preferira achar-me nos pas-
seios pblicos de Paris com a bengala na mao. E lu,
rapaz?
En igualmente
Muilo bem, vejo que vais-te formando! A pr-
meira vez que nos euconlrarmos l, hei de levar-le a
um gabinete de cera, que he una verdadeira curio-
sidade, e saliindii hei de comprar-te om po-de-l.
Eis como recompenso leus progressos.
O Maluino lendo-sc laucado ne^-as digressocs nao
leria parado, so sua altcnrAo nao se lvesse repenti-
namente dirigido para outra parte. Acabava de pas-
sar urna monta de sensitivas, que o arranhra sof-
frivelmenle, quando cncoolrou uus rpehedos rober-
los de heras e de oulras plantas trepadeiras; procu-
rou debalde urna passagem, mas a barreira pareca
reinar em toda a exlensau do bosque.
Oh! eis urna nuvidade, disse elle ao compa-
nheiro ; espinhos atrs, pedras adianle ; que bella
situaran Se acendessemos e cachimbo para enlre-
lero lempo ?
Procuremos ainda, respondeu Yvon.
Pois bem, procura, tornou o Maluino philoso-
phiramente; perseveranra he mai de todas as vir-
tudes.
do por isso dcixado de ser por ellos assignadas as
partidas de despeza dos gcueros que receben), fun-
dando-sc o mesmo intendente em que laes parlla.
nao servem de documeuto de despeza aos almoxari-
fes, e allegando ser essa a pralica seguida na conta-
doria geral, declara que nao pode admiltir-se a dis-
lincrao que faz o referido intendente, porque pela
generalidadc do disposlo naquelle paragrapho nao
podem deixar de ser considerados como os proprios
recebedores os individuos a quem se entregan) os
gneros," pois se fosse oulra a inlelligencia do men-
ciunadu paragrapho appareeeria igual impossibilida-
de para a assignatura nos documentos de despeza por
ser obvio que, se os recebedores nao podem assignar
as partidas do livro de despeza dos almosarifes, mui-
lo menos os documentos que sao a copia por onde el-
las se fa/ein. accrescendo. segundo o arl. I" do capi-
tulo 1 do alvar de 7 de Janeiro de 1797, que os g-
neros que se forneccm aos navios davem ser recebi-
dos petos enmmissarios, a quem cumpre assislir ao
peso, conla e medida dos iflesmos; c que, para
evitar alrazos na cscripturacao dos almosarifes, foi
que se delermiuou que os recebedores assignassem
nos livros da despeza do almoxarifadu ; mas Icndua
experiencia mostrado que bavia impossibilidade em
fazer-se o lanramenlo da despeza inmediatamente a
entrega dos gneros, ordennu-se, pelo aviso de 27
dejulho de 1S50, que as assigualuras dos recebedo-
res fossem somenle nos documentos passados aos
almoxarfcs, c he isloo quese acha em pralica nesla
corte.
^_ 2 __
Ao presidente da l'arahiba, declarando, em res-
posta ao oflicio em que pergunla se pode conceder
licenras aos propietarios que em suas malas quize-
rem corlar madeiras para construcrao ou colicortos
dos barcos de sua propriedade, que, posto este im-
portante assumplo nao esleja uniformemente regu-
lado em (odas as provincias, seudo que em algumas
se da o fado de tironea sem conhecimenlo nem ap-
provacjto deslc ministerio, u pruredimento regular
he submclter os requcrimenlos dos prctendenles
ileri-.io da secretaria de estadn, remetlendu-us com
as necessarias inlurmacoes, em que se declare se
lem ou nao Ierras proprias com madeiras de Ici, e
sao ou nao rapazes de abusar da licenra ; e envian-
do porcopia para sua inlelligencia os avisos de 28
de pillio de 1852 e 23 de fevereiro de 1833 que re-
gulan) a maleria as Alagoas.
A' Ihcsouraria do Para, responde ao seu oflicio
n. 25, de 30 do mez passado, que, quanto ao pri-
meiro lente llenrique Pires Uranio, appruva a rc-
solucao que lomara cm tassCo da junta, declarando
que a esle oflicial compelen! as comedorias de 400
rs. que perecida pela antiga tabella como delegado
do rapil.10 lo pinjo da provincia de Sanlarcm, e nao
as ilc 800 rs., da que baixou como decreto o. 1337
de 15 de abril do annu lindo, por eslar essa rfsolu-
rao de acrordocom o disposlo na 6" observado des-
la ultima tabella, cujas vanlagcns sao somenle ap-
plicaveis aos ofliciaes efectivamente embarcados ; e
quanto ao capitao de raarc guerra Pedro da Cunha,
da-se a seu respeilo a mesma razie, porque lambem
nao se pode considerar embarcado, visto scrcm Ier-
ra o serviro proscripto no aviso que o nomeou para
rondar umacolomnia militar em Obidos, da qual he
director.
6 de fevereiro
Aochefe de esquadra Frederico Marialh, aecu-
sando a raceprao do oflicio com que a sobredila
commissao fez acompanhar a proposla do capi-
lao de mar e guerra, Francisco Vieiral.eilao,
para a organisarao de urna caria hydrographi-
ca do litloral do imperio ; e significando, para o
fazer constar commissao, qua deve apoutar os Ira-
balhos conhecidosque possam servir de base para a
dila carta, propr os meius que julgar necessarios
para se levar a efleito a referida proposla, e organi"
sar es inslrucroes que j ou mais tarde devara ser
exped las para a coadjuvarao dos commandanles das
estacos navaes.
dos hospitaes da rmada de 3 de Janeiro de 1S53,
relativas aos descontis nos vencimenlos das pracas
que se (ralarem no da corte, devem ser observadas
com relacao s enfermaras eslabeleeiidas as provin-
cias enos hospitaes do excrcitu, ou quaesquer oulro
em que as dlas pracas sejam tratadas em virlude ele
delilierarao do goveruo, seja qual fura despeza effec-
liva por que se ajustar 011 se fizer o tralamenlo nos
rejeridos hospilacs nao perlencentes a marinha ;
prevenindo de que, eni confurmidade da referida
decisao, scrao feilus os desconlos nos vencimenlos
dos ofliciaes c pilotos que se trataren) no hospital
rcgimnlal do exercilo no Para.
A Trajano Augusto de Carvallio, concedendo-
llie, 1 visla das informaces que ahonam a sua ap-
plicacao, aprovcilamenlo e bom proceder, tres annos
de licenca para ir a Europa esludar a arte de cons-
Iruccao naval uoeslabelecimento de Richard c Hcn-
ry Creen em Londres, uu em oulro que lhe for de-
signado peto nosso ministro naquca corle, abonan-
do-se-lhe para esse fim mcnsalmcnle a quantiade 12
libras esterlinas, alem da que for necessaria para
aluguel de casae gratificaran dos meslres, o que lu-
do ser ajustado e reguladn peto referido ministro,
a quem be rccommenelado, e efe quem receber.i as
ordenseinstrucces precisas para seu governo e pro-
cedimenlo ; devendo porlanto aprescnlar-sc-lhc lugu
quechegue a Londres, para onde parlir no paque-
te deste mez, ou nu mez seguinle. sendo-lbe abona-
da pelo Ihesuuro a quanlia de 600} como ajuda de
cusi para a viagem.
IHTERIOR.
<:orri;spoxw;\i:ias do diario
i'ekxambuco-
Rio Grande do Norte.
DE
Emquanlo Iropavam estas palavras, os latidos dos
caes linhain-se approximado e redobrado de violen-
cia ; parliam do'mesmo ponto, o que induzia a pen-
sar que 'lameran havia-se reunido a Rajazel, e a-
chavam-secm frente do inimigocommum. Pela vio-
lencia do som e elirerran donde vinha, conhecia-se
que e Ihealro do combate eslava mui prximo: os
dous marinheiros eslavam separados delle somenle
por essa muralha que linham dianle de si. Pouco
depois a tropa achou-se reunida.
Senlior capitao, disse o Maluino indo aoeocon-
Iro^de Ploueven, eis-aqui o ninhol
Bem o vejo, respondeu o chefe, alguera tentn
rodear o rocliedo'.'
Sim, disie Yvon sobrevindo; rodeei-o; he por
(oda a parle igualmente escarpadu.
Recomccemos. Yvon e o Maluino pela esqoer-
da, os nutro-, comigo. Avante 1
Os gritos dos -aliujos redoliravam-se, e Temeran
appareceu no cume da escarpa: vinha animar sua
genle.
Por onde passou esse demonio ? perguolou o
Maluino ao compauheiro. Vi caes muilo bem ensi-
llados em Pars; mas nenhum tuiha essa torca. Va-
mos, Yvon, o capilao disse pela esquerda.
Nao he necessario ir mais longe, responden o
rapaz parando, j achei.
Que adiaste? A pega no ninho ?
Achei a passagem, Maluino.
De veras'.' E onde/!
Aqui mesmo, respondeu o Bretao examinando
os lugares.
Ests zombando, Yvon t Acaso queres escar-
necer de ten profesor .'
Nada disso.
Em tua idade, e depois do que tenho feilo por
li; irral
Mas j disse que fallo seriamente.
Seriamente'. Urna passagem aqui nesle leci-
do de rochedos e espinhos I
Ves agora claramente? disse o rapaz afaslando
os ramos dos arbustos c mostrando ao companheiro
urna especie de buraco alcm do qual brilhava um
rain de luz. < '
Essa abertura nao era larga, e eslava obstruida de
plantas ; mas com algum esforro o corpo de um ho-
rnero poda passar por ah. Yvon entren primeiro
que lodos como verdadeiro llretao. ,
Moilo bem, meu discpulo 1 dizia o* Maluino.
Que vigor que jarreilos! Decididamente esse ra-
paz me far honra.
Com efleito Yvon apoiando-se as desigualdades
do rochodo, chegou abertura que vira, passou-a,
e apparecendo pouco depois no cimo, disse aos com-
panheiros:
Yenham todos agora.
Bravo, meu discpulo! esclamou o Maluino
animado pelo exemplo. Adquiriste um novo Ululo
miulia eslima. Hei de escrever a Pars a leu respei-
lo ; as autoridades saberao disto.
Chamou o resto da tropa, e cada um enlrou por
sua vez pela abertura que Yvon descubrir. Ah pou-
IIEGIVEL
saram para reconhecer o lugar. Esses rochedos for-
mavam no meio do bosque urna especie de ilhola 00-
bcrla de hervas rasleiras; do cume elescohri i-se de
um lado o riacho de Goyaves at sna foz no mar,
do oulro a cadeia dt morro-, que lancav ai 1 suas
grandes sombras sobre a planicie. Era como um
mundo parle, urna fortaleza natural que tervira
sempre de guarda avaneada e de refugio aus negros.
Acleon linha ouvdo cita-la mais de urna vez, e'nSo
duvidava que eslava prosimo de urna captura.
S Vulcmo he capaz de subir 13o alto, dizia
elle; eis-aqui um de seus ninhos.
Ei-a, amigos, disse o capilao, merlo ou vivo
bavemos de apanha-lo!
Todava urna crcumslancia inquielava Ploueven :
os latidos dos caes diminuiam de forra, e elles pare-
can) desanimar-se. Depois que a tropa eulfra nos
rochedos nenhoro linha reapparecido : era evidente
que resistan) e nao queriam dividir seus estorbos.
Tal ve/ o bom esito dependesse de um soccorro dado
a lempo; por isso o capitn nao protn gnu a pou-
ada, e disse aos marinheiros:
Vamos para onde eslu os caes, taifa um gue-
se sobre eslas pedras como entender; liberdade de
manobras.
Com efleito o caminho era dos mais penives; a
cada instante era necessario dcscer e subir enormes
massas de basalto vidradas e escorregadicas laucadas
ah em urna horrvel desordera em ronsequencia de
urna eruprao volcnica. Cada marinheiro raminha-
va como poda, e apoiava-se as plantas que rodea-
v.iiii as pedras. Yvon ia adianto como mais moro e
mais vivo, servia de explorador, e driga-se quanto
poda para o lado em que ladravam os caes. Emfira
leudo chegadu au cimo da escarpa, parou e disse aos
companheirus:
Aqui lodos!
Em um instante a tropa achou-sc reunida em tor-
no delle, e no fundo de um dcsfiladeiro, e pode ver
um espectculo dos mais eslranhos. Os caes ahi es-
lavam leudo os olhos scinlillanlcs, o pelloercrado, e
a bocea ebeia de urna cscuma ensangueulada ; de
quando em quandu lane;avam-se contra urna fenda
do rocliedo assas larga para poder elar abrigo a um
homem, c depois como se um perigo os tivesse amea-
rado, recuavam uivando de raiva.
O negro est all, observou Acleon.
Quem duvida ? disse o capilao; mas como dc-
saloja-lo'.'
Encarrego-me disso, respondeu o Maluino a-
baisando a carabina para o lado da grua.
Espera, marinheiro, lornou o capilao desvian-
do a bocea da arma; procuremos apanha-lo vivo.
Com efleilo um negro ah eslava, e do cume do
rocliedo viam-se-lhe os olhos brilharem na sombra
como os ele una fera. Para defender-se contra os
ataques dos caes linha. smenle 11.11 pao endurecido
no fugo ; mas serva-se delle I3u hbilmente que,
apezar da ferocidad desses animaes, havia conse-
guido al oliln ronli-los. 'lameran, por tero a-
1 en 1 unido muilo, recebra um golpe vigoroso que o
obrigira a ser mais circunspecto, e Bajazel nao te
Ao mesmo, remetiendo o plano das Ibas
dos Abrolhos, levantado peto capilao de fragata
Eliziario Antonio dos Sanios, bem como a der-
rota uue elle fizera em 1846 da viagem do
brigue Caliope desle porlo ao de Pernambu-
co, e dalli a esla corte, alim de que a commissao
de exame da organisaco do pessoal e material da
armada, ponderando lano o plano como a derrota na
parle relativa s ilhas, accrescenle quelle as ob-or-
var6es que esla conlem, e oulras que lhe parecerem
convenientes a bem de poder ser com ntilidade im-
presso, e servir de base a novas explorarnos ; eleven-
do para a copia do plano, com os esclarecimenlus
que se recummendam, recorrer-se inspece\io do
arsenal, que incumbir esse Irabalho a um dos res-
pectivos desenhadores.
8
Ao quartcl-general, communicando que S. M.
u Imperador houve por bem decidir, em visla do seu
Parecer, da couladoria geral e do auditor da mari-
nha, que as disposices do arl. 115 do regulamenlos
lioianninha 15 de marco.
Como lhe havia aflirmado na minha ultima de 8
do correle, o amigo P.... lem-sc vislo em papos
de aranha. Nao lhe parera que o tnhu lomado en-
lre denles ; nao, senlior : apezar do que se y. que
elle lem feilo, letele provar, nos autos conclusos,
que elle he a mesma innocencia em osso e carneo,
Monciono-lho eslas bagatelas para couvence-ln de
que, alarefado como elle anda, nao lhe resta lem.
po para pescar as noticias, com que costuraa raimo-
sear-me. Vamos ao poni principal : o homem ou
he, ou mysterioaemcnlc se finge, culpado na cerli-
dilo que passou a requerimento do lenente-coronel
Murta ; nao se farla de dar cavaco pora uto quem
encentra : e contou-mc o I aro fa que ja o vira decla-
mando largamente com sigo mesmo. Corre por
cerlo que elle procurara' o juiz Lima, para, 111a-
ncira o per vim cuncalur, lembrar-lhe o despacho
que dera ; mas o juiz, que nao melle mao em cu-
iainbuca, lhe responder :mostr o meu elespacho
exarado na pelicao, aricar livre da responsabilida-
de. A snmina de ludo i-to equivale a urna cousa,
que as ms Nagual chaman) criino, e que talvez
por esla razao lano inquieta o meu amigo. Se elle,
sem ser, se finge culpado, lem mu goslo,"e anda
pelo avesso do que o mundo aprsenla.
Por peccados, o Palbarcs lambem requeren urna
cerlidao sobre os beus separados no inventario dos
pas para pagamento das dividas ; e para que fim '.'
para requerer um exame no dito cu jo inventario ;
visto que (he o Palhares, que diz), he falsa a cerli-
dao, que sobre o mesmo objeclo lhe passou o meu
amigo I'.... O resultado nao ha de ser de agrad-
vel paladar. Saia u que sabir, eu direi sempre que
o escrivo he innocente : com o favor de Heos es-
pero ve-lo triumphar dos alilhos de lanas cerli-
de*s.
Ouro dizer que vai ser processado o es-subdclc-
gado de Arez, Manuel Evangelista Pessua, pela ti-
rada de um preso, cujo nomc me escapa agora da
loiiihranra. Nao sei o que resudar : o.que pusso
aflirmar com ccrleza he que Arez abunda de leste-
munhas para ludo o que se pretende; e por isso nao
ser diflicil suslenlar a nienrao. Assim como ha
pao para todas as obras, lambem ha pessoas para
todas as aeros.
Com o recebimenlo do seu Diario reivindique!
a alegra, que considcriva perdida com a noticia,
que por aqu vagava da lomada de Sebastopol.
He possivel (dizia eu) que Sebastopol lenha sido lo-
mada Nesle cmenos chegou o estfela, vou
agencia, e l mesmo passando ligeiramente a visla
sobre ludo quanto eslava escriplo debaiso da epi-
graphe Exterior, o que li me"disse o contrario
do que por aqui se assoalhava. Permita Dos que
em lerceira discussao seja adoptada definitivamente
a emenda seguinle, que tenliu a honra de oflerecer
em vez de Sebastopol foi lomada, diga-se
Sebastopol dcrrolou a sucia alnada. Enlendo que
esla emenda pela voz activa he muilo raelhor que
aquelle artigo pela voz passiva- Desla sorle, os que
forem resto de maior quanlia. aprenderlo a ser co-
medidos, e mais ajuizados.
A carta do collega da capital, de 17 do passado,
diz que ludo respira paz : respeilando a sua since-
desaferrra de seus habitus de prudencia. Para de-
voraren) o inimigo, ambos esperavam poder faze-lo
mais fcilmente e com menos damno.
Como desaloja-lo ? repeli o capitao.
Eocarrego-me disso. respondeu Miguel.
Moscou os rochedos e achou-se logo dianle da fen-
da oude eslava abrigado o negro fugitivo. Escitados
pela sua presenra, os caes pozeram,se a latir com lal
violencia que aturda os ouvidos. De sua parle Mi-
guel, que nao cunlava com a arma do escravo, en-
lrou no covil confiando cm sua forja de albleta ;
pois bem sabia que apenas o negro lhe cahisse as
maos eslava perdido; mas logo que deu alguns pas-
sos recebeu urna estocada nos peitus que dernbou-o.
0 golpe nao era grave; mas baslou para que o capi-
lao renuuciasse a esse meio de alaque.
Basta, Miguel, disse elle; e vosses oulros cor-
ten) ramos seceos.
A tropa obedecen, e quando os feises estiverara
pruuiplo-, o chefe acresceulou :
J que elle nSo querrender-se, sufluqucmo-lu.
Arrumaran) os feises dianle da escavano e poze-
ram-lhes togo.
Acleon relinda na (relia os sabujos, os quaes se le-
riam queimado se livessem licado lvres. A resisten-
cia esallava esses animaes, c augmenlava-lhes o ap-
petitc ; lameran eslava ebrio de furor, e o proprio
Bajazel sabia de seu carcter. Quando as chammas
elevararo-se, elles deram uivos, que sem duvida tu-
rara ouvdos muilas leguas em torno.
Para assislir a essa operarlo, o capilao e sua gen-
le haviam descido ao fundo do desliladeiru : o eflei-
lo fui prompto e decisivo. Apenas a fumara pene-
Irou no interior da gruta, um negru sabio attonilo,
arquejando e procurando algum ar para seus pul-
mus asphysiados. Acleun cunliulia mui diflitil-
mente os caes; 'lameran ennseguio al quebrar a
trella, c ia lanrar-se sobre o fugitivo para alassalha-
lu, quando o capitao afaslou-o com urna vilenla
cbicolada.
Tir,em esle homem daqui, disse elle aos mari-
nheiros.
O negro fui levado para um lado, e os caes para o
oulro ; mas Acleon couheceu i primeira visla que I
caca uo era a que o capitn desejava, e que a cae;a-
da ia ciimerar oulra vez.
Nao be Vulcauo, disse elle; he Rarrabas.
. MU
Barrabas.
1 Barrabas era um hroe secundario do bando dos
negros fugitivos, e nao linha a importancia nem a
ousadia de Vulcano. Escravo da fazenda ele Angre-
niont, rugir na poca em que o castello foi invadi-
do, e desde esse lempo nieguen) linha podido apa-
nha-lo. Corra o boato de que devia essa impunida-
de aos conselhos e assistenca de Vulcano, e que
esle servia-se delle como ele um agente dedicado e
penhoraelo por serviros prestados. Dahi urna espe-
cie de communidade enlre esses dous negros nde-
pendenles. Vulcano encarregava Barrabas de suas
pequeas espedicSes. das que jolgava indignas de
seu braco, e usava delle como de um fornecedor,
ndade, digo que esla provincia se pode considerar
um verdadeiro polygono, cojos lados devem ser
examinados : quanto a polica, transeat, quanto
poltica, offereco embargos de lerceiro prejudicado :'
e como a poltica a ludo se exiende, os beos e ma-
les que ella proiluz, aliectam necessariamente i to-
da a sociedade nos seus diflerenles estados. Um a-
migo, que lambem he trumpho no jogo, entre va-
rias noticias, que me den, assim se explica: a... de
sorle que a eleicao ainda lem de ser em fins de
1856, e ja currem boje circulares a favor de varios
candidatos, etc.
Islo confirma a noticia que por aqui vagava, de
que a capital eslava dividida em duus campos, de
Russose Alliados ( se bem que em ponto pequeo).
Nao sei. porm, qual das duas potencias lera razao.
Diz o Czar que os Alliados sao os aggressor es ; di-
zem estes que o aggressor he aquelle.: ambos os
combalenles procuran) fazer suas levas de sectarios,
os meninos certamenle nao conhecem, ou nao que-
rem conhecer o terreno que pisam. Eu, qoe nao
uso da lente poltica, vejo os objeclos com difieren-
es cores, e digq, que se elles enlraremanesla lica, *
perdn: o salto, pela regra bem sabida do omne
regnum in se ipsum dicisum desolabitur.
Fallando a par das ideas, que vuu adquirindo,
digo que aqui, Arez, Villa Flor, S.Jos e Papari,
os Itussos e Alliados bao de ficar com os beicos com
que mamaram. Primeirameule, talvez por espi-
lo de imitaro. lem havido paci secreto entre o
Alliados e a Austria Nataieose : a Prussia nao dei-
lar de pronnnciar-se a favor do Czar : os sulistas
au perdern a vasa para tirar sua desforra ; no
que Ibes acho milita razao. He verdade queCan-
robert havia de dar com os burros n'agua, pela sua
inoptido ; que o Czar, bem apezar seu, havia de
-iibscrever s condices da paz. Mas quando acon-
tecera islo'' Depois do caldo derramado : quando
os sulistas os pozessem a ambos ero assedio.
Desejar talvez saber quem he o Czar, quem o
Canrobert, quem a Pruuia, ele, ele. ? Nesla ex-
plicarlo nao me mello cu : os charadstas da provin-
cia que decifrem: o conceito da charada sao as ac- *
correncias da capital. Quando apparecer a poca
eleitoral, eu explicarci os meus preconceilos : por
agora direi somenle uui habet auris audiendi,
audiat.Perde-me o meu amigo e collega da ca-
pital, se boli l no sen torran ; as chammas qoe de
la sahem, fazeiu crepitar o torrao de ca. Compele
a elle fazer a descripcao poltica, assim como fez a.
topograpbica doCcara-Meirim. Bom seria (islo ago-
ra be conselho meu) que os combalenles se compo-
zessem ; porque csi para esle mundo nao vale o
cor conlrictum ; o que se fez, esl feilo : o
mais he escrever .na rea,
A proposito, quero desobrigar o collega da res-
posla, que lhe ped, sobre o que na capital fazia o
professor de primeiras lellras d'aqui: Pott mul-
lan cero temporis chegar.it, el aulam abricit. A
aula conserva-se ponco f'rcquenlada ; muilos se vao
remediando com a cachacinha de casa.
Ha muita genle que a I trihue as minhas missivas
ao vigario desla freguezia ; nao ha razo para uto :
s o vigario estar as circunstancias de saber escre-
ver urna carta ? Sabendo-se, porm, qoe eu pro-
piinlia-inc a n3o tratar mais dos feitq da polica
daqui, vislo como era clamar no desert ; houve na
capital quem procurasse lisuar a minha resolurao,
dizendo que o inspector da Ihesooraria provincial
ameaejra o vigariu com lomar-lhe as conlts da
quanlia, que recebera para os coucertos da matriz,
se por ventora nao se calasse a respeilo da polica.
Apezar de que como ja disse) o correspondente sou
eu, e nao o vigario, elle senlio-se desla noticia que
oulru alcance nao linha, senio represenla-lo Inca-
paz, de dar aquella quanlia o conveniente destino
eapplicaro. Zeloso de sua repulacao, elle requereu
ao mesmo inspector a cerlidao das coalas, que, por
seu procurador, o Sr. major Jos Ignacio Fernan-
des Barros Bolachinha, presin em novembro de
1853. A cerlidao ainda se nao passou : porque us
einpr?gados|da Ihcsouraria eslavam no jury. Entre-
Tanto que por esla razao lem de ser demorada a sua
publicarlo, eu nao quero que ootrem seja respon-
savel por meus actos ; e por isso antecipo ekta ma-
nifestacao, para qoe justificado por ora o vigario,
seja avahado, como he de misler, o seo gratuito
detractor: eu o condemno prislu* e livramento, e
pague as ensts.
