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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/00913
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Thursday, March 22, 1855
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:00913

Full Text
ANUO XXXI. N. 67.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
V
i-
DIARIO
QUINTA FEIRA22 DE MARCO DE 1855.

Por anao adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
------- IIISIII
PERNAMBUCO
=
encahrecados da sibscripcvo-
Kecife, o proprietario M. F. de Farin : Rio neiro,.o Sr. Jlo Pereira Marlins: Babia, o Sr. 1).
l'uprad ; Macoi, o Sr. Joaqun) Heanlo doea ; Parahiba, o Sr. Oervazio Virlor da Nalivi-
dadc ; Natal, o Sr. Joaqnirfi Ignacio I'ereira Jnior ;
Aracaty, o Sr. Antonio de Lomos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranh.lo, o Sr. .loa-
Sum Marques RodrteoM ; Piauliy, o Sr. Domiogos
iercnlano Ackiles Pessoa Cearenee ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronj mo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 e 28 d. por 1J>.
Pars, 3iO rs. por 1 f.
Lisboa, 95.a 98 por 100.
Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
* da companhia de seguros ao par.
Disconto de iettras de 8 a 10 por 0/0.
METAF.S.
Ouro.Oncas hespanholas- 29*000
Modas de 65400 vellias. 169000
de 69400 novas. I69OOO
de 49000. 99000
Prata.Patacoes hrasileiros. 19940
Pesos columnarios, ... J 9940
mexicanos..... 10860
PARTIDA D>S CORRE10S.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
N illa-Bella, Boa-Vista, E\ cOiiricniy, a 13 e28.
Goianna c Parabiba, segundas o scxlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primcira s 7 horas e 42 minutos da nianha.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relarao, tcr;as-feiras a sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
I* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Marro 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da larde.
11 Quarto minguantc aos 11 minutos e
37 segundos da tarde.
> 18 l.ua nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
19 Segunda. (Estacao aos Si. 4 coreados) S. Jos
20 Terca. (Eslaco a S. Lourenco Dmaso.)
21 Quarta. (Estacao a S. Paulo) S. Benlo ab.
22 Quinta. (EstacaoaosSs. Silveslree Marlinl)
23 Sexta. (Estacao a S Euzebio) S. Victoriano.
24 Sabbado. (Eslacjioa S. Nicolao in carcere. )
25 Domingo, da Paixo ( Estacao a S. Pedro )
Annunciaco da SS. Virgen Mai de Dos.
parte orricutL.
MINISTERIO DA JUSTIQA.
Decreto n. 1569 de i de marro de 18V>.
Approva o regiment de costas judieiarias, man-
dado organisar pela lei n. 601 do 1 dejulliodo
1851.
(Conliooacao do n. anlecedeile.)
CAPITULO II.
ibeliides do registro das hyqotltccas.
Arl. 94. Do registro de cada urna es-
criplara de hypolheca.......3s00O
Da averbaco .* ,......1.5.500
De cada cerlidao negativa .... 19500
De qoaesquer oulras certidocs e das
buscas, o mesmo que tem os labclliaes
de notas
TITULO II.
Dos escrivaes de i." e 2. instancia, secretarios e
continuos das relayes.
CAPITULO I.
Dos escrivaes de 1. instancia no cictl.
Arl. 95 Das cuacles ou notificarpeti
que fuerem em audiencia lerao por ca-
da pessoa citada ou notificada .... 300
Sendo a citarlo ou nutilicaejio por
..'.......... I-5000
E sendo pessoalmenlo feita, a mes-
quanlia, alm do raminhu c estada
que se marcar para as diligencias fura de ,
( eus cartnrios,
Arl. 96. Da aoloarao feila no car-
orio............ 300
E da que se fizer em virtude de accu-
> em audiencia........ 500
Art. 7. Dos mandados que passarem
para c itarao en notificarlo, e alvars de
a............ 200
Ditos de penhora, embargo, seques-
tro, priso ou deleucao, demolido, re-
mollo, entrega de bens, deposito, ma-
iiulenrao, arrolumenlo, levantamenlo
pn ontro qaalquer, excepcao dos de
c condemnajan de preceito .. 500
de comleuinaro c prc'celo o
inesmo que vai marcado para os trasla-
dos, devendo ler a mesma forma de es-
cripia destes.
Do precalorio do levantamenlo ou de
venia............ 600
Arl. 98. Das procurarnos e sobstahe-
locimenlos apud-acla, perceberu de ra-
da coastiluinle. observando-se as mes-
mas escepees feila* a respeilo das pro-
ouracpc pelos tabelliaes. 500
Arl. 99. Dos termos de requerimcnl<>
de audiedeia que lavrarem nos aulos. 300
Dos de vista, dala, juntada, conclusAc,
remessa, recebimenlo, perceberao d;
cada um........... 200
Dos de publicarlo dos despaclns o sen-
tenjas, declarando se estiveram ou na >
prsenles as parles cu seas procurado-
res, de cada um ....... 300
Dos de juramento, anda quo soja Je-
uina ou mais pessoas. 600
Arl. 100. De cada termo do prolcsto,
contra-protesto, preferencia ou ratcio,
tellajSo, aggravo, de estar pelo
gado, desistencias, composices, flaneas,
quilarcs, e outro quilquer que no enr-
a assigoado ....... 500
lo se entende quer seja una ou
partes que iotervenh'nn ou assg-
nem o termo.
Arl. 101. Dos termos de pregues do
bens que tem de andar em praca, nada
levarlo.
Art. 102. Das provisOcs de opere de-
is que passarem para o ex-
lalqucr ofiicio..... 2->100
arlas de legirnarao, perfilharao,
pCSo, e dai de insinuar jo de doa-
.......... 45000
103. Da rsbrica qne lizerem cm
livro, documcolo ou papel, a re-
menlo de parte, e despacho que as-
si m o determine, perceberao de cada
a............ 60
. Arl. 101.1)e cada guia que passarem
nos autos ou fura delles para pagamen-
to do imposten ou para depsitos. 200
Das cr rlides qne passarem nos anlos
do deseritranhiroento de papis ou nu-
tras semclliantes, e das informarpes que
dercm >m requerimento a pedido das
partes, de cada urna....... 400
Nada, porm recebero das informa-
res determinadas pelos juizes, e daquel-
las qoo deverem dar razao de seos ofli-
eios ou para evitaren! a responsabili-
dad.
Art. 105. Do auto de penhora, em-
go, sequeslro, priso ou delenriio, ou
[uilqucr oulro que lavrarem na ci-
dade ou villa......... 2000
Do de inventario, do de parlilha, le-
varao o mesmo de cada um, inclusive os
juramentos que nelle se houverem defe-
rido.
Dos de vesloria, exarhe, posso e arro-
lamento.......'. 45O0O
Arl. 106. Por escrever o inquirilo de
cada urna leslcmuoba produzida emjui-
zo c depoimenlos de parles..... I9OOO
Ilavendo repcrgunla ou reinqniric,ao. 500
Nao receberao qusntia alguma a titu-
lo de estada quando a inquiricao se fuer
em casa do jniz ou no auditorio.
Art. 107. Das buscas dos papis, pro-
cessos lindos ou parados que cxislirem
em seus cartorios at seis mezes, nada
receberao ; passados estes ate um anno. 600
Deste a dous annos....... 1$000
E at tres.......... 39OOO
E nada mais al completar Irinla an-
nos, depois dos quaes perceberao o quo
convencionarem com a parte que taes
processos 011 papis procurar.
E das buscas dos livros que por lei sao
obrigados a lerem cm seus carlorios,
perceberao melad do que Ibes fica mar-
cado para os processos e papis.
Art. 108. Em lodos e qoaesquer aclos
de seus cilicios que livercm de pralicar
fura de seus cartorios, eiceprao dos de
audiencia, de praca feila porta do
juiz, ou de seuuditoro coslumado, dos
termos de juramento e das diligencias a
que por lei sao obrigados ex-ofcio, per-
ceberao, alm do que por taes actos Ibes
fica marcado por meio dia de estada. 39000
E pelo dia inlciro....... 6J000
Enlende-so por meio dia o servicp n3o
menor de* qualro horas, e dia inteiro o
deoilo ; porm ainda mesmo que o ser-
vido nao complete as qualro horas, sem-
pre se contara meio dia de estada.
Art. 109. Qaando a diligencia exce-
der de duas leguas dos auditorios doi
seus respectivos juizes, lerao mais a titu-
'o de caminho, o mesmo que estes tem
observando-se ludo o mais que est de-
terminado a respeilo dcsles. ,
Art. 110. Quando a diligencia se nao
effectuar por facto que nao seja do escri-
vaooudojuiz, leudo aqnelle sabido de
seu carlorio, vencer a estada como se a
diligencia se tivesse elTccluado em meio y
dia. \
Art. III. 3enrftee-qne for neressario
K dar aos escrives o mais cm pregados
da diligencia as conducroes necessarias,
o que ser ministrado pela parle que .1
tiver requerido, ou (que for iuteressada
no andamento da causa-; e se juntar a
cunta aos autos pelos presos ordinarios
para se contar a final.
Arl. 112. Dos termos de arremataran,
quer segamos bens mo\eis, semoventes,
ou de raiz,"perceberao dos arrematantes :
Al o valor de 5009...... IsOOO
Ateo valor 4:0005...... 25000
E d'abi para cima mais I5 sobre ca-
da cont de reis, nunca porm eiccden-
do de............ C5000
E se a arrematadlo nao for feila no
lugar do costume, venecrao mais a esta-
da quo ser naga pela parle qne a re-
querer.
Art. 113. Dos traslados que (irarcm
dos processos no lodo 00 em parte, das
carias teslemunbaveis, citatorias, de pe-
nhora, embargo, sequeslro, inquirirlo,
rogatoria, e de oulros quaesquer que
passarem cm deprecada, das carias de
edictos e editaes de prara, e de todos os
mais inslrnmeutos que exlrahirem dos
autos, perceberao seis reis por cada li-
nha ou regra que nao contenha menos
de Iriota Iettras cada nma.
Art. 114. Das senlenras que extraliir,em dos pro-
cessos ordinarios ou summarios e dos invenlarioss,
bem como das carias de arremataran, perceberao
oilo ris por cada regra contendo nao menos de Irin-
la letras urnas poroutras.
Arl. 115. Da escripia do lancamento das parlilhas
sobreparlilbas, dasdeligencias para medirn, aviven-
tacjio de marcos e limites,perceberao dez ris por cada
linha contendo nao menos de Irinla alm do que
pela estada c caminho Ibes perlencer.
Arl. 116. Das certidocs que passarem dos livros ou
autus e papis, a pedido das parles, doze ris por
cada linha que nSo tctdia menos de Irinla Iettras.
Arli. 117. A' exceprao das certidocs, todas as mais
pesas referidas nos artigo* antecedentes deveran
ler Irinla tres linha- ou regras escripias em cada
pagina, menos a primcira e a ultima.
Os escrivaes que se afaslarem desle formato na es-
cripta, augmentando ou diminuindo o numero das
1 i 11 lias c das Iettras. ponieran a metade da raza que
Ibes competira pela escripia rcgularmejile feila.
Art. 118. As senlenras flue se cxlrahirem dos pro-
cessos ordinarios deverao cooter :
1." A aiilnrin.
2." A polio,! 1 inicial.
3. A f de cilarao.
S 4. A conciliarao.
; 5. O libello.
6. Conlrariedade.
7. Replica e Ireplica.
8 8.a A senien ;a c documentos cm que ella se
fundar.
Sendo estas sentencas embargadas, a sohresen-
lenra contera os embargos, e a sentenc,a de
desprezo dos mesmos com "os documentos a que
lia se referir, se torem diversos daquellas j Iraus-
crisplos na senle <\\. E se tiverem sido recebidos,
contera mais a contcslacao.
Arl. 119. A sen lenca de embargo de
(erceiro, senbnr, possuidor, ou prejudica- ,
do, contera :
t' 11 aulo da penhora.
2. Os embargos de lerceiro.
3." A sen lenca e documentos em que
se fundar.
Art. 120. A sentenra de arligos de
preferencia dever conler :
S 2. Auto de penhora.
3. Pelices e cilarao.
4-0 Artigos
5." Contestarn.
6. Senlenras e documentos em que
ella se fundar.
Arl. 121. Se a. -rulenca for em causa
summaria, contera :
l. A a i! loar'11.
S 2." A prlirao inicial e cilarao.,
3. A cnnciliar.ln.
g 4. A conleslacao.
5. A sentenra e documentos em
que se ella fundar.
Olanlo s sobre-senlenras sp proceder
como se determina no artigo 118.
Arl. 122. Em qualquer caso, havendn
habilitaco incidente, a caria de senten-
ra deveri lambem conter :
1." Arligos de habililacjo.
8 2. Conleslacao.
3." Sentenra com os documentos em
que se fundar.
- "Arl. 123. As senlenras de formal de
arljllias cootero :
l." Aoln~iao.
8 2. reiic.no.
8 3. Declararn de berdeiros.
8 i. CollarAo de herdeiro a favor de
quem se passar o fnrnial.
S 5." Despacho de deliberarlo da par-
lilha.
\
0 CAPIIAO PLOEVEN. C)
Fr E. Gaadin.
SEGUNDA PARTE.
O preparativos.
Eiti Ploucvcn n arrao segua de porto a palavra ;
<. no dia seguinte, elle (omou logo suas dispo-
's. A empreza exiga sagacidade e sangue fro ;
pori|nanto de lodos os negros fugitivos, que eslavam
acontados nos morros, nenbum sabia melhor que
Volcano engaar c mallocrar as persesui^oes; ne-
nhum preparava laros com mais arle, nem fazia ca-
hir nelles com mais'seguranea aquelles que procura-
vam prend-lo. Cilavam-se no paiz mutas campa-
nhiis desse genero de que ello IriumphAra ; cansara
nleiros mais ousados e mais habis, matando
mesmo a dous ou tres denlre ellrs. Ora dirigia-os a
ba -rancos oceultos, em que preesptavam-se, ora es-
pe ava-os no eume de um pico, e fazia cahir sobre
elles pedras enormes no momento em que lentavam
csiala-lo. Nessa vida sclvagcm e inccssanleinenle
. expona, o negro adquirir a delicadeza de sentidos,
que distingue os auimaes : seu ouvido e sua visla
lii bam urna sublleza incomparavel. Nada igualava
o vigor de seus membros nem a ligeireza de seus
ninvimenlos ; saltava sobre os rochedos e corra por
Ilutares escarpailus com a agilidade de urna cabra
aiiDiileza, alravossava torrentes a nado, enlranbava-
se nos bosques como urna lera, c linha ah abrigos
irnpenctraveis para qualquer oulro. Ma carreira des-
attava os ce- e os cavallos; no mesmo dia era vi-lo
ein diversos pontos e cm laes distancias que ninguem
sabia explicar essa presenra simultanea. Quando o
suppuubam nos morros, eslava agachado airas d^s
sebes da planicie espera do alituma presa; quando
jiilgavam-nn anda na planicie, eslava j nos morros
ao abrigo das pesquizas, e gozando de sua pilhagem
rom mpunilade. Esas escpulas minias vezes re-
novadas linliam rmlim prortotldS urna especie de
tregua entre elle c os agricultores, e os agentes da
forra publica linli.im lambem perdido as esperanras
de apanha-lo.
Tal era o hornero, cuja cabera Ploueven promel-
1 madama de Angremonl" Essa promessa era
mais fcil de fazer que de cumprir, e qualquer que
nao fosse Ilretilo c rhefe de corsario, leria cabido
envergonhado ; mas se Vulcanoeraob.liuado, Ploue-
ven nSo o era menos, se Vulcano linha astucia e um
arsenal de expedientes inesgolavel, Ploueven n.lo
linha menos recursos de espirite, nem om arsenal
) Video/>fl8n.66.
8 6." Cilarao ibis berdeiros para vercm
proceder a parlilhas.
8 7. Aulo e calculo da parlilha.
8. Sentenra que a julgar.
Arl. 124. As cartas de arremataran
conleiSo:
8 1. AuloacSo.
8 2. Sentenra exequenda. .
8 3. Penhora.
8 1." Avnlao,3o.
8 5." DcclaracAo do numero de pre-
gues e pracas que correrram,
8 6. Auto de arremataran.
7. Quitarlo 00 deposito.
Art. 125. As carias de adjudicaran,
alm das peras referidas conlero :
1." Cerlidao de nao haver lancader.
8 2. Senlenca.
Arl. 126. Os instrumentos de dias de
apparecer conlero : petirau inicial da
causa, sentenra appellada, termo de ap-
pellarAo, despacho de seu recebimenlo, e
mais termos relativos expedirlo da ap-
pcllacao. sendo o seu formato o mesma
dos instrumentos em geral.
Arl. 127. As carias execolorias deve-
rao conler : a autoaran, sentenc 1 exe-
quenda, petirao e despacho que a orde-
na, lendo o frmalo das precalorias.
CAPITULO III-
Dos esericies da protedoria.
Art. 128. Alm do residuo c porcen-
lagem dos heos do evento de um por
cenlo, lerao do registro dos testamentos
e termos que nelles ;e lavram, por rada
lauda dos dilos testamentos e termos. .
Art. 129. Do auto de approvar,ao e
reprovaraode contas de capillas que la-
vram nos livros.........
, Arl. 130. Dos reconhecimentos que
em razan de seus cilicios fazem nos pa-
pis e documentos das conlas de lesla-
3.5OOO
AMMX)
250OO
500
2O.5OOO
I5OOO
25OOO
menos prvido. Era um combate em que nao falla-
va audacia de parte a parte, e em que iam desenvol-
ver-so no ataque e na defeza todas as combinarocs
que podem suggerir o desejo do (riumpho e o ns-
tincto da conservarlo.
A primcira condcno do bom successo era o mys-
lerio ; porque mais de urna vez Vulcano aperlado
.hu vivamente abandonara o norte da ilba pelas
monlanbas do sul, onde os abrigos cram mais segu-
ros, e as escarpas mais escabrozas : era esse seu lu-
gar de asvlo nos momentos crilicos, e quando o exas-
peravam. Dessa vez, ao primeiro aviso, elle poda
refugiar-sc ah, e loruar a trela de Ploueven mui-
lo mais perigosa e ingrata. Tqdo acouselhava, pois,
o segredo ; convinlu preparar-sc sera rumor, mar-
char de improviso, cercar o couto do negro e sor-
prende-lo. Assim so faz quando forca-se un javali
no covil, rodeando-o de um circulo de chucos amea-
Sadorcs;
As informarnos que o capillo Ploueven peder re-
colbcr, concordavam eiu um ponto : fixavam a resi-
dencia habitual de Vulcano sobre urna das encostas
do pico de uuionneau em umdesnladeiro, onde nas-
ce o riacho de liovaves. Sempre que era perseguido,
desapparecia abi sera que ninguem podesse dizer co-.
me suba esses rochedos inaccessiveis, nem que re-
fugio tinhrr nelles preparado, l'ns prelendiam que
na base do pico liavia urna escava^ao s por elle co-
nhecida, cuja entrada era encoberta por moutas den-
sas e felos espinhosos; oulros asseveravam que a
gruta do bandido abrase mesmo no pico, e em tal
elevarao que nao linha outra visita a recciar, aen.1o
a das aves de rapia, hospedes familiares desses ci-
mos. As ver-es variavarn quanlo ao cont, e era
mais urna difliculdade para essa expedido, que j
offerecia lanas.
Em compensarlo Ploueven achou ajudantcs que
nao csperaia. Km urna choupana da babilarao vi-
viam dous sabnjo* ensillados a cacar negros fugitivos,
c que empregavam ni-so nm faro csercilado e o pcior
carcter. Cliamavam-seTamerlan e Bajazel, e em-
bora fossem da mesma especie differiam entre ai pe-
lo Irage e pelo humor. Um ora louro jaspeado de j
preto, o oulro cinzenlo nodoado de brauco. Ambos
linliam denles seituros e jrrelos firmes ; porm Ta-
merlan tinha s vezes accessos de alegra emquanto
Bajazet enrerrava-se em urna dignidade sombra :
um brincava rom a presa, o oulro contentava-se com
mata-la. Quando eslavam ociosos, cnlretinbam-sc
cm morderein-se muluameale afim de empregarem
os momentos perdidos. Ilonravam assim os uomes
que linliam, e Iralavam-se como velhosinimigos. Pa-
ra ullimo distinclivo 'lameran em urna cacada fra
ferido em mpa perna, e Bajazet em um olho: era
impossivel rnnformar-se melhor com a historia.
Estes dous nnimaes goznvam de urna reputaran lo
bem fundada, que erara lidos durante odia e a noi-
te na correnle sem lhes restar outra dislraccHo que a
de seus assaltos fraternaes. Viviam assim em om
solamente pouco proprio para, abraudar-llies os cos-
600
2>500
mentaras e capellas, perceberao o mesmo
que se marcou paja es labelies.
Em todas as mais diligencias, autos c
termos que em razao,de seusoflicios, fize-
rem, receberao o mesmo que sf marcou
aos escrivaes no civel.
CAPITULO III.
Dot eserhaes do juizo do* feilos da fazenda.
Art. 131. Os escrivaes do juizo dos
feitos da fazenda regular-sc-hao na per-
cepco de seus salarios por ludo quanlo
esl determinado no rapitulo 1. para
os escrivaes de primeira instancia no
civel
CAPITULO IV.
Dos escrivaes de orphaos e ausentes.
Art. 1:12. Das carias de emancipado
ou de supplemenlo de idade ....
Das provises de tjtella, alvars de
anInri-aran para casamento oude suppri-
menle de licenra para esse fim. .
Arl. 133. De cada termo de lulella. .
Dilo de entrada de qualquer quanlia
ou objecto precioso paraocnlrc, e de que
liaran conhecimenlo i parle.....
E dos de sahida ou levanlamenlo, ou-
tro lano.
Arl. 134. Da diligencia de lirada de
orphao ou menor da cusa de seu pai ou
lulor para casamento.......
E alm disso o caminho que vencercm
conforme a distancia.
Em luflo o mais quer como escrivaesdo
orphaos, quer como de ausentes, regu-
lar-sc-ho pelo que se marcou para os
envite no civel.
CAPITULO V.
Dos escrivaes de primeira instancia que servem no
crime e perantc as autoridades poHciaes.
Arl. 135. Do juramento de qucixa ou
denuncia, ou de qualquer oulro que pc-
rante o juiz escrevem, ainda qne deferi-
do a mais de urna pessos......
Art. 136. Do auto de qualificarao.pr-
gunlas, aecusacoes, corpo de delicio, sa-
nidade, e do outro qualquer, perceberao
por cada um.........
Art. 137. Do lanramenlo no rol dos
culpados.e reeommendaco na cadcia.na-
da levaro.
Arl. 138. De respnndcrem s folhas
corridas.porcada pessoa nellasdesignada,
nao seudo cx-oflicio.......
Arl. 139. Dos termos de liancas lavra-
vrados nos livros compclcnles para os
reos so livrarcm sollos, perceberao o
mmo qne (em os tahelliaes de olas
pelas escripturas que lavram nos livros.
Arl, 110. Daa inquiriepes de Icslcmu-
nbas e lodos os mais aclos que praticarem
cm razao de seus olidos, perceberao o
mesmo que se marcou para os escrivaes
no civel.,
Arl. 141. As senlenras deverao ler o
mesmo frmalo que as sentencias cveis, e
nellas se Iranscrever a nuliurao, peticao
ou ofiicio inicial, juramento, corpo de
delicio, despacho de pronuncia on nao
pronuncia, sustentarlo ou revogaeflo da
pronuncia, libello,conlrariedade, senlen-
ca c documentos a que ella se referir.
Arl. 112. As que se tiver de eilrahir
dos processos policiacs, conlero a autoa-
cao, petirao ou officio inicial, juramen-
to, senlenca, documenlos em que ella se
rondar, a inlerposicao da appellacao (ha-
vendo-a) e a senlenca.
Arl. 143. as de recurso se Iranscre-
ver a pelicao de recurso, senlenca e do-
cumenlos a que ella se referir.
E as de infracto de postura, alm
das peja do artigo antecedente, o auto
da infraccao.
CAPITULO VI.
Dos escrivaes da auditoria da marmita.
Arl. II .Os csrivaesda auditoria de ma-
rinha, nos acto de seus officios, se regu-
larao pelo que l determinado para os
escrivaes de 1.' instancia no civel ou no
crime, conforme no caso couber.
CAPITUTO VII.
Dos escrivaes dos juizes de paz.
Arl. 145. De cada termo de concilia-
cao cflectuada .'......
E alem disto o que lhes perlencer pe-
la cerlidao que passarem.
Da declaracao de pao conciliados .
Arl. 146. Pelos mais aclos que prati-
carem no civel ou 110 crime, receberao o
mesmo que esl marcado para os escri-
vaes de l. iostancia noeivcl e no crime,
c os que praticarem como tabelliaes do
notas, o que te marcou para este.
100
turnes, e inspirar-lhes goslos mais regulares. Que
Testa quando vam-se sollos, c com que ardor cor-
riam para a monlanha.' Desgranado do negro, enja
pista elles acbavam, se nao linha para garanlir-se
um abrigo seguro que podwse alcancar Elles alas-
salhavam-no porfa; 'lameran alacava-o na gar-
ganta, Bazajel nos jarreilos, e depois de lerem era-
vado os denles na presa nao a sollavaro com vida.
Raras vezes couseguia-se salvar a victima: eram
Bailo sensuae* e tinham longos jejuns que reparar.
Ta eram os ajodanles que Ploueven tinha
mao ; mandou-lhes dobrar a raco afim de augmen-
tar-lliM o zelo e anima-los em suas boas disposiroes ;
depois vollando ao Gregeois, escolben cinco ho-
mens determinados, aos quaes deu carabinas de lon-
go alcance c armas brancas para o caso, era que ti-
vessem de Iravar urna luta corpo a corpo. Nessa
tropa escolhida figuravam tres personagen's que co-
nhecemos, o Maluino, cujo espirito era fecuudo em
recursos, Miguel, cujo humor eslava cada vez mais
sombro, emlim Yvou, um dos marinheiros mais a-
geis da equipagem, e que o capitao desliuava para o
calamento dos rochedos. Com laes hnmens e lal
chefe Vulcano corra grandes riscos. Para completar
esse pessoal, Ploueven, paisando pelo caslello, lo-
moii Acteon, o qual passou de palafreneiro a pica-
dor, e foi encarregado de conduzir lameran c Ba-
jazel, com quem soubera manter relaepes lolera-
veis.
Regulado ludo isso, Ploueven deu o signal da par-
tida, e a iropadirgio-se para os morros; Acteon ia
adianle com os sabujos, e o capitao segua-o com sua
gente.
Onde vamos? perguutou ingenuamente \ vnn.
Cacar coelhos, meu discpulo, responden o Ma-
luino, e eis-aqui os nossos fures, acrescentou elle
mostrando os caes.
VI
A expedirao.
A pouca distancia da habilacao, c quando Aclcon
ficou cerlo de que os caes nao se desem aininliariam,
sollou-os, e elles pozeram se a cara, lameran par-
lio, alravessou urna torrente e desappareecu ; Ba-
jazel porlou-se com menos ardor c mais prudencia.
Farejou primeramente lodos qs marinheiros eo ebe-
fe voltou para Acteon com cerlo impeto, e s paroo
ao sora de sua voz : linha sentido ebeiro do negro
Terminado esse manejo, lomoo sua direccao e cor-
reu para a monlanha. De quando em quando ambos
reappareciara saltando por cima das moutas, e pro-
curando no chao indicios, que podenein p-los na
pista. Nesses movimentos nada era entregue ao ara-
so ; os dous animacs linliam a cnnscicucia de sen pa-
pel, e obedeciam a inslinclos to rerlos, como te
seguissem os vestigios de urna presa.
Nada mis agreste do que a regao, em que pene-
(rava a tropa de Ploueven. A' proporrao que su-
biam nos morros, desappareciam as veredas, e era
mister passarem penivelmenle atravez do enormes
39OOD
15500
CAPITULO VIII.
Dos escrivaes do jury e das correirises.
Arl. 157. Da leilura do proresso no
jury, formaran e escripia da acta. 45OOO
Em ludo o mais se rcgularao pelo
quo se marcou aos escrivaes da 1.'ins-
tancia no civel e no crime, porm nao se
contar estada pelos aclos que pratica-
rem no tribunal do jury. #
CAPITULO IX.
Dos escrivaes de appettaciies.
Arl. 148. Da autoarno perceberao. 200
E das vistas para revisao da numeraran
das folhas dos autos, de cada folba. 10
Em ludo mais se regularan) pelo que
st marcou para os escrivaes do civel e do
crime.
Arl. 149. As senlenras que se cxlra-
hirem das causas ordinarias 00 summa-
ras, civeis ou crime, alm das peras ja
designadas para os processos da l. ius-
tancia, conlero mais" a inlcrposiro da
appellacao accordao final,os documenlos
a que elle si referir, nao sendo os mes-
mo em quo se lundou a sentenra appel-
lada.
E as sobre-senlenras scro cxlrabdas
com as mesinas peras j designadas na
da primeira instancia.