O que mais deseja ?. He o que lhe desejo. Saude ?
Dos Ih'a d. Dinhero 1 Dos lhe augmente o que
j lem, na ordem de cem por um (mais nao lhe pos-
so desejar, por ser esla a tabella dos juros divinos).
Tranquillidadc '.' A consciencia recta sempre'a
lem. Faja boa provisao de ludo islo, e chamar-
Ihe-hei feliz. O seu amigo K.
P. S. Receb em dons pequeos massos 09 ns. do
Diario ale o n. 52, fallando, porm, os ns. 44 1
49 inclusive.
quando era necessario. Barrabas nao 1 orninel lia 11ra
furto, nao devaslava um gallinheiro sem repartir a
presa com o senhor dos morros.
Hebaivo desse ponto de-vista sua captura nao ern
intil, e' quando Plooeven recebeu essas informac-es
da bocea de Acleun, resolveu tirar prove! deltas.
Aillos ile todo convinha deixar essa regan volcnica,
e foi a Barrabas que o capilao recorren para sabir
com menos diflieuldade do que entrara :
Vas guiar-nos, caminha directamente ao riacho
de Coyaves.
O negro enrarou Ploueven com esse olhar falso e
sorraleiro que distingue as raras voladas a obedien-
cia e coudas pelo rigor, e respondeu em lnguagem
americana', porm com um metal de voz que nada
mais linha de humano :
Sim, senhor,
E se us engaares, eis o.que te aguarda, ao
crescentou Ploueven muslrando-lhe a bocea da pis-
tola.
O negro nao peslanejou : em sna vida selvagem to-
dos os perigos lhe eram familiares.
Vamos, disse elle, o senhor vera.
A Irdpa seguio-o, e em menos de meia hora elle
rcronduzio os caladores a margem do riacho que li-
nham deixado de manhaa. Quando ahi chegaram,
u sol comerava a occullar-se atraz dos morros, a
sombra estenda-se sobre a paisagem situada a leste.
Que convinha fazer ? Continuar a expedico era ex-
pr-sc a mallcgra-la e augmenlar-lhe as difliculd.i-
dcs ; pois para guiar-se por esses caminhns horriveis
nada equivala luz do da. Ploueven jlecidio-se a
pernoilar sobre a margem do riacho", a qual*cra dei-
cobeltn em certa distancia, e poda fcilmente ser
vigiada. A respeilo de lelo um corsario nao he dif-
licil de contentar : havia relva para colchan e estrel-
las para alampadas. Que mais podiam desejar '.'
Com ludo ante- de adormecer, reslava ao capitilo
11111 ponto para esclarecer e ama diflieuldade para re-
solver. Acleon linha alado os ps du captivo, leu-
do-lhe posto lambem algemas as raaos ; nenhum de
seus movimenlas era livre, e para maior seguran-
ca um homem da tropa vigiava-o constantemente.
Ploueven nrdennu qne o sollassem e levassem i sea
presenca. O sol ia desapparecendo ; mas ainda res-
laya bstanle claridade para examinar a phvsiono-
mia do prisionciro.
Conhcces a Volcauo 1 pergunlou-Ihe o ca-
pilao.
Sim, senhor, respondeu esle.
Podes conduzir-nos onde elle esla '.'
O negro nao respondeu.
Cineoenla chicoladas, se recusares
Ploueven.
O mesmo silencio.
Cem chicoladas, e j,
Morreras elebaito do aconte, miscravel
teon 1
Esle acudi.
Acoula esse bruto al que morra,
Acleon armou-ie do azorrague, c dispoz-se a eie-
diste
Ao
Villa-Flor 15 de marco.
Mea amigo. Recebi sua caria, de cuja dala me
nao record, que depois dos cumprimentos do eslyl-
cutar a ordem que recebera. Entretanto Ploueveu
nao perda de visla o captivo, e proebrava certificar-
le da impressao que essas amearas produziam-lhc so-
bre o espirito ; porm o negro conlinuava a mostrar
a mesma insensibilidade : nada nelle era fingido. O
capilao vendo qne o temor do aroute nao obrava so-
bre esse homem, disse a Acleon :
Torna a Irazcr-me o escravo.
O negro foi levado, e Ploueven continen :
Entao nao queres guiar-nos ao rento de Vul-
cano ?
Nao, senhor, responden o captivo animado por
essa especie de tregua.
Ploueven nao mostrou-se oflendido por essa resi-
tencia ; pelo contrario tomou um accenlo mais ben-
volo, e disse-lhe :
Ouve-me, Barrabas ; deves eslar aborrecido
dessa vida de monlanhas ; se eu le desse bastante di-
nhero para te resgalares 1
A eslas palavras houve como nma transformaran
na physionomia do escravo ; os olhos aoimaram-se-
Ihe, os beicos eslremeceram-lhe e seu corpo experi-
mntela urna especie de sobresalto.
Toquei a corda sensivel, disse Ploueven coin-
sigo, resla smenle vibra-la.
Mellon as mos nos bolsos, e tirando algumas rooe-
das de ouro, conlinuou :
Se eu te dsse algumas deslu moedas para com-
prares uma casinh e um terreno 1
Ah senhor, senhor disse o negro como que-
rendo afaslar um peusamenlo nnio.
Dez dobroes para li, se uos'conduzlres ao cou-
to de Vulcano e o sorpreodermos !
O tentador estendeu as moedas aos olhos. do escra-
vo, o qual pareca dominadq por ama especie de fas-
cinarlo, e acrescenloo :
Queres 1 silo las.
Minhas 1 disse o negro, inleiramenle minhas ".'
E por um movimenlo involuntario laurou-se so-
bre o punhado de ouro. II capitn nao o'ppoz-se a
isso : consenta em pagar anlecipadamente a cabera
do inimigo. Barrabas na caba na pelle de cop-
enle.
Prometa cntregar-m Vulcano 1 disse
Ploueven. *
Quando quizer ; Vmc. agora he meu senlior, t
ic-la 111c obedecer-lhe.
O negocio eslava justo : Barrabas resistir a amea-
ca, mas nao resisti seduccao. Na manhaa seguin-
le Ploueven interrogou-o de novo, lendo os olhos fi-
los em seu temblante i
En3o ainda esls decidido ?
Marchemos, respondeu o negro resolutamente.
Podemos confiar nelle, disse comsigo o chefe
de corsarios ; o ouro produzio seu efleilo.
A tropa tomou logo a direccao da monlanha e
pelas veredas menos escarpadas, sendo guiada por
Rarrabas.
(Confirmar-se-ria.)
.I.ITILADO


IJiHHN
DIARIO DE" PERNAMBUCO. StXTA FEIRA 23 Di MARCO DE 1855.
lo, p exigir de mim urna missao lito ardua, i que me pres-
to com abundancia de corajo, rensura-me de pre-
guiroso, ele falla ric estmalo, he verdade, meu
amigo, vosse pansa que seu mundo de la lie o mes-
mo que n mcu de c, engana-se, as cousas por aqui
eslo mais aperladas, que a bocea de umgumil ; por
qu o delegado Villar he sera lirar bem por o bam-
baovo da Ierra, senAo o bravo de Veneza, que appai
rece eom os mus 10 soldados de linha) cm (odas a>
parlls, onde na"o aba mam por ello, ncm 15o pouro
desejam. Ora, sendo assim, deve o mcu l>om ami-
go aquilatar osmeus sustos e vexamts, porque apc-
zar do alqueife de annos queme pesam no cogote,
e dos meus padecimentos phisicos, temo muito quo
elle me considere com as habilitares precisas de ser
rccrulado, e entilo, ai de nimba chara metade, que
lica em dores : estas razes pois tem grandemente
concorrido, para que nao me melta em camisas de
ouze varas, dando-lhe noticias desle municipio, po-
rem, cuino vosse me estimula,proraelto-lhe cumprir
'eom seus desejos, visto que os sens sao pouco mais
ou menos, e com muila pouca difl'erenra, os meus.
lima vez que comprometli-me de noticiar-lhedes-,
te municipio, he ferroso que vosse |saibado eslado
delle, relativamente i agricultura,qu he ininba pro-
lissao, como nao ignora. Esla vai presentando um
aspecto lisongeiro e satisfactorio, porque felizmente
a emulando lem apparecido entre os proprielarios,
nao so para incremento daa safras, como aformoiea-
inento de auas propriedades, de maneir.i que em bre-
ve nao terei inveja do seu lindo l'ernambuco ; os
bracos livres v5o prometiendo urna garanta, porque
espontneamente ja se offerecem ao Irabalho, lano
que por aqui eiislcra engenhos, que safrejam mais
de dous mil udcs semoecupar um s braco escravo;
mas meu bom amigo, ephemeroa serao estes gozos,
so a policia nao lomar juizo, e nao atemorizar a po-
pulacho laboriosa com repelidos passeios por aqui,
cercada de soldados, como um outro I'ygraaliao.
O delegado Villar, proprielario nicamente de
sua delegacia pouco importa-lhc que os propriela-
rios soffram males iucalculavcis, ao passo que, lucra
rendosamcule com seus passeios continuados.
J que Ihe fallo em policia, quero contar-lhe mi-
nuciosamente um facto, que depoc altamente contra
o bamba-ovo Villar.facto este que o collega do Goia-
ninha levemente communicou-llie. mas esmilliou
pouco, porque o.....alli>ao eslava para infor-
. ma-lu mellior: vou coular-ihc o faci como o fado
pede, porq'ue Occuli mei eiderunt.
Em o da (i de Janeiro do anno vigente em o eu-
genho Tnmatanduba, propriedade dos Srs. Cndaos,
(ora Ihealro de scenas taes, que faziam trepidar a al-
ma mais indiflerenle. Eis ,o caso : o inspector de
quarteirao do lugar denominado Coitezeira, deste
municipio,revestido de auloridade dcf,policiareunira
em frente da capella do referido engenho nao me-
nos de cem individuos, muoiciudos com armas de to-
da especie, para impedir ao coadjutor da freguezia,
queeptao linda de celebrar a roissa do dia, de expli-
cara lei do registro das Ierras, como lhe]competia le-
galmente, allegando o famigerhd.0 inspector que os
proprielarios queriam escravisar todos os seus forei-
ros, e que portanto, era de palpitante necessidade,
que'a todo cuslo,reivindicasscm|sualiberdadc,assass-
nando ludo que cheirassea seuhor de engenho; com
efleilo, meu amigo, vi-me em belas, esperando de
momento a momento um bombo sobre o olho, e fui
tratando de salvar o numero um, porque cstou mui-
to contente com esta vida daqui, e alem disso nao
sou loto para morrer, e, emquanlo fugia, fiz do ins-
pector com wsseus adeptos meus lacaios. O que fez
o delegado Villar com o seu sub apezar das termi-
nantes ordens do cliefe de policia ? Cruzaram os
bracos, e do costme nada, resultando de sua inajao
convencer-se o povo, de que o seu procedimeulo foi
legal, e dentro da rbita de suas altribuijcs, pug-
liando pela liberdade, que os proprielarios lhes que-
rem a todo cusi usurpar. Mas-em parle o delega-
do lem razao, porque aquclle inspector lem uns
beinzinhos da fortuna, com que pode locupletar a
bolsa, que vive sempre ethica.. Ab! meu amigo he
bem certo, que em Ierra de calimba barata nao lem
razao, c lie por isso que vivemos sem seguranja in-
dividual, muilo meos de propriedade, porque s
assim o corno de ouro da delegacia ser pe-
renne.
Basta de policia, porque se Iralar exclusivamente
deila sera um nunca acabar. Vamos a illuslrissi-
nia represcnlacao municipal: esla seuhora he a pe-
teca do muuicfpio, nunca trabalha, e porque '.' por-
que papel, puniia, tinta'etc. he para ella conlraban-
do, e assim,meu amigo, he um corpo aem cabera.
O amigo Carnea contou-me que espera-se com ao-
ciedade, quando um dos illuslrissmos lem alguma
prelenjao,porque caldo leva utn caderninho dadiapel,
preso na fita do chapeo, e um (rasquinho de lila no
bolso, e faz reunir com seu presligio a illustrissima
quando eno trala-so eaa setaao magna do presente,
passadi), e futuro, cm fim tsgolam ludo, al a jarra
d'agua de meu vigario. O presidente empresa seus
valiosos esforjos para reuni-la, porem he lu lo
baldo.
Osecrclario, credor da illustrissima ha muilos an-
uos em nao pequea quanlia, vive vonladoso de re-
ceber seus bagarulcs pira comprar um panninho de
venias e de barba, mas como comprara t Respon-
da o Carnea.
Ja que llie fallei de meu cura, devo dizcr-lhe
quclque cbosc de sua esposa... culenda-me bem, a
matriz.* Esta poda ir passando com sua.parla e duas
jaueUas de freiilc.seu puloitocomaspecU>|de;c*iiao de
saba, man o que fez o bello de meu cura'.' reduzio-
a a cinzas cadavricas quanto he duro um divorcio)
seus ornamentos sao ds mesmosque em 1839, quan-
do por aqui passou o Exm. diocesano, e parochiava
o Rvm. Manoel Andrc, aquella quiz enlrega-los as
rhammas; ora, faja vosse idea,meu amigo, do esla.
do de podridilo dos taes ornamentos de minha infe-
liz nutriz '.' !,.. Nao sei como n'uma poca, que
chamara de progresso e de civilisajao, consente-sc
quejo templodn Scnhor teja azilo de ovclhas.e repou-
so, com devido respeilo do porcos. Disse-me ha
pouco o meu amigo Carnea, que nada Ihe escapa,
que o Rvifora chamado a conlas pelo Ihesonreiro
provincial, e seacba inteiramenledesapuntado, ape-
zar de seus iocomtbodos, sem saber desalar o n-
gordio, mas o'Cainca demasiado activo deu-lhe o sc-
guinte cooielho: que cm lugar de dar conta de
obras feitas, d de 'obras demolidas: com efleilo o
consclho he prudente, mxime em apuros seme-
IhanUa.
. O Carnea que nao roe larga a saia de mcu limao.c
conhece a palmo a lilhorgia do municipio, contou-
rne um faci, de que muito me lenho rido, e o mi-
so nao rir menos : existe nesta boa Ierra um joven,
pequeo em corpo, c n'alma pequenioo, bem fcilo
de pos c curpo, cabelleira espessa e com longes de
louro, nariz aquilino, amante das musas, e.....lam-
bem nao he pobre.... possue urna flauta com suas
solfas ; este joven, pois, lem prelendidojcasar-se as
[irimeiras casas da Ierra ; e assim sem mais nem me-
nos entendeu, que devia casar-sc l... la... para as
bandas de tioianniulia, nutrindo esl esperanca, que
era a alma de seu espirito, c o alimento de seu co-
rajao conseguio por empreslimo 31108 rs. para enfei-
tar-sc, os quaes foram tomados sub oonditionc de se-
ren pagos, depois que se effecluasse o preconisado
casamento, mas deu o tangolomango no negocio, o
eis por trra as illusocs do meu Adonis eofurquilha-
do, pelo que viveu em delirios muilo lempo : per-
gunta-me agora o Carnea,sej avista do exposto esta-
ra o meu Adonis obrigado ao pagamento.' sem du-
vida.respondilbe cu; nao, seuhoc,|retorquo-me elle
ao pe da lellra, veja que o conlralo fqi condicional,
o nao sendo verificado o casamento esl a parle con-
tratante no jui, gozo, e dominio da roupa que fez :
quando casar pagar!... EulSo, raeujamigo, serve-
nte o goto por dez reis.
Achci de srande pezo o pensar do Carnea, e des-
deja o considere como Vanguerve do municipio.
De oulra occasiao lite narrarei bellos (aclus desse
juveu, quando juiz municipal supplenle.
As chuvas lem escaceado muilo, o que nao acou-
tece no centro da proviucia.
Madama familia esl muilo esquiva, e, vende-sc
a todos muilo cara, assim como lodos os outro vive-
res alimenticios.
Saule, amor c patacos lhe.deseja amigo veUiol
Belladona.
PARA I IBA.
16 de marco.
Meu eJiaro. sem pensar no que tela, tenho-me
adiantado cm zorabarias com a guena anglo-franro-
russo turca; e (em feilo jus a que me chamem, phi-
lo-russo, conato, ou o que mais nprouvcr a qnem
mas tunda-i, hoje, que domina a liberdade; princi-
palmente manifestada no odio ao nico despula das
Rusaiai, e somente limitada a pensar de forma a nao
desagradar a quem entende, quo pode exclusivamen-
te faze-lo.
Eilou em verdadefluma critica posicao I.En son
muito tolerante, mas temo, porque uo son cuer-
reiro, nao encontrar igual tolerancia comigo. Ado-
(o as eovidades da Crimea eom atauma chalara me-
nos lisongeira aos alliados, oulros facam o mesmo
coin os eossacos mas nao nos incommodemos reci-
procamente por qaestoes que nos nao interessam de
pcrlo. Todos lamentamos a guerra e seus horro-
res, e carregue com a responsabilidade qnem for
causa. Fazcruma lula de lingoa a par de urna gi-
gantesca, do ferro e fogo, lie caricaturar a guerra do
Orienie.
.Meus receios nasceraro de ver o seu Diario torna-
do um Sebastopol em miniatura, onde Russos e Al-
ijado* jogam balazios de grosso calibre, e eu sem
pensar, nos baluartes do forte Constantino, arriscado
a levar utu balazio sem saber quem o mandou, e nem
dondo veio, ou a voar com a cxplosao da machina
ptenle, que tem de arrancar do abwno do mar as
trancas, que o pai Nicolao poz nas portas de sua ca-
sa ? Bem. Segumdo as leis da guerra, levanto ban-
deira branca, loco chamada, e. enlrego-me a dis-
criro. Nao quero qufc me dcixcm sahir com honras
algumas. Saio descairo, com bandeira a raslo, sem
armas.
Nao quero brisas, rixas, contendas, allercac/ies,
disputas com quem quer que seja, e muilo menos
por Nicolao, e seus Russos. ans quaes anda uao vi,'
e nem pretendo ver. Acredita, que, (endo tantos
caju's, anda nao vi um Russo de dous pes Pois he
(al qual lito digo. Nem anda piulado.
Dado este cavaco, para que me nao facam alguma
poliuria, anda com bstanles clicas, continuo no
artigo uolicias.
Benlinho anda aferindo pela cruz do Espirito San-
to, e por isso nada me tem dito uestes- ltimos dias.
Na ultima vez que nos encontramos, eslava muito
conspirado com o ministro da guerra inglez. I.amen-
lava nao ser par, para tomar-llie rigorosas contas;
mas, ao mesmo lempo sustcnlava, que o negocio pe-
la Crimea nao tinha lao m plivsiouomia, como di-
ziam os espinos russos. Duvidava mesmo da ati-
Ihenticidade de nm artigo do Time/, cm que o es-
tado do exercilo inglez nao he muito favorecido.'
O Meirelc, depois que soube, que ser Hutfo he
ser costaco, e que ser cossaro he o mesmo, que chu-
par com o knoiit, ou ir as minas da Siberia Triste;
e que ir us taes minas, ou chupar do tal azorrague
he o mesmo que ir em corpo c alma para o inferno,
lem eslado meio abalado. Elle, honra lhc seja fei-
lo, nanea foi corcunda, e se tinha disposcoes rus-
sai, era, in primo loco, pela s> mpalhia da cor, e,
in secundo, porque tinha sua ozerisa passageira aos
senderes Inglezes. He leal dcsculpar os amigos.
Os Inglezes daqui desejam que o forte Constanti-
no n3o seja tomado, emquanlo a Inclatcrra nao
mandar novas forjas, embora assalariadas, que sao
sem duvida, mtiilo proprias para honrar urna nacao
com fados heroicos ; os Francezes fazem votos para
que o forte seja tomado emquanto lies Irazem as
cosas os fardos ingle/.es. Tal he o mundo! Egos-
mo, e so egoisnfO !!
As chuvas recomecaram honlem, temperadas. O
rio l'arahiba anda nao deixou de correr.
A salubridade publica continua sem allcrarao, e
s inoYre por emquanto, urna ou outra pessoa por
descuido.
De tranquillidade eseguranra vamos bem. O ho-
tel Chagas rcgorgilou cncocnla freguezes para as
prisies do Cabedetlo. J seguiram 25, e brevemen-
(C, diz Galdino, seguem os oulros. Os thuggt pare-
cem estar desanimados. Fazem volos Belzebut
para lerem um presidente financeiro, pois os juristas
ou criminalistas, nao sao os mclhores, dizem elles.
Anda muilo ardente a importante questao da no-
mearao do gerente do banco. Ha pessoas de tem-
peramento triste e carregado, que sustenlam que
essaiqueslao quebrar as pernas ao banco. Meireles
sustenta, ao contrario, que os esforcos de certas in-
dividualidades concorrerao para consolida-las mais,
e mais. A direcjaoj fez seguir sua representajao
ao goveruo imperial, pedindo a approvacao dos es-
tatutos.
Quero, antes que me esqueja, agradecer ao Sr.
Dr. chefe "de policia Freilas. a allencilo, se he tjne
ro .itlenjao a mim, que leve em dar ordem ao in-
ctnsavcl major Morcira para dissolver as assemblcas
dos prelinhos c pretinhas, que se reunem em diver-
sos pontos desla cidade, como Ihe rogue em duas
missivas. J encarreguei ao (ialdino de apresenlar-
Ibe meus respeilosos cumprimentos. Nao fui pes-
soalmenle, porque leuliosummoinlcresseem nao ser
ronde-ido. Uesrjo-lhe, de lodo o corajao, que pos-
sa trancaliar lodos os thuggs presentes e futuros, e
nao digo passados, porque estes eslo fura da aijada
da polica terrestre.
Ja que S. S. por sua boudade, me anima, ozo
anda lembrar-lbe, se he que me nao anlecipou,
loo recommende muito ao mcu amigo Moreira as
linguinhas,que voz em grita atiram ra palavri-
nhas cscolhidas, as vezes do interior das casas, com
escndalo dos vizinhos enastantes. Os que tal ol.ram
eslo, se me nao engao, sob a immediata aijada da
polica.
Ncuhumvizinlio as chamar ao termo de oem-ticer,
porque nao quer assaiihar taes rascaveis, que teem
veneno asqueroso e mortal na bocea. Um embrete
da cadeia he o mclhor meio de couversao, que eu
conliero; e as les i ndagajOcs policiaes, auxiliadas
pela correcrao, teem panno para mangas. Nunca
serao ellas applicadas mais a proposito. Se S. S., he
Meireles quem o diz, nao consente espeluncas de jo-
go, onde o tildo familia v dcixar o mal-guardado
da casa palerifj,. o escravo os Irocos miados, resul-
tantes da differenja das compras, ou da conjugajSn
do verbo surripio nas casas dp scus*seiihores, man-
de, he muito porto, um de seus immedialos (ex
gr. o Sr. subdelegado Jos Marques, que nao he dos
mais condescendenles) pela ra das Mercs, ramo
do sul, diga-lite, que passando o Pacinho conle,
alm do beceo ou ra que vai para a Alaga, urnas
duas, Ires, qualro casas, procure onde mora, o
immigo das cabras (de qualro pes) passe um cerca
mole contrar.
Se S. S. aceitar a lcmbranja do Meireles' indica-
re! o'ulrai. Principiei por esla nicamente em
atleojo sua antiguidade.
A cmara illustrissima mudou-se. Acha-sc ac-
tualmente empoleirada sfibre o hotel Chagas.
Agora lalvez os illuslrissimos readquiram o ol"
phalo, e eutSo tereraos poslnras contra odores. Ha
males, que vem para bem.
Meireles diz, nao vai mais asscsses, porque um
ortico honrado nao se approxima cadeia.
Nao sei se os brancos rtame, descoherla de um
de nossos escrivaes, lambem leem ogerisa cadeia.
Meireles contou-me a seguintc ancdota, que, por
me parecer jocosa, nao quero monopolisa-la. L'm
commandantej, dessesque nao teem a bossa da in-
(elligencia muito protuberante, em urna revista de
mostra, sendo-Ihe pedido o cavallo pelo empregado
de fazenda, que passava a musir, poz-se de qualro
ps, c disse : Ecce homo !
O mesmo tendo de entregar o commando a oulro,
reuni a officialidade, e depois de um aranzel de
liuguasem e estvlo dubio, lanjoa m.io da bandeira,
le nunca foi defutnada com plvora, e disse eom
bello arreganho sem ser de denles):Eu Ihe en-
trego, camarada, intacta c pura esta bandeira, guar-
de-a, conserve-a, morra aburado con; ella, c enlrc-
gue-a a seu successor, como eu Ih'a entrego.Qnc
rindo eentliusiastico trecho de eloquencia marcial! !
Enlregou intacta urna bandeira uovae pura, quando
nada tinha iiavido que a podesse mauchar '.
Meireles, que assislio ao acto, capaz de arrancar
lagrimas a quem nunca chorou, com a commojao
esqueceu o restante do discurso. He pena!! 1
- 17
Eslava Imntem naquelle ponto quando um mas-
santo impnssibililou-mc de continuar, e por conse-
qoencia de remctler-lhe esla pelo correio publico.
Nao Uve remedio senao resignar-me, e aproveitar o
fajiorde um amigo para mandar-lha pelo crrelo
particular.