Arl.l50.Nas de revista, sendo esta ne-
gada,a sentenra devera conler a inlerposi-
cao da revista, accordao do supremo
tribunal. Concedida a revista, e confir-
mada a senlenca* recorrida pela relacao
revsora,se j se houver exlrabido sen-
lenja antes da revista, devera conter se-
ment a inlerposicao de revista, o accor-
dao que a concedeu o o da rclacau rev-
sora com os documenlos em que elle se
fundar se forem diversos daquelles j
exarados na sentenra extrahida. Nao se
leiMo exlrabido senlenca, ou tendo esta
sido reformada pela relarao revisnra.ron-
lera, alm das pecas marcadas para a ex-
tracepo das senlenras do appetlarao, a in-
lerpnsielo de revista, senlenca do supre-
mo Irihuual, e o accordao da relarao re-
visora, com os do cumenlos em que se
fundar, se forem diversos daquelles em
que se fundou o accordao emgro de ap-
pel lacio.
Ail. 151. as senlenras de descrean
da appellacao e aggravosde instrumento,
alm dos instrumentos apresenlados 10-
lac.in, conlero mais, as primeiras, o re-
querimento de audiencia, cerlidao do se-
cretario, e o accordao, e as segundas,
alera do instrumento, o accordao.
CU'ITULOX.
Dos escrivaes da chancellara.
Arl. 152. Das vertas que lanrarem as
senlenras emais papcisque transitan! pe-
la chancellara, perceberao de cada una. 500
Das que lizerem pela apnseutarao dos
embargos .1 chancellara...... 200
Art. 1 j:l. Das ccrlidOes que passarem
e das buscas receberao o mesmo que se
marcou para os escrivaes de primcira
instancia 110 civel.
CAPITULO XI.
Dos secretarios das relqtSes.
Arl. 151. Da apresei.lar.ao, distri'bui-
co c conla do preparo que lanrarem
nos processos que subircm do tribunal da
relarao por appcllarao ou por qualquer
oulro rerurso, perceberao por lodos esles
aclos ............
E da conla do preparo para os embar-
gos .............
Arl. 155. Das provises que passarem
para advogados nao formados. .
Ditas para os solicitadores, e outras
quaesquer para exercicio de oflicios, .
E pelos registros de urnas c oulras. .
Art. 156. Da ordem de Habeas Cor-
pus. ,......'.....
E dos alvars de soltura.....
Dos juramentos, exames, certidocs c
buscas, o mesmo que lem os escrivaes de
1." instancia no civel.
CAPITULO XII.
Dos continuos das retardes.
Arl. 157. De correr a folha c cerli-
dOes que nellas passarem...... 29000
Do registro dos mandados contra os
advogados.....*...... 300
Art. 158. Da carga que lancam das
braraEcns no livro respectivo e anlos,
perccbeiaquelle que servo de escrivab. 160
o que serve de lliesourciro o mesmo.
TITULO III.
Dos distribuidores, contadores, officiaes de justira,
porteiros e oulros empregados do foro.
CAPITULO I.
Dos distribuidores.
Arl. 159. De loda e qualquer distribu-
iltniuri
rochedos e tecidos de plantas sarmentosas. Alguns
regatos correndo impetuosamente augmenlavam as
difliculdades da marcha, e a tropa alravessava-os
com agua pela cintura, e andando spbre seixos co-
bertos de lodo, que sublrahiam-se debaixo dos ps.
A's vezes lambem a escarpa lornava-se mui consi-
deravel, o em vez de subi-la, era necessario seguir a
base at que o declivio se abrandasse, e tornasse pos-
sivcl o accesso. Assim decorreram as primeiras ho-
ras da expedirlo: fadigas sem resultado. Ncnhuma
alma viva, nenbum rumor senao o de algum passa-
ro que fugia espantado, c trarava como um sulco so-
bre a alta relva. *
Emlim a tropa chegou mantera do riacho de
tjoyaves, c ahi pousou para tomar descanso. Segun-
do as iiinrinares recolhidas, era smente desse la-
do o subindo o riacho pelas ribanceiras on no pro-
prio leilo quando fallasscm as ribanceiras, que po-
dia-se esperar chegarao p do pico de Uuionneau, e
ao desfiladeirn em que lava Vulcano. Essa parle
do caminho offerecia difliculdades anda maiores, e
antes de emprehend-la, convinha preparar-se, e re-
fazer as forjas; foi o que so fez. Por ordem de
Pluueven Acteon chamou os sabujos, que baliam as
moulas ao acaso, atou-os n urna arvore e tirou de
um sacco as provises destinadas ao capitao. De sua
parle os marinheiros fizeram oulro lano, e um al-
moro foi improvisado sobre a relva, ao qual nao f.il-
lavam os vinhos e as comidas frias, porque as senho-
ras do caslello linliam prvido a ludo abundante-
mente. Assim todos os marinheiros deram-lhe elo-
gios; sobretodo o Maluino, o qual esgolava suas
mais bellas exprcsscs, e quando eslancava-se-lhe a
vea da eloquencia, recorra para renova-la a urna
garrafa de vinho.
Yvon, dlzia elle cora o ar enternecido a que o
vinho dispOe, meu bom Yvon, loma cxemnlo. Eis
como devem ser tratados os marinheiros. Manjares
delicados! garrafas colindas todas as peciaras
da India a nozmusrad 1, a canclla, o cravo, emlim
o que'ha de melhor V-se que a casa foi rica : es-
te almoco foi preparado divinamente 1
Em vez de responder allocurao, o joven Brclo
expeda os boceados ctim um ardor, que linha algu-
ma eloquencia ; os oulros marinheiros tambera dea-
empenhavam a larefa em silencio ; mas o Maluino
que nao eslava por isso, exelamou depois de ter vi-
sitado novamenle a garrafa :
He essa vossa maneira de animar um dialago?
Bofe, marinheiros, convem comer; mas convm fal-
lar ao mesmo lempo'; os queixos nSo devem incom-
modar a lngua; esses dous orgaos podem manobrar
simultneamente. O espirito ganha com isso, e o es-
tomago nada perde. Ei-a. meus amigos, comei e
zombai! l) o exemplo, Miguel, velho sorraleiro!
Irra deixa-me tranquillo, disse com humor o
marnheiro inlerpellado.
Bravo, que tirso! exelamou o Maluino. Bem
o vedes, marinheiros. esse camarada he sempre o
mesmo, sempre taciturno, sempre tenebroso! Toda-
I5OOO
300
49OOO
25400
15600
15000
500
via teulio visto muilos tenebrosos, e da mais bella
especie ; sobre ludo um que vi em Paris em um me-
lodrama, era a flor do genero. Mereca ser piulado,
marinheiros : estatura alia e secca, phvsionomia per-
turbada e sombra, c que voz urna" voz do oulro
mundo. He verdade que era um malvado, um ho-
rnera callejado 110 vicio. Isso explica seu mo sem-
blante ; mas tu, Miguel, para que lomas esse ar ?
Acaso commellesle algum crime'.'
Emquanto o Maluino segua o fio de seu discurso,
o marnheiro, a que este referia se, fazia om grui-
do surdo, que annunciava urna lempcslade interior,
e esforcava-sc visivelmenle por contw-se; mas ape-
nas ouvio as ultimas palavras, sallou sobre o orador
e agarrou-o pela garganta, exclamaudo :
* Um crime que queros dizer com isso ?
Sorprendido por esse aparto, .Maluino leve gran-
de difliculdade em desembararar-se e recobrar al-
guma libcrdade de respiraran.
Aprc! cvelamou elle ; solla-me, furioso! A-
caso Icos por ofiicio estrangular a geule '.'
Eslas palavras augmenlaram o furor de Miguel, o
qual investio novamenle o Maluino, tendo os olhos
scinlillantes e os punhos cerrados. Este, ligeiro co-
tilo urna barda, levantra-se, e urna lula regular ia
comecar, quando o capitao inlerveio. Desde alguns
oslantes, elle seguia essa scena com a vista, ouvira
as palavras trocadas, e quando vio que as cousas
corrompiam-se, approximou-se e perguotou :
Que he isso'.'
A essa voz, os dous campees pararam, como se
houvessem sido atacados de immobilidade, e llcaram
quaes duas estatuas; por quanlo Ploueven linha as
m.los sobre a coronba das pistolas, e ambos bem sa-
ban) o que sgtiificava esse gasto.
Enlao que lio isso? repello o chefe, como
quem espera urna resposta, e nao admille hesitarlo.
I-'oi o .Maluino quera respondeu : Miguel pareca
querer levar a revolla al ao fim.
Nada, scuhor capitao... foi um simples equi-
voco.
Com ludo explica-te.
Pois bem ; esse furioso Miguel... Que carc-
ter que cabera, meu Dos!...
Que fez elle ?
Que fez elle 1 O que faz sc-mprc. Esse hornera
linha nascido para viver nos hu-ques, e nao na com-
panhia de genle civilisada... Quo punho tcrrivcl !
aerescenlou o Maluino levando a mao ao pescoro
como para testemoohar que esse orgao lava of-
fenddo.
Qual foi o motivo ?
Urna palavra. um gracejo Esse camarada ir-
rta-se com qualquer bagatella, e estrangula a gen-
te ao primeiro capricho. Qual foi o motivo? O dia-
bo me leve, se sei cousa alguma; perguota a elle
mesmo, scuhor capitn, talvez o saiba raelher do
que eu.
Ploueven vollon-se en(3o para o oulro camptao
afim de completar o interrogatorio :
cao feita em aodieucia...... 400
Dila feila em seus cartorios qualquer
que seja o objeclo........ 300
Das cerlidoes que passarem e das bus-
cas de livro perceberao o mesmo que
lem os escrivM de primeira instancia no
civel.
CAPITULO II.
Dos contadores.
Arl. 160, De contar o principal e cus-
las em urna causa ordinaria..... 35000
E lendo smenle cusa a cootar. 25000
Das causas summarias, principal ecus-
las............. 15.100
Cusas smenle a contar...... 15000
De qualquer incidente, seja a causa or-
dinaria ou summaria....... 19000
Art. 161. De contar juros, premios ou
rendimentos, de cada anno..... 300
E nao chegandoaanno...... 200
Dos rateros que fizercm, por rada
pessoa por quem lenham de ralear lero. 500
De contar o rendimento que tiver cada
um dos orphaos, qualquer que seja o nu-
mero c valor dos bens, lero por cada
anno............
Art. 162. De contar as cusas nos au-
tos do inventario e ratear pelos berdei-
ros............. 35000
Da conla ou calculo que lizerem nos
dilos autos, quando houver um s her-
deiro :
Al 2:0005......... 25OOO
E dahi para cima mais 1.5 sobre cada
cont, nunca porm excedendo de. IO5OOO
Da liquidarao nasarrecadarocs do jui-
zo de ausentes......... 35000
CAPITULO III.
Dos officiaes de justira.
Arl. 163. Das citares ou intimaros
que lizerem dentro da cidade ou villa, le-
rao por cada pessoa citada..... 19500
Porm se tiverem de ser citados mais
de dous lilis consortes moradores dentro
da cidade ou villa de cada um. IjOOO
Da cerlidao que passarem de nao adia-
da e occullarao-para ler lugar a cilacao
com hora certa........ 500
Da contra-Ir que passarem .... 15000
Arl. 164. Do auto de penhora, embar-
go, sequeslro, deposito, levantamenlo,
arrombamenlo, prisao, ou outro qual-
quer, perceber cada um dos ofliciaes. 39000
E alm disto o que lhes couber pelas
rilares que lizerem. .
E do aulo de diligencia uiio effectua-
'la............. 500
Arl. 165. Das citaces e mais diligen;
cas quo pralicarcm fura da cidade ou
villa, cujos lugares declararan as ccrli-
d'Jes c autos que passarem, ajen) do quo
Ibes esl marcado nos arligos anteceden-
tes quando a ida, estada c valla nao exi-
ja e-paro maior de cinco horas. .. 45009
Exigindo maior espado qualquer que
seja o numero de lloras...... 6J000
Art. 166. Aos ofliciaes dejuslira lam-
bem se dar condurao quando a distan-
cia o exija, e isso declararao as certi-
docs para se contar a final, e carregar
parte vencida.
CAPITULO IV.
Do porteiro da chancellara.
Arl. 167. De cada sentenra, carta ou
papel que transitar na chancellara 300
Do recebimenlo da pelro para em-
bargos. ........... 200
Do recebimenlo dos embargos e remes-
sa dos mesmos.......... 300
CAPITULO V.
Do prleiro dos auditorios.
Art. 168. De cada cilacao que fizercm
era audiencia, de que passarem cerli-
dao........." 400
Art. 169. Perceber meio por cenlo so-
bre o valor dos objeclo* arrematados.
Quando por nao haver arrematante* tiver
lugar a adjudicado com abatimeoto, o .
meio por cenlo ser calculado pelo valor
da adjudicarlo.
Arl. 170. Dos pregues na possesleva-
r*............ .39000
CAPITULO VI.
Dos avaliaderes.
Arl. 171. De avaharen) urna casa ler-
reacom soiao ou sem elle, perceber ca-
da um do avaliadores....... 45000
Send&de sobrado com um ou mai an-
dares, com lnja ou coebeira. 65000
Quando a avaharlo for de parle das
bemfeitorias desles predios, a inelade
dcsla quanlias.
Do rendimento ou aluguel do predio
ou reparo de que elle necessite, cada
um............. 25OOO
Que respondes a isso, Mignel ?
Esle nao pareceu commover-se, e fez o grunhido
surdo, que era sua linguagem mais habitual.
Que respondes a isso? repeli o capitao 8per-
tando a coronba da pistola.
Este gto nao escapou ao marnheiro ; elle er-
gueu os olhos. e filando-os em Ploueven com certa
firmeza, disse :
Para que responder-lhe l
Porque assim o quero, lornou o chefe com um
accento no qual dominavara a ameaca e a impa-
ciencia.
Enlao ohedero, senbor capillo. Mallralei o
Maluino porque elle aecusava-me de ler commetlido
um crime.
Pronunciando eslas palavras, seuolhar pareca af-
fronlar o de Ploueven : da parle de um subordinado
era grande ousadia.
Foi um gracejo, disse o Malnino inlerviodo
mui a proposito. Esse hornera leva ludo a mal! Foi
ura gracejo, Miguel ; como te engaaste a esse res-
peilo ?
Nao se soflrem desses gracejos, respondeu o
marnheiro murmurando ; nao he assim, senhor ca-
pitao ?
O semblante de Ploueven ficara iropassivel ; s-
mente a ruga de sua fronte pareca mais profunda
que de ordinario, e era esse o signal que revclava
nelle urna emoeao violenta. Convinha terminar a
desavenca ou com um exemplo ou com um esqueri-
raento ; Ploueven lomon o ultimo partido, e disse aos
marinheiros com colera concentrada :
Assentem-se, e nao lhes aconleca outra ; pois
farei sallar os milos do primeiro que raover-se.
O almoco conlinuou ; mas esse incidente lancpu
una sombra sobre a fesla. Dahi em diante o Ma-
luino resolveu (Miar parle esse camarada que nao
entenda da delicadeza de linguagem, e levava a mal
urna compar.ir.ao com os criminosos do tbeatro pa-
risiense ; laneou-se sobre Yvon, que era dolado de
melhor ndole, esobre o qual linlia os dirciloa de
mestre. Com tanto que achasse em que empregar a
liagna, pouco imporlava ao Maluino o assumpio : o
essencial era que esse orgao n.1u ficasse cm inacrao.
Conlinuou pois. emquanto durou o almoco, case
exercicioque pareca indispensavel soa sau'de e fa-
vpravel sua digestflo ; fallou \inte vezes de Paris,
cilou os jantares succulenlos que llie linliam cuslado
dez sidos com oilo pralos cscolhidos, pao e vinho a
vonlade; convidou o joven Bretao a um regalo desse
genero, regulou previamente a lista dos pralos sem
esquecer-se do vinho que liavia de banha-los ; dei-
xou-lhe a escolha enlre dez labelecmcnlos qne em
sua opiniao eram a flor do seero ; enlregou-se em-
lim a urna revista geral das cozinhas que eslavam em
yoga, e dos fornos mais acreditados.
Repentinamente sua lngua paroo como atacada
de paralysia ; era um,fenmeno novo e digno de at-
Arl. 172. De cada escravo que avalia-
rem al dez inclusive, perceber cada
um dos avalador por cada escravo. .
Excedendo o dilo numero, por cada
om escravo mais.........
Excedendo de cem, nada mais.
Art. 173. Dos bens movis a oulros se-
moventes, posses e bemfeitorias de pre-
dios rsticos, perceber cada avaliador.
Art. 174. Das canoas, boles, saveiros,
lanchas e as mais embrcameles miudas de
vela ou remos que navegrem dentro dos
oortos, perceber cada um.....
Das embarcarles de alio bordo e seos
pertences, e de lodas as mais que fazem o
commercio de barra fura, cada um .
Art. 175. De prata. ouro, brilhantese
joias preciosas, receberam ambos os ava-
liadorus, al cineoenla ceios do valor
dado, meio poa cenlo, e dahi para cima
nada mais.
E o mesmo se observar a respeilo dos
relogios.
Art. 176. Quando lenham os mesmo*
avaliadores de fazer nova avaliaro por
defeto da primeira, nada receberao ; e
a islopodero ser compellidos cora as pe-
nas de desobediencia.
Arl. 177. Aos avaliadores se dar coo-
dueao se a distancia o exigir, e lerSo cl-
les diieilo aos mesmos emolumentos de
caminho e estada, e nos mesmos casos
cm que aos escrivaes do civel compe-
le.
CAPITULO VII.
Dos partidores.
Arl. 178. De cada parlilha on sobre-
parlilha perceber cada um delles :
At l:rjD05000 ........
Dahi para cima mais 29 sobre cada
1:0009 que accrescer al 10:0009, e do
que exceder de 10:0005mais 19 sobre ca-
da 1:0009 at 20:0009, e nada mais dahi
para cima, vindo a ser maior salaria pa-
ra cada ura..........
Ilavendo ratcio,. ignara quanlias at
16:0009 da somma a ratear.
De 0:0005 a 20:000 mais 500 rs. so-
bre cada 1:0005, c dahi para cima nada
mais mais.
CAPITULO VIII.
Onj peritos.
Arl. 179. Dos exames, vwlorias e eor-
pos de delicio que nao dependerem de
exame medico ou cirurgiao, cada nm dos
peritos............
Dos corpos de delicio, exaraes de sani-*
dade, 011 qualquer oulro exame medico
ou cirurgico, cada um dos peritos. .
Telo exame cadavrico physicoouchi-
mico, para cada um dos peritos. .
Art. 180. Pelo arbitramento de (au-
ra, malla ou liquidaras do valor do ob-
jeclo sobro o qual se liver de determinar
a mulla, para cada nm......
TITULO IV.
Capitulo I.Dos recursos.
Arl. 181. Da exigencia oa percepcao
de salarios indevidos ou eicessvos por
parle dos escrivaes e mai; empregados e
ofliciaes, poderlo as partes recorrer para
os respectivos juizes por urna simples pe-
tirao, e estes, ouvindo o escrivao uu offi-
cial de quem a parte se queixar, decidi-
rlo sem mais formalidade nem recurso
'algum.*
E dos empregados das relares, p-ra
os respectivos presidentes, do 'mesmo
modo.
Art. 182. Dos emolumentos c asigna-
turas do juizes de direito do civel e cri-
me, dos feitos da fazenda, provedores,
auditores de marinha, e chefes de polica,
poder a parte que se julgar lesada re-
correr para os presidentes das relares do
dislricto.
E das outra autoridades judiciarias e
policiaes, para os juizes de direito.
Art. 183. Os juizes que levaren) por
seus aclos salarios indevidos ou excesi-
vos, serao responsabilisados criminal-
mente, e alm disto condemnados pelos
juizes ou presidentes dos tribunaes para
os quaes a parle recorrer na ftmado ar*
ligo antecedente, a restituir era Iresdo-
bro o que de mais levaram.
Os escrivaes, tabelliaes, o demais ofli-
ciaes dos juizes e tribunaes, que eligi-
r m ou receberem cusas cicessvas ou
indevidas, ou por causa deltas demora-'
rom a expedirn dos autos, termos ou
traslados (arl. 184), serao cendemnados
pelos respectivos juizes ou pelos presiden-
tes dos Iribunacs as penas disciplinares
seguintes:'
---------- '------
I9OOO
500
49OOO
29OOO
69000
29000
309OOO
49OOO
69QOO
309000
29000

tencao ; assim o joven Bretao nao sabia que pensasse,
quando o Maluino lornou :
Silencio, Yvon I
O que he ?
Nao vs ? ,
Nada vejo, Maluino, o que he enlao ?
Silencio, j le disse I E vs oulros, marinhei-
ros, nao fajis rumor ; a dansa vai comecar.
Todos suspendern! os movimentos e pozeram-se a
escolar.
Mas o que he ? pergunloo Yvon em vot baixa.
Ha novidade, meu pequeo.
Aonde?
Observa os c3ei.
Os caes ?
' Seo ar, seus olhqs, seos movimentos nao dei.
xamduvida : elles farejaram alguma cousa.
Crs isso ? j -i-.-
Sim, meu pequeo; vcoroo lameran eiht
inquieto 1 Elle quebrara a corda, se nao o toltarem.
Que pulos I quo olhos I qne lingua I Esse nalife tem
fomo e sede Lamento aquello que cahir-lhe no
denles.
Com effeilo, disse Yvon.
E Bajazet! Oh he mais prudente, mais ma-
Ireiro ; porm quando apanhar o negro, oiliabo rae
leve se elle o soltar Decididamente, marinheiros,
he chesado o momento. Que faz o picador ? Esse
bllre nao sabe aeuoilicio ; talvez queira salvar um
deseussemelhantes,
Acteou linha-se afaslado dorante alguns instantes ;
quando reappareceu e vio a agilacSo dos sabojos, ti-
rn a mesma conclusao que o Maluino, e disse a
Ploueven :
Senhor capitao, ha algum negro fugilivo por
aqui.
Enlao continuemos a cagada. Amigos, accres-
renlou elle dirigindo-se aos marinheiros, marchemos,
e lenham cuidado na escorva das espingardas. Se
-sar em alcance, alirem ; mas uto percamos a
plvora.
Em um instante a tropa esteva prompta para por-
se a caminho.
-r- Enlao, lornou o Maluino tocando Yvon com 0/
eolovelo, que disse eu ?
Nada leus a aprender, respondeu o joven Bre-
tao, adcvinhas ludo.
Quem leve em Paris, meu charo, he sempre
assim. 1.a se aprendem lodas as artes.
Mesmo a cace de negro fugitivos ?
Sim, meu pequeo, e vamos forjar este cerno
nm coelho.
Entretanto os caes, leudo sido saltos, baviara-se
leneado com impelo irresislivel para om bosque pe-
queo : era evidente que um negro fugilivo abi -
lava acontado.
{Conlinuar-se-ni
iiiiTiiinn


DIARIO DE PERMIBUCO, QUINTAFEIRI 22 DEMARCO DE 1855
^^
l'iisao ale .") dial.
Saipcnsao al 30 das.
Rislituigaocm tresdobrp do qae de-
m.ii receberam.
- pcuas s,1o ndcpe-idcnles da res-
pumebilidade criminal, que, nao obslnu-
, pde ler logar.
CAPITULO II.
s geraet.
-Vil. IS. O* salarios marcados no pr-
senlo regiment serio pagos logo quo so-
jam cuiiclnidos os avos respectivos, e os
les e mais ofliciaes colaran mar-
wm i suii importancia, declarando de
quein os houveram rubricando a cola,
afini de que na conlagem dos autos seja
ella debitada ou ere-litada a quem de d-
reitii Tr.
Ella disposiro n3o comprelicndo
quaesquer autos, termos, traslados, dili-
gencias ex-officio, ou em cuja expedgao
I oren inleressados os orphans, pessoas in-
digentes, a juntia publica, a azenda
nacional pruvincial ou municipal, a pro-
vedoria de capellas e residuos, e os au-
seoles.
Ai l. 185: Os advogados que se nao
coiifomarem con as latas marcadas ues-
te regiment para nsseus trabadlos, po-
derle requercr arbitramento por meio de
louvadus nomeados por ambas os parles.
Art. 186. Contimiam em seu vigor as'
altribuigoes dos ehancelleres sobre o ex-
ceas de escripia das senlengas, carias e
mais papis que transilam pela chancel-
lara.
Arl. 187. Ficam revogadas lodas as
leis e d'uposiges era contraro,
Talado do Kio de Janeiro em 3 de marro de 1855.
Jos Thomaz Xpbuco de Araujo.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-feueral do commando das armas de
Pernambuco na cdade do Recite, em 21 de
m.reo de 1865.
ORDEM DO DA N. 14.
No dia 25 do correle, anniversario do juramenlo
a constituidlo do imperio, arrumar em grande pa-
rada segundo as ordens cm vigor, e aquellas que
Coram dadas pela presidencia, os corpos d.i guarda
nacional dcsta capital, com os do excrcito que ta-
zn) a guarnigao desla provincia.
Em eieciigUo essas ordens o mareclial de campo
commandaule das armas determina, que a referi-
da foiga forme urna diviso de duas brigadas. A
primeira se compota do esquadrao de cavallaria da
guarda nacional, do parque de arlilharia, coutcmlo
quatro boceas de fogo servidas pelas pravas da com-
pa'nliia de artfices, e dos batalhoes I.", -2." e 3." ele
infanlnria da referida guarda, e ser commandada
pelo Sr. coronel Domingos Alfonso Nery Ferrera.
A segunda se formar da batlhao de arlilharia da
guarda nacional,do 4. da mesma arma de linlia,am-
bos armados de fuzil, e dos balalhes de infamara
10. do exercito, commandada pelo Sr. co-
ronel Manoel Muniz lavaros. A divisAo s 10 e
as do dia, tomar posirao em lnha. leudo
a sua direita junta a igreja de S. Gongalo, no bair-
ro da Roa-Vista, e o sen proiongamenlo em direc-
eao as ras Sania Cruz, e Pires : os ajudanles dos
corpos com os serras-filas estaro meia hora antes
no lugar do alinhamento. As 11 horas em ponto o
mareclial decampo passar a revista do cosime, e
.i-sumir o commandoda divisao. Os senhores .cora-'
mandantes de brigadas escolherao entre as; uicinns
os scus majores c ajadanle-; lo campo. >ds senhores
nfficiae* em dspooihilid i ,uepodcrvm montar, se
reunirse ao eslado-mai do com,mandante da d-
vistu. \ .
Sao convidados para ass|stircm ao cortejo que ao
meio dia'se tem do ltefun palacio da presidencia
a efigie de S. My Imperador, os Srs. ofliciaes do
excrcito, epvtiao arrumaren), os daexliucta segun-
da linha.un, sold, c os reformados.
-/ los Joaquim Coelho.
i forme.Candido Leal Ferrara, ajudauc de
ordens encarregado do delalhc.
de mrito do meu nobre amigo o Sr. l)r. Aguiar,
que as suis razoes em favor do projecto aprsenla -
das, nao me parece que de modo algum possam levar
a cmara a convicio da medida por elle apresonla-
da, ou ila vantagem e inleresse dessa medida, por-
que qoai loda a sua argummagao cahe por si mes-
ma. o funda-sc no futuro, isto he, no que pode an-
da vir a ser a pasiagem do Joazeiro, e se nao estou
engaado, e sao exactos os apontamenlos que lomei
ila sua ai -iimcnlarAo, um dos pontos em que se fun-
dn o nobro depulado fo o de nao ser o projecto
nina idea nova, e sim anliga. Ora, esse argumento
do nobre depulado parecc-me que nao pode prole-
gc-lo, e pelo contrario o va ferir, porque se a idea
nao he nova, se j cabio cm outro tempe, como ad-
mil-la boje, conservando-se os mesmos motivos de
nlSo ? Esta assembla j o auno passado decidi
que o lugar nao tinlia proporges para ter urna ca-
deira de primeirss ledras, como boje servir de ar-
gumento o nao ser a idea nova, quando naquelle
tempo nao passou, c o anuo passado demos una pro-
va da insuflcicncia desse lugar'! entretanto que
boje queremos dar-lho lodas as vaiilageiis, cle.au-
do-o a una calhegnria que elle certamcnle nao me-
PERMBICO.
Sr. presidente, se a versallidade nos individuos
he censiiravcl, e motivo para dscredilo, como nao o
sera em urna cmara onde todas as suas ideas sao
discutidas por um grande numero de homens csco-
Ihidbs '! estar-se todos os das aqu a dizer-se urna
cousa boje, amanhaa oulra, que credilo podera ler
essa cmara '.' que valor podero ter os nossos actos '.'
O Sr. Brandao :Muiln bem.
O Sr. Aguiar (d um aparte que nao navimos.
O Sr. Braga : Rcfiro-roc mesmo a materia em
dscussao, c se o nobre depulado quer que faca appli-
cagao, cu a fare ; o meu dito nao tem uada de indi-
vidual, nao ofrende a ninguem.
Perianto, Sr. presidente, como dizia, se esse mo-
do de obrar em um individuo be censura.o, muilo
mais o he em una corporagao, e tanto mais censu-
ravel ser quaudo no anno de 1851 a assembla ap-
provnndo um projecto idntico, S, Exc. negou-lhe a
sua saucedo, o que servio o auno passado do razao
para procedermos da mancira porque procedemos
removendo a cadeira de prmeiras ledras para Ca-
brolni, entrelanlo que boje queremos elevar a villa
a l'assagem do Joazeiro, o que he urna prova de
querermoscontinuar nesse carcter verstil, como ha
pouco dsse, so dexarmos passar este projeclo era
dscussao.