J que trato dessa importante repartijao publica,
quero dzer-lhe, que emcudou a mao, e j tornou a
mandar o sea Diario pelo correio terrestre. Crck)
porem, que para nao andar ludo a meu contento,
deixou as carias para vircm pelos vapores, ou por
quem Dos quizer, porquanlo tenho lido alzuma de-
mora na recepjao dcllas. Vejamos o como continua
o negocio, para eniaoquexar-nos altamente.
Se liver occasiao de portador para o seu corres
apaisonado do queijo loodruo, e adiado das sardi-
nhas de Nanles, d-lhe Umbranjas rninlms, e qne
diga ende be esse I.... que roe marcou para rati-
dez-vous no correnlc anno, cm lempo e?fl qoe nao
ser mais o que foi. Eu lenho eslima c amzade a
esse correspondente, mas emquanlo nao mudar de
csseticia, tenho serios sustos de enconlra-lo na l..
quando nao for o que he. Por cautela sera bom
que med a senda para conhcce-lo cnl.la.
Saudo e quanlo he bom Ihe desejo por annos in-
finilos em pacifica neutralidad* entre as potencias
belligcranlcs por causa de alguma bomba.
PEimilBlto.
liver desejos de cltamar-me alguma cousa ; entre-
tanto que esses nomes dao direilo a respeitabilissi- pndenle de Ipojuca, esse romntico das bellas off.,
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Discurso do Sr. diputado Francisco de Paula
Baptista proferido na sesaao' de 16 de marco
de 1855,
O Sr. Baptista : Sr. presidente, tomei a pala-
vra Impresionado pelo discurso que ha pouco pro-
ferio um nolire dcpiilado que agora esla ausente.
Senderes, cu acho alguma razao no que disse o
nodie deputado : nao lie possivcl que a iiidifiercuja
em que vivemos a respeilo de cerlos negocios con-
tinu para semprc, mas he preciso tambem ver e
indagar-quaessao as portas qne se nos abrem. Eu,
que tanto applaudo'o nobre deputado pelas boas nicas
que lem, sou foVjado a dizer que eslou divergenlc
delle em pontos muitos essenciaes.
O Sr. Brandao:Infelizmente sempre o es-
tamos.
OSr. Baptista: Nao sei se poderei abranger na
minha resposla todas as suas razes, iras...
O Sr. Brandao : E esl cm discusso o meu
projeclo ?
Um Sr. Deputado : Esl em discusso a emen-
do Sr. Augusto, que tem intima ligaj.lo com o pro-
jeclo do nobre depulado.
O Sr. Baptista : He um projeclo que tem liga-
r.o com o do nobre deputado. Nao se afadigtie pois,
e veja que o projeclo cm discusso traa de meiosde
beneficiar a agricultura.
O Sr, Brandan : Enlao he em resposla a mimf
OSr. Baptista : Nao heemiesposta a ninguem,
mas de o de-ejo que lejido i; a necessidade que sinlo
de em materias desla ordem dizer alguma cousa.
Trata-se de comprar instrumentos agrarios, e de
montar esses instromenlns...
O Sr. Brandao : Isso j cahio.
Um Sr. Deputado : He o arligo segundo.
V Sr. Baptista : Perdoe o Sr. deputado, est
em discusso o arligo segundo com a emenda do Sr.
Augusto. (O nobre deputado agora permita ama di-
gressau peq'uena) nao sei como, defendendo !ao boas
ideas, nao quer a discusso, mrmenle sendo aven-
tada por conlradilor lao fraco comoeu, se por ven-
tura eu aprescnlasse um projeclo da ordem do nobre
deputado, declaro francamente que a loda a hora e
momento estara promplo a disctili-lo...
O Sr. Brandao : Eu eslou.
O Sr. Baptista : Enlao para que me esl fazen-
do adverlencias ?
O Sr. Brandao: Mas para que se est dirigin-
do a mim, senao se traa do meu projeclo t
O Sr. Baptta : Eu declaro ao men amigo,
que as suas advertencias nao foram justas; pois tra-
ta-se de tima materia analosa ao de seu projeclo ha
pouco lido, e sustentado hbilmente.
Emquaesquer relajes em que se considere esla
materia, be preciso entender os diversos periodos
porque passam as cousas. O homem sent primeiro
a necessidade, dahi, proven) o desejo de satisfazc-
las, dab os esforjos para o conseguir ; mas em lu-
do isso a sciencia, as habililajes induslriaes lotuam
ama parte essencial: oconhecimcnlo dos meios, em-
fim he quem leva a vontade, e o esforjos humanos
a felzes resultados ; em materias de progresso; por-
lanlo, ignorar estes progressos he o maior mal que
pode haver.
Ora, que conhecmento.quc escolas,que f'.uio '.t
oos sobre a agricultura ? nenliuns.' Pur nm lado a
agricultura vai caminhando maisou menos deseraba-
rajadamente e deixandolucros que atccerlo ponto sa-
lisfazem ; e por conscguinlc como he natural, nao
ha em grande ponto o desoj das novidades, por ou-
lro falla no paz a sciencia propria capaz de fazer
sentir a necessidade de maiores vantagens, de dar
impulso vontade e de convencer a lodos com as
operajes pratcas, e dahi deve resultar, j n3o di-
go a imejao, mas o scepticismo. Assim, em quan-
lo muitos nao acreJitam nas sciencia, eu confio
ludo delta : muitos querem medidas rpidas, c que
j para o anno .nos tragam beneficios sem conta, eu
obedejo a lei do tirocinio indeclinavel cm muitas
cousas, e conlenlo-me com pjedidas seguras, embora
seus resultados liquem para mais longe. Aprenda-
mos o que nao sabemos, e lie de absoluta necessida-
de que saibamos : leudamos as sciencas naluracs em
grande cscalla, que essas sciencas nao (carao iner-
tes : ellas mesmas procurarao mostrar o seu poder :
dirigirn o espirit das parles interessadas a apos-
sar-se dos bens que ignorara : ellas mesmas crear o
novas posijes.
Dizemos geralmente, os agricultores em momen-
tos aperlados nao acham quem Ibes empreste dinhei-
ro. Aqui cumpre anda respeilar a ordem lgica
das ideas. Que admira, que os nossos agricultores
nao acliem quem Ibes empreste, se as nossas leis ac-
tuaos liram lodo valor s suas propriedades lerri-
loriaes"! O nobre deputado, meu respeilavel ami
go, he advogadoe sabe pcrfeilamente que o direilo
de esrussao, por exemplo, inspira receioi aos em-
pastadores de dinheiro, que olham muilo para a
facilidade e proraptdao dos meios de cobran ja, e fo-
gem de lodos os meios demorados.
Assim, em quanlo nao tivermos um rgimen h> -
polhec.irio apropriado aos diversos iulcresscs, j do
capitalista e j do agricultor, em quanlo a proprie-
dade territorial nao for mohilisada,ficaudoreprcsenta-
da em ltalos Irausmissiveis e com (odas as garantas
de prompto pag menlo, os agricultores hao de con-
tinuar a soffrer o que j sollrem, e os bancos rtiraes
nopodero progredir. Crcio que se nao deve con-
demnar as consequencias quando presislem os mos
principios ; oo antes eu nao sei como he possivel
fiindar-se um edificio sem alicerces. Faja-se o que
se fizer com as leis hypothecarias qoe temos, a pro-
priedade territorial nanea jamis conseguir fundar
crdito e chamar a concurrencia dos capilaes para os
emprestimos.
Vamos a emenda que esla em discusso:mandar
mojos a Europa para esludar em a pratica de agri-
cultura.
O Sr. A. deOliveira Homons pralicos, diz o
projeclo. *
O Sr. Baptista : Ora, a provincia de l'ernam-
buco manda dous ou Ires moros esludar essas malc-
ras ; esludam muilo lempo, e chcjjam, o que vao
fazer ? F.-lou bem convencido de que lies nao
acharao nenhutna posijo para si, porquanlo dous
oo Ires mojos redmenle serao insuflicienlcs para
inoculan- desejo de saber azer sentir a necessidade
de se esludar e se applicar a essas sciencas.
O Sr. A. de Oticeira : Veja a emenda : nao
sao moros, sito humens que ja tenham experiencia
O Sr. Baptista:Me peior a sua idea do que
pensei. Pcnsei que a idea era mclhor, mas com a
sua declarajao vejo que he peior. Mandar dous ou
Ires hnmcnsja vclhos em rolinas.
O Sr. A. de Olivcira d um aparte.
O Sr. Baptista : O que he pratica sem theo-
ria 1 Senos o que nao temos he a Iheoria ? Eu
eslou certo de qoe denlre os acluaes agricultores
ha poucos Ilustrados, desejosos do melhorarem em
proveilo seu c do paiz, a agricultura; mas estes dei-
xarao seus negocios, seus iulcresscs e ludo que lites
pedence, para andarem vigiando por paizos es-
Irangciros, c observando as dTercntes operarnos
praticas a respeilo da agricultura '.' E inda sus-
tento que a pratica que nao d a razao das cousas,
que obra sem urna consciencia Ilustrada, nada
adiauta.
A minha opinio alinal ;ou goslo muilo de conclu-
ir ) he que o que mais nos convem no presente e
do que nunca llovemos de nos ariependerno futuro,
he abrir camiuliu as luzes: nao he possivel qdf
vivamos n ignorancia de sciencas importantes,
que perlencem a vida principalmente das que sao agrcolas, : cuidemos
em crear escolas em que se cnsinem as sciencas
concernente* a agricultura ; no nos importemos
com a pouca ou uenhuma concurrencia que a prin-
cipio se ha de dar para o esludo deslas sciencas ;
nao nos1 Iludamos cora a idea de que os sacrificios
que fizermos nao ser.1o recompensados ; mas cami-
nhemos com p firme por ahi.
A grande objeejao por nao termos homens ha-
bilitad*, he ama objeeja m,e ate prodaz seria
impressao ; porquanlo se nos fallam enes conbeci-
mentos, e nao temos pessoas para ensina-los, nem
por isso llovemos viver condemnados a um alrazo
cierno, mas, mandemos buscar raeslres habis, e di-
fundamos os conhecimenlos necessarios; dessa sorte
nossas forjas se levantaran ; porquanlo a sciencia
(repito) caminha e prosegue por si mesma al clicgar
a applicajao : isso he urna verdade lambem na or-
dem poltica e religiosa, e a historia no-lo diz. Nao
he a poder da forja, ncm violando a ordem natural
das coasas que se consegue o bem. Quem mais pa-
ciencia tero para esperar, quem mais se identifica
com as oportunidades he quem rcclhor marcha.
O Sr. Brandao: Tinha bem vontade d Ihe
dar um aparte.
O Sr. Baptista:D e ate ca goslarei.
O Sr. Brandao:Mas, ha pouco enfesou-se.
O Sr. Baptista:Sim, porque o nobre deputado
nao leve razao. Eu eslou dsculindo com calma
sem grande esforjo, c o meu nobre amigo sabe qoe
eu o respeilo, e que anda quando divergente,nunca
deixarci de o respetar.
Eis, aenhor presidente, o que lenho a dizer, e se
alguma oulra ver. traannos dessa materia, lalvez
diga mais alguma cousa com permissao d.i cmara.
Discurso pronunciado pelo Sr. Sr. Francisco
Carlos Brandao*, na seasao' de 16 do cor-
rente.
O Sr. Brandao:Meus similores, nao deixa de
ser com algum acanhamenlo, que entro na discusso
desle projeclo, porque vejo que elle se acha assig-
nadn por dous membros respeitabilissimos desla ca-
sa, os meus honrados amigos, os Srs. Aguiar e Paes
llarrelo ; porm como muito respeilo a regra dosan-
lgos sabiosAmicus Scrates, amicus Plato, sed
magis rnica rerilas nao possn deixar de me op-
por c votar contra elle. A idea capital que domina
esse projeclo, he que fique extincta a villa da Boa-
\ i-la iiue foi creada rm Isls, e elevada a esta ca-
thegora a povoajilo da Passagem do Joazciro ; cum-
pre pois averiguar se ha vanlagem, e ntildade pu-
blica na medid) que se vos prope, a fim de que pos-
sais volar cun pleno conhccimcnto do bem que pre-
tendis fazer.
Nao sei que raz3o liveram os meus nobres collegas
para proporcm semeldante alterajao no que existe
feilo ha tantos annos, mas seja ella qual for,eslou in-
icuamente convencido de que om tal projeclo nao
olTerece conveniencia publica, c consequenlemente
nao esla no caso de seradoptado pela assembla pro-
vincial.
Meus senhores, supposlo que eu nao conheja
muilo o interior da nossa provinaia, todava viajei
pelo ccnlro das do Cear e l'arahiba, at os lugares
que limilam com olla ; algutis annos permanec por
esses lugares, condec ncllc* diversas pessoas icspci-
taveis, e hoje tambera conheco algumas milito dis-
ididas da comarca da Boa-Vista, e se sao exactas
como rreiO as informarnos que ellas, e nlguns mem-
bros desla casa me teem dado, he um verdadeiro des-
serv jo publico acabar com a villa da Boa-Vista, e
elevar a essa calhegoria a povoajao da Passagem do
Joazciro. Tem-se-me seriamente allirmado que a-
quella povoajao he um lugarejo miscravel sem pro-
porjes, nem capacidade alguma, c para me con-
vencer dslo nao era necessario mais do que saber
que esta assemblca, e o governo da provincia ha 2
annos suprimirn) a cadera de prmeiras lellrasque
all exislia, pela insignificancia do lagar, e falta de
alumnos que a fr'equentassem, estabelecendo-a na,
dojr,villa de Cabrob. [Apoiados.)
Ora, pois, se ha dous annos a Passagem do Joa-
zetro era um lugar lito miscravel, que nao mereca
1er urna cadera de primeiras ledras, como lie possi-
vel que hoje esteja no caso de ser elevado calhe-
goria de villa, extinguiudo-se para esle fim a da Boa-
Vista ? Na verdade desejara (e creo que |tcrei essa
fortuna,) ouvir o meu honrado collega o Sr. Aguiar,
para saber a razan de ntildade publica, o motivo d
nteresse verdadeiro e legilimo, que o levarara a for-
mular o projodn que actualmente w discute.
De mais, meus senhores, lambem estou plena-
mente informado, qne a Passagem do Joazeiro he tal,
que nem a menos tem urna capella, onde se possam
celebraros ofllcios divinos ; e pens que seria urna
indiscrijio desla assemblca fazer mudar a villa da
Boa-Vista onde existe um bom templo que serve de
matriz, para um lugar qfae nao possue ao menos
urna pequea igreja com a\le\ ida decencia..0
O Sr. Morral: E (W mais a mais he o fim do
lermo.
O Sr. Brandao :Eu agradejoesla observajao do
nobre deputado. Seria urna verdadeira calamidade
collocar a villa da Boa-Vista na Passagem do Joa-
zeiro, que lira na extrema quasi do termo e da pro-
vincia...
_ OSr. Pinto de Campos :Porfeitamente na ex-v
trema.
UmSr.Deputado: Esta vanlagem j foi enjer-
gada desde 1852.
OSr. Brandao:He|vcrdade, meus senhores, que
o presidente da provincia fallou sobre esla madauja
no seu rclatorio, mas lambem he certo que a nao
ndicou como medida indispensavel, e de ntildade
averiguada, c quando mesmo o fizesse, isto nao o-
brigaria esla assemblca a volar contra as suas con-
viejes, c em detrimento da populajo do lermo da
Boa-Vista.
Ten'io ouvido allegarcmjuslificajo da medida pro-
posta que a futura estrada de ferro desta provincia
ter de tocar na Passagem do Joazeiro, sendo esla
a razao capital qoe se reprsenla : mas eu respon-
der que quando liyermos estrada de Ierro,quando se
verificar esse melhoramento, quando naquelle lugar
existir urna aglomeraj3o de populaj.lo, quando bou"
verera edificios, inclusive urna capella, enlao se tra-
tar da pretendida mudanja, mas hoje nao, porque
seria irrisorio transferir urna villa de nm lugar que
possue perlo de cem casas habitadas, para outro que
lalvez nao tonda 20 moradores...
O Sr. Silvino :Tem 22 casas de palha, e urna
nica de tclha, he o que existe.
O Sr. Brandao :Ha de ser bonito transferir-sc
urna villa para onde s existem vinte e duas casas
de palha 1
De mais, meus senhores,be fura de duvida que em
taes transferencias sempre se prejudica e oliendo n-
leresses legtimos, que se acham eslabelecidos, o que
faz com que ellas s devam ser decretadas, quando
condijocs mais favoraveis se reunem em favor dos
lugares para onde sSo feilas; he islo exactamente o
que se nao d no presente caso, como tenho feilo
Acresccqae a Passagem do Joazciro se acha quera
do rio de S. Francisco, em frente villa do mesmo
npme, que pedence a provincia da Baha, e que me
dizem eslar florescente...
Um Sr. Deputado : E he essa a vanlagem da
povoajao. .
O Sr. Brandao '.Donde resulta nao me parecer
prudente collocar alli o centro da admiuistrajao mu-
nicipal, e mesmo judicial do lermo da Boa-Vista,
morinerte nao prometiendo aquello logar, como ero
verdade" nao promette, um futura esperanjoso.
Bem longe cstou de crer que os meus nohres col-
legas que assignaram o projeclo, tivessem em vista
oblra cousa mais do que a utilidade publica : acos-
(tiiuado a sempre considerar de boa f o actos
lheios, eu me acho intimamente convencido de que
elles s o apresentaram, porque se persuadiara que
era conveniente provincia ; mas devo dizer ao meu
nobre amigo oSr. Aguiar, que presntese acha.que
elle foi levado a isto sem duvida por irfformajoes me-
nos exudas de pessoas que interessam nessa deslo-
cajio...
O Sr. Aguiar :Posso dizer a mesma cousa a res-
peilo das que lem o nobre depulado.
O Sr. Brandao : Pode dizer, mas com meno
razao...
O Sr. Aguiar : Talvcz com lana razSo.
O Sr. Brandan :Sou lalvez o menos habilitado
para fallar sobre esla materia, porque uao couhero
verdaderamente as localidades, mas sem embargo
disto, nao posso deixar de dizer que me parece um
absurdo repugnante lirar a villa da Boa-Vista do lu-
gar ande se acha para ir colloca -la na extrema do
termo, o da provincia, principalmente sendo hoje
pcn-aiuenlo dominante entre os homens polticos de
maior esphera de qoe os centros admiiiislralivns de-
vera aproximar-te o mais possivcl dos ceiros dos
lerrilorius; pelo que voto contra o projeclo, e espe-
ro que a cmara em sua sabedoria o nao deiiar
passar.
Discurso pronunciado salo Sr. Mi Ira aa ses-
ao' 19 do co>rrente.
O Sr. feira: Sr. presidente, bem poda eu ce-
der da palavra sobre a discuse.lo do projeclo, e|o fa-
ria se eom effeilo sai tivesse em vistas tratar sobre a
olidade delle; rass nao, eu tenho de occopar-me
especialmente a respeilo do adiameulo, lano mais
quanlo devo dar urna explicajao do meu proced-
menlu era consequoncia de alguns apartes que tenho
sollado na discusso. Confesso que por ora a respei-
lo do projeclo nao ou Russo, nem alliado, islo he,
nem sou a favor do projeclo, nem coulra, porque
realmente nao eslou esclarecido. Vejo informajes
de om lado e inforinajes de oulro : aquellos que
sustenlam o projeclo, bascam-se nas informajes
que receberam para o defender, aquellos que o im-
pugnan) bascam-se nas informajes qne lem para o
combaler.
Aceitando pois as informajes que lemos, he ob-
vio que ellas se conlradizem, mas entrclanlo a casa
nao tem esclarecmenlos de oulra ordem, e que me-
llior a inslruam.
O proprio Sr. Dr. Braga, pcrgunlando-lhc eu se
era leslemunha ocular, disse-me que nao; sendo
que na casa s existe um testeiniinho ocular. Res-
peilo muito as informajes dadas pelo Sr. padre
Marjal, e de mesmo porque eu respeilo essas infor-
majes, he mesmo porque quero esclareeer-me c
volar com cimlieciroeiito 'de causa, que eu desejo
que o projecto spja diado, pois que ovlo que ni-
camente leudo formado he a favor do adiamenln, e
no eslado aclual da qucsiao s posso resolver-me
visla dos esclarecmenlos e informarnos, que espera-
mos com a resposla do prelado. Ouvi aqu dizer-se
que o prelado j respondeu, j deu como razao de
inconveniencia urna razao permanente, a distancia
do lugar, roas agora vendo esta resposla dada pelo
prelado em 185i, nolo que nao he oulra cousa mais
do que urna proinessa de cmillir o seu parecer de-
pois de obler informacesjl.. (Apoiados.) Logo o
prelado anda nao deu o seu parecer; e se o prela-
do anda nao deu o seu parecer, como de que o no-
bre depulado que acaba de senlar-se julga qne he
conveniente, que he mesmo curial que prescinda-
mos desse parecer e que votemos pelo projeclo ? Pois
nao quer o nobre deputado que nos volemos com
conhecimenlo de causa'! Os esclarecmenlos que pos-
samos ter, e as informajes do prelado serao de to
pouca monta, serao de lao pouco valor que nao pos-
sam mover o animo do qua'quer um de mis na deci-
s3o desla causa?
O Sr. Braga : Nao supponho contradijSo no
prelado.
O Sr. Meira: A materia he loda de conlradic-
jes; mas os nobres dcpulados que com lana facili-
dade tem explicado conlradicjes que hoje se dao
sobre o projeclo, por exemplo a de terse olcrecido
um projeclo idntico em 1851 e outro em 1852, tam-
bem podem e devem fcilmente convencer-se de que
nao baja a contradiejao que presumem da parte do
prelado, quando mesmo elle leuda de dar o seu pa-
recer em favor do projeclo que se discale ; tanto
mais quanto Hao me consta que S. Exc. Rvm. dei-
xasse de approvar a mudanja da sede smenle cm
consecuencia da distancia; a resposla qoe existe he
esta que ha pouco li, e aiuda quando (osse esta a ra-
zao para a sua opposijao, pode muilo bem ser que
nao (osse ella a nica e principal, e sim outras mui-
tas que convm conhecer. Alm disso, senhores, de
1851 a 1855 vao qualra annos. (Apoiados.)
O Sr. Braga d um aparte.
O Sr. Meira: He leslemunha ocular? .^ ""s-
O Sr. Braga : Rcfiro-me ao Sr. hispo.
O .Sr. Meira : Respeilo muilo as informajes
dos nobres depulados, mas de ludo isto resulta que
esloa em estado de duvida, em como oulros colle-
gas, e devo procurar sabir delta; mas como 1 Escla-
recendo-me pelos canaes ccm.!:or.t?s: c nuaes sao ?
canaes competentes ? o presidente da provincia e o
prelado, que entendo conveniente sejam ouvidos.
Ora,alem deslas considerajes os nobres depulados
que impugnan! o projeclo dcixaram escapar algumas
asscrjes que cada vez me convencern! mais da ne-
cessidade que elles mesmo lem de apiar o adiameu-
lo, disseram por exemplo que a Boa-Visla era insa-
lubre, que o missionario capuchlndo qqando andar
por essa villa pedir a mudanja da sede, ou a crea-
c,9 de urna parochia no Joazeiro, que o sflntMV
juiz de direilo pediam essa transferencia je que o
rommandante do destacamento fra alli estacionar.
E, senhores, he crvcl que o vigario e o juiz de di-
reilo se queiram tornar anachoretas, e metlerem-se
uas grutas do Joazeiro para azer orajc.'! (Ri-
ladas.)
O Sr. Lacerda E o commandanle do destaca-
mento lambem.
O Sr. Meira :Sera pqr isso qac pedem a mu-
danja da sede'.' (Bisadas.)
O Sr. Braga d um aparte.
O Sr. Meira :Todas essas razdes concorrem pa-
rame collocar na duvida, e fique o nobre deputado
certo de que sa eu tivesse juizo formado a respeilo
do projeclo, linha a precisa franqueza para o decla-
rar e votara a favor, porque o meu vol helvre;
porm niio, o meu vol esla formado a respeilo do
adiameulo. por quanto nunca fui a Boa-Vista, nun-
ca fui ao Joazeiro, e apenas me posso guiar por in-
formajes, mas a respeilo d'ullas me acho vacilante :
tem Iiavido urna discuisao longa e al calorosa, sem
que me lecha habilitado a volar conscicnciosamenle
sobre o projeclo em questao, c cs que me leva a
volar pelo adiamento e reconhecer a sua necessida-
de ; e alem disto pela conformidade que ha nesse
procedimeulo com o qac temos tido em materia se-
meldante, ouvindo o prelado. Se quando (raamos
de crear fregnezias entendemos de conveniencia, se
nao de dever de nossa parte ouvirmos o prelado ; e
islo quando mesmo (raamos de crea-las em lugares
que todos nos conhecemos, porque razao tratando de
mudar a sede da Boa-Vista qOa est lao longe de
mis, e que absolutamente nao couhecemos, haremos
de prescindir do seu parecer ? Deraais o prelado
com sua resposla como que nos quiz dizer que cs-
perassemos al que recebando elle as informajes
pudesse cmillir o seu juizo. Parecc-me por tanto
urna falla de allenjao e de respeilo para com elle
um procedimenlo contrario da parle dcsta assembla
porque quanto a mim esla resposla nao importa ou-
lra cousa que dizer:vou proceders informajes
necessarias para puderdar o meaparecer epeco a as-
semblca que se digne esperar um pouco al que, es-
lando informado possa,convenientemente emilli-lo
nao importa*oulra cousa; mas a assemblca sem im-
portarle com isto, entendo que deve volar iudepen-
denlemcnle dessa formalidade. Alem dslo, senho-
res, um tal procedimenlo he contrario aos estylos
adoptados na casa, c por esta razao voto pelo adia-
mento que me parece de primeira necessidade.
Accresce anda que eu nao sei, e nao posso er.xer-
gar cm que esse adiamento possa o'lTemler as inten-
sos daquelles que camhalem o projeclo; pelo con-
trario.ota opposijao que os adversarios do projeclo
fazem ao adiamento inspira-me pouca conlianja.
O Sr. Pinto de Campos : Aqui eslou eu que
cmbalo o projeclo e voto pelo adiamento.
O Sr. Meira :Porque se a eausa dos nobres de-
pulados he justa e sania, he de reconhecida vanla-
gem, se os nobres depulados csiao convencidos de
que o prelado nao pode deixar de sustentar o parecer
que j den, nao pode deixar de oppor-se a medida
consignada no projeclo, que rereia desse adiamento ?
Qoe recejo tem de ser envido o prelado t Nao ser
antes o seu triumpho mais completo 1 Nao ser mais
vanlajoso que o enfermo, use de todos os remedios,
que receba todos os'Sacramentos '.' Portanto, os no-
bres depulado* que impugnara o projecto, deviam
ser os primeiros interessadospelo adiamento para
dar urna prnva da sua sinceridade, da sua franqueza,
(anlo mais quanlo o adiamento lhes he inofensivo.
Eu nao duvidaria volar contra elle se acaso, como
aqui se havia allirmado, o diocesano tivesse dado o
seu parecer definitivo, se titease dito que approvava
ou nao essa me lida consagrada no projecto, man uao
tendo elle dado ainda o seu parecer, e sendo antes o
primeiro que pede a casa alguma dilajao para esse
fim, porque razao nao havemos de ouv-lo ? ,
O nobre depulado, o Sr. Dr. Braga, deu aiuda
urna razao pela qual eu voto pelo adiamento, e foi
nao ter sido ouvido o parodio da freguezia. Senho-
res, eu crcio que o nobre deputado asscvcrou que
nao (oi ouvido o vigario respectivo.
O .Sr. Braga:Fe ouvido o de .Oureury.
O Sr. Meira : Pois por mais essa raz3o pejojo
adiamento, por que eu nao sei como tratndose de
mudar a sede de urna freguezia, u prelado deixara
de ouvir por si ou por seu visitador o legilimo pa-
rociio-dclla, a nao se darem razes mu valiosas que
Justifiquen! essa prelcrijao.
O Sr. Braga: O parodio era suspeilo o eslava
processado.
O Sr. Meira:Se elle eslava processado, e natu-
ralmente fra do ejercicio de suas funejes, devera
haver quem o substluisse, bem como um vigario in-
terino, r.oadjuclor pro-parocho, que ucsie impedi-
mento poderiam emillir o seu parecer ; e quan-
do o prelado tem motivos para suspeitar do parodio
laboradores, provisor, vigario
muilos e varios recursos
geral, e visitadores, j negamos, e na estacada produzirmos neila occasiao
para obler todos os esclare- i e depois, ludo quanlo for preciso para conhecers
amentos necessanos, e de pessoas insuspeilas, e fide- quem com/miVyi.eJmovido de inlcresses lcitos ag-
dgnas; e lalvez que para ohle-los convenientemente | grede o Sr. inspector do arsenal de ;marinha e nao
se tenha elle demorado em mandar a esla assemblca
o seu parecer, ou mesmo espera que ella o 6ollicle.
Um Sr. Deputado : Enlao censura o prelado T
O Sr. Meira :Nao, senhor, nao eslou censutan.
do, bem que me nao fosse prohibido faze-lo em Icr-
mos, e no uso do meu direilo, sem que o nobre de-
pulado me podesse eslrandar.
Eslou, sim, observando que e na verdade para a
transferencia da sede daquclla freguezia, S. Exc.
Rvm. apenas ouvio o'vigariode Oureury, Jcumo aqui
se diz, sem a menor inlervenjfio, e audiencia do pro-
prio parodio da freguezia, cuja sede se pretende
transferir, e mesmo sem o parecer do visitador, pela
simples razao de suspeita contra o mesmo parodio,
que se presume interessado nessa mudancj, nao sei
se procederiajmu regular elcanonicamcnle ; mas en-
tretanto nao sou cu que ailnno que elle as-no pro-
cedes, e quero antes crer que o nobredepuladojque
acaba de asseverar-me isto mesmo, estar sem duvi-
da engaado por quem o informou.
OSr. Braga:O vigario da Oureury me o
disse.,
O Sr. Meira : Emfim, senhores, ludo concorre
a mostrar a necessidade de -sclareciraenlos, e infor-
majes acerca desse projecto, e por conseguinte a
descobriodVs* votaremos ao desprezo o que houver
posteriormente ainda de dizer contra o mesmo se-
nhor inspector, cuosideraodo-se assim calumniosas
as suas arguijes.
Srt.Rcdaclores.So licho l'ernambucano, de 20
docorrenle mez, n. 21, vem um* declararlo do seu
redactor no sentido de haver eu cam o Sr. Jos An-
tonio de Araujo, feilo lodo o empenho para nao pu-
blcar-se contra o Sr. inspector do arsenal da mari
nha, oque a mesma declarado faz constar.
He verdade que se deu tal fado, mas lambem he
verdade que o praliquei de minha exponlanea
vontade, pois como amigo do Sr. inspector e seu su-
bordinado, na qualidade de-ajudanle da capitana,
era de meu rigoroso dever procurar de promplo que
nao se escrevesse ofiendendo injustamente a loa hon-
ra, logo que chegaise isto ao mea conhecimenlo, e
(ve de convencer-rae da veracidade na occasiao de
fazer o referido empenho.
Quando cumprc-se um rigoroso dever em caso se-
melhante, eslando eu para eom o Sr. inspector nas
circumstanciasexposlas, he islo sem duvida muito
honroso para quem o pratica, e lamento nao ter
conveniencia do adiameulo que se requer, e a que 11uerido Sr- redaetor do licito, guardar o sigiHo do
presto decididamente o meu voto. meu en,pen"0' como desejava, por nio ser meu eos-
| turne fazer servijos ou favores, para depois publca-
los, 'perdnelo assim o mrito,e quasi desobrigando a
quem os recebe.
Com a publicajio deslas lindas muilo mais obri-
gado ficar o de Vinca, aliento e veneradar.
/cardo da Silva Netei.
------ lilla. -------
Senhores redactores. Oueiram publicar pelo
seu conceilnado jornal, sem a menor allerajio, o
mandado que lhes remello, passado por om dos es-
crivaes do cvel desla cidade, com o que muilo obri-
garao ao seu constante leitor Jos Dias da Silva.
REPAKTICAO DA POLICA.
Parte do dia 22 de marjo.
!llm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
diflercnles parlcipacoes hoje recebidas nesta repar-
tijao, consta terem sido presos :
Pela delegacia do primeiro dstriclo desle termo,
o pardo Jos Francisco Ramos, sem dedarajlo do
motivo.
Pela subdelegacia da fregtlczia do Recite, Jacin-
tho Jos Soares, por suspeilo..
Pela subdelegacia da freguezia do S. Jos, Jos Ma.naad de bmntamenlo do areslo feilo por
(ornes, por ebrio, Vicente Ferreira Anselmo, cl.uiz c"cllco d<-" Joaquiro da Silva Mourao contra Jos
de Franja, ambos por brig a. Silva-
E pela subdelegacia da freguezia da Varzca,
Bernardo Jos.Joaquim de Sanl'Anna, para averi-
guajes policiaes,
Dos guarde a V. Exc Secretaria da policia d
Pernambuco 22 de marjo de 1855.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de policia Lui:
Carlos de Paica Teixeira.

DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assemblca honlem approvou em primeira dis-
cnssad o projecto n. 3. deste anno, que autorisa o
presidente a jubilar o professor publico Salvador
Henriqoes de Albuqucrque, e adou a requerimenlo
do Sr. OlrVeira, o seguidle :
* Arl. nico. O artigo 26 do (iluto 7. das postu-
ras da cmara municipal desta cidade, nao lem ap-
plicajao s propriedades ruraes.
u Kevogaem-se as disposijes em contrario.
Entrando depois na discusso do n. 5, fica a mes-
ma adiada pela hora.
A ordem do dia do hoje, he a mesma da scss.ln an-
tecedente.
CORHLSLM^DEMCUSL
O Dr. Custodio Manoel da Silva Ourraarlrs.. juiz
de direilo da primeira vara civel desla cidade do
Recife por S. M. I. a C, etc.
Pelo presente hei por levantado e relaxado a
arresto feito por execucao nos beos de Jas Dias da
Silva, os quaes j se acham penhorados por execu-
jao do mesmo Mourao contra o dilo Jos Dias, visto
ler o referido Jos Das alcanjado no superior tri-
bunal da relajao senlenja que aonullou dito arreslo.
Campram.e esle se passou por bem de meu des-
pacho qne fica em poder do crivao que esle sabs-
creveu. Recile 17 de marco de 1855. Declaro cm
lempo que este levanlamenlo he sera prejaizo da re-
ferida penhora, era ut supra, en Manoel Jos da.
Molla, escrivao o sabscrevi.silva GuimarSes.
Eslava o sello numero nove. 160 rs. Pagou
160 rs. Recife 21 de marjo de 1855.Sena.Car-
valho.
E mais se nio confiaba em dito mandado e sello
que ea (abelliao abaixo assignado fielmente fiz co-
piar do original que me foi presente pelo reconhecer
verdadeiro, ao qoal me reporto, tornei a entregar a
quem m'o apresentou, conferido, concertado, subs-
cripto e assignado nesla cidaade do Recife aos 22 de
marjo de 1855. Subscrevi e assignei em lestemoiiho
de verdadeFrancisco de Salles daCosta Mon teiro.
O objeclo a que referio-se o delracdor do inspector
ilo arsenal de marioha, no Liberal Pernambucano
de 19 do correnlc raez, Irouxe-not a conviejao desa-
lennos quero elle seja, lano mais quanlo nao era
possivel que alinal nao se descobrisse, sendo esse
mesmo objeclo seu duende, eo motivo do despeilo
para com aquelle honrado funecioaario publico. Ten-
do bstanles tretas, falla-lhr todava cm casos lacs a
sagacidade; e, pois, dcscobrio-sc lalvez sem o pensar;
mas como servio-se anda lo inonymn, par -conti-
nuar acobertar-se, dcixamos em consequencia sem
resposla mui cabal as malignas insinaajes que no
seu aranzel faz, para por em duvida a honradez do
Sr. Elisiario.
Do anonymo smente se servem os que tendo ma-
zelas, e medo de scrcm publicadas, vale D-se delle
para ferirem repulajoes alheias a seu salvo.
He islo ara acto reprovado, o covardia inqualifi-
cavcl; o se nSo he desse de que fallamos,que receo
ha em descobrir-se ?
Fajan, para Ihe darmos a resposla a que ora nos
PLBLICACOES A PEDIDO.
A' IlljtV E Exm'. SENHORA D. H....
SONETO.
Enconlrei urna virgen) certa dia
Mais bella que o sol, ou linda estrella,
Vii geni de entre todas a mais bella,
Que em certo soire sobresahia.
Se um llirono fosse meu cu Ih'o dara
Por um corto momento s p'ra ve-la,
E para junto a mim cu sempre t-la
-Mil tlironos que eu tivesse deijara.
-"-w
Mas se um throno nao tenho para dar-te,
(V lindo anjo que has bailado Ierra,
Serei pois criminoso em adorar-le ?
So tenho um corajao, e n que elle encerra
Nao ousare jamis eo revelar-te
Com medo de me expor i cruel guerra.
S.
ESTABELECIMENTQS DE CARIDADE.
BALANCO dn receita e despe7a da obra do Hosnital Pedro II, veiilicado
receita e despe/a
de maio de 1819
da obra do Hospital Pedro
a 28 de fevereiro de 1855.
LEI.VFI
em taes pretenjes, tem elle por si, ou por seas col-

Recebidoda lliesouraria provincial, I
importe das quotas voladas pe-1
las leis de orcamentos desde 29
de maio de 1849 al 27 de de-
wmbrode 1854........... 80:000000
Do Ha rao de Beber ibe, importan-
cia do raijo da subscripeo pro-
movida na corte, em beneficio
das viuvas olillios dosque mor-
reram nesta cidade em defe/.a
da ordem, cujo saldo, segundo o
parecer da commisso, foi ap-
plicado para a conslrucro do
referido hospital........... 8:080jOO
De diversos, importancia da ren-
da da olaria dos Coelhos..... G26&05J
De Antonio Carneiro da Cunda,
importancia da csmola por elle
dada para a mencionada obra. 109000
Do fiscal das carnes verdes, im-
portancia de mullas correspon-
dentes a 1,346 rezes na forma
do respectivo conlralo....... 13:0569200
Do thesoureiro geral das loteras
desla provincia, Francisco An-
tonio de Oliveira, importancia
do beneficio da 1.* parte da 2.*
lotera concedida em favor. da
referida obra............. 4:0509000
De Saltlsliano de Aqiiino Ferreira,
importancia da paite que coube
ao referido hospital, na socieda-
de que gratuitamente Ihe deu o
mesmo Salusliano, em diversos
bilbeles de loteras......... 230000
De diversos, importancia de ma-
deiras inutilisadas, nerlencenles
a referida obra............ 309164
Com acamar vinda de Lisboa
para o prtico............
Despendido com a compra de ...
1:246,669 lijlos de alverja-
na gtossa, batida o de ladrilho.
106:0823419
Despendido com a compra de nm
terreno e urna olaria, que tem
de ser demolida por passar por
ella o hospital Pedro .....
Cora 25,322 telhas..........
Cora 345 ditas cortadas.......
Com SOI palmos de lemes. ...
Com 250 canoas cora 35,552 al-
queres de cal preta e branca..
Com 7,995 canoas de ara. ..,
Com madeiras..............
Com cordes e soleiras de pedra.
Com os jornaes dos obreiros c ser-
entes..............
Com despezas diversas. ......
3:2009800
2:516*180
19 948*817
755892
59*200
2509500
10:8439910
9:0259720
9:012>894
7579940
43:6909801
2:599*096


Saldo
102:6619750
3:4209669
106:0829il9
OBSERVACOES,
Nos 102:6619750 em que importou a despeza, esl incluida a quanlia de 1:2359080
que se despendeu com a factura de quartos para loncos no Hospital de candarle, segundo as
ordens da presidencia ; pelo que deduzindo-se esla daquella quanlia, fica a despera sendo
de 101:4269670.
Os lijlos, empregados na obra do Hospital Pedro II, aislaran) pelo lermo medio de 169000
milheiro ; a telha a 299850 ; a cal a 305 o akpieire e a ara 19128 a canoa.
Administradlo geral dos cstabelecimenlos de candado 15 de marco do 185o.
0 ESCRIVAO,
.la/uni Jone. Gomes do Correio.
EXI'OSICO 1)0 ESTADO EM OLE SE ACHA
A OBRA UO HOSPITAL PEDRO 11.
Primeira parte do centro com dous andares.
Acha-sc coberto de lelba e a frente guarnecida e
uncida com cal branca, tendo duas cornijas e dous
fleles prnmptos, nSo eslando prompta a ultima corni-
ja, perqu as chuvas do mez passado a deslrniram.
Tem a (rente do centro 218 palmos c de (undo i6,
inclusive as paredes c um resalto de 12 palmos : as
paredes sao de i palmos de grossura: os alicerces de
10 palmos de arca e 8 palmos de profundidad?, on-
de o terreno he mais haixo e no canto pelo lado do
sul tem 25 palmes de alicerce ; a primeira base
tem 9 palmos de largura, e no ultimo recorte lem
6 ; do andar terreo ao primeiro tem 26 palmos me-
nos iluas nollcgadas e do primeiro ao segundo pavi-
mento tem 25 ; do segundo ao terceiro lera 21, e
alera dos con'ra-frechaes 2 % palmos ; tem li le-
souras sobre outras lanas linbas.frechaes, comieira,
cnbros, ele. cubera de pcndurel, com chapas, pa-
rafusos e abrajadeiras ; presos de costado e palma-
res ; lem cada um dos andares 71 travs de 8 polle.
gadas de grossura e 3 cadeias para tscadas ; a pers-
pectiva tero 7 jancllas de 13 palmos de altura e 7
de largura, e o andar lerreo tem G janellas e 1 pr-
tico de marmore cornal palmos de altura e 10 de
D TIIEOORElBO,
Jos Pire* Ferreira.
largura ; pelo lado da snlerii lem 8 janellas e 5
portas cm cada um doa andares ; os aras dos cahi-
Ihos e peilorisacham-se postos e silo de madeira de
vinhatico ; lodo o interior do edilicio acha-se embu-
jado ; os canos que receben) asa bicas sao de le-
llioes aasenlados em cemento ; os canos da essoto
sao do cobre com 5 pollegadasde dimetro ; sobre a
frente cabr o telbado um parapcilo de 5 palmos de
alio com cornija e hieles.
Calera caberla cam dous anarts.
A galera coberta acha-se feila com a .mesma ei-
tenjao de 218 palmos de romprimentn c 18 de lar-
gura ; lem 8 janellas e poflas, peta lado interior e
13 arcadas na frente para o grande claustro e IC la
leraes, com a mesma largara das janellas e eom 18
palaios de alio, travejada rom 8 Iraves ( oelusiie
as latcracs | cada um dos andares; Undo lf> lesou-
ras e outras tantas lindas ; o (ciliado coberto eom le-
da, canos de chumbo c os do esgolo feitos de co-
bre com 5 pollegadas de dimetro, leudo 3 cornijas
c 3 fleles, e loda esla obra se aclia enibujada.
(Srande claustro.
Tem 178 palmos sobre 231, tem 1* arcadas e 1
porta nas (rentes e 16 arcadas e 1 porta-no laleraes,
os reos e portas sao de 18 palmos de altura e 7 da
largura ; as paredes-eslao na llura do f. indar :
Mil Til AMI


I


x
m
s

lem 1 pc.o feilo de lijlo coro 20 palmos de bocea
e 1 bomba de ferro.
-^ Co-inha t suas dependencia.
Acha-se feria ateo t'. andarwom 156 palmos de
frente e 42 de largura; tem 8 janella de 13 palmos
de altura e.7 de largura, e6 janelias e 2 porta pelo
lado dojardim, e 1 porla lateral. .
Jardim de recreio pelo lado do norte.
Ai lia-se cora os alicorees feflos ale a altura de 10
palmo*, sobre a ierra, tendo de baso 9 palmos e no
ultimo recorte (i; 110 palmos de comprimenlo e70
le largura.
Latrina do lado do norte.
Acha-se leila al-a altura do 1. andar, enm
porta e 2 janellas lateraes, e 3 portas e 2 janellas do
lado do jardim de retrcio com 70 palmos de fronte
c 28 de fundo.
Armazem de vveres.
Acha-se com 3>palmos de alicerce e 10 de altu-
ra, com as mesma's dimencoes de parcelo. Esta obra
nan pode continuar por este lado porque o terreno
nao he proprio.
Botica, pharmacia e suas dependencias.
Tem 158 palmos de frente e 42 de largura, ou fun-
do, acha-se em conslruccao, com 8 janellas de 13
palmos de alto e7 de largura e i janella lateral, em
cada ardar lem 6 janellas e 2 portas para o jardim
derecreio ; lem portas era o 1 .andar 77 travs, c
o mesmo numero de travs promplas para o 2." an-
dar ; estilo-se fechando os arcos do I." andar para o
9.; soas paredes e grossura sao das mesnias d-
mences.
Primeiro jardim de recreiodo lado do sal.
Tem 110 palmos de comprimenlo o 70 de largu.
rt, aeham-se suas paredes em roda al a altura.do
1. andar.
Latrina e gabinete do trrico.
Acha-se em altura do 1. andar, tem de frente (>0
palmse 28 de fundo, com 3 portas e 2 janellas pa-
ra o lado do jardim de recreio, e 1 porta e 2 janellas
lateraes.
Morada do chefe de pharmacia.
Tem 50 palmos de frente, 2i de fundo, com 2
portas e 2 janellas, acha-se em altura do 1." andar.
Latrina do chefe de pharmacia.
Tem 15 palmos de frente e 23 de fundo, acha-se
em altura do l. andar.
Armazem para differentes objectos. '
Tem 38 palmos de frente e 150 de fuudo, com
janella lateral e 6 janellas nos oiics, qoe Imlam
para o jardim de recreio ; acha-se feilo at a ullii-
rado 1. andar.
Segundo jardim de decreto.
Tem 110 palmos de comprimenlo e 70 de fundo ;
aeaa-se em altura do alicerce, fura do terreno 10 e
15 palmos.
Dormitorio para os .serventes.
- Tem 38 palmos de frente, 150 d fundo ; acha-se
em aliara des alicorees, qoe tem 10 palmos fra do
(reno.
Ttrceiro jardim de recreio.
Tem 110 palmos de frente e 70 de fundo ; acha
6e em altara dos alcertes, fra do terreno 10
palmos.
Canos de latrinas.
Tem 230 palmos feitos al o lerceiro jardim de re-
creio do lado do sul, o pelo lado do norle, acham-se
feilos 80 palmos al o armazem dos vveres ; cons-
Iraido de abo baila e lijlo d'alvenaria batida e em-
bobado.
ConlinuacSo da galera coberta.
Acha-se em allnra dos alicerces com 10 palmos
de alio e (i de recorte vollando lodo o grande daus-
Ito, qae lem 721 palmes com 18 de largura.
.Hierros e estacada.
Foi feilo om grande atierro defendido por urna
estacada, o qual em algumas parles linha 25 pal-
mo de profundidade com 750 palmos de exlenean
e 105 de largura.
Alicerce do muro da frente.
Tem 610 palmos de comprimenlo com 11 palmos
de altura, 4 no ultimo recorte.
-
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FIRA 2- DE MARCO DE 1855.
, Rampas.
Fizeram-so 2 rampas de lijlo e cal para subida
e descida da obra com 52 ) palmos de comprimen-
lo sobre 18 de largo, e 12 palmos de alicerce eru sua
maior altura em cada una.
Madeiras e observarles.
Temos travs para as duas enfermaras e suas cn-
berlas ; temos laboas para assoalhar os don anda-
res do cenlto e cohrir as caberas das Iraves ; temo*
cal para 800 alqueires ; nilo lemas lijlo senao o
que se vai recebendo ; temos Inda a ara precisa pa-
ra a obra em andamento ; temos c
Ihoi, tabeas de andaimes, etc. Foi feilo um telheiro
para os senadores serraren); toda a obra feita se"
acha aterrad com ara em altura do ladrilho ; as
Iraves qoe se acham ausentada* foram pintadas a
oleo de linhacae menlo e as caberas alcalroadas c
forradas com tabeas de louro. Temos um armazem
coberlo do tollias e amparado de laboas para guar-
dar malcraos; urna olaria, urna casa era a qual mo-
ra o viga ; alm da cubera do edificio temos te-
Ihas cm diOerenles pequeos quartos ; temos cento
o tantos a 200 palmos de pedra bruta e de ra qua-
lidade ; temos 1 guincho de~ ferro e apparelho para
subir cal para a 2. andar, porm nao se lem servi -
do delle porque demanda muilos bracos ; temos le-
Ihes para o lae da botica e soas dependencias ;
temos urna porreo de chumbo, que sobrou dos ca-
nos da galera coberta ; temos porcao de oleo de 1-
nhica para as pialaras das Iraves ; temos serras, ser-
roles, limas etc. perlences da serrara ; temos al-
guns praoches de varias qualidades de madeiras
para serrar ; temos 24 carrinhos do mlo e algumas
pas de ferro novas e nutras em hom o mi estado,
e alguma ferramenla de pedreiro ; temos vaos de
caisilhos em andamento, e outros peque nos bjectos
qae nao merecen) ser lembradot.
Adminslrarao da obra do Hospital Pedro II,
12 de marco de 1855.O administrador, Joao Pa-
checo de (Jueiroca.
CoufojmcO escrirao, Antonio Jos Gomes do
Correio.
wawii
O abano assignado, lendo entregado so \m:
Sr. conselbeiro Paulo Barbosa da Silva a administra-
ro da casa imperial, qae exerceu como mordomo
interino no esparo da 8 annos e 7 metes, declara
que nenhum dficit existe do lempo da sua adminis-
trado, e pelo contrario deiiou saldo a favor da casa
imperial.
Por motivos independenles da sua vonla.de, lem o
ahaixo assignado retardado esta declararan, que ora
faz para destruir os boatos de fabuloso empenhos
resollantes da sua adminslrarao, os quaes sao desli-
luidos de fundamento. Rio de Janeiro 7 de marro
de IB.Jos Maria l'elho da Silta.
{Jornal do Commercio de 9 de marco.)
do gocerna de Tevcr, a Ga;e la ele. Nao se acha nada neslas folhaaque se appro-
xime do que chamamos em Franca um jornal. Es-
tranhas nao so i poltica, mas tambera economa
social. lilteratura, as arles nao exercem nem po-
deriam exercer nenhumn influencia sobre as popu-
'ires. ijrja gazeta de guverno he um appendice s
paredes do palacio do governadur nicamente des-
tinado a recetor os annnncios e edilaes da autorida-
dc local.