Dsse mais o nobre depulado que eslava convenci-
do da necessidade c ulilidade da transferencia, e para
provar esse seu dito serviosc das seguinles razoes :
que em 1838 fo creada a villa da Boa-Visla, e que
al boje naja lem prosperado, ao passo que a l'as-
sagem do Joazeiro tem prosperado, que passam ah
varias estradas, bem como as do Piauhy e Cear, e
apresenlou isto como razao e sustentculo do seu
projecto. Parece-me que o meu nobre amigo e col-
lega apresentando essa argumentado nao adantou
muilo ( permilla-mc que Ihe diga ) a siislenlarao do
seu projeclo, porque se a villa da Boa-Vista oaiUl
lem progredido desde 1838, tambem o meu nobre
amigo nao provou que a Passagem do Joazeiro este-
ja hoje nessa proporgo capaz de poder receber essa
cathegoria, tambem nao provou Isto.
OSr. Brandao:Muilo bem, muilo bem.
O Sr. Braga : Quaotm' a essas estradas parece-
me qne tambem aio be argumento valioso, porque a
do Cear tambem passa pela lloa-Visla, bem como a
do ri'.uYY, o assim se essa crcumslancia vale para a
Passagem, tambem vale para a Boa-Visla.
Dsse mais o nobre depulado, que Passagem do
Joazeiro era residencia das autoridades : eu nao sei
se lerc mais algum molivo ou mais razao do que o
nobre depulado para asseverar quaes os lugares da
residencia das autoridades, porque sendo tambem'
auloridade cm nm d,os termos que compcm a comar-
ca, devodc alguma mancira estar mais habilitado do
que o nobre deputado.
O Sr. Aguiar :S3o f jetos que podem ser por lo-
dos nos conhecidos.
OSr. Braga: O cs-juz do drcto (o]Sr. Dr.
Costa Cobo fazia a sua residencia, nao na Passagem,
mas sim cm urna ilha do ro do San Francisco e o
actual juiz de direlo o Sr. Dr. Souza Res, faz a sua
residencia na Passagem, do Joazeiro e en explico a
cmara a razao. Ah reside, porque ha um aviso
revolvido a
do rotatorio se collige que S. Exc. quer urna divi-
sao mais regnlar, mais propria eque venha mala
cm proveilo da provincia.
O Sr. Meira :A respeito de lodas as comarcas.-
O Sr. Braga:Portanlo, parece-me que nao es-
tando a casa inteiramenle convencida da conveni-
encia da mudanra para o Joazeiro, pelo contrario
para mim os argumentos cm opposictlo sao mais va-
liosos, as argumentares silo mais provadas...
O Sr. Aguiar : O nobre depulado cnlende as-
sim, os oulros podem rulen ler de oulra forma.
O Sr. Aprigio:Taas caberas quanlas senten-
cias.
O Sr. Braga : Entendn. Sr. presidente, que a
vista do que so lem dito, c das pequeas rcflexGe'
qne acabo de fazcr.quc a casa deve desprezar o pro-
jeclo, e lica ao seu arbitrio decidir como for de us-
ura ; e quanto a mim acho o adiamenlo inoportuno
porque a casa j est suflicienlemente convencida
de que S. Etc. a de negar n seu asseirtimcnto.
O Sr. aVWro|: Eu nao eslou.
O Sr. Lacerta Ncm cu.
O Sr:Bruna:-- He obvio.e nao lemo assegurar.que
S. Exc. nao pode mudar de opiniao, porque lendo
de funda-la as ioIbrMfSM de seus subordinados,
essas s,1o desfavoraveis ao proicclo. Tenho concluido
O Sr. Silrino: O uobre depulado disse muilo
bem.
O Sr. l'inlo de Campo : Eslava
ceder a palavra, nao s pelo muilo que se lem Jilo
contra o projeclo, que se aclia em dscussao, coHpo
porque Blojalgo gloria alguma combater um ini\ p
migo que di as costas, que se confessa vcucido. Co- V
mo quer que, porcm, alguos membros desla case
lenbam enxergado alguma contradirn em meu
procedimenlo, invocando mais de urna vez um pro-
jecto que apresentei na sessao de 1851, transfern-
do a sede da freguezia da Boa-Vista para a puvoa-
caodo Joazeiro, sou forcado a explicar os motivos
que ento me levaram a subscrever essa resolurao.
Chegando nesse lempo ao meu conhecmento urna
representacao assignada por um mssiouaro capu-
cbiiiho, que cola,i missionava naquellas parageos, e
na qual pedia como necessrro ou a creacao de una
freguezia em Joazeiro ou a transferencia da #de
da Ba-Visla para aquella povoac,ao, e me padecen-
do mais fcil transferir a sde de ma parochia do
que crear urna nova, nao duvidei propr esa Irans-
fcrcncia,dabelecendn a clausula de ser ouvido o
Exm. diocesano a respeito dosse aclo. Em verdade,
foi ouvido o Sr. bispo, c confesso que desanime! m-
(eiramente ao lera sua resposla ; porqac ella era em
sentido contrario a idea da transferencia, visto, di-
ziaS. Exc., ficar a povoac.ao do Joazeiro as raias
da freguezia da Boa-Visla, e nao haver all um
templo capaz de cclebrar-se o culto divino.
Occorre, Sr. presidente, qio essa representaran
do missonaro acompaTVarain cartas de certas pes-
soas, cm que se me~"dizia que de Boa-Visla ao Joa-
zeiro dislava mu pouco, quando depois fui infor-'
mado de <\ue de um lugar i oulrn sao 5 leguas.
Pois Vie possivcl que cu de boa fe e consffienciosa-
mentepodesso apoiar urna resolurao que ia sujeilar
a populacHo da Boa-Vista a marchar tantas leguas
em procara do pasto espiritual'! Ninguem me far
a injuslica de acrcdila-lo.
Mas, dizem os nobres dcpulados: porque propo-
zes-le a mudanra da sede da villa para Cabrob 1
Nao provar isso que Boa- Vista nao offerece as c-
cessarias proporjoes'! Aceito a conclusao em parle,
mas advirlo aos illustres membros que ha rauita
dITcrenia entre a povoarao de 0-i.nrob c a da Boa-
Vista, assim como nao ha termo de comparadlo cn-
pre a villa da Boa-Visla e a mesquinha povoac.ao de
Joazeiro ; por conseguinte propor a transferencia
da sde do termo da Boa-Visla para a villa de 6a-
brob nao he o mesmo que propo-la para o Joa-
zeiro, que, alm de acbar-se la as raas da provin-
cia, be, como j se lem dilo, um povoado insignifi-
cante o que nenhuma esperanca olTerece de en
grandecimento.
Demais, eslou muilo convencido qne lie dos inte-
ressesda causa publica, que as sedes dos termos das
comarcase das freguezias permaneram no centro dos
territorios, c o mais prximo possivcl da capital da
provincia; porque assim a ac;ao da judira e das
leis chegar com mais facilidade e energa esses
lugares: como, pois, em lugar de approximar a s-
de do lerrao da Boa-Visla desla capital, procura-se
Piauhy direi, que urna das comarcas daquella pro-
vincia, que mais vizinh* (lea Passagem do Joazei-
ro, por all communica. he verdade, mas nao o res-
to da provincia, porque ha outros pontos do rio,-
quo Ibes offerecem estradas mais enras e vantajosas
para a Baha, como Sent S, Pilo Arcado, etc.
E o que direi das estradas do Cear ? A communi-
cacSo mais frcquenle do Cear para a Baha, he pe-
la Boa-Vista e Cabrob, e s vai a Pelrolna aqnel-
le que, ou he mpellido por alguma necessidade, ou
o faz de proposito.
O Si. Brandao : Eu nao sabia anda dessn !
OSr. Morral: Portanlo, ja ve a cmara que
as observarnos do relaturio nao ndianlam a idea do
projecto, n.lo auxiliara a transferencia pedida. Ago-
ra, senhores,passareia responder a alguns argumen-
tos do nobre depulado autor dn projecto. Urna das
razoes apresentadas por esse honrado membro, e tal-
vez a mais valiosa, fo ser a Boa-Visla um lugar an-
lgo, e nao oflercccr vantagens, ao passo que a Pe-
lrolna, com poucos annos de crcads.j ia ollcrecen-
do algum progresso. Es, senhores, o encano do
nobre deputado, eis os esclarecimenlos que fornece-
tacao do projecto, fosse que o.honrado membro na.
nifestasse sua opposcjln, nao podendo, por isso, com
juslija quexar-sc deque eu livesic em menos preso
Informarles que me nao eram conbecidas. Enlre-
lan'"' Pr0Jcclo urna vez apprcseulado lendo eu se-
guido e procurado tornar valiosas as inferniac,esque
me determinaran! a oflcrece-lo Ilustrada conside-
raran desla assembla, e comhatendo os que a elle
seoppoem, vou por ventura ferir directa c indirec-
tamente o honrado membro, ou aqualquer oulro que
professe deas contrarias as inhibas'.' He susccpli-
lildade de mais c tanto menos desculpavrl no
honrado membro, quanlo elle sabe perfeitamente
que sempre live muita deferencia para com a mu
pessoa, e quo seria incapaz de, em questesMc mera
opiniao. elfendcr, nem mesmo de leve, a liguen,
porque be do meu coslume empregar todq o esmero
para que o osforc.0 que Taro na defeza de qualqucr
idea nunca moleste a aqucllescom quem disculo.
Sr. presidente, tamben) devo urna breve resposla
ao honrado membro que se seola em minha frente,
e-julgo nao dever ficar-lhe cm divida. O honrado
membro que ou recunheco c respeilo por muiln ca-
Eucerrada a discassao, he o adiamenlo proposto
pelo Sr. Aguiar approvado, bem como o do Sr. 0-
liveira, somentc na parle que manda ouviro pare-
cer de Exm. presidente da provincia.
Entram cm tercera discusslo e sao approvadas
sem debate as posturas de Pao d'Allio.
Tent dado a hora,
O Sr. Prndenle designa aordem do dia, e levan-
ta a sessao.
ram ao nobre depulado, para elle de boa f, estar a-1 va|ier0, permilta-sc-me dizcr.nao fo nada cavallei-
qu defendendo um projecto, qlic encerra urna in-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Sassao' ordinaria em 19 de marco da 1855.
'residencia do Sr. Barao de Camaragibe.
{ConclutHo.)
ORDEM DO DIA.
Coutinuarjaoda primeira dscussao do projecto n.
15 do anno paseado, adiado da sessao anterior.
Vai a mesa e be anoiada a seguinte emenda ad-
diliv:
Que se pega ao Exm. presidente da provincia o
sen parecer acerca da transferencia da sedo da villM
da Hna-Visla para a povoarao da l'assagem do Joa-
eiro, ouvindo a cmara municipal reipecliva e o
juzdc iliroilo ila cmara.Olirfira.
O .Sr. Rmgm : Sr. presidente, tendo honlcm
pedido a palavra depois do meu nobre amigo e cid-
lega o Sr. Dr. Aguiar, vejo-me hoje obrigado por
esse compromiso a dizer alguma cousa acerca da
qucsianda transferencia da sde da villa da Boa-Vis-
ta, para a l'assaccm do Joazeiro. E. posto que hie-
le com grandes riifliculdades, Sr. presidente, porque
alero de ser o prmero a reconhecer a deficiencia de
meus recursos inlelleclnaes. [Sao apoiados) confiero
que me vou por em opposirao com o nobre deputa-
do o Sr. Dr. Aguiar, cuja Ilustraran j i he bem co-
nhecida, nao so nesla casa, como na assembla se-
tal : nao obstante porcm lodas essas difleuldades fa-
re por dizer algoma cousa acerca do projeclo em
dscussao, masantes de entrar na apreciaran da ne-
cessidade e conveniencia da transferencia da villa c
sde da Ilo^a-Visia para o Joazeiro, me occoparci da
ultima parle do discurso do uobre deputado, quando
pede que seja adiada a dscussao para que seja ou-
vido S. Exc. Rvm>. acerca dessa mesma transfe-
rencia. Barece-mr, Sr. presidente, que o requeri-
menlo do Ilustre je llega pode donar de passar, por-
que de alguma forma esla tasa j est bem conven-
cida do que S. Exc. nio dar o seu as-euco,..
O Sr. Metra existe a opiniao delle na casa '.'
O Sr.Braga:e para provar o que acabo de]dizcr,
lembrareia casa, c mesmo lerei.se a casa o quizer, o
que a respeilo ja disse S. Exc. cm 1851; por octa-
siao de un oulro projecto igual. Passarei a ler o
que disse o Exm. presidente de eniao o Sr. Souza
Ramos quando voltou o projecto assembla negan-
do-lhe suasarcrao
O Sr. Brandao : (Apoiado.)
O Sr. Braga : Portanlo j se vS, qne nSo ten-
do melhorado de maneirn alguma essa povoarao da
Passagem do Joazeiro, mas conservando o seu slalu
yuo acharemos necessariamenle a S. Exc. Rvm"
do mesmo accordo, lano mais quanto nina das ra
zoes appresenladas por elle, be ficar essa povoagao
na extrema do termo, ratao que he permanente,_o
que por isso nao pode S. Exc. mudar do opini).
Alm das razoes que hci expendido e que me pare-
cem que nao podem ser combatidas porque sao de-
duzdas de documentos ofliciaes, occorre mais que,
sea cata quizer dar alguma immporlanciaaquillo que
poder saber algum de seos membros, en posso ori-
entar alguna coosa a cmara, c direi que cm virlu-
de da dscussao quo levo lugar o anuo passado por
occasiao deste mesmo projecto, j se mandou ouvir
a S. Exc. Rvm\ e S. Exc. mandn ouvr ao viga-
rio deOuricury cuja ioformarao he de natureza tal,
secando me informara, que jamis podera S. Exc.
cm seu parecer annur a scmelhante transferencia,a
querer estar de accordo com as suas prmeiras ideas
justase conscienciosas como devenios suppo-las...
Um Sr. Depulado :Ja consta essa resposla '.'
ti Sr. Ilraga:Eu ja dsse que no caso de merecer
algnma imdbrtanca n casa aquillo quepodesse saber
algum de seus membros, qne eu sabia que a infor-
maran dada a S. Exc. o lnha de conservar na sua
opiniao anterior.
O Sr. Branda'o: Ha Ires das ouvi dizer que
S. Exc. dizia a mesma cousa.
O Sr. Meira : Esse meio nSo he curial.
O r. Braga: Ser portanlo ama pura rednn-
daucia torna-lo a ouvir, urna vez que a cmara este-
ja convencida disto, a vista dos documentos que
existem, porque ja temos urna ioformarao de S.
Exc, o he sabido que a Passagem do Joazeiro con-
serva as mesmas proporges de enISo, pelas qnaes
negou S. Exc. o seu assenlimenlo a isa Iransferen-
"' nao deve ser approvado o adiamenlo,mas cin-
A-amara resolver como entender.
que me nao lembra de quando, que concede aos jui- aflasla-la ruis -J5 leguas para o interior '! A casa
zes de direlo o residirem no iogar que Ibes co.nvicr,
(dentro da comarca) cujo aviso leve lugar em vi rin-
de de reclamagao feila pelo Sr. Dr. Alexandre Ber-
nardino dos Res e Silva, quando juiz de direlo da
Boa Visla, em vrlude da iri9alubridadc do Icrmo
da Boa Visla, onde cntao era a sde da comarca.
O Sr. Meira: E he insalubre:'
O Sr. Braga : Toda a margen) do San Fran-
cisco o he, e por consequencia lamben) o lio a Pas-
sagem do Joazeiro, alm dessa razao do aviso, em
vrlude do qual o juiz pode por qualqucr razao ou
de conveniencia publica ou particular procurar a
Paasagen para sua residencia occorre mais que o Sr.
Dr. Souza Reis, hoje juiz de direito, tem a sua fa-
milia na confrontagao da Passagem, isto lie, na pro-
vincia da Babia, e portanlo muilo Ihe convm estar
all por cslar mais em contacto cora sua familia; en-
trelanlo que assim me exprmndo nao digo que o
serviro publico padega, porque a illuslragao e a ac-
tividade desse scnlior (anmenle supprirao qualqucr
falla que d'ahi possa nascer.
O actual promotor, que tambem o meu nobre ami-
go quz fazc-lo residente no Joazeiro, reside no Ou-
rcury que he a cabega da remarca,'onde cu lam-
bem resida; accidentalmente foi a Passagem de
passeio e por liavcrem serviros de correigao, de ju-
rados, etc., all se demorn, mas a sua residencia he
no Ourcury. O jniz municipal que cntao era dos
dous termos que eslavam reunidos, da Boa Vista e
Cabrob, nunca lez a sua residencia na Passagem
sempre residi na Boa Vista e ltimamente cm Ca-
brob. O^ommandante do destacamento he que,
cm vrlude da secta, procorou um abrigo para a tro-
pa e foi para a Passagem do Joazeiro, o que tambem
nao auxilia a preterirn do nobre deputado, porque
toda a mais populagao da comarca vive sem ser na
Passagem, nao est all loda concentrada, e por tan-
to nao se pde desse fado tirar argumento para di-
zer-se qne he a Passagem do Joazeiro o nico lugar
do recursos para a comarca.
Passarei agora a fazer urna pequea analyse do
qne he actualmente a Passagem do Joazeiro. A Pas-
sagem do Joazeiro nao he propriamente urna po-
voagao, apenas podera contar de 12 a 14 casas de pa-
Iha, c nma ou duas cobcrlas de lelhas, sendo al a
mesma casa que o aclual juiz de direlo est edifi-
cando para sua residencia, cubera tambem de palha.
O Sr. Lacerda: Talvcz seja moda. .
O Sr. Braga: Alm dislo, Sr. presidente, se a
Passagem do Joazeiro por si offerece tantas vanta-
gens, tantos interesses, tantos coramodos, parece-
me que a natureza humana he vida des-es comino-
dos, desses interesses c os busca at com grandes dif-
ficuldades, com sacrificios mesmo, e se houvesse
ludo isto na Passagem do Joazeiro, como estar a Pas-
sagem rcdiizda a urna nihilidade, a cousa nenhu-
ma '.' o Ourcury em I85 era nada, mas as suas
proporgOes oltereceram lanas vanlagens aos homens
que de momento boje he urna villa crescenle e fio-
rescente, e vai em progresso.
OM Sr. Depulado :O Joazeiro tambem podo ir.
O Sr. Braga :Mas quaudo foi elevado oOricu.
ry a villa j linha proporgocs e commodos bastantes,
nao era urna povoarao insignificante. Eu nao tenho
inlcresse peculiar, nem individual nesla qucsiao.
OSr. Motilar:Acredito.
O Sr. Braga : ...... ncnhuin absolutamente e
acredito que o mesmo se d para cem o uobre depu-
tado, mas eslou indinamente convencido dislo que
digo, porque com quanto nao eslvesse no lugar es-
Uve com innmeras pessoas que d'alli vinliam...'
O Sr. Carneiro da Cunha :Oh! cntao vai l
tanta gente 1
O Sr. Braga : Como vio i Babia : e se o nobre
depulado quer lirar do meu dilo argumento favo-
ravel a esse lugar, entao taremos de qualquer lugar
que sirva de passagem a muita gente urna villa ou
urna cdade ; podererans elevar i'igipi e outras po-
voiigies a villas e cidades porque So estradas geraes
onde passa muila gente.ja pelas relages commerciaes
dc passeio ctc.,e do mais, quera disse ao nobre de-
pulado que pela Boa-Visla tamben nRo passavam
pessoas assim como passam pelo Joazeiro ?
Scnlior presidente, do rclatorio de S. ic, donde
de alguma mancira s quer tirar hoje argumentos
para provar a vanlgem dessa transferencia, cu vejo
que S. Exc. nao insla por islo.e apenas dsse, que ha
alguem que diga, que o lugar oliercce vanlagens ;
mas S. Exc. nio diz que he nma necessidade pu-
blica, orna conveniencia da provincia, epelo contra-
ta, Sr. presidente, entrando na disenssao do
o prncipiarei por dizer, sem ofTender ao gran-1 rio como j dsse a men nobre amigo o Sr.
iirninri
pense bem ueste aclo, que reconhecer que nenhu-
ma vantagem ha cm semelhanle transferencia, e
que o projeclo que apreseulci cm 51 nenhum argu-
mento offerece em favor da rcsolugao que ora nos
oceupa. E supponhamos mesmo que nesse tempo eu
eslivesse convencido dessa utilidade ; pois o espago
de 4 annos nao ser bastante para ler operado
grande modificagao as minhas ideas, a visla de nn-
vosdados e de novas informagoes '.'...
O Sr. Meira : O Sr. bispo pode tambera ter
modificado suas ideas a respeilo.
O Sr. Pinto de Campos : Tois bem. oogamo-
lo de hoyo ; cont lano que suas informagoes vinio
roborar a opiniao dos que combaten) o projecto,
que, vo'.ando cu contra elle, nao duvido volar pe-
lo adiamenlo proposto, na esperanga de que maior
ser o nosso triumpho. Tenho concluido : voto pelo
adiamenlo.
O Sr. Carneiro da Cunha cede da palavra.
O Sr. A. de Olkeira cede da palavra.
O Sr. Silcino abunda Das razos apresenta-
das contra o projeclo em disenssao : faz ligeiras ob-
servugoes a respeilo de um incidente, que tivera lu-
gar na casa por occasiao de um aparte, que dera el-
le .orador, quando fallava o uobre autor do projecto :
confessa a sua nimia susccptblidade em ludo que
se refere a honra e a independencia de carcter :
diz que nao transige cora interesses polticas urna vez
que clles sejam avessosan inlcresse geral, e conclue
manifestando o seu voto contra o adiamenlo e contra
o projecto.
O Sr. Margal: Sr. presidente, sao tantos os
esforgos que se lem feilo, a agora mais quo nunca se
fazem, para se levar a effelo a transferencia da vil-
la de Boa-Visla para a Passagem do Joazeiro, que
nao devia proferir urna s palavra em opposgao, de-
sanimado como eslou, j pela fraqueza da minha in-
(clligencia e j pelo terror que me inspira a presen-
ga do gigante, que vejo poslado minha esquerda, o
nobre depulado autor do projeclo. *
O Sr. Aguiar :Nao son gigante, sou pelo con-
raro, bem! pigmeo.
O Sr. Morral: Mas, senhores, nao he possivcl
que mo conservo silencilo dianlo de injustiga 13o
revullanle, diantc de urna medida, que tem tanto de
inconveniente, quanto de impoltica : a minha cons-
ciencia nao ficaria tranquilla c nem a provincia, que
me clegeo perdoara silencio tao reprebensivcl, e
principalmente sendo cu dos membros da casa tai-
vez o mais habilitado para esclarecer esta materia,
pelo conhccimenlo que tenho daquclles lugares. As-
sim, pois, senhores, fazvndo das fraquezas forras,
vou avenliirar.akiiinas rofieics, prometiendo n3o
ranear a paciencia da cmara com a repodran da-
quillo, quo j foi dito pelos nobres oradores que me
precederam, c smenle aJiantar algumas razoes, que
p!ies escaparan). Comegarei pelas observages feilas
pelo Exm. administrador da provincia em bem dos
tpicos do seu relatorio, sto he, a communicagao das
estradas do Piauhy e Cear pela Pelrolna, e ser alii
o ponto onde tocar a estrada de ferro, projcclada
desta provincia para o Rio San Francisco. Sinto,
senhores, que o nobre administrador da provincia,
qne naturalmente deve ter boas inleugries e bonsde-
sejos pela prosperidade da provincia, n3o livesse ob-
lido informagoes mais ciadas a respeilo deste nego-
cio. Primeiramcnlc, senhores, a estrada do ferro
nao pde tocar Pelrolna como aflirma o rclato-
rio. Se he verdade, que ella lem de lomar a direc-
co da Agua Prela so rio San Francisco em linha
recia, vai locar cm nm ponto do rio 60 leguas pelo
menos distante da Pelrolna, anda mesmo quandoa
estrada marchasse desla cidado para Paje, nao po-
deria locar na Pelrolna, nem mesmo na Boa-Visla,
quanlo mais marchando da Agua Prela, que lica mui-
lo ao sul do Paje.
O Sr. Barros de Lacerda : Mas podem ir com
ella al o Joazeiro.
O Sr. Marral : Salvo se a quizerem levar pe-
la margem dorio cima lili leguas ; mas os cncarre-
gados da emprezatkio se sugeilavo a esse Irabalho
quosi desnecessario, etanto mais quanto isso nao es-
ta tragado no plano.
O Sr. Barro Brrelo : Para o rio San Fran-
cisco anda nao ha plano.
O Sr. Marral: Eu li o plano, e se me nSn ra-
lba a memoria, elle diz que a estrada seguir d'A-
gua Prela, e locara cima da Cachoeira de Paulo
Alfonso ; ora, chegando a estrada a esse lugar, lem
cliegado ao sea termo, urna vez que dahi para cima
o rio offerece navegagao. A respeito da estrada do
jnstiga, e al meamo una iniquidade. A villa do
Joazeiro he mais anliga do que a Boa-Vitla e a Pas-
sagem conlcmporanca aquella : desde que me en-
tendn, que ougo fallar cm Passagem do Joazeiro, e
quando para la segui, ancioso per ver um lugar, de
que tanto se fallava, o que eneonlrci '.' Ires casas de
palha e urna de telba ; enlretaoln. senhcrvS, he pa-
a esse lugar que se hede a remorao da ?...
\OSr.iacerda: E agora quautas lem ?
O Sr. Marral: Dizem que 12 ou 14, mas lam-
iera de palha. A Boa-Visla, senhores, en o co nfes-
so, devia eslar hoje mais adianlada, porm, mesmo
assim, o que he hoje em relagao a Pelrolna '! he
um povoado pequeo com boas casas e boa igreja,
entrelanlo, que a Pelrolna s tem casas de palha,
e he lugar 13o anligo, que, se o pai dogenero huma-
no livesse pisado o solo brasleiro, eu dira, quo a
primeira casa de palha (a Passagem fra construida
por elle. (Bisadas.)
Sr. presidente, o projurto eonlm anda urna ou-
lra idea, isto he, a transferencia da matriz da Boa-
Visla para a Pelrolna. Se o Exm. prelado dioce-
sano csiiver bem informado a respeito, nao adopta-
r jamis scmelhante ida. A heresa, senhores, as
profanagoes, aluda nao invadirn) a villa da Boa-
Visla aponto de se ver fergado o prelado diocesano a
mandar transferir d.i igreja que l lem as santas
imagens c as santas rcliquas, para una palhoga mais
digna para inorada de cseclos e replis. do que pa-
ra santuario de ohjcelos sagrados.
Um Sr. Depulado : E se se fizer urna igreja
boa 1(Cruzam-se dicersos apartes.)
O Sr. Marral: Eu pego aos nobres depulados
que acaben com os scus apartes para eu conti-
nuar.
l'ozes : Continu.
O Sr. Margal: O no'wre deputado, autor do
projecto, parecen docr-se, quando cu em aparte
disse que os poucos moradores da Pelrolna eram
pescadores. Nao he inlengo minha, senhoees, mo-
lestar pessoa elsuma ; se naquelle lugar morasse
ao menos um hornera abastado, sobre quera fosse re-
llecliro mea aparte, en o nao dara, senhores, mas
esse homcra nao existe ; os poucos que l moran sao
na verdade pescadores, e eu creio que nao oliendo a
um pescador, quando digo que elle o he. O uobre
depulado no correr de sua argumentar lo dsse que
eram exageradas as nfermagaes que se davaro con-
tra a Petrolina ; estas palavra;, senhores ; feriram-
me direclamente, porque sendo eu o membro mais
habilitado da casa par] dar informagoes daquclles
lugares, e lendo dado algumas aos meus nobres col-
legas, nao posso deixar de crer, que fui o alvo do no-
bre depulado.
OSr. Aguiar : Declaro quo n3o me refer ao
nobre deputado, portanlo, he cscusado continuar
nesse terreno, porque sou incapaz de um tal pensa-
mento.
O Sr. Morral: Mas o nobre depulado ha de
Icmbrar-se que disse, que as informagoes eram exa-
geradas, e como fui cu quem as de quera di-
zer...
OSr. Aguiar : Pde dizer o que quizer.
OjSr. Marral: Nao quero, oflender ao honrado
membro, quera dizer-lhe, que se conhecesse a gra-
vidade da injustiga quo me fez, sentira o rubor su-
bir-lhe ao rosto, sentira remorder-lhc a conscicn-
cia : cu, senhores, que tenho sido um pouco escru-
puloso, eu, que morando no Ourcury, ecouhcccndo
as necessdades de bab.o, cujo de pesogeme aquel-
lo termo, nuncapedi nula cm seu favor, s porque
nao se dssesse, que precurava o seu engraudecimen-
to porque era l a minha residencia.
O Sr. Brandao: A casa reconhece isso.
O Sr. Marr.al: E ao meu silencio seguio-se o
silencio da caara, do mancira que licou elle uo cs-
quecimenlo, quando todos os mais termos eram lem -
lirados ; eu que o anno passado nesla casa propuz
medidas, pedindo o roaro de diversas matrzes, Pi-
cando no csquecimcnlo a do Ourcury, sendo lalvez
a mais alrazada do bispado.
OSr. Braga: Apoiado.
O Sr. Marral : Eu, que nenhum inleresse te-
nho no termo de Boa-VUla, e al de mais a mais,
vou incorrer no desagrado de algumas pessoas
quem tenho amizade, como o vigario da Boa-Visla e
ojuiz de direito da comarca, que desojara esta trans-
ferencia ; cu, quo nenhumas relagcs tenho com os
moradores da villa d; Boa-Visla, e por isso nao se
pde dizer que eslou advogando os interesses desla
ou daquella indivdualidade. Sou eu mesmo, se-
nhores, que depois de ludo islo, que depois de exhn-
bcrantes proras de minha reserva e de meus escr-
pulos, sou aecusado d> exageragao pelo nobre depu-
lado, autor do projecto! !