A par deslcs orgftos ofciacs cxisle em algumas
provincias oalro ergio igualmente offleial, mais cs-
peeialmenle destinado i poblicdadc das medidas to-
madas pela polica, e dos relos dependentes dcsla
admmistrarao, como incendios, roubo, assassinatos,
cvasos, etc. Ha dcsla especie de jornaes cm S. Pe-
tersburgo, cm .Mosco. em Nijni-Noogorod, em O-
dessa e em algumas oulras cdades capilaes onde a
agglomcraco da popularlo exige, urna aerflo mais
enrgica da parte da polica. Estas folhas tem por
titulo : Gazeta da polica urbana de S. Petersbur-
go : Gazeta da polica urbana de Moscou:, etc.
Cada ministerio alcm dsso publica l) sua cusa am
jornal bi-mensal, que forma no flin do auno um vo-
lumc de 12 a 15 folhas de impressao. I-M i rcvisla
conten o rclalorio dos actos do ministerio sob cujos
auspicios he editada : lois, decrelo, promoeoes e re-
formas. A reparlirao dos negocios eslrangciros he a
tnica qae nao tem a sua revista. Fallaremos mais
abaixo do jornal especialmente ligado a este minis-
terio.
Antes de chegar ao que se chama na Rossia im-
prensa polilica, resta dtzer urna palavra das publica-
Ces industriaos e commerciaes ; estas. publicarnos
sao consagradas n especalidade que o sen Ululo in-
dica sufliccntemcnle, c alcm das quaes nao Ihes he
permillido aventurar-se. lio ana garanta que
govcrnoquz lomar contra essceapirto de universa-
lidadc que caracleYsa por toda a parte a imprensa
peridica, obra conectiva e encyclopedica. Assm.
acha-se em koursk os Aunis da arle de criar as
abelhas ; em Voronzo o Jornal das Coudelarias ;
em Kieu o Echo dos fabricantes de couro.
Em6m,rcslamdous jornaes em urna linha interme-
dia entro as folhas que acabamos de indicar e a im-
prensa poltica, sao o Incalido Ututo e o Compilla-
dor Martimo. Estes dous jornaes reproduzem as
vezes, lirando-osda imprensa cslrangeira, arligosde
polmica geral, mas sua especalidade domina esles
accidentes de rcdacrAo.
O Invalido Rusto auje-sc ao cxercilo de trra,
publica a> promoeoes, as pnrlepares dos coraman-
dantes ; hoje he i penna de seus redactores que es-
tao confiados os boletins encarregndos de provar que,
seos exercilos russossAo forreados a evacuar o lerri-
lorio turco, selevanlarain o cerco de Slislria e aban-
donararo a margem dircila do Danubio, nem por
solera deixado de ganhar as maisbrilhantes victo-
rias e de tomar s tropas de Omer-Rach todas as
baudeiras c toda a artilliara. O Compilador mar-
timo dirige-sc a armada. O alto feilo de Synope
forneccu-lhe algumas bellas paginas; mas depois des-
sa gloriosa sorpreza as esquadras de Cronstadt e de
Sebastopol tcra-lhe obstinadamente recusado raalo-
riaes histricos.
Entre osjornaes polticos, o Jornal dc>. Peters-
hurgo, impresso em francez, e caja crearlo remon-
ta a 30 anuos, est collocado em cnnilicos especia
lissimas.' EslafolhauAo s tira suas iuspiraroes da
secretaria dos negocios cslrangciro*, mas he anda
publicada propria cusa dcsla rcparljean. Toda a
sua reJaceo, artigos de fundo, traducean de jornaes
eslrangeiros, folhetins lttcrarios, ui i lados, noticias,
sahe da chancellara do conde de Nesselrodc. Seus
principar* collaboradores sao os Srs. Richler, ex-se-
crelario de embaixadn cm Drcsdc, boje rnnselheiro
no ministerio dos negocios eslrangeiros; llenry Slru-
ve, I.abiensky, MollzolT e outros altos funcciOnarios
dessa reparlirao. Sob o pseudonymo de Rolsilau, o
principe (alilzin, que escreve mu elegantemente o
francez, d no folhelim trabalhos polilico-lillerarj
e outros artigos especiaos mui bem acolhi
Pclcrsburgo. Os I
IMWlluioeTegi
3
respondencia de Londres he que conlm aualyses
dos actos do governo francez e inglez. Muilo natu-
ralmente o estado de guerra torna essas analyses
syitematieamente hostis.
A idea, hanida das columnas dos jornaes russos,
'em-se refagiado no'folhetim luterano desses jor-
naes, e ah se revela por malizes muilas vezes inS-
preciavei a nao ser em S. Petersburgo. O folhelim
serve d% arena nos dous grandes partidos que divi-
den! a lliis-ia ; n yelho e o joven Moscow, e
S. Petersburgo o Panslavismo o Historia natu-
ral. O velho partido russo ou Panslavismo he repre-
senlado pelo jornal quotidiano a Gazeta de Mot-
ease, e por urna revista bimensal intitulada o Mot-
covitm, Advoga a reuniAo de todos os povos de ra-
a slava sob o sceptro dos czars ; mas quer ao mes-
mo lempo restaurar, eslender c consolidar os privi-
legios da nobreza, de roaneira que se restrinja em
igual soturna o poder imperial.
A emanciparlo dos aldcaos da coroa e algumas
oulras medidas lomadas sob os dous ltimos reina-
dos a favor dos servos, sao consideradas por esto par-
tido como reformas dcsaslrosas para a nacionalda-
de russa. Ceg no sen odio, nao hesilou, em 1825
quando subi ao throoo o imperador Nicolao, em
misturar-sc com o elemento progressista que leutou
revolucionar Petersburgo. Suas ideas de domiuio
universal, de imperio slavo ngradam ao imperador,
que o dcixa de bom grado entregar-se a favor do
Panslavismo a urna activa propaganda luterana :
todava as theorias polticas desle partido inquietam
o czar, que sabe a historia da Russia e nao deseja
ver restabelecida a turbulenta olygnrchia dos boy-
ardos.
O joven partido ou i Escola Natural* he repre-
sentada pelo jornal quotidiano de S. Petersburgo e
por tres revistas : i Os Aunaos da Patria, sob a
direceao do Sr. Kraewsky e continuado por l'anacff:
A Biblioteca de leilura, fundada e publicada
pelo orientalista Joseph Scnkowsk>. A formaeao
deste partido remonta a 181 i e 1815. A invasao
russa. deixando a Franca, trouxe em seu seio a scla
do Parllia. A civilisac,ao. forrada a recuar um ns-
tame dianle desia onda de barbaros, vingou-se do
vencedor ferindo-o com o coutagio das ideas novas,
ARussia leve eotao suas saciedades secretas que
foram pouco a pouco decimadas e dispersas pela
Iraieao ou por tentativas imprudentes. Hoje a it Es-
cola Natural alimenta mysteriosameule o facho
dessas deas ; sob os trabalhos Iliterarios e scienliii-
cos a que se d.i, olhos pacientes e adestrados adev-
nham um trabalho poltico o social, lento, insensi-
vel, que se asscmelha a essas vastas slalacltes for-
madas no esparo de seculos por golas d'agua. Nao se
v precisamor.le nada la marcha deste trabalho ; a
massa parece inerte ; mas todos os dias algum grao
deareia, um alomo do materia vem juntarse no
grao da vesperu : a columua cresce ; vir um mo-
monlo cm que ha de elevar-sc al i abobada para
susle-la ou fazo-la eslalar.
A Escola Natural tem por adherentcs os ho-
mens mais Ilustrados da Russia. Cousa singular,
ella conta entro seus nrncipacs adeptos o principe
Jlenschikoff, esse memo cuja missAo a Ou-l-nii-
nopla foi o sgual do grande condiclo que levanlou
contra a Russia toda a Europa civlisada. A histo-
ria oflerece mais de um exemplo dcstas anlilheses.
O principe Woronzou" pertence lambem a essa esco-
la, cujo progrimma pode resumir-s desle modo :
Nada de engrandecimento territorial, separarjio
completa da Polonia, emanciparao absoluta dos
servos.
O antagonismo da velha c da joven Russia he pa-
ra a imprensa quotidiana, assim como para as revis"
las que indicamos cima, uih assumpto continuado
de polmica, se se ponera chamar assim alluscs va-,
gasn longinquas, t'ndencias indeliniveis, intenees
subtis de serem cglhid.-is as palavras, e que a cen-
sura se v obrigada a deixar passar como o vidro
deixa passar a luz. (Patrie.)
YARIEMDE.
A IMPRENSA RUSSA.
Os fabulosos bolelins das folhas de S. Petersburgo
e a aventura inaudita do joven corneta de Odessa que
fezfugir, com orna so pera, as esquadras combina-
das, como lodos sabem den em Franca uestes lti-
mos lempos alguma noloriedade imprensa russa
quasi ignorada at enlao entre nos.
A situaeao toda particular dessa imprensa, no
raeio do movimento poltico. Iliterario e scentifco
da Europa, nada lem que dera sorprender-nos
ella est de porfolio accordo com o complexo da ci-
vilisaro moscovita, que lem produzido grandes
imperadores, poetas, escriptores notaveis, que lem
construido equadras, fundado cidades, povoado de-
serlo, levantado palacio, cread bibliolhens, for-
mado academias, eque ledevia se pode chamar lan-
o civilisacao como dia as auroras borcaes. He a
propriedade das manireslacocs intellocluaes do novo
ru-so laucaren, un mundo moral urna luz sem brilho,
urna chamma sem alor. .
Os leilores franeczes conhecem pois, graras ques
to do Oriente o ./orno! de S. Petersburgo, a Abe-
tha do Sorle, o Incalido Rusto, a Gazeta de S.
Pclcrsburgo, a Gazeta de Mosctw, Mensageiro de
Odessa, se nAorior Icrem lido estas folhas, ao rueos
por extractos relativos aos fados da guerra: mas nao
possuem seaao mu vagas iiocoes sobre a imprensa
russa prophamenledita, sobre soas condires econ-
micas e polticas.
A imprensa russa pode dividir-so em gazclas do
governo, em gazeta de polica urbana, em jornaes
/los ministerios, emajorn.es polticos, em folhas in-
dnstriaes e commerciaes.
Cada goveino ou provincia lem um orgAo especial
destinado insercao dos actos administrativos e a re-
producaq, conforme a Gazda do Miado(orgia oflici-
al do imperio), das ieis, decretos e iikase imperae.
eganle sao tratados nessa folha por
um ex-lento na universidade do Petersburgo, hoje
aposentado, oSr. Sainl-Julien, que se occulla s ve-
zes sob o nomo deArmand Terrasson.
O Jtrnal de S. Petersburgo he o mais bem redi-
gido de lodos os cscriplos peridicos e polticos da
Russia. Uiz-se que o czar liga urna grande impor-
tancia a esta folha, especialmente destinada aos pai-
zcs eslrangciros, o cujos assis^aatcs no imperio sii
pcrlencciuyjUjypigiaji'r He por isso que uestes
empos se lem os seus redactores cuidadosa-
mente abslido de inserir os bolelins empolados dados
no Invalido. otAbelha. na Gazeta de S. Petersbur-
go e uo Mensageiro de Oietsa, impressos em russo.
Um ukase sentn da censura o Jornal de S. Pe-
lersburgo ; e de feito elle nao traz o visto que se l
no lira da ultima pagina las oulras folhas; mas he
publicado sob a rcsponsabllidade directa do conde
de Nesselrodc, que fica sujeilo a urna reprehensao
todas as vezes que deixa passar alguma phrnse, ou
alguma noticia que nao corresponda s necessidades
da siluaoflo.
A Abelha do Norte, folha polilica quotidiana,
passa na Allemanha por ser orgo da corte ; seus
redactores procuram acreditar esta rcpulneao, e o
orgao do partido russo em Bcrlim, a Nova Gtzla
Ptussia, da' sempre grande importancia a essa o-
llia. Mas realmente ella nao lem nenhum carcter
que a distiuga dos outros jornaes polticos. Sujeila
como elles censura previa, nao d porcerlo cousa
alguma que nao tenha a appi ovaran explcita c cm-
plela do governo; todava uao recebe nenhuma
conimunicaeAo particular.
Tres jornaes desta enthegoria tem anda algama
importancia : a Gazeta de S. Petersburgo, a Ga-
zeta de Moscow e o Mensageiro de Odessa. Todas
estas folhas nao tem de polilica senao corresponden-
cias de Pars, de Londres, de Berlim,' etc., e Ira-
ducees de jornaes eslrangciros. Quaulo aos gran-
des artigos de fundo, aos trabalhos sobre materias
de governo, de adminslrarao, de economa, como as
imprensas franceza, iugleza, alleraaa e italiana dao
frequentemenle a seus leilores, he escusado procu-
ra-Ios nos jornaes russos, aos quaes todo o juizo so-
bre os homeus e sobre as cousas, por mais circuns-
pecto, por mais imparcial que seja, he absolutamen-
te prohibido. Nao he o abuso da imprensa o que se
reprime na Russia; reprime-sc mesmo o uso mais
legitimo, mais moral desle graudc instrumento da
civilisacao moderna.
As folhas polilica estao assim rcduzidas a simples
reprodaceAo dos arlgos dos jornaes eslrangciros,
comanlo, j i se sabe, que esses artigos conveuham
ao governo. Mascoinprchende-sequeera certas cir-
cunstancias, hoje, por exemplo, que a imprensa
continental, com urnas Ires ou quatro excepees, he
unnime na severidade deseusjuizos sobre a Rus-
sia ; comprehende-se os embarazos do director de
urna folha de S. Petersburgo ou de Mosco.
Entretanto elle lem necessidade de encher soas
columnas c de dar alguma tradurrAo sob a rubrica
de cada limadas capilaes da Europa : Vienut, Ber-
liin, Paris, Londres, Stockolrao. A censura nao he
somenle instituida na Russia para podar o pensi-
menlo, mas, sendo necessario, para estimular o zelo
dus publicistas e diclar-lhes os bons peusamentos
que Ihes fallariam frequeulcmente se os abandonas-
sem suas nicas inspira;es.
Entao, para satisfazer a una imperiosa necessida-
de, vem a arle em auxilio da polilica. Por um es-
forro de patriotismo, o Iraductor desprende-so das
regras r.ommuns ; abandona o caminho vulgar c
eleva-se propria calhegoria de creador. Sob sua
pcuua engenhosa os artigos da imprensa cslrangei-
ra alougam-se ou encurlam-sc, lransformam-sc, re-
ceben) urna nova luz, loraam cores inesperadas, os
fados sao desfigurados, a sua avaliaeAo desnatura-
da ; se se compara por acaso o original rom com-
plnenle reproduceau, lica-sc sorprendido do senti-
do que d.1o a palavraIraducraoos jornalislas rus-
so. Traduzir para clles he synonimo de accora-
modar.
A Abelha do Norte, redi-ida icio conselheiro de
estado Nicolao Svanowilsh, Grelsch, o o cx-chefe de
balalhao Bulgarnn, pralica principalmente eslas rae-
tauorphose ; a Gazeta de S. Petenburgo nao
he iseula deltas ; mas usa destas liccnras com mais
pador, ou antes emprega nellas algama habldade.
Depois de traducido a parle interessante dos jor-
naes he a consagrada s correspondencias estrangei-
ras. A Gazeta de S. Petersburgo lem qoalro cor-
respondencias : Londres, New-Vork, Bcrlim e Pa-
ris. As cartas de Franca, de Prossia e dos Estados-
Unidos nAo contm senao urna revista das descober-
tas industriaes, das noticias commerciaes, dos fados
que inleressam o Ihealro e as arles, sem a menor
Rendimento do di
dem do dia 22.
274:1529681
8:2Wj>231
282:5013912
Descarregam hoje 23 de marro.
Barca ins\c/.&~Genccici-cmcrcadorias.
Baaca inglezaP.leonorc-carva.
Barca inglezaMirandabacalho.
Barca inglcza-^pirif of thc Timesidem.
Brgue brasilcift/(eci/'cmcrcadorias. ,,-__'
Patacho brasileiroliinutarllogneros do paiz.
tiaropeiraI.ivraraofumo o charutos.
Uiate brasileiroPenuspipas e barricas vasias.
CONSULADO UERAL.
Rendimento do dia 1 a 21.....35:ii2j>3i3
dem do d!& 32........ 4:8648331
40:3068677
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 21.....
fdem do dia 22.......,
3:7468733
1265343
3:8738076
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 21.....29:0818899
dem do dia 22........ 5088523
29:5904422
CONSULADO PROVINCIAL.-
Rendiinenlododia I a 21..... 37:1419399
dem do dia 22........ 4:029;639
41:1718038
MOVIMENTO DO PORTO.
079300
908000
1188500
66S00O
679500
7:10000
379500
759IM
905000
1805000
1218500
1268000
I0S81KX)
188600
rem na niesma Ihesouraria, no prazo de (ola dias,
a contar do dia da primera publicarlo do prsenle
a importancia das qnolns com que devem cnlrar
para o caframenlo das casas da ra do Livramento,
conforme o dsposlo na lei provincial n. 350. Ad-
vcrlindo que a falla de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quotas na conformi-
dade dn artigo 6." do rcgulamenlo de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 .Manoel Josc Monteiro.....
4 Antonio da Silva Ferreira. .
6 Joaquina Maria Percira Viaiina. .
8 Manoel do Nascmenlo da ('.osla
Monteiro e Paula Izidra da Costa
Monteiro.........
10 Viuva e herdeiros de Jos Fernan-
dos Eiras.........
12 Antonio Monteiro Percira. .
14 Luiz do franca dn Cruz Ferreira.
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade..........
18 Marcellino Antonio Percira. .
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
' veira (Juimaraes.......
22 Viuva do Dr. Josc Francisco de
Paiva.....'.....
24 Jos Baplisln Ribciro de Farias. .
26 Manoel Buarque de Maccdo. .
28 I mheliuo Maximiuo de Carvalho.
30 O mesmo.........608000
32 Francisco do Prado......605000
34 Viuva de Francisco Scverino Caval-
canl!..........605000
36 Nuno Maria de Seixas.....7KJ000
38 Manuel Francisco de Moura. III56OO
1 Herdeiros do, Joaquim Jus de Mi-
rauda...........
3 Tilomas de Aquiuo Fonscca. .
3 Capelra dos Prazercs de Cuarara-
P...........
7 (irdein lerccirj de >. Francisco.' .
9, Iran sen Jos Pacheco de Mcdeiros
e outros...... .
11 Antonio da Silva Gusmo. .
13 Antonio Jos da Castro. .
15 Herdeiros de Ltabcl Soares de Al-
meida. ........
17 Joaquim Ribeiro Pontos. .
,19 Viuva e herdeiros de Jo3o Pires
Ferreira.........
21 Manoel Human de Carvalho. .
2.1 Irmandnde das almas do Recife. .
2"> lr. Ignacio Ner\ da Fonseca. .
27 Padre Joo Antonio GaJao. .
29 Antonio Cordciro daXunha. .
31 Joao Pinto de Queiroz c herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. .
33 Joao do Rosario GuimarAes Ma-
chalo..........725600
35 Antonio Luiz Gonralves Ferreira. 755000
37 Juliao Portclla.......528.500
39 Joaquim Francisco de Azevcdo. 459000
41 Fraucisca Caudida de Miranda. 605000
1279500
995600
278000
6I3200
678500
158000
635000
185OOO
515000
36*000
758000
088.00
818000
I235OOO
6O5OOO
215600
V Navios entrados no dia 22.
Aracatv15. dias, hiale brasileiro ^ExalarSo, de
37 toneladas, mcslro Estacio Alendes da Silva,
equipagem 3, carga sola, couros e mais gneros
a Antonio da Silva Guerra. Passagcros, Manoel
Jos de Oliveira Figueiredo, Sevcriano da Costa e
Silva c Joao de f iqucii a.
Buenos-Avrcs 2S dias, brgue brmense nCour-
ricro, de 200 toneladas, eapitto J.- Havighox,
equipagem 9, em lastro ; a Aiqorim Irmaos.
Jersey18 dias, patacho inglez o. Brelade, de
120 toneladas, capitao F. Alexamlre, equipagem
8, carga bacalho ; a Schramm Whalely & Com-
panhia.
Parahibai dias, hiato nl'lor do Brasil, de 28 to-
neladas, raeslreJoAo Francisco Martina, equipa-
gem 4, carga toros de mangue ; a Vicente Ferrei-
ra da Cosa. Passagciro, Antonio Jos de Mello.
Camaragibe2 dias, hiale brasileiro Novo Desu-
no, de 21 toneladas, mcslre EstcvAo Ribeiro,
equipagem 3, carga assucar ; a Jos Manoel Mar-
lins. Passageiros, Manoel Roberto da Paxao,
Jos Gregorio do Nascmenlo, Antonio Manoel da
Cunda Uchoa, Evaristo Antonio de Maoedo Lima,
Jos Joaquim Lilis, Francisco de Salles I.ins.
Cdiz49 dias, brgue francez EJuard Carbierc,
de 150 toneladas, capitao G. Elionel, equipagem
9, carga manleiga e mais gneros ; a l.asserre &
Compauhia,
Glasgow63 dias, brgue inglez allana, de 192
toneladas, capitao W. Lilley, equipagem 8, carga
carvo ; a Me. Calmonl & Companha.
liba dol'uial21 das, patacho porluguez Hor-
Icncia, de 205 toneladas, capitao Jos Mara de
Mello, equipagem 13, carga vinho e mus gne-
ros ; a ordem.
Navios saludos no mesmo dia.
Aracaly Halc brasileiro Capibaribea, meslrc
Caelano Rodrigues da Silva, carga fazendas o mais
gneros. Passageiros, Luiz Ncme/.io dos Sanios,
Francisco Jos Meadas, Mauoel de Moura Uolim,
Giudido Nunes de Mello, Evaristo Bandcira de
Barros.
New BedfordGalera americana South America,
cora a mesma carga-que Iruuxc. Suspcndcu do
laincrflo.
BarcellonaEscuna hcspanhola Frisca, capitao
P. Antonio Millet, carga algodao, assucar e cou-
ros.
PortoEscuna brasiieira Linda, capitao Manoel
dos Passos Vianna, carga assucar e mais genero.
Passageiros, Pedro Antonio Prancoo, Maria Se-
verina da Conceicao e 3 filhos menores.
Assime#nlaa-se nasla calliegoriade jornaes a Gazeta i allusao directa nem indireclj a polilica. S a cor-
EMTAES.
IEGIVFI
.O Illrp. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da rdem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos propietarios abaixo mencionados, a entrega-
Rs. 3:006975 i
E para constar se mandn afliiar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 14 de mareo de 1855,O se-
cretario, Antonio Ferreira d'.lnnunciarao.
O Illm. Sr. cnnladoi>ser\indo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo do dispos-
lo no art. 34 da lei provincial 11. 129, manda fazer
publico para conhecimcnlo dos credores bypotheca-
rios, e quaesquet inleressadosque foi desapropiado
a Jos Jacinth da Sveira, um sitio na estrada dos
Remedios pela qiiaula de 5509000 rs., c que o res-
pectivo proprcla rio tem de ser pago do que selhe
deve por semelha tc ilcsnpropriaeao logo que termi-
nar o prazo de 15 dias contados da dala desle, que
he dado para 4$ ructamaoes.
E para constar se mandn nllixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias saccessivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam
buco 17 de mareo de 1855.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da rcsolurao
da junta da f.i/.en 11, manda fazer publico, que a ar-
rematarlo dos reparos urgentes de que precisa o aru-
de deCiruaru' van novamente 1 praca no dia 29 do
correntc.
E para constar su mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 20 de margo de 1855. O
secretario, A. F. da AnnunciarSo.
DECLARA gO'ES.
CNSETE PORTIGIEZ DE LEI-
TIRA.
Por ordem da directora convoca-se o consclho de-
liberativo, para se reunir domingo 25 do correte
s 11 hora da manhaa.M. P. de Souza Barbosa,
segando secretario.
. COMPANHA PERNAMBUCANA.
O conselho de direcrn convida os Srs. accionistas a
realisareni a quartu pfeslacao de 10 por \ sobre o nu-
mero de acgOes que lhe perlencem, at ao dia 15 de
abril prximo ; o" eucarregado dos recebimentos he
o Sr. F. Coolon, ra da Cruz n. 26.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco, se faz publico, qoe se malri-
culou nesle tribunal na qualidade do commercianle
de grosso (rato, o Sr. Antonio Rodrigues dos Sanios
Almeida, cidadao porluguez, domiciliado na cida-
de de Bclem, provincia do Grao-Par.
Secretaria 22 de marro de 1855.Luiz Antonio
Siqueira. secretario.
Achando-se vagooofiiciode segundo (abello do
publico judicial cuotas, e escrivao do civcl crime
privativo das execures do lermo de Nazaretb, por
fallecinicnlo do respectivo proprielario Joao Jos de
Souza Rangcl, manda S. Exc. o Sr. presidente dn
provincia, assm o fazer publico para conhccimenlo
das parles inlcressadas, e afim de que os prelendcn-
les ao dito ollico se habiliten! na forma do decreto
n. 817 de 30 de agosto do 1851, e apresenlcm os
seus rcquerimenlos ao juiz municipal do mesmo
termo no prazo de 60 das, que comerou a correr do
da 23 de Janeiro do crrente auno cm dianle, para
seguircm-se dos tramilles marcados nos arts. 12 c
13 do citado decreto.
Secretaria do governo de Pernambuco 21 de mar-
ro de 1855.O official maior servindo de secretario.
Joaquim Pires Machado Portclla.
O conselho de adminslrarao do batallio 2/ de
infaulnria, precisa contratar para foruecimento das
praeas arranchadas do mesmo balalhao,-os gneros de
priineira qualidade abaixo declarados, que lera prin-
cipio do 1. do vindouro mez : carno verde, carne
secca, touciuho. feijao, fariuha da Ierra, baralhuo,
azete doce, vinagre, arroz pilado, assucar braucu,
caf era gran, manleiga fra.nceza e lenha. As pes-
soas que pretenderen) fornecer os ditos gneros, re-
metiain ateo lia 26 lo crrenle mez a secretaria do
referido Iralalhao suas propostas cm carias fechadas,
declarando os ultimes procos por que podem vender
seus gneros, licaudo cerlos deque sera aceita aquel-
la que por menos fizer. Recife 22 de marro de
1855.Gabrl de Souza Guedes, lente e agente
do mesmo conselho.
O Sr. capilao do porto manda fazer publico,
para cunliecimenlo de quem possa iulercssar, que
acha-se eslabelccido um pharol no morro de San
Paulo, provincia da Babia, principiando a ser Hu-
millado na noledo dia 3 de maio prximo, sendo a
sua descrip;ao c obscrvaees sobre a navegaco do
porlo do referido morro c da costa, comprehendida
cnlrc elle e o da cidade daquclla provincia as sc-
guinlesdeseripo-o e observaocs : n pharol do morro
de San Paulo acba-sc enllocado sobre o ruine da
monlanha, 011 cabo desle notne, na entrada do porto
na Lal. S.13.2l' 40" Long. o Grw 38.-54' 48"-
Sua torre que sera pintada de branco, e lem 80 pos
inslczesdn elevaro da varauda sobre a monlauba, e
276 sobre a superlice do raar.podera ervisla de dia,
com bom lempo, a 30 milhas de distancia. Esle
pharol, o raelhor da Costa do Brasil.de refrncrao pe-
lo lyatema de Fresnell, eda primera grandeza, tem,
no esparo de um mnalo, luz clara por 15 segundos,
eguida de um eclypsc de 45 segundo. Sua luz,
com lempo claro, distinguere da tolda de um navio
2 milhas de distancia, e das gavas a 28. Quilquer
que sej 1 a distaucia, he de luz sempre forte e muilo
brilhaole ; dislingue-se do pharol da barra da Ba-
bia, pelo lempo de seus eclypses, pelo grande bri-
lhaniismo de sua luz, e pela cor que de sempre de
*.'
um claro hrilhante, era quinto o de Santo Antonio,
lera 3 faeqs vorsas seguidas enlao de um eclypsc.
Em dstnuca menor de 12 milhas nao s3o lotees os
oclvpses, o brilhanle clarao he seguido de urna luz
fraca em lugar dos eclypses que se fio tornando no-
taveis a proporrao que esta distancia augmenta, de-
vendo considerar-se apartados mais do 12 milhas os
que observnrem. eclypses perfelos. Ao rumo de 46."
N. E. verdadciro.ua distancia do 3 milhas,cncoiitra-
c o pharol da barra da Rabia. Do morro para o N.
forma-se urna enseada bordada dcrochedbs.e a parle
do Oeste da II11 de I tapanca com o continente for-
ma a barra de Jagunribc, a que as cartas hydrogra-
phcas existentes dao indevidainrnle o nnme de Bar-
ra Falsa, sendo esla alias urna pequea enseada da
Iba a leste daquella barra, formada pela ponta de
Arelaba, e onlra qoe lhe fica ao norte, e que em dis-
tancia maior de 11 milhas, loma urna conliguraeo
semclhanle a da pona de Santo Antonio, c parecen-
do com esla deslacar-se das Ierras que lhe demorara
a Oesle. A estes lugares senao devem, anda de dia,
aproximar os navios a ponto de encontrar fuudo me-
nor de II braras, se nao tiverempralico a bordo. Aos
que do sul avistaren* o pharol do morro de San Pau-
lo, e demandaren), a barra da Baha, nao cuiivm
passar do N. O. da linha N. E. S. O. verdadeir* do
pharol em quanlo esliverem ao sul da Iba de Ilapa-
rica ; e por maior cautela devem prumar e virar
no bordo do sol, logo que encontrem 11 bra;as de
rando.com o que evilardoa approximucao dos balsea
c rochedos da ponta de Cala Prcgos, Barra Falsa e
dos mais que pelo lado de leste contornara aquella
liba, os quaes noitc, sao tanto mais de temer,
quanlo os venios fortes do mar cnsaram as aguas na
enseada, alcm de que em alguna lugares, depois de
10 bracas o fundo diminue rpidamente. So, en-
eontrando-serundo menor d? 11 bracas, parecer que
o navio nao se acha ao N. O. da linha N. E. S. O.
dos phares, deve enlcnder-se que ha defeito as
agulhas, c nunca hesitar em lomar o bordo do sul,
sendo o prumo no bordo do Norte, o mais cerlo in-
dicador dos perigos. Na distancia de 13 a 14 mi-
lhas da ponta de Sanio Antonio, prncipiu-se a ver o
pharol da barra da Baha, luz fraca, moslrando dis-
liuclamcnlc suas cores diversas apenas na distancia
de 6 milhas. A entrada do porto do morro lie fran-
ca para navios de lodas;as qualidades, allendendo-se
que 1'milha a Oesle da fortaleza corre um baixo,
que segu pelo rio Una cima, e cujo fondo vai gra-
dualmcnle diminuindo para o lado de baixo, e a
quo a monlanha pelo lado de l.csle corre prolon-
gada pelos recites chamados Coilun que se alon-
gam pelo mar 120 bracas, mais 011 menos, com fun-
do de 8 braras em alguns lugares cncoslados a elles.
Porlanlo, contra elles muilo importa ncautelar ric
noile os que bordejarem para lomar o ancoradouro.
De diabemuilovsivclaarrebenlar.ao dcsles recifes.
Duas milhas distante da costa do morro de San
Paulo edahi para o sul, com o pharol a vista, ha
caminho franco para qualquor navio.c os que quise-
rem entrar no porlo delle podem acerenr-se da mon-
lanha pelo lado do norte, tanto quanlo Ihes permit-
ir o fundo dado pela sonda, e o fundeadourn fran-
co principia da pona da fortaleza al 1 milha para o
o anterior, devendu rccobcrpralcoos que quizerem
subir o rio, onde ha fundeadouro abrigado para ama
esquadra. Secretaria da capitana do porto do Per-
nambuco cm 19 de marro de 1855. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Alijos
0 abaixo assignado. curador fiscal da massa
fallida de Deane Voule & Companha, annuncia que,
em \ rinde do despacho do Sr. juiz commissario, de
19 de marro correntc, sao convidados os credores da
referida massa, que se acharem presentes ncsla ci-
dade, por si 011 por seus procuradores, para se reu-
niremno dia 26 do crrenle as II horas do dia, em
o escrplorio dos fallidos, na rnn da Cadeia do Recife
n. 52, afim de tratar-sc da vcrificaeao dos crditos, c
conccsso dn concordata, e do contrato de aila,
quando esla n.lo lenha lugar, devendo as procura-
enes serem especaos para o aclo, c nSe podendo um
procurador rcpresenlar por mais de um credor como
dispoe o artigo 842 do cdigo do commercio. Esle
aviso sera repelido por tre vezes ua conformidade
da segunda parle do artigo 127 do rcgulamenlo n.
"38, como me foi ordenado no dilo despacho. Re-
cife 20 de marco de 1855.Um. Bidoulae, curador
fiscal. ,
eadeiras, mesa redonda c consolos lampas de pedra,
c d oulras qualidades, mesa lesof, banca de charao
com lindas figuras de marfim, para jogo de xadrez,
urna caixa de msica, rommoda, mesa clstica para
jaiilar, guarda louea, lavatorios, camas de ferru,
candieiros para cima de mesa, lanlernas, relugiu de
parede. loura lina para almoco ele, garrafas, copos
e muilos outros vidros. galhdeims, porta-licor, co-
meres de metal lino, facas c iarfos, um cabriolel
com arreios, e excelleutccavsllo gordo, que se pode
afianrar sua bondade, trera completo de cozinha.
ntcncilios de sitio, c muilos outro olijerlos : terca
fera 27 do rorrele, s 10 horas da manhaa, no sio
perlo da casa grande da seuhora Lasserre na Ca-
punga.
LEILAO'.
Fraucisco Sevehano Rabelln & Filbo farao lei-
ISo, por inlervenc,ao do agente Oliveira, e cm lotes a
voulade dos compradores, de cerca 9 pipas com p-
timo vinho linio, 50 barra de dito branco, da bera
condecida marca Juan de Brilo, e de 15 pipas de vi-
nagre muilo superior : sexta-feira, 23 do correnle,
as 10 horas da na ulula, porta do armazem do Sr.
Aunes Jarome, defroule da arcada da nlfandega.
O agenle Oliveira far Icilao, por ordem e em
presenta dn Illm. Sr. commendador Joao Pinto de
Lomos, na qualidade de procurador bastaute daSra.
Iierdeira do fallecido Dr. Jos Eustaquio Gomes, da
magnifica casa nova de 3 andares e solio, construida
a moderna, qoe fui de propriedade e morada do mes-
rao, fallecido, sita no aterro da Boa-Vista n. 18, o
mais aprasivel bairro desta cidade, e que por isso se
lorna urna das mclhorcs acquisiecs para quem bem,
e lucrativamente queira empregar o seu capital:
quarla-feira, 28 do correnle. as 10 horas da manhaa
em ponto, porla da iudicada casa.
AVISOS DIVERSOS.
avisos Martimos.
Para o Rio de Janeiro segu em poucos das o
brgue Feliz Deslino ; para o resto da carga, pas-
sageirea e escravos a frele, Irala-se com os consigna-
larios Isaac Curio & Compauhia, na ra da Crui
n. 40.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ter parle da carga
prpmpta, a velera barca brasiieira Matkilde, quem
quzer carregar o rato, entenda-se com o capilao
Jeronymo Jos Telles, ou no escrplorio de Manoel
Alves Guerra Jnior.
PARA BENGUELLA COM ESCALA POR S.
THOMF..
segoc com brevidade o brigoe porluguez Fsperan-
ra por ter dous trros dn carga prompla: quem qui-
zer carregar o resto, entenda-se com o capitao Ma-
rianno Antonio Marques, ou no escrplorio de Ma-
uoel Alves Guerra Jnior.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidade a barca
nacional SORTE. por ter parte da carga
prompta : para o resto, passageiros e es-
cravos a frete, para o que temexcellentes
commodos, trata-te com os consignata-
rios NovaesiS; C, na ra do Trapichen,
i.ou com o capitao Josc Maria Ferreira,
na praca.
RIO DE JANEIRO.
Segu no dia 27 do correnle n palhabole Vemu,
capitao Joaquim A. Gonralves Santos ; s recebe
passageiros e escravos a frete : Irata-se com Caeta-
no Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio 11. 23,
ou com o capilao.
Para o Porlo segu viagem cora muila brevida-
de a barca porlugueza Flor da Maia, capilao Jos
de Azevcdo Canario; ainda pude recebar alguma
carca : quem nelle quzer carregar ou Ir da passa-
gem, dirija-se ao capujo ou a eu consignatario Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva.
PARA O PORTO.
O veleiro brgue porluguez Esperanra, seguir
coma maior brevidade para a cidade do Porto, por
ter ja prompla dous trros de sua carga ; recebo a
que apparecer a (rete, e tambem passageiros. para o
que possue ptimos commodos : (rala-se 110 escrp-
lorio de Bailar i Oliveira, na ra da Cadeia Velha
U. 12.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu com muita brevidade por ter
parle do carregamento prompto, o muito
veleiro brgue escuna nacional MARA
para larga, passageiros e escravos a frete,
para s quaes olFerece as melliores com-
mod ides, trata-se com o capitao a bor-
do, ou^-om Machado i Pinlieiio, no largo
duAssembla n. 12.
Real Companliiu de Paquetea Inglezes a
Vapor.
No da 23|5
desle mez, es-
pera-se do sul,
o vapor Suleiit.
cominanda ule
Jcllicoc, o qual
depois da de-
mora docostu-
inr aegoir pa-
ra Europa: pa-
ra passageiros ele, Irala-se com os agentes Adamsou
Itowie & C. ra do Trapiche IXovo n. -'.
Para Lisboa seguir com a maior brevidade
possivel o brgue porluguez Liara, eapitto Manoel
Joaquim da Silva, por ter porcao da carga prompta:
quera no msmo quzer carregar ou ir de passagem,
dirija-se ao capilflo, ou a ra de Apollo u. 14, cm
casa de Mauoel doNascimenlo Percira.
PARA A BAHA
segne com muila brevidade o hiale Novo Olnda,
por lera maior parle da carga prompta; para o rea-
ta e passageiros, trala-se cora os consignatarios Tasso
& Irmaos, ra do Amorim n. SL
Para o Rio de Janeiro sabe ate o litn
do corrate mez, o muito veleiro brgue
RECIFE, o qtial ja' tem a maior parte do
carregamento prompto: para o restan-
te, passageiros e escravos, trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrito, na ra
doCollegion. 17 segundo andar, ou com
o capitao Manoel Jos Ribeiro.
LEILO'ES.
John Galle, estando prximo a relirar-se para
Europa, fara leilSo por iolerveoeAo do agente Oli-
veira, de (oda a sua mobilia, quasi nova por
estar no mais perfeito estado, consislindo em sofs,
FABRICA DE FIAR E TECER
ALGODAO.
Por causa da cliuva
do dia 21, foi trans-
ferida para o dia 2(i
do crtente as 4 bo-
las da tarde, a reu-
'-^> niao da assemblea ge-
ral 'los accionistas da couipanbia, para a
tabrica de liare tecer algodao, no salao
do convento de S Francisco.
*" A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, creca na igreja de N. S. da Conceicao
dos .Militare-, convida a lodos os seus irmaos a con-
parcccreni na referida igreja 110 dia 23 do correle,
as 2 horas da larde, paraeucorporadus, irera acom-
panhar a procissflo do Senhor Bom Jess dos Passos.
Pl"Bl.lCAtAO\
Acha-se uo preio e breve sahir a luz urna 0
inlcrcssanle obra intitulada Manual do Qg
;>5 Guarda Nacional 011 rolleceao do todas as leis,
<3 rrgulainenlos, ordens e avisos conccrnentca A|
3 a mesma Guarda, (mutos dos quaes escupa- ijgp
@ ram de ser mencionado as collecres de Q
a leis): desde a sua nova orgauisacao al 31 de
dezombro de 1851, relativos nao s ao prores- @
so da qualilicaro, recurso de revista, etc., H
,- etc., senao a economa dos corpas, nrganisa- (^
a> rao por municipios, balalhes, companhias, ^
de mappas, modelos, ele. ele; ele. Subscre-
i ve-so a "JtKXI para os assignantes, o (JoOOO
Q para os que nao o forcm : no paleo do Car- u
,~- ino u. 0, primeiro andar. m
O Sr. Jolia Pacheco, balinciro, morador era
Olnda, baja de fazer o favor de vr n ra da Cadeia
do Recife, loja n. :J8, para encarregar-se de fazer
una balina.
A Sra. D. Mara Carolina, viuva, querendo
saber noticias de um seu cscravo, prcto, crioulo, di-
rija-se i ruada Conceiro da Boa-Vista, no arma-
zem do sal do Sr. Uouvca, a fallar com Jos Tho-
maz, ou cora Vicente Correia Lima.
. O Sr. Coneallo francisco Xavier Cavaicanli
L'cboa lenha a bouiladtf.de apparecer na ra do Cres-
po, loja n. lti, para concluir o negocio que nSo ig-
uora.
Quem pracisar de una ama secca para o ser-
vico interno de lima casa de ponen familia, dirija-se
i Tamarineira, era casa do Sr. Francisco Antonio
Verlente.que achara com quem tratar.
Pedimos aolllm. Sr. commandante
da divisao tpie tem de acompanhar hoje a
procisso de Passos, jue por amor a vir-
tude que mais agrada a Dos (a caridade),
se digne dar as competentes ordens afim
de que nao passe de urna s vez toda a di-
visao sobre a ponte do Recife, que pelo
mao estado em que se adra, provavel be
dar lugar a ume completa catastropbe, na
qual entrara' tambem S. S. Poderiamos
sembrar a maneira de passar a referida
divisao, porem nao queremos ollender o
amor proprio de S. S.O Fuzileiro.
LOTERA DOCOLLEGIO DE ORPHAOS.
Amanliaa sabbado 2 i de marco, he o
indubitavcl andamento da referida lote-
ra, as 10 horas da manhaa, no consisto-
rio da igreja da Conceicao los militares:
os meus billictes e cautelas s estao a ven-
da ateas 10 horas da manhaa : a eilesque
estao no resto. PernamBuco 2") de mar-
co de 1855.O cautelista, Salusano de
Aquino Ferreira.
Iloje-ao mel dia. lie a ultima pra-
ca, linda a audiencia do Illm. Sr. juiz do
civel da primara vara, na sala das audi-
encias do sobrado de qtiatro andares da
aua Nova n._21, o (pial rende anntdmen-
te l:500.s00"0rs., e tem da ser entregue
pelo maior lance.
O Sr. Jos Antonio Candido de Lira,
011 Antonio Candido de Lira, morador n,a
sita da Praia e hoje, di/.cm que tem nego-
cio em Jaboatao, queira vir entregar as
chaves do sobrado que alugou na mesma
ra da Piaia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetes da loteria
51 do Monto-Po, as lojas do costume,
as listas esperam-se a 2 ou o do futuro,
pelo vapor IMPERADOR : os premios se-
rio pagos logo pie se fizer a distribuirlo
dus listas.
Fago ou rurlaran> da praia do caes do Ramos,
um prancho de pao carga, com a marca AD, de 2
palmos de largo. 7 a 30 de comprido, de 3 a eos-'
lados do grossura : quem dille souber ou der noli-
ra, dirjase d ra da Praia, armazem de carne n.
lti. de Adelo Antonio Ferreira, que sera gratifi-
cado.
Prersa-se de urna ama de leile para criar : na
ra do Cabug 11. 11. .
l)-se de loajOOO. a QtlOjOOO a premio de dous
por cenlo ao mez, sobre penhores de ouro uu praia :
na Iravcssa do Veras n. >i, se dir quem dn.
. Pedido innocente.
Pede-so aquellos amiguinhos que andam pelas ca-
sas dos seus collegas a massar, que mudcn de vida,
nAo se tornen) lao insuporla\ris ; se nio Ihes agra-
da o estudo, procuren) outra disIrarAo meuos preju-
dcal, como bem constituirse 11......s...v.... islo pede
Cm massado.
ItKrjiOOO rs.
Dosappm ceeii do abaixo assignado um seu escravo,
crioulo, de norne Joito. poroccasio em que ia para
sciiengeuho Lage, com os signaos scguinles : cabra,
cora dade de 30 anuos, pouco mais ou menos, esla-
lura regular, espadado, fallo de denles na frente do
lado de cima, urna marca de talho no beico superior,
nutra dila na clavicula ; o qual escravo* 1ic lillio do
-MaranhAo, iiititula-se forro, e j servio em priineira
liaba : roga-se a todas as autoridades policiaes o ca-
pilaes decampo, a apprchensAo do dito escravo, e
conduzi-lo ncsla praca a casa do Sr. Flix Francisco
de Souza HaaaJhta, ou nos Afogados em sua casa,
que receber a gralilieaeao cima.
Jos Pedro Pelloso da Silcelra.
A mesa regedora da irmandade do Sr. Bom Je-
ss dos Passos do Corpo Santo, roga a todos os seus
irmos que liverom capas, a romparecerera hoje, 3
do correnle, as 3 horas da larde, para acompanlia-
reiu a procissa^do int-ino Senhor, que sabe da ma-
triz da Boa-Vista, c aquelles que nao o podcrein fa-
zer, niandarcra as suas capas ao respectivo thesou-
reiro.
O abaiso assignado declara, que romprou os
dous mcios bilhetes ns. 1637 e 3200, e d sociedade
em os mesinos. gratuitamente, as orphaas da roda
desta cidade, licaudo depositados os referidos bilhe-
tes cm seu poder.Antonio Joaquim Correia.
Ama de leite.
Na ra do Collegio n. \>, primeiro andar, preci-
sa-se de urna ama que tenha bom .bastante leste.
Arrcnda-se ama loja no alano da Boa-Vlsla,
propria para qualqucr estibelecimcnto, sendo con-
fronte a, casa dn Sr. Antonio Luiz Concalves Ferrei-
ra, e junta a urna loja de rutrleiro : os prelendentes
enlendam-se no sobrado pur cima da mesma \ej, ou
na ra da Cadeia do Recife, sobrado n. 3, primeiro
andar. ,
Jos Pinto de Magalhes & C., az scien-
te ao respeitavel publico que em seu esta-
belecirnento de carros fnebres do pateo
do Paraizo (asa n. 10, se encentra toaos os
pannos e ornatos exigidos no regulamen-
to do cemiterio ; tambem se encanregam
(para commodidade dos interessados) a
fornecer guia arinacSo, cera, musica.
carros de passeio, etc., prometem bem
servir a quem se dignar encarrega-los de
qualquer enterro : no mesmo alugam-se
caixoes para defuntose anjos, e vendem-
sc mortalhas de pinho.
. D. Luiza Thereza de Jess, em virtude do an-
nuncio de seu marido Antonio Jos Ritancoorl, in-
serto 00 Diario ns. G e 66, be obrigada a declarar
que ninguem deve pagar quanlia alguma ao dito sen
marido, salvo se quzer correr no risco de pagar se-
cunda vez ; e para que alguem, que porvealura pos-
sa nutrir duvida a respcito, se desengae da razao
qae asssle a annunciaiile, tem depositado em mo
do Sr. labcllio Almeida a escriptura,antinupcial .1
que se sujeitou seu marido, para ser examinada por
qqera iulercssar: lenha porlanlo, Sr. Bitancourl,
paciencia de esperar pela decisjo de divorcio, j que
assm o quiz.
Cardeal & Franco lem justo a compra da ta-
berna da quina do becco do Quibo a. 18 : -qaem se
jnlgar credor, dirija-se i mesma taberna, no prazo
de 3 dias.
Jos de Mello Cesar, responde aos Srs. herdei-
ros do fallecido Sr. I.uiz Roma, que nao sabe fazer
raeuadas, c que sobre o objerto qae os ditos senho-
res pretenden), que com elles se emenda, devem di-
rsir-se i Illraa. cmara muuicipal de Olnda.
Qnem annunciou querer dar de 2009a 1:0005
rs. sobre hypolheca, querendo dar 0OO5OOO, dirija-se
ra eslreila do Rosario n. 7, loja de ourives.
Prersa-se de urna pessoa hbil, que enlcnda
bem de taberna, para lomar conta de urna por ba-
taneo, e que essa pessoa lambem escreva sollrvel :
pode procurar na taberna da ra Nova o. 50.
OITerece-sc urna pessoa para cobrar dividas em
qualquer seriao, aiuda o mais remolo : quero pre-
cisar anuuncie.
Luiz Barbalho de Vasconcellos avisa a quem
convier, que no sea engenho Brrjo, de S. Jos, se
acha om cavallo que foi achado no Recife nesle pre-
sente mez de mareo de 1855, e o entregar a quem
der os signaes cerlos, e pagar as despezas que com o
mesmo cavallo se liver feilo.
MUDANCA DE LJA.
Jos Pradines, culleiro francez, tem a honra de
prevenir o respeitavel publico e seus freguezes em
particular, que mudou sua loja do cutileria da ra
Nova para a roa da Cadeia do Recife n. 10, aonde
o acharan sempre prompto para os misleres de seu
offlcio, e assegura as pessoas que queiram honra-lu
com sua cnnlianca, queserao satisfeitas, lano na di-
ligencia como nos procos, que serao os mais razoa-
veis possivei.
No dia 3 do correnle se ha de arrematar por
venda, em praca publica do Sr. Dr. juiz de direito
dn primera varado ciVel. depois da audiencia, na
sala da mesma, urna casa de i andares, sila na ra
Nova desla cidade, por 11:0OOSOO0, porexecuoai. do
Dr. Manoel Duarte de Faria, contra os nerdeiros do
tinado Manoel (.aciano Soares Carneiro Monteiro.-
Continua a dar-se algum dinbeiro a
juros sobre penhores de ouro ou prata :
na .ra do Cabuga' loja de tniudezas de
i portas n. 1C.
Precisa-sede otliciaesde rharutciro.que Iraba-
Ihem soffriiel : na cidade de Olinda, ladeira do Va-
radouro n. 38.
* IRMANDADE DAS ALMAS DO
RECIFE.
O abaixo assignado escrivao da irman-
dade des almas, erecta na matriz do Cor-
*jm> Santo, por determinacao da mesa re-
gedora convida a todos os irmaos a com-
parecerem no dia 2.") do corrente, pelas
2 horas e meia da tarde na matriz do Cor-
po Santo, afim de encorporados acora-
panharem a solemnsima procissao do
Sr. Bom Jess dos Passos.Joaquim Lo-
pes de Almeida.
Contrata-se com juera ptizeffS
ro do caes da ra da Aurora : na ra da
.Praia n. 45, segundo andar.
Roga-se ao Sr. Joao Francisco de
Araujo Lima, o obsequio de indicar por
este DIARIO, o lugar de sua morada, ou
apparecer na loja n. 5 da rita da Cadeia
do Recife, para se lhe apresentar urna
letra vinda do Rio de Janeiro.