O Sr. Aprigio : Por hypolhese. So fosse ae-
cusado, mas nao foi.
O Sr. Marral: Nao quero cansar a paciencia
da cmara com oulros argumentos nao menos valio-
sos, e tambem porque nao quero ferir individualida-
des.
OSr. Carvalho: Diga, diga.
OSr. Marral: Concluirci, senhores, fazendo
urna pequea observadlo ao adiamenlo proposlo pe-
lo nobre deputado, autor do projeclo, e he, que,
convencido como eslou, de que os esclarecimenlos
que vercm da presidencia a respeilo.de Boa-Vista,
n3o adianlarao o conl oriniento que tenho daquclle
lugar. Vol contra elle e contra o projeclo.
O Sr. Olkeira cede da palavra.
O Sr. Brandao cede da palavra.
O Sr. Aguiar :Ja ve V. Exc, Sr. presidente,
quo rae nao enganei, quando na sessao passad dis-
se, que n3o era possivel que as minhas debis Torgas
lolassem cora vantagem contra forgas lao numerosa*
e desiguaes; e o que mais he de extrauhar e' mais
me pcnalsa, he que aquellos qne se lem dignado
combalcr-me, tenharn procurado levar esla dscussao
a um terreno em quo realmente nunca foi de minha
otengaocolloca-la. De muilo lina f firme! este
projecto com o meu amigo o Sr. Paes Brrelo ; con-
vencidos por cerlo, devem crer os honrados mem-
bros, de que essa disposigao era urna medida de in-
leresse publico; mas, eslou vendo que pelo lado pa
ra onde se tem procurado levar esta qucsiao. e mes-
no en vista da mancira porque acaba de exprimir-sc
o honrado raenbro que por ultimo, fallou esle pro-
jeclo. alem de inconveniente e impoltico, tem sua
mistura de iniquidade!
O Sr. Marral:Nao me refer ao nobre depu-
lado.
O Sr. Aguiar : Eu dsse pesia casa quando sns-
tentei o projecto, que regulava-mo por informagoes
que hara recebiio a respeilo do negocio, inforraa-
ges que eslavara era desaccordo cora outras que aqui
se apresentaram: mas pergunto eu, assim cono eu
live informarnos da Boa-Vista, os honrados nembrog
que combaten o projeclo tanben as nao poderian
ler lido '.' E se assim he, como o nobre collega que
acaba de scntar-ie quer applicar a si, como fonle de
todas as informagoes, a ennsderagao qne enlio fia?
como quer d'ahi lirar urna toreada illago deque fui
fcri-lo indirectamente 1 Senhores, en tenho procura-
do sempre nao molestar os meus collega!, quer di-
recta, quer ind reciamente, em lodos os debates, em
que o dever me chana a tonar parle, e por cerlo
n8o nc apartara hoje desta pralica, especialmente
a respeilo do nobre deputado. Creio muilo na pa-
lavra do honrado membro que acaba de sentar-se, c
lalvez mesmo eu houvesse dexado de apresenlar es-
le projeclo, se, antes de o elaborar c firmar um joizo
definitivo, o honrado membro me livesse commun"
cado as suas infornages...
O Sr. Marral:Eu as dei na casa.
O Sr. Aguiar :Mas eu nao live conhecmento
dellar, uceedendo que somonte depois da apreseu-
sessao anlcce-
ro conigo....
O Sr. Sikino :Sinto muilo.
O Sr. Aguiar :Nao o fo. lio eslvlo nos -par-
lamentos, que quando um'depulado ralira ou expli-
ca qualqucr exprcss3o ou pensaracnto, sobre esse as-
sumplo nao se raciocina mais, ao menos he islo o que
eu tenho aprendido, (./posados.) O honrado mem-
bro lembre-sc que quando pronuncou a palavra
'nlcrcsscc que deu-ne o seu aparte dzendo, que
era nsinuagao, eu promplamenlc declarei que nao
quera fazer urna insinuagao, pcdmdoonlro sin que
cnlendessc essa palavra da nancira nais benvola
que Ihe fosse possivel, urna vez que ella se prestava
a dous sentidos. Com a minha explicagao eslava
pois entendido, que essa palavra nem conlinha um
pensameoto desairoso, ncm devia ser tomada no sen-
tida odioso...
O Sr. SUvino iMas o nobre depulado pareceu
mais reprebender-mc do que explicar-se, e eu nao
aceilo reprehenses.
O Sr. Aguiar:-Eu reprehender ao honrado|
membro?! Eu recrudescer cm iras como disse o
nobre depulado cm seu discurso'.' O nobre depula-
do conhccc muilo bem a linuua porlugueza para sa-
ber, que a recrudescencia cm iras soppe um estado
de irrilagao extrema, um estado anterior de rascibi-
lidadc para que as iras se exacerben) o recrudesgam,
sendo que por isso parece que quiz ligurar-ne, quan-
do fallei c quando me honrou com o seu aparte, lo-
do colera, lodo iras. Sr. presidente,' eu appello para
a casa, appello para lodos quantos se ten achado co"
nigo en discusses;para que digam qual ornen pro-
cedinenlo en laes occasies. Tenho a conscicnci'1
do que nunca reprehend, ncm mallralei a algum
de'meus collegas, e por isso mejulgo fora do alcan-
ce da aecusagao que acabo de sollrer. Tenho procu-
rado discutir esta questao cora loda a calma, te-
nho-me esforgado quanto me he possivel para nao
molestar a alguem, e enlrelanlo, se conlra as espres-
sdes do honrado membro eu nao livesse o testemu-
nho da cmara, por cerlo seria reputado por um
horaem iroso e lodo iras, quando na sessSo passada
discuta este projeclo...
(Cruzam-se vaYios apartes.)
O Sr. Aguiar :Nao sabe o honrado membro,
que quando um humera he todo iras, nao esta senhor
de sua razo? entretanto, j me vio neste estado?
O sAsikino :Nao sei se a conclusao he verda-
dera.
O Sr. Aguiar :Pois he a maneira pela qual se-
ran) entendidas as suas palavras. Eu tenho obriga-
g3o de ser mais connedido do que o nobre deputado
ben ve que sobre mira ja pesan os annos; deve-se
suppor en mim um pouco mais de experiencia, pnr
consequencia eu desculpo ludo quanlo o nobre de-
pulado disse.
O Sr. Sikino :E eu dispenso o que dsser a meu
respeilo, nd*tutmo tom e na mesma inlensao.
O Sr. Aguiar :Sr. presidente, etf-irfftr entlajajmj
mais na discussao do projecto, Wrei apeno!, 4uas pa-
lavras acerca do adiamenlo.. Aquclles senhores, que
(em impugnado c-se adiamenlo, fundam-se na exis-
tencia de qma informagao que j "oi dada por S.
Exc. Rvn.a em 1851 a um projecto que aqui foi apre-
sentado e que nao foi sanecionado : eu vi essa infor-
inagao, isto he, vi o ofiicio do presidente em que
diz que S. Exc. Rvm." nao concordava na transfe-
rencia da sede da freguezia da Boa-Vista para a
Passagem do Joazeiro; mas lembre-se bem a cma-
ra que lendo cu aprescnlado o anno passado o pro-
jecto que so discute, S. Exc. foi ouvido c nao se re-
ferio a essa nlormagao anterior, elle julgou que de-
via a respeilo do negocio exigir novas informagoes
para poder com conh'ecimenlo de causa emillir a sua
opiniao ao corpo legislativo, eis porque S. Exc. res-
ponde desla maneira : (16) .
J se v que S. Exc. tanto entendeu que o nego-
cio da remogao da sde da vill da Boa-Vista para o
Joazeiro mereca ser reconsidcrado,que nao quiz im-
medialamcute dar a sua opiniao o emitlir o seu pa-
recer julgando mais conveniente pedir informagoes
para cm lempo opporluno, conforme elle nesno diz,
responder a esla asscnblca. Portanlo he evidente
qoc a informagao dada em 1851, nao pode servir
nem podaulorsara fazer-se boje applcago della
ao projeclo de 1851. Entretanto nos que sempre nos
temos conduzdo aqui de maneira a nao dar urna
decisao qualquer en nalerias espiriluaes sen ouvir
o prelado, por cerlo nao scgulrenos urna pralica in-
versa no caso prsenle, lano mais quanlo da parle
do mesmo prelado exisle a proraessa formal de emil-
lir a sua opiniao en lempo conveniente t depois que
for informado. Conlra isto objecin o men amigo o
Sr. Dr. Braga, adiando sufllcieutes as informagoes
por elle dadas e asseverando-nos serem contrarias ao
projecto as que foram fornecidas pelo vigario da
freguezia do Ourcury, a quem S. Exc. Rvm." havia
consultado. Nao contesto a scencia que o honrado
mcnbr#possa ler do que intornou aquello parodio;
porm pergunlo eu, Irala-se por ventura de remover
a sede da freguezia de Ourcury para alguma parle ?
O Sr. Meira :Nao.
O Sr. Aguiar: Ento perdoe o honrado mem-
bro, a opiniao do vigario de Ourcury embora mui-
lo valiosa, nao poder servir para o caso verlenlc.
O Sr. Braga : Nao apoiado, porque foi a quem
S. Exc. escolheu para Ihe informar.
O Sr. Aguiar: Mas S. Exc. nao devia ouvir o
vigario respectivo'.'
O Sr. Braga :Talvez ignora qoe esse vigario es-
t processado''
O Sr. Aguiar:Quando assim seja, S. Exc. man-
dar essas mesmas informagoes, entretanto que me
parece que o vigario de Sanio Antonio, por exemplo,
nao he o mais competente para informar se por ven-
tura convem a raudanga da sde da freguezia da Roa-
Vista, do Rpcife ou de S. Jos, se disso se Iratasse.
(Ha um aparte.)
OSr. Aguiar:Eraboia senhores, merega mito
credilo o testemunho do honrado membro a o do
vigario de Ourcury, he necessario com ludo para
que lenha o cunho de aulenlcidade, que esse teste-
munho venha adoptado pelo prelado.(Apoiads.) As-
sim, Sr. presidente, entendo que o adiamenlo est
nos termos do ser approvado, e he esla a minha re-
plica.
O Sr. Braga :Pedi a palavra para faaer urna
rofiexao acerca da ultima parte do discurso do hon-
rado membro o Sr. Dr. Aguiar.
Tratando elle do adiamenlo disse, que nao julga-
va convenicnle que elle deixaria de passar, visto que
ten sido costune da casa sopro ouvir-se o Exn.
bispo, c mesmo Hao era pessoa habilitada o vigario
do Ourcury para dar essas informagoes. Para res-
ponder a essa parle do discurso do nobre deputado
foi que pedi a palavra.
S. Exc, Rvn.a pode pedir infornages a aquellc
vigario que adiar nais habilitado para Ih'as dar, e
se S. Exc.se nao dirigi ao vigario da Ros-Vista,
cono quer o nobre depulado, he purque esse honen
esla processado, e j de ha muito quo o3o merece a
f de S. Exc. pelo que delle se ha dito, e por isso se
dirigi S. Exc. a un outro vigario. Demais, Sr.
presidente, parece-me que a discussao pode conti-
nuar, porque estamos em primeira discussao, temos
iinda segunda e terceira, en qualqucr dessas oc-
casiOes se pode ouvir o parecer de S- Exc. ; leos o
intcrv alio dessas discusset, e entao poder ser ouvi-
do S. Exc. Se o projecto cahir nada se perde, por
se n3o ler ouvido a S. Exc, c seo projeclo for ap-
provadoem primeira discussao temos muito lempo de
ouvir a S. Esc. Por tanto en acho que o adiamenlo
heinoppurluno, nocnlaulo cmara resolver como
entender, mas acho que podemos sem inconvenien-
te votar o projeclo.
O Sr. Meira :(Daremos era oulro numero),
Sessao' ordinaria era 2\ demarco da 1855
Presidencia do Sr. Barao de Camaragibe.
Ao meio da, feila a chamada acharam-se
presentes 20 senhores depulados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario l a acia da
dente, que he approvada.
OSr. I." Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Da ollico do secretario da provincia, dan.mil lin-
do d'ordem do Exm. Sr. presidente dt provincia o
h'alanro da receila e despeza da cmara de Igua-
ras-, relativo ao anno liuaiiroro de 1853 a 1851,
bem como o respectivo orgamento para o anro fi-
nanecro de 1855 185I. A' commissao de orga-
nenlo municipal.
Outro do mesmo Sr., remetiendo cm rcquerimenlo
acompanhado de informagoes em quo Antonio tion-
galves de Moraes, arrematante da ponte dos Afoga-
dos, representa que nao est obrigado a fazer a sua
cusa os reparos que precisa a mesma nontc, em con-
sequencia do abalimenlo que soffreu com a cheia do
anno passado. A' commissao do obras publicas.
Outro do mesmo seitlnr, remetiendo nove reque-
rimenlos com suas respectivas informagoes, era que
alguns cidadaos pedem indemnisagao pelos estragos
causados pela grande cheia do anno passado, as
obras de que s3o arrematantes. A' commissao de
obras publicas.
Outro do mesmo Sr., (ransmillindo a copia de um
ofiicio do Exm. bispo diocesano acerca da represen-
tag3o dos povos do dislrclo de Grvala, pediudo a
crearao all de urna parochia.A' commisso de es-
tatistica.
Um requcrimcnlo dos propridaros de padaras
eslabelecidas nesla cdade, pedindo a esla assembla
arevogagao da postura municipal que osobrgaa
mudanga das mesmas para fra da cidade, ou o
piazo de quatro annos para cffectuarem a mesma
mudanra. A' rominissao de posturas de cmara-
Outro de I.uiz Jos Marques, arrematante do im-
posto sobre o consumo das aguas ardentes do muni-
cipio do Recife, pedindo a esla assembla, que na
lci do orgamento municipal se marque quota para o
pagamento do abate que leve en virtudc da lei n.
316 do anno passado. A' commissao do orgamen-
lo provincial.
S3o lidos e approvados ;cra discussao os seguntes
pareceres :
a Antonio da Silva Fragozo pedeque, cm conse-
quencia da exlensao da freguezia da Varzea, de que
he fiscal, se Ihe augmente o seu ordenado, equipa-
rndole ao que actualmente percebem os fiscaesdas
freguezias do Pogo da Panella e Afogados.
a A commissao de ordenados a quem foi presente
rcquerimenlo do supplicante, nao devendo lomar
conhccimenlo delle, por competir sua aprccago
commissao de rendas municipios, he por isso de pa-
recer quo se Ih'o remella.
Sala das conferencias 21 de margo de 1855.
Machado da Suca.Augusta Leiio.jBarros Br-
relo.
a O reverendo Jo3o dos Sanios Fragoso, professor
publico jubilado de grammalica latina, pede as-
sembla provincial a consignagao de fundos na lei
do orgamento para pagamento da quanlia de 800S
rs.', que Ihe he devida pelo augmento obtido em sua
jubilagao no anno de 1850, na razao de 803 rs. an-
nuaes, a correr de margo de 180 a fevereiro da-
quelle anno, a qual nao Ihe foi anda paga.
a A commissao de instrueco publica a quem fui
presante o requerimcnlo do mencionado reverendo
Joao dos Santos Fragoso, pre.cisa^parj dar seu pa: I
recer, ser informada pela Ihcsouraria provincial so-
bre o assumpto de sua prelengao, c por isso prope
que, pelos canaes competcnles seja ouvida aquella
repartirn.
Sala das commissoes 20 de margo de 1855.Ma-
noel Clementino.Aprigio.Padre l'arejao.n
A' commissao de negocios de cmaras, leudo exa-
minado as posturas a Miciomcs da cmara do Reci.
fe de 27 de sclembro, e 20 de outubro e 8 de de-
zembro de 1S54 e 18 de Janeiro do correle anno,
he de parecer que ellas podera ser definitivamente
approvadas, eonvindo portanlo, que sejam impressas
para entraren) na ordem dos trabadlos.
Sala das commissoes 20 de margo de 1855. Oli-
ceira.Meira Ilenriques.
A coranissao de petiges, tendo examinado com
loda a altengao o requerimento dos empreados do
consulado provincial, e da secretaria do governo,
pedindo augmento de ordenados, reconheceu ser ella
incompetente para dar parecer, por isso cnlende
a mesma commissao que os ditos requerimentos de-
vem ser remedidos a commjssao de ordenados.
Sala das commissoes 20 de margo de 1855.Luiz
Filippe.Siqueira Cacalcantt.
lie lido e approvado o seguinte requerimento:
Requeremos, que pelos canaes competentes, se
pegara ao director da instrucg3o publica asseguioles
informagoes : 1. que numero de alumnos frequen-
laram o lyceu desta cidado no correte anno, decla-
raudo-secomo ealSo distribuidos as diferentes au-
las : 2." se em algumas das releridas aulas deiiam
de haver Itcges por falta de discpulos.S. R.
Aprigio.Manoel Clementino.Padre l'areja'o.
He lido, julgadoobjecto de deliberag3o, e manda-
do imprimir o projecto de lci do orgamento pro-
vincial.
( Continuar-se-Ita.)
Discurso dor. deputado Braada'o, proferido
na sessao' d 17 de mareo de 1855.
O Sr. Brandao:Meus senhores, sem embargo de
eu ver assignados nesle parecer dous nones muilo
respeitaveis e que nc nerecen a nais alta conside-
rarlo, nao posso deixar de, en obediencia as n-
nhas inlinasconvicges, fazer algunas consderages
conlra elle, pois que estou persuadido, que poderci
dizer alguna cousa que convenga a esla nobre as-
sembla, deque a preteng3o do scnlior coronel Fer-
raz he justa c merece ser attendida. Sei muito bem
que a nobre commissao formulando este parecer
firmou-se em urna das leis que vigorara entre nos,
fallo da de 22 de dezembro de 1761, vulgarmente
conhecida pela lei do Fisco : sei lanbem que em
virtude dessa lci lodos os contratadores c arrema-
tantes das rendas publicas sao obrigados a renunciar
qualquer reclamarn anda mesmo que provenha de
casos solitos e inslitos, cogitados e nao cogitados,
ordinarios e extraordinarios ; mas nao ignoro que
presentemente se nao trata de urna dscussao
perante o foro ordinario, de una lula judicial,
sustentada ante ojuizo dos feilos da fazenda, da ap-
plicagao daquella lci cm todo o seu rigor ; Irala-se
pelo contrario de cnlende-la segundo dicta a cqnidada
e de applica-la conforme as circunstancias que o
peticionario allega, e que eu mostrarci que se a-
cham plenamente provadas ; por isso nenhum re-
ceio tenho de pronunciar-me conlra o parecer. Se
eu fallasse peranle on juiz diravos tendes dever
imperioso de observar essa lei, nao obstante o seu
rigor, embora o vusso corago ss sensibilise, quando
(iverdes de fazer applicagao della, mas assim n3o
he ; explico-mc peranle o poder legislativo da pro-
vincia, qoe tem a aulorida le de interpreta-la o de
modificar a.sua tyrannia; por consequencia,meus se-
nhores, n3o hesito em dizer que a crueldadc dessa
lei s he propria do lempo em qae ella fo feila, e
que n3o considero esla assembla na obrigag.lo de
manler o principio absurdo, de que a fazenda pu-
blica lenha maior somma de garantas do qoe os
particulares, mesmo contra a ordem malerial das
cousas (Apoiados.) Em verdade, exigir a reuuncia
dos casos solitos e inslitos, cogitados e nao cogitados,
collorar o conlratador na dolorosa siluago de nao
peder invocar a equidade em seu favor, he barba-
ridade de mais, he tyrannia s propria dos legislado-
res que confeccionaran a ordenago do livro 5. !
K no cntanlo a nobre commissao entendeu que devia
adoptar una semelhanle. dolrina Eu ja live oc-
casiao de ouvir o meu irobre amigo o Sr. Dr. Aguiar
discorrer bellamente sobre esta materia, tanto nesla
casa, como na cmara geral ; entao mostrea elle
con a naior evideocia, que u3o ern possivcl conce-
der se a fazenda publica mais do que se concede aos
cidadaos, e suss proposiges ficaram sem resposla,
porque com elleilo ellas eran irrespondiveis, era
fageda consluigSo.
Mas, senhores, admitlindo mesmo que a le de
C
que se trata de va ser conservada, nem por ssodeveis
ser inflexivc'u em presenea da justa reclamaco de
um vosso concidadao, a quem essa le va profunda-
mente prejudicar e fazer victima de um rigor inou-
dilo.
Recordo-mo de ler visto no corpo do direito ro-
mano algumas disposges, qoe aalorisam as asser-
ros quo acabo de enunciar ; all se acha a lei
l.. de Prescr. verb. que.......
...........servia entre os Ro-
manos de correctivo contra a legislacSo cruel dos
lempos anteriores, pois que conceda ao cdadao o
direito de recorrer ao juiz, e mesmo ao senado ro-
mano, para o fira de invocar perante elles a equi-
dade em seu favor. A acg'.o^in facluntinha.o mes-
no objeclo, e era proficuamente aproveitada sempre
que as circumslancias o exigan), de maneira que
sem transgredir os seus deveres, uem 13o pouco fal-
lar com a jusliga, o magistrado e o legislador roma-
no precnchiam una dupla nissao, qne os boorava,
o que fazia con que a sua jurisprudencia nSo en-
contraste rival sobre a Ierra. "
Ora, en face do que venha de dizer, c da facul-
tado que leudes de interpretar, alterar e n.odific?r
as leis na parle que vo diz respeilo, me.parece, se-
nhores, que nao aberrareis de vossas funeges, se
derdesa de 17G1 un sentido nais contorne con a
equidade, e que aproveile ao peticionario, coronel
Ferr.iz, a quera a commissao dcsattendeu, oque re-
pulo tanto mais admssivcl, quanto o mesmo petici-
onario ha plenamente provado a jusliga que Ihe as-
sisle no abate que requer.
Sim, meusseiibores, essa jusliga est evidentemente
demonstrada, embora a connisso nao a quizesse
reconhecer, e para que assim a possais decidir, per-
milli-me que cu anda aventare algunas breves con-
sderages.
He certo, que os documentos appresentados pelo
peticionario sao pela mor parle atiplados, mas tam-
bera he exacto, que as pessoas que os passaram, So
de tal carcter, oceupam tal posieio na nossa pro-
vincia, sao conbecidas como 13o probas, que, duvidar
de suas asse verages, seria o mesmo que desrespeilar
a verdade.
Homens de bem como sao esses qae dorara seme-
lhanles alleslados, he fora de duvida, qae n8o pros-
tituiran a nuhre/.a dos seus sentimentos, aflirnando
a mentira cm proveilo de quen quer qne fosse.....
O Sr. Carneiro da Cunha:Pego a palavra.
(' Sr. Brandao:E, pois, suppor, ronoaoppoz a
commissao, que laes documentos foram dados por fa-
vor, importa mesmo qoe dizer, que esses cidadaos
que os deram nao tem criterio, nao tem pudor, pois
que na verdade o homem de bem o3o d um atles-
tado falso em caso algum, o se o faz perde o direito a
ser bem considerado.
Eu vejo entre esses documenlus alleslados de duas
cmaras muiiicpacs, a saber, da cmara do Brcjo e
da de Caranhuns; vejo tambem oulro deum homem
respeitavcl de nossa provincia, que eu reputo inca-
paz de mentir e de prostituir a sua palavra de hon-
ra, quero fallar do Sr. commandante superior Cam-
boin ; vejo mais oulros de um membro desla casa,
c dos respeitaveis vgarios do Brejo c Garanhuus; e
a visla das qualdadcs e posgoes de laes pessoas, po-
dercraos julgar, como a nobre commissao, que sao
graciosos, indignos de fe, c merecedores do nai* so-
lemne desprezo semelhantes documentos? Entendo
que nao, c nesla parle a nobre commissao ne per-
mildra que nao v com a sua dautrini, porque a
esle respeilo pens muilo diversamente.
Mas, senlinres, dmosle barato que esses allesla-
dos nao tonhara forra alguma, cono a commissao
suppoz, havera nesla casa um s nenbro qoe ne-
gu ou que ao menos ponha em duvida que nos an-
nos de IKitl, 1850 e 1851 houvera secca nos serles
de nossa provincia ? Nao foi este um aconlecimen-
lo, do que as fallas publicas se oceuparam, e cujas
cnisequenrias lodos nos experimntanos, e lalvez
que muilo, o nobre relator da commissao que he [a-
zendeiro ?
OSr. Carneiro da Cvjiha: Mas nio pedi nada.
O Sr. Brandao: Purque nao era arrematante
de mpostos?
O Sr. Carneiro da Cunha : Era, sim, senhor.
O Sr. Brandao: Ento na qualidade de rico
quiz fazer esla generosdade, mas isso nao tira o di-
reito de outro qualquer pedir urna iiidennisaro pe-
los prejuizos soffridos.
O Sr. Carneiro da\ Cunha : Nao lira, mas
quiz cunprr com o contrajo.
O Sr. Brandao: Meus senhores, houve secca,
" lano i-so he verdade, que um contrato que nesla
cidade existia para o fornecinento das carnes ver-
des (oi modificado, e por ultimo rescindido por a-
quclla causa....!
O Sr. ,/. de Olkeira: Eslava no contrato pre-
venido esse caso de secca.
OSr. Brandao: Mas o que tem isto? Oque
cu quero moslrar he qua houve secca, e muito gran-
de naquclla poca, e como prova desta verdade in-
voco a rescisao do contrato das carnes verdes; pde
o nobre deputado contestar que essa rescisao leve
lugar por aquello motivo? Tambem presente sea-
cha nesla casa o nosso collcga o Sr. Neiva que fo
juiz de direito do Brejo naquelle lempo; elle que
diga, se a secca causn ou nio grandes estragos na-
quelle lugar....
l'm Sr. Deputado : Nesse lempo nio eslava la
o Sr. Neiva.
O Sr. Brandao: Anda assim deve ter tido in-
formagoes desse faci....
OSr. Sea: Isso he muito exacto.
O Sr. Souza Carvalho : Mais um atteslado.
O Sr. Brandao : Ora, he islo justamente o qua
dizem os alleslados dos vgarios, dos comraandantes
superiores, dos juizes, dos pronolores, dos delega-
dos c subdelegados das comarcas do Brejo e Gara-
nhuus, logo nao sao elles documentos que meregara
desprezo, como a nobre commissao enleodeu, j pelo
carcter c probidade das pessoas que os passaram,
j j finalmente porque a verdade uelles coolida he
sustentada por fados indubitaveis, que esla caara
uao pde recusar. E a proposito direi, que se em
visla da jurisprudencia que nos rege, os alleslados
de individuos u3o qualificados nenhuma importan-
cia merecen, oulro taulo nao acontece con os que
sao passados por pessoas egregias e recooimendaveis,
ou por sua diguidade pessoal, ou pela posigao que
oceupan na sociedade,...
O Sr. Meira: Mas nao para prova.
O Sr. Brandao: Para prova, sim, salvo seo
ncu Pcrera e Souza est errado.
O Sr. Meira : Bem pde ser,
O Sr. Brandao : Senhores, tendes vislo que a
razao fuudameulal e justificativa do pedido que faz
u coronel Ferraz esta provadissima; e, pois, be opi-
niao minha que uo deveis sacrfica-lo a iuflexivel
alrocidadc da lei de 22 de dezembro de 1761, >ei
esla que por militas vezes tem sido modGcada me
favor de oulros lalvez mais felizes...
O Sr. Florencio : Apoiado.
OSr. Brandao: E portanlo volai, como eu,
contra o parecer da commissao, e em favor da emen-
da que vou ler a honra da mandsr meca.
ERRATA.
Nn discorso do Sr. Silvno que sabio honlem,
pag. 2, col. 6.', n. f observagSes, deve-se ler
aberraroes.
----- !
KEPABTItJAO DA POLICA.
Parte do dia 21 de margo.
lira, e Exm. Sr.Participo V. Exc. que, da
diffcrcnles parlicipages hoje recebidas ne.-la repar-
ligao, consta terem sido presos:
Pela subdelegacia da freguezia do Recife, o pre-
to Secundino, eteravo de licnrv Forsler, por insul-
tos.
Pela subdelegacia da frcgaciia de Santo Antonio,
o prelo Miguel, escraio de Antonio de Souza l.eio,
por ferimenlos, e Filippe, esrravo de Manoel da Sil-
va Neves, por crine de forto.
E pela subdelegacia da frug'iezia da Boa-Visla,
Jos Pacheco de Andrade, "pm averiguages poli-
ca es.
Por ofiicio de tOdo crrenle, communcou-me o
subdelegado da freguezia da Varzea,que ao araaiibe-
cer d'aquelle dia um prelo eicravo de Ignacio Alves
Monteirn suicidara-so por meio do um lago que ar-
mn dentro do qoarlo em que dorma, no qual se
enforcou, sendo que apenas uvera noticia desle fac-
i proceder a competente vesldra para conhecmen-
to da \erdade.
Dos guarde a V. Exc Secretaria da polica de
Pernambuco 21 de margo de 1855.lllm. e Exm.
Sr. conselh'oiro Jos Benlo da Catiha e Figueiredn,
presidente da provincia.O chefo de polica Lrtiz
Carlos de Paka Teixeka.
Til IRA


DIARIO OE PRNAMBUCO. QUlllTA FtIRA 22 UE MARQDE 1855.
les
dar
com
Milu a
i I * ( _
de (10-
.e os SI'IIS no-
.(ddoa pot um plc-
- o alie nroar, e ; poslcri-
..orne a esle uuvo foco dc lttzcs:
aanibucano.
CORRESPOND :\ci\s
Recite 19 de mineo
.Malditas cocheiras.meti amigo! que ti/.nrar 1er ao
rieu hurrico urna anchoada formidolosa : efis ainda
tiesta til lia de sen compadre na ra do Sebo com sua .coma-
drinlia, que agora mais que nunca medic^t-se a cho-
colate de musgo.
Se eu naturalmente nao fosse lao vergooso, ja
teria mandado allugar um cavallo, e... mandava-me
mudar, deixando o mcu pedrez ca refens, mas pa-
rece-nic, que se fizer slo nunca ruis regressarci a
este delicioso Kecife.
Nao lora en pobre, mas honrado, que poria no
caro urna mascara, e politicamente hitara, ou man-
dararin bif.ir um quadi upede cavalliuo.assim a moda
de quem nao quer a cousa : nada me succederia ;
assim carregasse eu o s.lir'olho, indicasse ser senhor
de engenho da p.t virada, afamiliado com as m.los
cabelludas, eneas negras, e outros quejandos inno-
centinhos do mato, que, o caxeiriuho se iria andan-
do marcho, como um mendigo quandn se diz per-
do* , uu como um nao posso a quem pede dinhei-
ro emprestado !
Tenlio, paranlo, de ainda me demorar por aqui, c
eslou, quo nao perderei mcu lempo.
lloje he o dia do sanio dos casados, como sabe, e
o meu compadre pretende janlar com minha coma-
.tacOes da aetividado iuiinana ser.i um dia a drinlia cm si-nal do sua uiiiilo, amor, e fidclidade
les su-
'eforma na
\e proporcio-
uma inslrucrao
opiado cm varios
nclhante reforma
.feudo reflectiamos
e de inslrucrao sc-
idi/'K preparatorios
a matricula das Fa-
.". Todava, se cslcs
ius-.i. devfdamentc esludados,
"seguir algum resultado ; mas
no ger.ilmcnle silo, era tres ou
i quatro' annos, nao ser po*sivcl
ito algum, e estamos persuadidos que
s deste 'mal he a libcrdade absolula
-re ls em malcra de cnsino, lano da
que aprenden) como dos que ensi-
emos que a lrberdade cm lodosas diversa*
ao definitiva do deslino do homcm na vida ac-
tual; mas infelizmente esle dia ainda parece estar
inuilo louge, e em consequcucia do nina lei fatdica
a quj o homeu est sugoilo, nao pode subir a escala
ascencional do progicsso se nao gradualmente. Ain-
da serao 'lecessarios alguns scrulos de lentalivas ora
malogradas e ora rcalisa I is para que todas as mani-
feslacoes humanas se possam desinvolver integral-
mente segundo a formula da liberdade suprema ; e
bso a arrio do governo aindasera por muilo
> eligida para iniciar, dirigir coadjuvar esse
descnvotvimctilu.
Todos HbiUas que se acham cm cir-
H^^Madasejam que seas lilhos se-
jami Ktc sabio-, ha um desojo
para o individuo e para
toaos' ellcs esiao habelilados
liara conhecer os meios necessarios consccucao des-
to objecto; poriso iieccssitamqrte algucm lh'os indi-
que. Ora, como o governo he a persouificarao da
sociedade, c coma ihilemcnle encarroado do pro-
vimtnlo da* neta nades publicas dos respectivos
membros, segue-se, que alem de oulros deveres a
que esl sugeito, tem obnigacao de organisar, diri-
gir, volar c intervir na 3|tieae3o publica do povo
que administra, abrindo revas fontcs de inslrnrran,
reformando aquellas que rccfimarem mclhoramen-
tos, dando programmas para o ensina, em lim pro-
movundu ludo qiiaulo for nccessariojgra conseguir-
se nm bom resultado nesla esphera.
Adesordem o falta de syslema que reinavaiu em o
nosso simulacro de inslruccilo secundaria, e a sr-
dida cobija do alguns indjhdoos. que, lludin lo a
boa fe dos paes de familias, linliam feilo deste ramo
da inslrucrao urna especie de especularlo gacrraii-
til, eram verdades lao evidentes que nopodiarn dei-
xar de excitar a atlenrio publica, c reclamar a inter-
venrao inmediata e benfica do governo. A'siin, o
actual adminislrador da provincia, preucciipando-sc
desta orgciwe necessidade, larou-a ao conliecimenlo
Ha asserabla provioeial, a qual, na sessao cxlraor-
dioaria do anno panado, aulhorisoo-o pela lei n.?
X>~> a reformar a uossa inslrucrao primaria c secun-
daria; rhoje a provincia de l'ernamhucu se acha
em aperas do ser doplada com dm cslabelecimciilo
de inslruci;,w>, dhjtfliMa civilisc,aoA> iccolo em que
vemos, quelnconleslavcliiic
der s esperanzas publicas.
O Gymnasio l'ernambucano ser um cellcgio pu-
blico, semellUDlc aos eslabelecimentos desla ordem
que se enconlram na Franca, na Blgica, na Pros-
ita e em oulros paites da Europa ; c temos para mis
que a aducacao collegial, sob os auspicios c a direc-
53o do governo, a oura medida que nos] pode tirar
das trcumslanoiis deploraveis em que nos adiamos
e asegurar-nos um prospero futuro. Segundo o
projeclo de cslalulos offrecidos pelo covernn n con*
sideracito da asscmblca provincial, c que lomos de-
bati dos cilios, se deverao ensinar no (iymnasio ag
:aintcs: I.ingoas Latina, tlrega, France-
^1, rnglea. Allemaa, Desenlio, lli-loria e
fhia, Malhcmaticas, rninprulicndendo: Ari-
^^Bgebra atceqiiares do 2." grao, (ieomc-
Hpnnetria rcctelinea; Philosophia Racio-
(qral, Historia Natural, Zoologa, Botnica,
^B^ieologia, Pin sica e Chymiea elemen-
>, Lingoa c t.illeralura Nacional, Eloquencia e
Potica. Msica, Danri, (lyinnastica, Salarlo e
Equilacao. Estamos convencidos que o esludo des-
tas materias, segundo o systeroa que so deve seguir,
offere'ce um prospecto lisongciro, cuja realisarao pro.
patclonara juvenlude pernambucana, c, nalnral-
inenle, n do todo o Norte do imperio, urna somma
avullarta de conhecimonlos lilterarios e srienlificos ;
c o (iymnasio l'ernambucano indubitavelmente
abrir nova era de civilisarao cm os nossos an-
naes.
Alm das vantagens luteranas cscienlificas que o
eslabclecimenlo deve dar, deparamos com urna que
poderosamente ha de coucorrer para a prosperidade
da institnir.o. Ouorcmos fallar do grau de Bachrel
quo se conferc ao collcglnl no fim dos Irabalhos es-
colstico*. Esla medida una condirao indispen-
savel para o dcsrnvolvimcnl da nobre ambirao dos
nancebos, he o premio que recompensar as fadigas
4e oito annos de arduos Irabalhos, e por isso enten-
demos que deve ser adoptada e sancrimada pelo po-
der competente.
irnos isnalmcnle jusla c providencial a dis-
Posicao que eleva os ordenados dos profesores do
anasio quaulia de dous conlos de rei. E' in-
conleslavel qoc, para que tendamos profesores dedi-
eadosioleiramenle ao magislerio, se Mus assegurcm
riidigbedvanlnjosas de subsistencia, se Ibes poupcm
privar/es materiaes, que naj s os impedem de Ira*
balitar para o bom desempenho dos respeclivos de-
vere<, como o< obrigam a dislrahir-se dassuas oecn-
pa<;des, a lim de procurar meios de subsistencia em
mislcro diversos. Foi reconhecendo esta verdade
que o governogoral ltimamente elevou os ordenados
dosprofesaaresdaaFacilidades de Diieiio c do Me-
dicina quanlia de 3HKW.')0IX) de res. I'or oulro la-
do vemos que so mu fmfcssor do anligo l.\ reo per-
cebe um cont de res, setidj obrigado a Iccionar
nnn su vez no dia, he de summa juslira que os pro-
rcstoreatdoGymnasio (enliamdous conlos de rcis, pois
que deverao ensinar de manilla e .i larde, viada
desl'arle a ler o dunla.do trabalho que tem actual-
cenle os do l.jcay. _
Pensamos que esle.acrescmo de despeza nao deve
"btrgarncm acaaliar a realisarao do estabclecimen-
uc pou lr.i de entrar nos cofres pblicos.
Slte. como o provimcnlo das radeiras, cm
r..usci|ucncia .11 nalureza hicrarcliica das malcras
aemoubjecio decurso ter de elfectuar-se
gndaalmenlg, s.-uc s,; qu a despeza feita pela pro-
aera pouco sensivcl, e lalvcz nuil a. (;am ei"
it, supponlmmoj.que o nqmcro dos eslodanics
I* provincia, e o das provincias do Norte reculhi-
n Gymnaslo ehcv i a lili) no primeire aune, a
1200 ao segundo, e a oW) no terceiro a dIMHW men-
tulmenle, teretnos urna somiin de )I)S:IHII)>!|IM)
no lim do terceiro auno, quanlia qua sera suflicion-
le para fazer face a todas as despezas do cslabcleci-
menlii, litando lalvez um saldo a favoV do cfrcs
pblicos, como actualmente acontece com a Facul"
dade de Direilo, onde as respectivas matriculas bas-
tara para cobriraa despezas dos respectivos emprega-
Muaiuua quando esle calculo falliasae na sua
pleuilule nos primeiros annos, entendemos que a
Instituir, merece que a provincia fara um sacrifi-
cio momentneo, a lim de assegurar urna inslrucrao
l, preveitosa e Mceasaiia a seus lillius: E a esle
respeito diremfls, como disse lord Brougham, em
urna sao doparlamenlo inglez, quaudo se discuta
urna le relativa inslruccao publica : Alguns mi-
lhares de libras eaterliitaj que se gaslam' para a
conjugal, mas a minha comadriulia que he mnilo
cosida com o amigo da casa ja previnio ao marido,
que n,lo janlari sem o Sr. li"*.
E, de mim nao se lemhrou !... ah mcu amigo,
estamos em urna poca desgranada, que qnca nao
tem dinheiro faz do olho candieiro, c vai-sc ala-
miando como pode !
Eu conhero caveiras t.lo hediondas, ebeis de
manchas lao negras, tao almiscaradas, que sao boje
em dia frascos d'aguu da colonia, dessa mesma ver-
dadeira de Piver.
Nao he de hoje'hc verdade, que o dinheiro he lu-
do ; mMyTanics, no meu lempo, o'dinheiro s li-
nlia valorifilrinseco para as precisoes da vida ani-
mal: boje posso dizer, elle mais influc s. precisos
da vida social.
Se o traficante, o homem sem fe lem dinheiro ;
lem nomc, tem prestigio e lem familia : se he pobre,
he cniao quem he mesmo Ir.-ficanlc, e sem fe.
Se o empregado publico lem um escasso ordenado,
mas que as sitas despezas^ sed tralamenlo corres-
poudem ao lo um senador... he honrado, limpo de
niaos, o modelo dosempregados: se porem Irala-se
segundo ganha, nito passa de amanuense, um guar-
da, continuo, ou porleiro.
Se o militar, embora venal, traidor, trapasseiro,
tem dinheic/) adquirido por meios ignobeis, lem Ira-
lamento real... ora he o muilo, c muitissimo bra-
vo defensor das' liberdade, dotado de urna bravura
leonina, cercado tic amigos devolados etc.
Eu poderia dar-Lke mis exemplos genricos, po-
rem supra llies seulioo, meu amigo, e sua experien-
cia. Consollo-me, se dous ou tres |mc liverem ,m.i
vonladc, porque quatro ou cinco dirao elle lem
raziio, he o que voroHl m
Conlinuo, c coiilinoTaTei apassear eniquanlo durar
a enclioada do meu iiurre.
Nao temos lido repreanlac.oes em nenhum dos
Ihealro, o que me faz aljam desarranjo s ininhas
vistas ; porquanlo eu desejaria ver no palco esses
grandes espectculos dos marlyrcs do chrislianismo,
essas vidas, ou episodios dos nossos sanios mais cele-
bres do kalondario. Nao preciso dizer islo a Vmc.,
que aquLiuora, mas o que quer, se sou massanlc ".'
Tive um curtau para o uliima baila, ou partida
lllltar.flmj nao fui porque nao sci dansar quadri-
ile correspbni Ihas, es moteas nao olham com bons oHvos para
quem n3o sabe dar pernadas.
Prometi, porem,a Vmc. que agora vou aprender
lafora que tao bemja se vaidausando betti sof-
rrivclmenle, para quaudo vollar nao perder um s
baile, partida ou soire.
Tenho frequenlado algumas parlidasde jogos, que-
ro dizer partidas e lenho-me dado bellissima-
menle com essa casia de dislrarOcs, porque sou dou-
do pelo jogo, e se I i fra houvcsse quem jogasse as-
sim em partidas, eu levaularia urna casa para o
gago.
Tenho ouvido os sermfles ascelicos quaresmacs cm
diversas igrejas, e noto que nppireemais gente mo-
ca as novenas ; he que a joventude recifense he
naturalmente mstica : nos os velhos somos os que
precisamos dos couselhos dos Levitas.
A minha comadrinha nao perde um sermao na
I'cnhii com o amigo da casa.
Fui ao domingo assistir o excrcicio da guarda na-
cional da Boa-Vista no camiuho, quo vai para a ra
formosa : achei muilo garbo, e influencia nos mili-
tes nacionaes, que me parecem, se eslivessem em
Frente de Sebastopol nao leriam que invejar odiador
marcial do exercilo anglo-frauco-lurco. Tenho mili-
ta fe nos Pernambucanos.
Os edificios monumoiilaes desla prara encantado-
ra, s3o em verdade soberbos. c d'eulrc elles oque
mais admirei pelo seu asscio; c obras collosaes fo o
arsenal de marinha. eos permita que a novo re-
logio do seu lorrcao nunca marque o hora da retirada
de seu integro intendente.
A alandcga, a casa de detaatjao, o palacio presi-
dencial, o Ihealro, e o cemilerio fazem honra bel-
leza Ihopograpbica da cidade,
Nao sci se farei mal em dizer a Vmc, que nao
Icnho adiado algumas ras dcsta capital muilo as-
seiadas; pode.'Ser que como vclho seja impertinente,
mas cu se fosse fiscal era tamhom para as iraundi-
eies; ou n3o vi bem. Os velhos naluralmenle cn-
curleccin-se.
Tenho gostado cm demasa dos chafamos,'mas d-
que serve o da praca da Bua-Visla com sou repu
cho, se nao repudia, senao em cortos c determina-
nados das ?
He deteeeiar que hydropique.
sao lindas, soberbas, c algumas sumpluosaa, as ca-
sas de campo de algum dos nossos arrabaldes, leudo
sobre lodos primjsia o daPonlc de Uchoa.
S3o precisas grandes rendas para manter
de certas casas !
Fui ver a ponle pensil do Cachanga e I
cantclam urna pedrioha ni bocea, mas qual! i nos-
aas pingcllas sao mclhores... ncm por islo !
Meu amigo, parecc-mc que daqui a mais alguns
annos a pernal humanas nesla cidade perdem seu
valor, ficam reformadas, aposentadas, c substituidas
por ro'das, e rodetes : se a furia pelos carros conti-
nuar al atainlia ida, cu quero ver se mando para
algurna cocheira una lileira que foi da ma da av
de minha l.ilarav, afim de ser alagada, ao menos
nao eslaro sos cm modelo cortos carros que tenho
visto.
. Nunca, me ditem, ler eslaclo osla prara (Jo inle-
ressanle como agora, com a remocSo da academia.
Oh parece-me, que a insipidez de corlas ras aca-
bou-se com a presenra dos acadmicos,.^
As moras nlo goslaram....
Depoin de alguns das foi-mc pomlvel saber, onde
resida essa menina de que Ihe fallci cm nimba ul-
tima, c um feliz accaso levuo-me, como pela mao,
ra de sita habilarao. Anda
mais encantadora.
Algumas moras se persuadem, adianto do e
llin, que sao os seus rnalo, que a lornam bellas :
he um engao manifest. Se os rnalos deinons-
trassema natorezapuramente,en desojara que urna
moca Iraja-se sempre sedas ; mas tenho para mim.
que el les sti asscnlam bem na mora, que dcllcs se
valle como urna laboa de salvaro.
A limpeza nao significa rnalo : o rnalo est
sempre em guerra com a simplicidade, c \ simplici-
dade esU a par da belleza.
Deixemos la essas matronas respeitaves, que per-
dc.ido seus cucamos prirailivos.julgamrcivindic-los
com manufacturas de loJas as especies.
Nao, senhor. A menina sollelra nao deve trajar
cunto um armador traja um am> de preciado, a me-
nos que nao queira olluscar seu oslraeismo com o
lustre das sedas, e o brtlho dos brilhanles...
que quer dizer uma raocinba delicada, tao
o luso
vei ad
era a mesma, set.So
brandinhi como o mais suave zaphiro, embrulhada
em um enorme challe de laa, ou cassimira de mil
cores f Ileum anachronismo: ficam feas, perdem
toda poezia, atscinelbam-so,>s malronai, e nao ca-
biii, porque Cupido aborrece as cipas.
Como ia-lhc conlaml... Vi essa menina na ra
de "\ sobre uma cadeira de balanco veranda lia;
ella uma livro ricamenle encadernado.
Seu ira je cntao era lodo brauco : um roupo lal-
vcz de cambraia branca ; seu cabello eslava com
apuro amarrado. Dous lustrosos mco-bands
como quces|iii'g.jiravain-sc por Iraz das peqtieiiasore-
Ibao, deixando apparerer por arle do penleado uma
fronte espajosa, e branca como a mais branca gomma.
Leves balanros em sua cadeira deixavam ver a flo-
xihilidade le seu cutpo. Era um junco que a br za
faza-o quelirar, mas que nao poda.
o povo, c os carros que paasavam eram-lhe iodife-
renlcs ; ella lia, c seu espirito eslava sem duvida
absnrvido petsa pagina, quo lalvez conlinha sua-
ves doulrinas a sua iiilelgencia.
l'eltzmcnlc morava confronte a sua casa um meu
amigo do mato, e dahi vi-a sem ser visto.
Foi eolio que sube, que all morava o Sr....., de
quem era ella filha primognita, adorada por Seus
pas, querida de todos, que a conheciain, amavel, ho-
nesta, e de um genio cheio de dor.ur.-i, a menina he
admirada por lados que cullivavam rclaces de
aniizadc em sua casa.
Dotada de um talento nao vulgar, applicada aus
esludos da lingua franceza o italiana ; dada com
goslo a litleratura, he csse anjinho de candura o ge-
nio de seu sexo.
I-eliz do mancebo, que souher caplar o corarao
des diloso dos homens......
Adeos, meu amigo, al outra vez.
W. do fcrifr.
lie
Sri
suc
mu
(l,n
wt----------
Redactores.l)e todos os senlimcnlos deque
ceplivcjo corarao do hofjitrrrr^trrTia que
ilo eu.iobrecA^jior essa ublimid.ulo com que o
impotente distingui-o hitmem dos mais seres
creados ; a gradao mana Ai intimo d'alma para
lar-se uessa parle lao seullmcnlal, como he o ?o-
ro.
Por maisque a adversidade pezerom toda a sua
hediondez sobre um infeliz; por mais que esle soll'ra
e experimente o calix da amargura, sempre o ho-
mem li propenso a agradecer aquclles que por sua
surte se bao nleressado, c he cnlao quo a gralido
patcntea.
Jasando cu em uma masmorra negra ha mais de
: auno, soflrendo lodos os transes por que pode
issar quem esli sugeito a lodos os tramites de um
. ocesso ; j tendo sido urna vczsubmcllidu ao jur\,
onde consegu absulvicao de um crime falsamenie
impulado, eu contiava na innocencia da minha
causa, quando esla leve tic ser stibmcltida a novo
jtilgamemo. Neites circumstanrias me arhava,
loando um homcm bondadoso, dolado de todas as
rendas que o fazem gozar de um renomc glorioso,
quando em fim o preclaro Sr. Dr. Francisco Carlos
Brandiio, conscio di minha infeliz posiro, e sem co-
nhecer-ine, lomou o mais vivo inleressc por minha
causa, e logo germinou em seu corarao esse deseio
ardenle de fazer brilhar pof sua eloquencia a mi-
nha innocencia, oflerecendo-sc para virdcfcnder-nie
peanle o tribunal do jury. E-se acto, partido do
seu coroco, sem que fosse mesdado pdo muye! do
mleresse. poz em pratica o eximio Sr. Dr., deixando
os afanosos Irabalhos da sua acreditada banca, e da
assembla provincial de que he mui digno membro,
para Iradsporlar-se a esla cidade no dia i do an-
dante mez. O alio nome que j goza em lodo o im-
perio eespecialmente nesla provincia, de que se
llana de ser lilbo, fez chamar grande concurrencia
le povo a ouvira dislinclo orador da tribuna par-
lamentar fazer-echoar a sua poderosa voz norcclnlo
do tribunal. Tal foi a aba eloquencia em dizer a minha
defeza com toda! preeisao.que levou a conviccilo aos
l2juizpsdcpnuunciarein-scporuiianimidadc a meu
favor. Edecerloquemouvissc fallarcomprchendia fa-
ri I Menle que assuaspalavras exprimiain Qelmeotoos
senlimcnlos do seu corarao. Denodado em sua
llngoagom, arraslou loda's as ideas mal fundadas
quea meu respeiloerassavam.e enloconscguounia
corea de g|ora, que Ihe tributa osla cidade da Vic-
toria pelo vivo iniercsse que elle lomou pela sorle
mesquiiha de seus habitantes."
Na mais intima salisfarao da minha alma por ver
ualardoado o mrito de lao dislinrto cidadio. eu que
mais de perto|senti os diluvios de suagenerosidaderc-
couhecidoa ana philanlropia, nao lenho expre~-es
qoc manifestar possam o que sculc meo corarao, e
Icnho receio de que as minhas mal Iraradas iilh.i,
nao exprimam vcrdadeirumcnle a sinceridade de
meus aenlimcntps ; e assim para melhor explicar-mc
basta asseverar queem mcu corarlo existe gratidSq.
aceilc-a ella o Ilustrado Sr. Dr., j qSe mais nilo
pode por ora um infeliz que agora apenas principia
respirar.
Cabe-roelambca aeslaoprioxtuiiidadajlar as mcus
sinceros agradecimenlos ao r.Dr.Jose Theoiloto Cor-
deiro, que na occasiao do meu prinitiroul-'amenlo
demonslrou, como advogado, com todaWldencU a
minha innocencia,leudo sido coreados felizmente os
seus esforcos. Receba o mesmo Sr. Dr.a exprcss.lo in-
genua de mcu reconhecimeiito.
lambcm recebam os senhores jurados que me jul-
garam na primeira e na secunda vez o meu profundo
reconhecmciilo pelos seus verdiebuaue pronuncia-
a cm meu favor, compenetr.dos *m sua convicrao
da luz da verdade.
Cumprc-mc pedir aos ditos Srs. Drs. queme rele-
ven, as minhas fallas, se por venlura olTendi sua mo-
destia ; em minhas rircumstaucias era misler dar ex-
pansaoaeslcs senlimetilos, que Iransbordavaiu em
meu corarlo.
Sou, senhores redaclores. seu conslanle leilor,
Francisco Catalcante de Albuqvtrque.
Cidado da Vicoria l'Jde marro de I83.
derico Rodrigues I'mirnlol, Jos Itaymundo Fer-
reira, Jos Francisco tiorge deouza, Manocl
ltuliuo Georgc de Souza, Pompilin Nunia Pcssoa,
Jo.lo llaplisla da Cusa, Jifio Cbrisostomo Macho-
ncll, Francisco Joaquim da Silva Chaves, Fran-
cisco Antonio de Souza c Mello, Mauoel de Car-
va flio Pessoa.
Tetra .Nova:>:', das, barra ingle/a Miranda, de
XHi toneladas, capitao William Williams, cquipa-
gem 1(>. carga bacalbo ; a ordem.
Glasgow5:2 di as, barca ing'eza aEleonore, de 270
toneladas, capitao Nirholas Moullin, equipagem
11, carga carvlo e mai gneros ; a ordem.
Boenos-Ayres11 das, escuna oldemburgueza uFc-
lix", ilel.VI toneladas, capil.ioC.il. I.eclt, equi-
pagem 8, em lasito ; a Koslroii Kooker & Com-
panhia.
Mar Pacifico110 das, calera americana India,
de !)66 toneladas, capitao F. E. Slrandburg, equi-
paseui -2>, carga ezeile ; ao capiao. Veto re-
. frasear eseglo para Ncw-Bcdford.
Kio de Janeiro15 das, briuue brasilciro Adol-
pho. de 212 toneladas, capilo Manoi-I Preira
de Su, equipagem 12, em lastro ; a Eduardo I er-
re ira Bal las
dem23 diaaVban.i franceza Jeuuc Charles,
de 201 toneladas, equipagem 12, cm lastro; a
Srhranini Whalely Cv Companhia.
dem10 das, patacho inglez Vivid, de 103 to-
neladas, capitn Joseph Cronell. equipagem 7, em
huiro ; n Viuva Amorini & Filho.
demI.", dias, hrigue inglez Atalanta, de 108
toneladas, capitao J. W. Sturrock, equipagem 10,
em lastro : a ordem.
demlidias, barra ingleza Tasso, de 2il tone-
ladas, Capillo Wn< Slabb, equipagem 13. em
lastro ; a Me. Calmonl i\ Compaulii.i.
Babialidias, garopeira brasileira l.ivrarao, de
10 toneladas, muir Joaquiti de Souza' Coulo,
equipagem .",, carga bren e mais gneros ; a Do-
mingos Alves Malbeus.
Sacio saludo no mesmo dia.
HavreBarca franceza Eliza, capitao Dcpuilly
Nicols Andr Julos, carga assucar.
seguida de um celypse de 43 segundos. Sua luz, .veira, de toda a sua mdbilla, qu.isi nova por
com lempo claro, dislngue-sc da lolda de um navio
2i militas de distancia, o das gavias a 28. Quilquer
que seja a distancia, he de luz sempre forte e muilo
alar no mais perfeito estado, ronsiftndo em ofs,
cadeiras, mesa redonda c consoles lampas de podra
e d'onlras qnalidades, mesa de sof, banca de chao
com lindas figuras de marliin, para jogo do xadrez,
! a". i-^ .' 1,r0lda l,orra da Ba" ?.a 5aM 'lt: m.'"ica' mmodai mesa elstica para
EDITAES.
O lllm. Sr. cuidador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprielarios abaixo meucionados, a cnlrcga-
rem na mesma thcsuraria, no prazo de (rinla das,
a contar do dia da primeira publicarao do presente,
a importancia das quillas cen que devem cnlrar
para o calramenlo das casas da ra do Livramenlo,
conformo o disposlo na lei provincial n. 350. Ad-
vcrlindo que a falla de entrega veluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na cuuformi-
dade do arlgo ti.- du rcgulamenleede 22 de dezeni-
bro de 1831."
N. 2 Manocl Jos Monleiro.
Antonio da Silva Fener i. .
li Joaquina Mara Percra Viiftna. .
8 Manoel do Nascimcnlo di Costa
Monleiro c Paula Izidra da Costa
Monleiro.........
10 Viuva c herdeiro; de Jos Fernan-
dos Eiras.........
12 Antonio Monleiro Pcrcirn. .
14 l.uiz de Franca da Cruz Feneira.
lti Joaquim Antonio dos Sanios An-
dada..........
18 Marcellino Antonio Percira. .
20 Viuva de Joaquim Leocadio le Oli-
\tira Ciuimaraes.......
"22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Pava. ........
25 Jos Baplista Kibeiro de Parias. .
20 Manocl Buarque de Maccdo. .
28 L'mbelino Maximino de Carvalho.
)0 O mosmo.........
112 Francisco do Prado......
31 Viuva do Francisco Severino Caval-
canti..........
3G Nuno Maria de Scixas.....
W Manoel Francisco de Monta. .
I llerdeiros do Joaquim Jus de Mi-
randa..........
3 Thomaa de Aquino Fottseca. .
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
pes...........
7 Ordem Tcrccira de S. Francisca. .
0 Francisca! Jos Pacheco de Medciros
e oulros.......- .
11 Antonio da Silva Gusmo. .
13 Antonio Jos da Castro. .
15 llerdeiros de Izabcl Soares di; Al-
ineida. ... i ... .
17 Joaquim Kibeiro Ponas. . .
9 Viuva c hcrdcfrs'ae' Joj Pires
Fcrreira.........
21 Manoel Komao de Carvalho. .
23 Irmandadc das almas do Recite. .
25 Dr. Ignacio Ncrj da lonscca. .
27 Padre Joo AnlonioStiaiao. .
20 Antonio Cordero da Ctinha. .
31 Joao Pinto de Queiroz o llerdeiros
de Joaquim Jos Fcrreira. .
Rosario G ni maraes Ma-
PIBLICACA) A PEDIDO.