O abaixo asssnado, procurador bastante de sua
irmaa, a viuva do filiado Manoel Dias Fernandes,
scientihea ao publico que por escriptura publica de
20 de fevereiro prximo passado, no carlorio do ta-
helliao Portocarreiro, hypolheenram especialmente
Joao Francisco Mai e sua mulher n sobredlta viu-
va a parle que por heranga Ihes tocoo as Ierras de
Apipucos, para garanlia de orna lellra de 4308000
rs., deque sao devedores. para que ninguem se
posa chamar a ignorancia, eviundo-se por esle
meio equivoaose couteslardes futuras, faro em lem-
po a presente declararlo. Firmino Moreira da
Costa. '
xmBBBBmwKmmi
^0 COlLTOfilO
DO DR. CASANOVA
Mi A DAS CRUZES N. 28,
vendem-se rarteira de bomeopatbia de lo-
dos os lamanhos, por precos muito em eonla.
Elemeulos de homeopalhia. 4 vols. 69OOO
Tinturas a escolher, cada vidro. 90*10
Tubos avulsos a escolher a 500 e 300
Consullas gratis'para os pobres.
No dia 23 do correnle mez tem le aerem ar-
rematadas por quem mais der, depois de Onda a au-
diencia do Dr. juiz de orphaos, > rasas terreas meia-
aguas, silas uo lugar do Campo-Verde, na Soledade,
a\aliadas em 100&000, por eierueie de Justino Pe-
reira de Farias, costra o casal do menlecaplo Ma-
uoel da Cunha Oliveira.
Lma pessoa asstis habilitada em geographia e
francez. oerece-se para dar licoes em algama casa
particular, qoe Icnlia ou mais meninos, meninas
ou senhoras ; quem qaizer annuncie, que se faz lo-
do negocio. Advertc-se que a pessoa da fiador de
sua conduela.
AO PIBL1C0.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortiinento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que cm ou-
tra qualqucr parte, tanto em por-
edes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
nglezas, f rance/.as, allemaas e sttis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que'se tem vendido, e.por
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do qu outro qualquer ; o
proprietarib deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
si'iisjntcresses) comprar zendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos SiRoltm.
A pessoa que annunciou dar dinheiro a pee*
mo sibre hvpolheca em bous de raiz sesti prara>
dirija-sc a roa DireiU n. 59, que achan com quem
traiar.
MHTimnn


-
DIARIO OE PERIUMBUCG SEXTA FEIRA 23 DE DE MARQO 1855.

Luiz Gomes da Cotia relira-se para Portugal.
Precisa-se do 1 ou 2 trabalhadores forro 011
rapUvo*, que Mibam trabalhar do enzada, e plantar
capim n'um lio perlo da prac,a : quero esliver nen-
ias circumslancias, appareca na estrada do Aducios,
primeira casa do lado diceito, para tratar do njuslc.
Precisa-se de oro sobrado, sendo primeiro in-
dar, porin coi preferencia na ra do Collegio,
Crespo, Queimado, Cadeia, Aterro da Boa-Visto, na
Nova, na do Kosano: qocra. quizer alugnr annun-
cie ou dirija-se ra-do i'adre Floriano n. 40.
OAyi'IM LOPES l)E CAKVAI.HO, unicn
represenUote da firma social de ARAUJO & CAR-
VAI.HO fax publico, que do dia 10 do correnle em
liarle sua casa commercial passar a usar da firma
sori.il JOAQUIM LOPES DE CAKVAI.HO & COM-
I'AMIIA por Icr admitlido para socios os Srs. Joa-
qun* Machado Caires e Manocl Joaquim Portell.i,
segunda Consta do respectivo tralo de suciedade, que
sera registrado no tribunal do commercio ; fieaudo
a careo da nova (ria todas as traiisaccoes que tivera
nesta e outras pracas sob a firma de Araujo A Car-
vallio de 10 de marco de 1KI em dianle por se acha-
ren) saldas todas as Iransaccoes anteriores a esta
dala. Baha 8 de margo de 1855.
Joaquim Lopes de Cartalho.
Precisa-se de urna ama que saiba bem engom-
mar : na ra do Collegio u. -21, lerceiro andar.
I'recisa-se fallar com o Sr. Francisco Tavarcs
de Mello para se entregar urna carta vinda do enge-
nho Une ; na roa do Encantamento u. 3, primeiro
andar.
Aiaga-se o muilo conhecido silin do Cajuero,
com urna das melhores casas de vivencia que lia ties-
ta provincia, grande sitio com um extraordinario vi-
veiro, baixa para capim, estribarla, rocheira, casa
de prelos, e grande numero de arvoredos de Iruclos;
lambem alnga-se juntamente ou em separado, mais 3
casas, sita* no mesmo sitio, ludo por preco comino-
do : quem o pretender, dirija-se ao mesmo sitio, que
achar com qoem tratar.
A mesa regedora da irroandnde do SenhorBom
Jess dos Panos no Recife, (endo a eipor aos liis
no dia 23 do correnle mex em solemnsima procissao
a iraagem do mesmo Senhor, e querendo tornar este
acto mais pompsoo e brilhaute, tem a honra de con-
vidar a lodos os Rvras. Srs. sacerdotes, para que,
p.iramentadoscom eos competentes roquetes, ha-
jam do comparecer na reja matriz da Boa-Visla,
pelas 2 1|2 horas da larde, daquellc dia, alini de
acompanliar a referida procissao.
Quem precisar da urna ama para o serviro de
casa, e qoerendo escrava, dirija-se a roa do Quei-
mado Inja u. 14.
Oleo de ricino para candieiros
O fabricante d'oleo da ra dos Guara rapes fai sci-
pnle ao respeitavel publico, que para maior commo-
didade de seus freguezes estabeleceu um deposito no
paleo da matrt de Santo Antonio n. 6, aonde se
vende por caada e por garrafa. O oleo de ricino
de Esteva Chantre, preparado para os candieiros,
dora inuito mais lempo quo o azeite de cuco, da
mnito boa luz ehe tilo cristalino que nao faz fuma-
ra, iyto cria murrao as torcidas e nao suja os can-
dieiros. ,
mivmik de fui: mi e
TECIDOS.
A direcqao da companhia de lia-
cao e tecidos de algodao, eleita em
assemhia geral dos respectivos
subscriptores, para tratar dos tra-
halbos preparatorios e conieceo
dos estatutos, faz publico que
jg os ttaballios de que 'ibi incum-
j> bida anda nao estao terminados,
( para ter lugar urna reuniao dos
[ mesmos subscriptores, alim de se-
| rem inteirados do occorrido, e re-
| solveren a encorporacao e mais ne-
| 'ocios da companhia. Recife 19
I de marco de 1853.F. de P. Ca-
li valcanti de Albutjuerque. Joao
I Ignacio de Medeiros Reg.Luiz
g Antonio Sequeira. Antonio de Mb-
| raes Obmes Ferreira. Antonio
t Marqes de Amorim. M
^wwk^wm^^ww^** annWwMI^KjMunKiMt iWuWE^ *r^
CHAROPE
.DO .
BOSQUE
O uuico deposilo]contina a ser na botica de Bar-
tholameu Francisco de Souza, na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas'grandes jjjOO c pequeas 35000.
IMPORTANTE PARA 0 PIRLIC^
Pira cura de phtisica em lodos os seus dilTerentes
graos, quer motivada por conslipacoes, tosse, aslh-
ma, pleuriz. escirro* de sangue, dr de costados e
neito, palpitarlo no corarlo, coqueluche, bronchile
dr na garganta, e todas as molestias dos oreaos pul-
monares.
LOTERA DO COLLEGIO DOS ORPHOS.
Aos 5:0003000, 2:000000, 1:0003)000.
-re indubilavelmcnle sabbado, 21 do correnle.
^-cutelisla Salustiado de Aquino Ferreira avisa
respeitavel publico, que os seus bilhetes e caute-
las nSo esljo sujeilos ao descont de oito por cento
do imposto geral, no acto do pagamento sobre os tres
primeiro* premios grandes. Acham-se i venda as
lojas : rna da Cadeia do Recife n. 21 e 45 ; na pra-
ra da Independencia n. 3739 ; ra do Livraraen-
to n. 2*; ra Nova n. 16 ; roa do Queimado u. 39
e 14 ; ra do Cabog n. 11, botica.
Bilhetes 5J00 Receber por inteiro 5:0005
Meios 28U00 2:3008
Ouarlos 19440 1:2505
Oitavos 720 625
Decimos 600 5000
\ igesimos 320 250
l'ernambuco 17 de marro de 1855.
Salttsliano de Aquino Ferreira.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 IUADO GOLIiHAIO 1 JLlfDAH 25.
O r. P. A. Lobo Moscn/.o di ronsullas homeopalhica lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
man han alo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
quor mulherque estoja mal de parlo, e cujas circunstancias n3o permitlam pagar ao medico.
M C0111LT0RI) DO DK. P. i LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddieina homeopalhica do Ur. ti. H. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Mosrozo, qualro volumes encadernados em dous c acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... 203)000
Esta obra, a maisimporlanle de lorias as quetratam do esludo epraticn da homeopalhia, por ser a unir
que conten abate fundamental d'esla doutrinaA PATHOGENESIA Ol EIFEITOS DOS MEDICA-
MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconherimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quzerem
experimentar a doutrina de Ilahnemann, e por si mesmos se ronvencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazeiidciroscsenhores de_ engenho que eslao longe dos rerursosdos mediros: a lodosos rapilesde navio,
qne urna ou oulra vez nao podem dgixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumslancias, que netn sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in eontinenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopalha ou tradcelo, da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til s pessoas que se dedican) ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, arompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10g0O0
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., eucardenado. 38000
Sem verdadeiros e bem preparados mcdicimentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
horqcopalhia, e o proprietario dcsle cstahelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 8J000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10?, 123 e 153000 rs.
Ditas 36
Ditas 48
Ditas 60
Ditas 144
Tubos avalaos
Frascos de meia anca de
ditos
ditos
ditos
ditos
...... -jn-iion
...... 2580O0
a ................. :u>5tioo
a............... OsOOO
...................... 18000
lindura................... 2800O
Ditos do verdadeira tinctura a rnica................. 25OOO
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer cucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muito rommodos.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Cai-
gnniii, dentista fraucez, chumba os denles com a
mav.i adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posirao lem a.vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerimln
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
llura,e promelte restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
'UBLICAC.40' DO INSTITUTO 110- ^
MOIUTICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPAT1I1CO
OU
< VADE-MECUM DO
fi HOMEOPATHA.
A Mtthodo conciso, claro e seguro de cu-
Yar komeopathicamenle todas as molestias
que affligem a especie humana, e parli-
M cularmente aquellas que reinam no fra-
S 'il, redigido segundo os melhores Irala-
^9 dos de homeopatliia, lano europeos romo
/-^j americanos, e segundo a propria experi-
Y2 ei
9 DENTISTA FRANCEZ.
0 Paulo Gaignoui, estabelecido na ra larga
9 do Rosario n. 36, segundo andar, colloca ricn-
) tes com gengivasarliliciaes, e denladura coin-
3) pela, ou parte i'ella, com a presso do ar.
9 Tambem tcm para vender agua deniifricc do
0 Dr. Pierio, e p p.ira'denles. Rna 'larga do
M Rosario'n. 36 segundo andar.
i
fe;
1
(A

m

i
enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera
l*i ii lio. Esla obra he boje recouhecida co-
mo a melhor de lodas que Iralam daappli-
cajao homeopalhica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, mo
podem dar um passo seguro sem pussui-la e
cousulli-la. Os pais de familias, os senlio-
res de engcnlio, sacerdotes, viajantes, ca-
pitaes de navios, serlanejosetc. etc., devem
te-la m1o para occorrer promptamenle a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 105000
encadernados 118000
Vende-se nicamente em casado autor,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
do Novo) u. 68 A.
i
! Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quartcis n. 2i
. Compram-se e recebein-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de coimnissao, tanto para a
provincia como para fura della, oll'erecendo-se para
sso toda a seguraura precisa para os ditos escravos.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqtter-
quemudou a sua aula para a ra do ftan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer uttlisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
SAL de bausa.
Luiz Canlarclli participa ao respeitavel publico,
que a sua sala de ensino, na ra das Trincbeiras n.
19, se acha ahcrla lodas as segundas, quarlas e sex-
tas, desde as 7 horas da noite al as9 : quem do seu
presumo se quizer ulilisar, dirija-se .i mesma casa,
das7 lloras da manhaa at as 9. O mesmo se offere-
ce a dar liovea particulares as horas convenciouadas :
lambem da lines nos collegios, pelos preros que os
mesmos collegios tem marcado.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mota para o Salgadinho,
queira mandar receber urna cncoinmen-
rla na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
3S3:838
1 J. JA^E, DENTISTA. S
@ contina a residir na ra Nova n. 19/ primei- ;:;
ro andar. e
As mais novas e
modernas joias.
Os ahaixo assignados, donos da loja de ourives, na
rna do Cabug n. 11. confronte ao paleo dirmatriz e
ra Nova, fazem publico, que eslao rerebendo con-
tinuadamente muito ricas obras de ouro dos melho-
res gustos, tanto para senhoras como para homens e
nienihos ; os prci;os conlinuam mesmo baratos como
lera sido, e paasa-se contas com respomabelidade,
especificando a qualidade do ouro de 14 ou 18 quila-
tes, liudo mira sujeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim & Irmuo.
Ainda precisa-se de oliciaes de alfaia-
te, tanto de obra 'grande como miuda:
na ra da Madre de Deosn. 56, primeiro
andar.
l'ede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ei-pro-
curadorda cmara de Olimla, que venha entender-
se com os herdeiros de Luiz Roma, pois basta de
cassoadas, (cando cerlo que em quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir esle annuncio.
No dia 23 do correnle, depois da audiencia do
juizo da primera vara, ni respectiva sala, lem de se
arrematar 3 sitios oo principio da estrada que vai
para o Arraial, avahados, am por 6:0008000, oulro
por 3:0009000, e oulro por SOOjiOOO, os quaes v3o i
prtfa a requerimento do inventarame dos bens do
Mlccido Jos Antonio Correia Jnior, para paga-
mento do sello da heranra.
Precisa-se de urea ama para casa de hornera
solleiro, a qoafoao lenha filhos e era pessoa algu-
ina em sua companhia, que nao tenha preguica era
certas fidalsoias e m.ilcria^Ocs, que seja mnito fiel e
aceiadaem lodo o servico da casa, com especialidade
da comida ; paga-se 168000 por mez vencido ; na
ruado Rangel,sobrado n. 11, segundo'andar.
Na ra das Trincheiras a. 28, obrado de uro
andar, precisa-se de urna ama secca para o serviro
de casa e ra,que saiba cozinbar, para casa de pou-
ca familia.
Precisa-so de urna ama que saiba cozinbar e
rugommar, para urna casa estrangeira : na ra No-
VD.
ATTENCAO. 1
Garvaliio \ Mendes, ltimamente chega- 2
itos'a esla ciJade viudos do Rio de Janeiro, V9
leemahonra de olTerecer ao publico um Mk
lindo variado sortimcnlo de joias d'ouro '
e cora brilhantes, relogios -d'uuro patente, (Sk
faqueiros, salvas e casticaes, e outros moi- A*
los olijeclos de diderentes qoalidades pro- W
prios para senhoras, de goslos modernos (A
!|ue ludo veodero por mdicos precos at- 2Z
endeudo a pouca demora que prerndem V/
ler aqni : acbam-se morando na ra da (A
Cadeia de Santo Antonio, subradoMi. 21, ^[
primeiro andar. Jgf
SS^S:S;0SSS@^
~~ M. I.issen, capillo do brigue hamburguez
da que em aeu nome seja feila pela Iripolac4o do
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
lodas de suraina importancia :
ilahnemann, tratado das mole-lias chronicas, 4 vo-
lumes............. 203000
Teste, nroleslias dos meninos.....6000
Bering, homeopalhia domestica....."S000
Jahr, pbarmaenpea homeopalhica. 65000
Jahr, noVo manual, 4 volumes .... 16-2000
Jahr, molestias nervosas.......69OOO
Jahr, molestias da pelle.......89000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I63OOO
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........10000
A Tesle, materia medica homeopalhica. 8.5OOO
De Favotle, doutrina medica'homeopathica 78000
Clnica de Slaonel .......i;.nxhi
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario deNvsten......, .
Aulas romplelo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, cnnlendo a descrip^o
de todas as partes do corpo humano .
vedem-*c todos estes livros no consultorio homcopa-
tbico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro audar.
Precisa-se de urna ama forra ou" captiva para
fazer o serviro diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a ra do Collegio 11. 15,
armazem.
P/ecisa-e de urna ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 26,
por cima da cocheira.
LOTERA DO COLLEGIO DE |OKPJIAOS.
O raulelisla Antonio Jos Rodrigues deSuuza J-
nior avisa ao respeitavel publico, que os seus bilhe-
tes e cautelas nao sollrem descont nos Ires primeiros
premios grandes, os quaes eslao a venda pelos pre-
sos abaixo, as lojas da prara da independencia n.
4, 13,13> 40, e as outras do cusime, cuja lotera
corre no dia 24 do presente mez.
40000
OJOOO
300000
Rilbcles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
5oo00
25800
10410
0720
0600
0320
Recebcr por inleiro
5:0005
2:5000
I 230?
6251
5003
2500
COMPRAS.
Compr-se a grammalica franceza de Sevene,
em segunda raao : ha ra das Flores 11. 37, primeiro
andar.
Compra-se etTcctivamenle brunze. lalao e co
bre vclbo: 110 deposilo da fundirao d'Aurora, na
ra do lirum, logo na entrada 11. 28, e na mesma
fundirao em S. Amaro.
Compram-se palaroes brasilciros e bespanhes:
na ra da Cadeia do Recife n. 54.
Era Apipucos, casa onde morou o E\m. Sr.
Rispo, compra-se urna escrava mota de habilidades,
e boa conduela, e um prclo de 18 a 24 annos.
Compra-se urna grammalica de Bourgain, em
meio uso : no aterro da Boa-Visla n. 17,
VENDAS.
O abaixo assignado, olTerecc o seu prestimo a
quem se quizer ulilisar para lirar guias do juizu dos
feilosda fazenda, tanto da geral como da proviucial,
por aquellas pessoas que pessoalraeulca* nao podem
lirar, e que com a mesma fazen'da se acliam debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
noine, numero da casa, e ra em que mora, nos lu-
gares segointes : Recife, ra da Cadeia loja n. 39,
ra da Cruz n. 56, paleo do Trro n. 19, ra do l.i-
vramenlo n. 22, prac,a da Independencia u. 4, ra
Nova 11. 4, praca da Ron-Visla n. 21, onde serao
procurados os bilhetes c as pessoas que quzerem
para o fim expendido, e na ra da Gloria 11. 10 casa
du aonanciante.Macariio de Luna Feire.
, AUL4NAK PAKA .800.
Sahiram a' luz as lolhinhas de algibei-
ra com o alinanak. administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial dcsta provin-
cia, corrigido c accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Na loja de madama Roulhier, modista
lranceza, ra Nova n- 58.
Superior grosdenaple prelo, liso, cabccics prelos,
capotinhos de fil prelos, chales de retroz, 'rncias de
seda brancas para senhnra, toucas para baplisados,
cipellas para noiva, maulas de fil de seda prclas,
imitarSo de blondc, bicos de linho, cscomilha, fil,
llrese fitas, bonitas camisinhas, franjase (ranras de
seda prcia-., e outras muiUs fazendas que se vendem
por preros commodos.
Vende-se ou permula-se por casas riesla praca
o'sitio Estiva de cima, no lugar da Ibura, com boa
casa de viveuda e baslantes Ierras para plantadlo,
criaro c maltas, mulo perto d embarque : quem
o pretender, djrija-se praca da Independencia n.
23 e 25, que alai achara cora quem tratar.
Vende-se um bom cavallo, de cor ru-
ga, com todas os andares, som deleito,
muito novo e bastante gordo : na ra do
Rosario larga casa n. 50, primeiro andar.
Vc*nde-se gomma em saetas de ([na-
to arrobase meia, a SjOOO rs. urna: na
rna da Cadeia do Recife, lojan. l!t.
SETIMPRETh LAVKADO \ 2,300
RS. 0 COYADO.
Vende-se selim prclo de Maro a 2o800 o covado.
sarja prcla hespauhola a 20200, nobreza preta por-
tuguesa a 2o000, velludo preto o melbor possivel a
f->>O, mantas prelas de blond a 10o, meios de seda
prelas de peso a 29, luvas prelas de seda de lodas as
qualidades a 10280, panno preto prova de limao de
lo a 6fc rasemira preta selim de 20 a 20500 : na lo-
ja de Heurique & Santos, na ra do (uaimado n.
10, d3o-se as amostras com penhores.
RA NOVA N. 54. -
Madama Rosa liardy uuuncia ao respeitavel pu-
blico, que lem recebidn um rico sortirnento de cha-
peos de seda, que vende a 20o, 15, 10J>e89, cha-
peosmhos de seda para baptisado de criancas de 6
mezesa2aunos. ditos de palha de abas largas para
meninas le i a 8 anuos, ricos corles de seda de co-
res lavrados, ditos dequadros escossezes, bareje de
seda c lila de quadros, chaly para vestido de lodas
as corea, cortes de sarja preta lavrada, rhamalote
preto, boa sarja prcla o covado a 20200, grosdena-
ples preto. dito amarcllo, lindas rnmeiras"prelas de
lil, caheres prelos, manas prelas, camizs prelos
para senhoras e meninas, romeiras brancas de fil
de linho, camiss decarabraia branca bordados para
senhoras, lencos de cambraia de linho para mlo,
ditos arrendados de cambraia de algodao,toncas para
baplisados, sapalinbos de casemira bordados e vesli-
dinhos de seda, luvas de seda para senhoras e meni-
nas, meias de seda para senhoras e criancas, Irques,
capellas pira noiva, pentes de tartaruga,, bonecas
fraocezas para meninas, um grande sorlimenlo de
chales, de lila muilo linos com franjas de seda bor-
dados de retroz de todas as cores, ditos da mesma
qualidade lisos, ditos de retroz e de rede bordados,
ditos de seda, capotinhos e manteletes preloe de
cores, vendem-se pelo cusi, 'rauca- de seda de to-
das as cores c franjas, lucos de linho, fil de linho, e
cambraia de linho. Na mesma casa lem um gran-
de sorlimenlo de obras de ouro de lei de Franca c
liamburgo de 11 quilates, correntoes para homem,
correle para rclogio, Irancelins chatos com passa-
dor, .-ulereos inleiros, meios adereros, alMiieles, cas-
solelis, pulceiras, aunis de lodos osprecos de ouro i M
delei. queseveudem por 3-0, argolas lisas, rosetas | NA I'UNDICAO DE FERRO, DO ENGE-
para senheras c meninas, medalhas, cordoes, etc. ;
lodas estas obras vendem-se mais baratas que em
qualquer oulra* parle.
A 300 IS. 0
COVADO.
Chegou pelo ultimo navio fraucez urna f-indj in-
leiramenle nova, goslo escocez, com o Irfido nome
de diana : vende-se nicamente na loja de Heurique
& Saulos, na ra doQueimado n. 40.
BARRIS VAZIOS.
Na ra da Praia, becco do Carioca, armazem de
Antonio Pinto de Souza, ha para vender-sc uaaa
porriln de barris e qoarlolas de ,varios tamauhos,
proprios para rocl ou azeile da ca rpalo, e muilo
era cotila, assiin como barricas que foram de farinha
do reino.
Vende-se um excllenle cabriolcl anda nilo
servido, por preco muito commodo : quem o quizer
comprar, dirija-se i rocheira do Sr. Quinteiro, na
ra Nova, que achara cora quem tratar, e tambem
ver o cabnolel, que ahi est cxposlo.
| CEMEJTO
^ da melhor ([iialidade: 'vende-se
JJJ em casa de Rrunn Praeger C,, r,ua
IECHAH1SH0 PARA Ml-
110.
Quem quizei da, 4003000 com bvpolhecaem
urna escrava moca, aununcie por este jornal.
No sobrado da rba do Pilar u. 82, preca-se
lugar um esrravo ou escrava que saiba cozinhar e
fazer todo o mais serviro de urna casa de pouca fa-
milia ; prefere-sc cscravo, e paga-se bem.
Precisa-se alugar um preto para ser-
vico de casa de homem solleiro: na ra
do Trapichen. 10.
Quem precisar de 200&000 al 1:000a a joros de
don* por cento, com hypoteca em predios, annuu-
cie por esle jornal.
NHEIRO DAVID W. BOW.NTAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinlcs ob
ieclos de mechanismos proprios para cngenbus, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; laixas de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de todos os tamanhos; rodas
dentadas para agua ou a'nimaes, de (odas as propor-
COes ; crivos e boceas de fbrnalha e registros de hoei-
ro, aguilh6es,bronzes psrafusos e cavilhocs, moinbo
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
e execotam lodas as encommendas com a superiori-
dade ja conhecida, e coai a devida presleza e commo-
didade emlpreco.
5,500
CORTES DE VESTIDOS DK SEDA ES-
COCKZ A l(0o, CHAPEOS PARA
SENHORA A 1."SIMIO.
Seda e selim prlo lavrado a 2*500, sarja prela lisa
a 2!XMXI e 20100, chales de relroz mnito bonitos a
18JOHI, lomeiras a 105000, luvas de sedada lorias as
cores, meias prct.ne brancas, e oulra inuilas fazen-
Hiis, que se vendem baratas: na rna Nova, loja n.