O tribunal do rommercio tiesta produca faz
saber, que em sessao de boje, o subdito portuguez
Joaquim Lopes de Carvalho, eslabeleeido nesla pra-
ra com cscriplorio de consignarnos sob a firma social
de Joaquim Lopes de Carvalho & Companhia, foi
matriculado commercianlc de grosso trato dos ramos
de commisses, conla propria e dcscontos1. Scrrela-
riado tribunal do commemo da Babia 12 de marco
de 1855.O secretario, Joao Cezimbra.
COM.MERCIO.
PRACA DO REtillT, 21 DEMARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colae,oes ofliciacs.
Assucar mascavado cscolhidoa 1^900 por arroba.
Descont por 12 mezes9 % ao anno.
AI.FANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 20.....2(2:3:si;i
dem do dia 21........ 11:814*04.7
274:152JG8I
----------------
Descarregam hoje 1 de marr. #
e brasileiroVenuspipas c barricas vasias.
Briguo brasilciro Mariadem.
Barca Ingiera Spirit of Ihe limesbacalbo.
Barca franceza Custaco //mcrcadorias,
Barca inglezaG'fHcnetcdem.
Barca ingleza.Mirandabacnlho. *fc
Briguc brasilciro/!eci/c pipas c barricas Vasias.
CONSULADO GERAL.
Reudimento do da 1 a 20.....32:28(^777
dem do dia 21........ 3:157*566
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia 1 a 20.....
dem do dia 21, ,
35:44813(7
3:634*280
121*53
3:746^733
Exportagao'.
Podo, escuna nacional Lindan, de 153 toneladas,
ennduzio dfeguinlc : 1 cunhete. 350 saceos e 18
barricas com 2,271 arrobas c 13 libras de aburar
1,111 saceos milito, 300 ditos arroz. 156 dilos farinha
de mandioca, 58 cascos mcl, 25 loros de mangue,
200 arrobas de ossos.
Havre, barca franceza Eliwa, do 379 toneladas
condnzio o srsuinle : 5,307 saceos com 26,650 ar-
robas de assucar, 1 caixa livros.
Barrellonn, escuna hrspanhola ,Pics.id, le 2(1".
loneladas, conduzio o scguinltv:813 sircas com
1,695 arrobas c 12 libras de algodan, 500 saceos com
2,.i00 arrobas de assucar, 520 couros salgddos seceos
com 14,861 libras.
Rio da Prala, hrigue hespanfiol Joiiquimi., de
821 loneladas, conduzio o seguintc :1,800 barri-
cas, 400 harriquinhas e 900 saceos com 1(1,210 arro-
ba e 17 libras de assucar.
RECEBEOKIA DE RENDAS INFERNAS GE-
, RAES DE PKR.NAMIICO.
Rendimenlo do dia 1 a 20.....28:6004183
dem do da 21........ I81a716
29:0819699
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia I a 20..... 34^4&f967
dem do dia 21. ....... 2:4961132
37:141)1399
MOVIMEMT DO PORTO.
Sanos entrados noiha->\.
Acaraeu'22 dias, patacho brasileiro Emularan,
de 13* toneladas, capitao Antonio Gomes Pereira,
equipagem 10, carga couros, slae mais gneros ;
a Manoel Goncalves da Silva. Passageiros, tre
(freir.
33 Joao do
diado. ^. Jaff
35 Anloniolaiz GoncalveJ
37 Juliao Porlclla
30 Joaquim Francisco de Azcvcdo.
41 Francisca Candida de Miranda.
Bj
979500
OOfOOO
II8>)lll
66501K)
679500
755000
579500
7531.30
00-3000
180*000
1249500
1269000
1085000
189600
605000
(05OO0
605000
789000
II10600
1279500
9996OO
279000
015200
.00
iJHXJO
390O
189000
sjjgooq
365000
755000
689400
si.-000
1239000
6O5OOO
2I56OO
hia, pelo lempo de seus cclvpses, pelo grande bri-
Ihaulismo de sua luz, e pela cVqua he sempre de
un rlaro brilhanle, cm quanlo o de Sanio Antonio
tem 3 faces diversas seguidas entilo de um celypse
Em distancia menor de 12 militas nao sao lolacs os
cclvpses, O brilhanle claran he seguido de uma luz
fraca ein lugar dos cclvpses que se vSo lomando 110-
laveis a proporcaoque esla distancia augmenta, de-
vendo considerar-se i>par(ados mais de J2 milhas os
que observaron! cclvpses perfcilos. Ao rumo de 16.o
N. E. verdadeiro.na distancia de 3 inillias,encontra-
se o pharol da barra da Baha. Do morro^ara o N.
forma-se uma euscada bordada de rocliedos,^! parte
do Ocsleda ilha de Itaparica com o conlinct^e for-
ma a barra de Jaguaribe, a que as carias hydtogra-
pbicas exislenics dio indevidamente o nomo de Bar-
ra Falsa, sendo esta alias nina pequea euseadaVla
i|ha a leste daquclla barra, formada pela pona Ae
Araluba, e outra que Ihe Tica ao norte, e que em dis-
lancia maior de 14 milhas, toma uma oonfieuracSo
semclnlntc a da pona de Sanio Antonio, c pareccnX
do com esla dedacar-se das Ierras que Ihe demoram
a Oesle. A estes lugares senao devem, ainda de dia,
aproximar os navios a ponto de encontrar fundo me-
nor de 11 bracas, se nito liverem pralico a bordo. Aos
que do sul avistaren! o pharol do murro de San Pau-
lo, e demaudarem a barra da Babia, nSo convm
passar do N. O. da linha N. E. S. O. verdadero do
pharol em quanlo cslverem ao sul da ilha de Itapa-
rica ; e por maior cautela devem prumar e virar
110 bordo do sil, logo quo enconlrcm f 1 bracas de
undo.cnm o que evilar.loa approxim.irao-dot "baixos
c rochedos da pona de Caixa Prega, Burra Falsa c
dos mais que pelo lado de leste coulornam aquella
ilha. os quaes noitc, sao tanlp mais de temer,
quanlo os venios forlcs do mar ensaram as aguas na
aneada, alm de queem alguns lugares, depois de
10 bracas o fundo dimiuuc rpidamente. Se, en-
eontrando-w fundo menor de 11 braras, parecer que
o navio nao se acha ao N. O. da linha N. E. S. O.
dos phan.es, deve entender-se que ha defeito as
agulbas, c nunca hesitar em lomar o bordo do sul,
sendo o prumo no bordo do Norte, o mais cerlo in-
dicador dos perigos. Na distancia de 13 a I! mi-
lhas da ponte de Sanio Antonio, principia-a a ver o
pharol da barra da Babia, luz liara, mostrando dis-
linclaVnenle suas cores diversas apenas na distancia
de (i milhas. A entrada do porto do morro he fran-
ca para navios de todas as qoalidades, allendendo se
que 1 millia a Oesle da fortaleza corre um bailo,
que segu pelo rio Una cima, o cujo fundo vai gra-
dualmente diminuindo para o lado de baixo, e a
quea monlanha pelo lado de Leste corre prolon-
gada pelos recifes chamados Coiln que se aln-
ga pelo mar 120 bracas, mais ou menos, com fun-
do de 8 braras cm alguns lagares encestados a ellcs.
Porlanlo, contra ellcs muilo importa acaulelar de
noite os que bordejarein para lomar o ancoradouro.
De dialiemuilovisivelaarrebenlaco deslcs recifes.
Duas milhas distante da costa do morro de San
Paulo c dahi para o sul, com o pharol a vista, ha
camiuho franco para qualqucr navio.c os que quisc-
rem entrar no portodelle podem acerrar-so da mon-
lanha pelo lado do norte, lano quantoMhes permit-
ir o fundo dado pela sonda, e o fundeadouro fran-
co principia da pona da fortaleza at 1 milha para o
o aulerior, devendo receber pralico os que quizerem
subir o rio, onde ha fundea louro abrigada para urna
esquadra. Secretaria a capitana do porto de Pcr-
nambuco cm 19 de marro de 1855. O sccrelario,
.llr.ramlreBodrigw 1 dot Anjot
-- (I abaixo assignado. curador fiscal da massa
fallida de Urano 1 iiiileACoiiipanliia, aiinunria quo,
cm virltido do dcs|iache>do Sr. juiz coinmis-ario, de
10 de marro correnle, s5o convidados os credores da
referida massa, que so acharcm presenta nesla ci-
dade, por si ou por seus procuradores, para se reu-
nirem no dia 2( do correnle as 11 horas do dia, em
o cscriplorio dos fallidos, na ra da Cadeia do Recife
n. 52, afirn de tralar-se da verilirarao dos credilos, e
roncessao da concrdala, e do contrato d#aniflo,
quando esta nao tenba lugar, deveudo as procura-
rnos serem especian para o acto, e nao podendo um
procurador representar por mais de um cretlor como
dispoo o artigo 812 do cdigo do coinmereio. Este
aviso sera repelido por tres vezes ua conformidado
da segunda parte do nrligo 127 do regnlamenlo 11.
738, romo me foi ordenado no dito despacho. Re-
cife 2IMn-uur> U 1855.-.m. Btdonlac, curador
fiscal.
725600
755OOO
525500
4.35OOO
605000

AVISOS MAKITIMOS.
DECLARAgO'liS.
GABINETE PORTIGIEZ DE LEI-
TIRA.
Porordem da directora convoca-se o consclho de-
liberativo, parase reunir domingo 25" io correnle
s II horas da manhaa. M. /'. le Souza JJtrbosa,
segondo secretario. '
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselhode direceo convida os Srs.accionislasa
rcalisarem a quarla prestarse de 10 por sobre o nu-
mero de acrocs que Ihe pcrlcncem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o eucarregado dos rcccbimcntus he
o Sr. F. Coulon, ra das Crtizcs n. 26.
I'elo juizn de orphaos desla cidade do Rccife o
seu termo; se faz publico., quo leudo dispensado de
Para o Kio de Janeiro segu cm pomos dias o
briguc Feliz Destino ; para o rosto datarga, pas-
sageiros e cscravos a frele, Irala-se com os cousigea-
iaros Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
n. 40.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ter parle da carga
prompla, a veleira barca brasileira Mathilde, quem
quizer carregar o resto, ea|nnda--e com o capitao
Jeronyao Jos Telles, ou Ijjfcscriplorio de Manoel
Alves Guerra Jnior.
Para Lisboa, o brigne escuna porluguez ^frc-
ttdo, pretende seguir com a maior brevidade : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem, irale
com os consignatarios Thomaz de Aquino Fanseca &
ilho, na ra do Vigario n. 10, .primeiro andar, ou
com o capilao ua praja.
PARA BENGLELLA COM ESCALA POR S.
THOMfc,
segu com brevidade o brigne porluguez Ksperan-
ra por ler dous lerros da carca prompla: quem qui-
zer carregar o resto, entenda'-se com o capilao Ma-
noel Alves Guerra Jnior.
. 3:006575'-i
E para constar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco I i de marco de 1855.O se-
cretario, Antonio Fcrreira d'Annunciaeao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em Cumprimenlo do dispos-
lo no arl. 34 da lei provincial 11. 120, manda fazer Ll""l'?A"1I)-nio_?,;lqu?s' ou no cscriplorio de Ma-
puhlico para conliecimenlo dos credores hypolhecaf
rios, c quaesquer interessadosque foi dcsapropriado
a Jos Jacinlho da Silveira, um filio na estrada dos
Remedios pela quanlia de 5509000 rs., e que o res-
pectivo proprielario lem de ser pago do que se Ihe
deve porsemelhanledesapropriarao logo que termi-
nar o prazo de 15 dias coulados Ja dala deste, que
he dado para as reclamaroes.
E para constar se maudou affixar o presento c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias sucee-'ivo-.
Secretaria da Ihesouraria provincial, de Pernam
buco 17 de marco da 1835.Oa^relarin,
Antonio Fer^Jm a".tnnunciar.ao.
O lllm. ir. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cmcMnprimentn da resolurao
da junta da fazemla, manda r*ier publico, que a ar-
rematarlo dos reparos urgentes de que precisa o artt-
dc de Camal u' vio nov menle a pra<;a no dia 20 do
correnle.
E para constar se mandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 20 de marco de 1853. O
secretario, A. l-.da Amtuwiaro.
P-VHA O RIO m JANEIRO.
St^jue com milita brevidade a barca
nacional SOHTK, por ler parle ela carga
piompt'a : para o resto, passageiros e es-
cravos a fete, para oque temexcellentes
commodos, trata-se com os consignata-
rios No vaes i.C, na 111a 9o Trapichen.
)'t, ou com ocapitio Jos Maria Ferreira,
na praca.
1(10 DE JAKE1UO.
Segu 110 dia 27 do rorr*nle o palhabolc Vtmu,
capilao Joaquim A. Gonralvcs Santos ; sti recebe
passageiros e cscravos a frote : trala-se rom Caela-
no Cyriaco da C. M., ao lado do Corpe Santo n. 25,
ou com o capilao.
Para o Porto segu viagem com muila brevida-
de I barra porlugueza l'lor da Maia, capito Jos
de Azcvedo Canario ; ainda pude receber aflhma
carga : quem nelle quizer carregar 011 ir do Passa-
gem, dirija-sc ao capitao ou a seu consignatario Ma-
nuel Joaquim Hamos e Silva.
PARA O POETO.
O veleiro briguc "Porluguez Espcranrao, seguir
coma maior brevidade para a cidade do Porto, por
1er j prompja doqa, Ierro- de sua carga ; recebe 11
que apparecer a Irete, c latnbem passageiros. para o
que upssue ptimos commodos: Irala-se no escrip-
ia! 1 do Hallar & Oliveira, na ra da CaUcia Vella
11.12.
RIO DE JANEIRO.
Obligue DAMA'O segu iiupretervel-
mente no dia 2o do correnle, s recebe
passageiros e escravos a frele: trata-ae
com Machado A Pinlieito, no largo da
Asscmblca sobrado n. 12.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu com muila brevidade por ter
parte docarregamenlo protnpto, o muilo
veleiro litigue escuna nacional MARA :
parajoarga, passageiros e escravos a (rete,
fire*j| quaes oll'erece as melliores com-
Ir.ibalbar pcranle elle, o ollicial de juslira Draz Lo- modidatles, trata-se com o C.tpililO a bor-
pes, foi designado para si.bslitui-lo o ofiicial Joao
Uonoralo Serra Grande, oqoal c os seus companhei*
ros Amaro Antonio de Faria, Antonio Concia Onra
e Jos Ignacio Kibeiro Cavalcanli, sao os'habililadns
para razerem as diligencias do mesmo juizo.
O Sr. capilao do porlo manda fazer publico,
para conliecimenlo de quem possa inlercssar, quo
acha-se eslabeleeido um pharol no morro de San
Paulo, provincia da ilahia, principiando a ser Ilu-
minado ua noite do dia 3 de map' prximo, sendo a
sua dc-cripcao e observaroes sobre a navegaro do
porto do referido morro e da cosa, comprchendida
entre ello c o da cidade daquclla provincia as se-
Stiinics descripc.'o c obscuares : o pharol do morro
de San Paulo acha-sc enllocado sobre o cume da
monlanha, 011 rabo deste nome, na entrada do porto
janlar, guarda louea, lavatorios, ramas de ferro,
raudieiros para cuna de mesa, lanlernM, relogio de
parede, louca lina para alnioro etc., garrafas, copos
e inuilosoulros vidros, calheleiras, porta-licor, co-
Iheres de metal lino, lacas e garfos, um cabriolel
com arelos, e exrcllente cavallo gordo, que se pode
alianrar sua bondailc, trem t'omplelo de cozinba,
ulencilios de silio, c niuilos oulros objeclos terca
feira 27 do correnle, as 10 horas da mauhla, no sitio
pcrlo da casa grande da senhora Lasscrre, na Ca-
punga.
LBILAO' SEM LIMITE.
O agente Vctor Tara leliao no seu armazem, ra
da Cruz n. 2:!, de lodos os objeclos existentes no
mesmo : quinta-tetra, 22 do correnle, as 10 '. ho-
ras da manhaa. Sera lambcm vendida ao meloda
em ponto uma cscrava mora, boa cozuheira, mas
paral)tica de um lado.
I.EI LAO'.
Francisco Severiann Kahello & Filho faro lei-
lao, por inlervenrao do aenle Oliveira, e em lotes a
voulade dos Compradora, de cerca 0 pipas com p-
timo vinlio linio, :,ii Larris de dito branco, da bem
ronliecida marca Joao de Urilo, e de 15 pipas de vi-
,iasr*mtiiJo superior : sexta-feira, 2.1 do correnle,
as m mrasda manhaa, perla de armazem do Sr.
Ssjlics Jacome, defronle da arcada da alfandega.
O gente Oliveira far.i leilao, por ordem c cm
presenta do lllm. Sr. commendador Joao Piulo de
Lemos, na quali.lade de procurador bastan le da -ira.
herdeira do fallecido Dr. Jos Eustaquio omc*, da
magnifica ca.-a nova de :l andares e soiao, construida
a moderna, qoc foi de propriedadee inorada do mes-
mo fallecido, sita no aterro da Boa-Vista' n. 18, o
mais aprasivel bairro data cidade, c que por isso se
torna una das melliores acquisirocs para quem bem
e lucrativamente queira empregar o seu capital :
qnaila-feira, 28 do correnle. as 10 horas da manhaa
em poni, porta da indicada casa.

.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. Antonio Candido de Lira, queira diri-
gir-a a livraria n. (i e S ,]., prara da Independen-
cia, que se Ihe precisa fallar.
FABRICA DE FIAR E TECER
Por causa da clitfKi
do din 21, foi Iraus-
l'erida para o dia 2'i
do correnle as 4 lio-
ras da tarde,^fccu-
iii.io da assembla ge-
ral 'los accionistas da coui|i:mliia,.para :i
fbrica de liar e tecer algodo, fio salaq
do convento de S. Francisco.
Desapparercu no dia lti do correnle as 2 horas
da larde, da piula da labrrna do Sr. Antonio Joa-
quim de Mello, na ra Direita, um cavallo com can-
galha inquirideira, ecabrclo, de cor ruco sujo, de
idade dc8 anuos, pesroro lino, liordo. rapado. Icm
tres rendas nos lombos da cangalha : quem o pegar,
leve-o mema taberna, ou no engeobo da Hallas,
doSr. Antonio de Paula Souza LeSe, que ser gra-
lilicado.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Sanio, erecta na igreja de N:S. da t'.onceirfio
dos Militares, convida a todos os seus irinaos a co:n-
parecerem na refrilda igreja 110 dia 23 do correnle,
as 2 lloras da larde, para encornando*, ircm acom-
panhar a procissao do Senhor llom Jess dos Passos.
9 PLBLICACAO*.
5 Acha-se no prelo e breve sahiri luz um 1
5 interessante obra inliliilada 4ll|fanoal do
^ Guarda .Nacional 011 r.illerrao-de"nWa as Ici-.v/
regulamenlos, ordens e avisos, ruaeerhenles :[
a mesma Guarda, (mtiilos dos quaes escapa- fl
'; rain de sr mencionada as collecooes de
:_0 lcis;: desde a sua nova orgarlisacao al 31 de g
dezembro de 1854, relativos nao sti ao prorcs^|
3 so da qualilicarao, reruroo de revista, elCgSBi
i etr., senao a economa dos corpos, orgaiu-
Q cao por municipios, halalluic-, companhia.
O de inappas, modelos, etr. ele. eaj^^^HrsI
;> vc-sc a .35001 para os assi^nunTeajjgPWNNi ;
para os que nao o forem : no pateo do I.
1110 n. 9, primeiro andar.
JOAQITM LOPES 1)E CAKVAI.BO, nnico
representante da firma social de AIIAL'JO ,V CAR-
VALHO faz publico, que do dia 10 do corrrTle em
dianlc sua rasa commercial panarl a usar da firma
social JOAIJL'IM LOPES DE CAUVAI.I10
PAN HIA por ler admillido para Ibcios ul
ipiini Machada Carpes e Man
segundo consta do respectivo 'raU^^H^^^HI
sera registrado no tribunal do coffllnWclnJHaiidn '*t
a cargo da nova firma todas as Irauyacroes efuelivora
nesla e oulras praras sob a firma a> raujo j Car- 1
valho de 10 de marro de 1835 em dHiiite por se acha-
rem saldas tolas as lransacciT.es anteriores a esla
dala. Ilahia 8 de marro de 1855.
Joaquim Lopes de Carvalho.
Precisa-se de urna ama que saiba bem ongom-
mar : ua ra do Collegio ti. 21, terceiro andar.
- Luiz Antonio da Ciinbacomprou por ordem do
Sr. Jo,lo Luiz Goncalves Vianna. da cidade do Ico,
o meio bilhcle n. 2,120 da 51 lotera do Monte Pi
Gcral, o qual tica em seo poder.
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Tavarcs
de Mello para se entregar uma carta vinda do enge-
nho Onr.a ; na ra do Encantamento n. 5", primeiro
andar.
Jos Malaquias Leal, subdito portnguez, reli-
ra-sc desla provincia para Macei.
Precisa-sc de 1 ou 2 tr.ibalhadores forros ou
captivos, que saibam lrabalh.tr de cnxada, e plantar
capim n'um silio perlo da praca : quem estiver ties-
tas circuinstancias, apparcra na estrada dos Afllielos,
primeira casa do lado direito, para tratar do ajuste.
A abaixo assignada, com quanlo nSo pretenda
vender o seu sobrado da rita Imperial, porem como
VMM00 Diario n. fi um annuncio prevenindo que
pessoa algurna fizesse negocio com rila sobre o dilo
predio, visto achar-se snjeito a uma execucao da
viuva Almeida, a quem ella nada deve e nem sabe
quem lal seja esla senhora, todava cm salisfarao au
resprilavel publico a obrigou a dar rcsposla de um
semelliante annuncio, que a abaixo assinadaju^m
grande magoa lamenta, que este ncm s fosWpii.i
por um seu ingrato e degenerado lilbo, o quarnao
leve pejo de nem s o fazer romo de assignar o afn
ItAton iinrailnii-, ^L^:.._______a
Jos' Piulo (!('.Mag.il!iiibsc\ C, az{cen-
le aoj-espeilavel pttlilico |iie em seu csta-
belecimenlo de carros fnebres do pateo
i'il'.u-.ii/o casa 11. 10, se encontra toaos os
pannos e ornatos exigidos no rcgulamen-
to doceinileriu ; lambcm se eneaiTegam
(para commodidade dos nleressado) a
fornecer guia armario, cera, msica,
cairos de passcio, etc., prometen bem
servir a quem se dignar encarrega-los de
ijitalquer enterro : no mesmo alngam-se
caixflcs para defuntos e anjba\ vendem-
se mortallras de pinho.
IRMANDADE DAS ALMAS DO
IlECIFg.
O abaixo assignado escrivao da irman-
dade des almas, erecta na matriz do Cor-
>0 Santo, por determirAcao da mesa re-
geijoia convida a todos os irmaos acom-
parecerem no dia 21 do corrate,' pelas
2bors c meada tarde na matriz da Cor-
ppaSanlo, a(im de encorporados acm-
rjaniarem a" solemnissima procissao do
Si*, llom Jess dos Passos.Joaquim Lo-
pes de Almeida.
Luiz Gomes da Cosa retirarse para Portugal.
Contrata-se com quera i|iii/.er, oatei-
VO do caes da ra da Aurora : na ra da
Praian. 45, segundo andar.
Roga-se ao Sr. Joao Francisco de
Araujo Lima, o ol,seinio de indicar por
esle DIAKIO, o lugar de sita inorada, ou
apparecer na loja n. da ra da Cadeia
do Recife, para se Ihe apr^nentar uma
letra vinda do Kio de Janeiro.
O abaixo assignado, procurador bastante de sua
11-maa, a viuva do tinado Manoel llias 1 ernandes,
s ientifia ao publico que por escriptura publica de
20 de fovereiro prximo passado, no sartorio do ta-
iielliiln Perlocarreiro, bypolhecan
Joao Francisco Maia c sita mo"
va a parle que por heranra I
Apipucos, para garanta d"e u
rs., de que sao devedores. J
possa chamar a ignorancia,*
meio equivocse contestarnos
poa presente declararan.
Costa.
No dia"2' do correnle mez lem dcAcrem ar-
rematadas por quem mais drr, depois de finda-a au-
diencia do Dr. juiz de orphaos, 2 rasas terreas meia-
aguas, sitas no losar do Campo-Verde? na Soled.tde,
avahadas em OOcIHHl, por cxccurfio de J.oslino Pe-
reira de Parias, coulr.i o casal do menfceapio Ma-
noel da Cunha OKveira.
Imente
viu-
ras de
Urna pessoa assi'is habilitada eli
fnucez,
p; rlicu.
mi suuhi
de 1 negocio,
si-a condui
- V,,c
m o sobre h
ce-se paralar licoes em^lgon casa
CmOimis meninos, meninas
ad^^^^BHnnuneie, que se faz to-
rxdverteanj que a pessoa da Bador de
e ittauciou dar dinheiro a prn-
lire hanotheca cuj .bons de raz nesla prara,
dinja-se a ra inreijAj^fc, que achara com quem
Na
Pumpa eugomir.ada.
rAgo jinmerra casa terrea
D du Pocinho, indo doiadode^. Pe
-se roupa com perlei^lo* e aceto, e
Igodao, cleita em
g asscmblca gem dos respectivos
M subscriptores, para Ixalart'idos tra-
p balhos preparatoria e^onfecejo.
f| dos estatutos, faz IPabo crinl
15 05 ttabalbos de que fot incumB
^ bida ainda nao estao terminados, i
% para ter lugar uma reaniao.dos 5
^ mesmos subscriptores, afim de se- X
i* rem inteirados do OflHfc*ido, e re- R
g solvercm a cncorporaPp emaisne- 1
S gocios da eompanbia. RecifeJO i
t de mareo de 18o3.F.tlc P. Ca- J
|P valcanti de Albuquerquc.Joao S
g; Ignacio de Medciros liego.Lui
'/ Antonio Sctpteira.Antoniode Mo- |
i raes Gomes Ferreira. Antonio ]
JR Marqes '1 \m im.
iflfnCnC
Oleo de ricino para candieiro!
t) fabricante ri'oleo da ra dos Guararapcs faz scl-
enlc ao respeilavel publico, que para maior commo-
didade de seus rreguezes eslabeleceu um deposito no
paleo da malrit de Santo Antonio n. 6, aonde se
vende por caada c por carrafa. O oleo de ricino
de lislevao Chantre, preparado para os candieiros.
dura muilo mais lempo que o azeite de coco, d
muilo boa luz c he tao cristalino que nao faz fuma-
ra, nao cria murrSo nas'lorcidas e nao soja os can-
nome |ior extenso. A abaixo a-signada conclue, acon-
sclhando a este Jos de Almeida Lima, sou filhHH
que Ihe dcixe mitigar ao menos em seus ltimos dflf
as Indicas e dissabores que ello Iho tem cansado.
Francisca litlonfajle Paula.
Precisa-sede um sobrado, sondo primeiro a-
ilar, parm com preferencia na ru" do Calh-gio,
Crespo,Queimado, Cadeia, Aterro da Boa^fna, ra
Nova, ra do Kosario: quem quizer alugar annun-
cio ou dirija-se i ra do Padre Kioriano n. 40.
Luiz Barbalho do Vasconccllos avisa a quem
convicr, aue no seu engenho Brejn, de S. Jos, se
acha um Avallo quefoi adiado 110 Rccife ueste pr-
senle mez de marro de 18o.j, e o entregar a quem
der os signaes cerlos, e pagar as despezas que com o
mesmo cavallo se liver fcilo.
J. I. de Araujo Lima mora no paleo da ma-
triz de Sanio Antonio 11. _;, toja.
MLIJAM.A DE LOJA. # *
Jos Pradmes, cutileiro francez, tem a honra de
prevenir o respeilavel publico e seus freguezes rm
particular, que mudou sua luja de rulilma'da ra
Nova para a ra da Cadeia do Rccife n. lo, aonde .
oacbario sempre prompto para os misteres de seaJtLi d0 n,c"" *e'"or, c querendo tornar esle
officto, e asseguraas pessoas qoe queiram honra-lo ?f. '"''.'* PornI's0'? c brilhanle, lem a lionra de con-
snja o cau-
o muito conhajdo sitio do Cajueiro, '
de vi
diciros.
Aluga-se
com nina das mclhores casas desvenda que la na-
ta provincia, grande silio com um extraordinario vi-
veiro, b.tixa para capim. estribara, cocheira, casa
de prclos, cciandemuniero de arvoredos de atelos;
lamliem aluga-se juntamente ou em separado, mais 3
casas, sitas no mesmo silio, ludo por preco commo-
1I0 : quemopretenlor, drrija-se ao mesmo'silio, que
achara com quem tratar.
- *
A mesa regedora da irmandadc do Senhor Bom
Jess ilos Passos no Rerife, leudo a expor aos liis
no dia 2.1 do correnle mez em solemnissima procissao
lo, ou com Machado & Pinlieiio, no largo
da Assembla 11 12.
Real Companhia tic Paquetes IiHezes a
Vapor.
No dia 2S|23
deste mez, cs-
, pera-se de sul,
ovapir.So/ri/,
'; -11111:111 la ate
Jollieoe, o qual
depois di de-
mora do costu-
int' socuira pa-
ra Lu opa: pa-
ra passageiros etr.. Irala-se rom os asentes AdamsoJ
llovvie& C. rna do Irapiche >ovo 11. 12. r
Para Lisboa seguir com a maior brevidade
com sua confianca, que serao salisfcilns, tanto na di-
ligencia como nos presos, que ser,lo os mais razoa-
veis possiveis.
Ouem annunciou dar dinheiro a juro de um
por eenlo, rom hypolhera, dinji-se ra das Aguas-
Verdoso. 10, que se dir com quem so (rata.
Precisa-se de urna cozinheira : no sobrado n.
I, defronle da ordem terceira de S. Francisco, ru
da Cadeia de Sanio Antonio.
No dia 2! do correnle se ha do arrematar por
venda, em prara publica do Sr. Dr. juiz dedireito
da primeira vara do civel. depois (|a audiencia, na
sala da mesma, uma casa de 1 andares, sila na na
Nova desla cidade. por i 1:000?0U0, por exorucan do
Dr. Manoel lluarl: de Furia, contra os llerdeiros do
tinado .Manuel laclano Soares Caroriro Monleiro.
Roga-se a muilo illuslre cmara municipal
digne-sc devolver sua allencao sobre .1 ra \u -us-
a, que lelas grandes mares lorna-sc iotranattavel
com grave preiuizo do publico, e sobre ludo de seus
moradores. Esse mal que pelo invern deve aug-
mcnl.tr consideravelmentc em consequenciada rin-
de quanlidade de agua que se junta .10 largJ das
Cinco Pona, c que su lem sabida pelo berro do
Peixolo, reclama prompto remedio, qu0 nao pode ser
oulro senao o calramenlo do referido terne, romo do
Vidar a lodos os Rvms. Srs. sacerdotes,
paramentados rom os seus competa!
jam de cumpatecer ua iureja inalr
pel;is2 l|2 horas da larde daqut
arompanbar a referida procissao.
Jos Francisco Dias, pela rapid
i-'err i Europa, no vapor oPamperon, ueixou i
despedir de muilos amigos, aos quaes pedo dcsc.il-
pa data ingenua falta.
de
Quem precisar de urna ama para o servil
rasa, cquerendo escrava, dirija-se u ra do
mao loja 11. 14.
C. STARR.&C.
rrspiosamenleannunciam qoe no seu extenso es-
labciecinicnlo em Sanio Amaro,rnnlinuam a fabricar
com a maior pcrfeirAo e promplidao. toda a quaida-,
de de machinismo para o uso da n-iirullura," na-
vegado e manufactura; e que para maior comroodo
de eus numerosos freguezes c do publico cm gcral,
leem aberto em unidos grandes armazens do Sr.
Mesquila na ruando rom, atraz do arsenal de ma-
rinlic
l'ETOSITO^gi MACHINAS
con!-ni la- un dito^Mphelccimenlo.
Alli acharan os compradores um cmplelo sorli-
becco e ras prejiidicadas, e islo por um rigor de I <""'>' <'e moendas da caima, com lodos os mclliora-
na Lal.S. 13.o o|' 40" Lona olirw TK.o-'r 1ios'iv?1 0.hr.i.a,l,e l'oriuauez: tiara... capilaVHanoel
0.10. .1 w Long. otirn .JS.0 a4 18 -Joaquim da Silva, por ter porcJo da carga prompla:
o quesera pintada de branco, e Icm 80 psi Hein no nvsmo quizer carregar ou ir de passagem,
elevaciio da varanda sobre a montatiha. ediriJ:l"se ! caPIto. ou a ra 'de Apollo n. I i, ,
Sua lorre q
iimlczesde
iitGi.fi
270 sobre a superficie do mar.podera servisla de din,
com bom lempo, a 30 milhas de distancia. Esle
phirol, o melhor da Cosa do Brail.de refracto pe-
lo sxalema de Fresuell, eda primeira grandeza, Um,
no espado de um miuulo, luz clara por 15 segunlos.
casa de Manoel do Nascimenta r;
LEH.OtS.
; John Gaita, atando 1 .u a relirai>^.j
juslisa se devepralicarsPLundo o que se Icm doler-
minado, que se devem calrar aquellas ras que por
minies rirrumslancias urgem um scmclbanle bene-
ficio. Nao queira a Ilustre cmara, que leuhaiues
igulense 1 do anno prximo passado rom agran-
de cheia. que se viram os inorad ores deslas ras cm
t.lo grande^perlo.
O morador da ra Augusta.
Continua a dar-se algum dinheiro a
'-c penhores de ouro ou prata :
a i'iiit i,;a'Joja de niudezas de
1 i por i, o. lCs
Precisa-sede officiaesde charaleiro,que traha-
-sB-p.ira ihem sotfrivcl : na cidade de Olitida, ladeira do Va-
Europa, lar. lefto pc,i inlenencJio do agecte Uii-' radouro n. 38.
menina alguns dcllrs novus c originaos) de que a
experiencia ihmjuitos anuos tem mostrado a neces-
sidade. .Machn* de vapor de baila e alia press-io,
lanas de lodo tamanho, lano balidos como tundi-
das, tarros dcmao?ditos para ronduzir ri.rmas do
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, ionios de ferro balido para farinba, arados de
ferro da mais approvada conslrucrao, fundos para
alambiques, rrivos c portas para furnalbas, e uma
infinidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito exislc uma pessoa
iiilellijenle c habilitada para receber lodas as en-
commendas, etc., eUyque os annunciantcs contan-
do can a rapacidade.de suas oiiicinase machinismo,
r pericia de seus ofQciaa, se comprometlem a fazer
exerut.ir. com a maior presteza. perreu;9o, e exacta
conformidade com os modelos ou dcseiihos.e inslruc-
/jes que Ibes forem fornecidas.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MOTILADO
. -- .-;*-



4
-
*
DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA 22 DE DE MARQO 1855.
I.OTLltlA ItO COU.EGIO DOS OI'llAOS.
Ais 3:0005000, StOOO^lXI., 1:0003000.
Curre iwlubiacelmenle abluido, 21 do corrate.
<> catitclista Salusliano de Aquino l'errcira avisa
ao respeitavel publico, que "s seus bitlieles e caute-
las n.ni eslao sujr. te oito |mr ecutu
ilii imposto geral, no icio do pulimento sobre os Iros
primero; | Acham-se a venda as
lujas : roa I.) ; na pi.i-
Ji 'la Independe' ri.i n. 'I~ ' 'iO : rua do Livramcn-
1" ii. \.i ii. i<> : rua do Queimado n. .T.)
o i 1 ; i l-.i n. II. ntica.
Billirlcs 5&50" Rccebcra or iuleiio 5:0003
Meios "i o' 2:5009
Ruarlos i u 1:2508
iUl 70
Decaos (Khi n :>ixi3
i, 2509
Pcrnamtiuco 17 ile marro de ISV>.
Salusliano de Aquino l'errcira.
As giais novas c
moderii>s ioias.
i"
,Os abaixo assignados, dones da loja dcourives, na
rua ilo Cabus n. II. confronle an paleo da inalri/ e
na Nova, fazem publico, que cstito recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro los inclho-
SOslos, lano para soiihoras romo para liianens c
meninojf os precos conliiniam mesmo baratos como
D Sido, e passa-so cenias com responsabelidade,
Seiieando a qualidade do ouro de 14 ou IS quila-
lea, ficaiidu assim sujeilos os mcsuios por qualquer
din ida.Scraphim \ Irmao.
Ainda precisa-sede olliciaesdealfaia-
te, tanto Be obra rande como n/tuda:
na rua da Madre de Deosn. 3(i, primeiro
andar. v
*
I'ede-sc ao Sr. Jos de .Mello Osar ei-pro-
curador da cmara JfMjl.ihla, que venlt.i entender-
se com os herdeiroa^K Lui/. Roma, pois basta de
cassoadas, (raudo certo que ein quaulo nao se en-
tender com osmesmoajiu de sabir esle annuncio.
Prccisa-se arrendar um sitio, cuja
i.isaJje Jjiveuda sirva para pequea fami-
lia, equeseja perlo da praca, dando-se
afc#Pme/.es adiantudiis: quem tiver an-
nuneie para tratar-se.
**- Desappareceu desde selcnihro ou oulu
auno passailo, i.iiiajivaccacom unta cria ja de
ambas haslanle limeras, aquella de cor ana rol la
desmatada, com.iiinlas ou malltas brancas, ainda
^HMaMHgnt grande, cliifrcs muilo bem icilos e
agucainHI a cria de cor branca, com mullas ama-
relias turas, e de rara laurina : quem tiver noticia
ou soijRr onde cxisletn esles animaes, podera com-
uiunkar ao abaixo assignado, no seu silio no lugar
da Tofre, ou lia rua do Collcgio u..... secundo an-
dar, que sera generosamente pago de sen Irabalhu.
Manuel Percha Magalhes.
No di.i 2-i do correnle, depois da audiencia do
jnizo da primeira vara, na respectiva sala, lem do se
arrematar j sitios no principio da e-Irada que vai
paraoArrai.il, a\ aliados, um por ti:OIHI.NK0, oulro
:lOfJ#0O0, e oulro por 8OO3OUO, os quaes vau ;i
i requcrimeulo do nventariaulo dos bensilo
fallecido Jos Antonio Corroa Jnior, para pnj
meuto ilo sello da bcranca.
Precisa-se de urna ana para casa de liomcm
soltis, a quglnao teuba fillius e ncm pessoa algu-
^*"|nliia, que lulo lenlia preguica ncm
plcriacoes, que seja muilo tu I e
vico da casa, com espeeialidade
16S000 por mez vencido ; na
lio n. ti, segundo andar.
e a rua da Senzala Vellia. cni
Idas Miudinlias al a rua da Cruz,
Kco de Jos Caelano, um bracelete de
IHHezinha. lodo riieio de riquililes, co-
s las, sol, menino Heos, peixinhos,
etc. : quem o cima, querendo resli-
|tu i da Senzala Vcltaa n. (8, que ser
gsjja sala ou loja
le de direilo*
i yua:
Esta justa a rom,
Vanea, porten
sealguem
por es!
Vicente
Rail
tul.
e para > e-
arein algumas
s do Cnllegio,"r..ideia, S. l'ran-
palco do
a ordein tercena, Cruzi
nete.
na na
icio di
a ello,
cl.u .
RiwP'' id i-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO CO&UMIO 1 AHBA2& 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consultas homeopalbicas lodos os diis aos pobres, desde 9 horas da
maiiliaa aleo meio da, c cm caaos extraordinarios a qualqoer bora do dia ou iroile
Oflciece-sc igualmente para praticar qualquer operacao do eirtjrRia. c a'cudir'promplamcnte a qual-
qoer inulberqiie tsleja mal de parlo, e cujascircuinstancias nao permilljin pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. f. L LOBO S0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUNTE:
Manual* completo de meddicina bonicopalliica do Dr. (1. II. Jabr, traduzido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, qualro volumes cncadernados em dous c aconipanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etc., ele...... 20V000
lista obra, a mais importante de lodas as quelratam do esludo o pratica da lioinepalbia, por ser a unir
',1!,,0v'!"!'T-,>nC. .'I!1! -:;,,l!ei,'!,' JeSff dulrinA PATBOUjKNESIAOU II Kilos DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMOEH ESTADO DE SAUDE-eonheeimeotoi que nao poden, dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a ortica da verdadeira medicina, inleressa a todos os medico- que qui/ercn
experimentar a .'oulrina de llalincmann, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella : a lodos os
lazendciros e senliores de engenho que eslfio longe dos recursos dos mdicos: a lodosos canilaesde navio,
que nina ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer qcommodo sen ou de seus tripulantes :
I lo.los os pas de familia.que por circnnislancias, que nem sempro podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar ;i conlinenli os primeiros soccorros eu> suas enfcrmiiladcs.
O vade-mecum do bomeojialba ou traduce* da medicina domestica do Dr. llering,
obra tambem til s pessoas que se dediram ao esludo da liomeopatbia, um vol-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 101000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etc., etc., enrardenadn. '. 38000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro Da prallca da
liomeopatbia, c o proprietario dcsle cstabelecimcnlo se lisongeia dft.le-lo o mais bem mutilado possivel e
nuiguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Ilolicas ajjjSJ tubos grandes............K .
Boticas de 21 inedieameulosacni glbulos, a 10, lile I5;00(
dilos a
ditos a
dilos . a
dilos a
rs.
R3000
..:.
. 203000
. -2:,-*hm
, :iiwmio
. (iON K10
. 15000
. 28000
. -j.-hxxi
diversos lamanlios,
Ditas 36
Ditas s
Ditas 60
Ditas 144
Tubos avulsos.......
l-'rascos de nieia 0115a de lindura.
Ditos de verdadeira lindura a rnica, ..........
Na mesma casa lia semprc venda grande numero de tubos de erjslal
vidros ara medicamentos, e aprompta-so qualquer encominenda do medicamentos com toda a brevida-
oe c por precos muilo commodos.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do llosari 11. :(i, segundo andar, Paulo Cai-
gnoux, dentista francez, cliumba os denles com a
maua adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posico lem a vantagem de enrlier sem pressiio doto-
rasa lodas as anfractuosidades da denle, adqueriudn
em poneos instantes solidez igual a da pedra mais
e promelle restaurar os denles mais estragados,
a forma e a cor primitiva.
^ laail' 1)0 I.XSUTlT 110
^MKOI'VTHICO DO BRASIL.
TIIESOI I'.O IIOMEOPATllIC
OU
vade-mecum do
homeopata.
Melhodo conciso, clan't seguro de cu- (&i
rar homeopathicamenlc todatat molesiius ^f
que affligem a especie humana, e part- v*)
( cularmenle aquellas que reinan no Jira- ()
Z al, redigido segundo os melliores trata- y
^f dos de liomeopatbia, lauto europeos romo (..'
(A americanos, c segundo a propria experi- (V,
^J. ancla, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgere '*J
%p) Pitillo. Esta obra be boje recouliecida co- (fig
('A 1110 a mellior de todas*que Iralam daappli- /,,*.
*v.cacao bomeopatliica no" curativo das mo- '*
(!) Icslias. Os1 curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
VV consulta-la. Os pais de familias, os senho-
jA res iie engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
.>*, I'i'cs de navios, scrlanejos ale. etc., deven
i$>) te-la mito para occorrer promplamcnlc a
9*91


f DENTISTA FRANCEZ.
Q Paulo Gaignoax, estabelecido na rua larga @
*) do Kosario 11. :!(i, segundo andar, enlloca den- @
{3 tes com gengivas artificiaos, e dentadura com- Q
53 pleta, ou parle della, com a pressao do ar. a
Tambem lem para vender agua denlifrircdo ga
9 Dr. fierre, c po para denles. Kna larga do tfj
5j Resano n. 36 segunde andar. S
Casa de consignado ele eset-avos, na rua
dos Quarteis n. 2
Compram-sc e recebem-se ccravos do ambos os
sexos, para se vcndcrc:.i de coniniissilo, lano para a
provincia como para rra della. oflerecendo-se pata
sso toda a seguranza precisa para os dilos cscravos.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrar de Albuquer-
(jueimiclou a sna aula para a rua do n-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico preeo como lie publico : quem se
qui/.er utilisar de sen pequeo pi estimo o,
Ppde procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias ttteis.
a
A qualquer caso de molestia.
*!' Dous volumes ei
i
i
Vend
jlunir
e-se ti
s cm brorbura por
cncadernados
nieamcnle em casa
IO3OOO
tljOOO
do autor,
no palaccle da rua de S. Francisco (11 un
.68 A.
i
o Novo) n
s
: O Sr. Joao
ue
ar receber urna encommen-
a n. G e 8 da prat*a da Inde-
peni
Nepomuceno Ferreira
mora para o Salgadinbo,
SU
' ,:S:';
l mi, DEMISTA, t
;.; continsja a residir na rua Nova 11. ti, primei- @
Nearos li\roade boroeopalbia uicfraccez, obras
'tndasde suinma importancia :
I llehnemaun, tratado das molestias ebrouicas, 4 vo-

JO poof 1S
meios ne
crcr
No dia 17 .:
Jos, ile -Atignla^^H^
lo descarna
nos, lem as 1
can 1
e conipridos^pci
aluuuicados, feiose pequ
ga-se as auloridades poli
que o appreheudam e
11. 1H1I
renlBi
Era awubir, be
lHI lto
Masxra\o
r' !.., ros-
ais iu me-
ejadas por
once, oes
la, nllio-
ivol: ro-
capites de campo,
a seu senbor, na rua
i da ribeira, ou em
Barrenos a LSm lUbegTlc ; cm Rio-Fonnoso a
lenlo Miranda.
Por se I* Muucia, julga-se que a prela Dcl-
lina, desappafecida no lia fado correnle, esla acol-
lada em algiima casa desla cidade ; o abaixo assig-
nado paatesla contra quem a tenba oceulta. Jos
intom^dos Santos.
Da-se diidudte a premiode um por ceulo ao
mez, com liypothsj|h cm bens de raiz, uesla praja :
quem precisar ao^HRc.
Na rua dasTrincbciras 11. :S. sobrado de um
andir, prccisa-se de urna ama secca paraoscrvico
de casa c rua,qno saiba cozinbar, para casa de pou-
ca familia.
L'ma pessoa que lem de relirar-se para o malo
t sexta-leira, J.'l do rorrele, por querer beneficiar
ao seulior do cngcubo da Malla, comi.la-o, 011 a
quem suas \e/.es li/.er, para que appareca ate o da
quinto-feira, na rua do Padre IToriauo n. 21, s
gundo andar.
Deseja-se allar al quinla-fcira, 22 do corren-
- senliores licrdciros possuidores da fazenda-
Caicara, sila nos sertoes da provincia do Hio Grande
do Norte : na rua do Padre-lToriaito 11. 21, segundo
andar.
>io collcgio das orplulas, silo na rua da Auro-
ra, cose-se c borda-se para (ora.
Precisa-so de urna ama ja de idade, para o ser-
vico de urna casado bomeui solleiro : na rua da
heala Velba n. 98.
Quem precisar de urna ama para casa de por-
tas a dentro, de pouca familia ou de lioinem solleiro,
dinja-se a rua dig,Pescadores casa 11. 15, por de-
trazdcSau Jos, ou a ruada Praia taberna 11. 1.
20SO00
60OOO
78000
68000
16.NMK)
(SKIO
SStKHI
16JO00
103000
K0OO0
78000
60OOO
oooo
oouoo
:10500o
1
I ni,1 pessoa que se retiradis
m meio uso, por'comtnoxlo
der, dirija-se a rua do Pires
em
adispc
I Tero :
11. oO.
dealguns Irastes
quem os prclen-
lumeMP'iijpV.
Testo, rrtilcslias dos meninos.....
Ilcring. bomconalliia domestica.....
Jabr, pliarmacnpa bomenpailiica. .
Jabr, novo manual, 4 volumes ....
Jabr, molestias nervosas.......
Jabr, molestias da pclle.......
Itapou, historia da liomeopatbia, 2 volumes
llarllimann, halado completo das molestias
dos meninos......... .
A Teste, materia medica liomeopalbica. .
De Fayolle, dootrina medica liomeopalbica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da liomeopatbia. .
Diccionario de Nvslen.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coulendo a deschpcao
de lodas as parles do corjio humano .* .
vedem-se lodos estes livros no consultorio bomcopa-
liiico do Dr. I.obo Moscuso, rua de Collegio n. -25,
primeiro audar.
Prccisa-se de urna ama forra 011 captiva para
fazer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-sc a rua do Collcgio n. 13,
ennasein.
Precisa-se de urna ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. '2lj,
por cima da coclieira.
LOTERA DO COUJ2GIO DE 'OKPIlAOS.
O cautelisl.a Antonio Jos Rodrigues dcSouza J-
nior avisa ao rcspeitavel publico, que es seus billic-
les e cautelas nao sollrcm descont nos tres primeiros
premios grandes, os quaes eslao a venda pelos pre-
"-"ivo. as lojas da praca da Independencia n.
5 e id, e as unirs do cuslume, cuja lotera
to dia -2 do presente mez.
58500
OSIK)
1--;u
8720
G0U
":
Ueccbcni por iulero
5:000}
2^008
1:2508
6258
5008
2508
quem
feitos da
.Roga-se ao Sr, Francisco Jos Morcira, mora-
dor na Capunga, que veulia ou manilo concluir O'
soque nao ignora, na rua do tiueimado, loja
11. i.Jos Percha Cesar.
A pcsoa que aniiunciou precisar de 40fl000.
dando por hypollicca urna escrava moca, dirja-se ,
rua Djreita 11. 36, lercciro andar.
Precisa-so do una ama que saiba cozinbar e
ar, para una casa c.-lraugoira : na rua No-
cisa-se de um caixcro para taberna: na
Ibt n. 106, dando fiador a sita conduela.
ATTEN?A0.
Carvalho \ Mondes, ultimamcnlc chega-
! rilado viudos do Rio de Janeiro,
I Iroin a honra do o'ereccr ao publico um.
lindo e variado sorlimenlo de joasd'ouro*
e com brilbantes, relogios d'uuro patente, ')
faqueiros. salvas e caslicaes, emitios mui- z*
los objecltfs de dificrcnles qaalidades pro- W
luios para senhoras, do goslos modernos (Si
que ludovenderao por mdicos precos al- TI
lendciido a pouca demora que prelendein W
,1er aqu : acham-se moraudo na rua da (<&
Cadea de Sanio Anluuio, sobrado n. 2l, *?
primeiro andar. {)
Ordem lerceira doCamo.
O prior convida a .todos' os seus cb.ui-i.no, ir-
maos em geral a eoinp.irecercm na nossa igreja com
seus hahilos sexta-fcira Ido correnle,pelas 2 < bo-
rasda larde, aliui de enrorporuddlAom os reltgio-
Dinpanharmosa prorissSo doflenhor Itom-Jesus
dos Passos. da matriz da Boa Vista para a rio Rcci-
fe ; o mesino comit I he faz. aira no domingo as 8
horas da manhaa, e quinta c sexta feira-maior para
a-i-lirmos aos arlos da semana Santa D0 convento,
o satisfdzcrmos aos convites do It. P. provincial c
da irmandade dos Passos.
G. H. I.asseo, capillo do btigiie Iraraborguez
Adolpho, n.lo se responsabilisa por qualquer divi-
da que era seu nome seja fela pela tripolacio do
mesmo navio. ^^
Quem precisar de 008000 ate i :000o a juros de
dous por ceuto, com livpotbeca em predios, aonuu-
cie por este jornal.
asignado, ofl'crccc o seu presumo a
Utilisar para tirar guias do juizo dos
zenda, tanto da geral como ,1a provincial,
por aquellas pessoas que pessnalinenlc as n1o podem
l'far, eque com a mesma fazenda se acham debita-
das : qnem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da casa, e rua em que mora, nos lu-
gares seguinles: Recle, rua da Cadeia-Joia ti. :!!),
ruada Cruz 11. 56, palco do Tbrro 11. l'J, na do l.i-
vramento 11. 2, praja da Independencia n. H, ra
.Nova n. 4, praca da Boa-Vista n. -2i, onde se rao
procurados os .bi 1 leles e as pessoas que qtiizerein
para o tim expendido, e na rua da tiloria 11. 10 casa
o auuunciante.llacariio de Luna Feire.
*' RUA NOVAN. 3 \.
Madama Rosa Hardv annuncia ao respeilavel pu-
blico, que lem receido um rico sorlimenlo de cha-
peos de seda, que vende a 208. 15< 108 e 88, cha-
peosinhos de seda para haplisado de chancas de ti
mezes jannos, dilos de palha de abas largas para
meninas de a 8 aunos, ricos corles de seda de co-
res lavrados, dilos dequadros cscossezes, bareje de
seda c 13a de quadros, chaly para vestido de lodas
as cores, corles de sarja prela lavrada, chamalole
prete, boa sarja prela o covado a 0200, grosdena-
ples prcto. dito amarcllo, lindas romeiras prelas de
lilo, cabecnes prelos, maulas prelas, camiziis prclos
para senhoras c meninas, romeiras brancas de lilo
delinho, camiss decambraia branca bordados para
senhoras, lencos de cambraia de liuho para nao,
1VIL1.I VK
I.uiz Canllrellf participa no rcspeitavel publico,
gue a sua sala de ensino, na rua das Triiicheiras n.
19. se acha aberta lodas as segundas, quarlas e sex-
las, desde as 7 horas da noilo al. as!) : quem do seu
presumo se quizer utilisar. dirija-se a mesma casa,
das horas da manhfla alo ae.J). O mesmo se offere-
ce a dar he es particulares as horas convencionadas:
tambem da lices nos rollegios, pelos precos que os
mesinus collegios lem marcado.
co:,ipl\s.
Coiitpra-sc a grammaflea franceza de Sevenc,
cm segunda 11110 : na rua das l-'lores ti. 37, primeiro
andar.
Cempra-s> ou aloga-se um prelo de idade,
que eiileuda alguma cousa de planlaccs; na rua
l!ellano segundo anJar do sobrado 11. ::..
Compra-e una parda ou prela de nieia ida-
de, sadia, e que saiba fazer os arraigos de una cas,,-
paga-se bem : na rua Nova, loja n. 67.
Na rua larga do Uosario n. 38, compram-se
Cscravos de ambus os sexos, prclciiudo-se os de ida-
de de 1-2 a j annos, c os que livcrea ofilcios, qual-
quer que seja a idade, nao se olhando a preco.
Compram-sc pntacoes brsIeros e hespanltes:
na rua da Cadeia do Recife n. 5.
Em Apipucos, casa onde morou o Exm.0k
Hts|io, compra-se urna c.-ra\a moca de habilidades,
e boa conducta, c um prelo de tS a 2i anuos.
Vendem-se os seguinles livros : Ber-i Vcnde-se um terreno de 50 palmos de
Cier diccionario theologico por 100001 %& tlS^,^**
rs., Joiillroy, ciinodeuiieito natural por juma boa rasa ou qualquer eslabeleein
J.S'OOO rs., Polliier, tratado de lireito ci- "" ,ntar mais alio da dita rua : a falla
c-*
vil por 20J000 rs., e o romance Dos
Dispoe, de A. fiamas por 7g000 rs.:
quem tpiizer annnncie.
CREHELIM DE QUADROS
ASSETINADOS, A 1.100
0
Chegon no ultimovapor da Europa, urna fazenda
a mais moderna do mercado, propria pira vestido
de seidiura. de quadros largos asselinados, loda de
seda, deuominada (".remolina : veude-se na rua do
Qoeimadon. 19: e dSo-se amostras com penhor.
9 r
c
rauca.
i
VENDAS.
ALMANAI PARA 1855.
Sahirain a luz as ollnnlias de algihei-
ra com o almanak_administratvo, mer-
cantil, afrricola ej^ustrial desta provin-
cia, corrifjido eTaWescentado, contendo
'(00 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
I
Na loja de madama Bouthier, modista
ranceza, rua Nova n. 58.
Superior grosdcnaplc prelo, liso, caberes prelo,
capolinhos de lilii prelos, chales de relroz^ meias de
seda brancas para seiibora. loucas para baplisadus,
pellas para noiva, maulas de fil do seda prelas,
imiacao de lilnnde, bicos de lindo, cscomilha, lild"
llrese fitas, bonitas camisnhas, franjas e trancas o\'
seda prelas. e oulras multas fazendas que se venden
por presos commodos.
\ ende-se ou permula-se por casas nesl praca
sillo Estiva de cima, no logar da Ibura, com boa
casa de vtvenda e bstanles Ierras para plantai...
cnario e mallas, muilo perlo do embarque : quem
o pretender, dirija-se praca da Independencia n.
-3 c -lo, que abi achara com quem Iralar.
e
m
XO COM LIORIO |
DO DR. CASANOVA
IU A DAS CRI/KSN. 2H,
vendem-se carleirasVe homcopathia de lo- ^
dos os lmannos, por precos muilo em conla. 2
1:1.....enlos de homeopatliia, i vols. 68000 H
Tintaras aesrolhcr, rada vidro. 1501 mi R*
Tubos avulsos a escolhcr a 500 e 300 *^
Consultas gratis para os pobres.
MOENDAS SUPERIORES.
Na indicSo de C. Starr em Santo Amaro, aclia-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao mu i t superiores
Vende-se um hum cava I lo. de cor ru-
ca, com todas os andares, som defcito,
milito novo e bastante {jordo : na rua do
Rosario laijja casa n. 50, primeiro andar.
na
Vcnde-se ;omma em saccas de quil-
tro arrobas e meia, a 86'OOOrs. urna
rua da Cadeia do Recife, lojan. 10.
SETIM METO LAVRADO A 2,500
RS. 0 COVADO.
Vende-se selim prelo de Ifaco a 28800 o covado.
baplisados, sapalnhas de easeniira bordados e vesli- farJn Prcla '"-spaultola a 28300, nohreza prela por-
vel a
as de seda
s as
o de
dilos arrendados de cambraia do algodao,loucas para I
dinhus de seda, luvas de seda para senhoras c meni- 'u?uw" 29000, velludo prelo o mclhor
as, meias de seda para senhoras e enancas, Irques, i *9500, maulas prelas de blond a 108, niei
capellas para noiva, penles de tartaruga, nonecas prt,.s <1(' l'l's" ;' - lllv''ls prelas de sida c
franeczas para meninas, tur. grande sorlimenlo de ^'"'""des a t.^iSO, panno prelo prova de
chales, de Ua muilo linos rom franjas de seda bor-
dados de relroa da todas as cores, ditos da mesma
qualidade lisos, dilos de relroz e de rede bordados,
dilos de seda, capolinhos e manteletes prelos e de
cores, vendem-se pelo cusi, llancas de seda de lo-
das as cores e franjas, bcos de linho, fil de linho, e
cambraia do linho. Na mesma casa lem um gran-
de sorlimenlo de obras deourodelei de branca e
Hamhurgo de ti quilates, corrcnles para hoiciu,
correnle* para relogo, Iranceliiis Chalos com passa-
dor, adcreeos inteiros, meios aderecos, alfineles, cas-
soletas, puleciras, anntis dc lodosos precos de ouro
dclei. quesuvoiidcn por 33, argolas lisas, rosetas
para senhoras e meninas, medalhas, cordoes, ele. ;
lodas estas obras vondem-se mais baralas que cm
qualquer outra parle.