16, de Jos l.uiz l'ereira.
A enuem-sc meias prelas de seda para senhora
e meninas,-garrafas com rollo hamburguez, e meias
de lila para homens, senhoras e meninos: na ra da
Cadeia do Recife, loja do Bourgard.
Vende-se ou arrendase o m(o que foi de Pao-
lino Augusto da Sih'a Freire.sendo esle muilo gran-
de, e temi niuilos ommodos para vareas deleite,
na Iravessa da Casa Forte para a Arraial : quem
pretender, dirija-se ao mesmo, 011 ao aterro da Boa-
\ isla o. 31, tereciro andar.
Vcndc-se um lampean do 3 bicos, cora muilo
pourn uso, c por prero commodo : na ra llireila
n. 17.
VESTIDOS DE SEDA ESCOS-
SEZA A 16,000 0 CORTE.
Ricos corles de vestidos de seda de quadros largos
e lindos pndroes, pelo commodo prero de 160000 rs.:
na loja de llcnrique & Santos, na ra do (Jueimado
u. 40 ; dilo-se amostras com peulior.
Na ra das Cruzes n. 22, vcndc-se urna escra-
va de bonita figura, a qual engomma, cozinha c Uva
de sabilo.
Chapeos francezes para homem, palitos,
calcas e colletes.
Chapeos francezes, os mais modernos, sobre-casa-
ras o palitos de panno uno, de alpaca c de riscados,
alcasile casemira prela, de brin'i trancado', colletes
de Instilo e de seda : na rna Nova, loja 11. 16, de Jo-
s l.uiz Pereira.
ARADOS DE'FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. A C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
ilos c1"* ferro de -lir- qualidade.
MOENDAS SUPERIORES. '
Na fundirao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de nm
rnodello c construccao muilo superiores
Vendcm-se os seguinlcs livros : Rer-
gier. diccionario theologico por lOsOOO
rs., Jofl'rox, curso de direito natural por
5.S00 rs., 'olhiet, tratado de direito ci-
vil por 20.S0D0 n., e o romance Dos
Dispoc, de A- Dumas por 7.S000 rs.:
quem quizer aununcie.
CREMEL1NA DE QUADROS
ASSETINADOS, A 1,100
0 COVADO,
Chegou no ultimo vapor da Europa, urna fazenda
a mais moderna do mercado, propria para vestido
de senhnra, de quadros largos asselinados, loda de
seda, denominada Crcinelina : vende-se na ra do
Queimailon. 19: e dilo-se amostras com penhor.
Crimea.
Chegou no ultimo vapor da Europa, urna fazenda
i i leu -menle nova, toda, de seda, de quadros largos:
a qual o inadamismn em Paris da o nrime de
Crimea ; vende-se na ra do IJueimado n. 1'J, pelo
barato prero de 10000 o cuvado, e do-se as araos-
slra cera penhor.
BELONA A 500 RS. 0 COVADO.
Veio no ultimo navio francez uma_ fazenda nova,
goslo esr.ossc/., cora 4 palmos de largura, muilo fina,
que pelo seu brilbo parece seda, a qual o madamis-
mo em Paris da o norac de Uclona.: vende-se na
ruado Oueimado n. 1!l.
CASEMIRAH^CTA
0 CORTE.
Selim prelo maco a 99700* 3.-000 e 30-jOO o co-
vado.
Panno prelo a 38000, 4J000 .ioOOO e (ioOOO rs.
muilr lino.
Crs de naple prelo a 1o70Ors, o covado.
Chamalolc prelo a2oOOO.
Velludo prelo a 3)600.
Mantas prelfs do blnml a 10.5000.
Vende-se na ra do <>aeimado n. 19.
Vendem-se macas ingleus, debrhadas de me-
tal, proprias para viagem. por prejocommodo, meias
de seda prelas, inglezas, para senhnra a 4S0IX) o par,
luvas de lorral prelas a IjOOO o par, ditas deJouvin
com enfeiles a IoOOO, e para homem a 2o000. car-
Iciras de agulhas a 280. bolees ele madreperola a 9BO
rs. a grosa, pentes da alar cabello, de burracha, a
lOliOO, Irancas de seda de todas as cores, por baralo
prero : na ra do yueimado ii. II. Na mesma se
encontrar um completo sorlimenlo de miudezas.
Vende-se hanba de porro derretida a 400 rs. a
libra : na ra do Rangel n. 33.
Vendem-se uvas muscate'l de Itama-
raca' : na ra do Oueimado n. 59.
& Fa/.cndas para a quaiesma.
J| Superior sarja preta tarrada a J.rJW, 28100
g o covado, dita liza hespauhola a 21000, 2o220
g e 25100 o covado, corles de selim preta lavra-
do para vestidos, a 3.59000 e 40o000, dito #
muilo superior n 20.500e 20800 o covado, di-
lo li7j a 20400, 2oH()0 e :t>500 o covado,
g meias prctas de seda para senhora. a 39000 o
par, luvas prelas da seda a l>2SO e 10600 o
par.lpanno lino prelo superior a OJOO, 20WMI
S 39500, IoOOO, oOOl) c 69000 o covado, ca- ?
semira prela superior a 29200 c 2>500 o co- A
vado, dita setim a 3o200 o covado, e outras ;j
9 fazendas pruprias para a quaicsma. daudo-se s
@ amoslras cora penhores: ua ra Nova loja 51
9 "ova n. 1, de Jos i.uiz l'ereira Juuior. a
ip^-s-s@eg.i
Cortes de sedas.
Vcndem-sj corles de sedas j quadros, goslo es-
cossez rom 17 covados, pelo baralo preco de I60OOO
rs. : na ra Nova loja nova 11. i.
Chapeos para senhoras.
Chegirain [fel linrea franceza GUSTAVO II, os
mais modernos c elegantes chapeos de seda, com ri-
cos enrcles para senhora, e vendem-se de I60IHIO a
200000 rs. : na ra Nova loja uevan. i, de Jos Luiz
l'ereira Jnior.
Bom e commodo, para as familias.
Cassas de cores litas e de goslos muilo mo-
domos, pelo baialissimo prero de 210 rs..o 9
covado, um completo sorlimenlo de todas as 9
fazendas por menos 10 e 20 por cento do seu
valor, por se Icr comprado lima grande por-
f3o dellas. de una loja que lindou : lem um
grande c cmplelo sorlimenlo de pannos pre- tt
los e rasemiras pelas, para lodos os precos : @
W na ra do Queimado, loja do sobrado ama- @
ti relio n.29, de Jos Moreira Lopes. @
V endem-se 3 casas terreas e um carro de 4 ro-
das, ludo a moderna : a tratar na ra da Conceic.lo
da Boa-Vista 11. 38.
1:1008000.
vcndc-se um negro de bonita figura, sem vicios
nem achaques, de ijade 22 anuos," pouco mais ou
menos, para quera quizer "possuir um bom escravo :
na ra Augusta n. ".;>.
Vende-se a rasa lerrca de 2 portas c 1 janclla,
na ra de Aguas-Verdes, lado da somlwa.n. 82, a
qual casa (em no fundo urna outra de porla e janel-
la, e um quarlo com urna porla com frente para a
ra de Hurlas, ludo em chaos proprios, sendo a casa
da ra -de Aguas-Verdes de paredes dobradas, pro-
pria para levantar-se sobrado : a pessoa que preten-
der, dirija-se i riiadaMangueira n. 9, na Boa-Visla,
ou 110 trapiche do algodao, que adiar com quem
Iralar.
\ ende-se milho a granel muilo novo, a bordo
da barcaca Diligencia, encostada na rampa d Caes
do llamos.
Vendem-se boas btalas, queijos a 18600, man-
leiga a 610, 720, SOOc 960, no/rs a IIK) rs., araeixas
a 200 rs., gomma a 80 rs., cafe a 180, chii a 10600,
201100, 28210 e 29560, loucinbo 1 360. assucar orti-
co lino a HK) rs., baiNO a 90 rs., mascavado a 70 rs.,
sardinhas de Naules 1 800 rs. c 6iO a lata, b.inlia a
480, cha preto o melhor que ha 110 mercado a 28080,
esleirs do Aracatya 200 rs., fcijilo pretinho muito
novo a 180, mulalinbo a 600 rs., arroz a 180 a cuia:
no paleo do Carino, CASEMIRA PRETA-A 5,500
0 CORTE.
Panno prelo milito fino a 38200 o covado.
Setim prelo Maco a 28700 dem.
Grosdenaple prelo a 19700 idem.
Sarja prela hespauhola a 18600 dem.
Alpaca prela de luslre, fiua, a 600 rs. dem.
Meias de seda prela para senhora a 2-0000.
Lencos de selim prclo Maco a 18600.
Luvas de seda prcti.s para homem e senlwra a
Na roa do Queimado, em frente do becco da Con-
gregarlo, passandn a bolica a segunda loja de fazen-
das n. 40, e dao-se as amoslras cora penhores.
Vende-so um terreno de .50 palmos de frente e
1.50 de fundo, silo na ra do Sebo, bai'.Tu da Boa-
Visja, do lado do sul, mulo proprio para edificar
nina boa casa 011 qualquer eslabelecimento, por ser
no lugar mais alio da dita ra : a fallar na prara da
Boa-Visla 11. 6. bolic.i.
Vende-se farello de Hamburgo em
saccas muito grandes, chegadas ultima-
mente e por preco muito commodo : na
ra do Amorim 11. 48, armazem de Pau-
la & Santos.
1 AZENDAS FINAS PARA SENHORAS,
NA QlAKESMA.
Il.imoir.is de fil de linho prelas bordadas a linha
a I OSXX), ditas dilas bordadas a selim, as mais mo-
dernas do mercado, a l'ioOOO. capoliiihus de fil (le
linho prelos c de rores bordados a 100000, ditos de
relroz prelo lambem bordados a IO9QOO, manas de
lil de linho prelas bordadas a 9-O00, dilas de seda
prclas muilo linas a 89500, rhamalole prelo, covado,
20^00, e oulras militas fazendas que se vendenf por
preros commodos : na loja da Estrella, ra do (Juei-
mado n.7.
Vende-te ellectivamente alcool de 50 a i
graos
em pipas, barris ou caadas : na Praia de Sania Ri-
ta, dstilaro de 1'ran.ca.
ARROZ DO MARANIIA'O.
Vende-se no armazem n. ludo becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
Vende-se urna balanca romana com Indos os
stus pertences. em hpm uso'e de 2,000 libras: quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n.4.
ROMO' FRANCEZ
ChcRou rre novo e se acha i venda a deliciosa pi-
lada desle rolao francez, e s se cnconlrara na ra
da Cruz n. 2(i, csiriplorio, na loja de Cardeal, ra
larga do Rosario n. 38, e na de Manocl Jos Lopes,
na mesma ra n. 40.
PRELO MUITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello cliegado ultiinamentc de Lishoa :
na ra do Amorim n. 48.
MASSA DE TOMATES.
Era latas de 4 libras evcellcnle para tempero, e
lambem se vende as libras por prero commodo : na
ra do Collegio n. 12, -em casa I.eile.
Moinhos de vento
"ombombasdcrepuxo para regar borlase baixa,
de capim. na fundirao de 1). W. Bowman : na ra
doBrumns.6, 8ei0.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em harriras-e a reb-
ino, no armazem da roa da Cadeia de Santo Anto-
nio de materiaes por prero mais em emita.
CAL DE LISBOA A 4,<000 RS.
Vcndem-sc barris rom ral de Lisboa, chegadn ro
ultimo navio a 43000 por cada urna : na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de nidioca por preco
commodo: no armazem o. l(i do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes&C, na ra do
Trapiche Novon. 10, segundo andar.
^ \ endose superior sarja preta ($)
j bespanhola. (.
/j*v Bengallas linas com lindos cas- *
fe?) tr>es' (t+i
9 Heiat d seda branca! e pretal w
w para senhora. W
W) Setim preto macau paiacoll- ^9
() les c vestidos. i
\ ende-se muilo bom lcite :" na ra Direila n.
139, primeiro andar.
SARJA PRETA E SET1H
IACA'0.
Na ruado Crespo, loja n. 6, vende-se superior
Hija hespjiilo.ia. muilo larga, ptlo diminuto prero
ile ;:MK) e 20600 o covado, selim maco a 20800*e
38200 o covado, panno preto de 33000, 48000, .58000
e 60OOO o covado.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se trelo novo, cliegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendcm-se as tina* : alraz do
leatro. armazem de Joaquiai Lopes de Almeida.
Riscado de listras de cores, prop io
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia du Recife n. .50 lia para vender
barris rom cal de Lisboa, rcceiilemenle ebegada.
Na ra do Trapiche n. 1 escriptorio
deBrandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas,-a mitarSo das de Russia, de
muito hoa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande c
pequeo.
Papel de cores em caixas .sortidas, mui-
to proprio para loriar chapeos.
Papel almarjo e de peso, bi-anco e azul,
de boas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alraiade de /.neo muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente scc-
cante.
Em casa de J. Keiler&C, na ra
da Cruz, n. ."i ha para vender excel-
I en tes pianos viudos ltimamente de Ham-
hurgo.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o unico preparado com
substancias puras, nutritivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ra da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-lino. ."'. 800 a lib.
Superior.. 640
Fino.....500
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem delrontc da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra'do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
<$) POTASSA BRAS1LEIRA. t
^ Vende-se superior potassa, fa- ^
bricada no Rio de Janeiro, che- a tccenlemente, recommen- a
\0VV MELP01K
He rhegada e vend-se na loja de qualro portal
da ra do Queimadp n. 10, a muilo procorada fa-
zenda denominada melpomene de cores para
vestido de senhora, sendo novos goslos e por muilo
menor prero, que he I920O o covado.
Fl0 EM FOLHV
Na rba do Amorim n. 39, armazem de Manoet
dos Sanios Pinto, ha milito superior fume em folha
para fazer charutos.
N FEM.40 ILUTINHO.
^a rna do Aincriin n. 39, armazem de Manocl doe
Santos i'inlo. ha uperior feijao mulalinuo em sac-
cas por preros razoaveis.
A l/jOOO, -2}bQ0 e ."ijOOO.
Vende-se melpomene de duas largura* eoro qua-
dros achamalolados para vestidos de senhora a 13 o
covado ; setim prelo Macao, excllenle par* vesti-
dos a 28 o covado; lencos de cambraia de linho fi-
nos bordados e bicos pela beira a o rada um ; cam-
braia de linho fina a 58 a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo prero : na ra da Cadeia
do Recife loja da esquina n. .50.
VIDROS PARA VIURACA8.
Vendem-se em calzas, em casa de Barthomeu
I raucisco de Souza, ra laraa do Rosario n. 36.
NAVALHAS A,CONTENTO E TESOCRAS.
I>a ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de A beca, rjoti-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco filo) as ja
bem conhecida e afamadas navalbas de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex^osir.lo
lie Londres, as quaes alm de durarem eilraardina-
riamenle, nao se sen lem no rosto na aceito d corlar ;
vendem-se com a coodijao de, nao agradando, 10-
derem os compradores devolve-las at 15 diasdeinjis
pa compra restituindo-se o imperte. Ni mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes
mo fai "icanle.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
< COM ROLHAS.
Novo sortirnento do tamaito de 1 a
12 libra.
Vendem-se na botica de BartAelomen Francisco
de Souza, ra larga do fosarion. 36, por menor
prero que em oulra qualquer parte.
i
8
i
Chales de crep, bordados e es-
tampados.
Sams brancas bordadas para se-
.. ',. 1 ... ~- faTST cla-se aos scoliores de enKeuhos O
Vertidos < a.a a Pon,- ^ sens ,,ons e|i-eitos ja- exJei.iin-n.
padour. H 6
Charutos Lanceirffi. (0)
Papel pintado para*orro de (>
sal
Chocolate francez muito supe-
tt
rior.
S Agua de flor de laraiija de muito
g hoa qualidade.
No aripazem de Victos Lasne,
%^gyi*l8 Cruz n. 27.
(Jtl
@S$K!*-':JiS8Se
9 RA pO CRESPO N. 12. 9
ti Vende-se nesia luja superior damasco de
M seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, *J
por prero razoavel. 9
CEMEMOROMA^ BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, cliegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as tinas : alraz do lliealro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vende-se farinha de mandioca inu'r-
tp superior, a ".S'OOrs. a lacea: nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
eno de Jos Joaquim Pereira" de Mello, no
caes da allandega, e em .porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na ra do
Trapiche-Novo n. segundo andar.
Taixat* pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortirnento de taixas.de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo' e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C., na ra de Scnzala Nova n. 42.
Sellins nglezes.
Relogios patente ingle/..
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes hronzeados.
Chumbo em, lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de gra\a n. 97.
COH PEQUERO TOQUE DE
t AVARIA.
Peras de madapolao a 280O0. 2S500 e 3^000. pecas
de algodiloznho a 800 rs., 18000. 18280, 18600, s
c 2*100 : vendem-se na ra do Crespo, loja da es-
quiua que volla para a cadeia.
PARA A CUARESMA.
Sarja prcla bespanhola de primei qualidade. se-
lim prelo muilo superior, casemira preta franceza,
dila selim, velludo preto superior, panno preto mui-
lo lino, rom luslre c prova de liman, e deontras qua-
lidades mais abaivo : vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.

tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron'&
ComiKinhia.
vende-sc excllenle taboado de pinho, recn-
tenteme cliegado da America : na ra de Apollo
trapiche do Ferreira. a eolender-se com o adrauis
rador do mesmo.
, AOS SENHORES DE ENG7
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stoll em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.* edirao do livrinho denominado
Devoto Chrisiao,mais correctoe acrescentado: veude-
-e.nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PLBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla enlacie, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, cdeN. S. dn Bom Conselho : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da prac,a da
independencia, a tcjOOO.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Jpneiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegadus, de excellcnles vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, ra
da Cruz n. 1.
Vcnderr.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C,, ra da
Cruz 11. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortirnento de moen-
das c meias moendas para engenho,' ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.

Vcnde-se um cabriole! com cubera e os com-
petentes arreios para um cavallo, lodo quasi dovo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar 00 Recife ra do Trapi-
che 11. 1 primeiro andar.
CAL YIRGEM.
a meis nova que ha no mercado, a prero commodo
na ra do Trapiche u. 15, armazem de Bastos lr-
inos.
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na ra do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendcm-se cobertores escuros, proprios para
escravos, a 720. ditos grandes, bem encorpados, a
18280, ditos brancosa 18200, dito com pello iini-
l.mdoosdc la a 18280, dilos de la a 28100 cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da allandega, e para por-
coes a tratar com Mauoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapich n. 14.
NOVO SOKTIMENTO DE COBERTORES 1)E TO-
DAS AS VIALIDADES.
Cobertores escuros a 720 rs., ditos grandes 1 18200
rs., ditos braucos de algodao de pello e sem elle, a
irailaco dos de papa, a 18200 rs. : Da lojar da raa
do Crespo n. 6.
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Av, primeira qua-
dade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 5GS000 rs. cada cai.\a, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuilc os r-
tulos das garrafas sao azues.
Brunn Vr^ev &C^^S^
vender em sua casa, ra da Cruz
i "10-
jSj Lonas da Russia.
":'i Champagne.
M Instrumentos para msica.
g Oleados para mesa.
Charutos le. Havana verdadeiros.
Cerveja Hamburgueza.
Gomma lacea.
LIMO SORTIME^iTO DE CALCADO.
Na rna Nova n. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortirnento de cai-
ra do para senhora, que pela sua qualida-
de e preco muito deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato: os precos
s.o os seguintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem discouto.
Sapatos de couro de lustre. Is700
B01 zeguins coni salto para senhora. 5#00
Ditos todos gaspeados tambem com salto
para senhora. 4.S0O
Sapatos de cordavaode muito boa quali-
dade. ,S|)0
Em casa de Tiinm Momsen & Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 1 ha para
vender :
Um sortirnento completo de livtos em
branco de Ham burgo.
Lonas da Russia de superior qualidade e
por preco muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de diferentes qualidades.
Absinthe echerry cordeal de superior qua-
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada
Faure pre & lils.
Chocolate francez.
Pianos miisicae e horizontaes.
ADELINAS A 1000 US. 0
COVADO.
Clieaou pelo vapor Solent, daBuropa, urna fazen-
da nova, loda de seda, de quadros largos asselinados
r malisados, ultimo soslo em Varis : veode-sc uni-
camciile na loja de Heurique & Santos, na ra do
Queimado n. -10.
RELOGIOS NGLEZES D PATENTE.
\ endem-se |ior prero rao ito commodo: no arma-
zem de Barroca Castro, ra da Cadeia do Recife
n. 1.
Vende-se ou ar renda-se um dos enge-
nhos Telha e Brilhante, na freguer.ia de
Serinhaem, os quaes moem um com agua
ottlio eom animaes, situados em trras da
melhor produccao, com muitas vrzeas
e maltas virgens, boas obras, sendo as de
um del les inteirarnente novas, cora pro-
poi ees para grandes safras, e distantes
do embarque legla e meia: a fallar com
o seu proprietario o major Joao Climaco
remandes Cavalcanti no mesmo engenho,
ou nesta praca com o Dr. Joao Vicente da
Silva Costa, na ra de S. Goncalo n. 14.
Gros de Naples alj'QOOrs. ocovado!
Na ra do Crespo n. vendem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas o de quadros, lindos goslos, com nm
pequeo loque de mofo que pouco se cunheee, pelo
baralo preco de 18 o covado. Assim como te acha
ua mesma loja nm lindo e variado sortirnento de se-
das que se vendem muilo baralo.
9 VESTIDOS DE SEDA A228000. fe
9 Ha imi loja de Mauoel Ferreira de S, na 9
$ ra da Cadeia-Velha n. 47, vestidos de seda .
' os mais modernos a 228000 cada um : ha 5
i lambem srs de aples de llores a 28000 rs. s
o covado, meia casemira de la pura per jj
3t 28")()0 rs. o corle de caira, e oulras fazendas !
9 muito baratas. 9
2 3 SaXV&MQ S2-992&9999999
ESCRAVOS FGIDOS.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a prejos ba-
ratos que he para ferhar coutas.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellins ebe-
gada recenlcmentc da America.
Vendero-sc no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de llenrv Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prejos
mdicos. '
A 80 rs. a vara.
Na Inja de Cuimaraes A; lleuriqucs, ra do Cres-
po n. .*>, vendem-se cassas franeczas muilo finas, che-
gadas iilliinaliienle, de goslos delicauos, pelo baralo
prero de 180 rs. a vara : assim como lera um com-
pleto sorlimenlo de fazeudas |Qnas, ludo por prero
muilo commodo.
ILEGIVEI
No mez de junho dn anno paasado desappare-
ceu do bairro da Boa-Vista, roa da Mangue), casa
n. .'i, o escravo mualo acaboclado, de nome Nicolao,
com os signaes seguinlcs : estatura regular, o rosto
todo cravado de marcas de bexicaa, pea pernas
grossos, falla com mansidao, he ollicial de pedreiro,
e ha supposif3o de eslar IrabamaadD pelo olllcio em
Serinhaem. Este mulato he boje do tuno assigna-
do por o ler comprado na cidad da Parahiba a Sra.
viova do fallecido Gasio : quem o apprehender, le-
ve-o cidade da Parahiba ao Illm. Sr. Sergio Cle-
inentino Drummond Pessoa, ou na ra da Maogucj-
ra, casa n. da Antonio Gomes Pessoa.
CEM MIL BEIS l)E GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 185* o es-
cravo, nioiilo, de nome Anloaio, er fnla, reprsen-
la ler :10 a :)."> annos, pouco mais ou menos, he mui-
to ladino, cosluma trocir o nome e intiliilar-se forro,
e quando se v perseguido diz qoe he desertor ; foi
escrtvo de Antonio Jos de Sanl'Anna, morador nu
engenjio Cail, da comarca de Santo Anlao, do po-
der de quem desappareceu ; e sendo capturado e re-
colhido cadeia desla cidade com o nome de Pedio
Sereno em 9 de azosto, foi ahi embargado por ne-
curo le Jos Dias da Silva Guimaraes, e ltima-
mente arrematado em praca publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assiguado. Os signaes s de :!0 a 33 annos, estatura regular, cabellos pretm c
rarapinbailos, cor amulatada, olhos escuros, naris
grande e grosso, briros grossos, o semblante fechado,
bem barbado, com lodosos denles na frente; roga-
se as autoridades policiaes, capules de campo a pes-
soas particulares, o apprehendam e maadem nesta
prara do Recife, na ra larga do Rosario n. 21, que
recebcr a gratificarlo cima, e protesta coutra quem
o liver ocrullo.Mannel de Almeida.'Lopes.
Na ra das-Cruzcs n. 40, taberna do ("ampos,
ha das melhorrs e mais modernas bichas hambur-
gnezas para vender-se em grandes porroes e a rela-
ho, c tambem se aluga.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Dcsapparereu no dia 6 de dezembro do anno pro-
simo passado, Benedicta, de U nniion de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levuu um vjslido de chita com,
listrss cr de rosa e de cafe, e oWro tambem do chi-
U branco rom palmas, nm lenco amarello to pesco-
ro ja deslioladn: quem n apprcheiider conduza-a
Apipucos, no Oileiro, em casa de Joao Leite de Axe-
vedo, ou no Recife, na prara do Corpo Santo u. 1",
que recebar a gratilicacao cima.
I'ER.N TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855
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miitii nnn
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