Ooem qutzei iiai
urna escrava mora, aiinuncie por este jornal.
Na pracinba do l.ivramenlo loja y. I, se dir'r
quem da dtuheiros u juro, sobre penhoA de ouro e
praia.
18 ' 68, lasemira prela selim de > a -s'itM) : na lo-
ja de lleiiriquc & Santos, na rua do ijucimado u.
iO, dao-se as amostras com penliores.
DIANA ESCOCEZA A 500 RS. 0
COVADO.
Chegon no ultimo vapor da Europa, urna fazenda
icleiramente nova, toda, de seda, de quadros largos
a qual o madamismo cm Paria da o nome" de
Crimea ; vcnde-se na rua do Oiieiniado n. 1!), polo
barato preco de I301H) o covado, e do-sc as amos-
slra cut penhor.
MU A 500 RS. 0 COVADO.
VeiO no ultimo navio francez urna fazenda nova.
goslo escossez, com 4 palmos dc largura, muilo lina.
que pelo sen brilho parece seda, a qual o tnadamis-
1110 em Paria dj o nome de lielotia : vende-se na
ruado (Jueimado 11. I'.l.
C1SEHIRA PRETA A 5,500
0 CORTE.
Selim prelo maco a 28To", :t.- vado.
Panto prelo a 33000, tfOOO, SJOOOe (SJoOO rs.
muile fino.
tiros de napleprelo a l700rs. o covado.
I.hamalolc prelo a SKMJ.
Vcitado pelo a :|.~HtMJ.
Mantas pret?s dc blonda KWKMI.
Vende-so na rua do Qiieiiuado n. I!l.
Vcndem-se macas inglczas, debruadas dc me-
tal, proprias para viagem. por preco comir.odo. meias
de seda pretag, inglczas, pira senl'iop a 'iSIIMI o par.
luvas de lorcal pretas a IMKHI o par, ditas deJouvin
com enredes a IjOOO, e para hoincm a-JStM). car-
Iciras de agulbasa -280, boles dc madteperola a 000
rs. rosa, peni de atar cabello, de hurrarha, a
13600, trancas de seda do todas as cores, por barato
preco: na roa dogueimidon.il. Na mesma se
encontrara um completo sorlimenlo de tniudezas.
Vcnde-se ffanha de porro derretida a 500 rs. a
libra : na na do Rangcl u. 85.
Vendem-se uvas muscatlde Ilaina-
raca' : na rua do Queimado n. 39.
:.;-::-::; '
Fazendas para atiuaresma. <
Superior sarja prela lavrada a 28200, -J-siOO K
o covado, dita liza bcspanhola a 28000, 28220 -
* e 28400 o covado, cortes de selim prelo lavra-
<* do para vestidos, a 338QO0 e WSQpO, dito
muilo superior a 2>."i()'le 2.->S!MI o covado. di-
& lo lizo a 28100, 23800 c 38300 o covado, 38
9 meias prelas de seda para senhora, a 38000 o 5
par, luvas pretas de seda a l~iSO e l-iKlo 'S
par.lpanno liuo preto superior a 28300, 28600 S
4500, i>0tl0, .XMM c 6^00.) 0 .ovado, ca-
aira pela superior a Jtlll c 28300 o co-
? vado, dila selim a 38200 O covado, c oulras %
fazendas proprias para a quaresma, dando-
C5 amostras com penliores: na rua .Nova loja Jg
$ nova n. 4, de Jos I.uiz Pereira Jnior.
Corles de sedas*
Vendcm-sj cortes de sedas de quadros, cosi es-
cossezcom I" covados, pelo barato preco dejIO^loo
rs. : na rua Nova leja nova n. ',.
Cliape'os para senlioras.'
(.hegaram pela liana francesa GUSTAVO II, es
mais modernos c elegantes rliapi os de seda, com i i-
cos enfeites para senhora, e ven iem-so dc 168000 a
208000 rs. : na rua Novaloja nevan. , de Jos l.uiz
Pereira Jnior.
RJm e commodo, para as familias. Q
:.- Cassas de cores lixas'e de goslos muile rau-
demos, pelo baralissimo pre.o de 240 rs. o
covado, um completo sortuncto de todas as
fazendas por menos 10 c 20 pi r cento do seu 3S
_ -valor, por so Icr comprado u na grande por-
j-i (ao dellas, de una loja que ndou : tem um S
sai grande e completo sorlimenlo de pannos pre- @
tos ecasennras prelas, para lo los os preoos : fl
na rua do Queimado. loja de sobrado ama- &
# relio n.29, dcJos Moreira Lopes.
\ endem-se . casas le reas o um carro de 4 '-
das, ludo a moderna
da Boa-Vista n 38.
1:i00r!l00.
\cndc-se um negro de bonita figura, sem vicios
iieni achaques, de idade 22 annos," pouco mais ou
menos, para quetn quizer possuir um bom escravo :
na rua Augusta n. 38.
V A
\ endu-se a casa terrea dc 2 portas c I janclla,
na rua de Aguas-aSerics, lado dasombra n. 82, a
qual casa lem no swidn nina oulr de porta c jmi-
la, e um quarlo com una porta rom frente para a
rua dc Hurlas, ludo em chaos proprios, sendo n casa
da rua dc Aguas-Verdes dc paredes dobladas, pro-
pria para levantar-sc sobrado : a pessoa que preten-
der, dirija-se a rnada.Mangueira u. '.), na lloa- Vista,
ou no trapiche do algodilo, que achara com quem
tratar.
Vendem-se braceletes de cornalina, encasta-
dos em ouro, obra do ultimo goslo : no aterro da
Iioa-\ isla n. tis, loja de ourives.
Vende-se millio a granel muilo novo, a bordo
da barcaca Diligencia, encestada na rampa do Caes
do/Itaiiios.
da Boa-
para edificar
ment, por ser
fallar na praca da
i Iralar na rua da Couceicao
Calcado de liuraclia.
Na nova loja decalcado, na praca da Indepen-
dencia n. 37 e 39, ha um grande sorlimenlo dc sa-
patos de borracha, lano para senhora como para
huii.i'in, muilo uovos c modernos.
Vendem-se boas btalas, queijos a 1>G00, man-
leiga a tO, 720, 800 c 5160, nozes a KM) rs., ameias
a2-M)rs.,gnmma a trs., cafo a 180, cha a IXilHI
2NHIII, jl'o e -..(iO,loucinl,o a 360, assucarjiran-
c......" a un rs., baixo a MI rs., mascavado aVfs
sardmhas de .Nanles a 800 rs. e (iO a tala, banha a
180, cha prelo o mellior que ha no mercado a 23080
esleirs do AracaUgLIiOO rs., feijao prelinllo muilo
novo,, Sil, miihsMo a (lili ., s,,,
Ico do t.arinoSrJuina da rua de llorlas .i. 2.
- Vende-se a taberna d Mondcgo n. 74, com
pouco fundo, c commodo para ter familia : a tratar
na mesma cum o dono.
Vende-se um lindo molequecrioulo, de 18an-
nos, cozinheiro, sem vicios nem achaques alguns,
muilo proprio para pagem por |Cr figura elcganle e
airosa : na rua dos Marlyrioa n. I i.
Vende-se ou arrenda-sc um opt'mo silio n
principio da estrada dos Atbelos, com urna famosa
caja de vivenda, cocheira para 3 carros, estribara
para 8 cavallos, senzala para 20 cscravos, c lodo
plantado das melliores arvores de inicias de todas as
qualidades que ha no paiz, leudo alm disso um lin-
do jardim para recreio, 4 cacimbas d'agua polavei o
nina haisa dc capim: quem o prelender, dinia-se ao
mesmo silio, que achara com qutm Iralar.
Vende-se
a Iralar na
. a taberna da Iravessa da rua da;
Crmes n. 6, com poneos fundos
mesma.
7 HiMO EM FOLIIA.
Na rua doAnioiiin u. .'!'.), armazem dc Manocl
los Sanios Pinto, ha limito sii|icrior fuinu cm l'olha
para fazer charutos.
m FEIJAO MILATISHO.
Na rua do Amorim u. .10, armazem do .Manocl dos
Santos Pinto, ha superior feijao iniilaliiiho cm sac-
cas por precos razoaveis.
A l.sOOO, 2,,500 < Jj-000.
Vende-se melpomeno de duas larguras rom qua-
dros achamalotadoa para vestidos de senhora a I-o
covado; selim sprelo Maco, axcellente para vesti-
dos a 2$ o covado; lencos de cambraia de linho fi-
j.ios bordados e lucos pela beira a 38 rada um ; cain-
braia de linho lina a 39 a vara pssun como iliver-
sas fazendas por commodo preco : na rua da Cadeia
do Recife loja da esquina n.5.
,ii
(.hegou pelo ultimo navio francez una fazcndl in-
Icirameiilc nova, goslo escocez. rom o lindo nome
de diana : venderse unicamcute na loja dc llenriq
i Sanios, ii.i rua do (Jueimado n. iO.
VESTIDOS DE SEDA ESCOCEZA A Ki-OOOB1
CORTE.
Ricos corles de vestidos deseda de quadros largos
c lindos padres, pelo commodo preco de KiSHHI rs.
K) com hvpolhcca eJ "''ifiJi' ''i """"*<">, Smllos- "' v'ua du y'ueimado
'""i n..0 ; dao-se amostras com penhor. 1
BAHBIS VA/IOS.
Na rua ila l'raia, becro do Carioca, armazem de
Antonio Piulo de Souza, ha para vender-se tima
porcao dc barris e quarlolas de varios lamanhos,
proprios para mel ou azeite da carrapalo, e muilo
em conla, assim como barricas que foram de farinha
lo reino.
Vendc.-se um'excellenle cabriolel ainda lO
servido, por preso muitct commodo : quem o quizer
comprar, di^ia-se,i coclit'ira do Sr. yuiuleiro, na
roa Nova.^fue achar coro quera irelar, e tambem
ver o cabriolel, que ahi est esposto.
Na sobrado da ruado Pilar n. 82, prerisa-sc
alocar um escravo ou escrava que saiba cozinbar e
lazer lodo u mais servico de urna rasa de pouca fa
milia; prefere-se escravo, o pa-a-a bem,
Precisa^Wsaiuflajuun prelo para ser-
vico de casa de liomcm softeiro : na rua
do Trapichen, lfj.
Mi MPOMEJE-
llcchegadi e vend-S na I >ja de qualro perlas
da rua do Queimado n. 10, a muilo procurada fa-
zenda denominada ni Ipoineni' de tures para
vestido de senhora, sendo no'vos goslos c por muilo
menor preco, que Itc 1^200 o covado.
CASEMIRA PRETA A 5,500
0 CORTE.
fauno prelo muilo fino a :l-;200 o covado.
Selim prrlo Maco a 2^700 dem.
Urosdeaaple pretil a IjTtio Mein.
Sarja prela hespaiibula a Igdoo dem.
Alpaca prela do lustre, Roa, a 000 rs. idem.'
Meias de seda prela para senhora a 2a000.
l.eii(osdc selim prelo Maco a I.36OO.
I.uvasdeseda prelas para hornera c senhora a
1?>280.
Na rua do Queimado, em frente do becco da Con-
gregado, passando a botica a scgujida loja de fazen-
das o. 40, e dao-se as amostras com penliores.
deliciosa pi-
lloa-Vtsla n. 6, Indica.
Vende-se farelto de Ifamburgo em
laceas muilo grandes, chegadas ultima-
mente ( porpreqo muito commodo: na
rua do Amorim n. i8, armazem de Pau-
la \ Santos.
b'AZtNDAS FINAS PARA SEMIOBAS,
NA Ql AKESMA.
Romeiras dc fli de linho pelas bordadas a linha
a lll.-UIMI, ditas dilas bordada- a selim, as maja io-
dernas do mercado, a lSOOO, capolinhiis de fil de
linho prelos e decores bordados 103000, dilos de
relroz prelo tambem bordados a 10--OIMI, manas de
fil de linho pelas bordadas a '.INHHI, ditas de seda
prelas muilo linas a SJOO, chamalole prelo, covado.
29200, c oulras militas fazendas que so vendem por
precos commodos : na loja da Estrella, rua do Ouei-
inado n.7.
Vende-se eirectivamente alcool deii a 'di
paos
cm pipas, barris ou ranadas : na l'raia de Sania Hi-
la, dislilacao de branca.
ARROZ DO MARANIIAO.
Vende-se no armazem n. lGdo becco
do Azeite do Pei\c, por pceo commodo.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
stus perlenccs. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. i.
ROLAO' FRANCEZ
(.hegnu dc novo e se acha a venda a
lada dcsle roio francez. e f le encontrara na rua
da Cruz n. 26, escriplori, na loja dc Cardeal, rua
larga do Rosario n. :1S, e ua dc Manocl Jos Lopes,
na mesma rua n. id.
FARELD MUITO NOVO.
\ enden-Sc: saceos muito grandes com
farello obegadg ltimamente de Lisboa :
na rua do Amotimn. S.
.MASSA DE TOMATES.
Km lalas ele i libras excellenls para tempero, e
tambem s vende as libras por prcci. commodo : na
rua do Collegio n. 12, cm casa de Francisco Jos
Leite.
Moinhos do vento
'ombombasderepuiopara regar borlase baixa,
dccapim.nafuiidiradc U.W. Bowmau : na rua
do Bruin ns. (i, K c 10.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento cm barricas e a rela-
Iho, no arma/.ini da rua da Cadeia dc santo Anto-
nio de male iaes por preco mais cm conla.
CAL DE LISBOA A LsOOO RS.
Vcndem-se barr* rom cal de Lisboa, rhegado no
ultimo navio a 48000 por cada urna : na rua do Tra-
piche u. 1(1, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
\ ende-se sacras grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. I ti do becco
do Azeite de Pe\e;ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes&C, na rua do
Trapiche Novon. l, segundo andar.
($) Vende-se superior sarja ptela()
() hespanbola. ,,
/, Bengallas finas com lindos cas-
dr tSe*"
g .Meias de seda brancas c pretas
9 para senhora.
L'fl Se*' piolo macan paiacolle-
(% tes e vestidos,
{^) Chales de crep, bordados e es- feft
$) t""'Pdos.- g
/v* Sajas brancas bordadas para se- Y2
% n hora .. ^
%! Vestidos de cambraia a Potr- w
-w Tiacfbur. Q
Lancciros. ()
m
8
8
12.
Nai
saria ha
dcSWp-e .
:;-lMlols.K
i;-iilK)n,eovado.
Najrna do Visario n. i
le-sc farlo novo, chegado de Ll.
lidio. \
CIMENTO ROMANc
\ endorse superior cemento em barricas zi..
assim ionio tambem vendem-se as tina- : aira/
Ihealro, 'arinazeiu dc Joaquini Lopes de Almeida
Riscado de listi as de cores, pt opth
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o COVarJo.
Vende-Sai na rua do Crespo, loja da esquina que
'.olla para-a cadeia.
Chals de merino' de cores, de muito
/ bom gosto.
/Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. .iO lia para vender
barris com cal dc Lisboa, rcccnlemenle chegada.
Na ruado Trapichen. II, escriptorio
deBrandera Brandis&C-, vende-se
precos razoaveis.
Lonas, a imiacao das do ltussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores cmcai\as sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e a7.11!,
de linas qualidades.
Grava para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade cpmmum. cora p competente sec-
ca n te.
por
Em casado J. Kcller&C, na rua
da Cruz 11. 55 lia para vender exccl-
lentes pianos viudos ltimamente de Hora-
burgo.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Pe-
rn & C: rua da Cruz 11. 20.
Precos:
Extra-fino. 800 a lib.
Superior. % 6i0 >
Fino.....-500
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
em saccas que tem um alqueire, me-
velha, por preco comujodo: nos
ca
did
Charutos
Papel pinjado jiara^forro de
sala.
Chocolate
nor.
Agua de llorde lara
boa qualidade.
No armazem de Victor Lasne,
rua da Cruz 11. T.
9
< , I
trance/, muito supe- ^
ranja de muilo z
IIEGIVEI
mk Dtj. crespo n. 12. ^'"g;
\endc-se neslaj luja superior damasco de (g
ti seda dc cores, sendo branco, encarnado, roxo, i
por prero razoavcl. 5*
k'8e&@8>@eg:3age>
CEMEMO ROSAKO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
do superior qualidade. muito superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : alraz do tbeatro, arma-
zem dc taboas de piuho.
Vende-se farinha de mandioca mili-
to superior* a r>.s.">00rs. a sacca ; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Aunes Jaeome,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. , segundo andar.
Taixas pare, cngojjpbos.
Na fundicao' de ierro de D. VV.
Bowmann, na rua do Bru, passan-
do o chafariz continua liaver um
com|)leto sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcm-sc ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jolnis-
lon cv C, na rua de Scn/.ala Nova n. 4 2.
Sellins irgle/.es.
Relogios patente ingle/..
Chicotes de carro e de montana.
Candieirose caslicaes bronzeados.
Chumbo cm lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas "m;;le/.as.
Pi de sapateiro e devela.
Vaquetas de lustre para carro.
lia 1 iis de graxa n. 117.
COH PEQUERO TOQUE DE
VARIA.
Pecas dc niadapolao a ^)(M). lJOO c 3fU0(). peras
dcalgodiloziiihoaSOOrs., I^DOU, l>so', l>(;(0,'2>
e 293OO : vendem-se na rua do Crespo, leja Jj es-
quina que volla para a cadeia.
PAR i QUARESMA.
Sarja prela liespanhola dc priineira qualidade. se-
lim pelo muilo superior, casimira prela franceza,
dila scliin. velludo pelo superior, panno prelo min-
io liim, com lastre e prova da limto, c deontras qaa-
lidades mais abaixo : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
CAL VRGEM.
a mais nova que lia no increado, a preco commodo ;
na rua do Trapicheji. I"', armazem le BaslOS li-
tnaos.
COBERTORES ESCROS E
BRANGOS.
Na rua do Crespo.loja da esqaina que volla para a
c\ ina, vendem-se cobertores escaros, proprios para
escravo, a Tin. dilos Brandes, bem encorpados^
l-_s.i, dilos brincos a 1^200, ditos cum pillo hol-
lando os de Ifia a 1^280, ditos de laa a 2i00 cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-ce sacras grandes com farinha :
no armazem dc Jos Joaquim Pereira de
Mello 110 caes da alfande
cues a tratar com
Jnior, na rua do Ti a piche 11. 1 \.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES UE TO-
% DAS As 01 AUDADS,
berlorcsoscuros a 72U rs., dilos grandes a l>: 1
rs., dilos brancos de algodao dc pello e sem elle, a
imiacao dos dc papa, a l?200rs. : na loja da rua
<'o Crespo n. (i.
armazensn. i), 5_e 7 defronte da cscadi-
nha, e no armazem defronto da porta da
alfandcga, ou a tratar no escriptorio dc
Novacs v C, na rua do sfrapiche n. T,
primeiro andar.
zem
n. .
V
queire, n
Ja l'raia, ;.
1
Vende-se sop
SO c encorpado,
vado : na loi*
n. 10.

\ ende-se 1
20 at 2S t
Zinco para for. , j,
. competentes.
A Clll,mJ, em barrinhas.
w Alvaiade de chumbo.
W Tinta branca, prcta e ve
@) oleo.
^ Oleo de linhaca em botija!
($) aloes.
:^ Papel de cmbrulbo.
gft Vidro para vidracas.
)x Cemento amarcllo.
*> Armamento de todas
^3' dudes.
(0 Gcnebra de Ilollanda
\ <|uciras. -
A Couros de lusti
.* Arreios para
TS vallos.
as qual- ^
em fias- Wm
e, marca grande. A
um e dous ca- S
Chicotes '
ac psjfcteado.
jara carro
c esporas de
brica de
6

Vende-se superior polassa, fa- f^
bricada no Ilw'de Janeiro, che- gft
gada ecentemente, reeommen-
pa
. m
^ Formas de ferro p
' assucar.
^ Papel de peso inglez.
,A Champa;;. marca AAC.
^ L um resto (lequeno de rinhos do
?> Ilh en o de qualidade especial:
+2 no armazem de C.. J. As-
tlev & C.
IECHANISMO 1%A ENfiE-
um
NA FUNDICAO E^ERRO DO ENCE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RUA DO BRUAI, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob
eclos de mechamsmos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; I a, xas deiro fundido balido, de
su|i,rior.qoal,dade, c dPlodos os lamanhos ; rodas
lenladasnara agua ou animaos, de lodas as nropor-
crwos onceas de fornalha c resislrosdeboci-
ro, asulhoes.broiizes parafusos e cavilhocs, moinho
de mandioca, etc. ele '
NA MESMA. FUNDICAO
execulam lodas as encommendas com a suneriori-
W> \ 111 JJ ;"> tni-iiimenuas com a superior-
^ da-se aos -senliores de engenhos os S '*> conhecida, e com a devida presteza e commo-
g seus bous elfeilos ja' evperimen- g d,Ja^e em pre-
P tadoc'narua da Cru/.n. 20, ar- $
w) mazan de L. Lcconte Feron ti &
m
Vcnde-se evcellculc taimado dc ptfilio, recen-
leinenle (besado da America : na rui de Apollo
trapiche do l'errcira. a entender-sc com o adminis
radur do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berilo, empregado as co-
lonias inglczas e holjandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acjia-se a venda, em latas dc 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber d Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Clnistao.
Sabio a luz a 2." edicto do livrinho denominado
Devoto C!u i-lao, ma is correrlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 6i0 rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinlios dc ^. S. da l'e-
nlisjlilesla cidade, augmentado com a novena da Se-
nlior da Couceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deK. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praja da
independencia, a IjOOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta,'como
tejara, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
ttckes, modinbas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vcndem-se ricos e modernos pianos, recenle-
nienle chegados, de exccllcules vozes, e precos com-
mod.is cm casa da Cruz n. k.
Vendeir.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior (pialidade: no
armazem de N. O. Ieberdr. C,, rua da
Cruz ri. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
c coado, de tod os tamauhos. Dar
dito.
ida melhor qualidade: vende-se |
em casa de,Brunn Praeger&C,, rua i
diiCruy. n. 10.
K:9BK;'
rVende-se 011 arrenda-se um dos enge-
nhos Telha e Hrilhante, na ireguezia de
Serinhaem, os quaes moem um com agua
outio com animaes, situados em trras da
melhor producciio, com muitas varzeas
emattasyirgens, boas obras, sendo as de
um delles inteiramente novas, com pro-
poicr.es para grandes saas, e distantes
do embarque legua e meia : a fallar com
o seu proprietario o major Joao Climaco
Fe nandes Cavalcanti no mesmo engenho,
ou nesta praca com o Dr. Joao Vicente da
Silva Costa, na rua de S. Goncalo n. 14.
GrosdeNaples a l.S'000 rs. o covado!
.Na rua do Crespo n. .">, vendem-se ricas sedas fur-
ta-cores, lisas e de ouadros, lindos goslos, Com um
pequeo loque de mofo que pouco se cunhece, pelo
barato preco de lo o covado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e vanado sorlimenlo de se-
das que se vendem muilo barato.
& VESTIDOS l)E SElt\ A So.
lia na loja de Manoel Ferreira de S.i, na da
$ rua da Cadeia-Velba 11. 47. vestidos de seda '
' os mais modernos a >a000 cada um: ha 2
, tambem grs de aples de flores a 29000 rs. 2
& o covado, meia casemira de la pura por f
2>VKIrs. o corle de calca, e onlras fazendas
muito baratas.
MI

Vende-so um cabriolel com coberta o os com-
petentes arreios para um (avallo, ludo quas novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar nollecile rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
ESCHAVOS FGIDOS.
,,a, c para por-
Manoel Alves Guerra
Deposito de vinho de cham-
9 pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
^5) lidade, de propriedade do conde
{jifa de Marcuil, rua da Cruz do Re
(, cile n. 20: esle vinho, o mellior
r* de toda ;i Champagne, vende-se
7 a 5G$00 rs. cada caixa, acha-se
* nicamente em casa de L. Lc-
unte Feron & Companhia. N.
R-As caixas so marcadas a fo-
fp goConde de Marcuile os 10-
f) lulos das gan-afas sao azues.
*@:S:#s|* Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, cs-
crjplorio n. 1^, vende-se mallo superior potassa da
Kossia, americana e do Hio de Janeiro, a precos ba-%
talos que he para fechar cenias.
Na rua do Vis ario n. I'.l primeiro andar, lem a
venda a soperior flanella para forro de sellius che-
cada recntenteme da America.
Vendem-se no armazem n. f>0, da rua da Ca-
deia do Hecife, de llenrv (jbson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
A 180 rs. a vara.
Na loja de (uimares & lleuriqucs, rus do Cres-
po n. , vendem-se cassas franre/as muilo linas, clie-
inlas uUimanii'iitc, dc costos delicados, pelo barato
preco de 480 ts. a vara : assim como lem um com-
pleto sortimento dc fazendas tiuas, tudo por preco
muilo commodo.
No dia IS do correle desappareceu nm negro
por nome Scverino, ainda bstanle mojo, pois a bar-
ba Ihe apona, com talla de denles do Lulo superior,
e lem o ollicio de alfaiale, ainda que nSo pcrfeilu
olcial ; esle negro he bem conhecido nesta praca
em razio de ler sido do ajudanle Antonio Luiz do
Souza, |iardo, idoso, fallecido a pnuros anuos : quem
o pegar pode leva-lo a rua do Collegio n.....segundo
andar, que ser pago do seu Irabalho pelo aballo
assignado, seu legitimo senbor.
Manoel l'ereirmJmUalh/iet.
i
Desappareceu no dia 15 do cementenma prela
de nome Dellina, com os Manaes segoinles j cor prc-
la, pes grossos, cara e nariz chalo, deolas Rimados,
lem una cicatriz, ou marca no pescoco do lado
direilo, c nutra nu cotovcllo do braco dircito, lem o
roslo pirado de bexigas, falla bem: roga-se a lodas
as autoridades policiacs e capitaes de campo, de ap-
prchcnde-la e leva-la rua do Vigario n. 10, que
serio recompensados.
No mez dc junhodn anno passndo dcsappare-
cch do bairro da lioa-Visla, rua da Mangneira, casa
n. 5, o escravo mulato acalioclado, da nome Nicolao,
com os siiiacs seguinles : eslalura regalar, o roslo
lodo clavado dc marcas ilc be vigas, pea e pernas
urossiis, falla ron. mansiilAo, lie Mlicialde pedreiro,
e ha supposirHo de eslat irabathalMlo pelo ollicio cm
Serinhaem. li-le mulato lie iiojado abaixo assigna-
do por o ler comprado na cidade da Parabiba a Sra.
viuva do lallecide Casio : quem o aporehender, le-
ve-o cidade da Parabiba ao ilIsnfSr. Sergio CI e-
menlino Drummond Pessoa, ou na rua da Manguci-
ra, casa n. >, de Aulonia Comes Pessoa.
GIIATIFICACAO' UE OM MIL RES.
Contina a eslar lucido desde o dia sexla-firo, 12
do mez de agosto dp 185:1, o escravo, criculo, de no'.
me Arcemiro, natural da villa de Pesqueira. rom os
signaes seciiiulc-, : idade 2'\ a -J4 anuos, pouco mais
ou menos, estatura regular, ror prHsr retinta, nariz,
coniprido, ilcules bonitos' c com falta de um deHs
an lailo, com um sigtisl arrclaudado na caber/., do
balo esquerdo do lamanho de ns^^^Hbada sem
cabello, he muilo regrisla e ce-nana andar fijmando
cigarro, com chapeo ou bonel na mbca ao Udo, tcs-
lido de calca e camisrfde algoda^H sujn, e levnu
conmigo lana casaca de alpaca riatella, muilo snr-
r.ula as alp.is, e nina calca de lino l>.ul risradinho.
I oi escravo do Si. coronel IVmlaleJo de Siqueira
Cavalcauli, daquella villa, para o'ade se suppie que
se tenba evadido, ou para os engenhos do sul, dos
unaos ib, mesmo senbor, a qovni encarecidamente
se pede se nao deivein illuJii pelo referido escravo.
que se intitula forro, c o envicia para esta capital.i
entregar na rua da l'raia, armazem de carne secca
o. 7li, de Ajuicelo Antonio ferreira, que prompla-
uieiile pagara a quanlia cima, t) mesmo se peile a
lodas as auloridades polieiaes e capilcs de campo, e
prolcsla-se^contra quem o tiver orculle.
CEM MIL KEIS E CIUTIFICACAO'.
Desappareceu no dia G de dezembro do anno pr-
ximo pas-ado, llenedicla, dc li anuos de idade, \es-
ita, cor araboclada ; levou um vestido de chita com
lislras cor dc rosa ede caf, o oulro lanibem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarello no pesco-
co ja desbulado: quem a apprchenJer couduza-a a
Apipucos, no Uileiro, cm casa de Joao Leite de A-
vedo, ou no Recife, na prafa do Corpo Santo n. f7
que recebera a gralficac,;lo cima.
l'ER.N TYP. DE M. F. DE FAKIA. 1855
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MUTILADO